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os

datado, e sim um processo longo, cujo fundamento é a ideia

3. GABARITO ATIVIDADES

DAS

de que a mudança é a norma. A validade desse princípio pode ser facilmente percebida até hoje: inventa-se algo e em pouco tempo uma nova técnica ou um novo instrumento mais eficiente torna o anterior obsoleto. Além de alterar a forma de lidar com a técnica, a Revolução Industrial produziu outras mudanças. A fábrica tornou-se um importante local de trabalho; os capitalistas tornaram-se os detentores dos meios de produção (terra, equipamentos, máquinas); o trabalhador, contratado livremente, passou a receber salário, podendo se deslocar de um emprego para outro. A Revolução Industrial alterou profundamente os meios de produzir, estimulou e provocou a competição por mercados internos e externos. As mudanças foram acompanhadas da ideia liberdade de pensamento e do apoio político para a produção de novos e mais sofisticados instrumentos. 5. As transformações sofridas pela sociedade moderna nos campos intelectual, político e econômico acabaram contribuindo para a formação da sociologia como um saber científico: trata-se de um campo de conhecimento que depende da liberdade de pensamento, do exercício da razão e da controvérsia, e da possibilidade de manifestação pública de ideias distintas - muitas vezes opostas. Essa condição foi alcançada na Europa do século XIX,mas tem suas raízes no século XVI.Por essa razão se diz que a sociologia é filha da modernidade. Sua primeira tarefa foi responder às perguntas referentes às transformações ocorridas nos tempos modernos: se os homens têm direitos iguais, se todos são cidadãos, por que a sociedade é tão desigual? Como explicar e tratar as diferenças? Como combinar tradição com modernidade, costume com novidade? A sociologia nasceu com este desafio: compreender as alterações profundas por que passaram as sociedades e refletir sobre a forma como os homens e mulheres reagiram a elas. Sessão de cinema O jumento santo e a cidade que se acabou antes de começar Orientações para o/a professor/a: este curta-metragem pode ser exibido antes de serem abordadas as diferenças entre a mentalidade religiosa e as mentalidades científica e humanista. É importante enfatizar os impactos que a visão de mundo centrada no homem teve sobre diversos campos, inclusive sobre o religioso (a Reforma Protestante enfatizava a responsabilidade dos homens e o uso da razão para compreender e interpretar as Escrituras). Ajude os alunos a compreender como as sociedades modernas se alicerçaram nessa nova compreensão do papel do homem na construção da ordem social, revolucionando a cultura, a política, a economia, a sociedade como um todo. 33

PARTE I: A AVENTURA SOCIOLÓGICA
Capítulo 2: O nascimento da sociologia Monitorando a aprendizagem 1. O Renascimento, com os humanistas, introduziu a ideia de que os homens são os principais agentes da transformação do mundo. Desde então, os homens começaram a perceber que são eles que fazem a história e que criam as sociedades. A difusão desse pensamento se deu a partir da imprensa, que garantiu o acesso aos escritos dos filósofos, pensadores e literatos a um maior número de pessoas. A Revolução Científica iniciada no século XVI representou uma alternativa ao pensamento religioso, pois propunha uma nova forma de conhecer e interpretar o mundo (social e natural). Por fim, a expansão marítima contribuiu para a ampliação do mundo, com a descoberta de novas sociedades e culturas. O contato com povos desconhecidos ajudou os europeus a pensar sobre suas sociedades e as dos'outros povos, e sobre as razões das diferenças e semelhanças entre as culturas. Além disso, para que a expansão marítima ocorresse, foi necessária a formação de Estados e a transformação da mentalidade econômica. 2. Significa que nela as pessoas tinham uma posição social estabelecida antes mesmo do nascimento. Havia muito poucas possibilidades de mobilidade social: em geral, quem nascia servo seria servo por toda a vida, quem nascia nobre seria nobre etc. 3. O Iluminismo propunha que o homem se emancipasse do estado de tutela ao qual estava condenado (exemplo: pensar conforme os dogmas da Igreja) e se tornasse mais responsável por seus atos e pensamentos (ideia de razão). A consequência dessa maneira de ver foi apostar na capacidade dos homens de mudar aquilo que eles próprios haviam criado. Essa ideia inspirou as duas grandes revoluções politicas do fim do século XVIII,a Revolução Americana, de 1776, e a Revolução Francesa, de 1789. Dessas revoluções saíram dois documentos importantes que fortaleceram a ideia de liberdade e responsabilidade dos homens: a Constituição Americana e a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. 4. A expressão Revolução Industrial foi aplicada a uma série de inovações técnicas que ampliou os meios de sobrevivência dos homens e das cidades, permitindo uma nova forma de sociabilidade. Esse não foi um acontecimento precisamente

Orientações para o debate: hoje em dia não predomina a visão religiosa, e sim o entendirnento de que os homens são os responsáveis pela sociedade, por sua ordem e desordem. Professaria, sugerimos convidar os alunos a se questionar sobre quais desafios essa mudança de perspectiva trouxe para os homens.

poder de coerção sobre os indivíduos. Em sociedades complexas, a coesão social é caracterizada pela solídariedade orgânica: a divisão social do trabalho provoca acentuada interdependência dos individuos, mas ao mesmo tempo a consciência coletiva se torna mais frouxa, garantindo uma margem maior de autonomia pessoal.

o mercador

de Veneza Orientações para o/a professor/a: ajude o aluno a compreender que os valores estão presentes tanto no campo econômico

3. Orientações para o/a professor/a: esta questão é direcionada para a reflexão e o debate, mas é importante estimular os estudantes a dissertar sobre suas opiniões. Antes de dar inícío à atividade escrita, peça aos alunos para expor suas informações e ideias sobre o assunto ou levante alguns problemas, como, por exemplo: o que pode acontecer com a sociedade se a educação escolar não transcorrer satisfatoriamente? Ajude-os a organizar suas ideias antes de começar a escrever. Em seguida, oriente-os sobre como se faz uma dissertação (você pode elaborar um pequeno roteiro com o auxílio doia professaria de língua portuguesa). Sugestão: este exercício pode ser usado para as avaliações dos alunos. 4. a) É uma divisão muito simples e com pequeno grau de especialização. Os homens são encarregados de preparar o terreno, abrir a cova e enterrar a maniva; arrancar a raiz madura e levá-Ia para aldeia; ralar a mandioca; espremer a massa no tipiti e torrá-Ia no forno a lenha. As mulheres são encarregadas de cobrir as covas com terra quando a maniva é plantada; descascar e lavar a raiz depois da colheita. b) Solidariedade mecânica, em função da baixa especialização da divisão social do trabalho. Assimilando conceitos 1. a) Ao fundo, vê-se uma fábrica. Na frente, formando uma pirâmide, veem-se vários rostos representando pessoas de diferentes gêneros e etnias. b) A tela é a representação de uma sociedade industrial. A fábrica especializa seus trabalhadores em tarefas na linha de produção. Por mais diferenciados que eles sejam no trabalho, no gênero ou na etnia, estão fortemente vinculados uns aos outros por meio do que Durkheim chamou de solidariedade orgânica - a divisão social do trabalho que diferencia e ao mesmo tempo promove a interdependência dos individuos.
Observação: esse quadro foi produzido num momento

como no político-social, e que a alteração da mentalidade econômica no mundo moderno esteve ligada à relativização dos ensinamentos da Igreja. Orientações para o debate: procurar instigar o aluno a investigar por que a atividade comercial do mercador era aceita no filme e a do agiota judeu era condenada. Nesse sentido, sugerimos conduzi-Ia a pensar se hoje em dia ele também observa regras e condutas morais no campo econômico. De olho no Enem 1. Resposta: (D) 2. Resposta: (C) 3. Resposta: (B) 4. Resposta: (B)

PARTE 11:A SOCIOLOGIA VAI AO CINEMA
Capítulo 3: O apito da fábrica

Monitorando a aprendizagem 1. O suicídio pode parecer uma decisão individual e não generalízável. No entanto, há outro modo de analisá-Ia: se observarmos os dados estatísticos sobre as causas de morte em qualquer sociedade, entre elas encontraremos doenças, acidentes, homicídios e também suicídios. Por meio desses dados podemos perceber que cada uma dessas causas incide sobre a totalidade população. Essas taxas podem se manter inalteradas por muito tempo ou, em determinados contextos, aumentar ou diminuir. Por exemplo, em um contexto de crise econômica, alguns individuos se angustiam e acabam se suicídando por se verem desempregados. Isso indica que o suicídio é um fato social relacionado a outro fato social, e por essa razão é um fenômeno de interesse do sociólogo. 2. Em sociedades simples, a coesão social é caracterizada pela solidariedade mecânica: os indivíduos se identificam pela família, pela religião, pela tradição e pelos costumes, e são relativamente autônomos do ponto de vista da divisão social do trabalho, que não é muito especializada. Nesse tipo de solidariedade, a consciência coletiva exerce todo o seu 34

em que o Brasil passava por intenso processo de industrialização. Ele indica a sensibílidade da artista para as profundas transformações pelas quais a sociedade brasileira passava naquele momento. Sugira ao aluno

p

F

sseom-

que registre também suas impressões sobre a sociedade usando uma linguagem artística - gravuras, canções, poemas, crônicas, artesanato etc. Incentive-o a expressar seu "olhar sobre a sociedade".

3. Sim.Regras e costumes não são definidos por um indivíduo isoladamente. Surgem em função das necessidades amplas de uma sociedade que vai se tornando mais complexa (regras), ou são uma espécie ligação entre as gerações atuais e as do passado que não depende de formalização (costumes). Tanto as regras como os costumes abrangem a sociedade como um todo. Exercitando a imaginação sociológica
Orientações para o/a professor/a: selecione reportagens em

de da ~a uma 2.

Sim. O fato social tem como princípios básicos a externalidade (não é subjetivo), a generalidade (afeta a coletividade) e a coercitividade (os indivíduos, querendo ou não, participam ou sofrem as consequências do fenômeno). A imagem não mostra um acontecimento subjetivo ou isolado que atinge a um único membro da sociedade. A miséria (decorrente do desemprego) e à assistência social são fenômenos que apontam para as desigualdades de outro, os desafortunados. dentro de uma sociedade - de um lado estão os afortunados e Toda a coletividade está envolvida no problema retratado.

diversas fontes (jornais, revistas, sites) com as temáticas sugeridas no enunciado do exercício. Distribua as reportagens entre os grupos conforme os assuntos escolhidos. Eles buscarão informações adicionais em outras fontes, mas é preciso dar-lhas um ponto de partida. Talvez eles já tenham tido informações sobre esses assuntos nas aulas de história e geografia. Por isso, seria interessante dialogar com os professores dessas disciplinas e promover um trabalho integrado.

