Cuidados de Enfermagem na Drenagem torácica

Universidade Severino Sombra Centro de Ciências da Saúde Curso de Enfermagem Acadêmicas: Amanda Freitas Barbieri Daniele de Andrade Corrêa Tatiane Ribeiro Bittencourt Milena de Paiva Ferreira

Saúde do Adulto e do Idoso

Definição  

Drenagem torácica : É a introdução de um dreno na cavidade pleural. Procedimento médico relaizado com rigorosa técnica asséptica. A colocação de um dreno torácico é um procedimento corrente que pode ser realizado com segurança numa Unidade de Cuidados Intensivos.

Objetivo 

Drenar líquido, sangue ou a, acumulado na cavidade pleural após cirurgias ou traumatismos

Também se utilizam cateteres pleurais de pequeno calibre para introduzir na cavidade pleural agentes anestésicos e reduzir a necessidade de analgesia sistêmica após toracotomia. prevenindo a reacumulação de líquido nos derrames recorrentes ou a recidiva de um pneumotórax. .Objetivos   Pode ser útil para introduzir substâncias ³esclerosantes´.

Indicações para colocação           Pneumotórax (Primário ou espontâneo secundário) DPOC Pneumonia Abcesso/Empiema Neoplasia Iatrogénico Colocação de cateter central Biópsia pulmonar/pleural Ventilação mecânica Hemotórax            Traumático Ferida penetrante Ferida não penetrante Biópsia pulmonar/pleural Não traumático Enfarte pulmonar/embolia Pós toracotomia Derrame pleural recorrente Para escleroterapia Quilotórax Cirurgia torácica .

mas algumas contra-indicações relativas e algumas situações em que devem ter-se alguns cuidados. .indicações  Não há contra-indicações absolutas para a colocação de uma drenagem torácica.Contra.

indicações     Alterações importantes da coagulação Doentes com enfisema Atelectasia importante com derrame pleural considerável Hemotórax maciço  Devem sempre analisar-se os riscos e benefícios da colocação de um dreno torácico.Contra. .

DRENAGEM DE ³AR´ .Inserção do Dreno  O dreno é inserido no 4º ou 5º espaço intercostal. na linha axilar anterior.PNEUMOTÓRAX 2ºESPAÇO INTERCOSTAL   Procedimento médico . difícil e inestética. Esta incisão evita estruturas vitais e não implica a penetração dos músculos peitorais que pode ser dolorosa.

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O TUBO METÁLICO QUE ESTA CONECTADO AO DRENO DEVE ESTAR SEMPRE SUBMERSO EM ÁGUA DESTILADA(500ML) EM TORNO DE 3 CM. . ESTE SISTEMA TAMBÉM É UM SISTEMA SUBAQUÁTICO QUE IMPEDE O RETORNO DE AR DO ESPAÇO PLEURAL.Drenagem por Gravidade  PERMITE A DRENAGEM DE LÍQUIDOS DE MANEIRA GRADUAL SEM O AUXÍLIO DE MÁQUINAS DE SUCÇÃO.

Drenagem por aspiração  ESTE SISTEMA PERMITE A SAÍDA DE FORMA MAIS RÁPIDA NO QUAL USA-SE UMA BOMBA DE PRESSÃO NEGATIVA.OS DOIS INTERLIGADOS ENTRE SI (EXTENSOR ± INTERMEDIARIO)  - - .OUTRO A BOMBA DE SUCÇÃO(FRASCO REDUTOR) . NO SISTEMA USA-SE DOIS FRASCOS UM CONECTADO AO PACIENTE(COLETOR) .

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.Procedimento  Realização da drenagem torácica feita pelo médico conforme protocolo.

Material para drenagem  Bata. máscara e touca esterilizadas Campos e pensos esterilizados Lidocaína a 1% ou 2% Seringa 10 ml e agulhas 25 e 22 para anestesia Seringa 10 ml e agulha para toracocentese Sedas para sutura  Pinças de Kelly (2 grandes e 2 médias) Tesoura ou lâmina Taça para desinfectante Compressas esterilizadas Sistema de drenagem e aspiração com níveis líquidos apropriados Tubo de drenagem (12 a 42 Fr)           . luva.

SUDORESE. TRAQUÉIA DESVIADA DA LINHA MEDIA. TAQUICARDIA. AGITAÇÃO. FALTA DE AR. REDUÇÃO DE MURMÚRIO VESICULAR . CIANOSE. HIPOTENSÃO.Complicações    PUNÇAO DO PULMÃO SANGRAMENTO OU HEMOTÓRAX OBSTRUÇÃO DO TUBO OU BLOQUEIO DE SAIDA DE AR NO SISTEMA DE DRENAGEM COM VEDAÇÃO SUBAQUÁTICA PODEM CAUSAR PNEUMOTÓRAX DE TENSÃO.

Material (Cuidados Enfermagem)    de Luvas de procedimento Soro fisiológico Recipiente para desprezar secreções .

Observar o funcionamento. pinçar o dreno Trocar o sistema com técnica asséptica 24 em 24 horas ou toda vez que for aberto ou desconectado. .Para curativo e assistência ao paciente com dreno de tórax:. Usar luva de procedimento. Para a troca ou transporte do paciente. garantindo a permeabilidade do sistema de drenagem através da flutuação do liquido estéril na haste longa do frasco coletor.      Lavar as mãos.

