LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I FUNÇÕES DA LINGUAGEM E LINGUAGEM FIGURADA VOCABULÁRIO FONOLOGIA, ACENTUAÇÃO, ORTOGRAFIA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS ARTIGOS, SUBSTANTIVOS, ADJETIVOS VERBOS E ADVÉRBIOS PRONOMES INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II FIGURAS DE LINGUAGEM PERÍODOS SIMPLES E COMPOSTO PONTUAÇÃO CONCORDÂNCIA E REGÊNCIA CRASE FUNÇÕES DE “QUE” E “SE”

NOÇÕES DE LITERATURA LITERATURA NO PERÍODO COLONIAL HUMANISMO, QUINHENTISMO, BARROCO E ARCADISMO ROMANTISMO CLASSICISMO

REALISMO/ NATURALISMO PARNASIANISMO/ SIMBOLISMO

PRÉ-MODERNISMO/ MODERNISMO

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LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I
1. U. Católica de Brasília-DF Assinale V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A figura ao lado trata-se de uma charge, cujo tema versa sempre sobre algum acontecimento que já foi veiculado na mídia. Dessa forma a charge não é responsável por uma nova notícia, mas é uma releitura de uma notícia ou de um fato. ( ) Observando os elementos que compõe a charge, é correto afirmar que ela se refere a alguma notícia sobre aviação. Isso é comprovado pelos elementos icônicos, pois nenhum elemento verbal faz referência à aviação. ( ) O verbo ter, utilizado na fala do passageiro, poderia ser substituído pelo verbo haver, o que configuraria o uso do nível formal da linguagem. ( ) A opção de reserva de um lugar na caixa-preta, que em caso de sinistro com a aeronave, é um instrumento que pode ajudar a identificar as causas, é a responsável pelo humor na charge e, ao mesmo tempo, permite inferir que a charge foi feita depois de algum desastre aéreo. ( ) As palavras “algum”, “vago” e “caixa-preta” são respectivamente, adjetivo, advérbio, adjetivo e substantivo. ( ) Caixa-preta, sob o ponto de vista de sua estrutura, contém dois radicais, por isso, quanto ao processo de formação, é considerada uma palavra derivada. 2. Analise a charge que segue, publicada na revista Veja, de 07. jun. 2000.

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GABARITO

A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) nos desenhos humorísticos, a caricatura é uma representação gráfica de uma pessoa ou situação que explora aspectos ridículos ou grotescos. ( ) a legenda, texto curto que, às vezes, acompanha o desenho, tem a finalidade de determinar para o leitor o sentido da charge. ( ) o cartunista interpreta uma idéia presente no imaginário do torcedor brasileiro: os técnicos de futebol, quando cometem erros, são chamados de burros. ( ) a frase “O técnico Wanderley Luxemburgo examina as condições do gramado” funciona de modo redundante, visto que repete o significado contido no desenho.

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3. Uneb-BA

O equilíbrio da pressão nas membranas celulares dos tecidos nervosos, sem variação nos níveis de sódio e potássio, provoca impulsos que vão do córtex cerebral até o sistema nervoso central, confirmando uma sensação agradável e sem grandes alterações. De tão relaxado, você pode até tirar um cochilo.

“O Humanismo Lírico de Guignard”. Um dos maiores pintores do modernismo brasileiro.

Folha Ilustrada. Folha de São Paulo, 14 de julho 2000, p. 34.

No texto do convite para ver a exposição de Guignard, no MASP, passa-se a idéia de que: a) ver Guignard é ter uma aula de como funciona o sistema nervoso humano; b) a emoção provocada pela arte nem sempre pode ser traduzida com palavras; c) a arte causa, no homem, uma sensação de leveza tal, que o adormece para a realidade; d) o sentimento gerado pela obra de arte lírica é constante e equilibrado em cada ser humano; e) o humanismo lírico de Guignard está na sua capacidade de associar a arte ao equilíbrio das sensações humanas. 4. UFPE Observe os quadrinhos abaixo e responda à questão.

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GABARITO

Ziraldo. O Menino Maluquinho.

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Assinale a alternativa em que se faz um comentário inaceitável com relação aos quadrinhos de Ziraldo. a) O menino tinha idéia clara acerca da finalidade apelativa do seu texto. b) Os termos do cartaz reproduzem a sintaxe típica desse gênero de texto. c) O menino demonstra inabilidade para ajustar-se às exigências de textos publicitários. d) As incorreções gramaticais do segundo quadro vão da ortografia à sintaxe. e) Os erros do cartaz constituíram uma estratégia para atrair possíveis consumidores.

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Em exposição até 13/8, das 11 às 18h. Av. Paulista, 1578 Informações: www.zip.net/guignard

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5. Univali-SC A leitura dos quadrinhos abaixo remete-nos à seguinte conclusão: HUMOR EM TIRAS

Márcio Kühner

a) Os ditados não estão sempre certos. d) Devemos rir dos nossos percalços. b) Errar é fundamental para crescer. e) É preciso sempre acertar. c) Tirar o proveito de todas as situações. 6. PUC-RS Instrução: Responder às questões 2 e 3 com base no texto abaixo.

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Considerando as atitudes e falas dos personagens, é correto concluir que: a) a mãe já sabia que Calvin havia decidido não ir mais à escola, como se depreende da expressão “Sei”, no primeiro quadrinho; b) a mãe de Calvin, indecisa sobre o que fazer com o filho, viu-se obrigada a consultar o pai; c) Haroldo, o tigre presente no último quadrinho, demonstra apoio incondicional à atitude do menino, pelo fato de estar disposto a acompanhá-lo à escola; d) não havendo outra saída, foi necessário usar a força física para mandar Calvin à escola, como se depreende da expressão “esmagar”, do último quadrinho; e) as expressões “os pais” e “uma criança”, no último quadrinho, indicam que Calvin generalizou a conclusão a que chegou. 7. PUC-RS Instrução: Responder à questão 3 com base nas idéias abaixo, que completam a frase sublinhada. Pela leitura da tira, é correto afirmar que Calvin: 1. Demonstra temer uma vida adulta em meio à poluição. 2. Usa sua fantasia para tentar convencer sua mãe do acerto de sua decisão. 3. Considera-se injustiçado pelos pais. 4. Conclui que seu projeto para o futuro foi rejeitado por ser ambicioso. As idéias que complementam adequadamente a frase sublinhada, de acordo com o sentido da tira, estão na alternativa: a) 1 e 2. b) 1, 2 e 3. c) 2 e 3. d) 2, 3 e 4. e) 3 e 4.

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GABARITO

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8. U.F. Goiânia-GO Leia as tiras do cartunista Angeli, publicadas no caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, em 29. jul. 1999. Depois assinale V, para os itens verdadeiros, e F para os falsos.

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Sansão e Dalila são personagens do universo gráfico de Angeli. Eles formam um casal sem charme, cujo cotidiano é retratado de forma ridícula pelo cartunista. De acordo com os elementos que constituem as tiras acima: ( ) as expressões crak, flap e tuf! são consideradas onomatopéias, porque procuram representar, na escrita, sons naturais. ( ) a falta de diálogo entre o casal, durante a refeição, indica uma vida monótona, propensa às explosões agressivas. ( ) a sigla TPM – que significa tensão pré-menstrual – opõe-se à expressão kung fu, arte marcial desenvolvida na antiga China. ( ) o humor das tiras tem função social, pois procura descontrair o leitor, com a representação caricaturesca de cenas do cotidiano dos personagens. 9. UFMS Observe a tira humorística que segue e marque a(s) opção(ões) verdadeira(s).
URBANO, o aposentado A.Silvério

GABARITO

Globo, 22/09/2000.

01. A frase apresentada no balão 3 pode ser associada à profissão da personagem que a enuncia. 02. Atribui-se a uma dada estação do ano a capacidade de influenciar o estado de alma das pessoas em geral. 04. Em Todos mesmo (balão 4), o advérbio em negrito é usado como reforço, indicando que não há exceção à regra. 08. O uso do artigo definido em a outra metade (balões 1 e 3) está equivocado, uma vez que se trata de referentes que aparecem pela primeira vez no texto. 16. Os enunciados Encontrei a outra metade da minha laranja! (balão 1) e Encontrei a outra metade do meu comprimido! (balão 3) retomam, através de figuras distintas, o enunciado mais genérico “Encontrei a companheira ideal.” 32. O efeito humorístico da tira advém do fato de que se a personagem hipocondríaca leva sua obsessão às últimas conseqüências, associando-a inclusive ao campo amoroso. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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10. UFMA

Jaguar.

Na tira acima, o autor: a) trabalha a fala das personagens no contexto, relacionando termos que não possuem nada em comum; b) subverte a lógica homonímica através da utilização de um jogo de palavras marcado pela sonoridade, num tom de humor;

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c) aproxima palavras heterógrafas (termos de grafias diferentes) e heterófonas (termos de sons diferentes) que, apesar de sugerirem humor, não subvertem a lógica homonímica; d) usa sua criatividade e faz uma brincadeira lingüística com Há fogo / Afogo para demonstrar que ambos os termos possuem o mesmo significado; e) considera os termos grifados acima como palavras sinônimas que não possuem outra relação a não ser a própria referência. 11. UFMA

GABARITO

Revista Veja, de 19/04/2000.

Sobre a propaganda acima, é correto inferir que: a) inanição gera morte e morte gera imobilidade. Logo, os usuários da Internet estão condenados a morrer;

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b) ir ao supermercado implica, infelizmente, em deslocamento e deslocamento implica em não morrer de fome. Logo, sem se mexer, a Internet é a solução; c) não comer implica em não se mexer e não se mexer implica em não sair de casa. Logo, para não morrer, é preciso ir ao supermercado; d) a Internet possibilita a compra e a compra implica em deslocamento. Logo, é preciso se mexer para não morrer de inanição. e) para consultar a fatura da compra pela Internet, é preciso se mexer e se mexer implica em ir ao supermercado. Logo, o ideal é não acessar a Internet.

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12. UFMG
“Com o Document Centre a Xerox reinventa a copiadora O mercado evolui. A Xerox revoluciona. Todo o poder da tecnologia digital chega ao seu escritório com o mais avançado sistema de processamento de documentos: Document Centre. Uma copiadora que também é impressora, fax e scanner, com capacidade de realizar as operações simultaneamente. Para você copiar, imprimir, receber, enviar, criar, transformar, alterar, arquivar e recuperar documentos com mais facilidade, menor manuseio de papel e maior segurança. O novo software Centreware permite explorar e gerenciar o equipamento de acordo com as suas necessidades, a partir do seu computador, via rede e até mesmo via Internet. Document Centre é tudo isso e mais a garantia e a assistência técnica que só a Xerox pode lhe oferecer.”
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Todas as afirmativas apresentam recursos lingüísticos que estão presentes nesse texto de propaganda, exceto:

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a) Articulam-se a linguagem verbal e a não-verbal. b) Impessoaliza-se o tratamento do leitor. c) Enumeram-se cumulativamente as características do produto. d) Recorre-se não só à conotação, mas também à denotação. 13. UERJ

GABARITO

Ziraldo, Jornal do Brasil, 11/11/1999.

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Na tira de Ziraldo, os personagens mudam de atitude do primeiro quadrinho para o segundo. Pelo terceiro quadrinho, pode-se deduzir o que não está escrito: um pensamento teria provocado a mudança. Esse pensamento poderá ser traduzido como: “E se os caras dentro do espelho... a) ...estivessem rindo deles?” b) ...fossem reais e eles o reflexo?” c) ... pudessem trocar de lugar com eles?” d) ... duvidassem da realidade do mundo?”

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14. U.F. Pelotas-RS A compreensão de um texto não decorre apenas da decodificação pura e simples dos itens lingüísticos neles contidos. Na realidade, ao ler, o leitor deixa aflorar seu conhecimento de mundo, suas crenças, suas vivências, que possibilitam conexões entre os Contrariar enunciados e o levam a construir o sentido do texto que leu. Uma das características do leitor proficiente é a capacidade de interpretar gráficos. Demonstre que você domina a habilidade de leitura, inferindo corretamente os resultados expressos no gráfico ao lado: Uma pesquisa encomendada pela entidade Parceria Contra as Drogas entrevistou 700 pessoas, entre 13 e 21 anos, de cinco cidades há três anos e obteve os seguintes resultados: De acordo com os dados representados no gráfico, pode-se dizer que: a) a descoberta do novo sempre atraiu o homem a aventuras cujas conseqüências, muitas vezes, são desconsideradas em virtude do prazer do desconhecido, sendo esse o motivo para que de noventa a cem jovens recorram às drogas; b) como todo ser em formação, a maior parte dos jovens procura uma maneira de afirmase em seu grupo, recorrendo, para isso, ao uso de psicotrópicos;

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c) não é verdadeira a argumentação de que o maior contingente de jovens, rebeldes por natureza, procura nas drogas formas de transgredir normas sociais; d) a orientação familiar não seria uma das primeiras providências no combate ao vício, uma vez que não está na família a causa principal de o jovem se envolver com drogas; e) são de toda ordem as causas que levam o jovem ao consumo de drogas; com exceção dos problemas com a família, essa diversidade, somada, representa mais de 3/4 do total de entrevistados. 15. UFPR Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que a descrição da foto abaixo vem expressa de acordo com as normas de escrita do português padrão. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, onde é mostrado da cintura para baixo, segura um tipo de facão com a mão direita. Abraçado a sua perna há uma criança, que a expressão Foto: Paula Simas denota raiva e medo. O homem apóia sua outra mão na cabeça da criança, como se protegesse ela. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, mostrado da cintura para baixo, segura uma espécie de facão. Abraçado a sua perna há um menino, cuja expressão denota raiva e medo. A outra mão do homem repousa sobre a cabeça da criança, como se protegendo-a. ( ) A foto mostra um menino abraçado às pernas de um homem vestido como um trabalhador rural, onde está segurando uma espécie de facão com a mão direita. A expressão da criança é de medo e raiva, e é como se o homem estivesse protegendo a ela de alguma ameaça. ( ) Na foto, mostra um homem, que está segurando uma espécie de facão e vestido como trabalhador rural. Uma criança está abraçada à perna dele, que apóia a mão sobre sua cabeça, como se estivesse protegendo. E onde o olhar da criança exprime medo e raiva. ( ) Na foto, aparecem um menino e um homem. O enquadramento destaca a criança, mostrando o homem apenas na altura da cintura. A ele está abraçada a criança, cujo olhar é de medo e raiva. O homem, que, em traje de trabalhador rural, empunha um facão, parece estar protegendo o menino, sobre cuja cabeça pousa a mão. ( ) A foto mostra, da cintura para baixo, um homem que traja roupa de trabalhador rural e empunha uma espécie de facão. Uma criança, com expressão de medo e raiva, está abraçada à perna do homem. Ele apóia a mão sobre a cabeça do menino, como se o estivesse protegendo.

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GABARITO

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16. UEGO A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) o título “A República do Mau Humor” funciona como indicador de leitura, pois dá ao leitor a oportunidade de interpretar tanto o texto verbal como o não-verbal; ( ) o mau humor dos aliados do governo nos permite deduzir que os políticos aderem ao poder visando apenas ao seu benefício próprio; ( ) a parte inferior da charge remetenos ao contexto social brasileiro, onde a população, em sua maioFolha de São Paulo, 11.09.99 ria, sofre os efeitos; ( ) a frase de 2º balão “Um dia, só eles vão rir de tudo isso!”, proferida pelo personagem que representa o povo, deixa transparecer o humor e o descompromisso com que o brasileiro encara seus problemas; ( ) a frase “Não esquenta, mulher!”, proferida pelo personagem denuncia a ineficiência do cobertor com que ele se agasalha, uma vez que o frio é intenso. 17. UnB-DF
“ACREDITAMOS EM OPORTUNIDADES IGUAIS INDEPENDENTEMENTE DE RAÇA, CREDO, SEXO, REINO, TRIBO, CLASSE, ORDEM, FAMÍLIA, GÊNERO OU ESPÉCIE.

GABARITO

Os seres vivos são interdependentes. Dessa forma, sem apoio de milhões de espécies, a sobrevivência humana não estaria garantida. Essa variedade e a dependência entre as espécies interessa especialmente à nossa empresa. Pois o nosso trabalho depende de descobertas no mundo das informações genéticas. Informações que se perdem para sempre quando as espécies são extintas. Informações que oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição e a medicina. Para atender a uma população que está crescendo. Em um planeta do mesmo tamanho.”

Isto é. nº 1.575. 8/12/99. p. 125 (com adaptações).

Considerando as informações prestadas pelo anúncio acima, o sentido da mensagem e a correção gramatical dos itens a seguir, julgue-os. ( ) A figura explora e exemplifica a biodiversidade. ( ) Mesmo sabendo que nem todos os reinos estão representados na figura, isto não contradiz o argumento principal da propaganda, colocado acima da ilustração. ( ) Devido à interdependência dos seres vivos, a sobrevivência da espécie humana não estaria garantida sem apoio de milhões de espécies. ( ) O trabalho desenvolvido pela empresa depende de descobertas no mundo das informações genéticas e, quando as espécies são extintas, se perdem para sempre. ( ) As informações genéticas oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição, a medicina, a população que está crescendo e o planeta, que tem o tamanho da população.

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18. UFPB-PSS
Texto I “Diogo Mainardi Índios furibundos invadiram o Congresso Nacional para protestar contra as comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil. Paramentados com seus tradicionais cocares, calções de banho e tênis Nike, foram até o senador Antonio Carlos Magalhães e apontaram-lhe uma lança. Foi bonito ver todos aqueles índios lutando juntos – 500 anos atrás, eles provavelmente estariam devorando uns aos outros. Pois eu concordo com os índios: não há o que comemorar. Em 500 anos de História, não fizemos nada que justificasse uma festa. A meu ver, deveríamos ficar recolhidos num canto, chorando pelo joelho de Ronaldinho. Foi o que fiz.” Texto II

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Lendo o texto I e relacionando-o com a charge (texto II), conclui-se: a) O selvagem da charge não é o índio, mas sim a respeitável autoridade brasileira. b) Os índios continuavam lutando entre si. c) O índio da charge é mais autêntico porque não usa tênis Nike e veste calça comprida. d) O objetivo de Mainardi e Chico é o mesmo: registrar a política favorável do Congresso Nacional às causas indígenas. e) As comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil representaram um momento de alegria para os índios. 19. UFMA
“O chinês anônimo desafia os tanques Nunca se soube o nome daquele jovem alto e magro vestido como milhões de chineses, de camisa branca e calça de tergal. Ninguém ouviu sua voz. Jamais se soube o paradeiro do solitário rebelde que barrou uma coluna de 17 tanques naquela manhã de junho de 1989. Sozinho, nas fotografias e no balé diante das câmeras de vídeo – os tanques se deslocavam e a silhueta se movia, simultaneamente, para a esquerda e para a direita – o chinês anônimo fez mais, em seu grande momento, do que muitos líderes revolucionários do milênio. É certo que foi visto por mais gen5 de julho de 1989. te, nas telas de TV, dentro dos lares, do que personalidades como o mongol Kublai Khan, o francês Maximilien de Robespierre ou o mexicano Emiliano Zapata.”

GABARITO

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Depreende-se da compreensão do texto acima que há uma gradação ascendente do personagem envolvido, que assim passa do anonimato de um momento para a fama de um milênio. Isso fica evidente através dos seguintes itens lexicais: a) jovem alto e magro solitário rebelde silhueta líder revolucionário personalidade; b) silhueta solitário rebelde sem paradeiro sozinho personalidade; c) jovem alto e magro sem voz solitário rebelde líder revolucionário sozinho; d) sem paradeiro silhueta solitário rebelde chinês anônimo líder revolucionário; e) solitário rebelde líder revolucionário sozinho personalidade chinês anônimo.

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Texto para as questões 21 e 22. Nando.20. eu não sabia Que o homem criava e também destruía. d) imprimir maior velocidade ao carro para escapar dos quebra-molas. Vinha o motorista dirigindo o seu carro. Sérgio. ô Eu me perdi na selva de pedra Eu me perdi. UERJ Leia a piada reproduzida a seguir. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. d) ao bom relacionamento entre homem e macaco. c) corrigir a mensagem da placa para retificar informação incompleta. O comportamento do motorista que explica mais adequadamente o efeito cômico da piada é: 10 a) voltar a pé ao local da placa para efetuar uma correção. Logo depois. voltou a pé para o local da placa e nela escreveu. a vida é cruel. REIS. ô Eu aprendi A vida é um jogo Cada um por si E Deus contra todos Você vai morrer e não vai pro céu É bom aprender. ô. Ciro. PESSOA. ô. b) ao comportamento irracional do homem na sociedade moderna. c) às semelhanças biológicas entre os dois seres. Marcelo. eu me perdi” BRITTO. Do CD Cabeça de dinossauro. FROMER. 5 GABARITO 10 15 20 IMPRIMIR 21. quando se deparou com uma placa de sinalização: Imediatamente.Interpretação de texto I Avançar . b) ler a mensagem da placa como uma ordem para acelerar. ele acelerou o seu veículo. para corrigi-la: Como muitas piadas. esta se baseia em um equívoco. UFR-RJ No texto Homem Primata. a comparação estabelecida entre o homem e macaco alude: a) a uma das teorias sobre a origem da espécie humana. Voltar Língua Portuguesa . Homem primata Capitalismo selvagem Ô. e) ao capitalismo selvagem da sociedade contemporânea. “Homem Primata Desde os primórdios Até hoje em dia O homem ainda faz O que o macaco fazia Eu não trabalhava.

1. 4.22. A estrutura narrativa e as ilustrações têm efeito argumentativo marcante.Interpretação de texto I Avançar . Átila. 166-167. d) II. enquanto nos itens 6 a 10 essa responsabilidade é atribuída apenas aos armamentos. 5. e) passado X presente. Concluí-se que as afirmativas corretas encontram-se na alternativa: a) I e II. 11 JAGUAR. d) estagnação X mudança. As armas apresentam-se em gradação ascendente quanto ao seu poder letal. Os itens 2 a 5 do cartum apresentam o homem como o responsável pelas ações bélicas. A absolescência das armas utilizadas pelo homem levam-no a um final trágico. e) 3. b) I. A vestimenta dos personagens ilustra cronologicamente o desenrolar dos fatos apresentados. simbolizado pelos uniformes que os personagens vestem. PUC-RS Instrução: Responder à questão com base nas afirmativas a seguir. III. p. e) III e IV. 23. III e IV. você é barbaro. b) atraso X progresso. c) santidade X pecado. 1968. b) 1. 2 e 4. Conclui-se que a alternativa que apresenta a numeração correspondente às afirmativas corretas é: a) 1 e 2. IMPRIMIR GABARITO II. Instrução: Responder às questões de 23 a 25 com base no texto. A simplicidade da linguagem contrasta com a seriedade do tema. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. UFR-RJ A oposição entre os quatro primeiros versos de Homem primata e o texto Pecados do século XXI (questões 101 a 103) envolve. 2. III e IV. II. As ilustrações são um recurso para chamar a atenção do leitor. respectivamente. 3. Os itens 1 e 2 apresentam ao leitor os personagens. enquanto o 9 prepara-o para o desfecho da história. O militarismo. e poderiam ser retiradas sem prejuízo para a clareza do texto. PUC-RS Instrução: Responder à questão analisando a veracidade das afirmativas abaixo. 4 e 5. d) 3 e 5. é causa principal do desfecho presente no cartum. 24. I. Voltar Língua Portuguesa . c) I. os antônimos: a) lentidão X velocidade. c) 2 e 4. III e IV. IV.

as chuteiras mais cedo por IV problemas cardiovasculares. III Essas doenças. p. e) através de um jogo de palavras. dois não brigam. por problemas cardiovasculares.25. daí ser um elemento anafórico. Univali-SC “BOM CONSELHO Faça como eu digo Faça como eu faço Aja duas vezes antes de pensar Corro atrás do tempo Vim de não sei onde Devagar é que não se vai longe Eu semeio o vento Na minha cidade Vou para rua e bebo a tempestade” Chico Buarque Ouça um bom conselho Que lhe dou de graça Inútil dormir Que a dor não passa Espere sentado Ou você se cansa Está provado Quem espera nunca alcança Ouça meu amigo Deixe esse regaço Brinque com meu fogo Venha se queimar 12 Ao compor o texto. o autor procura confundir o leitor. ( ) Em Ele é um novo homem.” d) “Quando um não quer.” b) “Quem tudo quer tudo pode. 153. ( ) Na última parte do texto. Não seja mais uma vítima II das doenças cardiovasculares. Procure seu médico e siga a sua orientação. GABARITO 27. d) inadvertidamente o compositor apresenta situações nas quais os ditos populares vão de encontro à realidade. estresse Líder em soluções Veja. Milhares de brasileiros pendurarão que correspondem a 32% de todos os óbitos. ( ) A leitura do texto desfaz a polissemia do título atribuindo-lhe o sentido da morte. c) utilizar-se de provérbios para expressar sua concordância ou discordância diante de fatos da vida.” c) “Se queres a paz. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I e vida sedentária levam ao óbito E não foi só ele.Interpretação de texto I Avançar . b) enfatizar a sabedoria que se exprime através de provérbios. julgue os itens da questão 27. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . PUC-RS O ditado popular que melhor sintetiza as idéias expressas no cartum é: a) “O feitiço virou contra o feiticeiro. prepara-te para a guerra. INSTRUÇÃO: Com base no texto. UFMT ( ) A polissemia presente no título do texto se revela pelos sentidos diversos que ele sugere. ( ) O sentido da palavra hoje é encontrado na primeira parte do texto. associadas a tabagismo. o pronome possessivo sua provoca certa ambigüidade que pode ser desfeita se substituído por dele. obesidade. 20% da população adulta V brasileira é hipertensa. Hoje. o adjetivo novo apresenta sentido igual ao do título do texto. o autor se preocupou em: a) contradizer sistematicamente os conselhos populares em situações absurdas.” e) “Devagar se vai ao longe.” 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado.” 26. 23/06/99.

b) expõe sua condição de artista marcado pelo desejo de participação social. Unifor-CE “Façam a festa cantem dancem que eu faço o poema duro o poema-murro sujo como a miséria brasileira..400.” Nos versos acima. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. a mulher é pálida sobre o leito e. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. julgue os itens da questão 8. Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!” O texto acima é um poema de Álvares de Azevedo. a surpresa da visão da mulher amada. autor que..0L High Output.. 11/10/98. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. d) Inicialmente. A vida moderna em favor da vida de verdade. pela nudez e sensualidade. meu anjo lindo! Por ti – as noite eu velei chorando.. o poeta Ferreira Gullar: a) defende uma poesia voltada para o canto e a exaltação dos sentimentos líricos. e) adota uma visão de mundo muito semelhante à da poesia de Manuel Bandeira. num segundo momento. em outro momento. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que se a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir. d) deixa claro que suas opções estéticas coincidem com as dos poetas concretistas. a revelação de que apenas é uma lavadeira.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. CELULAR. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente.” Veja. Negros olhos as pálpebras abrindo. A partir de R$ 55. Não te rias de mim. de outro lado. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) Em princípio. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar! na escuna fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Quem em sonhos se banhava e se esquecia! Era mais bela! o seio palpitando. “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. o sofrimento das noites de vigília. Aponte-a: a) De um lado. Jeep® Só Existe Um. Há no soneto uma contradição entre as imagens que caracterizam a mulher. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão “Up Country” para você chegar onde ninguém chegou. b) Num momento. Ele tem motor 4. 13 28. c) opõe a poesia que ele faz à poesia dos que se preocupam com temas políticos. Potiguar-RN “Soneto Pálida. em seguida.. U. UFMT ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna.Interpretação de texto I Avançar . Jeep Grand Cherokee. a mulher caracteriza-se pela pureza e. Sobre o leito de flores reclinada Como a lua por noite embalsamada. à luz da lâmpada sombria. Formas nuas no leito resvalando. anjo entre nuvens. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. segundo Mário de Andrade. duplo air-bag. Jeep Grand Cherokee. GABARITO 30. sofre muito o prestígio romântico da mulher. O amor sexual lhe repugnava. a fuga pelo sonho e pela morte.. 29.

Como deve ser bom gostar de uma feia!” BANDEIRA. que apresenta certeza expressa pelo tom afirmativo dos verbos. “Consoada Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou coroável). E depois não há só as bonitas: Há também as simpáticas. Manuel. ou diga: – Alô.” Vinícius de Moraes. IV. a casa limpa. IMPRIMIR Sobre os textos. c) III. A mesa posta. certas feias em cujos olhos vejo isto: Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha.) Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e Seja leve como um resto de nuvem... Univali-SC Compare os versos de Manual Bandeira e Vinícius de Moraes. 31. c) Morte. o segundo aborda a beleza da mulher madura. embora diferentes. nas mulheres.. c) Porque aparece toda noite. E as feias. (.Interpretação de texto I Avançar .. c) enquanto o primeiro texto fala só na beleza infantil. que apresenta dúvida e descontrole emocional.) encontrará lavrado o campo. II. (A noite com seus sortilégios. d) Noite. a primeira. a primeira. a primeira. São Paulo: Global. que mostra o poeta despreparado para o que lhe espera. Uniube-MG Por que o poeta cumprimenta a Indesejada das gentes. O item que melhor caracteriza essa divisão é: a) I. pode a noite descer. d) Porque é amiga do poeta. que mostra coragem e segurança para enfrentar o desconhecido. pode-se afirmar que: a) os dois textos são ambíguos na abordagem do tema. Voltar Língua Portuguesa . iniludível! O meu dia foi bom. e a segunda. e a segunda. sobre o tema: Mulheres..Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 31 a 33. d) IV. e) os textos abordam temáticas diferentes. d) embora falem sobre o mesmo assunto. b) ambos os textos vêem apenas belezas. 33. chamando-a de iniludível? a) Porque ela é fácil de se enganar. que revela sua ousadia e destemor diante da vida.” Manuel Bandeira. que mostra incerteza do poeta. In: Os melhores poemas de Manuel Bandeira.. que revela a felicidade de um dia de trabalho. 34. É preciso Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso. 32. o poema pode ser dividido em duas partes: I. Talvez eu tenha medo. e a segunda. Uniube-MG Para o poeta a palavra Indesejada se refere à: a) Amada. a primeira. Com cada coisa em seu lugar. b) II. Uniube-MG Com relação à estrutura. expressa pelos advérbios de negação e dúvida. e a segunda. que revela segurança e certeza quanto ao futuro. In: Libertinagem.1984. b) Porque não poupa ninguém. “Mulheres Como as mulheres são lindas! Inútil pensar que é do vestido. b) Visita. III. 14 GABARITO “Receita de mulher As muito feias que me perdoem Mas beleza é fundamental. os dois textos revelam posicionamentos antagônicos. Talvez eu sorria.

pois não remete a nenhum termo explicitamente presente no texto. ( ) o segmento “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. Ora. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o meu caso. removendo manchas de gordura como nenhum outro. no único tempo de um homem que. era o tempo do qual eu mais participara. não sendo eu. Se abria alguma coisa era o espaço – até então.35. 15 O texto publicitário que você lerá abaixo foi extraído de Isto é. d) É um caso de referencialidade porque faz referência a um livro do passado. nunca pensara organizadamente na única pessoa. estabelecem relação de causa e conseqüência. apresentado na abertura do texto. É por isso que estamos lançando o novo Omo Multi Ação.Interpretação de texto I Avançar . ou melhor.” 36. que seu filho precisa de liberdade para aprender. ao passado anterior ao passado. Uma fórmula inovadora que age nos primeiros instantes da lavagem. criando uma relação com Quase memória. ou seja.) entre o biscoito de Proust e o embrulho do pai. se sujarem. As questões 36 e 37 referem-se a ele. O biscoito abriu as portas do tempo – do tempo perdido. o primeiro é denotativo e o segundo. ( ) a palavra ainda. em “como nenhum outro”. em “Omo Multi Ação está ainda mais eficiente”. 37.” Assinale a alternativa que identifica e explica a referência feita ao episódio da “madeleine” na obra de Proust. muito menos o tempo. de Carlos Heitor Cony: a) É uma similaridade e provoca a percepção de que tempo e espaço são valores diferentes. ( ) a oração “Porque não há aprendizado sem manchas” estabelece uma relação de dependência com frase “Novo Omo Multi Ação”. refere-se a um elemento extratextual. remetem à expressão “as crianças”. Com base nessa informação e na leitura do texto. “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. ao passado depois do passado. ao passado ‘ao lado’ do passado.. indica que. 2000. PUC-PR “Nada mais diferente (. apresentados no primeiro período do texto. assim como você. UFGO Acerca da organização das frases. serve para destacar a atitude desejável de um consumidor ideal. é possível afirmar que: ( ) o trecho “removendo manchas de gordura como nenhum outro” NÃO pode ser substituído por “que remove manchas como nenhum outro”. Novo Omo Multi Ação. elas aprendem mais e se desenvolvem melhor. pelo fato de causar incoerência. ( ) o vocábulo outro. UFGO Além de veicular informações sobre o produto. no único personagem. ( ) o vocábulo manchas aparece no texto com dois sentidos diferentes. pois a noção de passado é a mesma nos dois autores. o ‘meu’ embrulho não abre nada. idéias deduzidas do início do texto. o produto foi aprovado pelo consumidor. de 7 jun. só a partir de agora. Porque não há aprendizado sem manchas. A madeleine trouxe o gosto que leva ao passado geral.. Omo Multi Ação está ainda mais eficiente porque sabe. c) É um caso de intertextualidade e serve para estabelecer relações na cadeia de leituras e de escrita literária. pode-se afirmar que: ( ) liberdade de ação e aprendizagem infantil. b) É uma comparação que demonstra as leituras do autor. se sujarem”. e) É um caso de associação de idéias. conotativo. ( ) os vocábulos “elas” e “se”. a linguagem publicitária procura persuadir o consumidor.

4. UFPE Leia as afirmativas abaixo sobre as idéias apresentadas no texto. Em “Gosto de ser e de estar”. Está(ão) correta(s) apenas: a) 1. confusão: espere até poder expressar suas idéias. Os neologismos “mátria” e “fátria” disfarçam o sentimento de união que o autor pretende esteja envolvido na sua percepção de “língua”. este é um mês de ação e decisões: hora de colocar projetos em prática.Interpretação de texto I Avançar . ora implicitamente ora diretamente. Utilizando a expressão “Fala mangueira”. Velô-Caetano e a Banda Nova. sendo “pátria”. é expressa com os verbos “ser” e “estar”. c) 2 e 4. ampliando a intimidade e a cumplicidade do casal. que implicam o aspecto do ser permanente e do ser transitório.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. “TOURO De 21/4 a 20/5 Você está curando suas velhas feridas e aprendendo a confiar de novo na vida. 2 e 3. julgue os itens da questão 38. maio de 1998. Caetano. e) 3 e 4. a idéia de plenitude. Vida íntima em alta: dê vazão à sua sensualidade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . conte com os amigos. 1984. No trabalho. o que lhe trará entusiasmo. 38. 3. 3 e 4. uma língua expressa os valores culturais de seu povo. Com Marte transitando em seu signo. PolyGram. Língua. “Língua Gosto de sentir minha língua roçar A língua de Luís de Camões Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódia E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade E quem há de negar que esta lhe é superior E quem há de negar que esta lhe é superior E deixa os portugais morrerem à mingua Minha pátria é minha língua Fala Mangueira Fala! Flor do Lácio sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode esta língua (. 39. 2. 1.” Marie Clarie.) A língua é minha Pátria E eu não tenho Pátria: tenho mátria Eu quero frátria” GABARITO VELOSO. o autor alude à idéia de que.. ( ) Há no texto uma única marca lingüística que mostra ser o interlocutor você feminino. Para isso. Terá que enfrentar algum mal-estar passageiro que a obrigará a ter mais cuidado com a saúde. grito de guerra de uma escola de samba. Você poderá contribuir com o parceiro. 16 Texto para as questões 39 e 40. b) 1. UFMT ( ) A organização desse texto se calca em conselhos. A dinâmica do mês é o aprofundamento das relações e a expressão das emoções. d) 2.. ( ) O lugar comum investir no social tem o sentido usual reiterado por referir-se a conselho. É tempo também de investir “no social”: lute com a velha preguiça de sair e vá ao encontro das pessoas. O verso “Lusamérica latim em pó” alude não só à pulverização do latim que deu origem às línguas latinas como à divisão-união de Portugal e Brasil. desejada pelo autor.

Desanda a roda. É preferível o anonimato a um destaque que desabone o homem.” MENDES. Burro foi ao subir tão alto clima. Nos versos “Gosto do Pessoa na pessoa/Da rosa no Rosa” o autor utiliza o recurso da inversão. onde jazia. b) 1 e 4 apenas. 64. A irracionalidade em proveito de alguns representa a satisfação de muitos. Estão corretas: a) 1. UFBA “À despedida do seu mau governo Senhor Antão de Souza de Menezes. asno vai. como resposta. Quem sobe a alto lugar. 32.Interpretação de texto I Avançar .40. Dê. Em terra de incompetentes. que não merece. Quando o pisava da Fortuna a Roda. p. 08. “cores”. 3 e 4. 1996. e logo o homem desce. Com os versos “E sei que a poesia está para a prosa/Assim como o amor está para a amizade”. 2. 2. Cleise Furtado. o menos incompetente reina. A fortunilha autora de entremezes Transpõe em burro o herói. Senhora Dona Bahia: poesia satírica de Gregório de Matos. Homem sobe. burro parece. perpassa a idéia comum de “pluralidade”. d) 2 e 4 apenas. e) 3 e 4 apenas. 4. À ascensão social deverá corresponder o mérito pessoal. UFPE Os enunciados abaixo referem-se aos recursos utilizados na criação de Língua. A glória indevidamente conquistada rebaixa o indivíduo em vez de exaltá-lo. 17 41. Salvador: EDUFBA. Homem sei eu que foi Vossenhoria. o autor estabelece uma relação de proporcionalidade. que é discreta a fortuna em seus reveses. a soma das alternativas corretas. que subir é desgraça muitas vezes. Um mau governo é fruto da falta de senso do povo que o escolhe. 02. que indigno cresce. Voltar Língua Portuguesa . do que burro em cima. como “roçar”. GABARITO IMPRIMIR O discurso da sátira contida no soneto pode ser assim sintetizado: 01. 2 e 3 apenas. 63. Nas expressões “confusões de prosódia”. c) 1. “profusão de paródias” e “furtem cores como camaleões”. 3. 04. 16. “dores”. verá quanto melhor se lhe acomoda ser homem em baixo. Pois vá descendo do alto. É tão fácil conquistar um alto posto quanto é fácil dignificá-lo. O autor incorpora à sua canção elementos relacionados à expressão sensorial. 1.

(Literatura Comentada). traz marcas de oralidade. Uniube-MG Sobre o texto. d) ela. 22. 25.Interpretação de texto I Avançar . 21. 15. 30-I. E ali dançaram tanta dança Que a vizinhança toda despertou E foi tanta felicidade Que toda a cidade se iluminou E foram tantos beijos loucos Tantos gritos roucos Como não se ouviam mais Que o mundo compreendeu E o dia amanheceu em paz. II e IV. 24. 12. 27. 11. 2. 16. 6. 7. 20. 18 1. d) o conceito de amor implícito no texto não inclui o prazer físico entre os personagens. III e IV. no verso 21. refere-se à palavra cidade. 19. 13. só não se pode afirmar que: GABARITO a) o texto estabelece uma relação de semelhança entre a dança. d) I. 10. Este é um texto narrativo que relata uma transformação. b) o gesto amoroso da dança começa no interior da casa e atinge o mundo. Nos versos 21 e 22 estabelece-se uma relação de conseqüência. Chico Buarque de. c) I. A expressão “ali”. Abril Educação. nos versos 8 e 9. 3. IV. Olhou-a de um jeito muito mais quente Do que sempre costumava olhar E não maldisse a vida tanto Quanto era seu jeito de sempre falar. 28. 42. Chico Buarque de Holanda. c) ele. p. “Valsinha Um dia ele chegou tão diferente Do seu jeito de sempre chegar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 9. c) o gesto amoroso da dança produz o efeito de instaurar a paz entre os seres humanos. 43. 4. São Paulo. E nem deixou-a só num canto Pra seu grande espanto Convidou-a pra rodar. b) III e IV. 8. 23.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 42 a 44. 44. 14. A expressão “pra”. II. 26. 29. 17. Então ela se fez bonita Como há muito tempo não queria ousar Com seu vestido decotado Cheirando a guardado De tanto esperar Depois os dois deram-se os braços Como há muito tempo Não se usava dar E cheios de ternura e graça Foram para a praça E começaram a se abraçar. Vinícius de e HOLANDA. Uniube-MG A expressão “seu jeito” (verso 6) tem como referente: a) o narrador. b) o autor. A alternativa que traz os números das asserções corretas é: a) I e II. 18. 1980. o jogo amoroso e as relações humanas. III.” MORAES. Uniube-MG Leia as asserções a seguir para responder à questão abaixo: I. 5.

brasileiros”. enfiados em calças jeans.Instrução: Responder às questões de 45 a 46 com base nos textos 1 e 2. local e data. é necessário levar em conta dados contextuais. b) I e III. Os boiadeiros urbanos capricham na indumentária (chegam a importá-la) e vivem uma fantasia que só fica a dever ao Carnaval carioca em termos de público e opulência. Enquanto o texto 1 visa principalmente a informar o leitor. c) II e IV.Interpretação de texto I Avançar . III e IV. d) I. PUC-RS A problemática comum aos textos 1 e 2 é: a) a crescente valorização da vida rural no Brasil. Para uma adequada compreensão do texto 2. PUC-RS A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o autor do texto 1 expressa um grau de indignação equivalente. d) a pacífica convivência entre o antigo e o novo Brasil moderno. 46.) É uma multidão de turistas vestidos a caráter e apelidados de “peões de butique”. Em Barretos. p. o texto 2 pretende mobilizar seu humor. TEXTO 2 19 Charge de lotti. No Carnaval. II e III. (. imaculadas botas de couro. e) a saudável popularização dos costumes gaúchos em outros centros do Brasil.” Adaptado de: Época – Especial “Nós. Zero Hora. I. imagina-se domar perigosos touros e potros ariscos. Apesar de não utilizar frases exclamativas como o gaúcho da charge. III. TEXTO 1 “A vida em Barretos nunca mais foi a mesma depois que peão de boiadeiro virou caubói e música caipira passou a ser chamada de country. reis e princesas sonham até a Quartafeira de Cinzas. 24/05/99. cintos e chapéus vistosos. como veículo de divulgação.. a partir de uma informação que esse já tem. 102. II. 24/01/99. Integrada ao calendário das maiores comemorações nacionais. IV. 45. Instrução: Responder à questão 15 analisando as afirmativas sobre os textos 1 e 2. estilizando a rotina do campo para o fascínio de legiões urbanas. a 44ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está para abrir as porteiras. II. Porto Alegre. Chegam de todos os cantos do país. GABARITO c) a evidente influência do que vem de fora sobre o brasileiro. pois faz alusão a um fato recente de repercussão regional. A charge (texto 2) destina-se a um público mais restrito. b) o obstinado apego do homem do campo às suas tradições.. e) I.

( ) Conhecimentos de inglês são importantes.. mas se forem substituídos por outro idioma – como. • bons – 25 pontos • médios – 13 pontos • ruins – zero” 20 GABARITO IMPRIMIR 47.. por meio de estruturas gramaticalmente corretas. • bom – 15 pontos • médio – 8 pontos • ruim – zero FORMAÇÃO ACADÊMICA Você completou.. “TESTE Avalie suas chances de obter um emprego.Texto para a questão 47. • um curso de especialização. ou 10 pontos. ( ) Todo candidato que tiver conhecimentos técnicos ruins e domínio de informática médio terá “pontuação no teste” inferior a dez.. por exemplo. • doutorado.. • boa – 15 pontos • média – 8 pontos • ruim – zero Caso você fale uma terceira língua... CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA Seu domínio é. • mestrado. • boa – 30 pontos • média – 15 pontos • ruim – zero Seus conhecimentos técnicos dentro da profissão.. acrescente 20 pontos se tem um bom domínio dela. CURSOS COMPLEMENTARES Você fez.. espanhol – a valorização será maior. informações coerentes com o teste do texto. Assinale o número de pontos que você tem em cada fator e some tudo no final para obter sua pontuação no teste. ( ) quem tiver cursos complementares de pós-graduação será menos valorizado no mercado de trabalho. • pós-graduação lato-sensu.. Existem vários fatores que fazem uma pessoa ter maior ou menor facilidade para encontrar um bom emprego.. se tem um domínio regular. Voltar Língua Portuguesa . Sua imagem perante os colegas de trabalho é. • até o ensino médio – 40 pontos • até a faculdade – 60 pontos INGLÊS Sua fluência é.Interpretação de texto I Avançar .. ( ) A pontuação atribuída a uma boa imagem perante os colegas de trabalho corresponde: a de um curso de mestrado ou a de uma boa fluência em inglês acrescida da de um bom domínio de conhecimentos de informática. UnB-DF Julgue se os itens a seguir apresentam.

e) I. b) O espaço físico do mundo palpável é uniforme. d) A amplitude do universo é inversamente proporcional à imaginação do homem. gosto de viabilizar o Universo como a superfície de uma lagoa. 29. 2000. Uma outra diferença importante é que o Universo está em expansão. Está correto.” SCLIAR. Paulo.Interpretação de texto I Avançar . II e III. Claro. c) a emoção em face da semelhança entre o mundo da fantasia e o real. em relação ao texto. p. Registra-se um propósito do narrador no sentido de se ater a um relato fiel a suas constatações e impressões pessoais. b) somente I e II. 27 ago. Salvador-BA Por inferência. querendo-a aproveitar. pelo seu poder evocativo. Folha de S. ao englobar duas realidades antagônicas na busca da harmonia universal. Águas são muitas. mas os poucos que existem são confortáveis. sempre aumentando. “Às vezes. Moacyr. “As maiores estruturas do Universo”. e) O cosmo é constituído de espaços específicos para serem contemplados pelo artista. Marcelo. d) somente II e III. o que se afirma em: a) somente II. no primeiro período. No segundo parágrafo. A terra em si é de muitos bons ares. In: Folha de S. pois estou me restringindo a visualizar a superfície da lagoa. para alindar ou afear. e cada grupo de plantas é um agregado de galáxias. Tome Vossa Excelência minha ignorância por boa vontade e creia bem por certo que. isso bastaria. enquanto. E que não houvesse mais que uma pousada. II. Há. o texto permite afirmar: a) Há múltiplas formas de enxergar o mundo. cheia de vitóriasrégias. infindas. 50. não deixarei também de dar conta disso a Vossa Excelência. Paulo. considerando-se o uso atual. III. De qualquer forma. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . esse é um modelo bidimensional do Universo. Unifor-CE “Uma nova carta de Caminha Senhor. em geral. Mais! 48. e) a exuberante natureza amazônica. c) somente I e III. GABARITO Considere as seguintes afirmações: I.Texto para as questões 48 e 49.” GLEISER. a imagem vale. há uma referência nova. 21 49. Posto que outros escreveram a Vossa Excelência sobre a nova do achamento dessa vossa terra nova. uma infração à norma culta. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. Cada planta é uma galáxia. Salvador-BA A confissão do autor tem por objetivo revelar: a) uma grande sensibilidade. Hotéis não há muitos. é só estimular o turismo. E em tal maneira é graciosa que. não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu. através de um discurso poético. c) As lagoas e as vitórias-régias são a síntese de um universo delimitado. especialmente o que nos foi oferecido. o melhor que eu puder. as belas plantas flutuantes que aparecem em bandos. as distâncias entre galáxias e seus aglomerados. 17/05/99. metafórico. d) a preocupação com questões de ordem ecológica e transcendental. senão pela sua precisão. ausente no relato da carta original de Pero Vaz de Caminha. arquipélagos de ilhas verdes de tamanhos e formas variados. b) um momento de percepção da realidade. U. quanto à relação entre o pronome possessivo e o pronome de tratamento. U. lagoas não costumam estar em expansão.

à qual Gregório de Matos recorre. Considerando que o sujeito lírico expõe sentimentos que poderiam ser nossos o título do poema não está inadequado. que pereça um destes pequenos. metáfora de uma situação ou de um ente abominável. escrever. Vos tenho a perdoar mais empenhado. e prazer tão repentino Vos deu. d) exaltação da sabedoria de Deus. Triângulo Mineiro-MG A idéia do Texto 1. dentro do universo irreverente da poesia marginal. Gregório de. Porque. não deixará ele as noventa e nove sobre os montes e irá à procura daquela que se perdeu? E. Vos tem para o perdão lisonjeado. não é algo desejável para meu Pai. leia os textos a seguir. se por acaso a encontrar. enquanto o poema em sua totalidade está escrito na 1ª. Mateus 18:12. é tão somente uma brincadeira que o poeta faz. pessoa do singular. de Mário de Andrade. mas não porque hei pecado. certamente vos digo que se alegrará mais com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. a ovelha desgarrada Cobrai-a. c) expiação dos pecados para aqueles que ferem os ensinamentos do Criador. Perder na vossa ovelha a vossa glória. A abrandar-vos sobeja um só gemido. c) O título do poema está na 1ª. U. Do mesmo modo.51. Texto 1 “Se um certo homem vem a ter cem ovelhas e uma delas se perder. GABARITO IMPRIMIR 52. Roberto. tem-nos espoliado bens físicos e espirituais: a capacidade de andar. São Paulo: Melhoramentos. Senhor. corresponde à: a) preocupação de Deus com todos os que seguem os seus ensinamentos. que vos ha ofendido. recuperando o episódio em que o herói come carne da perna de Curupira. “Macunaíma nos ajude na barriga do gorila Cabeça do meu pau? na barriga do gorila Meu alegre coração onde estás? na barriga do gorila” Barriga de minha perna onde estás? na barriga do gorila Dedos de minha mão onde estão? na barriga do gorila Lobos de minha orelha onde estais? SCHWARZ. e não queirais. Senhor. Uberlândia-MG Leia o poema seguinte e assinale a alternativa incorreta. Se uma ovelha perdida. Se basta a vos irar tanto um pecado. que está no céu. quanto mais tenho delinqüido. Pastor Divino. e já cobrada Glória tal. que exclui da salvação os que se desviam do santo caminho. pensar e sentir. b) ira que Deus mostra em relação aos que pecam e deixam de seguir o caminho divino. Da vossa piedade me despido. Voltar Língua Portuguesa . Poesia Barroca.” MATOS.M.Interpretação de texto I Avançar .F.” Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras. e) preocupação especial de Deus com os que pecam e desviam-se do caminho divino. Que a mesma culpa. pessoa do plural. 22 d) O poema sugere que o “gorila”. como afirmais na Sacra História: Eu sou. a) O poema não se refere à obra Macunaíma. Para responder às questões de números 52 a 54. ouvir. b) O poema refere-se à obra Macunaíma. 26 poetas hoje. Texto 2 “Pequei. F.

Jornal de Santa Catarina. d) peque. merece a salvação. Eles estão espalhados por pelos menos 50 cidades. assinale a alternativa correta.M. por isso. estudar. 23 d) argumenta. b) O texto preocupa-se em lembrar a importância de todas as datas comemorativas. talvez não precise de uma grande festa nacional. Triângulo Mineiro-MG Pode-se entender. se Ele não o salvar entrará em contradição com a Sagrada Escritura. mas não se arrepende deles. F.53. erguidos em homenagem à cerveja. explicando-lhe que é uma ovelha tão importante quanto as demais e. d) O autor se utiliza da narração para argumentar sobre a necessidade dos museus. e) O texto sugere que os museus de Santa Catarina não são valorizados. visitados e respeitados pelos catarinenses porque não há quem os preserve. os religiosos. coleções de interesse artístico. deixando que Ele decida se o salva ou não. Santa Catarina possui cerca de 100 museus. c) se perca. “para conservar. 55. oceanográficos. de armas. Marco Aurélio. e sobretudo expor para deleite e educação do público. antropológicos. histórico e técnico”. F. do texto 2. de acordo com um levantamento da Gerência de Organização de Museus da Fundação Catarinense de Cultura. que Gregório Matos: a) reconhece seus pecados. Mas há também os arqueológicos. Muitos museus são dedicados à história de cidade na qual estão sediados. de artes. comemorado hoje. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . chantageando o Senhor. b) conversa com o Senhor. razão pela qual acredita que não será salvo. O Dia do Museu. os que reverenciam a colonização ou profissões. c) É um texto informativo sobre uma data comemorativa pouca lembrada. c) suplica pela salvação divina.” SILVA. A palavra museu.Interpretação de texto I Avançar . conforme a definição do dicionário Aurélio. mas pode servir de momento de reflexão sobre a existência dessas instituições surgidas na antigüidade. 18/05/00. algumas passam quase em branco e outras são exaustivamente lembradas. que significa templo de musas.M. pois está arrependido de todos os pecados que cometeu durante a sua vida. pois. ao vinho ou aos insetos. Triângulo Mineiro-MG O verbo destacado no Texto 1 significa: a) morra. b) sofra. entre tantos outros que chegam a impressionar pela variedade de temas científicos e culturais. Univali-SC “Opções diferentes no Estado Entre tantas datas comemorativas. vem do grego “mouseon”. e) submete-se à vontade de Deus. 54. GABARITO Sobre o texto. E as musas escolhidas nos municípios catarinenses são as mais variadas. ecológicos. valorizar pelos mais diversos modos. e) padeça. a) O objetivo do texto é explicar morfologicamente o significado da palavra museu.

Em E eles entraram. como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. nem a ninguém. e assim mesmo acenava para a terra. Fasc. 56.) Acenderam-se tochas. E então estiraram-se de costas na alcatifa.. Os tupiniquins. por assim o desejarmos.. O Capitão mandou pôr por baixo de cada um seu coxim. Pêro Vaz de Caminha descreve como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. um dos escrivães da armada portuguesa. Isto tomávamos nós nesse sentido. e lançou-as ao pescoço.. e novamente para o castiçal.. 02. brancas. Abril.” COLEÇÃO BRASIL 500 ANOS. a soma das alternativas corretas.) Viu um deles umas contas de rosário. como se davam ouro por aquilo.folgou muito com elas. ao pescoço (. a dormir sem procurarem maneiras de esconder suas vergonhas.. como resposta. Mas nem sinal de cortesia fizeram. 57. falaram aos marinheiros que havia muita riqueza na terra descoberta. e. e o da cabeleira esforçavase por não a estragar.. 02. é correto afirmar que: 01. por assim o desejarmos! Mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar. relatando como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. Coxim – almofada que serve de assento. a soma das alternativas corretas. Manuel. consentindo. como resposta. como se davam ouro por aquilo. Manuel. com um colar de ouro. assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s). pode ser substituída por divertiu-se muito com as contas do rosário. 08. Dê.. e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra. Isto tomávamos nós nesse sentido. E eles entraram. O trecho .. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e depois para o colar.. I. 08. evidencia que havia problemas de comunicação entre portugueses e tupiniquins. D..Texto para as questões 56 e 57: “A carta de Pêro Vaz de Caminha Num dos trechos de sua carta a D. pareceu despertar o interesse dos tupiniquins. Todavia um deles fitou o colar do Capitão. e bem vestido. 24 Vocabulário: Alcatifa – tapete. bastante comunicativos.. E também olhou para um castiçal de prata. nem de falar ao Capitão. UFSC De acordo com o texto. estava sentado em uma cadeira. fez sinal que lhas dessem. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. por que não lho havíamos de dar! E depois tornou as contas a quem lhas dera. Dê. 04. escreve para o Rei de Portugal.. folgou muito com elas. fica implícito que os tupiniquins desconheciam hierarquia ou categoria social lusitanas. as quais não eram fanadas. UFSC A propósito do texto. carpete. e as cabeleiras delas estavam raspadas e feitas. na embarcação portuguesa. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. E deitaram um manto por cima deles.E também olhou para um castiçal de prata. 04. isto não queríamos nós entender. 01. nem de falar ao capitão. Pêro Vaz de Caminha. e assim mesmo acenava para a terra. Mas nem sinal de cortesia fizeram. A expressão . entende-se que os tupiniquins estavam dentro da embarcação portuguesa. e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço. muito grande.. Nada. como se lá também houvesse prata! (. nem a ninguém. quando eles vieram. SP. Fanadas – murchas. Os tupiniquins ficaram constrangidos com a presença dos portugueses e logo abandonaram o navio. aos pés de uma alcatifa por estrado. 1999. Pelo trecho . que aconteceu em 24 de abril de 1500: “O Capitão. aconchegaram-se e adormeceram..Interpretação de texto I Avançar .

trataram aqui como primitivos. Na opinião do escritor tapuia. Para Kaká Jecupe. “A história oficial tem sido contada do ponto de vista dos dominadores e não dos dominados. ter a percepção desse patrimônio. É preciso que a civilização olhe para os índios com menos prepotência. A terra dos mil povos. 16. A palavra tupuy designa ser. A biopirataria mencionada na entrevista consiste no roubo de ervas medicinais indígenas pelas indústrias farmacêuticas multinacionais. roubando todo o conhecimento ancestral que os povos indígenas detêm a respeito de ervas medicinais.O Brasil está se preparando para comemorar seus 500 anos. aquele que emite belas palavras. 64. ou Tupã.E qual é a razão desse desencontro? Kaká . (. Se matam enforcados (como vem acontecendo há cerca de dez anos. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s).O patrimônio da sabedoria. publicada na revista Isto é (21/7/99. que também significa fala.” O que significa exatamente a palavra para o índio? Kaká . até para perceber que ela está em colapso. em que o índio tapuia Kaká Werá Jecupe analisa os 500 anos do descobrimento do Brasil. em Mato Grosso do Sul) porque a garganta é a morada do ser.A semente desse desencontro está na sociedade que tem na sua estrutura de cultura a questão do ter e encontrou uma cultura aqui voltada para o ser. 04. p.De desencontro. O pajé é aquele que fala com o coração. Essa perspectiva se inverte na entrevista abaixo. trechos dessa entrevista. em Dourados. Desencontro que provocou e continua provocando situações gravíssimas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . (. Esses 500 anos oferecem a possibilidade de rever as suas raízes. ver o índio de forma menos prepotente levaria a civilização atual a voltar o olhar sobre si mesma para avaliar sua própria situação. Os interesses que provocam essas ações continuam os mesmos interesses econômicos: Hoje há um elemento a mais que são as indústrias farmacêuticas multinacionais que estão praticando a biopirataria. A base do desencontro entre índios e brancos está nos valores assumidos por cada uma dessas culturas.Há um trecho em seu livro. Um dos nomes da alma é neeng. Por aí você pode ver que a relação da linguagem com a cultura é muito profunda para o tupi-guarani. Não no sentido de retórica. Um pajé é aquele que emite neeng-porã. A realidade atual indígena não é fácil. Os 500 anos de Brasil significam. 02.. são anos de descoberta ou de invasão? Kaká . Porque fala e alma são uma coisa só. regida por um grande espírito criador. a sua expressão no mundo.Nesses 500 anos. A representação do índio como “pobre coitado” é um dos estereótipos cultivados pelo imaginário nacional. uma palavra pode proteger ou destruir uma pessoa. em que você escreve: “De acordo com a nossa tradição. Tem todo um modelo insistindo no imaginário que vê o índio como um pobre coitado. Para os povos indígenas. Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. A noção de progresso dos indígenas está em desenvolver a sua capacidade criativa. para as etnias indígenas desaparecidas. a soma das alternativas corretas. Nosso povo enxerga o ser como um som. a seguir. ISTOÉ .. ISTOÉ . e fala do seu livro A terra dos mil povos.Interpretação de texto I Avançar .. em grandes áreas do País. a noção de progresso está a ver ao seu redor o acúmulo de bens materiais. sob a ótica dos que habitavam o Novo Mundo quando os colonizadores europeus aqui chegaram. é na base do tiro. ser e linguagem são uma coisa só. qual foi o maior patrimônio que o Brasil já perdeu? Kaká . É por isso que os guaraniscayowas. ISTOÉ .Os europeus chegaram trazendo o progresso. 08.Para o tupi-guarani.) ISTOÉ . 01. O brasileiro não sabe da sua própria cultura. 32. que são respectivamente o ter e o ser. a tensão entre índios e brancos é um problema deste final de século. preferem recolher a sua palavra-alma. de acordo com os trechos da entrevista que você acabou de ler. por ilusão dessas relações com os brancos. um tom de uma grande música cósmica. Apresentamos.Texto para as questões 58 e 59. Como você pensa essa relação? Kaká . 7-11). que significa o som que se expande. o qual chamamos de Namandu-ruetê.. A própria palavra tupi significa em pé.Para quem fundamenta a sua cultura no teor. Ainda hoje. a oportunidade de resgatar sua raízes culturais dilapidadas pelo progresso. com o desaparecimento de centenas de etnias. ISTOÉ .)” 25 GABARITO 58. Dê. A noção do progresso relacionada ao ser desloca a questão do acúmulo de bens materiais para a do aprimoramento da criatividade. motivado pelo acirramento de interesses econômicos. como resposta.

Uso da narração como forma de estruturação das idéias no texto. é correto afirmar que: 01. menção à origem comum das tribos Tupi e Guarani. como resposta. a soma das alternativas corretas. a partir da relação com o branco.” 26 GABARITO 60. alusão ao deslocamento geográfico das duas tribos.”. Tupi foi pro Norte e Formaram suas tribos cada um no seu lugar Vez em quando se encontravam pelos rios da América E lutavam juntos contra o branco em busca de servidão E sofreram tantas dores acuados no sertão Guarani foi pro Sul Tupi entrou no Amazonas Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani. tendo a ver com sentimento. podem ser encontrados em “Quyquyho”. “Quyquyho nasceu no centro entre montanhas e o mar Quyquyho viu tudo lindo tudo índio por aqui Indiamérica deu filhos foi Tupi foi Guarani Quyquyho morreu feliz deixando a Terra para os dois Guarani foi pro Sul. Emprego de termos de origem indígena. denominado Namandu-ru-etê ou Tupã. nos primeiros tempos. mas que se combinam harmoniosamente na constituição da “grande música cósmica”. a palavra é vista como uma forma de poder nas relações interpessoais.Interpretação de texto I Avançar . 08.59. 32. o termo “neeng-porã” não significa “belas-palavras” enquanto mero ornamento do discurso. significa “som em pé”. emoção. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . pois a eles foi legada. e Quyquyho. a seguir. 1982). em Mato Grosso do Sul. na tradição indígena. 04. presença de um forte sentimento ufanista. vêem no gesto de pôr fim à vida a forma de fazer calar a palavra-alma. 16. como resposta. depois do contato com a língua e a cultura do homem branco. Dê. UFMS Os aspectos apontados. 16. Alusão ao “grande espírito” criador do Universo. exceto: 01. a soma das alternativas corretas. 08. 04. a principal causa apontada por Kaká para justificar os suicídios ocorridos em Dourados é o desencanto que os índios passam a ter com sua própria língua e cultura. a linguagem. Referência à violência praticada pelo branco contra o índio. como resposta. noção que a terra pertence aos indígenas. Texto para as questões 60 e 61. 02. 01. 02. UFMS-MS Com base no trecho em que se discorre sobre a linguagem na visão do índio. a soma das alternativas corretas. 04. Também o compositor Geraldo Espíndola retrata os fatos a partir do ponto de vista do índio na canção “Quyquyho” (LP Prata da Casa. enquanto som. Visão ingênua e idealizada do índio. Dê. os guaranis-cayowas da região de Dourados. provocado pela discórdia. versus índio sofredor. Indicação da(s) razão(ões) que explica(m) as divergências entre brancos e índios. ilustrada pela aglutinação dos termos índio e América. palavra. 64. em tupi. e o ser são elementos distintos. a metáfora usada cria um efeito de sentido de realidade ao identificar a linguagem com uma arma de caça e guerra. UFMS Reconheça abaixo o(s) item(ns) que representa(m) pontos comuns entre os textos 1 (entrevista) e 2 (letra de música). na frase “Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. sugestão de uma relação harmoniosa entre a terra e o índio. 16. Dê. 32. 32. oposição índio feliz. 08. 61. entendendo alma e fala como “uma coisa só”. 02. cuja letra reproduzimos abaixo.

Unifor-CE O texto apresenta-se de forma predominantemente: a) narrativa. c) soldados de Herodes a elementos radioativos. em vista das atrocidades em que os homens se especializaram. Na crônica moderna. c) descritiva. b) a fala do dono de um hotel à realização de um congresso. d) nuvem em forma de cogumelo a súbita explosão. em nossa era. somente. grita o dono do hotel onde se realiza um congresso internacional de solidariedade. II e III. sobretudo nos três últimos parágrafos. Confusão de data quanto a acontecimentos ou pessoas. somente. adaptando o sentido da paixão cristã às duras condições de vida nas grandes cidades. com narrador em primeira pessoa. c) I e III. GABARITO 64. Está correto somente o que se afirma em: a) I. Faz ver que. Unifor-CE Pode-se inferir que o autor do texto: I. d) descritiva. Unifor-CE Atente para as seguintes afirmações: I. Uma poderosa nuvem em forma de cogumelo abre o horizonte e súbito explode. 27 62. O casal dirige-se a uma estrebaria. b) narrativa. o que importa são as emoções profundas e intemporais do homem. e) dissertativa. as personagens ganham amplo desenvolvimento. III. O menino nasce morto.As questões de números 62 a 64 referem-se ao texto que segue. No romance. Está correto o que se afirma em: a) II. recebido por um boi branco e um burro cansado do trabalho. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. 1944. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mais do que no conto ou na novela. b) I e II. com narrador em terceira pessoa. III. S.” MENDES.m. Poesia completa e prosa. Unifor-CE Anacronismo. c) III. Murilo. 1486. Ironiza a corrida armamentista. anotadas em estilo elegante. Conversa portátil. o advento de um Cristo seria impossível. 1. p. Os soldados de Herodes distribuem elementos radioativos a todos os meninos de menos de dois anos. Com base na definição acima. sobretudo nos três primeiros parágrafos. o cotidiano pouco ou nenhum interesse tem. 63. o reduzido espaço narrativo obriga o narrador a selecionar e a concentrar as ações essenciais de suas poucas personagens num tempo quase sempre bastante limitado. “Não há lugar para essa gente”. do Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. 65. pois se apóia em argumentos encadeados. somente. No conto. e) I. comparando-a a fatos narrados em passagens bíblicas. II. somente. e) uma estrebaria a um boi branco e um burro cansado.Interpretação de texto I Avançar . “Natal 1961 Deslocados por uma operação burocrática – o recenseamento da terra – a Virgem e o carpinteiro José aportam a Belém. Atualiza a história de Cristo. II. o autor se vale intencionalmente de um anacronismo quando associa: a) a Virgem e o carpinteiro José à cidade de Belém. d) I e II. b) II. e) II e III. d) II e III. as tramas se cruzam e os espaços de ação se multiplicam.

eu não amo você”.. Quando embarcou. c) “e se te fujo é que te adoro louco és bela – eu moço. logo. Depois não viu mais o junco. c) “Na dívida entre o amor e a traição eu escolhi. eu não te trai”. no meio de sordidez tamanha. tão só. que começara muito antes e continuaria muito depois. d) “não é pois todo amor alvo divino. Primeiro. Tinha sede e queria beber. a pé. UERJ A esposa do milionário convenceu o marido. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Para apresentar o seu argumento de uma forma completa. o brasileiro foi percebendo esta verdade: – são as palavras que separam. São Paulo: Companhia das Letras. Não temos nenhum amor a trair”. 68. eu não te amava nem você me amava. UERJ O pequeno conto de Nelson Rodrigues narra o improvável encontro entre um milionário brasileiro e uma menina miserável do interior da China. nem você a mim. Aquela beleza absurda. Ele ficou muito tempo olhando. Passou de um silêncio a outro silêncio mais profundo. andou em Hong Kong. Mas. ele a viu num junco que queria seguir o navio eternamente. Viu. cada um deve seguir a sua vida”. mas a infiel disse-lhe sem medo: – “Eu não amo você. certo de que a distância é o esquecimento. porém. d) ressaltar a dificuldade dos encontros amorosos. ninguém tem culpa dessa traição. Foi parar quase na fronteira com a China. Morreu só. as faces escavadas da fome. b) “Que não seja imortal. posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure” (Vinícius de Morais). por toda a parte. O amor começou ali.” (Casimiro de Abreu). A cabra vadia: novas confissões.” RODRIGUES. Resolveu viajar para a China. 67. Foi também um adeus sem palavras. Um dia. O caráter improvável desse encontro pode ser lido como uma metonímia que tem função central na constituição do sentido do texto. Essa função é a de: a) revelar as obsessões do autor. de repente. Até que entra na primeira porta. ela poderia utilizar a seguinte construção: a) “Toda traição envolve outro amor. Não houve uma palavra entre os dois. ora. uma aldeia miserável. tens amor – eu medo! . você não se deve sentir traído”. “Certo milionário brasileiro foi traído pela esposa. Essa aparente contradição se desfaz se procurarmos interpretar o texto relacionando-o aos seguintes versos da poesia brasileira: a) “quando o amor tem mais perigo é quando ele é sincero” (Cacaso). linda. Um não conhecia a língua do outro. Quis gritar. Os dois formavam um maravilhoso ser único. logo. como num milagre. d) “Como você não me amava nem eu a você. súbito. 28 66. pouco a pouco. Doeu-lhe. parecia um delírio. o amor. apanhou o automóvel e correu como um louco. c) negar um amor para afirmar outro. b) marcar as repetições da narrativa. logo. A menina não voltou. eu amo outro. nem princípio. vê surgir. ora.Texto para as questões de 66 a 69. O marido baixou a cabeça. 1995. como mulher. b) “Só se trai a quem se ama. o escândalo. Nelson. nunca. E. logo. UERJ Há uma contradição aparente entre as passagens “um amor que não tinha fim” e “durou um ano o amor sem palavras”. Um amor que não tinha fim. e mais aguda seta que o destino?” (Carlos Drummond de Andrade). Olhou aquela miséria abjeta. Até que.. Durou um ano o amor sem palavras. o brasileiro teve que voltar para o Brasil. uma menina linda.Interpretação de texto I Avançar . Desce e percorre.

Superinteressante. b) É um texto poético com intuito de relatar o drama vivido por um paciente terminal. GABARITO Observe as afirmações abaixo: I.)” Revista Veja. na Itália. um sapateiro. da mulher. d) É um pequena dissertação argumentativa contra o uso do tabaco. ao lado da mãe. para embarcar no navio comandado pelo revolucionário italiano Giuseppe Garibáldi (1807–1882). uma fotografia tirada apenas dois meses antes daquele momento final. 71. Às 11h56. o retrato de sua morte espalhou-se pelo mundo. 400 quilômetros ao nordeste de Roma. Estão de acordo com o texto: a) somente a II. IV e V. no Brasil.. é venerada como heroína da unificação. Naquela época não existia certidão de nascimento e o chamado “assento de batismo” jamais foi encontrado. Este trecho sintetiza um pouco a vida heróica de Anita. Univali-SC “Agonia pública Na cama. a cabeça sem cabelos. Bryan Lee Curtis. IV. musculoso e de farta cabeleira loira aparece com o filho pequeno nos braços. O motivo para tornar pública a própria agonia foi a esperança de servir de alerta sobre os malefícios do cigarro. d) II. em 30 de agosto de 1821. c) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o do narrador. Petersburg Times. c) É um texto jornalístico com elementos descritivos para caracterizar a situação do doente. c) somente a III. Em poucos dias. a narrativa busca emocionar o leitor por meio do seguinte recurso: a) expressa diretamente o ponto de vista do personagem milionário. Virou Anita. em Santa Catarina. onde nasceu e combateu ao lado de rebeldes republicanos na Revolução Farroupilha (1835–1845). Os parágrafos narram a trajetória da heroína catarinense Anita Garibáldi. Tanto que só passou a existir. V. com a cabeça a prêmio e perseguida pelo Exército austríaco. Bryan morreu em casa. oficialmente. o cartório de Laguna. um homem robusto. d) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o da personagem chinesa. por iniciativa da Câmara Municipal. quando abandonou o primeiro marido. 30 de junho de 1999. b) expressa de maneira indireta o ponto de vista da personagem chinesa. há três meses. agosto de 1999. O autor chama a atenção para a desvalorização em relação à história de Anita Garibáldi. III. Paulo. Na imagem. II. expediu o chamado mandado de registro de nascimento tardio.69. Bobbie.Interpretação de texto I Avançar . b) I e III. numa fazenda em Mandriole. Petersburg. em 4 de agosto de 1849 – há exatos 150 anos –. (. Dez anos depois. a boca aberta no esforço desesperado por ar. Mas. e) somente a V. e do filho Bryan Jr. os olhos salientes pela magreza do doente terminal. em 3 de junho. O documento afirma que Ana Maria de Jesus Ribeiro nasceu em Laguna. na Flórida. Univali-SC “A reconstrução de Anita Ana Maria de Jesus Ribeiro mudou de nome e carimbou seu passaporte para a História aos 18 anos. 70. Só no último dia 11 de maio. No conto de Nelson Rodrigues. O texto é um relato poético da vida de Anita Garibáldi. A divulgação das fotos chocantes foi o último desejo do moribundo.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . O autor isenta-se de opinar a respeito do assunto. de olhos semicerrados. UERJ O narrador de um conto assume determinados pontos de vista para conduzir o seu leitor a observar o mundo sob perspectivas diversificadas. sua mãe ligou para o St. No colo dele.” MARKUN. morreu nos braços de Garibáldi. 29 Sobre o texto acima pode-se afirmar: a) Observa-se a predominância de figuras de linguagem que realça a narrativa. um americano de 34 anos devastado pelo câncer nos pulmões. e) É pura e simplesmente uma narração. de 2 anos. Ninguém sabe se a data e o local estão corretos. é quase desconhecida. Lá. Enquanto agonizava. pedindo a presença de um fotógrafo.. jornal da cidade de St.

. “Parece-me justo”. Não foi necessário prosseguir. pois. rigoroso. “Assim. portanto. ( ) No texto. às vezes. que o sábado está descartado. que podia ser rigoroso mas não impermeável a um bom argumento. pode-se pressupor que o autor pretende: a) fazer que os professores não se utilizem da “prova” para forçar seus alunos a estudar. digamos.. GABARITO e) chamar a atenção para a lógica como armadilha. um dia perdeu a paciência: “A partir de agora. eu só avisarei de véspera que o teste será realizado. ( ) O texto é uma paródia da embalagem original de um produto. quero acreditar que nunca poderá nos dar tal prova”. raciocinou. os senhores terão no máximo 24 horas para se preparar.72. que a prova será na sexta-feira. os jovens se remexeram em suas carteiras. no entanto. para ser coerente. Unb-DF O texto poético pode servir de base ao texto publicitário. c) reafirmar que o “aluno sempre tem razão”. b) mostrar que há lógica matemática até em pequenas situações do dia-a-dia.)” Luiz Barco. anunciou peremptoriamente. Assim. logo descobriremos. com 48 horas disponíveis.. e nada mais”. vocês terão uma prova toda semana”. como ele é o último dia com aulas na semana. contrariando sua própria norma de termos no máximo um dia de preparo”.) Ele lecionava lógica de segunda a sábado para uma turma. Relacionando essa observação ao texto acima. ( ) O modo como foi desenhada a letra inicial de “Clichetes” permite a leitura musical. O mestre percebeu que havia caído numa armadilha da lógica ao formular uma regra impossível de ser coerentemente seguida. não deve ser usada em todos os casos. ( ) Esse é um texto característico da literatura que se propagou no Brasil a partir de 1922 como uma espécie de crítica ao imperialismo norte-americano. ao terminarmos as aulas da quinta-feira e percebermos que não nos avisaram da prova da sexta-feira. Aborrecido com o mau desempenho de seus discípulos. O estudante. efervescente. (.. “Se o senhor concorda. “MASCARAR” está para mascar assim como “MENTAL” está para menta. se o senhor não nos avisar do teste na quinta. ao terminar a nossa aula de quarta-feira. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Um deles. julgue os itens que se seguem. Assustados. financeira e política da mensagem. 73. contrariando mais uma vez a regra imposta”. E ressaltou: “Como na vida o tempo é escasso e bem determinado. porém. então saberemos com 48 horas de antecedência que ela só poderá ser no sábado. então. ficariam prejudicados os demais dias da semana. “O senhor.Interpretação de texto I Avançar . Pelo mesmo critério. o jovem ponderou: “Professor. nunca poderá reservar o sábado para nos testar. d) provar que o cálculo realizado pelo aluno está equivocado. é este que fundamenta aquele. porém. 30 Após a leitura do trecho acima. emendou. afirmou o professor. ainda não tinha terminado. manteve a impassividade de quem tinha a certeza de ter encontrado uma brecha lógica. porém justo e lógico como o senhor tem sido. Univali-SC “As armadilhas da lógica (. Antes que todos saíssem do estado de curiosidade e espanto. isso significa que sexta-feira é o último dia para aplicar o teste”. retirado da revista Superinteressante de maio de 1999. Depois de esperar que o evidente mau humor do mestre passasse.

cadeiras.. ( ) o poema construído com antíteses parcialmente implícitas: ao conceito de “cearense sedentário”. ( ) A última linha do texto estabelece intertextualidade com os versos “Navegar é preciso/ viver não é preciso”. 76. ( ) O texto ressalta a uniformidade da formação cultural brasileira: branca. o sentido da vida para o eu lírico.. UFMT ( ) Lendo somente as palavras em negrito.” Interpretando-se os sentimentos do poema. ( ) o poema é bem-humorado por causa das inversões de sentido utilizadas pelo autor. pode-se afirmar que: ( ) em seu sentido global. ( ) No texto. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” (CD–SKANK) 75. ( ) Há também na primeira estrofe um traço erotizante traduzido pela imagem .66583624 (Chico Amaral) GABARITO Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. “À IMPROPRIEDADE De cearense sedentário baiano lacônico mineiro perdulário Deus nos guarde. UFGO O poema abaixo é de José Paulo Paes. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. UFMT ( ) Na primeira estrofe. por exemplo. ( ) A linguagem do texto é marcada pela logicidade e linearidade. predomina a narração com a manutenção da unidade temática. ( ) O espraiar das ondas é sugerido pela reiteração de fonemas nasais em toda a estrofe primeira. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens das questões de 75 a 77. onde as ondas se amansam.74. concretiza-se uma paródia do célebre poema de Bandeira: “a onda anda/aonde anda/a onda?”. o poema reafirma os estereótipos a respeito dos diversos tipos de brasileiro... ( ) o título “À impropriedade” funciona como um ornamento dispensável ao texto. sem manter assim relações de sentido com o poema. De carioca cerimonioso gaúcho modesto paulista preguiçoso Deus nos livre e guarde. 31 “UM DIA QUALQUER . opõe-se “cearense migrante”. pode-se perceber que a imagem de vida do eu lírico permanece inalterada mesmo com a proximidade do século vinte e um.Interpretação de texto I Avançar . assim como estes. ou toma um café Hoje bobagem. européia e cristã. revelando.

apoiada em figuras de linguagem e empenhada na expressão do mundo imaginário em que vive o autor. o que se afirma em: a) somente II. Os dedos sobre o teclado. A ação de escrever priva. b) somente I e II. Narração em primeira pessoa. pois suponho ser em parte o causador desse mal-estar. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” Carlos Drummond de Andrade. d) I e III. voltada para a exterioridade das ações e marcada por um tom de convicção. casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos.. 79. mais propriamente. de falta de apetite para os milhares de assuntos. que só a língua têm em comum. Está correto. mas com igual indiferença pelo que vão dizendo. por vezes. Mas somos nesta casa uma família de estranhos. Minha natureza cria embaraços à aproximação de uns aos outros. d) somente II e III. rapaz. III. falar-lhe de minhas dúvidas. de meus receios. “Hoje não escrevo 32 Chega um dia de falta de assunto. Entretanto. b) escrever bem implica sensibilidade e talento na percepção da matéria a ser explorada na escrita. Conclui que não há assunto. em relação ao texto.. c) a indisposição para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos é própria das pessoas casmurras. e) II e III. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. Assalta-me freqüentemente a impressão de que vivemos num alojamento de emigrantes. quer dizer: que não há para você. como que em presença de um inválido. (.) Que é isso. Dissertação. Unifor-CE “Bem quisera ter mais intimidade com ela. III. Então hoje não tem crônica. As questões de números 78 a 80 baseiam-se no texto abaixo. e) I. II e III. c) I e II. fica em sua cadeira assuntando. Unifor-CE De acordo com o último parágrafo do texto: a) momentos de reflexão são importantes para que o assunto venha a ocupar a mente daquele que escreve. Não basta haver variedade de assunto. O escritor empenha-se em produzir textos de qualidade superior à daqueles escritos por simples falantes da Língua. Ou. Está correto somente o que está caracterizado em: a) I. escrever exige predisposição e inspiração. depende das condições intelectuais daquele que escreve. II.Interpretação de texto I Avançar .77. bem como a abundância de assunto. enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza. de minhas fraquezas. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. Vivem constrangidos. assuntando.” O trecho acima apresenta características evidentes de: I. vedada a você. II. Revolto-me contra mim mesmo. aí está você. c) somente I e III. e) letras e escritor embaralham-se no momento de passarem a expressão das idéias para o papel. b) II. Escrever é triste. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. Impede a conjugação de tantos outros verbos. 78. Prosa poética. não corta na verdade a barriga da vida. com predomínio do tom reflexivo e de marcas de análise psicológica. e você não sabe ir além disso. d) a falta. porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos. sem liberdade. que está de olho na maquininha. purê de palavras. as letras se reunindo com o maior ou menor velocidade. não revolve os intestinos da vida. o escritor de usufruir de coisas simples do cotidiano. inclusive a simples claridade da hora.

Eles são as minhas aldeias. do tempo. É preciso gostar da vida. uma vez contextualizadas. e) o escritor não pode dispensar o auxílio do dicionário – o que lhe garante a perfeição do texto. b) “Sábado”. talvez. logo mais. c) solução e realidade. Cesgranrio O texto estrutura-se com períodos curtos. 83.. Cesgranrio “Eles são as minhas aldeias. um jardineiro risonho. Lembro-me dela. com qualquer coisa de gato e de mulher. Unifor-CE No fragmento “reflexos no espelho (infiel) do dicionário”. GABARITO IMPRIMIR d) fantasia e a irrealização pessoal do narrador. As questões de 81 a 84 referem-se ao seguinte texto: “Os Jardins Sempre olhei para os jardins com doçura e gratidão. às vezes na realidade. respectivamente: a) esconderijo e flor silvestre. Uma voz de água no silêncio. e) com certa melancolia e pouca sinceridade. a: a) meio arredio e misterioso. b) lugarejo e beleza natural. mas triste. Voltar Língua Portuguesa . nos olhos e nas mãos. Ah! dormir com o sentimento de pôr. 84. b) muito arredio e pouco confiável. Os outros ficam aqui mesmo. Aquele jardim era meu amigo. Tão sossegados! Só nos jardins há amores-perfeitos. bem cedo a luz que desce de um céu imenso perdido. O cheiro de terra. primeiro. luz cheia de sombras de asas. 33 81. como se convidasse – Não quer andar? Este desejo de viver no campo. o adjetivo infiel denota que: a) nem sempre o significado dicionarizado das palavras satisfaz plenamente a busca daquele que escreve. essa construção caracteriza a: a) realidade e a expressão dos anseios do narrador.. e) segurança e incerteza. tão igual. d) há matizes de significado entre as palavras arroladas na mesma série sinonímica. amanhã. Quem pode vai para fora.Interpretação de texto I Avançar . b) narração e a relação realidade-imaginação. Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!. Veio. Sábado. que enche de ar refrigerante os meus sentimentos. b) as palavras dicionarizadas perdem a essência de seu significado. Semanticamente. Hoje. Tinha uma árvore. Cesgranrio A palavra ou expressão que marca o ingresso no imaginário é: a) “amores-perfeitos”. nas árvores. A vida arranja tudo pelo melhor.80. realidade de uso interno. com certeza. Imagine o campo. 82. d) bastante descrente e desiludido. A noite caindo sem desastres. c) o emprego adequado da palavra decorre da atividade de consulta ao dicionário. c) “cheiro de terra”. as palavras destacadas conotam. Tão sossegados! Só nos jardins há amoresperfeitos. Cesgranrio A caracterização do jardineiro “com qualquer coisa de gato e de mulher” corresponde. e) “luz cheia de sombras de asas”. semanticamente. Ela pousa. Às vezes na imaginação. c) sensibilidade e o contraste do sentimento com a razão. não veio da cidade. d) “céu imenso perdido”. d) proteção e felicidade. como se dissesse – Bom-dia! Chega.” Álvaro Moreyra. e) reflexão e a progressiva introspecção do narrador. c) pouco desconfiado e muito observador. Era um Jardim sereno. “ir para fora” tem um sentido mais libertador. E tinha canteiros de rosas.” No texto. depois até a gente tão simples.

uma das tantas doenças modernas.)” A idéia central do texto está na opção: a) Não se fazem mais negócios pelos métodos antigos. sempre utilizam a tecnologia (telefone e internet) na hora de fechar negócios. a partir daí.) A Mega Sul costuma apresentar seu produto na empresa do cliente em potencial e. II e IV. Univali-SC “Atenção ao estresse! Mas será que isso leva ao estresse? Estatísticas confiáveis dizem que pelo menos 30% dos brasileiros sofrem de estresse. Os pobres humanos que estão no limiar do terceiro milênio devem reaprender a viver para não prepararem.. “Hoje em dia muitos negócios são fechados por telefone. o ser humano rende maravilhosamente durante algum tempo. II. o fax e o telefone. o fax e o e-mail têm substituído muitos encontros com o cliente para fechamento de negócios... Uns dizem que o culpado é o trabalho. c) Há novas tecnologias no mercado que substituem o e-mail. não sabe mais distribuir corretamente as 24 horas. Ingo Tirgarten. o fax e o telefone são usados para manter contato permanente até o fechamento do negócio. As idéias contidas no texto estão nos itens: a) I. O homem é uma máquina que nunca desliga. Univali-SC “A Tecnologia aproxima os empresários Telefone e Internet são importantes ferramentas na hora de fechar negócios. empresa especializada em sistemas de automação comercial. IV. o celular. III e V. mantendo assim o humor e a alegria de viver. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 30% dos brasileiros sofrem de estresse. II e III. c) II. (. O desafio para o Terceiro Milênio é reaprender a viver. afirma que jantares e almoços funcionam com mais eficiência no pós-venda (. 34 GABARITO Observe as afirmações: I. agosto de 1999. uma sociedade totalmente estressada.85. b) II. Os almoços e jantares com clientes são cada vez menos freqüentes. por vezes.. 86. Hans Dieter Didjurgeit. fax ou e-mail”. Depois capota”. e) A apresentação dos produtos que serão vendidos aos clientes devem ser apresentado via e-mail. fazendo uma coisa de cada vez. sendo substituídos por apresentações e reuniões na empresa do futuro cliente.. trocou o dia pela noite. As novas tecnologias da informação têm modificado a forma de os empresários apresentarem seus produtos ao mercado potencial e fecharem negócios. O estresse é uma doença moderna. V. é uma máquina nunca desligada: isto provoca circuito e. inventou a Internet. o e-mail. Será que é mesmo? Será que não é o resultado de uma certa maneira de viver? O homem.. aboliu o Domingo. A psicóloga Marilda Lipp afirma: “Sob tensão pesada. (. A culpa para o estresse é não saber fazer uma coisa de cada vez. para o Terceiro Milênio. e não desliga mais. afirma Aldo Colombo. como almoços e jantares com o cliente em potencial.. b) O telefone. fax ou telefone. IV e V. garante o sócio gerente da Mega Sul Informática. e) todos os itens... desliga mesmo! O homem desaprendeu a viver. É mais um desafio!” Missão Jovem.Interpretação de texto I Avançar .) O presidente da empresa de seguros ADD Makler. III. d) Todos os empresários. d) I. atualmente.

. UFMT ( ) Ações corriqueiras são usadas no texto (estrofes 5 e 6) com intenção de apontar as alterações provocadas pela chegada do novo século. d) I. UFPR Leia com atenção esta passagem introdutória de A Lógica da Investigação Científica (1934). III. o gato se desenvolveu com as conquistas romanas.” Segundo Popper.) Na Europa. c) I. isto não justifica a conclusão de que todos os cisnes são brancos. (. percebe-se a preocupação do produtor do texto em registrar o sentido literal das palavras e expressões. por mais elevado que seja o número destes últimos. Dos itens acima. e) todos os itens... mas não das demais ciências.87. os que realmente caracterizam o texto são: a) II. II. V. 89. Sendo considerado como um animal santo. e apreciado ainda no século XI quando o rato negro invadiu a Europa. tais como as descrições dos resultados de observações ou experimentos. IV e V. VI. São idéias presentes no texto: I.” Revista DC – Diário Catarinense – 25 de abril de 1999. ora um animal doce e afável). pintores e escritores que prestam homenagem à sua graça e à beleza de seu corpo. Nesta mesma época. a gata transformou-se na representação da deusa Bastet. ( ) A passagem de enunciados particulares a universais através de um inferência. associada aos cultos pagãos e à feitiçaria. (. de um ponto de vista lógico. ( ) Na estrofe 6. Exemplificar as várias concepções a respeito dos gatos. b) I.. ( ) Um raciocínio cuja justificação lógica não é evidente. Enaltecer a figura do gato no mundo atual. No século XIII desenvolveramse as superstições e o gato passou de criatura adorada a infernal. enunciados “particulares”). de Karl Popper. “Costuma-se chamar de “indutiva” a uma inferência se ela passa de enunciados singulares (também chamados. está longe de ser óbvio que se justifique inferir enunciados a partir dos singulares. II. tais como hipóteses ou teorias. Citar superstições acerca dos gatos. IV. A igreja lhe virou as costas. Ele foi admirado por sua beleza e dupla personalidade (ora um selvagem independente. Metaforizar sobre os poderosos nos dias atuais. Descrever a história dos gatos ao longo dos tempos. Ora. o verso Com os pés no século vinte e um revela o jogo feito ao longo do texto entre mudanças e não-mudanças pelo passar do século. ( ) Na estrofe 8. algumas vezes. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Univali-SC “No antigo Egito. 35 88. ( ) Os sentidos das estrofes 6 e 7 contradizem a postura revelada até então pelo eu lírico de atribuir desimportância à mudança de século.Interpretação de texto I Avançar . Justificar a importância dos gatos e dos ratos. a enunciados universais. ( ) Um método físico para o exame tanto das partículas quanto do universo. “indução” é: marque V (verdadeiro) ou F (falso). ( ) Um método lógico que nos permite concluir com segurança se certas teorias são validadas pela observação. III e VI.) No século XVIII ele voltou majestoso e em perfeito acordo com os poetas. o gato foi honrado e enaltecido. fêmea do deus sol Rá. III e IV. III e VI. ( ) Um método impróprio no caso da zoologia. ( ) Uma leitura possível dos versos Era um filme domingo/Penas do paraíso volta-se aos filmes vistos aos domingos que versavam sobre a dualidade sofrimento e felicidade. pois qualquer conclusão que obtemos dessa maneira pode acabar sendo falsa: não importa quantas ocorrências de cisnes brancos possamos ter observado.

27 ouvidos para ouvir pelo Brasil. 31 mãos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis. 29 ânimo de viver pelo Brasil.. 12 As mulheres do Brasil em vez das cores boreais 13 terão as cores variamente tropicais..Texto para as questões 90 e 91.Interpretação de texto I Avançar . 14 Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil 15 todo brasileiro e não apenas o bacharel e o doutor.. morenas. 50 Mãos brasileiras 51 brancas. o pardo. 34 pretas. 17 Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil 18 lenhador 19 lavrador 20 pescador 21 vaqueiro 22 marinheiro 23 funileiro 24 carpinteiro 25 contanto que seja digno do governo do Brasil 26 que tenha olhos para ver pelo Brasil... brancas. 10 Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças 11 terão as cores das profissões e regiões. 33 Mãos todas de trabalhadores... 32 . pardas.. o roxo e não apenas o branco e o semibranco.. morenas. 35 de artistas 36 de escritores 37 de operários 38 de lavradores 39 de pastores 40 de mães criando filhos 41 de pais ensinando meninos 42 de padres benzendo afilhados 43 de mestres guiando aprendizes 44 de irmãos ajudando irmãos mais moços 45 de lavadeiras lavando 46 de pedreiros edificando 47 de doutores curando 48 de cozinheiros cozinhando 49 de vaqueiros tirando leite das vacas chamadas comadres de homens. pardas.. “OUTRO BRASIL QUE VEM AÍ (Gilberto Freyre) 1 Eu ouço as vozes 2 eu vejo as cores 3 eu sinto os passos 4 de outro Brasil que vem aí 5 mais tropical 6 mais fraternal 7 mais brasileiro. 28 coragem de morrer pelo Brasil. pretas.... 16 o preto. roxas 52 tropicais 53 sindicais 54 fraternais. 30 mãos para agir pelo Brasil. roxas.. 8 O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados 9 terá as cores das produções e dos trabalhos. 55 Eu ouço as vozes 56 eu vejo as cores 57 eu sinto os passos 58 desse Brasil que vem aí.” 36 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

tenta envolver o leitor no episódio que está sendo narrado. ( ) Ao se referir aos “Brasis” (l. revela a crença do escritor em um Brasil mais justo e democrático. 31. no quarteto repetido que abre e encerra o poema. ( ) A passagem do verso “de outro Brasil que vem aí” (l. cujas exigências se baseiam inicialmente no trabalho e no amor à prática e a seu povo. enxuga com um grande lenço o rosto vermelho e suarento. 17) tem.que revela o sentimento de compaixão do narrador. dirigindo-se a ele.. conotação pejorativa.” 37 GABARITO IMPRIMIR Pela leitura do fragmento acima: ( ) a narrativa organiza-se entre dois movimentos: um antes (o bucolismo) e um depois (a aparição do casal). Pobres fibras. os pássaros. Pobre seda. salienta o desejo de que a mudança esperada esteja em andamento. pobre substância. Voltar Língua Portuguesa .90. aproximando-se. seda. e depois tingida. ( ) A ação de cada profissional no seu trabalho é realçada no poema pelas formas pleonásticas e cognatas de verbos no infinitivo (l.” e “Pobres larvas. por fim se definem. usa terno branco. extraído do conto “Ecológica ”.. pobres plantas. 26 e 27) e no gerúndio (l.) A mulher também é gorda. “todo brasileiro e não apenas. 58). ( ) De tom otimista. Reconheço.” (l. ( ) Com “Todo brasileiro poderá. 15). 31). fibras de plantas que uma vez cresceram num prado igual a este. não. 40 a 48). Agora. na história. ( ) no fragmento. (No terno branco reconheço o linho. e costurada. acontecem coisas. AEU-DF Julgue os itens abaixo. de idade.Interpretação de texto I Avançar . Vão se aproximando lentamente. às vezes. é situado no presente.. 30. a brisa. Isto aqui já foi muito bucólico. 12) alude à cor mestiça das mulheres brasileiras. pobres plantas. a descrição é uma modalidade discursiva que permite a criação de visões de conjunto e de detalhe. antes. ( ) O termo “boreais” (l. em relação à semântica e à estilística. Pobre seda.” (l. 92. Gilberto Freyre alude às tão diferentes realidades que formam este país. em relação à compreensão e à interpretação do texto. UFGO “Segue-se um trecho. mas o acontecimento. o riacho. de Moacyr Scliar. mas não se enxuga. um homem gordo. pobre substância. Ele. no vestido da mulher.. vocês sabem. e baixota. ( ) As “mãos” (l. ( ) a metalinguagem é o processo que o narrador utiliza quando descreve o linho e a seda. o seu emprego propicia a expansão da narrativa. Muito tranqüilo.” . da técnica cinematográfica. 91. resmunga constantemente. ( ) “Qualquer” (l. 53) está associado à consciência de classe dos trabalhadores brasileiros. e depois cortada. Agora. AEU-DF Julgue os itens seguintes. A campina. no texto. Trata-se de um casal. 33 e 50) metonimicamente representam o labor e a solidariedade dos brasileiros. ( ) O texto é uma apologia ao patriotismo. Também está suada. e depois esticada. o poema expõe o seu desejo de que a eqüidade sempre supere as desigualdades. Por exemplo: dois pontos aparecem no horizonte. substância extraída do casulo de larvas. de 1ª pessoa. gravata vermelha e chapéu panamá. ( ) O termo “sindicais” (l. esse envolvimento tem como principal conseqüência o uso da repetição: “Pobres fibras. 4) para “desse Brasil que vem aí” (l. ( ) As qualidades necessárias para se chegar à presidência do país deixam de ser a cultura e a cor da pele e passam a ser os valores intrínsecos a um cidadão patriota. ( ) o narrador. Pobres larvas. 14).

grudado a um canto da janela. o sangue a saltar-lhe nas veias. entrevistado. no texto.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto.’ De repente. — Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama! gritou um segundo. com várias personagens e as alterações decorrentes dos fatos apontados. ( ) A referência “Isto é. Um dos vizinhos apitou e outro despediu um jarro de água sobre os desordeiros. — Morra o infame! bramia a malta. o camarada intrépido. mordendo os nós da mão. p. ( ) Na terceira manchete. para o redator do Diário. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. Imediatamente imaginou a manchete: ‘Administração incompetente dos socialistas de Mário Soares provoca morte de miúdo no parque. “O menino e o jacaré Uma piada que circulou por aqui nos últimos dias dá a medida do engajamento político-ideológico dos portugueses. p. ( ) “Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama!” – a frase está empregada em seu sentido denotativo. — Queixe-se à Câmara Municipal! acudiu outro. pensava ele desesperado. — É o que sucede a quem mora perto de um João Coqueiro! bradou um da turma. E formidável matacão foi de encontro à vidraça iluminada do chalé de Amélia. serve para introduzir uma explicação. UFSE-PSS “Os vizinhos chegavam às janelas. 15” torna ambíguo o sentido da palavra aqui na primeira linha. Infelizmente. 11/02/81. O redator imediatamente recriou a manchete: ‘Camarada intrépido salva miúdo que ia ser comido por jacaré’. vozeando furiosos contra semelhante berraria. os olhos injetados. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto I Avançar .15. já de carreira para o Largo do Machado.” Isto é. Aluísio. das descomposturas e do crepitar dos vidros que se partiam sob um chuveiro de pedras. por Deus que o estrangulava!” AZEVEDO. — Morra o cáften! João Coqueiro presenciara tudo aquilo. ( ) Das três manchetes criadas pelo redator. Casa de Pensão. — Era demais tanta injúria! — Se Amâncio estivesse ali. somente a primeira mantém relação de sentido com um contexto político português. Ouviu-se logo o estardalhaço impetuoso dos gritos. ( ) O trecho apresenta uma estrutura narrativa. Essa é a transposição correta da 1ª fala do texto para o discurso indireto. porém. 11/02/1981. pois indica situações diferentes. Conta-se que um redator do Diário estava visitando o zoológico quando viu um menino cair num lago onde havia um jacaré. ( ) Confere vivacidade e veracidade à afirmação do autor em “vozeando furiosos contra semelhante berraria” o uso do discurso direto que se segue a ela. ( ) Um da turma bradou que era o que sucedia a quem morava perto de um João Coqueiro. um cidadão arranca a camisa e atira-se na água. naquela ocasião. ( ) As formas verbais chegavam e vozeando indicam ações pontuais ou que se efetuam rapidamente. ( ) O uso dos dois pontos. há uma intencional desconsideração pela vida da criança. A manchete mudou para: ‘Fascista desumano tira alimento de jacaré faminto. GABARITO Com base no texto. 94. — Oh! Era demais. UFMT ( ) O humor contido no texto apresenta um aspecto caricatural. julgue os itens da questão 93. ( ) Há no texto marcas de diferenças lexicais entre o português do Brasil e o de Portugal. revelou-se salazarista. 38 93.

