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Você deve dar entrada do recurso na Junta Administrativa

de Recursos de Infrações de Trânsito (JARI´s). Informe-se


no Detran onde fica a JARI mais próxima de sua casa. O
motorista multado em município diferente daquele que
reside pode protocolar seu recurso na Ciretran de sua
cidade ou na Divisão de Controle do Interior do Detran, que
o encaminhará à Jari competente para julgá-lo. Na cidade
de São Paulo, para infrações lavradas pelo Detran e
DSV/CET, existe no térreo do Detran um serviço de
recebimento de recurso para posterior remessa à Jari
competente para julgá-lo. O Detran não é órgão julgador
de recurso de infração.

O interessado deverá redigir um requerimento (ou


preencher um modelo) e juntar os seguintes documentos:

cópia do RG;
carteira nacional de habilitação;
documento do veículo;
notificação da penalidade (multa);
original do CRLV (Certificado de Registro e licenciamento do
Veículo. Não confundir com o CRV que deve ficar sempre
guardado);
outros eventuais documentos que venham a comprovar o
que está sendo alegado no apelo.
Se o veículo for de propriedade de pessoa jurídica é
obrigatório anexar uma comprovação da existência legal da
pessoa jurídica. Quando o recorrente estiver representando
o proprietário, é necessário apresentar uma procuração
dando poderes para o pedido de recurso. A procuração
deve conter firma reconhecida em cartório.  
Quando o notificado é o proprietário do veículo na data da infração, mas
discorda da penalidade imposta. O usuário também pode pedir o
cancelamento da multa se a notificação for expedida mais de 30 dias após
a data da infração, ou se houver erro nos dados descritos na notificação,
tais como marca e cor do veículo. Se a Junta Administrativa de Recurso de
Infrações (Jari) do órgão autuador não julgar o recurso também em 30
dias, o usuário tem o direito de pedir o efeito suspensivo da multa, para
fins de vistoria. A data da expedição está registrada no verso da
notificação e a da infração, no interior.

Se o usuário reside em município diferente de onde a multa foi aplicada,


não é preciso que ele se desloque até a Jari do órgão autuador. Nesse
caso, o usuário pode impetrar o recurso no Detran-RJ, que encaminhará a
documentação ao órgão autuador para o devido julgamento do recurso.
Exemplos: o usuário mora no Rio e foi multado em Campos (entrega o
recurso na sede do Detran-RJ); o usuário mora em Campos e foi multado
no Rio (entrega o recurso na Ciretran ou Serviço Auxiliar de Trânsito (SAT)
do local). A regra não vale para multas aplicadas pela Polícia Rodoviária
Federal. Nesse caso, o usuário deve recorrer no próprio órgão autuador.

Modelo Básico do Recurso

ILUSTRÍSSMO SENHOR DIRETOR DO DETRAN DO ESTADO DE ________________.


(ou)
ILUSTRÍSSIMO SENHOR DIRETOR DA JARI DO ESTADO DE ___________________.

Eu, (seu nome completo), proprietário do veículo, placa ________, cor


________, marca ________, modelo ________, residente à (endereço
completo), carteira de identidade nº ________, venho muito respeitosamente
perante V. Sª, em prazo hábil, interpor RECURSO para solicitar a apreciação
do(s) Auto(s) de Infração(ões) nº ________ ou dos Extrato(s) da(s)
Penalidade(s) Aplicada(s), anexos, requerendo o seu cancelamento, tendo em
vista a inobservância do disposto na Legislação de Trânsito vigente, ou pelas
razões que apresento a seguir:

1. O Recorrente recebeu notificação por infração de trânsito (Doc. anexado na


Defesa Prévia, protocolo n° _______), pelo qual estaria infringindo a Lei 9.503
de 23 de setembro de 1997, denominada Código de Trânsito Brasileiro, pois
que, supostamente, teria que esclarecer o motivo da multa por (exemplos:
sinal vermelho, excesso de velocidade, etc). 

2. Ocorre que no dia (informar o ocorrido e os motivos que você acha


adequados a serem apresentados em sua defesa). 

3. Diante de tal circunstância, venho requerer a V.Sª o cancelamento do Auto


de Infração supra citado, com a conseqüente não aplicação de penalidade
específica, assim como a não atribuição de pontos perdidos, referentes à
infração objeto da presente.