Manter sempre o frasco de drenagem em nível inferior ao tórax do paciente. Avaliar o volume drenado. .    Observar vazamento de ar no sistema ou desconexão do sistema que poderá resultar em pneumotórax hipertensivo. subtrair o conteúdo da solução estéril (SF) colocada no frasco do volume total do frasco.Para curativo e assistência ao paciente com dreno de tórax:.

Para curativo e assistência ao paciente com dreno de tórax:.  Registrar o volume e características da drenagem no prontuário. O dreno deve ser retirado pelo médico. Para retirar o dreno. a enfermagem deve providenciar material para curativo compressivo para evitar a entrada de ar na cavidade pleural. Curativo da incisão do dreno deve ser oclusivo para evitar a entrada de ar pela ferida operatória.   . Observar a presença de secreções neste local.

RELACIONADO A DOR TORÁCICA E A REDUÇÃO DE EXPANSÃO PULMONAR MOBILIDADE FÍSICA PREJUDICADA. RELACIONADA COM A DOR E DESCONFORTO TORÁCICO MEDO RELACIONADO COM A DOR E COM O PROCEDIMENTO DA INSERÇÃO DO TUBO TORÁCICO   .Diagnósticos de Enfermagem  PADRÃO RESPIRATÓRIO INEFICAZ.

4. 5. VERIFICAR SINAIS VITAIS A CADA 15 MIN. PREPARAR PACIENTE PARA RADIOGRAFIA TROCAR DIARIAMENTE O CURATIVO AVALIAR O FUNCIONAMENTO DO TUBO TORÁCICO DIARIAMENTE TODAS AS CONEXÕES E TUBOS DEVEM SER VEDADAS COM ESPARADRAPO. . 3.Assistência de Enfermagem 1. 2.

3.Assistência de Enfermagem 1. TUBOS DEVEM SER FIXADOS COM LÁTEX QUE NÃO IMPEÇAM A LOCOMOÇÃO DO PACIENTE. . PARA CASO QUEBRA FRASCO OU DESCONEXÃO. O FRASCO DE SELO DE ÁGUA DEVE ESTAR NO MÍNIMO A 50 cm ABAIXO DO TÓRAX DO PACIENTE. 4. DUAS PINÇAS KELLY. 2. 5. OBSERVAR NÍVEL DE ÁGUA. ORDENHA S/N. CUIDAR PARA QUE NÃO FIQUEM DOBRADOS.

em torno do dreno torácico. .Curativos:  A limpeza da ferida cirúrgica deverá ser realizada com solução anti-séptica e o curativo da pele. deverá ser trocado diariamente ou quantas vezes forem necessárias.

deve-se observar se ocorreu arrancamento parcial do dreno torácico com deslocamento do(s) ponto(s) cirúrgico(s). Também se deve verificar se está ocorrendo vazamento aéreo em torno do dreno torácico devido à folga no(s) ponto(s) cirúrgico(s). .Verificação do(s) ponto(s) cirúrgico(s):  Ao verificar as condições do(s) ponto(s) cirúrgico(s) e da fixação do dreno torácico durante o curativo.

.Ordenha:  As manobras de ordenha são empregadas sob supervisão médica ou da enfermagem quando ocorrer obstrução por coágulos do SCDPM. Utilizar pinça de ordenha ou ordenhar com a mão a mangueira de drenagem e o dreno torácico de modo a remover possíveis obstruções.

Os sistemas de frasco coletor único são os mais comumente empregados. conforme a capacidade do reservatório. devido ao seu baixo custo e fácil manuseio. de modo a atingir a marca do nível líquido mínimo obrigatório.Preparo do frasco coletor:   Verificar a capacidade do frasco coletor escolhido e colocar solução fisiológica ou água destilada estéril no frasco coletor. .

a data e a hora da instalação do frasco coletor.Revisão do sistema de drenagem: Rever se a extremidade do tubo no interior do frasco ficou submersa cerca de 2 cm abaixo do nível líquido mínimo obrigatório.  Marcar na etiqueta do frasco coletor o nível líquido.  Verificar se existe oscilação ou borbulhamento no nível líquido.  .

se previne o doloroso deslocamento ou arrancamento do dreno torácico. Desta forma.Faixa adesiva de fixação   A faixa adesiva de fixação é de extrema importância para o conforto do paciente e deverá ser fixada no flanco do paciente. Ela evita que as trações da mangueira do sistema coletor de drenagem pleural ou mediastinal (SCDPM) sejam transmitidas ao(s) ponto(s) de fixação cirúrgica do dreno torácico com a pele. .

In Procedures in the ICU . Chest 91:258. et al: Radiology in the intensive care unit. 1991 Light RW: Pleural diseases.1º Edição ± Curitiba ± Souza. Iberti. Little. Peters SG. et al (eds): Intensive Care Medicine.Referências  Brunner Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica 11ª Edição Guanabara Koogan O Hospital: Manual do Ambiente Hospitalar. 1990 Miller KS. management and complications. Stern. ed. ed. 1987       . 8(4):879. Irwin RS. and Philip M.Critical Care Clinics. Marsicano TH: Chest tube insertion and care.2005. Sahn FA: Chest tubes: Indication.2. Mayo Clin Proc 66(4):396. Philadelphia. Virginia Helena Soares. LeRoy AJ.2. technique. Boston. Brown. In Rippe JM. MD. Thomas J. Lea & Febiger. Alpert JS. MD: Chest tube thoracostomy. 1991. 1992 Pezzella TA. p73 Swensen SJ.

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