Manual do Professor

SUMÁRIO
Apresentação ........................................................................................................................... 6 Estrutura da obra .................................................................................................................... 6
PARTE 1 — GEOGRAFIA GERAL UNIDADE I — A ORGANIZAÇÃO E A REPRESENTAÇÃO DO ESPAÇO

Capítulo 1. Espaço, paisagem e lugar ............................................................................... 7 1. Objetivos, 7 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 7 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 7 4. Sugestões de questões para avaliação, 8 Capítulo 2. A organização do espaço, a formação dos Estados nacionais e os países atuais ......................................................................................................................................... 8 1. Objetivos, 8 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 9 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 9 4. Sugestões de questões para avaliação, 9 Capítulo 3. O espaço e suas representações ..................................................................... 9 1. Objetivos, 9 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 10 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 10 4. Sugestões de questões para avaliação, 11
UNIDADE II — A ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO GEOGRÁFICO NO CAPITALISMO E NO SOCIALISMO, A NOVA ORDEM MUNDIAL E A GLOBALIZAÇÃO

Capítulo 4. Fases do capitalismo, revoluções industriais e a globalização ............. 12 1. Objetivos, 12 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 12 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 13 4. Sugestões de questões para avaliação, 14 Capítulo 5. A desintegração dos países socialistas, a nova ordem mundial e as conseqüências da globalização ................................................................................................. 14 1. Objetivos, 14 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 14 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 15 4. Sugestões de questões para avaliação, 15 Capítulo 6. Os grandes conjuntos de países e as desigualdades mundiais ............. 16 1. Objetivos, 16 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 16 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 16 4. Sugestões de questões para avaliação, 17 Capítulo 7. Globalização e pluralidade cultural: conflitos regionais e tensões no mundo ..................................................................................................................................... 17 1. Objetivos, 17 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 18 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 18 4. Sugestões de questões para avaliação, 19
UNIDADE III — O ESPAÇO NATURAL E O ESPAÇO MODIFICADO PELA HUMANIDADE

Capítulo 8. Impactos da atividade humana sobre o meio ambiente e a busca de soluções .......................................................................................................................................... 20 1. Objetivos, 20 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 20 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 20 4. Sugestões de questões para avaliação, 21 Capítulo 9. A Terra: movimentos e evolução ................................................................. 22 1. Objetivos, 22 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 22 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 22 4. Sugestões de questões para avaliação, 23 Capítulo 10. O relevo terrestre, seus agentes e os solos no mundo. ......................... 23 1. Objetivos, 23 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 24 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 24 4. Sugestões de questões para avaliação, 25 Capítulo 11. Minerais e rochas: panorama mundial ..................................................... 25 1. Objetivos, 25 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 25 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 25 4. Sugestões de questões para avaliação, 26

Capítulo 12. A atmosfera e sua dinâmica: o clima mundial ......................................... 26 1. Objetivos, 26 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 26 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 27 4. Sugestões de questões para avaliação, 28 Capítulo 13. As grandes paisagens naturais da Terra e a destruição dos ecossistemas florestais, fluviais e marítimos .................................................................................... 28 1. Objetivos, 28 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 29 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 29 4. Sugestões de questões para avaliação, 30
UNIDADE IV — ESPAÇO MUNDIAL DA PRODUÇÃO

Capítulo 14. Indústria I: as transformações no espaço ................................................ 30 1. Objetivos, 30 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 30 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 31 4. Sugestões de questões para avaliação, 31 Capítulo 15. Indústria II: o desenvolvimento industrial dos países ........................... 32 1. Objetivos, 32 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 32 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 32 4. Sugestões de questões para avaliação, 33 Capítulo 16. Fontes de energia, utilização e impactos ambientais ............................ 33 1. Objetivos, 33 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 34 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 34 4. Sugestões de questões para avaliação, 35 Capítulo 17. Geopolítica, agropecuária e ecologia ........................................................ 35 1. Objetivos, 35 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 35 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 36 4. Sugestões de questões para avaliação, 36
UNIDADE V — O COMÉRCIO, AS COMUNICAÇÕES E OS TRANSPORTES NO MUNDO

Capítulo 18. A globalização e o comércio mundial ....................................................... 37 1. Objetivos, 37 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 37 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 37 4. Sugestões de questões para avaliação, 39 Capítulo 19. Comunicações, transportes e turismo no mundo ................................... 39 1. Objetivos, 39 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 39 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 39 4. Sugestões de questões para avaliação, 40
UNIDADE VI — DINÂMICA POPULACIONAL E URBANIZAÇÃO NUM MUNDO EM TRANSFORMAÇÃO

Capítulo 20. Conceitos demográficos fundamentais e distribuição da população mundial .................................................................................................................................... 41 1. Objetivos, 41 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 41 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 41 4. Sugestões de questões para avaliação, 42 Capítulo 21. Crescimento demográfico no mundo ........................................................ 42 1. Objetivos, 42 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 42 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 42 4. Sugestões de questões para avaliação, 44 Capítulo 22. Estrutura da população mundial ................................................................ 44 1. Objetivos, 44 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 44 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 44 4. Sugestões de questões para avaliação, 45 Capítulo 23. Migrações populacionais no mundo ......................................................... 45 1. Objetivos, 45 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 46 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 46 4. Sugestões de questões para avaliação, 47 Capítulo 24. Urbanização mundial .................................................................................... 47 1. Objetivos, 47 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 47 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 48 4. Sugestões de questões para avaliação, 48

PARTE 2 — GEOGRAFIA DO BRASIL UNIDADE I — A PRODUÇÃO DO ESPAÇO GEOGRÁFICO, AS REGIÕES BRASILEIRAS E O BRASIL EM UM MUNDO GLOBALIZADO

Capítulo 1. A produção do espaço geográfico brasileiro, as regiões brasileiras e o planejamento regional .......................................................................................................... 49 1. Objetivos, 49 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 49 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 49 4. Sugestões de questões para avaliação, 50 Capítulo 2. Brasil: globalização, nova ordem mundial e desigualdades sociais ...... 50 1. Objetivos, 50 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 51 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 51 4. Sugestões de questões para avaliação, 53
UNIDADE II — A QUESTÃO AMBIENTAL NO BRASIL E OS ECOSSISTEMAS NATURAIS

Capítulo 3. O relevo brasileiro ........................................................................................... 53 1. Objetivos, 53 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 53 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 53 4. Sugestões de questões para avaliação, 55 Capítulo 4. Os recursos minerais e a questão ambiental no Brasil ............................ 55 1. Objetivos, 55 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 55 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 55 4. Sugestões de questões para avaliação, 56 Capítulo 5. Clima, hidrografia, vegetação e domínios morfoclimáticos no Brasil .... 56 1. Objetivos, 56 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 57 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 57 4. Sugestões de questões para avaliação, 58
UNIDADE III — A ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO DA PRODUÇÃO E DA CIRCULAÇÃO NO BRASIL

Capítulo 6. O espaço da atividade industrial no Brasil ................................................ 59 1. Objetivos, 59 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 59 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 59 4. Sugestões de questões para avaliação, 60 Capítulo 7. A importância da energia no crescimento econômico do Brasil ........... 60 1. Objetivos, 60 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 61 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 61 4. Sugestões de questões para avaliação, 62 Capítulo 8. A atividade agropecuária no Brasil ............................................................. 62 1. Objetivos, 62 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 63 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 63 4. Sugestões de questões para avaliação, 64 Capítulo 9. Comércio, comunicações, transportes e turismo no Brasil .................... 64 1. Objetivos, 64 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 65 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 65 4. Sugestões de questões para avaliação, 66
UNIDADE IV — DINÂMICA POPULACIONAL NO BRASIL

Capítulo 10. Distribuição da população, crescimento demográfico e estrutura da população brasileira .............................................................................................................. 67 1. Objetivos, 67 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 67 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 67 4. Sugestões de questões para avaliação, 68 Capítulo 11. Etnia e migrações populacionais no Brasil .............................................. 69 1. Objetivos, 69 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 69 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 69 4. Sugestões de questões para avaliação, 71 Capítulo 12. A urbanização brasileira .............................................................................. 71 1. Objetivos, 71 2. Conceitos e temas desenvolvidos, 71 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, 72 4. Sugestões de questões para avaliação, 72

APRESENTAÇÃO
O livro didático é um elemento estruturador da prática docente e o Manual do Professor tem um papel importante de apoio e de organização do aprendizado, orientando e complementando a ação do(a) professor(a). Visamos enriquecer a prática pedagógica, contribuindo para a atualização dos docentes e para um melhor aproveitamento e utilização do livro. Para tanto, apresentamos neste Manual do Professor as seguintes seções: 1. Objetivos; 2. Conceitos e temas desenvolvidos, com uma síntese dos conceitos trabalhados em cada capítulo; 3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios, com as seguintes subseções: Avalie seu aprendizado, Complementação e orientação didática e Em pauta: vestibulares e Enem; 4. Sugestões de questões para avaliação. Esperamos que este manual esteja à altura de cumprir sua finalidade e de atender às necessidades dos(as) colegas professores(as) contribuindo para a melhoria da qualidade do ensino. Os autores

ESTRUTURA DA OBRA
Para a abordagem dos conteúdos e dos principais temas de atualidade do espaço natural, socioeconômico e político mundial e brasileiro o livro-texto da obra foi dividido em duas partes. A primeira trata de temas relativos à Geografia Geral e é complementada pela segunda parte que aborda temas de Geografia do Brasil. Os conteúdos específicos de Geografia do Brasil foram desenvolvidos em total conexão e interagem com a parte de Geografia Geral. A primeira parte do livro compreende seis unidades e a segunda, quatro unidades: e a globalização — analisa a expansão do capitalismo associada à evolução técnica e científica e situa o(a) estudante na atual realidade mundial (desintegração dos países socialistas, nova ordem mundial, globalização). A Unidade III — O espaço natural e o espaço modificado pela humanidade — visa ao reconhecimento mais detalhado das características essenciais do espaço natural mundial e à compreensão do desenvolvimento da sociedade como um processo de relações com os espaços físicos e com as paisagens. Analisa o desenvolvimento de meios técnicos e científicos e suas intervenções na natureza e a relação entre a utilização, a aceleração dos processos de degradação e a preservação ambiental. A globalização, o processo contínuo de inovações tecnológicas e a modernização do processo produtivo serão assuntos da Unidade IV — Espaço mundial da produção. A Unidade V — O comércio, as comunicações e os transportes no mundo — analisa o espaço mundial da produção, da circulação, do comércio e das comunicações sob o prisma da tecnologia e da globalização, além de identificar o papel da tecnologia nos processos econômicos, sociais e culturais.

Parte 1 — Geografia Geral
Na Unidade I — A organização e a representação do espaço — caracterizamos os diferentes tipos de espaço e sua organização e a origem e a evolução dos Estados nacionais. A representação do espaço e o desenvolvimento da Cartografia também fazem parte desta unidade, pois esse estudo será necessário para a análise e compreensão espacializada das informações. A Unidade II — A organização do espaço geográfico no capitalismo e no socialismo, a nova ordem mundial

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Na Unidade VI — Dinâmica populacional e urbanização num mundo em transformação — os alunos compreenderão conceitos demográficos fundamentais, as modificações na estrutura populacional, no processo de urbanização e a criação de novos fluxos populacionais produzidos pelos avanços tecnológicos e pela globalização econômica.

Parte 2 — Geografia do Brasil
Unidade I — A produção do espaço geográfico, as regiões brasileiras e o Brasil em um mundo globalizado — oferece uma síntese do processo de formação do espaço geográfico brasileiro, sua inserção no projeto colonial e sua evolução econômica. Unidade II — A questão ambiental no Brasil e os ecossistemas naturais — objetiva o reconhecimento detalhado das características do espaço natural e permite detectar os principais impactos ambientais provenientes da utilização deste espaço. A globalização e a modernização do processo produtivo brasileiro são assuntos da Unidade III — A organização do espaço da produção e da circulação no Brasil.

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Na Unidade IV — Dinâmica populacional no Brasil — o aluno terá um perfil da urbanização, das migrações e da demografia brasileira. Após o texto do capítulo, visando enriquecer a prática pedagógica e fixar os conteúdos, colocamos a seção Avalie seu aprendizado com um conjunto de atividades e exercícios que o(a) professor(a) poderá utilizar em suas avaliações. Essa seção foi dividida em Construindo conhecimento, contribuindo para a construção de conceitos, e Fixando o conteúdo, em que os educandos fixarão conceitos e terão oportunidade de transpor as informações do capítulo para situações novas. A seção Complementação do estudo foi dividida em Leituras, Vídeos e Sites, com diversas sugestões de materiais pertinentes para os alunos, selecionados de acordo com o tema do capítulo. No final do livro, incluímos a seção Em pauta: vestibulares e Enem, que permitirá ao(à) professor(a) rever e fixar os conteúdos trabalhados nos capítulos, além de preparar os alunos para o exame vestibular. Incluímos, ainda, Glossário e Bibliografia.

PARTE 1 — GEOGRAFIA GERAL

UNIDADE

I

A ORGANIZAÇÃO E A REPRESENTAÇÃO DO ESPAÇO

Nesta unidade colocamos o foco no papel da humanidade na organização e transformação do espaço, buscando identificar, no espaço geográfico atual, os processos históricos ocorridos em diferentes tempos, que deram origem aos atuais países. Abordamos a arte de construir mapas e cartas, como fruto da necessidade humana de representação do espaço, e o rápido desenvolvimento da Cartografia a partir das Grandes Navegações dos séculos XV e XVI, culminando no uso de satélites artificiais, sensoriamento remoto e outras tecnologias.

Capítulo 1 Espaço, paisagem e lugar
1. Objetivos
As modificações que a humanidade, ao longo de sua história, tem realizado na natureza foram e são tão grandes que não podemos negar a existência de um outro espaço contraposto àquele criado pela própria natureza: o espaço criado pelos seres humanos — o espaço artificial. Neste capítulo os alunos diferenciarão os tipos de espaço e perceberão a ação humana em sua modificação, organização e transformação. Diferenciando os conceitos de espaço e lugar, estarão aptos a perceber que a paisagem tem uma extensão e expressa fenômenos naturais e culturais.

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Tipos de espaço (natural, geográfico, humanizado, artificial ou cultural); trabalho; natureza primitiva ou primeira natureza; segunda natureza; paisagem; lugar.

3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 16-17) Construindo conhecimento
1. Professor(a), pedir para os alunos observarem atentamente as fotos. A foto da coluna da esquerda é de uma cidade da Índia, portanto de caráter urbano. Na foto superior da

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coluna da direita, podemos ver elementos urbanos (em segundo plano) e a presença de construções novas e antigas (históricas). Na foto inferior da coluna da direita, embora mostrando uma área rural, destaca-se a intensa utilização de tecnologia (mecanização) em áreas de cultivo comercial. 2. a) Nas três fotos predominam os elementos artificiais, mesmo na que mostra uma área rural canadense. b) Os elementos artificiais contêm trabalho. Para a identificação do que é natural ou artificial numa paisagem, deve-se recorrer à história, reconhecendo os processos de transformação do espaço ou sua gênese. 3. Resposta pessoal. Os alunos poderão diferenciar o rural (na foto da área rural canadense) do urbano (nas outras duas fotos). O uso da tecnologia avançada na área rural do Canadá contrasta com a simplicidade da cidade indiana e com a sobreposição de tempos históricos na Cidade do México. 4. A foto da Cidade do México mostra construções modernas e antigas, revelando diferentes relações sociais e de trabalho em tempos distintos; a de Rajasthan, na Índia, apesar de ser da década de 1990, mostra prédios antigos. 5. a) São produtos do trabalho humano: máquinas, construções, meios de transporte, instalações (armazéns etc.), ruas, edifícios etc. b) A Cidade do México reúne, num mesmo espaço, três tempos que se sucederam em sua história, contendo em sua paisagem a subsistência, lado a lado, de ruínas de construções astecas, portanto do período pré-colonial, de igrejas coloniais e de edifícios modernos. Na foto da agroindústria canadense, as construções são todas recentes. 6. A presença de tecnologia é intensa na foto de uma área rural do Canadá e muito pequena na da cidade da Índia. Rajasthan, baixo; Cidade do México, mesclado; Saskatchewan, alto. Professor(a), veja a seção Complementação e orientação didática.

Complementação e orientação didática
Para a observação das paisagens do Construindo conhecimento, o(a) professor(a) poderá pedir aos alunos que pesquisem as histórias da Índia, do México e do Canadá. Antes da conquista espanhola, o México já possuía dois milênios de vida urbana, desenvolvida principalmente pelas civilizações asteca e maia, que dominavam diversas técnicas e deixaram um legado artístico, científico e cultural. Essas civilizações viviam formas complexas de organização política e social. Deixaram o testemunho de sua cultura nas construções que restaram do período colonial. Na Índia, esplêndidas obras de arquitetura atestam milênios de organização do espaço e de cultura peculiares. Essas obras sempre contrastaram com a pobreza do povo. O Canadá, localizado no extremo norte da América e contando com uma vasta região congelada em seu território, se integrou ao sistema colonialista do século XVI. Foi inicialmente colonizado pela França, passando a ser controlado pelo Reino Unido no século XVIII. Sua economia é diversificada, contando com elevado nível tecnológico na indústria e na agricultura.

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 420)
1. c 2. a, b, c, f

4. Sugestões de questões para avaliação
• Explique o papel do trabalho na evolução da sociedade e o seu poder de transformação do espaço. (p. 14) • Diferencie a natureza primitiva, ou primeira natureza, da segunda natureza. (p. 14) • Cite exemplos de como podemos conhecer um lugar a partir da leitura de sua paisagem. (p. 16) • Todos nós criamos uma identidade com o lugar no qual vivemos. Cite exemplos que justifiquem essa afirmação. (p. 16)

Fixando o conteúdo
7. a) e b) O desequilíbrio provocado pode ser resultado de: poluição do ar, da água, visual ou auditiva; deposição inadequada do lixo urbano; falta de redes de esgoto; drenagem inadequada de águas pluviais; excesso de veículos nas ruas etc. 8. a), b), c) e d) Resposta pessoal. 9. Alternativa c. Justificativa pessoal. Professor(a), a afirmação de que atualmente não existem mais espaços naturais livres da ação humana pode ser exemplificada com o continente antártico, que apesar de ser quase totalmente coberto por uma espessa camada de gelo e praticamente desabitado, é bastante cobiçado. São diversas as reivindicações, acordos e conferências em torno de sua posse. Nele estão instaladas 26 bases de pesquisa científica de vários países. Outro exemplo que pode ser citado é o de que as formas de poluição e degradação ambientais muitas vezes são locais, mas atingem escala global, como a poluição atmosférica que pode atravessar fronteiras e chegar a lugares longínquos.

Capítulo 2 A organização do espaço, a formação dos Estados nacionais e os países atuais
1. Objetivos
Neste capítulo, pretendemos que os alunos sejam capazes de: relacionar a formação econômica das sociedades com a constituição e a expansão dos territórios, assim como o surgimento da propriedade privada com a necessidade de protegê-la e defendê-la, e associar essa necessidade ao surgimento do Estado; reconhecer o papel do Estado na organização territorial e nas relações de produção; distinguir os conceitos de etnia, raça, nação e povo. Especificamente os alunos deverão: • compreender os processos de formação, expansão e transformação dos territórios e fronteiras, tendo em vista as relações de trabalho e o estabelecimento de relações sociais; • perceber historicamente a mobilidade constante das fronteiras do mundo;

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• comparar o Estado moderno com instituições da Antiguidade e do feudalismo; • identificar os países, territórios e as possessões atuais; • conceituar enclave e soberania.

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Território; fronteiras; limite; propriedade privada; etnia; raça; nação; povo; Estado; cidades-Estados; país; movimento de emancipação; microestados; enclaves; soberania.

3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 22) Construindo conhecimento
1. Respostas esperadas: a) Somente o povo de um país pode conhecer suas necessidades e, por isso, somente a ele cabe estabelecer as leis que o regulem para planificar seu futuro de acordo com sua cultura e hábitos. b) Autonomia: poder de uma comunidade de se reger por si própria, por leis próprias. Soberania: condição de autonomia política de um país em que este não está subordinado a nenhum organismo ou outro Estado soberano. c) Muitos países têm tido seus territórios invadidos e são impedidos de exercer a sua soberania. A gestão autônoma significa independência para poder se governar, contrariando interesse de nações colonizadoras. A luta pela soberania gera conflitos entre colonizados e colonizadores, resultando geralmente em guerras prolongadas.

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“Consideram-se então pertencentes à mesma ‘raça’ povos com freqüências próximas na maioria dos genes... Impõe-se uma constatação: o conceito de raça é não-operacional para os povos humanos. Há diferenças entre os lapões e os pigmeus, por exemplo, mas a passagem de uns a outros se realiza, sem salto brusco, por povos intermediários. A causa dessa não operacionalidade é conhecida. O patrimônio genético, para adquirir alguma originalidade e distinguir-se significativamente do patrimônio dos grupos vizinhos, precisa manter-se rigorosamente isolado durante um período bastante longo, ou seja, por um número de gerações quase equivalente ao número de indivíduos em idade de procriar. Tal isolamento pode ocorrer entre os animais, mas é quase inconcebível para uma espécie tão nômade e curiosa quanto a nossa. Capazes de atravessar montanhas e oceanos, homogeneizamos nossos patrimônios genéticos.” O Correio da Unesco. Maio, 1996. Rio de Janeiro, FGV/Unesco.

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 420)
1. c 2. d 3. b

4. Sugestões de questões para avaliação
• • • • Conceitue território, nação, povo e país. (p. 18-20) Diferencie os conceitos de fronteiras e limites. (p. 18) O que são enclaves e microestados? (p. 20) Utilize o texto do quadro da página 19 para questionar o conceito de raça. • Compare o Estado moderno com as instituições de poder nas sociedades feudais. (p. 20)

Fixando o conteúdo
2. Alternativa d. O Estado é um conjunto de instituições, normas e funcionários que exercem uma autoridade e um controle sobre um determinado território. 3. Resposta pessoal. Dados para a resposta: na América, Canadá, Suriname e Guiana; na Europa, Alemanha, Polônia, Hungria, Noruega; na África, apenas Marrocos, Etiópia e Libéria se formaram antes de 1900; na Ásia, Mongólia, Índia, Paquistão, Indonésia, Vietnã, Laos, entre outros; na Oceania, todos os países se formaram após 1900. 4. Possessões ou ilhas sob autoridade ou administração de um Estado soberano — Guiana Francesa (França), Samoa Americana (EUA), Ilha de Páscoa (Chile), Ilhas Galápagos (Equador) etc. Territórios autônomos associados — Bermudas, Malvinas, Gibraltar (Reino Unido); Porto Rico (EUA); Polinésia Francesa (França); Aruba (Holanda) etc. Território externo pertencente a um Estado soberano — Havaí, Alasca (EUA); Groenlândia (Dinamarca); Ilhas Norfolk (Austrália) etc.

Capítulo 3 O espaço e suas representações
1. Objetivos
A Cartografia teve um papel fundamental na conquista de novos territórios e no levantamento e inventário de recursos naturais com finalidades mercantilistas. Neste capítulo fizemos um breve retrospecto histórico da Cartografia para que os alunos percebam o porquê de sua necessidade para a humanidade e sua importância na expansão geográfica, nas viagens marítimas, nas expedições exploradoras etc. Procuramos conduzir este estudo para que ao final os alunos sejam capazes de: • perceber o mapa como instrumento de análise, interpretação, planejamento e interferência na realidade espacial; • compreender que o que está contido no espaço pode ser mais bem visualizado e analisado por meio de representações e que o conhecimento do espaço garante ao povo que o habita sua autonomia político-financeira; • identificar os elementos que compõem um mapa (símbolos, escala, projeções cartográficas); • aprender sobre a elaboração de um planisfério em diversas projeções cartográficas e as leituras que podem ser feitas a partir de cada uma.

Complementação e orientação didática
O texto a seguir fornece mais subsídios à discussão do polêmico conceito de raças.

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Além disso, ao abordar novas tecnologias de aquisição de informações, levamos os alunos a entender como a humanidade ampliou seus sentidos para melhor entendimento do ambiente terrestre. Finalmente, possibilitamos a compreensão histórica da Cartografia no Brasil.

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Cartografia; coordenadas geográficas (paralelos, meridianos, latitude, longitude); globo terrestre; mapas (mapa-múndi, planisfério); escalas (gráfica, métrica, grande, pequena); símbolos; escala (numérica, gráfica); projeções cartográficas (de Mercátor, de Peters, de Aitoff, de Goode, cilíndrica, cônica, plana, conforme, equivalente); cartas (cadastrais ou plantas, topográficas, geográficas); anamorfoses; sensoriamento remoto; GPS; geoprocessamento; geo-referenciamento; SIG.

Avalie seu aprendizado (p. 32-34) Construindo conhecimento
1. a) Lugares com latitudes mais elevadas, como a Groenlândia, aparecem tão grandes como a América do Sul e bem maiores que a Austrália. b) A diferença é de 75 km. Na projeção de Peters a distância Norte-Sul fica o dobro da distância Leste-Oeste, quando na realidade a diferença é de apenas 75 km. Na projeção de Peters, as terras próximas aos pólos ficam largas e achatadas e as localizadas nas proximidades da linha do Equador ficam estreitas e compridas. c) Na projeção de Mercátor os paralelos ficam mais estreitos na região do Equador, enquanto nos pólos a distância entre eles aumenta; na de Peters os paralelos ficam mais largos na região do Equador, enquanto nos pólos a distância entre eles diminui. Na projeção de Mercátor as áreas de maior deformação são as de altas latitudes (ficam maiores); na de Peters os países mantêm suas reais posições, mas ficam “esticados” no sentido longitudinal; as áreas de altas latitudes como, por exemplo, a Europa e os EUA, parecem ser menores em relação à projeção de Mercátor. d) Na projeção de Mercátor o Brasil aparece mais largo no sentido leste-oeste. Na projeção de Peters o Brasil fica mais alongado no sentido norte-sul e suas dimensões aumentam proporcionalmente. Com os países subdesenvolvidos acontece o mesmo, pois se localizam, grosso modo, na zona intertropical. Na projeção de Mercátor a impressão é de que a área total desses países é menor do que a dos países desenvolvidos. Já a projeção de Peters representa melhor a realidade.

Fixando o conteúdo
2. a) Resposta pessoal. Professor(a), orientar os alunos a perceber que a geografia global não é um problema de segurança para apenas um país. Como o próprio autor diz, fotografar a Terra a partir do espaço tem implicações políticas, éticas, jurídicas, econômicas, es-

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3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios

tratégicas e culturais que interessam a todos os países e povos, indistintamente. A questão da segurança dos países deve também ser globalizada, para nenhum deles se sentir mais ou menos seguro do que os outros. b) Conhecimentos estratégicos contidos nos mapas podem ser utilizados como instrumentos de poder político, militar e econômico. Mapas vitais para a conquista e domínio de um país sobre o outro, considerados estratégicos (desde a época da grande expansão marítima até os dias atuais), são mantidos em segredo e ficam reservados a uma minoria dirigente dos países. Entre as tecnologias usadas pelos cartógrafos e que serviram para fins militares está o GPS, que foi utilizado pelos EUA na Guerra do Golfo (1991) para orientar os mísseis contra os alvos. c) Nasa é a sigla da National Aeronautics and Space Administration (Administração Nacional de Aeronáutica e Espacial), nome da agência espacial estadunidense que atua desde 1958 desenvolvendo pesquisas e tecnologia para exploração espacial. Inpe é a sigla do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, órgão criado pelo governo federal brasileiro em 1971, a partir do antigo Grupo de Organização da Comissão Nacional de Atividades Espaciais, formado em 1961. Entre as atividades do Inpe os alunos podem escolher: comunicação e observação da Terra por meio de satélites meteorológicos; recepção e interpretação de imagens de satélites meteorológicos; levantamento de recursos terrestres com uso de técnicas de sensoriamento remoto por satélites e aeronaves; ampliação do sistema educacional do País, utilizando um satélite de comunicações geoestacionário. No final da década de 1970, o Inpe acrescentou aos seus objetivos a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologia espacial. 3. a) d = D / E d = 60 km / 2.500.000 d = 6.000.000 cm / 2.500.000 = 2,4 cm b) E = D / d E = 60 km / 3 cm E = 6.000.000 cm / 3 cm = 2.000.000 cm c) D = E d D = 5.000.000 64 mm D = 320.000.000 mm ou 320 km 4. Se quisermos representar pequenas áreas, cidades, bairros etc., o mais apropriado é a utilização da grande escala, normalmente de 1 : 500 até 1 : 50.000, que permite elevado grau de detalhamento e de precisão. É o caso das plantas urbanas. 5. a) O sensoriamento remoto constitui-se na captação e registro de imagens por sensores remotos da energia refletida por elementos (acidentes geográficos, objetos etc.) sem que haja contato físico. É um importante sistema de aquisição aérea ou espacial de informações. b) A detecção da radiação depende de certos requisitos. Em primeiro lugar, deve haver uma fonte de radiação eletromagnética. Essa radiação deve propagar-se pela atmosfera ou pelo meio físico entre a fonte e o objeto observado, até atingir a superfície terrestre ou o objeto observado. Ao atingir a superfície terrestre, ela sofrerá interações, produzindo uma radiação de retorno. Tal radiação se propagará pela atmosfera ou pelo meio físico existen-

te entre o objeto observado e o sensor, atingindo o sensor. O que chega até o sensor é uma certa intensidade de energia eletromagnética (radiação) que será posteriormente transformada em um sinal passível de interpretação. c) Além de sua aplicação em campos de conhecimento como Geologia, Geomorfologia, Oceanografia, Meteorologia, Cartografia, é usado na localização de recursos naturais, de áreas de vegetação natural, agropecuárias, urbanas e suas edificações. Permite monitorar o meio ambiente, avaliar o uso da terra e os seus impactos (áreas com tendências a erosão e enchentes), caracterizar os solos, planejar, traçar políticas ambientais, sociais e econômicas em diversos níveis.

Principais viagens espaciais Viagem Sputnik 1 Sputnik 2 Explorer 1 Vostok 1 Mercury Mariner 2 Vostok 6 Mariner 4 Voshkod 2 Apolo 11 Data País 1957 1957 1958 1961 1962 1962 1964 1964 1965 1969 URSS URSS EUA URSS EUA EUA URSS EUA URSS EUA Importância Primeiro satélite artificial. Primeiro ser vivo no espaço: a cadela Laika. Primeiro satélite dos Estados Unidos. Iúri Gagarin, primeiro homem no espaço. John Glenn, primeiro estadunidense em órbita. Transmite dados de Vênus. Valentina Tereshkova, primeira mulher no espaço. Envia fotos de Marte. Aleksei Leonov realiza o primeiro passeio no espaço. Neil Armstrong e Edwin Aldrin Jr. são os primeiros homens a descer na Lua. Passa por Júpiter em 1973. Terceira descida na Lua. Vôo tripulado à estação espacial Skylab 2. Soyuz 19 e Apollo 18 acoplam-se no espaço, para experiências em comum. Primeiro ônibus espacial. Estação orbital habitável. Destino: Júpiter; chegou em 1995. Cumprimento entre astronautas russos e estadunidenses no espaço. Destino: Marte; pousou em 1997.

Complementação e orientação didática
O(a) professor(a) poderá utilizar um atlas e trabalhar com os alunos a linguagem cartográfica pedindo que identifiquem, em um mapa, o título, o tipo de legenda, a escala e a projeção utilizada. Mostrar diferentes tipos de mapas, planisférios, mapas temáticos, políticos, de relevo etc. Ao comparar um globo terrestre com um planisfério, mostrando os continentes em cada um, o(a) professor(a) poderá aproveitar para recordar os continentes e oceanos. Os alunos poderão reconhecer as diferenças de um espaço (Brasil, por exemplo) em diferentes escalas e reconhecer a importância dos mapas temáticos (que informações podem ser obtidas de cada um) para a leitura das paisagens. Complementando a questão 2c, os alunos poderão fazer uma pesquisa na internet, consultando os sites da Nasa (http://www.nasa.gov) e do Inpe (http://www.inpe.br), para aprofundar-se no assunto. Apresentamos o texto abaixo como subsídio ao(à) professor(a).

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Pioneer 10 Apollo 17 Skylab 2 Soyuz 19/ Apollo 18 Columbia MIR Galileo Atlantis/Mir

1972 1972 1973 1975

EUA EUA EUA EUA/ URSS EUA URSS EUA EUA/ Fed. Russa EUA

1981 1986 1989 1995

Conquistando o espaço
A humanidade sempre desejou ir além do planeta Terra e atingir mundos mais distantes. Esta façanha só se tornou possível com os avanços tecnológicos do século XX. Em 1957 foi lançado ao espaço o primeiro satélite artificial, tendo início, assim, a era espacial. A construção de foguetes permitiu a chegada ao nosso satélite natural, a Lua, astro mais próximo de nosso planeta, em 1969. No final da Segunda Guerra Mundial, duas grandes potências — Estados Unidos e União Soviética — passaram a disputar a primazia de chegar ao espaço, dando início à “corrida espacial”. No quadro estão descritas as principais viagens espaciais. A informática tem possibilitado grande avanço à Astronomia. Os computadores auxiliam na análise de dados colhidos pelos satélites ópticos ou pelos radiotelescópios. Desde a subida do Sputnik, em 1957, foram lançados ao espaço (até 1998) aproximadamente 3.800 foguetes e 4.600 satélites. Só quinhentos deles ainda funcionam; o restante virou sucata espacial. Isso significa que eles serão atraídos pela força de gravidade da Terra. Boa parte desse lixo (cerca de 2.000 toneladas) vai cair. Muitos satélites se pulverizarão ao se chocar com a atmosfera; a maior parte cairá sobre os oceanos, mas alguns poderão provocar acidentes na Terra ou no espaço.

Pathfinder

1996

Fonte: PUCCI, Luís Fábio Simões. Espaço: o último desafio. São Paulo, Devon, 1997. p. 93-96.

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 421)
1. a 2. c 3. d 4. b 5. b 6. d 7. a 8. a) C, b) C, c) C, d) E

4. Sugestões de questões para avaliação
• Diferencie mapa-múndi de planisfério. (p. 27) • Qual a utilidade dos símbolos em uma legenda? (p. 25-26) • Quais os elementos que compõem os mapas? (p. 25-26) • Qual a utilização das escalas grande e pequena? (p. 27) • Qual a utilidade das projeções cartográficas? (p. 27) • Diferencie cartas e mapas citando exemplos de sua utilização. (p. 27) • Caracterize e diferencie as projeções de Mercátor (p. 28-29), de Aitoff (p. 29) e de Peters. (p. 29) • O que são anamorfoses? (p. 29)

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UNIDADE

II

A ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO GEOGRÁFICO NO CAPITALISMO E NO SOCIALISMO, A NOVA ORDEM MUNDIAL E A GLOBALIZAÇÃO

Nesta unidade o objetivo é tornar os alunos capazes de compreender como o espaço se organizou no capitalismo e na atual realidade mundial caracterizada por profundas transformações trazidas pela ciência e pela tecnologia. Essa compreensão inclui: entender e lidar com os imperativos da era tecnológica e da globalização; tomar conhecimento dos novos arranjos de poder no mundo e da formação de blocos econômicos regionais; reconhecer as mudanças profundas na organização social, na estrutura econômica e política do mundo, que resultam dos processos atuais, principalmente os moldados pela revolução tecnocientífica.

Capítulo 4 Fases do capitalismo, revoluções industriais e a globalização
1. Objetivos
Iniciamos o capítulo mostrando a passagem do modo de produção feudal para o capitalista, com o objetivo de que os alunos sejam capazes de entender a relação entre o desenvolvimento da produção e as transformações no espaço geográfico. Em seguida, procuramos demonstrar de que forma as contínuas inovações tecnológicas foram aplicadas à produção, originando as três fases da Revolução Industrial ou Tecnológica que foram e continuam sendo responsáveis por transformações radicais nas relações sociais e na estruturação do espaço; como as novas formas de organização do trabalho têm caracterizado a produção no mundo informatizado; as bases do surgimento da globalização, tema que será aprofundado nos próximos capítulos e permeará a análise do espaço da produção, do comércio e da circulação e também da dinâmica populacional e da urbanização (assuntos das Unidades IV, V e VI). Nessa trajetória, procuramos também fazer com que ao final os alunos possam: • identificar as relações servis de produção; • compreender a organização da produção resultante do surgimento da manufatura e da maquinofatura, o papel das novas classes sociais, burguesia e proletariado, e a importância das relações assalariadas de trabalho no capitalismo industrial; • perceber a adoção de práticas mercantilistas, protecionistas e de monopólio, assim como a formação de colônias, como uma necessidade da expansão comercial e marítima no século XVI; • relacionar, no contexto do estabelecimento da divisão internacional do trabalho, o papel das metrópoles e colônias, e, nesse mesmo contexto, entender a organização do sistema produtivo de plantations nas colônias; • entender o papel do liberalismo econômico e da livre-concorrência na Primeira Revolução Industrial ou fase do capitalismo industrial;

• relacionar essa fase ao surgimento das transnacionais ou multinacionais, do imperialismo, do neocolonialismo e ao fato de ter havido posteriormente a descolonização dos continentes; • caracterizar a Terceira Revolução Industrial ou Informacional e relacioná-la ao estabelecimento de novas formas de organização da produção (passagem do fordismo/taylorismo para o toyotismo) e às técnicas que aceleraram o processo de produção (just in time, automação, tecnologias de telecomunicação, informática etc.); • entender o surgimento do capitalismo flexível e a fase do capitalismo financeiro ou da globalização, e o papel do Estado no neoliberalismo; • perceber que o processo de globalização utilizou o meio técnico-científico para produzir uma aceleração de contatos e de consumo, por meio da integração dos mercados.

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Relações servis de produção; modo de produção capitalista, manufatura, maquinofatura; burguesia; relações assalariadas de trabalho; capitalismo comercial; balança comercial; mercantilismo; monopólio; metrópoles; divisão internacional do trabalho; colonialismo; plantation; Primeira Revolução Industrial ou Tecnológica, livre-concorrência; capitalismo industrial; Segunda Revolução Industrial; Terceira Revolução Industrial ou Informacional; capital; liberalismo econômico; proletariado; oligopólio; cartel; truste; capital financeiro; transnacionais; multinacionais; imperialismo; neocolonialismo; descolonização; informática; química fina; biotecnologia; automação; fundos de pensão; capitalismo financeiro; fordismo; taylorismo; capitalismo flexível; toyotismo; just in time; neoliberalismo; desregulamentação; Estado mínimo; meio técnico-científico; globalização; ciberespaço; cibernética; infovia; tempo real.

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• identificar as transformações econômicas resultantes das novas tecnologias que caracterizaram a Segunda Revolução Industrial e compreender como o capitalismo se tornou mais competitivo e monopolista com o surgimento de oligopólios, cartéis e trustes;

3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 46-47) Fixando o conteúdo
1. a) Da África, vinham escravizados para as Américas. As colônias da América do Sul, Central e do Norte exportavam para a Europa açúcar, ouro, tabaco, couro, prata, madeira, peles, café, índigo, arroz, farinha e cereais. A Europa exportava produtos manufaturados. b) A mão-de-obra dos escravizados era necessária ao sistema de plantations e à extração de diversas riquezas nas colônias. Dessa forma, o sistema colonial contribuiu para a acumulação de riquezas e capitais nas metrópoles européias. c) O sistema colonial contribuiu para a acumulação de riquezas e capitais nos países colonialistas e para a manutenção das precárias condições de vida das populações dos países colonizados, os quais eram impedidos de se industrializarem, a fim de se manterem subordinados ao mercado internacional. 2. Primeira Revolução Industrial: a introdução do carvão e do vapor como fontes de energia para máquinas industriais e meios de transporte impulsionou as indústrias têxtil, naval e siderúrgica. A mecanização estendeu-se à metalurgia, à agricultura e a outros setores da economia. Segunda Revolução Industrial: navios mais modernos, trens de ferro e elétrico, aviões, carros, motores, química, aparelhos eletrônicos, petróleo, progressos nas comunicações (televisão, telefone, computador). Terceira Revolução Industrial: informática, biotecnologia, química fina, automação, telecomunicações, atividades nucleares, pesquisa espacial. 3.

