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A SECRETÁRIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO, no uso das atribuições legais, tendo em


vista o que consta no processo nº E-03/006361/2010,CONSIDERANDO:

- o dever do Estado em garantir oferta de ensino público gratuito em estabelecimentos


oficiais a todos que desejarem e necessitarem, sob pena de ser a ele imputado crime de
responsabilidade,
- a necessidade de manter a organização das unidades administrativas da Secretaria de
Estado de Educação, e
- a necessidade de estabelecer critérios e normas que regulamentem a movimentação de
professores no âmbito desta Secretaria,
RESOLVE:

Art. 1º- Estabelecer normas, rotinas e procedimentos relativos à movimentação dos


professores lotados nas unidades administrativas pertencentes à Secretaria de Estado de
Educação.

Art. 2º- A movimentação dos professores far-se-á:


I - por remoção;
II - por amparo especial;
III - por relotação;
§ 1º- A movimentação dos professores só poderá ocorrer para unidade administrativa onde
esteja identificada a necessidade de pessoal, através dos mecanismos sistêmicos adotados
pela Coordenadoria de Seleção e Controle de Pessoas/COSEP desta Secretaria de Estado.
§ 2º- Ficam mantidas, a contar da publicação desta Resolução, todas as movimentações
efetuadas anteriormente, não podendo haver retorno às lotações de origem, excetuando-se
os professores amparados pela Resolução SEEDUC nº 4295/2009, que dispõe sobre o
Projeto Autonomia.

Art. 3º- Ao professor dispensado das funções de confiança de Diretor, Diretor Adjunto,
Secretário de Escola e Agente de Pessoal, bem como aquele exonerado de cargo em
comissão, será facultado a escolha de nova lotação, observando o previsto no § 1º do art. 2º,
desta Resolução.
§ 1º- Quando a movimentação ocorrer para unidade administrativa que pertença a mesma
Coordenadoria Regional da lotação anterior, caberá ao professor apresentar-se na própria
Coordenadoria Regional para efetivação da movimentação, munido de cópia do Diário
Oficial ou do Ato de Exoneração ou Dispensa.
§ 2º- Caso a movimentação pleiteada pelo professor dispensado ou exonerado ocorra para
unidade administrativa que pertença a outra Coordenadoria Regional, o mesmo deverá
apresentar-se à Diretoria de Cadastro e Movimentação de Pessoas da Superintendência de
Gestão de Pessoas, da Subsecretaria de Gestão de Recursos e Infraestrutura, munido da
mesma documentação descrita no § 1º deste artigo.
Art. 4º- Os professores que forem movimentados a partir desta Resolução deverão
permanecer em exercício na nova unidade administrativa de lotação pelo prazo mínimo de
01 (um) ano.
Parágrafo Único- Excepcionalmente, aos professores que se encontrem em efetiva regência
de turma, fica vedado o pleito para movimentação durante o período letivo, salvo nos casos
de imperiosa necessidade, observado o interesse e conveniência para a Administração
Pública Estadual.

Art. 5º- No ato da efetivação da movimentação o professor deverá apresentar a declaração


de frequência, emitida pela unidade administrativa de origem, informando o último período
de férias usufruído e ano de competência, último dia de exercício na Unidade
Administrativa, a descrição de todos os afastamentos que constem em seu histórico de
ocorrência e freqüência.
Parágrafo Único- A movimentação do professor que se encontre amparado por algum tipo
de afastamento só poderá ser providenciada após o término do afastamento.

DA REMOÇÃO

Art. 6º- Remoção é a movimentação do professor de uma unidade administrativa para


outra, atendidos sempre, o interesse e a conveniência da Administração Pública e far-se-á:
I - por concurso;
II - por permuta;
III - para acompanhar cônjuge.

Art. 7º- A remoção por concurso abrangerá apenas os membros estáveis do magistério
público estadual, obedecidos os critérios e normas a serem estabelecidos em Edital, nas
épocas definidas pela Administração, observadas as seguintes condições básicas:
I - realização pelo menos de 3 (três) em 3 ( três ) anos;
II - realização em duas etapas, a saber:
1- no âmbito da mesma Coordenadoria Regional;
2- entre Coordenadorias Regionais.
III- observância da ordem de classificação dos candidatos, obtida mediante contagem dos
pontos, na forma determinada pelo Edital do respectivo concurso.
§ 1º- É vedada a participação no Concurso de Remoção aos professores que tiverem se
movimentado durante o ano de realização do concurso.
§ 2º- Excepcionalmente, para atender às necessidades da Administração Pública Estadual, o
concurso de remoção poderá ser restrito a uma ou mais Coordenadorias Regionais.

