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QUESTÕES-PORTUGUÊS-LITERATURA

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LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I FUNÇÕES DA LINGUAGEM E LINGUAGEM FIGURADA VOCABULÁRIO FONOLOGIA, ACENTUAÇÃO, ORTOGRAFIA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS ARTIGOS, SUBSTANTIVOS, ADJETIVOS VERBOS E ADVÉRBIOS PRONOMES INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II FIGURAS DE LINGUAGEM PERÍODOS SIMPLES E COMPOSTO PONTUAÇÃO CONCORDÂNCIA E REGÊNCIA CRASE FUNÇÕES DE “QUE” E “SE”

NOÇÕES DE LITERATURA LITERATURA NO PERÍODO COLONIAL HUMANISMO, QUINHENTISMO, BARROCO E ARCADISMO ROMANTISMO CLASSICISMO

REALISMO/ NATURALISMO PARNASIANISMO/ SIMBOLISMO

PRÉ-MODERNISMO/ MODERNISMO

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LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I
1. U. Católica de Brasília-DF Assinale V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A figura ao lado trata-se de uma charge, cujo tema versa sempre sobre algum acontecimento que já foi veiculado na mídia. Dessa forma a charge não é responsável por uma nova notícia, mas é uma releitura de uma notícia ou de um fato. ( ) Observando os elementos que compõe a charge, é correto afirmar que ela se refere a alguma notícia sobre aviação. Isso é comprovado pelos elementos icônicos, pois nenhum elemento verbal faz referência à aviação. ( ) O verbo ter, utilizado na fala do passageiro, poderia ser substituído pelo verbo haver, o que configuraria o uso do nível formal da linguagem. ( ) A opção de reserva de um lugar na caixa-preta, que em caso de sinistro com a aeronave, é um instrumento que pode ajudar a identificar as causas, é a responsável pelo humor na charge e, ao mesmo tempo, permite inferir que a charge foi feita depois de algum desastre aéreo. ( ) As palavras “algum”, “vago” e “caixa-preta” são respectivamente, adjetivo, advérbio, adjetivo e substantivo. ( ) Caixa-preta, sob o ponto de vista de sua estrutura, contém dois radicais, por isso, quanto ao processo de formação, é considerada uma palavra derivada. 2. Analise a charge que segue, publicada na revista Veja, de 07. jun. 2000.

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GABARITO

A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) nos desenhos humorísticos, a caricatura é uma representação gráfica de uma pessoa ou situação que explora aspectos ridículos ou grotescos. ( ) a legenda, texto curto que, às vezes, acompanha o desenho, tem a finalidade de determinar para o leitor o sentido da charge. ( ) o cartunista interpreta uma idéia presente no imaginário do torcedor brasileiro: os técnicos de futebol, quando cometem erros, são chamados de burros. ( ) a frase “O técnico Wanderley Luxemburgo examina as condições do gramado” funciona de modo redundante, visto que repete o significado contido no desenho.

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Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

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3. Uneb-BA

O equilíbrio da pressão nas membranas celulares dos tecidos nervosos, sem variação nos níveis de sódio e potássio, provoca impulsos que vão do córtex cerebral até o sistema nervoso central, confirmando uma sensação agradável e sem grandes alterações. De tão relaxado, você pode até tirar um cochilo.

“O Humanismo Lírico de Guignard”. Um dos maiores pintores do modernismo brasileiro.

Folha Ilustrada. Folha de São Paulo, 14 de julho 2000, p. 34.

No texto do convite para ver a exposição de Guignard, no MASP, passa-se a idéia de que: a) ver Guignard é ter uma aula de como funciona o sistema nervoso humano; b) a emoção provocada pela arte nem sempre pode ser traduzida com palavras; c) a arte causa, no homem, uma sensação de leveza tal, que o adormece para a realidade; d) o sentimento gerado pela obra de arte lírica é constante e equilibrado em cada ser humano; e) o humanismo lírico de Guignard está na sua capacidade de associar a arte ao equilíbrio das sensações humanas. 4. UFPE Observe os quadrinhos abaixo e responda à questão.

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GABARITO

Ziraldo. O Menino Maluquinho.

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Assinale a alternativa em que se faz um comentário inaceitável com relação aos quadrinhos de Ziraldo. a) O menino tinha idéia clara acerca da finalidade apelativa do seu texto. b) Os termos do cartaz reproduzem a sintaxe típica desse gênero de texto. c) O menino demonstra inabilidade para ajustar-se às exigências de textos publicitários. d) As incorreções gramaticais do segundo quadro vão da ortografia à sintaxe. e) Os erros do cartaz constituíram uma estratégia para atrair possíveis consumidores.

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Em exposição até 13/8, das 11 às 18h. Av. Paulista, 1578 Informações: www.zip.net/guignard

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

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5. Univali-SC A leitura dos quadrinhos abaixo remete-nos à seguinte conclusão: HUMOR EM TIRAS

Márcio Kühner

a) Os ditados não estão sempre certos. d) Devemos rir dos nossos percalços. b) Errar é fundamental para crescer. e) É preciso sempre acertar. c) Tirar o proveito de todas as situações. 6. PUC-RS Instrução: Responder às questões 2 e 3 com base no texto abaixo.

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Considerando as atitudes e falas dos personagens, é correto concluir que: a) a mãe já sabia que Calvin havia decidido não ir mais à escola, como se depreende da expressão “Sei”, no primeiro quadrinho; b) a mãe de Calvin, indecisa sobre o que fazer com o filho, viu-se obrigada a consultar o pai; c) Haroldo, o tigre presente no último quadrinho, demonstra apoio incondicional à atitude do menino, pelo fato de estar disposto a acompanhá-lo à escola; d) não havendo outra saída, foi necessário usar a força física para mandar Calvin à escola, como se depreende da expressão “esmagar”, do último quadrinho; e) as expressões “os pais” e “uma criança”, no último quadrinho, indicam que Calvin generalizou a conclusão a que chegou. 7. PUC-RS Instrução: Responder à questão 3 com base nas idéias abaixo, que completam a frase sublinhada. Pela leitura da tira, é correto afirmar que Calvin: 1. Demonstra temer uma vida adulta em meio à poluição. 2. Usa sua fantasia para tentar convencer sua mãe do acerto de sua decisão. 3. Considera-se injustiçado pelos pais. 4. Conclui que seu projeto para o futuro foi rejeitado por ser ambicioso. As idéias que complementam adequadamente a frase sublinhada, de acordo com o sentido da tira, estão na alternativa: a) 1 e 2. b) 1, 2 e 3. c) 2 e 3. d) 2, 3 e 4. e) 3 e 4.

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GABARITO

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8. U.F. Goiânia-GO Leia as tiras do cartunista Angeli, publicadas no caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, em 29. jul. 1999. Depois assinale V, para os itens verdadeiros, e F para os falsos.

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Sansão e Dalila são personagens do universo gráfico de Angeli. Eles formam um casal sem charme, cujo cotidiano é retratado de forma ridícula pelo cartunista. De acordo com os elementos que constituem as tiras acima: ( ) as expressões crak, flap e tuf! são consideradas onomatopéias, porque procuram representar, na escrita, sons naturais. ( ) a falta de diálogo entre o casal, durante a refeição, indica uma vida monótona, propensa às explosões agressivas. ( ) a sigla TPM – que significa tensão pré-menstrual – opõe-se à expressão kung fu, arte marcial desenvolvida na antiga China. ( ) o humor das tiras tem função social, pois procura descontrair o leitor, com a representação caricaturesca de cenas do cotidiano dos personagens. 9. UFMS Observe a tira humorística que segue e marque a(s) opção(ões) verdadeira(s).
URBANO, o aposentado A.Silvério

GABARITO

Globo, 22/09/2000.

01. A frase apresentada no balão 3 pode ser associada à profissão da personagem que a enuncia. 02. Atribui-se a uma dada estação do ano a capacidade de influenciar o estado de alma das pessoas em geral. 04. Em Todos mesmo (balão 4), o advérbio em negrito é usado como reforço, indicando que não há exceção à regra. 08. O uso do artigo definido em a outra metade (balões 1 e 3) está equivocado, uma vez que se trata de referentes que aparecem pela primeira vez no texto. 16. Os enunciados Encontrei a outra metade da minha laranja! (balão 1) e Encontrei a outra metade do meu comprimido! (balão 3) retomam, através de figuras distintas, o enunciado mais genérico “Encontrei a companheira ideal.” 32. O efeito humorístico da tira advém do fato de que se a personagem hipocondríaca leva sua obsessão às últimas conseqüências, associando-a inclusive ao campo amoroso. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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10. UFMA

Jaguar.

Na tira acima, o autor: a) trabalha a fala das personagens no contexto, relacionando termos que não possuem nada em comum; b) subverte a lógica homonímica através da utilização de um jogo de palavras marcado pela sonoridade, num tom de humor;

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c) aproxima palavras heterógrafas (termos de grafias diferentes) e heterófonas (termos de sons diferentes) que, apesar de sugerirem humor, não subvertem a lógica homonímica; d) usa sua criatividade e faz uma brincadeira lingüística com Há fogo / Afogo para demonstrar que ambos os termos possuem o mesmo significado; e) considera os termos grifados acima como palavras sinônimas que não possuem outra relação a não ser a própria referência. 11. UFMA

GABARITO

Revista Veja, de 19/04/2000.

Sobre a propaganda acima, é correto inferir que: a) inanição gera morte e morte gera imobilidade. Logo, os usuários da Internet estão condenados a morrer;

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b) ir ao supermercado implica, infelizmente, em deslocamento e deslocamento implica em não morrer de fome. Logo, sem se mexer, a Internet é a solução; c) não comer implica em não se mexer e não se mexer implica em não sair de casa. Logo, para não morrer, é preciso ir ao supermercado; d) a Internet possibilita a compra e a compra implica em deslocamento. Logo, é preciso se mexer para não morrer de inanição. e) para consultar a fatura da compra pela Internet, é preciso se mexer e se mexer implica em ir ao supermercado. Logo, o ideal é não acessar a Internet.

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12. UFMG
“Com o Document Centre a Xerox reinventa a copiadora O mercado evolui. A Xerox revoluciona. Todo o poder da tecnologia digital chega ao seu escritório com o mais avançado sistema de processamento de documentos: Document Centre. Uma copiadora que também é impressora, fax e scanner, com capacidade de realizar as operações simultaneamente. Para você copiar, imprimir, receber, enviar, criar, transformar, alterar, arquivar e recuperar documentos com mais facilidade, menor manuseio de papel e maior segurança. O novo software Centreware permite explorar e gerenciar o equipamento de acordo com as suas necessidades, a partir do seu computador, via rede e até mesmo via Internet. Document Centre é tudo isso e mais a garantia e a assistência técnica que só a Xerox pode lhe oferecer.”
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Todas as afirmativas apresentam recursos lingüísticos que estão presentes nesse texto de propaganda, exceto:

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a) Articulam-se a linguagem verbal e a não-verbal. b) Impessoaliza-se o tratamento do leitor. c) Enumeram-se cumulativamente as características do produto. d) Recorre-se não só à conotação, mas também à denotação. 13. UERJ

GABARITO

Ziraldo, Jornal do Brasil, 11/11/1999.

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Na tira de Ziraldo, os personagens mudam de atitude do primeiro quadrinho para o segundo. Pelo terceiro quadrinho, pode-se deduzir o que não está escrito: um pensamento teria provocado a mudança. Esse pensamento poderá ser traduzido como: “E se os caras dentro do espelho... a) ...estivessem rindo deles?” b) ...fossem reais e eles o reflexo?” c) ... pudessem trocar de lugar com eles?” d) ... duvidassem da realidade do mundo?”

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14. U.F. Pelotas-RS A compreensão de um texto não decorre apenas da decodificação pura e simples dos itens lingüísticos neles contidos. Na realidade, ao ler, o leitor deixa aflorar seu conhecimento de mundo, suas crenças, suas vivências, que possibilitam conexões entre os Contrariar enunciados e o levam a construir o sentido do texto que leu. Uma das características do leitor proficiente é a capacidade de interpretar gráficos. Demonstre que você domina a habilidade de leitura, inferindo corretamente os resultados expressos no gráfico ao lado: Uma pesquisa encomendada pela entidade Parceria Contra as Drogas entrevistou 700 pessoas, entre 13 e 21 anos, de cinco cidades há três anos e obteve os seguintes resultados: De acordo com os dados representados no gráfico, pode-se dizer que: a) a descoberta do novo sempre atraiu o homem a aventuras cujas conseqüências, muitas vezes, são desconsideradas em virtude do prazer do desconhecido, sendo esse o motivo para que de noventa a cem jovens recorram às drogas; b) como todo ser em formação, a maior parte dos jovens procura uma maneira de afirmase em seu grupo, recorrendo, para isso, ao uso de psicotrópicos;

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c) não é verdadeira a argumentação de que o maior contingente de jovens, rebeldes por natureza, procura nas drogas formas de transgredir normas sociais; d) a orientação familiar não seria uma das primeiras providências no combate ao vício, uma vez que não está na família a causa principal de o jovem se envolver com drogas; e) são de toda ordem as causas que levam o jovem ao consumo de drogas; com exceção dos problemas com a família, essa diversidade, somada, representa mais de 3/4 do total de entrevistados. 15. UFPR Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que a descrição da foto abaixo vem expressa de acordo com as normas de escrita do português padrão. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, onde é mostrado da cintura para baixo, segura um tipo de facão com a mão direita. Abraçado a sua perna há uma criança, que a expressão Foto: Paula Simas denota raiva e medo. O homem apóia sua outra mão na cabeça da criança, como se protegesse ela. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, mostrado da cintura para baixo, segura uma espécie de facão. Abraçado a sua perna há um menino, cuja expressão denota raiva e medo. A outra mão do homem repousa sobre a cabeça da criança, como se protegendo-a. ( ) A foto mostra um menino abraçado às pernas de um homem vestido como um trabalhador rural, onde está segurando uma espécie de facão com a mão direita. A expressão da criança é de medo e raiva, e é como se o homem estivesse protegendo a ela de alguma ameaça. ( ) Na foto, mostra um homem, que está segurando uma espécie de facão e vestido como trabalhador rural. Uma criança está abraçada à perna dele, que apóia a mão sobre sua cabeça, como se estivesse protegendo. E onde o olhar da criança exprime medo e raiva. ( ) Na foto, aparecem um menino e um homem. O enquadramento destaca a criança, mostrando o homem apenas na altura da cintura. A ele está abraçada a criança, cujo olhar é de medo e raiva. O homem, que, em traje de trabalhador rural, empunha um facão, parece estar protegendo o menino, sobre cuja cabeça pousa a mão. ( ) A foto mostra, da cintura para baixo, um homem que traja roupa de trabalhador rural e empunha uma espécie de facão. Uma criança, com expressão de medo e raiva, está abraçada à perna do homem. Ele apóia a mão sobre a cabeça do menino, como se o estivesse protegendo.

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GABARITO

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16. UEGO A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) o título “A República do Mau Humor” funciona como indicador de leitura, pois dá ao leitor a oportunidade de interpretar tanto o texto verbal como o não-verbal; ( ) o mau humor dos aliados do governo nos permite deduzir que os políticos aderem ao poder visando apenas ao seu benefício próprio; ( ) a parte inferior da charge remetenos ao contexto social brasileiro, onde a população, em sua maioFolha de São Paulo, 11.09.99 ria, sofre os efeitos; ( ) a frase de 2º balão “Um dia, só eles vão rir de tudo isso!”, proferida pelo personagem que representa o povo, deixa transparecer o humor e o descompromisso com que o brasileiro encara seus problemas; ( ) a frase “Não esquenta, mulher!”, proferida pelo personagem denuncia a ineficiência do cobertor com que ele se agasalha, uma vez que o frio é intenso. 17. UnB-DF
“ACREDITAMOS EM OPORTUNIDADES IGUAIS INDEPENDENTEMENTE DE RAÇA, CREDO, SEXO, REINO, TRIBO, CLASSE, ORDEM, FAMÍLIA, GÊNERO OU ESPÉCIE.

GABARITO

Os seres vivos são interdependentes. Dessa forma, sem apoio de milhões de espécies, a sobrevivência humana não estaria garantida. Essa variedade e a dependência entre as espécies interessa especialmente à nossa empresa. Pois o nosso trabalho depende de descobertas no mundo das informações genéticas. Informações que se perdem para sempre quando as espécies são extintas. Informações que oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição e a medicina. Para atender a uma população que está crescendo. Em um planeta do mesmo tamanho.”

Isto é. nº 1.575. 8/12/99. p. 125 (com adaptações).

Considerando as informações prestadas pelo anúncio acima, o sentido da mensagem e a correção gramatical dos itens a seguir, julgue-os. ( ) A figura explora e exemplifica a biodiversidade. ( ) Mesmo sabendo que nem todos os reinos estão representados na figura, isto não contradiz o argumento principal da propaganda, colocado acima da ilustração. ( ) Devido à interdependência dos seres vivos, a sobrevivência da espécie humana não estaria garantida sem apoio de milhões de espécies. ( ) O trabalho desenvolvido pela empresa depende de descobertas no mundo das informações genéticas e, quando as espécies são extintas, se perdem para sempre. ( ) As informações genéticas oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição, a medicina, a população que está crescendo e o planeta, que tem o tamanho da população.

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18. UFPB-PSS
Texto I “Diogo Mainardi Índios furibundos invadiram o Congresso Nacional para protestar contra as comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil. Paramentados com seus tradicionais cocares, calções de banho e tênis Nike, foram até o senador Antonio Carlos Magalhães e apontaram-lhe uma lança. Foi bonito ver todos aqueles índios lutando juntos – 500 anos atrás, eles provavelmente estariam devorando uns aos outros. Pois eu concordo com os índios: não há o que comemorar. Em 500 anos de História, não fizemos nada que justificasse uma festa. A meu ver, deveríamos ficar recolhidos num canto, chorando pelo joelho de Ronaldinho. Foi o que fiz.” Texto II

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Lendo o texto I e relacionando-o com a charge (texto II), conclui-se: a) O selvagem da charge não é o índio, mas sim a respeitável autoridade brasileira. b) Os índios continuavam lutando entre si. c) O índio da charge é mais autêntico porque não usa tênis Nike e veste calça comprida. d) O objetivo de Mainardi e Chico é o mesmo: registrar a política favorável do Congresso Nacional às causas indígenas. e) As comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil representaram um momento de alegria para os índios. 19. UFMA
“O chinês anônimo desafia os tanques Nunca se soube o nome daquele jovem alto e magro vestido como milhões de chineses, de camisa branca e calça de tergal. Ninguém ouviu sua voz. Jamais se soube o paradeiro do solitário rebelde que barrou uma coluna de 17 tanques naquela manhã de junho de 1989. Sozinho, nas fotografias e no balé diante das câmeras de vídeo – os tanques se deslocavam e a silhueta se movia, simultaneamente, para a esquerda e para a direita – o chinês anônimo fez mais, em seu grande momento, do que muitos líderes revolucionários do milênio. É certo que foi visto por mais gen5 de julho de 1989. te, nas telas de TV, dentro dos lares, do que personalidades como o mongol Kublai Khan, o francês Maximilien de Robespierre ou o mexicano Emiliano Zapata.”

GABARITO

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Depreende-se da compreensão do texto acima que há uma gradação ascendente do personagem envolvido, que assim passa do anonimato de um momento para a fama de um milênio. Isso fica evidente através dos seguintes itens lexicais: a) jovem alto e magro solitário rebelde silhueta líder revolucionário personalidade; b) silhueta solitário rebelde sem paradeiro sozinho personalidade; c) jovem alto e magro sem voz solitário rebelde líder revolucionário sozinho; d) sem paradeiro silhueta solitário rebelde chinês anônimo líder revolucionário; e) solitário rebelde líder revolucionário sozinho personalidade chinês anônimo.

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Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

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quando se deparou com uma placa de sinalização: Imediatamente. Do CD Cabeça de dinossauro. c) às semelhanças biológicas entre os dois seres. Vinha o motorista dirigindo o seu carro. b) ler a mensagem da placa como uma ordem para acelerar. PESSOA. Texto para as questões 21 e 22. REIS. 5 GABARITO 10 15 20 IMPRIMIR 21. Marcelo. d) imprimir maior velocidade ao carro para escapar dos quebra-molas. d) ao bom relacionamento entre homem e macaco. Ciro. esta se baseia em um equívoco. voltou a pé para o local da placa e nela escreveu. ele acelerou o seu veículo. “Homem Primata Desde os primórdios Até hoje em dia O homem ainda faz O que o macaco fazia Eu não trabalhava. para corrigi-la: Como muitas piadas. Voltar Língua Portuguesa . Logo depois. ô. ô. UFR-RJ No texto Homem Primata. O comportamento do motorista que explica mais adequadamente o efeito cômico da piada é: 10 a) voltar a pé ao local da placa para efetuar uma correção.Interpretação de texto I Avançar . ô Eu aprendi A vida é um jogo Cada um por si E Deus contra todos Você vai morrer e não vai pro céu É bom aprender. e) ao capitalismo selvagem da sociedade contemporânea. c) corrigir a mensagem da placa para retificar informação incompleta. Sérgio. a comparação estabelecida entre o homem e macaco alude: a) a uma das teorias sobre a origem da espécie humana. eu me perdi” BRITTO. eu não sabia Que o homem criava e também destruía. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. UERJ Leia a piada reproduzida a seguir. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. a vida é cruel. b) ao comportamento irracional do homem na sociedade moderna. ô Eu me perdi na selva de pedra Eu me perdi. Nando. FROMER.20.

3.Interpretação de texto I Avançar . p. Átila. I. simbolizado pelos uniformes que os personagens vestem. 4. 11 JAGUAR. PUC-RS Instrução: Responder à questão analisando a veracidade das afirmativas abaixo. Concluí-se que as afirmativas corretas encontram-se na alternativa: a) I e II. e poderiam ser retiradas sem prejuízo para a clareza do texto. 5. III e IV. A simplicidade da linguagem contrasta com a seriedade do tema. respectivamente. As ilustrações são um recurso para chamar a atenção do leitor. 2. Conclui-se que a alternativa que apresenta a numeração correspondente às afirmativas corretas é: a) 1 e 2. 166-167. UFR-RJ A oposição entre os quatro primeiros versos de Homem primata e o texto Pecados do século XXI (questões 101 a 103) envolve. d) estagnação X mudança. b) I. Os itens 2 a 5 do cartum apresentam o homem como o responsável pelas ações bélicas. III e IV. O militarismo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. IMPRIMIR GABARITO II. Os itens 1 e 2 apresentam ao leitor os personagens. c) 2 e 4. PUC-RS Instrução: Responder à questão com base nas afirmativas a seguir. enquanto nos itens 6 a 10 essa responsabilidade é atribuída apenas aos armamentos. A estrutura narrativa e as ilustrações têm efeito argumentativo marcante. II. IV. A absolescência das armas utilizadas pelo homem levam-no a um final trágico. b) atraso X progresso. os antônimos: a) lentidão X velocidade. As armas apresentam-se em gradação ascendente quanto ao seu poder letal. d) II. enquanto o 9 prepara-o para o desfecho da história. 4 e 5. 1968. 1. 23. III. 24. e) III e IV. e) passado X presente. c) santidade X pecado. Voltar Língua Portuguesa . 2 e 4. c) I.22. você é barbaro. A vestimenta dos personagens ilustra cronologicamente o desenrolar dos fatos apresentados. Instrução: Responder às questões de 23 a 25 com base no texto. d) 3 e 5. III e IV. b) 1. é causa principal do desfecho presente no cartum. e) 3.

p. III Essas doenças. as chuteiras mais cedo por IV problemas cardiovasculares. prepara-te para a guerra.” c) “Se queres a paz. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . associadas a tabagismo. julgue os itens da questão 27. 153.” 26. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I e vida sedentária levam ao óbito E não foi só ele. o autor procura confundir o leitor. ( ) Na última parte do texto. ( ) A leitura do texto desfaz a polissemia do título atribuindo-lhe o sentido da morte. ( ) O sentido da palavra hoje é encontrado na primeira parte do texto. c) utilizar-se de provérbios para expressar sua concordância ou discordância diante de fatos da vida. Milhares de brasileiros pendurarão que correspondem a 32% de todos os óbitos. Hoje. o pronome possessivo sua provoca certa ambigüidade que pode ser desfeita se substituído por dele. PUC-RS O ditado popular que melhor sintetiza as idéias expressas no cartum é: a) “O feitiço virou contra o feiticeiro. 20% da população adulta V brasileira é hipertensa. b) enfatizar a sabedoria que se exprime através de provérbios.” 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. obesidade. dois não brigam. Não seja mais uma vítima II das doenças cardiovasculares. Univali-SC “BOM CONSELHO Faça como eu digo Faça como eu faço Aja duas vezes antes de pensar Corro atrás do tempo Vim de não sei onde Devagar é que não se vai longe Eu semeio o vento Na minha cidade Vou para rua e bebo a tempestade” Chico Buarque Ouça um bom conselho Que lhe dou de graça Inútil dormir Que a dor não passa Espere sentado Ou você se cansa Está provado Quem espera nunca alcança Ouça meu amigo Deixe esse regaço Brinque com meu fogo Venha se queimar 12 Ao compor o texto. UFMT ( ) A polissemia presente no título do texto se revela pelos sentidos diversos que ele sugere. Procure seu médico e siga a sua orientação. e) através de um jogo de palavras. GABARITO 27. estresse Líder em soluções Veja. daí ser um elemento anafórico. ( ) Em Ele é um novo homem. por problemas cardiovasculares.Interpretação de texto I Avançar . o autor se preocupou em: a) contradizer sistematicamente os conselhos populares em situações absurdas. 23/06/99.25.” d) “Quando um não quer. d) inadvertidamente o compositor apresenta situações nas quais os ditos populares vão de encontro à realidade.” e) “Devagar se vai ao longe. o adjetivo novo apresenta sentido igual ao do título do texto. INSTRUÇÃO: Com base no texto.” b) “Quem tudo quer tudo pode.

” Veja. a revelação de que apenas é uma lavadeira. c) Em princípio..400. b) expõe sua condição de artista marcado pelo desejo de participação social. a mulher caracteriza-se pela pureza e.0L High Output. U. e) adota uma visão de mundo muito semelhante à da poesia de Manuel Bandeira. a mulher é pálida sobre o leito e. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. à luz da lâmpada sombria. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. c) opõe a poesia que ele faz à poesia dos que se preocupam com temas políticos.. GABARITO 30. o poeta Ferreira Gullar: a) defende uma poesia voltada para o canto e a exaltação dos sentimentos líricos. duplo air-bag. em outro momento. meu anjo lindo! Por ti – as noite eu velei chorando.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto.. 29. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que se a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir. Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!” O texto acima é um poema de Álvares de Azevedo. anjo entre nuvens.. b) Num momento. de outro lado. pela nudez e sensualidade. julgue os itens da questão 8. A partir de R$ 55.. Não te rias de mim. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar! na escuna fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Quem em sonhos se banhava e se esquecia! Era mais bela! o seio palpitando. Jeep Grand Cherokee. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Aponte-a: a) De um lado. segundo Mário de Andrade. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão “Up Country” para você chegar onde ninguém chegou.Interpretação de texto I Avançar . INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. 13 28. Sobre o leito de flores reclinada Como a lua por noite embalsamada. num segundo momento. d) deixa claro que suas opções estéticas coincidem com as dos poetas concretistas. sofre muito o prestígio romântico da mulher. em seguida. O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. Negros olhos as pálpebras abrindo. a fuga pelo sonho e pela morte.. UFMT ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. Potiguar-RN “Soneto Pálida. Formas nuas no leito resvalando. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. d) Inicialmente. Jeep® Só Existe Um.” Nos versos acima. O amor sexual lhe repugnava. A vida moderna em favor da vida de verdade. a surpresa da visão da mulher amada. o sofrimento das noites de vigília. Unifor-CE “Façam a festa cantem dancem que eu faço o poema duro o poema-murro sujo como a miséria brasileira. Jeep Grand Cherokee. Ele tem motor 4. 11/10/98. Há no soneto uma contradição entre as imagens que caracterizam a mulher. CELULAR. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. autor que.

os dois textos revelam posicionamentos antagônicos. Com cada coisa em seu lugar. o poema pode ser dividido em duas partes: I. c) Morte. a primeira. In: Os melhores poemas de Manuel Bandeira. O item que melhor caracteriza essa divisão é: a) I. chamando-a de iniludível? a) Porque ela é fácil de se enganar. embora diferentes. 34.) encontrará lavrado o campo. II. e a segunda. Uniube-MG Com relação à estrutura.. E depois não há só as bonitas: Há também as simpáticas. b) Visita. que revela sua ousadia e destemor diante da vida. Uniube-MG Para o poeta a palavra Indesejada se refere à: a) Amada. E as feias. e a segunda. d) Porque é amiga do poeta. “Consoada Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou coroável). sobre o tema: Mulheres. a casa limpa..” Manuel Bandeira. 32. 33. expressa pelos advérbios de negação e dúvida. A mesa posta. iniludível! O meu dia foi bom. Voltar Língua Portuguesa . São Paulo: Global. o segundo aborda a beleza da mulher madura. IMPRIMIR Sobre os textos. d) embora falem sobre o mesmo assunto.. IV. c) enquanto o primeiro texto fala só na beleza infantil. Talvez eu sorria. Uniube-MG Por que o poeta cumprimenta a Indesejada das gentes. c) III. que apresenta certeza expressa pelo tom afirmativo dos verbos. que mostra o poeta despreparado para o que lhe espera. pode a noite descer. a primeira. e a segunda. e a segunda. III. É preciso Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 31 a 33. a primeira. d) Noite.” Vinícius de Moraes. ou diga: – Alô. Manuel. Univali-SC Compare os versos de Manual Bandeira e Vinícius de Moraes.Interpretação de texto I Avançar . pode-se afirmar que: a) os dois textos são ambíguos na abordagem do tema.1984. nas mulheres..) Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e Seja leve como um resto de nuvem.. que mostra coragem e segurança para enfrentar o desconhecido. b) II. que revela a felicidade de um dia de trabalho. que mostra incerteza do poeta. “Mulheres Como as mulheres são lindas! Inútil pensar que é do vestido. d) IV. e) os textos abordam temáticas diferentes. In: Libertinagem. que revela segurança e certeza quanto ao futuro. que apresenta dúvida e descontrole emocional. Talvez eu tenha medo. c) Porque aparece toda noite. 31. b) ambos os textos vêem apenas belezas. b) Porque não poupa ninguém.. 14 GABARITO “Receita de mulher As muito feias que me perdoem Mas beleza é fundamental. (A noite com seus sortilégios. a primeira. Como deve ser bom gostar de uma feia!” BANDEIRA. (. certas feias em cujos olhos vejo isto: Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha.

( ) o vocábulo outro. de Carlos Heitor Cony: a) É uma similaridade e provoca a percepção de que tempo e espaço são valores diferentes. refere-se a um elemento extratextual. 2000. pelo fato de causar incoerência. UFGO Além de veicular informações sobre o produto. Com base nessa informação e na leitura do texto. o ‘meu’ embrulho não abre nada. a linguagem publicitária procura persuadir o consumidor. UFGO Acerca da organização das frases. assim como você. ( ) a palavra ainda. 37. estabelecem relação de causa e conseqüência. remetem à expressão “as crianças”. pois não remete a nenhum termo explicitamente presente no texto. o meu caso. ou seja. Omo Multi Ação está ainda mais eficiente porque sabe. e) É um caso de associação de idéias. As questões 36 e 37 referem-se a ele. serve para destacar a atitude desejável de um consumidor ideal. ( ) o segmento “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. criando uma relação com Quase memória. no único personagem. O biscoito abriu as portas do tempo – do tempo perdido.Interpretação de texto I Avançar . é possível afirmar que: ( ) o trecho “removendo manchas de gordura como nenhum outro” NÃO pode ser substituído por “que remove manchas como nenhum outro”. de 7 jun. A madeleine trouxe o gosto que leva ao passado geral. ou melhor. nunca pensara organizadamente na única pessoa. ao passado anterior ao passado. Porque não há aprendizado sem manchas. idéias deduzidas do início do texto. em “como nenhum outro”. Novo Omo Multi Ação. ( ) o vocábulo manchas aparece no texto com dois sentidos diferentes. conotativo. 15 O texto publicitário que você lerá abaixo foi extraído de Isto é.” 36. indica que. muito menos o tempo. não sendo eu. o produto foi aprovado pelo consumidor. b) É uma comparação que demonstra as leituras do autor. apresentado na abertura do texto. o primeiro é denotativo e o segundo.. apresentados no primeiro período do texto. ao passado depois do passado. ( ) a oração “Porque não há aprendizado sem manchas” estabelece uma relação de dependência com frase “Novo Omo Multi Ação”.) entre o biscoito de Proust e o embrulho do pai. se sujarem. no único tempo de um homem que. É por isso que estamos lançando o novo Omo Multi Ação. “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. ao passado ‘ao lado’ do passado. em “Omo Multi Ação está ainda mais eficiente”.” Assinale a alternativa que identifica e explica a referência feita ao episódio da “madeleine” na obra de Proust. só a partir de agora.35. PUC-PR “Nada mais diferente (. elas aprendem mais e se desenvolvem melhor. Uma fórmula inovadora que age nos primeiros instantes da lavagem. c) É um caso de intertextualidade e serve para estabelecer relações na cadeia de leituras e de escrita literária.. Ora. removendo manchas de gordura como nenhum outro. se sujarem”. Se abria alguma coisa era o espaço – até então. d) É um caso de referencialidade porque faz referência a um livro do passado. que seu filho precisa de liberdade para aprender. ( ) os vocábulos “elas” e “se”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . pois a noção de passado é a mesma nos dois autores. era o tempo do qual eu mais participara. pode-se afirmar que: ( ) liberdade de ação e aprendizagem infantil.

confusão: espere até poder expressar suas idéias. conte com os amigos. 4. Você poderá contribuir com o parceiro. PolyGram. “Língua Gosto de sentir minha língua roçar A língua de Luís de Camões Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódia E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade E quem há de negar que esta lhe é superior E quem há de negar que esta lhe é superior E deixa os portugais morrerem à mingua Minha pátria é minha língua Fala Mangueira Fala! Flor do Lácio sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode esta língua (. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Em “Gosto de ser e de estar”. uma língua expressa os valores culturais de seu povo. Terá que enfrentar algum mal-estar passageiro que a obrigará a ter mais cuidado com a saúde. d) 2. este é um mês de ação e decisões: hora de colocar projetos em prática. 16 Texto para as questões 39 e 40. 2 e 3.” Marie Clarie.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. Com Marte transitando em seu signo. Língua. A dinâmica do mês é o aprofundamento das relações e a expressão das emoções. UFPE Leia as afirmativas abaixo sobre as idéias apresentadas no texto.. UFMT ( ) A organização desse texto se calca em conselhos. é expressa com os verbos “ser” e “estar”. Utilizando a expressão “Fala mangueira”. ( ) Há no texto uma única marca lingüística que mostra ser o interlocutor você feminino. que implicam o aspecto do ser permanente e do ser transitório.Interpretação de texto I Avançar . e) 3 e 4. É tempo também de investir “no social”: lute com a velha preguiça de sair e vá ao encontro das pessoas. Caetano. o que lhe trará entusiasmo. julgue os itens da questão 38. Os neologismos “mátria” e “fátria” disfarçam o sentimento de união que o autor pretende esteja envolvido na sua percepção de “língua”. O verso “Lusamérica latim em pó” alude não só à pulverização do latim que deu origem às línguas latinas como à divisão-união de Portugal e Brasil. o autor alude à idéia de que. grito de guerra de uma escola de samba. 39. Está(ão) correta(s) apenas: a) 1. Vida íntima em alta: dê vazão à sua sensualidade. 38. sendo “pátria”. 1. b) 1. maio de 1998. ampliando a intimidade e a cumplicidade do casal. a idéia de plenitude. Para isso. No trabalho. desejada pelo autor. 3 e 4.) A língua é minha Pátria E eu não tenho Pátria: tenho mátria Eu quero frátria” GABARITO VELOSO. “TOURO De 21/4 a 20/5 Você está curando suas velhas feridas e aprendendo a confiar de novo na vida. 2. Velô-Caetano e a Banda Nova.. ( ) O lugar comum investir no social tem o sentido usual reiterado por referir-se a conselho. 1984. c) 2 e 4. 3. ora implicitamente ora diretamente.

3. Salvador: EDUFBA. À ascensão social deverá corresponder o mérito pessoal. que indigno cresce. É tão fácil conquistar um alto posto quanto é fácil dignificá-lo. 63. 64. “profusão de paródias” e “furtem cores como camaleões”. 2 e 3 apenas. 02. como “roçar”. que subir é desgraça muitas vezes. UFPE Os enunciados abaixo referem-se aos recursos utilizados na criação de Língua. A irracionalidade em proveito de alguns representa a satisfação de muitos. “dores”. 4. Voltar Língua Portuguesa . b) 1 e 4 apenas. Pois vá descendo do alto. Em terra de incompetentes. O autor incorpora à sua canção elementos relacionados à expressão sensorial. Desanda a roda. É preferível o anonimato a um destaque que desabone o homem. 17 41. Quando o pisava da Fortuna a Roda. Um mau governo é fruto da falta de senso do povo que o escolhe. Cleise Furtado. Homem sobe. onde jazia. 16. Burro foi ao subir tão alto clima. p. 08. 2. verá quanto melhor se lhe acomoda ser homem em baixo.40. Dê. 04. do que burro em cima. Com os versos “E sei que a poesia está para a prosa/Assim como o amor está para a amizade”. d) 2 e 4 apenas. Nas expressões “confusões de prosódia”. 1. Estão corretas: a) 1. A glória indevidamente conquistada rebaixa o indivíduo em vez de exaltá-lo. 1996. “cores”. e) 3 e 4 apenas. 3 e 4. asno vai. 2.Interpretação de texto I Avançar . Senhora Dona Bahia: poesia satírica de Gregório de Matos. o autor estabelece uma relação de proporcionalidade. que é discreta a fortuna em seus reveses. burro parece. a soma das alternativas corretas. GABARITO IMPRIMIR O discurso da sátira contida no soneto pode ser assim sintetizado: 01. A fortunilha autora de entremezes Transpõe em burro o herói. c) 1.” MENDES. perpassa a idéia comum de “pluralidade”. Quem sobe a alto lugar. como resposta. que não merece. Homem sei eu que foi Vossenhoria. Nos versos “Gosto do Pessoa na pessoa/Da rosa no Rosa” o autor utiliza o recurso da inversão. e logo o homem desce. UFBA “À despedida do seu mau governo Senhor Antão de Souza de Menezes. o menos incompetente reina. 32.

21. Este é um texto narrativo que relata uma transformação. d) o conceito de amor implícito no texto não inclui o prazer físico entre os personagens. p. 8. 18. nos versos 8 e 9. 17. 43. d) ela. III. (Literatura Comentada). b) o autor. Uniube-MG A expressão “seu jeito” (verso 6) tem como referente: a) o narrador. 42. II e IV.” MORAES. Uniube-MG Sobre o texto. Chico Buarque de. 25. Nos versos 21 e 22 estabelece-se uma relação de conseqüência. d) I. 44. A expressão “pra”. 19. 15. 10. o jogo amoroso e as relações humanas. 4. 26. 18 1. II. b) o gesto amoroso da dança começa no interior da casa e atinge o mundo. refere-se à palavra cidade. 13. 14. c) ele. São Paulo. 30-I. c) o gesto amoroso da dança produz o efeito de instaurar a paz entre os seres humanos. E ali dançaram tanta dança Que a vizinhança toda despertou E foi tanta felicidade Que toda a cidade se iluminou E foram tantos beijos loucos Tantos gritos roucos Como não se ouviam mais Que o mundo compreendeu E o dia amanheceu em paz. 28.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 42 a 44. A expressão “ali”. 12. só não se pode afirmar que: GABARITO a) o texto estabelece uma relação de semelhança entre a dança. 29. b) III e IV. 3. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Vinícius de e HOLANDA. 6. 7. 9. c) I.Interpretação de texto I Avançar . III e IV. 24. 22. 11. 1980. Então ela se fez bonita Como há muito tempo não queria ousar Com seu vestido decotado Cheirando a guardado De tanto esperar Depois os dois deram-se os braços Como há muito tempo Não se usava dar E cheios de ternura e graça Foram para a praça E começaram a se abraçar. E nem deixou-a só num canto Pra seu grande espanto Convidou-a pra rodar. Uniube-MG Leia as asserções a seguir para responder à questão abaixo: I. “Valsinha Um dia ele chegou tão diferente Do seu jeito de sempre chegar. IV. A alternativa que traz os números das asserções corretas é: a) I e II. traz marcas de oralidade. 23. 27. Chico Buarque de Holanda. 2. 20. 5. 16. Olhou-a de um jeito muito mais quente Do que sempre costumava olhar E não maldisse a vida tanto Quanto era seu jeito de sempre falar. no verso 21. Abril Educação.

Instrução: Responder às questões de 45 a 46 com base nos textos 1 e 2.. Enquanto o texto 1 visa principalmente a informar o leitor.. a partir de uma informação que esse já tem. 45. d) a pacífica convivência entre o antigo e o novo Brasil moderno. o autor do texto 1 expressa um grau de indignação equivalente.” Adaptado de: Época – Especial “Nós. III e IV. TEXTO 2 19 Charge de lotti. Os boiadeiros urbanos capricham na indumentária (chegam a importá-la) e vivem uma fantasia que só fica a dever ao Carnaval carioca em termos de público e opulência. II.Interpretação de texto I Avançar . No Carnaval. 46. III. TEXTO 1 “A vida em Barretos nunca mais foi a mesma depois que peão de boiadeiro virou caubói e música caipira passou a ser chamada de country. II. brasileiros”. b) o obstinado apego do homem do campo às suas tradições. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o texto 2 pretende mobilizar seu humor. Para uma adequada compreensão do texto 2. como veículo de divulgação. II e III. imaculadas botas de couro. a 44ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está para abrir as porteiras. (. Porto Alegre. estilizando a rotina do campo para o fascínio de legiões urbanas. 24/01/99. e) I. 102. local e data. Zero Hora. reis e princesas sonham até a Quartafeira de Cinzas.) É uma multidão de turistas vestidos a caráter e apelidados de “peões de butique”. p. c) II e IV. enfiados em calças jeans. é necessário levar em conta dados contextuais. GABARITO c) a evidente influência do que vem de fora sobre o brasileiro. 24/05/99. Integrada ao calendário das maiores comemorações nacionais. Apesar de não utilizar frases exclamativas como o gaúcho da charge. imagina-se domar perigosos touros e potros ariscos. I. e) a saudável popularização dos costumes gaúchos em outros centros do Brasil. IV. Instrução: Responder à questão 15 analisando as afirmativas sobre os textos 1 e 2. pois faz alusão a um fato recente de repercussão regional. PUC-RS A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. Em Barretos. PUC-RS A problemática comum aos textos 1 e 2 é: a) a crescente valorização da vida rural no Brasil. d) I. Chegam de todos os cantos do país. A charge (texto 2) destina-se a um público mais restrito. b) I e III. cintos e chapéus vistosos.

..Texto para a questão 47.. “TESTE Avalie suas chances de obter um emprego. • boa – 15 pontos • média – 8 pontos • ruim – zero Caso você fale uma terceira língua... CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA Seu domínio é. ou 10 pontos. mas se forem substituídos por outro idioma – como. espanhol – a valorização será maior. informações coerentes com o teste do texto. • pós-graduação lato-sensu. ( ) A pontuação atribuída a uma boa imagem perante os colegas de trabalho corresponde: a de um curso de mestrado ou a de uma boa fluência em inglês acrescida da de um bom domínio de conhecimentos de informática.. por exemplo... • bom – 15 pontos • médio – 8 pontos • ruim – zero FORMAÇÃO ACADÊMICA Você completou. se tem um domínio regular. • até o ensino médio – 40 pontos • até a faculdade – 60 pontos INGLÊS Sua fluência é. • bons – 25 pontos • médios – 13 pontos • ruins – zero” 20 GABARITO IMPRIMIR 47. UnB-DF Julgue se os itens a seguir apresentam. • boa – 30 pontos • média – 15 pontos • ruim – zero Seus conhecimentos técnicos dentro da profissão. ( ) Conhecimentos de inglês são importantes. ( ) quem tiver cursos complementares de pós-graduação será menos valorizado no mercado de trabalho. • mestrado.. • um curso de especialização. CURSOS COMPLEMENTARES Você fez. Assinale o número de pontos que você tem em cada fator e some tudo no final para obter sua pontuação no teste.. por meio de estruturas gramaticalmente corretas. Sua imagem perante os colegas de trabalho é. Existem vários fatores que fazem uma pessoa ter maior ou menor facilidade para encontrar um bom emprego. ( ) Todo candidato que tiver conhecimentos técnicos ruins e domínio de informática médio terá “pontuação no teste” inferior a dez. Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto I Avançar .. acrescente 20 pontos se tem um bom domínio dela. • doutorado..

“Às vezes.” GLEISER. ao englobar duas realidades antagônicas na busca da harmonia universal.” SCLIAR. Registra-se um propósito do narrador no sentido de se ater a um relato fiel a suas constatações e impressões pessoais. b) um momento de percepção da realidade. III. d) a preocupação com questões de ordem ecológica e transcendental. Salvador-BA Por inferência. 2000. Moacyr. e) I. d) somente II e III. há uma referência nova. Unifor-CE “Uma nova carta de Caminha Senhor. Cada planta é uma galáxia. para alindar ou afear. pelo seu poder evocativo. A terra em si é de muitos bons ares. o que se afirma em: a) somente II. 50. E em tal maneira é graciosa que. especialmente o que nos foi oferecido. as distâncias entre galáxias e seus aglomerados. Salvador-BA A confissão do autor tem por objetivo revelar: a) uma grande sensibilidade. Paulo. infindas. Folha de S. 29. Águas são muitas. 27 ago. d) A amplitude do universo é inversamente proporcional à imaginação do homem. b) somente I e II. pois estou me restringindo a visualizar a superfície da lagoa. e cada grupo de plantas é um agregado de galáxias. Posto que outros escreveram a Vossa Excelência sobre a nova do achamento dessa vossa terra nova. senão pela sua precisão.Texto para as questões 48 e 49. metafórico. não deixarei também de dar conta disso a Vossa Excelência. cheia de vitóriasrégias. Tome Vossa Excelência minha ignorância por boa vontade e creia bem por certo que. no primeiro período. mas os poucos que existem são confortáveis. 21 49. lagoas não costumam estar em expansão. Há.Interpretação de texto I Avançar . não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu. querendo-a aproveitar. In: Folha de S. Está correto. em geral. Uma outra diferença importante é que o Universo está em expansão. c) As lagoas e as vitórias-régias são a síntese de um universo delimitado. 17/05/99. enquanto. a imagem vale. o texto permite afirmar: a) Há múltiplas formas de enxergar o mundo. GABARITO Considere as seguintes afirmações: I. ausente no relato da carta original de Pero Vaz de Caminha. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . uma infração à norma culta. De qualquer forma. e) a exuberante natureza amazônica. as belas plantas flutuantes que aparecem em bandos. é só estimular o turismo. “As maiores estruturas do Universo”. esse é um modelo bidimensional do Universo. Hotéis não há muitos. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. Paulo. II. p. II e III. quanto à relação entre o pronome possessivo e o pronome de tratamento. No segundo parágrafo. Mais! 48. Marcelo. e) O cosmo é constituído de espaços específicos para serem contemplados pelo artista. isso bastaria. b) O espaço físico do mundo palpável é uniforme. U. Claro. gosto de viabilizar o Universo como a superfície de uma lagoa. sempre aumentando. através de um discurso poético. em relação ao texto. o melhor que eu puder. U. c) a emoção em face da semelhança entre o mundo da fantasia e o real. E que não houvesse mais que uma pousada. considerando-se o uso atual. c) somente I e III. arquipélagos de ilhas verdes de tamanhos e formas variados.

Da vossa piedade me despido. São Paulo: Melhoramentos. e já cobrada Glória tal. Do mesmo modo. certamente vos digo que se alegrará mais com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. não é algo desejável para meu Pai. e) preocupação especial de Deus com os que pecam e desviam-se do caminho divino. se por acaso a encontrar. c) expiação dos pecados para aqueles que ferem os ensinamentos do Criador. Uberlândia-MG Leia o poema seguinte e assinale a alternativa incorreta. tem-nos espoliado bens físicos e espirituais: a capacidade de andar. Senhor. Se basta a vos irar tanto um pecado.Interpretação de texto I Avançar . enquanto o poema em sua totalidade está escrito na 1ª. pessoa do plural. Porque. ouvir. Mateus 18:12. de Mário de Andrade. que vos ha ofendido. F. 22 d) O poema sugere que o “gorila”. A abrandar-vos sobeja um só gemido. a) O poema não se refere à obra Macunaíma.” Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras. quanto mais tenho delinqüido. escrever. pessoa do singular. Roberto. Perder na vossa ovelha a vossa glória.51. é tão somente uma brincadeira que o poeta faz. GABARITO IMPRIMIR 52. Texto 1 “Se um certo homem vem a ter cem ovelhas e uma delas se perder. “Macunaíma nos ajude na barriga do gorila Cabeça do meu pau? na barriga do gorila Meu alegre coração onde estás? na barriga do gorila” Barriga de minha perna onde estás? na barriga do gorila Dedos de minha mão onde estão? na barriga do gorila Lobos de minha orelha onde estais? SCHWARZ. dentro do universo irreverente da poesia marginal. não deixará ele as noventa e nove sobre os montes e irá à procura daquela que se perdeu? E.F. a ovelha desgarrada Cobrai-a. mas não porque hei pecado. leia os textos a seguir.” MATOS. Pastor Divino. Texto 2 “Pequei. Triângulo Mineiro-MG A idéia do Texto 1. Considerando que o sujeito lírico expõe sentimentos que poderiam ser nossos o título do poema não está inadequado. Vos tenho a perdoar mais empenhado. que exclui da salvação os que se desviam do santo caminho. e não queirais. Para responder às questões de números 52 a 54. 26 poetas hoje. Que a mesma culpa. Voltar Língua Portuguesa . b) ira que Deus mostra em relação aos que pecam e deixam de seguir o caminho divino. como afirmais na Sacra História: Eu sou. recuperando o episódio em que o herói come carne da perna de Curupira. Senhor. e prazer tão repentino Vos deu. corresponde à: a) preocupação de Deus com todos os que seguem os seus ensinamentos. Gregório de. à qual Gregório de Matos recorre. Vos tem para o perdão lisonjeado. U. metáfora de uma situação ou de um ente abominável. c) O título do poema está na 1ª. que está no céu.M. b) O poema refere-se à obra Macunaíma. que pereça um destes pequenos. d) exaltação da sabedoria de Deus. Se uma ovelha perdida. Poesia Barroca. pensar e sentir.

antropológicos. comemorado hoje. e sobretudo expor para deleite e educação do público. Triângulo Mineiro-MG Pode-se entender.M. chantageando o Senhor. Marco Aurélio. deixando que Ele decida se o salva ou não. talvez não precise de uma grande festa nacional. de armas. merece a salvação. do texto 2.” SILVA. ecológicos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . por isso. de artes. de acordo com um levantamento da Gerência de Organização de Museus da Fundação Catarinense de Cultura. coleções de interesse artístico. c) se perca. estudar. e) submete-se à vontade de Deus. c) suplica pela salvação divina. ao vinho ou aos insetos. valorizar pelos mais diversos modos. algumas passam quase em branco e outras são exaustivamente lembradas. A palavra museu. explicando-lhe que é uma ovelha tão importante quanto as demais e. pois. GABARITO Sobre o texto. Muitos museus são dedicados à história de cidade na qual estão sediados. vem do grego “mouseon”. 54. “para conservar. 55. entre tantos outros que chegam a impressionar pela variedade de temas científicos e culturais. b) conversa com o Senhor. F.53. mas não se arrepende deles. erguidos em homenagem à cerveja. Jornal de Santa Catarina. conforme a definição do dicionário Aurélio. e) O texto sugere que os museus de Santa Catarina não são valorizados. assinale a alternativa correta. histórico e técnico”. Mas há também os arqueológicos. O Dia do Museu. os que reverenciam a colonização ou profissões. oceanográficos. os religiosos. 18/05/00. se Ele não o salvar entrará em contradição com a Sagrada Escritura. c) É um texto informativo sobre uma data comemorativa pouca lembrada. d) O autor se utiliza da narração para argumentar sobre a necessidade dos museus. b) sofra. visitados e respeitados pelos catarinenses porque não há quem os preserve. que significa templo de musas. b) O texto preocupa-se em lembrar a importância de todas as datas comemorativas. razão pela qual acredita que não será salvo. Triângulo Mineiro-MG O verbo destacado no Texto 1 significa: a) morra. pois está arrependido de todos os pecados que cometeu durante a sua vida. mas pode servir de momento de reflexão sobre a existência dessas instituições surgidas na antigüidade. F. Santa Catarina possui cerca de 100 museus.M. a) O objetivo do texto é explicar morfologicamente o significado da palavra museu. Univali-SC “Opções diferentes no Estado Entre tantas datas comemorativas. 23 d) argumenta. que Gregório Matos: a) reconhece seus pecados.Interpretação de texto I Avançar . e) padeça. d) peque. E as musas escolhidas nos municípios catarinenses são as mais variadas. Eles estão espalhados por pelos menos 50 cidades.

Mas nem sinal de cortesia fizeram. Mas nem sinal de cortesia fizeram. e. Isto tomávamos nós nesse sentido. E então estiraram-se de costas na alcatifa. estava sentado em uma cadeira.. como se lá também houvesse prata! (. Manuel. 02. Os tupiniquins ficaram constrangidos com a presença dos portugueses e logo abandonaram o navio. E também olhou para um castiçal de prata. isto não queríamos nós entender. aos pés de uma alcatifa por estrado. E deitaram um manto por cima deles. por assim o desejarmos! Mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar. folgou muito com elas. relatando como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. Manuel. Dê. pode ser substituída por divertiu-se muito com as contas do rosário. e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra. Os tupiniquins. Pêro Vaz de Caminha. carpete. 08. bastante comunicativos. UFSC De acordo com o texto. as quais não eram fanadas... e novamente para o castiçal.. 24 Vocabulário: Alcatifa – tapete. Abril. pareceu despertar o interesse dos tupiniquins. entende-se que os tupiniquins estavam dentro da embarcação portuguesa. O Capitão mandou pôr por baixo de cada um seu coxim. Pêro Vaz de Caminha descreve como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. como se davam ouro por aquilo. Todavia um deles fitou o colar do Capitão. por que não lho havíamos de dar! E depois tornou as contas a quem lhas dera. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. Fasc. evidencia que havia problemas de comunicação entre portugueses e tupiniquins. nem de falar ao Capitão. 56. com um colar de ouro. Fanadas – murchas. e depois para o colar. quando eles vieram. assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s). Em E eles entraram.E também olhou para um castiçal de prata.folgou muito com elas. O trecho . fica implícito que os tupiniquins desconheciam hierarquia ou categoria social lusitanas. um dos escrivães da armada portuguesa. a soma das alternativas corretas. e o da cabeleira esforçavase por não a estragar. I. e assim mesmo acenava para a terra... fez sinal que lhas dessem. ao pescoço (. E eles entraram. A expressão . D. brancas.) Viu um deles umas contas de rosário. é correto afirmar que: 01... Pelo trecho .Texto para as questões 56 e 57: “A carta de Pêro Vaz de Caminha Num dos trechos de sua carta a D..) Acenderam-se tochas. aconchegaram-se e adormeceram. como se davam ouro por aquilo. 1999. 08. Nada. 04. falaram aos marinheiros que havia muita riqueza na terra descoberta. que aconteceu em 24 de abril de 1500: “O Capitão. por assim o desejarmos. e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço. e lançou-as ao pescoço. 01. como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. Coxim – almofada que serve de assento. nem a ninguém. como resposta. escreve para o Rei de Portugal. 04.” COLEÇÃO BRASIL 500 ANOS. SP.Interpretação de texto I Avançar . muito grande. a soma das alternativas corretas. e assim mesmo acenava para a terra. UFSC A propósito do texto. nem de falar ao capitão.. nem a ninguém. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Dê. como resposta. consentindo. 57. a dormir sem procurarem maneiras de esconder suas vergonhas. Isto tomávamos nós nesse sentido. 02. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. e bem vestido... na embarcação portuguesa.. e as cabeleiras delas estavam raspadas e feitas..

(. A realidade atual indígena não é fácil. em grandes áreas do País. é na base do tiro. publicada na revista Isto é (21/7/99. 04. Para os povos indígenas.A semente desse desencontro está na sociedade que tem na sua estrutura de cultura a questão do ter e encontrou uma cultura aqui voltada para o ser. A própria palavra tupi significa em pé. O pajé é aquele que fala com o coração. com o desaparecimento de centenas de etnias. (. qual foi o maior patrimônio que o Brasil já perdeu? Kaká .” O que significa exatamente a palavra para o índio? Kaká .E qual é a razão desse desencontro? Kaká . trechos dessa entrevista. A noção de progresso dos indígenas está em desenvolver a sua capacidade criativa. 64. são anos de descoberta ou de invasão? Kaká . regida por um grande espírito criador.) ISTOÉ . e fala do seu livro A terra dos mil povos. “A história oficial tem sido contada do ponto de vista dos dominadores e não dos dominados. 7-11). Tem todo um modelo insistindo no imaginário que vê o índio como um pobre coitado. Essa perspectiva se inverte na entrevista abaixo. roubando todo o conhecimento ancestral que os povos indígenas detêm a respeito de ervas medicinais. por ilusão dessas relações com os brancos. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). Os interesses que provocam essas ações continuam os mesmos interesses econômicos: Hoje há um elemento a mais que são as indústrias farmacêuticas multinacionais que estão praticando a biopirataria. em Mato Grosso do Sul) porque a garganta é a morada do ser. ISTOÉ . ISTOÉ . 01. Se matam enforcados (como vem acontecendo há cerca de dez anos. até para perceber que ela está em colapso.. Porque fala e alma são uma coisa só. Dê. Por aí você pode ver que a relação da linguagem com a cultura é muito profunda para o tupi-guarani. em que você escreve: “De acordo com a nossa tradição. que são respectivamente o ter e o ser. Ainda hoje. Os 500 anos de Brasil significam. Não no sentido de retórica. O brasileiro não sabe da sua própria cultura. A biopirataria mencionada na entrevista consiste no roubo de ervas medicinais indígenas pelas indústrias farmacêuticas multinacionais.Nesses 500 anos.. Na opinião do escritor tapuia. A noção do progresso relacionada ao ser desloca a questão do acúmulo de bens materiais para a do aprimoramento da criatividade.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. Como você pensa essa relação? Kaká . p. a sua expressão no mundo.O Brasil está se preparando para comemorar seus 500 anos. em que o índio tapuia Kaká Werá Jecupe analisa os 500 anos do descobrimento do Brasil.Texto para as questões 58 e 59. 16. que significa o som que se expande. ver o índio de forma menos prepotente levaria a civilização atual a voltar o olhar sobre si mesma para avaliar sua própria situação.O patrimônio da sabedoria.Há um trecho em seu livro. ter a percepção desse patrimônio. A terra dos mil povos. ser e linguagem são uma coisa só.)” 25 GABARITO 58. A base do desencontro entre índios e brancos está nos valores assumidos por cada uma dessas culturas.. É preciso que a civilização olhe para os índios com menos prepotência. para as etnias indígenas desaparecidas. a seguir. ISTOÉ .Para quem fundamenta a sua cultura no teor. A palavra tupuy designa ser. aquele que emite belas palavras. ou Tupã. preferem recolher a sua palavra-alma. Apresentamos.De desencontro. Desencontro que provocou e continua provocando situações gravíssimas. trataram aqui como primitivos. de acordo com os trechos da entrevista que você acabou de ler. Para Kaká Jecupe. a tensão entre índios e brancos é um problema deste final de século. Nosso povo enxerga o ser como um som.Interpretação de texto I Avançar . que também significa fala. um tom de uma grande música cósmica. 02. em Dourados. 08. como resposta. A representação do índio como “pobre coitado” é um dos estereótipos cultivados pelo imaginário nacional. Um dos nomes da alma é neeng. Um pajé é aquele que emite neeng-porã. ISTOÉ . a oportunidade de resgatar sua raízes culturais dilapidadas pelo progresso. 32. sob a ótica dos que habitavam o Novo Mundo quando os colonizadores europeus aqui chegaram. Esses 500 anos oferecem a possibilidade de rever as suas raízes. motivado pelo acirramento de interesses econômicos.Os europeus chegaram trazendo o progresso. a soma das alternativas corretas. a noção de progresso está a ver ao seu redor o acúmulo de bens materiais. o qual chamamos de Namandu-ruetê. É por isso que os guaraniscayowas. uma palavra pode proteger ou destruir uma pessoa.Para o tupi-guarani.

pois a eles foi legada. UFMS Reconheça abaixo o(s) item(ns) que representa(m) pontos comuns entre os textos 1 (entrevista) e 2 (letra de música). e Quyquyho. mas que se combinam harmoniosamente na constituição da “grande música cósmica”. entendendo alma e fala como “uma coisa só”. o termo “neeng-porã” não significa “belas-palavras” enquanto mero ornamento do discurso. vêem no gesto de pôr fim à vida a forma de fazer calar a palavra-alma. emoção. significa “som em pé”. Dê. UFMS-MS Com base no trecho em que se discorre sobre a linguagem na visão do índio. 32. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto I Avançar . e o ser são elementos distintos. 16. como resposta. noção que a terra pertence aos indígenas. a principal causa apontada por Kaká para justificar os suicídios ocorridos em Dourados é o desencanto que os índios passam a ter com sua própria língua e cultura. 32. denominado Namandu-ru-etê ou Tupã. sugestão de uma relação harmoniosa entre a terra e o índio. na tradição indígena. os guaranis-cayowas da região de Dourados. tendo a ver com sentimento.59. 64. 32. provocado pela discórdia. 1982). a metáfora usada cria um efeito de sentido de realidade ao identificar a linguagem com uma arma de caça e guerra. cuja letra reproduzimos abaixo. 16. alusão ao deslocamento geográfico das duas tribos. Também o compositor Geraldo Espíndola retrata os fatos a partir do ponto de vista do índio na canção “Quyquyho” (LP Prata da Casa. a seguir. como resposta. 61. Emprego de termos de origem indígena. a soma das alternativas corretas. Referência à violência praticada pelo branco contra o índio. 04. exceto: 01. a soma das alternativas corretas. enquanto som. Dê. versus índio sofredor. 08.” 26 GABARITO 60. 02. Dê. palavra. Visão ingênua e idealizada do índio. a linguagem. ilustrada pela aglutinação dos termos índio e América. 04. a palavra é vista como uma forma de poder nas relações interpessoais. menção à origem comum das tribos Tupi e Guarani. como resposta. Uso da narração como forma de estruturação das idéias no texto. é correto afirmar que: 01. oposição índio feliz. em tupi. a partir da relação com o branco. Alusão ao “grande espírito” criador do Universo. Indicação da(s) razão(ões) que explica(m) as divergências entre brancos e índios. 01. “Quyquyho nasceu no centro entre montanhas e o mar Quyquyho viu tudo lindo tudo índio por aqui Indiamérica deu filhos foi Tupi foi Guarani Quyquyho morreu feliz deixando a Terra para os dois Guarani foi pro Sul. UFMS Os aspectos apontados. 02. Tupi foi pro Norte e Formaram suas tribos cada um no seu lugar Vez em quando se encontravam pelos rios da América E lutavam juntos contra o branco em busca de servidão E sofreram tantas dores acuados no sertão Guarani foi pro Sul Tupi entrou no Amazonas Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani. a soma das alternativas corretas. Texto para as questões 60 e 61. 02. depois do contato com a língua e a cultura do homem branco. 08. 04. 16.”. presença de um forte sentimento ufanista. podem ser encontrados em “Quyquyho”. em Mato Grosso do Sul. nos primeiros tempos. 08. na frase “Uma palavra na boca é como uma flecha no arco.

Na crônica moderna. Atualiza a história de Cristo. b) a fala do dono de um hotel à realização de um congresso. Unifor-CE Atente para as seguintes afirmações: I. e) I. Está correto somente o que se afirma em: a) I. somente. d) nuvem em forma de cogumelo a súbita explosão. as personagens ganham amplo desenvolvimento. somente. e) II e III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . somente. adaptando o sentido da paixão cristã às duras condições de vida nas grandes cidades. o autor se vale intencionalmente de um anacronismo quando associa: a) a Virgem e o carpinteiro José à cidade de Belém. Unifor-CE Anacronismo. b) I e II. recebido por um boi branco e um burro cansado do trabalho. c) soldados de Herodes a elementos radioativos. c) descritiva.As questões de números 62 a 64 referem-se ao texto que segue. II. b) II. II. c) I e III. Unifor-CE O texto apresenta-se de forma predominantemente: a) narrativa. “Natal 1961 Deslocados por uma operação burocrática – o recenseamento da terra – a Virgem e o carpinteiro José aportam a Belém. o reduzido espaço narrativo obriga o narrador a selecionar e a concentrar as ações essenciais de suas poucas personagens num tempo quase sempre bastante limitado. o que importa são as emoções profundas e intemporais do homem. O casal dirige-se a uma estrebaria. II e III. anotadas em estilo elegante. do Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. No conto. Poesia completa e prosa. Faz ver que. Conversa portátil. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. pois se apóia em argumentos encadeados. com narrador em primeira pessoa. No romance. Unifor-CE Pode-se inferir que o autor do texto: I. GABARITO 64. mais do que no conto ou na novela. Confusão de data quanto a acontecimentos ou pessoas. 63. em vista das atrocidades em que os homens se especializaram. 1. 27 62.Interpretação de texto I Avançar . sobretudo nos três primeiros parágrafos. 65. III. O menino nasce morto. III. Uma poderosa nuvem em forma de cogumelo abre o horizonte e súbito explode. comparando-a a fatos narrados em passagens bíblicas. 1486. somente. d) descritiva. “Não há lugar para essa gente”. 1944. d) II e III. com narrador em terceira pessoa. Com base na definição acima. o cotidiano pouco ou nenhum interesse tem. Está correto o que se afirma em: a) II. e) dissertativa. as tramas se cruzam e os espaços de ação se multiplicam. e) uma estrebaria a um boi branco e um burro cansado. Murilo. d) I e II. grita o dono do hotel onde se realiza um congresso internacional de solidariedade. sobretudo nos três últimos parágrafos. em nossa era. o advento de um Cristo seria impossível. Os soldados de Herodes distribuem elementos radioativos a todos os meninos de menos de dois anos. p. c) III. b) narrativa. Ironiza a corrida armamentista.” MENDES.m. S.

Texto para as questões de 66 a 69. d) ressaltar a dificuldade dos encontros amorosos. logo. 68. porém. Viu. uma menina linda. as faces escavadas da fome. Um dia. apanhou o automóvel e correu como um louco. b) “Que não seja imortal. d) “não é pois todo amor alvo divino. no meio de sordidez tamanha. Quis gritar. Foi parar quase na fronteira com a China. Não temos nenhum amor a trair”.Interpretação de texto I Avançar . Depois não viu mais o junco. Para apresentar o seu argumento de uma forma completa. O amor começou ali. Não houve uma palavra entre os dois. parecia um delírio. Ele ficou muito tempo olhando. tão só. São Paulo: Companhia das Letras. c) negar um amor para afirmar outro. UERJ Há uma contradição aparente entre as passagens “um amor que não tinha fim” e “durou um ano o amor sem palavras”. Um amor que não tinha fim. 28 66. certo de que a distância é o esquecimento. ele a viu num junco que queria seguir o navio eternamente. Mas. E. nem você a mim. a pé. 1995. logo. O caráter improvável desse encontro pode ser lido como uma metonímia que tem função central na constituição do sentido do texto. Tinha sede e queria beber. Morreu só. eu não te trai”. O marido baixou a cabeça.. ninguém tem culpa dessa traição. você não se deve sentir traído”. e mais aguda seta que o destino?” (Carlos Drummond de Andrade). Doeu-lhe. c) “Na dívida entre o amor e a traição eu escolhi. mas a infiel disse-lhe sem medo: – “Eu não amo você. linda. Aquela beleza absurda. de repente. posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure” (Vinícius de Morais). nunca. eu não amo você”. vê surgir. Quando embarcou. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . como num milagre. uma aldeia miserável. Resolveu viajar para a China. Nelson. que começara muito antes e continuaria muito depois. o brasileiro foi percebendo esta verdade: – são as palavras que separam. Passou de um silêncio a outro silêncio mais profundo. o escândalo. pouco a pouco. A cabra vadia: novas confissões. Essa aparente contradição se desfaz se procurarmos interpretar o texto relacionando-o aos seguintes versos da poesia brasileira: a) “quando o amor tem mais perigo é quando ele é sincero” (Cacaso). Até que entra na primeira porta. Durou um ano o amor sem palavras. eu amo outro.” (Casimiro de Abreu). tens amor – eu medo! . súbito. “Certo milionário brasileiro foi traído pela esposa. logo. Um não conhecia a língua do outro. ora. logo. 67. b) “Só se trai a quem se ama. Essa função é a de: a) revelar as obsessões do autor. ora. UERJ O pequeno conto de Nelson Rodrigues narra o improvável encontro entre um milionário brasileiro e uma menina miserável do interior da China. A menina não voltou. ela poderia utilizar a seguinte construção: a) “Toda traição envolve outro amor. por toda a parte. c) “e se te fujo é que te adoro louco és bela – eu moço. Foi também um adeus sem palavras. b) marcar as repetições da narrativa.. cada um deve seguir a sua vida”. nem princípio. UERJ A esposa do milionário convenceu o marido. Até que. andou em Hong Kong. Os dois formavam um maravilhoso ser único. eu não te amava nem você me amava.” RODRIGUES. Olhou aquela miséria abjeta. d) “Como você não me amava nem eu a você. Desce e percorre. Primeiro. o brasileiro teve que voltar para o Brasil. o amor. como mulher.

Tanto que só passou a existir. há três meses. b) expressa de maneira indireta o ponto de vista da personagem chinesa. expediu o chamado mandado de registro de nascimento tardio. é venerada como heroína da unificação. um sapateiro. No colo dele. em Santa Catarina. sua mãe ligou para o St. O autor chama a atenção para a desvalorização em relação à história de Anita Garibáldi. jornal da cidade de St. Naquela época não existia certidão de nascimento e o chamado “assento de batismo” jamais foi encontrado. morreu nos braços de Garibáldi. de 2 anos. IV e V. na Itália. uma fotografia tirada apenas dois meses antes daquele momento final.Interpretação de texto I Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 29 Sobre o texto acima pode-se afirmar: a) Observa-se a predominância de figuras de linguagem que realça a narrativa. Bobbie. e) É pura e simplesmente uma narração. Paulo. os olhos salientes pela magreza do doente terminal. onde nasceu e combateu ao lado de rebeldes republicanos na Revolução Farroupilha (1835–1845). Univali-SC “A reconstrução de Anita Ana Maria de Jesus Ribeiro mudou de nome e carimbou seu passaporte para a História aos 18 anos.69. UERJ O narrador de um conto assume determinados pontos de vista para conduzir o seu leitor a observar o mundo sob perspectivas diversificadas. 70. oficialmente. Só no último dia 11 de maio. por iniciativa da Câmara Municipal.. em 4 de agosto de 1849 – há exatos 150 anos –. II. na Flórida. é quase desconhecida. agosto de 1999. um homem robusto. O texto é um relato poético da vida de Anita Garibáldi. Ninguém sabe se a data e o local estão corretos. a narrativa busca emocionar o leitor por meio do seguinte recurso: a) expressa diretamente o ponto de vista do personagem milionário.. a boca aberta no esforço desesperado por ar. Mas. quando abandonou o primeiro marido. Superinteressante. c) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o do narrador. b) É um texto poético com intuito de relatar o drama vivido por um paciente terminal. a cabeça sem cabelos. da mulher. para embarcar no navio comandado pelo revolucionário italiano Giuseppe Garibáldi (1807–1882).. pedindo a presença de um fotógrafo. III. (.” MARKUN. Univali-SC “Agonia pública Na cama.)” Revista Veja. Estão de acordo com o texto: a) somente a II. Os parágrafos narram a trajetória da heroína catarinense Anita Garibáldi. em 30 de agosto de 1821. IV. d) É um pequena dissertação argumentativa contra o uso do tabaco. Virou Anita. Em poucos dias. o cartório de Laguna. Lá. o retrato de sua morte espalhou-se pelo mundo. 71. 400 quilômetros ao nordeste de Roma. V. ao lado da mãe. Este trecho sintetiza um pouco a vida heróica de Anita. Bryan Lee Curtis. Dez anos depois. GABARITO Observe as afirmações abaixo: I. de olhos semicerrados. O documento afirma que Ana Maria de Jesus Ribeiro nasceu em Laguna. A divulgação das fotos chocantes foi o último desejo do moribundo. O autor isenta-se de opinar a respeito do assunto. b) I e III. musculoso e de farta cabeleira loira aparece com o filho pequeno nos braços. em 3 de junho. numa fazenda em Mandriole. Às 11h56. no Brasil. No conto de Nelson Rodrigues. Petersburg. c) É um texto jornalístico com elementos descritivos para caracterizar a situação do doente. Enquanto agonizava. um americano de 34 anos devastado pelo câncer nos pulmões. Bryan morreu em casa. c) somente a III. O motivo para tornar pública a própria agonia foi a esperança de servir de alerta sobre os malefícios do cigarro. d) II. com a cabeça a prêmio e perseguida pelo Exército austríaco. e do filho Bryan Jr. 30 de junho de 1999. Petersburg Times. Na imagem. e) somente a V. d) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o da personagem chinesa.

O mestre percebeu que havia caído numa armadilha da lógica ao formular uma regra impossível de ser coerentemente seguida. se o senhor não nos avisar do teste na quinta. digamos. “Parece-me justo”. Pelo mesmo critério. que a prova será na sexta-feira. com 48 horas disponíveis. que podia ser rigoroso mas não impermeável a um bom argumento. financeira e política da mensagem. é este que fundamenta aquele. então saberemos com 48 horas de antecedência que ela só poderá ser no sábado. contrariando sua própria norma de termos no máximo um dia de preparo”. (. os jovens se remexeram em suas carteiras. então. 73. anunciou peremptoriamente. o jovem ponderou: “Professor. e nada mais”. E ressaltou: “Como na vida o tempo é escasso e bem determinado. ( ) O texto é uma paródia da embalagem original de um produto. emendou. como ele é o último dia com aulas na semana. Unb-DF O texto poético pode servir de base ao texto publicitário..)” Luiz Barco. “Se o senhor concorda. portanto.Interpretação de texto I Avançar . ( ) O modo como foi desenhada a letra inicial de “Clichetes” permite a leitura musical. logo descobriremos. ficariam prejudicados os demais dias da semana.. Antes que todos saíssem do estado de curiosidade e espanto. efervescente. que o sábado está descartado. pois. julgue os itens que se seguem. ( ) Esse é um texto característico da literatura que se propagou no Brasil a partir de 1922 como uma espécie de crítica ao imperialismo norte-americano. Assim. b) mostrar que há lógica matemática até em pequenas situações do dia-a-dia. d) provar que o cálculo realizado pelo aluno está equivocado. porém justo e lógico como o senhor tem sido. Univali-SC “As armadilhas da lógica (. um dia perdeu a paciência: “A partir de agora.) Ele lecionava lógica de segunda a sábado para uma turma.. pode-se pressupor que o autor pretende: a) fazer que os professores não se utilizem da “prova” para forçar seus alunos a estudar. Assustados. contrariando mais uma vez a regra imposta”. vocês terão uma prova toda semana”. ao terminarmos as aulas da quinta-feira e percebermos que não nos avisaram da prova da sexta-feira. ainda não tinha terminado. quero acreditar que nunca poderá nos dar tal prova”. Relacionando essa observação ao texto acima. “MASCARAR” está para mascar assim como “MENTAL” está para menta.72.. isso significa que sexta-feira é o último dia para aplicar o teste”. rigoroso. no entanto. 30 Após a leitura do trecho acima. ( ) No texto. porém. c) reafirmar que o “aluno sempre tem razão”. Um deles. não deve ser usada em todos os casos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . para ser coerente. às vezes. O estudante. Aborrecido com o mau desempenho de seus discípulos. os senhores terão no máximo 24 horas para se preparar. retirado da revista Superinteressante de maio de 1999. afirmou o professor. eu só avisarei de véspera que o teste será realizado. manteve a impassividade de quem tinha a certeza de ter encontrado uma brecha lógica. ao terminar a nossa aula de quarta-feira. “O senhor. GABARITO e) chamar a atenção para a lógica como armadilha. raciocinou. Depois de esperar que o evidente mau humor do mestre passasse. porém. nunca poderá reservar o sábado para nos testar. “Assim. Não foi necessário prosseguir.

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . revelando.74. ( ) o poema é bem-humorado por causa das inversões de sentido utilizadas pelo autor. ( ) A linguagem do texto é marcada pela logicidade e linearidade. assim como estes. concretiza-se uma paródia do célebre poema de Bandeira: “a onda anda/aonde anda/a onda?”. o poema reafirma os estereótipos a respeito dos diversos tipos de brasileiro. ( ) A última linha do texto estabelece intertextualidade com os versos “Navegar é preciso/ viver não é preciso”. ou toma um café Hoje bobagem. ( ) O espraiar das ondas é sugerido pela reiteração de fonemas nasais em toda a estrofe primeira. “À IMPROPRIEDADE De cearense sedentário baiano lacônico mineiro perdulário Deus nos guarde. UFMT ( ) Na primeira estrofe. UFGO O poema abaixo é de José Paulo Paes. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” (CD–SKANK) 75. De carioca cerimonioso gaúcho modesto paulista preguiçoso Deus nos livre e guarde. UFMT ( ) Lendo somente as palavras em negrito. ( ) O texto ressalta a uniformidade da formação cultural brasileira: branca.” Interpretando-se os sentimentos do poema.Interpretação de texto I Avançar .. opõe-se “cearense migrante”. européia e cristã. onde as ondas se amansam. ( ) o poema construído com antíteses parcialmente implícitas: ao conceito de “cearense sedentário”. o sentido da vida para o eu lírico... ( ) o título “À impropriedade” funciona como um ornamento dispensável ao texto. predomina a narração com a manutenção da unidade temática.. sem manter assim relações de sentido com o poema. pode-se afirmar que: ( ) em seu sentido global. pode-se perceber que a imagem de vida do eu lírico permanece inalterada mesmo com a proximidade do século vinte e um. 76. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens das questões de 75 a 77. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. por exemplo.66583624 (Chico Amaral) GABARITO Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. 31 “UM DIA QUALQUER . ( ) Há também na primeira estrofe um traço erotizante traduzido pela imagem .cadeiras. ( ) No texto.

pois suponho ser em parte o causador desse mal-estar. que só a língua têm em comum. A ação de escrever priva. voltada para a exterioridade das ações e marcada por um tom de convicção. As questões de números 78 a 80 baseiam-se no texto abaixo. d) somente II e III. II e III. mas com igual indiferença pelo que vão dizendo. vedada a você. porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos. purê de palavras. O escritor empenha-se em produzir textos de qualidade superior à daqueles escritos por simples falantes da Língua. por vezes. bem como a abundância de assunto. II. Conclui que não há assunto. (. não corta na verdade a barriga da vida. fica em sua cadeira assuntando.” Carlos Drummond de Andrade.Interpretação de texto I Avançar . Impede a conjugação de tantos outros verbos. sem liberdade. Minha natureza cria embaraços à aproximação de uns aos outros. 78.) Que é isso. b) II. Entretanto. não revolve os intestinos da vida. c) a indisposição para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos é própria das pessoas casmurras. Assalta-me freqüentemente a impressão de que vivemos num alojamento de emigrantes. de falta de apetite para os milhares de assuntos. e) I. casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos. Mas somos nesta casa uma família de estranhos. d) I e III.. Unifor-CE De acordo com o último parágrafo do texto: a) momentos de reflexão são importantes para que o assunto venha a ocupar a mente daquele que escreve. escrever exige predisposição e inspiração. b) somente I e II. de minhas fraquezas. rapaz. c) I e II. depende das condições intelectuais daquele que escreve. Ou. apoiada em figuras de linguagem e empenhada na expressão do mundo imaginário em que vive o autor. II. Narração em primeira pessoa. Está correto. de meus receios. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e você não sabe ir além disso. “Hoje não escrevo 32 Chega um dia de falta de assunto. o escritor de usufruir de coisas simples do cotidiano.” O trecho acima apresenta características evidentes de: I. Vivem constrangidos. inclusive a simples claridade da hora. falar-lhe de minhas dúvidas. com predomínio do tom reflexivo e de marcas de análise psicológica. 79. Dissertação. aí está você. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. e) letras e escritor embaralham-se no momento de passarem a expressão das idéias para o papel. b) escrever bem implica sensibilidade e talento na percepção da matéria a ser explorada na escrita. como que em presença de um inválido. c) somente I e III. Prosa poética. mais propriamente. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. III. Então hoje não tem crônica. Escrever é triste. enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza. o que se afirma em: a) somente II. as letras se reunindo com o maior ou menor velocidade. Não basta haver variedade de assunto. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. Os dedos sobre o teclado. em relação ao texto. III. d) a falta. assuntando.77. quer dizer: que não há para você. e) II e III. Revolto-me contra mim mesmo.. Está correto somente o que está caracterizado em: a) I. que está de olho na maquininha. Unifor-CE “Bem quisera ter mais intimidade com ela.

logo mais. Aquele jardim era meu amigo. e) segurança e incerteza. Tinha uma árvore. tão igual. com qualquer coisa de gato e de mulher. Quem pode vai para fora. que enche de ar refrigerante os meus sentimentos. Ah! dormir com o sentimento de pôr. Cesgranrio A caracterização do jardineiro “com qualquer coisa de gato e de mulher” corresponde. Unifor-CE No fragmento “reflexos no espelho (infiel) do dicionário”. luz cheia de sombras de asas. e) “luz cheia de sombras de asas”. Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!. bem cedo a luz que desce de um céu imenso perdido. respectivamente: a) esconderijo e flor silvestre. Voltar Língua Portuguesa . às vezes na realidade.80. como se dissesse – Bom-dia! Chega. Ela pousa. e) com certa melancolia e pouca sinceridade. d) bastante descrente e desiludido. Lembro-me dela. não veio da cidade. 82. nos olhos e nas mãos. Veio. É preciso gostar da vida.Interpretação de texto I Avançar . c) solução e realidade. as palavras destacadas conotam.” No texto. nas árvores. a: a) meio arredio e misterioso.. mas triste. Imagine o campo. b) “Sábado”. primeiro. talvez. Sábado.” Álvaro Moreyra. essa construção caracteriza a: a) realidade e a expressão dos anseios do narrador. O cheiro de terra. Semanticamente. “ir para fora” tem um sentido mais libertador. c) pouco desconfiado e muito observador. As questões de 81 a 84 referem-se ao seguinte texto: “Os Jardins Sempre olhei para os jardins com doçura e gratidão. com certeza. 33 81. Cesgranrio O texto estrutura-se com períodos curtos. 83. Tão sossegados! Só nos jardins há amoresperfeitos. do tempo. Cesgranrio “Eles são as minhas aldeias. depois até a gente tão simples. Eles são as minhas aldeias. Era um Jardim sereno. e) reflexão e a progressiva introspecção do narrador. Hoje. b) muito arredio e pouco confiável.. Cesgranrio A palavra ou expressão que marca o ingresso no imaginário é: a) “amores-perfeitos”. uma vez contextualizadas. A vida arranja tudo pelo melhor. o adjetivo infiel denota que: a) nem sempre o significado dicionarizado das palavras satisfaz plenamente a busca daquele que escreve. b) lugarejo e beleza natural. c) o emprego adequado da palavra decorre da atividade de consulta ao dicionário. c) “cheiro de terra”. Às vezes na imaginação. c) sensibilidade e o contraste do sentimento com a razão. d) “céu imenso perdido”. amanhã. semanticamente. A noite caindo sem desastres. Tão sossegados! Só nos jardins há amores-perfeitos. d) há matizes de significado entre as palavras arroladas na mesma série sinonímica. Os outros ficam aqui mesmo. d) proteção e felicidade. E tinha canteiros de rosas. como se convidasse – Não quer andar? Este desejo de viver no campo. um jardineiro risonho. e) o escritor não pode dispensar o auxílio do dicionário – o que lhe garante a perfeição do texto. realidade de uso interno. b) as palavras dicionarizadas perdem a essência de seu significado. GABARITO IMPRIMIR d) fantasia e a irrealização pessoal do narrador. b) narração e a relação realidade-imaginação. Uma voz de água no silêncio. 84.

d) Todos os empresários. Univali-SC “Atenção ao estresse! Mas será que isso leva ao estresse? Estatísticas confiáveis dizem que pelo menos 30% dos brasileiros sofrem de estresse. atualmente. c) II. garante o sócio gerente da Mega Sul Informática. O homem é uma máquina que nunca desliga. Univali-SC “A Tecnologia aproxima os empresários Telefone e Internet são importantes ferramentas na hora de fechar negócios. afirma Aldo Colombo. sempre utilizam a tecnologia (telefone e internet) na hora de fechar negócios. (.. é uma máquina nunca desligada: isto provoca circuito e. 86.. “Hoje em dia muitos negócios são fechados por telefone. II. desliga mesmo! O homem desaprendeu a viver. uma sociedade totalmente estressada. (.. O desafio para o Terceiro Milênio é reaprender a viver. fax ou e-mail”. b) O telefone. b) II. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o ser humano rende maravilhosamente durante algum tempo.. 34 GABARITO Observe as afirmações: I. fax ou telefone. o fax e o telefone são usados para manter contato permanente até o fechamento do negócio. III. Depois capota”. sendo substituídos por apresentações e reuniões na empresa do futuro cliente. Será que é mesmo? Será que não é o resultado de uma certa maneira de viver? O homem. o fax e o telefone. mantendo assim o humor e a alegria de viver.. A culpa para o estresse é não saber fazer uma coisa de cada vez. d) I.85.Interpretação de texto I Avançar . Hans Dieter Didjurgeit. A psicóloga Marilda Lipp afirma: “Sob tensão pesada. II e III. o fax e o e-mail têm substituído muitos encontros com o cliente para fechamento de negócios. As idéias contidas no texto estão nos itens: a) I. As novas tecnologias da informação têm modificado a forma de os empresários apresentarem seus produtos ao mercado potencial e fecharem negócios. IV e V. III e V.. o e-mail. e não desliga mais. aboliu o Domingo. trocou o dia pela noite.) O presidente da empresa de seguros ADD Makler. empresa especializada em sistemas de automação comercial. e) todos os itens. 30% dos brasileiros sofrem de estresse. agosto de 1999.. fazendo uma coisa de cada vez. Os almoços e jantares com clientes são cada vez menos freqüentes. É mais um desafio!” Missão Jovem. não sabe mais distribuir corretamente as 24 horas. e) A apresentação dos produtos que serão vendidos aos clientes devem ser apresentado via e-mail. V.. uma das tantas doenças modernas. Ingo Tirgarten. II e IV.) A Mega Sul costuma apresentar seu produto na empresa do cliente em potencial e. como almoços e jantares com o cliente em potencial. O estresse é uma doença moderna. o celular. inventou a Internet. por vezes. a partir daí.. c) Há novas tecnologias no mercado que substituem o e-mail. afirma que jantares e almoços funcionam com mais eficiência no pós-venda (. Uns dizem que o culpado é o trabalho. Os pobres humanos que estão no limiar do terceiro milênio devem reaprender a viver para não prepararem. IV.)” A idéia central do texto está na opção: a) Não se fazem mais negócios pelos métodos antigos. para o Terceiro Milênio.

. tais como as descrições dos resultados de observações ou experimentos. isto não justifica a conclusão de que todos os cisnes são brancos. e) todos os itens.” Revista DC – Diário Catarinense – 25 de abril de 1999. o gato foi honrado e enaltecido. II. Ele foi admirado por sua beleza e dupla personalidade (ora um selvagem independente. 35 88. “indução” é: marque V (verdadeiro) ou F (falso). ( ) Na estrofe 8. está longe de ser óbvio que se justifique inferir enunciados a partir dos singulares. (.87. Dos itens acima. “Costuma-se chamar de “indutiva” a uma inferência se ela passa de enunciados singulares (também chamados. d) I. pintores e escritores que prestam homenagem à sua graça e à beleza de seu corpo. IV e V. São idéias presentes no texto: I. Enaltecer a figura do gato no mundo atual. Exemplificar as várias concepções a respeito dos gatos. enunciados “particulares”). III.Interpretação de texto I Avançar .. ora um animal doce e afável). Univali-SC “No antigo Egito.) Na Europa. Justificar a importância dos gatos e dos ratos.. Descrever a história dos gatos ao longo dos tempos. Citar superstições acerca dos gatos. III e IV. o gato se desenvolveu com as conquistas romanas. VI. por mais elevado que seja o número destes últimos. mas não das demais ciências. ( ) Um raciocínio cuja justificação lógica não é evidente. IV. Metaforizar sobre os poderosos nos dias atuais. c) I.” Segundo Popper. UFPR Leia com atenção esta passagem introdutória de A Lógica da Investigação Científica (1934). V. associada aos cultos pagãos e à feitiçaria. ( ) Um método lógico que nos permite concluir com segurança se certas teorias são validadas pela observação. Sendo considerado como um animal santo. b) I. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . algumas vezes. ( ) Os sentidos das estrofes 6 e 7 contradizem a postura revelada até então pelo eu lírico de atribuir desimportância à mudança de século. A igreja lhe virou as costas. III e VI. II.. pois qualquer conclusão que obtemos dessa maneira pode acabar sendo falsa: não importa quantas ocorrências de cisnes brancos possamos ter observado. ( ) Uma leitura possível dos versos Era um filme domingo/Penas do paraíso volta-se aos filmes vistos aos domingos que versavam sobre a dualidade sofrimento e felicidade. a gata transformou-se na representação da deusa Bastet. ( ) A passagem de enunciados particulares a universais através de um inferência. tais como hipóteses ou teorias. Ora. 89. Nesta mesma época. UFMT ( ) Ações corriqueiras são usadas no texto (estrofes 5 e 6) com intenção de apontar as alterações provocadas pela chegada do novo século. III e VI. de Karl Popper. ( ) Um método físico para o exame tanto das partículas quanto do universo. ( ) Na estrofe 6. percebe-se a preocupação do produtor do texto em registrar o sentido literal das palavras e expressões. fêmea do deus sol Rá. a enunciados universais. o verso Com os pés no século vinte e um revela o jogo feito ao longo do texto entre mudanças e não-mudanças pelo passar do século. No século XIII desenvolveramse as superstições e o gato passou de criatura adorada a infernal. (. e apreciado ainda no século XI quando o rato negro invadiu a Europa. os que realmente caracterizam o texto são: a) II. de um ponto de vista lógico. ( ) Um método impróprio no caso da zoologia.) No século XVIII ele voltou majestoso e em perfeito acordo com os poetas.

roxas 52 tropicais 53 sindicais 54 fraternais... 14 Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil 15 todo brasileiro e não apenas o bacharel e o doutor.Interpretação de texto I Avançar . 17 Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil 18 lenhador 19 lavrador 20 pescador 21 vaqueiro 22 marinheiro 23 funileiro 24 carpinteiro 25 contanto que seja digno do governo do Brasil 26 que tenha olhos para ver pelo Brasil...” 36 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. 55 Eu ouço as vozes 56 eu vejo as cores 57 eu sinto os passos 58 desse Brasil que vem aí. o pardo. morenas. pretas..Texto para as questões 90 e 91.. “OUTRO BRASIL QUE VEM AÍ (Gilberto Freyre) 1 Eu ouço as vozes 2 eu vejo as cores 3 eu sinto os passos 4 de outro Brasil que vem aí 5 mais tropical 6 mais fraternal 7 mais brasileiro. 10 Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças 11 terão as cores das profissões e regiões. 30 mãos para agir pelo Brasil. morenas. 31 mãos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis. pardas. 28 coragem de morrer pelo Brasil.. o roxo e não apenas o branco e o semibranco.. 33 Mãos todas de trabalhadores... 8 O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados 9 terá as cores das produções e dos trabalhos.. 50 Mãos brasileiras 51 brancas. pardas. 34 pretas. 27 ouvidos para ouvir pelo Brasil. roxas. 16 o preto. brancas. 29 ânimo de viver pelo Brasil. 12 As mulheres do Brasil em vez das cores boreais 13 terão as cores variamente tropicais. 35 de artistas 36 de escritores 37 de operários 38 de lavradores 39 de pastores 40 de mães criando filhos 41 de pais ensinando meninos 42 de padres benzendo afilhados 43 de mestres guiando aprendizes 44 de irmãos ajudando irmãos mais moços 45 de lavadeiras lavando 46 de pedreiros edificando 47 de doutores curando 48 de cozinheiros cozinhando 49 de vaqueiros tirando leite das vacas chamadas comadres de homens... 32 .

( ) O termo “sindicais” (l. fibras de plantas que uma vez cresceram num prado igual a este. usa terno branco. ( ) o narrador. 4) para “desse Brasil que vem aí” (l. Por exemplo: dois pontos aparecem no horizonte. 14).Interpretação de texto I Avançar . não. o poema expõe o seu desejo de que a eqüidade sempre supere as desigualdades. o riacho. ( ) a metalinguagem é o processo que o narrador utiliza quando descreve o linho e a seda. a descrição é uma modalidade discursiva que permite a criação de visões de conjunto e de detalhe. às vezes. AEU-DF Julgue os itens seguintes. ( ) As qualidades necessárias para se chegar à presidência do país deixam de ser a cultura e a cor da pele e passam a ser os valores intrínsecos a um cidadão patriota. ( ) Com “Todo brasileiro poderá. 31. pobre substância. 33 e 50) metonimicamente representam o labor e a solidariedade dos brasileiros. e baixota. no quarteto repetido que abre e encerra o poema. em relação à compreensão e à interpretação do texto. ( ) Ao se referir aos “Brasis” (l.que revela o sentimento de compaixão do narrador. ( ) O texto é uma apologia ao patriotismo. 31).. ( ) “Qualquer” (l. substância extraída do casulo de larvas. pobres plantas.” (l.. em relação à semântica e à estilística. e costurada. mas não se enxuga. Trata-se de um casal. Muito tranqüilo. extraído do conto “Ecológica ”. 12) alude à cor mestiça das mulheres brasileiras. da técnica cinematográfica. enxuga com um grande lenço o rosto vermelho e suarento. ( ) O termo “boreais” (l. resmunga constantemente. 30. A campina. acontecem coisas. por fim se definem. salienta o desejo de que a mudança esperada esteja em andamento. Pobres fibras. no texto. Ele. e depois esticada. 58).90. 26 e 27) e no gerúndio (l. Também está suada. Agora. de idade. um homem gordo. Vão se aproximando lentamente. Pobre seda. Agora.” . seda. 92. cujas exigências se baseiam inicialmente no trabalho e no amor à prática e a seu povo. Voltar Língua Portuguesa . os pássaros. Pobres larvas. 17) tem. 15). pobres plantas.” (l. Reconheço.. UFGO “Segue-se um trecho. antes. ( ) A passagem do verso “de outro Brasil que vem aí” (l. gravata vermelha e chapéu panamá. ( ) De tom otimista. conotação pejorativa. revela a crença do escritor em um Brasil mais justo e democrático. 53) está associado à consciência de classe dos trabalhadores brasileiros. a brisa. de 1ª pessoa. AEU-DF Julgue os itens abaixo. aproximando-se. e depois cortada. Isto aqui já foi muito bucólico. vocês sabem. ( ) A ação de cada profissional no seu trabalho é realçada no poema pelas formas pleonásticas e cognatas de verbos no infinitivo (l. mas o acontecimento. o seu emprego propicia a expansão da narrativa. 91.” 37 GABARITO IMPRIMIR Pela leitura do fragmento acima: ( ) a narrativa organiza-se entre dois movimentos: um antes (o bucolismo) e um depois (a aparição do casal). 40 a 48). ( ) As “mãos” (l.” e “Pobres larvas. (No terno branco reconheço o linho.. Gilberto Freyre alude às tão diferentes realidades que formam este país. esse envolvimento tem como principal conseqüência o uso da repetição: “Pobres fibras. de Moacyr Scliar. Pobre seda. pobre substância. no vestido da mulher. tenta envolver o leitor no episódio que está sendo narrado. é situado no presente.) A mulher também é gorda. “todo brasileiro e não apenas. ( ) no fragmento. dirigindo-se a ele. e depois tingida. na história.

Essa é a transposição correta da 1ª fala do texto para o discurso indireto. — Morra o infame! bramia a malta. ( ) A referência “Isto é. O redator imediatamente recriou a manchete: ‘Camarada intrépido salva miúdo que ia ser comido por jacaré’. vozeando furiosos contra semelhante berraria. — Queixe-se à Câmara Municipal! acudiu outro.” Isto é. ( ) O trecho apresenta uma estrutura narrativa. revelou-se salazarista. ( ) Confere vivacidade e veracidade à afirmação do autor em “vozeando furiosos contra semelhante berraria” o uso do discurso direto que se segue a ela.’ De repente. GABARITO Com base no texto. Casa de Pensão. Ouviu-se logo o estardalhaço impetuoso dos gritos.15. 38 93. Infelizmente. ( ) “Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama!” – a frase está empregada em seu sentido denotativo. — Era demais tanta injúria! — Se Amâncio estivesse ali. há uma intencional desconsideração pela vida da criança. 11/02/81. — Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama! gritou um segundo. no texto. p. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto.Interpretação de texto I Avançar . 11/02/1981. o camarada intrépido. com várias personagens e as alterações decorrentes dos fatos apontados. porém. somente a primeira mantém relação de sentido com um contexto político português. — Morra o cáften! João Coqueiro presenciara tudo aquilo. um cidadão arranca a camisa e atira-se na água. já de carreira para o Largo do Machado. Um dos vizinhos apitou e outro despediu um jarro de água sobre os desordeiros. 15” torna ambíguo o sentido da palavra aqui na primeira linha. — É o que sucede a quem mora perto de um João Coqueiro! bradou um da turma. pensava ele desesperado. UFMT ( ) O humor contido no texto apresenta um aspecto caricatural. “O menino e o jacaré Uma piada que circulou por aqui nos últimos dias dá a medida do engajamento político-ideológico dos portugueses. serve para introduzir uma explicação. ( ) Há no texto marcas de diferenças lexicais entre o português do Brasil e o de Portugal. Imediatamente imaginou a manchete: ‘Administração incompetente dos socialistas de Mário Soares provoca morte de miúdo no parque. ( ) As formas verbais chegavam e vozeando indicam ações pontuais ou que se efetuam rapidamente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A manchete mudou para: ‘Fascista desumano tira alimento de jacaré faminto. pois indica situações diferentes. E formidável matacão foi de encontro à vidraça iluminada do chalé de Amélia. ( ) Na terceira manchete. p. das descomposturas e do crepitar dos vidros que se partiam sob um chuveiro de pedras. o sangue a saltar-lhe nas veias. UFSE-PSS “Os vizinhos chegavam às janelas. para o redator do Diário. naquela ocasião. os olhos injetados. ( ) Das três manchetes criadas pelo redator. Conta-se que um redator do Diário estava visitando o zoológico quando viu um menino cair num lago onde havia um jacaré. ( ) Um da turma bradou que era o que sucedia a quem morava perto de um João Coqueiro. entrevistado. 94. — Oh! Era demais. Aluísio. por Deus que o estrangulava!” AZEVEDO. ( ) O uso dos dois pontos. julgue os itens da questão 93. grudado a um canto da janela. mordendo os nós da mão.

todos rodearam-na com uma atenção especial. sempre teve como carro-chefe a criação de gado. passadas algumas semanas. depois do acontecido.” GABARITO No texto “Uma galinha”. superior a de uma vaca. U. bois e vacas começaram a dividir espaço com exóticos exemplares de um novo investimento: a estrutiocultura (é assim que se chama a criação de avestruzes). o adulto – dezesseis vezes mais que o preço de uma vaca. Nascido de um ovo que pesa aproximadamente 1. mamãe. 39 Com base no texto. pois desde o sábado se encolhera num canto da cozinha. caso aquela fosse morta. Veja. analisando as características estilísticas. área ocupada por um único boi na pecuária extensiva. cujo preço varia de 1. compreendendo a fusão entre o real e o mágico. parte de um verbete de dicionário. Até que finalmente foi alcançado: entretanto logo que foi levado de volta para a cozinha põe um ovo. na Arábia e na África. a família. cada fêmea gera em média quinze filhotes por ano. Ave estrutioniforme. p. a 8. 18 out. UFSE-PSS “O avestruz está em alta. já esquecidos do fato. Voltar Língua Portuguesa . é eminentemente descritivo. Potiguar-RN “Uma galinha Era uma galinha de domingo. a menina prometia nunca mais comer galinha. em muito. número idêntico ao de toda a vida produtiva de uma vaca – e o período de fertilidade de um avestruz é superior a trinta anos. 77. d) Mostra a personagem disposta numa determinada situação cotidiana que se prepara para um evento pressentido até ocorrer o desfecho. no município de Simião Dias. Já são 800 animais. Estava viva ainda porque não passava de nove horas da manhã. fugindo sem saber pra onde. ( ) Negócio e fêmea são palavras que recebem acento gráfico pela mesma razão gramatical. após o evento. 2000.000 reais. Foi uma surpresa quando os elementos da casa viram a galinha abrir as asas de curto vôo e alcançar a murada do terraço e fugir vacilante para a liberdade. vive em zonas semidesérticas. indiferente. o filhote. Atualmente é a maior das aves.5 quilo. apenas dois dedos em cada pé e é onívora. percebe-se claramente que: IMPRIMIR a) Os referentes semânticos e os signos estéticos são portadores de sons e formas que se desvendam. em ambos os textos. A mãe é vencida pela filha e a galinha foi deixada viver. em torno de 110 quilos. ( ) O segundo texto.95. mata e come a galinha. os animais são um negócio de altíssimo rendimento. A fazenda Chalé da Serra. ( ) A fertilidade de um avestruz é. ela pôs um ovo! Ela quer nosso bem! Diante do fato novo. interior de Sergipe. Uma pequena menina nota o fato e começa a gritar: — Mamãe. é a mesma: predominantemente referencial.500 reais. Mas. c) A tendência regionalista acaba assumindo a característica de experiência estética universal. com seis espécies conhecidas. nos últimos cinco anos. Entretanto. 96. Compridos e desengonçados. Além disso. Tem as asas atrofiadas. Até vinte avestruzes podem ser criados no espaço de um hectare. b) Perfeito domínio do Português arcaico e contemporâneo. ( ) Os dois segmentos introduzidos por um travessão são exemplos de oralidade. Tinha a aparência de estar calma. Uma fêmea começa a produzir aos 3 anos e é tratada apenas com capim e ração à base de soja e milho. não mate mais a galinha. Avestruz. de Clarice Lispector. O animal estava sozinho no mundo. ( ) A função da linguagem. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre.” Adaptado. – Não é necessário o emprego do sinal de crase na palavra em negrito. no prazo de doze meses. o avestruz atinge o peso de abate. no qual se considera a situação da vida da personagem.Interpretação de texto I Avançar . A cozinheira deu um grito e o dono da casa levado pela necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar começa a captura da galinha. já que correspondem a explicações inseridas pelo autor do texto.

Rio de Janeiro: José Olympio. J. o Cazuza da velha Janoca. e a água boa e doce nas suas vertentes. Ouvia apitar o trem na linha de ferro. pois sou sujeito lavado de vaidade. Apesar de tudo. gado do mais gordo. 97. o Dr. José Maria mandava buscar lenha para a sua cozinha no Corredor. UERJ Identifique o foco narrativo adotado nos textos. A minha impressão firme era de que nada havia além dos limites do Corredor.. Voltar Língua Portuguesa . que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. Sim. de palavra educada. que já discuti e joguei no assoalho do Foro mais de um doutor formado. 99. do que tenho honra e faço alarde. O sol nascia. seja em compartimento do governo. de barbas.)” 40 LINS DO REGO. Tudo era do meu avô Bubu. as águas do céu se derramavam na terra. 1978. Mas disso não faço glória... modéstia de lado. Já morreu o antigamente em que Ponciano mandava saber nos ermos se havia um caso de lobisomem a sanar ou pronta justiça a ministrar. GABARITO TEXTO 2 “A bem dizer. Chegavam de longe portadores de outros engenhos. em jeito de moça. sem medir consideração. In: Ficção completa. e era dele. Só de uma regalia não abri mão nesses anos todos de pasto e vento: a de falar alto. Fixara-se em mim a certeza de que o mundo inteiro estava ali dentro. lá estavam as negras da cozinha. pasto do mais fino. (. os cabras do eito lhe tiravam o chapéu. de olhos miúdos. tudo era do meu avô. o velho Bubu. UERJ Descreva a caracterização que o texto faz da autoridade. TEXTO 1 “Olhava eu o meu avô como se fosse ele o engenho. Se não recebo cortesia de igual porte. responda às questões de números 99 e 100. e tudo era dele. 1976. seja em sala de desembargador. passei os anos de pequenice. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. lá saíam os carros-de-boi a gemer pela estrada ao peso das sacas de lã ou dos sacos de açúcar. O seu grito estrondava até os confins. o “Velho” da boca dos trabalhadores. lá num inverno dos antigos. os moleques da estrebaria. “Meus verdes anos”. É invencioneiro e linguarudo. sem freio nos dentes. C.)” CARVALHO.Compare os textos 1 e 2 e responda às questões de números 97 e 98. Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas. e tudo era dele.Interpretação de texto I Avançar . Trato as partes no macio. o meu pai da Tia Iaiá. só havia de concreto mesmo o Engenho Corredor. IMPRIMIR 100. Como fosse dado a fazer garatujações e desabusado de boca. Lá ia o gado para o pastoreador. UERJ Transcreva a passagem do texto em que o personagem-narrador informa que ficou órfão. 98. coronel de patente. de cacete na mão. A grandeza da terra era a sua grandeza. Não podia haver nada que não fosse do meu avô. sou Ponciano de Azeredo Furtado. e tudo era dele. abro o peito: – Seu filho da égua. o rio corria. mimoso no trato. de corpo alto. no debaixo do capotão de meu avô. o papai da Tia Maria. os trabalhadores do eito. que pensa que é? Nos currais do Sobradinho. Digo. Com base no texto 2. (.. Leio no corrente da vista e até uns latins arranhei em tempos verdes da infância. Simeão coçou a cabeça e estipulou que o neto devia ser doutor de lei: – Esse menino tem todo o sintoma do povo da política. UERJ Estabeleça uma comparação entre os textos quanto ao tratamento dado ao tema. com uns padres-mestres a dez tostões por mês. O coronel e o lobisomem. José.

UFR-RJ A pesquisa do psicanalista Eduardo Losicer. c) informar o receptor (leitor) sobre o trabalho do psicanalista Eduardo Losicer. portanto. sucesso. valores de uma sociedade que trocou a existência natural pelo acúmulo de sensações e de bens materiais. consumo.) Os indivíduos contemporâneos vêm sofrendo de ausência cada vez maior de vida interior. imagens de jornais. bem como sobre sua relevância na caracterização do homem do século XXI. segundo o texto.. a inveja. b) levar o receptor (leitor) a rejeitar as opiniões do pesquisador Eduardo Losicer. 102.) todo mundo sabe que hoje em dia é fundamental se autopromover. trabalho. Pouca gente se orgulha de si mesmo ou da vida que leva (. 41 101. um dos membros do Aspas (Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade). A aparência do bom moço. Os setes pecados capitais do cristianismo – inveja. sem noção de valores materiais. do time rival ou do parceiro que lhe deu um fora debocha. (. se possível. avareza. atesta que: a) o homem contemporâneo se empenha em mudar os valores do século passado. preguiça. é hoje um hábito do telespectador: o voyeurismo. d) determinação de alcançar o paraíso celeste. Esta é a ameaça. a preguiça e a gula. praticamente superado por uma legião de mulheres que buscam um corpo cada vez mais magro e mais jovem. estão sendo determinados pelo(a): a) conflito interno entre ceder ou não à tentação. O pecado da luxúria. irreal. São ordens que devem ser obedecidas. O orgulho está em baixa. Márcia . bebida ou drogas pesadas. “Pecados do Século XXI As versões modernas para a luxúria. c) Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade.Interpretação de texto I Avançar .) O psicanalista Eduardo Losicer. (. e) sensação de um vazio existencial e afetivo. mas ter tudo e. o orgulho. todos à sua volta. ira. orgulho e luxúria – adquiriram novas versões neste final de século. a avareza. Não resistir ao apelo de uma caixa de bombons importados.. A maioria movida a compulsões por trabalho. Este era o pecado da gula.. transformou-se em mania de trabalho. que já não deseja ser o outro. A criativa preguiça. à qual o artigo se refere. b) compulsão cada vez maior pela vida interior. Para o antigo pecado capital da avareza. Já não há mais lugar para a ira. encobre um sujeito dissimulado que cumpre um papel preestabelecido. enquanto suas demandas internas caem no vazio e dão origem às compulsões: – O paraíso atual é obrigatório. mas algo imaginário e. que levava homens e mulheres a pensar ou a fazer sexo em excesso. Não há mais a moralidade do pecado. adotada por ídolos do esporte. d) refletir sobre a natureza do código lingüístico. equivalente ao inferno. a ira. UFR-RJ Os valores dos indivíduos contemporâneos.Leia o texto a seguir e responda às questões. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. o autor pretende: a) expressar suas opiniões pessoais sobre a pesquisa desenvolvida pelo psicanalista Eduardo Losicer. executivos de empresas e apresentadores de TV. cinema e TV. tão elogiada pelos defensores da vida contemplativa. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . roupas. para quem o que importa não é ser alguém. – Este vazio na alma dá origem a condutas compulsivas para preencher este vazio afetivo com dinheiro. prazerosa e lúdica. b) a grande ameaça da sociedade está na subversão dos valores individuais. explica que o indivíduo contemporâneo obedece essencialmente a ordens externas..” CEZIMBRA. ironiza e ridiculariza estes desafetos.. Vivemos hoje como se cada indivíduo fosse apenas um conjunto de leis.. gula. d) a modernidade se caracteriza por ser um paraíso.O Globo. e) elaborar uma mensagem rica em musicalidade e figuras de linguagem. e) as novas versões para os sete pecados capitais apenas se explicam no campo do imaginário. Não há possibilidade de escolha entre o céu e o inferno. 103. É a nova versão do invejoso... Quem tem ódio do Governo. relatando suas conclusões. temos hoje o seu avesso: o consumismo desenfreado e compulsivo do perdulário contemporâneo. um superego. 16/05/99. É preciso preencher um vazio existencial e afetivo. que está à frente da pesquisa sobre as novas psicopatologias. prazeres e lucro. sob pena de exclusão do sistema. UFR-RJ No texto “Pecados do século XXI”. Vivemos sob a moralidade dos mandados. c) a punição da modernidade é a exclusão do sistema.

a preocupação de Roberto com o colega indica o grau elevado de sua inteligência emocional. Roberto curva-se e massageia o próprio joelho. do livro Inteligência Emocional. Univali-SC “Guerra ao preconceito Psicóloga diz que sociedade precisa respeitar os gays. 42 É possível concluir. d) nenhuma das afirmações. crianças como Roberto conseguem detectar e intuir sentimentos. Os psicólogos não têm compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. Esse pequeno gesto revela um talento para o relacionamento. Desde que um deputado distrital de Brasília propôs a criação de banheiros separados para homossexuais (o primeiro deles será inaugurado no próximo mês numa cidade-satélite). Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. de Daniel Goleman. mas os outros continuam a correr – menos Roberto. com amigos ou numa parceria comercial. ainda que o máximo que pudesse fazer fosse esfregar o próprio joelho. 26 de abril de 2000. a paulista Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. 32. e adaptado. motivos e preocupações dos outros. ter chamado a professora. 02. Serão criados banheiros especiais para deputados. inserido no Capítulo “A Arte de Viver em Sociedade”. Essas aptidões em pré-escolares são os botões de talentos que desabrocham pela vida afora. p. a soma das alternativas corretas. 131. Está(ão) de acordo com o texto: a) a primeira afirmação. como resposta. Ela está começando a sentir as conseqüências do vespeiro em que está se metendo.” Fragmento retirado. Ana Bock tem sido convocada pelas rádios para explicar como e por que isso está ocorrendo na capital da República. Parece que é extraordinariamente capaz de reconhecer os sentimentos dos coleguinhas de brincadeiras e de estabelecer rápidas e suaves ligações com eles. c) a terceira afirmação.104. diz. a atitude de Roberto demonstra que o mesmo não se adapta a algumas brincadeiras e se sente feliz por assim proceder. o relacionamento que Roberto estabeleceu com o coleguinha ferido indicou uma preocupação que foi altruísta. do texto “Rudimentos em Inteligência Social”. em vez de ter oferecido ajuda concreta. ’O homossexualismo é apenas um dos assuntos que vamos atacar‘. Não se trata de uma medida isolada. protesta a psicóloga. III.” Veja. pois simulou a própria dor. que: 01. Seu objetivo é envolver os psicólogos numa espécie de compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. Enquanto diminuem os soluços de José. Mesmo que não concorde com eles. Poderia. uma aptidão emocional essencial para a preservação de relacionamentos estreitos. e só ele tentou oferecer algum consolo. Unioeste-PR Leia o texto a seguir: “Rudimentos em Inteligência Social É hora do recreio e um bando de meninos atravessa correndo o gramado. 16. b) a segunda afirmação. seja no casamento. GABARITO Analise as afirmações abaixo: I. 04.Interpretação de texto I Avançar . José tropeça. e) todas as afirmações. a atitude de Roberto não condiz com o esperado pelo coleguinha. II. que pára. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 08. crianças como Roberto se dão bem praticamente só com crianças problemáticas. para o autor. a partir do excerto exposto acima. Dê. porque centram o problema unicamente em sua própria pessoa. Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP). crianças como Roberto tendem a ser melhores na interpretação de expressões faciais. 64. 105. gritando: – Eu também machuquei o joelho! Roberto possui uma inteligência interpessoal exemplar. machuca o joelho e começa a chorar. ’É tão absurdo quanto querer criar banheiros especiais para deputados‘. por exemplo. Só ele notou a situação de dor de José.

para outros amigos. UFMT – Modificada ( ) O texto pertence ao gênero narrativo. amizade. uns bons. o focinho voltado para aquela direção. Assim que via o dono. Os amigos. a autora busca maior envolvimento do leitor na narrativa. ( ) O narrador é onisciente – intruso: conhece todos os eventos e presentifica-se no enunciado. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . mesmo que se vão perdendo certos hábitos.106.. Quiseram prendê-lo. mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. a orelha em pé. UFMT – Modificada ( ) Com a frase “Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo?”. na maior alegria. ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. O jovem morreu num bombardeio. ( ) Fidelidade. 108. mas no coração do cachorro não morreu a esperança”. o jovem foi convocado. Hoje. ( ) A personificação do cachorro se concretiza por expressões como: “o olhar ansioso”. quebra a seqüência narrativa e inicia o conflito da história. nas expressões “um jovem” e “um cachorro”. UFMT ( ) O artigo indefinido. c) com o passar do tempo. fixo o olhar ansioso naquele único ponto. Assim que anoitecia. e) as novenas começavam sempre no domingo. Casou-se a noiva com um primo. afeição são as idéias centrais do texto. 43 107. fazendo a crônica da fidelidade. introduz as personagens na narrativa. “na maior alegria”. houve mudança nos festejos do Espírito Santo. começava muito antes.. nove dias. b) quem nasce no Espírito Santo é chamado de fluminense.. “era jovem”. um pouco antes das seis da tarde. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido. em “Mas eu avisei que o tempo era de guerra. ( ) O uso de mas. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. d) durante a festa havia muita confusão. todos os dias.”. Postava-se na esquina. para que tivessem lugar as novenas”. Tudo em vão. de Manuel Antônio de Almeida. voltava ao seu ponto de espera. pontualmente. disciplinadamente. durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias. cremos.” Lygia Fagundes Telles. o jovem foi convocado. Como todos sabem. depois. responda: “Era esse dia domingo do Espírito Santo. Então. ( ) Os elementos lá e aquela (última frase do texto) remetem à mesma significação. longe porém está o que agora se passa daquilo que se passava nos tempos a que temos feito remontar os leitores. ( ) O tom poético do texto pode ser exemplificado pela metáfora presente em “. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto abaixo e julgue os itens das questões 107 a 109. Os familiares voltaram-se para outros familiares. “A disciplina do amor Foi na França. ia correndo ao seu encontro e. Extraído de Memórias de um Sargento de Milícias. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram esquecendo do jovem soldado que não voltou. ( ) O tempo da narração é o mesmo dos eventos narrados. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia. acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. ainda essa festa é motivo de grande agitação. A festa não começava no domingo marcado pela folhinha. atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. distraí-lo. Uma tarde (era inverno) ele lá ficou.Interpretação de texto I Avançar . ia esperá-lo voltar do trabalho. mas quem esse cachorro está esperando?. é correto afirmar que: a) os hábitos antigos é que eram bons. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. Mas eu avisei que o tempo era de guerra. Com relação ao texto. a festa do Espírito Santo é uma das festas prediletas do povo fluminense.. ( ) A ênfase dada à persistência nas ações do animal contraria a idéia contida no título. ( ) As personagens não são nomeadas porque o narrador quer evidenciar uma idéia mais que uma história em particular. As pessoas estranhavam. chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. outros maus. como se tivesse um relógio preso à pata. “correr animado”. Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina. Cefet-PR Leia o seguinte trecho e. 109.