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4. As inovações tecnológicas no setor de telecomunicações permitiram a rápida difusão de hábitos culturais e de padrões de consumo em todo o globo. A revolução nos transportes diminuiu o tempo gasto para percorrer longas distâncias, facilitando trocas comerciais, contatos culturais, turismo etc. 5. Capitalismo comercial — mercantilismo: intervenção estatal na vida econômica; manutenção de uma balança comercial favorável; impulso ao comércio mundial; protecionismo alfandegário às manufaturas; formação de monopólios. Capitalismo industrial — doutrina econômica liberal: defendia a propriedade privada e a livre-concorrência; o Estado deveria se limitar a garantir a propriedade privada, não intervindo na economia, enquanto a lei de oferta e procura de bens e serviços se encarregaria de regular os mercados. Capitalismo financeiro — teoria econômica neoliberal: o Estado deixa de exercer o papel de regulador da economia, iniciando uma fase de desregulamentação; promove a abertura dos países para o mercado exterior e a privatização das empresas estatais, entregando-as a grandes conglomerados financeiros. 6. No processo fordista/taylorista existe uma divisão e hierarquização do trabalho e a separação entre o trabalho manual e o intelectual. O trabalhador pouco qualificado permanece fixo, realizando tarefas especializadas, simples e repetitivas. Os produtos são homogeneizados, de qualidade padronizada e preço baixo. No processo toyotista é utilizado o trabalho em equipes, estimulando-se a polivalência, a atualização dos funcionários e a fiscalização do trabalho pela própria equipe. Máquinas de ajuste flexível tornam possível fazer modificações rápidas, reduzindo custos e diversificando a produção. 7. a) Resposta pessoal. b) Resposta pessoal. c) Resposta pessoal.

Fases

Características Ressurgimento de centros urbanos e intensificação do comércio; acumulação de recursos; inovações nos transportes marítimos, nos armamentos e nas técnicas de navegação; expansão comercial do final do século XIV e início do século XV. Forte mecanização, abrangendo diversos setores da economia. As fábricas empregavam grande número de trabalhadores. Segunda Revolução Industrial, o capitalismo se tornou monopolista. Empresas ou países monopolizaram o comércio; os bancos adquiriram cada vez mais importância; o capital financeiro passou a dominar e a controlar a economia dos países; domínio das transnacionais.

Complementação e orientação didática
Sobre a globalização da economia, o(a) professor(a) poderá trabalhar com os alunos o tema: “A globalização é um conjunto de mudanças ocorridas no mundo na esfera econômica, financeira, comercial, social e cultural. Implica uniformização global de padrões econômicos e culturais”. Esse também é um momento oportuno para o(a) professor(a) incentivar o trabalho de pesquisa em grupo nos meios de comunicação, principalmente em jornais e revistas. Os alunos poderão recolher imagens de pessoas de outros países ou mesmo de outras regiões do Brasil e analisar nelas a presença de costumes regionais e globalizados. Fotos de imprensa focando o Oriente Médio e os países asiáticos oferecem grandes possibilidades para essa análise. Os alunos deverão indicar a fonte, a data, o título da matéria e o nome do jornalista (se este dado estiver disponível), analisar a foto e descrever costumes regionais e globalizados nela presentes, e, como conclusão, responder às seguintes questões: • Os padrões culturais do povo analisado foram totalmente uniformizados ou prevalece uma cultura regional?

Financeiro

Industrial

Comercial

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• Você acredita que é possível a uniformização total de costumes no mundo? Explique por quê. 1. c 2. a 3. a 4. c 5. d 6. a 7. b 8. a 9. b

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 422)
10. a) As sociedades capitalistas apresentam maior ou menor exclusão de trabalhadores dependendo de suas condições estruturais. Tal exclusão deve-se, entre outros fatores, à reduzida participação dos trabalhadores na riqueza somada pela grande maioria das empresas e à diminuição do emprego formal, que ocasiona diferentes níveis de desemprego estrutural e conjuntural. b) A exclusão dos trabalhadores do emprego formal manifesta-se visivelmente no crescimento do chamado “setor informal”, representado sobretudo por “camelôs”, que em geral ocupam praças e vias públicas com grande movimento de pedestres.

Capítulo 5 A desintegração dos países socialistas, a nova ordem mundial e as conseqüências da globalização
1. Objetivos
Neste capítulo o objetivo geral é que os alunos compreendam a organização política e socioeconômica do mundo atual. Nesse sentido eles deverão: perceber a organização do espaço no socialismo e diferenciar esse modo de produção do capitalista; adquirir uma visão geral da expansão do socialismo pelo mundo; constatar o enfraquecimento geopolítico das grandes potências capitalistas européias e do Japão após a Segunda Guerra, a bipolarização do poder no mundo entre as duas superpotências (EUA e URSS), cada qual buscando preservar e ampliar suas áreas de influência, e o conseqüente surgimento da Guerra Fria e do equilíbrio do terror; reconhecer o processo que levou à desintegração do bloco socialista no Leste europeu e o surgimento de uma nova ordem mundial (tripolar), com a constituição de blocos regionais. Especificamente os alunos serão levados a: • reconhecer a criação e implementação de planos (Plano Marshall), de organizações militares (Otan e Pacto de Varsóvia) e de blocos econômicos (CEE e Comecom) como estratégias de cada lado do mundo bipolarizado para a preservação dos interesses das duas superpotências; • compreender o contexto que levou à desintegração do socialismo no Leste europeu e à formação da CEI (Comunidade de Estados Independentes); • conhecer as principais organizações econômicas da atualidade, seus países-membros e objetivos gerais; • analisar o bloco econômico europeu, a formação da União Européia (UE) e a adoção do euro; • reconhecer o papel do Japão, dos Tigres Asiáticos, da China e dos novos Tigres na Apec e na constituição do bloco asiático; • analisar o bloco americano e a área de influência dos EUA no mundo; • reconhecer as principais organizações e organismos internacionais da atualidade (ONU, G-8, Banco Mundial, FMI) e suas finalidades; • contrapor globalização e regionalização, e perceber como essas duas tendências coexistem no mundo atual; • questionar a existência de um sistema mundial ou sociedade global que tem levado à homogeneização dos padrões; • perceber e questionar as conseqüências da globalização e o aumento de desigualdades sociais no mundo e dentro de um mesmo país.

• Que mudanças ocorreram na organização da produção com o surgimento da manufatura e da maquinofatura? (p. 36) • Explique o surgimento da burguesia e do proletariado e das relações assalariadas de trabalho. (p. 36) • Explique de que forma o mercantilismo orientou o colonialismo. (p. 37) • Qual o papel dos monopólios, das metrópoles e das colônias na divisão internacional do trabalho nos séculos XV e XVI? (p. 37-38) • Caracterize o sistema de plantations. (p. 38) • Cite dois motivos para a Inglaterra ter tomado a dianteira na Primeira Revolução Industrial ou Tecnológica. (p. 38) • Diferencie trustes, oligopólios e cartéis. (p. 40) • Explique o que é o capitalismo financeiro ou monopolista. (p. 40) • Explique o que é imperialismo e neocolonialismo. (p. 41) • Analise o mapa da descolonização afro-asiática e cite alguns países que se tornaram independentes na África e na Ásia após 1950. (p. 41) • Qual o papel das empresas transnacionais na reorganização do capitalismo após as duas guerras mundiais? (p. 42) • Que novos avanços tecnológicos iniciaram a fase da Terceira Revolução Industrial ou Tecnológica? (p. 42) • O que é capitalismo flexível? Que modelo de produção utiliza? (p. 43) • Explique o processo just in time. (p. 44) • O que você entende por desregulamentação da economia? (p. 44) • Cite duas características do chamado Estado mínimo. (p. 44) • Cite três características da globalização. (p. 44-45) • De que forma o meio técnico-científico facilitou o processo de globalização? (p. 45)

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Marxismo; socialismo; comunismo; capitalismo de Estado; Primeira Guerra Mundial; Segunda Guerra Mundial, Plano Marshall; Tratado de Roma; CEE; bipolariza-

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4. Sugestões de questões para avaliação

ção; Guerra Fria; corrida espacial; corrida armamentista; equilíbrio do terror; potências nucleares; ordem internacional; Tratado de Não-proliferação de Armas Nucleares, Tratados de Redução de Armas Estratégicas, Comunidade de Estados Independentes (CEI), nova ordem mundial; mundo tripolar; obstáculos aduaneiros; blocos regionais; Comecom, Otan, Pacto de Varsóvia, MCE, UE, euro, Apec, Tigres Asiáticos, novos Tigres Asiáticos, Nafta, Alca, ONU, Grupo dos Sete (G-7), G-8; zonas de livrecomércio; união aduaneira; mercado comum; EEE, Mercosul, Asean, Caricom; mundialização; sociedade global; desemprego estrutural; desemprego conjuntural; terceirização; economia informal.

3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 58-59) Construindo conhecimento
1. O desemprego conjuntural afasta os trabalhadores dos seus empregos apenas em situações de crise (conjuntura). O desemprego estrutural afasta os trabalhadores dos seus empregos por um longo período. 2. Lentidão dos sindicatos para responder aos desafios da globalização; substituição do trabalho humano pelo de máquinas e computadores; medidas governamentais de diminuição de concessões para os trabalhadores e de investimentos na área social, e de ações contra o desemprego. 3. a) Os dados mostram que no Brasil trabalha-se mais do que em países da Europa, no Japão ou nos EUA. Eles constituem um argumento contra o “mito de Macunaíma”. Professor(a), em 1913 o trabalhador brasileiro ainda enfrentava uma jornada anual de 3.000 horas, que os países desenvolvidos já haviam superado antes de 1870. No início do século XX os países europeus já haviam instituído a jornada diária de trabalho de 8 horas, enquanto no Brasil essa jornada só foi disciplinada em 1943 com a Consolidação das Leis Trabalhistas. b) Irá beneficiar os países desenvolvidos.
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mas, como recessão, inflação, aumento da criminalidade etc. 8. O Plano Marshall, posto em prática a partir de 1947, implicava ajudar na recuperação dos países destruídos pela guerra, fornecendo alimentos, matérias-primas, capitais, projetos, técnicos e tecnologia, com o objetivo de fortalecer e consolidar a influência dos EUA no mundo e, com isso, neutralizar a expansão do socialismo pelo mundo. 9. a) A Guerra Fria, expressão que significa guerra nãodeclarada, foi um período marcado por grande tensão mundial em virtude da forte rivalidade entre as duas maiores potências mundiais (EUA e URSS) pela hegemonia mundial. b) Organizações econômicas: MCE (capitalista) e Comecom (socialista). Este último foi extinto em 1991. Organizações militares: Otan e Pacto de Varsóvia. Esta última também foi extinta em 1991. 10. Professor(a), na discussão, os pontos importantes a serem abordados são: aumento do desemprego estrutural e do número de excluídos; redução de salários; aumento da jornada de trabalho; eliminação de conquistas sindicais; deterioração das condições de trabalho; proliferação de pessoas atuando na economia informal; aumento do déficit escolar; queda na assistência social; explosão da violência urbana.

Complementação e orientação didática
Os alunos poderão fazer uma pesquisa sobre as organizações econômicas mundiais. O site da ONU é http://www.onu-brasil.org.br e o do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) no Brasil é http://www.pnud.org.br. Esses sites oferecem artigos variados sobre a ONU e seus órgãos principais e sobre direitos humanos. Temos ainda o http://www.un.org/Pubs/CyberSchoolBus/spanish com estatísticas dos Estados-membros da ONU, informações culturais, notícias etc. O site http://www.jurisdoctor.adv.br/ orgaos.htm é um cadastro de organizações internacionais de todo o mundo.

Fixando o conteúdo
4. Os meios de produção pertencem ao Estado e são controlados pelos trabalhadores; o Estado tem a função de distribuir bens e serviços de acordo com as necessidades de cada indivíduo; o Estado planeja a economia, estipulando o quê e como produzir. 5. Entre os objetivos estavam a abolição da propriedade privada, a formação de uma sociedade sem classes, a igualdade salarial, a emancipação da humanidade e o controle da produção pelo trabalhador. 6. A centralização excessiva, a corrupção, a falta de motivação, as estruturas burocráticas, o excessivo controle estatal, o regime de partido único, os privilégios da classe dirigente. 7. Muitas conquistas da revolução socialista estão sendo perdidas pelo povo russo nessa transição para o capitalismo. Antes um país com elevados índices educacionais e industrialmente desenvolvido, atualmente a Federação Russa se depara com muitos proble-

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 424)
1. e 2. e 3. a 4. e 5. a 6. c 7. d 8. d

4. Sugestões de questões para avaliação
• Quais foram os principais teóricos do socialismo? O que propunham? (p. 48) • Cite exemplos de países que se tornaram socialistas após as duas guerras mundiais, na Europa, na Ásia e na África. (p. 48) • O que foi o Plano Marshall? (p. 48) • Cite exemplos de países que se formaram com a desintegração do socialismo no Leste europeu, resultante do separatismo na Tchecoslováquia, na Iugoslávia e na URSS. (p. 51, mapa) • Cite duas características da nova ordem mundial. (p. 52)

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• Dê exemplos da prática de formação de blocos econômicos na Europa. (p. 53) • Qual o bloco econômico liderado pelo Japão? Que outros países fazem parte desse bloco? (p. 54) • Qual a posição do México no bloco econômico da América do Norte (Nafta)? (p. 55) • O que é o G-7 ou G-8? Que países o compõem? (p. 55) • Como podemos explicar a existência no mundo atual de uma globalização, por um lado, e de uma regionalização, por outro? (p. 56-57) • De que modo a globalização contribui para o aumento das desigualdades no mundo? (p. 57-58)

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Regionalização; Primeiro Mundo, Segundo Mundo, Terceiro Mundo; subdesenvolvimento; desenvolvimento; países do Norte; países do Sul; países em desenvolvimento; países centrais; países recentemente industrializados; mercados emergentes; países periféricos; colônia de exploração; colônia de povoamento; Teoria do Desenvolvimento; nova DIT; PIB (produto interno bruto); PNB (produto nacional bruto); renda per capita; PNB per capita; PIB per capita; Índice de Desenvolvimento Humano (IDH); setor primário; setor terciário; economia socialista de mercado; economia de transição; economia de mercado; pleno emprego; commodities; desemprego; países de industrialização parcial e tardia.

Capítulo 6 Os grandes conjuntos de países e as desigualdades mundiais
1. Objetivos
Neste capítulo buscamos conduzir o estudo no sentido de que, ao final, os alunos possam: compreender os critérios utilizados para a diferenciação ou regionalização dos países em Primeiro Mundo, Segundo Mundo, Terceiro Mundo (modos de produção), subdesenvolvidos e desenvolvidos (níveis de desenvolvimento), países do Norte, ou países ricos, e países do Sul, ou países pobres (localização geográfica e riqueza) e países em desenvolvimento, endividados, centrais, periféricos e mercados emergentes (inserção ou exclusão no processo de globalização). Para chegar a esse objetivo geral os alunos deverão estar aptos a: • compreender as causas históricas do subdesenvolvimento, por meio do conhecimento da Teoria do Desenvolvimento e do papel da divisão internacional do trabalho (DIT) no estabelecimento de relações econômicas entre regiões ou países; • diferenciar colônia de exploração de colônia de povoamento; • identificar os critérios usados para medir o desenvolvimento, como o PIB, o PNB, a renda per capita e o IDH, e comparar esses indicadores em alguns países selecionados; • reconhecer as principais características (produção industrial, tecnologia, consumo, comércio e urbanização) dos países centrais ou desenvolvidos; • refletir sobre o destino dos países socialistas e as dificuldades que enfrentam; • caracterizar as economias de transição para o capitalismo e identificar seus problemas; • reconhecer as diferenças entre os chamados países em desenvolvimento ou mercados emergentes e os chamados países subdesenvolvidos ou periféricos; • identificar as desigualdades entre países e pessoas no mundo.

3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 71-73) Construindo conhecimento
1. O número de pobres (calculado a partir de um limite de 4 dólares por dia) aumentou mais de 150 milhões em sete anos; a renda nacional diminuiu em até 60%; alta de preços: mais de 500%; a expectativa de vida baixou de 64,2 para 57,6 anos; o sistema escolar encontra-se seriamente ameaçado. 2. Liberação excessiva significa monopólios privados, fugas maciças de capitais, desigualdades em uma dimensão intolerável e perda de confiança no mercado, como decorrência das fraudes financeiras. 3. O Estado deve atuar como regulador da economia.
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fixando o conteúdo
4. a) Após a desintegração do bloco socialista do Leste europeu, o Segundo Mundo quase desapareceu. b) A divisão tem como base a oposição entre os países desenvolvidos (ricos, do Norte) e os subdesenvolvidos (pobres, do Sul). 5. a) Em 1997, 69% da população de Moçambique vivia abaixo da linha de pobreza absoluta; entre 1996 e 1998 o PIB per capita foi de cerca de US$ 215 e a dívida externa oficial per capita chegou em torno de US$ 325. b) O que torna o drama de Moçambique particularmente excruciante é o nível de desenvolvimento, em que duas de suas maiores calamidades são a pobreza absoluta e a disseminação da aids. c) A exploração das colônias pelas metrópoles, a passagem sem êxito pela experiência socialista e a guerra civil explicam a situação de subdesenvolvimento desse país. 6. a) As crianças que vivem em condições de miséria, com falta de saneamento básico, de água potável e de moradias decentes têm menos chance de sobreviver. b) Países africanos, como Máli, Níger, Guiné, Chade, Angola e Moçambique, e asiáticos, como Iêmen, Iraque e Afeganistão.

Complementação e orientação didática
Professor(a), este é o momento propício para discutir mercado de trabalho no mundo globalizado. Cada aluno

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poderá fazer uma pesquisa em jornais e recortar anúncios de empregos que gostaria de ter, levantando as qualificações técnicas necessárias e o tempo de experiência, nível de escolaridade, cursos e idiomas exigidos. O trabalho poderá ser concluído abordando as seguintes questões: • Que tipos de emprego podem oferecer salários mais altos? • Para os empregos selecionados que tipos de qualificação são exigidas atualmente no mercado de trabalho em geral?

• •

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 426)
1. Na década de 1960, a economia mundial encontravase na chamada “Guerra Fria”, caracterizada pela divisão do mundo em: Primeiro Mundo ou Países Desenvolvidos; Segundo Mundo ou Países “Socialistas”; Terceiro Mundo ou Países Subdesenvolvidos. Na década de 1990, época da globalização, definiramse centros mundiais do poder econômico (EUA, Europa Ocidental e Japão), com suas respectivas áreas de influência (Brasil, Argentina, Rússia, África do Sul, Sudeste Asiático e Austrália). 2. b 3. d 4. a) Apresentando menor PIB per capita, menor expectativa de vida e maior índice de mortalidade infantil, o Brasil ocupava em 2001 a 69ª posição na classificação do IDH, ficando atrás de Noruega, EUA e Argentina. b) Embora investisse maior porcentagem do seu PIB em gastos públicos com saúde, a Bolívia apresentava maior índice de mortalidade infantil que o Brasil. Essa situação é explicada pelas diferenças do produto interno bruto dos dois países: o PIB total brasileiro era mais de 80 vezes superior ao boliviano. 5. e 6. a) Por ser obtido a partir da divisão do PIB pelo número de habitantes do país, constituindo, portanto, uma média, o PIB per capita é um instrumento insuficiente para analisar o desenvolvimento em países que apresentam grande concentração de renda, pois não reflete a desigualdade na distribuição desta. b) Durante a década de 1970, os Tigres Asiáticos realizaram grandes investimentos sociais, pois o modelo de industrialização ali adotado, conhecido como plataforma de exportação, requeria mão-de-obra qualificada para as empresas que foram incentivadas a se instalar naqueles países. Setores como os de saúde e educação beneficiaram-se desse modelo, ao contrário do que ocorre no Brasil, em que os investimentos nessa área são muito limitados, dificultando a formação de mão-de-obra qualificada. As empresas mais modernas e as que utilizam tecnologia avançada são obrigadas a se instalar no Sudeste e no Sul do país, pois as outras regiões não oferecem mão-de-obra qualificada. 7. d 8. b

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Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

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ção geográfica e riqueza (p. 60) e inserção ou exclusão no processo de globalização (p. 60)? Diferencie colônia de exploração de colônia de povoamento, e diga de que forma o fato de ter sido uma ou outra interferiu no atual nível de desenvolvimento das ex-colônias? (p. 61) Explique por que, segundo a Teoria do Desenvolvimento, o atraso econômico não é um estado permanente dos países. (p. 61) Quais modificações sofreu a divisão internacional do trabalho? (p. 61-62) Dê as definições dos seguintes critérios para medir o desenvolvimento: PIB, PNB e renda per capita. (p. 62) O que é o IDH e por que foi criado? (p. 63) Quais são as principais características dos países centrais ou desenvolvidos quanto: à produção industrial (p. 64), à tecnologia, ao consumo, ao comércio mundial e à urbanização? (p. 65) O que é economia socialista de mercado? Que país a adotou? (p. 65) Que dificuldades enfrentam atualmente países socialistas, como Cuba, Coréia do Norte, Vietnã, Laos, Camboja e Angola? (p. 65-66) Cite três características das economias de transição e identifique seus problemas. (p. 66) Cite exemplos de países ex-socialistas que estão obtendo sucesso com a transição para o capitalismo e de países que estão perdendo com essa fase. (p. 66) Explique a industrialização com base no modelo de plataformas de exportação. (p. 67) Identifique as desigualdades mundiais que ocorrem entre os países no comércio mundial e na esperança de vida. (p. 69-70) Explique alguns problemas sociais do mundo atual, como saúde, educação, emprego e consumo. (p. 70-71)

Capítulo 7 Globalização e pluralidade cultural: conflitos regionais e tensões no mundo
1. Objetivos
Este capítulo faz uma análise da globalização da cultura de massas com o objetivo geral de que os alunos compreendam que ao lado da tentativa de homogeneização cultural subsistem culturas locais. O aluno deverá perceber que a globalização propicia novas possibilidades e oportunidades de difusão cultural como também o surgimento de movimentos de afirmação de nacionalidades e a procura de identidade étnica, cultural e religiosa. Deverá analisar as ameaças às culturas tradicionais e as dificuldades de manutenção dos grupos minoritários. São também objetivos deste capítulo: • entender a constituição de Estados multinacionais e distinguir alguns motivos de conflitos resultantes do processo histórico de ocupação e de invasões de territórios; • constar a existência de minorias étnicas e as possibilidades de convivência e de conflitos religiosos e socioeconômicos;

4. Sugestões de questões para avaliação
• Como foram classificados os países após a Segunda Guerra Mundial, quanto ao modo de produção (p. 60), nível de desenvolvimento (p. 60-61), localiza-

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• reconhecer, no processo de colonização e descolonização, alguns motivos dos conflitos étnicos atuais; • entender as causas dos principais conflitos de nacionalidades do mundo atual; • localizar as principais áreas de conflito no mundo e reconhecer as suas causas; • entender os conflitos religiosos e admitir que causas econômicas e a disputa por recursos naturais podem originar guerras e conflitos; • situar o islamismo na geopolítica mundial; • perceber na nova ordem de poder mundial o papel de superpotência dos EUA e suas intervenções e poder de ataque; • conhecer os conflitos que envolvem indígenas do mundo; • reconhecer a necessidade de políticas que respeitam a pluralidade cultural e a importância da construção de um mundo mais pacífico.

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Estado multinacional; minorias nacionais; sociedade multicultural; Oriente Médio; bascos; governo teocrático fundamentalista islâmico; conflitos por fronteiras; curdos; Taliban; islamismo, muçulmanos ou maometanos; monoteísmo, jihad; Al Qaeda; Guerra do Golfo; Doutrina Bush; guerras e conflitos étnicos e indígenas.

3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 82-83) Construindo conhecimento
1. Resposta do grupo. Professor(a), em geral, os adolescentes gostam de possuir roupas e objetos como mochilas, cadernos, relógios, tênis de marcas mundiais. É um bom momento para incentivar o uso de marcas nacionais, assim como motivos regionais, como camisetas sobre folclore, ou sobre paisagens brasileiras. 2. Resposta do grupo. Os alunos devem concluir que a televisão é um poderoso meio de comunicação. Além de ter alcance internacional, permite que padrões de consumo se tornem mundiais formando uma “elite mundial, uma classe média mundial que segue o mesmo estilo de consumo e prefere marcas mundiais”. 3. Resposta do grupo. Professor(a), incentivar a idéia de que a base da harmonia social está no reconhecimento e na aceitação de culturas diversas e não na opressão, dominação ou imposição de uma cultura única. 4. Resposta pessoal. Mahatma Gandhi fala sobre a importância do conhecimento de outras culturas e da necessidade do reconhecimento e do respeito à pluralidade cultural. Veja outras orientações na seção Complementação e orientação didática. 5. Resposta pessoal. Professor(a), veja outras orientações na seção Complementação e orientação didática.

Fixando o conteúdo
6. Diversos estados multinacionais abrigam em seu território povos ou nacionalidades minoritárias que possuem uma cultura distinta da dominante, chamadas de mi-

norias nacionais, que em geral lutam por sua soberania. Dentre os fatores que levam aos conflitos entre as nacionalidades, podemos citar as diferenças socioeconômicas, responsáveis pela transformação de muitas etnias em povos oprimidos (de baixa renda) no interior dos Estadosnações. Esses grupos passam a lutar por seus direitos econômicos e sociais. O aumento de migrações forçadas ou por necessidade econômica também forma grupos minoritários dentro de diversos países. 7. Muitas guerras e conflitos têm ocorrido no mundo como resultado do processo histórico de invasão e ocupação de territórios e de delimitação de fronteiras. Desde o século XVI, por exemplo, durante a colonização da América, da África e da Ásia, as grandes potências dividiram e redistribuíram áreas, juntando, num mesmo território, povos e nações diferentes ou separando grupos étnicos em diversos territórios. Posteriormente, durante o processo de descolonização (final do século XIX e início do século XX), novos territórios foram construídos e desconstruídos. 8. a) Iraque d) Ossétia do Sul b) Afeganistão e) Oriente Médio c) Chechênia e Daguestão 9. A: Oriente Médio — envolvendo Israel, a Palestina, a Síria, o Líbano, o Egito e a Jordânia. Conflitos decorrentes do expansionismo de Israel. Os palestinos lutam pelo Estado palestino independente. B: Kosovo — onde 90% da população é composta por albaneses. Lutas pela independência e separação, envolvendo as seis repúblicas da Iugoslávia (hegemonia dos sérvios) e duas regiões autônomas que compunham esse país. C: Irlanda do Norte ou Ulster — país situado no norte da ilha da Irlanda, componente do Reino Unido, em que os católicos (minoria) vivem em conflito com os protestantes (maioria). O grupo católico IRA (Exército Republicano Irlandês) luta pela unificação com a República da Irlanda ou Eire, de maioria católica, que ocupa a maior parte da ilha. D: País Basco — região localizada entre a Espanha e a França, em que o grupo separatista ETA (Pátria Basca e Liberdade) luta pela separação e constituição de um Estado próprio. E: Curdistão — região situada entre a Turquia, o Iraque, a Síria, o Irã e a Armênia, que abriga a considerada maior etnia sem Estado do mundo, os curdos, que lutam pela formação de um Estado próprio. F: Caxemira — região de maioria muçulmana, dividida entre a Índia (maioria hindu), que possui dois terços de seu território, e o Paquistão (maioria muçulmana). Grupos muçulmanos na Caxemira indiana lutam pela unificação com o Paquistão. 10. Resposta pessoal. 11. Após os ataques ao seu país em setembro de 2001, os EUA invadiram o Afeganistão adotando uma postura unilateral e dispensando o apoio de outros países ou de organizações como a ONU. Desenvolveram a Doutrina Bush, pela qual justificam intervenções ou ataques preventivos a países suspeitos de apoiar ações terroristas ou de possuir armas químicas, biológicas ou nucleares (como na invasão do Iraque em 2003), mesmo sem o aval de organizações internacionais.

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Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Complementação e orientação didática
De posse das respostas das questões 4 e 5, o(a) professor(a) poderá promover um debate sobre a importância da tolerância cultural. O texto abaixo fornece subsídios para o(a) professor(a). “Numa altura em que a noção de um ‘choque de culturas’ global ressoa fortemente — e preocupantemente — por todo o mundo, encontrar respostas para as velhas questões sobre a melhor maneira de gerir e mitigar os conflitos acerca da língua, religião, cultura e etnicidade assumiu uma importância renovada. Para quem trabalha em desenvolvimento, esta não é uma questão abstrata. Para que o mundo atinja os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e acabe por erradicar a pobreza, tem que enfrentar primeiro, com êxito, o desafio da construção de sociedades culturalmente diversificadas e inclusivas. Não só porque fazê-lo com êxito é condição prévia para os países se concentrarem adequadamente noutras prioridades do crescimento econômico, a saúde e a educação para todos os cidadãos. Mas também porque permitir às pessoas uma expressão cultural completa é um fim importante do desenvolvimento em si mesmo. O desenvolvimento humano tem a ver, primeiro e acima de tudo, com a possibilidade das pessoas viverem o tipo de vida que escolheram — e com a provisão dos instrumentos e das oportunidades para fazerem as suas escolhas. Nos últimos anos, o Relatório do desenvolvimento humano tem defendido fortemente que esta é uma questão, tanto de política, como de economia — desde a proteção dos direitos humanos até ao aprofundamento da democracia. A menos que as pessoas pobres e marginalizadas — que na maioria das vezes são membros de minorias religiosas, étnicas, ou migrantes — possam influenciar ações políticas, em nível local e nacional, não é provável que obtenham acesso eqüitativo ao emprego, escolas, hospitais, justiça, segurança e a outros serviços básicos. [...] Há uma lição geral que é clara: ter êxito não é simplesmente uma questão de mudanças legislativas e de políticas, por mais necessárias que elas sejam. As constituições e as leis que protegem e dão garantias às minorias, povos indígenas e outros grupos são uma base fundamental para liberdades mais amplas. Mas, a menos que a cultura política também mude — a menos que os cidadãos venham a pensar, sentir e agir de modo a contemplar as necessidades e aspirações de outros —, a verdadeira mudança não acontecerá. Quando a cultura política não muda, as conseqüências são perturbadoramente claras. Dos grupos indígenas descontentes da América Latina às minorias infelizes de África e da Ásia e aos novos imigrantes de todo o mundo desenvolvido, não resolver as razões de queixa de grupos marginalizados não cria apenas injustiça. Cria verdadeiros problemas para o futuro: jovens desempregados e descontentes, zangados com o status quo e a exigirem mudança, muitas vezes violentamente.” Relatório do desenvolvimento humano 2004, p. V e VI.

O objetivo das questões 6 a 10 é que o aluno compreenda o mosaico étnico existente no mundo e valorize as diferentes manifestações culturais e religiosas, reconhecendo o direito à diversidade. Na questão 11, o(a) professor(a) deve ressaltar o papel dos novos arranjos de poder mundial na geração de novos conflitos e tensões. É necessário que os alunos entendam os processos econômicos, geopolíticos e estratégicos que estão por trás das guerras entre as nações. É importante também que reconheçam o palco dos conflitos atuais: um mundo de contrastes extremos, onde subsistem países e pessoas com abundância e outros com escassez. Ressaltar que essa situação acaba por reforçar conflitos de caráter regional com motivações étnicas.

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 427)
1. c 2. d 3. Dentre outros pontos, o aluno deve mencionar as diferentes etnias que constituíam as diversas repúblicas da ex-Iugoslávia; a supremacia dos sérvios em relação aos outros grupos étnicos; a inexistência de um poder centralizador, como o do ex-presidente Tito, que conseguiu manter a união das repúblicas. 4. a) Entre outros conflitos, o aluno pode citar os que se verificam entre católicos e protestantes na Irlanda do Norte; entre cristãos e muçulmanos na Indonésia; entre hindus e muçulmanos na Índia etc. b) Dentre os aspectos importantes que explicam os conflitos religiosos encontram-se as diferenças socioeconômicas, étnico-culturais e políticas.

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4. Sugestões de questões para avaliação
• É possível falar, atualmente, na existência de um Sistema Mundial ou de uma Sociedade Global? (p. 74) • Explique por que na era da globalização e da massificação da cultura surgem tantos movimentos de afirmação de nacionalidades. (p. 74) • O que são Estados multinacionais? (p. 75) • Cite exemplos de acontecimentos e guerras que redefiniram fronteiras durante a história da humanidade. (p. 75) • Por que os curdos são considerados a maior etnia sem Estado do mundo. (p. 75) • Explique dois conflitos na Federação Russa e nas Repúblicas do Cáucaso. (p. 76) • Explique as causas de dois conflitos na Europa. (p. 76-77) • Cite três características do islamismo e três países onde esta religião é praticada pela maioria da população. (p. 77) • Explique as relações políticas recentes entre o Iraque e os EUA. (p. 78) • Cite dois motivos de conflitos na África e os países envolvidos. (p. 79-80) • De que forma os conflitos internos afetam a sociedade e a economia de um país? (p. 82)

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UNIDADE

III

O ESPAÇO NATURAL E O ESPAÇO MODIFICADO PELA HUMANIDADE

Nesta unidade, composta por seis capítulos, os alunos deverão reconhecer mais detalhadamente as características essenciais do espaço natural, que é a fonte imediata da existência humana e o palco onde ela reelabora e constrói o espaço geográfico. Começamos descrevendo exemplos das inúmeras e cada vez mais preocupantes interferências humanas na natureza, a busca de soluções e os meios para corrigir tais problemas. No capítulo 9, desenvolvemos o estudo da Terra, seus movimentos e as relações destes com os ciclos da natureza. Descrevemos sua idade, evolução e estrutura, abrangendo a discussão das teorias da Deriva dos Continentes e da Tectônica de Placas. As modificações provocadas no relevo terrestre por agentes naturais e pelo homem, as características e a utilização dos solos são assuntos do capítulo 10. Os minerais e as rochas, bem como as matérias-primas minerais, sua utilização e extração, são assuntos do capítulo 11. Nos capítulos 12 e 13, discutimos a dinâmica atmosférica e as paisagens vegetais, relacionando passo a passo esses elementos naturais. Abordamos, também, a destruição de florestas, rios, mares e oceanos.
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Capítulo 8 Impactos da atividade humana sobre o meio ambiente e a busca de soluções
1. Objetivos
Neste capítulo procuramos aprofundar alguns temas sobre o meio ambiente, como a relação consumo — natureza, a poluição urbana das águas, do ar (com especial atenção para as questões da chuva ácida, do buraco na camada de ozônio e do agravamento do efeito estufa), e soluções possíveis para esses problemas. Esperamos que, no final deste estudo, os alunos sejam capazes de: • perceber que essas questões envolvem processos variados de interação entre a humanidade e a natureza, ou seja, de ocupação do solo, de demanda por recursos naturais, de ocupação de espaços urbanos e rurais, de crescimento populacional e de consumo; • depreender a relação entre o aumento do domínio tecnológico e a destruição do meio ambiente; • compreender o papel das ONGs na luta pela preservação ambiental e das conferências internacionais (Estocolmo, Montreal, Eco-92 ou Rio-92, Rio+10) na busca de soluções no âmbito governamental; • avaliar as declarações de princípios e os programas de ação tirados desses eventos (Protocolo de Montreal, Carta da Terra, Agenda 21, Protocolo de Kyoto, Metas do Milênio) e a atitude dos diversos governos, especialmente o dos Estados Unidos; • discutir a pressão que o crescimento do consumo exerce sobre o ambiente; • reconhecer que os países ricos são os que mais consomem e que os países pobres são os mais prejudicados pela destruição ambiental; • definir poluição ambiental; • perceber os efeitos desastrosos da maré vermelha;

• identificar causas de poluição dos rios, oceanos e ar; • entender a poluição como um problema políticoeconômico; • compreender o papel da camada de ozônio e as conseqüências de sua destruição; • perceber as causas e as conseqüências do efeito estufa e a contribuição dos grupos de países para a sua ocorrência; • constatar as causas e os problemas decorrentes das chuvas ácidas; • entender a poluição dos ambientes urbanos; • discutir o destino do lixo sólido urbano; • discutir formas de conservação de recursos naturais e retomar o conceito de desenvolvimento sustentável; • reconhecer a reciclagem como uma forma de conservar recursos e energia.

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Conferência de Estocolmo; Eco-92 ou Rio-92; Carta da Terra; Agenda 21; Rio+10; Metas do Milênio; consumo e natureza; World Watch Institute; poluição das águas oceânicas e fluviais; maré vermelha; poluição atmosférica; buraco na camada de ozônio; ozônio; Protocolo de Montreal; efeito estufa; CFC; gases-estufa; Conferência e Protocolo de Kyoto; comércio de emissões; reduções certificadas de emissões (RCE); chuvas ácidas; poluição urbana; lixo sólido urbano; conservação de recursos; reciclagem; ecodesenvolvimento.

3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 93-94) Construindo conhecimento
1. Resposta pessoal. 2. a) Resposta pessoal. b) Resposta pessoal. Ver seção Complementação e orientação didática.

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Fixando o conteúdo
3. a) Chuva ácida. b) A chuva ácida carrega metais tóxicos, principalmente o alumínio, contaminando as águas e o solo, matando animais, provocando danos em árvores, edificações, veículos etc. 4. a) A partir da Revolução Industrial o homem alcançou níveis elevados de desenvolvimento industrial, científico, tecnológico, aumentando a agressão à natureza. b) As principais atividades responsáveis pela poluição são as indústrias, a mineração e a agricultura. 5. a) I, III, IV, XI, XIII, XV e XVI. b) II, V, VI, VII, VIII, IX, X, XII e XIV. 6. a) A camada de ozônio filtra a maior parte (70 a 90%) dos raios ultravioleta emitidos pelo Sol. Sem ela ocorrerá um superaquecimento capaz de comprometer a vida na Terra. b) É um grupo de gases utilizados em sistemas de refrigeração, produção de aerossóis (sprays), espumas etc. c) Reage com outros gases, destruindo a camada de ozônio. 7. a) Os países participantes da Conferência de Kyoto decidiram estabelecer um Protocolo de medidas para diminuir o uso de substâncias procedentes da queima dos minerais térmicos. Essa queima provoca, entre outros problemas, o efeito estufa. b) O acordo de Kyoto estipulou uma redução de 5,2% das emissões de carbono de cada país na atmosfera entre 2008 e 2012. Não poderá obter resultado porque foi introduzido nele o comércio de emissões, pelo qual os países ricos podem comprar dos países pobres o percentual a mais que tiverem conseguido. Os Estados Unidos, que respondem por um quarto das emissões mundiais dos gases-estufa, desfizeram o compromisso, tornando o Protocolo inoperante, em grande parte. Os problemas cresceram nos últimos dez anos: a emissão de gases que acentuam o efeito estufa aumentou 9%. O investimento em iniciativas ambientais foi pequeno, principalmente nos países subdesenvolvidos. 8. a) Porque os países desenvolvidos concentram a maior parte das indústrias do mundo. Também são os maiores consumidores de energia térmica e de recursos naturais, além de induzirem os países pobres a degradar seus ambientes. b) A maior parte dos gases poluentes do ar atmosférico, como óxidos, clorofluorcarbonetos (CFCs), monóxido de carbono e outros é enviada à atmosfera pelos países desenvolvidos. Estes ainda são os responsáveis por cerca de 70% das emissões do dióxido de carbono (CO2), gás-estufa produzido pela queima de combustíveis fósseis. c) Nos países pobres, as principais formas de degradação ambiental são o desmatamento, as queimadas, a erosão dos solos, a desertificação, a ocupação desordenada do solo e o crescimento populacional e urbano acelerados. Além disso, a necessidade dos países pobres de exportar produtos primários para pagar a dívida externa e realizar importações resulta na excessiva exploração de seus recursos naturais e na conseqüente degradação ambiental.

Complementação e orientação didática
Para a questão 2b, existe um artigo muito interessante denominado Guia de boas práticas para o consumo sustentável que o(a) professor(a) pode imprimir e passar para os alunos. Esse guia aborda medidas práticas para um consumo sustentável e é resultado de uma parceria entre as instituições: Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), http://www.idec.org.br; Ministério do Meio Ambiente, http:// www.mma.gov.br e Secretaria de Políticas para o Desenvolvimento Sustentável, http://www.mma.gov.br. O(A) professor(a) pode iniciar um debate colocando um tema para reflexão: “Por que, nos últimos duzentos anos, sobretudo após a Revolução Industrial, a humanidade começou a afetar o meio ambiente de forma tão significativa?” Fornecemos alguns eixos para orientar grupos de discussão: • Industrialização X meio ambiente • Modos de vida urbano e rural X natureza • Mudanças ambientais globais X interesse de países ricos • Desenvolvimento sustentável X consumismo • Controle da poluição do ar X indústria automobilística • Recursos naturais X limites de exploração • Lixo urbano X desperdício • Preservação das florestas X indústria extrativa (madeireiras)

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 428)
1. a 2. e 3. a 4. b 5. d 6. a) O Chile fica próximo à Antártida, onde ocorre o problema do buraco da camada de ozônio, e por isso as conseqüências desse fenômeno são mais intensas naquele país. b) Com a diminuição da camada de ozônio, os raios ultravioleta são mais nocivos à saúde, podendo ocasionar o aumento do risco de desenvolvimento de doenças, como o câncer de pele. c) O aluno pode citar, entre outras medidas, a assinatura de acordos como o Protocolo de Montreal ou de Kyoto por todos os países; a eliminação do uso de CFCs (clorofluorcarbonetos), matéria-prima para a refrigeração e aerossóis; a diminuição da emissão de gases poluentes na atmosfera etc.