Até que finalmente foi alcançado: entretanto logo que foi levado de volta para a cozinha põe um ovo. d) Mostra a personagem disposta numa determinada situação cotidiana que se prepara para um evento pressentido até ocorrer o desfecho. em ambos os textos. vive em zonas semidesérticas. parte de um verbete de dicionário.500 reais. 77. mamãe. cada fêmea gera em média quinze filhotes por ano.” GABARITO No texto “Uma galinha”. A cozinheira deu um grito e o dono da casa levado pela necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar começa a captura da galinha. sempre teve como carro-chefe a criação de gado. no qual se considera a situação da vida da personagem. Além disso. a menina prometia nunca mais comer galinha. c) A tendência regionalista acaba assumindo a característica de experiência estética universal. Mas. cujo preço varia de 1. a 8. com seis espécies conhecidas. Compridos e desengonçados. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. bois e vacas começaram a dividir espaço com exóticos exemplares de um novo investimento: a estrutiocultura (é assim que se chama a criação de avestruzes). no município de Simião Dias. ( ) A função da linguagem. 18 out. é eminentemente descritivo. de Clarice Lispector. superior a de uma vaca. UFSE-PSS “O avestruz está em alta. U. Uma pequena menina nota o fato e começa a gritar: — Mamãe. é a mesma: predominantemente referencial. depois do acontecido. os animais são um negócio de altíssimo rendimento. interior de Sergipe. analisando as características estilísticas. A fazenda Chalé da Serra. o adulto – dezesseis vezes mais que o preço de uma vaca. Entretanto. número idêntico ao de toda a vida produtiva de uma vaca – e o período de fertilidade de um avestruz é superior a trinta anos. Nascido de um ovo que pesa aproximadamente 1. ( ) O segundo texto. após o evento. Tinha a aparência de estar calma. p. Tem as asas atrofiadas. 39 Com base no texto. em torno de 110 quilos. 96. pois desde o sábado se encolhera num canto da cozinha. em muito. passadas algumas semanas. Até vinte avestruzes podem ser criados no espaço de um hectare. Atualmente é a maior das aves. Potiguar-RN “Uma galinha Era uma galinha de domingo.000 reais. ( ) Negócio e fêmea são palavras que recebem acento gráfico pela mesma razão gramatical. Voltar Língua Portuguesa . o filhote. Uma fêmea começa a produzir aos 3 anos e é tratada apenas com capim e ração à base de soja e milho. na Arábia e na África.5 quilo. Ave estrutioniforme. o avestruz atinge o peso de abate. fugindo sem saber pra onde. b) Perfeito domínio do Português arcaico e contemporâneo. compreendendo a fusão entre o real e o mágico. caso aquela fosse morta. ela pôs um ovo! Ela quer nosso bem! Diante do fato novo. Avestruz. – Não é necessário o emprego do sinal de crase na palavra em negrito. indiferente. nos últimos cinco anos. não mate mais a galinha. apenas dois dedos em cada pé e é onívora.95. 2000. área ocupada por um único boi na pecuária extensiva. mata e come a galinha. já esquecidos do fato. todos rodearam-na com uma atenção especial. O animal estava sozinho no mundo. percebe-se claramente que: IMPRIMIR a) Os referentes semânticos e os signos estéticos são portadores de sons e formas que se desvendam. já que correspondem a explicações inseridas pelo autor do texto. ( ) A fertilidade de um avestruz é. Veja. no prazo de doze meses. ( ) Os dois segmentos introduzidos por um travessão são exemplos de oralidade. Estava viva ainda porque não passava de nove horas da manhã. Foi uma surpresa quando os elementos da casa viram a galinha abrir as asas de curto vôo e alcançar a murada do terraço e fugir vacilante para a liberdade. a família. Já são 800 animais.Interpretação de texto I Avançar . A mãe é vencida pela filha e a galinha foi deixada viver.” Adaptado.

UERJ Descreva a caracterização que o texto faz da autoridade. e a água boa e doce nas suas vertentes. Chegavam de longe portadores de outros engenhos. o meu pai da Tia Iaiá. O sol nascia. sou Ponciano de Azeredo Furtado. lá num inverno dos antigos. 1976. 98. In: Ficção completa.Interpretação de texto I Avançar . o “Velho” da boca dos trabalhadores. e tudo era dele. TEXTO 1 “Olhava eu o meu avô como se fosse ele o engenho. (. Tudo era do meu avô Bubu. Sim. mimoso no trato. que pensa que é? Nos currais do Sobradinho.. Ouvia apitar o trem na linha de ferro. Lá ia o gado para o pastoreador. seja em sala de desembargador. “Meus verdes anos”. Voltar Língua Portuguesa . Não podia haver nada que não fosse do meu avô. sem freio nos dentes. (. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite..)” CARVALHO. UERJ Transcreva a passagem do texto em que o personagem-narrador informa que ficou órfão. o papai da Tia Maria. J. Com base no texto 2. Se não recebo cortesia de igual porte. Apesar de tudo. Como fosse dado a fazer garatujações e desabusado de boca. de palavra educada. Só de uma regalia não abri mão nesses anos todos de pasto e vento: a de falar alto. Mas disso não faço glória. UERJ Identifique o foco narrativo adotado nos textos. 99. o velho Bubu. 1978. as águas do céu se derramavam na terra. A grandeza da terra era a sua grandeza. de corpo alto. O seu grito estrondava até os confins. C. José. em jeito de moça. pois sou sujeito lavado de vaidade. seja em compartimento do governo. e tudo era dele. pasto do mais fino.)” 40 LINS DO REGO. GABARITO TEXTO 2 “A bem dizer. abro o peito: – Seu filho da égua. Digo. UERJ Estabeleça uma comparação entre os textos quanto ao tratamento dado ao tema. Trato as partes no macio.. no debaixo do capotão de meu avô. A minha impressão firme era de que nada havia além dos limites do Corredor. O coronel e o lobisomem. Já morreu o antigamente em que Ponciano mandava saber nos ermos se havia um caso de lobisomem a sanar ou pronta justiça a ministrar. coronel de patente. modéstia de lado. Simeão coçou a cabeça e estipulou que o neto devia ser doutor de lei: – Esse menino tem todo o sintoma do povo da política. lá saíam os carros-de-boi a gemer pela estrada ao peso das sacas de lã ou dos sacos de açúcar. e era dele. do que tenho honra e faço alarde. de olhos miúdos. os trabalhadores do eito. o Dr. sem medir consideração. IMPRIMIR 100. o rio corria. lá estavam as negras da cozinha. Fixara-se em mim a certeza de que o mundo inteiro estava ali dentro. É invencioneiro e linguarudo. o Cazuza da velha Janoca. 97. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. passei os anos de pequenice. responda às questões de números 99 e 100. e tudo era dele. os cabras do eito lhe tiravam o chapéu. gado do mais gordo. só havia de concreto mesmo o Engenho Corredor. Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas. tudo era do meu avô. com uns padres-mestres a dez tostões por mês.Compare os textos 1 e 2 e responda às questões de números 97 e 98. Rio de Janeiro: José Olympio. de cacete na mão. Leio no corrente da vista e até uns latins arranhei em tempos verdes da infância. José Maria mandava buscar lenha para a sua cozinha no Corredor. que já discuti e joguei no assoalho do Foro mais de um doutor formado. de barbas. os moleques da estrebaria..

imagens de jornais. atesta que: a) o homem contemporâneo se empenha em mudar os valores do século passado. UFR-RJ Os valores dos indivíduos contemporâneos.. explica que o indivíduo contemporâneo obedece essencialmente a ordens externas. relatando suas conclusões. portanto. 103. bebida ou drogas pesadas. adotada por ídolos do esporte. Esta é a ameaça. executivos de empresas e apresentadores de TV. 102. Este era o pecado da gula. A maioria movida a compulsões por trabalho. – Este vazio na alma dá origem a condutas compulsivas para preencher este vazio afetivo com dinheiro. ira.. d) a modernidade se caracteriza por ser um paraíso.. o autor pretende: a) expressar suas opiniões pessoais sobre a pesquisa desenvolvida pelo psicanalista Eduardo Losicer. c) a punição da modernidade é a exclusão do sistema.) O psicanalista Eduardo Losicer. que já não deseja ser o outro. b) a grande ameaça da sociedade está na subversão dos valores individuais. estão sendo determinados pelo(a): a) conflito interno entre ceder ou não à tentação. tão elogiada pelos defensores da vida contemplativa. “Pecados do Século XXI As versões modernas para a luxúria. orgulho e luxúria – adquiriram novas versões neste final de século. Já não há mais lugar para a ira. transformou-se em mania de trabalho. A aparência do bom moço. sem noção de valores materiais. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . encobre um sujeito dissimulado que cumpre um papel preestabelecido..Leia o texto a seguir e responda às questões.. É preciso preencher um vazio existencial e afetivo. praticamente superado por uma legião de mulheres que buscam um corpo cada vez mais magro e mais jovem. Vivemos hoje como se cada indivíduo fosse apenas um conjunto de leis. 16/05/99. do time rival ou do parceiro que lhe deu um fora debocha. gula.Interpretação de texto I Avançar . todos à sua volta. valores de uma sociedade que trocou a existência natural pelo acúmulo de sensações e de bens materiais. a avareza. O orgulho está em baixa.) todo mundo sabe que hoje em dia é fundamental se autopromover. Para o antigo pecado capital da avareza. Quem tem ódio do Governo.” CEZIMBRA. b) compulsão cada vez maior pela vida interior. Os setes pecados capitais do cristianismo – inveja. cinema e TV. Pouca gente se orgulha de si mesmo ou da vida que leva (. mas algo imaginário e. para quem o que importa não é ser alguém. um dos membros do Aspas (Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade). O pecado da luxúria.) Os indivíduos contemporâneos vêm sofrendo de ausência cada vez maior de vida interior. que está à frente da pesquisa sobre as novas psicopatologias. trabalho. prazeres e lucro. Não há mais a moralidade do pecado. UFR-RJ No texto “Pecados do século XXI”. avareza. Márcia . preguiça. e) elaborar uma mensagem rica em musicalidade e figuras de linguagem. (. mas ter tudo e. roupas. c) informar o receptor (leitor) sobre o trabalho do psicanalista Eduardo Losicer. b) levar o receptor (leitor) a rejeitar as opiniões do pesquisador Eduardo Losicer... d) determinação de alcançar o paraíso celeste. a preguiça e a gula. segundo o texto. prazerosa e lúdica. à qual o artigo se refere. A criativa preguiça.. UFR-RJ A pesquisa do psicanalista Eduardo Losicer. sob pena de exclusão do sistema. que levava homens e mulheres a pensar ou a fazer sexo em excesso. a inveja. ironiza e ridiculariza estes desafetos. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. Não há possibilidade de escolha entre o céu e o inferno.O Globo. d) refletir sobre a natureza do código lingüístico. É a nova versão do invejoso. Vivemos sob a moralidade dos mandados. enquanto suas demandas internas caem no vazio e dão origem às compulsões: – O paraíso atual é obrigatório. é hoje um hábito do telespectador: o voyeurismo. Não resistir ao apelo de uma caixa de bombons importados. e) sensação de um vazio existencial e afetivo. São ordens que devem ser obedecidas. sucesso. um superego. c) Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade. 41 101. irreal. temos hoje o seu avesso: o consumismo desenfreado e compulsivo do perdulário contemporâneo. o orgulho. (. e) as novas versões para os sete pecados capitais apenas se explicam no campo do imaginário. se possível. equivalente ao inferno. a ira. consumo. bem como sobre sua relevância na caracterização do homem do século XXI.

por exemplo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” Fragmento retirado.Interpretação de texto I Avançar . II. porque centram o problema unicamente em sua própria pessoa. seja no casamento. crianças como Roberto tendem a ser melhores na interpretação de expressões faciais. Univali-SC “Guerra ao preconceito Psicóloga diz que sociedade precisa respeitar os gays. para o autor. 04. e) todas as afirmações. inserido no Capítulo “A Arte de Viver em Sociedade”. do texto “Rudimentos em Inteligência Social”. e só ele tentou oferecer algum consolo. o relacionamento que Roberto estabeleceu com o coleguinha ferido indicou uma preocupação que foi altruísta. Só ele notou a situação de dor de José. Parece que é extraordinariamente capaz de reconhecer os sentimentos dos coleguinhas de brincadeiras e de estabelecer rápidas e suaves ligações com eles. ainda que o máximo que pudesse fazer fosse esfregar o próprio joelho. pois simulou a própria dor. com amigos ou numa parceria comercial. 02. a atitude de Roberto demonstra que o mesmo não se adapta a algumas brincadeiras e se sente feliz por assim proceder. que: 01. protesta a psicóloga. Enquanto diminuem os soluços de José.104. Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença.” Veja. Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Desde que um deputado distrital de Brasília propôs a criação de banheiros separados para homossexuais (o primeiro deles será inaugurado no próximo mês numa cidade-satélite). uma aptidão emocional essencial para a preservação de relacionamentos estreitos. crianças como Roberto conseguem detectar e intuir sentimentos. a partir do excerto exposto acima. 08. gritando: – Eu também machuquei o joelho! Roberto possui uma inteligência interpessoal exemplar. do livro Inteligência Emocional. 131. Seu objetivo é envolver os psicólogos numa espécie de compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. Esse pequeno gesto revela um talento para o relacionamento. 42 É possível concluir. Essas aptidões em pré-escolares são os botões de talentos que desabrocham pela vida afora. e adaptado. a preocupação de Roberto com o colega indica o grau elevado de sua inteligência emocional. ter chamado a professora. como resposta. motivos e preocupações dos outros. ’É tão absurdo quanto querer criar banheiros especiais para deputados‘. Não se trata de uma medida isolada. Ela está começando a sentir as conseqüências do vespeiro em que está se metendo. 16. Ana Bock tem sido convocada pelas rádios para explicar como e por que isso está ocorrendo na capital da República. 64. Dê. mas os outros continuam a correr – menos Roberto. 105. Unioeste-PR Leia o texto a seguir: “Rudimentos em Inteligência Social É hora do recreio e um bando de meninos atravessa correndo o gramado. Os psicólogos não têm compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. p. a atitude de Roberto não condiz com o esperado pelo coleguinha. c) a terceira afirmação. de Daniel Goleman. que pára. ’O homossexualismo é apenas um dos assuntos que vamos atacar‘. Serão criados banheiros especiais para deputados. Mesmo que não concorde com eles. III. a soma das alternativas corretas. Poderia. em vez de ter oferecido ajuda concreta. crianças como Roberto se dão bem praticamente só com crianças problemáticas. d) nenhuma das afirmações. José tropeça. Roberto curva-se e massageia o próprio joelho. a paulista Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. 32. b) a segunda afirmação. Está(ão) de acordo com o texto: a) a primeira afirmação. machuca o joelho e começa a chorar. 26 de abril de 2000. GABARITO Analise as afirmações abaixo: I. diz.

para outros amigos. outros maus. “A disciplina do amor Foi na França. quebra a seqüência narrativa e inicia o conflito da história. ( ) Fidelidade. o jovem foi convocado. UFMT – Modificada ( ) Com a frase “Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo?”.” Lygia Fagundes Telles.. Assim que anoitecia. começava muito antes. em “Mas eu avisei que o tempo era de guerra. 43 107. d) durante a festa havia muita confusão. a autora busca maior envolvimento do leitor na narrativa. Extraído de Memórias de um Sargento de Milícias. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. fazendo a crônica da fidelidade. Casou-se a noiva com um primo. para que tivessem lugar as novenas”. mesmo que se vão perdendo certos hábitos. o jovem foi convocado. ( ) As personagens não são nomeadas porque o narrador quer evidenciar uma idéia mais que uma história em particular. O jovem morreu num bombardeio.. a orelha em pé. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram esquecendo do jovem soldado que não voltou. Cefet-PR Leia o seguinte trecho e. “na maior alegria”. “correr animado”. cremos. depois. disciplinadamente. pontualmente. ( ) O tom poético do texto pode ser exemplificado pela metáfora presente em “. nas expressões “um jovem” e “um cachorro”. UFMT – Modificada ( ) O texto pertence ao gênero narrativo. 108. uns bons. Tudo em vão. distraí-lo. ia correndo ao seu encontro e.106. como se tivesse um relógio preso à pata. ( ) O tempo da narração é o mesmo dos eventos narrados. Assim que via o dono. mas no coração do cachorro não morreu a esperança”. durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias. de Manuel Antônio de Almeida. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido.. Os amigos. atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Como todos sabem. “era jovem”. c) com o passar do tempo. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. Uma tarde (era inverno) ele lá ficou.. Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina. voltava ao seu ponto de espera. amizade. mas quem esse cachorro está esperando?. ( ) O uso de mas. mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. e) as novenas começavam sempre no domingo. Com relação ao texto. um pouco antes das seis da tarde. b) quem nasce no Espírito Santo é chamado de fluminense. Quiseram prendê-lo. 109. Os familiares voltaram-se para outros familiares. chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. todos os dias. fixo o olhar ansioso naquele único ponto. afeição são as idéias centrais do texto. Então. ia esperá-lo voltar do trabalho. Hoje. ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. responda: “Era esse dia domingo do Espírito Santo. é correto afirmar que: a) os hábitos antigos é que eram bons. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . na maior alegria. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto abaixo e julgue os itens das questões 107 a 109. nove dias. A festa não começava no domingo marcado pela folhinha. o focinho voltado para aquela direção.Interpretação de texto I Avançar . longe porém está o que agora se passa daquilo que se passava nos tempos a que temos feito remontar os leitores. ( ) A ênfase dada à persistência nas ações do animal contraria a idéia contida no título. houve mudança nos festejos do Espírito Santo. As pessoas estranhavam. introduz as personagens na narrativa. ainda essa festa é motivo de grande agitação. a festa do Espírito Santo é uma das festas prediletas do povo fluminense. ( ) Os elementos lá e aquela (última frase do texto) remetem à mesma significação. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia. Mas eu avisei que o tempo era de guerra. ( ) O narrador é onisciente – intruso: conhece todos os eventos e presentifica-se no enunciado. ( ) A personificação do cachorro se concretiza por expressões como: “o olhar ansioso”. UFMT ( ) O artigo indefinido. Postava-se na esquina.”.

Duas ficavam fechadas. “via” e “participava”. Uneb-BA A expressão “vendo a vida passar”. a lata que servia de fogareiro despejando fagulhas. II. ed. Um dia. ou quando alguma coisa de extraordinário acontecia no mundo ou dentro da própria casa. A outra dava para um aposento que era uma espécie de hall. III. b) I e IV. dos mascarados do Carnaval. d) deslumbramento. Uneb-BA Sobre o menino. p. mas nada tinha a ver com ele. c) inseguro de seu objetivo. ele sabia de tudo. A casa focalizada é apresentada como uma realidade física. Carlos Heitor. mas continuou na janela. e) comprometimento. b) A janela tem uma função unilateral em sua existência. quando todos começavam a ir para a cama. passava o sorveteiro.Interpretação de texto I Avançar . mas tinha medo da rua.” CONY. I. numa reentrância da grade. os outros meninos que iam para a escola levando merendeiras – ele invejava as merendeiras dos outros meninos. do homem que deu um tiro na mulher que o traíra. Da janela. quando crescesse. ao escolher o seu espaço. IMPRIMIR GABARITO 113. 112. Tinha um lenço encardido em volta do rosto. e) A sua forma de agir sobre o mundo se modifica quando ele se torna adulto. e) II. “invejava” e “crescesse”. “A Janela e o Menino (Resumo dos anos mais antigos do passado) A casa tinha um jardim e três janelas que davam para a rua. Ao meio-dia. do bonde que cortara a perna do seu Almeida. ele gostava de ficar ali. c) A violência da rua acaba inviabilizando a sua vida de reclusão. b) “protegido”. 3. b) revoltado com a sua condição de aprisionado. os termos que semanticamente se aproximam são: a) “descobriu”. era uma forma de estar metade protegido pela casa. d) I. Podia ficar ali. d) O seu caráter questionador leva-o a ser incompreendido por todos. não era sombrio como a outra sala que só se abria quando havia visitas. passava a leprosa que pedia esmolas. da carrocinha de cachorro. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e II. c) “envolvido”. IV. III e IV. Na tradução do relacionamento do menino com o mundo. 44 110. em relação ao menino. pode-se afirmar: a) Ele não interage com o mundo real. Pelas manhãs. O menino descobriu a janela e a escolheu como seu lugar predileto. O menino gostava. revela: a) medo. O menino tinha pavor da leprosa. levaria sempre uma merendeira consigo. Um dia o menino cresceu. via passar o leiteiro. Como a baratinha que encontrou o dinheiro e foi para a janela. o menino mostra-se: a) realista quanto a seu futuro. “imaginava” e “levaria”. À tarde. Uneb-BA No segundo parágrafo. In: Os anos mais antigos do passado – crônicas. passava o moleque vendendo amendoim torradinho. O narrador restringe a utilidade de duas das três janelas. III e IV. Os moradores da casa são sistemáticos e conservadores quanto à vida social. imaginava o que elas continham. e) auto-suficiente para definir sua relação com a realidade circundante. b) alienação. mas ficava fascinado pela pontualidade com que ela ia ao portão e apanhava a moedinha que o pai sempre deixava para ela. 1999. “continuou” e “esperando”. c) passividade.Texto para as questões de 110 a 113. Uneb-BA Identifique as afirmativas verdadeiras referentes ao primeiro parágrafo do texto. d) imprudente na escolha da realidade a ser observada. e) “fascinado”. o homem que afiava tesouras e facas. c) II e III. 250-1. “gostava” e “cresceu”. À noite. metade envolvido com o mundo. Era da janela que o menino via o mundo e dele participava sem se contaminar. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. vendo a vida passar. tão-somente no seu caráter externo. só se abriam aos domingos. escondendo o nariz deformado. ou em dias especiais. esperando a hora em que avisassem que era tarde e o chamassem para dentro. como as estrelinhas de São João. d) “tinha”. 111. A alternância de hábitos dentro da casa é proporcionada por acontecimentos de rotina. Voltar Língua Portuguesa .

Unifor-CE I. Campinas: Mercado de Letras. O texto deixa em aberto a questão da integração entre formação técnica e formação humanística. O resto. As condições oferecidas pelas escolas técnicas não correspondem às expectativas do estudante. e) descrição argumentativa. c) exposição descritiva de idéias. e) do emprego de orações reduzidas. b) exposição argumentativa de idéias. de preferência ministradas diretamente nas oficinas. d) da freqüência de preposições. II. diz-se. 117-8. b) II. Linguagem e ensino. está de acordo com o texto o que se afirma somente em: a) I. atualmente. Profissional especializado. 115. d) I e II. o texto organiza-se como: a) simples narração de fatos. A respeito dos enunciados acima. Unifor-CE Quanto à estrutura. no mínimo menos perigoso. d) integração descritivo-narrativa. ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos: são as chamadas disciplinas técnicas. João W. c) III. a mão-de-obra nãoespecializada sofre não só os baixos salários. Unifor-CE A coesão do segundo parágrafo decorre: a) do uso de reticências. 116. p. e) II e III. Afinal. o resto é apenas um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver: passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades” para satisfazer exigências formais de uma formação que se quer técnica. ora movido pelos sonhos do mercado: uma vez profissional. III. sonha o estudante de agora com um futuro se não promissor.As questões de números 114 a 116 referem-se ao texto que segue. ora premido pelas circunstâncias imediatas da vida. mas também as primeiras dispensas quando os “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações do sistema de produção.. b) da ligação adequada das orações. c) da ausência de conectivos. Tecnologia X Humanismo. 1996. entrando para a escola. “Sobre a formação de técnicos Interessado em se fazer profissional. 114. Formação técnica X Formação humanística. O avanço atual da tecnologia explica o especial interesse do estudante pelas escolas técnicas. que mais lhe interessam.Interpretação de texto I Avançar . E. o cidadão.. Seriam efetivamente formações distintas?” 45 GERALDI. busca cursos oferecidos pelas escolas técnicas. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência em face da “competência técnica” que um curso de formação proporcionaria. bom. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

não interessou-se em saber onde seria publicado. não sabem o que querem. Nunes teria ditado o texto para Brito que. existe quase um consenso: é preciso proibir.Interpretação de texto I Avançar . disse Brito ao juiz. e) Só liberdade e só responsabilidade produzem jovens mais livres e responsáveis.. agosto de 1999. Educar é. d) 3 e 4. não entendem seus problemas e tratamos como crianças diante dos amigos. são pais que optam por uma educação mais conservadora. estão sempre de mau humor. Implica amor e firmeza. implicam com sua maneira de falar. hoje. em seu depoimento. Educar é ensinar que existem limites. hoje e sempre – implica conjugar liberdade e responsabilidade. ’E desconhecia que a resposta implicaria gastos públicos.‘” O Estado de S. como autor da nota. Pais e educadores estão redescobrindo a dimensão educativa de uma palavra antipática e necessária: não! Ainda é recente o grito de libertação: É proibido proibir! No entanto. são agressivos. GABARITO Deduz-se do texto que: a) “É proibido proibir” era o grito de libertação dos jovens da década de 70. só vêem o erro e não os acertos. os trajes nem sempre asseados. Educar é trazer para fora as possibilidades existentes na criança e no adolescente. e) 2 e 4. Voltar Língua Portuguesa . Educação – ontem. 30/1/98. nem quanto custaria. discurso indireto e discurso indireto livre. ’Eu não sabia de que maneira isso seria feito‘. apesar de subscrevê-lo. c) 1 e 2.117. os pais conhecem os erros que eles mesmos cometeram e querem evitar que isso aconteça aos filhos. só sabem dar broncas e impor regras. Mas isto deve ser progressivo.. Alfenas-MG “Brito. a desobediência civil e o consumo de drogas.’ No texto. São estes pais que reclamam dos filhos: eles não aceitam ouvir um “não”. Paulo. Quando apenas um dos termos vale. Os filhos. para que o jovem forme seu caráter e suas convicções. dispõe o narrador de três moldes lingüisticos diversos conhecidos pelos nomes de discurso direto. que pregavam o amor livre. C1. mas apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura. reclamam dos pais: os pais não confiam neles. exercitar o diálogo. IMPRIMIR b) “Uma educação mais conservadora” significa mais proibições. Educar é também conceder liberdade. sobretudo. criam-se distorções. ao Ensino Fundamental e Ensino Médio. d) “Exercitar o diálogo” subentende-se discutir o problema entre duas pessoas. b) 2 e 3. Univali-SC “A hora de dizer não Há quem afirme que a atual geração de filhos vem recebendo dos pais uma educação mais conservadora do que estes receberam dos avós. Porque experientes. Os jovens libertários da década de 70. U. disse que recebeu autorização de Pitta para responder às reportagens que tratavam da não aplicação dos 30% em Educação.” Missão Jovem. horários e deveres. o repórter fez uso do discurso direto nos períodos: a) 1 e 4. 118. estão sempre desafiando os limites. por sua vez. 46 ‘Para dar-nos a conhecer os pensamentos e as palavras de personagens reais ou fictícios. Henrique Nunes. passam horas falando ao telefone ou na Internet. c) “Educação” diz respeito à Educação Infantil. de trajar e com suas amizades.

As crianças. o protagonista da história. assustado. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. Vamos dar um banho no coelho. Simplesmente genial. Descobriram! Não deram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido.. Provavelmente estivesse até chorando. parecia vivo.) O personagem que mais me cativa nesta história toda. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. O doido comprou um pastor alemão. sujo de terra e.. Vão crescer juntos. Ficou lindo. Julgamos os outros pela aparência.. o coelho. Notam o alarido e os gritos das crianças. Isto é. Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. Parecia que tinha visto um fantasma. procurava em vão pelo amigo de infância. Lembrou? Agora pintou uma nova.. O cachorro é o herói. – Já pensaram como vão ficar as crianças? – Cala a boca! Não se sabe exatamente de quem foi a idéia.Texto para as questões 119. depois a gente seca com o secador da sua mãe e coloca na casinha dele no quintal. E agora. escorraçar o animal. O coelho. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. 47 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Mário. arrebentado. Pasmo. para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. o animal desconfiado que tem dentro de nós. Quem me contou garante que aconteceu na Granja Viana. Entendo de bicho. todo imundo. – O vizinho estava certo. “O coelho e o cachorro (fragmento) De vez em quando surgem umas histórias que todos que contam juram ser verdade e até dizem que têm um primo que conheceu a vizinha da sobrinha da pessoa com a qual aconteceu. diziam as crianças. mas era infalível. morto. Depois de muito farejar descobre o corpo.. – O que tem o coelho? – Morreu! – Todos: – Morreu? Inda hoje de tarde parecia tão bem. que não pensamos duas vezes. Coitado do dono do cachorro. com as perninhas cruzadas. Quase mataram o cachorro. é claro. desde sexta-feira. só podia dar nisso. Maquiada. Juntos cresceram e amigos ficaram.. animais racionais. Problema nenhum. Morto. 22/04/98. o assassino confesso. pegar amizade. Coitado do cachorro. Branco. felizes. Imagina o pobre do cachorro que. lívido. Imagina.Interpretação de texto I Avançar . Como o coelho não estava muito estraçalhado. Trazia o coelho entre os dentes.” PRATA. Para nós o cachorro é o irracional. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. E agora? Todos se olhavam. Coitados de nós. A mais célebre é aquela do sapatinho vermelho da sogra que desliza debaixo do banco do carro.. deixar ele bem limpinho. de tardinha. Antes de a gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal! (. – O que foi? Que cara é essa? – O coelho. Eram dois vizinhos. O bandido é o dono do cachorro. Enterrado. Isso na sexta-feira. E parece que o dono do cachorro tinha razão. o dono do cachorro e a família tomavam um lanche. E lá foi colocado. E o homem continua achando que um banho. meu Deus? – E agora? A primeira providência foi bater no cachorro. 120 e 121.. lambendo as pancadas. Sim. No domingo. quando entra o pastor alemão na cozinha. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. é o cachorro. Claro. Até perfume colocaram no falecido. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. como convém a um coelho cardíaco. bairro de classe média alta em São Paulo. – Morreu na sexta-feira! – Na sexta? Foi. assim fizeram. – De jeito nenhum. quando começou a levar porrada de tudo quanto é lado.. na semana passada. O meu pastor é filhote. desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. O cachorro rosnando lá fora. nós mesmos. Papo de vizinho: – Mas ele vai comer o meu coelho. O ser humano..

onde deveriam ter aprendido o que ensinam. b) Bom-humor é uma das características de todos os professores de Educação Física. U. descritiva – uma delas apresenta estrutura com enredo e personagens. de 1998. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) “As crianças enterraram ele no fundo do quintal”. 123. no entanto. 121. Mais. c) Há tanta autenticidade na disposição e no bom-humor como no conhecimento para a malhação. O bom-humor e a disposição podem ser autênticos. que serão obrigados a registrar o profissional como funcionário. Excerto (de texto que trata da mudança de localização do Palácio dos Bandeirantes) para a questão 122: 48 “É uma parceria que implica da mudança de zoneamento. Paulo. U. reforma de prédios. a) Depois de dois anos. Identifique o antagonista. costuma haver um final moralizante. 16/05/99. mas o conhecimento adequado para preparar a receita da malhação não necessariamente. incentivos fiscais para quem recupera patrimônio tombado. os conselhos estão preparados para fiscalizar a aplicação da lei.E. Norte Fluminense-RJ Entre as modalidades discursivas – dissertativa. GABARITO Assinale a alternativa que está de acordo com o texto acima. substituindo os termos sublinhados por outros do padrão mais formal da língua: a) “Agora pintou uma nova”. b) narrativo.” O Estado de S. clubes e até condomínios. hotéis. a) Identifique. U. Norte Fluminense-RJ O texto de Mário Prata nos conta uma história em tom de fábula. e) Nova lei regulamenta a profissão de professor de Educação Física.” Isto é. no texto. portanto.E. Ela estabelece que só poderá trabalhar na área aquele que for registrado no conselho e. a) Cite a modalidade predominante no texto de Mário Prata. b) Transcreva dos três últimos parágrafos do texto uma frase completa que justifique a resposta anterior. 3-18. com uma disposição que parece não terminar nunca e ter sempre à mão – com justificativas científicas – a série ideal de exercícios para deixar o corpo do aluno próximo da perfeição.Interpretação de texto I Avançar . o critério de julgamento utilizado pelos seres humanos. e) de propaganda. c) descritivo.E. p. narrativa. d) épico. 120. formado em Educação Física. A partir deste mês. Nas fábulas. 22 de março de 2000. Norte Fluminense-RJ O autor utiliza expressões da linguagem coloquial. 122. As entidades colocarão em prática a lei. depois de anos. A abrangência da legislação vai além dos limites da academia. A lei vale para clínicas. Univali-SC “Ordem na malhação Professor de ginástica costuma ser daquelas pessoas eternamente bem-humoradas. Todos os estabelecimentos que tiverem como principal atividade a educação física deverão ser registrados no conselho. d) Conselhos Regionais de Educação Física prometem acabar com a ginástica como atividade profissional. até cuidar de meninos de rua ou dos jardins. Alfenas O excerto pode ser considerado como um texto: a) argumentativo. que regulamenta a profissão (só agora. b) O cachorro é o protagonista da história. os conselhos estão preparados para fiscalizar sua aplicação). Deveria ser o requisito básico. os Conselhos Regionais e Federal de Educação Física prometem acabar com essa espécie de professor de fachada.119. mas centenas de jovens belos e musculosos que comandam animadíssimas aulas nas academias nunca passaram nem perto de uma faculdade de Educação Física. U. Reescreva as passagens abaixo.

GABARITO INSTRUÇÃO: Leia o texto de Clarice Lispector e jugue os itens da questão 125. manda ele pro DIABO QUE O CARREGUE! MORAL DA HISTÓRIA: Aproveite sua vida. Durante todo o outono. a significação de “o que” está expressa depois dos dois-pontos.” 49 Fábula de La Fontaine reelaborada. Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca. ( ) A personagem é caracterizada por traços realistas visando retratar a realidade brasileira. Enquanto isso. exausta. São Paulo. Tem sido sábado. UnB-DF “A formiga e a cigarra Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. Voltar Língua Portuguesa . a formiguinha trabalhou sem parar. apesar de usual na língua falada. passados alguns dias. um preceito ou uma lição de vida. Em relação ao texto acima. sábado de manhã. quando se pensa que a semana vai morrer. na fábula original. escrita por La Fontaine. Domingo de manhã também é a rosa da semana. Será que você poderia cuidar da minha toca? — Claro. já que dá a animais ou a seres inanimados voz e comportamento similares aos humanos. sangue e mel. ( ) A modalidade discursiva utilizada é o monólogo interior. aparentemente submissa. amiga. na semana passada. Global. começou a esfriar. ( ) O gênero fábula é uma narrativa breve tradicional que apresenta duas características básicas: personificação ou antropomorfismo. A propósito. e o vento: uma picada. fazendo-se o ajuste devido entre o pronome e o verbo. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. IMPRIMIR 125. curtiu para valer. pois mudou a maneira de se enxergar a relação lazer/trabalho. “sempre”. ( ) O emprego dado ao pronome “ele”. Se chovia só eu sabia que era sábado. de súbito. dentro de uma Ferrari. saiba dosar trabalho e lazer. sim. entrou em sua singela e aconchegante toca repleta de comida. verifica-se que. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão.html (com adaptações). vejo que é sábado de tarde. a abelha no quintal. antes do vento espantado poder recomeçar. A formiguinha. ( ) São claros os limites entre eventos vividos e a reflexão sobre eles. Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá. Os melhores contos de Clarice Lispector.geocities. Quando abriu a porta para ver quem era. a formiga é vista como uma trabalhadora-modelo. da brisa suave do fim da tarde nem do bate-papo com os amigos ao final do expediente de trabalho. as relações semântico-sintáticas estão organizadas de tal forma que a vírgula é desnecessária ( ) Na linha 10. Então. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. armazenando comida para o período de inverno. Então eu não digo nada. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana.” LISPECTOR. mas já não me perguntam mais. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. UFMT ( ) A apresentação das ações respeita uma ordem cronológica e espacial. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. uma rosa molhada. Era o inverno que estava começando. sem problema! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu grana pra ir a Paris e comprar esta Ferrari? — Imagine você que eu estava cantando em um bar. não? No Rio de Janeiro. último período do texto. não atende às exigências da escrita culta: para tal. nós já tínhamos tomado banho. nesta versão.Interpretação de texto I Avançar . Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. cantou durante todo o outono. sem se preocupar com o inverno que estava por vir. o ensinamento principal mudou.. vou passar o inverno em Paris. Clarice. http://www. com um aconchegante casaco de visom. aproveitou o Sol. e intenção de transmitir um ensinamento. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris. enquanto a cigarra é considerada como boa-vida. dançou. a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. e um produtor gostou da minha voz. esse pronome deveria ser substituído por “o”. ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra. 1997. ( ) Considerando que. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. tomando uma cervejinha. julgue os itens a seguir.124. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. E a cigarra falou para a formiguinha: — Olá. Não aproveitou nada do Sol. Seleção de Walnice Galvão. a amiga deseja algo de lá? —Desejo. reelaborada. Seu nome era “trabalho” e seu sobrenome. o rosto inchado. pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine.com/soho/Atrium/8069/Fabulas/fabula2. não desperdiçou um minuto sequer.. ( ) Nas linhas 8 e 9.

Entre a assistência e o play-off. no campeonato nacional. e) rejeitam influências do inglês europeu sobre o vocabulário do futebol. 3 e 4. empresário. Algumas poucas palavras inglesas ainda não caíram em completo desuso. O triunfo da língua reflete o triunfo o futebol. O tema da submissão brasileira à cultura estrangeira foi abordado sob o ponto de vista da prática esportiva. que o povo acabou por revesti-lo com o que tem de mais particular e íntimo. ao longo de algum tempo. no regulamento do atual campeonato. grande investidor ou latifundiário. Chamemos o fenômeno por seu nome. d) 2 e 3. mas o “goalkeeper” não o zagueiro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . como “corner”.” GABARITO TOLEDO.)” VERÍSSIMO. e com termos emprestados de outro esporte. por cúmulo. 2. o autor admite que os brasileiros: a) reagem contra todo tipo de submissão. como no “goal” que virou “gol”. Nós é que nos oferecemos.Interpretação de texto I Avançar . uma história de triunfo da língua portuguesa. (.. O futebol. assim como brasileiros estão para curandeiros. o ciclo da pobreza poderia ser rompido por meio da carreira política.. um dos únicos países do mundo que não tem nada a ver com futebol.. 198. Aliás. A aclimatação deu-se às vezes por simples aportuguesamento das palavras. 4. ( ) De acordo com o texto. “Disputam-se “play-offs”. há políticos e politiqueiros. d) retrocederam na sua disposição de incorporar o vocabulário do futebol à língua portuguesa. o basquete. 09/12/1998. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes”. A escolha de expressões como “um caso incurável de carência do colonizador” e “é bobeira. CBF. ( ) O jornalista apresenta argumentos que contrariam a hipótese levantada pela leitora. Seria um caso incurável de carência de colonizador. ao texto. em campo não o goleiro. Existem suecos. “Se você começou como padeiro. b) rompem. não à língua inglesa da Inglaterra. UFPE Leia os enunciados abaixo. Coube à Confederação Brasileira de Futebol a adaptação dos termos ingleses à língua portuguesa. atualmente. c) acabaram por subverter. Roberto Pompeu. Veja.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 126: “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estanhando que “brasileiro” seja o único adjetivo pátrio conhecido em “eiro” que. O texto demonstra que. caso se recorresse ao par banqueiro/bancário. Jornal do Brasil. suecos e ingleses estão para médicos e terapeutas. timbaleiro ou seresteiro. 126. nestas terras. embora um tanto jocoso. b) 1.. Não. 127. é um sufixo pouco nobre. ( ) A teoria da leitora ganharia força.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. alguns morfemas funcionariam como indicadores de status. p. (. (. mas “corner” já está perdendo feio para “escanteio”. Eis que agora se tenta entregar o futebol de volta à língua inglesa – e. e) 2 e 4. UFMT ( ) Segundo a leitora. introduzido por ingleses no país. 7/10/95. resolveu rotular as finais de “play-offs”. ingleses e brasileiros. 2 e 4. facilmente. Entrava. com a cultura colonizadora. açougueiro ou carvoeiro” – escreve Elza – “as chances são mínimas de acabar como advogado. mesmo” confere um tom de repreensão. a imposição de estrangeirismos no campo do futebol. A história do futebol. segundo ela. que é o idioma. Estão corretos apenas: a) 1. UFPE No texto.. definitivamente. 3. 1. referentes às idéias expressas no texto. houve mudanças de atitude do brasileiro em relação ao uso de termos estrangeiros no futebol. “Play-off” é um termo importado do basquete americano que ultimamente passou a integrar o repertório da crônica esportiva. esporte inglês. Mostra que o futebol se enraizou a tal ponto. e os basbaques foram atrás. mas o “back”. mas dos Estados Unidos. A Confederação Brasileira de Futebol. em virtude de irrefreável impulso de submissão.. no Brasil. c) 1 e 3. 128. 50 Texto para as questões 127 a 129.) Isto se dá quando nem estão nos pedindo nada. Luís Fernando. como existem médicos. ( ) Na opinião da leitora de Veríssimo. entre outras coisas. terapeutas e curandeiros. não compliquemos. no início era jogado em inglês. é. Há o importador e há o muambeiro. É bobeira mesmo.

no futuro do pretérito. Relacionando-se as situações vividas pelo menino do texto de Carlos Heitor Cony e pelo eu-lírico do poema de Tomás Antônio Gonzaga. o verbo ser. Marília. já o eu-lírico se sente subjugado pela tirania do amor. a palavra em negrito constitui um recurso de coesão que relaciona o núcleo da expressão a ‘futebol’. então mais vivamente te diviso: vejo o teu rosto e escuto a tua voz e riso. p. Movo ligeiro para o vulto os passos: eu beijo a tíbia luz em vez de face. São Paulo: Círculo do Livro. tem como referente os brasileiros em geral. constata-se que: a) ambos se sentem aprisionados e tristes. Uneb-BA Este exercício. que me cerca e mata. indica que o autor preferiu não ser taxativo em sua apreciação. UFPE Assinale a alternativa em que se faz uma afirmação inaceitável em relação aos recursos gramaticais em negrito no texto. d) a condição do menino é fruto de sua opção existencial. 51 130. Quando em meu mal pondero. Tomás Antônio. que eu assim resista à dor imensa. e aperto sobre o peito em vão os braços.” GABARITO GONZAGA. s/d. d) O verbo ‘chamar’ encontra-se no modo subjuntivo. de um semivivo corpo sepultura. indicando que o autor não tem certeza de que a ação possa realizar-se. ‘mesmo’ foi aí inserido para reforçar a avaliação do autor. e) Na última oração do texto.Interpretação de texto I Avançar . referido anteriormente. c) Em “Seria um caso incurável de carência de colonizador”. enquanto a do sujeito poético é resultado de uma imposição circunstancial. busca. extremoso. o pronome de 1ª pessoa do plural. inda. e) o menino vivencia uma experiência de opressão social. adoro a tua formosura.129. b) os dois se mostram desiludidos em face da impossibilidade de amar. ‘nós’. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “Nesta triste masmorra. a) Na expressão ‘outro esporte’. b) Nesse trecho. 127. c) um e outro sofrem pela incapacidade de romper as barreiras que os isolam do mundo. refere-se também ao texto “A Janela e o Menino” (das questões de 110 a 113). Marília de Dirceu. Amor na minha idéia te retrata.

É esse o papel de um educador?” ÁVILA. O Globo.Com base nos textos abaixo. 132.03/06/2000. jamais. c) utilizar orações de estruturação negativa para defender a posição de outros. respectivamente. O veículo de publicação das cartas – o jornal – impõe um limite de espaço para os textos. GABARITO d) empregar estruturas de repetição para reforçar idéias centrais da argumentação. os dois textos apresentam como traço comum: a) combate a pontos de vista de outros leitores. esse tipo de carta no jornal busca convencer os leitores de um dado ponto de vista. c) propor uma reflexão acerca da atitude dos agressores. UERJ O fragmento que expõe a tese de cada uma das cartas. Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem? O ministro da justiça cobrou punição judicial para os agressores. é possível verificar que ambas as cartas transcritas se caracterizam por: a) finalizar com perguntas retóricas para expressar sua argumentação. seja quem for o agredido ou o agressor. O vice-presidente da república disse que o governador merece respeito. afirmando que a última manifestação transpusera os limites do tolerável. Nada justifica a agressão física. Em função desse limite de espaço.” c) “Nada justifica a agressão física” / “Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem?” d) “É esse o papel de um educador” / “Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. UERJ As duas cartas acima são de leitores expressando suas opiniões sobre o episódio de agressão ao governador de São Paulo em manifestação de professores em greve. pode ser identificado em: a) “Já conhecemos nossos governantes” / “Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” b) “Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes” / “a última manifestação transpusera os limites do tolerável. O que causa espanto é que se tratava de uma manifestação de professores. cariocas. Voltar Língua Portuguesa . a agressão sofrida pelo governador Mário Covas. Concordo. Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes. em 1º de junho.03/06/2000. se é que assim se pode dizer. 133. responda às questões de números 131 a 134. Nada justificará. depois um ovo no ministro da saúde e. b) apontar falhas no discurso de autoridades brasileiras. “O país está chocado com as agressões que os representantes do povo estão sofrendo. O Globo. d) escolha de assunto segundo o interesse do editor do jornal. seja qual for a manifestação.Interpretação de texto I Avançar . b) construção de comprovações por meio de silogismos. UERJ Pela leitura da carta de Arthur Costa da Silva. Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. Marcelo Maciel. UERJ Em geral. seus defeitos. d) mostrar solidariedade ao comportamento dos manifestantes. outro ataque ao governador Mário Covas. As autoridades e a imprensa nacional têm-se manifestado severamente contra esses atos. por mais digna que fosse a manifestação. suas índoles. suas capacidades limitadas para soluções e amplas para confusões. b) iniciar com considerações gerais para contestar opiniões muito difundidas. é possível afirmar que as perguntas nela presentes têm o seguinte significado: a) questionar as atitudes dos políticos brasileiros. Por causa dessa intenção. “Cartas de leitores Já conhecemos nossos governantes e políticos. c) expressão de opinião sem fundamentos desenvolvidos. 52 131.” IMPRIMIR 134. estamos vivendo? Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” COSTA DA SILVA. Arthur. E a situação de extrema violência que nós.

e) política e econômica. noite após noite. Vontade de remar contra a corrente e. Reencontrar. Olhamos para trás: a infância que resta na memória com sabor de paraíso perdido. Voltar Língua Portuguesa . encharcando-se de bebidas alcoólicas. governa o povo através de seus representantes e de mobilizações diretas junto ao poder público. tolerância é cumplicidade com maracutaias. os propósitos altruístas. livre de pasteurização que nos massifica na mediocridade bovina de quem rumina hábitos mesquinhos. No fundo da garganta. e comunicar nossa disposição de cancelar o consumo de seus produtos? Por que não competir mais conosco em busca de melhores índices de virtudes e de valores morais. Feliz mulher nova. b) a sociedade tem buscado a espiritualidade no fim do segundo milênio. Feliz homem novo. mais democracia. e) o homem busca a plenitude.” Frei Beto. abastece o crime ao consumir drogas. a violência da paisagem urbana e nossa dificuldade de conectar efeitos e causas. d) pessoal e financeira. mas está condicionado às limitações materiais. em vez de competir com o próximo? Ano novo de eleições. mas se esquece do material. Por que acelerar tanto. UFR-RJ O texto é uma dissertação argumentativa que parte da tese de que: a) o homem busca o progresso espiritual. Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces. Ano de nova qualidade de vida. O mesmo executivo que teme o seqüestro e brada contra os bandidos. na verdadeira democracia. “Ano Novo. o gesto solidário que ameniza a dor de um enfermo. 01 de janeiro de 1998. p. Despir-nos do lobo voraz que na arena competitiva do mercado nos faz estranhos a nós mesmos. Quanto mais cidadania. d) o homem tem buscado a renovação política com base na democracia. apegados à casa. a própria humanidade. UFR-RJ Pode-se afirmar que o autor do texto “Ano Novo. como se a vida fosse uma janela da qual contemplamos. abrir espaço à presença do Inefável. Ou a opção de um momento de silêncio. uma vida nova Hoje estamos ingressando em 1998. O Globo. Braços e corações abertos também ao semelhante. Aceitar a proposta de Jesus a Nicodemos: nascer de novo. Ano Novo. Estaremos chegando mais perto de nós mesmos? Há uma abissal distância entre o que somos e o que queremos ser. as ruas são limpas. Em volta. da ressurreição de Henfil e. uma vida nova” propõe à sociedade uma renovação: a) política e material. os apetrechos eletrônicos que perenizam a criança que ainda existe em nós. Um apetite do Absoluto e a consciência aguda de nossa finitude. a solidão entre matas. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população? Melhoraram o transporte público. sem projeto. há áreas de lazer? Participamos do debate sobre o uso de verbas públicas? O político em quem votamos teve desempenho satisfatório? Prestou contas de seu mandato? Em política. Olhemos a cidade. Dentro do coração o medo de quem vive numa cidade que lhe é hostil. se teremos de parar no próximo sinal vermelho? Por que não escrever ao patrocinador do programa de violência e de pornografia na TV. 7. uma oração. os sacolões? Nosso bairro tem um bom sistema sanitário. os filhos. c) a sociedade deveria procurar “nascer de novo” num plano espiritual. vida nova. um gesto litúrgico. Ano de comemorar 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A começar pelo réveillon.Interpretação de texto I Avançar . Voto é delegação e. a adolescência tecida em sonhos e utopias. pedir colo a Deus e resgatar boas coisas: uma oração em família. nas atuais circunstâncias.Leia o texto a seguir e responda às questões de 135 a 138. Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. De celebrar dez anos. IMPRIMIR 136. b) social e econômica. o salário exíguo num pais tão caro. de Chico Mendes. a realidade desfilar nos ilusórios devaneios de uma telenovela. Mergulhar em nós. De menos ansiedade e mais profundidade. enquanto tantos celebram a pós-modernidade. no ano que se inicia. Agora. como se a alegria saísse do forno e a felicidade viesse engarrafada. c) existencial e política. Como se meninos de rua fossem cogumelos espontâneos e não frutos do darwinismo econômico que segrega a maioria pobre e favorece a minoria abastada. em dezembro. em janeiro. a leitura espiritual. o serviço de saúde. Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante. um travo. a efusão de espíritos em abraços afetuosos. a rede educacional. 53 GABARITO 135.

Não. que nada sugere. c) apenas a afirmativa III está correta. I. III. não constrói. d) estão corretas as afirmativas I e II.).. 54 139.. inquietas sombras?. c) Corresponde a uma explicação sobre o valor de uma narração literária. nada sugere... não o do trem. Veja. III. desistindo o sobrinho do dinheiro herdado. desistir da herança e chorar a perda do tio.137. b) somente a II é correta. ninguém sabe o que se passa no interior de um sobrinho.” e) “Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio.” A “luta terrível” na alma do sobrinho. Oh.. contestando as teorias do passado forma uma geração de contestadores que nada constrói. UFR-RJ Fica evidente a proposta de sermos sujeitos do nosso tempo em: a) “Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante (. Aprender a pensar e a tomar decisões é uma das competências mais importantes para o mundo moderno.” 138. e) Trata-se de uma citação de frase empregada anteriormente em obra literária.. II.. como ao poeta. ao se libertar de memórias antigas. nem um curso de lógica consegue formar jovens críticos.”: a) Indica a citação da obra “Fausto” escrita pelo poeta do trem. Só formar uma visão crítica do mundo não resolve.Interpretação de texto I Avançar . mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. GABARITO 140. lamentar a morte do tio e alegrar-se com a herança deixada por ele..” c) “Olhamos para trás: a infância que resta na memória (.).) Ensinar a pensar também não é tão fácil assim. Leia as afirmações a respeito do texto. Minha recomendação ao jovem de hoje é para que se concentre em uma das competências mais importantes para o mundo moderno: aprender a pensar e a tomar decisões. de que fala o autor. extraído de Machado de Assis. d) Trata-se de um meio de o poeta do trem se libertar da lembrança de outro poeta... contraste maldito! Aparentemente tudo se recomporia.” Os dois pontos e o recurso gráfico do itálico no trecho acima permitem-nos a seguinte interpretação da frase “Aí vindes outra vez. achando que isso resolve a questão. tolerância é cumplicidade com maracutaias. Não é um curso de lógica nem uma questão de formar uma visão crítica do mundo. e) estão corretas as afirmativas I e III.” Stephen Kanitz. e as sombras viessem perpassar ligeiras.” b) “Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces (. 16 de fevereiro de 2000. c) somente a I é correta.). Univali-SC “Volta às aulas (.. Cefet-PR Leia o seguinte trecho. ah! mas então seria chorar duas coisas: o tio e o dinheiro. Sair criticando o mundo. b) apenas a afirmativa II está correta. É impossível ensinar a pensar. d) somente a III é correta. e depois responda: “Há dessas lutas terríveis na alma de um homem. consiste em: I.” d) “Em política. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Sendo assim: a) apenas a afirmativa I está correta. inquietas sombras?. II. UFF-RJ “Talvez a narração me desse a ilusão. amaldiçoar a herança deixada pelo tio e recompor-se da perda o parente. b) Refere-se a um desabafo proferido pelo narrador. tendo de chorar a morte de um tio e receber-lhe a herança.. e) II e III são corretas. Está de acordo com o texto a alternativa: a) I e II são corretas.

142. mas sem xenofobismo ou intolerância de nenhuma espécie. Nelson Marinho Teixeira. ‘Se pensarmos bem. Univali-SC “Um investimento que vale a pena Sabe aquele funcionário que está sempre de bom humor.. É preciso agir com espírito de abertura e criatividade. d) A língua portuguesa. ‘Diferente do que muitas pessoas pensam. mas passar bem uma imagem daquilo que você realmente é’. e tentassem descobrir as suas virtudes. c) Não é condenável praticar o xenofobismo ou a intolerância de qualquer espécie no que se refere à língua pátria. Por quê? Simplesmente porque investe no seu marketing pessoal. A propósito. IMPRIMIR b) Deve-se passar a imagem daquilo que se é ao invés de imitar outras pessoas. isso seria uma tarefa fácil se as pessoas não ficassem tentando imitar o modelo de outras pessoas. a qualquer preço. Jornal de Santa Catarina. ‘Cada um deve investir naquilo que faz e que os outros não fazem’. voltando a valorizá-la e eliminando as contribuições estrangeiras. sensibilidade e altivez – a inevitável. e) É preciso acabar com a complacência que cerca a língua pátria. Jaime. conscientizar a nação de que é preciso agir em prol da língua pátria. 29/12/1999. CASTRO. veremos que a vida é mais simples do que nós a encaramos e. incentivando os colegas e chamando para si a responsabilidade de determinadas tarefas inclusive aquelas que ninguém se propõe a fazer? Pois é. já em 1873. a globalização. c) Investir no marketing pessoal é muito penoso. e claro que desejável. d) O marketing pessoal deve ser uma preocupação na hora de procurar emprego. em decorrência do acréscimo de termos estrangeiros e das necessidades dos usos e costumes. só com a abertura a todo e qualquer termo estrangeiro seremos capazes de acompanhar. está correta a alternativa: a) Certos modos de dizer. 55 GABARITO A melhor interpretação para o texto é: a) O funcionário deve fazer só o que os outros não querem. com sucesso. e) Pode-se ser tudo usando marketing pessoal. 19 e 20 de setembro de 1999.. porque a América foi incapaz de produzir riquezas novas. argumenta. “Protegendo a língua nacional”. deixou-nos. esse funcionário está em alta nas empresas que pretendem sobreviver no próximo milênio. Jornal de Santa Catarina.141. segundo Machado de Assis. para enfrentar – com conhecimento. Esse é o único meio de participar de valores culturais globais sem comprometer os locais. interpenetração cultural que marca o nosso tempo globalizante. afirma o gerente de marketing da Karsten e professor do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Santa Catarina (SENAC). função etc. e.)” AVENDANO. (. ao abordar o problema da globalização atual na língua pátria. Machado de Assis. assim.Interpretação de texto I Avançar . a seguinte lição: ‘Não há dúvida que as línguas se aumentam e se alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes’. Univali-SC “Parece-me que é chegado o momento de romper com tamanha complacência cultural. Segundo ele. não pode parar no século passado. Voltar Língua Portuguesa . gastamos muito tempo em busca de sermos o que não podemos ser’. necessita de mudança de humor. Álvaro. muitas vezes. locuções novas e novas palavras são características do estilo de Machado de Assis. nosso escritor. b) As línguas mudam com o passar do tempo e o número de vocábulos aumenta. É preciso inovar. marketing pessoal não é tentar passar uma boa imagem daquilo que você não é. Sobre o texto.

apresenta um modo narrativo que o singulariza diante de outros tipos de narrativas. 32. embora tenha um caráter universal. 1994. Literatura e redação. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que completa(m) corretamente a frase: O conto popular é um gênero narrativo que: 01. tendência à universalização. como resposta. Dê. Elas estão acima de qualquer tipo de aprovação social. veja bem. criação rústica. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu e continua exercendo sobre a literatura e as outras manifestações artísticas e culturais. 16. 56 143. Popular é. O texto utiliza uma linguagem informal. 04. tal como aparece no texto. 02. mas também em caracterizar o termo popular. é possível dizer que o conto popular é um gênero narrativo que desenvolve traços que se repetem em histórias criadas nos mais variados locais e épocas. Também não pode ser entendido como sinônimo de regional. UFMS Em relação ao texto lido. Mas. possui um caráter eminentemente regional. Com isso. Leia. sobrevive até hoje apenas por força da transmissão oral. 02. a soma das alternativas corretas. 08. 28. 04. 08. próxima da variante popular. 04. manifestação culturalmente rica. Dê. Quanto à estruturação formal. atentamente. O texto pode ser classificado como opinativo. como resposta. Em alguns momentos. obediência às normas socialmente aprovadas. Scipione. 32. São Paulo. caráter espontâneo. indiferença às imposições da cultura oficial. pode ser associado à(s) seguinte(s) características(s): 01. já que se trata de uma criação coletiva. seja uma criação coletiva e tenha vivido muito tempo graças à transmissão oral. caracterizada pela simplicidade e pobreza expressiva. se assim fosse. Quer dizer. inclusive aquelas de caráter eminentemente técnico? Se este legado existe. uma manifestação cultural de caráter universal. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Dê. não se prende a um autor específico.” MACHADO. 144. desenvolve traços próprios que o distinguem de outros tipos de narrativas. quando se trata de estudar gêneros literários. nascida de modo espontâneo e totalmente indiferente a tudo que seja imposto pela cultura oficial. 145. apresenta características composicionais que variam no tempo e no espaço. Irene. como resposta. a autora estabelece uma interlocução com o leitor. a soma das alternativas corretas. é correto afirmar: 01. Talvez você mesmo pense assim. 02. Trata-se de um texto literário. O conto popular. 32.As questões de 143 a 145 baseiam-se no texto abaixo. 16. A autora se preocupa não apenas em definir o conto popular enquanto gênero narrativo. pois isto eliminaria a tendência universalizante das manifestações populares. Geralmente se entende por popular um tipo de criação rústica. todo o texto antes de resolvê-las: “A importância do conto popular em nossa cultura é tão forte que precisamos ter muito claro o que se deve entender por popular. as criações populares não conhecem normas nem limites. 08. 16. pois discorre sobre o conto popular. portanto. p. o texto segue o esquema básico introdução – desenvolvimento – conclusão.Interpretação de texto I Avançar . visto que a autora apresenta seus próprios pontos de vista sobre o assunto. a soma das alternativas corretas. UFMS O termo popular. Suas características composicionais não conhecem fronteiras de tempo nem de lugar. não pode ser considerado como um gênero literário devido a sua simplicidade e pobreza expressiva. é porque a cultura popular é algo muito mais rico do que podemos imaginar.

printar e startar é meramente semântico. Startar cassou o começar. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. compreensão e interpretação textuais. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão mas também’ com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. 18 de nov. conseqüentemente. ( ) O léxico do português brasileiro tem sido ampliado pela entrada e acomodação de estrangeirismos. e não econômica. Uma é o prestígio. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. É isso. temos complexo de vira-lata. Dad. ( ) O preconceito sexual ou religioso enquadra-se no campo das liberdades políticas. Outra é a receptividade. ( ) As expressões “se tornou out” e “vire in” significam respectivamente “estar por fora” e “ficar por dentro”. Além disso. Deletar tomou a vez do velho apagar. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. seu cinema. UFMT – Modificada ( ) Dizer que os brasileiros têm complexo de vira-lata significa dizer que eles sofrem de xenofobia. IMPRIMIR 148.. p. ( ) Segundo Squarisi. sua televisão. de acordo com a leitura. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. Revista Exame. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 147 e 148: “Invasão de língua estrangeira tem várias razões. como a realização dos postulados da justiça social’. ( ) A Organização dos Estados Americanos foi criada especificamente para proteger os direitos fundamentais do homem. E vire in. Superior de Brasília-DF Julgue os itens a seguir. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. no livre exercício de suas próprias soberanias. ( ) As obrigações do Estado não se limitam ao campo da cidadania. Voltar Língua Portuguesa . 170. já dizia Gláuber Rocha. ( ) Infere-se do texto que os direitos da mulher estão dissociados dos direitos do homem. I. 1998. A informática serve de exemplo. (. é a ascendência cultural. sua literatura.. GABARITO 147. O que vem de fora é melhor. sua tecnologia e o american way of life. 1948). Quem não aderiu se tornou out. O inglês avançou nas nossas fronteiras porque é falado pela maior potência do planeta. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. Printar expulsou o imprimir. UFMT ( ) O aportuguesamento do vocabulário da informática em deletar.” 57 146. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’.Texto para a questão 146. Colômbia. Que corra atrás do prejuízo. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. que determina o prestígio de uma língua sobre as outras. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá.“ SQUARISI. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. ( ) A concessão dos direitos civis à mulher enquadra-se no âmbito dos direitos humanos.E. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos.Interpretação de texto I Avançar . Peça help. Nós. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos.) Hoje aportuguesamos termos que nem sonhavam figurar no Aurélio. cuja Carta proclama os “direitos fundamentais da pessoa humana” como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. que vende como ninguém sua música.

como sendo tão bobo. fogo. Gabriel S.. Voltar Língua Portuguesa . não vos cai em capelo o que o provérbio tantas vezes canta. mas quem digo que vos valha? Valha-vos ser um zote. frio. e) A linguagem dos dois textos apresenta pontos em comum. pois ficando faminto. e um canalha: mixelo hoje de chispo. c) É inegável o tom jocoso e irônico de Oswald de Andrade ao fazer. e tendo tão larguíssimas orelhas. que a pura excomunhão meteis no saco: já diz a freguesia que tendes de Saturno a natureza. fogem vossas ovelhas de vós. ontem um passa-aqui do Arcebispo! (. como se fosseis voraz lobo? Quisestes tosquear o vosso gado. qual uma harpia.149. parodiar. água. 1996. Salvador: EDUFBA.)” IMPRIMIR MATOS. e para a ceia (. 1587. que é título de zotes ordinário. Sois tão grande velhaco. recém-descoberta. e o segundo.). Texto II “Festa da Raça Hu certo animal se acha também nestas partes A que chamam Preguiça Tem hua guedelha grande no toutiço E se move com passos tam vagorosos Que ainda que ande quinze dias aturado Não vencerá a distância de hu tiro de pedra” ANDRADE... MENDES. nome certo mui acomodado a este animal. (. nem outro perigo que veja diante. uma alusão à suposta preguiça do brasileiro. Oswald de. UFPE Texto I “Capítulo CVII (em que se declara que bicho é o que se chama preguiça): Nestes matos se cria um animal mui estranho. calma. com o título de seu poema. o objetivo é ressaltar as peculiaridades da terra tropical. Org. e roubais. o de tomar a literatura quinhentista como fonte de inspiração temática e formal. não só no léxico como também na sintaxe. e os portugueses preguiça.. 171-2. qual alternativa é incorreta? a) O texto de Gabriel de Sousa utiliza o recurso da comparação para dar conta da realidade com que se defronta na terra ultramarina e transmiti-la aos europeus. Gregório de. d) No texto I. 58 Sobre os textos I e II. e saístes do intento tosqueado. e sem sustento. 150. Mas a intenção era diversa: o primeiro queria encantar. seduzir. pois os filhos tratais com tal crueza que os comeis. paradisíaca. pois não há fome..” SOUSA. p. já no texto II. mas ela vos sangrou na veia d’arca. de. que quem ousadamente se adianta em vez de tosquear fica em pêlo? Intentastes sangrar toda a comarca. Uneb-BA GABARITO Texto I “A um vigário de certa freguesia. conhecido por ser muito ambicioso Reverendo vigário.Interpretação de texto I Avançar . Tratado Descritivo do Brasil.. Valha-vos. a que os índios chamam “aí”. Gleise F. heis de buscar a dente qual jumento erva para o jantar. Poesias Reunidas. b) O poema de Oswald de Andrade ilustra um procedimento comum aos nossos modernistas de primeira hora. In: Senhora Dona Bahia – Poesia Satírica de Gregório de Matos. que o faça mover uma hora mais que outra. não chega ao meio dela desde pela manhã até as vésperas.) e são estes animais tão vagarosos que posto um ao pé de uma árvore. o poeta busca resgatar a língua original do Brasilcolônia.

145-6. Em vez de Inquisidor – tivemos a vedeta. 146-8.. não. 1995. Colombo a soluçar. sinto perfeitamente que estou diante de uma grande figura. Sou. (. 1972.. de Deus. Seu tempo já passou.. Arbues – foi Anchieta!” ALVES. Mas você. Você estava mais espantado do que ele e escondeu essa admiração por prudência mundana.. as provas. In: Poesias completas de Castro Alves. Lisboa. atrevido. Ele gosta de me chamar Manuel ou Emanuel. mas se não me engano aquele sujeito acaba de chamar o senhor de Manuel. não é lhe faltando com o respeito não. Que o Germano a sangrar maldiz em feros hinos. João. De mil autos-da-fé o fumo enchendo o céu. o Leão de Judá. 17. Ariano. JOÃO GRILO Apesar de ser um sertanejo pobre e amarelo. O Santo Ofício. Não quero faltar com o respeito a uma pessoa tão importante.. (Coleção Prestígio). JOÃO GRILO Aquele Jesus a quem chamavam Cristo? JESUS A quem chamavam.. soberbo. grande grito... é Manuel. Sua obrigação era ser humilde. de Senhor. p.. com o braço ocultando os olhos.. BISPO Cale-se.. mas eu pensava que o senhor era muito menos queimado. João Huss na sepultura. que era Cristo.Texto II “Jesuítas e Frades Que o mundo antigo s’erga e lance a maldição Sobre vós. Muita oportunidade teve de exercer sua autoridade. MANUEL Cale-se você.. Tours. Rio de Janeiro: Ediouro. A hidra escura e vil da vil Teocracia. Na fogueira Grandier. mundano. Sevilha e Nantes na tortura. Levantem-se todos. mais generosidade e virtude requer. santificando-se através dela. ed. Se aqui houve fogueiras – eles nelas sofreram. autoritário. p.. Castro. Rio de Janeiro: Agir. Se lá carrascos foram – cá mártires morreram. pode me chamar de Jesus. de costas. a gemonia. Esse é um de meus nomes. por quê? JOÃO GRILO Porque. Que direito tem você de repreender João porque falou comigo com certa intimidade? João foi um pobre em vida e provou sua sinceridade exibindo seu pensamento.. Quem é? É Manuel? MANUEL Sim. mas você pode me chamar também de Jesus. o Filho de Davi. porque pensa que assim pode se persuadir de que sou somente homem. a gemer Galileu.” SUASSUNA.. MANUEL Foi isso mesmo. 59 IMPRIMIR Texto III “ENCOURADO. Loiola – aqui foi Nóbrega. se quiser.. É justo!.. remembrando a negra Inquisição. Se aqui houve selvagens – eles os educaram. Que a maldição vos lance a pena do Gaulês Tendo por tinta a borra das caldeiras de pez.Interpretação de texto I Avançar . pois vão ser julgados. O tempo da mentira já passou. porque quanto mais alta é a função. Auto da Compadecida. Com que autoridade está repreendendo os outros? Você foi um bispo indigno de minha Igreja. 9 ed..) Oh! não! Mil vezes não! O poeta Americano Vos deve sepultar no verso soberano – Pano negro que tem por lágrimas de prata As lágrimas que a Musa inspirada desata!!! Se aqui houve cativos – eles os libertaram. o azeite. GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

senhor. III. vida diferente não quer dizer vida pior.. Se só me faltassem os outros. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta.. pouco apareço e menos falo. e esta lacuna é tudo. A certos respeitos. No Texto III. Texto para as questões 151. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. mas não a mim. pegasse da pena e contasse alguns. pensei em fazer uma História dos subúrbios menos seca que as memórias do padre Luís Gonçalves dos Santos relativas à cidade. distanciando-se. d) O narrador. c) I. Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falarme e a dizer-me que. vá. Machado de. b) II e III. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. No Texto I. Rio de Janeiro: José Aguilar 1971. Em tudo. esta monotonia acabou por exaurir-me também. V. e. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. expressa no fragmento acima. na época em que antigamente vivia. I. Sobre eles. No Texto II. conclui-se que: a) A narrativa é feita a partir das mesmas idéias sobre si que o narrador possuía no momento mesmo em que os episódios da vida antiga ocorreram. Depois. Duas ou três fariam crer nela aos outros. 152 e 153. e tal freqüência é cansativa. c) O julgamento sobre a vida antiga não é o mesmo que o narrador tinha. o pastor religioso é apresentado como um exemplo de comportamento mundano. mas falto eu mesmo. d) II. v. p. algumas datam de quinze anos. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. mas não me acudiram as forças necessárias.” ASSIS. pretende reconstituir os eventos ocorridos em seu passado. de suas reais funções. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. Capítulo II. Entretanto. 1. como bem e não durmo mal. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. jardinar e ler. no tempo em que os eventos narrados ocorreram. como ao poeta. Dom Casmurro. assim. e restaurar na velhice a adolescência. a fisionomia é diferente. é outra coisa. a ação dos religiosos no continente americano é amaldiçoada devido ao seu caráter opressor. Quis variar. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. Em verdade. não o do trem. O que aqui está é. era obra modesta. filosofia e política acudiram-me. em determinado momento de sua vida. e lembrou-me escrever um livro. evidencia-se uma crítica à hipocrisia religiosa. embora de épocas diferentes. III. II. uma vez que focalizam a ação do clero na realidade do Brasil. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. O Texto II evidencia um contraste entre as ações dos religiosos na Europa e na América. mas exigia documentos e datas como preliminares. não consegui recompor o que foi nem o que fui. Talvez a narração me desse a ilusão. Os Textos I e III apresentam um ponto em comum: um enfoque crítico do comportamento dos representantes do clero. se o rosto é igual. III e VI. como tudo cansa.Interpretação de texto I Avançar . e quase todas crêem na mocidade. ignorando o ponto de vista do momento em que o texto é escrito. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e V. Ora. tudo árido e longo. 60 GABARITO “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida. VI. e) A análise dos encantos da vida antiga parte dos mesmos pressupostos que o narrador tinha. 810-11.Os três textos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFF-RJ “A certos respeitos. e) II. Os amigos que me restam são de data recente.” Em relação à posição do narrador. outras de menos. conservo alguma recordação doce e feiticeira. Jurisprudência. b) O narrador aspira a uma reconstrução textual do passado. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. O mais do tempo é gasto em hortar. 151. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. interrelacionam-se. a ação do representante terreno do clero é voltada para a defesa de valores essencialmente cristãos. conservo alguma recordação doce e feiticeira. de memória. Quanto às amigas. identifique as afirmativas verdadeiras. Pois. como todos os documentos falsos. IV e V. o interno não agüenta tinta. tal como ocorreram então. e as sombras viessem perpassar ligeiras. Distrações raras. IV e VI. e que apenas conserva o hábito externo. de memória. mal comparando. Tanto no Texto I quanto no II. inquietas sombras ?. IV. e. como se diz nas autópsias.

em sua narrativa. Só dói quando eu respiro.” c) “Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. com certo humor.” a) b) c) GABARITO d) IMPRIMIR e) Caulos. mal comparando. senhor. sd. O que aqui está é. mas falto eu mesmo. Porto Alegre: L&PM. não consegui recompor o que foi nem o que fui. mas não a mim.” e) “Quanto às amigas. e que apenas conserva o hábito externo. Voltar Língua Portuguesa . “atar as duas pontas da vida”. Assinale a Opção em que.” d) “Duas ou três fariam crer nela aos outros. se o rosto é igual. percebe-se um certo humor semelhante ao que constitui o texto de Machado de Assis. e tal freqüência é cansativa. sobretudo no seguinte trecho: 61 “Se só me faltassem os outros. não tem amigos de longa data. e tenta. como se diz nas autópsias. e esta lacuna é tudo. o interno não agüenta tinta.Interpretação de texto I Avançar . algumas datam de quinze anos. vá. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários.” b) “Em tudo. através de outra linguagem – o cartum –. UFF-RJ Uma das características da prosa de Machado de Assis é a presença de referências ao leitor de seus textos.152. Identifique o fragmento em que o narrador emprega uma forma lingüística que expressa o leitor a quem se dirige: a) “Pois. a fisionomia é diferente. UFF-RJ O narrador do texto pouco aparece e menos fala.” 153. e quase todas crêem na mocidade. outras de menos. como todos os documentos falsos. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos.

que nos parecia muito longa. Tem. assim frios e temperados. “chã”: terreno plano. porque. Aí andavam outros. e outros quartejados de escaques. Nela. 2. de que nós deste porto houvemos vista. tinham os beiços furados e nos buracos uns espelhos de pau. / sustentada.” Carta de Pero Vaz de Caminha in: ROBERTO. muito chã e muito formosa.Texto para as questões 154 e 155. grandes barreiras.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. a modos de azulada. nem lho vimos Porém a terra em si é de muito bons ares. que andavam sem eles. “tintura preta. até agora. b) “Minha terra tem palmeiras. “escaques”: quadrados de cores alternadas como os do tabuleiro de xadrez. nem coisa alguma de metal ou ferro. delas brancas. não tínhamos nenhuma vergonha. que pareciam espelhos de borracha. para transportar água ou vinho. vista do mar muito grande. 5. a) “O Novo Mundo nos músculos / Sente a seiva do porvir”. que pareciam espelhos de borracha”: associação de imagem com a tampa de um vasilhame de couro. 4. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) “A terra é mui graciosa / Tão fértil eu nunca vi. tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que. 3. Senhor me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até a outra ponta que contra o norte vem. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. UFF-RJ Assinale o fragmento que representa uma retomada modernista da Carta de Pero Vaz de Caminha. ao longo do mar. querendo-a aproveitar. (Castro Alves). p 39-40. Esta terra. “Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. a saber. E alguns. 1999. um no meio e os dois nos cabos.” (Murilo Mendes). dar-se-á nela tudo. d) “Irás a divertir-te na floresta. a saber. / Onde canta o sabiá” (Gonçalves Dias). a estender olhos. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. bem moças e bem gentis. delas vermelhas. metade deles da sua própria cor e metade de tintura preta. compridos pelas espáduas. De ponta a ponta. é toda praia parma.Interpretação de texto I Avançar . “espelhos de pau. com cabelos muito pretos. planície. a modos de azulada”: é uma tintura feita com o sumo do fruto jenipapo. Rio de Janeiro: Lacerda. como os de Entre Douro e Minho. 62 GABARITO Vocabulário: 1. no meu braço” (Tomás Antônio Gonzaga) e) “Todos cantam sua terra / Também vou cantar a minha” (Casimiro de Abreu). Ali andavam entre eles três ou quatro moças. quartejados de cores. 154. “parma”: lisa como a palma da mão. e suas vergonhas tão altas. não podíamos ver senão terra com arvoredos. que recebia o nome de “espelho” por ser feita de madeira polida. infindas. por bem das águas que tem. não pudemos saber que haja ouro. Pelo sertão nos pareceu. de as muito bem olharmos. Águas são muitas. nalgumas partes. outros traziam três daqueles bicos. Marília. Paulo Pereira (org. E em tal maneira é graciosa que. nem prata.

b) A seqüência “o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte de nossa cultura” pode ser substituída. entre as classes mais pobres. que é possível o Brasil mudar esse quadro. à dedução de que a escola já foi a grande solução do Brasil e de que há necessidade de que não seja mais um problema. de forma tão natural quanto a chuva. e) O conformismo de nossa sociedade é menos perverso que os altos índices de repetência escolar. criando estrofes simétricas e com títulos. d) As expressões “volte a ser” e “deixe de ser” levam. Estamos às vésperas de uma eleição e o nosso voto pode contribuir decisivamente para que a escola volte a ser a grande solução do Brasil e deixe de ser apenas mais um problema. A verdade é que o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte da nossa cultura. UFF-RJ “Pero Vaz Caminha a descoberta Seguimos nosso caminho por este mar de longo Até a oitava da Páscoa Topamos aves E houvemos vista de terra os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam pôr a mão E depois a tomaram como espantados primeiro chá Depois de dançarem Diogo Dias Fez o salto real 15 as meninas da gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito olharmos 20 Não tínhamos nenhuma vergonha” ANDRADE. quase sempre às duas grandes vítimas desse monstrengo caótico que virou o ensino brasileiro: a criança e o professor. a) Para o autor do texto. dando-lhes novos títulos. U.. c) imitar e refazer em prosa a Carta de Caminha criando títulos para as várias seções. sob o título “Você acha normal que uma criança carente fracasse na escola? Nós não. 5 10 63 O procedimento poético empregado por Oswald de Andrade em seu texto é: a) reconhecer e adotar a métrica parnasiana. p. b) recortar e recriar em versos trechos da carta de Caminha. por ocasião das eleições de 1994.. dando-lhes títulos novos.) O pior é que a responsabilidade da cultura da repetência é atribuída. dando títulos nacionalistas às estrofes.) A vontade política e a criatividade do povo comprovam. em algumas experiências. entre as classes sociais mais ricas e. e) identificar e recusar os processos de colagem modernistas. Pelotas-RS Na imprensa brasileira. Oswald de. (.” GABARITO Marque a alternativa que não está de acordo com o texto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . via-de-regra. respectivamente. de modo significativo.155. “Os altos índices de repetência escolar só não são mais perversos que o conformismo de nossa sociedade com esse absurdo que está presente. o problema da repetência será resolvido com vontade política e criatividade por parte do povo brasileiro.”.. Poesias reunidas. advertem os eleitores a respeito do cuidado com a escolha dos seus candidatos. c) A expressão “duas grandes vítimas desse monstrengo caótico” remete a termos posteriores a ela. o calor e o frio.Interpretação de texto I Avançar . 156. 80. a UNICEF e a Fundação Odebrecht. de modo esmagador. d) reconhecer e retomar a prática romântica.. sem prejuízo do sentido global. por “como o fracasso na escola passou a ser encarado de forma muito natural. (. agora já faz parte de nossa cultura”. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.F. o sol. 1978.

O apetite insaciável. diferente dos outros primatas. usar ferramentas e se reconhecer no espelho. U. A primeira é o tamanho do cérebro. o dos macacos do Novo Mundo. 64 GABARITO IMPRIMIR De acordo com o texto: 01. Tiveram de apelar para o crime. Ele consegue pescar. em flagrante. O caso foi resolvido em março. Dê. interior de São Paulo. e estavam com fome. Para comer coquinhos.72. julho/00. Duas delas são fisiológicas. diz Eduardo Ottoni. quando a Polícia Florestal prendeu. ressalta o etólogo Eduardo Ottoni. são muito mais parecidos com seus primos de terceiro grau da África do que com seus conterrâneos. proporcionalmente maior nesses micos do que nos outros macacos americanos. é marca registrada dos espertos macacos-prego. “Eles podem andar sobre duas patas e também são perfeitamente capazes de aprender por observação”. As razões desse desenvolvimento cognitivo só começaram a ser compreendidas muito recentemente.E. eles mudam a dieta e podem atacar plantações ou mesmo assaltar casas. Maringá-PR Leia o texto a seguir: “Gênio da selva Apetite favorece a inteligência Quando se fala em bicho inteligente. Voltar Língua Portuguesa . o macaco-prego só podia mesmo ser um sujeito muito esperto. capazes de partilhar alimento”. Os macacos-pregos pertencem a um grupo menos evoluído de primatas. da Universidade de São Paulo. da mesma forma que o macaco-prego.Interpretação de texto I Avançar . o macaco-aranha e o muriqui são espécies de macacos da América. como resposta. 08. como o macaco-aranha e o muriqui. Foi isso o que aconteceu em Fernandópolis. p. Com relações tão complexas. aliás. 16. Os coitados haviam sido soltos numa mata na vizinhança da cidade. usam uma ferramenta: ajeitam o fruto cuidadosamente numa pedra e jogam uma outra em cima. a soma das alternativas corretas. na sociedade dos macacos-prego não existe a noção de poder e liderança. observa Ottoni. “São os únicos. Apesar da distância. Não é para menos. 02. o macaco-prego é o parente mais próximo do homem e pertence a um grupo menos evoluído de primatas. Os mandachuvas dividem a própria comida com os seus subordinados. Os outros primatas normalmente se organizam em torno de um macho dominante que controla o abastecimento do grupo. sobra tempo para atividades sociais e para cultivar amizades. A outra é o chamado polegar pseudoopositor. seu prato preferido. eles são capazes de procurar comida nos lugares mais improváveis. com força.” Superinteressante. Sem precisar disputar o coquinho de cada dia a mordidas. esse macaco africano consegue aprender por observação. A população da cidade entrou em pânico com uma misteriosa quadrilha que aproveitava a ausência dos moradores para roubar comida. a primeira palavra que vem à cabeça é o chimpanzé. 04. um bando bem organizado de 55 micos assaltantes. em fevereiro de 1999. existem duas razões fisiológicas para o desenvolvimento cognitivo do macaco-prego. Entre os macacos-prego o poder é diluído. Onívoros de carteirinha. Se não houver frutas nem insetos à mão. “Não existe um único líder no bando. o macaco-aranha e o muriqui são macacos africanos. abrir latas e frutas e escavar a terra movido pelo ímpeto de encontrar comida. As chefias são formadas por até três animais”. A sociedade dos micos também é mais democrática que a média. além do homem e do chimpanzé. Parente mais próximo do homem.157. depois que o zoológico municipal fechou. que dá uma destreza enorme ao animal.

simboliza os seres humanos que lutam. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. principalmente por parte dos escritores. e segue sua vida. Pelo contrário. e) A mulher brasileira. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. apenas suporta a dor de viver. não imputa aos literatos tal responsabilidade. a mulher da canção. É a dose mais forte e lenta De uma gente que ri. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . sofrem e resistem à dor de viver. como são todas as mulheres do planeta. – não me parece que se deva desprezar. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. Em geral. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. uma certa magia. Maria É o som. Texto para as questões 159 e 160. Divergência digo. mas que sabem perfeitamente os clássicos. é uma combinação de força e resistência. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. não se lêem muito os clássicos no Brasil.Interpretação de texto I Avançar . e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. a lágrima em riso. porém. ( ) Machado de Assis. Uma força que nos alerta. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. nem tudo temos os modernos. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. A influência popular tem um limite. em relação à compreensão e à interpretação do texto. Cada tempo tem o seu estilo.” Milton Nascimento e Fernando Brandt. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. b) A mulher. Feitas as exceções devidas. se fazem novas. desentranhar delas mil riquezas que. c) Maria. por intermédio dos escritores. ( ) Machado.158. A opção que melhor sintetiza o trecho da canção é: a) Todas as mulheres merecem ser amadas. Maria. propõe a mediação. não se lêem. ou antes por uma exageração de princípio.” GABARITO 159. representada pela Maria da canção. é o suor. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. AEU-DF Julgue os itens abaixo. 65 “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. ( ) Conquanto reconheça a necessidade de atualização da língua. o capricho e a moda inventam e fazem correr. A este respeito a influência do povo é decisiva. E não vive. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. apenas agüenta. Maria. locuções novas. ( ) Ele é de opinião que se pode muito bem prescindir do conhecimento dos clássicos para se saber corretamente a língua culta. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. apesar de defender a preservação da essência lingüística do Português. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. ( ) É notória a sua preferência pelo aristocrático e o tradicional e o seu desprezo pelo popular e o moderno. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. em seu texto. d) Maria. transforma a dor em alegria. Uma mulher que merece viver e amar Como outra qualquer do planeta. quando deve chorar. Maria É um dom. Mas se isto é um fato incontestável. entre a tradição e a modernidade. porque. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. no texto. outros há que os adotam por princípio. Há portanto certos modos de dizer. é a cor. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. Univali-SC “Maria Maria Maria. o autor se opõe à tácita aceitação de modismos. Nem tudo tinham os antigos. o que é um mal. à força de velhas.

3ª ed. – valorização das idiossincrasias regionais. por si.160. 66 Fragmento II “Quadrante que assim viemos. 13. In: Obra completa. 5ª. De repente. um povo prestativo. – lançamento de uma fábrica brasileira de cigarros. o texto lido pode ser classificado como crônica. João Ubaldo. nem terremotos. que o nome não se soubesse. Literatura brasileira. 158. porto Alegre: Sulina. p. no meio de serras de parte-vento e suas mães árvores. 1984. Fragmento IV “Agora estamos fartos de aventuras exóticas e mesmo de adjetivos clássicos e é possível dizer que este foi o último aventureiro exótico da planície. Para isso. Viva o povo brasileiro. o próprio. econômica ou política nacional. Até. pois desconhece o preconceito racial. ( ) fragmento II ( ) fragmento V ( ) fragmento I e III ( ) fragmento II e IV – integração nacional. Fragmento V “E mais! Um país de povo alegre. após apresentação de uma tese. – divulgação de qualidades do país com vistas à atração de turistas para a festa de comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil. Euclides da. porém. CUNHA.” RIBEIRO. Rio de Janeiro: Record. Manual de literatura brasileira. o sertão vem. em que todas as cores e raças se misturam livremente. 227. em magnífico resumo. Apud SANTOS.o senhor querendo se procurar. Rio de Janeiro: Marco Zero. Voltar Língua Portuguesa . II. Guimarães. 1995. o imperador do Acre. era o sertão churro.” SOUZA. Machado de Assis faz um ensaio crítico em que. em grande parte oriundas das circunstâncias físicas. que então vigoravam no Brasil do século XIX. perfazendo indagação. 626. revela-as. visto que aqui o preconceito é econômico. A marcha do povoamento. IMPRIMIR Em cada um dos itens seguintes. um país feliz! E mais! Um povo que nunca enfrentou guerras. p. os senhores de terras e gados. ( ) Toda a fundamentação lingüística de Machado é profundamente influenciada pelas premissas saussurianas. originaram diferenças iniciais no enlace das raças. muitos deles descendentes dos primeiros sesmeiros. 1997. nem furacões. Apud Sergius Gonzaga.” Fragmento I Procuremos.” GABARITO VERÍSSIMO. . Volnir e Adão E. O tempo e o vento. Carvalho. prolongando-as até ao nosso tempo. Fragmento III “E se eu lhe disser que vossa História está toda escrita. expõe os elementos que a compõem. na face e nas vidas das gentes que hoje se acham no réveillon do Comercial? E se eu vos assegurar que neste clube se agita uma espécie de microcosmo do Rio Grande? (. As circunstâncias históricas.se diz . Ante o que vimos a formação brasileira do norte é mui diversa da do sul. Os sertões. Mas. Depois dele: o turismo multinacional. AEU-DF Julgue os itens que seguem.. nem pestes.. ( ) Evitando o estilo fácil e superficial. Ia fazendo receios. Sertão. p. 162. A estrada de todos os cotovelos.. Porto Alegre: Mercado Aberto. 12ª ed. 1984. o grupo escolheu fragmentos que apresentam temáticas e enfoques diferenciados da realidade sociocultural. nem lutas fratricidas. do Maranhão à Bahia. julgue se o(s) fragmento(s) acima poderia(m) subsidiar a elaboração de um texto publicitário com a temática apresentada abaixo. quando a gente não espera. vol. nem vulcões. até. identificados abaixo. com sua dialética irresistível. acolhamo-nos ao nosso assunto. Definamos rapidamente os antecedentes históricos do jagunço. p. Um aventureiro que assistiu às notas de mil réis acenderem os charutos e confirmou de cabeça que a lenda requentou. o autor leva constantemente o leitor à reflexão. ( ) De roupagem metalingüística. UnB-DF “Um grupo de alunos de uma escola de propaganda e marketing recebeu a tarefa de criar textos publicitários a partir de fragmentos de textos da literatura brasileira.Interpretação de texto I Avançar .” ROSA. que dribla todas as dificuldades com o célebre jeitinho. o mesmo. ed. Grande sertão: veredas. Érico. ( ) Nele. Inaptos para discriminar as nossas raças nascentes. aonde lá. Descemos por umas grotas. de coração bondoso. Galvez. em relação à teoria e aos estilos de época na Literatura Brasileira. pela abertura de rodovias. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. neste intricado caldeamento a miragem fugitiva de uma sub-raça. 1989. efêmera talvez. nunca não encontra.. festeiro. Márcio. E mais! Um povo que convive em amenidade e cortesia. por esses lugares.) Ali estão dois representantes do clã pastoril. p. 161.

fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. “roubada” do Rio Grande do Sul. sem rede de segurança . AEU-DF-Modificada Julgue os itens abaixo. entre novos e velhos. também foi responsável pelo aprendizado dos modernistas. apesar de equivocada. ( ) Ao apontar os novos como herdeiros. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. Texto para a questão 163. E assim. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o ímpeto da loucura é exclusivo da senilidade. não existe geração espontânea. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. ( ) Para Mário Quintana. é latente a contenda entre novos e velhos poetas. Desde 1990. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. Quanto a mim. Para os executivos e a família. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. com a sua livre poética. “No Brasil. Veja.” BUCHALLA. Acontece que. c) As multinacionais empregam executivos estrangeiros. Em São Paulo. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. ( ) Para ele. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. em massa. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. 162. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. E. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. sem querer. embora sem querer. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. b) A Renault construiu uma colônia de franceses no Paraná. existem colônias de franceses no Paraná. 26/04/2000. Hoje. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. UEMS De acordo com o texto é correto afirmar que: a) Os estrangeiros têm vindo. com os espetáculos de circo dos parnasianos. Anna Paula. por sua vez. ressuscitada a cada geração. procurar emprego em nosso país. ( ) No primeiro parágrafo diz que a poética parnasiana. jamais fiz distinção entre uns e outros.Interpretação de texto I Avançar . Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. em prol do equilíbrio universal. Quanto a estes. na incauta adolescência.Leia o texto abaixo para responder a questão 41. Os (ainda) chamados modernistas. mais de 400 estão instaladas no país. são por natureza os nossos filhos naturais. deixa subjacente a condição de inferioridade deles em relação aos velhos.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. d) As multinacionais transferem executivos da matriz para o Brasil objetivando reforçar sua filial. Tanto de um como de outro grupo etário.” 67 GABARITO 163. e) Todas as 400 empresas transnacionais instaladas no Brasil trouxeram seus executivos da matriz. além de tudo. a mudança é um sacolejo completo na vida. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. por iniciativa própria. essa transferência representa um reforço na filial. Para as companhias. ( ) Depreende-se de todo que Quintana não estabelece relação direta entre a qualidade do poeta e sua faixa etária. Das 500 maiores companhias transnacionais. graças à Renault. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. já que aqui não há executivos preparados. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. em relação à compreensão e à interpretação do texto.

De tal maneira é graciosa que. No dia seguinte nasce e) Quanto aos bichos. p. Edição Zero. a arca. um número sem fim de animais povoavam as selvas e constelações de pássaros enfeitavam os céus sem fumaça do novo mundo descoberto. b) No chão espeta um caniço. UFPB-PSS A intertextualidade é a relação que ocorre entre dois ou mais textos. s/d. De plumagens mui vistosas.. rios. Ficarei muito saudoso Se for embora daqui. porque. critica de modo disfarçado a visão de Caminha sobre a terra descoberta. é muito boa de ares. No dia seguinte nasce Bengala de castão de oiro. melancias. e) III e IV.55. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s): a) I. já quinhentos anos passados. apesar da leve mudança no estilo. ainda haverá?” Texto extraído da revista Rivista. Salvo o devido respeito. tem-nos muitos. Tão fértil eu nunca vi. a terra em si. assim os achávamos como os de lá. Quanto aos bichos. Texto I “Fragmento da Carta de Pero Vaz de Caminha .Interpretação de texto I Avançar . nas praias douradas desse novo país. Rios e riachos corriam límpidos. Senhor. cajueiros. Tem goiabas. confirma a visão de Caminha sobre a terra descoberta. Cruzados não faltarão. tão frios e temperados. nem mulatas. palmeiras. Banana que nem chuchu.Textos para a questão 164. papagaios. tem-nos muitos. Bengala de castão de oiro. quando for a vez desses meninos? Riachos.” Texto II “Carta de Pero Vaz (Murilo Mendes) A terra é mui graciosa. cristalinos e plenos de peixes. “Ainda não haviam louras. Diamantes tem à vontade. Araras. Fortaleza: Editora RISO. Banana que nem chuchu. nem biquínis. II e III. melancias. Era assim o Brasil de Cabral. capivaras. Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. O corpo do texto é uma paráfrase da Carta de Caminha pois: I. mantém o mesmo olhar positivo de Caminha sobre o futuro da terra brasileira. Essa ironia é traduzida claramente pelo(s) verso(s): a) A terra é mui graciosa. b) I e III.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Reforçai. GABARITO 165. como os de Entre-Douro e Minho. c) I. onças.. Como será esse país no futuro. embora escrita no mesmo estilo. verifica-se que Murilo Mendes ironiza a exaltação da terra feita por Caminha. Havia outra raça bronzeada que corria nua pelas matas e florestas e pelo litoral.. querendo aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. d) Diamantes tem à vontade. III. Vossa perna encanareis. mangueiras. Tão fértil eu nunca vi. neste tempo de agora. Esmeralda é para os trouxas. Águas são muitas e infindas. Essa relação pode dar-se em forma de paráfrase ou de paródia. faz críticas explícitas ao aspecto ufanista da Carta. II. Tem macaco até demais. onças e capivaras.” 68 164. araras e papagaios. UFPB-PSS Após a leitura dos textos I e II. c) Tem goiabas. Texto para as questões 41 e 42. nem surfistas. IV. No chão espeta um caniço. árvores. d) II e IV. A gente vai passear.

