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Trabalho - Manual de Normas e Rotinas - Centro Cirurgico e CME

Trabalho - Manual de Normas e Rotinas - Centro Cirurgico e CME

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  • 1 INTRODUÇÃO
  • 2.1 Objetivo do centro cirúrgico
  • 2.2 Finalidade do centro cirúrgico
  • 2.3 Área física do centro cirúrgico
  • 2.3.1 Localização
  • 2.3.2.1 Aspectos a considerar na Estrutura física
  • 3.1 Equipe de anestesia
  • 3.2 Equipe de cirurgia
  • 3.2.1 Médico cirurgião
  • 3.2.2 Médico assistente
  • 3.2.3 Instrumentação cirúrgico
  • 3.3 Equipe de enfermagem
  • 3.3.1 Enfermeira
  • 3.3.2 Técnico de enfermagem
  • 3.3.3 Circulante de sala
  • 3.3.4 Instrumentada cirúrgico
  • 3.3.5 Auxiliar de enfermagem
  • 3.4 Montagem da sala cirúrgica
  • 3.5 Atendimento durante o ato cirúrgico
  • 3.6 Assistência durante a cirurgia contaminada
  • 3.7 Atendimento após a cirurgia
  • 5 O PACIENTE NA SALA CIRÚRGICA
  • 5.1 Recepção e preparo inicial
  • 6.1 No setor de internação
  • 7 PRÉ-OPERATÓRIO IMEDIATO
  • 8 PRÉ-OPERATÓRIO DE VÉSPERA
  • 9 POSIÇÃO DO PACIENTE PARA A CIRURGIA
  • 9.1 Posição dorsal ou de decúbito dorsal
  • 9.2 Posição ventral ou de decúbito ventral
  • 9.3 Posição lateral ou de decúbito lateral
  • 9.4 Posição ginecológica
  • 9.5 Outras posições
  • 10 PREPARO DO CAMPO OPERATÓRIO
  • 11 ANTISSEPSIA CIRÚRGICA
  • 12.1 Principais recomendações para prevenção do ISC
  • 13 PROCEDIMENTOS NA PARAMENTAÇÃO PARA A CIRURGIA
  • 13.1 Degermação das mãos e antebraços
  • 13.2 Lavagem básica das mãos
  • 13.2.1 Materiais e equipamentos necessários
  • 13.2.2 Técnica
  • 13.3 Preparo das mãos e braços antes do ato cirúrgico
  • 13.3.1 Soluções anti-sépticas com detergentes recomendados
  • 13.3.2 Materiais e equipamentos necessários
  • 13.3.3 Indicação
  • 13.3.4 Técnica de escovação
  • 13.4 Paramentação cirúrgica e EPI’s
  • 13.4.1 Paramentação com roupas estéreis
  • 14 EQUIPAMENTOS USADOS NO CENTRO CIRÚRGICO
  • 14.1 Limpeza dos equipamentos
  • 14.2 Cuidados com os equipamentos
  • 15 MATERIAIS USADOS NO CENTRO CIRÚRGICO
  • 15.1 Instrumental cirúrgico
  • 15.1.1 Grupo 1 - Diérese Cirúrgica
  • 15.1.2 Grupo 2 - Procedimentos de Hemostasia
  • 15.1.3 Grupo 3 - Exérese cirúrgica
  • 15.1.4 Grupo 4 - Exaurimento Cirúrgico
  • 15.1.15 Grupo 5 - Instrumentos para procedimentos especiais
  • 15.1.6 Grupo 6 - Instrumentos para fins diversos
  • 15.2 Cuidados e manuseio dos instrumentos
  • 15.2.1 Contagem dos instrumentos
  • 15.2.2 Acondicionamento dos instrumentos
  • 17 TERMINOLOGIA CIRÚRGICA
  • 18 ANESTESIA E ANALGESIA
  • 18.1 Principais objetivos do ato anestésico
  • 18.2 Anestesia propriamente dita
  • 18.3 Etapa pós-anestésica imediata
  • 19 ANTIBIÓTICOPROFILAXIA CIRÚRGICA
  • 20 SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA
  • 20.1 Organização da sala de recuperação pós-anestésica
  • 20.2 Recursos humanos
  • 20.3 Transporte do paciente
  • 20.3.1 Para a sala de recuperação pós-anestésica
  • 20.3.2 Alta da SRPA para unidade de internação
  • 20.4 Responsabilidade e assistência de enfermagem na SRPA
  • 20.4.1 Recepção do paciente
  • 20.5 Complicação observadas na SRPA com o paciente
  • 21 FONTES DE CONTAMINAÇÕES EM CENTRO CIRÚRGICO
  • 22 ESPÉCIMES E MEMBROS AMPUTADOS
  • 22.1 Espécimes
  • 22.2 Membros amputados
  • 23 LIMPEZA E DESINFECÇÃO DA SALA CIRÚRGICA
  • 23.1 Limpeza e desinfecção de áreas
  • 23.1.1 Classificação das áreas pelo risco de contaminação
  • 23.1.2 Método de limpeza e de desinfecção
  • 23.1.3 Produtos químicos para desinfecção de áreas e superfícies
  • 23.1.4 Métodos de desinfecção
  • 24.1 Oxigenioterapia
  • 24.1.1 Oxigenioterapia por cateter nasal
  • 24.2 Cateterismo vesical
  • 24.3 Punção venosa com agulha ou cateter
  • 24.4 Sondagem nasogástrica
  • 24.6 Curativo de incisão simples
  • 24.7 Curativo de incisão com pontos subtotais ou totais
  • 24.8 Curativo de incisão aberta
  • 25 CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO
  • 25.1 Planejamento
  • 25.1.1 Estrutura física
  • 25.1.2 Localização
  • 25.1.3 Equipamentos básicos de uma central de material
  • 25.2 Recursos humanos
  • 25.2.1 Competência do enfermeiro da CME
  • 25.2.2 Competências do técnico ou auxiliar de enfermagem da CME
  • 25.3.1 Acesso à área
  • 25.3.2 Condições ambientais da área de armazenamento e distribuição
  • 25.3.3 Equipamentos da área de armazenamento e distribuição
  • 25.3.4 Controle de artigos
  • 25.4 Monitorização dos processos de esterilização
  • 25.5 Dinâmica da central de material esterilizado
  • 25.5.1 Fluxograma dos materiais
  • 25.5.1.1 Área de Expurgo
  • 25.5.1.3 Área de esterilização
  • 25.6 Desinfecção e esterilização de artigos
  • ANEXOS

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE LAVRAS

MANUAL DE NORMAS E ROTINAS CENTRO CIRÚRGICO CENTRAL DE MATERIAL DE ESTERILIZAÇÃO

RAQUEL DE SOUZA GISELE DE PAULA ANA CAROLINA J. ALVARENGA ALINE SAMPAIO NATÁLIA PEREIRA AMANDA LÚCIA KÊNIA SILVA

LAVRAS – MG 2007

1

SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO .......................................................................................... 6 2 CENTRO CIRÚRGICO .............................................................................. 7 2.1 Objetivo do centro cirúrgico .................................................................... 7 2.2 Finalidade do centro cirúrgico ................................................................ 7 2.3 Área física do centro cirúrgico ................................................................ 7 2.3.1 Localização ......................................................................................... 7 2.3.2 Estrutura física..................................................................................... 8 2.3.2.1 Aspectos a considerar na Estrutura física ........................................ 11 3 RECURSOS HUMANOS: COMPETÊNCIA E ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE .............................................................................................. 14 3.1 Equipe de anestesia ............................................................................... 14 3.2 Equipe de cirurgia................................................................................... 14 3.2.1 Médico cirurgião .................................................................................. 14 3.2.2 Médico assistente ................................................................................ 15 3.2.3 Instrumentação cirúrgico ..................................................................... 15 3.3 Equipe de enfermagem .......................................................................... 15 3.3.1 Enfermeira ........................................................................................... 15 3.3.2 Técnico de enfermagem ...................................................................... 15 3.3.3 Circulante de sala ................................................................................ 16 3.3.4 Instrumentada cirúrgico ....................................................................... 16 3.3.5 Auxiliar de enfermagem....................................................................... 16 3.4 Montagem da sala cirúrgica ................................................................... 16 3.5 Atendimento durante o ato cirúrgico ....................................................... 17 3.6 Assistência durante a cirurgia contaminada ........................................... 20 3.7 Atendimento após a cirurgia ................................................................... 20 4 TRANSPORTE DO PACIENTE DO CENTRO CIRÚRGICO ..................... 22 5 O PACIENTE NA SALA CIRÚRGICA........................................................ 24 5.1 Recepção e preparo inicial ..................................................................... 24 6. NORMAS GERAIS PARA OS CUIDADOS NO PRÉ-OPERATÓRIO ....... 25 6.1 No setor de internação ........................................................................... 25

2

7 PRÉ-OPERATÓRIO IMEDIATO ................................................................ 26 8 PRÉ-OPERATÓRIO DE VÉSPERA .......................................................... 27 9 POSIÇÃO DO PACIENTE PARA A CIRURGIA ........................................ 30 9.1 Posição dorsal ou de decúbito dorsal ..................................................... 30 9.2 Posição ventral ou de decúbito ventral ................................................... 31 9.3 Posição lateral ou de decúbito lateral ..................................................... 31 9.4 Posição ginecológica .............................................................................. 32 9.5 Outras posições ..................................................................................... 32 10 PREPARO DO CAMPO OPERATÓRIO .................................................. 34 11 ANTISSEPSIA CIRÚRGICA .................................................................... 35 12 MEDIDAS DE CONTROLE PARA INFECÇÕES DO SITIO CIRÚRGICO................................................................................. 36 12.1 Principais recomendações para prevenção do ISC .............................. 37 13 PROCEDIMENTOS NA PARAMENTAÇÃO PARA A CIRURGIA ........... 39 13.1 Degermação das mãos e antebraços ................................................... 39 13.2 Lavagem básica das mãos ................................................................... 39 13.2.1 Materiais e equipamentos necessários ............................................. 40 13.2.2 Técnica .............................................................................................. 40 13.3 Preparo das mãos e braços antes do ato cirúrgico .............................. 41 13.3.1 Soluções anti-sépticas com detergentes recomendados .................. 41 13.3.2 Materiais e equipamentos necessários ............................................. 41 13.3.3 Indicação ........................................................................................... 42 13.3.4 Técnica de escovação ....................................................................... 42 13.4 Paramentação cirúrgica e EPI’s ........................................................... 43 13.4.1 Paramentação com roupas estéreis .................................................. 44 14 EQUIPAMENTOS USADOS NO CENTRO CIRÚRGICO ........................ 47 14.1 Limpeza dos equipamentos .................................................................. 48 14.2 Cuidados com os equipamentos .......................................................... 48 15 MATERIAIS USADOS NO CENTRO CIRÚRGICO ................................. 50 15.1 Instrumental cirúrgico ........................................................................... 51 15.1.1 Grupo 1 - diérese cirúrgica ................................................................ 52 15.1.2 Grupo 2 - procedimentos de hemostasia ........................................... 52 15.1.3 Grupo 3 - exérese cirúrgica ............................................................... 53

..................... 87 22.2 Anestesia propriamente dita ............ 56 15..2 Alta da SRPA para unidade de internação .................1 Para a sala de recuperação pós-anestésica .......1 Classificação das áreas pelo risco de contaminação ................................................................................4 Responsabilidade e assistência de enfermagem na SRPA ..... 57 15..........................4...................Instrumentos para procedimentos especiais ...........1 Contagem dos instrumentos .... 59 15.......................... 75 20.....1 Recepção do paciente ........................................... 68 18......... 78 21 FONTES DE CONTAMINAÇÕES EM CENTRO CIRÚRGICO...5 Complicação observadas na SRPA com o paciente .......Instrumentos para fins diversos ...... 71 20......................................1 Espécimes ........ 90 23.............. 73 20..........3 Etapa pós-anestésica imediata ....1..............................3 15............................. 56 15......................................... 92 ..................................................... 69 19 ANTIBIÓTICOPROFILAXIA CIRÚRGICA .............. 87 22.................1...................2......... 91 23...........1.................... 61 17 TERMINOLOGIA CIRÚRGICA ..................2 Membros amputados ........15 Grupo 5 .. 75 20......................................exaurimento cirúrgico ....................................4 Grupo 4 ................................2................................. 71 20....... 90 23.............3.........3 Transporte do paciente.....................1 Limpeza e desinfecção de áreas .........................................................................................2 Acondicionamento dos instrumentos ..........................1................................................................... 86 22 ESPÉCIMES E MEMBROS AMPUTADOS ......6 Grupo 6 ...................1.3.............. 73 20..1............................................................................................ 72 20......... 88 23 LIMPEZA E DESINFECÇÃO DA SALA CIRÚRGICA ...................1 Principais objetivos do ato anestésico ............ 68 18........ 54 15........................2 Cuidados e manuseio dos instrumentos ..... 70 20 SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA ................... 68 18.................................1 Organização da sala de recuperação pós-anestésica ..................2 Método de limpeza e de desinfecção ............................................... 90 23..................3 Produtos químicos para desinfecção de áreas e superfícies ....... 59 16 CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS E O POTENCIAL DE CONTAMINAÇÃO ................................... 76 20.......................................................4 Métodos de desinfecção............................................2 Recursos humanos.............................. 92 23...................1... 63 18 ANESTESIA E ANALGESIA .............................................................

.1................3....7 Curativo de incisão com pontos subtotais ou totais ................108 24...............2....................2.....150 ............................................................3 Área de esterilização .......................2 Recursos humanos..5 Lavagem intestinal com solução comercial ................112 25 CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO .............................102 24......3..................406 24......2 Condições ambientais da área de armazenamento e distribuição ..............................5 Dinâmica da central de material esterilizado ..................126 25.................................................................................128 25...........................123 25.................................................................................2 Competências do técnico ou auxiliar de enfermagem da CME ........................127 25.1........4 Monitorização dos processos ce esterilização ......................2 Localização ...........125 25......141 25.....................................1 Área de expurgo .................96 24.....3 Área de armazenamento e distribuição de artigos médico-hospitalares ................1..............................3 Equipamentos da área de armazenamento e distribuição .................................125 25................................1 Planejamento .......8 Curativo de incisão aberta ...........................................................5....1.......................115 25............................................1 Oxigenioterapia por cateter nasal .......................................................1 Competência do enfermeiro da CME ...........................4 Controle de artigos .............116 25.....................................................................1 Estrutura física.......................................115 25.........................................1.3................125 25.........110 24.................128 25.3........................5...........................................1..................................2 Área de preparo de materiais e roupa limpa: sala de preparo de luvas .........120 25..........................1 Oxigenioterapia ...........119 25......1 Fluxograma dos materiais ...........................................5..........128 25.......4 Sondagem nasogástrica ..................................3 Equipamentos básicos de uma central de material ..........................4 24 PROCEDIMENTOS E TÉCNICAS REALIZADAS EM UM PACIENTE CIRÚRGICO ......................................................3 Punção venosa com agulha ou cateter .............................6 Curativo de incisão simples ............................................................94 24............131 25.......................5.................98 24..................1 Acesso à área.2 Cateterismo vesical ...6 Desinfecção e esterilização de artigos ................................122 25........1.....................................124 25..........................................................................................................122 25..94 24.100 24....................

........................................................... 154 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................................2 Métodos de limpeza de desinfecção e de esterilização .1 Classificação dos artigos pelo risco de contaminação ..........6......................1 Desinfecção ............................................ 152 25......................................... 157 .. 151 25...............6.......2 Esterilização ..6............2............................6............ 152 25........2..........................5 25................... 156 ANEXOS .....................................

Nele são realizadas técnicas estéreis para garantir a segurança do cliente quanto ao controle de infecção. bem como os procedimentos específicos e as responsabilidades de cada um. Tendo em vista o pressuposto. ficando restrito a circulação dos profissionais que lá atuam. O Centro Cirúrgico é um lugar especial dentro do hospital. convenientemente preparado segundo um conjunto de requisitos que o torna apto à prática da cirurgia. se conheça as atividades e finalidades dos mesmos. a esterilização e a distribuição dos materiais hospitalares. por meio da ação de uma equipe integrada. De uma forma mais técnica. Por ser um local restrito.6 1 INTRODUÇÃO Este manual é um instrumento que reúne de forma sistematizada normas. o presente material tem por objetivo nortear e orientar os membros da equipe envolvidos nestes setores que se tenha uma visão de conjunto. É na CME que se realiza o controle. o acesso ao público é limitado. conceitua-se Centro Cirúrgico em um setor do hospital onde se realizam intervenções cirúrgicas visando atender a resolução de intercorrências cirúrgicas. rotinas e outras informações necessárias para o profissional que trabalha em um Centro Cirúrgico e Central de Material de Esterilização. 2 CENTRO CIRÚRGICO . Já a Central de Material de Esterilização é a área responsável pela limpeza e processamento de artigo e instrumentais médico hospitalares. o preparo.

1 Localização .2 Finalidade do centro cirúrgico As principais finalidades do Centro Cirúrgico são: . 2.realizar intervenções cirúrgicas e devolver o paciente à sua unidade de origem na melhor condição possível de integridade. da melhor maneira possível. ficando.deve ocupar área independente da circulação geral. propiciando à equipe cirúrgica todas as condições de atendimento e ao paciente a certeza de um atendimento seguro. livre do trânsito de pessoas e materiais estranhos ao serviço. de urgência ou emergencial. 2.servir de campo de estágio para o aperfeiçoamento de recursos humanos. bem como o encaminhamento dos mesmos às Unidades de origem.servir de local de pesquisa e aprimoramento de novas técnicas cirúrgicas e assépticas. . .3 Área física do centro cirúrgico 2.possibilitar o aceso livre e fácil de pacientes provenientes das Unidades de internação Cirúrgicas.7 2. seja ele eletivo. . 2.1 Objetivo do centro cirúrgico O principal objetivo da Unidade de Centro Cirúrgico é o de atender.3.2 Estrutura física . Pronto Socorro e Terapia Intensiva. o paciente que será submetido a um procedimento cirúrgico.3. assim.

8 • Área de recepção do paciente . quanto maior o número de pessoas. o número de salas de cirúrgicas para a Unidade de Centro Cirúrgico é quantificado com base na capacidade de leitos do hospital. • Sala de Recuperação Pós-anestésica Local destinado à permanência do paciente após o ato anestésico cirúrgico. para até 2 salas. De um modo geral. • Sala de cirurgia ou operação . Convém evitar movimentação desnecessária de portas (que deverão permanecer fechadas) conversas excessivas ou demais distrações. O número de leitos vai depender dos tipos de cirurgia previstos. estimam-se dois leitos por sala cirúrgica. O número de pessoas na sala de operação deve ser restrito ao cirurgião e um ou dois auxiliares (de acordo com a complexidade do procedimento do CC) anestesiologista e circulante de sala.É a área destinada à realização de intervenções cirúrgicas e endoscópicas. considerando sempre que. Preconizam-se duas salas para cada 50 leitos não especializados ou para cada 15 leitos cirúrgicos. devem ser projetadas duas . Segundo o Ministério da Saúde. permitindo a circulação sem prejuízo do transporte ou risco para o paciente. para mais de duas salas. Recomenda-se. • Lavabos ou Área de Escovação Local onde se realiza a escovação/degermação das mãos e antebraços da equipe cirúrgica e anestésica. Assim. Deve ter suas dimensões adequadas de acordo com a quantidade de equipamentos necessários aos tipos de intervenção cirúrgica e especialidade cirúrgica.É a área reservada para recepcionar e transferir pacientes da maca proveniente da Unidade de internação para a do Centro Cirúrgico. A SO deve estar sob pressão positiva em relação aos corredores. maior a possibilidade de disseminação de microrganismos no ambiente. deve ter espaço suficiente para o recebimento de maca. duas torneiras para casa uma. o que minimiza a entrada de ar desses locais para o interior da sala de operação.

o que prejudicaria a circulação interna do Centro Cirúrgico. a fim de reduzir o tempo de exposição da área escovada ao meio ambiente. como também os recipientes para anti-sépticos. Sua temperatura ambiente deve ser mantida abaixo de 25ºC. e a umidade relativa do ar entre 30% e 60%.) é guardado até o momento . Este ambiente deve ser provido de poltronas confortáveis com assentos confortáveis e sanitários anexos. compressas. para favorecer a mecânica corporal no ato da escovação. • Sala de medicamentos e material médico-hospitalar Área destinada à guarda de medicamentos e materiais de consumo esterilizados para atender ao ato anestésico-cirúrgico. sendo o ideal até 21ºC. • Sala de depósito de cilindros de gazes Este local está destinado pra guardar cilindros de oxigênio e óxido nitroso mesmo que o sistema de distribuição seja centralizado. • Sala de guarda de equipamentos Área para guardar e receber equipamentos que são necessários a determinados procedimentos cirúrgicos. evitando o deposito de materiais e equipamentos nos corredores. • Sala de espera É a área destinada aos familiares ou acompanhantes do paciente. Neste local devem ser colocados os recipientes para escova e solução anti-séptica. Essa área deve ser fechada e possuir sistema de renovação de ar. gazes. O local de escovação deve ser próximo às salas de cirurgias. • Sala de Material Esterilizado Local onde o material esterilizado (como da sua distribuição para a sala de cirurgia. • Sala administrativa pacotes de roupa. Os tanques devem ser instalados numa altura de mais ou menos 90 cm. caixas de instrumentais etc. A área física não deve permitir o cruzamento de material estéril com material contaminado. As torneiras devem ser acionadas por pedal ou com o cotovelo.9 torneiras para cada novo par de salas. enquanto aguardam o termino da cirurgia e a alta deste da Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA).

tais como lençóis de maca. mas que também pode ser dispensável quando a Unidade de Radiologia estiver situada próximo ao Centro Cirúrgico. concentrando a chefia de enfermagem e a secretaria. As macas devem ser mantidas limpas e submetidas à desinfecção após o uso. suporte de papel-toalha e lixeira com tampa e pedal. • Laboratório para revelação de chapas É a área utilizada para revelar radiografias. • Sala ou laboratório de anatomia patológica É a área que se destina à realização de exames anatomopatológicos específicos e rápidos. como a biópsia de congelação. entre outros. entre um paciente e outro. a fim de evitar o impacto entre as macas e as paredes. quando o laboratório estiver situado nas proximidades do Centro Cirúrgico. • Rouparia É a área destinada a armazenar a roupa de uso na Unidade. de mesa cirúrgica. preferencialmente de madeira ou metal. • Corredores Devem ser amplos e possuir protetores laterais nas paredes. Esta sala pode ser dispensada.10 É o local destinado ao controle administrativo da Unidade. sendo importante a presença de tanque com torneira. • Vestiários . • Expurgo Local destinado a eliminação de matéria orgânica proveniente das salas de cirurgia como secreções e excreções do paciente. • Área de transferência para macas Essa área é importante para evitar a circulação interna de macas que percorrem todo o hospital. • Sala de material de limpeza Destinada à guarda de utensílios e equipamentos de limpeza.

para reduzir a deposição de microorganismos.2. e outras pessoas que venham da área de circulação externa. de cor neutra. um feminino e um masculino. sendo proibido o uso de forro falso removível (BRASIL. Este consta de calça comprida. de modo que o fluxo externo de pessoas independa do fluxo interno. • Portas As portas devem ser do tipo vaivém. gorro. propés e máscara. só possam ter acesso ao setor após a troca de roupa em uso por uniforme próprio e privativo para o local. Assim.3.11 O Centro Cirúrgico deve ter dois vestiários.1 Aspectos a considerar na Estrutura física • Teto Conforme a Portaria 1. devem estar localizados na entrada do Centro Cirúrgico. As paredes devem ser mantidas em bom estado de conservação. considerando que estas estão definidas como • Copa É importante pára evitar o fluxo e dispersão de pessoal no Centro Cirúrgico. sem maçanetas e com visores. É o local próprio e restrito para alimentação. 2. cantos arredondados sem rodapé. . 1994). para evitar o trânsito desnecessário dentro da sala de operação. • Janelas “aqueles ambientes que minimizam a entrada de microorganismos externos”. túnica. com acabamento côncavo. o teto do Centro Cirúrgico deve ser continuo. Os vestiários são barreiras físicas. de modo que os profissionais. • Paredes Deve ter as superfícies lisas e laváveis. tinta fosca. e duas portas. evitando o uso incorreto de outros ambientes do Centro Cirúrgico. com sanitários e chuveiros completos e armários individuais.884/94 do Ministério da Saúde.

em relação ao nível do piso. A NBR 7256.troca do ar ambiental: 2 s/h . • Ventilação O objetivo de uma ventilação adequada é a remoção de microorganismos. dentro e fora. com umidade relativa do ar correspondente a 45% a 60%. regulamenta a ventilação da sala de operações nas seguintes condições (BRASIL.insuflamento e exaustão do ar filtrado . sem parapeitos. citada na Portaria 1. para evitar a passagem de insetos. além de prevenir a sua entrada e promover a exaustão dos gases anestésicos utilizados durante as cirurgias. em especial é realizada com os focos central ou fixo.nível sonoro de instalação mínima . de modo a não alterar a cor da pele e mucosas do paciente. auxiliar e frontal. Deve permitir entrada de luz natural. Ambas as aberturas devem ser providas de filtros.12 Devem ser do tipo basculante.fornecer iluminação adequada ao campo cirúrgico.preconizam-se que as entradas de ar estejam localizadas o mais alto possível. para não altear a coloração da pele e mucosas do paciente e não deixar sombras. . 1994): . .condições físicas: temperatura mínima de 19ºC e máxima de 24ºC. devendo estar afastadas das saídas.vazão pro minuto do ar exterior: 15m% (ml/h) . sem projeção de sombras e emissão de reflexos.pressão positiva em relação ao ambiente contíguo . O foco tem por finalidade: . A iluminação do campo cirúrgico. que são localizadas próximas ao piso. com vidro fosco. vedadas e teladas em malha fina. . A ventilação deve manter o ambiente confortável e controlar a umidade diminuindo os riscos de produção de fagulhas eletrostáticas.oferecer luz semelhante à natural.884/94 do Ministério da Saúde. • Iluminação A iluminação artificial deve ser de cor natural.

. em paredes distintas. alimentadas por circuitos críticos e uma tomada para aparelho de raios X. Como medida de segurança as tomadas devem estar localizadas a 1.13 . devendo possuir sistema de aterramento para prevenir choque e queimaduras no paciente e equipes.produzir o mínimo de calor possível no campo operatório. • Instalações elétricas Preconizam três conjuntos com quatro tomadas cada.5 m do piso.

responsáveis por todo ato anestésico. bem como preparar e administrar drogas e controlar as condições clínicas e anestésicas do paciente durante a cirurgia. 3. portanto. com as atribuições iniciais de fazer a avaliação pré-anestésica do paciente ainda em sua unidade de internação e de fazer a prescrição da medicação pré-anestésica. É também da responsabilidade dessa equipe planejar e executar a anestesia. Cabe-lhe. comandando-o e mantendo a ordem no campo operatório.1 Equipe de anestesia A equipe de anestesia é formada por médicos anestesiologistas. para que este possa retornar à unidade de origem em segurança.14 3 RECURSOS HUMANOS: COMPETÊNCIA E ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE 3. equipamentos e medicamentos necessários.2 Equipe de cirurgia A equipe de cirurgia é a responsável direta pelo procedimento cirúrgico e compõe-se dos seguintes elementos: 3.1 Médico cirurgião É o responsável pelo ato cirúrgico a ser desenvolvido. prevendo com antecedência todos os materiais. planejá-lo e executá-lo. Ao termino da cirurgia é da responsabilidade dessa equipe o envio do paciente à Unidade de Recuperação Pós-Anestésica e seu controle até o restabelecimento das condições do paciente.2. .