4. Sugestões de questões para avaliação
• O que foi a Eco-92? Qual seu principal objetivo? (p. 86) • O que é a Carta da Terra e a Agenda 21? (p. 87) • Cite dois aspectos positivos e dois negativos apontados pelo relatório Estado do mundo 2002, relacionados à questão ambiental e ao desenvolvimento social mundial. (p. 87-88) • Explique o que é a maré vermelha e seus efeitos. (p. 89) • Explique o efeito estufa. (p. 90) • Quais são as dificuldades para eliminação do efeito estufa? (p. 90-91) • Quais são os principais gases que contribuem para o efeito estufa? (p. 91)

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• Cite duas razões da degradação dos ambientes urbanos. (p. 92) • O que significa conservação dos recursos? (p. 92)

Capítulo 9 A Terra: movimentos e evolução
1. Objetivos
Neste capítulo objetivamos: identificar os movimentos da Terra, as relações da rotação com a iluminação solar (dia e noite) e com os fusos horários, e da translação com as diferenças de aquecimento entre as latitudes durante o ano; trabalhar com a noção de tempo geológico; estudar as principais teorias sobre a formação e a distribuição das massas continentais, entrando em contato: • primeiramente, com as evidências que serviram de base para a formulação da Teoria da Deriva Continental, identificando as massas continentais antigas (Pangéia, Laurásia, Gondwana) e as divisões e separações dos supercontinentes, e • depois, com as novas evidências que levaram à confirmação da Teoria da Tectônica de Placas continentais, constatando a coincidência na localização das dorsais submarinas com áreas de vulcanismo, terremotos e falhas geológicas, e relacionando a expansão do assoalho oceânico com o movimento das placas tectônicas e a tectônica de placas com deformações na crosta terrestre, vulcanismos, abalos sísmicos e terremotos.

nuvem de poeira que encobriu a luz do Sol. O inverno resultante da falta de luz extinguiu muitas espécies, principalmente de animais grandes. b) Resposta pessoal. Tudo indica que essa catástrofe constituiu-se em um aspecto importante da evolução das espécies no planeta, permitindo o desenvolvimento dos mamíferos, entre eles, o homem.

Fixando o conteúdo
2. a) No solstício, quando a Terra está mais distante do Sol em sua órbita. Por causa da inclinação do eixo da Terra com relação ao plano da eclíptica, os locais voltados para o Sol são mais iluminados (verão), ou seja, os raios solares incidem mais perpendicularmente sobre um dos hemisférios, provocando maior aquecimento. No outro hemisfério é inverno. b) Em 21 de março e 23 de setembro, nos equinócios. 3. O sistema de medição do tempo foi inventado pelos seres humanos a partir do movimento natural de rotação da Terra. 4. O Brasil possui quatro fusos horários, todos a oeste do meridiano de Greenwich e, por isso, as horas em seu território são atrasadas em relação à desse meridiano. 5. Sim. As duas cidades têm a mesma hora legal, pois se situam no terceiro fuso horário a oeste de Greenwich. 6. O limite prático é um artifício ou recurso mundialmente utilizado para evitar que pequenas unidades político-territoriais (países ou Estados) apresentem diversos horários. 7. Fernando de Noronha (PE): 10:00 horas, 1 hora a mais; Belém (PA), Recife (PE), São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS): 9:00 horas, nenhuma diferença; Cuiabá (MT) e Manaus (AM): 8:00 horas, 1 hora a menos; Rio Branco (AC): 7:00 horas, 2 horas a menos. 8. a) O processo de deriva, colisões ou compressão das bordas dos continentes deu origem às grandes cordilheiras atuais. Nesses choques, muitos sedimentos marinhos foram incorporados aos continentes. b) Resposta pessoal. Xenófanes estava correto em sua suposição, mas faltavam-lhe outras evidências que comprovassem este processo. Novos estudos e descobertas originaram a Teoria da Tectônica de Placas, 2.500 anos depois. 9. A Pangéia era um bloco continental banhado por apenas um mar, denominado Tethys. Quando os continentes começaram a se afastar, formaram-se dois supercontinentes: a Laurásia (América do Norte, Groenlândia e Eurásia) e Gondwana (América do Sul, África, Índia, Antártida e Austrália). Depois a América do Sul separou-se da África e, a seguir, a América do Norte afastou-se da Laurásia. Num último estágio, as Américas se juntaram, a Austrália separou-se da Antártida, a Índia “chocou-se” com a Ásia e a Groenlândia afastou-se da América. Os continentes ficaram separados pelos oceanos. 10. a) Placa Sul-americana. b) O território brasileiro se situa na parte central da Placa Sul-americana, sendo que a maior parte dos

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Movimento de rotação; movimento de translação (solstício, equinócio, estações do ano); movimento aparente do Sol; fusos horários (limite teórico, limite prático, linha internacional de data); órbita, periélio, afélio, plano da eclíptica; geologia, fósseis, meia-vida; estrutura e camadas da Terra (litosfera, crosta terrestre, magma, astenosfera, mesosfera, manto, camada intermediária, núcleo ou nife, sial, sima); período glacial; eras geológicas (Azóica, Arqueozóica, Proterozóica, Paleozóica, Mesozóica, Cenozóica); períodos geológicos; grau geotérmico; Teoria da Deriva Continental ou translação dos continentes ou Teoria de Wegener; massas continentais antigas (Pangéia, Laurásia, Gondwana); ilhas (continentais e isoladas ou oceânicas); Teoria da Tectônica de Placas, placas tectônicas; isostasia; astenosfera; cadeias oceânicas ou dorsais submarinas (Dorsal MesoAtlântica); áreas vulcânicas e de terremotos; falha geológica; expansão do fundo marinho ou do assoalho oceânico; rift valleys; subducção; estrutura geológica, geomorfologia, unidade geotectônica, bacias sedimentares, crátons, escudos cristalinos, plataformas, dobramentos (modernos, antigos); movimentos orogenéticos, cordilheiras.

3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 106-107) Construindo conhecimento
1. a) Resposta pessoal. Tudo indica que um meteorito colidiu violentamente com a Terra, provocando uma

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vulcões e os terremotos mais intensos ocorrem nos limites externos das placas. c) Na parte oeste da América do Sul ocorre choque entre a Placa Sul-americana e a Placa de Nazca. 11. O conhecimento das dorsais submarinas; a coincidência da distribuição das áreas de vulcanismo e terremotos com as dorsais submarinas e grandes cadeias de montanhas nos continentes; a expansão do fundo marinho ou do assoalho oceânico. 12. Quando duas placas se separam, formam-se rifts (fendas) na crosta. No meio dos oceanos, esse movimento resulta na expansão do fundo marinho e na formação das cadeias oceânicas; nos continentes, a expansão da crosta pode formar rift valleys (vales de afundamento). Quando as placas se movem uma em direção à outra, pode ocorrer subducção: uma das placas é forçada a mergulhar sob a outra. No meio dos oceanos, esse processo dá origem às fossas oceânicas, às atividades sísmicas e aos arcos de ilhas vulcânicas. As montanhas podem formar-se onde há subducção da crosta oceânica sob a crosta continental.

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 429)
1. c 2. a 3. b 4. b 5. d 6. d 7. d 8. e 9. b 10. a 11. b 12. a

4. Sugestões de questões para avaliação
• Fale sobre os movimentos de translação e rotação da Terra: duração, importância e conseqüências. (p. 95) • Explique o movimento aparente do Sol. (p. 95) • Explique os cálculos feitos para a determinação dos fusos horários. (p. 95) • O que é um fóssil, como se determina sua idade? (p. 98) • Cite uma característica de cada era geológica (azóica, arqueozóica, proterozóica, paleozóica, mesozóica, cenozóica). (p. 99) • O que é grau geotérmico e o que ele nos indica sobre o interior da Terra? (p. 100) • Cite uma característica de cada uma das seguintes camadas da Terra: litosfera, manto e núcleo. (p. 100) • O que são dorsais submarinas? Cite um exemplo. (p. 103) • Explique a expansão do fundo marinho e as conseqüências desse movimento da crosta. (p. 103) • Cite exemplos de áreas geologicamente instáveis na crosta terrestre e explique as causas dessa instabilidade. (p. 103) • O que são bacias sedimentares? Qual tipo está associado à ocorrência de combustíveis fósseis? (p. 105) • O que são crátons, escudos cristalinos e plataformas? (p. 105-106) • Explique a formação dos dobramentos modernos e cite um relevo resultante desse processo. (p. 106)

Complementação e orientação didática
Professor(a), um tema de pesquisa possível é o ano bissexto, que dura 366 dias e ocorre a cada quatro anos. O ano bissexto foi criado pelos romanos, em virtude da incompatibilidade existente entre a duração do ano civil egípcio (365 dias) e a duração do movimento de translação da Terra (365 dias e 6 horas). Os romanos decidiram juntar (somar) as 6 horas que “sobravam” a cada ano (24 horas ou 1 dia no final de quatro anos) e criar mais 1 dia, que foi acrescentado ao mês de fevereiro. Com relação ao tempo geológico, é sempre conveniente o(a) professor(a) comparar a escala temporal que caracteriza a evolução dos fenômenos geológicos com o ritmo de tempo da humanidade ou até com aquele a que estamos acostumados em nosso dia-a-dia. Assim, por exemplo, podemos pedir aos alunos uma descrição dos acontecimentos importantes de suas vidas, marcando o tempo decorrido entre eles, e comparálos com aqueles descritos na escala de tempo geológico da página 99 do livro-texto. Pedir aos alunos que observem, grosso modo, o tempo decorrido entre o aparecimento dos peixes e o dos mamíferos, ou o tempo entre uma era e outra. Trabalhar também o mapa da figura 5 (p. 102 “A divisão da Pangéia”) e verificar o espaço de tempo que foi necessário para os continentes se separarem. Com relação à história da Terra, estamos falando de bilhões ou de milhões de anos. É necessário deixar claro que toda a história das sociedades humanas corresponde a uma pequena fração de tempo da história geológica. Outro aspecto importante a ser reconhecido pelos alunos são as limitações, o poder e as conseqüências da atuação da humanidade no processo de transformação da natureza. Pode-se fazer uma lista a partir de algumas perguntas: quais transformações naturais você presenciou ou de que teve conhecimento que tenha influenciado a vida humana? Quais transformações provocadas pelos seres humanos interferiram no ritmo natural?

Capítulo 10 O relevo terrestre, seus agentes e os solos no mundo
1. Objetivos
Este capítulo busca levar os alunos à percepção de que as diferentes configurações da superfície terrestre (o relevo) resultam da atuação de agentes internos e externos da Terra e à identificação das principais formas de relevo terrestre. Nesse percurso propomos os passos que permitam aos alunos: • distinguir os agentes internos da Terra e a forma como atuam; • identificar os principais tipos de vulcões, sua localização geográfica e o relevo resultante dessa atividade; • conhecer as forças que provocam os abalos sísmicos, terremotos e maremotos e as conseqüências desses movimentos;

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• identificar os principais fenômenos externos que atuam no relevo e constatar o incessante trabalho realizado por eles na transformação das paisagens; • perceber, a partir do estudo das etapas e dos fatores que atuam em sua formação, que o solo resulta da ação do intemperismo; • diferenciar as camadas ou horizontes do solo e os diversos tipos de solo; • localizar os solos férteis; • identificar os principais agentes da degradação dos solos.

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Relevo (planícies, montanhas, planaltos, depressões, depressões continentais, depressão absoluta, depressão relativa, cuestas); altitude; geomorfologia; agentes internos ou endógenos do relevo (diastrofismo, epirogênese, orogênese); falhas; dobras ou dobramentos; vulcanismo; vulcões (ativos e extintos); sismógrafo; relevo vulcânico; gêiser; abalo sísmico; terremoto (hipocentro, epicentro); Escala Richter; maremoto; tsunami; agentes externos ou exógenos do relevo (intemperismo, meteorização); erosão (fluvial, pluvial, glaciária, eólica, marinha, antrópica); rio; delta; estuário; sedimentos; geleira; mar; tômbolo; fiordes; restinga; lagoa costeira; abrasão marinha; falésia; solo (zonal, azonal, interzonal, eluvional, aluvial); pedologia; intemperismo; horizontes do solo; latossolo; podzol; brunizen; solo desértico; tundra; solo hidromórfico; solo salino; grumossolo; litossolo; regossolo; cambissolo; tchernozion; loess; massapê; terra-roxa; húmus; rocha matriz; regolito; lixiviação; assoreamento; pH; canga; laterização; salinização.

Complementação e orientação didática
Para a análise de um ambiente fluvial, o(a) professor(a) deverá fazer uma visita prévia ao local (trecho do principal rio da região) e preparar com antecedência o roteiro de estudos e observações. Esse roteiro pode ser elaborado com a participação dos alunos, e nele deverão constar os aspectos do rio a serem observados, como, por exemplo, o traçado (linear ou em curvas); o relevo do trecho observado (planície, planalto); o leito (pedregoso ou arenoso); o curso (quedas bruscas, cascatas ou cachoeiras). Outros dados terão de ser conseguidos em pesquisas na biblioteca, em jornais, na internet, na prefeitura do município como: a classificação em principal ou afluente; local da nascente e sua distância em relação à região; local da foz e sua distância em relação à região; a característica da desembocadura (delta ou estuário); se o rio provoca alterações no relevo, enchentes, desbarrancamentos; de que formas o rio é utilizado (irrigação, indústria, transporte, abastecimento de água). Os alunos podem fazer um levantamento, em jornais e revistas, de terremotos e de erupções vulcânicas ocorridos no mundo e eventualmente no Brasil, durante o ano letivo, e suas conseqüências. Lembrar que devem colocar dados sobre a fonte de pesquisa (nome do autor e da publicação, local) e a data. A partir dos trabalhos individuais, organizar um trabalho coletivo (tabela com os acontecimentos pesquisados) para avaliação.

3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 118-119) Construindo conhecimento
1. Para a análise de um ambiente fluvial, o(a) professor(a) poderá levar os alunos para uma visita a um trecho do rio. Veja outras orientações na seção Complementação e orientação didática.

Fixando o conteúdo
2. a) Professor(a), observar com os alunos as áreas verdes do mapa, que representam as planícies. Sim, podemos encontrar planícies em todos os continentes. América do Norte: Planície Central, do Rio Mississípi e Mackenzie; América do Sul: Amazônica e Platina; Europa: Planície Germano-Polonesa, Planície Sarmática; Ásia: Planície da Sibéria; África: Planície do Congo. b) África: Planície litorânea, Planalto dos Grandes Lagos, Bacia do Congo. América do Sul: Planície Amazônica e Cordilheira dos Andes. c) América: Cordilheira dos Andes e Montanhas Rochosas; África: Atlas; Ásia: Himalaia, Altai; Europa: Alpes, Cárpatos, Bálcãs.

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3. a) Podemos associar esse relevo aos movimentos orogenéticos. b) Na foto observamos que os sedimentos foram dobrados, ou seja, sofreram pressão horizontal, portanto são movimentos orogenéticos. 4. Dobramentos: a pressão horizontal, contra as camadas de rochas mais elásticas, provoca o encurvamento dessas camadas. Falhas: as forças são exercidas verticalmente sobre camadas de rochas resistentes e de pouca plasticidade, fraturando e deslocando blocos. 5. a) Existe uma grande coincidência entre a localização das áreas vulcânicas e dos terremotos. É nas bordas das placas tectônicas que ocorrem os maiores e mais violentos terremotos e erupções vulcânicas. Em geral, os vulcanismos são precedidos de tremores de Terra. b) Podem ser catastróficos, matando pessoas e destruindo cidades e vilas, plantações etc. 6. a) Erosão glaciária; b) Erosão fluvial; c) Erosão eólica; d) Erosão marinha; e) Erosão eólica; f) Erosão marinha. 7. Solo é a camada superficial da crosta terrestre. É formado pela desintegração e decomposição das rochas por meio do intemperismo, bem como da incorporação de elementos orgânicos. 8. a) O solo 1 não apresenta os horizontes B e C. O solo 2 é mais profundo, apresentando os horizontes A, B e C. b) O perfil 1 é um solo azonal, do tipo litossolo, recente e desprovido dos horizontes B e C. O perfil 2 é de solo zonal, maduro, apresentando os horizontes A, B e C bem caracterizados.

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 432)
1. c 2. c 3. c 4. d 5. d 6. e 7. a) O relevo dessas áreas origina-se dos dobramentos modernos do Período Terciário da Era Cenozóica. b) O intemperismo físico predominante na região devese ao clima árido e de altitude, com grande amplitude térmica, que atinge 48 ºC no verão e –26 ºC no inverno.

• identificar os processos por meio dos quais as rochas sofrem metamorfismo; • compreender a relação entre a localização dos minérios e as estruturas geológicas da crosta terrestre.

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Crosta terrestre; minerais (metálicos, não-metálicos); mineralóides; dureza dos minerais; combustíveis fósseis; escala de Mohs; rocha magmática ou ígnea (intrusiva, abissal ou plutônica; extrusiva, efusiva ou vulcânica); rocha metamórfica; rocha sedimentar; lava; massa afanítica; estalactite; estalagmite; ciclo das rochas; sedimentos; minérios.

4. Sugestões de questões para avaliação
• Conceitue planície, montanha, planalto, depressão (continental, absoluta e relativa). (p. 108-109) • O que são movimentos tectônicos, que tipo de deformações provocam nas rochas? (p. 110) • Que tipo de relevo pode resultar desses movimentos? (p. 110) • Exemplifique os agentes endógenos e exógenos do relevo. (p. 110 e 113) • Diferencie diastrofismo de epirogênese e de orogênese. (p. 110) • Relacione o hipocentro e o epicentro de um terremoto com os danos causados. (p. 112) • Cite um exemplo de erosão fluvial, glaciária, eólica e marinha. (p. 113-114) • Diferencie delta e estuário. (p. 113) • Conceitue tômbolo, restinga, lagoa costeira e falésia. (p. 114) • Que elementos são responsáveis pela formação dos solos zonais, azonais e interzonais? (p. 115) • Diferencie os solos eluviais dos aluviais. (p. 116) • Onde se localizam os solos mais férteis do mundo? Cite exemplos. (p. 116) • O que é erosão do solo e quais são seus principais agentes? (p. 116) • Qual a importância do conhecimento do pH do solo? (p. 117) • O que é laterização e quais são as conseqüências desse processo para os solos? (p. 117) • Explique os processos de salinização dos solos e indique as áreas onde ocorrem. (p. 117)

3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 126-128) Construindo conhecimento
1. a) Os mapas topográficos dão-nos informações sobre o relevo, ou seja, sobre o que está acima da superfície. Os mapas geológicos permitem o conhecimento dos diferentes tipos de rochas e do subsolo, e da disposição dessas rochas em profundidade. b) O mapa geológico. c) Nos depósitos sedimentares. d) As maiores altitudes são menos indicadas para a ocupação humana, pois correspondem às vertentes e topos de morros, onde a erosão é mais acentuada. e) As áreas mais altas sofrem processos de erosão e as mais baixas de deposição. Por ação da gravidade os materiais rolam dos topos e vertentes para as rampas e áreas de planície fluvial e terraços. f) Aquela onde há ocupação industrial.

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Fixando o conteúdo
2. As rochas sedimentares (foto de cima) apresentam-se em camadas e as magmáticas (foto de baixo) formam uma só massa. Pelas fotos é possível perceber que as rochas sedimentares são formadas por restos de outras rochas, de areia e sedimentos. 3. a) Rochas magmáticas: as intrusivas no interior da Terra e as extrusivas no exterior, pelo resfriamento das lavas vulcânicas. Metamórficas: da transformação de rochas ígneas e sedimentares. Sedimentares: no fundo dos mares, pelo transporte de sedimentos. b) As rochas magmáticas e metamórficas. As magmáticas resultam do resfriamento e solidificação do magma pastoso; as metamórficas, das transformações sofridas pelas rochas magmáticas e sedimentares quando submetidas ao calor e à pressão no interior da Terra. c) As rochas sedimentares, que se formam a partir de processos erosivos (águas correntes, ventos, rios, mares). 4. a) Depende do ritmo de extração e de reposição do recurso. b) Como recurso não-renovável, pois sua utilização supera sua extração.

Capítulo 11 Minerais e rochas: panorama mundial
1. Objetivos
No estudo deste capítulo, os alunos serão levados a: • identificar os principais elementos químicos presentes na crosta terrestre, que fazem parte dos minerais e das rochas; • conhecer as propriedades, as classificações e a utilização dos minerais; • reconhecer os distintos processos naturais que dão origem aos diferentes tipos de rochas; • diferenciar os processos de formação de rochas magmáticas intrusivas e extrusivas; • entender que as rochas sedimentares resultam da desagregação de outras rochas;

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5. O Ciclo das Rochas Rocha ígnea Sedimentos Intemperismo, transporte e deposição

Resfriamento e solidificação (cristalização)

ão

• Relacione os processos erosivos com a formação das rochas sedimentares e explique o relevo resultante. (p. 121-122) • Conceitue e exemplifique as rochas metamórficas. (p. 122) • O que é extrativismo? (p. 124) • Diferencie os recursos naturais não-renováveis dos renováveis. (p. 125)

Intemperismo, transporte e deposição

Calor e pressão (metamorfismo)

osiç

Compressão e cimentação (litificação)

dep

por

Capítulo 12 A atmosfera e sua dinâmica: o clima mundial
1. Objetivos
A atmosfera, o tempo e o clima apresentam uma dinâmica própria com leis específicas, mas que se interrelacionam com os processos de modelagem do relevo, de formação das rochas e dos solos, assim como com a disposição das bacias hidrográficas e com o regime dos rios. Todos esses processos resultam em diferentes paisagens vegetais. Neste capítulo, inicialmente caracterizamos a atmosfera, sua composição e os principais fenômenos atmosféricos que ocorrem em suas camadas, e diferenciamos os fenômenos e as escalas temporais que definem o tempo e o clima. Os alunos deverão, no final do estudo deste capítulo, ser capazes de: • identificar as camadas da atmosfera e os principais elementos do clima; • compreender os fatores responsáveis pela variação da temperatura de um lugar para outro, como também num mesmo lugar no decorrer de um dia; • relacionar altitude, latitude, distribuição de massas líquidas, rotação da Terra e massas de ar com a variação da temperatura; • identificar as principais zonas climáticas da Terra; • reconhecer a influência das correntes marítimas sobre o clima; • compreender o ciclo hidrológico que se verifica na circulação da umidade na Terra; • entender o papel da umidade atmosférica como regulador térmico da Terra e suas classificações (umidade relativa, absoluta e ponto de saturação); • identificar as principais nuvens, distinguir os tipos de precipitações atmosféricas e conhecer a distribuição geográfica mundial das chuvas; • relacionar variação da pressão atmosférica com altitude e temperatura, e áreas ciclonais e anticiclonais com a movimentação do ar; • entender a dinâmica dos ventos e diferenciar seus tipos; • compreender a formação de massas de ar e a dinâmica responsável pela circulação geral da atmosfera; • entender as causas naturais e antrópicas das mudanças climáticas de média ou longa duração.

Magma

Fusão

Inte

mpe

rism

o, tr

ans

te e

Calor e pressão (metamorfismo) Rocha metamórfica Rocha sedimentar

Fonte: A Terra. Série Atlas visuais. São Paulo, Ática, 1998. p. 20. 6. Rochas: basalto, sienito, diabásio, mármore, granito. Minerais: quartzo, diamante, ferro, prata, mica, feldspato. 7. a) estanho c) chumbo b) manganês d) cobre 8. Impactos ambientais: desflorestamento, destruição de ecossistemas e do relevo, erosão do solo, poluição dos solos, das águas e do ar. Impactos sociais: invasão de terras indígenas, colocando em risco nações inteiras e seu meio de subsistência; contaminação de pessoas por metais pesados.

Complementação e orientação didática
O(A) professor(a) poderá pedir para os alunos que tragam amostras de rochas e minerais e utilizar uma lupa ou um microscópio para analisar as partículas que os compõem. A maioria das rochas contém mais de um mineral, porém algumas, como o quartzito (quartzo puro) e o mármore (calcita pura), contêm apenas um mineral. Os alunos perceberão até a olho nu as diferenças na forma, cor e tamanho dos grãos entre os minerais constituintes das rochas.

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 433)
1. e 2. d 3. b 4. d

4. Sugestões de questões para avaliação
• Como podemos diferenciar os minerais por sua dureza? (p. 120) • Cite as diferenças nos processos de formação das rochas magmáticas intrusivas ou plutônicas e das extrusivas ou vulcânicas. (p. 121)

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Poluição do ar; atmosfera; camadas da atmosfera (exosfera, ionosfera, mesosfera, estratosfera, troposfera, tropopausa); tempo; clima; temperatura atmosférica; ir-

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radiação; amplitude térmica; friagem; umidade (absoluta, relativa, ponto de saturação, ponto de orvalho, condensação); correntes marítimas; altitude; massas de ar; continentalidade térmica; zona climática; média térmica; isoterma; ressurgência; plâncton; ciclo hidrológico (vapor de água, evaporação, evapotranspiração); biosfera; oceano; água subterrânea; lençol subterrâneo; lago; biosfera; nuvens; precipitação atmosférica (chuva, neve, granizo, nevoeiro, neblina, orvalho, geada); isoietas; isóbaras; barômetro; correntes convectivas; nuvens (cirros, cúmulos, estratos, nimbos); precipitações superficiais e não-superficiais; chuva (convectiva, frontal, orográfica); pressão atmosférica; áreas ciclonais e anticiclonais; vento (furacão, tornado, tufão, ciclone); monções; ventos alísios e contra-alísios; brisa; frente (fria, quente); circulação geral da atmosfera; El Niño; microclimas; ilhas de calor; período glacial; classificações climáticas.

4.

5.

3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Avalie seu aprendizado (p. 142) Fixando o conteúdo
1. 6.

Características das camadas atmosféricas Camadas Altitude Composição Fenômenos Ocorrem Concentra perturbações 75% dos gases atmosféricas. Troposfera Até 10 km e 80% da A temperatura umidade do ar diminui em média 6,5 °C/km. Temperatura Pouco vapor de sobe, chega a Estratosfera 10 a 50 km água, presença 2 °C inexistênde ozônio cia de nuvens. A temperatuMesosfera 50 a 80 km Ar rarefeito ra diminui com a altitude. Meteoros se Ar carregado desintegram, 80 a Ionosfera de íons e grande 600 km rarefeito aumento de temperatura. Mais ou Inexistência Temperaturas Exosfera menos a de ar elevadas. 600 km
2. a) A troposfera, porque contém a maior parte dos gases, da umidade e dos fenômenos atmosféricos. b) A temperatura aumenta na exosfera, na ionosfera e na estratosfera, e diminui na mesosfera e na troposfera. 3. Clima: sucessão habitual dos tipos de tempo, num determinado lugar. Tempo: condições atmosféricas de um 7.

8.

determinado lugar em um dado momento. O tempo representa fenômenos mais momentâneos e o clima reflete um padrão mais duradouro. O Sol aquece diferentemente as diversas regiões da Terra. As áreas equatoriais são as mais aquecidas e os pólos, as que recebem menos irradiação. Os ventos resultam da existência de diferentes temperaturas, originando pressões atmosféricas diferenciadas. As precipitações ocorrem devido à evaporação e à condensação (ciclo hidrológico) provocadas pela energia solar. a) Na parte leste e oeste da América do Sul, na linha do Trópico de Capricórnio, aparecem os climas Cw (com verão quente e chuvoso), Aw (de savana), Cw (com verão quente e chuvoso), ET (de tundra), BS (de estepe e de montanha), ET (de tundra), BW (desértico). b) Apesar de situada em área tropical, a parte oeste dessa região apresenta clima modificado pela presença de altas montanhas (Cordilheira dos Andes), pois a temperatura diminui com a altitude, e de áreas desérticas (Deserto de Atacama), explicadas pela atuação da corrente fria de Humboldt. As massas de ar quente provenientes do Pacífico se resfriam ao passar sobre essa corrente, ocasionando condensação e chuvas sobre o oceano, que nunca atingem o litoral da região. a) latitude: quanto maior a latitude, menor a temperatura; b) distribuição de oceanos e mares: as variações de temperatura são mais acentuadas nos continentes (que se aquecem e se esfriam mais rapidamente) do que nos oceanos; c) correntes marítimas: as correntes quentes irradiam calor para o ar atmosférico e as frias provocam a queda da temperatura; d) relevo: além de a temperatura diminuir com a altitude, ele facilita ou dificulta a entrada de massas de ar, provocando chuvas ou secas. A chuva frontal ocorre com o encontro de uma massa de ar frio com uma massa de ar quente. A chuva de convecção resulta da ascensão vertical do vapor que, ao entrar em contato com a camada de ar frio, sofre condensação e se precipita. A chuva de relevo decorre do encontro do ar (que se desloca horizontalmente) com o relevo. a) As temperaturas devem ser baixas, o ar é rarefeito e a pressão baixa, características do clima frio de montanha. b) Resposta esperada: Por ser uma área montanhosa. A temperatura diminui com a altitude e a quantidade de ar também (ar rarefeito), portanto, a pressão é baixa. c) Resposta pessoal. Professor(a), os alunos devem ter em conta que no Brasil não ocorre o clima e o relevo montanhoso. Ocorre neve, eventualmente, apenas nas regiões mais ao sul.

Complementação e orientação didática
Os alunos poderão fazer um levantamento, durante o ano, das principais ocorrências de fenômenos naturais climáticos, como furacões, tempestades, secas, fortes geadas, marés altas (ressacas), e pesquisar suas conseqüências catastróficas, como grandes inundações, perda da safra agrícola, alterações da vida econômica e cotidiana (paralisação das cidades), e o atendimento à população atingida.

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A pesquisa deve basear um trabalho escrito, ao final do qual devem ser consideradas as seguintes questões: Em que medida foi culpa da natureza ou culpa humana? O que pode ser feito socialmente para atenuar as catástrofes? Na abordagem da primeira questão os alunos devem demonstrar a compreensão de que os fenômenos naturais ocorrem independentemente da vontade humana, e que a natureza tem sua dinâmica e não muda seu comportamento em função da ocupação humana dessas localidades, mas muitas vezes as ações das sociedades acentuam ou até provocam os fenômenos naturais. Quanto à segunda questão, os alunos devem ter entendido que a organização social, tanto no plano da produção econômica como na vida cotidiana, deve levar em conta as leis naturais para evitar ou amenizar as calamidades, e também que as ações coletivas e/ou políticas são importantes para a resolução dos problemas.

Capítulo 13 As grandes paisagens naturais da Terra e a destruição dos ecossistemas florestais, fluviais e marítimos
1. Objetivos
Ao estudarem este capítulo, os alunos deverão compreender a influência do clima na formação das paisagens e na construção do espaço geográfico, começando pela percepção da ligação existente entre os seres e o ambiente, em que são fundamentais as noções de biodiversidade e ecossistema. Outros objetivos que os alunos deverão alcançar com o estudo do capítulo: • compreender a interação entre os fatores ambientais: solo, clima, relevo e vegetação; • identificar e localizar as principais paisagens vegetais do mundo; • reconhecer as paisagens naturais características das áreas polares e a presença humana nessas regiões; • relacionar o movimento de translação da Terra e a inclinação do eixo terrestre com a iluminação e os climas da Terra; • situar as regiões temperadas, reconhecer suas características naturais e caracterizar a ocupação do espaço e as atividades econômicas nessas regiões; • delimitar as áreas tropicais e reconhecer suas principais características climáticas, populacionais e econômicas, além de analisar climogramas dessa região; • caracterizar a precipitação, a temperatura e a cobertura vegetal das regiões desérticas e reconhecer sua diversidade, ocupação e distribuição geográfica; • compreender como o fator altitude determina características de vegetação, temperatura, pluviosidade (neve) das regiões montanhosas e analisar os obstáculos à ocupação humana e exploração econômica dessas regiões; • constatar a divisão das massas líquidas em oceanos e mares e caracterizá-las; • localizar os principais canais oceânicos, estreitos e áreas estratégicas do planeta; • perceber as implicações socioambientais do desflorestamento; • avaliar a importância do desenvolvimento sustentável; • reconhecer os principais problemas provenientes da destruição de ecossistemas florestais e da evasão de riquezas vegetais por meio da biopirataria; • identificar os principais rios e bacias hidrográficas e reconhecer a importância da presença da água e os problemas em razão de sua escassez e poluição; • analisar a biodiversidade presente nos oceanos, identificar ecossistemas marítimos e compreender sua utilização e ameaças.

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 434)
1. b 2. a 3. c 4. e 5. e 6. a 7. d 8. c

4. Sugestões de questões para avaliação
• O que são amplitude térmica, média térmica e isotermas? (p. 133) • Quais fatores são responsáveis pela formação de correntes marítimas? Explique a circulação das correntes frias e quentes e cite um exemplo de cada uma. (p. 133) • Elabore uma frase utilizando as palavras: correntes marítimas, plâncton, ressurgência, áreas pesqueiras. (p. 133-134) • Faça um esquema do ciclo hidrológico citando as formas de circulação da água pela biosfera. (p. 134) • Relacione a umidade absoluta, relativa, ponto de saturação com a ocorrência de precipitações. (p. 135) • Determine as condições necessárias para que ocorra o nevoeiro, o orvalho e a geada. (p. 135) • Cite uma característica de cada tipo básico de nuvem. (p. 135) • Que aparelho é utilizado para medir a temperatura atmosférica (p. 131), a umidade (p. 135), a chuva (p. 136) e a pressão (p. 137)? • Explique as condições para a formação de ciclones e os nomes regionais que esse fenômeno recebe. (p. 137) • Faça um esquema explicando o funcionamento das brisas marítimas e continentais. (p. 137-138) • Explique o mecanismo de desvio dos ventos na circulação geral da atmosfera. (p. 138) • O que são massas de ar? Qual a influência que têm sobre o clima? (p. 138) • O que são frentes? Que tipo de alterações climáticas podem provocar? (p. 138) • Quais são as condições para a ocorrência do El Niño? Que conseqüências esse fenômeno acarreta para o clima no mundo? (p. 139) • O que você entende por microclima? Cite exemplos. (p. 139)

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2. Conceitos e temas desenvolvidos
Biodiversidade; diversidade genética; diversidade de espécies; diversidade ecológica; evapotranspiração; ecossistema; biosfera; banquisa; tundra; Protocolo de Madri; clima temperado (continental, mediterrâneo, marítimo); coníferas; taiga; hábitat; savana; cerrado; climograma; clima subtropical úmido; deserto; rios temporários ou intermitentes ou ueds; dunas ou ergs; hamadas; assoreamento; desenvolvimento sustentável; manejo sustentável da floresta; recursos genéticos; leis de patentes; biopirataria; fontes; nascentes; cursos dos rios (superior, médio e inferior); bacia hidrográfica; afluentes; divisores de águas; dispersores de águas; irrigação agrícola; oceanos; mares (costeiros, mediterrâneos e fechados); estreitos; canais; salinidade; maresia; mangues; pântanos; recifes de corais; canais naturais; estreitos naturais; desflorestamento; áreas e passagens estratégicas; Istmo do Panamá. 6.

7.

8.

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3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 159-160) Construindo conhecimento
1. Resposta pessoal. Ver seção Complementação e orientação didática.

9.

Fixando o conteúdo
2. Por causa do movimento de translação e da inclinação do eixo da Terra, um dos pólos permanece iluminado durante seis meses, enquanto o outro pólo permanece na escuridão pelo mesmo período. A inclinação do eixo terrestre (os raios solares chegam aos pólos muito inclinados) e a maior distância percorrida pelos raios solares nessa região são responsáveis pelo clima polar. Professor(a), utilizar a figura 3, “Incidência dos raios solares sobre a Terra”, do capítulo anterior (p. 132), para explicar melhor essa questão. 3. Climograma 1: clima árido, inexistência de chuva durante esse ano, temperaturas baixas, paisagem desértica fria. Climograma 2: clima temperado continental, úmido e frio com inverno rigoroso e elevadas amplitudes térmicas, paisagem temperada. 4. Clima tropical úmido ou equatorial: temperatura elevada, chuvas abundantes e vegetação abundante do tipo da Floresta Amazônica. Clima tropical árido: embora as temperaturas sejam altas (entre as mais altas do mundo), as precipitações são baixas e mal distribuídas e a vegetação característica é a desértica ou xerófita. 5. a) Nas áreas desérticas: clima muito quente, falta de água, solos arenosos com reduzida matéria orgânica. Nas regiões polares: temperaturas muito baixas, solos cobertos de gelo. b) Os obstáculos nos desertos podem ser superados por meio de técnicas como irrigação, construção de poços profundos, chuvas artificiais, adubação etc. Por exemplo, nos desertos de Negev (Israel), do Colorado (EUA) e do sul da Rússia. Nas regiões geladas são utilizadas técnicas especiais nas cons-

truções (calefação, aquecimento central etc.), roupas especiais, veículos próprios para terrenos congelados etc. As causas do desflorestamento são, entre outras: criação de gado, extração comercial de madeira, avanço das áreas agrícolas e da urbanização. O manejo sustentável das florestas permite suprir as necessidades da população sem destruição das florestas, maior rentabilidade e preservação dos recursos necessários à vida de gerações futuras. a) O texto se refere à biopirataria. b) Resposta pessoal. Os alunos devem ter tido a compreensão de que leis, como a de patentes, além de fiscalizar e controlar, podem regulamentar o acesso à biodiversidade. Os rios são correntes líquidas que resultam da concentração de água em vales. Podem se originar de fontes subterrâneas, que se formam com as águas das chuvas, do transbordamento de lagos, ou da fusão de neves e geleiras. Resposta pessoal. Sugestão: a necessidade de abastecimento de água nas áreas urbanas cresce cada vez mais. A oferta de água diminui e a demanda aumenta também para a agricultura moderna que desvia parte dos cursos de água em canais de irrigação. A degradação das águas é tão intensa que em certas regiões ela não pode nem mesmo ser utilizada para a indústria. A utilização de água para geração de energia e transporte também pode agravar os impactos sobre o meio ambiente, causando desflorestamentos, inundações de áreas, vazamentos etc.

Complementação e orientação didática
Orientação para seleção e leitura de texto Na realização de suas pesquisas os alunos devem recortar os artigos de jornais e revistas e colar cada um em uma folha. O(a) professor(a) deverá orientar para que façam a leitura detalhada dos artigos selecionados, procurando palavras desconhecidas no dicionário e destacando as principais idéias dos textos. É importante que anotem, em cada folha, o nome da publicação e do jornalista, e a data. Cada aluno deve, primeiro, elaborar o relatório, com base numa seleção de idéias, para depois responder às perguntas. A última etapa consiste em reuni-los em grupos, para a discussão e a elaboração de um texto com as conclusões tiradas, e exposição para a classe, socializando as informações obtidas.

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 436)
1. a) O aluno pode citar a ampliação das áreas destinadas às pastagens e ao plantio agroindustrial, a ação predatória das madeireiras e das empresas mineradoras e do garimpo, a expansão urbana, entre outras. b) Entre as conseqüências desse processo, incluem-se a eliminação de espécies nativas e das que poderiam ser utilizadas como fitoterápicos; os processos de desertificação, lixiviação, assoreamento dos rios, laterização do solo etc. 2. e 3. b 4. b 5. e 6. c 7. a) V, b) F, c) V, d) V, e) V 8. e 9. c 10. a

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4. Sugestões de questões para avaliação
• O que são banquisas? (p. 145) • Caracterize a região ártica quanto ao clima, vegetação e ocupação humana. (p. 145-146) • Sobre a presença humana na Antártida: que tipo de atividade é permitido na região? Que acordo regulariza as atividades neste continente? (p. 147) • Cite os principais tipos de vegetação do clima temperado. (p. 148) • Quais as formações vegetais características dos seguintes climas: tropical úmido, tropical alternadamente úmido e seco, tropical monçônico, tropical árido e semi-árido. (p. 149-150) • Onde ocorre o clima tropical monçônico e quais as suas características? (p. 149-150) • Defina ued, duna e hamada. (p. 150) • O que são rios intermitentes? Cite exemplos no Brasil. (p. 150)

• Que tipos de trabalho natural predominam nos cursos superior, médio e inferior de um rio? (p. 154) • O que é bacia hidrográfica? (p. 155) • Qual o papel dos dispersores e divisores de água numa bacia hidrográfica? (p. 155) • Quais são os principais oceanos da Terra? Cite uma característica de cada um. (p. 156) • Diferencie os seguintes tipos de mares: aberto ou costeiro, mediterrâneo ou interior, fechado ou isolado. (p. 156) • Caracterize mangue, pântano e recife de coral. (p. 157) • O que são canais oceânicos e estreitos? Explique por que são considerados áreas estratégicas. (p. 158) • Qual a importância do Canal de Suez e do Canal do Panamá? (p. 158)

UNIDADE

I V

ESPAÇO MUNDIAL DA PRODUÇÃO

As transformações no espaço decorrentes da modernização dos processos econômicos serão assunto da Unidade IV, na qual os alunos estudarão as mudanças na vida econômica a partir da era da tecnologia, que gerou novos arranjos espaciais, modernizando e alterando as atividades produtivas (indústria, agropecuária, energia), o modo de organização do trabalho, as relações sociais e as relações com o meio ambiente no mundo e no país.