Unifor-CE De acordo com o texto: a) as noções de presente. é correto afirmar que o autor pretendia: a) dizer que havia muitas índias na terra descoberta. UFPB-PSS A respeito da manchete: Cabral descobre o caminho das Índias. d) explorar a sinonímia das palavras. As questões de números 167 e 169 referem-se ao texto abaixo. passado e futuro fundem-se simultaneamente na mente humana. Unifor-CE A expressão aura mágica denota no texto um: a) passado feliz. b) dizer que Cabral descobriu o caminho que o levaria para as Índias. Existe um tipo de operação mental capaz de transfigurar os acontecimentos do passado. sentimentos de angústia. e) ar misterioso. d) sentimento saudosista. “Ser”. Unifenas “O Relógio Diante de coisa tão doída conservemo-nos serenos. c) usar a homonímia para causar um efeito humorístico. e não do ser. 169. está correto o que se afirma somente em: a) I. Perpassam. d) o saudosismo é sentimento característico daqueles que usufruíram de um passado agradável. em todo o poema.” Cassiano Ricardo. e) o bom e o interessante representam-se como alvo permanente da ambição humana. Cada minuto de vida Nunca é mais. II. Entre o saudosismo e a mitificação não há distância. “É próprio da natureza humana olhar o passado com melancolia. c) III. como demonstram os relatos das décadas de 60 e 70. c) os relatos das décadas de 60 e 70 revelam uma nota da melancolia reinante na época. nem futuro. Desde o instante em que se nasce já se começa a morrer. e) IV. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto I Avançar . e) II e III. e) usar a paronímia a fim de confundir o leitor. niilismo e revolta. que é de ligação.166. estamos mais próximos da morte. A respeito dos enunciados acima. c) halo de encantamento. a passagem do saudosismo para a mitificação é instantânea. d) III e IV. b) II. IV. GABARITO 170. III. Está correto o que se afirma apenas em: a) I e III. Os versos 3 e 4 expressam a idéia de que. c) II e III. Em suas reminiscências. corresponde à nossa existência que é o estado transitório. b) é tendência própria da natureza humana a visão fantasiosa do passado. é sempre menos. Os relatos das décadas de 60 e 70 limitam-se a um registro dos fatos sociais mais notáveis. no verso 5. b) II e IV. ligado à classificação morfológica do verbo ser. 168. d) I e II. Unifor-CE I.” 69 167. até o ruim de outrora ganha uma aura mágica. a cada instante que passa. II. O relógio faz pensar na efemeridade de nossa existência na Terra. III. como se o bom e o interessante não tivessem presente. Considere as seguintes afirmações a respeito do texto: I. Ser é apenas uma face Do não ser. b) sentido excepcional. Nessa operação mental.

dar-lhes pseudônimo. quando formos verazes. às vezes com louvores de sustentáculos dela. casos passados há dez anos – e.As questões de números 171 a 173 baseiam-se no texto abaixo. os civis não conseguem fazer-se ouvir pelas autoridades do poder. Efetivamente se queimaram alguns livros. Além disso. Entre elas. tiradas demagógicas. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas e. Unifor-CE Infere-se do final do texto que: GABARITO a) sempre há pessoas que aceitam a opressão política e se beneficiam dela. sem disfarces. e) as normas gramaticais e as ações da força policial. como adiante se verá. contra a existência de uma censura prévia. com o decorrer do tempo. assim.Interpretação de texto I Avançar . 70 171. b) julgava-se incapaz de colocar num livro os acontecimentos que vivenciara. indulgentes ou cegos. com o uso de pseudônimos ou de outros disfarces. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima. digo os motivos por que silenciei e por que me decido. Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos. ou alguém em quem não se pode confiar. e) tencionava prender-se aos fatos. com os nomes que têm no registro civil. mas nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei. Unifor-CE O autor situa num mesmo plano. depois de muita hesitação. 172. caso o escrevesse. enfim. d) a impossibilidade de escrever com clareza. palavras de ordem. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício. me impediram o trabalho. c) a força policial e a ausência de anotações que sirvam de apoio à narrativa. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a delegacia de Ordem Política e Social. sem romanceá-los. redigir esta narrativa. b) um depoimento verdadeiro. realizando atos esquecidos. o escritor é como um cego. quase impossível. ia-me parecendo cada vez mais difícil. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade – talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. para publicar suas obras. como limites à liberdade de expressão. inibe também a capacidade de criação literária. b) a falta de liberdade política. Unifor-CE O autor enumera razões que justificam um silêncio de dez anos. e) sem liberdade de criação. De fato ele não nos impediu escrever. ninguém nos dará crédito. Também me afligiu a idéia de jogar no papel criaturas vivas. d) escrever romances só é possível em determinadas situações políticas. em qualquer época ou lugar. é incorreta: a) existia uma censura prévia. seria injustiça. julgando a matéria superior às minhas forças. repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP. e a proibição de usar nomes verdadeiros. perderemos qualquer vestígio de autoridade e. principalmente escrita: IMPRIMIR a) os fatos reais em oposição à invenção literária. como realmente haviam ocorrido. os hábitos de um decênio de arrocho. mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos. que o impediria de publicar seu livro. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. c) numa época de força policial. 173. com intenção de dar veracidade aos fatos. Não vai aqui falsa modéstia. antes de começar. ainda nos podemos mexer. c) sentia-se desautorizado a relatar fatos sobre pessoas reais e identificá-las por seu verdadeiro nome. d) perdera as anotações que havia feito.” Graciliano Ramos. porém. a polícia. “Resolvo-me a contar. Isto. Repugnava-me deformá-las. mas foram raríssimos esses autos-de-fé. e disto escasso prejuízo veio à produção literária. fazer do livro uma espécie de romance. Voltar Língua Portuguesa .

a sobrevivência do bom senso mesmo que o cotovelo doa colocam freios em boa parte das pessoas que dele sofrem – por isso. quanto terrestre. como nas parábolas sagradas dando de comer aos pássaros ou secando nas pedras. são símbolos do poder divino. d) O Bem e o Mal fazem parte da vida. é velha como o mundo. A morte é uma atitude extrema. como lidar com esse veneno Marido apaixonado desconfia que a mulher. mesmo aqueles que prejudicam uma plantação comendo as sementes. e o Bem e o Mal sempre brotando da árvore. UFR-RJ A narração que dá início ao texto aborda um tema: a) ausente nas obras clássicas. 71 174. desde os tempos bíblicos. GABARITO Texto para as questões 176 e 177. 175. A realidade. no texto em que Otelo. ou os cofres que tu vais encher e as coisas que tu vais transformar. 2. mata a mulher e se mata. no ritmo lento da natureza. homens e mulheres mataram (e matam) pelo mesmo motivo: o ciúme. no seu cruel desenrolar. IMPRIMIR 176. antes de calculares os lucros da seara. d) a simplicidade da vida campestre. e) O cultivo da terra garante os alimentos de toda a população.” LIMA. b) recorrente na literatura universal. e os ramos benfazejos descendo sobre novos berços. Rio de Janeiro: Aguilar.Para responder às questões de números 174 a 175. insuportável para quem sente e doído. linda. b) A árvore sempre foi e continuará associada à noção da bondade divina. e) próprio da literatura socialmente engajada. induz a uma acomodação do homem à rotina diária. perigoso. A tragédia. vê através do pequeno embrião de árvore: a sombra. mata a doce Desdêmona. mas as tragédias clássicas acabam sendo a melhor tradução para a força destruidora e devastadora desse sentimento. b) os pássaros. v. no mundo inteiro. o verniz civilizatório ou. e antes de somares o valor da jóia que vais dar a tua noiva. 57.. um sentimento insano. Por fim.. c) as crianças serão sempre mais felizes e saudáveis se crescerem em contato com a natureza. por elevar seus galhos ao céu. no século XVII. o amigo é sincero. doente. o pastor tocando a sua gaita e a virgem derrubada debaixo da fronde. “Ciúme. para quem é alvo dele. desde que eles estejam floridos. e só por isso. Assim foi descrita magistralmente por William Shakespeare. paranóico. por aquilo que produz.)” Veja: 14/06/2000. A mulher é honesta. o trai com um amigo. e sempre galhos subindo para a glória de Deus e sempre galhos descendo para a fome da terra.Interpretação de texto I Avançar . familiar e do mundo todo. e) a árvore é sinônimo de vida. d) inerente a qualquer manifestação literária. as ruas não estão coalhadas de corpos adúlteros ou apaixonados desprezados. Poesias Completas. Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas. tanto espiritual. 1974. considere o poema que segue. o general mouro. e as sementes. Jorge de. e o neto do pastor subindo nos galhos à procura dos ninhos escondidos. p. simplesmente. Voltar Língua Portuguesa . (. UFSE Infere-se corretamente do poema que: a) os galhos de uma árvore podem simbolizar mais as coisas boas que as más. “Antes de lançares a semente no chão. mas o marido só enxerga à sua volta indícios da traição inexistente. UFSE A idéia central do poema está em: a) Uma semente é a síntese da vida individual. Antes dele e depois dele. c) A árvore que brota da semente é o símbolo da riqueza material. c) cultivado pelas elegias pastoris. transtornado.

e) a importância do século XVII para a literatura brasileira. b) lembrança.427 bolsas de sangue. d) o adultério. O vento nasce e morre no horizonte: o mundo é redondo. E no entanto o vento uiva. os calouros ensinaram crianças de favelas a escovar dentes. 72 178. E sempre prossegue rumo ao norte. tarefa dos novatos de Oceanografia. O hemocentro de São Paulo recebeu. IMPRIMIR A idéia central do texto é: a) O trote aos calouros deve ser. UFR-RJ O comentário sobre o ciúme chama a atenção do leitor para: a) a ação inibidora das convenções sociais. Univali-SC “Calouros como gente As boas iniciativas que transformam o ritual de entrada na faculdade num momento feliz. vagabunda.” VIEIRA. Escolas como a FGV.177. c) As universidades têm obrigação de criar trotes sociais. transformaram a recepção em coleta de sangue. na árvore dobrada. como faca.) A solução encontrada pela UERJ foi transformar o trote em atividade cívica. de uma vez por todas. 179. mesmo na cidade: tem presente seu passado. d) medo da fugacidade do tempo. todas de São Paulo. 26 de abril de 1999. E geme. USU-RJ Marque a opção que apresenta a palavra que primeiro marca o tempo no poema: a) chuva. Ninguém precisou pedir dinheiro na esquina ou teve os cabelos pintados. alunos do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Veiga de Almeida. e) passa. os calouros só precisaram levar 1 quilo de alimento não perecível.Interpretação de texto I Avançar . do Rio de Janeiro. divirto-me como os desenhos abstratos Que desenha em gotas na vidraça. como fizeram os alunos de Odontologia no ano passado. Em todo o país começa a vir à tona uma série de boas idéias que pode transformar o ritual de entrada na universidade um momento agradável – e não em festivais de estupidez. Texto para as questões 178 e 179.Época. Para participar da festa. USU-RJ O vento só não causa no poeta: a) postura nostálgica em relação ao tempo. abolido. que serão doados para obras sociais. o vento nasce e morre no horizonte. c) vento. ou recolher lixo nas praias. d) Os trotes tradicionais podem virar trotes solidários. b) Há várias maneiras de camuflar o trote tradicional. Lembrança – o vento pertence ao campo. 180. o vento chega arrefecido na cidade. como tema constante das tragédias gregas. Voltar Língua Portuguesa . Em outros estados há iniciativas de trote solidário semelhantes ao da UERJ. 3. d) nasce. unidos. gotejante: o vento a corta. GABARITO Há caminhos suaves para abolir o trote violento. c) desligamento da realidade. c) os perigos do verniz civilizatório para o homem. promoveram o “trote solidário”.” Flávio Aguiar.. Uma rês geme.. b) a influência maléfica de uma obra literária. a Faculdade de Economia e Administração (FEA) e a PUC. e) curiosidade quanto à origem do vento. (. Marceu . Protegido no copo de conhaque. no início do ano. b) intenso questionamento sobre tempo. Estranha faca: gelo e água. E no entanto o tempo passa: Do campo. “(minuano) A chuva escorre na vidraça: na rua o vento uiva. Arrecadou-se mais de 200 quilos. Há 15 dias. levam os calouros para a rua e. Em vez de cumprir tarefas vexatórias. Mais estranho: o mundo é redondo. e) Os calouros são a favor dos trotes independentemente do tipo.

que ficam diante da televisão vendo as representantes da inconseqüência nesse vale-tudo sombrio. Mac Margolis. Luiz Octávio de Lima. mas pouco ou nada fazem nesse sentido.março de 1999. essas coisas constrangedoras para um país que se diz sério e pretende crescer a começar por sua infância. Quero aprender com a indústria da moda. artesãos profissionais e alguns executivos e empresários –.” CAMARGO. enquanto outras nada têm.. Algumas pessoas dizem que o trabalho é sua principal diversão. São apresentadoras medíocres interessadas apenas em ensinar a dança da bundinha. são apresentadoras dos programas infantis.Interpretação de texto I Avançar . Texto para a questão 183. em muito poucas circunstâncias. Divertir-se trabalhando ou trabalhar divertindo-se é. casar.” Revista Caros Amigos . a passarela. de outro lado. 1998. você tem que ser sexy. comecei a levar o trabalho numa boa. 73 182. têm família. Então fica assim: de um lado. só que o palco é a capa da revista. no outro. Introdução. b) Os programas infantis ensinam às crianças danças constrangedoras e escandalosas. É como vida de atriz. mas. Quero voltar ao Brasil. em tese. No começo eu confesso que trabalhava mais pelo dinheiro. no Brasil.. ainda que dificilmente ao mesmo tempo. ( ) Na linha 4. Lygia – texto de Álvaro de Alves de Faria. ambos desamparados. o objetivo de todos. na prática. São alguns privilegiados – como artistas. uma exceção válida para muito poucos. p. maluquete. “Confissões de Gisele Bündchen para o editor-chefe da revista Ícaro Brasil. São Paulo: Moderna. Texto para as questões 182. a grande legião de crianças abandonadas à própria sorte neste país absurdo. a respeito da organização das idéias do texto. pessoas que conseguem imprimir um ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução. Não quero trabalhar para sempre. Univali-SC “. penso em cair fora. c) A responsabilidade das apresentadoras de programas infantis nem sempre é o ponto forte da programação das emissoras. ( ) O texto demonstra que a tese de que somente o trabalho lúcido dignifica o homem não é comprovada na prática. família. e. “É difícil ser faber e ludens ao mesmo tempo Somos sempre faber e ludens. e) Algumas crianças têm tudo: casa.. a dança da garrafa. ingênua e. Com o tempo. as outras crianças que têm casa.181. ( ) O texto “ainda que” confere à oração subordinada uma idéia de conseqüência e admite ser corretamente substituído por já que.. amanhã uma perua no shopping. em Nova York Trabalho e prazer. destinados às crianças. mesmo quando dispõem de outras alternativas e as aproveitam. In: Educação para o lazer. no Bubby’s. que intensifica “poucos” e “poucas”. ( ) Depreende-se do texto que “pessoas que conseguem imprimir ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução” são aquelas que alcançam o “objetivo de todos”. A idéia central do texto é: a) As crianças. ter filhos e uma fazenda. Num dia. que poderiam contribuir para a educação infantil. UnB-DF Julgue os itens que se seguem. podem ser vistas como pertencentes a dois grandes grupos. d) Uma crítica às apresentadoras de programas infantis. e vivem nas ruas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . é uma palavra invariável quanto a gênero e número. 22.” Ícaro Brasil. assistência. ( ) Infere-se da leitura do texto que a intensidade e o tempo aplicados ao trabalho são fatores relacionados ao “ritmo pessoal”. o termo “muito”. não me destruir com ela. 1/2000 (com adaptações). E depois? Daqui a cinco anos. esportistas. depois. Hoje uma soldada na guerra.

às exigências do mercado de consumo para. a indagação de suas fontes. mas utilizálas. Dê. DF: Ministério da Educação. vestibulando e stress dão uma mistura explosiva. com atenção. com cautela e moderação. 01. a democratização de seus usos. já que estas representam o trato com o novo. na atualidade. com o desconhecido que amedronta. julgue os itens seguintes. não invadem a vida das pessoas. como resposta. SAIA DO STRESS A partir do dia 9. Afinal.183.Interpretação de texto I Avançar . apesar de simbólicos a princípio. as expressões “Quero aprender” e “não me destruir” são empregadas como semanticamente equivalentes. Embora hoje as tecnologias de comunicação e informática façam parte do cotidiano das pessoas. O sentimento experimentado por aqueles que ainda não entendem as inovações tecnológicas é de desconfiança. acabam por concretizar-se. por carregar bem o trabalho e precipitar-me. o tempo. os múltiplos aspectos que caracterizam a vida do homem. viver e ser. 1999. você vai ficar mais relaxado e em boa companhia. 185. portanto. UnB-DF Com relação ao texto e ao fragmento de texto acima. 133-4). Seus padrões são arquitetados simbolicamente como conteúdos sociais. pela significação textual. o reconhecimento de suas possibilidades. UFMS Assinale a(s) alternativa(s) que se mostra(m) ao texto lido. mas produtos de práticas sociais. ( ) Para que o fragmento de texto obedeça às exigências da norma culta formal. o pronome pessoal “você” está empregado como indicador de um sujeito indeterminado. as expressões “levar o trabalho numa boa” e “cair fora” devem ser substituídas. é correto concluir que a entrevistada admite que deixou de ser muito faber para se tornar mais ludens. As tecnologias em questão podem ser tomadas como máquinas. em 1º ago. 32. adequando-as às suas possibilidades e às exigências do mercado de consumo. A escola não deve opor-se às tecnologias de comunicação e informática. pois resultam de processos históricos e sociais que. o espaço. e responda à questão proposta. Cabe à escola o esclarecimento das relações existentes. UFGO Leia a mensagem publicitária abaixo. Elas fazem parte da vida das pessoas. ainda não a entendem. como a qualquer pessoa nas mesmas circunstâncias. DIA 9. Serão 16 sessões de uma análise completa e descomplicada dos livros indicados para os vestibulares da Federal. estas ainda resistem ao seu uso por falta de conhecimento sobre o assunto. atender às demandas sociais. a consciência de sua existência. As tecnologias da comunicação e informação não podem ser reduzidas a máquinas. em seguida. Fique esperto! Toda 2ª vai ter um novo livro pra você! IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o movimento: o mundo plural hoje vivido. apesar de conviverem com ela. publicada em O Popular. a soma das alternativas corretas. respectivamente. ( ) No fragmento do texto. em primeiro lugar.” 74 184. É só ler e relaxar que você tira de letra qualquer questão de literatura. ( ) No fragmento de texto. se mostram nos processos comunicativos derivados das necessidades sociais. Os padrões das inovações tecnológicas adaptam-se. a trabalho e divertimento. Qualquer inovação tecnológica traz certo desconforto àqueles que. resultam de processos sociais e negociações que se tornam concretas. Texto para a questão 184: “O trecho abaixo foi retirado dos PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – ENSINO MÉDIO (Brasília. corresponde tanto a eu. 02. 04. ( ) Considerando que as expressões “faber” e “ludens” correspondem. 16. toda segunda-feira. para depois haver uma adaptação mercadológica. 08. As tecnologias não são apenas produtos de mercado. construídos historicamente. Leia-o. formatos e recursos procura reproduzir as dimensões da vida no mundo moderno. Novos modos de sentir. A organização de seus gêneros. espelham. da Católica e outras faculdades. pensar. Gisele Bündchen. respectivamente. p. Os processos comunicativos têm sua origem nas necessidades sociais e. 1999.

“Carregar mate” significa alguém ficar segurando a chaleira. morena e matuta. 32. ( ) o vestibulando terá.. 3. ( ) a metonímia utilizada na última frase do texto pode induzir o leitor a um equívoco intelectualmente danoso. o de acreditar que a análise do livro dispensa a leitura do mesmo.)” NOVEIRA. As duas bebidas – o chimarrão e o tereré – são tomadas sempre durante o dia. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. De acordo com o clima. pode ser associada à chegada da noite. como chê-kambá ou cunhataí.Considerando-se que. 75 186. regado a água quente. A expressão na hora do quiriri. não apenas de relaxar-se e ler a análise dos livros indicados. sob um laranjal. uma bomba ou bombilha e a erva moída. 02. 08. Texto para a questão 187.Interpretação de texto I Avançar . Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. passar a cuia de uma mão para a outra. Campo Grande. de cachimbo da paz. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. bem gelado. Tereré é o refresco. respeitando a vez de cada um. IMPRIMIR GABARITO “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. passa-se do chimarrão ao tereré. 2. UCDB. senão a erva pode azedar. como resposta. sem açúcar. Leia o texto que segue para responder a questão 186. Se houver os serviços de alguma bugra para “carregar mate”. Chimarrão é o mate cevado. 04. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. Você corrige dois erros. O mate é o principal ingrediente tanto do chimarrão quanto do tereré. dará mais sabor à erva.. para “tirar de letra qualquer questão de literatura”. devido à predominância da função fática. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. para não azedar o mate. de uma boca para a outra. 23. a leitura obrigatória de livros da literatura brasileira tem um propósito pedagógico. o vestibulando estará valendo-se de um meio de atenuação do stress decorrente das muitas exigências do vestibular. recebe a ênfase nessa comunicação. Dê. (. ótimo. O arado e a estrela. tudo muito morno e quente. lendo o material anunciado. O ideal é tomá-lo numa grande roda. Ed. a soma das alternativas corretas. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. vestibular e leitura dos livros. 4. daí se sugere que. explicitado pela palavra você. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que NÃO está(ão) de acordo com o texto. mas o espírito de serenidade e união que se cria entre os participantes. alguma palavra em guarani. 1996. Os serviços de uma bugra para “carregar mate” são indispensáveis. O que importa realmente para quem toma mate não são as condições atmosféricas. p. pode-se afirmar que: ( ) se depreende do texto uma associação entre stress. Raquel. tudo semelhante a “um coração verde com uma artéria de prata”. 01. a conversa será mais lenta. é oportuno perguntar-se: no cumprimento desse dever que se impõe ao vestibulando? Analisando-se os efeitos de sentido que a linguagem permite criar no referido anúncio. mas também de ler os próprios livros. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. Se alguém falar alguma frase. Você corrige um erro. Você fica louco da vida. tal como aparece no 6º (sexto) parágrafo. ( ) o canal. com sol forte e poeira envolvendo tudo. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro.’ Considere as seguintes atitudes: 1. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata.” (Lourenço Diaféria) Voltar Língua Portuguesa . conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. O uso de palavras ou expressões em guarani faz parte de um ritual mágico inerente à tradição. para o vestibular. 16.

E o leitor do noticiário. para falso: ( ) Na expressão pichar em muro caiado. e F.” Rachel de Queiroz. Cantor de forró do Ceará. tem significação mais extensa. funk. ou até na rua. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. falemos de nós. a todo instante tropeça e se engasga com rap. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. back é beque. A começar que a nossa língua oficial. ( ) As opções 3 e 4 refletem posturas diferentes em face da escrita.. uma de aceitação e outra de não-aceitação de problemas relativos à ortografia. como um peru de farofa. deixando de lado os índios que nós. o que foi uma bênção. Leia os textos que seguem. chamando-o de ‘desporto’. por exemplo. etc. Mas não pega. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. especialmente o futebol (não mais foot-ball). que. punk. como as do texto. cada uma fala o seu dialeto. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. demonstra a intenção do jornalista em impor aquela língua. se você for a fundo no assunto. UFMT Assinale V. nós a recebemos do colonizador luso. é engraçado. o preto e o branco. ou pior. que alguns tentaram. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão “centroavante”. etc. e) Palavras estrangeiras. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. mas devem ser chatos ou difíceis. Nas páginas dedicadas ao show business. é estrangeira imposta pelo colonizador. por exemplo. b) O fato do inglês “rechear” os jornais. 76 GABARITO Texto II 188. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. para verdadeiro. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). soap-opera. que não se pode traduzir literalmente por “arte teatral”. UEMS No texto I. inclui as apresentações em várias espécies de salas. pelo menos. Mas. por exemplo: é todo recheado de inglês. já que a gente não os conhece nem de nome. como na África. No esporte é a mesma coisa. c) O português é língua oficial do Brasil e o inglês. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. o português.Interpretação de texto I Avançar . Eles servirão de base para as questões 188 e 189: Texto I “(. Ficamos nas adaptações tipo “futevôlei”. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. onde as melodias podem ser originalmente nativas. literalmente.. então. permitem que o falante invente e importe as palavras que melhor lhe convier. Os índios têm lá os jogos deles.187. contrapõem-se duas cores. o pataxó. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. Imagina se. “meio-de-campo”. toma um susto.. é possível inferir que: a) A autora defende a utilização de uma “língua geral” dos índios como língua oficial do brasileiro. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. se fosse realidade a falada “língua geral” dos índios. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . se não for escolado no papo. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. tudo é show. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. d) Os neologismos impostos pelos jornalistas esportivos deveriam ser banidos do nosso idioma. Pois aqui no Brasil. ou. ( ) O texto faz alusão à escola pela escolha tanto da forma de dizer quanto daquilo que diz. pelo menos. os brasileiros. Pegue um jornal. por exemplo.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. etc. pretendemos ser. ( ) Escrever em muros e paredes e aplicar piche são acepções do verbo pichar e ambos cabem no texto. pelo menos é o que informam os especialistas.

erguendo-se com ímpeto de anta bravia. e chegaram finalmente à cozinha. b) I e III. Aluísio. vendo que ela se não despachava. Senhor. para as não comprováveis. pálido. O cortiço. De coração vos busco. Soneto. que a sua carta de alforria era uma mentira. as palavras estrangeiras são bem-vindas à língua portuguesa. Os polícias. c) o valor da jóia que vais dar a tua noiva. Bertoleza. UEMS A respeito do texto II. dai-me os braços.” AZEVEDO. d) ou os cofres que tu vais encher. escamando peixe. Em virtude de tantas palavras importadas. É verdade. não tendo coragem para matá-la. Salvador-BA 77 “Ofendido vos tem minha maldade. Estão corretas: a) I. d) II e III. 229-30. Reconheceu logo o filho mais velho do seu primitivo senhor. com as mãos cruzadas nas costas. ( ) Consciência da efemeridade das coisas. então. Gregório de. que havia já feito subir o jantar dos caixeiros. b) antes de calculares os lucros da seara. e encaminharam-se todos para o interior da casa. ( ) Relação de causa e efeito apresentada no verso 3. III. depois um pequeno corredor que dava para um pátio calçado. p. recuou de um salto e. João Romão ia atrás. UFSE “vê através do pequeno embrião de árvore” O verso em que o poeta emprega a palavra correspondente à expressão em negrito é: a) antes de lançares a semente no chão. Maldade que encaminha a vaidade. Atravessaram o armazém. s/d. Jesus!” MATOS. é possível concluir que: I. Arrependido estou de coração. que o acompanharam logo. In: Poemas escolhidos. falar português é como falar inglês. Bertoleza. c) I e II. Delinqüido vos tenho.Interpretação de texto I Avançar . ( ) Dualidade entre o profano e o sagrado. ( ) Relação de equivalência semântica entre os versos 6 e 7. Num relance de grande perigo compreendeu a situação. 191. São Paulo: Círculo do Livro. Luz que claro me mostra a salvação. Assinale V para as afirmativas comprováveis no texto e F. 281. ( ) Predominância do hipérbato na primeira estrofe. II. Vaidade que todo me há vencido. e) e as coisas que tu vais transformar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . antes que alguém conseguisse alcançá-la. 190. Misericórdia. Ofendido vos tem minha maldade. p. amor. restituía-a ao cativeiro. Vencido quero ver-me e arrependido. já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado. a rigidez métrica e a regularidade das rimas. que hei delinqüido. ensinava-lhes o caminho. Arrependido a tanta enormidade. Botelho. estava de cócaras no chão. O inglês é tão usado no Brasil que algumas palavras acabam sendo incorporadas ao nosso idioma. U. e que o seu amante. para a ceia do seu homem. e um calafrio percorreu-lhe o corpo. Quando necessárias. desembainharam os sabres.” E depois emborcou para a frente. à frente deles. A salvação pretendo em tais abraços. 1993. Uneb-BA Texto I “O sujeito fez sinal aos dois urbanos. e) III. rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue. quando viu parar defronte dela aquele grupo sinistro. São Paulo: FTD. Jesus. e ofendido. ( ) Estruturação do poema segundo padrões clássicos: soneto. Abraços que me rendem vossa luz. GABARITO 192.189. adivinhou tudo com a lucidez de quem se vê perdido para sempre: adivinhou que tinha sido enganada.

ed.. 1972. UFPE “Abrasileiramento da língua portuguesa no Brasil dos primeiros tempos A ama negra fez muitas vezes com as palavras o mesmo que com a comida: machucou-as. tão tarde? Que escrevem. pipi. e) 1. Rio de Janeiro: José Olympio. “Que estão fazendo. Obra Poética. pensam? Mostram livros proibidos? Lêem notícias nas Gazetas? Terão recebido cartas de potências estrangeiras?” (Antiguidades de Nimes em Vila Rica suspensas! Cavalo de La Fayette saltando vastas fronteiras! Ó vitórias. um amolecimento de resultados às vezes deliciosos para o ouvido. 1958. 4.Texto II “Através de grossas portas. A que evidencia uma idéia comum aos dois textos é: a) Morte vista como libertação. Voltar Língua Portuguesa . Sem rr nem ss. bem coletivo. 9ª ed. conversam. p. inaugurado com a ama negra.” MEIRELES. IMPRIMIR 5. Efeitos semelhantes aos que sofreram o inglês e o francês noutras partes da América. A escolha das palavras. 3. – e há indagações minuciosas dentro das casas fronteiras. c) Liberdade. destacando. os ossos. 2. solene. b) 1. GABARITO Com base na compreensão do texto. 151-2. Gilberto. flores das lutas da Independência! Liberdade – essa palavra que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique. lili (.. só deixando para a boca do menino branco as sílabas moles. O falar “doce”. as durezas. 78 d) Denúncia da exploração do homem pelo homem. 2 e 4. bumbum. é uma das falas mais doces deste mundo. firmou-se em todas as regiões do Brasil. fruto da luta política. nenen. indistintamente. do escravo preto junto ao filho do senhor branco.” FREYRE. E não só a língua infantil se abrandou desse jeito. 3 e 5. O autor demonstra perceber que há níveis distintos de formalidade entre o falar da criança e aquele do adulto. a fala séria. ao contacto do senhor com o escravo. a influência da cultura africana. festas.. palavras que só faltam desmanchar-se na boca da gente. analise a coerência das seguintes afirmações: 1. O autor põe em paralelo os campos da linguagem e da gastronomia brasileiras. mas fica escrita a sentença. sentem-se luzes acesas. inventa.Interpretação de texto I Avançar . Cecília. 193. Não fica bandeira escrita. O fato apreciado pelo autor constitui uma particularidade da língua portuguesa em solo americano. Casa-Grande & Senzala. 3 e 4. ora ao texto II. tirou-lhes as espinhas. 3. “esse português de menino”. c) 1. nesses campos. do princípio ao final do texto. tatá. Daí esse português de menino que no Norte do Brasil. tem um sabor quase africano: cacá. b) Liberdade enfocada no plano individual. 3 e 5. Rio de Janeiro: José Aguilar. mas a linguagem em geral. da gente. toda ela sofreu no Brasil. A linguagem infantil brasileira. As afirmativas a seguir referem-se ora ao texto I. as sílabas finais moles. e mesmo a portuguesa. 2. Estão corretas apenas: a) 2. reforça a convergência encontrada pelo autor entre ‘falar’ e ‘saborear’. principalmente. e) Liberdade como valor imprescindível à condição humana. imagina. sob a mesma influência do africano e do clima quente.) Esse amolecimento se deu em grande parte pela ação da ama negra junto à criança. e ninguém que não entenda!) E a vizinhança não dorme: murmura. d) 4 e 5.

Oitenta por cento de ferro nas almas. E o hábito de sofrer. Ora.” c) “este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. Itabira é apenas uma fotografia na parede. Por isso sou triste.Interpretação de texto I Avançar . com seu vestido branco. tive gado. Hoje sou funcionário público. U.” d) “de suas noites brancas. 1997 p. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. pois. o nosso encarcerado estudante soltou as velas da barquinha de sua alma.Leia o texto abaixo para responder às questões de 194 a 196. que tanto me diverte. que voou. 79 194. é doce herança itabirana. de suas noites brancas. Tive ouro. e pela primeira vez em sua vida. A vontade de amar. c) o poeta. e o amor. PUC-RJ Texto 1: “Já era tarde. ao se tornar funcionário público. no entanto. tive gado. orgulhoso: de ferro. Mas como dói!” c) “Oitenta por cento de ferro nas almas. Hoje sou funcionário público. que me paralisa o trabalho. esperando-o em cima do rochedo. A Moreninha. Juiz de Fora-MG Assinale a única alternativa correta: a) no poema. “Confidência do Itabirano Alguns anos vivi em Itabira. sem mulheres e sem horizontes. não há idéias mais livres que as do preso. Principalmente nasci em Itabira. orgulhoso: de ferro.F. U. exercia nele um poder absoluto e invencível..F.” b) “Noventa por cento de ferro nas calçadas. este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval.” 196.F. Juiz de Fora-MG Assinale o verso que melhor o explica o título do poema: a) “Por isso sou triste. tive fazendas. futuro aço do Brasil. Mas como dói!” Carlos Drummond de Andrade. este couro de anta. Principalmente nasci em Itabira.. atrevida. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro. Juiz de Fora-MG Assinale a alternativa que melhor expressa uma relação de causa e conseqüência: a) “Alguns anos vivi em Itabira. reprimido. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . estendido no sofá da sala de visitas. U. então começou a criar mil sublimes quadros e em todos eles lá aparecia a encantadora Moreninha.” 195. tive fazendas. sem mulheres e sem horizontes. b) o orgulho faz com que o poeta renegue sua terra natal. toda cheia de encantos e graças. viu-a chorar por ver que ele não chegava.” d) “Tive ouro.” b) “Itabira é apenas uma fotografia na parede. e suas lágrimas queimavam-lhe o coração.” MACEDO. este orgulho. delineia-se o impulso erótico que é. mais forte que seu espírito. vem de Itabira. d) o poeta expressa seu entusiasmo por ser itabirano. Augusto amava deveras. esta cabeça baixa. Noventa por cento de ferro nas calçadas. Joaquim Manuel de. abandona a postura crítica. e. 125. por esse mar imenso da imaginação. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. Viu-a. 197. São Paulo: Ática.

Seu grão de angústia amor já me oferece na mão esquerda. Texto para as questões de 198 a 201. mas sou. João foi para os Estados Unidos. Em ambos os textos.” ANDRADE. Maria ficou para tia. o sagrado terror converto em jubilação. E talvez a ironia tenha dilacerado a melhor doação. quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme. Deus me deu um amor porque o mereci. Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso e talhado em penumbra sou e não sou. Amanhecem de novo as antigas manhãs que não vivi jamais. volto aos mitos pretéritos e outros acrescento aos que amor já criou. Enquanto a outra acaricia os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura e o mistério que além faz os seres preciosos à visão extasiada. Raimundo morreu de desastre. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história. 161-3. Há que amar e calar. 19. Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. “Campo de Flores Deus me deu um amor no tempo de madureza. há que amar diferente. p. Mas sou cada vez mais. Antologia Poética. 1973. pois jamais me sorriram. Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra imensa e contraída como letra no muro e só hoje presente. 32. p. um sistema de erros. ANDRADE. ed. no mundo. com suas próprias palavras. o sumo se espremeu para fazer um vinho ou foi sangue. 5 80 10 15 20 GABARITO 25 30 35 IMPRIMIR 40 Voltar Língua Portuguesa .Texto 2: “Quadrilha João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. 1996. e a um e outro agradeço. Mas. Explique. Teresa para o convento. Reunião. Onde não há jardim. eu que não me sabia e cansado de mim julgava que era o mundo um vácuo atormentado. porque me tocou um amor crepuscular. percebe-se a utilização de uma mesma temática mas com tratamentos distintos. Para fora do tempo arrasto meus despojos e estou vivo na luz que baixa e me confunde. que se armou em coágulo. Deus – ou foi talvez o Diabo – deu-me este amor maduro. talvez. ou triunfantes e ao vê-los amorosos e transidos em torno. Pois que tenho um amor. as flores nascem de um secreto investimento em formas improváveis. Rio de Janeiro: Record. Hoje tenho um amor e me faço espaçoso para arrecadar as alfaias de muitos amantes desgovernados. pois que tenho um amor. De tantos que já tive ou tiveram em mim. Rio de Janeiro: José Olympio. Carlos Drummond de. De uma grave paciência ladrilhar minhas mãos. a concepção de amor presente nos textos de Joaquim Manuel de Macedo e de Carlos Drummond de Andrade. Carlos Drummond de. E o tempo que levou uma rosa indecisa a tirar sua cor dessas chamas extintas era o tempo mais justo. Era tempo de terra.Interpretação de texto I Avançar .

como resposta. 04. O tempo atual é de crescimento pessoal do sujeito poético. A racionalidade bloqueia a expectativa de eternizar o presente. relata um desencanto amoroso passado que. 02. “Onde não há jardim” determina o período em que as flores nascem. esboça um projeto de vida voltado para a superação da amargura e do sofrimento que até então o haviam dominado. enfatiza a origem divina do amor. O título alegoriza um momento em que a vida pode brotar rejuvenescida pelo amor. Dê. UFBA Constitui declaração comprovável no texto: 01. 199. 64. em relação ao tempo em que o sentimento amoroso estava hibernando em seu interior. “e”. respectivamente. UFBA No poema. “há que” indica possibilidade com relação à declaração anterior. declara-se ansioso por recuperar o tempo perdido. servindo para especificá-lo. relaciona enunciados sintaticamente equivalentes. relativizando a força demoníaca com que ele atua. “ao vê-los amorosos e transidos em torno” indica circunstância de tempo. como resposta. Dê. 08. Dê. “tive” expressa a indeterminação do sujeito. insere a sua realidade amorosa na realidade preexistente. 16. 64. O pensamento que se expõe do verso 9 ao verso 11 tem como declaração principal: “sou cada vez mais”. O período constituído pelos versos 5 e 6 é construído pelo processo de coordenação e subordinação. A experiência do amor é diferenciada em função do momento da vida em que ela ocorre. 04. 04. tende a se repetir. a soma das alternativas corretas. “pois” introduz um enunciado de valor argumentativo. ao amor vivenciado pelo eu-lírico e ao sentimento amoroso sem objeto determinado. a soma das alternativas corretas. 32. dimensão nova. “um amor” e “amor” referem-se. a soma das alternativas corretas. “que baixa e me confunde” refere-se a “tempo”. a soma das alternativas corretas. 81 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . é correto afirmar: 01. 201. 08. 200. 04. “desgovernados” e “triunfantes” expressam estados de espírito experimentados pelos que amam. 08. 64. 02. O jogo do amor está ligado a questões essencialmente culturais. na tentativa de atingir a plenitude amorosa. como resposta.Interpretação de texto I Avançar . 16. contudo. no verso 26. no presente. 02. 16. passa de um estado contemplativo e melancólico para outro de renovação e de redescoberta. o que é um recurso do poeta para não se revelar amador. O sentimento amoroso submete o indivíduo a situações de caráter paradoxal. Há uma explicação correta em: 01. 32. articula sua experiência individual a outras vivências amorosas. o eu-lírico: 01. 08. O enunciado do verso 18 está constituído de idéias que se excluem. Dê. 32.198. 32. 16. dando-lhe. “sou cada vez mais” conota um redimensionamento da capacidade de perceber o mundo. UFBA Com referência ao texto. decorrentes da ação do tempo. como resposta. “ou” e “ou” ligam idéias indicativas de situações contrastantes. 02.

” c) “Minha terra tem macieiras da Califórnia / Onde cantam gaturamos de Veneza.” c) “Por que. no país do ‘homem cordial’. É a língua cotidiana. Voltar Língua Portuguesa . UFMA Considere a fala abaixo do economista Cláudio de Moura Castro: 82 “Porque. eu perdi o medo do mundo e do vento. na linguagem informal.” b) “Por que.” Observe que a linguagem utilizada tem a marca do coloquialismo. No caso do Brasil. no país do ‘homem cordial’. Uneb-BA Numa propaganda da empresa paulista de eletricidade. na Folha de São Paulo de 25 de julho de 2000.” d) “Ó cidade de Ouro Preto / Boa da gente morar! / Numa casa com mirantes / Entre malvas e gerânios. com a proliferação das formas da língua inglesa imperando sobre as coisas mais simples do nosso dia-a-dia. / ou esgueirado pelas bordas / do poço do mundo estéril. ficamos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e bajulações tagarela no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. no país do ‘homem cordial’.202. ficamos tão aturdidos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e adulações conversa no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. A língua materna é o bem mais caro a que um povo livre pode aspirar. ninguém fala. / Ter os olhos de Marília / Para cismar e cismar.” IMPRIMIR Folha de S. Esse mesmo nível de linguagem é encontrado no fragmento: a) “Toda paisagem tem um ar de sonho. somos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palestra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” 203. / fecundar óvulos mortos. nestes tempos neoliberais. no país do ‘homem cordial’. sem comprometer o sentido do texto: a) “Por que. ficamos tão embaraçados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés chalra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. apareceu o seguinte texto: “Tem coisa que se a gente que é uma das mais avançadas empresas de energia elétrica do mundo não fala. vemos esse bem ser atingido em seu âmago.. c) que a nossa língua materna está sendo a língua inglesa. ficamos tão perplexos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palavreia no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. melhor traduz a formalidade do discurso acima. somos tão atabalhoados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés palra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” GABARITO d) “Por que. de 19/04/2000. Assinale a alternativa que.. no país do ‘homem cordial’. no país do ‘homem cordial’.” 204. Uniube-MG “Um dos critérios básicos dos conquistadores europeus para se imporem sobre os colonizados foi forçar o uso de sua língua. b) que devemos evitar o uso excessivo de termos da língua inglesa. 05/08/00.” Revista Veja.” e) “Quisera pascer cuidados. Pode-se inferir que o autor do trecho acima considera: a) imperiosa a proliferação de termos da língua inglesa em nossa língua.” b) “Tendo-a ao meu lado. com objetivo de atingir o maior número possível de falantes. Paulo.” e) “Por que. d) que um povo livre não usa a língua de seu colonizador.Interpretação de texto I Avançar .

) A burguesia não tem charme nem é discreta Com suas perucas de cabelo de boneca A burguesia quer ser sócia do Country Quer ir em Nova Iorque fazer compras. In: Bonito.” Um bodegueiro na FIEC. e) os dois textos criticam os hábitos e valores burgueses: o primeiro. Neves. d) ambos os textos fazem uma crítica social explícita à burguesia. F. LP 838 448-1.A seguir.. ao de Cazuza. opondo-se. PolyGram. 1993. pela ironia. pelo sarcasmo e pela denúncia explícita. Leia-os atentamente para responder às questões de números 205 e 206.” c) [A burguesia] “Quer ir em Nova Iorque fazer compras. 83 Texto 2 “Você não faria a menor falta Num dia de domingo no Beach Park Eu não te levaria nem morta para passear comigo no Iguatemi Eu não me atreveria a passar vexame Perante os meus amigos lá da Aldeota Pois agora eu tenho o maior respaldo Nas altas paneladas da alta sociedade Eu sei que a burguesia fede Mas tem dinheiro pra comprar perfume.Interpretação de texto I Avançar . o que não ocorre no de Falcão.M. 1989. de G. CD 804. o segundo. Texto 1 “A burguesia fede! A burguesia quer ficar rica! (. F. 205. Triângulo Mineiro-MG A leitura permite afirmar que: a) ambos os textos criticam os hábitos e valores burgueses. Israel/Cazuza/E. 206. Triângulo Mineiro-MG A idéia de falta de autenticidade à burguesia pode ser comprovada pelo seguinte verso do texto 1: a) “A burguesia fede!” b) “Com suas perucas de cabelo de boneca. VAT. pois. lindo e joiado. de Falcão/Tarcísio Matosin Falcão. questionando de forma contundente os seus valores. b) o texto de Falcão tende a ser uma exaltação aos valores burgueses.M..142. In: Burguesia.” Burguesia.” e) “A burguesia quer ficar rica!” Voltar Língua Portuguesa . GABARITO c) no texto de Cazuza a crítica feita à burguesia é branda. que a denuncia em tom de sarcasmo. porém apontam para a impossibilidade de rompê-los. são apresentados dois trechos de músicas. no qual está camuflada uma crítica.” IMPRIMIR d) “A burguesia não tem charme nem é discreta.

mais difusa na realidade. onde o confrontamento não será mais com a polícia e o governo somente. Sinto que existe todo um trabalho a ser feito de conscientização feminina – pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais – já que as lutas não serão primordialmente mais no nível do “queremos”. b) de todas as mulheres. amigos e marido.” b) “o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais” c) “Os salários não são iguais. Muito está colocado. Marta. o que conseguimos. das passeatas. UFF-RJ Segundo o texto. a fala do dono do hotel e a menção ao congresso internacional de solidariedade articulam-se de modo a constituir uma: a) metáfora. fora dos jornais” As questões 209 e 210 referem-se ao texto “Natal 1961”. Reflexões sobre o cotidiano. mas basicamente com os companheiros de trabalho. Porque não estão à disposição dos maridos. Os salários não são iguais. o sexo é uma confusão total entre o agir e o sentir. Unifor-CE Há conotação em: a) “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações no sistema de produção. c) Ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos. pela melhoria das condições de vida das mulheres. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 210. UFF-RJ Assinale a opção que transcreve a passagem do texto. de formiguinha. mas tudo está por fazer. Nem tão difícil. Porque. 208. Nunca foi tão difícil. É uma luta mais intimista de um lado. Marina. Mulher daqui pra frente. e) Um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver. d) comparação. mulheres. abordado nas questões de 62 a 64. e) hipérbole. o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher: fonte de culpa e medos. contra todos os governos que as oprimem. 207. mulheres. e) das mulheres todas. 124-5. as creches continuam insuficientes” d) “o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher” e) “É uma luta mais intimista de um lado. onde fomos usadas pelo sistema. p. por melhores salários. 84 d) dos governos. 1981.Interpretação de texto I Avançar . Pensar pelo que brigamos até agora. o que fazer de agora em diante. não se sentem cumprindo à perfeição aquelas que são consideradas suas atribuições primordiais. 209. o que deu errado. Porque não estão coladas nos filhos. b) ironia. mas da prática do obter e do ser. a) “Nunca esteve tão bom para nós. fora dos jornais. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência. São Paulo: Linoart. amigos e marido. 1986. cumprindo a sua vida. para exigir seus direitos publicamente em passeatas.” SUPLICY. para conscientizar os colegas. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo. A luta de base. c) dos companheiros de trabalho. “exigimos”. onde sempre lhes disseram que deveriam estar.As questões 207 e 208 referem-se ao seguinte texto: “Nunca esteve tão bom para nós. as creches continuam insuficientes. Unifor-CE No segundo parágrafo. d) Uma vez profissional.” COLASANTI. Porque não estão em casa. Esta é uma hora para se parar e pensar. cujo sentido corresponde ao fragmento de Marina Colasanti: “Culpadas estão quase todas as que trabalham. a luta fundamental para as mulheres é: a) de cada mulher. c) metonímia. amigos e marido. b) Passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades”.

chamada: a) metáfora. Unifor-CE Muitas vezes. publicado na Revista Época. “Eis uma definição ampla de tempo. 212.” 85 GABARITO Pode-se observar. no sentido denotativo. ou do mosquito Anopheles (de 7 a 10 dias).. brancas.. o tempo trabalha a nosso favor. Denominase silepse esse tipo de concordância. somos seres lineares. c) catacrese.. o que nos deixa agradecidos. cristalinas. 214. Assinale a alternativa que contém silepse. Impede a conjugação de tantos outros verbos. b) O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. de neves. não revolve os intestinos da vida. a) Alguém. por exemplo. Formas claras De luares. maus tempos. d) Todos farão o possível para que as realizações correspondam à esperança geral.Interpretação de texto I Avançar . parece que foi ontem. c) “bons tempos” está no sentido denotativo e “parece que foi ontem” no sentido conotativo. bons tempos. ambas. e) Purê de palavras.. b) metonímia. opera-se uma integração entre os mecanismos gramaticais da Língua e a significação de palavras e expressões. d) Escrever é triste. no sentido conotativo. fluídas. Desse fato resulta a substituição da concordância formal pela concordância ideológica.. extraída do Oxford English Dictionary: ‘Uma extensão finita de uma existência contínua’. Voltar Língua Portuguesa . c) Fomos ouvidos com atenção. de neblinas!. ambas. autor de um livro sobre a evolução dos calendários. com base nas expressões suscitadas nas três últimas linhas do trecho. ‘Uma das primeiras coisas de que tomamos consciência quando nos tornamos conscientes é a passagem do tempo’. ‘A razão é simples: nascemos e depois morremos. a presença de algumas das muitas expressões lingüísticas nas quais o fator tempo aparece. que: a) “tempo de vida” e “o tempo trabalha a nosso favor” estão. É possível afirmar. de 20 de dezembro de 1999. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. no campo da concordância. e) “há muito tempo que não vejo” está no sentido denotativo e “bons tempos” no sentido conotativo. participou do concurso e espera ser aprovado. O lapso de tempo corresponde à expectativa média de vida entre as mulheres (79 anos).211. resultante do cruzamento de sensações. 213. d) sinestesia. d) “tempo de vida” está no sentido conotativo e “maus tempos” no sentido denotativo. e) antonomásia. Incensos dos turíbulos das aras. Ó Formas vagas. UFMA Considere o trecho do ensaio “O fascínio do calendário”. c) Não corta na verdade a barriga da vida.’ E cedo cedo incorporamos a consciência do tempo em nossa vida e em nossa cultura. Nosso linguajar cotidiano está cheio disto: tempo de vida.. UEPI Em: “Ó Formas alvas. há muito tempo que não o vejo. da leitura do fragmento acima. diz David Ewing Duncan.” Encontra-se uma figura de linguagem. Unifor-CE O segmento em que uma metáfora está explicitada em outra metáfora é: a) A vida estoura em bombas como também em dádivas de toda natureza. e) Os escritores não desconhecemos as dificuldades daquele que escreve. b) Vossa Senhoria demonstra ser a mais preparada das concorrentes. IMPRIMIR b) “há muito tempo que não o vejo” e “parece que foi ontem” estão.

uma educação como exige a grande tarefa que ela deve cumprir na sociedade como o benéfico ascendente do coração. terna e pudica esposa. GABARITO A condição indispensável para que ocorra uma mudança no papel que a mulher exerce como “filha e irmã dedicadíssima. 115-7. joguete ou escrava. trate-a como uma companheira da sua vida.215. filha e irmã dedicadíssima. é: IMPRIMIR a) o homem exercer uma influência real sobre o destino dela e sobre o destino das nações. de acordo com o texto. inspirando nela o deleite que se experimenta ao cumpri-los. purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz. terna e pudica esposa. por último. e a mulher será como deve ser. considere-a desde o berço até seu leito de morte. Cintilações de uma alma brasileira. de Nelson Sargento. nem muito menos a mulher da Idade Média: da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo. Não façais dela a mulher da Bíblia. fazendo-a crer que é rainha. preocupando-se com a tonicidade e a economia das palavras. esclarecei seu intelecto com o estudo de coisas úteis e com a prática dos deveres. 86 b) são neologismos criados intencionalmente na língua e possuem comprovada significação. boa e providente mãe. UFMA Considere o texto: “Fui fazer um samba Na mesa de um botequim Depois de umas e outras O samba ficou assim Estrambonático Palipopético Cibalenítico Estapafúrdico Protopológico Antropofágico Presolopépico Atroverático Batulitrético Pratofinâmbolo Calotolético Carambolâmbolo Posolométrico Pratofilônica Protopolágico Canecalônica É isso aí É isso aí Ninguém entendeu nada Eu também não entendi” “Idioma Esquisito”. e) o homem ser a fonte das alegrias e desventuras dela. devendo ela participar de suas alegres e tristes aventuras. na sua grande maioria. d) o homem evitar vê-la como objeto e procurar tê-la como sua companheira de vida. mas a mulher que deve progredir com o século dezenove. 1997 p. Nísia. boa e providente mãe”. da UNISC. ao lado do homem. e por conseguinte sobre o destino das nações. a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela. b) o homem guardar-se de tratá-la como companheira da sua vida. com claro conteúdo semântico. Florianópolis / Santa Cruz: Ed. Cessai aqueles tolos discursos com os quais atordoais sua razão.” FLORESTA. ou sua escrava. c) o homem vê-la como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dela. 216. UFF-RJ “Educai o coração da mulher. c) são palavras que fazem parte do cotidiano da língua e relacionam-se.Interpretação de texto I Avançar . Voltar Língua Portuguesa . e) enfatizam o uso de vocábulos estranhos e esdrúxulos. d) ironizam a linguagem rebuscada de determinadas pessoas que utilizam uma fala empolada no seu dia-a-dia. Mulheres / Ed. Guarde-se bem o homem de ter a mulher para seu joguete. dedique-lhe. quando nada mais é que a escrava dos vossos caprichos. a nomes de medicamentos. cujo expoente é Oswald de Andrade. como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dele. rumo à regeneração dos povos. desde o berço até o leito de morte. Pode-se depreender que os termos selecionados: a) ligam-se ao movimento antropofágico da 1ª geração modernista.

o verde. Quando o Sol está alto. seus raios têm que atravessar um pedaço maior da atmosfera. o laranja e o vermelho. por isso o astro-rei fica vermelho no pôr-do-sol. O branco resulta da soma das sete cores do arco-íris – o violeta. À medida que o Sol vai se pondo. separando as cores. laranja e vermelho. o anil. Lendo-se o trecho. F. ao trombarem. o céu fica preto com a ausência de luz: não chega mais nenhuma cor e nem se vê mais nenhum espalhamento. Setembro/99.1997.” Jornal do Conselho Federal de Medicina. espalhando-se. dão à luz solar a cor branca. Nós enxergamos o Sol com tonalidades diferentes. Mas as menores (o violeta. ao longo de um dia. o amarelo. conclui-se que: a) a conhecida máxima cristã norteia qualquer forma de relação entre as pessoas.217. tingem o céu de azul e o Sol fica amarelo.Interpretação de texto I Avançar . até as ondas longas. avermelhando gradativamente o horizonte (embora o resto do céu continue azul). as cores formadas por ondas de maior amplitude contornam essas partículas e as moléculas. “A nossa percepção do Sol muda por causa das irregularidades na camada de ar que envolve a Terra e pela distância que a luz percorre na atmosfera”. a distância a ser percorrida pelos raios solares aumenta. b) A ação da atmosfera sobre os raios solares é responsável pelas diferentes tonalidades do Sol. Afinal. que é a soma das cores restantes: o verde. e) sem uma certa dose de magia. pois o Sol está abaixo do horizonte. b) entre médico e paciente deve prevalecer um código humano de fraternidade. o azul. Existem partículas de poeira. o amarelo. Cesgranrio “O Sol muda de cor por causa da atmosfera ?Por que o Sol muda de cor durante o dia? !A luz solar não é amarela nem vermelha. explica o físico Henrique Fleming. Com isso. 87 218. o laranja e o vermelho. c) As cores. colidindo com mais obstáculos. acabam trombando e se desviando. d) As cores do arco-íris. o azul e o anil) não conseguem se desviar e trombam. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e repousa no preceito basilar do cristianismo: ‘ama a teu próximo como a ti mesmo’. e) Ao pôr-do-sol.” Superinteressante . Triângulo Mineiro-MG “Antes de tudo a atenção médica como uma forma de relação entre pessoas é provida do atributo mágico da afeição pela condição humana. o tratamento médico fica comprometido. d) o sucesso do diagnóstico médico depende da empatia com o cliente. no crepúsculo. GABARITO Assinale a idéia não contida no texto. poluição e gotículas d’água infiltradas entre as moléculas de gás que compõem a atmosfera. A vermelha é a última onda de luz que consegue cruzar a atmosfera e nos atingir. c) a consulta médica deve incorporar as práticas de um ritual religioso. é branca. da Universidade de São Paulo. porque a atmosfera filtra os seus raios. dão aos raios solares as respectivas tonalidades. Por fim. prenhe de respeito e carinho pelo semelhante. somadas. a) A tonalidade azul do céu se deve à ação da atmosfera sobre as cores cujas ondas têm menor amplitude.M.

Sentimonos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. pois. ficamos cegos a ele.” Pode-se dizer que a afirmativa acima.Interpretação de texto I Avançar . indicando que o ato de ler vai além da escrita? Se alguém na rua me dá um encontrão. São Paulo. surdos. para a autora.. (. Quer dizer: não o lemos. o material e as partes que o compõem. o leitor é visto como um decifrador da letra se contenta em ler superficialmente. nos encontramos diante de um deles como se fosse algo totalmente novo. IMPRIMIR c) certa. ainda que o indivíduo não saiba decodificar a escrita. ‘passar os olhos’... Se o texto é visual. de uma situação.. uma aula expositiva. em ler superficialmente. Sobretudo se esses sinais não se ligam de imediato a uma experiência.) Será assim também que acontece com a leitura de um texto escrito? Com freqüência nos contentamos. fotonovelas e histórias em quadrinhos. limitamo-los à sua função decorativa ou utilitária. Minha resposta a esse incidente revela meu modo de lê-lo. uma língua estrangeira. fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’. O formato. para a autora. histórias em quadrinhos. em última análise. Outra coisa: às vezes passamos anos vendo objetos comuns. ainda que nossos olhos continuem a fixar os sinais gráficos. mas o mais comum é pensarmos em leitura de livros. na medida em que interpreta o que observa. pois. para a autora. ao começarmos a pensar a questão da leitura. b) errada.) Sem dúvida. está: a) certa. UFR-RJ “Ler não é uma atividade restrita ao ato de decifrar um código escrito.) (.“ MARTINS. como se diz. um cinzeiro. GABARITO b) gesto rotineiro de “passar os olhos”. um quadro. O que é leitura. (. uma conversa. Por essas razões. d) errada. pode-se concluir que o ato de ler é. melhor. a cor. por economia ou preguiça. ele pode ser considerado leitor. o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. 7-10. Bastará porém decifrar palavras para acontecer a leitura? Como explicaríamos as expressões de uso corrente ‘fazer a leitura’ de um gesto. um livro. 88 219. impossível dar-lhe sentido porque ele diz muito pouco ou nada para nós. uma necessidade nossa. 220. ‘ler o espaço’. folheto. seu conteúdo passam a ter sentido. sem jamais tê-los de fato enxergado. E consideramos sua beleza ou feiura. p. Não acrescentamos ao ato de ler algo mais de nós além do gesto mecânico de decifrar os sinais. a fazer sentido para nós. as imagens. Ática. Só então se estabeleceu uma ligação efetiva entre nós e esse objeto. minha reação pode ser de mero desagrado. um: a) gesto mecânico de decifrar sinais.. pois. E quando se diz que uma pessoa gosta de ler. em relação ao texto. a figura que representa. Ler é interpretar. ‘ler o olhar de alguém’. d) ato prazeroso de decodificar romances. podemos ter em mente alguém lendo jornal. por motivos os mais diversos. Se é sonoro. Maria Helena. Voltar Língua Portuguesa . um vaso. e o leitor visto como decodificador da letra. a leitura é uma atividade que se constrói através de um diálogo entre quem lê e o que é lido. “Falando em leitura. UFR-RJ Partindo-se das reflexões da autora. o ridículo ou adequação ao ambiente em que se encontra. Reagimos assim ao que não nos interessa no momento. Um dia.Leia o texto a seguir e responda às questões 219 a 221. c) ato de construir sentido para aquilo que se lê. pois a autora afirma que o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. diante de um empurrão proposital. uma peça musical.. ‘vive lendo’. e) modo de perceber as relações sintáticas que constroem o texto. basta que se decifrem as palavras para acontercer a leitura. para a autora. Neste sentido. fotonovelas. ‘ler o tempo’. uma fantasia. ou de franca defesa. talvez seja rato de biblioteca ou consumidor de romances. pois.. Um discurso político. e) certa. revista. não o compreendemos. Falando em leitura. só podemos ler textos escritos e esses textos precisam ter uma relação direta com a nossa realidade. diante de uma batida casual. E a tendência natural é ignorá-las ou rejeitá-las como nada tendo a ver com a gente..

UERJ O fotógrafo. ao afirmar que “a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e que a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”. 223. onde os refugiados se encontravam instalados. fotografias podem ser lidas: o menino que aparece no primeiro plano funciona como o tema da foto. Sebastião. “O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado fez esta foto num campo de refugiados instalados em equipamentos ferroviários na fronteira da Croácia com a Sérvia e a Bósnia. c) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o texto. nos diz que: a) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. pois a leitura de cada palavra depende da leitura do texto. b) quando se começa a ler o mundo não se pode deixar de ler a palavra. responda às questões de números 222 e 223. d) a infância e o mundo adulto. Com base na foto abaixo. ressalta o contraste entre: a) o metal e a terra. e) quando se começa a ler o texto não se pode deixar de ler cada palavra. b) admirar a composição com o fundo. São Paulo: Companhia das Letras. 2000. Assim como textos. c) surpreender-se com o gesto do menino. pois a leitura do texto depende da leitura da palavra. pois a leitura da palavra depende da leitura do mundo. pois a leitura da palavra não depende da leitura do mundo. b) o real e o imaginário. d) refletir sobre o desamparo da criança.Interpretação de texto I Avançar .” 89 SALGADO. c) o progresso e a guerra. enquanto o trem no segundo plano comenta este tema. UFR-RJ Paulo Freire.221. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Êxodos. 222. em 1994. d) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. UERJ A escolha da figura humana no primeiro plano busca provocar no espectador a seguinte atitude: a) questionar a opção pelo tema. pois a leitura do mundo depende da leitura da palavra. ao enquadrar o trem parado ao fundo.

b 21. V – V – F – V 9. b 67. V – F – V – F – F 18. 07 58. V – V – V – F 75. a 26. d 86. F – V – V – V 77. V – V – F – F – F 29.Interpretação de texto I Avançar . c 64. V – F – V – F 3. V – V – F – V – F 92. d 56. d 66. V – F – V – F – V – F 94. V – F – F 39. c 45. a 40. b 11. d 55. c 6. d 43. F – F – F – V 48. 28 60. V – V – F – F – V 90. V – V – F – V – F 96. b 88. b 12. V – V – F – F – V 28. c 5. d 82. F – V – F – F – V – V 16. d 44. b 14. d IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a 81. e 53. 05 71. c 57. b 4. c 36. V – V – V – F – F 17. c 24. d 23. a 34. b 22. 54 10. a 52. b 87. V – V – F – V 93. c 70. c 32. V – V – F – F – V 95. b 25. a 19. c 54. V – F – V – V – F – F 2. a 65. b 68. 34 61. e 84. a 83. e 80. d 73. V – V – F – V – F 91. c 8. b 46. V – F – F – F 76. e 89. c 27. a 20. b 79. b 31. d 35. V – V – F – V 37. d 69. b 33. e 51. c 15.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I 1 1. F – V – V – V 38. b 85. c 41. a 78. b 13. 56 59. b 30. 02 49. c 47. b 63. 01 50. 25 62. e 7. V – V – V – F 74. 56 42. c 72.

b) Uma dentre as reescrituras: • As crianças enterram-no no fundo do quintal. passei os anos de pequenice. V – F – V – V – V 125. b) Uma dentre as frases: • E o homem continua achando que um banho. o animal desconfiado que tem dentro de nós. podendo ser caprichosa. V – V – F – V 110. c 134. 101. d 131. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. V – F – V – F – V 127. c 115. 98. e 112. . no debaixo do capotão de meu avô. c 132. F – F – F – V 126. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c 102. c 124. e não impõe a si mesma limites para reagir ao que julgue falta de consideração. a) Julgamento pela aparência. a 129.Interpretação de texto I Avançar . 99. V – F – V – V 109. c 114. Uma dentre as formulações: • Os textos são ambos narrados em primeira pessoa. O segundo satiriza a família e os representantes da ordem social com quem o narrador travou contato. • Maquiada. d 116. a 133. e 103. c 104. a) Narrativa. b) O(s) dono(s) do cachorro. a 113. O primeiro texto apresenta um tom nostálgico e respeitoso diante do poder e da autoridade do patriarca. 80 105. • As crianças o enterraram no fundo do quintal. 100. A autoridade se considera digna de trato respeitoso e cordial. b 118. c 107. a 123. V – V – V – F 108.2 97. • Julgamos os outros pela aparência. 120. avô do personagem-narrador. d 128. • O ponto de vista é interno à narrativa.ou Agora apareceu uma nova. Nos currais do Sobradinho. 121. a 111. • As crianças enterraram o coelho no fundo do quintal. d 130. a) Agora surgiu uma nova. d 119. . arbitrária e violenta. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. 122. b 117.ou O ser humano. a 106. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia.

c 152. e 221. Diferente dos outros que cumpriram um destino solitário ou trágico. a 208. F – V – V – F – F 147. c 196. a 195. a 178. a “que não amava ninguém”. d 215. V – V – V – F 162. 26 146. V – F – F – V 186. e 206. valorização da fantasia e da imaginação. c 155. d 159. é a única do grupo que ironicamente encontrou um par. d 181. b 142. 08 185. 54 199. e 137. d 163. V – V – V – F 161. e 210. 198. c 136. b 194. e 139. b 177. 46 200. Pinto Fernandes. c 167. c 203. b 207. c 219. b 180. F – V – V 149. d 150. a 216. e 173. e 179. b 172. e 175. c 166. 34 144. a 222. V – F – V – F – F – V 192. b 191.Interpretação de texto I Avançar . V – F – V – V 188. 09 158. b 190. V – V – F – F – F 160. a 176. d 223. F – V – V – F – F 183. c 189. a 138. d 182. 04 202. a 140. c 213. c IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b 204. a 153. d 154. e 212. b 156. Resposta: A concepção de amor no texto 1 indica idealização do sentimento amoroso e da mulher amada. b 218. F – F 148. a 197. a 141.3 135. O tema é tratado no texto 2 a partir de um tom crítico e irônico. d 209. a 170. b 143. a 171. 43 145. e 214. 51 201. c 169. d 217. V – F – V – F 184. Lili. c 220. caracterização do poder absoluto do amor sobre as personagens. a 174. c 151. apontando o desencanto e o desencontro entre as personagens. 22 187. a 205. e 168. uma personagem fora da quadrilha. e 193. b 157. V – F – V – F – V 164. ela se casou com J. d 211. b 165.

Não atinou.. “Essas definições encaixam-se perfeitamente à interpretação que Natividade deu ao contexto e à frase. até que muita gente a fez sua.. Não atinou que a frase do discurso não era propriamente do filho. Paulo. caracteriza um hipérbato. não era de ninguém.” ilustra um discurso indireto. pelo raciocínio. A data explica o fato: foi a emancipação dos escravos. ( ) Atinar.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Relia a frase da carta e a do discurso e tinha medo de o ver perder a carreira política. mamãe.” Natividade ficou atônita quando leu isto. onde todos as têm por suas. inclusive a vida e até a honra. para os falsos: ( ) A citação: “uma questão grave. são: metáfora em “A abolição é a aurora da liberdade”. pegou da pena e escreveu uma carta longa e maternal. resta emancipar o branco’. conforme o dicionário Aurélio. Há frases assim felizes. Era nova. Cap. esperemos o sol. era expressiva. em gazeta ou em viagem de terra ou de mar. para os itens verdadeiros. à semelhança das idéias. ( ) As figuras de linguagem presentes na frase do discurso. era enérgica. e. era uma ameaça ao imperador e ao império. achar. era enérgica. Como então não sacrificar?. no dia 20 de maio: “A abolição é a aurora da liberdade. UEGO Assinale V. muitas aparecem órfãs. ‘Emancipado o preto. metonímia em “esperemos o sol“. quando menos pensam.. repetiu Natividade. em 1888. pág 59 – 60. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ainda que por diversa razão.. Nascem modestamente. se era a política que o faria grande homem. Paulo respondeu com trinta mil expressões de ternura.’ — As opiniões é que não. estão governando o mundo. concluindo um discurso em S. repetiu Natividade acabando de ler a carta. mas a opinião uniu-os.. emancipando o preto. A diferença única entre eles dizia respeito à significação da reforma. ‘Não. que para Pedro era um ato de justiça. verteas como pode. gravíssima” e “Era nova. ( ) “– As opiniões é que não. em “preto e branco. Ele mesmo o disse. ela que sacrificara as opiniões aos princípios. 1 GABARITO 1. e continuou a viver sem mácula. e para Paulo era o início da revolução. resta emancipar o branco. dar com. Outrem a repetiu.” ( ) “Trinta mil expressões de ternura”. as opiniões é que não.” Esaú e Jacó. 37. Cada um pega delas. acertar com. declarando no fim que tudo lhe poderia sacrificar. e F. Não achava explicação. Natividade não acabava de entender os sentimentos do filho. como no caso de Aires. ficou sendo patrimônio comum. as opiniões é que não. Alguém a proferiu um dia. e vai levá-las à feira. era expressiva” – constituem exemplos de gradação de idéias. uma questão grave e gravíssima os fez concordar também. Nem sempre as mães atinam. por conjetura ou por indício. como a gente pobre. As próprias idéias nem sempre conservam o nome do pai. nascidas de nada e de ninguém. Estavam então longe um do outro.. discurso ou conversa.LÍNGUA PORTUGUESA FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A Texto para a questão 1. “Desacordo no Acordo Não esqueça dizer que. significa: “descobrir pelo tino. antítese.

à entrada do saguão. UFR-RJ Em “Consolava-os a saudade de si mesmos. por isso. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Aguilar. move os êmbolos das máquinas. c) as afirmativas I e II. Memorial de Aires. 244-5. b) coloquial. pode-se dizer que está(ão) correta(s): a) somente a afirmativa III. Pelotas-RS Leia atentamente o poema abaixo: “Lição sobre a água Este líquido é água. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. É um bom dissolvente. D. ácidos. Ao transpor a porta para a rua. Na segunda estrofe. III. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . há uma informação físico-química que. Embora com exceções. Ao fundo.” GEDEÃO. d) as afirmativas II e III. Portugália. e) sinestésica. o autor está empregando a linguagem: a) denotativa. lição pretendida pelo eu-lírico. ‘Lá estão eles’. Foi nesse líquido que numa noite cálida de verão. disse comigo. permite constatar o descompasso existente entre o mundo da ciência e o mundo da poesia. olhando um para o outro. “Sem data Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. quando a pressão é normal. se denominam máquinas de vapor. dei com os dois velhos sentados. entrei e parei logo. A mudança de tempo verbal na poesia simboliza a passagem de uma linguagem pretensamente denotativa para uma linguagem que relata ações humanas. II. embora incorreta. Machado de. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar.F. ciclo hidrológico) mesclada a uma leitura conotativa. Carmo. c) conotativa. sais. e) somente a afirmativa I.”.” ASSIS. 2. p. 1972. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. bases. U. que. Lisboa. Poesias completas (1956–1967). dissolve tudo bem. Aguiar estava encostado ao portal direito. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. d) paradoxal. Reduzida a vapor. com as mãos sobre os joelhos. mas de um modo geral.Leia o texto a seguir e responda a questão. analise as seguintes afirmativas: I. Congela a zero graus centesimais e ferve a 100. Antonio. Com relação às afirmativas acima. Rio de Janeiro. sob um luar generoso e branco de camélia. achei aberta a porta do jardim. Quando pura é inodora. pois na água também há um lugar para a tragédia humana. In: Obra Completa. Fui a pé. à esquerda. Consolava-os a saudade de si mesmos. tinha os braços cruzados à cinta. sob tensão e a alta temperatura. insípida e incolor. b) as afirmativas I e III. apareceu a boiar o cadáver de Ofélia com um nenúfar na mão. há uma leitura denotativa da realidade (propriedade e funções da água. 2 3. GABARITO Após a leitura do poema. 1989. No texto.

( ) Os dois primeiros movimentos do texto juntam indivíduos de diferentes classes sociais. Os olhos opacos. segundo os critérios da leitura. 10. GABARITO Texto para a questão 5. U. Nem vinho.5) e olhos tão ávidos (v. Estão corretas as afirmações dos itens: a) I e III. ocorre a figura de construção chamada polissíndeto. e) I e IV. Vieram famintos. Sentaram-se à mesa. A palavra “pois” introduz oração que indica conclusão. Serviu-lhes a paz. A função de linguagem predominante no excerto é a referencial. ( ) Nos versos 16 e 17. d) III e IV. Alforjes vazios. nem peixe. b) I e II. Sentiu-lhes a fome. Olhou-os nos olhos. Vieram vestidos De linho.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Na branca toalha. 15. ( ) O verso 21 poderia ser escrito assim: “Chamou-os de meus filhos”. Chamou-os meus filhos. III. entre outras.Texto para a questão 4: “A Paz 1. Na redação do texto. Sentaram-se à mesa. “O sistema circulatório sangüíneo é um vasto e complexo circuito de vasos que tem como peça principal o coração. De seda. Alforjes tão cheios Os olhos tão ávidos. conseqüência. nem pão. IV. Nem água. ( ) O terceiro movimento da leitura do texto apresenta intertextualidade com o texto bíblico.11) configuram oposição em nível conotativo. 3 4. c) II e IV. 5. caracterizada por um léxico próprio das áreas da ciência e da filosofia. E ele chegou. IESB Julgue os itens. foi usada a linguagem de nível técnico. II. compreensão e interpretação textuais. Alfenas-MG Considere as seguintes afirmações a respeito do excerto acima. Cansados. pois é do seu trabalho que resulta a força propulsora que impulsiona o sangue através de toda a rede vascular. sem incorrer em qualquer erro gramatical. Predomina no texto o nível elevado de linguagem por situar-se acima da linguagem padrão. I. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” Neusa Peçanha. Desnudos. Ao longo estendida. 20. ( ) olhos opacos (v. Sentiu-lhes o frio.” 5.

uma leitura nos surpreende. em Memórias de um Sargento de Milícias.” QUINTANA. Incunabulu: berço] Adj. IMPRIMIR Identifique entre as alternativas abaixo. c) desistir.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .) arranjasse depois a soltura. 6. O trecho abaixo reproduzido é parte desse capítulo e aborda. que parecem estar insinuando outra coisa. 83. c) envaidecido. e arranjasse depois a soltura por qualquer meio. mas tendo-o deixado mal. 2 – Começo. ed.. o Vidigal era até capaz. por fim de contas. no romance não há lugar para as tintas sentimentais e heróicas nem para o abuso de peripécias inverossímeis.. O romântico fruto de uma pisadela e de um beliscão. e degradá-lo diante dos granadeiros. “Prodígio de humor e ironia. “Esparadrapo Há palavras que parecem exatamente o que querem dizer. e) meditativo. muitas vezes. Berta. tão do gosto do romance romântico da época./S. retiradas do fragmento transcrito do romance. no caminho para a prisão. extraído de um ensaio sobre Memórias de um Sargento de Milícias.. ofendê-lo em sua vaidade de bom comandante de polícia.m. origem. 1 – Diz-se do livro impresso até o ano de 1500. d) desanimar. Quem quebrou a cara fica mesmo com cara de esparadrapo. No entanto. entre outras coisas. 1992. Nesse sentido. a seqüência que apresenta sentido claramente irônico. b) em sua vaidade de bom comandante de polícia.. lhe havia podido escapar. 8. “Esparadrapo”. São Paulo. e tinha-o consigo em todas as ocasiões. e devem ser entendidas no contexto em que se encontram. Globo 1987 p.Leia o texto a seguir e responda a questão. e) destruir. ‘incunábulo*’. ‘O Major Vidigal fora às nuvens com o caso: nunca um só garoto. era realmente um mal naquele tempo ter por inimigo o Major Vidigal. *Incunábulo: [do lat. b) machucar-se. sob pena de a compreensão do texto como um todo ficar prejudicada. FTD. citada. há outras. Se o Leonardo não tivesse fugido. ficava-lhe sob a proteção. aliás de nobre sentido. Por exemplo. consegui fugir.” WALDMAN. Quem pregava ao Major Vidigal um logro. como o Leonardo. o Leonardo havia sido detido pelo Major Vidigal. “Memórias de um Sargento de Milícias (fragmento) No capítulo XIII. Memórias de um Sargento de Milícias. Rio de Janeiro. Mário. Já se vê pois que as fortunas do Leonardo redundavam-lhe sempre em mal. d) fosse qual fosse a sua natureza. Voltar Língua Portuguesa . Manuel A. e) inimigo irreconciliável. por isso. e entretanto aquele lhe viera pôr sal na moleira.’” ALMEIDA. na 1ª linha. Texto para as questões 7 e 8. de. a) se o Leonardo (. tinha-o por seu inimigo irreconciliável enquanto não lhe desse desforra completa. pois certas palavras e expressões apresentam significados novos ou fora do comum. mas. 4 GABARITO 7. b) eufórico. UFMS O texto literário utiliza a língua de maneira criativa e original. c) uma vida tão regular e tão lícita. por exemplo. a quem uma vez tivesse posto a mão. isento de qualquer traço idealizante. UFMS Leia o texto abaixo. d) enfurecido. uma vida tão regular e tão lícita. o sentimento do Major frente à situação. de ser seu amigo. UFR-RJ A expressão “quebrar a cara” é largamente empregada na língua portuguesa com sentido conotativo. O vocábulo que melhor traduz o emprego conotativo dessa expressão é: a) fracassar. principalmente quando se tinha. fosse qual fosse a sua natureza. indica que o Major ficara: a) indiferente. driblando a escolta. intitulado Escapula. Da preguiça como método de trabalho. a expressão fora às nuvens.

II. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. d) turma. o autor premia os cinco sentidos do corpo humano. que acreditavam poder aqui edificar uma sociedade livre. o desejo de interferir ativamente no comando dos destinos da comunidade.” SCHRAMM.9. participativa e laica. c) .. assinale a alternativa que contenha um sinônimo para a palavra senda: a) vereda. II e III. PUC-PR Considerando apenas o sentido próprio. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. denotativo. retirada do texto acima. 5 Indique a opção. Egon José. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. 11. se vale do sentido como conotativo da linguagem: a) Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. É o tipo de texto que analisa. e) A continuação do exercício desta prática jornalística.. b) casa. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. Na construção de uma sociedade justa e democrática..... cremos. d) apenas em I. III. c) banda. interpreta e explica os dados da realidade. Jornal de Santa Catarina. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que possibilite o trânsito correto da informação. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. Nas referências descritivas de seres inanimados. A continuação do exercício desta prática jornalística. cremos. c) em I e II. b) em II e III. d) . Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. 10. Univali-SC “Visões de um novo tempo (. Esta base. O texto constrói-se basicamente no uso de sinestesias e prosopéias. pluralista. acreditamos. tem especial relevância a existência da imprensa livre.. 22 de setembro de 1999.. da difusão da informação de interesse público. e) apenas em II. b) Esta base.. da difusão da informação de interesse público. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. e) companhia. indispensável para a afirmação da cidadania. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. Considere as seguintes afirmações: I.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .) Mas a cidadania não se constrói apenas com palavras. conotativo. foi a formação moral herdada de nossos fundadores.” Carlos Drummond de Andrade. tem especial relevância a existência da imprensa livre... e não o sentido figurado. cuja frase... com boas intenções. é uma das boas notícias que aguardamos para o próximo século. Está correto o que se afirma: a) em I.. U.

depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. / “Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falar-me e a dizer-me que. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. entendemos os anos de mil e quinhentos. de membros da mesma frase. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos.” d) Metonímia é a designação de um objeto por palavra designativa de outro objeto que tem com o primeiro uma relação. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. à força de velhas. ( ) “Divergência” não implica diferentes posturas diante do tema abordado por Machado. como tudo cansa. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. não se lêem. esta monotonia acabou por exaurir-me também.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Nem tudo tinham os antigos.” c) Anáfora é a repetição de uma ou mais palavras no princípio de duas ou mais frases. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. porém de sentido diferente. mal comparando. ou de dois ou mais versos. AEU-DF Leia o texto “A língua na literatura brasileira” e depois julgue os itens seguintes. A influência popular tem um limite. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. e que apenas conserva o hábito externo. ( ) A expressão “ganham direito de cidade” alude à irrefutável inserção de novos termos na língua e sua conseqüente aceitação por parte de todos que a utilizam. se fazem novas. o que é um mal. como se diz nas autópsias. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso.” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. UFF-RJ Assinale a opção em que os elementos grifados nos trechos a seguir exemplificam a figura de linguagem apresentada. / “O que aqui está é. vida diferente não quer dizer vida pior. é outra coisa. – não me parece que se deva desprezar. outros há que os adotam por princípio. Em geral. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. ( ) Há silepse de pessoa em “nem tudo temos os modernos”. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum.” 6 ( ) Os “solecismos” de que nos fala no texto. para referir-se a determinados fatos. Quis variar e 1embrou-me escrever um livro. mas que sabem perfeitamente os clássicos. porém. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. desentranhar delas mil riquezas que. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores.” b) Eufemismo é uma substituição de um termo. locuções novas. / “Os amigos que me restam são de data recente. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. nem tudo temos os modernos. pegasse da pena e contasse alguns. / “Entretanto. Mas se isto é um fato incontestável. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. A este respeito a influência do povo é decisiva. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. em relação à semântica e à estilística. Há portanto certos modos de dizer.” e) Onomatopéia é o emprego de palavra cuja pronúncia imita o som natural da coisa significada. pela qual se pode evitar usar expressões mais diretas ou chocantes. Feitas as exceções devidas. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. / “Ora. são os erros de grafia e de pronúncia das palavras. a) Paronomásia é o emprego de palavras semelhantes no som. ( ) Por “no século de quinhentos”. ou antes por uma exageração de princípio. Pelo contrário. porque. GABARITO 13. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. o interno não agüenta tinta.12. Divergência digo. não se lêem muito os clássicos no Brasil. o capricho e a moda inventam e fazem correr. Cada tempo tem o seu estilo.

São também utilizadas expressões populares no texto. b) eclipse e paralelo. a abelha no quintal. ( ) Ocorre personificação em a semana vai morrer e antes do vento espantado. para os verdadeiros. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. Então eu não digo nada. e) II. antes do vento espantado poder recomeçar. F. d) ênfase e comparação. trancados na ilha do nosso egoísmo”. aparentemente submissa. Os melhores contos de Clarice Lispector. c) antítese e metáfora. uma rosa molhada.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . nós já tínhamos tomado banho. quando se pensa que a semana vai morrer. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. Há antíteses na letra da música acima. UFMT-Modificada Antes de julgar os itens abaixo. Domingo de manhã também é a rosa da semana. Use V. II. d) I e IV estão corretas. c) todas as afirmações estão corretas. e) contraste e alusão. 15. O autor se utiliza de prosopopéia em alguns versos. de súbito. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. a) ironia e hipérbole. Se chovia só eu sabia que era sábado. I. III e IV estão corretas. vou na valsa A vida é tão rara Enquanto todo mundo espera a cura do mal E a loucura finge que isso é normal Eu finjo ter paciência O mundo vai girando cada vez mais veloz A gente espera do mundo e o mundo espera de nós Um pouco mais de paciência” Lenine. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . GABARITO Analise as afirmações abaixo com base no texto apresentado. leia o texto “Atenção ao sábado”. São Paulo. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento.M. A alternativa correta considerando o texto apresentado é: a) nenhuma está correta. IV. e o vento: uma picada. mas já não me perguntam mais. 7 ( ) Sábado ao vento e grande esforço metálico são construções de valor denotativo e monossêmico. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. A palavra paciência tem um sentido denotativo.” LISPECTOR. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. não? No Rio de Janeiro. Clarice. vejo que é sábado de tarde.14. sangue e mel. e F para os falsos. ( ) A expressão Tem sido sábado deixa de indicar um dado sobre o tempo e descreve o estado de espírito da personagem. Tem sido sábado.. III. o rosto inchado. 1997. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana.. 16. Global. Seleção de Walnice Galvão. Reconheça as figuras de linguagem que aparecem nestas duas frases. Itajubá-MG “Motivos de alegria e de tristeza” – “. Univali-SC “Paciência Até quando o corpo pede um pouco mais de alma A vida não pára Enquanto o tempo acelera e pede pressa Eu me recuso faço hora. sábado de manhã. b) apenas a III está correta.

de cachimbo da paz.” 02.. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. Raquel. Quintana alude ao sentido denotativo da palavra modernista. alguma palavra em guarani. Os (ainda) chamados modernistas. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. Ed. para não azedar o mate. Quanto a mim. O ideal é tomá-lo numa grande roda. passa-se do chimarrão ao tereré. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. “É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. ( ) A expressão “sem rede de segurança” significa sem as amarras da técnica poética tradicional. Sendo assim.” 8 ( ) No texto “geração espontânea” reporta-se a criação súbita.” 08. Chimarrão é o mate cevado. a conversa será mais lenta. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. entre novos e velhos. são por natureza os nossos filhos naturais. como resposta. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. tudo muito morno e quente. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. próprio. “Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfumarem a tarde com suas pontas de lata. com a sua livre poética. sem açúcar. Tereré é o refresco. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. morena e matuta. Campo Grande. ‘Carregar mate’ significa alguém ficar segurando a chaleira. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. embora sem querer.” Dê. a conversa será mais lenta. uma bomba ou bombilha e a erva moída. por sua vez. passar a cuia de uma mão para a outra. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. sob um laranjal. ( ) Os “acrobatas” são os poetas parnasianos em oposição aos nefelibatas simbolistas. O arado e a estrela.” 04. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. Tanto de um como de outro grupo etário. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. sem açúcar. em relação à semântica e à estilística.. regado a água quente. 1996. E.)” NOVEIRA. E assim. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. de uma boca para a outra. aquele(s) em que há presença de conotação. identifique. ressuscitada a cada geração. sob um laranjal. ( ) Há ironia em “a sandice não constitui privilégio de ninguém”. um outro sentido que se acrescenta ao seu sentido primeiro (sentido denotativo. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. em prol do equilíbrio universal. não existe geração espontânea. ( ) Ao colocar entre parênteses a palavra “ainda” . AUE-DF Leia o texto “Novos & velhos” e julgue os itens seguintes. “. com os espetáculos de circo dos parnasianos. respeitando a vez de cada um. regado a água quente. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. sem rede de segurança . 18. Se houver os serviços de alguma bugra para ‘carregar mate’. na incauta adolescência. p. no texto em que estão inseridas. Quanto a estes. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. UFMS A conotação ocorre quando as palavras ganham. sem querer. entre os trechos abaixo. Acontece que. Se alguém falar alguma frase. além de tudo.” 16. IMPRIMIR GABARITO 01. jamais fiz distinção entre uns e outros. “Chimarrão é o mate cevado. “O ideal é tomá-lo numa grande roda. bem gelado. a soma das alternativas corretas. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. UCDB..Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . habitual). dará mais sabor à erva. 23.17. (.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar.. De acordo com o clima. como chê-kambá ou cunhataí. retirados do texto de Raquel Noveira. Voltar Língua Portuguesa . ótimo. explosão criadora.

está denominada corretamente entre parênteses: a) “O pai do ciberespaço” – Isto é. sendo um popular..19.. UEMS Sobre a linguagem utilizada nesse trecho. 20. ou seja.. enche o cara de chumbo. d) eufemismo. retiradas de revistas de circulação nacional. por: a) Você traz o revólver que nós vamos dominar o caixa bonito. – Discordo terminantemente.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . III. e) Traga o revólver que vamos dominar facilmente o caixa. – Valeu.. Dois homens tramando um assalto. Engrossou. poderia ser substituída. Leia o texto abaixo e responda às questões 21 e 22. Servicinho manero.. sujou. e) “O gigante e os anões” – Superinteressante. c) “A canoa furada dos impostos” – Veja. em linguagem formal. e outro culto. – Ih. agosto/99 (PROSOPOPÉIA). – Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com algumas sílabas a mais. e) I e II. II. Ou que os iluministas do século 18.. Univali-SC Indique o item em que a figura de linguagem existente nas manchetes. Pra arejá. É só entrá e pegá.. d) “Um passado escrito por pólen e lascas de madeira” – Superinteressante. c) I. c) Tu trazes o revólver que vais dominar o caixa.” Luís Fernando Veríssimo. cheio de gírias. Alfenas-MG “Os prédios são altos e se espreitam traiçoeiramente com binóculos na sombra”. – Então vamlá. com vocabulário rico. b) I. na passagem do guarda. c) hipérbole. O conteúdo e o vocabulário da linguagem dos assaltantes não está de acordo com os níveis de linguagem empregados. O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela fenomenologia de Feurbach. 14/04/99 (PLEONASMO). b) “A supermoeda murchou“ – Veja. – Podes crê.. d) Traga-me o revólver que vamos dominar de maneira bela o caixa. disfarça. Disfarça. Estão corretas: a) II e III. sem mudar o sentido. 22.. II e III.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . b) Me traga o revólver que nós vamos dominar facilmente o caixa. – O berro. e) ironia... U... O guarda se afasta. Foram utilizados dois níveis de linguagem. – Tá com o berro aí? – Tá na mão. Predomina nessa frase a figura de linguagem denominada: a) metáfora.. d) I e III. tá recheado? – Tá.. UEMS A expressão “Tu traz o berro que nóis vemo rendê o caixa bonitinho”. A linguagem utilizada pelos assaltantes pode ser considerada correta apenas no segundo momento de suas falas. é correto afirmar: I. “. 9 GABARITO 21.. O guarda passa por eles. b) prosopopéia. 30/06/99 (METÁFORA). Apareceu um guarda. agosto/99 (ANTÍTESE). 27/01/99 (METONÍMIA). mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho..

d) Ambos ignoram a temática amorosa. 10 Na composição do excerto. preferindo dar ênfase aos assuntos cotidianos. UFR-RJ No fragmento “que bom passar a mão no som da percalina” percebe-se: a) a correlação entre o sentido próprio e o sentido figurado das palavras. Assinale a alternativa em que esse tipo de figura acontece. A figura de linguagem em questão é a: a) catacrese. embora continuem professando a fé no amor definitivo que não será superado sequer pela morte. 2ª ed. (. Drops de abril. U. p. Alfenas-MG Definição: “Silepse é uma figura de linguagem que ocorre quando efetuamos a concordância não com os termos expressos.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Alfenas-MG “Ninguém coça as costas da cadeira. como na poesia marginal em geral. São Paulo: Brasiliense. despertando atenções para o eu-lírico. U. e) emprego de termos que se referem a conceitos contrários. c) “Luar. a) Aos amigos faltou-lhes coragem. você foi embora e eu vou na papelaria comprar uma borracha.” d) Toda profissão tem seus espinhos. espere um pouco / Que é pro meu samba poder chegar. através da ironia que minimiza diferenças entre passado. c) Ambos enfocam a temática amorosa.23.. mas com a idéia a eles associada em nossa mente”. d) metonímia. IMPRIMIR Sobre os poemas. e) perífrase. 26.E. Beijo na boca. que sofre transformações decisivas do passado para o futuro. 87. 13. gosta de fazer bonito. b) relação de termos que consiste no uso do todo pela parte. c) suavização de uma idéia através da substituição de uma palavra. b) Ambos focalizam a temática amorosa.” CHACAL. 25. p.)” José Paulo Paes. b) Vi com meus próprios olhos. Voltar Língua Portuguesa . c) metáfora.. b) sinestesia. e) Ambos ridicularizam a desilusão amorosa. o poeta emprega termos figurados por falta de palavras mais apropriadas. Ninguém chupa a manga da camisa. e) “Quando a gente é novo. é correto afirmar: a) Ambos redimensionam a desilusão amorosa tanto através da elevação espiritual quanto do recurso a elementos prosaicos. 1984. “Happy End o meu amor e eu nascemos um para o outro agora só falta quem nos apresente” GABARITO CACASO.” 24. Londrina-PR Leia os poemas abaixo: “Pronto pra outra gravei seu olhar seu andar sua voz seu sorriso. d) relação entre percepção de sentidos diferentes. presente e futuro. U. 2000. Rio de Janeiro: 7 letras.

27. UFGO-Modificada
“Mestre do Coro Quem te ensinô essa mandinga? - Foi o nego de sinhá. O nego custô dinhero, dinhero custô ganhá, Camarado. Coro Cai, cai, Catarina, sarta de má, vem vê Dalina. Mestre do Coro Amanhã é dia santo, dia de corpo de Deus Quem tem roupa vai na missa, quem não tem faz como eu.”

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O fragmento transcrito apresenta um registro lingüístico próprio também das rodas de capoeira, conforme pode ser atestado em O pagador de promessas, de Dias Gomes. Sobre a linguagem do trecho citado, pode-se afirmar que: ( ) a variedade não-padrão cumpre seu papel comunicativo, desde que pautada pela clareza e coerência. ( ) na 1ª estrofe, o vocábulo custô tem o mesmo sentido, nas duas construções em que foi usado. ( ) a palavra camarado apresenta uma flexão de gênero, imprópria, de acordo com a norma padrão. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 28.
“O samba do Ernesto O Arnesto nos convidô prum samba Ele mora no Brás Nóis fumo e não encontremos ninguém Nóis vortemos com uma baita duma reiva Da otra vez nóis num vai mais Nóis num semos tatu Notro dia encontremos co’ Arnesto Qui pidiu discurpa mas nóis num aceitemos Isso num si faiz Arnesto nóis num s’ importa Mais você devia ter ponhado um recado na porta Ansim Óia turma num deu pra espera Aduvido que isso num faiz már Num tem importância nóis si habitua”
Adoniran Barbosa e Nicola Caparrino.

GABARITO

28. UFMT ( ) O texto retrata um pedido de desculpas de amigos que não se vêem há muito tempo. ( ) “Aduvido, vortemos, ponhando, ansim, óia” são marcas de uma variedade lingüística utilizada por pessoas de pouca ou nenhuma escolaridade. ( ) “Prum, num, cuma, duma, pra” marcam a moralidade oral do texto. ( ) Sempre que é usada a primeira pessoa do plural, no texto, a desinência verbal é adequada.

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29. Uniube-MG
“Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. Chegou-se à beira do rio. A areia fofa cansava-o, mas ali, na lama seca, as alpercatas dele faziam chape-chape, os badalos dos chocalhos que lhe pesavam no ombro, pendurados em correias, batiam surdos.”
RAMOS, Graciliano, Vidas secas.

Observando-se, neste excerto de Vidas secas, a linguagem do autor, pode-se afirmar que a expressão grifada é uma figura de linguagem denominada: a) onomatopéia. b) pleonasmo. c) aliteração. d) eufemismo. 30. U.E. Londrina-PR Observe os quadros abaixo.

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GABARITO

O comentário irônico de Mafalda no último quadro refere-se, fundamentalmente, a uma figura de linguagem presente nos quadros anteriores, que é: a) hipérbole. b) metáfora. c) aliteração. d) metonímia. e) pleonasmo. 31. Uniube-MG Há figuras de linguagem em: I. antítese em “o meu dia foi bom, pode a noite descer”; II. prosopopéia em “a noite com seus sortilégios encontrará lavrado o campo, a casa limpa, a mesa posta”; III. metáfora em “com cada coisa em seu lugar”; IV. comparação em “quando a indesejada das gentes chegar / (não sei se dura ou coroável)”. Estão corretas as afirmativas: a) I e II. b) I e III. c) I e IV. d) II e IV.

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Leia, a seguir, o fragmento retirado do livro Macunaíma, de Mário de Andrade, e responda a questão 32.
“– Meu avó, dá caça pra mim comer? – Sim, Currupira fez. Cortou carne de perna moqueou e deu pro menino, perguntando. – O que você está fazendo na capoeira, rapaiz! – Passeando. – Não diga! – Pois é, passeando... Então contou o castigo da mãe por causa dele ter sido malévolo pros manos. E contando o transporte da casa de novo pra deixa onde não tinha caça deu uma grande gargalhada. O Currupira olhou pra ele e resmungou: – Tu não é mais curumi, rapaiz, tu não é mais curumi não... Gente grande que faiz isso...”

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32. UFGO Uma característica importante das línguas é o fato de que elas não são uniformes nem estáticas. Fatores como região, classe social, idade, entre outros, explicam suas variações. Tendo em vista o comentário que você acabou de ler e as particularidades lingüísticas do trecho de Macunaíma, julgue os itens. ( ) A construção “dá caça pra mim comer” é típica da linguagem oral, representado, portanto, uma variação de “dê-me caça para eu comer”, própria da norma padrão. ( ) O emprego de palavras como “rapaiz” e “faiz”revela variação no nível dos sons, indicando pronúncia de um falante, no caso o Currupira, que utiliza a variedade padrão língua. ( ) Em “por causa dele ter sido malévolo”, ocorreu uma variação no nível sintático, uma vez que esse enunciado, na norma padrão, corresponde a “por causa de ele ter sido malévolo”. ( ) O enunciado “Tu não é mais curumi”, apesar de ser um exemplo de falar informal, está de acordo com a língua padrão, como se pode verificar pela concordância verbal. 33. Cesgranrio Assinale a opção em que há correspondência entre o período e o recurso estilístico a ele atribuído. a) “Quem pode vai para fora” – hipérbato. b) “Aquele jardim era meu amigo” –metonímia. c) “Eles são as minhas aldeias” – metáfora. d) “Uma voz de água no silêncio” – anáfora. e) “Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!” – anástrofe. 34. U. Santa Ursula-RJ-Modificada Primeiramente, nos versos “de carne e de memória” / “de osso e de esquecimento” e nos versos “bocas bafos bacias” / “bandejas bandeiras bananeiras”, o autor se utiliza dos seguintes recursos de linguagem: a) metáfora e comparação; b) metonímia e aliteração; c) antítese e aliteração; d) comparação e hipérbato; e) paradoxo e aliteração.