3.2. Dependendo do porte desta. 3. pode ser necessário mais de um. É ainda quem fornece os instrumentais ao cirurgião e seus assistentes durante o ato cirúrgico. devendo prever e solicitar com antecedência todo o material que julgar necessário.1 Enfermeira Responsável pelo planejamento das ações de enfermagem que serão desenvolvidas no decorrer do ato cirúrgico. 3.3 Instrumentação cirúrgico Parte integrante da equipe de cirurgia.3 Equipe de enfermagem A equipe de enfermagem que atua no Centro Cirúrgico é composta por pessoas de vários níveis.15 3.3. é responsável pelo preparo da mesa de instrumental. mas em geral a equipe é composta de: 3.2. Este profissional deverá se adequar à resolução do Conselho Federal de Medicina.2 Técnico de enfermagem Auxiliar direto da enfermeira. como: verificar o funcionamento. a conservação e a manutenção dos . bem como pelo gerenciamento relativo aos materiais e equipamentos necessários. com responsabilidades diferentes. mantendo a mesa de instrumental em ordem e ficando sempre atento para que nada falte. 3.2 Médico assistente É o que auxilia na cirurgia. A quantidade desse pessoal varia conforme a complexidade e o volume de trabalho existente na Unidade. são-lhe delegadas também tarefas especiais. Ao primeiro assistente compete auxiliar diretamente o médico cirurgião e substituí-lo caso haja necessidade.

posicionamento adequado do paciente.16 equipamentos necessários ao funcionamento do Centro Cirúrgico.3.3. . observando a solicitação de materiais. 3.verificar a limpeza dos pisos e paredes. 3. 3. .4 Montagem da sala cirúrgica Para a montagem da sala. atividades durante o ato cirúrgico e após.4 Instrumentada cirúrgico Fornecedor dos instrumentais cirúrgicos à equipe médica no decorrer da cirurgia esse papel deve ser desempenhado pelo auxiliar de enfermagem. o auxiliar de enfermagem deve tomar as seguintes providencias: . 3. Pode também exercer as atividades de instrumentador cirúrgico ou de circulante de sala.prover a sala dos equipamentos solicitados. responsabilizar-se pelo encaminhamento das peças cirúrgicas aos laboratórios especializados e controlar o material esterilizado.ler com atenção a marcação de cirurgia. equipamentos e outros itens essenciais ao ato cirúrgico. verificando seus prazos de validade. medicamentos. com estas atribuições: atendimento direto das solicitações da equipe médica no decorrer do ato cirúrgico.3. . verificação e controle de todos os equipamentos exigidos pela cirurgia.3 Circulante de sala Papel normalmente desempenhado pelo auxiliar de enfermagem.5 Auxiliar de enfermagem É responsável pela montagem da sala cirúrgica.

. assim como dos pontos de gás e dos aspiradores.d e pronto uso e nãoestéril). e transferir o paciente para a mesa cirúrgica.5 Atendimento durante o ato cirúrgico No decorrer do ato cirúrgico. e ficar ao lado dele enquanto estiver consciente.providenciar o suporte de braço e estender sobre eles os braços do paciente para evitar a hiperextensão. .receber o paciente na sala cirúrgica. caso não esteja adequado. . refazer seu preparo. conforme rotina estabelecida.equipar a sala com todo o material necessário para o procedimento cirúrgico (material estéril.igualar a altura da mesa cirúrgica à da maca.colocar o pacote de campos e aventais. 3. encostando uma na outra.verificar se os impressos a serem utilizados no decorrer da cirurgia estão em ordem e são suficientes. assim como o material para a anestesia. deixandoo coberto. . . .verificar se o lavabo está em ordem e lavar as mãos. são atividades do auxiliar de enfermagem: .17 .efetuar a limpeza e a desinfecção dos equipamentos e mobiliário necessários ao ato cirúrgico. . .verificar se o campo operatório está preparado e. conferindo seus dados pessoais e sua identificação. . .testar o funcionamento de todos os equipamentos elétricos.providenciar as medicações necessárias para o procedimento anestésico-cirúrgico. as luvas e as caixas de instrumentais necessárias ao ato cirúrgico em local acessível. .conferir os envelopes de fios de sutura necessários ao ato cirúrgico.

abrir o pacote de campo de mesa cirúrgica para oferecê-lo ao instrumentador.18 . seguindo as orientações do anestesiologista. . . . formando a tenda de separação entre o campo cirúrgico e o campo de ação do anestesiologista.descobrir a área operatória e oferecer o material para antissepsia. colocando-o próximo de seus pés.colocar os eletrodos do monitor cardíaco.preparar o manguito do aparelho de pressão. colocar o paciente na posição solicitada pelo anestesista. .auxiliar o anestesista no que for necessário. bem como o estetoscópio. se a anestesia for feita por meio de bloqueio regional.colocar a placa neutra do bisturi elétrico sob a panturrilha ou outra região. . de acordo com a cirurgia. fios de sutura.auxiliar a equipe cirúrgica a se paramentar (vestir o avental. entre outros). assim como no arco de narcose. . cobrindo-o com campo esterilizado. e oferecer o pedal do bisturi ao cirurgião. . para que fiquem acessíveis ao anestesiologista.colocar o arco de narcose e auxiliar o anestesiologista a prender as pontas dos campos cirúrgicos no suporte de soro. . . .auxiliar no posicionamento do paciente. caso o foco não possua canoplas adaptáveis estéreis. compressas cirúrgicas. amarrar os cadarços e apresentar as luvas cirúrgicas). .abrir a caixa de instrumental e oferecê-la ao instrumentador cirúrgico.aproximar o aparelho de bisturi elétrico e conectar os pólos positivo e negativo. tendo o cuidado de verificar as condições da área em que será colocada. .ligar o foco central e focalizar o campo cirúrgico. .fornecer os materiais solicitados pelo instrumentador cirúrgico (gazes.

. efetuando a desinfecção imediata todas as vezes em que houver extravasamento de sangue e fluidos corpóreos no piso ou nas paredes da sala cirúrgica. informando à equipe cirúrgica qualquer diferença antes do fechamento da incisão. oferecendo as soluções anti-sépticas e os adesivos necessários. fornecendo os dados encontrados ao médico anestesiologista. ao término da cirurgia. ligar o aspirador e conectar a ponta estéril à ponta não-estéril do computador.fazer as anotações pertinentes.permanecer atento às solicitações da equipe cirúrgica (materiais e instrumentais extras necessários.se necessário. . . de acordo com as rotinas do Centro Cirúrgico. medicamentos e equipamentos utilizados. de maneira clara e objetiva. . regulagem dos aparelhos. realizar a pesagem das compressas e das gazes pra avaliar a perda de sangue e fluidos pelo paciente. . . referentes aos materiais. . utilizando o desinfetante padronizado pelo setor.aproximar da equipe cirúrgica o hamper coberto com campo estéril para receber o material utilizado.19 .receber e identificar a peça cirúrgica conforme rotina estabelecida.zelar pela manutenção e ordem da sala cirúrgica.auxiliar o médico no curativo da incisão cirúrgica. . . assim como o início e térmico do atp cirúrgico.se necessário. entre outras).ficar atento à contagem das compressas cirúrgicas. .anotar no relatório de enfermagem as intercorrências porventura havidas durante o ato anestésico-cirúrgico.

As práticas e os cuidados na sala de operação são os mesmos que se utilizam em cirurgias limpas.7 Atendimento após a cirurgia Concluída a cirurgia.Todos os materiais fixos do bloco cirúrgico devem sofrer desinfecção de alto nível após a cirurgia. . . se houver solicitação. observando as infusões endovenosas. . 3.Deve haver barreira de proteção obrigatória entre o paciente e o local da cirurgia. evitando os acidentes com materiais perfurocortantes. . acrescidas dos seguintes itens: . ou à unidade de origem e encaminhá-lo com toda a documentação . cabe ao auxiliar de enfermagem: .20 3. .providenciar o transporte do paciente para a Unidade de Recuperação Pós-Anestésica. por exemplo ruptura acidental de alça intestinal. .remover as pinças e os fios de sutura com as respectivas agulhas que estejam sobre os campos cirúrgicos. .6 Assistência durante a cirurgia contaminada Cirurgia contaminada refere-se à cirurgia em sítio densamente colonizado com a flora humana normal ou quando ocorre intercorrência durante a cirurgia a partir destes sítios.O saco plástico da lixeira deve ser trocado no mínimo duas vezes durante a cirurgia. após a liberação do médico anestesiologista. o curativo cirúrgico.transferir o paciente da mesa cirúrgica para a maca. .remover os campos cirúrgicos que estão sobre o paciente.cobrir o paciente. o funcionamento de sondas e drenos.desligar o foco e os aparelhos elétricos e afastá-los da mesa cirúrgica. mantendo-se aquecido.auxiliar a equipe a retirar a paramentação cirúrgica.

separar todo o material perfurocortante.recolher os instrumentais e materiais que terão de ser desinfetados e esterilizados. . desprezando as secreções no expurgo do Centro Cirúrgico. . . . colocá-la em sacos adequados e encaminhar estes ao local apropriado.separar a roupa utilizada na cirurgia. para facilitar a observação.recolher todo o lixo.recolher o frasco de aspiração e suas extensões. colocá-lo no recipiente adequado e encaminhar este ao local apropriado. conforme rotina do hospital.encaminhar o frasco para limpeza e desinfecção e as extensões com a tampa para reprocessamento. . fechar o saco de coleta e encaminhá-lo ao local adequado.21 em ordem e o prontuário completo. . Conduzindo a maca ou cama-berço pela cabeceira.encaminhar os instrumentais e outros materiais ao setor apropriado. . separando-os por tipo e encaminhando-os para reprocessamento. verificando se não existem instrumentais misturados a ela. .

A . sob o colchão da maca. diretamente para a sala cirúrgica. . provida de colchonete confortável. Pode ser. Independente da unidade que se responsabiliza por transportar o paciente da unidade de internação para o Centro Cirúrgico. . Este procedimento difere de hospital para hospital. apresenta-se a ele como funcionário do Centro Cirúrgico e responsável por transportá-lo para o referido setor. dependendo do tipo de cirurgia ou da rotina da equipe cirúrgica.22 4 TRANSPORTE DO PACIENTE DO CENTRO CIRÚRGICO O transporte do paciente da unidade de internação para o Centro Cirúrgico deve ser feito em maca.Transportar o paciente. Colocá-los a seguir. caso não esteja com sonda vesical.Verificar se foram retirados esmalte.Verificar se o paciente recebeu os cuidados do período préoperatório imediato e se o prontuário está completo. fica sob responsabIlidade da Unidade de internação e em outros. Em alguns. .Conferir a identificação do paciente. dependendo da idade e condições físicas do paciente. . deixando-os de um dos lados da maca.Colocar a camisola aberta e a toca para proteger os cabelos do paciente. grades laterais e rodas em perfeitas condições de funcionamento. ainda usada a cama berço. . é fundamental que a pessoa determinada para esta atividade receba treinamento específico.Preparar a maca ou cama berço com roupas limpas e do mesmo modo como se prepara a cama de um operado. o cobertor e a colcha no sentido longitudinal.Levar a maca a unidade de internação 40 min a 1 hora antes da cirurgia. a partir do “pedido de cirurgia”. inclusive com as radiografias. . Ao transportá-lo alguns cuidados devem ser tornados: . adornos e próteses do paciente. e se este já esvaziou a bexiga. da unidade de Centro Cirúrgico. ou seja enrolar juntos o lençol superior.

23 permanência deste no corredor. propicia a escuta de conversas paralelas que contribuem para aumentar o medo e conseqüentemente. além de ser cansativa. . a insegurança.

sinais vitais. por ser este o profissional capacitado para avaliar-lhe o estado físico. é preciso igualar as alturas desses dois equipamentos e encostar um no outro. Nesse momento são também verificadas as anotações pré-operatórias feitas na unidade de internação: aplicação da medicação pré-anestésica. certificandose de que todos os exames se encontram anexos. retirada de próteses e jóias.24 5 O PACIENTE NA SALA CIRÚRGICA Os procedimentos no Centro Cirúrgico devem estar sempre sob a supervisão do enfermeiro. . aos cuidados do circulante de sala. e manter o paciente aquecido e protegido até a entrada da equipe cirúrgica. ter os cabelos protegidos com um gorro descartável e encaminhado a sala cirúrgica. nesse momento é a de manter uma conversação tranqüila com ele e orientá-lo sobre os procedimentos que virão. que confere seus dados pessoais e seu prontuário. Atualmente a tricotomia no local onde será realizada a incisão cirúrgica. Na transferência do paciente da maca para a mesa cirúrgica. deve ocorrer minutos antes da indução anestésica. então. como medida preventiva de infecção. 5. a começar pelo recebimento do paciente na unidade. Deve-se verificar se a área operatória está devidamente preparada. a fim de facilitar a passagem. emocional e dar-lhe p devido atendimento.1 Recepção e preparo inicial O paciente deve ser cordialmente recebido pelo pessoal de enfermagem. problemas alérgicos e condições físicas e emocionais do paciente etc. realizando a tricotomia. O paciente deve. se necessário. cuja função.

devendo ser realizadas antes e após a manipulação de qualquer paciente. porém ele não deve ser realizado muito próximo a cirurgia pois a fricção e a água tépida removem as células superficiais e aumentam a ascensão das bactérias dos reservatórios mais profundos para a superfície. . .A lavagem das mãos é.Realizar tricotomia apenas quando estritamente necessária devendo restringi-la aos casos em que os pêlos impeçam a visualização do campo ou dificultem a colocação de curativo. .1 No setor de internação .O banho pré-operatório tem como objetivo eliminar detritos depositados sobre a pele e conseqüentemente reduzir a sua colonização.25 6 NORMAS GERAIS OPERATÓRIO PARA OS CUIDADOS NO PRÉ- 6. realizá-la no máx 2h antes da cirurgia. isoladamente a medida mais importante na prevenção das infecções hospitalares.

Além da atuação na avaliação e preparo emocional.medicação pré-anestésica . sudorese e insônia. e detectar sinais e sintomas de alterações físicas decorrentes.passagem da sonda nasogástrica . assistência prestada pela equipe interdisciplinar continua voltada ao preparo físico e emocional do paciente para cirurgia.controle de sinais vitais . é a competência do enfermeiro planejar. Entre estas podem-se citar: taquicardia. hipertermia. hipertensão. Este momento do pré-operatório não é propício ao ensino. Do ponto de vista emocional.higiene corporal e oralesvaziamento da bexiga . Por esta causa.esvaziamento intestinal .26 7 PRÉ-OPERATÓRIO IMEDIATO Neste período do pré-operatório. implementar e avaliar as ações de assistência para o preparo físico do paciente de pré-operatório imediato. sabe-se que a proximidade do ato cirúrgico pode contribuir para aumentar a ansiedade do paciente.preparo da pele .remoção de próteses dentarias e outros . não esteja claro. toda a equipe deve estar alerta para esclarecer-lhe um ou outro aspecto que por ventura.modificação da dieta e jejum antes da cirurgia . Estas ações de assistência compreendem: . pois o paciente não está receptivo para tal.

utilizou como estratégia “a visita pré-operatória de enfermagem” que. na maioria das vezes. Avaliar as condições físicas e emocionais do paciente para obter subsídios necessários ao planejamento e implementação a assistência a ser prestada durante a permanência do paciente na unidade do Centro Cirúrgico e de recuperação pós-cirúrgica. despertou no enfermeiro do centro cirúrgico a necessidade de prestar assistência. Contribuir para a melhoria da qualidade de assistência de enfermagem prestada no período perioperatório. pré e pós-operatório. bem como facilita sua interação com o enfermeiro da Unidade de internação. . tornava-o distante do contato com o paciente. mais direta ao paciente. Proporcionar continuidade na assistência de enfermagem. especialmente no que diz respeito a sistematização de assistência. propicia Ihe maior número de informações possíveis a respeitos destes. a função do enfermeiro da unidade do Centro cirúrgico era dirigida mais para os aspectos gerenciais. A evolução técnica e científica alcançada pela enfermagem. Para tanto. Desta forma a visita pré-operatória ajuda a cerca de obter dados do paciente. Isso fez com que este procurasse uma forma que tornasse possível viabilizar a sua necessidade. além de possibilitar-Ihe perceber o estado de apreensão apresentado pelo paciente e/ou família frente a cirurgia. de forma individual e documentos e documentada.27 8 PRÉ-OPERATÓRIO DE VÉSPERA Até há pouco tempo atas. no período pré-operatório. o que. Finalidades: Diminuir ansiedade do paciente e família em relação ao procedimento anestésico-cirúrgico e ambiente do centro cirúrgico. detecta problemas ou alterações relacionadas aos aspectos biopsicosócio-espirituais do paciente e planeja a assistência de enfermagem a ser prestada no período preparatório.

28 Procedimento: Levantamento de dados. Documentação de Autorização para Cirurgia: • Este documento demonstra que o paciente está ciente do . e assistência de enfermagem. com finalidade de identificar problemas. deve ser orientado quanto a posição específica para a cirurgia e providenciar acessórios para auxiliar na posição. Posição Cirúrgica: Está na dependência da cirurgia proposta. e avaliar se estas são influenciadas no seu estado emocional. para se notificar de alguma recomendação especial. Planejamento da assistência prestada. Horário Programado: Este item serve de orientação ao paciente ou com família para se organizarem em relação ao horário da cirurgia. por intermédio do histórico e exame físico de enfermagem. Cirurgia Proposta: Este item é importante não só para fornecer subsídios para a orientação do paciente. mas também para direcionar a previsão e provisão de materiais e equipamentos para a sala de cirurgia. Consulta ao prontuário médico. Experiência Cirúrgica Anterior: Permite identificar as experiências cirúrgicas vivenciadas anteriormente pelo paciente. que são a base para o diagnóstico da situação. Entrevista com o paciente e/ou família. Interação com a unidade de internação. a fim de pesquisar dados que fizerem necessários.

• Avaliação física geral. assistência também é muito importante. .Conhecimento do paciente sobre o ato anestésico-cirúrgico. preocupações e expectativas quanto ao tratamento cirúrgico proposto.29 tratamento a que vai ser submetido. pois. é um motivo a mais para que este profissional que é designado a trabalhar neste local. • Avaliação geral. A visita do enfermeiro é de fundamental alcance dos objetivos propostos. . especialmente o local onde será feita a incisão cirúrgica.Observação do estado emocional. o termo de responsabilidade deve ter sido assinado pelo paciente e/ou família. que deve constar: . incluindo os segmentos corporais.

. depois de anestesiado. Em geral. . com as pernas em sentido longitudinal ao corpo e os braços abertos. . para ser submetido a operação. como: .arcos de proteção. quanto pelo cirurgião.1 Posição dorsal ou de decúbito dorsal O paciente fica deitado sobre seu dorso.ombreiras metálicas acolchoadas: . Abordaremos a seguir as principais delas.30 9 POSIÇÃO DO PACIENTE PARA A CIRURGIA A posição do paciente é determinada tanto pelo anestesiologista.coxins. dependendo do tipo de anestesia a ser aplicado no paciente. em posição horizontal. de preferência . de acordo com a cirurgia a ser realizada.ataduras de crepom. pois aquelas em que o paciente é colocado para o ato anestésico serão vistas no capitulo 14. 9. . levando em conta principalmente a via de acesso cirúrgico. A posição cirúrgica é aquela em que o paciente e colocado. Trataremos aqui somente das posições cirúrgicas propriamente ditas.perneiras metálicas acolchoadas. gazes e esparadrapo. com comprimento e largura adequados. ambos ajudam a colocar o paciente em posição a fim de que permaneça da maneira mais adequada possível em termos do desenvolvimento do ato anestésico-cirúrgico e de conforto. que aborda anestesia e analgesia. São diversas as posições possíveis.braçadeiras metálicas. .outros.talas de madeira acolchoadas. A equipe de enfermagem deve sempre ter a mão materiais acessórios que auxiliem no melhor posicionamento do paciente. cada qual dependendo do tipo de cirurgia a ser executada. .

sacrococcígea e occipital. Essa posição é utilizada em cirurgias de toracotomia ou lobotomia. torácicas e vasculares. Essa posição é usada nas cirurgias das regiões dorsal. .31 apoiados sobre talas. com a finalidade de facilitar a expansão pulmonar e evitar a compressão dos vasos do pescoço. entre outras.2 Posição ventral ou de decúbito ventral O paciente permanece deitado sobre seu abdome. ou outro isolante qualquer. O paciente é colocado deitado sobre um dos lados.3 Posição lateral ou de decúbito lateral O decúbito lateral pode ser tanto direito como esquerdo. lombar. com os braços e as pernas em sentido longitudinal ao corpo. que são assim posicionados corretamente para evitar sua distensão e compressão. A cabeça deve ser voltada para um dos lados. dependendo da via de acesso que o cirurgião vá utilizar. com a finalidade de evitar queimaduras nesse local devido ao uso do bisturi elétrico. Para manter o paciente nessa posição é preciso restringi-lo com faixas largas de esparadrapo passadas sobre seu quadril e presas a mesa cirúrgica. É a posição cirúrgica mais utilizada e a que traz o menor número de complicações respiratórias intra e pós-operatórias. é necessária a colocação de um suporte para a fixação da fronte. com a perna superior em extensão e a inferior fletida. e um coxim entre ambas para separá-las. em posição horizontal. O braço superior normalmente e fixado ao arco de proteção utilizado para separar o campo cirúrgico do anestésico. Costuma-se utilizar coxins também sob os tornozelos. nas cirurgias efetuadas na região occipital. Nessa fixação deve-se sempre lembrar de revestir o suporte metálico e o braço do paciente com atadura de crepe. Trata-se da posição que se emprega em cirurgias abdominais supra e infra-umbilicais. Vale lembrar que. 9. 9. colocando-se coxins sob os ombros e também sob a região infra-umbilical.

e fixados com correias. . como no caso das cirurgias neurológicas. Deve-se ter o cuidado de envolver-Ihe as pernas de tecido para Ihe proporcionar conforto e segurança. Os principais são: .4 Posição ginecológica Nesta posição. principalmente em pacientes obesos e idosos.32 9.5 Outras posições Além dessas. há posições específicas para determinados procedimentos cirúrgicos. algumas urológicas e exames endoscópicos. . Ao posicionar-se o paciente para uma intervenção cirúrgica. tendo os membros inferiores elevados e colocados em suportes especiais. Esta posição esta indicada para as cirurgias ginecológicas. 9. . distensões musculares provocadas por movimentos bruscos em qualquer parte do corpo.não comprimir terminações nervosas. . também chamados perneiras. o paciente é colocado em decúbito dorsal. deve-se sempre lembrar de alguns cuidados que previnam problemas futuros para ele.o possibilitar livre fluxo das infusões venosas e a adaptação dos eletrodos para a perfeita avaliação intra-operatória. que precisam utilizar acessórios específicos.cuidar para que os membros inferiores (pernas) e superiores (braços) nunca fiquem pendentes da mesa de operação.evitar.não forçar posições de braços ou pernas e protegê-los do contato com superfícies metálicas. proctológicas.proteger as proeminências ósseas. deve-se apoiá-los sobre talas. para evitar a formação de escaras e trombos e a compressão da circulação. sempre que possível. evitando assim paralisias que poderão ser irreversíveis. . otorrinolaringológicas e outras. . sendo impossível colocá-los ao longo do corpo.

pois a mudança repentina de posição pode levar a queda de pressão arterial. até que seja transportado para a recuperação pós-anestésica.observar o posicionamento correto das infusões e drenagens. quando o paciente permanecer em decúbito dorsal. não deixando o paciente sozinho em nenhum momento.33 Da mesma maneira. alternadamente. . Daí a necessidade de redobrar a vigilância.manter a cabeça voltada para um dos lados. deve-se ter o cuidado de descer.ao retirar-se o paciente da posição ginecológica. podendo causar a mesma situação acima referida. as pernas. a fim de prevenir o afluxo rápido de sangue para os membros inferiores. Nesta fase do perioperatório é que mais freqüentemente costuma acontecer as quedas acidentais. da posição cirúrgica. .manusear o paciente anestesiado com movimentos firmes e lentos. . . ao se retirar o paciente. alguns pontos precisam se observados: .

devidamente paramentado. . Com isso. que não precisam ser estéreis. se necessário.34 10 PREPARO DO CAMPO OPERATÓRIO Ao ser colocado sobre a mesa cirúrgica. o excesso é limpado com água destilada estéril. que normalmente acontecem quando o paciente permanece por muito tempo na mesa cirúrgica. Esse local deve estar rigorosamente limpo e. Em seguida é usado o antisseptico para o preparo do campo operatório. com a finalidade precípua de absorver o excesso de produtos anti-sépticos. que é secada com compressa cirúrgica estéril. por meio de compressas cirúrgicas estéreis. como queimaduras químicas. já com técnica asséptica. Dependendo do porte da cirurgia. que verifica se o campo operatório está devidamente preparado. O campo operatório deve ser exposto ao cirurgião. ou mesmo da rotina de algumas equipes cirúrgicas. evitam-se reações químicas adversas. isento de pêlos. As laterais do corpo do paciente devem ser protegidas com compressas ou campos cirúrgicos. com produtos apropriados. ou seja. que normalmente faz a antissepsia. a área operatória é lavada com solução antisséptica detergente. o paciente é cuidadosamente examinado pelo circulante de sala.

soluções de álcool iodado. Em geral são utilizados os seguintes produtos antissepticos: . o preparo do campo operatório e normalmente feito pela equipe cirúrgica.35 11 ANTISSEPSIA CIRÚRGICA Como já foi dito. .soluções de iodóforos a 10%. .5% alcoólico.soluções de clorohexidine a 0. após o posicionamento adequado do paciente. .

1992). • Tricotomia. da aplicação das soluções alcoólicas dos mesmo tipos de antisépticos. Preparo da equipe Degermaçao das mãos Paramentação Cirúrgica . . O prolongamento da antibioticoterapia profilática por mais de 48 horas. apenas aumenta os riscos dos efeitos colaterais e da flora bacteriana.  Anti-sepsia e Anti-séptico Anti-sepsia: aplicar um agente germicida de baixa causticidade. para que a concentração tecidual seja adequada durante o ato cirúrgica.: Recomenda-se que a tricotomia seja realizada. usando o aparelho elétrico. apenas quando os pêIos interferirem no procedimento operatório e.Remover os pelos com lâmina ou aparelho elétrico. hipoalergênico e possível de ser aplicado em tecido vivo.Realizar banho completo antes que este seja encaminhado ao centro cirúrgico.  Preparo da pele paciente: Realizar fricção mecânica da pele com PVP-I ou clorhexedina degermante.  Campos Cirúrgicos Usar campos de tecido impermeável e permeável. Aguardar (minuto para iniciar o procedimento).  Antibiótico profilaxia Recomenda-se a administração da primeira dose no período de indução anestésica. Obs. Anti-sépticos: os produtos anti-sépticos devem constar na portaria nº 930 do Ministério da Saúde (BRASIL.36 12 MEDIDAS DE CONTROLE PARA INFECÇÕES DO SITIO CIRÚRGICO São estas:  Preparo do Paciente • Higiene Corporal . duas horas antes da cirurgia. no máximo.

preferencialmente. entre cirurgias. e limpas. Não há dados que demonstrem a necessidade do uso do anti-séptico no banho.Realizar a tricotomia apenas quando o pelo prejudicar a técnica cirúrgica. máscara a avental estéril. . incluindo gorro.37 12. . no momento da pré-anestesia e manutenção.Dar banho com água e sabão antes da cirurgia. evitando formação de hematomas e espaços vazios. . antes da mesma. o mais próximo da cirurgia.Tratar as infecções existentes previamente ao ato cirúrgico: . trocando-as quando perfuradas.Preparar o campo operatório. . .Minimizar o tempo de internação pré-operatório. por dois a três minutos. Utilizar campos cirúrgicos estéreis. A tricotomia deve ser realizada. com início no pré-operatório (até duas horas antes da cirurgia).Usar luvas estéreis durante o ato cirúrgico. no máximo de 24-48 horas após a cirurgia.Usar antibiótico profilático apenas quando indicado (cirurgias potencialmente contaminadas. não ultrapassando o prazo de duas horas.1 Principais recomendações para prevenção do ISC .Evitar muitas pessoas na sala cirúrgica e manter a porta . . . quando há colação de próteses). . . friccionando a região a ser operada com solução degermante PVP-I ou clorhexedina.Usar técnica cirúrgica adequada.Preparar a equipe com paramentação adequada. por via parenteral. seguindo-se a aplicação de solução anti-séptica alcoólica de PVP-I ou clorhexedina.Lavar as mãos com solução anti-séptica degermante (PVP-I ou clorhexedina) durante cinco minutos antes da primeira cirurgia e. o uso de protetor ocular está indicado para proteção contra respingos em mucosa ocular.