Capítulo 14 Indústria I: as transformações no espaço
1. Objetivos
Neste capítulo, buscamos levar os alunos a perceber a importância da indústria no mundo moderno e a evolução industrial desde o artesanato, o sistema manufatureiro e a maquinofatura. Para atingirem esse objetivo geral, os alunos deverão ser capazes de: • analisar os diferentes tipos de classificação das indústrias, considerando as diferentes maneiras de produzir, a quantidade de matéria-prima e de energia utilizadas, a tecnologia empregada e o destino dos produtos; • perceber as transformações provocadas pela indústria, orientando a organização de novos espaços e promovendo a divisão do trabalho entre áreas rurais e urbanas; • indicar as etapas industriais dos grupos de países (desenvolvidos e subdesenvolvidos); • apontar os contextos de formação das grandes concentrações financeiras, monopólios, conglomerados, holdings e joint ventures; • compreender a espacialização das atividades industriais, a partir das mudanças em sua localiza-

ção, dos fatores que as determinam e a concentração industrial; • analisar as modificações introduzidas pelo processo de globalização na forma de produzir, com a substituição do modelo fordista/taylorista pelo toyotista, com a flexibilização da produção, com a gestão informatizada, com a criação da indústria de ponta e de tecnopólos, e com a desconcentração industrial; • compreender o impacto das tecnologias sobre o mundo do trabalho; • discutir o papel da ciência no mundo atual e os impactos das atividades industriais sobre o meio ambiente. No capítulo 15 analisaremos a indústria e o desenvolvimento industrial nas principais potências mundiais.

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Indústria; artesanato; manufatura; maquinofatura; indústria extrativa, de beneficiamento ou de processamento, de construção, de transformação; indústria leve, pesada; indústria tradicional, dinâmica; indústria de bens de produção (bens intermediários e bens de capital ou de equipamentos), de bens de consumo (duráveis e não-duráveis); industrialização clássica; nova divisão internacional do trabalho; industrialização tardia ou retardatária; países industria-

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lizados ou centrais; indústria de ponta ou de alta tecnologia; países industrializados semiperiféricos; países não-industrializados periféricos; concentração industrial; manufacturing belt; concentração financeira; monopólio; conglomerado; holding; joint ventures; dumping; desconcentração industrial; divisão territorial de indústrias; marketing; empresa global; desemprego; desemprego estrutural; tecnopólos, pólos tecnológicos ou parques científicos; setores de atividade (primário, secundário, terciário e quaternário); tecnologias de ponta; royalties; patentes; lei da propriedade intelectual; materiais sintéticos; biodegradáveis.

3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 169-170) Construindo conhecimento
1. Resposta pessoal. 2. a) Resposta pessoal. b) Resposta pessoal. Ver seção Complementação e orientação didática.

humanidade. Muitas invenções trazem destruição, como é o caso da enorme produção de armamentos. Os países gastam bilhões de dólares para subsidiar sua própria destruição, produzindo bombas e um fabuloso arsenal bélico. Todavia a produção industrial e o consumo desenfreado, apesar dos benefícios que podem trazer, têm indiretamente prejudicado a humanidade, submetendo o meio ambiente a uma pressão muito grande. A maior parte da população não tem acesso à maioria dos produtos industrializados e a degradação histórica dos recursos naturais só tem aprofundado a pobreza atual, na medida em que destrói o meio de subsistência dessas populações. Professor(a), reforçar a idéia de que a humanidade tem de caminhar para um consumo mais sustentável, reduzindo os danos ambientais, preservando os recursos, protegendo os direitos dos consumidores etc.

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 438)
1. a 2. b 3. e 4. c 5. a) O aluno pode citar, entre as características do processo fordista: divisão e hierarquização do trabalho; mão-de-obra pouco qualificada, realizando tarefas especializadas, simples e repetitivas; padronização e homogeneização dos produtos. Já o processo pós-fordista caracteriza-se por: trabalho em equipes, com predominância de funcionários fixos e polivalentes; atualização constante da mão-de-obra; utilização de máquinas de ajuste flexível (que permitem modificações rápidas); produção diversificada e variada, atendendo às necessidades do mercado e da demanda (processo just in time); estoques reduzidos etc. b) No modelo fordista, as atividades industriais concentram-se nos locais próximos das matérias-primas, das fontes de energia e dos centros urbanos. O modelo pós-fordista permite a desconcentração do espaço industrial. 6. a) O texto evidencia o processo de desconcentração da economia mundial. b) Em busca de uma produção cada vez maior, com menores custos, empresas como a Nike instalam-se em países em que a mão-de-obra é barata e a carga tributária é menor, de modo a reduzir os custos e tornar suas mercadorias mais competitivas. 7. b

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Fixando o conteúdo
3. Indústria é a atividade pela qual os seres humanos transformam matéria-prima em produtos semi-acabados ou acabados. A indústria gera grande parte dos empregos de um país, além de produzir quase tudo o que consumimos e utilizamos. 4. América do Norte: nordeste dos EUA, Houston, Los Angeles; América do Sul: São Paulo (Sudeste do Brasil), Buenos Aires, Santiago; África: África do Sul, Egito; Ásia: Sudeste Asiático, Japão, China, Índia; Europa: Alemanha, Itália, França, Rússia; Oceania: sul e leste da Austrália. 5. O termo industrialização clássica é utilizado para expressar a industrialização dos atuais países desenvolvidos (países europeus, EUA, Japão e Rússia) nos séculos XVIII e XIX. A industrialização tardia ou retardatária é a que se refere à industrialização dos países subdesenvolvidos após a Segunda Guerra Mundial. 6. No início do século XX as indústrias procuravam se localizar nas áreas que ofereciam facilidades em termos de fontes de energia, mão-de-obra, transporte, capitais, mercado consumidor etc. Após a Segunda Guerra tem ocorrido uma desconcentração industrial, ou seja, o abandono de áreas tradicionais que apresentam elevação dos custos de produção e a busca de localizações mais vantajosas. 7. a) O país B, pois conta com indústrias de ponta e diversos tecnopólos. b) Por ser um país subdesenvolvido predominam as indústrias têxtil, siderúrgica e de bebidas. c) País subdesenvolvido periférico e não-industrializado.

4. Sugestões de questões para avaliação
• Explique a classificação das indústrias quanto à evolução histórica. (p. 162) • O que são indústrias leves e pesadas? (p. 162-163) • Qual a diferença entre as indústrias tradicionais e dinâmicas? (p. 163) • Quais são os tipos de indústrias de bens de produção e o destino de suas produções? (p. 163) • Explique o que são indústrias de bens de consumo. (p. 163) • Explique o que são concentrações financeiras, monopólios, conglomerados, holdings e joint ventures. (p. 165) • O que significa desconcentração industrial? Explique a ocorrência desse processo. (p. 165)

Complementação e orientação didática
Quanto à questão 2b do Construindo conhecimento, o(a) professor(a) deverá discutir o fato de que os avanços tecnológicos nem sempre trazem benefícios para a

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• Explique a divisão territorial das indústrias no mundo globalizado. (p. 166) • Explique a substituição do modelo fordista/taylorista pelo toyotista na indústria. (p. 166) • Qual é o papel da tecnologia no mundo atual? (p. 166) • Que impactos a introdução de novas tecnologias causou sobre o mundo do trabalho? (p. 167) • Explique a atual interdependência entre o setor secundário e o terciário no mundo atual. (p. 167)

• analisar os processos de crescimento industrial francês e italiano e a localização de suas indústrias; • entender o crescimento industrial da Rússia no modo de produção socialista, o desmantelamento de sua economia, sua situação atual e as principais regiões industriais; • diferenciar os países subdesenvolvidos quanto aos processos de industrialização.

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Grupo dos Sete ou G-7, G-8; prática expansionista; indústria bélica; indústria civil; manufacturing belt; zaibatsu; Silicon Valley, Silicon Prairie, Silicon Beach, Eletronic Highway, just in time; bolha especulativa; ativos; complexos industriais; trustes; cartéis; monopólios; oligopólios; novos países industrializados ou de industrialização tardia; indústrias montadoras; Zonas Econômicas Especiais (ZEE).

Capítulo 15 Indústria II: o desenvolvimento industrial dos países
1. Objetivos
Continuando a análise da industrialização, apresentamos neste capítulo as condições que permitiram a diferenciação tecnológica dos países e a formação do Grupo dos Sete ou G-7. Para descrevermos a indústria nos grupos de países, retomamos a história de sua formação territorial e os fatores responsáveis pelo desenvolvimento industrial. Ao final do capítulo, os alunos deverão ser capazes de: • compreender o processo histórico que levou os Estados Unidos a se tornar, de país colonizado, a maior potência industrial do século XX, analisando o seu crescimento durante as guerras mundiais e a situação atual de concorrência com outras superpotências; • detectar historicamente a distribuição espacial das indústrias estadunidenses, inicialmente no manufacturing belt, e a redistribuição a partir do processo de globalização; • analisar a industrialização do Japão, começando com as condições que deram início ao processo de modernização desse país, passando pela abordagem da estrutura de produção e da formação de grupos empresariais e sua participação nas guerras mundiais; • apontar os fatores que possibilitaram a rápida expansão industrial japonesa após as guerras, descrever as características de sua industrialização e as inovações que se introduziram em seu processo produtivo; • definir o papel do Japão no mundo de hoje e analisar a distribuição geográfica de suas indústrias; • caracterizar a industrialização do Canadá e a distribuição geográfica de suas indústrias; • analisar o fortalecimento do parque industrial europeu a partir da União Européia; • discutir o contexto histórico da industrialização da Alemanha, a reestruturação que sofreu depois da Segunda Guerra Mundial e localizar suas áreas industriais; • analisar as condições que levaram a Inglaterra a se tornar a maior potência industrial e imperial no século XIX e início do XX, sua situação atual e a localização de suas indústrias;

Avalie seu aprendizado (p. 185) Fixando o conteúdo
1. É um grupo formado pelas sete maiores potências industriais do mundo, composto pela Alemanha, Reino Unido, Itália, França, Canadá, EUA e Japão. 2. Abundância de recursos naturais; prática imperialista e expansionista; participação do governo na ocupação e expansão territorial, doando terras (Homestead Act, 1862) e impulsionando a marcha para o oeste; desenvolvimento dos transportes; acúmulo de capitais; progresso tecnológico. 3. O Japão já é uma potência aeroespacial e sua tecnologia concorre com a dos EUA. É o eixo de uma importante zona de prosperidade econômica, que inclui os Tigres Asiáticos e os Novos Tigres. Ocupa o primeiro lugar mundial em diversos setores industriais. Conta com 62 das duzentas maiores empresas transnacionais (dez das dezoito maiores são japonesas) e doze dos vinte maiores bancos. 4. Tradição industrial, presença de jazidas de carvão mineral e de ferro, e navegabilidade do Rio Reno. 5. A Inglaterra se envolveu nas duas guerras mundiais. Perdeu sua hegemonia mundial para os EUA e, a partir da década de 1960, para o Japão, a Alemanha, a França e a Itália. 6. A Inglaterra, a Escócia e o País de Gales compõem a ilha da Grã-Bretanha. O Reino Unido é formado pela Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte ou Ulster. O Reino Unido e a República da Irlanda ou Eire compõem as Ilhas Britânicas. 7. Na Federação Russa o capital internacional não investiu na compra e modernização das indústrias e empresas estatais. Muitas delas viraram sucata ou tiveram de fechar as portas. O fim do Comecom (mercado comum do bloco socialista) agravou ainda mais a situação, pois as matérias-primas e produtos industrializados deixaram de ser comercializados entre os antigos parceiros comerciais.

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3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios

8. Zonas Econômicas Especiais (ZEE) são zonas francas, abertas à economia internacional e aos investimentos estrangeiros, onde as empresas e indústrias se beneficiam de taxas alfandegárias e fiscalização reduzidas ou nulas, e realizam a terceirização industrial (em geral montagem de produtos). Todas essas reformas (economia socialista de mercado) e o processo de reestruturação econômica e de modernização dos setores econômicos propiciaram à China um crescimento médio superior a 10% ao ano a partir de 1978.

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 440)
1. b 2. b 3. b 4. e 5. a

4. Sugestões de questões para avaliação
• Explique os fatores responsáveis pela desaceleração da economia dos EUA desde a década de 1970. (p. 172) • O que é o manufacturing belt? (p. 172) • Cite três localizações espaciais das indústrias atualmente nos EUA. (p. 172) • Explique três fatores essenciais à rápida expansão industrial japonesa, após 1960. (p. 173-174) • Cite três características da industrialização japonesa. (p. 173-174) • Cite exemplos de produtos industrializados japoneses e dê sua posição no cenário mundial. (p. 174) • Explique o que é bolha especulativa. (p. 175) • Cite três áreas industriais importantes no Japão. (p. 175) • Aponte três fatores que possibilitaram a industrialização canadense. (p. 175-176) • Quais são as principais indústrias canadenses? (p. 176) • Cite duas dificuldades que teve a Alemanha para reorganizar sua indústria após a Segunda Guerra Mundial. (p. 177) • Fale sobre a modernização do parque industrial alemão e a dispersão atual das indústrias. (p. 178) • Fale sobre a localização das indústrias inglesas na Primeira e Segunda Revolução Industrial. (p. 179) • Cite três fatores que contribuíram para a modernização da indústria francesa. (p. 180) • Fale sobre a industrialização dos países de industrialização tardia. (p. 183)

Complementação e orientação didática
Sugerimos o texto abaixo para que o(a) professor(a) possa aprofundar a discussão sobre a situação da mãode-obra empregada na indústria e a relação entre a indústria e o meio ambiente. “Um mundo globalizante também permitiu que grandes corporações buscassem além-fronteiras uma mão-de-obra mais barata — chegando a pagar poucos centavos por hora. Zonas de processamento de exportação (ZPEs) — áreas industriais minimamente regulamentadas que produzem bens para o comércio global — vêm multiplicando-se ao longo das últimas três décadas, em resposta à demanda por mão-de-obra barata e ao desejo de incrementar exportações. Das 79 ZPEs em 25 países em 1975, houve um aumento para cerca de 3.000 em 116 nações em 2002, com as zonas empregando cerca de 43 milhões de trabalhadores na montagem de tênis, brinquedos, vestuário e outros bens por muito menos do que custariam nos países industrializados. As zonas aumentam a disponibilidade de mercadorias baratas para consumidores globais, porém são freqüentemente criticadas por abusos em direitos trabalhistas e humanos. Enquanto isso, inovações tecnológicas de todos os tipos aumentaram a eficiência industrial, elevando a capacidade das pessoas e das máquinas na extração dos recursos. Hoje, frotas de ‘supertraineiras’, por exemplo, podem processar centenas de toneladas de peixe por dia. São responsáveis, em parte, por declínios da ordem de 80% sofridos por comunidades de peixes oceânicos nos 15 anos desde o início da exploração comercial. Os equipamentos de minas também são mais musculosos: nos Estados Unidos, as mineradoras hoje dedicam-se à ‘remoção de cumes’, que pode reduzir a altura de uma montanha em dezenas de metros. Além disso, a capacidade dos caminhões octuplicou, aumentando de 32 para 240 toneladas entre 1960 e início dos anos 90. E a produção por mineiro americano mais que triplicou no mesmo período. Finalmente, serrarias de cavaco — instalações que lascam árvores inteiras em cavacos para papel e compensados — podem transformar mais de 100 cargas de árvores em cavacos diariamente. Esses avanços da capacidade humana em explorar imensas áreas de recursos naturais, e a custo baixo, ajudam a suprir os mercados com produtos baratos — um estímulo a maior consumo.” Worldwatch Institute, Estado do mundo 2004. Salvador, Uma Ed., 2004. p. 14.

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Capítulo 16 Fontes de energia, utilização e impactos ambientais
1. Objetivos
Neste capítulo passamos a estudar o panorama energético mundial, começando com a classificação das fontes de energia e passando à análise das desigualdades mundiais no consumo de energia, para em seguida trabalhar individualmente com cada fonte, abordar a geração das energias elétrica e nuclear, e finalmente fazer a discussão das fontes alternativas. Ao final desse estudo, os alunos deverão estar aptos a: • analisar a evolução das fontes de energia; • caracterizar energia e as fontes de energia modernas; • relacionar as fontes de energia usadas com o grau de desenvolvimento tecnológico das sociedades; • comparar os tipos de energia; • classificar as fontes de energia; • conhecer as desigualdades mundiais no consumo e produção de energia;

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• conhecer as principais fontes de energia moderna; • reconhecer o processo de formação, os principais tipos de carvão e a sua importância histórica como fonte de energia; • reconhecer a origem e formação do petróleo, sua extração, refino, aproveitamento, derivados, utilidades e a importância econômica e estratégica; • identificar os países produtores de petróleo; • entender o contexto de criação da Opep e como a crise do petróleo repercutiu nos diferentes grupos de países; • analisar as desvantagens do uso do petróleo; • explicar a localização das usinas termoelétricas e reconhecer suas vantagens e desvantagens; • entender o emprego da tecnologia, do processo de fissão para a utilização da energia nuclear e o funcionamento de uma usina nuclear; • identificar a produção mundial de energia nuclear e os impactos dessa fonte de energia sobre o meio ambiente; • classificar as fontes de energia alternativas e reconhecer a importância de seu desenvolvimento e utilização.

b) Professor(a): os alunos devem chegar à conclusão de que a participação do Estado é essencial, definindo políticas agrícolas, fornecendo infra-estrutura para o agricultor e incentivando o desenvolvimento tecnológico e pesquisas que adaptem o plantio, respeitando as condições climáticas locais e as tradições de cultivo regionais.

Fixando o conteúdo
5. Alternativa c: modernas, alternativas, não-renováveis e renováveis. 6. Vantagens: ocorre sob a forma líquida, sendo por isso mais fácil de extrair e transportar; tem aplicações diversificadas; possui maior poder calorífico que o carvão. Desvantagens: é um recurso não-renovável, com estoque escasso; lança componentes químicos tóxicos na atmosfera; causa danos à saúde e ameaça o clima global e os ecossistemas; está sujeito a derramamentos que poluem o meio ambiente; seu controle se tornou uma questão estratégica militar. 7. Apesar da crescente utilização da energia nuclear e de outras formas de energia, a verdade é que o mundo ainda se acha muito dependente do petróleo. Em síntese, pode-se dizer que: • a distribuição mundial das jazidas e da produção de petróleo é muito irregular; • o petróleo é um recurso não-renovável, cujo esgotamento deverá ocorrer dentro de poucas décadas. Ver a seção Complementação e orientação didática. 8. Data de criação: 1960. Países-membros: Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait, Venezuela, Catar, Indonésia, Líbia, Emirados Árabes Unidos, Argélia, Nigéria. Objetivos: administra a atividade petroleira, controla os preços e o volume da produção. Força política: é uma arma contra o poder dos cartéis do petróleo, podendo reduzir o fornecimento e elevar os preços. 9. Usinas hidroelétricas — recurso utilizado na produção: água, renovável, com custo zero; danos ao meio ambiente: desflorestamentos, inundações, diminuição de peixes; disponibilidade: são poucos os países que dispõem de condições naturais favoráveis ao aproveitamento da hidroeletricidade em larga escala. Usinas termoelétricas — recursos utilizados na produção: carvão e petróleo, não-renováveis; danos: o uso do carvão provoca intensa poluição do ar, chuva ácida, emissão de dióxido de carbono, erosão e desbarrancamentos, e o do petróleo, além da poluição do ar, danos à saúde e ameaça ao clima global e aos ecossistemas; disponibilidade: cerca de 97% das jazidas carboníferas encontram-se no hemisfério Norte. 10. Acidentes nucleares e dificuldades no descarte dos resíduos nucleares (lixo nuclear), risco de contaminação do meio ambiente e conseqüentes danos à saúde.

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Fontes de energia (primária, renovável, não-renovável, antiga ou arcaica, alternativa, moderna); carvão mineral; hulha; turfa; linhito; antracito; petróleo; termoelétrica; energia; Opep; choque do petróleo; usina termoelétrica; hidroeletricidade; enriquecimento de urânio; unidades de medida de energia; energia nuclear; fissão nuclear; usina nuclear; energia geotérmica; energia solar; energia eólica; energia dos oceanos; energia da biomassa.

3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p.196-197) Construindo conhecimento
1. Podem ser aproveitados óleos vegetais (mamona, dendê, babaçu), o esterco, a lenha, a mandioca, os açúcares, os amidos, a celulose. 2. Os países centrais optam pela utilização de energia nãorenovável em função dos interesses das grandes corporações do petróleo e das empresas automobilísticas. Além disso, não querem depender dos países tropicais para o fornecimento de energia renovável. Dessa forma, inibem o desenvolvimento do programa de energia alternativa no Brasil. 3. Redução do efeito estufa e da chuva ácida, substituindo o carvão mineral (que é poluente) pelo carvão vegetal ou o petróleo por outras alternativas limpas e renováveis. 4. a) Professor(a): a conclusão dos alunos deve ser a de que, por serem renováveis, todas essas fontes podem virar alternativas de plantio de grande interesse, como é o caso da cana.

Complementação e orientação didática
Para a questão 7, o(a) professor(a) poderá propor aos grupos a discussão sobre o tema: as soluções para a escassez de combustíveis no mundo e para a crise energética no Brasil. Apresentamos um texto de apoio:

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Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

“Shell busca alternativas ao petróleo
A maior companhia petrolífera do mundo está seriamente interessada em energia ‘verde’ e renovável. A surpreendente decisão da Shell de investir centenas de milhões de dólares em energia solar provavelmente não é um mero esforço de relações públicas, mas se deve ao fato de reconhecer que as jazidas de petróleo têm dia marcado para acabar. Segundo a previsão com a qual a Shell trabalha, até o ano 2050 metade da energia usada no mundo virá de fontes renováveis como luz solar, vento, biomassa e água corrente, em oposição às fontes usadas hoje: petróleo, gás, carvão mineral e nuclear. O grupo anglo-holandês disse que vai investir cerca de US$ 500 milhões nos próximos cinco anos para expandir sua capacidade de produção de células solares e para plantar árvores a serem queimadas em usinas elétricas. É uma mudança de enfoque que os ambientalistas vêm pedindo há muito tempo.” SCHOON, Nicholas. Folha de S.Paulo, 18 out. 1997. Caderno 1, p. 12.

Capítulo 17 Geopolítica, agropecuária e ecologia
1. Objetivos
Outro espaço de manifestação da globalização e da presença da revolução tecnológica é o meio rural, onde surgiram novas formas de utilização da terra, expressas na integração entre os setores agropecuário e industrial, na biotecnologia e em outros ramos de domínio técnico, contribuindo para uma nova organização do espaço rural. A partir do estudo deste capítulo, esperamos que os alunos sejam capazes de: • diferenciar os tipos de agricultura; • conceituar revolução verde; • compreender a integração entre os setores agropecuário e industrial; • constatar as mudanças na agricultura num mundo tecnológico e globalizado e suas conseqüências; • identificar as novas tecnologias aplicadas na agropecuária (biotecnologia, engenharia genética, zootecnia); • caracterizar a bioindústria; • discutir as vantagens e desvantagens da transgenia; • reconhecer os principais sistemas ou modos de produção agrícolas; • diferenciar a agropecuária extensiva da intensiva; • conceituar agricultura de subsistência, itinerante e de roça; • caracterizar a agricultura de jardinagem e de plantation; • localizar as áreas agrícolas do mundo; • caracterizar as agriculturas asiática, africana e americana; • situar a agricultura dos Estados Unidos e a européia no contexto agrícola mundial; • reconhecer as mudanças da agricultura em dois países em transição: Rússia e China; • relacionar geopolítica, ecologia e agricultura; • discutir a relação entre agricultura e alimentação; • relacionar conflitos e agricultura; • discutir a relação entre a agricultura, a ecologia e o desenvolvimento sustentável.

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 441)
1. a 2. e 3. c 4. b 5. d 6. c 7. d

4. Sugestões de questões para avaliação
• Cite exemplos de fontes de energia modernas. (p. 186) • Relacione as fontes de energia usadas com o grau de desenvolvimento tecnológico das sociedades, expondo os fatores necessários para que uma sociedade possa se utilizar de uma determinada fonte de energia. (p. 186) • Diferencie a Primeira e a Segunda Revolução Industrial quanto à energia utilizada. (p.186-187) • Explique a origem do carvão mineral. (p. 187) • Descreva os estágios ou tipos de carvão mineral, de acordo com o teor calorífico. (p. 187) • Cite três importantes áreas produtoras de carvão no mundo. (p. 188) • Explique o processo de formação do petróleo. (p. 189) • Explique a localização predominante das usinas termoelétricas convencionais. (p. 191) • Quais as vantagens e desvantagens da utilização de usinas termoelétricas? (p. 191) • Quais são as condições para a implantação de uma usina hidroelétrica? Que países dispõem dessas condições? (p. 191) • Qual o principal mineral radioativo utilizado na energia nuclear? Explique o processo necessário para sua utilização. (p. 192-193) • Explique o processo de fissão nuclear. (p. 193) • Onde se concentram as usinas nucleares? (p. 193) • Cite dois exemplos de energia alternativa e as possibilidades de seu uso. (p. 194-195)

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Agricultura arcaica; agricultura moderna; agricultura contemporânea; Revolução Verde; produção agrícola; produtividade agrícola; indústria da agricultura ou agroindústria; indústria para a agricultura; complexo agroindustrial; biotecnologia; engenharia genética; zootecnia; bioindústria; organismo transgênico; transgenia; sistemas ou modos de produção agrícolas; agropecuária extensiva; agropecuária intensiva; sistema agrícola; agricultura de subsistência; agricultura itinerante; agricultura de roça; queimada; agricultura de jardinagem; criação nômade ou pastoreio; terraceamento; curvas de nível; agricultura de plantation; commodities; cinturões agrícolas (belts, wheat belt, cotton belt, corn belt, ranching belt, green belt); monocultura; rotação de cultura; kolkhozes; sovkhozes; comunas populares; fome; reforma agrária; reservatório genético; agricultura biológica ou orgânica.

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3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 209-210) Construindo conhecimento
1. Resposta esperada: As soluções que podem limitar as alterações dos solos envolvem uma ação política governamental ou de organismos financeiros internacionais, como o Banco Mundial, regulando a utilização dos solos. É também uma questão econômica, pois envolve recursos financeiros para executar essas políticas. 2. Na medida em que se tornam uma questão cultural, torna-se necessário um programa de reeducação e incentivo a novas práticas agrícolas que conservem a fertilidade dos solos. 3. Resposta esperada: Aplicações excessivas de fertilizantes e de pesticidas passaram a não significar aumento da produtividade, além de poluir o solo, as águas, os rios e o ar, contaminar alimentos, provocar envenenamentos e colocar em risco a saúde da população. A solução está na busca de formas de cultivo alternativas, que não comprometam a qualidade dos solos.

b) A capacidade de produção de alimentos tem crescido mais que a capacidade de absorvê-los, mostrando que a fome é um problema político e econômico. c) Resposta pessoal. Professor(a), medidas como maior eqüidade social, distribuição mais justa da renda, fixação da população rural no campo, melhor organização da produção agrícola e do seu destino podem combater a pobreza e conseqüentemente a fome.

Complementação e orientação didática
Professor(a), na questão 6a, pedir aos alunos que releiam o item “Transgênicos” (p. 200) para terem argumentos na discussão sobre seus benefícios ou problemas. Os alunos deverão enfocar a importância da agricultura biológica ou orgânica.

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 442)
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fixando o conteúdo
4. A modernização da agricultura acarreta o encarecimento geral da produção (máquinas, adubos etc.), acarreta o desemprego ou o trabalho temporário (bóias-frias, por exemplo), sem garantias trabalhistas. O pequeno produtor não tem condições de se modernizar nem de concorrer com os grandes produtores. 5. Provocam a falta de alimentos, o êxodo rural, o aumento do número de trabalhadores rurais sem terra, os conflitos por terra e o aumento da população das cidades, com suas conseqüências. 6. a) Resposta pessoal. b) Resposta pessoal. Ver seção Complementação e orientação didática. 7. A agropecuária extensiva é praticada em grandes áreas (a terra é o fator decisivo) com pouco capital e geralmente utilizando mão-de-obra reduzida ou pouco especializada. A agropecuária intensiva utiliza grande mecanização e mão-de-obra qualificada (predomínio do capital). 8. a) Agricultura itinerante. b) Agricultura de jardinagem. c) Plantation. 9. O sistema de cultivo em cinturões agrícolas ou belts é utilizado nos EUA e se caracteriza pela produção especializada em extensas áreas do território, destinadas ao cultivo de um produto principal (monocultura). 10. a) Europa. b) Países subdesenvolvidos não-industrializados. c) Rússia e China. 11. a) Fatores naturais como relevo (altas montanhas) e clima (desértico ou polar) impõem limitações para a agropecuária. b) Na América do Sul, na África e na Ásia. c) Porque as terras estão mal distribuídas. A maior parte da produção destina-se ao mercado externo e o poder aquisitivo da população é muito baixo. 12. a) Não, a fome continua a ser um problema mundial.

1. a 2. b 3. a 4. a 5. d 6. a) Os ecossistemas aquáticos podem ser comprometidos por práticas agrícolas não conservacionistas, cujas principais conseqüências são: poluição das águas por agrotóxicos; comprometimento de mananciais; redução do nível freático; assoreamento dos rios; erosão das margens etc. b) Tais práticas podem comprometer a qualidade e reduzir o produto da pesca, ao contaminar o ecossistema (cadeia alimentar) e diminuir os nutrientes pela turbidez da água. 7. c

4. Sugestões de questões para avaliação
• Cite duas características de cada um dos tipos de agricultura: arcaica, moderna e contemporânea. (p. 198) • Caracterize o período agrícola conhecido como Revolução Verde. (p. 198) • Diferencie produção agrícola de produtividade. (p. 199) • Diferencie as indústrias da agricultura das indústrias para a agricultura. (p. 199) • O que são complexos agroindustriais? (p. 199) • Cite duas mudanças por que tem passado a agricultura recentemente. (p. 199) • Cite duas novas tecnologias aplicadas na agropecuária. (p. 199) • O que é bioindústria? (p. 199) • O que é transgenia e quais são suas vantagens econômicas e científicas? (p. 200) • O que é agricultura de subsistência? (p. 201) • Explique a técnica de terraceamento da agricultura da jardinagem. (p. 202) • Cite três exemplos de sistemas de plantations e os países que os praticam. (p. 202) • Caracterize a agricultura atual dos EUA. (p. 204) • Que reformas econômicas foram aplicadas à agricultura chinesa a partir de 1984? (p. 206) • Quais as condições necessárias para a prática de uma agricultura biológica ou orgânica? (p. 209)

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UNIDADE

V

O COMÉRCIO, AS COMUNICAÇÕES E OS TRANSPORTES NO MUNDO

Na Unidade V, tratamos das modificações ocorridas a partir dos novos fluxos de informação nas comunicações, no comércio e na circulação de mercadorias e pessoas. Optamos pelo estudo integrado dessas três atividades, que apresentaram simultaneamente um grande desenvolvimento e estão bastante interligadas. No capítulo 18 abordamos questões sobre a globalização do comércio e do sistema financeiro e suas conseqüências. No capítulo 19 continuamos a enfocar a globalização para entender a importância das tecnologias contemporâneas aplicadas à comunicação, à informação, aos transportes e ao turismo do mundo atual.

Capítulo 18 A globalização e o comércio mundial
1. Objetivos
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Neste capítulo descrevemos o papel das moedas e das alianças e acordos comerciais na expansão do comércio e a multiplicação das organizações após as guerras mundiais. Enfocamos o papel das políticas de empréstimos internacionais e o relacionamos com o endividamento crescente dos países subdesenvolvidos. Procuramos, com este capítulo, oferecer as condições para que os alunos possam: • conhecer a evolução do sistema monetário internacional e suas fases; • perceber o processo pelo qual o comércio internacional tem sido dominado pelos países centrais; • diferenciar os produtos comercializados pelos grupos de países e identificar os principais centros comerciais da atualidade e as organizações econômicas; • constatar a estreita ligação entre o comércio, o processo de globalização e o papel do capital no mercado financeiro, reforçando o jogo especulativo; • diferenciar capital produtivo de capital especulativo e os efeitos que estes últimos podem causar na economia; • comparar os mercados emergentes com os maduros; • compreender o papel das inovações tecnológicas na esfera da produção de bens e serviços, possibilitando a mundialização do mercado financeiro e do consumo, criando novos meios de comunicação e o comércio virtual; • conhecer os imperativos do comércio de tecnologias e sua distribuição geográfica.

ternacional (padrão-ouro, padrão dólar-ouro, câmbio flutuante); Rodada do Milênio; Rodada do Desenvolvimento; Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad); Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE); produtos primários; capital financeiro (produtivo e especulativo ou volátil ou de curto prazo); comércio real; mercado de divisas; fuga de dólares; ataque especulativo; cibereconomia; internet; economia virtual; empresas virtuais (pontocom).

3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 218-220) Construindo conhecimento
1. Apesar do notável crescimento do consumo em muitos países, mais de um bilhão de pessoas não consegue satisfazer suas necessidades básicas. As pessoas mais ricas (um quinto da população mundial) consomem 58% da energia total, enquanto as mais pobres consomem menos de 4%; as pessoas mais ricas possuem 74% do total de linhas telefônicas, enquanto as mais pobres só têm 1,5%; as pessoas mais ricas estão com 87% dos veículos existentes, enquanto os mais pobres têm menos de 1%. Embora o desmatamento se concentre nos países em desenvolvimento, mais da metade da madeira e quase três quartos do papel dela resultante são utilizados nos países industrializados. Um quinto da população mundial, que vive em países de renda mais elevada, é responsável por 53% das emissões de dióxido de carbono que conduzem ao aumento do aquecimento da atmosfera do planeta. O quinto da população mais pobre contribui só com 3%, mas vive nas comunidades mais vulneráveis às inundações costeiras. 2. a) e b) Respostas pessoais. Ver a seção Complementação e orientação didática. 3. a) e b) Respostas pessoais. Ver a seção Complementação e orientação didática. 4. Resposta pessoal. Atitudes que podem ser citadas: medidas para diminuir o uso de produtos que utilizam recursos não-renováveis; utilizar a reciclagem e o reaproveitamento de produtos. Ver a seção Complementação e orientação didática.

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Comércio; comércio externo; paridade cambial; poder aquisitivo; Fundo Monetário Internacional (FMI); Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (Bird); Banco Mundial; Conferência de Bretton Woods; Organização Mundial do Comércio (OMC); Acordo Geral de Tarifas e Comércio (Gatt); sistema monetário in-

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Fixando o conteúdo
5. Apesar de os organismos internacionais terem como objetivo promover o desenvolvimento econômico, o que tem ocorrido é a manutenção de políticas protecionistas e de um comércio desfavorável para os países mais pobres. Além disso, os financiamentos concedidos por esses organismos só têm contribuído para o endividamento crescente dos países subdesenvolvidos. 6. a) Os países desenvolvidos, principalmente EUA, Alemanha, Japão, França dominam o mercado internacional. Eles produzem e comercializam bens industrializados e desenvolvem pesquisa de produtos e serviços de alta tecnologia. Os mercados emergentes exportam produtos industrializados que demandam baixa tecnologia e importam tecnologia de ponta. As economias periféricas produzem e comercializam alimentos e matérias-primas. b) China, Coréia do Sul, Cingapura, Taiwan e México. São países de industrialização recente, que apresentaram crescimento e diversificação na produção de manufaturados e aumento nas exportações. c) EUA: 357.332; Alemanha: 68.919; Japão: 107.611; França: 10.236; Reino Unido: 49.704; Canadá: 23.631; Itália: 13.643; Países Baixos: 12.761; China: 29.362; Bélgica: 15.370; Coréia do Sul: 11.787; Cingapura: 3.330; México: 5.358; Taiwan: 10.901; Espanha: 34.472. d) Os EUA e o Reino Unido apresentam os maiores déficits e o Japão e a Alemanha os maiores superávits. 7. Globalização; políticas neoliberais; desregulamentação; privatizações de empresas estatais que se transformaram em monopólios privados; abertura da economia para a expansão e ação das megaempresas; explosão do fluxo internacional de capitais. 8. Resposta pessoal. Ver seção Complementação e orientação didática. 9. O capital produtivo é um investimento direto de longo prazo aplicado na instalação de unidades produtivas, na compra de equipamentos, em investimentos imobiliários, na fabricação de produtos, na mineração, entre outras coisas. O capital especulativo, volátil ou de curto prazo obtém lucro a partir da compra e da venda de moedas e da variação de seus valores. Movimenta-se rapidamente em busca de mercados que ofereçam segurança e grande rentabilidade (juros altos e baixos riscos). Os investimentos produtivos podem participar da modernização e da montagem da infra-estrutura de um país. Já as aplicações do capital especulativo podem provocar pânico e gerar crises econômicas que repercutem mundialmente, pois, ao menor sinal de instabilidade, podem ser transferidos de um lugar para outro, mudando o valor de moedas, papéis e ações. 10. O desenvolvimento científico e tecnológico possibilitou grande rapidez, barateamento e confiabilidade no tráfego de informações, concretizando a mundialização do mercado financeiro e comercial, bem como a uniformização dos costumes e dos padrões de consumo. Possibilita a utilização do “dinheiro eletrônico” e dos mercados computadorizados.

11. a) Computadores, telefones celulares, impressoras e televisores produzidos e descartados na América do Norte viajam centenas de quilômetros e chegam aos lixões da China. b) Resposta pessoal. Professor(a), os alunos deverão perceber que o consumo, apesar de necessário no mundo atual, pode gerar danos ambientais irreversíveis. Desta forma, tanto consumidores como produtores e legisladores têm de atuar no sentido da manutenção e melhoria da qualidade de vida, com limites ao consumo desenfreado e com o mínimo de dano ambiental.

Complementação e orientação didática
Para as questões 2a e 2b do Avalie seu aprendizado, mostrar o papel da mídia e da propaganda criando uma ansiedade por consumo. A indústria da informação é um poderoso instrumento, muitas vezes dirigindo a opinião pública e inculcando nas pessoas a importância apenas de ter, comprar e consumir. O(A) professor(a) poderá pedir aos alunos um levantamento de propagandas que induzem ao consumo por meio da desvalorização de quem não possui determinado produto. Para a questão 3b, rever o texto do relatório: “Os gastos domésticos no consumo de supérfluos podem não deixar lugar ao consumo de bens essenciais como a alimentação, a educação, a saúde, os cuidados prestados às crianças e um plano de poupança que assegure o futuro”. Para a questão 4, o Relatório do desenvolvimento humano 1997 propõe medidas para assegurar um nível adequado de consumo para todos: apoiar inovações tecnológicas que permitam aos países em desenvolvimento ultrapassar os processos industriais poluentes, atingindo padrões de consumo mais sustentáveis; melhorar a consciência pública relativa aos efeitos dos padrões atuais de consumo; estabelecer e aplicar políticas adequadas. Professor(a), para a questão 8, em relação às políticas que ajudariam a solucionar os problemas citados, incentivar a discussão das políticas internas de desenvolvimento (principalmente de incentivo à educação), a geração de poupança interna e a atuação do Estado com mais firmeza na supervisão bancária, como fatores que podem amenizar as desigualdades.

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 444)
1. b 2. c 3. a) O predomínio na internet constitui um meio de consolidar a hegemonia mundial dos Estados Unidos também nesse setor, pois dá a esse país condições de dominar a tecnologia e de estabelecer regras para o comércio eletrônico, possibilitando a expansão da cultura e dos produtos estadunidenses vendidos on-line. b) Com a criação do tecnopólo do Vale do Silício, ocorre uma revolução da microeletrônica: o uso dos computadores pessoais (PCs) se populariza, abrindo caminho para a criação e a expansão da internet. 4. e

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Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

4. Sugestões de questões para avaliação
• O que é comércio? Qual a necessidade do comércio externo atualmente? (p. 212) • Quais são os objetivos da Organização Mundial do Comércio (OMC)? (p. 212-213) • Qual o papel desempenhado no comércio internacional pelos países subdesenvolvidos de industrialização recente nos últimos vinte anos? (p. 215) • Qual o papel das megacorporações privadas no comércio mundial? (p. 215) • Quais são os principais investimentos atuais do capital produtivo? (p. 216) • O que é o comércio real, e por que já não é a melhor forma de investimento? (p. 216) • Explique o que é mercado de divisas. (p. 217) • Qual a importância da internet para a criação do comércio virtual e de uma cibereconomia? (p. 217) • Comprove por meio de dois exemplos a fragilidade dos países em desenvolvimento no mercado de capitais. (p. 217)

• reconhecer os motivos da expansão das rodovias no mundo; • analisar problemas de transporte urbano; • compreender a importância da aviação no mundo atual; • constatar a importância do turismo na economia mundial.