Atenciosamente,

__________________________
(seu nome)

__________________________
(assinatura)

(data)

Um erro clássico das pessoas com problema identico ao seu é que tentam a todo custo provar
onde estavam, se esquecendo que devem provar onde o veículo estava.

O raciocínio do julgador é simples: o veículo estava emprestado a uma outra pessoa que
cometeu a infração. Por isso seus recursos foram indeferidos.

A primeira atitude numa situação dessas é solicitar uma cópia do Auto de Infração. Podem ter
ocorrido duas situações: erro de anotação da placa pelo Agente ou erro do funcionario no
momento de inserir os dados no sistema.

Se houve um desses erros, os dados do veículo (placa, marca e espécie) anotados no Auto de
Infração provavelmente não serão os mesmos do veículo que recebeu a autuação.

Caso os dados coincidam, ai sim tente obter provas de onde o veículo estava. Se não
conseguir, só lhe resta optar por avaliar o Auto de Infração em busca de erros/lacunas de
preenchimento para poder embasar a defesa em algo sustentável e que possa lhe trazer o
devido êxito ao recurso.
Não há como lhe fornecer um "modelo" pois recursos de multa devem ser elaborados caso a
caso, de acordo com as circunstâncias apresentadas. Aliás, cuidado com modelinhos gerados
por programas de computador e outras fórmulas milagrosas e infalíveis.

Atenciosamente,

Fernando.

MSN e e-mail: recursodemultasp@hotmail.com

Multa indevida pode indicar clonagem


Cabe ao proprietário do veículo notificado provar que não cometeu a
infração. Para o recurso, é importante guardar os comprovantes

O aposentado Ervino Ferraz de Andrade, de 78 anos, recebeu em casa uma


multa por avanço de sinal vermelho, às 22h10 de 26 de dezembro de 2009, na
esquina da Avenida Paraná com a Praça Manoel Teodoro da Rocha, em Ivaiporã,
Norte do estado. O problema é que ele mora em Curitiba, a 380 quilômetros do
local, e nunca esteve no local da infração. “Imagina se eu faria uma viagem
dessas na minha idade. O mais longe que vou é Campo Largo, visitar minha
filha”, brinca. Provavelmente ele foi vítima da clonagem de veículos.

O recebimento de uma multa em horário e local estranhos ao proprietário do


veículo remete, geralmente, a duas situações: a clonagem do veículo ou seu uso
indevido de um estabelecimento onde ele estava guardado -- estacionamento ou
oficina. Nesses casos, segundo o advogado especialista em trânsito Reginaldo
Koga, a primeira providência é requerer o auto de infração à autoridade de
trânsito para ter certeza de que não se trata de uma terceira opção -- erro do
órgão fiscalizador. “Se a descrição do veículo no auto for diferente da
notificação, houve um erro no processo. Nunca tratei de um caso assim, mas é
bom garantir”, diz Koga.

Recursos e restrições

Andrade seguiu as recomendações e constatou que a descrição do modelo e cor


conferiam com seu Corsa prata. “Expliquei em minha defesa que, naquela noite,
estava com minha esposa, em casa. Mas responderam que minha alegação não
era suficiente”, conta. Acontece que, por lei, os atos da autoridade de trânsito
têm presunção de legitimidade. Ou seja, cabe ao cidadão apresentar provas de
que não cometeu a infração. É nesse muro que esbarra a maioria dos recursos.
“Muitos não sabem que precisam produzir evidências e preferem pagar, a
contragosto, a procurar um especialista, porque sai mais barato”, avalia Koga.

Quando o proprietário tiver certeza de que o carro flagrado não é seu, deve
suspeitar da clonagem, procurar a polícia e começar a levantar documentos e
testemunhos que assegurem que ele não esteve lá. As provas e o próprio
Boletim de Ocorrência vão embasar a defesa prévia à própria autoridade de
trânsito e os recursos à Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari) e
ao Conselho Estadual de Trânsito (Cetran), se necessário. De acordo com
decisão da Justiça, a multa só deve ser paga após o resultado final.
Mesmo que a multa seja municipal, o proprietário deve procurar o Detran. Se
constatada a clonagem do veículo, o órgão faz a troca das placas do veículo
regular. Já no caso de a infração ter sido cometida quando o carro estava no
estacionamento ou na oficina, dificilmente a defesa será aceita.

Oficinas podem testar os automóveis na rua, mas devem usar uma placa
especial. “É bem provável que a infração tenha ocorrido, mas no uso indevido do
veículo por outros. O que o dono pode fazer é entrar na Justiça contra o
estabelecimento”, orienta o advogado. Nesse caso, é necessário guardar os
comprovantes do horário de entrada e saída. Eles constituirão prova essencial.
 
Fonte: Portal do Jornal Gazeta do Povo

PORTARIAS DO DETRAN-RJ / 2006

DEPARTAMENTO DE TRÂNSITO
ATO DO PRESIDENTE

PORTARIA PRES-DETRAN-RJ Nº 3741


DE 17 DE AGOSTO DE 2006

DESIGNAR AGENTES DE TRÂNSITO PARA LAVRAR AUTOS DE INFRAÇÃO DE


COMPETÊNCIA DO ESTADO, EM TODO O TERRITÓRIO DO MUNICÍPIO DE MACAÉ,
OS SERVIDORES MUNICIPAIS QUE MENCIONA, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

O PRESIDENTE DO DEPARTAMENTO DE TRÂNSITO DO ESTADO DO RIO DE


JANEIRO – DETRAN/RJ, no uso de suas atribuições legais, e tendo em vista o que consta
do Processo Administrativo  n° E-09/1607/4130/2006, e

CONSIDERANDO o que ficou pactuado no Convênio de Cooperação celebrado entre o


Estado do Rio de Janeiro, o DETRAN/RJ e a Prefeitura Municipal de Macaé, com
fundamento no art. 25, do Código de Trânsito Brasileiro, instituído pela Lei nº 9.503/97;

CONSIDERANDO que, de acordo com o disciplinado no art. 22, inciso I, do Código de


Trânsito Brasileiro, compete ao órgão executivo de trânsito, no caso deste Estado ao
DETRAN/RJ, no âmbito de sua circunscrição e de suas atribuições, cumprir e fazer
cumprir a legislação e normas de trânsito;

CONSIDERANDO que, nos termos do disposto no § 4º, do art. 280, do Código de Trânsito
Brasileiro, compete a autoridade de trânsito com jurisdição sobre a via no âmbito de sua
jurisdição, designar agentes para lavrar autos de infração; e

CONSIDERANDO a relação de Servidores e Guardas Municipais do Município de Macaé,


remetida pela Macaé Trânsito e Transporte.

RESOLVE:

Art. 1º - Designar como Agentes para lavrar autos de infração de competência do Estado,
em todo o território do Município de Macaé, nos termos das disposições estatuídas pela
Legislação e Normas de Trânsito e pela Resolução CONTRAN nº 066/98, do Conselho
Nacional de Trânsito (CONTRAN), os Servidores Municipais constantes do Anexo I, que
desta Portaria fica fazendo parte integrante e complementar, designados pelo Ofício nº
147/2006-DA, de 15 de julho de 2006, da Macaé Trânsito e Transporte.

Art. 2º - Os autos de infração deverão ser lavrados, rigorosamente, com estrita


observância das prescrições estabelecidas nos incisos I, II, III, IV, V e VI, do art. 280, do
Código de Trânsito Brasileiro, e depois de lavrados, deverão ser remetidos, no prazo de
24 (vinte e quatro) horas para o DETRAN/RJ, a fim de ser emitida a competente
Notificação, no prazo máximo de 30 (trinta) dias, contado da data de sua lavratura,
conforme exigência contida no inciso II, do parágrafo único, do art. 281, do referido
Diploma Legal, com a nova redação dada pela Lei nº 9.602/98.

Parágrafo Único – Sempre que possível, o agente de trânsito deverá solicitar ao


infrator que assine o auto de infração, sendo que, na hipótese de recusa,
semelhante fato deverá ser consignado no documento a ser lavrado.

Art. 3º - O Presidente do DETRAN/RJ poderá, a seu critério exclusivo e a qualquer tempo,


revogar a designação concedida a qualquer dos Servidores Municipais constantes da
Relação Anexa, a alguns ou mesmo a todos.

Art. 4º - A presente Portaria entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas todas
as disposições em contrário.

ANEXO I À PORTARIA PRES-DETRAN/RJ Nº 3741, DE 21.08.2006.

Publicada no D.O. em 21.08.2006.

Rio de Janeiro, 17 de agosto de 2006.

Ilustríssimo Senhor Superintendente

Nome, estado civil, profissão, RG. SSP/SP, CPF/MF nº , CNH registro nº (doc. 1), residente e
domiciliado à Rua nº , apto. – CEP, Bairro, São Paulo - SP, vem, mui respeitosamente, à
presença de Vossa Senhoria, por seu advogado que esta subscreve (doc. 1a), interpor o
presente Recurso Administrativo em face do Auto de Infração e Imposição de Penalidade nº
(doc.2), levando-se em consideração os fatos e fundamentos de direitos a seguir expostos:

DOS FATOS

A recorrente é proprietária do veículo placas/UF , ano , chassi , cor , consoante comprova cópia
do CRLV anexa (doc. 3) .
Segundo consta do AIIP supramencionado o recorrente, supostamente, infringira disposição
constante do artigo , inciso , alínea " do Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9503/97), quando
trafegava pela Rua, no dd/mm/aa, às hs e __min.

I) PRELIIMINAR
DOS VÍCIOS DE FORMA

1) Primeiramente, entende o recorrente o total descabimento da referida multa, vez que a


AUTUAÇÃO não veio acompanhada do devido documento probante (foto) ou outro
equivalente, que lhe dê sustentação fática, ou seja, não há nenhum elemento apto que venha
a caracterizar a conduta transgressora, fato este que contraria frontalmente o disposto no
artigo 280, § 2º do CTB ( regulamentado pela Resolução nº 23/98 do CONTRAN).

2) De mais a mais, a prevalecer a versão dos fatos descritos no referido Auto de Infração,
verificar-se-á outra ilegalidade ainda mais grave, na medida em que neste caso concreto,
houve total inversão do ônus da prova, demonstrada pela ofensa ao princípio constitucional da
presunção de inocência (artigo 5º, inciso LVII da CF/88), ou seja, ao invés desse Departamento
provar a existência da infração, (o que de fato não ocorreu), o recorrente tem que lançar mão
do presente recurso para provar sua inocência.

Portanto, verificada existência de vícios de forma insanáveis, posto que ferem disposições
constitucionais e infraconstitucionais elementares, não há outra solução, senão a declaração
de nulidade de pleno direito do referido AIIP com seu conseqüente arquivamento, tendo seu
registro julgado insubsistente nos termos do art. 281, parágrafo único, inciso I da Lei 9503/97
(CTB).

II) MÉRITO
DA INEXISTÊNCIA DE CONDUTA TÍPICA
1) Com respeito à alegada infração, tratou-se, com certeza, de um equívoco por parte da
autoridade que lavrou o referido AIIP, vez que neste dia não circulava pela região constante no
mesmo e, tampouco, carregava consigo seu celular. Portanto, afigura-se materialmente
impossível a ocorrência do fato descrito no auto em questão, o qual só pode ser devido, a
nosso ver, ou por falha visual do agente ou equívoco do mesmo ao anotar a placa do veículo
infrator. Como Vossa. Senhoria bem o sabe, para a configuração de uma infração são
requisitos básicos a materialidade e autoria, conforme preceitua a mais balizada doutrina
vigente. Ausentes tais condições o ato é nulo de pleno direito não surtindo quaisquer efeitos
jurídicos.
2) Caso não se leve em consideração a verdade dos fatos que ora se expõe, estar-se-á
perpetrando uma enorme injustiça, vez que se estará punindo a um inocente (a recorrente) e
deixando impune ao condutor que efetivamente cometeu a infração.

3) Ora, restou evidente que não havendo comprovante a acompanhar o referido auto o
mesmo é nulo de pleno direito, pois há completa ausência de materialidade a dar suporte à
suposta infração, posto que o veículo infrator deve ter sido outro condutor com outro veículo.
Havendo um simples equívoco com relação ao registro do número da placa do veículo, a
recorrente está evidentemente defendendo-se de algo que não cometeu.
Diante do exposto, requer que Vossa Senhoria, tomando conhecimento das razões ora
expendidas, principalmente dos vícios insanáveis que o Auto Infração apresenta,
PRELIMINARMENTE determine seu arquivamento, julgando insubsistente o seu registro, nos
termos do artigo 281, § único, inciso I, do CTB. Quanto ao MÉRITO não lhe deve restar outra
sorte, pelo que postula pelo provimento do presente recurso cancelando-se a imposição da
multa pecuniária e os demais efeitos dela decorrentes.
Contando com o alto discernimento jurídico e o elevado senso de justiça que certamente
norteiam as decisões de Vossa Senhoria.
Nestes termos,
Pede Deferimento.

São Paulo, de fevereiro de 2005.

Auto
Para ter valor, o auto de infração tem que conter todos os dados mencionados no artigo
280 do CTB: tipificação da infração; local, data e hora do cometimento da infração;
caracteres da placa de identificação do veículo, marca e espécie e outros elementos
julgados necessários à sua identificação; prontuário do condutor, sempre que possível;
identificação do órgão ou entidade e da autoridade ou agente autuador ou equipamento
que comprove a infração; assinatura do infrator, sempre que possível.

Quando colhida a assinatura do condutor ou proprietário do veículo, o auto de infração


valerá como notificação da autuação, o que significa que o órgão fica isento do prazo de
30 dias para enviar a primeira notificação (da autuação), pois o motorista já teve ciência
da autuação no momento da parada. E, além disso, a partir desse momento, já pode
recorrer. Se o auto de infração não contiver todos os dados exigidos ou houver erro no
seu preenchimento, o motorista deve recorrer, alegando inconsistência do auto (artigo
281).

CAPÍTULO XVIII DO PROCESSO


ADMINISTRATIVO
Seção I Da Autuação
Art. 280. Ocorrendo infração prevista na legislação de
trânsito, lavrar-se-á auto de infração, do qual
constará:

I - tipificação da infração;

II - local, data e hora do cometimento da infração;

III - caracteres da placa de identificação do veículo,


sua marca e espécie, e outros elementos julgados
necessários à sua identificação;

IV - o prontuário do condutor, sempre que possível;

V - identificação do órgão ou entidade e da


autoridade ou agente autuador ou equipamento que
comprovar a infração;

VI - assinatura do infrator, sempre que possível,


valendo esta como notificação do cometimento da
infração.

§ 1º. A recusa de receber a notificação ou de


aposição de assinatura pelo infrator, certificada pelo
agente no auto de infração, constituirá indício de que
a transgressão foi cometida. (VETADO)

§ 2º. A infração deverá ser comprovada por


declaração da autoridade ou do agente da autoridade
de trânsito, por aparelho eletrônico ou por
equipamento audiovisual, reações químicas ou
qualquer outro meio tecnologicamente disponível,
previamente regulamentado pelo CONTRAN.

§ 3º. Não sendo possível a autuação em flagrante, o


agente de trânsito relatará o fato à autoridade no
próprio auto de infração, informando os dados a
respeito do veículo, além dos constantes nos incisos
I, II e III, para o procedimento previsto no artigo
seguinte.

§ 4º. O agente da autoridade de trânsito competente


para lavrar o auto de infração poderá ser servidor
civil, estatutário ou celetista ou, ainda, policial militar
designado pela autoridade de trânsito com jurisdição
sobre a via no âmbito de sua competência.
Seção II Do Julgamento das Autuações e
Penalidades
Art. 281. A autoridade de trânsito, na esfera da
competência estabelecida neste Código e dentro de
sua circunscrição, julgará a consistência do auto de
infração e aplicará a penalidade cabível.

Parágrafo único. O auto de infração será arquivado e


seu registro julgado insubsistente:

I - se considerado inconsistente ou irregular;

II - se, no prazo máximo de 30 (trinta) dias, não for


expedida a notificação da autuação.

Art. 282. Aplicada a penalidade, será expedida


notificação ao proprietário do veículo ou ao infrator,
por remessa postal ou por qualquer outro meio
tecnológico hábil, que assegure a ciência da
imposição da penalidade.

§ 1º. A notificação devolvida por desatualização do


endereço do proprietário do veículo será considerada
válida para todos os efeitos.

§ 2º. A notificação a pessoal de missões diplomáticas,


de repartições consulares de carreira e de
representações de organismos internacionais e de
seus integrantes será remetida ao Ministério das
Relações Exteriores para as providências cabíveis e
cobrança dos valores, no caso de multa.

§ 3º. Sempre que a penalidade de multa for imposta


a condutor, à exceção daquela de que trata o § 1º do
art. 259, a notificação será encaminhada ao
proprietário do veículo, responsável pelo seu
pagamento.

Art. 283. Da notificação prevista no artigo anterior


deverá constar a data do término do prazo para
apresentação de recurso pelo responsável pela
infração, que nunca será inferior a trinta dias
contados da data da imposição da penalidade.
(VETADO)

Parágrafo único. No caso de penalidade de multa, a


data estabelecida neste artigo será a data para o
recolhimento de seu valor.

Art. 284. O pagamento da multa poderá ser efetuado


até a data do vencimento expressa na notificação,
por oitenta por cento do seu valor. Parágrafo único.
Não ocorrendo o pagamento da multa no prazo
estabelecido, seu valor será atualizado à data do
pagamento, pelo mesmo número de UFIR fixado no
art. 258.

Art. 285. O recurso previsto no art. 283 será


interposto perante a autoridade que impôs a
penalidade, a qual remetê-lo-á à JARI, que deverá
julgá-lo em até trinta dias.

§ 1º. O recurso não terá efeito suspensivo.

§ 2º. A autoridade que impôs a penalidade remeterá


o recurso ao órgão julgador, dentro dos dez dias úteis
subseqüentes à sua apresentação, e, se o entender
intempestivo, assinalará o fato no despacho de
encaminhamento.

§ 3º. Se, por motivo de força maior, o recurso não for


julgado dentro do prazo previsto neste artigo, a
autoridade que impôs a penalidade, de ofício, ou por
solicitação do recorrente, poderá conceder-lhe efeito
suspensivo.

Art. 286. O recurso contra a imposição de multa


poderá ser interposto no prazo legal, sem o
recolhimento do seu valor.

§ 1º. No caso de não provimento do recurso, aplicar-


se-á o estabelecido no parágrafo único do art. 284.

§ 2º. Se o infrator recolher o valor da multa e


apresentar recurso, se julgada improcedente a
penalidade, ser-lhe-á devolvida a importância paga,
atualizada em UFIR ou por índice legal de correção
dos débitos fiscais.

Art. 287. Se a infração for cometida em localidade


diversa daquela do licenciamento do veículo, o
recurso poderá ser apresentado junto ao órgão ou
entidade de trânsito da residência ou domicílio do
infrator. Parágrafo único. A autoridade de trânsito
que receber o recurso deverá remetê-lo, de pronto, à
autoridade que impôs a penalidade acompanhado das
cópias dos prontuários necessários ao julgamento.

Art. 288. Das decisões da JARI cabe recurso a ser


interposto, na forma do artigo seguinte, no prazo de
trinta dias contado da publicação ou da notificação da
decisão.

§ 1º. O recurso será interposto, da decisão do não


provimento, pelo responsável pela infração, e da
decisão de provimento, pela autoridade que impôs a
penalidade.

§ 2º. No caso de penalidade de multa, o recurso


interposto pelo responsável pela infração somente
será admitido comprovado o recolhimento de seu
valor.

Art. 289. O recurso de que trata o artigo anterior será


apreciado no prazo de trinta dias:

I - tratando-se de penalidade imposta pelo órgão ou


entidade de trânsito da União:

a) em caso de suspensão do direito de dirigir por


mais de seis meses, cassação do documento de
habilitação ou penalidade por infrações gravíssimas,
pelo CONTRAN;

b) nos demais casos, por colegiado especial integrado


pelo Coordenador-Geral da JARI, pelo Presidente da
Junta que apreciou o recurso e por mais um
Presidente de Junta;

II - tratando-se de penalidade imposta por órgão ou


entidade de trânsito estadual, municipal ou do
Distrito Federal, pelos CETRAN E CONTRANDIFE,
respectivamente. Parágrafo único. No caso da alínea
b do inciso I, quando houver apenas uma JARI, o
recurso será julgado por seus próprios membros.

Art. 290. A apreciação do recurso previsto no art. 288


encerra a instância administrativa de julgamento de
infrações e penalidades. Parágrafo único. Esgotados
os recursos, as penalidades aplicadas nos termos
deste Código serão cadastradas no RENACH.