Art. 8º- A remoção por permuta somente será permitida entre os professores que estejam
atuando em efetiva regência de turma, observando as seguintes condições:
I- entre professores lotados em unidades escolares vinculadas a mesma Regional ou entre
Coordenadorias Regionais diversas;
II- o professor permutante exercerá suas funções em regência de turma, na mesma unidade
escolar em se encontrava lotado o professor permutado, obedecida a igualdade de cargos,
disciplinas e carga horária.
§ 1º - A permuta cessará quando um dos professores envolvidos vier a falecer, ser
aposentado, exonerado, demitido ou abandonar o cargo, devendo o outro professor retornar,
imediatamente, a sua lotação originária.
§ 2º- Só poderá ocorrer desistência da permuta, por parte de qualquer um dos professores
envolvidos, após decorridos 01 (um) ano de seu início.
§ 3º- A remoção por permuta terá validade até o próximo Concurso de Remoção, no qual os
permutantes deverão inscrever-se, visando a concorrer à remoção definitiva.

Art. 9º- As solicitações para remoção por permuta entre Coordenadorias Regionais deverão
ser feitas mediante autuação de processo administrativo, em qualquer das Coordenadorias
Regionais que abranjam as unidades escolares de lotação dos professores interessados,
devendo constar a seguinte documentação:
I- requerimento padrão, com todos os campos devidamente preenchidos e sem rasuras,
conforme modelo constante do Anexo I da presenteResolução;
II- cópias dos contracheques mais recentes dos solicitantes;
III- declaração assinada pelos professores envolvidos na permuta, comprometendo-se a
exercer suas atividades na correspondente unidade escolar para a qual será permutado em
igualdade de cargos, disciplinas e carga horária, conforme modelo constate do Anexo II
desta Resolução;
IV- declaração de cada uma das unidades escolares envolvidas na permuta, devidamente
ratificada pelas Coordenadorias Regionais, atestando a disciplina ministrada por cada um
dos professores.

Art. 10 - É da competência:
I - da Coordenadoria Regional:
a) conferir a documentação exigida, no momento da autuação do processo administrativo;
b) providenciar o encaminhamento do processo à Diretoria de Cadastro e Movimentação de
Pessoas - DRMP.
II - da Diretoria de Cadastro e Movimentação de Pessoas /SUPGP:
a) analisar o processo, submetendo à apreciação da Superintendência de Gestão de Pessoas;
b) caso a solicitação seja autorizada, os professores envolvidos serão convocados para
encaminhamento à Coordenadoria Regional correspondente.
Parágrafo Único - Quando a permuta ocorrer entre unidades escolares da mesma
Coordenadoria Regional deverão ser obedecidos os mesmos procedimentos descritos nos
incisos I, II, III, IV do art. 9º.

Art. 11- As solicitações de permuta serão deferidas pela Superintendência de Gestão de


Pessoas somente nos meses de julho e dezembro, com o objetivo de não interromper o
processo pedagógico das unidades escolares.

Art. 12 - Aos membros do magistério casados será facultado o direito de solicitar remoção
para acompanhar cônjuge, desde que o mesmo comprove que irá exercer suas atividades
profissionais em outra localidade do território estadual, que venha inviabilizar a lotação
atual do professor.
§ 1º- A remoção a que se refere este artigo poderá favorecer igualmente ao professor que
comprove união estável.
§ 2º- A remoção será efetuada para localidade de nova residência do casal ou,
excepcionalmente, para outra circunvizinhança observado, preliminarmente, o disposto no
§ 1º do art. 2º da presente Resolução.

Art. 13 - As solicitações de remoção para acompanhar cônjuge deverão ser feitas mediante
autuação de processo administrativo, na Coordenadoria Regional de abrangência da
unidade administrativa de lotação do servidor, devendo constar a seguinte documentação:
I- requerimento padrão, com todos os campos devidamente preenchidos e sem rasuras,
conforme modelo constante do Anexo III, da presente Resolução;
II - cópia do contracheque mais recente;
III - documento expedido pelo local de trabalho do cônjuge, em papel timbrado, contendo o
CNPJ e inscrição estadual da empresa/instituição, informando sobre a transferência ou data
de admissão no estabelecimento;
IV- cópia da certidão de casamento, ou declaração autenticada, que comprove união
estável;
V- declaração do próprio servidor, indicando a Coordenadoria Regional para qual deseja a
remoção;
VI - comprovante de residência do local para onde pretende a remoção.