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Meios de comunicação; comunicação global; telecomunicações; vias de circulação; meios de transporte (terrestres, aquaviários ou hidroviários, aéreos); transporte fluvial; transporte marítimo (internacional ou de longo curso e costeiro ou de cabotagem); transporte ferroviário; transporte rodoviário; transporte aéreo; turismo; turismo ecológico ou ecoturismo; Organização Mundial de Turismo (OMT); turista.

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 227-228) Construindo conhecimento
1. a) A opção rodoviária atendia aos interesses da indústria automobilística e das grandes companhias de petróleo mundiais, que visavam ao aumento da produção e da venda de veículos motorizados movidos a gasolina e diesel. b) Resposta pessoal. É importante que os alunos apontem para o fato de que o transporte rodoviário oferece pequena capacidade de carga, requer maior consumo de combustível, depende do petróleo e tem custo mais elevado. 2. Os transportes hidroviário e ferroviário requerem menor consumo de combustível e possuem maior capacidade de carga que o rodoviário. 3. a) França (55%), Alemanha (53%) e Estados Unidos (50%). b) No Japão, o transporte hidroviário representa 42% do total de cargas, o ferroviário 38% e o rodoviário apenas 20%.

Capítulo 19 Comunicações, transportes e turismo no mundo
1. Objetivos
Neste capítulo, os temas indicados no título são tratados com o objetivo central de oferecer as bases para que os alunos sejam capazes de analisar o papel das comunicações, dos transportes e do turismo no século XXI, acelerando os contatos e possibilitando uma nova era de circulação de idéias, de cultura, de informações e de transporte de pessoas e de bens. Os alunos deverão também estar aptos a: • identificar os meios de comunicação e seu papel no intercâmbio cultural; • detectar os países que têm acesso às novas tecnologias de comunicação e detêm o controle das informações e por quê; • diferenciar meios de transporte e vias de circulação; • compreender a evolução dos transportes e sua importância no mundo atual; • comparar as finalidades da construção de vias de circulação em países desenvolvidos (integradora) e em países subdesenvolvidos (subordinada e periférica); • analisar a concentração de meios de transporte e vias de circulação no hemisfério norte; • comparar os meios de transporte em termos de sua eficiência; • reconhecer a importância e as vantagens dos transportes fluviais, os principais rios navegáveis no mundo e os fatores que permitem a navegação fluvial; • reconhecer a importância do transporte ferroviário na ocupação e na integração territorial, suas vantagens e a localização espacial das principais redes ferroviárias do mundo;

Fixando o conteúdo
4. Os alunos devem perceber que os novos meios de comunicação e de transporte (rádio, cinema, estrada de ferro e de rodagem, automóvel, avião, televisor, telefone, cabos de transmissão, satélites, computadores etc.) possibilitaram uma nova era de circulação de idéias, de cultura, de informações e de transporte de pessoas e de bens. Essas descobertas e invenções tecnológicas mudaram radicalmente o modo de vida no mundo, acelerando ainda mais o contato entre lugares e povos do mundo, alterando as características do comércio, dos transportes e dos serviços. 5. As duas maiores redes rodoviárias encontram-se nos EUA e na Índia; os países que possuem a maior extensão ferroviária são os EUA e a Federação Russa; as maiores frotas mercantes do mundo localizam-se no Japão e no Panamá.

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6. Nos países desenvolvidos predominam os meios de transporte de maior capacidade de carga e mais econômicos (ferroviário e hidroviário), ao passo que nos países mais pobres predomina o transporte de pequena capacidade de carga e menos econômico (rodoviário). 7. a) Na África as ferrovias e rodovias concentram-se no litoral. b) A distribuição das rodovias e ferrovias africanas é o testemunho da subordinação das colônias às metrópoles européias, que construíram a maioria dessas ligações para o escoamento de matérias-primas extraídas no continente até os portos, de onde estas eram transportadas por navio à Europa. 8. Resposta pessoal.

lecer sobre qualquer outra consideração, por muito justificada que esta se paute desde o ponto de vista social, político ou econômico. Tal respeito só pode assegurar-se mediante uma política dirigida à doação do equipamento necessário e à orientação do movimento turístico, que tenha em conta as limitações de uso e de densidade que não podem ser ignoradas impunemente. Além do mais, é preciso condenar toda doação de equipamentos turísticos ou de serviços que entre em contradição com a primordial preocupação que há de ser o respeito devido ao patrimônio cultural existente. PRIMO, Judite. Museologia e patrimônio: documentos fundamentais. Cadernos de Sociomuseologia, n. 15. p. 153-156. Lisboa, ULHT, 1999.

Complementação e orientação didática
O(A) professor(a) poderá trabalhar a evolução dos transportes historicamente e seu papel no mundo atual. Do ponto de vista da Geografia: apontar as mudanças provocadas na paisagem local pela construção de estradas (desmatamentos, aterros, cortes em barrancos), de túneis, de viadutos, do metrô. O(A) professor(a) poderá também comparar tempos antigos e atuais e mostrar a influência dos modernos meios de locomoção no modo de vida e no comportamento social. Ao discutir o tema turismo, é possível destacar o turismo cultural para aprofundar com os alunos a questão da preservação do patrimônio histórico mundial e brasileiro. A seguir, trechos da Carta de Turismo Cultural, documento produzido no Seminário Internacional de Turismo Contemporâneo e Humanismo, realizado em Bruxelas (Bélgica), em 1976.

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 444)
1. 2. 3. 4. b b b a) Várias razões explicam o crescimento da “indústria” do turismo: transportes cada vez mais eficientes e relativamente mais baratos, que encurtam distâncias e viabilizam o deslocamento de grandes massas de turistas; maior competitividade entre as empresas do setor (hotéis, agências de viagem etc.), que oferecem “pacotes” vantajosos aos consumidores; importância crescente do tempo dedicado ao lazer, em especial nos países de renda mais elevada etc. b) Algumas das conseqüências positivas do crescimento do turismo para os países receptores são: aumento do número de empregos, principalmente no setor de comércio e serviços; melhoria na balança de pagamentos, beneficiada pela injeção de divisas provenientes do exterior; melhoria da infra-estrutura; crescimento do intercâmbio cultural. Dentre as conseqüências negativas podem-se citar: degradação ambiental de locais sujeitos a intenso consumo turístico; especulação imobiliária, que encarece terrenos e prédios nas áreas turísticas; proliferação de atividades ilegais (prostituição, tráfico de drogas); grande alteração da vida cotidiana dos moradores, que pode inclusive resultar em ameaça a culturas locais. 5. F – F – V – F

Carta de Turismo Cultural
“O turismo é um feito social, humano, econômico e cultural irreversível. Sua influência no campo dos monumentos e sítios é particularmente importante e só pode aumentar, dados os conhecidos fatores de desenvolvimento de tal atividade. [...] O turismo cultural é aquela forma de turismo que tem por objetivo, entre outros fins, o conhecimento de monumentos e sítios histórico-artísticos. Exerce um efeito realmente positivo sobre estes tanto quanto contribui — para satisfazer seus próprios fins — a sua manutenção e proteção. Essa forma de turismo justifica, de fato, os esforços que tal manutenção e proteção exigem da comunidade humana, devido aos benefícios socioculturais e econômicos que comporta para toda a população implicada. Sem dúvida, qualquer que seja sua motivação e os benefícios que possui, o turismo cultural não pode estar desligado dos efeitos negativos, nocivos e destrutivos que acarreta o uso massivo e descontrolado dos monumentos e dos sítios. O respeito a estes, ainda que se trate do desejo elementar de mantê-los num estado de aparência que lhes permita desempenhar seu papel como elementos de atração turística e de educação cultural, leva consigo a definição, o desenvolvimento de regras que mantenham níveis aceitáveis. Em todo caso, com uma perspectiva de futuro, o respeito ao patrimônio mundial, cultural e natural é o que deve preva-

4. Sugestões de questões para avaliação
• O que são meios de comunicação e em qual século ocorreu o seu maior desenvolvimento? (p. 221) • Qual o papel dos trustes no mercado das comunicações? (p. 221) • Diferencie vias de circulação e meios de transportes. (p. 222) • Cite dois fatores que permitem a navegação fluvial. (p. 224) • Explique os tipos de transporte marítimo. (p. 224) • Qual a importância do transporte ferroviário na ocupação e integração territorial? (p. 224-225) • Explique por que entre 1940 e 1960 verificou-se mundialmente certa estagnação e até mesmo o declínio das ferrovias. (p. 224-225) • Por que o transporte aéreo se tornou um sério concorrente aos demais meios de transporte? (p. 226)

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UNIDADE

V I

DINÂMICA POPULACIONAL E URBANIZAÇÃO NUM MUNDO EM TRANSFORMAÇÃO

Na Unidade VI, os alunos compreenderão os conceitos demográficos fundamentais, as fases do ciclo demográfico, a distribuição e o crescimento da população; analisarão a estrutura etária, por sexos e profissional, da população e sua distribuição por setores de atividade; perceberão como a globalização econômica modificou a estrutura populacional criando, também, novos fluxos populacionais; compararão processos de urbanização mundial.

Capítulo 20 Conceitos demográficos fundamentais e distribuição da população mundial
1. Objetivos
Precedendo o estudo da distribuição da população mundial e brasileira, tratamos de conceitos demográficos fundamentais, como população absoluta, densidade demográfica ou população relativa, superpovoamento, taxa de natalidade e de mortalidade e crescimento vegetativo, que são fundamentais para a compreensão dos demais temas do capítulo. A partir desse estudo os alunos deverão ser capazes de: • fixar os conceitos demográficos fundamentais; • reconhecer a importância do recenseamento para a análise e o planejamento socioeconômico de um país; • identificar países populosos, pouco populosos, povoados e fracamente povoados; • discriminar os critérios utilizados para considerar uma área superpovoada; • discernir os fatores que explicam a distribuição desigual da população nos territórios; • analisar a distribuição geográfica da população no mundo.

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de população: toda a Europa Ocidental; os Estados Unidos, principalmente em sua parte leste; o Japão; o leste da China; a Índia; o sul e o noroeste da África; o leste e o noroeste da América do Sul. 3. São as áreas escuras (sem luzes). Causas históricas/econômicas: áreas de agricultura mecanizada e pecuária extensiva (pradarias norte-americanas, campanha gaúcha e pampa argentino). Causas naturais: a Floresta Amazônica, os desertos (Saara, Atacama, Kalahari, Góbi), as áreas geladas de altas latitudes (Groenlândia, Sibéria, norte da América do Norte), as áreas de altas montanhas (Andes, Montanhas Rochosas, Alpes). 4. As áreas em amarelo da imagem de satélite, por serem áreas urbanas, correspondem às áreas de maior densidade demográfica e as escuras correspondem às de menor densidade.

Fixando o conteúdo
5. O países mais populosos dos selecionados são os Estados Unidos, o Japão e Bangladesh; os menos populosos são a Bélgica e Taiwan. Os mais povoados são Bangladesh e Taiwan, os menos povoados são a Austrália, a Arábia Saudita e os EUA.

País México Estados Unidos Bélgica Taiwan Japão Bangladesh Austrália Arábia Saudita

Densidade hab./km2 48,9 29,0 332,0 597,0 339,0 845,5 2,4 8,9

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Recenseamento ou censo; população absoluta; país populoso; país pouco populoso; densidade demográfica ou população relativa; país densamente povoado; país povoado; superpovoamento; taxa de natalidade; taxa de mortalidade; taxa de mortalidade infantil; crescimento vegetativo ou natural; crescimento zero; áreas ecúmenas; áreas anecúmenas; fatores que favorecem ou restringem a ocupação humana dos territórios (físicos ou naturais, históricos e socioeconômicos); distribuição geográfica da população.

3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 234-235) Construindo conhecimento
1. Todos os continentes são visíveis na montagem feita a partir de imagens de satélite. 2. Nas áreas amarelas da imagem que são as luzes das cidades, lugares onde existe uma grande concentração

6. Porque esse conhecimento permite traçar planos e estratégias governamentais e fornece instrumental teórico para que sejam tomadas medidas de ordem prática, que variam em função de interesses políticos, econômicos e sociais. 7. a) A densidade demográfica do país A é de 348,8 hab./ km2; e a do país B é de 19,8 hab./km2. b) A taxa de crescimento anual do país A é de 2,2 ‰ ou 0,2% ao ano; do país B é de 13,7 ‰ ou 1,3% ao ano. c) O país A é populoso e densamente povoado. O país B é populoso mas fracamente povoado (baixa densidade demográfica).

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• conceituar transição demográfica e identificar as características dos países em cada fase demográfica; • perceber os motivos das variações do crescimento demográfico em cada fase e relacionar os progressos tecnológicos com a diminuição da mortalidade; • definir expectativa de vida ou esperança de vida, taxa de fecundidade ou de fertilidade e taxa de mortalidade infantil; • discutir os fundamentos das principais teorias demográficas (malthusianismo, neomalthusianismo e reformistas ou marxistas) e as políticas natalistas.

Complementação e orientação didática
Professor(a), no site http://earthobservatory.nasa.gov podem-se acessar imagens de satélites de vários locais da Terra. Outro site para ver imagens de satélites em tempo quase-real é o http://www.ghcc.msfc.nasa.gov. Ao clicar no link satellite images, a página apresentará todos os satélites geoestacionários. No final existem dois mosaicos que permitem a visualização de todo o globo terrestre.

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 446)
1. d 2. a 3. a

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Explosão demográfica; fases do crescimento populacional; transição demográfica; expectativa de vida ou esperança de vida, taxa de fecundidade ou de fertilidade; mortalidade infantil; teorias demográficas (de Malthus, neomalthusianismo e reformistas ou marxistas); política antinatalista; neomalthusianos ou alarmistas; políticas prónatalistas; migrações externas.

4. Sugestões de questões para avaliação
• O que é recenseamento e qual sua importância? (p. 230) • O que é população absoluta? (p. 230) • Quais são os cinco países mais populosos do mundo? (p. 230) • Cite exemplos de países, cidades e regiões populosos. (p. 230) • Cite exemplos de países, cidades e regiões pouco populosos. (p. 230) • O que é densidade demográfica? De que forma é calculada? (p. 230) • Diferencie as expressões povoado e populoso. (p. 230) • Cite exemplos de países e regiões densamente povoados. (p. 231) • Por que a noção de densidade demográfica por si só é um dado pouco significativo? (p. 231) • Toda área densamente povoada é superpovoada? Explique por que e cite exemplos. (p. 231) • O que é taxa de natalidade, taxa de mortalidade e crescimento vegetativo ou natural? (p. 232) • Cite dois contrastes existentes na distribuição da população pelos continentes. (p. 233)

3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 241-242) Construindo conhecimento
1. O gráfico nos mostra que quanto maior o PIB de um país, menor o número de filhos por mulher e vice-versa. Professor(a), discutir com os alunos que na realidade a situação de miséria e pobreza é a grande responsável pelo acelerado crescimento da população. O desenvolvimento e as reformas econômicas e sociais permitem a melhoria do padrão de vida, propiciando a diminuição do analfabetismo, a liberação da mulher e uma acentuada redução do crescimento populacional e da taxa de fertilidade.

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8. Não, um país pode ser densamente povoado sem ser populoso. Por exemplo, os Países Baixos, a Bélgica e Cingapura são densamente povoados, mas não são populosos. 9. Fatores que favorecem — abundância de água (os vales e os deltas fluviais), fertilidade do solo, topografia plana (planícies). Fatores que restringem — frio intenso (regiões polares); aridez do solo (desertos); elevadas altitudes e vegetação densa (florestas equatoriais). 10. As atividades industriais e de prestação de serviços costumam provocar grandes concentrações populacionais. As áreas de agricultura intensiva apresentam densidades mais elevadas em virtude de a relação trabalho/área ser maior. 11. A modernização e a revolução tecnocientífica permitiram a superação de grande parte das limitações naturais, levando a humanidade a conquistar espaços antes inabitáveis. Se a população dispuser de técnicas suficientes para superar as adversidades apresentadas pelo ambiente, a influência dos fatores naturais tende a diminuir. Assim, mesmo áreas de difícil ocupação (relevo montanhoso, desérticas, litorâneas etc.) são integradas ao processo produtivo, atraindo população e investimentos em infraestrutura (transportes, habitação etc.).

Capítulo 21 Crescimento demográfico no mundo
1. Objetivos
Prosseguindo os estudos de população, este capítulo trata do crescimento demográfico no mundo, em que se incluem as fases desse crescimento, as teorias malthusiana, neomalthusiana e reformista ou marxista. Ao final desse estudo, os alunos deverão ser capazes de: • compreender o processo de crescimento demográfico mundial, em especial após as duas guerras mundiais, quando ele adquiriu proporções assustadoras; • perceber que a grande explosão demográfica ocorreu principalmente nos países subdesenvolvidos; • caracterizar as três fases do crescimento populacional (lento, rápido e baixíssimo ou de estagnação populacional);

2. Porque ficou evidente que não se pode atribuir ao crescimento populacional a culpa pela miséria e fome de populações. O desenvolvimento econômico, acompanhado de reformas e de bem-estar social, é a fórmula para deter o crescimento populacional. A maior parte das terras agrícolas nos países subdesenvolvidos é utilizada para culturas de exportação em grandes propriedades rurais, não atendendo às necessidades de consumo da população local. O desenvolvimento científico e tecnológico no campo da agropecuária e da genética tornou possível produzir alimentos suficientes para suprir toda a humanidade. 3. Resposta pessoal. Ver seção Complementação e orientação didática.

Fixando o conteúdo
4. A transição demográfica é parte de uma teoria que explica a tendência da população mundial a se equilibrar, na medida em que diminuem as taxas de natalidade e de mortalidade. 5. a) Primeira fase: crescimento baixo com elevadas taxas de mortalidade e natalidade. Segunda fase: natalidade alta e mortalidade baixa, com elevado crescimento populacional. Terceira fase: baixa natalidade e mortalidade e crescimento populacional estagnado. b) Período de grande crescimento demográfico verificado na segunda fase do ciclo demográfico. c) Na segunda fase. 6. A taxa de fecundidade ou de fertilidade é a média de filhos por mulher em idade reprodutiva (mais ou menos dos 15 aos 45 anos). Embora diversos países subdesenvolvidos tenham reduzido sua taxa de fecundidade, em muitos deles ela chega a médias superiores a 7 filhos por mulher. Nos países desenvolvidos a taxa de fecundidade é baixa, permanecendo em torno de 1,5 filho por mulher. Muitos países apresentam taxas inferiores a 2,1 filhos por mulher, mantendo assim estabilizado o tamanho de sua população. 7. a) e b)

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ser objeto da aula de Geografia. Abre possibilidade para a explicação e o debate de temas do cotidiano dos alunos. Além da formação integrada com outras áreas, esses conhecimentos aumentam a capacidade dos alunos de determinar o seu futuro, desenvolvendo o autocuidado. Ao discutir sexualidade, é conveniente o(a) professor(a) tratar do assunto sem julgamentos, apenas decifrando as preocupações comuns na vida de todo jovem e ressaltando a importância de um desenvolvimento autônomo, de cada um decidir com maturidade sobre sua saúde e seu corpo. O(A) professor(a) deve conscientizar os alunos de que a gravidez precoce ou indesejada repercute principalmente na vida das mulheres. A gravidez deve ser decidida num momento em que a pessoa se sinta preparada e tenha condições mínimas para assumir um aumento de responsabilidades. A utilização de métodos contraceptivos é de extrema importância, como já vimos no capítulo, não só para evitar a gravidez, mas, como no caso da camisinha, para prevenir a aids e outras DSTs. O(A) professor(a) pode programar uma palestra com um(a) ginecologista para que os alunos conheçam os métodos anticoncepcionais disponíveis, saibam como funcionam e quais as vantagens e desvantagens de cada um deles. O texto a seguir é um subsídio para a discussão sobre o controle da natalidade, proposta na questão 3 do Avalie seu aprendizado.

“A reedição de Malthus
A imagem caótica dos grandes centros urbanos e a fome endêmica que atinge indistintamente as populações do campo e das cidades do Brasil têm sido usadas como argumento em favor da necessidade de o país submeter-se ao controle da natalidade. Trata-se, contudo, de um argumento falso. É a reedição da velha tese de Thomas Malthus, formulada no final do século XVIII, de que a população do mundo cresce muito mais rápido do que a produção de alimentos. Malthus recomendava que os governos negassem às populações toda e qualquer assistência (hospitais, asilos etc.), para desestimular a procriação, e propunha a abstinência sexual para diminuir a natalidade. O neomalthusianismo dos nossos dias difere da sua versão original apenas no discurso, mantendo a essência. Não se fala mais em negar assistência às populações. Porém, onde se lia abstinência sexual, lê-se esterilização em massa. A receita neomalthusiana para o problema da fome não encontra, no entanto, nenhum fundamento na história do desenvolvimento dos povos.” Retrato do Brasil, 1984, p. 100.

País I. II. III. IV.

Crescimento 3,0% –0,1% 3,7% 0,2%

Desenvolvimento Subdesenvolvido Desenvolvido Subdesenvolvido Desenvolvido

8. América Latina, Europa e África, respectivamente. 9. Não somente o aumento da população mas também o aumento do consumo agrava a pressão sobre o meio ambiente. No caso do texto, as transformações na dinâmica doméstica indicam um maior consumo de energia, eletrodomésticos, mobiliário etc. mesmo em países onde a população total não tem um aumento significativo.

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 446)
1. a) As maiores expectativas de vida encontram-se também nas seguintes regiões: Japão; Austrália e Nova Zelândia; Argentina, Uruguai e Chile. b) No Japão, a maior expectativa de vida deve-se ao crescimento industrial acelerado, que gerou a necessidade de uma revolução médico-sanitária para assegurar a manutenção da mão-de-obra. Na Argentina, Chile, Uruguai, Austrália e Nova Zelândia,

Complementação e orientação didática
Quando estudamos políticas demográficas, falamos sobre o planejamento familiar que engloba aspectos dos temas transversais Educação Sexual e Saúde propostos pelo MEC. Por exemplo, a gravidez não programada é uma realidade presente inclusive no universo do adolescente e pode

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por sua vez, o que contribuiu para elevar a expectativa de vida foram as medidas sanitárias e os programas de caráter social empreendidos para atender ao grande número de imigrantes europeus que trabalhavam nas indústrias de beneficiamento, nas regiões portuárias desses países. 2. b 3. d 4. b 5. a

balho, a Geografia de Gênero, os movimentos feministas e a construção da cidadania no mundo; • analisar e comparar pirâmides etárias e reconhecer as principais faixas etárias (jovem, adulta ou madura e velha ou senil); • comparar diferentes regimes demográficos (de população envelhecida, em fase de envelhecimento e regime demográfico jovem) e os países que se incluem nesses regimes.

4. Sugestões de questões para avaliação
• A que se refere o termo transição demográfica? (p. 237) • Que tipo de crescimento demográfico predominava até o século XVIII? (p. 237) • O que é expectativa de vida ou esperança de vida? (p. 237) • Qual a relação entre o sucesso da Revolução Industrial e a redução da mortalidade? (p. 237) • O que é taxa de fecundidade? Compare a dos países subdesenvolvidos com a dos desenvolvidos. (p. 238) • Explique os princípios da teoria de Malthus. (p. 239) • O que Malthus propunha como solução para deter o crescimento populacional? (p. 239) • Cite três críticas à teoria de Malthus. (p. 239) • Quais eram os fundamentos dos neomalthusianos? (p. 240) • Qual é o ponto de vista dos teóricos demográficos reformistas sobre o crescimento econômico? (p. 240)

2. Conceitos e temas desenvolvidos
População economicamente ativa (PEA); população economicamente inativa (PEI); população ocupada; subemprego; economia informal; desemprego; trabalho infantil; paraíso fiscal; inchação; estrutura populacional; divisão de trabalho por sexo, Geografia de Gênero; movimento feminista; cidadania; pirâmides etárias; estrutura etária (jovem, adulta e velha); regime demográfico de população envelhecida, madura ou intermediária; regime demográfico jovem.

3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 249-250) Construindo conhecimento
1. O Japão, a França e Cingapura apresentam as maiores expectativas de vida. Os dois primeiros por serem países desenvolvidos que apresentam melhores condições de vida e baixa natalidade. Cingapura pertence ao grupo de países chamados de mercados emergentes, apresentando indicadores socioeconômicos mais favoráveis. A expectativa de vida é baixa em Burkina Faso e na Nigéria, por serem países periféricos que apresentam baixo nível de vida, precárias condições sanitárias, baixas despesas com saúde e poucos médicos. 2. França 4%; EUA 5,5%; Japão 1,6%; México 16,7%; Cingapura 7%; Índia 15,6%; Nigéria 26,3%; Burkina Faso 26,6%. O México, a Índia, Burkina Faso e Nigéria apresentam elevadas taxas de crescimento vegetativo, típicas dos países subdesenvolvidos na segunda fase de transição demográfica. Os EUA, Japão, França são países desenvolvidos e já completaram todos os ciclos de transição demográfica, ocorrendo a estabilização de sua população. Cingapura tem crescimento vegetativo comparável ao dos países desenvolvidos. 3. O índice de analfabetismo (item G) é mais alto nos países periféricos, com exceção do México e de Cingapura que têm investido em educação. 4. Quanto maior a despesa de um país com saúde (quantidade de médicos e % do PNB), menor a mortalidade infantil.

Capítulo 22 Estrutura da população mundial
1. Objetivos
A estrutura da população mundial é tratada aqui em seus aspectos ocupacional, da divisão do trabalho por sexos e das pirâmides etárias. É nosso objetivo que, ao final do estudo deste capítulo, os alunos sejam capazes de: • reconhecer a importância do estudo da estrutura da população; • conceituar população economicamente ativa (PEA), população economicamente inativa (PEI) e população ocupada; • discutir a economia informal, o desemprego, o subemprego e o trabalho infantil como problemas ligados à estrutura ocupacional da população e à questão demográfica; • identificar o fenômeno da inchação urbana; • caracterizar e localizar os paraísos fiscais; • distinguir a distribuição da PEA dos países desenvolvidos da dos países subdesenvolvidos; • perceber a integração dos setores de atividades predominantes ou complementares no mundo; • constatar a estrutura etária e a porcentagem de mulheres/homens nos grupos de países; • discutir a divisão de trabalho por sexo, o papel da mulher nas sociedades e no mercado de tra-

Fixando o conteúdo
5. A existência de grande quantidade de idosos acarreta falta de mão-de-obra e elevados gastos assistenciais e previdenciários, como é o caso dos países desenvolvidos. No caso da grande quantidade de jovens, que cons-

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titui a estrutura etária dos países subdesenvolvidos, os principais problemas são os elevados investimentos em educação, formação profissional e ampliação do mercado de trabalho. 6. Por terem índices de subemprego baixo e a maior parte de seus trabalhadores possuir rendimentos fixos. 7. A taxa de desemprego entre jovens (o dobro da calculada entre adultos) é de 30% nos países periféricos, pois a maior dificuldade é encontrar o primeiro emprego. Atualmente a demanda por profissionais mais qualificados exclui do mercado muitos trabalhadores com nível de instrução baixo e, por essa razão, o investimento em educação é essencial. 8. Os países desenvolvidos ou centrais concentram a maior parte de sua população ativa no setor terciário ou no terciário e secundário. Os países subdesenvolvidos periféricos apresentam elevados percentuais da população ativa no setor primário (agricultura e extração de matérias-primas). Nos países subdesenvolvidos industrializados predomina a agricultura (primário) e os serviços (terciário), ou a agricultura e a indústria (secundário), ou, ainda, a indústria. 9. a) A participação feminina na população ativa é elevada nos países desenvolvidos ou centrais e baixa nos países periféricos, tendo sofrido significativo aumento nos países subdesenvolvidos industrializados. b) As mulheres realizam dupla jornada de trabalho (a remunerada, fora de casa, e a não-remunerada, doméstica); têm remuneração mais baixa que os homens em funções iguais e são minoria em cargos administrativos e gerenciais. 10. a) A pirâmide 1 que apresenta a base larga (grande quantidade de população jovem) e o topo estreito (pequena quantidade de idosos). b) A pirâmide 1 tem maior quantidade de jovens. A pirâmide 2 tem maior quantidade de adultos e idosos.

4. Sugestões de questões para avaliação
• Qual a importância do estudo da estrutura da população? (p. 243) • Faça a distinção entre população economicamente ativa, população economicamente inativa e população ocupada. (p. 243) • Explique o que é economia informal. (p. 243) • Fale sobre o desemprego e o trabalho infantil nos países periféricos ou subdesenvolvidos. (p. 243) • Cite duas características e três exemplos dos chamados paraísos fiscais. (p. 244) • Em que consiste o fenômeno da inchação? (p. 244) • Qual é, em geral, a porcentagem de mulheres e homens nos países do mundo? Cite exceções à regra. (p. 245) • O que são movimentos feministas? Cite exemplos de reivindicações desses movimentos. (p. 245) • O que significa Geografia de Gênero? (p. 245) • O que é pirâmide etária e que elementos a compõem? (p. 246) • Cite as características e os países que se incluem nos seguintes regimes demográficos: de população envelhecida; em fase de envelhecimento; regime demográfico jovem. (p. 247-248)

Capítulo 23 Migrações populacionais no mundo
1. Objetivos
No tratamento do tema, o capítulo começa explicando as razões das migrações, políticas, étnicas ou religiosas, naturais e econômicas, para em seguida trabalhar com os tipos de movimentos migratórios (internos e externos), a relação entre as migrações e as transformações do mundo no século XX e finalmente com as conseqüências desses movimentos. A partir do estudo deste capítulo, os alunos deverão ser capazes de: • compreender os motivos das migrações; • depreender que elas são resultado de condições econômicas estruturais e conjunturais; • conceituar imigração e emigração; • diferenciar as migrações quanto ao tempo de duração (definitivas, temporárias, por tempo indeterminado) e quanto ao espaço (internas ou nacionais, externas ou internacionais); • analisar os diversos tipos de migrações internas (intra-regional, inter-regional, sazonal ou transumância, nomadismo, peregrinação diária ou pendular, êxodo rural, commuting); • identificar as principais migrações externas (espontânea e forçada); • reconhecer as principais áreas de atração e de repulsão da população historicamente e no presente; • analisar as migrações por continentes; • perceber os motivos que levam ao processo de desterritorialização e a situação dos refugiados no mundo; • conceituar pátria;

Complementação e orientação didática
Professor(a), é um bom momento para discutir as responsabilidades e o papel dos gêneros na sociedade. O assunto deste capítulo também permite uma interface com o tema transversal Orientação sexual, dando continuidade ao assunto já tratado no último capítulo. Os alunos poderão fazer uma pesquisa sobre o papel da mulher na sociedade atual, iniciando por sua família, com um levantamento de mulheres que trabalham fora de casa e as atividades exercidas. A seguir deverão pesquisar os movimentos feministas, seus objetivos, suas vitórias e conquistas e levantar artigos de jornais que falam da violência contra as mulheres. No site http://www.geocities.com/sufragistas os alunos poderão encontrar dados sobre a história do movimento feminista, a luta pela participação das mulheres nas eleições (movimento sufragista), sobre as reivindicações atuais e sobre a violência contra as mulheres.

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 447)
1. a 2. c

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• analisar conflitos que resultam em migrações de minorias étnicas e diásporas; • entender o papel do Estado e da globalização nas migrações; • discutir a fuga de cérebros; • avaliar as conseqüências das migrações.

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Migrações (definitivas, temporárias, por tempo indeterminado, internas ou nacionais, externas ou internacionais, intra-regional, inter-regional, pendular ou diária, espontânea ou de povoamento, forçada); imigração; emigração; êxodo rural; migrações e conflitos (religiosos, étnicos/raciais); fatores estruturais; fatores conjunturais; muçulmanos; migração sazonal; transumância; nomadismo; peregrinação; commuting; commuter; transfronteiriços; áreas de atração e de repulsão da população; desterritorialização; pátria; refugiados; minoria étnica; diáspora; guetos; xenofobia; chovinismo; fuga de cérebros.

5. a) Racista e xenófoba (este último termo significa “que tem aversão a estrangeiros”). b) A falta de mão-de-obra não-qualificada levou muitos governos, até a década de 1970, a estimular as migrações. Com o aumento do desemprego e temendo a concorrência com a mão-de-obra local, os governos começaram a restringir a imigração. 6. França e Estados Unidos: por serem países desenvolvidos e, portanto, apresentarem condições mais favoráveis; Emirados Árabes Unidos (que atraem trabalhadores dos países mais pobres da Ásia): por causa da extração de petróleo; Tailândia: por ser um dos países de industrialização recente. 7. a) Resposta pessoal. b) Resposta pessoal. c) Resposta pessoal. Professor(a), veja a seção Complementação e orientação didática. 8. Alternativa a. Êxodo rural.

Complementação e orientação didática
Quanto à questão 7 do Avalie seu aprendizado, os conflitos no mundo atual são muitos, tendo como conseqüência a existência de uma grande quantidade de refugiados, de pessoas obrigadas a sair do seu país para procurar segurança em outro. Fornecemos alguns sites que podem ser acessados para obtenção de informações sobre refugiados: • http://www.cidadevirtual.pt/acnur/acn_lisboa/swr/ cx2-3.html (A Acnur — Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados — é um organismo das Nações Unidas de auxílio aos refugiados, que dá assistência a mais de 27 milhões de pessoas no mundo); • http://www.cidadevirtual.pt/cpr (Site do Conselho Português para os Refugiados, que mostra campanhas de integração de refugiados). Questão 7a: Além da manutenção das boas condições de saúde, alimentação e abrigo, os organismos de ajuda humanitária enfrentam desafios práticos: como responder eficientemente a movimentos repentinos e de grandes dimensões? Como melhorar a segurança e atender às necessidades dos refugiados? Como encaminhá-los a um novo país e a uma vida estável e produtiva? Os problemas dos refugiados são graves e difíceis de serem resolvidos somente pelas organizações humanitárias. Por outro lado, os governos de muitos países não querem arcar ou não podem suportar os custos que os refugiados representam. Questão 7b: A situação das pessoas desenraizadas é denunciada também de forma expressiva em organismos como a ONU e é motivo de preocupação por parte de organizações de segurança, como a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e a Osce (Organização para Segurança e Cooperação na Europa), de instituições financeiras, como o Banco Mundial, e de organizações regionais, como a CEI (Comunidade de Estados Independentes) e a OUA (Organização da Unidade Africana). A reintegração das pessoas ao seu lugar de origem é um grande problema, pois muitos não podem ou não querem voltar. Os organismos de ajuda humanitária colaboram com ações de assistência e encaminhamento social, na obtenção de asilo etc.
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3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 257-258) Construindo conhecimento
1. a) Medidas econômicas de desenvolvimento interno, reforço da identidade nacional e o combate ao chovinismo, ao racismo e ao ódio permitiriam a fixação das pessoas à sua terra e impediriam as migrações em massa. b) A convivência pacífica e a aceitação das diferenças evitariam migrações que ocorrem por conflitos étnicos, perseguições religiosas ou raciais. c) Resposta pessoal.

Fixando o conteúdo
2. a) b) c) d) Emigração forçada. Perseguição política. Resposta pessoal. Porque os primeiros habitantes dos quais descendem os indígenas vieram em grandes migrações da Ásia, depois vieram os portugueses, espanhóis, franceses, ingleses etc. 3. Como o próprio nome diz, migrações forçadas são as que ocorrem independentemente da vontade das pessoas, ou seja, elas são forçadas a migrar. Um dos exemplos mais conhecidos se refere ao tráfico negreiro, isto é, à transferência forçada de milhões de africanos para as Américas durante o período colonial. Outros exemplos são as migrações decorrentes de perseguições políticas, revoluções e catástrofes naturais. 4. A partir do século XVIII até a primeira metade do século XX, cerca de 60 milhões de europeus e asiáticos migraram para todas as partes do mundo, sobretudo para a América e a Oceania. Na atualidade ocorre o movimento contrário. As melhores condições estruturais dos países desenvolvidos os transformaram em áreas de atração, enquanto os países subdesenvolvidos, tradicionais áreas atrativas, são agora áreas repulsivas.

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Diversas organizações internacionais com caráter humanitário atuam em conflitos com o objetivo de fornecer assistência imediata às populações civis ameaçadas, como os Médicos sem Fronteira, a Cruz Vermelha, a Acnur. Outras organizações participam denunciando perseguições políticas e violação dos direitos humanos, como a Anistia Internacional e o Human Rigths Watch. Questão 7c: Resumimos algumas atitudes e medidas que estão sendo tomadas, que podem ser encontradas no site da Acnur já citado: exercer pressão considerável sobre os Estados, no sentido de estes intervirem em relação a crises que originam um grande número de refugiados; criação de “zonas de segurança”, como no caso do Iraque; envio de observadores dos direitos humanos ou força de manutenção da paz (Ruanda, Libéria, BósniaHerzegovina); criação de locais de refúgio seguro regionais ou regional safe heavens (asilados haitianos); criação de um tribunal para julgar crimes de guerra (ex-Iugoslávia e Ruanda).

• Faça a distinção do êxodo rural nos países desenvolvidos e nos países subdesenvolvidos em termos de suas causas. (p. 252) • Explique e exemplifique o nomadismo. (p. 252) • Explique as migrações diárias do tipo commuting. (p. 253) • Dê exemplos atuais de áreas de atração e de repulsão da população. (p. 253) • Dê a definição de pátria. (p. 255) • Cite duas características da diáspora. (p. 256) • O que significa fuga de cérebros? (p. 256)

Capítulo 24 Urbanização mundial
1. Objetivos
Começamos o capítulo trabalhando com os conceitos de urbanização e correlatos e com a base histórica desse fenômeno, a Revolução Agrícola, para depois tratarmos de sua evolução nos diferentes grupos de países, dos desequilíbrios sociais provocados, das aglomerações urbanas (conurbação, metrópole, região metropolitana, megalópole). Neste estudo, os alunos são levados a: • compreender os critérios utilizados para conceituar urbanização; • perceber a tendência mundial de aumento da população nas áreas urbanas; • identificar as condições que permitiram a passagem da sociedade rural para a urbana; • perceber os motivos que permitiram que os países se urbanizassem e distinguir os tempos e ritmos diferentes de urbanização entre os países do mundo, particularmente entre os desenvolvidos e os subdesenvolvidos; • constatar a divisão de trabalho entre cidade e campo; • identificar a tendência à terciarização das cidades no mundo globalizado e os desequilíbrios e problemas dos mundos urbano e rural atuais; • discutir os problemas do uso do solo urbano, a segregação espacial, a existência da cidade formal e da cidade informal; • conceituar as aglomerações urbanas (conurbação, metrópole, região metropolitana, megalópole); • reconhecer sítios urbanos e tipos de cidades (espontânea, planejada), e a hierarquia urbana (metrópole nacional, metrópole regional, centro submetropolitano, capital regional).

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 448)
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

1. d 2. d 3. b 4. a) Com o fim da Segunda Guerra Mundial, imigrantes provenientes sobretudo do continente africano (no qual a França possuía várias colônias) e da América Latina afluíram para a Europa, onde foram bem recebidos, uma vez que os países europeus, empenhados em sua reconstrução, utilizando-se dos investimentos provenientes do Plano Marshall, necessitavam de mão-de-obra. Na época, os imigrantes eram absorvidos em funções de baixa qualificação e não concorriam com os europeus, que assumiam funções mais qualificadas e mais bem remuneradas. b) Diversos motivos contribuíram para alterar a situação atual em relação aos imigrantes: por ter sido um dos continentes mais afetados pelo processo de automação industrial, a Europa apresenta altos índices de desemprego estrutural; as políticas previdenciárias foram adotadas largamente na Europa do pósguerra e transformaram-se em atrativo para os imigrantes; atualmente, com os índices de desemprego em alta, verifica-se uma elevação dos custos sociais, comprometendo a qualidade dos serviços oferecidos à população. Por todos esses fatores, atualmente os europeus em geral vêem o imigrante como um concorrente em relação à disponibilidade de empregos e como o “estrangeiro” que consome recursos que deveriam ser canalizados para os cidadãos. Daí nascem alguns movimentos políticos xenofóbicos presentes particularmente na França. 5. e

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Cidade; aglomeração urbana; urbanização; Revolução Agrícola; equipamentos urbanos; verticalização; terciarização das cidades; cidade global; taxa de urbanização; inchaço urbano ou macrocefalia urbana; especulação imobiliária; urbanização explosiva e anômala; especulação imobiliária; uso do solo urbano; segregação espacial, econômica e étnica; cidade formal; cidade informal; favela; conurbação; metrópole (nacional, regional); região metropolitana; megalópole; sítio urbano; situação urbana; função da cidade; origem das cidades (espontânea, planejada); rede urbana.