Tinha um lenço encardido em volta do rosto. o menino mostra-se: a) realista quanto a seu futuro. A outra dava para um aposento que era uma espécie de hall. e) II. mas ficava fascinado pela pontualidade com que ela ia ao portão e apanhava a moedinha que o pai sempre deixava para ela. d) deslumbramento. ao escolher o seu espaço. c) passividade. passava o moleque vendendo amendoim torradinho. O menino descobriu a janela e a escolheu como seu lugar predileto. via passar o leiteiro.Interpretação de texto I Avançar . Uneb-BA A expressão “vendo a vida passar”. Carlos Heitor. não era sombrio como a outra sala que só se abria quando havia visitas. In: Os anos mais antigos do passado – crônicas. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e II. ou quando alguma coisa de extraordinário acontecia no mundo ou dentro da própria casa. “A Janela e o Menino (Resumo dos anos mais antigos do passado) A casa tinha um jardim e três janelas que davam para a rua. da carrocinha de cachorro. d) “tinha”. IV. c) II e III. Na tradução do relacionamento do menino com o mundo. p. levaria sempre uma merendeira consigo. imaginava o que elas continham. e) A sua forma de agir sobre o mundo se modifica quando ele se torna adulto. passava a leprosa que pedia esmolas. O menino gostava. Uneb-BA Identifique as afirmativas verdadeiras referentes ao primeiro parágrafo do texto. 111. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. b) A janela tem uma função unilateral em sua existência. Um dia. “gostava” e “cresceu”. 112. mas nada tinha a ver com ele. d) imprudente na escolha da realidade a ser observada. Era da janela que o menino via o mundo e dele participava sem se contaminar. III e IV. Uneb-BA Sobre o menino. c) inseguro de seu objetivo. d) I.” CONY. c) A violência da rua acaba inviabilizando a sua vida de reclusão. “via” e “participava”. b) alienação. e) auto-suficiente para definir sua relação com a realidade circundante. b) “protegido”.Texto para as questões de 110 a 113. era uma forma de estar metade protegido pela casa. O narrador restringe a utilidade de duas das três janelas. 3. Como a baratinha que encontrou o dinheiro e foi para a janela. Os moradores da casa são sistemáticos e conservadores quanto à vida social. dos mascarados do Carnaval. 44 110. quando todos começavam a ir para a cama. do bonde que cortara a perna do seu Almeida. passava o sorveteiro. ed. Voltar Língua Portuguesa . d) O seu caráter questionador leva-o a ser incompreendido por todos. quando crescesse. Da janela. revela: a) medo. III e IV. ou em dias especiais. O menino tinha pavor da leprosa. b) revoltado com a sua condição de aprisionado. metade envolvido com o mundo. b) I e IV. pode-se afirmar: a) Ele não interage com o mundo real. A casa focalizada é apresentada como uma realidade física. numa reentrância da grade. mas tinha medo da rua. o homem que afiava tesouras e facas. “continuou” e “esperando”. escondendo o nariz deformado. do homem que deu um tiro na mulher que o traíra. Podia ficar ali. vendo a vida passar. 1999. e) comprometimento. os outros meninos que iam para a escola levando merendeiras – ele invejava as merendeiras dos outros meninos. “imaginava” e “levaria”. 250-1. só se abriam aos domingos. os termos que semanticamente se aproximam são: a) “descobriu”. À noite. “invejava” e “crescesse”. À tarde. em relação ao menino. IMPRIMIR GABARITO 113. esperando a hora em que avisassem que era tarde e o chamassem para dentro. Duas ficavam fechadas. III. ele gostava de ficar ali. Ao meio-dia. tão-somente no seu caráter externo. como as estrelinhas de São João. Uneb-BA No segundo parágrafo. A alternância de hábitos dentro da casa é proporcionada por acontecimentos de rotina. I. Um dia o menino cresceu. a lata que servia de fogareiro despejando fagulhas. II. mas continuou na janela. ele sabia de tudo. c) “envolvido”. Pelas manhãs. e) “fascinado”.

ora movido pelos sonhos do mercado: uma vez profissional. Unifor-CE A coesão do segundo parágrafo decorre: a) do uso de reticências. c) III.. O texto deixa em aberto a questão da integração entre formação técnica e formação humanística. no mínimo menos perigoso. 115. “Sobre a formação de técnicos Interessado em se fazer profissional. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência em face da “competência técnica” que um curso de formação proporcionaria. Unifor-CE I. b) da ligação adequada das orações. Linguagem e ensino. O resto. O avanço atual da tecnologia explica o especial interesse do estudante pelas escolas técnicas. b) exposição argumentativa de idéias. III. Seriam efetivamente formações distintas?” 45 GERALDI. Afinal. atualmente. Tecnologia X Humanismo. c) da ausência de conectivos. o cidadão. d) integração descritivo-narrativa. d) da freqüência de preposições. e) do emprego de orações reduzidas. bom. João W. Profissional especializado. de preferência ministradas diretamente nas oficinas. mas também as primeiras dispensas quando os “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações do sistema de produção. sonha o estudante de agora com um futuro se não promissor. a mão-de-obra nãoespecializada sofre não só os baixos salários. 116.. c) exposição descritiva de idéias. E. entrando para a escola. Unifor-CE Quanto à estrutura. p. 117-8. e) II e III. busca cursos oferecidos pelas escolas técnicas. b) II. d) I e II.Interpretação de texto I Avançar . diz-se. o resto é apenas um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver: passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades” para satisfazer exigências formais de uma formação que se quer técnica. ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos: são as chamadas disciplinas técnicas. Formação técnica X Formação humanística. A respeito dos enunciados acima. ora premido pelas circunstâncias imediatas da vida. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o texto organiza-se como: a) simples narração de fatos. 114. Campinas: Mercado de Letras. e) descrição argumentativa. 1996. está de acordo com o texto o que se afirma somente em: a) I.As questões de números 114 a 116 referem-se ao texto que segue. II. que mais lhe interessam. As condições oferecidas pelas escolas técnicas não correspondem às expectativas do estudante.

agosto de 1999. U.117. Voltar Língua Portuguesa . criam-se distorções. c) “Educação” diz respeito à Educação Infantil. Paulo. e) Só liberdade e só responsabilidade produzem jovens mais livres e responsáveis. c) 1 e 2. por sua vez. IMPRIMIR b) “Uma educação mais conservadora” significa mais proibições. Quando apenas um dos termos vale. 30/1/98.Interpretação de texto I Avançar .‘” O Estado de S. mas apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura. Educar é trazer para fora as possibilidades existentes na criança e no adolescente. hoje. Os filhos. os trajes nem sempre asseados. São estes pais que reclamam dos filhos: eles não aceitam ouvir um “não”. Educar é ensinar que existem limites. e) 2 e 4. Univali-SC “A hora de dizer não Há quem afirme que a atual geração de filhos vem recebendo dos pais uma educação mais conservadora do que estes receberam dos avós. Alfenas-MG “Brito. não entendem seus problemas e tratamos como crianças diante dos amigos. hoje e sempre – implica conjugar liberdade e responsabilidade. sobretudo. Nunes teria ditado o texto para Brito que. os pais conhecem os erros que eles mesmos cometeram e querem evitar que isso aconteça aos filhos. d) 3 e 4. Henrique Nunes. disse que recebeu autorização de Pitta para responder às reportagens que tratavam da não aplicação dos 30% em Educação. como autor da nota. estão sempre desafiando os limites. GABARITO Deduz-se do texto que: a) “É proibido proibir” era o grito de libertação dos jovens da década de 70. Os jovens libertários da década de 70.. 118. disse Brito ao juiz. o repórter fez uso do discurso direto nos períodos: a) 1 e 4. existe quase um consenso: é preciso proibir. estão sempre de mau humor. C1. ’E desconhecia que a resposta implicaria gastos públicos. ao Ensino Fundamental e Ensino Médio. que pregavam o amor livre. nem quanto custaria. Educação – ontem. passam horas falando ao telefone ou na Internet. de trajar e com suas amizades. não sabem o que querem. Pais e educadores estão redescobrindo a dimensão educativa de uma palavra antipática e necessária: não! Ainda é recente o grito de libertação: É proibido proibir! No entanto. 46 ‘Para dar-nos a conhecer os pensamentos e as palavras de personagens reais ou fictícios. em seu depoimento. dispõe o narrador de três moldes lingüisticos diversos conhecidos pelos nomes de discurso direto.. implicam com sua maneira de falar. b) 2 e 3. Educar é também conceder liberdade. Mas isto deve ser progressivo. para que o jovem forme seu caráter e suas convicções. são agressivos. ’Eu não sabia de que maneira isso seria feito‘. horários e deveres. só vêem o erro e não os acertos. reclamam dos pais: os pais não confiam neles. exercitar o diálogo. Implica amor e firmeza. a desobediência civil e o consumo de drogas. discurso indireto e discurso indireto livre. apesar de subscrevê-lo. só sabem dar broncas e impor regras.” Missão Jovem. não interessou-se em saber onde seria publicado. d) “Exercitar o diálogo” subentende-se discutir o problema entre duas pessoas.’ No texto. Educar é. Porque experientes. são pais que optam por uma educação mais conservadora.

No domingo. Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. Morto. – O que foi? Que cara é essa? – O coelho. – De jeito nenhum. A mais célebre é aquela do sapatinho vermelho da sogra que desliza debaixo do banco do carro. O cachorro é o herói. animais racionais. Sim. felizes.. As crianças. Notam o alarido e os gritos das crianças. deixar ele bem limpinho. assustado. Como o coelho não estava muito estraçalhado. bairro de classe média alta em São Paulo. escorraçar o animal.. Maquiada. quando entra o pastor alemão na cozinha. O bandido é o dono do cachorro. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. – O vizinho estava certo. E o homem continua achando que um banho. Imagina o pobre do cachorro que. todo imundo. Descobriram! Não deram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta.. Depois de muito farejar descobre o corpo. Isso na sexta-feira. o coelho. para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. lambendo as pancadas. Juntos cresceram e amigos ficaram.. Julgamos os outros pela aparência. O meu pastor é filhote. o animal desconfiado que tem dentro de nós. O doido comprou um pastor alemão. Coitados de nós. é o cachorro. Parecia que tinha visto um fantasma.Interpretação de texto I Avançar . – Morreu na sexta-feira! – Na sexta? Foi. Simplesmente genial. parecia vivo. pegar amizade. na semana passada.) O personagem que mais me cativa nesta história toda. é claro. meu Deus? – E agora? A primeira providência foi bater no cachorro. 22/04/98. O coelho. morto.Texto para as questões 119.. E parece que o dono do cachorro tinha razão. “O coelho e o cachorro (fragmento) De vez em quando surgem umas histórias que todos que contam juram ser verdade e até dizem que têm um primo que conheceu a vizinha da sobrinha da pessoa com a qual aconteceu. o assassino confesso. Problema nenhum. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia.. Coitado do dono do cachorro. Quase mataram o cachorro. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. nós mesmos. quando começou a levar porrada de tudo quanto é lado. O cachorro rosnando lá fora. – Já pensaram como vão ficar as crianças? – Cala a boca! Não se sabe exatamente de quem foi a idéia. Isto é. como convém a um coelho cardíaco. de tardinha. Eram dois vizinhos. Imagina. arrebentado. sujo de terra e. procurava em vão pelo amigo de infância. Branco.. Vamos dar um banho no coelho. Provavelmente estivesse até chorando. Ficou lindo. E agora.. desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. Mário. Quem me contou garante que aconteceu na Granja Viana. O ser humano. só podia dar nisso. – O que tem o coelho? – Morreu! – Todos: – Morreu? Inda hoje de tarde parecia tão bem. Até perfume colocaram no falecido. o dono do cachorro e a família tomavam um lanche. com as perninhas cruzadas. Trazia o coelho entre os dentes. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido. Vão crescer juntos. desde sexta-feira. mas era infalível. 120 e 121. Claro. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. Para nós o cachorro é o irracional. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar.. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. que não pensamos duas vezes. Antes de a gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal! (. o protagonista da história. Entendo de bicho. Coitado do cachorro. Enterrado.” PRATA. Lembrou? Agora pintou uma nova. 47 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . diziam as crianças. Papo de vizinho: – Mas ele vai comer o meu coelho. assim fizeram. depois a gente seca com o secador da sua mãe e coloca na casinha dele no quintal. E agora? Todos se olhavam. Pasmo. lívido. E lá foi colocado..

Deveria ser o requisito básico.E.119. Ela estabelece que só poderá trabalhar na área aquele que for registrado no conselho e. 123. Reescreva as passagens abaixo. d) Conselhos Regionais de Educação Física prometem acabar com a ginástica como atividade profissional. até cuidar de meninos de rua ou dos jardins. a) Cite a modalidade predominante no texto de Mário Prata. b) Bom-humor é uma das características de todos os professores de Educação Física. U. depois de anos.” O Estado de S. substituindo os termos sublinhados por outros do padrão mais formal da língua: a) “Agora pintou uma nova”. onde deveriam ter aprendido o que ensinam. no entanto. U. formado em Educação Física. Norte Fluminense-RJ O autor utiliza expressões da linguagem coloquial.” Isto é. c) descritivo. b) narrativo. 16/05/99. 3-18. 22 de março de 2000. As entidades colocarão em prática a lei. U. narrativa.E. 122. que serão obrigados a registrar o profissional como funcionário. 121. Excerto (de texto que trata da mudança de localização do Palácio dos Bandeirantes) para a questão 122: 48 “É uma parceria que implica da mudança de zoneamento. o critério de julgamento utilizado pelos seres humanos. os Conselhos Regionais e Federal de Educação Física prometem acabar com essa espécie de professor de fachada. U. d) épico. e) Nova lei regulamenta a profissão de professor de Educação Física. b) Transcreva dos três últimos parágrafos do texto uma frase completa que justifique a resposta anterior. b) “As crianças enterraram ele no fundo do quintal”. costuma haver um final moralizante. de 1998. os conselhos estão preparados para fiscalizar sua aplicação). 120. reforma de prédios. A partir deste mês. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Mais. e) de propaganda. Identifique o antagonista. mas centenas de jovens belos e musculosos que comandam animadíssimas aulas nas academias nunca passaram nem perto de uma faculdade de Educação Física. b) O cachorro é o protagonista da história. no texto. os conselhos estão preparados para fiscalizar a aplicação da lei.E. GABARITO Assinale a alternativa que está de acordo com o texto acima. a) Identifique. portanto. Norte Fluminense-RJ Entre as modalidades discursivas – dissertativa. que regulamenta a profissão (só agora. descritiva – uma delas apresenta estrutura com enredo e personagens. Paulo. A abrangência da legislação vai além dos limites da academia. Univali-SC “Ordem na malhação Professor de ginástica costuma ser daquelas pessoas eternamente bem-humoradas. clubes e até condomínios.Interpretação de texto I Avançar . Todos os estabelecimentos que tiverem como principal atividade a educação física deverão ser registrados no conselho. Alfenas O excerto pode ser considerado como um texto: a) argumentativo. A lei vale para clínicas. mas o conhecimento adequado para preparar a receita da malhação não necessariamente. incentivos fiscais para quem recupera patrimônio tombado. O bom-humor e a disposição podem ser autênticos. com uma disposição que parece não terminar nunca e ter sempre à mão – com justificativas científicas – a série ideal de exercícios para deixar o corpo do aluno próximo da perfeição. c) Há tanta autenticidade na disposição e no bom-humor como no conhecimento para a malhação. Nas fábulas. Norte Fluminense-RJ O texto de Mário Prata nos conta uma história em tom de fábula. p. hotéis. a) Depois de dois anos.

passados alguns dias. Clarice..124. cantou durante todo o outono. Tem sido sábado. ( ) Considerando que. exausta.. Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá. fazendo-se o ajuste devido entre o pronome e o verbo. na semana passada. pois mudou a maneira de se enxergar a relação lazer/trabalho. não desperdiçou um minuto sequer. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. verifica-se que. Os melhores contos de Clarice Lispector. a formiga é vista como uma trabalhadora-modelo. http://www. dentro de uma Ferrari. curtiu para valer. com um aconchegante casaco de visom. já que dá a animais ou a seres inanimados voz e comportamento similares aos humanos. UFMT ( ) A apresentação das ações respeita uma ordem cronológica e espacial. um preceito ou uma lição de vida. a abelha no quintal. entrou em sua singela e aconchegante toca repleta de comida. Seleção de Walnice Galvão. dançou. julgue os itens a seguir. ( ) O emprego dado ao pronome “ele”. ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra. sim. UnB-DF “A formiga e a cigarra Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. ( ) O gênero fábula é uma narrativa breve tradicional que apresenta duas características básicas: personificação ou antropomorfismo. sem problema! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu grana pra ir a Paris e comprar esta Ferrari? — Imagine você que eu estava cantando em um bar. ( ) Nas linhas 8 e 9. sangue e mel. E a cigarra falou para a formiguinha: — Olá. e um produtor gostou da minha voz.Interpretação de texto I Avançar . a formiguinha trabalhou sem parar.com/soho/Atrium/8069/Fabulas/fabula2. ( ) A modalidade discursiva utilizada é o monólogo interior. A propósito. vou passar o inverno em Paris. vejo que é sábado de tarde. Durante todo o outono. e o vento: uma picada. Será que você poderia cuidar da minha toca? — Claro. aparentemente submissa. Então eu não digo nada. Em relação ao texto acima. sem se preocupar com o inverno que estava por vir. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. esse pronome deveria ser substituído por “o”. Era o inverno que estava começando. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. aproveitou o Sol. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento.geocities. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris. apesar de usual na língua falada. saiba dosar trabalho e lazer. Seu nome era “trabalho” e seu sobrenome. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. Domingo de manhã também é a rosa da semana. a significação de “o que” está expressa depois dos dois-pontos. pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine. o ensinamento principal mudou. Enquanto isso. Global. Então. enquanto a cigarra é considerada como boa-vida. nesta versão. manda ele pro DIABO QUE O CARREGUE! MORAL DA HISTÓRIA: Aproveite sua vida. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. ( ) São claros os limites entre eventos vividos e a reflexão sobre eles. de súbito. da brisa suave do fim da tarde nem do bate-papo com os amigos ao final do expediente de trabalho. 1997. as relações semântico-sintáticas estão organizadas de tal forma que a vírgula é desnecessária ( ) Na linha 10. A formiguinha. ( ) A personagem é caracterizada por traços realistas visando retratar a realidade brasileira. na fábula original. reelaborada. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca. começou a esfriar. amiga. Se chovia só eu sabia que era sábado. GABARITO INSTRUÇÃO: Leia o texto de Clarice Lispector e jugue os itens da questão 125.html (com adaptações). tomando uma cervejinha. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. Voltar Língua Portuguesa . sábado de manhã. antes do vento espantado poder recomeçar.” 49 Fábula de La Fontaine reelaborada. “sempre”. mas já não me perguntam mais. Quando abriu a porta para ver quem era. não? No Rio de Janeiro. a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade. armazenando comida para o período de inverno. a amiga deseja algo de lá? —Desejo. último período do texto. quando se pensa que a semana vai morrer. escrita por La Fontaine. e intenção de transmitir um ensinamento. o rosto inchado. uma rosa molhada. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. não atende às exigências da escrita culta: para tal. IMPRIMIR 125. São Paulo. Não aproveitou nada do Sol. nós já tínhamos tomado banho.” LISPECTOR.

embora um tanto jocoso. CBF. uma história de triunfo da língua portuguesa. nestas terras. não à língua inglesa da Inglaterra. o basquete. UFPE Leia os enunciados abaixo. é. Eis que agora se tenta entregar o futebol de volta à língua inglesa – e. 2. é um sufixo pouco nobre. um dos únicos países do mundo que não tem nada a ver com futebol. 09/12/1998. c) 1 e 3. ingleses e brasileiros. introduzido por ingleses no país. 50 Texto para as questões 127 a 129. 3. não compliquemos. como no “goal” que virou “gol”. segundo ela. d) 2 e 3. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes”. ( ) Na opinião da leitora de Veríssimo. Não. mas “corner” já está perdendo feio para “escanteio”. 7/10/95. e os basbaques foram atrás. Algumas poucas palavras inglesas ainda não caíram em completo desuso. (. Existem suecos. resolveu rotular as finais de “play-offs”. há políticos e politiqueiros. Veja. Estão corretos apenas: a) 1. mas o “goalkeeper” não o zagueiro. no campeonato nacional. UFPE No texto.. mesmo” confere um tom de repreensão. Coube à Confederação Brasileira de Futebol a adaptação dos termos ingleses à língua portuguesa.Interpretação de texto I Avançar . 198. 127. mas dos Estados Unidos. alguns morfemas funcionariam como indicadores de status.. Nós é que nos oferecemos. e) 2 e 4. ao texto. UFMT ( ) Segundo a leitora. por cúmulo. Mostra que o futebol se enraizou a tal ponto. O futebol.. O texto demonstra que. no Brasil. mas o “back”. “Play-off” é um termo importado do basquete americano que ultimamente passou a integrar o repertório da crônica esportiva. O tema da submissão brasileira à cultura estrangeira foi abordado sob o ponto de vista da prática esportiva.. no início era jogado em inglês. timbaleiro ou seresteiro.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. (. “Disputam-se “play-offs”. 2 e 4. “Se você começou como padeiro. Aliás.” GABARITO TOLEDO. A Confederação Brasileira de Futebol. referentes às idéias expressas no texto. que o povo acabou por revesti-lo com o que tem de mais particular e íntimo. com a cultura colonizadora. como existem médicos. assim como brasileiros estão para curandeiros.. Entre a assistência e o play-off. o autor admite que os brasileiros: a) reagem contra todo tipo de submissão. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que é o idioma. empresário. ( ) O jornalista apresenta argumentos que contrariam a hipótese levantada pela leitora. definitivamente. Entrava. o ciclo da pobreza poderia ser rompido por meio da carreira política. 1. Seria um caso incurável de carência de colonizador. (.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 126: “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estanhando que “brasileiro” seja o único adjetivo pátrio conhecido em “eiro” que. facilmente.)” VERÍSSIMO. 3 e 4. O triunfo da língua reflete o triunfo o futebol. e com termos emprestados de outro esporte. como “corner”. açougueiro ou carvoeiro” – escreve Elza – “as chances são mínimas de acabar como advogado. 126. Jornal do Brasil. em campo não o goleiro. e) rejeitam influências do inglês europeu sobre o vocabulário do futebol. b) 1. suecos e ingleses estão para médicos e terapeutas. a imposição de estrangeirismos no campo do futebol. ( ) A teoria da leitora ganharia força. A história do futebol. É bobeira mesmo. 4. d) retrocederam na sua disposição de incorporar o vocabulário do futebol à língua portuguesa. A aclimatação deu-se às vezes por simples aportuguesamento das palavras. c) acabaram por subverter. Chamemos o fenômeno por seu nome. esporte inglês. atualmente.. caso se recorresse ao par banqueiro/bancário. no regulamento do atual campeonato. grande investidor ou latifundiário. ao longo de algum tempo.) Isto se dá quando nem estão nos pedindo nada. ( ) De acordo com o texto. b) rompem. Luís Fernando. p. entre outras coisas. 128. em virtude de irrefreável impulso de submissão. Há o importador e há o muambeiro. terapeutas e curandeiros. Roberto Pompeu. A escolha de expressões como “um caso incurável de carência do colonizador” e “é bobeira. houve mudanças de atitude do brasileiro em relação ao uso de termos estrangeiros no futebol.

indicando que o autor não tem certeza de que a ação possa realizar-se. busca. São Paulo: Círculo do Livro. já o eu-lírico se sente subjugado pela tirania do amor. d) O verbo ‘chamar’ encontra-se no modo subjuntivo. tem como referente os brasileiros em geral. que eu assim resista à dor imensa. o pronome de 1ª pessoa do plural. Movo ligeiro para o vulto os passos: eu beijo a tíbia luz em vez de face. no futuro do pretérito. c) um e outro sofrem pela incapacidade de romper as barreiras que os isolam do mundo. e) o menino vivencia uma experiência de opressão social. d) a condição do menino é fruto de sua opção existencial. 51 130. adoro a tua formosura. então mais vivamente te diviso: vejo o teu rosto e escuto a tua voz e riso. Tomás Antônio. a) Na expressão ‘outro esporte’. referido anteriormente. Amor na minha idéia te retrata. e) Na última oração do texto. “Nesta triste masmorra. de um semivivo corpo sepultura. b) os dois se mostram desiludidos em face da impossibilidade de amar. a palavra em negrito constitui um recurso de coesão que relaciona o núcleo da expressão a ‘futebol’.Interpretação de texto I Avançar . enquanto a do sujeito poético é resultado de uma imposição circunstancial. s/d. que me cerca e mata. c) Em “Seria um caso incurável de carência de colonizador”. b) Nesse trecho. 127. o verbo ser. Uneb-BA Este exercício. e aperto sobre o peito em vão os braços. refere-se também ao texto “A Janela e o Menino” (das questões de 110 a 113). p. Quando em meu mal pondero. ‘nós’.129.” GABARITO GONZAGA. Marília. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . extremoso. ‘mesmo’ foi aí inserido para reforçar a avaliação do autor. UFPE Assinale a alternativa em que se faz uma afirmação inaceitável em relação aos recursos gramaticais em negrito no texto. inda. constata-se que: a) ambos se sentem aprisionados e tristes. Marília de Dirceu. indica que o autor preferiu não ser taxativo em sua apreciação. Relacionando-se as situações vividas pelo menino do texto de Carlos Heitor Cony e pelo eu-lírico do poema de Tomás Antônio Gonzaga.

GABARITO d) empregar estruturas de repetição para reforçar idéias centrais da argumentação. c) utilizar orações de estruturação negativa para defender a posição de outros. seus defeitos. Por causa dessa intenção. “O país está chocado com as agressões que os representantes do povo estão sofrendo. UERJ As duas cartas acima são de leitores expressando suas opiniões sobre o episódio de agressão ao governador de São Paulo em manifestação de professores em greve. UERJ Pela leitura da carta de Arthur Costa da Silva. b) iniciar com considerações gerais para contestar opiniões muito difundidas. d) mostrar solidariedade ao comportamento dos manifestantes. jamais. Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem? O ministro da justiça cobrou punição judicial para os agressores. Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. pode ser identificado em: a) “Já conhecemos nossos governantes” / “Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” b) “Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes” / “a última manifestação transpusera os limites do tolerável. suas capacidades limitadas para soluções e amplas para confusões. UERJ Em geral. 52 131. b) apontar falhas no discurso de autoridades brasileiras. Voltar Língua Portuguesa .” IMPRIMIR 134. os dois textos apresentam como traço comum: a) combate a pontos de vista de outros leitores. cariocas. esse tipo de carta no jornal busca convencer os leitores de um dado ponto de vista. UERJ O fragmento que expõe a tese de cada uma das cartas. Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes. a agressão sofrida pelo governador Mário Covas.03/06/2000. E a situação de extrema violência que nós.Interpretação de texto I Avançar . responda às questões de números 131 a 134. O que causa espanto é que se tratava de uma manifestação de professores. Nada justificará. estamos vivendo? Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” COSTA DA SILVA. em 1º de junho. O vice-presidente da república disse que o governador merece respeito. É esse o papel de um educador?” ÁVILA. 133. O Globo. O Globo. suas índoles. Concordo. respectivamente.Com base nos textos abaixo. é possível verificar que ambas as cartas transcritas se caracterizam por: a) finalizar com perguntas retóricas para expressar sua argumentação. Nada justifica a agressão física. d) escolha de assunto segundo o interesse do editor do jornal. seja qual for a manifestação. depois um ovo no ministro da saúde e. Arthur. seja quem for o agredido ou o agressor. afirmando que a última manifestação transpusera os limites do tolerável. se é que assim se pode dizer. outro ataque ao governador Mário Covas.03/06/2000. Marcelo Maciel. Em função desse limite de espaço. por mais digna que fosse a manifestação. 132. é possível afirmar que as perguntas nela presentes têm o seguinte significado: a) questionar as atitudes dos políticos brasileiros. c) propor uma reflexão acerca da atitude dos agressores. As autoridades e a imprensa nacional têm-se manifestado severamente contra esses atos. c) expressão de opinião sem fundamentos desenvolvidos.” c) “Nada justifica a agressão física” / “Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem?” d) “É esse o papel de um educador” / “Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. “Cartas de leitores Já conhecemos nossos governantes e políticos. O veículo de publicação das cartas – o jornal – impõe um limite de espaço para os textos. b) construção de comprovações por meio de silogismos.

os propósitos altruístas. o gesto solidário que ameniza a dor de um enfermo. Despir-nos do lobo voraz que na arena competitiva do mercado nos faz estranhos a nós mesmos. Voltar Língua Portuguesa . IMPRIMIR 136. p. De menos ansiedade e mais profundidade. Olhemos a cidade. sem projeto. UFR-RJ O texto é uma dissertação argumentativa que parte da tese de que: a) o homem busca o progresso espiritual. mais democracia. e) o homem busca a plenitude. Ou a opção de um momento de silêncio. Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante. vida nova. abrir espaço à presença do Inefável. No fundo da garganta. Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces. A começar pelo réveillon. as ruas são limpas. c) existencial e política. Um apetite do Absoluto e a consciência aguda de nossa finitude. se teremos de parar no próximo sinal vermelho? Por que não escrever ao patrocinador do programa de violência e de pornografia na TV. há áreas de lazer? Participamos do debate sobre o uso de verbas públicas? O político em quem votamos teve desempenho satisfatório? Prestou contas de seu mandato? Em política. da ressurreição de Henfil e. Quanto mais cidadania. como se a alegria saísse do forno e a felicidade viesse engarrafada.” Frei Beto. o salário exíguo num pais tão caro. a rede educacional. os filhos. uma vida nova” propõe à sociedade uma renovação: a) política e material. d) pessoal e financeira. livre de pasteurização que nos massifica na mediocridade bovina de quem rumina hábitos mesquinhos. pedir colo a Deus e resgatar boas coisas: uma oração em família. de Chico Mendes. Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. Olhamos para trás: a infância que resta na memória com sabor de paraíso perdido. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população? Melhoraram o transporte público. uma oração. b) social e econômica. Reencontrar. 7. Vontade de remar contra a corrente e. em dezembro. Mergulhar em nós. a violência da paisagem urbana e nossa dificuldade de conectar efeitos e causas.Interpretação de texto I Avançar . em vez de competir com o próximo? Ano novo de eleições. Dentro do coração o medo de quem vive numa cidade que lhe é hostil. O mesmo executivo que teme o seqüestro e brada contra os bandidos. em janeiro. a solidão entre matas. Ano Novo. mas se esquece do material. o serviço de saúde. Voto é delegação e. 53 GABARITO 135. na verdadeira democracia. Aceitar a proposta de Jesus a Nicodemos: nascer de novo. De celebrar dez anos. a leitura espiritual. Como se meninos de rua fossem cogumelos espontâneos e não frutos do darwinismo econômico que segrega a maioria pobre e favorece a minoria abastada. abastece o crime ao consumir drogas. Agora. mas está condicionado às limitações materiais. Ano de comemorar 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. “Ano Novo. Por que acelerar tanto. um gesto litúrgico. os sacolões? Nosso bairro tem um bom sistema sanitário. nas atuais circunstâncias. b) a sociedade tem buscado a espiritualidade no fim do segundo milênio. Feliz homem novo. Braços e corações abertos também ao semelhante. encharcando-se de bebidas alcoólicas. 01 de janeiro de 1998. Em volta. d) o homem tem buscado a renovação política com base na democracia. um travo. a efusão de espíritos em abraços afetuosos. enquanto tantos celebram a pós-modernidade. apegados à casa. no ano que se inicia.Leia o texto a seguir e responda às questões de 135 a 138. tolerância é cumplicidade com maracutaias. os apetrechos eletrônicos que perenizam a criança que ainda existe em nós. a realidade desfilar nos ilusórios devaneios de uma telenovela. como se a vida fosse uma janela da qual contemplamos. O Globo. uma vida nova Hoje estamos ingressando em 1998. UFR-RJ Pode-se afirmar que o autor do texto “Ano Novo. a adolescência tecida em sonhos e utopias. Ano de nova qualidade de vida. noite após noite. e comunicar nossa disposição de cancelar o consumo de seus produtos? Por que não competir mais conosco em busca de melhores índices de virtudes e de valores morais. Estaremos chegando mais perto de nós mesmos? Há uma abissal distância entre o que somos e o que queremos ser. governa o povo através de seus representantes e de mobilizações diretas junto ao poder público. Feliz mulher nova. e) política e econômica. c) a sociedade deveria procurar “nascer de novo” num plano espiritual. a própria humanidade.

e) estão corretas as afirmativas I e III. e) II e III são corretas. b) Refere-se a um desabafo proferido pelo narrador. d) estão corretas as afirmativas I e II.” d) “Em política. e as sombras viessem perpassar ligeiras. tendo de chorar a morte de um tio e receber-lhe a herança.). contestando as teorias do passado forma uma geração de contestadores que nada constrói. Aprender a pensar e a tomar decisões é uma das competências mais importantes para o mundo moderno.” A “luta terrível” na alma do sobrinho.)..” 138. I. inquietas sombras?. desistir da herança e chorar a perda do tio. b) apenas a afirmativa II está correta. Só formar uma visão crítica do mundo não resolve..” Os dois pontos e o recurso gráfico do itálico no trecho acima permitem-nos a seguinte interpretação da frase “Aí vindes outra vez.) Ensinar a pensar também não é tão fácil assim.. ah! mas então seria chorar duas coisas: o tio e o dinheiro. Minha recomendação ao jovem de hoje é para que se concentre em uma das competências mais importantes para o mundo moderno: aprender a pensar e a tomar decisões... Veja. extraído de Machado de Assis. b) somente a II é correta. ao se libertar de memórias antigas. Oh. nem um curso de lógica consegue formar jovens críticos.” c) “Olhamos para trás: a infância que resta na memória (.” b) “Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces (.. Sendo assim: a) apenas a afirmativa I está correta.”: a) Indica a citação da obra “Fausto” escrita pelo poeta do trem. consiste em: I. Univali-SC “Volta às aulas (. c) Corresponde a uma explicação sobre o valor de uma narração literária... d) somente a III é correta. amaldiçoar a herança deixada pelo tio e recompor-se da perda o parente. 16 de fevereiro de 2000. como ao poeta. 54 139. e) Trata-se de uma citação de frase empregada anteriormente em obra literária. II.” Stephen Kanitz. desistindo o sobrinho do dinheiro herdado.” e) “Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. de que fala o autor. II. Não é um curso de lógica nem uma questão de formar uma visão crítica do mundo. inquietas sombras?. Não. nada sugere. não constrói.. UFR-RJ Fica evidente a proposta de sermos sujeitos do nosso tempo em: a) “Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante (. Está de acordo com o texto a alternativa: a) I e II são corretas. ninguém sabe o que se passa no interior de um sobrinho. tolerância é cumplicidade com maracutaias. lamentar a morte do tio e alegrar-se com a herança deixada por ele. não o do trem. III. c) somente a I é correta. achando que isso resolve a questão. c) apenas a afirmativa III está correta. Cefet-PR Leia o seguinte trecho. Leia as afirmações a respeito do texto.). d) Trata-se de um meio de o poeta do trem se libertar da lembrança de outro poeta. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. que nada sugere. UFF-RJ “Talvez a narração me desse a ilusão. GABARITO 140.. É impossível ensinar a pensar.137. contraste maldito! Aparentemente tudo se recomporia. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. III.Interpretação de texto I Avançar . Sair criticando o mundo.. e depois responda: “Há dessas lutas terríveis na alma de um homem.

afirma o gerente de marketing da Karsten e professor do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Santa Catarina (SENAC). Jornal de Santa Catarina. marketing pessoal não é tentar passar uma boa imagem daquilo que você não é.. 29/12/1999.. só com a abertura a todo e qualquer termo estrangeiro seremos capazes de acompanhar. Jaime. c) Investir no marketing pessoal é muito penoso. e) Pode-se ser tudo usando marketing pessoal. gastamos muito tempo em busca de sermos o que não podemos ser’. já em 1873. É preciso inovar. conscientizar a nação de que é preciso agir em prol da língua pátria. Voltar Língua Portuguesa . assim. b) As línguas mudam com o passar do tempo e o número de vocábulos aumenta. Segundo ele. d) O marketing pessoal deve ser uma preocupação na hora de procurar emprego. e. ‘Diferente do que muitas pessoas pensam. Univali-SC “Parece-me que é chegado o momento de romper com tamanha complacência cultural. voltando a valorizá-la e eliminando as contribuições estrangeiras. mas passar bem uma imagem daquilo que você realmente é’. A propósito. sensibilidade e altivez – a inevitável. com sucesso. 19 e 20 de setembro de 1999. Univali-SC “Um investimento que vale a pena Sabe aquele funcionário que está sempre de bom humor. em decorrência do acréscimo de termos estrangeiros e das necessidades dos usos e costumes. está correta a alternativa: a) Certos modos de dizer. (. a globalização. a seguinte lição: ‘Não há dúvida que as línguas se aumentam e se alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes’. Por quê? Simplesmente porque investe no seu marketing pessoal. nosso escritor. locuções novas e novas palavras são características do estilo de Machado de Assis. interpenetração cultural que marca o nosso tempo globalizante. e) É preciso acabar com a complacência que cerca a língua pátria. e claro que desejável. a qualquer preço. c) Não é condenável praticar o xenofobismo ou a intolerância de qualquer espécie no que se refere à língua pátria.)” AVENDANO. incentivando os colegas e chamando para si a responsabilidade de determinadas tarefas inclusive aquelas que ninguém se propõe a fazer? Pois é. ao abordar o problema da globalização atual na língua pátria. para enfrentar – com conhecimento. porque a América foi incapaz de produzir riquezas novas. ‘Se pensarmos bem. 55 GABARITO A melhor interpretação para o texto é: a) O funcionário deve fazer só o que os outros não querem. Machado de Assis. isso seria uma tarefa fácil se as pessoas não ficassem tentando imitar o modelo de outras pessoas. argumenta. deixou-nos. É preciso agir com espírito de abertura e criatividade. 142. segundo Machado de Assis. e tentassem descobrir as suas virtudes. CASTRO. “Protegendo a língua nacional”. necessita de mudança de humor. Álvaro. Sobre o texto. esse funcionário está em alta nas empresas que pretendem sobreviver no próximo milênio. Esse é o único meio de participar de valores culturais globais sem comprometer os locais.141. ‘Cada um deve investir naquilo que faz e que os outros não fazem’. veremos que a vida é mais simples do que nós a encaramos e. Nelson Marinho Teixeira. muitas vezes. d) A língua portuguesa. IMPRIMIR b) Deve-se passar a imagem daquilo que se é ao invés de imitar outras pessoas. mas sem xenofobismo ou intolerância de nenhuma espécie. função etc. Jornal de Santa Catarina. não pode parar no século passado.Interpretação de texto I Avançar .

pois isto eliminaria a tendência universalizante das manifestações populares. 32. Geralmente se entende por popular um tipo de criação rústica. Quer dizer.Interpretação de texto I Avançar . a soma das alternativas corretas. Dê.” MACHADO. Scipione. mas também em caracterizar o termo popular. 32. 16. 08. Quanto à estruturação formal. 145. Suas características composicionais não conhecem fronteiras de tempo nem de lugar. a soma das alternativas corretas. como resposta. inclusive aquelas de caráter eminentemente técnico? Se este legado existe. caracterizada pela simplicidade e pobreza expressiva. visto que a autora apresenta seus próprios pontos de vista sobre o assunto. Talvez você mesmo pense assim. 02. Leia.As questões de 143 a 145 baseiam-se no texto abaixo. 56 143. as criações populares não conhecem normas nem limites. atentamente. 02. portanto. uma manifestação cultural de caráter universal. Em alguns momentos. UFMS O termo popular. como resposta. sobrevive até hoje apenas por força da transmissão oral. possui um caráter eminentemente regional. como resposta. não se prende a um autor específico. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que completa(m) corretamente a frase: O conto popular é um gênero narrativo que: 01. embora tenha um caráter universal. UFMS Em relação ao texto lido. Mas. 28. tendência à universalização. 04. não pode ser considerado como um gênero literário devido a sua simplicidade e pobreza expressiva. 16. caráter espontâneo. veja bem. próxima da variante popular. tal como aparece no texto. apresenta características composicionais que variam no tempo e no espaço. 32. a soma das alternativas corretas. pois discorre sobre o conto popular. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . quando se trata de estudar gêneros literários. A autora se preocupa não apenas em definir o conto popular enquanto gênero narrativo. Trata-se de um texto literário. se assim fosse. indiferença às imposições da cultura oficial. Irene. Popular é. manifestação culturalmente rica. O conto popular. O texto utiliza uma linguagem informal. Também não pode ser entendido como sinônimo de regional. é porque a cultura popular é algo muito mais rico do que podemos imaginar. p. 02. Literatura e redação. a autora estabelece uma interlocução com o leitor. 144. pode ser associado à(s) seguinte(s) características(s): 01. 08. todo o texto antes de resolvê-las: “A importância do conto popular em nossa cultura é tão forte que precisamos ter muito claro o que se deve entender por popular. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu e continua exercendo sobre a literatura e as outras manifestações artísticas e culturais. nascida de modo espontâneo e totalmente indiferente a tudo que seja imposto pela cultura oficial. Dê. seja uma criação coletiva e tenha vivido muito tempo graças à transmissão oral. Elas estão acima de qualquer tipo de aprovação social. O texto pode ser classificado como opinativo. o texto segue o esquema básico introdução – desenvolvimento – conclusão. é possível dizer que o conto popular é um gênero narrativo que desenvolve traços que se repetem em histórias criadas nos mais variados locais e épocas. Com isso. obediência às normas socialmente aprovadas. já que se trata de uma criação coletiva. São Paulo. 04. desenvolve traços próprios que o distinguem de outros tipos de narrativas. apresenta um modo narrativo que o singulariza diante de outros tipos de narrativas. 16. 04. Dê. 08. 1994. criação rústica. é correto afirmar: 01.

Que corra atrás do prejuízo. já dizia Gláuber Rocha. e não econômica. UFMT – Modificada ( ) Dizer que os brasileiros têm complexo de vira-lata significa dizer que eles sofrem de xenofobia. ( ) As expressões “se tornou out” e “vire in” significam respectivamente “estar por fora” e “ficar por dentro”. ( ) Segundo Squarisi. Outra é a receptividade. 1948). que determina o prestígio de uma língua sobre as outras. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão mas também’ com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. (. ( ) Infere-se do texto que os direitos da mulher estão dissociados dos direitos do homem.. Peça help. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. O inglês avançou nas nossas fronteiras porque é falado pela maior potência do planeta. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. 18 de nov. Quem não aderiu se tornou out. ( ) A concessão dos direitos civis à mulher enquadra-se no âmbito dos direitos humanos. ( ) As obrigações do Estado não se limitam ao campo da cidadania. como a realização dos postulados da justiça social’. Nós. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. Superior de Brasília-DF Julgue os itens a seguir. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. GABARITO 147. p. sua literatura. compreensão e interpretação textuais. ( ) O preconceito sexual ou religioso enquadra-se no campo das liberdades políticas. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. Dad. 170. Startar cassou o começar. UFMT ( ) O aportuguesamento do vocabulário da informática em deletar.) Hoje aportuguesamos termos que nem sonhavam figurar no Aurélio. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. no livre exercício de suas próprias soberanias. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. Colômbia. Revista Exame. 1998.Interpretação de texto I Avançar . Printar expulsou o imprimir. conseqüentemente. O que vem de fora é melhor. cuja Carta proclama os “direitos fundamentais da pessoa humana” como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. Uma é o prestígio. é a ascendência cultural. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 147 e 148: “Invasão de língua estrangeira tem várias razões.. A informática serve de exemplo. printar e startar é meramente semântico. sua tecnologia e o american way of life. Além disso. É isso. seu cinema. Voltar Língua Portuguesa . “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. que vende como ninguém sua música. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos.“ SQUARISI. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. temos complexo de vira-lata.” 57 146. sua televisão. Deletar tomou a vez do velho apagar. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. ( ) A Organização dos Estados Americanos foi criada especificamente para proteger os direitos fundamentais do homem. ( ) O léxico do português brasileiro tem sido ampliado pela entrada e acomodação de estrangeirismos. IMPRIMIR 148. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. de acordo com a leitura. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. E vire in.Texto para a questão 146. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. I.E.

mas ela vos sangrou na veia d’arca. como se fosseis voraz lobo? Quisestes tosquear o vosso gado. o objetivo é ressaltar as peculiaridades da terra tropical. água. UFPE Texto I “Capítulo CVII (em que se declara que bicho é o que se chama preguiça): Nestes matos se cria um animal mui estranho. que o faça mover uma hora mais que outra. e tendo tão larguíssimas orelhas. Mas a intenção era diversa: o primeiro queria encantar. pois ficando faminto. Org.). já no texto II. Tratado Descritivo do Brasil. Voltar Língua Portuguesa . e o segundo. b) O poema de Oswald de Andrade ilustra um procedimento comum aos nossos modernistas de primeira hora.. a que os índios chamam “aí”. e roubais. Gabriel S. Salvador: EDUFBA. ontem um passa-aqui do Arcebispo! (. qual alternativa é incorreta? a) O texto de Gabriel de Sousa utiliza o recurso da comparação para dar conta da realidade com que se defronta na terra ultramarina e transmiti-la aos europeus. nome certo mui acomodado a este animal. Uneb-BA GABARITO Texto I “A um vigário de certa freguesia. heis de buscar a dente qual jumento erva para o jantar. e para a ceia (..” SOUSA.. pois não há fome.. com o título de seu poema. de. 150. fogem vossas ovelhas de vós. Gleise F. que quem ousadamente se adianta em vez de tosquear fica em pêlo? Intentastes sangrar toda a comarca. fogo. Sois tão grande velhaco. mas quem digo que vos valha? Valha-vos ser um zote. o de tomar a literatura quinhentista como fonte de inspiração temática e formal.. e os portugueses preguiça. seduzir. Texto II “Festa da Raça Hu certo animal se acha também nestas partes A que chamam Preguiça Tem hua guedelha grande no toutiço E se move com passos tam vagorosos Que ainda que ande quinze dias aturado Não vencerá a distância de hu tiro de pedra” ANDRADE. calma. conhecido por ser muito ambicioso Reverendo vigário. que é título de zotes ordinário. Valha-vos. 171-2.Interpretação de texto I Avançar . c) É inegável o tom jocoso e irônico de Oswald de Andrade ao fazer. nem outro perigo que veja diante. uma alusão à suposta preguiça do brasileiro. (. não chega ao meio dela desde pela manhã até as vésperas. paradisíaca. não só no léxico como também na sintaxe. 1996. não vos cai em capelo o que o provérbio tantas vezes canta. MENDES. como sendo tão bobo. frio.) e são estes animais tão vagarosos que posto um ao pé de uma árvore. 58 Sobre os textos I e II. Oswald de. e um canalha: mixelo hoje de chispo. qual uma harpia. In: Senhora Dona Bahia – Poesia Satírica de Gregório de Matos. d) No texto I. que a pura excomunhão meteis no saco: já diz a freguesia que tendes de Saturno a natureza.149.)” IMPRIMIR MATOS. e saístes do intento tosqueado. e) A linguagem dos dois textos apresenta pontos em comum. 1587. recém-descoberta. p. Poesias Reunidas. Gregório de. e sem sustento. o poeta busca resgatar a língua original do Brasilcolônia. pois os filhos tratais com tal crueza que os comeis.. parodiar.

é Manuel. porque quanto mais alta é a função. de Senhor. Ele gosta de me chamar Manuel ou Emanuel. 146-8. 1995. o Filho de Davi. as provas. com o braço ocultando os olhos. se quiser. grande grito. BISPO Cale-se. remembrando a negra Inquisição. Ariano. 1972. Castro. a gemonia. 59 IMPRIMIR Texto III “ENCOURADO. 17. mais generosidade e virtude requer. Quem é? É Manuel? MANUEL Sim. não. Você estava mais espantado do que ele e escondeu essa admiração por prudência mundana. Lisboa. Esse é um de meus nomes... MANUEL Foi isso mesmo. Colombo a soluçar. In: Poesias completas de Castro Alves.” SUASSUNA. Não quero faltar com o respeito a uma pessoa tão importante. que era Cristo. João Huss na sepultura. Sou.. O Santo Ofício.... Arbues – foi Anchieta!” ALVES.. santificando-se através dela. Seu tempo já passou. Rio de Janeiro: Agir.. atrevido. Que direito tem você de repreender João porque falou comigo com certa intimidade? João foi um pobre em vida e provou sua sinceridade exibindo seu pensamento. Levantem-se todos. por quê? JOÃO GRILO Porque.. Loiola – aqui foi Nóbrega.Interpretação de texto I Avançar . p. Se aqui houve selvagens – eles os educaram. 9 ed. porque pensa que assim pode se persuadir de que sou somente homem... autoritário.. 145-6. João. Na fogueira Grandier. Com que autoridade está repreendendo os outros? Você foi um bispo indigno de minha Igreja. (Coleção Prestígio). MANUEL Cale-se você. GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. p.. mas eu pensava que o senhor era muito menos queimado. (. de costas. sinto perfeitamente que estou diante de uma grande figura. A hidra escura e vil da vil Teocracia. não é lhe faltando com o respeito não. pode me chamar de Jesus.. mas você pode me chamar também de Jesus. o Leão de Judá. O tempo da mentira já passou.. de Deus. Em vez de Inquisidor – tivemos a vedeta. mundano. soberbo. Se lá carrascos foram – cá mártires morreram. pois vão ser julgados.) Oh! não! Mil vezes não! O poeta Americano Vos deve sepultar no verso soberano – Pano negro que tem por lágrimas de prata As lágrimas que a Musa inspirada desata!!! Se aqui houve cativos – eles os libertaram. Se aqui houve fogueiras – eles nelas sofreram. Sua obrigação era ser humilde. Auto da Compadecida. De mil autos-da-fé o fumo enchendo o céu. ed. JOÃO GRILO Aquele Jesus a quem chamavam Cristo? JESUS A quem chamavam.. Rio de Janeiro: Ediouro. Tours. Sevilha e Nantes na tortura. o azeite. É justo!. JOÃO GRILO Apesar de ser um sertanejo pobre e amarelo. a gemer Galileu. Muita oportunidade teve de exercer sua autoridade. mas se não me engano aquele sujeito acaba de chamar o senhor de Manuel.Texto II “Jesuítas e Frades Que o mundo antigo s’erga e lance a maldição Sobre vós. Que a maldição vos lance a pena do Gaulês Tendo por tinta a borra das caldeiras de pez. Mas você.. Que o Germano a sangrar maldiz em feros hinos.

pensei em fazer uma História dos subúrbios menos seca que as memórias do padre Luís Gonçalves dos Santos relativas à cidade. III. Capítulo II. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. II. Pois. embora de épocas diferentes. tal como ocorreram então. jardinar e ler. 810-11. interrelacionam-se. Distrações raras. O mais do tempo é gasto em hortar. 152 e 153. como todos os documentos falsos. A certos respeitos. Jurisprudência. senhor. mas falto eu mesmo. v. e restaurar na velhice a adolescência. O Texto II evidencia um contraste entre as ações dos religiosos na Europa e na América. No Texto II. d) II. de suas reais funções. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. e lembrou-me escrever um livro. como ao poeta.Interpretação de texto I Avançar . pegasse da pena e contasse alguns. Tanto no Texto I quanto no II. como tudo cansa. 1. na época em que antigamente vivia. e. Depois. No Texto I. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. Quanto às amigas. como bem e não durmo mal. se o rosto é igual. no tempo em que os eventos narrados ocorreram. tudo árido e longo. Em verdade. UFF-RJ “A certos respeitos. a fisionomia é diferente. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. vida diferente não quer dizer vida pior. p. esta monotonia acabou por exaurir-me também. o pastor religioso é apresentado como um exemplo de comportamento mundano. a ação dos religiosos no continente americano é amaldiçoada devido ao seu caráter opressor.. Sobre eles. Duas ou três fariam crer nela aos outros. Talvez a narração me desse a ilusão. I. VI. 151. a ação do representante terreno do clero é voltada para a defesa de valores essencialmente cristãos. Machado de. algumas datam de quinze anos. ignorando o ponto de vista do momento em que o texto é escrito. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. distanciando-se. Texto para as questões 151. não o do trem. vá.Os três textos. mas não a mim. O que aqui está é. expressa no fragmento acima. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. Os Textos I e III apresentam um ponto em comum: um enfoque crítico do comportamento dos representantes do clero. não consegui recompor o que foi nem o que fui. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. e as sombras viessem perpassar ligeiras. de memória. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. Dom Casmurro. IV. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. Os amigos que me restam são de data recente. conclui-se que: a) A narrativa é feita a partir das mesmas idéias sobre si que o narrador possuía no momento mesmo em que os episódios da vida antiga ocorreram. e) A análise dos encantos da vida antiga parte dos mesmos pressupostos que o narrador tinha. e. inquietas sombras ?. outras de menos. V. c) I. mas não me acudiram as forças necessárias. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falarme e a dizer-me que. c) O julgamento sobre a vida antiga não é o mesmo que o narrador tinha. III e VI. conservo alguma recordação doce e feiticeira. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos.” Em relação à posição do narrador. como se diz nas autópsias. pouco apareço e menos falo. IV e VI. e quase todas crêem na mocidade. IV e V. mas exigia documentos e datas como preliminares. era obra modesta. pretende reconstituir os eventos ocorridos em seu passado. mal comparando. evidencia-se uma crítica à hipocrisia religiosa. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e V. uma vez que focalizam a ação do clero na realidade do Brasil. III. e esta lacuna é tudo. b) II e III. Em tudo. identifique as afirmativas verdadeiras. conservo alguma recordação doce e feiticeira.” ASSIS. o interno não agüenta tinta. Rio de Janeiro: José Aguilar 1971. Quis variar. 60 GABARITO “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida. e que apenas conserva o hábito externo. de memória. Entretanto. é outra coisa. No Texto III. e tal freqüência é cansativa. em determinado momento de sua vida. b) O narrador aspira a uma reconstrução textual do passado. d) O narrador. filosofia e política acudiram-me. Se só me faltassem os outros. Ora. assim. e) II.

como se diz nas autópsias.152. se o rosto é igual.Interpretação de texto I Avançar . não tem amigos de longa data. vá.” 153. mas falto eu mesmo. UFF-RJ O narrador do texto pouco aparece e menos fala. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos.” a) b) c) GABARITO d) IMPRIMIR e) Caulos. O que aqui está é. mas não a mim. o interno não agüenta tinta. com certo humor. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. Só dói quando eu respiro.” b) “Em tudo. através de outra linguagem – o cartum –. Porto Alegre: L&PM. em sua narrativa. e que apenas conserva o hábito externo.” e) “Quanto às amigas. não consegui recompor o que foi nem o que fui. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. e tenta. algumas datam de quinze anos. como todos os documentos falsos. mal comparando. e tal freqüência é cansativa.” c) “Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. e quase todas crêem na mocidade. e esta lacuna é tudo. senhor. Assinale a Opção em que. a fisionomia é diferente. UFF-RJ Uma das características da prosa de Machado de Assis é a presença de referências ao leitor de seus textos. Identifique o fragmento em que o narrador emprega uma forma lingüística que expressa o leitor a quem se dirige: a) “Pois. sd. “atar as duas pontas da vida”. percebe-se um certo humor semelhante ao que constitui o texto de Machado de Assis. sobretudo no seguinte trecho: 61 “Se só me faltassem os outros.” d) “Duas ou três fariam crer nela aos outros. outras de menos. Voltar Língua Portuguesa .

compridos pelas espáduas. 154. de que nós deste porto houvemos vista. Águas são muitas. não pudemos saber que haja ouro. para transportar água ou vinho.Interpretação de texto I Avançar .” Carta de Pero Vaz de Caminha in: ROBERTO. tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que. um no meio e os dois nos cabos. não tínhamos nenhuma vergonha. Nela. porque. a modos de azulada”: é uma tintura feita com o sumo do fruto jenipapo. nem prata. a) “O Novo Mundo nos músculos / Sente a seiva do porvir”. como os de Entre Douro e Minho. que recebia o nome de “espelho” por ser feita de madeira polida. até agora. com cabelos muito pretos. Paulo Pereira (org. a saber. Ali andavam entre eles três ou quatro moças. e suas vergonhas tão altas. E em tal maneira é graciosa que.” (Murilo Mendes). por bem das águas que tem. p 39-40. 2. a modos de azulada. 1999. / Onde canta o sabiá” (Gonçalves Dias). que andavam sem eles. outros traziam três daqueles bicos. “tintura preta. muito chã e muito formosa. planície. que pareciam espelhos de borracha. querendo-a aproveitar.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. Esta terra. “escaques”: quadrados de cores alternadas como os do tabuleiro de xadrez. que nos parecia muito longa. de as muito bem olharmos. assim frios e temperados. é toda praia parma. 5. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. De ponta a ponta. bem moças e bem gentis. dar-se-á nela tudo. Tem. a saber.Texto para as questões 154 e 155. Pelo sertão nos pareceu. metade deles da sua própria cor e metade de tintura preta. d) “Irás a divertir-te na floresta. 4. a estender olhos. nem coisa alguma de metal ou ferro. “espelhos de pau. delas brancas. UFF-RJ Assinale o fragmento que representa uma retomada modernista da Carta de Pero Vaz de Caminha. não podíamos ver senão terra com arvoredos. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. E alguns. “parma”: lisa como a palma da mão. que pareciam espelhos de borracha”: associação de imagem com a tampa de um vasilhame de couro. infindas. 3. vista do mar muito grande. no meu braço” (Tomás Antônio Gonzaga) e) “Todos cantam sua terra / Também vou cantar a minha” (Casimiro de Abreu). b) “Minha terra tem palmeiras. “chã”: terreno plano. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. Rio de Janeiro: Lacerda. tinham os beiços furados e nos buracos uns espelhos de pau. ao longo do mar. c) “A terra é mui graciosa / Tão fértil eu nunca vi. “Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços. delas vermelhas. grandes barreiras. 62 GABARITO Vocabulário: 1. e outros quartejados de escaques. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Senhor me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até a outra ponta que contra o norte vem. Marília. / sustentada. (Castro Alves). nalgumas partes. nem lho vimos Porém a terra em si é de muito bons ares. quartejados de cores. Aí andavam outros.

”. p. agora já faz parte de nossa cultura”. entre as classes sociais mais ricas e. (. Pelotas-RS Na imprensa brasileira. que é possível o Brasil mudar esse quadro. b) recortar e recriar em versos trechos da carta de Caminha. de modo significativo. b) A seqüência “o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte de nossa cultura” pode ser substituída. d) As expressões “volte a ser” e “deixe de ser” levam. via-de-regra. e) identificar e recusar os processos de colagem modernistas.. dando-lhes títulos novos. sob o título “Você acha normal que uma criança carente fracasse na escola? Nós não. respectivamente. Estamos às vésperas de uma eleição e o nosso voto pode contribuir decisivamente para que a escola volte a ser a grande solução do Brasil e deixe de ser apenas mais um problema. advertem os eleitores a respeito do cuidado com a escolha dos seus candidatos. e) O conformismo de nossa sociedade é menos perverso que os altos índices de repetência escolar. sem prejuízo do sentido global. quase sempre às duas grandes vítimas desse monstrengo caótico que virou o ensino brasileiro: a criança e o professor.) O pior é que a responsabilidade da cultura da repetência é atribuída. por ocasião das eleições de 1994.. por “como o fracasso na escola passou a ser encarado de forma muito natural. Oswald de. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. c) imitar e refazer em prosa a Carta de Caminha criando títulos para as várias seções. dando títulos nacionalistas às estrofes. 1978. o calor e o frio. o sol. 156. em algumas experiências. “Os altos índices de repetência escolar só não são mais perversos que o conformismo de nossa sociedade com esse absurdo que está presente. a UNICEF e a Fundação Odebrecht. d) reconhecer e retomar a prática romântica. UFF-RJ “Pero Vaz Caminha a descoberta Seguimos nosso caminho por este mar de longo Até a oitava da Páscoa Topamos aves E houvemos vista de terra os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam pôr a mão E depois a tomaram como espantados primeiro chá Depois de dançarem Diogo Dias Fez o salto real 15 as meninas da gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito olharmos 20 Não tínhamos nenhuma vergonha” ANDRADE. (. de forma tão natural quanto a chuva. 80. c) A expressão “duas grandes vítimas desse monstrengo caótico” remete a termos posteriores a ela. à dedução de que a escola já foi a grande solução do Brasil e de que há necessidade de que não seja mais um problema. criando estrofes simétricas e com títulos. A verdade é que o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte da nossa cultura.) A vontade política e a criatividade do povo comprovam. dando-lhes novos títulos.155.. de modo esmagador. U.Interpretação de texto I Avançar . 5 10 63 O procedimento poético empregado por Oswald de Andrade em seu texto é: a) reconhecer e adotar a métrica parnasiana..F. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Poesias reunidas. a) Para o autor do texto. o problema da repetência será resolvido com vontade política e criatividade por parte do povo brasileiro. entre as classes mais pobres.” GABARITO Marque a alternativa que não está de acordo com o texto.

A população da cidade entrou em pânico com uma misteriosa quadrilha que aproveitava a ausência dos moradores para roubar comida.157. A outra é o chamado polegar pseudoopositor. capazes de partilhar alimento”. Os coitados haviam sido soltos numa mata na vizinhança da cidade. além do homem e do chimpanzé. o macaco-prego só podia mesmo ser um sujeito muito esperto. abrir latas e frutas e escavar a terra movido pelo ímpeto de encontrar comida. Voltar Língua Portuguesa . quando a Polícia Florestal prendeu. com força. “Não existe um único líder no bando.E. o dos macacos do Novo Mundo. interior de São Paulo. “São os únicos. diferente dos outros primatas. U. Tiveram de apelar para o crime. Maringá-PR Leia o texto a seguir: “Gênio da selva Apetite favorece a inteligência Quando se fala em bicho inteligente. Os outros primatas normalmente se organizam em torno de um macho dominante que controla o abastecimento do grupo. seu prato preferido. O apetite insaciável. da mesma forma que o macaco-prego. Ele consegue pescar. o macaco-aranha e o muriqui são macacos africanos. Parente mais próximo do homem. 04. da Universidade de São Paulo. julho/00. diz Eduardo Ottoni. o macaco-aranha e o muriqui são espécies de macacos da América.Interpretação de texto I Avançar . Entre os macacos-prego o poder é diluído. As chefias são formadas por até três animais”. é marca registrada dos espertos macacos-prego. 08.72. observa Ottoni. ressalta o etólogo Eduardo Ottoni. depois que o zoológico municipal fechou. a soma das alternativas corretas. 16. sobra tempo para atividades sociais e para cultivar amizades.” Superinteressante. em fevereiro de 1999. esse macaco africano consegue aprender por observação. A primeira é o tamanho do cérebro. Os mandachuvas dividem a própria comida com os seus subordinados. Se não houver frutas nem insetos à mão. um bando bem organizado de 55 micos assaltantes. O caso foi resolvido em março. na sociedade dos macacos-prego não existe a noção de poder e liderança. são muito mais parecidos com seus primos de terceiro grau da África do que com seus conterrâneos. Não é para menos. Onívoros de carteirinha. aliás. e estavam com fome. como o macaco-aranha e o muriqui. proporcionalmente maior nesses micos do que nos outros macacos americanos. A sociedade dos micos também é mais democrática que a média. a primeira palavra que vem à cabeça é o chimpanzé. o macaco-prego é o parente mais próximo do homem e pertence a um grupo menos evoluído de primatas. Dê. Os macacos-pregos pertencem a um grupo menos evoluído de primatas. 02. usam uma ferramenta: ajeitam o fruto cuidadosamente numa pedra e jogam uma outra em cima. As razões desse desenvolvimento cognitivo só começaram a ser compreendidas muito recentemente. “Eles podem andar sobre duas patas e também são perfeitamente capazes de aprender por observação”. Com relações tão complexas. Apesar da distância. como resposta. em flagrante. Para comer coquinhos. Foi isso o que aconteceu em Fernandópolis. Sem precisar disputar o coquinho de cada dia a mordidas. usar ferramentas e se reconhecer no espelho. existem duas razões fisiológicas para o desenvolvimento cognitivo do macaco-prego. 64 GABARITO IMPRIMIR De acordo com o texto: 01. eles mudam a dieta e podem atacar plantações ou mesmo assaltar casas. Duas delas são fisiológicas. que dá uma destreza enorme ao animal. p. eles são capazes de procurar comida nos lugares mais improváveis.

à força de velhas. Há portanto certos modos de dizer. AEU-DF Julgue os itens abaixo. Nem tudo tinham os antigos.158. Em geral. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. propõe a mediação. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto I Avançar . Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. é uma combinação de força e resistência. em relação à compreensão e à interpretação do texto. e) A mulher brasileira. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. locuções novas. é o suor. Uma força que nos alerta. ( ) É notória a sua preferência pelo aristocrático e o tradicional e o seu desprezo pelo popular e o moderno. a mulher da canção. é a cor. apenas agüenta. – não me parece que se deva desprezar. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. ou antes por uma exageração de princípio. quando deve chorar. por intermédio dos escritores. se fazem novas. Pelo contrário. Divergência digo. transforma a dor em alegria. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. em seu texto. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso.” Milton Nascimento e Fernando Brandt. Maria É um dom. desentranhar delas mil riquezas que. entre a tradição e a modernidade. Mas se isto é um fato incontestável. Maria É o som. simboliza os seres humanos que lutam. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. ( ) Ele é de opinião que se pode muito bem prescindir do conhecimento dos clássicos para se saber corretamente a língua culta. uma certa magia. Feitas as exceções devidas. A influência popular tem um limite. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. como são todas as mulheres do planeta. Maria. representada pela Maria da canção. não se lêem muito os clássicos no Brasil. ( ) Machado de Assis. Maria. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. apesar de defender a preservação da essência lingüística do Português. Uma mulher que merece viver e amar Como outra qualquer do planeta. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. outros há que os adotam por princípio. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. nem tudo temos os modernos. o que é um mal. b) A mulher. mas que sabem perfeitamente os clássicos. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. o capricho e a moda inventam e fazem correr. 65 “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. não imputa aos literatos tal responsabilidade. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes.” GABARITO 159. porque. apenas suporta a dor de viver. e segue sua vida. no texto. sofrem e resistem à dor de viver. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. É a dose mais forte e lenta De uma gente que ri. principalmente por parte dos escritores. ( ) Machado. A este respeito a influência do povo é decisiva. E não vive. não se lêem. Univali-SC “Maria Maria Maria. Cada tempo tem o seu estilo. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. d) Maria. a lágrima em riso. porém. o autor se opõe à tácita aceitação de modismos. A opção que melhor sintetiza o trecho da canção é: a) Todas as mulheres merecem ser amadas. ( ) Conquanto reconheça a necessidade de atualização da língua. Texto para as questões 159 e 160. c) Maria.

IMPRIMIR Em cada um dos itens seguintes. Depois dele: o turismo multinacional. 1984. em grande parte oriundas das circunstâncias físicas. A marcha do povoamento. 12ª ed.. 1997. Ante o que vimos a formação brasileira do norte é mui diversa da do sul. p. de coração bondoso. econômica ou política nacional. festeiro. que o nome não se soubesse. 161. porém. um país feliz! E mais! Um povo que nunca enfrentou guerras. Apud SANTOS. ( ) fragmento II ( ) fragmento V ( ) fragmento I e III ( ) fragmento II e IV – integração nacional. Definamos rapidamente os antecedentes históricos do jagunço. 162. no meio de serras de parte-vento e suas mães árvores. Porto Alegre: Mercado Aberto. – valorização das idiossincrasias regionais. em magnífico resumo.” GABARITO VERÍSSIMO. o texto lido pode ser classificado como crônica. em que todas as cores e raças se misturam livremente. Márcio. Fragmento V “E mais! Um país de povo alegre. 3ª ed. perfazendo indagação. As circunstâncias históricas. nunca não encontra. o mesmo. 5ª. Rio de Janeiro: Marco Zero. o imperador do Acre. os senhores de terras e gados. Érico. O tempo e o vento. por si. ( ) Evitando o estilo fácil e superficial. p. era o sertão churro.160. até.. nem furacões. um povo prestativo. Voltar Língua Portuguesa . muitos deles descendentes dos primeiros sesmeiros. Para isso. que então vigoravam no Brasil do século XIX. o próprio. In: Obra completa. 13. 227. julgue se o(s) fragmento(s) acima poderia(m) subsidiar a elaboração de um texto publicitário com a temática apresentada abaixo. identificados abaixo. o sertão vem.. nem lutas fratricidas. Grande sertão: veredas. Carvalho. acolhamo-nos ao nosso assunto. porto Alegre: Sulina. quando a gente não espera.” SOUZA. na face e nas vidas das gentes que hoje se acham no réveillon do Comercial? E se eu vos assegurar que neste clube se agita uma espécie de microcosmo do Rio Grande? (. Fragmento IV “Agora estamos fartos de aventuras exóticas e mesmo de adjetivos clássicos e é possível dizer que este foi o último aventureiro exótico da planície. Ia fazendo receios. Guimarães. CUNHA. Um aventureiro que assistiu às notas de mil réis acenderem os charutos e confirmou de cabeça que a lenda requentou. do Maranhão à Bahia. efêmera talvez. visto que aqui o preconceito é econômico. aonde lá. Literatura brasileira. após apresentação de uma tese. ed. – divulgação de qualidades do país com vistas à atração de turistas para a festa de comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil. com sua dialética irresistível. 1989.” Fragmento I Procuremos. Os sertões. Fragmento III “E se eu lhe disser que vossa História está toda escrita. ( ) Toda a fundamentação lingüística de Machado é profundamente influenciada pelas premissas saussurianas. expõe os elementos que a compõem. Machado de Assis faz um ensaio crítico em que. Euclides da.. 1984.o senhor querendo se procurar. 1995. De repente. Galvez.” RIBEIRO. neste intricado caldeamento a miragem fugitiva de uma sub-raça. II. Apud Sergius Gonzaga. pela abertura de rodovias. pois desconhece o preconceito racial. revela-as. UnB-DF “Um grupo de alunos de uma escola de propaganda e marketing recebeu a tarefa de criar textos publicitários a partir de fragmentos de textos da literatura brasileira. p. . p. ( ) De roupagem metalingüística. Rio de Janeiro: Record. o grupo escolheu fragmentos que apresentam temáticas e enfoques diferenciados da realidade sociocultural. João Ubaldo. Volnir e Adão E. vol. AEU-DF Julgue os itens que seguem. Manual de literatura brasileira.) Ali estão dois representantes do clã pastoril. Descemos por umas grotas. nem terremotos. – lançamento de uma fábrica brasileira de cigarros. Mas. originaram diferenças iniciais no enlace das raças.Interpretação de texto I Avançar . Inaptos para discriminar as nossas raças nascentes. que dribla todas as dificuldades com o célebre jeitinho. 66 Fragmento II “Quadrante que assim viemos. nem vulcões.se diz .” ROSA. o autor leva constantemente o leitor à reflexão. E mais! Um povo que convive em amenidade e cortesia. nem pestes. ( ) Nele. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. por esses lugares. 626. p. 158. A estrada de todos os cotovelos. prolongando-as até ao nosso tempo. Viva o povo brasileiro. Até. em relação à teoria e aos estilos de época na Literatura Brasileira. Sertão.

E. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. Quanto a estes. Texto para a questão 163. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. ( ) Para ele. deixa subjacente a condição de inferioridade deles em relação aos velhos. ressuscitada a cada geração. ( ) Ao apontar os novos como herdeiros. procurar emprego em nosso país. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. é latente a contenda entre novos e velhos poetas.Leia o texto abaixo para responder a questão 41. não existe geração espontânea. são por natureza os nossos filhos naturais. “roubada” do Rio Grande do Sul. com os espetáculos de circo dos parnasianos. jamais fiz distinção entre uns e outros. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. ( ) Para Mário Quintana. Para os executivos e a família. “No Brasil. sem querer. Quanto a mim. 162. e) Todas as 400 empresas transnacionais instaladas no Brasil trouxeram seus executivos da matriz. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. existem colônias de franceses no Paraná. além de tudo. apesar de equivocada. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. com a sua livre poética. Para as companhias. ( ) No primeiro parágrafo diz que a poética parnasiana. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros.” BUCHALLA. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. o ímpeto da loucura é exclusivo da senilidade. entre novos e velhos. Das 500 maiores companhias transnacionais. sem rede de segurança . UEMS De acordo com o texto é correto afirmar que: a) Os estrangeiros têm vindo. em relação à compreensão e à interpretação do texto. essa transferência representa um reforço na filial. a mudança é um sacolejo completo na vida. Anna Paula. também foi responsável pelo aprendizado dos modernistas. em massa. Os (ainda) chamados modernistas. AEU-DF-Modificada Julgue os itens abaixo. por sua vez. Desde 1990. na incauta adolescência.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. já que aqui não há executivos preparados. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. Veja.” 67 GABARITO 163. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. b) A Renault construiu uma colônia de franceses no Paraná. embora sem querer. mais de 400 estão instaladas no país. ( ) Depreende-se de todo que Quintana não estabelece relação direta entre a qualidade do poeta e sua faixa etária. Tanto de um como de outro grupo etário. Em São Paulo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Acontece que. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. d) As multinacionais transferem executivos da matriz para o Brasil objetivando reforçar sua filial. E assim. graças à Renault. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. por iniciativa própria. em prol do equilíbrio universal. Hoje. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. 26/04/2000. c) As multinacionais empregam executivos estrangeiros.Interpretação de texto I Avançar .

Essa ironia é traduzida claramente pelo(s) verso(s): a) A terra é mui graciosa. onças e capivaras. papagaios. Essa relação pode dar-se em forma de paráfrase ou de paródia.55. UFPB-PSS Após a leitura dos textos I e II. faz críticas explícitas ao aspecto ufanista da Carta. é muito boa de ares. Como será esse país no futuro. capivaras. tem-nos muitos. araras e papagaios. Araras. rios. nas praias douradas desse novo país. Tem macaco até demais. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s): a) I. nem surfistas. já quinhentos anos passados. Texto I “Fragmento da Carta de Pero Vaz de Caminha . Era assim o Brasil de Cabral. mantém o mesmo olhar positivo de Caminha sobre o futuro da terra brasileira. verifica-se que Murilo Mendes ironiza a exaltação da terra feita por Caminha. GABARITO 165. De plumagens mui vistosas. apesar da leve mudança no estilo. IV. Rios e riachos corriam límpidos. assim os achávamos como os de lá. Salvo o devido respeito. Ficarei muito saudoso Se for embora daqui. Vossa perna encanareis. UFPB-PSS A intertextualidade é a relação que ocorre entre dois ou mais textos.” 68 164. “Ainda não haviam louras. III. Tem goiabas. b) I e III. a arca. c) Tem goiabas. A gente vai passear.” Texto II “Carta de Pero Vaz (Murilo Mendes) A terra é mui graciosa.. nem biquínis. a terra em si. Texto para as questões 41 e 42. tem-nos muitos. Edição Zero.. Quanto aos bichos. Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. melancias. Tão fértil eu nunca vi. Fortaleza: Editora RISO. O corpo do texto é uma paráfrase da Carta de Caminha pois: I. Águas são muitas e infindas. Esmeralda é para os trouxas.Interpretação de texto I Avançar . Senhor. II. embora escrita no mesmo estilo. d) II e IV. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . árvores. cajueiros. b) No chão espeta um caniço.. De tal maneira é graciosa que. Tão fértil eu nunca vi. porque. c) I. palmeiras. um número sem fim de animais povoavam as selvas e constelações de pássaros enfeitavam os céus sem fumaça do novo mundo descoberto. critica de modo disfarçado a visão de Caminha sobre a terra descoberta. melancias. Reforçai. II e III. Bengala de castão de oiro. Banana que nem chuchu. confirma a visão de Caminha sobre a terra descoberta. quando for a vez desses meninos? Riachos.Textos para a questão 164. No chão espeta um caniço. p. Diamantes tem à vontade. s/d. mangueiras. Havia outra raça bronzeada que corria nua pelas matas e florestas e pelo litoral. como os de Entre-Douro e Minho. e) III e IV. tão frios e temperados. d) Diamantes tem à vontade. ainda haverá?” Texto extraído da revista Rivista. Banana que nem chuchu.. querendo aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. Cruzados não faltarão. cristalinos e plenos de peixes. nem mulatas. onças. neste tempo de agora. No dia seguinte nasce Bengala de castão de oiro. No dia seguinte nasce e) Quanto aos bichos.

que é de ligação. 169. A respeito dos enunciados acima. Perpassam. no verso 5. d) sentimento saudosista. e) II e III. Unifenas “O Relógio Diante de coisa tão doída conservemo-nos serenos.Interpretação de texto I Avançar . até o ruim de outrora ganha uma aura mágica. c) halo de encantamento. d) explorar a sinonímia das palavras. e) IV. Cada minuto de vida Nunca é mais. Desde o instante em que se nasce já se começa a morrer. b) dizer que Cabral descobriu o caminho que o levaria para as Índias. III. II. As questões de números 167 e 169 referem-se ao texto abaixo. Ser é apenas uma face Do não ser. c) os relatos das décadas de 60 e 70 revelam uma nota da melancolia reinante na época. Unifor-CE I. II. passado e futuro fundem-se simultaneamente na mente humana. ligado à classificação morfológica do verbo ser. e) o bom e o interessante representam-se como alvo permanente da ambição humana. d) III e IV. 168. está correto o que se afirma somente em: a) I. b) é tendência própria da natureza humana a visão fantasiosa do passado. b) II. b) II e IV. d) I e II. sentimentos de angústia. como demonstram os relatos das décadas de 60 e 70. é correto afirmar que o autor pretendia: a) dizer que havia muitas índias na terra descoberta. e não do ser. como se o bom e o interessante não tivessem presente. e) ar misterioso. em todo o poema. Os relatos das décadas de 60 e 70 limitam-se a um registro dos fatos sociais mais notáveis. GABARITO 170. c) usar a homonímia para causar um efeito humorístico. b) sentido excepcional. nem futuro.” 69 167. é sempre menos. Considere as seguintes afirmações a respeito do texto: I. O relógio faz pensar na efemeridade de nossa existência na Terra. c) III. c) II e III. III. Entre o saudosismo e a mitificação não há distância. Está correto o que se afirma apenas em: a) I e III. Em suas reminiscências. Unifor-CE A expressão aura mágica denota no texto um: a) passado feliz. IV. corresponde à nossa existência que é o estado transitório. “Ser”.166. e) usar a paronímia a fim de confundir o leitor. a passagem do saudosismo para a mitificação é instantânea. Unifor-CE De acordo com o texto: a) as noções de presente. niilismo e revolta. Os versos 3 e 4 expressam a idéia de que. Existe um tipo de operação mental capaz de transfigurar os acontecimentos do passado.” Cassiano Ricardo. d) o saudosismo é sentimento característico daqueles que usufruíram de um passado agradável. estamos mais próximos da morte. a cada instante que passa. Nessa operação mental. UFPB-PSS A respeito da manchete: Cabral descobre o caminho das Índias. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “É próprio da natureza humana olhar o passado com melancolia.

Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício. os hábitos de um decênio de arrocho. mas nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei. Além disso. e) as normas gramaticais e as ações da força policial. é incorreta: a) existia uma censura prévia. antes de começar. enfim.As questões de números 171 a 173 baseiam-se no texto abaixo. com intenção de dar veracidade aos fatos. e a proibição de usar nomes verdadeiros. Entre elas. seria injustiça. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas e. ainda nos podemos mexer. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos. esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. Isto. mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas. redigir esta narrativa. como adiante se verá. como realmente haviam ocorrido. Não vai aqui falsa modéstia. perderemos qualquer vestígio de autoridade e. Efetivamente se queimaram alguns livros. quando formos verazes. digo os motivos por que silenciei e por que me decido. sem romanceá-los. ninguém nos dará crédito. d) escrever romances só é possível em determinadas situações políticas. palavras de ordem. inibe também a capacidade de criação literária. De fato ele não nos impediu escrever. porém. mas foram raríssimos esses autos-de-fé. em qualquer época ou lugar. 70 171. com os nomes que têm no registro civil. os civis não conseguem fazer-se ouvir pelas autoridades do poder. como limites à liberdade de expressão. b) a falta de liberdade política. com o uso de pseudônimos ou de outros disfarces. 173. julgando a matéria superior às minhas forças. o escritor é como um cego. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima. “Resolvo-me a contar. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. ou alguém em quem não se pode confiar. assim. Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos. Unifor-CE O autor situa num mesmo plano. que o impediria de publicar seu livro. Voltar Língua Portuguesa . me impediram o trabalho. para publicar suas obras. realizando atos esquecidos. Unifor-CE O autor enumera razões que justificam um silêncio de dez anos. d) perdera as anotações que havia feito.” Graciliano Ramos. às vezes com louvores de sustentáculos dela. indulgentes ou cegos. tiradas demagógicas. c) a força policial e a ausência de anotações que sirvam de apoio à narrativa. ia-me parecendo cada vez mais difícil. a polícia. principalmente escrita: IMPRIMIR a) os fatos reais em oposição à invenção literária. c) sentia-se desautorizado a relatar fatos sobre pessoas reais e identificá-las por seu verdadeiro nome. e disto escasso prejuízo veio à produção literária. com o decorrer do tempo. d) a impossibilidade de escrever com clareza. e) tencionava prender-se aos fatos. repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP. casos passados há dez anos – e. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade – talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. contra a existência de uma censura prévia. sem disfarces. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a delegacia de Ordem Política e Social. quase impossível. depois de muita hesitação. Repugnava-me deformá-las. Também me afligiu a idéia de jogar no papel criaturas vivas. fazer do livro uma espécie de romance.Interpretação de texto I Avançar . e) sem liberdade de criação. c) numa época de força policial. 172. caso o escrevesse. dar-lhes pseudônimo. Unifor-CE Infere-se do final do texto que: GABARITO a) sempre há pessoas que aceitam a opressão política e se beneficiam dela. b) um depoimento verdadeiro. b) julgava-se incapaz de colocar num livro os acontecimentos que vivenciara.

d) inerente a qualquer manifestação literária. e antes de somares o valor da jóia que vais dar a tua noiva. e o Bem e o Mal sempre brotando da árvore. o pastor tocando a sua gaita e a virgem derrubada debaixo da fronde. 2. o general mouro. d) a simplicidade da vida campestre. mas o marido só enxerga à sua volta indícios da traição inexistente. no século XVII. no seu cruel desenrolar. e só por isso. 57. como nas parábolas sagradas dando de comer aos pássaros ou secando nas pedras. e o neto do pastor subindo nos galhos à procura dos ninhos escondidos. quanto terrestre.” LIMA. no mundo inteiro. 1974. A mulher é honesta. 175. UFSE Infere-se corretamente do poema que: a) os galhos de uma árvore podem simbolizar mais as coisas boas que as más. 71 174.Para responder às questões de números 174 a 175. vê através do pequeno embrião de árvore: a sombra. A morte é uma atitude extrema. um sentimento insano. linda. A tragédia.. b) os pássaros. transtornado. mas as tragédias clássicas acabam sendo a melhor tradução para a força destruidora e devastadora desse sentimento. as ruas não estão coalhadas de corpos adúlteros ou apaixonados desprezados. e os ramos benfazejos descendo sobre novos berços. é velha como o mundo. d) O Bem e o Mal fazem parte da vida. Poesias Completas. Rio de Janeiro: Aguilar. insuportável para quem sente e doído.. o amigo é sincero. homens e mulheres mataram (e matam) pelo mesmo motivo: o ciúme. considere o poema que segue. e sempre galhos subindo para a glória de Deus e sempre galhos descendo para a fome da terra. e as sementes. familiar e do mundo todo. c) cultivado pelas elegias pastoris. o verniz civilizatório ou. desde os tempos bíblicos. Jorge de. como lidar com esse veneno Marido apaixonado desconfia que a mulher. “Antes de lançares a semente no chão. a sobrevivência do bom senso mesmo que o cotovelo doa colocam freios em boa parte das pessoas que dele sofrem – por isso. mata a mulher e se mata.Interpretação de texto I Avançar . o trai com um amigo. no texto em que Otelo. Por fim. por elevar seus galhos ao céu. Assim foi descrita magistralmente por William Shakespeare. p.)” Veja: 14/06/2000. A realidade. b) recorrente na literatura universal. v. simplesmente. antes de calculares os lucros da seara. por aquilo que produz. paranóico. e) O cultivo da terra garante os alimentos de toda a população. UFR-RJ A narração que dá início ao texto aborda um tema: a) ausente nas obras clássicas. b) A árvore sempre foi e continuará associada à noção da bondade divina. (. UFSE A idéia central do poema está em: a) Uma semente é a síntese da vida individual. perigoso. doente. são símbolos do poder divino. Antes dele e depois dele. ou os cofres que tu vais encher e as coisas que tu vais transformar. “Ciúme. para quem é alvo dele. IMPRIMIR 176. Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas. e) a árvore é sinônimo de vida. no ritmo lento da natureza. e) próprio da literatura socialmente engajada. induz a uma acomodação do homem à rotina diária. desde que eles estejam floridos. c) A árvore que brota da semente é o símbolo da riqueza material. GABARITO Texto para as questões 176 e 177. tanto espiritual. Voltar Língua Portuguesa . mata a doce Desdêmona. mesmo aqueles que prejudicam uma plantação comendo as sementes. c) as crianças serão sempre mais felizes e saudáveis se crescerem em contato com a natureza.

c) os perigos do verniz civilizatório para o homem. 179. Arrecadou-se mais de 200 quilos. o vento chega arrefecido na cidade. c) As universidades têm obrigação de criar trotes sociais. que serão doados para obras sociais. Em todo o país começa a vir à tona uma série de boas idéias que pode transformar o ritual de entrada na universidade um momento agradável – e não em festivais de estupidez. tarefa dos novatos de Oceanografia. levam os calouros para a rua e. IMPRIMIR A idéia central do texto é: a) O trote aos calouros deve ser. 180.Época. o vento nasce e morre no horizonte. “(minuano) A chuva escorre na vidraça: na rua o vento uiva. (. d) o adultério. unidos. Ninguém precisou pedir dinheiro na esquina ou teve os cabelos pintados. os calouros ensinaram crianças de favelas a escovar dentes.) A solução encontrada pela UERJ foi transformar o trote em atividade cívica. gotejante: o vento a corta. b) lembrança. na árvore dobrada. como tema constante das tragédias gregas. USU-RJ Marque a opção que apresenta a palavra que primeiro marca o tempo no poema: a) chuva. como faca. todas de São Paulo. 26 de abril de 1999. mesmo na cidade: tem presente seu passado.427 bolsas de sangue. e) passa. e) Os calouros são a favor dos trotes independentemente do tipo. de uma vez por todas. b) Há várias maneiras de camuflar o trote tradicional. UFR-RJ O comentário sobre o ciúme chama a atenção do leitor para: a) a ação inibidora das convenções sociais.. Mais estranho: o mundo é redondo. USU-RJ O vento só não causa no poeta: a) postura nostálgica em relação ao tempo. como fizeram os alunos de Odontologia no ano passado. d) medo da fugacidade do tempo. no início do ano. c) desligamento da realidade. b) intenso questionamento sobre tempo. divirto-me como os desenhos abstratos Que desenha em gotas na vidraça. 72 178. Texto para as questões 178 e 179.177. Para participar da festa. GABARITO Há caminhos suaves para abolir o trote violento. os calouros só precisaram levar 1 quilo de alimento não perecível. E geme. Uma rês geme. a Faculdade de Economia e Administração (FEA) e a PUC. Em vez de cumprir tarefas vexatórias. Lembrança – o vento pertence ao campo. vagabunda. d) nasce. ou recolher lixo nas praias. Escolas como a FGV. Há 15 dias. alunos do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Veiga de Almeida. Em outros estados há iniciativas de trote solidário semelhantes ao da UERJ.” Flávio Aguiar. b) a influência maléfica de uma obra literária. Univali-SC “Calouros como gente As boas iniciativas que transformam o ritual de entrada na faculdade num momento feliz. E no entanto o vento uiva. Voltar Língua Portuguesa . e) curiosidade quanto à origem do vento.” VIEIRA.Interpretação de texto I Avançar . d) Os trotes tradicionais podem virar trotes solidários. O hemocentro de São Paulo recebeu. do Rio de Janeiro. Marceu .. promoveram o “trote solidário”. E no entanto o tempo passa: Do campo. c) vento. 3. E sempre prossegue rumo ao norte. transformaram a recepção em coleta de sangue. abolido. Protegido no copo de conhaque. e) a importância do século XVII para a literatura brasileira. Estranha faca: gelo e água. O vento nasce e morre no horizonte: o mundo é redondo.

Mac Margolis. ( ) Depreende-se do texto que “pessoas que conseguem imprimir ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução” são aquelas que alcançam o “objetivo de todos”. ( ) O texto “ainda que” confere à oração subordinada uma idéia de conseqüência e admite ser corretamente substituído por já que. em Nova York Trabalho e prazer. São Paulo: Moderna. enquanto outras nada têm. Quero voltar ao Brasil. ambos desamparados.Interpretação de texto I Avançar . “Confissões de Gisele Bündchen para o editor-chefe da revista Ícaro Brasil. p. “É difícil ser faber e ludens ao mesmo tempo Somos sempre faber e ludens. ainda que dificilmente ao mesmo tempo. ( ) O texto demonstra que a tese de que somente o trabalho lúcido dignifica o homem não é comprovada na prática. e. casar. na prática. Não quero trabalhar para sempre. e) Algumas crianças têm tudo: casa. Num dia.. ingênua e. esportistas. podem ser vistas como pertencentes a dois grandes grupos. a passarela. você tem que ser sexy. A idéia central do texto é: a) As crianças. Introdução. Hoje uma soldada na guerra. ( ) Na linha 4. 73 182. mas. em muito poucas circunstâncias. que ficam diante da televisão vendo as representantes da inconseqüência nesse vale-tudo sombrio. a dança da garrafa. o termo “muito”. Quero aprender com a indústria da moda. as outras crianças que têm casa. no Brasil. mas pouco ou nada fazem nesse sentido. são apresentadoras dos programas infantis. amanhã uma perua no shopping. uma exceção válida para muito poucos. 22. é uma palavra invariável quanto a gênero e número. têm família. mesmo quando dispõem de outras alternativas e as aproveitam. 1/2000 (com adaptações). pessoas que conseguem imprimir um ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução. penso em cair fora. no Bubby’s. Com o tempo. não me destruir com ela. família. só que o palco é a capa da revista.” Revista Caros Amigos . Texto para a questão 183. No começo eu confesso que trabalhava mais pelo dinheiro. In: Educação para o lazer. Luiz Octávio de Lima.” CAMARGO. São apresentadoras medíocres interessadas apenas em ensinar a dança da bundinha. Univali-SC “. que poderiam contribuir para a educação infantil. b) Os programas infantis ensinam às crianças danças constrangedoras e escandalosas. a grande legião de crianças abandonadas à própria sorte neste país absurdo. É como vida de atriz. E depois? Daqui a cinco anos.. em tese. ( ) Infere-se da leitura do texto que a intensidade e o tempo aplicados ao trabalho são fatores relacionados ao “ritmo pessoal”. artesãos profissionais e alguns executivos e empresários –. assistência. que intensifica “poucos” e “poucas”. 1998. Texto para as questões 182. depois. UnB-DF Julgue os itens que se seguem. ter filhos e uma fazenda. essas coisas constrangedoras para um país que se diz sério e pretende crescer a começar por sua infância.. c) A responsabilidade das apresentadoras de programas infantis nem sempre é o ponto forte da programação das emissoras. destinados às crianças. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a respeito da organização das idéias do texto. de outro lado. Divertir-se trabalhando ou trabalhar divertindo-se é. o objetivo de todos. São alguns privilegiados – como artistas. Então fica assim: de um lado. no outro. Lygia – texto de Álvaro de Alves de Faria. e vivem nas ruas.março de 1999. Algumas pessoas dizem que o trabalho é sua principal diversão.181.. d) Uma crítica às apresentadoras de programas infantis.” Ícaro Brasil. maluquete. comecei a levar o trabalho numa boa.

( ) Considerando que as expressões “faber” e “ludens” correspondem.” 74 184. construídos historicamente. DF: Ministério da Educação. atender às demandas sociais. A escola não deve opor-se às tecnologias de comunicação e informática. os múltiplos aspectos que caracterizam a vida do homem. 01.183. com atenção. apesar de simbólicos a princípio. a indagação de suas fontes. com o desconhecido que amedronta. DIA 9. você vai ficar mais relaxado e em boa companhia. mas produtos de práticas sociais. julgue os itens seguintes. se mostram nos processos comunicativos derivados das necessidades sociais. UFMS Assinale a(s) alternativa(s) que se mostra(m) ao texto lido. portanto. Os padrões das inovações tecnológicas adaptam-se. o movimento: o mundo plural hoje vivido. UFGO Leia a mensagem publicitária abaixo. respectivamente. viver e ser. já que estas representam o trato com o novo. pela significação textual. pensar. com cautela e moderação. resultam de processos sociais e negociações que se tornam concretas. em 1º ago. 02. SAIA DO STRESS A partir do dia 9. para depois haver uma adaptação mercadológica. Qualquer inovação tecnológica traz certo desconforto àqueles que. adequando-as às suas possibilidades e às exigências do mercado de consumo. As tecnologias da comunicação e informação não podem ser reduzidas a máquinas. o pronome pessoal “você” está empregado como indicador de um sujeito indeterminado. Novos modos de sentir. p. estas ainda resistem ao seu uso por falta de conhecimento sobre o assunto. Serão 16 sessões de uma análise completa e descomplicada dos livros indicados para os vestibulares da Federal. mas utilizálas. as expressões “Quero aprender” e “não me destruir” são empregadas como semanticamente equivalentes. como resposta. da Católica e outras faculdades. Cabe à escola o esclarecimento das relações existentes. 133-4). A organização de seus gêneros. Elas fazem parte da vida das pessoas. o reconhecimento de suas possibilidades. em primeiro lugar. UnB-DF Com relação ao texto e ao fragmento de texto acima. não invadem a vida das pessoas. acabam por concretizar-se. ( ) Para que o fragmento de texto obedeça às exigências da norma culta formal. vestibulando e stress dão uma mistura explosiva. É só ler e relaxar que você tira de letra qualquer questão de literatura. ( ) No fragmento de texto. na atualidade. publicada em O Popular. espelham. 04. como a qualquer pessoa nas mesmas circunstâncias. 1999. pois resultam de processos históricos e sociais que. 08. e responda à questão proposta. corresponde tanto a eu. Afinal. respectivamente. Texto para a questão 184: “O trecho abaixo foi retirado dos PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – ENSINO MÉDIO (Brasília. as expressões “levar o trabalho numa boa” e “cair fora” devem ser substituídas. o tempo. O sentimento experimentado por aqueles que ainda não entendem as inovações tecnológicas é de desconfiança.Interpretação de texto I Avançar . Gisele Bündchen. As tecnologias em questão podem ser tomadas como máquinas. Dê. em seguida. ( ) No fragmento do texto. Fique esperto! Toda 2ª vai ter um novo livro pra você! IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . formatos e recursos procura reproduzir as dimensões da vida no mundo moderno. apesar de conviverem com ela. ainda não a entendem. a soma das alternativas corretas. toda segunda-feira. a consciência de sua existência. 1999. Seus padrões são arquitetados simbolicamente como conteúdos sociais. 185. Os processos comunicativos têm sua origem nas necessidades sociais e. é correto concluir que a entrevistada admite que deixou de ser muito faber para se tornar mais ludens. às exigências do mercado de consumo para. o espaço. a democratização de seus usos. a trabalho e divertimento. Leia-o. por carregar bem o trabalho e precipitar-me. 16. As tecnologias não são apenas produtos de mercado. 32. Embora hoje as tecnologias de comunicação e informática façam parte do cotidiano das pessoas.

O que importa realmente para quem toma mate não são as condições atmosféricas. a conversa será mais lenta. bem gelado. com sol forte e poeira envolvendo tudo. ótimo. para não azedar o mate. 2. morena e matuta. pode ser associada à chegada da noite. UCDB. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. O mate é o principal ingrediente tanto do chimarrão quanto do tereré. pode-se afirmar que: ( ) se depreende do texto uma associação entre stress. alguma palavra em guarani. Se houver os serviços de alguma bugra para “carregar mate”. tudo semelhante a “um coração verde com uma artéria de prata”. A expressão na hora do quiriri. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. Ed. O arado e a estrela. a leitura obrigatória de livros da literatura brasileira tem um propósito pedagógico.Considerando-se que. lendo o material anunciado. 75 186. Os serviços de uma bugra para “carregar mate” são indispensáveis. uma bomba ou bombilha e a erva moída. IMPRIMIR GABARITO “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que NÃO está(ão) de acordo com o texto. de uma boca para a outra. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. passar a cuia de uma mão para a outra.. Você corrige um erro. mas também de ler os próprios livros. é oportuno perguntar-se: no cumprimento desse dever que se impõe ao vestibulando? Analisando-se os efeitos de sentido que a linguagem permite criar no referido anúncio. Chimarrão é o mate cevado. dará mais sabor à erva. sem açúcar. 23. Você corrige dois erros. daí se sugere que. vestibular e leitura dos livros. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. Tereré é o refresco. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. Raquel.” (Lourenço Diaféria) Voltar Língua Portuguesa . 1996. “Carregar mate” significa alguém ficar segurando a chaleira. o de acreditar que a análise do livro dispensa a leitura do mesmo. p. senão a erva pode azedar. Dê.Interpretação de texto I Avançar . sob um laranjal.)” NOVEIRA.. (. ( ) o vestibulando terá. devido à predominância da função fática. mas o espírito de serenidade e união que se cria entre os participantes. ( ) o canal. 16. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. explicitado pela palavra você. Você fica louco da vida. como resposta. 3. Campo Grande. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. recebe a ênfase nessa comunicação. regado a água quente. para o vestibular. passa-se do chimarrão ao tereré. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. 01. Texto para a questão 187. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. de cachimbo da paz. Leia o texto que segue para responder a questão 186. o vestibulando estará valendo-se de um meio de atenuação do stress decorrente das muitas exigências do vestibular. As duas bebidas – o chimarrão e o tereré – são tomadas sempre durante o dia. a soma das alternativas corretas. como chê-kambá ou cunhataí. 32. De acordo com o clima. tal como aparece no 6º (sexto) parágrafo. 4. Se alguém falar alguma frase. O ideal é tomá-lo numa grande roda. ( ) a metonímia utilizada na última frase do texto pode induzir o leitor a um equívoco intelectualmente danoso. tudo muito morno e quente. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. respeitando a vez de cada um. O uso de palavras ou expressões em guarani faz parte de um ritual mágico inerente à tradição. 04. não apenas de relaxar-se e ler a análise dos livros indicados. 02.’ Considere as seguintes atitudes: 1. 08. para “tirar de letra qualquer questão de literatura”.

Leia os textos que seguem. por exemplo. é possível inferir que: a) A autora defende a utilização de uma “língua geral” dos índios como língua oficial do brasileiro. especialmente o futebol (não mais foot-ball). falemos de nós. Pois aqui no Brasil. se não for escolado no papo. Os índios têm lá os jogos deles. demonstra a intenção do jornalista em impor aquela língua. UEMS No texto I. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. inclui as apresentações em várias espécies de salas. Mas não pega. No esporte é a mesma coisa.. já que a gente não os conhece nem de nome. uma de aceitação e outra de não-aceitação de problemas relativos à ortografia. literalmente. toma um susto. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. se você for a fundo no assunto. onde as melodias podem ser originalmente nativas.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. etc.. pelo menos. o preto e o branco. que alguns tentaram. A começar que a nossa língua oficial. d) Os neologismos impostos pelos jornalistas esportivos deveriam ser banidos do nosso idioma. c) O português é língua oficial do Brasil e o inglês. ( ) Escrever em muros e paredes e aplicar piche são acepções do verbo pichar e ambos cabem no texto. ( ) O texto faz alusão à escola pela escolha tanto da forma de dizer quanto daquilo que diz. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. Ficamos nas adaptações tipo “futevôlei”. ou pior. se fosse realidade a falada “língua geral” dos índios. o pataxó. deixando de lado os índios que nós. Eles servirão de base para as questões 188 e 189: Texto I “(.187. nós a recebemos do colonizador luso. é engraçado. que. permitem que o falante invente e importe as palavras que melhor lhe convier. funk. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. UFMT Assinale V. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. pelo menos é o que informam os especialistas. é estrangeira imposta pelo colonizador. o português. Cantor de forró do Ceará. contrapõem-se duas cores. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. Pegue um jornal. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão “centroavante”. e F. cada uma fala o seu dialeto. E o leitor do noticiário. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. o que foi uma bênção. ou.” Rachel de Queiroz. soap-opera. 76 GABARITO Texto II 188.. etc. pretendemos ser. como na África. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ou até na rua. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. ( ) As opções 3 e 4 refletem posturas diferentes em face da escrita. tudo é show. “meio-de-campo”. como um peru de farofa. punk. back é beque. Nas páginas dedicadas ao show business. como as do texto. os brasileiros. para verdadeiro. mas devem ser chatos ou difíceis. por exemplo: é todo recheado de inglês.Interpretação de texto I Avançar . etc. chamando-o de ‘desporto’. e) Palavras estrangeiras. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. para falso: ( ) Na expressão pichar em muro caiado. Imagina se. a todo instante tropeça e se engasga com rap. por exemplo. b) O fato do inglês “rechear” os jornais. Mas. então. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. tem significação mais extensa. pelo menos. por exemplo. que não se pode traduzir literalmente por “arte teatral”. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos.

A salvação pretendo em tais abraços. Delinqüido vos tenho. não tendo coragem para matá-la. dai-me os braços. com as mãos cruzadas nas costas. c) I e II. São Paulo: FTD. e ofendido. antes que alguém conseguisse alcançá-la. b) antes de calculares os lucros da seara. e chegaram finalmente à cozinha. ( ) Predominância do hipérbato na primeira estrofe. as palavras estrangeiras são bem-vindas à língua portuguesa. ( ) Consciência da efemeridade das coisas. Num relance de grande perigo compreendeu a situação. já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado. Senhor. U. Bertoleza.” AZEVEDO. quando viu parar defronte dela aquele grupo sinistro. Arrependido estou de coração. e) III. O cortiço. UFSE “vê através do pequeno embrião de árvore” O verso em que o poeta emprega a palavra correspondente à expressão em negrito é: a) antes de lançares a semente no chão.Interpretação de texto I Avançar . 191. para a ceia do seu homem. São Paulo: Círculo do Livro. rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue.189. Os polícias. desembainharam os sabres. escamando peixe. restituía-a ao cativeiro. 190. É verdade. c) o valor da jóia que vais dar a tua noiva. GABARITO 192. Assinale V para as afirmativas comprováveis no texto e F. que o acompanharam logo. 229-30. amor. Uneb-BA Texto I “O sujeito fez sinal aos dois urbanos. adivinhou tudo com a lucidez de quem se vê perdido para sempre: adivinhou que tinha sido enganada. João Romão ia atrás. para as não comprováveis. Arrependido a tanta enormidade. Luz que claro me mostra a salvação. recuou de um salto e. d) ou os cofres que tu vais encher. Botelho. que hei delinqüido. II. Atravessaram o armazém. ( ) Relação de causa e efeito apresentada no verso 3. e que o seu amante. vendo que ela se não despachava. pálido. estava de cócaras no chão. Reconheceu logo o filho mais velho do seu primitivo senhor. Misericórdia.” E depois emborcou para a frente. falar português é como falar inglês. 1993. b) I e III. Aluísio. erguendo-se com ímpeto de anta bravia. e um calafrio percorreu-lhe o corpo. UEMS A respeito do texto II. ensinava-lhes o caminho. s/d. Vaidade que todo me há vencido. Salvador-BA 77 “Ofendido vos tem minha maldade. De coração vos busco. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) II e III. depois um pequeno corredor que dava para um pátio calçado. ( ) Estruturação do poema segundo padrões clássicos: soneto. 281. à frente deles. p. Em virtude de tantas palavras importadas. Maldade que encaminha a vaidade. Estão corretas: a) I. III. Jesus!” MATOS. Abraços que me rendem vossa luz. é possível concluir que: I. que havia já feito subir o jantar dos caixeiros. ( ) Relação de equivalência semântica entre os versos 6 e 7. e) e as coisas que tu vais transformar. Soneto. Gregório de. Vencido quero ver-me e arrependido. ( ) Dualidade entre o profano e o sagrado. Jesus. e encaminharam-se todos para o interior da casa. que a sua carta de alforria era uma mentira. Ofendido vos tem minha maldade. Bertoleza. a rigidez métrica e a regularidade das rimas. Quando necessárias. então. In: Poemas escolhidos. p. O inglês é tão usado no Brasil que algumas palavras acabam sendo incorporadas ao nosso idioma.

flores das lutas da Independência! Liberdade – essa palavra que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique. Sem rr nem ss. ora ao texto II. tem um sabor quase africano: cacá. “Que estão fazendo. imagina. b) 1. O fato apreciado pelo autor constitui uma particularidade da língua portuguesa em solo americano. mas a linguagem em geral. “esse português de menino”.. 3. As afirmativas a seguir referem-se ora ao texto I. 78 d) Denúncia da exploração do homem pelo homem. O autor demonstra perceber que há níveis distintos de formalidade entre o falar da criança e aquele do adulto. bem coletivo. pipi. toda ela sofreu no Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio. 4. Efeitos semelhantes aos que sofreram o inglês e o francês noutras partes da América. um amolecimento de resultados às vezes deliciosos para o ouvido. palavras que só faltam desmanchar-se na boca da gente. d) 4 e 5. ao contacto do senhor com o escravo. a influência da cultura africana. 193. conversam. fruto da luta política. principalmente. do princípio ao final do texto. 2. analise a coerência das seguintes afirmações: 1. lili (. bumbum. do escravo preto junto ao filho do senhor branco. Gilberto. 2. O autor põe em paralelo os campos da linguagem e da gastronomia brasileiras. firmou-se em todas as regiões do Brasil. da gente. O falar “doce”.. 2 e 4. inventa. b) Liberdade enfocada no plano individual.Interpretação de texto I Avançar . reforça a convergência encontrada pelo autor entre ‘falar’ e ‘saborear’. p. – e há indagações minuciosas dentro das casas fronteiras. os ossos. 151-2. tão tarde? Que escrevem. pensam? Mostram livros proibidos? Lêem notícias nas Gazetas? Terão recebido cartas de potências estrangeiras?” (Antiguidades de Nimes em Vila Rica suspensas! Cavalo de La Fayette saltando vastas fronteiras! Ó vitórias. indistintamente. 1972. nenen. 9ª ed. e mesmo a portuguesa. UFPE “Abrasileiramento da língua portuguesa no Brasil dos primeiros tempos A ama negra fez muitas vezes com as palavras o mesmo que com a comida: machucou-as. c) 1. destacando. 1958.Texto II “Através de grossas portas. tatá. Daí esse português de menino que no Norte do Brasil. só deixando para a boca do menino branco as sílabas moles. Estão corretas apenas: a) 2. inaugurado com a ama negra. c) Liberdade. as sílabas finais moles. 3 e 5.. e) 1. sentem-se luzes acesas. Rio de Janeiro: José Aguilar. A que evidencia uma idéia comum aos dois textos é: a) Morte vista como libertação. GABARITO Com base na compreensão do texto. 3 e 5. Obra Poética.) Esse amolecimento se deu em grande parte pela ação da ama negra junto à criança. mas fica escrita a sentença. e) Liberdade como valor imprescindível à condição humana. Casa-Grande & Senzala. festas. A linguagem infantil brasileira. 3 e 4. sob a mesma influência do africano e do clima quente. Voltar Língua Portuguesa .” FREYRE. 3. é uma das falas mais doces deste mundo. tirou-lhes as espinhas. as durezas. nesses campos. Não fica bandeira escrita. E não só a língua infantil se abrandou desse jeito. ed. Cecília. A escolha das palavras. e ninguém que não entenda!) E a vizinhança não dorme: murmura. IMPRIMIR 5. solene. a fala séria.” MEIRELES.

exercia nele um poder absoluto e invencível. tive gado. Itabira é apenas uma fotografia na parede. tive fazendas. 79 194. este orgulho. vem de Itabira. esperando-o em cima do rochedo. U. tive gado. U. tive fazendas. toda cheia de encantos e graças.” 195. 125. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Augusto amava deveras. PUC-RJ Texto 1: “Já era tarde.” d) “Tive ouro. reprimido. com seu vestido branco.” MACEDO. Tive ouro. d) o poeta expressa seu entusiasmo por ser itabirano. que voou. Viu-a. de suas noites brancas. e o amor. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. Mas como dói!” c) “Oitenta por cento de ferro nas almas. Hoje sou funcionário público. mais forte que seu espírito. então começou a criar mil sublimes quadros e em todos eles lá aparecia a encantadora Moreninha. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro.F. atrevida. é doce herança itabirana. “Confidência do Itabirano Alguns anos vivi em Itabira. Juiz de Fora-MG Assinale a alternativa que melhor expressa uma relação de causa e conseqüência: a) “Alguns anos vivi em Itabira. futuro aço do Brasil. não há idéias mais livres que as do preso. e suas lágrimas queimavam-lhe o coração.Leia o texto abaixo para responder às questões de 194 a 196. por esse mar imenso da imaginação. orgulhoso: de ferro.” c) “este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. Juiz de Fora-MG Assinale o verso que melhor o explica o título do poema: a) “Por isso sou triste.. que tanto me diverte. orgulhoso: de ferro. Ora. Principalmente nasci em Itabira.” b) “Itabira é apenas uma fotografia na parede. viu-a chorar por ver que ele não chegava. sem mulheres e sem horizontes. sem mulheres e sem horizontes. Juiz de Fora-MG Assinale a única alternativa correta: a) no poema. 1997 p. Joaquim Manuel de.Interpretação de texto I Avançar . o nosso encarcerado estudante soltou as velas da barquinha de sua alma. b) o orgulho faz com que o poeta renegue sua terra natal.F. E o hábito de sofrer. A Moreninha. esta cabeça baixa.” 196. Oitenta por cento de ferro nas almas. Mas como dói!” Carlos Drummond de Andrade. que me paralisa o trabalho. c) o poeta. Noventa por cento de ferro nas calçadas. abandona a postura crítica. pois. ao se tornar funcionário público. no entanto.” d) “de suas noites brancas. U. 197.” b) “Noventa por cento de ferro nas calçadas. e pela primeira vez em sua vida. Principalmente nasci em Itabira. este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval.. delineia-se o impulso erótico que é.F. São Paulo: Ática. estendido no sofá da sala de visitas. este couro de anta. Hoje sou funcionário público. e. Por isso sou triste. A vontade de amar. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.