Art. 14 - É da competência:
I - da Coordenadoria Regional:
a) conferir a documentação exigida no momento da autuação do processo administrativo;
b) providenciar o encaminhamento do processo à Diretoria de Cadastro e Movimentação de
Pessoas - DRMP.
II - da Diretoria de Cadastro e Movimentação de Pessoas/SUPGP:
a) analisar o processo, submetendo à apreciação da Superintendência de Gestão de Pessoas;
b) convocar o servidor, caso a solicitação seja autorizada, para encaminhamento a
Coordenadoria Regional correspondente.

DO AMPARO ESPECIAL

Art. 15- O servidor poderá, temporariamente, por motivo de natureza pessoal ou familiar,
ser movimentado para outra unidade administrativa, desde que apresente uma das seguintes
situações:
I - pré-natal que, comprovadamente, demande cuidados especiais;
II - doença em familiar (pai, mãe, filho, irmão e cônjuge/ companheiro ou ainda pessoa que,
comprovadamente, viva às expensas do servidor, dependendo de cuidados especiais ou que
demonstre diminuição temporária da capacidade física e/ou mental);
III - pós-natal, ao término da licença gestação e/ ou amamentação e até, no máximo, a
criança completar 1 (um) ano de idade.

Art. 16- As solicitações de movimentações por Amparo Especial deverão ser feitas
mediante autuação de processo administrativo, na Coordenadoria Regional que abranja a
unidade administrativa de lotação do servidor, devendo constar a seguinte documentação:
I- requerimento padrão, com todos os campos preenchidos corretamente e sem rasuras,
conforme modelo constante do Anexo III, da presente Resolução;
II - cópia do contracheque mais recente do servidor;
III - laudo médico, que justifique o pedido formulado, a ser expedido pela Rede Pública de
Saúde, onde conste a necessidade do mesmo ser movimentado de unidade administrativa;
IV - cópia de documento que comprove a ligação familiar com o servidor, nos casos
descritos inciso II, do art. 15 desta Resolução.

Art. 17 - É da competência:
I - da Coordenadoria Regional:
a) conferir a documentação exigida, no momento da autuação do processo administrativo;
b) providenciar o encaminhamento do processo à Diretoria de Cadastro e Movimentação de
Pessoas - DRMP.
II - da Diretoria de Cadastro e Movimentação de Pessoas /SUPGP:
a) analisar o processo, submetendo à apreciação da Superintendência
de Gestão de Pessoas;
b) convocar o servidor para encaminhamento, por memorando, à Coordenadoria Regional
de opção, caso a solicitação seja autorizada.
Parágrafo Único - Caso o servidor requeira apresentação à Inspeção Médica - AIM à
unidade administrativa para a qual foi movimentada por Amparo Especial, caberá ao
dirigente da mesma proceder com a seguinte anotação no campo destinado a observações:
³O servidor foi movimentado para esta unidade administrativa, sob a forma de Amparo
Especial, em ______/_______/_______.´

Art. 18- Após 1 (um) ano de autorização para usufruto do Amparo Especial o servidor
deverá ser devolvido, por ofício emitido pelo dirigente da unidade escolar à Coordenadoria
Regional , que o encaminhará à Diretoria de Cadastro e Movimentação de Pessoas -
DRMP, para que seja providenciado seu retorno à lotação de origem.

DA RELOTAÇÃO

Art. 19- Far-se-á a relotação do servidor de uma unidade administrativa para outra,
atendidos sempre o interesse e a conveniência da Administração Pública e observado o
contido no art. 1º e no art. 2º da presente Resolução, quando:
I- for detectado que o professor se encontra excedente na unidade administrativa de lotação,
observados os seguintes critérios:
a) extinção de modalidade de ensino;
b) extinção de segmento;
c) racionalização de turmas;
d) quantitativo de professores superior ao estabelecido pela matriz curricular;
e) municipalização da unidade escolar.
II- houver necessidade do servidor ser movimentado de unidade administrativa do Órgão
Central ou da Coordenadoria Regional.
III- o servidor estável comprovar mudança de residência, para outro município que
inviabilize comprovadamente o exercício em sua lotação atual, sendo concedida somente
nos meses de julho e dezembro, objetivando não interromper o processo pedagógico da
unidade escolar.
IV- for deferida a readaptação do servidor para local próximo à sua residência.
V- o professor permanecer afastado por licença por prazo superior a 120 (cento e vinte)
dias.
§ 1º- Excluem-se da hipótese prevista no inciso V, os professores afastados por licença
gestante, amamentação, acidente de trabalho e os casos de concessão de Licença Especial
para fins de aposentadoria ou após término de licença gestante ou amamentação.
§ 2º- O professor com licença superior a 120 (cento e vinte) dias ficará com lotação
provisória:
I- na Coordenadoria Regional, à disposição da Gerência de Administração da
Coordenadoria Regional, quando com lotação de origem em unidade escolar;
II- na Unidade Administrativa Aguardando Relotação, vinculada Diretoriade Cadastro e
Movimentação de Pessoas/DRMP, quando com lotação em órgão da SEEDUC.
§ 3º- Após término da licença, será providenciada a relotação em unidade escolar onde for
identificada carência no Sistema de Quadro de Horário Internet/QHI.
§ 4º- No caso de afastamento superior ao prazo de 120 (cento e vinte) dias, sem previsão de
retorno do professor as suas atividades de docência, a Coordenadoria Regional deverá
solicitar à Coordenadoria de Seleção e Controle de Pessoas da Superintendência de Gestão
de Pessoas a convocação de professor concursado para suprir a carência do professor
licenciado.
§ 5º- A relotação provisória implicará na exoneração do cargo em comissão ou dispensa da
função de confiança ou gratificada porventura ocupada.
§ 6º- Os professores concursados que não possuírem o período mínimo de 03 (três) anos,
instituídos pelo art. 41 da Constituição Federal, para aquisição da estabilidade no serviço
público e que forem nomeados para cargo em comissão ou função de confiança terão seu
estágio probatório suspenso, retornando a esta condição após exoneração do cargo
comissionado ou dispensa da função de confiança, devendo assumir as funções de docência
para sua conclusão.
§ 7º- A relotação é de competência:
a) da Coordenadoria Regional, quando a relotação for dentro da mesma Coordenadoria
Regional de lotação do professor.
b) da Diretoria de Cadastro de Movimentação de Pessoas, da Superintendência de Gestão
de Pessoas, quando relotação for para Coordenadoria Regional diversa à de lotação atual do
professor, após análise e autorização da Superintendência de Gestão de Pessoas.

Art. 20- Os setores responsáveis pela autuação dos processos administrativos de que trata a
presente Resolução deverão observar a correta instrução dos mesmos, solicitando aos
professores a documentação completa necessária a cada tipo de movimentação.

Art. 21- O encaminhamento do professor à nova unidade administrativa para a qual será
movimentado se fará mediante Memorando de Apresentação.
§ 1º - O Memorando de Apresentação de que trata o caput deste artigo deverá obedecer a
um dos modelos constantes como Anexos IV ou V da presente Resolução, dependendo do
Órgão que for efetuar a movimentação do professor;
§ 2º- O Memorando de Apresentação deverá ser entregue no Órgão de destino, no dia útil
seguinte ao recebimento do mesmo, sob pena de atribuição de falta nos dias transcorridos
até a véspera da apresentação do professor na nova lotação.
§ 3º- O professor cuja movimentação tenha sido efetuada pelo Órgão Central desta
Secretaria, deverá no prazo de 5 (cinco) dias úteis, remeter à Diretoria de Cadastro e
Movimentação de Pessoas da Superintendência de Gestão de Pessoas, cópia do Memorando
de Apresentação emitido pela Coordenadoria Regional, onde conste sua nova lotação.
Art. 22- Os casos omissos serão resolvidos pelo Titular da Pasta, ouvidas, preliminarmente,
a Subsecretaria de Gestão de Recursos e Infraestrutura e a Superintendência de Gestão de
Pessoas.
Art. 23 - Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogada a Resolução
SEEDUC nº 4332, de 06 de agosto de 2009, publicada no Diário Oficial de 10 de agosto de
2009.

Rio de Janeiro, 26 de maio de 2010


TEREZA PORTO
Secretária de Estado de Educação