4. Sugestões de questões para avaliação
• Diferencie imigração de emigração. (p. 251) • Dê exemplos de fatores políticos, étnicos, naturais e econômicos responsáveis por emigrações. (p. 251) • O que são fatores estruturais e conjunturais e como podem ser responsáveis por migrações? (p. 251) • O que são migrações definitivas? (p. 251-252) • Diferencie migrações temporárias diárias sazonais de migrações temporárias por tempo indeterminado. (p. 252)

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3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 267-268) Construindo conhecimento
1. Abaixo sugerimos que o(a) professor(a) verifique alguns itens nas propostas dos alunos. Ver mais orientações na seção Complementação e orientação didática. Questão 1a: quanto ao sítio urbano, verificar se houve preocupação em localizar a cidade em terreno plano, em áreas afastadas das margens de rios e de mangues, preservando-se florestas e ecossistemas do entorno. Questão 1b: os bairros podem ter múltiplas funções ou funções especializadas. Questão 1c: os equipamentos urbanos devem ter uma distribuição equilibrada, beneficiando todos os bairros, sem exclusão ou segregação espacial. Questão 1d: verificar se os alunos propuseram transformações sociais e melhorias, em particular de ajuda às comunidades locais ou carentes da cidade, propondo a participação conjunta da sociedade civil, de associações comunitárias, do governo e de organizações não-governamentais. 2. Para a questão 1b, verificar a integração entre os bairros e a localização de áreas industriais, comerciais e residenciais. As áreas industriais devem estar localizadas de forma a não afetar o meio ambiente e a saúde da população. Para a questão 1e, verificar se todos os equipamentos atendem de forma eficiente os diversos bairros. 3. Resposta pessoal. 4. Resposta pessoal.

cesso de urbanização. Alguns desses países apresentam taxas de urbanização iguais e até superiores às de países desenvolvidos. Mas a maior parte dos países subdesenvolvidos periféricos, em virtude do predomínio das atividades primárias, apresenta baixos índices de urbanização. 10. A principal causa do crescimento das cidades se relaciona com o êxodo rural. A introdução de melhorias no campo e a fixação do homem à terra evitaria essas migrações e a pressão sobre as cidades. 11. a) Região metropolitana. b) Urbanização. c) Conurbação. d) Megalópole. e) Metrópole nacional. f) Metrópole regional. 12. Respectivamente temos as funções: comercial, industrial, administrativa, religiosa, turística.

Complementação e orientação didática
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fixando o conteúdo
5. Resposta pessoal. Professor(a), lembrar os alunos de que, em geral, as cidades não são auto-suficientes, não produzem alimentos e matérias-primas, apenas consomem ou transformam, e assim dependem do meio rural. 6. a) Resposta pessoal. Provavelmente aparecerão as palavras: ruas, edifícios, multidão, comércio, viadutos, carros, barulho. b), c) e d) Resposta pessoal. 7. As três principais aglomerações previstas em cada continente são: América: São Paulo, México e Nova York; África: Lagos, Cairo e Kinshasa; Europa: Istambul, Paris e Moscou; Ásia: Tóquio, Bombaim, Daca. 8. Resposta sugerida: A modernização no campo (mecanização, técnicas agrícolas etc.) causou o aumento da produtividade rural e diminuiu a necessidade de mãode-obra. Com a industrialização as cidades foram se tornando áreas de atração para a grande massa de trabalhadores iniciando o processo de êxodo rural e de urbanização. 9. Nos países centrais a urbanização é mais antiga e ocorreu de forma mais lenta e integrada com a área rural, já tendo atingido índices bastante elevados e, praticamente, máximos de urbanização com drástica redução da migração campo-cidade. Nos países subdesenvolvidos a recente e rápida industrialização provocou intenso êxodo rural e rápido pro-

Professor(a), o trabalho da questão 1 do Avalie seu aprendizado poderá ser proposto no final do ano como conclusão dos estudos. O objetivo é deixar que os alunos planejem uma cidade a partir das conclusões que puderam tirar durante o ano e principalmente que elaborem um plano urbano daquela que, segundo o seu imaginário, seria uma cidade ideal. Diversos países e prefeituras têm planos de melhoramentos urbanos. Os alunos poderão pesquisar o planejamento urbano proposto pela prefeitura de sua cidade para comparar com o seu. A Unesco tem vários projetos urbanos de pesquis a e ação, disponíveis (em inglês) no site http:// www.unesco.org/most.

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 449)
1. e 2. c 3. e 4. e 5. b

4. Sugestões de questões para avaliação
• O que é urbanização? (p. 259) • Explique os fatores que permitiram o processo de urbanização moderno. (p. 259) • Qual a relação entre industrialização e urbanização? Quais são os países mais urbanizados do mundo? (p. 260) • Explique a tendência à terciarização das cidades no mundo globalizado. (p. 260) • O que são cidades globais? (p. 261) • A que se refere a expressão urbanização anômala e explosiva? (p. 263) • Explique o que é a segregação espacial e caracterize as cidades formal e informal. (p. 263) • Classifique as cidades quanto ao sítio urbano. (p. 265-266) • Cite exemplos de situação urbana. (p. 266) • O que é função urbana? Cite exemplos. (p. 266) • Como se classificam as cidades quanto à sua origem? Explique cada tipo. (p. 266) • O que é rede urbana? (p. 266)

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PARTE 2 — GEOGRAFIA DO BRASIL

UNIDADE

I

A PRODUÇÃO DO ESPAÇO GEOGRÁFICO, AS REGIÕES BRASILEIRAS E O BRASIL EM UM MUNDO GLOBALIZADO

A ocupação territorial e econômica brasileira ao longo dos séculos exerceu influência na organização do espaço atual, na estrutura político-administrativa e no processo de integração. Nesta unidade, analisamos a evolução do espaço geográfico do Brasil, a partir de sua inserção no projeto colonial até a consolidação do Estado brasileiro. Definimos e caracterizamos as regiões brasileiras e as desigualdades das regiões em sua participação na riqueza do país. Situamos o Brasil no espaço globalizado a partir do entendimento de sua evolução econômica. Abordamos a nova ordem mundial e a constituição de blocos econômicos de poder para explicar a projeção do Brasil no cenário regional e no Mercosul.

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Capítulo 1 A produção do espaço geográfico brasileiro, as regiões brasileiras e o planejamento regional
1. Objetivos
Neste capítulo analisamos a formação e as características do espaço geográfico brasileiro antes e após a chegada dos europeus e sua integração no projeto global de colonização. As atuais configurações territoriais do país guardam em si sobrevivências do passado. O processo de ocupação do território pelos luso-brasileiros foi fruto de diferentes movimentos expansionistas. Analisamos neste capítulo, também, a divisão político-administrativa do Brasil. O trabalho com regiões é fundamental para o reconhecimento da diversidade natural, econômica e histórica do Brasil. A produção desigual do espaço brasileiro originou espaços diferenciados. Analisamos as divisões regionais do Brasil, levando em conta a necessidade de planejamento, e comparamos os critérios utilizados em cada uma. Além de dados estatísticos, fornecemos um panorama das regiões geoeconômicas brasileiras (Amazônia, Nordeste e Centro-Sul) e identificamos as desigualdades entre elas. Os alunos entenderão a necessidade de planejamento regional e o contexto da criação de organismos com essa finalidade, suas ações, seus problemas e fracassos.

(Meio-Norte, Sertão, Agreste, Zona da Mata); Polígono das Secas; latifundiário; indústria da seca; Centro-Sul; Sudene; Sudam; Sudesul; Sudeco; Amazônia Legal.

3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 281)
1. a) Na história do Brasil houve muitos conflitos entre culturas, principalmente entre a dos índios e a dos não-índios. A luta dos indígenas contra a dominação iniciou-se com a chegada dos portugueses ao Brasil. Alguns povos, como os tupinambás e os caetés, lutaram até sua quase dizimação; outros, como os tamoios, em sua luta de resistência, aliaram-se aos franceses inimigos dos portugueses. A guerra contra os indígenas foi desigual, pois os portugueses já dominavam a tecnologia das armas de fogo. b) Resposta pessoal. Professor(a), leia mais sobre a questão na seção Complementação e orientação didática. 2. O princípio uti possidetis é uma fórmula diplomática que estabelece o direito de um país sobre determinado território, quando a ocupação torna-se efetiva e prolongada. Com base nesse princípio, foi assinado por Portugal e Espanha, em 1750, o Tratado de Madri. 3. O Brasil é uma República Federativa porque os seus estados estão associados a um governo central mantendo, porém, sua autonomia legislativa. A República Federativa do Brasil compreende a União, o Distrito Federal, os 26 estados e os municípios. 4. Os órgãos de planejamento criados do final da década de 1950 foram: Sudene (Nordeste); Sudam (Amazônia); Sudesul (Sul) e Sudeco (Centro-Oeste). 5. O norte do estado de Minas Gerais apresenta características naturais (clima, solo, vegetação) e socioeconômicas (pobreza, estagnação econômica) semelhantes às da Região Nordeste.

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Arquipélagos econômicos; Tratado de Tordesilhas; movimentos expansionistas; princípio uti possidetis; Tratado de Madri; limites territoriais; pontos extremos; distâncias máximas; sistemas de organização político-administrativa; federação, União ou governo federal; poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário); Distrito Federal; estados; município; cidade; regionalização; economia nacional; regiões homogêneas; microrregiões; macrorregiões homogêneas; regiões geoeconômicas; Amazônia; Nordeste

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6. A divisão regional oficial baseou-se no conceito de regiões homogêneas (combinação e predominância de aspectos naturais, sociais e econômicos) e sua forma de regionalização obedece ao critério político-administrativo (nenhum estado ou território pertence a duas ou mais regiões). A divisão em regiões geoeconômicas obedece à associação de critérios geográficos e econômicos, e os limites regionais não coincidem com os dos estados.

Complementação e orientação didática
Para complementar a questão 1b, o(a) professor(a) poderá discutir com os alunos a situação dos índios atualmente. Se durante os séculos de colonização os povos indígenas sobreviventes das guerras e doenças puderam fugir à ameaça dos não-índios, dirigindo-se cada vez mais para o interior do território, no século XXI o isolamento e a preservação cultural tornam-se quase impossíveis. As comunidades indígenas perdem cada vez mais a possibilidade de sobreviver fora de um grande sistema econômico. A grande maioria já tem algum tipo de integração. Os contatos podem ser intermitentes (recebem visitas, mas preservam muito de sua cultura, como no caso dos ianomâmis); ou podem ser permanentes como, por exemplo, os povos do Xingu. Esses povos preservam em parte sua cultura, mas já dependem da cultura dos não-índios para atendimento médico ou para sua sobrevivência. Outros povos já estão bastante integrados à cultura não-indígena. Alguns povos indígenas reconhecem a necessidade de lutar por seus direitos por meio de mecanismos não-indígenas, aprendendo a língua, freqüentando escolas e até utilizando os poderes constituídos (legislação etc.).

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 450)
1. b 2. b 3. d 4. e 5. e 6. c 7. Com aproximadamente 2 milhões de km2, a Região Centro-Sul inclui não só as duas regiões mais industrializadas (Sudeste e Sul), mas também as áreas de economia mais dinâmica do Centro-Oeste: o sul do estado do Mato Grosso e os estados de Goiás e Mato Grosso do Sul. Concentrando mais de 60% da população brasileira, as maiores cidades do país e a maior parte do parque industrial e da agropecuária, essa região constitui o maior centro econômico nacional. Nela se encontram também os maiores portos e aeroportos, a maior densidade rodoferroviária, as maiores e melhores universidades e a maioria dos cientistas. Contudo, a Região Centro-Sul também apresenta graves problemas sociais, encontrados sobretudo nas grandes cidades: criminalidade, desemprego, subemprego, falta de moradias, mendicância, poluição e outros.

Capítulo 2 Brasil: globalização, nova ordem mundial e desigualdades sociais
1. Objetivos
Neste capítulo analisamos a evolução do Brasil de país agroexportador periférico a industrializado semiperiférico, buscando levar os alunos a conhecerem a posição atual do Brasil no cenário mundial, a partir dos modelos econômicos adotados, e a reconhecerem as crises econômicas, o endividamento externo e as perspectivas futuras do país. Com esse objetivo central, fornecemos aos alunos um panorama econômico do país nas duas últimas décadas do século XX, situamos a economia brasileira no processo de globalização, as conseqüências e os múltiplos desafios que esta apresenta para o país; analisamos os indicadores sociais e apontamos a importância de um crescimento que promova justiça social e seja menos vulnerável à instabilidade causada pela globalização econômica. Ao final do estudo deste capítulo, os alunos deverão ser capazes também de: • constatar as desigualdades regionais e raciais no Brasil; • compreender a importância da educação, da ciência e da tecnologia no desenvolvimento e do conhecimento do panorama educacional e de saúde no país;

4. Sugestões de questões para avaliação
• O que são arquipélagos econômicos? Cite exemplos. (p. 273) • Quais são as unidades políticas brasileiras? (p. 275) • Quais poderes representam o governo federal? (p. 275) • Cite três características do Distrito Federal. (p. 275) • O que são os municípios? (p. 275)

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Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

• O que são regiões homogêneas? (p. 276) • Analise a tabela “Dados sobre as regiões brasileiras” e aponte a maior e a menor região em área e população. (p. 276) • Que estados integram a região geoeconômica da Amazônia? (p. 277) • Cite dois problemas sociais e dois ambientais da Amazônia. (p. 277) • Por que o Nordeste constitui uma região problemática? (p. 277) • Fale sobre o clima, a vegetação, o relevo e a economia do Meio-Norte. (p. 278) • O que é e onde se localiza o Polígono das Secas? (p. 278) • Explique a indústria da seca. (p. 278) • Fale sobre o sertão nordestino: sua densidade demográfica e principais atividades econômicas desenvolvidas. (p. 278) • Quais são as principais atividades econômicas do Agreste? (p. 279) • Cite dois fatores que fazem da Zona da Mata a mais importante sub-região nordestina. (p. 279) • O Centro-Sul abrange quais áreas do país? (p. 279) • Por que o Centro-Sul constitui o centro econômico do país? (p. 279) • Quais eram as áreas de atuação da Sudene, Sudam, Sudesul e Sudeco? (p. 280) • Com a implantação do planejamento regional no Brasil, os principais problemas dessas regiões foram resolvidos? Justifique citando exemplos. (p. 280-281)

• diferenciar os dois subconjuntos do continente americano, América Latina e Anglo-saxônica; • identificar as tentativas e dificuldades de integração econômica latino-americana e as organizações criadas para tal fim; • concluir sobre as vantagens e problemas da criação da Alca (Área de Livre Comércio das Américas); • situar o Brasil no cenário regional e descrever as relações econômicas e de integração com a Bolívia, o Paraguai, o Uruguai e a Argentina; • compreender o papel do Mercosul, seus objetivos, sua importância e seus problemas. 4.

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Modelo agroexportador; modelo industrial-urbano; década perdida, modelo excludente e concentrador; moratória; Índice de Gini; analfabetismo funcional; escolaridade; escolarização; Cepal, internacionalização da economia; indigentes; IPH (índice de pobreza humana), IDH (índice de desenvolvimento humano); América (Latina, Anglo-saxônica, espanhola, portuguesa), associações de livre comércio (Alalc, Aladi, Grupo Andino, Mercosul, Nafta, Alca, Iniciativa para as Américas, Acordo do Jardim das Rosas, Comunidade Andina); Doutrina Monroe, União Européia; Cone Sul; países sul-americanos (andinos, interiores, Bacia do Prata ou Estuário do Prata); gasoduto Bolívia—Brasil; Hidrovia Tietê—Paraná; Plano Austral.

5.

6.

3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 295-296) Construindo conhecimento
1. a) A crise financeira e as incertezas do mercado. b) Os capitais especulativos podem sair de uma hora para outra, via internet, de um país, desvalorizando-lhe a moeda e ocasionando crises, desequilíbrios financeiros e instabilidade política. c) Na realidade o emprego de Carmem é provisório e precário, portanto pode ser classificado como um desemprego oculto. d) Resposta esperada: os casos dos textos 1 e 2 não são fatos isolados. Devem-se aos efeitos da globalização, que têm contribuído para aumentar o desemprego, a pobreza e a exclusão. 7.

8.

Fixando o conteúdo
2. a) Nos anos de 1973 e 1979. b) Os dois choques do petróleo ocorridos na década de 1970 acarretaram desequilíbrio na balança comercial brasileira. A elevação dos preços do petróleo ocasionou um aumento nos gastos para importá-lo, gerando saldos negativos enormes. 3. a) Brasil, Índia, África do Sul, Argentina e Tigres Asiáticos (Coréia do Sul, Formosa ou Taiwan, Cingapura e Hong Kong). Esses países experimentaram um rápido processo de industrialização no pós-

9.

guerra. Em seus territórios formaram-se grandes concentrações industriais, sem tirar-lhes a característica de áreas que geram e exportam produtos primários. b) O Estado participava da economia, gerenciando os investimentos, os empréstimos externos (endividamento) e favorecendo a entrada de indústrias estrangeiras e o aumento da produção de riquezas. Esse modelo de crescimento econômico acarretou graves conseqüências sociais, como o aumento das desigualdades na distribuição de renda, o crescimento do desemprego e do subemprego, e a urbanização desorganizada, com formação de favelas. a) Na década de 1990 o Brasil abriu-se ao capital externo e ao neoliberalismo, desarticulando setores estratégicos e conquistas econômicas e sociais. Outros países entre os chamados de mercados emergentes, como a China e a Índia, possuem um projeto de desenvolvimento centrado em políticas de interesse nacional. b) Proteção às iniciativas nacionais contra a concorrência internacional, mudanças estruturais para assegurar o desenvolvimento de atividades produtivas, superação dos desequilíbrios sociais. É um modelo excludente porque afasta a maior parte da população, exatamente os mais necessitados, dos benefícios gerados pelo crescimento econômico. É concentrador porque a maior parte da renda e da riqueza do país permanece com uma parcela muito reduzida da população (os ricos). a) A pobreza e a miséria atingem a metade da população brasileira. Na escala de desenvolvimento humano, de 1990 para 1998 o Brasil caiu do 59º lugar para o 79º . O desemprego chega a uma situação crítica e o Brasil apresenta uma das piores distribuições de renda do mundo. b) Não, pois no Brasil os índices tomados como referência pelo autor deixam a desejar. O descompasso entre o desempenho econômico e as condições de bem-estar social é muito grande. O Brasil apresenta elevada população urbana (81,2%) e é o quinto país mais populoso do mundo. Embora milhões de brasileiros vivam abaixo da linha de pobreza, sem condições de atender às suas necessidades básicas, há uma classe média numerosa, com condições para o consumo. Já nos países da Europa, em geral, o crescimento populacional é bem limitado. Nos países de mercados maduros, o consumo cresce no mesmo ritmo em que cresce a população, ou seja, lentamente. a) Os países que integram o Mercosul são: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. O Chile e a Bolívia são membros associados ao Mercosul desde 1996. b) Os principais rios formadores da Bacia Platina são: Paraná, Paraguai e Uruguai. c) O rio de maior aproveitamento hidroelétrico é o Paraná, e a maior usina hidroelétrica é a de Itaipu. d) A Hidrovia Tietê—Paraná, com 2.400 km de percurso navegável, ligando o interior de São Paulo (região de Piracicaba) à região de Foz do Iguaçu. Enquanto a União Européia é uma comunidade que, além da integração comercial de agora, pretende unir política, monetária e economicamente os países eu-

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ropeus, a Alca pretende apenas estabelecer uma zona de livre comércio nas Américas. Outra diferença é que os países integrantes da UE são mais homogêneos em nível de desenvolvimento, enquanto, entre os previstos para compor a Alca, há grandes desníveis em termos de desenvolvimento econômico e social.

Complementação e orientação didática
O objetivo operacional deste capítulo é que os alunos reconheçam que muitas situações individuais não são fatos isolados, existindo estruturas mundiais responsáveis por elas. São situações que ocorrem no universo próximo de qualquer brasileiro, sendo conveniente que os alunos façam um levantamento de pessoas suas conhecidas que vivam problemas semelhantes aos analisados nos textos 1 e 2 do Avalie seu aprendizado (p. 295), especificando como cada uma conseguiu contorná-los ou encontrar formas de vencê-los. É um bom momento para a discussão do combate à pobreza e ao empobrecimento, a partir da qual os alunos percebam que o poder público, em todas as esferas, tem um papel fundamental nesse processo e deve ser cobrado para contribuir eficazmente para essa finalidade. Mas a discussão deve levar a que se perceba que as soluções podem vir também das próprias pessoas atingidas por esse processo, com sua participação em ações comunitárias (cooperativas, mutirões) ou mesmo a partir de aptidões e soluções criativas individuais. Para reforçar a compreensão de como as relações internacionais afetam a economia nacional, o(a) professor(a) poderá pedir um trabalho de pesquisa em jornais em que o foco seja colocado sobre as condições internas do país durante o ano (crises econômicas e grau de endividamento), as reações da economia internacional em relação à brasileira, a atuação do país no cenário mundial. Os alunos poderão também fazer uma pesquisa em agências classificatórias do chamado risco Brasil. Fornecemos a seguir um exemplo de reportagem que pode ser trabalhada para maior compreensão dessa questão.

Os alunos poderão fazer um levantamento, durante o ano, da evolução da Alca, cuja data limite de concretização é o ano de 2005, pesquisando as vantagens e impactos que poderá trazer para a economia regional e para o país. Orientar para que façam uma leitura detalhada dos artigos selecionados, procurando o significado de palavras desconhecidas no dicionário, marcando o nome do jornal e do jornalista que assina cada um e a data de publicação, destaquem as principais idéias dos artigos e elaborem um texto com conclusões próprias. A etapa seguinte é a exposição para a classe ou discussão do tema, socializando as informações.

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 452)
1. a 2. d 3. b 4. a) O aluno pode citar como exemplos dessas organizações: o FMI (Fundo Monetário Internacional), o Banco Mundial, o Gatt (Acordo Geral de Tarifas e Comércio), a atual OMC (Organização Mundial de Comércio), entre outras. b) Essas organizações interferem fortemente nas políticas econômicas e sociais de países endividados, como o Brasil, tomando decisões e definindo regras. Em troca de ajuda econômica, o FMI e o Banco Mundial impõem ao Brasil, entre outras medidas, a privatização de empresas estatais e o aumento da arrecadação de impostos e taxas. Para atender a esta última exigência, e obter o chamado aumento do superávit primário, o governo brasileiro é obrigado a restringir as despesas com saúde, educação, previdência, saneamento básico etc., o que resulta em prejuízo para a população. 5. d 6. a) Um dos fatores que contribuem para classificar o Brasil como a décima segunda economia mundial é o seu PIB elevado, decorrente do crescimento industrial acentuado durante o governo militar. O chamado “milagre brasileiro”, ocorrido nesse período, permitiu um crescimento da economia nacional graças à entrada de capital estrangeiro e ao endividamento externo. As políticas econômicas adotadas, além de levar à concentração de renda, não permitiram aumento de salários, de modo a atrair novos investimentos estrangeiros. b) Ao reduzir os índices de aumento salarial, a política do “milagre econômico” provocou uma forte concentração de renda e não realizou os investimentos sociais necessários para superar as desigualdades assim criadas. 7. a 8. c 9. d 10. a) A Alca (Área de Livre Comércio das Américas) propõe o estabelecimento de um megabloco econômico, com a total eliminação das barreiras comerciais entre os países do continente americano, com exceção de Cuba. b) Por meio da Alca, os EUA pretendem expandir seu comércio com os países do continente americano, estabelecendo sua hegemonia e dificultando a ampliação dos interesses da União Européia na região. Com esse acordo, o governo estadunidense conseguiria um aumento de suas exportações e um equilíbrio de sua balança comercial, que vem se apresentando deficitária.

“Saiba mais sobre o risco-país
O chamado risco soberano reflete a percepção de segurança que os investidores externos têm em relação a um país. Esse risco é medido pelo número de pontos percentuais de juros que determinado governo tem de pagar a mais que os Estados Unidos para conseguir empréstimos no exterior. A taxa de risco de um país afeta não apenas as finanças do governo, mas toda a economia. Quando o risco soberano de um país aumenta, os títulos emitidos pelo governo ficam mais atrativos para os bancos. Em conseqüência disso, as instituições financeiras destinam uma fatia maior de seus investimentos para comprar esses títulos públicos, reduzindo os recursos disponíveis para financiar operações de crédito e investimento. A menor oferta de crédito no mercado acaba levando a um aumento das taxas de juros, o que, por outro lado, acaba freando a economia.”

Folha Online , 6 maio 2002.

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c) Antes de começar a operar a Alca, os países do Mercosul (bloco econômico que reúne Uruguai, Paraguai, Argentina e Brasil) pretendem garantir a consolidação e a expansão desse bloco. O governo brasileiro tem especial interesse nessa consolidação, pois, por intermédio do Mercosul, poderia estabelecer uma hegemonia regional antes da efetivação de um bloco continental com hegemonia dos EUA. 11. b 12. a 13. c 14. d

• O que é analfabetismo funcional? Fale sobre essa taxa nas regiões brasileiras. (p. 288) • Qual a relação entre escolarização e renda per capita? (p. 288) • De que forma a escolaridade influi nos rendimentos? (p. 288) • Fale sobre a mortalidade infantil no Brasil: compare-a com a de países desenvolvidos e entre as regiões brasileiras. (p. 289) • Quais os países-membros, os objetivos e os problemas enfrentados pela Alalc? (p. 289-290) • Diferencie a América Anglo-saxônica e a América Latina. (p. 290) • Leia o texto do quadro “A nação americana: do sonho à prática” (p. 291) e compare as idéias de Simón Bolívar com as de James Monroe. • Quais as vantagens do gasoduto Bolívia—Brasil para esses dois países? (p. 292) • Cite três objetivos do Mercosul. (p. 292) • Qual a importância da Hidrovia Tietê—Paraná para o Mercosul? (p. 294)

4. Sugestões de questões para avaliação
• Cite dois fatores responsáveis pela crise econômica brasileira no início da década de 1980. (p. 282-283) • Cite duas conseqüências da globalização para a economia brasileira. (p. 285) • Explique o que é Índice de Gini. (p. 286) • Analisando o mapa da figura 11 (O IDH dos estados brasileiros), quais estados apresentam os melhores e piores IDHs? (p. 287) • Qual a importância da ciência, tecnologia e educação para o desenvolvimento de um país? (p. 288)

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UNIDADE

II

A QUESTÃO AMBIENTAL NO BRASIL E OS ECOSSISTEMAS NATURAIS

O objetivo central desta unidade é que o aluno possa perceber que o desenvolvimento das sociedades é um processo constante de relações com os espaços físicos. O reconhecimento detalhado das características do espaço natural brasileiro (geologia, relevo, clima, bacias hidrográficas, potencial hidroelétrico, rios, vegetação) permite detectar os principais impactos ambientais provenientes da utilização deste espaço.

Capítulo 3 O relevo brasileiro
1. Objetivos
Neste capítulo caracterizamos o espaço natural brasileiro e estudamos sua história e estrutura geológica. Procuramos oferecer as bases para que os alunos: • compreendam a importância dos agentes externos (clima, rio e outros) na grande variedade de formas de relevo existente no Brasil; • relacionem a existência de altitudes modestas com o passado geológico do território e com os agentes erosivos; • reconheçam as principais classificações do relevo brasileiro (de Aroldo de Azevedo, de Aziz N. Ab’Sáber, de Jurandyr L. S. Ross e do IBGE), a importância de cada uma e constatem os avanços obtidos nesse estudo com a utilização de novas tecnologias; • identifiquem as principais unidades de relevo brasileiro (planalto, depressão e planície), sua localização e seus processos morfoestruturais.

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Agentes externos do relevo; dobramentos antigos; planaltos cristalinos; embasamento ou complexo cristalino; núcleo ou escudos (Brasileiro, das Guianas, Sul-Amazônico, Atlântico, Uruguaio-Sul-Rio-Grandense); bacias sedimentares (idade, extensão); ponto culminante; hipsometria; aerofotogrametria; estereoscópio; visão tridimensional; Projeto RadamBrasil; mares de morros; serras; chapadas; cuestas; depressão continental absoluta e relativa (periférica, marginal, interplanáltica); perfil de relevo; processos e unidades morfoestruturais; formas residuais.

3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 306-307) Construindo conhecimento
1. Aroldo de Azevedo classificou o relevo do Brasil em sete grandes unidades: quatro planaltos (das Guianas,

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Fixando o conteúdo
5. e. Não há terrenos vulcânicos, antigos ou recentes, aqui. 6. A modéstia das altitudes do relevo brasileiro decorre da inexistência de dobramentos modernos e da intensa ação erosiva que, ao longo do tempo, desgastou as áreas mais salientes. 7. Fotos e imagens aéreas fornecem informações mais precisas e rápidas, com facilidade de interpretação, diminuindo custosos e demorados levantamentos terrestres. 8. Depressão é uma superfície com suave inclinação e formada por prolongados processos de erosão. Professor(a), no Brasil só existem depressões relativas. São menos irregulares do que os planaltos e situam-se em altitudes que vão desde 100 até 500 m ou mais. Seus subtipos são: as periféricas (de forma alongada, que aparecem na zona de contato entre terrenos sedimentares e cristalinos); as marginais (margeiam as bordas de bacias sedimentares); as interplanálticas (áreas de altitude mais baixa que a dos planaltos que as circundam). 9. Planícies e Tabuleiros Litorâneos, Depressão Sertaneja e do São Francisco, Planaltos e Chapadas da Bacia do Parnaíba, Depressão do Tocantins, Planaltos e Chapadas da Bacia do Parnaíba, Depressão do Araguaia, Planície do Rio Araguaia, Depressão do Araguaia, Planalto e Chapada dos Parecis, Depressão Marginal SulAmazônica, Planaltos Residuais Sul-Amazônicos.

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 454-456)
1. c 2. e 3. d 4. a) A relação correta do perfil traçado é: 1-c, 2-b e 3-a. b) Os perfis apresentam uma direção geral noroestesudeste. No perfil 1 predominam os planaltos, e a maior parte de suas superfícies situa-se entre 500 e 1.000 metros de altitude. Os planaltos também predominam no perfil 2, mas aqui a extensão superficial em geral fica abaixo de 500 metros. No perfil 3 encontram-se os maiores desníveis altimétricos: os planaltos situam-se em torno de 500 a 3.000 metros no extremo noroeste, mas também há extensas superfícies planálticas abaixo de 500 metros.

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Central, Atlântico e Meridional) e três planícies (Amazônica, Costeira e do Pantanal). 2. Segundo Aroldo de Azevedo e Aziz Ab’Sáber, predominam os planaltos e as planícies. Segundo Jurandyr Ross, predominam os planaltos e as depressões. 3. Aziz Ab’Sáber dividiu o Planalto Atlântico em duas unidades (Planalto Nordestino, e Serras e Planaltos do Leste e Sudeste) e acrescentou à nova divisão dois outros planaltos (do Maranhão-Piauí e Uruguaio-Sul-RioGrandense), elevando para dez o número total de grandes unidades do relevo brasileiro. 4. a) Nas classificações de Aroldo de Azevedo e Aziz N. Ab’Sáber, a Planície Amazônica abrangia uma área muito maior. Na proposta de Jurandyr Ross, 95% dessa área correspondem a outras formas de relevo, como depressões (por exemplo, da Amazônia Ocidental e Marginal Norte-Amazônica) e planaltos (por exemplo, da Amazônia Oriental e Residuais SulAmazônicos). b) O Planalto das Guianas passou a ser denominado Planaltos Residuais Norte-Amazônicos e restringiuse à porção extremo-norte do Brasil. O Planalto Central foi subdividido em unidades menores. O Planalto Meridional recebeu o nome de Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná. O Planalto Atlântico (Serras e Planaltos do Leste e Sudeste, na denominação de Aziz Ab’Sáber) passou para Planaltos e Serras do Atlântico Leste-Sudeste. c) Nas classificações anteriores, o relevo brasileiro compreendia apenas planaltos e planícies. Jurandyr Ross introduziu um novo conceito geomorfológico: o de depressão. Não há terrenos vulcânicos, antigos ou recentes aqui.

Complementação e orientação didática
É muito importante conhecer o relevo e principalmente entender os mecanismos naturais e suas leis específicas para poder planejar melhor a ocupação de uma área. Os alunos poderão aprofundar o tema do capítulo com um trabalho de pesquisa. O(A) professor(a) poderá sugerir que recortem artigos de jornais sobre deslizamentos de terra em encostas de morros, que acabaram resultando em destruição e mortes, ou de inundações em planícies ou depressões, que deixaram desabrigados e causaram afogamentos. O(A) professor(a) deverá pedir aos alunos que extraiam do capítulo as definições de planaltos, planícies e depressões, e comparem os processos que originaram cada um. A partir da compreensão desses conceitos, eles poderão relacionar as formas do relevo com as catástrofes (desmoronamentos e enchentes). Os alunos devem perceber que os planaltos e as depressões resultam de processos erosivos, enquanto as planícies formam-se por acúmulo de sedimentos provenientes dos outros relevos. Deve ficar claro que a ocupação das áreas de encostas representa sempre um risco e um desafio às forças naturais, sendo importante que os alunos reconheçam que os desbarrancamentos são apenas uma resposta natural dos materiais à ação da água e da gravidade. A destruição ou erosão é maior em lugares de maior altitude, por causa da força da gravidade e da ação erosiva e velocidade das águas. Nas áreas de planície ou de depressão, os rios perdem a força. Por serem mais planas, sofrem menos a ação da gravidade. Por outro lado, são áreas de deposição ou sedimentação, estando mais sujeitas às inundações (principalmente as suas margens e várzeas). A partir dessa constatação, os alunos compreenderão que os dois processos, o de erosão e o de sedimentação, encontram-se estreitamente ligados, pois o material retirado de um lugar é depositado em outro. Compreenderão, também, que o processo natural acontece independentemente das ações humanas, mas que estas o alteram e o acentuam. Os problemas são maiores à medida que aumenta a atividade antrópica e a utilização de tecnologias. Por exemplo, a retirada da cobertura vegetal, a urbanização, a industrialização, a agricultura e a pecuária aumentam os desequilíbrios, ou melhor, obrigam a natureza a buscar um novo equilíbrio. Nos dois casos, importa discutir o sítio urbano, a maneira como as pessoas e mesmo uma cidade se instalaram num determinado relevo, e como se dá sua expansão para as chamadas áreas de risco.

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5. a) A erosão na costa de Alagoas e Pernambuco é decorrente do cultivo extensivo da cana. b) O fenômeno se verifica nos tabuleiros, forma topográfica de terreno semelhante a planaltos que em geral se interrompem abruptamente. Trata-se de uma paisagem de topografia plana, sedimentar e de baixa altitude, presente em quase toda a costa do Nordeste brasileiro. Obs.: a foto que ilustra a questão é uma falésia no litoral de Natal (RN, 2000). c) Domínio do clima tropical úmido com resquícios de Mata Atlântica. 6. d 7. a) A figura apresenta as seguintes formas de relevo: planície (incluindo a várzea do rio), platôs e encostas de planalto. b) A urbanização é dificultada nas áreas de encosta, devido à possibilidade de deslizamento, e nas áreas da várzea, por causa das enchentes. c) No decorrer da história, os assentamentos humanos desenvolveram-se nas várzeas dos rios, pois essas regiões, além de férteis e propícias ao desenvolvimento agrícola, permitiam aproveitar melhor os cursos fluviais para transporte, abastecimento hídrico e fonte de alimento (pesca).

• • • • •

com a industrialização e com a disputa pela sua exploração; discutir as privatizações das empresas de exploração mineral e das indústrias de transformação mineral; identificar os minerais mais produzidos no Brasil, as áreas produtoras, as características da produção e a participação do país no mercado internacional e interno nesse setor; analisar os principais projetos minerais e as implicações sociais, econômicas e ambientais decorrentes da obtenção desses metais; conhecer as instituições brasileiras responsáveis pela proteção ambiental; identificar as instituições que regulamentam a utilização dos recursos naturais no Brasil; reconhecer os principais problemas ambientais no Brasil: poluição atmosférica e desmatamento; relacionar saneamento básico e destino do lixo com qualidade de vida; identificar as principais formas de tratamento e destinação do lixo.

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Código de Minas; monopólio estatal; privatizações; Programa Nacional de Desestatização; indústrias de transformação mineral; Quadrilátero Ferrífero; metais pesados; Código de Águas; Código Florestal; Secretaria Especial do Meio Ambiente (Sema); Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama); Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama); Política Nacional do Meio Ambiente; áreas especiais ou áreas de conservação do meio ambiente; Programa Nacional de Florestas; poluição do ar; desmatamento; queimadas; problemas ambientais urbanos no Brasil; saneamento básico; lixão; chorume; vazadouro a céu aberto; aterro (controlado, sanitário); usina (de compostagem, de reciclagem, de incineração).

4. Sugestões de questões para avaliação
• Explique os motivos da riqueza morfológica do território brasileiro. (p. 300) • Quais agentes externos e internos mais participaram da formação do relevo brasileiro? (p. 300) • Onde se encontra a maior parte de terras altas do Brasil? (p. 301) • Cite dois fatores que fizeram com que a classificação de Aroldo de Azevedo tenha tido grande aceitação. (p. 301) • O que foi o projeto RadamBrasil? (p. 302) • Quais foram os critérios utilizados por Jurandyr L. S. Ross e sua equipe de geógrafos para classificar o relevo brasileiro? (p. 303) • Cite três planaltos classificados por Jurandyr Ross. (p. 303) • Defina depressão periférica, depressão marginal e depressão interplanáltica e cite um exemplo de cada uma no Brasil. (p. 304) • Quais critérios o IBGE utilizou para sua classificação do relevo? (p. 305)

3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 316-317) Fixando o conteúdo
1. a) b) c) d) e) f) Código de Minas de 1930 — empresas brasileiras Constituição de 1934 — capital estrangeiro Constituição de 1937 — empresas brasileiras Constituição de 1967 — capital estrangeiro Constituição de 1988 — empresas brasileiras Emenda à Constituição, de 15 de agosto de 1995 — capital estrangeiro 2. Minerais metálicos: ferro — Minas Gerais, Pará; ouro — Minas Gerais, Pará; bauxita (alumínio) — Minas Gerais, Pará; manganês — Pará, Mato Grosso do Sul. Combustíveis fósseis: petróleo — Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte; gás natural — Bahia, Rio Grande do Norte; carvão mineral — Santa Catarina, Rio Grande do Sul. 3. A partir da década de 1940, com a implantação da indústria siderúrgica de grande porte, a atividade mineradora transformou-se no principal alicerce do desenvolvimento industrial do país.