Olhares sobre a sociedade
1. As regras são formalizadas por escrito - são regulamentos

Sessão de cinema Infância roubada
Orientações para o/a professor/a: o filme é sobre um líder de

que organizam o convívio social. O costume é um acordo informal e verbal que passa de geração a geração, podendo ou não sofrer alterações.
Observação: ola professorla pode ilustrar a diferença

gangue, completamente indiferente aos seus semelhantes, que não teve na ínfáncía convívio familiar nem educação escolar capazes de incutir-lhe as regras sociais. Destaque as cenas que abordam a trajetória de vida da personagem central, e aquelas que retratam sua "ressocialização ", ou seja, como ele foi descobrindo e internalizando as normas sociais.
Orientações para o debate: o título do filme remete apenas ao

entre regras e costumes usando exemplos retirados das sociedades ocidentais: são regras as Constituições, os códigos e muitas outras regulamentações (até mesmo os padrões de etiqueta são regras, se levarmos em conta os manuais de boas maneiras). Os costumes relacionam-se com aquilo que se faz sem se estar obrigado formal- mna mente: comer arroz e feijão todos os dias; participar da folia de carnaval; sair com os amigos na noite de sexta-feira etc. 2. Em nossa sociedade, espera-se que algumas regras sejam internalizadas de tal forma pelos indivíduos que acabem se tornando costumes, como, por exemplo, não ultrapassar sinais vermelhos no trânsito. Também existem costumes que, com o tempo, acabam formalizados por uma regra: muitos jogos tais quais os conhecemos hoje, por exemplo, eram brincadeiras que com o passar do tempo foram regulamentadas, transformando-se em modalidades esportivas. Mas nem sempre as regras se convertem em costumes ou vice-versa. De modo geral, as regras formais são elaboradas para atender às necessidades de maior controle social quando as sociedades se tornam mais complexas.

bebê que foi involuntariamente sequestrado pelo assaltante, ou há outra personagem que também teria tido sua infância roubada? A partir da situação retratada no filme, convém discutir com os alunos como a família, a escola e os grupos sociais contribuem para que os indivíduos internalizem as normas sociais.

o casamento

grego

Orientações para o/a professor/a: ajude os alunos a compreen-

der que, mesmo em sociedades industrializadas (que nos termos de Durkheim são marcadas pela solidariedade orgânica), existem subculturas que se mostram muito apegadas às suas tradições e exercem coerção sobre seus integrantes. O filme ajuda a problematizar a construção teórica de Durkheim, mostrando que há outras possibilidades de sociabílidade além dos dois modelos apontados pelo autor.
Orientações para o debate: retomando o conceito de coerção

social, de Durkheim, convidamos ola professorla a propor aos alunos que investiguem de que maneira tal coerção é exercida no contexto da família grega do filme. 35

De olho no Enem 1. Resposta: (D) 2. Resposta: (C) 3. Resposta: (E) 4. Resposta: (E) 5. Resposta: (C) Capítulo 4: Tempo é dinheiro! Monitorando a aprendizagem 1. a) A primeira motivação era o protesto ou a luta sindical contra as péssimas condições de vida dos trabalhadores. As máquinas eram destruídas, mas a hostilidade não era contra elas. A segunda motivação era a hostilidade contra as próprias máquinas, vistas como capazes de substituir a mão de obra dos trabalhadores, provocar o desemprego de muitos e, consequentemente, gerar miséria. b) Muitos capitalistas não consideravam que máquinas fossem capazes de gerar mais lucros, mas entendiam a necessidade de incorporá-Ias como uma arma na luta contra a concorrência. Ou seja, para garantir os mesmos lucros que tinham tido até então, achavam que era preciso adquirir novas máquinas. Os pequenos produtores viam as máquinas como vantagens que os grandes capitalistas levavam sobre os concorrentes. Eles mesmos não tinham recursos para adquirir novos equipamentos e faziam resistência a algo que alteraria muito o cotidiano do trabalho. c) Sim, há resistências. Um exemplo é a oposição de sindicalistas ao uso de robõs nas indústrias, pelo fato de eles reduzirem a necessidade de mão de obra. Também é possível ampliar a questão para além do mundo do trabalho. Por exemplo, há resistências de arnbientalistas ao emprego de biotecnologias e à exploração de recursos energéticos da natureza; há resistências de segmentos religiosos ou da população em geral à distribuição de preservativos (camisinhas) para combater a Aids e promover o controle da natalidade. Outro exemplo é a resistência de muitos professores a utilizar recursos tecnológicos como multimidia ou técnicas de educação a distância.
Professor/a: ajude o aluno a compreender que as re-

dia a dia. Isso acontece em todas as áreas dos saberes (humanas, exatas e biomédicas). As polêmicas geradas na comunidade científica também contribuem para a descoberta de alternativas visando minimizar os efeitos indesejáveis do uso de determinadas técnicas. 2. a) Na Idade Média, a medida do tempo se baseava nos
fenômenos naturais e também nos costumes. Por exem-

plo, um dia de trabalho correspondia à duração da luz do sol. O controle do tempo não era voltado para a produção ou o acúmulo. Não havia tecnologia que permitisse o armazenamento de certos produtos (como alimentos) e, por isso, o tempo era usado para produzir o necessário e não o excedente para troca. O tempo não era percebido como riqueza - a religião católica ensinava que o tempo pertencia a Deus e por isso não podia ser manipulado economicamente pelos homens. b) O trabalho livre, regido por um contrato: o acerto entre o empregador e o trabalhador estipulava o salário que seria pago em troca de um serviço realizado num tempo determinado. A cidade: a migração maciça de trabalhadores do campo para as cidades, onde o trabalho era contratado, acelerou o processo de mudança na percepção do tempo. A difusão do uso do relógio: o tempo passou a ser controlado por uma máquina de precisão e não mais pela natureza, e seu fracionamento em segundos, minutos e horas padronizou o ritmo dos trabalhadores. 3. Porque ele encontrou na ética protestante os argumentos religiosos que reforçavam o argumento econômico capitalista. Segundo tal ética, os homens devem trabalhar diligentemente porque isso glorifica a Deus; não devem deixar de cumprir a promessa de pagamento (mentir) porque isso não agrada a Deus; devem buscar a prosperidade porque ela é sinal da bênção de Deus.
4. Orientações para o professor/a: este conceito não é fácil de

apreender. A utilização de exemplos do dia a dia poderá ajudar o aluno a se aproximar das ideias que o envolvem. É preciso que o aluno entenda que racionalidade e racionalização são palavras derivadas de razão. Usando-se a razão e o cálculo, o trabalho é organizado para economizar tempo e dinheiro e atingir maior produtividade. As técnicas e máquinas servem a esse objetivo: poupam tempo e exigem menos mão de obra, reduzindo os gastos com salários e aumentando a produção. Para que se tenha o controle desse processo, os lucros e prejuízos devem ser contabilizados e acompanhados permanentemente. Tudo isso indica racionalidade ou comportamento racional. O

sistências às novas tecnologias não refletem apenas a ignorância de quem desconfia da ciência. Elas podem indicar a necessidade de uma mudança de mentalidade ou mesmo surgir das divergências que frequentemente ocorrem entre os cientistas: um cientista cria uma técnica e outro descobre os males de seu emprego no 36

saberes E'3Iadas para a !i"eitos

boxe com os conselhos de Benjamin Franklin inserido no corpo do capítulo é bastante ilustrativo desse comportamento - recomendamos que seja feita sua leitura em sala de aula para o esclarecimento de dúvidas e de palavras desconhecidas.

Olhares sobre a sociedade
1. Pode ser um computador, um programa ou sistema em rede. Tudo isso faz parte do nosso dia a dia. A informatização tornou-se tão difundida em nossas

~nos Assimilando conceitos 1. a) Trata-se de uma agenda pessoal que serve para programar as atividades (de trabalho, lazer etc.) dos dias, semanas e meses do ano. É um objeto de uso amplo - todas as categorias profissionais podem fazer uso dele. Donas de casa, estudantes, trabalhadores de todas as áreas estão habituados a adquirir uma agenda anualmente. Uma forma de perceber sua difusão está na criação das palavras "agendar" ou "agendamento". b) Certamente o uso da agenda está relacionado com as transformações ocorridas na Modernidade, quando surgiu a necessidade de racionalizar o tempo, ou seja, fazê-Io render. c) Sim, esse conjunto de procedimentos também revela um tipo de racionalidade, embora com outra linguagem e com novas concepções. Comparando o texto Gestão do Tempo com os conselhos de Benjamin Franklin, em que Weber baseou sua análise, percebemos uma alteração de mentalidade: a valorização do lazer e do descanso, que devem ter lugar reservado nas programações diárias das pessoas. O texto sugere também alguns cuidados com a saúde mental (evitar o estresse reservando tempo para o descanso diário) para que o indivíduo não adoeça e seu trabalho não seja prejudicado. 2. a) A charge mostra dois indivíduos sentados em dois cumes de montanhas. De um lado, a túnica, a barba longa e duas velas indicam um religioso, defensor de sua verdade; do outro lado, um microscópio indica um cientista que apresentà sua réplica - ou seja, sua resposta, ou mesmo sua contestação à "verdade". A charge nos remete aos processos históricos que culminaram na revolução científica moderna, quando religião deixou de "falar sozinha", ou de ser a única versão considerada válida para explicar todos os assuntos que interessam aos homens, e passou a dividir o espaço com o discurso científico. b) Como a palavra "réplica" também significa "cópia", "imitação", podemos considerar que a charge indica que a ciência também produz as suas verdades, ou dogmas, e pode vir a ser tão dogmática quanto a religião.

, sociedades que em toda parte temos que lidar com um caixa-eletrônico, uma máquina para passar o

cartão de débito ou de crédito, sem falar nos inúmeros eletro-eletrônicos com que convivemos no espa-

ço doméstico. O problema é que

Os

"cérebros ele-

trônicos" também falham: quem já não ouviu frases como "O sistema não permite tal operação" ou "O sistema está fora do ar"?

