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UFRPE – Universidade Federal Rural de Pernambuco

Aluno: Adenauer Araujo – BACH. Ciencias Sociais

Disciplina:Psicologia Aplicada

Prof: Fatima

RESUMO DO FILME: NENHUM DE MENOS

O professor Gao de uma escola multi-seriada de uma pequena aldeia chinesa chamada
Shuiquan tem que se ausentar das aulas para cuidar de sua mãe doente. O prefeito da aldeia, por
falta de opção, escolhe uma garota de 13 anos chamada Wei Minzhi para substituí-lo nas
atividades docentes. Tanto o professor quanto o prefeito da aldeia advertem Wei que se ela
deixar algum aluno abandonar a escola, deixará de receber seus honorários. Os atores do filme
aparentemente se parecem como pessoas do próprio vilarejo, com perfil psicológico similar aos
dos personagens e utilizando seus próprios nomes. A história se passa num local extremamente
pobre da China, onde permanecer na escola é um grande desafio para as crianças e sua famílias,
pois muitas acabam desistindo de estudar para trabalhar na cidade e ajudar na sobrevivência da
família. A instituição de ensino encontra-se numa situação precária, sem recursos, com as
instalações prejudicadas por falta de investimento. Os alunos dormem na Escola juntamente
com o professor. É um tipo de escola-casa em que as relações educacionais entre alunos e
docente acontecem em tempo integral.
Wei Minzhi tenta fazer-se respeitar. A adolescente Wei é pouco mais velha que muitos dos
estudantes e se vê numa situação extremamente difícil, pois pouco tinha a oferecer aos seus
alunos. Iniciou suas atividades num clima de conflitos e a única coisa que sabia fazer era
transcrever textos na lousa para simples cópia. Nesse ambiente hostil, a garota atravessa
situações em que os estudantes colocam a prova sua autoridade e capacidade para lidar com
aquele universo complexo. A grande preocupação de Wei era receber seu salário, pois ela se
encontrava praticamente na mesma situação de seus alunos. A sobrevivência era o principal,
nem que para isso tivesse que usar de autoritarismo. Para desespero da garota um dos alunos
abandona a Escola e vai trabalhar na cidade. Wei percebe que não será recompensada pelos
serviços prestados. Decide então trazê-lo de volta a qualquer custo. Mas a situação é tão difícil
que ela não tem dinheiro nem para pagar o ônibus até a cidade. É o momento que junto com os
alunos, ela começa a traçar estratégias para conseguir o dinheiro da passagem para buscar o
menino evadido. Sua relação com os alunos sofre uma transformação, pois ao discutir as
necessidades do grupo para trazer de volta o colega, suas aulas se tornam mais humanas e
contextualizadas. Para conseguir o dinheiro eles terão que fazer cálculos do número de dias
trabalhados em uma olaria carregando tijolos. Os alunos aprendem matemática, de uma forma
bastante lúdica, pois são obrigados a fazerem contas de quanto será necessário, em dinheiro,
para pagar a passagem da professora para ir à cidade em busca do aluno. É um momento muito
especial do filme em que os alunos mostram-se muito interessados em ajudar a solucionar o
problema da ausência do aluno. A matemática é o recurso essencial para traçar o plano de ação
do grupo e conseguir a quantia necessária para que Wei vá até a cidade. Suas aulas se tornam
maravilhosas e com significado. A personagem de Wei passa por uma renovação interna ao
perceber qual é o sentido de trazer de volta um estudante para a escola. Os colegas do menino
também sofrem uma transformação profunda quando percebem que existe alguém que se
preocupa com eles, no caso a jovem professora. Evitar que nenhum aluno saia da escola sempre
foi o objetivo de Wei, no início por egoísmo, por sobrevivência, e agora por um ideal, por
convicção de que a presença do garoto na escola importa muito aos colegas e a ela própria. O
ponto alto da história acontece na cidade, com a chegada de Wei em busca do menino perdido.

É um momento em que o expectador compreende o verdadeiro papel de um educador, o esforço


para oferecer educação a todos a qualquer custo. E mesmo sem perceber, pelo menos o filme
passa essa idéia, Nenhum a menos é um filme que faz o expectador pensar sobre questões
sociais e suas conseqüências na formação educacional das pessoas. Propõe a reflexão sobre o
motivo que leva um educador a se envolver com seus alunos e a compreender o seu papel na
instituição de ensino. Faz uma crítica aos governos que pouco investem em educação.
O filme emociona com uma história simples que no início pouco promete, mas que no
decorrer envolve pela poesia e realidade colocadas frente a frente numa perspectiva humana
renovadora. Este filme é uma evidência de quanto nós, professores, temos que traçar uma
meta ao entrarmos dentro duma sala de aula (que nem sempre é fácil), mas, se lutarmos com
toda a nossa força e amor alcançaremos nossos objetivos. E que esses objetivos inclui, em
especial, desenvolver as tão esquecidas virtudes nos nossos alunos (respeito, amor,
solidariedade, coleguismo,....)