. . .Não colocar pano embebido em soluções desinfetantes na entrada da sala cirúrgica. . periodicamente.38 fechada. após cada cirurgia. manutenção dos filtros dos equipamentos de ar condicionado. .Usar avental para a proteção da equipe cirúrgica. .Fazer.Lavar as mãos antes e após tocar a ferida cirúrgica. . observando os testes de esterilidade.Esterilizar o material cirúrgico. sem necessidade de mudança de rotina para cirurgias contaminadas ou com infecção.Limpar as salas cirúrgicas.

também conhecida como flora de contaminação. corynebactéria (difteróides e corniformes). A flora residente é constituída pro microrganismos capazes de sobreviverem e se multiplicarem na superfície cutânea e folículos pilosos. 13. E. executados em passos padronizados e com observação rigorosas dos princípios científicos. a flora residente e a transitória. A transitória..1 Degermação das mãos e antebraços Este procedimento se justifica por que a pele. acinelobactéria e outros são microrganismos comumente encontrados na flora residente. suor. 13. normalmente. vestir avental e roupa esterilizados. por exemplo. estes microrganismos multiplicam-se. coli) têm condições mínimas de sobrevivência sobre a pele. algumas bactérias Gram-negativas (como. Estes procedimentos são: degermação das mãos. ainda. visando a remoção de bactérias transitórias e algumas residentes. sendo portanto de difícil remoção. após a realização de tal procedimento.39 13 PROCEDIMENTOS NA PARAMENTAÇÃO PARA A CIRURGIA A paramentação da equipe cirúrgica exige a realização de procedimentos específicos. é composta por microrganismos diversos e de virulência variadas. o retardamento da recolonização da flora residente pelo efeito residual. ou seja. A degermação das mãos e antebraços da equipe cirúrgica deve promover a eliminação da flora transitória e redução da flora residente e. Estes microrganismos nem sempre estão presentes na superfície da pele da maioria das pessoas e são removidos mais facilmente. Os estafilococos coagulase negativa. Sabese que. oleosidade e .2 Lavagem básica das mãos É o simples ato de lavar as mãos com água e sabão. é habitada por duas populações bacterianas. e calçar luvas esterilizadas.

13.feche a torneira utilizando o papel-toalha descartável.Pias com pedal ou torneira . de preferência com a mão dominante ou com uso de papel. já que a água quente ou muito fria resseca a pele.Água .1 Materiais e equipamentos necessários .40 sujidade da pele. . .Dispensadores de sabão líquido e anti-sépticos .mantenha se possível. .use.enxugue-as com papel-toalha. unhas e extremidades dos dedos (seguindo os passos conforme a seqüência da Fig.Porta papel toalha e papel toalha. O objetivo da lavagem de mãos é reduzir a transmissão de microrganismos pelas mãos. sem tocar na pia: abra a torneira. de preferência 2ml de sabão líquido e ensaboe as mãos por aproximadamente 15 segundos. . espaços interdigitais.fique em posição confortável. a água em temperatura agradável.enxágüe as mãos. retirando totalmente a espuma e resíduos de sabão. . em todas as suas faces.2.2.2 Técnica Este procedimento deve tornar-se um hábito e ser realizado da seguinte maneira: . 13. sem encostar na pia ou na torneira. 1). articulações. . prevenindo infecções.

3.Como ensaboar as mãos em todas as faces 13. não devem conter esmalte nem ser postiças. a fim de evitar o aumento de carga de bactérias nas mãos. inclusive alianças.3 Preparo das mãos e braços antes do ato cirúrgico Antes de qualquer procedimento cirúrgico. em especial as gram-positivas. o profissional deve remover todas as jóias.41 Figura 1 . 13.2 Materiais e equipamentos necessários • Pias com pedal ou torneira acionada por pé ou cotovelo • Água • Escova esterilizada • Solução anti-séptica em dispensadores • Toalha ou compressa esterilizada . As unhas devem ser aparadas.1 Soluções anti-sépticas com detergentes recomendados • Solução detergente de PVP-I a 10% (1% de iodo ativo) • Solução detergente de clorexidina a 2% ou 4% (alternativa para pessoas alérgicas ao PVPI).3. 13.

e não manualmente. com especial atenção sobre os leitos subungueais e espaços interdigitais. e de uso individual. obedecendo à direção das mãos para os cotovelos. enxaguar em água corrente a partir das mãos par ao cotovelo. A torneira deve ser fechada com o cotovelo ou por outro profissional. 13.4 Técnica de escovação A remoção mecânica dos detritos pode ser realizada por escovação ou fricção: • • • as escovas devem ser macias e descartáveis ou convenientemente esterilizadas. O processo deve continuar pelas faces das mãos e antebraços. iniciando pelas extremidades dos dedos. aplicar a solução anti-séptica sobre a palma da mão. • • durante todo o processo. mas não com as mãos. .3.42 13. as mãos devem estar sempre acima do nível dos cotovelos. A torneira deve ser acionada por pé ou cotovelo. espalhar com movimentos de fricção ou escovação.3 Indicação Preparo das mãos e antebraços antes de qualquer procedimento cirúrgico.3. com movimentos compressivos e não de esfregão. enxugar com toalha ou compressa esterilizada. molhar as mãos e antebraços com água corrente. • • o processo todo deve durar rigorosamente cinco minutos para a primeira cirurgia e três minutos entre dois procedimentos.

Indicação: todas as pessoas envolvidas no trabalho do centro cirúrgico. devem possuir tramas resistentes ao desgaste. propriamente dita. A colocação do avental deve ser feita de maneira cuidadosa a fim de evitar a contaminação do mesmo. Este deve ser segurado com ambas as . conforto e total cobertura a partir do pescoço e membros. devem usar roupas apropriadas. Periodicamente devem ser inspecionados à integridade e durabilidade. A importância da paramentação é proteger a área a ser operada da flora liberada pela equipe cirúrgica e esta da exposição às secreções dos pacientes. Aventais impermeáveis descartáveis representam outra opção. Tal uniforme nunca deve ser usado fora da área do Centro Cirúrgico. Devem possuir uma única camada de tecido. gorro e propés) deverá ser feita no vestiário. sendo seguida da colocação do avental e das luvas estéreis após a escovação das mãos e entrada na sala cirúrgica. • Aventais cirúrgicos Os aventais convencionais devem ser confeccionados em material resistente à penetração de líquidos e microrganismos e ao desgaste e à deformação. Na altura dos punhos. A troca de roupa (pelo pijama cirúrgico. que corresponde à zona de proteção do Centro Cirúrgico. geralmente algodão ou brim.4 Paramentação cirúrgica e EPI’s A paramentação corresponde à troca das vestes rotineiras por vestimentas adequadas antes do ato cirúrgico. Os aventais devem se confeccionados em tamanhos adequados. • Uniforme privativo O uso de uniforme privativo feito de tecido com porosidade de 7 a 10 e o fechamento das calças nos tornozelos pode reduzir a dispersão de bactérias. principalmente dentro das salas de operação. garantindo o fechamento completo.43 13.

A porção posterior do avental é.1 Paramentação com roupas estéreis As roupas estéreis são utilizadas para prevenir a contaminação do campo operatório mediante contato direto do corpo do cirurgião com o do paciente. Todas as pessoas que entram em campo operatório. as quais serão introduzidas simultaneamente através das mangas. • Máscara cirúrgica O uso correto da máscara cirúrgica evita ou reduz a eliminação de microrganismos no ambiente e protege o profissional contra respingos de secreções oriundas do paciente.como é o caso do instrumentador cirúrgico .devem usar aventais e luvas estéreis (Figura 2 e 3). 13.A auxiliar. bem como aquelas que manipulam os materiais e instrumentais estéreis . já paramentada. ajuda o cirurgião a vestir seu avental. Apresentam vida útil de 2 horas. Deve ser usada por todos na sala de operação e cobrir boca e nariz e estar junto a face. São preferíveis as máscaras com dupla gaze de algodão ou de polipropileno ou poliéster. Figura 2 .a boca e o máximo de região de cabelos.4.44 mãos. tracionada. então. Note que os punhos de suas luvas estão colocados sobre as dobras do punho do avental. Máscaras e gorros cobrem o nariz. .

mantendo as costas do cirurgião também estéreis. mantendo-o estéril anterior e posteriormente.45 Figura 3 . O avental é geralmente amarrado atrás. mas o mais recomendado é o tipo circular.A auxiliar ajuda a desdobrar a lateral do avental. na região da nuca e da cintura. e é atado pelo próprio usuário ou com a ajuda do auxiliar já paramentado (ver as figuras abaixo) . Esse tipo de avental envolve o corpo do cirurgião.

idealmente devem cobrir mãos e dedos. onde ficam aderidas devido à pressão elástica do punho da própria luva. calças. devendo obrigatoriamente ser estéreis. máscaras.46 Figura 4 . Note as luvas sobre os punhos ajustados ao avental. Figura 5 . Gorros. estendendo-se por sobre os punhos dos aventais. avental e luvas.Método recomendado para prevenir contaminação quando da colocação das luvas estéreis pelo cirurgião. As luvas cirúrgicas. são a únicas adequadas para os procedimentos cirúrgicos.Paramentação ou vestimenta completa de componentes da equipe cirúrgica: gorro. os propés e as luvas cirúrgicas devem ser tirados ainda na sala cirúrgica. mascara. Os aventais. . jalecos e propés devem ser retirados imediatamente quando molhados ou sujos. aventais.

B . Tais como: • Foco central. A .47 14 EQUIPAMENTOS USADOS NO CENTRO CIRÚRGICO Os equipamentos básicos utilizados na sala de operação são classificados em fixos e móveis. • foco auxiliar. São estes: • mesa cirúrgica e acessórios: colchonete de espuma. • Negatoscópio.Equipamentos móveis São aqueles que podem ser deslocados de uma para outra sala de operação.Equipamentos fixos São aqueles adaptados à estrutura física da sala cirúrgica. e possibilita movimentos suaves e precisos em todas as direções e em ângulo de quase 180º. suporte de ombros e arco para narcose. • aparelho de anestesia. • aspirador de secreções. pinças de Magil e esfigmamanômetro. • banco giratório. de Mayo e para pacotes de roupas estéreis. a partir da simples troca de acessórios e módulos. . • bisturi elétrico ou termocautério. • Sistema de canalização de ar e gases. • Prateleira (podendo estar ou não presente). contendo “kits” de cânulas endotraqueais e de Guedel: laringoscópios. • mesas auxiliares para instrumental cirúrgico. o que permite várias configurações. ou mesmo serem acrescidos durante o desenvolvimento da cirurgia. a fim de atender o planejamento do ato cirúrgico de acordo com a especificidade. Atualmente. perneiras metálicas. já estão no mercado mesas cirúrgicas totalmente automatizadas.

hamper. • suportes: de braço. • equipamentos utilizados para ajudar no posicionamento do paciente. tais como: coxins de areia ou espuma de diferentes tamanhos e talas. • estrado. 14. • carro para materiais estéreis.1 Limpeza dos equipamentos A limpeza desses equipamentos deve ser feita após cada cirurgia. bacia e soro. de qualidade e em quantidade necessárias para prestar melhor atendimento ao paciente. estão exigindo das Instituições de Saúde a aquisição de tais recursos. máquina para circulação extracorpórea e outros. • aparelhos monitores.48 • balde inoxidável com rodízios. O responsável pela limpeza é o circulante da sala de operação e deve ser realizada com compressas estéreis e solução de álcool à 70%. microscópio. na ausência de cirurgias. São exemplos de equipamentos moveis que podem ser acrescentados à sala cirúrgica: suporte de trépano. • balança para pesar compressas e gazes. 14. especialmente no que se refere àqueles utilizados na Unidade de Centro Cirúrgico. prateleiras). quando houver local adequado para a colocação destes materiais como. • carro para materiais de consumo e soluções anti-sépticas (o qual pode ser dispensado.2 Cuidados com os equipamentos Os avanços tecnológicos que vêm ocorrendo nos equipamentos hospitalares. por exemplo. • escada de dois degraus. bem como a atualização contínua dos componentes . ou pelo menos 1 vez ao dia.

pois está relacionada à durabilidade destes e à segurança do paciente. . imprescindíveis ao bom funcionamento do setor.49 das equipes em relação ao manuseio e uso desses equipamentos. A qualidade é um fator importante a ser observado no planejamento de equipamentos a serem utilizados na sala de cirurgia.

• equipos de soro. impressos mais comuns e medicamentos. • estojo de material cortante contento tesouras retas.Material esterilizado • pacote de aventais. estes materiais serão grupados em: esterilizados. este material é esterilizado dentro da caixa de instrumentais. e os específicos. • pacotes de cúpulas grandes e pequenas. sondas e aspiração. cateter para oxigênio. • caixas de fios de sutura de diferentes tipos e números. A . agulhas e cateteres para punção venosa. • caixa ou pacote de cabo do bisturi elétrico. seringas. • pacote de material para anti-sepsia. soluções anti-sépticas. • pacotes de luvas de diferentes números. • pacotes de compressas grandes e pequenas. • pacote de bacia. • pacotes de campos duplos e/ou simples. . nasogástrica e vesical. curvas. Em algumas instituições. Para efeito didático. • pacotes de gazes comuns e especiais. • pacote de cabo com borracha para aspirador. • pacotes de sondas e drenos diversos. • caixa de instrumentos. de acordo com o tipo de cirurgia.50 15 MATERIAIS USADOS NO CENTRO CIRÚRGICO O planejamento de materiais para uso na sala de cirurgia deve incluir aqueles considerados básicos ao atendimento de uma cirurgia geral. • pacote de “opa” (avental de abertura para frente). cabo de bisturi e agulhas de sutura. • pacote de impermeável (para a mesa de instrumentador). • pacotes de cuba rim.

tranqüilizantes. C . . Ringer. bicarbonato de sódio e Haemavel.51 • bandejas Magil. laringoscópio e pinça de B . sendo cada grupo representativo de uma determinada etapa da cirurgia. neurolépticos. relaxantes musculares. de Guedel. iodóforos (iodine mais poilivinilpirrolidona). anticoagulantes. de material para anestesia.Medicamentos • soluções glicosadas. • álcoois (etanol. • requisição de laboratório e banco de sangue. • clorohexidina. contendo cânulas endotraqueais com guia. Manitol. 15. • receituário para medicamentos controlados. • adesivos para fixação de curativos e ataduras. fisiológicas. colinérgicos e anticolenérgicos. • pomadas: xilocaína geléia.1 Instrumental cirúrgico Iremos classificar os instrumentos cirúrgicos em seis grupos básicos. D . antibióticos e outros necessários à assistência do paciente no período intraoperatório. n-propil e isopropil).Soluções anti-sépticas • iodines (álcool iodado com 1% a 2% de iodine e iodine potássio em 70% de álcool). • medicamentos anestésicos. • gráfico de anestesia. eletrólitos. analgésicos. • relação de gastos.Impressos • sistematização de enfermagem.

O bisturi compõe-se por duas peças: o cabo e a lâmina. São conhecidas pelos apelidos de “mosquitinho” ou “mosquito”.1. Os cabos mais curtos são próprios para os atos cirúrgicos de superfície. Muito útil no corte dos fios cirúrgicos.2 Grupo 2 . Os cabos mais longos destinam-se aos atos cirúrgicos em cavidades. Tantos os cabos quanto as lâminas variam de formato e de tamanho. As pinças do tipo “HasItead” por serem pinças finas. é a mais empregada pelo médico-cirurgião chefe e a tesoura do tipo “Mayo” que por ser uma tesoura do tipo reta. traumáticas ou não traumáticas). variando de tamanho (pequenas. vem sendo empregada com sucesso para preensão da aponeurose dos músculos. são a tesoura do tipo “Metzenbaum” que por ser uma tesoura do tipo curva. São bem mais delicadas do . de acordo com o tipo de cirurgia ou ato cirúrgico a ser realizado. são empregadas com sucesso em cirurgias infantis. As mais utilizadas. médias e grandes) e de formato (retas ou curvas. é a mais utilizada pela instrumentadora cirúrgica e pelos médicos cirurgiões assistentes.1. finas ou grossas) de acordo com a sua aplicação. Os bisturis são os principais instrumentos de corte. ou seja. Temos também as pinças do tipo “Kelly” que podem ser observadas na foto. Cada peça tendo a sua respectiva aplicação.Diérese Cirúrgica Neste grupo temos os bisturis e as tesouras. As tesouras também variam de tamanho e de formato (curvas ou retas.52 15. por serem pequenas. Dentre as pinças hemostáticas mais empregadas. ou seja.Procedimentos de Hemostasia Neste grupo temos as pinças onde existe uma grande variedade delas. Os bisturis elétricos facilitam muito o processo de coagulação.1 Grupo 1 . 15. em profundidade. o seccionamento do tecido epitelial. diminuindo bastante os sangramentos em cirurgias. podemos destacar as pinças do tipo “Kocher” que por ser uma pinça traumática. dotada de dentes de rato.

As pinças anatômicas são instrumentos cirúrgicos empregados de forma acessória em procedimentos de preensão.1. são também empregadas em curativos profundos. segurando compressas de gaze. As pinças do tipo “Foerster” que são um tipo de pinça longa. Podemos destacar como instrumentos para preensão as pinças do tipo “Museux”. 15. destacam-se as pinças do tipo “Adson” as do tipo “Potts Smith” e as pinças do tipo “Nelson”. como o próprio nome já diz. As pinças do tipo “Collin” são também conhecidas como “Collin” oval. hepática e renal e as pinças do tipo “Satinsky” e que são muito utilizadas em cirurgias vasculares. Os instrumentos para . erguer momentaneamente inclinar e/ou tracionar determinados tecidos durante certo ato cirúrgico. é a de segurar. As pinças do tipo “Duval” também conhecidas como “triangular de Duval”. Instrumentos para Preensão A finalidade destes instrumentos cirúrgicos. possuem grande aplicabilidade em cirurgias pulmonares. no pinçamento dos lobos pulmonares.Exérese cirúrgica Neste grupo temos os instrumentos para preensão e os de separação. Dentre as mais usadas. pinças do tipo “Allis” e pinças do tipo “Babcock” que é um tipo de pinça preferida para tracionar as alças intestinais. Temos também as pinças do tipo “Pean”. próprias ao pinçamento de tecidos não delicados ou sensíveis. As pinças do tipo “Faure” podem ser observadas na foto. as pinças do tipo “Mixter” que são amplamente utilizadas em cirurgias pulmonar. assim como as pinças do tipo “Rochester”-“Pean” são pinças de maior resistência.3 Grupo 3 . Instrumentos para Separação São também conhecidos como afastadores.53 que as pinças do tipo Kelly e aplicam-se a vasos de menor calibre.

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separação ou afastadores, são classificados em três diferentes tipos. Os primeiros são os dinâmicos que são instrumentos que deverão ser empunhados pelo médico-cirurgião, com a finalidade de expor a observação o campo operatório desejado. Neste grupo, podemos destacar os do tipo “Farabeuf”, o do tipo “Volkman” e os do tipo “Doyen”. O outro tipo são os autostáticos que são os instrumentos que após serem posicionados pelo médico-cirurgião, manterão o campo aberto, sem que haja a necessidade de impunhadura permanente. Os classificados como diversos são os de mais instrumentos de separação ou afastadores que não se enquadram nas duas classes acima descritas. São espátulas, algumas rígidas e outras maleáveis, de acordo com o propósito desejado. 15.1.4 Grupo 4 - Exaurimento Cirúrgico Neste grupo incluímos as agulhas cirúrgicas, os porta-agulhas e os fios cirúrgicos. As agulhas são instrumentos perfurantes que tem como objetivo, associadamente aos fios cirúrgicos, a recomposição de tecidos lesionados, sejam internos ou externos, por meio do procedimento denominado de sutura. Existem um grande número de agulhas, variando de tamanho, calibre e formato. As agulhas cirúrgicas podem ser classifica das quanto ao formato em 4 tipos que são as retas, as curvas as do tipo lanceoladas e as cilíndricas. 1 - Agulhas do Tipo Reta São destinadas a realização de procedimentos de sutura do tecido epitelial, sem o emprego do porta-agulhas. 2 - Agulhas do Tipo Curva As agulhas do tipo curva podem ser semi-retas que ao contrário das agulhas retas, possuem uma leve curvatura.

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As agulhas meio-círculo possuem uma curvatura bem maior do que as agulhas semi-retas, e são eficazes na sutura de tecidos profundos. 3 - Agulhas do Tipo Lanceoladas São agulhas de secção triangular. São utilizadas em tecidos mais resistentes como a sutura da aponeurose dos músculos. 4 - Agulhas Cilíndricas São agulhas de secção circular. Muito empregadas na sutura de tecidos delicados e sensíveis, tais como a reconstituição de vasos sanguíneos rompidos. A classificação das agulhas pode ainda ser feita, quanto ao fio cirúrgico que será utilizado na sutura, em 2 tipos que são: as com fio pré-passado e as com fio a passar. Nas agulhas com fio pré-passado, a agulha já vem de fábrica, montada juntamente com o fio cirúrgico. A base da agulha é interligada com o início do fio, não havendo nenhum desnível. Trata-se de agulha não traumática, por possuir um calibre regular e uniforme na junção com o fio. Nas agulhas com fio a passar, a agulha não vem montada de fábrica com o fio. Será necessário montá-la, passando o fio cirúrgico desejado pelo orifício da agulha. Os porta-agulhas, como o próprio nome já diz, tem como finalidade segurar a agulha durante os processos de sutura. Entre os mais empregados destacam-se o porta-agulha do tipo “Mayo-Hegan” e o porta-agulha do tipo “Mathieu”. Os fios cirúrgicos podem ser classificados em dois grupos básicos: os fios cirúrgicos absorvíveis e os fios cirúrgicos não-absorvíveis. Fios Cirúrgicos do Tipo Absorvíveis São fios que vão sendo gradativamente absorvidos pelo organismo, até desaparecerem por completo. Nestes casos temos o fio Categute-simples que são feitos de fibras de tripas de carneiro e os fios Categute-cromado. Aqui o fio

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categute é tratado quimicamente com um banho de cromo. O objetivo desse fio cromado e frear o tempo de absorção pelo organismo, mantendo-se a tensão do fio por um período de tempo maior. Esse tipo de material é escolhido, quando se deseja maior segurança quanto a durabilidade da sutura para que as partes seccionadas possam se unir. Temos também o fio Dexon que é um tipo de fio produzido com a substância ácido poliglicólico. Fios Cirúrgicos do Tipo Não - Absorvíveis Estes fios não são absorvidos pelo organismo. Caso não sejam removidos posteriormente, irão ficar definitivamente na região suturada. Dentre esses fios podemos relacionar o de Nylon, o de Algodão, o fio de Seda, o de Aço e o fio de Mersilene que é composto de uma substância sintática não absorvida pelo organismo. 15.1.15 Grupo 5 - Instrumentos para procedimentos especiais São instrumentos que não compõem a mesa de instrumentação em cirurgia geral. São instrumentos específicos para determinadas cirurgias ou atos cirúrgicos. Existe uma gama de instrumentos especiais. Como exemplificação podem ser citados a pinça do tipo “Lambott” - “Farabeuf”, e o Clamp de “Kocher” (Coprostase) que é empregado em cirurgias intestinais, objetivando a oclusão da alça intestinal. O Rugina é um instrumento que serve para descolar ou separar as costelas dos tecidos musculares. Tendo grande aplicação nas cirurgias torácicas. A serra de “Gigli” é utilizada em neurocirurgias e em cirurgias ortopédicas. 15.1.6 Grupo 6 - Instrumentos para fins diversos 1 - Campos Cirúrgicos Os campos cirúrgicos são peças de pano que em geral medem 1,50 m

panos esterilizados. onde a gaze com solução anti-séptica é segura pela pinça do tipo “Cheron”. 3 . Os campos cirúrgicos são portanto. até o exaurimento cirúrgico. sangue e/ou secreções diversas. Desta forma. por cima da pele do paciente. Existem com o objetivo de isolar o campo operatório que será alvo da cirurgia. de forma a criar uma barreira de proteção nas bordas das incisões. As tesouras e as pinças. luvas e instrumentos cirúrgicos. pus. O uso correto e os cuidados razoáveis prolongam a sua vida útil e protegem a sua qualidade. ou seja. 4 .Compressas Cirúrgicas As compressas cirúrgicas são utilizadas por cima do campo cirúrgico.50m de largura. com a feitura de um curativo.Drenos Os drenos são tubos de borracha ou plástico. fluidos corporais. 15.57 de comprimento por 1.Seringas e Agulhas Utilizadas para procedimentos anestésicos com infiltração. das demais partes do corpo do paciente. trincar. podem sofrer desalinhamento.2 Cuidados e manuseio dos instrumentos O instrumento deve ser usado somente para a finalidade para a qual ele foi feito. São também empregadas no interior das cavidades.Gazes Podem ser utilizadas desde o procedimento pré-cirúrgico para antisepsia do paciente. que mais freqüentemente são usadas abusivamente. não haverá riscos de membros da equipe cirúrgica tocarem demais partes da pele do paciente e assim contaminarem suas roupas. 2 . que podem vir a ser colocados em determinados pacientes. ou quebrar . 5 . com o objetivo de fazer escoar para o ambiente externo.

O soro fisiológico nunca deve ser utilizado sobre os instrumentos. Obrigatoriamente. de modo que seja ocluído o fluxo sangüíneo sem lesar a veia ou artéria. As garras e os dentes dos instrumentos devem se apor perfeitamente. deixar cair e colocar equipamento pesado sobre eles. Deve-se evitar jogar violentamente.58 quando usadas inadequadamente. Todo instrumento deve ser inspecionado antes e após cada uso para se detectar imperfeições. Eles devem ser manejados individualmente ou em pequenos grupos. Os princípios das precauções universais devem ser aplicados conforme ditados pela política institucional. As tesouras para tecidos não devem ser usadas para cortar suturas ou gaze. As articulações dos . aumentando a ferrugem ou deterioração do metal. Os instrumentos agudos ou delicados devem ser dispostos separadamente para o manuseio e limpeza individuais. para evitar dano e ferimento acidental. ou colocado dentro de uma bacia com água destilada estéril para evitar que o sangue seque sobre o instrumento. No fim do procedimento. Obrigatoriamente os instrumentos devem ser manejados delicadamente. pois o seu conteúdo de sal pode ser corrosivo. as pinças e outros instrumentos articulados obrigatoriamente devem ser inspecionados quanto ao alinhamento das garras e dentes. O instrumento deve funcionar adequadamente para evitar colocar desnecessariamente em perigo a segurança do paciente e aumentar o tempo cirúrgico por causa de falha instrumental. Durante o procedimento. No tempo previsto durante o procedimento. Os fórceps. e recolocá-los sobre a mesa de instrumentos para facilitar o fechamento das contagens. os instrumentos não devem ser colocados todos juntos num amontoado desordenado. As travas devem fechar perfeitamente mas soltar facilmente. a instrumentadora deve lavar e secar os instrumentos usados. As pinças hemostáticas não devem ser usadas como prendedores de toalhas ou para pinçar tubos de sucção. os instrumentos devem estar completamente limpos para assegurar esterilização eficaz. Todos os instrumentos destinados ao procedimento devem ser esterilizados na fase final ou desinfetados antes da remontagem. o instrumento usado deve ser limpo com uma compressa úmida.

rachaduras. ou pontas agudas. 15. Os materiais adicionados durante o procedimento devem ser contados e registrados. bem como minimiza a quantidade de tempo e espaço necessário para montar. cortandose suavemente quatro camadas de gaze. obrigatoriamente devem ser identificados no seu todo. saliências. Os instrumentos desmontados durante a cirurgia. Os instrumentos danificados devem ser colocados de lado e enviados para conserto ou substituição. As contagens iniciais devem ser feitas conjuntamente pela circulante e pela instrumentadora. como certos afastadores.2 Acondicionamento dos instrumentos Os instrumentos devem ser armazenados com segurança. Todos os instrumentos devem ser verificados quanto a pontos de desgaste. 15. O serviço de conserto de instrumentos deve ser escolhido cuidadosamente e usado para a manutenção regular. As prateleiras dos armários devem ser ajustáveis e espadas adequadamente para o armazenamento dos vários tipos e tamanhos de instrumentos. denteamento. Muitos hospitais hoje em dia armazenam os instrumentos em bandejas ou utensílios .59 instrumentos devem funcionar suavemente.2. As contagens subseqüentes devem ser feitas antes do fechamento de uma cavidade ou de uma incisão grande e profunda. Todas as contagens devem ser registradas pela circulante num registro apropriado. como afiar e realinhar. As bordas das tesouras devem ser testadas quanto ao gume.1 Contagem dos instrumentos A maior parte das instituições realiza contagem dos instrumentos como prática padronizada. e ao término do procedimento.2. quando a instrumentadora ou a circulante é substituída por outras pessoas. O estabelecimento de conjuntos instrumentais padronizados com o número e tipos mínimos de instrumentos neles facilita a sua contagem. antes do procedimento.

e facilitar a dinâmica de funcionamento da Unidade. O enfermeiro do Centro Cirúrgico deve zelar para que os equipamentos e materiais utilizados na sala cirúrgica sejam mantidos em perfeitas condições de uso e repostos em quantidade suficiente para assistir adequadamente o paciente. Um inventário de todos os instrumentos deve ser feito periodicamente. Etiquetas e diagramas nos armários ajudam o pessoal. .60 pré-esterilizados.

ao final do ato cirúrgico. Ocorre penetração no trato digestivo. Operações infectadas: realizadas em qualquer órgão ou tecido na presença de processo infeccioso.anexo III) . Operações limpas: realizadas em tecidos estéreis. grande contaminação a partir do trato digestivo. As cirurgias são classificadas em: limpas. Cirurgias limpas com drenagem se enquadram. na ausência de supuração local. 930/92 . na ausência de infecção ou inflamação. necrose. contaminadas e infectadas.61 16 CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS E O POTENCIAL DE CONTAMINAÇÃO Segundo a (Portaria MS n. Todas as cirurgias podem ser infectadas. e cicatrização por segunda intenção. potencialmente contaminadas. Obstrução biliar ou urinária. Dependendo do que vai se encontrar no local. respiratório ou urinário. Operações contaminadas: em tecidos traumatizados recentemente e abertos. Há presença de inflamação aguda na incisão. entendido como o número de microrganismos presentes no tecido a ser operado. cirurgias eletivas atraumaticas com cicatrização por primeira intenção e sem drenagem. Alguns exemplos: Limpos: • Artoplastia do quadril • Cirurgia cardíaca • Herniorrafias • Neurocirurgia • Procedimentos ortopédicos (eletivos) • Mastoplastia • Mastectomias .as infecções pósoperatórias devem ser analisadas conforme o potencial de contaminação. na ausência de processo infeccioso ou inflamatório local. Operações potencialmente contaminadas: colonizadas por flora microbiana pouco numerosa. colonizados por flora bacteriana abundante.