2. Quando a letra diz que "O cérebro eletrônico faz tudo", ou "O cérebro eletrônico comanda", ela nos faz pensar na racionalidade introduzida na realização de tarefas que poderiam envolver muitos indivíduos. Também aqui a racionalidade permite poupar tempo e mão de obra e controlar minuciosamente os processos, especialmente aqueles relacionados ao trabalho. 3. A racionalidade científica não se propõe resolver todos os problemas da condição humana, como é o caso da morte ou das questões éticas. Os trechos da letra sobre os limites da racionalidade científica que podem ser destacados são: o cérebro eletrônico faz quâse tudo, mas é mudo, mas não anda; só eu posso pensar; só eu posso chorar. As limitações estão expressas sobretudo nos três últimos versos. Exercitando a imaginação sociológica Orientações para o/a professor/a: auxilie seus alunos nas fases iniciais da pesquisa oferecendo a eles matérias de revistas e jornais que tratem dos temas sugeridos. Essa é uma boa oportunidade para você desenvolver com a turma mais um trabalho multidisciplinar: filosofia, física, biologia e geografia são áreas que também abordam essas questões. Converse com seus colegas e desenvolva um projeto conjunto. aiA professaria de artes pode auxiliar na finalização das atividades (quando se fará uma exposição na escola), e o de língua portuguesa, na redação do texto escrito. Sessão de cinema Marco Polo
Orientações para o/a professor/a: ajude os alunos a compreen-

der que o contato com uma cultura diferente evidencia as especificidades da nossa própria cultura. Max Weber fez esse exercicio na abertura do livro A ética protestante e o "espírito"
do capitalismo ao comparar a experiência do Ocidente com a 37

do Oriente. Nessa comparação ele concluiu que o que torna o Ocidente singular é aquilo que ele chamou de racionalidade. Sobre a questão da bússola e do padre, é bom lembrar aos estudantes que depois da Antiguidade o pensamento científico ficou "encubado" por muito tempo, até emergir com toda força no início da modernidade. Bem antes da revolução científica moderna, muitos religiosos e leigos já vinham tratando da tensão entre o pensamento religioso e outras formas de apreender o mundo.
Orientações para o debate: sugerimos aqui uma série de per-

4. Resposta: (C) 5. Resposta: (D) 6. Resposta: (D) 7. Resposta: (B) 8. Resposta: (C) 9. Resposta: (A) 10. Resposta: (C)

guntas para orientar o debate em sala de aula: o que Marco Polo encontrou na China que tanto o surpreendeu? O contato que Marco Polo teve com uma sociedade e uma cultura tão diferentes da sua o ajudou a conhecer melhor o seu próprio mundo? O que será que Marco Polo quis dizer ao afirmar que a bússola explodiria o mundo do padre?

Capítulo 5: A metrópole acelerada Monitorando a aprendizagem 1. Sim. A excitação aumentou, mas também surgiram especializações que ajudam os indivíduos a enfrentar as complicações da vida nas metrópoles e mecanismos que os auxiliam a aliviar suas tensões. Exemplos: gestores de tempo (há administradores de empresas especializados nisso); engenheiros de tráfego; locais de relaxamento e espera (happy hour); novas modalidades de lazer etc. 2. São elementos de diferenciação os pontos turísticos de cada cidade, seus monumentos, museus, teatros, áreas verdes, praças e jardins públicos. São elementos de identificação os shopping centers, os espaços com várias salas de cine• ma, as cadeias de lojas de alimentação, os condomínios fechados voltados para as classes médias e altas, a moda, as discotecas etc. Assimilando conceitos

Irmãos de rim
Orientações para o professor/a: aproveite para explorar com os

alunos os conceitos de secularização e de desencantamento do mundo e ao mesmo tempo mostrar como nas sociedades contemporãneas, onde há forte presença do pensamento cientifico, a religiosidade também está presente.
Orientações para o debate: convidamos ola professorla a pes-

quisar com os alunos se a aposta que Max Weber fez na superação do discurso religioso pelo discurso científico está presente nas experiências das personagens do documentário.

o dia em que Dorival encarou

a guarda

1. a) Na parte superior da charge aparecem vários carros "presos" no trãnsito, com os motoristas sufocados pela poluição e irritados pela espera. Um deles está avisando o chefe, pelo telefone celular, que vai se atrasar. Na parte inferior aparecem várias latarias de carros enfileiradas em uma linha de montagem, cujo chefe atende a uma chamada pelo celular. Deduzimos que se trata do chefe do trabalhador que está preso no congestionamento. A charge ilustra um paradoxo: quanto mais carros são produzidos e vendidos, maiores são os engarrafamentos nos centros urbanos. b) Sim. A tecnologia produz os carros que encurtam distãncias e geram conforto para seus usuários, mas, ao mesmo tempo, o acesso de milhares de individuos a esse bem provoca problemas que comprometem suas vantagens -lentidão no trânsito, mau humor, poluição etc. Do mesmo modo que a produção de carros aquece a economia, a situação descrita mostra as perdas econômicas causadas pelo atraso dos funcionários no trabalho, por exemplo.

Orientações para o/a professor/a: peça aos alunos que leiam o

verbete "burocracia" no final do livro e deixe claro para eles a importãncia que Weber deu ao estudo da burocracia como expressão da racionalidade moderna. Ajude-os a entender que a burocracia é um mecanismo impessoal que iguala as pessoas - não concede vantagem a ninguém. Ela é uma técnica de controle social e, assim como outras técnicas, oferece benefícios e desvantagens. Explore essa dualidade com os alunos. Orientações para o debate: o filme aborda a questão da racionalidade, tratada por Weber, de maneira muito critica, dentro de um universo também bastante explorado pelo pensador alemão: a burocracia. Sugerimos questionar os alunos: quais os limites d~ racionalidade expostos no filme?De que forma a lógica racional da hierarquia é desafíada pela personagem principal? De olho no Enem 1. Resposta: (E) 2. Resposta: (B) 3. Resposta: (C) 38

c) Na parte superior da charge, o motorista da direita parece irritado e agressivo; o do meio demonstra preocupação com a perda do emprego; o da esquerda está fechado no automóvel, talvez com medo de assaltos. Agressividade, preocupação e medo são impactos subjetivos provocados pelo ritmo da vida nas metrópoles. 2. a) Sim, corresponde ao estilo de vida reservado, descrito porSimmel. b) É mais frequente nas cidades grandes. c) Sim. As associações de moradores de bairros são exemplos de sociabilidade na vizinhança, em que as pessoas entram em cooperação para resolver problemas comuns. Há também a convivência em praças públicas, em bairros residenciais etc. d) As vantagens consistem na liberdade de cada um escolher seu modo de viver e não estar vulnerável ao controle ou vigilância dos vizinhos. As desvantagens são os sentimentos de isolamento, falta de proteção e solidão, devido à baixa intensidade dos contatos sociais. Olhares sobre a sociedade
1. a) O vestuário (tênis, terno, gravata), o verso de Jorge

pela receptividade ou a rejeição de inovações tecnológicas. Na atividade que propomos agora, o aluno dissertará sobre o impacto subjetivo das tecnologias (especialmente aquelas que se relacionam com a revolução da informática) e os aspectos sociais que propiciam o surgimento de novos comportamentos e doenças. Procure estimular os estudantes a refletir sobre o tema, chamando a atenção, por exemplo, para o uso do telefone celular e seus aspectos subjetivos como segurança, controle, ansiedade, dependência etc. Explore algumas facetas da sociedade brasileira que contribuíram para que o celular fosse tão difundido entre os jovens. Sessão de cinema Motoboys: vida loca
Orientações para o/a professor/a: o documentário é um material

muito rico para ilustrar a temática abordada por Georg Sirnrnel:o ritmo do tempo nas grandes cidades (pressa versus lentidão); as manifestações do estresse; paradoxos modernos. Além disso, tem uma abordagem dinâmica e atraente para ojovem. Sedesejar, peça um relatório de cada grupo com um sumário do filme e com as questões propostas respondidas.
Orientações para o debate: considerando a ideia de paradoxos modernos, proponha aos alunos discutir que possíveis fatores

Amado, a música de Dorival Caymmi, as novelas da TV, o chope gelado, o livro. b) Sim: "Tô fora da brincadeira de pilha eu tô legal"; "Sozinho e sem destino, sem tino eu vou ficar,! Soltinho feito um menino sem ter com que preocupar". c) Nos longos percursos de casa para o trabalho, ouvir uma estação de rádio no MP3 ; no horário de rush, fazer uma happy hour num bar; fazer ginástica; praticar meditação ou aproveitar o tempo para praticar um esporte.
2. a) Abrir caminho entre a multidão e saber esperar; saber

contribuíram para o aparecimento da profissão de motoboy. Como forma de aprofundar o debate, sugerimos uma série de questões: existem outras profissões que atendem às novas demandas da cidade grande? De que forma o documentário mostra o paradoxo de novas profissões que simplificam e ao mesmo tempo complicam a vida nos grandes centros urbanos? Que estratégias os motoboys usam para amenizar o impacto da excitação e da velocidade próprias de seu trabalho? Aquele cara
Orientações para o/a professor/a: o filme ajuda a pensar a rela-

se conduzir ao cruzar com as pessoas desviando dos esbarrões; lançar olhares para todos os lados (referência aos estímulos múltiplos); ter o sentimento de solidão em meio à multidão. b) O ritmo e a coordenação ao enfrentar aglomerações humanas; a seleção dos estímulos visuais; as expectativas de interação com o outro. c) É uma referência direta à situação de distanciamento e aproximação que a vida na metrópole cria entre os indivíduos. Exercitando a imaginação sociológica
Orientações para o/a professor/a: no capítulo anterior propuse-

ção entre individualidade e massificação. Orientações para o debate: instigue os alunos a interpretar o grande dedo polegar que os moradores da cidade grande levam no lugar do rosto e o que o filme procura transmitir quando caracteriza-os assim, recordando quais experiências retratadas pelo curta-metragem a cidade grande oferece aos seus habitantes. Desventuras de um dia Orientações para o/a professor/a: compare o início e o final do dia de Luiza e ajude os alunos a refletir sobre as relações entre as culturas objetiva e subjetiva abordadas por Georg Simmel.
Orientações para o debate: sugerimos propor aos alunos traçar

um paralelo entre que exigências a vida moderna das grandes cidades impõe a seus habitantes e que elementos do dia de Luiza são típicos desse ambiente. 39

mos uma pesquisa que explorava os conflitos sociais gerados

Lar, doce lar
Orientações para o/a professor/a: a animação é excelente para

Assimilando conceitos
Orientações para o/a professor/a: a modernídade tem vários para-

ilustrar a sociabilidade urbana: reserva, aproximação para queixas, estranhamento, estilos de vida etc.
Orientações para o debate: propormos discutir com os alunos

doxos. Vimosnos capítulos anteriores que as inovações tecnológicas apresentam efeitos positivos e negativos. Neste capítulo, o principal paradoxo consiste na afirmação da igualdade civile política no mundo moderno, ao lado da ampliação das desigualdades sociais. Antes de os alunos iniciarem a tarefa escrita, promova um debate na turma a respeito desse tema.