Maria ficou para tia. eu que não me sabia e cansado de mim julgava que era o mundo um vácuo atormentado. Deus – ou foi talvez o Diabo – deu-me este amor maduro. a concepção de amor presente nos textos de Joaquim Manuel de Macedo e de Carlos Drummond de Andrade. Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso e talhado em penumbra sou e não sou. Explique. Texto para as questões de 198 a 201. volto aos mitos pretéritos e outros acrescento aos que amor já criou. Em ambos os textos. mas sou. ou triunfantes e ao vê-los amorosos e transidos em torno. e a um e outro agradeço. ed. Mas. p. “Campo de Flores Deus me deu um amor no tempo de madureza. 1973. E talvez a ironia tenha dilacerado a melhor doação. Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. pois que tenho um amor. João foi para os Estados Unidos. Onde não há jardim.Texto 2: “Quadrilha João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. Seu grão de angústia amor já me oferece na mão esquerda.Interpretação de texto I Avançar . as flores nascem de um secreto investimento em formas improváveis. Amanhecem de novo as antigas manhãs que não vivi jamais.” ANDRADE. Carlos Drummond de. Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra imensa e contraída como letra no muro e só hoje presente. talvez. E o tempo que levou uma rosa indecisa a tirar sua cor dessas chamas extintas era o tempo mais justo. Enquanto a outra acaricia os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura e o mistério que além faz os seres preciosos à visão extasiada. porque me tocou um amor crepuscular. Rio de Janeiro: José Olympio. De tantos que já tive ou tiveram em mim. que se armou em coágulo. Deus me deu um amor porque o mereci. pois jamais me sorriram. 32. Reunião. o sumo se espremeu para fazer um vinho ou foi sangue. Hoje tenho um amor e me faço espaçoso para arrecadar as alfaias de muitos amantes desgovernados. Era tempo de terra. Mas sou cada vez mais. o sagrado terror converto em jubilação. Pois que tenho um amor. Teresa para o convento. Antologia Poética. Rio de Janeiro: Record. Há que amar e calar. p. percebe-se a utilização de uma mesma temática mas com tratamentos distintos. no mundo. quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme. um sistema de erros. 19. 161-3. 1996. Para fora do tempo arrasto meus despojos e estou vivo na luz que baixa e me confunde. 5 80 10 15 20 GABARITO 25 30 35 IMPRIMIR 40 Voltar Língua Portuguesa . De uma grave paciência ladrilhar minhas mãos. há que amar diferente. Raimundo morreu de desastre. com suas próprias palavras. ANDRADE. Carlos Drummond de. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.

A experiência do amor é diferenciada em função do momento da vida em que ela ocorre. “desgovernados” e “triunfantes” expressam estados de espírito experimentados pelos que amam. 04. O sentimento amoroso submete o indivíduo a situações de caráter paradoxal. UFBA Com referência ao texto. é correto afirmar: 01. O enunciado do verso 18 está constituído de idéias que se excluem. como resposta. “que baixa e me confunde” refere-se a “tempo”. ao amor vivenciado pelo eu-lírico e ao sentimento amoroso sem objeto determinado. 16. Dê. 02. 81 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .198. em relação ao tempo em que o sentimento amoroso estava hibernando em seu interior. como resposta. 200. “há que” indica possibilidade com relação à declaração anterior. 32. no presente. 08. Há uma explicação correta em: 01. 32. O título alegoriza um momento em que a vida pode brotar rejuvenescida pelo amor. “sou cada vez mais” conota um redimensionamento da capacidade de perceber o mundo. articula sua experiência individual a outras vivências amorosas. dimensão nova. 08. 64. 64. 08. 32. “Onde não há jardim” determina o período em que as flores nascem. no verso 26. O pensamento que se expõe do verso 9 ao verso 11 tem como declaração principal: “sou cada vez mais”. Dê. Dê. 04. relata um desencanto amoroso passado que. servindo para especificá-lo. “pois” introduz um enunciado de valor argumentativo. 64. na tentativa de atingir a plenitude amorosa. respectivamente. 16. O jogo do amor está ligado a questões essencialmente culturais. A racionalidade bloqueia a expectativa de eternizar o presente. “ao vê-los amorosos e transidos em torno” indica circunstância de tempo. a soma das alternativas corretas. “ou” e “ou” ligam idéias indicativas de situações contrastantes. decorrentes da ação do tempo. como resposta. 16. Dê. 199. contudo. o eu-lírico: 01. 04. 201. declara-se ansioso por recuperar o tempo perdido.Interpretação de texto I Avançar . UFBA Constitui declaração comprovável no texto: 01. passa de um estado contemplativo e melancólico para outro de renovação e de redescoberta. “um amor” e “amor” referem-se. a soma das alternativas corretas. “tive” expressa a indeterminação do sujeito. relativizando a força demoníaca com que ele atua. o que é um recurso do poeta para não se revelar amador. 02. O período constituído pelos versos 5 e 6 é construído pelo processo de coordenação e subordinação. esboça um projeto de vida voltado para a superação da amargura e do sofrimento que até então o haviam dominado. 02. dando-lhe. como resposta. 02. O tempo atual é de crescimento pessoal do sujeito poético. a soma das alternativas corretas. UFBA No poema. 08. 16. relaciona enunciados sintaticamente equivalentes. “e”. enfatiza a origem divina do amor. 32. 04. insere a sua realidade amorosa na realidade preexistente. tende a se repetir. a soma das alternativas corretas.

no país do ‘homem cordial’.” d) “Ó cidade de Ouro Preto / Boa da gente morar! / Numa casa com mirantes / Entre malvas e gerânios.” b) “Tendo-a ao meu lado. Uneb-BA Numa propaganda da empresa paulista de eletricidade. ficamos tão perplexos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palavreia no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” c) “Minha terra tem macieiras da Califórnia / Onde cantam gaturamos de Veneza.” Observe que a linguagem utilizada tem a marca do coloquialismo. sem comprometer o sentido do texto: a) “Por que.” IMPRIMIR Folha de S.” 204. ficamos tão aturdidos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e adulações conversa no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. Voltar Língua Portuguesa .” e) “Quisera pascer cuidados. na linguagem informal. Esse mesmo nível de linguagem é encontrado no fragmento: a) “Toda paisagem tem um ar de sonho. somos tão atabalhoados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés palra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. nestes tempos neoliberais. Assinale a alternativa que. 05/08/00. c) que a nossa língua materna está sendo a língua inglesa. Paulo. ficamos tão embaraçados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés chalra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” 203. / fecundar óvulos mortos. apareceu o seguinte texto: “Tem coisa que se a gente que é uma das mais avançadas empresas de energia elétrica do mundo não fala.. com a proliferação das formas da língua inglesa imperando sobre as coisas mais simples do nosso dia-a-dia. vemos esse bem ser atingido em seu âmago.” e) “Por que.202. melhor traduz a formalidade do discurso acima. na Folha de São Paulo de 25 de julho de 2000. b) que devemos evitar o uso excessivo de termos da língua inglesa.” Revista Veja. Uniube-MG “Um dos critérios básicos dos conquistadores europeus para se imporem sobre os colonizados foi forçar o uso de sua língua. No caso do Brasil.. ficamos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e bajulações tagarela no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” c) “Por que. ninguém fala. d) que um povo livre não usa a língua de seu colonizador. A língua materna é o bem mais caro a que um povo livre pode aspirar. UFMA Considere a fala abaixo do economista Cláudio de Moura Castro: 82 “Porque. no país do ‘homem cordial’. Pode-se inferir que o autor do trecho acima considera: a) imperiosa a proliferação de termos da língua inglesa em nossa língua. de 19/04/2000. no país do ‘homem cordial’.” GABARITO d) “Por que. eu perdi o medo do mundo e do vento.” b) “Por que. com objetivo de atingir o maior número possível de falantes. É a língua cotidiana. no país do ‘homem cordial’.Interpretação de texto I Avançar . somos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palestra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. no país do ‘homem cordial’. no país do ‘homem cordial’. / ou esgueirado pelas bordas / do poço do mundo estéril. / Ter os olhos de Marília / Para cismar e cismar.

1989.. VAT. de Falcão/Tarcísio Matosin Falcão. Neves. Leia-os atentamente para responder às questões de números 205 e 206. 206. LP 838 448-1. Texto 1 “A burguesia fede! A burguesia quer ficar rica! (.M. opondo-se. questionando de forma contundente os seus valores. 1993. no qual está camuflada uma crítica. lindo e joiado. ao de Cazuza.” e) “A burguesia quer ficar rica!” Voltar Língua Portuguesa .” Um bodegueiro na FIEC. PolyGram.A seguir. pelo sarcasmo e pela denúncia explícita. d) ambos os textos fazem uma crítica social explícita à burguesia. que a denuncia em tom de sarcasmo. In: Bonito. pela ironia. o segundo.M. Israel/Cazuza/E. F. GABARITO c) no texto de Cazuza a crítica feita à burguesia é branda. e) os dois textos criticam os hábitos e valores burgueses: o primeiro. Triângulo Mineiro-MG A leitura permite afirmar que: a) ambos os textos criticam os hábitos e valores burgueses. 83 Texto 2 “Você não faria a menor falta Num dia de domingo no Beach Park Eu não te levaria nem morta para passear comigo no Iguatemi Eu não me atreveria a passar vexame Perante os meus amigos lá da Aldeota Pois agora eu tenho o maior respaldo Nas altas paneladas da alta sociedade Eu sei que a burguesia fede Mas tem dinheiro pra comprar perfume. porém apontam para a impossibilidade de rompê-los.142.” Burguesia.” IMPRIMIR d) “A burguesia não tem charme nem é discreta. pois. de G. Triângulo Mineiro-MG A idéia de falta de autenticidade à burguesia pode ser comprovada pelo seguinte verso do texto 1: a) “A burguesia fede!” b) “Com suas perucas de cabelo de boneca. In: Burguesia.” c) [A burguesia] “Quer ir em Nova Iorque fazer compras. F. CD 804. são apresentados dois trechos de músicas. b) o texto de Falcão tende a ser uma exaltação aos valores burgueses.) A burguesia não tem charme nem é discreta Com suas perucas de cabelo de boneca A burguesia quer ser sócia do Country Quer ir em Nova Iorque fazer compras.. o que não ocorre no de Falcão.Interpretação de texto I Avançar . 205.

mas da prática do obter e do ser. Sinto que existe todo um trabalho a ser feito de conscientização feminina – pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais – já que as lutas não serão primordialmente mais no nível do “queremos”. contra todos os governos que as oprimem.Interpretação de texto I Avançar . Unifor-CE No segundo parágrafo. 1981.” SUPLICY. c) Ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos. onde fomos usadas pelo sistema. para conscientizar os colegas. a luta fundamental para as mulheres é: a) de cada mulher.As questões 207 e 208 referem-se ao seguinte texto: “Nunca esteve tão bom para nós. b) de todas as mulheres. Esta é uma hora para se parar e pensar. Unifor-CE Há conotação em: a) “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações no sistema de produção. mais difusa na realidade. por melhores salários. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher: fonte de culpa e medos. É uma luta mais intimista de um lado. 207. cumprindo a sua vida. amigos e marido. fora dos jornais. onde o confrontamento não será mais com a polícia e o governo somente. as creches continuam insuficientes” d) “o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher” e) “É uma luta mais intimista de um lado. d) Uma vez profissional. mulheres. mas basicamente com os companheiros de trabalho. c) dos companheiros de trabalho. 208. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência. p. Porque não estão coladas nos filhos. Muito está colocado. para exigir seus direitos publicamente em passeatas. 210. Nunca foi tão difícil. das passeatas. onde sempre lhes disseram que deveriam estar. Mulher daqui pra frente. UFF-RJ Segundo o texto. Pensar pelo que brigamos até agora. Os salários não são iguais. b) ironia.” b) “o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais” c) “Os salários não são iguais. 124-5. “exigimos”. e) Um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver. Porque não estão em casa. Marta. UFF-RJ Assinale a opção que transcreve a passagem do texto. Marina. o que deu errado. abordado nas questões de 62 a 64. o sexo é uma confusão total entre o agir e o sentir. a fala do dono do hotel e a menção ao congresso internacional de solidariedade articulam-se de modo a constituir uma: a) metáfora. mas tudo está por fazer. d) comparação. e) hipérbole. amigos e marido. e) das mulheres todas. Reflexões sobre o cotidiano. Porque. o que fazer de agora em diante. não se sentem cumprindo à perfeição aquelas que são consideradas suas atribuições primordiais. mulheres. Porque não estão à disposição dos maridos.” COLASANTI. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo. c) metonímia. a) “Nunca esteve tão bom para nós. 209. pela melhoria das condições de vida das mulheres. A luta de base. as creches continuam insuficientes. 1986. de formiguinha. cujo sentido corresponde ao fragmento de Marina Colasanti: “Culpadas estão quase todas as que trabalham. amigos e marido. Nem tão difícil. o que conseguimos. 84 d) dos governos. fora dos jornais” As questões 209 e 210 referem-se ao texto “Natal 1961”. São Paulo: Linoart. b) Passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades”.

. Unifor-CE O segmento em que uma metáfora está explicitada em outra metáfora é: a) A vida estoura em bombas como também em dádivas de toda natureza.” 85 GABARITO Pode-se observar. por exemplo.211.. b) metonímia. Incensos dos turíbulos das aras. e) antonomásia. de neves. 213. ambas. fluídas. o tempo trabalha a nosso favor. a) Alguém. d) Todos farão o possível para que as realizações correspondam à esperança geral. Formas claras De luares.Interpretação de texto I Avançar . bons tempos. c) Não corta na verdade a barriga da vida. cristalinas. O lapso de tempo corresponde à expectativa média de vida entre as mulheres (79 anos). somos seres lineares. Nosso linguajar cotidiano está cheio disto: tempo de vida. Ó Formas vagas. opera-se uma integração entre os mecanismos gramaticais da Língua e a significação de palavras e expressões. de 20 de dezembro de 1999. chamada: a) metáfora. “Eis uma definição ampla de tempo. Unifor-CE Muitas vezes. com base nas expressões suscitadas nas três últimas linhas do trecho. da leitura do fragmento acima. b) O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália.. UEPI Em: “Ó Formas alvas. c) catacrese. IMPRIMIR b) “há muito tempo que não o vejo” e “parece que foi ontem” estão. no campo da concordância. e) Purê de palavras. 212. Assinale a alternativa que contém silepse. Voltar Língua Portuguesa . participou do concurso e espera ser aprovado. ‘Uma das primeiras coisas de que tomamos consciência quando nos tornamos conscientes é a passagem do tempo’. d) sinestesia. Denominase silepse esse tipo de concordância. maus tempos. ambas. c) “bons tempos” está no sentido denotativo e “parece que foi ontem” no sentido conotativo.” Encontra-se uma figura de linguagem. b) Vossa Senhoria demonstra ser a mais preparada das concorrentes. c) Fomos ouvidos com atenção. Impede a conjugação de tantos outros verbos. ou do mosquito Anopheles (de 7 a 10 dias). que: a) “tempo de vida” e “o tempo trabalha a nosso favor” estão.. d) “tempo de vida” está no sentido conotativo e “maus tempos” no sentido denotativo. É possível afirmar. brancas. extraída do Oxford English Dictionary: ‘Uma extensão finita de uma existência contínua’.’ E cedo cedo incorporamos a consciência do tempo em nossa vida e em nossa cultura. publicado na Revista Época. ‘A razão é simples: nascemos e depois morremos. e) “há muito tempo que não vejo” está no sentido denotativo e “bons tempos” no sentido conotativo. no sentido conotativo. UFMA Considere o trecho do ensaio “O fascínio do calendário”. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. no sentido denotativo. e) Os escritores não desconhecemos as dificuldades daquele que escreve.. o que nos deixa agradecidos. de neblinas!. 214. a presença de algumas das muitas expressões lingüísticas nas quais o fator tempo aparece. parece que foi ontem. não revolve os intestinos da vida. há muito tempo que não o vejo. autor de um livro sobre a evolução dos calendários. d) Escrever é triste. Desse fato resulta a substituição da concordância formal pela concordância ideológica. diz David Ewing Duncan. resultante do cruzamento de sensações..

ao lado do homem. terna e pudica esposa. como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dele.” FLORESTA. 216. Florianópolis / Santa Cruz: Ed. rumo à regeneração dos povos. 86 b) são neologismos criados intencionalmente na língua e possuem comprovada significação. por último.215. preocupando-se com a tonicidade e a economia das palavras. Não façais dela a mulher da Bíblia. UFMA Considere o texto: “Fui fazer um samba Na mesa de um botequim Depois de umas e outras O samba ficou assim Estrambonático Palipopético Cibalenítico Estapafúrdico Protopológico Antropofágico Presolopépico Atroverático Batulitrético Pratofinâmbolo Calotolético Carambolâmbolo Posolométrico Pratofilônica Protopolágico Canecalônica É isso aí É isso aí Ninguém entendeu nada Eu também não entendi” “Idioma Esquisito”. e) enfatizam o uso de vocábulos estranhos e esdrúxulos. fazendo-a crer que é rainha. a nomes de medicamentos. Cintilações de uma alma brasileira. uma educação como exige a grande tarefa que ela deve cumprir na sociedade como o benéfico ascendente do coração. boa e providente mãe. Pode-se depreender que os termos selecionados: a) ligam-se ao movimento antropofágico da 1ª geração modernista. é: IMPRIMIR a) o homem exercer uma influência real sobre o destino dela e sobre o destino das nações. quando nada mais é que a escrava dos vossos caprichos. mas a mulher que deve progredir com o século dezenove. ou sua escrava. inspirando nela o deleite que se experimenta ao cumpri-los. trate-a como uma companheira da sua vida. c) são palavras que fazem parte do cotidiano da língua e relacionam-se. terna e pudica esposa. com claro conteúdo semântico. dedique-lhe. de acordo com o texto. d) o homem evitar vê-la como objeto e procurar tê-la como sua companheira de vida. c) o homem vê-la como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dela. 1997 p. esclarecei seu intelecto com o estudo de coisas úteis e com a prática dos deveres. GABARITO A condição indispensável para que ocorra uma mudança no papel que a mulher exerce como “filha e irmã dedicadíssima. nem muito menos a mulher da Idade Média: da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo. Nísia. a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela.Interpretação de texto I Avançar . 115-7. e por conseguinte sobre o destino das nações. filha e irmã dedicadíssima. boa e providente mãe”. Cessai aqueles tolos discursos com os quais atordoais sua razão. e) o homem ser a fonte das alegrias e desventuras dela. Voltar Língua Portuguesa . purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz. d) ironizam a linguagem rebuscada de determinadas pessoas que utilizam uma fala empolada no seu dia-a-dia. devendo ela participar de suas alegres e tristes aventuras. b) o homem guardar-se de tratá-la como companheira da sua vida. da UNISC. na sua grande maioria. e a mulher será como deve ser. desde o berço até o leito de morte. UFF-RJ “Educai o coração da mulher. joguete ou escrava. Mulheres / Ed. considere-a desde o berço até seu leito de morte. Guarde-se bem o homem de ter a mulher para seu joguete. cujo expoente é Oswald de Andrade. de Nelson Sargento.

ao longo de um dia. Existem partículas de poeira. o amarelo. “A nossa percepção do Sol muda por causa das irregularidades na camada de ar que envolve a Terra e pela distância que a luz percorre na atmosfera”. d) As cores do arco-íris. tingem o céu de azul e o Sol fica amarelo. por isso o astro-rei fica vermelho no pôr-do-sol. F. explica o físico Henrique Fleming. seus raios têm que atravessar um pedaço maior da atmosfera. dão aos raios solares as respectivas tonalidades. À medida que o Sol vai se pondo. acabam trombando e se desviando. b) A ação da atmosfera sobre os raios solares é responsável pelas diferentes tonalidades do Sol. as cores formadas por ondas de maior amplitude contornam essas partículas e as moléculas. c) As cores. conclui-se que: a) a conhecida máxima cristã norteia qualquer forma de relação entre as pessoas. no crepúsculo. colidindo com mais obstáculos. avermelhando gradativamente o horizonte (embora o resto do céu continue azul). somadas.Interpretação de texto I Avançar . 87 218. o amarelo. o laranja e o vermelho. até as ondas longas. Lendo-se o trecho. Cesgranrio “O Sol muda de cor por causa da atmosfera ?Por que o Sol muda de cor durante o dia? !A luz solar não é amarela nem vermelha. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) sem uma certa dose de magia.M. Triângulo Mineiro-MG “Antes de tudo a atenção médica como uma forma de relação entre pessoas é provida do atributo mágico da afeição pela condição humana. Afinal.1997.” Jornal do Conselho Federal de Medicina. é branca. e) Ao pôr-do-sol. c) a consulta médica deve incorporar as práticas de um ritual religioso. Com isso. separando as cores. dão à luz solar a cor branca. laranja e vermelho. GABARITO Assinale a idéia não contida no texto. e repousa no preceito basilar do cristianismo: ‘ama a teu próximo como a ti mesmo’. O branco resulta da soma das sete cores do arco-íris – o violeta. o azul e o anil) não conseguem se desviar e trombam. espalhando-se. b) entre médico e paciente deve prevalecer um código humano de fraternidade. prenhe de respeito e carinho pelo semelhante. a) A tonalidade azul do céu se deve à ação da atmosfera sobre as cores cujas ondas têm menor amplitude.” Superinteressante . o céu fica preto com a ausência de luz: não chega mais nenhuma cor e nem se vê mais nenhum espalhamento. o tratamento médico fica comprometido. da Universidade de São Paulo. poluição e gotículas d’água infiltradas entre as moléculas de gás que compõem a atmosfera. o verde. o anil. Por fim. ao trombarem. porque a atmosfera filtra os seus raios. pois o Sol está abaixo do horizonte. Mas as menores (o violeta. A vermelha é a última onda de luz que consegue cruzar a atmosfera e nos atingir. Setembro/99. que é a soma das cores restantes: o verde. o laranja e o vermelho. a distância a ser percorrida pelos raios solares aumenta. Quando o Sol está alto. d) o sucesso do diagnóstico médico depende da empatia com o cliente.217. Nós enxergamos o Sol com tonalidades diferentes. o azul.

. ‘ler o espaço’. pois. E consideramos sua beleza ou feiura. Não acrescentamos ao ato de ler algo mais de nós além do gesto mecânico de decifrar os sinais. minha reação pode ser de mero desagrado. Sobretudo se esses sinais não se ligam de imediato a uma experiência. Sentimonos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados.“ MARTINS. fotonovelas e histórias em quadrinhos. IMPRIMIR c) certa. 220. basta que se decifrem as palavras para acontercer a leitura. uma fantasia. mas o mais comum é pensarmos em leitura de livros. Só então se estabeleceu uma ligação efetiva entre nós e esse objeto. d) errada. GABARITO b) gesto rotineiro de “passar os olhos”. (. ‘ler o tempo’.) Sem dúvida. Quer dizer: não o lemos. podemos ter em mente alguém lendo jornal.. uma conversa. ou de franca defesa. como se diz. seu conteúdo passam a ter sentido. Falando em leitura. em relação ao texto. a fazer sentido para nós. ‘vive lendo’. pois. b) errada. d) ato prazeroso de decodificar romances. e) certa. impossível dar-lhe sentido porque ele diz muito pouco ou nada para nós. só podemos ler textos escritos e esses textos precisam ter uma relação direta com a nossa realidade. sem jamais tê-los de fato enxergado. E quando se diz que uma pessoa gosta de ler. limitamo-los à sua função decorativa ou utilitária.. pois. na medida em que interpreta o que observa. ‘passar os olhos’. Maria Helena.Interpretação de texto I Avançar .. 7-10. ao começarmos a pensar a questão da leitura. Voltar Língua Portuguesa . o material e as partes que o compõem. talvez seja rato de biblioteca ou consumidor de romances. um vaso. ‘ler o olhar de alguém’. pode-se concluir que o ato de ler é.. para a autora. fotonovelas. Por essas razões. revista. Minha resposta a esse incidente revela meu modo de lê-lo. UFR-RJ Partindo-se das reflexões da autora..) Será assim também que acontece com a leitura de um texto escrito? Com freqüência nos contentamos.Leia o texto a seguir e responda às questões 219 a 221. o ridículo ou adequação ao ambiente em que se encontra. Reagimos assim ao que não nos interessa no momento. O formato. p. um livro. pois a autora afirma que o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. em última análise. ainda que nossos olhos continuem a fixar os sinais gráficos. o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. E a tendência natural é ignorá-las ou rejeitá-las como nada tendo a ver com a gente. por motivos os mais diversos. uma necessidade nossa. melhor. uma aula expositiva. Outra coisa: às vezes passamos anos vendo objetos comuns. “Falando em leitura. Ática. para a autora. diante de uma batida casual. as imagens. uma peça musical. São Paulo. fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’. UFR-RJ “Ler não é uma atividade restrita ao ato de decifrar um código escrito. Neste sentido. a leitura é uma atividade que se constrói através de um diálogo entre quem lê e o que é lido. para a autora. em ler superficialmente. o leitor é visto como um decifrador da letra se contenta em ler superficialmente. e o leitor visto como decodificador da letra.. Um discurso político.. Bastará porém decifrar palavras para acontecer a leitura? Como explicaríamos as expressões de uso corrente ‘fazer a leitura’ de um gesto. uma língua estrangeira.) (. por economia ou preguiça. c) ato de construir sentido para aquilo que se lê. ainda que o indivíduo não saiba decodificar a escrita. para a autora. um: a) gesto mecânico de decifrar sinais. não o compreendemos.” Pode-se dizer que a afirmativa acima. nos encontramos diante de um deles como se fosse algo totalmente novo. surdos. (. Ler é interpretar. Se é sonoro. ele pode ser considerado leitor. Um dia. a figura que representa. 88 219. folheto. um cinzeiro. histórias em quadrinhos. um quadro. diante de um empurrão proposital. está: a) certa. O que é leitura. de uma situação. a cor. pois. indicando que o ato de ler vai além da escrita? Se alguém na rua me dá um encontrão. Se o texto é visual. ficamos cegos a ele. e) modo de perceber as relações sintáticas que constroem o texto.

UERJ O fotógrafo. nos diz que: a) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. enquanto o trem no segundo plano comenta este tema. Sebastião. responda às questões de números 222 e 223. ao afirmar que “a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e que a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”. onde os refugiados se encontravam instalados. b) admirar a composição com o fundo. c) o progresso e a guerra.221. São Paulo: Companhia das Letras. pois a leitura da palavra não depende da leitura do mundo. pois a leitura de cada palavra depende da leitura do texto. d) a infância e o mundo adulto. 2000. b) o real e o imaginário. “O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado fez esta foto num campo de refugiados instalados em equipamentos ferroviários na fronteira da Croácia com a Sérvia e a Bósnia. d) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. UERJ A escolha da figura humana no primeiro plano busca provocar no espectador a seguinte atitude: a) questionar a opção pelo tema. Êxodos. UFR-RJ Paulo Freire. pois a leitura da palavra depende da leitura do mundo. pois a leitura do mundo depende da leitura da palavra. c) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o texto. 222. c) surpreender-se com o gesto do menino. Assim como textos. fotografias podem ser lidas: o menino que aparece no primeiro plano funciona como o tema da foto. Com base na foto abaixo.Interpretação de texto I Avançar . ressalta o contraste entre: a) o metal e a terra. b) quando se começa a ler o mundo não se pode deixar de ler a palavra. ao enquadrar o trem parado ao fundo. pois a leitura do texto depende da leitura da palavra. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) quando se começa a ler o texto não se pode deixar de ler cada palavra. 223. d) refletir sobre o desamparo da criança. em 1994.” 89 SALGADO.

d 43. b 87. V – V – F – F – V 28. b 33. a 65. a 19. a 81. V – F – V – F – F 18. b 67. F – V – V – V 38. a 83. b 11. F – F – F – V 48. e 53. V – V – F – V 37. c 24. V – V – F – V 93. 01 50. V – F – F – F 76. V – V – F – F – F 29. d 23. d 86. d 35. V – V – F – V – F 92. b 31. 05 71. b 22. d 44. V – V – V – F 74. 56 42. c 57. d 69. c 47. 28 60. c 32. e 80. V – F – V – F 3. c 15. 54 10. c 64. b 88. b 4. a 78. V – V – F – F – V 90. a 26. b 46. F – V – V – V 77. 34 61. V – V – V – F – F 17. V – V – F – V 9. c 70. a 34. c 6. d 56. F – V – F – F – V – V 16. 07 58. V – F – F 39. a 20. e 84. d 66. b 63. V – F – V – V – F – F 2. b 13. 56 59. e 51. V – V – F – F – V 95. 25 62. c 45.Interpretação de texto I Avançar . e 89. V – V – F – V – F 91. V – F – V – F – V – F 94. e 7.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I 1 1. c 27. c 8. a 52. b 14. V – V – F – V – F 96. c 36. b 30. 02 49. b 79. b 25. b 68. d 73. c 54. d 82. c 5. a 40. b 12. d 55. c 72. c 41. d IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . V – V – V – F 75. b 21. b 85.

a 133. b) Uma dentre as frases: • E o homem continua achando que um banho.ou O ser humano. d 119. a 113. d 131. . • As crianças enterraram o coelho no fundo do quintal. V – F – V – V – V 125. no debaixo do capotão de meu avô. d 116. • As crianças o enterraram no fundo do quintal. • Maquiada. Nos currais do Sobradinho. V – V – F – V 110. o animal desconfiado que tem dentro de nós. 120. c 132. F – F – F – V 126. passei os anos de pequenice. e 103. b 118.2 97. podendo ser caprichosa. 100. 121. d 128. c 114. . b) O(s) dono(s) do cachorro. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. Uma dentre as formulações: • Os textos são ambos narrados em primeira pessoa. a 111. c 134. c 124. e 112. 99. 80 105. a 123. • O ponto de vista é interno à narrativa. b 117.ou Agora apareceu uma nova. • Julgamos os outros pela aparência. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e não impõe a si mesma limites para reagir ao que julgue falta de consideração. a) Agora surgiu uma nova. a) Narrativa. V – F – V – V 109. b) Uma dentre as reescrituras: • As crianças enterram-no no fundo do quintal.Interpretação de texto I Avançar . O segundo satiriza a família e os representantes da ordem social com quem o narrador travou contato. c 102. O primeiro texto apresenta um tom nostálgico e respeitoso diante do poder e da autoridade do patriarca. a 129. arbitrária e violenta. c 107. 101. c 104. 122. V – V – V – F 108. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. a) Julgamento pela aparência. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. 98. a 106. d 130. V – F – V – F – V 127. avô do personagem-narrador. c 115. A autoridade se considera digna de trato respeitoso e cordial.

é a única do grupo que ironicamente encontrou um par. e 193. a 171. 34 144. 04 202. c 167. b 180. c 166. b 204. c 155. b 165. b 218. c 213. b 194. F – V – V – F – F 147. V – V – V – F 162. d 215. e 168. c 203. c 220. F – V – V – F – F 183. a 205. a “que não amava ninguém”. b 177. d 181. a 141. caracterização do poder absoluto do amor sobre as personagens. Pinto Fernandes. b 207. V – F – V – V 188. c 219. a 216. 46 200. uma personagem fora da quadrilha. b 143. b 156. F – F 148. 26 146. ela se casou com J. a 178. c 152. e 179. e 210. d 211. a 208. b 172. b 191. c IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Resposta: A concepção de amor no texto 1 indica idealização do sentimento amoroso e da mulher amada. Lili. d 150. e 139. a 170. 08 185. e 221. a 138. c 151. a 176. c 169. c 196. d 154. V – V – V – F 161. 09 158. F – V – V 149.3 135. a 195. d 163. a 153. V – F – V – F – V 164. d 159. e 214. V – F – F – V 186. e 175. b 157. V – F – V – F – F – V 192. e 212. a 197. 43 145. c 136. a 222.Interpretação de texto I Avançar . apontando o desencanto e o desencontro entre as personagens. e 137. 198. 54 199. d 182. valorização da fantasia e da imaginação. c 189. b 190. b 142. e 173. O tema é tratado no texto 2 a partir de um tom crítico e irônico. a 140. V – V – F – F – F 160. 51 201. d 223. e 206. a 174. d 209. V – F – V – F 184. 22 187. d 217. Diferente dos outros que cumpriram um destino solitário ou trágico.

à semelhança das idéias. ‘Não. A diferença única entre eles dizia respeito à significação da reforma. em gazeta ou em viagem de terra ou de mar. era uma ameaça ao imperador e ao império. emancipando o preto. Não achava explicação. ainda que por diversa razão. por conjetura ou por indício. Natividade não acabava de entender os sentimentos do filho.. Alguém a proferiu um dia. era expressiva. Cada um pega delas. e vai levá-las à feira. como no caso de Aires. repetiu Natividade. ela que sacrificara as opiniões aos princípios. gravíssima” e “Era nova. Estavam então longe um do outro.LÍNGUA PORTUGUESA FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A Texto para a questão 1. as opiniões é que não.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . como a gente pobre. 1 GABARITO 1. resta emancipar o branco. são: metáfora em “A abolição é a aurora da liberdade”. estão governando o mundo. declarando no fim que tudo lhe poderia sacrificar. Outrem a repetiu. verteas como pode.. era enérgica.” ( ) “Trinta mil expressões de ternura”. repetiu Natividade acabando de ler a carta. pegou da pena e escreveu uma carta longa e maternal. metonímia em “esperemos o sol“. se era a política que o faria grande homem. que para Pedro era um ato de justiça. resta emancipar o branco’. Paulo. As próprias idéias nem sempre conservam o nome do pai. as opiniões é que não. “Desacordo no Acordo Não esqueça dizer que. concluindo um discurso em S. e. Não atinou. pelo raciocínio. não era de ninguém. Não atinou que a frase do discurso não era propriamente do filho. era enérgica. nascidas de nada e de ninguém. e continuou a viver sem mácula. 37. para os itens verdadeiros.” ilustra um discurso indireto. UEGO Assinale V. uma questão grave e gravíssima os fez concordar também.. discurso ou conversa. e para Paulo era o início da revolução. achar. Nascem modestamente. Era nova. ficou sendo patrimônio comum. mamãe. até que muita gente a fez sua.. ( ) Atinar. acertar com. Como então não sacrificar?. em 1888. em “preto e branco.. significa: “descobrir pelo tino. ( ) “– As opiniões é que não. ( ) As figuras de linguagem presentes na frase do discurso. Paulo respondeu com trinta mil expressões de ternura.. Nem sempre as mães atinam. onde todos as têm por suas.” Natividade ficou atônita quando leu isto. antítese. A data explica o fato: foi a emancipação dos escravos. para os falsos: ( ) A citação: “uma questão grave. e F. Há frases assim felizes. inclusive a vida e até a honra. mas a opinião uniu-os. Cap. dar com. no dia 20 de maio: “A abolição é a aurora da liberdade. muitas aparecem órfãs. Relia a frase da carta e a do discurso e tinha medo de o ver perder a carreira política. esperemos o sol. caracteriza um hipérbato.’ — As opiniões é que não. ‘Emancipado o preto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . era expressiva” – constituem exemplos de gradação de idéias. Ele mesmo o disse. quando menos pensam.” Esaú e Jacó. pág 59 – 60. conforme o dicionário Aurélio. “Essas definições encaixam-se perfeitamente à interpretação que Natividade deu ao contexto e à frase.

sob tensão e a alta temperatura. e) sinestésica. pode-se dizer que está(ão) correta(s): a) somente a afirmativa III. 2 3. Congela a zero graus centesimais e ferve a 100. sob um luar generoso e branco de camélia. Quando pura é inodora. Fui a pé. se denominam máquinas de vapor. Antonio.” GEDEÃO. b) coloquial. II.”. Com relação às afirmativas acima. U. Ao transpor a porta para a rua. há uma informação físico-química que. Pelotas-RS Leia atentamente o poema abaixo: “Lição sobre a água Este líquido é água. Foi nesse líquido que numa noite cálida de verão. analise as seguintes afirmativas: I. c) conotativa. embora incorreta. dissolve tudo bem. dei com os dois velhos sentados. UFR-RJ Em “Consolava-os a saudade de si mesmos. Poesias completas (1956–1967). há uma leitura denotativa da realidade (propriedade e funções da água. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. GABARITO Após a leitura do poema. com as mãos sobre os joelhos. Reduzida a vapor. que. Ao fundo. Aguilar. 2. Consolava-os a saudade de si mesmos. à entrada do saguão. D. sais.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .Leia o texto a seguir e responda a questão.F. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. Carmo. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. ácidos. Rio de Janeiro. Memorial de Aires. III. o autor está empregando a linguagem: a) denotativa. entrei e parei logo. insípida e incolor. Aguiar estava encostado ao portal direito. disse comigo. “Sem data Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. pois na água também há um lugar para a tragédia humana. Embora com exceções. 244-5. apareceu a boiar o cadáver de Ofélia com um nenúfar na mão. c) as afirmativas I e II. Na segunda estrofe. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . quando a pressão é normal. tinha os braços cruzados à cinta. No texto. ‘Lá estão eles’. 1989. Lisboa. e) somente a afirmativa I.” ASSIS. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. É um bom dissolvente. move os êmbolos das máquinas. achei aberta a porta do jardim. d) as afirmativas II e III. olhando um para o outro. p. A mudança de tempo verbal na poesia simboliza a passagem de uma linguagem pretensamente denotativa para uma linguagem que relata ações humanas. lição pretendida pelo eu-lírico. bases. mas de um modo geral. à esquerda. por isso. permite constatar o descompasso existente entre o mundo da ciência e o mundo da poesia. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. b) as afirmativas I e III. In: Obra Completa. Portugália. ciclo hidrológico) mesclada a uma leitura conotativa. Machado de. 1972. d) paradoxal.

Alforjes vazios. “O sistema circulatório sangüíneo é um vasto e complexo circuito de vasos que tem como peça principal o coração. I. conseqüência. Olhou-os nos olhos. 20. Na branca toalha.11) configuram oposição em nível conotativo. Na redação do texto. ocorre a figura de construção chamada polissíndeto. Sentaram-se à mesa. Predomina no texto o nível elevado de linguagem por situar-se acima da linguagem padrão.5) e olhos tão ávidos (v. Desnudos. 10. Alforjes tão cheios Os olhos tão ávidos. Chamou-os meus filhos. ( ) Os dois primeiros movimentos do texto juntam indivíduos de diferentes classes sociais. Nem vinho. nem pão. foi usada a linguagem de nível técnico.” Neusa Peçanha. c) II e IV. Serviu-lhes a paz. nem peixe. IESB Julgue os itens. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . II. Nem água. Os olhos opacos. ( ) O verso 21 poderia ser escrito assim: “Chamou-os de meus filhos”. entre outras. Estão corretas as afirmações dos itens: a) I e III. Vieram vestidos De linho. GABARITO Texto para a questão 5. Ao longo estendida. III. De seda. compreensão e interpretação textuais. IV. b) I e II. ( ) O terceiro movimento da leitura do texto apresenta intertextualidade com o texto bíblico. U. Sentaram-se à mesa. e) I e IV. Sentiu-lhes a fome. d) III e IV. ( ) olhos opacos (v. Cansados. Vieram famintos. Alfenas-MG Considere as seguintes afirmações a respeito do excerto acima. E ele chegou.Texto para a questão 4: “A Paz 1. A função de linguagem predominante no excerto é a referencial.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . 15. Sentiu-lhes o frio. pois é do seu trabalho que resulta a força propulsora que impulsiona o sangue através de toda a rede vascular. 3 4. 5. sem incorrer em qualquer erro gramatical.” 5. A palavra “pois” introduz oração que indica conclusão. segundo os critérios da leitura. ( ) Nos versos 16 e 17. caracterizada por um léxico próprio das áreas da ciência e da filosofia.

c) envaidecido. lhe havia podido escapar. 1 – Diz-se do livro impresso até o ano de 1500. uma leitura nos surpreende. por isso. o Leonardo havia sido detido pelo Major Vidigal. b) em sua vaidade de bom comandante de polícia. extraído de um ensaio sobre Memórias de um Sargento de Milícias.. O trecho abaixo reproduzido é parte desse capítulo e aborda. por exemplo. ofendê-lo em sua vaidade de bom comandante de polícia. Por exemplo. intitulado Escapula.. no caminho para a prisão. b) eufórico. ‘incunábulo*’. aliás de nobre sentido. na 1ª linha. o sentimento do Major frente à situação. fosse qual fosse a sua natureza. Berta. e) inimigo irreconciliável. consegui fugir. Já se vê pois que as fortunas do Leonardo redundavam-lhe sempre em mal. e) meditativo. e tinha-o consigo em todas as ocasiões.. Quem pregava ao Major Vidigal um logro. uma vida tão regular e tão lícita. entre outras coisas. c) desistir. a quem uma vez tivesse posto a mão. pois certas palavras e expressões apresentam significados novos ou fora do comum. como o Leonardo. Se o Leonardo não tivesse fugido. UFMS O texto literário utiliza a língua de maneira criativa e original. ed. a) se o Leonardo (. d) enfurecido. 6. driblando a escolta. “Memórias de um Sargento de Milícias (fragmento) No capítulo XIII.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . No entanto. origem.” QUINTANA. FTD. IMPRIMIR Identifique entre as alternativas abaixo. citada. e entretanto aquele lhe viera pôr sal na moleira. UFMS Leia o texto abaixo. 1992. de ser seu amigo. Mário. Voltar Língua Portuguesa . e devem ser entendidas no contexto em que se encontram. O vocábulo que melhor traduz o emprego conotativo dessa expressão é: a) fracassar. São Paulo.” WALDMAN. que parecem estar insinuando outra coisa. “Esparadrapo”. Texto para as questões 7 e 8. O romântico fruto de uma pisadela e de um beliscão. isento de qualquer traço idealizante. c) uma vida tão regular e tão lícita. no romance não há lugar para as tintas sentimentais e heróicas nem para o abuso de peripécias inverossímeis. era realmente um mal naquele tempo ter por inimigo o Major Vidigal. 83. Quem quebrou a cara fica mesmo com cara de esparadrapo. Globo 1987 p. mas. o Vidigal era até capaz. *Incunábulo: [do lat.. há outras./S. “Prodígio de humor e ironia. tinha-o por seu inimigo irreconciliável enquanto não lhe desse desforra completa.’” ALMEIDA. a seqüência que apresenta sentido claramente irônico. tão do gosto do romance romântico da época.) arranjasse depois a soltura. UFR-RJ A expressão “quebrar a cara” é largamente empregada na língua portuguesa com sentido conotativo. por fim de contas.m. d) fosse qual fosse a sua natureza. retiradas do fragmento transcrito do romance. e degradá-lo diante dos granadeiros. 8. principalmente quando se tinha. e arranjasse depois a soltura por qualquer meio. Da preguiça como método de trabalho. Nesse sentido. indica que o Major ficara: a) indiferente. a expressão fora às nuvens. muitas vezes.Leia o texto a seguir e responda a questão. de. Rio de Janeiro. Memórias de um Sargento de Milícias. em Memórias de um Sargento de Milícias. 4 GABARITO 7. d) desanimar. mas tendo-o deixado mal. ‘O Major Vidigal fora às nuvens com o caso: nunca um só garoto. Manuel A. b) machucar-se. e) destruir. sob pena de a compreensão do texto como um todo ficar prejudicada. 2 – Começo. “Esparadrapo Há palavras que parecem exatamente o que querem dizer. ficava-lhe sob a proteção. Incunabulu: berço] Adj.

Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. foi a formação moral herdada de nossos fundadores.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Nas referências descritivas de seres inanimados. tem especial relevância a existência da imprensa livre. 5 Indique a opção.. tem especial relevância a existência da imprensa livre. da difusão da informação de interesse público.9. A continuação do exercício desta prática jornalística. e) apenas em II. denotativo. conotativo.. c) em I e II. b) casa. da difusão da informação de interesse público. PUC-PR Considerando apenas o sentido próprio. b) em II e III. c) banda. é uma das boas notícias que aguardamos para o próximo século. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. 22 de setembro de 1999. Egon José. b) Esta base. Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente...” Carlos Drummond de Andrade. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. III. Na construção de uma sociedade justa e democrática. II..) Mas a cidadania não se constrói apenas com palavras. com boas intenções. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. d) apenas em I. O texto constrói-se basicamente no uso de sinestesias e prosopéias. Univali-SC “Visões de um novo tempo (. pluralista. o desejo de interferir ativamente no comando dos destinos da comunidade. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. se vale do sentido como conotativo da linguagem: a) Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. retirada do texto acima. o autor premia os cinco sentidos do corpo humano. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 11. Jornal de Santa Catarina... d) . cremos. Esta base. d) turma. cuja frase.” SCHRAMM. e não o sentido figurado.. indispensável para a afirmação da cidadania. U. II e III. acreditamos. Está correto o que se afirma: a) em I.. que possibilite o trânsito correto da informação. e) companhia. É o tipo de texto que analisa. e) A continuação do exercício desta prática jornalística... assinale a alternativa que contenha um sinônimo para a palavra senda: a) vereda. participativa e laica. cremos. Considere as seguintes afirmações: I.. que acreditavam poder aqui edificar uma sociedade livre. c) . onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades.. 10.. interpreta e explica os dados da realidade. foi a formação moral herdada de nossos fundadores.

de membros da mesma frase. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. – não me parece que se deva desprezar. não se lêem muito os clássicos no Brasil. ( ) Há silepse de pessoa em “nem tudo temos os modernos”. o interno não agüenta tinta. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. em relação à semântica e à estilística. “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. / “Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falar-me e a dizer-me que. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. à força de velhas. outros há que os adotam por princípio. AEU-DF Leia o texto “A língua na literatura brasileira” e depois julgue os itens seguintes.12.” c) Anáfora é a repetição de uma ou mais palavras no princípio de duas ou mais frases. mas que sabem perfeitamente os clássicos. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. esta monotonia acabou por exaurir-me também.” 6 ( ) Os “solecismos” de que nos fala no texto. Pelo contrário. GABARITO 13. se fazem novas. Há portanto certos modos de dizer. Cada tempo tem o seu estilo. é outra coisa.” d) Metonímia é a designação de um objeto por palavra designativa de outro objeto que tem com o primeiro uma relação. / “Entretanto. A este respeito a influência do povo é decisiva. ( ) “Divergência” não implica diferentes posturas diante do tema abordado por Machado. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. desentranhar delas mil riquezas que. e que apenas conserva o hábito externo.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. vida diferente não quer dizer vida pior. entendemos os anos de mil e quinhentos. o capricho e a moda inventam e fazem correr. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. ( ) A expressão “ganham direito de cidade” alude à irrefutável inserção de novos termos na língua e sua conseqüente aceitação por parte de todos que a utilizam.” e) Onomatopéia é o emprego de palavra cuja pronúncia imita o som natural da coisa significada. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. pela qual se pode evitar usar expressões mais diretas ou chocantes. como tudo cansa. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. porque. UFF-RJ Assinale a opção em que os elementos grifados nos trechos a seguir exemplificam a figura de linguagem apresentada. porém. são os erros de grafia e de pronúncia das palavras. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. Divergência digo. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos.” b) Eufemismo é uma substituição de um termo. a) Paronomásia é o emprego de palavras semelhantes no som. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. ou antes por uma exageração de princípio. A influência popular tem um limite. Feitas as exceções devidas. / “Os amigos que me restam são de data recente. nem tudo temos os modernos. locuções novas. para referir-se a determinados fatos. Mas se isto é um fato incontestável. como se diz nas autópsias. mal comparando. não se lêem. porém de sentido diferente. Quis variar e 1embrou-me escrever um livro. o que é um mal. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. / “Ora. Nem tudo tinham os antigos. ou de dois ou mais versos. ( ) Por “no século de quinhentos”. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. Em geral. pegasse da pena e contasse alguns. / “O que aqui está é.

a abelha no quintal. Use V. ( ) Ocorre personificação em a semana vai morrer e antes do vento espantado. c) antítese e metáfora. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) A expressão Tem sido sábado deixa de indicar um dado sobre o tempo e descreve o estado de espírito da personagem. para os verdadeiros.M. São também utilizadas expressões populares no texto.” LISPECTOR. Tem sido sábado. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. 16. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. II. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. leia o texto “Atenção ao sábado”. A palavra paciência tem um sentido denotativo. sangue e mel. trancados na ilha do nosso egoísmo”. Então eu não digo nada. Domingo de manhã também é a rosa da semana. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. Clarice. b) eclipse e paralelo. quando se pensa que a semana vai morrer. uma rosa molhada. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. Há antíteses na letra da música acima. Itajubá-MG “Motivos de alegria e de tristeza” – “. o rosto inchado. Se chovia só eu sabia que era sábado. e) contraste e alusão. Seleção de Walnice Galvão. e F para os falsos. antes do vento espantado poder recomeçar. 1997. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. d) ênfase e comparação. nós já tínhamos tomado banho. de súbito. GABARITO Analise as afirmações abaixo com base no texto apresentado.. III. Univali-SC “Paciência Até quando o corpo pede um pouco mais de alma A vida não pára Enquanto o tempo acelera e pede pressa Eu me recuso faço hora. b) apenas a III está correta. O autor se utiliza de prosopopéia em alguns versos. c) todas as afirmações estão corretas. F. IV. não? No Rio de Janeiro. aparentemente submissa.14. a) ironia e hipérbole. São Paulo. III e IV estão corretas. mas já não me perguntam mais. UFMT-Modificada Antes de julgar os itens abaixo. vou na valsa A vida é tão rara Enquanto todo mundo espera a cura do mal E a loucura finge que isso é normal Eu finjo ter paciência O mundo vai girando cada vez mais veloz A gente espera do mundo e o mundo espera de nós Um pouco mais de paciência” Lenine. I. A alternativa correta considerando o texto apresentado é: a) nenhuma está correta. e o vento: uma picada. sábado de manhã. 7 ( ) Sábado ao vento e grande esforço metálico são construções de valor denotativo e monossêmico. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. 15. d) I e IV estão corretas. Global.. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. Reconheça as figuras de linguagem que aparecem nestas duas frases. e) II. vejo que é sábado de tarde. Os melhores contos de Clarice Lispector.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .

( ) Os “acrobatas” são os poetas parnasianos em oposição aos nefelibatas simbolistas. tudo muito morno e quente. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. ótimo. Se houver os serviços de alguma bugra para ‘carregar mate’. E. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. dará mais sabor à erva. além de tudo. 1996. sob um laranjal. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. Se alguém falar alguma frase. De acordo com o clima. E assim. por sua vez. Chimarrão é o mate cevado. AUE-DF Leia o texto “Novos & velhos” e julgue os itens seguintes. “Chimarrão é o mate cevado. sem açúcar. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. IMPRIMIR GABARITO 01.. identifique. uma bomba ou bombilha e a erva moída.” 02.” 04. a conversa será mais lenta. Tereré é o refresco. O arado e a estrela. com os espetáculos de circo dos parnasianos.” Dê. não existe geração espontânea. na incauta adolescência. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos.” 16. Os (ainda) chamados modernistas. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. ressuscitada a cada geração. respeitando a vez de cada um. “. retirados do texto de Raquel Noveira. p. ( ) Há ironia em “a sandice não constitui privilégio de ninguém”. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. UFMS A conotação ocorre quando as palavras ganham. em relação à semântica e à estilística. aquele(s) em que há presença de conotação. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. de uma boca para a outra. a soma das alternativas corretas. embora sem querer. sem açúcar. “O ideal é tomá-lo numa grande roda. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. UCDB. passar a cuia de uma mão para a outra. Quintana alude ao sentido denotativo da palavra modernista.” 08. como resposta. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo.. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. ‘Carregar mate’ significa alguém ficar segurando a chaleira. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. jamais fiz distinção entre uns e outros. (.” 8 ( ) No texto “geração espontânea” reporta-se a criação súbita. Quanto a estes. em prol do equilíbrio universal. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. são por natureza os nossos filhos naturais. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber.17. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. de cachimbo da paz. regado a água quente. no texto em que estão inseridas. entre novos e velhos. ( ) A expressão “sem rede de segurança” significa sem as amarras da técnica poética tradicional. Acontece que. explosão criadora. Ed. Raquel.)” NOVEIRA. habitual). sob um laranjal. 18. ( ) Ao colocar entre parênteses a palavra “ainda” . Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. bem gelado. “Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfumarem a tarde com suas pontas de lata. Tanto de um como de outro grupo etário. Quanto a mim.. com a sua livre poética. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. Voltar Língua Portuguesa . Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. entre os trechos abaixo. alguma palavra em guarani.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . passa-se do chimarrão ao tereré. próprio. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. como chê-kambá ou cunhataí. “É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. O ideal é tomá-lo numa grande roda. a conversa será mais lenta. 23. sem rede de segurança .. regado a água quente. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. sem querer. Campo Grande. Sendo assim. um outro sentido que se acrescenta ao seu sentido primeiro (sentido denotativo.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. morena e matuta. para não azedar o mate.

disfarça. d) “Um passado escrito por pólen e lascas de madeira” – Superinteressante. Foram utilizados dois níveis de linguagem. O guarda passa por eles. b) I. b) prosopopéia.... poderia ser substituída.. c) “A canoa furada dos impostos” – Veja. enche o cara de chumbo. está denominada corretamente entre parênteses: a) “O pai do ciberespaço” – Isto é. III.. II e III. c) Tu trazes o revólver que vais dominar o caixa. e) “O gigante e os anões” – Superinteressante. com vocabulário rico. O guarda se afasta. e) ironia. d) eufemismo. “. Disfarça. e outro culto. agosto/99 (PROSOPOPÉIA). IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 20. tá recheado? – Tá. c) hipérbole. Alfenas-MG “Os prédios são altos e se espreitam traiçoeiramente com binóculos na sombra”... 14/04/99 (PLEONASMO). Leia o texto abaixo e responda às questões 21 e 22. é correto afirmar: I. 22. É só entrá e pegá. b) Me traga o revólver que nós vamos dominar facilmente o caixa. A linguagem utilizada pelos assaltantes pode ser considerada correta apenas no segundo momento de suas falas.. sendo um popular. – Tá com o berro aí? – Tá na mão. Apareceu um guarda.. sujou. retiradas de revistas de circulação nacional. 27/01/99 (METONÍMIA). b) “A supermoeda murchou“ – Veja. e) Traga o revólver que vamos dominar facilmente o caixa. Pra arejá. e) I e II. UEMS A expressão “Tu traz o berro que nóis vemo rendê o caixa bonitinho”.. ou seja.. O conteúdo e o vocabulário da linguagem dos assaltantes não está de acordo com os níveis de linguagem empregados. Engrossou. II.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .. – Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com algumas sílabas a mais. – Então vamlá. 30/06/99 (METÁFORA). em linguagem formal.. c) I.. Estão corretas: a) II e III..19. Ou que os iluministas do século 18. UEMS Sobre a linguagem utilizada nesse trecho. – Podes crê. – Discordo terminantemente. – O berro. na passagem do guarda. Servicinho manero. U. cheio de gírias. Dois homens tramando um assalto. O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela fenomenologia de Feurbach. por: a) Você traz o revólver que nós vamos dominar o caixa bonito. Predomina nessa frase a figura de linguagem denominada: a) metáfora. sem mudar o sentido.. d) Traga-me o revólver que vamos dominar de maneira bela o caixa... d) I e III. Univali-SC Indique o item em que a figura de linguagem existente nas manchetes. 9 GABARITO 21.” Luís Fernando Veríssimo. mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho. – Valeu. – Ih. agosto/99 (ANTÍTESE).

Alfenas-MG Definição: “Silepse é uma figura de linguagem que ocorre quando efetuamos a concordância não com os termos expressos. “Happy End o meu amor e eu nascemos um para o outro agora só falta quem nos apresente” GABARITO CACASO.” d) Toda profissão tem seus espinhos. através da ironia que minimiza diferenças entre passado.23. Rio de Janeiro: 7 letras. 2ª ed. Ninguém chupa a manga da camisa. b) Vi com meus próprios olhos. U. como na poesia marginal em geral. 25. é correto afirmar: a) Ambos redimensionam a desilusão amorosa tanto através da elevação espiritual quanto do recurso a elementos prosaicos. e) “Quando a gente é novo. IMPRIMIR Sobre os poemas. c) metáfora. Londrina-PR Leia os poemas abaixo: “Pronto pra outra gravei seu olhar seu andar sua voz seu sorriso. despertando atenções para o eu-lírico. 2000.” 24. 26. 87. que sofre transformações decisivas do passado para o futuro.. Voltar Língua Portuguesa . U. mas com a idéia a eles associada em nossa mente”. 10 Na composição do excerto. Drops de abril.E. A figura de linguagem em questão é a: a) catacrese. você foi embora e eu vou na papelaria comprar uma borracha. Beijo na boca. p. p. e) perífrase. b) sinestesia. preferindo dar ênfase aos assuntos cotidianos. e) emprego de termos que se referem a conceitos contrários. c) suavização de uma idéia através da substituição de uma palavra. d) metonímia. a) Aos amigos faltou-lhes coragem. embora continuem professando a fé no amor definitivo que não será superado sequer pela morte. d) Ambos ignoram a temática amorosa. presente e futuro. o poeta emprega termos figurados por falta de palavras mais apropriadas. e) Ambos ridicularizam a desilusão amorosa. d) relação entre percepção de sentidos diferentes.” CHACAL. 13.)” José Paulo Paes. espere um pouco / Que é pro meu samba poder chegar.. c) Ambos enfocam a temática amorosa. São Paulo: Brasiliense. (. 1984. UFR-RJ No fragmento “que bom passar a mão no som da percalina” percebe-se: a) a correlação entre o sentido próprio e o sentido figurado das palavras. Assinale a alternativa em que esse tipo de figura acontece.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . U. b) relação de termos que consiste no uso do todo pela parte. gosta de fazer bonito. b) Ambos focalizam a temática amorosa. Alfenas-MG “Ninguém coça as costas da cadeira. c) “Luar.

27. UFGO-Modificada
“Mestre do Coro Quem te ensinô essa mandinga? - Foi o nego de sinhá. O nego custô dinhero, dinhero custô ganhá, Camarado. Coro Cai, cai, Catarina, sarta de má, vem vê Dalina. Mestre do Coro Amanhã é dia santo, dia de corpo de Deus Quem tem roupa vai na missa, quem não tem faz como eu.”

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O fragmento transcrito apresenta um registro lingüístico próprio também das rodas de capoeira, conforme pode ser atestado em O pagador de promessas, de Dias Gomes. Sobre a linguagem do trecho citado, pode-se afirmar que: ( ) a variedade não-padrão cumpre seu papel comunicativo, desde que pautada pela clareza e coerência. ( ) na 1ª estrofe, o vocábulo custô tem o mesmo sentido, nas duas construções em que foi usado. ( ) a palavra camarado apresenta uma flexão de gênero, imprópria, de acordo com a norma padrão. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 28.
“O samba do Ernesto O Arnesto nos convidô prum samba Ele mora no Brás Nóis fumo e não encontremos ninguém Nóis vortemos com uma baita duma reiva Da otra vez nóis num vai mais Nóis num semos tatu Notro dia encontremos co’ Arnesto Qui pidiu discurpa mas nóis num aceitemos Isso num si faiz Arnesto nóis num s’ importa Mais você devia ter ponhado um recado na porta Ansim Óia turma num deu pra espera Aduvido que isso num faiz már Num tem importância nóis si habitua”
Adoniran Barbosa e Nicola Caparrino.

GABARITO

28. UFMT ( ) O texto retrata um pedido de desculpas de amigos que não se vêem há muito tempo. ( ) “Aduvido, vortemos, ponhando, ansim, óia” são marcas de uma variedade lingüística utilizada por pessoas de pouca ou nenhuma escolaridade. ( ) “Prum, num, cuma, duma, pra” marcam a moralidade oral do texto. ( ) Sempre que é usada a primeira pessoa do plural, no texto, a desinência verbal é adequada.

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29. Uniube-MG
“Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. Chegou-se à beira do rio. A areia fofa cansava-o, mas ali, na lama seca, as alpercatas dele faziam chape-chape, os badalos dos chocalhos que lhe pesavam no ombro, pendurados em correias, batiam surdos.”
RAMOS, Graciliano, Vidas secas.

Observando-se, neste excerto de Vidas secas, a linguagem do autor, pode-se afirmar que a expressão grifada é uma figura de linguagem denominada: a) onomatopéia. b) pleonasmo. c) aliteração. d) eufemismo. 30. U.E. Londrina-PR Observe os quadros abaixo.

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GABARITO

O comentário irônico de Mafalda no último quadro refere-se, fundamentalmente, a uma figura de linguagem presente nos quadros anteriores, que é: a) hipérbole. b) metáfora. c) aliteração. d) metonímia. e) pleonasmo. 31. Uniube-MG Há figuras de linguagem em: I. antítese em “o meu dia foi bom, pode a noite descer”; II. prosopopéia em “a noite com seus sortilégios encontrará lavrado o campo, a casa limpa, a mesa posta”; III. metáfora em “com cada coisa em seu lugar”; IV. comparação em “quando a indesejada das gentes chegar / (não sei se dura ou coroável)”. Estão corretas as afirmativas: a) I e II. b) I e III. c) I e IV. d) II e IV.

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Leia, a seguir, o fragmento retirado do livro Macunaíma, de Mário de Andrade, e responda a questão 32.
“– Meu avó, dá caça pra mim comer? – Sim, Currupira fez. Cortou carne de perna moqueou e deu pro menino, perguntando. – O que você está fazendo na capoeira, rapaiz! – Passeando. – Não diga! – Pois é, passeando... Então contou o castigo da mãe por causa dele ter sido malévolo pros manos. E contando o transporte da casa de novo pra deixa onde não tinha caça deu uma grande gargalhada. O Currupira olhou pra ele e resmungou: – Tu não é mais curumi, rapaiz, tu não é mais curumi não... Gente grande que faiz isso...”

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32. UFGO Uma característica importante das línguas é o fato de que elas não são uniformes nem estáticas. Fatores como região, classe social, idade, entre outros, explicam suas variações. Tendo em vista o comentário que você acabou de ler e as particularidades lingüísticas do trecho de Macunaíma, julgue os itens. ( ) A construção “dá caça pra mim comer” é típica da linguagem oral, representado, portanto, uma variação de “dê-me caça para eu comer”, própria da norma padrão. ( ) O emprego de palavras como “rapaiz” e “faiz”revela variação no nível dos sons, indicando pronúncia de um falante, no caso o Currupira, que utiliza a variedade padrão língua. ( ) Em “por causa dele ter sido malévolo”, ocorreu uma variação no nível sintático, uma vez que esse enunciado, na norma padrão, corresponde a “por causa de ele ter sido malévolo”. ( ) O enunciado “Tu não é mais curumi”, apesar de ser um exemplo de falar informal, está de acordo com a língua padrão, como se pode verificar pela concordância verbal. 33. Cesgranrio Assinale a opção em que há correspondência entre o período e o recurso estilístico a ele atribuído. a) “Quem pode vai para fora” – hipérbato. b) “Aquele jardim era meu amigo” –metonímia. c) “Eles são as minhas aldeias” – metáfora. d) “Uma voz de água no silêncio” – anáfora. e) “Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!” – anástrofe. 34. U. Santa Ursula-RJ-Modificada Primeiramente, nos versos “de carne e de memória” / “de osso e de esquecimento” e nos versos “bocas bafos bacias” / “bandejas bandeiras bananeiras”, o autor se utiliza dos seguintes recursos de linguagem: a) metáfora e comparação; b) metonímia e aliteração; c) antítese e aliteração; d) comparação e hipérbato; e) paradoxo e aliteração.

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LÍNGUA PORTUGUESA

1

FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. V–V–F–F–F c d V–V–V–V–V a a d c d c d F–F–V–V–V b F–V–V c c V–V–F–V–V 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 18 b a b e e a a d V–F–V F–V–V–F a c a V – F –V – F c c

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LÍNGUA PORTUGUESA

V O C A B U L Á R IO
1. UFRN-Adaptada Essas previsões podem parecer ousadas, mas, no fundo, são até conservadoras” Assinale a opção em que o vocábulo traduz o sentido de ousadas: a) audaciosas. b) magníficas. c) impulsivas. d) duvidosas. 2. Unifor-CE Assinale a alternativa em que se substitui uma frase por outra de sentido equivalente. a) os videogames induzem à passividade = os videogames não permitem o isolamento. b) a ponto de não ter de esforçar-se = tanto que não precisa de muita vontade. c) porque inibem a vontade = porque estimulam o desejo de brincar. d) o jovem tende ao retraimento = o jovem procura distrair-se. e) Atividades físicas e em grupo são um antídoto = exercícios físicos comuns são a solução. 3. Emescam-ES
“Hoje, a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. Momento por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos, que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. Aos quatro anos, eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distância a idade fisiológica da psicologia, corpo de criança e alma de mulher. O sonho é substituído pela TV, as histórias cedem lugar aos programas de auditório, e as fadas, bruxas e reis, aos brinquedos eletrônicos. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. (...) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto, cansadas perante um futuro que ainda não viveram, viciadas em indigência intelectual e espiritual.”
Excerto de “Memória de um Dinossauro”, de Frei Betto. A Gazeta, Vitória, 08. set. 98 p. 05.

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GABARITO

Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto; isso ocorre em: a) “suficiente discernimento” – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso; b) “insistência pirralha” – teima persistente da criança; c) “embotelhada em danças” – especialista em danças; d) “ritmo da esquizofrenia” – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais; e) “indigência intelectual e espiritual” – pobreza de cultura e de espírito. 4. UFF-RJ No fragmento “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência.”, pode-se substituir a palavra em negrito, sem alteração de sentido, por: a) limite. b) momento final. c) término. d) objetivo. e) ponto extremo.

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5. Univali-SC
“Retrato do Brasil quando ainda jovem Como se explica o otimismo de nosso povo? Algumas pesquisas e levantamentos recentes, tenham ou não a ver com as comemorações dos 500 anos de Descobrimento, revelam um Brasil cuja ambigüidade torna cada vez mais difícil decifrá-lo e defini-lo em termos de personalidade e temperamento. De um país em crise e cheio de mazelas, onde, segundo o IBGE, quase um quarto da população ganha R$ 4,00 por dia, o que se esperaria? Que fosse a morada de um povo infeliz, cético e pessimista, não? Não. Por incrível que pareça, não. Os brasileiros não só consideram seu país um lugar bom e ótimo para viver, como estão otimistas em relação ao seu futuro e acreditam que ele se transformará numa superpotência em cinco anos. Pelo menos essa é conclusão de um levantamento sobre a “utopia brasileira” realizado há pouco pelo Data Folha.”
VENTURA, Zuenir. Época, 08/05/2000.

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Os sinônimos que poderiam ser utilizados para substituir as palavras destacadas no texto encontram-se, respectivamente, na opção: a) impressão / descrente / fantasia; b) equívoco / duvidoso / infelicidade; c) incerteza / seco / irrealização; d) indeterminação / cego / quimera; e) que tem dois sentidos / que não crê / felicidade. 6. Unifor-CE Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases apresentadas. Sem ..............., a criança ............... os comandos do jogo eletrônico, em que ............... eram perseguidos. a) hesitar – compulçava –animaizinhos b) hesitar – compulsava – animaisinhos c) hesitar – compulsava – animaizinhos d) exitar – compulsava – animaisinhos e) exitar – compulçava – animaizinhos 7. Unifor-CE Uma sociedade ............... é aquela em que os ............... têm ............... dos problemas que atingem todos aqueles que a compõem. As lacunas serão corretamente preenchidas com: a) armonioza – previlegiados – consciência b) armoniosa – privilegiados – conciência c) harmonioza – privilegiados – conciência d) harmoniosa – previlegiados – consciência e) harmoniosa – privilegiados – consciência 8. U.F. Juiz de Fora-MG “...Sou adepto do voto inútil! Vote inútil!!!” (Luiz Eurípedes Massiére) Um significado alternativo para a palavra acima destacada é: a) partidário. b) contrário. c) representante. d) rebelde. 9. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Para se restringir a compreensão das mensagens a uns poucos detentores do código lingüístico...” = limitar. b) “O uso correto do idioma não é um refinamento...” = requinte. c) “Porém, o oficialismo deveria, pelo menos, abster-se de usar estrangeirismos para evitar o ridículo de ser brega...” = impedir. d) “Não se trata de xenofobia.” = aversão a coisas estrangeiras.

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10. UFPR Leia o texto abaixo:
“A referência a Xuxa, além de providencial, é pertinente. Ela é pioneira nesse fenômeno, tão característico do Brasil de hoje, que é a erotização das crianças. Faz anos que, consciente ou inconscientemente, lhes dá aulas de sedução. Outras a seguiram na TV, entre louras que a imitam e reboladoras profissionais, mas Xuxa detém a palma do pioneirismo. Merece ser considerada um símbolo da permissividade da televisão brasileira.”
Veja, 18/08/1999.

Marque V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que todas as expressões são apropriadas para substituir as expressões em negrito, sem prejuízo para o sentido do texto. ( ) menção – apropriada – interrompe – da licenciosidade. ( ) convocação – irritante – conserva – da abertura. ( ) observação – relevante – possui – da liberalidade. ( ) menção – apropriada – conserva – da falta de limites. ( ) saudação – obrigatória – interrompe – do vale-tudo. ( ) alusão – relevante – ostenta – da liberalidade. 11. Unifor-CE O solecismo ou erro de sintaxe torna a linguagem ...............ou ..............., por estar em ............... com as normas do padrão culto da língua. As lacunas da frase apresentada estão corretamente preenchidas em: a) incompreencível – imprecisa – dezacordo b) incomprensiva – imprescisa – desacordo c) incomprensiva – imprecisa – dezacordo d) incompreensível – imprecisa – desacordo e) incompreensível – imprescisa – desacordo 12. Unifor-CE O vocábulo em negrito está corretamente substituído por outro, sem prejuízo do sentido original, em: a) a influência do povo é decisiva = prejudicial. b) não lhe inseriu riquezas novas = descobriu. c) a receber e dar curso a tudo = ensinar. d) depurando a linguagem = purificando. e) se isto é um fato incontestável = divergente. 13. U. Alfenas-MG-Adaptada A palavra “então” do trecho “apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura como autor da nota” tem o sentido de: a) naquela ocasião. b) nesse caso. c) além disso. d) nesse tempo. e) naquele lugar. 14. PUC-RJ-Adaptada
“Se além das prendas (...), D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência...”
Machado de Assis.

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GABARITO

As expressões abaixo estão dicionarizadas como acepções possíveis para preterir. Qual delas melhor poderia substituir o verbo no contexto em que é empregado no texto? a) ultrapassar. b) omitir. c) deixar de parte. d) ir além de. e) ser ilegalmente promovido.

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15. Unifor-CE A expressão em negrito está corretamente substituída por outra, sem prejuízo do sentido original, em: a) provocam cíclicas retrações = periódicas diminuições. b) premido pelas circunstâncias = decepcionado. c) para satisfazer exigências formais = leis costumeiras. d) mão-de-obra não-especializada = trabalho incomum. e) um futuro se não promissor = de desesperança. 16. Uniube-MG-Adaptada A expressão “dia-a-dia” no trecho “as coisas mais simples do nosso dia-a-dia”, pode ser substituída, sem que se altere o sentido da frase, apenas pela expressão grifada em: a) Não há trabalho para se fazer de supetão, mas dia a dia. b) Dia após dia aumenta a violência em nosso país. c) Obras de Machado de Assis fazem parte de meu cotidiano. d) A insegurança do brasileiro aumenta a cada dia. 17. Uniube-MG “Se pintar um clima, você pode caprichar no estilo, descolar um gato e curtir um papo legal.” Considerando-se a variedade lingüística que se pretendeu reproduzir nessa frase, é correto afirmar que a expressão proveniente de variedade diversa é: a) pintar um clima; b) caprichar no estilo; c) descolar um gato; d) curtir um papo legal. 18. Univali-SC
“Notas de um Nobel A julgar pelas últimas declarações do escritor português José Saramago, o Prêmio Nobel de Literatura que lhe foi atribuído em 1998 tornou-se um fardo difícil de ser carregado. Saramago reclama de falta de tempo para escrever. Hoje ele é uma espécie de arauto da língua portuguesa que percorre os quatro cantos do mundo propagandeando o idioma de Camões. Os recém-lançados Cadernos de Lanzarote II, segundo volume de seus diários, vão de 1996 a 1997 e mostra um Saramago andarilho, que deixa seu lar em Lanzarote, uma das Ilhas Canárias, dá voltas pela Europa, circula no Brasil e ainda tem tempo de salpicar as páginas de seu diário com observações perspicazes e poéticas. Para quem conhece os romances de Saramago, o estilo pode parecer frugal. Mas é aquele tipo de simplicidade que só alguém que pensa e escreve bem sabe fazer. Não faltam ao escritor o senso de humor, a ironia e uma delicadeza especial na percepção das coisas. (...)”
VOLPATO, Cadão – Época, 26 de abril de 1999.

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GABARITO

No texto, os vocábulos arauto, perspicazes e frugal podem ser substituídos, respectivamente, pelos sinônimos: a) mensageiro – inteligentes – modesto. b) representante – talentosas – insosso. c) que sabe – que observam – parco. d) eminente – sagazes – exagerado. e) propagandista – complicadas – sóbrio. 19. F. Católica de Salvador-BA-Adaptada A substituição proposta à direita mantém o significado do contexto em que o termo transcrito aparece em: a) “toda” em “metade de toda a força” – qualquer. b) “algum” em “com algum êxito” – pouco. c) “apenas” em “foram selecionados apenas os chefes” – mal. d) “ainda” em “O Brasil ainda tem uma vantagem” – afinal. e) “Assim que” em “Assim que a economia voltar a crescer, isso vai ser consertado” – Quando.

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20. Uniube-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está corretamente interpretada de acordo com seu sentido. a) “E só estando ao abrigo das necessidades (e do mau tempo) é que poderemos, com calma e sapiência, manipular os peões...” = sabedoria. b) “Pena que os bispos sejam tão renitentes.” = teimosos. c) “Acho que nenhum patriota sincero se oporia a esta medida tão salutar e higiênica” = moralizadora. d) “Conto com teu bom senso para tratar com severidade os trabalhadores, sem deixar-te levar por pieguices.” = sentimentalismos. 21. F.M. Triângulo Mineiro-MG-Adaptada “... uma relação é provida do atributo mágico...” “... prenhe de respeito e carinho...” “... repousa no preceito basilar do cristianismo...” Os sinônimos mais adequados para as palavras em negrito nos trechos acima são, respectivamente: a) dotada, repleta, fundamental; b) portadora, isenta, simples;

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c) concebida, marcada, único; d) destituída, madura, básico; e) incentivadora, plena, indiscutível. 22. U.E. Maringá-PR Assinale a(s) alternativa(s) em que as palavras em destaque podem ser substituídas pelas palavras que estão em itálico, respectivamente. 01. “A conclusão da primeira etapa de decodificação do genoma humano...” – o epílogo – leitura. 02. “A complicação é que se desconhecem quantas casas e edifícios existem de fato na metrópole e qual a função de cada um dos imóveis.” – o obstáculo – ignoram. 04. “As estimativas variam de 38.000 a 120.000” – as avaliações. 08. “As poderosas máquinas da Celera Genomics e do Projeto Genoma Humano ordenaram as seqüências de letras...” – prostraram – as apreensões. 16. “Identificar os genes será uma tarefa árdua e mais complexa do que foi decifrar o próprio genoma.” – um trabalho – desviar.

GABARITO

32. “...os geneticistas ainda são incapazes de encontrar a padaria ou a delegacia de polícia no complexo DNA do ser humano.” – hábeis – no elucidado. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas. 23. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Quis continuar a falar, para escrutar-lhe bem a alma; não pude, ele esquivou-se, e fiquei outra vez só.” = sondar. b) “...ninguém me dava o direito de presumir intenções e intervir nos negócios particulares de uma família...” = vangloriar.

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c) “Bastou que uma idéia se me afigurasse possível para que eu a acreditasse certa.” = parecesse. d) “...Félix achara um modo de conciliar umas e outras, amando sem casar.” = harmonizar.

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24. PUC-RS
“Não vai dar certo Outro dia, dois cientistas americanos apresentaram um pedido ao Serviço de Marcas e Patentes dos Estados Unidos para registrar uma criatura que estão produzindo em laboratório. A tal criatura seria uma mistura de homem com animal. Não se sabe direito que animal é este, mas deram a entender que tanto pode ser um macaco como um camundongo. É fácil imaginar um homem-macaco. Afinal, todos nós, no passado, já protagonizamos essa dobradinha. E nem faz tanto tempo. Conheço gente que ainda se lembra de quando o avô desceu da árvore (...) Já cruzamento de um homem com camundongo é mais difícil de visualizar. O único parâmetro conhecido é o Mickey, o rato mais bem-sucedido da história. Em cima dele, construiu-se um império que é, na verdade, uma ratoeira humana (...). A idéia de cruzar artificialmente seres humanos com animais não é nova. Já foi imaginada no começo do século pelo inglês H. G. Wells, em A Ilha do Dr. Moreau e, nos anos 50, pelo americano James Clavell, em A Mosca da Cabeça Branca. Ambas as histórias renderam vários filmes. Em todos eles, a parte humana levou um baita prejuízo. No filme do homem que virou mosca, o pobre Vincent Price ficou desesperado porque, com seu corpinho de mosca, não conseguia chamar a atenção de sua mulher, para que esta o fizesse voltar ao normal. E olhe que ele foi o cientista que resolveu fazer a experiência. Boa idéia. O ideal seria se os dois cientistas se oferecessem como cobaias de suas experiências. Um cruzaria o outro com o macaco. E o outro cruzaria o um com o camundongo.”
CASTRO, Ruy. Manchete, 19/04/98 (adaptado)

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Se as expressões “Outro dia”, “A tal criatura”, “dobradinha” e “corpinho”, características da linguagem coloquial, fossem substituídas por expressões do português culto formal, sem alteração básica no significado, seria correto utilizar, respectivamente: a) Uma vez – a experiência – par – figura diminuta. b) Dia desses – este monstro – dualidade – corpo minúsculo. c) Certo dia – o experimento – dupla – silhueta pequena. d) Há pouco tempo – o resultado – casal – corpete. e) Recentemente – esse ser – parceria – corpúsculo.

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b c c d e c e a c F-F.F-V-F-V d d 13. 22.Vocabulário Avançar .LÍNGUA PORTUGUESA V O C A B U L Á R IO 1 1. 3. a c a c b a b c a 01 b e IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 9. 23. 8. 15. 4. 18. 17. 20. 7. 6. 21. 11. 19. 10. 14. 2. 5. 24. 16. 12.

Você corrige dois erros. b) hiato. uma separação formal e intransponível. acentuação.” Lourenço Diaféria. para agradecer-lhe a gentileza do gesto. c) Daqui há pouco tempo estaremos iniciando o século vinte e um.. encontro consonantal e ditongo.Fonologia. mas é usada em palavras que a trazem da etimologia. e) polícia e principais. Você corrige um erro. ortografia e formação das palavras Avançar . Emescam-ES O emprego da expressão abaixo em negrito vai de encontro ao “bom uso” da nossa língua. 2. “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. entre mim e eles. d) negociação e países.” Nas palavras em negrito observa-se uma seqüência de: a) hiato.. respectivamente. 1 ( ) A letra h não representa. ( ) As letras x e ch podem representar o mesmo fonema. 4. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . nas palavras: a) ameaças e contrário.’ Considere as seguintes atitudes: 1. e) ditongo.. o que ocasiona certa dificuldade na escrita de palavras como pichar e xícara. dígrafo e ditongo. UFMT Leia o texto de Lourenço Diaféria e julgue os itens a seguir.a lavadeira cheira a gim. b) biologia e adquirida. GABARITO 3. para os falsos. c) científicas e biogenética. 2.. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. c) ditongo. como humano. em: a) Dadas as nossas origens e objetivos. 3. Unifor-CE “Vejam que país. dígrafo e ditongo. b) A EMESCAM fica situada na Avenida Nossa Senhora da Penha. d) Aproveito-me desta oportunidade. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro.” “. encontro consonantal e hiato. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) ditongo. 4. nenhuma fonema. e F. Use V. na Língua Portuguesa. e) Antigamente. Você fica louco da vida. dígrafo e hiato. ( ) Poderia ser acrescentada à “questão de múltipla escolha” mais uma alternativa: Você corrige três erros. enviavam-se muitas cartas em mão. existe. para os itens verdadeiros. UFSE Os encontros vocálicos das palavras SEARA e GLÓRIA encontram-se.

atenção. Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam também corretamente grafadas. Está(ão) correta(s): a) apenas I. IV. De acordo com as regras de acentuação gráfica. Em chalera. U. Maringá-PR-Modificada Assinale a(s) alternativa(s) em que a(s) letra(s) destacada(s) corresponde(m) adequadamente ao(s) fonema(s) propostos(s). b) II e III. algumas palavras sofreriam alterações. II. tranqüilo.” – fonema /k/.um pião enlouquecido.” – fonema /k/. 2 GABARITO 8. distingui. São corretas as afirmações: a) I.. III. a expressão “pelos estudiosos” deveria grafar-se “pôr estudiosos”. Anhangüera. I. 64.” – fonema /k/. FGV-SP A palavra língua está corretamente escrita com acento agudo e sem trema.. ortografia e formação das palavras Avançar . tranqüilo.. 7. adqüiri. A separação silábica das palavras “machadiano“ e “assinalada” é. 6. Santa Maria-RS “Ele domina a número cinco. distingüi. Em marcá. Anhanguera. güaraná.. d) apenas I e II. 16. sensacional!” Se essa fala fosse transcrita em nível coloquial.. vai marcar. furacões. Dê..” – fonemas /ku/. guaraná. Anhangüera. 32. houve substituição da consoante final por semivogal.E. 04. d) III e IV.. adqüiri.Fonologia. c) apenas III.. acentuação. c) Ambigüidade... aguei. “Os americanos acham. distingui. b) Anbiguidade. “Séculos quentíssimos. II e IV... distingüi. “. a) Ambigüidade. Anhangüera. U. güaraná. “Daqui a alguns milênios.5. d) Ambiguidade. distingui.. formando um ditongo crescente. adquiri. como: marcar → marcá chaleira → chalera sensacional → sensacionau Analise as afirmações relacionadas com essas alterações fonéticas. e) I e III. o verbo “constituir” escreve-se “constituía” em uma das formas do passado. 02. PUC-RJ Leia o período abaixo e as afirmações relacionadas às expressões nele contidas: “O ceticismo constitui uma marca característica do conto machadiano que vem sendo amiúde assinalada pelos estudiosos da literatura brasileira.. tranquilo.. houve queda de consoante final e deslocamento da sílaba tônica. “Nevascas.enquanto dá voltas. agüei. e) apenas II e III. guaraná. 01. Anhanguera. agüei.F.. O advérbio derivado de “notável” deveria estar grafado no texto como “notavelmente”. ma-cha-di-a-no e as-si-na-la-da.” – fonemas / ku/. aguei..a velocidade da rotação.” I. “. como resposta a soma das alternativas corretas. notavelmente aqueles que se concentram na chamada fase realista de sua obra.” – fonema /k/. e) Ambigüidade. c) I e II.. adquiri. II.. agüei. tranquilo. Em sensacionau. b) apenas II. tranqüilo. respectivamente.” – fonemas /kw/. guaraná. III. 08. houve simplificação de um ditongo decrescente em vogal simples. “. Sem contração de preposição com artigo. dá de chaleira. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . É goooool.. adquiri.

Paraíba e caudal. ocorrem. a Parker do Brasil ha portato a tutti noi a crème de la crème das Parkers do mundo: Duofold Centennial. losango. Come on. capisci?” Revista Veja/SP. 11.Fonologia. extrangeiro.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 9. “Agora in Brasile. Alfenas-MG O acento gráfico em “conferência” tem a regra de emprego assim expressa: a) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em a(s). Premier. e) ditongo – dígrafo – ditongo. Voltar Língua Portuguesa . IMPRIMIR GABARITO 13. cultural e econômica para lançar seu produto no mercado brasileiro. através. entitular. celebral. UFMT ( ) A fábrica de canetas Parker explorou o fenômeno. e) recorria. Perché si non vous puede ficar sem. pretensão. e) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente. c) confessar. I tutto para você pagar com money brasileiro. b) Eletricista. 12. serem línguas neo-latinas facilita a compreensão da mensagem pela propaganda. ( ) Na Babel global. d) Acentuam-se todas as palavras paroxítonas. ortografia e formação das palavras Avançar . o italiano e o francês. U. alto-falante. b) adivinhar. celebral. pretenção. b) Acentuam-se as palavras proparoxítonas terminadas em ditongo crescente. da globalização lingüística. tutto e monde são formadas a partir de radicais presentes nas palavras correspondentes do português. ( ) As palavras estrangeiras funcionam. porque a língua inglesa é também uma língua neo-latina. d) velho. respectivamente os seguintes encontros: a) ditongo – hiato – hiato. ascenção. FGV-SP Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam corretamente grafadas. auto-falante. Unifor-CE Nas palavras Paquequer. previlégio. acentuação. no texto. a) Empolgação. frustado. la mejor Parker Collection du monde. c) Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a(s). beneficiente. ( ) As palavras gracias. prazeiroso. c) Assessores. c) ditongo – dígrafo – hiato. 95. venga a buscar la suya. vultosa. recriada por esse texto. UEPI Marcar a opção em que o segmento em negrito não forma dígrafo. ( ) O sentido de money e come on é evidente no texto. despercebido. 10. ( ) O fato de o espanhol. 88. prazeiroso. d) Sicrano. como argumentos a favor da simplicidade do produto anunciado. 3 9. asterisco. a) qualquer. assim como o português. e) Eletrecista. Gracias à abertura da nossa economia. b) dígrafo – hiato – ditongo. a confusão de línguas também impede a comunicação. 180 e mucho más. asterístico. d) dígrafo – ditongo – ditongo.

. A alternativa em que este valor está presente é: a) Ao revisar a prova.... O sufixo ESA... c) português... a e e...tão logo chegava ao final.. às vezes. São acentuados graficamente os vocábulos “só”.. 15.. “. Maringá-PR-Modificada O fonema /s/ é expresso. e) estranh. U. as palavras da alternativa: a) língua. 01.. O vocábulo “observação” tem quatro sílabas. 18. O vocábulo “muriqui” não é acentuado pois não levam acento gráfico os oxítonos terminados em i.. FUVEST-SP Os sufixos aumentativos têm. “Esse público buscava na literatura apenas distração. necessária. país..... c) Feriadão começa com o 2º maior congestionamento.. 04.. de várias maneiras. “primata” e “apetite” não recebem acento gráfico porque não se acentuam os paroxítonos terminados em o.. 01. e) límpido – vôo.. d) viuv.cujo ócio permitia a leitura de romances e folhetins.. c) calabr. “A prosa literária brasileira começa no Romantismo. úteis. ortografia e formação das palavras Avançar . Dê.. 4 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... sentido pejorativo.E.. 19. d) óbvio. b) cert.. completará corretamente a grafia de: a) bel. Uniube-MG São acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica. b) exímio – vírus. U. 02. a soma das alternativas corretas... U.E.. 16.” Dê.. aliás. na grafia da língua portuguesa. b) filológica. e e o..... 17. d) incluído – sandália.. como resposta. O vocábulo “evoluído” tem cinco sílabas. assinale o que for correto. e) Um carro! Presentão como esse você só ganha uma vez na vida... influência.” 32. Assinale a(s) alternativa(s) em que todas as letras destacadas representam na escrita o fonema /s/. 16. Alfenas-MG “Fernando Henrique fez a defesa dos países em risco”. lingüística.......Fonologia... Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo várzea.. c) supérfluo – incêndio. ridicularizando ou ironizando a idéia expressa. acentuação...” 08. que lhe ofereceria praticamente as mesmas emoções.. Ponta Grossa-PR Tendo em vista a acentuação gráfica e a separação silábica dos vocábulos... 08.... alguém.. a soma das alternativas corretas.....” 16... “. como resposta. “é” e “dá” porque devem ser acentuados todos os monossílabos tônicos terminados em a... fechava o livro e o esquecia..esperando o próximo.14.” 02.. “. usado nessa palavra em negrito na citação acima... percebemos que havia um problemão a resolver.. “.. d) O casacão da noite envolveu a cidadezinha.” 04. a) cândido – armário.passando o tempo a torcer e a chorar por seus heróis... obrigatório...... Os vocábulos “macaco”.. b) Ora! Você fez um dramalhão por coisa tão insignificante.

como na África.. (inverter – reverter) expressão escolhida: reverter. etc. as drogas mais leves. que alguns tentaram.. Todos pensaram que ele fosse . Pois aqui no Brasil. os brasileiros... Ficamos nas adaptações tipo ‘futevôlei’. incapaz de formar palavras para designar aqueles elementos.. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. a) sacrário – difícil. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. se fosse realidade a falada ‘língua geral’ dos índios. minhas. 22.. nós a recebemos do colonizador luso.. etc. (despercebido – desapercebido ) expressão escolhida: desapercebido d) Ele pensa exatamente como eu. depois.I. chamando-o de ‘desporto’. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos.20. de Vitória-ES Assinale a opção em que se fez. b) Atestam a pobreza lingüística da língua portuguesa... já que a gente não os conhece nem de nome. pelo menos. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. mas devem ser chatos ou difíceis. por exemplo. sem guarda-chuva... Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). 5 Palavras como show... e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. punk. que. então. hamburger.... segundo a gramática normativa. são termos necessários que assumem forma da língua portuguesa e podem ser usados quando necessários.. e) São estrangeirismos e por isso não contribuem para a boa linguagem. deixando de lado os índios que nós.. se não for escolado no papo. No esporte é a mesma coisa. (ao encontro das – de encontro às) expressão escolhida: ao encontro das.Fonologia... Mas não pega. toma um susto... traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro... Correio do Estado 21/05/2000.. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo.. A começar que a nossa língua oficial... . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte.. é engraçado. como a maconha..” Rachel de Queiroz. iria passar .) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo.. e) convênio – válido. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. rap. entre as expressões entre parênteses. Mas. mas Camarões venceu... pelo menos é o que informam os especialistas...... milk shake: a) São estrangeirismos que. Os índios têm lá os jogos deles. que não se pode traduzir literalmente por ‘arte teatral’. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão ‘centroavante’. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. ou pior.. (descriminar – discriminar) expressão escolhida: descriminar.. c) São anglicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. b) Há gente que pretende . E o leitor do noticiário. onde as melodias podem ser originalmente nativas. falemos de nós. assinale a alternativa correta... pretendemos ser. e) Não estou ______ desses problemas políticos. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. ou até na rua.. c) colégio – sério. F. tudo é show. o placar. especialmente o futebol (não mais foot-ball). GABARITO 21. tem significação mais extensa. soap-opera. etc. back é beque. c) Quando a chuva começou.. a escolha inadequada para o preenchimento da lacuna: a) O Brasil perdia para Camarões nas Olimpíadas. acentuação. Suas idéias vão . funk. ortografia e formação das palavras Avançar . a todo instante tropeça e se engasga com rap. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo ignorância. (a par – ao par) expressão escolhida: a par.. pelo menos. Pegue um jornal.. cada uma fala o seu dialeto. UEMS Leia o texto de Rachel de Queiroz e. se você for a fundo no assunto. ele viu que. Nas páginas dedicadas ao show business. d) São galicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. o português. como um peru de farofa. Imagina se. inclui as apresentações em várias espécies de salas. o pataxó. d) tórax – ingênuo....... por exemplo: é todo recheado de inglês. “(. Cantor de forró do Ceará. funk e hot dog.. ou.. ‘meio-de-campo’..... b) ônibus – ígneo. o que foi uma bênção.

como existem médicos. e cultivá-los é fácil: simples questão de plantar. por isso jamais recebem acento gráfico. c) “espécie” – “idéias”. como resposta. Morte e vida severina. 26. Jornal do Brasil. U. terapeutas e curandeiros são formados pelo processo de derivação parassintética. Aliás. a soma das alternativas corretas. 08. Há duas sílabas em “ruas” e quatro em “aparelhos”. para as verdadeiras. IMPRIMIR GABARITO ( ) Os termos jornalistas. é um sufixo pouco nobre. grande investidor ou latifundiário. 7/10/95. 16. 02. 6 O mesmo processo de formação da palavra sublinhada em “não se precisa de limpa” ocorre em: a) “no mesmo ventre crescido”. Há o importador e há o muambeiro. ‘Se você começou como padeiro. acentuação. ingleses e brasileiros. b) “Até” – “propôs”. Ponta Grossa-PR-Modificada Assinale o que for correto. Em “química” se usa acento gráfico no “i” pelo mesmo motivo por que se acentua o “i” de “dirigíveis”. “os parisienses”. Dê. “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estranhando que ‘brasileiro’ seja o único adjetivo pátrio conhecido em ‘eiro’ que.F. jornaleiro.. d) “na minha longa descida”. 01.” NETO. ortografia e formação das palavras Avançar . Voltar Língua Portuguesa .) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. de adubar nem de regar. e) “áreas” – “Mário”. Use V. como em “as páginas”. FUVEST-SP “Só os roçados da morte compensam aqui cultivar..23. empresário.Fonologia. são monossílabos átonos.)” VERÍSSIMO. Os vocábulos “tecnologia” e “inimaginadas” têm cinco e seis sílabas respectivamente. açougueiro ou carvoeiro’ – escreve Elza – ‘as chances são mínimas de acabar como advogado. Santa Maria-RS Em qual alternativa os pares de palavras não seguem a mesma regra de acentuação? a) “pátria” – “próprio”. 24. ( ) O morfema -eiro é usado exclusivamente para formar adjetivos a partir de substantivos. João Cabral de Melo. não se precisa de limpa. b) “iguais em tudo e na sina”. e F. “a capital” e “o ar”. UFMT Para julgar os itens que seguem. as estiagens e as pragas fazem-nos mais prosperar. (. 25. há políticos e politiqueiros. segundo ela. Os vocábulos “século” e “inédito” acentuam-se graficamente pelo mesmo motivo por que se acentua “câmera”. 04. para os falsos. Os artigos definidos. Existem suecos. (. Luís Fernando. d) “só” – “três”. terapeutas e curandeiros. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes’.. nem é preciso esperar pela colheita: recebe-se na hora mesma de semear. c) “jamais o cruzei a nado”. e) “todo o velho contagia”. e dão lucro imediato. leia o texto “Eiros”. timbaleiro ou seresteiro.. ( ) A forma -eiro tem o mesmo significado em todas as suas concordâncias.E. U.

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações sobre a acentuação gráfica. III. réu. Santa Maria-RS Assinale a alternativa cujas palavras devem ser acentuadas. ortografia e formação das palavras Avançar . b) hífen – apóia – além. Unifor-CE Todas as palavras estão acentuadas pela mesma razão que justifica o acento no vocábulo influência. e) I. a) Apogeu. b) artística – compreensível – contemporânea. ocorreria mudança de significado e de classe. céu e pôr são: a) sábado. também e incontestável. c) privação. insuportável e dúvida. pelas mesmas regras de “possível”. A palavra risível recebe o acento gráfico pela mesma regra que preceitua o uso do acento em ridículo. pelas mesmas regras de água.Fonologia. 28. só. b) mágoa. e) compreensível – artístico – várias. c) princípio. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. Unifor-CE A série em que se observa a mesma regra de acentuação da palavra em negrito no segmento “uma escolta de professores e funcionários” é: a) contemporânea – provável – contrário. heroísmo. b) Apenas II. d) silêncio. FUVEST-SP O prefixo assinalado em “tresvariando” traduz idéia de a) substituição. “memória” e “atrás”. b) Apelar. II e III. b) contigüidade. e) porém.F. b) aceitável. 33. línguas e contrário. d) provável – várias – obrigatória. Se fosse retirado o acento gráfico das palavras várias. II. d) Apenas II e III. há. c) Apenas I e III. respectivamente. c) caráter – cárie – até. 30. d) difícil – idéia – vocês. aí. acentuação. c) árvore. clássicos e século. e) intensidade. respectivamente. Cesgranrio-Modificada As palavras que se acentuam. domínio e até. 7 GABARITO 32. e) vírus – fáceis – país. 31. U. e) místico. heróico. d) inferioridade. pára. Quais estão corretas? a) Apenas I. pública e está. a) fácil – vôlei – caí. véu. 29. em: a) América. I. d) lêem. A palavra possuído recebe o acento gráfico pela mesma regra de aí. c) obrigatória – contrário – circunstâncias. até. d) Crucifixo. c) Circular.27. baú. e) Apedrejar.

... a Hertz não para de conquistar o Brasil. U. b) É preciso que se averigúe todas as alternativas.Fonologia.. a) Existem coisas que o dinheiro não compra.. Quando mais longe for. bimano... d) Assim como “advinhar”. (Audi) c) Chegou o Renault Clio Sedan. Unifor-CE A mesma regra de acentuação da palavra infância observa-se em: a) indivíduo...... Mas a gente promete não falar delas. o termo em destaque foi formado por qual dos processos de formação das palavras? a) Derivação prefixal b) Derivação regressiva c) Derivação parassintética d) Derivação sufixal e) Derivação imprópria 38. como em “disciplina”.34. flacido... c) Grafa-se corretamente com “ç”. (Revista Forbes) b) Espaço de sobra para esticar as pernas.. (Publicidade do Toyota Corolla feita pela Savoy Sul e Motors Shopping) e) Para conquistar você cada vez mais. b) rubrica. Motor de sobra para esticar o pé. e) A forma “influência” completa corretamente a frase “O educador. e) flâmula. e) latex. crisantemo. b) O encontro “sc”. d) público. (Hertz – Locadora de Veículos) 37. 35. ingreme. acentuação. de 19/09/2000. “admitiu” está corretamente grafado. (Renault) d) Ele faz dois anos e nós a diferença.. 39.... UFRS-Modificada Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das frases abaixo: • “Ele se baseia numa idéia ultrapassada . capacidade de raciocínio lógico”.. na profissão ou ter bom relacionamento familiar”. melhor. 36.. o vocábulo “compreenção”.. c) tênis... ocorre corretamente em “ascensão”... a) a – à – acender d) a – à – ascender b) à – a – acender e) à – à – ascender c) a – a – assender 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... Assinale aquele que apresenta erro segundo a norma culta.. a) Você tem o dever de pôr as coisas no lugar. respeito da mente humana”. e) Foi esquecido um item na prova por falta de atenção.. c) Quê! Ela também estava lá? d) São os sábios que constróem a verdadeira paz.... b) econômico. os jovens”. interim. UFSE A afirmação correta é: a) “Há pouco” está corretamente empregado na frase: Daqui há pouco eu o verei. como em “sonegação”.. cartomancia.. • “A inteligência não se limita ... 40. erudito.. • “Uma pessoa excessivamente tímida ou muito agressiva terá problemas para conseguir um bom emprego. Alfenas-MG A alternativa em que todas as palavras devem ser acentuadas graficamente é: a) pudico.. Alfenas-MG Assinale a frase em que há erro de acentuação gráfica. . U. FEI-SP Em “É impossível esquecer as profecias de Aldous Huxley em seu Admirável Mundo Novo”.. ortografia e formação das palavras Avançar .. antifrase.. Hungria.. c) prototipo.. d) ureter. tulipa. Cefet-PR Os textos publicitários abaixo foram retirados da Folha de São Paulo.

( ) A correta separação das sílabas das palavras período e dezesseis é pe-río-do e dezes-seis. 42. b) poetisa. As palavras “caubói”. e) I. ( ) Abate é exemplo de derivação regressiva. II. Explique o processo de formação dessa palavra. do trecho “enfiados em calças jeans”. Alfenas-MG O erro ortográfico está em: a) catequizar. IV. Alfenas-MG-Adaptada “Formas variantes são as palavras que com a mesma significação. “Cê”. um narizinho que-carícia. admitem grafia ou pronúncia distintas. calabreza. louro-cobre. fosse adaptada ao português. 45. em “apelidados de peões de butique”. Se a palavra “jeans”. “Partida do audaz navegante”. U. disse-se-dizia ela. d) abstenção. obsessivo. compridos. b) “Andorinhava” é palavra criada por Guimarães Rosa. Porém. e. não parava. Primeiras estórias. andorinhava. d) país. Aos tantos. sofreu um processo de redução semelhante ao ocorrido com a expressão de assentimento “tá”. 9 a) Os diminutivos com que o narrador caracteriza a personagem traduzem também sua atitude em relação a ela. seria grafada chantilí. II. no meio deles. ascensão. e) prática. Identifique essa atitude.41. b) este. FUVEST-SP “A gente via Brejeirinha: primeiro. Se comparadas às palavras que lhes deram origem. 43. c) trabalho. Se a palavra “chantilly” do trecho anterior fosse corretamente aportuguesada. e “butique”. d) I. III.” De acordo com essa definição. Guimarães. possivelmente seria grafada jins. o perfilzinho agudo. e) excesso. b) I e III. um hiato e um ditongo oral crescente. ( ) Nas palavras hectare e filhote há em comum um encontro consonantal.Fonologia. em seqüência. compreensão. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . PUC-RS-Modificada I. 44. ortografia e formação das palavras Avançar . c) II e IV. c) empresa. explicando-a brevemente. apresentam-se de acordo com os padrões fonéticos e gráficos da língua portuguesa. ( ) Assessórios feitos de couro de avestruz atingem preços exorbitantes –Todas as palavras assinaladas estão corretamente grafadas. em “peão de boiadeiro virou caubói”. do trecho “Cê vai querer a costela com chantilly ou creme de leite?”. espiava agora — o xixixi e o empapar-se da paisagem — as pestanas til-til. coisicas diminutas: a carinha não-comprida. II e III. lisos. III e IV. qual é a palavra que admite forma variante? a) cotidiana. que me gela!’” ROSA. exceção. A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. UFSE-PSS Analise se é V (verdadeiro) ou F (falso): ( ) Na palavra pecuária encontram-se. os cabelos. Indique resumidamente o sentido dessa palavra no texto. acentuação. pelos entrefios: — ‘Tanto chove. pouco se vê. U.

ortografia e formação das palavras Avançar . c) significativo. mudança. somente. e) As razões porque não importaram outro povo. 47. somente. d) infância.F. b) endoculturação. Santa Maria-RS-Modificada Assinale a alternativa em que a palavra em itálico foi corretamente grafada: a) Porquê. são desconhecidas para mim. b) Apelar. U. 10 48. O sufixo empregado forma substantivo. a) Apogeu. e) transmissão.46. somente. e) Apedrejar. 49. I. com a abertura da nossa economia. por quê não aproveitaram para importar outro povo? c) Com a abertura da nossa economia. c) Circular. O radical da palavra tem origem grega. d) Crucifixo. indicando resultado da ação. com a abertura da nossa economia. a palavra “estatuária” é classificada do mesmo modo que: a) algarismo. não aproveitaram para importar outro povo? b) Com a abertura da nossa economia. Por quê? d) Não entendi o porque de não importarem outro povo. U. somente.Fonologia. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. Unifor-CE Observe que se afirma a respeito da formação da palavra anacronismo. UERJ Observe as seguintes palavras: lobisomem linguarudo Identifique o processo de formação de cada uma delas. d) II e III. b) desconhecida. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . II e III. Está correto que se afirma em: a) I. c) trair. UERJ Quanto ao processo de formação. 51. 52. III. d) domingueira. Alfenas-MG O substantivo derivado dos seguintes verbos que tem grafia diferente dos demais é: a) reter. d) conseguir. b) III. com a abertura da nossa economia. e) I. Unifor-CE Só não se encontra o mesmo processo de formação da palavra comportamento em: a) integração. e) ceder. O prefixo – também de origem grega – significa afastamento. b) deter. c) pirogravura. II. acentuação. 50. não aproveitaram para importar outro povo. c) I e II.

U. “. Unifor-CE Assinale a alternativa em que não ocorrem. As palavras irracionais e indispensáveis apresentam o mesmo prefixo. II e III. 16.53. a) Os afixos têm sentido semelhante em I e IV. a soma das alternativas corretas. III. respectivamente. b) injusto – descomunal.F. Ponta Grossa-PR Quanto à formação de vocábulos. ortografia e formação das palavras Avançar .. a) altiplano – acrobata. d) radicais que mantêm entre os dois verbos uma relação sinonímica. nas duas palavras.. 08.. assinale a seqüência correta. II. Uberlândia-MG-Modificada Observe os afixos em destaque nos fragmentos abaixo: I.. Voltar Língua Portuguesa . o sufixo utilizado forma adjetivos a partir de substantivos. “parisiense” é vocábulo composto formado por justaposição. d) preconceitos – descabidas. 11 IMPRIMIR GABARITO 58. b) o mesmo prefixo de origem latina que denota afastamento. um radical latino e um radical grego. b) psicultura – ictiologia. 56. Juiz de Fora-MG Marque a alternativa em que os elementos destacados. referente aos afixos em destaque. possuam o mesmo significado de (in-) em: “Talvez até seja politicamente incorreto dizer. c) recolocava – reconhecemos. Unifor-CE Os verbos alindar e afear apresentam: a) o mesmo prefixo de origem latina que denota transformação. o prefixo indica negação nos vocábulos “impossíveis” e “inimaginados”. U. 02.” A seguir. d) Apenas II e III.Fonologia. “glamourizou” é forma de pretérito perfeito de um verbo criado por derivação sufixal a partir de um estrangeirismo..” III. é certo que: 01. c) multiforme – policromo.F. Dê.E. e) radicais que definem os dois verbos como cognatos entre si. d) dissílabo – bisavô. 04.as contribuições já incorporadas e a serem incorporadas ao nosso idioma. b) Os afixos têm sentido semelhante I. As palavras justificável e admirável são adjetivos formados a partir de verbos.”. e) filosofia – dicotomia. II e III. “Virou praga o uso indevido do gerúndio. UFRS Abaixo são feitas três afirmações sobre formação de palavras: I. “simultaneamente” é vocábulo formado por parassíntese a partir de um adjetivo na forma feminina. 57. “Talvez apenas desconheçam a própria língua. é prova do despreparo de algumas pessoas.” IV. Nas palavras mental e sexual. Quais estão corretas? a) Apenas I. acentuação. como resposta.. c) o mesmo prefixo de origem grega que denota negação. c) Os afixos têm sentido semelhante em II e IV. b) Apenas II. “. o substantivo “fundação” é formado por sufixação a partir do verbo “fundar”. a) inexpressiva – exportados. c) Apenas I e III.” II. U. d) Os afixos têm sentido semelhante em III e IV. e) I. 55. 54.

sofrimento. como resposta. d) onde em “aquele aspecto da sua casa. com uma fome danada? Dê. a soma das alternativas corretas. mandachuvas – substantivo composto formado pela junção de uma base verbal a uma nominal. E saiu para a rua. e) lhe em “bastaria que um homem lhe tocasse”. porque ambas as palavras representam uma ação. sob todos os pontos de vista. alimentício. a soma das alternativas corretas. recentemente – advérbio formado por sufixação a partir de um adjetivo. U. macaco-prego – substantivo composto formado pela justaposição de duas bases nominais. ventania. Você é diferente. U. que nos deu tanta alegria. c) atributo – atribuição – atributivo. e) atribulação – atribular – atribulado. mofino. 61. regularmente.Fonologia. 62. ortografia e formação das palavras Avançar . apesar de o elemento em comum significar “grande”. relações – substantivo formado por derivação pelo acréscimo do prefixo re. 16. pacificar.. 08. c) facilidade. ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. Pelotas-RS-Modificada Assinale a alternativa correta. 08. reluzia vivinho da silva. 04. sabedor.”. a) “Hidrelétrica” relaciona-se com “hidratante”. d) fumaça..E. ainda que as duas palavras remetam à idéia de calor. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os três vocábulos são cognatos de tributário. acentuação. Dê. Embebeu de éter a bolinha de algodão. onde encontrava. 63. e) explicável. 02. e) regularização. U. seja contra alguma coisa (al). Alfenas-MG O sentido do radical da palavra “regularidade” não é o mesmo em: a) desregrado. b) “Termelétrica” relaciona-se com “termologia”. d) tributo – tributar – tributável. seja dentro de (en). 65. para expressar a idéia de carinho. de afeto. b) tribuna – contribuição – tributal. inexplorado. regressar. 16. achando a condição humana uma droga. 60. UFPI-Adaptada Marque a alternativa que contém exemplo de derivação imprópria. c) devorar em “durante meses um devorar constante de romances”. pode ser notado em: 01. e) “Fotovoltaica” relaciona-se com “fotossíntese”.a um radical. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. PUC-RJ Assinale a alternativa em que todos os itens são formados a partir de um verbo. a) sentimento. angustiado. cerebral. 04. parecia sentir alívio às suas”. b) resistência. c) regulador. extinção. uma força. como resposta. 12 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .59. Ponta Grossa-PR Analisou-se corretamente a formação dos vocábulos em: 01. b) régua. a) tribunal – tributador – tribal. prática. U. destreza – substantivo formado por derivação sufixal com base em adjetivo. a) abandono em “morrera de um abandono”. contemplação. d) régulo. embora essas palavras tenham o mesmo elemento de composição.E. intimidade. representada pelo elemento “foto”. perdão. pequenino por dentro. 02.F. c) “Energia” relaciona-se com “alergia”. preocupação. d) “Megawatt” relaciona-se com “megalomania”. Ponta Grossa-PR-Modificada O potencial de afetividade do sufixo diminutivo. pois ambas as palavras remetem à energia da luz. b) suas em “chorando as dores das heroínas de romance. Não é que o canário tinha ressuscitado. 64.

e) incriminar – imiscuir – imanente. d) des – i – gual – da – des. há prefixos com o mesmo sentido. a) paterno. c) neologismo. d) padroeiro. escritores e escrever são vocábulos que possuem o mesmo radical. c) desi – gual – da – des. neste exemplo. d) impossível – é uma palavra derivada por prefixação. feliz e mente. b) apadrinhar. a) inaproveitável –irremovível – irromper. uso típico da região sertaneja. a palavra destacada é um: a) neologismo. Cefet-RJ Em “Como por socorro. principalmente os sertanejos. UFPE Assinale a série de palavras cujos prefixos indicam negação. 67. 69. d) arcaísmo. Em qual das alternativas a seguir as duas palavras apresentam os prefixos com esse mesmo sentido? a) incluir – irregular. e) pseudônimo – a composição desse vocábulo é feita por um radical de origem grega. U. c) irrestrito – improfícuo – imberbe.66. em relação icônica com o determinado. b) arcaísmo. d) irradiar – imigrar. ação contrária. muito usado pelo autor para mostrar a força inovadora da língua portuguesa. b) irreal – influir. U. como em ‘ilógico’. o que prova que os falantes da língua portuguesa. acentuação. são conservadores. b) invalidar – inativo – ingerir. agregado à base um novo sentido. b) des – igual – dade – s. obtido pela repetição de um elemento morfológico. e) desigual – dades. criação de intensa produtividade neste tipo de texto em que predomina a informalidade. que se caracteriza pela facilidade de invenção de palavras novas. ortografia e formação das palavras Avançar . c) impuro – ilícito. e) inflamar – irretocável. c) autos-de-fé – ocorre.”. de relevante valor expressivo. b) ataques – é uma palavra formada por derivação regressiva. c) padronizar.Fonologia. composição por justaposição. e o prefixo indica negação.F. e) arcaísmo. Unifor-CE A alternativa incorreta em relação à formação de palavras é: a) criaturas. 13 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . PUC-PR Na palavra infelizmente temos três partes com um significado próprio: in. 68. intugidos até então. Assinale a alternativa em que todos os elementos constituem partes significativas da palavra desigualdades: a) de – si – gual – da – des. mumumudos. 70. em seus cavalos. e) padre. Alfenas Assinale a palavra cujo significado do radical não corresponde ao do vocábulo “PATRIMÔNIO”. Santa Maria-RS Nas palavras “intocado” e “irreconhecível”. d) ateu – incoercível – imerso. 71. espiei os três outros.

c) Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis. constitui um procedimento comum em língua portuguesa. Santa Maria-RS Na palavra “chaleira”. UFR-RJ O prefixo da palavra em negrito na oração “ao transpor a porta para a rua. d) deixou de ser favelado. Uneb-BA Com referência ao termo “rerregulação”. a) cafeteira.Fonologia. U. e) trabalha em prol da favela. d) impossível. c) posição além do limite. 76. e) cabeleira. a) E depois a tomaram como espantados.” O mesmo processo de formação da palavra desligados ocorre em: a) superficialmente.. pode-se afirmar que foi criado através da utilização de: a) prefixo que indica negação. c) nunca morou na favela. ortografia e formação das palavras Avançar .F. houve a intercalação de uma consoante entre a raiz “chá” e o sufixo “eira”. Me firmo. c) amamenta. c) prefixo e sufixo que denotam ação momentânea. UFR-RJ-Adaptada “aporrinhado devendo prestação mais prestação da casa que não comprei mas compraram para mim. acentuação. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) prefixo que indica repetição e sufixo que denota ação. 77. 14 Tendo em vista o conteúdo do texto e o sentido do prefixo des-. triste e chateado desfavelado” Carlos Drummond de Andrade. tomar uma palavra designadora (substantivo) e usá-la como caracterizadora (adjetivo). d) prefixo e sufixo que exprimem ação freqüentativa. e) E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas. 74. c) laranjeira. o neologismo “desfavelado” significa pessoa que: a) mora próximo à favela.. b) poeira. e) consumidor. 73. b) é contrária à favela. b) enxergado.” Assinale a opção em que a palavra em negrito exemplifica este procedimento de conversão de substantivo em adjetivo. d) Com cabelos mui pretos pelas espáduas. O sufixo tem o sentido de “lugar que contém”.72. UFF-RJ “A conversão de substantivos em adjetivos. b) Fez o salto real. b) movimento em torno. UFR-RJ “Sentimo-nos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. o significado de: a) movimento através de. respectivamente. isto é. d) brasileira.” tem. b) sufixo que expressa intensidade. 75. d) movimento para além de. e) movimento intermitente. Identifique a palavra que passou pelo mesmo processo de formação.

b) “Andorinhava” é um verbo criado a partir de um substantivo. 4. significa que Brejeirinha tinha. 19. 49. 17. e 29. ligeira e perspicaz como uma andorinha. d 31. 48. F – F – F 27. ortografia e formação das palavras Avançar . 45. b 39. 46. sendo tão pequena. 16. 50. 52. Trata-se de um processo neológico conhecido como derivação imprópria. dinâmica. a e b c d e Lobisomem : composição por aglutinação. 13. O valor subjetivo se soma ao objetivo. 5. 6. d 34.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . ou seja. acentuação. c 36. 12. 3. e 37. 47. a 35. transmitir afetividade (valor subjetivo). 15. 51.Fonologia. 26 26. podem ter um sentido pejorativo (“Que novelinha mais boba!”) ou ainda. b 33. 18. a 30. 14. 44. 9. 2. V – F – F – V – V a) Nem sempre os diminutivos traduzem apenas uma idéia de pequenez (valor objetivo). d e e 19 GABARITO IMPRIMIR 43. 20. c 25. d 41. 7. c 22. a 38. como é o caso. Linguarudo: derivação sufixal. Voltar Língua Portuguesa . 8. um comportamento semelhante ao do pássaro andorinha. Eles podem traduzir a idéia de intensidade (“Os dois estavam agarradinhos”). c 24. a palavra mudou de classe gramatical (andorinha > andorinhar). 10. e 32. d 40. 11. V–V–V a a c e a 105 e V–F–V–V–F–F b c b e a 54 b 23 c c a 21. 42. 53. em um dado momento. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1 1. espiando até “pelos entrefios”. c 28. c 23. No texto.