62 Potencialmente contaminadas: • Hiterectomia • Cesária • Cirurgia do intestino delgado (eletiva) • Cirurgia das vias biliares sem estase ou obstrução • Feridas traumáticas limpas (até 10h após) • Colecistectomia • Cirurgias cardíacas com circulação extra-corpórea Contaminadas: • Cirurgia de cólons • Debricamento de queimaduras • Cirurgia bucal. dental e da orofaringe • Fraturas expostas (após 10 horas) • Feridas traumáticas (após 10 horas) • Cirurgia duodenal por obstrução • Cirurgia intranasal Infectadas: • Cirurgia de reto e ânus com supuração • Cirurgia abdominal em presença de conteúdo do colon • Nefrectomia com infecção • Presença de vísceras perfuras • Colescitectomia com empiema .

• Preparar os instrumentais e equipamentos cirúrgicos apropriados a cada tipo de cirurgia. que designa a parte do corpo relacionada com a cirurgia. e por um sufixo. Prefixos da terminologia cirúrgica e seius significados Prefixo Relativo a(o) adeno glândula blefaro pálpebra cisto bexiga cole vesícula colo cólon colpo vagina entero intestino delgado gastro estomago histero útero nefro rim oftalmo olho ooforo ovário orqui testículo osteo osso oto ouvido proto reto rino nariz salpingo trompa traqueo traquéia Sufixos da terminologia cirúrgica e seus significados Sufixo Significado ectomia remoção parcial ou total pexia fixação de um órgão plastia alteração da forma e/ou função rafia sutura . que indica o ato cirúrgico realizado. • Descrever os tipos de cirurgia. os termos são formados por um prefixo. Na terminologia cirúrgica.63 17 TERMINOLOGIA CIRÚRGICA Os principais objetivos da terminologia cirúrgica são: • Fornecer sob forma verbal ou escrita uma definição do termo cirúrgico.

64 scopia (s)tomia visualização do interior do corpo em geral por meio de aparelhos com lentes especiais abertura de um órgão ou de uma nova boca Principais cirurgias com sufixo ectomia Cirurgia Para remoção de apendicectomia apêndice cistectomia bexiga colecistectomia vesícula biliar colectomia cólon embolectomia embolo esofagectomia esôfago esplectomia baço fisctulectomia fistula gastrectomia estomago hemorroidectomia hemorróidas hepatectomia parcial do fígado hiterectomia útero lobectomia lobo de um órgão mastectomia mama miomectomia mioma ooforectomia ovário pancreatectomia pâncreas pneumectomia pulmão prostatectomia próstata retossigmoidectomia reto-sigmóide salpingectomia trompa segmentos selecionados do sistema simpatectomia nervoso simpático. produzindo vasodilatação tireodectomia tireóide Principais cirurgias com sufixo pexia Cirurgia cistopexia histeropexia nefropexia retinopexia orquipexia ou orquidopexia Para fixação de bexiga útero à parede abdominal rim á parede abdominal retina testículo em sua bolsa .

65 Principais cirurgias com sufixo plastia Cirurgia Alterar a forma e/ou função articulação. para testaurar movimento artoplastia e função bleforoplastia pálpebras mamoplastia mama piloroplastia piloro queiloplastia lábio rinoplastia nariz ritidoplastia rugas da face salpingoplastia trompa. para sua recanalização toracoplastia torax Principais procedimentos com sufixo rafia Procedimento Sutura de blefarorrafia pálpebra colporrafia vagina gastrorrafia estomago herniorrafia hérnia osteorrafia ou colocação de fio metálico palatorrafia fenda palatina perineorrafia períneo tenorrafia tendão Principais procedimentos com sufixo scopia Procedimento Visualização de artroscopia articulação broncoscopia brônquios cistoscopia bexiga colonoscopia cólons colposcopia vagina duodenoscopia duodeno endoscopia órgãos internos esofagoscopia esôfago gastroscopia estomago laringoscopia laringe laparoscopia cavidade abdominal sigmoidoscopia sigmóide ureteroscopia ureter uretroscopia uretra ventriculoscopia ventrículo cerebral .

gastroscopia e endoscópio digestivo duodenoscopia laringoscópio laringoscopia laparoscópio laparoscopia sigmoidoscópio sigmoidoscopia Principais cirurgias com sufixo tomia ou stomia Cirurgia Para abertura de artrotomia articulação broncotomia brônquio cardiotomia cárdia bexiga para drenagem da urina por cistostomia sonda e colocação de dreno na vesícula colecistostomia biliar coledocolitotomia colédoco para retirada de calculo coledocotomia e exploração do coledoco coledocostomia e colocação de creno no coledoco duodenotomia duodeno enterostomia colon através da parede abdominal flebotomia dissecção de veia e colocação de uma sonda no gastrostomia estomago através da parede abdominal hepatotomia fígado e colocação de sonda ou dreno no ileostomia íelo e colocação de sonda no jejuno par jejunostomia alimentação laparotomia cavidade abdominal nefrostomia e colocação de sonda no rim tenotomia tendão toracotomia parede torácica toracostomia parede do tórax par drenagem traqueostomia traquéia para facilitar a entrada de ar ureterolitotomia ureter para retirada de calculo . ureteroscopia e cistoscocópio uretroscopia colonoscópio colposcopia colposcópio colonoscopia esofagoscopia.66 Principais aparelhos para visualização direta Aparelho Finalidade artroscópio artroscopia broncoscópio broncoscopia e laringoscopia cistoscopia.

retalhamento diverticulo bolsa que sai da cavidade enxerto transplante de órgão ou tecido incisão perineal destinada a evitar a episiotomia ruptura do períneo durante o parto evisceração saída de víscera de sua cavidade orifício que põe em comunicação parte de um órgão. cavidade ou foco fistula supurativo com a superfície cutânea ou mucosa goniotomia cirurgia de glaucoma onfalectomia remoção do umbigo operação de bursh levantamento da bexiga operação de hammsted correção de estenose pilórica operação de manchester correção de prolapso de útero punção cirúrgica da cavidade par paracentese retirada de liquido ressecção remoção cirúrgica de parte de órgão retocele protrusao de parte do reto toracocentese punção cirúrgica na cavidade torácica varicocele veias ditadas no escroto corte de um segmento do canal vasectomia deferente (para controle da natalidade) .67 Terminologias que não seguem as regras citadas Cirurgia Para abertura de remoção de um membro ou de parte amputação necrosada do corpo conexão e sutura de dois órgãos ou anastomose vasos artodese fixação cirúrgica de articulação bartholinectomia retirada de cisto de bartolin remoção de um tecido vivo para fins biópsia diagnósticos destruição de tecido por meio de cauterização agente caustico ou calor .bisturi elétrico retirada do feto por incisão através da cesariana parede abdominal ressecção da pele do prepúcio que circuncisão cobre a glande cistocele queda da bexiga raspagem e remoção do conteúdo curetagem uterina uterino separação de bordos previamente deiscencia suturados e unidos dissecção corte.

inalatórios ou endovenosos. • Anestesia regional: pode ser: .Peridural: o anestésico é injetado no chamado espaço peridural. o anestesiologista faz uma anamnese dirigida aos elementos relacionados com o procedimento anestésico-cirúrgico. que reveste o espaço raquidiano. não atravessando a dura. sendo os principais anestesia geral e a anestesia regional. .1 Principais objetivos do ato anestésico • Suprir a sensibilidade dolorosa durante a cirurgia • Propiciar condições idéias par a ação da equipe cirúrgica Principais etapas do ato anestésico • Pré-anestesia: consiste em uma visita pré-anestésica: antes do procedimento cirúrgico. promovem a depressão dos neurônios no nível encefálico. 18.68 18 ANESTESIA E ANALGESIA A anestesia é caracterizada pela perda da sensibilidade dolorosa com perda de consciência e certo grau de amnésia. posteriormente. pela manutenção com anestésicos inalatórios. enquanto os anestésicos locais promovem o bloqueio da condução do impulso elétrico nos nervos periféricos. ao passo que a analgesia se caracteriza pela perda da sensibilidade dolorosa com preservação do estado de consciência. • Anestesia geral: caracteriza-se pela administração de anestésico endovenoso e. Os medicamentos anestésicos gerais.2 Anestesia propriamente dita O ato anestésico pode ser realizado de vários modos. 18.

. com saída de líquor. 18.69 . pois.3 Etapa pós-anestésica imediata Esta etapa é muito importante para o paciente que recebe anestesia geral. quando a equipe cirúrgica está terminando o procedimento cirúrgico. o medido ansetesiologista inicia a fase de acordar o paciente. administrando-lhe drogas antagônicas às administradas no decorrer do ato cirúrgico.Raquidiana: o anestésico é introduzido no espaço raquidiano.

considerando fatores relacionados com o paciente. As cefalosporinas de primeira geração (cefazolina. defalotina) são as drogas habitualmente empregadas na APC. em pacientes que não apresentam evidencias clínicas de infecção. gentamicina. metronidazol. mas outras drogas (ex.70 19 ANTIBIÓTICOPROFILAXIA CIRÚRGICA Antibioticoprofilaxia cirúrgica (APC) constitui-se na utilização de agentes antimicrobianos (AAM) com o objetivo de evitar o aparecimento de infecções do sitio cirúrgico (ISC).: cefoxitina) vacomicina. clindamicina) podem ser empregadas para ampliar ou direcionar o espectro de ação sobre bactérias resistentes às cefalosporinas de primeira geração. com o procedimento cirúrgico e com os prováveis microrganismos envolvidos na ISC. A APC tem como objetivos reduzir a adversidade e multiplicação bacteriana nos tecidos operados e diminuir o inoculo bacteriano no momento em que as barreias anatômicas entre os tecidos colonizadores e não-colonizadores são rompidos pelas incisões. .

o anestesista. .máscaras e cateteres para oxigênio (O2). .ventiladores mecânicos. fixos a parede. .oxímetro de pulso. • equipamentos e materiais de suporte respiratório: . . o paciente fica sob os cuidados das equipes de enfermagem e médica.esfigmomanômetro. de modo a favorecer o transporte fácil do paciente anestesiado para este local.71 20 SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA A Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) é a área que se destina a permanência do paciente logo após o término do ato anestésicocirúrgico. .uma saída de ar comprimido.monitor cardíaco. especialmente.uma fonte de aspiração a vácuo. . A Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) deve estar instalada dentro da Unidade de Centro Cirúrgico ou nas suas proximidades. com material completo para intubação orotraqueal e ventilação manual. em perfeitas condições de uso para atender a qualquer situação de emergência. geralmente. tais equipamentos e materiais de uma Recuperação Pós-Anestésica podem ser divididos em: • equipamentos básicos.tomadas elétricas de 110 e 220 watts. . .duas saídas de oxigênio com fluxômetros. Neste local. .sondas para aspiração. .um foco de luz. acima da cabeceira de cada leito: . . .carrinho de emergência.1 Organização da sala de recuperação pós-anestésica A Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) deve ser provida de equipamentos básicos. 20. Didaticamente.

técnicos e auxiliares de enfermagem. O enfermeiro. .soluções desinfetantes e anti sépticas.2 Recursos humanos A assistência ao paciente na SRPA esta sob a responsabilidade das equipes de enfermagem e médica. . . . 20.sistema de drenagem vesical.equipos para medida de pressão venosa central (PVC).sondas vesicais de demora.medicamentos e soros. e a médica. . A equipe de enfermagem compõe-se de enfermeiros. como líder da equipe de enfermagem. . . cateteres. .termômetros.pacotes de curativos.bolsas coletoras para drenos e ostomias. chumaços e adesivos.frascos e tubos esterilizados para coleta de sangue. . seringas e agulhas. É conveniente destacar que as camas para uso na Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) devem ser do tipo cama-macaL. . . de médicos anestesiologistas. providas de grades laterais de segurança.fitas reagentes para dosagem de glicose no sangue e urina.equipos de soro e transfusão.travesseiros. . . • outros materiais: . manivelas para dar posição de proclive e trendelemburg. deve possuir conhecimentos e habilidades para prestar assistência pós-anestésica e .bandeja de cateterismo vesical.caixa de pequena cirurgia. encaixes para adaptar suportes de soro e cabeceira removível para facilitar o atendimento em situações de emergência.72 • equipamentos e materiais de suporte cardiovascular: . almofadas.gazes. . . cobertores e talas.cilindros de O2 e ar comprimido e aspirador elétrico.

o profissional de anestesia permanece a cabeceira da maca (para manter as vias aéreas do paciente) e um membro da equipe cirúrgica permanece na outra extremidade.73 operatória a pacientes submetidos a diferentes tipos de cirurgia e em uso de aparelhos de ventilação mecânica e. A idade do paciente e a condição geral. a camisola suja é retirada e substituída por uma seca. as potenciais alterações vasculares e a exposição. 20. a permeabilidade das vias aéreas. estimam dois enfermeiros para cinco leitos. e todo esforço é feito para prevenir um maior tensionamento sobre a incisão. os sinais vitais 3.3 Transporte do paciente 20. ex. O paciente é coberto com cobertores leves e aquecidos. Para calculo do pessoal necessário a prestação de assistência neste setor.3. As grades laterais são elevadas para proteger contra quedas.1 Para a sala de recuperação pós-anestésica A transferência do paciente pós-operatório da sala de operação para a unidade de recuperação pós-anestésica e responsabilidade do anestesiologista ou anestesista. atuar com presteza nas situações emergenciais. muitas feridas são fechadas sob considerável tensão.. Tão logo ele seja colocado sobre a maca ou leito. O anestésico e outros medicamentos utilizados (p. O paciente deve ser mobilizado lenta e cuidadosamente. A incisão cirúrgica é observada a cada momento em que o paciente no pós-operatório é mobilizado. O transporte do paciente compreende considerações especiais sobre o local de incisão do paciente. O paciente é posicionado de modo que ele não deite sobre nem obstrua drenos ou tubos de drenagem. Durante o transporte da sala de operação para a SRPA. A enfermeira que admite o paciente na GRPA revisa as seguintes informações com o anestesiologista ou anestesista: 1. opióides e . O diagnóstico médico e o tipo de cirurgia realizada 2. ainda.

Quando o paciente chegar à SRPA. Esse relato deve incluir: • Procedimento cirurgião realizado. anestesiologista ou anestesista deseja que seja observado. choque. • Tipo de anestesia feita. hemorragia extensiva. perda sangüínea estimada e reposição 7. Antes de transportar o paciente da SO para a SRPA. • Informações especificas dos diagnósticos pré-operatório do paciente. Quaisquer tubos. se o paciente ou a família foi informada) 6.74 outros analgésicos. a enfermeira circulante deve chamar a SRPA e fazer um relato inicial das condições do paciente. Informação especifica sobre o que o cirurgião. A patologia encontrada (malignidade. relaxante muscular. • Resultado final com relação à intervenção intra-operatória. ex. Quaisquer problemas ocorridos na sala de operação que possam influenciar o cuidado pós-operatório (p. Líquido administrado. antibiótico) 4. cateteres ou outros dispositivos de apoio 8. drenos. parada cardíaca) 5. o anestesista dará à enfermeira da SRPA que recebe o paciente informações pertinentes • Nome • Idade • Procedimento cirúrgico e complicação • Tipo de anestesia • Medicamentos pré-operatórios • Drogas anestésicas • Sinais vitais pré e pós-operatórios • Perda estimada de sangue • Ingestão e eliminação hídrica intra operatórias • Alergias .

ou outras drogas dadas na SRPA geralmente são prescritos pelos anestesista. foi submetido às agressões impostas pelo ato cirúrgico. consciência. desde que não haja contra-indicação médica. onde continuará a receber os cuidados de pós-operatório. um sistema de escore numérico aprovado pelo Serviço de Anestesia pode ser usado para determinar se o paciente está pronto para a alta. pois.4 Responsabilidade e assistência de enfermagem na SRPA O período de recuperação pós-anestésica é considerado crítico. analgésicos. o qual pode estar presente e na oportunidade escrever a ordem de alta. Para atividade. além de ter recebido drogas anestésicas. depois que o paciente chega a enfermaria. Um relato das condições do paciente é feito para a enfermeira que assumirá os cuidados do paciente na enfermaria de cirurgia. O sistema de escore mais comum em uso é o escore de Aldrete. ordens médicas e qualquer outra informação importante. Este relato pode ser feito pelo telefone antes que o paciente deixe a URPA ou pessoa a pessoa. Alternativamente. Em seguida. coloração são atribuídos escores de 0 a 2. até o seu leito. Uma vez confirmada a alta. respiração. o enfermeiro da RPA deve comunicá-la ao enfermeiro da Unidade de origem do paciente. de forma segura. informações pertinentes sobre a cirurgia e a recuperação do paciente.3.2 Alta da SRPA para unidade de internação O paciente geralmente recebe alta da SRPA que é dada pelo anestesista. medicações que foram administradas. informando-lhe as condições em que este se encontra. 20. O paciente necessita de vigilância continua das equipes médica e de enfermagem que atuam no setor. circulação. O relato deve incluir a história préoperatória. .75 • Prescrição de analgesia durante a recuperação Todos os sedativos. 20. transportá-lo. O escore total de 9 a 10 é aceitável geralmente para a alta da SRPA.

76 Devido ao fato de o paciente estar bastante Vulnerável neste período. • antecedentes patológicos. terapêuticos. se indicada. drogas utilizadas na pré-anestesia e na anestesia. a atuação do enfermeiro é imprescindível na avaliação e controle constantes. e que lhes passam as informações básicas sobre o paciente e o tratamento cirúrgico a que foi submetido.4. Estas informações nortearão a assistência a ser prestada. a sua Unidade de origem. • recomendações especiais sobre o pós-operatório. • posição cirúrgica. • intercorrências no período intra-operatório. • perdas sangüíneas e reposição • de líquidos no intra-operatório. • alergia a drogas. e proceder a avaliação preliminar do paciente que. • diagnóstico médico. 20. inclui: função cateteres e outros métodos . • técnica anestésica. Estes recebem o paciente do anestesista e circulante de sala de operação encarregados de transportá-lo até a RPA. • estado geral do paciente ao deixar a sala de operações.1 Recepção do paciente A recepção do paciente na RPA é feita pelo enfermeiro e anestesista responsáveis por este setor. de forma segura. • presença de drenos. • intervenção cirúrgica executada. monitorização cardíaca. detecção e tratamento imediato das complicações. ' A equipe de enfermagem deve instalar a oxigenoterapia. duração do procedimento. • uso do bisturi elétrico e local da placa dispersiva. sondas. oximetro de pulso. e devem incluir: • dados de identificação. prevenção. quando necessária. até que este possa retomar. necessariamente.

posicionamento de sondas. colocá-lo na posição indicada. tomando-a funcional e confortável. sinais vitais. • Observar a coloração das extremidades para avaliar a perfusão tissular • Promover medidas visando o aquecimento e o conforto do paciente • Controlar e registrar a quantidade de líquidos administrados e eliminados através da urina. nível de consciência. cateteres ou drenos. . desconexões de sondas. infusões venosas. por facilitar a eliminação de secreções acumuladas na orofaringe. circulação periférica. condições do curativo cirúrgico. drenagens vômitos e outras perdas. Históricos anteriores freqüentes sobre: • a oxigenação do paciente • volume e regularidade do pulso • profundidade e natureza das respirações • coloração da pele • nível de consciência • capacidade de responder aos comandos A enfermeira realiza o histórico parâmetro seguido pela verificação: • do local da cirurgia quanto à drenagem ou hemorragia • conexão de todos os tubos de drenagem e linhas de monitorização • sinais vitais e estado físico geral deve ser avaliado no mínimo a cada 15 minutos • verificar constantemente a permeabilidade das vias aéreas • avaliar função respiratória • avaliar a função cardiovascular • avaliar a condição do local de cirurgia • estar atento quanto aos sinais de complicações • atentar para medidas de segurança para evitar contusões. drenos e cateteres. O decúbito lateral é a posição ideal em que o paciente deve ser colocado no pós-operatório imediato. queda do leito. função motora e sensitiva. Caso esta não seja possível.77 respiratória e permeabilidade das vias aéreas. coloração da pele.

é o droperidol. As intervenções implementadas e as respostas do paciente a estas deve ser registradas pelo enfermeiro. Uma droga usada freqüentemente. as intervenções de enfermagem são estabelecidas a partir do conjunto de dados levantados. se prescritos. • Mudança de decúbito como medida de conforto • Proporcionar informações para o paciente e família. Fatores precipitantes devem ser eliminados. proclorperazina (Compazine) e prometazina (Fenergau).5 Complicação observadas na SRPA com o paciente . 20. e não da interpretação de dados isolados. • Administrar medicamentos para promoção do alívio da dor. a comadre e o papagaio. A enfermeira da URPA deve proteger as vias aéreas do paciente inconsciente ou semi-consciente para prevenir a possibilidade de aspiração de conteúdo gástrico. tendo em vista a recuperação do paciente e conseqüente alta do setor. permitindo a avaliação da assistência de enfermagem prestada. de outros centros cerebrais e decorrentes de drogas. especialmente nos serviços de cirurgia ambulatorial. como evitar conversações que poderiam suscitar náusea e vômito. prevenir o movimento rápido e elevar a cabeça do paciente. • Inspecionar e controlar o curativo cirúrgico quanto ao volume e aspectos de secreções. as lascas de gelo (se permitido). Plasil).Náuseas e vômitos Executante: enfermeira do SRPA Náuseas ou vômitos geralmente são causados pela estimulação do centro do vomito na medula por impulsos oriundos do trato gastrointestinal.78 • Posicionar no alcance do paciente a campainha de chamada. presença de sangramento. O agente . Outras drogas usadas comumente são metoclopramida (Reglan. Durante o período de permanência do paciente nas SRPA. Terapia antiemética e planejada para reduzir os sintomas gastrointestinais (GI) sem supersedar o paciente.

outras técnicas que podem ser usadas são o relaxamento. aplicações de calor ou gelo. Dosagem. massagem. toque.79 antiemético odansetron (Zofran) foi aprovado recentemente para a prevenção da náusea e do vômito pós-operatório. como a morfina. Esta droga tornou-se popular devido a sua ausência de efeitos colaterais como a sedação. Outros métodos de alívio da dor no pós-operatório incluem a colocação de opiáceo espinhal e epidural e a colocação diretamente de anestésico local pelo cirurgião. A analgesia controlada pelo paciente (ACP) permite que este controle a administração analgésica. Uma dose intramuscular de 30mg de cetorolac e equivalente a 100 mg de meperidina. A dor é então tratada com um opiaceo por via intravenosa. DAINE e opiaceos são usados geralmente em combinação na SRPA. Evidências tem indicado que a analgesia precoce reduz os problemas pós-operatórios (Frost. Drogas antiinflamatórias não-esteróides (DAINE) e opiaceos são os analgésicos de escolha. Se o paciente foi ensinado no pré-operatório. .Hipotensão e choque Executante: médico A hipotensão tem sido definida como uma pressão arterial menor que . 1992). tempo entre as doses e a dosagem máxima que pode ser administrada são prescritos pelo médico. . a meperidina e o fentanyl. hipotensão e tremores. O paciente pode receber uma dose de cetorolac na sala de cirurgia ou imediatamente após a chegada na SRPA. A ACP pode ser iniciada na SRPA ou imediatamente na chegada a sala do paciente. e estimulação elétrica transcutânea do nervo.Dor executante: enfermeiro da SRPA A dor é uma experiência subjetiva e pode ou não ser verbalizada. Outras medicações úteis incluem dimenidrinato. Intervenções não-farmacológicas que podem ser usadas incluem posicionamento. distração com musica. imagem auto-sugestiva. confiança verbal.

fraco e fino .Pele fria e úmida .sonolência . gengivas e língua .Diminuição na pressão do pulso .80 20% do nível basal ou que a pressão do pré-operatório. acumulo de sangue nas extremidades.Respiração rápida . sangue e medicamentos que elevam a pressão arterial. pressão arterial baixa e urina concentrada O choque hipovolêmico pode ser evitado grandemente pela administração regular de líquidos endovenosos. exceto na presença de uma grave doença cardíaca preexistente ou de enfarto do miocárdio durante a cirurgia. acontece como resultado da diminuição da resistência arterial causada pela anestesia espinhal. mudança de posição. O choque neurogenico.pulso rápido e filiforme . elevação na resistência periférica e taquicardia. causa menos comum de choque no paciente cirúrgico. ou de efeitos colaterais dos medicamentos e anestésicos.Palidez .Um pulso rápido. Os sinais clínicos incluem: .Cianose dos lábios. Outros fatores podem contribuir para a estabilidade .Geralmente.desorientação . E caracterizado por uma queda na pressão arterial devido ao acúmulo de sangue nos vasos capacitantes dilatados (aqueles que mudam a capacidade do volume).oliguria .pele fria e palida O choque pode ser descrito como a oxigenação celular inadequada acompanhada da incapacidade de excreção das escórias do metabolismo. O choque hipovolemico é caracterizado por uma queda na pressão venosa. Os sinais clássicos do choque são os que se seguem: . O choque cardiogênico é improvável no paciente cirúrgico. Podemos ser resultante da perda de sangue. hipoventilação.

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hemodinâmica, e a enfermeira da SRPA implementa múltiplas medidas para o gerenciamento desses fatores. A dor é controlada fazendo o paciente ficar tão confortável quanto possível e utilizando as opióides criteriosamente. O desnudamento e evitado e a nomotermia é mantida para prevenir a vasodilatação. A reposição do volume é a prescrição básica. Uma infusão de solução de lactato de Ringer ou uma terapia com componentes sangüíneos é iniciada. O oxigênio é administrado por cânula nasal, máscara facial ou ventilação mecânica. Os cardiotônicos, os vasodilatadores e os Corticosteróides podem ser administrados para melhorar a função cardíaca e reduzir a resistência vascular periférica. O paciente é mantido aquecido; todavia, o calor excessivo é evitado para prevenir que os vasos cutâneos se dilatem e privem os órgãos vitais de sangue. O paciente é posicionado horizontalmente no leito, com as pernas elevadas. A freqüência respiratória e cardíaca, a pressão arterial, a concentração de O2 a débito urinário, o nível de consciência, a pressão venosa central, a pressão da artéria pulmonar, a pressão em cunha da artéria pulmonar e o débito cardíaco são monitorizados para proporcionar informação sobre o estado respiratório cardiovascular do paciente. Os sinais vitais são monitorizados continuamente até que a condição do paciente esteja estabilizada. - Hemorragias Executante: médico Quando a perda de sangue é extrema o paciente fica apreensivo, inquieto e sedento; a pele e fria, úmida e pálida. A freqüência cardíaca aumenta, a temperatura cai e as respirações são rápidas e profundas, geralmente do tipo conhecido como “fome de ar”. Se a hemorragia progride sem tratamento, o debito cardíaco diminui, a pressão venosa e arterial do sangue e o nível da hemoglobina caem rapidamente, os lábios e as conjuntivas tornam-se pálidas, manchas aparecem diante dos olhos, um tinido é ouvido nos ouvidos e o paciente torna-se cada vez mais fraco, porém permanece consciente até próximo à morte.