que aspectos da vida urbana o filme revela a partir das janelas desse edifício. De olho no Enem 1. Resposta: (C) 2. Resposta: (C) 3. Resposta: (C) 4. Resposta: (C)

Olhares sobre a sociedade 1. A maior parte do tempo dos trabalhadores gira em tomo do trabalho e da sua rotina. Os trabalhadores não podem desfrutar aquilo que ajudam a produzir, nem desenvolver sua individualidade ou ter tempo de lazer. 2. "Eu às vezes fico a pensarlEm outra vida ou lugarlEstou cansado demais." A utopia também está naquilo que os autores não podem ver, porque está atrás da fumaça: "O amor e as coisas livres, coloridas/Nada poluídas". 3. O acesso à cultura (arte, balé) e ao lazer (diversão); a liberdade de sair ("a gente quer saída para qualquer parte"); a liberdade de escolher ("a gente quer a vida como a vida quer"); a qualidade de vida (amor, prazer, felicidade).
4. Orientações para o/a professor/a:

Capítulo 6: Trabalhadores, uni-vos! Monitorando a aprendizagem 1. Se, para Max Weber e Georg Simmel, a ciência deveria se afastar da esfera moral e política, para Érnile Durkheim e Karl Marx cabia a ela produzir um tipo de conhecimento capaz de conduzir os homens a uma vida melhor e a uma sociedade mais justa. 2. a) A propriedade privada cria pelo menos duas categorias de pessoas: as que têm os meios de produção e as que não os têm. Essas duas categorias mantêm relações antagônicas, já que a primeira explora a segunda. As categorias sociais antagônicas e as formas como ocorrem essa exploração variaram ao longo da história. b) No antigo modo de produção escravista, as classes antagônicas eram senhores de escravos e escravos; no modo de produção feudal, o antagonismo era entre senhores feudais e servos; no modo de produção capitalista, a luta ocorre entre burgueses e proletários. 3. Segundo Marx e Engels, a burguesia desempenhou papel altamente revolucionário na história. Ambos reconhecem as contribuições que esse segmento trouxe para a formação do mundo moderno com seus trabalhos, ideias e realizações. Os burgueses chamaram a atenção desses autores ao mostrar do que a atividade humana é capaz, contribuindo com uma visão ativista da vida e do trabalho. Contudo, apesar de sua alta capacidade criativa, a burguesia restringiu sua ação à acumulação de capital, ou seja, a fazer dinheiro e armazenar excedentes. Todos os seus projetos, realizações e inovações foram direcionados para tal fim. Desse aspecto decorre a luta de classes, pois a maioria dos individuos é excluída dos benefícios que a modernidade oferece, cabendo-lhes apenas vender sua força de trabalho para os capitalistas.
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estimule seus alunos

a ler o verbete utopia no final do livro. A proposta desse exercício é suscitar a reflexão sobre as possibilidades de superação dos impasses da sociedade, e não criar uma ficção social. Por isso, seria bom dar voz aos estudantes para que falem de suas necessidades e expectativas no âmbito social, antes de iniciar a atividade escrita. Exercitando a imagínação sociológica
Orientações para o/a professor/a: esta atividade, além de propi-

ciar a ampliação do conhecimento do assunto, pode ser um recurso para a formação cidadã dos estudantes. Ela envolve não apenas habilidades acadêmicas, mas também sensibilidade para questões sociais e reflexão sobre alternativas politicas para a superação dos problemas apresentados. Estimule seus alunos a refletir e escrever sobre o tema proposto. É natural que encontrem dificuldades para dar respostas aos problemas indicados, por isso, selecione materiais produzidos por organizações da sociedade civil, partidárias, governamentais, ou ainda organizações internacionais que discutam os problemas e apontem alternativas. Além de conhecer as discussões em curso, os alunos terão um ponto de partida para formular opiniões próprias. Chame a atenção para a necessidade de conhecer as propostas elaboradas por vários segmentos da sociedade - isso ajuda a tomar decisões e a propor novas alternativas.

Sessão de cinema paralógiMachuca
Orientações para o/a professor/a: aborde o contexto histórico em

gerais, que atendam a todos os membros de uma coletividade de forma igual, e ao mesmo tempo combiná-Ias com as expressões particulares das culturas, crenças etc. 2. Tocqueville chamou a atenção em seus escritos para o fato de que eleições livres não garantem por si sós que os eleitos serão bons governantes. Marx disse algo semelhante ao criticar a democracia burguesa, acusando-a de querer estabelecer uma falsa equivalência entre o direito de voto e a liberdade real. Para ambos, viver em liberdade é muito complicado. Mais importante ou tão importante quanto alcançar a democracia é cuidar diariamente para que ela possa funcionar em benefício da sociedade. 3. Tocqueville considerava que, apesar de as democracias partirem de um ponto comum - a liberdade de escolha dos representantes pelos representados, a liberdade de imprensa, de opinião, de crença -, nem sempre funcionam da mesma maneira, porque as diferenças entre as sociedades produzem diferenças nas formas encontradas para vivenciar o que entendem por democracia. Os usos e costumes de cada sociedade são aspectos que ajudam a compreender como os ideais democráticos são nelas operados. 4. Em algu!,ls momentos ouvimos dizer que a corrupção é tão grande entre os parlamentares que seria melhor não tê-los: que votar não melhora as condições do povo; que a violência urbana é grande e que é melhor se enclausurar em ambientes fechados, com câmeras de vigilância ou controle de acesso mais ostensivo. Mas é preciso lembrar que essas situações não depõem contra os ideais democráticos. O que elas fazem é a1ertar para a necessidade de vigilância e aperfeiçoamento desse modelo, que sempre conviverá com o "dilema tocquevilleano". Assimilando conceitos 1. A democracia de fato significa "governo do povo". Entretanto, a experiência prática da democracia nem sempre toma isso concreto. As sociedades têm grupos de interesses com diferentes capacidades de influenciar na tomada de decisão politica. Nem sempre o que é melhor para a maioria se transforma em decisão politica, mesmo que os politicos tenham sido escolhidos pelo povo. 2. A experiência democrática depende da cultura e dos costumes de cada povo; democracia nâo significa apenas escolher os representantes; é necessário participar do dia a dia da política; a democracia precisa se aperfeiçoar permanentemente para que nenhum grupo de interesse se tome tão forte a ponto de obstruir a vontade da maioria.
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que a narrativa do filme se desenvolve. Correlacione com o contexto brasileiro. Explique aos alunos a importância que o pensamento marxista alcançou na América Latina nos anos 1960-70, quando foi visto por muitos como o caminho para a superação do subdesenvolvimento e das desigualdades sociais, e como inspiração na luta pela redemocratização dos paises submetidos ao regimes ditatoriais. =:::'lOrno
Orientações para o debate: professor/a, se for pertinente, discuta

com os alunos se é possível dizer que as duas realidades retratadas no filme correspondem à divisão de classes descrita por Marx e de que maneira eles percebem essa divisão em seu cotidiano. A fuga das galinhas
Orientações para o/a professor/a: como os conceitos de luta de

classes, revolução, socialismo e comunismo aparecem nas cenas da animação? Use o filme para ajudar os alunos a compreender esses conceitos. Observação: amplie a visão dos alunos mostrando que em filmes de animação também há temas sociológicos!
Orientações para o debate: em que medida a nova forma de viver das galinhas no final do filme se relaciona com a proposta

de Marx de uma sociedade socialista? Sugerimos propor aos alunos que discorram sobre isso e se é possível dizer que houve um "livre desenvolvimento de todos". Vida de inseto
Orientações para o/a professor/a: como os conceitos de luta de

classes (opressão, oprimidos) e revolução aparecem nas cenas da animação? Use o filme para ajudar os alunos a entender esses conceitos.
Orientações para o debate: investigar com os alunos se a revolução

levada a cabo pelas formigas pode ser vista como a superação de um sistema de classes. Nesse sentido, sugerimos retomar os conceitos vistos neste capítulo para responder se é possível dizer que houve uma "tomada de consciência" por parte das formigas. De olho no Enem 1. Resposta: (D) 2. Resposta: (D) 3. Resposta: (A)
Capítulo 7: Liberdade ou segurança?

Monitorando a aprendizagem 1. O "dilema tocquevilleano" consiste na tentativa de harmonizar nas leis ou no convívio social as noções de liberdade e de igualdade. Expressa a dificuldade de elaborar leis

Olhares sobre a sociedade 1. Parte da América do Norte foi colonizada por ingleses, mas, assim como o Brasil, foi povoada por pessoas de outras nacionalidades que viam no Novo Mundo a oportunidade de alcançar seu sonho de liberdade, igualdade e prosperidade. Em uma cidade cosmopolita como Nova York, essa marca da sociedade norte-americana fica muito evidenciada. Em geral os imigrantes italianos, irlandeses, holandeses, armênios, hispânicos etc. e seus descendentes preservam as tradições culturais de seus grupos. 2. A diversidade cultural foi um tema que sempre esteve presente na cultura norte-americana e foifortemente protegida por leis. Desde crianças os norte-americanos aprendem a conviver com diversos grupos sociais e a respeitar suas particularidades. A diversidade cultural enriquece a cultura norte-americana em muitos aspectos. O traço negativo é a existência de segregação espacial para os diferentes grupos étnicos - bairros de italianos, de negros, de hispânicos, chineses etc. Dessa segregação espacial às vezes surgem preconceitos e agressões. Exercitando a imaginação sociológica
Orientações para o/a professor/a:

Jornada pela liberdade
Orientações para o/a professor/a: mudança social (recomende a

leitura do verbete no fim do livro) é um conceito importante para orientar o debate proposto. Com a modernidade houve alterações profundas nas crenças da maioria das pessoas, que as levaram a valorizar a ideia de igualdade e liberdade. Ainda que tais valores tenham se tornado predominantes no Ocidente, eles não são completamente aceitos ou garantidos no dia a dia. O tema da escravidão contemporânea e muitos outros podem ser usados como exemplos para ilustrar a ideia de que os ideais democráticos carecem da vigilância permanente da sociedade.
Orientações para o debate: hoje nos parece comum a ideia de que