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LÍNGUA PORTUGUESA

1

FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. V–V–F–F–F c d V–V–V–V–V a a d c d c d F–F–V–V–V b F–V–V c c V–V–F–V–V 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 18 b a b e e a a d V–F–V F–V–V–F a c a V – F –V – F c c

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LÍNGUA PORTUGUESA

V O C A B U L Á R IO
1. UFRN-Adaptada Essas previsões podem parecer ousadas, mas, no fundo, são até conservadoras” Assinale a opção em que o vocábulo traduz o sentido de ousadas: a) audaciosas. b) magníficas. c) impulsivas. d) duvidosas. 2. Unifor-CE Assinale a alternativa em que se substitui uma frase por outra de sentido equivalente. a) os videogames induzem à passividade = os videogames não permitem o isolamento. b) a ponto de não ter de esforçar-se = tanto que não precisa de muita vontade. c) porque inibem a vontade = porque estimulam o desejo de brincar. d) o jovem tende ao retraimento = o jovem procura distrair-se. e) Atividades físicas e em grupo são um antídoto = exercícios físicos comuns são a solução. 3. Emescam-ES
“Hoje, a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. Momento por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos, que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. Aos quatro anos, eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distância a idade fisiológica da psicologia, corpo de criança e alma de mulher. O sonho é substituído pela TV, as histórias cedem lugar aos programas de auditório, e as fadas, bruxas e reis, aos brinquedos eletrônicos. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. (...) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto, cansadas perante um futuro que ainda não viveram, viciadas em indigência intelectual e espiritual.”
Excerto de “Memória de um Dinossauro”, de Frei Betto. A Gazeta, Vitória, 08. set. 98 p. 05.

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GABARITO

Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto; isso ocorre em: a) “suficiente discernimento” – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso; b) “insistência pirralha” – teima persistente da criança; c) “embotelhada em danças” – especialista em danças; d) “ritmo da esquizofrenia” – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais; e) “indigência intelectual e espiritual” – pobreza de cultura e de espírito. 4. UFF-RJ No fragmento “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência.”, pode-se substituir a palavra em negrito, sem alteração de sentido, por: a) limite. b) momento final. c) término. d) objetivo. e) ponto extremo.

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5. Univali-SC
“Retrato do Brasil quando ainda jovem Como se explica o otimismo de nosso povo? Algumas pesquisas e levantamentos recentes, tenham ou não a ver com as comemorações dos 500 anos de Descobrimento, revelam um Brasil cuja ambigüidade torna cada vez mais difícil decifrá-lo e defini-lo em termos de personalidade e temperamento. De um país em crise e cheio de mazelas, onde, segundo o IBGE, quase um quarto da população ganha R$ 4,00 por dia, o que se esperaria? Que fosse a morada de um povo infeliz, cético e pessimista, não? Não. Por incrível que pareça, não. Os brasileiros não só consideram seu país um lugar bom e ótimo para viver, como estão otimistas em relação ao seu futuro e acreditam que ele se transformará numa superpotência em cinco anos. Pelo menos essa é conclusão de um levantamento sobre a “utopia brasileira” realizado há pouco pelo Data Folha.”
VENTURA, Zuenir. Época, 08/05/2000.

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Os sinônimos que poderiam ser utilizados para substituir as palavras destacadas no texto encontram-se, respectivamente, na opção: a) impressão / descrente / fantasia; b) equívoco / duvidoso / infelicidade; c) incerteza / seco / irrealização; d) indeterminação / cego / quimera; e) que tem dois sentidos / que não crê / felicidade. 6. Unifor-CE Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases apresentadas. Sem ..............., a criança ............... os comandos do jogo eletrônico, em que ............... eram perseguidos. a) hesitar – compulçava –animaizinhos b) hesitar – compulsava – animaisinhos c) hesitar – compulsava – animaizinhos d) exitar – compulsava – animaisinhos e) exitar – compulçava – animaizinhos 7. Unifor-CE Uma sociedade ............... é aquela em que os ............... têm ............... dos problemas que atingem todos aqueles que a compõem. As lacunas serão corretamente preenchidas com: a) armonioza – previlegiados – consciência b) armoniosa – privilegiados – conciência c) harmonioza – privilegiados – conciência d) harmoniosa – previlegiados – consciência e) harmoniosa – privilegiados – consciência 8. U.F. Juiz de Fora-MG “...Sou adepto do voto inútil! Vote inútil!!!” (Luiz Eurípedes Massiére) Um significado alternativo para a palavra acima destacada é: a) partidário. b) contrário. c) representante. d) rebelde. 9. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Para se restringir a compreensão das mensagens a uns poucos detentores do código lingüístico...” = limitar. b) “O uso correto do idioma não é um refinamento...” = requinte. c) “Porém, o oficialismo deveria, pelo menos, abster-se de usar estrangeirismos para evitar o ridículo de ser brega...” = impedir. d) “Não se trata de xenofobia.” = aversão a coisas estrangeiras.

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10. UFPR Leia o texto abaixo:
“A referência a Xuxa, além de providencial, é pertinente. Ela é pioneira nesse fenômeno, tão característico do Brasil de hoje, que é a erotização das crianças. Faz anos que, consciente ou inconscientemente, lhes dá aulas de sedução. Outras a seguiram na TV, entre louras que a imitam e reboladoras profissionais, mas Xuxa detém a palma do pioneirismo. Merece ser considerada um símbolo da permissividade da televisão brasileira.”
Veja, 18/08/1999.

Marque V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que todas as expressões são apropriadas para substituir as expressões em negrito, sem prejuízo para o sentido do texto. ( ) menção – apropriada – interrompe – da licenciosidade. ( ) convocação – irritante – conserva – da abertura. ( ) observação – relevante – possui – da liberalidade. ( ) menção – apropriada – conserva – da falta de limites. ( ) saudação – obrigatória – interrompe – do vale-tudo. ( ) alusão – relevante – ostenta – da liberalidade. 11. Unifor-CE O solecismo ou erro de sintaxe torna a linguagem ...............ou ..............., por estar em ............... com as normas do padrão culto da língua. As lacunas da frase apresentada estão corretamente preenchidas em: a) incompreencível – imprecisa – dezacordo b) incomprensiva – imprescisa – desacordo c) incomprensiva – imprecisa – dezacordo d) incompreensível – imprecisa – desacordo e) incompreensível – imprescisa – desacordo 12. Unifor-CE O vocábulo em negrito está corretamente substituído por outro, sem prejuízo do sentido original, em: a) a influência do povo é decisiva = prejudicial. b) não lhe inseriu riquezas novas = descobriu. c) a receber e dar curso a tudo = ensinar. d) depurando a linguagem = purificando. e) se isto é um fato incontestável = divergente. 13. U. Alfenas-MG-Adaptada A palavra “então” do trecho “apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura como autor da nota” tem o sentido de: a) naquela ocasião. b) nesse caso. c) além disso. d) nesse tempo. e) naquele lugar. 14. PUC-RJ-Adaptada
“Se além das prendas (...), D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência...”
Machado de Assis.

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GABARITO

As expressões abaixo estão dicionarizadas como acepções possíveis para preterir. Qual delas melhor poderia substituir o verbo no contexto em que é empregado no texto? a) ultrapassar. b) omitir. c) deixar de parte. d) ir além de. e) ser ilegalmente promovido.

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15. Unifor-CE A expressão em negrito está corretamente substituída por outra, sem prejuízo do sentido original, em: a) provocam cíclicas retrações = periódicas diminuições. b) premido pelas circunstâncias = decepcionado. c) para satisfazer exigências formais = leis costumeiras. d) mão-de-obra não-especializada = trabalho incomum. e) um futuro se não promissor = de desesperança. 16. Uniube-MG-Adaptada A expressão “dia-a-dia” no trecho “as coisas mais simples do nosso dia-a-dia”, pode ser substituída, sem que se altere o sentido da frase, apenas pela expressão grifada em: a) Não há trabalho para se fazer de supetão, mas dia a dia. b) Dia após dia aumenta a violência em nosso país. c) Obras de Machado de Assis fazem parte de meu cotidiano. d) A insegurança do brasileiro aumenta a cada dia. 17. Uniube-MG “Se pintar um clima, você pode caprichar no estilo, descolar um gato e curtir um papo legal.” Considerando-se a variedade lingüística que se pretendeu reproduzir nessa frase, é correto afirmar que a expressão proveniente de variedade diversa é: a) pintar um clima; b) caprichar no estilo; c) descolar um gato; d) curtir um papo legal. 18. Univali-SC
“Notas de um Nobel A julgar pelas últimas declarações do escritor português José Saramago, o Prêmio Nobel de Literatura que lhe foi atribuído em 1998 tornou-se um fardo difícil de ser carregado. Saramago reclama de falta de tempo para escrever. Hoje ele é uma espécie de arauto da língua portuguesa que percorre os quatro cantos do mundo propagandeando o idioma de Camões. Os recém-lançados Cadernos de Lanzarote II, segundo volume de seus diários, vão de 1996 a 1997 e mostra um Saramago andarilho, que deixa seu lar em Lanzarote, uma das Ilhas Canárias, dá voltas pela Europa, circula no Brasil e ainda tem tempo de salpicar as páginas de seu diário com observações perspicazes e poéticas. Para quem conhece os romances de Saramago, o estilo pode parecer frugal. Mas é aquele tipo de simplicidade que só alguém que pensa e escreve bem sabe fazer. Não faltam ao escritor o senso de humor, a ironia e uma delicadeza especial na percepção das coisas. (...)”
VOLPATO, Cadão – Época, 26 de abril de 1999.

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GABARITO

No texto, os vocábulos arauto, perspicazes e frugal podem ser substituídos, respectivamente, pelos sinônimos: a) mensageiro – inteligentes – modesto. b) representante – talentosas – insosso. c) que sabe – que observam – parco. d) eminente – sagazes – exagerado. e) propagandista – complicadas – sóbrio. 19. F. Católica de Salvador-BA-Adaptada A substituição proposta à direita mantém o significado do contexto em que o termo transcrito aparece em: a) “toda” em “metade de toda a força” – qualquer. b) “algum” em “com algum êxito” – pouco. c) “apenas” em “foram selecionados apenas os chefes” – mal. d) “ainda” em “O Brasil ainda tem uma vantagem” – afinal. e) “Assim que” em “Assim que a economia voltar a crescer, isso vai ser consertado” – Quando.

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20. Uniube-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está corretamente interpretada de acordo com seu sentido. a) “E só estando ao abrigo das necessidades (e do mau tempo) é que poderemos, com calma e sapiência, manipular os peões...” = sabedoria. b) “Pena que os bispos sejam tão renitentes.” = teimosos. c) “Acho que nenhum patriota sincero se oporia a esta medida tão salutar e higiênica” = moralizadora. d) “Conto com teu bom senso para tratar com severidade os trabalhadores, sem deixar-te levar por pieguices.” = sentimentalismos. 21. F.M. Triângulo Mineiro-MG-Adaptada “... uma relação é provida do atributo mágico...” “... prenhe de respeito e carinho...” “... repousa no preceito basilar do cristianismo...” Os sinônimos mais adequados para as palavras em negrito nos trechos acima são, respectivamente: a) dotada, repleta, fundamental; b) portadora, isenta, simples;

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c) concebida, marcada, único; d) destituída, madura, básico; e) incentivadora, plena, indiscutível. 22. U.E. Maringá-PR Assinale a(s) alternativa(s) em que as palavras em destaque podem ser substituídas pelas palavras que estão em itálico, respectivamente. 01. “A conclusão da primeira etapa de decodificação do genoma humano...” – o epílogo – leitura. 02. “A complicação é que se desconhecem quantas casas e edifícios existem de fato na metrópole e qual a função de cada um dos imóveis.” – o obstáculo – ignoram. 04. “As estimativas variam de 38.000 a 120.000” – as avaliações. 08. “As poderosas máquinas da Celera Genomics e do Projeto Genoma Humano ordenaram as seqüências de letras...” – prostraram – as apreensões. 16. “Identificar os genes será uma tarefa árdua e mais complexa do que foi decifrar o próprio genoma.” – um trabalho – desviar.

GABARITO

32. “...os geneticistas ainda são incapazes de encontrar a padaria ou a delegacia de polícia no complexo DNA do ser humano.” – hábeis – no elucidado. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas. 23. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Quis continuar a falar, para escrutar-lhe bem a alma; não pude, ele esquivou-se, e fiquei outra vez só.” = sondar. b) “...ninguém me dava o direito de presumir intenções e intervir nos negócios particulares de uma família...” = vangloriar.

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c) “Bastou que uma idéia se me afigurasse possível para que eu a acreditasse certa.” = parecesse. d) “...Félix achara um modo de conciliar umas e outras, amando sem casar.” = harmonizar.

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24. PUC-RS
“Não vai dar certo Outro dia, dois cientistas americanos apresentaram um pedido ao Serviço de Marcas e Patentes dos Estados Unidos para registrar uma criatura que estão produzindo em laboratório. A tal criatura seria uma mistura de homem com animal. Não se sabe direito que animal é este, mas deram a entender que tanto pode ser um macaco como um camundongo. É fácil imaginar um homem-macaco. Afinal, todos nós, no passado, já protagonizamos essa dobradinha. E nem faz tanto tempo. Conheço gente que ainda se lembra de quando o avô desceu da árvore (...) Já cruzamento de um homem com camundongo é mais difícil de visualizar. O único parâmetro conhecido é o Mickey, o rato mais bem-sucedido da história. Em cima dele, construiu-se um império que é, na verdade, uma ratoeira humana (...). A idéia de cruzar artificialmente seres humanos com animais não é nova. Já foi imaginada no começo do século pelo inglês H. G. Wells, em A Ilha do Dr. Moreau e, nos anos 50, pelo americano James Clavell, em A Mosca da Cabeça Branca. Ambas as histórias renderam vários filmes. Em todos eles, a parte humana levou um baita prejuízo. No filme do homem que virou mosca, o pobre Vincent Price ficou desesperado porque, com seu corpinho de mosca, não conseguia chamar a atenção de sua mulher, para que esta o fizesse voltar ao normal. E olhe que ele foi o cientista que resolveu fazer a experiência. Boa idéia. O ideal seria se os dois cientistas se oferecessem como cobaias de suas experiências. Um cruzaria o outro com o macaco. E o outro cruzaria o um com o camundongo.”
CASTRO, Ruy. Manchete, 19/04/98 (adaptado)

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Se as expressões “Outro dia”, “A tal criatura”, “dobradinha” e “corpinho”, características da linguagem coloquial, fossem substituídas por expressões do português culto formal, sem alteração básica no significado, seria correto utilizar, respectivamente: a) Uma vez – a experiência – par – figura diminuta. b) Dia desses – este monstro – dualidade – corpo minúsculo. c) Certo dia – o experimento – dupla – silhueta pequena. d) Há pouco tempo – o resultado – casal – corpete. e) Recentemente – esse ser – parceria – corpúsculo.

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a c a c b a b c a 01 b e IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 20.F-V-F-V d d 13. 3. 21. b c c d e c e a c F-F. 6. 15. 4. 18. 5. 9. 22. 2. 10. 11. 17. 19. 7. 14. 12. 16. 8. 24. 23.LÍNGUA PORTUGUESA V O C A B U L Á R IO 1 1.Vocabulário Avançar .

ortografia e formação das palavras Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. c) científicas e biogenética. e) polícia e principais. e F. ( ) Poderia ser acrescentada à “questão de múltipla escolha” mais uma alternativa: Você corrige três erros. b) biologia e adquirida. b) A EMESCAM fica situada na Avenida Nossa Senhora da Penha. respectivamente.Fonologia.a lavadeira cheira a gim. encontro consonantal e hiato... como humano. Você fica louco da vida. Unifor-CE “Vejam que país. UFSE Os encontros vocálicos das palavras SEARA e GLÓRIA encontram-se. dígrafo e ditongo. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . dígrafo e hiato.. nas palavras: a) ameaças e contrário. c) ditongo.” Nas palavras em negrito observa-se uma seqüência de: a) hiato. d) ditongo. 4. acentuação. Você corrige um erro. para agradecer-lhe a gentileza do gesto.” Lourenço Diaféria. Emescam-ES O emprego da expressão abaixo em negrito vai de encontro ao “bom uso” da nossa língua. d) Aproveito-me desta oportunidade. 2. o que ocasiona certa dificuldade na escrita de palavras como pichar e xícara. dígrafo e ditongo. e) ditongo. 3. existe. “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. encontro consonantal e ditongo. 4. nenhuma fonema. enviavam-se muitas cartas em mão. UFMT Leia o texto de Lourenço Diaféria e julgue os itens a seguir. para os itens verdadeiros. mas é usada em palavras que a trazem da etimologia. em: a) Dadas as nossas origens e objetivos. c) Daqui há pouco tempo estaremos iniciando o século vinte e um. uma separação formal e intransponível. entre mim e eles. Use V. para os falsos. b) hiato. GABARITO 3.” “. 1 ( ) A letra h não representa. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1. d) negociação e países. na Língua Portuguesa. 2. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. e) Antigamente. Você corrige dois erros. ( ) As letras x e ch podem representar o mesmo fonema.’ Considere as seguintes atitudes: 1.

d) Ambiguidade... I.F.E. Anhanguera. d) apenas I e II. U. tranquilo. Anhangüera.” – fonemas /ku/. É goooool. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ma-cha-di-a-no e as-si-na-la-da. Maringá-PR-Modificada Assinale a(s) alternativa(s) em que a(s) letra(s) destacada(s) corresponde(m) adequadamente ao(s) fonema(s) propostos(s). Santa Maria-RS “Ele domina a número cinco. 2 GABARITO 8. Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam também corretamente grafadas.” – fonema /k/. b) Anbiguidade. ortografia e formação das palavras Avançar . c) I e II. b) apenas II. distingüi. FGV-SP A palavra língua está corretamente escrita com acento agudo e sem trema. adqüiri... adquiri. 64. como resposta a soma das alternativas corretas. c) apenas III. São corretas as afirmações: a) I. Anhanguera. notavelmente aqueles que se concentram na chamada fase realista de sua obra. distingüi.” – fonema /k/.. distingui.. 02.” – fonemas / ku/. güaraná.. 16.Fonologia. 04. sensacional!” Se essa fala fosse transcrita em nível coloquial. Está(ão) correta(s): a) apenas I. guaraná. a) Ambigüidade. De acordo com as regras de acentuação gráfica. vai marcar. d) III e IV. tranquilo. aguei.. adquiri. distingui. IV... agüei. houve substituição da consoante final por semivogal. Anhangüera. c) Ambigüidade. acentuação. adqüiri. Sem contração de preposição com artigo. A separação silábica das palavras “machadiano“ e “assinalada” é. Em marcá.” I. agüei. “Séculos quentíssimos. agüei.. tranqüilo. dá de chaleira.. 7. III. “Os americanos acham. furacões.5. aguei. 32... o verbo “constituir” escreve-se “constituía” em uma das formas do passado. 6.enquanto dá voltas. houve simplificação de um ditongo decrescente em vogal simples. atenção. Anhangüera. 08. Em chalera. 01. guaraná. O advérbio derivado de “notável” deveria estar grafado no texto como “notavelmente”.” – fonema /k/.. “Daqui a alguns milênios..” – fonemas /kw/. güaraná. III. tranqüilo. e) I e III. como: marcar → marcá chaleira → chalera sensacional → sensacionau Analise as afirmações relacionadas com essas alterações fonéticas.. a expressão “pelos estudiosos” deveria grafar-se “pôr estudiosos”. e) apenas II e III. distingui.a velocidade da rotação. “Nevascas. houve queda de consoante final e deslocamento da sílaba tônica.um pião enlouquecido.. tranqüilo. II. guaraná. II e IV. Dê. Em sensacionau. PUC-RJ Leia o período abaixo e as afirmações relacionadas às expressões nele contidas: “O ceticismo constitui uma marca característica do conto machadiano que vem sendo amiúde assinalada pelos estudiosos da literatura brasileira. II. adquiri. U. respectivamente. algumas palavras sofreriam alterações. e) Ambigüidade.” – fonema /k/. “... b) II e III. formando um ditongo crescente. “. “.

Alfenas-MG O acento gráfico em “conferência” tem a regra de emprego assim expressa: a) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em a(s). vultosa. Unifor-CE Nas palavras Paquequer. ( ) Na Babel global. UFMT ( ) A fábrica de canetas Parker explorou o fenômeno. 88. venga a buscar la suya. ocorrem. a) qualquer.Fonologia.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 9. e) Eletrecista. Paraíba e caudal. celebral. IMPRIMIR GABARITO 13. d) Sicrano. “Agora in Brasile. respectivamente os seguintes encontros: a) ditongo – hiato – hiato. ( ) As palavras gracias. ascenção. como argumentos a favor da simplicidade do produto anunciado. a confusão de línguas também impede a comunicação. capisci?” Revista Veja/SP. asterístico. Gracias à abertura da nossa economia. celebral. prazeiroso. extrangeiro. b) adivinhar. 3 9. 11. UEPI Marcar a opção em que o segmento em negrito não forma dígrafo. ( ) As palavras estrangeiras funcionam. previlégio. 180 e mucho más. 95. FGV-SP Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam corretamente grafadas. losango. Voltar Língua Portuguesa . I tutto para você pagar com money brasileiro. despercebido. porque a língua inglesa é também uma língua neo-latina. frustado. beneficiente. b) Acentuam-se as palavras proparoxítonas terminadas em ditongo crescente. acentuação. serem línguas neo-latinas facilita a compreensão da mensagem pela propaganda. la mejor Parker Collection du monde. c) Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a(s). pretensão. entitular. recriada por esse texto. c) confessar. alto-falante. pretenção. U. ( ) O sentido de money e come on é evidente no texto. c) Assessores. Premier. a) Empolgação. 12. assim como o português. c) ditongo – dígrafo – hiato. d) velho. no texto. através. ( ) O fato de o espanhol. d) dígrafo – ditongo – ditongo. auto-falante. cultural e econômica para lançar seu produto no mercado brasileiro. da globalização lingüística. Perché si non vous puede ficar sem. asterisco. e) recorria. b) Eletricista. e) ditongo – dígrafo – ditongo. tutto e monde são formadas a partir de radicais presentes nas palavras correspondentes do português. d) Acentuam-se todas as palavras paroxítonas. ortografia e formação das palavras Avançar . 10. o italiano e o francês. Come on. b) dígrafo – hiato – ditongo. e) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente. a Parker do Brasil ha portato a tutti noi a crème de la crème das Parkers do mundo: Duofold Centennial. prazeiroso.

d) incluído – sandália.. FUVEST-SP Os sufixos aumentativos têm... O vocábulo “muriqui” não é acentuado pois não levam acento gráfico os oxítonos terminados em i. d) viuv... d) O casacão da noite envolveu a cidadezinha. às vezes. país..” 32. “primata” e “apetite” não recebem acento gráfico porque não se acentuam os paroxítonos terminados em o..” 02.. A alternativa em que este valor está presente é: a) Ao revisar a prova. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo várzea. a) cândido – armário. b) filológica. úteis.14. como resposta. usado nessa palavra em negrito na citação acima.” 16.. d) óbvio. a e e.. “é” e “dá” porque devem ser acentuados todos os monossílabos tônicos terminados em a. “. “A prosa literária brasileira começa no Romantismo....cujo ócio permitia a leitura de romances e folhetins.... 18. O sufixo ESA... ridicularizando ou ironizando a idéia expressa. “...tão logo chegava ao final. 16. ortografia e formação das palavras Avançar . que lhe ofereceria praticamente as mesmas emoções. São acentuados graficamente os vocábulos “só”... fechava o livro e o esquecia... 19.. 16. Uniube-MG São acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.. c) Feriadão começa com o 2º maior congestionamento... na grafia da língua portuguesa..” 04... as palavras da alternativa: a) língua.. acentuação. O vocábulo “observação” tem quatro sílabas... U.. necessária...... Ponta Grossa-PR Tendo em vista a acentuação gráfica e a separação silábica dos vocábulos.. e) estranh.passando o tempo a torcer e a chorar por seus heróis. b) Ora! Você fez um dramalhão por coisa tão insignificante.... Os vocábulos “macaco”. sentido pejorativo.. 08. b) cert. “..... c) supérfluo – incêndio.. e e o.. Assinale a(s) alternativa(s) em que todas as letras destacadas representam na escrita o fonema /s/.. 04.. 17.... lingüística. 15.... 01. como resposta. 02. U. b) exímio – vírus.esperando o próximo.. O vocábulo “evoluído” tem cinco sílabas. completará corretamente a grafia de: a) bel.. e) límpido – vôo. a soma das alternativas corretas.... Alfenas-MG “Fernando Henrique fez a defesa dos países em risco”.... influência. de várias maneiras.. “. c) calabr. 4 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... a soma das alternativas corretas. Maringá-PR-Modificada O fonema /s/ é expresso. “Esse público buscava na literatura apenas distração.. alguém. obrigatório.. U.... percebemos que havia um problemão a resolver...E..” 08.Fonologia..E. assinale o que for correto.. c) português.” Dê. Dê. aliás. 01. e) Um carro! Presentão como esse você só ganha uma vez na vida.

soap-opera.. ou.. como um peru de farofa... etc. pelo menos é o que informam os especialistas. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão ‘centroavante’. e) São estrangeirismos e por isso não contribuem para a boa linguagem. c) São anglicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos.. (inverter – reverter) expressão escolhida: reverter.. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo ignorância. (a par – ao par) expressão escolhida: a par... mas Camarões venceu. a) sacrário – difícil. GABARITO 21. rap... mas devem ser chatos ou difíceis. ortografia e formação das palavras Avançar .. a escolha inadequada para o preenchimento da lacuna: a) O Brasil perdia para Camarões nas Olimpíadas. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. ou até na rua.. deixando de lado os índios que nós.. c) colégio – sério. Mas. (descriminar – discriminar) expressão escolhida: descriminar.. Nas páginas dedicadas ao show business. segundo a gramática normativa. se fosse realidade a falada ‘língua geral’ dos índios. hamburger. Correio do Estado 21/05/2000. por exemplo: é todo recheado de inglês. onde as melodias podem ser originalmente nativas. 5 Palavras como show. d) tórax – ingênuo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . sem guarda-chuva. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. especialmente o futebol (não mais foot-ball).. depois. é engraçado.. b) ônibus – ígneo. toma um susto. d) São galicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos... ele viu que. Pegue um jornal. Suas idéias vão ... acentuação. que não se pode traduzir literalmente por ‘arte teatral’. incapaz de formar palavras para designar aqueles elementos. UEMS Leia o texto de Rachel de Queiroz e.. o português.. nós a recebemos do colonizador luso. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa).) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo....” Rachel de Queiroz... 22. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. pelo menos.... como na África... Mas não pega. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. funk e hot dog. . e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva.. c) Quando a chuva começou. assinale a alternativa correta. etc. (despercebido – desapercebido ) expressão escolhida: desapercebido d) Ele pensa exatamente como eu. No esporte é a mesma coisa. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. E o leitor do noticiário. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book.. chamando-o de ‘desporto’... (ao encontro das – de encontro às) expressão escolhida: ao encontro das. ‘meio-de-campo’. como a maconha. se não for escolado no papo. b) Atestam a pobreza lingüística da língua portuguesa. de Vitória-ES Assinale a opção em que se fez.. minhas... Os índios têm lá os jogos deles. tudo é show.. Cantor de forró do Ceará. “(. etc.Fonologia. a todo instante tropeça e se engasga com rap. o pataxó.. milk shake: a) São estrangeirismos que. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem.. já que a gente não os conhece nem de nome. o placar. b) Há gente que pretende .. Ficamos nas adaptações tipo ‘futevôlei’. pretendemos ser. funk. Imagina se.20. ou pior. tem significação mais extensa. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. e) Não estou ______ desses problemas políticos. back é beque. falemos de nós. punk. as drogas mais leves. iria passar . que.. F. pelo menos.... que alguns tentaram. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo.I. cada uma fala o seu dialeto. Todos pensaram que ele fosse . Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. entre as expressões entre parênteses. e) convênio – válido. o que foi uma bênção..... A começar que a nossa língua oficial. inclui as apresentações em várias espécies de salas. Pois aqui no Brasil.... os brasileiros.. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. por exemplo. então.. se você for a fundo no assunto... são termos necessários que assumem forma da língua portuguesa e podem ser usados quando necessários..

Os vocábulos “tecnologia” e “inimaginadas” têm cinco e seis sílabas respectivamente. Em “química” se usa acento gráfico no “i” pelo mesmo motivo por que se acentua o “i” de “dirigíveis”. “a capital” e “o ar”. como em “as páginas”.. 01. terapeutas e curandeiros são formados pelo processo de derivação parassintética. Aliás.23. há políticos e politiqueiros. ingleses e brasileiros. c) “espécie” – “idéias”. Dê. Luís Fernando. grande investidor ou latifundiário.)” VERÍSSIMO. a soma das alternativas corretas. Jornal do Brasil. “os parisienses”.. Os vocábulos “século” e “inédito” acentuam-se graficamente pelo mesmo motivo por que se acentua “câmera”. as estiagens e as pragas fazem-nos mais prosperar. é um sufixo pouco nobre. como existem médicos. b) “iguais em tudo e na sina”. como resposta. Os artigos definidos. por isso jamais recebem acento gráfico. ‘Se você começou como padeiro. 08. 26. “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estranhando que ‘brasileiro’ seja o único adjetivo pátrio conhecido em ‘eiro’ que. 6 O mesmo processo de formação da palavra sublinhada em “não se precisa de limpa” ocorre em: a) “no mesmo ventre crescido”. e cultivá-los é fácil: simples questão de plantar. Morte e vida severina. FUVEST-SP “Só os roçados da morte compensam aqui cultivar. (. e F. jornaleiro. João Cabral de Melo. ( ) A forma -eiro tem o mesmo significado em todas as suas concordâncias. 16.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. (. Ponta Grossa-PR-Modificada Assinale o que for correto.” NETO. acentuação. 7/10/95. 24.. terapeutas e curandeiros. Use V. nem é preciso esperar pela colheita: recebe-se na hora mesma de semear. para as verdadeiras. leia o texto “Eiros”. 04. e dão lucro imediato. b) “Até” – “propôs”. Voltar Língua Portuguesa .E. U.F. UFMT Para julgar os itens que seguem. empresário. açougueiro ou carvoeiro’ – escreve Elza – ‘as chances são mínimas de acabar como advogado. Há duas sílabas em “ruas” e quatro em “aparelhos”. para os falsos. ( ) O morfema -eiro é usado exclusivamente para formar adjetivos a partir de substantivos. timbaleiro ou seresteiro. d) “na minha longa descida”. Santa Maria-RS Em qual alternativa os pares de palavras não seguem a mesma regra de acentuação? a) “pátria” – “próprio”. segundo ela. Existem suecos. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes’.Fonologia. 02. IMPRIMIR GABARITO ( ) Os termos jornalistas. são monossílabos átonos. d) “só” – “três”.. U. e) “áreas” – “Mário”. e) “todo o velho contagia”. Há o importador e há o muambeiro. c) “jamais o cruzei a nado”. ortografia e formação das palavras Avançar . 25. não se precisa de limpa. de adubar nem de regar.

só. pública e está. pára. d) silêncio. e) místico. A palavra possuído recebe o acento gráfico pela mesma regra de aí. em: a) América. e) intensidade. heróico. c) Apenas I e III. c) obrigatória – contrário – circunstâncias. réu. d) difícil – idéia – vocês. 29. insuportável e dúvida. b) artística – compreensível – contemporânea. 7 GABARITO 32. b) Apelar. d) Apenas II e III. c) árvore. Santa Maria-RS Assinale a alternativa cujas palavras devem ser acentuadas. pelas mesmas regras de “possível”. d) lêem. A palavra risível recebe o acento gráfico pela mesma regra que preceitua o uso do acento em ridículo. c) privação. c) caráter – cárie – até. c) Circular. FUVEST-SP O prefixo assinalado em “tresvariando” traduz idéia de a) substituição. ortografia e formação das palavras Avançar . b) Apenas II. ocorreria mudança de significado e de classe. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações sobre a acentuação gráfica. “memória” e “atrás”. e) vírus – fáceis – país. b) aceitável. 28. Unifor-CE A série em que se observa a mesma regra de acentuação da palavra em negrito no segmento “uma escolta de professores e funcionários” é: a) contemporânea – provável – contrário. pelas mesmas regras de água. e) porém. Cesgranrio-Modificada As palavras que se acentuam. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. Quais estão corretas? a) Apenas I. b) mágoa. e) compreensível – artístico – várias. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . até. d) Crucifixo.27. c) princípio. b) hífen – apóia – além. 33.Fonologia. e) I. também e incontestável. d) inferioridade. e) Apedrejar. I. Unifor-CE Todas as palavras estão acentuadas pela mesma razão que justifica o acento no vocábulo influência. a) Apogeu. respectivamente.F. acentuação. há. II e III. baú. U. d) provável – várias – obrigatória. b) contigüidade. heroísmo. céu e pôr são: a) sábado. aí. clássicos e século. domínio e até. II. línguas e contrário. 31. respectivamente. a) fácil – vôlei – caí. Se fosse retirado o acento gráfico das palavras várias. III. 30. véu.

... c) Grafa-se corretamente com “ç”. d) Assim como “advinhar”. como em “disciplina”... . Assinale aquele que apresenta erro segundo a norma culta. c) prototipo.. ortografia e formação das palavras Avançar . d) ureter. (Hertz – Locadora de Veículos) 37.... Hungria.. 35.. o vocábulo “compreenção”. U. e) latex. 40.. 39... c) tênis. a) Existem coisas que o dinheiro não compra.Fonologia.. interim.. acentuação. (Publicidade do Toyota Corolla feita pela Savoy Sul e Motors Shopping) e) Para conquistar você cada vez mais. • “A inteligência não se limita .. os jovens”. respeito da mente humana”. a Hertz não para de conquistar o Brasil. • “Uma pessoa excessivamente tímida ou muito agressiva terá problemas para conseguir um bom emprego. Alfenas-MG A alternativa em que todas as palavras devem ser acentuadas graficamente é: a) pudico. capacidade de raciocínio lógico”. Quando mais longe for.. UFSE A afirmação correta é: a) “Há pouco” está corretamente empregado na frase: Daqui há pouco eu o verei.. e) flâmula. b) econômico.. b) É preciso que se averigúe todas as alternativas. e) Foi esquecido um item na prova por falta de atenção... Motor de sobra para esticar o pé... b) rubrica. tulipa. (Revista Forbes) b) Espaço de sobra para esticar as pernas. como em “sonegação”. de 19/09/2000. crisantemo... flacido.. (Audi) c) Chegou o Renault Clio Sedan. erudito... bimano.34.. ocorre corretamente em “ascensão”.. Mas a gente promete não falar delas... Cefet-PR Os textos publicitários abaixo foram retirados da Folha de São Paulo. e) A forma “influência” completa corretamente a frase “O educador. Unifor-CE A mesma regra de acentuação da palavra infância observa-se em: a) indivíduo.. c) Quê! Ela também estava lá? d) São os sábios que constróem a verdadeira paz. a) Você tem o dever de pôr as coisas no lugar. antifrase... U. o termo em destaque foi formado por qual dos processos de formação das palavras? a) Derivação prefixal b) Derivação regressiva c) Derivação parassintética d) Derivação sufixal e) Derivação imprópria 38. cartomancia. melhor.. UFRS-Modificada Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das frases abaixo: • “Ele se baseia numa idéia ultrapassada . na profissão ou ter bom relacionamento familiar”.. “admitiu” está corretamente grafado... (Renault) d) Ele faz dois anos e nós a diferença. Alfenas-MG Assinale a frase em que há erro de acentuação gráfica. a) a – à – acender d) a – à – ascender b) à – a – acender e) à – à – ascender c) a – a – assender 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. FEI-SP Em “É impossível esquecer as profecias de Aldous Huxley em seu Admirável Mundo Novo”.. d) público. b) O encontro “sc”... ingreme. 36.

44. c) II e IV. que me gela!’” ROSA. apresentam-se de acordo com os padrões fonéticos e gráficos da língua portuguesa. Explique o processo de formação dessa palavra. d) abstenção. ortografia e formação das palavras Avançar . 9 a) Os diminutivos com que o narrador caracteriza a personagem traduzem também sua atitude em relação a ela. Aos tantos. calabreza. b) este. do trecho “enfiados em calças jeans”. Indique resumidamente o sentido dessa palavra no texto. Guimarães. c) empresa. no meio deles. compridos. em “peão de boiadeiro virou caubói”. UFSE-PSS Analise se é V (verdadeiro) ou F (falso): ( ) Na palavra pecuária encontram-se. b) “Andorinhava” é palavra criada por Guimarães Rosa. III e IV. em seqüência. “Cê”. b) poetisa. PUC-RS-Modificada I. As palavras “caubói”. possivelmente seria grafada jins. II. 45. pelos entrefios: — ‘Tanto chove. II e III. U. os cabelos. e “butique”. Se comparadas às palavras que lhes deram origem. em “apelidados de peões de butique”. Porém. d) país. ascensão. obsessivo. acentuação.” De acordo com essa definição. FUVEST-SP “A gente via Brejeirinha: primeiro. sofreu um processo de redução semelhante ao ocorrido com a expressão de assentimento “tá”. Se a palavra “chantilly” do trecho anterior fosse corretamente aportuguesada. espiava agora — o xixixi e o empapar-se da paisagem — as pestanas til-til. fosse adaptada ao português. lisos. IV. Alfenas-MG-Adaptada “Formas variantes são as palavras que com a mesma significação. c) trabalho. U. pouco se vê. d) I. Identifique essa atitude. o perfilzinho agudo. “Partida do audaz navegante”. seria grafada chantilí. e) I. ( ) Abate é exemplo de derivação regressiva. ( ) Nas palavras hectare e filhote há em comum um encontro consonantal. disse-se-dizia ela. III. louro-cobre. exceção. ( ) A correta separação das sílabas das palavras período e dezesseis é pe-río-do e dezes-seis. andorinhava. ( ) Assessórios feitos de couro de avestruz atingem preços exorbitantes –Todas as palavras assinaladas estão corretamente grafadas. coisicas diminutas: a carinha não-comprida. um narizinho que-carícia. II. 42. 43. um hiato e um ditongo oral crescente. e) prática. não parava. Alfenas-MG O erro ortográfico está em: a) catequizar. b) I e III. compreensão. e.Fonologia. A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II.41. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . qual é a palavra que admite forma variante? a) cotidiana. e) excesso. do trecho “Cê vai querer a costela com chantilly ou creme de leite?”. explicando-a brevemente. Se a palavra “jeans”. admitem grafia ou pronúncia distintas. Primeiras estórias.

a palavra “estatuária” é classificada do mesmo modo que: a) algarismo. e) transmissão. b) endoculturação. II. somente. mudança. são desconhecidas para mim. d) infância. d) conseguir. com a abertura da nossa economia. c) Circular. b) III. 52. somente. por quê não aproveitaram para importar outro povo? c) Com a abertura da nossa economia. b) Apelar. c) I e II. d) II e III. não aproveitaram para importar outro povo? b) Com a abertura da nossa economia. a) Apogeu. b) desconhecida. Unifor-CE Só não se encontra o mesmo processo de formação da palavra comportamento em: a) integração. ortografia e formação das palavras Avançar . 50.F. UERJ Quanto ao processo de formação. Unifor-CE Observe que se afirma a respeito da formação da palavra anacronismo. 51. 49. O sufixo empregado forma substantivo. e) As razões porque não importaram outro povo. com a abertura da nossa economia. com a abertura da nossa economia. 47. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. UERJ Observe as seguintes palavras: lobisomem linguarudo Identifique o processo de formação de cada uma delas. O radical da palavra tem origem grega. Está correto que se afirma em: a) I. c) significativo. III. U. acentuação. I. e) ceder. somente. Por quê? d) Não entendi o porque de não importarem outro povo. não aproveitaram para importar outro povo.46. Alfenas-MG O substantivo derivado dos seguintes verbos que tem grafia diferente dos demais é: a) reter. e) I. c) pirogravura. indicando resultado da ação. b) deter. e) Apedrejar. d) Crucifixo. U. d) domingueira. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 10 48. O prefixo – também de origem grega – significa afastamento.Fonologia. somente. II e III. c) trair. Santa Maria-RS-Modificada Assinale a alternativa em que a palavra em itálico foi corretamente grafada: a) Porquê.

57. é certo que: 01. d) Apenas II e III. e) radicais que definem os dois verbos como cognatos entre si. b) Os afixos têm sentido semelhante I. o sufixo utilizado forma adjetivos a partir de substantivos. “glamourizou” é forma de pretérito perfeito de um verbo criado por derivação sufixal a partir de um estrangeirismo. possuam o mesmo significado de (in-) em: “Talvez até seja politicamente incorreto dizer. ortografia e formação das palavras Avançar . d) dissílabo – bisavô. 02. é prova do despreparo de algumas pessoas. 54. nas duas palavras. Quais estão corretas? a) Apenas I. 55.”.. b) o mesmo prefixo de origem latina que denota afastamento..Fonologia. b) injusto – descomunal. “simultaneamente” é vocábulo formado por parassíntese a partir de um adjetivo na forma feminina. c) Os afixos têm sentido semelhante em II e IV. a soma das alternativas corretas. “. Ponta Grossa-PR Quanto à formação de vocábulos. Unifor-CE Assinale a alternativa em que não ocorrem. 11 IMPRIMIR GABARITO 58. II e III.” IV..” A seguir. o prefixo indica negação nos vocábulos “impossíveis” e “inimaginados”. U.. Nas palavras mental e sexual. II. “Talvez apenas desconheçam a própria língua. como resposta.53. 56. a) inexpressiva – exportados. e) filosofia – dicotomia. As palavras irracionais e indispensáveis apresentam o mesmo prefixo. “. d) Os afixos têm sentido semelhante em III e IV. o substantivo “fundação” é formado por sufixação a partir do verbo “fundar”. Unifor-CE Os verbos alindar e afear apresentam: a) o mesmo prefixo de origem latina que denota transformação. U. UFRS Abaixo são feitas três afirmações sobre formação de palavras: I. “parisiense” é vocábulo composto formado por justaposição. Juiz de Fora-MG Marque a alternativa em que os elementos destacados. c) multiforme – policromo. a) Os afixos têm sentido semelhante em I e IV. c) o mesmo prefixo de origem grega que denota negação. U. e) I. respectivamente. 08. c) recolocava – reconhecemos. referente aos afixos em destaque.” II. b) psicultura – ictiologia. d) preconceitos – descabidas. “Virou praga o uso indevido do gerúndio.F. um radical latino e um radical grego. III. assinale a seqüência correta.F. b) Apenas II. II e III. c) Apenas I e III. Uberlândia-MG-Modificada Observe os afixos em destaque nos fragmentos abaixo: I.. d) radicais que mantêm entre os dois verbos uma relação sinonímica.. Dê. Voltar Língua Portuguesa .as contribuições já incorporadas e a serem incorporadas ao nosso idioma.” III.E. acentuação. 04. 16. a) altiplano – acrobata. As palavras justificável e admirável são adjetivos formados a partir de verbos.

. Pelotas-RS-Modificada Assinale a alternativa correta. mofino.Fonologia. 08. para expressar a idéia de carinho. d) fumaça. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os três vocábulos são cognatos de tributário. 12 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ortografia e formação das palavras Avançar . a soma das alternativas corretas.E. inexplorado. angustiado. 63. b) resistência. cerebral. e) lhe em “bastaria que um homem lhe tocasse”. d) régulo. parecia sentir alívio às suas”. 60. sabedor. U. pois ambas as palavras remetem à energia da luz.F. uma força. U. Dê. ainda que as duas palavras remetam à idéia de calor. porque ambas as palavras representam uma ação. Você é diferente. perdão. U. de afeto.. como resposta. 02. 08. b) suas em “chorando as dores das heroínas de romance. relações – substantivo formado por derivação pelo acréscimo do prefixo re. como resposta. 02. e) explicável. regressar.59. 64. Alfenas-MG O sentido do radical da palavra “regularidade” não é o mesmo em: a) desregrado. seja dentro de (en). ventania. E saiu para a rua. UFPI-Adaptada Marque a alternativa que contém exemplo de derivação imprópria. embora essas palavras tenham o mesmo elemento de composição.a um radical. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. d) tributo – tributar – tributável. macaco-prego – substantivo composto formado pela justaposição de duas bases nominais. e) regularização. e) atribulação – atribular – atribulado. reluzia vivinho da silva. pode ser notado em: 01. PUC-RJ Assinale a alternativa em que todos os itens são formados a partir de um verbo. U. ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. mandachuvas – substantivo composto formado pela junção de uma base verbal a uma nominal. recentemente – advérbio formado por sufixação a partir de um adjetivo. que nos deu tanta alegria. d) “Megawatt” relaciona-se com “megalomania”. c) atributo – atribuição – atributivo. seja contra alguma coisa (al). 61.”. pacificar. a) tribunal – tributador – tribal. d) onde em “aquele aspecto da sua casa. destreza – substantivo formado por derivação sufixal com base em adjetivo. Não é que o canário tinha ressuscitado. Ponta Grossa-PR-Modificada O potencial de afetividade do sufixo diminutivo. extinção. 65. 16. c) facilidade. 04. b) régua. c) devorar em “durante meses um devorar constante de romances”. regularmente.E. alimentício. prática. preocupação. sofrimento. achando a condição humana uma droga. a) sentimento. apesar de o elemento em comum significar “grande”. com uma fome danada? Dê. e) “Fotovoltaica” relaciona-se com “fotossíntese”. a soma das alternativas corretas. a) “Hidrelétrica” relaciona-se com “hidratante”. c) regulador. representada pelo elemento “foto”. b) tribuna – contribuição – tributal. c) “Energia” relaciona-se com “alergia”. b) “Termelétrica” relaciona-se com “termologia”. contemplação. onde encontrava. 62. intimidade. a) abandono em “morrera de um abandono”. pequenino por dentro. sob todos os pontos de vista. Embebeu de éter a bolinha de algodão. acentuação. 04. Ponta Grossa-PR Analisou-se corretamente a formação dos vocábulos em: 01. 16.

71. como em ‘ilógico’. e o prefixo indica negação. e) desigual – dades. d) arcaísmo. d) impossível – é uma palavra derivada por prefixação. d) irradiar – imigrar. uso típico da região sertaneja. 69. a) paterno. Unifor-CE A alternativa incorreta em relação à formação de palavras é: a) criaturas. acentuação. 13 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . UFPE Assinale a série de palavras cujos prefixos indicam negação. ação contrária. em seus cavalos. neste exemplo.F.Fonologia. muito usado pelo autor para mostrar a força inovadora da língua portuguesa. que se caracteriza pela facilidade de invenção de palavras novas. d) padroeiro. Santa Maria-RS Nas palavras “intocado” e “irreconhecível”. há prefixos com o mesmo sentido. espiei os três outros. criação de intensa produtividade neste tipo de texto em que predomina a informalidade. feliz e mente. b) ataques – é uma palavra formada por derivação regressiva. agregado à base um novo sentido. c) neologismo. e) inflamar – irretocável. 68. b) apadrinhar. c) impuro – ilícito. d) des – i – gual – da – des. e) padre. e) arcaísmo. em relação icônica com o determinado. 70. o que prova que os falantes da língua portuguesa.66. 67. c) padronizar. b) des – igual – dade – s.”. Em qual das alternativas a seguir as duas palavras apresentam os prefixos com esse mesmo sentido? a) incluir – irregular. e) pseudônimo – a composição desse vocábulo é feita por um radical de origem grega. U. são conservadores. c) desi – gual – da – des. b) irreal – influir. c) irrestrito – improfícuo – imberbe. de relevante valor expressivo. b) invalidar – inativo – ingerir. Assinale a alternativa em que todos os elementos constituem partes significativas da palavra desigualdades: a) de – si – gual – da – des. intugidos até então. principalmente os sertanejos. escritores e escrever são vocábulos que possuem o mesmo radical. composição por justaposição. ortografia e formação das palavras Avançar . mumumudos. a) inaproveitável –irremovível – irromper. Cefet-RJ Em “Como por socorro. c) autos-de-fé – ocorre. U. a palavra destacada é um: a) neologismo. PUC-PR Na palavra infelizmente temos três partes com um significado próprio: in. e) incriminar – imiscuir – imanente. d) ateu – incoercível – imerso. b) arcaísmo. obtido pela repetição de um elemento morfológico. Alfenas Assinale a palavra cujo significado do radical não corresponde ao do vocábulo “PATRIMÔNIO”.

” O mesmo processo de formação da palavra desligados ocorre em: a) superficialmente. d) movimento para além de. d) deixou de ser favelado. respectivamente. d) impossível. UFR-RJ-Adaptada “aporrinhado devendo prestação mais prestação da casa que não comprei mas compraram para mim. Santa Maria-RS Na palavra “chaleira”. b) Fez o salto real. c) laranjeira. d) Com cabelos mui pretos pelas espáduas. e) consumidor. 76. c) Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis. 73. O sufixo tem o sentido de “lugar que contém”. b) sufixo que expressa intensidade. b) enxergado. constitui um procedimento comum em língua portuguesa. d) brasileira. e) trabalha em prol da favela. e) movimento intermitente. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Identifique a palavra que passou pelo mesmo processo de formação. o significado de: a) movimento através de. isto é. b) é contrária à favela. b) movimento em torno. c) amamenta.F. a) cafeteira. c) nunca morou na favela. e) cabeleira. UFF-RJ “A conversão de substantivos em adjetivos. Me firmo. acentuação. Uneb-BA Com referência ao termo “rerregulação”. 75. pode-se afirmar que foi criado através da utilização de: a) prefixo que indica negação. d) prefixo e sufixo que exprimem ação freqüentativa. e) E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas. e) prefixo que indica repetição e sufixo que denota ação. triste e chateado desfavelado” Carlos Drummond de Andrade. o neologismo “desfavelado” significa pessoa que: a) mora próximo à favela. ortografia e formação das palavras Avançar .72. UFR-RJ “Sentimo-nos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. UFR-RJ O prefixo da palavra em negrito na oração “ao transpor a porta para a rua.” tem. 74. c) prefixo e sufixo que denotam ação momentânea. tomar uma palavra designadora (substantivo) e usá-la como caracterizadora (adjetivo). 77.. a) E depois a tomaram como espantados. c) posição além do limite. b) poeira. U.” Assinale a opção em que a palavra em negrito exemplifica este procedimento de conversão de substantivo em adjetivo. houve a intercalação de uma consoante entre a raiz “chá” e o sufixo “eira”.. 14 Tendo em vista o conteúdo do texto e o sentido do prefixo des-.Fonologia.

d 41. 47. 20. 18. c 28. c 22. Eles podem traduzir a idéia de intensidade (“Os dois estavam agarradinhos”). 6. ligeira e perspicaz como uma andorinha. a 35. como é o caso. b) “Andorinhava” é um verbo criado a partir de um substantivo. 52. V – F – F – V – V a) Nem sempre os diminutivos traduzem apenas uma idéia de pequenez (valor objetivo). e 37. acentuação. 49. 42. 10. Voltar Língua Portuguesa . sendo tão pequena. 13.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . 2. 26 26. 48. 14. 8. Trata-se de um processo neológico conhecido como derivação imprópria. b 33. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1 1. significa que Brejeirinha tinha. 11. d e e 19 GABARITO IMPRIMIR 43. c 24. 12. podem ter um sentido pejorativo (“Que novelinha mais boba!”) ou ainda. 46. Linguarudo: derivação sufixal. e 32. F – F – F 27. d 34. 50. em um dado momento. 4. e 29. 17. a 30. ou seja. d 40. V–V–V a a c e a 105 e V–F–V–V–F–F b c b e a 54 b 23 c c a 21. a palavra mudou de classe gramatical (andorinha > andorinhar). espiando até “pelos entrefios”. 51. c 36. transmitir afetividade (valor subjetivo). 45. um comportamento semelhante ao do pássaro andorinha. 16. c 25. 3. 19. c 23. No texto. 7. 44. 5. a e b c d e Lobisomem : composição por aglutinação. ortografia e formação das palavras Avançar .Fonologia. 9. dinâmica. a 38. d 31. b 39. 53. 15. O valor subjetivo se soma ao objetivo.

64. 69. 72. 56. 77. b a c c a c a d d e d c 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 60. acentuação. 74. 65. 73. 67. 61. ortografia e formação das palavras Avançar .54. 70. 55. 76. 58. 62. 71. 75. e b b d a e 31 e d c c 09 66. 59.Fonologia. 57. 68. 63.

” GABARITO 1. sem alteração de sentido. 2. a melhorar a vida quotidiana de cada ser humano. sem modificação sintática ou semântica. ( ) Individualizar. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação eficaz do direito ao desenvolvimento..” o adjetivo em destaque poderia estar no plural. o artigo definido “a” indica que: a) a questão da engenharia genética será apenas uma das questões do novo milênio. poderia ser permutado por hiato sem alteração de sentido. que promete ser a questão do novo milênio”.” o artigo em destaque poderia ser eliminado. verbos e adverbios Avançar .) nessa questão de engenharia genética. pode ser permutado por particularizar. a fim de evitar as violações dos direitos humanos... ( ) Em “. e. U. b) a questão da engenharia genética apresenta ironias implícitas. a comunidade mundial deve individualizar e eliminar as causas iniciais das violações. no primado do direito.. sociais e culturais e a conseguir que sejam mais respeitados. A D JE T IV O S . as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação... ( ) Fosso.F. o Centro aumentou consideravelmente as suas atividades em termos de serviços de consultoria e assistência técnica para programas na área dos direitos humanos. adjetivos. ( ) Em “.. Juiz de Fora-MG Considerando-se o fragmento “(. d) a questão da engenharia genética é a única questão do novo milênio.. Para tal. V E R B O S E A D V É R B IO S Texto para a questão 1: 1 “Direitos Humanos no Mundo Os trágicos acontecimentos ocorridos em Ruanda e noutras partes do mundo realçam a necessidade de fortalecer a capacidade que a comunidade internacional tem para adotar medidas preventivas. ( ) Em “. no nível mais fundamental..LÍNGUA PORTUGUESA A R T IG O S . IESB-DF Julgue os itens a seguir segundo critérios sintáticos e semânticos. c) a questão da engenharia genética será a principal questão do novo milênio. substantivos. O fosso entre as aspirações internacionais ao gozo dos direitos humanos e a realidade das violações generalizadas desses direitos constitui o desafio básico que deverá ser enfrentado pelo programa das Nações Unidas em matéria de direitos humanos.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mediante projetos concretos que têm por objeto ajudar a estabelecer e reforçar as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária para a proteção dos direitos humanos.. sem alteração sintática ou semântica.. S U B S T A N T IV O S . Em 1994.Artigos. Para eliminar esse fosso. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. a definir melhor os direitos econômicos..” a expressão em destaque poderia ser permutada por centrando. O Centro de Direitos Humanos do Secretariado contribui para a execução do programa de direitos humanos das Nações Unidas.as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária..

e) O Brasil será um grande parceiro e não apenas um parceiro grande.” Observe a informação divulgada por um dos editoriais da Folha de São Paulo de 9 de julho de 2000. c) “É pouco perto do desafio monumental que se abre com a atual revolução da informação digitalizada”.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . U.000 reais está longe de ser popular.3. exercem a mesma função sintática e têm significado diferente é: a) Curta o curta: aproveite o feriado para assistir ao festival de curta-metragem. brancos e índios”. Uneb-BA “O desenvolvimento das telecomunicações entra em nova fase. em sua estrutura interna. no contexto. vamos cantar. b) “Um dos instrumentos é a criação de fundos. e) brancos. Santa Maria-RS-Modificada Os substantivos derivados de verbos denotam ação e são chamados deverbais. em “deixou de ser um peso para os criadores”.Artigos. 5. Santa Maria-RS-Modificada Identifique a alternativa que contém uma palavra formada por derivação sufixal que se classifica. O termo “a”. d) É trágico verificar que. verbos e adverbios Avançar . O único substantivo que não faz parte desse grupo é: a) busca. só o trágico é que faz sucesso. FUVEST-SP A frase em que os vocábulos sublinhados pertencem à mesma classe gramatical.” A partir desse conceito. c) “Sou um homem comum/ de carne e de memória/ de osso e de esquecimento” (Ferreira Gullar). que alguns técnicos denominam como a da rerregulação.” (Manuel Bandeira). d) século. possui o mesmo valor morfológico no fragmento: a) “os gastos públicos com tecnologias relacionadas à Internet chegam anualmente (. b) conquista. c) brasileiro. que aparece destacado. a palavra sublinhada que admite flexão de gênero é: a) “Fez-se de triste o que se fez amante” (Vinícius de Moraes)./ vamos chorar de mansinho/ e ouvir muita vitrola” (Carlos Drummond de Andrade). para nele expressar dadas categorias gramaticais como gênero e número. b) criadores. e) combate. na televisão brasileira.” e) “A questão mais premente é a de evitar que aumente a exclusão social”. UERJ “Flexão é o processo de fazer variar um vocábulo. b) O novo novo: será que tudo já não foi feito antes? c) O carro popular a 12.F. U. adjetivos./ Onde o rouxinol não canta. em “o artista brasileiro dos dias atuais”. em “a mistura entre negros. b) “Paisagens da minha terra. 2 4. já há uma proposta de legislação prevendo a criação de um fundo dessa natureza.) a nada menos que US$500 milhões”. a partir de contribuições das operadoras de telecomunicações”. c) grito. no trecho anterior.. d) envergonhado. d) “Meu amigo. d) “No Brasil. em “o brasileiro era um envergonhado”. 6. 7. a) brasileiro. substantivos.F. como adjetivo.

Juiz de Fora-MG Em “Como dizem que Bergaman é um gênio com um gênio violento e difícil”. para os itens verdadeiros.66583624 (Chico Amaral) Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. U. em termos de sentido. respectivamente: a) formas diferentes e o mesmo significado. substantivos. está incorreta. e F. segundo a gramática normativa do português culto. tem sentido indeterminado. “UM DIA QUALQUER . Voltar Língua Portuguesa . é sempre diferente. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete.Artigos. em várias regiões do país. não-específico. pois a forma de tratamento você. mas o uso. para os falsos.8. as duas ocorrências do termo “gênio” apresentam. pois o verbo ir tem a mesma regência do verbo chegar em chego na barra do céu (verso 12). ou toma um café Hoje bobagem. ( ) A regência verbal em Você vai ao cinema. c) a mesma forma e o mesmo significado. UFMT Leia o texto “Um dia qualquer” antes de avaliar os itens abaixo. Use V. nessa estrofe. b) formas e significados diferentes.F. verbos e adverbios Avançar . d) a mesma forma e diferentes significados. ( ) A oração Você vai ao cinema (verso 19) equivale a Vai-se ao cinema. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” CD–SKANK. adjetivos. 5 10 15 3 20 25 30 GABARITO 35 ( ) As palavras mal e mau. IMPRIMIR 9. são pronunciadas de igual modo.

”. livres de ameaças reais. d) O pássaro-preto costuma alimentar-se das sementes encontradas em roças. b) apenas II. Quais estão corretas? a) apenas I. substantivos. 12. sem que houvesse alteração no sentido. I. PUC-PR-Modificada “Podia ser roteiro de filme. se diferencia do uso prescrito pela gramática normativa. Assinale o par de palavras em que os dois usos ocorrem: a) colherzinhas – florzinhas.a capacidade recém-adquirida do homem” O plural da palavra em negrito em cada uma das frases abaixo se faz de modo idêntico ao de recém-adquirida em: a) Havia um cofre boca-de-lobo numa das salas da velha casa. uma versão nordestina para o Paciente Inglês. 11. As duas ocorrências do artigo definido o anteposto às palavras psicoterapeuta e sociólogo. respectivamente: a) adjetivo e substantivo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . não haveria alteração no sentido global da frase. adjetivos. na frase “Peritos dizem algo mais ou menos assim: os americanos estão nadando em riqueza.. II. UFF-RJ Na flexão dos diminutivos. em “o primeiro descreve ‘ansiedade como condição dos privilegiados’ que. verbos e adverbios Avançar . cujas sementes deram início a este bosque. e) colherezinhas – floreszinhas. c) apenas I e III. c) florezinhas – mulherezinhas. assim.Artigos. b) mulherzinhas – coraçõezinhos. 4 GABARITO A expressão paciente inglês do trecho é formada por duas palavras que são.” Trecho do texto “O Paciente Mosoró” de Adriane Araújo. UFSE “.. se dão ao luxo de ‘olhar para dentro’ e criar medos irracionais”. d) apenas II e III. e) I. d) substantivo e substantivo.”. II e III. no trecho “Os candidatos à ansiedade são.10. d) mulherzinhas – coraçãozinhos. com freqüência. Isto é. Caso tivéssemos uma condição em vez de condição. c) substantivo e adjetivo. b) adjetivo e adjetivo. O artigo indefinido uns poderia substituir o definido os. e) particípio e substantivo. c) Naquele sítio havia uma antiga árvore-mãe. III. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações acerca do uso de artigos. e) Uma árvore carregada de folhas e frutos constitui uma obra-prima da natureza. 13. o uso coloquial. onde o aviador sobrevive à queda. b) Um abaixo-assinado solicitava ao proprietário do terreno que não derrubasse as árvores. bem mais numerosos e bem menos ociosos do que pensam o psicoterapeuta e o sociólogo. 24/11/1999. poderiam ser substituídas por um indefinido sem mudar o sentido da frase.

. FEI-SP Observe o texto: “Se as pedras da mesma casa em que viveis... e) reforçam qualidades já pressupostas nos nomes a que se referem.Artigos. 04. Se... IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . verbos e adverbios Avançar . segundo a gramática normativa..” 5 No enunciado acima. No segmento indiferente a tudo.. No trecho “Mas. extraído de um folheto de divulgação deste vestibular. que significa que está em via de efetivação. como resposta. O advérbio eminentemente é derivado do adjetivo eminente.. a mesma palavra seria um adjetivo. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu. b) promovem um contra-senso que prejudica a objetividade dos argumentos.. procuram . c) fundação. de modo que seria igualmente correta a forma indiferente à tudo.. a soma das alternativas corretas. As palavras rústica. b) designação de seres e conceitos – expressão de um fenômeno... por serem todas elas proparoxítonas. 18. entretanto... 16.. “alegria feroz” e “cidadãos que se dizem democratas”.. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s).” estão presentes os três modos verbais da língua portuguesa: o indicativo. 16. FUVEST-SP Nas expressões “triste espetáculo”. adjetivos.. d) papel sintático de termo núcleo – papel sintático de modificador de outro nome. justifica-se a próclise do pronome oblíquo pela presença da conjunção subordinativa. 02.. Dê. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros”. b) chão.... o vocábulo futuro classifica-se gramaticamente como substantivo. e) pintura... os elementos sublinhados a) alteram o sentido mais usual dos nomes que qualificam. d) acabamento. d) acrescentam informações que esvaziam o sentido dos nomes a que se referem. houvesse alteração para “Construindo o cidadão futuro”.. O substantivo em destaque tem como sinônimo: a) parede. Unifor-CE As lacunas da frase “Os ... UERJ “Vestibular UERJ 2001. c) termo gerador de nomes derivados – resultado de uma derivação.” estão corretamente preenchidas em: a) alunos-educandos – escola-modelos b) aluno-educandos – escolas-modelos c) alunos-educando – escolas-modelo d) alunos-educandos – escolas-modelo e) alunos-educando – escolas-modelos 17. pelas respectivas características a seguir: a) invariabilidade mórfica – variabilidade em gênero e número.14. o subjuntivo e o imperativo. Casos como esse permitem considerar substantivos e adjetivos como nomes. c) produzem efeito estilístico desvinculado do desenvolvimento da argumentação. se assim fosse. quando se trata de estudar..”. base. 01. Em “. o uso da crase é facultativo... que se diferenciam... como na expressão perigo eminente. que ameaça acontecer breve. caráter e épocas estão acentuadas corretamente. substantivos. veja bem.. 08. sobretudo. 15.. Construindo o cidadão do futuro..

d) Na Aliança Lusa-brasileira. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I E não foi só ele. saias verde-oliva. a primeira no pretérito e a segunda no presente. saias verdes-oliva. 20. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbo e as recepcionistas. II Hoje. b) Na Aliança Luso-brasileira. saias verde-olivas. os poteiros usavam ternos azuis-marinhos e as recepcionistas. os porteiros usavam ternos cinza-chumbo e as recepcionistas. V Procure seu médico e siga a sua orientação. saias verdes-olivas. procure e siga estão no imperativo. para os falsos. verbos e adverbios Avançar . p. c) 4. 23/06/99. 3ª pessoa do singular e podem ser entendidas como um conselho ao interlocutor.19. obesidade. adjetivos. ( ) A palavra composta cardiovasculares pode também ter seus elementos usados separadamente: cardíacos e vasculares. a) Na Aliança Lusa-brasileira. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 153. c) Na Aliança Luso-brasileira. O emprego de adjetivos e de locuções adjetivas é uma características da descrição. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. ( ) As formas verbais foi e é são.” Veja. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbos e as recepcionistas.” Carlos Drummond de Andrade. que correspondem a 32% de todos os óbitos. respectivamente. b) 5. o que abre a possibilidade de o interlocutor do texto ser tanto homem quanto mulher. ( ) A palavra vítima possui um só gênero gramatical para indicar tanto seres do sexo feminino quanto do masculino. III Essas doenças. 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. dos verbos ir e ser. saias azuis-pavões. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite.Artigos. d) 6. e) Na Aliança Luso-brasileira. para assinalar os itens verdadeiros. No poema há quantos adjetivos? a) 3. IV Não seja mais uma vítima das doenças cardiovasculares. 21. 20% da população adulta brasileira é hipertensa. os porteiros usavam ternos cinza-chumbos e as recepcionistas. e) 2. 6 GABARITO Líder em soluções cardiovasculares ( ) As formas verbais seja. UFMT Esta pergunta refere-se ao texto “Tão novo e já pendurou as chuteiras”. U. Use V. estresse e vida sedentária levam ao óbito por problemas cardiovasculares. FGV-SP Assinale a alternativa gramaticalmente correta. associadas a tabagismo. Milhares de brasileiros pendurarão as chuteiras mais cedo por problemas cardiovasculares. e F. substantivos.

jornalistas. depois de uma reunião promovida pela ministra para Mulheres da Inglaterra. de tamanhos acima de 40. digamos. II e III. como os que vêem nas passarelas e fotos de moda. a spice girl que emagreceu 7 quilos (confessados) e. muito a contragosto por parte das revistas. principalmente em democracias solidíssimas como a inglesa. as qualidades das modelos passaram a representar as próprias modelos. Todas as medidas inglesas têm aplicação voluntária. e mais silhuetas. respectivamente. sequíssima. e por isso a magra fotografa melhor. ato contínuo.F. o papel de substantivos. ‘A foto sempre engorda um pouco. desde que moda é moda. substantivos. que equivale a muito seca. Incitadas pelo governo trabalhista. logo de quem. II. como a de Victoria Adams. acima de tudo. já que toda altíssima e magérrima que se preza nasceu assim e assim continuará pelo resto de seus dias. a ministra inglesa pediu à comissão que fiscaliza a televisão britânica que vigie ‘o grau de diversidade de formas das mulheres nos programas de TV’. independentemente dos hambúrgueres que consuma. A ministra Tessa. É possível elevar uma qualidade ao seu grau máximo por um processo de comparação. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . sob suspeita de anorexia. Todas reclamaram da figura ‘impossível’ das modelos — impossível para elas. no caso. convocou uma entusiasmada ministra. que estão tentando dar um jeitinho. e para a imensa maioria das mortais. normais. para quem tudo não passa de ‘loucura politicamente correta’. o que ocorre em “seca como uma uva passa”. quem é gordo e. Tradução: menos modelos e atrizes de biotipos esbeltíssimos. Tem de ser naturalmente magra’. Difícil dar certo. U. doenças que em casos extremos podem ser letais) com a busca incessante das adolescentes por um corpinho de sílfide. na voz de Theresa May. que ditam o padrão de beleza de nossos tempos. as altas e magras são insubstituíveis na frente das câmeras. “Vamos esmagar as imagens estereotipadas das mulheres na mídia”. representantes de agências de modelos e um seleto grupinho de adolescentes normais. que ocupa cargo equivalente ao de Tessa no fictício gabinete conservador. o significado dos adjetivos foi intensificado com o objetivo de fazer uma avaliação pessoal da democracia inglesa e descrever o tipo físico de prestígio. Tessa Jowell. Quem quiser que acredite que vai funcionar.” Veja. Em “já que toda altíssima e magérrima”. III. d) apenas II e III. atesta o fotógrafo paulistano André Schiliró. até porque.22. verbos e adverbios Avançar . Da reunião em Londres participaram produtores de moda. e) I. Por birra. claro. I. as palavras sublinhadas desempenham. Do lado das gordinhas está a nova esquerda do governo Tony Blair. a Inglaterra contaria com a companhia. Também apontaram a falta. c) apenas I e III. alinhou-se à facção das magérrimas. adjetivos. a intervenção oficial animou o eterno debate ideológico. 28/06/2000. quem diria. sob o impacto do alerta dado no mês passado pela Associação Médica Britânica: pela primeira vez. A ‘patrulha da gordura’ foi criada. estão. da Argentina. seca como uva passa. as revistas de moda inglesas concordaram na semana passada em criar um código de conduta destinado a promover a exibição de modelos de pesos e alturas variados em seus ensaios fotográficos. é convidada para desfilar e posar em editoriais de moda. no contexto. um estudo científico relacionou o aumento dos distúrbios alimentares (anorexia e bulimia. Santa Maria-RS “Fofas vingadas Governo inglês faz campanha contra magreza excessiva Têm os governos o direito de determinar quem é magro. E não adianta a menina perder 20 quilos. fez um apelo à indústria de vestuário para que conserte a situação. b) apenas II.Artigos. nas butiques. o Senado argentino aprovou um projeto de lei que obriga as fábricas a fazer roupas em ‘tamanhos verdadeiros’. Na quinta-feira. Está(ão) correta(s): a) apenas I. 7 GABARITO Considere as afirmativas a respeito do emprego do grau superlativo. Ou seja: dê menos destaque a silhuetas. Previsivelmente. Mas. no máximo 42. Em “solidíssimas” e “esbeltíssimos”. a direita. Nesse departamento. Embalada em sua cruzada. quem deve sair nas páginas das revistas? Não têm.

Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura. escuras e gárrulas como cigarras. que nos deu tanta alegria. 16. b) nervo da audição – nervo auditivo. e) I e III. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. 08. desde longos anos. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. respectivamente. Uma poderosa nuvem abre o horizonte. como resposta. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) definir a conduta das duas irmãs como criticável.E. Realizou-se um congresso de solidariedade internacional. Emescam–ES A relação de equivalência de sentido entre as expressões não está adequada em: a) dor no abdome – dor abdominal. d) particularizar a maneira de ser das manas Lousadas. Unifor-CE Considere as seguintes construções: I. as tecedeiras de todas as intrigas. não existia nódoa. estado ou qualidade dos seres.23. b) II. angustiado. a) atribuir às personagens traços negativos de caráter. 26. bolo encomendado nas Matildes. É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. 25. tirou o canário para fora com infinita delicadeza. II. pecha. U. A ilustre Casa de Ramires. e) monumento de rocha – monumento rupestre. coração dorido. FUVEST-SP “As duas manas Lousadas! Secas. não comentasse com malícia estridente. entre os dentes ralos. O menino pobre nasceu morto. Embebeu de éter a bolinha de algodão. bule rachado. colocá-las como responsáveis pela maioria dos acontecimentos na cidade. apontar Oliveira como cidade onde tudo acontece. substantivos. São substantivos abstratos os elementos itálicos em: 01. o emprego de artigos definidos e a omissão de artigos indefinidos têm como efeito. E na desditosa cidade.Artigos. pequenino por dentro. enfatizar seu livre acesso a qualquer ambiente na cidade. Dê. algibeira arrasada. c) III. O pobre menino nasceu morto. 24. d) I e II. d) água de rio – água pluvial. Ponta Grossa-PR Os substantivos abstratos designam ação. janela entreaberta. e) associar as ações das duas irmãs. 8 GABARITO No texto. c) xampu de capelo – xampu capilar. vulto a uma esquina. 02. marcar a generalidade das situações que são objeto de seus comentários. situá-las numa cidade onde são famosas pela maledicência. adjetivos. III. poeira a um canto. A alteração na posição das palavras provocou alteração de sentido somente em: a) I. sensação. a soma das alternativas corretas.” QUEIRÓS. b) acentuar a exclusividade do comportamento típico das personagens. achando a condição humana uma droga. E saiu para a rua. Uma nuvem poderosa abre o horizonte. 04. Realizou-se um congresso internacional de solidariedade. as espalhadoras de todas as maledicências. Eça de. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. em Oliveira. verbos e adverbios Avançar .

as formas verbais “tinha estado” e “estava” indicam fatos situados no mesmo momento. o lugar. É como se eu estivesse congelada. b) verde-oliva. d) Todos seríamos escravos de idéias maniqueístas. ( ) a forma verbal “estava” indica um momento anterior àquele expresso pela forma verbal “percebi”.Leia abaixo o trecho do diário de P.C. 29. e) guarda-noturno. 1 biscoito da sorte 3 colheres de sopa de arroz frito 2 camarões com alho 1 um pedaço de peixe frito 1 buquê de brócolis (Adorei. 01/01/2000 . verbos e adverbios Avançar . comi super bem!) Nunca tinha estado num restaurante chinês. d) azul-marinho. a) surdo-mudo.Artigos. e se a tua consciência reouver um instante de sagacidade.Restaurante chinês. de aproveitar a vida.Las Vegas (. comunicar-se. Foi maravilhoso!” 9 27. em jun. pode-se afirmar que: ( ) em suas duas primeiras orações. adjetivos. Não só por não ter me permitido comer.. Estava com muito apetite! Hoje percebi quanto tempo deixei de viver.S. pois ambas pertencem a tempos verbais do passado. tu dirás que queres viver. não houve argumento capaz de convencer a imprensa paulista de que seria de interesse geral a 1ª Bienal Internacional do Livro.) 21h30 . IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) em “É como se eu estivesse congelada”. UFGO Considerando-se a importância da escolha das expressões verbais para a construção do sentido do texto. 2000. b) justo uma tonelada”. sem que a idéia básica do período seja modificada.S. não fora o trabalho desenvolvido pelos filósofos iluministas. apreciar a música. d) tanto quanto uma tonelada”. de verdade do processo expresso pelo verbo. ( ) o uso do subjuntivo no final do texto deve-se ao caráter de certeza. rir. mas (por causa) de todo o ritual que envolve uma refeição: conversar. A questão 27 refere-se a ele. Alfenas-MG Assinale a alternativa cuja palavra composta é pluralizada da mesma forma que “Ibero-americanos”. b) Os ideólogos do capitalismo usam todos os apelos populistas de que se pudessem valer para introduzir um forte golpe. vives. “O diário de P. e) Vives: agora mesmo que ensandeceste. 30. Unifor-CE Há analogia de sentido entre a frase “Pesem em torno de uma tonelada” e “Pesem: a) apenas uma tonelada”. 28.. c) cívico-religioso. publicado em uma reportagem na revista Isto é. ele que viesse falar comigo. c) Em 1970. e) ao menos uma tonelada”.C. c) aproximadamente uma tonelada”.. substantivos. FUVEST-SP Está INCORRETA a articulação de tempos e modos verbais em: a) Se por acaso eu importunara o General. é possível substituir a forma verbo ser de “é” para “era”. U.

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) Além disso. entre criaturas. sociologia e ecologia. é defendida por ambientalistas como maneira de se viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. d) sem mistério – enigmaticamente. ao pecado de saber mais do que nos convinha. o paciente teria morrido”. b) A polícia. UFPI Marque a alternativa que substitui corretamente a locução adjetiva por um advérbio. o Brasil ainda estará muito longe de tornar-se um participante ativo do jogo mundial. Amar e malamar. e) sem virtude – desvirtuadamente. corrigindo a impropriedade gramatical que nela ocorre. amar? Sempre e até de olhos vidrados. substantivos. b) não obstante. c) com liberdade – libertinamente. por: a) embora. d) A inteligência é como um tigre solto pela casa e só não causará problema se o suprir de carne e o manter na jaula. não conseguiu capturar os fugitivos. b) como amante – adulteramente. 32. e) O nome secreto de Deus era o princípio ativo da criação. embora nenhum fará a sociedade em que eu acredito. combinação de princípos da economia. senão.” O advérbio talvez nos versos. FUVEST-SP a) “Se eu não tivesse atento e olhado o rótulo. b) A econologia. d) pode ser que.31. Londrina-PR “Que pode uma criatura. a) com verdade – sinceramente. transpondo-a para a voz ativa. mesmo que for adotado algum tipo de ajuste fiscal imediato. até a você. 10 GABARITO 34. U. amar? Amar e esquecer. c) O primeiro-ministro e o presidente devem ser do mesmo partido. Tarifas que podem chegar a zero. adjetivos. Resiste a tudo.. mas dizê-lo por completo equivalia a um sacrilégio. sem perda de sentido. 33. no texto de Carlos Drummond de Andrade. FUVEST-SP A única frase em que as formas verbais estão corretamente empregadas é: a) Especialistas temem que órgãos de outras espécies podem transmitir vírus perigosos. Uniube-MG-Adaptada “Talvez eu tenha medo / Talvez eu sorria. até agora.. tem o mesmo valor semântico que em: a) O marinheiro chegou até o porto ao amanhecer. Reescreva a frase acima. e) 12 até 18 dias sem juros no cheque especial. Reescreva a frase acima. d) Saveiro Geração III. c) As apurações estaduais foram suspensas até segunda ordem. verbos e adverbios Avançar .Artigos.E. Amar. 35. desamar. amar?” A palavra até. pode ser substituído. declarou o médico. c) ainda que.

” c) “para que ele tenha novamente a possibilidade de novas produções normativas” d) “Na esquizofrenia.” 40. c) os testes de QI nunca serviram para medir a inteligência. e sair dela desejando um equilíbrio diferente do que tinha antes. poderá adotar outra perspectiva. d) O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é só de minha propriedade. Quando as __________ (ver). infelizmente. o quadro. há motivo para otimismo”. __________ três explosões na plataforma de petróleo.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “Se você __________ (vir) à exposição e se __________ (dispor) a visitar o terceiro andar. PUC-RJ Assinale a alternativa em que o termo em negrito é um advérbio que marca claramente uma opinião: a) “. um dos antigos parâmetros usados para medir a inteligência... substantivos. e) Ouviram-se / tratam-se / existam / confirme / sobraram.” 11 No texto.” b) “. d) Ouviram-se / se trata / existam / confirmem / sobraram. para medir a inteligência. b) O único jornal que só pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. c) O único jornal que pode oferecer ao público só as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. adjetivos. 39. Potiguar-RN “O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. outros parâmetros serviram para medir a inteligência. Creio que __________ de problemas causados por falta de manutenção..Artigos. b) hoje os testes de QI são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. é mais sombrio. será conveniente que você __________ (manter-se) a uma boa distância. FUVEST-SP Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas abaixo. já não servem mais para avaliar a capacidade cerebral de uma pessoa. a) Ouviram-se / trata-se / existam / confirme / sobraram. e) hoje os testes de QI não são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. 37. Para bem comparar a técnica utilizada. UFRS-Modificada “Os testes de QI. além dos testes de QI.” GABARITO Utilizando-se o advérbio “só”. b) Ouviu-se / se tratam / exista / confirme / sobrou. 38. aponte a opção que ainda mantém o mesmo sentido da oração acima: a) Só um jornal pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber: o de minha propriedade.. observe seus efeitos de luz e sombra. no passado. FGV-SP Complete as frases com os verbos indicados entre parênteses.. Se isso não __________ (satisfazer) sua curiosidade.” e) “. o sofrimento das pessoas que estão atingidas mentalmente. embora não __________ provas que __________ isso: não __________ objetos para exames periciais. c) Ouviu-se / se trata / exista / confirmem / sobrou.36. d) no passado. o advérbio mais deixa pressuposta a idéia de que: a) os testes de QI serviram.. U. poderá notar duas grandes fotos iluminadas. verbos e adverbios Avançar ..

de 24/01/2000.Brotou nos morros cariocas franquias de supérfluos. a) Em pouco mais de três meses. “for” equivale. a lesão do jogador poderá estar curada. verbos e adverbios Avançar . se ele manter adequadamente o tratamento. PUC/Campinas-SP “Naquele exato momento. aquele que for culpado confessará tudo quando for à prisão. só conseguiu responder que começaria o mais breve possível a ladainha das entrevistas que tinha marcado nas clínicas que visitara há meses. II. Sabia que o pai o chamara para aquela conversa com a intenção de saber dele o que pretendia fazer da vida. haveremos de descer a serra antes de o sol nascer. será o momento de todos o aplaudirmos.” GABARITO Os verbos que indicam corretamente a sucessão cronológica dos fatos narrados são. do articulista Marcos Sá Corrêa: “. mas ele já havia saído. e) Quando o negociador propor uma saída honrosa.” e) Até que enfim o governo reconheceu o direito dos manisfestantes. respectivamente. esperando oportunidade melhor. CEETPS-SP Considere as seguintes ocorrências de “for”: I. FGV-SP Assinale a alternativa em que não haja erro de conjugação de verbo. São inumeráveis as academias de ginástica. IV. UFMA Considere o seguinte trecho “A favela invisível se debruça sobre o Rio”.41. c) Se a Patrícia previr tempo seco para o litoral. b) pretendia – sentiu – sabia. c) Fui até o hotel para encontrá-lo. 43. d) “Até Madonna quis interpretar o papel de Frida Kahlo no cinema. 44. substantivos. que vende e revela material fotográfico para amadores. Há lugares carentes que necessitam até de vagas para automóveis. NESSA ORDEM. e) em todas as quatro frases. até que poderíamos programar um passeio para este final de semana. d) Leocádia estava terrivelmente irritada.” Dessas ocorrências. c) tinha marcado – sentiu – visitara.” Revista Época. as vacas que forem para o brejo serão contadas quando eu for à Brasília. mas se deteu. quando eu for presidente. passados os primeiros dias de euforia pela conclusão do curso.. adjetivos. b) O moderador interviu assim que ficou a par dos problemas técnicos. 42. b) somente na frase II. Tinha ganas de dizer a Alberto tudo o que ele merecia. os que forem espertos saberão quando for a hora de partir. como a De Plá. e) conseguiu responder – sentiu – tinha marcado. sentiu o peso da responsabilidade. ao verbo “ser” e ao verbo “ir” a) somente na frase I. as locadoras de vídeo e os cursos de informática. d) chamara – sentiu – começaria. d) somente na frase IV. c) somente na frase III. 12 Assinale a alternativa em que o termo em negrito aparece com o mesmo sentido empregado no texto acima: a) Até que ponto poderemos aceitar tal proposta? b) Pensando nisso. mandarei prender os que forem inimigos do país. a) sabia – sentiu – chamara. Feita a pergunta. de modo claro e objetivo.. III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Artigos.

a) “Do querer até o poder vai larga distância”. e) “Respiravam e até transpiravam” 46. não descortinavam.” Assinale a frase em que a palavra até expressa o mesmo sentido que tem no fragmento acima. d) o sujeito verbal (3ª pessoa) mantém-se o mesmo. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. algibeira arrasada. 48. b) Tenhais.Artigos. E na desditosa cidade. Trata-se de: a) Ides. mantém-se apenas em: a) não existe. ITA-SP Os versos abaixo são da letra da música Cobra. neste texto. de Rita Lee e Roberto de Carvalho: “Não me cobre ser existente Cobra de mim que sou serpente” 13 Com relação ao emprego do imperativo nos versos.45. não tinham descortinado. bolo encomendado nas Matildes. b) não existiu. b) Juntou até 10 mil reais. portanto o emprego está adequado. pode-se perceber que. c) não existira. IMPRIMIR GABARITO O Estado de S. coração dorido. portanto há inadequação na flexão do segundo verbo (cobra). não tinha comentado. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. Voltar Língua Portuguesa . Alfenas “Uma parceria implica até em cuidar de meninos de rua. em Oliveira. no diálogo entre Calvin e sua mãe. “As duas manas Lousadas! Secas. as tecedeiras de todas as intrigas. d) Pretendes. janela entreaberta. U. 14 de abril de 2001. podemos afirmar que a) a oposição imperativo negativo e imperativo afirmativo justifica a mudança do verbo cobre/cobra. 47. adjetivos. bule rachado. verbos e adverbios Avançar . FUVEST-SP A correlação de tempos que. c) Bebeu tanto até cair. pecha. descortinassem e comentasse. e) o primeiro verbo no imperativo negativo opõe-se ao segundo verbo que se encontra no presente do indicativo. poeira a um canto. A ilustre Casa de Ramires. c) a diferença de formas (cobre/cobra) deve-se ao deslocamento da 3ª para a 2ª pessoa do sujeito verbal. Paulo. d) não existirá. não comente. escuras e gárrulas como cigarras. entre os dentes ralos. vulto a uma esquina. não descortinem. uma das formas verbais não condiz com as demais. Texto para a questão 47. as espalhadoras de todas as maledicências. desde longos anos. d) Arrastou-se até o quarto onde desmaiou. não tiver comentado. Eça de. não teriam descortinado. não tiverem descortinado. substantivos. e) Segui.” QUEIRÓS. não teria comentado. b) a diferença de formas (cobre/cobra) não é registrada nas gramáticas normativas. e) não existiria. não comentava. não comentasse com malícia estridente. não existia nódoa. FGV-SP Observando os três primeiros quadrinhos. A questão 48 tem por base a história em quadrinhos abaixo apresentada. c) Julgais. se verifica entre as formas verbais existia.

b) desejar. 53. verbos e adverbios Avançar . teríamos: a) previer.49. Voltar Língua Portuguesa . não tem gente parada. U. modo e pessoa. c) previera. além do sentido de ação. abrandando-lhe a linguagem. adjetivos. 14 A comparação entre as palavras sublinhada acima demostra que o significado geral de “expressar ação” não é suficiente para identificar o verbo como classe gramatical. Mirtes? b) Nos Estados Unidos. a seguinte característica que só os verbos possuem: a) terminação em r. UERJ “Os aliados não querem romper o namoro com o FHC – querem é namorar mais. GABARITO 52. com as mesmas características do verbo haver no sentido de existir. Alfenas-MG Fragmentos para a questão: “Especialistas contestam argumento do governo de que privatização não estaria sujeita à regra que prevê isonomia entre os candidatos” Caso transpuséssemos a forma verbal “prevê” para o futuro do subjuntivo.” Para se manter a correspondência temporal no período. UFRN Considere o período a seguir. seria necessário considerar.. U. d) desejaria. 51. c) presença indispensável à frase. e) previr. principalmente. em relação às palavras. já que namoro consta do dicionário como “ato de namorar”. d) anteposição de um substantivo. UFSE Os verbos que aparecem nos enunciados abaixo estão corretamente flexionados em: a) As influências africanas manteram-se. Não pôde ser diferente. creiamos. por exemplo. b) A ama negra interviu junto ao filho do senhor branco.F. há uma tendência de uso do verbo ter como impessoal. b) preveria. e) Vi um catálogo na Amazon que tem uns dinamarqueses bem acessíveis. Assim crêem os estudiosos dos fatos que intervêem na história das línguas. c) desejará. d) Ele tem como equipamento standard o que aqui é opcional. 18/08/1999. 50.) poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. d) prever. Quem se propor a estudar as línguas faladas na América pode constatar isso. Passeemos pelo seu vocabulário e creiamos nisso. c) O estrangeiro tem mais e melhores dentes. substantivos.Artigos. d) Propusemo-nos a analisar a língua sem preconceitos e vimos que as influências estrangeiras são inevitáveis. b) flexão de tempo. IMPRIMIR “Um alimento em pó incolor (. Os brasileiros nem sempre se precavêm diante de influências lingüísticas estrangeiras. c) Muitas palavras do português provieram do contacto com línguas estrangeiras. Assinale. a) Sabe que você tem razão. Santa Maria-RS-Modificada Na linguagem coloquial. e) Influências estrangeiras também norteam o destino das línguas. a forma verbal deseje deverá ser substituída por: a) desejasse.” Veja. nas frases abaixo a alternativa em que ocorre esse emprego.. Para diferenciar o verbo do substantivo.

.. Em O trigo. aceitaríamos todas as condições”. ao contrário de lembrar-se e esquecer-se.. 08. Assinale a alternativa cujas formas verbais preencham. reavesse d) vier. requeresse. que faz a 3ª pessoa do plural vêm.... “Se você . 32. III. 16. verbos e adverbios Avançar .. e) 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo do verbo ver. vires.. adjetivos. respectiva e corretamente... “Se . quando previr o temporal”... c) III e IV..só se vê bem e os homens não têm mais tempo. como resposta. “Se ele propuser um acordo...54.. d) I e IV.. intervisse. que é dourado. reouvesse 57. comunica-me imediatamente”. U.. UFSE-Adaptada “e as coisas que tu vais transformar.. interviesse.. o verbo cativar classifica-se como transitivo direto.. Estão corretas as formas verbais só nos itens: a) I e III.. No trecho .. talvez você . reavesse c) vir. d) 3ª pessoa do presente do indicativo do verbo vir. c) 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo do verbo ver... |-a-| vogal temática.. intervisse... a São Paulo. “Quando . Em . UFSC Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s): 01.... e seu amigo . por isso ninguém interviu para liberá-los”.. vê através do pequeno embrião de árvore (. cujo plural é vêm.. começaram a se tornar realidade. b) 2ª pessoa do singular do imperativo do verbo vir. II. III. Alfenas-MG Considere as seguintes frases: I. o acento nos verbos ver e ter é justificado pela mesma regra de acentuação gráfica.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . reouvesse b) vier.... vires.. |começa-| tema. IV.. 02.... 04. vires.. vieres. que isso é necessário. requisesse.... Em Mas se tu me cativas.. substantivos.. “Quando puseres a foto no álbum.. Em Por favor. e) II e IV. Alfenas-MG Observe: I. U.... e seu plural é vêem. 55. Identifica-se corretamente a forma verbal vê em negrito nos versos acima como: a) 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo ver. sendo vinde a forma do plural. requeresse.Artigos.... “Retiveram os documentos porque supuseram que fossem úteis. b) II e III. a vírgula é utilizada para isolar o sujeito do verbo.. requisesse.. fará com que eu me lembre de ti.... não são regidos por preposição. 56. interviesse.. o modo verbal é o imperativo. “Ele voltará.. o verbo começaram apresenta a seguinte estrutura: |começ-| radical........ |-ra-| desinência modo-temporal e |-m| desinência número-pessoal. a soma das alternativas corretas.. traga seu irmão”... esses bens”...) Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas” 15 Jorge de Lima.. cativa-me!.. reouvesse e) vier. as lacunas das frases acima: a) vieres. interviesse... ela ficará contente”. requeresse. Os verbos lembrar e esquecer.. Dê. vires. sendo o plural vede... II.

.. Seria preciso que . naturalmente magra....” serão adequadamente preenchidas com: a) solicitam – abstenha – dispunha – volta b) solicitaram – abstivesse – dispusesse – voltava c) solicitam – abstém – disposse – voltava d) solicitam – abstivesse – disponha – volta e) solicitavam – abstesse – disposse – voltava 63... Santa Maria-RS Observe as formas verbais utilizadas nos períodos a seguir... Vitória-ES O seguinte período apresenta lacunas: “Se você .. a prática do esporte poderá ser moralizada. Tem de ser naturalmente magra (.. E não adianta que a menina ..... d) Apenas a afirmação III. o professor. diga-lhe que seria bom que ele ... porém.” As formas verbais que preenchem adequadamente essas lacunas são: a) vir – intervisse – obtivesse b) vir – intervisse –obtesse c) vir – interviesse – obtivesse d) ver – intervisse – obtivesse e) ver – interviesse – obtesse 16 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ....... d) Os crimes fiscais foram confessados porque o técnico temia outra acusação.. do cigarro e do álcool. d) Alguns dos envolvidos nos episódios de 94 absteram-se de comentar o fato............. 62...... 60..... e) Nenhuma das afirmações.... Emescam-ES As lacunas de : “Os médicos sempre .. a seguir o conselho. adjetivos.. b) Apenas a afirmação II. 20 quilos.. a fumar e a beber........ III... b) Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade.. e) Todos lêem o código de ética de seu clube......I.. II........ complete corretamente as lacunas. É verdadeira: a) Apenas a afirmação I....... verbos e adverbios Avançar ......... naturalmente magra. e) O jornalista se baseou em fatos bastante conhecidos para escrever o editorial... UFSE A frase que apresenta voz passiva é: a) As pessoas nem tinham se recuperado do susto quando surgiu outra denúncia...58... no processo... mesmo que se ..... É preciso que .... O verbo morrer tem dois particípios. 61. “E não adianta a menina perder 20 quilos.. PUC-PR-Modificada Considere estas afirmações: I. c) O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa. UFSE A forma verbal em negrito está corretamente flexionada em: a) Todos desejam que a imprensa continui a defender um esporte ético.... U..F. c) Se a opinião pública intervir....... eventualmente . a bolsa de estudos.. a) perda – fosse – fosse d) perda – seja – seja b) perde – seja – seja e) perca – seja – fosse c) perda – fosse – seja 59. ele. b) O editorial afirma que o educador que se detesse sobre o futebol ficaria desapontado.Artigos. A palavra morto é particípio do verbo morrer....... c) Cada uma das afirmações. F. mas alguns talvez não o entendam bem. a João que se ........ substantivos.. para que você . A palavra morto é particípio do verbo matar..)” Considerando as transformações propostas..............

d) seguíssemos – admitíssemos.” a) está correto. d) deve ser substituído por “isto que”. UFR-RJ A alternativa em que está correta a classificação do verbo dar quanto à predicação é: a) Dei com os dois velhos sentados. UFSE Um verbete de dicionário registra exemplos de uso correto do verbo desconfiar. c) tivéssemos seguido – vamos admitir. – transitivo direto e indireto. adjetivos.... empregado com o sentido de não ter confiança. d) possa ser. – intransitivo. para apresentar correção. sem acarretar mudança no significado da frase. para apresentar correção... um número sem fim de animais. – transitivo direto. pois o emprego do verbo desconfiar está de acordo com os exemplos.. “Mas convém que Gaspar não desconfie absolutamente destes nossos projetos. mantendo a correlação exigida pela norma culta. UEL-PR “Se seguirmos Freud. verbos e adverbios Avançar . 66.” b) “Ainda não haviam louras. c) O relógio deu onze horas. duvidar.” c) “Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. o segmento em negrito na frase “Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam.. verifica-se erro em: a) “. e) seguiremos – admitiremos. – transitivo indireto.) fosse muito mais poderoso e criativo do que um outro já maduro e desgastado pela idade. já quinhentos anos passados. b) Os jornais não deram a notícia. e) tenha sido. substantivos.” Os tempos verbais assinalados acima estão correlacionados: a forma escolhida para o verbo seguir limita as possibilidades de flexão de admitir. – intransitivo. admitiremos que o desejo de destruição do outro só não é posto em prática por repressão. e) deve ser substituído por “ao que”.” Considerando-se o verbete. UFPB-PSS Levando-se em conta a norma culta da língua.64. para apresentar correção.. b) deve ser substituído por “aquilo de que”.” d) “Era assim o Brasil de Cabral.. a) pudesse ser. quando for a vez desses meninos?”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) Esse dinheiro não dá. UFRS-Modificada Em: “Até algum tempo atrás. 65.Artigos. pois trata-se de outro sentido do verbo desconfiar. “É prudente desconfiar de quem é desconfiado”. a) seguirmos – admitíssemos.. Indique a alternativa em que os respectivos verbos podem substituir as formas sublinhadas na citação acima. d) Quem dá aos pobres empresta a Deus. b) seguíssemos – admitiríamos.” 17 Assinale a alternativa que substitui a forma verbal fosse..” e) “. c) teria sido. c) está correto. nem surfistas. nem mulatas. b) tivesse sido. 67. 68... imaginava-se que um cérebro jovem (.

d) tinham projetado.. b) O vento que impelia aquela chuva cheirava a almíscar..). Outra forma verbal. d) Olhava para os cantos sem saber o que viera cheirar ali... essa história está cheirando mal. d) A forma verbal havia partido pode ser substituída por partira sem que. c) No jardim pôs-se diante da roseira e ficou cheirando a rosa.”. verbos e adverbios Avançar . PUC-PR “O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho. e) verbo de ligação e transitivo direto.. GABARITO 72. d) Os alunos foram à biblioteca ver se encontravam o livro indicado. Tenho de ler tudo. e) Os alunos viram o professor chegar e dirigir-se à secretaria da escola. respectivamente.” A forma verbal equivalente a em negrito na frase está em: a) queimou. d) eram queimados. equivalente a em negrito acima.Artigos.” 18 Considerando o que está dito no enunciado acima. está na alternativa: a) projetam-se... e) vão projetar-se. d) intransitivo e transitivo indireto. Em filosofias / tropeço e caio. b) Eles se calaram porque viram que a discussão não levaria a nada. c) O enunciado é composto de duas orações que encerram uma relação de causa e conseqüência. como: a) transitivo direto e intransitivo. leio. com isso. uma ambigüidade gerada pela locução sua mãe. Uniube-MG-Adaptada No trecho “Com seu vestido decotado / cheirando a guardado”. c) tinham queimado.). e) foi queimado. haja prejuízo do significado. Voltar Língua Portuguesa . UFR-RJ “(. b) projetam. b) transitivo direto e transitivo indireto. Unifor-CE “Efetivamente se queimaram alguns livros. b) foram queimados. e) Há. c) transitivo indireto e verbo de ligação. o verbo cheirar foi utilizado com a mesma transitividade de: a) Pelas análises que fizemos. Unifor-CE Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado. os auditivos (que prestam mais atenção no que vêem). c) é projetado. no enunciado. porque vejo a questão de outra maneira. adjetivos.. 71. c) Vê se não te esqueces do livro – advertiu o jovem. a palavra “vêem” é empregada com o mesmo valor em: a) Não consigo concordar com isso. assinale a alternativa que contém uma afirmação falsa: a) As formas verbais havia partido e deixou expressam ações simultâneas. o que deixou sua mãe extremamente preocupada..69. PUC-RS-Modificada De acordo com o sentido que tem no trecho “Há basicamente três tipos de alunos: (. IMPRIMIR 74.” “Mas leio. 70. 73. cavalgo de novo” Os empregos do verbo ler nos versos acima permite classificá-los. b) A forma verbal havia partido expressa uma ação anterior à forma verbal deixou. substantivos..