63. 76.Fonologia. 67. 62. 73. 57. 71. 59. 70. 77. ortografia e formação das palavras Avançar .54. 64. 60. e b b d a e 31 e d c c 09 66. 61. 65. 74. b a c c a c a d d e d c 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 56. 58. 72. 55. 69. 68. 75. acentuação.

. que promete ser a questão do novo milênio”. a comunidade mundial deve individualizar e eliminar as causas iniciais das violações. Para eliminar esse fosso. sem alteração sintática ou semântica.. no nível mais fundamental. a melhorar a vida quotidiana de cada ser humano. Para tal. c) a questão da engenharia genética será a principal questão do novo milênio.. O Centro de Direitos Humanos do Secretariado contribui para a execução do programa de direitos humanos das Nações Unidas. no primado do direito. poderia ser permutado por hiato sem alteração de sentido. sociais e culturais e a conseguir que sejam mais respeitados.. ( ) Em “.. o artigo definido “a” indica que: a) a questão da engenharia genética será apenas uma das questões do novo milênio.) nessa questão de engenharia genética. sem modificação sintática ou semântica... A D JE T IV O S . verbos e adverbios Avançar .” GABARITO 1. d) a questão da engenharia genética é a única questão do novo milênio. a fim de evitar as violações dos direitos humanos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mediante projetos concretos que têm por objeto ajudar a estabelecer e reforçar as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária para a proteção dos direitos humanos.F.. Em 1994. O fosso entre as aspirações internacionais ao gozo dos direitos humanos e a realidade das violações generalizadas desses direitos constitui o desafio básico que deverá ser enfrentado pelo programa das Nações Unidas em matéria de direitos humanos.” a expressão em destaque poderia ser permutada por centrando. substantivos. IESB-DF Julgue os itens a seguir segundo critérios sintáticos e semânticos.. adjetivos. o Centro aumentou consideravelmente as suas atividades em termos de serviços de consultoria e assistência técnica para programas na área dos direitos humanos..as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária. ( ) Em “.. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. ( ) Fosso. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. a definir melhor os direitos econômicos.Artigos. S U B S T A N T IV O S .. e. sem alteração de sentido.. ( ) Individualizar. V E R B O S E A D V É R B IO S Texto para a questão 1: 1 “Direitos Humanos no Mundo Os trágicos acontecimentos ocorridos em Ruanda e noutras partes do mundo realçam a necessidade de fortalecer a capacidade que a comunidade internacional tem para adotar medidas preventivas. 2. pode ser permutado por particularizar.LÍNGUA PORTUGUESA A R T IG O S . Juiz de Fora-MG Considerando-se o fragmento “(.” o adjetivo em destaque poderia estar no plural.” o artigo em destaque poderia ser eliminado.. U. ( ) Em “. b) a questão da engenharia genética apresenta ironias implícitas. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação eficaz do direito ao desenvolvimento.

exercem a mesma função sintática e têm significado diferente é: a) Curta o curta: aproveite o feriado para assistir ao festival de curta-metragem.000 reais está longe de ser popular.” e) “A questão mais premente é a de evitar que aumente a exclusão social”. como adjetivo. 2 4. a palavra sublinhada que admite flexão de gênero é: a) “Fez-se de triste o que se fez amante” (Vinícius de Moraes). já há uma proposta de legislação prevendo a criação de um fundo dessa natureza. em “a mistura entre negros.F. em “o artista brasileiro dos dias atuais”. b) criadores. 7. b) conquista.. U. no contexto. c) grito.” (Manuel Bandeira). U. Uneb-BA “O desenvolvimento das telecomunicações entra em nova fase. d) “No Brasil. que alguns técnicos denominam como a da rerregulação. e) brancos. a partir de contribuições das operadoras de telecomunicações”. b) “Paisagens da minha terra. 6. substantivos. a) brasileiro.” A partir desse conceito. na televisão brasileira. só o trágico é que faz sucesso. que aparece destacado. FUVEST-SP A frase em que os vocábulos sublinhados pertencem à mesma classe gramatical. O único substantivo que não faz parte desse grupo é: a) busca. c) “É pouco perto do desafio monumental que se abre com a atual revolução da informação digitalizada”.) a nada menos que US$500 milhões”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . no trecho anterior. e) combate. UERJ “Flexão é o processo de fazer variar um vocábulo. Santa Maria-RS-Modificada Os substantivos derivados de verbos denotam ação e são chamados deverbais. d) “Meu amigo. d) É trágico verificar que. em “o brasileiro era um envergonhado”. brancos e índios”./ Onde o rouxinol não canta./ vamos chorar de mansinho/ e ouvir muita vitrola” (Carlos Drummond de Andrade). d) século. vamos cantar. para nele expressar dadas categorias gramaticais como gênero e número.3.” Observe a informação divulgada por um dos editoriais da Folha de São Paulo de 9 de julho de 2000. O termo “a”. adjetivos. verbos e adverbios Avançar . em sua estrutura interna. em “deixou de ser um peso para os criadores”.F.. d) envergonhado. c) “Sou um homem comum/ de carne e de memória/ de osso e de esquecimento” (Ferreira Gullar). Santa Maria-RS-Modificada Identifique a alternativa que contém uma palavra formada por derivação sufixal que se classifica. e) O Brasil será um grande parceiro e não apenas um parceiro grande. possui o mesmo valor morfológico no fragmento: a) “os gastos públicos com tecnologias relacionadas à Internet chegam anualmente (.Artigos. c) brasileiro. b) O novo novo: será que tudo já não foi feito antes? c) O carro popular a 12. 5. b) “Um dos instrumentos é a criação de fundos.

em várias regiões do país. IMPRIMIR 9.Artigos. Juiz de Fora-MG Em “Como dizem que Bergaman é um gênio com um gênio violento e difícil”. as duas ocorrências do termo “gênio” apresentam. são pronunciadas de igual modo. pois a forma de tratamento você. verbos e adverbios Avançar . d) a mesma forma e diferentes significados. “UM DIA QUALQUER . 5 10 15 3 20 25 30 GABARITO 35 ( ) As palavras mal e mau. Voltar Língua Portuguesa . nessa estrofe. é sempre diferente. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” CD–SKANK. e F. tem sentido indeterminado. pois o verbo ir tem a mesma regência do verbo chegar em chego na barra do céu (verso 12). ( ) A oração Você vai ao cinema (verso 19) equivale a Vai-se ao cinema. em termos de sentido. adjetivos. c) a mesma forma e o mesmo significado. Use V.F. b) formas e significados diferentes. para os itens verdadeiros. não-específico. UFMT Leia o texto “Um dia qualquer” antes de avaliar os itens abaixo. substantivos. para os falsos.8. ou toma um café Hoje bobagem.66583624 (Chico Amaral) Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. ( ) A regência verbal em Você vai ao cinema. está incorreta. segundo a gramática normativa do português culto. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. U. respectivamente: a) formas diferentes e o mesmo significado. mas o uso.

12. PUC-PR-Modificada “Podia ser roteiro de filme. não haveria alteração no sentido global da frase. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFSE “. d) mulherzinhas – coraçãozinhos. no trecho “Os candidatos à ansiedade são. UFF-RJ Na flexão dos diminutivos. Isto é. Caso tivéssemos uma condição em vez de condição. assim. c) florezinhas – mulherezinhas. II. O artigo indefinido uns poderia substituir o definido os. onde o aviador sobrevive à queda. adjetivos. e) particípio e substantivo. d) substantivo e substantivo.Artigos. c) substantivo e adjetivo. c) Naquele sítio havia uma antiga árvore-mãe. d) apenas II e III. cujas sementes deram início a este bosque. livres de ameaças reais.”. d) O pássaro-preto costuma alimentar-se das sementes encontradas em roças. poderiam ser substituídas por um indefinido sem mudar o sentido da frase.” Trecho do texto “O Paciente Mosoró” de Adriane Araújo. na frase “Peritos dizem algo mais ou menos assim: os americanos estão nadando em riqueza. com freqüência. em “o primeiro descreve ‘ansiedade como condição dos privilegiados’ que. b) Um abaixo-assinado solicitava ao proprietário do terreno que não derrubasse as árvores. b) mulherzinhas – coraçõezinhos. respectivamente: a) adjetivo e substantivo.. c) apenas I e III. b) adjetivo e adjetivo.a capacidade recém-adquirida do homem” O plural da palavra em negrito em cada uma das frases abaixo se faz de modo idêntico ao de recém-adquirida em: a) Havia um cofre boca-de-lobo numa das salas da velha casa. II e III. o uso coloquial. se dão ao luxo de ‘olhar para dentro’ e criar medos irracionais”. e) I. 4 GABARITO A expressão paciente inglês do trecho é formada por duas palavras que são. 13. Quais estão corretas? a) apenas I. se diferencia do uso prescrito pela gramática normativa. 11.10. 24/11/1999. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações acerca do uso de artigos. sem que houvesse alteração no sentido. e) Uma árvore carregada de folhas e frutos constitui uma obra-prima da natureza. verbos e adverbios Avançar . substantivos.. uma versão nordestina para o Paciente Inglês. bem mais numerosos e bem menos ociosos do que pensam o psicoterapeuta e o sociólogo. Assinale o par de palavras em que os dois usos ocorrem: a) colherzinhas – florzinhas. I. e) colherezinhas – floreszinhas.”. III. b) apenas II. As duas ocorrências do artigo definido o anteposto às palavras psicoterapeuta e sociólogo.

. que significa que está em via de efetivação. verbos e adverbios Avançar . segundo a gramática normativa. c) produzem efeito estilístico desvinculado do desenvolvimento da argumentação. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu. O advérbio eminentemente é derivado do adjetivo eminente. o vocábulo futuro classifica-se gramaticamente como substantivo. justifica-se a próclise do pronome oblíquo pela presença da conjunção subordinativa... O substantivo em destaque tem como sinônimo: a) parede. extraído de um folheto de divulgação deste vestibular.. entretanto.. FEI-SP Observe o texto: “Se as pedras da mesma casa em que viveis.... se assim fosse... No trecho “Mas. de modo que seria igualmente correta a forma indiferente à tudo. adjetivos. base.. veja bem.. 01.. como resposta. o subjuntivo e o imperativo. b) designação de seres e conceitos – expressão de um fenômeno. As palavras rústica. UERJ “Vestibular UERJ 2001.. o uso da crase é facultativo.. e) pintura. Unifor-CE As lacunas da frase “Os . substantivos. houvesse alteração para “Construindo o cidadão futuro”. 08. Construindo o cidadão do futuro.Artigos. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). 16.. por serem todas elas proparoxítonas. Casos como esse permitem considerar substantivos e adjetivos como nomes. pelas respectivas características a seguir: a) invariabilidade mórfica – variabilidade em gênero e número.. que ameaça acontecer breve. No segmento indiferente a tudo... como na expressão perigo eminente. d) acrescentam informações que esvaziam o sentido dos nomes a que se referem.14.” estão presentes os três modos verbais da língua portuguesa: o indicativo..”. 04. e) reforçam qualidades já pressupostas nos nomes a que se referem.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a soma das alternativas corretas. 16. Se. b) chão.... quando se trata de estudar. c) termo gerador de nomes derivados – resultado de uma derivação.. “alegria feroz” e “cidadãos que se dizem democratas”.. c) fundação. 18... desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros”. Dê.” 5 No enunciado acima. 15.. caráter e épocas estão acentuadas corretamente. d) acabamento. d) papel sintático de termo núcleo – papel sintático de modificador de outro nome. b) promovem um contra-senso que prejudica a objetividade dos argumentos... sobretudo.. a mesma palavra seria um adjetivo. procuram . Em “.. FUVEST-SP Nas expressões “triste espetáculo”. que se diferenciam.” estão corretamente preenchidas em: a) alunos-educandos – escola-modelos b) aluno-educandos – escolas-modelos c) alunos-educando – escolas-modelo d) alunos-educandos – escolas-modelo e) alunos-educando – escolas-modelos 17. os elementos sublinhados a) alteram o sentido mais usual dos nomes que qualificam.. 02.

os porteiros usavam ternos cinza-chumbos e as recepcionistas. III Essas doenças. saias verdes-olivas.19. 20. a primeira no pretérito e a segunda no presente. ( ) As formas verbais foi e é são. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. 153. IV Não seja mais uma vítima das doenças cardiovasculares. Milhares de brasileiros pendurarão as chuteiras mais cedo por problemas cardiovasculares. 3ª pessoa do singular e podem ser entendidas como um conselho ao interlocutor. 20% da população adulta brasileira é hipertensa. obesidade. d) 6. ( ) A palavra vítima possui um só gênero gramatical para indicar tanto seres do sexo feminino quanto do masculino. UFMT Esta pergunta refere-se ao texto “Tão novo e já pendurou as chuteiras”. verbos e adverbios Avançar . II Hoje. 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. e F. e) 2.” Carlos Drummond de Andrade. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbo e as recepcionistas. os poteiros usavam ternos azuis-marinhos e as recepcionistas. respectivamente.” Veja. 21. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. p. os porteiros usavam ternos cinza-chumbo e as recepcionistas.Artigos. ( ) A palavra composta cardiovasculares pode também ter seus elementos usados separadamente: cardíacos e vasculares. saias verde-oliva. o que abre a possibilidade de o interlocutor do texto ser tanto homem quanto mulher. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I E não foi só ele. O emprego de adjetivos e de locuções adjetivas é uma características da descrição. b) 5. procure e siga estão no imperativo. FGV-SP Assinale a alternativa gramaticalmente correta. saias verdes-oliva. dos verbos ir e ser. 6 GABARITO Líder em soluções cardiovasculares ( ) As formas verbais seja. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbos e as recepcionistas. associadas a tabagismo. V Procure seu médico e siga a sua orientação. Use V. substantivos. 23/06/99. estresse e vida sedentária levam ao óbito por problemas cardiovasculares. a) Na Aliança Lusa-brasileira. saias azuis-pavões. para os falsos. U. No poema há quantos adjetivos? a) 3. d) Na Aliança Lusa-brasileira. e) Na Aliança Luso-brasileira. adjetivos. que correspondem a 32% de todos os óbitos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) Na Aliança Luso-brasileira. c) 4. para assinalar os itens verdadeiros. b) Na Aliança Luso-brasileira. saias verde-olivas.

até porque. que equivale a muito seca. Mas. no máximo 42. que ditam o padrão de beleza de nossos tempos. alinhou-se à facção das magérrimas. Em “já que toda altíssima e magérrima”. de tamanhos acima de 40. Tradução: menos modelos e atrizes de biotipos esbeltíssimos. independentemente dos hambúrgueres que consuma. e) I. convocou uma entusiasmada ministra. acima de tudo. para quem tudo não passa de ‘loucura politicamente correta’. ‘A foto sempre engorda um pouco. A ‘patrulha da gordura’ foi criada. da Argentina.22. na voz de Theresa May. Está(ão) correta(s): a) apenas I. Previsivelmente. como os que vêem nas passarelas e fotos de moda. d) apenas II e III. desde que moda é moda. Difícil dar certo. quem é gordo e. substantivos. já que toda altíssima e magérrima que se preza nasceu assim e assim continuará pelo resto de seus dias. como a de Victoria Adams. e mais silhuetas. A ministra Tessa.” Veja. no contexto. estão. claro. Por birra. Santa Maria-RS “Fofas vingadas Governo inglês faz campanha contra magreza excessiva Têm os governos o direito de determinar quem é magro. que estão tentando dar um jeitinho. nas butiques. II. e por isso a magra fotografa melhor. o Senado argentino aprovou um projeto de lei que obriga as fábricas a fazer roupas em ‘tamanhos verdadeiros’. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . quem deve sair nas páginas das revistas? Não têm. digamos. muito a contragosto por parte das revistas. Tem de ser naturalmente magra’. Do lado das gordinhas está a nova esquerda do governo Tony Blair. a direita. Incitadas pelo governo trabalhista. as revistas de moda inglesas concordaram na semana passada em criar um código de conduta destinado a promover a exibição de modelos de pesos e alturas variados em seus ensaios fotográficos. Também apontaram a falta. b) apenas II. E não adianta a menina perder 20 quilos. III. sob suspeita de anorexia. um estudo científico relacionou o aumento dos distúrbios alimentares (anorexia e bulimia. “Vamos esmagar as imagens estereotipadas das mulheres na mídia”. principalmente em democracias solidíssimas como a inglesa. doenças que em casos extremos podem ser letais) com a busca incessante das adolescentes por um corpinho de sílfide. verbos e adverbios Avançar . fez um apelo à indústria de vestuário para que conserte a situação. atesta o fotógrafo paulistano André Schiliró. Embalada em sua cruzada. adjetivos. seca como uva passa. Da reunião em Londres participaram produtores de moda. 28/06/2000. depois de uma reunião promovida pela ministra para Mulheres da Inglaterra. II e III. ato contínuo. o significado dos adjetivos foi intensificado com o objetivo de fazer uma avaliação pessoal da democracia inglesa e descrever o tipo físico de prestígio. U. É possível elevar uma qualidade ao seu grau máximo por um processo de comparação. Na quinta-feira. normais. Quem quiser que acredite que vai funcionar. quem diria. Em “solidíssimas” e “esbeltíssimos”. respectivamente. 7 GABARITO Considere as afirmativas a respeito do emprego do grau superlativo. c) apenas I e III. que ocupa cargo equivalente ao de Tessa no fictício gabinete conservador. o que ocorre em “seca como uma uva passa”.F. a Inglaterra contaria com a companhia. as qualidades das modelos passaram a representar as próprias modelos. Todas as medidas inglesas têm aplicação voluntária. logo de quem. I. é convidada para desfilar e posar em editoriais de moda. Tessa Jowell. a ministra inglesa pediu à comissão que fiscaliza a televisão britânica que vigie ‘o grau de diversidade de formas das mulheres nos programas de TV’. no caso. sob o impacto do alerta dado no mês passado pela Associação Médica Britânica: pela primeira vez. sequíssima. Nesse departamento. a spice girl que emagreceu 7 quilos (confessados) e. e para a imensa maioria das mortais. as altas e magras são insubstituíveis na frente das câmeras. Ou seja: dê menos destaque a silhuetas. Todas reclamaram da figura ‘impossível’ das modelos — impossível para elas.Artigos. representantes de agências de modelos e um seleto grupinho de adolescentes normais. as palavras sublinhadas desempenham. jornalistas. o papel de substantivos. a intervenção oficial animou o eterno debate ideológico.

escuras e gárrulas como cigarras. bolo encomendado nas Matildes. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. as espalhadoras de todas as maledicências. E saiu para a rua. Unifor-CE Considere as seguintes construções: I. Eça de. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. 26. III. verbos e adverbios Avançar . pecha. as tecedeiras de todas as intrigas. Ponta Grossa-PR Os substantivos abstratos designam ação. não existia nódoa. como resposta. A ilustre Casa de Ramires. janela entreaberta. c) xampu de capelo – xampu capilar. pequenino por dentro. substantivos. E na desditosa cidade. bule rachado.Artigos. b) II. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. 02. Dê. não comentasse com malícia estridente. vulto a uma esquina. Emescam–ES A relação de equivalência de sentido entre as expressões não está adequada em: a) dor no abdome – dor abdominal. b) nervo da audição – nervo auditivo. a) atribuir às personagens traços negativos de caráter. poeira a um canto. d) I e II. Realizou-se um congresso internacional de solidariedade. O pobre menino nasceu morto. O menino pobre nasceu morto. II. em Oliveira. 25. e) associar as ações das duas irmãs. Realizou-se um congresso de solidariedade internacional.23. d) particularizar a maneira de ser das manas Lousadas. e) I e III. É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. respectivamente. e) monumento de rocha – monumento rupestre. tirou o canário para fora com infinita delicadeza. desde longos anos. b) acentuar a exclusividade do comportamento típico das personagens. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura. U. coração dorido. entre os dentes ralos. angustiado. o emprego de artigos definidos e a omissão de artigos indefinidos têm como efeito. 08. 04. c) definir a conduta das duas irmãs como criticável. a soma das alternativas corretas. adjetivos. A alteração na posição das palavras provocou alteração de sentido somente em: a) I. sensação. marcar a generalidade das situações que são objeto de seus comentários. achando a condição humana uma droga. São substantivos abstratos os elementos itálicos em: 01. algibeira arrasada. c) III.” QUEIRÓS. FUVEST-SP “As duas manas Lousadas! Secas. que nos deu tanta alegria. 16. Uma poderosa nuvem abre o horizonte. d) água de rio – água pluvial. enfatizar seu livre acesso a qualquer ambiente na cidade. 24. colocá-las como responsáveis pela maioria dos acontecimentos na cidade. Embebeu de éter a bolinha de algodão. situá-las numa cidade onde são famosas pela maledicência. apontar Oliveira como cidade onde tudo acontece.E. estado ou qualidade dos seres. 8 GABARITO No texto. Uma nuvem poderosa abre o horizonte.

S. as formas verbais “tinha estado” e “estava” indicam fatos situados no mesmo momento. substantivos.Leia abaixo o trecho do diário de P. sem que a idéia básica do período seja modificada. UFGO Considerando-se a importância da escolha das expressões verbais para a construção do sentido do texto.. Foi maravilhoso!” 9 27. rir. 1 biscoito da sorte 3 colheres de sopa de arroz frito 2 camarões com alho 1 um pedaço de peixe frito 1 buquê de brócolis (Adorei. 29. ele que viesse falar comigo. adjetivos. Unifor-CE Há analogia de sentido entre a frase “Pesem em torno de uma tonelada” e “Pesem: a) apenas uma tonelada”. 01/01/2000 . É como se eu estivesse congelada. pode-se afirmar que: ( ) em suas duas primeiras orações. é possível substituir a forma verbo ser de “é” para “era”.) 21h30 .. 2000. não fora o trabalho desenvolvido pelos filósofos iluministas. pois ambas pertencem a tempos verbais do passado. verbos e adverbios Avançar . c) aproximadamente uma tonelada”. e) guarda-noturno.. 28.Artigos. o lugar. d) azul-marinho. comi super bem!) Nunca tinha estado num restaurante chinês. d) tanto quanto uma tonelada”. comunicar-se.C. 30. b) justo uma tonelada”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . publicado em uma reportagem na revista Isto é. Alfenas-MG Assinale a alternativa cuja palavra composta é pluralizada da mesma forma que “Ibero-americanos”. apreciar a música. U. ( ) a forma verbal “estava” indica um momento anterior àquele expresso pela forma verbal “percebi”. b) Os ideólogos do capitalismo usam todos os apelos populistas de que se pudessem valer para introduzir um forte golpe. ( ) o uso do subjuntivo no final do texto deve-se ao caráter de certeza. Estava com muito apetite! Hoje percebi quanto tempo deixei de viver. “O diário de P. não houve argumento capaz de convencer a imprensa paulista de que seria de interesse geral a 1ª Bienal Internacional do Livro. e se a tua consciência reouver um instante de sagacidade.S. Não só por não ter me permitido comer. FUVEST-SP Está INCORRETA a articulação de tempos e modos verbais em: a) Se por acaso eu importunara o General. em jun. vives. tu dirás que queres viver. mas (por causa) de todo o ritual que envolve uma refeição: conversar. e) ao menos uma tonelada”. de aproveitar a vida.C. ( ) em “É como se eu estivesse congelada”. a) surdo-mudo. c) cívico-religioso. d) Todos seríamos escravos de idéias maniqueístas. c) Em 1970. A questão 27 refere-se a ele. e) Vives: agora mesmo que ensandeceste. de verdade do processo expresso pelo verbo.Las Vegas (. b) verde-oliva.Restaurante chinês.

Reescreva a frase acima. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) A inteligência é como um tigre solto pela casa e só não causará problema se o suprir de carne e o manter na jaula. c) As apurações estaduais foram suspensas até segunda ordem. e) sem virtude – desvirtuadamente. e) O nome secreto de Deus era o princípio ativo da criação. verbos e adverbios Avançar . amar? Sempre e até de olhos vidrados. e) 12 até 18 dias sem juros no cheque especial. transpondo-a para a voz ativa. b) não obstante. até a você. o paciente teria morrido”. substantivos. amar?” A palavra até. b) A econologia. mas dizê-lo por completo equivalia a um sacrilégio. até agora. Reescreva a frase acima. combinação de princípos da economia. Uniube-MG-Adaptada “Talvez eu tenha medo / Talvez eu sorria.” O advérbio talvez nos versos..Artigos. por: a) embora. Amar. 33. UFPI Marque a alternativa que substitui corretamente a locução adjetiva por um advérbio. no texto de Carlos Drummond de Andrade. c) O primeiro-ministro e o presidente devem ser do mesmo partido. b) A polícia. corrigindo a impropriedade gramatical que nela ocorre. Tarifas que podem chegar a zero. 32. Amar e malamar. Londrina-PR “Que pode uma criatura. sociologia e ecologia. FUVEST-SP A única frase em que as formas verbais estão corretamente empregadas é: a) Especialistas temem que órgãos de outras espécies podem transmitir vírus perigosos.31. b) Além disso. 35. ao pecado de saber mais do que nos convinha. 10 GABARITO 34. d) sem mistério – enigmaticamente. o Brasil ainda estará muito longe de tornar-se um participante ativo do jogo mundial. é defendida por ambientalistas como maneira de se viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. U. sem perda de sentido. FUVEST-SP a) “Se eu não tivesse atento e olhado o rótulo. desamar. d) pode ser que. senão. a) com verdade – sinceramente. c) ainda que. pode ser substituído. entre criaturas. declarou o médico. adjetivos. c) com liberdade – libertinamente.. amar? Amar e esquecer. mesmo que for adotado algum tipo de ajuste fiscal imediato. Resiste a tudo. embora nenhum fará a sociedade em que eu acredito. b) como amante – adulteramente.E. não conseguiu capturar os fugitivos. d) Saveiro Geração III. tem o mesmo valor semântico que em: a) O marinheiro chegou até o porto ao amanhecer.

36. verbos e adverbios Avançar . é mais sombrio. já não servem mais para avaliar a capacidade cerebral de uma pessoa. Para bem comparar a técnica utilizada.” c) “para que ele tenha novamente a possibilidade de novas produções normativas” d) “Na esquizofrenia.” b) “. infelizmente... Potiguar-RN “O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. c) Ouviu-se / se trata / exista / confirmem / sobrou. observe seus efeitos de luz e sombra. há motivo para otimismo”.” 40. FGV-SP Complete as frases com os verbos indicados entre parênteses. 37. e) hoje os testes de QI não são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) hoje os testes de QI são melhores do que no passado para avaliar a inteligência.” e) “. c) os testes de QI nunca serviram para medir a inteligência.. __________ três explosões na plataforma de petróleo. FUVEST-SP Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas abaixo. “Se você __________ (vir) à exposição e se __________ (dispor) a visitar o terceiro andar. embora não __________ provas que __________ isso: não __________ objetos para exames periciais.. a) Ouviram-se / trata-se / existam / confirme / sobraram. adjetivos. será conveniente que você __________ (manter-se) a uma boa distância. d) Ouviram-se / se trata / existam / confirmem / sobraram.. aponte a opção que ainda mantém o mesmo sentido da oração acima: a) Só um jornal pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber: o de minha propriedade. o sofrimento das pessoas que estão atingidas mentalmente.” 11 No texto.Artigos. U. Creio que __________ de problemas causados por falta de manutenção. o quadro.. Quando as __________ (ver). d) O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é só de minha propriedade. um dos antigos parâmetros usados para medir a inteligência. substantivos. d) no passado. poderá adotar outra perspectiva. e) Ouviram-se / tratam-se / existam / confirme / sobraram. PUC-RJ Assinale a alternativa em que o termo em negrito é um advérbio que marca claramente uma opinião: a) “.” GABARITO Utilizando-se o advérbio “só”. o advérbio mais deixa pressuposta a idéia de que: a) os testes de QI serviram. Se isso não __________ (satisfazer) sua curiosidade. c) O único jornal que pode oferecer ao público só as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. UFRS-Modificada “Os testes de QI. outros parâmetros serviram para medir a inteligência.. poderá notar duas grandes fotos iluminadas. e sair dela desejando um equilíbrio diferente do que tinha antes. b) O único jornal que só pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. 39. no passado.. para medir a inteligência. além dos testes de QI. 38. b) Ouviu-se / se tratam / exista / confirme / sobrou.

c) Se a Patrícia previr tempo seco para o litoral. FGV-SP Assinale a alternativa em que não haja erro de conjugação de verbo. a) sabia – sentiu – chamara. II. mas se deteu. se ele manter adequadamente o tratamento. “for” equivale. que vende e revela material fotográfico para amadores. 43. até que poderíamos programar um passeio para este final de semana. 12 Assinale a alternativa em que o termo em negrito aparece com o mesmo sentido empregado no texto acima: a) Até que ponto poderemos aceitar tal proposta? b) Pensando nisso. Tinha ganas de dizer a Alberto tudo o que ele merecia. sentiu o peso da responsabilidade. CEETPS-SP Considere as seguintes ocorrências de “for”: I. Feita a pergunta. do articulista Marcos Sá Corrêa: “.Artigos.” GABARITO Os verbos que indicam corretamente a sucessão cronológica dos fatos narrados são. São inumeráveis as academias de ginástica.Brotou nos morros cariocas franquias de supérfluos. respectivamente. UFMA Considere o seguinte trecho “A favela invisível se debruça sobre o Rio”. 44. aquele que for culpado confessará tudo quando for à prisão. Há lugares carentes que necessitam até de vagas para automóveis. III. c) tinha marcado – sentiu – visitara. 42. os que forem espertos saberão quando for a hora de partir. só conseguiu responder que começaria o mais breve possível a ladainha das entrevistas que tinha marcado nas clínicas que visitara há meses. b) pretendia – sentiu – sabia. de 24/01/2000. c) Fui até o hotel para encontrá-lo. as locadoras de vídeo e os cursos de informática. quando eu for presidente. PUC/Campinas-SP “Naquele exato momento. IV. e) em todas as quatro frases. Sabia que o pai o chamara para aquela conversa com a intenção de saber dele o que pretendia fazer da vida.41.. será o momento de todos o aplaudirmos. d) chamara – sentiu – começaria. b) somente na frase II. mandarei prender os que forem inimigos do país.” Dessas ocorrências. a lesão do jogador poderá estar curada. haveremos de descer a serra antes de o sol nascer. ao verbo “ser” e ao verbo “ir” a) somente na frase I. b) O moderador interviu assim que ficou a par dos problemas técnicos. adjetivos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) somente na frase IV. verbos e adverbios Avançar . de modo claro e objetivo. a) Em pouco mais de três meses. mas ele já havia saído. d) Leocádia estava terrivelmente irritada. passados os primeiros dias de euforia pela conclusão do curso. c) somente na frase III. e) Quando o negociador propor uma saída honrosa. as vacas que forem para o brejo serão contadas quando eu for à Brasília..” Revista Época. NESSA ORDEM. d) “Até Madonna quis interpretar o papel de Frida Kahlo no cinema. e) conseguiu responder – sentiu – tinha marcado. como a De Plá. substantivos.” e) Até que enfim o governo reconheceu o direito dos manisfestantes. esperando oportunidade melhor.

Trata-se de: a) Ides. ITA-SP Os versos abaixo são da letra da música Cobra. substantivos. adjetivos. e) não existiria. Paulo. c) a diferença de formas (cobre/cobra) deve-se ao deslocamento da 3ª para a 2ª pessoa do sujeito verbal. c) Julgais. escuras e gárrulas como cigarras. uma das formas verbais não condiz com as demais. não teriam descortinado.” Assinale a frase em que a palavra até expressa o mesmo sentido que tem no fragmento acima. 47. de Rita Lee e Roberto de Carvalho: “Não me cobre ser existente Cobra de mim que sou serpente” 13 Com relação ao emprego do imperativo nos versos. não tinham descortinado. no diálogo entre Calvin e sua mãe. E na desditosa cidade. e) Segui. neste texto. não comente. b) Juntou até 10 mil reais. as tecedeiras de todas as intrigas. não teria comentado. não descortinavam. 48.Artigos. se verifica entre as formas verbais existia. portanto há inadequação na flexão do segundo verbo (cobra). b) Tenhais. Texto para a questão 47. em Oliveira. a) “Do querer até o poder vai larga distância”. pode-se perceber que. portanto o emprego está adequado. 14 de abril de 2001. não comentava. não tinha comentado. mantém-se apenas em: a) não existe. janela entreaberta. Alfenas “Uma parceria implica até em cuidar de meninos de rua.” QUEIRÓS. não tiverem descortinado. bule rachado. bolo encomendado nas Matildes. algibeira arrasada. verbos e adverbios Avançar . Voltar Língua Portuguesa . IMPRIMIR GABARITO O Estado de S. poeira a um canto. não tiver comentado.45. d) Pretendes. não comentasse com malícia estridente. A ilustre Casa de Ramires. A questão 48 tem por base a história em quadrinhos abaixo apresentada. “As duas manas Lousadas! Secas. não existia nódoa. e) o primeiro verbo no imperativo negativo opõe-se ao segundo verbo que se encontra no presente do indicativo. Eça de. desde longos anos. d) o sujeito verbal (3ª pessoa) mantém-se o mesmo. b) a diferença de formas (cobre/cobra) não é registrada nas gramáticas normativas. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. b) não existiu. c) Bebeu tanto até cair. não descortinem. U. d) não existirá. descortinassem e comentasse. pecha. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. e) “Respiravam e até transpiravam” 46. as espalhadoras de todas as maledicências. coração dorido. entre os dentes ralos. FUVEST-SP A correlação de tempos que. vulto a uma esquina. FGV-SP Observando os três primeiros quadrinhos. podemos afirmar que a) a oposição imperativo negativo e imperativo afirmativo justifica a mudança do verbo cobre/cobra. c) não existira. d) Arrastou-se até o quarto onde desmaiou.

UFRN Considere o período a seguir. Assim crêem os estudiosos dos fatos que intervêem na história das línguas. U. UERJ “Os aliados não querem romper o namoro com o FHC – querem é namorar mais. adjetivos. Assinale. por exemplo. d) Propusemo-nos a analisar a língua sem preconceitos e vimos que as influências estrangeiras são inevitáveis. e) previr. GABARITO 52. além do sentido de ação. verbos e adverbios Avançar . Para diferenciar o verbo do substantivo.49. c) O estrangeiro tem mais e melhores dentes. principalmente. com as mesmas características do verbo haver no sentido de existir. nas frases abaixo a alternativa em que ocorre esse emprego.F. Alfenas-MG Fragmentos para a questão: “Especialistas contestam argumento do governo de que privatização não estaria sujeita à regra que prevê isonomia entre os candidatos” Caso transpuséssemos a forma verbal “prevê” para o futuro do subjuntivo. Santa Maria-RS-Modificada Na linguagem coloquial. Não pôde ser diferente. b) desejar. e) Influências estrangeiras também norteam o destino das línguas. e) Vi um catálogo na Amazon que tem uns dinamarqueses bem acessíveis. modo e pessoa. Voltar Língua Portuguesa . em relação às palavras. já que namoro consta do dicionário como “ato de namorar”. c) desejará.Artigos. a) Sabe que você tem razão. b) preveria. teríamos: a) previer.) poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. substantivos.” Veja. IMPRIMIR “Um alimento em pó incolor (. c) previera.” Para se manter a correspondência temporal no período. c) Muitas palavras do português provieram do contacto com línguas estrangeiras. 50. 51. UFSE Os verbos que aparecem nos enunciados abaixo estão corretamente flexionados em: a) As influências africanas manteram-se. Mirtes? b) Nos Estados Unidos. 14 A comparação entre as palavras sublinhada acima demostra que o significado geral de “expressar ação” não é suficiente para identificar o verbo como classe gramatical. d) desejaria. 18/08/1999.. a seguinte característica que só os verbos possuem: a) terminação em r. b) A ama negra interviu junto ao filho do senhor branco. seria necessário considerar. c) presença indispensável à frase. Quem se propor a estudar as línguas faladas na América pode constatar isso. não tem gente parada. U. 53. creiamos. b) flexão de tempo. d) Ele tem como equipamento standard o que aqui é opcional. abrandando-lhe a linguagem. Passeemos pelo seu vocabulário e creiamos nisso.. a forma verbal deseje deverá ser substituída por: a) desejasse. Os brasileiros nem sempre se precavêm diante de influências lingüísticas estrangeiras. há uma tendência de uso do verbo ter como impessoal. d) prever. d) anteposição de um substantivo.

b) II e III... talvez você ... substantivos. o acento nos verbos ver e ter é justificado pela mesma regra de acentuação gráfica. “Quando puseres a foto no álbum. aceitaríamos todas as condições”. 16. e) II e IV. o verbo começaram apresenta a seguinte estrutura: |começ-| radical.. as lacunas das frases acima: a) vieres. começaram a se tornar realidade..só se vê bem e os homens não têm mais tempo. 08. que faz a 3ª pessoa do plural vêm. reouvesse 57. interviesse. interviesse. intervisse.. esses bens”. “Quando . II. Estão corretas as formas verbais só nos itens: a) I e III. vires... Em O trigo.. Alfenas-MG Observe: I. como resposta. cativa-me!..... e seu amigo . quando previr o temporal”. vires... U. a soma das alternativas corretas. intervisse.. “Se ... 56. UFSE-Adaptada “e as coisas que tu vais transformar. “Ele voltará..... requeresse. “Se você . d) 3ª pessoa do presente do indicativo do verbo vir.. interviesse.. Alfenas-MG Considere as seguintes frases: I. requisesse. não são regidos por preposição. U. UFSC Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s): 01. adjetivos.... IV. Identifica-se corretamente a forma verbal vê em negrito nos versos acima como: a) 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo ver.. reavesse c) vir. reouvesse e) vier. 55. o modo verbal é o imperativo... reavesse d) vier.. respectiva e corretamente..Artigos... que isso é necessário. c) III e IV........ Assinale a alternativa cujas formas verbais preencham. |-a-| vogal temática... a vírgula é utilizada para isolar o sujeito do verbo..54... vieres.. por isso ninguém interviu para liberá-los”. Os verbos lembrar e esquecer. e seu plural é vêem.. vires. e) 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo do verbo ver... III.. “Retiveram os documentos porque supuseram que fossem úteis. ao contrário de lembrar-se e esquecer-se. vê através do pequeno embrião de árvore (... IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. sendo o plural vede. sendo vinde a forma do plural...... d) I e IV. Em . vires... verbos e adverbios Avançar .. fará com que eu me lembre de ti.) Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas” 15 Jorge de Lima.. III.. traga seu irmão”. que é dourado. 04. c) 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo do verbo ver. requisesse. requeresse.... II... No trecho . reouvesse b) vier....... requeresse. o verbo cativar classifica-se como transitivo direto. cujo plural é vêm.. ela ficará contente”. 32. |começa-| tema.. “Se ele propuser um acordo. b) 2ª pessoa do singular do imperativo do verbo vir. |-ra-| desinência modo-temporal e |-m| desinência número-pessoal. comunica-me imediatamente”... Em Mas se tu me cativas. Dê.. Em Por favor. a São Paulo. 02.

.. III.... É verdadeira: a) Apenas a afirmação I... diga-lhe que seria bom que ele ... verbos e adverbios Avançar . UFSE A forma verbal em negrito está corretamente flexionada em: a) Todos desejam que a imprensa continui a defender um esporte ético.. ele.. F..... UFSE A frase que apresenta voz passiva é: a) As pessoas nem tinham se recuperado do susto quando surgiu outra denúncia... mesmo que se ...58. d) Apenas a afirmação III.. “E não adianta a menina perder 20 quilos. d) Os crimes fiscais foram confessados porque o técnico temia outra acusação.I..... a) perda – fosse – fosse d) perda – seja – seja b) perde – seja – seja e) perca – seja – fosse c) perda – fosse – seja 59............... mas alguns talvez não o entendam bem. 20 quilos.. c) Se a opinião pública intervir....... A palavra morto é particípio do verbo morrer... o professor.......... a seguir o conselho. Seria preciso que ... A palavra morto é particípio do verbo matar..... a João que se .. Vitória-ES O seguinte período apresenta lacunas: “Se você .....” As formas verbais que preenchem adequadamente essas lacunas são: a) vir – intervisse – obtivesse b) vir – intervisse –obtesse c) vir – interviesse – obtivesse d) ver – intervisse – obtivesse e) ver – interviesse – obtesse 16 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . complete corretamente as lacunas.. naturalmente magra.)” Considerando as transformações propostas. b) Apenas a afirmação II. no processo.... e) O jornalista se baseou em fatos bastante conhecidos para escrever o editorial. E não adianta que a menina ........... 61. do cigarro e do álcool.. Santa Maria-RS Observe as formas verbais utilizadas nos períodos a seguir.Artigos. 60. c) Cada uma das afirmações. porém........... a bolsa de estudos.. a fumar e a beber.. e) Nenhuma das afirmações...... c) O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa. Tem de ser naturalmente magra (...... É preciso que . Emescam-ES As lacunas de : “Os médicos sempre . 62.... II..... PUC-PR-Modificada Considere estas afirmações: I....... e) Todos lêem o código de ética de seu clube. a prática do esporte poderá ser moralizada........ substantivos....F.. b) Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade..... O verbo morrer tem dois particípios. para que você . d) Alguns dos envolvidos nos episódios de 94 absteram-se de comentar o fato. U...” serão adequadamente preenchidas com: a) solicitam – abstenha – dispunha – volta b) solicitaram – abstivesse – dispusesse – voltava c) solicitam – abstém – disposse – voltava d) solicitam – abstivesse – disponha – volta e) solicitavam – abstesse – disposse – voltava 63. eventualmente . adjetivos...... b) O editorial afirma que o educador que se detesse sobre o futebol ficaria desapontado..... naturalmente magra.

para apresentar correção. imaginava-se que um cérebro jovem (. d) seguíssemos – admitíssemos. – intransitivo. pois o emprego do verbo desconfiar está de acordo com os exemplos.64. c) está correto.” c) “Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. c) O relógio deu onze horas. d) possa ser.” e) “. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) deve ser substituído por “isto que”....) fosse muito mais poderoso e criativo do que um outro já maduro e desgastado pela idade. nem surfistas. verbos e adverbios Avançar . 66. e) deve ser substituído por “ao que”. b) seguíssemos – admitiríamos. adjetivos. um número sem fim de animais. UFPB-PSS Levando-se em conta a norma culta da língua. pois trata-se de outro sentido do verbo desconfiar.” d) “Era assim o Brasil de Cabral.” 17 Assinale a alternativa que substitui a forma verbal fosse. 67..” Os tempos verbais assinalados acima estão correlacionados: a forma escolhida para o verbo seguir limita as possibilidades de flexão de admitir. mantendo a correlação exigida pela norma culta.... c) tivéssemos seguido – vamos admitir. sem acarretar mudança no significado da frase. UFSE Um verbete de dicionário registra exemplos de uso correto do verbo desconfiar. UFRS-Modificada Em: “Até algum tempo atrás.. e) Esse dinheiro não dá. verifica-se erro em: a) “. o segmento em negrito na frase “Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam. e) tenha sido. UFR-RJ A alternativa em que está correta a classificação do verbo dar quanto à predicação é: a) Dei com os dois velhos sentados. b) tivesse sido.. substantivos. nem mulatas. para apresentar correção. duvidar.. Indique a alternativa em que os respectivos verbos podem substituir as formas sublinhadas na citação acima. UEL-PR “Se seguirmos Freud. para apresentar correção.. c) teria sido.” a) está correto. “Mas convém que Gaspar não desconfie absolutamente destes nossos projetos. – transitivo direto.” Considerando-se o verbete. quando for a vez desses meninos?”.” b) “Ainda não haviam louras.. – transitivo indireto. admitiremos que o desejo de destruição do outro só não é posto em prática por repressão. 68. – transitivo direto e indireto. a) seguirmos – admitíssemos. b) deve ser substituído por “aquilo de que”. 65. e) seguiremos – admitiremos. d) Quem dá aos pobres empresta a Deus. – intransitivo. já quinhentos anos passados. b) Os jornais não deram a notícia. a) pudesse ser.Artigos.. “É prudente desconfiar de quem é desconfiado”. empregado com o sentido de não ter confiança.

b) Eles se calaram porque viram que a discussão não levaria a nada. respectivamente.”. cavalgo de novo” Os empregos do verbo ler nos versos acima permite classificá-los. o verbo cheirar foi utilizado com a mesma transitividade de: a) Pelas análises que fizemos. c) tinham queimado.69. Tenho de ler tudo.).. UFR-RJ “(. Unifor-CE “Efetivamente se queimaram alguns livros. uma ambigüidade gerada pela locução sua mãe. essa história está cheirando mal. c) Vê se não te esqueces do livro – advertiu o jovem. Unifor-CE Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado. c) O enunciado é composto de duas orações que encerram uma relação de causa e conseqüência. como: a) transitivo direto e intransitivo.. b) A forma verbal havia partido expressa uma ação anterior à forma verbal deixou. c) é projetado. leio. GABARITO 72. Em filosofias / tropeço e caio.. porque vejo a questão de outra maneira. d) intransitivo e transitivo indireto. Uniube-MG-Adaptada No trecho “Com seu vestido decotado / cheirando a guardado”.. PUC-RS-Modificada De acordo com o sentido que tem no trecho “Há basicamente três tipos de alunos: (. Voltar Língua Portuguesa . PUC-PR “O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho. b) projetam.” “Mas leio. d) Os alunos foram à biblioteca ver se encontravam o livro indicado. b) foram queimados. adjetivos. Outra forma verbal. o que deixou sua mãe extremamente preocupada. assinale a alternativa que contém uma afirmação falsa: a) As formas verbais havia partido e deixou expressam ações simultâneas.. b) transitivo direto e transitivo indireto. e) Há. d) Olhava para os cantos sem saber o que viera cheirar ali. b) O vento que impelia aquela chuva cheirava a almíscar. no enunciado. está na alternativa: a) projetam-se. substantivos.. haja prejuízo do significado. e) verbo de ligação e transitivo direto. verbos e adverbios Avançar . e) foi queimado. e) vão projetar-se. e) Os alunos viram o professor chegar e dirigir-se à secretaria da escola... d) A forma verbal havia partido pode ser substituída por partira sem que. IMPRIMIR 74. d) eram queimados. com isso. os auditivos (que prestam mais atenção no que vêem). equivalente a em negrito acima..).” A forma verbal equivalente a em negrito na frase está em: a) queimou. a palavra “vêem” é empregada com o mesmo valor em: a) Não consigo concordar com isso.” 18 Considerando o que está dito no enunciado acima. 73. 71. c) transitivo indireto e verbo de ligação. d) tinham projetado.. c) No jardim pôs-se diante da roseira e ficou cheirando a rosa.Artigos. 70.

.. F. que o Brasil nunca foi muito diferente do que hoje é.... não se lêem muito os clássicos no Brasil... d) tem descoberto.. c) teria descoberto.E..Artigos. e) terá descoberto..... Quando os fotógrafos tiverem registrado a infância da aviação. adjetivos... substantivos.. U.. eles a teriam popularizado. e) existirá trabalhos.. Pensávamos. 08... como resposta. . verbos e adverbios Avançar .” A única variação estrutural correta para expressão destacada na oração em evidência é: a) haverão trabalhos.. d) Não é muito o que se lê dos clássicos no Brasil. Católica de Salvador-BA 19 “haverá trabalho para essa massa de gente. b) No Brasil nunca se leu muitos os clássicos. no qual lança o desafio da possível construção de um novo Brasil. Quando registrarem a infância da aviação.. Voltar Língua Portuguesa . 78. Dê. Se tivessem registrado a infância da aviação. a soma das alternativas corretas. o futuro. em: a) Os clássicos não são muito lidos no Brasil.. Unifor-CE “. Pelotas-RS O cineasta Cacá Dieguez escreveu um artigo sob o título “O futuro passou”.. b) tinha descoberto.. Não sabíamos que o país . Católica de Salvador-BA-Adaptada Há correspondência modo-temporal entre a forma verbal simples “descobriu” no trecho “A ciência descobriu uma realidade mais complexa” e a composta: a) tivesse descoberto.. os fotógrafos a popularizarão. . 79.... eles a popularizaram. naqueles tristes momentos... d) ocorrerá trabalhos.” IMPRIMIR GABARITO A forma verbal da frase acima está corretamente substituída por outra.” Assinale a alternativa com as formas verbais que preenchem as lacunas de acordo com a norma padrão. c) terão trabalhos. estava apenas exilado temporariamente: ele voltaria nos braços da democracia restabelecida. para sempre. 16. do Império da República Velha. 01. a inocência.F. Quando os fotógrafos registraram a infância da aviação...75. e) Não se faz a leitura dos clássicos no Brasil. a) encontraríamos – perdera – viríamos b) encontrássemos – perdeu – veríamos c) íamos encontrar – tinha perdido – havíamos visto d) encontraríamos – havia perdido – teríamos visto e) encontrássemos – perderia – viríamos 76... que. gramaticalmente equivalente... ao longo da qual todos os problemas seriam resolvidos.. os fotógrafos a popularizaram. 02. Ponta Grossa-PR Escolha as estruturas aceitáveis considerando a perfeita correlação entre os tempos verbais. 04.. U. Desse texto.. foi retirado o fragmento a seguir: “Para nós durante a ditadura.. de novo a estrada interrompida. c) Pouco se lê os clássicos no Brasil. b) existirão trabalhos. F.. eles a tinham popularizado. como tantos brasileiros. derrubado o muro da ditadura.. Se os fotógrafos tivessem registrado a infância da aviação.. Se tivéssemos prestado mais atenção à história da Colônia. 77.

’” (versos 27 a 30) Observando o emprego dos tempos verbais nos vocábulos sublinhados acima... explique o emprego dos parênteses no verso 13. quem sabe?. Unifor-CE “.’ Eu tinha oito anos e sabia esperar. c) A melhor sociedade deve ser aquela em que todos tenham vida boa. Considerando essa posição do eu-lírico em relação ao passado. insultuoso é que ela o seja apenas para alguns.’ (versos 14 a 17) “o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio. A expressão “Naqueles voluptuosos tempos” (verso 13) marca uma posição do eu-lírico em relação ao passado...’ Ah. Mário. substantivos.“Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?. b) Espera-se que ele passe a vida lutando por seus ideais. o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio. d) Não me admira que eles queiram morar em belas cidades. exceto em: a) Meu amigo não gosta de que o chamem de boa-vida. UFRJ Releia os versos 9 a 17.) Sim! Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?.. explique o que é a infância na concepção do poema. UFRJ . 6ª ed. 86/87.. verbos e adverbios Avançar . essas crianças!” QUINTANA.Artigos. Agora não sei esperar mais nada Desta nem da outra vida.. Nova antologia poética. Só para judiar. meu Deus. E eu com os olhos cada vez mais arregalados até parecerem dois pires. Meu tio dizia: ‘Bobo! Não sabes que elas sempre trazem uma roupa de malha por baixo?’ (Naqueles voluptuosos tempos não havia maiôs nem biquinis. 82.. Lentamente. e) Deve ser sempre louvado alguém que sofre com os problemas alheios. No entanto o menino (que não sei como insiste em não morrer em mim) ainda e sempre apesar de tudo apesar de todas as desesperanças. São Paulo: Globo. “O circo o menino a vida A moça do arame equilibrando a sombrinha era de uma beleza instantânea e fulgurante! A moça do arame ia deslizando e despindo-se.. adjetivos.” Nas frases abaixo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 1997.. quem sabe?.. 5 10 15 20 20 25 30 GABARITO 80. 81... p.As questões 80 e 81 referem-se ao texto abaixo.. as formas verbais em negrito estão corretamente transpostas para o mesmo tempo e modo da forma em negrito acima.

II. d) que vão se realizar num futuro bem próximo. IV.F. foi empregado para expressar ações: a) presentes e simultâneas ao momento da fala. d) solicitação. “voar” está empregado em função substantiva. 04. a frase “Cada proeza dos aviadores era narrada em detalhe” ficaria “Narrava-se em detalhe cada proeza dos aviadores”. b) presentes e posteriores ao momento da fala..” ( ) o tempo verbal indica uma verdade universal. O verbo usado em “As formas estranhas dos aeroplanos experimentais invadiam as páginas dos jornais” assumiria. 16. Dê. substantivos.. UFR-RJ-Adaptada “Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre (. 01.” IV. I. c) ordem.. I.. UFR-RJ No verso “Você sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada?”. tendo em vista o emprego de verbos. Ponta Grossa-PR Marque as alternativas corretas. e passeie de mãos dadas com o ar. a soma das alternativas corretas..) virologistas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA desenvolveram experiência em que um gene causador de câncer em ratos.. III. a forma “eram invadidas”. ou um tipo de tomate que cresce mais rápido e é mais produtivo. com o sentido de existir. c) I. “Por exemplo. nas formas destacadas. 02. assinale a alternativa que apresenta a seqüência correta: a) II. 86. denota um(a): a) treinamento. “Todos sabem que cães e gatos são espécies diferentes e que não se misturam.. A seguir. como resposta. b) I. na voz passiva. A forma verbal simples empregada em “Paris virara a capital mundial da aviação desde a fundação do Aéro-Club de France. b) aconselhamento. coluna de acordo com a 1ª. I.. 08. “(. corresponde à forma composta “havia virado” ou “tinha virado”. e) passadas que negam o aspecto durativo do verbo. No trecho acima a seqüência de formas verbais. ( ) o tempo verbal denota um fato que provavelmente acontecerá. Em “Nos dez primeiros anos deste século havia uma mania pop em Paris – voar”.” Carlos Drummond de Andrade. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . aquela de chita.. c) passadas mas que têm validade permanente. IV. III. no imperativo. Uberlândia-MG Numere a 2ª. “(.” III. o presente do indicativo. ( ) o tempo verbal denota um fato passado que poderia ter acontecido após outro fato passado. verbos e adverbios Avançar ..” II. IV.E. o verbo haver foi empregado no pretérito perfeito do indicativo.) ponha a saia mais leve. em 1898”.. U. Com o verbo na voz ativa. 84. adjetivos.). Em “Voar era um ideal delirante e dândi”. U. d) II. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança..Artigos. 85. e) ponderação.83.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa por meio da manipulação genética. podem-se desenvolver espécies de milho (. indiscutível.

c) a freqüência dos verbos de ação personifica o rio Paquequer. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população?” Tendo em vista o contexto que envolve a frase “Olhemos a cidade”. UERJ Classifique.) o povo é ignorante. quanto às vozes do verbo. posterior ao momento em que se fala.” – O presente do indicativo está sendo utilizado para indicar uma verdade científica.” ALENCAR. as três construções destacadas. a) “Pelo Natal estarei aí. “Onde avanço.. e) “rio caudal”. e o que é sugado ao mim de mim em ecos se desmembra” 89. d) a relação entre os parágrafos marca-se pela comparação. Uniube-MG Assinale a alternativa em que o emprego do tempo verbal não está adequadamente explicado. que rola majestosamente em seu vasto leito. c) sugestão.” – O futuro do presente está sendo utilizado para indicar um fato provável.87.. b) era – são. d) certeza. verbos e adverbios Avançar . c) obteve – obtenha.) como bem o sabiam os romanos (. 92. e ainda ocorre em algumas regiões” Observe. É o Paquequer: saltando de cascata em cascata. substantivos. Olhemos a cidade.. e) solicitação. GABARITO Em relação ao texto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . na frase acima. “vassalo e tributário” exercem a mesma função sintática.. pode-se afirmar que o uso da forma verbal destacada expressa uma: a) ordem. 91. d) tinha – tem. UERJ A seqüência das construções verbais em negrito retrata uma mudança na participação do “eu” que se expressa no texto. b) reflexão. e engrossando com os mananciais. O Guarani. enroscando-se como uma serpente. vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba. curva-se humildemente aos pés do suserano.. d) “(. é correto afirmar que: a) os três parágrafos inscrevem-se num momento estático do tempo. a seqüência dos tempos verbais em negrito.)” – O pretérito imperfeito do indicativo está sendo utilizado para indicar um fato passado não concluído. Descreva essa mudança. que recebe no seu curso de dez léguas. me dou.. b) não há nenhum termo que expresse progressão temporal dos fatos. o pequeno rio. e) exigiam – exigem. José de. 90. Unifor-CE “De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio d’água que se dirige para o norte. c) “(. b) “Se não zelássemos por nós. altivo e sobranceiro contra os rochedos. Unifor-CE “o que ocorreu até recentemente.Artigos. com minha secretária Eunice. adjetivos. 88. UFR-RJ-Adaptada “Ano novo de eleições. torna-se rio caudal. que está corretamente reproduzida nas formas: a) pôde – pode. Dir-se-ia que vassalo e tributário desse rio das águas. 22 Leia os versos abaixo para responder às questões de números 89 e 90. quem zelaria por este pobre povo?” – O futuro do pretérito está sendo utilizado para indicar surpresa e indignação.

” c) “Talvez apenas desconheçam a própria língua...” 96.) nada adiantava esse dinheiro. 23 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ...uma escola escreve ‘College’ ao lado de sua marca. adjetivos.“ 95.” b) “(...) manipular os peões (.. substantivos..) poderemos (...) não compreende ele as coisas do Brasil.) a manipulação genética de alimentos e animais não poderá gerar efeitos danosos à nossa saúde..” c) “(.” b) “(.... U... b) vêm dominando. U.. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “Virou praga o uso indevido do gerúndio.) poderemos transformar a manipulação genética em um dos maiores benefícios da ciência .ninguém supera a televisão. verbos e adverbios Avançar . obtém-se a forma verbal: a) vem sendo dominado.. Uniube-MG Assinale abaixo a única alternativa correta: Transpondo-se para a voz passiva a oração “As grandes corporações multinacionais vêm dominando o consumo da população das cidades”.” d) “(.” d) “(..Artigos.. d) vem dominando..)” 94....” d) “.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não admite passagem para a voz passiva: a) “essa liberdade só pode funcionar se submetida a intensa supervisão da comunidade científica.. Uniube-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “(..) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa. c) dominam..F..” b) “.” c) “(....93....) Trunte retrucou que já era alguma coisa.

13. Vier. a 44. 26. 11. a 38. 32. vir. substantivos. 28. b 42. d 43. 4. 22. 20. a 39. verbos e adverbios Avançar . o paciente teria morrido. 5. 29. 10. c 45. 9. 34. 36. e 46. a 48. a) “Se eu não estivesse atento e não tivesse olhado o rótulo.Artigos. 30. 19. 3. sociologia e ecologia. d Voltar Língua Portuguesa . satisfizer. c c c V–F–V–V e d d a b F–V–V–F c b c d e d d GABARITO IMPRIMIR 35. 8. d 49. declarou o médico. 2. como uma maneira de viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. 15. 27. 16. 31. 24. dispuser.” b) Ambientalistas defendem a econologia. combinação de princípos da economia. adjetivos. V E R B O S E A D V É R B IO S 1. 33. c 47. se mantenha. 25. d 37. 12. 23. 6. A D JE T IV O S .LÍNGUA PORTUGUESA 1 A R T IG O S . 7. 40. S U B S T A N T IV O S . 21. d 41. V–V–V–V–F c e d a d e V–V–F d b d c c a 13 d d 18. 14. 17.

a Voltar Língua Portuguesa .2 50. 55. Em avanço o “eu” é agente. a 96. em o que é sugado ao mim de mim é apenas o lugar em que a ação acontece. do qual se distancia. 58. 15 86. 74. 66. 79. em me dou é agente e paciente. e 83. 56. O emprego dos parênteses revela que. 76. 53. o que é sugado ao mim de mim: voz passiva. na concepção do poema. 62. 63. o eu-lírico faz um comentário (ou dá uma explicação) sobre o passado. 73. 90. 75. 61.Artigos. 51. a 93. 57. no verso 13. 67. c 85. adjetivos. 72. b 94. verifica-se que. 91. 77. 59. b e b b e e d b e c e d b c b 65. 70. 64. substantivos. b 84. 60. a 95. 54. Onde avanço: voz ativa. a infância é um estado permanente no eu-lírico. 78. 69. verbos e adverbios Avançar . c 89. 71. 52. c 87. 68. 81. me dou: voz reflexiva. a b e e a a e b a b d b b 28 a IMPRIMIR GABARITO 80. c 92. a 88. 82. A partir do emprego dos tempos verbais.

e) I e III são verdadeiras. julgue os itens a seguir segundo os critérios da morfologia. até . Superior de Brasília-DF Após ter lido atentamente o texto “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos”.. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. é própria de linguagem formal no Brasil. para os falsos. Use V. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’ mas também com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá.. II. ( ) Em que e na qual são pronomes relativos.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem.” estão flexionados no mesmo tempo. c) Apenas III é verdadeira. como a realização dos postulados da justiça social’. ( ) Por equívoco do redator.. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. 1948). e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. considerados não como cidadãos mas como ‘pessoas’ e. ( ) Em “da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos” é possível permutar-se a expressão destacada pela contração das. foi usada como recurso obrigatório por se tratar de dois pronomes. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. 2. é correto afirmar que a ênclise: I. Assinale a alternativa correta. Além disso.Pronomes Avançar .. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1.desses direitos. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. ( ) As duas ocorrências do pronome se classificam-se da mesma forma.E. a) Apenas I é verdadeira. d) I e II são verdadeiras. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. favorece uma tonicidade não usual em português. UFPI Na frase “A realidade tornava-se-lhe odiosa. para os verdadeiros. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. III. modo e pessoa.” 1 GABARITO ( ) Os verbos existentes no trecho que vai de “Os Estados. falta o hífen em “interamericano”.. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. Colômbia. conseqüentemente. I. no livre exercício de suas próprias soberanias.”. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. e F. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. b) Apenas II é verdadeira.

Emescam–ES A posição do termo sublinhado em relação ao verbo não está adequada à norma culta brasileira em: a) Se me tivesse convidado. b) “Mascarenhas fez-me notar à esquerda da capela o lugar em que estava sepultado o ex-ministro. U. entre o carro de bois e a sege em que a senhora vinha.” (M. beleza e ritmo. pessoa do singular com a 3ª. UFPI Na frase “mas tinha desses abatimentos.. d) somente à palavra mais próxima: saudade. em vez de ficar séria e pensar em Deus. não deixaria de comparecer. pessoa do singular. à qual está ligado por hífen.” O pronome lhe do exemplo refere-se: a) ao sujeito do verbo “revolucionou”.quando estava quase a suceder um desastre na entrada.” (M. PUC-PR-Modificada Observe: IMPRIMIR “Revolucionou a forma de tocar violão.. em que caía a cadeira” a expressão em negrito pode ser substituída por: a) onde d) com as quais b) enquanto e) entre as quais c) nos quais 4. das alusões freqüentes na conversão. a 2ª. de Assis). de Assis) 6. a senhora. c) Há erro de grafia ao reproduzir as falas coloquiais das personagens. rindo. Exemplos: Tô. A cadeira em que se sentou era uma velha cadeira de espaldar de couro lavrado e pés em arco.. 5. de Assis) c) “Lalau sentou-se. dessas súbitas fadigas de todo o seu ser. c) a saudade. acontece um erro quanto à norma culta da Língua. Univali-SC 2 GABARITO Nos quadrinhos.” (M. Identifique-o: a) Falta vírgula depois do vocativo. beleza e ritmo. falou-me também da piedade e saudade da viúva. c) Quando os viste? d) Não concordarei com o que nos dirão. de Assis) d) “. pra. 7. a) “. na sua fala.F. b) É bom que falemos-lhes toda a verdade.. e) Não se falou coisa alguma sobre a prometida reforma. Voltar Língua Portuguesa .Pronomes Avançar . da veneração em que tinha a memória dele. e) Há pontos de exclamação e interrogação demais nos trechos..3. d) Os substantivos próprios estão com letra maiúscula. acrescentando-lhe saudade.. b) à forma de tocar violão. e) à forma verbal acrescentando.” (M. b) A personagem mistura. enfiou a cabeça por entre as cortinas para fora. das relíquias que guardava. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que os elementos em destaque não podem ser substituídos por onde.

E as pessoas aprenderiam a gostar menos dessas coisas que representam luxo e conforto.) fazia que ela evitasse a companhia das outras. ( ) no enunciado A. Joga-se búzios e tarô Avenida Jabaquara.. e) vosso. BETE mora no endereço abaixo a muitos anos. a expressão em destaque pode ter o sentido de “nós”. emitido por uma voz narrativa onisciente. BETE. UFGO A. fazer voltar alguém em sua companhia. você vai compreender porque ela é a mais célebre da América do Sul. ou até mesmo por não acreditar. respectivamente. (. muita sonhou com ele. muitas vezes a gente sofre sem ter necessidade. vossa. no seu trabalho. tens caso íntimo à resolver. B. faça isso agora. em qualquer assunto que lhe preocupe. desanimado. Toda a gente voltou da ilha com o baile na cabeça. alguma dormiu mal ou nada. nos negócios. os. 3 8. Muitas vezes não acha solução. no seu trabalho. respectivamente. pois ambas necessitam da explicitação do termo gente.Texto para a questão 8. d) vosso. “Solução Você que muitas vezes pegou este anúncio e nunca teve tempo para ler com mais atenção. fazer voltar alguém em sua companhia. c) teu. Onde é que a gente se encontra? C. te. 817”. desorientado. muita inveja. Os enunciados acima foram retirados dos livros Esaú e Jacó (A) e O resto é silêncio (B. com a PROFa.. Não fique na dúvida. ( ) no enunciado D. vossa. tens caso íntimo à resolver. 9. não é uma novata na sua especialidade (cientista em grafologia e astrologia) é a mais célebre da América do Sul. referindo-se ao emissor-personagem e seus comparsas. ( ) no enunciado C.. desanimado. a expressão a gente. um problema que para muitos é um problemão. você é testemunha disto. Considerando-se os elementos em negrito. Leitor. ou o próprio mal não deixa. BETE é resolvido em uma simples consulta de poucos minutos. tem o sentido de “nós”. tua. ( ) no enunciado B.. o. tua. desorientado.) D. Todos se habituariam e pensar coletivamente. a PROFa. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. a palavra todos tem valor anafórico. C e D).” Observando-se apenas o correto uso dos pronomes. mau olhado no amor. muita inveja. tens amor não correspondido ou rompido. mas o mal existe e a solução do mal também e as vezes a cura está perto e a gente não vê. já que substitui um grupo nominal anteriormente expresso.. desconfiasse de toda a gente (. tens amor não correspondido ou rompido. as palavras muita e alguma estão sendo usadas inadequadamente. lhes. nos negócios. deve-se substituir as palavras grifadas.Pronomes Avançar . faça uma consulta. estás desiludido. b) teu. te. Porquê? Ela tem um trabalho honesto e certeiro. É por que é um mal espiritual latente e você não sabe. mau olhado no amor. por a) teu. FUVEST-SP “/…/ estás desiludido. Comprove estimado leitor. Muitas vezes. Tire um tempo para você mesmo e faça uma consulta com a PROFa. de Machado de Assis e Érico Veríssimo. em qualquer assunto que lhe preocupe. tua.

10. UFPI Marque a alternativa em que o pronome lhe é empregado com o valor semântico de pronome possessivo. a) Tudo de repente (...) lhe pareceu lúgubre. b) Os seus deveres (...) eram-lhe pesados como fardos injustos. c) A realidade tornava-se-lhe odiosa. d) Veio-lhe o nojo das engarrafadas dos emplastros (...). e) — dous lábios de fogo que, num beijo, lhe chupassem a alma. Texto para as questões 11 e 12.
“Que me enganei ora o vejo: Nadam-te os olhos em pranto Arfa-te o peito, e no entanto Nem me podes encarar.”

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11. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome substitui toda uma oração. Aponte-o: a) que. b) me. c) o. d) te. 12. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome pessoal oblíquo está substituindo um pronome possessivo. Aponte-o: a) te. b) me. c) o. d) que. 13. U.F. Uberlândia-MG Todas as alternativas abaixo podem ser preenchidas por cujo(a), exceto: a) “Lalau não demorou muito. (...) Vinha um pouco esbaforida, voando-lhe os cabelos, ............... eram curtinhos e em cachos...” (M. de Assis) b) “A casa ............... lugar e direção não é preciso dizer, tinha entre o povo o nome de Casa Velha...” (M. de Assis) c) “Não estava contente comigo. Tinha-me deixado resvalar a uma promessa inconsiderada, ............... execução parecia complicar-se de circunstâncias estranhas...” (M. de Assis) d) “Voltei-me para D. Antônia; esta, depois de hesitar um pouco, deliberou entrar na sacristia, ............... porta estava aberta.” (M. de Assis) 14. UFF-RJ A colocação do pronome pessoal no português do Brasil, no uso coloquial, apresenta, em algumas circunstâncias, tendências diferentes da de Portugal. Identifique o par de orações em que ocorrem, quanto a colocação do pronome pessoal no português do Brasil, o uso culto e o uso coloquial, respectivamente: a) “da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo;”/ da qual estamos todas tão distantes que nos não poderia servir de modelo; b) “Esta é uma hora para se parar e pensar.”/ Esta é uma hora para parar-se e pensar-se; c) “pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais –”/ pois o que passase no Piauí não é o mesmo das grandes capitais; d) “purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz.”/ purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que acha-se rodeada mal abre os olhos à luz; e) “a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela;”/ a mulher de hoje em dia pode se sair melhor do que aquela.

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15. U.E. Londrina-PR-Modificada
“... Stingo descobre as verdades escondidas sobre as quais eles estão encobrindo...”.

Esse trecho se torna adequado à norma culta se a expressão em destaque for substituída por: a) onde. b) que. c) cujas. d) das quais. e) entre as quais. 16. Univali-SC Assinale, dentre as frases a seguir, retiradas de jornais de circulação regional, a que está de acordo com as normas da Língua Portuguesa. a) É outra daquelas questões onde não é certo optar por uma alternativa, excluindo a outra. b) Além dos efeitos sociais e econômicos referidos, um plano de retomada da indústria de construção fere uma carência objetiva do país, onde há necessidade de milhões de casas... c) Um reflexo na pupila (menina dos olhos), em um recém-nascido poderá revelar problemas na retina, tumores intra-oculares, ou até catarata congênita onde realizar-se-á cirurgia o mais breve possível. d) A surpresa aconteceu na sétima prova, onde houve a divergência sobre a terceira cidade mais antiga do país. e) Participaram todos os 540 alunos distribuídos em 8 equipes, onde se buscou equilibrar a força, unindo os alunos maiores com os menores. 17. FEI-SP Em “as paredes vejo-as”, os termos em destaque são classificados respectivamente como: a) artigo definido e pronome pessoal do caso reto. b) artigo definido e pronome demonstrativo. c) artigo definido e pronome pessoal do caso oblíquo. d) pronome pessoal e artigo definido. e) preposição e pronome pessoal do caso oblíquo. 18. FGV-SP A propósito do segmento de frase “Ser-me-ia impossível descobrir entre mim e elas pontos de identificação…”, atenda ao que se pede abaixo. a) Explique o uso do pronome mim em vez do pronome eu. b) Se, no lugar de elas, que é pronome pessoal de terceira pessoa do plural, utilizássemos outro, de segunda pessoa do singular, qual seria ele? 19. UFGO Considere os enunciados abaixo. A. Os atletas não se prepararam bem, onde se saíram mal nas competições. B. Onde há fumaça, há fogo. C. Vivemos numa economia globalizada, onde os produtos industrializados não têm uma só nacionalidade. D. Saiu da casa cedinho onde só voltou depois que todas dormiam. Segundo a norma padrão da língua portuguesa: ( ) o relativo onde pode ser empregado, estabelecendo relação conclusiva entre orações, como no enunciado A. ( ) o empregado do relativo onde, no enunciado B, está inadequado, porque ele não tem um referente explícito. ( ) o relativo onde, no enunciado C, está empregado adequadamente, porque se refere a uma expressão com valor de lugar virtual. ( ) o verbo voltar, no enunciado D, exige que o relativo onde seja precedido por “a” ou “para”.

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20. UP-RN
“Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro.” “O grande mal desse povo brasileiro é ter nascido pobre.”

Se uníssemos as duas orações com pronome relativo, teríamos: a) Sem a reforma agrária cujo grande mal do povo brasileiro é ter nascido pobre, não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. b) Sem a reforma agrária cujo grande mal é ter nascido pobre não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. c) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição do povo brasileiro que ter sido pobre é o seu grande mal. d) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro cujo grande mal é ter nascido pobre. 21. F.M Triângulo Mineiro-MG
“Incontestável representante do bom gosto, a escritora e colunista Danuza Leão não tem vergonha de aplaudir o Show do Milhão. (...) Da mesma franqueza de Danuza comunga o plubicitário Roberto Justus. ‘A atração educa quem não teve acesso àquelas informações e diverte quem quer testar seus conhecimentos’, argumenta.”
Telejornal. O Estado de S. Paulo. 03/09/2000, p. T8-T9.

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Seguindo as convenções da norma culta, a oração destacada no texto pode ser substituída por: a) Quem não teve-lhe acesso. b) Quem não as teve acesso. c) Quem não teve-as acesso. d) Quem não teve acesso a elas. e) Quem não teve-lhes acesso. 22. F.M. Triângulo Mineiro-MG Una as frases por um pronome relativo e assinale a alternativa correta, de acordo com a norma culta. “A Lagoa Rodrigo de Freitas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. As águas da Lagoa continuam malcheirosas.” a) D. Pedro II já havia chamado a atenção para as águas malcheirosas da Lagoa Rodrigo de Freitas. b) A Lagoa Rodrigo de Freitas, cujas águas continuam malcheirosas, já havia chamado a atenção de D. Pedro II. c) D. Pedro II afirmara que as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam mal cheirosas. d) A Lagoa Rodrigo de Freitas que as águas continuam malcheirosas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. e) As águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam malcheirosas e elas já haviam chamado a atenção de D. Pedro II. 23. PUC-PR-Modificada
“O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho, o que deixou sua mãe extremamente preocupada”.

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Considerando o trecho acima, pode-se afirmar que a expressão o que tem como antecedente os termos: a) O pai; b) havia partido; c) ao filho; d) nenhum recado; e) toda a parte do enunciado que antecede à própria expressão o que.

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Língua Portuguesa - Pronomes

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24. PUC-PR Assinale a alternativa em cujo enunciado o pronome que está entre parênteses pode ser colocado corretamente em qualquer um dos pontilhados. a) Ninguém ..... irá ..... esquecer ..... tão cedo. (te). b) ..... Estou ..... dizendo ..... a pura verdade. (lhe). c) Ela ..... quer ..... dizer ..... o que aconteceu de fato. (me). d) ..... Haviam ..... encontrado ..... até então duas vezes. (se). e) ..... Mandou ..... vir ..... mais cedo no dia seguinte. (me). 25. FUVEST-SP
“‘As pessoas ficam zoando, falando que a gente não conseguiria entrar em mais nada, por isso vamos prestar Letras’, diz a candidata ao vestibular. Entre os motivos que a ligaram à carreira estão o gosto por literatura e inglês, que estuda há oito anos.”
Adaptado da Folha de S. Paulo, 22/10/00.

No trecho que não está entre aspas ocorre um desvio em relação à norma culta. Reescreva o trecho, fazendo a correção necessária. 26. PUC/Campinas-SP

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“No centro da Convenção sobre Mudança Climática esteve o reconhecimento de que o planeta pode passar por mudanças catastróficas no próximo século, com o agravamento do efeito estufa. A delegação brasileira na reunião de Buenos Aires, onde se deu o encontro, assim como em Kyoto, foi chefiada pelo ministro da Ciência e Tecnologia. Ela teve um papel destacado no Japão, ao apresentar proposta que desembocou no “mecanismo de desenvovimento limpo” (MDL), questão central na pauta na Argentina.”

Os pronomes grifados referem-se a outras palavras do texto. São elas, respectivamente: a) o centro – Mudança Climática. b) Buenos Aires – a delegação brasileira. c) o planeta – a reunião. d) Kyoto – estufa. e) a Convenção – mudanças catastróficas. 27. UFMT-Adaptada Julgue as afirmações a seguir. Use V, para assinalar os itens verdadeiros, e F, para os itens falsos. ( ) Substituindo o pronome lhe por dele na oração Ousou o escrevente namorar-lhe a filha, as duas formas pronominais funcionam como objeto indireto. ( ) Na maioria das variedades do português falado no Brasil, empregam-se as formas de tratamento você/vocês para designar o interlocutor do discurso ao invés das formas tu/vós. ( ) Quando se usa você/vocês no lugar de tu/vós, o verbo, os pronomes oblíquos e possessivos continuam na segunda pessoa. 28. U. Potiguar-RN Os trechos que seguem mostram que certas construções típicas do português falado, são utilizadas na modalidade escrita, exceto um deles. Aponte-o: a) Procure preocupar-se com os problemas que você tem maior dificuldade. b) Uma escola, onde na frente havia uma lanchonete, deverá ser totalmente reformada. c) Sempre me pareceu muito severo aquele diretor sob cujas ordens trabalhei muitos anos. d) Consideramos propícia a escolha do momento dele falar.

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29. U. Alfenas-MG Assinale a opção onde o pronome pessoal está empregado incorretamente. a) Para mim, cumprimentá-la seria uma ofensa. b) Entre eu e ela já não há mais nada. c) Viram-nos, mas não os chamaram. d) Permitiu-lhe, a ele, fazer a ronda. e) Aquele era o carro para mim; comprá-lo com que dinheiro?

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30. U. Alfenas-MG Dadas as sentenças: I. Os projetos que me enviaram estão em ordem; devolvê-los-ei ainda hoje. II. Não te conto toda a verdade já que preocupo-me demais com tua situação. III. “Esses são os livros que se acham à disposição do público, mas acredita-se que poucos procurá-los-ão”. IV. Quero que você se habitue com minhas falhas, eu deveria preparar-me melhor. A seqüência que contém as frases corretas quanto à colocação dos pronomes átonos é: a) II e III. b) I e II. c) I e III. d) II e IV. e) I e IV. 31. Univali-SC Identifique a opção correta quanto à colocação pronominal nos trechos retirados de jornais de circulação regional: a) Que todo pai sinta-se imensamente feliz na comemoração de seu dia. b) Por que todos os dias perdem-se tantos blocos de notas fiscais em Blumenau? c) Preserve-a a todo custo. Não esqueça que para seu filho você é o maior herói. d) O “Bem” do título acima, se expressa pela existência de postos de trabalho na quantidade e qualidade requeridos por uma população... . e) ... utilizando a imagem do “Zé Carioca” e outras, que mostram-nos menores e menos capazes. 32. PUC/Campinas-SP Observe a seguinte passagem do texto: “‘Pare aí’, me diz você. ‘O escrevente escreve antes, o leitor lê depois.’ ‘Não!’ lhe respondo, ‘Não consigo escrever sem pensar você por perto, espiando o que escrevo.’” Nela, o autor, utilizando o discurso direto, apresenta um diálogo imaginário entre o autor e seu leitor, introduzindo a linguagem oral no texto escrito. Por essa razão, a) os pronomes oblíquos átonos foram colocados depois do verbo. b) os pronomes oblíquos átonos são enclíticos. c) os pronomes oblíquos átonos não foram utlizados no diálogo. d) os pronomes oblíquos átonos são proclíticos. e) os pronomes oblíquos átonos são mesoclíticos. 33. UFMT-Modificada Julgue as seguintes afirmações. Use V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A norma gramatical contrariada em Para mim brincar é Não se deve usar pronome pessoal da forma oblíqua na função sujeito. ( ) A norma gramatical contrariada em Me dá um cigarro é Não se deve iniciar um período com pronome oblíquo átono. 34. UFSE
“... tu vais encher os cofres ... derrubada debaixo da fronde ... dando de comer aos pássaros”

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Substituindo corretamente as formas substantivas pelos pronomes pessoais correspondentes, obtém-se: a) encher-lhes – debaixo dela – dando-os de comer; b) encher-lhes – debaixo a ela – dando-lhes de comer; c) enchê-los – debaixo dela – dando-lhes de comer; d) enchê-los – debaixo a ela – dando-os de comer; e) encher-los – debaixo dela – dando de comê-los.

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35. F.M. Itajubá-MG Marque a opção que pode preencher corretamente as lacunas da seguinte afirmativa: Em “Dir-se-á que, até certo ponto, a felicidade se constrói”, segundo a norma culta, é um caso de ............... obrigatória por se tratar de um verbo no ..............., em ............... de período. a) Mesóclise – futuro do presente simples – início. b) Separação – infinitivo – exórdio. c) Próclise – imperativo positivo – começo. d) Silepse – presente do subjuntivo – abertura. e) Zeugma – futura do subjuntivo – princípio. 36. F.I. Vitória-ES O seguinte período apresenta algumas lacunas: “Ela ficou em casa ............... dois, para conversar ............... sobre o livro, mas disse ao meu irmão que era difícil para ............... ler aquele livro sozinho, porque as letras eram pequenas demais para ............... ler, sem forçar meus olhos hipermetropes.” Os pronomes de 1ª pessoa que completam adequadamente as lacunas são, respectivamente: a) conosco – conosco – mim – mim b) conosco – conosco – eu – eu c) com nós – conosco – eu – mim d) conosco – com nós – eu – eu e) com nós – conosco – mim – eu

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37. PUC-PR Observe a colocação dos pronomes átonos destas orações: I. O T-6 de Mororó, deixando uma asa pelo caminho, partiu-se. II. Depois de arrastá-lo até sua casa, o colocou na rede. III. Há cinco anos, no entanto, os dois se reencontraram. Seria possível, sem erro de sintaxe, adotar outra ordem pronominal: a) Apenas para a oração I. b) Apenas para a oração II. c) Apenas para a oração III. d) Para todas as orações. e) Para nenhuma das orações. 38. VUNESP Leia o texto que segue.
“Não digo com isto que um e outro dos gêmeos não soubessem agredir e dissimular, a diferença é que cada um sabia melhor o seu gosto, coisa tão óbvia que custa escrever.”

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In: ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. São Paulo: Editora Mérito, 1962. p. 78.

No segundo período desse texto reconheça as classes de palavras a que pertence o a, respectivamente, em “a fruta” e “a ia buscar”. 39. UEMS Ao comparar as diversas cidades do mundo com a cidade do Rio de Janeiro, defendia com ardume e paixão a beleza... sobre cada uma... a) dessa – daquelas. b) daquelas – destas. c) destas – dessa. d) desta – daquelas. e) desta – dessas.

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40. UFPB-PSS No verso “Ao coração que sofre, separado...”, o vocábulo que refere-se ao termo antecedente. Observa-se esta mesma relação em: a) “Não me basta saber que sou amado.” b) “...no exílio em que a chorar me vejo.” c) “Não há que a terra pelo céu trocar.” d) “Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza.” e) “Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras...”

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41. Unifor-CE “É bem provável que freqüentadores de museus não procurem essa instituição.” Substituindo-se a expressão em negrito na frase acima pelo pronome que lhe é correspondente, obtém-se: a) não lhe procurem; b) não a procurem; c) não procurem-a; d) não procurem-lhe; e) não procurem-na. 42. UFF-RJ Assinale a opção em que a reformulação da frase abaixo apresenta um emprego de pronome não compatível com o uso formal da língua: “E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.” a) E em tal maneira é graciosa que, se a quisermos aproveitar, dar-se-á nela tudo por causa das águas que tem. b) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem. c) E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, tudo nela se dará, por causa das águas que tem. d) E em tal maneira é graciosa que, ao querer-se aproveitá-la, tudo dar-se-á nela, por bem das águas que tem. e) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitar ela, tudo dar-se-á por bem das águas que tem. 43. UFF-RJ Assinale a opção em que a palavra em negrito é um pronome pessoal. a) “Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços.” b) “E alguns, que andavam sem eles, tinham os beiços furados.” c) “outros traziam três daqueles bicos, a saber, um no meio e os dois nos cabos.” d) “assim frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho.” e) “porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.” 44. UFSC Observe o período abaixo e assinale a(s) proposição(ões) em que ele foi reescrito corretamente.
“— Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

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01. — Os homens esqueceram dessa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 02. — Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não deves esquecêla. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 04. — Disse a raposa: —Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. 08. — Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que você cativa. Os homens esqueceram-se essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. 16. — Os homens esqueceram essa verdade: tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecê-la. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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45. Unifor-CE-Adaptada
“Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas, em todos eles, um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens...”

O pronome os em “que os impeça” refere-se a: a) alguns cientistas; b) robôs do futuro; c) seus programas; d) todos eles; e) homens. 46. Emescam-ES A substituição do termo em negrito não se fez adequadamente em: a) Acharam os livros muito interessantes. Acharam-los muito interessantes. b) Fizemos o trabalho como você orientou. Fizemo-lo como você orientou. c) Daremos a ele todas as oportunidades. Dar-lhe-emos todas as oportunidades. d) Refiz a lição que estava errada. Refi-la, que estava errada. e) Enviamos cartas a vocês. Enviamos-lhes cartas.

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47. UFR-RJ “...fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo parece sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’” Uma das funções dos pronomes demonstrativos é retomar, dentro de um enunciado, elementos anteriormente citados. A análise do fragmento acima revela que os demonstrativos esta e aquele referem-se, respectivamente, aos vocábulos: a) palavra e mote. b) leitura e mote. c) palavra e mundo. d) leitura e daquele. e) continuidade e mundo. 48. Univali-SC Ao ler jornais de circulação regional, percebe-se, algumas vezes, a incorreção no emprego do pronome oblíquo átono. Dentre as frases a seguir, assinale aquela em que o pronome foi empregado adequadamente. a) A ativação desse setor da economia, conhecido por seus efeitos rápidos na área de emprego e por seu contágio imediato sobre áreas de indústria e de serviços, se aproveitará dos atuais sinais de aquecimento da atividade econômica. b) Informamos que encontra-se em fase de conclusão uma nova escola. c) Felizmente, ao ver minha caixa de correspondência, havia um e-mail do promotor público de Itapema, me informando que iria nesta segunda-feira pela manhã receber a nós pais para conversar. d) Ele vai ocupar a vaga aberta pelo advogado que também já se desincompatibilizou do cargo. e) O comportamento dos jovens é um sintoma. Impõe-se que, sem descuidar-se das conseqüências, ataque-se primordialmente as causas. 49. UEMS I. O lugar...moro é muito pacato. II. Esse foi o número...gostei menos. III. A peça ...enredo é humorístico, tem sido sucesso. a) onde - que - cujo. b) em que – de que – cujo o. c) no qual – o qual – do qual o. d) que – que – cujo o. e) em que – de que – cujo.

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50. Unifor-CE Na frase “não tivessem presente, nem futuro”, as palavras em negrito estão corretamente substituídas pelo pronome que lhes é correspondente em: a) não os tivessem; b) não tivessem-los; c) não o tivessem; d) não tivessem-o; e) não tivessem-no. 51. UFR-RJ
“O homem ainda faz O que macaco fazia”

Do ponto de vista morfológico, o termo destacado no verso acima é um: a) pronome de tratamento; b) artigo definido; c) pronome oblíquo átono; d) pronome oblíquo tônico; e) pronome demonstrativo.

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A questão 52 refere-se ao texto a seguir.
“O Padeiro (fragmento) (Rubem Braga) Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando: – Não é ninguém, é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a idéia de gritar aquilo? ‘Então você não é ninguém?’. Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou uma pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era: e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: ‘Não é ninguém, não senhora, é o padeiro’. Assim ficara sabendo que não era ninguém... Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.”

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In: Ai de ti, Copacabana, 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1964, pp. 44, 45.

52. UFRJ a) Que sentido assume o pronome indefinido ninguém no texto? b) Quando esse pronome indefinido é usado na função sintática de sujeito, a dupla negação pode ou não ocorrer. Justifique essa afirmativa, exemplificando-a. 53. U.E. Londrina-PR Assinale a alternativa que está estruturada de acordo com a norma culta. a) Originárias da África do Sul, as abelhas africanas são agressivas, cuja criação é feita geralmente em apiários. b) As agressivas abelhas africanas, cuja criação é feita geralmente em apiários, são originárias da África do Sul. c) As agressivas abelhas africanas, que a criação delas é feita geralmente em apiários, originaram-se na África do Sul. d) As agressivas abelhas africanas, cuja a criação é feita geralmente em apiários, originou-se na África do Sul. e) As abelhas africanas, cujas quais são agressivas e criadas em apiários, originaram-se na África do Sul.

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Texto para a questão 54.
“Música Uma coisa triste no fundo da sala. Me disseram que era Chopin. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. Eu considerei as contas que era preciso pagar, os passos que era preciso dar, as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza meus cuidados voaram como borboletas.”
ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma Poesia.

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54. FATEC-SP O tratamento poético da linguagem apresenta, por vezs, certas possibilidades que a norma gramatical não admite ou não recomenda; é possível afirmar que, no poema Música, é exemplo disso: a) “Me disseram que era Chopin”. b) “dentadura dura”. c) “enquadrei o Chopin”. d) “que era preciso pagar”. e) “braços redondos”. 55. Unifor-CE O período cuja redação está inteiramente clara e correta é: a) Todos os meninos menores de dois anos sofreram os efeitos dos elementos radioativos que lhes foram distribuídos a mando de Herodes. b) A recepção que a Virgem e o carpinteiro José puderam desfrutar ironicamente, foi de um boi branco e de um burro cansado. c) A poderosa nuvem que o autor se refere foi a visão que também vitimou os habitantes das duas cidades japonesas que recaíram as bombas atômicas.

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d) Nem bem chegaram ao hotel em cujo se realizava um congresso internacional o dono escorraçou os viajantes. e) A súbita explosão de cuja se formou uma poderosa nuvem em forma de cogumelo deve de ter sido uma visão aterrorizadora. 56. UFRJ
“Esaú e Jacó (fragmento) (Machado de Assis) – Que estranhos? Não vou viver com ninguém. Viverei com o Catete, o Largo do Machado, a Praia de Botafogo e a do Flamengo, não falo das pessoas que lá moram, mas das ruas, das casas, dos chafarizes e das lojas.”

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In: Obra Completa. vol. 1. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985, p. 987.

Vimos que, no texto da questão 52, Rubem Braga fez uso expressivo do indefinido ninguém. Diga com que sentido o mesmo termo é usado por Machado de Assis no texto acima, relacionando tal significado com um posicionamento marcante na obra do autor.

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Rio de Janeiro: José Olympio. 9ª ed. 118. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Manuel. eu não quero contar-te o meu desejo Quero apenas contar-te a minha ternura Ah se em troca de tanta felicidade que me dás Eu te pudesse repor – Eu soubesse repor– No coração despedaçado As mais puras alegrias da tua infância!” BANDEIRA.57.Pronomes Avançar . b) Diga que traço gramatical comum aos vocábulos indica a presença do interlocutor. UFRJ “O impossível carinho Escuta. p. a) Identifique essas duas classes gramaticais. A existência desse interlocutor é evidenciada em vocábulos que pertencem a duas diferentes classes gramaticais. 1982. O poema de Bandeira constrói-se com base na relação entre o eu-lírico e seu interlocutor. Estrela da vida inteira.

15. 21. 33. 31. pode-se reescrever o trecho da seguinte forma: Entre os motivos que a ligaram à carreira está o gosto por inglês. 17. 7. 20. 13. 30. Voltar Língua Portuguesa . que estuda há oito anos. 25. 38. b F–V–F c c e c d V–V c a c c Em “a fruta”. 6. sendo regido pela preposição entre. 24. 22. 29. 39. 2. 35. o pronome adequado da 2ª pessoa do singular a ser empregado é o ti. 3. 23. 36. b) Na função completiva. 14. 34. 16. 32. pronome pessoal do caso oblíquo. que é o caso. 26. F–F–V–V d d b c c A fim de desfazer o desvio em relação à norma culta. desta forma. 37. 27. F–F–V–V–F d d b d b b c F–V–F–V c a d a e b b c a) Só se emprega o pronome pessoal do caso reto eu na função de sujeito. está correto o uso do pronome mim. 9. O pronome em questão possui função completiva. 28.Pronomes Avançar .LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1 1. d GABARITO IMPRIMIR 19. 5. 11. 12. 10. 4. e por literatura. 18. 8. o a é artigo definido feminino e em “a ia buscar”. a é pronome pessoal do caso oblíquo (retomando fruta).

44. 51. 45. b) Se o pronome (sujeito) é anteposto ao verbo. a) Classe gramatical dos verbos e classe gramatical dos pronomes. 48. 41. 47. uma atitude marcante na sua obra madura. 49. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 2 53. b b e b 06 b d c d e a e a) O pronome “ninguém” significa “pessoa sem importância”. o pronome é usado com o sentido de ‘pessoa alguma’ / ‘pessoa nenhuma’. 55. o autor revela seu ceticismo em relação ao ser humano. 56. b) O traço gramatical comum é a 2ª pessoa. Ao preferir a paisagem física da cidade aos seus semelhantes.40.Pronomes Avançar . b a a No texto de Machado. 54. Se. 50. 42. 57. ele é posposto ao verbo. a dupla negação ocorre: “Não veio ninguém”. 46. 43. 52. não ocorre a dupla negação: “Ninguém veio”. porém.

Perder a inteligência das coisas para vê-las. Aprender a capinar com enxada cega. Manoel de. automatizados. poeta francês do século passado. personagem dos filmes de Charles Chaplin.” BARROS. e) isolar-se do resto da humanidade. até que eles possam carrear para o poema um gosto de chão – como cabelos desfeitos no chão – ou como uma bule de Braque – áspero de ferrugem. moscas de pensão. b) impermeável. Nos versos mais transparentes enfiar pregos sujos. em favor da poesia. propõe que a palavra seja descarregada de seus significados já prontos. com fome. Jogar pedrinhas nim moscas. Nos dias de lazer compor um muro podre para os caramujos. portanto. Nessa concepção. teréns de rua e de música. (Colhida em Rimbaud) Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se. d) pelo ponto de vista do especialista. A fala de furnas brenhentas de Mário-pega-sapo era na rua. b) apropriar-se de realidades aparentemente estéreis. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 11 GABARITO 1. 1999..Noções de literatura Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mistura de azuis e ouro – um amarelo grosso de ouro da terra. deixando de lado o sujeito que olha. 2.. comer as botas. uma tomada de posição ante o fazer poético.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A Texto para as questões 1 a 3. de acordo com o texto de Manuel de Barros é olhar as coisas: a) em seu significado mais moderno. UFMS Esse poema é uma espécie de manifesto. carvão de folhas. e) sem se preocupar com sua carga simbólica.. e Carlitos. cozinhou as botas e as comeu. “Muita coisa se poderia fazer em favor da poesia: Esfregar pedras na paisagem. isolado na neve e não tendo com que se alimentar. em um filme. o verso 10 ressalta que na poesia a palavra deve ser: a) exata. 3. Mesmo sem fome. d) vaga. até os cadarços. cisco de olho. c) recusando seu invólucro utilitário. comer as botas” é uma referência a Carlitos que. o verso citado propõe que. d) alimentar-se bem para ter boas idéias. Por isso as crianças e as putas no jardim o entendiam.. c) sofrer privações materiais. c) fecunda. e) cristalina. Matéria de Poesias. Deixar os substantivos passarem anos no esterco. deitados de barriga. b) com objetividade. A expressão mesmo sem fome muda a situação. é necessário: a) duvidar das imagens carregadas de sugestões. UFMS O poema cita Rimbaud. Perguntar distraído: – O que há de você na água? Não usar colarinho duro. “Perder a inteligência das coisas para vê-las”. 3 ed. Se consideramos o poema uma espécie de “conselho a um aprendiz de poeta”. UFMS “Mesmo sem fome. O resto em Carlitos. Rio de Janeiro/São Paulo: Record.

Amo-te como um bicho. E de te amar assim muito e amiúde. RJ: Nova Aguilar. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. 2 4.” MORAES. Amo-te afim. UFPI Na seqüência “... c) o amante dá a vida pela amada. p. pode-se inferir que: a) O poeta confunde as formas de amar. “Soneto do amor total 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 Amo te tanto. 336. UFPI Completam-se no soneto os elementos do dualismo: a) amizade – inimizade. e) o temor de que outro poeta cante o amor mais fielmente.. d) vício – virtude. Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade. d) O amor do amigo vale mais que a paixão do amante. c) O amante experimenta formas diferentes de amar. e) vida – morte. b) pureza – impureza. É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude.Texto para as questões 4 a 7.Noções de literatura Avançar . b) o amor destrói o corpo amado. e) o amante vive a descrever o ser amado. Vinícius de. não cante / O humano coração com mais verdade. e) O artista recria a realidade usando palavras de amor. enfim. UFPI Dos versos 3 e 4. De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. d) o desencanto com a impossibilidade de cantar o amor. 7. d) o amor se esgota no próprio desejo. de um calmo amor prestante. presente na saudade. com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante.. b) A realidade é diferente para quem ama pouco. existe: a) a surpresa de se ver amando tanto.. meu amor.”. 6. não cante O humano coração com mais verdade. b) a sensação de que o amor é indescritível. 5. E te amo além. Amo-te. simplesmente. c) a pretensão de cantar como ninguém o amor. c) verdade – mentira.. 1986. Poesia completa e prosa.. UFPI Sobre a última estrofe é correto afirmar que: a) o amor culmina com a morte.

UFRS Leia as estrofes abaixo. / e sem fazer esforço ou maravilha. porque foram compostas em épocas diversas – debaixo de céu diverso – e sob a influência de impressões momentâneas.. e a afirmação que as segue. 10.. 9.. foi quando..... Jeremias Sem-Chorar...” (João Cabral de Melo Neto).. típico de sua poesia.. “POÉTICA 1 Que é Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.. Vinícius de Moraes aproxima a mulher e a lua. c) reiteração expressiva..” (Gonçalves Dias). em que é perceptível um lirismo . Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento: a) “Como varia o vento – o céu – o dia. Larguei-as pela jovem madrugada ambas cheias e brancas e sem véu perdida uma. em alguns momentos... de Vinícius de Moraes. 1964... ... UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia.. 3 8... d) onomatopéia modernista. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida. Cassiano. emocionada a mulher a meu lado estremeceu e se entregou sem que eu dissesse nada..” IMPRIMIR GABARITO Por meio de versos . como acontece no verso de número ...Texto para as questões 8 e 9.” RICARDO.. a outra abandonada uma nua na terra.. d) “Um dia (.. / Minha lira também seus tons varia.. fundindo-as.) tive saudades da casa paterna e chorei... / Como estrelas e nuvens e mulheres.. a) octossílabos – amoroso – 06 d) octossílabos – despojado – 07 b) heptassílabos – social – 07 e) decassílabos – sensual – 06 c) decassílabos – moralizante – 08 Voltar Língua Portuguesa .” (Casimiro de Abreu)..... Rio de Janeiro: José Olympio.Noções de literatura Avançar .” (Álvares de Azevedo). / Pela regra geral de todos seres. outra no céu. 01 02 03 04 05 06 07 08 “Uma lua no céu apareceu cheia e branca... c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si.. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas... Um homem que tem fome como qualquer outro homem. b) vício de linguagem.... UERJ A repetição da palavra “homem” na segunda estrofe exemplifica a seguinte característica: a) variação semântica. que intitulei – As Ave-Maria – a saudade havia sido a minha primeira musa..

O ritmo cadenciado do poema sintoniza-se com o tom melancólico das imagens. pelo poema Rosa do Povo.) Ah! vem! amemos! vivamos! O enlevo do amor bebamos Nos perfumes do sertão!” 4 Analisar as afirmativas que seguem.. ( ) O poeta. III e IV c) II e IV 12. Toda poesia. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II d) III e IV b) II e III e) I. com que se inaugura a poesia moderna brasileira. Pela análise das afirmativas. há uma homenagem explícita a Carlos Drummond de Andrade. III. O medo da rejeição amorosa. IV. tema reincidente na poesia romântica. julgue os itens a seguir. inserem o texto no conjunto de obras literárias do Modernismo. o poeta alude à importante conquista científica obtida por Thomas Edison na primeira metade do século XIX: a lâmpada fluorescente. 4 7 10 GABARITO 13 16 19 Relacionando as idéias do texto a outras áreas do conhecimento. sobre o texto. A mulher é convidada a buscar nos elementos circundantes o sentido do amor. II. nos versos 14 e 15. ( ) No verso 7.11. ( ) A distribuição dos versos no espaço de papel. alude à capacidade que o ser humano tem de fazer.. As metáforas associadas aos elementos da natureza expressam o extravasamento do sentimento amoroso. Das aves no sentimento. UnB-DF 1 “A vida muda como a cor dos frutos lentamente e para sempre A vida muda como a flor em fruto velozmente A vida muda como a água em folhas o sonho em luz elétrica a rosa desembrulha do carbono o pássaro. da boca mas quando for tempo E é tempo todo tempo mas não basta um século para fazer a pétala que um só minuto faz ou não mas a vida muda a vida muda o morto em multidão” GULLAR. Ferreira. determina o tom pessimista do texto.Noções de literatura Avançar . em muito mais tempo que a natureza. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o que esta rapidamente consegue realizar. II. Nas águas e no luar! (. I. PUC-RS-Modificada “Donzela! Se tu quiseras Ser a flor das primaveras Que tenho no coração! E se ouviras o desejo Do amoroso sertanejo Que descora de paixão! Se tu viesses comigo Das serras ao desabrigo Aprender o que é amar Ouvi-lo no frio vento. entre outros recursos poéticos. ( ) No verso 8. as imagens utilizadas e o uso recorrente de repetições.

sem armas. surgiu inesperadamente. 114.” GONZAGA. a) Sentimento de angústia. conseguia esconder.” FONSECA. não faça isso de novo comigo. implacável. e já brilharem os granetes de oiro no fundo da bateia. 15. 24. e) Personagem consciente da necessidade de igualdade social. Feliz ano novo. desconfiado. eu juro!’ – e ele encostou o seu corpo bem junto ao meu. (Nossos Clássicos. In: Antologia poética (Org. c) Alusão a uma natureza não convencionada pelo estilo árcade. Em seguida. esta é a última vez. abri a porta e ele ao me ver disse ‘não faça isso. Rubem. Fui na direção da minha casa. me vigiando curioso. ‘espere aqui’. p. Rio de Janeiro: Agir. Uneb-BA “Um dia saí para o meu passeio habitual quando ele. estou precisando de um dinheiro. Devo seguir até o enjôo? Posso. Uneb-BA “Tu não verás. cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra. p. São Paulo: Companhia das Letras. em face de um mundo conturbado. Carlos Drummond de. o rosto fixo virado para o meu. Eu disse. 90. Fechei a porta. 1985. associe os fragmentos transcritos em cada uma às afirmativas apresentadas nas alternativas indicadas em destaque. nem espremer entre as dentadas rodas da doce cana o sumo. ele me acompanhando. Uneb-BA “Preso à minha classe e a algumas roupas.Noções de literatura Avançar . ‘Só tenho o senhor no mundo. ou da minada serra. Não verás separar ao hábil negro do pesado esmeril a grossa areia. até que chegamos na minha casa. alucinações e espera. 1997. Não acabou de falar. vou de branco pela rua cinzenta. O tempo é ainda de fezes. como foi que ele descobriu o meu endereço? ‘Doutor. ou se falou eu não ouvi. ed. doutor. o tempo não chegou de completa justiça. enquanto caminhávamos. não me abandone!’ Sua voz era de mágoa e ressentimento.Questões de 13 a 17.) 5 14. o pedinte. Ele era mais alto do que eu. Inferno. ed. Ele caiu no chão. p. Não verás enrolar negros pacotes das secas folhas do cheiroso fumo. d) Acontecimento circunstancial como revelador de estados psicológicos. Tomás Antônio. identifique apenas uma única alternativa correta e marque o número correspondente. só tenho o senhor no mundo’. de espinhas no rosto. 1997. e eu podia sentir o seu hálito azedo e podre de faminto. forte e ameaçador. com o barulho do tiro. b) Personagem-narrador movido por um sentimento que provoca a distorção da realidade. pelo autor). IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 2. ou dos cercos dos rios caudalosos. e de uma palidez tão grande que nem mesmo o sangue. 36. por Lúcia Helena. Melancolias. Org. Voltei. revoltar-me? Olhos sujos no relógio da torre: Não. então vi que era um menino franzino. que foi cobrindo a sua face. Introdução: Para responder a essas questões. mercadorias espreitam-me. Marília. In: Tomás Antônio Gonzaga. 13. Rio de Janeiro São Paulo: Record. maus poemas. v. 85-6. fui ao meu quarto.” GABARITO ANDRADE. por parte do sujeito poético.

gritos. o deus da bexiga. mas espero que não recusem as minhas: conjugam-se. 18. 17. 1984. 1996. num pátio branco. e é inevitável mencioná-las. o que julgo ter notado” d) “Não as contesto. No que diz respeito às relações entre escrita literária e realidade. completam-se e me dão hoje impressão de realidade.. ela ajeitava depressa as malas. e é inevitável mencioná-las” c) “neste esmiuçamento. da leitura do texto. quando uma freada súbita do carro lançou-as uma contra a outra e fez despencarem as malas. Um homem comprou cocada. ed. Rio de Janeiro: José Olympio. associaram-se.” 6 LISPECTOR. mas espero que não recusem as minhas” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . (. Com base no texto abaixo. como contavam a de seu pai. porém. Uneb-BA “– Não esqueci de nada.. neste esmiuçamento. A tarde caía. O trecho que melhor representa um exemplo dessas dúvidas é: a) “Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material” b) “Outras.. mas terá sido uma perda irreparável? Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material. E os guindastes rodavam ruidosamente.. associaram-se. a cor das folhas que tombavam das árvores... e a mãe olhava a filha. Os pescoços musculosos iam curvados sob os fardos. Clarice.. Seus olhos tinham um intenso brilho na noite recém-chegada. ver-me-ia propenso a consultá-lo a cada instante. 1982. o que julgo ter notado. Laços e família: contos. procurando o mais rapidamente possível remediar a catástrofe. Uneb-BA “Boa-Vida estendeu a mão numa saudação quando ela falou em Omolu.) Não resguardei os apontamentos obtidos em largos dias e meses de observação: num momento de aperto fui obrigado a atirá-los na água.16.” AMADO. Pedro Bala olhou mais uma vez os homens que nas docas carregavam fardos para o navio holandês. Mas que significa isso? Essas coisas verdadeiras podem não ser verossímeis. a forma dos montes verdes. p. e também a Catarina acontecera um desastre? seus olhos piscaram surpreendidos. 12. mortificar-me-ia por dizer com rigor a hora exata de uma partida. Rio. a bolsa. Outras... 79. Outros devem possuir lembranças diversas. pelo menos imagino que valiam pouco. Certamente me irão fazer falta. Jorge. Um dia um homem assim como João de Adão poderia contar a outros meninos na porta das docas a sua história.. Ah! ah!.Noções de literatura Avançar . Lutar pelo direito. tintos de luz. “(. Não as contesto. frases autênticas. exponho o que notei. ed. E se esmoreceram. conservaram-se. 19. b) representa uma conscientização do artista sobre a realidade. A negra se levantou. de repente envelhecida e pobre. UERJ Por causa da perda das anotações. ah! dizia balançando a cabeça em surpresa. cresceram. exclamou a mãe como a um desastre irremediável. deixá-las no esquecimento: valiam pouco. é possível depreender. Afirmarei que sejam absolutamente exatas? Leviandade. d) constitui uma interpretação de dados da realidade conhecida. Rio de Janeiro: Record. cresceram. exponho o que notei. durante o Estado Novo. Ao longe. o texto é impregnado de dúvidas acerca da exatidão do que será levantado no livro. c) dispensa elementos da realidade social exterior à arte literária. São Paulo: Record. quantas demoradas tristezas se aqueciam ao sol pálido. gemidos. (. conservaram-se. responda às questões de números 18 a 20. UERJ O fragmento transcrito expressa uma reflexão do autor-narrador quanto à escrita de seu livro contanto a experiência que viveu como preso político.) Nesta reconstituição de fatos velhos. Capitães da areia. recomeçou a mãe. Um dia iria fazer uma greve como seu pai. E Catarina? Catarina olhava a mãe. Boa-Vida ajudou a que ela botasse o tabuleiro na cabeça. Nas largas costas negras e mestiças brilhavam gotas de suor. em manhã de bruma. Graciliano.)” GABARITO RAMOS.. Se ele existisse. As luzes se acenderam de repente. p.. 111.. relatada pelo narrador. a seguinte característica da literatura: a) revela ao leitor vivências humanas concretas e reais. 85. gestos. Pirulito apontava com o Querido-de-Deus. Memórias do cárcere. porém.