"todos nascem livres e iguais". Nem sempre foi assim, conforme mostra o filme. Ótima oportunidade para ala professorla discutir com os alunos acerca das razões que nos levam a defender essa igualdade nos dias de hoje: trata-se de uma posição amplamente difundida? Por que ainda recebemos notícias de pessoas e grupos escravizados atualmente? Em busca da liberdade
Orientações para o/a professor/a: o debate pode ajudar os alunos

a tecer comparações entre os modelos políticos internacionais e também entre momentos da história do Brasil em que as liberdad~s foram suspensas. O importante será instigar nos alunos o desejo de participação cidadã - não pensar na liberdade apenas quando ela está ameaçada, mas zelar para que essa situação nunca aconteça.
Orientações para o debate: a Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, proclamou a liberdade de expressão do

ao realizarem esta tarefa,

os alunos ampliarão seu conhecimento sobre o "estado dos direitos humanos" em países democráticos; aprofundarão o entendimento a respeito do conceito de mudança social e poderão ter informações preliminares a respeito do que é um relatório científico. Oriente seus alunos a respeito de cada um dos três objetivos dessa pesquisa. Sessão de cinema Lotado
Orientações para o/a professor/a: ótima oportunidade para os alunos perceberem a diferença entre opiniões de senso comum

pensamento, de associação, de movimento. O aluno tende a ter a impressão que todos os regimes políticos oferecem essas garantias aos seus cidadãos. Nesse sentido, retomando o conceito de Tocqueville de que os cidadãos esquecem a liberdade por causa do medo do "terror", é interessante fazê-lo observar que nem sempre o direito à oposição política é respeitado. Pode-se estimular um debate sobre em que medida os alunos fazem uso dessa liberdade e de que maneira têm contribuído com sua participação para o aprimoramento da democracia no Brasil. Faça a coisa certa
Orientações para o/a professor/a:

- baseadas em preconceitos ou falta de informações - e argumentos racionais a respeito de questões sociais. Explique aos estudantes que o documentário não é um porta-voz da verdade, ele também é uma interpretação da realidade e pode ser igualmente parcial. Durante o debate pergunte aos alunos como o dilema tocquevilleano (como combinar a igualdade e a liberdade) aparece no contexto de violência das metrópoles brasileiras e na superlotação dos presídios.
Orientações para o debate: diante do aumento da violência e da morosidade da Justiça em punir os criminosos, muitas vezes ouvimos opiniões do senso comum do tipo: "Direitos humanos

a liberdade de crença, de

associação, de opinião política, de expressão cultural, enfim, aquilo que faz parte do campo de escolha dos individuos são temas relacionados com a democracia. Esta, por sua vez, se relaciona com o tema da diversidade cultural e com o respeito à diferença, mesmo que a igualdade seja a base dos regimes democráticos. Aqui o dilema tocquevilleano também aparece: como combinar a liberdade (também sinônimo de diferença) com a igualdade. Explore esses aspectos durante o debate. O filme

só servem para proteger bandidos" . Propomos uma investigação por parte doia professaria de como os alunos encaram a questão dos direitos humanos, a partir das informações deste capítulo e do que puderam extrair do documentário. 42

r
ilustra as tensões que podem acontecer em sociedades multículturais como a norte-americana. Essa problemática também aparece no Brasil?
Orientações para o debate: partindo do princípio de que os 3.. As sociedades pré-modernas

.::::=smdea o para pções -=ramma .-alores
=0

éxcluíam do convívio

social aqueles que eram considerados "anormais". Nas sociedades modernas a proposta é controlá-tos, discipliná-Ios, a fim de trazê-tos de volta à "normalidade", recuperando-os em instituições especielizadas.,

pontos de vista não alteram apenas a forma como enxergamos a realidade social, mas também a forma como enxergamos os nossos vizinhos, os estrangeiros, os imigrantes, os compatriotas etc., sugere-se uma discussão para investigar como o filme explora essa ideia da avaliação permanente que fazemos sobre o outro, criando assim nossas empatias ou preconceitos e desconfianças sobre indivíduos e grupos sociais. De olho no Enem 1. Redação 2. Redação 3. Resposta: (E) 4. Resposta: (E) 5. Resposta: (D) 6. Resposta: (A) 7. Resposta: (B) 8. Resposta: (E) 9. Resposta: (B)

são

4. Karl Marx focalizou as relações de poder no campo econômico, enquanto Michel Foucault observou as relações de poder que perpassam toda a sociedade. Marx falava na luta de classes, em que, de um lado, estariam os opressores e, de outro, os oprimidos. Segundo Foucault, as relações de poder não podem ser reduzidas à dimensão econômica ou à esfera do Estado porque elas permeiam de forma difusa e pouco evidente as diversas práticas sociais cotidianas. Nem os governantes nem as elites são os titulares do poder, porque ele se espalha em várias direções, em diferentes instituições, na rua e na casa, no mundo público e nas relações afetivas. Foucault se preocupou com as relações de poder onde elas não são normalmente percebidas. Uma das situações estudadas por ele diz respeito aó poder do conhecimento científico, que, apesar de sua "neutralidade", volta-se, na prática, para o controle social. 5. Enquanto o poder disciplinar tem como alvo o corpo

care-

Capítulo 8: As muitas faces do poder Monitorando a aprendizagem 1. Os tempos modernos propiciaram o surgimento de novos saberes, como a biologia, a economia política, a psiquiatria e a própria sociologia, e de novos dispositivos de disciplina. A influência progressiva desses saberes e a multiplicação dos dispositivos disciplinares por toda a sociedade levaram à consolidação de um modelo peculiar de organização social: as "sociedades disciplinares" dos séculos XIX e XX, fundamentadas na lógica do controle e da penalização.

de cada indivíduo, o biopoder se dirige às massas, ao conjunto da população e ao seu habitat - a metrópole, sobretudo. O biopoder se faz sentir em fenômenos coletivos, como a natalidade, a longevidade e a mortalidade, que passam a ser medidos e controlados por meio de novos dispositivos, como os censos e as estatísticas. Políticas de natalidade, de higíene pública, de educação (campanhas de uso de camisinha; de vacinação; de matrícula dos filhos na escola), entre outras, são exemplos de respostas e de controle dos problemas da coletividade.

Assimilando conceitos 2. Cada disciplina ou especialização passou a tratar de determinado assunto, respaldada no saber científico. Isso garantiu aos especialistas a última palavra sobre o saber que dominavam. Médicos, engenheiros, pedagogos, advogados, administradores etc. passaram a ser autoridades em suas áreas. O poder, portanto, deixou de estar concentrado ou de ser exercido a partir de um único centro. Ele está difundido em toda sociedade - uma mesma pessoa pode ser autoridade em determinado assunto e leiga em muitos outros; pode exercer o poder em um campo e estar sujeita ao poder em outros. 1. a) São cartazes de campanhas governamentais ligadas ao Ministério da Saúde. A mensagem do primeiro cartaz, estimulando o parto normal, é dirigida à população de gestantes; a do segundo é dirigida à população geral. b) Sim. Relaciona-se com a medicina e a assistência social. c) Sim. As campanhas procuram incutir uma nova mentalidade nas popula~ões a que são dirigidas. 43

A primeira campanha procura romper com a ideia de que a cirurgia de parto (cesariana) é mais segura do que o parto normal e mostrar que, nesse caso, seguir a natureza é o procedimento mais racional. Na segunda, procura-se romper com a ideia de que a doação de sangue é prejudicial à saúde do doador afirmando que a doação de sangue é doação de vida, um ato nobre e humanitário. d) A prática da cesariana no Brasil é muito difundida. Isso eleva os gastos dos hospitais públicos (com internações, anestesias, equipes médicas, medicações pós-parto etc.). Mudar a mentalidade das gestantes valorizando o parto normal é ao mesmo tempo uma forma de evitar as cirurgias (que colocam em risco a vida das mães e dos bebês) e um meio de reduzir os gastos hospitalares (tornando sua manutenção mais econômica para os cofres públicos). A campanha de doação de sangue é uma resposta a uma série de enfermidades e de outros fatores que põem em risco a vida dos indivíduos. Mantendo abastecidos os "estoques de sangue" nos hospitais, garante-se a sobrevida de milhares de pacientes. Por essa razão a campanha é voltada para toda a população. Ao promover essas campanhas, baseando-se nos saberes da medicina, o Ministério da Saúde exerce um controle sobre o comportamento da população e responde a demandas da própria sociedade. 2. a) Ela é usada em elevadores, repartições públicas, lojas, escritórios, enfim, em espaços onde há circulação de grande número de indivíduos. É uma forma simpática de dizer que as pessoas estão submetidas à vigilância. b) Em um ambiente vigiado por uma câmera, nada que um indivíduo faça ficará oculto. Roubos, atos violentos, vandalismos e outras ações podem ter sua autoria identificada, e consequentemente responsáveis podem ser punidos. os

controlar"); na força física ("Poder pra mandar matar"); na imprevisibilidade ("De que vale o caminho certo/Se tudo pode acontecer/Lá vem a mula sem cabeça/Voando nas asas do poder").