.. b) tinha descoberto. Católica de Salvador-BA-Adaptada Há correspondência modo-temporal entre a forma verbal simples “descobriu” no trecho “A ciência descobriu uma realidade mais complexa” e a composta: a) tivesse descoberto. verbos e adverbios Avançar . Pelotas-RS O cineasta Cacá Dieguez escreveu um artigo sob o título “O futuro passou”..Artigos.E.. a soma das alternativas corretas. eles a teriam popularizado... de novo a estrada interrompida.... no qual lança o desafio da possível construção de um novo Brasil... adjetivos. Desse texto. c) teria descoberto.. c) Pouco se lê os clássicos no Brasil... d) Não é muito o que se lê dos clássicos no Brasil. e) existirá trabalhos. Ponta Grossa-PR Escolha as estruturas aceitáveis considerando a perfeita correlação entre os tempos verbais. estava apenas exilado temporariamente: ele voltaria nos braços da democracia restabelecida. derrubado o muro da ditadura. d) ocorrerá trabalhos. .. eles a popularizaram. gramaticalmente equivalente.” IMPRIMIR GABARITO A forma verbal da frase acima está corretamente substituída por outra... Se tivessem registrado a infância da aviação. Voltar Língua Portuguesa . como resposta. foi retirado o fragmento a seguir: “Para nós durante a ditadura. eles a tinham popularizado. Unifor-CE “..” Assinale a alternativa com as formas verbais que preenchem as lacunas de acordo com a norma padrão. que.75... em: a) Os clássicos não são muito lidos no Brasil.. a) encontraríamos – perdera – viríamos b) encontrássemos – perdeu – veríamos c) íamos encontrar – tinha perdido – havíamos visto d) encontraríamos – havia perdido – teríamos visto e) encontrássemos – perderia – viríamos 76. F. U. Se tivéssemos prestado mais atenção à história da Colônia. 77... para sempre..... do Império da República Velha. Quando os fotógrafos registraram a infância da aviação. 08. c) terão trabalhos. 04.F.. como tantos brasileiros. d) tem descoberto... os fotógrafos a popularizaram. os fotógrafos a popularizarão.. não se lêem muito os clássicos no Brasil. ao longo da qual todos os problemas seriam resolvidos. que o Brasil nunca foi muito diferente do que hoje é. e) terá descoberto.. 02. .. Pensávamos.... 01.” A única variação estrutural correta para expressão destacada na oração em evidência é: a) haverão trabalhos. a inocência. 16. substantivos.. Se os fotógrafos tivessem registrado a infância da aviação....... 79. Quando registrarem a infância da aviação.. b) existirão trabalhos. Quando os fotógrafos tiverem registrado a infância da aviação. Não sabíamos que o país . F. U. b) No Brasil nunca se leu muitos os clássicos. Dê. 78. Católica de Salvador-BA 19 “haverá trabalho para essa massa de gente. naqueles tristes momentos. o futuro. e) Não se faz a leitura dos clássicos no Brasil.

p.’ (versos 14 a 17) “o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio.. Meu tio dizia: ‘Bobo! Não sabes que elas sempre trazem uma roupa de malha por baixo?’ (Naqueles voluptuosos tempos não havia maiôs nem biquinis. o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio. c) A melhor sociedade deve ser aquela em que todos tenham vida boa. Lentamente. as formas verbais em negrito estão corretamente transpostas para o mesmo tempo e modo da forma em negrito acima. Só para judiar. São Paulo: Globo. “O circo o menino a vida A moça do arame equilibrando a sombrinha era de uma beleza instantânea e fulgurante! A moça do arame ia deslizando e despindo-se.” Nas frases abaixo...) Sim! Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?..’ Eu tinha oito anos e sabia esperar. Unifor-CE “. e) Deve ser sempre louvado alguém que sofre com os problemas alheios. A expressão “Naqueles voluptuosos tempos” (verso 13) marca uma posição do eu-lírico em relação ao passado... UFRJ . substantivos. 86/87.. d) Não me admira que eles queiram morar em belas cidades. quem sabe?.As questões 80 e 81 referem-se ao texto abaixo. 1997. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . No entanto o menino (que não sei como insiste em não morrer em mim) ainda e sempre apesar de tudo apesar de todas as desesperanças. Considerando essa posição do eu-lírico em relação ao passado. 81. exceto em: a) Meu amigo não gosta de que o chamem de boa-vida. essas crianças!” QUINTANA..“Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?.. quem sabe?. Agora não sei esperar mais nada Desta nem da outra vida. Mário... verbos e adverbios Avançar .Artigos. 5 10 15 20 20 25 30 GABARITO 80. b) Espera-se que ele passe a vida lutando por seus ideais. explique o que é a infância na concepção do poema. explique o emprego dos parênteses no verso 13.. Nova antologia poética. 6ª ed.’” (versos 27 a 30) Observando o emprego dos tempos verbais nos vocábulos sublinhados acima. 82. meu Deus.’ Ah. UFRJ Releia os versos 9 a 17. adjetivos.. E eu com os olhos cada vez mais arregalados até parecerem dois pires. insultuoso é que ela o seja apenas para alguns..

c) passadas mas que têm validade permanente. II.. e) ponderação.. Ponta Grossa-PR Marque as alternativas corretas. o verbo haver foi empregado no pretérito perfeito do indicativo. verbos e adverbios Avançar .) ponha a saia mais leve. b) I. 85. coluna de acordo com a 1ª. d) solicitação. b) aconselhamento. ( ) o tempo verbal denota um fato que provavelmente acontecerá.. indiscutível. III. nas formas destacadas.” Carlos Drummond de Andrade. 01. IV. Em “Voar era um ideal delirante e dândi”. substantivos. tendo em vista o emprego de verbos.. “Todos sabem que cães e gatos são espécies diferentes e que não se misturam.. “Por exemplo. em 1898”. “(. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .). “voar” está empregado em função substantiva. U. d) II. c) I.Artigos. foi empregado para expressar ações: a) presentes e simultâneas ao momento da fala. IV.” ( ) o tempo verbal indica uma verdade universal.. I. podem-se desenvolver espécies de milho (. UFR-RJ-Adaptada “Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre (. Com o verbo na voz ativa.. U. o presente do indicativo. na voz passiva. IV. corresponde à forma composta “havia virado” ou “tinha virado”. aquela de chita.) virologistas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA desenvolveram experiência em que um gene causador de câncer em ratos. ou um tipo de tomate que cresce mais rápido e é mais produtivo. A seguir. no imperativo. denota um(a): a) treinamento. a frase “Cada proeza dos aviadores era narrada em detalhe” ficaria “Narrava-se em detalhe cada proeza dos aviadores”. adjetivos. O verbo usado em “As formas estranhas dos aeroplanos experimentais invadiam as páginas dos jornais” assumiria. I.E. a soma das alternativas corretas.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa por meio da manipulação genética. “(.” III.. b) presentes e posteriores ao momento da fala. c) ordem. 02.. 84. III. como resposta. 04.83. Em “Nos dez primeiros anos deste século havia uma mania pop em Paris – voar”. Uberlândia-MG Numere a 2ª. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. d) que vão se realizar num futuro bem próximo. a forma “eram invadidas”. I..” II. 16. e) passadas que negam o aspecto durativo do verbo. Dê.. 86. 08. com o sentido de existir..” IV. assinale a alternativa que apresenta a seqüência correta: a) II. A forma verbal simples empregada em “Paris virara a capital mundial da aviação desde a fundação do Aéro-Club de France. ( ) o tempo verbal denota um fato passado que poderia ter acontecido após outro fato passado. UFR-RJ No verso “Você sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada?”. No trecho acima a seqüência de formas verbais.F. e passeie de mãos dadas com o ar.

d) a relação entre os parágrafos marca-se pela comparação. 92. posterior ao momento em que se fala. UFR-RJ-Adaptada “Ano novo de eleições. substantivos. b) reflexão. o pequeno rio. b) não há nenhum termo que expresse progressão temporal dos fatos. e engrossando com os mananciais.. c) “(. e) “rio caudal”. a) “Pelo Natal estarei aí. b) era – são. adjetivos. pode-se afirmar que o uso da forma verbal destacada expressa uma: a) ordem. verbos e adverbios Avançar . 22 Leia os versos abaixo para responder às questões de números 89 e 90. UERJ Classifique. que está corretamente reproduzida nas formas: a) pôde – pode. as três construções destacadas. José de.Artigos. d) “(. Dir-se-ia que vassalo e tributário desse rio das águas.) como bem o sabiam os romanos (.) o povo é ignorante. UERJ A seqüência das construções verbais em negrito retrata uma mudança na participação do “eu” que se expressa no texto. na frase acima. “vassalo e tributário” exercem a mesma função sintática.” ALENCAR. d) certeza. e) exigiam – exigem. torna-se rio caudal. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que recebe no seu curso de dez léguas.” – O presente do indicativo está sendo utilizado para indicar uma verdade científica. que rola majestosamente em seu vasto leito. vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba.)” – O pretérito imperfeito do indicativo está sendo utilizado para indicar um fato passado não concluído. Descreva essa mudança. 91. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população?” Tendo em vista o contexto que envolve a frase “Olhemos a cidade”..” – O futuro do presente está sendo utilizado para indicar um fato provável... e o que é sugado ao mim de mim em ecos se desmembra” 89. Unifor-CE “De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio d’água que se dirige para o norte. 88. Olhemos a cidade.. Unifor-CE “o que ocorreu até recentemente. e ainda ocorre em algumas regiões” Observe..87. curva-se humildemente aos pés do suserano. quem zelaria por este pobre povo?” – O futuro do pretérito está sendo utilizado para indicar surpresa e indignação. altivo e sobranceiro contra os rochedos. d) tinha – tem. c) obteve – obtenha. c) a freqüência dos verbos de ação personifica o rio Paquequer. com minha secretária Eunice. GABARITO Em relação ao texto. Uniube-MG Assinale a alternativa em que o emprego do tempo verbal não está adequadamente explicado. e) solicitação. “Onde avanço. c) sugestão. a seqüência dos tempos verbais em negrito. O Guarani. é correto afirmar que: a) os três parágrafos inscrevem-se num momento estático do tempo. b) “Se não zelássemos por nós. 90. enroscando-se como uma serpente. quanto às vozes do verbo. me dou. É o Paquequer: saltando de cascata em cascata.

d) vem dominando. c) dominam..” b) “(. adjetivos.F... U..” d) “(.. Uniube-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “(.F...93. substantivos.) nada adiantava esse dinheiro...” c) “Talvez apenas desconheçam a própria língua.) a manipulação genética de alimentos e animais não poderá gerar efeitos danosos à nossa saúde. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “Virou praga o uso indevido do gerúndio.....uma escola escreve ‘College’ ao lado de sua marca..) poderemos (..)” 94.Artigos. U.) manipular os peões (.” 96. 23 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ...) poderemos transformar a manipulação genética em um dos maiores benefícios da ciência ..... obtém-se a forma verbal: a) vem sendo dominado... b) vêm dominando....) não compreende ele as coisas do Brasil.. verbos e adverbios Avançar .” d) “.“ 95. Uniube-MG Assinale abaixo a única alternativa correta: Transpondo-se para a voz passiva a oração “As grandes corporações multinacionais vêm dominando o consumo da população das cidades”.” b) “.) Trunte retrucou que já era alguma coisa.” c) “(.” b) “(..) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa...ninguém supera a televisão... Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não admite passagem para a voz passiva: a) “essa liberdade só pode funcionar se submetida a intensa supervisão da comunidade científica.” d) “(.” c) “(...

22. como uma maneira de viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. d Voltar Língua Portuguesa . adjetivos. vir.Artigos. 19. 21. e 46. dispuser. 36. 28. 8. a 44. c 47. d 37. 17. 25. 14. V E R B O S E A D V É R B IO S 1. 20. 11. se mantenha. declarou o médico. d 41. 40. V–V–V–V–F c e d a d e V–V–F d b d c c a 13 d d 18. 4. verbos e adverbios Avançar . 32. 6. b 42. a 38. 16. a 39. o paciente teria morrido. S U B S T A N T IV O S . 15. c 45. 24. a 48. combinação de princípos da economia. 30. 12. substantivos. 34. satisfizer. 2.LÍNGUA PORTUGUESA 1 A R T IG O S . c c c V–F–V–V e d d a b F–V–V–F c b c d e d d GABARITO IMPRIMIR 35. 23. 5. 13.” b) Ambientalistas defendem a econologia. 3. A D JE T IV O S . 7. 33. 29. a) “Se eu não estivesse atento e não tivesse olhado o rótulo. 10. d 43. d 49. 9. 27. Vier. sociologia e ecologia. 26. 31.

na concepção do poema. e 83. 63. 72. A partir do emprego dos tempos verbais. 75. a 95. Em avanço o “eu” é agente. 77. em me dou é agente e paciente. 79.Artigos. c 85. Onde avanço: voz ativa. 54. no verso 13. 53. O emprego dos parênteses revela que. a 93. 90. verifica-se que. b 84. 58. em o que é sugado ao mim de mim é apenas o lugar em que a ação acontece. a 96. 76. 55. 66. 71. o que é sugado ao mim de mim: voz passiva. a Voltar Língua Portuguesa . 70. a infância é um estado permanente no eu-lírico. 68. c 87. verbos e adverbios Avançar . me dou: voz reflexiva. 81. 82. 73. a b e e a a e b a b d b b 28 a IMPRIMIR GABARITO 80. 56. b e b b e e d b e c e d b c b 65.2 50. 51. 61. c 92. 15 86. 74. 78. 64. 69. 59. 57. 52. 67. 62. do qual se distancia. adjetivos. c 89. a 88. substantivos. 60. b 94. o eu-lírico faz um comentário (ou dá uma explicação) sobre o passado. 91.

aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos.” estão flexionados no mesmo tempo. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. favorece uma tonicidade não usual em português. b) Apenas II é verdadeira..E. para os falsos.” 1 GABARITO ( ) Os verbos existentes no trecho que vai de “Os Estados. é correto afirmar que a ênclise: I. e) I e III são verdadeiras. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’ mas também com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. Além disso. falta o hífen em “interamericano”. Assinale a alternativa correta. a) Apenas I é verdadeira. no livre exercício de suas próprias soberanias. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. UFPI Na frase “A realidade tornava-se-lhe odiosa. julgue os itens a seguir segundo os critérios da morfologia. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher.. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização.. c) Apenas III é verdadeira. modo e pessoa. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. I. 1948).. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos.Pronomes Avançar . estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. Use V. ( ) Por equívoco do redator. até . Superior de Brasília-DF Após ter lido atentamente o texto “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos”. ( ) As duas ocorrências do pronome se classificam-se da mesma forma. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. ( ) Em que e na qual são pronomes relativos.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1. para os verdadeiros. conseqüentemente. como a realização dos postulados da justiça social’.. 2. e F. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. Colômbia. foi usada como recurso obrigatório por se tratar de dois pronomes. d) I e II são verdadeiras. é própria de linguagem formal no Brasil. ( ) Em “da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos” é possível permutar-se a expressão destacada pela contração das.”. considerados não como cidadãos mas como ‘pessoas’ e. II.desses direitos. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. III.

. a) “. na sua fala. Voltar Língua Portuguesa . à qual está ligado por hífen. A cadeira em que se sentou era uma velha cadeira de espaldar de couro lavrado e pés em arco.. 7. acontece um erro quanto à norma culta da Língua. pessoa do singular com a 3ª. beleza e ritmo.Pronomes Avançar . entre o carro de bois e a sege em que a senhora vinha. em vez de ficar séria e pensar em Deus. dessas súbitas fadigas de todo o seu ser. de Assis) 6.” (M. beleza e ritmo. acrescentando-lhe saudade.” (M. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que os elementos em destaque não podem ser substituídos por onde. c) a saudade. Emescam–ES A posição do termo sublinhado em relação ao verbo não está adequada à norma culta brasileira em: a) Se me tivesse convidado. b) É bom que falemos-lhes toda a verdade.. e) Não se falou coisa alguma sobre a prometida reforma. de Assis) c) “Lalau sentou-se. a senhora. Identifique-o: a) Falta vírgula depois do vocativo. pra. de Assis).. da veneração em que tinha a memória dele.” (M. PUC-PR-Modificada Observe: IMPRIMIR “Revolucionou a forma de tocar violão. c) Há erro de grafia ao reproduzir as falas coloquiais das personagens. c) Quando os viste? d) Não concordarei com o que nos dirão. enfiou a cabeça por entre as cortinas para fora. e) Há pontos de exclamação e interrogação demais nos trechos.” (M. pessoa do singular.quando estava quase a suceder um desastre na entrada. e) à forma verbal acrescentando. 5. U. d) somente à palavra mais próxima: saudade. Exemplos: Tô. rindo. das relíquias que guardava. não deixaria de comparecer.” O pronome lhe do exemplo refere-se: a) ao sujeito do verbo “revolucionou”. Univali-SC 2 GABARITO Nos quadrinhos.. b) à forma de tocar violão.3. em que caía a cadeira” a expressão em negrito pode ser substituída por: a) onde d) com as quais b) enquanto e) entre as quais c) nos quais 4. das alusões freqüentes na conversão.F. b) A personagem mistura. UFPI Na frase “mas tinha desses abatimentos. d) Os substantivos próprios estão com letra maiúscula. b) “Mascarenhas fez-me notar à esquerda da capela o lugar em que estava sepultado o ex-ministro. de Assis) d) “.. a 2ª. falou-me também da piedade e saudade da viúva.

por a) teu. (. você é testemunha disto.. “Solução Você que muitas vezes pegou este anúncio e nunca teve tempo para ler com mais atenção. e) vosso. emitido por uma voz narrativa onisciente. no seu trabalho. tua. muita inveja.) D. d) vosso. Não fique na dúvida. Comprove estimado leitor.. nos negócios. FUVEST-SP “/…/ estás desiludido. a palavra todos tem valor anafórico. os. C e D). um problema que para muitos é um problemão. mas o mal existe e a solução do mal também e as vezes a cura está perto e a gente não vê. fazer voltar alguém em sua companhia.Pronomes Avançar . pois ambas necessitam da explicitação do termo gente. você vai compreender porque ela é a mais célebre da América do Sul. c) teu. faça isso agora. E as pessoas aprenderiam a gostar menos dessas coisas que representam luxo e conforto. BETE. tua. te. muita inveja. em qualquer assunto que lhe preocupe.” Observando-se apenas o correto uso dos pronomes. tens caso íntimo à resolver. já que substitui um grupo nominal anteriormente expresso. muita sonhou com ele. desanimado. Porquê? Ela tem um trabalho honesto e certeiro.. desorientado. UFGO A. desconfiasse de toda a gente (. ( ) no enunciado D. ou até mesmo por não acreditar. b) teu. te. fazer voltar alguém em sua companhia. estás desiludido. deve-se substituir as palavras grifadas. ( ) no enunciado C.) fazia que ela evitasse a companhia das outras. faça uma consulta. com a PROFa. É por que é um mal espiritual latente e você não sabe. vossa. desanimado. a PROFa. desorientado. 9. nos negócios. Muitas vezes não acha solução. tens amor não correspondido ou rompido. o. ( ) no enunciado B. ou o próprio mal não deixa.. 817”. 3 8. tua.Texto para a questão 8. tens caso íntimo à resolver. no seu trabalho. de Machado de Assis e Érico Veríssimo. respectivamente. referindo-se ao emissor-personagem e seus comparsas. Toda a gente voltou da ilha com o baile na cabeça. alguma dormiu mal ou nada. respectivamente. Tire um tempo para você mesmo e faça uma consulta com a PROFa. Considerando-se os elementos em negrito. tens amor não correspondido ou rompido.. não é uma novata na sua especialidade (cientista em grafologia e astrologia) é a mais célebre da América do Sul. as palavras muita e alguma estão sendo usadas inadequadamente. Muitas vezes. a expressão a gente. mau olhado no amor. mau olhado no amor. Leitor. Os enunciados acima foram retirados dos livros Esaú e Jacó (A) e O resto é silêncio (B. tem o sentido de “nós”. vossa. a expressão em destaque pode ter o sentido de “nós”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . BETE é resolvido em uma simples consulta de poucos minutos.. Onde é que a gente se encontra? C. Joga-se búzios e tarô Avenida Jabaquara. lhes. Todos se habituariam e pensar coletivamente. em qualquer assunto que lhe preocupe. B. ( ) no enunciado A. muitas vezes a gente sofre sem ter necessidade. BETE mora no endereço abaixo a muitos anos.

10. UFPI Marque a alternativa em que o pronome lhe é empregado com o valor semântico de pronome possessivo. a) Tudo de repente (...) lhe pareceu lúgubre. b) Os seus deveres (...) eram-lhe pesados como fardos injustos. c) A realidade tornava-se-lhe odiosa. d) Veio-lhe o nojo das engarrafadas dos emplastros (...). e) — dous lábios de fogo que, num beijo, lhe chupassem a alma. Texto para as questões 11 e 12.
“Que me enganei ora o vejo: Nadam-te os olhos em pranto Arfa-te o peito, e no entanto Nem me podes encarar.”

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11. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome substitui toda uma oração. Aponte-o: a) que. b) me. c) o. d) te. 12. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome pessoal oblíquo está substituindo um pronome possessivo. Aponte-o: a) te. b) me. c) o. d) que. 13. U.F. Uberlândia-MG Todas as alternativas abaixo podem ser preenchidas por cujo(a), exceto: a) “Lalau não demorou muito. (...) Vinha um pouco esbaforida, voando-lhe os cabelos, ............... eram curtinhos e em cachos...” (M. de Assis) b) “A casa ............... lugar e direção não é preciso dizer, tinha entre o povo o nome de Casa Velha...” (M. de Assis) c) “Não estava contente comigo. Tinha-me deixado resvalar a uma promessa inconsiderada, ............... execução parecia complicar-se de circunstâncias estranhas...” (M. de Assis) d) “Voltei-me para D. Antônia; esta, depois de hesitar um pouco, deliberou entrar na sacristia, ............... porta estava aberta.” (M. de Assis) 14. UFF-RJ A colocação do pronome pessoal no português do Brasil, no uso coloquial, apresenta, em algumas circunstâncias, tendências diferentes da de Portugal. Identifique o par de orações em que ocorrem, quanto a colocação do pronome pessoal no português do Brasil, o uso culto e o uso coloquial, respectivamente: a) “da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo;”/ da qual estamos todas tão distantes que nos não poderia servir de modelo; b) “Esta é uma hora para se parar e pensar.”/ Esta é uma hora para parar-se e pensar-se; c) “pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais –”/ pois o que passase no Piauí não é o mesmo das grandes capitais; d) “purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz.”/ purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que acha-se rodeada mal abre os olhos à luz; e) “a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela;”/ a mulher de hoje em dia pode se sair melhor do que aquela.

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15. U.E. Londrina-PR-Modificada
“... Stingo descobre as verdades escondidas sobre as quais eles estão encobrindo...”.

Esse trecho se torna adequado à norma culta se a expressão em destaque for substituída por: a) onde. b) que. c) cujas. d) das quais. e) entre as quais. 16. Univali-SC Assinale, dentre as frases a seguir, retiradas de jornais de circulação regional, a que está de acordo com as normas da Língua Portuguesa. a) É outra daquelas questões onde não é certo optar por uma alternativa, excluindo a outra. b) Além dos efeitos sociais e econômicos referidos, um plano de retomada da indústria de construção fere uma carência objetiva do país, onde há necessidade de milhões de casas... c) Um reflexo na pupila (menina dos olhos), em um recém-nascido poderá revelar problemas na retina, tumores intra-oculares, ou até catarata congênita onde realizar-se-á cirurgia o mais breve possível. d) A surpresa aconteceu na sétima prova, onde houve a divergência sobre a terceira cidade mais antiga do país. e) Participaram todos os 540 alunos distribuídos em 8 equipes, onde se buscou equilibrar a força, unindo os alunos maiores com os menores. 17. FEI-SP Em “as paredes vejo-as”, os termos em destaque são classificados respectivamente como: a) artigo definido e pronome pessoal do caso reto. b) artigo definido e pronome demonstrativo. c) artigo definido e pronome pessoal do caso oblíquo. d) pronome pessoal e artigo definido. e) preposição e pronome pessoal do caso oblíquo. 18. FGV-SP A propósito do segmento de frase “Ser-me-ia impossível descobrir entre mim e elas pontos de identificação…”, atenda ao que se pede abaixo. a) Explique o uso do pronome mim em vez do pronome eu. b) Se, no lugar de elas, que é pronome pessoal de terceira pessoa do plural, utilizássemos outro, de segunda pessoa do singular, qual seria ele? 19. UFGO Considere os enunciados abaixo. A. Os atletas não se prepararam bem, onde se saíram mal nas competições. B. Onde há fumaça, há fogo. C. Vivemos numa economia globalizada, onde os produtos industrializados não têm uma só nacionalidade. D. Saiu da casa cedinho onde só voltou depois que todas dormiam. Segundo a norma padrão da língua portuguesa: ( ) o relativo onde pode ser empregado, estabelecendo relação conclusiva entre orações, como no enunciado A. ( ) o empregado do relativo onde, no enunciado B, está inadequado, porque ele não tem um referente explícito. ( ) o relativo onde, no enunciado C, está empregado adequadamente, porque se refere a uma expressão com valor de lugar virtual. ( ) o verbo voltar, no enunciado D, exige que o relativo onde seja precedido por “a” ou “para”.

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20. UP-RN
“Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro.” “O grande mal desse povo brasileiro é ter nascido pobre.”

Se uníssemos as duas orações com pronome relativo, teríamos: a) Sem a reforma agrária cujo grande mal do povo brasileiro é ter nascido pobre, não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. b) Sem a reforma agrária cujo grande mal é ter nascido pobre não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. c) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição do povo brasileiro que ter sido pobre é o seu grande mal. d) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro cujo grande mal é ter nascido pobre. 21. F.M Triângulo Mineiro-MG
“Incontestável representante do bom gosto, a escritora e colunista Danuza Leão não tem vergonha de aplaudir o Show do Milhão. (...) Da mesma franqueza de Danuza comunga o plubicitário Roberto Justus. ‘A atração educa quem não teve acesso àquelas informações e diverte quem quer testar seus conhecimentos’, argumenta.”
Telejornal. O Estado de S. Paulo. 03/09/2000, p. T8-T9.

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Seguindo as convenções da norma culta, a oração destacada no texto pode ser substituída por: a) Quem não teve-lhe acesso. b) Quem não as teve acesso. c) Quem não teve-as acesso. d) Quem não teve acesso a elas. e) Quem não teve-lhes acesso. 22. F.M. Triângulo Mineiro-MG Una as frases por um pronome relativo e assinale a alternativa correta, de acordo com a norma culta. “A Lagoa Rodrigo de Freitas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. As águas da Lagoa continuam malcheirosas.” a) D. Pedro II já havia chamado a atenção para as águas malcheirosas da Lagoa Rodrigo de Freitas. b) A Lagoa Rodrigo de Freitas, cujas águas continuam malcheirosas, já havia chamado a atenção de D. Pedro II. c) D. Pedro II afirmara que as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam mal cheirosas. d) A Lagoa Rodrigo de Freitas que as águas continuam malcheirosas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. e) As águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam malcheirosas e elas já haviam chamado a atenção de D. Pedro II. 23. PUC-PR-Modificada
“O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho, o que deixou sua mãe extremamente preocupada”.

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Considerando o trecho acima, pode-se afirmar que a expressão o que tem como antecedente os termos: a) O pai; b) havia partido; c) ao filho; d) nenhum recado; e) toda a parte do enunciado que antecede à própria expressão o que.

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24. PUC-PR Assinale a alternativa em cujo enunciado o pronome que está entre parênteses pode ser colocado corretamente em qualquer um dos pontilhados. a) Ninguém ..... irá ..... esquecer ..... tão cedo. (te). b) ..... Estou ..... dizendo ..... a pura verdade. (lhe). c) Ela ..... quer ..... dizer ..... o que aconteceu de fato. (me). d) ..... Haviam ..... encontrado ..... até então duas vezes. (se). e) ..... Mandou ..... vir ..... mais cedo no dia seguinte. (me). 25. FUVEST-SP
“‘As pessoas ficam zoando, falando que a gente não conseguiria entrar em mais nada, por isso vamos prestar Letras’, diz a candidata ao vestibular. Entre os motivos que a ligaram à carreira estão o gosto por literatura e inglês, que estuda há oito anos.”
Adaptado da Folha de S. Paulo, 22/10/00.

No trecho que não está entre aspas ocorre um desvio em relação à norma culta. Reescreva o trecho, fazendo a correção necessária. 26. PUC/Campinas-SP

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“No centro da Convenção sobre Mudança Climática esteve o reconhecimento de que o planeta pode passar por mudanças catastróficas no próximo século, com o agravamento do efeito estufa. A delegação brasileira na reunião de Buenos Aires, onde se deu o encontro, assim como em Kyoto, foi chefiada pelo ministro da Ciência e Tecnologia. Ela teve um papel destacado no Japão, ao apresentar proposta que desembocou no “mecanismo de desenvovimento limpo” (MDL), questão central na pauta na Argentina.”

Os pronomes grifados referem-se a outras palavras do texto. São elas, respectivamente: a) o centro – Mudança Climática. b) Buenos Aires – a delegação brasileira. c) o planeta – a reunião. d) Kyoto – estufa. e) a Convenção – mudanças catastróficas. 27. UFMT-Adaptada Julgue as afirmações a seguir. Use V, para assinalar os itens verdadeiros, e F, para os itens falsos. ( ) Substituindo o pronome lhe por dele na oração Ousou o escrevente namorar-lhe a filha, as duas formas pronominais funcionam como objeto indireto. ( ) Na maioria das variedades do português falado no Brasil, empregam-se as formas de tratamento você/vocês para designar o interlocutor do discurso ao invés das formas tu/vós. ( ) Quando se usa você/vocês no lugar de tu/vós, o verbo, os pronomes oblíquos e possessivos continuam na segunda pessoa. 28. U. Potiguar-RN Os trechos que seguem mostram que certas construções típicas do português falado, são utilizadas na modalidade escrita, exceto um deles. Aponte-o: a) Procure preocupar-se com os problemas que você tem maior dificuldade. b) Uma escola, onde na frente havia uma lanchonete, deverá ser totalmente reformada. c) Sempre me pareceu muito severo aquele diretor sob cujas ordens trabalhei muitos anos. d) Consideramos propícia a escolha do momento dele falar.

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29. U. Alfenas-MG Assinale a opção onde o pronome pessoal está empregado incorretamente. a) Para mim, cumprimentá-la seria uma ofensa. b) Entre eu e ela já não há mais nada. c) Viram-nos, mas não os chamaram. d) Permitiu-lhe, a ele, fazer a ronda. e) Aquele era o carro para mim; comprá-lo com que dinheiro?

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30. U. Alfenas-MG Dadas as sentenças: I. Os projetos que me enviaram estão em ordem; devolvê-los-ei ainda hoje. II. Não te conto toda a verdade já que preocupo-me demais com tua situação. III. “Esses são os livros que se acham à disposição do público, mas acredita-se que poucos procurá-los-ão”. IV. Quero que você se habitue com minhas falhas, eu deveria preparar-me melhor. A seqüência que contém as frases corretas quanto à colocação dos pronomes átonos é: a) II e III. b) I e II. c) I e III. d) II e IV. e) I e IV. 31. Univali-SC Identifique a opção correta quanto à colocação pronominal nos trechos retirados de jornais de circulação regional: a) Que todo pai sinta-se imensamente feliz na comemoração de seu dia. b) Por que todos os dias perdem-se tantos blocos de notas fiscais em Blumenau? c) Preserve-a a todo custo. Não esqueça que para seu filho você é o maior herói. d) O “Bem” do título acima, se expressa pela existência de postos de trabalho na quantidade e qualidade requeridos por uma população... . e) ... utilizando a imagem do “Zé Carioca” e outras, que mostram-nos menores e menos capazes. 32. PUC/Campinas-SP Observe a seguinte passagem do texto: “‘Pare aí’, me diz você. ‘O escrevente escreve antes, o leitor lê depois.’ ‘Não!’ lhe respondo, ‘Não consigo escrever sem pensar você por perto, espiando o que escrevo.’” Nela, o autor, utilizando o discurso direto, apresenta um diálogo imaginário entre o autor e seu leitor, introduzindo a linguagem oral no texto escrito. Por essa razão, a) os pronomes oblíquos átonos foram colocados depois do verbo. b) os pronomes oblíquos átonos são enclíticos. c) os pronomes oblíquos átonos não foram utlizados no diálogo. d) os pronomes oblíquos átonos são proclíticos. e) os pronomes oblíquos átonos são mesoclíticos. 33. UFMT-Modificada Julgue as seguintes afirmações. Use V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A norma gramatical contrariada em Para mim brincar é Não se deve usar pronome pessoal da forma oblíqua na função sujeito. ( ) A norma gramatical contrariada em Me dá um cigarro é Não se deve iniciar um período com pronome oblíquo átono. 34. UFSE
“... tu vais encher os cofres ... derrubada debaixo da fronde ... dando de comer aos pássaros”

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GABARITO

Substituindo corretamente as formas substantivas pelos pronomes pessoais correspondentes, obtém-se: a) encher-lhes – debaixo dela – dando-os de comer; b) encher-lhes – debaixo a ela – dando-lhes de comer; c) enchê-los – debaixo dela – dando-lhes de comer; d) enchê-los – debaixo a ela – dando-os de comer; e) encher-los – debaixo dela – dando de comê-los.

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35. F.M. Itajubá-MG Marque a opção que pode preencher corretamente as lacunas da seguinte afirmativa: Em “Dir-se-á que, até certo ponto, a felicidade se constrói”, segundo a norma culta, é um caso de ............... obrigatória por se tratar de um verbo no ..............., em ............... de período. a) Mesóclise – futuro do presente simples – início. b) Separação – infinitivo – exórdio. c) Próclise – imperativo positivo – começo. d) Silepse – presente do subjuntivo – abertura. e) Zeugma – futura do subjuntivo – princípio. 36. F.I. Vitória-ES O seguinte período apresenta algumas lacunas: “Ela ficou em casa ............... dois, para conversar ............... sobre o livro, mas disse ao meu irmão que era difícil para ............... ler aquele livro sozinho, porque as letras eram pequenas demais para ............... ler, sem forçar meus olhos hipermetropes.” Os pronomes de 1ª pessoa que completam adequadamente as lacunas são, respectivamente: a) conosco – conosco – mim – mim b) conosco – conosco – eu – eu c) com nós – conosco – eu – mim d) conosco – com nós – eu – eu e) com nós – conosco – mim – eu

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37. PUC-PR Observe a colocação dos pronomes átonos destas orações: I. O T-6 de Mororó, deixando uma asa pelo caminho, partiu-se. II. Depois de arrastá-lo até sua casa, o colocou na rede. III. Há cinco anos, no entanto, os dois se reencontraram. Seria possível, sem erro de sintaxe, adotar outra ordem pronominal: a) Apenas para a oração I. b) Apenas para a oração II. c) Apenas para a oração III. d) Para todas as orações. e) Para nenhuma das orações. 38. VUNESP Leia o texto que segue.
“Não digo com isto que um e outro dos gêmeos não soubessem agredir e dissimular, a diferença é que cada um sabia melhor o seu gosto, coisa tão óbvia que custa escrever.”

GABARITO

In: ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. São Paulo: Editora Mérito, 1962. p. 78.

No segundo período desse texto reconheça as classes de palavras a que pertence o a, respectivamente, em “a fruta” e “a ia buscar”. 39. UEMS Ao comparar as diversas cidades do mundo com a cidade do Rio de Janeiro, defendia com ardume e paixão a beleza... sobre cada uma... a) dessa – daquelas. b) daquelas – destas. c) destas – dessa. d) desta – daquelas. e) desta – dessas.

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40. UFPB-PSS No verso “Ao coração que sofre, separado...”, o vocábulo que refere-se ao termo antecedente. Observa-se esta mesma relação em: a) “Não me basta saber que sou amado.” b) “...no exílio em que a chorar me vejo.” c) “Não há que a terra pelo céu trocar.” d) “Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza.” e) “Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras...”

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41. Unifor-CE “É bem provável que freqüentadores de museus não procurem essa instituição.” Substituindo-se a expressão em negrito na frase acima pelo pronome que lhe é correspondente, obtém-se: a) não lhe procurem; b) não a procurem; c) não procurem-a; d) não procurem-lhe; e) não procurem-na. 42. UFF-RJ Assinale a opção em que a reformulação da frase abaixo apresenta um emprego de pronome não compatível com o uso formal da língua: “E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.” a) E em tal maneira é graciosa que, se a quisermos aproveitar, dar-se-á nela tudo por causa das águas que tem. b) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem. c) E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, tudo nela se dará, por causa das águas que tem. d) E em tal maneira é graciosa que, ao querer-se aproveitá-la, tudo dar-se-á nela, por bem das águas que tem. e) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitar ela, tudo dar-se-á por bem das águas que tem. 43. UFF-RJ Assinale a opção em que a palavra em negrito é um pronome pessoal. a) “Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços.” b) “E alguns, que andavam sem eles, tinham os beiços furados.” c) “outros traziam três daqueles bicos, a saber, um no meio e os dois nos cabos.” d) “assim frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho.” e) “porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.” 44. UFSC Observe o período abaixo e assinale a(s) proposição(ões) em que ele foi reescrito corretamente.
“— Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

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GABARITO

01. — Os homens esqueceram dessa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 02. — Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não deves esquecêla. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 04. — Disse a raposa: —Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. 08. — Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que você cativa. Os homens esqueceram-se essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. 16. — Os homens esqueceram essa verdade: tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecê-la. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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45. Unifor-CE-Adaptada
“Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas, em todos eles, um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens...”

O pronome os em “que os impeça” refere-se a: a) alguns cientistas; b) robôs do futuro; c) seus programas; d) todos eles; e) homens. 46. Emescam-ES A substituição do termo em negrito não se fez adequadamente em: a) Acharam os livros muito interessantes. Acharam-los muito interessantes. b) Fizemos o trabalho como você orientou. Fizemo-lo como você orientou. c) Daremos a ele todas as oportunidades. Dar-lhe-emos todas as oportunidades. d) Refiz a lição que estava errada. Refi-la, que estava errada. e) Enviamos cartas a vocês. Enviamos-lhes cartas.

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47. UFR-RJ “...fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo parece sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’” Uma das funções dos pronomes demonstrativos é retomar, dentro de um enunciado, elementos anteriormente citados. A análise do fragmento acima revela que os demonstrativos esta e aquele referem-se, respectivamente, aos vocábulos: a) palavra e mote. b) leitura e mote. c) palavra e mundo. d) leitura e daquele. e) continuidade e mundo. 48. Univali-SC Ao ler jornais de circulação regional, percebe-se, algumas vezes, a incorreção no emprego do pronome oblíquo átono. Dentre as frases a seguir, assinale aquela em que o pronome foi empregado adequadamente. a) A ativação desse setor da economia, conhecido por seus efeitos rápidos na área de emprego e por seu contágio imediato sobre áreas de indústria e de serviços, se aproveitará dos atuais sinais de aquecimento da atividade econômica. b) Informamos que encontra-se em fase de conclusão uma nova escola. c) Felizmente, ao ver minha caixa de correspondência, havia um e-mail do promotor público de Itapema, me informando que iria nesta segunda-feira pela manhã receber a nós pais para conversar. d) Ele vai ocupar a vaga aberta pelo advogado que também já se desincompatibilizou do cargo. e) O comportamento dos jovens é um sintoma. Impõe-se que, sem descuidar-se das conseqüências, ataque-se primordialmente as causas. 49. UEMS I. O lugar...moro é muito pacato. II. Esse foi o número...gostei menos. III. A peça ...enredo é humorístico, tem sido sucesso. a) onde - que - cujo. b) em que – de que – cujo o. c) no qual – o qual – do qual o. d) que – que – cujo o. e) em que – de que – cujo.

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50. Unifor-CE Na frase “não tivessem presente, nem futuro”, as palavras em negrito estão corretamente substituídas pelo pronome que lhes é correspondente em: a) não os tivessem; b) não tivessem-los; c) não o tivessem; d) não tivessem-o; e) não tivessem-no. 51. UFR-RJ
“O homem ainda faz O que macaco fazia”

Do ponto de vista morfológico, o termo destacado no verso acima é um: a) pronome de tratamento; b) artigo definido; c) pronome oblíquo átono; d) pronome oblíquo tônico; e) pronome demonstrativo.

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A questão 52 refere-se ao texto a seguir.
“O Padeiro (fragmento) (Rubem Braga) Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando: – Não é ninguém, é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a idéia de gritar aquilo? ‘Então você não é ninguém?’. Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou uma pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era: e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: ‘Não é ninguém, não senhora, é o padeiro’. Assim ficara sabendo que não era ninguém... Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.”

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In: Ai de ti, Copacabana, 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1964, pp. 44, 45.

52. UFRJ a) Que sentido assume o pronome indefinido ninguém no texto? b) Quando esse pronome indefinido é usado na função sintática de sujeito, a dupla negação pode ou não ocorrer. Justifique essa afirmativa, exemplificando-a. 53. U.E. Londrina-PR Assinale a alternativa que está estruturada de acordo com a norma culta. a) Originárias da África do Sul, as abelhas africanas são agressivas, cuja criação é feita geralmente em apiários. b) As agressivas abelhas africanas, cuja criação é feita geralmente em apiários, são originárias da África do Sul. c) As agressivas abelhas africanas, que a criação delas é feita geralmente em apiários, originaram-se na África do Sul. d) As agressivas abelhas africanas, cuja a criação é feita geralmente em apiários, originou-se na África do Sul. e) As abelhas africanas, cujas quais são agressivas e criadas em apiários, originaram-se na África do Sul.

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Texto para a questão 54.
“Música Uma coisa triste no fundo da sala. Me disseram que era Chopin. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. Eu considerei as contas que era preciso pagar, os passos que era preciso dar, as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza meus cuidados voaram como borboletas.”
ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma Poesia.

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54. FATEC-SP O tratamento poético da linguagem apresenta, por vezs, certas possibilidades que a norma gramatical não admite ou não recomenda; é possível afirmar que, no poema Música, é exemplo disso: a) “Me disseram que era Chopin”. b) “dentadura dura”. c) “enquadrei o Chopin”. d) “que era preciso pagar”. e) “braços redondos”. 55. Unifor-CE O período cuja redação está inteiramente clara e correta é: a) Todos os meninos menores de dois anos sofreram os efeitos dos elementos radioativos que lhes foram distribuídos a mando de Herodes. b) A recepção que a Virgem e o carpinteiro José puderam desfrutar ironicamente, foi de um boi branco e de um burro cansado. c) A poderosa nuvem que o autor se refere foi a visão que também vitimou os habitantes das duas cidades japonesas que recaíram as bombas atômicas.

GABARITO

d) Nem bem chegaram ao hotel em cujo se realizava um congresso internacional o dono escorraçou os viajantes. e) A súbita explosão de cuja se formou uma poderosa nuvem em forma de cogumelo deve de ter sido uma visão aterrorizadora. 56. UFRJ
“Esaú e Jacó (fragmento) (Machado de Assis) – Que estranhos? Não vou viver com ninguém. Viverei com o Catete, o Largo do Machado, a Praia de Botafogo e a do Flamengo, não falo das pessoas que lá moram, mas das ruas, das casas, dos chafarizes e das lojas.”

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In: Obra Completa. vol. 1. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985, p. 987.

Vimos que, no texto da questão 52, Rubem Braga fez uso expressivo do indefinido ninguém. Diga com que sentido o mesmo termo é usado por Machado de Assis no texto acima, relacionando tal significado com um posicionamento marcante na obra do autor.

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118. Rio de Janeiro: José Olympio. 1982. 9ª ed. A existência desse interlocutor é evidenciada em vocábulos que pertencem a duas diferentes classes gramaticais. Manuel. O poema de Bandeira constrói-se com base na relação entre o eu-lírico e seu interlocutor. a) Identifique essas duas classes gramaticais. b) Diga que traço gramatical comum aos vocábulos indica a presença do interlocutor. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Estrela da vida inteira. eu não quero contar-te o meu desejo Quero apenas contar-te a minha ternura Ah se em troca de tanta felicidade que me dás Eu te pudesse repor – Eu soubesse repor– No coração despedaçado As mais puras alegrias da tua infância!” BANDEIRA. p.57.Pronomes Avançar . UFRJ “O impossível carinho Escuta.

a é pronome pessoal do caso oblíquo (retomando fruta). 14. 21. 34. 23. F–F–V–V–F d d b d b b c F–V–F–V c a d a e b b c a) Só se emprega o pronome pessoal do caso reto eu na função de sujeito. 33. d GABARITO IMPRIMIR 19. sendo regido pela preposição entre. 5. 39. 22. 24. 4. 15. O pronome em questão possui função completiva. 20. 37. 30.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1 1. 11. 38. 3. o a é artigo definido feminino e em “a ia buscar”. 13. 16. pode-se reescrever o trecho da seguinte forma: Entre os motivos que a ligaram à carreira está o gosto por inglês. 36. 32. b F–V–F c c e c d V–V c a c c Em “a fruta”. 35. desta forma. que é o caso. 29. o pronome adequado da 2ª pessoa do singular a ser empregado é o ti. b) Na função completiva. 28. 26. 7. 18. 12. Voltar Língua Portuguesa . está correto o uso do pronome mim. que estuda há oito anos. 2. pronome pessoal do caso oblíquo. F–F–V–V d d b c c A fim de desfazer o desvio em relação à norma culta. 8. 10. e por literatura. 27. 17. 9. 6. 25. 31.Pronomes Avançar .

b a a No texto de Machado. Ao preferir a paisagem física da cidade aos seus semelhantes. 48. 52. 41.40.Pronomes Avançar . b b e b 06 b d c d e a e a) O pronome “ninguém” significa “pessoa sem importância”. 43. não ocorre a dupla negação: “Ninguém veio”. 42. 54. 50. porém. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 56. 45. 51. uma atitude marcante na sua obra madura. Se. ele é posposto ao verbo. a) Classe gramatical dos verbos e classe gramatical dos pronomes. b) Se o pronome (sujeito) é anteposto ao verbo. 47. o autor revela seu ceticismo em relação ao ser humano. 55. a dupla negação ocorre: “Não veio ninguém”. b) O traço gramatical comum é a 2ª pessoa. 46. 2 53. 44. 49. o pronome é usado com o sentido de ‘pessoa alguma’ / ‘pessoa nenhuma’. 57.

uma tomada de posição ante o fazer poético. 3. cozinhou as botas e as comeu. Perguntar distraído: – O que há de você na água? Não usar colarinho duro. o verso 10 ressalta que na poesia a palavra deve ser: a) exata. comer as botas. propõe que a palavra seja descarregada de seus significados já prontos. 3 ed. e) sem se preocupar com sua carga simbólica. em favor da poesia. Nessa concepção. (Colhida em Rimbaud) Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se. O resto em Carlitos. em um filme. c) recusando seu invólucro utilitário. UFMS “Mesmo sem fome. Aprender a capinar com enxada cega. deixando de lado o sujeito que olha. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A expressão mesmo sem fome muda a situação. b) impermeável. Manoel de. cisco de olho. Perder a inteligência das coisas para vê-las.. b) apropriar-se de realidades aparentemente estéreis. poeta francês do século passado. moscas de pensão. isolado na neve e não tendo com que se alimentar. deitados de barriga. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. com fome.. Deixar os substantivos passarem anos no esterco. carvão de folhas. “Muita coisa se poderia fazer em favor da poesia: Esfregar pedras na paisagem. até os cadarços.. e) isolar-se do resto da humanidade. UFMS Esse poema é uma espécie de manifesto. Jogar pedrinhas nim moscas. até que eles possam carrear para o poema um gosto de chão – como cabelos desfeitos no chão – ou como uma bule de Braque – áspero de ferrugem.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A Texto para as questões 1 a 3. 1999. b) com objetividade. A fala de furnas brenhentas de Mário-pega-sapo era na rua. o verso citado propõe que. mistura de azuis e ouro – um amarelo grosso de ouro da terra. Matéria de Poesias.” BARROS. “Perder a inteligência das coisas para vê-las”. portanto.Noções de literatura Avançar . comer as botas” é uma referência a Carlitos que. de acordo com o texto de Manuel de Barros é olhar as coisas: a) em seu significado mais moderno. automatizados. c) sofrer privações materiais. d) pelo ponto de vista do especialista. e Carlitos.. é necessário: a) duvidar das imagens carregadas de sugestões. Por isso as crianças e as putas no jardim o entendiam. teréns de rua e de música. e) cristalina. d) vaga. personagem dos filmes de Charles Chaplin. c) fecunda. Mesmo sem fome. 2. d) alimentar-se bem para ter boas idéias. Nos versos mais transparentes enfiar pregos sujos. Nos dias de lazer compor um muro podre para os caramujos. UFMS O poema cita Rimbaud. Se consideramos o poema uma espécie de “conselho a um aprendiz de poeta”. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 11 GABARITO 1.

De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. RJ: Nova Aguilar. d) vício – virtude. e) vida – morte. de um calmo amor prestante. e) O artista recria a realidade usando palavras de amor.. meu amor. 2 4. 6. E te amo além. simplesmente.. UFPI Sobre a última estrofe é correto afirmar que: a) o amor culmina com a morte. Amo-te afim. Amo-te como um bicho. b) a sensação de que o amor é indescritível. 5. e) o amante vive a descrever o ser amado. b) o amor destrói o corpo amado.. E de te amar assim muito e amiúde. não cante / O humano coração com mais verdade.”. d) o desencanto com a impossibilidade de cantar o amor. e) o temor de que outro poeta cante o amor mais fielmente. d) o amor se esgota no próprio desejo. UFPI Na seqüência “. d) O amor do amigo vale mais que a paixão do amante. enfim.Noções de literatura Avançar . É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude.” MORAES.. b) A realidade é diferente para quem ama pouco. Poesia completa e prosa. UFPI Completam-se no soneto os elementos do dualismo: a) amizade – inimizade.. Vinícius de. pode-se inferir que: a) O poeta confunde as formas de amar. Amo-te. 1986. 7... Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade.Texto para as questões 4 a 7. c) O amante experimenta formas diferentes de amar. “Soneto do amor total 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 Amo te tanto. presente na saudade. c) a pretensão de cantar como ninguém o amor. p. c) verdade – mentira.. UFPI Dos versos 3 e 4. b) pureza – impureza. c) o amante dá a vida pela amada. não cante O humano coração com mais verdade. 336. existe: a) a surpresa de se ver amando tanto. com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

a) octossílabos – amoroso – 06 d) octossílabos – despojado – 07 b) heptassílabos – social – 07 e) decassílabos – sensual – 06 c) decassílabos – moralizante – 08 Voltar Língua Portuguesa .... d) “Um dia (.. a outra abandonada uma nua na terra..Noções de literatura Avançar .Texto para as questões 8 e 9. e a afirmação que as segue..... Cassiano. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas... / Minha lira também seus tons varia. Jeremias Sem-Chorar... 9.. b) vício de linguagem. fundindo-as.. “POÉTICA 1 Que é Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto.... em que é perceptível um lirismo . Vinícius de Moraes aproxima a mulher e a lua.. / e sem fazer esforço ou maravilha. 10. 3 8. outra no céu. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento: a) “Como varia o vento – o céu – o dia. típico de sua poesia.” RICARDO... que intitulei – As Ave-Maria – a saudade havia sido a minha primeira musa. Um homem que tem fome como qualquer outro homem. de Vinícius de Moraes. / Como estrelas e nuvens e mulheres. foi quando.... 01 02 03 04 05 06 07 08 “Uma lua no céu apareceu cheia e branca... b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.. .. / Pela regra geral de todos seres..” (Casimiro de Abreu).. UFRS Leia as estrofes abaixo. UERJ A repetição da palavra “homem” na segunda estrofe exemplifica a seguinte característica: a) variação semântica. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia.. Larguei-as pela jovem madrugada ambas cheias e brancas e sem véu perdida uma. 1964. Rio de Janeiro: José Olympio.) tive saudades da casa paterna e chorei. emocionada a mulher a meu lado estremeceu e se entregou sem que eu dissesse nada...” IMPRIMIR GABARITO Por meio de versos . d) onomatopéia modernista...” (João Cabral de Melo Neto). como acontece no verso de número .. c) reiteração expressiva..” (Gonçalves Dias)......” (Álvares de Azevedo).. em alguns momentos. c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si.. porque foram compostas em épocas diversas – debaixo de céu diverso – e sob a influência de impressões momentâneas..

( ) A distribuição dos versos no espaço de papel.. II. há uma homenagem explícita a Carlos Drummond de Andrade.11. alude à capacidade que o ser humano tem de fazer. o que esta rapidamente consegue realizar. UnB-DF 1 “A vida muda como a cor dos frutos lentamente e para sempre A vida muda como a flor em fruto velozmente A vida muda como a água em folhas o sonho em luz elétrica a rosa desembrulha do carbono o pássaro. O medo da rejeição amorosa. III. As metáforas associadas aos elementos da natureza expressam o extravasamento do sentimento amoroso. Nas águas e no luar! (. pelo poema Rosa do Povo. ( ) No verso 8. as imagens utilizadas e o uso recorrente de repetições. com que se inaugura a poesia moderna brasileira. A mulher é convidada a buscar nos elementos circundantes o sentido do amor. ( ) O poeta. ( ) No verso 7. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa ..Noções de literatura Avançar . Toda poesia. IV. PUC-RS-Modificada “Donzela! Se tu quiseras Ser a flor das primaveras Que tenho no coração! E se ouviras o desejo Do amoroso sertanejo Que descora de paixão! Se tu viesses comigo Das serras ao desabrigo Aprender o que é amar Ouvi-lo no frio vento. em muito mais tempo que a natureza. I. sobre o texto. II. entre outros recursos poéticos. Das aves no sentimento. julgue os itens a seguir. inserem o texto no conjunto de obras literárias do Modernismo. determina o tom pessimista do texto. Pela análise das afirmativas. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II d) III e IV b) II e III e) I. Ferreira. o poeta alude à importante conquista científica obtida por Thomas Edison na primeira metade do século XIX: a lâmpada fluorescente. III e IV c) II e IV 12. da boca mas quando for tempo E é tempo todo tempo mas não basta um século para fazer a pétala que um só minuto faz ou não mas a vida muda a vida muda o morto em multidão” GULLAR. nos versos 14 e 15. O ritmo cadenciado do poema sintoniza-se com o tom melancólico das imagens. 4 7 10 GABARITO 13 16 19 Relacionando as idéias do texto a outras áreas do conhecimento. tema reincidente na poesia romântica.) Ah! vem! amemos! vivamos! O enlevo do amor bebamos Nos perfumes do sertão!” 4 Analisar as afirmativas que seguem.

Em seguida. e já brilharem os granetes de oiro no fundo da bateia. em face de um mundo conturbado. Tomás Antônio. 1985.” FONSECA. com o barulho do tiro. 90. surgiu inesperadamente. 15. de espinhas no rosto. Rubem.Questões de 13 a 17.Noções de literatura Avançar . e) Personagem consciente da necessidade de igualdade social. alucinações e espera. Voltei. 114. ele me acompanhando. ed. d) Acontecimento circunstancial como revelador de estados psicológicos. ou dos cercos dos rios caudalosos. estou precisando de um dinheiro. Uneb-BA “Um dia saí para o meu passeio habitual quando ele. não faça isso de novo comigo. identifique apenas uma única alternativa correta e marque o número correspondente. Rio de Janeiro: Agir. Fui na direção da minha casa. Devo seguir até o enjôo? Posso. (Nossos Clássicos. que foi cobrindo a sua face. vou de branco pela rua cinzenta. Ele era mais alto do que eu. por Lúcia Helena. conseguia esconder. ed. até que chegamos na minha casa. 1997. 13. nem espremer entre as dentadas rodas da doce cana o sumo. Eu disse. revoltar-me? Olhos sujos no relógio da torre: Não. maus poemas. o rosto fixo virado para o meu. me vigiando curioso. 36. sem armas.) 5 14. enquanto caminhávamos. v. In: Antologia poética (Org. Marília. esta é a última vez. Melancolias. só tenho o senhor no mundo’. ‘Só tenho o senhor no mundo. desconfiado. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Uneb-BA “Preso à minha classe e a algumas roupas. 85-6. Fechei a porta. então vi que era um menino franzino. fui ao meu quarto. O tempo é ainda de fezes. Não verás separar ao hábil negro do pesado esmeril a grossa areia. São Paulo: Companhia das Letras. Não verás enrolar negros pacotes das secas folhas do cheiroso fumo. Introdução: Para responder a essas questões. ‘espere aqui’. mercadorias espreitam-me. c) Alusão a uma natureza não convencionada pelo estilo árcade. não me abandone!’ Sua voz era de mágoa e ressentimento. Uneb-BA “Tu não verás. Rio de Janeiro São Paulo: Record. como foi que ele descobriu o meu endereço? ‘Doutor. ou da minada serra. e eu podia sentir o seu hálito azedo e podre de faminto. Feliz ano novo. Carlos Drummond de. Não acabou de falar. o tempo não chegou de completa justiça. Org. ou se falou eu não ouvi. p. forte e ameaçador. abri a porta e ele ao me ver disse ‘não faça isso. 2.” GONZAGA. eu juro!’ – e ele encostou o seu corpo bem junto ao meu. o pedinte. associe os fragmentos transcritos em cada uma às afirmativas apresentadas nas alternativas indicadas em destaque.” GABARITO ANDRADE. 24. doutor. e de uma palidez tão grande que nem mesmo o sangue. 1997. Inferno. a) Sentimento de angústia. Ele caiu no chão. cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra. por parte do sujeito poético. p. implacável. b) Personagem-narrador movido por um sentimento que provoca a distorção da realidade. pelo autor). In: Tomás Antônio Gonzaga. p.

Pirulito apontava com o Querido-de-Deus. E Catarina? Catarina olhava a mãe.” AMADO. pelo menos imagino que valiam pouco. deixá-las no esquecimento: valiam pouco. porém. Uneb-BA “– Não esqueci de nada. completam-se e me dão hoje impressão de realidade. mas terá sido uma perda irreparável? Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material.. Nas largas costas negras e mestiças brilhavam gotas de suor. Laços e família: contos. Memórias do cárcere. Mas que significa isso? Essas coisas verdadeiras podem não ser verossímeis. gritos. conservaram-se. No que diz respeito às relações entre escrita literária e realidade.. Jorge. tintos de luz. Pedro Bala olhou mais uma vez os homens que nas docas carregavam fardos para o navio holandês. b) representa uma conscientização do artista sobre a realidade. a forma dos montes verdes. “(.)” GABARITO RAMOS. quantas demoradas tristezas se aqueciam ao sol pálido.. Afirmarei que sejam absolutamente exatas? Leviandade. 12. Graciliano. Se ele existisse. Ah! ah!.) Não resguardei os apontamentos obtidos em largos dias e meses de observação: num momento de aperto fui obrigado a atirá-los na água. o deus da bexiga. 17. O trecho que melhor representa um exemplo dessas dúvidas é: a) “Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material” b) “Outras. associaram-se. gestos. em manhã de bruma.16. (. e é inevitável mencioná-las.. ah! dizia balançando a cabeça em surpresa.” 6 LISPECTOR. ed. é possível depreender. neste esmiuçamento. A tarde caía. o texto é impregnado de dúvidas acerca da exatidão do que será levantado no livro. p.. o que julgo ter notado. Rio de Janeiro: Record. d) constitui uma interpretação de dados da realidade conhecida. ela ajeitava depressa as malas.Noções de literatura Avançar . ver-me-ia propenso a consultá-lo a cada instante. mas espero que não recusem as minhas” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . p. Um dia iria fazer uma greve como seu pai. porém. Outras. 111. de repente envelhecida e pobre. As luzes se acenderam de repente. cresceram. como contavam a de seu pai. e é inevitável mencioná-las” c) “neste esmiuçamento. Certamente me irão fazer falta. c) dispensa elementos da realidade social exterior à arte literária. conservaram-se. 1996. exponho o que notei. (. Seus olhos tinham um intenso brilho na noite recém-chegada. 79.) Nesta reconstituição de fatos velhos. cresceram. recomeçou a mãe. 1982. UERJ O fragmento transcrito expressa uma reflexão do autor-narrador quanto à escrita de seu livro contanto a experiência que viveu como preso político. Os pescoços musculosos iam curvados sob os fardos. 1984. Com base no texto abaixo... num pátio branco. Não as contesto. relatada pelo narrador. 85. a bolsa.. 19. Boa-Vida ajudou a que ela botasse o tabuleiro na cabeça. e a mãe olhava a filha. São Paulo: Record. durante o Estado Novo.. Um homem comprou cocada. procurando o mais rapidamente possível remediar a catástrofe.. da leitura do texto. UERJ Por causa da perda das anotações. Rio de Janeiro: José Olympio. mas espero que não recusem as minhas: conjugam-se. Clarice. a seguinte característica da literatura: a) revela ao leitor vivências humanas concretas e reais. gemidos. e também a Catarina acontecera um desastre? seus olhos piscaram surpreendidos.. a cor das folhas que tombavam das árvores. quando uma freada súbita do carro lançou-as uma contra a outra e fez despencarem as malas. responda às questões de números 18 a 20. Uneb-BA “Boa-Vida estendeu a mão numa saudação quando ela falou em Omolu. 18. associaram-se. mortificar-me-ia por dizer com rigor a hora exata de uma partida. E os guindastes rodavam ruidosamente.. Rio. ed. A negra se levantou. Outros devem possuir lembranças diversas. exponho o que notei. Ao longe. Um dia um homem assim como João de Adão poderia contar a outros meninos na porta das docas a sua história. Lutar pelo direito. exclamou a mãe como a um desastre irremediável. E se esmoreceram. o que julgo ter notado” d) “Não as contesto. frases autênticas. Capitães da areia..

U. A partir dessa definição. a presença de antítese. e) o sujeito lírico usa as pedras como símbolo do amor à pátria e como seu próprio símbolo. o que mostra a influência do Barroco na lírica do poeta mineiro. c) rima e versos alexandrinos (11 sílabas).F. d) o sujeito lírico se compara aos penhascos de Minas. é possível afirmar que o caráter autobiográfico de uma obra é reconhecido pelo leitor em virtude de: a) conteúdo verídico das experiências pessoais e coletivas relatadas. a pedra.” 7 21. d) notoriedade do autor e de sua história junto ao público e à sociedade. um peito sem dureza! Amor. dirige-se aos penhascos. mais se apura. Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Santa Maria-RS Esse poema árcade é um soneto que apresenta: a) os quartetos com rima alternada. penhas. d) os versos dos tercetos em redondilha maior. mostrando que há obediência à regra principal do Arcadismo. pois é tão duro e resistente quanto eles. Onde há mais resistência. a) há presença de um elemento típico da paisagem natural mineira. U. b) identidade de nome entre autor. a exemplo do livro de Graciliano Ramos. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Vocabulário: penhas – penhascos ”Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! oh quem cuidara. que representa seu berço. b) nota-se.Noções de literatura Avançar .F. b) versos brancos e decassílabos (10 sílabas). nos versos 9 e 11. c) o sujeito lírico. 22. que é a exaltação dos penhascos.20. um elemento típico da paisagem mineira. Podese dizer que tal relação tem papel fundamental na caracterização de textos que. ele declara Contra o meu coração guerra tão rara. nos versos 12. e) rima e versos decassílabos. que amor tirano. Leia o seguinte poema para responder às questões 21 e 22. Por mais que eu mesmo conhecesse o dano. UERJ A relação entre autor e narrador pode assumir feições diversas na literatura. de Cláudio Manuel da Costa. Santa Maria-RS Nesse poema. constituem uma autobiografia – gênero literário definido como relato da vida de um indivíduo feito por ele mesmo. Temei. que vence os tigres por empresa Tomou logo render-me. narrador e personagem principal. c) possibilidade de comprovação histórica de contextos e fatos narrados. Que não me foi bastante a fortaleza. pois é tão duro quanto elas. 13 e 14. A que dava ocasião minha brandura. Nunca pude fugir ao cego engano: Vós. temei. que ostentais a condição mais dura.

UFMT ( ) Os dois textos apresentam temática comum: a busca da realização amorosa. ( ) O “eu-lírico” do texto II projeta sua passividade.Noções de literatura Avançar . me enlanguece a fronte. 24. Aqui lânguido à noite debati-me Em vãos delírios anelando um beijo. Me ateia o sangue. ( ) A mulher do texto II é apresentada por meio de seus atributos físicos. exemplo da tendência mórbida desse movimento. a figura feminina se constrói entre dois pólos. Um espírito negro me desperta. 10. E quando a fada Que diviniza meu pensar ardente Um instante em seus braços me descansa E roça a medo em meus ardentes lábios Um beijo que de amor me turva os olhos. A minha vida Se esgota em ilusões. julgue os itens das questões de 23 a 26. Vol. não sei aonde vou chegar Que será essa ilusão Que eu vivo a buscar Diz pra mim se é você Esse alguém que eu tanto quero Eu preciso descobrir Se é você meu doce mistério de amor O que eu quero é viver você Quero sorrir o teu sorriso Quero pensar os pensamentos teus Você é tudo que eu preciso” BARBOSA. 1997. E a donzela ideal nos róseos lábios. Texto II “Doce Mistério Eu não sei de onde vem Esse amor que chega e domina Viva luz a brilhar. In: Leandro & Leonardo. Bernardes e Schiavon. ( ) São características do “eu-lírico” do texto I a realização pelo sonho e a inadaptação à realidade. nesse texto.Lira dos Vinte Anos. No doce berço do moreno seio Minha vida embalou estremecendo. ( ) Esse caráter de duplicidade é incomum na produção da geração “mal-do-século”. UFMT ( ) Figura central da 2ª geração romântica. Álvares de Azevedo apresenta... Foram sonhos contudo. Nesse olhar que o meu ilumina Vou flutuando na paixão Não. colocando-se como sujeito submisso em seu desejo de amor.. ( ) No texto I.INSTRUÇÃO: A partir da leitura dos dois textos.. O encanto do meu sonho se evapora E das nuvens de nacar da ventura Rolo tremendo à solidão da vida!” Álvares de Azevedo . o da virgindade idealizada e o da projeção da sensualidade do “eu-lírico”. Texto I “VIII O pobre leito meu desfeito ainda A febre aponta da noturna insônia. 8 GABARITO IMPRIMIR 23. Voltar Língua Portuguesa .

d) A voz poética não encontra eco no coração do ser desejado.” MORAES. “A Ausente Amiga.. 196. teus seios Se enchem de leite. infinitamente amiga Em algum lugar teu coração bate por mim Em algum lugar teus olhos se fecham à idéia dos meus Em algum lugar tuas mãos se crispam. amiga minha Em mim como no mar. F. Vinícius de. frases em ordem indireta. ambos os textos primam pela obediência às normas da variedade culta da língua portuguesa. 1992.25. b) demonstra sentimento de possessividade amorosa. é correto afirmar: a) O amor físico revela-se isento de sofrimento.Noções de literatura Avançar . tu desfaleces e caminhas Como se cega ao meu encontro. aparece envolta em sensualidade e erotismo. ( ) Escritos em séculos diferentes. UFMT ( ) No texto II. c) assemelha-se à “amiga”. e) vê a figura feminina sob uma perspectiva dualista: angelical e sensual. Questões de 27 a 29. UFMT ( ) Quanto à métrica. e) O sujeito poético – com a lembrança do mar – reprime a intensidade de seu desejo. vem nadar em mim como no mar Vem te afogar em mim. ed. cada estrofe é independente nos planos semântico e sintático. F. há ocorrência de inversão sintática. Vem mergulhar em mim Como no mar. última doçura A tranqüilidade suavizou a minha pele E os meus cabelos.. 26. b) A realidade focalizada é vista de uma forma objetiva. como um espelho e sua imagem. São Paulo: Companhia das Letras. na visão do eu-lírico. IMPRIMIR 28. Amiga. 11. Católica de Salvador-BA No poema. os dois poemas são decassílabos. o eu-lírico: a) queixa-se de um amor não correspondido.. d) invoca a mulher para compartilhar de seus apelos sensuais. Voltar Língua Portuguesa . c) A mulher. ( ) Em ambos. Antologia Poética. o desejo de encontrar a amada é enfatizado pela repetição do verbo querer. ocorrem rimas pobres organizadas irregularmente. amiga Minha nudez é absoluta Meus olhos são espelhos para o teu desejo E meu peito é tábua de suplícios Vem. p. ( ) Nos textos I e II.. como “vou flutuando na paixão” (texto II) e “no doce berço do moreno seio” (texto I). Católica de Salvador-BA Sobre o poema. ( ) Neles. ( ) Ambos os textos apresentam construções metafóricas. Vem. 9 GABARITO 27. Só meu ventre Te espera cheio de raízes e de sombras. Meus músculos estão doces para os teus dentes E áspera é minha barba.

que ainda falava e orava com um fio da voz e se cobria num canto do quarto escuro. O rapaz prosseguiu com muita doçura: – Antônia. trata-se de um texto modernista porque: a) apresenta uma linguagem aproximada à da prosa. fez exclamações. Católica de Salvador-BA Do ponto de vista estético. pois não há no texto o lirismo que caracteriza as composições poéticas românticas. – Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada? A moça se lembrava: – A gente fica olhando. Foi esse o início de um destino esquerdo. UFR-RJ A pergunta feita pelo rapaz provocou na moça: a) a constatação da fugacidade do tempo. A métrica rígida do poema é um procedimento comum do estilo de época ao qual se filia o texto. d) somente I é correta. porque minha bisavó. A meninice brincou de novo nos olhos dela. b) somente III é correta.29. A moça olhou de lado e esperou. III. livre de rima e de métrica. O título do poema encerra uma ironia. F. José Olympio. Texto para as questões 32 e 33: “Porque minhas tranças estavam macias e lustrosas. o poeta torna tênue o limite entre prosa e poesia. c) tenta conciliar o presente com o passado. deitei-me naquele dia sob a telha de vidro da gaiola. põe dentro e fora de tanto arrancarem pedacinhos de carne e sustança do suco de ossos e sangue para sovar o dia do marido que vem chegando. Rio. b) a lembrança de um certo namorado de infância. “Namorados O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: – Antônia. e) I e II são corretas. à beira do fogão encostei meu umbigo temperando as sopas dos meninos e pondo o leite pra ferver. e meus olhos acharam por bem esburacarem-se parecendo por fim a dois lagos meio verdes meio azuis. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. na longa rede cheirosa de sabão preto feito em casa mesmo. 1979. Manuel. d) um retorno ao comportamento infantil diante do inusitado. c) II e III são corretas.” BANDEIRA. b) adota uma atitude combativa a valores considerados falsos. O rapaz concluiu: – Antônia. 31. também. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela vida afora.Noções de literatura Avançar . II. d) busca a originalidade a qualquer preço.. e) valoriza fatos e coisas do cotidiano. Lançando mão de um procedimento moderno. com a sua cara. você parece uma lagarta listada. I. Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte. e) a descoberta da efemeridade dos namoros da sua infância. a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa.. porque desde cedo me secaram as tetas e o jeito era recorrer ao leite das cabras do quintalão de pedras e. você é engraçada! Você parece louca. 10 30. UFR-RJ Analise as afirmativas a seguir e depois assinale a opção correta. A moça arregalou os olhos. Texto para as questões 30 e 31. esfumaçados pela neblina que saía da chaminé daquela casa onde. levantando a voz como se nascesse rei e o bando de filhos seus primeiros súditos. ainda não me acostumei com o seu corpo. dizia e repetia que crianças de dentes fortes e olhos devem beber leite de cabra já que as mães se secam muito cedo. a) I e III são corretas. c) um brilho amargo e saudoso no olhar de menina. fresca e furta-cor. como uma mancha no ermo.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

Caso o verbo estivesse presente deveria. apesar de trabalhar muito. e o indireto livre. marcado pelos verbos de elocução e pelas orações substantivas. portanto. não se mostra tão conformada como a avó. ( ) Em relação à linguagem utilizada no texto.. foram utilizados dois tipos de discursos: o indireto. ter como agentes tanto “meninos” como “tetas”. levantando a voz como se nascesse rei”.” ( ) Na frase “.. continuava a ser uma pessoa vaidosa. 11 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .32. é correto afirmar que predominam o nível padrão e a denotação. ( ) De acordo com o texto. ( ) Em “. pois afirma: “Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte.. U.Noções de literatura Avançar . de acordo com as normas da língua padrão. a quem todos deveriam se submeter e jamais questionar. são respectivamente: hipérbole. é correto afirmar que. ( ) Em “a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. a utilização do verbo nascer no subjuntivo e do operador como se permite a leitura de uma crítica ao estereotipo do homem como senhor absoluto da casa...” considerando-se o contexto..” ( ) Para expor a opinião da bisavó da personagem. porque me secaram as tetas. ( ) De acordo com o que se lê no período do texto.”..”. claramente. faz também um desabafo de uma mulher que teve sua vida destruída pelo casamento. Católica-GO ( ) No texto. marcado por expressões como “.... ao mesmo tempo em que descreve suas mudanças físicas.” Percebe-se nessa frase. ( ) A personagem demonstra que....”. com enormes riscos de ouro. a personagem. sovar o dia do marido que vem chegando. na terceira pessoa do singular. obrigatoriamente. embora incapaz de modificar uma situação socialmente imposta às mulheres. e o bando de filhos seus primeiros súditos. cuidar dos filhos e dos afazeres domésticos. fresca e furta-cor. levantando a voz como se nascesse rei. ‘destino esquerdo’. a vida de sofrimento iniciou-se com o casamento. o verbo saber foi usado no mesmo sentido que na frase seguinte: “Naquele atropelo. 33. estar no mais-que-perfeito do subjuntivo e. U. metáfora e prosopopéia. e que se preocupava em tingir os cabelos com tons mais claros. Católica-GO ( ) Pela leitura do texto. que ainda demonstra sua submissão ao homem. ( ) Em “Foi esse o início de um destino esquerdo. ‘que’ (= destino esquerdo) e ‘como um toco de carne’. ( ) “. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela a vida a fora. nem sabia mais se seria eu aquela de tranças macias. que ocorreu porque a personagem era jovem e bela.. a elipse do verbo ser... a personagem deitou-se em uma rede preta e cheirosa. o verbo secaram usado na terceira pessoa do plural pode estar relacionado e. é correto afirmar que a personagem...

e) é um misto de literário e não literário. e) não é um soneto.. In: Muito Soneto por nada.” 12 Identifique com V os fragmentos que pertencem à mesma estética da estrofe em evidência e com F os demais. Vitória-ES Quanto ao gênero e modalidade literária.” NEVES. majestosamente. entre sombras. é branco. / – Tudo vozeia e estala em estos de pletora. sonora barcarola. de outro poema preto em verso branco. tem a brancura sagrada / Dos alvos corporais do altar exposto à prece. os ninhos e a hera.I. Com que gana! E que suplício: não há ponto final. / A água e o reptil.. / É transparente. // Como lençóis claros de neve. Salvador-BA “Enche de estranhas vibrações sonoras a tua Estrofe. pois os versos não estão distribuídos em tercetos e quartetos. 1998. pela presença de termos chulos. merda.” ( ) “Ela vem. Voltar Língua Portuguesa . azul em fora. / A túnica nupcial que em níveas dobras desce / Pelo teu corpo. / A noite no alto-mar anima as ondas. só é possível afirmar sobre o texto acima: a) é lírico. 58. a pedra e o tronco. pelo trabalho estético e jogo verbal estabelecido. a flor e a fera. E eu quero? É Sísifo o meu modelo. põe nela todo o incêndio das auroras para torná-la emocional e ardente. b) não é literário. U. à tarefa. Vitória-ES Pode-se afirmar a respeito do texto acima. GABARITO 35. ( ) “Tudo. / Que o sol filtrando em luz esteve. a manhã nasce. ou por outra. pela intensidade do sentimento do eu poético.. / Azul. c) é literário. na voz. dor no cotovelo e tu.34. pois não é prosa nem poesia. é leve. vulgares. / Oh sonora audição colorida do aroma!” ( ) “Foste de branco e vens de branco ainda trajada. IMPRIMIR 36..Noções de literatura Avançar . ao suplício. F.” ( ) “O luar.. a luz tem cheiro.” ( ) “Entre as trêmulas mornas ardentias. e me livre de ti em paralelo. d) não é literário. Vitória: Cultural. Tem cheiro a luz. Reinaldo Santos. pela linguagem coloquial e referencial. As questões 35 e 36 referem-se ao seguinte texto: “Com que gana me entrego. / Aroma de argental caçoula.I.. Língua vernácula entre os dentes. com exceção de: a) é literário. F. recursos de estilo a esmo destilo e figuras de linguagem pra tratar de teu sorriso eletrônico e teu cabelo. um soneto de versos. c) é dramático.. b) é narrativo. decassílabos. (sororal) vibrante como um sino. na mente.. d) é lírico. próprio do texto contemporâneo. Ei-la que assoma / Pelo ar sutil. José. com que ânsia. / Sobem das fundas úmidas Golcondas. um poema épico. as nereidas frias. a fauna e a flora / A erva e o pássaro.. a folha e o inseto. / Despertar-me no leito: ouro em tudo. construído em prosa poética. não há remate. que me livre de vez desses poemas. – o ar e o chão. – na face / De anjo morto.. predominantemente. p. / Pérolas vivas. no olhar sobredivino. // Nasce a manhã. merda: Amo o poema assim como ele ama a pedra.

Vive como a expiar uma culpa tremenda. ( ) Os dois primeiros versos da segunda estrofe recuperam. II.. a tematização do cotidiano e dos atos automatizados da existência banal. Considerando o poema acima. À luz quente do sol e à fria luz do luar.Noções de literatura Avançar . permitem uma dupla leitura. da canção de Caetano. repetições e paralelismos. E ringindo e rangendo. a rígida moenda. ( ) A inserção de uma vírgula após “alma” (v. em comum. o mal que vai. a dor. II. UFRS Leia os dois fragmentos abaixo: I. II e III. ( ) O poema alude a problemas que podem advir do consumo de bebida alcoólica.37..” Da Costa e Silva.8 ) e o pronome “você” (v. Considere as seguintes afirmações sobre os fragmentos acima. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) Apenas II. O verbo “como” (v. julgue os itens a seguir. ( ) O poeta utiliza a figura de linguagem denominada prosopopéia quando afirma que a moenda “tem alma adivinha e desvenda” (v. 38. é o assunto desse poema. rouquenha. UnB-DF GABARITO “A moenda Na remansosa paz da rústica moenda. quanto ao significado e à função sintática. As duas canções apresentam. O engenho de madeira a gemer e a chorar. há uma preocupação com os procedimentos poéticos. d) Apenas II e III. III.)” Chico Buarque de Holanda. ( ) A época áurea da cana-de-açúcar. com a repetição de recursos poéticos. I. Quais estão corretas? a) Apenas I. Nos versos selecionados. Poemas. c) Apenas I e II. Ringe e range. 9). em que a economia brasileira dependia. principalmente.. 1 2 3 4 5 6 7 8 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 “Todo dia ela faz tudo sempre igual me acorda às seis horas da manhã Me sorri um sorriso pontual E me beija com a boca de hortelã Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar E essas coisas que diz toda mulher Diz que está me esperando pro jantar E me beija com a boca de café (. causar.. como rimas. 13 “quando eu chego em casa nada me consola você está sempre aflita com lágrimas nos olhos de cortar cebola você está tão bonita você traz a coca-cola eu tomo você bota a mesa eu como eu como eu como eu como eu como você não tá entendendo nada do que eu digo eu quero é ir-me embora eu quero é dar o fora (. a cana a triturar Parece que tem alma adivinha e desvenda A ruína.7) mantém a correção gramatical sem alterar o sentido do verso.)” Caetano Veloso. e) I.. respectivamente. a sonoridade da moenda a trabalhar. dessa atividade extrativa vegetal. talvez..7).

1992. – fascinando os olhos de todos. começava a despi-la. só 24 volumes.Noções de literatura Avançar . poemas me vejo viver. que chegaria tarde. não. disposto a esquecê-la e a matá-la.39.672-673. esse cristal de fluida transparência: verde. eu vou comprar. José Olympio. com vestido soberbo que havia de ter. Julguei. Virgília começava a aborrecer-se de mim. pensava eu. consultei o relógio. ( ) Sublimação do amor. 18 ed. Sou o mais rico menino destas redondezas. 14 Leia o texto a seguir e responda às questões de 40 a 42. 1983. Não podendo dormir. atirei-me a ler e escrever. em cavalarias me perco. p. Quando crescer eu compro. Depois. São só 24 volumes encadernados em percalina verde. Papai me compra agora. É em percalina verde. Meu filho. com os seus magníficos braços nus. que bom passar a mão no som da percalina. Carlos Drummond de. pai. Agora não. Machado de. Reunião. “Biblioteca verde Papai. Evidentemente.. Mas leio.) Ninguém mais aqui possui a coleção das Obras Célebres. era dar prova de fraqueza. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta à casa a qualquer hora num fechar de páginas? Tudo que sei é que ela que me ensina. U. quis vestir-me. Agora não. Às onze horas estava arrependido de não ter ido ao teatro. verde pastagem. Amanhã começo a ler. se mais natural. verde. – não sei se mais bela. 96. p. mata de pinheiros toda verde.” ANDRADE. a pôr de lado as jóias e sedas. ( ) Relação amorosa caracterizada pela possessividade. Em filosofias tropeço e caio. o colo de leite. compra. reclinada no camarote. Via-a assim.” ASSIS. Antes de ler. (Orgulho. O que saberei. Via-a dali mesmo. Como te devoro. ( ) Ser humano revelado como contraditório. 1 5 10 GABARITO 15 20 25 IMPRIMIR 30 Voltar Língua Portuguesa . Salvador-BA “A Transação Vaguei pelas ruas e recolhi-me às nove horas. somente minha. leio. em contos. menino. – torná-la minha. cavalgo de novo meu verde livro. Memórias Póstumas de Brás Cubas. medievo. me compra a Biblioteca Internacional de Obras de Célebres. Rio de Janeiro. é livro demais para uma criança. Compra assim mesmo. ( ) Imagem da mulher amada envolvida pelo tom irônico. as demais. e sair. porém. a torná-la. E esta idéia fez-me sucessivamente desesperado e frio. ( ) Atitude reflexiva do narrador em face da realidade. São Paulo: Ática. Compra. unicamente minha. Marque com V as características comprováveis com o texto e com F. demais. e doía-me que a vissem outros. os cabelos postos em à maneira do tempo. menos luzidios que os olhos dela. compra. – braços que eram meus. Fica quieto. Chega cheirando a papel novo. inveja de mim mesmo. Tenho de ler tudo. a despenteá-la com as minhas mãos sôfregas e lascivas. o que não saberei nunca. eu cresço logo.. está na Biblioteca em verde murmúrio de flauta-percalina eternamente. e os brilhantes.

” -v.” -v. 42. o que não saberei nunca. d) do emprego de verbos no modo imperativo. torna-se também culpada pelo destino dele. é livro demais para uma criança Compra assim mesmo. c) da predominância de orações coordenadas. dirigindo-se a uma leitora que. dona leitora. d) em primeira pessoa dirige-se a uma leitora.40. não só a sua vocação. ou antes porei dois. b) das construções com uso de vocativos. Agora não”. se eu fosse padre. U.F. c) “cristal/ de fluida transparência” -v. que bom passar a mão no som da percalina. volta-me papa!’ Ah! por que não cumpri esse desejo? Depois de Napoleão. por tê-lo induzido a casar cedo. Um só ponho. 25-26. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta”. e) “Amanhã começo a ler. 17-18. 25. UFR-RJ No texto deparamo-nos com um leitor que “devora” os livros que lê. e no menor número de palavras. de Machado de Assis: “LXIII Metades de um Sonho Fiquei ansioso pelo sábado. b) “Antes de ler. 25-26. c) é machista e culpa as mulheres pelas mudanças nos destinos dos homens que não querem escrever romances. A leitura não está unicamente inscrita no texto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) Machado de Assis culpa as mulheres. O que saberei.Noções de literatura Avançar . 6-7. como era seu sonho de adolescência.. 4-5. -v. 41. -v. verde pastagem.” 47 15 GABARITO Vocabulário: Encíclica – Carta solene dirigida pelo Papa ao clero do mundo católico ou unicamente aos bispos de uma nação. b) “coleção/ de Obras Célebres. -v. O(s) verso(s) que melhor traduz(em) esta afirmação é (são): a) “ Meu filho. d) “verde pastagem” -v. ou uma pastoral. ou uma encíclica47. e tio Cosme.E. meu rapaz. mas a culpa é do vosso sexo. nesse caso. e) “carruagem/ de fugir de mim” -v. Não fosse ele. como também o enredo da narrativa. UFR-RJ A expressão que se refere à Biblioteca Verde no plano denotativo é: a) “mata/ de pinheiros toda verde” -v. c) “Tudo que sei é ela que me ensina. como me recomendara tio Cosme. 19. decifrar o que nela está escrito não assegura a seu leitor um conhecimento de tudo o que ela traduz. 43. Santa Maria-RS Observe a postura do narrador no seguinte fragmento de Dom Casmurro. ainda acordado. d) “(. por outro lado. está na biblioteca em verde murmúrio”. 14-15. Até lá os sonhos perseguiam-me.) Como te devoro. 10-11. Mas se a biblioteca é para esse eu-lírico um manancial de saber.. esse cristal”. (N. e não os digo aqui para não alongar esta parte do livro.) É correto afirmar que o narrador: a) em terceira pessoa culpa a leitora por ele não ter sido padre e não ter escrito uma encíclica. pois ela depende da capacidade do leitor de atribuir sentidos ao que lê. a não ser que ambos formem duas metades de um só. porque um nasceu de outro. todos os destinos estão neste século. e) do uso do pronome oblíquo na primeira pessoa do singular. 29-32. e) em primeira pessoa culpa as mulheres por não ter sido Napoleão. se bispo. que perturbava assim a adolescência de um pobre seminarista. Tudo isto é obscuro. tenente e imperador. e este livro seria talvez uma simples prática paroquial. por ter sido escritor de romances. culpando as mulheres de terem perturbado sua adolescência e mudado. pai eu cresço logo. -v. UFR-RJ O recurso gramatical utilizado pelo autor para reproduzir um diálogo pode ser demonstrado através: a) do emprego de verbos irregulares. ‘Anda lá. se papa.

uma oração. sistemas motor. discurso. a “fazer um poema” e. os músculos. 1 4 7 10 13 16 16 19 22 44. imaginar? A máquina o fará por nós. ( ) A voz do poeta. Ó máquina. a “subir a escada de Jacó”. ( ) Ao longo do poema. sistema circulatório. litania) S. (ant. sistema neurovegetativo. INL. UnB-DF Acerca das idéias do texto. refere-se. e o texto III. desvela a ironia com que se estrutura o poema. (Sin. ( ) O pronome “o”.)” Considerando o verbete acima. ( ) Segundo a acepção 1 do verbete. Por que fazer um poema? A máquina o fará por nós. Por que subir a escada de Jacó? A máquina o fará por nós. Rio de Janeiro: José Olympio.) nesta acepção: reza da capoeira. UnB-DF “Ladainha (a-í) (Do grego litaneia. da seguinte forma: primeira estrofe. que aparece várias vezes no poema. na cidade? A máquina o fará por nós. no verso 15. ( ) Todas as ocorrências do vocábulo “máquina” desempenham a função de vocativo. orai por nós. 2. 1972. ( ) Como obra poética. O cérebro eletrônico. dando-lhe um ritmo estracorporal? Por que levantar o braço para colher o fruto? A máquina o fará por nós. Canto do ritual de abertura de uma roda de capoeira. 85-6. quarta e quinta. Bras. na forma como se apresenta. no último verso. ócio dourado. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . narração.As questões 44 e 45 referem-se ao seguinte texto: “2ª Ladainha Por que o raciocínio. julgue os itens seguintes. no poema a resposta repetida é o refrão “A máquina o fará por nós”. no verso 17. julgue os itens que se seguem. Por que labutar no campo. pelo lat. Cassiano. corresponde. Relação.Noções de literatura Avançar .” RICARDO. o texto estabelece ambigüidade de sentido entre as acepções 1 e 2 do verbete. Seleta em prosa e verso. reproduzido do Novo Aurélio Século XXI: dicionário da língua portuguesa. ( ) Esse poema. o autor vai associando partes da anatomia humana aos sistemas fisiológicos por ela dinamizados. terceira. no verso 19. a “labutar no campo. Oração formada por uma série de invocações curtas e respostas repetidas. p. ao “ritual de abertura” mencionado na acepção 2 do verbete. em um contexto de capoeira. Cap. no verso 21. a “pensar. na cidade”. imaginar”. Por que pensar.f. sistema lingüístico. 45. segunda. ( ) De acordo com a acepção 1 do verbete. cantilena. Fig. Por que o coração? O de metal não tornará o homem mais cordial. o músculo mecânico mais fáceis que um sorriso. digestivo e respiratório. ou conversa longa e fastidiosa. os ossos? A automação. o texto 2ª Ladainha tem a forma de uma prece. lengalenga.1.

já que os mesmos são inspirados na produção poética greco-parnasiana. 17 Indique a opção que apresenta uma afirmação correta: a) Antônio Carlos Jobim apresenta grandes influências da literatura ocidental em seus versos. brasileiro. que descreve a paisagem. sofre a forte influência poética de Lord Byron e Musset. lento um trovador cheio de estrelas escuta. Vem cá.Noções de literatura Avançar . d) O lirismo amoroso constitui a fonte de todo o lirismo europeu e. Antônio Carlos Jobim. conseqüentemente. U. a lua como flutua vem navegando o azul do firmamento e. a canção que eu fiz pra te esquecer. os costumes e tradições do indianismo. Potiguar-RN “Luísa Rua espada nua bóia no céu imensa e amarela tão redonda. como vemos nesta canção de Antônio Carlos Jobim. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” Antônio Carlos Jobim. c) O autor. me exorciza me dá tua boca e a rosa louca vem me dar um beijo e um raio de sol nos teus cabelos como um brilhante que partindo a luz explode em sete cores revelando. Luísa me dá tua mão o teu desejo é sempre o meu desejo vem.. amor que eu sei que embaixo desta neve mora um coração. a fauna e flora. Luísa eu sou apenas um pobre amador apaixonado um aprendiz do teu amor acorda.46. GABARITO b) Esta é uma composição escrita nos moldes camonianos de Os Lusíadas. no silêncio. que também é conhecida como influência da Geração de Orpheu. então. percebendo-se a sua influência ainda hoje. os sete mil amores que eu guardei somente pra te dar Luísa. agora..

Assim. Se são jaulas não é certo. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. 2 O que eles cantam. dentro das quais. GABARITO têm sempre o mesmo compasso horizontal e monótono. 1994. Mas onde esteja: a gaiola será de pássaro ou pássara: é alada a palpitação. mais perto estão das gaiolas ao menos. em nenhum momento. 18 e de pássaro cantor. em série. Umas vezes. IMPRIMIR de operário que executa seu martelo regular proibido (ou sem querer) do mínimo variar. se ouve palpitar um bicho. com voz de pássaro rouco. 324-6. Voltar Língua Portuguesa . vão num bolso. impessoal. pelo tamanho e quebradiço da forma. é diferente de todos: cantam numa linha baixa. que não são artistas nem artesãos. mas operários para quem tudo o que cantam é simplesmente trabalho. como em jaula. e nunca. trabalho rotina.” NETO. a saltação que ela guarda. desconhecem as variantes e o estilo numeroso dos pássaros que sabemos. não pássaro de plumagem: pois delas se emite um canto de uma tal continuidade que continua cantando se deixa de ouvi-lo a gente: como a agente às vezes canta para sentir-se existente.Noções de literatura Avançar .Texto para as questões 47 e 48: “O relógio 1 Ao redor da vida do homem há certas caixas de vidro. Obra completa. mais privadas. se pássaros. não assinado. variam de repertório: dir-se-ia que não importa a nenhum ser escutado. estejam presos ou soltos. num dos pulsos. João Cabral de Melo. tais gaiolas vão penduradas nos muros. p. outras vezes.

engenho. ( ) No primeiro verso do poema. produção variada. 19 GABARITO Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta em relação ao que se observa no trecho acima e como falsas aquelas em que isso não ocorre. em ordem direta. 48. folha.Noções de literatura Avançar . infinitas galerias penetram morros profundos. Assim. deve existir sempre uma margem de flexibilidade em conseqüência da multiplicidade de sentidos. dócil e ingênuo. UnB-DF Em relação ao texto. ( ) Em ambas as estrofes predominam tanto aspectos descritivos quanto líricos. amor e pensamento. seu foco principal está na mensagem que é transmitida. “gaiolas”. “cantando”.47. barra. a coesão e também a convergência e a densidade semântica do texto. a contagem das sílabas métricas exige a elisão de uma das vogais idênticas em “do homem” e a desconsideração da última sílaba gramatical do verso. “gaiola” e “pássaro” e das palavras com o mesmo radical “cantor”. as duas ocorrências da expressão “a gente” podem ser interpretadas como nós (eu lírico e leitores) ou como as pessoas. Cecília. prestígio. “canto”. ( ) A linguagem é poética. ( ) A ocorrência próxima dos substantivos “jaula”. ( ) Quanto à posição da sílaba tônica. ( ) A noção de trabalho no texto apresenta as oposições: artistas e artesãos versus operários. julgue os itens que se seguem.” MEIRELES. ( ) As estrofes acima comprovam que o poema de onde eles foram extraídos é uma obra do Arcadismo brasileiro. quer dizer. É tão claro! – e turva tudo: honra. rotineira. ( ) Na 2ª estrofe encontram-se metáfora (3º e 4º versos) e antítese (5º verso). a produção pessoal versus produção impessoal. em função de seu assunto e da linguagem despojada. “jaulas”.. o ouro vem. esses versos são graves e redondilha maior é o nome dado a eles. UFSE-PSS Considere as seguintes estrofes do Romanceiro da Inconfidência: “Mil bateias vão rodando sobre córregos escuros. 49. ( ) A utilização de estrofes que são quartetos e de versos de sete sílabas (redondilha maior) comprova que o Modernismo desprezou totalmente as formas tradicionais de construção de poemas. ( ) O entendimento do poema é facilitado pelo fato de o título permitir que o sentido metafórico da terceira estrofe se associe à idéia de relógio. por ser átona. torna-se pó. a terra vai sendo aberta por intermináveis sulcos. ( ) Na interpretação de poemas. na sexta estrofe. “canta” e “cantar” constitui um recurso próprio da construção em versos que intensifica a sonoridade. Romance II. De seu calmo esconderijo.. criativa versus produção em série. o povo. considerando-se o número de sílabas em cada verso. poder. julgue os itens seguintes. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UnB-DF Ainda em relação ao texto.

“Homem comum Sou um homem comum de carne e de memória de osso e esquecimento. 20 GABARITO 50. e) sermos gente. de ônibus. 1987.Texto para as questões 50 e 51. o guarda-sol vermelho ao meio-dia em Pastos-Bons. U. senão lutarmos juntos por um mundo melhor. povo solidário e unido. de táxi. d) da força dos verbos. b) do efeito dos adjetivos. d) sermos pessoas ajustadas e felizes. Toda Poesia. Ferreira. amigo. Rio de Janeiro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Santa Úrsula-RJ Para alargar e definir a imagem de “homem comum”. e não vejo na vida. 229. maior.Noções de literatura Avançar . Sou como você feito de coisas lembradas e esquecidas rostos e mãos. c) não nos desesperarmos. casado. nenhum sentido. defuntas alegrias flores passarinhos facho da tarde luminosa nomes que já nem sei bocas bafos bacias bandejas bandeiras bananeiras tudo misturado essa lenha perfumada que se acende e me faz caminhar sou um homem comum brasileiro. Santa Úrsula-RJ Nos últimos 5 versos. Civilização Brasileira. U. o autor não se utiliza: a) de comparações. e) da beleza dos substantivos saudosistas. do dia-a-dia. c) da construção de versos livres. reservista. p.” GULLAR. b) vermos algum sentido na vida. 51. Ando a pé. o poeta faz um hino de louvor a: a) sermos pessoas comuns. de avião e a vida sopra dentro de mim pânica feito a chama de um maçarico e pode subitamente cessar.