Capítulo 4 Os recursos minerais e a questão ambiental no Brasil
1. Objetivos
Este capítulo trata dos recursos minerais do Brasil, sua importância na economia nacional e a indústria da mineração brasileira, além de sintetizar os problemas ambientais e fazer um retrospecto dessa questão no Brasil: instituições e leis. Ao final do estudo deste capítulo os alunos deverão ser capazes também de: • perceber a importância dos minerais no desenvolvimento econômico do país, compreendendo que as fases da mineração e as mudanças na legislação nacional pertinente estão relacionadas

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4. a) A exploração de bauxita (minério de alumínio). As áreas assinaladas com a letra A correspondem às principais reservas do minério de ferro no país: o Quadrilátero Ferrífero (MG) e a Serra de Carajás. A letra B corresponde às principais áreas produtoras de bauxita: projetos Trombetas (Pará), AlbrásAlunorte e Alumar. b) As principais áreas produtoras de manganês são o Quadrilátero Ferrífero (MG), a Serra do Navio (AP), Marabá-Itupiranga e Carajás (PA) e Maciço de Urucum (MS). c) As principais jazidas de minerais metálicos (ferro, manganês, bauxita) estão em terrenos do escudo cristalino. É o caso das jazidas de ferro no Quadrilátero Ferrífero (MG), da Serra de Carajás (PA) e do Maciço de Urucum (MS); das jazidas de manganês da Serra do Navio (AP); da bauxita de Oriximiná (PA); da cassiterita de Rondônia. Os combustíveis fósseis (carvão e petróleo) encontram-se em bacias sedimentares ou na plataforma continental. 5. a) Sim, o desmatamento ocasionou a erosão do solo e o desbarrancamento. Certamente modificou a vida terrestre e aquática e provocou o assoreamento do rio. b) São as interações entre os vários elementos do sistema terrestre: atmosfera, oceano, massa terrestre, seres vivos. 6. Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente. 7. Os principais problemas ambientais no Brasil são: queimadas, desmatamento, poluição atmosférica, dos solos e das águas, ocupação desordenada do solo, erosão, contaminação dos rios, envenenamento das plantas, dos solos e dos animais por agrotóxicos, deterioração urbana, pobreza. 8. O desmatamento ameaça não só as florestas. Nas últimas décadas, concentrou-se principalmente no cerrado e na Floresta Amazônica. O cerrado está com apenas 3% de sua área original preservada. A situação da caatinga não é melhor. Considerada um bioma exclusivo no mundo, enfrenta séria degradação. Situada em região de baixa pluviometria, a perda da biodiversidade e a erosão do solo resultam no fracasso das lavouras, agravando a fome e os problemas sociais. 9. Os problemas ambientais das cidades brasileiras (poluição do ar, das águas, sonora e visual, lixo urbano, ocupação desordenada, esgotos a céu aberto, enchentes, moradias inadequadas, pobreza, péssimas condições de higiene pública) são portas abertas para o surgimento de novas doenças, como o estresse, e o ressurgimento de doenças ou infecções antigas e de epidemias de difícil controle, como o cólera e o dengue.

cipantes e suas nacionalidades, condições de exploração e de trabalho, previsão de esgotamento das jazidas, impactos sociais e ambientais dos projetos. O(A) professor(a) poderá pedir aos alunos um levantamento do destino do lixo na cidade, com o objetivo de comparar e levantar as desvantagens do vazadouro a céu aberto, dos aterros (controlado, sanitário) e das usinas de incineração e finalmente verificar a existência na cidade de formas mais corretas de coleta e de tratamento do lixo, como coleta seletiva e usinas de compostagem e de reciclagem, fazendo, se possível, uma visita a alguma destas.

4. Sugestões de questões para avaliação
• Explique os objetivos do Código de Minas. (p. 308) • Quem pode obter autorização para pesquisa e exploração dos recursos minerais do país? (p.309) • Quais minérios destacam-se nas exportações brasileiras? (p. 310) • Cite duas características da exploração do minério de ferro no Brasil. (p. 310) • Quais são os principais produtores de manganês no Brasil e no mundo? (p. 311, tabela) • Qual a principal utilização da bauxita e a localização da principal jazida no Brasil? (p. 311-312) • Quais são os principais produtores de cassiterita no Brasil e que grupos são responsáveis pela sua exploração? (p. 312) • Cite exemplos de entidades no Brasil criadas para cuidar da questão ambiental. (p. 313) • Cite duas leis voltadas à regulamentação o uso dos recursos naturais no Brasil. (p. 313) • Cite quatro problemas urbanos brasileiros. (p. 315) • Qual a importância do saneamento básico? Quais estados apresentam melhor e pior desempenho neste setor? (p. 315) • O que é aterro sanitário, quais são as suas vantagens e desvantagens? (p. 316) • Por que os lixões constituem grave problema ambiental? (p. 316)

Capítulo 5 Clima, hidrografia, vegetação e domínios morfoclimáticos no Brasil
1. Objetivos
Procuramos, neste capítulo, trabalhar seus tópicos a partir da abordagem dos processos responsáveis pelo clima brasileiro e pela hidrografia, as leis que os regulam, sua dinâmica e suas interações. Estudando a dinâmica do clima, os alunos estarão, também, em condições de compreender a organização das bacias hidrográficas, os regimes de seus rios e suas relações com as diferentes paisagens vegetais. Nesse estudo, os alunos terão de: • analisar os mecanismos responsáveis pela circulação das diversas massas de ar que atuam no Brasil e reconhecer sua importância, suas áreas de atuação e as instabilidades que provocam; • diferenciar os tipos de clima no Brasil e relacioná-los com as massas de ar, a pluviosidade, o relevo e a produção agrícola;

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 456)
1. e 2. a 3. b 4. a 5. d

Complementação e orientação didática
Os alunos podem fazer uma pesquisa de aprofundamento sobre os grandes projetos minerais (Quadrilátero Central ou Ferrífero, Carajás, Maciço de Urucum, Serra do Navio, Marabá-Itupiranga, Barcarena, Trombetas ou Oriximiná, Albrás-Alunorte, Caraíbas, Paragominas, Petromisa, Alumar) nos seguintes aspectos: empresas parti-

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2. Conceitos e temas desenvolvidos
Massas de ar com atuação no Brasil (Polar Atlântica, Equatorial Atlântica, Tropical Atlântica, Tropical Continental, Equatorial Continental); climas brasileiros (tropical, tropical semi-árido, subtropical úmido, equatorial, litorâneo úmido); bacias hidrográficas (principais e secundárias); Hidrovia Tietê—Paraná; impacto ambiental; Estudo de Impacto Ambiental (EIA); Relatório de Impacto Ambiental (Rima); transposição (de rios); extrativismo vegetal; biodiversidade; formações florestais (Mata Atlântica; Mata dos Pinhais ou de Araucárias; Floresta Amazônica; mata de igapó; mata de várzea; mata de terra firme ou caaetê; Mata dos Cocais); formações arbustivas (cerrado; savana; campos; caatinga); húmus; Complexo do Pantanal; vegetação litorânea; mangue; domínios morfoclimáticos ou domínios morfoclimatobotânicos; mares de morros; escarpas planálticas; coxilhas; Pampa; Campanha Gaúcha; áreas especiais ou áreas de proteção ambiental; unidades de conservação (de proteção integral e de uso sustentável); estações ecológicas; parques nacionais; reservas biológicas; reservas extrativistas; áreas de relevante interesse ecológico; biopirataria. Foto 2. Vegetação típica da Amazônia (Rio Negro, AM, 1994). c) A destruição das florestas provoca a extinção de espécies de plantas e de animais. Os solos tornamse inférteis, propensos à erosão e às enchentes alternadas por secas. O clima local pode ficar mais seco e os rios são assoreados.

Fixando o conteúdo
2. a) b) c) d) 3. a) Massa Equatorial Continental. Massa Equatorial Atlântica. Massa Tropical Continental. Massa Tropical Atlântica. A Polar Atlântica é fria e úmida, e originária do Atlântico sul. Sua influência se estende ao litoral nordestino, à Amazônia ocidental e às regiões Sul e Sudeste. b) Chuvas frontais no litoral do Nordeste; quedas de temperatura e chuvas nos estados do Sudeste; geadas e neve nos estados sulinos; friagem na Amazônia ocidental. 4. A Mata Atlântica, que cobria grande parte do litoral brasileiro, foi o primeiro recurso natural economicamente explorado no Brasil pelos colonizadores europeus, pela extração do pau-brasil. Em seguida houve a substituição da vegetação natural por monoculturas de exportação, pastagens etc. Nas regiões mais industrializadas ou de ocupação mais antiga do litoral (Nordeste, Sudeste e Sul), pouco restou da vegetação primitiva.

3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 331-332) Construindo conhecimento
1. a) A vegetação do sertão nordestino, a caatinga, é uma formação arbustiva, pois mostra predominância de ervas e arbustos. A vegetação amazônica mostra-

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OCTAVIO CARDOSO/KAMARA-KO-PULSAR

• identificar anomalias climáticas; • compreender o papel da hidrografia na modelagem do relevo; • caracterizar e distinguir formas de utilização das principais bacias hidrográficas brasileiras: Amazônica, do Tocantins-Araguaia, do São Francisco, do Paraná, do Paraguai, do Uruguai; • tomar conhecimento dos impactos ambientais provocados pelas atividades humanas nos rios e do projeto de transposição do São Francisco, seus benefícios e malefícios; • compreender a importância das florestas tropicais, sua diversidade, os motivos de sua destruição e as conseqüências dos desmatamentos; • perceber o papel que desempenham as florestas no ambiente e a importância de seu uso sustentável; • diferenciar formações florestais e arbustivas; • caracterizar as diversas formações vegetais brasileiras (Floresta Amazônica, Mata Atlântica, Mata de Araucária, Mata dos Cocais, cerrado, campos, caatinga e formações complexas e litorâneas), demonstrando como esses elementos se combinam no espaço formando domínios morfoclimáticos com características diferenciadas; • caracterizar áreas especiais ou de proteção ambiental e distinguir as unidades de conservação de proteção integral das de uso sustentável; • discutir questões como a exploração dos recursos naturais e a biopirataria no Brasil.

Foto 1. Vegetação característica do Sertão nordestino (Sobral, CE, 1998).

RICARDO AZOURY/PULSAR

da é uma formação florestal, pois nela predominam as árvores. b) Na foto 1, pelo solo arenoso, pela escassez de vegetação e pelo predomínio de cactáceas, características de uma região com pouca chuva, de clima árido. Na foto 2, a grande quantidade de árvores indica a presença de muita chuva, característica do clima úmido (equatorial, no caso).

5.

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 456)
Clima Algumas espécies vegetais Cedro, castanheira, mogno, andiroba Tipos de ocupação Pastagens, projetos agrícolas e minerais, caça e pesca predatórias Exploração madeireira, monoculturas de exportação, pastagens
1. a) O texto refere-se aos manguezais ou mangues. Obs.: a foto que ilustra a questão mostra trecho de mangue na Ilha do Cardoso (SP, 1992). b) Essas formações vegetais constituem um viveiro natural ou berçário de várias espécies marinhas, que ali podem se reproduzir e desenvolver. Além de servir de abrigo para microorganismos, os mangues têm importante papel na deposição de sedimentos, ampliando a zona litorânea e protegendo a costa contra a erosão. Atuam também como filtro biológico (natural) na purificação das águas. c) Dentre as atividades socioeconômicas que contribuem para a degradação dos manguezais incluemse: desmatamento e exploração de madeiras; pesca predatória; expansão urbana com despejo de esgotos urbano e industrial; construção de marinas e portos; realização de aterros para a construção civil; implantação de complexos industriais etc. 2. b 3. e 4. c 5. d 6. c 7. c 8. c 9. b 10. a

Floresta

Amazônica Equatorial

Mata Atlântica

Tropical úmido

Cedro, canela, ipê, jacarandá, jatobá, pau-brasil

4. Sugestões de questões para avaliação
• Que são massas de ar? Como influenciam o clima de uma região? (p. 318) • Qual a área de origem da Massa Equatorial Continental e que tipos de chuva provoca no verão? (p. 318-319) • Explique por que a diversidade climática é benéfica para o país. (p. 319) • Cite duas características do clima predominante no Brasil. (p. 319-320) • Explique as causas das secas prolongadas no Sertão nordestino. (p. 320) • Por que o Sul do país apresenta invernos rigorosos? (p. 320) • Quais são as causas supostas da ocorrência do El Niño? (p. 321) • Cite duas formas de utilização da Bacia Amazônica. (p. 322) • Leia o texto do quadro “O Rio Amazonas que não está no mapa” e responda: por que esse rio pode ser considerado o maior do mundo? (p. 323) • Qual a importância da Bacia do São Francisco? (p. 323) • Cite dois fatores que fazem a Bacia do Paraná ter lugar de destaque no cenário nacional. (p. 323) • Que países são banhados pelo Rio Paraguai? (p. 324) • Cite duas formas de degradação dos rios. (p. 324) • Explique as linhas gerais do projeto de transposição do Rio São Francisco. (p. 325) • Qual a localização da Mata dos Cocais, seu clima e as espécies vegetais predominantes? (p. 327) • Caracterize o clima e a vegetação do cerrado. (p. 327) • Cite duas características do Pantanal. (p. 328) • Qual a importância do manguezal e as conseqüências de sua degradação? (p. 328) • O que são domínios morfoclimáticos? (p. 328) • Caracterize os domínios dos mares de morros e das pradarias. (p. 329)

6. O clima tropical de altitude diferencia-se do tropical continental por ser mais chuvoso e por apresentar temperaturas mais baixas no verão e no inverno. 7. a) Cerrado. d) Pantanal. b) Caatinga. e) Manguezal. c) Campos.

Complementação e orientação didática
O(A) professor(a) poderá trabalhar com a temporalidade dos fenômenos que determinam o clima e o tempo de um local. Para esta atividade deverá pedir aos alunos uma análise de mapas ou imagens de satélite de previsão do tempo e seguir a duração dos fenômenos: quantos dias se passaram até haver mudança no tempo (chuva, geada, frio, calor e outras). A análise dos fenômenos climáticos que levam mais tempo permite entender as mudanças no ano, como as estações, e determinar padrões, como a duração e a intensidade de cada estação. Para tanto, os alunos deverão pesquisar artigos de jornal que falem sobre mudanças climáticas no planeta, como aquelas provocadas pelo El Niño, a desertificação, as glaciações, as alterações da camada de ozônio. O(A) professor(a) poderá também dividir a classe em grupos e pedir-lhes trabalhos sobre os diversos domínios morfoclimáticos brasileiros, motivando-os a reconhecer mais profundamente essas paisagens. O(A) professor(a) deverá sugerir que analisem, em um Atlas, o clima, o relevo, a vegetação, a ocupação humana de cada um dos domínios pesquisados. Os alunos poderão, então, fazer uma pesquisa da fauna e das formas de organização social que se estruturam nesses espaços, como, por exemplo, a vida na caatinga, os povos das florestas tropicais. A descoberta do funcionamento desses ecossistemas fornece condições para a compreensão dos processos que os regulam, suas leis e sua importância para a vida sobre a Terra.

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Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Mata de Subtropical Pinheiro, Indústrias de Araucárias canela, imbuia, papel e de erva-mate móveis, agricultura, pecuária

UNIDADE

III

A ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO DA PRODUÇÃO E DA CIRCULAÇÃO NO BRASIL

A globalização e a modernização do processo produtivo brasileiro explicam de que forma a era tecnológica vem alterando as atividades industriais, o comércio, as comunicações, o turismo, a agricultura, a exploração de recursos minerais, a utilização de energia e os transportes no Brasil, assuntos desta Unidade.

Capítulo 6 O espaço da atividade industrial no Brasil
1. Objetivos
Neste capítulo, estudamos a estrutura e o crescimento da indústria no Brasil, sua participação na economia nacional e situação no mundo globalizado, as atividades industriais por região e as implicações para o meio ambiente. Ao final dessa trajetória, os alunos deverão ser capazes de: • avaliar o processo de industrialização brasileira; • perceber as mudanças provocadas por essa atividade e identificar a sua participação na economia brasileira, sua estrutura e seu crescimento; • relacionar a utilização de novas tecnologias e o processo de abertura dos mercados com a exigência de novos padrões de qualidade e com a necessidade de ampliação da indústria de ponta e dos tecnopólos no país; • constatar as conseqüências desse processo no mercado de trabalho nacional e na diminuição das oportunidades; • identificar a distribuição regional da atividade industrial e sua participação por regiões e por estados no Brasil; • reconhecer os custos sociais e ambientais da industrialização acelerada no país.

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transportes, comunicações, rede bancária, centros de pesquisas) e mão-de-obra qualificada. 3. A análise do mapa permite verificar o deslocamento da oferta de novos empregos das capitais dos estados para áreas interiores. Verifica-se ainda o aumento da oferta de empregos nos estados do Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), do Centro-Oeste e do Nordeste, o que comprova a tendência de migração de indústrias para outras áreas (desconcentração). 4. O texto refere-se à Região Nordeste. As capitais mencionadas são: Recife, Salvador e Fortaleza.

Fixando o conteúdo
5. A desconcentração industrial é um processo em que as indústrias abandonam áreas tradicionais, que apresentam custos de produção elevados, em busca de localizações mais vantajosas, em geral áreas que ofereçam mão-de-obra barata, mercado consumidor expressivo, isenções de impostos, incentivos fiscais. 6. Eixos: (A) Anchieta/Imigrantes, cidades de Santos e Cubatão; (B) Dutra, cidade de São José dos Campos; (C) Anhangüera/Bandeirantes-Washington Luís, cidade de Campinas; (D) Castelo Branco/Raposo Tavares, cidade de Sorocaba. 7. a) ND; b) I; c) ND; d) C; e) ND; f) I; g) D; h) D. 8. A tecnologia ocupa lugar cada vez mais importante na produção industrial, que depende de inovações constantes e de investimentos em pesquisas científicas. Daí a necessidade de integração entre as indústrias e os laboratórios de pesquisa, o que é a característica dos centros tecnológicos. As indústrias de ponta são dinâmicas, empregam alta tecnologia, trabalho qualificado e máquinas de ajuste flexível, que possibilitam modificações rápidas no processo produtivo. Desenvolvem e fornecem produtos dos seguintes ramos: informática (computadores), telecomunicações, lasers, eletroeletrônicos, química fina, biotecnologia, tecnologia nuclear, engenharia genética, aeroespacial. 9. Alguns lugares sem indústrias, mas que são afetados por elas: florestas — extração de matérias-primas vegetais (madeiras); desertos — extração de petróleo; oceanos e mares — derramamento de petróleo, lixo industrial; zona rural — mecanização agrícola, pesticidas.

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Substituição de importações; Plano de Metas; concentração industrial; desconcentração industrial ou descentralização industrial; incentivos fiscais; guerra fiscal; tecnopólo; eixos industriais; microempresas; complexo industrial; zona industrial de livre comércio.

3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 345-346) Construindo conhecimento
1. Na Região Sul: Rio Grande do Sul e Paraná. Na Região Sudeste: São Paulo e Rio de Janeiro. Na Região Nordeste: Pernambuco e Bahia (Salvador). 2. A Região Sudeste, em particular o estado de São Paulo, apresenta forte concentração de empregos industriais. Os fatores que explicam essa concentração industrial no estado de São Paulo são: mercado consumidor amplo, boa infra-estrutura de serviços (energia,

Complementação e orientação didática
Neste capítulo, em um trabalho integrado com a disciplina de História, o(a) professor(a) poderá resgatar o processo que caracterizou o surgimento da indústria no município da escola em que leciona. Se o município em

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que o aluno reside não contar com atividades industriais significativas, o(a) professor(a) poderá fazer a pesquisa utilizando a principal cidade industrial do estado. Os alunos deverão: identificar as fases de implantação industrial, os tipos de indústrias do passado e a possível diversidade atual, os bairros em que se localizavam as primeiras indústrias e sua expansão; pesquisar até que ponto a indústria foi responsável pelo crescimento físico da cidade, pela concentração populacional e pela construção do ambiente urbano; aumento da instalação de equipamentos e infra-estrutura como portos, rodovias, meios de comunicação, comércio, escolas; fazer um levantamento do tipo e da procedência da matéria-prima utilizada pela indústria local, da poluição industrial (especialmente quando se tratar de indústria petroquímica) e dos impactos no meio ambiente provocados pela atividade que mantém. Após a pesquisa, o(a) professor(a) pode promover a discussão do tema: o papel da indústria no mundo moderno, sua importância no modo de vida das populações e os impactos ambientais que provoca.

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 458)
1. c 2. a 3. a 4. a) Os municípios procuram atrair capitais dos setores produtivos e de serviços, promovendo sobretudo políticas públicas de incentivos fiscais, obras de infra-estrutura e doação de terrenos ou isenção de taxas e impostos sobre esses. b) Ford na Bahia; Volkswagen em Resende; MercedesBenz em Juiz de Fora; Renault no Paraná etc. c) Dotação de infra-estrutura básica, de redes de comunicação e de transporte; doação de terrenos; flexibilização de leis trabalhistas e ambientais; quantidade e qualidade de mão-de-obra compatíveis com os diferentes tipos e modalidades de produção e serviços; matérias-primas a baixos custos. 5. d 6. b 7. a

Capítulo 7 A importância da energia no crescimento econômico do Brasil
1. Objetivos
Este capítulo, destinado à detecção da importância da energia no crescimento econômico do Brasil, inclui os estudos: do setor energético brasileiro; do uso preferencial da energia elétrica obtida a partir da força da água corrente; da exploração e uso do petróleo e do carvão e suas implicações na economia brasileira; das perspectivas do uso de alternativas energéticas e sua grande viabilidade no país, com enfoque especial no Proálcool. Os objetivos são de que, no final desse estudo, os alunos possam: • analisar as principais modificações ocasionadas pelo processo de urbanização e industrialização na utilização de energia (substituição de fontes tradicionais por fontes modernas) e o desenvolvimento do setor energético no Brasil; • identificar as principais usinas hidroelétricas e as bacias hidrográficas de maior aproveitamento no país; • discutir o processo de privatizações no setor energético e identificar as crises neste setor; • discutir problemas energéticos e ambientais e a relação risco-benefício das diferentes fontes de energia: petróleo, carvão mineral, energia nuclear; • identificar as áreas de produção dos diferentes tipos de energia e as formas de transporte; • analisar a necessidade de reorganização da base produtiva de energia e a possibilidade de utilizar novos materiais e tecnologias que permitam obter formas energéticas alternativas, como a biomassa; • identificar os problemas e as vantagens do Proálcool.

4. Sugestões de questões para avaliação
• Até por volta da primeira metade do século XIX, onde se concentravam as indústrias de bens de consumo no Brasil? (p. 336) • Em 1970, qual era a situação espacial das indústrias no país? (p. 336) • De que maneira a modernização dos meios de comunicação permite a desconcentração industrial? (p. 338) • Leia o texto do quadro “O trabalho e o futuro” (p. 338). Faça um resumo das principais exigências do mercado na era tecnológica. • O que é guerra fiscal? Que benefícios ou desvantagens pode trazer para uma região? (p. 338) • Explique a migração de indústrias das capitais para o interior de estados do Sudeste, do Sul e do Nordeste. (p. 338) • Que estratégias capacitam as indústrias a um nível maior de competitividade? Compare o Brasil e o Japão nesse aspecto. (p. 339) • Explique a importância em investimentos em ciência e tecnologia (C&T). Que setor é privilegiado com esses investimentos no Brasil? (p. 339)

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• Qual o papel das microempresas no mercado de trabalho? (p. 340) • Cite duas características da indústria do estado de São Paulo e duas áreas industriais. (p. 340) • Por que Cubatão transformou-se em uma área de grande degradação e poluição atmosférica? (p. 341) • Cite três pólos tecnológicos no estado de São Paulo. (p. 342) • Qual o segundo maior parque industrial do Brasil? Cite duas áreas produtoras deste estado. (p. 342) • Cite três características da indústria no Rio de Janeiro. (p. 342) • Cite os estados de maior produção industrial da Região Sul. (p. 343) • Que tipos de indústria predominam atualmente no Nordeste e quais são as principais áreas industriais desta região? (p. 343) • Explique o crescimento e a mudança na estrutura industrial da Região Norte, nas últimas três décadas. (p. 343-344)

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Fontes de energia tradicionais; fontes de energia modernas; Programa Nacional do Álcool (Proálcool); Programa Nuclear, Acordo Nuclear Brasil-Alemanha; termoelétricas convencionais; hidroelétricas; termonucleares; hidroeletricidade; aproveitamento hidroelétrico das bacias hidrográficas; usinas hidroelétricas brasileiras; apagão; Bacia de Campos; terminais marítimos; gás natural; oleodutos; gasodutos; petroquímica; carvão mineral (carvão energético, metalúrgico ou coque); termoelétricas; fontes de energia alternativas no Brasil; sumidouros de carbono; impactos ambientais; vinhoto.

3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 357-358) Construindo conhecimento
1. O esgotamento das fontes de energia fóssil e a contaminação do meio ambiente pelas fontes de energia tradicionais são alguns dos motivos para o emprego de fontes alternativas, mais abundantes e não-poluentes. No Brasil, há grande possibilidade de usar a energia da biomassa, a solar, dos ventos e dos oceanos. 2. A produção de cana-de-açúcar nas regiões é muito desigual e encontra-se altamente concentrada no estado de São Paulo. 3. Para o solo: erosão e compactação em razão do uso intensivo de máquinas agrícolas. Para os rios: contaminação por agrotóxicos e poluição por despejo de subprodutos da fabricação do álcool. Para o ar: a prática de queimadas nos canaviais provoca alta concentração de poluentes atmosféricos nas áreas onde elas se realizam e nas proximidades. 4. A expansão das grandes propriedades e da monocultura da cana-de-açúcar reduz o número de pequenas propriedades, que são as que realizam a produção de alimentos para consumo humano. 5. Vantagens — o Brasil poderia transformar-se em um dos principais fornecedores; é uma fonte renovável de energia; permite a redução da importação e da dependência do petróleo; o sistema sucroalcooleiro gera milhares de empregos diretos e indiretos. Desvantagens — impactos ambientais no solo, na água e no ar, expansão das grandes propriedades produtoras e redução do número das pequenas, que produzem alimentos para consumo humano; necessidade de subsídios do governo, corroendo as finanças do Estado.
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b) É a bacia do Rio Paraná, com aproveitamento de mais de 65,4% do potencial disponível. c) Inundação de extensas áreas com prejuízos à fauna, à flora e à população ribeirinha, que é expulsa do local ou privada de sua fonte de subsistência, com a poluição das águas e a escassez de peixes. 9. a) A política de transporte brasileira, no século XX, privilegiou a modalidade rodoviária e conseqüentemente levou à dependência do petróleo. A indústria automobilística, por sua vez, impulsionou várias outras indústrias, como: autopeças, vidros, artefatos de couro, borracha, pneumáticos, eletroeletrônica e siderurgia. b) A principal área de exploração de petróleo no Brasil é a plataforma continental da região de Campos, no estado do Rio de Janeiro. c) A dependência externa, as constantes elevações do preço internacional do petróleo, o peso da importação na balança comercial brasileira, a poluição da atmosfera, dos mares e oceanos, os derramamentos acidentais ou mesmo propositais. d) O petróleo é transferido por oleodutos ou navios petroleiros aos terminais marítimos. Os oleodutos também transportam o petróleo dos campos de produção e dos terminais às refinarias, e os derivados das refinarias aos centros consumidores. Os dutos são o meio mais seguro e econômico para transportar petróleo e seus derivados e gás natural a grandes distâncias. 10. As usinas nucleares brasileiras apresentam problemas constantes e funcionamento intermitente. Sua tecnologia está ultrapassada e não há solução para o problema do destino dos resíduos radioativos. Os riscos de acidentes oferecidos pelas usinas nucleares são altos e extremamente graves. O programa nuclear consumiu bilhões de dólares para uma produção limitada de eletricidade. Por outro lado, o país ainda dispõe de grande potencial hidráulico para ser aproveitado, e o preço do quilowatt de energia nuclear é cerca de três vezes maior que o da energia hidroelétrica.

Complementação e orientação didática
Professor(a), aqui é possível um trabalho sobre a importância da energia na vida cotidiana. Também podese orientar os alunos para uma pesquisa sobre a utilização das diversas formas de energia, desde a muscular e animal, ou das rodas d’água que moviam os antigos engenhos, até o funcionamento das modernas usinas. O(A) professor(a) poderá pedir um trabalho sobre a construção das grandes centrais hidroelétricas para que os alunos possam entender a importância dos rios para a vida humana, como funcionam as turbinas, o papel dos lagos formados pelas barragens como reservatórios de energia potencial. É importante que discutam até que ponto uma usina hidroelétrica representa progressos para a região onde é construída, lembrando a possibilidade de construção de eclusas para a navegação e de irrigação para a agricultura. Por outro lado, os alunos devem verificar os prejuízos implicados, como a remoção da população ribeirinha, geralmente pobre, e de comunidades indígenas. Outro aspecto importante a ser considerado é o represamento de extensas áreas, com a submersão de ecossiste-

Fixando o conteúdo
6. c. A água. 7. a) As duas fontes modernas de energia mais consumidas no Brasil são a hidroeletricidade e o petróleo. b) Quanto mais desenvolvido é um país, tanto maior é o consumo de energia. O consumo per capita de energia reflete o poder aquisitivo da população. 8. a) Porque o Brasil dispõe de grande potencial hidráulico e da tecnologia necessária à implantação de usinas hidroelétricas.

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mas, fazendas, pastagens, cidades e patrimônios culturais, como sítios arqueológicos, e também os prejuízos para a vida aquática, incluindo o problema da migração dos peixes para reprodução (piracema), a acumulação de algas que alteram as características ambientais aquáticas. Um bom exemplo de estudo de caso é a construção prevista de diversas usinas no Rio Tocantins (Serra Quebrada, Lajeado, Cana Brava, Peixe, Ipueiras e Tupiratins) ou no Rio Xingu. Como conclusão dos trabalhos em torno desse tema, o(a) professor(a) poderá promover uma discussão em classe sobre a proveniência da energia na cidade.

• Explique duas causas da crise de energia no Brasil. (p. 351) • Que são terminais marítimos? Cite dois exemplos no Brasil. (p. 353) • O que é petroquímica? (p. 353) • Quais são as principais causas da pequena produção carbonífera nacional? (p. 354) • Diferencie o carvão energético do metalúrgico. (p. 354) • Cite duas desvantagens da utilização de energia nuclear para o Brasil. (p. 355) • O que é o Proálcool e qual sua finalidade? (p. 356)

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 460)
1. a) A partir da análise dos gráficos, pode-se perceber o declínio do consumo de lenha como fonte de energia primária; o aumento e o predomínio da energia hidráulica; a gradativa utilização de produtos de canade-açúcar (bagaço, álcool combustível) como fonte de energia; o aumento do carvão mineral e a diminuição do consumo de outras fontes de energia. b) As diversas mudanças ocorridas na produção e no consumo de energia primária devem-se tanto a fatores externos, como a crise do petróleo, quanto ao modelo de desenvolvimento adotado no país. Entre os fatores internos, destacam-se a intensa urbanização e industrialização do Brasil no período, a substituição do tipo de transporte, que deu prioridade ao rodoviarismo (com alto consumo de petróleo e álcool combustível), além dos avanços técnico-científicos que possibilitaram o melhor aproveitamento de alguns recursos, como o potencial hidráulico dos rios brasileiros, por exemplo. Graças à energia hidráulica foi possível substituir alguns derivados de petróleo (óleo diesel) na geração de energia elétrica e no setor industrial. A produção e o consumo de álcool combustível, por sua vez, foram incentivados e intensificados principalmente pelo Proálcool, para enfrentar a crise do petróleo. O bagaço de cana é utilizado para geração de energia elétrica no próprio local das usinas alcooleiras. 2. b 3. d 4. d 5. e 6. d 7. c

Capítulo 8 A atividade agropecuária no Brasil
1. Objetivos
No estudo da atividade agropecuária no Brasil, temos como objetivos centrais caracterizar a agricultura brasileira, as transformações na produção e suas conseqüências. Para tanto, é importante começar trabalhando com a questão da estrutura fundiária, que tem gerado êxodo rural e violência no campo, em conseqüência da luta pela terra. Em seguida, trabalhamos com a organização do espaço agrário no Brasil, mostrando as faces da modernização, as mudanças nas relações de trabalho no campo, em que enfocamos os pequenos produtores, o trabalho infantil e o trabalho assalariado. Passamos para a abordagem da produção agropecuária brasileira e terminamos com a relação entre agricultura, meio ambiente e solos. Nesse estudo, procuramos fazer com que os alunos possam, ao final: • discutir os problemas da agricultura, com a noção de que problemas como a fome não decorrem da falta de alimentos nem de terras para produzi-los, mas da estrutura de organização agrária, herança do sistema colonial e de políticas que não têm alterado essa situação; • analisar a estrutura fundiária brasileira e as desigualdades que gerou ao longo da história; • compreender os motivos do êxodo rural e a situação dos migrantes; • analisar a violência no campo, a luta pela terra, os movimentos sociais no campo e os processos que caminharam em direção à reforma agrária; • identificar as transformações modernizadoras do ciclo produtivo, a integração da agricultura com a indústria; • entender as características da modernização da agricultura: as mudanças nas relações de trabalho no campo, os tipos de produtores rurais, a concentração do trabalho infantil no setor agrícola, a relação entre a grande propriedade e os trabalhadores rurais; • discutir as modificações nas relações de trabalho no campo; • diferenciar a intensidade da modernização agrícola por áreas, produtos e produtores; • identificar os principais produtos agropecuários e as áreas de produção;

4. Sugestões de questões para avaliação
• Exemplifique as fontes tradicionais de energia e as modernas. (p. 347) • Quais são os setores que mais utilizam energia no Brasil? (p. 347) • Diferencie as usinas geradoras de eletricidade: termoelétricas convencionais, hidroelétricas e termonucleares. (p. 348) • Observe o mapa das “Principais usinas hidroelétricas do Brasil” (p. 349), e cite as principais usinas em potência no Brasil, indicando em que rios e estados se localizam. • Quais são as principais usinas do seu estado? • Cite três usinas localizadas na Bacia do Paraná e três na do São Francisco. (p. 348 e 350) • Caracterize a Bacia Amazônica quanto ao potencial e ao aproveitamento. (p. 350) • Cite dois argumentos a favor e duas desvantagens da privatização do setor elétrico. (p. 350-351)

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• localizar áreas de criação de gado; • discutir a utilização de novas tecnologias como a transgenia; • avaliar o grau de interferência ambiental da agricultura (nos solos e no clima) e formas mais adequadas de cultivos.

Fixando o conteúdo
5. Poucos com muita terra: a tabela mostra que apenas 1% dos estabelecimentos (propriedades) com mais de 1.000 ha ocupa quase 40% da área agrícola total. Pertencem aos grandes proprietários ou latifundiários. Muitos com pouca terra: cerca de 89% dos estabelecimentos (pequenas e médias propriedades) ocupam 20% da área agrícola do país. 6. Esses nomes referem-se aos trabalhadores temporários, sem vínculo empregatício. Eles vivem em condições precárias na periferia de pequenas ou médias cidades. Normalmente são contratados por intermediários (gatos, no Sul do país; cabos-de-turma ou contratantes, no Nordeste), que os transportam de caminhão para os locais de trabalho. São adultos e crianças, de ambos os sexos. 7. Clima — embora seja cada vez menor a influência dos fatores naturais na produção agropecuária, o Brasil apresenta diversos tipos climáticos, o que permite grande diversidade da produção agrícola. O problema da desertificação em zonas áridas, semi-áridas e subtropicais atinge a agropecuária, impedindo a produção em vastas áreas. Solo — O solo massapê e o terra-roxa são considerados os melhores do Brasil. O massapê foi o responsável pelo sucesso da economia açucareira nordestina. O solo terra-roxa foi o responsável pelo sucesso da produção cafeeira paulista e paranaense. Uma característica marcante da agricultura brasileira é o uso inadequado e irracional do solo, relativamente em grande proporção. Política agrícola — A ausência de uma política de fixação das pessoas à terra leva pequenos agricultores familiares a abandonar suas atividades agrícolas. A política de oferta de subsídios, incentivos e isenções impulsionou o crescimento da agricultura, mas intensificou a concentração fundiária, aumentando o êxodo rural e a violência. Estrutura fundiária — O monopólio da terra por uma minoria privilegiada impediu grande parte da população de ter acesso à terra e ao processo de desenvolvimento do país. A concentração fundiária sempre foi um dos maiores problemas agrários do país, sendo causa de conflitos pelo acesso à terra e de violência no meio rural. 8. a) Biotecnologia (uso integrado da bioquímica, da microbiologia e da engenharia química), engenharia genética (que trabalha com organismos vegetais e animais geneticamente modificados), zootecnia (técnicas de criação e aperfeiçoamento de animais domesticados), mudanças nos ciclos vegetativos e no desenvolvimento animal, concentração de plantas por área, controle de pragas e doenças, automatização da adubação e do plantio, irrigações programadas, calagem, correção dos solos. Com o desenvolvimento da transgenia (transferência controlada de genes), foi possível realizar a melhoria genética. b) Problemas ambientais, como a devastação de florestas, a contaminação do solo, das plantas e das águas por agrotóxicos, a compactação do solo pelo uso de máquinas agrícolas pesadas. Os cultivos transgênicos podem contaminar cultivos vizinhos.

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Áreas agrícolas; estrutura fundiária; latifúndio; minifúndio; subaproveitamento da terra; culturas de alimentação básica ou de subsistência; êxodo rural; Estatuto da Terra; reforma agrária; assentamentos; fronteira agrícola; posseiro; grilagem; Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); terras devolutas; Lei de Terras; insumos; industrialização da agricultura; processo “sanduíche”; oligopólios; defensivos agrícolas; agropecuária intensiva; agropecuária extensiva; modos de exploração da terra; exploração direta; exploração indireta (parceria, arrendamento, ocupação); agricultura familiar; trabalhador assalariado (permanente e temporário); colono; bóias-frias; empreitada; empreiteiro; Lei de Biossegurança; Projeto Genoma; solo (massapê, terra-roxa); desertos verdes; culturas tropicais e de áreas temperadas; desertificação.

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3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 370-371) Construindo conhecimento
1. A Região Norte é a fronteira agropecuária recente. A Região Centro-Sul (excetuando-se o estado de Mato Grosso) e o litoral do Nordeste são as fronteiras agropecuárias mais antigas (consolidadas). 2. As regiões Sudeste e Sul (principalmente os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul) e áreas restritas do Centro-Oeste (sudeste de Goiás e centro-sul do Mato Grosso do Sul) e do Nordeste (Zona da Mata) apresentaram crescimento predominantemente por meio de modernização. As regiões Norte, Nordeste (exceto o litoral) e Centro-Oeste (exceto o estado de Mato Grosso do Sul) e o norte do estado de Minas Gerais apresentaram crescimento em geral por meio de incorporação de novos espaços. 3. As várias transformações modernizadoras na agropecuária (mecanização, adubação química, pesquisa, financiamento) acarretaram grande aumento de produtividade. 4. Elevado nível de modernização: utilização de capitais e estreitos vínculos entre a indústria e a agropecuária; agricultura direcionada para os produtos de exportação e para as matérias-primas industriais; preço da terra elevado e altos índices de ocupação da área dos estabelecimentos (baixa ociosidade das terras); Baixo nível de modernização: predomínio da agropecuária extensiva (tradicional) com baixos rendimentos e voltada para o mercado interno; terra com preço relativamente baixo e elevado índice de ociosidade; predomínio da finalidade especulativa sobre a finalidade produtiva da terra; baixo nível de integração da indústria com a agricultura.

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Complementação e orientação didática
O(A) professor(a) poderá pedir aos alunos que montem um mural sobre o tema “Diversidade de paisagens rurais brasileiras”, coletando fotos de revistas ou jornais rurais. O objetivo desse trabalho é constatar mudanças na paisagem geradas pelos diferentes processos agrícolas e comparar as transformações produzidas por grandes lavouras monocultoras (que utilizam tecnologia, métodos científicos de plantio) com as produzidas em pequenas propriedades familiares (com cultivos de alimentação básica). O(A) professor(a) poderá também pedir aos alunos pesquisas sobre as relações de trabalho no campo, os movimentos sociais, a cultura rural: festas (rodeios, da colheita), músicas (sertaneja e outras) e danças.

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 461)
1. d 2. a) Os “sem-terra” são citados pelo autor como exemplo do “persa”, ou seja, do outro, do diferente, daquele que incomoda as instituições. b) O Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) é reconhecido internacionalmente como um dos mais importantes movimentos sociais da América Latina. Originou-se no Sul do país e sua principal estratégia de luta pela terra consiste na ocupação de terras improdutivas ou devolutas. c) Na sociedade brasileira atual, há inúmeros exemplos de “persas”: negros, indígenas, moradores de rua, favelados, enfim, todas as minorias. 3. a) A partir da análise da tabela, é possível perceber que o mercado europeu, representado pela União Européia, e o mercado asiático respondem pela importação de mais da metade dos produtos agropecuários do Brasil. b) Em comparação com as exportações brasileiras de produtos industrializados, as exportações de produtos agropecuários do Brasil para os outros três países do Mercosul (Argentina, Uruguai e Paraguai) são bem reduzidas. 4. c 5. c 6. c 7. b

Capítulo 9 Comércio, comunicações, transportes e turismo no Brasil
1. Objetivos
Optamos aqui pelo estudo integrado do comércio, das comunicações, dos transportes e do turismo, atividades que apresentam um grande desenvolvimento no Brasil e estão bastante interligadas. Falamos sobre o papel de cada uma dessas atividades e suas características na fase de globalização econômica. São também objetivos desse capítulo: • reconhecer a importância do comércio externo no desenvolvimento econômico do Brasil; • identificar os principais produtos exportados e importados e os parceiros comerciais do Brasil; • reconhecer o papel do Mercosul no comércio brasileiro; • analisar as características e a importância das comunicações, da informatização e da economia virtual no Brasil; • relacionar a expansão das ferrovias com a cafeicultura; • identificar e comparar os transportes ferroviário e rodoviário no Brasil;

4. Sugestões de questões para avaliação
• O que é estrutura fundiária? (p. 360) • O que são latifúndios? (p. 360) • O que são minifúndios? Em geral, o que produzem? (p. 360) • Cite dois problemas dos pequenos agricultores familiares. (p. 361) • Analise as condições estabelecidas na Lei de Terras. (p. 361) • Quais metas foram estabelecidas pelo Estatuto da Terra? (p. 362) • Leia o quadro “Reforma agrária e desenvolvimento” (p. 362) e responda: o que é reforma agrária e como pode contribuir para a redução da pobreza? • Diferencie a ocupação de terras pelo posseiro (p. 361) da apropriação de terras por meio de grilagem. (p. 362)

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• Que são terras devolutas? (p. 363) • Explique o processo sanduíche na agricultura. (p. 363-364) • O que são oligopólios? Cite exemplos na agricultura brasileira. (p. 364) • A que se deve o crescimento da produção agropecuária no Brasil, a partir da década de 1980? (p. 364) • Quais são as vantagens e desvantagens do uso de defensivos agrícolas? (p. 364) • Cite duas características da criação de gado intensiva e duas da extensiva, no Brasil. (p. 365) • Explique os modos de exploração direta e indireta da terra e suas modalidades. (p. 365) • Cite duas mudanças provocadas pela modernização da agropecuária nas relações de trabalho. (p. 365-366) • Em que consiste o sistema de empreitada, quais as suas vantagens para o trabalhador e para o proprietário agrícola? (p. 366-367) • Cite três produtos de destaque da agricultura brasileira. (p. 367) • Explique por que as regiões que mais produzem alimentos não são, necessariamente, as que menos sofrem com a fome. (p. 368) • Explique dois objetivos do Projeto Genoma. (p. 369) • O que é o deserto verde e que problemas acarreta? (p. 369) • Cite dois produtos da agropecuária de áreas tropicais e de áreas temperadas do Brasil. (p. 370) • Por que e em que áreas está ocorrendo desertificação no Brasil? (p. 370)

• discutir a decadência do transporte ferroviário, a política rodoviária e os interesses da indústria automobilística no Brasil; • conhecer os tipos e a importância dos transportes aquaviários, os principais portos brasileiros e o movimento de mercadorias; • localizar os corredores de exportação; • perceber as potencialidades turísticas do território nacional.

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Mercados emergentes; mercados maduros; comércio externo brasileiro; substituição de importações; exportações brasileiras; Mercosul; importações brasileiras; evolução da balança comercial brasileira; principais parceiros comerciais do Brasil; comércio interno brasileiro; mercado de trabalho brasileiro; comércio informal; população subempregada; economia informal; empresas varejistas; empresas atacadistas; Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel); cabos ópticos; comércio eletrônico ou virtual; Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA); Fepasa (Ferrovias Paulistas S.A.); política rodoviarista; Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT); concessões; pedágios; transportes urbanos; transporte informal ou clandestino; pólos exportadores; corredores de exportação; Infraero (Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária); turismo no Brasil.

6. Corredores de exportação são áreas dotadas da infraestrutura necessária (transporte, armazéns, centros de beneficiamento) ao escoamento da produção entre as regiões produtoras e os portos exportadores. Permitem a rapidez no escoamento da produção, redução nos custos de transporte e maior competitividade com os países concorrentes. 7. a) O território brasileiro apresenta excelentes condições naturais para o turismo: grande diversidade de ecossistemas e de paisagens, uma das maiores costas litorâneas do mundo, praias tropicais disponíveis ao lazer o ano todo. b) Aumento do consumo e da produção de bens e de serviços, e principalmente a geração de empregos. c) O ecoturismo é bastante importante, pois, para que funcione, exige a proteção de áreas e ecossistemas naturais. Além disso, traz renda ao país ou à região onde se desenvolve.

Complementação e orientação didática
O(A) professor(a) poderá abordar o aspecto da qualidade dos transportes urbanos, os deslocamentos de pessoas que residem em lugares distantes do trabalho, explorando especialmente o conceito de cidadania, propondo discussões sobre melhorias e soluções para problemas e acidentes de trânsito, superlotação dos meios de transporte urbano. O trecho a seguir dos Parâmetros Curriculares Nacionais (Brasília, Ministério da Educação e do Desporto, 1998) fornece mais subsídios ao(à) professor(a):

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 381-382) Construindo conhecimento
1. Resposta pessoal. Professor(a) ressaltar que muitas manifestações folclóricas também estão desaparecendo no Brasil. 2. Resposta pessoal. Temas possíveis: problemas do adolescente, planejamento familiar, paz mundial, drogas, guerras, violência e muitos outros. 3. Resposta pessoal. Professor(a) é importante que o aluno perceba a necessidade do desenvolvimento de sociedades culturalmente diversificadas e o papel do Estado como promotor de políticas que respeitem explicitamente a diferença cultural e valorizem expressões populares que contribuem para a identificação do indivíduo com sua história e tradições.

“A velocidade e a eficiência dos transportes e da comunicação como novo paradigma da globalização
Como as ferrovias, rodovias, sistemas de navegação fluvial ou marítima, na busca da superação das distâncias, integraram mercados e diferentes economias e aceleraram o fluxo das pessoas? Superar a barreira dos mais íngremes relevos e conquistar e dominar a atmosfera com a aviação fez com que os grandes oceanos se transformassem em verdadeiros lagos. Todo esse progresso técnico esteve associado aos conhecimentos da pesquisa meteorológica, geomorfológica, hidrográfica, oceanográfica, cartográfica, etc. O estudo dos transportes poderá ser realizado dentro da perspectiva de uma micro e macroescala de espaços. É possível citar como exemplo de microescala os estudos dos diferentes módulos de transporte no interior do espaço das cidades, tais como automóvel, metrô, ônibus, caminhões, até um simples elevador. Nesse enfoque, pode-se procurar estabelecer uma análise crítica das diferenças entre as políticas públicas voltadas para o transporte individualizado e coletivo e como se remetem ao espaço geográfico, procurando avaliar o desempenho dessas ações como resposta à demanda de transportes pela população.

Fixando o conteúdo
4. A decadência do transporte ferroviário no Brasil deveu-se: à concorrência do transporte rodoviário; ao fato de as ferrovias não integrarem as regiões (direcionavam-se quase sempre no sentido interior—litoral); à falta de estrutura e de investimentos para atender com rapidez e eficiência a nova realidade industrial do país. 5. Rodovias Rio—Bahia e Régis Bittencourt (BR-116), que interligaram as regiões Nordeste, Sudeste e Sul; Rio— Belo Horizonte—Brasília (BR-40); São Paulo—Belo Horizonte—Brasília (Rodovia Fernão Dias, BR-50); Brasília—Belém (BR-10); Brasília—Cuiabá (BR-70) e outras.

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4. Sugestões de questões para avaliação
• Cite dois exemplos e duas características dos países conhecidos como mercados emergentes. (p. 372) • Explique por que o processo de industrialização substitutiva de importações não conseguiu libertar o Brasil da dependência externa. (p. 372) • Cite duas dificuldades do Brasil para inserir-se no mercado exportador. (p. 373) • Cite dois produtos industrializados e dois primários exportados pelo Brasil. (p. 373) • Quais são os principais parceiros comerciais do Brasil? (p. 373) • Explique por que as transações comerciais do Brasil com o Mercosul foram abaladas no final da década de 1990. (p. 373-374) • Cite cinco produtos importados pelo Brasil. (p. 374) • Por que tem ocorrido expansão do comércio informal no Brasil? (p. 374) • De que modo a cafeicultura contribuiu para o desenvolvimento do transporte ferroviário no Brasil? (p. 375-376) • Cite três problemas do transporte urbano no Brasil. (p. 378) • Cite dois problemas do transporte marítimo no Brasil. (p. 378-379) • Cite os três portos mais importantes do Brasil. (p. 379) • Por que o transporte aéreo é pouco utilizado no Brasil? (p. 380) • Que tipo de pessoas são consideradas turistas? (p. 380) • Cite três cidades turísticas brasileiras e as condições que apresentam. (p. 380)

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 463)
1. No gráfico estão destacados dois períodos distintos da balança comercial brasileira. No primeiro, situado entre 1976 e 1982, a balança apresentou-se deficitária em decorrência da enorme elevação dos preços do petróleo importado, subseqüente aos choques de 1973 e 1979. Para garantir o fornecimento de petróleo e o próprio crescimento econômico do país, o governo brasileiro contraiu vultosos empréstimos, elevando a dívida externa de aproximadamente 22 bilhões de dólares em 1975 para 91 bilhões em 1984. O fim da crise energética, o aumento da exportação e a diminuição da importação caracterizam o segundo período, posterior a 1982. Contudo, os saldos positivos na balança comercial destinaram-se sobretudo ao pagamento dos juros da dívida externa, a qual, em 1986, situava-se em torno de 105 bilhões de dólares. 2. a 3. c 4. a) Com a industrialização empreendida ao longo do século XX (conhecida como industrialização tardia), o Brasil transformou-se num país emergente, como

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Na perspectiva de análise que essa escala permite, pode-se também contemplar estudos sobre a malha e o sistema viário das cidades. Como exemplo, a hierarquia das vias e os respectivos fluxos, o papel dos automóveis na definição de valores socioculturais, chegando mesmo a associar-se à definição das novas edificações. Nas grandes cidades, gradativamente vendem-se mais espaços para os automóveis do que moradia para as pessoas. Isso explica o fato de que morar em prédios de apartamentos com três ou quatro garagens define status. A estrutura do sistema viário e a ideologia do transporte individual são elementos altamente comprometedores da qualidade de vida das cidades. Congestionamentos, em vias inadequadas para um fluxo crescente, o aumento indiscriminado do transporte individual. Mais uma vez esses fatores estimulam a ampliação da pesquisa nas áreas afins, tais como estudos atmosféricos, energia, tecnologias construtivas de mecânica e motores. O tema dos transportes urbanos permite elaborar com os alunos atividades altamente criativas em relação ao seu cotidiano e às cidades, desde as facilidades obtidas com o automóvel no transporte porta a porta, os complicados congestionamentos que geram estresse no cotidiano das grandes metrópoles, como também explicar a política dos transportes em decorrência da prioridade dos transportes individuais sobre os coletivos. No plano da macroescala deve-se pensar em trabalhar com os alunos as integrações inter-regionais e continentais, procurando analisar não somente as reduções no tempo e espaço das distâncias, aproximando estas localidades, como também o aumento e melhoria técnica das condições e eficiência na capacidade de carga dos seus diferentes módulos.”

o México e a Argentina. A partir do governo de Juscelino Kubitschek deu-se prioridade à instalação de grandes parques industriais, principalmente de empresas multinacionais, como as montadoras estadunidenses e européias. Aliadas ao mercado de petróleo, tais empresas incentivaram e financiaram programas governamentais para construir rodovias capazes de integrar o território nacional e estimular o comércio. Dentre elas, se incluem a Belém— Brasília, a Transamazônica e as rodovias litorâneas BR-116 e BR-101. b) Das cinco grandes regiões do IBGE, é a Região Sudeste que apresenta a maior concentração urbanoindustrial, a maior aglomeração populacional e o melhor mercado do Brasil e da América Latina. 5. a 6. b 7. a) O aluno pode citar, na área assinalada (o estado de Minas Gerais), várias cidades com grande potencial turístico: Ouro Preto, Mariana, Congonhas do Campo, Tiradentes, São João Del Rey, entre outras. b) O povoamento e o desenvolvimento econômico dessa área ocorreram principalmente durante o período do ciclo do ouro, no século XVIII.

UNIDADE

IV

DINÂMICA POPULACIONAL NO BRASIL

Nesta unidade fornecemos um perfil da população brasileira — formação, crescimento, estrutura, distribuição no território e principais problemas demográficos — além de estudos sobre as recentes tendências de urbanização e migração no Brasil.

Capítulo 10 Distribuição da população, crescimento demográfico e estrutura da população brasileira
1. Objetivos
Neste capítulo, descrevemos o grande crescimento populacional no Brasil e suas causas (participação da migração e do crescimento vegetativo). Apresentamos o perfil da população brasileira e as fases do ciclo demográfico. Trabalhamos com as estruturas etária, por sexos e produtiva, a distribuição da população ativa por setores de atividade e a participação da mulher no mercado de trabalho. Listamos abaixo outros objetivos deste capítulo: • reconhecer o perfil da população brasileira e as fases de seu ciclo demográfico, especialmente a da transição; • explicar a distribuição irregular da população no Brasil e analisar suas causas históricas e geográficas; • constatar a estrutura etária e a porcentagem de mulheres/homens no Brasil; • discutir a divisão de trabalho por sexo, o papel da mulher na sociedade e no mercado de trabalho e a construção da cidadania no Brasil; • analisar as pirâmides etárias brasileiras e reconhecer as principais faixas etárias (jovem, adulta ou madura e velha ou senil); • analisar o regime demográfico brasileiro; • constatar o tamanho médio da família brasileira e relacionar com a renda média. • identificar e discutir as políticas demográficas adotadas no Brasil e os seus motivos.

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des de 2000 há muitas diferenças: a do Brasil, apesar de apresentar um estreitamento na base e um ligeiro alargamento no ápice, ainda indica elevada natalidade e grande número de jovens e adultos; na pirâmide do Japão há um estreitamento maior da base (menor número de jovens) e um alargamento significativo do corpo ao ápice. 2. No Japão, o estreitamento da base e as irregularidades no corpo estão relacionados à rápida redução da natalidade após 1948 (início do controle oficial da natalidade) e aos efeitos das duas guerras mundiais. No Brasil, a diminuição da base é explicada pela queda da natalidade nas últimas décadas. 3. As pirâmides representativas dos países subdesenvolvidos são chamadas de pirâmides de “países jovens”, já que apresentam base larga (elevada proporção de jovens) e topo estreito (baixa proporção de idosos). A base da pirâmide brasileira começa a se estreitar (número menor de jovens) e apresenta aumento da proporção de idosos (topo mais largo), aproximando-se assim, mesmo que modestamente, das que representam os países desenvolvidos, chamadas de pirâmides de “países velhos”.

Fixando o conteúdo
4. A condição do Brasil como ex-colônia de exploração e a conseqüente dependência econômica criaram a necessidade de contato com o mundo exterior e a concentração das principais atividades produtivas (agricultura, indústria e outras) e da urbanização na parte oriental (litoral) do país. 5. A tendência foi de diminuição do crescimento anual da população. Essa redução, que passou de 2,4%, entre 1971 e 1980, para 1,9%, entre 1980 e 1991, e 1,6% entre 1992 e 2000, ocorreu em conseqüência da queda das taxas de natalidade. 6. Primeira fase: caracterizada por elevadas taxas de natalidade e mortalidade, originando baixo crescimento populacional. O Brasil saiu dessa fase no início do século XX. Segunda fase: caracterizada por elevadas taxas de natalidade e declínio das taxas de mortalidade, gerando grande crescimento populacional. O país atingiu o auge dessa fase na década de 1950, quando a taxa de crescimento populacional aproximou-se de 3% ao ano. Terceira fase: caracterizada por baixas taxas de natalidade e de mortalidade, gerando reduzido crescimento populacional, estagnação e até mesmo taxa negativa de crescimento. O Brasil está realizando sua transição demográfica, ou seja, saindo da segunda fase e entrando no terceiro período de evolução demográfica, no início do século XXI. Por volta do ano 2050, estará completando o seu ciclo demográfico.

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Distribuição geográfica da população; migrações externas; crescimento natural ou vegetativo; política demográfica, políticas natalista e antinatalista no Brasil; idade mediana; razão de sexo; inchação; hipertrofia do setor terciário; empreguismo.

3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 393-394) Construindo conhecimento
1. A pirâmide etária do Japão em 1920 é equiparável à do Brasil em 1980: ambas apresentam a base larga (grande quantidade de jovens) e o topo estreito. Nas pirâmi-

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7. Taxa de fecundidade ou de fertilidade é o número médio de filhos nascidos vivos que cada mulher tem ao longo do seu período reprodutivo (mais ou menos dos 15 aos 45 anos). A queda na taxa de fecundidade é uma das principais características da transição demográfica brasileira. Ela caiu de 6,2, em 1940, para 2,3 em 1999. 8. a) A necessidade de mão-de-obra (numerosa e barata) para sustentar o crescimento industrial e a preocupação em povoar os vazios do interior do país (Centro-Oeste e Amazônia) serviram de estímulo à política natalista ou populacionista. b) Desde a segunda metade da década de 1960, o governo já incentivava e apoiava programas de controle de natalidade. A partir da década de 1970, os pesados investimentos exigidos pelo acelerado crescimento populacional levaram-no a adotar uma política demográfica do tipo antinatalista. 9. As principais alterações foram a diminuição do porcentual de jovens e o aumento do porcentual de adultos e idosos. A redução das taxas de natalidade, o aumento da expectativa de vida, a queda das taxas de fecundidade (média de filhos por mulher) foram os fatores que acarretaram alterações na estrutura etária da população brasileira. 10. a) Em 2000 a taxa de homens era de 49,2% e a de mulheres, 50,8%. b) A razão fundamental de haver mais mulheres está na maior mortalidade dos homens (acidentes, doenças, violência urbana), seguida pela emigração. 11. De 1940 a 2000, em virtude da progressiva mecanização do trabalho no campo, houve o êxodo rural, com os trabalhadores rurais buscando meio de sobrevivência nas cidades, onde passaram a ocupar postos nos setores secundário e terciário. Na década de 1990, a automação nas indústrias provocou a redução de trabalhadores no setor secundário e a expansão do setor terciário, principalmente na economia informal. 12. Na última década do século XX, segundo o IBGE, a situação da mulher brasileira começou a se modificar: seu grau de escolaridade, seu poder aquisitivo e sua renda média aumentaram; diminuiu a defasagem entre o seu salário e o do homem.

25,6% dos domicílios têm uma mulher como referência. Outros fenômenos que explicam o crescimento das mulheres como pessoa-referência são divórcios e separações, ou o simples abandono, além de mães solteiras. Um terceiro fator é que as mulheres vivem bem mais do que os homens. Muitas ficam viúvas e passam a ser a referência familiar. O censo revelou que um terço das mulheres responsáveis pelas famílias tem mais de 60 anos. O fenômeno das mulheres responsáveis por domicílios é tipicamente urbano. Estão localizados em cidades 91,4% dos domicílios com responsáveis do sexo feminino. Em 26 capitais, o índice de famílias comandadas por mulheres supera a média nacional.” TEREZA, Irany e LEAL, Luciana Nunes. O Estado de S. Paulo, 8 mar. 2002.

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 464)
1. b 2. c 3. c 4. d 5. e 6. a) Durante muito tempo, a remuneração do trabalho feminino no Brasil foi encarada apenas como renda complementar. A tradição patriarcal e machista determina valores menores para a mulher quando esta exerce a mesma função que o homem. Os custos sociais determinados pela legislação trabalhista, como o salário-maternidade e a licença-gestante, costumam ser evocados para explicar os baixos salários pagos às mulheres. b) A maior oferta de mão-de-obra decorrente da incorporação da mulher no mercado de trabalho masculino termina ocasionando uma redução dos salários, uma vez que, para ser empregada, a mulher tem de se submeter a salários mais baixos. Essa incorporação também acarretou uma diminuição das taxas de natalidade e maior politização da mulher nas áreas urbanas. 7. d
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

4. Sugestões de questões para avaliação
• Quais são as regiões mais populosas e menos populosas do Brasil? (p. 384) • Explique três fatores econômicos responsáveis pela ocupação do interior do Brasil. (p. 385) • Que regiões do Brasil constituem um vazio demográfico? (p. 385) • Cite, no Brasil, os dois estados mais populosos, os dois menos populosos, os dois de maior densidade e os dois de menor densidade. (p. 385) • Quais são as variáveis que interferem no crescimento populacional de um país? (p. 386) • Explique o ritmo relativamente lento do crescimento populacional brasileiro no período 18721940. (p. 386) • Dê as características demográficas do Brasil (período demográfico, natalidade, mortalidade, crescimento médio). (p. 387) • Cite duas mudanças recentes na estrutura etária da população brasileira. (p. 388) • O que se entende por idade mediana? (p. 388)

Complementação e orientação didática
Professor(a), é um bom momento para discutir as responsabilidades e o papel dos gêneros na sociedade. Sugerimos o apoio do texto a seguir para um debate entre os alunos.

O novo perfil da mulher brasileira
“Elas são maioria no país, têm vida média mais elevada do que os homens e assumem cada vez mais o comando das famílias. Os números atestam: a nova mulher brasileira desempenha um papel cada vez mais importante na sociedade. [...] O aumento do número de mulheres chefes de família não reflete apenas emancipação feminina. No Nordeste, por exemplo, é conseqüência também da migração de homens para outras regiões, em busca de emprego. É entre as famílias nordestinas que está a maior proporção de chefes mulheres — são 25,9%. Muito perto está o Sudeste, onde

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• Explique o termo razão de sexo. (p. 389) • Como se explica a redução da população ativa no setor primário, no Brasil, a partir da década de 1940? (p. 391) • O que significa inchação ou hipertrofia do setor terciário? (p. 392) • Cite três dificuldades enfrentadas pelas mulheres no mercado de trabalho brasileiro. (p. 392) • Em geral, quais são os problemas enfrentados pelas famílias chefiadas por mulheres de baixa escolaridade? (p. 393)

dernização do campo e de industrialização urbana (êxodo rural); • diferenciar migrações inter-regionais de migrações intra-regionais e descrever as principais; • perceber as novas tendências que orientam os fluxos migratórios; • avaliar as causas e proporções do êxodo rural no Brasil e suas conseqüências.

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Miscigenação; mestiços ou pardos; ideologia do branqueamento; guerra justa; Serviço de Proteção ao Índio (SPI); Fundação Nacional do Índio (Funai); Estatuto do Índio; política indigenista; projetos governamentais de colonização da Amazônia; demarcação de áreas indígenas; entidades de defesa dos índios; situação jurídica das terras indígenas; posse; usufruto; terra indígena; índios (aculturados, não-aculturados, isolados); brancos (atlanto-mediterrâneos, germanos ou teutões e eslavos); negros (sudaneses e bantos); discriminação; democracia racial; racismo; política de não-discriminação ativa; Lei de Cotas; comunidades remanescentes de quilombos; períodos imigratórios; leis de imigração; Lei de Cotas da Imigração; dekasseguis; brasiguaios; região emigratória; região imigratória; migrações (inter e intra-regionais); marcha para o oeste; êxodo rural de causas repulsivas; transumância no Brasil.

Capítulo 11 Etnia e migrações populacionais no Brasil
1. Objetivos
Neste capítulo trabalhamos com o tema título fazendo inicialmente um apanhado geral da formação étnica da população brasileira para, na seqüência, tratarmos dos componentes étnicos — o indígena (histórico, situação atual e política indigenista); o branco (participação, origens); o negro (origens, discriminação e desigualdades, distribuição geográfica e contribuições) —, do histórico e causas da imigração, da passagem do Brasil de país imigratório a emigratório e finalmente das migrações internas no território nacional (migrações inter e intra-regionais, êxodo rural e transumância). Nessa trajetória, pretendemos que os alunos sejam capazes de: • distinguir as três matrizes étnicas básicas formadoras da população brasileira e sua fusão, que constitui grande diversidade; • entender a situação atual dos índios a partir do processo histórico de extermínio e as lutas que vêm mantendo para preservar suas tradições; • discutir as políticas indigenistas em relação à sua cidadania e seu direito à terra; • reconhecer a diversidade e a procedência da população branca, a predominância e os tipos de grupos europeus; • compreender a situação da população afro-brasileira, relacionando-a às raízes históricas de sua formação a partir do projeto colonial, seus principais grupos de origem, a discriminação a que esteve e está sujeita, as desigualdades sociais que enfrentam e sua distribuição geográfica; • distinguir os períodos imigratórios no Brasil, seus contextos históricos e econômicos; • explicar as causas do segundo período imigratório e identificar onde se fixaram os principais grupos de imigrantes, nesse período, e sua atividade principal; • identificar a onda expansionista migratória nas áreas de fronteira; • caracterizar os principais grupos de imigrantes, suas atividades e suas dificuldades de adaptação e inserção nos novos lugares; • compreender a conjuntura que levou o Brasil a passar de país imigratório a país emigratório, detectando causas desse processo e as direções tomadas pelos emigrantes; • relacionar o elevado grau de mobilidade espacial da população aos ciclos econômicos, à política de ocupação do interior do país e ao processo de mo-

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3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 407-408) Construindo conhecimento
1. Nos Estados Unidos, prevaleceu o sistema de segregação oficial herdado do escravagismo. No Brasil, mesmo após a abolição, foram grandes os obstáculos enfrentados pelos afro-brasileiros na conquista de espaços. Desempregados e excluídos do processo de desenvolvimento econômico e social do país e com poucas oportunidades, os afro-brasileiros, ao lado de outras camadas (mulatos, índios), engrossaram a imensa parcela de marginalizados. 2. Os afro-brasileiros não tiveram condições de incorporar-se ao novo modelo de desenvolvimento socioeconômico. Atividades antes exercidas por eles (manufatureiras e artesanais) passaram a ser exercidas pelos imigrantes, que tinham mais conhecimentos técnicos. 3. Em ambos os casos há a intenção manifesta de instaurar justiça social nas relações de trabalho, mas a política de não-discriminação é passiva, contentando-se em proibir aos empregadores qualquer prática discriminatória no recrutamento, emprego e promoção dos trabalhadores (medidas incitantes à não-discriminação), enquanto a da affirmative action pretende-se uma forma de não-discriminação ativa, convidando explicitamente os empregadores a recrutarem funcionários em grupos sociais considerados desfavorecidos. 4. a) e b) Respostas pessoais. Ver seção Complementação e orientação didática.

Fixando o conteúdo
5. A acentuada redução do porcentual de negros no Brasil no período 1800-1880 decorreu principalmente da

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diminuição de sua entrada no país (proibição do tráfico negreiro) e da elevada mortalidade entre eles. O aumento do porcentual de mulatos decorreu da intensa miscigenação entre brancos e negros. O aumento do porcentual de brancos teve como causa principal a imigração. 6. a) Índios isolados são os que têm pouco contato com a sociedade, fogem dos não-índios e abrigam-se em refúgios de difícil acesso, como matas fechadas e regiões montanhosas. Os aculturados adotam muitos costumes dos não-índios, freqüentam escolas, vestem-se, falam português e utilizam objetos industrializados e tecnológicos, como rádios, relógios e, alguns, até aviões. b) Esses povos não deixam de ser índios, pois têm um modo característico de vida, uma história e uma identidade, e preservam suas tradições e costumes. Toda a sociedade (e muitas vezes o próprio governo) é responsável pela transformação da cultura indígena. Ver seção Complementação e orientação didática. 7. Comunidades remanescentes dos quilombos são descendentes de escravos que fugiam dos maus-tratos de seus senhores e se refugiavam em quilombos. Essas comunidades localizam-se principalmente nos estados da Bahia, Pará e Maranhão. 8. a) Por exemplo, a crise econômica iniciada na década de 1970 transformou o Brasil de um país tipicamente imigratório em emigratório, e milhares de brasileiros foram para países desenvolvidos em busca de melhores condições de vida. b) Os principais movimentos migratórios internos no Brasil decorreram, principalmente, do desenvolvimento das regiões ligado aos ciclos econômicos (cana-de-açúcar, mineração, borracha e café) e do processo de industrialização (êxodo rural). O desenvolvimento da Europa após a Segunda Guerra provocou uma reorientação dos fluxos migratórios dos europeus. Assim os emigrantes europeus passaram a preferir os países de maior prosperidade econômica de seu próprio continente. 9. a) Países desenvolvidos, como os EUA, o Japão e os da Europa. b) Com a globalização da economia e a expansão do comércio, muitos países desenvolvidos têm requisitado trabalhadores especializados (executivos, administradores, especialistas em informática e comércio, pesquisadores), que deixam seus países em busca de melhores salários. c) Os dekasseguis em geral entram legalmente no Japão, mas comumente enfrentam condições de vida e de trabalho árduas e sofrem problemas de adaptação num país distante, de cultura muito diferente. Os brasiguaios enfrentam problemas como excesso de burocracia, cobrança de taxas e impostos etc. 10. Se, por um lado, o aumento de investimentos em infra-estrutura e equipamentos urbanos é fator de atração populacional, por outro, o aumento populacional demanda mais recursos em infra-estrutura. É um círculo vicioso: os diversos setores de atendimento às necessidades da população urbana (escolas, hospitais, saneamento básico, moradias, empregos) não crescem na mesma proporção que a população e as cidades se transformam em um verdadeiro caos.

Complementação e orientação didática
Este capítulo tem estreita conexão com outras disciplinas, como História e Sociologia. Pelo que estudamos, vemos que ainda é um grande desafio para o século XXI a convivência entre os povos e a aceitação da diversidade cultural. O(A) professor(a) pode trabalhar temas de ética, de pluralismo cultural e de cidadania, incentivando o respeito ao outro e às diferenças, fazendo os alunos perceberem o drama daqueles que têm de abandonar o lugar de origem em busca de melhores condições de vida, deixando para trás lembranças, construções, família, relações com as pessoas e com o lugar. Para a questão 4a de Avalie seu aprendizado, os alunos devem mostrar ter compreendido que, para diminuir as desigualdades raciais, não bastam as políticas de nãodiscriminação passiva. Para a questão 4b: Argumentos a favor — os afro-brasileiros, excluídos do processo de desenvolvimento econômico e social do país, têm poucas oportunidades, pois, ao lado de outras camadas (mulatos, índios), engrossaram a imensa parcela de marginalizados; a educação é importante recurso para enfrentar as desigualdades sociais e econômicas, pois uma pessoa com acesso a livros, escola e cursos pode concorrer de igual para igual no mercado de trabalho. Argumentos contra — somente as camadas de excluídos teriam privilégios, os outros grupos sociais teriam de ingressar na universidade por seus próprios méritos; toda essa situação poderia trazer novos preconceitos aos beneficiários das cotas. Para complementar a questão 6b, o(a) professor(a) poderá pedir uma pesquisa sobre os índios do estado em que vivem os alunos. Poderá também trabalhar com a sociodiversidade e com o modo como diferentes segmentos sociais (remanescentes de quilombos, comunidades indígenas e caiçaras, imigrantes europeus e asiáticos, guetos ou segregação espacial urbana) convivem no país: localizar suas comunidades, pesquisar a manutenção de suas raízes (língua, religião, conhecimentos, danças, vestuário); descobrir seus modos de sobrevivência diante da sociedade nacional e da possível destruição de seu modo próprio de vida. Os alunos deverão pesquisar as manifestações culturais de origem européia, africana, indígena, asiática e sua influência nas paisagens brasileiras (construções, arquitetura, agricultura, artesanato, materiais utilizados). Encerrar o trabalho colocando algumas perguntas para discussão: • Como essas comunidades coexistem com o sistema econômico e político nacional? • No caso indígena, seria útil um maior acesso às informações, conhecimentos técnicos e científicos do mundo moderno? • Quanto às outras comunidades, até que ponto deveriam manter intactas as suas tradições? • Existe algum movimento organizado (luta pela terra, defesa dos povos indígenas ou de minorias) dessas comunidades? • Que contribuições trouxeram para a nossa cultura (arte, religião, comida, habilidades, conhecimento do meio ambiente)?

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Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 465)
1. Historicamente, o negro tem sido vítima de inúmeras discriminações na sociedade brasileira. O modelo escravagista que predominou durante grande parte de nossa história não promoveu políticas sociais para a inserção dos negros na sociedade. Ainda hoje os negros costumam receber salários menores para exercer funções equivalentes. Ao disputar uma vaga, perdem para o branco, mesmo quando possuem melhor formação profissional, e são discriminados no próprio local de trabalho, tendo dificuldades de ascender a postos superiores. 2. e 3. c 4. b 5. a 6. a 7. b 8. a

Capítulo 12 A urbanização brasileira
1. Objetivos
O capítulo explica o processo de urbanização no Brasil, iniciado a partir de 1532, com a fundação da Vila de São Vicente, no litoral paulista, para chegar ao seu intenso crescimento nas últimas décadas do século XX, com a formação de conurbações, e à tendência de desmetropolização, com a transferência de indústrias e empresas do setor de serviços para cidades do interior e capitais de estados menos densas. Nesse estudo os alunos devem ser levados a: • explicar esse processo relacionando-o à industrialização e ao capitalismo, e constatar as transformações que operou no meio rural; • comparar o Brasil com outros países e identificar as conseqüências da rápida urbanização dos países subdesenvolvidos; • analisar o processo de urbanização no Brasil, a localização das primeiras cidades e os surtos de urbanização; • diferenciar cidades espontâneas de cidades planejadas; • questionar os critérios utilizados para se classificar o urbano e o rural; • identificar a população urbana por regiões; • perceber de que forma as concentrações urbanas geraram as metrópoles, e identificar e caracterizar este processo no Brasil; • entender o fenômeno da desmetropolização e do novo ciclo de urbanização, em que cidades menores surgem como pólos de desenvolvimento; • compreender o processo de conurbação no Brasil; • perceber que o estágio seguinte à conurbação é a formação das megalópoles e localizá-las no Brasil; • conceituar hierarquia urbana; explicar a brasileira, segundo o IBGE, diferenciando metrópole nacional de regional, centros regionais de centros locais; • caracterizar o estágio da rede urbana brasileira e localizar as redes urbanas regionais; • explicar o processo de terciarização no Brasil; • identificar os principais problemas urbanos; • diferenciar cidade formal e cidade informal; • discutir os problemas urbanos — favelização, lixo, violência — e as bases de uma reforma urbana que poderiam amenizar tensões e resolver problemas humanos.

4. Sugestões de questões para avaliação
• Quais são as denominações utilizadas para os mestiços de europeu e índio; europeu e africano; africano e índio; asiático e outras etnias? (p. 395) • Por que os números oficiais e dados dos recenseamentos podem ser questionados no que se refere ao número de brancos e negros na população? (p. 395-396) • Qual a finalidade do Estatuto dos Índios? (p. 396) • Cite duas entidades de defesa ou de apoio aos índios. (p. 396) • Em que regiões se concentra a população indígena atualmente? Quais estados não têm áreas indígenas? (p. 397) • Para o Estatuto do Índio, qual é a situação jurídica dos índios? (p. 398) • Descreva dois problemas dos povos indígenas atualmente. (p. 398) • Cite exemplos de povos atlanto-mediterrâneos, germanos e eslavos que vieram para o Brasil no século XX. (p. 398) • Explique os motivos econômicos da vinda forçada dos africanos para o Brasil. (p. 399) • Quais as áreas de origem e características dos africanos sudaneses e bantos? (p. 399) • Por que o segundo período imigratório foi o mais importante para o Brasil? (p. 401-402) • Cite as duas principais causas da diminuição progressiva da imigração após 1934. (p. 402) • Qual a nacionalidade dos cinco grupos mais numerosos de imigrantes que entraram no Brasil até 1983? (p. 403) • Analise a tabela “Destino dos brasileiros emigrantes” e diga onde se encontram as maiores colônias de brasileiros no exterior. (p. 403) • Cite dois exemplos de migrações de fronteira e explique seus motivos. (p. 404) • O que são regiões emigratórias e regiões imigratórias? Cite um exemplo de cada tipo no Brasil. (p. 404) • O que são migrações intra-regionais e inter-regionais? Cite dois exemplos desta última, no Brasil. (p. 405-406) • Explique a mudança de pólo de atração populacional na década de 1990. (p. 406) • Exemplifique o êxodo rural de causas repulsivas. (p. 406-407)

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

2. Conceitos e temas desenvolvidos
Municípios no Brasil; cidades espontâneas; cidades planejadas; o rural e o urbano; taxa de urbanização; categorias de áreas urbanas (urbanizadas, não-urbanizadas, urbanas-isoladas); aglomerados rurais (extensão urbana, povoado, núcleo); urbanização concentradora; desmetropolização; áreas ou regiões metropolitanas; conurbações; megalópole; hierarquia urbana; metrópole (nacional, regional, regional incompleta); centro submetropolitano; capital regional; centro regional; centro sub-regional ou local; rede urbana; terciarização; cidade formal; cidade informal; reforma urbana; Estatuto da Cidade.

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3. Encaminhamento das atividades e resolução dos exercícios
Avalie seu aprendizado (p. 418) Construindo conhecimento
1. a) e b) Respostas pessoais. Ver seção Complementação e orientação didática. 2. a), b), c) e d) Respostas pessoais. Ver seção Complementação e orientação didática.

Para a questão 2, propor uma exposição dos trabalhos com o tema: “Reurbanização, a cidade antes e depois”. Diversos outros aspectos da vida urbana e de seus contrastes podem ser discutidos, como: o ritmo da cidade; a falta de moradias; os hábitos urbanos (consumismo, lazer pago); falta de áreas verdes; poluição urbana (ar, rios, ruas); doenças do ambiente urbano; violência urbana; diferenças entre os bairros de classe média e os da periferia; o trabalho nas cidades (grandes empresas e ambulantes).

Em pauta: vestibulares e Enem (p. 467) Fixando o conteúdo
3. O maior desenvolvimento urbano da Região Sudeste nada mais é que o reflexo de sua hegemonia econômica, iniciada no ciclo da mineração e aprofundada nos ciclos do café e da indústria. O fato de essa região concentrar o maior parque fabril do país funciona como fator de atração de migrantes de diversas regiões para suas principais cidades. O desenvolvimento das atividades rurais, com intensa mecanização, é um fator de aceleração das migrações para a cidade, no interior da própria região. 4. Metrópoles nacionais são as cidades que exercem influência em todo o território nacional. Metrópoles regionais são cidades que influenciam grande área ou região do país. 5. a) Região metropolitana é o conjunto de municípios contíguos e integrados socioeconomicamente a uma cidade central, com serviços públicos e infra-estrutura comuns. b) Em conseqüência do agravamento das condições de vida, da falta de emprego e da transferência de indústrias para as cidades médias na década de 1990, tem havido uma reversão no crescimento das grandes metrópoles, fenômeno conhecido como desmetropolização. c) A primeira megalópole brasileira está se formando ao longo da Via Dutra, resultante da expressiva aglomeração urbana ao longo do Vale do Paraíba, situado entre as duas maiores metrópoles do país: São Paulo e Rio de Janeiro. 1. e 2. a) Quando os espaços urbanos são definidos em função do poder aquisitivo das pessoas verifica-se uma segregação espacial. b) Na sociedade capitalista, o processo de segregação espacial é determinado pela renda diferenciada, maior ou menor acesso a bens e serviços, maior ou menor valorização imobiliária, melhor ou pior infra-estrutura urbana etc. As áreas impróprias ao ser humano, tais como as áreas da periferia urbana sem infra-estrutura, são ocupadas pela população de baixa renda. Já as áreas mais centrais — os chamados “bairros nobres”, com todo o aparato em infra-estrutura — são habitadas por populações com renda mais elevada. 3. e 4. c 5. e 6. b 7. a 8. e

4. Sugestões de questões para avaliação
• Cite duas cidades brasileiras fundadas no século XVI e duas no XVIII. (p. 409) • Por que a atividade mineradora foi importante para a urbanização do país? (p. 409) • A cidade de São Paulo, até 1850, era ocupada por chácaras. Quais fatores contribuíram para a sua urbanização? (p. 410) • Por que dizemos que no Brasil se desenvolveu uma urbanização concentradora? (p. 411) • Explique o ciclo de urbanização no Brasil, a partir da década de 1990. (p. 411-412) • Cite três exemplos de regiões metropolitanas no Brasil. (p. 412) • Cite três cidades do interior de São Paulo e três do interior do Rio de Janeiro que, além das do Vale do Paraíba, serão englobadas à megalópole brasileira. (p. 414) • Compare a rede urbana brasileira com a de países desenvolvidos. (p. 416) • Caracterize a rede urbana brasileira quanto à concentração, densidade, relações entre as cidades e organização hierárquica. (p. 416) • Explique como a cidade possibilita a disseminação de epidemias. (p. 417) • Quais regiões metropolitanas têm a maior concentração de favelas no Brasil? (p. 417) • Qual a importância de uma reforma urbana? (p. 418) • O que é o Estatuto da Cidade? (p. 418)

Complementação e orientação didática
Na resposta à questão 1a de Avalie seu aprendizado, dá para perceber a falta de equipamentos na favela e as melhores condições urbanas na rua da praia, com prédios, avenida etc. Os alunos deverão demonstrar ter percebido que, em uma das fotos, o bairro apresenta ruas arborizadas, avenidas largas, equipamentos e serviços urbanos, e, na outra, passagens estreitas, sem asfalto, sujeira, ocupação desordenada e sem infra-estrutura adequada (telefone, praças, iluminação pública). Em geral, na cidade “oculta”, concentram-se os problemas urbanos e sua população engrossa as estatísticas dos desempregados, dos subempregados, da violência urbana. Na elaboração do texto solicitado na questão 1b, é importante que os alunos detectem a segregação espacial e percebam que uma das fotos mostra um exemplo de cidade formal, bem planejada e com investimentos públicos, e a outra, de cidade informal, sem planejamento, com poucos equipamentos urbanos e com ocupação desordenada, colaborando para a segregação espacial.

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Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

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