Exercitando a imaginação sociológica
Orientações para o/a professor/a: a pesquisa proposta tem os

seguintes objetivos: aprofundar os conceitos de disciplina e controle do corpo segundo Foucault; promover uma atividade multídísciplínar envolvendo sociologia, biologia, artes, informática e educação física; propiciar o aprendizado da leitura de tabelas e gráfiCOSe da interpretação de dados estatísticos. Auxilieos alunos no levantamento das fontes a serem utilizadas na pesquisa, especialmente aquelas que fornecerão dados estatísticos. Os manuais didáticos do Programa de Saúde (biologia, educação físíca) podem auxiliar os estudantes na identificação de questões que relacionem o corpo com o contexto cultural. As aulas de informática podem contribuir para a montagem de gráficos e tabelas. Nas aulas de artes, os alunos poderão relacionar o tema do corpo com a estética e os sentidos do belo. Proponha aos professores das áreas envolvidas na pesquisa a realização de um projeto conjunto e faça dessa atividade uma das avaliações dos alunos. Sessão de cinema Juizo
Orientações para o/a professor/a: chame a atenção dos alunos

para a forma como as personagens constroem a ideia de juventude "normal" e juventude "anormal" (desviante). Mostre que o exercício do poder e o controle social estão relacionados às definições de normal e patológico.
Orientações para o debate: incitar os alunos a responder se é

possível identificar, a partir das acusações feitas pelo sistema legal aos jovens do filme, sinais de uma forma especifica de exercício de poder e se esse poder explicita uma concepção de disciplina. Sociedade dos Poetas Mortos

Olhares sobre a sociedade Sim. Os versos da canção falam do poder em vários contextos, dando a ideia de que ele está difuso por toda a parte: na religião - "Deus criou o universo, criou com todo poder"; na família ("Poder dentro de casa, quem menos pode dorme no sofá"); na relação entre homens e mulheres ("Meus olhos andam famintos, prontos pra te devorar/Não sei se você quer ou pode/Mas não posso me 44

Orientações para o/a professor/a: mais um paradoxo da modernidade pode ser trabalhado a partir deste filme. O individuo

nunca teve tanto espaço para escolher e se desprender das tradições e costumes quanto nos tempos modernos. Por outro lado, a coletividade produziu novas formas de controle, constrangimento e disciplina, limitando, por vezes, a liberdade dos indivíduos. É uma boa oportunidade de recuperar o tema de Alexis de Tocqueville e fazê-Io dialogar com Michel Foucault.
Orientações para o debate: propomos uma oportunidade para

um exercício de auto-observação para alunos e professores:

convide-os a refletir em sala se a escola retratada no filme é diferente ou semelhante à deles. A disciplina está presente nos dois contextos? Como ela aparece? No intuito de aprofundar o debate, questione-os se a disciplina é sempre negativa. A vida de David Gale
Orientações para o/a professor/a: se os tempos modernos são
::mIl OS

partir do que consideramos melhor e classificar o que é diferente, distante, desconhecido de nós, como "ruim", "atrasado", "decadente", "selvagem", "rude". Um exempio de etnocentrismo foi a forma como os europeus viram os nativos da América nos séculos

y:v e XVI.

marcados, segundo Foucault, pelo modelo de "sociedades disciplinares", por que ainda existe a pena de morte em alguns países? Explique aos alunos os fundamentos que justificam a prática da pena de morte e os que justificam o sistema prisional. Mostre como os direitos humanos são interpretados em cada um dos modelos de justiça. O filme oferece um bom material

3. O estereótipo é um lugar-comum, um chavão, que possui duas características básicas: é ao mesmo tempo generalizante e redutor. Quer sejam positivos ou negativos, elogiosos ou degradantes, os estereótipos e o etnocentrismo remetem a relações desiguais, hierarquizadas. 4. Sim. Os costumes, os hábitos, os modos de ser das pessoas revelam o que cada sociedade é. Conhecendo os códigos de comportamento ou os hábitos mais comuns, podemos ter informações sobre como uma sociedade pensa, como é percebida e como se movimenta. É possível descobrir aquilo que ela aceita e o que ela rejeita. Assimilando conceitos 1. a) Sim. Elas apontam comportamentos indesejáveis em diversas situações e deixam claro que houve quebra de alguns códigos de civilidade. b) Advertências, multas, encarceramento, prestação de serviço-à comunidade etc. Olhares sobre a sociedade

I

~;

eda

para aprofundar os conceitos de Foucault de verdade e poder: será que os especialistas sempre têm razão?
Orientações para o debate: execução sumária ou prisão perpé-

tua? Comoo filme explora a ideia de recuperação dos criminosos? Como, no filme, a sociedade norte-americana se coloca diante do caso do professor de filosofia? A Justiça pode errar? Sugerimos aqui uma série de perguntas para embasar discussões acerca de temas tão delicados. De olho no Enem 1. Redação 2. Resposta: (C) 3. Resposta: (C) 4. Resposta: (A) 5. Resposta: (A) Capítulo 9: Sonhos de civilização Monitorando a aprendizagem 1. Civilidade é o conjunto de normas de comportamento que funcionam como uma linguagem comum para todos os segmentos sociais. Seu objetivo é levar o indivíduo ao autocontrole de seu corpo e de suas emoções, evitando atitudes desagradáveis, inesperadas, ofensivas ou violentas diante de outras pessoas. Enfim, civilidade são os modos de agir - ou as "boas maneiras" - esperados em várias situações sociais. Exemplos de civilidade: comer com a boca fechada à mesa; ao pedir passagem, não empurrar os outros; ao receber algo, agradecer, e não agir com indiferença; vestir-se apropriadamente para otrabalho, para uma festa ou um passeio; respeitar as normas de etiqueta para não ofender os outros etc. 2. Etnocentrismo é a tendência a definir o modo de ser de nossa sociedade como bom, desejável, e a estranhar as maneiras de ser diferentes. Em suma, é olhar o mundo a

Pacato cidadão - Skank
Civilidade: "Qualquer coisa que se queira/Saber querer" "Se você não gosta delelDiga logo a verdade/ Sem perder a cabeça/Sem perder a amizade ..." "Se abolir a escravidão/Do caboclo brasileiro Numa mão educaçãolNa outra dinheiro ..." Incivilidade: "Pra que tanta sujeira/Nas ruas e nos rios? Qualquer coisa que se sujei Tem que limpar"

Pacato cidadão - Gonzaguinha
Incivilidade: "Calmamente, assassino meu vizinho de cima./E, pela cidade, sem qualquer maldade,!Mato, tranquilamente,! Quem se me ponha na frente./Através dos suores, humores e gestos e olhares" "E, assim, de repente, deixei de ser gente,!Sou mais um bicho na rua pra vencer qualquer batalha. " "Mais um pacifista se iguala à polícia e ao ladrão"

45

Exercitando a imaginação sociológica Observações para ala professaria: essa tarefa tem como objetivo estimular os alunos a praticar a civilidade e a cidadania. Mostre-Ines que o respeito às leis é civilidade e cidadania ao mesmo tempo; que praticar, ensinar e cobrar civilidade é cidadania. Articule as duas dimensões e mostre como a educação escolar tem o papel de promovê-Ias. Sessão de cinema A feira das vaidades
Observações para ala professaria: o filme trata da dinãrnica entre

6. Resposta: (D) 7. Resposta: (C) Capítulo 10: Sonhos de consumo Monitorando a aprendizagem 1. Porque ele abordou aspectos de uma sociedade que passava por transformações em seus padrões sociais, valores e costumes. Nos temas escolhidos por Benjamin vemos fatos que se caracterizavam pela coercitividade sobre os indivíduos; pela exterioridade, pois eram independentes da consciência individual; e pela generalidade, já que eram aspectos coletivos que diziam respeito a toda a sociedade. 2. As transformações na imprensa (aumento do número de leitores e diminuição da autonomia); os fundamentos da sociedade de consumo (usando como fontes os cartazes, as passagens, a associação entre consumo e lazer); as transformações na política (agora como espetáculo e propaganda); as transformações tecnológicas e as transformações da subjetividade. 3. Para Benjamin, as passagens eram espaços de opressão e de libertação. Eram opressoras porque impunham a ~deologia do consumo, mas também carregavam o que ele chamou de "utópicas promessas de liberdade", porque apontavam para a possibilidade de se construir, graças à tecnologia, uma sociedade próspera. Seguindo o caminho traçado anteriormente por Marx, Benjamin reconheceu uma dimensão positiva no capitalismo. O que impedia que produtos e sonhos fossem acessíveis a todos não era uma falha técnica do capitalismo, mas a lógica egoísta e desigual em que se baseava esse sistema. 4. A inexistência de um original da fotografia criava um mundo repleto de cópias e reproduções. Além disso, a fotografia permitiu uma nova relação entre indivíduo e sua imagem e, por fim, contribuiu para a mudança na relação da sociedade com a memória, que deixou de se basear principalmente na tradição oral e/ou escrita e passou a contar com imagens como forma de registro do passado (álbuns de família, arquivos públicos de imagens etc.). Assimilando conceitos A charge compara a capital paulista com um shopping center: os que estão dentro dele, os incluídos (classes média e alta), têm acesso à tecnologia (elevador), às paredes de vidro e ao ambiente selecionado. Os de fora, os excluídos (pobres), ficam cada vez mais distantes do padrão de vida dos outros dois segmentos. A charge retrata um contexto de grandes desigualdades sociais. A sociedade é próspera, mas não para todos.

a universalização dos códigos de civilidade e as particularidades culturais das classes sociais. Em nossa sociedade, a diferença de costumes dos diversos segmentos pode dar origem ao preconceito social. Explore essa ideia com os alunos e exemplifique com situações práticas. Mostre que os gostos, os jeitos de ser, os costumes e as maneiras fazem parte da "segunda natureza" das pessoas; que os indivíduos não trazem essas características em seus códigos genéticos; que a sociedade geral e os grupos de pertencimento é que imprimem nos indivíduos suas marcas, a tal ponto que elas parecem ser algo inato. Mostre aos alunos que é possível aprender ou incorporar novos padrões, diferentes daqueles de sua família ou grupo de origem. É claro que isso também pode acontecer em meio a conflitos subjetivos e com o próprio grupo.
Orientações para o debate: investigue com os alunos de que

maneíra a mobilidade social de um indivíduo nos dias de hoje implica que ele adquira novos costumes. Para orientar a discussão, sugerimos levar em conta a seguinte questão: se as normas de civilidade são para todos, por que os segmentos sociais têm etiquetas diferentes? A missão
Observações para ala professaria: mostre aos alunos que as

relações entre as culturas possuem diversos matizes, desde o mais brando ao mais agressivo: influências culturais, síncrstísmo, extermínio (qenocídío] são exemplos dessa gradação. Diferencie a relação de troca cultural (que sempre existiu na história da humanidade) da relação baseada no etnocentrismo. Orientações para o debate: sugerimos discutir com os alunos de que formas uma cultura pode se sobrepor à outra e, mais especificamente, como o etnocentrismo aparece nas relações entre os portugueses e os indigenas. De olho no Enem 1. Resposta: (B) 2. Resposta: (E) 3. Resposta: (B) 4. Resposta: (B) 5. Resposta: (E) 46

Olhares sobre a sociedade 1. Shopping móvel

presente no consumo. Faça uma ponte entre essa discussão e os campos da filosofia e da geografia. Sessão de cinema A alma do negócio
Orientações para ola professorla: discuta com os alunos a respeito do consumo responsável e consciente. Aborde os direitos

o espaço

descrito na canção são os vagões de trem.