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A administração da transfusão de sangue ou de hemoderivados é a determinação da causa da hemorragia são as medidas terapêuticas iniciais. O local e a incisão cirúrgica devem sempre ser inspecionados quanto ao sangramento. Se o sangramento é evidente, um acolchoado de gaze estéril e um curativo de pressão são aplicados, e o local do sangramento é elevado ao nível do coração, se possível. O paciente é mantido na posição de choque (deitado de costas na horizontal, com as pernas elevadas em um angulo de 20º enquanto os joelhos são mantidos retos). Se a fonte do sangramento é identificada, o paciente pode ser levado de volta a sala de operação para uma exploração de emergência do local da cirurgia. Quando os líquidos endovenosos são administrados nos casos de hemorragia é importante lembrar que salvo se a hemorragia tiver sido controlada, a administração de grandes quantidades ou muito rápido de Ilíquidos endovenosos pode elevar a pressão arterial o bastante para iniciar o sangramento novamente. - Hipertensão e arritmia Executante: médico A hipertensão arterial sistêmica é geralmente definida como uma pressão arterial maior que 20% do nível basal do paciente ou do pré-operatório. Se novo, os sinais clínicos são os mais importantes indicadores da gravidade da hipertensão. A cefaléia, alterações do estado mental e dor subesternal são todos indicadores de danos a um órgão-fim. A hipertensão pode ser devida ao volume pré-carga ou edema pulmonar, que causa um aumento do débito cardíaco. Neste caso, dá-se diurético ao paciente, faz-se restrição de líquidos e o paciente é monitorizado hemodinamicamente. Outras causas de hipertensão são dor e ansiedade, hipotermia, hipoxemia, hiperearbia e distensão vesical, todos os quais causam aumento na resistência vascular. Os pacientes com dor são medicados e os pacientes com hipotermia são aquecidos. Os pacientes são bem oxigenados e ventilados, se necessário, para melhorar a hipoxemia ou hipercarbia. Os pacientes são

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estimulados a urinar ou são cateterizados para esvaziar toda a bexiga. Drogas anti-hipertensivas são usadas, quando necessárias, para controlar a pressão arterial. Os pacientes devem retomar os medicamentos anti-hipertensivos prescritos no pré-operatório tão logo quanto possível após a cirurgia. Aos pacientes de cirurgia ambulatorial, bem como aqueles internados, deve ser permitido tomar seus anti-hipertensivos prescritos no dia da cirurgia. Uma causa comum de disritmia posterior a cirurgia e a sinus taquicardia (uma freqüência maior que 100 no adulto). Causas freqüentes incluem dor, hipoxemia, hipovolemia, aumento da temperatura e ansiedade. A causa subjacente e tratada. Propranolol, mesoprolol, ou esmolol podem ser dados. - Hipotermia Executante: médico A hipotermia pós-operatória, definida como uma temperatura menor que 36°C ou 96,8° F. A hipotermia pode prolongar o tempo de recuperação e contribuir para a morbidade pós-operatória. O idoso e as crianças maiores de 2 anos de idade são especialmente vulneráveis aos efeitos da hipotermia. A prevenção da perda de calor com na sala de cirurgia, o paciente sob anestesia geral não produz calor e é dependente da temperatura ambiental. A prevenção pode incluir o aumento da temperatura ambiental na sala de cirurgia e a cobertura do paciente na chegada para minimizar a exposição. Os umidificadores de aquecimento e os aquecedores de líquidos adicionam calor. O reaquecimento é uma prioridade nos cuidados imediatos do paciente pós-operatório porque a normotermia reverte todos os efeitos da hipotermia. Roupas e cobertores úmidos e frios devem ser retirados e aquecidos; roupas e cobertores secos, aplicados a cabeça e ao corpo. Várias técnicas de reaquecimento externo estão disponíveis. A aplicação de cobertores aquecidos de tecido de algodão tem sido a tradição na URPA. Os cobertores aquecidos são aplicados a cada 5 a 10 minutos até que o paciente fique normotérmico. Os cobertores de tecido de algodão fazem aumentar a temperatura do paciente

a hipertermia maligna (HM) é uma complicação rara e que coloca a vida do paciente em risco e que pode ser deflagrada por droga comumente usadas na anestesia. A hipertemia maligna quiçá também pode ser acionada por traumatismo. Tratase de uma afecção multifatorial e geneticamente transmitida da na forma de um traço autossômico dominante com expressão variável nos indivíduos acometidos. eles não aquecem o paciente ativamente. Os cobertores de circulação continua de líquidos ou colchão d’água aquecidos tem se mostrado de pouco valor no reaquecimento de pacientes devido ao tamanho da área de superfície em contato com a fonte de calor. As características da síndrome incluem hipermetabolismo celular resultando em: • Hipercarbia • Taquipnéia • Taquicardia • Hipoxia • Acidose metabólica e respiratória • Disritmias cardíacas • Elevação da temperatura corpórea a um ritmo de 1 a 2ºC a cada 5 minutos. ou estresse emocional. Anestésicos inalados e a succinilcolina são os agentes deflagradores mais freqüentemente implicados. As lâmpadas de calor radiante dependem da exposição de grandes áreas da superfície do corpo.84 gradualmente. e o processo ainda pode ser lento.Hipertermia Primeiramente identificada no final da década de 1960. . mas não revertem a hipotermia. A síndrome tem início com um distúrbio hipermetabólico nas células musculares esqueléticas que envolvem mecanismos alterados da função do cálcio a nível celular. o que limita o seu uso aos pacientes adultos. exercícios intensos. Esses sinais podem ocorrer durante a indução ou manutenção da . Os aquecedores de líquidos e sangue são úteis para grandes volumes de líquidos frios. Entretanto.

Dantrolene. outros suprimentos. A localização do soro fisiológico congelado ou gelado e de outros equipamentos deve estar assinalada no kit de emergência. mas a infusão imediata de dantrolene além da conduta adequada reduziram a incidência das fatalidades para cerca de 7%. Se se suspeitar da síndrome. Como a HM é um distúrbio que realmente coloca a vida em risco. embora a síndrome possa ocorrer no pós-operatório ou até mesmo após repetidas exposições à anestesia. os parentes de pessoas com HM devem ser avaliados e testados para a presença da síndrome. Para a sua própria segurança. Pacientes sabidamente ou suspeitos de terem essa síndrome podem ser anestesiados com risco mínimo se forem tomadas as precauções apropriadas. e instruções sobre como tratar a HM na área da SO. Acredita-se que o dantrolene altere a transferência de cálcio para dentro do reticulo sarcoplasmático. É crucial o tempo quando diagnosticada a HM. a mortalidade variava de até 80%. No passado.85 anestesia. deve ser feita uma biopsia muscular para se fazer o diagnóstico antes do paciente ser anestesiado. principais modalidades de tratamento: • resfriamento do paciente com balsas de gelo e soluções IV frias • administração de diuréticos • tratamento das disritmias cardíacas • correção dos desequilíbrios ácido-básico e eletrolítico • monitorização da ingestão • eliminações hídricas e temperatura corpórea Muitos hospitais mantém um kit ou um carrinho de emergência para HM que contém drogas. O soro fisiológico resfriado muitas vezes e guardado na unidade de refrigeração de sangue e seus derivados. tubos laboratoriais. Todo pessoal da SO e da anestesia obrigatoriamente tem de estar familiarizado com o protocolo para seu tratamento. O dantrolene (Dantrium) é um relaxante muscular esquelético tipo hidantoína que também exerce seus efeitos sobre os músculos cardíaco e vascular. muitos anestesistas iniciarão o protocolo de tratamento quando alguns desses sinais e sintomas iniciais ocorrerem não tendo outra explicação imediata. .

devemos nos lembrar de que microrganismos de fontes exógenas. além de exercerem um efeito salutar nos pacientes e no pessoal hospitalar. fluidos corpóreos. a maioria das infecções em feridas cirúrgicas e provocada por microrganismos endógenos. Entretanto. Numa sala cirúrgica bem gerenciada. sendo. nas superfícies das salas cirúrgicas. Infelizmente. nos materiais utilizados no ato cirúrgico e nas medicações administradas. a prevenção de erros durante o ato cirúrgico e o uso racional dos antimicrobianos. No entanto. Nos dias de hoje. a menos que sejam apropriadamente limpas e desinfetadas. ou externas ao paciente. com a adoção das chamadas Precauções Padrão. nos equipamentos anestésicos (quando não são limpados e desinfetados adequadamente). deve ser muito incomum. De maneira geral. a limpeza e a desinfecção reduzem a flora microbiana das áreas do Centro Cirúrgico. tanto para o paciente quanto para a equipe de saúde que atua na unidade. a contaminação grosseira. ou seja. . muito importantes a técnica cirúrgica cuidadosa. ocorrida por contato direto. considerando-se contaminada toda sala em que haja presença de sangue ou. portanto.86 21 FONTES DE CONTAMINAÇÕES EM CENTRO CIRÚRGICO Todo hospital e obrigado a fornecer um ambiente cirúrgico limpo e seguro. foram eliminadas as distinções entre sala contaminada e sala nãocontaminada. As principais fontes exógenas encontradas em Centro Cirúrgico estão no próprio pessoal. estimulando a higiene em seu sentido mais amplo. do próprio paciente. não existem dados concretos que garantam que um ambiente limpo e seguro minimize as taxas de infecção nesse setor hospitalar. também tem importância etiológica. Algumas áreas da sala cirúrgica podem se tomar contaminadas.

87 22 ESPÉCIMES E MEMBROS AMPUTADOS Em toda cirurgia com retirada de uma peça.1 Espécimes O auxiliar de enfermagem que circula pela sala cirúrgica deve estar seguro do que fazer com os espécimes e conhecer as rotinas do hospital. Antes de se colocar o espécime na solução de formol a 10%.tipo de peça cirúrgica. por exigência legal e também como comprovação de que foi realmente retirado do paciente. mas sim em solução fisiológica a 0. os mais simples e seguros são: • Colocar o espécime em recipientes de vidro ou sacos apropriados contendo solução de formol a 10%. .número do quarto e leito . colocando os seguintes itens: nome completo do paciente e. • Pedir ao cirurgião para preencher a requisição do exame anatomopatológico.categoria do paciente. • Fazer anotação no prontuário do paciente em relação a peça que foi retirada e para que laboratório foi encaminhada. Caso isso ocorra. o espécime deve ser encaminhado a exame anatomopatológico. seu número de registro hospitalar. • Identificar o invólucro. • Encaminhar a peça e a requisição de exame para a enfermeira responsável pelo Centro Cirúrgico ou para o serviço de anatomia patológica. órgão ou parte de órgão. não colocar a peça em formol. . . 22. . .nome do cirurgião.nome do hospital. perguntar ao cirurgião se ele ira fazer fotos da peça cirúrgica. • Fazer o registro do envio da peça em livro próprio.9%. completando todos os seus itens. Entre os procedimentos empregados em vários hospitais.

nome do cirurgião.tipo de peça cirúrgica. que chama a família e lhe entrega uma das vias do “atestado de óbito parcial” para que providencie o enterro do membro amputado. denominada “atestado de óbito parcial”. a equipe médica orienta o paciente e seus familiares. Entre os procedimentos empregados em vários hospitais. • Identificar o invólucro colocando os seguintes itens: . em que o cirurgião declara o tipo de cirurgia realizada e o motivo que o obrigou a fazer a amputação. são estes os procedimentos: • solicitar do médico uma declaração em três vias. conforme exigência legal. . exigindo que assinem uma declaração de que estão cientes do tipo de cirurgia a ser feita.nome completo do paciente e seu número de registro hospitalar. O auxiliar de enfermagem que circula pela sala cirúrgica deve estar seguro do que fazer com a peça amputada e deve conhecer as rotinas do hospital.número do quarto e leito . • anotar no prontuário do paciente a peça que foi retirada e o destino que lhe foi dado. .88 22. Caso a família deseje enterrar o membro amputado. Normalmente.2 Membros amputados Em toda cirurgia com retirada de membro ou parte de membro. antes de realizar a amputação de membros. • encaminhar a peça ao necrotério junto com uma das vias do . . esta peça deve obrigatoriamente ser encaminhada para incineração ou enterro.nome do hospital. • Verificar com a família se providenciará ou não o enterro da peça cirúrgica. • encaminhar a peça e o atestado de óbito parcial ao enfermeiro responsável pelo Centro Cirúrgico.categoria do paciente. . os mais simples e seguros são: • Providenciar um saco plástico para colocar o membro amputado.

• fazer o registro do envio da peça em livro próprio. informando que tipo de membro foi amputado. pois elas envolvem um problema legal importante.89 “atestado de óbito parcial”. O auxiliar de enfermagem deve estar consciente da responsabilidade por tais ações. de posse da peça identificada e da autorização citada. preferindo que seja incinerada. o hospital ficara sujeito a sanções legais. Caso a família não queira enterrar a peça. Se as normas não forem cumpridas. cujos responsáveis. • anexar a última via do atestado de óbito parcial” ao prontuário do paciente. encaminhar a peça junto com duas vias da “autorização para incineração” ao necrotério. . • anexar a última via da “autorização para incineração” ao prontuário do paciente. fazendo as anotações pertinentes. tomarão as devidas providências. • anotar no prontuário do paciente a peça que foi retirada e o destino que lhe foi dado. • encaminhar a peça e a autorização para incineração ao enfermeiro responsável pelo Centro Cirúrgico. os procedimentos são: • solicitar ao cirurgião uma “autorização de incineração” em três vias. fazendo as anotações pertinentes. • fazer o registro do envio da peça em livro próprio.

No entanto. Áreas não-críticas São todas as áreas hospitalares não ocupadas por pacientes.1. 23. a limpeza e a desinfecção de pisos. estimulando a higiene em seu sentido mais amplo. áreas críticas e áreas contaminadas. 15.1 Limpeza e desinfecção de áreas São poucas as referências bibliográficas conclusivas quanto a importância da transmissão de infecções hospitalares por meio de grandes superfícies contaminadas. por serem produtos para uso exclusivo em hospitais e estabelecimentos relacionados com o atendimento a saúde. áreas semi-críticas. 23. assim . Os produtos existentes no comércio e que se destinam a limpeza e desinfecção de áreas hospitalares devem ter certificado de registro expedidos pela Secretaria Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde e obedecer ao que dispõe a Portaria n. do Ministério da Saúde. em especial a classificação de desinfetantes hospitalares para superfícies fixas. mobiliário e instalações sanitárias exercem um efeito salutar nos pacientes e no pessoal hospitalar. paredes.90 23 LIMPEZA E DESINFECÇÃO DA SALA CIRÚRGICA Estas orientações destinam-se a estabelecer critérios para a seleção e o uso adequados de processos físicos e químicos de limpeza e desinfecção em estabelecimentos de saúde. de 23 de agosto de 1988.1 Classificação das áreas pelo risco de contaminação Os diferentes ambientes existentes nas instituições de saúde podem ser classificados em áreas não-críticas. A escolha dos procedimentos está condicionada ao potencial de contaminação das áreas e artigos e aos riscos inerentes de infecção hospitalar.

sanitários etc. pus e secreções ou excreções. sala de parto e de operação. entre outras). Devem ser limpas. mas podem sofrer processos de desinfecção. com a finalidade de manter o asseio e a higiene do ambiente. sendo o núcleo de todas as ações para os cuidados de higiene. depósitos. unidade de tratamento intensivo adulto. infantil e neonatal. sendo utilizado no tratamento de áreas e superfícies críticas . ou o risco aumentado de transmissão de infecção (por exemplo: laboratório de análises clínicas.2 Método de limpeza e de desinfecção Limpeza É a operação realizada para a remoção física de sujidades. Devem ser limpas. Áreas contaminadas São aquelas em que se verifica a presença de sangue. lavanderia). Devem passar por processos de desinfecção com remoção da matéria orgânica.1. sala de hemodiálise. Áreas semi-críticas São todas as áreas ocupadas por pacientes portadores de doenças infecciosas de baixa transmissibilidade e de doenças não-infecciosas (por exemplo: enfermarias e ambulatórios).91 como as idênticas as encontradas em qualquer edifício público (por exemplo: escritórios. Desinfecção É o processo pelo qual são destruídos os microrganismos em sua forma vegetativa. Áreas críticas São aquelas áreas em que se verifica a depressão da resistência antiinfecciosa do paciente (por exemplo. Método: água e sabão ou detergente. cozinha e lactário. banco de sangue. 23.).

paredes e mobiliário. em pisos. • álcoois e glicóis. 15/88 .1. entre as quais podem ser citadas: Princípios ativos permitidos • fenólicos. e que atendam as determinações da Portaria n. utilizando inclusive a ação mecânica.MS. • Pseudomonas aeruginosa. Microrganismos testados para avaliação da ação antimicrobiana • Staphylococcus aureus.4 Métodos de desinfecção • Quando usado agente químico que contenha detergente: . 23. • Salmonella choleraesuis. desde que atendam a legislação . • biguanidas. Tempo de contato • 10 minutos. Nesse processo são utilizados produtos químicos. • compostos orgânicos e inorgânicos liberadores de cloro ativo.3 Produtos químicos para desinfecção de áreas e superfícies Os desinfetantes hospitalares para superfícies fixas são os produtos para uso específico em hospitais e estabelecimentos relacionados com o atendimento a saúde. • iodo e derivados.limpar a superfície com o produto químico para a retirada da sujidade.1. • quaternários de amônio.92 e/ou contaminadas. • outros princípios ativos. específica. 23.

colocar o produto químico sobre a matéria orgânica.usar obrigatoriamente os equipamentos de proteção individual EPI. . seguindo as orientações contidas no rótulo do produto.limpar a superfície com água e sabão ou detergente para a retirada da sujidade. . . . • Cuidados a serem observados durante o processo: .verificar o tempo de contato do produto com a superfície que esta sendo limpa .10 minutos.passar o produto químico.passar novamente o produto. deixando-o em contato com a superfície por dez minutos. . utilizando inclusive a ação mecânica. • Quando da desinfecção de áreas contaminadas: .verificar a correta diluição do produto seguindo as orientações contidas no rótulo do produto. • Quando usado agente químico que não contenha detergente: .verificar incompatibilidade entre o sabão e o produto químico.limpar o local novamente com o produto químico e deixá-lo em contato com a superfície por dez minutos.enxaguar abundantemente. . .93 . . deixando-o em contato com a superfície por dez minutos.retirar a matéria orgânica envolvida no produto químico e desprezar.

mínima. para produzir concentração constante de oxigênio.máscara que libera fluxo de oxigênio moderado para o nariz e a boca.máscara com dispositivo que mistura ar e oxigênio.1 Oxigenioterapia O oxigênio e um gás inodoro. É utilizado para tratar ou evitar os sintomas e manifestações da hipoxia. o ar ambiente (puxado pelos orifícios laterais da máscara) mistura-se com o gás fornecido pela máscara facial. reduzindo a concentração de oxigênio inspirada. Máscara facial simples . Máscara de Venturi . Não pode fornecer as concentrações de oxigênio superiores a 40%. 2. 1. b. reservatório de oxigênio líquido ou concentrador de oxigênio. Também pode ser aplicado diretamente ao tubo endotraqueal ou traqueal por meio de um respirador mecânico. moderada) e a assistência ventilatória necessária (respirador mecânico. sistema de tubulação. Quando outros débitos da máscara não satisfazem a velocidade do fluxo inspiratório do paciente. o fluxo total de gás no rosto do paciente deve satisfazer ou exceder a taxa de fluxo inspiratório máximo. cânula nasal com aparelhos de reservatório ou vários tipos de mascara facial. b. A máscara de Venturi mistura um fluxo fixo de oxigênio com um fluxo elevado. respiração espontânea). podendo ser administrado por cateter nasal. a. Pode ser fornecido a partir de um cilindro. ligeiramente mais pesado que o ar. peça em T ou AMBU de ressuscitação manual. para fornecer a concentração de oxigênio constante. Libera concentrações de oxigênio de 40% a 60%.94 24 PROCEDIMENTOS E TÉCNICAS REALIZADAS EM UM PACIENTE CIRÚRGICO 24. Cateter nasal pinos nasais que liberam baixo fluxo de oxigênio. a. de ar. o método escolhido depende da concentração necessária de oxigênio. porém variável. sem sabor e transparente. Exige respiração nasal. variabilidade desejada na concentração fornecida de oxigênio (nenhuma. cateter transtraqueal. 3. O oxigênio penetra por meio de um jato (abertura restrita) em uma .

A máscara sem reinalação possui uma bolsa insuflável para armazenar oxigênio a 100% e uma válvula unidirecional entre a bolsa e a mascara. a. 5. ingestão de líquidos ou alimentos. O ar ambiente também penetra e mistura-se ao oxigênio neste local.95 velocidade elevada. b. para evitar a entrada de ar ambiente na inspiração.realizado por meio de um pequeno cateter (n. O aporte de oxigênio e mais eficiente. d. todo o volume inspiratório do paciente é fornecido pela máscara/reservatório. Não interfere com a conversação. Na inspiração. Cateter transtraqueal . Praticamente elimina a reinspiração de dióxido de carbono o gás em excesso sai através das aberturas na máscara. b. O débito da máscara varia aproximadamente de 97 litros por minuto (24%) até cerca de 33 litros por minuto (50%). porque todo o oxigênio entra nos pulmões. . e somente penetrando uma pequena quantidade na bolsa b. 8) inserido entre a segunda e terceira cartilagens traqueais. Quanto maior for a velocidade (menor a abertura). o AMBU enche-se de oxigênio. para impedir que o ar expirado penetre na bolsa. a. para permitir a entrada do ar ambiente. c. Em termos ideais. permitindo o suprimento de oxigênio quase a 100%. A máscara de reinalação parcial apresenta um AMBU insuflável que armazena oxigênio a 100%. maior quantidade de ar ambiente e puxada para dentro da máscara. e os gases expirados saem através das perfurações em ambos os lados da máscara. o paciente inala da mascara e AMBU. podendo ser escondido sob a camisa ou blusa. Possui válvulas unidirecionais que cobrem uma ou ambas as portas de expiração. c. As concentrações elevadas de oxigênio (50 a 75%) podem ser fornecidas. Possui válvulas de mola ou palheta. a. na expiração. 6. caso o suprimento de oxigênio falhe ou as necessidades do paciente superem o fluxo de oxigênio disponível. carregando com ele o dióxido de carbono expirado. 4.

A máscara de pressão positiva continua na via aérea (PPCVA) é usada para fornecer a pressão positiva inspiratória e expiratória na via aérea de uma maneira similar a pressão terminoexpiratória positiva (PEEP) e sem intubação endotraqueal. As altas taxas de fluxo inspiratório são necessárias para manter a pressão positiva na inspiração. a. Com a máscara. Os gases expirados saem através do circuito do reservatório aberto. para manter a pressão positiva na expiração. utiliza a via aérea superior. b. a. o adaptador encaixa-se no tubo endotraqueal ou de traqueostomia. A bolsa de reanimação manual (AMBU) fornece alta concentração de oxigênio ao paciente com esforço inspiratório insuficiente. hiperinsuflação durante a aspiração ou transporte de pacientes dependentes de respirador. 24. Uma válvula de PEEP e incorporada dentro do orifício de expiração. Geralmente utilizado na parada cardiorrespiratória. b. 9. c. A peça ou adaptador em T é usada para administrar oxigênio ao paciente com tubo endotraqueal ou de traqueostomia que esteja respirando espontaneamente.96 7. b. a.1 Oxigenioterapia por cateter nasal Material/Equipamento • • • • Fonte de oxigênio Cateter nasal de plástico com circuito de conexão Umidificador cheio de água destilada Fluxômetro . Sem máscara. Possui uma bolsa insuflável e faixa para a cabeça destinada a selar firmemente a máscara contra o rosto. c.1. Alta concentração de aerosol e oxigênio e liberada através de circuito de tubo corrugado de grosso calibre. fornecendo oxigênio a boca e nariz do paciente. 8.

Sentir para verificar se o oxigênio está fluindo através dos pinos da cânula.97 • Avisos de NÃO FUMAR Procedimento Ação de Enfermagem Fase Preparatória 1. Colocar os pinos da cânula no nariz do paciente e ajustar as amarras ao redor das orelhas. GA ou SaO 2 e o funcionamento do equipamento em intervalos regulares. Fase de Acompanhamento 1. Estabelecer a velocidade do fluxo nos litros/minuto prescritos. 5. 2. Avaliar a condição do paciente. Registrar a velocidade do fluxo usada e a resposta imediata do paciente. . Mostrar o cateter nasal para o paciente e explicar o procedimento. 2. Verificar se o paciente em uso de oxigênio está confortável. 2. 4. Afixar avisos de NÃO FUMAR na porta e no campo visual do paciente e das visitas. Assegurar-se de que o umidificador esta cheio até a marca apropriada. Avaliar o risco de retenção de CO2 com a administração de oxigênio. Acoplar o circuito de conexão da cânula nasal a saída do umidificador. Fase de Realização 1. Verificar os sinais vitais e nível de consciência atuais bem como a GA mais recente. 3. 3. 6. para adaptar confortável e seguramente.

3. quadris flexionados e pés repousando sobre o leito. Colocar o recipiente para os resíduos em local acessível. Separar os pequenos lábios. Fase de realização 1. afastados em 0. 2. Direcionar a luz para a visualização da área genital. campos. drenar a urina nos períodos pré e pós-operatório.2 Cateterismo vesical Cateterismo O cateterismo pode ser realizado para aliviar a retenção urinaria aguda ou crônica. de modo que o meato uretral seja . 6. 4. Posicionar o oleado sob as nádegas do paciente. Colocar a paciente em posição de decúbito dorsal com os joelhos flexionados. Cobrir o paciente. 7. Abrir a bandeja de cateterismo usando a técnica asséptica. determinar a quantidade de urina residual depois de urinar. Lavar as mãos. Calçar as luvas estéreis. Material • Luvas estéreis • Conjunto de sonda estéril descartável com lubrificante • Solução anti-septica para a limpeza periuretral (estéril) • Luvas. Procedimento Paciente do sexo feminino Fase Preparatória 1.98 24. Posicionar a paciente confortavelmente. ou determinar a mensuração exata da drenagem urinária em pacientes criticamente doentes. 5. esponjas Seleção do tamanho da sonda Usar a menor sonda capaz de fornecer a drenagem adequada.6m.

Quando a resistência e sentida no esfíncter externo. limpeza com movimentos para baixo no sentido antero-posterior. 3. Descartar o chumaço de algodão após cada uso. empregam-se o cloreto de benzalconio ou outro agente de limpeza. aumentar discretamente a tração do pênis e aplicar pressão suave e continua sobre a sonda. 4. a. . Quando a urina começa a fluir. Manipular as compressas de limpeza com pinça. para ajudar a relaxar o esfíncter. introduzir a sonda dentro da uretra.5cm. 5. 3. Quando o paciente e sensível ao iodo. 4. enquanto a sonda e introduzida. usando a pinça para fixar as compressas limpas.99 visualizado. b. 2. Paciente do sexo masculino 1. até que a urina flua. Lubrificar bem a sonda com lubrificante ou anestésico tópico prescrito. utilizando técnica asséptica estrita. 6. Introduzir a sonda bem lubrificada por 5 a 7cm no meato uretral. Aplicar tração suave no pênis. a. Limpar ao redor do meato uretral com uma solução de iodopovidona. avançar o cateter por mais 2. Lavar a glande do pênis ao redor do meato urinário com uma solução iodotora. Garantir que a sonda não é muito grande ou fica muito apertada no meato uretral. antes de coletar uma amostra. avançar a sonda por 15 a 25cm. Permitir que alguma urina flua através da sonda. Segurar a diáfise do pênis (com a mão não-dominante) e elevá-lo. c. até que o cateterismo termine. b. uma das mãos deve manter o afastamento dos lábios. Pedir que o paciente faça força (como se estivesse urinando). Evitar contaminar a superfície da sonda. 2. Manter a esterilidade da mão dominante. Manter a retração do prepúcio. Usar as luvas estéreis.

Explicar o procedimento ao paciente.Equipo • Com dispositivo heparinizado: . também do equipo do scalp (pode retirar o ar com liquido a partir do equipo de infusão.Heparina ou solução fisiológica (1-2 ml) em seringa esterilizada • Esparadrapo • Curativo transparente ou outro material para curativos • Tala de braço revestida (quando necessário) • Cateter /agulha desejada: . Determinar se o paciente e destro ou sinistro. Silastic.3 Punção venosa com agulha ou cateter Material • Garrote de látex • Luvas descartáveis • Swab anti-septico (álcool. cloreto de polivinila) no calibre escolhido (números 14-25) .Extensor do equipo ou dispositivo intermediário . 2. antes de manusear materiais esterilizados e iniciar a punção venosa. Recolocar (ou reposicionar) o prepúcio. Fazer com que o paciente deite no leito. iodo.Cateter (Teflon. Procedimentos Fase Preparatória 1.100 7. poliuretano ou . prendendo a agulha nele ou através da irrigação do scalp com solução fisiológica em seringa esterilizada). 24.Scalp tipo borboleta A lavagem completa das mãos é necessária. Retirar todo o ar do equipo.Solução IV . iodo-povidona) • Em caso de infusão continua: .

Retirar o garrote. Aplicar o garrote 5-10 em acima do local da punção desejado. 7.6-1. d. e verificar a distensão satisfatória da veia. Os pulsos distais devem permanecer palpáveis. c. Calçar as luvas. 9. 3. Fazer com que o paciente abra e feche a mão várias vezes. Segurar o braço do paciente de modo que o polegar do enfermeiro fique posicionado aproximadamente a 5 cm do local. 2. caso o local não esteja muito visível. 7. Utilizar um movimento lento e contínuo. pode haver a necessidade de penetrar primeiramente na pele em um ângulo de 20° e. Quando o vaso é “bailarina”. Limpar a pele com algodão com álcool. 4. Retirar a proteção da agulha. 5. b. 6. e não pelo manúbrio colorido. Puxar a agulha para trás. sempre segurar o cateter pela câmara plástica transparente de refluxo. Reaplicar o garrote. abaixar o cateter até o nível da pele. atá que tenha sido desinfetado um circulo de 5-10 cm. Fazer tricotomia. em seguida. Permitir que a área seque ao ar livre. com o bisel voltado para cima. 8. Exercer tração sobre a pele na direção da mão. Introduzir a agulha. Selecionar o local para a punção 5. empurrar a agulha em paralelo a pele.101 3. 6. Fase de Realização: inserção do cateter 1. Avançar o cateter aproximadamente por 0. 8. 4. Quando inserir. Limpar o local: a.3 cm para dentro da veia. Preparar a pele com iodo-povidona (um iodofor) durante 1 min. começando a partir do centro do local proposto para a periferia. a fim de separar a agulha do cateter em . Sendo a veia penetrada. através da pele em um ângulo.

lenço de papel e cuba-rin . 14. enquanto tentar avançar o cateter.6 cm. Se for um dispositivo heparinizado. 9. 24. tamanho do cateter. hora da inserção e as iniciais do profissional. Aplicar pressão sobre a veia. Fazer uma alça no equipo e fixar com esparadrapo ao curativo ou ao braço. 13. e avançar o cateter para dentro da veia. Registrar essa informação a cada troca de curativo. Quando encontrar resistência. 10. tomando o cuidado de manter a esterilidade do equipo. data. 15. Se for um equipo.5 ml de solução fisiológica ou heparina. Material • Sonda nasogástrica . Irrigar com 0. Tentar outra punção com um novo cateter. soltar o garrote e remover cuidadosamente a agulha e o cateter. Aplicar o curativo transparente no local ou usar o curativo de acordo com o protocolo da instituição. enquanto mantém o manúbrio do cateter em posição.4 Sondagem nasogástrica A introdução de sonda nasogástrica (SNG) refere-se a inserção de sonda através da nasofaringe dentro do estômago. colocar a tampinha e o extensor. parar. quando prescrito • Clamp para a sonda • Toalha. 12. acoplá-lo ao manúbrio do cateter e ajustar o fluxo de infusão a velocidade prescrita. Registrar no esparadrapo do curativo com uma seta indicando o trajeto do cateter. 11.geralmente de Levin com luz única ou sonda coletora de Salem com dupla luz • Lubrificante hidrossolúvel • Aspirador.102 0. acima da extremidade do cateter com o dedo mínimo ou anelar. soltar o garrote e remover lentamente a agulha.

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• Copo de água e canudo • Tintura de benjoin • Esparadrapo hipoalergênico: 1,5 cm e 2,5 cm • Curativo transparente • Aparelho de irrigação com seringa de 20ml ou uma seringa de 50 ml com extremidade à sonda • Estetoscópio • Abaixador de língua • Lanterna • Luvas descartáveis • Soro fisiológico Fase Preparatória 1. Perguntar ao paciente se ele já se submeteu a alguma cirurgia nasal, sofreu trauma, desvio de septo ou distúrbio hemorrágico. 2. Explicar o procedimento ao paciente e dizer como a respiração pela boca o engolir pode ajudar na passagem da sonda. 3. Colocar o paciente em posição sentada ou de Fowler alta; por toalha sobre o tórax. 4. Determinar com o paciente que sinal ele pode usar, como levantar o dedo indicador, a fim de indicar para “aguardar por alguns momentos” por causa do engasgo ou desconforto. 5. Remover as dentaduras; colocar a cuba-rim e os lenços de papel no alcance do paciente. 6. Inspecionar a sonda para defeitos; observar para orifícios parcialmente fechados ou bordas ásperas. 7. Colocar a sonda de borracha em água gelada durante alguns minutos, para tomar a sonda mais rígida. A sonda de plástico já pode estar suficientemente firme; quando muito rígida, mergulhar em água morna. 8. Determinar o comprimento do tuba necessário para alcançar o estômago.

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9. Fazer com que o paciente assoe o nariz, para limpar as narinas. 10. Inspecionar as narinas com um lanterna, observando para qualquer obstrução. Ocluir cada narina e pedir que o paciente respire, o que ajuda a determinar qual narina está mais permeavel. 11. Lavar suas mãos, calçar as luvas descartáveis. 12. Medir a distância entre o nariz, lóbulo da orelha e o apêndice xifóide do paciente, e marcar corretamente na sonda. Algumas sondas podem ser pré-marcadas, para indicar o comprimento, mas isso pode não se correlacionar exatamente com a mensuração obtida. a. A distância do nariz ao lóbulo da orelha é a primeira marca na sonda. Esta medição representa a distância até a nasofaringe. b. Quando a sonda alcança o processo xifóide (extremidade do esterno), é feita uma segunda marca. Esta medição constitui o comprimento necessário para alcançar o estômago. Fase de Realização 1. Enrolar os primeiros 7 a 10 cm da sonda ao redor dos seus dedos. 2. Lubrificar a porção enrolada da sonda com a lubrificante hidrossolúvel. Evitar ocluir as orifícios da sonda com o lubrificante. 3. Inclinar a cabeça do paciento para trás, antes de introduzir a sonda na narina, e enfiar suavemente a sonda dentro da nasofaringe posterior, direcionando para baixo e para trás no sentido da orelha. 4. Quando a sonda alcança a faringe, o paciente pode engasgar; permitir que ele descanse por alguns momentos. 5. Fazer com que o paciente incline a cabeça um pouco para diante. Oferecer vários goles de água através de um canudo ou permitir que o paciente chupe lascas de gelo, exceto quando contra-indicado. Avançar a sonda, à medida que o paciente engole. 6. Rodar suavemente a sonda em 180º para redirecionar a curvatura. 7. Continuar a avançar a sonda gentilmente a cada vez que o paciente engole. 8. Quando surge obstrução para impedir a passagem da sonda, não

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empregar força. A rotação suave da sonda pode ajudar. Não obtendo sucesso, remover a sonda e tentar a outra narina. 9. Quando existirem sinais de angústia, como dispnéia, tosse ou cianose, remover imediatamente a sonda. 10. Continuar a avançar a sonda, quando o paciente deglute, até que a marca alcance a narina do paciente. 11. Para verificar se a sonda está no estômago: a. Pedir que o paciente fale; b. Usar o abaixador de língua e a lanterna, para examinar a boca do paciente - principalmente no paciente inconsciente. c. Prender a seringa na extremidade da SNG. Colocar o estetoscópio sobre o quadrante superior esquerdo do abdome e injetar 10 a 20 ml de ar, enquanto ausculta o abdome. d. Aspirar o conteúdo do estômago com uma seringa de 50 ml. Quando o conteúdo gástrico não pode ser aspirado, colocar o paciente em decúbito lateral esquerdo e avançar a sonda por 2,5 a 5 cm e tentar novamente. e. Radiografia pode ser realizada, para confirmar a posição da sonda. 12. Depois que a sonda e introduzida e a colocação correta confirmada, prender a sonda a aspiração ou clampear a sonda. 13. Aplicar tintura de benjoim na área onde o esparadrapo e colocado. 14. Fixar a sonda com: a. Esparadrapo antialérgico; dividi-lo em seu comprimento apenas até a metade, prender a extremidade integra do esparadrapo no nariz e cruzar as extremidades separadas ao redor da sonda. Aplicar outro pedaço de esparadrapo ate a crista nasal. b. Colocar um curativo biooclusivo transparente na saída da narina. 15. Fixar a sonda na roupa do paciente. Usar uma faixa de borracha, para fazer um nó corrediço, de modo a fixar a sonda na roupa do paciente. Fixar a faixa de borracha na roupa do paciente usando alfinete de segurança. 16. Clampear a sonda, ate que a finalidade da inserção da sonda aconteça. 17. Fixar a luz maior da sonda de Salem ao aspirador, quando

para proteger o leito. deixando-o coberto.solução comercial .papel higiênico .equipo de soro .Explicar o procedimento e sua finalidade ao paciente.Colocar o forro sob as nádegas do paciente. 24.vaselina ou xilocaína geléia . 6 . 9 . 11 . 4 . 3 . 7 .106 prescrito.Colocar a comadre sobre o leito. 5 . 10 .Abaixar a cabeceira do leito. .Colocar o paciente em decúbito lateral esquerdo.luvas Procedimento 1 .Colocar biombos em volta do leite. 2 .sonda retal .Lavar as mãos.Colocar o suporte de soro junto ao paciente.5 Lavagem intestinal com solução comercial Material .Colocar o Frasco de solução conectado ao equipo no suporte. 8 .Aquecer a solução e levar o material para junto do paciente e colocá-lo sobre a mesa-de-cabeceira.biombos . A aspiração continua baixa ou a aspiração alta intermitente podem ser utilizadas com a sonda de Salem.forro . recomenda-se a aspiração intermitente baixa.comadre .gaze . Quando se emprega a sonda de Levin.Reunir e preparar o material e levá-lo próximo ao leito do paciente.

22 .Oferecer material para lavagem das mãos do paciente.Retirar as luvas.Introduzir a sonda no reto.Calçar luvas.Anotar: horário. Adaptar a sonda. descrição do conteúdo de retorno e a reação do paciente. envolvendo-a em papel higiênico. .Não deixar entrar ar no intestino.Quando a solução estiver acabando. quantidade da solução usada. deixar correr um pouco da solução na comadre. 15 .Lavar as mãos. 27 .Colocar o paciente em decúbito dorsal e levantar a cabeceira do leito.Dobrar o lençol e.Abrir a pinça do equipo e deixar o líquido correr lentamente. 26 . Pedir ao paciente para respirar profundamente.Desprezar a sonda.Colocar o paciente na comadre ou levá-lo ao banheiro deixando o papel higiênico a mão. 20 . 12 . colocando-a no lixo do banheiro. 23 . desprezando o cometido e lavando-a.Aconselhar o paciente a reter a solução.Lubrificar a ponta da sonda retal. afastar a prega interglútea. 25 .Diminuir ou interromper momentaneamente o fluxo do líquido. em direção a cicatriz umbilical. fechar a pinça e retirar a sonda. 16 . 17 . se necessário. se o paciente acusar dor. para retirar o ar do intermediário.Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem.107 mais ou menos 45 cm acima do nível do leito.Retirar a comadre e levar ao banheiro. 14 . 13 . com cuidado e vagarosamente. 18 . Observações: . . expondo a região anal. 21 . cerca de 8 a 10 cm. 24 . com a mão esquerda. 19 .

expondo apenas a área a ser tratada.Fazer a limpeza da incisão. 2 . 5 . 8 .Explicar ao paciente o que será feito. 3 .Colocar gazes em quantidade suficiente sobre o campo estéril.Montar a pinça Kelly com gaze. auxiliada pela pinça anatômica e umedecê-la com soro fisiológico. 4 .6 Curativo de incisão simples Material: . desprezando-a na borda do campo. 9 .108 24. 10 .Lavar as mãos. de cima para baixo.Fechar a porta. 12 .P.V.Colocar as pinças com os cabos voltados para a borda do campo.Abrir o pacote de curativo com técnica asséptica. se necessário Procedimento 1 .bandeja contendo: 1 pacote de curativo solução antisséptica (P.biombo. se necessário. 7 .I.Reunir o material e levá-lo próximo ao leito do paciente.Remover o curativo com a pinça dente de rato. 11 .seringa de 20ml . de dentro para fora. utilizando as duas:faces da .luvas . tópico) gazes esparadrapo soro fisiológico 1 saco plástico pequeno éter e/ou solução de benjoim . com movimentos semicirculares. 6 .Colocar o paciente em posição adequada.Proteger o paciente com biombos.

18 . 13 .Limpar as regiões laterais da incisão cirúrgica após ter feito a limpeza da incisão principal.Passar éter e/ou solução de benjoim.Lavar as mãos.Manter o carro de curativo da unidade. data e horário sobre o curativo: 20 .P. 14 . nunca voltando a gaze onde já passou.V.109 gaze. 19 . da incisão com gaze seca.: Manter o curativo ocluído ou aberto. utilizando sempre uma mesa ou bandeja auxiliar.Lavar as mãos antes e depois da realização dos curativos.I.Secar a incisão de cima para baixo.Solução anti-séptica: trata-se da polivinilpirrolidona iodo a 1% (P.Retirar o excesso de solução antisséptica. após cada curativo feito. sem voltar ao início da incisão.Secar as laterais da incisão. não ultrapassando o período de seis horas (campo provável da multiplicação das bactérias). . e após ter . ao redor da incisão.Colocar o nome. de cima para baixo. de cima para baixo. . nunca voltando a gaze onde já passou 15 . para apoio do material. .Encaminhar o material de curativo usado. Obs. .Aplicar solução antisséptica e/ou medicamentos na incisão. tópico) Remover curativos úmidos. o mesmo deverá ser adotado para a roupa de cama suja de secreção. 21 .Proceder a desinfecção da bandeja ou da mesa auxiliar após a execução de cada curativo. 17 . 16 . sempre que necessário. Observações: . 22 .Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem.Anotar. fora do quarto do paciente. de cima para baixo. quando houver indicação. ao expurgo da unidade.

Portanto. 2 .I. e orientar o paciente para que faça o mesmo.Nunca desprezar curativos sujos e dejetos no lixo do quarto e sim num saco plástico individual.seringa de 20ml . protegê-los sempre com plástico. utilizar soluções antisépticas aquosas. prejudicando a circulação. . pois agravam o trauma tissular e retardam a cicatrização.Não abrir curativos para encaminhar o paciente para o banho. .110 retirado o curativo antigo ou sujo.Não falar próximo à ferida.bandeja contendo: 1 pacote de curativo solução antisséptica (P. .Não usar faixas ou ataduras que comprimam os tecidos.Lavar as mãos. se necessário Procedimento 1 .7 Curativo de incisão com pontos subtotais ou totais Material: .luvas .V.P.Não utilizar soluções detergentes nos curativos. 24. tópico) gazes esparadrapo medicamentos específicos soro fisiológico 1 saco plástico pequeno éter e/ou solução de benjoim . . . .biombo.Reunir o material e levá-lo próximo ao leito do paciente.

Fechar a porta. 8 . dos pontos totais ou subtotais e das laterais. sem voltar ao início da incisão. incluindo os pontos totais ou subtotais. 17 . 7 . 20 .Aplicar solução antisséptica na incisão principal e nos pontos totais ou subtotais. 9 . 15 . auxiliada pela pinça anatômica e umedecê-la com soro fisiológico.Colocar o paciente em posição adequada.Calçar luvas.Colocar gazes em quantidade suficiente sobre o campo estéril. expondo apenas a área a ser tratada.Colocar as pinças com os cabos voltados para a borda do campo. com movimentos semicirculares. seguindo a mesma direção anterior.Abrir o pacote de curativo com técnica asséptica. de dentro para fora. 13 – Introduzir soro fisiológico. 14 . 16 . no interior dos pontos subtotais.Proteger a roupa de cama com impermeável ou forro sob o local do curativo. utilizando as duas:faces da gaze.Montar a pinça Kelly com gaze. 11 .Limpar as regiões laterais da incisão cirúrgica após ter feito a limpeza da incisão principal e do primeiro ponto total ou subtotal. com auxílio de gaze .Retirar o excesso de solução antisséptica.Continuar a limpeza da incisão central.111 3 .Explicar ao paciente o que será feito. acompanhada dos pontos totais ou subtotais e das laterais. se necessário. 5 . 12 . 10 . nunca voltando a gaze onde já passou. desprezando-a na borda do campo. com auxílio de uma seringa. 4 . 19 .Remover o curativo com a pinça dente de rato. até chegar ao final da incisão e do último ponto total ou subtotal. 6 . 18 .Secar a incisão principal desde o início.Proteger o paciente com biombos. de cima para baixo. conforme descrito nos itens 14 e 15.Fazer a limpeza da incisão.

1 . 21 . recoberto com equipo.P.Passar éter e/ou solução de benjoim.bandeja contendo: 1 pacote de curativo solução antisséptica (P. para melhor aderência do esparadrapo/micropore. 2 . aberta outra vez. do mesmo modo já descrito anteriormente.8 Curativo de incisão aberta Material: . provavelmente.Anotar.: Manter o curativo ocluído ou aberto.Proteger a área principal (incisão central e pontos totais e subtotais) com gaze cobrir a área. Geralmente e feito quando a incisão será.Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 25 .V.I. ao redor da incisão. data e horário sobre o curativo: 24 .112 seca.Colocar o nome. 22 . 24. de cima para baixo. tópico) gazes esparadrapo medicamentos específicos soro fisiológico 1 saco plástico pequeno seca em quantidade suficiente para .Ponto total: é feito com equipo de soro e passa pelo peritônio. Obs. 23 .Lavar as mãos. e não passa pelo peritônio. 26 . quando houver indicação. Observações: .Ponto subtotal: é aquele feito com fio de sutura. tipo "prolene".

auxiliada pela pinça anatômica e .Acrescentar. se necessário: gaze vaselinada estéril 1 lamina de bisturi 1 bacia estéril ataduras de crepe chumaço de algodão estéril compressa estéril máscara aspirador de secreções sacarose .Colocar a mascara e calçar luvas. 5 .Lavar as mãos.Explicar ao paciente o que será feito.Colocar as pinças com os cabos voltados para a borda do campo. se necessário. 4 .Fechar a porta. 6 . 3 . 11 .Proteger a roupa de cama com impermeável ou forro sob o local do curativo.Colocar gazes em quantidade suficiente sobre o campo estéril. 12 . 7 . 14 . se necessário Procedimento 1 . 2 . 9 .luvas .Remover o curativo com a pinça dente de rato. 13 .biombo.Colocar o paciente em posição adequada. expondo apenas a área a ser tratada.Montar a pinça Kelly com gaze.Proteger o paciente com biombos. desprezando-a na borda do campo. 10 . 8 .113 éter e/ou solução de benjoim .Retirar ataduras com auxílio da lâmina de bisturi.Abrir o pacote de curativo com técnica asséptica.Reunir o material e levá-lo próximo ao leito do paciente.

19 . 20 . iniciado de fora para dentro.Cobrir a incisão aberta com gaze seca. 18 . Fazer ponto de aproximação de bordos de deiscência com espátulas.Repetir o item 17 quantas vezes forem necessárias. de cima para baixo.Retirar o excesso de solução antisséptica. utilizando as duas:faces da gaze. colocar uma bacia sob a área a ser tratada. 27 .Lavar as mãos. ao redor da incisão. independentemente do seu aspecto.Colocar o nome.Anotar. de fora para dentro.Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. com auxílio de uma gaze seca. . ou seja.Colocar solução antisséptica e/ou medicamentos no interior da incisão.Para curativos contaminados com muita secreção. 28 . 22 .Fazer a limpeza da incisão aberta. 24 . serão sempre realizados conforme a técnica de curativo contaminado. se houver indicação. data e horário sobre o curativo: 26 .Secar a região dentro da incisão (deiscência). Observações: . 15 . lavando-a com soro fisiológico. 21 .114 umedecê-la com soro fisiológico. 25 .Os curativos de incisão aberta.Passar éter e/ou solução de benjoim. chumaço ou vaselina estéril.Secar a região de fora da incisão. .Retirar as luvas e a mascara. 16 . 23 .Fazer a limpeza da parte de dentro da incisão (região da deiscência) utilizando soro fisiológico e as duas faces da gaze. 17 . especialmente tratando-se de membros inferiores ou superiores.

preparo e empacotamento. tal planejamento deve ser executado por uma equipe multiprofissional. as finalidades a que esta Unidade se destina. a fim de atender prontamente às necessidades das Unidades do hospital. . a fim de assegurar economia de pessoal. manter a reserva de material. o sistema de centralização visa: padronizar as técnicas de limpeza. Do ponto de vista administrativo. cuja atenção deve estar voltada para a dinâmica de funcionamento do setor. quais sejam: descentralizada . semi-centralizada . considerandose as diferentes etapas do processamento dos materiais.Cada Unidade ou conjunto de unidades do hospital é responsável por preparar e esterilizar os materiais que utiliza. pode-se avaliar a sua importância: à equipe de saúde oferece infra-estrutura material indispensável ao seu desempenho técnico-científico. O planejamento desta Unidade é de suma importância.1 Planejamento A Central de Material Esterilizado é o conjunto de elementos destinados a recepção e expurgo. centralizada . guarda e distribuição do material para as unidades do estabelecimento de saúde. preparo e esterilização. até a sua distribuição às Unidades do hospital. Por isso. ao paciente proporciona segurança e eficácia no atendimento e a Instituição contribui para a qualidade da assistência prestada. mas os encaminha a Central de Material para serem esterilizados. Quanto a esta dinâmica classifica-se três tipos de Central de Material.115 25 CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO 25.Os materiais de uso em todas as Unidades do hospital são totalmente processados na Central de Material. material e tempo. Considerando.Cada Unidade prepara os seus materiais. então.

. preparo e empacotamento das luvas cirúrgicas. . .116 facilitar o controle do consumo.É a área destinada a esterilização dos materiais e roupas. como é o caso de alguns aparelhos.Área para recepção de roupas limpas – É o local destinado a receber as roupas limpas provenientes da lavanderia. aumentando a segurança no uso. . desinfetar e separar os materiais provenientes dos diferentes setores do hospital.Área de preparo de materiais e roupas .Área para recepção. desinfecção e separação de materiais . 25.É o local destinado a receber. da qualidade do material e das técnicas de esterilização. teste. concentrar o material esterilizado ou não-esterilizado.É a área onde são lavados os materiais manualmente ou por meio de máquinas lavadoras especiais.1 Estrutura física São elementos essenciais à dinâmica de funcionamento da Unidade: .Área para esterilização . secagem.Sala para lavagem e preparo de luvas (entalcamento) – É a sala destinada a lavagem. entalcamento. permitindo obter maior produtividade. Esta área deve ser constituída num ambiente separado dos demais e provido de máquinas próprias para o reprocessamento das luvas.Área para lavagem de materiais . .1.Esta área se destina a preparar e empacotar ou acondicionar os diferentes tipos de materiais e roupas para serem esterilizados. para posterior empacotamento e esterilização. pelos diferentes métodos: área para esterilização física (esterilização pelos métodos . a conservação e a manutenção dos mesmos. favorecer o ensino e o desenvolvimento de pesquisas. desenvolver as atividades específicas com pessoal treinado para tal. tornando mais fácil o controle.

desinfecção e separação de materiais são consideradas "sujas". . apropriado e exigindo que o funcionário utilize paramentação adequada.117 físicos: calor úmido. cestos de aço inoxidável.Sala administrativa . a fim de permitir a aeração dos materiais esterilizados pelo óxido de etileno. algumas considerações devem ser feitas em relação a: A. como: . portanto.Sala para armazenagem e distribuição de materiais e roupas esterilizadas . e importante que permita a . podem ser usados armários. Ainda no planejamento desta Unidade.É a área que se destina ao controle administrativo da Central de Material. depósito de armazenamento de cilindros e sala de aeração. Para isso.Deposito de material de limpeza. .Sanitários com vestiário para funcionários. Esta área deve ser provida de antecâmara.É o estoque de materiais para uso na Central de Material e demais setores do hospital. calor seco e ionização). mais modernamente. .É a área que se destina a armazenar os materiais e roupas esterilizadas para distribuí-los às Unidades do hospital. de 31/07/91.Almoxarifado . área para esterilização química íiquida. O uso deste produto e regulamentado pela Portaria nº 4. Destaca-se que as atividades de recepção. área para esterilização química gasosa. não se questiona a forma da planta física da Central de Material Esterilizado.Área para armazenagem e distribuição de materiais descartáveis Esta área destina-se a armazenar e distribuir os materiais descartáveis. Forma Modernamente. sala de esterilização. Independente da forma. . Alem destes. devendo. do tipo "gaiola". são necessários ambientes de apoio. ser realizadas em local exclusivo. prateleiras e. .

chefia de enfermagem. e circulação de pessoal. De acordo com o Ministerio da Saúde as áreas da Central de Material devem ter as seguintes dimensões: área para recepção. e de 0. tempo e movimento. desinfecção e separação de materiais 0. 15.00 m2 por leito.0% restantes. facilitar ao enfermeiro a visão da Unidade e a supervisão do pessoal.0%. de 0.75 m2/leito. Tamanho ou dimensão A determinação do tamanho ou da área mínima. e acima de 300 leitos. recepção e distribuição de materiais. percorrer determinado fluxo e.0 m2.70 m2 naqueles com número de leitos superior a 150. . de 0.85 m2/leito.0% destinam-se ao preparo de luvas. 10.118 observação de alguns princípios básicos na dinâmica de funcionamento. sala para lavagem e preparo de luvas -7.0%. às áreas de preparo de materiais.90 m2/leito. 7. ao arsenal e os 53. no sentido de evitar cruzamento do material limpo com o contaminado. visando: permitir o fluxo progressivo do material.0 m2.área mínima . B.0%. permitir maior produção com menor gasto de energia. até 149 leitos.08 m2 por leito .8. de 0. à área de esterilização. até 199 leitos. portanto. A área total construída para a Central de Material Esterilizado em hospital de: até 99 leitos deve ser de 1. Recomenda-se que a área destinada a esta Unidade corresponda a 0.80 m2 por leito nos hospitais de 25 a 150 leitos.70 m2/leito. até 299 leitos. em m 2 da Central de Material Esterilizado é calculada com base no número de leitos do hospital. de 0. até 249 leitos. obrigatoriamente. Os materiais tem de. à de armazenamento de material estéril. em linha reta. 15. de 0. o ambiente desta tem de se adequar a este fluxo". desde a área de recepção até a de distribuição. Da área total.80 m2/leito.

6. área de armazenagem de material descartável . manter distância mínima de 0.0.0.25 m2 por leito com área mínima de 12. 25.5 m2. área para preparo de materiais e roupas limpas .0 m2.2. o uso de lâmpadas fluorescentes.0 m2. para tornar as atividades aí desenvolvidas mais agradáveis.0 m2. É recomendado que a Central de Material Esterilizado seja provida de um sistema de música ambiente. deposito .depende do tipo de equipamento usado. portanto.2 Localização Qualquer que seja a localização da Central de Material Esterilizado na . área para esterilização química gasosa: antecâmara . D.4. área de esterilização física . sendo indicado. Assim.0% da área de armazenagem de material esterilizado.119 área para recepção de roupa limpa .1.5.25.0 m2. C.0 m2.0 m2.2 m2 por leito com o mínimo de 10.4.0. se a ventilação for feita pelo sistema de ar condicionado. sala de armazenagem e distribuição de material e roupa esterilizada . Janelas Devem ser amplas e fechadas.0 m2.60 m entre as autoclaves. a artificial deve proporcionar luminosidade mais próxima da natural. Paredes e Piso Estes devem ser de cor clara e de fácil limpeza. sala de aeração . E. Iluminação Deve ser suficiente para facilitar o trabalho. além da luz natural. sala de esterilização . área para esterilização química líquida .

Centro Obstétrico. A quantidade está na dependência do número de leitos e do tipo de hospital. como se trata de equipamentos caros. a equipe de enfermagem deve receber treinamento especial para o manuseio e conservação dos mesmos. carros para transportar materiais. bacias e respectivos suportes. em cada área. carros para carregamento de autoclave. os equipamentos necessários à dinâmica de funcionamento. na qual o enfermeiro deve ter presença marcante. bem como a observação da qualidade dos equipamentos previstos ao bom funcionamento desta Unidade a serem adquiridos. suporte e cestos para a guarda de materiais. A aquisição de equipamentos deve ser feita por equipe multidisciplinar. São estes: máquina lavadora e esterilizadora de instrumental. autoclaves. e a quantidade. Terapia Intensiva e outras. 25.3 Equipamentos básicos de uma central de material A Central de Material Esterilizado deve possuir. baldes. é fundamental que haja transporte e comunicação fácil com as Unidades de Centro Cirúrgico. mesas e balcões de trabalho.120 Instituição de saúde. máquina reprocessadora de luvas.1. estufa elétrica (Forno de Pasteur). recipientes para lixo e/ou suportes para sacos de lixo. Tanto as máquinas quanto os aparelhos devem estar sob manutenção constante de técnicos especializados e todos os . Se localizada em andar superior ou inferior ao Centro Cirúrgico. Pronto-Socorro. É fundamental o planejamento da quantidade exigida. o transporte de materiais pode ser feito por monta-cargas. cadeiras anatômicas. máquina seladora de embalagens. destilador de água.

O enfermeiro deve se preocupar com a manutenção periódica dos mesmos. a fim de que não haja interrupção de continuidade na dinâmica de trabalho da Unidade. . O método para calcular a quantidade de material em movimento na Central de Material Esterilizado baseia-se na quantidade máxima de material. ocasionando prejuízos na assistência prestada ao paciente. de materiais descartáveis. Destas. outra preparada e a outra esterilizada.Previsão de materiais – Compete ao enfermeiro da Central de Material Esterilizado. na Central de Material. É importante ressaltar que nos hospitais-escola. Esta previsão e imprescindível. o movimento de aventais cirúrgicos.121 equipamentos mantidos em perfeito estado de conservação. Assim sendo. Alguns desses equipamentos estão se tornando dispensáveis. em virtude do uso. e multiplicando-a por quatro. cada vez maior. que é consumido em 24 horas. o cálculo de aventais cirúrgicos deve considerar a média de freqüência de alunos na sala cirúrgica. uma sendo lavada. pronta para uso. a fim de evitar danos temporários ou irreparáveis. em determinada Unidade do hospital. em 24 horas. juntamente com o supervisor. Partindo da premissa de que são utilizados quatro aventais em cada cirurgia e de que são realizadas. serão utilizados 40 aventais por dia. para substituir aqueles que foram danificados ou atender ás necessidades emergenciais decorrentes de problemas relacionados aos sistemas de lavagem e esterilização. a partir de dados estatísticos encaminhados pelos enfermeiros responsáveis das Unidades do hospital. uma porção esta sendo usada. Consideram que o total de roupa cirúrgica. em media. a previsão de aventais cirúrgicos tem como base o número de componentes da equipe cirúrgica que farão uso de avental e de cirurgias programadas para o período. Para exemplificar. deve ser de 160 unidades. prever a quantidade de materiais em movimento no período de 24 horas. previsto . considerando que a sua não realização pode ser responsável pela falta de materiais disponíveis para uso imediato. nas 24 horas. recomenda-se manter uma determinada quantia em reserva. 10 cirurgias no período de 24 horas. A esse total.

fazer levantamento mensal dos materiais solicitados pelos diferentes setores do hospital.122 para uso nas 24 horas. É da competência do enfermeiro a responsabilidade pela chefia.1 Competência do enfermeiro da CME supervisionar e controlar as atividades desenvolvidas em cada uma das áreas da Central de Material Esterilizado.2 Recursos humanos Do ponto de vista da organização. prover a Unidade de recursos humanos e materiais. realizar reuniões periódicas com a equipe de enfermagem para passar informes gerais e específicos da Unidade. a equipe de enfermagem desta Unidade deve ser composta por enfermeiro. estabelecer um sistema de controle dos equipamentos e materiais de que dispõe a Unidade. técnico e auxiliares de enfermagem. manter-se atualizado em relação aos novos tipos de materiais e equipamentos disponíveis no mercado. a fim de planejar o suprimento da Unidade para atendê-los. deve ser multiplicado por cinco. planejar e executar programas de treinamento e educação continuada. 25. de modo a atender à demanda de atividades realizadas. levando em conta a quantidade e a qualidade. emitir parecer técnico na compra de equipamentos e outros materiais. estimulando maior interação entre os seus componentes.2. manter relacionamento efetivo com a Diretoria de Enfermagem e . para assegurar o bom funcionamento da Unidade. 25. o que reverterá em segurança na assistência ao paciente.

almoxarifado. fazer a estatística mensal da produção e o relatório anual das atividades desenvolvidas na Unidade. elaborar o regimento interno e o manual operacional da Unidade.  Realizar atividades de acordo com as rotinas técnicas sob a .  Participar de treinamento e desenvolvimento. esterilização e distribuição) no Centro de Material e Esterilização.  Comunicar ao enfermeiro qualquer anormalidade com os artigos e equipamentos.  Executar as etapas de processamento do artigo (recebimento. efetuar regularmente testes bacteriológicos nos aparelhos de esterilização. 25. encaminhando-os a Diretoria de Enfermagem.  Participar da implantação de novas técnicas. engenharia e demais Unidades da Instituição. notificar à CIPA a ocorrência de acidentes (se houver) e avaliar a dinâmica de funcionamento da Unidade para intensificar as medidas de prevenção.  Auxiliar no acompanhamento de estágios. avaliar e divulgar os resultados obtidos. mantendo-os sempre atualizados. setor de compras. prevenir a incidência de riscos ocupacionais. Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e outras afins ao funcionamento da Unidade.  Participar de reuniões no setor conforme a programação. fazer parte da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CClH).2.2 Competências do técnico ou auxiliar de enfermagem da CME  Participar das passagens de plantão.  Participar e auxiliar no treinamento de funcionários novos. preparo.123 outros serviços.como: lavanderia.  Auxiliar na elaboração de rotina e novas técnicas.

dispendendo o mínimo de energia possível. Eles .  Identificar os pacotes conforme padronizado. o que contribui para simplificar e dinamizar o trabalho. c) contribuir para a qualidade da assistência ao paciente. sem causar insatisfações e menor rendimento de trabalho. objetiva a diminuição de gastos de tempo e movimentos desnecessários. Desta maneira. como: a) promover maiôs satisfação no trabalho. em qualquer uma das áreas. 25. quando houver necessidade de substituir a ausência de pessoal. Algumas recomendações para operacionalizar melhor a dinâmica das atividades neste setor: a concentração de pessoal deve ser maior no período que tenha mais atividades a serem desenvolvidas. d) reverter em economia para o hospital. o treinamento e educação continuada. além de visar o desenvolvimento de conhecimentos e habilidades nas atividades das diferentes áreas. Isto também torna favorável a dinâmica do funcionamento. com o objetivo de permitir que todos adquiram conhecimentos e habilidades referentes às diversas atividades executadas na Central de Material Esterilizado. uma série de vantagens pode advir.  Realizar o preparo do artigo de acordo com a rotina específica. o rodízio do pessoal auxiliar nas diferentes áreas é uma medida importante e necessária a ser tomada.3 Área de armazenamento e distribuição de artigos médico-hospitalares Essa área tem por finalidade centralizar todos os artigos processados e esterilizados para serem distribuídos às unidades consumidoras. b) aumentar a produção quantitativa e qualitativa do material.124 supervisão de um enfermeiro. A preservação da esterilidade dos artigos e o objetivo principal dessa área.

25. o cruzamento de artigo estéril com artigo não-estéril. A área deve ser projetada de tal forma que não permita.3 Equipamentos da área de armazenamento e distribuição Além de armários fechados para a guarda de artigos. . deve haver nessa área escada e cestos aramados para auxiliar na disposição dos artigos provenientes da esterilização.3. que vêm buscar os artigos.3. A comunicação com o exterior pode ser por guichê. Manusear os pacotes somente quando estiverem completamente frios antes de serem estocados ou removidos do carro do esterilizador. É imprescindível que exista uma pia próxima a porta de entrada dessa área para que o funcionário lave as mãos antes de entrar no recinto. A utilização de uniforme ou avental privativo é fundamental para evitar que ocorra o contato do pacote estéril com a roupa do funcionário. 25. a circulação deve ser restrita aos artigos estéreis e permitir o atendimento dos funcionários das unidades consumidoras.3.1 Acesso à área O acesso a área deve ser privativo às pessoas escaladas para o serviço. além de dificultar a entrada de pessoas estranhas. monta-carga.2 Condições ambientais da área de armazenamento e distribuição Essa área deve ser fechada e possuir sistema de renovação de ar. facilitando a supervisão.125 devem ser armazenados em armários fechados e identificados de modo que o funcionário possa suprir as requisições de forma imediata e qualificada. que ao final de cada plantão deve ser encaminhada à lavanderia. A temperatura ambiente deve ser mantida entre 18 e 22°C e a umidade relativa entre 35 a 70%. controle e limpeza. no momento da distribuição. elevadores exclusivos que. impedem o cruzamento do material estéril com o material sujo. 25.

comprimidos. entretanto. Algumas instituições hospitalares contam com sistema informatizado para melhor controle dos artigos requisitados. não se deve misturar artigos esterilizados no CME com artigos provenientes do almoxarifado. utilizado pelas instituições de saúde. bem como das entradas e saídas. devendo manter organizado o estoque de cada unidade e propiciar a previsão e provisão adequadas dos artigos. Portanto. o que contribuirá significativamente para a organização da área.126 Possuir também mesas e estantes de superfícies não-metálicas. método de selagem. torcidos ou úmidos. é necessário reservar um local para acondicionamento e posterior distribuição. pela diferença de temperatura. Considerar como contaminados pacotes caídos no chão. o método de esterilização. para evitar que o vapor residual se condense nos pontos de contato. vem crescendo significativamente.3. local onde o artigo será guardado em cada unidade e quantidade de vezes que o pacote é manuseado antes do uso. Recomenda-se realizar inspeção periódica dos artigos estocados para verificação de qualquer degradação visível e se os artigos ainda continuam sob garantia dos seus prazos de validade. fenômeno denominado de "choque térmico". 25. o tipo de embalagem empregado. se a distribuição do artigo for realizada pelo CME. O volume de artigo descartável estéril. tipo e configuração dos artigos. tornando o artigo úmido e possibilitando a contaminação.4 Controle de artigos O controle de artigos exige muita atenção e responsabilidade do funcionário. . de acordo com o estoque determinado a cada unidade. O prazo de validade do artigo esterilizado é determinado de acordo com as características da instituição. possibilitando agilizar o controle e distribuição do artigo. A codificação do material tornará possível a implantação de programa de informatização.

Este indicador não comprova a eficiência do processo de esterilização. e com "Bacillus Subtillis". Controle dos aparelhos O funcionamento adequado dos aparelhos e essencial para a eficiência do processo de esterilização.Estes teste devem ser realizados. válvula de segurança e outros. bem como o manômetro. por isso. manovacuômetro. a fim de que se possa checar estes pontos após a leitura dos resultados. Por isso. A validade da solução ativada de glutaraldeído em uso. A validação do processo é feita com o usa de "Bacillus Stearothermophylus". Esta compreende: A. sempre que necessária. utilizada para identificação visual do pacote. Deve ser feita a revisão preventiva semanal e a corretiva. deve ser colocada em todos os tipos de pacote. no mínimo. Validação dos processos de esterilização . uma vez por semana. deve ser feita. quando submetidas ao processo de esterilização.127 25. É feita por meio de: testes biológicos . B. em diferentes locais da câmara interna dos aparelhos. reagentes químicos – São substâncias que sofrem alteração na cor. comprova que o pacote passou pelo calor.4 Monitorização dos processos de esterilização Consiste no registro de dados relacionados ao funcionamento dos aparelhos e validação dos processos de esterilização para comprovar o controle de qualidade do material esterilizado. lâmpada piloto. . e necessário observar o gráfico de tempo e temperatura. por técnicos especializados. A fita adesiva termosensível. para a estufa ou Forno de Pasteur e autoclave a óxido de etileno. para a autoclave a vapor. Os indicadores biológicos são colocados em pacotes. de preferência na primeira carga do dia e após as manutenções preventivas e corretivas.

Quanto ao tempo de validade de esterilização dos pacotes. o local de guarda do material e as condições ambientais da sala de armazenagem são fatores a serem considerados. utilizando-se um teste específico para cada formulação. 25.1 Área de Expurgo Estas áreas são destinadas a receber. não existe no mercado teste biológico ou químico. sendo assim. Para o formaldeído. existem controvérsias. "kit" líquido ou similares. mesmo dentro do prazo de validade estipulado pelo fabricante.128 também. as quais devem garantir a qualidade do trabalho no processamento dos diferentes materiais.5. Na presença destas alterações.5 Dinâmica da central de material esterilizado Compreende todas as fases do processamento dos diversos tipos de materiais nas diferentes áreas da Central de Material Esterilizado. mas o tipo de invólucro utilizado. o mesmo sendo válido para aqueles embalados em campos de algodão. Assim.5. necessitam ser promovidas de equipamentos básicos e aparelhos para favorecer a realização dessas atividades. . a solução deve ser desprezada. Sendo impossível a aplicação destes. os materiais embalados em papel grau cirúrgico e selados mecanicamente mantêm validade de esterilização por duas ou três semanas.1. por meio de fitas-testes. 25. se os invólucros permanecerem íntegros.1 Fluxograma dos materiais A Central de Material deve ser funcionalmente dividida em áreas. observa-se a solução quanto a alteração da coloração e presença de depósitos. fazer a descontaminação prévia e executar a limpeza do material utilizado no hospital. 25.

a limpeza do material pode ser feita por dois processos: manual e mecânico. bem como aqueles materiais que estejam conectados com este sistema. utensílios e acessórios de equipamento) são classificados como críticos. Os materiais devem ser enxugados (secagem) com tecido limpo e macio. a seguir.os métodos utilizados na descontaminação são o físico. com contato com a mucosa íntegra ou pele não-íntegra.  O processo manual consiste em lavar o material com água e sabão.  A utilização correta e mais econômica dos processos de limpeza. que consiste na exposição do artigo à água fervente por 30 minutos.artigos semicríticos: são aqueles que entra. desinfecção e esterilização dos materiais é norteada pela classificação dos materiais. enxaguando-o. . .artigos críticos: são aqueles utilizados nos procedimentos invasivos da pele. na imersão em produto químico apropriado por 30 minutos. segundo o risco potencial de infecção para o paciente.  O mecânico consiste em lavar o material por meio de máquinas de limpeza com jatos de água e/ou detergentes ou ultra-som. tecido subepiteliais e no sistema vascular. químicos (imersão completa do artigo em solução desinfetante). ou máquina secadora. Devem ser esterilizados.a descontaminação prévia dos artigos pode ser feita por métodos: mecânicos (fricção com o uso de escovas ou esponjas. e o químico. após o processo de descontaminação. semicríticos e não-críticos. sem o ciclo de secagem ou imersão do material na água em ebulição por 30 minutos). em água corrente. com o uso de escovas ou outro dispositivo que possibilite a remoção de sujidades. embebidas em solução desinfetante). Os artigos (instrumentos. objetos de natureza diversa. Necessitam ser submetidos ao processo de desinfecção ou esterilização. .129 . físicos (uso de máquinas lavadoras por 15 minutos ou autoclavagem do material contaminado. ou ar comprimido. . mucosa. .

enxaguá-las e colocá-las para escorrer sobre o balcão forrado com um campo.colocá-los em um recipiente com água e substancia desinfetante ou enzimática.colocá-los em recipiente com água e substância desinfetante ou enzimática.colocá-los sobre a mesa. o material deve estar completamente limpo e seco. e balcão ou mesa. para a lavagem dos materiais. uma gaze com auxílio de um condutor. Para a esterilização. Nas cânulas endotraqueais. ser lavadas pelo processo mecânico. para ser desinfectado.lavá-los com água corrente e escova. . em água corrente. . É importante ressaltar que.passar um jato desta solução no interior de cada material. ainda. Para o processamento dos materiais na área de expurgo.130 . simples ou duplas. é fundamental a existência de pias de aço inoxidável. além de limpos. exigem limpeza ou desinfecção. . caso haja suspeita ou confirmação de contaminação por agentes infecciosos. Para colocar e separar os materiais limpos. . os materiais devem ser acondicionados em envoltórios próprios. de superfície lavável. B – Limpeza do material de vidro .artigos não-críticos: são aqueles que se destinam ao contato com a pele íntegra do paciente. no sentido de certificar-se da eficiência da limpeza na luz das mesmas. . secá-las e encaminhá-las à área de preparo. também.encaminhá-los à área de preparo.enxaguá-los interna e externamente. . Podem. deve-se passar. Procedimentos usados na limpeza de alguns materiais A – Limpeza de material de borracha .

separá-las por espécie e encaminhá-las à área de preparo. D – Limpeza de instrumentais . As pinças devem ser colocadas abertas em recipientes próprios. na área de preparo e esterilização. luvas de borracha antiderrapantes. separadamente. Na área de esterilização.131 C – Limpeza de material inoxidável São colocados em solução desinfetante. secá-las peça por peça. O tipo de solução desinfetante e enzimática e o tempo de exposição. para proteger do calor. Cabe ressaltar que o enfermeiro deve manter vigilância quanto ao uso de equipamentos de proteção individual pelo pessoal auxiliar. sala de preparo de luvas . exigindo o uso de equipamentos de proteção individual.2 Área de preparo de materiais e roupa limpa. lavados em água corrente. como gorro e máscaras descartáveis. Devem seguir as recomendações dos fabricantes e as normas traçadas pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar.imergir completamente. O processo mecânico de limpeza dos instrumentos é efetuada por meio de máquinas lavadoras especiais. Ideal é o enxágüe feito em água destilada ou desmineralizada.enxaguá-las em água quente. Observação: é fundamental a adoção de medidas de precauções universais para garantir a segurança das pessoas que manuseiam o material sujo. .1. para remover qualquer resquício de substancia detergente e.escovar as ranhuras. tanto na recepção quanto na limpeza dos materiais contaminados. avental impermeável de manga e óculos de acrílico. 25. articulações e cremalheiras de cada uma das pinças.5. em solução desinfetante ou enzimática. enxugados e encaminhados à área de preparo. . . as luvas indicadas são as de amianto de cano longo.

repondo-os por novos. . o filme poliamida. deve ser minuciosamente revisado e selecionado. Nesta área. o papel grau cirúrgico.ser econômico. na seleção. O tamanho do campo varia de acordo com o volume do material a ser acondicionado. a funcionalidade dos instrumentos.ser de fácil conservação.132 Nesta área. Características dos envoltórios Os envoltórios são os recursos utilizados para embalar ou acondicionar os materiais a serem esterilizados a protegê-los até o momento do uso. acondicionar e identificar os materiais para serem esterilizados. . todo material a ser preparado para a esterilização. a área de preparo é setorizada de acordo com os tipos de materiais processados. sendo que pode ser padronizado por números. . selecionar.ser permeável ao vapor.ser resistente e durável. A – Campo de algodão O algodão cru é o tecido mais usado na confecção do campo de algodão. Cada tipo de envoltório é provido de características próprias que devem ser analisadas frente ao material a ser empacotado e o método de esterilização a ser utilizado. A inspeção consiste em verificar a limpeza. pela aquisição a baixo custo. . em específico. fazse a separação destes materiais. as condições de conservação de todos os materiais e. encaminhando aqueles danificados ao setor de reparos ou desprezando-os. . as atividades realizadas objetivam inspecionar. Funcionalmente. correspondentes às medidas lineares de seus lados.ser de fácil manuseio. Os mais utilizados são: o campo de algodão. as caixas de aço inoxidável ou alumínio e os tubos de vidro. pois possui como características principais: .

que não podem ser removidos. . B – Papel grau cirúrgico O papel grau cirúrgico é fabricado de celulose alvejada (100%) e contém pequena quantidade de amido (1. exigir cuidado especial no manuseio por ser frágil. Características dos pacotes . na parte posterior. Recomenda-se utilizar dois campos simples superpostos. E – Tubos de vidros Este tipo de envoltório apresenta como características: . D – Caixas de aço inoxidável Estas caixas são encontradas em diversos tamanhos e apresentam como característica: ter as paredes finas e a superfície perfurada. se usada para acondicionar material para esterilização em autoclave a vapor saturado. . necessitar de tampa de material permeável ao vapor. papel grau cirúrgico. para que não haja decomposição de poeira ou resíduos entre as folhas dos compôs duplos. em vez de costurados. O envelope apresenta na face anterior.ser provido de microesporos que se dilatam a se fecham de acordo com as fases do processo de esterilização.5% a máxima permitida).ter entre 50 e 100 micras de espessura. uma lamina de filme sintético transparente e.permitir a visualização do material. É representado na cor branca. possibilitando a visualização do material. a fim de aumentar a proteção ao material esterilizado.133 O campo de algodão deve ser usado duplo.ser transparente. C – Filme poliamida Este envoltório apresenta como características: . mesmo com a lavagem.

nas cânulas endotraqueais. . que mostra listras escuras. O material deve ser carimbado com a data da esterilização. alguns cuidados devem ser observados no preparo destes materiais: . utilizando envoltórios adequados ao tipo de material e ao método de esterilização. De preferência. acondicioná-las uma a uma em envelope de papel grau cirúrgico e poliamida. garantir a eficiência do processo de esterilização. . . se.o tamanho do pacote não deve ultrapassar os diâmetros de 50x30x30 cm e o peso de 5 quilos. e encaminhá-las à esterilização na autoclave de oxido de etileno. quando submetida à ação do calor. . Na . cânulas e extensões de borracha. algumas vezes é acondicionado junto com outro material. ou seja. após verificação rigorosa da limpeza e integridade de cada um. estragam-se facilmente quando submetidos á ação do calor. segundo técnicas de acondicionamento ou empacotamento padronizadas.o fechamento deve ser feito com o uso de fita adesiva. como. como sondas. em sentido diagonal. por espécie. Procedimentos no preparo de alguns materiais Os procedimentos de preparo dos materiais são realizados em setores determinados.o pacote deve ser feito de tal forma que os materiais contidos no seu interior não sejam apertados nem frouxos demais.selecioná-los. contudo. o cabo do aspirador ou o irrigador. deve ser utilizada a fita adesiva especial. por exemplo. identificando o tipo e a quantidade de materiais que o pacote contém e a assinatura do responsável pelo seu fechamento. deve-se testar o “cuff”. Considera-se contaminado o pacote mal confeccionado. A – Preparo do material de borracha Os materiais de borracha.a extensão da borracha.134 . Para prevenir danos. que não atenda as características acima. e aquele cujo período de validae de esterilização esteja vencido.

levemente. da prega da dobra ao interior da luva. com uma tira de gaze. que devem estar sobrepostas. em envelopes especiais de tecido de algodão ou em campos próprios. em uma das extremidades. uma de cada lado. colocar a gaze contendo aproximadamente 3 gramas de talco. dando-lhes o formato de envelopes. A seguir. pelo número. Na segunda. 1995) entre as partes do envelope. requerendo um sistema de exaustão de ar próprio. de cada uma das luvas. a fim de possibilitar a circulação do vapor. acondicionar o conjunto em campo de algodão. . e introduzir uma gaze dobrada. proceder do seguinte modo: enrolar a extensão de borracha e prendê-la. de ambos os lados.testá-las. encaminhá-las à área de esterilização em autoclave a vapor saturada.135 primeira situação. de modo que a palma da mão fique voltado para cima e os polegares para as laterais. O preparo das luvas consiste em: . e passá-las para a maquina de entalcar. FONSECA. .colocá-las. . uma a uma. acondicioná-la. . encaminhar à esterilização em autoclave a vapor saturado. . . preparando-as. adaptar. por causa da utilização do talco. adaptar o cabo do aspirador. o equivalente a uma colher rasa de café (CUNHA. dobrar os punhos para fora. juntamente com o irrigador. proceder igualmente no preparo da extensão de borracha e envolvê-la em uma compressa cirúrgica.secá-las.a seguir. no sentido longitudinal. na outra. em campo de algodão.selecioná-las aos pares.acondicionar o envelope em campo de algodão e especificar o número das luvas na identificação do pacote. O preparo e o acondicionamento das luvas deve ser feito em ambiente separado. pelo processo mecânico ou manual. a seguir. um intermediário de vidro ou plástico. envolvendo-o em uma compressa cirúrgica.

dobrando o envoltório mais uma vez e completando o pacote.colocar o êmbolo na parte central do campo de algodão ou papel grau cirúrgico. .verificar cuidadosamente o bico das seringas e o encaixe perfeito entre o êmbolo e o corpo.Técnica de empacotamento de material B – Preparo do material de vidro O preparo de seringas de vidro exige alguns cuidados especiais: . dobrar sobre este a ponte inferior do envoltório e depositar sobre esta dobra o corpo da seringa. encaminhá-las à área de esterilização.136 Figura 5 . .

As roupas devem ser acondicionadas em campos de algodão e os pacotes. . campos e compressas cirúrgicas são recebidos da lavanderia e encaminhados diretamente ao setor de preparo. encaminhados à esterilização na autoclave a vapor saturado. Deve-se introduzir uma “bola” de algodão no fundo do tubo de ensaio para proteger a ponta da agulha. no sentido longitudinal. campos e compressas cirúrgicas segue uma técnica padronizada que objetiva facilitar o manuseio no momento de uso: . fazendo a superposição dos ombros. material para cateterismo vesical.acondicioná-las em tubos de vidro. as bacias. D – Preparo do material inoxidável Deste tipo de material. A dobradura doa aventais.inspecionar o bisel de cada uma das agulhas e selecioná-las por número. cúpulas e cubasrins podem ser acondicionadas em unidades ou utilizadas para acondicionar outros materiais. e dobrar. de modo que a abertura fique voltada para o lado esquerdo.  Dobrá-lo ao meio.137 C – Preparo de agulhas metálicas . a cuba-rim.  Introduzir a mão esquerda na cava. segurando-o pelas pontas superiores. E – Preparo de roupas Os aventais. bandejas. tampando-os com uma “bola” de algodão. ao preparar agulhas de punção raquiana. em sentido longitudinal.Avental cirúrgico  Abrir o avental. tendo o lado direito para fora. pela segunda vez. estes materiais são encaminhados à área de esterilização por vapor saturado. Após o acondicionamento. . material para intubação e outros. Exemplo: as bandejas acondicionam instrumentos complementares para cirurgias. e encaminhá-las à área de esterilização.

 Dobrar mais uma vez. com as aberturas voltadas para o executante.  Estendê-lo sobre a mesa.  Colocar uma compressa dobrada em quatro. com a abertura para a direita. da direita para a esquerda e. também em sentido diagonal. e dobrar a segunda ponta dupla.  Colocar a manga e os amarrilhos ao longo do avental. . cuidando para que o amarrilho do decote fique sob a dobra. tendo o decote voltado para o lado esquerdo e a abertura para o operador. agora.  Dobrá-lo na metade. da direita para a esquerda. em sentido diagonal.  Fazer girar o campo. de modo que a abertura fique voltado para o lado esquerdo. dobrar mais uma vez em sentido longitudinal. da direita para a esquerda.  Dobrá-lo. . as aberturas para a direita e dobrar a ponta dupla. fazer uma segunda dobra da esquerda para a direita. fazer correr a mão direita pelo avental e segurá-lo pelas duas extremidades.138  A seguir. sobre o avental.mais uma vez. em diagonal.  Segurar a extremidade da dobra com a mão direita e dobrá-lo . agora.  Redobrar o campo. mantendo as aberturas sempre para o lado do executante. segurando as duas pontas com a mão esquerda. ao meio.  Colocar na mesa o campo. as extremidades superiores.  Fazer girar o avental de modo que as aberturas fiquem para o lado direito e dobrar. como anteriormente. a seguir.Campo cirúrgico duplo  Segurar o campo aberto com o lado direito para fora e dobrá-lo ao meio. colocando. então. pela aproximação das mãos.