Santa Maria-RS Esse poema árcade é um soneto que apresenta: a) os quartetos com rima alternada. constituem uma autobiografia – gênero literário definido como relato da vida de um indivíduo feito por ele mesmo. 22. e) rima e versos decassílabos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . U. que amor tirano. ele declara Contra o meu coração guerra tão rara. que é a exaltação dos penhascos.Noções de literatura Avançar . que vence os tigres por empresa Tomou logo render-me.20. mais se apura. b) nota-se. Leia o seguinte poema para responder às questões 21 e 22. UERJ A relação entre autor e narrador pode assumir feições diversas na literatura. um peito sem dureza! Amor. c) possibilidade de comprovação histórica de contextos e fatos narrados. a presença de antítese. a exemplo do livro de Graciliano Ramos. Que não me foi bastante a fortaleza. d) o sujeito lírico se compara aos penhascos de Minas. b) versos brancos e decassílabos (10 sílabas). d) os versos dos tercetos em redondilha maior. é possível afirmar que o caráter autobiográfico de uma obra é reconhecido pelo leitor em virtude de: a) conteúdo verídico das experiências pessoais e coletivas relatadas. nos versos 12. a) há presença de um elemento típico da paisagem natural mineira. um elemento típico da paisagem mineira. A partir dessa definição. A que dava ocasião minha brandura. c) rima e versos alexandrinos (11 sílabas). Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna.F. b) identidade de nome entre autor. o que mostra a influência do Barroco na lírica do poeta mineiro. que ostentais a condição mais dura. Por mais que eu mesmo conhecesse o dano.” 7 21. Onde há mais resistência. Nunca pude fugir ao cego engano: Vós. Santa Maria-RS Nesse poema. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Vocabulário: penhas – penhascos ”Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! oh quem cuidara. de Cláudio Manuel da Costa.F. dirige-se aos penhascos. penhas. temei. Podese dizer que tal relação tem papel fundamental na caracterização de textos que. e) o sujeito lírico usa as pedras como símbolo do amor à pátria e como seu próprio símbolo. 13 e 14. que representa seu berço. pois é tão duro e resistente quanto eles. U. a pedra. pois é tão duro quanto elas. c) o sujeito lírico. narrador e personagem principal. nos versos 9 e 11. mostrando que há obediência à regra principal do Arcadismo. Temei. d) notoriedade do autor e de sua história junto ao público e à sociedade.

E quando a fada Que diviniza meu pensar ardente Um instante em seus braços me descansa E roça a medo em meus ardentes lábios Um beijo que de amor me turva os olhos. ( ) São características do “eu-lírico” do texto I a realização pelo sonho e a inadaptação à realidade. colocando-se como sujeito submisso em seu desejo de amor.Lira dos Vinte Anos..Noções de literatura Avançar . o da virgindade idealizada e o da projeção da sensualidade do “eu-lírico”. A minha vida Se esgota em ilusões. Vol. Bernardes e Schiavon.INSTRUÇÃO: A partir da leitura dos dois textos. 8 GABARITO IMPRIMIR 23. In: Leandro & Leonardo.. não sei aonde vou chegar Que será essa ilusão Que eu vivo a buscar Diz pra mim se é você Esse alguém que eu tanto quero Eu preciso descobrir Se é você meu doce mistério de amor O que eu quero é viver você Quero sorrir o teu sorriso Quero pensar os pensamentos teus Você é tudo que eu preciso” BARBOSA. me enlanguece a fronte. 10. ( ) O “eu-lírico” do texto II projeta sua passividade. ( ) No texto I. nesse texto. No doce berço do moreno seio Minha vida embalou estremecendo. ( ) A mulher do texto II é apresentada por meio de seus atributos físicos. Texto II “Doce Mistério Eu não sei de onde vem Esse amor que chega e domina Viva luz a brilhar. O encanto do meu sonho se evapora E das nuvens de nacar da ventura Rolo tremendo à solidão da vida!” Álvares de Azevedo . Voltar Língua Portuguesa .. Me ateia o sangue. Nesse olhar que o meu ilumina Vou flutuando na paixão Não. UFMT ( ) Figura central da 2ª geração romântica. exemplo da tendência mórbida desse movimento. 24. UFMT ( ) Os dois textos apresentam temática comum: a busca da realização amorosa. a figura feminina se constrói entre dois pólos. Álvares de Azevedo apresenta. Texto I “VIII O pobre leito meu desfeito ainda A febre aponta da noturna insônia. ( ) Esse caráter de duplicidade é incomum na produção da geração “mal-do-século”. Um espírito negro me desperta. 1997. E a donzela ideal nos róseos lábios. julgue os itens das questões de 23 a 26. Aqui lânguido à noite debati-me Em vãos delírios anelando um beijo. Foram sonhos contudo..

Vem mergulhar em mim Como no mar. ( ) Neles. 1992. aparece envolta em sensualidade e erotismo. 196. b) A realidade focalizada é vista de uma forma objetiva. ambos os textos primam pela obediência às normas da variedade culta da língua portuguesa. ( ) Ambos os textos apresentam construções metafóricas.. F. ( ) Escritos em séculos diferentes. Católica de Salvador-BA No poema. e) vê a figura feminina sob uma perspectiva dualista: angelical e sensual. UFMT ( ) No texto II.. o desejo de encontrar a amada é enfatizado pela repetição do verbo querer. c) A mulher. Só meu ventre Te espera cheio de raízes e de sombras.. e) O sujeito poético – com a lembrança do mar – reprime a intensidade de seu desejo. 11. Vem. Meus músculos estão doces para os teus dentes E áspera é minha barba.” MORAES. na visão do eu-lírico.25. F. Vinícius de. teus seios Se enchem de leite. frases em ordem indireta. ( ) Em ambos. IMPRIMIR 28. vem nadar em mim como no mar Vem te afogar em mim. Católica de Salvador-BA Sobre o poema. Amiga. ( ) Nos textos I e II. como um espelho e sua imagem. o eu-lírico: a) queixa-se de um amor não correspondido. b) demonstra sentimento de possessividade amorosa. d) invoca a mulher para compartilhar de seus apelos sensuais. amiga minha Em mim como no mar. p. como “vou flutuando na paixão” (texto II) e “no doce berço do moreno seio” (texto I). infinitamente amiga Em algum lugar teu coração bate por mim Em algum lugar teus olhos se fecham à idéia dos meus Em algum lugar tuas mãos se crispam. d) A voz poética não encontra eco no coração do ser desejado. última doçura A tranqüilidade suavizou a minha pele E os meus cabelos. Questões de 27 a 29. tu desfaleces e caminhas Como se cega ao meu encontro. Voltar Língua Portuguesa . cada estrofe é independente nos planos semântico e sintático. “A Ausente Amiga.. é correto afirmar: a) O amor físico revela-se isento de sofrimento. os dois poemas são decassílabos. 9 GABARITO 27. há ocorrência de inversão sintática.Noções de literatura Avançar . ocorrem rimas pobres organizadas irregularmente. UFMT ( ) Quanto à métrica. São Paulo: Companhia das Letras. amiga Minha nudez é absoluta Meus olhos são espelhos para o teu desejo E meu peito é tábua de suplícios Vem. Antologia Poética. c) assemelha-se à “amiga”. 26. ed.

10 30.. Rio.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . fresca e furta-cor. I. como uma mancha no ermo. fez exclamações.Noções de literatura Avançar . deitei-me naquele dia sob a telha de vidro da gaiola. Católica de Salvador-BA Do ponto de vista estético. porque desde cedo me secaram as tetas e o jeito era recorrer ao leite das cabras do quintalão de pedras e. d) busca a originalidade a qualquer preço. a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. e meus olhos acharam por bem esburacarem-se parecendo por fim a dois lagos meio verdes meio azuis. o poeta torna tênue o limite entre prosa e poesia. UFR-RJ A pergunta feita pelo rapaz provocou na moça: a) a constatação da fugacidade do tempo. livre de rima e de métrica. e) I e II são corretas. A moça arregalou os olhos. 31. F.. ainda não me acostumei com o seu corpo. c) um brilho amargo e saudoso no olhar de menina. na longa rede cheirosa de sabão preto feito em casa mesmo. e) valoriza fatos e coisas do cotidiano. pois não há no texto o lirismo que caracteriza as composições poéticas românticas. à beira do fogão encostei meu umbigo temperando as sopas dos meninos e pondo o leite pra ferver. põe dentro e fora de tanto arrancarem pedacinhos de carne e sustança do suco de ossos e sangue para sovar o dia do marido que vem chegando. com a sua cara. você é engraçada! Você parece louca. c) tenta conciliar o presente com o passado. trata-se de um texto modernista porque: a) apresenta uma linguagem aproximada à da prosa. dizia e repetia que crianças de dentes fortes e olhos devem beber leite de cabra já que as mães se secam muito cedo. 1979. a) I e III são corretas. você parece uma lagarta listada. A meninice brincou de novo nos olhos dela. Manuel. Foi esse o início de um destino esquerdo. O título do poema encerra uma ironia. esfumaçados pela neblina que saía da chaminé daquela casa onde. José Olympio. A métrica rígida do poema é um procedimento comum do estilo de época ao qual se filia o texto. Texto para as questões 32 e 33: “Porque minhas tranças estavam macias e lustrosas. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. II. III. O rapaz concluiu: – Antônia. Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte. levantando a voz como se nascesse rei e o bando de filhos seus primeiros súditos. também. – Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada? A moça se lembrava: – A gente fica olhando. Texto para as questões 30 e 31. b) adota uma atitude combativa a valores considerados falsos. UFR-RJ Analise as afirmativas a seguir e depois assinale a opção correta.” BANDEIRA. porque minha bisavó. e) a descoberta da efemeridade dos namoros da sua infância. Lançando mão de um procedimento moderno. “Namorados O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: – Antônia. d) um retorno ao comportamento infantil diante do inusitado. d) somente I é correta. b) a lembrança de um certo namorado de infância. c) II e III são corretas. O rapaz prosseguiu com muita doçura: – Antônia. A moça olhou de lado e esperou. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela vida afora.29. b) somente III é correta. que ainda falava e orava com um fio da voz e se cobria num canto do quarto escuro.

” Percebe-se nessa frase. ( ) Em relação à linguagem utilizada no texto. ter como agentes tanto “meninos” como “tetas”. ( ) Em “a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. 33.Noções de literatura Avançar .”. a elipse do verbo ser. metáfora e prosopopéia. foram utilizados dois tipos de discursos: o indireto.” ( ) Na frase “. o verbo secaram usado na terceira pessoa do plural pode estar relacionado e. levantando a voz como se nascesse rei. a personagem. que ainda demonstra sua submissão ao homem. que ocorreu porque a personagem era jovem e bela. com enormes riscos de ouro. estar no mais-que-perfeito do subjuntivo e.. cuidar dos filhos e dos afazeres domésticos. fresca e furta-cor. a quem todos deveriam se submeter e jamais questionar. ( ) De acordo com o que se lê no período do texto.. e o bando de filhos seus primeiros súditos. sovar o dia do marido que vem chegando. a utilização do verbo nascer no subjuntivo e do operador como se permite a leitura de uma crítica ao estereotipo do homem como senhor absoluto da casa. porque me secaram as tetas.. embora incapaz de modificar uma situação socialmente imposta às mulheres. ao mesmo tempo em que descreve suas mudanças físicas... U. Católica-GO ( ) Pela leitura do texto. não se mostra tão conformada como a avó. ( ) A personagem demonstra que.32. continuava a ser uma pessoa vaidosa. 11 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. a vida de sofrimento iniciou-se com o casamento. levantando a voz como se nascesse rei”.. é correto afirmar que.. ( ) De acordo com o texto.. claramente. o verbo saber foi usado no mesmo sentido que na frase seguinte: “Naquele atropelo. e o indireto livre. é correto afirmar que a personagem. e que se preocupava em tingir os cabelos com tons mais claros. são respectivamente: hipérbole... marcado por expressões como “. ( ) Em “.. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela a vida a fora. portanto. Caso o verbo estivesse presente deveria.”.” ( ) Para expor a opinião da bisavó da personagem. nem sabia mais se seria eu aquela de tranças macias. na terceira pessoa do singular.. ‘destino esquerdo’. Católica-GO ( ) No texto. apesar de trabalhar muito... é correto afirmar que predominam o nível padrão e a denotação. U. pois afirma: “Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte.”. a personagem deitou-se em uma rede preta e cheirosa. marcado pelos verbos de elocução e pelas orações substantivas. ( ) Em “Foi esse o início de um destino esquerdo. ( ) “.” considerando-se o contexto.... ‘que’ (= destino esquerdo) e ‘como um toco de carne’. de acordo com as normas da língua padrão. faz também um desabafo de uma mulher que teve sua vida destruída pelo casamento. obrigatoriamente.

pela presença de termos chulos.34. E eu quero? É Sísifo o meu modelo. à tarefa.. GABARITO 35. Tem cheiro a luz. pela intensidade do sentimento do eu poético. próprio do texto contemporâneo. b) não é literário. a pedra e o tronco..” 12 Identifique com V os fragmentos que pertencem à mesma estética da estrofe em evidência e com F os demais. / A noite no alto-mar anima as ondas. ou por outra. não há remate.” NEVES. a manhã nasce. a fauna e a flora / A erva e o pássaro. / Oh sonora audição colorida do aroma!” ( ) “Foste de branco e vens de branco ainda trajada. // Como lençóis claros de neve.” ( ) “Ela vem. e me livre de ti em paralelo. pois não é prosa nem poesia. ao suplício. e) não é um soneto. um poema épico. 58. Ei-la que assoma / Pelo ar sutil. In: Muito Soneto por nada.. c) é dramático. na voz... Vitória-ES Quanto ao gênero e modalidade literária. na mente. pela linguagem coloquial e referencial. IMPRIMIR 36. azul em fora. / Azul. José. / A água e o reptil. d) é lírico. dor no cotovelo e tu. / A túnica nupcial que em níveas dobras desce / Pelo teu corpo. com que ânsia. / Aroma de argental caçoula. merda. Língua vernácula entre os dentes. recursos de estilo a esmo destilo e figuras de linguagem pra tratar de teu sorriso eletrônico e teu cabelo. as nereidas frias. só é possível afirmar sobre o texto acima: a) é lírico. e) é um misto de literário e não literário. / É transparente.I. Com que gana! E que suplício: não há ponto final. merda: Amo o poema assim como ele ama a pedra. // Nasce a manhã. com exceção de: a) é literário. é leve. construído em prosa poética. / – Tudo vozeia e estala em estos de pletora. U.. / Despertar-me no leito: ouro em tudo. tem a brancura sagrada / Dos alvos corporais do altar exposto à prece. sonora barcarola. Voltar Língua Portuguesa . a flor e a fera. no olhar sobredivino. – o ar e o chão.” ( ) “O luar. / Pérolas vivas. majestosamente. põe nela todo o incêndio das auroras para torná-la emocional e ardente. As questões 35 e 36 referem-se ao seguinte texto: “Com que gana me entrego. / Que o sol filtrando em luz esteve.” ( ) “Entre as trêmulas mornas ardentias. um soneto de versos. p. ( ) “Tudo. pelo trabalho estético e jogo verbal estabelecido. entre sombras.. Vitória: Cultural. Reinaldo Santos.. é branco. d) não é literário. a folha e o inseto. Salvador-BA “Enche de estranhas vibrações sonoras a tua Estrofe. os ninhos e a hera. de outro poema preto em verso branco. (sororal) vibrante como um sino. c) é literário. Vitória-ES Pode-se afirmar a respeito do texto acima. 1998. / Sobem das fundas úmidas Golcondas.I.Noções de literatura Avançar ... decassílabos. b) é narrativo. F. – na face / De anjo morto. predominantemente. F. vulgares. a luz tem cheiro. pois os versos não estão distribuídos em tercetos e quartetos. que me livre de vez desses poemas.

I. a rígida moenda.. com a repetição de recursos poéticos. UnB-DF GABARITO “A moenda Na remansosa paz da rústica moenda. UFRS Leia os dois fragmentos abaixo: I.7) mantém a correção gramatical sem alterar o sentido do verso. julgue os itens a seguir. dessa atividade extrativa vegetal.)” Caetano Veloso. E ringindo e rangendo.7). Vive como a expiar uma culpa tremenda.. Nos versos selecionados. 13 “quando eu chego em casa nada me consola você está sempre aflita com lágrimas nos olhos de cortar cebola você está tão bonita você traz a coca-cola eu tomo você bota a mesa eu como eu como eu como eu como eu como você não tá entendendo nada do que eu digo eu quero é ir-me embora eu quero é dar o fora (. Quais estão corretas? a) Apenas I. causar..Noções de literatura Avançar . como rimas. As duas canções apresentam. em que a economia brasileira dependia. ( ) A época áurea da cana-de-açúcar. b) Apenas II. há uma preocupação com os procedimentos poéticos. é o assunto desse poema. À luz quente do sol e à fria luz do luar. II. Ringe e range. rouquenha. O engenho de madeira a gemer e a chorar.)” Chico Buarque de Holanda.8 ) e o pronome “você” (v. a cana a triturar Parece que tem alma adivinha e desvenda A ruína. principalmente.. II. II e III. 1 2 3 4 5 6 7 8 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 “Todo dia ela faz tudo sempre igual me acorda às seis horas da manhã Me sorri um sorriso pontual E me beija com a boca de hortelã Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar E essas coisas que diz toda mulher Diz que está me esperando pro jantar E me beija com a boca de café (. quanto ao significado e à função sintática.. em comum.” Da Costa e Silva. Considere as seguintes afirmações sobre os fragmentos acima. Considerando o poema acima. 38. O verbo “como” (v. da canção de Caetano. ( ) O poema alude a problemas que podem advir do consumo de bebida alcoólica. III. ( ) Os dois primeiros versos da segunda estrofe recuperam. Poemas. permitem uma dupla leitura. respectivamente. a tematização do cotidiano e dos atos automatizados da existência banal..37. c) Apenas I e II. o mal que vai. 9). d) Apenas II e III. ( ) A inserção de uma vírgula após “alma” (v. e) I. ( ) O poeta utiliza a figura de linguagem denominada prosopopéia quando afirma que a moenda “tem alma adivinha e desvenda” (v. talvez. repetições e paralelismos. a sonoridade da moenda a trabalhar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a dor.

Mas leio. eu vou comprar.) Ninguém mais aqui possui a coleção das Obras Célebres. São só 24 volumes encadernados em percalina verde. Depois. os cabelos postos em à maneira do tempo. e sair. mata de pinheiros toda verde. quis vestir-me. está na Biblioteca em verde murmúrio de flauta-percalina eternamente. Tenho de ler tudo. Sou o mais rico menino destas redondezas. – braços que eram meus. Rio de Janeiro. É em percalina verde. ( ) Ser humano revelado como contraditório. é livro demais para uma criança. 1 5 10 GABARITO 15 20 25 IMPRIMIR 30 Voltar Língua Portuguesa . e os brilhantes. Via-a dali mesmo. começava a despi-la. porém. – torná-la minha. São Paulo: Ática. 18 ed. Papai me compra agora. Quando crescer eu compro. 14 Leia o texto a seguir e responda às questões de 40 a 42. Machado de. Compra assim mesmo. não. ( ) Atitude reflexiva do narrador em face da realidade. Antes de ler. p. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta à casa a qualquer hora num fechar de páginas? Tudo que sei é que ela que me ensina. (Orgulho.” ANDRADE. cavalgo de novo meu verde livro. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Chega cheirando a papel novo. consultei o relógio. Virgília começava a aborrecer-se de mim. pensava eu.672-673. Marque com V as características comprováveis com o texto e com F. 96.39. poemas me vejo viver. verde pastagem. menino. ( ) Sublimação do amor. a despenteá-la com as minhas mãos sôfregas e lascivas. que chegaria tarde. pai. Em filosofias tropeço e caio. Evidentemente. em contos. só 24 volumes.. E esta idéia fez-me sucessivamente desesperado e frio. e doía-me que a vissem outros. disposto a esquecê-la e a matá-la. Como te devoro. Salvador-BA “A Transação Vaguei pelas ruas e recolhi-me às nove horas. a torná-la. ( ) Relação amorosa caracterizada pela possessividade. Amanhã começo a ler. U. Meu filho. 1983. Às onze horas estava arrependido de não ter ido ao teatro. Não podendo dormir. reclinada no camarote. 1992. menos luzidios que os olhos dela. Fica quieto. José Olympio. se mais natural. com vestido soberbo que havia de ter. Via-a assim. demais. que bom passar a mão no som da percalina. com os seus magníficos braços nus. somente minha. o que não saberei nunca. Reunião. medievo. esse cristal de fluida transparência: verde. a pôr de lado as jóias e sedas. – fascinando os olhos de todos. Agora não. em cavalarias me perco. Agora não. O que saberei. “Biblioteca verde Papai. eu cresço logo. o colo de leite. atirei-me a ler e escrever. leio. verde. Compra. me compra a Biblioteca Internacional de Obras de Célebres. as demais. Carlos Drummond de. compra. p. unicamente minha..” ASSIS. Julguei. era dar prova de fraqueza.Noções de literatura Avançar . compra. inveja de mim mesmo. ( ) Imagem da mulher amada envolvida pelo tom irônico. – não sei se mais bela.

Noções de literatura Avançar . de Machado de Assis: “LXIII Metades de um Sonho Fiquei ansioso pelo sábado. Um só ponho. nesse caso. U. 29-32. torna-se também culpada pelo destino dele.F. 10-11. 19.) Como te devoro. por tê-lo induzido a casar cedo. e) do uso do pronome oblíquo na primeira pessoa do singular. 25. como me recomendara tio Cosme. e este livro seria talvez uma simples prática paroquial. ou antes porei dois.40. decifrar o que nela está escrito não assegura a seu leitor um conhecimento de tudo o que ela traduz.” -v. que bom passar a mão no som da percalina. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta”. meu rapaz. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 14-15. é livro demais para uma criança Compra assim mesmo. e tio Cosme.) É correto afirmar que o narrador: a) em terceira pessoa culpa a leitora por ele não ter sido padre e não ter escrito uma encíclica. UFR-RJ No texto deparamo-nos com um leitor que “devora” os livros que lê. Mas se a biblioteca é para esse eu-lírico um manancial de saber. d) “verde pastagem” -v. 6-7. O(s) verso(s) que melhor traduz(em) esta afirmação é (são): a) “ Meu filho. ainda acordado. Tudo isto é obscuro. que perturbava assim a adolescência de um pobre seminarista. 43. UFR-RJ O recurso gramatical utilizado pelo autor para reproduzir um diálogo pode ser demonstrado através: a) do emprego de verbos irregulares. c) é machista e culpa as mulheres pelas mudanças nos destinos dos homens que não querem escrever romances. por outro lado. O que saberei. ou uma pastoral. volta-me papa!’ Ah! por que não cumpri esse desejo? Depois de Napoleão. b) “Antes de ler. como era seu sonho de adolescência. e no menor número de palavras. dona leitora.. c) “Tudo que sei é ela que me ensina. b) “coleção/ de Obras Célebres. Santa Maria-RS Observe a postura do narrador no seguinte fragmento de Dom Casmurro. 25-26. 17-18. não só a sua vocação. e) em primeira pessoa culpa as mulheres por não ter sido Napoleão. tenente e imperador. o que não saberei nunca. esse cristal”. se eu fosse padre. dirigindo-se a uma leitora que. 25-26. 42.” 47 15 GABARITO Vocabulário: Encíclica – Carta solene dirigida pelo Papa ao clero do mundo católico ou unicamente aos bispos de uma nação. c) “cristal/ de fluida transparência” -v. mas a culpa é do vosso sexo. pois ela depende da capacidade do leitor de atribuir sentidos ao que lê. porque um nasceu de outro. Agora não”. b) das construções com uso de vocativos. culpando as mulheres de terem perturbado sua adolescência e mudado. (N. ‘Anda lá. Até lá os sonhos perseguiam-me. d) “(. como também o enredo da narrativa. está na biblioteca em verde murmúrio”. d) do emprego de verbos no modo imperativo. -v. -v.E. c) da predominância de orações coordenadas. se bispo. e não os digo aqui para não alongar esta parte do livro. ou uma encíclica47. verde pastagem.” -v. se papa. b) Machado de Assis culpa as mulheres.. -v. todos os destinos estão neste século. a não ser que ambos formem duas metades de um só. d) em primeira pessoa dirige-se a uma leitora. e) “carruagem/ de fugir de mim” -v. A leitura não está unicamente inscrita no texto. UFR-RJ A expressão que se refere à Biblioteca Verde no plano denotativo é: a) “mata/ de pinheiros toda verde” -v. -v. 41. e) “Amanhã começo a ler. por ter sido escritor de romances. pai eu cresço logo. 4-5. Não fosse ele.

Ó máquina. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) Segundo a acepção 1 do verbete. Por que o coração? O de metal não tornará o homem mais cordial. ao “ritual de abertura” mencionado na acepção 2 do verbete. uma oração. discurso. os músculos.)” Considerando o verbete acima. Por que subir a escada de Jacó? A máquina o fará por nós. Por que labutar no campo. sistema circulatório. a “pensar. quarta e quinta. lengalenga. refere-se. Cassiano. Rio de Janeiro: José Olympio. o autor vai associando partes da anatomia humana aos sistemas fisiológicos por ela dinamizados. Oração formada por uma série de invocações curtas e respostas repetidas. ( ) Ao longo do poema. no verso 15. no verso 21. 2. Relação. INL. segunda. na forma como se apresenta. a “subir a escada de Jacó”. Seleta em prosa e verso. no poema a resposta repetida é o refrão “A máquina o fará por nós”. sistema neurovegetativo. ( ) Todas as ocorrências do vocábulo “máquina” desempenham a função de vocativo. ( ) De acordo com a acepção 1 do verbete.As questões 44 e 45 referem-se ao seguinte texto: “2ª Ladainha Por que o raciocínio.” RICARDO. da seguinte forma: primeira estrofe. Canto do ritual de abertura de uma roda de capoeira. orai por nós. Bras. o músculo mecânico mais fáceis que um sorriso. (Sin. UnB-DF “Ladainha (a-í) (Do grego litaneia. dando-lhe um ritmo estracorporal? Por que levantar o braço para colher o fruto? A máquina o fará por nós.Noções de literatura Avançar . imaginar? A máquina o fará por nós. corresponde. p. imaginar”. (ant. sistema lingüístico. desvela a ironia com que se estrutura o poema. UnB-DF Acerca das idéias do texto. terceira. 85-6. julgue os itens seguintes. Fig. ( ) O pronome “o”. a “fazer um poema” e. ( ) A voz do poeta. 1972. na cidade? A máquina o fará por nós. ou conversa longa e fastidiosa.f. ( ) Como obra poética. o texto 2ª Ladainha tem a forma de uma prece. narração. no verso 17. ( ) Esse poema. sistemas motor. os ossos? A automação. 1 4 7 10 13 16 16 19 22 44. na cidade”. pelo lat. e o texto III. litania) S. Por que pensar. no verso 19.) nesta acepção: reza da capoeira. digestivo e respiratório. o texto estabelece ambigüidade de sentido entre as acepções 1 e 2 do verbete. cantilena. reproduzido do Novo Aurélio Século XXI: dicionário da língua portuguesa. Por que fazer um poema? A máquina o fará por nós. no último verso. julgue os itens que se seguem. em um contexto de capoeira. O cérebro eletrônico. Cap. a “labutar no campo. ócio dourado. que aparece várias vezes no poema. 45.1.

me exorciza me dá tua boca e a rosa louca vem me dar um beijo e um raio de sol nos teus cabelos como um brilhante que partindo a luz explode em sete cores revelando. amor que eu sei que embaixo desta neve mora um coração. U. GABARITO b) Esta é uma composição escrita nos moldes camonianos de Os Lusíadas. Luísa eu sou apenas um pobre amador apaixonado um aprendiz do teu amor acorda. os costumes e tradições do indianismo. Vem cá. conseqüentemente. a lua como flutua vem navegando o azul do firmamento e. a canção que eu fiz pra te esquecer. brasileiro. que descreve a paisagem. Luísa me dá tua mão o teu desejo é sempre o meu desejo vem. como vemos nesta canção de Antônio Carlos Jobim. a fauna e flora.. no silêncio. 17 Indique a opção que apresenta uma afirmação correta: a) Antônio Carlos Jobim apresenta grandes influências da literatura ocidental em seus versos.Noções de literatura Avançar . já que os mesmos são inspirados na produção poética greco-parnasiana. lento um trovador cheio de estrelas escuta.. então. os sete mil amores que eu guardei somente pra te dar Luísa.46. percebendo-se a sua influência ainda hoje. que também é conhecida como influência da Geração de Orpheu. Antônio Carlos Jobim. sofre a forte influência poética de Lord Byron e Musset. agora. Potiguar-RN “Luísa Rua espada nua bóia no céu imensa e amarela tão redonda. d) O lirismo amoroso constitui a fonte de todo o lirismo europeu e. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” Antônio Carlos Jobim. c) O autor.

outras vezes.Texto para as questões 47 e 48: “O relógio 1 Ao redor da vida do homem há certas caixas de vidro.Noções de literatura Avançar . Voltar Língua Portuguesa . não pássaro de plumagem: pois delas se emite um canto de uma tal continuidade que continua cantando se deixa de ouvi-lo a gente: como a agente às vezes canta para sentir-se existente. Umas vezes. Mas onde esteja: a gaiola será de pássaro ou pássara: é alada a palpitação. Assim. é diferente de todos: cantam numa linha baixa. a saltação que ela guarda. mas operários para quem tudo o que cantam é simplesmente trabalho. estejam presos ou soltos. 18 e de pássaro cantor. num dos pulsos. GABARITO têm sempre o mesmo compasso horizontal e monótono. p. não assinado. como em jaula. em série. se pássaros. IMPRIMIR de operário que executa seu martelo regular proibido (ou sem querer) do mínimo variar. mais privadas. Obra completa. em nenhum momento. impessoal. com voz de pássaro rouco. 1994. mais perto estão das gaiolas ao menos. desconhecem as variantes e o estilo numeroso dos pássaros que sabemos. Se são jaulas não é certo.” NETO. trabalho rotina. 324-6. dentro das quais. João Cabral de Melo. se ouve palpitar um bicho. e nunca. 2 O que eles cantam. vão num bolso. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. pelo tamanho e quebradiço da forma. que não são artistas nem artesãos. tais gaiolas vão penduradas nos muros. variam de repertório: dir-se-ia que não importa a nenhum ser escutado.

“canto”. 49. “gaiola” e “pássaro” e das palavras com o mesmo radical “cantor”. Romance II.47. ( ) No primeiro verso do poema. 48. esses versos são graves e redondilha maior é o nome dado a eles. torna-se pó.” MEIRELES. julgue os itens que se seguem. rotineira. em ordem direta. folha.Noções de literatura Avançar . considerando-se o número de sílabas em cada verso.. “jaulas”. a produção pessoal versus produção impessoal. barra. o ouro vem. ( ) O entendimento do poema é facilitado pelo fato de o título permitir que o sentido metafórico da terceira estrofe se associe à idéia de relógio. Cecília. ( ) As estrofes acima comprovam que o poema de onde eles foram extraídos é uma obra do Arcadismo brasileiro. deve existir sempre uma margem de flexibilidade em conseqüência da multiplicidade de sentidos. por ser átona. as duas ocorrências da expressão “a gente” podem ser interpretadas como nós (eu lírico e leitores) ou como as pessoas. em função de seu assunto e da linguagem despojada. ( ) Em ambas as estrofes predominam tanto aspectos descritivos quanto líricos. ( ) A ocorrência próxima dos substantivos “jaula”. UnB-DF Em relação ao texto. a coesão e também a convergência e a densidade semântica do texto. seu foco principal está na mensagem que é transmitida. “canta” e “cantar” constitui um recurso próprio da construção em versos que intensifica a sonoridade. 19 GABARITO Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta em relação ao que se observa no trecho acima e como falsas aquelas em que isso não ocorre. julgue os itens seguintes. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) Na 2ª estrofe encontram-se metáfora (3º e 4º versos) e antítese (5º verso). ( ) A utilização de estrofes que são quartetos e de versos de sete sílabas (redondilha maior) comprova que o Modernismo desprezou totalmente as formas tradicionais de construção de poemas. amor e pensamento. quer dizer. É tão claro! – e turva tudo: honra. criativa versus produção em série.. “gaiolas”. o povo. a terra vai sendo aberta por intermináveis sulcos. UnB-DF Ainda em relação ao texto. prestígio. poder. produção variada. engenho. De seu calmo esconderijo. na sexta estrofe. ( ) A linguagem é poética. “cantando”. dócil e ingênuo. ( ) A noção de trabalho no texto apresenta as oposições: artistas e artesãos versus operários. infinitas galerias penetram morros profundos. a contagem das sílabas métricas exige a elisão de uma das vogais idênticas em “do homem” e a desconsideração da última sílaba gramatical do verso. ( ) Quanto à posição da sílaba tônica. Assim. ( ) Na interpretação de poemas. UFSE-PSS Considere as seguintes estrofes do Romanceiro da Inconfidência: “Mil bateias vão rodando sobre córregos escuros.

Ando a pé. do dia-a-dia. Sou como você feito de coisas lembradas e esquecidas rostos e mãos. casado. e não vejo na vida. p. o autor não se utiliza: a) de comparações. Santa Úrsula-RJ Nos últimos 5 versos. nenhum sentido. “Homem comum Sou um homem comum de carne e de memória de osso e esquecimento. de táxi. Ferreira. Civilização Brasileira. maior. 20 GABARITO 50. de ônibus. d) da força dos verbos. o poeta faz um hino de louvor a: a) sermos pessoas comuns. o guarda-sol vermelho ao meio-dia em Pastos-Bons.” GULLAR. 229.Texto para as questões 50 e 51. b) do efeito dos adjetivos. U. c) da construção de versos livres. b) vermos algum sentido na vida. amigo. Rio de Janeiro. povo solidário e unido.Noções de literatura Avançar . Santa Úrsula-RJ Para alargar e definir a imagem de “homem comum”. reservista. senão lutarmos juntos por um mundo melhor. e) da beleza dos substantivos saudosistas. Toda Poesia. c) não nos desesperarmos. defuntas alegrias flores passarinhos facho da tarde luminosa nomes que já nem sei bocas bafos bacias bandejas bandeiras bananeiras tudo misturado essa lenha perfumada que se acende e me faz caminhar sou um homem comum brasileiro. de avião e a vida sopra dentro de mim pânica feito a chama de um maçarico e pode subitamente cessar. 51. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 1987. U. d) sermos pessoas ajustadas e felizes. e) sermos gente.

pelo isolacionismo e pela solidão – aspectos que caracterizam o sentido deste poema. 16. O verso “Falai! que estou distante e distraída”. 256. que são conseqüências diretas do processo de introspecção do “eu”. quando afirma: “meu mundo é feito de outra vida”. Obra poética. O eu-lírico experimenta uma introspecção tão imensa que. promovendo uma espécie de autosondagem no domínio do mundo interior. 1977. existe uma intenção de busca da verdade subjetiva. De muito inverossímil se perfuma o lábio fatigado de ais. “Interpretação As palavras aí estão. Rio de Janeiro. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Pode-se dizer que. conseqüentemente. representado por expressões como “palavras” e “Falai!”. a existência de dois universos: o da exterioridade. Falai! meu mundo é feito de outra vida.E. p. O eu-lírico volta-se para dentro de si mesmo. Nos dois primeiros versos. o delírio. portanto. trata-o com desdém. 01. Cecília. um “eu” bipartido entre dois mundos e que se reconhece como ser diferenciado dos demais seres. daquilo que não pode ser observado no mundo exterior. 02. Percebe-se.52. a soma das alternativas corretas. Os versos “De muito inverossímil se perfuma / o lábio fatigado de ais” fazem referência à própria criação artística. ela se permite dizer “inverdades”. uma por uma: porém minha alma sabe mais. Maringá-PR Leia o poema a seguir e assinale o que for correto. Falai! que estou distante e distraída. O verso “Talvez nós não sejamos nós” revela o estado de total conflito em que se encontra o eu-lírico. O poeta pode criar mundos e fingir sentimentos – o que fica evidenciado na expressão “lábio fatigado de ais”. O último verso indica. Dê.” MEIRELES. e o da interioridade. com meu tédio sem voz. o eu-lírico só poderia falar sobre si mesmo e não sobre “nós”. pela incomunicabilidade e. profundamente interiorizado. a perda da percepção dos limites da realidade. nesse poema. A arte pode ser “inverossímil”. Há. como resposta. no poema. 32. por vezes. portanto. ou seja. Isso porque. Talvez nós não sejamos nós. Nova Aguilar. no poema. indica o desrespeito do eu-lírico para com as outras pessoas. 08. Esta insuficiência sugere que a vida humana marca-se. há uma constatação de que a linguagem não é um instrumento suficiente para expressar aquilo que habita o universo interior do eu-lírico. revelando seu egoísmo e seu desinteresse para com as necessidades do “outro”.Noções de literatura Avançar . U. 04. revelado em expressões como “alma” e “tédio sem voz”. mesmo chamando o interlocutor pelo tratamento cerimonioso “vós”.

. sondando uma retirada estratégica. então nos dezessete. Ama... derrubou a cabeça. Depois.. — . O Colocador de pronomes. cozinheira... minha filha e tem a audácia de o declarar. em pausa de tragédia. do escrevente. gritou: — Do Carmo! Venha abraçar o teu noivo! O escrevente piscou seis vezes e. não receia sobrecenhos enfarruscados.. sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. Tirou de dentro um bilhetinho cor-de-rosa. afora pontos exclamativos e reticências: Anjo adorado! Amo-lhe! .. Escrevera nesse bilhetinho. nem tufos de cabelos no nariz. São Paulo: Editora Nacional. são três: da primeira pessoa – quem fala. nos dias de folga. ou à preta Luzia. não permitirei nunca. troca de olhares... e neste caso Laurinha. Ousou o escrevente namorar-lhe a filha. com uma lágrima a escorrer rumo à asa do nariz. explicou. a serenata fatal à esquina. — É sua esta peça de flagrante delito? O escrevente. vesga. Pois agora. ponta de lenço de seda a entremostrar-se no bolsinho de cima e medição de passos na rua d’Ela.. — Sei onde trago o meu nariz. histérica. “O Colocador de Pronomes Havia em Itaoca um pobre moço que definhava de tédio no fundo dum cartório.. — . moço. Se amasse a ela deveria dizer amo-‘te’.... Vivia em paz com as suas certidões quando o frechou venenosa seta de Cupido. . Escolha! O escrevente.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 53 a 56. Depois. — Oh. coronel! Nunca imaginei tanta generosidade em peito humano! Agora vejo com que injustiça o julgam aí fora!. apesar da distância hierárquica que os separava. com bastante sucesso. o moço veio um tanto ressabiado. Apesar disso. à missa. Urupês.. Magro. mandou chamá-lo à sua presença. num pasmo. já se vê. Encontros na igreja. minha mulher ou a preta. Velhacamente o velho cortou-lhe o fio das expansões. ouviu? que contra ela se cometa o menor deslize. o coronel trancou o escritório.. e desd’aí transformou-se no tutu da terra. Abriu uma gaveta. 1940. depois de três dias de sobrecenho carregado. bilhetinho perfumado. com a pulga atrás da orelha. o qual tinha duas. diálogos de flores – o que havia de inocente e puro. — Laurinha. Toda a gente lhe tinha um vago medo. Ora. 22 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . corrigiu o erro. que nesse tempo não existia a gostosura dos cinemas. Laurinha. Escrevente. quer o coronel dizer. — Os pronomes. — Nada de frases. Silenciaram ambos. e a do Carmo. Escolha!” LOBATO. Monteiro. e neste caso Maria do Carmo. Não lhe erravam os pressentimentos. então.. encalhe da família. O escrevente.. repetiu a boa lição da sua gramática matrimonial. a tremer. da terceira pessoa – de quem se fala. madurota. enchendo-se de coragem. apenas quatro palavras. por instinto. Aqui se estrepou. fechou a carranca e disse: — A família Triburtino de Mendonça é a mais honrada desta terra. O velho fechou de novo a carranca. da segunda pessoa – a quem se fala. roupa nova. Triburtino não era homem de brincadeiras. mas o amor. Vassuncê escreveu este bilhete à Laurinha dizendo que ama‘lhe’. a qual não pode ser senão a Maria do Carmo.. Dizendo amo-‘lhe’ declara que ama a uma terceira pessoa. como sabe. – nunca. Namoro à moda velha. bastava esse movimento de peão. moço. Ledor de versos lacrimogêneos e pai duns acrósticos dados à luz no Itaoquense. Por fim o coronel. batendo-lhe no ombro paternalmente. é casar! concluiu de improviso o vingativo pai. e neste caso vassuncê.. manca da perna esquerda e um tanto aluada. — Muito bem! continuou o coronel em tom mais sereno. balbuciou medrosa confirmação. Vinte e três anos. Depois. coronel. essa.Noções de literatura Avançar . Para abrir o jogo. com disfarce de pretexto – para umas certidõezinhas. Objeto amado: a filha mais moça do coronel Triburtino.. Esgüelara um vereador oposicionista em plena sessão da câmara. Parou. Ar um tanto palerma. voltando-se para dentro. donzela. Negrinha e O macaco que se fez homem. com o Acorda. Depois. vamos ao que serve: declaro-o solenemente noivo de minha filha! E. Salvo se declara amor à minha mulher!. ergueu o braço para defender a cabeça e relanceou os olhos para a rua. Abriu os olhos e a boca.. O escrevente ressuscitou. comoveu-se e com lágrimas nos olhos disse gaguejante: — Beijo-lhe as mãos. e eu. tornando a si. Mal o pilhou portas aquém.. desdobrou-o. entretanto. aconteceu que o pai do anjo apanhou o bilhetinho celestial e. seu chefe natural. que é mais forte que a morte. vencido. In: Contos pesados.

e vive um só instante. Teus filhos que choram tão grande mudança. a seqüência temporal é interrompida pelas constantes evocações da memória das personagens. pois apresenta personagens e acontecimentos sem manifestar opinião. é um recurso usado pelo narrador para recriar a ansiedade do escrevente e para produzir um efeito de suspense. as frases nominais são usadas para compor o perfil da personagem. ( ) As expressões pai duns acrósticos e quando o frechou venenosa seta de cupido são casos de metáfora. Magro. d) o eu poético se refere a uma situação que não é apenas individual. ( ) O namoro entre o escrevente e Laurinha é descrito pelo narrador por meio de estereótipos e clichês. ó Deus grande! cobriste o teu rosto Com denso velâmen de penas gentis. parma.. Ar um tanto palerma. ( ) Nessa narrativa. Senhor meu Deus. ( ) O narrador é contemporâneo dos acontecimentos e os relata à medida em que vão ocorrendo. ( ) A substituição de (l) por (r) é um fenômeno comum no português não-padrão.” (Deprecação) IMPRIMIR Com base nessa leitura. 56. 54.. produzindo formas como ingreis.. ( ) A interpretação que o coronel dá ao bilhete mostra que equívocos gramaticais podem resultar em equívocos de sentido. interrompendo o fluxo da narrativa. é incorreto afirmar que. a) o eu poético enuncia uma proposta de mudança. UFMT ( ) Monteiro Lobato usa a forma frechou para transgredir as normas ortográficas. craru. sar. ( ) O narrador pode ser classificado como objetivo ou neutro. c) o eu poético fala de um estado de sofrimento. ( ) O uso da letra maiúscula na forma Ela sugere o endeusamento da mulher amada. ( ) O adjetivo celestial descreve objetivamente o aspecto sublime e superior da linguagem e do conteúdo do bilhetinho. o que há no mundo Que não seja sofrer? O homem nasce. GABARITO 57. b) o eu poético se dirige a Deus. mas cordial e receptivo a bajulações. UFMT ( ) A intercalação do parágrafo descritivo entre “Pois agora. ( ) Na narrativa. UFMT ( ) No trecho Escrevente. ( ) No trecho sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. 23 55. com o intuito de criar uma escrita brasileira. ambas dicionarizadas. E sofre até morrer! (Sofrimento) Tupã. ( ) A forma frechou é uma variante ortográfica de flechou. e. “Meu Deus. UFMT ( ) A narrativa de Lobato explora caricatualmente o mundo dos coronéis – forças políticas locais caracterizadas pelo autoritarismo e arbitrariedade. UFMG Leia estes trechos de dois poemas de Gonçalves Dias. E jazem teus filhos clamando vingança Dos bens que lhes deste da perda infeliz! Tupã. o coronel Triburtino é uma personagem contraditória: colérico. em ambos os trechos.Noções de literatura Avançar . é casar!” ..53. ó Deus grande! teu rosto descobre: Bastante sofremos com tua vingança! Já lágrimas tristes choram teus filhos. Voltar Língua Portuguesa . há um exemplo de metonímia. Vinte e três anos. ( ) A troca de (l) por (r) é a troca de uma consoante lateral por consoante vibrante.

o operário da construção civil consegue. com severa crítica social. que eu estou no banco. Farsa da Boa Preguiça. b) A ficção é um produto da imaginação criadora que lida com fatos verossímeis. metaforizando tal passagem com a morte. tempo e espaço são elementos que não podem entrar na composição de um texto do gênero lírico. segue o modelo clássico de composição poética para falar da rotina de um operário e de seus sonhos não-realizados. e a poesia. enquanto não aparece negócio. deitado!” GABARITO SUASSANA. Univali-SC Chico Buarque de Holanda compôs. para dar ao ouvinte/leitor a idéia da rotina contra a qual ele se revolta. José Olympio. UFMT ( ) O texto defende a idéia de que o valor do ócio é superior ao do trabalho. Ariano. fatos passíveis de serem verdade. destacando.F. ( ) Há indicações. c) A prosa existe em função da confissão amorosa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 60. no texto. e) São versos dodecassílabos. ô mulher. a) No Barroco a religiosidade aparece como em um cenário idealizado onde todos são felizes e os poetas são pastores. d) Enredo. INSTRUÇÃO: Leia o texto e julgue os itens da questão 59. também musicado. U. isto é. estou muito esperançado Mas. através da repetição de alguns versos. c) O amor. ( ) O narrador utiliza-se do discurso direto para registrar a fala espontânea das personagens.Noções de literatura Avançar . a falta de perspectivas de um operário da construção civil. pessoal. de que as personagens pertencem à elite burguesa. 59. tornar seu mundo musical leve. Uberlândia-MG Assinale a alternativa correta. o sonho e a fantasia fazem com que o operário se transporte para um mundo mágico. traz meu lençol.58. b) Escrito em versos alexandrinos. d) O início de alguns versos se repete. o poema a seguir. “Está tudo muito bem.” 24 Sobre o texto está correto a alternativa: a) Embora massacrado pela rotina. “Construção E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago Morreu na contramão atrapalhando o público Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contramão atrapalhando o sábado. Rio de Janeiro. entre outras tantas letras para suas músicas. para a criação de personagens. nos últimos instantes de sua vida. provocando a própria morte para interromper a repetição do seu dia-a-dia. 1979.

25 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 (. como estas preces. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d’alva Um só giro do sol. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” DIAS. não desempenha nenhuma função específica. que não chega. e) A natureza. Também meu coração. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. b) É registrada a passagem do tempo na natureza: desde a noite até a manhã seguinte. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .61. Onde o frouxo luar brinca entre flores. Rio de Janeiro. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. à pessoa amada.) 21 22 23 24 25 26 27 28 Pode-se afirmar sobre o poema: GABARITO a) O verso 24 faz referência ao eu-lírico. Brilha a lua no céu. Jatir! nem tardo acordes À voz do meu amor. c) O poema é todo escrito em versos brancos e pode ser classificado como poesia simbolista. Gonçalves. não mais. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. Poesia. d) O eu-lírico é masculino e espera a sua amada. U. Jatir. Agir. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas.F. o verso 20. brilham estrelas. “Leito de folhas verdes Por que tardas. Santa Maria-RS Leia o poema que se segue.. como estas flores..Noções de literatura Avançar . No silêncio da noite o bosque exala. ao rival de Jatir. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. movendo as folhas. o verso 27. no poema. Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor. Do tamarindo a flor abriu-se. Já nos cimos do bosque rumoreja. Já solta o bogari mais doce aroma. há pouco. Correm perfumes no correr da brisa.

— Mas essa promessa me daria tanto alívio agora! — Escuta. Ana. desde o primeiro dia em que nos encontramos. promete-me que se ela não for tua mulher. Paulo. À noite declarou-se a febre. Lúcia tomou os sacramentos com uma resignação angélica. esse casamento nos tornaria infelizes a ti. UEGO Assinale V. disse-lhe: — Perdes uma irmã. Uma tarde em que o médico apresentou a Lúcia um remédio: — Para que é isso? perguntou ela com brandura. e abandonar-me só neste mundo. lhe servirás de pai. a palavra “só” tem equivalente função morfológica em ambas as situações. Maria. Paulo. Foi então que conheci quanto eu vivia no seu pensamento: ela não disse no delírio uma só palavra que não se referisse a mim e alguma circunstância de nossa vida mútua. promete-me que se ela não for tua mulher. e a mim.. minha amiga! Quando ficares boa.. na cruel agonia que só compreendem aqueles. O dia se passou na cruel agonia que só compreendem aqueles que. depois de um sono curto e agitado. ficará inteiramente boa. Vive por mim!” e em: “O dia se passou. e sempre mais graves. que nenhum efeito produziu. exemplificando assim um caso de próclise. ajoelhados à borda de um leito.. Nosso filho. impelido com violência. Ama-o por ele. e F. casar com Ana! — Não tratemos disso agora. para as afirmações verdadeiras. — Para aliviá-la do seu incômodo. Sinto que a vida me foge! A instâncias minhas bebeu finalmente o remédio. elas foram usadas por duas vezes indicando então que o narrador imprime ao enredo a hesitação. e abraçando a irmã. Quero confessar-me.... ela olhou-me tristemente: Era o primeiro! Mas o tato das entranhas maternas. os termos grifados exemplificam metáforas. viram finar-se gradualmente uma vida querida. evidencia-se um desrespeito às convenções gramaticais quanto ao uso do pronome oblíquo “lhe”. — Queres acompanhar teu filho.Noções de literatura Avançar . A febre lavrava com intensidade: eu já não tinha esperanças. Expelir meu filho de mim? E o copo que Lúcia sustentava na mão trêmula. uma febre intensa que a fez delirar. e abandonar-me só neste mundo. sejam elas virgens ainda. — Juro-te! Beijou-me as mãos: — Ela vai ter tanta necessidade de um pai! Os acessos da febre repetiram-se durante três dias.. De joelhos à cabeceira eu suplicava-lhe que bebesse o remédio que a devia salvar. fica-te um pai. — Lançar!.. ( ) Nos trechos: “– Queres acompanhar teu filho...A questão 62 reporta-se ao romance Lucíola. que também ilustra a oralidade ou a espontaneidade da fala.. Vive por mim! — Se eu pudesse viver. haveria forças que me separassem de ti? Haveria sacrifício que eu não fizesse para comprar mais alguns dias da minha felicidade? Mas Deus não quis.. ( ) O texto apresentado enquadra-se como narrativo-descritivo. mesmo por causa dessa semelhança! Tu viverias sempre entre mim e ela! — Pois bem. ( ) Estas frases: “E o copo que Lúcia sustentava . ( ) É artifício da produção de textos o uso das reticências. a surpresa e estupefação da personagem ante a situação nova com que se defronta.” Neste período. murmurou descaindo inerte sobre as almofadas do leito. — Iremos juntos!.” e em “Sua mãe lhe servirá de túmulo”. porque ele era mais teu do que meu. voou pelo aposento e espedaçou-se de encontro à parede. Paulo.” 26 GABARITO 62. — O remédio de que eu preciso é o da religião. o teu. “A febre lavrava com intensidade. “Apenas o médico saiu. não engana. por ti e por mim. de José Alencar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .”. já não existe. Logo que lançar o aborto. achei-a mais tranqüila: — Tu me prometes. Nesse texto em foco. à tua irmã. para as falsas: ( ) Em “– Pois bem. lhe servirás de pai. Maria. tudo o que tu quiseres eu farei para a tua felicidade. Sua mãe lhe servirá de túmulo. voou pelo aposento..”. Maria. que não poderia amá-la. Pela manhã.

‘segundas’ e ‘terceiras vias’ nos dedos – que ele a cada passo molha nos lábios com um certo ruído. não se destaca pelas características elevadas de homem extraordinário por seus feitos. bate muitos carimbos. seu valor ou sua magnanimidade. 26-7. Mesmo assim. contra esse espírito inferior de esquecer prontamente.. relanceia-os lentamente pela janela. São ‘notas’ de consumo de materiais.. trabalham mais dois: o primeiro escriturário e o datilógrafo.. não exige pressa.. em forma de faturas. não. depois então ‘lançá-las’ com capricho. ‘— O Cipriano certamente foi buscá-lo.. Na sala. Depois. Não tarda. Os ratos. São Paulo: Ática. usa tinta encarnada. Ambos muito quietos. Era então uma simples contrariedade a esquecer. 12ª ed. pois.. se surpreendia ‘entusiasmado’ nesse trabalho. Todos aqueles indivíduos que lhe pareciam realizar o tipo médio normal eram obstinados. aberto dentro da gavetinha ao lado. pequena. quando. quadros risonhos. uma acusação contra si mesmo. há sempre multiplicações e adições a fazer. O primeiro escriturário confere contas. decifrando-lhe pensamentos. ( ) Pelo texto apresentado.. sem interromper a conferência das contas. porém. nesses momentos.63.” MACHADO. ver se as operações de cálculo estão certas. Naziazeno interroga o datilógrafo: — O diretor saiu? O funcionário levanta os olhos do livro. de ‘achar’ no ambiente aspectos compensadores... que este é custeado pelos funcionários. –Naziazeno ‘leva um atraso’ de uns bons dez meses. quando tem já um grupo de contas respeitável. ‘puxar’ cuidadosamente as somas. estará aí ’ – conjetura mentalmente Naziazeno... não tinham. ergue-se e repassa-as uma a uma (com todas as suas ‘primeiras’. Dyonelio. lembranças. ordenado e sistemático como ‘um jogo de armar’. Desde que o governo suspendeu a verba pra o cafezinho. que penetra na mente da personagem. O serviço. lê um livro. pousa-os no escriturário: — Está na Secretaria – responde este.Noções de literatura Avançar . IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . infere-se que a obra da qual ele foi retirado é um romance rural. Já tomou um há pouco. ( ) O texto é construído pelo foco de um narrador onisciente. Naziazeno não quer café. quando não está ‘batendo’. não era raro vir-lhe um remorso. Ele hoje não tem ‘assento’ pra um serviço desses. p. calcular. UnB-DF “O Horácio prepara o cafezinho. Custa um tostão. ( ) A narrativa focaliza uma personagem que se opõe ao herói tradicional. julgue os seguintes itens. embora seja o protagonista.. 1992. É um serviço que faz há muito tempo. dispô-las por ordem cronológica e pelas várias ‘verbas’. Faz cálculos. O datilógrafo. uma preterição. Ele já se ‘refugiou’ nesse trabalho em outras ocasiões. Ele se dirige para a sua carteira. É preciso classificar as notas. essa compreensão inteligente e leviana das coisas. não necessita ‘estar em dia’. 27 De acordo com o texto acima. mas por sua mediocridade. O trabalho de Naziazeno é monótono: consiste em copiar num grande livro cheio de ‘grades’ certos papéis. ( ) O último parágrafo do texto revela um conceito de trabalho como momento de evasão dos problemas individuais. seu anonimato e sua alienação. Dispõe de grande prática. injustiça ou grosseria dos homens. ( ) Muitas das aspas utilizadas no texto revelam a intenção do narrador de ironizar a atividade pelo uso do jargão burocrático ou de destacar um segundo sentido para as expressões utilizadas. emperrados. sentimentos e sensações. É preciso antes submetê-los a uma conferência.

12. 24. 3. 52. 33. 19. 21. 26. V–F–F–V–V–F V–V–F–V–F–F V–V–V–F–F c d a V–V–F–F–V F–V–V–F–F c b b d V–V–V–V F–F–V–V d F–F–V F–F–V V–V–F–V–F a b 10 V–V–F–V V–F–F–F V–V–V–F–V F–V–V–V a e F–V–F b e V–V–V–V–F F–V–V–V–V IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 45. 2. 60. 18. 17. 39. 14. 22. 63. 37. 46. 56. 41. 53. 31. 42. 57. 7. 35. 62. 30. 5. 47. 4. 61. c c b b c c d c b e e V–F–F–V a b e d d d c b d e F–V–F–V V–V–F V–F–V F–V–F–V d a c d d 32. 13. 55. 48. 11. 6.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A 1 1. 54. 15. 10. 16. 49. 51. 29. 59. 50. 40. 20. 27.Noções de literatura Avançar . 34. 36. 8. 25. 38. 23. 28. 44. 43. 9. 58.

Sílvio. 16.. 08.. Colhemos e comemos muitos deles.Literatura no período colonial Avançar . de muito bons palmitos. III. e) II e III. 1997. c) III. 02. que a muitas mulheres de nossa terra. por ser gente que ninguém entende. chamava alguns para que viessem até ali. UFBA A idéia do trecho transcrito de A Carta de Pero Vaz de Caminha está devidamente indicada em: 01. com medo do cevadoiro. II. d) A das influências que Luís de Camões exerce sobre os escritores de Língua Portuguesa.” – Submissão religiosa. Ninguém não lhe deve falar de rijo. em 1549..” – Interesse mercantil. notificando a chegada da primeira missão jesuítica. vendo-lhes tais feições. 1 2.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1. “Andamos por ali vendo o ribeirão o qual é de muita água e muito boa. “eles passavam de uma confraternização a um retraimento. c) Informativa dos jesuítas no Brasil. CASTRO. como resposta. Estão corretas somente as características indicadas em: a) I. estavam assim como nós olhando para o nosso pregador. que estiveram sempre presentes à pregação. d) I e II. diante de nós. 3. 83. b) II.. sentimento nacionalista e participação em campanha republicana. 85. “O velho falou enquanto o Capitão estava com ele. “E uma daquelas moças era toda tingida (. não muito altas. “Aqueles outros. mas ninguém o entendia e nem ele a nós. porque desejávamos saber se o havia na terra. porque então logo se esquivam” – Animosidade inter-racial. inaugura que tipo de literatura no Brasil? a) Hábitos da cultura européia. intenção catequética e informação sobre a terra. 32. Ao longo dele há muitas palmeiras. p. 87. b) A das relações estabelecidas entre os românticos. UFSE Nas manifestações literárias dos dois primeiros séculos de nossa história podem estar presentes as seguintes características: I. 04. “melhor e muito melhor informação da terra dariam dois homens dentre os degredados que aqui fossem deixados. a soma das alternativas corretas. pela manhã. U.) tão graciosa. Potiguar-RN A carta escrita pelo Padre Manuel da Nóbrega. como pardais.” – Difusão do cristianismo. por ele chefiada. do que eles dariam se os levassem. Nem certamente eles aprenderiam a falar como nós” – Dominação lingüística. “No domingo de Páscoa. 88 e 96. Porto Alegre: L & PM. por mais pergunta que lhe fizéssemos com respeito a ouro. 64.) Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu e dentro dele foi levantado um altar muito bem preparado. provocaria vergonha” – Idealização da mulher indígena. relato de viagem e pregação religiosa. determinou o Capitão de ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu (.” – Visão paradisíaca. GABARITO Dê. O descobrimento do Brasil: A Carta de Pero Vaz de Caminha. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . E aquele de quem falei antes.

junto à natureza. os sermões do Padre Antônio Vieira e a lírica de Tomás Antônio Gonzaga: a) representam gêneros e estilos diversos da literatura do período colonial. ( ) Encontra-se nos Sermões do Padre Antônio Vieira a tendência conceptista do Barroco. outros à frota: a frota tudo abarrota dentro dos escotilhões. p. Gregório de. e) O temor. a imitação dos modelos greco-latinos e o ideal de uma vida simples. c) constituem obras do mesmo gênero. 6. ( ) No Barroco brasileiro observa-se a consciência de que a vida é efêmera. declarando daí: “Ponto em boca”. como os escritores tinham a formação cultural da metrópole. e) constituem obras de gêneros diferentes. Voltar Língua Portuguesa . apesar da linguagem rebuscada. outra parte se destaca desse conjunto. Unifor-CE A obra catequética de José de Anchieta. A fome me tem já mudo. São Paulo: Círculo do Livro. s/d.” MATOS. distribuídas em períodos diversos. os feijões. d) A denúncia da omissão do poder político em face do problema da cidade. b) constituem o que se costuma caracterizar como literatura de informação. que entrando co’a vela cheia. o que se traduz num problema para os poetas: gozar intensamente as delícias da vida terrena e. UFSE Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. o andamento e as condições da obra de catequese. c) O equilíbrio de interesses pautando o comércio da Bahia com o exterior. b) A sensatez do povo da Bahia por defender as riquezas da terra. que é muda a boca esfaimada. com as dificuldades e os sucessos. ao mesmo tempo. c) Surgimento dos nossos primeiros grandes críticos literários e consolidação de um público de leitores. Mas ao mesmo tempo.4. é coisa que me não toca: Ponto em boca. ( ) Na poesia arcádica observa-se. a carne. que se manifesta na preocupação com o conteúdo e o desdobramento das idéias por meio do jogo de contrastes. José de Anchieta insere-se no objetivo geral da literatura dos jesuítas: informar aos superiores da Companhia de Jesus a situação geral do Brasilcolônia. da reação do povo faminto. d) reflexos de princípios estéticos do Barroco e do Arcadismo europeus e manifestação de sentimentos nativistas.Literatura no período colonial Avançar . por parte do sujeito poético. Unifor-CE No período colonial. o lastro que traz de areia. uns dão a culpa total à Câmara. plena de inversões e de figuras. verificam-se os seguintes fenômenos de nossa vida literária: a) Constituição de um exigente público leitor e surgimento das primeiras editoras nacionais. Décimas. por que razão leva tudo? Que o povo por ser sisudo largue o ouro e largue a prata a uma frota patarata. IMPRIMIR É uma idéia comprovável no texto: a) A indiferença do sujeito poético diante do que ocorre na cidade. b) Manifestação de sentimentos nacionalistas e consolidação do romance de temática urbana. e) surgimento dos primeiros manifestos românticos e exploração de temas indianistas. produzidas no século XVII. ( ) Na época colonial. porque se reveste em muitos casos de verdadeiro valor literário. Uneb-BA 2 GABARITO “Toda a cidade derrota esta fome universal. as manifestações literárias foram marcadas pela necessidade de se libertarem dessas raízes culturais e criarem uma literatura de acordo com a realidade brasileira. porque anda farta até aqui. o peixe. mas se a frota não traz nada. e se a Câmara olha e ri. 5. por lastro de açúcar troca: Ponto em boca. o perdão divino. ( ) Parte da obra do Pe. 46-7. d) representam os momentos mais altos do estilo barroco. In: Poemas escolhidos. buscar a espiritualidade. 7.

Babu. e não quis. o estilo: a) barroco. sem ver. os senhores nadando em ouro e prata. ed. b) neoclássico. Pe. o que lograva. 1981. Gregório de. ou seja. Confesse. 10. que possuía. o que convinha. Salvador-BA “Porque não conhecia. v.8. UFPB-PSS “Sermão vigésimo sétimo Os senhores poucos. os senhores tratando-os como brutos. A presença de um grande número de antíteses. Que quem errou. Salvador: Janaína. c) II e III. os escravos despidos e nus. os escravos muitos. 9. II. d) I e IV. verificam-se os seguintes traços do barroco: I. Suspiro agora em vão. o que deixava. Que quem podia. alta ventura. Antônio. IV.Literatura no período colonial Avançar . GABARITO No texto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que me embaça: Se cresce contra mim. ( ) A dor daquele que. org. 1015. s/d. Sermões. ( ) O poema enquadra-se no Barroco por apresentar o jogo de contrastes e o rigor formal. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. In: Obras completas de Gregório de Matos. adotado por Gregório de Matos nesses versos satíricos. Sermão vigésimo sétimo. como estátuas da soberba e da tirania. que tinha. Vim sem considerar. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. 58. U. Deixei como ignorante o bem. aonde vinha. quando menos confessado. que passo. e) neoclássico. Deixei sem atender. os escravos carregados de ferros.” VIEIRA. e) I e III. os senhores em pé apontando para o açoite. alta desgraça. Ou entendia pouco. ( ) O sujeito poético revela consciência do motivo que o levou ao sofrimento. E morra. ( ) A trajetória do eu-lírico é caracterizada pela busca incessante do prazer. A utilização do recurso da hipérbole para melhor traduzir o sofrimento dos escravos. por ignorância. marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.” MATOS. Padeça agora. Unifor-CE “Cada dia vos cresce a formosura. os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. dirige-se o poeta à sua amada Babu. Antônio Soares. 2. o que gozava. valendo-se de antíteses (“contra mim” / “para mim”.” Na estrofe acima. “alta desgraça” / “alta ventura”). IV. In: AMORA. os senhores rompendo galas. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. os senhores banqueteando. procedimento que costuma estruturar os poemas realizados nesse estilo de época. viver gozando. p. Se cresce para mim. b) III e IV. Soneto. os escravos perecendo à fome. 3 De acordo com o texto. Pague no mal presente o bem passado. O envolvimento político do jesuíta. Quando não me aproveita a pena minha. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. c) barroco. p. ( ) A problemática focalizada no texto restringe-se a uma esfera particular. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. e morra suspirando O mal. e tanto cresce. d) barroco. São Paulo: Cultrix. ( ) O sujeito poético desconhecia os riscos que envolviam a sua escolha. A predominância dos aspectos denotativos da linguagem. ( ) A saudade do bem perdido serve de consolo e de compensação para o eu-lírico. ou pouco amava. o bem. os escravos prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão e espetáculos da extrema miséria. afastou-se da felicidade é injusta para o sujeito poético. que esta pena merecia. III.

Pretos. U. Vergonha.)” Pretos Mestiços Mulatos. 08. Mestiços. UFBA “Volta a criticar o mau governo da Bahia Que falta nesta cidade? Que mais por sua desonra? Falta mais que se lhe ponha? O demo a viver se exponha. A leitura do fragmento e os conhecimentos sobre o autor e sua obra satírica permitem afirmar: 01. 4 Quais são os seus doces objetos? Tem outros bens mais maciços? Quais destes lhe são mais gratos? Dou ao demo os insensatos. mestiços e mulatos são o alvo preferido pelo autor. Senhora Dona Bahia. 1998. p. a soma das alternativas corretas. MENDES. 16. com fatos e comentário. As respostas. procura. Quem a pôs neste socrócio? Quem causa tal perdição? E o maior desta loucura? Notável desaventura de um povo néscio. Potiguar-RN O Neoclassicismo ou Arcadismo que representa na literatura uma reação aos excessos do movimento Barroco. 02. nos tercetos. A expressão “povo néscio. é uma alusão aos portugueses e seus descendentes. financeiros e étnicos. como resposta. em cada verso. 12. enquanto o conteúdo. um retorno à: a) ciência impulsionada pela Física de Newton. e sandeu. 04.11. Poesia satírica de Gregório de Matos..Literatura no período colonial Avançar . nesse contexto. tanto no aspecto formal quanto ideológico. O ritmo do poema. por rimas internas. 54. Negócio Ambição Usura. b) revolução industrial e à ascensão do capitalismo. Honra. ameaçando sua própria posição. que estima por cabedal Pretos. Cleise Furtado. (. é marcado. 32. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. Mulatos. 64. por constituírem um grupo em franco processo de ascensão social e econômica. Verdade Honra Vergonha. Dê. inicialmente abordando aspectos éticos. são retomadas e confirmadas nas conclusões dos quartetos. Usura. c) antecipação da estética do Romantismo. Numa cidade onde falta Verdade. Salvador: EDUFBA. dou ao demo a gente asnal. que não sabe que o perdeu Negócio. Por mais que a fama a exalta. O autor se identifica com os poetas de sua época pelo uso da sátira e pelo exercício da crítica aos costumes da sociedade em que vive. Ambição. d) simplicidade clássica. ao longo do poema. que então viviam na cidade de Salvador. e sandeu”. desenvolve-se em pares de estrofes. A estrutura formal dos tercetos organiza-se em perguntas e respostas. Esse fragmento inicial do poema tem como conteúdo uma crítica ao governo da Bahia. nos tercetos.

13. Voltar Língua Portuguesa . b) lírica barroca de Gregório de Matos. Potiguar-RN “Já rompe. Que alegre. Nise adorada não sabe inda. A ordem inversa do último verso confirma o traço neoclássico do poema. que aí vês. que suave. b) II e III. sem qualquer identificação com o espírito do eu-lírico. quanto a sombra da noite mais lhe agrada. d) II e III. A referência à natureza relaciona-se ao Carpe diem. d) I. d) simbolista. c) I e III. o teatro catequético de Anchieta e a poesia de Gregório de Matos são criações culturais exemplares do estilo barroco. sufocando do sol a face pura. 15.” COSTA. III e IV. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I.” IMPRIMIR GABARITO A estrofe acima ilustra o cenário e o modo de viver idealizados na poesia: a) que José de Anchieta dedicou à Virgem. b) barroca. a amada representada por uma pastora. III. que baixando Deixei do pranto o vale umedecido!” 5 Com relação ao fragmento apresentado. U. II. por te não ver. O último verso apresenta uma hipérbole. A natureza é descrita de forma objetiva. somente. Na obra de Gregório de Matos. afirma-se: I. c) romântica. vivo contente Ao trazer entre a selva florescente A doce companhia dos meus gados. c) III e IV. Nise. no espaço de uma natureza amena. tanto mais aborrece a luz do dia. e) épica de Basílio da Gama. somente. E a suavidade do prazer trocada. que avultado prazer tanto melhora? Só minha alma em fatal melancolia. c) em que foi mestre o árcade Cláudio Manuel da Costa. somente. aquela fontezinha aqui murmura! E nestes campos cheios de verdura. não te nego. UFSE “Sou pastor. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. e às vezes. somente. “Oh quão lembrado estou de haver subido Aquele monte. que sonora. II. que é o gozo do tempo presente. UFPB-PSS Leia o terceto extraído de um soneto de Cláudio Manuel da Costa. 14. IV. e) I. 16. d) amorosa do indianismo de Gonçalves Dias. com que a noite escura. III.Literatura no período colonial Avançar . II e III. Cláudio Manuel da. a oposição claro/escuro e a antítese dia/noite revelam a permanência de características da estética: a) realista. A poesia de Tomás Antônio Gonzaga. em Marília de Dirceu. os meus montados São esses. a matutina aurora o negro manto. II e II. b) I e II. tinha escondido a chama brilhadora. Está correto o que afirma em: a) I. vale-se do bucolismo arcádico ao colocar. A carta de Caminha. e) II. os temas históricos e os detalhes de época são mais visíveis na poesia satírica do que na lírica. No soneto de Cláudio Manuel da Costa. que coisa é alegria.

d 11. 62 3. d 13. b 14. F – V – V – F – V 7. d 15. d 4. c 2.Literatura no período colonial Avançar . 58 12.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1 1. d 8. c 10. V – F – V – F – F – F – V 9. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c 16. b 5. d 6.

dar-se-á nela tudo. Porém a terra em si é de muito bons ares. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar.Humanismo. 1 GABARITO 1. não podíamos ver senão terra com arvoredos. muito grande. Rio de Janeiro: Livros de Portugal 1943. e dessa semente e fruitos. a carta de Pero Vaz de Caminha continua a ser lida devido à sua importância histórica e. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto. é tudo praia-palma. delas vermelhas. primeiro dia de maio de 1500. Deste Porto Seguro. Beijo as mãos de Vossa Alteza. sem cobertura alguma. e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova. querendo-a aproveitar. nem vaca. Não há aqui boi. não têm nem entendem em nenhuma crença. que costumada seja ao viver dos homens. infindas. p. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . hoje. nem cabra. Jaime. não pudemos saber que haja ouro. nalgumas partes. porque eles. ( ) A carta de Pero Vaz de Caminha é considerada pela história brasileira o primeiro documento publicitário oficial do país. de bons rostos e bons narizes. seriam logo cristãos. A feição deles é serem pardos. nem galinha. por bem das águas que tem. o melhor que eu puder. Eles não lavram. nem criam. que nos parecia muito longa. Ela me perdoe. da vossa Ilha de Vera Cruz. que a terra e as árvores de si lançam. ( ) A carta de Caminha é um texto essencialmente descritivo. a estender olhos. que aqui há muito. Esta terra. Senhor. Parece-me gente de tal inocência que. nem qualquer outra alimária. Senhor. delas brancas. Porém o melhor fruito que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. Pelo sertão nos pareceu. Nem comem senão desse inhame. De ponta a ponta. nem ovelha. Águas são muitas. Barroco e Arcadismo Avançar . com quanto trigo e legumes comemos. mo fez pôr assim pelo miúdo. até agora. também. pois o desejo que tinha de tudo vos dizer. julgue os itens abaixo. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. E nesta maneira. assim frios e temperados. Q U IN H E N T IS M O . porque. segundo parece. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. nem prata. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta terra vi. Andam nus. vista do mar. se homem os entendesse e eles a nós. muito chã e muito formosa. ( ) Diferentemente de outros documentos do século XVI acerca da descoberta do Brasil. e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. ( ) Segundo Caminha. maneira de avermelhados. ( ) Pero Vaz de Caminha foi o único português a enviar notícias da descoberta do Brasil ao rei de Portugal. Pero Vaz de Caminha. nem lho vimos. UnB-DF Evidenciando a leitura compreensiva do texto. Quinhentismo. grandes barreiras. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. os habitantes da Ilha de Vera Cruz eram desavergonhados.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . 199-241. por conter elementos da função poética da linguagem. hoje esquecidos. B A R R O C O E A R C A D IS M O Texto para as questões 1 e 2: “Senhor: Posto que o Capitão-mor desta vossa frota. A carta de Pero Vaz de Caminha. se algum pouco me alonguei. Coleção Clássicos e Contemporâneos. E em tal maneira é graciosa que. que nesta navegação agora se achou. como os de Entre-Doiro-e-Minho. de que nós deste porto houvemos vista. sexta-feira. Nela. me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem. Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. Tem. não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza. bem feitos. E. ao longo do mar. nem coisa alguma de metal ou ferro.” CORTESÃO.

mantêm-se as mesmas relações de idéias. julgue os seguintes itens. Identifique a alternativa que não corresponde ao provérbio. ( ) Substituindo-se “Posto que” por Haja vista. 3. nesta peça. animal nobre. colocandose a questão da salvação post mortem (após a morte).Humanismo. Além disso. o que demostra que a intenção religiosa é ainda aqui dominante. Voltar Língua Portuguesa . Representa a transição da Idade Média para o Renascimento. d) Apenas II e III. ( ) O nono parágrafo do texto ressalta uma prática dos silvícolas brasileiros: o extrativismo vegetal. e) I. ( ) No nono parágrafo do texto. apesar dessa prática. substitui o propósito de edificação espiritual. os silvícolas aparentavam ser mais fortes e bonitos que os conquistadores. Sugere que o diabo. Trata-se de um grande painel que satiriza a sociedade portuguesa do seu tempo. primeiro pretendente e segundo marido de Inês. b) Apenas I e II. consiste na demonstração do refrão popular “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”. pois legumes são sementes e trigo é fruto. I. b) O elemento religioso oferece apenas um pretexto. ao julgar justos e pecadores. mesmo sendo estes mais bem alimentados. Ressalta também que. e) Cavalo e asno identificam a mesma personagem em diferentes momentos de sua vida conjugal. II. UnB-DF Ainda com relação ao texto. a associação estabelecida entre “semente e fruitos” e “trigo e legumes” é biologicamente incoerente. para a Biologia. de Gil Vicente. 2 IMPRIMIR GABARITO b) O escudeiro Brás da Mata corresponde ao cavalo. pois. a) A segunda parte do provérbio ilustra a experiência desastrosa do primeiro casamento. de tal modo que a intenção religiosa vê-se sufocada ou pelo menos minimizada pelo gosto de sátira da própria sociedade. 5. c) O segundo casamento exemplifica o primeiro termo. de Gil Vicente: a) O que mais se evidencia é o propósito de sátira social. Quais estão corretas? a) Apenas I. Quinhentismo. Barroco e Arcadismo Avançar . a primeira contém a segunda. asno que a carrega. c) A sátira social se liga de modo nítido ao objetivo de edificação espiritual. UFRS Em relação ao Auto da Barca do Inferno. um quadro exterior para a apresentação no palco de sátiras ou caricaturas profanas. d) O asno corresponde a Pero Marques. as expressões “inhame” e “semente e fruitos” são repetitivas. considere as seguintes afirmações. Uniube-MG Assinale a afirmativa correta a respeito do Auto da Barca do Inferno. 4. II e III. de Gil Vicente. o que evidencia o propósito de sátira social que. c) Apenas I e III.2. tem poderes maiores que Deus. que a derruba. que era a única forma de obtenção dos alimentos necessários à subsistência. guardando traços dos dois períodos. PUC-SP O argumento da peça A Farsa de Inês Pereira. III. d) As personagens são personificações alegóricas (tipos reais caricaturizados). na construção da farsa. ( ) As expressões de tratamento com que a correspondência é aberta e fechada revelam o respeito e a sujeição do remetente ao destinatário.

Traz ao longo do mar em algumas partes longas barreiras. ( ) O texto lido é uma descrição bem objetiva da terra descoberta. ( ) No entender do autor. infinitas. Senhor. mesmo que Portugal não explorasse e colonizasse a nova terra. por se tratar de uma missiva. porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer. meu genro . hoje.” 3 GABARITO 6. mo fez pôr assim pelo miúdo. Ela me perdoe. toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. as únicas informações que nos dá do interior são as transmitidas pelos indígenas. E que não houvesse mais do que ter Vossa alteza aqui esta pousada para esta navegação de Calicute bastava. senão terra e arvoredos terra que nos parecia muito extensa. ou outra coisa de metal ou ferro. ( ) Por não terem os portugueses se aventurado. ( ) Para Caminha. Quinhentismo. Em tal maneira é graciosa que. será tamanho. dar-se-á nela tudo. não podíamos ver. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . De ponta a ponta.Humanismo.o que d’Ela receberei em muita mercê. Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida. que haver nela. 7. por me fazer singular mercê. até outra ponta que contra o norte vem.” O fragmento destacado reflete uma temática recorrente durante o: a) Barroco. ( ) A Carta. mande vir a ilha de São Tomé a Jorge Osório. Deste Porto Seguro. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. umas vermelhas e outras brancas. porque neste tempo de agora assim os achávamos como os de lá. AEU-DF Julgue os itens abaixo em relação à compreensão e à interpretação do texto. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como o de Entre-Douro-e-Minho. sexta-feira. já seria uma grande dádiva. porque a estender olhos. ( ) As constantes inversões e a sintaxe rebuscada da Carta é uma característica da literatura clássica do período. é o primeiro de uma série de textos no nosso primeiro século. até então. primeiro dia de maio de 1500. acrescentando da nossa fé! E desta maneira. de Pero Vaz de Caminha. ( ) Este texto. Beijo as mãos de Vossa Alteza. nem lha vimos. o maior bem a que se deviam dedicar os portugueses é aquele que deriva das águas. da Vossa Ilha de Vera Cruz. quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. Senhor. de que nós deste porto houvemos vista. querendo a aproveitar. ( ) Ainda dentro do Humanismo renascentista. c) Realismo. AUE-DF Julgue os itens que seguem. em relação à teoria literária e aos estilos de época na Literatura Brasileira. UFR-RJ “Não há mais a moralidade do pecado. o melhor fruto que dela se pode tirar.Texto para as questões 6 e 7. tem característica oratórias. a Ela peço que. por causa das águas que tem! Contudo. parece-me que será salvar esta gente. 8. b) Arcadismo. é toda a praia muito chã e muito formosa. é certo que tanto neste cargo que me elevo como em outra qualquer coisa que de Vossos serviços for. quase já uma transição do Renascimento para o Barroco. ( ) Nele. que constituem a “Literatura de Informação” do Brasil. d) Simbolismo. bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. Barroco e Arcadismo Avançar . e) Modernismo. vemos a preocupação de Caminha com o silvícola brasileiro e a preservação de sua cultura. Águas são muitas. a saber. E se a um pouco alonguei. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. “CARTA (Pero Vaz de Caminha) Esta terra. que tinha o homem no centro de tudo. terra a dentro. Caminha menciona as duas principais finalidades das expedições marítimas portuguesas: a expansão da fé católica e a descoberta de ouro e prata. muito grande. É pois que. Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela. tê-la unicamente como suporte das viagens às Indias. e a terra de cima. Pelo sertão. da ponta que mais contra o sul vimos. ( ) O “será salvar a gente” é o que os soldados portugueses deveriam fazer para evitar que tribos indígenas mais fortes dizimassem outras menores e mais frágeis. tamanha a sua abundância na nova terra. e esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. nos pareceu vista do mar. parece-me que.

contra o norte vem”. sem equívoco semântico. o de Martim Afonso de Souza. utilize o texto das questões 6 e 7. Carnes de neve formadas. por isso a amada do poeta deixa de ser associada à figura convencional da pastora. escritas nos dois primeiros séculos.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. ser substituída por detalhadamente.) ( ) Por “contra o sul vimos. b) das “Cartas” dos missionários jesuítas. ( ) Ao citar o “Entre-Douro-e-Minho”. ou rosa delicada.Humanismo. carece de unidade de enfoques. que são cor de neve. 10. Voltar Língua Portuguesa .” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. As descrições apenas atendem à idealização da mulher. do Pe. e fina. caracterizado como pastor. ele é. estabelece-se um raciocínio analógico. exigida pelas convenções neoclássicas.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. Cefet-RJ “A feição deles é serem pardos. de Pero Lopes de Souza. e estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto. suas liras são destinadas a afirmar a dignidade e a valia do pastor Dirceu. de bons rostos e bons narizes. As descrições mostram a intenção do autor em não revelar o objeto de seu amor. ligado à vida do poeta. conforme é apresentada nas liras de Tomás Antônio Gonzaga. ora loiros. descreve sua amada. e faces cor-de-rosa. Andam nus.). Nem estima nenhuma coisa cobrir nem mostrar suas vergonhas. antes de tudo. c) O sujeito lírico. Barroco e Arcadismo Avançar . ( ) A expressão “pelo miúdo” poderia. ( ) A palavra chã que aparece no texto em “toda chã” e “muito chã” é a grafia da época para chão. ora é descrita como tendo cabelos negros.. Os teus cabelos são uns fios d’ouro.” GABARITO O texto acima apresenta fragmentos: IMPRIMIR a) do “Diálogo sobre a conversão dos gentios”. (. estão empregados em sentido figurado..9. do jesuíta Fernão Cardim. sem nenhuma cobertura. Te cobre as faces. maneira de avermelhados. escrivão do primeiro colonizador. d) Apesar de o autor invocar a pastora Marília. (. 11. c) da “Carta” de Pero Vaz de Caminha a El-Rey D. bem feitos. com o padrão poético realizado em cada composição. Maria Dorotéia. Manuel da Nóbrega. AEU-DF Julgue os itens seguintes. (Para esta questão.) Porém a terra em si é de muito bons ares. no texto. d) da “Narrativa Epistolar e os Tratados da Terra e da Gente do Brasil”. Uniube-MG Compare as descrições de Marília: Texto I “Vivos olhos. Teu lindo corpo bálsamo vapora. E em tal maneira é graciosa que. darse-á nela tudo. Com crespos fios de ouro: Meus olhos se vêem graças e loureiros. em relação à semântica e à estilística. a pastora Marília. Texto III “Papoula. 4 b) O autor das liras está preocupado com a coerência dessas descrições. ( ) Os termos “fruto” e “semente”. e) do “Diário de Navegações”. querendo-a aproveitar. por bem das águas que tem. referindo-se ao descobrimento de uma nova terra e às primeiras impressões do aborígene. Quinhentismo. na atmosfera atormentada dos conflitos da paixão. Texto II “O seu semblante é redondo. uma idealização poética. A oscilação que se observa nas descrições de Marília permite ao leitor concluir que: a) Embora Marília corresponda a um ser real. Negros e finos cabelos.. para dar a idéia do clima da nova terra. fugindo às convenções bucólicas e pastoris do Arcadismo. Sobrancelhas arqueadas.. A pastora Marília. deduzimos que os conquistadores se movimentaram do litoral norte para o sul... Manuel.

14. Santa Maria-RS A respeito da poesia de Gregório de Matos. d) F – F – V – V – V. pastoril. de que me visto. dos frios gelos e dos sóis queimado. U. Graças.Humanismo.12. b) A lírica religiosa apresenta culpa pelo pecado cometido. a) Os modelos seguidos são os clássicos greco-latinos e os renascentistas. c) As composições satíricas atacam governantes da colônia. de tosco trato. São Paulo: Scipione. ( ) Gregório de Matos e o Padre Vieira. de expressões grosseiro.F. e) F – F – F – V – V. fugere urbem (“fugir da cidade”). e) Apresenta uma divisão entre prazeres terrenos e salvação eterna. e) O carpe diem (“gozar o dia”) horaciano. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. 1999. dá-me vinho. legume. é uma postura típica também dos árcades. Setecentismo ou Neoclassicismo é o período que caracteriza principalmente a segunda metade do século XVIII. que consiste no princípio de viver o presente. tingindo as artes de uma nova tonalidade burguesa. das brancas ovelhinhas tiro o leite. d) O lirismo amoroso é marcado por sensível carga erótica. assinale a alternativa incorreta. José de. A seqüência correta de preenchimento dos parênteses. bucólica. Cefet-RJ “Lira I (1ª parte) Eu. frutas. 13. d) O uso de pseudônimos pastoris transparece: o pobre pastor Dirceu é o Dr. Graças à minha estrela. ( ) O poeta e o pregador alertam os contemporâneos para o desvio operado pela retórica retumbante e vazia. 106. b) Os árcades. Tomás Antonio. c) V – V – F – V – F. ( ) A obra poética de Gregório de Matos oscila entre os valores transcendentais e os valores mundanos. Marília bela. Tomás Antonio Gonzaga.” GONZAGA. ( ) Os sermões do Padre Vieira caracterizam-se por uma construção de imagens desdobradas em numerosos exemplos que visam a enfatizar o conteúdo da pregação. azeite. exemplificando as tensões do seu tempo. b) V – V – V – V – F. Marília de Dirceu. c) O fingimento poético justifica-se pela contradição entre a realidade do progresso urbano e o mundo bucólico idealizado pelos árcades. onde o poeta viveu. “O Arcadismo. mostram exacerbados sentimentos patrióticos expressos em linguagem barroca. tenho próprio casal e nele assisto. que viva de guardar alheio gado.p. José de.” NICOLA. de cima para baixo. não sou algum vaqueiro. e mais as finas lãs. UFRS Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo sobre os dois grandes nomes do barroco brasileiro. São Paulo: Scipione. 5 Assinale a alternativa que não caracteriza este período literário. Marília. 1999. 116. ( ) A produção satírica de Gregório de Matos e o tom dos sermões do Padre Vieira representam duas faces da alma barroca no Brasil. In: NICOLA.p. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. Quinhentismo. voltamse para a natureza em busca de uma nova vida simples. embora a mitologia pagã não venha a construir-se como elemento estético. a) Tematiza motivos de Minas Gerais. em seus poemas e sermões. é: a) V – F – F – F – F. inspirados na frase de Horácio. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Barroco e Arcadismo Avançar .

No canto I.15. 16. revela uma atitude contrária a uma característica atribuída ao seu primeiro marido. pelo bucolismo. 17. Quinhentismo. UFRS Assinale a alternativa correta. “fogoso”) 6 a) A fala de Inês ocorre no momento em que aceita casar-se com Pero Marques. de Camões. que se encontram em passagens diversas de A farsa de Inês Pereira. O fragmento é próprio do estilo: a) medieval. pelo sentimentalismo. por sua religiosidade. antes lebre que leão. e) romântico. eu lembro-me. no caso.. mas vós não ofendeis a Deus com a vontade”. mas vós não ofendeis a Deus com a memória. eu quero. explique por que essa peça de Gil Vicente pode ser considerada uma sátira moral. Por usar de siso mero. Voltar Língua Portuguesa . pelo conceitismo e cultismos.I. Instrução: As questões de números 16 e 17 referem-se a Os Lusíadas. como recompensa pelos ásperos perigos da viagem. e não cavalo folão. quantas invejas vos tenho a essa natural irregularidade!. mas vós não ofendeis a Deus com o entendimento. c) reconhece a grandeza do povo lusitano. Com que podeis vós folgar que eu não deva consentir?” (nota: folão. F. pelas comparações. Barroco e Arcadismo Avançar . A vossa bruteza é melhor que o meu alvedrio. Júpiter: a) conclama os deuses a auxiliarem os portugueses na Ásia. após o malogrado matrimônio com o escudeiro.. e) mostra dúvidas quanto à possibilidade de que os feitos do povo lusitano venham a suplantar a glória dos gregos e romanos. que enfrenta o mar desconhecido em frágeis embarcações. Que trecho é esse? Qual é o pormenor da cena final da peça que ele está antecipando? b) A fala de Pero. na passagem que narra o concílio dos deuses. dirigida a Inês.Humanismo. GABARITO b) clássico-renascentista. eu discordo. Eu falo. Qual é essa característica? c) Considerando o desfecho dos dois casamentos de Inês. significa “bravo”. UNICAMP-SP Leia agora as seguintes estrofes. IMPRIMIR b) encontra acolhida a suas palavras entre os deuses maiores e menores. d) árcade. antes lavrador que Nero. Pero: I onde quiserdes ir vinde quando quiserdes vir. c) barroco. de Gil Vicente: “Inês: Andar! Pero Marques seja! Quero tomar por esposo quem se tenha por ditoso de cada vez que me veja. mas vós não ofendeis a Deus com as palavras. Há um trecho nessa fala que se relaciona literalmente com o final da peça. Viória-ES –“Ah! Peixes. d) aceita as justificativas de Baco para impedir a chegada dos navegadores portugueses à Índia. asno que leve quero. estai quando quiserdes estar.

Padre Antônio Vieira 04.. que ajudava os espanhóis na luta contra os índios. uma nova tendência. 20. No canto V de Os Lusíadas. pintura. 22..M. c) apesar das ameaças do gigante... F. a) Sonhos – Romantismo – Bento Teixeira.M... 7 GABARITO b) pertenceu ao Barroco brasileiro e tematizou. contra o exército espanhol.Humanismo. que o poeta compara ao paraíso.. Itajubá-MG Na fase quase inicial de nossa literatura.. de traços bem definidos. como resposta.. U.. Quinhentismo.. pois foi a precursora das Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa. 19. Manuel Botelho de Oliveira Dê. c) Contraste – Barroco – Gregório de Matos. textos em prosa. tem como representante maior no Brasil o poeta baiano . e) exaltação à índia Lindóia. b) Figuras – Dadaísmo – Emiliano Perneta. abre novas esperanças em relação aos objetivos da viagem. fazendo ressaltar . estende-se à música. por ser um poeta de transição.E. a) Adamastor representa os perigos enfrentados pelos navegadores lusitanos na travessia do oceano Atlântico para o oceano Índico. que comanda um dos maiores extermínios de índios da história. bem como aspirações religiosas. Santa Maria-RS O poema épico O Uraguai. misto de missionário e colono português. ao qual imprimiu características barrocas. Triângulo Mineiro-MG Sobre Gregório de Matos. antes associada ao Cabo das Tormentas.. Entre as vozes do Barroco brasileiro figuram: 01.F. e) narra.. Ponta Grossa-PR O termo Barroco denominou manifestações artísticas dos anos 1600 e início dos anos 1700.. UFRS Assinale a alternativa incorreta. sediado lá para pôr em prática o Tratado de Madri. 21. d) a nuvem negra que se desfaz. da qual participou.. Gregório de Matos 16. c) exaltação à terra brasileira... basicamente.... e que se convencionou chamar de .. Tomás Antônio Gonzaga 02.. é uma: a) composição que narra as lutas dos índios de Sete Povos das Missões. IMPRIMIR b) das obras mais importantes do Arcadismo no Brasil.. nos seus poemas de contestação social.. d) se insere no Barroco brasileiro e sua produção literária abrange.. ao dar lugar a um “medonho choro”. .18. c) pertenceu ao Barroco brasileiro e sua veia crítica valeu-lhe a alcunha de “Boca do Inferno”.... Voltar Língua Portuguesa .. Marque a opção que preenche adequadamente o enunciado. Cláudio Manuel da Costa 08. d) crítica a Diogo Álvares Correia. episódios da Inconfidência Mineira.. principalmente do Ceará e da Bahia. b) os portugueses assistem à transformação do gigante Adamastor em penedo quando tentam ultrapassar a parte mais meridional da África... Além da literatura. e) a voz de “tom horrendo e grosso” do gigante Adamastor.. F.. escultura e arquitetura da época. os navegantes prosseguem.... esperando ardentemente que os perigos e castigos profetizados sejam afastados.. Barroco e Arcadismo Avançar . e) A métrica – Concretismo – Caetano Veloso. d) Silepses – Parnasianismo – Castro Alves.. a soma das alternativas corretas.. o que pode ser comprovado nas descrições.. é correto afirmar que: a) se insere no Arcadismo brasileiro... deixa ver aos navegadores que o perigo já foi afastado. de Basílio da Gama. a natureza mineira. no Uruguai.. U. que morre após Diogo Álvares decidir-se por Moema. sobretudo.

24. de qualquer alegria duvidoso. no poema. e tem trocado Tanto negócio. de Luís de Camões. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. sem ver de quê. brando e piedoso. e o mágico veneno que pôde transformar meu pensamento. mantém-se distanciado do objeto criticado. tu a mi abundante. e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti. d) Apenas I e III e) I. I. que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote!” Com base nessa leitura. idealizando a figura feminina. um desejo gravíssimo e modesto. “Um mover de olhos.23. c) Apenas I e II. II e III. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis. O poeta sugere o desejo erótico ao referir a figura mitológica de Circe. um ar sereno. Rica te vi eu já. uma pura bondade manifesto indício da alma. Barroco e Arcadismo Avançar . uma brandura.Humanismo.” IMPRIMIR GABARITO Em relação ao poema acima. b) o poema compara o presente e o passado da cidade. assumindo uma atitude de insensibilidade. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote. d) o poema faz referência ao contexto da época. no poema. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. 8 c) o futuro desejado revela. tu a mi empenhado. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. c) a manifestação de apego a Portugal. um despejo quieto e vergonhoso. um riso brando e honesto. b) Apenas III. 25. um medo sem ter culpa. e tanto negociante. é incorreto afirmar que: a) o eu poético. Que em tua larga barra tem entrado. quase forçado. “Triste Bahia! Oh quão dessemelhante Estás. Quinhentismo. UFRS Leia o soneto abaixo. Quais estão corretas? a) Apenas I. III. UFMG Leia o poema de Gregório de Matos. a presença de uma voz moralizadora. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. um encolhido ousar. que se contrapõe à solenidade do poema épico. limpo e gracioso. um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste formosura da minha Circe. O poeta elabora um modelo de mulher perfeita e superior. um doce e humilde gesto. II. Voltar Língua Portuguesa . A mim foi-me trocando. Oh se quisera Deus. O poeta não se deixa seduzir pela beleza feminina. considere as seguintes afirmações. A ti trocou-te a máquina mercante.

9 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . meteis a flor. São Paulo. trazendo pelos pés os homens nobres: posta nas palmas toda a picardia. e o mais vosso. pesquisa. Barroco e Arcadismo Avançar .26. espreita e esquadrinha para a levar à praça e ao terreiro Muitos mulatos desavergonhados. que guardais no passarinho melhor! Se me dais este favor. ao autor e à sua obra. escuta. Nacional. se no nome que me dais. e seus Costumes A cada canto um grande conselheiro. claro fica. U. patifaria. passarinho. s.” Vocabulário: vinha – terreno plantando de videiras (uvas). que nos quer governar cabana e vinha: não sabem governar sua cozinha. Maringá-PR Assinale o que for correto em relação aos poemas. Vocabulário: pica-flor – beija-flor. mas resta saber. usura – juro de capital. juro excessivo. que satirizando a delgada fisionomia do poeta lhe chamou “Pica-flor” Décima Se Pica-flor me chamais. ed.E. 1) “A uma freira. Heitor e MATSUOKA. p. picardia – velhacaria. MATOS GUERRA. 4. Gregório de. 2) Aos Senhores Governadores do Mundo em Seco da Cidade da Bahia. 179-80. muito pobres: eis aqui a cidade da Bahia. Marilena. In: MEGALE. 1977.Humanismo. décima – composição poética de 10 versos. Sendo só de mim o Pica. Pica-flor aceito ser. e querem governar o mundo inteiro! Em cada porta um bem freqüente olheiro da vida do vizinho e da vizinha. Estupendas usuras nos mercados: todos os que não furtam. Quinhentismo. que fico então Pica-flor.

Humanismo. 08. Quinhentismo. a soma das alternativas corretas. no primeiro poema. 04. Os dois poemas pertencem. notam-se os seguintes recursos: a) a ênfase no uso do verso decassílabo para a composição de sonetos. 4. sobretudo. por causa das águas que tem! Contudo. No primeiro poema. No segundo. característica do Barroco. às poesias religiosa e lírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. gosto pela maledicência. No segundo. Os dois poemas pertencem à poesia cultista cultivada por Gregório de Matos Guerra. que ganha o sentido de um convite erótico claramente profano.” IMPRIMIR Visões otimistas sobre as potencialidades da natureza e dos indivíduos. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaccdde. o melhor fruto que dela se pode tirar pareceme que será salvar esta gente. sobretudo. Tais características tornam-se evidentes no jogo poético realizado com o termo “Pica-flor”. infinitas. há uma crítica ácida aos tipos humanos e aos costumes que caracterizam a cidade da Bahia: incompetência das autoridades. evidentes. e) Gênero lírico. Neles. usados para expressar a tensa harmonia de aspectos contrários da vida humana. caracterizados pelo uso da redondilha maior (verso de 7 sílabas poéticas). são comuns durante o período colonial. querendo-a aproveitar. c) a tensão entre o teocentrismo e o antropocentrismo. c) a técnica da disseminação e recolha. extravagante. 32. Os dois poemas pertencem. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metonímia e a ironia. às poesias religiosa e satírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. 9 e 10. estrutura comumente utilizada na composição da décima. evidentes. ocorre elisão apenas no verso 2. 5 e 6. Isso faz que o poema apresente versos heterométricos. No primeiro poema. 5 e 6.F. no conjunto formado pelos versos 3. como resposta. a exemplo do que se verifica no trecho transcrito. pela prática cotidiana da fofoca e da bisbilhotice. U. culta. já que é dirigido a uma freira. 4. c) Ficção regionalista. Voltar Língua Portuguesa . 02. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metáfora e a ironia. Os dois poemas pertencem à poesia satírica cultivada por Gregório de Matos Guerra. estrutura característica da décima. ocorrem elisões nos versos 2. d) Literatura informativa. Assinale a alternativa que identifica os textos que transmitiam esse tipo de mensagem. há um jogo poético com o termo “Pica-flor” que marca a harmonia do relacionamento estabelecido entre o poeta (representante do mundo profano) e a freira (representante do mundo sagrado). E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve alcançar. notam-se as seguintes características: a) o gosto por jogos de palavras. e na utilização de palavras rebuscadas e extravagantes que caracterizam o segundo poema. corrupção e roubo generalizados. no conjunto formado pelos versos 3. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaabbddb. Em tal maneira é graciosa que. Barroco e Arcadismo Avançar . No primeiro. dar-se-á nela tudo. 16. Santa Maria-RS “As águas são muitas. No primeiro. a) Biografias de santos.10 GABARITO 01. b) a tentativa de conciliar pólos opostos da experiência humana (o sagrado e o profano). b) a forte presença do paradoxo e do oxímoro. respectivamente. Tais elisões fazem que o poema apresente versos isométricos. 27. respectivamente. b) valorização de pormenores (detalhes) mediante jogos de palavras. há um jogo poético com o termo “Pica-flor”. Dê. No segundo. que variam entre a redondilha maior (7 sílabas poéticas) e o verso de 8 sílabas poéticas. notam-se as seguintes características do Cultismo: a) linguagem rebuscada. b) Sermões eucarísticos. No primeiro. a descrição dos tipos humanos e dos costumes que caracterizam a cidade da Bahia revela a ironia do poeta para com uma sociedade marcada pela incompetência dos governantes. pela desonestidade e pela prática generalizada do roubo no comércio.

III. c) III. na medida em que todos os escritores eram nativos da terra. b) Apenas II. se pode falar na existência de uma literatura brasileira porque. Barroco e Arcadismo Avançar .F.F. em Os Lusíadas: I. na existência de uma literatura brasileira. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram.28. a produção escrita se prende à descrição da terra e do índio ou a textos escritos pelos jesuítas. e) Apenas III. c) Cláudio Manuel da Costa. Está correto apenas o que se afirma em a) I. II. U. Está(ão) correta(s): a) Apenas I. d) I e II. 30. b) Tomás Antonio Gonzaga. d) Gregório de Matos Guerra. já velho e com um “saber só de experiência feito”. e) I e III. uma produção informativa e doutrinária. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. III. GABARITO A crítica a personagens baianas com influência nos meios políticos pode também ser identificada na poesia satírica de: a) Padre José de Anchieta. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. ou seja. os textos mostram um forte instinto de nacionalidade. b) II. Quinhentismo. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. pois a cultura portuguesa estabelecia as formas de pensamento e expressão para os escritores na colônia. 24 de maio de 2000. não se pode falar. 29. d) Apenas II e III. e) Bento Teixeira Pinto. U. Santa Maria-RS Observe a charge de Chico Caruso: 11 – Espelho meu. enquanto manifestação literária. ainda. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . II. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. pode ser definido como uma época em que: I. existe alguém mais ACM do que eu? Veja.Humanismo. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. ao descreverem o Brasil. Santa Maria-RS O Quinhentismo. c) Apenas I e III.

O nome que no peito escrito tinhas. e aos pés uma alcatifa* por estrado. Deste causa à molesta morte sua. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. folgou muito com elas. legítima herdeira do trono de Portugal. Depois tirou-as e enrolou-as no braço e acenava para a terra e de novo para as contas e para o colar do capitão. (.. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica. quando eles vieram. Desse episódio. e) I. Barroco e Arcadismo Avançar . Quais estão corretas: a) Apenas I. Mas não fizeram sinal de cortesia.. PUC-SP “Tu. (. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. UFRS Leia o texto abaixo.) Viu um deles umas contas de rosário. GABARITO Considere as seguintes afirmações sobre o texto. Que a fortuna não deixa durar muito. extraído da Carta de Pero Vaz de Caminha. posta em sossego. como dizendo que dariam ouro por aquilo. como um todo.” 12 Os Lusíadas. É porque queres. A interpretação que o escrivão dá aos gestos do índio em relação ao colar do Capitão corrobora a intenção dos portugueses em explorar as possíveis jazidas de ouro da terra recém descoberta. posta em sossego. Como se fora pérfida inimiga.. áspero e tirano. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. nem de falar ao Capitão nem a ninguém.. linda Inês. do qual o trecho acima faz parte. acenou que lhas dessem. Aos montes ensinando e às ervinhas. De teus fermosos olhos nunca enxuito. Tuas aras banhar em sangue humano. Entretanto. 32. d) Apenas II e III.Humanismo. estava sentado em uma cadeira. II e III. b) Apenas II. “O Capitão. brancas. obra de Camões. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. oferecem momentos em que o lirismo se expande. III. II. d) retrata a beleza de Inês. bem vestido. As palavras de Caminha evidenciam o confronto entre civilização e barbárie vivenciado pelos portugueses na chegada ao Brasil. e lançou-as ao pescoço. como que nos dizendo que ali havia ouro. Caminha sugere uma prática que viria a se tornar corrente nas relações entre portugueses e selvícolas: o escambo (a permuta) de produtos da terra por artigos manufaturados europeus. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor.) Entraram. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. c) Apenas I e II. Quinhentismo. De teus anos colhendo doce fruito. I. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Nos saudosos campos do Mondego. b) celebra os amores secretos de Inês e de D. e começou de acenar com a mão para a terra e depois para o colar. Se dizem fero Amor. O episódio de Inês de Castro. Naquele engano da alma ledo e cego.31. No trecho selecionado. só tu.” Vocabulário: *alcatifa – tapete. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. Porém um deles pôs olho no colar do Capitão. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. humanizando os versos. Estavas. puro amor. com um colar de ouro mui grande ao pescoço.

E que não houvesse mais que ter aqui esta pousada para esta navegação de Calecute. Por isso vos canta. ed. pousada – local onde se descansa durante uma viagem. na sua viagem de descobrimento do caminho marítimo da Índia. o povo. José de. dar-seá nela tudo. acréscimo. Porém. U. In: TUFANO. 5. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. Moderna. Como folga o povo Porque vossa vinda Lhe dá lume novo! Cordeirinha santa. Estudos de Língua e Literatura. Calecute – primeira cidade da Índia em que desembarcou Vasco da Gama. em 1498. Vossa santa vinda O diabo espanta. E em tal maneira é graciosa que. lume: luz. 1998.” Vocabulário: folgar: alegrar. Moderna.Humanismo. acrescentamento da nossa santa fé. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. De Jesus querida. muito numeroso. Estudos de Língua e Literatura. A Carta de Pero Vaz de Caminha. GABARITO 2) “À Santa Inês Cordeirinha linda. Londrina-PR Leia os fragmentos a seguir e assinale o que for correto. Douglas. São Paulo. São Paulo.” 13 Vocabulário: infindo – infinito. ANCHIETA. Com prazer. Poesia. orientação. 1) “Águas são muitas. 1998. Porque vossa vinda Lhe dá lume novo.E. In: TUFANO. querendo-a aproveitar. Quinhentismo. isso bastaria. Barroco e Arcadismo Avançar . o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. Douglas. infindas. adição. ed. acrescentamento – aumento. a saber. muito grande. por bem das águas que tem.33. 5.

vergonha. evidenciam-se as primeiras manifestações literárias do BrasilColônia. / como folga o povo / porque vossa vinda / lhe dá lume novo”). confirmam-se as afirmações dos historiadores: nos primórdios do século XVI. 2) a necessidade de revigorar a fé cristã do povo que aqui habitava. d) apenas I. honra. a terra brasileira confrontada com a paisagem desoladora da África. de conquista de novas fontes de riquezas e de trabalho escravo. por bem das águas que tem”). V. já conhecida dos portugueses. mais parecia um paraíso intacto (“Águas são muitas. Por mais que a fama a exalta. o índio. a vida no mar e as conseqüências morais e políticas desses fatos.14 01. paralelamente às obras dos cronistas e viajantes. Evidenciam-se. Que mais por sua desonra? Honra. as reais intenções de expansão do comércio. emprega a ordem direta. IV. as obras dos jesuítas aparecem. O demo a viver se exponha. infindas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . V. informando sobre a natureza. a cruz do cristianismo e a preocupação em “dilatar a fé” escondem objetivos mercantilistas e expansionistas da coroa portuguesa. Quinhentismo. portanto. Rio de Janeiro: Record. Os dois fragmentos pertencem à chamada literatura informativa que representa o Brasil do século XVI. enfatiza as idéias opostas. O que existia eram relatos de viagem (de escasso valor literário). IV. c) apenas I. 02.Humanismo. a soma das alternativas corretas. II. No segundo. Tais características esclarecem os objetivos dos primeiros colonizadores portugueses: usufruir das riquezas e. o primeiro escrito por Pero Vaz de Caminha e o segundo pelo Padre José de Anchieta. 1990. como resposta. igualmente ricas de informações. desse modo. E em tal maneira é graciosa que. confirmando. dar-se-á nela tudo. denominado “ciclo dos descobrimentos”. Nos dois excertos. compreendido por um conjunto de obras cujo objetivo era divulgar os descobrimentos marítimos e terrestres. No primeiro excerto. ao mesmo tempo. Numa cidade onde falta Verdade. 08. Dê. moral e cristã. GABARITO “Que falta nessa cidade? Verdade. fica muito evidente o objetivo maior do expansionismo marítimo de Portugal e da Espanha: “dilatar a fé e o império”. Gregório de. Então. III. 34. Barroco e Arcadismo Avançar . mas acrescidas de um dado novo: a intenção pedagógica. Os melhores poemas de Gregório de Matos Guerra. as informações que a Coroa Portuguesa desejava obter. Falta mais que se lhe ponha? Vergonha. No primeiro. por bem das águas que tem”). IV. Os dois fragmentos pertencem à literatura informativa e jesuítica do Brasil do século XVI. FGV-SP Leia o texto abaixo e as afirmações que a ele se seguem. V. 04. emprega a gradação. e) todas.” MATOS. II. catequizar os índios. 16. V. Pero Vaz de Caminha nos permite perceber as expectativas dos portugueses com relação ao Brasil (“dar-se-á nela tudo. Nos dois excertos. querendo-a aproveitar. II. Nos dois excertos. No segundo excerto. b) apenas I. José de Anchieta exalta a figura de Santa Inês e incentiva o povo a praticar a fé religiosa cristã (“Cordeirinha linda. Caracterizam esses fragmentos: 1) a beleza da nova terra descoberta. refere-se à cidade de São Paulo. não se pode falar em literatura no Brasil. O poema I. III. pode-se dizer que são verdadeiras a) apenas I. documentando o processo de conquista e colonização. a conquista e a colonização dos territórios ultramarinos. mantém uma estrutura formal e rítmica regular.

35. despojados os templos e derrubados os altares. quase três séculos depois. do Padre Antonio Vieira. d) é um profeta e previu o que realmente aconteceria com a religião católica no Brasil. mingau de amendoim e frutas. várias vezes. vindos de diversas regiões brasileiras. em suas composições. e não se celebrarão os mistérios de vossa Paixão. d) Basílio da Gama – inspiração religiosa. no sentido de salvação da alma. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ou seja. como nos campos. Falam baixo. o orador: a) considera os holandeses hereges e violentos com aqueles que não fossem seus compatriotas. em 1640. e não haverá memória de vosso nascimento. associando. porque não há quem venha à solenidade. Esguios. corretamente. 30 de junho de 1999. As cidadezinhas vizinhas do parque vão transformar-se em municípios de porte médio. a) Cláudio Manuel da Costa – desencanto e brevidade do amor. para responder às questões 128 e 129: “Enfim.F. que o rei de Portugal deveria cuidar da salvação dos índios. enfermeiras. a fim de preservar o patrimônio da Igreja. Procuram transformar o abraço sufocante em um caminhar de mãos dadas de culturas tão diferentes. O foco agora é preparar os índios para o inevitável confronto com a civilização que um dia ocorrerá. apresenta. b) dirige-se a Deus e prevê o esvaziamento da religião católica. b) V – V – F. e que as não pisa a devoção dos fiéis.F. e) dirige-se ao rei de Portugal.” FERRAZ. Silvio. U. ( ) O texto não tem o mesmo objetivo da carta pois Caminha. a urbanização baterá às portas da reserva. A seqüência correta é: a) F – F – V. nele. In: Veja. Santa Maria-RS O texto relaciona-se à invasão holandesa no Brasil. Ver-se-ão ermas e solitárias. cada vez mais. Leia o seguinte fragmento do “Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda”. Boa parte da engenhosa engenharia social e cultural que mantém o Parque do Xingu funcionando em harmonia se deve ao trabalho desses especialistas. Barroco e Arcadismo Avançar . Os moradores do parque. É a tribo dos brancos composta de cientistas sociais. o mais forte sobrepujou o mais fraco. Senhor. que já começava a destruir as igrejas da cidade. U. médicos. c) F – V – F. 15 Relacione o texto com a carta de Pero Vaz de Caminha e indique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas quanto à preocupação do homem branco em relação ao índio: ( ) O texto tem o mesmo objetivo da carta. e) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da amada. d) V – F – V. Santa Maria-RS Leia o texto a seguir. Em todos os momentos da humanidade. Quinhentismo. pois ambos destacam. “Eles não usam barba. não haverá quem entre nelas.F. Santa Maria-RS Autor de Obras Poéticas. pedagogos. b) Basílio da Gama – preocupação com feito histórico. usa “salvação” no sentido religioso. Passará um dia de Natal. de converter o índio à fé católica. a fim de salvar o país da invasão holandesa. biólogas e engenheiros agrônomos. U. e) F – V – V. c) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da natureza. dormem cedo e só têm uma conversa: índio. caso o Brasil fosse entregue aos holandeses. um punhado de brancos está conseguindo driblar essa inevitabilidade. 36. dependerão de produtos fabricados pelo branco. Chorarão as pedras das ruas como diz Jeremias que chorava as de Jerusalém destruída: chorarão as ruas de Sião. sempre que o choque ocorreu. motivos árcades.Humanismo. passará a Quaresma e a Semana Santa. nascerá erva nas igrejas.” GABARITO 37. acabar-se-á no Brasil a cristandade católica. como costumava em semelhantes dias. Assinale a alternativa que identifica esse autor. c) pede a Deus que evite a invasão de ervas nos templos. elas têm cabelos compridos e tranças. ao destacar que o rei deveria cuidar da salvação dos índios. na medida em que tanto a “tribo de brancos” quanto o escrivão da esquadra de Cabral mostram preocupação com os índios do Xingu. Quase sempre de forma violenta. Do Xingu. seu nome à característica presente nessa obra. alimentados a peixe moqueado com biju. ( ) O texto tem o mesmo objetivo que a carta de Caminha. acabar-se-á o culto divino. Neste canto do Brasil.

mas não porque hei pecado. incapaz de sentimentos nobres e humanitários. (Gregório de Matos) 40. momento em que os ideais da Reforma entram em confronto com a Contra-Reforma católica. utiliza uma: a) ironia. Voltar Língua Portuguesa . às missões jesuíticas espanholas da banda oriental do rio Uruguai. Primaz da Cafraria do Pegu. por lustrosa. 39. Londrina-PR O Barroco manifesta-se entre os séculos XVI e XVII.E. GABARITO Porque quanto mais tenho delinqüido. (Gregório de Matos) d) Luzes qual sol entre astros brilhadores. Quer ser filho do sol. U. Governador do Rio de Janeiro. c) gradação. A exaltação. a) O poema narra a expedição de Gomes Freire de Andrada. ao afirmar que “Chorarão as pedras das ruas”. cobre o dia. soberba. que pouco entendes de finezas! Quem faz só o que pode a pouco obriga: Quem contra os impossíveis se afadiga. a névoa. A esse cede amor em mil ternezas. ocasionando no plano das artes uma difícil conciliação entre o teocentrismo e o antropocentrismo. Da vossa alta clemência me despido. de Basílio da Gama. nascendo cá. Se bem rei mais propício.F. Por altiva. IMPRIMIR d) Nas figuras de Cacambo e Sepé Tiaraju está representado o povo autóctone que defende o solo natal. (Botelho de Oliveira) c) Fábio. Que sem ser do Pequim. por ser do Açu. c) Basílio da Gama expressa uma visão européia em relação aos indígenas. a Eneida e Os Lusíadas. b) O Uraguai segue os padrões estéticos dos poemas épicos da tradição ocidental. U. (Botelho de Oliveira) e) Pequei Senhor. (Gregório de Matos) b) Temerária.Humanismo. Em régio estado não desterras flores. A alternativa que contém os versos que melhor expressam este conflito é: a) Um paiá de Monal. UFRS Assinale a afirmativa incorreta em relação à obra O Uraguai. e mais amado. d) onomatopéia. bonzo bramá. Santa Maria-RS Padre Antonio Vieira. morre de amor após o desaparecimento de seu amado Cacambo. única figura feminina do poema. Quinhentismo. como a Odisséia. Barroco e Arcadismo Avançar .38. b) antítese. a luz lhe enfada. confiada. 16 Sobe ao sol. por densa. acentuando seu caráter bárbaro. Que ele estrelas desterra em régio estado. e) prosopopéia. Vos tenho a perdoar mais empenhado. e) Lindóia. a mariposa.

cuja última firmeza é a inconstância. que são: rimas ricas. por que nascia? Se é tão formosa a Luz. nas sombras da noite. e na Luz falte a firmeza. ali. Em contínuas tristezas a alegria. GABARITO e) todas estão corretas. O tema do eterno combate entre elementos mundanos e forças sagradas é indicado. c) somente III está correta. diante do curso seguido pelas forças naturais. b) O alternar de dias e noites serve de expressão a um estranho desejo do poeta de que. dia/noite. Há nele um jogo simétrico de contrastes.Texto para responder às questões 41 e 42: “Nasce o Sol. Quinhentismo. está fazendo referência à pureza primordial da infância. tais como o findar do dia e o início da noite. E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. “alegria” e “firmeza”. Barroco e Arcadismo Avançar . se acaba o Sol. se desfrutem as alegrias e. interpoladas nas quadras (“A-B-A-B”) e alternadas nos tercetos (“AB-B-A”). por “ignorância do mundo” e “qualquer dos bens”. como o Sol. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ao falar do mundo que se inicia pela ignorância. Esse é um soneto oitocentista. Em tristes sombras morre a formosura. c) O tema central do soneto de Gregório de Matos revela-se em sua última estrofe. Depois da Lua se segue a noite escura. Começa o mundo enfim pela ignorância. A respeito de tais afirmações. deve-se dizer que: a) somente I está correta. a formosura do dia.” Gregório de Matos. e não dura mais que um dia. Na formosura não se dê constância. d) O poema focaliza e acentua a ignorância do ser humano que. luz/sombra. CEETPS-SP Assinale a alternativa que aponta a afirmação correta a partir do que se lê no texto. na tristeza. e por “constância”. ao vivenciar a alegria. III. não sabe retê-la. II. pois. que cumpre os padrões da forma fixa. etc. tristeza/alegria. de outro. por um lado. esconder-se nos próprios sofrimentos. 17 41. Porém. CEETPS-SP Sobre as características barrocas desse soneto. e pode ser definido como uma reflexão acerca da transitoriedade dos bens do mundo. b) somente II está correta. a) O texto afirma que a alegria é encontrada em contínuas tristezas. devido ao desapontamento sentido pelo poeta. considere as afirmações abaixo: I. d) somente I e III estão corretas. E na alegria sinta-se tristeza. e) O poema toca também na questão da inocência. que compõem a figura da antítese. expresso por pares antagônicos como Sol/ Lua.Humanismo. que se opõe à degradação dos bens materiais. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol. 42. preferindo..

(…) Entremos e vamos examinando o que virmos. parte por parte. Se o que vestem os lacaios e os pajens. e ao longe quintas. b) texto curto. dignificandoos e humanizando as relações entre os nobres e o povo. e) discurso religioso cujo objetivo principal é a edificação moral dos ouvintes. como se há de ver a fé nessa falsa riqueza? Se as pedras da mesma casa em que viveis. c) o autor conclui que não é possível encontrar a fé em uma casa onde se encontram aqueles que exploram e maltratam os homens do povo. como se há de ver a fé na vossa família? Se as galas. das janelas vejo ao perto jardins. E por que não aparece a fé nesta casa: eu o direi ao dono dela. e.O texto abaixo refere-se às questões de 43 a 48. e os socorros do outro exército doméstico masculino e feminino depende do mercador que vos assiste. FEI-SP Padre Vieira é freqüentemente estudado como um autor contemporâneo a: a) Luís de Camões. Trata-se de um sermão do quinto domingo da Quaresma. e) segundo o autor. os prendíeis e obrigáveis por força. busquemos esta fé em alguma casa grande e dos grandes. do Padre Antônio Vieira: “Como estamos na corte. d) Realismo. vejo galas. mas não vejo a fé. vejo jóias. 47. FEI-SP Sobre o fragmento do sermão acima transcrito. Barroco e Arcadismo Avançar . pertence à escola literária conhecida como: a) Baroco. ou fora dele. as paredes vejo-as cobertas de ricos tapizes. nem têm nome de casas. Primeiro que tudo vejo cavalos. vejo criados de diversos calibres. perfumes e sensações táteis. b) Trovadorismo. d) composição de cantigas de amor e cantigas de amigo. e) utilização de muitas frases interrogativas. em que predomina o desenvolvimento de um único conflito. d) soneto com versos decassílabos. haviam de verter sangue. 44. e) Fernando Sabino. 46. d) o sermão é um elogio à corte pela maneira como trata os seus serviçais. uns com libré. c) união de duas idéias contrárias em um único pensamento. as jóias e as baixelas. enfim. onde das casas dos pequenos não se faz caso. FEI-SP O autor do texto. que o ouro e a prata derretidos. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros. FEI-SP O sermão pode ser definido como: a) composição em versos recitados nos palácios para divertir os nobres. Quinhentismo. e no princípio do ano lhe pagais com esperanças e no fim com desesperações. e) Romantismo. outros sem ela. b) Padre Vieira critica o povo por não ter a fé que os nobres possuem. Padre Vieira. a quem não fazíeis a féria.Humanismo. se queriam ir buscar a vida a outra parte. c) narrativa longa em que são apresentados diversos conflitos paralelos. e as sedas se se espremeram. Deus me guie. FEI-SP Não é característica da escola literária a que Padre Vieira pertence: a) emprego freqüente de palavras que designam cores. d) Carlos Drummond de Andrade. liteiras e coches. é possível afirmar que: a) o autor discorre sobre a inabalável fé da corte e da nobreza. como se há de ver a fé. c) Arcadismo. a fé não tem qualquer relação com as ações desenvolvidas pelos homens. ou no Reino. c) José de Alencar. vejo baixelas. vejo todo o palácio e também o oratório. nem sombra dela na vossa casa?” Vocabulário: libré: uniforme de criados de casas nobres os socorros do outro exército doméstico: a vestimenta dos outros serviçais jornaleiros: trabalhadores que recebiam pagamento ao final do dia a quem não fazíeis a féria: a quem não concedíeis dias de folga 18 43. 45. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) uso constante da metáfora e da antítese. foram adquiridas com tanta injustiça ou crueldade. b) Gregório de Matos. a risco de quebrar.

b) convencer e ensinar o seu público.” 19 OLIVEIRA. têm mais valia. As fruitas se produzem copiosas. “À Ilha de Maré – Termo desta Cidade da Bahia Aqui se cria o peixe regalado Com tal sustância. Que dão a Portugal muitos ciúmes. Tomo I. c) afastar os homens da verdadeira fé cristã. Tem o segundo A. Como maiores são. E para preferir a toda a terra. Que refrescam o peito. Música do Parnasso. …………………………………………… As plantas sempre nela reverdecem. Ares. Tem o terceiro A. nos arvoredos Sempre verdes aos olhos. E nesta maioria. Rio de Janeiro: INL. GABARITO 49. Quinhentismo. e) confundir seus ouvintes. E se pode dizer em graça rara Que a mesma natureza os temperara. Que o têm clarificado nos seus gomos. Um exame atento desse procedimento no poema revela. Que sem tempero algum para apetite Faz gostoso convite. todavia. sempre ledos. Desterrando do Inverno os desfavores. E têm sempre a vantagem de maiores. Em si perfeitos quatro AA encerra. aparece em À Ilha de Maré a partir do verso 31: consiste em alinhar palavras e descrever poeticamente seus conceitos.Humanismo. Águas. 1953. d) provocar fortes emoções em seu público. p. 127-135. nas águas frias. Mais que as da Europa doces. E nas folhas parecem. São pois os quatro AA por singulares Arvoredos. para recolhê-las num só verso. Esmeraldas de Abril em seus verdores. Que é do Mundo o regalo mais mimoso. Tem o primeiro A. Mas as de Portugal entre alamedas São primas dos limões. Que como junto ao mar o sítio é posto. E são tão deleitosas. certa assimetria entre a disseminação e a recolha. …………………………………………… Tenho explicado as fruitas e legumes. Tenho recopilado O que o Brasil contém para invejado. Nas que chamam da China Grande sabor se afina. VUNESP A técnica de disseminação e recolha. Açúcar. no final. e melhores. no açúcar deleitoso. todas azedas. Manuel Botelho de. Barroco e Arcadismo Avançar . e gosto preparado. Lhes dá salgado o mar o sal do gosto.48. antes se encerra Tal doce nestes pomos. nos ares puros Na tempérie agradáveis e seguros. característica do estilo barroco. E delas por adorno apetecido Faz a divina Flora seu vestido. …………………………………………… As laranjas da terra Poucas azedas são. Analise o procedimento na passagem mencionada e responda: a) Qual a assimetria que se observa entre o processo de disseminação e recolha utilizado pelo poeta? b) O que levou o poeta a essa solução? IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e são sadias. FEI-SP Verifica-se nesse fragmento a franca intenção de o autor: a) divertir a platéia. O quarto A.

b 23. Pero Marques se comporta como um asno: por servir de montaria à mulher. c 17. c 21. B A R R O C O E A R C A D IS M O 1 1. 16. F – V – F – F 8. 04 27. pois para conseguir uma vida folgada abandona seus próprios ideais. e 5. Pero Marques diz dar plena liberdade à esposa. F – F – F – V 3. Não sabe. na cena final. Q U IN H E N T IS M O . e por não ter conhecimento dessa traição. F – V – F – V – F – F 7. a 24. é um encontro adúltero. c) A Farsa de Inês Pereira é considerada uma sátira moral porque reflete. V – F – V – F – F 2. d 28. Quinhentismo. na vida privada. a decadente sociedade portuguesa. Seu primeiro marido era um repressor proibindoa de sair de casa até mesmo para ir a igreja. c 12. 18 20. colaborando. e 29. a leva em seus ombros para que atravesse o rio. b 25. mas o encontro com o ermitão. Pode-se dizer que Inês comporta-se maquiavelicamente (os fins justificam os meios). para ser traído por ela. b 26.Humanismo. Barroco e Arcadismo Avançar . e 6. a 9. e 14. a) Trata-se do seguinte trecho: “asno que me leve quero”. c 15. a IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b 18. a 4. e 19. b) A característica contrária à do primeiro marido é o fato de que. a 13. O marido de Inês. c 31. ingenuamente. F – F – V – V – V 11.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . c 22. para o qual ela se encaminha. em sua fala. a 10. d 30.

e 40. b 38. retomou os elementos assimetricamente. b 35. a 37. c 41. pode-se também dizer que ele optou por seguir a seqüência Terra (arvoredos e açúcar) — Água — Ar. b) Como se trata de um poema. no açúcar deleitoso” No momento de recolha o poeta não manteve a mesma ordem da disseminação. b 49. a) Disseminação: “Tem o primeiro A. e 39. b 46. e 33. Quinhentismo. e 47. Ou ainda. c 48. (…) O quarto A. nas águas frias. a 44. nos arvoredos (…) Tem o segundo A. nos ares puros (…) Tem o terceiro A. a 42.2 IMPRIMIR GABARITO 32. Barroco e Arcadismo Avançar . pode-se dizer que o poeta agiu dessa forma com o intuito de preservar a rima. ou seja. Voltar Língua Portuguesa . d 45. c 43. 24 34. e 36.Humanismo.

A Literatura Brasileira através de textos. o ambiente brasileiro ao ambiente europeu. (. não me deixes. a manga. ‘Ai. 1 1. Texto para as questões 2 e 3. s. 135-6. A afundar-se dizia a pobrezinha: ‘Não me deixaste. p. a bandeira da ruptura com o princípio da imitação aos clássicos é empunhada por todas as escolas literárias. Gonçalves. novas águas Após as outras vão. d) exaltação do sonho. 1998. Buscava inda a corrente por dizer-lhe Que a não deixasse. c) supervalorização da natureza. IMPRIMIR 2. F.. e aum.Romantismo Avançar . ou calem-se como lhes aprouver. 21. In: Sonhos de Ouro. São Paulo: Melhoramentos. “Portanto. piquem.) O povo que chupa o caju. não! Por fim desfalecida e a cor murchada. mais precisamente aos órgãos fonadores e à alma do povo que fala.. te amarei constante ‘Mas não me deixes. E a flor sempre a dizer curva na fonte: ‘Ai.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 1. o cambucá e a jabuticaba. ( ) Na história da literatura brasileira. não me deixes. ( ) O texto dá a entender que a língua se adapta ao meio para onde foi levada. Alencar e outros escritores românticos empenham-se na construção da nação brasileira. não! ‘Comigo fica ou leva-me contigo ‘Dos mares à amplidão. metonimicamente. através da luta pela emancipação da língua e da literatura nacionais. da fantasia. não me deixes. o damasco e a nêspera?” ALENCAR. Límpido ou turvo. por meio das frutas. pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo. e) desejo de morte pelo amor não correspondido. Alencar opõe. rev. “Não me Deixes! Debruçada nas águas dum regato A flor dizia em vão A corrente. UFMT ( ) Envolvidos pelo ideário político da independência. e sempre embalde: ‘Ai. São Paulo: Cultrix. A corrente impiedosa a flor enleia.. b) amor incondicional ao outro. Quase a lamber o chão. Censurem. no percurso que vai do Romantismo ao Modernismo. não!’ E das águas que fogem incessantes À eterna sucessão Dizia sempre a flor. In: MOISÉS. não!’” GABARITO DIAS. Voltar Língua Portuguesa . como a fruta que nos mandam em lata. José de. não se constranjam. Não alcançarão jamais que eu escreva neste meu Brasil cousa que pareça vinda em conserva lá da outra banda. Leva-a do seu torrão. Massaud. Católica de Salvador-BA O lamento da flor representa fielmente o sentimento romântico de: a) evasão no tempo. ed. a pêra..d. onde bela se mirava. ilustres e não ilustres representantes da crítica. Benção Paterna. ( ) No segundo parágrafo. não. não!’ E a corrente passava.

adoro a tua formosura. como resposta. 02. inda.E. 04. meus tristes ais vão revelando Que peno e morro de amorosas dores. Juiz de Fora-MG Em que verso se encontra referência direta ao contexto histórico biográfico? a) “Que peno e morro de amorosas dores”. escapismo e subjetivismo.3.” Tomás Antônio Gonzaga. Se eu pensava num beijo desmaiando Gozar contigo uma estação de flores! De minhas faces os mortais palores. como recurso estilístico. a razão nada pode contra o sentimentalismo exacerbado.” c) “E a corrente passava” d) “Dizia sempre a flor. que me cerca e mata. a idéia funciona como uma tentativa racional de vencer a dor. extremoso. U. visão dos meus amores. Amor na minha idéia te retrata. socialismo e ilogismo. Católica de Salvador-BA Observa-se a inversão. que eu assim resista À dor imensa. b) No poema de Gonzaga. imaginação criadora e amor à natureza. Dê.F. 2 “Perdoa-me. Minha febre noturna delirando. assinale a alternativa inaceitável: a) Em ambos os poemas o eu sucumbe e morre em conseqüência do sofrimento amoroso.. b) “À dor imensa que me cerca e mata”. de um semi-vivo corpo sepultura. não. 5.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Meus ais.Romantismo Avançar . d) “Se a ti ergui meus olhos suspirando”. busca. em seus diversos momentos. naturalismo e pitoresco. Ponta Grossa-PR A poesia romântica brasileira. a soma das alternativas corretas. 08. U. visão de meus amores Perdoa-me. c) No poema de Álvares de Azevedo.F.. nacionalismo e religiosidade. GABARITO 4. Juiz de Fora-MG Depois de ler comparativamente os dois textos acima.” Álvares de Azevedo. apresenta como características: 01. U. o eu refere-se ao passado a partir da dor do presente. 6. 16. F. no verso: a) “A flor dizia em vão” b) “Mas não me deixes. d) Em ambos os poemas. Marília. Se a ti ergui meus olhos suspirando!. c) “Nesta triste masmorra”.. e sempre embalde” e) “Leva-a do seu torrão” Para responder as questões 4 e 5. leia atentamente os textos abaixo: “Lira XXII Nesta triste masmorra.

meu irmão! Eu sou a Fome.Romantismo Avançar . O teu mísero pão.. Idealiza a função do poeta.. depois. 8. ler o texto que segue. b) II e III. Fui eu que te vesti do meu sudário... com a fome e com a morte.Instrução: Para responder às questões 7 e 8.. Sou eu quem o teu negro pão consome. ‘Saúde. depois (qu’importa?) Virei sempre sentar-me à tua porta. 7.... Quem no teu nome a escuridão projeta. PUC-RS O texto pode ser vinculado a uma tendência de expressão poética denominada: a) subjetivismo. Mostra a estreita convivência do poeta com a indiferença.. amanhã. d) III e IV. Suspende em meio o hino augusto e forte. Sou eu quem te sepulta a idéia imensa. e) condoreirismo. – ‘Eu sofrerei’ – responde-lhe o Poeta. Vão três pálidas virgens. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) futurismo. II. vão sombrias Rindo colar um beijo as bocas frias. c) II e IV. meu irmão! Eu sou a Morte. PUC-RS Pela análise das afirmativas. Na fronte cismadora do – Poeta – ‘Saúde.’ – ‘Eu lutarei’ – responde-lhe o Poeta.. “As Três Irmãs do Poeta É noite! As sombras correm nebulosas.. II. uma vez que esta ultrapassa a condição humana. III e IV. analisar as afirmativas que seguem. Que vais fazer tão triste e solitário?. Vão três pálidas virgens silenciosas Através da procela irriquieta. Expressa a força do poeta através de sua capacidade de superar mesmo a morte.. c) nacionalismo... e) I. sobre o texto. Volve ao nada! Não sentes neste enleio Teu cântico gelar-se no meu seio?!’ – ‘Eu cantarei no céu’ – diz-lhe o Poeta!” 3 GABARITO Instrução: Para responder à questão 7. III.. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II.. b) ufanismo. Pertence ao movimento literário denominado Romantismo. IV. mísero atleta! Hoje.. I. irmão! Eu sou a Indiferença. ‘Saúde.

sou tua! Meus olhos outros olhos nunca viram. Já solta o bagari mais doce aroma! Como prece de amor. Já solta o bogari mais doce aroma. Do tamarindo a flor abriu-se. Também meu coração. Sejam vales ou montes. “Leito de folhas verdes Por que tardas. Correm perfumes no correr da brisa. 4 GABARITO 9. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. Outro amor nunca tive: és meu. como estas flores. c) O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista. e) Mesmo sendo romântico.Romantismo Avançar . d) Apesar da intensa presença da natureza. “bosque” e “perfumes”. como estas preces. não mais. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. a) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos. Onde o frouxo luar brinca entre flores. Onde quer que tu vás. Não sentiram meus lábios outros lábios. Nem outras mãos. pela presença dos elementos mitológicos. movendo as folhas. brilham estrelas. b) O poema romântico indianista recupera as antigas cantigas de amigo medievais. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Jatir! nem tardo acodes À voz do meu amor.Texto para a questão 9. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista. “vales”. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper dalva Um só giro do sol. Vai seguindo após ti meu pensamento. que não as tuas A arasóia na cinta me apertaram. Já nos cimos do bosque rumoreja. os aspectos marcantes do Arcadismo. notam-se ainda no poema. o poema em questão já se aproxima do parnasianismo. há pouco. Brilha a lua no céu. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” Gonçalves Dias. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. principalmente no que diz respeito ao bucolismo. ou dia ou noite. para expressar o amor por meio da espera. recebida principalmente de Camões. No silêncio da noite o bosque exala. tais como “luar”. Jatir. lago ou terra. Jatir. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas.

14. uma Ilídia Brasileira. 12. alheia ao eu-lírico. Escolha a alternativa correta que define essas duas paisagens: a) A paisagem romântica é amena e monótona e a paisagem árcade é sempre graciosa e fulgurante.Romantismo Avançar . os aspectos estéticos e os históricos ligaram-se de modo especialmente estreito e original: entre nós. É o que se pode verificar quando se lêem. UFF-RJ Assinale o fragmento que não corresponde ao indianismo romântico: a) “As leis da cavalaria no tempo em que floresceu em Europa não excediam por certo em pundonor e brios à bizarria dos selvagens brasileiros. como na força incompreensível de uma natureza constantemente mutável em seus fenômenos. colocando na mesma mulher as imagens de virgem.” (Gonçalves de Magalhães).10.” (Machado de Assis). ( ) O romance Lucíola ambienta-se na época do autor e retrata os costumes da sociedade carioca do Segundo Reinado. c) Ressurreição e O Navio Negreiro. e F. e menos ainda para que apaixonados declamemos contra selvagens que por direito natural defendiam a sua liberdade. b) A paisagem árcade é bucólica e a paisagem romântica é ainda mais bucólica. mulheres feiticeiras. ( ) O amor é visto unicamente sob o aspecto da sexualidade e apresentado como uma mera satisfação de instintos animais. c) A paisagem romântica reflete os sentimentos do eu-lírico. à afirmação de uma nova Nação e à busca das raízes históricas e míticas de nossa cultura – características que se encontram amplamente: a) na poesia de Gonçalves de Magalhães influenciada pela de Gonçalves Dias. para os itens verdadeiros. devido aos exageros do eu-lírico. encontrar-se-á nos antigos costumes desses povos [indígenas]. d) A paisagem árcade é mais visual enquanto a paisagem romântica só é perceptível através da leitura. realçando seus preceitos e preconceitos. e) “O maravilhoso. dos dois autores citados. d) O Mulato e Canção do Exílio. foi trabalhar a dualidade.” (José de Alencar).F. como nunca ouviste falar de outro: guerreiros diabólicos. para os falsos. ( ) Observa-se neste romance a atitude romântica de eleger a prostituta como centro da narrativa. 13. ( ) Uma das formas com que Alencar conciliou a impossibilidade de união entre os dois grupos distintos. d) na lírica confidencial de Álvares de Azevedo e de Casimiro de Abreu. b) “Não há hoje a menor razão porque desconheçamos a importância da parte indígena na população do Brasil. b) Quincas Borba e Os Escravos. e) na ficção regionalista e indianista de José de Alencar. respectivamente. buscando nelas aspectos heróicos.. o Romantismo deu expressão à consolidação da Independência. dignos de alta expressão literária. e) I .Juca Pirama e O Guarani. d) “É certo que a civilização brasileira não está ligada ao elemento indiano nem dele recebeu influxo algum. Uberlândia-MG Existem diferenças básicas entre a paisagem retratada pelos árcades e a paisagem retratada pelos românticos. O romance Lucíola.. uma criação recriada. e isto basta para não ir buscar entre as tribos vencidas os títulos da nossa personalidade literária. c) nos romances de costumes de Joaquim Manuel de Macedo. UEGO Assinale V. independência e as terras que ocupavam. de José de Alencar permite entrever várias características do Romantismo: ( ) Observa-se uma preocupação em não ferir o tradicionalismo e as convenções familiares da época. Lúcia. sapos e jacarés sem conta: enfim. procurando justificar suas dores e compreendendo o tipo de vida que levava. UFSE No período romântico brasileiro. de Maria da Glória e da cortesã. enquanto a paisagem árcade é harmoniosa.” (Gonçalves Dias). tão necessário à poesia. o marginal e o burguês. um gênesis americano. c) “Imaginei um poema. 11. as obras: a) Senhora e Lira dos Vinte Anos. U.” (Ferdinand Denis). b) nos romances urbanos da primeira fase de Machado de Assis. 5 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Unifor-CE Nossos primeiros escritores nacionalistas – Gonçalves Dias e José de Alencar entre eles – voltaram seus olhos sobre nossas raízes históricas-culturais.

.. (....” 6 Dos exemplos citados abaixo. Isso faz com que ele expresse suas idéias e emoções de uma forma original e seja capaz de revelar realidades inacessíveis ao homem comum.... Se é vate quem do mundo o movimento Co’o movimento das canções governa.15.. de ti.. II e III. ... Das horas longas a correr velozes... do chorar das fontes.. a) O amor – nacionalista – homenageada – a religião b) A pátria – sentimental – martirizada – o mito c) O amor – intimista – idealizada – a natureza d) A infância – histórica – divinizada – a Idade Média e) A morte – nacionalista – humilhada – a música 16. “Uma das facetas do Romantismo é conceber o poeta como um gênio inspirado.. UFRS Leia o texto abaixo...... A luz da aurora me intumesce os seios. d) Apenas II e III... que usa . como termo de comparação capaz de expressar a intensidade dos seus sentimentos..” (Laurindo Rabelo) III.. c) Apenas I e II.. Da luz.) Se é vate quem dos povos. rainha da festa. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) I... a mulher é freqüentemente .. do silêncio ou vozes. da sombra.. I.........Romantismo Avançar ... UFRS Leia o texto abaixo. excita o pasmo. (.. de tudo. identifique aquele(s) que expressa(m) a concepção acima. Se assentou sobre o grande jirau.. As paixões vivifica...” (Bernardo Guimarães) II. “Meia-noite soou na floresta No relógio de sino de pau. de cunho romântico no Brasil. sob o olhar apaixonado do poeta. Das folhas secas... dono de uma sensibilidade extraordinária.) O véu da noite me atormenta em dores.... Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas desse texto...... b) Apenas II. “Tenho medo de mim.... nela.. quando fala.” (Casemiro de Abreu) Quais exemplos correspondem à concepção citada? a) Apenas I. é um tema dominante na poesia .. E a velhinha.. “Se é vate quem acesa a fantasia Tem de divina luz na chama eterna.

Diogo.17.” (*organizações = personalidades) ALENCAR. De novo sentiu em sua alma a sede do amor. os trechos pontilhados serão preenchidos corretamente com os nomes de a) Álvaro / Peri / D. UEMS Assinale a única alternativa verdadeira sobre José de Alencar e sua obra Senhora: a) ainda que considerando romântico. mas agora longe de sua casa e de seus irmãos. cheia de grandes desejos e nobres ambições. buscava. filho da serra. d) Álvaro / D. numa tentativa de representar por completo o Brasil. …………… desejava. O amigo e a esposa não bastavam mais à sua existência. as flores.” ALENCAR. Diogo. após o casamento. trabalha e consegue juntar os mil contos do dote para devolução. e a alegria voltou a habitar em sua alma. talvez um dia cope a verde folhagem e enflore. que apresentava três sentimentos bem distintos: um era uma loucura. através da Senhora. José de. o amor se transformava tão completamente nessas organizações*. Diogo / Peri. Mas breves sóis bastaram para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria. na praia. …………… amava. mas embalde. Mantida a seqüência. Mas basta um sopro do mar. era o coração do guerreiro branco na terra selvagem. …………… adorava. José de. 56. assim. c) Loredano / Peri / D. 18. o narrador caracteriza os diferentes tipos de amor que três personagens masculinas do romance sentem por Ceci. O cristão amou a filha do sertão como nos primeiros dias. FUVEST-SP “Assim. arrependido.Romantismo Avançar . após ser abandonada por Fernando Seixas. leva-as a brisa. Diogo / Peri. b) Loredano / Álvaro / Peri. O Guarani. recebe uma herança e vinga-se: “compra” de volta o ambicioso noivo. A amizade e o amor o acompanharam e fortaleceram durante algum tempo. Iracema. achando boa terra e fresca a sombra. o cristão tornara às praias do mar. b) juntamente com Diva e Iracema. porém nunca se valeu da composição regionalista e. Alencar revela traços realistas. 1994. d) Fernando. a formosa filha do sertão com a volta do esposo reanimou-se. quando parece que o tempo nunca poderá estancar o coração. onde havia construído sua cabana e onde o esperava a terna esposa. Texto para as questões 19 e 20. c) O enredo de Senhora baseia-se na história de uma moça pobre. Outra vez sua graça encheu os olhos do cristão. Passava os já tão breves. Como a seca várzea com a vinda do inverno reverdece e se matiza de flores. As folhas lastram o chão. Como o imbu na várzea. O imbu. agora longos sóis. descobrir no azul diáfano a alvura de uma vela perdida nos mares. constrói uma personagem feminina sem tantas idealizações e já indica o caminho da crítica social. Com os olhos engolfados na imensidade do horizonte. sentia-se no ermo. mas o casamento. p. e) Alencar. é desfeito. o último uma religião. Lúcia Camargo que. Neste excerto de O Guarani. escreveu romances indianistas e urbanos. Senhora completa a série considerada de perfis femininos que o autor utiliza para a composição da crônica de costumes brasileiros. “Logo após a vitória. e) Loredano / D. São Paulo: Scipione. vê-se desprezado e humilhado pela esposa. não atingiu seu intento. ouvindo gemer o vento e soluçar as ondas. vinga. e sua beleza esmaltou-se de meigos e ternos sorrisos. deixando ermo aquele sítio tão povoado outrora pela felicidade. o outro uma paixão. 7 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e tremia de pensar que Iracema houvesse partido. se nasce da várzea porque o vento ou as aves trouxeram a semente. para tudo murchar. já comprometido.

04. O movimento da narrativa é retardado pela inserção desse episódio de reencontro entre Iracema e Martim. Dá vida em teu alento à minha vida. Em quem. 32. Dê.. O termo “embalde” expressa a incerteza da realização da ação de “buscava”. Assinale a opção em que a visão da mulher não se enquadra nesta característica: a) “Ah! Vem. ambas com função revitalizadora. evidencia a fragilidade do amor do guerreiro por sua pátria e a resistência do imbu na várzea. Dê. Os personagens atuam impulsionados por sentimentos que os levam à prática de atos grandiosos ou de ações aviltantes que os caracterizam. 02. 64. A razão que leva a filha da floresta e o guerreiro branco a se exilarem justifica. UFF-RJ Na literatura. A oração “para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria” exprime a conseqüência da ação do tempo no estado de ânimo do guerreiro branco. 16. A comparação entre a várzea e a filha do sertão remete. Une nos lábios meus minha alma à tua!” (Álvares de Azevedo) b) “Anjos longiformes De faces rosadas E pernas enormes Quem vos acompanha?” (Vinícius de Moraes) c) “Anjo no nome. UFBA Com relação à linguagem. 21. 64. Angélica na cara! Isso é ser flor. frágil e inatingível. como resposta. existe uma explicação adequada em: 01. 08.” (Castro Alves) 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e morre amando. As palavras “diáfano” e “alvura” referem-se a um mesmo nome. de abstração do sentimento amoroso. 08. pálida virgem. se tens pena De quem morre por ti. A ação se transfere das praias do mar para o seio da floresta. para ambos. A amizade entre Poti e Martim é reveladora do objetivo do autor de mostrar o colonizador como amistoso e cordial. senão em vós se uniformara. como resposta. 16. fato inteiramente alheio à seqüência dos acontecimentos que constituem o enredo. a soma das alternativas corretas. O aproveitamento da fauna e da flora americana fixa e valoriza a cor local. enquanto a segunda. respectivamente. Quem és tu bela e branca desposada? Da laranjeira em flor a flor nevada Cerca-te a fronte ó ser misterioso! . molho de batatinhas. respectivamente. A expressão “sede do amor” difere de sede de amor. feijão-roxinho. a firmeza de permanecer em terra estranha. seguindo uma tendência da época em que a obra foi escrita. A comparação presente no primeiro período do penúltimo parágrafo. a soma das alternativas corretas. à chegada do inverno e à volta do esposo.. 04. agora longos sóis” contém idéias antitéticas que estão relacionadas com a mudança de estado de espírito experimentada pelo cristão. O trecho “os já tão breves. e Anjo juntamente: Ser Angélica flor e anjo florente.19. UFBA A leitura do fragmento e do romance de onde foi extraído permite afirmar: 01. Mas cantava. já que a primeira dá idéia de concretude. 20. 02.Romantismo Avançar .” (Adélia Prado) e) “Baixas do céu num vôo harmonioso! . 32. onde ocorre o desfecho da história de amor de que trata o romance. sem qualquer conseqüência para o desenrolar da trama. como heróis ou como vilões. A atitude contemplativa de Martim pode ser considerada fortuita.. a visão romântica representativa da mulher é a de uma figura idealizada..” (Gregório de Matos) d) “Minha mãe cozinhava exatamente: arroz.

de Joaquim Manuel de Macedo. d) Apenas II e III. região tida por ele como a mais autenticamente brasileira. 23. de Manuel Antônio de Almeida. Desta maneira tornava aquele retiro impenetrável. é a novela picaresca espanhola. O fragmento abaixo foi retirado do romance O Guarani. referentes ao romance romântico no Brasil. antes de partir. d) A Moreninha garante a Joaquim Manuel de Macedo o pioneirismo na prosa romântica brasileira. FEI-SP Sobre o romance. III. o fumo odorífero que se escapava das fogueiras afastaria até mesmo os insetos. Peri não sofreria que uma vespa e uma mosca sequer ofendesse a cútis de sua senhora. em que as personagens vivem em contato constante com a natureza. c) O aproveitamento da linguagem do sertão é um dos traços marcantes da obra do Visconde de Taunay. porém. UFRS Considere as afirmações abaixo. urataí e outras árvores aromáticas. II e III. c) Apenas I e II. d) reconstitui acontecimentos históricos verídicos do período inicial da colonização do Brasil. II. e) pretende narrar a fundação de uma nova nação a partir da miscigenação entre brancos e indígenas.” 9 GABARITO 24. e) Franklin Távora é considerado o criador da Literatura do Norte. b) aponta para um tempo em que os indígenas recuperarão o território brasileiro e expulsarão os brancos e negros. insere-se na linha primitivista da corrente romântica. Quais estão corretas? a) Apenas I. Leia-o com atenção e responda às questões 24 a 27. é mestiça. A Moreninha. d) José de Alencar. I. na sua apresentação inicial. O autor desse romance é: a) Machado de Assis. c) José Lins do Rego. e) I. circulou a alguma distância o lugar onde se achava Cecília. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e sobretudo os répteis. por isso tomara todas essas precauções. c) defende a união entre negros e índios contra os colonizadores portugueses. e) Gonçalves Dias. e sugasse uma gota desse sangue precioso. de canela. e do outro as chamas que afugentariam os animais daninhos. 25. b) Apenas II. de uma corda de pequenas fogueiras feitas de louro. o rio de um lado. são destacadas sua tez clara “como marfim” e sua beleza “branca”. a) O romance indianista de José de Alencar representa contestação política ao domínio português. Cefet-PR Assinale a alternativa incorreta sobre o Romantismo. b) Bernardo Guimarães foi o primeiro escritor regionalista brasileiro com o romance Ermitão de Muquém. A heroína de A Escrava Isaura. b) Álvares de Azevedo. Uma das fontes de inspiração do romance Memórias de um Sargento de Milícias. é possível afirmar que: a) projeta um futuro trágico para o Brasil.22. de Bernardo Guimarães.Romantismo Avançar . FEI-SP O Guarani foi publicado em 1857 e na época gerou uma grande repercussão. “O índio.

IMPRIMIR Considerando-se o fragmento inserido no contexto da obra. Fernando. Senhora: perfil de mulher. p. II. GABARITO 29. Uma das obras em que podemos observar tal influência é Noite na taverna e seu autor foi um dos mais influenciados por Poe. a) somente I está correta. c) I e II estão corretas. O autor pretende demonstrar a inferioridade do indígena brasileiro frente ao colonizador europeu. b) romance regionalista. UEMS 10 “Maldição baudelaire macalé luiz melodia/ quanta maldição/ o meu coração não quer dinheiro/quer poesia/ baudelaire e macalé luiz melodia/ rimbaud a missão/ poeta e ladrão/ escravo da paixão sem guia/ edgar allan poe tua mão na pia/ lava com sabão/ tua solidão/ tão infinita quanto o dia/ vicentinho van gogh luiza erundina/ voltem pro sertão/ pra plantar feijão/ tulipas para a burguesia/ baudelaire macalé luiz melodia/ waly salomão/ itamar assumpção/ o resto é perfumaria” BALEIRO. Zeca. com traços do caráter do “bom selvagem”: pureza. e) II e III estão corretas. José de. e até pareceu esquecer a sua observação. enquanto romântica. é verdadeira a afirmativa: a) O personagem Seixas revela-se guiado por sentimentos nobres. 104-6.Romantismo Avançar . não lhe pedi nada mais. desempenha. típico desfecho da narrativa romântica. Não se perdoava a imprudência de apaixonar-se por uma moça pobre e quase órfã. Voltar Língua Portuguesa . 1992. Em sua música “Maldição”. b) Gonçalves Dias. FEI-SP A propósito do trecho transcrito. FEI-SP Em O Guarani. d) Os personagens são desprovidos de idealizações. Aurélia percebeu imediatamente a mudança que se havia operado em seu noivo. b) somente III está correta. A descrição do amor que Peri nutre por Ceci visa a criar uma imagem idealizada do índio brasileiro. enfocados como pessoas comuns. 28. d) poemas épicos. fatal. Uneb-BA “Quando Seixas convenceu-se que não podia casar com Aurélia. mas o seu procedimento o indignava. Uma noite porém. na despedida ela disse-lhe: — A sua promessa de casamento o está afligindo.26. O rompimento deste enlace irrefletido era para ele uma coisa irremediável. o autor procura valorizar as origens do povo brasileiro e transformar certos personagens em heróis. c) Casimiro de Abreu. III. revoltou-se contra si próprio. já lho disse uma vez. In: Vô imbolá. sem força de vontade. é correto afirmar que: I. Zeca Baleiro menciona Edgar Allan Poe (grande influência para muitos escritores brasileiros. A mim basta-me o seu amor. 27. e) poemas históricos. a moça não insistiu. o papel da mulher fraca. c) romance indianista. O trecho descreve os conflitos entre o homem branco e o negro. eu lha restituo. d) I e III estão corretas. em que Seixas se mostrara mais preocupado. d) Castro Alves. e) A obra apresenta o final feliz. imprudência a que pusera remate o pedido do casamento. São Paulo: FTD. Fernando disfarçou. quanto à relação amorosa. c) A obra.” ALENCAR. e) Olavo Bilac. Essa tendência é típica do: a) romance urbano. desde que mo deu. vê com naturalidade o casamento de conveniência. na narrativa. 1999. Referimo-nos a: a) Álvares de Azevedo. e inquiriu do motivo. b) Aurélia Camargo. valentia e brio. especialmente para uma das gerações do Romantismo).

Penetra na vida: Pesada ou querida. Que os fortes. UFF-RJ As estrofes abaixo. fragueiro. como se pode observar abaixo: “Se Se Morre de Amor! Sentir. As armas ensaia. Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. Quer seja tapuia. junto à natureza. conduzindo o eu-lírico à depressão.30. a quem se adora. Aos fortes. São Paulo. a) Barroco. e desse amor se morre!” DIAS. Meus brios reveste.” DIAS. que a vida É luta renhida. inspiração em elementos nacionais. No arco que entesa Tem certa uma presa. 1959. valorizando o idioma nacional. p. b) forte subjetivismo. Só teme fugir. d) Naturalismo. “Não chores. Gonçalves. b) Realismo. Arder por afogá-la em mil abraços: Isso é amor. Se o duro combate Os fracos abate. revelando uma visão pessimista da vida. aos bravos. sem ousar dizer que amamos. 31. Só pode exaltar. meu filho. especialmente nos índios e em sua civilização. Voltar Língua Portuguesa . 11 GABARITO Identifique o momento literário a que pertence o poema Canção do Tamoio. UFF-RJ O sofrimento amoroso é freqüente nas obras dos poetas românticos. Não chores. [s/d]. Condor ou tapir. c) idealização do amor. Rio de Janeiro: José Aguilar Ltda. E. Sê duro guerreiro Robusto. partes do poema Canção do Tamoio. Viver é lutar. e) Romantismo. Cultrix. 372. transportando o eu-lírico para um lugar ideal. sem que se veja. Poemas de Gonçalves Dias. Brasão dos tamoios Na guerra e na paz. Poesia Completa. através do sentimento nativista. Valente serás.. c) Modernismo.Romantismo Avançar . IMPRIMIR A característica que situa o fragmento dentro da poética romântica é: a) evasão no espaço. representam um momento da literatura brasileira em que se buscou. A vida é combate Que os fracos abate. d) realização de poemas lírico-amorosos. E pois que és meu filho. Amá-la. sem poder fitar seus olhos. e) idealização da mulher. seus pensamentos. transcendendo os limites da vida física. Só pode exaltar. Tamoio nasceste. Segui-la. temendo roçar os seus vestidos. os bravos. sem lhe ouvir. Compr’ender. Viver é lutar. Gonçalves.

. ela é motivo de constante preocupação para o pai.. Essa comparação visa a demonstrar a superioridade do modo de vida na corte e a pobreza e a ignorância do sertanejo. Segundo Pereira: “Ih... c) Apenas I e II. Unicamp-SP Em Ubirajara. no empenho de construir uma visão do período pré-cabralino? 35.. é um reflexo da busca e aclamação dos elementos constitutivos de uma nação brasileira. 02. 34. são ressaltados aspectos pitorescos do sertão brasileiro. II e III. experimentando. ao ouvir de Meyer notícias sobre a morte de pessoas. Durante um almoço. de José de Alencar. Quais estão corretas? a) Apenas I. durante o inverno europeu. tanto a casa de Mariz.. sob a influência das culturas européias. palco da história do amor de Inocência e Meyer. que retratam o lado negativo da terra americana. 01.... a) Que sentido têm as sucessivas mudanças de nome do protagonista no romance? b) Qual o papel das notas explicativas nesse romance? Do que elas tratam em sua maior parte? c) Como o romance e suas notas tratam o ritual antropofágico. d) Apenas II e III.. é coisa de meter medo. Apesar do afeto que Pereira sente pela filha. José de Alencar propõe uma interpretação de Brasil em que o índio exerce um papel central.. o homem branco por quem se apaixonara. Em O Guarani e Iracema... e) Senhora – adolescente – ascensão social.. UFRS Leia as afirmações abaixo sobre os romances O Guarani e Iracema. Em Iracema.. são destruídos... a partir daí.. a guardiã do “segredo da jurema” abandona sua tribo para seguir Martim. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Pereira enaltece a fartura do Brasil.. b) A Pata da Gazela – camponesa – degeneração física. b) Apenas II.. 12 Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto acima. uma ... aliás uma opinião estendível a outras mulheres em idade casadoura. c) Lucíola – aristocrata – degradação moral. sinônimo dos recursos naturais do Brasil. do Visconde de Taunay. a) Lucíola – cortesã – purificação espiritual.. as personagens indígenas – Peri e Iracema – morrem em circunstâncias trágicas. d) Senhora – adolescente – enriquecimento material. Às descrições da natureza típica do cerrado brasileiro.....Romantismo Avançar .. por obra de qualquer descuido...... em especial a francesa.. 08. à míngua. misturam-se cenas da Guerra do Paraguai. em contraste com a vida na corte.. conflito que traz para a cena do romance o soldado Cirino. tentanto tirá-la dos braços de seu amado.. que se apaixona pela bela sertaneja. e) I. um processo gradativo de . mais precisamente no Rio de Janeiro. UFRS Leia o texto abaixo. I. No romance . uma vez que. mulheres numa casa. Essa exaltação dos recursos alimentares do país. meu Deus. assinale a(s) alternativa(s) correta(s).São redomas de vidro que tudo pode quebrar. na certeza de que serão vingadas.. representante dos valores lusitanos.. III. quanto os Aimorés. apaixona-se por um provinciano recém chegado ao Rio de Janeiro. 33. independente do julgo da metrópole portuguesa.. Em O Guarani.. pode pôr a perder a honra familiar. II. De acordo com a narrativa. de José de Alencar. tal como em Iracema e em O Guarani.” 04.32..... UFMS Considerando a leitura do romance Inocência.....

foi ao ar livre. o texto de Casimiro de Abreu aborda ainda outro tema significativo na literatura romântica: a relação entre o homem e a natureza. trata-se de caso de exceção na ficção do autor. infante ainda. Não foi na cidade. 1965.” ABREU. Que deliciosa vida aquela! Como eu corria por aqueles prados! Que colheita que fazia de flores! Que destemido caçador de borboletas! Ah! meus oito anos! Quem me dera tornar a tê-los!. ( ) Heroína romântica. Aqui. não. ( ) Escrito na forma de um relato de memórias da protagonista. Aurélia recusa-se a utilizar-se do dinheiro para alcançar seus objetivos. é correto afirmar.. o texto segue o padrão literário romântico? Justifique a resposta. GABARITO 39. Mas. ( ) A escassez de detalhes descritivos e a incorporação de elementos da cultura popular são algumas das características fundamentais do estilo de Alencar. A abordagem desse tema é integralmente feita de acordo com o padrão romântico na literatura brasileira? Justifique a resposta. Fernando passa por uma transformação que o redime de suas atitudes iniciais. ( ) A transação que resulta no vínculo entre Aurélia e Fernando acaba por permitir que outro casal. e confesso francamente que a palmatória não me deixou grandes saudades. com suas palavras. ( ) Em sua trajetória ao longo da narrativa. a personalidade. e. ( ) Até o final do romance. o autor consegue sustentar a atenção dos leitores.. possa encontrar sua felicidade.. c) III. mas divididos por razões econômicas. Ao tratar desse tema. o romance apresenta os fatos do enredo em ordem cronológica.36. de José de Alencar: I. iniciando-se a narrativa com as recordações da infância de Aurélia. nada. de José de Alencar. 38. d) I e II. o que o opõe aos autores da geração literária que sucedeu à sua. e) II e III. b) II. e ao desprender-me das faixas infantis. diferentemente do que ocorre na obra de Gonçalves Dias. oferecendo condições para um desfecho feliz ao lado de Aurélia. servindo como porta-voz direta das críticas do autor aos valores burgueses. o autor já indica a combinação que fará entre elementos históricos e fantasia. os costumes. p. vi quase ao mesmo tempo o céu e o mar. Está correto somente o que se afirma em: a) I. Ao apresentar esta obra como “lenda do Ceará”. uma vez que o restante de sua obra romanesca é dedicado à reelaboração das origens históricas do país ou à apresentação romântica de cenários regionais. 203. ( ) Ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império. senti a brisa da praia brincar com meus cabelos e o vento da montanha trazer-me de longe o perfume das florestas. O autor valeu-se de uma narrativa. 37. não queria. UFRJ O texto de Casimiro de Abreu apresenta um tema relevante no Romantismo: a infância. mas não deixou de explorar sistematicamente recursos típicos da linguagem poética. aos oito anos ia eu para a escola. Para responder às questões 37 e 38. Rio de Janeiro: Edição de Ouro. ao saltar do berço. UFPR Sobre o romance Senhora. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . com suas palavras. II. não. Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!” Casimiro de Abreu. UFRJ Associado ao tema da infância. Casimiro de. 13 “Nasci no campo. ocultando habilmente as razões que levaram ao desentendimento entre os protagonistas. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso). III. os valores e a cultura do índio real estão fielmente retratados. onde se morre abafado. os campos e as matas. leia os textos a seguir: “Meus oito anos Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações sobre o romance Iracema.Romantismo Avançar . ligado por laços afetivos sinceros.. Obras completas.

UFMS Sobre o romance Inocência. salva Peri da morte. A ação do romance. apesar do autor ter escrito a obra na segunda metade do século XIX. Unioeste-PR Com respeito à leitura de O Guarani. III – “A Bandeira”) é representativa da tese de Rousseau sobre a bondade natural do selvagem. A jovem. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . é a do casamento. A elevação de sentimentos e nobreza de caracteres. 08. O tom confidencial da narrativa. reforça a grandeza do índio Peri. 42. 04. de desigualdade econômica. 41. em oposição à vilania e à maldade. 08. indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance. e) O romance gira em torno de intrigas amorosas. assinale a(s) alternativa(s) procedente(s). preterida por Fernando Seixas. de Visconde de Taunay. inclusive através de nomes científicos em notas de rodapé. posse. resgate. Dê. Considerando a obra como um todo. 04. cuja linguagem possui os elementos necessários para a descrição da paisagem do interior brasileiro. é correto afirmar que: 01. é ilustrada através da oposição entre Cecília e Isabel. levando-o a acobertar a fuga dos amantes da ira de Manecão. como um bálsamo poderoso.Romantismo Avançar . O brasão escondido de Loredano e sua devoção a Dom Antônio de Mariz são exemplos da presença do medievalismo na literatura romântica. intitulado “Loura e Morena”. compra-o e ele contumaz caça-dote. é um romance regionalista. incorporado a uma atmosfera metaforicamente medieval. b) Aurélia Camargo. além de explorar o conflito amoroso próprio da vertente romântica. A apresentação que o narrador faz do rio Paquequer registra um típico processo de animização. porque. focalizado em primeira pessoa. 01. é um dos tipos humanos descritos por Taunay que dá à narrativa um colorido especial. A natureza age como mediadora: o óleo da cabuíba. de José de Alencar. d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro. V. quitação. transcorre no século XVII. por isso. PUC-SP A questão central proposta no romance Senhora. 16.40. por promessa de seu pai. A descrição que o narrador faz de Álvaro (cap. como resposta. sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse. c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma. visto que resulta de acordo no qual as aparências sociais devem ser mantidas. 02. a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e. de tendência sertanista. no cap. o pitoresco da paisagem sertaneja recebe especial atenção do narrador: os elementos da natureza são descritos minuciosamente. 32. o amor tudo vence. apaixona-se por Cirino. no entanto. mas. Pereira. a soma das alternativas corretas. como também as relações do homem com essa mesma natureza. como resposta. em termos históricos. a soma das alternativas corretas. 64. nele. 02. 16. o anão que vigia Inocência o tempo todo. o romance estrutura-se em quatro partes: preço. com final feliz. uma espécie de curandeiro ambulante que tenta salvá-la da febre. a austeridade do pai de Inocência é quebrada pela intensidade do amor que a filha devota a Cirino. Tico. Dê. Inocência é noiva de Manecão.

b) O estilo e o elemento histórico remetem ao autor de Navio Negreiro e Vozes d’África. 15 44. com versos de sete sílabas que cumprem um padrão de rimas. romântica e exaltada. mal roçando.. Antônio de Mariz. e) nativismo modernista. século XIX. c) Essa estrofe é uma oitava.. 10.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .) A habitação (. nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. e a civilização não tivera tempo de penetrar o interior. que tinha os cabelos mais negros do que a asa da graúna.43. a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu. Instrução: Para responder às questões 45 e 46. sintetizado pelo: a) realismo naturalista. São Paulo: Scipione.) Havia a necessidade de auto-afirmação da Pátria que se formava. b) sentimentalismo realista. e) São versos típicos de uma poesia que. O pé grácil e nu. p. ler o texto que segue. em que o homem é apenas um simples comparsa. c) romantismo indianista. “Após a independência. barca de granito.. Entretanto. o lugar que acabamos de descrever estava deserto e inculto. No ano da graça de 1604. temos uma das formas significativas do nacionalismo.) florestas virgens se estendiam ao longo das margens do rio. alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. (. fidalgo português cota d’armas e um dos fundadores da cidade do Rio de Janeiro... Solta a flâmula agitada aos uivos da marujada. construída sobre uma eminência e protegida de todos os lados por uma muralha de rocha cortada a pique. São Paulo: Scipione. (. Mais rápida que a ema selvagem..” ALENCAR. 1998. a virgem dos lábios de mel.) pertencia a D. d) bucolismo neoclassicista.Romantismo Avançar . da grande nação tabajara... Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. Iracema. José de. sublime artista. O favo da jati não era doce como o seu sorriso. Tudo era grande e pomposo no cenário que a natureza. “(.” Está incorreta a seguinte afirmação sobre a estrofe acima: a) O tom.. via-se à margem direta do rio uma casa larga e espaçosa. 1994. p. e mais longos que seu talhe de palmeira. Cefet-RJ “Iracema. Nas ondas da escravidão. o tema e o sentimento predominante indicam tratar-se de versos de Álvares de Azevedo. d) A expressão “barca de granito” é uma metáfora de “Palmares”. que corria no meio das arcarias de verdura e dos capitéis formados pelos leques das palmeiras. Unifor-CE “Palmares! A ti meu grito! A ti. onde campeava sua guerreira tribo. tinha decorado para os dramas majestosos dos elementos. identificou-se plenamente com a causa dos abolicionistas. 125. a nova nação ‘precisava ajustar-se aos padrões de modernidade da época. a comunidade dos escravos que resistiram ao cativeiro. José de. a cidade do Rio de Janeiro tinha-se fundado havia menos de meio século.’” NICOLA. No texto de José de Alencar. Que no soçobro infinito Abriste a vela ao trovão. E provocaste a rajada.

. FUVEST-SP Considerando-se este excerto no contexto do poema a que pertence (“Idéias íntimas”)... Se pranteia por Deus de amor suspira. c) A crítica vê em seu romance um caráter regionalista... e) Lamartine é criticado por sua irreverência para com Deus e a religião... evidenciado na linguagem simples e na representação de pessoas comuns.. a) O Guarani – irmão – mitifica b) Iracema – tutor – critica c) O Guarani – pai – representa d) Iracema – tio – retrata e) Ubirajara – progenitor – rejeita 46. de Cecília. Lira dos vinte anos.... o passado histórico por meio de uma visão .. PUC-RS O Brasil português revela-se no trecho da obra .... Memórias de um sargento de milícias está totalmente de acordo com as características do momento....Romantismo Avançar .. Como a lua no mar e o som das ondas… Mas pranteia uma eterna monodia... Durante o primeiros tempos de serviço tudo correu às mil maravilhas.. d) Escrito na época do Romantismo.... da ideologia dominante... que é a protagonista da obra. própria da ironia romântica..” Memórias de um sargento de milícias. de Manuel Antônio de Almeida. . A personagem referida. só algum mal-intencionado poderia notar em casa de Vidinha uma certa fartura desusada na despensa. Tem na lira do gênio uma só corda. 16 “Ossian o bardo é triste como a sombra Que seus cantos povoa. por exemplo... Fantástico alemão.. Álvares de..... GABARITO 47. através da fundação daquela que se tornaria a sua capital. a) rejeita – pessimista – adaptação b) redimensiona – inovadora – rejeição c) enaltece – ufanista – conformação d) idealiza – conservadora – rejeição e) recupera – comprometida – adaptação Texto para a questão 47........ o poder e a audácia dos novos habitantes...... d) a recusa dos autores estrangeiros manifesta o projeto nacionalista típico da segunda geração romântica brasileira... IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa ... é correto afirmar que. Vem tu agora.. em relação ao processo de ... Com base no texto acima. (…)” AZEVEDO.. PUC-RS A obra em questão .. como se pode observar.... e) Não há como negar o tom realístico do qual se carrega a narrativa. nele. Basta de Shakespeare. 48.... b) a dispersão do eu-lírico. b) Romance de Manuel Antônio de Almeida. muito respeitados pela segunda geração romântica. . a) o eu-lírico manifesta tanto seu apreço quanto sua insatisfação em relação aos escritores que evoca.. de José de Alencar.. Parece-me que vou perdendo o gosto.... exprime-se na métrica irregular dos versos........... Fibra de amor e Deus que um sopro agita: Se desmaia de amor a Deus se volta. é correto afirmar: a) Memórias de um sargento de milícias. foi o primeiro escrito no Brasil.. à cultura europeizada por que passa Peri..45.. possui pouco valor como documentário ou crônica de uma época.... O Lamartine É monótono e belo como a noite. c) o eu-lírico rejeita a literatura e os demais poetas porque se identifica inteiramente com a natureza.. mas isso não era coisa em que alguém fizesse conta.. UEMS “O major tinha razão: o Leonardo não parecia ter nascido para emendas. poeta ardente Que ilumina o clarão das gotas pálidas Do nobre Johannisberg! Nos teus romances Meu coração deleita-se… Contudo.

.. Fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia: era a cobiça disfarçada com pretextos da religião. d) ressalta a concordância a que os capitães da frota de Pedro Álvares teriam chegado. e) Lúciola – regionalista – diversidade. que evitava o ataque dos colonos degradados aos senhores da terra e à liberdade dos índios. à liberdade dos índios. como se o consenso de todos estes comandantes justificasse a atitude de enviar os dois índios ao rei português. bem como criou romances de tendência . c) recusa a idéia da violência que teria caracterizado a colonização portuguesa no Brasil. 50. que se dedicavam intensamente à causa da conversão do indígena brasileiro.. que busca ressaltar os aspectos negativos da colonização portuguesa. 274. do país através de temas nacionais configura-se como um dos aspectos mais significativos do Romantismo brasileiro... Gonçalves Dias afirma que “fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia” porque aquela história: a) seria produzida por pessoas moralmente condenáveis.. b) seria conduzida por personagens da mais alta idoneidade moral. a) A Moreninha – realista – desigualdade. eram colonos degradados.. UFF-RJ Índice é tudo aquilo que indica ou denota uma qualidade ou característica especial.. c) A Escrava Isaura – regionalista – diversidade... Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. 1867.. 51. 17 49. d) seria derivada da cobiça disfarçada com pretextos da religião.. d) O Moço Loiro – realista – complexidade. contra a vontade deles.. condenados à morte ou espíritos baixos... e com instâncias ao rei de Portugal para que por amor da religião se apoderasse d’esta descoberta. e) seria causada pelos condenados à morte.. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para se redimirem. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... sem que a sua vontade fosse consultada. que buscavam no Brasil a redenção de seus pecados. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para darem largas às depravações do instinto bruto.Romantismo Avançar . em obras como . Gonçalves. No texto. 4º trim. A preocupação em retratar a . . mas que eram movidas pela ganância......As questões 49 e 50 referem-se ao seguinte texto: “O primeiro navio destacado da conserva para levar a Portugal a notícia do descobrimento do Brasil. que alegavam razões religiosas para seus atos.. PUC-RS Além dos romances históricos e/ou indianistas. como se a esquadra de Pedro Álvares não houvesse enviado dois índios a Portugal.. cometera a violência de arrancar de suas terras. condenados à morte.... apesar do tom artificial de alguns romances... era o ataque aos senhores da terra.. b) insere-se no contexto do Romantismo...” DIAS..... contextos e temáticas urbanas. José de Alencar retratou. como se esta tivesse sido um evento relevante e benéfico para os habitantes de nossa terra. e) valoriza e confirma a iniciativa de alguns órgãos de imprensa que celebram a conquista portuguesa como fator importante para nosso posterior desenvolvimento como nação. a dois índios. b) Senhora – abolicionista – simplicidade. ato contra o qual se tinham pronunciado os capitães da frota de Pedro Álvares.... UFF-RJ A visão de Gonçalves Dias no texto: a) reforça a posição dos brasileiros que desejam comemorar os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil... p. convertendo os índios.. como elemento motivador para um distanciamento e uma diferenciação em relação a Portugal. c) seria arquitetada por colonos degradados.

desinteresse e tédio. extraídas do poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias. a comadre. FUVEST-SP “Teu romantismo bebo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 16. Dê. Onde canta o Sabiá. o Romantismo. b) se trata de um soneto clássico que celebrizou o poeta como um dos mais importantes do Romantismo brasileiro. a soma das alternativas corretas. contrariando as convenções literárias da época. é um anti-herói. uma das características da obra é a utilização da linguagem oral. que aqui gorjeiam. ó minha lua. Leonardo. Não gorjeiam como lá. As aves. Nosso céu tem mais estrelas. Lira dos vinte anos. o eu-lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala. Nossas várzeas têm mais flores. é correto afirmar que: 01. 08. um aventureiro. mas revela. Nossos bosques têm mais vida. A teus raios divinos me abandono. Leonardo. c) é um canto de amor à pátria e teve alguns dos seus versos incorporados à letra do Hino Nacional. aproximando-a da estética realista. é filho de Leonardo Pataca e de Maria da Hortaliça. Torno-me vaporoso… e só de ver-te Eu sinto os lábios meus se abrir de sono. destacando-se pela temática regionalista. 53. característica das classes de alta cultura e condição social confortável. Sem qu’inda aviste as palmeiras. o personagem principal. b) tendência romântica ao misticismo. (.) Não permita Deus que eu morra. como resposta. de imediato. que previa heróis moralmente elevados. por méritos próprios.Romantismo Avançar . comentando as ações dos personagens. capazes de atos de bravura e coragem. “Luar de verão”. Sem que eu volte para lá. c) melancolia romântica. o barbeiro. Onde canta o Sabiá.” AZEVEDO. “Minha terra tem palmeiras. torna-se sargento. fruto de “uma pisadela e de um beliscão”. Essa atitude do eu-lírico manifesta a a) ironia romântica. simbolizam a falta de preocupação com os problemas do período colonial. Álvares de. e) fuga romântica para o sonho. o chefe de polícia) e os problemas morais e sociais do Rio de Janeiro sob o reinado de D. Neste excerto. o narrador interrompe com freqüência a narrativa. UFMS Com relação às Memórias de um Sargento de Milícias. 02. UFRS Leia as estrofes seguintes. d) as estrelas e as flores. d) aversão dos românticos à natureza. referidas na segunda estrofe.. João VI. 54.52. o personagem central.. Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá. tornando a obra uma espécie de crônica da época.” 18 Em relação à Canção do Exílio é correto afirmar que: a) exalta a natureza brasileira em sua fauna e sua flora. 04. que mais tarde se casa com Vidinha e. é um romance urbano que apresenta grande variedade de tipos humanos (a parteira. o compadre. Nossa vida mais amores. e) os versos da última estrofe acentuam o sentimento do exílio e expressam o desejo do poeta de morrer em Portugal.

IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) A poesia romântica indianista resgatou o passado histórico do Brasil e valorizou a bravura de seus habitantes naturais.Romantismo Avançar . Já prélios incitam. guerreiros valentes! Seu nome lá voa na boca das gentes. c) sátira impiedosa. Condão de prodígios. expressa num detalhismo quase realista.F. sedentos de glória. por temor de que a realidade rechace o devaneio lírico. UFMG Em relação ao poema “Canção do exílio”. é incorreto afirmar que ele pertence: a) ao projeto nacionalista romântico. São muitos seus filhos. atribuiu-lhe também alguns distúrbios de personalidade. p. pela qual se rebaixa a linguagem ao plano do cômico. Dirce. In: RIEDEL. mas da lágrima em troca eu temo um riso!” Na estrofe acima..Juca-Pirama.. c) O poema gonçalvino enalteceu e preservou as tradições indígenas brasileiras.. d) insegurança amorosa.)” DIAS.. a: a) idealização da amada. de Álvares de Azevedo. c) à temática romântica da nostalgia. incorporando-as ao orgulho nacional. Temíveis na guerra que em densas coortes Assombram das matas a imensa extensão. b) “I-Juca-Pirama” expressa o nacionalismo de seu autor. 56. d) à vertente romântica indianista. Vitória-ES Observe com atenção o fragmento abaixo: “I. Cercadas de troncos – cobertos de flores. revela-se um traço forte de sua poesia. solene e distante. a um tempo temida e desejada.Juca -Pirama No meio das tabas de amenos verdores. 57. Alteiam-se os tetos d’altiva nação. Nos meus olhos incertos sinto lágrimas. e) força material do cotidiano. severos. ao idealizar a coragem e o heroísmo do índio brasileiro. de glória e terror! (. de Gonçalves Dias. U. 311 19 Reflita sobre as tendências da poesia romântica indianista e assinale a alternativa que não confirma a visão idealizada do poeta em relação ao indígena brasileiro: a) O índio de Gonçalves Dias ganhou o tom dos valorosos cavaleiros medievais e reafirmou o sentimento nacionalista de nosso Romantismo. Já meigos atendem à voz do cantor: São todos Timbiras. que. São rudos. b) projeção da própria morte. d) O poeta romântico transformou o silvícola em um dos símbolos da autonomia cultural e da superioridade da nação brasileira. já cantam vitória. Gonçalves. nos ânimos fortes. I. retratada como musa etérea. b) à tendência romântica para a utopia. UFSE “Quando junto de ti sinto às vezes Em doce enleio desvairar-me o siso. 1969.55. Literatura brasileira em curso. Rio de Janeiro: Bloch.

é um conjunto de poemas que apresentam: 01. criam efeitos sinestésicos. Conforme os versos transcritos. 20 59. Tapir – anta. Não encheste minh’alma de ventura. de Castro Alves. a) O idealismo. c) Ao dizer “É uma estampa/de bela adormecida”. 02. Quer seja tapuia. De fogos vagabundos acender-se… Se posso no viver sonhar com ela. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Quando louco. A rósea face Mas ela não o quis… rompeu a tela Parece em visos de um amor lascivo Onde eu pintara meus doirados sonhos. característica primordial do Romantismo. b) Filiado ao Simbolismo. tais como: ventura e tristeza. confirmando a filiação do poema à estética simbolista. da loucura e do sonho presentes no poema serão retomadas de maneira similar na poesia parnasiana. Só teme fugir. a) quem erra o alvo precisa fugir da caça. sedento e arquejante. o sonho. presentes no poema.F. revelam o seu caráter romântico de segunda geração. a imagem da mulher amada. “Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. “onde eu pintara”. “Idéias Íntimas (fragmento) VII XIII Em frente do meu leito. (…) GABARITO 60. 16. exaltação da natureza.” Vocabulário: Tapuia – identificação dada a tribos inimigas. o poema recorre a imagens nebulosas e sugestivas. Santa Maria-RS Considere os versos de “Canção do Tamoio”. E essas violetas inodoras. murchas. 04. e) As marcas do erotismo. Ponta Grossa-PR Espumas flutuantes. o poema denuncia sua familiaridade com relatos infantis. a soma das alternativas corretas. “negro quadro”. De bela adormecida. Texto para a questão 60. como resposta. b) os índios estão em guerra contra os tapuias. Não poderei na sepultura. É uma estampa No meu peito na vida e no sepulcro. Dê. c) a covardia é o único sentimento a ser temido pelos fortes. de Gonçalves Dias. E com a nívea mão recata o seio… Essa trança beijar de seus cabelos Oh! quantas vezes. imaginação criadora.Romantismo Avançar . ao menos. No arco que entesa Tem certa uma presa. vida e morte.58. a presença da morte. Meus tristes lábios imprimi ardentes Sua imagem divina ter no peito. ideal mimoso. “rompeu a tela”. e) o bom índio se conhece pela qualidade do seu arco. Condor ou tapir. satanismo. 08. Condor – ave semelhante à águia. expressão de ideais românticos. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. U. No poento vidro que te guarda o sono! Álvares de Azevedo. d) As referências ao universo da pintura. em negro quadro Havia uma outra imagem que eu sonhava A minha amante dorme. Nos lábios frios comprimir chorando. linguagem coloquial.E. d) quem não tem boa pontaria é excluído do grupo de guerreiros. U.

Em sangue a se banhar. de José de Alencar.) – Tu és Moacir. na perspectiva do idealismo romântico.. uma vez que registra traços dos hábitos. Santa Maria-RS “Era um sonho dantesco. José de. Dê. no romance. as mulheres são devassas. não se pode negar o teor realístico do qual se carrega a narrativa. 04. seja no processo de construção das personagens . O tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho.” ALENCAR. O desfecho da obra apresenta histórias de luto.a periferia do Rio de Janeiro.. U. título da obra e período literário dos versos citados. d) é uma obra de teor nacionalista em que há uso da cor local. Legiões de homens negros como a noite Horrendos a dançar. As questões 62 e 63 referem-se ao fragmento abaixo: 21 “Iracema. c) a linguagem é um misto de narração e descrição lírica. dor e sofrimento. do povo que vivia no Rio de Janeiro no começo do século XIX. 62.. de baixa renda e seus dramas cotidianos -. U. d) Alencar justifica. Iracema. 01. 08. porém logo o choro infantil inundou sua alma de júbilo. A dor lacerou suas entranhas. entre os anos de 1852 e 1853.representação de pessoas comuns.. o nascido do meu sofrimento. de Manuel Antônio de Almeida. 16.” IMPRIMIR GABARITO Assinale a alternativa que identifica. Voltar Língua Portuguesa . Apresenta-se. seja no plano da forma . estalar do açoite. é incorreto afirmar que: a) destaca o elemento indígena como a verdadeira origem do povo brasileiro. a soma das alternativas corretas. Embora o romance esteja inserido entre as produções do Romantismo. características da estética romântica. vulneráveis e desonestas. e vivem situações idealizadas. 64. como resposta.Romantismo Avançar . c) Aluísio Azevedo – O Mulato – Naturalismo.F. U. buscou a margem do rio onde crescia o coqueiro. A obra pode ser classificada como um romance de costumes. assinale a(s) correta(s) em relação ao romance em questão. autor. d) Álvares de Azevedo – Conde Lopo – Romantismo... assinale a alternativa incorreta: a) O amor entre Iracema e Martim desculpa simbolicamente a colonização. foi uma obra inicialmente publicada em folhetins. e) Castro Alves – Vozes d’África – Romantismo. Dentre as proposições abaixo. b) Iracema entrega-se a Martim sem resistência. o mestiço povo brasileiro. 63.F. e considerando a obra como um todo. (. UFMS Memórias de um sargento de milícias. b) Castro Alves – O Navio Negreiro – Romantismo. b) o sentimento amoroso justifica as duras ações colonizadoras. a morte da terra virgem pela necessidade se implantar nela uma civilização. à elite de sua época. seja no espaço onde essas personagens circulam . 02. consciente da sua missão de gerar a nova raça. c) A expressão “nascido do meu sofrimento” pode ser lida como índice da origem violenta da formação social brasileira. contrariando todo o desenvolvimento orientado pela narrativa. a retidão de caráter. Estreitou-se com a haste da palmeira. As personagens do romance pertencem à classe dominante. a) Álvares de Azevedo – Noite na Taverna – Romantismo.linguagem simples e direta -. um nítido contraste entre as personagens masculinas e as femininas: enquanto os homens se distinguem pela honestidade. sentindo que se lhe rompia o seio. a seu modo. Juiz de Fora-MG Sobre o romance Iracema. Tinir de ferros. corretamente. Juiz de Fora-MG A partir do fragmento acima. tradições e falas de pessoas simples...61.F. a coragem e a fidelidade.

III. na economia e principalmente na educação dos jovens. Saí. A alternativa que contém a seqüência correta é: a) F – V – V – V. direcionando-os para a vida religiosa. c) V – F – F – V. despreza o nacionalismo e o indianismo. pois Alencar acredita que pode operar-se nesse caráter uma transformação capaz de restituí-lo gradualmente à sua natureza generosa. sempre se salva a dignidade última dos protagonistas. mulheres incorpóreas ou virgens. livro de contos escrito pelo poeta ultra-romântico Álvares de Azevedo (1831 – 1852). Nessa obra. Uniube-MG Marque (V) para as declarações que estão de acordo com o romance Senhora. ( ) Nesta obra. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ainda. c) I... Acentua traços característicos da literatura romântica. b) V – V – F – F. mas um ser venal inferior como é o caso de Seixas.. baseada na exploração de tipos sociais facilmente identificados. b) Apenas II e III estão corretas. demonstrando a ingenuidade e a simplicidade que permeiam a edificação da trama.. e se redimem as transações vis repondo de pé herói e heroína. ( ) uma vinculação nítida com o contexto romântico. parágrafo. o que leva ao efeito cômico desejado. temas característicos da primeira geração romântica. que se casa pelo dote. ( ) Este romance testemunha que Alencar crê nas “razões do coração” e se seu moralismo se abate sobre as mazelas de um mundo antinatural (o casamento por dinheiro). a punição do violão. idealizado na literatura ultra-romântica. elas só o são aparentemente. Não sei se a noite era límpida ou negra. Assinale a alternativa correta. recursos ostensivamente colhidos nos romances de folhetim da época. e aqueles traços todos me lembravam uma idéia perdida. eu ignoro por quê.. e) Apenas I e III estão corretas. presente em grande parte da obra do autor. Abri-o: era o de uma moça. de José de Alencar e (F) para as que não se aplicam adequadamente ao romance: ( ) O autor coloca no centro do romance não mais um herói. e F para os falsos) ( ) o predomínio da caricatura na concepção das personagens. d) Apenas I e II estão corretas. 66. Desta forma. o disfarce e o erro de identificação. que. Cefet-PR O excerto a seguir foi extraído da obra Noite na Taverna. e após uma orgia. as grinaldas da morte na fronte dela. d) F – V – V – F. Aquele branco da mortalha. eu achara abertas.. Idealiza figuras imaginárias. pode-se encontrar (Assinale V. rompido temporariamente. 67. em virtude da educação que recebera.” 22 Com relação ao fragmento acima. da qual faz parte a peça O Noviço. afirma-se: I. II. II e III estão corretas. o amor platônico não é superado pelo amor físico.65. personagens que confirmam o amor inatingível. UFGO Martins Pena foi o fundador da comédia de costumes do teatro brasileiro. ( ) Embora existam personagens más em seu romance (Seixas. Pesava como chumbo. eu deixara dormida no leito dela a condessa Bárbara.. sei apenas que a cabeça me escaldava de embriaguez. Dei um último olhar àquela forma nua e adormecida com a febre nas faces e a lascívia nos lábios úmidos. como o subjetivismo. o equilíbrio.. como o esconderijo. ao contrário. gemendo ainda nos sonhos como na agonia voluptuosa do amor.. Quando dei acordo de mim estava num lugar escuro: as estrelas passavam seus raios brancos entre as vidraças de um templo. – era o anjo do cemitério! Cerrei as portas da igreja. o egocentrismo e o sentimentalismo. para os itens verdadeiros. Tematiza a morte. ( ) o Brasil Colonial como pano de fundo histórico-social. no 1º. Tomei o cadáver nos meus braços para fora do caixão. época em que a influência jesuítica foi decisiva na política. naquela tez lívida e embaçada. Era uma defunta!. acaba por restabelecer-se na medida em que o autor arranja uma solene redenção fazendo Seixas resgatar-se na segunda parte da história.Romantismo Avançar . por exemplo). As luzes de quatro círios batiam num caixão entreaberto. uma vez que a resolução dos conflitos se encaminha para o final feliz e a conseqüente realização amorosa dos dois jovens e. ( ) a utilização de recursos dramáticos considerados primários. a) Apenas I está correta.. As taças tinham ficado vazias na mesa: aos lábios daquela criatura eu bebera até a última gota o vinho do deleite. o vidrento dos olhos mal-apertados. “Uma noite.

não se caracteriza o rebaixamento do tema amoroso. c) no primeiro. a análise crítica e científica dos fenômenos sociais brasileiros. que conduz à dor. como resposta. pastoril. a) no primeiro. Mas cantou nesse instante uma coruja… Abri cioso a página secreta… Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!” GABARITO Os fragmentos acima são de Álvares de Azevedo e desenvolvem o tema da mulher e do amor. Vê-la mais bela de Morfeu nos braços! Como dormia! que profundo sono!… Tinha na mão o ferro do engomado… Como roncava maviosa e pura!… Quase caí na rua desmaiado! (…) É ela! é ela! — repeti tremendo. como: 01. b) no segundo. o dolorido afã. U. com certeza. Comparando os dois fragmentos..Romantismo Avançar . Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! Que céu azul! Que doce n’alva Acorda a natureza mais louçã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã! Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória. a morte como alívio para o “mal-do-século”. o poeta expressa as condições mais rasteiras de seu cotidiano. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . com desespero e pessimismo.E. apesar de haver um tom de humor e sátira. a soma das alternativas corretas. 69. viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã. em poesia simples.68. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Fragmento II É ela! é ela! — murmurei tremendo. Como a lua por noite embalsamada. Sobre o leito de flores reclinada. 04. 16. 02. PUC-SP “Fragmento I Pálida à luz da lâmpada sombria. o desajustamento do indivíduo ao meio social. “Se eu morresse amanhã. a exaltação de sentimentos pessoais. podemos afirmar que. o poeta figura a mulher adormecida e a toma como objeto de amor jamais realizado. Caracterizam duas faces diferentes da obra do poeta.. bucolicamente ingênua e inocente. porém. 08. e) no segundo. Ponta Grossa-PR “Se eu morresse amanhã”. atribui à mulher traços de idealização iguais aos do primeiro fragmento. d) no segundo. o poeta confere ao tema amoroso tratamento idêntico ao verificado no primeiro fragmento. ao substituir a musa virginal pela lavadeira entretida com o rol de roupa suja. E o eco ao longe murmurou — é ela! Eu a vi — minha fada aérea e pura — A minha lavadeira na janela! (…) Esta noite eu ousei mais atrevido Nas telhas que estalavam nos meus passos Ir espiar seu venturoso sono. manifesta-se o desejo de amar e a realização amorosa se dá plenamente entre os amantes. é um dos poemas mais lembrados de Álvares de Azevedo. Dê. a valorização de elementos ligados à natureza. A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã!” 23 Nele estão contemplados temas recorrentes em sua poesia e na estética romântica. à aflição e à busca da solidão.

O narrador aponta para a ingenuidade da personagem frente à vida e às experiências desconhecidas do primeiro amor. Luizinha e Leonardo. de José de Alencar. o poeta demonstra acentuadas marcas do nacionalismo vigente no Romantismo. foram mais adiante do que isso. 3. não é dizer que vieram de braço. De maneira simbólica ele representa o homem brasileiro. Uberlândia-MG-Modificada Sobre Iracema.” Considere as afirmações abaixo sobre o comentário feito em relação à palavra ingenuamente na última frase do texto. detectado no sentimentalismo exagerado. provocados pelo sofrimento do amor irrealizado. a natureza tem um caráter expressivo e dinâmico. Assinale: a) se apenas 2 e 4 estiverem corretas. em Iracema temos o nascimento lendário do Ceará. que deforma os encantos da mulher amada. d) se 1. A linguagem do romance Iracema é altamente poética. porque tudo é narrado de forma explícita. ( ) na poesia saudosista. porém. c) se 2. 24 GABARITO “Desta vez. como este último tinha querido quando foram para o Campo. 3 e 4 estiverem corretas. moldada por um cenário natural tipicamente brasileiro. 3 e 4 estiverem corretas. Ela é o refúgio acolhedor e o ideal de evasão do eu-poético. 71. e em lamentos melodramáticos. podemos dizer que: 1. 72. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . extraído do romance Memórias de um Sargento de Milícias. a saudosista e a lírico-amorosa. A produção poética desse autor pode ser caracterizada da seguinte forma: ( ) na poesia indianista. e) I. ( ) na poesia lírico-amorosa. UFGO A poesia de Gonçalves Dias pode ser dividida em três grandes vertentes temáticas: a indianista. fruto do negro e do branco. d) Apenas II e III. c) Apenas III. como a exaltação do pitoresco nacional. E ingenuamente não sabemos se se poderá aplicar com razão ao Leonardo. em que se sobressai o tratamento exótico da natureza tropical. UFRS Leia o texto abaixo.F. assim. comparações sobre comparações. III. Moacir é o filho nascido da união de Iracema e Martim. II e III. as cenas de amor carnal entre Iracema e Martim são de tal forma construídas que o leitor as percebe com vivacidade. por saber quem é Leonardo. I. Quais estão corretas? a) Apenas I. b) se apenas 2 e 3 estiverem corretas. a história de amor entre Iracema e Martim e as manifestações de ódio das tribos tabajara e potiguara. embora o texto esteja em prosa. estabelecendo. vieram de mãos dadas muito familiar e ingenuamente. o índio. numa representação quase sempre épica. Alencar consegue belos efeitos lingüísticos ao abusar de imagens sobre imagens. II.70. uma interdependência entre paisagem e estado de alma. b) Apenas II. de Manuel Antônio de Almeida. põe em dúvida o caráter da personagem e as suas intenções. pode-se encontrar um ultraromantismo já convencional. 4.Romantismo Avançar . O narrador acentua o tom irônico que caracteriza o romance. U. no qual está inserido o primeiro habitante do País. O narrador. ( ) em todas as vertentes da poesia de Gonçalves Dias. 2. predomina uma sensibilidade plástica singular.

7. d 22. Tais estágios são refletidos na mudança de nome do protagonista: Jaguaré é o nome do caçador. 41. mas com benevolência. que desmitificam sua imagem de passado idealizado a que se desejaria retornar. O romance confirma isso quando Pojucã pergunta se não é digno deste sacrifício. Considerando-se que as notas são objetivas e a narrativa é subjetiva. e não européia. 40. a qual passa por diferentes estágios. 49. b) As notas tratam da língua e dos costumes dos índios. a 27. e 31. 10. Ubirajara é o nome do guerreiro e Jurandir é o nome do hóspede. 05 21. 3. 39. segue. 37. c) O ritual antropofágico é tratado sob a perspectiva indígena. já que. d 24. 48. 4. 2. c 28. 14. 06 a Não segue integralmente. d 25. d 30. a a) Como todo povo. não com o preconceito europeu. no último parágrafo. b 18. As notas contribuem tratando o ritual. 43. Voltar Língua Portuguesa . no texto. 44. 5. 45. V–F–V–V d e a c 21 e a e V–F–V–V–V e c c d c d 17. c 32. 16. tendo sido derrotado no combate com Ubirajara.Romantismo Avançar . 15. a 19. pois a relação entre o homem e a natureza é apresentada de forma idealizada. a 29. 46. 34. a natureza é lugar paradisíaco. 47. pois. 12. 38. a escravidão causaria mais vergonha que a própria morte. 9. e 23. 6. 8. já que. o índio brasileiro também tem suas tradições. 36. pode-se dizer que servem de complemento à narrativa. c 33.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O 1 1. 42. 11. atribuem-se à infância traços negativos. de experiências positivas. e 26. sua cultura. 13. Sim. F–F–V–F–F–F–V 50 c 27 d c c a a e b GABARITO IMPRIMIR 35. 23 20.

67. a b e c V–F–V–V a 17 c V–V–F–V a e 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 68. 56. 70. 52.50. 65. 54. 69.Romantismo Avançar . 51. 60. 57. a e c a 14 a b b c 13 a 05 62. 58. 64. 55. 53. 71. 61. 63. 72. 59. 66.

O episódio de Inês de Castro. O nome que no peito escrito tinhas. De teus fermosos olhos nunca enxuito. d) I e II. Como se fora pérfida inimiga. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. 3. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano. áspero e tirano. já velho e com um “saber só de experiência feito”. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. Deste causa à molesta morte sua. d) retrata a beleza de Inês. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. e) I e III. De teus anos colhendo doce fruito. obra de Camões. que se contrapõe à solenidade do poema épico. c) III. b) II. c) a manifestação de apego a Portugal. Estavas. linda Inês. legítima herdeira do trono de Portugal. humanizando os versos. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. posta em sossego. em Os Lusíadas: I. Que a fortuna não deixa durar muito. III. Está correto apenas o que se afirma em a) I. Nos saudosos campos do Mondego. puro amor. II. Tuas aras banhar em sangue humano. inserido em sua narrativa épica. 2. Aos montes ensinando e às ervinhas. Desse episódio. PUC-SP “Tu só. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. oferecem momentos em que o lirismo se expande.” 1 GABARITO Os Lusíadas.LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. Voltar Língua Portuguesa . com força crua Que os corações humanos tanto obriga.Classicismo Avançar . É porque queres. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. IMPRIMIR b) celebra os amores secretos de Inês e de D. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. Se dizem fero Amor. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. como um todo. Entretanto. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. Naquele engano da alma ledo e cego. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. posta em sossego. tu. do qual o trecho acima faz parte.

b 2.LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. a 1 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e 3.Classicismo Avançar .

de uma cultura dominante. A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada da nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). Rebelo?) de pagodeiros a cada erro de gramática que cometem. Para ilustrar essa tese. que leciona Lingüística Aplicada na Universidade de Campinas. (32) no terceiro período: A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada de nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). O texto traz a opinião do articulista de Veja. a seguir. em geral. americano naturalizado brasileiro. os pagodeiros deveriam ser penalizados porque cometem erros absurdos de gramática que corrompem o idioma. ‘Um idioma evolui quando entra em contato com outros. (02) o projeto de Aldo Rebelo limita-se a tentar impedir que a língua falada seja invadida por estrangeirismos. É normal que uma língua se nutra de outras. Até o início do século XX. era o francês o responsável pela maior parte das palavras ditas internacionais. por isso. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . assim como o mico-leão-dourado e a arara-azul. diz o professor John Robert Schmitz.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II 1. Repete-se no terreno do idioma a mesma lengalenga que se desenrola no campo da economia. dois trechos de uma reportagem publicada na revista Veja (30/08/00. é correto afirmar que: (01) o exemplo utilizado pelos defensores da pureza do idioma — os cartazes de lojas de shopping centers — não prima exatamente pela originalidade. p. de autoria do deputado Aldo Rebelo (PC do B. Está certo que os abusos beiram o ridículo. e só alguém que não entende nada do assunto pode achar que é possível bloquear esse intercâmbio’. São Paulo). Agora. seus defensores sempre utilizam o mesmo e surrado exemplo: cartazes de lojas de shopping centers (ops. ser multados.Interpretação de texto II Avançar . As informações entre parênteses têm por função explicar os termos que os antecedem. Seria mais ou menos como cobrar uma pena pecuniária (gostou dessa. centros comerciais). como resposta. (16) ao contrário dos lojistas. estampar nas vitrines “sale” e “50% off” em vez de “liquidação” e “50% de desconto”. o projeto mostra total ignorância do fenômeno lingüístico. que proíbe o uso de palavras estrangeiras.” Trecho 2: “Para os especialistas. No entanto. 1 Trecho 1: “O projeto é fruto de uma idéia fora do lugar (mais uma): a de que o português falado no Brasil estaria ameaçado de extinção. Também é comum — e fato antigo — que os vocábulos a atravessar fronteiras venham. não fazendo qualquer referência ao emprego de tais termos na língua escrita. (04) os lojistas que exibem cartazes com termos estrangeiros em suas vitrines prejudicam apenas a si mesmos. essa primazia pertence ao inglês. Dê. Entre eles. A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert adotassem o termo ‘week-end’ para fim de semana. não devendo. (08) é possível detectar a presença de duas “vozes” que dialogam com o discurso sobre a língua: a “voz” da ecologia e a “voz” da economia. multar um lojista por uma caipirice que depõe unicamente contra ele próprio é um exagero. UFMS Apresentamos. a soma das alternativas corretas. 86-7).” GABARITO Segundo o texto. em que João Gabriel de Lima discute o projeto de lei nº 1676.

(08) ignora-se a influência do povo como propulsor das transformações ocorridas na língua. como o escritor Machado de Assis aborda a questão da língua. mas pode ser facilmente recuperado pelo leitor. já explorada no texto acima.Interpretação de texto II Avançar . projetos e atitudes como os de Aldo Rebelo revelam-se absurdos porque traduzem um desconhecimento completo sobre a língua portuguesa e suas origens. a soma das alternativas corretas. Dê. certos modos de dizer. (32) o trecho atribuído ao professor John Robert Schmitz vem em discurso direto. os estudiosos tomam os estrangeirismos como elementos positivos que fariam o idioma evoluir para melhor. exceto: (01) a evolução de um idioma. um efeito de sentido de verdade e constituindo um importante argumento de autoridade para fundamentar a tese do intercâmbio lingüístico. Dê. a soma das alternativas corretas. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. é um processo normal. serem incorporadas à escrita. (32) posições contrárias à evolução de uma língua são duramente criticadas. que não se pode impedir. 2 Entre o ponto de vista do escritor e a opinião de especialistas. com isso. A este respeito a influência do povo é decisiva. a partir de então. estão corretas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” In: Crítica literária. 47. (16) enquanto Machado de Assis vincula as alterações por que um idioma passa ao fator tempo e às necessidades advindas dos usos e costumes. (16) até o início do século XX. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas.2. só então. locuções novas. (08) em A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert…. como resposta. suplantado pelo inglês. (02) para os especialistas. ao passo que Machado de Assis assume uma atitude complacente em relação a seus opositores. podemos fazer as seguintes comparações: (01) da mesma forma que o escritor fala de riquezas que se acrescentariam à língua. o que pode ser observado desde tempos mais remotos. “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. especialistas enfocam a questão do ponto de vista do intercâmbio com outras línguas. UFMS Todas as proposições a seguir. tendo sido. o francês foi o principal idioma a “exportar” palavras para os demais porque pertencia à cultura dominante da época. (04) afirma-se categoricamente que as mudanças ocorrem primeiro na fala para. portanto. criando. com naturalidade. (02) tanto Machado de Assis quanto especialistas aceitam. a expressão em negrito remete ao termo franceses. referentes aos trechos da questão 1. p. Há. como resposta. (04) os vocábulos de uma dada língua que se incorporam a outras originam-se sempre de uma cultura dominante. que não vem explicitado no texto. a evolução das línguas. através do intercâmbio com outras línguas. agora. 3. UFMS Veja.

Referida a um crime que teve repercussão na imprensa escrita e falada.4. quando essa fêmea mostra também intelecto e capacidade de sobrevivência sem seu protetor. Paulo de 30/08/2000. Garanto que uma flor nasceu. Garça. esportivos e de poder. nos círculos milionários. Sua cor não se percebe. b) a flor nasce sem as marcas da urbanidade. É feia. Suas pétalas não se abrem. rompe o asfalto. GABARITO IMPRIMIR a) O texto usa. segundo o autor dessa carta? c) A quem se refere o autor da carta. Fingem acreditar que elas estão aí por amá-los. Façam completo silêncio. nesse fato. Uma flor ainda desbotada Ilude a polícia. o nojo e o ódio. mas certas situações que levam a isso estão aí. meios artísticos. o assassino foge ao perfil comum de tais tipos. Sento-me no chão da capital do país às [cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma [insegura. c) a capacidade de resistência possibilita o inusitado surgimento da flor. bondes. posando com fêmeas muito mais jovens. Seu nome não está nos livros. associado à descrição de comportamentos que desqualificariam as mulheres. gosta de passar aos demais uma imagem de eterna juventude e virilidade. Laércio. e lhes atribui um comportamento que as desqualifica. real. 5.” 3 O texto sugere que: a) as plantas não devem ser cultivadas nos centros urbanos.” ZANINI. São poucas vezes atraídas pelo seu intelecto.Interpretação de texto II Avançar . rio de [aço do tráfego. paralisem os [negócios. e muitas pela fama. Transcreva uma frase em que o termo ocorre. d) nada pode interferir no fluxo da vida urbana. um termo fortemente conotado. triste. termina quando tal fêmea atinge seu objetivo. A durabilidade de tais ligações. na frase “o homem não aprende”? Voltar Língua Portuguesa . ITA-SP O texto a seguir foi publicado na seção “Cartas do leitor” da Folha de S. Tudo porque o homem não aprende. PUC-RS Texto Carlos Drummond de Andrade “Uma flor nasceu na rua! Passem de longe. SP. Duro. e) a convivência do homem com a natureza não deve ser estimulada. “A recente morte violenta de uma jornalista choca a todos porque. b) Quais os traços de caráter das mulheres em relação aos quais os homens deveriam se precaver. ônibus. o tédio. Mas é realmente uma flor. no geral. poder e dinheiro. Há milênios. em relação às mulheres. esta carta dá uma notável demonstração de machismo e desprezo pelas mulheres. […] Furou o asfalto. Sublinhe o termo em questão na sua frase. Pior ainda.

d) “redefiniram os locais de trabalho”. 8. e) “desafiaram constituições”. d) o caráter radical das revoluções. Existem ainda no STF outras cinco ações propostas pela oposição contra dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal. durante longos períodos de tempo. 13/02/96. a expressão que sintetiza os efeitos da revolução operada pela informática é a) “atropelaram o mundo”. 4 Texto para as questões 7 e 8.Interpretação de texto II Avançar . A revisão promovida pelo ministro Marco Aurélio favoreceu o governo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . as ‘infovias’. Paulo. Não há dúvida de que vivemos a revolução da informação e. diz o professor do MIT. ocorrem vários termos de jargão técnico que remetem a diversas fases do andamento de um processo no judiciário. Fuvest-SP No texto. b) O que os termos “retificação” e “revisão” informam sobre a participação do juiz Marco Aurélio de Mello no julgamento da questão? c) Do que trata o artigo 20 da lei de Responsabilidade Fiscal? Responda. “A explosão dos computadores pessoais. redefiniram os locais de trabalho. Uma retificação no voto do ministro Marco Aurélio de Mello garantiu a decisão do STF. Nicholas Negroponte. enquanto o CD-Rom trabalha. mudaram o conceito de realidade e obrigaram as pessoas a ficar sentadas. b) “tornaram as leis antiquadas”. Transcreva pelo menos três. o governo saiu vitorioso ontem no julgamento do pedido de liminar contra o artigo 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal. Fuvest-SP A expressão “revoluções não são sutis” indica a) a natureza efêmera das revoluções. especialmente em relação aos Poderes Legislativo e Judiciário no âmbito dos Estados e Municípios. reordenaram prioridades. que corria o risco de ficar impedido de aplicar cortes de despesas com folha de pagamento previstas na lei. b) a negação dos benefícios decorrentes das revoluções. com base no texto.” Jornal do Brasil.” O Estado de S. a) No texto acima. as grandes redes — a Internet e a World Wide Web — atropelaram o mundo. reformularam a economia.6. revoluções não são sutis. GABARITO 7. 12/10/2000. e) o traço progressista das revoluções. c) “reformularam a economia”. c) a natureza precária das revoluções. desafiaram constituições. Unicamp-SP (nota: o título de “ministro” é dado aos juízes do Supremo Tribunal Federal) “Pela diferença de um voto. que confirmou a constitucionalidade do artigo que estabelece os limites de gastos com pessoal para os três poderes. diante de telas de computadores. Tornaram as leis antiquadas.

uma vez que se toma o todo (a pessoa) pela parte (os pés). Dê. (04) o uso de você é um recurso típico do texto publicitário. os verbos parar (de) e passar (a) indicam. 5 De acordo com o material publicitário reproduzido acima. E ainda foi considerado o carro mais seguro do segmento pelo Clube do Automóvel. motor com 5 válvulas por cilindro. a soma das alternativas corretas. a mensagem do anúncio estaria preservada. Alguns anúncios são sabidamente enganosos. Voltar Língua Portuguesa . ( ) Se o trecho “Tem carroceria 100% galvanizada” estivesse redigido como Tem 100% da carroceria galvanizada. direção hidráulica e coluna de direção ajustável em altura e profundidade. 15/9/00. UFMS Leia o seguinte texto da propaganda de calçados da coleção Primavera-Verão da Picadilly: “Chega um momento que você pára de acreditar em príncipes encantados e passa a exigir homens de verdade. pois ludibriam o cliente. 12 anos de garantia anticorrosão. “O XYZ é o primeiro com airbags laterais na categoria. é incorreto afirmar que: (01) no primeiro período. (16) os anunciantes da coleção Primavera-Verão da Picadilly utilizam argumentos genéricos para seduzir o grande público. ( ) O primeiro período do anúncio não apresentará alteração de sentido se for assim reescrito: O XYZ é o primeiro na categoria e tem airbags laterais. como conteúdos pressupostos. (08) a figura de linguagem que aparece no segundo período é a metonímia. para um segmento específico da sociedade. (02) com o objetivo de opor realidade e fantasia. que a interlocutora anteriormente acreditava em príncipes encantados. 53 (com adaptações).” Caras. portanto. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. Mas a tecnologia é imensa. estimulandoo a adquirir um produto ou a contratar um serviço. sugerindo maior proximidade com o interlocutor/leitor. iniciado em “E ainda” o anúncio afronta o Código Brasileiro de Defesa do Consumidor porque lança uma auto-avaliação sem informar que sistema antifurto a sustenta. é possível considerar que o anúncio poderá ludibriar o consumidor que der a ele a primeira interpretação. freios ABS de 5ª geração. Todavia. entretanto. 12 anos de garantia anticorrosão” permite dupla interpretação: ou todas as peças metálicas do XYZ têm 12 anos de garantia anticorrosão ou apenas a carroceria a tem. também conhecido como Cinderela. O design é compacto. apesar de gostar de homens de verdade. Dessa forma. nº 82. recorre-se à intertextualidade com o popular conto de fadas Gata Borralheira. ar-condicionado inteligente. que acaba comprando gato por lebre. 13/12/99.Interpretação de texto II Avançar . É o maldito sapatinho que não serve para você.” Época. GABARITO IMPRIMIR Com relação a esse anúncio. anúncios que apresentam apenas informações verídicas. por isso. a valorização dos calçados anunciados. ludibriando involuntariamente o consumidor. Tem um momento que você percebe que não é você que não entra no sapatinho de cristal. XYZ. 10. são proibidos pelo Código Brasileiro de Defesa do Consumidor. p. e. Tem carroceria 100% galvanizada. É o primeiro carro brasileiro com acoustic parking system. leia o anúncio que se segue.9. Tendo em vista essa observação. (32) a atribuição de uma qualidade negativa ao sapatinho (de cristal) sugere. como resposta. ( ) No trecho final. não se voltando. ( ) O trecho “Tem carroceria 100% galvanizada. por oposição. mesmo um anúncio honesto pode apresentar alguma impropriedade lingüística que comprometa a qualidade da mensagem transmitida. Há. UnB-DF Um anúncio publicitário tem por finalidade influenciar o público.

F. O cara morreu na hora. Orestes. e) I. a empresa está informatizando todo o seu sistema. 12. . para resolver os pepinos em tempo. estão corretas a) todas as afirmações. II.” NP. Quando sacaram que pintou sujeira. pintou confusão. apud. 5.07. S.35. que fica na mesma rua. perceptível em nível morfológico. três monstruosas divindades aladas que puniam os criminosos. uma preocupação de fundo metalingüístico. F. 6. detonando três pipocos em Cícero. da Universidade de São Paulo. Metodista-SP Texto 1 “Por isso. O discurso da violência — as marcas da oralidade no jornalismo popular. ‘O episódio que deu origem à expressão está narrado na peça Eumênides.07. 4. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o preso entrou no carro de polícia para voltar ao distrito. mata os dois para vingar o pai e é perseguido pelas Fúrias. em Atenas).C. grande dramaturgo grego. conta o professor de Língua Portuguesa Francisco Platão Savioli.91.” GABARITO NP. 6 Podemos concluir do texto acima que: a) Eumênides é a peça escrita por Ésquilo.Interpretação de texto II Avançar . d) Atualmente. 298. 07. de Ésquilo (525 a. no discurso jornalístico em questão. cit. Os malacos chegaram junto dela e mandaram-na passar as chaves. fugiram. que inventou a expressão. apud DIAS. b) somente III e IV. Christi estava tirando seu Santana da garagem. p. Egisto. II. p. uma deformação dos significantes. 1996 Texto 2 “Os malacos tinham arrombado a escola Paradigma. e) Tudo o que foi narrado pelo escritor do artigo não passa de ficção. III. Rolou uma briga e Eudes sacou o berro. cit. op. c) O texto contém uma explicação histórico-científica para a expressão “voto de Minerva”. predomina I.” NP. quando acontece empate em julgamento.C. em que não faltam. d) I. passou para outras civilizações. p. Segundo os soldados.11. Univali-SC “Deusa grega decidia julgamentos empatados De onde veio a expressão ‘voto de Minerva’? Da Grécia antiga. Para julgar o crime. 27. Paulo: editora EDUC/Cortez.07. inclusive. apud. a mistura freqüente de linguagem culta e popular (oral). Texto 3 “Liberado pelos médicos. p. VI. Atena funda um tribunal chamado Areópago (que realmente existiu. ou de linguagem popular e técnica.91. para melhor se aproximar da língua padrão. IV e VI. uma oralidade bem marcada da qual se projetam elementos emocionais para envolver o leitor. o primeiro dos grandes dramaturgos clássicos gregos. Nessa hora. V. ajudada pelo amante. dado pelo presidente de um tribunal. julho de 1998. o filho dela. Nessa tragédia.07. o juiz se utiliza do voto de Minerva para absolver o réu. Com a posterior elaboração e consolidação da jurisprudência romana. 339. 27. Clitemnestra. Atena virou Minerva e a instituição do voto de desempate. IV. Quanto às afirmações anteriores. b) O professor Francisco Platão Savioli explica em um texto descritivo a origem da expressão. Minerva é o nome romano da deusa da sabedoria. III. o malaco tentou roubar o revólver de Antônio Carlos. II. A tragédia de Ésquilo. F.91. apud. Agamênon.456 a. projetou o mito muito além da sua época. Ana Rosa Ferreira. uma tendência para a hipérbole. 230. Considerando somente os fragmentos de Notícias Populares acima. pode-se dizer que. op. cit. III.” Superinteressante. 24. Texto 4 “Um aviãozinho monomotor (de um motor só) caiu ontem de manhã na Baía da Guanabara…” NP. marcas de oralidade. op. U. Atena. Aí. 2 F. assassina o marido.91. na Antigüidade. a transformação de notícias em narrativas. IV e V.)’. c) somente I e IV. Só que o julgamento terminou empatado e a deusa decidiu pela absolvição de Orestes.

I e II somente. Sérgio Buarque de Holanda os flagrou mais de meio século atrás no seu estudo do ‘homem cordial’. ‘vamos ver’. justificam-se como hábeis negociadores. das quais os brasileiros diariamente se apropriam para desviar da palavra ‘não’. ou mesmo das ‘negociatas’.” Considere as seguintes afirmações sobre o texto acima: I. ‘se der’. c) o homem perspicaz. as pessoas se escondem atrás de expressões comprometedoras para evitar a responsabilidade pelos atos ou opiniões e para fugir dos confrontos embaraçosos. e) um “camaleão social” ironicamente analisado pela sua conduta. intencionalmente incapaz de magoar os outros. II. O tema explorado é o do duplo sentido que a palavra negociação ganha no âmbito da prática política. A tese defendida é a de que a acepção mercantilista do termo negociação pode ser maliciosamente encoberta pela acepção democrática. É por essa razão que frases igualmente descompromissadas como ‘eu te ligo’. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . I e III somente. os brasileiros seriam PhDs nela. 7 13. ora ao fundamento mercantilista dos ‘negócios’. O tema é a prática da má política. d) um “camaleão social”. um tipo de enganador charmoso.Texto para a questão 13. que é a busca do ‘acordo entre partes’. Esses hábitos já estão enraizados nessa cultura. Essa declaração faz com que qualquer trato não cumprido soe como um acordo amistoso. Veja as expressões propositadamente vagas como ‘pode ser’. Se essa ‘esquiva retórica’ fosse uma disciplina acadêmica. 1996. U. III. podem ser classificados como ‘morde-e-assopra brasiliensis’. híbrido e. meio malandra. a palavra negociação associa-se ora ao requisito clássico da democracia. pela gentileza de seus atos. meio diplomata. In Folha de São Paulo. a) o homem capaz de empreender encontros amistosos. correspondente no Brasil do jornal dominical The Observer. Seu talento nesse campo vem de eles terem aprendido como navegar em torno dos negativos. ‘a gente se vê’ e ‘apareça lá em casa’ normalmente são escapadas e não promessas de um novo encontro.” KEPP. está honestamente preocupado com as regras sociais. (…).Interpretação de texto II Avançar . Vários políticos valem-se dessa duplicidade de significados: sendo. de fato. PUC/Campinas-SP “Na prática política. b) aquele que. (…). II e III. 14. está correto o que vem afirmado em a) b) c) d) e) II somente. e a tese é a de que as palavras deixam de ter sentido por causa dessa prática. por essa razão. Membros dessa espécie híbrida. inteligente frente aos obstáculos impostos pelo cotidiano. Metodista-SP Assinale a alternativa que mais traduz o conceito de homem cordial no texto. II e III somente. Em relação ao texto. de Londres e da Fairchild Publications. Eles se comunicam por meio de frases como ‘eu fico devendo’. espertos negociantes. Michael. I. “Modos brasileiros de escapar do ‘não’ Universalmente.

ficará cada vez mais por conta do computador. o comentário do autor faz referência a um futuro em que inovações metodológicas tornarão o ensino mais produtivo e eficaz. Revista ZH. todos nós estávamos ansiosos. datas. mesmo. em primeiro lugar: o que sentiste lendo esse texto? Em que ele aumentou a tua compreensão do mundo. que o conceba como alguém dotado de inteligência e afetividade. A propósito. Trata-se de um rio longo. E todos nós imediatamente copiamos: calor – flechinha – dilatação. é criticado o ensino que visa. Rio Grande-RS A expressão Nada mais paradigmático é. batalhas. Não sei como será a escola no futuro. Não é preciso lembrar. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a) No texto. F. foi direto para o quadro e escreveu: Calor → dilatação. Rio Grande-RS Assinale a alternativa cujo teor é incompatível com as idéias veiculadas pela crônica. b) Nenhuma idéia é mais relevante. Coisas que os alunos copiavam. se faz a respeito de um texto é: o que quis o autor dizer com isso? Pergunta difícil. 8 15. e) Nenhuma informação memorizada é mais importante. está o objetivo maior da educação. Ninguém soube responder. ao qual caberá a intransferível tarefa de educar gerações. os da margem esquerda e os da margem direita. F. isto é. E também não nos ensinará o valor das emoções. é preciso saber como acessar. nunca tínhamos visto os rios da região. Durante muito tempo. em geral. para a qual o próprio escritor muitas vezes não tem resposta. a esse respeito. Eu perguntaria ao leitor. Nesse binômio. Perguntou por que havíamos copiado aquilo. mas sabíamos seus nomes. O que o computador não nos ensinará é como entender as coisas. c) O texto é portador da idéia de que o ensino desvinculado da realidade e das vivências do aprendiz. Por que é um mistério que nunca esclareci. entendimento e emoção. basicamente. O professor então passou o resto da aula explicando: é mais importante entender do que copiar.Instrução: as questões de números 15 e 16 referem-se ao texto. Nada mais paradigmático a esse respeito do que a lista de afluentes do Amazonas. U. Lembro muito bem a primeira aula que nos deu. o texto aponta o computador como o grande mestre do futuro. é essencial que a educação contemple globalmente o ser. daqui em diante. c) Nada é comparável. b) Entre outras idéias. Informação memorizada é algo que. A pergunta que. não cumpre seu real objetivo. e que foi cercada da maior expectativa: como tinha fama de ralador. 1999. A memória do computador nos dará todo tipo de informações. Texto “Quais são. como se chamam os afluentes da margem direita?” Zero Hora. olhou-nos e fez uma pergunta que nos deixou a todos perplexos. lugares. da vida? No futuro. O professor Alfredo entrou na sala. Era preciso recitá-los de memória. d) Numa perspectiva otimista e confiante. e portanto cheio de afluentes. e) Segundo o texto. no contexto. os escolares saberão dos afluentes do Amazonas não recitando os nomes. é o ensino da literatura. ou liam nos livros. equivalente a: a) Nada é mais enfatizado. ensino foi sinônimo de informação: nomes. d) Não há exemplo mais adequado. mas de uma coisa estou seguro: a regra do professor Steinbruch será mais válida do que nunca. 26 set. E aí os nomes surgirão naturalmente. Nós nunca tínhamos ido à Amazônia. que lecionava Física no Julinho. conhecendo como é o lugar. U. os afluentes do Amazonas? Há pouco tempo faleceu um dos melhores professores que tive. Exemplar. como vivem os habitantes da região. Assim mesmo: calor – flechinha – dilatação. Ele pousou o giz.Interpretação de texto II Avançar . e memorizavam — porque aquilo caía no exame. mas indo até lá. Alfredo Steinbruch. 16. ao acúmulo de informações memorizadas.

” SANTOS.” MARINS. chuveiros e vasos sanitários das cidades — ou na própria violência que passaria a assaltar ruas e casas. e) atual período histórico / periferia do sistema capitalista. as técnicas da informação são principalmente utilizadas por um punhado de atores em função de seus objetivos particulares. uma informação manipulada que. em lugar de esclarecer. embora realizado de maneira desordenada. nas condições atuais. aprofundando assim os processos de criação de desigualdades. por mais que avance tecnologicamente. c) é da natureza do progresso que. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Espaços públicos e privados passaram a se fundir a contragosto das intenções normativas.Texto para as questões 17 e 18. O que é transmitido à maioria da humanidade é.Interpretação de texto II Avançar . História da vida privada no Brasil. confunde. resultou de projetos governamentais. dos objetos que o formam. Todavia. d) apropriadas por alguns Estados / criação de desigualdades. seja porque lhe escapa a possibilidade de controle. Paulo César Garcez. c) ampliação do conhecimento / informação manipulada. (…) As novas condições técnicas deveriam permitir a ampliação do conhecimento do planeta. Essas técnicas da informação (por enquanto) são apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas. de fato. estruturados segundo os padrões da época. das sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrínseca. d) o alcance universal do progresso técnico está em oposição à sua utilização para fins particulares. seja porque não dispõe totalmente dos novos meios de produção. b) o crescente avanço da técnica terminará por superar o atraso das relações políticas. Texto para a questão 19: “O processo intenso de metropolização sofrido no Brasil a partir da instalação dos parques industriais e os surtos migratórios a eles associados inviabilizariam qualquer projeto de perpetuar o controle das formas de moradia e vizinhança nas grandes capitais. GABARITO 19. Milton. c) as mudanças na organização de espaços públicos e privados foram conseqüência da industrialização e da migração. Fuvest-SP No contexto em que ocorrem. Fuvest-SP Deduz-se corretamente do texto que a) a humanidade. “Um dos traços marcantes do atual período histórico é (…) o papel verdadeiramente despótico da informação. b) a urbanização das grandes metrópoles originou-se em modelos institucionais. não será capaz de superar o egoísmo. d) o abastecimento de água das grandes cidades. intensificou-se nos bairros mais populares. mas no avanço sobre mananciais — fonte para todas as pias. Por uma outra globalização. b) punhado de atores / objetivos particulares. É desse modo que a periferia do sistema capitalista acaba se tornando ainda mais periférica. e) a violência urbana. a cada avanço tecnológico. corresponda um retrocesso político. e) é próprio da informação atualizada que ela seja acessível somente às minorias mais ricas. decorrente da industrialização. não apenas nas ruas e na configuração heterogênea dos bairros. estão em relação de oposição os segmentos transcritos em: a) novas condições técnicas / técnicas da informação. Fuvest-SP Segundo o texto. 9 17. 18. a) as novas formas de vizinhança e de moradia resultaram de uma política de urbanização progressiva e organizada.