As "vitrines" são os vendedores ambulantes (trabalhadores informais) e as mercadorias são as mais diversas: ferramentas, comestíveis, produtos de higiene pessoal, eletroeletrônicos, peças de vestuário, utilidades domésticas. Tudo aquilo que uma pessoa pode precisar é oferecido no trem. O compositor retrata o trabalho informal, a venda de produtos contrabandeados e falsificados, a circulação de bens com o pagamento não em dinheiro, mas em moedas paralelas (vales). As relações de troca no trem têm vários níveis de íníormalidade. Vitrine O compositor retrata o comércio praticado nas lojas que têm vitrines (cenários de vidro para exposição de produtos). Nesses "cofres de vídro" é exposto todo tipo de mercadoria ("o cosmo lotou a vitrine"). Diferentemente da canção anterior, esses espaços não são marginais ou informais. O compositor aborda no último verso a ideia de que, na sociedade de consumo, as próprias pessoas se transformam em vitrines - lugares de exposição dos seus bens ou dos sonhos de quem as vê.

dos consurrúdores e converse sobre como lidar com a propaganda enganosa, com produtos defeituosos e serviços mal prestados. Apresente o Código de Defesa do Consurrúdor e exponha as razões que levaram à criação das fundações de Proteção e Defesa do Consurrúdor (Procons). O debate pode ser uma atividade conjunta com a disciplina de filosofia, que enriquecerá a discussão.
Orientações para o debate: as promessas de facilitar a vída, pro-

porcionar prazer, economízar tempo e oferecer liberdade acompanham o marketing de vários produtos: "é o que você precisava", "seus problemas acabaram" .Esses argumentos levam o consumidor a acreditar na necessidade dos produtos (mesmo quando são supérfluos) e criam o desejo de adquírí-los, Sugerimos discutir em sala sobre o lado negativo dessa lógica do consumo e sobre como o consumo desenfreado pode afetar a convívência social.

o diabo

veste Prada explore com os alunos os

Orientações para ala professorla:

sentidos da palavra etiqueta no mundo da moda. A escolha da roupa adequada tem que ver com etiqueta social ou civilidade. Já a etiqueta como marca é símbolo de status. Em ambos os casos o vestuário opera na distinção social. Orientações para o debate: sugerimos uma série de perguntas para promover um debate sobre consumo entre os alunos: houve alguma alteração no seu padrão de consumo recentemente? Se houve, a que você a atribui? O que você acha do consumo que observa ao seu redor? É possível consumir sem se tomar consurrústa? 6. De olho no Enem 1. Resposta: (A) 2. Resposta: (B) 3. Resposta: (C) 4. Resposta: (D) 5. Resposta: (E) 6. Resposta: (D)

2. Orientações para ala professaria: além de adquirir conhe-

cimento, o aluno deve desenvolver sua reflexão pessoal, contribuindo com novos pontos de vista sobre a questão. Neste trabalho o aluno exercitará sua crítica social de forma mais artística e livre dos parâmetros acadêmicos da sociologia. A tarefa pode ser feita com ala professorla de lingua portuguesa ou literatura e servir para uma das avaliações do aluno. Exercitando a imaginação sociológica Orientações para ala professaria: sugerimos o uso de fontes atualizadas, por tratar-se de um tema muito presente na mídia, abordado a partir de novas situações que surgem a cada dia. Embora o consumo pareça uma escolha individual, ele envolve a coletividade, já que o bem que vai ser consumído implica relações de trabalho e relações com o meio ambiente. É uma oportunidade de conversar com os alunos a respeito do que é a cidadania em um contexto de globalização e como ela está

Capítulo 11: Caminhos abertos pela sociologia Monitorando a aprendizagem 1. Dizer que a sociologia é um "mapa imaginário" é entender que ela oferece perspectivas parciais da realidade social.

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Seu papel é chamar a nossa atenção para uma pluralidade de opções, de contribuições, de olhares e sugestões diferentes, às vezes contraditórios; outras, complementares. É como se esses olhares nos ajudassem a desenhar mapas de orientação cultural, política, religiosa. Tais mapas nunca são completos, assim como a vida em sociedade nunca se esgota. Mesmo parciais, os "mapas sociais" são essenciais porque indicam as fronteiras, as distâncias, os obstáculos e as possibilidades da vida em sociedade. 2. A sociologia faz muitas perguntas e oferece respostas variadas diante de desafios comuns. Em qualquer investigação sociológica são usadas "ferramentas" de pesquisa adequadas para cada tipo de pergunta. Exemplos: se quero saber por que a sociedade é desigual e por que a riqueza não é distribuída de forma justa, terei que procurar dados e informações que mostrem como a economia está organizada, como a riqueza se distribuí entre os grupos, onde está concentrado o volume de recursos, como se conta tal volume etc. Mas se o que quero realçar é a maneira como os indivíduos percebem, agem e são afetados por esses processos, as ferramentas de pesquisa e as informações são distintas. O que importa é saber que é possível contar com inúmeros caminbos e ferramentas para chegar ao que mais me impressiona ou inquieta. Os caminbos são os métodos de pesquisa. As informações são os dados que vou procurar nos lugares, nas fontes onde estão disponíveis. E as interpretações ou explicações que darei são as teorias construídas como sugestões de respostas aos dilemas que estou tentando explicar. 3. Porque os cientistas sociais transformaram suas perguntas em problemas, investigaram-nos usando métodos, traduziram suas descobertas em conceitos e submeteram seus trabalhos a outros pensadores, que analisaram seus procedimentos e a coerência de suas conclusões. Suas ideias são saberes sociológicos porque são regidos pela lógica científica. Osmétodos empregados pelos sociólogossão classíficadosem pelo menos dois grupos: as metodologias macrossociológicas, que focam as estruturas, os sistemas, as grandes organizações da sociedade, e as metodologias microssociológicas, que observam os indivíduos em meio à multidão, como reagem ao poder exercido sobre eles, o detalhe das lojas, cartazes etc. Assimilando conceitos 1. Que existem diferentes concepções de verdade, que seguem caminbos diversos. Isso acontece em termos religiosos, políticos, filosóficos, existenciais etc.

2. Não, uma vez que todos os representantes falam e não se escutam. Olhares sobre a sociedade

dos dogmas

estão de costas uns para os outros - não se veem, não se

1. O autor quer ter flexibilidade para rever os pontos de vista não apenas em determinados momentos, mas como uma postura para toda a vída. 2. A canção não defende a ausência de opinião, mas a abertura para novos ângulos e perspectivas diferentes do que a pessoa tinba em um primeiro momento. O sujeito não deve se satisfazer com o que já sabe sobre qualquer assunto - é preciso conhecer novos pontos de vista, confrontá-Ios com os próprios e mudar ou não ("dizer" e "desdizer"). 3. Porque conservar determinadas ideias por incapacidade de abrir-se para outras opiniões e informações pode gerar uma postura intolerante, intransigente e preconceituosa.
É fechar-se para o diálogo.

4. A obtenção de informações sobre um assunto especifico na internet, em editoriais e reportagens de jornais e revistas, programas de TV etc. A descoberta de informações pela literatura, filmes, músicas, debates com colegas etc. A ampliação do horizonte cultural por meio de viagens e também do estudo da sociologia e de outras ciências sociais: esses recursos ajudam a observar como outras sociedades ou grupos lidam com as mesmas questões sobre as quaís temos opiniões formadas.

Exercitando a imaginação sociológica Orientações para o/a professor/a: este trabalho de encerramento dos estudos dos teóricos das ciências sociais pretende sensibilizar e preparar os alunos para a segunda etapa do curso, voltada para o estudo da sociedade brasileira. O importante é reforçar a compreensão dos estudantes sobre as diferentes perspectivas dos observadores do mundo social e sobre como a sociologia funciona como mapa de orientação. A atividade pode ser desenvolvida com muitas outras áreas de ensino, conforme as escolhas temáticas dos grupos. Peça para eles retomarem os temas abordados nos capítulos anteriores e destacarem aqueles com que mais se identificaram. O roteiro não precisa abarcar muitos aspectos da sociedade brasileira contemporânea. Estipule um número máximo de cenas - afinal, os alunos estão estreando como roteiristas.

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Seria enriquecedor para a turma e para a escola a encenação de alguns desses roteiros, como filme ou peça teatral. Vejacomo a escola pode viabilizar o trabalho dos alunos (reserva de auditório, agendamento da atividade, convites para o público escolar e externo etc.). Sessão de cinema
Orientações para ala professaria para os dois filmes indicados: nossas crenças religiosas, opiniões políticas, valores culturais, gostos e pontos de vista nos ligam à sociedade em que vivemos:

exige um olhar atento para perceber as peculiaridades e semelhanças do Brasil com outros contextos sociais. Quanto a ter uma atitude de reflexão ante muitas possibilidades de interpretação,

significa reconhecer que

as questões sociais podem ser abordadas a partir de diferentes perspectivas, o que pode gerar interpretações nem sempre concordantes. 2. a) A extensão do território brasileiro (maior país da América do Sul e quinto do mundo); b) o tamanho da população brasileira; c) as particularidades dos 5.556 municípios dentro dos 26 estados distribuídos em cinco grandes regiões. 3. Tomando o país como um todo, ou olhando detidamente para suas regiões ou municípios (e até mesmo para seus habitantes), o que se observa no Brasil é uma distribuição desigual da riqueza, que gera diversos contrastes (entre ricos e pobres; entre regiões desenvolvidas e não desenvolvidas; entre centro e periferia etc.). Existem dois indicadores que ajudam a perceber esses contrastes: o PIE e o IDH. O primeiro oferece uma média geral da riqueza produzida no país e mostra que parcela cada indivíduo teria se a riqueza fosse distribuída igualmente, enquanto o segundo avalia o desenvolvimento social de diversas unidades administrativas, ajudando assim a comparar a distribuição da riqueza e a qualidade de vida das pessoas.
4. Orientações para ala professaria: use as informações do

não são posições exclusivamente individuais, ainda que façam parte de nossa individualidade. O debate proposto a partir dos filmes indicados contribui para a compreensão da natureza da subjetividade dos indivíduos nas sociedades modernas. Como nossa maneira de ver o mundo não é algo intrínseco, ao longo da vida podemos adquirir novos pontos de vista, novas percepções da realidade e ampliar nossos horizontes culturais, mudando de opinião e compreendendo - sem tecer juízos de valor - a experiência de outros grupos. Segundo C. Wright Mills, é esse o projeto cultural das ciências sociais. O que ele chamou de "imaginação sociológica" é justamente a capacidade de ligar a biografia à história, o individual ao geral, as escolhas pessoais à cultura mais ampla. Quem desenvolve essa qualidade está apto a ter um novo olhar sobre a sua própria experiência e sobre a experiência do outro.
Orientações para o debate: o fato social, além de ser perce-