O último verso indica. conseqüentemente. Percebe-se. a soma das alternativas corretas. O verso “Talvez nós não sejamos nós” revela o estado de total conflito em que se encontra o eu-lírico. 16. ela se permite dizer “inverdades”. indica o desrespeito do eu-lírico para com as outras pessoas. e o da interioridade.Noções de literatura Avançar . revelando seu egoísmo e seu desinteresse para com as necessidades do “outro”.” MEIRELES. Obra poética. daquilo que não pode ser observado no mundo exterior. profundamente interiorizado. por vezes. Nos dois primeiros versos. há uma constatação de que a linguagem não é um instrumento suficiente para expressar aquilo que habita o universo interior do eu-lírico. “Interpretação As palavras aí estão. promovendo uma espécie de autosondagem no domínio do mundo interior. Esta insuficiência sugere que a vida humana marca-se. com meu tédio sem voz. Nova Aguilar. um “eu” bipartido entre dois mundos e que se reconhece como ser diferenciado dos demais seres. trata-o com desdém. 1977. Dê. 04. Cecília. Maringá-PR Leia o poema a seguir e assinale o que for correto. uma por uma: porém minha alma sabe mais. Rio de Janeiro. Falai! que estou distante e distraída. pela incomunicabilidade e. que são conseqüências diretas do processo de introspecção do “eu”. p. o eu-lírico só poderia falar sobre si mesmo e não sobre “nós”. O verso “Falai! que estou distante e distraída”. nesse poema. Isso porque. revelado em expressões como “alma” e “tédio sem voz”. 02. quando afirma: “meu mundo é feito de outra vida”.52. como resposta. pelo isolacionismo e pela solidão – aspectos que caracterizam o sentido deste poema. portanto. 32. ou seja. O eu-lírico volta-se para dentro de si mesmo. o delírio. Falai! meu mundo é feito de outra vida. no poema. O poeta pode criar mundos e fingir sentimentos – o que fica evidenciado na expressão “lábio fatigado de ais”. Pode-se dizer que.E. Há. mesmo chamando o interlocutor pelo tratamento cerimonioso “vós”. U. 01. portanto. a perda da percepção dos limites da realidade. 256. De muito inverossímil se perfuma o lábio fatigado de ais. Os versos “De muito inverossímil se perfuma / o lábio fatigado de ais” fazem referência à própria criação artística. Talvez nós não sejamos nós. a existência de dois universos: o da exterioridade. 08. A arte pode ser “inverossímil”. O eu-lírico experimenta uma introspecção tão imensa que. representado por expressões como “palavras” e “Falai!”. no poema. existe uma intenção de busca da verdade subjetiva. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

Magro.. como sabe. madurota. Mal o pilhou portas aquém. 1940. “O Colocador de Pronomes Havia em Itaoca um pobre moço que definhava de tédio no fundo dum cartório. Vassuncê escreveu este bilhete à Laurinha dizendo que ama‘lhe’. ou à preta Luzia. com uma lágrima a escorrer rumo à asa do nariz.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 53 a 56. — Laurinha. manca da perna esquerda e um tanto aluada. sondando uma retirada estratégica. histérica. a tremer. desdobrou-o. então nos dezessete. Por fim o coronel. Escolha! O escrevente. Ledor de versos lacrimogêneos e pai duns acrósticos dados à luz no Itaoquense. Monteiro. Depois.. com a pulga atrás da orelha. Silenciaram ambos. aconteceu que o pai do anjo apanhou o bilhetinho celestial e. o moço veio um tanto ressabiado. Ora. derrubou a cabeça. roupa nova.. ouviu? que contra ela se cometa o menor deslize. fechou a carranca e disse: — A família Triburtino de Mendonça é a mais honrada desta terra. apenas quatro palavras. — Os pronomes. com o Acorda. é casar! concluiu de improviso o vingativo pai... não permitirei nunca... Laurinha. por instinto. Namoro à moda velha. explicou. à missa. Parou. Ousou o escrevente namorar-lhe a filha. bastava esse movimento de peão. Se amasse a ela deveria dizer amo-‘te’. — Oh. O escrevente ressuscitou. Dizendo amo-‘lhe’ declara que ama a uma terceira pessoa. O velho fechou de novo a carranca. . já se vê. quer o coronel dizer. são três: da primeira pessoa – quem fala. Urupês. que é mais forte que a morte. então. Triburtino não era homem de brincadeiras. Velhacamente o velho cortou-lhe o fio das expansões.. bilhetinho perfumado. ponta de lenço de seda a entremostrar-se no bolsinho de cima e medição de passos na rua d’Ela. O Colocador de pronomes. Ama... batendo-lhe no ombro paternalmente. apesar da distância hierárquica que os separava. mandou chamá-lo à sua presença. Escrevera nesse bilhetinho. da terceira pessoa – de quem se fala. balbuciou medrosa confirmação. e neste caso vassuncê. Não lhe erravam os pressentimentos. e a do Carmo.. — . a serenata fatal à esquina. seu chefe natural. — . gritou: — Do Carmo! Venha abraçar o teu noivo! O escrevente piscou seis vezes e.. voltando-se para dentro. em pausa de tragédia. depois de três dias de sobrecenho carregado. troca de olhares. comoveu-se e com lágrimas nos olhos disse gaguejante: — Beijo-lhe as mãos.. Apesar disso. Vivia em paz com as suas certidões quando o frechou venenosa seta de Cupido. nos dias de folga. sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. vencido. donzela.. com bastante sucesso. Depois. Objeto amado: a filha mais moça do coronel Triburtino. Escolha!” LOBATO. coronel. cozinheira. com disfarce de pretexto – para umas certidõezinhas. da segunda pessoa – a quem se fala. encalhe da família.. num pasmo. que nesse tempo não existia a gostosura dos cinemas. minha mulher ou a preta. coronel! Nunca imaginei tanta generosidade em peito humano! Agora vejo com que injustiça o julgam aí fora!.. Tirou de dentro um bilhetinho cor-de-rosa.. Esgüelara um vereador oposicionista em plena sessão da câmara. O escrevente. entretanto. repetiu a boa lição da sua gramática matrimonial. nem tufos de cabelos no nariz. Toda a gente lhe tinha um vago medo.. Depois.. e neste caso Maria do Carmo. — Sei onde trago o meu nariz. do escrevente.. Abriu uma gaveta. Ar um tanto palerma. vamos ao que serve: declaro-o solenemente noivo de minha filha! E. Negrinha e O macaco que se fez homem. e eu. e neste caso Laurinha. diálogos de flores – o que havia de inocente e puro. Pois agora. – nunca. — É sua esta peça de flagrante delito? O escrevente. minha filha e tem a audácia de o declarar. o coronel trancou o escritório. e desd’aí transformou-se no tutu da terra. enchendo-se de coragem. tornando a si. — Muito bem! continuou o coronel em tom mais sereno. moço. Vinte e três anos.. mas o amor.. In: Contos pesados. não receia sobrecenhos enfarruscados. Escrevente.Noções de literatura Avançar . corrigiu o erro. 22 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o qual tinha duas. a qual não pode ser senão a Maria do Carmo. Para abrir o jogo. vesga. Salvo se declara amor à minha mulher!. Aqui se estrepou. ergueu o braço para defender a cabeça e relanceou os olhos para a rua. Depois. Encontros na igreja. essa. afora pontos exclamativos e reticências: Anjo adorado! Amo-lhe! .. São Paulo: Editora Nacional. Abriu os olhos e a boca.. moço. — Nada de frases.

56. UFMG Leia estes trechos de dois poemas de Gonçalves Dias. e. ó Deus grande! cobriste o teu rosto Com denso velâmen de penas gentis. 54. o que há no mundo Que não seja sofrer? O homem nasce. mas cordial e receptivo a bajulações. 23 55. Senhor meu Deus.. interrompendo o fluxo da narrativa. produzindo formas como ingreis. d) o eu poético se refere a uma situação que não é apenas individual. E sofre até morrer! (Sofrimento) Tupã. ( ) A forma frechou é uma variante ortográfica de flechou. UFMT ( ) No trecho Escrevente. UFMT ( ) A narrativa de Lobato explora caricatualmente o mundo dos coronéis – forças políticas locais caracterizadas pelo autoritarismo e arbitrariedade. Teus filhos que choram tão grande mudança. Voltar Língua Portuguesa . UFMT ( ) A intercalação do parágrafo descritivo entre “Pois agora.” (Deprecação) IMPRIMIR Com base nessa leitura.53. Vinte e três anos. pois apresenta personagens e acontecimentos sem manifestar opinião. é um recurso usado pelo narrador para recriar a ansiedade do escrevente e para produzir um efeito de suspense.Noções de literatura Avançar .. ( ) Nessa narrativa. E jazem teus filhos clamando vingança Dos bens que lhes deste da perda infeliz! Tupã. a seqüência temporal é interrompida pelas constantes evocações da memória das personagens. ( ) O namoro entre o escrevente e Laurinha é descrito pelo narrador por meio de estereótipos e clichês. ( ) O adjetivo celestial descreve objetivamente o aspecto sublime e superior da linguagem e do conteúdo do bilhetinho.. sar.. ( ) O narrador pode ser classificado como objetivo ou neutro. ( ) As expressões pai duns acrósticos e quando o frechou venenosa seta de cupido são casos de metáfora. as frases nominais são usadas para compor o perfil da personagem. o coronel Triburtino é uma personagem contraditória: colérico. ( ) No trecho sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. é incorreto afirmar que. ( ) A troca de (l) por (r) é a troca de uma consoante lateral por consoante vibrante. com o intuito de criar uma escrita brasileira. a) o eu poético enuncia uma proposta de mudança. Magro. ambas dicionarizadas. “Meu Deus. c) o eu poético fala de um estado de sofrimento. é casar!” . Ar um tanto palerma. ó Deus grande! teu rosto descobre: Bastante sofremos com tua vingança! Já lágrimas tristes choram teus filhos. ( ) A substituição de (l) por (r) é um fenômeno comum no português não-padrão. UFMT ( ) Monteiro Lobato usa a forma frechou para transgredir as normas ortográficas. parma. b) o eu poético se dirige a Deus. craru. GABARITO 57. ( ) O narrador é contemporâneo dos acontecimentos e os relata à medida em que vão ocorrendo. há um exemplo de metonímia. e vive um só instante. em ambos os trechos. ( ) Na narrativa. ( ) A interpretação que o coronel dá ao bilhete mostra que equívocos gramaticais podem resultar em equívocos de sentido. ( ) O uso da letra maiúscula na forma Ela sugere o endeusamento da mulher amada.

destacando. e) São versos dodecassílabos. José Olympio. traz meu lençol. e a poesia. “Está tudo muito bem. d) O início de alguns versos se repete.58. c) A prosa existe em função da confissão amorosa. para dar ao ouvinte/leitor a idéia da rotina contra a qual ele se revolta. 59. tornar seu mundo musical leve. d) Enredo.F. Ariano. a) No Barroco a religiosidade aparece como em um cenário idealizado onde todos são felizes e os poetas são pastores. o operário da construção civil consegue. “Construção E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago Morreu na contramão atrapalhando o público Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contramão atrapalhando o sábado. provocando a própria morte para interromper a repetição do seu dia-a-dia.Noções de literatura Avançar . tempo e espaço são elementos que não podem entrar na composição de um texto do gênero lírico. Univali-SC Chico Buarque de Holanda compôs. a falta de perspectivas de um operário da construção civil. ( ) O narrador utiliza-se do discurso direto para registrar a fala espontânea das personagens. U. o poema a seguir. pessoal. estou muito esperançado Mas. ( ) Há indicações. segue o modelo clássico de composição poética para falar da rotina de um operário e de seus sonhos não-realizados.” 24 Sobre o texto está correto a alternativa: a) Embora massacrado pela rotina. c) O amor. também musicado. isto é. b) A ficção é um produto da imaginação criadora que lida com fatos verossímeis. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Rio de Janeiro. que eu estou no banco. entre outras tantas letras para suas músicas. para a criação de personagens. enquanto não aparece negócio. 1979. ô mulher. fatos passíveis de serem verdade. de que as personagens pertencem à elite burguesa. no texto. metaforizando tal passagem com a morte. 60. deitado!” GABARITO SUASSANA. UFMT ( ) O texto defende a idéia de que o valor do ócio é superior ao do trabalho. nos últimos instantes de sua vida. com severa crítica social. Uberlândia-MG Assinale a alternativa correta. o sonho e a fantasia fazem com que o operário se transporte para um mundo mágico. b) Escrito em versos alexandrinos. INSTRUÇÃO: Leia o texto e julgue os itens da questão 59. Farsa da Boa Preguiça. através da repetição de alguns versos.

Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. 25 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 (. que não chega. Já solta o bogari mais doce aroma. Poesia. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” DIAS. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d’alva Um só giro do sol.61. movendo as folhas. como estas preces. Brilha a lua no céu. brilham estrelas. c) O poema é todo escrito em versos brancos e pode ser classificado como poesia simbolista. Jatir! nem tardo acordes À voz do meu amor.F. “Leito de folhas verdes Por que tardas. Rio de Janeiro. Do tamarindo a flor abriu-se. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) O eu-lírico é masculino e espera a sua amada.Noções de literatura Avançar . Santa Maria-RS Leia o poema que se segue. Já nos cimos do bosque rumoreja. não desempenha nenhuma função específica. no poema.) 21 22 23 24 25 26 27 28 Pode-se afirmar sobre o poema: GABARITO a) O verso 24 faz referência ao eu-lírico. U. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. como estas flores. Agir. Onde o frouxo luar brinca entre flores. o verso 20. b) É registrada a passagem do tempo na natureza: desde a noite até a manhã seguinte.. Jatir. não mais. à pessoa amada. e) A natureza. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor. Também meu coração. o verso 27. No silêncio da noite o bosque exala.. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. Gonçalves. Correm perfumes no correr da brisa. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. há pouco. ao rival de Jatir.

a palavra “só” tem equivalente função morfológica em ambas as situações. impelido com violência. Paulo. tudo o que tu quiseres eu farei para a tua felicidade. Ama-o por ele. Quero confessar-me. esse casamento nos tornaria infelizes a ti. — Iremos juntos!. sejam elas virgens ainda. ajoelhados à borda de um leito. Expelir meu filho de mim? E o copo que Lúcia sustentava na mão trêmula. UEGO Assinale V... desde o primeiro dia em que nos encontramos.. o teu. Nosso filho... lhe servirás de pai. — O remédio de que eu preciso é o da religião.. “Apenas o médico saiu.. Ana. Vive por mim!” e em: “O dia se passou. na cruel agonia que só compreendem aqueles. para as afirmações verdadeiras.Noções de literatura Avançar . uma febre intensa que a fez delirar. ela olhou-me tristemente: Era o primeiro! Mas o tato das entranhas maternas. Sua mãe lhe servirá de túmulo. De joelhos à cabeceira eu suplicava-lhe que bebesse o remédio que a devia salvar. ( ) Estas frases: “E o copo que Lúcia sustentava . — Mas essa promessa me daria tanto alívio agora! — Escuta. não engana. ( ) É artifício da produção de textos o uso das reticências. Foi então que conheci quanto eu vivia no seu pensamento: ela não disse no delírio uma só palavra que não se referisse a mim e alguma circunstância de nossa vida mútua.. — Lançar!. Maria. e F. Paulo. Uma tarde em que o médico apresentou a Lúcia um remédio: — Para que é isso? perguntou ela com brandura. que também ilustra a oralidade ou a espontaneidade da fala. Sinto que a vida me foge! A instâncias minhas bebeu finalmente o remédio. Vive por mim! — Se eu pudesse viver. casar com Ana! — Não tratemos disso agora.A questão 62 reporta-se ao romance Lucíola... Maria. depois de um sono curto e agitado. “A febre lavrava com intensidade. achei-a mais tranqüila: — Tu me prometes. A febre lavrava com intensidade: eu já não tinha esperanças. que não poderia amá-la. a surpresa e estupefação da personagem ante a situação nova com que se defronta. à tua irmã. voou pelo aposento..” 26 GABARITO 62. exemplificando assim um caso de próclise. minha amiga! Quando ficares boa. Lúcia tomou os sacramentos com uma resignação angélica. ( ) Nos trechos: “– Queres acompanhar teu filho. e abandonar-me só neste mundo. Paulo.. viram finar-se gradualmente uma vida querida. para as falsas: ( ) Em “– Pois bem.” Neste período. por ti e por mim. ficará inteiramente boa. Maria. lhe servirás de pai. elas foram usadas por duas vezes indicando então que o narrador imprime ao enredo a hesitação. haveria forças que me separassem de ti? Haveria sacrifício que eu não fizesse para comprar mais alguns dias da minha felicidade? Mas Deus não quis. que nenhum efeito produziu. ( ) O texto apresentado enquadra-se como narrativo-descritivo. Nesse texto em foco. já não existe.”. e sempre mais graves. promete-me que se ela não for tua mulher. e abraçando a irmã. fica-te um pai.” e em “Sua mãe lhe servirá de túmulo”. — Para aliviá-la do seu incômodo. porque ele era mais teu do que meu. os termos grifados exemplificam metáforas. voou pelo aposento e espedaçou-se de encontro à parede. O dia se passou na cruel agonia que só compreendem aqueles que. promete-me que se ela não for tua mulher. murmurou descaindo inerte sobre as almofadas do leito. evidencia-se um desrespeito às convenções gramaticais quanto ao uso do pronome oblíquo “lhe”. Pela manhã. Logo que lançar o aborto. e abandonar-me só neste mundo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e a mim. À noite declarou-se a febre.. — Queres acompanhar teu filho. — Juro-te! Beijou-me as mãos: — Ela vai ter tanta necessidade de um pai! Os acessos da febre repetiram-se durante três dias. disse-lhe: — Perdes uma irmã. mesmo por causa dessa semelhança! Tu viverias sempre entre mim e ela! — Pois bem.”. de José Alencar.

há sempre multiplicações e adições a fazer. São Paulo: Ática. não era raro vir-lhe um remorso. ( ) Muitas das aspas utilizadas no texto revelam a intenção do narrador de ironizar a atividade pelo uso do jargão burocrático ou de destacar um segundo sentido para as expressões utilizadas. lê um livro.. O trabalho de Naziazeno é monótono: consiste em copiar num grande livro cheio de ‘grades’ certos papéis. não se destaca pelas características elevadas de homem extraordinário por seus feitos. ‘segundas’ e ‘terceiras vias’ nos dedos – que ele a cada passo molha nos lábios com um certo ruído. Já tomou um há pouco. ‘puxar’ cuidadosamente as somas. Depois. O primeiro escriturário confere contas.Noções de literatura Avançar . contra esse espírito inferior de esquecer prontamente. não exige pressa. julgue os seguintes itens. nesses momentos. de ‘achar’ no ambiente aspectos compensadores. trabalham mais dois: o primeiro escriturário e o datilógrafo. 1992. lembranças. calcular. porém. Dyonelio. É preciso classificar as notas. decifrando-lhe pensamentos. mas por sua mediocridade. Os ratos. ‘— O Cipriano certamente foi buscá-lo.. É preciso antes submetê-los a uma conferência. Todos aqueles indivíduos que lhe pareciam realizar o tipo médio normal eram obstinados. quadros risonhos. em forma de faturas. Na sala. Naziazeno interroga o datilógrafo: — O diretor saiu? O funcionário levanta os olhos do livro. ( ) O texto é construído pelo foco de um narrador onisciente. ergue-se e repassa-as uma a uma (com todas as suas ‘primeiras’. Era então uma simples contrariedade a esquecer.. dispô-las por ordem cronológica e pelas várias ‘verbas’.. Não tarda. ordenado e sistemático como ‘um jogo de armar’. depois então ‘lançá-las’ com capricho. bate muitos carimbos. Ele se dirige para a sua carteira. Dispõe de grande prática. Ele já se ‘refugiou’ nesse trabalho em outras ocasiões. 12ª ed. ( ) O último parágrafo do texto revela um conceito de trabalho como momento de evasão dos problemas individuais. emperrados. Desde que o governo suspendeu a verba pra o cafezinho. relanceia-os lentamente pela janela. embora seja o protagonista. sem interromper a conferência das contas. injustiça ou grosseria dos homens. p. não necessita ‘estar em dia’. estará aí ’ – conjetura mentalmente Naziazeno. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) A narrativa focaliza uma personagem que se opõe ao herói tradicional. Faz cálculos. quando. essa compreensão inteligente e leviana das coisas. uma acusação contra si mesmo.. 26-7. quando não está ‘batendo’. quando tem já um grupo de contas respeitável. pequena. Naziazeno não quer café. usa tinta encarnada. aberto dentro da gavetinha ao lado.” MACHADO. infere-se que a obra da qual ele foi retirado é um romance rural. É um serviço que faz há muito tempo. não tinham. seu anonimato e sua alienação. –Naziazeno ‘leva um atraso’ de uns bons dez meses.. Custa um tostão. que penetra na mente da personagem. ver se as operações de cálculo estão certas. O serviço. pois. uma preterição. pousa-os no escriturário: — Está na Secretaria – responde este. Ambos muito quietos. ( ) Pelo texto apresentado. 27 De acordo com o texto acima.. Mesmo assim... Ele hoje não tem ‘assento’ pra um serviço desses. O datilógrafo.. sentimentos e sensações. seu valor ou sua magnanimidade...63. se surpreendia ‘entusiasmado’ nesse trabalho. UnB-DF “O Horácio prepara o cafezinho. que este é custeado pelos funcionários. São ‘notas’ de consumo de materiais. não.

22. 18. 44.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A 1 1. 53. 39. 38. 24. 31. 11. 23. 37. 19. 46. 28. 26. 4. 59. 54. 16. 29. 5. 2. c c b b c c d c b e e V–F–F–V a b e d d d c b d e F–V–F–V V–V–F V–F–V F–V–F–V d a c d d 32. 15. 50. 17. 55. 21. 13. 7. 48. 58. 51. 3. 63. 12. 9. 33. V–F–F–V–V–F V–V–F–V–F–F V–V–V–F–F c d a V–V–F–F–V F–V–V–F–F c b b d V–V–V–V F–F–V–V d F–F–V F–F–V V–V–F–V–F a b 10 V–V–F–V V–F–F–F V–V–V–F–V F–V–V–V a e F–V–F b e V–V–V–V–F F–V–V–V–V IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 56. 47. 35. 36. 14. 52. 34. 61. 49. 30. 10. 40. 43. 42. 8. 25.Noções de literatura Avançar . 41. 27. 20. 57. 45. 6. 60. 62.

“No domingo de Páscoa. sentimento nacionalista e participação em campanha republicana. d) I e II.. relato de viagem e pregação religiosa. e) II e III. 1 2. 87. 32. c) III. Ninguém não lhe deve falar de rijo. de muito bons palmitos. a soma das alternativas corretas. “melhor e muito melhor informação da terra dariam dois homens dentre os degredados que aqui fossem deixados. Sílvio. “O velho falou enquanto o Capitão estava com ele. chamava alguns para que viessem até ali. porque então logo se esquivam” – Animosidade inter-racial.” – Visão paradisíaca. com medo do cevadoiro. CASTRO. 02. E aquele de quem falei antes. vendo-lhes tais feições.) Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu e dentro dele foi levantado um altar muito bem preparado. que estiveram sempre presentes à pregação. como pardais. 16.Literatura no período colonial Avançar . intenção catequética e informação sobre a terra.” – Submissão religiosa. “Andamos por ali vendo o ribeirão o qual é de muita água e muito boa. b) II. Porto Alegre: L & PM. p. 08.. 04..” – Difusão do cristianismo. não muito altas. por mais pergunta que lhe fizéssemos com respeito a ouro.) tão graciosa. 3. do que eles dariam se os levassem. GABARITO Dê.” – Interesse mercantil. 64. 88 e 96. d) A das influências que Luís de Camões exerce sobre os escritores de Língua Portuguesa. diante de nós. em 1549. Colhemos e comemos muitos deles. “Aqueles outros. 85. Nem certamente eles aprenderiam a falar como nós” – Dominação lingüística. Potiguar-RN A carta escrita pelo Padre Manuel da Nóbrega. porque desejávamos saber se o havia na terra. Estão corretas somente as características indicadas em: a) I. 1997. II. “E uma daquelas moças era toda tingida (.. como resposta. por ele chefiada. b) A das relações estabelecidas entre os românticos. UFBA A idéia do trecho transcrito de A Carta de Pero Vaz de Caminha está devidamente indicada em: 01. UFSE Nas manifestações literárias dos dois primeiros séculos de nossa história podem estar presentes as seguintes características: I. determinou o Capitão de ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu (. que a muitas mulheres de nossa terra. estavam assim como nós olhando para o nosso pregador. inaugura que tipo de literatura no Brasil? a) Hábitos da cultura européia. 83. c) Informativa dos jesuítas no Brasil. notificando a chegada da primeira missão jesuítica. U. O descobrimento do Brasil: A Carta de Pero Vaz de Caminha. provocaria vergonha” – Idealização da mulher indígena. Ao longo dele há muitas palmeiras. “eles passavam de uma confraternização a um retraimento. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . III. por ser gente que ninguém entende. pela manhã. mas ninguém o entendia e nem ele a nós.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1.

5. Voltar Língua Portuguesa . o peixe. distribuídas em períodos diversos. Unifor-CE A obra catequética de José de Anchieta. d) representam os momentos mais altos do estilo barroco. é coisa que me não toca: Ponto em boca. produzidas no século XVII. apesar da linguagem rebuscada. b) constituem o que se costuma caracterizar como literatura de informação. ( ) No Barroco brasileiro observa-se a consciência de que a vida é efêmera. Unifor-CE No período colonial. Uneb-BA 2 GABARITO “Toda a cidade derrota esta fome universal.” MATOS. e) surgimento dos primeiros manifestos românticos e exploração de temas indianistas. e) constituem obras de gêneros diferentes. e se a Câmara olha e ri. 7. outra parte se destaca desse conjunto. c) constituem obras do mesmo gênero. verificam-se os seguintes fenômenos de nossa vida literária: a) Constituição de um exigente público leitor e surgimento das primeiras editoras nacionais. A fome me tem já mudo. mas se a frota não traz nada. que é muda a boca esfaimada. as manifestações literárias foram marcadas pela necessidade de se libertarem dessas raízes culturais e criarem uma literatura de acordo com a realidade brasileira. d) A denúncia da omissão do poder político em face do problema da cidade. o lastro que traz de areia. a carne. Mas ao mesmo tempo. p. buscar a espiritualidade.4. UFSE Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. o que se traduz num problema para os poetas: gozar intensamente as delícias da vida terrena e. c) Surgimento dos nossos primeiros grandes críticos literários e consolidação de um público de leitores. s/d. por que razão leva tudo? Que o povo por ser sisudo largue o ouro e largue a prata a uma frota patarata. os feijões. e) O temor.Literatura no período colonial Avançar . 6. IMPRIMIR É uma idéia comprovável no texto: a) A indiferença do sujeito poético diante do que ocorre na cidade. como os escritores tinham a formação cultural da metrópole. da reação do povo faminto. porque se reveste em muitos casos de verdadeiro valor literário. Gregório de. junto à natureza. ( ) Parte da obra do Pe. ao mesmo tempo. o perdão divino. declarando daí: “Ponto em boca”. por parte do sujeito poético. porque anda farta até aqui. ( ) Encontra-se nos Sermões do Padre Antônio Vieira a tendência conceptista do Barroco. a imitação dos modelos greco-latinos e o ideal de uma vida simples. que entrando co’a vela cheia. ( ) Na poesia arcádica observa-se. 46-7. com as dificuldades e os sucessos. Décimas. São Paulo: Círculo do Livro. outros à frota: a frota tudo abarrota dentro dos escotilhões. uns dão a culpa total à Câmara. José de Anchieta insere-se no objetivo geral da literatura dos jesuítas: informar aos superiores da Companhia de Jesus a situação geral do Brasilcolônia. ( ) Na época colonial. os sermões do Padre Antônio Vieira e a lírica de Tomás Antônio Gonzaga: a) representam gêneros e estilos diversos da literatura do período colonial. por lastro de açúcar troca: Ponto em boca. o andamento e as condições da obra de catequese. In: Poemas escolhidos. c) O equilíbrio de interesses pautando o comércio da Bahia com o exterior. b) A sensatez do povo da Bahia por defender as riquezas da terra. plena de inversões e de figuras. b) Manifestação de sentimentos nacionalistas e consolidação do romance de temática urbana. que se manifesta na preocupação com o conteúdo e o desdobramento das idéias por meio do jogo de contrastes. d) reflexos de princípios estéticos do Barroco e do Arcadismo europeus e manifestação de sentimentos nativistas.

Vim sem considerar. os escravos carregados de ferros. o que convinha. ou pouco amava. Deixei como ignorante o bem. Soneto. Sermões. os escravos perecendo à fome. que tinha. UFPB-PSS “Sermão vigésimo sétimo Os senhores poucos. A utilização do recurso da hipérbole para melhor traduzir o sofrimento dos escravos. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. que esta pena merecia. afastou-se da felicidade é injusta para o sujeito poético. verificam-se os seguintes traços do barroco: I. ed. In: Obras completas de Gregório de Matos. o bem. Suspiro agora em vão. Se cresce para mim. Salvador-BA “Porque não conhecia. os senhores em pé apontando para o açoite. o estilo: a) barroco. alta desgraça. A presença de um grande número de antíteses. Sermão vigésimo sétimo. Confesse. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ou seja. os senhores nadando em ouro e prata. que possuía. e não quis. São Paulo: Cultrix. “alta desgraça” / “alta ventura”). E morra. e) I e III. v. os senhores banqueteando. IV.” VIEIRA. e morra suspirando O mal. Unifor-CE “Cada dia vos cresce a formosura. quando menos confessado. ( ) O poema enquadra-se no Barroco por apresentar o jogo de contrastes e o rigor formal. os senhores tratando-os como brutos. b) neoclássico. Quando não me aproveita a pena minha. procedimento que costuma estruturar os poemas realizados nesse estilo de época. que passo. os senhores rompendo galas. Gregório de. p. ( ) A trajetória do eu-lírico é caracterizada pela busca incessante do prazer. Antônio Soares. IV. d) I e IV. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas. viver gozando. os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. valendo-se de antíteses (“contra mim” / “para mim”. aonde vinha. 1981. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. Antônio. In: AMORA. o que gozava. e tanto cresce. os escravos prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão e espetáculos da extrema miséria. Deixei sem atender. Padeça agora. 58. por ignorância. adotado por Gregório de Matos nesses versos satíricos.8. os escravos despidos e nus. c) barroco. alta ventura. II. ( ) A problemática focalizada no texto restringe-se a uma esfera particular.” Na estrofe acima. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. Babu. 2. d) barroco. ( ) O sujeito poético desconhecia os riscos que envolviam a sua escolha. 10. que me embaça: Se cresce contra mim. III. ( ) A saudade do bem perdido serve de consolo e de compensação para o eu-lírico. o que deixava. dirige-se o poeta à sua amada Babu. b) III e IV. o que lograva. U. Ou entendia pouco. Pe. 3 De acordo com o texto. ( ) O sujeito poético revela consciência do motivo que o levou ao sofrimento. como estátuas da soberba e da tirania. os escravos muitos. GABARITO No texto.Literatura no período colonial Avançar . e) neoclássico. s/d. c) II e III. 9. org. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. A predominância dos aspectos denotativos da linguagem.” MATOS. Que quem podia. p. sem ver. Salvador: Janaína. ( ) A dor daquele que. 1015. Pague no mal presente o bem passado. Que quem errou. O envolvimento político do jesuíta.

tanto no aspecto formal quanto ideológico. que estima por cabedal Pretos. em cada verso. c) antecipação da estética do Romantismo. 64. 32..11. Dê. O ritmo do poema. 04. por constituírem um grupo em franco processo de ascensão social e econômica. Verdade Honra Vergonha. U. a soma das alternativas corretas. Senhora Dona Bahia. Honra. que então viviam na cidade de Salvador.. dou ao demo a gente asnal. é uma alusão aos portugueses e seus descendentes. Negócio Ambição Usura. e sandeu”. nos tercetos. 08. mestiços e mulatos são o alvo preferido pelo autor. que não sabe que o perdeu Negócio. financeiros e étnicos. A expressão “povo néscio. Salvador: EDUFBA. ameaçando sua própria posição. Mulatos. 02. enquanto o conteúdo. desenvolve-se em pares de estrofes. nesse contexto. (. Mestiços. um retorno à: a) ciência impulsionada pela Física de Newton. 16. 12. b) revolução industrial e à ascensão do capitalismo. Por mais que a fama a exalta.)” Pretos Mestiços Mulatos. e sandeu. Pretos. nos tercetos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Potiguar-RN O Neoclassicismo ou Arcadismo que representa na literatura uma reação aos excessos do movimento Barroco. com fatos e comentário. Esse fragmento inicial do poema tem como conteúdo uma crítica ao governo da Bahia. Numa cidade onde falta Verdade. procura. O autor se identifica com os poetas de sua época pelo uso da sátira e pelo exercício da crítica aos costumes da sociedade em que vive. Usura. Quem a pôs neste socrócio? Quem causa tal perdição? E o maior desta loucura? Notável desaventura de um povo néscio. por rimas internas. UFBA “Volta a criticar o mau governo da Bahia Que falta nesta cidade? Que mais por sua desonra? Falta mais que se lhe ponha? O demo a viver se exponha. p. As respostas. 1998. Ambição. inicialmente abordando aspectos éticos. A leitura do fragmento e os conhecimentos sobre o autor e sua obra satírica permitem afirmar: 01. 54. 4 Quais são os seus doces objetos? Tem outros bens mais maciços? Quais destes lhe são mais gratos? Dou ao demo os insensatos. são retomadas e confirmadas nas conclusões dos quartetos. Cleise Furtado. d) simplicidade clássica. Poesia satírica de Gregório de Matos. é marcado. A estrutura formal dos tercetos organiza-se em perguntas e respostas. Vergonha.Literatura no período colonial Avançar . MENDES. como resposta. ao longo do poema.

c) romântica. A referência à natureza relaciona-se ao Carpe diem. No soneto de Cláudio Manuel da Costa. não te nego. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. em Marília de Dirceu. c) em que foi mestre o árcade Cláudio Manuel da Costa. a amada representada por uma pastora. d) II e III. Nise. Na obra de Gregório de Matos. os meus montados São esses. vivo contente Ao trazer entre a selva florescente A doce companhia dos meus gados.” IMPRIMIR GABARITO A estrofe acima ilustra o cenário e o modo de viver idealizados na poesia: a) que José de Anchieta dedicou à Virgem. com que a noite escura. somente. sufocando do sol a face pura. Potiguar-RN “Já rompe. III. Está correto o que afirma em: a) I. II. A natureza é descrita de forma objetiva. e) I. c) I e III. que aí vês. d) amorosa do indianismo de Gonçalves Dias. e às vezes. Cláudio Manuel da. II e III. A ordem inversa do último verso confirma o traço neoclássico do poema. 16. Que alegre.13. quanto a sombra da noite mais lhe agrada. “Oh quão lembrado estou de haver subido Aquele monte. afirma-se: I. III. A poesia de Tomás Antônio Gonzaga. II.Literatura no período colonial Avançar . b) I e II. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. IV. c) III e IV. UFPB-PSS Leia o terceto extraído de um soneto de Cláudio Manuel da Costa. d) I. b) lírica barroca de Gregório de Matos. que avultado prazer tanto melhora? Só minha alma em fatal melancolia. a oposição claro/escuro e a antítese dia/noite revelam a permanência de características da estética: a) realista. 15. III e IV. O último verso apresenta uma hipérbole. somente. Voltar Língua Portuguesa . que coisa é alegria. aquela fontezinha aqui murmura! E nestes campos cheios de verdura. que sonora. tanto mais aborrece a luz do dia. que suave. II e II. que é o gozo do tempo presente. b) II e III.” COSTA. e) II. d) simbolista. UFSE “Sou pastor. b) barroca. por te não ver. no espaço de uma natureza amena. que baixando Deixei do pranto o vale umedecido!” 5 Com relação ao fragmento apresentado. os temas históricos e os detalhes de época são mais visíveis na poesia satírica do que na lírica. 14. somente. o teatro catequético de Anchieta e a poesia de Gregório de Matos são criações culturais exemplares do estilo barroco. E a suavidade do prazer trocada. tinha escondido a chama brilhadora. a matutina aurora o negro manto. A carta de Caminha. somente. Nise adorada não sabe inda. e) épica de Basílio da Gama. vale-se do bucolismo arcádico ao colocar. U. sem qualquer identificação com o espírito do eu-lírico.

b 5. d 8. d 13.Literatura no período colonial Avançar . d 4. b 14. d 11. c 16. 58 12. V – F – V – F – F – F – V 9. 62 3. d 6.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1 1. d 15. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c 2. c 10. F – V – V – F – V 7.

E em tal maneira é graciosa que. Senhor. Senhor. ( ) A carta de Caminha é um texto essencialmente descritivo. B A R R O C O E A R C A D IS M O Texto para as questões 1 e 2: “Senhor: Posto que o Capitão-mor desta vossa frota. A carta de Pero Vaz de Caminha. e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova. nem criam.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . Beijo as mãos de Vossa Alteza. de bons rostos e bons narizes. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. querendo-a aproveitar. Esta terra. que costumada seja ao viver dos homens. Ela me perdoe. Coleção Clássicos e Contemporâneos. não podíamos ver senão terra com arvoredos. hoje esquecidos. muito chã e muito formosa. sem cobertura alguma. p. nem ovelha. nem galinha. nem vaca. ao longo do mar. muito grande. De ponta a ponta. Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas. segundo parece. por bem das águas que tem. seriam logo cristãos. vista do mar. Deste Porto Seguro. dar-se-á nela tudo. nem prata. Eles não lavram. não pudemos saber que haja ouro. nalgumas partes. sexta-feira. A feição deles é serem pardos. julgue os itens abaixo. mo fez pôr assim pelo miúdo. Pelo sertão nos pareceu. nem coisa alguma de metal ou ferro. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto. nem cabra. Porém o melhor fruito que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. que nos parecia muito longa. ( ) Diferentemente de outros documentos do século XVI acerca da descoberta do Brasil. primeiro dia de maio de 1500. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. Nela. que nesta navegação agora se achou. bem feitos. E nesta maneira. ( ) Pero Vaz de Caminha foi o único português a enviar notícias da descoberta do Brasil ao rei de Portugal. UnB-DF Evidenciando a leitura compreensiva do texto. assim frios e temperados. nem lho vimos. até agora. Parece-me gente de tal inocência que. como os de Entre-Doiro-e-Minho. hoje. Porém a terra em si é de muito bons ares. Águas são muitas. os habitantes da Ilha de Vera Cruz eram desavergonhados. Quinhentismo. de que nós deste porto houvemos vista. com quanto trigo e legumes comemos. se algum pouco me alonguei. 1 GABARITO 1. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. Nem comem senão desse inhame. Q U IN H E N T IS M O . infindas. grandes barreiras. E. me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem.Humanismo. que aqui há muito. a estender olhos. é tudo praia-palma. delas vermelhas. não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza. por conter elementos da função poética da linguagem. não têm nem entendem em nenhuma crença. delas brancas. e dessa semente e fruitos. Jaime. e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. também. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. Rio de Janeiro: Livros de Portugal 1943. a carta de Pero Vaz de Caminha continua a ser lida devido à sua importância histórica e. pois o desejo que tinha de tudo vos dizer. porque eles. nem qualquer outra alimária.” CORTESÃO. que a terra e as árvores de si lançam. Barroco e Arcadismo Avançar . maneira de avermelhados. porque. Não há aqui boi. 199-241. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta terra vi. ( ) A carta de Pero Vaz de Caminha é considerada pela história brasileira o primeiro documento publicitário oficial do país. o melhor que eu puder. Tem. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . se homem os entendesse e eles a nós. Andam nus. ( ) Segundo Caminha. da vossa Ilha de Vera Cruz. Pero Vaz de Caminha.

( ) As expressões de tratamento com que a correspondência é aberta e fechada revelam o respeito e a sujeição do remetente ao destinatário. b) Apenas I e II. a associação estabelecida entre “semente e fruitos” e “trigo e legumes” é biologicamente incoerente. e) Cavalo e asno identificam a mesma personagem em diferentes momentos de sua vida conjugal. na construção da farsa. animal nobre. que a derruba. Quais estão corretas? a) Apenas I. d) Apenas II e III. Sugere que o diabo. b) O elemento religioso oferece apenas um pretexto. de Gil Vicente. c) A sátira social se liga de modo nítido ao objetivo de edificação espiritual.2. ( ) O nono parágrafo do texto ressalta uma prática dos silvícolas brasileiros: o extrativismo vegetal. julgue os seguintes itens. um quadro exterior para a apresentação no palco de sátiras ou caricaturas profanas. 2 IMPRIMIR GABARITO b) O escudeiro Brás da Mata corresponde ao cavalo. I. c) O segundo casamento exemplifica o primeiro termo. d) O asno corresponde a Pero Marques. a) A segunda parte do provérbio ilustra a experiência desastrosa do primeiro casamento.Humanismo. pois. Uniube-MG Assinale a afirmativa correta a respeito do Auto da Barca do Inferno. o que evidencia o propósito de sátira social que. Quinhentismo. o que demostra que a intenção religiosa é ainda aqui dominante. de Gil Vicente: a) O que mais se evidencia é o propósito de sátira social. Identifique a alternativa que não corresponde ao provérbio. de tal modo que a intenção religiosa vê-se sufocada ou pelo menos minimizada pelo gosto de sátira da própria sociedade. para a Biologia. os silvícolas aparentavam ser mais fortes e bonitos que os conquistadores. considere as seguintes afirmações. 5. a primeira contém a segunda. Barroco e Arcadismo Avançar . Ressalta também que. colocandose a questão da salvação post mortem (após a morte). Voltar Língua Portuguesa . ( ) No nono parágrafo do texto. mesmo sendo estes mais bem alimentados. UFRS Em relação ao Auto da Barca do Inferno. mantêm-se as mesmas relações de idéias. consiste na demonstração do refrão popular “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”. primeiro pretendente e segundo marido de Inês. Representa a transição da Idade Média para o Renascimento. PUC-SP O argumento da peça A Farsa de Inês Pereira. nesta peça. guardando traços dos dois períodos. III. Trata-se de um grande painel que satiriza a sociedade portuguesa do seu tempo. ( ) Substituindo-se “Posto que” por Haja vista. 4. apesar dessa prática. Além disso. II. que era a única forma de obtenção dos alimentos necessários à subsistência. pois legumes são sementes e trigo é fruto. substitui o propósito de edificação espiritual. c) Apenas I e III. II e III. ao julgar justos e pecadores. tem poderes maiores que Deus. UnB-DF Ainda com relação ao texto. d) As personagens são personificações alegóricas (tipos reais caricaturizados). de Gil Vicente. asno que a carrega. e) I. 3. as expressões “inhame” e “semente e fruitos” são repetitivas.

que constituem a “Literatura de Informação” do Brasil. parece-me que será salvar esta gente. querendo a aproveitar. c) Realismo. é o primeiro de uma série de textos no nosso primeiro século. AEU-DF Julgue os itens abaixo em relação à compreensão e à interpretação do texto. quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. tamanha a sua abundância na nova terra. ( ) Ainda dentro do Humanismo renascentista. UFR-RJ “Não há mais a moralidade do pecado. as únicas informações que nos dá do interior são as transmitidas pelos indígenas. não podíamos ver. quase já uma transição do Renascimento para o Barroco. parece-me que. ( ) As constantes inversões e a sintaxe rebuscada da Carta é uma característica da literatura clássica do período.Texto para as questões 6 e 7. de Pero Vaz de Caminha. Em tal maneira é graciosa que. mo fez pôr assim pelo miúdo. porque neste tempo de agora assim os achávamos como os de lá. b) Arcadismo. mesmo que Portugal não explorasse e colonizasse a nova terra. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. senão terra e arvoredos terra que nos parecia muito extensa. e a terra de cima. mande vir a ilha de São Tomé a Jorge Osório. De ponta a ponta. nem lha vimos. tem característica oratórias. porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer. é certo que tanto neste cargo que me elevo como em outra qualquer coisa que de Vossos serviços for. hoje. Deste Porto Seguro. Senhor.” 3 GABARITO 6. d) Simbolismo. Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela. Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida. bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. Águas são muitas. por se tratar de uma missiva. “CARTA (Pero Vaz de Caminha) Esta terra. acrescentando da nossa fé! E desta maneira. que tinha o homem no centro de tudo. E se a um pouco alonguei. da Vossa Ilha de Vera Cruz. e) Modernismo. da ponta que mais contra o sul vimos. ( ) A Carta. ou outra coisa de metal ou ferro. por me fazer singular mercê. já seria uma grande dádiva. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como o de Entre-Douro-e-Minho. ( ) Por não terem os portugueses se aventurado. ( ) O texto lido é uma descrição bem objetiva da terra descoberta. por causa das águas que tem! Contudo. a Ela peço que. Caminha menciona as duas principais finalidades das expedições marítimas portuguesas: a expansão da fé católica e a descoberta de ouro e prata. primeiro dia de maio de 1500. meu genro . porque a estender olhos. em relação à teoria literária e aos estilos de época na Literatura Brasileira. 7. vemos a preocupação de Caminha com o silvícola brasileiro e a preservação de sua cultura. até então. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Barroco e Arcadismo Avançar . ( ) Este texto. Senhor. muito grande. 8. Pelo sertão. É pois que. será tamanho. o maior bem a que se deviam dedicar os portugueses é aquele que deriva das águas. infinitas. Traz ao longo do mar em algumas partes longas barreiras. umas vermelhas e outras brancas. ( ) No entender do autor. ( ) Nele. de que nós deste porto houvemos vista. E que não houvesse mais do que ter Vossa alteza aqui esta pousada para esta navegação de Calicute bastava. Quinhentismo. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. Ela me perdoe. tê-la unicamente como suporte das viagens às Indias. dar-se-á nela tudo. a saber. ( ) Para Caminha.” O fragmento destacado reflete uma temática recorrente durante o: a) Barroco. nos pareceu vista do mar. Beijo as mãos de Vossa Alteza. até outra ponta que contra o norte vem. é toda a praia muito chã e muito formosa.Humanismo. que haver nela. ( ) O “será salvar a gente” é o que os soldados portugueses deveriam fazer para evitar que tribos indígenas mais fortes dizimassem outras menores e mais frágeis. toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. sexta-feira. AUE-DF Julgue os itens que seguem.o que d’Ela receberei em muita mercê. o melhor fruto que dela se pode tirar. e esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. terra a dentro.

Quinhentismo.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. conforme é apresentada nas liras de Tomás Antônio Gonzaga.” GABARITO O texto acima apresenta fragmentos: IMPRIMIR a) do “Diálogo sobre a conversão dos gentios”. Teu lindo corpo bálsamo vapora. A oscilação que se observa nas descrições de Marília permite ao leitor concluir que: a) Embora Marília corresponda a um ser real. por isso a amada do poeta deixa de ser associada à figura convencional da pastora.. c) O sujeito lírico. de bons rostos e bons narizes. carece de unidade de enfoques. Os teus cabelos são uns fios d’ouro. e faces cor-de-rosa. Nem estima nenhuma coisa cobrir nem mostrar suas vergonhas.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”.9. (Para esta questão. Andam nus. 11. Maria Dorotéia. A pastora Marília.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. ( ) Ao citar o “Entre-Douro-e-Minho”. na atmosfera atormentada dos conflitos da paixão. c) da “Carta” de Pero Vaz de Caminha a El-Rey D. Manuel da Nóbrega. estão empregados em sentido figurado. maneira de avermelhados. Voltar Língua Portuguesa . 4 b) O autor das liras está preocupado com a coerência dessas descrições. Uniube-MG Compare as descrições de Marília: Texto I “Vivos olhos. e fina. e) do “Diário de Navegações”. sem nenhuma cobertura. ora é descrita como tendo cabelos negros.). ( ) A expressão “pelo miúdo” poderia. no texto. exigida pelas convenções neoclássicas. contra o norte vem”. Negros e finos cabelos. ou rosa delicada. para dar a idéia do clima da nova terra.. a pastora Marília. Texto III “Papoula. suas liras são destinadas a afirmar a dignidade e a valia do pastor Dirceu. d) Apesar de o autor invocar a pastora Marília. Com crespos fios de ouro: Meus olhos se vêem graças e loureiros. ( ) A palavra chã que aparece no texto em “toda chã” e “muito chã” é a grafia da época para chão.) ( ) Por “contra o sul vimos. deduzimos que os conquistadores se movimentaram do litoral norte para o sul. b) das “Cartas” dos missionários jesuítas. E em tal maneira é graciosa que. Texto II “O seu semblante é redondo. querendo-a aproveitar. ele é. e estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto. o de Martim Afonso de Souza. utilize o texto das questões 6 e 7. do Pe. escrivão do primeiro colonizador. Sobrancelhas arqueadas. por bem das águas que tem. estabelece-se um raciocínio analógico. Cefet-RJ “A feição deles é serem pardos. Carnes de neve formadas. Barroco e Arcadismo Avançar .. Manuel. As descrições apenas atendem à idealização da mulher. (. AEU-DF Julgue os itens seguintes. ( ) Os termos “fruto” e “semente”. com o padrão poético realizado em cada composição. ora loiros. do jesuíta Fernão Cardim. ligado à vida do poeta. caracterizado como pastor. fugindo às convenções bucólicas e pastoris do Arcadismo.. antes de tudo. uma idealização poética. de Pero Lopes de Souza. ser substituída por detalhadamente. As descrições mostram a intenção do autor em não revelar o objeto de seu amor.) Porém a terra em si é de muito bons ares.. darse-á nela tudo. em relação à semântica e à estilística.. (. 10. escritas nos dois primeiros séculos. d) da “Narrativa Epistolar e os Tratados da Terra e da Gente do Brasil”. referindo-se ao descobrimento de uma nova terra e às primeiras impressões do aborígene. bem feitos. que são cor de neve. Te cobre as faces.Humanismo. sem equívoco semântico. descreve sua amada.

Tomás Antonio Gonzaga. c) O fingimento poético justifica-se pela contradição entre a realidade do progresso urbano e o mundo bucólico idealizado pelos árcades. d) O uso de pseudônimos pastoris transparece: o pobre pastor Dirceu é o Dr. 14. e) O carpe diem (“gozar o dia”) horaciano. b) A lírica religiosa apresenta culpa pelo pecado cometido. Graças à minha estrela. Cefet-RJ “Lira I (1ª parte) Eu. e) Apresenta uma divisão entre prazeres terrenos e salvação eterna. voltamse para a natureza em busca de uma nova vida simples. ( ) A produção satírica de Gregório de Matos e o tom dos sermões do Padre Vieira representam duas faces da alma barroca no Brasil. exemplificando as tensões do seu tempo. de tosco trato.Humanismo.F. que consiste no princípio de viver o presente. embora a mitologia pagã não venha a construir-se como elemento estético. pastoril. mostram exacerbados sentimentos patrióticos expressos em linguagem barroca. 13. e) F – F – F – V – V. azeite. c) V – V – F – V – F. tenho próprio casal e nele assisto. das brancas ovelhinhas tiro o leite. Graças. Tomás Antonio. dá-me vinho.p. é: a) V – F – F – F – F. assinale a alternativa incorreta. dos frios gelos e dos sóis queimado. a) Tematiza motivos de Minas Gerais. ( ) Os sermões do Padre Vieira caracterizam-se por uma construção de imagens desdobradas em numerosos exemplos que visam a enfatizar o conteúdo da pregação. b) Os árcades. Quinhentismo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . não sou algum vaqueiro. em seus poemas e sermões. de que me visto.” GONZAGA. 1999.” NICOLA.12. ( ) O poeta e o pregador alertam os contemporâneos para o desvio operado pela retórica retumbante e vazia. d) O lirismo amoroso é marcado por sensível carga erótica. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. A seqüência correta de preenchimento dos parênteses. In: NICOLA. São Paulo: Scipione. José de. Santa Maria-RS A respeito da poesia de Gregório de Matos.p. a) Os modelos seguidos são os clássicos greco-latinos e os renascentistas. São Paulo: Scipione. Marília bela. b) V – V – V – V – F. tingindo as artes de uma nova tonalidade burguesa. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. 1999. inspirados na frase de Horácio. fugere urbem (“fugir da cidade”). UFRS Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo sobre os dois grandes nomes do barroco brasileiro. bucólica. que viva de guardar alheio gado. U. é uma postura típica também dos árcades. Barroco e Arcadismo Avançar . de expressões grosseiro. frutas. 116. Setecentismo ou Neoclassicismo é o período que caracteriza principalmente a segunda metade do século XVIII. onde o poeta viveu. Marília de Dirceu. e mais as finas lãs. Marília. 106. ( ) Gregório de Matos e o Padre Vieira. “O Arcadismo. d) F – F – V – V – V. legume. ( ) A obra poética de Gregório de Matos oscila entre os valores transcendentais e os valores mundanos. 5 Assinale a alternativa que não caracteriza este período literário. c) As composições satíricas atacam governantes da colônia. José de. de cima para baixo.

Viória-ES –“Ah! Peixes. pelo conceitismo e cultismos. de Camões. Por usar de siso mero.Humanismo. d) aceita as justificativas de Baco para impedir a chegada dos navegadores portugueses à Índia. quantas invejas vos tenho a essa natural irregularidade!. No canto I. que se encontram em passagens diversas de A farsa de Inês Pereira. Eu falo. UNICAMP-SP Leia agora as seguintes estrofes. após o malogrado matrimônio com o escudeiro. c) reconhece a grandeza do povo lusitano. que enfrenta o mar desconhecido em frágeis embarcações. d) árcade. Que trecho é esse? Qual é o pormenor da cena final da peça que ele está antecipando? b) A fala de Pero. Quinhentismo. mas vós não ofendeis a Deus com o entendimento. asno que leve quero. por sua religiosidade. O fragmento é próprio do estilo: a) medieval. 16. antes lavrador que Nero. c) barroco. Há um trecho nessa fala que se relaciona literalmente com o final da peça.I. mas vós não ofendeis a Deus com as palavras.. UFRS Assinale a alternativa correta. eu discordo. mas vós não ofendeis a Deus com a vontade”. pelo sentimentalismo. na passagem que narra o concílio dos deuses. e não cavalo folão.. Barroco e Arcadismo Avançar .15. “fogoso”) 6 a) A fala de Inês ocorre no momento em que aceita casar-se com Pero Marques. 17. revela uma atitude contrária a uma característica atribuída ao seu primeiro marido. Voltar Língua Portuguesa . IMPRIMIR b) encontra acolhida a suas palavras entre os deuses maiores e menores. estai quando quiserdes estar. eu lembro-me. Com que podeis vós folgar que eu não deva consentir?” (nota: folão. Júpiter: a) conclama os deuses a auxiliarem os portugueses na Ásia. explique por que essa peça de Gil Vicente pode ser considerada uma sátira moral. pelas comparações. significa “bravo”. e) romântico. GABARITO b) clássico-renascentista. Instrução: As questões de números 16 e 17 referem-se a Os Lusíadas. no caso. eu quero. de Gil Vicente: “Inês: Andar! Pero Marques seja! Quero tomar por esposo quem se tenha por ditoso de cada vez que me veja. A vossa bruteza é melhor que o meu alvedrio. antes lebre que leão. dirigida a Inês. como recompensa pelos ásperos perigos da viagem. pelo bucolismo. Qual é essa característica? c) Considerando o desfecho dos dois casamentos de Inês. Pero: I onde quiserdes ir vinde quando quiserdes vir. e) mostra dúvidas quanto à possibilidade de que os feitos do povo lusitano venham a suplantar a glória dos gregos e romanos. F. mas vós não ofendeis a Deus com a memória.

c) Contraste – Barroco – Gregório de Matos. Santa Maria-RS O poema épico O Uraguai. contra o exército espanhol... tem como representante maior no Brasil o poeta baiano . Barroco e Arcadismo Avançar .. antes associada ao Cabo das Tormentas.. Tomás Antônio Gonzaga 02.. estende-se à música. a soma das alternativas corretas. que ajudava os espanhóis na luta contra os índios. o que pode ser comprovado nas descrições. e) a voz de “tom horrendo e grosso” do gigante Adamastor. a natureza mineira.. Gregório de Matos 16.M... F. IMPRIMIR b) das obras mais importantes do Arcadismo no Brasil. 22... Padre Antônio Vieira 04.. episódios da Inconfidência Mineira. e) A métrica – Concretismo – Caetano Veloso.. da qual participou. misto de missionário e colono português. no Uruguai.. ao dar lugar a um “medonho choro”. U. b) Figuras – Dadaísmo – Emiliano Perneta. textos em prosa. Voltar Língua Portuguesa .. que o poeta compara ao paraíso. fazendo ressaltar . e) narra.. basicamente. d) crítica a Diogo Álvares Correia. Ponta Grossa-PR O termo Barroco denominou manifestações artísticas dos anos 1600 e início dos anos 1700.... F. como resposta. Entre as vozes do Barroco brasileiro figuram: 01.. é uma: a) composição que narra as lutas dos índios de Sete Povos das Missões. b) os portugueses assistem à transformação do gigante Adamastor em penedo quando tentam ultrapassar a parte mais meridional da África. sediado lá para pôr em prática o Tratado de Madri. abre novas esperanças em relação aos objetivos da viagem.. d) Silepses – Parnasianismo – Castro Alves. e que se convencionou chamar de . bem como aspirações religiosas.. UFRS Assinale a alternativa incorreta.M. é correto afirmar que: a) se insere no Arcadismo brasileiro.. Manuel Botelho de Oliveira Dê. por ser um poeta de transição. c) exaltação à terra brasileira. 21. c) apesar das ameaças do gigante.. Além da literatura. Triângulo Mineiro-MG Sobre Gregório de Matos. de Basílio da Gama. e) exaltação à índia Lindóia. escultura e arquitetura da época.. pintura... que morre após Diogo Álvares decidir-se por Moema... a) Adamastor representa os perigos enfrentados pelos navegadores lusitanos na travessia do oceano Atlântico para o oceano Índico.. c) pertenceu ao Barroco brasileiro e sua veia crítica valeu-lhe a alcunha de “Boca do Inferno”..18. a) Sonhos – Romantismo – Bento Teixeira.. Cláudio Manuel da Costa 08. sobretudo. uma nova tendência. de traços bem definidos. Marque a opção que preenche adequadamente o enunciado.. . 20. esperando ardentemente que os perigos e castigos profetizados sejam afastados. os navegantes prosseguem. ao qual imprimiu características barrocas. No canto V de Os Lusíadas. Quinhentismo. d) a nuvem negra que se desfaz...F.E.Humanismo.. 19. U... nos seus poemas de contestação social.. principalmente do Ceará e da Bahia. d) se insere no Barroco brasileiro e sua produção literária abrange. 7 GABARITO b) pertenceu ao Barroco brasileiro e tematizou.. deixa ver aos navegadores que o perigo já foi afastado. pois foi a precursora das Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa.. Itajubá-MG Na fase quase inicial de nossa literatura... que comanda um dos maiores extermínios de índios da história...

UFRS Leia o soneto abaixo. e tanto negociante. 24. II. Voltar Língua Portuguesa . O poeta sugere o desejo erótico ao referir a figura mitológica de Circe. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. tu a mi empenhado. Quinhentismo.23. Que em tua larga barra tem entrado.” IMPRIMIR GABARITO Em relação ao poema acima. Oh se quisera Deus. uma pura bondade manifesto indício da alma. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti. d) o poema faz referência ao contexto da época. A mim foi-me trocando. que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote. 8 c) o futuro desejado revela. tu a mi abundante. assumindo uma atitude de insensibilidade. a presença de uma voz moralizadora. um despejo quieto e vergonhoso. “Um mover de olhos. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote!” Com base nessa leitura. um encolhido ousar. de qualquer alegria duvidoso. idealizando a figura feminina. Rica te vi eu já. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. quase forçado. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. III. UFMG Leia o poema de Gregório de Matos.Humanismo. que se contrapõe à solenidade do poema épico. c) Apenas I e II. I. um riso brando e honesto. b) o poema compara o presente e o passado da cidade. um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste formosura da minha Circe. II e III. no poema. e tem trocado Tanto negócio. O poeta elabora um modelo de mulher perfeita e superior. uma brandura. considere as seguintes afirmações. mantém-se distanciado do objeto criticado. brando e piedoso. c) a manifestação de apego a Portugal. Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis. um medo sem ter culpa. de Luís de Camões. “Triste Bahia! Oh quão dessemelhante Estás. limpo e gracioso. b) Apenas III. 25. Quais estão corretas? a) Apenas I. A ti trocou-te a máquina mercante. um desejo gravíssimo e modesto. Barroco e Arcadismo Avançar . e o mágico veneno que pôde transformar meu pensamento. um ar sereno. no poema. um doce e humilde gesto. sem ver de quê. é incorreto afirmar que: a) o eu poético. O poeta não se deixa seduzir pela beleza feminina. d) Apenas I e III e) I.

MATOS GUERRA. pesquisa. picardia – velhacaria. Barroco e Arcadismo Avançar . Vocabulário: pica-flor – beija-flor. Quinhentismo. Estupendas usuras nos mercados: todos os que não furtam.Humanismo. 9 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . se no nome que me dais. que guardais no passarinho melhor! Se me dais este favor. 1) “A uma freira. ed. usura – juro de capital. e seus Costumes A cada canto um grande conselheiro. Sendo só de mim o Pica. Pica-flor aceito ser. claro fica. espreita e esquadrinha para a levar à praça e ao terreiro Muitos mulatos desavergonhados. s. e o mais vosso. e querem governar o mundo inteiro! Em cada porta um bem freqüente olheiro da vida do vizinho e da vizinha. passarinho.E. mas resta saber.” Vocabulário: vinha – terreno plantando de videiras (uvas). Gregório de. U. décima – composição poética de 10 versos. muito pobres: eis aqui a cidade da Bahia. escuta. 2) Aos Senhores Governadores do Mundo em Seco da Cidade da Bahia. ao autor e à sua obra. 4. Maringá-PR Assinale o que for correto em relação aos poemas. 179-80. trazendo pelos pés os homens nobres: posta nas palmas toda a picardia. In: MEGALE. meteis a flor.26. Nacional. juro excessivo. patifaria. que satirizando a delgada fisionomia do poeta lhe chamou “Pica-flor” Décima Se Pica-flor me chamais. São Paulo. Marilena. p. 1977. que nos quer governar cabana e vinha: não sabem governar sua cozinha. Heitor e MATSUOKA. que fico então Pica-flor.

são comuns durante o período colonial. há um jogo poético com o termo “Pica-flor” que marca a harmonia do relacionamento estabelecido entre o poeta (representante do mundo profano) e a freira (representante do mundo sagrado). como resposta. estrutura característica da décima. Quinhentismo. 02. por causa das águas que tem! Contudo. corrupção e roubo generalizados. Assinale a alternativa que identifica os textos que transmitiam esse tipo de mensagem. c) a técnica da disseminação e recolha. 27. pela prática cotidiana da fofoca e da bisbilhotice. No primeiro poema. notam-se as seguintes características: a) o gosto por jogos de palavras.F. 5 e 6. Os dois poemas pertencem à poesia cultista cultivada por Gregório de Matos Guerra. U. infinitas. às poesias religiosa e lírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. estrutura comumente utilizada na composição da décima.” IMPRIMIR Visões otimistas sobre as potencialidades da natureza e dos indivíduos. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metonímia e a ironia. Santa Maria-RS “As águas são muitas. pela desonestidade e pela prática generalizada do roubo no comércio. b) a tentativa de conciliar pólos opostos da experiência humana (o sagrado e o profano). d) Literatura informativa. característica do Barroco. b) Sermões eucarísticos. sobretudo. que ganha o sentido de um convite erótico claramente profano. extravagante. No primeiro poema. culta. notam-se os seguintes recursos: a) a ênfase no uso do verso decassílabo para a composição de sonetos. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaabbddb. às poesias religiosa e satírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. ocorrem elisões nos versos 2. Dê. 5 e 6. no primeiro poema. 9 e 10. b) a forte presença do paradoxo e do oxímoro. Tais elisões fazem que o poema apresente versos isométricos. Tais características tornam-se evidentes no jogo poético realizado com o termo “Pica-flor”. Os dois poemas pertencem. evidentes. notam-se as seguintes características do Cultismo: a) linguagem rebuscada. 16. Neles. há uma crítica ácida aos tipos humanos e aos costumes que caracterizam a cidade da Bahia: incompetência das autoridades. No segundo. respectivamente. c) Ficção regionalista. No primeiro. ocorre elisão apenas no verso 2. 32. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metáfora e a ironia. Barroco e Arcadismo Avançar . c) a tensão entre o teocentrismo e o antropocentrismo. dar-se-á nela tudo. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaccdde. a soma das alternativas corretas. No primeiro. b) valorização de pormenores (detalhes) mediante jogos de palavras. 08. Os dois poemas pertencem. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve alcançar. Voltar Língua Portuguesa . já que é dirigido a uma freira. a) Biografias de santos. 4. respectivamente. que variam entre a redondilha maior (7 sílabas poéticas) e o verso de 8 sílabas poéticas. caracterizados pelo uso da redondilha maior (verso de 7 sílabas poéticas). 4.10 GABARITO 01. no conjunto formado pelos versos 3. No segundo.Humanismo. gosto pela maledicência. e) Gênero lírico. No primeiro. no conjunto formado pelos versos 3. usados para expressar a tensa harmonia de aspectos contrários da vida humana. Os dois poemas pertencem à poesia satírica cultivada por Gregório de Matos Guerra. Em tal maneira é graciosa que. querendo-a aproveitar. sobretudo. há um jogo poético com o termo “Pica-flor”. Isso faz que o poema apresente versos heterométricos. No segundo. o melhor fruto que dela se pode tirar pareceme que será salvar esta gente. a descrição dos tipos humanos e dos costumes que caracterizam a cidade da Bahia revela a ironia do poeta para com uma sociedade marcada pela incompetência dos governantes. evidentes. 04. a exemplo do que se verifica no trecho transcrito. e na utilização de palavras rebuscadas e extravagantes que caracterizam o segundo poema.

Santa Maria-RS Observe a charge de Chico Caruso: 11 – Espelho meu. ou seja. d) I e II.F. U. 29. ainda. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. 30.28. e) I e III. c) Apenas I e III. e) Bento Teixeira Pinto. U. uma produção informativa e doutrinária. b) Apenas II. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. Barroco e Arcadismo Avançar . 24 de maio de 2000. pois a cultura portuguesa estabelecia as formas de pensamento e expressão para os escritores na colônia. III. em Os Lusíadas: I. na medida em que todos os escritores eram nativos da terra. Quinhentismo.Humanismo. Está correto apenas o que se afirma em a) I. III.F. os textos mostram um forte instinto de nacionalidade. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. II. na existência de uma literatura brasileira. e) Apenas III. c) III. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. Está(ão) correta(s): a) Apenas I. b) II. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) Gregório de Matos Guerra. se pode falar na existência de uma literatura brasileira porque. pode ser definido como uma época em que: I. Santa Maria-RS O Quinhentismo. a produção escrita se prende à descrição da terra e do índio ou a textos escritos pelos jesuítas. d) Apenas II e III. não se pode falar. já velho e com um “saber só de experiência feito”. II. GABARITO A crítica a personagens baianas com influência nos meios políticos pode também ser identificada na poesia satírica de: a) Padre José de Anchieta. existe alguém mais ACM do que eu? Veja. c) Cláudio Manuel da Costa. enquanto manifestação literária. b) Tomás Antonio Gonzaga. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. ao descreverem o Brasil.

) Viu um deles umas contas de rosário. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. É porque queres. Quinhentismo. legítima herdeira do trono de Portugal. bem vestido. e lançou-as ao pescoço. Quais estão corretas: a) Apenas I. b) celebra os amores secretos de Inês e de D. O episódio de Inês de Castro.31..” 12 Os Lusíadas. e aos pés uma alcatifa* por estrado. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica. c) Apenas I e II. Tuas aras banhar em sangue humano. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. Que a fortuna não deixa durar muito. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Desse episódio. d) retrata a beleza de Inês. d) Apenas II e III. só tu. Se dizem fero Amor.Humanismo.. Caminha sugere uma prática que viria a se tornar corrente nas relações entre portugueses e selvícolas: o escambo (a permuta) de produtos da terra por artigos manufaturados europeus. estava sentado em uma cadeira. brancas. Barroco e Arcadismo Avançar . O nome que no peito escrito tinhas. oferecem momentos em que o lirismo se expande. Deste causa à molesta morte sua. III. como um todo. nem de falar ao Capitão nem a ninguém. (. obra de Camões. extraído da Carta de Pero Vaz de Caminha. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. Como se fora pérfida inimiga. humanizando os versos. áspero e tirano. b) Apenas II. As palavras de Caminha evidenciam o confronto entre civilização e barbárie vivenciado pelos portugueses na chegada ao Brasil.) Entraram. linda Inês. acenou que lhas dessem. Mas não fizeram sinal de cortesia.. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. UFRS Leia o texto abaixo. e começou de acenar com a mão para a terra e depois para o colar. GABARITO Considere as seguintes afirmações sobre o texto.” Vocabulário: *alcatifa – tapete. puro amor. “O Capitão. com um colar de ouro mui grande ao pescoço. Estavas. posta em sossego. A interpretação que o escrivão dá aos gestos do índio em relação ao colar do Capitão corrobora a intenção dos portugueses em explorar as possíveis jazidas de ouro da terra recém descoberta. No trecho selecionado. como dizendo que dariam ouro por aquilo. quando eles vieram. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. De teus fermosos olhos nunca enxuito. De teus anos colhendo doce fruito. I. PUC-SP “Tu. Depois tirou-as e enrolou-as no braço e acenava para a terra e de novo para as contas e para o colar do capitão. (. e) I. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. 32. Naquele engano da alma ledo e cego. Porém um deles pôs olho no colar do Capitão. Entretanto. II. Aos montes ensinando e às ervinhas. Nos saudosos campos do Mondego.. posta em sossego. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. como que nos dizendo que ali havia ouro. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. II e III. do qual o trecho acima faz parte. folgou muito com elas.

muito numeroso. São Paulo. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. U. acréscimo. ed. Barroco e Arcadismo Avançar . muito grande. Douglas. Quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. Como folga o povo Porque vossa vinda Lhe dá lume novo! Cordeirinha santa. Estudos de Língua e Literatura. Porém. Estudos de Língua e Literatura. 1998. A Carta de Pero Vaz de Caminha. querendo-a aproveitar. Moderna. Por isso vos canta. GABARITO 2) “À Santa Inês Cordeirinha linda. Poesia. lume: luz. Calecute – primeira cidade da Índia em que desembarcou Vasco da Gama. na sua viagem de descobrimento do caminho marítimo da Índia.Humanismo. acrescentamento da nossa santa fé. o povo. 5. o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. E em tal maneira é graciosa que. ed. 1998. isso bastaria.” Vocabulário: folgar: alegrar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . em 1498. 5. Londrina-PR Leia os fragmentos a seguir e assinale o que for correto. ANCHIETA. Vossa santa vinda O diabo espanta. In: TUFANO. a saber. por bem das águas que tem. Quinhentismo. pousada – local onde se descansa durante uma viagem. adição. De Jesus querida. dar-seá nela tudo. acrescentamento – aumento. E que não houvesse mais que ter aqui esta pousada para esta navegação de Calecute. Moderna. 1) “Águas são muitas. In: TUFANO. Porque vossa vinda Lhe dá lume novo. orientação. Com prazer.” 13 Vocabulário: infindo – infinito. São Paulo. infindas. Douglas. José de.33.E.

o primeiro escrito por Pero Vaz de Caminha e o segundo pelo Padre José de Anchieta. / como folga o povo / porque vossa vinda / lhe dá lume novo”). Os dois fragmentos pertencem à literatura informativa e jesuítica do Brasil do século XVI. E em tal maneira é graciosa que. informando sobre a natureza. mantém uma estrutura formal e rítmica regular. Nos dois excertos. Os dois fragmentos pertencem à chamada literatura informativa que representa o Brasil do século XVI. Falta mais que se lhe ponha? Vergonha. V. emprega a ordem direta. Que mais por sua desonra? Honra. já conhecida dos portugueses.14 01. d) apenas I. III. José de Anchieta exalta a figura de Santa Inês e incentiva o povo a praticar a fé religiosa cristã (“Cordeirinha linda. Rio de Janeiro: Record. GABARITO “Que falta nessa cidade? Verdade. II. refere-se à cidade de São Paulo. a soma das alternativas corretas. compreendido por um conjunto de obras cujo objetivo era divulgar os descobrimentos marítimos e terrestres. fica muito evidente o objetivo maior do expansionismo marítimo de Portugal e da Espanha: “dilatar a fé e o império”. Evidenciam-se. por bem das águas que tem”). portanto. O demo a viver se exponha. documentando o processo de conquista e colonização. desse modo. 08. V. não se pode falar em literatura no Brasil. moral e cristã. Dê. as obras dos jesuítas aparecem. enfatiza as idéias opostas. Pero Vaz de Caminha nos permite perceber as expectativas dos portugueses com relação ao Brasil (“dar-se-á nela tudo. paralelamente às obras dos cronistas e viajantes. Tais características esclarecem os objetivos dos primeiros colonizadores portugueses: usufruir das riquezas e. pode-se dizer que são verdadeiras a) apenas I. O que existia eram relatos de viagem (de escasso valor literário). mais parecia um paraíso intacto (“Águas são muitas. confirmam-se as afirmações dos historiadores: nos primórdios do século XVI. infindas. FGV-SP Leia o texto abaixo e as afirmações que a ele se seguem. como resposta. de conquista de novas fontes de riquezas e de trabalho escravo. V. II. b) apenas I.” MATOS. No primeiro. Barroco e Arcadismo Avançar . a terra brasileira confrontada com a paisagem desoladora da África. No segundo excerto. querendo-a aproveitar. Nos dois excertos. 1990. por bem das águas que tem”). V. e) todas. Então. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 04. confirmando. dar-se-á nela tudo. ao mesmo tempo. emprega a gradação. catequizar os índios. a cruz do cristianismo e a preocupação em “dilatar a fé” escondem objetivos mercantilistas e expansionistas da coroa portuguesa. mas acrescidas de um dado novo: a intenção pedagógica. III. Quinhentismo. IV. IV. IV. Caracterizam esses fragmentos: 1) a beleza da nova terra descoberta. evidenciam-se as primeiras manifestações literárias do BrasilColônia. vergonha. 34.Humanismo. a vida no mar e as conseqüências morais e políticas desses fatos. 2) a necessidade de revigorar a fé cristã do povo que aqui habitava. as informações que a Coroa Portuguesa desejava obter. 16. No primeiro excerto. No segundo. Por mais que a fama a exalta. Os melhores poemas de Gregório de Matos Guerra. honra. denominado “ciclo dos descobrimentos”. 02. o índio. II. c) apenas I. Numa cidade onde falta Verdade. O poema I. Nos dois excertos. as reais intenções de expansão do comércio. igualmente ricas de informações. a conquista e a colonização dos territórios ultramarinos. Gregório de.

porque não há quem venha à solenidade. dormem cedo e só têm uma conversa: índio.F. e) dirige-se ao rei de Portugal. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) dirige-se a Deus e prevê o esvaziamento da religião católica.35. Senhor. nele. Assinale a alternativa que identifica esse autor. dependerão de produtos fabricados pelo branco. o orador: a) considera os holandeses hereges e violentos com aqueles que não fossem seus compatriotas. 30 de junho de 1999. É a tribo dos brancos composta de cientistas sociais. 15 Relacione o texto com a carta de Pero Vaz de Caminha e indique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas quanto à preocupação do homem branco em relação ao índio: ( ) O texto tem o mesmo objetivo da carta. que o rei de Portugal deveria cuidar da salvação dos índios. Passará um dia de Natal. cada vez mais. U. médicos. O foco agora é preparar os índios para o inevitável confronto com a civilização que um dia ocorrerá. a urbanização baterá às portas da reserva. Leia o seguinte fragmento do “Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda”. Silvio. elas têm cabelos compridos e tranças. e que as não pisa a devoção dos fiéis. em 1640.F. nascerá erva nas igrejas. Ver-se-ão ermas e solitárias. associando. mingau de amendoim e frutas.F. Do Xingu. em suas composições. Santa Maria-RS Autor de Obras Poéticas. ( ) O texto tem o mesmo objetivo que a carta de Caminha. o mais forte sobrepujou o mais fraco. várias vezes. corretamente. c) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da natureza. d) V – F – V. b) Basílio da Gama – preocupação com feito histórico. e não haverá memória de vosso nascimento. usa “salvação” no sentido religioso. Quase sempre de forma violenta. Falam baixo.” FERRAZ. U. d) é um profeta e previu o que realmente aconteceria com a religião católica no Brasil. Barroco e Arcadismo Avançar . na medida em que tanto a “tribo de brancos” quanto o escrivão da esquadra de Cabral mostram preocupação com os índios do Xingu. b) V – V – F. alimentados a peixe moqueado com biju. como costumava em semelhantes dias. ( ) O texto não tem o mesmo objetivo da carta pois Caminha. apresenta. do Padre Antonio Vieira. As cidadezinhas vizinhas do parque vão transformar-se em municípios de porte médio. passará a Quaresma e a Semana Santa. A seqüência correta é: a) F – F – V. que já começava a destruir as igrejas da cidade. 36. In: Veja. um punhado de brancos está conseguindo driblar essa inevitabilidade. seu nome à característica presente nessa obra.” GABARITO 37. sempre que o choque ocorreu. não haverá quem entre nelas. “Eles não usam barba. U. c) F – V – F. de converter o índio à fé católica. Quinhentismo. d) Basílio da Gama – inspiração religiosa. e não se celebrarão os mistérios de vossa Paixão. motivos árcades.Humanismo. pois ambos destacam. acabar-se-á o culto divino. caso o Brasil fosse entregue aos holandeses. ou seja. ao destacar que o rei deveria cuidar da salvação dos índios. enfermeiras. pedagogos. Boa parte da engenhosa engenharia social e cultural que mantém o Parque do Xingu funcionando em harmonia se deve ao trabalho desses especialistas. Em todos os momentos da humanidade. acabar-se-á no Brasil a cristandade católica. Os moradores do parque. Santa Maria-RS Leia o texto a seguir. no sentido de salvação da alma. biólogas e engenheiros agrônomos. a fim de preservar o patrimônio da Igreja. Chorarão as pedras das ruas como diz Jeremias que chorava as de Jerusalém destruída: chorarão as ruas de Sião. e) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da amada. a fim de salvar o país da invasão holandesa. e) F – V – V. despojados os templos e derrubados os altares. quase três séculos depois. Procuram transformar o abraço sufocante em um caminhar de mãos dadas de culturas tão diferentes. vindos de diversas regiões brasileiras. para responder às questões 128 e 129: “Enfim. c) pede a Deus que evite a invasão de ervas nos templos. como nos campos. Santa Maria-RS O texto relaciona-se à invasão holandesa no Brasil. Neste canto do Brasil. Esguios. a) Cláudio Manuel da Costa – desencanto e brevidade do amor.

b) antítese. Quer ser filho do sol. como a Odisséia. bonzo bramá. a névoa. a) O poema narra a expedição de Gomes Freire de Andrada. soberba. Barroco e Arcadismo Avançar . nascendo cá. cobre o dia. c) gradação. por lustrosa. Governador do Rio de Janeiro. Vos tenho a perdoar mais empenhado. Por altiva.E. e) prosopopéia. utiliza uma: a) ironia. Que sem ser do Pequim. A alternativa que contém os versos que melhor expressam este conflito é: a) Um paiá de Monal. (Gregório de Matos) 40. Santa Maria-RS Padre Antonio Vieira. Se bem rei mais propício. ao afirmar que “Chorarão as pedras das ruas”.F.38. Londrina-PR O Barroco manifesta-se entre os séculos XVI e XVII. c) Basílio da Gama expressa uma visão européia em relação aos indígenas. Quinhentismo. (Gregório de Matos) d) Luzes qual sol entre astros brilhadores. que pouco entendes de finezas! Quem faz só o que pode a pouco obriga: Quem contra os impossíveis se afadiga. Em régio estado não desterras flores. única figura feminina do poema. (Botelho de Oliveira) e) Pequei Senhor. acentuando seu caráter bárbaro. A esse cede amor em mil ternezas. 39. d) onomatopéia. de Basílio da Gama. Primaz da Cafraria do Pegu. incapaz de sentimentos nobres e humanitários. a mariposa. UFRS Assinale a afirmativa incorreta em relação à obra O Uraguai. (Gregório de Matos) b) Temerária. Que ele estrelas desterra em régio estado. IMPRIMIR d) Nas figuras de Cacambo e Sepé Tiaraju está representado o povo autóctone que defende o solo natal. b) O Uraguai segue os padrões estéticos dos poemas épicos da tradição ocidental. A exaltação. a Eneida e Os Lusíadas. Voltar Língua Portuguesa . por ser do Açu. e) Lindóia. (Botelho de Oliveira) c) Fábio. ocasionando no plano das artes uma difícil conciliação entre o teocentrismo e o antropocentrismo. por densa. mas não porque hei pecado. às missões jesuíticas espanholas da banda oriental do rio Uruguai. U. e mais amado. confiada.Humanismo. a luz lhe enfada. Da vossa alta clemência me despido. morre de amor após o desaparecimento de seu amado Cacambo. momento em que os ideais da Reforma entram em confronto com a Contra-Reforma católica. GABARITO Porque quanto mais tenho delinqüido. 16 Sobe ao sol. U.

luz/sombra. diante do curso seguido pelas forças naturais. Porém. Há nele um jogo simétrico de contrastes. preferindo. ao falar do mundo que se inicia pela ignorância. por “ignorância do mundo” e “qualquer dos bens”. cuja última firmeza é a inconstância. e não dura mais que um dia. considere as afirmações abaixo: I. e na Luz falte a firmeza. O tema do eterno combate entre elementos mundanos e forças sagradas é indicado. d) somente I e III estão corretas. tristeza/alegria. a) O texto afirma que a alegria é encontrada em contínuas tristezas. II. se desfrutem as alegrias e. GABARITO e) todas estão corretas.Humanismo. b) O alternar de dias e noites serve de expressão a um estranho desejo do poeta de que. e pode ser definido como uma reflexão acerca da transitoriedade dos bens do mundo. não sabe retê-la. por um lado. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol. e) O poema toca também na questão da inocência. tais como o findar do dia e o início da noite. Quinhentismo. 17 41. Em tristes sombras morre a formosura. etc. que são: rimas ricas. Depois da Lua se segue a noite escura. que cumpre os padrões da forma fixa. Em contínuas tristezas a alegria. por que nascia? Se é tão formosa a Luz. pois. Começa o mundo enfim pela ignorância. CEETPS-SP Assinale a alternativa que aponta a afirmação correta a partir do que se lê no texto.. a formosura do dia. está fazendo referência à pureza primordial da infância. esconder-se nos próprios sofrimentos. na tristeza. como o Sol. dia/noite. E na alegria sinta-se tristeza. deve-se dizer que: a) somente I está correta. Esse é um soneto oitocentista. que se opõe à degradação dos bens materiais. b) somente II está correta. expresso por pares antagônicos como Sol/ Lua. e por “constância”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ali. d) O poema focaliza e acentua a ignorância do ser humano que. interpoladas nas quadras (“A-B-A-B”) e alternadas nos tercetos (“AB-B-A”).” Gregório de Matos. E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. CEETPS-SP Sobre as características barrocas desse soneto. A respeito de tais afirmações. ao vivenciar a alegria. se acaba o Sol. nas sombras da noite. “alegria” e “firmeza”. de outro. Barroco e Arcadismo Avançar . c) O tema central do soneto de Gregório de Matos revela-se em sua última estrofe. Na formosura não se dê constância. III. que compõem a figura da antítese. 42.Texto para responder às questões 41 e 42: “Nasce o Sol. c) somente III está correta. devido ao desapontamento sentido pelo poeta.

d) composição de cantigas de amor e cantigas de amigo. Primeiro que tudo vejo cavalos. d) Carlos Drummond de Andrade. a risco de quebrar.Humanismo. Barroco e Arcadismo Avançar . nem sombra dela na vossa casa?” Vocabulário: libré: uniforme de criados de casas nobres os socorros do outro exército doméstico: a vestimenta dos outros serviçais jornaleiros: trabalhadores que recebiam pagamento ao final do dia a quem não fazíeis a féria: a quem não concedíeis dias de folga 18 43. 44. e ao longe quintas. b) Gregório de Matos. outros sem ela. as jóias e as baixelas. foram adquiridas com tanta injustiça ou crueldade. 46. a fé não tem qualquer relação com as ações desenvolvidas pelos homens. vejo galas. em que predomina o desenvolvimento de um único conflito. b) Padre Vieira critica o povo por não ter a fé que os nobres possuem. b) uso constante da metáfora e da antítese. as paredes vejo-as cobertas de ricos tapizes. c) narrativa longa em que são apresentados diversos conflitos paralelos. pertence à escola literária conhecida como: a) Baroco.O texto abaixo refere-se às questões de 43 a 48. das janelas vejo ao perto jardins. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . (…) Entremos e vamos examinando o que virmos. c) o autor conclui que não é possível encontrar a fé em uma casa onde se encontram aqueles que exploram e maltratam os homens do povo. Deus me guie. como se há de ver a fé nessa falsa riqueza? Se as pedras da mesma casa em que viveis. 47. d) Realismo. mas não vejo a fé. busquemos esta fé em alguma casa grande e dos grandes. e) Fernando Sabino. que o ouro e a prata derretidos. vejo baixelas. Se o que vestem os lacaios e os pajens. vejo criados de diversos calibres. FEI-SP O autor do texto. uns com libré. vejo todo o palácio e também o oratório. e) Romantismo. vejo jóias. FEI-SP O sermão pode ser definido como: a) composição em versos recitados nos palácios para divertir os nobres. onde das casas dos pequenos não se faz caso. ou no Reino. FEI-SP Sobre o fragmento do sermão acima transcrito. haviam de verter sangue. como se há de ver a fé na vossa família? Se as galas. como se há de ver a fé. do Padre Antônio Vieira: “Como estamos na corte. FEI-SP Padre Vieira é freqüentemente estudado como um autor contemporâneo a: a) Luís de Camões. d) o sermão é um elogio à corte pela maneira como trata os seus serviçais. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros. enfim. e as sedas se se espremeram. Trata-se de um sermão do quinto domingo da Quaresma. e) discurso religioso cujo objetivo principal é a edificação moral dos ouvintes. os prendíeis e obrigáveis por força. a quem não fazíeis a féria. FEI-SP Não é característica da escola literária a que Padre Vieira pertence: a) emprego freqüente de palavras que designam cores. ou fora dele. c) José de Alencar. dignificandoos e humanizando as relações entre os nobres e o povo. e os socorros do outro exército doméstico masculino e feminino depende do mercador que vos assiste. d) soneto com versos decassílabos. E por que não aparece a fé nesta casa: eu o direi ao dono dela. c) união de duas idéias contrárias em um único pensamento. e no princípio do ano lhe pagais com esperanças e no fim com desesperações. e) segundo o autor. b) texto curto. e. é possível afirmar que: a) o autor discorre sobre a inabalável fé da corte e da nobreza. parte por parte. Quinhentismo. 45. b) Trovadorismo. se queriam ir buscar a vida a outra parte. e) utilização de muitas frases interrogativas. liteiras e coches. nem têm nome de casas. perfumes e sensações táteis. Padre Vieira. c) Arcadismo.

têm mais valia. para recolhê-las num só verso. E nas folhas parecem. Quinhentismo. Rio de Janeiro: INL. p. …………………………………………… As plantas sempre nela reverdecem. Música do Parnasso. 1953. sempre ledos. no açúcar deleitoso. Que sem tempero algum para apetite Faz gostoso convite. Manuel Botelho de. E para preferir a toda a terra. GABARITO 49. O quarto A. 127-135. e) confundir seus ouvintes. E são tão deleitosas. Que dão a Portugal muitos ciúmes. “À Ilha de Maré – Termo desta Cidade da Bahia Aqui se cria o peixe regalado Com tal sustância. Esmeraldas de Abril em seus verdores. todavia. Um exame atento desse procedimento no poema revela. E se pode dizer em graça rara Que a mesma natureza os temperara. Que é do Mundo o regalo mais mimoso. todas azedas. Ares. Tem o segundo A. E delas por adorno apetecido Faz a divina Flora seu vestido. Lhes dá salgado o mar o sal do gosto. Tem o primeiro A.Humanismo. Em si perfeitos quatro AA encerra. antes se encerra Tal doce nestes pomos. VUNESP A técnica de disseminação e recolha. Águas. Que o têm clarificado nos seus gomos. e gosto preparado. Tomo I. b) convencer e ensinar o seu público. Analise o procedimento na passagem mencionada e responda: a) Qual a assimetria que se observa entre o processo de disseminação e recolha utilizado pelo poeta? b) O que levou o poeta a essa solução? IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) provocar fortes emoções em seu público. …………………………………………… As laranjas da terra Poucas azedas são. no final. certa assimetria entre a disseminação e a recolha. nas águas frias. E nesta maioria. e melhores. E têm sempre a vantagem de maiores. c) afastar os homens da verdadeira fé cristã. Que como junto ao mar o sítio é posto.” 19 OLIVEIRA. Que refrescam o peito. As fruitas se produzem copiosas. e são sadias. São pois os quatro AA por singulares Arvoredos. Desterrando do Inverno os desfavores. Tenho recopilado O que o Brasil contém para invejado. Mais que as da Europa doces. Tem o terceiro A. Açúcar. Mas as de Portugal entre alamedas São primas dos limões. nos ares puros Na tempérie agradáveis e seguros. Barroco e Arcadismo Avançar . aparece em À Ilha de Maré a partir do verso 31: consiste em alinhar palavras e descrever poeticamente seus conceitos. FEI-SP Verifica-se nesse fragmento a franca intenção de o autor: a) divertir a platéia. Como maiores são. nos arvoredos Sempre verdes aos olhos. Nas que chamam da China Grande sabor se afina. característica do estilo barroco. …………………………………………… Tenho explicado as fruitas e legumes.48.

Quinhentismo. a 4. d 28. ingenuamente. a 9. c 21. é um encontro adúltero. na vida privada. V – F – V – F – F 2. a 13. F – F – V – V – V 11.Humanismo. Barroco e Arcadismo Avançar . e 5. F – V – F – F 8. na cena final. b 23. b) A característica contrária à do primeiro marido é o fato de que. e 14. O marido de Inês. b 18. colaborando. c 15. a 10. F – V – F – V – F – F 7. b 26. b 25. e 6. Seu primeiro marido era um repressor proibindoa de sair de casa até mesmo para ir a igreja. Pero Marques diz dar plena liberdade à esposa. c 12. Pode-se dizer que Inês comporta-se maquiavelicamente (os fins justificam os meios). e por não ter conhecimento dessa traição. para o qual ela se encaminha. Q U IN H E N T IS M O . d 30. a 24. 18 20. a leva em seus ombros para que atravesse o rio. Pero Marques se comporta como um asno: por servir de montaria à mulher. c) A Farsa de Inês Pereira é considerada uma sátira moral porque reflete. para ser traído por ela. 04 27. 16. a IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . em sua fala. a) Trata-se do seguinte trecho: “asno que me leve quero”. a decadente sociedade portuguesa. c 31. e 19. B A R R O C O E A R C A D IS M O 1 1. c 22.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . e 29. c 17. pois para conseguir uma vida folgada abandona seus próprios ideais. mas o encontro com o ermitão. F – F – F – V 3. Não sabe.

d 45. Quinhentismo. ou seja. e 33. Barroco e Arcadismo Avançar .2 IMPRIMIR GABARITO 32. no açúcar deleitoso” No momento de recolha o poeta não manteve a mesma ordem da disseminação. a 42. 24 34. a 37. c 48. b 35. b 38. nos ares puros (…) Tem o terceiro A. Ou ainda.Humanismo. nas águas frias. e 39. retomou os elementos assimetricamente. a 44. b) Como se trata de um poema. e 40. nos arvoredos (…) Tem o segundo A. (…) O quarto A. e 47. pode-se dizer que o poeta agiu dessa forma com o intuito de preservar a rima. b 46. pode-se também dizer que ele optou por seguir a seqüência Terra (arvoredos e açúcar) — Água — Ar. e 36. a) Disseminação: “Tem o primeiro A. Voltar Língua Portuguesa . b 49. c 41. c 43.