. . no mesmo sentido. e dobrar.  Dobrar. O material descartável apresenta como vantagens: .  Dobrá-lo. ao meio. em sentido diagonal. Ao se acondicionarem os compôs. toucas.  Dobrá-lo.  Fazer uma dobra. por mais duas vezes. de modo que as aberturas fiquem voltadas para o lado oposto ao do executante. depois.Campo cirúrgico simples  Abrir o campo. dobrar ao meio pela aproximação das mãos. tendo o lado direito para cima. campos e outras.proporciona maior segurança e conforto ao paciente.  Girá-lo de modo que as aberturas fiquem voltadas para a direta.Campo fenestrado  Abrir o campo fenestrado sobre a mesa. segurando-o pelas extremidades. a seguir. em sentido diagonal. . O seu uso contribui na limpeza. ao meio. gorros.139 . aventais. da esquerda para a direita e. segurando as duas pontas com a mão esquerda. da direita para a esquerda. na ponta superior. a outra ponta. Atualmente. a maioria dos materiais e roupas cirúrgicas.encontra-se pronto para o uso. mantendo a dobra voltada para cima. com o direito voltado para o executante.  Acondicioná-lo ou empacotá-lo por unidade. e colocá-lo sobre a mesa com as aberturas voltadas para o executante.  Dobrá-lo. está sendo substituída pelos materiais descartáveis. duas vezes. propés ou sapatilhas. da direita para a esquerda. deve-se ter cuidado de colocá-los com as aberturas voltadas para o lado oposto ao do executante e as dobras para cima. tais como máscaras. higiene e prevenção de infecção hospitalar. ao meio. a primeira ponta e redobrar o campo da direita para a esquerda.  Repetir a dobradura.

o método mais indicado para a esterilização dos instrumentos é o vapor saturado sob pressão – a autoclave. são dispostas numa segunda camada.dispor os instrumentais sobre a mesa ou balcão.oferecer maior proteção aos profissionais da saúde. os cabos de bisturi e as tesouras são colocados na primeira camada ou fundo da caixa. os porta-agulhas. observando a limpeza e o estado de conservação destes. alguns cuidados merecem destaque: . a fim de permitir a circulação livre do vapor em seu interior.140 . As agulhas são selecionadas segundo o tipo e a curvatura. O acondicionamento deve obedecer à seguinte ordem:  As pinças de dissecção. . tornando as atividades assistenciais mais práticas e funcionais. as pinças de campo e a pinça para antisepsia ocupam a terceira camada ou parte superior da caixa. F – Preparo de instrumentos No preparo dos instrumentais para a esterilização.contribuir para a melhoria da qualidade da assistência. acondicioná-los para a esterilização em caixas metálicas perfuradas ou bandejas de aço inoxidável e campo de algodão. as espátulas.  As agulhas.fazer a revisão e a seleção dos instrumentais. presas com alfinetes próprios. .  As pinças hemostáticas e as especiais. Esta é a razão pela qual as caixas metálicas devem ser perfuradas nas laterais e tampa. os afastadores. as válvulas. grupando-os e prendendo-os em alfinetes próprios. e ordenadas numa gaze Atualmente. . e empacotadas em capo de algodão. O fio da tesoura deve ser protegido com gaze.

levando consigo o calor.5. porque destrói todas as formas de microorganismos. Também. A esterilização pelo vapor saturado sob pressão A esterilização pelo vapor saturado sob pressão é processada na autoclave.141 25. o vapor tem volume constante e. a pressão e a temperatura são diretamente proporcionais. mas o principio de funcionamento é o mesmo. O vapor saturado sob pressão é um método de esterilização eficaz pelo seu alto poder de penetração. não é suficiente que o método eleito seja capaz de esterilizar. O vapor saturado sob pressão constitui um método eficiente de esterilização. Esterilização é o processo de destruição de todas as formas de vida microbiana (bactérias nas formas vegetativas e esporuladas. A construção do aparelho é baseada no princípio da marmita de Papin. Em estado de saturação. cuja fabricação pode apresentar forma e tamanho diferentes.3 Área de esterilização Esta área destina-se à instalação de equipamentos utilizados para a esterilização de diferentes tipos de materiais por métodos físicos. é necessário que o enfermeiro e sua equipe tenham conhecimentos a respeito do mesmo e saibam como utilizá-lo. fungos e vírus). há a condensação e liberação do . pode atingir temperaturas muito elevadas sem ferver”. onde o vapor fica retido sob pressão. químicos e físico-químicos. com base na Lei de Charles. “que a água aquecida em ambiente fechado. A esterilização pelo vapor saturado está relacionada ao calor latente e ao contato direto com o vapor e a umidade. Qualquer que seja o método de esterilização utilizado. quando o volume é constante. ou seja. mediante a aplicação de agentes físicos e químicos. Entende-se por calor latente “o calor necessário para converter uma unidade de água em vapor na mesma temperatura”.1. Quando o vapor entra em contato com o material a ser esterilizado. deve dar como garantia a esterilização do material.

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calor latente, ocorrendo a termocoagulação das proteínas bacterianas. Depois da condensação do vapor, a água que se formou retornará ao estado gasoso, em virtude do contato com a temperatura alta e vapor, e o calor latente volta a ser absorvido, possibilitando a repetição do ciclo. Isto constitui a base da esterilização. Os tipos de ciclos de esterilização são: esterilização por gravidade – neste tipo, o vapor é introduzido na câmara interna do aparelho, forçando a saída do ar aí existente. MOURA (1994) cita como etapas deste processo: carga de vapor e evacuação de ar da câmara; tempo de exposição ao vapor; exaustão até a capacidade de vácuo e sua manutenção até secagem dos pacotes; retorno à pressão atmosférica com ar filtrado; esterilização com alto vácuo com ciclo pulsátil – este processo consiste na pulsação por vácuos e entradas de vapor, o que propicia a subida da temperatura para o início da esterilização, gerando maior segurança neste processo, uma vez que todo o ar contido no material e na câmara do aparelho é eliminado pela sucção da bomba de vácuo. As etapas deste ciclo de esterilização, segundo MOURA (1994) são: evacuação e purgação da câmara com vapor; nova evacuação e purgação da câmara; carga de vapor saturado; tempo de esterilização; exaustão até a pressão atmosférica; “hidrovac” para evacuação e entrada do ar filtrado. Na esterilização por vapor saturado, alguns critérios devem ser observados: - temperatura – varia de 121º a 132º; - pressão – entre 1 a 1,80 atmosferas (SILVA et. al. 1992) - tempo de exposição – está na dependência do tipo de material, ou seja, material de superfície e densidade. O material de superfície é representado pr aqueles materiais que não exigem a penetração do vapor, tais como: instrumentais, vidros, cápsulas, cubas, bacias e outros. O material de densidade é representado por roupas, campos e compressas cirúrgicas,

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exigindo que o vapor saturado sob pressão penetre entre as camadas de sua espessura; - prazo de validade (ver monitoração dos processos de esterilização) – segundo o Ministério da Saúde, o tempo de exposição, bem como a temperatura e pressão das autoclaves devem ser programados, seguindo a orientação dos fabricantes, uma vez que estas possuem ciclos diferentes para esterilização a vapor. O pessoal auxiliar, que desenvolve atividades na área de esterilização, deve ter conhecimentos sobre o funcionamento das autoclaves, cuidados com o material antes e após a esterilização, e das medidas preventivas contra acidentes relacionados ao manuseio dos equipamentos. Em relação aos materiais, alguns cuidados básicos devem ser observados: - carregar a autoclave com o mesmo tipo de material, dispondo-os de modo a facilitar a penetração e circulação do vapor, e a eliminação do ar; - utilizar 80% da capacidade do aparelho, com o objetivo de facilitar a circulação do vapor no interior da câmara; - observar a realização do ciclo da esterilização, segundo as instruções de funcionamento da autoclave; - não colocar os pacotes, ainda quentes, sobre superfície fria; - datar os pacotes e encaminhá-los á sala de armazenamento. Após a última esterilização do dia, promover a limpeza da câmara interna da autoclave, com pano umedecido em água e enxugar, em seguida, procedendo da mesma maneira com a superfície externa. A esterilização por vapor saturado sob pressão está indicada para todos os artigos críticos e semicríticos termo-resistentes, e de líquido, sendo que, para estes, deve-se interromper a fase de secagem. É impróprio para a esterilização de óleos, pós e graxas. Esterilização pelo calor seco: Estufa – a esterilização do material pelo calor seco se processa na estufa, nome comercial do Forno Pasteur. A destruição bacteriana se dá pela oxidação celular e, para que isto ocorra, tornase necessário que o material a ser esterilizado seja submetido a um tempo de

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exposição maior e a temperatura mais elevada do que o método do vapor saturado. O aquecimento da câmara da estufa se faz por convecção, que é a transferência do calor pela circulação do ar conseqüente ao aumento da temperatura. O aquecimento do material se dá por condução, que é a transferência direta do calor da parte mais aquecida para a menos aquecida de um corpo ou de um para outro corpo. O material a ser esterilizado através do calor seco deve ser acondicionado em caixas metálicas de paredes finas e em recipientes de vidro refratário. Após ligar o aparelho, deve-se controlar a temperatura e marcar o tempo de exposição, a partir do momento em que o termômetro atingir a temperatura adequada ao tipo de material a ser esterilizado. É importante observar que os pós, acondicionados em recipiente contendo 100 gramas, devem ser esterilizados numa temperatura de 160ºC, durante a 120 minutos. Para esterilizar substancias oleosas, também, a temperatura deve ser de 160ºC e a duração do tempo 120 minutos. O manuseio e a limpeza do aparelho devem ser feitos segundo a orientação do fabricante, e a manutenção preventiva programada, no mínimo uma vez ao mês. Esterilização por radiação: este método destina-se especialmente, à esterilização de materiais descartáveis, produzidos em larga escala, sendo utilizado pelas industrias. O agente físico utilizado é o raio gama cobalto 60, cuja ação destruidora dos microorganismos se processa através da alteração na composição molecular das células, as quais sofrem perda ou adição de cargas elétricas (ionização), ficando carregadas positiva ou negativamente. Esterilização pelo óxido de etileno: o óxido de etileno foi descoberto, como agente esterilizante, após a II Guerra Mundial, pelos cientistas da Army Chemical Corps. Segundo SILVA et. al. (1992), o óxido de etileno é um gás incolor à temperatura ambiente, cujo ponto de congelamento é - (menos) 111,3ºC e de ebulição é 10,7ºC. Possui odor semelhante ao éter. É um composto de resina, comumente conhecido como o mais simples álcool

como: marcapassos. a fim de que o gás entre em contato com toda a superfície do material. devem-se observar algumas condições que são: . tem que passar após a esterilização.o tempo de exposição: o tempo de exposição do material ao agente esterilizante é de 3 a 5 horas. além do avental e gorro. entre os pacotes.ter o gás efeito tóxico. o material é obrigatoriamente submetido ao .o aparelho aerador. pelo qual o material.145 etílico.ser um método de esterilização dispendioso. cuja fórmula é C2H4O. o pessoal auxiliar precisa estar usando. o que torna o processo demorado. O esterilizador a óxido de etileno é formado por um conjunto de três unidades: . No carregamento da autoclave. é usado com a associação de dióxido de carbono (90%) ou freon (80%). quando puro.a autoclave combinada a gás e a vapor.o cilindro de mistura de gases conectado ao painel de controle. Após a esterilização. acessórios de respiradores e materiais com fibras óticas. Ao lado das vantagens. Ao esterilizar o material em óxido de etileno. a esterilização pelo óxido de etileno apresenta desvantagens: . necessitando passar o material pelo aerador. e acondicionado em invólucro permeável à penetração do gás. máscaras e luvas de proteção. Para se remover o material da autoclave. . promover a esterilização de artigos termo-sensíveis. obrigatoriamente. .esterilizar em temperatura relativamente baixa. próteses e intrumentais de hemodinâmina. . O óxido de etileno apresenta como vantagens: . . Por esta razão. deve ser mantido um espaço.concentração do gás: é de 450 mg/l. O material a ser esterilizado no óxido de etileno deve estar limpo e seco.umidade relativa: é de 20 a 40%.temperatura: nas câmaras maiores é de 50 a 60ºC. não pode haver sobrecarga e. . .

nem recursos humanos tecnicamente preparados para a administração deste setor de esterilização. íons e moléculas neutras. O plasma é definido como o quarto estado da matéria. a cada minuto. que manuseia os equipamentos. manuseio. distinto do sólido. promovendo a remoção dos resíduos de gás retidos no mesmo. em menor escala. Quando produzido. a partir da década de 90. O óxido de etileno. . considerando os riscos ambientais e ocupacionais que representa ao pessoal auxiliar. pelo sistema de aeração. sendo que o comum é regulá-lo para 12 horas.5ºC e 54.146 processo de aeração. líquido e gasoso. de 31 de julho de 1991.4ºC. que passa por todo o material. através de um dispositivo. Pode ser obtido de diferentes fontes. para 1 a 16 horas. a tendência é terceirizar a esterilização de materiais por este método. O tempo que o material permanece no aerador é ajustado. segurança ambiental e de pessoal nas áreas para esterilização de materiais com o uso de óxido de etileno. a composição exata está na dependência das condições de criação. deve ser considerado como fator de risco. pelas suas características físicas. e pode ser produzido pela ação de temperaturas elevadas e um campo magnético forte. numa tempestade mantida entre 45. Porém. Esterilização pelo plasma de peróxido de hidrogênio. químicas e de inflamabilidade. Atualmente. que consiste na circulação de ar filtrado. A troca de ar no interior da câmara é realizado. O uso deste método de esterilização está regulamentado pela portaria Interministerial nº 4. à temperatura de 50ºC. O plasma de peróxido de hidrogênio vinha senso empregado como agente esterilizante de filtros de tubulação nas industrias alimentícias desde o início deste século. e as unidades hospitalares não possuem estruturas adequadas. sendo emissoras de radiofreqüência os mais adotados e as fontes emissoras de microondas. os hospitais americanos e as industrias de equipamentos hospitalares estudaram a viabilidade de seu uso na esterilização de artigos hospitalares. é composto por nuvens de elétrons. porém. que estabelece regras para instalação. a manutenção preventiva da autoclave deve ser feita quinzenalmente.

evitando o contato com o operador.Não apresenta resíduos tóxicos. esporicida. o que diminui a possibilidade de vazamento. gerando apenas água. plasma e exaustão. que é apresentada em cassete.É de fácil instalação. injeção. . . . que fará o seu funcionamento automático e a injeção do agente precursor do plasma.O processo de esterilização é feito a baixa temperatura e a pressão inferior à atmosférica. para a validação de agentes químicos desinfetantes e esterilizantes. A operação do sistema requer uma solução concentrada (58%) de peróxido de hidrogênio. B – Vantagens . sendo acompanhado por controle computadorizado. . desestruturando-os. vidros.Tem compatibilidade com metais. . Tem ação bactericida. C – Desvantagens . como água (H2O). oxigênio nascente (O) e de prótons livres (H).É um equipamento de alto custo.O tempo total do processo de esterilização é de uma hora. O equipamento para a esterilização de material pelo pasma de peróxido de hidrogênio realiza o processo em cinco fases consecutivas: vácuo. fungicida e virucida comprovada por testes aceitos internacionalmente. necessitando apenas uma tomada elétrica trifásica. Cada uma das fases do ciclo de esterilização é acompanhada por um mostrador de cristal líquido e por uma impressora embutida no sistema. acrílicos.147 A – Mecanismo de ação O plasma formado do peróxido de hidrogênio é composto de radicais livres derivados das hidroxinas (OH) e outras formas químicas. que interagem com as membranas celulares dos microorganismos. Terminada a esterilização. Este é introduzido no aparelho. com alto poder de reação. borrachas e plásticos. difusão. ocupando uma área de 3x3 metros. o cassete é descartado automaticamente em recipiente próprio.

deve-se observar que este tenha as seguintes propriedades: . de junho de 1983.o tempo de contato ou exposição do artigo à solução – deve-se observar e respeitar o tempo indicado. Deve-se observar. . .submersão total dos artigos na solução – estes devem estar totalmente imersos na solução química e. Ao fazer a escolha de um determinado produto químico. o tempo de permanência do material em solução para esterilização é de 18 horas e. quando em solução por tempo prolongado. . . De acordo com a Portaria nº 196. de agosto de 1988.Não serve para esterilizar pós.Exige embalagem isenta de compostos de celulose. em temperatura ambiente. evitando a formação de bolhas de ar. Esterilização por agentes químicos líquidos: o uso de produtos químicos para a esterilização de artigos e instrumentos deve ser feito quando estes não puderem ser esterilizados pelos métodos físicos. ainda. como: . . deve-se ter cuidado de selecionar um recipiente adequado á quantidade de material a ser colocado em solução. os artigos semicríticos devem ter um contato de 30 minutos para serem desinfetados .não ser irritante e tóxico para os tecidos humanos. são imprescindíveis algumas condições para a eficácia da esterilização de desinfecção por agentes químicos. que o agente químico preencha o espaço luminar e reentrâncias dos materiais. É fundamental que este recipiente seja mantido tampado durante o tempo exigido para o processamento dos materiais e a validade do produto.não ser corrosivo para os materiais e não alterar materiais de borracha e plástico.148 . Ao lado das propriedades acima mencionadas. na Portaria nº 15.ser estável.limpeza e secagem prévia dos materiais ou artigos a serem submetidos ao processo de esterilização ou desinfecção por agentes químicos. para que isto ocorra. .destruir os microorganismos em todas as suas formas (vegetativas e esporuladas).

compostos inorgânicos de cloro ativo.temperatura ambiente – os recipientes com as soluções químicas devem ser mantidos á temperatura ambiente e em local bem ventilado.5 a 8. encaminhando-os ao uso imediato. 1988).149 (BRASIL. é apresentado em solução aquosa a 2%. .álcoois e glicóis.aldeídos. Enxugá-los. . cujo mecanismo de ação se dá pela reticulação das proteínas celulares.iodo e derivados. . A retirada dos materiais da solução deve ser feita com técnica asséptica. A atividade do glutaraldeído é influenciada por alguns fatores. Os princípios ativos permitidos são: .5). . alterando suas funções essenciais.substituição da solução química de acordo com a validade. .quaternários de amônia. . concentração. São: glutaraldeído e formaldeído. quais sejam: tempo de contato. É importante rotular devidamente o recipiente com a data e o horário de início e término do tempo de exposição do material ao agente químico. para remover os resíduos do produto químico. embasando-se nas orientações oferecidas pelo fabricante. usando compressas esterilizadas e acondicioná-los em invólucros estéreis.biguanidas.fenólicos e seus derivados. após o que devem ser realizados vários enxágües com soro fisiológico a 0. garantindo a esterilização dos artigos. . 1983. Quanto à concentração. Esta solução possui pH ácido e necessita ser ativada para tornar-se alcalina (pH de 7. . . A – Glutaraldeído O glutaraldeído é um dialdeído saturado. ou água esterilizada. Os aldeídos são os princípios ativos que possuem ação esporicida.9%.outros. o . pH e temperatura.

tanto para a solução aquosa a 10% quanto para a alcoólica a 8%. é o concentrado em solução aquosa a 10% e alcoólica a 8%.150 que é responsável pela sua atividade biocida. No que diz respeito à toxidade. Após a ativação. tais como: agir na presença de matéria orgânica. Porém. B – Formaldeído O formadeído tem ação desinfetante e/ou esterilizante na sua forma líquida e gasosa. Para a esterilização. irritante da mucosa e pele. através da alcalinização dos grupos amino e sulfídricos das proteínas e dos anéis dos átomos de hidrogênio das bases purínicas destes. não corroer o material. e age inativando os microorganismos. A ação desinfetante ou esterilizante deste agente químico depende do tempo de contato com o material. podendo até provocar queimadura química. . Por isso. 25. a validade da solução é de 14 a 28 dias. e não danificar lentes de equipamentos. Este agente esterilizante apresenta uma série de vantagens. associado com quaternários de amônio. todo material que entra em contato direto com a pele e mucosa deve ser exaustivamente enxaguado. não alterar os equipamentos de borracha e plásticos. Quanto á concentração. o tempo de exposição é de 10 horas. também.2 ppm no ambiente. vapores irritantes e potencial carcinogênico comprovado. é um produto irritante para os olhos e vias respiratórias na concentração acima de 0. É.6 Desinfecção e esterilização de artigos Todos os artigos hospitalares devem passar pro limpeza escrupulosa antes de qualquer outro tipo de procedimento. o uso deste agente químico nos estabelecimentos de saúde é limitado pelo odor forte e desagradável. O tempo mínimo para contato ou exposição dos materiais para a esterilização é de 18 horas.

devendo sofrer processos de limpeza ou desinfecção dependendo do uso a que se destinam ou do último uso realizado. poderão ser submetidos a processos de esterilização por autoclave. Semicríticos São aqueles que entram em contato com a pele não-integra ou com as mucosas do paciente (por exemplo: acessórios de equipamentos de assistência ventilatória e anestesia gasosa. no sistema vascular. atingindo os tecidos subepiteliais. Esses artigos deverão obrigatoriamente sofrer processos de esterilização.151 25. dependendo do uso.críticos São todos aqueles que entram em contato com a pele integra do paciente. sendo que os riscos estão relacionados ao material biológico. bem como todos que estejam diretamente conectados com ele (por exemplo: instrumentos de corte e de ponta. endoscópios críticos). Críticos São aqueles que penetram na pele e nas mucosas do paciente. Se os artigos semicríticos forem termorresistentes. ao uso dos produtos . esterilização. Esses artigos requerem desinfecção de médio ou de alto nível ou.1 Classificação dos artigos pelo risco de contaminação Os diferentes artigos existentes nas instituições de saúde podem ser classificados em: Não. por facilidades posteriores no armazenamento.6. O manuseio dos artigos requer o uso de equipamentos de proteção individual. endoscópios semicríticos). e mesmo por redução de custos e não-manuseio de produtos químicos agressivos. ou aqueles que não entram em contato com o mesmo. levando-se em conta a natureza do risco ocupacional ao qual os profissionais do Centro de Material e Esterilização estão expostos. então.

25. Contaminados São os que entram em contato com sangue.6.2 Métodos de limpeza de desinfecção e de esterilização Limpeza É a operação para a remoção física de sujidades. 25. é que a limpeza seja realizada através de métodos mecânicos – máquina ultra-sônica ou máquina lavadora desinfetora.6. pois a presença de matéria orgânica dificulta a ação dos produtos químicos nos processos de desinfecção e esterilização. porém. Devem ser desinfectados previamente.2. excreções e secreções. por meio do SCIH. com a finalidade de manter limpos os artigos. desde que o processo seja validado tanto pelo fabricante quanto pelo usuário. O ideal. . utilizado no tratamento de artigos semicríticos e de artigos contaminados. Método de limpeza O método usual de limpeza de artigos é a lavagem com água e detergente comum. ou detergente desincrustante ou detergente enzimático. Nesse processo são utilizados dois tipos de agente: os físicos e os químicos. ao ruído das máquinas ultra-sônicas e ao calor emanados das autoclaves.152 químicos. ação mecânica e detergente.1 Desinfecção É o processo pelo qual são destruídos os microorganismos em sua forma vegetativa. Agentes físicos: a desinfecção por agentes físicos pode ser feita pela imersão dos artigos em ebulição por 30 minutos. Podem ser utilizados sistemas automáticos de lavagem que associem calor.

entre as quais podem ser citadas: Princípios ativos permitidos: .biguanidas.aldeídos. . Como este age por contato. .iodo e derivados. . Produtos químicos para desinfecção de artigos Os desinfetantes hospitalares para artigos são os produtos para uso específico em hospitais e outros estabelecimentos de atendimento à saúde que estejam de acordo com as exigências da Portaria nº 15/88 – MS.fenólicos. . Métodos de desinfecção Todos os artigos sujeitos a processo de desinfecção devem estar escrupulosamente limpos e secos para depois ser submerso no produto químico.outros princípios ativos. o produto químico deve preenchê-las.Staphylococcus aureus.Salmonella choleraesuis. .Pseudomonas aeruginosa.compostos orgânicos liberadores de cloro ativo. Se o artigo tiver cavidades. .153 Agentes químicos: a desinfecção por agentes químicos é indicada para os artigos sensíveis ao calor. Após o tempo de exposição ao produto químico. . . os artigos devem ser retirados da cuba e abundantemente enxaguados para a retirada de resíduos do produto em que ficaram imersos. . os artigos devem ser colocados em uma cuba que o contenha e permanecer imersos nele por um tempo nunca inferior a 30 minutos.compostos inorgânicos liberadores de cloro ativo.álcool e glicóis. . Microorganismos testados para avaliação da ação antimicrobiana: . . desde que atendam à legislação específica.quaternários de amônio.

Mycobacterium smegamatis. A escolha do processo depende da natureza do artigo a ser esterilizado.Mycobacterium bovis. microbactérias. o formoldeído e o óxido de etileno. Entre os agentes químicos temos o glutaraldeído.2.aldeídos .154 . . bactérias. utilizado no tratamento dos artigos críticos. Devem ser capazes de destruir todas as formas microbianas (esporos. Métodos de esterilização Os agentes físicos mais utilizados são o vapor saturado sob pressão e o calor seco.outros princípios ativos.Bacillus subtilis (esporos) . Princípios ativos permitidos: . .Tricophyton mentagrophytes.2 Esterilização É o processo pelo qual são destruídos os microorganismos em sua forma tanto vegetativa quanto esporulada. Nos processos de esterilização são empregados métodos tanto físicos quanto químicos. desde que atendam à legislação específica. Microorganismos testados para avaliação da ação antimicrobiana: .6. Produtos químicos para esterilização de artigos Os esterilizantes químicos são produtos para uso específico em hospitais e estabelecimentos de saúde para artigos críticos que não podem ser esterilizados pelo calor seco ou úmido. Tempo de contato . fungos e vírus) em temperatura ambiente. O processo de esterilização que oferece maior segurança é o vapor saturado sob pressão em autoclave.30 minutos 25.

155 . em concentração igual. Essas soluções podem ser utilizadas também para desinfecção de artigos e materiais críticos.Clostridium esporogenes (esporos) Tempo de contato: .não superior a 18 horas Os artigos a serem esterilizados por esses produtos devem ser lavados e secados e depois imersos na solução em recipiente fechado durante todo o processo. no tempo de exposição de 30 minutos. .

M. M. Rio de Janeiro: Medsi. Assistência de Enfermagem em Infectologia. Brasília. de. 1997. A. ALEXANDRE. BRITO. 2 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 122 p. Olinda: Grupo Universo. Cuidados de enfermagem ao Paciente Cirúrgico. São Paulo: SENAC. 100 p. Diário Oficial. C. 1 ed. LOMBA. NETTINA. A. Ministério da saúde.F. BRASIL. A. 315 p. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.. 2005. P. 1994. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2000. M. 1249 p. SILVA. São Paulo: EPU.. prevenção e controle. B. C. Portaria 1884 de 11 de novembro de 1994. . São Paulo: Athenur. 2003. J. MOURA.. D. U. 2 ed. N. Procedimentos básicos de enfermagem. E. J. C. H.156 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS LOMBA. 2001. 3 ed.. Enfermagem e Medicina Clínico – Cirúrgicas: Instrumentação Cirúrgica. POSSARI.. S. 1999. MEEKER. 2003. MARTINS. Tratado de enfermagem médico – cirúrgica. 1 ed. M. M. 166 p. M. 10 ed. SMELTZER. R. C. 2002. ROTHROCK. BARE. CESAETTI. São Paulo: Atheneu. Prática de enfermagem. M. 1997. L. I. S.. Centro de Material e Esterilização: Planejamento e Gestão. 2003. 1116 p. 249 p. SOUZA. São Paulo: Látria. 144 p. L. M. Enfermagem na Unidade de Centro Cirúrgico. Enfermagem em centro cirúrgico e recuperação pós anestésica. RODRIGUES. A. A. Manual de Infecção Hospitalar: Epidemiologia.

157 ANEXOS .

158 FORMULÁRIO INDIVIDUAL DE CONTROLE OPERATÓRIO USADO NO COMPONENTE CIRÚRGICO .

USADO NO COMPONENTE CIRÚRGICO .159 FORMULÁRIO INDIVIDUAL DE CONTROLE DE PACIENTE EGRESSO CIRÚRGICO.

160 .

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