bido de diferentes ângulos, também pode receber várias interpretações. Ainda que os observadores vejam a mesma realidade, eles podem atribuir a elas significados diversos. Instigue os alunos a discutir como o filme explora essas ideias: de que forma nosso lugar na sociedade (papel, classe social, cultura etc.) influencia a percepção que temos do mundo e dos outros grupos? Se nos colocarmos no lugar do outro, enxergaremos as questões de outro modo? Se isso acontecer, poderemos ampliar os horizontes e obter novas perspectivas da realidade social? De olho no Enem 1. Resposta: (A) 2. Resposta: (A)

capítulo e outras adicionais para tratar dos contrastes presentes no campo educacional brasileiro. O capítulo aborda a cobertura do sistema de ensino e sua baixa qualidade refletida no "analfabetismo funcional". Outros contrastes podem ser destacados: a precariedade dos recursos materiais; o despreparo do magistério; a pirâmide escolar e a exclusão de grande parte dos estudantes do acesso ao nível superior etc. 5. Em um curto espaço de tempo, cerca de 25 anos (1950-1975),o Brasil deixou de ser um país predominantemente rural para tornar-se majoritariamente urbano (houve migração de cerca de 43 milhões de pessoas do campo para as cidades). A velocidade desse processo acarretou alterações profundas na vida das populações das cidades: muitos problemas urbanos como moradia, transporte, empregos, saneamento etc. se agravaram. Além disso, podemos citar as mudanças nos hábitos de vida das pessoas e as dificuldades de adaptação das populações de origem rural ao estilo de vida metropolitano. 49

PARTE 11I:A SOCIOLOGIA VEM AO BRASIL
Capítulo 12: Brasil, mostra a tua cara! Monitorando a aprendizagem 1. A postura de quem deseja conhecer o Brasil deve ser de
abertura e flexibilidade porque o país apresenta muitos

contrastes, e é possível identificar vários dilemas relacionados às suas múltiplas culturas e subculturas. Tudo isso

6. A redução da taxa de fecundidade das mulheres significou

a diminuição do tamanho das famílias, que no meio rural tendiam a ser muito numerosas. Além disso, as mulheres entraram expressivamente no mercado de trabalho, tornando-se, além de donas de casa, tão provedoras dos lares quanto os homens - ou mesmo, em muitos casos, chefes da família. Assimilando conceitos
1. Os postes de luz elétrica, os vagões de locomotivas e as

Aluga-se
Há maior incidência da primeira pessoa do plural (nós, nosso) e também da terceira (eles, deles). A letra sugere que os estrangeiros, e não os brasileiros, é que desfrutam as riquezas do pais. A solução proposta (alugar o pais para os estrangeiros) não implica uma ruptura com o passado colonial- quando o Brasil dependia dos portugueses, holandeses, franceses, ingleses. A saida apresentada na música é uma ironia a respeito da dependência econômica e da falta de oportunidades do povo brasileiro ("E o dólar deleslPaga o nosso mingau"). Exercitando a imaginação sociológica
Orientações para o/a professor/a: a pesquisa sobre "Famílias

estradas de ferro com suas sinalizações, além de pontes e torres de ferro.
2. Orientações para o/a professor/a:

o quadro retrata um ambiente que passa por um processo de urbanização. Há

um aglomerado de casas, pouca vegetação (indicando a alteração do meio ambiente) e os simbolos da modernização citados na questão anterior. A imagem sugere um estilo de vida mais acelerado pela presença da estação ferroviária (tema central da pintura), que faz a conexão com espaços distantes (rurais e urbanos) e promove a circulação de pessoas e mercadorias. Observação: o quadro foipintado na década de 1920- período de crescimento urbano e modernização da capital paulista - e, portanto, antecede oprocesso de intensa urbanização iniciado na década de 1950.Sugerimos que os alunos leiam o verbete
urbanização no final do livro e analisem a imagem com base

brasileiras" tem como proposta aguçar o olhar dos alunos sobre o mundo social. Por essa razão, antes de distribuir os temas entre os grupos da turma, seria bom ouvi-los sobre casos de farnílias que eles conhecem e que fogem ao padrão que julgam "normal" ou "regular". Ajude-os a formular com os casos levantados um enunciado ou um problema sociológico para eles investigarem e oriente-os sobre como conseguir dados e informações. Se forem realizar entrevistas com informantes, ajude-os a elaborar um roteiro e oriente-os sobre os procedimentos durante a entrevista. Ao produzir o texto sobre os resultados, sugerimos que o aluno seja estimulado a descrever o padrão de comportamento que julgava "regular" antes de apresentar as novidades ou confirmar a regularidade. Isso o ajudará a refletir sobre as permanências e as transformações dos padrões de comportamento. Sessão de cinema Edifício Master Orientações para o/a professor/a: chame a atenção dos estudantes para os mecanismos de adaptação à vida urbana das pessoas mostradas no documentário. Retome algumas ideias abordadas no capítulo sobre Georg Simmel.
Orientações para o debate: a sociabilidade típica dos edifícios em centros metropolitanos é a do anonimato, do desconheci-

nesse conceito. Olhares sobre a sociedade

Aquarela do Brasil
Há na letra da música o uso reiterado da primeira pessoa do singular: meu, vou cantar-te, mim, minha. Isso indica que o Brasil é pensado como uma nação para o seu povo: o compositor canta a beleza de homens e mulheres (mulato, preta, morena), as riquezas, os recursos naturais, as culturas (samba, ginga, pandeiro, vestido rendado), a religião (Terra de Nosso Senhor). Há na letra a expectativa da mudança em relação ao passado colonial escravista - sugerindo um novo lugar para os descendentes dos escravos (Ô abre a cortina do passado/ Tira a Mãe Preta do cerradolBota o Rei Congo no congado).

mento do vizinho, da postura reservada e do silêncio em relação a assuntos íntimos e famíliares. Discuta com os alunos: a cidade permite outras sociabílidades, diferentes daquela que foi retratada no filme? Em um grande centro urbano é possível experimentar a intimidade? Sugerimos incentivá-los a buscar exemplos para reforçar seus argumentos.

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Eu, tu, eles
Orientações para ala professaria: o filme ajuda o aluno a pensar sobre as regularidades e os casos inesperados ou surpreendentes

do empregador), constantes multas e encargos sobre os trabalhadores, e vulnerabilidade e ameaça de desemprego, entre outros problemas. Nenhum direito trabalhista foi concedido aos trabalhadores por ser considerado "natural" ou "justo". Eles foram fruto das disputas entre patrões e empregados, que com o passar do tempo entravam em acordo. Esses acordos se transformavam em leis que regulavam os direitos e deveres das duas partes, e que, de tempos em tempos, eram questionados por uma delas, iniciando-se um novo período de negociações ou lutas. 2. O trabalho europeu era organizado para que houvesse produção de excedente para o comércio exterior. A principal mercadoria era composta pelos produtos agrícolas, ligados à preparação da terra e ao plantio. As tarefas eram distribuídas entre os trabalhadores por setores de produção e, por essa razão, eram sincronizadas: o tempo não poderia ser desperdiçado. Essa disciplina ou racionalização da organização do trabalho se chocou com os hábitos dos nativos da América, que não se orientavam para a produção em larga escala, e sim para o consumo próprio; como cada indivíduo desempenhava sua tarefa, não havia necessidade de sincronia - a demora de um trabalhador não prejudicava o trabalho dos demais. Além disso, o trabalho ligado à terra era atribuído às mulheres. A escravidão dos nativos obrigou os homens a exercer uma tarefa que julgavam feminina. 3. Trata-se da ausência completa do direito do trabalhador à remuneração, à jornada de trabalho, ao descanso, à liberdade de escolha de onde e para quem trabalhar e, em última instância, à própria vida. É uma relação onde o trabalhador não tem voz para negociar as condições de trabalho. Assimilando conceitos 1. Retrata as flutuações do desemprego, permitindo a comparação ao longo do tempo. As oscilações podem ser maiores ou menores em função de vários fatores, entre eles as crises econômicas ou a instabilidade provocada por guerras. 2. A charge retrata o crescimento constante do número de desempregados e a ironia consiste em dizer que se trata de uma situação "provisória". Essa situação tem sido na verdade chamada de desemprego estrutural, pois já faz parte da nova organização do trabalho a redução constante da mão de obra pelas empresas e corporações, devido em grande parte às inovações tecnológicas e aos encargos trabalhistas, que, segundo os empregadores, seriam muito onerosos.

de famílias brasileiras. Retome o conceito de "fato social" estuIE3:IOS, é

dado no capítulo sobre Émile Durkheim para conduzir o debate.
Orientações para o debate: discuta com seus colegas de turma

(alucom

a plausibilidade do arranjo familiar mostrado no filme. Você já ouviu falar de casos como esse? A dinâmica da família seria a mesma se em vez de uma mulher com três maridos fosse um marido com três mulheres? Jeca Tatu
Orientações para ala professaria: sugerimos que você explore

com seus alunos as tensões vividas pelo migrante em sua fase de adaptação nos centros urbanos. Orientações para o debate: elencamos uma série de perguntas sugeri das para direcionar o debate: o que o filme mostra sobre as relações de trabalho no campo? E sobre as relações familiares e de amizade? No que elas diferem das relações observadas nas grandes cidades? De que maneira a cena da ida do Jeca para a cidade grande mostra as diferenças entre os padrões de socialização no campo e na cidade? De olho no Enem 1. Redação 2. Resposta: (C) 3. Resposta: (A) 4. Resposta: (E) 5. Resposta: (E) 6. Resposta: (E) 7. Resposta: (B) 8. Resposta: (A) 9. Resposta: (D) ideias 10. Resposta: (C) Capítulo 13: Quem faz e como se faz o Brasil? Monitorando a aprendizagem 1. No período moderno ocorreram transformações na organização do trabalho, no sentido da imposição da disciplina, da utilização do contrato de trabalho e do aprendizado de novas técnicas por parte dos trabalhadores. Com tais mudanças, as condições de vida dos trabalhadores se tornaram muito precárias, mesmo em se tratando de trabalho livre: muitas horas de trabalho, baixos salários (pagos segundo os critérios

sobre entre

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