Minha vida de menina. 30 de maio de 1893 Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. respectivamente e sem prejuízo do sentido. A rainha tem uma caudatária que vai atrás segurando na capa que tem uma grande cauda. a qual. no Brasil do século XIX. mesmo sabendo a despesa que dá!” MORLEY. eu gosto ainda mais. entre elas. caso. e) porque. Agora é que vi como fica caro para os pobres dos negros serem reis por um dia. a qual. que é quase pegada à Chácara de vovó. E este ano foi mesmo. por: a) contudo. Esta também é negra da Chácara e ajudou no jantar. mas quando são na Igreja do Rosário. Assinale. eu gosto ainda mais. na qual. da qual. d) entretanto. “Domingo. d) As situações pitorescas de uma festa servem como pano de fundo às reflexões da narradora sobre o desejo de propriedade da gente-livre recém-liberta e as dificuldades para sua realização. Helena. Até parece que a festa é nossa.” Nesse primeiro período do texto. Além disso teve de dar um jantar para a corte toda. Foi sorteada para rainha do Rosário uma ex-escrava de vovó chamada Júlia e para rei um negro muito entusiasmado que eu não conhecia. algumas afirmações críticas acerca do texto. a) O texto põe a nu os desdobramentos de um sistema de desigualdades marcado por bloqueios e limitações sociais impostos a escravos recém-libertos. b) pois. e) Observa-se uma mescla de compaixão e ironia no discurso da narradora.Texto para as questões 20 e 21. que é quase pegada à Chácara de vovó. a seguir. mas quando são na Igreja do Rosário. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a incorreta. “quando” e “que” podem ser substituídas.Interpretação de texto II Avançar . Fuvest-SP Leia. na época em que. Coitada de Júlia! Ela vinha há muito tempo ajuntando dinheiro para comprar um rancho. Nenhum rejeita o cargo. Júlia com o vestido e a coroa já gastou muito. Fuvest-SP “Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. as palavras “mas”. c) Desvenda-se no discurso da menina narradora uma ótica de classe que parece apontar para a idéia de que os pobres não sabem como usar o dinheiro. se. 10 GABARITO 20. Gastou tudo na festa e ainda ficou devendo. as quais. ao reconhecer a festa popular como possibilidade imaginária de redefinição social pela superação fantasiosa das barreiras advindas da escravidão. se. c) porém. b) A narradora descreve em seu diário a possibilidade de efetiva ascensão social propiciada pelo regime político do Império. 21. se. Eu acho graça é no entusiasmo dos pretos neste reinado tão curto.

Foi botar na boca e ver logo que era leite em pó. 11 GABARITO 22. em pó… Às três horas o programa das donas-de-casa. que deixa saudade. com muito mais espaço interior e que você pode adquirir dando a sua velha de entrada (a sua velha geladeira. naturalmente). embebida na água com Rinso e o diabo é que o vestido. do ‘Espetáculo Biscoiteste’. Rio de Janeiro: 1962 (com adaptações). Lembrou-se então que o deixara na véspera dentro da pia. Iria à cidade apanhar os textos de uma outra agência que precisavam ser decorados até as três. vai poder dormir um pouquinho. In: Primo Altamirando e elas. fez todas as coisas que precisava fazer em uma velocidade espantosa e entregou-se ao suplício de almoçar com o diretor de TV. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Stanislau. É só até o dia 30.’” PONTE PRETA. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. Aceite o meu conselho e vá verificar pessoalmente. abriu a cortina do boxe. a garota-propaganda passava seu tempo correndo de um lado para outro. Abriu a geladeira de 7 pés. Às quatro. que não enruga nem encolhe. (Tudo que se faz com leite. macio e confortável. coitadinha! Já passava das oito horas da manhã e a garota-propaganda dormia gostosamente sobre o seu colchão Vulcaspuma. graças à carona que pegara. no departamento comercial da televisão. quarto. não conseguia mais separar sua vida privada de sua vida profissional. ( ) A garota-propaganda. De 5 às 8. decorar outros textos. Foi quando o relógio despertador começou a tilintar irritantemente. a jurar que a liquidação anunciada era uma ma-ra-vi-lha. Finalmente. mas muito bonzinho. como ficou dito. para decorar páginas e páginas de texto que apanhara na véspera. Fechou o sofá-cama. vítima da sociedade de consumo. mas preferiu outra coisa. Se fosse branco. além disso. Tomou então um cafezinho mesmo e correu ao quarto para se vestir e arrumar o cômodo o mais depressa possível. depois ficaria explicado porque a roupa dela é muito mais branca do que a minha. que parece linho mas é linholene. Ele pediu massa e perguntou se ela também queria (Aimoré você conhece — pensou ela). era verde. Boa noite. facilmente removível e lavável. que estais no Céu. faz a oração da noite: ‘Padre Nosso. Ali estão os dois escolhendo o menu. Saltou da camioneta com tração dianteira e muito mais resistente. aos pés do sofá-cama. Comeu rapidamente e aceitou o copo de leite que o garçom sugeriu. tinha de almoçar com um diretor de TV. quitinete e área interna. ( ) A garota é chamada de “coitadinha” por ser vítima constante do assédio sexual dos patrocinadores. quando voltaremos com novas atrações. levantou-se meio tonta. Procurou no armário uma lata daquele outro que se dissolve sem bater. Garota-propaganda não pode engordar. banheiro. saindo com pessoas desagradáveis e dormindo pouco.Interpretação de texto II Avançar . caso ela ficasse efetiva na programação. e foi até a cozinha tomar um copo de leite. (Você nunca dará corda num Mido). Quase meia-noite e ela tendo de dançar com ‘seu’ Pereira. de 8 e meia às 10. entrou no banheiro. o teleteste que distribui brindes para você. um lindo móvel que ocupa muito menos espaço em sua residência. Já eram quase três da matina. Arrumou as coisas assim na base do mais ou menos. Um velho chato. boxe. onde você adquire agora e só começa a pagar muito depois. Um perfume inebriante.) O diabo é que também não tinha Pulvolaque. Estremunhada. Dentro não havia leite: — Não faz mal — pensou. O diabo era aquele perfume que saía do cangote do seu par. mas também não achou. em pó. O vestido não estava no armário. colocou pasta de dentes na escova e pôs-se a escovar com força. a quem fingia aceitar a corte para poder ser escalada nos programas. Ah… que agradável sensação de bem-estar! Depois do banho. tudo conjugado. Afinal.Texto para a questão 22: “A garota-propaganda. que comprara dando apenas trinta por cento na entrada e começando a pagar as prestações na entrega das chaves. quando ela voltou para o seu apartamento com sala. ( ) O nível de abrangência e a forma da narrativa permitem que se caracterize a postura do narrador como externa e restrita. que tivera de agüentar a cantada de um patrocinador de programa (Agência Galo de Ouro — quem não anuncia se esconde) que prometera um cachê melhor. tome de sorriso na frente da câmara. UnB-DF A partir da leitura compreensiva do texto. E. ( ) Quando não estava em frente das câmaras de televisão. Tinha de estar pronta em seguida. não o tomara pela manhã. copa. muito obrigada pela atenção dispensada e até amanhã. Fora dormir inda agorinha. decorando textos. e procurou o vestido verde que comprara no Credifácil. toda impermeável. Eram onze e meia quando chegou à cidade. A pobrezinha. Mas note bem. com Pulvolaque se faz.

e) expressões em inglês. Fuvest-SP Neste anúncio. O Estado de S. H. b) trocadilhos.” GABARITO 24. b) “acumular e utilizar pontos”. c) “Mais espaço entre as poltronas”. a) Os pequenos erros são inevitáveis e essenciais para a grandeza de homens e mulheres. da radioatividade natural e da história da ilha baiana para defender uma tese: a de que homens e mulheres podem ser igualmente grandes em suas realizações e virtudes. b) Os pequenos erros são importantes. Fuvest-SP No mesmo anúncio. se se querem grandes. Fuvest-SP Entre os recursos de persuasão empregados no texto verbal do anúncio. a imagem fotográfica associa-se mais diretamente à palavra sorria e à expressão a) “mais de 300 salas VIP”. mas não podem escapar de seus pecadilhos e prevaricações.Interpretação de texto II Avançar . c) apelo direto ao leitor. d) enumeração acumulativa de vantagens. Principalmente quando você tem à sua disposição uma poltrona de design ergonômico com maior capacidade para reclinar e 132 cm de espaço entre a sua poltrona e a da frente. e) pelo sensacionalismo. não contribuem para a grandeza de homens e mulheres. d) pelo humor. mas não essenciais. D. 26.” SEREZA. para a grandeza de homens e mulheres. a relação entre o texto verbal e a imagem fotográfica caracteriza-se principalmente a) pelo sarcasmo. 25.23. d) Não são os pequenos erros que tornam homens e mulheres grandes em suas realizações e virtudes. Além disso. c) Ainda que os pequenos erros sejam inevitáveis. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ITA-SP Assinale a opção que melhor traduz o trecho em destaque do texto abaixo: ”O novo livro de Ubaldo pode ser visto como um belo exercício de retórica. Paulo. b) pelo sentimentalismo. e) Os pequenos erros são inevitáveis para a grandeza de homens e mulheres. 16/7/2000. c) pela incoerência. Business Intercontinental da Iberia. Mais espaço entre as poltronas. Caderno 2/Cultura. você conta com mais de 300 salas VIP em aeroportos no mundo todo e pode acumular e utilizar pontos no seu programa de milhagens voando com qualquer linha aérea da aliança oneworld. só NÃO ocorre o uso de a) termos técnicos. d) “aeroportos no mundo todo”. Viajar virou sinônimo de relaxar. e) “programa de milhagens”. Utiliza-se de Itaparica. Texto para as questões de 24 a 26: 12 “Business Intercontinental da Iberia. Sorria.

d) apresentação das vantagens oferecidas pelo produto. o SOS Seguro Itaú é como um pediatra: sabe tudo. enumeração acumulativa das qualidades e vantagens oferecidas pelo produto. e) garantia de a indenização ser vinculada a inventários.Interpretação de texto II Avançar . E para esclarecer suas dúvidas. Pelo contrário: suas garantias são válidas 24 horas por dia em qualquer parte do mundo. 28. apelo à sensibilidade do leitor. Precisou de ajuda. recorrência no uso da hipérbole e da metáfora. Porque o Itauvida dispensa exame médico (basta uma declaração de saúde na proposta). facilidade de pagamento. d) “deixar essas coisas para amanhã”. as crianças). possibilidade de escolha quanto à duração do plano (mensal. anual ou vitalício). 29. desvinculação entre indenização e inventário. além de a indenização não ficar presa a inventários nem responder por eventuais dívidas do segurado. mensal ou anual. desobrigação da realização de exame médico prévio. E dá menos trabalho do que trocar um bebê. Por uma mensalidade equivalente a um pacote de fraldas descartáveis. Procure o seu corretor ou uma agência Itaú e faça hoje mesmo o seu Itauvida. c) presença funcional de um slogan curto. é só ligar para ele a qualquer hora do dia ou da noite.” Texto publicitário produzido pela Agência DM9. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . são vantagens de quem adquire o seguro anunciado: a) dispensa de exame médico pré-contratação. comparação com produtos similares. serviço de informações 24 horas. apelo direto ao leitor pelo uso repetido do pronome “você”. Fuvest-SP No texto encontram-se as seguintes estratégias de persuasão: a) recurso à complementação de sentido pela relação entre texto verbal e imagem. e o débito é automático para os correntistas do Itaú.Texto para as questões de 27 a 29: “Uma pessoa que não sabe nada sobre segurança convenceu-me a fazer um Itauvida Responda sinceramente: você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa. c) “equivalente a um pacote de fraldas descartáveis”. b) uso sistemático da linguagem denotativa. 13 27. Fuvest-SP A única alternativa em que aparece um trecho do texto que NÃO remete ao campo semântico mais diretamente sugerido pela fotografia é a) “o SOS Seguro Itaú é como um pediatra”. c) preço acessível. tirou seu sossego e ainda vive nos braços da sua mulher? Então faça um Itauvida. Fuvest-SP Segundo o texto. baixo custo e facilidades de pagamento. b) “menos trabalho do que trocar um bebê”. b) débito automático em conta para correntistas de diversos bancos. possibilidade de o segurado vincular eventuais dívidas a seu inventário. garantia de agilidade e segurança na indenização. grande número de postos de venda/contratação. você escolhe a forma de pagamento. definição e explicitação do público-alvo (no caso. e) “alguém que não sabe nada sobre segurança”. seleção de imagens sensacionalistas para mobilizar a emoção do leitor. repetição exaustiva do nome do produto. d) baixo custo. e) presença de verbos no modo imperativo. não é louco de deixar essas coisas para amanhã. Um Itauvida não rouba suas noites de sono. opção pelos verbos no modo imperativo. você faz um seguro de vida que pode durar sempre. escolha da forma de pagamento. criativo e de fácil memorização. predomínio de verbos no futuro do indicativo. opção dupla para a forma de pagamento. preço acessível. com todos os valores do seguro atualizados pelo TRD. Porque quem é louco por alguém.

II. Os danos na UTI Móvel foram de pequena CARRO da PRF mata ciclista e fica bastante monta. No texto fica implícito que o motorista não ficou ferido. I. Em virtude do acontecimento. II. É o procedimento adotado neste tipo de situação. II. O texto acima comporta leituras. I. IV. O texto refere-se a um acidente que envolveu a nova UTI Móvel da Polícia Rodoviária Federal e um ciclista. Por enquanto. b) I. Pelotas-RS Leia o texto a seguir (Diário Popular. d) II. a ambulância não será usada em serviço. podemos fazer leituras com diferenciados graus de profundidade. III. I. IV. F. danos de pequeno valor no veículo. na parte dianteira do veículo. como as que seguem. do nível de leitura menos profundo ao mais profundo. c) III. 8/6/1999). a ambulância não será usada em serviço. No deslocamento. “UTI-Móvel sofre acidente/Veículo-ambulância usado em socorro atropela ciclista O acidente envolvendo a nova UTI Móvel da PRF (Polícia Rodoviária Federal). A matéria não coloca a vida humana em primeiro lugar. mas as demais unidades da PRF estão em condições de transportar feridos. II. III. III. o pára-brisa ficou quebrado. houve. IV. III. dos itens mais explícitos aos menos explícitos. informou o inspetor Carlos Alberto Bahr Fernandes. também. II. em conseqüência do acidente. resultará em inquérito para averiguar as circunstâncias do caso. IV. A ambulância havia sido acionada para atender a acidente no quilômetro 524. dependerá de autorização do comando. U. O texto foi construído para informar que a nova UTI Móvel da PRF ficou danificada em acidente. relatório e fotos do acidente. dentre tantas outras possíveis. Há muitas informações sobre a ambulância. agora.30. O conserto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . I. que receberá. que resultou na morte de um ciclista sexta-feira à noite. mas da vítima não sabemos sequer o nome: é apresentada apenas como ‘um ciclista’. e) IV. atropelado pelo veículo enquanto transitava no quilômetro 512 da BR-116.Interpretação de texto II Avançar . morrendo na hora. que morreu vítima do atropelamento. O texto permite-nos inferir que provavelmente um policial rodoviário estivesse conduzindo o veículo. um ciclista atravessou a pista e foi colhido pelo carro. III. a ordem seria: a) I. Segundanificado do o policial rodoviário. ou seja. As demais unidades da frota da PRF dispõem de equipamentos para o transporte de feridos. Se reordenássemos os itens acima expressos. IV.” 14 Quando lemos um texto.

Desde que não haja vazamento de radioatividade vindo dos reatores do Kursk. e os primeiros testes apontam para isso. o que se sobrepõe às expectativas dos parentes. desejada pela opinião pública e. Há lixo nuclear suportável em águas bem mais rasas. Décio. a até 20 metros da superfície. (01) Em A informação há uma remissão para um dado que está fora do texto. o melhor a fazer com o Kursk é deixá-lo onde está: no fundo do oceano. IMPRIMIR Em relação ao texto. 85. 2ª ed. 1950-1960. Décio. CAMPOS. A razão é simples. 1975. (04) A informação triste para os parentes significa que o não resgate dos corpos é necessário para o bem comum. dê. (32) O adjetivo perigosos deixa subentendido que existem traços de radiação. p. originalmente. Unioeste-PR “O destino do Kursk A informação é triste para os parentes dos marinheiros. Nesses lugares não foram detectados traços perigosos de radiação. ( ) Pode-se inferir que o texto foi. ( ) Os vocábulos “babe” (v. A profundidade em que se encontra a embarcação.2). ( ) O poema foi construído a partir de alterações semânticas decorrentes de inversões fônicas de um grupo pequeno de fonemas. uma propaganda encomendada para divulgar as qualidades do principal produto de uma fábrica de refrigerantes. principalmente. Augusto e CAMPOS. In: PIGNATARI. o ideal é não mexer na carcaça naufragada. mas. (02) A carcaça do Kursk não será uma preocupação constante para o governo russo. pelas famílias das vítimas. é arriscada: o submarino pode rachar no processo. como resposta. Uma operação de resgate. A conclusão segue as recomendações da Agência Internacional de Energia Atômica e baseia-se em estudo realizado com outros dejetos nucleares que repousam no fundo de mares árticos. Teoria da poesia concreta: textos críticos e manifestos. do ponto de vista ambiental. Haroldo de. também é segura. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. p. além de muito cara. São Paulo: Duas Cidades.7) têm em comum um sentido negativo. 15 A partir das informações do poema acima. agosto de 2000. o que provocaria vazamento perigoso para as pessoas envolvidas e para o meio ambiente. a soma das afirmações corretas. 32. “caco” (v. (16) A expressão além de muito cara é um argumento a mais para contrariar a solicitação de retirada dos corpos. porque é impossível ocorrer vazamento de radioatividade. Unb-DF “beba babe beba babe caco cola coca coca cola cola cola caco cloaca” PIGNATARI. (08) O conector desde que impõe uma negação do que foi dito anteriormente. 52.5) e “cloaca” (v. babe cola e excrete caco pela cloaca. ( ) Uma síntese possível do texto é Beba coca. (64) O pronome isso retoma a idéia de que há vazamento de radiação vindo dos reatores do Kursk. Coca-Cola.” GABARITO Fragmento de texto. Voltar Língua Portuguesa . retirado da Revista Veja.31.Interpretação de texto II Avançar . 108 metros.

Ou seja.Interpretação de texto II Avançar . que estão nas mãos de um número reduzido de controladores e que ninguém sabe por quanto tempo serão suficientes para suprir as necessidades globais. copiaram e discutiram. comum entre os vikings. Em energizês. com uma pequena margem de sobra. quem realmente precisa aprender com os indígenas é a “ciência do homem branco”. contraria os hábitos das colônias indígenas remanescentes no território nacional. p. Simples assim. no sentido de mostrar que a ciência do homem branco precisa conversar com a ciência indígena. Se ela faltar. os índios. Em 1997. Desde que o preço do petróleo começou a subir teimosa e implacavelmente. Queremos dizer isso a vocês. Nós. o país tem sete vezes mais possibilidade de sofrer com a falta de energia do que seria aceitável. são todas meio improvisadas as estimativas a respeito das reservas.Texto para a questão 33: “Idéias sustentáveis A biodiversidade. pois o consumo doméstico é irrisório no cômputo geral. há plantinhas e árvores grandes. é correto concluir que. Há um cálculo mundial para detectar a probabilidade de um país ficar no escuro. o país não pode crescer. na opinião do autor. Lá não temos problema de emagrecer. ( ) O texto é narrado em primeira pessoa. No que diz respeito ao petróleo. em termos de vida. Dificilmente a falta de energia atinge as pessoas diretamente. O que pesa são os gastos industriais. a economia pára. Se a geração de energia não for suficiente. ( ) o culto do corpo são em mente sã. Em nossas aldeias. Texto para as questões 34 e 35: “O Brasil precisa arrumar novas fontes de energia para ver a luz no fim do túnel A relação entre crescimento econômico e energia é direta. 2000 (com adaptações). Estes podem compreender e transformar aquelas plantas no nosso sustento. principalmente (o que às vezes vocês não percebem). nunca tivemos a oportunidade de contar e de compartilhar o que significa para nós esse patrimônio. para que nós. entra em colapso. da capacidade de produção e do crescimento do consumo. no ano passado. Denise. É difícil prever por quanto tempo a humanidade poderá contar com o fornecimento de petróleo a um custo compensador. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. mesmo com novas tecnologias de extração sendo desenvolvidas a cada dia. pelo foco do silvícola. as olhemos e dali tiremos a água. o espírito da sabedoria com quem os pajés podem conversar. Edgard. o remédio. O sistema brasileiro opera próximo ao limite da capacidade instalada. Rio de Janeiro: Garamond. no meio do mato. ( ) Infere-se do texto que viver de acordo com o movimento do dia e da noite deu origem a academias de ginástica para emagrecer. Quando falta luz em casa. lá. o mundo parece ter atentado para o problema da extrema dependência em relação a poucas fontes de energia. os seres humanos. Tudo é feito de acordo com o movimento da noite. o motivo é uma falha nas linhas de transmissão. Lá. Veja. Muitos pesquisadores já foram a nossas aldeias. UnB-DF Com referência às idéias do texto e sua relação com outras áreas do conhecimento. do dia e do tempo. essa taxa no Brasil era de 5%. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a alimentação e. Cada um deles está em busca da chamada luz no final do túnel. uma nação está segura quando há três chances em 100 de faltar energia. 6/9/2000. as águas doces estão todas nas terras indígenas. 135 (com adaptações). a magia de tentar entender este Criador: o espírito da floresta. 16 33.” RAMIRO. que não está nas terras indígenas no momento da fala. a magia da vida.” MORIN. no canto das terras indígenas. não um colapso na geração. que estamos cuidando deste patrimônio ao longo do tempo. A prova de que há uma certa angústia no ar em relação ao suprimento energético é a atitude dos grandes consumidores. estudaram. não temos academia de ginástica. em geral. O índice internacionalmente aceitável é de 3%. Saberes globais e saberes locais — o olhar transdisciplinar. ( ) Pelo segundo período do texto. Subiu para 15% no início de 2000 e deve chegar a 20% no fim do ano.

Dono dele nem sei quem for. e com máscara de cachorro. Mesmo que. Por meu acerto. cedi. gosto. Me disseram. se vai ver se deu mortos. primeiro a cachorrada pega a latir. UFRS Leia o trecho abaixo de Grande Sertão: Veredas. UnB-DF A propósito das idéias e expressões do texto. os tiros sempre indicam que houve morte de homens. ( ) O tom de preocupação acerca do tema e a redação de trechos como “Simples assim” e “busca da chamada luz no final do túnel” indicam que a linguagem predominante no texto é a coloquial. pois aquilo que ele pensou não poderia ocorrer no sertão. ( ) Ao mencionar “a geração de energia”. de Guimarães Rosa. a situação brasileira é altamente favorável. sobre a qual o narrador e o ouvinte estariam conversando. Voltar Língua Portuguesa . para uma população estimada em 167 milhões no final de 2000. esse figurava rindo feito pessoa. ( ) As porcentagens no primeiro parágrafo permitem afirmar que.34.” 17 GABARITO IMPRIMIR Assinale a afirmativa correta em relação ao trecho. ( ) As idéias do texto permitem inferir que os colapsos na geração de energia estão relacionados ao consumo industrial. significando solução para o problema. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não. b) As palavras do narrador indicam que o “senhor” compreendeu adequadamente o ocorrido. com referência à luz como energia luminosa. UnB-DF No que se refere às idéias do texto e sua vinculação com outras áreas do conhecimento. pois o país conta com potenciais energéticos imensuráveis. d) O aparecimento do bezerro com máscara de cachorro não causa estranhamento entre os sertanejos. ( ) No período final. e denotativamente. a falta deverá atingir 33. c) A interpretação do interlocutor sobre os tiros está equivocada. Mataram. e) Para o narrador. “— Nonada. ( ) No terceiro período. instantaneamente — depois. vieram me chamar. erroso. eu não quis avistar. mas apenas transformada. Causa dum bezerro: um bezerro branco. ainda não-explorados. cara de cão: determinaram — era o demo. O senhor ri certas risadas… Olhe: quando é tiro de verdade. se em 1997 a população brasileira era de 140 milhões de habitantes. O senhor tolere. havia chance de faltar energia para 7 milhões de pessoas. 36. desde mal em minha mocidade. no baixo do córrego. pressuposta no início do romance.4 milhões de pessoas. isto é o sertão. Cara de gente. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. Alvejei mira em árvores no quintal. Deus esteja. ( ) O termo “energizês” é uma criação vocabular formada a partir de energia para designar a linguagem técnica internacional do setor da Bolsa de Valores de São Paulo que trata da economia de energia. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos.Interpretação de texto II Avançar . Todo dia isso faço. o pronome “ela” pode referir-se tanto a “energia” como a “geração”. os olhos de nem ser — se viu —. então. a) “Nonada” remete a uma situação anterior. Vieram emprestar minhas armas. a expressão “luz no final do túnel” foi explorada duplamente: com o sentido conotativo. Daí. Não tenho abusões. 35. ( ) Devido a novas tecnologias. arrebitado de beiços. o texto argumenta contrariamente ao princípio da Física segundo o qual energia não pode ser criada. por defeito como nasceu. Povo prascóvio.

( ) a ordenação por tempo e espaço favorece um raciocínio que opera com noções de transformação e mudança.400 O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. 38. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFGO O trecho abaixo. apenas os mais ricos possuíam um televisor. 11/10/98. Ele tem motor 4. já que o autor define a TV como um meio de comunicação demasiadamente popular. A vida moderna em favor da vida de verdade. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. CELULAR. a especificação de conceitos. julgue os itens que seguem como verdadeiros ou falsos: ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. no fragmento.” GABARITO Veja. é possível afirmar que ( ) prevalece. no interior do país. Jeep Grand Cherokee. no fragmento. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO.37. reacionário ou malfeito é apenas popular. demasiadamente popular. A televisão foi implantada no Brasil em 1950. duplo air-bag. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. Jeep Grand Cherokee. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão ‘Up Country’ para você chegar onde ninguém chegou. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. A partir de R$ 55. UFMT Com base no texto acima. então predominantemente rural. “Muito do que se condena na televisão brasileira como sendo obtuso. 2000. Texto para a questão 38: “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL.” 18 A respeito da forma de ordenação de idéias empregada pelo autor. um tipo de ordenação muito utilizado nos textos jornalísticos: a ordenação por contraste de conceitos. no Brasil. a televisão esteve associada a privilégio de classe é demonstrado por meio de um tipo de ordenação: a enumeração de fatos. ( ) sobressai. ( ) o argumento de que. de 30 jul.0 L High Output. mas durante muito tempo aparelhos de TV foram privilégio das classes alta e média.Interpretação de texto II Avançar . tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. foi publicado na TVFolha. de Alcino Leite Neto. Jeep® Só Existe Um. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. No início da década de 60. consideradas num certo período e em determinado lugar. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir dela.

Xícaras. Contos brasileiros contemporâneos. gilete. (32) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a antítese e a metáfora. gravata. travesseiro. Prova disso é o fato de que importa menos a forma pela qual são construídos os elementos da narrativa (personagem. como resposta. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Cigarro e fósforo. copo com lápis. Cueca. jornal. calça. talheres. esboços de anúncios. Jornal. maço de cigarros. cadeiras. água quente. caneta. tempo. Mesa. sabonete. carro. papel.” RAMOS. espátula. pia. “Circuito fechado Chinelos. meias. Provas disso são. Mesa e poltrona. papéis.) do que a determinação que o personagem principal sofre do meio social. Mesa e poltrona. fósforo. memorandos. fotos. marcado por uma das características fundamentais do romantismo: a solidão do homem que. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. singular e diferenciado dos demais. guardanapo. caixa de fósforos. poltrona. que exerce uma função criativa. quadros. pente. notas. etc. espaço. pasta. cinzeiro. Cigarro e fósforo. toalha. Bandeja. fósforo. por exemplo. projetor de filmes. telefone. fósforo. (04) Trata-se de um texto em prosa. chinelos. camisa. papel e caneta. Dê. Coberta. cigarro. água. água. cama. tempo. Abotoaduras. de G. escova. xícara e pires. Creme para cabelo. no isolamento de sua casa e do escritório da agência de publicidade em que trabalha. descarga. Carro. paletó. Mictório. espuma. cheques. giz. cigarro. sabonete. telefone interno. papéis. talheres. água fria. 1995. fósforo. fósforo. Relógio. Ricardo. Prova disso é o fato de que as ações e a situação dramática. (08) Trata-se de um texto em prosa em que as ações e a situação dramática são reduzidas ao contato com objetos do cotidiano.) são construídos a partir do uso exclusivo de substantivos. de saída. telefone. cigarro. sapatos. marcado por uma das características fundamentais da arte moderna e contemporânea: a pesquisa de novas formas de expressão estética criadas a partir do experimentalismo lingüístico. Cigarro. telefone. telefone. telefone. cadeiras. pratos. agenda. caixas de entrada. documentos. Televisor. copo de papel. cinzeiros. vaso com plantas. exemplificado pelo escritório da agência de publicidade em que trabalha e pela classe social a que pertence: a classe média. papéis. U. cadeira. Pia. In: LADEIRA. prova de anúncio. Vaso. Poltrona. p. externo. a soma das alternativas corretas. livro. pastas. bloco de papel. água. J. esclarecendo o título do texto. vales. Quadros. Papéis. cadeiras. Mesa. Prova disso é o fato de que a primeira contrapõe a rotina massacrante do trabalho à imprevisibilidade característica da vida doméstica. São Paulo: Moderna. caixa de fósforos. caneta e papel. (64) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a repetição e a metonímia. garrafa. papel. Pasta. Quadros. descarga. 71. revista. relógio. construídas por meio do uso exclusivo de substantivos. prato. bloco de notas. talheres. pratos. marcada pela solidão e pelo automatismo. a falta de nome próprio e de descrição física do personagem. copo. níqueis. calça. E. Cigarro e fósforo. relógio. convertem-se no seu contrário. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. etc. relatórios. lápis. Maço de cigarros. fósforo. xícara. água. cigarro. camisa. cortina. cavalete. cueca. pia. água. Prova disso é que o que se destaca são os sentimentos do personagem. gravata. Escova. Cigarro e fósforo. cigarro. Prova disso é que todos os elementos da narrativa (personagem. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. creme dental.Interpretação de texto II Avançar . lenço. Chinelos. cartas. xícara. papel e caneta. copos.39. Táxi. pincel. Prova disso é o fato de que a primeira enfatiza a idéia de rotina. a explicação do comportamento humano baseada na idéia de que o homem é um produto do meio em que vive. cadeiras. chaves. Água. (16) Trata-se de um texto em prosa em que a construção do personagem não permite uma universalização da experiência por ele vivida. Paletó. Tal isolamento é necessário para que o personagem desenvolva suas idéias e realize as suas obras. evidenciando a passividade (não-ação) e a desumanização do personagem. pijama. provavelmente artística. papéis. revista. Maringá-PR Leia o texto a seguir e assinale o que for correto. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. copos. 19 (01) Trata-se de um texto em prosa. xícara pequena. papéis. sapatos. xícara. espuma. telefone. vaso. canetas. evidenciando que o personagem vive uma vida tediosa e aborrecida. limitada à rotina da polaridade casa-trabalho. Mesa. espaço. não consegue adaptar-se à mediocridade que caracteriza a vida dos seus semelhantes. Mesa. toalha. (02) Trata-se de um texto em prosa. espuma. papéis. cartaz. marcado por uma das características fundamentais do realismo do século XIX: o determinismo social. caneta e papel. água. Maço de cigarros. no caso. bilhetes. folheto. creme de barbear. Poltrona. cigarro. caixa de fósforos. caneta. Escova de dentes. creme dental. fósforo. pasta. guardanapo. guardanapos. bule. abotoaduras. quadro-negro. Carteira. meias.

Há cinco anos. num processo decrescente vão reafirmar. Voltar Língua Portuguesa . Paulo. de resto em detrimento de estudantes mais preparados. De resto. deve ser excluído? É uma minoria seleta de grandes escolas privadas que coloca seus alunos nas melhores universidades. estão em escolas desse nível de instrução.000 o número de alunos de escolas públicas na USP. Apenas 25% dos brasileiros. ainda assim ela não basta para pagar mensalidades de escolas de elite. 53% estão atrasados nos estudos. em idade de estudar no ensino médio. A reação imediata diante desse tipo de iniciativa é lembrar aos parlamentares que universidade é centro de excelência. USP e Unicamp. IMPRIMIR ( ) a frase “Reservar cotas para estudantes… pode reservar votos para os defensores de tal projeto” (último parágrafo) é sinônimo de democracia. Há 20 anos eles foram 57%. a partir do segundo. Vale lembrar ainda que são 5 milhões os que cursam o ensino médio público. Com a nova lei. São poucos os de fato pobres que furam a barreira da ‘discriminação’. como justifica o projeto do Senado. p. 1. Cad. ademais se considerada a ambição de propósitos senatoriais. Um exame em detalhe da questão revela as inconsistências do projeto. Apenas 45% dos alunos das universidades federais viriam de escolas públicas. permite-nos estabelecer a oposição “democracia versus demagogia”. de formação dos melhores e mais capacitados quadros do país. Na justificação do projeto senatorial. Os ainda poucos brasileiros que chegam ao ensino médio público estudam em escolas cujo nível claramente se degrada. ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo e já. no parágrafo final. a oposição estabelecida nos dois primeiros. nas quais apenas 25% dos aprovados no vestibular. Reservar cotas para estudantes do Estado não ataca o problema. UEGO A partir da leitura do texto.Interpretação de texto II Avançar . 05/09/99. Resta a aprovação da Câmara para que a criação de cotas no ensino superior e uma benevolência demagógica se tornem lei. uma vez que a escola pública concretiza o termo democracia. na Unicamp e nas instituições federais que matriculam por ano 107 mil novos alunos. auxiliam as escolas até com dinheiro e participam da comunidade escolar.” Folha de S. Mesmo assim. eles eram 32%. 27% dos novos alunos da USP vieram de escola pública. começa construir a oposição ao que foi afirmado. ( ) falta vontade política para a solução de problemas cruciantes da sociedade brasileira. presente no título. em escola do Estado. cursaram o ensino médio. justificam. Alguma aritmética pode dar ainda a medida da inocuidade do projeto de cotas. Mas apenas esse argumento não mostra quão desinformada é a atitude dos que defendem tal medida. Segundo o Mec. 20 GABARITO 40.Texto para as questões 40 e 41: “Escola Pública e Demagogia O Senado acaba de reservar 59% das vagas das universidades públicas para estudantes que fizeram seus cursos fundamental e médio apenas nas escolas públicas. cujos pais têm boa formação educacional. em 98. Por que as vagas serão reservadas apenas aos que fizeram integralmente seus estudos na escola pública? Quem a duras penas teve estudos pagos por um ou dois anos em uma barata e ineficaz escola privada. Embora a grande maioria dos brasileiros tenha renda inferior a essa. mas pode reservar votos para os defensores de tal projeto. vestibulandos bem-sucedidos de escolas públicas cursaram estabelecimentos que muitas vezes estão em bairros de classe média. podemos afirmar que ( ) a palavra demagogia. 2. o enunciador constrói argumentos que se apóiam em comprovações que. alega-se que a lei é ‘medida de ação afirmativa’ que quer ‘atenuar a discriminação imposta às camadas mais pobres’. ( ) nos cinco parágrafos entre o início e a conclusão do texto. 20% dos estudantes da Unicamp provêm de famílias com rendimento inferior a dez salários mínimos. uma vez que são elas que lhes renderão votos nas urnas. Parece evidente que o enfoque sério do problema deve ser o da melhoria da educação pública. pois os políticos só se interessam por soluções paliativas e que provocam impacto. aumentaria em 7. Em 1999. que há aos milhares. Os senadores poderiam até acenar com dados de duas das melhores universidades do Brasil.

durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. Colômbia. conseqüentemente. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. no interior de suas fronteiras. esclarecendo e conquistando a adesão do leitor às suas idéias.Interpretação de texto II Avançar . ( ) Cada país membro encarrega-se. comprovando o caráter demagógico da medida. a resolução sobre ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. Voltar Língua Portuguesa . e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. ( ) no terceiro parágrafo. de acordo com a leitura. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. pode-se afirmar que: ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. o enunciador apresenta os argumentos de seu opositor. mas também ‘com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. fatores de coesão textual. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. ( ) no quarto. no livre exercício de suas próprias soberanias. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. como tal. ( ) Infere-se que os direitos configurados na Carta Internacional de Garantias Individuais sofrem alguma espécie de limitação. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. como a realização dos postulados da justiça social’. I. uma vez que sua conclusão é incontestável. ao mesmo tempo em que acena com a possibilidade de que a proposta não chegue a ser lei. quinto e sexto parágrafos são fornecidos detalhamentos da afirmação feita no terceiro e esses detalhamentos contribuem para dimensionar a inocuidade do projeto. de velar pela observância das normas criadas internacionalmente. UEGO Em relação à estrutura e ao conteúdo dos parágrafos.” GABARITO IMPRIMIR Julgue os itens a seguir. ( ) no segundo parágrafo.Superior de Brasília-DF 21 “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. ( ) Os membros da OEA se obrigam a seguir as normas de promoção e proteção dos direitos do homem. Além disso.41. ( ) no último parágrafo. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. 42. esses são anafóricos e.E. 1948). o autor apresenta a degradação crescente do nível de ensino da escola pública. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’. ( ) Infere-se que se estabele uma diferença entre liberdade política e liberdade de espírito. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. compreensão e interpretação textuais: ( ) Desses. temos uma primeira oposição ao proposto no primeiro e uma introdução ao terceiro. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher.

que era um anão. a presença de um narrador personagem e. o referido Manual é escrito para as pessoas que têm poderes — como financeiro e político — e apresenta métodos para destruir aqueles que não têm esses poderes. exterminar indivíduos e organizações odiosas. o verbo “deixara” poderia ser substituído por seu correspondente composto.Católica-GO Com base na construção e organização gramatical do texto. Nele descrevo. ( ) Em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. ( ) De acordo com a fala da primeira personagem. mas tinha a postura de um gigante presunçoso.Texto para as questões 43 e 44: “(…) Eu deixara o visitante falar. percebe-se. há a mistura dos dois níveis de linguagem: o formal e o informal. levando-se em consideração outras informações contidas no texto. pela presença de alguns vocábulos mais utilizados na linguagem oral. ( ) O período “Nariz de Ferro.Interpretação de texto II Avançar . ( ) O pronome “me” em “Em me preparei para enfrentar a adversidade” teria de vir. introduz o pressuposto de que Nariz de Ferro não escreveu o Manual. sem interrompê-lo. ‘Eu me preparei para enfrentar a adversidade. com relação ao modo de citação do discurso. a intromissão do narrador apresenta sutilmente uma característica negativa do caráter da personagem. o nível informal. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. mas admite a possibilidade de o livro ser escrito futuramente. bancos. Ensino a técnica adequada para devassar. (Esse livro. companhias de cartões de crédito. Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. nunca foi escrito. levantou-se e. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. que significa “gabar-se. qualquer pessoa ou instituição que tem força e sacaneia os outros. fodidos e oprimidos”. que era um anão. Essa afirmação é reforçada por meio do vocábulo “jactar-se”. com relação ao modo de narrar. vangloriar-se”. ( ) Em “Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados.) ‘Está enganado. Pela sua cara vejo que não gosta de mim’. ( ) No fragmento em análise. ( ) No fragmento em análise. aniquilar. 44. mas também das que ainda pretendia fazer. como atormentar e destruir sem misericórdia. a loja comercial. minuciosa e sistematicamente. em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. é ambíguo e provoca um efeito de sentido que permite uma referência tanto a aspectos psicológicos quanto físicos. seja ele quem for. o proprietário senhorio. eu disse. ( ) À fala de Nariz de Ferro aplica-se a conhecida expressão “olho por olho. arruinar. mais utilizado na linguagem oral: Eu tinha deixado o visitante falar… IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . companhias de serviços públicos. era um pouco mais negro do que o rosto. Gosto das pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas’. os nossos inimigos podem ser pessoas ou instituições. ( ) O uso da palavra “ainda”. que era um anão. ( ) Em “Eu deixara o visitante falar…”. depois do verbo por anteceder a preposição “para”. basta terem o poder. U. U. se fosse assim reescrito: Nariz de Ferro. na verdade. embora tivesse a postura de um gigante presunçoso… ( ) O vocábulo “altura” em “Gosto de pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas”.Católica-GO Levando em consideração as relações de sentido na construção do texto. desmoralizar. forças armadas. Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. de linhas perfeitas. imposto de renda. o predomínio do diálogo. (…)” 22 43. dente por dente”. O nível formal evidencia-se pela predominância de uma construção sintática adequada à norma padrão. os verbos em destaque exercem a função sintática de predicativo do sujeito. os métodos mais sujos e destruidores para se ir à forra de qualquer inimigo. exibiu o perfil para mim. mostro como atacar saindo das sombras. mas também das que ainda pretendia fazer”. ( ) De acordo com o texto. virando sua enorme cabeça de cabelos encarapinhados. a polícia. de acordo com a regra de colocação pronominal. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. Nariz de Ferro.” não teria o sentido de contraposição alterado. fodidos e oprimidos. o qual se constrói com uso do discurso direto. Seu nariz imenso. mas também das que ainda pretendia fazer.

( ) Em “Foi e viu um despropósito de coisas”. Essa afirmação confirma-se nos dois últimos períodos do texto. e examinava dentro dela aquela porção de monstros. festa inventada pros brasileiros serem caridosos e tinha tantos mosquitos carapanãs que Macunaíma largou o estudo e foi na cidade refrescar as idéias. observa-se uma intertextualização com a passagem bíblica referente ao Dilúvio. louro… Aqui diz que situação de crítica ao apeas pessoas que passam muito tempo conectadas à Internet go excessivo das pessoas acabam menosprezando seus ao mundo virtual e um laços de amizade… alerta em relação à utilização das informações que deveriam servir para colocá-las em sintonia com seu mundo real. ( ) A palavra “vitrina”. ( ) O imperativo do verbo “imaginar” e o pronome “seus”. de acordo com as normas da língua padrão. ( ) Em “Aqui diz que as pessoas que passam…”. o complemento verbal refere-se aos dois verbos empregados: foi e viu. ( ) O emprego do acento grave em “conectadas à Internet” está adequado por ter a palavra — “Internet” — sido considerada do gênero feminino em língua portuguesa. festa inventada pros brasileiros serem caridosos…” ( ) A mocica fez ele parar… O uso do pronome do caso reto como complemento não é adequado.45. “Macunaíma aproveitava e esperava se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. o segundo “que” é pronome relativo e. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . como pronome relativo.” ANDRADE. o brasileiro falado e o português escrito. exerce função sintática na frase em que aparece. Parava em cada vitrina. Mário. ( ) No texto. ( ) A expressão facial do internauta e outros elementos icônicos presentes na charge reforçam e exemplificam a mensagem verbal. Macunaíma passeava e encontrou uma cunhatã com uma urupema carregadinha de rosas. falando: Custa mil réis. no texto verbal da charge.Católica-GO Considere a charge que segue e julgue as afirmativas como verdadeiras ou falsas. dividindo a língua em dois registros: o falado e o escrito. Uma feita era dia da Flor. Foi e viu um despropósito de coisas. “Uma feita era dia da Flor. em “Parava em cada vitrina”. U. 23 ( ) Em “se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. o emprego dessa forma contraria uma característica do texto — a oralidade — uma vez que a forma utilizada na linguagem coloquial é vitrine.Interpretação de texto II Avançar . No entanto. Já sabia o nome de tudo. 46. ( ) A referência à festa da Flor configura-se no texto como uma crítica ao sentido capitalista da criação de determinadas datas comemorativas. U. ( ) A charge apresenta uma Imagina.Católica-GO As proposições que se seguem referem-se ao texto. tanto que até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. percebe-se uma referência explícita às variedades lingüísticas em nosso país. Macunaíma. fica clara a consideração e a amizade do internauta por seu animal de estimação. ( ) Em … “até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. é de origem francesa e está grafada de acordo com a regra ortográfica vigente. Julgue-as.”. têm como referente um mesmo elemento nominal: a palavra “louro”. o brasileiro falado e o português escrito”. A mocica fez ele parar e botou uma flor na lapela dele. em contraposição ao conceito inicial dado à festa da Flor.

e) o governo do Rio Grande do Sul não colocou guardas na Ford. UEMS A partir da leitura do poema abaixo podemos afirmar: “Cobras cegas são notívagas. mudança dos executivos estrangeiros. o poema não possui “elos” conectivos. essa transferência representa um reforço na filial. Para os executivos e a família. e) companhias transnacionais. a mudança é um sacolejo completo na vida. por isso esta empresa instalou-se lá. 48. Andorinhas copulam no vôo. 49. Macacos também preferem o isolamento. Certas árvores só frutificam de 25 em 25 anos. O orangotango é profundamente solitário. 47.Interpretação de texto II Avançar . O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. graças à Renault. 26/04/2000. os termos sublinhados referem-se respectivamente às seguintes passagens do texto: a) companhias transnacionais. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. Para as companhias. Podemos inferir que: a) o governo da Bahia convenceu o governo do Rio Grande do Sul a deixar a Ford naquele Estado. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. 24 No fragmento anterior. Em São Paulo.Texto para as questões 47 e 48: “No Brasil.” BUCHALLA. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. transferência dos brasileiros. Desde 1990. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. d) o governo do Rio Grande do Sul não quis a Ford em seu estado. mais de 400 estão instaladas no país. um poeta. não se preocupa com sua coerência. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. e isto garante a sua coerência. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. O mundo não é o que pensamos. c) o governo da Bahia trapaceou o governo do Rio Grande do Sul. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. existem colônias de franceses no Paraná. a) b) c) d) e) o poema não é coerente. Voltar Língua Portuguesa . por isso a Bahia rouboulhe esta empresa. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. UEMS Na passagem A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. transferência dos brasileiros. essa transferência representa um reforço na filial”. mas possui significação. companhias transnacionais. Para as companhias. o poema é coerente. Das 500 maiores companhias transnacionais. d) empresas da Renault. pois as frases estão soltas. ao construir um poema. mudança dos executivos estrangeiros. Veja. Anna Paula. b) o governo da Bahia ofereceu mais incentivos à Ford. pois não possui “elos” entre um verso e outro. Hoje. b) mudança dos executivos.” GABARITO IMPRIMIR Carlos Drummond de Andrade. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. os versos do poema estão justapostos. c) empresas da Ford. UEMS “Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios.

um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens. Talvez não. assinalando V (verdadeira) ou F (falsa). fazendo o que pareceu. quando a cidade inteira estava muito ocupada em se divertir. Ficou tão entusiasmado que até se esqueceu de ir ao dentista. Marque a(s) alternativa(s) que aponta(m) corretamente essas ligações. Abril. que não seja possível sequer desligá-los. que o guarda até hoje. um computador bem mais poderoso do que o Eniac cabe no bolso da camisa. “A cidade das calçadas jurássicas O padre italiano Giuseppe Leonardi. várias expressões retomam ou antecipam outras para conferir coesão ao texto. A análise das marcas confirmou o seu palpite. no Rio de Janeiro. 25 ( ) Ali estavam impressas pegadas de répteis… → lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. 1999. que supera o Eniac. → o interior paulista. → os répteis que habitavam a região. a revista Popular Mechanics escreveu que a nova maravilha eletrônica tinha 18 mil válvulas e pesava 30 toneladas. O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. nos arredores da cidade. para meter a picareta no calçamento e levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. no Rio de Janeiro. Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade reparou em algo estranho.” GABARITO 51.Interpretação de texto II Avançar .” Superinteressante. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. um dos primeiros computadores do mundo. em 1946. Unifor-CE O texto explora como idéia central: a) a incerteza que envolve o julgamento de alguns acerca da garantia dos cientistas a respeito dos robôs do futuro. → Rio de Janeiro.50. um dos maiores paleontólogos do mundo. Esperou o Carnaval. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Lembremos: quando um dos primeiros computadores do mundo. c) a potência do computador de hoje. assumindo. ( ) … quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. Talvez estejam sonhando. d) a possibilidade de que. no futuro. → o padre Giuseppe Leonardi. reparou em algo estranho. Leonardi explicou ao prefeito que precisava arrancar os trechos de calçadas com pegadas de dinos. ( ) Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros… → rochas de uma pedreira. nos arredores da cidade. Mas o padre-cientista não se abalou. que o guarda até hoje. estava viajando pelo interior paulista em 1976 quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. UFPR No texto abaixo. Talvez não. e) a comparação entre o peso dos primeiros computadores do mundo e o dos computadores na atualidade. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. o Eniac. foi produzido. Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros do período jurássico. assim. As lajes tinham sido arrancadas das rochas de uma pedreira. ( ) O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. que o guarda até hoje. todos os robôs venham a ser desligados. Esse fato autoriza a reiteração da dúvida: estarão os cientistas sonhando? Talvez sim. ( ) Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. na época. Texto para as questões 51 e 52: “Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas. no Rio de Janeiro. em todos eles. uma previsão tresloucada: ‘Os computadores do futuro talvez usem apenas mil válvulas e pesem em torno de uma tonelada’. Ali estavam impressas pegadas de répteis que habitaram a região de Araraquara 180 milhões de anos atrás. → pegadas de répteis. b) a crítica que considera tresloucada a previsão da revista Popular Mechanics em 1946. como pensam alguns. Hoje.

vive doente. c) todos os que sentem prazer em derrotar o socialismo cubano. portanto.52. c)“permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias” = possibilitando uma vida menos humanitária. Fuvest-SP Considerando-se o contexto em que aparece. mas cultivado e agravado a miséria de um povo que.Interpretação de texto II Avançar . o rádio. alimentação. b)“tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade” = livrar o povo de quem o sujeita e fazê-lo crer na ilusão de que seja digno.” CANDIDO. na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime. Parece que lhes dá prazer noticiar e comentar que falta alimento e roupa. c) ainda hoje há previsões tresloucadas a respeito dos computadores. Com certeza esperam que o regime odiado acabe na fome. mas se submetem a todo e qualquer tipo de ditadura. Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona. e) os cidadãos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Recortes. para esses críticos eufóricos o que funciona é a ‘democracia’ brasileira. E mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. os jornais. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) qualquer ameaça dos robôs do futuro ao homem será detida pelo simples gesto de desconectá-los. afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos. Antonio. b) a eficiência do computador independe de suas dimensões. Mas o fato é que (repita-se pela milésima vez) o regime cubano conseguiu o que nenhum outro tinha conseguido na América Latina: tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade. graças à aquisição dos requisitos indispensáveis — saúde. e) robôs e computadores condicionam o poder da tecnologia. d) os defensores de uma falsa democracia. segundo o qual as eleições consolidam o poder político do povo. relativa equivalência de oportunidades. Provavelmente. permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias. Fuvest-SP O autor identifica os opositores do regime cubano entre a) os membros da oligarquia cubana. d) o computador é a expressão mais aprimorada do avanço da tecnologia. a bicicleta substitui o automóvel. sofre todas as privações e. ele terá mostrado que o socialismo é possível nesta parte do mundo. b) os entusiastas de um conceito superado de democracia. d)“na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime” = em face da intuição de que o regime está perdendo força. não sabe ler. cuja principal preocupação é gerar a instabilidade do regime socialista. políticos e jornalistas que se dizem democratas. que só pode ser mencionada entre aspas. a TV descrevem as dificuldades de Cuba. 54. e)“que só pode ser mencionada entre aspas” = cuja menção deve vir sempre ressalvada. serve de boa massa para os demagogos elegerem quanto aventureiro consiga vender a sua deteriorada mercadoria política. pois tem não apenas mantido. tendo em vista a influência que já exerce em nosso país. Isso. que impede o povo de superar a opressão social e política. Texto para as questões de 53 a 56: “Um triste espetáculo é a alegria feroz com que os políticos e cidadãos que se dizem democratas. cinco séculos depois do Descobrimento. Note-se que isso não é uma vaga esperança: é uma realidade. a fim de pagar os sustos que deu. 26 53. quando as classes dominantes não resolvem salvar a pátria por meio do singular instrumento ‘democrático’ que são os golpes mais ou menos militares. na miséria e na desgraça coletiva. a frase que está reconstruída de modo a preservar seu sentido é: a)“Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona” = pressupõe-se que essa atitude implique o funcionamento do socialismo. ao invés da opressão política imposta pelas elites.

‘Dinheiro é a coisa mais importante do mundo. Nas expressões “relativa equivalência de oportunidades” e “afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos”. no texto. pela camada mais alta da população. estão articuladas numa relação de causa (I) e efeito (II) as seguintes expressões: a) I. para alguns homens: a) o usufruto de uma condição econômica bastante favorável. b) uma preocupação mais ampla. IMPRIMIR c) a discrepância entre a visão que um escritor tem da vida em sociedade e a realidade vivida por algumas camadas sociais. tirar o povo da sujeição torpe: II. a costureira é anêmica. Em relação ao texto. II. c) III. querem belas cidades. que passou a vida lutando. para tornar melhor a sociedade em que vivia — e em certa medida o conseguiu. e) a ambição de possuir sempre mais. da mão-de-obra oferecida por algumas profissões bastante desvalorizadas.. na posse de bens particulares e influência pessoal. está correto somente o que se afirma em a) I. E nossos homens de governo têm uma pasmosa desambição de governar.” Rubem Braga. d) I e II. Unifor-CE A expressão “apetite social” significa. aquisição dos requisitos indispensáveis. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. não se contentam com esposas cheias de diamantes e filhas em flor. terá mostrado que o socialismo é possível. tendo em vista o bem da sociedade em geral. a lavadeira cheira a gim. queixam-se porque a operária está mal vestida. Voltar Língua Portuguesa . GABARITO 57.. b) I. aquisição dos requisitos indispensáveis. d) I. sofrem com a arquitetura da casa do vizinho. mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. Texto para as questões de 57 a 60: “Um amigo meu estava ofendido porque um jornal o chamou de boa-vida. Vejam que país. a bicicleta substitui o automóvel” é contestada pelo autor. b) II. c) I. além daquilo que já faz parte de seu patrimônio. III.’ Esse ‘apetite social’ é raríssimo entre os nossos homens ricos. Não era um cínico. que situação! A vida deveria ser boa para toda gente. que tempo. e se chamava Bernard Shaw.. II. Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações: I. mas um homem de vigorosa fé social.. tirar o povo da sujeição torpe. d) uma possibilidade de exploração. Foi um homem que a vida inteira viveu de seu trabalho.55. II. II. e porque todo homem que encontram não é um amigo e toda mulher não é romance. e) I. os elementos sublinhados indicam a preocupação do autor em manter sua objetividade diante dos dados que analisa. terá mostrado que o socialismo é possível. que não é percebido como suficiente.. Ele nos fala de alguns homens ricos: ‘Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida — homens como Ruskin. e) II e III. II. No segundo parágrafo. A veracidade das informações de que em Cuba “falta alimento e roupa. William Morris. Kropotkin — têm enormes apetites sociais. não se contentam com belas casas. a seu modo. atribuída a “esses críticos”. dar-lhe o sentimento da própria dignidade.. não apenas o daqueles mais ricos.Interpretação de texto II Avançar . 27 56. Fuvest-SP No terceiro parágrafo. dar-lhe o sentimento da própria dignidade.. deve-se à convicção de que eles avaliam com pessimismo as possibilidades da democracia no Brasil. a qualificação de “eufóricos”. a iniqüidade mantida pelas oligarquias. o que é insultuoso é que ela o seja apenas para alguns. a não ser ‘social’ seja tomado no sentido de ‘mundano’.’ Quem escreveu isso não foi nenhum de nossos estimados agiotas..

c) caberia à camada mais rica da sociedade.Interpretação de texto II Avançar . o objetivo principal e a forma de que dispõem os homens ricos de exibir tudo aquilo de que desfrutam.58. habitualmente.. especialmente os considerados pouco dignos dentro da sociedade. e) agiotas e escritores podem ter opiniões idênticas quanto ao real valor do dinheiro. estabelecer condições para a igualdade social.. no texto. d) jornalistas devem ter sempre o cuidado necessário para não expor publicamente a situação econômica e social de algumas pessoas.” Essa afirmação estabelece. GABARITO 60. sem preocupar-se com sua sobrevivência. um paralelo positivo entre: a) percepção das dificuldades de algumas camadas sociais e justiça social. Unifor-CE Depreende-se corretamente do texto que o cronista: a) defende sua própria opinião de que as pessoas mais ricas só vivem preocupadas com sua vida particular e com o bem-estar de sua família. 59. inclusive Bernard Shaw. b) não há mérito social algum em pessoas que vivem apenas de seu trabalho. b) prestação de serviços básicos e trabalho intelectual. que possibilita a um escritor dedicar-se plenamente ao seu trabalho. 28 d) aceita a postura de várias figuras ilustres. único meio de as pessoas desfrutarem de uma vida digna na sociedade. c) senso estético de determinados grupos sociais e seu poder econômico. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) propriedades particulares e vida familiar organizada. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) a vida mundana se torna. e) compartilha a opinião de Bernard Shaw. sem se deixar expor pela imprensa à opinião pública. b) enfatiza a necessidade do dinheiro. c) reconhece as razões de pessoas que preferem viver sua vida discretamente. a par dos órgãos governamentais. Unifor-CE “Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida têm enormes apetites sociais. de que tomar-se rico deve ser o objetivo final daqueles cujo trabalho é reconhecido publicamente. d) relacionamento afetivo e condições socioeconômicas de preservá-lo. de que ricos são aqueles que buscam melhorar as condições de vida para todos os que compõem uma sociedade.

c) Apenas II está correta. c) O autor do texto explicita seu sentimento de solidão por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma desordem em sua vida cotidiana. esquecido na conversa da esquina. Senhora. ninguém os guardou debaixo da escada. e) Apenas III está correta. e) O autor do texto explicita seu apelo por perceber que. p. (org. para dizer a verdade. a) Apenas I está correta. por favor. 29 61. bom chegar tarde. E comecei a sentir falta das primeiras brigas por causa do tempero na salada — o meu jeito de querer bem. Para não dar parte de fraco. não senti falta. calço a meia furada. quanto ao que diz respeito à organização do convívio dele consigo mesmo e dele com os demais. “Apelo Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. 1997. Primeiros dias. b) Os interlocutores do texto são os amigos do autor que conversam com ele na esquina.Interpretação de texto II Avançar . ah. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão. e até o canário ficou mudo. pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. a imagem de relance no espelho. sozinho. 190. como a última luz na varanda. III. O texto apresenta uma visão da vida cotidiana de um homem que. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . tanto no que diz respeito à organização da casa. Assinale a alternativa correta. Venha para casa. acostumado a viver com uma mulher. PUC-SP Assinale a alternativa correta: a) O autor do texto explicita seu sentimento de liberdade por perceber que. II. conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. d) O autor do texto explicita seu sentimento de alegria por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma inversão de valores em sua vida cotidiana. Senhora? Às suas violetas. Senhora. 62. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço.) O conto brasileiro contemporâneo. b) Apenas I e III estão corretas. sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia.Texto para as questões 61 e 62. sozinho. A ausência da Senhora desencadeia um processo de descontentamento para o autor que menciona problemas com a ordem da casa e com a desordem dos sentimentos. tanto no que diz respeito às camisas e meias. não pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. desorganiza-se ao estar sozinho por um período superior a uma semana. Acaso é saudade. na janela. Toda a casa era um corredor deserto. Senhora. A subjetividade presente no texto é marcada pela presença do pronome de tratamento Senhora. A. quanto ao que diz respeito às pessoas e aos animais. Dalton. Não tenho botão na camisa. Uma hora da noite eles se iam e eu ficava só. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. Com os dias. PUC-SP Considere as seguintes afirmações: I. não lhes poupei água e elas murcham. fui beber com os amigos. o leite pela primeira vez coalhou. o prato na mesa por engano. d) Apenas II e III estão corretas. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. sem a Senhora. São Paulo: Cultrix. bebem com ele à noite no bar e acompanham-no nas refeições diárias. In BOSI. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe.” TREVISAN.

foi a forma que fez. João Cabral de Melo. ( ) a relação criador-criatura enfocada sob uma perspectiva irônica. Nada têm das flores de forma moldadas pelas das Campinas. Flores criadas numa outra língua. cuja marca é a ausência do sujeito. não até uma flor já sabida. U. ( ) a ação de forjar ligada à marca da pessoalidade no processo criativo. In: Obra Completa. 1994. ( ) a verossimilhança. Conhece a Giralda em Sevilha? Decerto subiu lá em cima. Dou-lhe aqui humilde receita. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . O poema mostra: ( ) o fazer poético como um processo racional. contrapondo-se ao plano do fundir. sem controle seletivo. fundamentado em modelos preexistentes. mas ao que pode até ser flor se flor parece a quem o diga. Reparou nas flores de ferro dos quatro jarros das esquinas? Pois aquilo é ferro forjado. é uma distância tão enorme que não pode medir-se a gritos. não a mão. ligada à ação persuasiva do artefato sobre o objeto natural. Organizada por Marly de Oliveira com assistência do autor. Só trabalho em ferro forjado que é quando se trabalha ferro. corpo a corpo com ele. dobro-o. 595-6. domo-o. é só derramá-lo na forma. até o onde quero. ao senhor que dizem ser poeta: o ferro não deve fundir-se nem deve a voz ter diarréia. o efeito de verdade na obra de arte.Interpretação de texto II Avançar . Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Não há nele a queda-de-braço e o cara-a-cara de uma forja. ( ) uma analogia entre o ofício do ferrageiro e o do poeta. p.” NETO. ( ) a criação da poesia como um processo cuja marca é a fluência das palavras. então.63. ( ) a “flor” forjada como exemplo de obra de arte criativa. Salvador-BA “O Ferrageiro de Carmona Um ferrageiro de Carmona que me informava de um balcão: ‘Aquilo? É de ferro fundido. 30 GABARITO Forjar: domar o ferro à força. Existe grande diferença do ferro forjado ao fundido. O ferro fundido é sem luta.

Durante. o elemento determinante do texto é a narração. as idéias discutidas ao longo dele. depois. Depois de terminada a luta. b) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas e. trancado no banheiro. parabéns. o que se constata sobretudo pelos substantivos. depois da luta. vontade de vencer e. Depois da luta. continue. ‘Tua vó fez risinhos e boquinhas.Texto para a questão 64. bateria. “Os Músicos Faz calor. Durante. principalmente no que diz respeito à caracterização física dos músicos. violino. quanto ao afeto. coloca um lenço no pescoço para proteger o colarinho. não exatamente ao mesmo tempo.Interpretação de texto II Avançar . de forma mais concisa e coesa. mas sou pobre e faço na minha mesmo’ — e todos começam. Todas as mesas estão ocupadas. que nada de mau aconteça. No ar. meio século atrás: espancado com uma vara fina. só sinto vontade de ganhar. Depois da luta. ainda tem um restinho mas sabe que vai perdê-las num dia de calor tocando os Contos dos Bosques de Viena. Depois da luta. c) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. Os garçons passam apressados carregando pratos e travessas. morreu. embora o único afeto que sinto pelos meus adversários seja antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. cinqüenta anos. sinto vontade de ganhar e vontade de vencer. vontade de vencer.” FONSECA. que nada de mau aconteça e. o que lhe confere teor dissertativo. continue. O único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. se fosse rico — ‘fazia filho na mulher dos outros. é: a) Toda essa história de carinho quando boto as lutas. privado de comida ‘nem que eu morra você vai ser um grande concertista’ e quando Sara. o pianista tem quarenta anos. só sinto vontade de ganhar. pois o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. mas é também o mais triste. continue. já que o afeto antes é de boa sorte e que nada de mau aconteça. vontade de vencer. Durante a luta. Ceetps-SP Com base nesse texto é correto afirmar que a) as ações ganham relevo e determinam a estrutura do texto. parabéns. cristal puro. em que as personagens se colocam vivas diante do processo narrativo. três: piano. parabéns. O afeto antes é de boa sorte. ele tocou Strauss no restaurante com o coração cheio de alegria — Elpídio na bateria. e) Toda essa história de carinho acaba quando boto as lutas onde o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. o gerente não gosta mas ele não pode mudar de camisa todos os dias. ainda que antes o afeto seja de boa sorte. e) apesar dos aspectos descritivos. que nada de mau aconteça. que nada de mau aconteça. visto que o afeto antes é de boa sorte. 31 64. Durante a luta. só sinto vontade de ganhar. que nada de mau aconteça. c) trata-se de um misto de narração e dissertação em que as ações das personagens servem como apoio para as argumentações do comentarista. a tocar a valsa da Viúva Alegre. tem oito filhos. parabéns. o mais moço. Os grandes espelhos da parede vieram da Europa no fundo do porão. só sinto vontade de ganhar e vencer porque o afeto antes é de boa sorte. UFMA “Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. mulato. d) predomina o caráter descritivo. Respondo: ‘Minha avó nunca viu esse espelho. Durante. antes é de boa sorte. continue. a fim de que o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. enquanto lá embaixo as pessoas comem bebem suam sem ao menos por um instante levantar os olhos para o balcão onde ele trabalha com os outros dois: Stein. Lúcia McCartney. Nesse instante chegam os músicos. parabéns. adjetivos e mesmo verbos que auxiliam na caracterização do ambiente. parabéns. no violino — cinqüenta e seis anos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Durante. Rubem. Na mesa ao lado está o sujeito que é casado com a Miss Brasil. b) o que mais determina o texto são as reflexões. um grande borborinho. 65.” A alternativa que melhor expressa a idéia contida na fala do lutador de boxe Acelino — Popó — de Freitas. um rosto de quem vai perder as últimas esperanças. sua mãe. só sinto vontade de ganhar e de vencer. continue. e tudo continua no mesmo. desse modo. namorou dentro desse espelho’. d) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. ela veio noutro porão’.

n. Um clássico do tema é a pesquisa do médico inglês Michael Marmot. respeitados centros de pesquisas científicas do mundo produziram nada menos do que 193 estudos sobre a relação entre condição socioeconômica e saúde (. 1999. maior o desgaste emocional e maior o número de situações estressantes. mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco. A folhagem dos juazeiros apareceu longe. os juazeiros alargavam duas manchas verdes. e a viagem progredira bem três léguas. Ordinariamente andavam pouco. educação e status social pesam quando o assunto é qualidade de vida e longevidade. Texto para as questões de 67 a 68: “Rico vive mais Nos últimos cinco anos. Eduardo. p. d) Ainda que ordinariamente andassem pouco. entre elas o cigarro... GABARITO IMPRIMIR 67. F. que por mais de 25 anos mapeou a saúde de 17 530 funcionários públicos e constatou que. Graciliano. afastando-se do fumo e de outras drogas. c) objetiva conscientizar a população da necessidade de levar uma vida saudável. o currículo escolar e o sucesso profissional tão importantes — ou até mais — quanto a genética. (.) Todos tinham emprego garantido e contavam com o mesmo padrão de assistência médica. Estudos conduzidos nos Estados Unidos chegaram a conclusões semelhantes: (. estavam cansados e famintos. 9 jun. uma vez que haviam repousado bastante na areia do rio seco. como se sabe. 23.. b) haviam repousado bastante na areia do rio seco. Até entre pessoas do mesmo estrato social. os exames mais sofisticados e os hospitais mais bem estruturados. Fuvest-SP Reestruturando-se o terceiro período do texto.. saudáveis’ consideram o saldo bancário. quanto mais alto o nível hierárquico. menor a taxa de mortalidade. pela saúde das camadas mais pobres. eram três vezes maiores do que os anotados entre os de cargos superiores. mantém-se o sentido original apenas em: a) A viagem progredira bem três léguas. Católica de Salvador-BA O texto: a) evidencia a existência de diferenças abismais entre as várias classes sociais. A princípio pode parecer óbvio: os ricos dispõem de mais recursos para pagar os melhores médicos. a prática de exercícios e a exposição a substâncias tóxicas.” JUNQUEIRA. 32 66. dado que ordinariamente andavam pouco.). e) Em virtude de andarem ordinariamente pouco e de haverem repousado bastante na areia do rio seco. b) destaca o grande desenvolvimento da atividade de pesquisa científica nos últimos anos. d) visa demonstrar a existência de uma preocupação. e) mostra como saúde e qualidade de vida estão vinculadas a variáveis socioeconômicas e culturais. 134. a viagem progredira bem três léguas.. importantes e portanto.) quanto menor o nível social. a dieta alimentar. o esgotamento psíquico mina o sistema imunológico do organismo humano. A ciência descobriu uma realidade mais complexa. ano 32.) Médicos conscientes da tese ‘ricos. E.. porém. c) Porque haviam repousado bastante na areia do rio seco.” RAMOS. Fazia horas que procuravam uma sombra. através dos galhos pelados da caatinga rala.. a viagem progredira bem três léguas. a viagem progredira bem três léguas porque ordinariamente andavam pouco. In: Veja. Voltar Língua Portuguesa . pois haviam repousado bastante na areia do rio seco. Pequenas diferenças de salário.Interpretação de texto II Avançar . Os registros de morte entre os trabalhadores menos qualificados. Vidas secas. a viagem progredira bem três léguas. por parte das autoridades. ordinariamente andavam pouco. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro.Texto para a questão 66: “Na planície avermelhada.. (.

entra e dá comigo. e me reconciliou comigo mesmo. uma vez posta. por isso. — uma das mais profundas que se tem feito. F. modesta e negra. apesar dele. foi pousar na vidraça. lancei mão de uma toalha. pois as pessoas cultas se cuidam mais. — me consolou do malefício. “A borboleta preta NO DIA SEGUINTE. ou cor de laranja. Então disse consigo: ‘Este é provavelmente o inventor das borboletas’. Imaginei que ela saíra do mato. a principal causa da mortalidade. tão negra como a outra. incomodado. Apiedei-me. Católica de Salvador-BA Da leitura do texto. d) O grau de escolaridade é o que realmente faz diferença quando se fala em saúde. e. sob a vasta cúpula de um céu azul. depois de esvoaçar muito em torno de mim. espairecendo as suas borboletices. no susto que tivera. almoçada e feliz. mas o medo. não teria mais segura a vida. Pois um golpe de toalha rematou a aventura. minutos depois. aí vinham já as próvidas formigas… Não. senti um repelão dos nervos. nem a alegria das flores. é justo dizê-lo. confesso. não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete. não sabia. que me aborreceu muito. e voou a pedir-lhe misericórdia. pernas. invariavelmente. contra uma toalha de rosto. e ri-me. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque. Não lhe valeu a imensidade azul. Eusébia. saí do quarto. b) O que faz uma pessoa desfrutar de uma boa saúde é a adoção de hábitos físicos e alimentares sadios. com dinheiro. tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. Não caiu morta. 69. ela foi pousar na vidraça. têm mais acesso à medicina preventiva e a outras válvulas de escape. Era tempo.68. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Veio por ali fora. que estava ali o pai do inventor das borboletas. e não é impossível que descobrisse meia verdade. e) As condições ambientais em que trabalham as classes privilegiadas as tornam menos vulneráveis às doenças. e achando-a ainda no mesmo lugar. E esta reflexão. F. e) Os empresários. portanto. que tinha olhos. pousou-me na testa. nem a pompa das folhas verdes. Machado. ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. e muito maior do que ela. — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo. conservar melhor suas defesas.Interpretação de texto II Avançar . entrei logo a pensar na filha de D. Quando enxotada por mim. Sacudi-a. c) A classe operária é mais propensa à doença por herança porque nela são mais freqüentes os maus hábitos. Era negra como a noite. para recreio dos olhos. o que era o homem. Não era. Lembrou-me o caso da véspera. pode-se afirmar: a) Os abastados são mais otimistas. Suponho que nunca teria visto um homem. e beijou-me na testa. despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. desde a invenção das borboletas. c) A falta de cuidados adequados com a saúde é. que é maior entre as pessoas de poucos recursos. mas não é determinante quando se trata de saúde. uni o dedo grande ao polegar. saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. Esta última idéia restitui-me a consolação. como eu estivesse a preparar-me para descer entrou no meu quarto uma borboleta. Católica de Salvador-BA Ao analisar os resultados das pesquisas a que o texto se refere. que é também sugestivo. creio que para ela era melhor ter nascido azul. Dei de ombros. A idéia subjugou-a. mas tornando lá. Era tarde. uma estatura colossal. tinha um certo ar escarninho. um ar divino. Texto para responder a questão 70. dous palmos de linho cru. a saber. viu dali o retrato de meu pai. A borboleta. volto à primeira idéia. mesmo trabalhando sob maior pressão. bati-lhe e ela caiu. acabarão resolvendo seus problemas de saúde. vivem mais. começou a mover as asas. se ela fosse azul. que é sempre azul. pois sabem que. assim. a infeliz expirou dentro de alguns segundos. 33 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) Os que têm cargos superiores são menos atingidos por preocupações de ordem financeira. d) As pessoas com cargos de menor responsabilidade não se estressam tanto e. e na dignidade que. para todas as asas. Fiquei um pouco aborrecido. e viu que me movia. Deixei-me estar a contemplar o cadáver. aterrou-a. Passa pela minha janela. braços.” ASSIS. O gesto brando com que. A manhã era linda. descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo. insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa. pode-se inferir: a) A facilidade de acesso aos melhores hospitais pela classe privilegiada pode ser um fator importante. podendo. porque eu a sacudisse de novo. com alguma simpatia. soube conservar.

(.) O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. Para os outros. O rosto dessa gente apareceu quando o governo de São Paulo abriu inscrições.Interpretação de texto II Avançar . o governo abandonou estradas. ano 32.. Assim que a economia voltar a crescer. 105. d) se surpreende com a relatividade das coisas. e) se sente desorientado com a borboleta que descreve infinitas voltas em torno de seu corpo. viadutos.” VALENTINI. embora difícil.70. Foram selecionados apenas os chefes de famílias numerosas. uma vez que o trabalho físico tende a desaparecer. Texto para as questões 71 e 72: “Eles sobraram Os números do IBGE. pode-se inferir que o problema de emprego. Fatec-SP Da leitura do texto é correto afirmar que o narrador a) se vale da imagem de uma borboleta para mostrar tanto as ações impulsivas do homem como sua capacidade de racionalização. c) elabora uma comparação entre o susto que tivera ao ver a borboleta e o que tivera ao ver a filha de D. o principal órgão de pesquisas sociais do país. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. querendo confundi-lo. já não precisam tanto de força física. Católica de Salvador-BA De acordo com o texto. E o desafio. os mais velhos e aqueles que estavam por mais tempo na fila do desemprego. uma vez que ele sempre pode contar com a economia informal. no Brasil. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1º grau completo ou nem isso. b) fala de uma borboleta para representar a importância de pequenos momentos na vida dos homens. Eusébia. F. ao constatar-se um gigante e. com a modernização. assim que a economia brasileira voltar a crescer. b) a abertura de constantes frentes de trabalho. 21 jul. Católica de Salvador-BA A partir da leitura do texto. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. pode-se afirmar: a) A realidade do trabalhador brasileiro era desconhecida até a formação das frentes de trabalho. cesta básica e seguro de acidentes pessoais. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. 29. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Cíntia. d) o controle da natalidade nas camadas mais baixas. c) a implementação de um programa de educação. o horizonte é desolador. deixou ruas se esburacarem. F. Uma multidão de 460 000 pessoas lotou os locais de inscrição. p. recebendo salário mensal de 150 reais. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. no Brasil.. talvez. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. não serão sanadas a longo prazo. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. Durante mais de uma década. para as chamadas frentes de trabalho. pelo menos na área de construção civil. é alentadora. um mês atrás. Segundo o Instituto. b) As dificuldades do trabalhador desqualificado. e) a criação de postos de trabalho na área da construção civil. 1999. Exigências: ter acima de 16 anos de idade e estar desempregado há mais de um ano. um deus em relação à borboleta. por uma ironia do seu passado recente. In: Veja. d) A infra-estrutura deficiente do Brasil possibilitará trabalho constante. será otimizado com: a) a manutenção da economia informal. Isso porque as empresas. A idéia era selecionar 50 000 pessoas para cumprir um contrato de seis meses. 34 71. para o país. e) Os problemas de mão-de-obra desqualificada — frutos da atual conjuntura econômica do País — se resolverão definitivamente. Para garantir a sobrevivência. c) A situação do trabalhador braçal. 72. n.

faz os jornais. Nossa família. U. levanta os prédios. A família Crespi. Veio tinindo. nos balcões. nós temos de enterrar você é mesmo na vala comum. Uma poça de sangue. Porque nossa família um dia há de subir na política…” BRAGA. em todo lugar onde se trabalha. d) explicar e comentar informações anteriores. na Inglaterra. faz telhas de barro. 5. todas essas famílias assim são sustentadas pela nossa família. F. F. U. sugeridas também pelos nomes de família. São Carlos-SP O texto estrutura-se na oposição entre os Silva e as demais famílias. A gente de nossa família trabalha nas plantações de mate. a família Matarazzo. Morava na rua da Alegria. e) enfatizou a importância de se melhorarem os Silva para entrarem na política. b) retomar e sintetizar informações anteriores. nos pastos. Morreu de hemoptise. v. 35 73. conduz os bondes. d) propôs uma reflexão sobre diferenças sociais. João da Silva. nas cozinhas. a família Guinle. Rubem. Na seção dos ‘Fatos Diversos’ do Diário de Pernambuco. laça os bois. U. Um homem estava deitado na calçada. e) desprezo. A Assistência voltou vazia. 44-5. b) carinho. Nossa família. Sangue de nossa família. como a Silva. 75. Essa relação releva-se em a) “vai mal em política” e “há de subir na política”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . O homem estava morto. Nossa família é feito Maria Polaca: faz tudo. nas usinas. vai mal em política. Apesar disso. a família Pereira Carneiro. Você não possuía sangue azul. São Carlos-SP A oração faz tudo. O cadáver foi removido para o necrotério. enrola o tapete do circo. F. 76. O sangue que saía de sua boca era vermelho — vermelhinho da silva. d) ironia. a expressão “vermelhinho da silva” traduz a idéia de a) intensidade. b) pretendeu enaltecer a tradição de famílias importantes na história brasileira. Nossa família quebra pedra. São Carlos-SP A leitura do texto permite afirmar que o autor a) quis desqualificar as famílias não importantes. Luto da família Silva. João da Silva. na França. a família Rocha Miranda. p. serve no Exército e na Marinha. nas fazendas. 4. Nós auxiliamos várias famílias importantes na América do Norte. c) explicitou a submissão dos países da América do Sul aos da América do Norte. Na vala comum da miséria. 74. e) “vermelho” e “vermelhinho da silva”. entretanto. assume a função de a) resumir e comentar informações anteriores. U. João. no Japão. Sempre por baixo. leio o nome do sujeito: João da Silva. nas fábricas. c) “vermelhinho da silva” e “sangue azul”. 1984. (…) João da Silva — Nunca nenhum de nós esquecerá seu nome. no mato. d) “vala comum da miséria” e “vala comum da glória”. F. São Paulo: Ática. nas minas. nas praias. Apud: Para gostar de ler.Interpretação de texto II Avançar .INSTRUÇÃO: As questões de números 73 a 76 referem-se ao seguinte texto de Rubem Braga: “Luto da família Silva A Assistência foi chamada. e) retomar e explicar informações anteriores. b) “em todo lugar onde se trabalha” e “a gente de nossa família trabalha nas plantações de mate”. é que trabalha para os homens importantes. c) pequenez. Na vala comum da glória. conta o dinheiro dos bancos. enche os porões dos navios. ed. em destaque no texto. São Carlos-SP No texto. c) expandir e explicar informações anteriores.

por acaso. E o Verbo de Deus é uno mesmo com a profanação [dos homens de Babel. mesmo com a profanação dos homens de hoje. ( ) a palavra divina tornada vazia de significação para o homem. Voltar Língua Portuguesa . por acaso. as palavras nada significam nos discursos dos homens [públicos. as palavras se mumificaram na boca dos legisladores. 1997. quando o homem reconquistar os atributos perdidos [com a Queda. Rio de Janeiro: Nova Aguilar.77. do ponto em que se encontrar. Jorge de. o poeta não foi designado para vivificar a [palavra de novo? Para colhê-la de cima das águas e oferecê-la outra vez [aos homens do continente? E. p. irmão!” LIMA. como promotora do entendimento entre os homens. por acaso. U. construtor da palavra perene. as grandes palavras semitas podem [desaparecer? E. na sua universalidade. não me compreendereis. as palavras apodreceram nas promessas dos tiranos. In: Poesia Completa. não foi ele apontado para restituir-lhe a sua essência. ( ) o poder mágico da palavra só atingível por aquele que ultrapassar a compreensão do “Verbo de Deus”. Salvador-BA “As Palavras Ressuscitarão As palavras envelheceram dentro dos homens separadas em ilhas. ( ) o poeta como reinventor da linguagem.Interpretação de texto II Avançar . e reconstituir seu conteúdo mágico? Acaso o poeta não prevê a comunhão das línguas. o poeta não falará. a todos os homens da terra numa só língua — a [linguagem do Espírito? Se por acaso viveis mergulhados no momento e no [limite. ( ) o homem comum como elemento responsável pela perda do poder expressivo da palavra no seu uso cotidiano. 388-9. E. Quando toda a confusão for desfeita. Organização de Alexei Bueno. a palavra imortal há de adoecer? E. e quando se desfizerem as nações instaladas ao depois [de Babel. IMPRIMIR ( ) a linguagem poética. 36 GABARITO O poema apresenta: ( ) a poesia como instrumento de redenção do homem.

Já disse que não quero nada. Pequena verdade onde o céu se reflete! Ó mágoa revisitada. d) uma mágoa de sua cidade (Lisboa). das artes. F. e) uma saudade melancólica da infância. fazia-lhes. que maçada quererem que eu seja da companhia! Ó céu azul — o mesmo da minha infância — Eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo. Fernando. o contrário [de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa. leia os versos de Fernando Pessoa. da civilização moderna! Que mal fiz eu aos deuses todos? Se têm a verdade. nada sois [que eu me sinta. U. como sou. por amor de Deus! Queriam-me casado. guardem-na! Sou um técnico. a todos.INSTRUÇÃO: Para responder às questões de números 78 a 81. Fora disso sou doido. das ciências!) Das ciências. p. c) um medo de revisitar Lisboa.Interpretação de texto II Avançar . quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto. Lisboa de outrora de hoje! Nada me dais. nada me tirais. Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos. tenham paciência! Vão para o diabo sem mim. Com todo o direito a sê-lo. “Lisbon Revisited Não: não quero nada. pois ela tirou-lhe todos os bons sentimentos. Deixem-me em paz! Não tardo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) uma mágoa de Lisboa. mas tenho técnica [só dentro da técnica. 1981. Quero [ser sozinho. Obra Poética. pois em Lisboa ainda pode viver bons momentos. São Carlos-SP A penúltima estrofe do poema permite considerar que o eu-lírico sente a) uma saudade carinhosa da infância. Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos? Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. pois a cidade nunca lhe proporcionou boas lembranças. Assim. não me [enfileirem conquistas Das ciências (das ciências. Já disse que sou sozinho! Ah. Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer. 37 GABARITO 78. com todo o direito a sê-lo. ouviram? Não me macem. 290-1. pois trata-se de uma época remota e irrecuperável. Deus meu. [a vontade. que eu nunca tardo… E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero [estar sozinho!” PESSOA. pois lá passou uma infância vazia e sem sentimentos. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. fútil.

— Deveras. Cirino. em face do religioso.” TAUNAY. d) sente-se solitário e. U. meu anjo do céu. superiores a todas as suas tentativas de resistência. b) importunem. São Paulo: Ática. atordoavam-no ainda aqueles dois assobios que não podia explicar e sobretudo aquela pedrada tão bem dirigida. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que por pouco talvez o houvesse estendido por terra. em virtude da sua solidão.. significa a) desprezem. F. fui ver no laranjal. d) o desejo do poeta de manter-se afastado e isolado das pessoas. a gente em tudo vê maravilhas.. ( ) Dimensão hiperbólica do sentimento amoroso. achou-se ao pé da janela e cobriu de beijos as mãos da sua amada. quem sabe? verificar se por aí não andava rondando aquele que no seio lhe inoculara tamanho desassossego.Interpretação de texto II Avançar . Que foi? — Ah! não foi nada. São Carlos-SP A forma verbal macem. A pobrezinha. e) aparta-se da sociedade. c) tenta tornar-se uma outra pessoa. 1996. Visconde de.79. Numa dessas noites de ansiedade. para desenvolver sua arte. — O grito? balbuciou ela. c) a vontade do poeta de poder compartilhar da paz que outras pessoas sentem. Depois.. b) encontra na morte a única solução para os problemas. ed. São Carlos-SP Pela leitura do poema. 81. à sombra das maravilhosas árvores do Éden. metido no laranjal e procurando uma solução a tanta dificuldade. como a que balbuciam duas cândidas almas na eterna e sempre nova declaração de amor. viu afinal reabrir-se a janela de Inocência. A princípio tomei também um grande susto. 38 GABARITO Marque V para as afirmativas que podem ser comprovadas com o texto e F para as que não podem. Com este madrigal encetou Cirino uma conversação como a da primeira noite. pode-se dizer que o poeta a) recusa-se a aceitar os valores que a sociedade tenta inculcar-lhe.. De noite. p. minha vida. desde que Adão e Eva a trocaram. c) ofendam d) maltratem. ímpetos tão desconhecidos e violentos. U. ( ) Atitude de vassalagem amorosa. 82.. para agradar a todos. O que pareceu pedrada era um noitibó que frechou para mim e veio dar com a cabeça na parede. 80.. b) a irritação do poeta com aqueles que pretendem ajudá-lo em seus problemas. Inocência. — Deveras? perguntou ela incrédula. abrasada também de amor. destacada no poema. rápido como aquela pedra arrojada tão rigorosamente. ( ) Escapismo para o sonho. F. queria respirar o ar da noite e beber na viração do sertão um pouco de tranqüilidade para sua alma não afeita ao tumultuar dos sentimentos que a agitavam e. no último parágrafo. F. São Carlos-SP Os dois últimos versos do poema revelam a) a conscientização do poeta em relação a seus problemas e à breve solução que lhes dará. Salvador-BA “Passava as noites em claro. verifiquei que não passava de miragem. rápido como uma seta. ( ) Atitude de irreverência do narrador. e a pedrada. era um macauã. U.. ( ) Íntima relação entre o nome da personagem feminina e o seu jeito de ser.. Dois gritos. 24. a única que vi era você. U. por essa razão. respondeu apressadamente Cirino. e) a inquietude gerada na alma do poeta. almeja fazer parte da companhia. 99-100. ( ) Concepção idealizada de mulher... Para mim. e) abandonem.

e) estudar sempre os autores clássicos.” Machado de Assis. d) o mérito de um livro será maior quanto mais inovações ele apresentar. c) a divulgação das obras de escritores que gozam da aceitação popular. b) a necessidade de um equilíbrio entre tradição e renovação na língua. Em geral. locuções novas. o que vai permitir uma aceitação maior de suas obras. dos autores clássicos da língua. sempre atual. portanto. d) as opiniões divergentes entre escritores a respeito do uso correto da língua em suas obras. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. Unifor-CE A idéia central do texto é: a) a influência. Entre as exceções. é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. 39 83. não se lêem muito os clássicos no Brasil. com seus ensinamentos. não se lêem. A influência popular tem um limite. e) a língua reflete a história de cada época e sujeita-se a receber tanto a influência de seus escritores quanto a popular. é função do escritor: a) inovar sempre a língua — registro de suas obras — criando as novidades a partir da influência popular. são os modelos adequados para a produção das obras consideradas modernas. Cada tempo tem seu estilo. um controle sobre elas e inibindo os abusos. pois somente eles. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. Feitas as exceções devidas. b) dominar com segurança a norma culta da língua e empregá-la fluentemente. e o escritor não está obrigado a receber e a dar curso a tudo o que o abuso. 84. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. certos modos de dizer. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. e) a ausência de mérito literário em muitas obras consagradas pelo público. porém. Unifor-CE De acordo com o texto. mas que sabem perfeitamente os clássicos. Pelo contrário.Texto para as questões de 83 a 85: “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. ele exerce também uma grande parte de influência a este respeito. Mas se isto é um fato incontestável. o que é um mal. pois muitos deles até mesmo ignoram as estruturas da língua que utilizam. c) o povo de uma nação é a fonte incontestável de todas as alterações da língua. porém. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o capricho e a moda inventam e fazem correr. poderia eu citar até alguns escritores cuja opinião é diversa da minha neste ponto. Querer que a nossa pare no século de quinhentos. que é importantíssima nesse processo. 85.Interpretação de texto II Avançar . b) as obras clássicas são aquelas em que a linguagem é imutável. c) aceitar as inovações trazidas pelo povo — aquelas que dão vivacidade à língua — exercendo. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) o reconhecimento de um escritor nem sempre se baseia em sua competência. pois a leitura se torna mais agradável e compreensível. não admitindo as alterações que ocorrem por influência popular. d) usar exclusivamente a linguagem do povo. Há. A este respeito a influência do povo é decisiva. que devem ser incorporadas pelos escritores em suas obras. acompanhando sua época e abandonando o estilo de autores antigos e defasados. sem as indevidas interferências surgidas em cada época ou de acordo com a vontade de seu autor.

São Paulo: Duas Cidades. Em todo o ano passado foram registradas 33 ocorrências e. Amostra Grátis. Rumina todos os papéis no oco das gavetas O que a mesa expele para a superfície é simples dejeto livre de mistério O arquivo também é móvel discreto e diz muito pouco de interesse humano A caneta.” “Não seria o caso de a Prefeitura pagar por cada nova pichação feita na cidade? É claro que sim. Vide sugestão na nota anterior que também poderia ser aplicada nestes casos. Unicamp-SP Na coluna “De zero a dez”.” IMPRIMIR a) Qual é a conclusão implícita na seqüência “neste ano. Voltar Língua Portuguesa . só no período de janeiro a abril. já foram 31. só no período de janeiro a abril. encontram-se. Unicamp-SP Considere o poema a seguir: “Inventário Povoam o escritório vários utensílios uns bastante sóbrios outros indiscretos Por exemplo: a mesa é sóbria. as seguintes notas. que se encontra na primeira nota? b) Explicite a sugestão dada no final da segunda nota.86. 13. no primeiro semestre de 2000. já foram 31”. parcialmente adaptadas: “Para os lunáticos que insistem em soltar balões de grande porte.Interpretação de texto II Avançar . 34. o cesto são só instrumentos sem vontade própria Dois os indiscretos: minhas duas mãos — úlcera no estômago da repartição ALVIM. em 1998 foram registradas 99 ocorrências em Guarulhos. com certeza o prefeito encontraria novas atribuições para a Guarda Municipal. de Rubem Tavares. p. 1988. o lápis o papel. In: Poesias Reunidas (1968-1988). Se todos entrassem com uma ação simultaneamente. Aparentemente peças quase iguais às demais: os mesmos modos funcionais Contudo é preciso vê-las em sua marca: no rastro dos dedos no selo do gesto Ali onde transgridem a ética da classe que proíbe os objetos de serem pessoais Onde desconhecem o acordo em vigor que as coisas transforma em armas submissas Não pactuam — hostis minhas duas mãos acidulam o ar da repartição” 40 GABARITO a) De qual critério se serve o poeta para classificar as diferenças entre os “vários utensílios” que “povoam o escritório”? Por que essa classificação destoa tanto da nossa percepção habitual? b) Como aparece a presença humana em meio ao ambiente da repartição? 87. publicada na revista Business Travell. neste ano. Francisco. causando incêndios e sérios riscos à segurança dos vôos: segundo o Controle de Tráfego Aéreo. As autoridades deveriam enquadrar os responsáveis por crime inafiançável e trancafiá-los em presídios por longos anos. entre outras.

que. o coesivo “além” possibilitou: a) a inclusão de mais uma situação. A existência de uma fronteira terrestre muito vasta para evitar contrabando. e) a exclusão das situações expostas. estudantes e pesquisadores estrangeiros que vêm desenvolver pesquisas.” ANDRADE. UEPA “É nesse aspecto que a histeria sobre a biopirataria na Amazônia corre o risco de não levar a lugar nenhum. d) somente a ratificação das situações já apresentadas. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. b) se apega aos “passos que era preciso dar”.Interpretação de texto II Avançar . além do fluxo de brasileiros para o exterior. “Música Uma coisa triste no fundo da sala. apesar dos apelos tristonhos que a música de um piano lhe fazia do fundo da sala. estrangeiros residentes. Alguma Poesia. na enumeração de situações que favorecem a biopirataria na Amazônia. sob o efeito da música de Chopin é: a) “braços redondos que nem coxas”. o que se constata pela evocação de um “lustre complacente”. impossibilitam qualquer aparato de fiscalização. b) “sob o lustre complacente”. afasta o narrador de suas preocupações cotidianas. 89. c) “meus cuidados voaram como borboletas”. 41 88. levando-o ao desatino da existência. Eu considerei as contas que era preciso pagar. e) se fixa na tristeza e na solidão.Texto para a questão 88. b) a reiteração das situações apresentadas. Fatec-SP A leitura de Música torna possível afirmar que a atenção do narrador a) tem suas preocupações ordinárias postas de lado pela sensualidade da música e da pianista de braços redondos. Me disseram que era Chopin. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Fatec-SP A expressão que mais claramente remete à liberação das preocupações do narrador. d) é atraída pela música de um provável Chopin. c) a retificação das situações anteriores. e) “as dificuldades…” 90. apesar de triste. a presença de turistas internacionais. d) “Enquadrei o Chopin na minha tristeza”. professores e consultores. as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza e na dentadura amarela e preta maus cuidados voaram como borboletas. Carlos Drummond de. c) foi despertada pela relação material entre as teclas de um piano (“dentadura dura”) e sua própria dentadura (“dentadura amarela e preta”).” GABARITO Neste texto divulgado na Internet. os passos que era preciso dar.

o que constituiria entrave cultural.Texto para as questões de 91 a 93: “UM MERGULHO NO BRASIL Manaus 42 GABARITO Às duas da tarde do verão de 1984. para dar a impressão do bemestar do progresso. trabalhando na inconseqüência. p. (04) traria à tona subsídios para uma insurreição do povo brasileiro contra teorias sociais acadêmicas em prática na sociedade atual.’ Como aquele motorista. os demais brasileiros sacrificam demais o conforto possível. vê a si mesmo. o caos e a irracionalidade. e perguntou: ‘O senhor sabe por que aquele Volks está com todos os vidros fechados?’ Antes que eu dissesse não. Sobretudo quando. A teoria econômica diria que o consumidor obtém. 91. Fazendo do ar que deveria ser usado para dominar o calor da tarde o símbolo do poder de não sentir calor. Prendem-se a modelos já preparados. São Paulo: Paz e Terra. para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto. no sentido de apreender a lógica que rege suas ações. a partir de valores desvinculados das reais necessidades do indivíduo. (08) implicaria uma avaliação de como o brasileiro age e de como ele se auto-avalia. 1993. Para tanto é preciso desvencilhar-se dos preconceitos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . deve começar pelo entendimento da alma do conjunto de sua população. Mesmo que às custas de sofrer um calor maior. Tomar contato com aquela realidade foi como mergulhar no âmago da lógica da economia brasileira. 4. Mesmo quando se atrevem a desnudar o real. Cristovam. A teoria que se diz científica. aventurando-se. ed. Tem que ser um mergulho na lógica que faz o Brasil mover-se. no calor sem ar condicionado. além de dúvidas. como em qualquer mergulho. eles não têm teorias alternativas. UFBA O texto sugere que “um mergulho no Brasil”: (01) revelaria a distorção das teorias dos sociólogos. Mergulhar na realidade do país exige um mergulho nas teorias que mais fortemente vêm influenciando a consciência dos brasileiros. em território tropical. no meio de um longo engarrafamento no centro da cidade. (16) denunciaria o artificialismo das teorias utilizadas pelos cientistas sociais por vaidade intelectual e busca de prestígio acadêmico. (02) desvendaria submissão a comportamentos sociais padronizados. Como o homem dentro de um carro fechado. Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. usam linguagens especiais. Os cientistas sociais que tentam mergulhar na realidade brasileira produzem teorias conforme imaginam que seus colegas desejam. A realidade de um motorista suando para dar a impressão de que não sente calor não pode ser explicada buscando uma lógica no seu comportamento.Interpretação de texto II Avançar . Um mergulho no Brasil que. Aquele encontro. A inconseqüência não é apenas do consumidor. (64) subentenderia uma análise criteriosa dos fatores que contribuem para que se passe uma visão fantasiosa do país e dos seus habitantes. os cientistas tendem a não expor as idéias que pareçam romper com o comodismo teórico do consumismo de escolas estabelecidas. o motorista apontou para o carro à frente. como se tivessem lógica. permitiu um conhecimento maior da realidade brasileira do que quadros estatísticos e formulações teóricas da economia. para descrever e entender o país. graças ao fato de se ver pelos olhos dos outros. Não apenas os consumidores se comportam como gostariam de ser vistos. É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. incompatível com seus recursos. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. no meio de um engarrafamento. mas sim mostrando que por trás deste há uma loucura geral. (32) evidenciaria a necessidade de se promover a reabilitação das profissões diretamente relacionadas com o desenvolvimento socioeconômico e científico do país. desvinculada de sua cultura. 5-6. arriscando incoerências. para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial.” BUARQUE. como resposta. Dê. teorias e linguagens pouco acuradas. influi na divulgação e na legitimação do absurdo. a soma das alternativas corretas. com o carro e as janelas fechadas. ele respondeu: ‘Para que todos pensem que tem ar condicionado. Temem abrir as janelas e demonstrar a todos a incompetência de formulações. com a finalidade de dar ao mundo a impressão de riqueza. Como gostaria que os outros o vissem: como o confortado dono de um carro com ar condicionado. Tem que entender como o Brasil vê o Brasil. Pervertendo o processo econômico. A Desordem do Progresso. construídas em torno de questões ultrapassadas. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. denunciar que o carro não tem ar condicionado e estamos todos morrendo de calor. Não pode se limitar a ver o Brasil. tentando usar o sentimento.

(32) “A teoria econômica diria que o consumidor obtém. (64) “É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país.” — Isso quer dizer que o “caos e a irracionalidade” são uma conseqüência do ilogismo das teorias que se propõem interpretar a índole do povo brasileiro. a respeito do fato que então se comenta. a soma das alternativas corretas. com argumentos falseadores. para dar a impressão do bem-estar do progresso.” — Isso significa que uma análise da identidade do povo brasileiro deve fundamentar-se. diferentemente de “ar condicionado” (2o destacado). o caos a irracionalidade. em território tropical. como resposta. (08) A expressão “se ver pelos olhos dos outros” conota um falseamento da realidade individual. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. 93. com o carro e as janelas fechadas.43 92.” — A resposta do motorista demonstra seu ponto de vista preconceituoso. (32) Os pontos de vista dos economistas e do autor coincidem com relação ao grau de funcionalidade das “janelas fechadas” e “das janelas abertas”. (04) “não sentir calor” e “sofrer um calor maior” — As expressões estão usadas para enfatizar o contraste existente no comportamento do brasileiro. (16) “Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. (02) “para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto” e “para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial” — Indicam que o objetivo do consumidor e do cientista social decorrem de pressões que os manipulam. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades.Interpretação de texto II Avançar . falso. Dê. subestimam a aparência em favor da realidade. a soma das alternativas corretas. (08) “Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. antes. UFBA Há uma explicação coerente em: (01) O termo “ar condicionado” (1o destacado) está usado em sentido denotativo. (16) O uso do “escafandro” sugere mascaramento do real objetivo do “mergulho” (1o destacado). como se tivessem lógica. (64) A expressão “Para tanto” estabelece um relação de conseqüência com referência a “mergulho” (2o destacado). (02) A expressão “Tem que” remete a uma possibilidade remota de análise da realidade. (04) A forma verbal “entender” tem o mesmo sentido de “Mergulhar”. dentro da ótica do consumismo. UFBA O sentido do enunciado está devidamente apreendido em: (01) “Para que todos pensem que tem ar condicionado. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” — Os economistas. Dê. como resposta. incompatível com seus recursos” — O autor se fundamenta num fato para avaliar criticamente o comportamento do povo brasileiro no seu todo. no desvendamento dos fatores externos que a constroem.

20/10/2000. e) há línguas que são mais sintéticas que o português para expressar o sentimento que os povos lusófonos designam “saudade”. a) O que aconteceria com Leão se ele. ‘natsukashi’. Leão não dava um passo em falso. contribui para tornar o trecho incoerente. seria de um etnocentrismo digno de fazer inveja à Alemanha nazista acreditar que esse sentimento é próprio apenas aos que falam português. d) comum a todos os seres humanos e remonta aos tempos antigos. 44 GABARITO 95. ‘Sehnsucht’. que seria uma exclusividade mundial da língua portuguesa. quando fez parte do grupo que conquistou o tricampeonato mundial. d) há línguas que são mais sintéticas que outras para exprimir os sentimentos. a tese é que a) todos os povos têm os mesmos sentimentos e têm palavras para designá-los. Campinas. sérvios e croatas. sentem saudade. Pode-se ainda acrescentar a essa lista o ‘desiderium’ latino. 6/4/1996. alemães. já que seus outros dois irmãos. no início do segundo período. ‘garod’. armênios. e Édson. macedônios. 58. b) uma prova de que a espécie humana é fruto da mutabilidade de espécies. b) os cães. e húngaros. ou talvez mesmo antes. desde que aprendeu a falar aprendeu também. sempre impôs seu estilo ao mesmo tempo arredio e disciplinado. adaptado. ITA-SP NÃO se pode afirmar que a noção do sentimento saudade no texto seja a) atribuída exclusivamente ao ser humano.” Correio Popular. Leão. c) trata-se de um mito a crença de que apenas os povos lusófonos têm uma palavra para designar o sentimento “saudade”. existem outros idiomas que o fazem de forma até mais sintética que o português. letões. o jornal Correio Popular publicou um texto com muitas imprecisões. Embora línguas que nos são mais familiares como o inglês e o francês tenham de recorrer a mais de uma expressão (seus equivalentes de ‘nostalgia’ e ‘falta’) para exprimir o que chamamos de saudade em todas as circunstâncias. Cada atitude e cada declaração eram pensadas com um racionalismo típico de sua família. ‘ilgas’. 53 anos. c) comum a todos os seres humanos.Interpretação de texto II Avançar . Folha de S. são médicos. mas a maneira de expressá-lo é diferente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . se até os cães demonstram sentir saudades de seus donos quando ficam separados por um motivo qualquer. assim como os seres humanos. Por quê? c) Por que o emprego da palavra “racionalismo” é inadequado nessa passagem? As questões 95 a 97 referem-se ao seguinte texto: “Certos mitos são repetidos tantas e tantas vezes que muitos acabam se convencendo de que eles são de fato verdadeiros. Paulo. Um desses casos é o que envolve a palavra ‘saudade’.94. Em uma de suas colunas semanais nesta Folha. ITA-SP No texto. ‘shauck’ e também ‘hanim’. ‘nedôstatok’. Trata-se de uma grande e pretensiosa balela. do qual consta a seguinte passagem: “Durante sua carreira de goleiro. Edmílson. efetivamente. e) talvez anterior à razão. Ora. a dizê-lo. costumava ficar horas aprimorando seus defeitos após os treinos. b) A expressão “por outro lado”. 96. o ‘póthos’ dos antigos gregos e sabe-se lá quantas mais expressões equivalentes nas cerca de 6 mil línguas atualmente faladas no planeta ou nas 10 mil que já existiram. ‘jal’. o professor Josué Machado lembrou pelo menos dez equivalentes da palavra ‘saudade’.” Saudade. árabes. E seria uma grande pretensão acreditar que o sentimento que batizamos de ‘saudade’ seja exclusivo dos povos lusófonos. Todas as línguas do mundo exprimem com maior ou menor grau de complexidade todos os sentimentos humanos. sua terra natal. de 51 anos. ‘sóvárgás’. ficasse aprimorando seus defeitos”? Reescreva o trecho de maneira a eliminar o equívoco. Unicamp-SP Quando o treinador Leão foi escolhido para dirigir a seleção brasileira de futebol. Os russos têm ‘tosca’. japoneses. de uma forma ou de outra. Desde que o homem é homem. ele sente saudade. iniciada no Comercial de Ribeirão Preto. Por outro lado. Ao chegar à seleção brasileira em 1970.

“/…/ você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa /…/”. “Porque quem é louco por alguém. Mackenzie-SP “A moça não era formosa. por meio da clareza e da elegância do estilo. os usos da palavra “louco” assumem sentido oposto àquele verificado em I. 101. os vícios de linguagem que costumam prejudicar as reportagens. Fuvest-SP Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre o texto: a) a única palavra que se refere diretamente à idéia de morte é “inventários”. c) A anteposição do adjetivo despenteados ao verbo alteraria o sentido da oração. a repetição da palavra “louco” é redundante. a) Formosa e graça são. redundam em más reportagens. b) a exclusividade da forma impessoal. GABARITO 100. sintaticamente. e) analisar casos nebulosos e apresentá-los em matérias de redação clara e precisa. por “delinqüente”. em estilo preciso. evitando-se assim reações negativas do leitor diante desse tema. b) Na estrutura sintática predomina a subordinação. os cabelos caíam despenteados. d) a generalização de uma idéia após a apresentação de exemplos. c) denunciar. d) no trecho “você faz um seguro de vida que pode durar sempre”. Para as questões 98 e 99 considere o texto das questões de 27 a 29. e) exemplos de vocábulos de outras línguas para designar o sentimento “saudade”. que funcionam como argumentos para a tese defendida. predicativos do sujeito moça. b) em I. b) a imagem da criança reforça uma sugestão já presente no texto e no nome do produto. a palavra destacada tem o mesmo sentido. o segundo uso da palavra “louco” assume sentido negativo. c) uma equiparação do sentimento saudade dos cães ao dos seres humanos. sem prejuízo do sentido. talvez nem tivesse graça. e) a fotografia e a frase em maiúsculas desviam a atenção do leitor da idéia de morte. já que não acrescenta nenhum sentido à frase. e) em II. que é marcada apenas pelo emprego de orações na voz passiva. PUC/Campinas-SP A revista Veja anunciou-se a si mesma. focalizando o principal beneficiário do seguro. e as lágrimas faziam-lhe encarquilhar os olhos. II. não é louco de deixar essas coisas para amanhã”. o autor sugere a idéia de longevidade do titular do seguro.Interpretação de texto II Avançar . c) o autor usa conotativamente a palavra “noite” para simbolizar a idéia da morte. ITA-SP NÃO se pode dizer que no texto haja a) uma declaração inicial que sintetiza a tese a ser defendida. d) criticar certas histórias que. a palavra “louco” pode ser substituída. 45 Quanto ao sentido que o vocábulo “louco” assume nas três ocorrências destacadas no quadro acima.” Assinale a alternativa correta em relação ao fragmento acima. por serem mal contadas. 98. c) nas três ocorrências. utilizando a seguinte frase: “Histórias muito mal contadas em reportagens muito bem escritas” Está implícito. d) em II. que a revista Veja se dispõe a a) corrigir a redação confusa de notícias publicadas em outros periódicos.97. Fuvest-SP I. b) contornar as histórias mal contadas. d) O pronome oblíquo refere-se a lágrimas. nesse anúncio. 99. é correto afirmar que a) em II. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) O ponto e vírgula estabelece a relação de concessão entre as orações.

a partir de 1822. O jovem. d) I e II. b) sentam tijolos na parede. às vezes literalmente. Acostumados às apagadas. o recém-formado compete com levas de executivos de altíssimo gabarito. desempregados. c) sentam-se numa poltrona.Interpretação de texto II Avançar . II. em II. sob idêntico ponto de vista. U. em relação às manchetes. Metodista-SP Observe a imagem que segue: A partir da composição acima. arrogante. se refere a expressão “às vezes literalmente”? Qual o duplo sentido produzido pela relação que aí se estabeleceu? 103. sem experiência. o fato parece mais grave que na segunda. c) III. ambas do dia 15/5/ 2000: “Governo suspende verba para a reforma agrária. Fuvest-SP Leia as seguintes manchetes de dois jornais paulistas. mulheres dos dirigentes do Kremlin. b) a relação de dependência econômica do país. invadido pelas multinacionais e pelo capital estrangeiro. embora empregando palavras diferentes.102. c) que a independência política é responsável indireta pela verdadeira revolução industrial que se desencadearia no país no século XX. pode-se considerar que seu equivalente mais próximo seria: a) sentam a pua em alguém. 46 Considere as seguintes afirmações: I. os russos achavam que ela era influente demais. Na 1ª manchete. Para se candidatar a um emprego. apenas o que se afirma em a) I. b) II.” O Estado de S. e) II e III. b) A que palavra. exibida. d) sentam praça em algum lugar. e) sentam orgulhosamente. estabelecendo um paradoxo com a data da independência em 1822. III. Fatec-SP Para determinar o valor sintático-semântico do substantivo “poltrona” na expressão “sentam poltrona”. As duas manchetes apresentam o mesmo fato. Está correto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) de forma criativa o progresso econômico que a abertura ao capital estrangeiro trouxe ao país. “Incra suspende crédito para assentamentos. literalmente. Paulo. o autor demonstra a) que a independência política possibilitou a autonomia econômica do país com o ingresso das multinacionais e do capital estrangeiro. dança. e) que as origens do mercado publicitário no Brasil remontam à época de sua independência em 1822. GABARITO 105. Paulo. Fuvest-SP I. o emprego dos termos “INCRA” e “assentamento” particularizam a informação.” Folha de S. 104. II. a) O advérbio “literalmente” está adequadamente empregado nos dois textos? Justifique sua resposta. Na 2ª manchete.

b) aponta para os incômodos causados pelos bancos de colégio que são pouco anatômicos. como compete à poesia. as curvas de afeto. Mackenzie-SP A característica da poesia modernista que NÃO se encontra no texto é: a) liberdade formal. qualquer o assento. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta. em efes e erres. apesar de aproximar-se da prosa. tomando como ponto central as oposições entre o sentir e o sentar. se sentam mal sentados. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . exemplo único de concepção universal. b) Expressa por meio de clichê o movimento dado à saia. c) revela que o fato de certos homens ficarem a vida toda sentados causa-lhes um malestar indescritível para o corpo e para a alma. sentam bancos ferrenhos. e) Tem a coerência prejudicada por falta de pontuação. o abaulado amigo. Batia compasso com a varinha na poeira da calçada. A educação pela pedra. os ferem nós debaixo. vó? — Naão. João Cabral de Melo. senão pregos. Ondequer que certos homens se sentem nas nádegas da alma. … trarilarára… traríla…” Mário de Andrade. c) Apresenta erros de ortografia que impedem a clareza do texto. e mesmo a tábua-de-latrina lhes nega assento além de anatômico. 47 106. Sentam poltrona: ou tábua-de-latrina. d) linguagem coloquial. ecumênico.Interpretação de texto II Avançar . sentam poltrona. Fatec-SP Da leitura de Sobre o Sentar-/Estar-no-mundo. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o fragmento que vai da linha 2 à linha 3. d) Enriquece a descrição da menina por meio de prefixos ligados a nomes.” NETO. … trarilarára… traríla… De repente voltou-se prá negra velha que vinha trôpega atrás. confere ao homem uma postura universalizante. de colégio. d) A expressão enorme trouxa justifica o adjetivo trôpega que caracteriza negra velha. a) O título já anuncia a importância da relação entre as duas mulheres. a) Revela-se poético. GABARITO “Sobre o sentar-/estar-no-mundo Ondequer que certos homens se sentem por afetuoso e diplomata o estofado. A vida toda. 107. por ser anatômica. b) O modo de reproduzir a cantiga indica sua variação rítmica à medida que a cena se desenvolve. enorme trouxa de roupas na cabeça: — Qué mi dá. e) ironia. c) recriação de cena cotidiana. c) A resposta da avó explicita a sua indiferença para com a menina. e mesmo de pé algum assento os fere: * eles levam em si os nós-senão-pregos. pode-se afirmar que a) o sentido nuclear do poema se dá na relação entre poltrona e banco de colégio. b) sintaxe elíptica. Texto para responder a questão 109. d) a tábua-de-latrina. 109. e) o poema satiriza a prepotência de certos homens.Texto para as questões de 106 a 108: “A menina e a cantiga 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 … trarilarára… traríla… A meninota esganiçada margirça com a sáia voejando por cima dos joelhos em nó vinha meia dansando cantando no crepúsculo escuro. e) Há total descaso pela oralidade da expressão. 108. onde cabe qualquer homem e a contento.

o filho continua não podendo escolher os pais que o terão. implícitas nessa questão de engenharia genética. Há algumas ironias. b) a reprodução programada baseada em genes de indivíduos saudáveis e bonitos é uma nova edição do cientificismo totalitário para fins de “melhorar a raça”. Na comercialização de genes saudáveis e bonitos está subentendido que a personalidade não vai junto. as questões 110 e 111. a qualidade do sangue ou do ambiente. As pessoas pedirão: ‘Quero um surfista loiro bom em física quântica e uma modelo com PhD – mas um tem que ser de Capricórnio e o outro de Libra’. d) a reprodução programada permite que os pais escolham o filho que querem ter. está redimida a eugenia. F. Os pais já podem escolher o tipo de filho que querem. um cantor country – ou um simpatizante do nazismo. Todos os avanços na área da reprodução programada não mudam a situação da criança. b) questionar a reprodução programada e. que não tem qualquer opinião no assunto. Mas esta vitória da mentalidade ‘de direita’ redime a tese da ‘esquerda’ na velha discussão sobre o que determina caráter e destino. de 28/10/99. depois. mesmo que fosse eu. F. não poderia fazer uma encomenda melhor ao laboratório: os óvulos da bela e inteligente Liv Ullmann fertilizados pelos genes geniais do Ingmar Bergmann. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . E um mundo só de gente bonita e inteligente não seria necessariamente um mundo de gente melhor. que promete ser a questão do novo milênio. a comercialização de genes de pessoas saudáveis e bonitas. Para começar. Ela é filha da Liv Ullmann e do Ingmar Bergmann. pelo menos no Brasil. Linn Ullmann teve sorte: herdou a beleza da mãe. Não sei o que herdou do pai. encontrarão uma forma de assegurar que os genes comprados tenham o destino desejado. Juiz de Fora-MG Indique a única alternativa incompatível com a interpretação global do texto: a) a beleza de Linn Ullmann deve-se ao fato de ela ser fruto de reprodução programada. U. Juiz de Fora-MG O principal objetivo comunicativo do autor do texto é: a) ironizar a comercialização de genes no Brasil. em especial. E pensei: está aí. li no Libération uma matéria sobre Linn Ullmann. Não há garantia que entre os óvulos e os espermatozóides de modelos. 111. Mas desconfio que. que os bebês serão o que o mundo fizer deles. Se alguém quisesse planejar uma loira superior. que no passado era coisa de cientistas loucos e fascistas. Como dizem que Bergmann é um gênio com um gênio violento e difícil – e a última é que ele foi um simpatizante do nazismo até o fim da Segunda Guerra – Linn pode ter herdado mais do que queria. atletas e gênios não exista um serial killer.O texto seguinte. GABARITO c) na comercialização de genes saudáveis e bonitos subentende-se que apenas as características físicas são geneticamente transmitidas. Pela fotografia no jornal. foi publicado no Jornal O Globo. atletas e gênios há sempre um simpatizante do nazismo. preferiria ter os tipos de pais que nunca escolheriam um filho de um catálogo. escrito por Luís Fernando Veríssimo. c) demonstrar que a engenharia genética promete ser a questão do novo milênio. d) argumentar que entre óvulos e espermatozóides de modelos. Eu. “O que vem por aí Pouco depois de ler a notícia sobre o americano que está oferecendo óvulos de modelos na Internet para quem quer ter filhos bonitos. se esta é a palavra. o cientificismo totalitário para fins de ‘melhorar a raça’ mudou de vocabulário e ganhou respeitabilidade. a genética ou a cultura. mas não o inverso. se fosse nascer hoje. Mesmo com toda reação contra e a discussão ética. ou aquela respeitabilidade forçada do inevitável. que está em Paris para lançar um livro. Leia-o e responda.” 48 110. U.Interpretação de texto II Avançar .

podemos afirmar que se trata de um texto psicológico porque: a) mostra a solidão em que vive o narrador. d) caracteriza o mundo exterior como hostil. (. sem sonhos. In: A Gazeta. d) As crianças engordam muito porque ficam muito tempo em frente da tevê.. Que miséria! Casimiro Lopes está dormindo.) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto. Creio que nem sempre fui egoísta e brutal. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. encoste a cabeça à mesa e descanse uns minutos. E a desconfiança terrível. Se Madalena me via assim. 112.Interpretação de texto II Avançar . E um nariz enorme. uma boca enorme. Nem sequer tenho amizade a meu filho. Voltar Língua Portuguesa . agito a cabeça para repelir a visão que me exige essas deformidades monstruosas. às escuras. d) ‘ritmo da esquizofrenia’ – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais. A profissão é que me deu qualidades tão ruins. b) ‘insistência pirralha’ – teima persistente da criança. c) Os tempos modernos eliminam os sonhos da criança. Se ao menos a criança chorasse.. um grande silêncio. aos brinquedos eletrônicos. e) ‘indigência intelectual e espiritual’ – pobreza de cultura e de espírito.. e) Atualmente as crianças não se preocupam com o futuro. Memórias de um Dinossauro. p. a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. Julgo que delirei e sonhei com atoleiros. Os sentimentos e os propósitos esbarraram com a minha brutalidade e o meu egoísmo.. que me aponta inimigos em toda a parte! A desconfiança é também conseqüência da profissão. c) ‘embotelhada em danças’ – especialista em danças. sem afeto e sem cultura. O sonho é substituído pela TV. Devo ter um coração miúdo. Patifes! E eu vou ficar aqui.. com certeza me achava extraordinariamente feio. até não sei que hora. morto de fadiga. rios cheios e uma figura de lobisomem. eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distancia a idade fisiológica da psicológica. Emescam-ES Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto.Texto para as questões 112 e 113: “Hoje. Emescam-ES A frase que melhor sintetiza as idéias do texto acima encontra-se em: a) Hoje. É horrível! Se aparecesse alguém. até que. 49 113. as crianças são levadas precocemente ao consumo. que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. cansadas perante um futuro que ainda não viveram. Sou um aleijado. corpo de criança e alma de mulher. A vela está quase a extinguir-se. Vitória. Marciano está dormindo. Aos quatro anos. nervos diferentes dos nervos dos outros homens. Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão. e as fadas.” Excerto de BETO. Texto para a questão 114: “Madalena entrou aqui cheia de bons sentimentos e bons propósitos. Lá fora há uma treva dos diabos. dedos enormes. e) enfatiza as dificuldades de relacionamento da personagem com as pessoas que a cercam. b) contrasta o modo de ser de Madalena com as ações do narrador. no seu sentido geral. Fecho os olhos. Foi este modo de vida que me inutilizou. lacunas no cérebro. 98. Mormente por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos. viciadas em indigência intelectual e espiritual. bruxas e reis. Cesgranrio Analisando o texto. b) Os adultos cedem facilmente aos desejos das crianças. isso ocorre em: a) ‘suficiente discernimento’ – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso. c) retrata o conflito íntimo da personagem. 05. Estão todos dormindo.” Graciliano Ramos. 08 set. IMPRIMIR GABARITO 114.. as histórias cedem lugar aos programas de auditório. Frei.

Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. um envolvimento e dois amantes. em relação ao humor de Drummond pode-se afirmar que é um riso: a) que assinala uma ruptura com a geração que o antecede. mesmo assim pode não ter namorado. aquele hiato entre o parecer e o ser dos homens e dos fatos que acaba virando matéria privilegiada do humor. De alma escovada e coração estouvado. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor.” ANDRADE.) Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado. 1982. e passeie de mãos dadas com o ar. relatou a seguinte experiência.) Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. decidida. (. de pele. c) irônico. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques. 116. transa. A proteção dele não precisa ser parruda. 1989. traço constante na poesia de Drummond”. ponha ali erva de manjericão bem triturada. show do Milton Nascimento. no caso.115. Carlos Drummond de. Mas namorado. para comprovar a tese da geração espontânea: “Faça um buraco num tijolo. envolvimento. caso. atividade da razão. Alguns dias mais tarde. é muito difícil.. 50 BOSI. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ..’ Parece-me que alma muito pessoal significa. beira d’água. é uma questão Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. até paixão é fácil. Segundo Bosi. sabemos que escorpiões não nascem assim. e) característico da primeira geração modernista. Namorado não precisa ser o mais bonito.) Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo. da qual fazia parte. nuvem. gabiru. mesmo. Enlou-cresça. ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. c) o químico não tinha competência para a realização da experiência. distanciado e lúdico. quindim. Rio de Janeiro: Aguillar. a aguda percepção de um intervalo entre as convenções e a realidade. Alfredo. UERJ Em 1648. mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme. disse Otto Maria Carpeaux da sua obra que. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. p. fruto da inspiração poética. História concisa da literatura brasileira. lágrima. de saliva. brisa ou filosofia. dois paqueras. tendo o manjericão agido como fermento. saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. fazer compra junto.” Hoje.. sem qualquer reflexão. ‘expressão duma alma muito pessoal.. São Paulo: Cultrix. (. um químico holandês. flerte. você verá nascer pequenos escorpiões. nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele. 494. bosques enluarados.. b) escarnecedor. semelhante ao de Gregório de Matos. Se você tem três pretendentes. b) uma hipótese alternativa para o fenômeno não foi lembrada. aquela de chita. abobalhados de alegria pela lucidez do amor. d) tímido. fliperamas. (. Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. fazer sesta abraçado. A conclusão do químico pode ser refutada logicamente pelo argumento indicado em: a) a experiência não resistiu à passagem do tempo.. Necessita de adivinhação. chamado Jean Baptista von Helmont. sua frio e quase desmaia pedindo proteção. UFR-RJ “O primeiro grande poeta que se firmou depois das estréias modernistas foi Carlos Drummond de Andrade. argumentando indutivamente. Aplique um segundo tijolo sobre o primeiro e exponha tudo ao sol. é poesia objetiva. Obra completa. Paquera. Texto para as questões 117 e 118: “Namorado: ter ou não. Definindo-lhe lucidamente o caráter. ponha a saia mais leve. Namorado é a mais difícil das conquistas. d) a geração espontânea não pode ser comprovada com experimentos. ruas de sonhos ou musical da Metro.Interpretação de texto II Avançar .

o conhecimento do código de trânsito. ou expressão. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o ato de grafar não deveria submeter-se à vontade unificadora do Estado. Os artistas da língua não passam para a posteridade porque rompem com a norma. ficam os gramáticos. d) Observa-se o mesmo nas normas da gramática. b) Ela pode dar impressão de firmeza. para ser bem-sucedida.Interpretação de texto II Avançar . clamando por liberdade. c) o crescimento e loucura são considerados processos incompatíveis. Sendo uma aventura intelectual. Acontece que os artistas pretendem escrever para as gerações futuras. não dá. A transgressão. os gramáticos não passam de meros guardiães de uma inutilidade consagrada pelo poder constituído. (Introduz uma comparação). […] de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. só sabe o que é namorar quem: a) cultiva o hábito de fazer poesia. UFR-RJ Para o autor. Tanto no texto como no comportamento. e. c) Para eles. Na maioria dos casos.” 51 GABARITO 119. 118. b) entra em sintonia com o outro no plano das sensações. dominar a norma culta do idioma não excede. (Refere-se aos gramáticos. UFR-RJ “Enlou-cresça. é correto afirmar que: a) a língua não oprime os artistas quando os submete à vontade do Estado.. Textos para as questões 119 e 120: “Pode um escritor. d) vivencia as sensações do amor sem se entregar. assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. dominar a norma culta do idioma não excede. de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. indica novas propostas para o futuro. pensa o poeta. pode ser que a mesma rua não exista. mas porque sabem tirar proveito da ruptura. c) os escritores contrariam as regras gramaticais porque as desconhecem. o emprego do termo.. está corretamente explicado pela frase entre parênteses. b) o sentido da vida se constrói a partir do crescimento intelectual. que variam conforme as convenções gerais de cada época. e) o sentido da vida é construído por meio da loucura. contrariar as regras da gramática? Essa é uma das principais questões levantadas pelo poeta português Fernando Pessoa. b) os artistas revelam o caráter transitório da norma culta ao infringirem-na. certa rua dá mão. d) o sentido da vida se dá pela tensão entre crescimento e loucura. deve possuir função estrutural. UFMG De acordo com o texto. (Refere-se à transgressão de função estrutural). De um lado. Para eles. em valor. destacado. de precisão. Observa-se o mesmo nas normas da gramática. impondo normas. em nome de sua arte. por natureza convencional e efêmero: num dia. UFMG Em todas as alternativas. guardiães da língua). 120. em valor. A língua existe para servir o indivíduo. Ela pode dar impressão de firmeza. os artistas. exceto em: a) … assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse.” O neologismo em questão sintetiza o seguinte pensamento: a) só é possível crescer se a vida não fizer nenhum sentido. e não para escravizá-lo. na próxima semana. c) distingue o que é concreto do que é abstrato. que variam conforme as convenções gerais de cada época. no outro. e) sabe teorizar sobre os seus sentimentos. (Remete à efemeridade do conhecimento do código de trânsito). de ambigüidade. o conhecimento do código de trânsito.117. Pela perspectiva dos artistas. Esse tipo de postura gerou um impasse. A resposta à questão inicial é simples. d) os gramáticos impõem normas para os artistas não as transgredirem. De outro.

Ética para meu filho. mesmo reconhecendo que é pouco. estamos todos condenados a uma lógica do absurdo. Sérios. Se não fôssemos livres. De onde vêm os remorsos? Para mim está claro: de nossa liberdade. ‘perdi a cabeça’.Texto para a questão 121: “Silogismo Um salário-mínimo maior do que o que vão dar desarrumaria as contas públicas. ‘não percebi o que estava fazendo’. L. etc. Trad. O Globo. 1986. F. Do mesmo modo. Dedução formal tal que. Texto para as questões 122 e 123: GABARITO “Ética para meu filho (. o país necessita da miséria de grande parte da sua população. mas preferimos confessar-nos ‘escravos das circunstâncias’ quando nossos atos não são exatamente gloriosos. então. 1997.. c) Um salário-mínimo maior prejudicaria o país. nas circunstâncias. oportunismo político ou desinformação. A nossa estabilidade e o nosso prestígio com a comunidade financeira internacional se devem à tenacidade com que homens honrados e capazes. O país só é viável se metade da sua população não for. S. delas se tira uma terceira. chamada conclusão. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ‘é mais forte do que eu’. Como boa parte da população brasileira vive de um mínimo que não dá para viver e as circunstâncias que o impedem de ser maior não vão mudar tão cedo. FERREIRA. (.. Fernando. queremos sempre ser livres para nos atribuir o mérito do que realizamos. ninguém me ajudou!’ Do mesmo modo.. A. é claro) de nada e evitaríamos os remorsos. postas duas proposições. UERJ silogismo. Rio de Janeiro.. então. ‘vi que todo o mundo fazia a mesma coisa’.” SAVATER. Por isso. d) O salário-mínimo não garante vida digna para a maioria da população. Grita exatamente porque sabe que foi ela. inviabilizaria o país e provavelmente desmancharia o penteado do Malan. Nova Fronteira. se não fosse assim. Monica Stahel. m. mantêm uma política econômica solidamente fundeada na miséria alheia e uma admirável coerência baseada na fome dos outros. B. Quem prega um salário-mínimo maior o faz por demagogia. 52 Considerando essa definição. há circunstâncias que impedem o salário de ser maior. comprometeria o programa de estabilização do Governo. São Paulo: Martins Fontes. que não pudemos escolher: ‘cumpri ordens de meus superiores’. temos homens honrados e capazes. o adulto é irreal e o responsável é criminoso. Lóg.Interpretação de texto II Avançar . chamadas premissas.)” VERÍSSIMO. que lesamos a nós mesmos — pouco ou muito — voluntariamente. nelas logicamente implicada. ou talvez até risse e pronto.. o salário não aumenta mais por exigência do mercado internacional. b) Precisamos manter nosso prestígio com a comunidade financeira internacional. compreendemos que já estamos sendo castigados. É que. eis-nos num silogismo bárbaro: se o país só sobrevive com mais da metade da sua população condenada a uma subvida perpétua. adultos e responsáveis são os que defendem o reajuste possível. Novo Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa. nem se daria ao trabalho de dizer nada.) Veja: alguém pode lamentar ter procedido mal mesmo estando razoavelmente certo de que não sofrerá represálias por parte de nada nem de ninguém. quando o pote da geléia que estava em cima do armário cai e quebra. resistindo a apelos emocionais. 24/03/2000. Não há pior castigo do que perceber que por nossos atos estamos boicotando o que na verdade queremos ser. a criança pequena grita chorosa: ‘Não fui eu!’. não nos poderíamos sentir culpados (nem orgulhosos. quebraria a Previdência. de Holanda. sensatos.. então. é preciso resistir a apelos emocionais da sociedade. é preciso alterar esse modelo econômico. 121. quando sabemos que fizemos algo vergonhoso procuramos afirmar que não tivemos outro remédio senão agir assim. ao agirmos mal e nos darmos conta disso. pode-se concluir que o silogismo a que se refere o título do texto é encontrado em: a) Boa parte da população sobrevive com apenas um salário-mínimo e o salário-mínimo não dá para viver. Aqui o sério é temerário. Em compensação. então. ao fazer um desenho muito bonito essa mesma criança irá proclamar: ‘Fiz sozinho. o salário-mínimo impõe miséria a grande parte da população. o sensato é insensato. ao crescermos.

fenômeno na retina ou fenômeno físico. actualmente. Goethe e o físico inglês Isaac Newton compreenderam o fenômeno da cor. em que se comenta o modo como o escritor alemão J.. UERJ O texto lido faz parte de um ensaio filosófico sobre ética. mas como pontos de vista que se baseiam em critérios. inteiramente distintos. Mais ou menos metade desta superfície. A sina dele era correr mundo. W. não basta dizer que a cor surge da luz. embora as críticas de Goethe se revelassem posteriormente inconseqüentes. é o primeiro a distingui-las claramente: ‘Do ponto de vista do sentido visual. andar para cima e para baixo. essas duas interpretações diversas do fenômeno cromático não devem ser pensadas como necessariamente incompatíveis. o autor obtém o seguinte efeito: a) valoriza o argumento das outras falas. F. c) diminuir a assimetria entre o filósofo e o leitor. Prefácio à edição brasileira de A Doutrina das Cores. São Paulo: Nova Alexandria. c) ambos os textos propõem o uso racional das terras no Brasil. b) ressaltar uma discussão teórica entre iguais. GABARITO 125. Nesse aspecto. rios e montanhas.. pode-se afirmar que: a) o texto II constitui uma representação estética da realidade contida no texto I. b) delimita o que é defendido e o que é atacado. J. Essa estratégia tem o seguinte objetivo: a) provocar a resposta direta do interlocutor. 123.” GIANNOTTI. 53 “Entristeceu. caem por terra. 124. apenas uns 60 milhões desses hectares estão a ser utilizados na cultura regular de grãos. Newton.Interpretação de texto II Avançar .) encontra-se em estado de improdutividade. de GOETHE. sem fruto”. continuando o caminho de Goethe. M. o principal mérito de sua análise é ter mostrado que a cor também existe como fenômeno que escapa à física. Para ele. O restante (. UERJ Ao trazer para seu texto a citação de outras falas — por meio do emprego das aspas —. incluindo lagos. Um vagabundo empurrado pela seca”. Considerar-se plantado em terra alheia! Engano. é geralmente apropriada ao uso e ao desenvolvimento agrícola. A respeito dos textos. José Saramago. uns 400 milhões de hectares. de abandono. M. Vidas Secas. c) identifica um embate como reforço do campo da sinceridade. d) o texto I discorre sobre o aproveitamento agrícola das terras brasileiras. preocupou-se somente em estabelecer os critérios para a produção da cor enquanto fenômeno físico. Na verdade já estava procurando distinguir as condições ou esferas mediante as quais o fenômeno da cor se apresenta. no qual o autor expõe seus argumentos em tom de conversa. “Goethe estava interessado nas condições necessárias para que o fenômeno das cores se manifeste. é de 850 milhões de hectares. considerando-se o sentido do texto II. que é negado no texto II. d) destaca a palavra dos outros como argumento de autoridade. mas como aparece junto à luz.’ A identidade da cor varia de acordo com os critérios estabelecidos para sua compreensão enquanto fenômeno de consciência. ou métodos de comparação. W. IMPRIMIR No que diz respeito ao fenômeno da cor. 1993. Triângulo Mineiro-MG “A superfície do Brasil. Schopenhauer. mais tarde desenvolvida por Schopenhauer? Voltar Língua Portuguesa . à toa! Como judeu errante. luz e cores são fenômenos de consciência (sensações e percepções) cujas condições são ocorrências fisiológicas na retina e no sistema nervoso.122. de Graciliano Ramos. o que distingue basicamente a abordagem de Newton daquela de Goethe.. e) as perspectivas pessimistas quanto ao uso do solo brasileiro. no texto I. b) o texto II faz uma reflexão sobre os fatos narrados no texto I. sendo provocadas por sua vez por processos físicos. PUC-RJ Leia o texto abaixo. ao contrário de Goethe e Schopenhauer. Assim. Ora. d) revelar opiniões compartilhadas pelos interlocutores.

“Introdução”. p. d) O poeta busca a convivência com os outros homens à sua volta. que raramente o questionamos. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. 1998. F. O presente é tão grande. devastou-se a natureza. neste final de milênio. à diversão. 54 Todas as alternativas seguintes correspondem a uma leitura possível do poema drummondiano. ( ) Infere-se que. UnB-DF “O trabalho é a principal atividade do ser humano? Quase todas as pessoas responderiam afirmativamente a essa questão. 9. 1998. as cidades apresentam dificuldades de se organizarem em formas que não sejam pelo trabalho. pode-se incluir a de buscar meios de viabilizar o acesso da população. 118. Viçosa-MG Leia atentamente o texto: “Mãos dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. não nos afastemos. surgiram jornadas de trabalho brutais. do presente. principalmente a urbana. julgue os itens que se seguem. fortaleza francesa que foi destruída em 1789. não direi os suspiros ao anoitecer. a vida presente.” ANDRADE. e) Ao voltar-se para a vida presente o poeta demonstra uma preocupação maior com o seu momento histórico. ao lazer. U. ignorando o passado e o futuro.126. b) O poeta renuncia ao isolamento voluntário e reafirma sua solidariedade aos companheiros. Entre eles. Não serei o cantor de uma mulher. exceto: a) O autor de “Mãos dadas” quer unir-se a seus semelhantes para libertar-se do passado. dos quais não pretende mais se afastar. voltam com força total. o autor tece comentários acerca de fatos históricos ocorridos na segunda metade do século XVIII. estamos chegando ao final de um ciclo civilizatório durante o qual nunca se trabalhou tanto e em que. p. assustando algumas autoridades. lazer e entretenimento como ideais de vida. Mas será que sempre foi assim? Sem dúvida. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . não pretendendo. de uma história. Carlos Drummond de. destruíram-se símbolos preciosos da civilização e as cidades passaram a ser vistas apenas como espaços de trabalho e produção. nesse texto. 127. o tempo presente. os homens presentes. Também não cantarei o mundo futuro. In: Educação para o lazer. São Paulo: Moderna. ao entretenimento. considero a enorme realidade. em breve. pela primeira vez na História. opta por conhecer a realidade de seu próprio tempo. não haverá mais quem trabalhe. Luiz Octávio de. entregar-se aos devaneios e à solidão. Antologia poética. tendo em vista a existência de graves problemas. tendo em vista que as “jornadas de trabalho brutais — fazem alusão ao início da Revolução Industrial na Inglaterra e que os “símbolos preciosos da civilização” incluem a Bastilha. Não nos afastemos muito. ( ) Algumas autoridades estão assustadas com a possibilidade de que o homem atual possa vir a ter diversão. Nesse período. pois. c) O poema revela-nos um eu-lírico que.Interpretação de texto II Avançar . Estou preso à vida e olho meus companheiros. ( ) Entre as “preocupações novas” das autoridades. A diversão. ( ) Atualmente. Mas. a paisagem vista da janela. Rio de Janeiro: Record. O tempo é a minha matéria. vamos de mãos dadas. não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. como a recessão e a violência. ( ) O autor responsabiliza as jornadas de trabalho brutais pela devastação da natureza. o trabalho converteu-se efetivamente na primeira necessidade humana. como a grega. não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida. o entretenimento — ideais de vida de algumas civilizações antigas. muito novas mesmo…” LIMA CAMARGO. e do futuro de um mundo caduco que o sufoca. o lazer. Vivemos hoje um modelo de vida tão assentado sobre o trabalho. não! Ou que sempre será assim? Esperemos que não! Na verdade. a chinesa — foram esquecidos. GABARITO A partir do texto. porque isso significa que. trazendo preocupações novas. de certa forma. a romana e.

p. jun. procurando pistolões. (02)“Vinho Mercosul no mundo. ago. deve ser capaz de fazer inferências. quem lê deve ser capaz de inferir que a memória do escritor já o traiu pelo menos uma vez antes. especialmente por um ex-colega de magistério. Dê. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .: Quando usava outros tipos de vestimentas. o ministro Ornélas ou foi meu aluno ou quase foi — é o segundo ou terceiro ministro que foi meu aluno. 5/9/99. 103) – Inf. é necessária na atual conjuntura. chegou a verões. o povo era elegante.: Os outros produtos do mesmo tipo não têm a garantia HTP./jul. se transmuta em invernos. se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados. apesar de não sofrer as mesmas pressões que um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas.” (Revista do Mercosul. como também não quero ser chamado de vagabundo. UFMS Na construção do sentido de um texto. 7) – Inf. p. mas não só levantar a papelada me infunde pânico.: Os demais países do Mercosul não se inscreveram no Festival de Vinhos na Turquia. a incapacidade de ligar causa e efeito e aprender do passado são características imutáveis de nossa mentalidade. Opinião. nada disso.: O leitor lê Veja porque a revista não traz notícias ruins. 28) – Inf. p. começo na manhã da própria segunda. Por exemplo. não ele). Cad. lá vem a segunda-feira. 5/7/99.” (Raça. 29/9/99.: Antes a Internet era novidade e 5 milhões de brasileiros podiam viver sem computador. mas com inquestionável empenho. a Internet deixou de ser novidade e 5 milhões de brasileiros já não podem mais viver sem computador. mas não adianta. (01) “Veja: uma revista tão boa que as notícias nem precisam ser ruins. se o ex-ministro Magri. E o dr. eis que.Texto para as questões de 128 a 131: “Segunda-feirite aguda João Ubaldo Ribeiro. Eu.” (Roberto Campos. onde certa feita interpretei ‘Tatu subiu no pau’. que não os mencionados. como sabemos.” (Veja. se bem que ele próprio aposentado. Antônio Carlos. o leitor competente deve saber ler nas entrelinhas.” (Época. Lá vêm outra semana. eu também posso). Cad. (…)” O Globo. Com base nessas explicações. não. fico um pouco melancólico. e. 1999.Interpretação de texto II Avançar . O único clarificante e floculante de piscina com a garantia HTP. Não. morre de rir quando o crítico e. Além disso.” (Istoé. E manda a ética que me recuse a recorrer a pretensas vantagens derivadas de relacionamentos pessoais. outros compromissos. quando João Ubaldo diz “…se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados…”. 84) – Inf. O Globo. 55 Trabalho desde os 17 anos — já lá se vão 41 do que começou como primaveras. aquela(s) em que a inferência feita não se sustenta a partir do fato mencionado. sempre é afável comigo. Argentina em primeiro lugar e Brasil em terceiro são premiados na Turquia. a fim de recuperar o que não foi dito explicitamente. Ao trabalho. argumentando comigo mesmo que desfruto de certa liberdade. 1998. 57) – Inf. também padeço de segundafeirite que acomete todos os trabalhadores.: Para o autor. 128. (04)“A dupla jeans e camiseta e roupa feita em série acabaram com a elegância do povo. como não está a meu alcance aspirar ao marajanato (sei que esta palavra não existe. (16)“Sem alarde. que me conhece desde rapazinho (eu. a síndrome ataca de igual maneira. já está em outonos e. Antônio Carlos. logo. Quis muitas vezes descondicionar-me. com meus próprios horários e sem chefe ou patrão por perto. mas a verdade é que. p. eu também podia recorrer ao dr. a soma das alternativas corretas. 27/9/99. com base em minha memorável participação nas peças do jardim de infância em Aracaju. dos saudosos 30 mil dólares. Nada de aposentadoria. enfim. p. p. como resposta. começam a ficar macambúzios na hora em que ouvem a musiquinha de encerramento do Fantástico. me chama de ‘ilustre representante da esquerda democrática’. (08)“Continuamos incapazes de duas coisas: ligar causa e efeito e aprender do passado. 6/10/99. Podia estar aposentado. nem de tentar facilitar a vida. outras chateações. Alguns. aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô ou a pleitear uma vaguinha no Retiro dos Artistas. Não tenho queixa. (32)“Max Floc. logo. outra crônica. p. já depois de muito tempo trabalhando em casa. entre as alternativas apresentadas abaixo. 29) – Inf. pondo a mão no meu ombro. sem muito sucesso. mas posso perfeitamente inventá-la. 7. pôde. reconheça. Opinião. ou seja.

como resposta. (16)A figura de linguagem presente em “…morre de rir quando o crítico…” é a metonímia. o conector se estabelece uma relação de condicionalidade com o que foi dito anteriormente. e na necessidade da situação atual. Antônio Carlos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o autor emprega o sufixo grego -ite. ou seja. como o dr. o resultado seria “…não está ao meu alcance aspirar-lhe…”. UFMS Dentre os enunciados abaixo. a concordância do adjetivo com os substantivos que o antecedem poderia ter sido feita também no masculino plural. 131. (08)Em “…eu também podia recorrer ao dr. (02)Em “…se bem que ele próprio aposentado. Antônio Carlos. (16)Para construir o vocábulo marajanato. por exemplo. identifique aquele(s) que seja(m) adequado(s) ao texto lido. (04)A forma verbal pôde é um dos casos de palavras que admitem dupla acentuação. (32)Já para criar segunda-feirite. como em baronato. como resposta. (32)A segunda-feirite ataca todos os trabalhadores já no final da noite de domingo. como resposta. desesperado. (64)Se em “…não está ao meu alcance aspirar ao marajanato…” utilizássemos um pronome pessoal para substituir o objeto indireto. que indica inflamação e que está presente também em bronquite. (01)Sendo quase sexagenário. (08)O direito de inventar palavras que o autor se atribui apóia-se no exemplo do exministro Magri. UFMS Assinale abaixo a(s) alternativa(s) verdadeira(s). Dê. identificam-se as várias fases da vida humana às estações do ano.”. João Ubaldo Ribeiro faz uso do sufixo latino ato que forma substantivos a partir de adjetivos. a performance do menino João Ubaldo não foi das melhores. a soma das alternativas corretas. Dê. (02)O autor afirma que ainda não pediu aposentadoria apenas porque não tem condições financeiras para se sustentar. (64)João Ubaldo Ribeiro assume um tom irônico que perpassa todo o texto. (01)No início do primeiro parágrafo. a soma das alternativas corretas. (02)Em “…aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô…” o advérbio provavelmente acrescenta ao conteúdo proposicional do enunciado a indicação da modalidade sob a qual ele deve ser interpretado. que não a do locutor. sujeitos a horários e normas rígidas. (08)Em “…um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas…”. como. a soma das alternativas corretas. (32)A palavra macambúzio significa revoltado. Dê. inconformado. uma vez que foi usada uma palavra no lugar de outra. UFMS Marque a(s) proposição(ões) que não está(ão) correta(s). no caso do texto. acabam sendo menos afetadas pela síndrome da segunda-feira do que os trabalhadores comuns. (01)Os conectores não só… como também e além disso são utilizados para ligar enunciados que constituem argumentos para uma mesma conclusão.129. (04)Embora a peça “Tatu subiu no pau” tenha tido êxito de público. o que significa que poderia ser substituída por pode indiferentemente. o escritor admite estar caminhando para o inverno da vida. que me conhece desde rapazinho (eu. (04)As aspas em “ilustre representante da esquerda democrática” têm por função indicar uma expressão atribuída a uma outra voz. (16)O escritor não admite recorrer a favores de ex-alunos ilustres. pelo fato de obedecer a princípios éticos. rinite e gastrite. (64)Pessoas que exercem determinadas profissões. eles somam argumentos para apoiar ou justificar a não-aposentadoria do autor. ou seja. a de escritor. também ele inventor de palavras. não ele)…” a informação entre parênteses vem corrigir uma possível ambigüidade de sentido. 56 GABARITO 130.Interpretação de texto II Avançar . o verbo morrer pelo advérbio de intensidade muito.

parece uma cidade de papel onde tudo é florido e arrumado e limpo e vigiado. a autora faz uma crítica da sociedade californiana do século XX. a garrafa de champagne era mais alta do que eu. ouvindo música clássica de um disco que o Raphael ganhou na maternidade given to over a million new parents in hospitals across America. a maçã tem gosto de melancia que tem gosto de cereais que têm gosto de macarrão que tem gosto de waffle que tem gosto de vinho de Napa Valley que tem gosto de graveto que tem gosto de pão que tem gosto de ceasar salad que tem gosto de syrup que tem gosto de nescafé. hot-dogs e fumamos charutos e tudo nos embriaga de felicidade. UnB-DF “Notícias da Califórnia Aqui são quatro horas mais cedo. 9/99. ameaçador. o chicano passa a cada instante. o texto de Ana Miranda classifica-se como crônica. entre outros romances. ( ) Com a metáfora final do texto. o chicano passa a cada instante” pode ser substituída. pagam 1. ( ) A seqüência “a polícia passa a cada instante. Caros Amigos. ( ) A exemplo da tipologia textual. Ana. um sentimento vitorioso. tudo aqui tem o mesmo gosto. tudo era apavorante. o tubo de pasta de dentes era maior do que um tênis do Shaquille O’Neal. a cidade é calmíssima. o imigrante e o chicano passam a cada instante. claro. o suco de laranja (que tem gosto de beterraba que tem gosto de pastel) vem num galão. e as estruturas levíssimas. fomos a um mercadão de varejo. (…) eles mesmos lavam o carro num posto de gasolina. escritora brasileira. associada a Rubem Braga. o imigrante passa a cada instante. apenas alguns. com vantagem estilística e sem prejuízo de qualquer natureza. a polícia passa a cada instante. ah. ‘Empurra!’ Fotografo até cansar de gastar os sessenta filmes do pacote. a massa de pizza vem num saco com sessenta. classic music to help stimulate your baby’s brain development. todo mundo de carro. o neném nasce e chora. julgue os itens seguintes. os dias estão azuis dignos de uma crônica de Rubem Braga. em vez de dizer Push diz Purra! Purra! pois ouviu meu filho dizer. tudo aqui é em quantidades vertiginosas. nº 30. faz calor mas não muito. a nurse midwife chamada Joyce faz o parto. fazemos de noite uma ceia para comemorar o nascimento.132. eu me sentia uma liliputiana no país de Gulliver. o desodorante era maior do que um pão de forma que era maior do que a presuntada que era maior do que um garrafão de suco de tomate maior do que o vidrão de peanut butter.Interpretação de texto II Avançar . a autora informa ao leitor que ela escreve seu texto ouvindo música. de eternidade. corta o meu coração. 19 (com adaptações). (…) filmo o nascimento do Raphael. não há edifícios de mais de três andares. comem-se muita verdura e fruta. o imigrante passa a cada instante. por a polícia. GABARITO ( ) Assim como Gregório de Matos Guerra fez uma crítica da sociedade baiana do século XVII. as geladeiras são repletas de guloseimas. as frutas são coloridas mas sem sabor. autora de Boca do Inferno. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . enquanto ouço vou também desenvolvendo o meu cérebro e aprendendo a aferir os encantamentos na máquina de um amigo.75 dólar. 57 A partir do texto acima. as ruas espalhadas. a mãe sofre dores atrozes e mia feito um gatinho abandonado. de Ana Miranda. de noite esfria. a arquitetura do medo. p. por causa dos terremotos.” MIRANDA. ( ) A menção reiterada de grandes quantidades e o uso do grau comparativo de superioridade constituem um recurso estilístico que demonstra a profunda admiração da autora pelos hábitos californiamos. assim como o leite. poeta. tomamos vinho e comemos bolo de nozes. é lindo! He’s pretty and pink diz a nurse. Smart Symphonies.

19) há a mesma informação semântica. Ajoelhei. ofereci pó… À toa: não fez efeito. o autor emprega. o narrador faz três investidas sucessivas que podem ser assim resumidas: elogio da beleza física da mulher. produto de maquilagem muito usado pelas moças de pele alva. Utilizei o bonde. ( ) Para conquistar sua amada. simultaneamente. Meu Deus que mulher durinha! Foi um buraco na minha vida.Interpretação de texto II Avançar . Então banquei o sentimental Fiquei com olheiras. Manuel. p. Mafuá do malungo.10) e “Perdi meu tempo” (v. Que ela era bonita pra burro: Não fez efeito. In: Poesia completa e prosa. Virei pirata: Dei em cima dela de todas as maneiras. Que ela era gostosa. Mas eu mato ela na cabeça: Vou lhe mandar uma caixinha de Minorativas. UnB-DF “Rondó de Efeito Olhei pra ela com toda a força. julgue os itens que se seguem. li Elvira a Morta [Virgem. fica claro que o narrador oferece à jovem uma caixa de pó-de-arroz. Pastilhas purgativas: É impossível que não faça efeito!” BANDEIRA. 58 Com base no texto acima. romance primoroso e por tal forma comovente [que ninguém pode lê-lo sem derramar copiosas lágrimas… Perdi meu tempo: não fez efeito. Escrevi cartinhas e pra acertar a mão. Chorei. em “À toa” (v. Falei de macumba. Disse que ela era boa. 1974. 406-7. Cantei as modinhas mais tristes do repertório do Nôzinho. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) Apesar de se tratar de construções sintáticas diferentes. Rio de Janeiro: Aguilar. oferecimento de vantagens materiais e chantagem emocional. o passeio a pé. ( ) Entre os versos 11 e 15. duas figuras de linguagem da retórica tradicional: um hipérbato e um clímax. Fiz versinhos. ( ) No verso 9. Me rasguei todo. o automóvel.133.

INSTRUÇÃO: Responder às questões 137 a 139 com base no texto. que busca identificar os pressupostos ideológicos que levam a instituir um certo conteúdo em disciplina curricular e que subjazem aos objetivos e procedimentos de ensino dessa disciplina. Assim que a economia voltar a crescer. uma perspectiva histórica. uma perspectiva social. Neusa (org. já não precisam tanto de força física. as necessidades do grupo cultural a que se destina seu ensino. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. 136. uma perspectiva psicológica. uma perspectiva cultural. c) a intervenção do governo na economia ter sido devastadora. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. o governo abandonou estradas. d) o desaquecimento da economia que não permite a contratação da força física do trabalhador. perspectivas. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. ao longo do tempo. uma perspectiva política.“ SOARES. c) globalização. que considera as condições sociais de produção de um determinado conhecimento. São Paulo: Educ. b) a economia brasileira ter estagnado e voltado a crescer pela influência do governo. o principal órgão de pesquisas sociais do país. que relaciona a disciplina e seu conteúdo com as características. por uma ironia de seu passado recente. Fempar Segundo o texto. Veja. por isso. Durante mais de uma década. Isso porque as empresas. o governo poder oferecer trabalho para a massa de subtrabalhadores. Fempar Pela essência do texto. E o desafio. 1999. conseqüentemente. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. o papel e função atribuídos pela sociedade à instituição em que ensino e aprendizagem ocorrem. d) educação. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1o grau completo ou nem isso. 135. para o país. d) empregar e desempregar serem tarefas do governo. que considera os processos de aprendizagem de um conteúdo específico.Interpretação de texto II Avançar . viadutos. 1998. vai-se constituindo em disciplina curricular. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. Para os outros. as expectativas. subempregada. Magda.Texto de referência para as questões 134 a 136: ”ELES SOBRARAM Os números do IBGE. b) desemprego. O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. Cintia. a principal causa do “retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro” é: a) a existência de quase metade da população brasileira sem escolaridade mínima e. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. à qual o texto se refere. ”Uma reflexão sobre o ensino de todo e qualquer conteúdo pode e deve ser feita de várias e diferentes perspectivas: a perspectiva da própria ciência de que se recortou o conteúdo para constituir uma disciplina curricular. única saída para os desempregados.). deixou ruas se esburacarem. está no fato de: a) graças a sua ineficiência. e) o governo ter aquecido e desaquecido a economia. Apud: BASTOS.“ VALENTINI. Para garantir a sobrevivência. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 53. empregam menos trabalhadores com escolaridade mínima. 59 134. 105. e) modernização. b) o avanço da economia informal. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. isto é. Língua portuguesa: história. p. que reconstrói os processos por meio dos quais um certo conhecimento vai-se configurando como saber escolar e. c) a modernização das empresas que. o horizonte é desolador. 21 de julho. as condições sociais daqueles a quem se destina o ensino e daqueles encarregados de ensinar. ensino. com a modernização. Segundo o Instituto. a palavra que melhor traduz “enorme problema” é: a) sobrevivência. e) o descompasso entre modernização e economia. Concepções de linguagem e o ensino da língua portuguesa. p. hoje. mas que os deixa desassistidos. Fempar A ironia. a escola.

II. U. A estrutura do parágrafo apresenta paralelismo. c) 1 – 2 – 3. d) psicológica diz respeito. estruturas de natureza semelhante. 2. e) 3 – 4. Cada uma das perspectivas é caracterizada por uma ou mais orações adjetivas. I. sobre a forma como as perspectivas são apresentadas. 60 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) II e III. F. b) I e III. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão com base nas afirmativas abaixo. e) III. b) social envolve professor. ou seja. facilitando a leitura. a metas e ações. “ensino e aprendizagem” relacionam-se como causa-conseqüência. Pelotas-RS Sobre as diferentes perspectivas apresentadas no texto. U. Pela análise das afirmativas. só não é correto afirmar que a perspectiva: a) histórica precisa o momento em que determinado conteúdo passou a ser ensinado. aluno e o contexto em que interagem.137. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) 1 – 2 – 3 – 4. “objetivos e procedimentos” correspondem. 3.Interpretação de texto II Avançar . U. 1. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão considerando a veracidade das afirmativas apresentadas de 1 a 4. 4. 139. respectivamente. c) I. F. ao “como” se aprende determinado conteúdo. b) 1 – 2 – 4. “pode e deve” sugere uma gradação. Pela análise das afirmativas. e) da própria ciência se relaciona à área de conhecimento específica do conteúdo a ser ensinado. F. prioritariamente. 138. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) I e II. c) política se refere ao modo de pensar dos responsáveis pela definição dos conteúdos a serem ensinado. d) 2 – 3 – 4. “todo e qualquer conteúdo” equivale à totalidade de um conteúdo. II e III. III. O uso do ponto-e-vírgula entre as diferentes perspectivas hierarquiza as informações.

). (.. essas usinas deverão somar mais de 15 mil MW ao sistema elétrico. Nesse caso. na expressão “combustível fóssil”. Assinale a alternativa com a frase que. para os críticos do programa de gás natural. d) Os programas do governo federal representam a esperança de que o blecaute não chegue ao Brasil.. 61 GABARITO a) A inevitável falta de energia não virá de imediato. o Ministro das Minas e Energia quer antecipar as datas do programa de implantação de termelétricas. porque a Bolívia. Para exorcizar a ameaça. isso é o que o governo federal dá a entender. A iniciativa vem sendo debatida por especialistas da área. para certos críticos. e) a expressão “energia solar” remete à idéia de energia proveniente da reflexão total dos raios luminosos por parte da Terra. remete à necessidade de a população encarar a possibilidade de um blecaute. c) O fantasma do blecaute ronda o Brasil. (. contendo informações cientificamente corretas.). é possível afirmar que: a) o pronome “isso” remete a uma expressão que aparece depois dele. por causa do não aproveitamento de todos os nossos recursos energéticos. fornece uma quantidade significativa de gás natural. conduz a uma leitura oposta a essa expressão popular. defendido por muitos especialistas. F. embora ela diminua o peso das hidrelétricas. tem.. d) a expressão “sem dizer com todas as letras”. ficará sob controle com a aplicação de programas adequados..” Revista Galileu... 141. F. U. prevê a utilização de um combustível fóssil. (Adaptado). b) A energia eólica e a energia solar – provenientes de combustíveis fósseis – não evitarão o blecaute no Brasil. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . país não limítrofe com o Brasil. b) a palavra “fóssil”.Interpretação de texto II Avançar . no Brasil. U. (. a iniciativa tende a levar o país a utilizar um combustível cuja queima deverá lançar na atmosfera grandes quantidades de poluentes.. Alimentadas principalmente pelo gás natural boliviano (. A palavra fóssil tem. c) a existência de nexos de concessão ao longo do texto justifica-se pela necessidade de o autor apresentar apenas argumentos convergentes às idéias apresentadas. e) O problema da falta de energia. o que. um significado preciso..) A energia solar é outra fonte a ser considerada.As questões 140 e 141 baseiam-se no texto a seguir: ”Um túnel no fim da luz O fantasma do blecaute ronda o Brasil. 140. para eles.. que significa “embora não declare explicitamente”. no total da produção de energia brasileira.) Sem dizer com todas as letras. Segundo afirmam. Pelotas-RS De acordo com o texto e seus conhecimentos. equivale a embarcar com todas as malas numa canoa furada. Pelotas-RS O título do texto — Um túnel no fim da luz – inverte uma expressão de uso popular. existem dois tipos de solução: as células fotovoltaicas e os aquecedores solares de água (.) O programa de gás natural.. um significado preciso. porque são ilimitadas as reservas desse combustível.

e um psicólogo que nem o conhecia decretou: o candidato não tinha a agilidade. feita por Lírio. Mas errou com Sérgio Lírio. como resposta. 08) As inferências são duvidosas porque o teste de caligrafia não é um dispositivo científico.Interpretação de texto II Avançar . Portanto. Estava prestes a ser contratado pelo diário A Tribuna. a 2000 quilômetros da sede de A Tribuna.Texto para as questões 142 e 143. Tarefa simples. a criatividade e a intuição que o cargo exigia. é correto afirmar que: 01) a grafologia é um teste altamente eficaz para avaliar a profissão de repórter. 32) As inferências são duvidosas mediante o que está disposto na análise da letra de Lírio. 16) As inferências não são duvidosas porque 30% das empresas grandes e médias usam a grafologia para selecionar candidatos. a soma das alternativas corretas. as inferências são duvidosas. 143. Com essas inferências duvidosas. Este ano. indique a(s) alternativa(s) incorreta(s). aquele que culminou com a queda do presidente do Banco Central. 04) As inferências são duvidosas porque alguns psicólogos condenam o uso da grafologia como técnica de avaliação. Faltava apenas uma etapa: escrever um texto de trinta e poucas linhas com tema livre. Sérgio Lírio tinha 23 anos e era tido como um repórter promissor. A grafologia pode até acertar algumas vezes. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . fez com que se sobressaísse a ponto de ganhar menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo. A folha foi enviada a uma empresa do Recife. de Vitória. 16) as habilidades das pessoas para as mais diversas profissões não podem ser avaliadas exclusivamente pelo tipo de letra. Com base nessa afirmação. 04) a denúncia sobre o Banco Marka. Lírio foi descartado. pois conseguiu emprego em um jornal importante. procurou dar contornos mais adequados a sua letra. 08) o êxito de Lírio comprova que a grafologia não é um método justo de avaliação. Unioeste-PR Observe que a expressão essas inferências duvidosas retoma um recorte textual anterior. 64) a forma como lírio escreve. a pressão da caneta no papel não era suficiente para um repórter audacioso. Dê. Ou seja. Francisco Lopes. a soma das alternativas corretas. muito pelo contrário. ”O que diz a letra Em 1995. técnicos e administrativos. Seu caso está longe de ser isolado – segundo pesquisa da empresa de consultoria Deloitte Touche Tohmatsu. Pois Lírio acabou reprovado. ganhou menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo por denunciar o escândalo do Banco Marka. As linhas de Lírio não chegavam ao fim da folha. suas letras não se curvavam impetuosamente. 01) As inferências duvidosas atribuídas a Lírio decorrem da sua pouca idade. Como ele soube? Simples. Um diretor do jornal gostara dele e do seu currículo e a vaga parecia certa. p. 02) Lírio deve ter melhorado a forma de escrever. cerca de 30% das empresas grandes e médias usam grafologia para filtrar o preenchimento de cargos executivos. Pronto. como resposta. foi um sinal de audácia. Lírio hoje trabalha em um dos maiores jornais do país. o mesmo deve ter melhorado suas potencialidades como repórter após ter se submetido ao teste da grafologia. 55. 02) Se o psicólogo não conhecia Lírio. julho de 2000. como podia estabelecer seu perfil negativo? Por isso.“ Superinteressante. 62 142. Unioeste-PR Segundo o texto. 32) o tipo de letra é um item que deve ser considerado somente durante a entrevista. Dê.

em que tudo se transforma tão rapidamente. como nas religiões orientais. c) A massificação do conhecimento. não creio que o caminho usado por esses autores revele a espiritualidade da ciência de forma correta. p. O que ainda vemos. não creio que a ciência esteja simplesmente redescobrindo ‘verdades’ descobertas através da meditação ou de uma conexão mística com o mundo. a resposta deve revolver em torno de uma reconciliação entre ciência e espiritualidade. pouco se preocupando com o ‘como’. depende do sensacionalismo barato e de distorções da imagem do cientista ou de seu trabalho. 63 GABARITO 144. Infelizmente. ao mesmo tempo inspirador e aterrorizador. O fundamental é saber discernir os limites de ambas.” GLEISER. na maior parte desses veículos. uma atividade fria e manipuladora. capaz de curas milagrosas e de viagens interplanetárias. descontados os fãs. fazendo com que sua divulgação não traga. O acesso fácil aos computadores e às telecomunicações criou uma aldeia global. especialmente nos meios de comunicação de maior penetração.Interpretação de texto II Avançar . Inevitavelmente. A espiritualidade da ciência não é encontrada através de comparações entre suas descobertas e as práticas e ensinamentos de diversas religiões. A ciência é considerada a antítese da espiritualidade. anjos. observamos a proliferação de seitas da ‘Nova Era’. a religião aceita o ‘porquê’ baseada na fé. deixando de lado o ‘porquê’. como a televisão ou o cinema. à comunidade científica: historicamente. enquanto uma intolerância generalizada ameaça polarizar ainda mais a sociedade. A julgar por esses livros. causa muita confusão e estresse na cabeça das pessoas. Como. merecidamente!) perde a sua credibilidade. Ela é encontrada em sua humanidade e na poesia que revela. 1999. Paulo. O resultado é uma sensação de pânico e abandono avidamente explorada por oportunistas que se apresentam como a única alternativa em um ‘mundo louco’. proporcionada pelas telecomunicações. de várias superstições (gnomos. tem levado o homem a aprofundar o seu autoconhecimento. fadas e outras criaturas fantásticas) e de pregadores da ‘verdade’. desenvolvendo-lhe a espiritualidade. 12. surgem teorias de conspirações clandestinas e o governo (em muitos casos. Certas questões são exclusivas da ciência. Observamos também o crescimento do desprezo pela ciência e pelo que ela tem a dizer sobre o mundo. como ‘O Tao da Física’ de Fritjot Capra. Parte da culpa pertence. In: Folha de S. Esse excesso de informação. poucos cientistas dedicaram parte do seu tempo à divulgação. dedicada a tirar Deus das pessoas. e) Os governos têm sido intolerantes com a comunidade científica. mas muito ainda precisa ser feito. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Ou as pessoas de Deus. enquanto outras pertencem somente à religião. podemos reconciliar a ciência com o grande público. de suas idéias e descobertas. Enquanto a ciência tenta entender o ‘como’. Folha Mais. sua distorção? Vários livros de divulgação científica tiveram sucesso por revelar uma conexão entre ciência e espiritualidade. onde a troca de informação entre diferentes culturas e pessoas do mundo é mais fácil e barata do que era em qualquer outro período da história humana. d) O avanço tecnológico propicia ao ser humano uma melhor qualidade de vida. suas diferentes missões e o simples fato de elas serem necessárias para a nossa existência. Com isso. claro. Marcelo. Acredito que essa concepção completamente errônea do que é a ciência e de como ela funciona seja a responsável por sua impopularidade. o apetite das pessoas por verdades e certezas mais permanentes vem atingindo níveis jamais vistos ou mesmo previstos. 18 jul. aquele momento de autotranscendência que desafia qualquer explicação racional. Ela é encontrada na paixão com que os cientistas devotam toda uma vida na tentativa de desvendar os mistérios do mundo à sua volta. necessariamente. mas também de produzir armas que poderiam aniquilar a vida na Terra. b) Os diferentes períodos históricos vividos pelo homem têm sido marcados por uma constante necessidade de integração cultural entre diferentes povos.Texto para as questões de 144 a 146: “Nestes tempos ‘pré-milenares’. Caderno 5. A tecnologia é muitas vezes percebida como uma espécie de monstro. Ciência e espiritualidade. Uneb-BA É comprovável no texto a afirmação: a) O homem da virada do milênio está ávido por uma compreensão da realidade metafísica. sem dúvida. ao público. Essa situação está gradualmente se transformando. Ela é encontrada no próprio ato criativo. então.

contrastando com o espaço interior sombrio das personagens. 1989. de caráter inteiramente voltado para a essência das coisas. com a capota arriada.” FONSECA. 129. depois olhou na direção da casa. ligados à meditação. como se soubesse que eu a estava observando. Eu queria terminar logo a minha missão. ao revelar conhecimentos sobre as primeiras causas das coisas. Dê. que me observava atentamente. Levei Ermê para a Sala Pequena. e esperei que me viessem chamar. mas também subjetivo. a soma das alternativas corretas. In: Feliz ano novo. ações ardilosas e desumanas. sentada. acelerou o carro e partiu. b) é mal interpretada pelas pessoas por causa da ação exclusiva dos oportunistas. avise às outras. Desci para recebê-la. não importando. que eu nunca vira ser usado em toda minha vida. em volta da mesa. e) ultrapassa os limites do racional. c) criar ela o seu próprio universo. Uneb-BA Segundo o autor. entrar lentamente pelo portão de pedra. eu disse. onde as tias estavam. p. a espiritualidade da ciência consiste em: a) haver a necessidade de os cientistas serem religiosos. para preservá-los. colocando-o no meu. e) ter ela por objetivo a busca do desvendamento de um mundo desconhecido. d) comprovar as verdades de natureza mística. Nau Catrineta. Estou com medo. pois busca o desvendamento do desconhecido através “do ato criativo. (16)As personagens membros da família estão presas a princípios conservadores. conhecimentos do mundo oriental. As luzes do imenso lustre estavam todas acesas. c) distancia-se cada vez mais do homem. Vi logo que Ermê havia recebido a aprovação de todas. através de ações não só de caráter objetivo. Por instantes Ermê pareceu ouvir o som do vento na árvore. UFBA 64 GABARITO “Da janela do meu quarto vi. foi cumprida a minha missão. Os fragmentos acima e a trama do conto permitem afirmar: (01)O narrador-personagem evidencia plena consciência e domínio da situação em que Ermê se vai envolver. Rubem. tia Julieta. como resposta. Será nesta noite mesmo. d) cria uma situação de desconfiança entre os homens. e trataram-na com muito carinho. Vesti minha casaca. disse Ermê. Uneb-BA Para o autor. já que está se perdendo no materialismo científico. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o carro de Ermê. fazendo brilhar os negros trajes a rigor que as tias e dona Maria Nunes usavam. agora resolutamente. como as outras. (08)A luta entre as forças do bem e do mal é evidente. (64)O fato de a tia Julieta passar o anel para o dedo do primogênito simboliza o rompimento de uma tradição familiar prescrita no Decálogo. b) aplicar. na ciência. subir o caminho ladeado de hortênsias e parar em frente à alta casuarina que se erguia no centro do gramado. com muita pompa e cerimônia. não sei por que mas estou com medo. a não ser dentro dela. Acho que é esta casa. como mandava o Decálogo. Com um gesto abrupto. São Paulo: Companhia das Letras.Interpretação de texto II Avançar .” 146. 135 e 136. iluminado pelo claro brilho da lua cheia. eu disse a tia Helena. (02)A cena em destaque é ilustrativa do momento de passagem do protagonista para um outro estágio de vida: o de auto-afirmação através do casamento. retirou o Anel de seu dedo indicador. e o final da narrativa é maniqueísta. pregadas por diferentes religiões. em direção à casa. Na mesa grande do Salão de Banquetes. a ciência: a) caracteriza-se por ser uma atividade exercida pelo cientista com impessoalidade e impassibilidade. (32)O Salão de Banquetes é um espaço sombrio destinado à prática de ações humilhantes contra os transgressores da hierarquia familiar. …………………………………… Da janela do meu quarto vi que a madrugada começava a raiar. Elas ficaram impressionadas com a beleza e a educação de Ermê. ela é muito bonita mas é tão sombria! Você está com medo é das tias. …………………………………… Quando engoli o primeiro bocado.145. varada por um frio que não existia. A brisa fresca da noite de maio punha em desalinho os seus finos cabelos louros. e passou o cachecol em torno do pescoço. (04)O texto se estrutura dentro de uma ambivalência traduzida no espaço físico iluminado. 147.

Iraque e Iugoslávia. Dê. Um governo esperto tomaria precauções para que. se primeiro eu sou eu e fico aí me vendo sempre. peça de destaque na engrenagem da Guerra Fria) já se denota nos setores do governo incumbidos por Clinton de formulá-lo: CIA. Por que vosmecê não some? Eu sumir. UFBA “E se benzeu e disse que não precisava dizer aquilo.” FREITAS. é correto afirmar que Getúlio: (01)cede aos apelos da Igreja e reafirma a sua religiosidade salvadora. FBI. Texto para as questões de 149 a 151: “Vozes conhecidas É assim como quem tomasse uma providência banal.Interpretação de texto II Avançar . se Antunes não me sustenta. (08)não consegue acompanhar a transformação por que passa o mundo. mais sensibiliza a opinião pública americana. não sei se vosmecê vai poder levar o homem para Aracaju. anterior à guerra do Vietnã. já foi uma boa terra. não sei. Temos o que esperar com apreensão. mas não o inibiu: Panamá. e enfiou as duas mãos pelo meio da batina. não vão ter surpresas com a IPI. nos dois casos. disse o padre. Essa terra. 1999. nunca que eu posso sumir. Quem some é os outros. Haiti. com Ancrísio Antunes. Iugoslávia. uma relação de dependência econômica. É possível que isso tenha contido o ímpeto americano uma ou outra vez. p. é um enterro. não fizesse disso um problema interno.” RIBEIRO. em que europeus se sujeitaram à pressão para integrar-se às ações militares. agora. Os jornalistas que viveram as redações no período da Guerra Fria. 83-4. Ah. se tiram os recursos do homem. Não sei. como resposta. região que. ao perceber que está se distanciando do seu espaço de origem. Quintal embora. é América ainda. com intermediação do padre. nem merecedora de maior divulgação. o que é que me sustenta? Não sei. (…) Quero ver esse bom em Aracaju que me diz que eu não posso. com maus pressentimentos mesmo. Vozes conhecidas. mas não de conseqüências na política ou na sociedade dos Estados Unidos. Janio de. com as pernas escarranchadas e ficou com a cabeça pendurada. porque havia mais homens e quem era homem não tinha de que temer. Porque. Pentágono e Departamento de Estado. João Ubaldo. a opinião pública tomou consciência da desumanidade implícita nas intervenções militares e da costumeira falsidade de suas motivações. 17 ago. Não acredito que Antunes possa lhe sustentar. Granada. p. Paulo. (04)tem um caráter de herói épico e simboliza uma cultura em processo de destruição. Caderno 1. a soma das alternativas corretas. o que é que deixam com o homem? Nada. a América Latina. depois da Europa. Desde o genocídio que foi a guerra do Vietnã e. passando do discurso à ação. a agência UPI. sem contar as muitas intervenções menos demonstradas. está uma frouxidão e um homem não sabe de quem depende e querem mudar tudo e nunca vai adiantar. International Public Information — sugere projetos tendentes a chocar a opinião pública e suscitar reações. A criação da nova agência — IPI. desde o esmorecer da Guerra Fria afinal extinta. (16)simboliza o indivíduo que tem a violência como afirmação de sua identidade. a gente nunca.148. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Sargento Getúlio. Uma vida. eu sumir? Como que eu posso sumir. pois está imbuído de valores relegados pelo processo civilizatório. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. não posso sumir de mim e eu estando aí sempre estou. ainda mais acentuadamente. (02)tenta reatar o seu passado ao presente. que o governo dos Estados Unidos decide criar um serviço oficial de notícias para combater reações da opinião pública. porque eu sou Getúlio Santos Bezerra e igual a mim ainda não nasceu. Iraque. 65 Com base no fragmento e no romance como um todo. diante de um impasse de ordem política. diz ele depois de muito tempo. In: Folha de S. O principal tema do governo dos Estados Unidos é. e isso não é vida de homem. sacudindo a cabeça e fazendo um bico com a boca. Nem da Europa. apropriadamente. Ainda mais com tão grande presença índio-latina em sua população. Hoje essa terra não vale mais nada. porque lá está uma novidade de gente e uma porção de jornais e dizem que quando vosmecê chegar vão lhe encher o couro e soltar o homem. É que a situação mudou. 5. diz o padre. diz o padre. isso não. muito mais do que aquelas intervenções militares causadoras de algum amargor. O caráter do serviço a ser feito pela IPI (o nome lembra. 1982. (64)age com determinação e rejeita imposições de qualquer natureza por valorizar sua liberdade. não vale quase mais nada. que muda por questões de ordem religiosa. lá e no mundo. possa ser. (32)mantém. que se mostre contra intervenções militares e outras operações do poder americano.

tende a se manter afastada de conflitos ideológicos. ele já existia. Veja. hambúrguer. o autor faz uma declaração que é justificada. U. b) O intervencionismo americano tem-se caracterizado como extremamente necessário. Salvador-BA A leitura do texto permite inferir que os jornalistas referidos no quinto parágrafo “não vão ter surpresas com a IPI” porque a) a tendência atual é de um futuro sem conflitos significativos para a imprensa mundial. Mas é bom notar que. no mundo. pode-se inferir: a) O poder americano. (…) Ainda no campo das surpresas.149. d) A importância alcançada pela América Latina. Imaginava-se que a hegemonia americana já se tivesse estendido ao universo das línguas. U. Salvador-BA Com base no ponto de vista do autor. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Salvador-BA No segundo parágrafo. Se a surpresa quanto ao número de palavras foi grande. em face de uma vivência com a prática da ideologia americana. É o caso de ‘piranha’. conseqüente de um desequilíbrio de forças entre países periféricos. se a maioria das palavras globalizadas seguiu o rastro dos conquistadores. d) eles sabem das intenções da criação do IPI. o espanto foi ainda maior quando ele se deu conta de que as palavras francesas continuam a superar as inglesas. São as chamadas ‘palavras universais’. U. prima pelo reconhecimento da democracia autêntica. segundo o levantamento de um ensaísta brasileiro Diz a lenda que Deus condenou os homens a falar diversas línguas em Babel para puni-los pelo desejo de atingir o paraíso construindo uma enorme torre. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. c) Uma política inteligente e nacionalista deveria coibir a intervenção estrangeira em assuntos latinoamericanos. a julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (Editora Record). consultou 130 publicações de quinze países. e) todos conhecem a fundo a estrutura dos governos dos países latino-americanos no contexto atual. superando a Europa. Texto para as questões de 152 a 154: “Cidadãs do mundo 66 GABARITO As línguas mais globalizadas. é consenso nos Estados Unidos. coligindo nada menos do que 3000 palavras que mantêm a grafia e o significado de origem em publicações de outras nacionalidades. globalizada a partir do tupi. muito antes de o conceito de globalização entrar em voga nos campos da política e da economia. de acordo com a sua visão. durante dois anos. por ser ainda um território de relações amistosas com outros continentes. 22/03/2000. iogurte ou caviar? (…) Corrêa da Costa. Consuelo. na afirmativa a) As experiências passadas podem ser indícios de que os Estados Unidos querem angariar solidariedade para novas intervenções militares. Quem não entende o que é pizza.Interpretação de texto II Avançar . pode vir a desmoronar.” DIEGUEZ. Nada disso. houve aquelas que andaram na contramão. Mas. b) O mundo caminha para um estado de guerra. de certa forma. no plano lingüístico. diz Corrêa da Costa. aquelas usadas em vários idiomas além daquele que lhes deu origem. Embora Corrêa da Costa acredite que os fast foods e scanners surgidos na vida moderna levarão a língua inglesa à liderança. Elas mostram que. c) Os exemplos do Vietnã e da Guerra Fria são indicativos de quanto o futuro é incerto. ‘Neste fin-de-siècle high tech. 150. d) A América Latina. e) O mundo. brincando com os estrangeirismos. 151. do ensaísta e ex-diplomata brasileiro Sergio Corrêa da Costa. sem o paternalismo americano. b) os vários órgãos de imprensa ligados ao jornalismo internacional estão mais voltados para as questões latino-americanas. pois se vive uma nova Guerra Fria. e) Os Estados Unidos vêm mudando as suas estratégias no sentido de reativar a Guerra Fria. alguns termos pelo menos conseguiram escapar da ira divina. ainda é o clássico francês que causa frisson’. c) o mundo globalizado não acredita haver possibilidade de conflitos de proporções alarmantes. sem a criação de um “serviço oficial de notícias” sob controle americano. o levantamento não deixa dúvida. Uma prova de que o reinado das palavras não segue rigorosamente a lógica do poder político e econômico.

Estão corretas: a) 2. b) A globalização lingüística é um fato e antecede a outra globalização em voga nos campos da política e da economia. ‘atravessar barreiras’ são expressões cujos significados estão em harmonia com a temática do texto. Por isso.” O autor do comentário introduz o tema a ser tratado com apoio de argumentos científicos. d) As palavras superam fronteiras geográficas e culturais. 3 e 5 67 153. conforme as perspectivas do poder político e econômico. 3) O título personaliza o objeto de que trata o comentário. o que está indicado no subtítulo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFPE Assinale a alternativa que corresponde ao tema central do texto. e) “houve aquelas (palavras) que andaram na contramão. É o caso de “piranha”. 4 e 5 b) 1. 4 e 5 c) 2 e 3 d) 1 e 2 e) 1.152.” O autor reitera sua crença no poder absoluto de Deus sobre todas as palavras. se estendeu também ao universo das línguas. 4) O ‘mas’ com que se inicia o segundo período aponta a direção contrária em que prosseguirá a argumentação. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo.” O autor reitera argumento de que as palavras emigraram conforme a rota dos colonizadores. 5) ‘globalização’. e) A globalização das palavras respeitou. 2. 154. tem como suporte um outro texto anterior. as pegadas dos povos conquistadores. hambúrguer. iogurte ou caviar?” A pergunta do autor constitui uma estratégia retórica para confirmar o argumento em questão. alguns termos pelo menos escaparam da ira divina. UFPE Considerando aspectos globais da composição do texto. a) A diversidade lingüística proveio da ira divina contra a pretensão do homem de alcançar o paraíso. c) “Quem não entende o que é pizza. UFPE A alternativa que corresponde à estratégia utilizada pelo autor na passagem destacada é: GABARITO a) “Deus condenou os homens a falar diversas línguas. b) “A julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (…). globalizada a partir do tupi. na verdade. 3. na íntegra.Interpretação de texto II Avançar . ‘palavras universais’. c) A hegemonia americana. pode-se afirmar que: 1) O texto tem uma função predominantemente expressiva. ‘mundo’. d) “Ainda no campo das surpresas. 2) O texto. prevalece a linguagem figurada.” O comentarista declara que as expectativas do autor em relação a sua pesquisa se confirmaram. como se pôde constatar.

UFRN De acordo com o texto: a) o homem tem pelo menos uma certeza acerca do futuro. Casas e carros serão feitos de materiais que podem consertar-se a si próprios. Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em sua programação um chip da bondade que os impeça de fazer mal à humanidade. 156. pela primeira vez na história da humanidade. Computadores já ensaiam formas primitivas de pensamento autônomo. Potiguar-RN Observe estas duas orações: “Tive de lutar contra o técnico e contra o pugilista. Sabemos apenas que. Pouca coisa se pode dizer com certeza sobre o futuro. viver em Marte.Interpretação de texto II Avançar . assim. p. c) progresso da Medicina. Assumem. Estamos chegando bem próximos de uma época em que os computadores serão capazes de desenhar cópias de si mesmos.” [Adaptado de] Especial do Milênio (parte integrante da Veja. na segunda oração apenas um. UFRN O milênio miraculoso será fruto do(a): a) genialidade dos homens. Assustador? Talvez. já existe um metal. d) Nada. e os médicos conseguirão fazer crescer uma nova no mesmo lugar. É um derivado da soja produzido pela empresa Archer Daniels Midland desde meados dos anos 80. c) o homem vem perdendo sua inteligência aos poucos. sejam quais forem os milagres que o próximo milênio trouxer. Será uma época em que. máquinas de orgasmo ou naves para viajar no tempo. c) Nada.” “É uma medida favorável ao professor e diretor. 158. d) otimização dos laboratórios. e atualmente alguns laboratórios conseguem produzir válvulas cardíacas com base em algumas poucas células. UFRN Para alguns cientistas.” Ambas têm em comum: a) Tudo. b) Tudo. Não sabemos se nossos bisnetos vão passear ou.Texto para as questões de 155 a 157: “Uma visão do futuro Estamos às portas de um milênio miraculoso. 51. 126. d) os cientistas temem cruzar fronteiras desconhecidas. que consegue desamassar sua própria superfície sem esforço. Na primeira oração há um só adversário. 1998. c) suplantar a inteligência humana. Para outros. Para alguns cientistas. Na primeira oração há um adversário. As previsões acima podem parecer ousadas. Ou seja. O dia chegará em que substituir órgãos humanos defeituosos será rotina. Na primeira oração há dois adversários. na segunda oração há dois. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . são até conservadoras. no inferno. b) os cientistas perderam o controle sobre o computador. No campo dos materiais. Um alimento em pó incolor com 90% de proteína em sua fórmula poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. um dia. d) desenhar cópias de si mesmos. Também não sabemos se será possível reanimar alguém que já morreu. eles não precisarão da ajuda humana para se reproduzir. A comida milagrosa? Já existe. o homem estará entrando no inferno quando os computadores forem capazes de: a) prejudicar os seres humanos. Talvez não. 23 dez. na segunda oração há dois. estaremos entrando no paraíso. Talvez estejam apenas sonhando. U. Não sabemos quando teremos robôs escravos. Basta aplicar um pouco de calor. 157. o nitinol. eles serão possíveis graças ao mesmo gênio: o computador. b) avanço da tecnologia. Na primeira oração há dois adversários. mas.) 68 155. Todos concordam que estamos cruzando rapidamente a fronteira do desconhecido. Membros reimplantáveis? Os cientistas começaram a regenerar a pele humana ainda nos anos 70. ano 31. no fundo. na segunda oração apenas um. que não nos será possível sequer desligá-los. A pessoa tem a mão decepada por uma serra elétrica. b) aprimorar formas de pensamento. não seremos os seres mais inteligentes sobre a face do planeta. n.

160. explicando detalhada e tecnicamente tudo o que ocorreu com a seleção brasileira vitoriosa em 94. b) comprova que os “problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade”. concluir que o esporte não cumpre os propósitos apregoados por educadores. não do seu desejo de praticar um ato não legal. Com adaptações. e) avalia que o passe. E Luxemburgo confessou seus crimes fiscais para rebater a acusação de que recebia comissão sobre a venda de jogadores.Interpretação de texto II Avançar . Culposo. Paulo. d) afirma que receber comissão sobre a venda de jogadores é. valores úteis para a vida em sociedade. tornou-se público que uma associação de grandes times brasileiros mantinha acordo para. sonegação e formação de quadrilha. boicotar jogadores que fossem à Justiça defender seus direitos. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. Esse tipo de raciocínio faz com que a prática de esportes nas escolas leve o nome até um pouco pomposo de Educação Física. contrato de vinculação exclusiva de um atleta profissional a um clube. Talvez seja exagero. Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética. para indicar que tudo o que veio antes na frase corresponde a um eufemismo para suavizar o significado do ato praticado. o que leva o nome técnico de contrabando. A principal queixa relaciona-se ao anacrônico e absurdo instituto do passe. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . uma falta bem menos grave do que a sonegação. é anacrônico e absurdo. na linguagem do Direito. olhando para o futebol. anticonstitucionalmente. “o que leva o nome técnico de contrabando”. por exemplo em “crime culposo”. Wanderley Luxemburgo. UFSE Percebe-se o tom irônico do autor quando ele: a) dá uma informação. Para coroar.Texto para as questões 159 a 162: “Onde a lei não vale É comum que educadores louvem o esporte por uma suposta capacidade de transmitir ao jovem as virtudes da disciplina e do companheirismo. Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam: tráfico de influência. 69 GABARITO 159. 29/8/2000. c) deixa transparecer que sua defesa da proibição de os jovens freqüentarem campos de futebol se deve ao fato de o esporte ter sido profissionalizado. negligência ou imperícia da pessoa. O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa. e) evidencia que os crimes recentemente cometidos no futebol chocam pelo seu ineditismo. o então treinador da seleção brasileira. Mas o educador que parasse para observar um pouco mais de perto o futebol profissional brasileiro provavelmente proibiria os jovens até de pisar num gramado. Em 94. Há pouco. UFSE Considerando-se o primeiro e o segundo parágrafos. c) cita que Wanderley Luxemburgo “admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais”. Em termos penais. uma falta bem menos grave do que a sonegação”. baseado apenas no futebol. significa o que é resultante de imprudência. b) demonstra uma certa reserva ao fato de existir nas escolas a disciplina Educação Física. mas de forte estigma ético no meio futebolístico. é correto afirmar que o autor: a) partilha da crença de que o esporte é comprovadamente útil para desenvolver nos jovens valores como a disciplina e companheirismo. declarando que não tivera a intenção de burlar a lei. d) assinala que os educadores exaltam o valor educativo do esporte baseados numa hipótese que nem sempre é comprovada na prática. Mas. que recende a escravismo.” Editorial da Folha de S. “em termos penais. dirigentes providenciaram para que toneladas de bagagem trazidas pela vitoriosa seleção brasileira não fossem objeto de vistoria alfandegária.

diz o professor de Ciência da Computação Valdemar Setzer. ‘Em um videogame. b) é inaceitável a tese de que esportistas nem sempre apresentam comportamento ético. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . diz o professor. e) o Fisco não sabe que Luxemburgo recebeu milhares de reais. usar a cabeça só atrapalharia. c) a atuação dos profissionais brasileiros do futebol comprova a idéia de que o esporte nem sempre assegura a seus praticantes comportamentos desejáveis de um ponto de vista moral. tão prejudicial para a formação da criança e do jovem. precisa de jogos cada vez mais violentos e cruéis. mesmo quando não se pode garantir sua eficácia entre os praticantes de futebol. d) Wanderley Luxemburgo não é mais treinador da seleção brasileira. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética”. Para Setzer. Assim.161. d) representam o mais eficiente tipo de exercício para o desenvolvimento da agilidade mental de crianças e jovens. b) a seleção brasileira não tem mais treinador. numa época caracterizada pelo desenvolvimento tecnológico. A diversão em grupo ensina o jovem a se relacionar. Uma troca perigosa. Texto para as questões 163 e 164: “Bons tempos aqueles em que espadas de pau e pistolas de plástico garantiam uma distância saudável entre a inocência e a malícia. É necessário ter rapidez de reflexos para dar conta de atirar primeiro e nunca fazer perguntas.” Adaptado de Superinteressante. 70 GABARITO 163. As vantagens são tanto físicas quanto emocionais. junho/99. b) podem tornar-se facilmente um vício. Unifor-CE De acordo com o texto. p. esta frase significa que: a) os jogadores de futebol deixam muito a desejar no que se refere a “bom comportamento”. que pesquisa efeitos da informática no comportamento. 162. para provocar sensações mais intensas. c) constituem-se no melhor exemplo de brincadeiras infantis. Desde que esses brinquedos foram substituídos por escopetas eletrônicas e inimigos que sangram. estimulando sua atenção. UFSE Há pouco. Aliás. 32. Wanderley Luxemburgo. o jovem tende ao retraimento. brincar passou a ser uma atividade passiva e solitária. d) o futebol mostra que a Educação Física defende valores éticos. e) é importante a defesa da idéia de que o esporte desenvolve valores úteis para a cidadania. ‘Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado a ponto de não ter de esforçarse para continuar jogando. os videogames: a) transformaram-se. Vista no contexto. Atividades físicas e em grupo são um antídoto. exemplificando a tese de que não há ética na vida nacional. quanto qualquer outro instrumento. isolando-se e trocando o mundo real pelo virtual. Está subentendido na frase acima que: a) faz pouco tempo que Wanderley Luxemburgo deixou de reconhecer sua omissão. o então treinador da seleção brasileira. atualmente. o jovem vira um autômato que transforma impulsos visuais em movimentos motores limitados’. e) podem causar aborrecimentos e frustrações em jovens e crianças que não possuam a necessária rapidez de reflexos para esse divertimento.Interpretação de texto II Avançar . UFSE … “olhando para o futebol. Ele vai se acostumando a um certo padrão de excitação e. por isso é inadmissível que os jogadores não os garantam na prática. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. Na verdade. apesar do que se vê no futebol. ele precisa de empenho para parar’. os videogames induzem à passividade porque inibem a vontade: com movimentos repetitivos e predefinidos. inclusive com o risco de vício. não se raciocina. c) a seleção brasileira é hoje diferente daquela do tempo de Luxemburgo. em excelentes meios de controle do comportamento de crianças e jovens muito agitados. O pior é que isso pode levar a uma espiral sem fim.

a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço. Por que beber uísque. um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) no mundo atual. entrando numa loja para comprar uma gravata. nem frio. d) é possível desenvolver-se um tipo de videogame que ensine às crianças como viver e divertir-se em grupo. saber intrigas? Uma vez. para o narrador. algo de útil e concreto. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. d) em que a atividade física fosse intensa e servisse de bálsamo para a alma. fortes.Interpretação de texto II Avançar . assim. o narrador: a) questiona o artificialismo do convívio social. que me fatigasse o corpo. Precisamos de uma casa. que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome. depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. os videogames significam proteção para os jovens. subimos a barranca.164. Voltar Língua Portuguesa . Rubem. b) despojada. Será um sonho vão? Detenho-me um instante. e) o relacionamento social é necessário para que se desenvolvam comportamentos considerados normais e sadios. apenas me fazem falta. c) em que o relacionamento entre as pessoas atendesse a convenções. meio molhados. E quando precisava de um pouco de evasão. distraídos. e) de evasão para um mundo de sonhos. a um tipo de diversão violento e cruel. IMPRIMIR 166. Que prazer em comer aquele peixe. ……………………………………… Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia. c) o costume de não fazer perguntas induz o jovem a isolar-se do mundo. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome. que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar. de repente. lavrar a terra. me surpreendendo. precisamos apenas viver — sem nome. as mangueiras e o ribeirão. b) a tendência a viver em grupo leva o jovem.” BRAGA. s/d. tem de repente um sonho assim. O telefone toca. no meio do mato. em detrimento do mundo real. c) cobra do ser humano uma atitude em face da vida que coincide com o Carpe Diem. dá na gente um sonho de simplicidade. nem número. nesse comércio de pequenas pilhas de palavras. cuidando tão-somente de um viver filantrópico. brilhar um pouco. dizer coisas… Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo. entre grilos e vozes distantes de animais noturnos. esquentamos um pouco junto do fogo. tanto dos adultos quanto dos outros jovens como ele. mas deixasse a alma sossegada e limpa. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio. seria ter uma vida: a) ligada aos bens/riquezas materiais. com certeza. 200 crônicas escolhidas. e) requer da sociedade uma postura mais solidária no convívio social. comida. meu trago de cachaça. muitas vezes. São uma necessidade que inventei. e isso era bom. tive de repente um ataque de pudor. então seria preciso ganhar a vida de outro jeito. marcado por situações de extrema violência. bons. nem sede. uma simples mulher. Todo mundo. não assim. de noite. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum. Uneb-BA “Um sonho de simplicidade”. Uneb-BA No texto. 3267. com frio. A vida bem poderia ser mais simples. d) estabelece proximidade entre o viver urbano e o viver rural. Texto para as questões de 165 a 168: “Um sonho de simplicidade Então. por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs. como os bois. Ele acendeu um fogo. São Paulo: Círculo do Livro. É apenas um instante. e a água era boa. tirar areia do rio. esse ofício absurdo e vão de dizer coisas. para me fazer essa pergunta. b) revela-se cauteloso na defesa de um outro estilo de vida. p. cortar lenha. entre duas providências a tomar. e chegamos à choça de um velho seringueiro. doces. Quando ficamos bem cansados. 71 GABARITO 165. na noite escura. Puxamos a rede afundando os pés na lama. no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana.

negros e mulheres / E adolescente / Fazem o carnaval”. Não o morto nem o eterno ou o divino. Isso eu procuro. vida mínima. a fuga de si mesmo. um sono. nem braço a mover-se nem unha crescendo. menos que terra. essencial. revela uma consciência crítica do seu comportamento urbano. apenas o vivo. já sem ornato ou comentário melódico. sem dúvida. c) “Caminhando contra o vento / sem lenço. a fuga da fuga. o exílio sem água e palavra. e este fundindo-se. a desnecessidade do canto. 168. é: a) “Os livros são objetos transcendentes / Mas podemos amá-los do amor táctil”. Mas a vida: captada em sua forma irredutível. apresenta a quebra da rotina da vida como inviável. o pequenino. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . vida a que aspiramos como paz no cansaço (não a morte). já sem dor. sem ciência nem ironia. p. sobretudo o verso) / É o que pode lançar mundos no mundo”. ainda mais longe a fuga do feérico.Interpretação de texto II Avançar . o enredo. In: Antologia poética. a limpeza da cor. um início. o que se possa desejar de menos cruel: vida em que o ar. Uneb-BA A alternativa cujo fragmento apresenta a mesma idéia do narrador no parágrafo final. sem documento / No sol de quase dezembro / Eu vou”.” ANDRADE Carlos Drummond de. domado. contudo. e) “Sei que a arte é irmã da ciência / Ambas filhas de um Deus fugaz / Que faz num momento e o mesmo momento desfaz”. todos os gestos afinal impossíveis. a mão tornando-se enorme e desaparecendo desfigurada. Não a morte. ausência deles. 72 Texto para as questões de 169 e 170: “Vida menor A fuga do real.167. 234-5. Uneb-BA O narrador: a) no primeiro parágrafo. nenhum gasto de tecidos. a perda voluntária de amor e memória. b) no segundo parágrafo. não respirado. o eco já não correspondendo ao apelo. b) “Porque a frase. d) “Enquanto os homens exercem seus podres poderes / Índios e padres e bichos. o tempo elidido. enfatiza as dificuldades que o homem enfrenta na vida rural. e) no penúltimo parágrafo. calado. põe em destaque a necessidade de afeto no relacionamento humano. 1993. mais me envolva. Rio de Janeiro: Record. indiferente e solitário vivo. senão inúteis. c) no terceiro parágrafo. o verso / (E. o conceito. sem calor. d) no quarto parágrafo. porque o tempo não mais se divide em sessões. confusão entre manhã e tarde. mais longe de tudo. afirma a inutilidade de sonhar com outras formas de viver.

( ) liberdade formal. 172. ( ) funções emotiva e poética da linguagem. vizinhos. a existência humana: ( ) deve ser simples e desapegada de valores materiais.” 171. as crenças.Interpretação de texto II Avançar . ( ) uma linguagem referencial. pela transmissão por agentes sociais significativos (aqueles que têm autoridade — e esta autoridade é reconhecida pela pessoa sobre a qual a exercem. d) centraliza-se na definição de endoculturação. Unifor-CE Este texto: a) valoriza a aprendizagem ligada à educação. representando bem uma arte engajada. a integração nela é denominada endoculturação: cada indivíduo adquire. político. b) os grupos sociais se firmam à sombra do comportamento dos indivíduos. professores. as angústias do homem. 170. e) a aquisição da cultura depende do grau de socialização. b) enfatiza a importância dos representantes do poder público. ( ) deve ser desvinculada de envolvimentos com a realidade social. ( ) deve estar isenta da preocupação com a passagem do tempo. É evidente que ninguém aprende toda a cultura. desde a infância. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) pais e professores são os responsáveis mais diretos pela formação do indivíduo. Salvador-BA De acordo com o ideal de vida do sujeito poético. c) compara o indivíduo ao grupo social de que faz parte. Texto para as questões de 171 e 172: 73 “Quando a aprendizagem. o comportamento. Salvador-BA O poema apresenta: ( ) enumeração e reiteração de idéias. ( ) tem seu verdadeiro sentido quando associada à realidade sobrenatural e divina. mas encontrase condicionado a certos aspectos particulares da transmissão realizada pelos grupos de que faz parte. e) encara a diversidade de modos de vida da sociedade. d) a transmissão da cultura é dever de qualquer educador. representantes do poder público. U. como pais. a educação e a socialização se verificam. assim. numa mesma sociedade. econômico etc). ( ) temática de caráter social. visando à expressividade. ( ) constitui-se um breve espaço da vida humana marcado pela vulgaridade.169. Unifor-CE De acordo com o texto: a) a educação integral do indivíduo está condicionada a diversas influências. eliminando. U. daí a objetividade no enfoque do tema. amigos. os modos de vida da sociedade a que pertence.

É compreensível.Interpretação de texto II Avançar . melhor educação e melhores expectativas de sobrevivência. até o momento. combustível para cozinhar ou para aquecimento — utilizam o trabalho das crianças. Atitude semelhante à que se tem numa igreja. a demanda por muitos filhos diminui e a ênfase passa a ser melhor qualidade de vida para eles. 74 173. no Brasil. o que vai salvar a humanidade da bomba populacional é o efeito que o uso de melhores tecnologias tem no próprio aumento populacional. África e América Latina. tornando-as mão-de-obra desejável. sem ocupação fixa. nos vários continentes. porque certas tarefas essenciais para a sobrevivência — tais como obter água potável. parecem estar invariavelmente associadas a trabalhos e obrigações escolares. e ainda ocorre em algumas regiões — é bem compreendida: nas zonas rurais muitos filhos são a garantia de mais braços para ajudar na agricultura e uma forma de apoio aos velhos quando não puderem mais trabalhar. no passado. Um museu de portas abertas. e) o desenvolvimento acelerado de todas as regiões do globo. por conseguinte. só que nesse caso esse conjunto de normas várias vai contribuir decisivamente para estabelecer preconceitos em relação à obra de arte que dificilmente serão eliminados. os agrava e. 3. o uso de máquinas na agricultura reduz a necessidade de mão-de-obra. 31-2. que levaria ao planejamento familiar. A razão pela qual a população nas sociedades rurais primitivas aumenta — o que ocorreu até recentemente. na medida em que limita o uso da tecnologia. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . as visitas a museus. ‘pouca conversa’ e lembrar que ‘esse é um lugar de contemplação’. reduzindo suas oportunidades de obter melhor educação. a transição demográfica ainda não atingiu boa parte da Ásia. 1988. Essas razões levaram à ‘transição demográfica’ que se iniciou há mais de um século na Europa e estabilizou a taxa populacional nas nações mais ricas. em excursões ‘protegidas’ por uma escolta de professores e funcionários em missão obrigatória. Ao visitante dos museus é transmitida a noção de que nesse local carregado de responsabilidade o melhor a ser feito é observar ‘muito respeito’. Ao contrário.Texto para as questões de 173 e 174: “A tecnologia pode fazer muito para atenuar os problemas decorrentes da poluição. em vários países. Fatores culturais são também importantes. Um número menor de filhos significa maior cuidado com cada um. então. José. em que a economia se baseia especialmente na agricultura. especialmente nas grandes cidades. sobretudo nas grandes cidades. mas o aumento da população e a melhoria do nível de vida. b) os idosos recebem mais apoio familiar em zonas rurais. 1/1/2000. d) a participação maior e mais efetiva das mulheres nas tarefas rotineiras da família. Movimento n. mesmo em alguns países mais adiantados. principalmente. Texto para as questões de 175 a 178: “Lasar Segall: um museu de portas abertas É bem provável que grande parte dos freqüentadores de museus no Brasil não procure voluntariamente essa instituição artístico-cultural. que nessas circunstâncias reste pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus. c) a prática de uma agricultura mecanizada tem como conseqüência o aumento da mãode-obra avulsa. Lasar. d) o controle da população mundial baseia-se numa educação mais ampla e no uso da tecnologia nas tarefas cotidianas. 174. O Estado de S. Unifor-CE De acordo com o texto. ter muitos filhos era uma garantia para o futuro. b) a explosão populacional. Unifor-CE Conclui-se do texto que: a) a agricultura sempre exigiu e continua exigindo mão-de-obra numerosa. era muito grande. c) o controle da população nas regiões mais desenvolvidas do planeta. o resto dessa disposição vai ser pulverizado por todo um aparato que sugere quais devem ser as atitudes e comportamentos adequados ao ambiente. parece estar levando a melhor. Paulo. um dos resultados decorrentes do uso da tecnologia tem sido: a) o aumento da exploração da mão-de-obra infantil nas zonas rurais. como a mortalidade infantil. p. e) a falta de conhecimento que atinge as zonas rurais dificulta o progresso da agricultura. Contudo. À medida que as sociedades se tornam mais ricas.” Trecho adaptado de GOLDEMBERG.” SEGALL. Contudo. Além disso exigem das mulheres um esforço desnecessariamente grande.

c) acentuar o valor significativo das expressões no contexto. d) eliminar qualquer tomada de posição do narrador. vêm sendo pouco prestigiados. e) pela impressão de se sentir como se estivesse numa igreja. “esse é um lugar de contemplação” estão empregadas para: a) distinguir a citação do resto do contexto. “pouca conversa”. c) define os museus no Brasil como instituições artístico-culturais desprovidas do apoio dos governantes. b) II. c) III.Interpretação de texto II Avançar . d) pelo cunho de obrigatoriedade de que se revestem as visitas aos museus. 75 177.175. e) II e III. Unifor-CE As aspas em “muito respeito”. Professores e funcionários representam a classe que freqüenta de maneira regular e voluntária os museus. mais comumente levam aos museus seus freqüentadores habituais. como instituição artísticocultural. no Brasil. Unifor-CE A pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus explica-se: a) pela abundância de preconceitos em relação ao valor da obra de arte. Unifor-CE I. e) fazer sobressair expressões pouco usuais. e) encara o museu como elemento mistificador da criação artística. A respeito dos enunciados acima. 176. Não há espontaneidade de iniciativa em relação a visitas a museus no Brasil. está correto o que se afirma SOMENTE em: a) I. b) caracteriza as circunstâncias que. c) pelo excesso de tarefas impostas a partir de visitas aos museus. III. no Brasil. d) condena os preconceitos ligados ao acervo artístico-cultural dos museus. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . II. Unifor-CE O texto: a) prova que o acervo dos museus reúne condições insatisfatórias para atrair a atenção dos visitantes. b) realçar ironicamente as metáforas. Os museus. GABARITO 178. pelos órgãos governamentais. d) I e III. b) pelo fato de ser o museu um “lugar de contemplação”.

Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. Carlos Drummond de Andrade: poesia e prosa. Não faças poesia com o corpo. com as mãos sobre os joelhos. Rio de Janeiro: Aguilar. Ao transpor a porta para a rua. Consolava-os a saudade de si mesmos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .179. dei com os dois velhos sentados. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma leitura correta do poema “Procura da poesia”. e) ceticismo e desesperança. tão infenso à efusão lírica. Fui a pé. p. Aguiar estava encostado ao portal direito. achei aberta a porta do jardim. os aniversários. Não há criação nem morte perante a poesia. a poesia não deve limitar-se a uma temática voltada para os simples acontecimentos da vida. tinha os braços cruzados à cinta. à entrada do saguão. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. Diante dela. 1992. As afinidades. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. c) desgosto e censura. D. GABARITO 180. F. disse comigo. ‘Lá estão eles’. completo e confortável corpo. Carlos Drummond de. à esquerda. trata da essência da própria poesia. Machado. Carmo. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. 76 d) Para o autor. intensamente elaborado. UFR-RJ No texto o narrador descreve o quadro formado pelo casal de velhos com: a) impaciente ironia. esse excelente. d) velado humorismo. a vida é um sol estático. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. preocupado em exaltar os mais nobres sentimentos humanos. c) O autor defende a transcendência da poesia.Interpretação de texto II Avançar . entrei e parei logo. superior à própria vida e à morte. de Carlos Drummond de Andrade: a) O autor defende um lirismo subjetivo. Ao fundo. b) Segundo o poeta. não aquece nem ilumina. a poesia ultrapassa os limites do corpo e da própria vida cotidiana. U. 95s. os incidentes pessoais não contam. b) suavidade e melancolia. e) O poeta. 1989.” ASSIS. Memorial de Aires. Texto para a questão 180: “Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. In: Obra Completa. olhando um para o outro.” ANDRADE. em seu discurso metalingüístico. Viçosa-MG Leia atentamente os seguintes versos: “Não faças versos sobre os acontecimentos.

Interpretação de texto II Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 21/04/2000. criando a sua própria vereda mas sem esquecer o ressentimento social do qual se afastou e contra o qual procura lutar. Ou seja. teríamos Guimarães Rosa como a hipotenusa fechando o triângulo. torna-se um refugo da casa-grande e da senzala. nem na senzala e se aproxima de Macunaíma por sua indefinição na escala de valores culturais. a) O homem de Guimarães Rosa. Fomos e seremos assim.” CONY. de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade explicitada no texto I. Concordo com todas as opiniões emitidas e com as minhas em primeiríssimo lugar. b) O brasileiro de Guimarães Rosa se opõe ao de Freyre por não ter lugar nem na casagrande.Texto para a questão 181: “Acompanho com assombro o que andam dizendo sobre os primeiros 500 anos do brasileiro. Tenho para mim que há dois referenciais literários para nos definir. Carlos Heitor. por ser um refugo da casa-grande e da senzala. o personagem rosiano tem a ver com o homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade. De um lado. Tomando Gilberto Freyre como a linha vertical e Mário de Andrade como a linha horizontal de um ângulo reto. apesar do ressentimento social que o caracteriza. UFF-RJ Assinale a opção que apresenta a afirmativa adequada sobre a relação entre o brasileiro de Guimarães Rosa. ou sem nenhum caráter — como queria o próprio Mário de Andrade. A imagem geométrica pode ser forçada. mas foi a que me veio na hora — e acho que fui entendido. Um rapaz da platéia me perguntou onde ficaria o homem de Guimarães Rosa — outra coordenada que nos ajuda a definir o brasileiro. em nossa essência. 77 181. mas o homem é causa e efeito do verbo. potente e tendendo a ser feliz. afastando-se do convívio social apontado por Gilberto Freyre e Mário de Andrade. Folha Ilustrada. por ser sobretudo uma criação verbal. embora as circunstâncias mudem e nós mudemos com elas. e uma antítese do brasileiro de Mário de Andrade. p. É também macunaímico. o produto daquilo que Gilberto Freyre chamou de casa-grande e senzala. citemos a Capitu menina — e teremos como sempre a intervençao soberana de Machado de Assis. o Macunaíma. c) O homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade não apresenta nenhuma oposição à concepção do brasileiro de Guimarães Rosa. pois sem definição catalogada na escala de valores culturais oriundos de sua formação racial. É um refugo consciente da casa-grande e da senzala. o homem miscigenado. São Paulo. De outro. o opositor de uma e de outra. 5º Caderno. um herói — ou heroína — sem nenhum caráter. herói sem nenhuma definição. tomou sua própria vereda. Por isso mesmo. Evidente que o universo de Rosa é sobretudo verbal. 12. Retomando a imagem literária. GABARITO d) O homem de Guimarães Rosa. e) O brasileiro de Guimarães Rosa se aproxima do de Freyre por sua exclusão social e se distancia de Macunaíma por não ter definição na escala de valores culturais. Nem por acaso um dos personagens mais importantes do mundo de Rosa é uma mulher que se faz passar por jagunço.

predomina na sociedade. conhecida característica de textos literários. nem sempre verdadeiro. mas de maneira muito romântica…” c) “… uma programação alternativa está deixando de lado a caravela…” d) “… e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue…” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de certa forma. indica a necessidade de uma reflexão mais cuidadosa acerca de alguns dos marcos históricos do país. que abandonou a aldeia ainda menino após uma invasão de terra em que perdeu vários parentes. da tribo fulni-ô. Verifica-se um exemplo de metonímia no seguinte fragmento da reportagem: a) “… apresenta danças e ritos. flechas e seduz o público com a fala mansa e um ótimo humor. Fátima. b) “Brasil de antes de Cabral”. 184. apresenta danças e ritos. Fala das tribos e da memória de seus ancestrais. O emprego da palavra ou expressão com essa finalidade está corretamente justificado em: a) “Histórias”. UERJ A linguagem figurada. c) “mais de”. encontra-se também em outros tipos de texto. Desde o início da semana. ‘As comemorações dos 500 anos. como centro dos 500 Anos de Resistência das Populações Indígenas no Brasil. (…)” SÁ. d) “deixando preconceitos de lado”. de Pernambuco. mostra arcos. expressão ligada ao nome “Brasil”. UERJ Na construção “comemorações dos 500 anos”. Há três anos Thini-á percorre escolas do Rio (…). antecedendo a expressão “500 anos”. E está dando ao índio lugar de destaque na festa. organizado pela Cineduc: Cinema e Educação. flechas…” b) “… expõem a cultura indígena. mas de maneira muito romântica.Texto para as questões 182 a 184: “A estrela é o índio Histórias de um Brasil com mais de 500 anos 78 Na contramão do vento que move as comemorações dos 500 anos. revela que um discurso oficial. no foyer do Centro Cultural Banco do Brasil. crianças de diferentes idades vêm aprendendo história e deixando preconceitos de lado com a ajuda de Thini-á — um índio de 29 anos.Interpretação de texto II Avançar . como dizia — e impedir conflitos futuros. UERJ O subtítulo do texto — “Histórias de um Brasil com mais de 500 anos” — é construído de modo a anunciar o caráter alternativo e mesmo crítico do evento que será comentado. As atividades incluem encontros com integrantes de tribos variadas. c) “crianças de diferentes idades”. diz Ricardo Paes. 183. Agora. 22/03/2000. Veja. coordenador do projeto. Essa atividade pretende desmistificar isso e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue e se torne corriqueiro’. d) “500 anos”. até expõem a cultura indígena. mostra arcos. GABARITO 182. uma programação alternativa está deixando de lado a caravela para se embrenhar no Brasil de antes de Cabral. ele fala para mais crianças e adultos. debates e uma exposição com trabalhos do fotógrafo Sebastião Salgado e textos do poeta Thiago de Mello. no plural. referindo-se ao nome “Brasil”. contesta a prioridade dada à chegada do colonizador para a constituição do Brasil. demonstra que a indefinida identidade social do país é formada pelo encontro de três raças. a expressão sublinhada mantém com o termo núcleo — “comemorações” — a mesma relação sintática verificada em: a) “uma invasão de terra”. b) “um”. Do massacre nasceu o desejo de falar aos pequenos homens brancos — os ‘filhos da elite’.

Texto para as questões 187 e 188: “O Império das Lentes Nas cerimônias de casamento. vê apenas a handycam2 que mascara o seu rosto. O viajante já não é aquele que contempla o desconhecido. Sob o foco automático. como quem ainda tem uma longa lista a cumprir. as retinas das testemunhas foram substituídas pela camcorder1 do sujeito de terno gasto que grava o enlace andando de um lado para o outro (o distinto padre pode dar licença. os alunos aprenderam a se apresentar para filmadoras e não mais para pais e mães. assumindo o papel de interlocutor do eu poético. Prosas seguidas de odes mínimas. e normalmente muito rápido. enfim. Ali jaz o desejo que não se satisfez. Aposentei os dentes. 1 2 IMPRIMIR GABARITO camcorder – filmadora handycam – filmadora de mão Voltar Língua Portuguesa . São Paulo: Companhia das Letras. ele substitui a própria memória pela fita magnética. a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem.Interpretação de texto II Avançar . jamais terá tempo de rever o que filmou. J. Nas férias. escancarando em público o vazio em que existimos. 79 185. PAES. Vou pregar minha porta: já não preciso do mundo. Se a televisão é a arena da história contemporânea. UERJ No poema. que o poupa de estar exposto ao destino. tudo. essa engenhoca que reina soberana no espaço exíguo que separa o homem de si mesmo. por favor?). pois quem poderia vivê-lo se ocupou em gravá-lo (ou em posar para a gravação). 186. O turista é um apressado. UERJ Indique o tema geral do poema e explique como ele é abordado criticamente por José Paulo Paes. que vive. Guerra. uma câmara. sexo. Eugênio. P. ele apenas grava imagens. Para que ir lá fora? A comida suculenta que pões à minha frente como-a toda com os olhos. Veja. as câmaras de vídeo domésticas se tornaram o olhar autorizado da intimidade familiar (e de outras intimidades nem tão familiares assim). De bom grado. Cônscia de sua relevância mística. que se reserva a chance do inesperado. Ali jaz a vida que poderia ter sido.Texto para as questões 185 e 186: “À televisão Teu boletim meteorológico me diz aqui e agora se chove ou se faz sol. claro. a criança já não enxerga o sorriso de orgulho ou de apreensão na face do pai. 1992. São as imagens do espetáculo que não foi vivido. 03/12/1996. o estranho fenômeno se generaliza. Continuará com pressa. Depois. Nas festas de escolas primárias. Identifique o elemento lingüístico que melhor caracteriza essa humanização e transcreva um verso em que ele apareça. Nos dramalhões que encenas há tamanho poder de vida que eu próprio nem me canso em viver.” BUCCI. Protegido por sua máscara eletrônica. um vidro. guardando imagens sem nexo. pois entre ele e o turista havia um muro transparente. esporte — me dás tudo. a televisão é humanizada. mas esta também logo se perderá numa estante empoeirada.

187. UERJ Cônscia de sua relevância mística, a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. No trecho citado, o autor emprega a ironia para intensificar sua crítica à situação descrita. Explique como esse recurso de linguagem intensifica a referida crítica.

188. UERJ Ali jaz a vida que poderia ter sido. Esta sentença, no primeiro momento, parece uma contradição. Identifique, em uma frase completa, essa contradição aparente.

Texto para a questão 189:
“Poética I Que é a Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. Um homem que tem fome como qualquer outro homem.”
RICARDO, Cassiano. Jeremias Sem-Chorar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1964.

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189. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento:

GABARITO

a) “Como varia o vento – o céu – o dia, / Como estrelas e nuvens e mulheres, / Pela regra geral de todos seres, / Minha lira também seus tons varia, / e sem fazer esforço ou maravilha.” (Álvares de Azevedo) b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.” (João Cabral de Melo Neto) c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si, porque foram compostas em épocas diversas — debaixo de céu diverso — e sob a influência de impressões momentâneas.” (Gonçalves Dias) d) “Um dia (…) tive saudades da casa paterna e chorei. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida, que intitulei — Às Ave-Maria: — a saudade havia sido a minha primeira musa.” (Casimiro de Abreu)

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Texto para as questões 190 a 193:
“No Brasil das últimas décadas, a miséria teve diversas caras. Houve um tempo em que, romântica, ela batia à nossa porta. Pedia-nos um prato de comida. Algumas vezes, suplicava por uma roupinha velha. Conhecíamos os nossos mendigos. Cabiam nos dedos de uma das mãos. Eram parte da vizinhança. Ao alimentá-los e vesti-los, aliviávamos nossas consciências. Dormíamos o sono dos justos. A urbanização do Brasil deu à miséria certa impessoalidade. Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. Algo para ser visto pela janelinha do carro, ora esparramada sobre a calçada, ora refugiada sob o viaduto. A modernidade trouxe novas formas de contato com a riqueza. Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro. Os semáforos ganharam uma inesperada função social. Passamos a exercitar nossa infinita bondade pingando esmolas em mãos rotas. Continuávamos de bem com nossos travesseiros. Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. Aos poucos, foi perdendo a docilidade. A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. Os telejornais passaram a despejar violência sobre o tapete da sala, aos pés de nossos sofás. Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. Tão simples quanto virar uma torneira ou acionar o interruptor, bastava apertar o botão da TV. Embora violenta, a miséria ainda nos excluía. Súbito, a miséria cansou de esmolar. Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. A miséria não bate mais à nossa porta; invade. Não estende a mão diante do vidro do carro; arranca os relógios dos braços distraídos. Acuada, a cidade passou de opressora a vítima dos morros. No Brasil de hoje, a riqueza é refém da miséria. A constituição do perfil da miséria no Brasil está diretamente relacionada com a crescente modernização do país.”

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190. UFMG A partir da leitura desse texto, é CORRETO afirmar que ele tem por objetivo a) criticar a ação governamental no trato com a miséria. b) defender práticas de maior justiça social. c) denunciar a culpa sentida pelas classes privilegiadas. d) mostrar a evolução da situação de miséria no Brasil. 191. UFMG “Embora violenta, a miséria ainda nos excluía.” Essa frase é uma síntese de todas as seguintes passagens do texto, EXCETO a) A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. b) Continuávamos de bem com nossos travesseiros. c) Dormíamos o sono dos justos. d) Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. 192. UFMG O último parágrafo do texto tem todas as seguintes funções, EXCETO a) Ampliar o desenvolvimento das idéias. b) Reafirmar as idéias da introdução. c) Rearticular o parágrafo introdutório. d) Reorganizar as idéias desenvolvidas no texto. 193. UFMG De acordo com o texto, a miséria no Brasil assume uma posição crescentemente agressiva. Todas as seguintes passagens do texto comprovam essa afirmação, EXCETO a) Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. b) Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. c) Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. d) Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro.

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Texto para as questões 194 a 197:
“Troca de e-mails
THE NEW YORK TIMES

Seguem abaixo trechos das mensagens de e-mail trocadas na terça-feira e ontem entre o VicePresidente Al Gore e o Governador George W. Bush, do Texas: Do: Sr. Gore Para: Sr. Bush Assunto: Campanha eleitoral Congratulações por sua indicação partidária. Penso que as vitórias mútuas desta noite nos proporcionam uma chance rara para a mudança no modo de se conduzir campanhas eleitorais e de se restabelecer a confiança dos eleitores em nosso processo eleitoral. Assim sendo, eu o desafio a aceitar minha proposta de que nós dois rejeitemos o uso do chamado ‘dinheiro fácil’ na veiculação de propaganda eleitoral. Eu darei o primeiro passo pedindo ao Comitê Nacional Democrático para não veicular nenhuma propaganda eleitoral não regulamentada através do uso de verbas de procedência ignorada, a menos que o Partido Republicano passe a agir nesse sentido. Portanto, está nas mãos do senhor e de seu partido o início eventual de uma guerra acirrada de propaganda; o senhor tem o poder de unir-se a mim na proibição do ‘dinheiro fácil’. Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar a política para sempre.

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Do: Sr. Bush Para: Sr. Gore Assunto: Re: Campanha eleitoral Obrigado por seu e-mail e seus cumprimentos. Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões importantes do nosso tempo — a reforma educacional, a modernização de nossas forças armadas e o resgate de padrões de qualidade no nosso governo. O senhor e eu fizemos várias propostas de reforma de financiamento de campanha. Mas antes de debatermos estas mudanças, é importante que os americanos saibam se as leis de financiamento de campanha atuais foram obedecidas. Assim sendo, eu o desafio a esclarecer acusações graves. Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca e ao Departamento de Justiça para a liberação de todos os registros e fotos relativos à investigaçao sobre abusos no financiamento da sua própria campanha. Em seu e-mail, o senhor falou em restabelecer “a confiança em nosso processo eleitoral”. E isso é o ponto central da questão. São necessárias novas leis de financiamento de campanha. O que é até mesmo mais importante é o dever dos funcionários públicos de obedecer às leis existentes, e eu receio que seu próprio histórico não inspire confiança. Agradeço seu e-mail. Esta sua Internet é uma invenção maravilhosa.”
Traduzido do New York Times on-line, 16/03/2000.

GABARITO

194. UERJ O vice-presidente Gore propõe em seu e-mail uma rejeição, de parte a parte, do chamado “dinheiro fácil”, usado de maneira não regulamentada na veiculação de propagandas eleitorais. O tom da mensagem-réplica do governador Bush reflete basicamente as seguintes atitudes: a) crítica e desconfiança pela indicação do democrata Gore à sucessão presidencial. b) animosidade e distanciamento do processo de moralização da campanha eleitoral. c) ceticismo e ironia no tocante à seriedade das palavras e intenções de seu oponente. d) ressentimento e desdém quanto às instruções dadas por Gore ao Comitê Democrático. 195. UERJ O discurso político é marcado por estratégias de distanciamento que ressaltam a autoridade do locutor, e por traços de solidariedade que buscam o envolvimento dos interlocutores. Tais procedimentos retóricos são verificados em: a) “Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca…” b) “Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar…” c) “Eu darei o primeiro passo, pedindo ao Comitê Nacional Democrático…” d) “Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões…”

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196. UERJ A mensagem-desafio de Al Gore tem como destinatário o seu adversário político, mas é possível interpretar que ela tenha sido tornada pública propositalmente. Considerando o conteúdo da mensagem e o seu contexto, a melhor explicação para que Al Gore tenha desejado torná-la pública é: a) provocar uma declaração desastrada de George Bush. b) contribuir para a moralização da política através da Internet. c) acusar seu adversário do uso de dinheiro ilícito na campanha. d) convencer o eleitor do caráter desonesto do outro candidato. Texto para as questões de 197 a 200:
“A revolução digital Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro. Disse ‘pareciam’, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação. Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde. O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose. Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons. A mudança conduz a veredas ainda inexploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita. E isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma. Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos devãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de idéias que gera novos textos. A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente arriscar textos próprios. Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: ‘Mando-te uma carta qualquer dia desses’. Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla ‘enter’.”
SOUZA, Josias de. A revolução digital. In: Folha de São Paulo, São Paulo, 6 de maio de 1996. Caderno Brasil, p. 2.

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197. UFMG Observe as expressões destacadas nestas frases: … falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro… … vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação CORRETA dessas três expressões, na ordem em que aparecem nas frases acima. a) apesar de ser falada / apesar de ser impressa / se estivesse vivo. b) quando é falada / quando é impressa/ se estivesse vivo. c) porque é falada / porque é impressa / ainda que estivesse vivo. d) se é falada / se é impressa / ainda que estivesse vivo. 198. UFMG Com base na leitura feita, é CORRETO afirmar que o objetivo do texto é a) defender a parceria entre o papel e o texto como uma história de êxitos. b) discutir as implicações da era digital no uso da escrita. c) descrever as vantagens e desvantagens da Internet na atualidade. d) narrar a história do papel e do texto desde a antigüidade.

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Avançar

199. UFMG Considerando a argumentação do autor quanto à relação entre palavra falada e palavra escrita, é CORRETO afirmar que, a) na comunicação interpessoal, a palavra falada pode emocionar, sensibilizar, convencer, fazer pensar e, com isso, suscitar um grande movimento de idéias e valores. b) no processo social de divulgação de conhecimentos, a palavra falada, associada à escrita, exerce um papel fundamental na educação e na formação de opiniões. c) na produção cultural de ciência e arte, a palavra escrita tem função marcante, porque sua permanência material independe da memória humana e sua circulação instiga a reflexão. d) no processo social de produção e circulação de crenças, a palavra escrita, ao lado da falada, tem papel significativo no desenvolvimento da espiritualidade. 200. UFMG Considerando os procedimentos lingüísticos de articulação entre o primeiro parágrafo e os outros parágrafos do texto, é INCORRETO afirmar que a) o segundo, o terceiro e o quarto parágrafos se articulam com o primeiro pelo emprego linear do tempo cronológico. b) o terceiro parágrafo está articulado com o primeiro pelo uso de palavras que explicitam significados presentes no primeiro. c) o segundo parágrafo está articulado com o primeiro pelo emprego de palavra que se repetem. d) o quarto parágrafo se articula com o primeiro pelo uso de frase que explicita uma idéia sugerida no primeiro. Texto para a questão 201:
“O idioma, vivo ou morto? O grande problema da língua pátria é que ela é viva e se renova a cada dia. Problema não para a própria língua, mas para os puristas, aqueles que fiscalizam o uso e o desuso do idioma. Quando Chico Buarque de Hollanda criou na letra de ‘Pedro Pedreiro’ o neologismo ‘penseiro’, teve gente que chiou. Afinal, que palavra é essa? Não demorou muito, o Aurélio definiu a nova palavra no seu dicionário. Isso mostra o vigor da língua portuguesa. Nas próximas edições dos melhores dicionários, não duvidem: provavelmente virá pelo menos uma definição para a expressão ‘segura o tcham’. Enfim, as gírias e expressões populares, por mais erradas ou absurdas que possam parecer, ajudam a manter a atualidade dos idiomas que se prezam. O papel de renovar e atualizar a língua cabe muito mais aos poetas e ao povo do que propriamente aos gramáticos e dicionaristas de plantão. Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o ‘erro’ propriamente dito e a renovação. O poeta é, portanto, aquele que provoca as grandes mudanças na língua. Pena que o Brasil seja um país de analfabetos. E deve-se entender como tal não apenas aqueles 60 milhões de ‘desletrados’ que o censo identifica, mas também aqueles que, mesmo sabendo o abecedário, raramente fazem uso desse conhecimento. Por isso, é comum ver nas placas a expressão ‘vendese à praso’, em vez de ‘vende-se a prazo’; ou ‘meio-dia e meio’, em vez de como é mesmo? O português de Portugal nunca será como o nosso. No Brasil, o idioma foi enriquecido por expressões de origem indígena e pelas contribuições dos negros, europeus e orientais que para cá vieram. Mesmo que documentalmente se utilize a mesma língua, no dia-a-dia o idioma falado aqui nunca será completamente igual ao que se fala em Angola ou Macau, por exemplo. Voltando à questão inicial, não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. Os intelectuais também o fazem, por querer ou por mera ignorância. E também nós outros, jornalistas, afinal, herrar é umano, ops, errare humanum est. Ou será oeste?”
SANTOS, Jorge Fernando dos. Estado de Minas, Belo Horizonte, 10 jun. 1996. (Texto adaptado)

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GABARITO

201. UFMG Em todas as seguintes passagens, o autor deixa transparecer idéias que ele mesmo considera puristas, EXCETO em a) Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o “erro” propriamente dito e a renovação. b) … não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. c) Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. d) Pena que o Bra