Alencar opõe.Romantismo Avançar . o cambucá e a jabuticaba. não! Por fim desfalecida e a cor murchada.d. a bandeira da ruptura com o princípio da imitação aos clássicos é empunhada por todas as escolas literárias.. d) exaltação do sonho. ed. não!’” GABARITO DIAS. ( ) No segundo parágrafo. IMPRIMIR 2. (. A afundar-se dizia a pobrezinha: ‘Não me deixaste. José de. E a flor sempre a dizer curva na fonte: ‘Ai. “Não me Deixes! Debruçada nas águas dum regato A flor dizia em vão A corrente. o ambiente brasileiro ao ambiente europeu. e) desejo de morte pelo amor não correspondido.) O povo que chupa o caju. não. no percurso que vai do Romantismo ao Modernismo. Não alcançarão jamais que eu escreva neste meu Brasil cousa que pareça vinda em conserva lá da outra banda. Censurem.. não!’ E das águas que fogem incessantes À eterna sucessão Dizia sempre a flor. F. te amarei constante ‘Mas não me deixes. s. e sempre embalde: ‘Ai. Buscava inda a corrente por dizer-lhe Que a não deixasse. metonimicamente. Voltar Língua Portuguesa . da fantasia. a manga. ‘Ai. pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo. In: Sonhos de Ouro. A corrente impiedosa a flor enleia. por meio das frutas. não se constranjam. Massaud. não me deixes. não me deixes. Límpido ou turvo. ou calem-se como lhes aprouver. mais precisamente aos órgãos fonadores e à alma do povo que fala. piquem. não me deixes. não! ‘Comigo fica ou leva-me contigo ‘Dos mares à amplidão. ( ) O texto dá a entender que a língua se adapta ao meio para onde foi levada. Alencar e outros escritores românticos empenham-se na construção da nação brasileira. “Portanto. UFMT ( ) Envolvidos pelo ideário político da independência.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 1. A Literatura Brasileira através de textos. 135-6. através da luta pela emancipação da língua e da literatura nacionais. Texto para as questões 2 e 3. Quase a lamber o chão. a pêra. não!’ E a corrente passava. 21. e aum.. novas águas Após as outras vão. São Paulo: Cultrix. São Paulo: Melhoramentos. p. Gonçalves. 1998. Benção Paterna.. ( ) Na história da literatura brasileira. In: MOISÉS. c) supervalorização da natureza. como a fruta que nos mandam em lata. onde bela se mirava. Leva-a do seu torrão. ilustres e não ilustres representantes da crítica. rev. Católica de Salvador-BA O lamento da flor representa fielmente o sentimento romântico de: a) evasão no tempo. b) amor incondicional ao outro. 1 1. o damasco e a nêspera?” ALENCAR.

de um semi-vivo corpo sepultura. 16. como resposta. em seus diversos momentos. Meus ais. socialismo e ilogismo.. 02. U. leia atentamente os textos abaixo: “Lira XXII Nesta triste masmorra. escapismo e subjetivismo. e sempre embalde” e) “Leva-a do seu torrão” Para responder as questões 4 e 5. naturalismo e pitoresco. d) “Se a ti ergui meus olhos suspirando”. busca. b) No poema de Gonzaga.” c) “E a corrente passava” d) “Dizia sempre a flor. visão dos meus amores..F. F.” Álvares de Azevedo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 6.E. Se a ti ergui meus olhos suspirando!. o eu refere-se ao passado a partir da dor do presente. imaginação criadora e amor à natureza. 04. visão de meus amores Perdoa-me. assinale a alternativa inaceitável: a) Em ambos os poemas o eu sucumbe e morre em conseqüência do sofrimento amoroso. não. que eu assim resista À dor imensa. b) “À dor imensa que me cerca e mata”. Católica de Salvador-BA Observa-se a inversão. d) Em ambos os poemas. 08. nacionalismo e religiosidade. que me cerca e mata. meus tristes ais vão revelando Que peno e morro de amorosas dores. U. Juiz de Fora-MG Em que verso se encontra referência direta ao contexto histórico biográfico? a) “Que peno e morro de amorosas dores”. Juiz de Fora-MG Depois de ler comparativamente os dois textos acima. 2 “Perdoa-me.Romantismo Avançar . como recurso estilístico. Se eu pensava num beijo desmaiando Gozar contigo uma estação de flores! De minhas faces os mortais palores. a razão nada pode contra o sentimentalismo exacerbado. 5. Ponta Grossa-PR A poesia romântica brasileira. c) No poema de Álvares de Azevedo. c) “Nesta triste masmorra”. adoro a tua formosura. extremoso.. U. GABARITO 4.” Tomás Antônio Gonzaga.F. inda. a soma das alternativas corretas. Marília. a idéia funciona como uma tentativa racional de vencer a dor.. Dê. apresenta como características: 01. Amor na minha idéia te retrata.3. Minha febre noturna delirando. no verso: a) “A flor dizia em vão” b) “Mas não me deixes.

com a fome e com a morte. I. O teu mísero pão. depois (qu’importa?) Virei sempre sentar-me à tua porta... Vão três pálidas virgens.. c) nacionalismo. b) ufanismo. e) condoreirismo. ‘Saúde. d) futurismo. Volve ao nada! Não sentes neste enleio Teu cântico gelar-se no meu seio?!’ – ‘Eu cantarei no céu’ – diz-lhe o Poeta!” 3 GABARITO Instrução: Para responder à questão 7.. 7. meu irmão! Eu sou a Morte. ler o texto que segue. II.. depois. Suspende em meio o hino augusto e forte. c) II e IV...Instrução: Para responder às questões 7 e 8.. Que vais fazer tão triste e solitário?.. d) III e IV. amanhã. Pertence ao movimento literário denominado Romantismo. IV... Fui eu que te vesti do meu sudário. III.. e) I. vão sombrias Rindo colar um beijo as bocas frias. Na fronte cismadora do – Poeta – ‘Saúde. Idealiza a função do poeta. II.’ – ‘Eu lutarei’ – responde-lhe o Poeta. Vão três pálidas virgens silenciosas Através da procela irriquieta. sobre o texto. mísero atleta! Hoje.Romantismo Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . PUC-RS Pela análise das afirmativas. “As Três Irmãs do Poeta É noite! As sombras correm nebulosas. 8. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II. III e IV. – ‘Eu sofrerei’ – responde-lhe o Poeta. ‘Saúde.. analisar as afirmativas que seguem.. Sou eu quem te sepulta a idéia imensa.. meu irmão! Eu sou a Fome. Sou eu quem o teu negro pão consome. PUC-RS O texto pode ser vinculado a uma tendência de expressão poética denominada: a) subjetivismo.. Quem no teu nome a escuridão projeta. uma vez que esta ultrapassa a condição humana. irmão! Eu sou a Indiferença. Mostra a estreita convivência do poeta com a indiferença. b) II e III. Expressa a força do poeta através de sua capacidade de superar mesmo a morte..

a) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos. ou dia ou noite. Brilha a lua no céu. “vales”. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. Jatir! nem tardo acodes À voz do meu amor. b) O poema romântico indianista recupera as antigas cantigas de amigo medievais. Já solta o bagari mais doce aroma! Como prece de amor. principalmente no que diz respeito ao bucolismo. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida.Texto para a questão 9. c) O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista. como estas flores. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. 4 GABARITO 9. notam-se ainda no poema. Onde o frouxo luar brinca entre flores. não mais. Jatir. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. sou tua! Meus olhos outros olhos nunca viram. Já solta o bogari mais doce aroma. “bosque” e “perfumes”. Não sentiram meus lábios outros lábios. como estas preces. Correm perfumes no correr da brisa. Vai seguindo após ti meu pensamento. Sejam vales ou montes. que não as tuas A arasóia na cinta me apertaram. brilham estrelas. recebida principalmente de Camões. Do tamarindo a flor abriu-se. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. os aspectos marcantes do Arcadismo. “Leito de folhas verdes Por que tardas.Romantismo Avançar . d) Apesar da intensa presença da natureza. pela presença dos elementos mitológicos. há pouco. No silêncio da noite o bosque exala. pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper dalva Um só giro do sol. lago ou terra. tais como “luar”. Onde quer que tu vás. e) Mesmo sendo romântico. o poema em questão já se aproxima do parnasianismo. Outro amor nunca tive: és meu. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. Nem outras mãos. Jatir. Também meu coração. Já nos cimos do bosque rumoreja. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. para expressar o amor por meio da espera. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” Gonçalves Dias. movendo as folhas.

c) nos romances de costumes de Joaquim Manuel de Macedo. c) A paisagem romântica reflete os sentimentos do eu-lírico. O romance Lucíola. à afirmação de uma nova Nação e à busca das raízes históricas e míticas de nossa cultura – características que se encontram amplamente: a) na poesia de Gonçalves de Magalhães influenciada pela de Gonçalves Dias. buscando nelas aspectos heróicos. É o que se pode verificar quando se lêem.. de José de Alencar permite entrever várias características do Romantismo: ( ) Observa-se uma preocupação em não ferir o tradicionalismo e as convenções familiares da época. ( ) O amor é visto unicamente sob o aspecto da sexualidade e apresentado como uma mera satisfação de instintos animais. uma criação recriada. b) nos romances urbanos da primeira fase de Machado de Assis.” (José de Alencar). b) “Não há hoje a menor razão porque desconheçamos a importância da parte indígena na população do Brasil. ( ) Observa-se neste romance a atitude romântica de eleger a prostituta como centro da narrativa. dignos de alta expressão literária. e) “O maravilhoso. realçando seus preceitos e preconceitos. dos dois autores citados. 11. como nunca ouviste falar de outro: guerreiros diabólicos. os aspectos estéticos e os históricos ligaram-se de modo especialmente estreito e original: entre nós. independência e as terras que ocupavam.Juca Pirama e O Guarani. mulheres feiticeiras. sapos e jacarés sem conta: enfim. ( ) Uma das formas com que Alencar conciliou a impossibilidade de união entre os dois grupos distintos. 13. d) na lírica confidencial de Álvares de Azevedo e de Casimiro de Abreu. encontrar-se-á nos antigos costumes desses povos [indígenas]. d) “É certo que a civilização brasileira não está ligada ao elemento indiano nem dele recebeu influxo algum. enquanto a paisagem árcade é harmoniosa.10. U. e) I . e F. como na força incompreensível de uma natureza constantemente mutável em seus fenômenos. UFSE No período romântico brasileiro. o Romantismo deu expressão à consolidação da Independência. procurando justificar suas dores e compreendendo o tipo de vida que levava. um gênesis americano.Romantismo Avançar . 5 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Uberlândia-MG Existem diferenças básicas entre a paisagem retratada pelos árcades e a paisagem retratada pelos românticos. respectivamente. o marginal e o burguês. Unifor-CE Nossos primeiros escritores nacionalistas – Gonçalves Dias e José de Alencar entre eles – voltaram seus olhos sobre nossas raízes históricas-culturais. Escolha a alternativa correta que define essas duas paisagens: a) A paisagem romântica é amena e monótona e a paisagem árcade é sempre graciosa e fulgurante. b) Quincas Borba e Os Escravos. d) A paisagem árcade é mais visual enquanto a paisagem romântica só é perceptível através da leitura. UFF-RJ Assinale o fragmento que não corresponde ao indianismo romântico: a) “As leis da cavalaria no tempo em que floresceu em Europa não excediam por certo em pundonor e brios à bizarria dos selvagens brasileiros. UEGO Assinale V. e isto basta para não ir buscar entre as tribos vencidas os títulos da nossa personalidade literária. as obras: a) Senhora e Lira dos Vinte Anos. para os falsos. Lúcia. e menos ainda para que apaixonados declamemos contra selvagens que por direito natural defendiam a sua liberdade. b) A paisagem árcade é bucólica e a paisagem romântica é ainda mais bucólica.” (Ferdinand Denis). foi trabalhar a dualidade. d) O Mulato e Canção do Exílio. 12. c) Ressurreição e O Navio Negreiro. de Maria da Glória e da cortesã.. e) na ficção regionalista e indianista de José de Alencar. para os itens verdadeiros.F. 14. tão necessário à poesia. alheia ao eu-lírico. devido aos exageros do eu-lírico. colocando na mesma mulher as imagens de virgem.” (Machado de Assis). ( ) O romance Lucíola ambienta-se na época do autor e retrata os costumes da sociedade carioca do Segundo Reinado.” (Gonçalves de Magalhães). uma Ilídia Brasileira. c) “Imaginei um poema.” (Gonçalves Dias).

dono de uma sensibilidade extraordinária.Romantismo Avançar .. “Tenho medo de mim.. Da luz.. nela. ...... Das folhas secas. excita o pasmo. é um tema dominante na poesia ....” (Bernardo Guimarães) II.. “Uma das facetas do Romantismo é conceber o poeta como um gênio inspirado.. “Meia-noite soou na floresta No relógio de sino de pau. de cunho romântico no Brasil. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... I. A luz da aurora me intumesce os seios.15.. a) O amor – nacionalista – homenageada – a religião b) A pátria – sentimental – martirizada – o mito c) O amor – intimista – idealizada – a natureza d) A infância – histórica – divinizada – a Idade Média e) A morte – nacionalista – humilhada – a música 16. que usa .. a mulher é freqüentemente . c) Apenas I e II.. sob o olhar apaixonado do poeta......... como termo de comparação capaz de expressar a intensidade dos seus sentimentos.” (Laurindo Rabelo) III. identifique aquele(s) que expressa(m) a concepção acima... E a velhinha.... II e III.. rainha da festa. As paixões vivifica. Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas desse texto. “Se é vate quem acesa a fantasia Tem de divina luz na chama eterna.....” (Casemiro de Abreu) Quais exemplos correspondem à concepção citada? a) Apenas I. b) Apenas II.. de tudo.) O véu da noite me atormenta em dores. de ti. UFRS Leia o texto abaixo. Se assentou sobre o grande jirau....... (. UFRS Leia o texto abaixo... do chorar das fontes..) Se é vate quem dos povos.. d) Apenas II e III.. da sombra. quando fala... Das horas longas a correr velozes..... Isso faz com que ele expresse suas idéias e emoções de uma forma original e seja capaz de revelar realidades inacessíveis ao homem comum. do silêncio ou vozes.... e) I..” 6 Dos exemplos citados abaixo... (. Se é vate quem do mundo o movimento Co’o movimento das canções governa.

” (*organizações = personalidades) ALENCAR. Mantida a seqüência. porém nunca se valeu da composição regionalista e. recebe uma herança e vinga-se: “compra” de volta o ambicioso noivo. arrependido. p. a formosa filha do sertão com a volta do esposo reanimou-se. mas agora longe de sua casa e de seus irmãos. Diogo. Diogo / Peri. José de. c) O enredo de Senhora baseia-se na história de uma moça pobre. Iracema. …………… amava. A amizade e o amor o acompanharam e fortaleceram durante algum tempo. buscava. Diogo / Peri. sentia-se no ermo. O imbu. b) Loredano / Álvaro / Peri. trabalha e consegue juntar os mil contos do dote para devolução. …………… adorava. agora longos sóis. UEMS Assinale a única alternativa verdadeira sobre José de Alencar e sua obra Senhora: a) ainda que considerando romântico. o outro uma paixão. FUVEST-SP “Assim. vê-se desprezado e humilhado pela esposa. achando boa terra e fresca a sombra. 18. que apresentava três sentimentos bem distintos: um era uma loucura. vinga. leva-as a brisa. O cristão amou a filha do sertão como nos primeiros dias. o amor se transformava tão completamente nessas organizações*. após ser abandonada por Fernando Seixas. As folhas lastram o chão. assim. 56. d) Álvaro / D.Romantismo Avançar . Diogo. Lúcia Camargo que. e tremia de pensar que Iracema houvesse partido. mas embalde. Senhora completa a série considerada de perfis femininos que o autor utiliza para a composição da crônica de costumes brasileiros. constrói uma personagem feminina sem tantas idealizações e já indica o caminho da crítica social. São Paulo: Scipione. e) Alencar. após o casamento. o narrador caracteriza os diferentes tipos de amor que três personagens masculinas do romance sentem por Ceci. e a alegria voltou a habitar em sua alma. Neste excerto de O Guarani. filho da serra. onde havia construído sua cabana e onde o esperava a terna esposa. …………… desejava. os trechos pontilhados serão preenchidos corretamente com os nomes de a) Álvaro / Peri / D. c) Loredano / Peri / D. talvez um dia cope a verde folhagem e enflore. Outra vez sua graça encheu os olhos do cristão. numa tentativa de representar por completo o Brasil. não atingiu seu intento. era o coração do guerreiro branco na terra selvagem. Alencar revela traços realistas. “Logo após a vitória. na praia. O amigo e a esposa não bastavam mais à sua existência. descobrir no azul diáfano a alvura de uma vela perdida nos mares. 1994. mas o casamento. Passava os já tão breves. d) Fernando. Como a seca várzea com a vinda do inverno reverdece e se matiza de flores. 7 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o cristão tornara às praias do mar. quando parece que o tempo nunca poderá estancar o coração. Mas breves sóis bastaram para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria. as flores. para tudo murchar. o último uma religião.” ALENCAR. De novo sentiu em sua alma a sede do amor. já comprometido. escreveu romances indianistas e urbanos. Como o imbu na várzea. e) Loredano / D. O Guarani. cheia de grandes desejos e nobres ambições. ouvindo gemer o vento e soluçar as ondas. Texto para as questões 19 e 20. José de. e sua beleza esmaltou-se de meigos e ternos sorrisos. é desfeito. b) juntamente com Diva e Iracema. deixando ermo aquele sítio tão povoado outrora pela felicidade. se nasce da várzea porque o vento ou as aves trouxeram a semente. através da Senhora. Com os olhos engolfados na imensidade do horizonte. Mas basta um sopro do mar.17.

O trecho “os já tão breves. Angélica na cara! Isso é ser flor.” (Castro Alves) 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . O termo “embalde” expressa a incerteza da realização da ação de “buscava”.” (Adélia Prado) e) “Baixas do céu num vôo harmonioso! . UFBA A leitura do fragmento e do romance de onde foi extraído permite afirmar: 01. para ambos. a visão romântica representativa da mulher é a de uma figura idealizada. Dá vida em teu alento à minha vida. à chegada do inverno e à volta do esposo. feijão-roxinho. A atitude contemplativa de Martim pode ser considerada fortuita. fato inteiramente alheio à seqüência dos acontecimentos que constituem o enredo. UFF-RJ Na literatura. A comparação presente no primeiro período do penúltimo parágrafo. 32. frágil e inatingível. onde ocorre o desfecho da história de amor de que trata o romance.. 04. 64. se tens pena De quem morre por ti. Assinale a opção em que a visão da mulher não se enquadra nesta característica: a) “Ah! Vem. As palavras “diáfano” e “alvura” referem-se a um mesmo nome. como resposta. Em quem. 16. O aproveitamento da fauna e da flora americana fixa e valoriza a cor local. A razão que leva a filha da floresta e o guerreiro branco a se exilarem justifica.Romantismo Avançar . A comparação entre a várzea e a filha do sertão remete. a soma das alternativas corretas. A expressão “sede do amor” difere de sede de amor. existe uma explicação adequada em: 01. Dê. 08. evidencia a fragilidade do amor do guerreiro por sua pátria e a resistência do imbu na várzea. já que a primeira dá idéia de concretude. Dê. molho de batatinhas. enquanto a segunda. agora longos sóis” contém idéias antitéticas que estão relacionadas com a mudança de estado de espírito experimentada pelo cristão. A amizade entre Poti e Martim é reveladora do objetivo do autor de mostrar o colonizador como amistoso e cordial. seguindo uma tendência da época em que a obra foi escrita. respectivamente. como resposta. sem qualquer conseqüência para o desenrolar da trama. Os personagens atuam impulsionados por sentimentos que os levam à prática de atos grandiosos ou de ações aviltantes que os caracterizam. 20. de abstração do sentimento amoroso. como heróis ou como vilões.. ambas com função revitalizadora. Quem és tu bela e branca desposada? Da laranjeira em flor a flor nevada Cerca-te a fronte ó ser misterioso! . UFBA Com relação à linguagem. 64. A oração “para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria” exprime a conseqüência da ação do tempo no estado de ânimo do guerreiro branco. a soma das alternativas corretas. a firmeza de permanecer em terra estranha.. O movimento da narrativa é retardado pela inserção desse episódio de reencontro entre Iracema e Martim. 04. A ação se transfere das praias do mar para o seio da floresta. pálida virgem. senão em vós se uniformara. 21.” (Gregório de Matos) d) “Minha mãe cozinhava exatamente: arroz.. 02. respectivamente. Une nos lábios meus minha alma à tua!” (Álvares de Azevedo) b) “Anjos longiformes De faces rosadas E pernas enormes Quem vos acompanha?” (Vinícius de Moraes) c) “Anjo no nome. e morre amando. 16. 02. 32. Mas cantava.19. e Anjo juntamente: Ser Angélica flor e anjo florente. 08.

referentes ao romance romântico no Brasil.” 9 GABARITO 24. I. e) Gonçalves Dias. antes de partir. de uma corda de pequenas fogueiras feitas de louro.22. FEI-SP O Guarani foi publicado em 1857 e na época gerou uma grande repercussão. na sua apresentação inicial. porém. c) O aproveitamento da linguagem do sertão é um dos traços marcantes da obra do Visconde de Taunay. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) aponta para um tempo em que os indígenas recuperarão o território brasileiro e expulsarão os brancos e negros. II. a) O romance indianista de José de Alencar representa contestação política ao domínio português. é mestiça. é a novela picaresca espanhola. UFRS Considere as afirmações abaixo. FEI-SP Sobre o romance. região tida por ele como a mais autenticamente brasileira. de Bernardo Guimarães. c) defende a união entre negros e índios contra os colonizadores portugueses. Cefet-PR Assinale a alternativa incorreta sobre o Romantismo. II e III. O autor desse romance é: a) Machado de Assis. Uma das fontes de inspiração do romance Memórias de um Sargento de Milícias. por isso tomara todas essas precauções. Peri não sofreria que uma vespa e uma mosca sequer ofendesse a cútis de sua senhora. em que as personagens vivem em contato constante com a natureza. e sugasse uma gota desse sangue precioso. é possível afirmar que: a) projeta um futuro trágico para o Brasil. 25. A heroína de A Escrava Isaura. d) Apenas II e III. A Moreninha. Quais estão corretas? a) Apenas I. circulou a alguma distância o lugar onde se achava Cecília. e) I. o rio de um lado. de canela. e sobretudo os répteis. e do outro as chamas que afugentariam os animais daninhos. d) A Moreninha garante a Joaquim Manuel de Macedo o pioneirismo na prosa romântica brasileira. Leia-o com atenção e responda às questões 24 a 27. de Manuel Antônio de Almeida. d) José de Alencar. b) Bernardo Guimarães foi o primeiro escritor regionalista brasileiro com o romance Ermitão de Muquém. c) José Lins do Rego. 23. O fragmento abaixo foi retirado do romance O Guarani. d) reconstitui acontecimentos históricos verídicos do período inicial da colonização do Brasil. urataí e outras árvores aromáticas. e) Franklin Távora é considerado o criador da Literatura do Norte. b) Álvares de Azevedo. são destacadas sua tez clara “como marfim” e sua beleza “branca”.Romantismo Avançar . de Joaquim Manuel de Macedo. insere-se na linha primitivista da corrente romântica. Desta maneira tornava aquele retiro impenetrável. “O índio. III. o fumo odorífero que se escapava das fogueiras afastaria até mesmo os insetos. c) Apenas I e II. e) pretende narrar a fundação de uma nova nação a partir da miscigenação entre brancos e indígenas. b) Apenas II.

IMPRIMIR Considerando-se o fragmento inserido no contexto da obra. b) romance regionalista. imprudência a que pusera remate o pedido do casamento. desempenha. com traços do caráter do “bom selvagem”: pureza. c) I e II estão corretas. Uneb-BA “Quando Seixas convenceu-se que não podia casar com Aurélia. p. Uma das obras em que podemos observar tal influência é Noite na taverna e seu autor foi um dos mais influenciados por Poe. é verdadeira a afirmativa: a) O personagem Seixas revela-se guiado por sentimentos nobres. José de. e) II e III estão corretas. 28. GABARITO 29.26. o autor procura valorizar as origens do povo brasileiro e transformar certos personagens em heróis. vê com naturalidade o casamento de conveniência. sem força de vontade. O trecho descreve os conflitos entre o homem branco e o negro. e inquiriu do motivo. especialmente para uma das gerações do Romantismo). revoltou-se contra si próprio. A descrição do amor que Peri nutre por Ceci visa a criar uma imagem idealizada do índio brasileiro. enquanto romântica. b) Aurélia Camargo. Referimo-nos a: a) Álvares de Azevedo. São Paulo: FTD. 104-6. Voltar Língua Portuguesa . c) A obra. quanto à relação amorosa. O autor pretende demonstrar a inferioridade do indígena brasileiro frente ao colonizador europeu. valentia e brio. 1999. mas o seu procedimento o indignava. Essa tendência é típica do: a) romance urbano. d) Os personagens são desprovidos de idealizações. III. e) A obra apresenta o final feliz. já lho disse uma vez. é correto afirmar que: I. a moça não insistiu. d) Castro Alves. A mim basta-me o seu amor. o papel da mulher fraca. UEMS 10 “Maldição baudelaire macalé luiz melodia/ quanta maldição/ o meu coração não quer dinheiro/quer poesia/ baudelaire e macalé luiz melodia/ rimbaud a missão/ poeta e ladrão/ escravo da paixão sem guia/ edgar allan poe tua mão na pia/ lava com sabão/ tua solidão/ tão infinita quanto o dia/ vicentinho van gogh luiza erundina/ voltem pro sertão/ pra plantar feijão/ tulipas para a burguesia/ baudelaire macalé luiz melodia/ waly salomão/ itamar assumpção/ o resto é perfumaria” BALEIRO. e até pareceu esquecer a sua observação. Fernando. e) poemas históricos. d) I e III estão corretas.” ALENCAR. a) somente I está correta. 27. 1992. b) Gonçalves Dias. típico desfecho da narrativa romântica. Senhora: perfil de mulher. Aurélia percebeu imediatamente a mudança que se havia operado em seu noivo. enfocados como pessoas comuns. não lhe pedi nada mais. fatal. O rompimento deste enlace irrefletido era para ele uma coisa irremediável. Não se perdoava a imprudência de apaixonar-se por uma moça pobre e quase órfã. Fernando disfarçou. Zeca Baleiro menciona Edgar Allan Poe (grande influência para muitos escritores brasileiros. Uma noite porém. e) Olavo Bilac. em que Seixas se mostrara mais preocupado. na narrativa. c) romance indianista. d) poemas épicos. desde que mo deu. II.Romantismo Avançar . Zeca. In: Vô imbolá. c) Casimiro de Abreu. eu lha restituo. Em sua música “Maldição”. FEI-SP Em O Guarani. na despedida ela disse-lhe: — A sua promessa de casamento o está afligindo. FEI-SP A propósito do trecho transcrito. b) somente III está correta.

junto à natureza. d) Naturalismo. A vida é combate Que os fracos abate. a quem se adora. 372. Cultrix. Arder por afogá-la em mil abraços: Isso é amor. sem poder fitar seus olhos. inspiração em elementos nacionais. seus pensamentos. Compr’ender. Meus brios reveste. [s/d]. transcendendo os limites da vida física. sem que se veja. valorizando o idioma nacional. Amá-la.Romantismo Avançar .30. temendo roçar os seus vestidos. através do sentimento nativista. Se o duro combate Os fracos abate. IMPRIMIR A característica que situa o fragmento dentro da poética romântica é: a) evasão no espaço. a) Barroco. transportando o eu-lírico para um lugar ideal. aos bravos. Viver é lutar.” DIAS. que a vida É luta renhida. Só teme fugir. c) Modernismo. Poemas de Gonçalves Dias. e desse amor se morre!” DIAS. UFF-RJ As estrofes abaixo. Valente serás. Quer seja tapuia. 1959. c) idealização do amor. São Paulo. Que os fortes. 31. Condor ou tapir. Tamoio nasceste. Poesia Completa. partes do poema Canção do Tamoio. Não chores. Aos fortes. b) Realismo. Só pode exaltar. Sê duro guerreiro Robusto. e) Romantismo. p. e) idealização da mulher. E pois que és meu filho. Gonçalves. Penetra na vida: Pesada ou querida. 11 GABARITO Identifique o momento literário a que pertence o poema Canção do Tamoio. d) realização de poemas lírico-amorosos. Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. sem lhe ouvir. b) forte subjetivismo. Gonçalves. Viver é lutar. os bravos. “Não chores. Rio de Janeiro: José Aguilar Ltda. No arco que entesa Tem certa uma presa. conduzindo o eu-lírico à depressão. representam um momento da literatura brasileira em que se buscou. fragueiro. revelando uma visão pessimista da vida.. meu filho. sem ousar dizer que amamos. Segui-la. especialmente nos índios e em sua civilização. UFF-RJ O sofrimento amoroso é freqüente nas obras dos poetas românticos. Voltar Língua Portuguesa . como se pode observar abaixo: “Se Se Morre de Amor! Sentir. Brasão dos tamoios Na guerra e na paz. E. Só pode exaltar. As armas ensaia.

São redomas de vidro que tudo pode quebrar. II e III. De acordo com a narrativa... durante o inverno europeu. assinale a(s) alternativa(s) correta(s).. d) Apenas II e III. independente do julgo da metrópole portuguesa. Apesar do afeto que Pereira sente pela filha. sinônimo dos recursos naturais do Brasil. são ressaltados aspectos pitorescos do sertão brasileiro. UFRS Leia o texto abaixo. 08.. as personagens indígenas – Peri e Iracema – morrem em circunstâncias trágicas... quanto os Aimorés. um processo gradativo de . Às descrições da natureza típica do cerrado brasileiro. mais precisamente no Rio de Janeiro. 12 Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto acima. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a partir daí.. UFRS Leia as afirmações abaixo sobre os romances O Guarani e Iracema. III. de José de Alencar... tal como em Iracema e em O Guarani..Romantismo Avançar .. no empenho de construir uma visão do período pré-cabralino? 35......” 04. representante dos valores lusitanos. pode pôr a perder a honra familiar... misturam-se cenas da Guerra do Paraguai. b) Apenas II.. Em Iracema. apaixona-se por um provinciano recém chegado ao Rio de Janeiro. e) Senhora – adolescente – ascensão social.. e) I. tentanto tirá-la dos braços de seu amado. Segundo Pereira: “Ih.. aliás uma opinião estendível a outras mulheres em idade casadoura... na certeza de que serão vingadas. Em O Guarani. de José de Alencar.. Pereira enaltece a fartura do Brasil. a) Que sentido têm as sucessivas mudanças de nome do protagonista no romance? b) Qual o papel das notas explicativas nesse romance? Do que elas tratam em sua maior parte? c) Como o romance e suas notas tratam o ritual antropofágico. que se apaixona pela bela sertaneja. II. d) Senhora – adolescente – enriquecimento material. à míngua. c) Apenas I e II. Unicamp-SP Em Ubirajara. é coisa de meter medo.... Em O Guarani e Iracema. a) Lucíola – cortesã – purificação espiritual. são destruídos.. meu Deus. palco da história do amor de Inocência e Meyer... UFMS Considerando a leitura do romance Inocência. mulheres numa casa. em especial a francesa. por obra de qualquer descuido.. 33. Durante um almoço. em contraste com a vida na corte..... do Visconde de Taunay. ela é motivo de constante preocupação para o pai.. o homem branco por quem se apaixonara.. 01. 02.32. 34. é um reflexo da busca e aclamação dos elementos constitutivos de uma nação brasileira. I... conflito que traz para a cena do romance o soldado Cirino. sob a influência das culturas européias. a guardiã do “segredo da jurema” abandona sua tribo para seguir Martim. b) A Pata da Gazela – camponesa – degeneração física. Quais estão corretas? a) Apenas I.... No romance . experimentando... uma . c) Lucíola – aristocrata – degradação moral. Essa comparação visa a demonstrar a superioridade do modo de vida na corte e a pobreza e a ignorância do sertanejo.... uma vez que. José de Alencar propõe uma interpretação de Brasil em que o índio exerce um papel central. tanto a casa de Mariz. que retratam o lado negativo da terra americana. Essa exaltação dos recursos alimentares do país. ao ouvir de Meyer notícias sobre a morte de pessoas..

37. ( ) Em sua trajetória ao longo da narrativa. Mas. d) I e II. os valores e a cultura do índio real estão fielmente retratados. o que o opõe aos autores da geração literária que sucedeu à sua.. O autor valeu-se de uma narrativa. o autor consegue sustentar a atenção dos leitores.. não. e. ( ) Escrito na forma de um relato de memórias da protagonista. diferentemente do que ocorre na obra de Gonçalves Dias. 13 “Nasci no campo. com suas palavras.” ABREU.. Que deliciosa vida aquela! Como eu corria por aqueles prados! Que colheita que fazia de flores! Que destemido caçador de borboletas! Ah! meus oito anos! Quem me dera tornar a tê-los!. UFPR Sobre o romance Senhora. A abordagem desse tema é integralmente feita de acordo com o padrão romântico na literatura brasileira? Justifique a resposta. o texto de Casimiro de Abreu aborda ainda outro tema significativo na literatura romântica: a relação entre o homem e a natureza. 38. Não foi na cidade. os costumes. ( ) Até o final do romance. ( ) A escassez de detalhes descritivos e a incorporação de elementos da cultura popular são algumas das características fundamentais do estilo de Alencar. Aurélia recusa-se a utilizar-se do dinheiro para alcançar seus objetivos. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso). vi quase ao mesmo tempo o céu e o mar. c) III. o autor já indica a combinação que fará entre elementos históricos e fantasia. Rio de Janeiro: Edição de Ouro. não queria. Casimiro de. mas divididos por razões econômicas.. 1965. Ao tratar desse tema. leia os textos a seguir: “Meus oito anos Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida. ocultando habilmente as razões que levaram ao desentendimento entre os protagonistas. de José de Alencar. ao saltar do berço. o texto segue o padrão literário romântico? Justifique a resposta. é correto afirmar. UFRJ Associado ao tema da infância. aos oito anos ia eu para a escola. Está correto somente o que se afirma em: a) I. ( ) A transação que resulta no vínculo entre Aurélia e Fernando acaba por permitir que outro casal. ( ) Ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império. mas não deixou de explorar sistematicamente recursos típicos da linguagem poética.Romantismo Avançar . 203.36. e confesso francamente que a palmatória não me deixou grandes saudades. infante ainda. Aqui. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações sobre o romance Iracema. onde se morre abafado. os campos e as matas. não. trata-se de caso de exceção na ficção do autor. GABARITO 39. b) II. com suas palavras. III. Obras completas. o romance apresenta os fatos do enredo em ordem cronológica. Fernando passa por uma transformação que o redime de suas atitudes iniciais. Para responder às questões 37 e 38. senti a brisa da praia brincar com meus cabelos e o vento da montanha trazer-me de longe o perfume das florestas. p. possa encontrar sua felicidade. iniciando-se a narrativa com as recordações da infância de Aurélia. a personalidade. Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!” Casimiro de Abreu. ( ) Heroína romântica. Ao apresentar esta obra como “lenda do Ceará”. nada. e) II e III. oferecendo condições para um desfecho feliz ao lado de Aurélia. foi ao ar livre. e ao desprender-me das faixas infantis. ligado por laços afetivos sinceros. II. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFRJ O texto de Casimiro de Abreu apresenta um tema relevante no Romantismo: a infância. uma vez que o restante de sua obra romanesca é dedicado à reelaboração das origens históricas do país ou à apresentação romântica de cenários regionais. servindo como porta-voz direta das críticas do autor aos valores burgueses. de José de Alencar: I.

em termos históricos. 16. é ilustrada através da oposição entre Cecília e Isabel. salva Peri da morte. porque. d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro. por promessa de seu pai. intitulado “Loura e Morena”.Romantismo Avançar . apaixona-se por Cirino. c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma. UFMS Sobre o romance Inocência. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . transcorre no século XVII. como resposta.40. além de explorar o conflito amoroso próprio da vertente romântica. V. III – “A Bandeira”) é representativa da tese de Rousseau sobre a bondade natural do selvagem. O tom confidencial da narrativa. sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse. é a do casamento. 16. 32. b) Aurélia Camargo. focalizado em primeira pessoa. em oposição à vilania e à maldade. 04. cuja linguagem possui os elementos necessários para a descrição da paisagem do interior brasileiro. o romance estrutura-se em quatro partes: preço. compra-o e ele contumaz caça-dote. 42. PUC-SP A questão central proposta no romance Senhora. mas. e) O romance gira em torno de intrigas amorosas. A ação do romance. nele. no cap. Considerando a obra como um todo. a austeridade do pai de Inocência é quebrada pela intensidade do amor que a filha devota a Cirino. O brasão escondido de Loredano e sua devoção a Dom Antônio de Mariz são exemplos da presença do medievalismo na literatura romântica. o anão que vigia Inocência o tempo todo. a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e. por isso. 41. uma espécie de curandeiro ambulante que tenta salvá-la da febre. visto que resulta de acordo no qual as aparências sociais devem ser mantidas. Dê. A descrição que o narrador faz de Álvaro (cap. de Visconde de Taunay. como também as relações do homem com essa mesma natureza. Dê. o amor tudo vence. o pitoresco da paisagem sertaneja recebe especial atenção do narrador: os elementos da natureza são descritos minuciosamente. de desigualdade econômica. incorporado a uma atmosfera metaforicamente medieval. de tendência sertanista. como um bálsamo poderoso. 64. Inocência é noiva de Manecão. A natureza age como mediadora: o óleo da cabuíba. indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance. resgate. assinale a(s) alternativa(s) procedente(s). 04. 02. com final feliz. Tico. A elevação de sentimentos e nobreza de caracteres. A jovem. 01. a soma das alternativas corretas. como resposta. preterida por Fernando Seixas. é correto afirmar que: 01. 02. é um dos tipos humanos descritos por Taunay que dá à narrativa um colorido especial. reforça a grandeza do índio Peri. inclusive através de nomes científicos em notas de rodapé. A apresentação que o narrador faz do rio Paquequer registra um típico processo de animização. Unioeste-PR Com respeito à leitura de O Guarani. quitação. no entanto. levando-o a acobertar a fuga dos amantes da ira de Manecão. a soma das alternativas corretas. é um romance regionalista. Pereira. 08. posse. 08. apesar do autor ter escrito a obra na segunda metade do século XIX. de José de Alencar.

. E provocaste a rajada. c) Essa estrofe é uma oitava. com versos de sete sílabas que cumprem um padrão de rimas. São Paulo: Scipione. 1998. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. e a civilização não tivera tempo de penetrar o interior.) florestas virgens se estendiam ao longo das margens do rio. nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. temos uma das formas significativas do nacionalismo. alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. e mais longos que seu talhe de palmeira. o lugar que acabamos de descrever estava deserto e inculto. tinha decorado para os dramas majestosos dos elementos. p. 15 44. No ano da graça de 1604. “(. e) São versos típicos de uma poesia que. 125. século XIX.. Que no soçobro infinito Abriste a vela ao trovão. O favo da jati não era doce como o seu sorriso. mal roçando. romântica e exaltada. a cidade do Rio de Janeiro tinha-se fundado havia menos de meio século. identificou-se plenamente com a causa dos abolicionistas. barca de granito. 1994. a virgem dos lábios de mel. (. 10. José de. da grande nação tabajara.. Solta a flâmula agitada aos uivos da marujada. b) O estilo e o elemento histórico remetem ao autor de Navio Negreiro e Vozes d’África.. Nas ondas da escravidão. Entretanto. e) nativismo modernista. construída sobre uma eminência e protegida de todos os lados por uma muralha de rocha cortada a pique. No texto de José de Alencar.. p.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .43.” ALENCAR. a nova nação ‘precisava ajustar-se aos padrões de modernidade da época. (. Cefet-RJ “Iracema.” Está incorreta a seguinte afirmação sobre a estrofe acima: a) O tom. Instrução: Para responder às questões 45 e 46. que tinha os cabelos mais negros do que a asa da graúna. “Após a independência. a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu. d) A expressão “barca de granito” é uma metáfora de “Palmares”.. b) sentimentalismo realista. José de.) pertencia a D.. Antônio de Mariz.. c) romantismo indianista..) A habitação (. São Paulo: Scipione. Unifor-CE “Palmares! A ti meu grito! A ti. ler o texto que segue. O pé grácil e nu. via-se à margem direta do rio uma casa larga e espaçosa. fidalgo português cota d’armas e um dos fundadores da cidade do Rio de Janeiro. que corria no meio das arcarias de verdura e dos capitéis formados pelos leques das palmeiras.’” NICOLA. Iracema. o tema e o sentimento predominante indicam tratar-se de versos de Álvares de Azevedo. Mais rápida que a ema selvagem. a comunidade dos escravos que resistiram ao cativeiro. d) bucolismo neoclassicista. onde campeava sua guerreira tribo.) Havia a necessidade de auto-afirmação da Pátria que se formava. Tudo era grande e pomposo no cenário que a natureza.Romantismo Avançar . em que o homem é apenas um simples comparsa. sublime artista. sintetizado pelo: a) realismo naturalista.

como se pode observar. 16 “Ossian o bardo é triste como a sombra Que seus cantos povoa..... Tem na lira do gênio uma só corda...... é correto afirmar: a) Memórias de um sargento de milícias. e) Não há como negar o tom realístico do qual se carrega a narrativa. Lira dos vinte anos..45.. a) O Guarani – irmão – mitifica b) Iracema – tutor – critica c) O Guarani – pai – representa d) Iracema – tio – retrata e) Ubirajara – progenitor – rejeita 46. d) Escrito na época do Romantismo. Basta de Shakespeare.. muito respeitados pela segunda geração romântica.. a) rejeita – pessimista – adaptação b) redimensiona – inovadora – rejeição c) enaltece – ufanista – conformação d) idealiza – conservadora – rejeição e) recupera – comprometida – adaptação Texto para a questão 47. própria da ironia romântica........ evidenciado na linguagem simples e na representação de pessoas comuns.... Fibra de amor e Deus que um sopro agita: Se desmaia de amor a Deus se volta. através da fundação daquela que se tornaria a sua capital.. b) a dispersão do eu-lírico. c) o eu-lírico rejeita a literatura e os demais poetas porque se identifica inteiramente com a natureza. Álvares de... de Cecília... Como a lua no mar e o som das ondas… Mas pranteia uma eterna monodia..... por exemplo....” Memórias de um sargento de milícias.... só algum mal-intencionado poderia notar em casa de Vidinha uma certa fartura desusada na despensa.. mas isso não era coisa em que alguém fizesse conta... IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. o poder e a audácia dos novos habitantes....... (…)” AZEVEDO.. A personagem referida. PUC-RS O Brasil português revela-se no trecho da obra . possui pouco valor como documentário ou crônica de uma época.... poeta ardente Que ilumina o clarão das gotas pálidas Do nobre Johannisberg! Nos teus romances Meu coração deleita-se… Contudo. Fantástico alemão. é correto afirmar que. e) Lamartine é criticado por sua irreverência para com Deus e a religião.. foi o primeiro escrito no Brasil... a) o eu-lírico manifesta tanto seu apreço quanto sua insatisfação em relação aos escritores que evoca. 48. em relação ao processo de . . exprime-se na métrica irregular dos versos. de José de Alencar.. FUVEST-SP Considerando-se este excerto no contexto do poema a que pertence (“Idéias íntimas”)... de Manuel Antônio de Almeida... O Lamartine É monótono e belo como a noite.. o passado histórico por meio de uma visão . da ideologia dominante.Romantismo Avançar . Memórias de um sargento de milícias está totalmente de acordo com as características do momento... nele.. que é a protagonista da obra. d) a recusa dos autores estrangeiros manifesta o projeto nacionalista típico da segunda geração romântica brasileira.. . b) Romance de Manuel Antônio de Almeida. Durante o primeiros tempos de serviço tudo correu às mil maravilhas. GABARITO 47... à cultura europeizada por que passa Peri.... UEMS “O major tinha razão: o Leonardo não parecia ter nascido para emendas.... Parece-me que vou perdendo o gosto.... Se pranteia por Deus de amor suspira. c) A crítica vê em seu romance um caráter regionalista. PUC-RS A obra em questão . Com base no texto acima....... Vem tu agora....

. 51.. que busca ressaltar os aspectos negativos da colonização portuguesa. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para se redimirem.. como se a esquadra de Pedro Álvares não houvesse enviado dois índios a Portugal...Romantismo Avançar . como se o consenso de todos estes comandantes justificasse a atitude de enviar os dois índios ao rei português.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . convertendo os índios.... p. mas que eram movidas pela ganância. apesar do tom artificial de alguns romances. condenados à morte. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.. c) seria arquitetada por colonos degradados. que buscavam no Brasil a redenção de seus pecados. e) Lúciola – regionalista – diversidade.... a) A Moreninha – realista – desigualdade. cometera a violência de arrancar de suas terras. que se dedicavam intensamente à causa da conversão do indígena brasileiro. 17 49.. 4º trim.... e com instâncias ao rei de Portugal para que por amor da religião se apoderasse d’esta descoberta. .. e) valoriza e confirma a iniciativa de alguns órgãos de imprensa que celebram a conquista portuguesa como fator importante para nosso posterior desenvolvimento como nação. UFF-RJ A visão de Gonçalves Dias no texto: a) reforça a posição dos brasileiros que desejam comemorar os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil... d) ressalta a concordância a que os capitães da frota de Pedro Álvares teriam chegado. c) A Escrava Isaura – regionalista – diversidade. 1867.. José de Alencar retratou.. e) seria causada pelos condenados à morte... bem como criou romances de tendência . UFF-RJ Índice é tudo aquilo que indica ou denota uma qualidade ou característica especial. No texto.As questões 49 e 50 referem-se ao seguinte texto: “O primeiro navio destacado da conserva para levar a Portugal a notícia do descobrimento do Brasil.” DIAS. que alegavam razões religiosas para seus atos. PUC-RS Além dos romances históricos e/ou indianistas.. d) O Moço Loiro – realista – complexidade... como elemento motivador para um distanciamento e uma diferenciação em relação a Portugal. eram colonos degradados... Gonçalves... ato contra o qual se tinham pronunciado os capitães da frota de Pedro Álvares. 50. b) Senhora – abolicionista – simplicidade. sem que a sua vontade fosse consultada. condenados à morte ou espíritos baixos. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para darem largas às depravações do instinto bruto. como se esta tivesse sido um evento relevante e benéfico para os habitantes de nossa terra. b) seria conduzida por personagens da mais alta idoneidade moral.. c) recusa a idéia da violência que teria caracterizado a colonização portuguesa no Brasil.. do país através de temas nacionais configura-se como um dos aspectos mais significativos do Romantismo brasileiro. à liberdade dos índios...... a dois índios.. Gonçalves Dias afirma que “fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia” porque aquela história: a) seria produzida por pessoas moralmente condenáveis. contextos e temáticas urbanas. contra a vontade deles.. 274. d) seria derivada da cobiça disfarçada com pretextos da religião.. era o ataque aos senhores da terra. que evitava o ataque dos colonos degradados aos senhores da terra e à liberdade dos índios.. em obras como . A preocupação em retratar a .. Fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia: era a cobiça disfarçada com pretextos da religião. b) insere-se no contexto do Romantismo.

o Romantismo. torna-se sargento. UFMS Com relação às Memórias de um Sargento de Milícias. mas revela. ó minha lua. 54. Nossa vida mais amores. Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá. “Minha terra tem palmeiras. é um romance urbano que apresenta grande variedade de tipos humanos (a parteira. o eu-lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala. 08. 16. é filho de Leonardo Pataca e de Maria da Hortaliça. 53. Torno-me vaporoso… e só de ver-te Eu sinto os lábios meus se abrir de sono. uma das características da obra é a utilização da linguagem oral. Onde canta o Sabiá. fruto de “uma pisadela e de um beliscão”. As aves.52. a soma das alternativas corretas. o compadre. de imediato. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o chefe de polícia) e os problemas morais e sociais do Rio de Janeiro sob o reinado de D. Onde canta o Sabiá. Neste excerto. Leonardo. aproximando-a da estética realista. b) se trata de um soneto clássico que celebrizou o poeta como um dos mais importantes do Romantismo brasileiro. por méritos próprios. é um anti-herói.. o barbeiro. que aqui gorjeiam. Nossos bosques têm mais vida. o personagem principal. o narrador interrompe com freqüência a narrativa. (. FUVEST-SP “Teu romantismo bebo. “Luar de verão”. desinteresse e tédio.. Leonardo. referidas na segunda estrofe. que mais tarde se casa com Vidinha e. Sem que eu volte para lá. e) fuga romântica para o sonho. Álvares de. b) tendência romântica ao misticismo. UFRS Leia as estrofes seguintes.” AZEVEDO.Romantismo Avançar . d) aversão dos românticos à natureza. o personagem central. c) melancolia romântica. destacando-se pela temática regionalista. c) é um canto de amor à pátria e teve alguns dos seus versos incorporados à letra do Hino Nacional. tornando a obra uma espécie de crônica da época. Dê. A teus raios divinos me abandono. Nossas várzeas têm mais flores. capazes de atos de bravura e coragem. característica das classes de alta cultura e condição social confortável. extraídas do poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias. é correto afirmar que: 01. Não gorjeiam como lá.” 18 Em relação à Canção do Exílio é correto afirmar que: a) exalta a natureza brasileira em sua fauna e sua flora. d) as estrelas e as flores. Essa atitude do eu-lírico manifesta a a) ironia romântica. que previa heróis moralmente elevados. 02. 04. e) os versos da última estrofe acentuam o sentimento do exílio e expressam o desejo do poeta de morrer em Portugal. comentando as ações dos personagens. Nosso céu tem mais estrelas. Sem qu’inda aviste as palmeiras. a comadre. João VI. simbolizam a falta de preocupação com os problemas do período colonial. contrariando as convenções literárias da época. como resposta. um aventureiro. Lira dos vinte anos.) Não permita Deus que eu morra.

Já meigos atendem à voz do cantor: São todos Timbiras. c) O poema gonçalvino enalteceu e preservou as tradições indígenas brasileiras. c) à temática romântica da nostalgia. sedentos de glória. a: a) idealização da amada.)” DIAS. Cercadas de troncos – cobertos de flores.F. Dirce. e) força material do cotidiano. solene e distante. a um tempo temida e desejada. Temíveis na guerra que em densas coortes Assombram das matas a imensa extensão. de Gonçalves Dias. Alteiam-se os tetos d’altiva nação. UFMG Em relação ao poema “Canção do exílio”. b) “I-Juca-Pirama” expressa o nacionalismo de seu autor. São rudos.. já cantam vitória. expressa num detalhismo quase realista. b) à tendência romântica para a utopia. b) projeção da própria morte. 311 19 Reflita sobre as tendências da poesia romântica indianista e assinale a alternativa que não confirma a visão idealizada do poeta em relação ao indígena brasileiro: a) O índio de Gonçalves Dias ganhou o tom dos valorosos cavaleiros medievais e reafirmou o sentimento nacionalista de nosso Romantismo. e) A poesia romântica indianista resgatou o passado histórico do Brasil e valorizou a bravura de seus habitantes naturais. Já prélios incitam.Romantismo Avançar . retratada como musa etérea. São muitos seus filhos. severos. Nos meus olhos incertos sinto lágrimas. incorporando-as ao orgulho nacional. revela-se um traço forte de sua poesia. Rio de Janeiro: Bloch. d) à vertente romântica indianista.Juca -Pirama No meio das tabas de amenos verdores.. d) insegurança amorosa. I.. 57. 1969. nos ânimos fortes. pela qual se rebaixa a linguagem ao plano do cômico.Juca-Pirama. guerreiros valentes! Seu nome lá voa na boca das gentes. Gonçalves. In: RIEDEL. Vitória-ES Observe com atenção o fragmento abaixo: “I. d) O poeta romântico transformou o silvícola em um dos símbolos da autonomia cultural e da superioridade da nação brasileira. ao idealizar a coragem e o heroísmo do índio brasileiro.55. U. UFSE “Quando junto de ti sinto às vezes Em doce enleio desvairar-me o siso. que. por temor de que a realidade rechace o devaneio lírico. p. de Álvares de Azevedo. Condão de prodígios. atribuiu-lhe também alguns distúrbios de personalidade. Literatura brasileira em curso. 56. c) sátira impiedosa.. mas da lágrima em troca eu temo um riso!” Na estrofe acima. de glória e terror! (. é incorreto afirmar que ele pertence: a) ao projeto nacionalista romântico. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

16. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Condor ou tapir. Texto para a questão 60. E com a nívea mão recata o seio… Essa trança beijar de seus cabelos Oh! quantas vezes. a) quem erra o alvo precisa fugir da caça.” Vocabulário: Tapuia – identificação dada a tribos inimigas. Tapir – anta. De fogos vagabundos acender-se… Se posso no viver sonhar com ela. Não encheste minh’alma de ventura. Condor – ave semelhante à águia. Quando louco. “Idéias Íntimas (fragmento) VII XIII Em frente do meu leito. Só teme fugir. E essas violetas inodoras. Meus tristes lábios imprimi ardentes Sua imagem divina ter no peito. a presença da morte. revelam o seu caráter romântico de segunda geração. o sonho. a imagem da mulher amada. exaltação da natureza. murchas. em negro quadro Havia uma outra imagem que eu sonhava A minha amante dorme. 02. a soma das alternativas corretas. e) As marcas do erotismo.E. “rompeu a tela”. Dê. c) Ao dizer “É uma estampa/de bela adormecida”. 08. 20 59. sedento e arquejante. tais como: ventura e tristeza.F. Não poderei na sepultura. ao menos. No poento vidro que te guarda o sono! Álvares de Azevedo. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. De bela adormecida. d) As referências ao universo da pintura. e) o bom índio se conhece pela qualidade do seu arco. “Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte.58. satanismo. d) quem não tem boa pontaria é excluído do grupo de guerreiros. Quer seja tapuia. “onde eu pintara”. é um conjunto de poemas que apresentam: 01. No arco que entesa Tem certa uma presa. presentes no poema. A rósea face Mas ela não o quis… rompeu a tela Parece em visos de um amor lascivo Onde eu pintara meus doirados sonhos. É uma estampa No meu peito na vida e no sepulcro. U. vida e morte. b) Filiado ao Simbolismo.Romantismo Avançar . característica primordial do Romantismo. imaginação criadora. Ponta Grossa-PR Espumas flutuantes. de Gonçalves Dias. 04. criam efeitos sinestésicos. Nos lábios frios comprimir chorando. da loucura e do sonho presentes no poema serão retomadas de maneira similar na poesia parnasiana. Santa Maria-RS Considere os versos de “Canção do Tamoio”. linguagem coloquial. U. confirmando a filiação do poema à estética simbolista. ideal mimoso. “negro quadro”. Conforme os versos transcritos. (…) GABARITO 60. b) os índios estão em guerra contra os tapuias. a) O idealismo. o poema denuncia sua familiaridade com relatos infantis. c) a covardia é o único sentimento a ser temido pelos fortes. o poema recorre a imagens nebulosas e sugestivas. como resposta. expressão de ideais românticos. de Castro Alves.

à elite de sua época.. um nítido contraste entre as personagens masculinas e as femininas: enquanto os homens se distinguem pela honestidade.a periferia do Rio de Janeiro.Romantismo Avançar . Juiz de Fora-MG Sobre o romance Iracema. As questões 62 e 63 referem-se ao fragmento abaixo: 21 “Iracema. buscou a margem do rio onde crescia o coqueiro. do povo que vivia no Rio de Janeiro no começo do século XIX. de José de Alencar. 04. U. e considerando a obra como um todo. a) Álvares de Azevedo – Noite na Taverna – Romantismo. não se pode negar o teor realístico do qual se carrega a narrativa. uma vez que registra traços dos hábitos. seja no espaço onde essas personagens circulam . (. As personagens do romance pertencem à classe dominante.. Estreitou-se com a haste da palmeira. foi uma obra inicialmente publicada em folhetins. b) Iracema entrega-se a Martim sem resistência.. o mestiço povo brasileiro. Tinir de ferros. U.F. A obra pode ser classificada como um romance de costumes. características da estética romântica. título da obra e período literário dos versos citados. como resposta. c) Aluísio Azevedo – O Mulato – Naturalismo. na perspectiva do idealismo romântico. c) a linguagem é um misto de narração e descrição lírica. Legiões de homens negros como a noite Horrendos a dançar.61. autor. a soma das alternativas corretas. 02. d) é uma obra de teor nacionalista em que há uso da cor local. 64. b) o sentimento amoroso justifica as duras ações colonizadoras. no romance.F. Dentre as proposições abaixo. o nascido do meu sofrimento. José de.) – Tu és Moacir. porém logo o choro infantil inundou sua alma de júbilo. corretamente. d) Alencar justifica. Juiz de Fora-MG A partir do fragmento acima.. 16. b) Castro Alves – O Navio Negreiro – Romantismo. estalar do açoite. U. c) A expressão “nascido do meu sofrimento” pode ser lida como índice da origem violenta da formação social brasileira. entre os anos de 1852 e 1853. Embora o romance esteja inserido entre as produções do Romantismo. a morte da terra virgem pela necessidade se implantar nela uma civilização.. dor e sofrimento. UFMS Memórias de um sargento de milícias. Dê.F. e vivem situações idealizadas.. 01. 08..” ALENCAR. Iracema. O desfecho da obra apresenta histórias de luto. de Manuel Antônio de Almeida. Apresenta-se. assinale a alternativa incorreta: a) O amor entre Iracema e Martim desculpa simbolicamente a colonização. O tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho. assinale a(s) correta(s) em relação ao romance em questão.linguagem simples e direta -. a seu modo. Voltar Língua Portuguesa . é incorreto afirmar que: a) destaca o elemento indígena como a verdadeira origem do povo brasileiro. vulneráveis e desonestas. a coragem e a fidelidade. A dor lacerou suas entranhas. a retidão de caráter. as mulheres são devassas. tradições e falas de pessoas simples.representação de pessoas comuns. Santa Maria-RS “Era um sonho dantesco. de baixa renda e seus dramas cotidianos -. 63. e) Castro Alves – Vozes d’África – Romantismo. contrariando todo o desenvolvimento orientado pela narrativa.. seja no processo de construção das personagens .” IMPRIMIR GABARITO Assinale a alternativa que identifica. seja no plano da forma . sentindo que se lhe rompia o seio. Em sangue a se banhar. d) Álvares de Azevedo – Conde Lopo – Romantismo. 62. consciente da sua missão de gerar a nova raça.

parágrafo. Desta forma. elas só o são aparentemente. b) V – V – F – F. recursos ostensivamente colhidos nos romances de folhetim da época.. III. Tomei o cadáver nos meus braços para fora do caixão. ( ) a utilização de recursos dramáticos considerados primários. Abri-o: era o de uma moça. Assinale a alternativa correta. Uniube-MG Marque (V) para as declarações que estão de acordo com o romance Senhora. Quando dei acordo de mim estava num lugar escuro: as estrelas passavam seus raios brancos entre as vidraças de um templo. Idealiza figuras imaginárias. por exemplo).. acaba por restabelecer-se na medida em que o autor arranja uma solene redenção fazendo Seixas resgatar-se na segunda parte da história.. naquela tez lívida e embaçada. eu deixara dormida no leito dela a condessa Bárbara.65.. Dei um último olhar àquela forma nua e adormecida com a febre nas faces e a lascívia nos lábios úmidos. Saí. época em que a influência jesuítica foi decisiva na política. o equilíbrio. As taças tinham ficado vazias na mesa: aos lábios daquela criatura eu bebera até a última gota o vinho do deleite. personagens que confirmam o amor inatingível. sei apenas que a cabeça me escaldava de embriaguez.. o que leva ao efeito cômico desejado. ( ) Este romance testemunha que Alencar crê nas “razões do coração” e se seu moralismo se abate sobre as mazelas de um mundo antinatural (o casamento por dinheiro). mulheres incorpóreas ou virgens. pois Alencar acredita que pode operar-se nesse caráter uma transformação capaz de restituí-lo gradualmente à sua natureza generosa. idealizado na literatura ultra-romântica. II e III estão corretas. em virtude da educação que recebera. Era uma defunta!.. como o esconderijo. UFGO Martins Pena foi o fundador da comédia de costumes do teatro brasileiro. Nessa obra. A alternativa que contém a seqüência correta é: a) F – V – V – V. 67. d) Apenas I e II estão corretas. para os itens verdadeiros. – era o anjo do cemitério! Cerrei as portas da igreja. na economia e principalmente na educação dos jovens. presente em grande parte da obra do autor. despreza o nacionalismo e o indianismo. d) F – V – V – F. ao contrário. da qual faz parte a peça O Noviço. no 1º.. c) V – F – F – V. e F para os falsos) ( ) o predomínio da caricatura na concepção das personagens. Acentua traços característicos da literatura romântica. e se redimem as transações vis repondo de pé herói e heroína.” 22 Com relação ao fragmento acima. ( ) uma vinculação nítida com o contexto romântico. sempre se salva a dignidade última dos protagonistas. a punição do violão. Não sei se a noite era límpida ou negra. que se casa pelo dote. ( ) o Brasil Colonial como pano de fundo histórico-social. Tematiza a morte. As luzes de quatro círios batiam num caixão entreaberto. as grinaldas da morte na fronte dela.. eu ignoro por quê. o egocentrismo e o sentimentalismo.. eu achara abertas. que. II.Romantismo Avançar . o amor platônico não é superado pelo amor físico. ainda. livro de contos escrito pelo poeta ultra-romântico Álvares de Azevedo (1831 – 1852). afirma-se: I. e) Apenas I e III estão corretas. c) I. “Uma noite. gemendo ainda nos sonhos como na agonia voluptuosa do amor. ( ) Embora existam personagens más em seu romance (Seixas. a) Apenas I está correta. demonstrando a ingenuidade e a simplicidade que permeiam a edificação da trama. ( ) Nesta obra. pode-se encontrar (Assinale V. e aqueles traços todos me lembravam uma idéia perdida. Aquele branco da mortalha. e após uma orgia. o vidrento dos olhos mal-apertados. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . temas característicos da primeira geração romântica. mas um ser venal inferior como é o caso de Seixas. b) Apenas II e III estão corretas. Pesava como chumbo. baseada na exploração de tipos sociais facilmente identificados. como o subjetivismo. rompido temporariamente. 66. de José de Alencar e (F) para as que não se aplicam adequadamente ao romance: ( ) O autor coloca no centro do romance não mais um herói.. Cefet-PR O excerto a seguir foi extraído da obra Noite na Taverna. direcionando-os para a vida religiosa. o disfarce e o erro de identificação. uma vez que a resolução dos conflitos se encaminha para o final feliz e a conseqüente realização amorosa dos dois jovens e.

02.68. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Fragmento II É ela! é ela! — murmurei tremendo. c) no primeiro. Dê. bucolicamente ingênua e inocente.. pastoril. o poeta expressa as condições mais rasteiras de seu cotidiano. A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã!” 23 Nele estão contemplados temas recorrentes em sua poesia e na estética romântica. não se caracteriza o rebaixamento do tema amoroso. que conduz à dor. apesar de haver um tom de humor e sátira. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . como resposta. manifesta-se o desejo de amar e a realização amorosa se dá plenamente entre os amantes. E o eco ao longe murmurou — é ela! Eu a vi — minha fada aérea e pura — A minha lavadeira na janela! (…) Esta noite eu ousei mais atrevido Nas telhas que estalavam nos meus passos Ir espiar seu venturoso sono. b) no segundo. PUC-SP “Fragmento I Pálida à luz da lâmpada sombria. Caracterizam duas faces diferentes da obra do poeta.Romantismo Avançar . U. 08. porém. o poeta figura a mulher adormecida e a toma como objeto de amor jamais realizado. Mas cantou nesse instante uma coruja… Abri cioso a página secreta… Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!” GABARITO Os fragmentos acima são de Álvares de Azevedo e desenvolvem o tema da mulher e do amor. Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! Que céu azul! Que doce n’alva Acorda a natureza mais louçã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã! Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória. 69. Vê-la mais bela de Morfeu nos braços! Como dormia! que profundo sono!… Tinha na mão o ferro do engomado… Como roncava maviosa e pura!… Quase caí na rua desmaiado! (…) É ela! é ela! — repeti tremendo. Comparando os dois fragmentos. a) no primeiro. a exaltação de sentimentos pessoais. Sobre o leito de flores reclinada. 04. com desespero e pessimismo. em poesia simples. “Se eu morresse amanhã. o desajustamento do indivíduo ao meio social. com certeza. o dolorido afã. à aflição e à busca da solidão. a análise crítica e científica dos fenômenos sociais brasileiros. Ponta Grossa-PR “Se eu morresse amanhã”. Como a lua por noite embalsamada. d) no segundo. e) no segundo. 16. a valorização de elementos ligados à natureza. atribui à mulher traços de idealização iguais aos do primeiro fragmento. ao substituir a musa virginal pela lavadeira entretida com o rol de roupa suja. a soma das alternativas corretas. podemos afirmar que. a morte como alívio para o “mal-do-século”.E. o poeta confere ao tema amoroso tratamento idêntico ao verificado no primeiro fragmento.. como: 01. é um dos poemas mais lembrados de Álvares de Azevedo. viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã.

70. o poeta demonstra acentuadas marcas do nacionalismo vigente no Romantismo. d) Apenas II e III. Uberlândia-MG-Modificada Sobre Iracema. por saber quem é Leonardo. 71. A linguagem do romance Iracema é altamente poética. de José de Alencar. A produção poética desse autor pode ser caracterizada da seguinte forma: ( ) na poesia indianista. em Iracema temos o nascimento lendário do Ceará. provocados pelo sofrimento do amor irrealizado. ( ) na poesia saudosista. c) se 2. b) Apenas II. pode-se encontrar um ultraromantismo já convencional. 2. foram mais adiante do que isso. estabelecendo. o índio. b) se apenas 2 e 3 estiverem corretas. e em lamentos melodramáticos. U. I. assim. 3. moldada por um cenário natural tipicamente brasileiro. uma interdependência entre paisagem e estado de alma. a história de amor entre Iracema e Martim e as manifestações de ódio das tribos tabajara e potiguara. II. O narrador acentua o tom irônico que caracteriza o romance. como este último tinha querido quando foram para o Campo. 4. não é dizer que vieram de braço. UFRS Leia o texto abaixo. a natureza tem um caráter expressivo e dinâmico. e) I.” Considere as afirmações abaixo sobre o comentário feito em relação à palavra ingenuamente na última frase do texto. 3 e 4 estiverem corretas. O narrador aponta para a ingenuidade da personagem frente à vida e às experiências desconhecidas do primeiro amor. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . no qual está inserido o primeiro habitante do País. predomina uma sensibilidade plástica singular. as cenas de amor carnal entre Iracema e Martim são de tal forma construídas que o leitor as percebe com vivacidade. 72. fruto do negro e do branco. II e III. Luizinha e Leonardo. em que se sobressai o tratamento exótico da natureza tropical. que deforma os encantos da mulher amada. Quais estão corretas? a) Apenas I.Romantismo Avançar . embora o texto esteja em prosa. como a exaltação do pitoresco nacional. 3 e 4 estiverem corretas. UFGO A poesia de Gonçalves Dias pode ser dividida em três grandes vertentes temáticas: a indianista. O narrador.F. detectado no sentimentalismo exagerado. vieram de mãos dadas muito familiar e ingenuamente. podemos dizer que: 1. E ingenuamente não sabemos se se poderá aplicar com razão ao Leonardo. extraído do romance Memórias de um Sargento de Milícias. ( ) em todas as vertentes da poesia de Gonçalves Dias. De maneira simbólica ele representa o homem brasileiro. põe em dúvida o caráter da personagem e as suas intenções. Alencar consegue belos efeitos lingüísticos ao abusar de imagens sobre imagens. c) Apenas III. ( ) na poesia lírico-amorosa. 24 GABARITO “Desta vez. Ela é o refúgio acolhedor e o ideal de evasão do eu-poético. III. comparações sobre comparações. de Manuel Antônio de Almeida. d) se 1. Assinale: a) se apenas 2 e 4 estiverem corretas. porém. porque tudo é narrado de forma explícita. numa representação quase sempre épica. a saudosista e a lírico-amorosa. Moacir é o filho nascido da união de Iracema e Martim.

b 18. e 23. As notas contribuem tratando o ritual. a 27. tendo sido derrotado no combate com Ubirajara. a a) Como todo povo.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O 1 1. pois a relação entre o homem e a natureza é apresentada de forma idealizada. 5. Sim. e 26. a escravidão causaria mais vergonha que a própria morte.Romantismo Avançar . 49. 7. no texto. 45. que desmitificam sua imagem de passado idealizado a que se desejaria retornar. c) O ritual antropofágico é tratado sob a perspectiva indígena. c 32. d 25. 14. mas com benevolência. a 19. pois. 44. 37. 05 21. pode-se dizer que servem de complemento à narrativa. 3. a 29. 42. e 31. V–F–V–V d e a c 21 e a e V–F–V–V–V e c c d c d 17. 2. 46. c 33. 48. Tais estágios são refletidos na mudança de nome do protagonista: Jaguaré é o nome do caçador. F–F–V–F–F–F–V 50 c 27 d c c a a e b GABARITO IMPRIMIR 35. no último parágrafo. segue. 41. já que. a natureza é lugar paradisíaco. 6. 40. 34. 13. de experiências positivas. sua cultura. Considerando-se que as notas são objetivas e a narrativa é subjetiva. 15. d 30. e não européia. não com o preconceito europeu. 47. 23 20. d 22. o índio brasileiro também tem suas tradições. já que. 12. Voltar Língua Portuguesa . c 28. 39. 11. 4. 10. O romance confirma isso quando Pojucã pergunta se não é digno deste sacrifício. 16. 43. b) As notas tratam da língua e dos costumes dos índios. 36. 38. 06 a Não segue integralmente. atribuem-se à infância traços negativos. d 24. 8. a qual passa por diferentes estágios. Ubirajara é o nome do guerreiro e Jurandir é o nome do hóspede. 9.

Romantismo Avançar . 57.50. 61. 53. a b e c V–F–V–V a 17 c V–V–F–V a e 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 67. 64. 51. 68. 58. 69. 52. 59. 71. 72. 70. 65. 63. 66. 54. 56. 55. a e c a 14 a b b c 13 a 05 62. 60.

Entretanto. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. posta em sossego. 2. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. áspero e tirano. Estavas. Naquele engano da alma ledo e cego. posta em sossego. já velho e com um “saber só de experiência feito”. inserido em sua narrativa épica. Está correto apenas o que se afirma em a) I. É porque queres. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. Tuas aras banhar em sangue humano. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. Se dizem fero Amor. puro amor. e) I e III. II. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. legítima herdeira do trono de Portugal. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. 3. Aos montes ensinando e às ervinhas. De teus anos colhendo doce fruito. em Os Lusíadas: I. b) II. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. Como se fora pérfida inimiga. Desse episódio. Nos saudosos campos do Mondego. O nome que no peito escrito tinhas. De teus fermosos olhos nunca enxuito. que se contrapõe à solenidade do poema épico. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. obra de Camões. III. linda Inês. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. O episódio de Inês de Castro. tu. Voltar Língua Portuguesa . c) a manifestação de apego a Portugal. IMPRIMIR b) celebra os amores secretos de Inês e de D.Classicismo Avançar . que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. d) I e II.LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. humanizando os versos. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. oferecem momentos em que o lirismo se expande. d) retrata a beleza de Inês. como um todo. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. c) III. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. do qual o trecho acima faz parte. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. com força crua Que os corações humanos tanto obriga.” 1 GABARITO Os Lusíadas. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. Deste causa à molesta morte sua. Que a fortuna não deixa durar muito. PUC-SP “Tu só.

LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. b 2. a 1 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Classicismo Avançar . e 3.

Dê. No entanto. estampar nas vitrines “sale” e “50% off” em vez de “liquidação” e “50% de desconto”. de uma cultura dominante. de autoria do deputado Aldo Rebelo (PC do B. É normal que uma língua se nutra de outras. O texto traz a opinião do articulista de Veja. 1 Trecho 1: “O projeto é fruto de uma idéia fora do lugar (mais uma): a de que o português falado no Brasil estaria ameaçado de extinção. (08) é possível detectar a presença de duas “vozes” que dialogam com o discurso sobre a língua: a “voz” da ecologia e a “voz” da economia. que leciona Lingüística Aplicada na Universidade de Campinas. ‘Um idioma evolui quando entra em contato com outros. As informações entre parênteses têm por função explicar os termos que os antecedem.Interpretação de texto II Avançar . São Paulo). A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert adotassem o termo ‘week-end’ para fim de semana. UFMS Apresentamos. Para ilustrar essa tese.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II 1. (16) ao contrário dos lojistas. p. diz o professor John Robert Schmitz. era o francês o responsável pela maior parte das palavras ditas internacionais. americano naturalizado brasileiro. a seguir. Até o início do século XX. em geral. como resposta. 86-7). Repete-se no terreno do idioma a mesma lengalenga que se desenrola no campo da economia. não fazendo qualquer referência ao emprego de tais termos na língua escrita. seus defensores sempre utilizam o mesmo e surrado exemplo: cartazes de lojas de shopping centers (ops. é correto afirmar que: (01) o exemplo utilizado pelos defensores da pureza do idioma — os cartazes de lojas de shopping centers — não prima exatamente pela originalidade. centros comerciais). (04) os lojistas que exibem cartazes com termos estrangeiros em suas vitrines prejudicam apenas a si mesmos. Também é comum — e fato antigo — que os vocábulos a atravessar fronteiras venham. (32) no terceiro período: A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada de nossa inculta e bela língua (a empresa nacional).” Trecho 2: “Para os especialistas. Está certo que os abusos beiram o ridículo. os pagodeiros deveriam ser penalizados porque cometem erros absurdos de gramática que corrompem o idioma. ser multados. a soma das alternativas corretas. (02) o projeto de Aldo Rebelo limita-se a tentar impedir que a língua falada seja invadida por estrangeirismos. em que João Gabriel de Lima discute o projeto de lei nº 1676. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . por isso. o projeto mostra total ignorância do fenômeno lingüístico. multar um lojista por uma caipirice que depõe unicamente contra ele próprio é um exagero. A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada da nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). Seria mais ou menos como cobrar uma pena pecuniária (gostou dessa. dois trechos de uma reportagem publicada na revista Veja (30/08/00. assim como o mico-leão-dourado e a arara-azul. Entre eles. e só alguém que não entende nada do assunto pode achar que é possível bloquear esse intercâmbio’. que proíbe o uso de palavras estrangeiras. Agora. Rebelo?) de pagodeiros a cada erro de gramática que cometem. não devendo. essa primazia pertence ao inglês.” GABARITO Segundo o texto.

criando. Dê. estão corretas. (08) em A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert…. (08) ignora-se a influência do povo como propulsor das transformações ocorridas na língua. a soma das alternativas corretas. p. 47. (32) posições contrárias à evolução de uma língua são duramente criticadas. a soma das alternativas corretas. só então. que não se pode impedir. ao passo que Machado de Assis assume uma atitude complacente em relação a seus opositores. (16) até o início do século XX. (32) o trecho atribuído ao professor John Robert Schmitz vem em discurso direto. UFMS Todas as proposições a seguir. agora. exceto: (01) a evolução de um idioma. através do intercâmbio com outras línguas. podemos fazer as seguintes comparações: (01) da mesma forma que o escritor fala de riquezas que se acrescentariam à língua. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. tendo sido. suplantado pelo inglês. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. (02) para os especialistas. que não vem explicitado no texto. UFMS Veja. como o escritor Machado de Assis aborda a questão da língua. um efeito de sentido de verdade e constituindo um importante argumento de autoridade para fundamentar a tese do intercâmbio lingüístico. 3. a expressão em negrito remete ao termo franceses. (16) enquanto Machado de Assis vincula as alterações por que um idioma passa ao fator tempo e às necessidades advindas dos usos e costumes. A este respeito a influência do povo é decisiva. locuções novas. Há.2. como resposta. com naturalidade. mas pode ser facilmente recuperado pelo leitor. serem incorporadas à escrita. já explorada no texto acima. 2 Entre o ponto de vista do escritor e a opinião de especialistas. como resposta.Interpretação de texto II Avançar . os estudiosos tomam os estrangeirismos como elementos positivos que fariam o idioma evoluir para melhor. referentes aos trechos da questão 1. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Dê. especialistas enfocam a questão do ponto de vista do intercâmbio com outras línguas.” In: Crítica literária. é um processo normal. (04) os vocábulos de uma dada língua que se incorporam a outras originam-se sempre de uma cultura dominante. o que pode ser observado desde tempos mais remotos. (04) afirma-se categoricamente que as mudanças ocorrem primeiro na fala para. certos modos de dizer. projetos e atitudes como os de Aldo Rebelo revelam-se absurdos porque traduzem um desconhecimento completo sobre a língua portuguesa e suas origens. (02) tanto Machado de Assis quanto especialistas aceitam. portanto. o francês foi o principal idioma a “exportar” palavras para os demais porque pertencia à cultura dominante da época. a partir de então. a evolução das línguas. com isso.

4. nesse fato. Uma flor ainda desbotada Ilude a polícia. Fingem acreditar que elas estão aí por amá-los. A durabilidade de tais ligações. c) a capacidade de resistência possibilita o inusitado surgimento da flor. Garanto que uma flor nasceu. o nojo e o ódio. b) Quais os traços de caráter das mulheres em relação aos quais os homens deveriam se precaver. associado à descrição de comportamentos que desqualificariam as mulheres. esportivos e de poder. Transcreva uma frase em que o termo ocorre. Duro. gosta de passar aos demais uma imagem de eterna juventude e virilidade. quando essa fêmea mostra também intelecto e capacidade de sobrevivência sem seu protetor. Há milênios. Seu nome não está nos livros. nos círculos milionários. e) a convivência do homem com a natureza não deve ser estimulada. Suas pétalas não se abrem. Mas é realmente uma flor. triste. meios artísticos. 5. Pior ainda. paralisem os [negócios. em relação às mulheres. Sua cor não se percebe. o tédio. segundo o autor dessa carta? c) A quem se refere o autor da carta.Interpretação de texto II Avançar . esta carta dá uma notável demonstração de machismo e desprezo pelas mulheres. termina quando tal fêmea atinge seu objetivo. Sento-me no chão da capital do país às [cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma [insegura. GABARITO IMPRIMIR a) O texto usa. Sublinhe o termo em questão na sua frase. na frase “o homem não aprende”? Voltar Língua Portuguesa . no geral. São poucas vezes atraídas pelo seu intelecto. ITA-SP O texto a seguir foi publicado na seção “Cartas do leitor” da Folha de S. e muitas pela fama. É feia. d) nada pode interferir no fluxo da vida urbana. […] Furou o asfalto. bondes. PUC-RS Texto Carlos Drummond de Andrade “Uma flor nasceu na rua! Passem de longe. “A recente morte violenta de uma jornalista choca a todos porque. rompe o asfalto. mas certas situações que levam a isso estão aí. real. Façam completo silêncio. um termo fortemente conotado. rio de [aço do tráfego. Laércio. Tudo porque o homem não aprende. Referida a um crime que teve repercussão na imprensa escrita e falada. ônibus.” 3 O texto sugere que: a) as plantas não devem ser cultivadas nos centros urbanos. SP. Paulo de 30/08/2000.” ZANINI. e lhes atribui um comportamento que as desqualifica. poder e dinheiro. b) a flor nasce sem as marcas da urbanidade. o assassino foge ao perfil comum de tais tipos. posando com fêmeas muito mais jovens. Garça.

Paulo. as grandes redes — a Internet e a World Wide Web — atropelaram o mundo. desafiaram constituições.6. c) “reformularam a economia”. especialmente em relação aos Poderes Legislativo e Judiciário no âmbito dos Estados e Municípios.” Jornal do Brasil.Interpretação de texto II Avançar . Fuvest-SP No texto. b) O que os termos “retificação” e “revisão” informam sobre a participação do juiz Marco Aurélio de Mello no julgamento da questão? c) Do que trata o artigo 20 da lei de Responsabilidade Fiscal? Responda. durante longos períodos de tempo. Transcreva pelo menos três. d) o caráter radical das revoluções. diz o professor do MIT. reordenaram prioridades. enquanto o CD-Rom trabalha. “A explosão dos computadores pessoais. que corria o risco de ficar impedido de aplicar cortes de despesas com folha de pagamento previstas na lei. 13/02/96.” O Estado de S. Fuvest-SP A expressão “revoluções não são sutis” indica a) a natureza efêmera das revoluções. Não há dúvida de que vivemos a revolução da informação e. reformularam a economia. Unicamp-SP (nota: o título de “ministro” é dado aos juízes do Supremo Tribunal Federal) “Pela diferença de um voto. que confirmou a constitucionalidade do artigo que estabelece os limites de gastos com pessoal para os três poderes. o governo saiu vitorioso ontem no julgamento do pedido de liminar contra o artigo 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal. revoluções não são sutis. Existem ainda no STF outras cinco ações propostas pela oposição contra dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal. 12/10/2000. as ‘infovias’. e) “desafiaram constituições”. b) “tornaram as leis antiquadas”. Nicholas Negroponte. 8. ocorrem vários termos de jargão técnico que remetem a diversas fases do andamento de um processo no judiciário. c) a natureza precária das revoluções. b) a negação dos benefícios decorrentes das revoluções. Uma retificação no voto do ministro Marco Aurélio de Mello garantiu a decisão do STF. a) No texto acima. redefiniram os locais de trabalho. Tornaram as leis antiquadas. 4 Texto para as questões 7 e 8. d) “redefiniram os locais de trabalho”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . GABARITO 7. e) o traço progressista das revoluções. a expressão que sintetiza os efeitos da revolução operada pela informática é a) “atropelaram o mundo”. mudaram o conceito de realidade e obrigaram as pessoas a ficar sentadas. com base no texto. diante de telas de computadores. A revisão promovida pelo ministro Marco Aurélio favoreceu o governo.

( ) No trecho final. sugerindo maior proximidade com o interlocutor/leitor. (04) o uso de você é um recurso típico do texto publicitário. não se voltando. ( ) O primeiro período do anúncio não apresentará alteração de sentido se for assim reescrito: O XYZ é o primeiro na categoria e tem airbags laterais.9. ( ) Se o trecho “Tem carroceria 100% galvanizada” estivesse redigido como Tem 100% da carroceria galvanizada. são proibidos pelo Código Brasileiro de Defesa do Consumidor. Dessa forma. (32) a atribuição de uma qualidade negativa ao sapatinho (de cristal) sugere. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. É o primeiro carro brasileiro com acoustic parking system. Tendo em vista essa observação.” Caras. Alguns anúncios são sabidamente enganosos. é possível considerar que o anúncio poderá ludibriar o consumidor que der a ele a primeira interpretação. por oposição. uma vez que se toma o todo (a pessoa) pela parte (os pés). E ainda foi considerado o carro mais seguro do segmento pelo Clube do Automóvel. por isso. leia o anúncio que se segue. ludibriando involuntariamente o consumidor. ar-condicionado inteligente. Tem um momento que você percebe que não é você que não entra no sapatinho de cristal. para um segmento específico da sociedade. 15/9/00. Tem carroceria 100% galvanizada. GABARITO IMPRIMIR Com relação a esse anúncio. portanto. motor com 5 válvulas por cilindro. a mensagem do anúncio estaria preservada. iniciado em “E ainda” o anúncio afronta o Código Brasileiro de Defesa do Consumidor porque lança uma auto-avaliação sem informar que sistema antifurto a sustenta. 12 anos de garantia anticorrosão” permite dupla interpretação: ou todas as peças metálicas do XYZ têm 12 anos de garantia anticorrosão ou apenas a carroceria a tem. e. Há. p. UnB-DF Um anúncio publicitário tem por finalidade influenciar o público. que a interlocutora anteriormente acreditava em príncipes encantados. (16) os anunciantes da coleção Primavera-Verão da Picadilly utilizam argumentos genéricos para seduzir o grande público. estimulandoo a adquirir um produto ou a contratar um serviço. que acaba comprando gato por lebre. 5 De acordo com o material publicitário reproduzido acima. entretanto.” Época. anúncios que apresentam apenas informações verídicas. 13/12/99. Mas a tecnologia é imensa. apesar de gostar de homens de verdade. é incorreto afirmar que: (01) no primeiro período. XYZ. direção hidráulica e coluna de direção ajustável em altura e profundidade. os verbos parar (de) e passar (a) indicam. freios ABS de 5ª geração. O design é compacto. como resposta. como conteúdos pressupostos. (08) a figura de linguagem que aparece no segundo período é a metonímia. “O XYZ é o primeiro com airbags laterais na categoria. também conhecido como Cinderela. Todavia. nº 82. É o maldito sapatinho que não serve para você. (02) com o objetivo de opor realidade e fantasia. Voltar Língua Portuguesa . mesmo um anúncio honesto pode apresentar alguma impropriedade lingüística que comprometa a qualidade da mensagem transmitida. 10. a valorização dos calçados anunciados. recorre-se à intertextualidade com o popular conto de fadas Gata Borralheira. pois ludibriam o cliente. Dê. 53 (com adaptações).Interpretação de texto II Avançar . 12 anos de garantia anticorrosão. UFMS Leia o seguinte texto da propaganda de calçados da coleção Primavera-Verão da Picadilly: “Chega um momento que você pára de acreditar em príncipes encantados e passa a exigir homens de verdade. ( ) O trecho “Tem carroceria 100% galvanizada. a soma das alternativas corretas.

Paulo: editora EDUC/Cortez. 6 Podemos concluir do texto acima que: a) Eumênides é a peça escrita por Ésquilo. p. Aí. o preso entrou no carro de polícia para voltar ao distrito. detonando três pipocos em Cícero. p. para melhor se aproximar da língua padrão.)’. Texto 4 “Um aviãozinho monomotor (de um motor só) caiu ontem de manhã na Baía da Guanabara…” NP. Metodista-SP Texto 1 “Por isso.91.07. 339. Só que o julgamento terminou empatado e a deusa decidiu pela absolvição de Orestes. apud.C. quando acontece empate em julgamento. c) somente I e IV. 5.Interpretação de texto II Avançar . uma deformação dos significantes. 27. a empresa está informatizando todo o seu sistema.07.11. Considerando somente os fragmentos de Notícias Populares acima. para resolver os pepinos em tempo. Nessa hora.C. . uma tendência para a hipérbole.” Superinteressante.” GABARITO NP. perceptível em nível morfológico. em Atenas). apud DIAS. ‘O episódio que deu origem à expressão está narrado na peça Eumênides. d) I. ou de linguagem popular e técnica. III. Texto 3 “Liberado pelos médicos. U. Atena virou Minerva e a instituição do voto de desempate. Nessa tragédia. Quanto às afirmações anteriores. 1996 Texto 2 “Os malacos tinham arrombado a escola Paradigma. 07. Ana Rosa Ferreira. p. Orestes. grande dramaturgo grego. julho de 1998. III.07. Christi estava tirando seu Santana da garagem. marcas de oralidade. passou para outras civilizações. ajudada pelo amante.35.” NP.” NP. Os malacos chegaram junto dela e mandaram-na passar as chaves. cit. IV. 24.91. VI. mata os dois para vingar o pai e é perseguido pelas Fúrias. II. três monstruosas divindades aladas que puniam os criminosos. predomina I. apud. b) O professor Francisco Platão Savioli explica em um texto descritivo a origem da expressão. 4. Para julgar o crime. op. S. 2 F. b) somente III e IV. que fica na mesma rua. assassina o marido. cit. c) O texto contém uma explicação histórico-científica para a expressão “voto de Minerva”.91. d) Atualmente. 27. a transformação de notícias em narrativas. O discurso da violência — as marcas da oralidade no jornalismo popular. O cara morreu na hora. Quando sacaram que pintou sujeira. o malaco tentou roubar o revólver de Antônio Carlos. cit. 6. o filho dela. de Ésquilo (525 a. 12. pintou confusão. II. Rolou uma briga e Eudes sacou o berro. apud. op. F. Segundo os soldados. Univali-SC “Deusa grega decidia julgamentos empatados De onde veio a expressão ‘voto de Minerva’? Da Grécia antiga. o juiz se utiliza do voto de Minerva para absolver o réu. Egisto. estão corretas a) todas as afirmações. o primeiro dos grandes dramaturgos clássicos gregos. uma preocupação de fundo metalingüístico.07. 230. da Universidade de São Paulo. e) I. Com a posterior elaboração e consolidação da jurisprudência romana. em que não faltam. conta o professor de Língua Portuguesa Francisco Platão Savioli. projetou o mito muito além da sua época. e) Tudo o que foi narrado pelo escritor do artigo não passa de ficção. Clitemnestra. inclusive. III. IV e V. Atena funda um tribunal chamado Areópago (que realmente existiu. Minerva é o nome romano da deusa da sabedoria.456 a. pode-se dizer que. na Antigüidade. uma oralidade bem marcada da qual se projetam elementos emocionais para envolver o leitor. 298.91. Atena. F. dado pelo presidente de um tribunal. op. V. fugiram. a mistura freqüente de linguagem culta e popular (oral). IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . F. A tragédia de Ésquilo. IV e VI. Agamênon. II. que inventou a expressão. no discurso jornalístico em questão. p.

b) aquele que. híbrido e. 1996.” KEPP. por essa razão. ‘a gente se vê’ e ‘apareça lá em casa’ normalmente são escapadas e não promessas de um novo encontro. O tema é a prática da má política. Metodista-SP Assinale a alternativa que mais traduz o conceito de homem cordial no texto. Sérgio Buarque de Holanda os flagrou mais de meio século atrás no seu estudo do ‘homem cordial’. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . os brasileiros seriam PhDs nela. I. e) um “camaleão social” ironicamente analisado pela sua conduta. Veja as expressões propositadamente vagas como ‘pode ser’. ou mesmo das ‘negociatas’. III. Michael. correspondente no Brasil do jornal dominical The Observer. meio malandra. c) o homem perspicaz.Interpretação de texto II Avançar . justificam-se como hábeis negociadores. A tese defendida é a de que a acepção mercantilista do termo negociação pode ser maliciosamente encoberta pela acepção democrática. de fato. In Folha de São Paulo. das quais os brasileiros diariamente se apropriam para desviar da palavra ‘não’. d) um “camaleão social”. intencionalmente incapaz de magoar os outros. podem ser classificados como ‘morde-e-assopra brasiliensis’. está correto o que vem afirmado em a) b) c) d) e) II somente. de Londres e da Fairchild Publications. a palavra negociação associa-se ora ao requisito clássico da democracia. O tema explorado é o do duplo sentido que a palavra negociação ganha no âmbito da prática política. que é a busca do ‘acordo entre partes’. É por essa razão que frases igualmente descompromissadas como ‘eu te ligo’.Texto para a questão 13. I e III somente. Vários políticos valem-se dessa duplicidade de significados: sendo. ‘vamos ver’. PUC/Campinas-SP “Na prática política. 7 13.” Considere as seguintes afirmações sobre o texto acima: I. meio diplomata. inteligente frente aos obstáculos impostos pelo cotidiano. (…). U. ora ao fundamento mercantilista dos ‘negócios’. II e III somente. Se essa ‘esquiva retórica’ fosse uma disciplina acadêmica. Esses hábitos já estão enraizados nessa cultura. as pessoas se escondem atrás de expressões comprometedoras para evitar a responsabilidade pelos atos ou opiniões e para fugir dos confrontos embaraçosos. Seu talento nesse campo vem de eles terem aprendido como navegar em torno dos negativos. I e II somente. Eles se comunicam por meio de frases como ‘eu fico devendo’. ‘se der’. pela gentileza de seus atos. (…). espertos negociantes. está honestamente preocupado com as regras sociais. II e III. Em relação ao texto. Essa declaração faz com que qualquer trato não cumprido soe como um acordo amistoso. 14. “Modos brasileiros de escapar do ‘não’ Universalmente. e a tese é a de que as palavras deixam de ter sentido por causa dessa prática. Membros dessa espécie híbrida. a) o homem capaz de empreender encontros amistosos. II. um tipo de enganador charmoso.

como se chamam os afluentes da margem direita?” Zero Hora. b) Nenhuma idéia é mais relevante. mas de uma coisa estou seguro: a regra do professor Steinbruch será mais válida do que nunca.Instrução: as questões de números 15 e 16 referem-se ao texto. Eu perguntaria ao leitor. não cumpre seu real objetivo. U. Ele pousou o giz. d) Não há exemplo mais adequado. a esse respeito. os da margem esquerda e os da margem direita. os escolares saberão dos afluentes do Amazonas não recitando os nomes. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Assim mesmo: calor – flechinha – dilatação. c) Nada é comparável. isto é. O professor então passou o resto da aula explicando: é mais importante entender do que copiar. Alfredo Steinbruch. é essencial que a educação contemple globalmente o ser. Não sei como será a escola no futuro. F. Durante muito tempo. ensino foi sinônimo de informação: nomes. 1999. Lembro muito bem a primeira aula que nos deu. mas sabíamos seus nomes. entendimento e emoção. Trata-se de um rio longo. mesmo. Informação memorizada é algo que. Nós nunca tínhamos ido à Amazônia. o texto aponta o computador como o grande mestre do futuro. está o objetivo maior da educação. e portanto cheio de afluentes. Revista ZH. que o conceba como alguém dotado de inteligência e afetividade. foi direto para o quadro e escreveu: Calor → dilatação. que lecionava Física no Julinho. datas. conhecendo como é o lugar. Nesse binômio. nunca tínhamos visto os rios da região. e que foi cercada da maior expectativa: como tinha fama de ralador. da vida? No futuro. em geral. equivalente a: a) Nada é mais enfatizado. Exemplar. Nada mais paradigmático a esse respeito do que a lista de afluentes do Amazonas. em primeiro lugar: o que sentiste lendo esse texto? Em que ele aumentou a tua compreensão do mundo. 8 15. Por que é um mistério que nunca esclareci. F. os afluentes do Amazonas? Há pouco tempo faleceu um dos melhores professores que tive. Ninguém soube responder. Não é preciso lembrar. E aí os nomes surgirão naturalmente. como vivem os habitantes da região. O que o computador não nos ensinará é como entender as coisas. Era preciso recitá-los de memória. E também não nos ensinará o valor das emoções. A memória do computador nos dará todo tipo de informações. no contexto. O professor Alfredo entrou na sala. é preciso saber como acessar. A pergunta que. A propósito. batalhas. basicamente. se faz a respeito de um texto é: o que quis o autor dizer com isso? Pergunta difícil. para a qual o próprio escritor muitas vezes não tem resposta. e memorizavam — porque aquilo caía no exame. a) No texto. ou liam nos livros. Coisas que os alunos copiavam. Texto “Quais são. 16. o comentário do autor faz referência a um futuro em que inovações metodológicas tornarão o ensino mais produtivo e eficaz. d) Numa perspectiva otimista e confiante. E todos nós imediatamente copiamos: calor – flechinha – dilatação. ficará cada vez mais por conta do computador. todos nós estávamos ansiosos. 26 set. e) Segundo o texto. Rio Grande-RS A expressão Nada mais paradigmático é. é o ensino da literatura. U. c) O texto é portador da idéia de que o ensino desvinculado da realidade e das vivências do aprendiz. é criticado o ensino que visa. olhou-nos e fez uma pergunta que nos deixou a todos perplexos. lugares. Perguntou por que havíamos copiado aquilo. daqui em diante. b) Entre outras idéias. ao acúmulo de informações memorizadas.Interpretação de texto II Avançar . Rio Grande-RS Assinale a alternativa cujo teor é incompatível com as idéias veiculadas pela crônica. mas indo até lá. e) Nenhuma informação memorizada é mais importante. ao qual caberá a intransferível tarefa de educar gerações.

b) o crescente avanço da técnica terminará por superar o atraso das relações políticas. GABARITO 19. Fuvest-SP No contexto em que ocorrem. Fuvest-SP Segundo o texto. corresponda um retrocesso político. estão em relação de oposição os segmentos transcritos em: a) novas condições técnicas / técnicas da informação. uma informação manipulada que. História da vida privada no Brasil. Paulo César Garcez. Milton. Essas técnicas da informação (por enquanto) são apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas. b) a urbanização das grandes metrópoles originou-se em modelos institucionais.Texto para as questões 17 e 18. (…) As novas condições técnicas deveriam permitir a ampliação do conhecimento do planeta. a cada avanço tecnológico. estruturados segundo os padrões da época. Fuvest-SP Deduz-se corretamente do texto que a) a humanidade. d) o alcance universal do progresso técnico está em oposição à sua utilização para fins particulares. de fato.” MARINS. em lugar de esclarecer. não será capaz de superar o egoísmo. por mais que avance tecnologicamente. seja porque lhe escapa a possibilidade de controle. O que é transmitido à maioria da humanidade é. 18. mas no avanço sobre mananciais — fonte para todas as pias. seja porque não dispõe totalmente dos novos meios de produção. aprofundando assim os processos de criação de desigualdades. decorrente da industrialização. dos objetos que o formam. não apenas nas ruas e na configuração heterogênea dos bairros.Interpretação de texto II Avançar . confunde. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . resultou de projetos governamentais. Por uma outra globalização. b) punhado de atores / objetivos particulares. Todavia.” SANTOS. 9 17. nas condições atuais. É desse modo que a periferia do sistema capitalista acaba se tornando ainda mais periférica. c) ampliação do conhecimento / informação manipulada. intensificou-se nos bairros mais populares. e) a violência urbana. Espaços públicos e privados passaram a se fundir a contragosto das intenções normativas. d) o abastecimento de água das grandes cidades. das sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrínseca. embora realizado de maneira desordenada. d) apropriadas por alguns Estados / criação de desigualdades. as técnicas da informação são principalmente utilizadas por um punhado de atores em função de seus objetivos particulares. Texto para a questão 19: “O processo intenso de metropolização sofrido no Brasil a partir da instalação dos parques industriais e os surtos migratórios a eles associados inviabilizariam qualquer projeto de perpetuar o controle das formas de moradia e vizinhança nas grandes capitais. c) é da natureza do progresso que. chuveiros e vasos sanitários das cidades — ou na própria violência que passaria a assaltar ruas e casas. a) as novas formas de vizinhança e de moradia resultaram de uma política de urbanização progressiva e organizada. e) é próprio da informação atualizada que ela seja acessível somente às minorias mais ricas. “Um dos traços marcantes do atual período histórico é (…) o papel verdadeiramente despótico da informação. e) atual período histórico / periferia do sistema capitalista. c) as mudanças na organização de espaços públicos e privados foram conseqüência da industrialização e da migração.

b) A narradora descreve em seu diário a possibilidade de efetiva ascensão social propiciada pelo regime político do Império. eu gosto ainda mais. mas quando são na Igreja do Rosário. Fuvest-SP “Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina.Texto para as questões 20 e 21. Assinale. ao reconhecer a festa popular como possibilidade imaginária de redefinição social pela superação fantasiosa das barreiras advindas da escravidão. Foi sorteada para rainha do Rosário uma ex-escrava de vovó chamada Júlia e para rei um negro muito entusiasmado que eu não conhecia. que é quase pegada à Chácara de vovó. respectivamente e sem prejuízo do sentido. mesmo sabendo a despesa que dá!” MORLEY. a) O texto põe a nu os desdobramentos de um sistema de desigualdades marcado por bloqueios e limitações sociais impostos a escravos recém-libertos. Eu acho graça é no entusiasmo dos pretos neste reinado tão curto. a incorreta. Júlia com o vestido e a coroa já gastou muito. E este ano foi mesmo. Coitada de Júlia! Ela vinha há muito tempo ajuntando dinheiro para comprar um rancho. c) Desvenda-se no discurso da menina narradora uma ótica de classe que parece apontar para a idéia de que os pobres não sabem como usar o dinheiro. as quais. “quando” e “que” podem ser substituídas. 10 GABARITO 20. Fuvest-SP Leia. se. algumas afirmações críticas acerca do texto. que é quase pegada à Chácara de vovó. b) pois. Minha vida de menina. Esta também é negra da Chácara e ajudou no jantar.” Nesse primeiro período do texto. Até parece que a festa é nossa. Gastou tudo na festa e ainda ficou devendo. no Brasil do século XIX. na qual. na época em que. mas quando são na Igreja do Rosário. 30 de maio de 1893 Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. A rainha tem uma caudatária que vai atrás segurando na capa que tem uma grande cauda.Interpretação de texto II Avançar . se. caso. e) porque. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “Domingo. Helena. e) Observa-se uma mescla de compaixão e ironia no discurso da narradora. Agora é que vi como fica caro para os pobres dos negros serem reis por um dia. a qual. 21. da qual. d) entretanto. entre elas. por: a) contudo. Nenhum rejeita o cargo. eu gosto ainda mais. as palavras “mas”. a qual. c) porém. d) As situações pitorescas de uma festa servem como pano de fundo às reflexões da narradora sobre o desejo de propriedade da gente-livre recém-liberta e as dificuldades para sua realização. Além disso teve de dar um jantar para a corte toda. a seguir. se.

Stanislau. depois ficaria explicado porque a roupa dela é muito mais branca do que a minha. Finalmente. Foi botar na boca e ver logo que era leite em pó. quitinete e área interna. não o tomara pela manhã. entrou no banheiro. aos pés do sofá-cama. tinha de almoçar com um diretor de TV. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. tudo conjugado. do ‘Espetáculo Biscoiteste’. e foi até a cozinha tomar um copo de leite. Dentro não havia leite: — Não faz mal — pensou. embebida na água com Rinso e o diabo é que o vestido. que estais no Céu. no departamento comercial da televisão. E.’” PONTE PRETA. Um velho chato. Mas note bem. naturalmente). IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . De 5 às 8. vítima da sociedade de consumo. Saltou da camioneta com tração dianteira e muito mais resistente. ( ) A garota é chamada de “coitadinha” por ser vítima constante do assédio sexual dos patrocinadores. Fora dormir inda agorinha. o teleteste que distribui brindes para você. a quem fingia aceitar a corte para poder ser escalada nos programas.Interpretação de texto II Avançar . tome de sorriso na frente da câmara. Ele pediu massa e perguntou se ela também queria (Aimoré você conhece — pensou ela). Aceite o meu conselho e vá verificar pessoalmente. banheiro. era verde. quando ela voltou para o seu apartamento com sala. Abriu a geladeira de 7 pés. a jurar que a liquidação anunciada era uma ma-ra-vi-lha. mas também não achou. e procurou o vestido verde que comprara no Credifácil. Às quatro. não conseguia mais separar sua vida privada de sua vida profissional. abriu a cortina do boxe. (Você nunca dará corda num Mido). Um perfume inebriante. Rio de Janeiro: 1962 (com adaptações). (Tudo que se faz com leite. saindo com pessoas desagradáveis e dormindo pouco.) O diabo é que também não tinha Pulvolaque. A pobrezinha. Garota-propaganda não pode engordar. muito obrigada pela atenção dispensada e até amanhã. um lindo móvel que ocupa muito menos espaço em sua residência. de 8 e meia às 10. a garota-propaganda passava seu tempo correndo de um lado para outro. Tomou então um cafezinho mesmo e correu ao quarto para se vestir e arrumar o cômodo o mais depressa possível. colocou pasta de dentes na escova e pôs-se a escovar com força.Texto para a questão 22: “A garota-propaganda. Se fosse branco. quarto. mas muito bonzinho. mas preferiu outra coisa. copa. decorar outros textos. coitadinha! Já passava das oito horas da manhã e a garota-propaganda dormia gostosamente sobre o seu colchão Vulcaspuma. Iria à cidade apanhar os textos de uma outra agência que precisavam ser decorados até as três. caso ela ficasse efetiva na programação. O vestido não estava no armário. Tinha de estar pronta em seguida. 11 GABARITO 22. Procurou no armário uma lata daquele outro que se dissolve sem bater. Quase meia-noite e ela tendo de dançar com ‘seu’ Pereira. Afinal. Estremunhada. onde você adquire agora e só começa a pagar muito depois. O diabo era aquele perfume que saía do cangote do seu par. Ah… que agradável sensação de bem-estar! Depois do banho. como ficou dito. Boa noite. para decorar páginas e páginas de texto que apanhara na véspera. além disso. com Pulvolaque se faz. que deixa saudade. levantou-se meio tonta. que tivera de agüentar a cantada de um patrocinador de programa (Agência Galo de Ouro — quem não anuncia se esconde) que prometera um cachê melhor. graças à carona que pegara. vai poder dormir um pouquinho. Lembrou-se então que o deixara na véspera dentro da pia. que não enruga nem encolhe. com muito mais espaço interior e que você pode adquirir dando a sua velha de entrada (a sua velha geladeira. ( ) A garota-propaganda. ( ) Quando não estava em frente das câmaras de televisão. em pó. Fechou o sofá-cama. In: Primo Altamirando e elas. ( ) O nível de abrangência e a forma da narrativa permitem que se caracterize a postura do narrador como externa e restrita. em pó… Às três horas o programa das donas-de-casa. Arrumou as coisas assim na base do mais ou menos. quando voltaremos com novas atrações. É só até o dia 30. Comeu rapidamente e aceitou o copo de leite que o garçom sugeriu. boxe. macio e confortável. toda impermeável. UnB-DF A partir da leitura compreensiva do texto. decorando textos. facilmente removível e lavável. Eram onze e meia quando chegou à cidade. que comprara dando apenas trinta por cento na entrada e começando a pagar as prestações na entrega das chaves. que parece linho mas é linholene. Foi quando o relógio despertador começou a tilintar irritantemente. Já eram quase três da matina. Ali estão os dois escolhendo o menu. fez todas as coisas que precisava fazer em uma velocidade espantosa e entregou-se ao suplício de almoçar com o diretor de TV. faz a oração da noite: ‘Padre Nosso.

você conta com mais de 300 salas VIP em aeroportos no mundo todo e pode acumular e utilizar pontos no seu programa de milhagens voando com qualquer linha aérea da aliança oneworld. 26. e) pelo sensacionalismo. Fuvest-SP No mesmo anúncio. b) pelo sentimentalismo. se se querem grandes. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Paulo. Fuvest-SP Neste anúncio. Viajar virou sinônimo de relaxar. e) expressões em inglês. mas não podem escapar de seus pecadilhos e prevaricações. d) Não são os pequenos erros que tornam homens e mulheres grandes em suas realizações e virtudes. d) enumeração acumulativa de vantagens. da radioatividade natural e da história da ilha baiana para defender uma tese: a de que homens e mulheres podem ser igualmente grandes em suas realizações e virtudes. c) apelo direto ao leitor. d) “aeroportos no mundo todo”. não contribuem para a grandeza de homens e mulheres.” SEREZA. b) Os pequenos erros são importantes. b) trocadilhos. Principalmente quando você tem à sua disposição uma poltrona de design ergonômico com maior capacidade para reclinar e 132 cm de espaço entre a sua poltrona e a da frente. Mais espaço entre as poltronas. c) “Mais espaço entre as poltronas”. para a grandeza de homens e mulheres. D. Fuvest-SP Entre os recursos de persuasão empregados no texto verbal do anúncio. 16/7/2000. a relação entre o texto verbal e a imagem fotográfica caracteriza-se principalmente a) pelo sarcasmo. e) “programa de milhagens”. a) Os pequenos erros são inevitáveis e essenciais para a grandeza de homens e mulheres. Business Intercontinental da Iberia.Interpretação de texto II Avançar . d) pelo humor.” GABARITO 24. 25. c) pela incoerência. Sorria.23. ITA-SP Assinale a opção que melhor traduz o trecho em destaque do texto abaixo: ”O novo livro de Ubaldo pode ser visto como um belo exercício de retórica. Além disso. Texto para as questões de 24 a 26: 12 “Business Intercontinental da Iberia. mas não essenciais. Caderno 2/Cultura. só NÃO ocorre o uso de a) termos técnicos. Utiliza-se de Itaparica. b) “acumular e utilizar pontos”. H. O Estado de S. c) Ainda que os pequenos erros sejam inevitáveis. a imagem fotográfica associa-se mais diretamente à palavra sorria e à expressão a) “mais de 300 salas VIP”. e) Os pequenos erros são inevitáveis para a grandeza de homens e mulheres.

preço acessível. não é louco de deixar essas coisas para amanhã. Fuvest-SP Segundo o texto. anual ou vitalício). IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . apelo à sensibilidade do leitor. d) apresentação das vantagens oferecidas pelo produto. Precisou de ajuda. E para esclarecer suas dúvidas. é só ligar para ele a qualquer hora do dia ou da noite. criativo e de fácil memorização. predomínio de verbos no futuro do indicativo. comparação com produtos similares. e o débito é automático para os correntistas do Itaú. recorrência no uso da hipérbole e da metáfora. apelo direto ao leitor pelo uso repetido do pronome “você”. Fuvest-SP No texto encontram-se as seguintes estratégias de persuasão: a) recurso à complementação de sentido pela relação entre texto verbal e imagem. c) preço acessível.” Texto publicitário produzido pela Agência DM9. possibilidade de escolha quanto à duração do plano (mensal. c) “equivalente a um pacote de fraldas descartáveis”. 28. possibilidade de o segurado vincular eventuais dívidas a seu inventário. enumeração acumulativa das qualidades e vantagens oferecidas pelo produto. Procure o seu corretor ou uma agência Itaú e faça hoje mesmo o seu Itauvida. b) débito automático em conta para correntistas de diversos bancos. além de a indenização não ficar presa a inventários nem responder por eventuais dívidas do segurado. são vantagens de quem adquire o seguro anunciado: a) dispensa de exame médico pré-contratação. b) “menos trabalho do que trocar um bebê”. 29. seleção de imagens sensacionalistas para mobilizar a emoção do leitor. facilidade de pagamento. baixo custo e facilidades de pagamento.Texto para as questões de 27 a 29: “Uma pessoa que não sabe nada sobre segurança convenceu-me a fazer um Itauvida Responda sinceramente: você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa. você faz um seguro de vida que pode durar sempre. Um Itauvida não rouba suas noites de sono. Porque quem é louco por alguém.Interpretação de texto II Avançar . tirou seu sossego e ainda vive nos braços da sua mulher? Então faça um Itauvida. e) garantia de a indenização ser vinculada a inventários. repetição exaustiva do nome do produto. grande número de postos de venda/contratação. o SOS Seguro Itaú é como um pediatra: sabe tudo. opção pelos verbos no modo imperativo. e) presença de verbos no modo imperativo. d) “deixar essas coisas para amanhã”. desobrigação da realização de exame médico prévio. com todos os valores do seguro atualizados pelo TRD. c) presença funcional de um slogan curto. Porque o Itauvida dispensa exame médico (basta uma declaração de saúde na proposta). d) baixo custo. garantia de agilidade e segurança na indenização. mensal ou anual. definição e explicitação do público-alvo (no caso. você escolhe a forma de pagamento. escolha da forma de pagamento. Fuvest-SP A única alternativa em que aparece um trecho do texto que NÃO remete ao campo semântico mais diretamente sugerido pela fotografia é a) “o SOS Seguro Itaú é como um pediatra”. Por uma mensalidade equivalente a um pacote de fraldas descartáveis. b) uso sistemático da linguagem denotativa. E dá menos trabalho do que trocar um bebê. 13 27. serviço de informações 24 horas. Pelo contrário: suas garantias são válidas 24 horas por dia em qualquer parte do mundo. opção dupla para a forma de pagamento. e) “alguém que não sabe nada sobre segurança”. as crianças). desvinculação entre indenização e inventário.

um ciclista atravessou a pista e foi colhido pelo carro. O texto refere-se a um acidente que envolveu a nova UTI Móvel da Polícia Rodoviária Federal e um ciclista. No texto fica implícito que o motorista não ficou ferido. III. I. morrendo na hora. F. a ordem seria: a) I. d) II. I. As demais unidades da frota da PRF dispõem de equipamentos para o transporte de feridos. I. Se reordenássemos os itens acima expressos. resultará em inquérito para averiguar as circunstâncias do caso. mas as demais unidades da PRF estão em condições de transportar feridos. agora. dentre tantas outras possíveis. II. O texto permite-nos inferir que provavelmente um policial rodoviário estivesse conduzindo o veículo. A ambulância havia sido acionada para atender a acidente no quilômetro 524. III. c) III. relatório e fotos do acidente. na parte dianteira do veículo. IV. III. atropelado pelo veículo enquanto transitava no quilômetro 512 da BR-116. podemos fazer leituras com diferenciados graus de profundidade.30. a ambulância não será usada em serviço. O texto foi construído para informar que a nova UTI Móvel da PRF ficou danificada em acidente. Pelotas-RS Leia o texto a seguir (Diário Popular. III. II. ou seja. do nível de leitura menos profundo ao mais profundo. A matéria não coloca a vida humana em primeiro lugar. O texto acima comporta leituras. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . danos de pequeno valor no veículo. a ambulância não será usada em serviço. Os danos na UTI Móvel foram de pequena CARRO da PRF mata ciclista e fica bastante monta. 8/6/1999). Por enquanto. e) IV. Segundanificado do o policial rodoviário. IV. I. que resultou na morte de um ciclista sexta-feira à noite. “UTI-Móvel sofre acidente/Veículo-ambulância usado em socorro atropela ciclista O acidente envolvendo a nova UTI Móvel da PRF (Polícia Rodoviária Federal). informou o inspetor Carlos Alberto Bahr Fernandes. IV. como as que seguem. O conserto. II. IV. houve. que receberá. em conseqüência do acidente. mas da vítima não sabemos sequer o nome: é apresentada apenas como ‘um ciclista’.Interpretação de texto II Avançar . também. IV. Em virtude do acontecimento. que morreu vítima do atropelamento. II. U. Há muitas informações sobre a ambulância. b) I. É o procedimento adotado neste tipo de situação. dependerá de autorização do comando. o pára-brisa ficou quebrado. No deslocamento. dos itens mais explícitos aos menos explícitos. II.” 14 Quando lemos um texto. III.

além de muito cara. desejada pela opinião pública e. a soma das afirmações corretas.31. como resposta. babe cola e excrete caco pela cloaca. (32) O adjetivo perigosos deixa subentendido que existem traços de radiação. A razão é simples. também é segura. 1975. pelas famílias das vítimas.Interpretação de texto II Avançar . A conclusão segue as recomendações da Agência Internacional de Energia Atômica e baseia-se em estudo realizado com outros dejetos nucleares que repousam no fundo de mares árticos. Nesses lugares não foram detectados traços perigosos de radiação. (02) A carcaça do Kursk não será uma preocupação constante para o governo russo. 52. CAMPOS. Décio. ( ) O poema foi construído a partir de alterações semânticas decorrentes de inversões fônicas de um grupo pequeno de fonemas. 15 A partir das informações do poema acima. 1950-1960.5) e “cloaca” (v. principalmente.7) têm em comum um sentido negativo. Haroldo de. 108 metros. o que provocaria vazamento perigoso para as pessoas envolvidas e para o meio ambiente. o melhor a fazer com o Kursk é deixá-lo onde está: no fundo do oceano. Décio. p. porque é impossível ocorrer vazamento de radioatividade.” GABARITO Fragmento de texto. Unioeste-PR “O destino do Kursk A informação é triste para os parentes dos marinheiros. do ponto de vista ambiental. a até 20 metros da superfície. “caco” (v. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. Teoria da poesia concreta: textos críticos e manifestos. ( ) Os vocábulos “babe” (v. ( ) Pode-se inferir que o texto foi. (08) O conector desde que impõe uma negação do que foi dito anteriormente. originalmente. p. uma propaganda encomendada para divulgar as qualidades do principal produto de uma fábrica de refrigerantes. 85. o que se sobrepõe às expectativas dos parentes. IMPRIMIR Em relação ao texto. (16) A expressão além de muito cara é um argumento a mais para contrariar a solicitação de retirada dos corpos. agosto de 2000. retirado da Revista Veja. A profundidade em que se encontra a embarcação. (04) A informação triste para os parentes significa que o não resgate dos corpos é necessário para o bem comum. dê. é arriscada: o submarino pode rachar no processo. (01) Em A informação há uma remissão para um dado que está fora do texto. 2ª ed. (64) O pronome isso retoma a idéia de que há vazamento de radiação vindo dos reatores do Kursk. Há lixo nuclear suportável em águas bem mais rasas. Uma operação de resgate. In: PIGNATARI. Unb-DF “beba babe beba babe caco cola coca coca cola cola cola caco cloaca” PIGNATARI. Desde que não haja vazamento de radioatividade vindo dos reatores do Kursk. ( ) Uma síntese possível do texto é Beba coca. o ideal é não mexer na carcaça naufragada. Voltar Língua Portuguesa . e os primeiros testes apontam para isso. Coca-Cola. São Paulo: Duas Cidades.2). Augusto e CAMPOS. 32. mas.

O sistema brasileiro opera próximo ao limite da capacidade instalada. essa taxa no Brasil era de 5%. nunca tivemos a oportunidade de contar e de compartilhar o que significa para nós esse patrimônio. É difícil prever por quanto tempo a humanidade poderá contar com o fornecimento de petróleo a um custo compensador. principalmente (o que às vezes vocês não percebem). no ano passado. mesmo com novas tecnologias de extração sendo desenvolvidas a cada dia.” MORIN. Ou seja. a alimentação e. Tudo é feito de acordo com o movimento da noite. é correto concluir que. em geral. copiaram e discutiram. as olhemos e dali tiremos a água. Em 1997. da capacidade de produção e do crescimento do consumo. com uma pequena margem de sobra. Estes podem compreender e transformar aquelas plantas no nosso sustento. Simples assim. na opinião do autor. quem realmente precisa aprender com os indígenas é a “ciência do homem branco”. Muitos pesquisadores já foram a nossas aldeias. Nós. No que diz respeito ao petróleo. Em energizês. Lá não temos problema de emagrecer. ( ) o culto do corpo são em mente sã.Texto para a questão 33: “Idéias sustentáveis A biodiversidade. o remédio. Em nossas aldeias. contraria os hábitos das colônias indígenas remanescentes no território nacional. Quando falta luz em casa. o país tem sete vezes mais possibilidade de sofrer com a falta de energia do que seria aceitável. que não está nas terras indígenas no momento da fala. não um colapso na geração. os seres humanos. pelo foco do silvícola. ( ) Pelo segundo período do texto. estudaram. Lá. 16 33. do dia e do tempo. não temos academia de ginástica. Se a geração de energia não for suficiente. ( ) Infere-se do texto que viver de acordo com o movimento do dia e da noite deu origem a academias de ginástica para emagrecer. entra em colapso. O que pesa são os gastos industriais. o espírito da sabedoria com quem os pajés podem conversar.Interpretação de texto II Avançar . ( ) O texto é narrado em primeira pessoa. a magia da vida. os índios. o mundo parece ter atentado para o problema da extrema dependência em relação a poucas fontes de energia. Se ela faltar. Rio de Janeiro: Garamond. são todas meio improvisadas as estimativas a respeito das reservas. 135 (com adaptações). no meio do mato. o motivo é uma falha nas linhas de transmissão. Saberes globais e saberes locais — o olhar transdisciplinar. Texto para as questões 34 e 35: “O Brasil precisa arrumar novas fontes de energia para ver a luz no fim do túnel A relação entre crescimento econômico e energia é direta. A prova de que há uma certa angústia no ar em relação ao suprimento energético é a atitude dos grandes consumidores. a magia de tentar entender este Criador: o espírito da floresta. que estão nas mãos de um número reduzido de controladores e que ninguém sabe por quanto tempo serão suficientes para suprir as necessidades globais. pois o consumo doméstico é irrisório no cômputo geral. a economia pára. para que nós. p. Denise. uma nação está segura quando há três chances em 100 de faltar energia. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. 2000 (com adaptações).” RAMIRO. as águas doces estão todas nas terras indígenas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Cada um deles está em busca da chamada luz no final do túnel. que estamos cuidando deste patrimônio ao longo do tempo. há plantinhas e árvores grandes. lá. no sentido de mostrar que a ciência do homem branco precisa conversar com a ciência indígena. Edgard. 6/9/2000. O índice internacionalmente aceitável é de 3%. Desde que o preço do petróleo começou a subir teimosa e implacavelmente. Dificilmente a falta de energia atinge as pessoas diretamente. Veja. UnB-DF Com referência às idéias do texto e sua relação com outras áreas do conhecimento. Queremos dizer isso a vocês. Há um cálculo mundial para detectar a probabilidade de um país ficar no escuro. o país não pode crescer. em termos de vida. no canto das terras indígenas. Subiu para 15% no início de 2000 e deve chegar a 20% no fim do ano. comum entre os vikings.

a expressão “luz no final do túnel” foi explorada duplamente: com o sentido conotativo. Mesmo que. para uma população estimada em 167 milhões no final de 2000. UnB-DF A propósito das idéias e expressões do texto. e denotativamente. “— Nonada. cara de cão: determinaram — era o demo. se vai ver se deu mortos. Por meu acerto. instantaneamente — depois. b) As palavras do narrador indicam que o “senhor” compreendeu adequadamente o ocorrido. os olhos de nem ser — se viu —. eu não quis avistar. Vieram emprestar minhas armas. sobre a qual o narrador e o ouvinte estariam conversando. se em 1997 a população brasileira era de 140 milhões de habitantes. o pronome “ela” pode referir-se tanto a “energia” como a “geração”. a) “Nonada” remete a uma situação anterior. ( ) As idéias do texto permitem inferir que os colapsos na geração de energia estão relacionados ao consumo industrial. ( ) No terceiro período. e com máscara de cachorro.4 milhões de pessoas. Alvejei mira em árvores no quintal. Não tenho abusões. gosto. ( ) As porcentagens no primeiro parágrafo permitem afirmar que. desde mal em minha mocidade. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. pois o país conta com potenciais energéticos imensuráveis. esse figurava rindo feito pessoa. ainda não-explorados. UnB-DF No que se refere às idéias do texto e sua vinculação com outras áreas do conhecimento.Interpretação de texto II Avançar . arrebitado de beiços. ( ) O termo “energizês” é uma criação vocabular formada a partir de energia para designar a linguagem técnica internacional do setor da Bolsa de Valores de São Paulo que trata da economia de energia. c) A interpretação do interlocutor sobre os tiros está equivocada. a situação brasileira é altamente favorável. significando solução para o problema. pressuposta no início do romance. Daí. primeiro a cachorrada pega a latir. isto é o sertão. o texto argumenta contrariamente ao princípio da Física segundo o qual energia não pode ser criada. 35. Causa dum bezerro: um bezerro branco. cedi. erroso. O senhor tolere. 36. pois aquilo que ele pensou não poderia ocorrer no sertão. Deus esteja. Dono dele nem sei quem for.” 17 GABARITO IMPRIMIR Assinale a afirmativa correta em relação ao trecho. Voltar Língua Portuguesa . os tiros sempre indicam que houve morte de homens. então. d) O aparecimento do bezerro com máscara de cachorro não causa estranhamento entre os sertanejos.34. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não. ( ) Ao mencionar “a geração de energia”. ( ) No período final. vieram me chamar. ( ) Devido a novas tecnologias. Mataram. mas apenas transformada. ( ) O tom de preocupação acerca do tema e a redação de trechos como “Simples assim” e “busca da chamada luz no final do túnel” indicam que a linguagem predominante no texto é a coloquial. O senhor ri certas risadas… Olhe: quando é tiro de verdade. Todo dia isso faço. UFRS Leia o trecho abaixo de Grande Sertão: Veredas. por defeito como nasceu. de Guimarães Rosa. a falta deverá atingir 33. Me disseram. no baixo do córrego. Cara de gente. e) Para o narrador. Povo prascóvio. havia chance de faltar energia para 7 milhões de pessoas. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. com referência à luz como energia luminosa.

A vida moderna em favor da vida de verdade. foi publicado na TVFolha. demasiadamente popular. ( ) o argumento de que. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão ‘Up Country’ para você chegar onde ninguém chegou. UFGO O trecho abaixo.37. no fragmento. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. julgue os itens que seguem como verdadeiros ou falsos: ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. Jeep Grand Cherokee. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. um tipo de ordenação muito utilizado nos textos jornalísticos: a ordenação por contraste de conceitos. No início da década de 60. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir dela. reacionário ou malfeito é apenas popular. mas durante muito tempo aparelhos de TV foram privilégio das classes alta e média. a televisão esteve associada a privilégio de classe é demonstrado por meio de um tipo de ordenação: a enumeração de fatos. Texto para a questão 38: “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. no interior do país. apenas os mais ricos possuíam um televisor.” GABARITO Veja. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. duplo air-bag. UFMT Com base no texto acima. “Muito do que se condena na televisão brasileira como sendo obtuso. então predominantemente rural. 11/10/98.0 L High Output. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda.400 O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. Jeep Grand Cherokee. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. de 30 jul. consideradas num certo período e em determinado lugar. CELULAR. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro.” 18 A respeito da forma de ordenação de idéias empregada pelo autor. ( ) a ordenação por tempo e espaço favorece um raciocínio que opera com noções de transformação e mudança. A televisão foi implantada no Brasil em 1950. A partir de R$ 55. Ele tem motor 4. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. já que o autor define a TV como um meio de comunicação demasiadamente popular. é possível afirmar que ( ) prevalece. Jeep® Só Existe Um. 2000. no fragmento.Interpretação de texto II Avançar . a especificação de conceitos. no Brasil. 38. ( ) sobressai. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de Alcino Leite Neto.

calça. marcado por uma das características fundamentais da arte moderna e contemporânea: a pesquisa de novas formas de expressão estética criadas a partir do experimentalismo lingüístico. Contos brasileiros contemporâneos. Mesa. camisa. poltrona. cigarro. Chinelos. gravata. In: LADEIRA. Mesa e poltrona. Quadros. construídas por meio do uso exclusivo de substantivos. Jornal. notas. que exerce uma função criativa. Prova disso é o fato de que as ações e a situação dramática. papéis. caixa de fósforos. creme de barbear. gilete. xícara. copo de papel. E. U. papéis. exemplificado pelo escritório da agência de publicidade em que trabalha e pela classe social a que pertence: a classe média. bloco de notas. Cigarro. espuma. toalha. quadro-negro. Ricardo. caixas de entrada. calça. no isolamento de sua casa e do escritório da agência de publicidade em que trabalha. chaves. limitada à rotina da polaridade casa-trabalho. sapatos. cadeiras. a explicação do comportamento humano baseada na idéia de que o homem é um produto do meio em que vive.) do que a determinação que o personagem principal sofre do meio social. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. Cigarro e fósforo. xícara. água fria. (64) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a repetição e a metonímia. Prova disso é o fato de que a primeira contrapõe a rotina massacrante do trabalho à imprevisibilidade característica da vida doméstica. cadeiras. singular e diferenciado dos demais. vaso. relógio. meias. fósforo. Escova. quadros. descarga. guardanapo. Prova disso é o fato de que importa menos a forma pela qual são construídos os elementos da narrativa (personagem. (16) Trata-se de um texto em prosa em que a construção do personagem não permite uma universalização da experiência por ele vivida. Cigarro e fósforo. Mesa. marcada pela solidão e pelo automatismo. tempo. evidenciando a passividade (não-ação) e a desumanização do personagem. como resposta. Mesa. de G. água. carro. relógio. Poltrona. memorandos. guardanapos. Água. (02) Trata-se de um texto em prosa. caneta e papel. fósforo.39. papéis.) são construídos a partir do uso exclusivo de substantivos. Cigarro e fósforo. Mictório. evidenciando que o personagem vive uma vida tediosa e aborrecida. Mesa. por exemplo. etc. Vaso. (32) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a antítese e a metáfora. água. Papéis. cheques. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . jornal. caneta e papel. cinzeiro. papel. toalha. provavelmente artística. esboços de anúncios. meias. a falta de nome próprio e de descrição física do personagem. giz. Televisor. pente. a soma das alternativas corretas. cadeiras. pijama. pasta. papéis. copos. papel. etc. telefone interno. cartas. revista. Cigarro e fósforo. de saída. fósforo.” RAMOS. abotoaduras. Abotoaduras. xícara pequena. pratos. cavalete. 1995. espuma. revista. Coberta. água. marcado por uma das características fundamentais do romantismo: a solidão do homem que. paletó. J. xícara e pires. vaso com plantas. travesseiro. copo com lápis. caixa de fósforos. Cueca. prato. talheres. pratos. telefone. Prova disso é que todos os elementos da narrativa (personagem. água. talheres. “Circuito fechado Chinelos. guardanapo. Táxi. gravata. Quadros. Mesa e poltrona. fósforo. água. água quente. espaço. 71. (08) Trata-se de um texto em prosa em que as ações e a situação dramática são reduzidas ao contato com objetos do cotidiano. relatórios. caixa de fósforos. água. sabonete. tempo. projetor de filmes. Maço de cigarros. papéis. (04) Trata-se de um texto em prosa. marcado por uma das características fundamentais do realismo do século XIX: o determinismo social. pincel. convertem-se no seu contrário. xícara. Escova de dentes. telefone. Provas disso são. no caso. caneta. pasta. Prova disso é que o que se destaca são os sentimentos do personagem. telefone. Pia. chinelos. espuma. pastas. Paletó. Prova disso é o fato de que a primeira enfatiza a idéia de rotina. talheres. São Paulo: Moderna. vales. creme dental. Carro. escova. p. Poltrona. garrafa. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. Creme para cabelo. fotos. bilhetes. Pasta. descarga. Bandeja. cama. Dê. fósforo. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. caneta. cortina. espaço. espátula. cigarro. pia. papéis. copo. Maringá-PR Leia o texto a seguir e assinale o que for correto. creme dental. papel e caneta. camisa. documentos. cueca. cigarro. canetas. cartaz. cigarro. lenço. lápis. cinzeiros. folheto. maço de cigarros. Maço de cigarros. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. Carteira. fósforo. bule. cadeiras. telefone. sabonete. fósforo. sapatos. cigarro. livro. cigarro. agenda. esclarecendo o título do texto. copos. telefone. não consegue adaptar-se à mediocridade que caracteriza a vida dos seus semelhantes. bloco de papel. 19 (01) Trata-se de um texto em prosa.Interpretação de texto II Avançar . telefone. níqueis. externo. pia. Relógio. Xícaras. prova de anúncio. Tal isolamento é necessário para que o personagem desenvolva suas idéias e realize as suas obras. cadeira. papel e caneta.

em escola do Estado. UEGO A partir da leitura do texto. Vale lembrar ainda que são 5 milhões os que cursam o ensino médio público. estão em escolas desse nível de instrução. mas pode reservar votos para os defensores de tal projeto. 20% dos estudantes da Unicamp provêm de famílias com rendimento inferior a dez salários mínimos. 05/09/99.Texto para as questões 40 e 41: “Escola Pública e Demagogia O Senado acaba de reservar 59% das vagas das universidades públicas para estudantes que fizeram seus cursos fundamental e médio apenas nas escolas públicas. Parece evidente que o enfoque sério do problema deve ser o da melhoria da educação pública. a oposição estabelecida nos dois primeiros. 2. Resta a aprovação da Câmara para que a criação de cotas no ensino superior e uma benevolência demagógica se tornem lei. De resto. uma vez que são elas que lhes renderão votos nas urnas. USP e Unicamp. deve ser excluído? É uma minoria seleta de grandes escolas privadas que coloca seus alunos nas melhores universidades. começa construir a oposição ao que foi afirmado. Na justificação do projeto senatorial. Segundo o Mec. ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo e já. permite-nos estabelecer a oposição “democracia versus demagogia”. ( ) nos cinco parágrafos entre o início e a conclusão do texto. uma vez que a escola pública concretiza o termo democracia. cursaram o ensino médio. Embora a grande maioria dos brasileiros tenha renda inferior a essa. em 98. o enunciador constrói argumentos que se apóiam em comprovações que. em idade de estudar no ensino médio.” Folha de S. eles eram 32%. Há cinco anos. na Unicamp e nas instituições federais que matriculam por ano 107 mil novos alunos. Cad. Por que as vagas serão reservadas apenas aos que fizeram integralmente seus estudos na escola pública? Quem a duras penas teve estudos pagos por um ou dois anos em uma barata e ineficaz escola privada. p. A reação imediata diante desse tipo de iniciativa é lembrar aos parlamentares que universidade é centro de excelência. Apenas 25% dos brasileiros. como justifica o projeto do Senado. no parágrafo final. de resto em detrimento de estudantes mais preparados. de formação dos melhores e mais capacitados quadros do país. presente no título. Mesmo assim. Em 1999. Há 20 anos eles foram 57%. Reservar cotas para estudantes do Estado não ataca o problema. num processo decrescente vão reafirmar. São poucos os de fato pobres que furam a barreira da ‘discriminação’. 53% estão atrasados nos estudos. podemos afirmar que ( ) a palavra demagogia. 1. nas quais apenas 25% dos aprovados no vestibular. cujos pais têm boa formação educacional.Interpretação de texto II Avançar . ainda assim ela não basta para pagar mensalidades de escolas de elite. Apenas 45% dos alunos das universidades federais viriam de escolas públicas. pois os políticos só se interessam por soluções paliativas e que provocam impacto. 27% dos novos alunos da USP vieram de escola pública. auxiliam as escolas até com dinheiro e participam da comunidade escolar. aumentaria em 7. Alguma aritmética pode dar ainda a medida da inocuidade do projeto de cotas. Um exame em detalhe da questão revela as inconsistências do projeto. 20 GABARITO 40. Os senadores poderiam até acenar com dados de duas das melhores universidades do Brasil. Paulo. Com a nova lei. IMPRIMIR ( ) a frase “Reservar cotas para estudantes… pode reservar votos para os defensores de tal projeto” (último parágrafo) é sinônimo de democracia. Os ainda poucos brasileiros que chegam ao ensino médio público estudam em escolas cujo nível claramente se degrada. a partir do segundo. vestibulandos bem-sucedidos de escolas públicas cursaram estabelecimentos que muitas vezes estão em bairros de classe média. justificam. Mas apenas esse argumento não mostra quão desinformada é a atitude dos que defendem tal medida. ademais se considerada a ambição de propósitos senatoriais.000 o número de alunos de escolas públicas na USP. Voltar Língua Portuguesa . que há aos milhares. ( ) falta vontade política para a solução de problemas cruciantes da sociedade brasileira. alega-se que a lei é ‘medida de ação afirmativa’ que quer ‘atenuar a discriminação imposta às camadas mais pobres’.

42. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. temos uma primeira oposição ao proposto no primeiro e uma introdução ao terceiro. comprovando o caráter demagógico da medida. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização.” GABARITO IMPRIMIR Julgue os itens a seguir. como tal. esses são anafóricos e. quinto e sexto parágrafos são fornecidos detalhamentos da afirmação feita no terceiro e esses detalhamentos contribuem para dimensionar a inocuidade do projeto. ( ) no segundo parágrafo. Colômbia.Superior de Brasília-DF 21 “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. ( ) no quarto. o enunciador apresenta os argumentos de seu opositor. ao mesmo tempo em que acena com a possibilidade de que a proposta não chegue a ser lei. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. compreensão e interpretação textuais: ( ) Desses. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’.Interpretação de texto II Avançar . a resolução sobre ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’.41. esclarecendo e conquistando a adesão do leitor às suas idéias. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. de velar pela observância das normas criadas internacionalmente. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. uma vez que sua conclusão é incontestável. 1948). ( ) Infere-se que se estabele uma diferença entre liberdade política e liberdade de espírito. no interior de suas fronteiras. fatores de coesão textual. ( ) Os membros da OEA se obrigam a seguir as normas de promoção e proteção dos direitos do homem. ( ) Cada país membro encarrega-se. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. I. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. ( ) no terceiro parágrafo. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. Voltar Língua Portuguesa . na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. mas também ‘com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’. o autor apresenta a degradação crescente do nível de ensino da escola pública. UEGO Em relação à estrutura e ao conteúdo dos parágrafos. ( ) no último parágrafo. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. no livre exercício de suas próprias soberanias. conseqüentemente. de acordo com a leitura. Além disso. como a realização dos postulados da justiça social’. pode-se afirmar que: ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo.E. ( ) Infere-se que os direitos configurados na Carta Internacional de Garantias Individuais sofrem alguma espécie de limitação. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito.

‘Eu me preparei para enfrentar a adversidade. companhias de serviços públicos. exterminar indivíduos e organizações odiosas. ( ) No fragmento em análise. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. a intromissão do narrador apresenta sutilmente uma característica negativa do caráter da personagem. sem interrompê-lo. Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. a presença de um narrador personagem e.) ‘Está enganado. levantou-se e. Seu nariz imenso. arruinar. era um pouco mais negro do que o rosto.Texto para as questões 43 e 44: “(…) Eu deixara o visitante falar. ( ) À fala de Nariz de Ferro aplica-se a conhecida expressão “olho por olho. companhias de cartões de crédito. na verdade. basta terem o poder. virando sua enorme cabeça de cabelos encarapinhados.Católica-GO Com base na construção e organização gramatical do texto. os métodos mais sujos e destruidores para se ir à forra de qualquer inimigo. o nível informal. o referido Manual é escrito para as pessoas que têm poderes — como financeiro e político — e apresenta métodos para destruir aqueles que não têm esses poderes. nunca foi escrito. há a mistura dos dois níveis de linguagem: o formal e o informal. ( ) De acordo com o texto. ( ) De acordo com a fala da primeira personagem. U. bancos. Nariz de Ferro. ( ) Em “Eu deixara o visitante falar…”. U. a polícia. embora tivesse a postura de um gigante presunçoso… ( ) O vocábulo “altura” em “Gosto de pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas”. Essa afirmação é reforçada por meio do vocábulo “jactar-se”. Ensino a técnica adequada para devassar.Interpretação de texto II Avançar . (…)” 22 43. de linhas perfeitas. os verbos em destaque exercem a função sintática de predicativo do sujeito.Católica-GO Levando em consideração as relações de sentido na construção do texto. que era um anão. ( ) Em “Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. Pela sua cara vejo que não gosta de mim’.” não teria o sentido de contraposição alterado. ( ) O período “Nariz de Ferro. levando-se em consideração outras informações contidas no texto. imposto de renda. seja ele quem for. exibiu o perfil para mim. ( ) Em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. qualquer pessoa ou instituição que tem força e sacaneia os outros. que era um anão. introduz o pressuposto de que Nariz de Ferro não escreveu o Manual. dente por dente”. ( ) No fragmento em análise. O nível formal evidencia-se pela predominância de uma construção sintática adequada à norma padrão. Nele descrevo. mostro como atacar saindo das sombras. eu disse. mas também das que ainda pretendia fazer”. os nossos inimigos podem ser pessoas ou instituições. que significa “gabar-se. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. mas também das que ainda pretendia fazer. de acordo com a regra de colocação pronominal. com relação ao modo de citação do discurso. mas admite a possibilidade de o livro ser escrito futuramente. o proprietário senhorio. é ambíguo e provoca um efeito de sentido que permite uma referência tanto a aspectos psicológicos quanto físicos. com relação ao modo de narrar. percebe-se. depois do verbo por anteceder a preposição “para”. forças armadas. como atormentar e destruir sem misericórdia. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. o predomínio do diálogo. mas também das que ainda pretendia fazer. vangloriar-se”. (Esse livro. minuciosa e sistematicamente. o qual se constrói com uso do discurso direto. aniquilar. ( ) O uso da palavra “ainda”. a loja comercial. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. mais utilizado na linguagem oral: Eu tinha deixado o visitante falar… IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . se fosse assim reescrito: Nariz de Ferro. Gosto das pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas’. o verbo “deixara” poderia ser substituído por seu correspondente composto. 44. desmoralizar. ( ) O pronome “me” em “Em me preparei para enfrentar a adversidade” teria de vir. que era um anão. pela presença de alguns vocábulos mais utilizados na linguagem oral. Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. fodidos e oprimidos”. em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. fodidos e oprimidos.

IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Essa afirmação confirma-se nos dois últimos períodos do texto. ( ) Em “Foi e viu um despropósito de coisas”. Foi e viu um despropósito de coisas. ( ) O emprego do acento grave em “conectadas à Internet” está adequado por ter a palavra — “Internet” — sido considerada do gênero feminino em língua portuguesa.” ANDRADE. têm como referente um mesmo elemento nominal: a palavra “louro”. em “Parava em cada vitrina”. ( ) No texto.”. o brasileiro falado e o português escrito. e examinava dentro dela aquela porção de monstros. de acordo com as normas da língua padrão. no texto verbal da charge. em contraposição ao conceito inicial dado à festa da Flor. o brasileiro falado e o português escrito”. ( ) A charge apresenta uma Imagina. A mocica fez ele parar e botou uma flor na lapela dele. 23 ( ) Em “se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. ( ) A expressão facial do internauta e outros elementos icônicos presentes na charge reforçam e exemplificam a mensagem verbal. Julgue-as. é de origem francesa e está grafada de acordo com a regra ortográfica vigente. o emprego dessa forma contraria uma característica do texto — a oralidade — uma vez que a forma utilizada na linguagem coloquial é vitrine. observa-se uma intertextualização com a passagem bíblica referente ao Dilúvio.Interpretação de texto II Avançar . festa inventada pros brasileiros serem caridosos…” ( ) A mocica fez ele parar… O uso do pronome do caso reto como complemento não é adequado.45. No entanto. como pronome relativo. U.Católica-GO As proposições que se seguem referem-se ao texto. U. “Uma feita era dia da Flor. dividindo a língua em dois registros: o falado e o escrito. o segundo “que” é pronome relativo e. ( ) A palavra “vitrina”. fica clara a consideração e a amizade do internauta por seu animal de estimação. percebe-se uma referência explícita às variedades lingüísticas em nosso país. tanto que até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. “Macunaíma aproveitava e esperava se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. Mário. Já sabia o nome de tudo. 46. Parava em cada vitrina. louro… Aqui diz que situação de crítica ao apeas pessoas que passam muito tempo conectadas à Internet go excessivo das pessoas acabam menosprezando seus ao mundo virtual e um laços de amizade… alerta em relação à utilização das informações que deveriam servir para colocá-las em sintonia com seu mundo real. ( ) Em … “até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. o complemento verbal refere-se aos dois verbos empregados: foi e viu. festa inventada pros brasileiros serem caridosos e tinha tantos mosquitos carapanãs que Macunaíma largou o estudo e foi na cidade refrescar as idéias. Macunaíma. ( ) Em “Aqui diz que as pessoas que passam…”. exerce função sintática na frase em que aparece.Católica-GO Considere a charge que segue e julgue as afirmativas como verdadeiras ou falsas. Uma feita era dia da Flor. ( ) A referência à festa da Flor configura-se no texto como uma crítica ao sentido capitalista da criação de determinadas datas comemorativas. falando: Custa mil réis. ( ) O imperativo do verbo “imaginar” e o pronome “seus”. Macunaíma passeava e encontrou uma cunhatã com uma urupema carregadinha de rosas.

O mundo não é o que pensamos. Para as companhias. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. e) o governo do Rio Grande do Sul não colocou guardas na Ford. ao construir um poema. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. Em São Paulo. b) mudança dos executivos. os versos do poema estão justapostos.” BUCHALLA. mas possui significação. transferência dos brasileiros. o poema é coerente. c) empresas da Ford. 47. por isso esta empresa instalou-se lá. d) empresas da Renault. UEMS Na passagem A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. 49. os termos sublinhados referem-se respectivamente às seguintes passagens do texto: a) companhias transnacionais. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. Certas árvores só frutificam de 25 em 25 anos. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. essa transferência representa um reforço na filial”. mudança dos executivos estrangeiros. mudança dos executivos estrangeiros. mais de 400 estão instaladas no país. por isso a Bahia rouboulhe esta empresa. um poeta. Hoje. Das 500 maiores companhias transnacionais. 48. b) o governo da Bahia ofereceu mais incentivos à Ford. Andorinhas copulam no vôo.” GABARITO IMPRIMIR Carlos Drummond de Andrade. Anna Paula. 26/04/2000. a) b) c) d) e) o poema não é coerente. c) o governo da Bahia trapaceou o governo do Rio Grande do Sul. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. pois as frases estão soltas. companhias transnacionais. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. 24 No fragmento anterior. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. Para as companhias. Desde 1990. Para os executivos e a família.Texto para as questões 47 e 48: “No Brasil. essa transferência representa um reforço na filial. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. e) companhias transnacionais.Interpretação de texto II Avançar . ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. O orangotango é profundamente solitário. UEMS A partir da leitura do poema abaixo podemos afirmar: “Cobras cegas são notívagas. existem colônias de franceses no Paraná. pois não possui “elos” entre um verso e outro. Podemos inferir que: a) o governo da Bahia convenceu o governo do Rio Grande do Sul a deixar a Ford naquele Estado. d) o governo do Rio Grande do Sul não quis a Ford em seu estado. Voltar Língua Portuguesa . Veja. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. Macacos também preferem o isolamento. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. UEMS “Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. não se preocupa com sua coerência. e isto garante a sua coerência. a mudança é um sacolejo completo na vida. o poema não possui “elos” conectivos. graças à Renault. transferência dos brasileiros.

um dos primeiros computadores do mundo. As lajes tinham sido arrancadas das rochas de uma pedreira. Esse fato autoriza a reiteração da dúvida: estarão os cientistas sonhando? Talvez sim. Esperou o Carnaval.” Superinteressante. fazendo o que pareceu.” GABARITO 51.50. c) a potência do computador de hoje. assumindo. como pensam alguns. a revista Popular Mechanics escreveu que a nova maravilha eletrônica tinha 18 mil válvulas e pesava 30 toneladas. UFPR No texto abaixo. um dos maiores paleontólogos do mundo. nos arredores da cidade. nos arredores da cidade. no Rio de Janeiro. 25 ( ) Ali estavam impressas pegadas de répteis… → lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. Hoje. no Rio de Janeiro. Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade reparou em algo estranho. Marque a(s) alternativa(s) que aponta(m) corretamente essas ligações. que não seja possível sequer desligá-los. no Rio de Janeiro. → o interior paulista. no futuro. Mas o padre-cientista não se abalou. → Rio de Janeiro. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. na época. → o padre Giuseppe Leonardi. e) a comparação entre o peso dos primeiros computadores do mundo e o dos computadores na atualidade. uma previsão tresloucada: ‘Os computadores do futuro talvez usem apenas mil válvulas e pesem em torno de uma tonelada’. Abril. A análise das marcas confirmou o seu palpite. b) a crítica que considera tresloucada a previsão da revista Popular Mechanics em 1946. Ali estavam impressas pegadas de répteis que habitaram a região de Araraquara 180 milhões de anos atrás. em todos eles. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. o Eniac. assim. para meter a picareta no calçamento e levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. → pegadas de répteis. que supera o Eniac. todos os robôs venham a ser desligados. assinalando V (verdadeira) ou F (falsa). várias expressões retomam ou antecipam outras para conferir coesão ao texto. Unifor-CE O texto explora como idéia central: a) a incerteza que envolve o julgamento de alguns acerca da garantia dos cientistas a respeito dos robôs do futuro. que o guarda até hoje. → os répteis que habitavam a região. em 1946. ( ) Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros… → rochas de uma pedreira. foi produzido. Lembremos: quando um dos primeiros computadores do mundo. que o guarda até hoje. quando a cidade inteira estava muito ocupada em se divertir. que o guarda até hoje. ( ) O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. d) a possibilidade de que. “A cidade das calçadas jurássicas O padre italiano Giuseppe Leonardi. O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. Leonardi explicou ao prefeito que precisava arrancar os trechos de calçadas com pegadas de dinos. Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros do período jurássico.Interpretação de texto II Avançar . ( ) … quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. 1999. Talvez não. um computador bem mais poderoso do que o Eniac cabe no bolso da camisa. Texto para as questões 51 e 52: “Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas. reparou em algo estranho. Talvez não. Ficou tão entusiasmado que até se esqueceu de ir ao dentista. um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens. estava viajando pelo interior paulista em 1976 quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. Talvez estejam sonhando.

Parece que lhes dá prazer noticiar e comentar que falta alimento e roupa.Interpretação de texto II Avançar . c) ainda hoje há previsões tresloucadas a respeito dos computadores. a fim de pagar os sustos que deu. para esses críticos eufóricos o que funciona é a ‘democracia’ brasileira. 26 53. Com certeza esperam que o regime odiado acabe na fome. não sabe ler. relativa equivalência de oportunidades. Mas o fato é que (repita-se pela milésima vez) o regime cubano conseguiu o que nenhum outro tinha conseguido na América Latina: tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade. Note-se que isso não é uma vaga esperança: é uma realidade.” CANDIDO. os jornais. ele terá mostrado que o socialismo é possível nesta parte do mundo. Fuvest-SP Considerando-se o contexto em que aparece. a bicicleta substitui o automóvel. políticos e jornalistas que se dizem democratas. Recortes. c) todos os que sentem prazer em derrotar o socialismo cubano. E mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. Fuvest-SP O autor identifica os opositores do regime cubano entre a) os membros da oligarquia cubana. e)“que só pode ser mencionada entre aspas” = cuja menção deve vir sempre ressalvada. c)“permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias” = possibilitando uma vida menos humanitária. e) robôs e computadores condicionam o poder da tecnologia. mas cultivado e agravado a miséria de um povo que. que impede o povo de superar a opressão social e política. que só pode ser mencionada entre aspas. segundo o qual as eleições consolidam o poder político do povo. permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias. graças à aquisição dos requisitos indispensáveis — saúde. d) o computador é a expressão mais aprimorada do avanço da tecnologia. sofre todas as privações e. b)“tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade” = livrar o povo de quem o sujeita e fazê-lo crer na ilusão de que seja digno. Provavelmente. pois tem não apenas mantido. na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime. o rádio. vive doente. afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos. ao invés da opressão política imposta pelas elites. a TV descrevem as dificuldades de Cuba. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) qualquer ameaça dos robôs do futuro ao homem será detida pelo simples gesto de desconectá-los. portanto. a frase que está reconstruída de modo a preservar seu sentido é: a)“Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona” = pressupõe-se que essa atitude implique o funcionamento do socialismo. serve de boa massa para os demagogos elegerem quanto aventureiro consiga vender a sua deteriorada mercadoria política. b) a eficiência do computador independe de suas dimensões. na miséria e na desgraça coletiva. tendo em vista a influência que já exerce em nosso país. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais.52. quando as classes dominantes não resolvem salvar a pátria por meio do singular instrumento ‘democrático’ que são os golpes mais ou menos militares. mas se submetem a todo e qualquer tipo de ditadura. b) os entusiastas de um conceito superado de democracia. e) os cidadãos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . cuja principal preocupação é gerar a instabilidade do regime socialista. cinco séculos depois do Descobrimento. Isso. d)“na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime” = em face da intuição de que o regime está perdendo força. Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona. Antonio. 54. Texto para as questões de 53 a 56: “Um triste espetáculo é a alegria feroz com que os políticos e cidadãos que se dizem democratas. alimentação. d) os defensores de uma falsa democracia.

Vejam que país.. atribuída a “esses críticos”. Fuvest-SP No terceiro parágrafo. estão articuladas numa relação de causa (I) e efeito (II) as seguintes expressões: a) I. não se contentam com esposas cheias de diamantes e filhas em flor.. no texto. a seu modo. GABARITO 57.Interpretação de texto II Avançar . No segundo parágrafo. Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações: I. Kropotkin — têm enormes apetites sociais. b) uma preocupação mais ampla. sofrem com a arquitetura da casa do vizinho. ‘Dinheiro é a coisa mais importante do mundo. está correto somente o que se afirma em a) I. não apenas o daqueles mais ricos. tirar o povo da sujeição torpe: II. 27 56. mas um homem de vigorosa fé social. que não é percebido como suficiente. tendo em vista o bem da sociedade em geral. e) I. para alguns homens: a) o usufruto de uma condição econômica bastante favorável. Unifor-CE A expressão “apetite social” significa. c) III. e) II e III.’ Esse ‘apetite social’ é raríssimo entre os nossos homens ricos.. Não era um cínico. Foi um homem que a vida inteira viveu de seu trabalho. a iniqüidade mantida pelas oligarquias. A veracidade das informações de que em Cuba “falta alimento e roupa. b) I. e se chamava Bernard Shaw. II. na posse de bens particulares e influência pessoal. para tornar melhor a sociedade em que vivia — e em certa medida o conseguiu. que tempo. querem belas cidades. aquisição dos requisitos indispensáveis. pela camada mais alta da população. c) I. além daquilo que já faz parte de seu patrimônio. William Morris. terá mostrado que o socialismo é possível. II. a não ser ‘social’ seja tomado no sentido de ‘mundano’. Em relação ao texto. IMPRIMIR c) a discrepância entre a visão que um escritor tem da vida em sociedade e a realidade vivida por algumas camadas sociais. Voltar Língua Portuguesa . a costureira é anêmica. da mão-de-obra oferecida por algumas profissões bastante desvalorizadas. tirar o povo da sujeição torpe. e) a ambição de possuir sempre mais.. d) uma possibilidade de exploração.’ Quem escreveu isso não foi nenhum de nossos estimados agiotas. que passou a vida lutando. d) I e II. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. d) I. a lavadeira cheira a gim. terá mostrado que o socialismo é possível. o que é insultuoso é que ela o seja apenas para alguns. mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. a bicicleta substitui o automóvel” é contestada pelo autor.. II. aquisição dos requisitos indispensáveis.55.. b) II. queixam-se porque a operária está mal vestida. não se contentam com belas casas. os elementos sublinhados indicam a preocupação do autor em manter sua objetividade diante dos dados que analisa. Nas expressões “relativa equivalência de oportunidades” e “afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos”. dar-lhe o sentimento da própria dignidade.. E nossos homens de governo têm uma pasmosa desambição de governar.” Rubem Braga. deve-se à convicção de que eles avaliam com pessimismo as possibilidades da democracia no Brasil. que situação! A vida deveria ser boa para toda gente. Texto para as questões de 57 a 60: “Um amigo meu estava ofendido porque um jornal o chamou de boa-vida. II. e porque todo homem que encontram não é um amigo e toda mulher não é romance. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. III.. II. a qualificação de “eufóricos”. Ele nos fala de alguns homens ricos: ‘Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida — homens como Ruskin.

e) agiotas e escritores podem ter opiniões idênticas quanto ao real valor do dinheiro. 59. inclusive Bernard Shaw. de que ricos são aqueles que buscam melhorar as condições de vida para todos os que compõem uma sociedade. b) não há mérito social algum em pessoas que vivem apenas de seu trabalho. único meio de as pessoas desfrutarem de uma vida digna na sociedade. especialmente os considerados pouco dignos dentro da sociedade. 28 d) aceita a postura de várias figuras ilustres. que possibilita a um escritor dedicar-se plenamente ao seu trabalho. d) relacionamento afetivo e condições socioeconômicas de preservá-lo. sem se deixar expor pela imprensa à opinião pública. e) propriedades particulares e vida familiar organizada. b) enfatiza a necessidade do dinheiro. a par dos órgãos governamentais. c) reconhece as razões de pessoas que preferem viver sua vida discretamente. Unifor-CE Depreende-se corretamente do texto que o cronista: a) defende sua própria opinião de que as pessoas mais ricas só vivem preocupadas com sua vida particular e com o bem-estar de sua família. c) senso estético de determinados grupos sociais e seu poder econômico.” Essa afirmação estabelece. de que tomar-se rico deve ser o objetivo final daqueles cujo trabalho é reconhecido publicamente.. Unifor-CE “Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida têm enormes apetites sociais. um paralelo positivo entre: a) percepção das dificuldades de algumas camadas sociais e justiça social. sem preocupar-se com sua sobrevivência.. no texto. habitualmente. b) prestação de serviços básicos e trabalho intelectual.58. GABARITO 60. d) jornalistas devem ter sempre o cuidado necessário para não expor publicamente a situação econômica e social de algumas pessoas. estabelecer condições para a igualdade social. c) caberia à camada mais rica da sociedade. e) compartilha a opinião de Bernard Shaw. o objetivo principal e a forma de que dispõem os homens ricos de exibir tudo aquilo de que desfrutam. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto II Avançar . Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) a vida mundana se torna.

deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. para dizer a verdade. esquecido na conversa da esquina. Dalton. fui beber com os amigos. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço. In BOSI. São Paulo: Cultrix. a imagem de relance no espelho.” TREVISAN. pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. quanto ao que diz respeito à organização do convívio dele consigo mesmo e dele com os demais. Primeiros dias. E comecei a sentir falta das primeiras brigas por causa do tempero na salada — o meu jeito de querer bem. ah. tanto no que diz respeito à organização da casa. sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia. Acaso é saudade.Interpretação de texto II Avançar . A. d) Apenas II e III estão corretas. Senhora. tanto no que diz respeito às camisas e meias. o prato na mesa por engano. na janela. Senhora. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) Apenas I e III estão corretas. sozinho. 1997. PUC-SP Considere as seguintes afirmações: I. ninguém os guardou debaixo da escada. 190. como a última luz na varanda. quanto ao que diz respeito às pessoas e aos animais. acostumado a viver com uma mulher. p. A subjetividade presente no texto é marcada pela presença do pronome de tratamento Senhora.Texto para as questões 61 e 62. 62. c) Apenas II está correta. PUC-SP Assinale a alternativa correta: a) O autor do texto explicita seu sentimento de liberdade por perceber que. Para não dar parte de fraco. III. A ausência da Senhora desencadeia um processo de descontentamento para o autor que menciona problemas com a ordem da casa e com a desordem dos sentimentos. II. Venha para casa. O texto apresenta uma visão da vida cotidiana de um homem que. conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. “Apelo Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe. Toda a casa era um corredor deserto. não lhes poupei água e elas murcham. calço a meia furada. e) O autor do texto explicita seu apelo por perceber que. Uma hora da noite eles se iam e eu ficava só. Senhora? Às suas violetas. a) Apenas I está correta. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão. bom chegar tarde. desorganiza-se ao estar sozinho por um período superior a uma semana. sem a Senhora. sozinho. o leite pela primeira vez coalhou. bebem com ele à noite no bar e acompanham-no nas refeições diárias. Com os dias.) O conto brasileiro contemporâneo. e) Apenas III está correta. d) O autor do texto explicita seu sentimento de alegria por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma inversão de valores em sua vida cotidiana. b) Os interlocutores do texto são os amigos do autor que conversam com ele na esquina. 29 61. c) O autor do texto explicita seu sentimento de solidão por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma desordem em sua vida cotidiana. Senhora. não pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. por favor. Assinale a alternativa correta. (org. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. Não tenho botão na camisa. e até o canário ficou mudo. não senti falta.

sem controle seletivo. 1994. ( ) a “flor” forjada como exemplo de obra de arte criativa. O poema mostra: ( ) o fazer poético como um processo racional. contrapondo-se ao plano do fundir. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. ( ) a ação de forjar ligada à marca da pessoalidade no processo criativo. Dou-lhe aqui humilde receita. 595-6. foi a forma que fez. Reparou nas flores de ferro dos quatro jarros das esquinas? Pois aquilo é ferro forjado. Existe grande diferença do ferro forjado ao fundido. então. domo-o. 30 GABARITO Forjar: domar o ferro à força. In: Obra Completa. não até uma flor já sabida. é só derramá-lo na forma. Não há nele a queda-de-braço e o cara-a-cara de uma forja. O ferro fundido é sem luta. Conhece a Giralda em Sevilha? Decerto subiu lá em cima. Organizada por Marly de Oliveira com assistência do autor. p. o efeito de verdade na obra de arte. ( ) a criação da poesia como um processo cuja marca é a fluência das palavras. Só trabalho em ferro forjado que é quando se trabalha ferro. Flores criadas numa outra língua. Nada têm das flores de forma moldadas pelas das Campinas. até o onde quero. não a mão. corpo a corpo com ele. fundamentado em modelos preexistentes.” NETO. João Cabral de Melo. Salvador-BA “O Ferrageiro de Carmona Um ferrageiro de Carmona que me informava de um balcão: ‘Aquilo? É de ferro fundido. mas ao que pode até ser flor se flor parece a quem o diga. cuja marca é a ausência do sujeito. dobro-o. ( ) a verossimilhança. ( ) uma analogia entre o ofício do ferrageiro e o do poeta.63.Interpretação de texto II Avançar . ( ) a relação criador-criatura enfocada sob uma perspectiva irônica. ligada à ação persuasiva do artefato sobre o objeto natural. U. é uma distância tão enorme que não pode medir-se a gritos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ao senhor que dizem ser poeta: o ferro não deve fundir-se nem deve a voz ter diarréia.

o que se constata sobretudo pelos substantivos. se fosse rico — ‘fazia filho na mulher dos outros. No ar. o pianista tem quarenta anos. Depois da luta. antes é de boa sorte. que nada de mau aconteça. O único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. e) apesar dos aspectos descritivos. tem oito filhos. c) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. Nesse instante chegam os músicos. enquanto lá embaixo as pessoas comem bebem suam sem ao menos por um instante levantar os olhos para o balcão onde ele trabalha com os outros dois: Stein. 65. só sinto vontade de ganhar e de vencer. O afeto antes é de boa sorte. b) o que mais determina o texto são as reflexões. pois o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta.” FONSECA. adjetivos e mesmo verbos que auxiliam na caracterização do ambiente. e tudo continua no mesmo. UFMA “Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. Durante a luta. Durante. só sinto vontade de ganhar. Na mesa ao lado está o sujeito que é casado com a Miss Brasil. morreu. privado de comida ‘nem que eu morra você vai ser um grande concertista’ e quando Sara. ele tocou Strauss no restaurante com o coração cheio de alegria — Elpídio na bateria. o gerente não gosta mas ele não pode mudar de camisa todos os dias. as idéias discutidas ao longo dele. só sinto vontade de ganhar e vencer porque o afeto antes é de boa sorte. continue.Interpretação de texto II Avançar . sinto vontade de ganhar e vontade de vencer. vontade de vencer. violino. bateria. continue. depois da luta. desse modo. b) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas e. Os grandes espelhos da parede vieram da Europa no fundo do porão. coloca um lenço no pescoço para proteger o colarinho. Ceetps-SP Com base nesse texto é correto afirmar que a) as ações ganham relevo e determinam a estrutura do texto. o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. um rosto de quem vai perder as últimas esperanças. Depois da luta. trancado no banheiro. e) Toda essa história de carinho acaba quando boto as lutas onde o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. não exatamente ao mesmo tempo. Todas as mesas estão ocupadas. Depois de terminada a luta. namorou dentro desse espelho’. já que o afeto antes é de boa sorte e que nada de mau aconteça. mulato. Durante. cinqüenta anos. ‘Tua vó fez risinhos e boquinhas. no violino — cinqüenta e seis anos. em que as personagens se colocam vivas diante do processo narrativo. três: piano. a fim de que o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. principalmente no que diz respeito à caracterização física dos músicos. Os garçons passam apressados carregando pratos e travessas. quanto ao afeto. Lúcia McCartney. meio século atrás: espancado com uma vara fina. cristal puro. Respondo: ‘Minha avó nunca viu esse espelho. Durante a luta. Durante. parabéns. “Os Músicos Faz calor. parabéns. a tocar a valsa da Viúva Alegre. parabéns. parabéns. sua mãe. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. depois. continue. mas é também o mais triste. que nada de mau aconteça e. continue. continue. parabéns. só sinto vontade de ganhar. um grande borborinho. d) predomina o caráter descritivo. que nada de mau aconteça. de forma mais concisa e coesa. Depois da luta.Texto para a questão 64. Rubem. ainda que antes o afeto seja de boa sorte. visto que o afeto antes é de boa sorte. é: a) Toda essa história de carinho quando boto as lutas. Durante. embora o único afeto que sinto pelos meus adversários seja antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. o elemento determinante do texto é a narração. parabéns. só sinto vontade de ganhar. o mais moço.” A alternativa que melhor expressa a idéia contida na fala do lutador de boxe Acelino — Popó — de Freitas. 31 64. o que lhe confere teor dissertativo. mas sou pobre e faço na minha mesmo’ — e todos começam. vontade de vencer. vontade de vencer e. ainda tem um restinho mas sabe que vai perdê-las num dia de calor tocando os Contos dos Bosques de Viena. c) trata-se de um misto de narração e dissertação em que as ações das personagens servem como apoio para as argumentações do comentarista. ela veio noutro porão’. que nada de mau aconteça. que nada de mau aconteça.

). GABARITO IMPRIMIR 67.) quanto menor o nível social.. In: Veja. Até entre pessoas do mesmo estrato social. mantém-se o sentido original apenas em: a) A viagem progredira bem três léguas.. importantes e portanto. 32 66.. os exames mais sofisticados e os hospitais mais bem estruturados. menor a taxa de mortalidade. por parte das autoridades. pois haviam repousado bastante na areia do rio seco. porém. 23. pela saúde das camadas mais pobres. Vidas secas. entre elas o cigarro. o currículo escolar e o sucesso profissional tão importantes — ou até mais — quanto a genética... e) mostra como saúde e qualidade de vida estão vinculadas a variáveis socioeconômicas e culturais.Interpretação de texto II Avançar . os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Católica de Salvador-BA O texto: a) evidencia a existência de diferenças abismais entre as várias classes sociais. educação e status social pesam quando o assunto é qualidade de vida e longevidade.Texto para a questão 66: “Na planície avermelhada. a prática de exercícios e a exposição a substâncias tóxicas.” JUNQUEIRA. Graciliano. Texto para as questões de 67 a 68: “Rico vive mais Nos últimos cinco anos. A folhagem dos juazeiros apareceu longe. c) objetiva conscientizar a população da necessidade de levar uma vida saudável. 9 jun. Estudos conduzidos nos Estados Unidos chegaram a conclusões semelhantes: (. n. E. A princípio pode parecer óbvio: os ricos dispõem de mais recursos para pagar os melhores médicos. ordinariamente andavam pouco. saudáveis’ consideram o saldo bancário. Ordinariamente andavam pouco. estavam cansados e famintos. dado que ordinariamente andavam pouco. Voltar Língua Portuguesa . 134. Pequenas diferenças de salário.) Médicos conscientes da tese ‘ricos. através dos galhos pelados da caatinga rala. d) visa demonstrar a existência de uma preocupação. a dieta alimentar. Eduardo. d) Ainda que ordinariamente andassem pouco. ano 32. que por mais de 25 anos mapeou a saúde de 17 530 funcionários públicos e constatou que. a viagem progredira bem três léguas. (. maior o desgaste emocional e maior o número de situações estressantes. a viagem progredira bem três léguas. a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. F.. A ciência descobriu uma realidade mais complexa. c) Porque haviam repousado bastante na areia do rio seco. como se sabe. quanto mais alto o nível hierárquico. b) haviam repousado bastante na areia do rio seco. respeitados centros de pesquisas científicas do mundo produziram nada menos do que 193 estudos sobre a relação entre condição socioeconômica e saúde (.) Todos tinham emprego garantido e contavam com o mesmo padrão de assistência médica. afastando-se do fumo e de outras drogas. e) Em virtude de andarem ordinariamente pouco e de haverem repousado bastante na areia do rio seco. o esgotamento psíquico mina o sistema imunológico do organismo humano. 1999. uma vez que haviam repousado bastante na areia do rio seco. eram três vezes maiores do que os anotados entre os de cargos superiores. b) destaca o grande desenvolvimento da atividade de pesquisa científica nos últimos anos. Os registros de morte entre os trabalhadores menos qualificados. Um clássico do tema é a pesquisa do médico inglês Michael Marmot. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro. p.. e a viagem progredira bem três léguas.. mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco.” RAMOS. a viagem progredira bem três léguas porque ordinariamente andavam pouco. Fuvest-SP Reestruturando-se o terceiro período do texto. (.

e voou a pedir-lhe misericórdia. Veio por ali fora. a principal causa da mortalidade. que me aborreceu muito. espairecendo as suas borboletices. tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. pois sabem que. com alguma simpatia. senti um repelão dos nervos. A borboleta. porque eu a sacudisse de novo. Era tempo. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Passa pela minha janela. dous palmos de linho cru. Era tarde. Apiedei-me. conservar melhor suas defesas. Então disse consigo: ‘Este é provavelmente o inventor das borboletas’. se ela fosse azul. Dei de ombros. pousou-me na testa. bati-lhe e ela caiu. — uma das mais profundas que se tem feito. e beijou-me na testa. descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo. e ri-me. Suponho que nunca teria visto um homem. foi pousar na vidraça. que é maior entre as pessoas de poucos recursos. a infeliz expirou dentro de alguns segundos. um ar divino. Texto para responder a questão 70. lancei mão de uma toalha. soube conservar. Eusébia. “A borboleta preta NO DIA SEGUINTE. pode-se inferir: a) A facilidade de acesso aos melhores hospitais pela classe privilegiada pode ser um fator importante. e. como eu estivesse a preparar-me para descer entrou no meu quarto uma borboleta. despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. com dinheiro. e não é impossível que descobrisse meia verdade. acabarão resolvendo seus problemas de saúde. depois de esvoaçar muito em torno de mim. pernas. volto à primeira idéia.68. A idéia subjugou-a. podendo. tão negra como a outra. uni o dedo grande ao polegar. 69. — me consolou do malefício. creio que para ela era melhor ter nascido azul. pode-se afirmar: a) Os abastados são mais otimistas. — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo. não sabia. Não lhe valeu a imensidade azul. é justo dizê-lo. incomodado. nem a alegria das flores. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque. Sacudi-a. saí do quarto. e na dignidade que. F. E esta reflexão. Quando enxotada por mim. almoçada e feliz. vivem mais. A manhã era linda. e viu que me movia. não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete. d) O grau de escolaridade é o que realmente faz diferença quando se fala em saúde. Católica de Salvador-BA Da leitura do texto. Machado. mas o medo. portanto. Esta última idéia restitui-me a consolação. e) Os empresários. insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa. pois as pessoas cultas se cuidam mais. não teria mais segura a vida. Imaginei que ela saíra do mato. aí vinham já as próvidas formigas… Não. mesmo trabalhando sob maior pressão. viu dali o retrato de meu pai. e me reconciliou comigo mesmo. o que era o homem. braços. b) Os que têm cargos superiores são menos atingidos por preocupações de ordem financeira. mas tornando lá. que tinha olhos. Católica de Salvador-BA Ao analisar os resultados das pesquisas a que o texto se refere. mas não é determinante quando se trata de saúde. Pois um golpe de toalha rematou a aventura. confesso. Lembrou-me o caso da véspera. O gesto brando com que. d) As pessoas com cargos de menor responsabilidade não se estressam tanto e. contra uma toalha de rosto. ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. para recreio dos olhos. que é sempre azul. assim.” ASSIS. c) A classe operária é mais propensa à doença por herança porque nela são mais freqüentes os maus hábitos. no susto que tivera. e) As condições ambientais em que trabalham as classes privilegiadas as tornam menos vulneráveis às doenças. sob a vasta cúpula de um céu azul. entra e dá comigo. Não era. que estava ali o pai do inventor das borboletas. e achando-a ainda no mesmo lugar. 33 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Não caiu morta. b) O que faz uma pessoa desfrutar de uma boa saúde é a adoção de hábitos físicos e alimentares sadios. Era negra como a noite. c) A falta de cuidados adequados com a saúde é. que é também sugestivo. por isso. ou cor de laranja. modesta e negra. apesar dele. começou a mover as asas. tinha um certo ar escarninho. e muito maior do que ela. aterrou-a. invariavelmente. Deixei-me estar a contemplar o cadáver. nem a pompa das folhas verdes. F. têm mais acesso à medicina preventiva e a outras válvulas de escape. ela foi pousar na vidraça. uma vez posta. saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. uma estatura colossal.Interpretação de texto II Avançar . minutos depois. entrei logo a pensar na filha de D. Fiquei um pouco aborrecido. a saber. para todas as asas. desde a invenção das borboletas.

uma vez que o trabalho físico tende a desaparecer. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . um deus em relação à borboleta.” VALENTINI. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. Cíntia. o governo abandonou estradas.. para as chamadas frentes de trabalho. 1999. Exigências: ter acima de 16 anos de idade e estar desempregado há mais de um ano. A idéia era selecionar 50 000 pessoas para cumprir um contrato de seis meses. F. In: Veja. um mês atrás. Texto para as questões 71 e 72: “Eles sobraram Os números do IBGE. por uma ironia do seu passado recente. Assim que a economia voltar a crescer. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1º grau completo ou nem isso. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. O rosto dessa gente apareceu quando o governo de São Paulo abriu inscrições. no Brasil. c) a implementação de um programa de educação. os mais velhos e aqueles que estavam por mais tempo na fila do desemprego. não serão sanadas a longo prazo. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. Eusébia. será otimizado com: a) a manutenção da economia informal. c) A situação do trabalhador braçal. Durante mais de uma década. Fatec-SP Da leitura do texto é correto afirmar que o narrador a) se vale da imagem de uma borboleta para mostrar tanto as ações impulsivas do homem como sua capacidade de racionalização. c) elabora uma comparação entre o susto que tivera ao ver a borboleta e o que tivera ao ver a filha de D. d) A infra-estrutura deficiente do Brasil possibilitará trabalho constante. (. recebendo salário mensal de 150 reais.70. com a modernização. d) o controle da natalidade nas camadas mais baixas. 105. querendo confundi-lo. talvez. para o país. 21 jul. b) fala de uma borboleta para representar a importância de pequenos momentos na vida dos homens. b) As dificuldades do trabalhador desqualificado. pode-se inferir que o problema de emprego. Para os outros. e) Os problemas de mão-de-obra desqualificada — frutos da atual conjuntura econômica do País — se resolverão definitivamente. uma vez que ele sempre pode contar com a economia informal. deixou ruas se esburacarem. Para garantir a sobrevivência. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. pelo menos na área de construção civil. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. Uma multidão de 460 000 pessoas lotou os locais de inscrição. 29. p. e) a criação de postos de trabalho na área da construção civil. 34 71. d) se surpreende com a relatividade das coisas..Interpretação de texto II Avançar .) O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. já não precisam tanto de força física. E o desafio. Foram selecionados apenas os chefes de famílias numerosas. ano 32. assim que a economia brasileira voltar a crescer. é alentadora. no Brasil. Católica de Salvador-BA A partir da leitura do texto. ao constatar-se um gigante e. b) a abertura de constantes frentes de trabalho. 72. Segundo o Instituto. Isso porque as empresas. e) se sente desorientado com a borboleta que descreve infinitas voltas em torno de seu corpo. o horizonte é desolador. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. n. pode-se afirmar: a) A realidade do trabalhador brasileiro era desconhecida até a formação das frentes de trabalho. embora difícil. o principal órgão de pesquisas sociais do país. cesta básica e seguro de acidentes pessoais. F. Católica de Salvador-BA De acordo com o texto. viadutos.

U.Interpretação de texto II Avançar . nas praias. conta o dinheiro dos bancos. e) “vermelho” e “vermelhinho da silva”. levanta os prédios. na Inglaterra. conduz os bondes. nos balcões. é que trabalha para os homens importantes. João da Silva. Sangue de nossa família. O homem estava morto. Nossa família quebra pedra. d) propôs uma reflexão sobre diferenças sociais. 74. d) ironia. em todo lugar onde se trabalha. U. a expressão “vermelhinho da silva” traduz a idéia de a) intensidade. Na seção dos ‘Fatos Diversos’ do Diário de Pernambuco. (…) João da Silva — Nunca nenhum de nós esquecerá seu nome. a família Matarazzo. São Paulo: Ática. 5. F. Sempre por baixo. Veio tinindo. laça os bois. nas minas. Nossa família. todas essas famílias assim são sustentadas pela nossa família. leio o nome do sujeito: João da Silva. São Carlos-SP O texto estrutura-se na oposição entre os Silva e as demais famílias. enche os porões dos navios. entretanto. nas usinas. como a Silva. Luto da família Silva. Apud: Para gostar de ler. vai mal em política. São Carlos-SP A leitura do texto permite afirmar que o autor a) quis desqualificar as famílias não importantes. e) desprezo. sugeridas também pelos nomes de família. 44-5. a família Guinle. serve no Exército e na Marinha. Porque nossa família um dia há de subir na política…” BRAGA. Você não possuía sangue azul. nas fazendas. Nós auxiliamos várias famílias importantes na América do Norte. ed. faz telhas de barro. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Apesar disso. Nossa família é feito Maria Polaca: faz tudo. a família Pereira Carneiro. 4. a família Rocha Miranda. enrola o tapete do circo.INSTRUÇÃO: As questões de números 73 a 76 referem-se ao seguinte texto de Rubem Braga: “Luto da família Silva A Assistência foi chamada. 76. b) carinho. João. e) retomar e explicar informações anteriores. Na vala comum da miséria. O sangue que saía de sua boca era vermelho — vermelhinho da silva. A Assistência voltou vazia. Na vala comum da glória. 1984. nas cozinhas. F. assume a função de a) resumir e comentar informações anteriores. no mato. nos pastos. F. na França. b) pretendeu enaltecer a tradição de famílias importantes na história brasileira. p. 75. U. A família Crespi. no Japão. F. c) pequenez. São Carlos-SP A oração faz tudo. b) “em todo lugar onde se trabalha” e “a gente de nossa família trabalha nas plantações de mate”. Morava na rua da Alegria. b) retomar e sintetizar informações anteriores. e) enfatizou a importância de se melhorarem os Silva para entrarem na política. U. d) “vala comum da miséria” e “vala comum da glória”. faz os jornais. O cadáver foi removido para o necrotério. Essa relação releva-se em a) “vai mal em política” e “há de subir na política”. v. A gente de nossa família trabalha nas plantações de mate. c) “vermelhinho da silva” e “sangue azul”. Nossa família. nas fábricas. d) explicar e comentar informações anteriores. c) expandir e explicar informações anteriores. em destaque no texto. nós temos de enterrar você é mesmo na vala comum. Morreu de hemoptise. Um homem estava deitado na calçada. Rubem. Uma poça de sangue. c) explicitou a submissão dos países da América do Sul aos da América do Norte. São Carlos-SP No texto. 35 73. João da Silva.

36 GABARITO O poema apresenta: ( ) a poesia como instrumento de redenção do homem. In: Poesia Completa. ( ) o homem comum como elemento responsável pela perda do poder expressivo da palavra no seu uso cotidiano. E o Verbo de Deus é uno mesmo com a profanação [dos homens de Babel. U. do ponto em que se encontrar. o poeta não foi designado para vivificar a [palavra de novo? Para colhê-la de cima das águas e oferecê-la outra vez [aos homens do continente? E. p. não me compreendereis. mesmo com a profanação dos homens de hoje. Jorge de.77. Quando toda a confusão for desfeita. ( ) a palavra divina tornada vazia de significação para o homem. as palavras nada significam nos discursos dos homens [públicos. como promotora do entendimento entre os homens.Interpretação de texto II Avançar . por acaso. Voltar Língua Portuguesa . 1997. na sua universalidade. IMPRIMIR ( ) a linguagem poética. irmão!” LIMA. Salvador-BA “As Palavras Ressuscitarão As palavras envelheceram dentro dos homens separadas em ilhas. as palavras se mumificaram na boca dos legisladores. ( ) o poder mágico da palavra só atingível por aquele que ultrapassar a compreensão do “Verbo de Deus”. a todos os homens da terra numa só língua — a [linguagem do Espírito? Se por acaso viveis mergulhados no momento e no [limite. e reconstituir seu conteúdo mágico? Acaso o poeta não prevê a comunhão das línguas. E. o poeta não falará. quando o homem reconquistar os atributos perdidos [com a Queda. por acaso. a palavra imortal há de adoecer? E. as palavras apodreceram nas promessas dos tiranos. 388-9. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. por acaso. e quando se desfizerem as nações instaladas ao depois [de Babel. ( ) o poeta como reinventor da linguagem. construtor da palavra perene. não foi ele apontado para restituir-lhe a sua essência. as grandes palavras semitas podem [desaparecer? E. Organização de Alexei Bueno.

c) um medo de revisitar Lisboa. São Carlos-SP A penúltima estrofe do poema permite considerar que o eu-lírico sente a) uma saudade carinhosa da infância. Com todo o direito a sê-lo. o contrário [de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto. Fora disso sou doido. que eu nunca tardo… E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero [estar sozinho!” PESSOA. leia os versos de Fernando Pessoa. Deixem-me em paz! Não tardo. F. das ciências!) Das ciências. 1981. b) uma mágoa de Lisboa. Fernando. pois trata-se de uma época remota e irrecuperável. Assim. Já disse que sou sozinho! Ah. Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos? Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. 37 GABARITO 78. pois lá passou uma infância vazia e sem sentimentos. e) uma saudade melancólica da infância. que maçada quererem que eu seja da companhia! Ó céu azul — o mesmo da minha infância — Eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo. Pequena verdade onde o céu se reflete! Ó mágoa revisitada. como sou. da civilização moderna! Que mal fiz eu aos deuses todos? Se têm a verdade. fútil. pois ela tirou-lhe todos os bons sentimentos. pois a cidade nunca lhe proporcionou boas lembranças. Deus meu. Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos. nada sois [que eu me sinta. “Lisbon Revisited Não: não quero nada. 290-1.INSTRUÇÃO: Para responder às questões de números 78 a 81. tenham paciência! Vão para o diabo sem mim. guardem-na! Sou um técnico. nada me tirais. d) uma mágoa de sua cidade (Lisboa). não me [enfileirem conquistas Das ciências (das ciências. Quero [ser sozinho.Interpretação de texto II Avançar . Já disse que não quero nada. mas tenho técnica [só dentro da técnica. U. por amor de Deus! Queriam-me casado. Obra Poética. pois em Lisboa ainda pode viver bons momentos. p. ouviram? Não me macem. Lisboa de outrora de hoje! Nada me dais. das artes. Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer. fazia-lhes. com todo o direito a sê-lo. a todos. [a vontade. Rio de Janeiro: Nova Aguilar.

para desenvolver sua arte. quem sabe? verificar se por aí não andava rondando aquele que no seio lhe inoculara tamanho desassossego. respondeu apressadamente Cirino. em face do religioso.. a gente em tudo vê maravilhas. Numa dessas noites de ansiedade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . à sombra das maravilhosas árvores do Éden. Inocência. b) importunem. 82. c) ofendam d) maltratem. destacada no poema. Para mim. ( ) Íntima relação entre o nome da personagem feminina e o seu jeito de ser. ( ) Escapismo para o sonho. e a pedrada. meu anjo do céu.Interpretação de texto II Avançar . p. achou-se ao pé da janela e cobriu de beijos as mãos da sua amada. ( ) Dimensão hiperbólica do sentimento amoroso. Com este madrigal encetou Cirino uma conversação como a da primeira noite. a única que vi era você. minha vida. O que pareceu pedrada era um noitibó que frechou para mim e veio dar com a cabeça na parede. verifiquei que não passava de miragem.” TAUNAY. c) a vontade do poeta de poder compartilhar da paz que outras pessoas sentem.. 81. São Carlos-SP Pela leitura do poema. ( ) Atitude de irreverência do narrador... desde que Adão e Eva a trocaram. — Deveras? perguntou ela incrédula. A princípio tomei também um grande susto. F. e) aparta-se da sociedade. Que foi? — Ah! não foi nada. — O grito? balbuciou ela. Dois gritos. e) a inquietude gerada na alma do poeta. São Carlos-SP A forma verbal macem. que por pouco talvez o houvesse estendido por terra.. viu afinal reabrir-se a janela de Inocência. b) a irritação do poeta com aqueles que pretendem ajudá-lo em seus problemas. Salvador-BA “Passava as noites em claro. U. fui ver no laranjal. no último parágrafo. 80.79. São Carlos-SP Os dois últimos versos do poema revelam a) a conscientização do poeta em relação a seus problemas e à breve solução que lhes dará.. significa a) desprezem. ímpetos tão desconhecidos e violentos. U... metido no laranjal e procurando uma solução a tanta dificuldade.. U. ( ) Atitude de vassalagem amorosa. Cirino. — Deveras. São Paulo: Ática. b) encontra na morte a única solução para os problemas. d) sente-se solitário e. A pobrezinha. F. superiores a todas as suas tentativas de resistência. Depois. De noite. d) o desejo do poeta de manter-se afastado e isolado das pessoas. Visconde de. por essa razão. queria respirar o ar da noite e beber na viração do sertão um pouco de tranqüilidade para sua alma não afeita ao tumultuar dos sentimentos que a agitavam e.. como a que balbuciam duas cândidas almas na eterna e sempre nova declaração de amor. 99-100. para agradar a todos. e) abandonem. em virtude da sua solidão. rápido como uma seta. U. pode-se dizer que o poeta a) recusa-se a aceitar os valores que a sociedade tenta inculcar-lhe. almeja fazer parte da companhia. ed. F. 24. atordoavam-no ainda aqueles dois assobios que não podia explicar e sobretudo aquela pedrada tão bem dirigida. ( ) Concepção idealizada de mulher. 38 GABARITO Marque V para as afirmativas que podem ser comprovadas com o texto e F para as que não podem. 1996. rápido como aquela pedra arrojada tão rigorosamente. abrasada também de amor. era um macauã. c) tenta tornar-se uma outra pessoa.

porém. porém. c) aceitar as inovações trazidas pelo povo — aquelas que dão vivacidade à língua — exercendo. acompanhando sua época e abandonando o estilo de autores antigos e defasados. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto II Avançar . são os modelos adequados para a produção das obras consideradas modernas. A influência popular tem um limite. Há. é função do escritor: a) inovar sempre a língua — registro de suas obras — criando as novidades a partir da influência popular. b) dominar com segurança a norma culta da língua e empregá-la fluentemente. o que vai permitir uma aceitação maior de suas obras. sem as indevidas interferências surgidas em cada época ou de acordo com a vontade de seu autor. não se lêem. c) o povo de uma nação é a fonte incontestável de todas as alterações da língua. Feitas as exceções devidas. Unifor-CE A idéia central do texto é: a) a influência. locuções novas. Querer que a nossa pare no século de quinhentos. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) o reconhecimento de um escritor nem sempre se baseia em sua competência. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. Unifor-CE De acordo com o texto.” Machado de Assis. não admitindo as alterações que ocorrem por influência popular. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. d) usar exclusivamente a linguagem do povo. c) a divulgação das obras de escritores que gozam da aceitação popular. e) estudar sempre os autores clássicos. certos modos de dizer. e o escritor não está obrigado a receber e a dar curso a tudo o que o abuso. e) a língua reflete a história de cada época e sujeita-se a receber tanto a influência de seus escritores quanto a popular. Cada tempo tem seu estilo. d) as opiniões divergentes entre escritores a respeito do uso correto da língua em suas obras. o capricho e a moda inventam e fazem correr. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. dos autores clássicos da língua. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. mas que sabem perfeitamente os clássicos. ele exerce também uma grande parte de influência a este respeito. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. pois a leitura se torna mais agradável e compreensível. 39 83. o que é um mal. portanto. 84. Entre as exceções. 85. é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. que é importantíssima nesse processo.Texto para as questões de 83 a 85: “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. sempre atual. b) a necessidade de um equilíbrio entre tradição e renovação na língua. pois muitos deles até mesmo ignoram as estruturas da língua que utilizam. não se lêem muito os clássicos no Brasil. com seus ensinamentos. d) o mérito de um livro será maior quanto mais inovações ele apresentar. Mas se isto é um fato incontestável. Pelo contrário. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. um controle sobre elas e inibindo os abusos. e) a ausência de mérito literário em muitas obras consagradas pelo público. poderia eu citar até alguns escritores cuja opinião é diversa da minha neste ponto. pois somente eles. A este respeito a influência do povo é decisiva. que devem ser incorporadas pelos escritores em suas obras. Em geral. b) as obras clássicas são aquelas em que a linguagem é imutável.

São Paulo: Duas Cidades.Interpretação de texto II Avançar . o lápis o papel. Vide sugestão na nota anterior que também poderia ser aplicada nestes casos. Amostra Grátis. em 1998 foram registradas 99 ocorrências em Guarulhos. Unicamp-SP Na coluna “De zero a dez”. As autoridades deveriam enquadrar os responsáveis por crime inafiançável e trancafiá-los em presídios por longos anos. Se todos entrassem com uma ação simultaneamente. 1988. as seguintes notas.” “Não seria o caso de a Prefeitura pagar por cada nova pichação feita na cidade? É claro que sim. o cesto são só instrumentos sem vontade própria Dois os indiscretos: minhas duas mãos — úlcera no estômago da repartição ALVIM. de Rubem Tavares. Em todo o ano passado foram registradas 33 ocorrências e. com certeza o prefeito encontraria novas atribuições para a Guarda Municipal. p.86. In: Poesias Reunidas (1968-1988). 13. que se encontra na primeira nota? b) Explicite a sugestão dada no final da segunda nota. só no período de janeiro a abril. Voltar Língua Portuguesa .” IMPRIMIR a) Qual é a conclusão implícita na seqüência “neste ano. 34. encontram-se. já foram 31. Aparentemente peças quase iguais às demais: os mesmos modos funcionais Contudo é preciso vê-las em sua marca: no rastro dos dedos no selo do gesto Ali onde transgridem a ética da classe que proíbe os objetos de serem pessoais Onde desconhecem o acordo em vigor que as coisas transforma em armas submissas Não pactuam — hostis minhas duas mãos acidulam o ar da repartição” 40 GABARITO a) De qual critério se serve o poeta para classificar as diferenças entre os “vários utensílios” que “povoam o escritório”? Por que essa classificação destoa tanto da nossa percepção habitual? b) Como aparece a presença humana em meio ao ambiente da repartição? 87. Unicamp-SP Considere o poema a seguir: “Inventário Povoam o escritório vários utensílios uns bastante sóbrios outros indiscretos Por exemplo: a mesa é sóbria. entre outras. já foram 31”. Rumina todos os papéis no oco das gavetas O que a mesa expele para a superfície é simples dejeto livre de mistério O arquivo também é móvel discreto e diz muito pouco de interesse humano A caneta. publicada na revista Business Travell. Francisco. causando incêndios e sérios riscos à segurança dos vôos: segundo o Controle de Tráfego Aéreo. neste ano. só no período de janeiro a abril. parcialmente adaptadas: “Para os lunáticos que insistem em soltar balões de grande porte. no primeiro semestre de 2000.

e) “as dificuldades…” 90. d) é atraída pela música de um provável Chopin. Eu considerei as contas que era preciso pagar. Carlos Drummond de. b) “sob o lustre complacente”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Alguma Poesia. e) se fixa na tristeza e na solidão.Interpretação de texto II Avançar . c) a retificação das situações anteriores.” GABARITO Neste texto divulgado na Internet. apesar dos apelos tristonhos que a música de um piano lhe fazia do fundo da sala. levando-o ao desatino da existência. apesar de triste. c) foi despertada pela relação material entre as teclas de um piano (“dentadura dura”) e sua própria dentadura (“dentadura amarela e preta”). que. “Música Uma coisa triste no fundo da sala. Me disseram que era Chopin. Fatec-SP A expressão que mais claramente remete à liberação das preocupações do narrador. UEPA “É nesse aspecto que a histeria sobre a biopirataria na Amazônia corre o risco de não levar a lugar nenhum. b) se apega aos “passos que era preciso dar”. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. b) a reiteração das situações apresentadas. na enumeração de situações que favorecem a biopirataria na Amazônia. d) “Enquadrei o Chopin na minha tristeza”. A existência de uma fronteira terrestre muito vasta para evitar contrabando. sob o efeito da música de Chopin é: a) “braços redondos que nem coxas”. c) “meus cuidados voaram como borboletas”. e) a exclusão das situações expostas. o coesivo “além” possibilitou: a) a inclusão de mais uma situação. as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza e na dentadura amarela e preta maus cuidados voaram como borboletas. a presença de turistas internacionais. d) somente a ratificação das situações já apresentadas.” ANDRADE. estudantes e pesquisadores estrangeiros que vêm desenvolver pesquisas.Texto para a questão 88. 89. o que se constata pela evocação de um “lustre complacente”. além do fluxo de brasileiros para o exterior. os passos que era preciso dar. impossibilitam qualquer aparato de fiscalização. estrangeiros residentes. afasta o narrador de suas preocupações cotidianas. professores e consultores. Fatec-SP A leitura de Música torna possível afirmar que a atenção do narrador a) tem suas preocupações ordinárias postas de lado pela sensualidade da música e da pianista de braços redondos. 41 88.

É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. arriscando incoerências.Interpretação de texto II Avançar . com o carro e as janelas fechadas. o caos e a irracionalidade. tentando usar o sentimento. ed. (02) desvendaria submissão a comportamentos sociais padronizados. Mesmo que às custas de sofrer um calor maior. a partir de valores desvinculados das reais necessidades do indivíduo. (32) evidenciaria a necessidade de se promover a reabilitação das profissões diretamente relacionadas com o desenvolvimento socioeconômico e científico do país. Prendem-se a modelos já preparados. com a finalidade de dar ao mundo a impressão de riqueza. denunciar que o carro não tem ar condicionado e estamos todos morrendo de calor. Pervertendo o processo econômico. desvinculada de sua cultura. os demais brasileiros sacrificam demais o conforto possível. UFBA O texto sugere que “um mergulho no Brasil”: (01) revelaria a distorção das teorias dos sociólogos. trabalhando na inconseqüência. Como o homem dentro de um carro fechado. Mesmo quando se atrevem a desnudar o real. São Paulo: Paz e Terra. como em qualquer mergulho. Tem que entender como o Brasil vê o Brasil. Como gostaria que os outros o vissem: como o confortado dono de um carro com ar condicionado. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. Temem abrir as janelas e demonstrar a todos a incompetência de formulações. no sentido de apreender a lógica que rege suas ações. construídas em torno de questões ultrapassadas. Fazendo do ar que deveria ser usado para dominar o calor da tarde o símbolo do poder de não sentir calor. Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. mas sim mostrando que por trás deste há uma loucura geral. os cientistas tendem a não expor as idéias que pareçam romper com o comodismo teórico do consumismo de escolas estabelecidas. Os cientistas sociais que tentam mergulhar na realidade brasileira produzem teorias conforme imaginam que seus colegas desejam. A teoria econômica diria que o consumidor obtém. teorias e linguagens pouco acuradas. 91. aventurando-se. Tem que ser um mergulho na lógica que faz o Brasil mover-se. (64) subentenderia uma análise criteriosa dos fatores que contribuem para que se passe uma visão fantasiosa do país e dos seus habitantes. usam linguagens especiais. e perguntou: ‘O senhor sabe por que aquele Volks está com todos os vidros fechados?’ Antes que eu dissesse não. em território tropical. como resposta. p. Aquele encontro. influi na divulgação e na legitimação do absurdo. deve começar pelo entendimento da alma do conjunto de sua população. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. permitiu um conhecimento maior da realidade brasileira do que quadros estatísticos e formulações teóricas da economia. Dê. Cristovam. no meio de um engarrafamento. a soma das alternativas corretas. Não apenas os consumidores se comportam como gostariam de ser vistos. A realidade de um motorista suando para dar a impressão de que não sente calor não pode ser explicada buscando uma lógica no seu comportamento. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto. 4. além de dúvidas. o que constituiria entrave cultural. como se tivessem lógica. incompatível com seus recursos. para descrever e entender o país. o motorista apontou para o carro à frente. Não pode se limitar a ver o Brasil.” BUARQUE. no meio de um longo engarrafamento no centro da cidade. no calor sem ar condicionado. para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial. A teoria que se diz científica. (16) denunciaria o artificialismo das teorias utilizadas pelos cientistas sociais por vaidade intelectual e busca de prestígio acadêmico. vê a si mesmo. graças ao fato de se ver pelos olhos dos outros. Sobretudo quando. 5-6. A inconseqüência não é apenas do consumidor. Mergulhar na realidade do país exige um mergulho nas teorias que mais fortemente vêm influenciando a consciência dos brasileiros. A Desordem do Progresso. Para tanto é preciso desvencilhar-se dos preconceitos. Um mergulho no Brasil que. eles não têm teorias alternativas. 1993. para dar a impressão do bemestar do progresso. (08) implicaria uma avaliação de como o brasileiro age e de como ele se auto-avalia. Tomar contato com aquela realidade foi como mergulhar no âmago da lógica da economia brasileira.Texto para as questões de 91 a 93: “UM MERGULHO NO BRASIL Manaus 42 GABARITO Às duas da tarde do verão de 1984. ele respondeu: ‘Para que todos pensem que tem ar condicionado. (04) traria à tona subsídios para uma insurreição do povo brasileiro contra teorias sociais acadêmicas em prática na sociedade atual.’ Como aquele motorista.

no desvendamento dos fatores externos que a constroem. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . em território tropical. a soma das alternativas corretas. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. (02) A expressão “Tem que” remete a uma possibilidade remota de análise da realidade. diferentemente de “ar condicionado” (2o destacado). 93. com argumentos falseadores. UFBA Há uma explicação coerente em: (01) O termo “ar condicionado” (1o destacado) está usado em sentido denotativo. como se tivessem lógica. (04) A forma verbal “entender” tem o mesmo sentido de “Mergulhar”.” — A resposta do motorista demonstra seu ponto de vista preconceituoso. (32) “A teoria econômica diria que o consumidor obtém. UFBA O sentido do enunciado está devidamente apreendido em: (01) “Para que todos pensem que tem ar condicionado. (16) O uso do “escafandro” sugere mascaramento do real objetivo do “mergulho” (1o destacado). um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. incompatível com seus recursos” — O autor se fundamenta num fato para avaliar criticamente o comportamento do povo brasileiro no seu todo. (08) A expressão “se ver pelos olhos dos outros” conota um falseamento da realidade individual. com o carro e as janelas fechadas. como resposta.” — Os economistas. falso. dentro da ótica do consumismo.43 92. o caos a irracionalidade. subestimam a aparência em favor da realidade. Dê.” — Isso significa que uma análise da identidade do povo brasileiro deve fundamentar-se.Interpretação de texto II Avançar . (32) Os pontos de vista dos economistas e do autor coincidem com relação ao grau de funcionalidade das “janelas fechadas” e “das janelas abertas”. antes. a respeito do fato que então se comenta.” — Isso quer dizer que o “caos e a irracionalidade” são uma conseqüência do ilogismo das teorias que se propõem interpretar a índole do povo brasileiro. como resposta. (04) “não sentir calor” e “sofrer um calor maior” — As expressões estão usadas para enfatizar o contraste existente no comportamento do brasileiro. (08) “Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. (64) “É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. Dê. para dar a impressão do bem-estar do progresso. (64) A expressão “Para tanto” estabelece um relação de conseqüência com referência a “mergulho” (2o destacado). (02) “para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto” e “para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial” — Indicam que o objetivo do consumidor e do cientista social decorrem de pressões que os manipulam. (16) “Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. a soma das alternativas corretas.

Por outro lado. assim como os seres humanos. ‘natsukashi’. c) comum a todos os seres humanos. e) há línguas que são mais sintéticas que o português para expressar o sentimento que os povos lusófonos designam “saudade”. o ‘póthos’ dos antigos gregos e sabe-se lá quantas mais expressões equivalentes nas cerca de 6 mil línguas atualmente faladas no planeta ou nas 10 mil que já existiram. Pode-se ainda acrescentar a essa lista o ‘desiderium’ latino. 20/10/2000. ITA-SP No texto. E seria uma grande pretensão acreditar que o sentimento que batizamos de ‘saudade’ seja exclusivo dos povos lusófonos. desde que aprendeu a falar aprendeu também. Um desses casos é o que envolve a palavra ‘saudade’. ‘garod’. 53 anos. d) comum a todos os seres humanos e remonta aos tempos antigos. quando fez parte do grupo que conquistou o tricampeonato mundial. ITA-SP NÃO se pode afirmar que a noção do sentimento saudade no texto seja a) atribuída exclusivamente ao ser humano. iniciada no Comercial de Ribeirão Preto. existem outros idiomas que o fazem de forma até mais sintética que o português. Embora línguas que nos são mais familiares como o inglês e o francês tenham de recorrer a mais de uma expressão (seus equivalentes de ‘nostalgia’ e ‘falta’) para exprimir o que chamamos de saudade em todas as circunstâncias. no início do segundo período. o professor Josué Machado lembrou pelo menos dez equivalentes da palavra ‘saudade’. Todas as línguas do mundo exprimem com maior ou menor grau de complexidade todos os sentimentos humanos. ‘nedôstatok’. são médicos. contribui para tornar o trecho incoerente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Unicamp-SP Quando o treinador Leão foi escolhido para dirigir a seleção brasileira de futebol. macedônios. já que seus outros dois irmãos. japoneses. e Édson. o jornal Correio Popular publicou um texto com muitas imprecisões. 96. seria de um etnocentrismo digno de fazer inveja à Alemanha nazista acreditar que esse sentimento é próprio apenas aos que falam português. