ILUSTRÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DA JARI DO (órgão de trânsito responsável pela multa) DO MUNICÍPIO DE ....

Eu (qualificação e endereço) venho respeitosamente à presença de Vossa Senhoria, com fundamento na Lei nº 9.503/97, interpor o presente recurso contra a aplicação de penalidade por suposta infração de trânsito, conforme notificação anexa, o que faz da seguinte forma. De acordo com mencionada notificação, o veículo de minha propriedade, um (caracterizar o veículo) avançou o sinal vermelho do semáforo. Em vista disso apontou-se violação ao Artigo 208 do Código de Trânsito Brasileiro. Entretanto, como se comprova pelas Declarações anexas, o local é deserto e dado o avançado da hora, o condutor teria sua segurança ameaçada caso tivesse parado no semáforo. Além disso, a manobra podia ser realizada com razoável margem de segurança. Dessa forma, a decisão imposta pela autoridade de trânsito deve ser cancelada por esta JARI, eis que desprovida de fundamentos sólidos. Ante o exposto, requer o cancelamento da penalidade imposta com a conseqüente revogação dos pontos de meu prontuário, protestando ainda pela produção de provas por todos os meios admitidos em direito e cabíveis à espécie, em especial a pericial e testemunhal. Termos em que, Pede deferimento. ....., ..... de ....... de ..... ............................ Nome Completo
ILMO. SR. SUPERINTENDENTE DA SET (SUPERINTENDÊNCIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO) DA CIDADE DE SALVADOR-BA

nos termos expressos abaixo: I.503 de 23/09/97 . após a verificação da regularidade do Auto de Infração. Páragrafo único. a Notificação da Autuação dirigida ao proprietário do veículo. CPF: ___________________. À exceção do disposto no § 5º do artigo anterior. também. inscrito no RG sob nº ___________________ SSP/BA. 5º. licenciado no municipio de Salvador/Ba. que. 3º: “Art. residente e domiciliada à ____________________________________. II – PRELIMINAR PROCESSUAL DE NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO EM PRELIMINAR PROCESSUAL ARGÜI A NULIDADE NO AUTO DE INFRAÇÃO. 37 – CAPUT da CONSTITUIÇÃO FEDERAL. placa _____________. conforme determina o Art. insculpiu como princípios. nesta capital. posto que. literalmente. da CONSTITUIÇÃO FEDERAL. doc.PRELIMINARMENTE Preliminarmente vem informar que o condutor no momento da suposta infração não era o proprietário do veículo e sim a Sra.AUTO DE INFRAÇÃO DE TRÂNSITO Nº ________________ RECURSO (REQUERENTE) brasileiro. A PUBLICIDADE dos atos administrativos e o Art. tem como objeto principal a regulação da conduta relacional com o Estado. Lei nº 9. pelas razões de fato e de direito que se alinham abaixo . . a autoridade de trânsito expedirá. que IN CASU. nº 01. como princípio. do CTB. administrador de empresas. administradora de empresas. onde receberá as notificações. brasileira. ou por via de signos. Ora. 281. deverá ser. referente ao veiculo_________. PELOS SEGUINTES FUNDAMENTOS LEGAIS: 1º FUNDAMENTO – A autuação é nula. ____________________________. Inciso II. obrigatoriamente. também. residente e domiciliado na Rua _________________________. cópia anexa. em processo administrativo. 3º. no prazo máximo de 30 (trinta) dias contados da data do cometimento da infração.INCISO LV. o da AMPLA DEFESA e DO CONTRADITÓRIO. a FUNÇÃO ADMINISTRATIVA. solteira. por sua vez. Por este motivo a norma reguladora. solteiro. donde vemos condutor devidamente informado conforme preceitua o CTB. que insculpiu. PORTADORA DA CNH Nº ______________.CNH nº ______________________. violou o Art. INEXISTE NA NOTIFICAÇÃO DE AUTUAÇÃO DE INFRAÇÃO (NAI) A DATA DE EXPEDIÇÃO o que prejudica a defesa do administrado haja vista a impossibilidade de saber se a mesma foi expedida fora do prazo legal de 30 (trinta) dias o que torna o auto de infração nulo. tornada pública. Ocorre. com fundamento no CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. quer seja expressa. interpor RECURSO ADMINISTRATIVO contra o auto de infração nº ___________. nesta capital. Ademais a RESOLUÇÃO 149 DO CONTRAN prevê no § 2º do Art.

....” (sic.IDENTIFICAÇÃO DO VEÍCULO: UF (Unidade da Federação).identificação do órgão ou entidade e da autoridade ou agente autuador ou equipamento que comprovar a infração. ..... É mister evidenciar que a lei determina que haja a DATA EXPRESSAMENTE e a falta desta não é suprida por qualquer outra maneira de delimitação temporal como acontece na NAI emitida pela SET. sempre que possível. A autoridade de trânsito.. grifos nossos) Não obsta mencionar que o Art.. também. ALÉM DE HAVER EXPRESSA VIOLAÇÃO AO PRINCIPIO ADMINISTRATIVO DA PUBLICIDADE o que torna o AIT nulo de pleno direito haja vista que a lei fala em 2º FUNDAMENTO – A Autuação é nula haja vista que.caracteres da placa de identificação do veículo... 281 do CTB que determina: “Art.... no mínimo. valendo esta como notificação do cometimento da infração.... grifos nossos) Inúmeras são as irregularidades que ensejam a insubsistências do AIT em questão haja vista que houve INOBSERVÂNCIA ÀS FORMALIDADES EXIGIDAS PARA SUA LAVRATURA.... IV. 281. data e hora do cometimento da infração..se considerado inconsistente e irregular. o suposto infrator....” Esse Artigo foi regulamentado pela RESOLUÇÃO Nº 01 de 23/01/1998 DO CONTRAN. sua marca e espécie. fica impossibilitado de ser beneficiado pelo desconto legal por não constar na NAI a data limite para que se possa proceder o pagamento da infração... em seu ANEXO I.. não for expedida a notificação de autuação” (sic. que não será inferior a 15 (quinze) dias.... 284 do CTB determina. 280 do CTB determina quais sejam as informações necessárias que devem constar para formalidade da lavratura da autuação que são as seguintes: “I.. II.... Da Notificação da Autuação constará a data do término do prazo para apresentação da Defesa da Autuação pelo proprietário do veículo ou pelo condutor infrator devidamente identificado.. os dados definidos no art.local. O Art. determina a referida Resolução que o Padrão de Informações Mínimas a ser utilizado para confecção de modelo de Auto é o seguinte: Bloco 1. por sua vez. violou o Parágrafo único.......o prontuário do condutor.. a insubsistência do Auto de Infração.. Bloco 2.. Placa e Município. julgará a consistência do auto de infração e aplicará a penalidade cabível.. já que. Parágrafo único. 280 do CTB e em regulamentação específica. e outros elementos julgados necessários à sua identificação.IDENTIFICAÇÃO DA AUTUAÇÃO: Código do Órgão Autuador e Identificação do Auto de Infração.. II..na qual... Assim... V. na esfera da competência estabelecida neste Código e dentro de sua circunscrição...... III... deverão constar..... que conste na NAI a data expressa do vencimento para que se possa pagar a multa com desconto de 20% sobre o seu valor o que não acontece caracterizando.... a falta da data de expedição viola os princípios constitucionais da AMPLA-DEFESA e DO CONTRADITÓRIO... do art..se no prazo máximo de trinta dias. . mais uma vez..assinatura do infrator.tipificação da infração. sempre que possível. VI. contados a partir da data da notificação da autuação. à qual estabelece que no Auto de Infração devem constar o mínimo de informações requeridas para sua lavratura. §2º... O Auto de infração será arquivado e seu registro julgado insubsistente: I.

conforme prevêem os Blocos 3 e 4. pois o não atendimento àquelas determinações legais será também motivo que justifica a interposição de recurso contra a autuação que estiver em desacordo. RESOLUÇÃO Nº 01 DO CONTRAN. também. tudo em conformidade com as normas e exigências legais acima mencionadas e que estão em plena vigência e que revogaram as anteriores ( vide art. Sas. . Ed. d) A identificação do veiculo. ANEXO I. 208 do CTB correspondente à suposta infração. já referido. AVANÇAR O SINAL VERMELHO NO SEMÁFORO OU DE PARADA OBRIGATÓRIA . Equipamento ou Instrumento de Aferição Utilizado. Bloco 6. 2ª ed. inciso I . devidamente correto. Art. b) A descrição do local do cometimento da infração não obedeceu ao que determina o Bloco 5. ANEXO I. RESOLUÇÃO Nº 01 DO CONTRAN. também. inciso I. conforme determina o parágrafo único. é insuficiente haja vista o que determina o Bloco 2. UF e CPF. II – MÉRITO Por cautela.IDENTIFICAÇÃO DO INFRATOR: Nome. se transcreve: “Portanto. RESOLUÇÃO Nº 01 DO CONTRAN. nº do Registro da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) ou da permissão para Dirigir. requer e espera o acolhimento das preliminares para que se arquive o AIT julgando-o insubsistente. neste sentido leciona EDUARDO ANTONIO MAGGIO o que. RESOLUÇÃO Nº 01 DO CONTRAN. é nula de pleno direito pelos seguintes motivos: 1º ) – O Art. doc. Bloco5. tendo em vista o que estabelece o artigo 281. EDURADO ANTONIO in Manual de Infrações e Multas de Trânsito e seus Recursos. prevê como PENALIDADE MULTA. pois que: a) Não houve a descrição correta e inequívoca da tipificação. Ora. Nº 01/98.ONTRAN). nº 02 . a tipificação da infração e o preenchimento do respectivo Auto. RESOLUÇÃO Nº 01 DO CONTRAN . resta evidenciado que o AIT em questão É NULO DE PLENO DIREITO e não está apto à gerar efeitos como ato administrativo perfeito e acabado haja vista a não observância às formalidades exigida para sua lavratura. 2002/SP Assim. conforme faz prova cópia do AIT anexa. conforme prevê o Bloco 6. MAXIMA VENIA. parágrafo único. Medição Realizada e Limite Permitido Logo. ANEXO I.Bloco 3. uma vez que FALTA NO AIT O CÓDIGO DO MUNICIPIO. ANEXO I. 6º da Res.” MAGGIO. . quanto às preliminares no mérito vem dizer que a autuação. da análise do AIT em questão conclui-se que a lavratura do Auto de Infração não obedeceu as formalidades exigidas pela Resolução nº 01 do CONTRAN..TIPIFICAÇÃO DA INFRAÇÃO: Código da Infração. Jurista. c) Não há a identificação do Infrator nem do condutor do veículo. pp 122 e 123. devem ser rigorosamente umpridas e obedecidas. 281 do CTB. Data. Bloco 4.IDENTIFICAÇÃO DO LOCAL E COMETIMENTO DE INFRAÇÕES: Local da Infração. e e) tampouco houve a correta identificação da autuação haja vista a desobediência aos padrões formais previstos no Bloco 1. Hora e Código do Município. CPF ou CGC.IDENTIFICAÇÃO DO CONDUTOR: Nome. do Código de Trânsito Brasileiro. ANEXO I. se diverso for o entendimento de Vs.

por via de conseqüência... se for o caso. que o AIT está irregular e seu registro deve ser arquivado uma vez que... erros e injustiças são constantes na lavratura do auto de infração.. SINAL AMARELO... R .... foi a passagem na MUDANÇA DO SINAL LUMINOSO...... e não no vermelho.. será objeto de contestação através de recursos administrativos e até mesmo.. não devem ser levados às últimas conseqüências. faltando qualquer prova. juntada A . material ou testemunhal.. em favor da Administração Pública em razão da falta de assinatura do condutor no auto de infração o que enseja a sua irregularidade... gerando multa por equivoco e falha do agente autuador. A LEI É CLARA E FALA EM AVANÇO DE SINAL VERMELHO E NÃO AMARELO PELO QUE A DISCRICIONARIEDADE DO AGENTE AUTUADOR NÃO CHEGA AO PONTO DESTE ESCOLHER QUAL A PENALIDADE DEVE SER IMPOSTA. Neste sentido.. 2 º ) – Na constatação da infração verifica-se que não houve a autuação pessoal do condutor pela autoridade de trânsito haja vista a falta de assinatura no AIT pelo que. 2002/SP Logo..... haja vista NUNCA TER HAVIDO O AVANÇO DE SINAL VERMELHO sendo que.. mais uma vez... Entretanto esse embasamento legal para a autuação não quer dizer que feita essa. . Prova disso é que. SINAL AMARELO..... pois o ser humano é passível desses comportamentos... a autuação é INCONSISTENTE ante os preceitos legais de ORDENS CONSTITUCIONAL E INFRACONSTITUCIONAL..” MAGGIO... que a comprovação pelo agente da autoridade pode ter erros.. deve-se ressaltar. supra argüidos.. EDURADO ANTONIO in Manual de Infrações e Multas de Trânsito e seus Recursos...as formas e meios de constatação da infração. a nulidade do auto de infração.. a multa anulada e anulados também os pontos no prontuário do suposto condutor infrator. o que ocorreu. Neste aspecto.. deferimento . in casu. o que verdadeiramente ocorreu. sem deixar dúvida quanto à sua lavratura.. ou seja. Ora.. conforme já mencionamos também no tema 3.. tendo passado o veículo na mudança do sinal luminoso. 2ª ed. pois a não ser dessa forma. pertencentes à autoridade de trânsito na qualidade de agente da administração pública... pelo que a presunção de veracidade e fé-pública. pp 119 e 120. Logo.. correta e consumada para fins de aplicação da penalidade de multa pélo respectivo órgão de trânsito nos termos da lei. faz-se mister informar que NUNCA HOUVE INFRAÇÃO.. pelo que requer que seja julgado o auto INSUBSISTENTE sendo. a legislação não deixa margem para dúbias interpretações tipificando como infração o avanço de SINAL VERMELHO. ademais...Ora. Jurista.. Neste sentido milita EDUARDO ANTONIO MAGGIO: “. resta evidenciado. ou seja. na verdade.. levando-se em consideração o aspecto subjetivo do ser humano falhas.. Ed. NO SINAL AMARELO. já estará absolutamente comprovada.... a legislação não prevê como infração passar na mudança do sinal luminoso. caso fosse de infração.. EVIDENTES SÃO AS FALHAS NA SUA LAVRATURA. será autuada pelo agente fiscalizador da autoridade de transito que deverá faze-la através de comprovação legal e correta. falhas e até mesmo injustiças. argui para todos os efeitos legais quer na ORDEM ADMINISTRATIVA OU JUDICIAL.... o de se socorrer ao Poder Judiciário. . NO SINAL AMARELO E NÃO NO VERMELHO havendo flagrante equívoco do agente atuador no momento da lavratura do auto de infração. Deste modo. NÃO HOUVE O AVANÇO DE SINAL VERMELHO . deveria ter sido o veículo multado por ter passado na mudança do sinal luminoso...... a qual uma vez constatada.

sendo o condutor na data da presente autuação. vem primeiramente informar que embora proprietário. profissão. portador do CPF . no Município de XXXXXXXX. . 02 de março de 2004. profissão. ________________________________ (Requerente-Proprietário do veículo) ___________________________________ (Condutor Infrator) EXCELENTÍSSIMO SENHOR DIRETOR DO DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO Fulano de Tal. a referida autuação foi levada a efeito pelo DETRAN. Cep 90460-080 e Beltrano de Tal. Cuja cominação legal consiste em penalidade de multa no valor de R$ 191. n. 285. estado civil. e indica como infração o desrespeito à norma contida no artigo 208 do CTB. Apresenta a defesa. 3o. mas seu sobrinho.2. nacionalidade. nesta capital. por manifestar discordância com a penalidade imposta pelo DETRAN/RS. que comunicava sua autuação em XX/XX/0X. nacionalidade. a saber: “avançar o sinal vermelho do semáfaro…”. nos termos do Art. residente e domiciliado na rua . para. às XXh. DO AUTO DE INFRAÇÃO O proprietário. Fulano de Tal. respeitosamente.Salvador. Como pode denotar-se dos documentos acostados. pelos seguintes fatos e fundamentos: 1. do CTB. 1. bairro Petrópolis. estado civil. apresentar DEFESA AO AUTO DE INFRAÇÃO DE TRÂNSITO. ap. Beltrano de Tal. portadora do CPF .53 (cento e . na Rua XXXXXXXXX. residente e domiciliado na rua vem. par. tomou ciência da infração de trânsito.DOS FATOS 1. perante Vossa Senhoria. portanto. placas XXXXXX. do veículo (Marca e Modelo do Veículo). Beltrano de Tal. não era ele o condutor do veículo no momento da autuação. . 286 do mesmo diploma legal. combinado com o Art. razão pela qual é autor da presente peça.1 PRELIMINARMENTE – DA AUTORIA: O proprietário do veículo autuado. conforme informa tempestivamente.

cuidar os pedestres. pois nos dias de hoje não se espera outra conduta por parte das vítimas de assalto senão a de ter a maior agilidade possível no trânsito. pois é de sua atividade dar conhecimento ao condutor. o que é normal para o horário. 2. ou seja. uma vez que não avistou nenhum . mas também cuidar com os assaltantes. bem como a devida verificação pelo INMETRO. causa espécie o fato de que a autoridade coatora tenha sido capaz de multar a condutora. o condutor ao encontrar-se na iminência de mais um assalto. pois ficaria parada sobre a faixa de segurança prejudicando o fluxo dos pedestres no cruzamento. que como é sabido se aproveitam dessas paradas para assaltar os veículos. pois havia um meliante com olhares suspeitos para seu veículo aproveitou que o sinal ainda estava amarelo sendo que a troca sucedeu nesse ínterim. sendo plenamente justificável sua cautela.noventa e um reais e cinqüenta e três reais). o que não raro culmina na subtração da vida do condutor.1 – DA ULTRAPASSAGEM EM SINALEIRA DE AVENIDA PERIGOSA E SEM POLICIAMENTO O autor da presente defesa. enquanto aguarda a troca de sinal olhar em volta. cumulativamente com a perda de 7 pontos no prontuário. além de ter lhe causado pânico o fato de haver um sujeito um tanto suspeito ali perto. Aliás. como restará provado a seguir. O condutor apresenta com os documentos ora acostados as provas de que foi vítima inúmeras vezes de assalto. bem como verificar suas condições no ato da infração a fim de garantir a boa manutenção do tráfego. e que foi necessário seguir em frente. Segue a tais fatos o mais relevante. sem lhe dar ciência da autuação no ato em que foi detectada a infração. recorda que o trânsito estava engarrafado. senão qual seria a sua função? Importante aduzir o fato de que fosse outro o método de autuação que não o manual deveria constar no presente auto de infração o equipamento de medição utilizado. simplesmente analisando o que a Lei exige: 2.DOS FUNDAMENTOS JURÍDICOS Totalmente improcedente é o citado Auto de Infração de Trânsito (AIT). condutor do veículo. A atitude do condutor de forma alguma deve ser reprovada.

O presente auto não deve ser sobreposto à condição sofrida pelo condutor. ficou sujeito à infração imposta sem que sequer a autoridade lhe cientificasse no ato. Deve nortear-se pelos princípios do contraditório e da ampla defesa. No caso em discussão. com oportunidade de defesa . Primeiramente. p. Esses processos devem ser necessariamente contraditórios. O presente Auto de Infração é flagrantemente inconstitucional. DJ de 03. o erro que está sendo praticado. que: “processo administrativo punitivo é todo aquele promovido pela Administração para a imposição de penalidade por infração de lei. não há o respeito a este preceito constitucional. da lavra do Eminente Hely Lopes Meirelles.policiamento ou sequer a fiscalização da EPTC. A nossa Carta Magna determina que: “ninguém será penalizado sem que seja proporcionado o direito de defesa”. 339. independentemente de que se tenha garantido ao recorrente o direito de defesa. ou seja. entende-se. Nesse sentido. o auto deve ser arquivado. Não pode existir norma infra-constitucional que contrarie um princípio consagrado da nossa Lei Maior. somente. da CF. 2. Não seria necessário discutir se a penalidade aplicada estava correta ou não. em “Direito Administrativo Brasileiro”. que além de sua condição de vítima contumaz de assaltos. consiste em iniciar o processo administrativo.98. in verbis: “A chamada hierarquia das normas jurídicas se posta conforme a necessária procedência de uma em relação a outra. por óbvio. a autoridade. Após. Luiz Vicente Cernicchiaro. Por força do Código de Trânsito. com a já aplicação da penalidade. deve verificar se a mesma está formalmente correta e. p. no local onde teria cometido a citada infração. Min.08. Assim. é dado a possibilidade de recurso. cristalizados no art. (grifo nosso) Aprende-se. o processo inicia pela sua fase final. Salienta-se e repete-se. ao receber uma autuação motivada por provável infração. há a imposição arbitrária da penalidade e dos seus efeitos. em que o contraditório deveria ser a pedra de toque. 5º. se a mesma tem cabimento: caso contrário. regulamento ou contrato. a Constituição da República cobre-se em princípio de primazia”. LV. sob pena de nulidade.589. é oportuno observar uma ementa do STJ – 6ª Turma – Recurso Especial número 152.845 – Rel. mas sim que restou aplicada.3 – INCONSTITUCIONALIDADE O processo administrativo tem de estar sedimentado em norma legal específica.

portanto. Há motivos suficientes para justificar o arquivamento deste Auto de Infração. de acordo com art. I do CTB: • o Parágrafo Único – O Auto de Infração será arquivado e seu registro julgado insubsistente:  • o I – se considerado inconsistente ou irregular. 3. quão cristalina e insuspeita foi a atitude da Administração Pública em aplicar a penalidade prevista em lei. principalmente. 281. do presente RECURSO e. Entretanto. em respeito ao princípio constitucional do contraditório e da ampla defesa. o processo administrativo punitivo deveria mostrar. sob pena de nulidade da sanção imposta”. III do Código Civil c/c art. 281. o Estado tende a agir autoritariamente. (grifo nosso) Ao ser regido pelo contraditório e ampla defesa. do CTB. por qualquer motivo. restou provado que o auto de infração apresenta irregularidades e vícios tais a ponto de impedir o direito de defesa da recorrente. O AIT está eivado de irregularidades.  Não resta outra alternativa à Autoridade de Trânsito. com fundamento no art. o presente RECURSO não for julgado dentro do prazo previsto no art. à sociedade. na forma da Lei. teoricamente. abusando da sua autoridade e. a fim de que se faça JUSTIÇA ao caso em tela. senão rever a viabilidade jurídico-administrativa de prosseguimento na aplicação desta penalidade. seja remetido à JARI. requer a concessão do devido efeito suspensivo. Por fim. O recebimento e processamento. parágrafo único. 3. REQUER: 1. Seja o presente RECURSO julgado procedente. 285. Se. 145. 2. – DO PEDIDO DIANTE DO EXPOSTO. como restou fundamentado. agredindo uma norma constitucional. .e estrita observância do devido processo legal (due process of law).

• o • o Nestes Termos. Pede Deferimento. I do CTB. ______________________________ assinatura Carolina Fernandes Mensagens: 4 Registro: 17 Abr 2005 19:09 . Cidade. 4. cancelado e arquivado pelos motivos supra expostos.parágrafo único. sendo o auto de infração julgado insubsistente. Seja devidamente observado que o condutor do veículo autuado foi Beltrano de Tal. XX de XXXXXXXX de 200X.

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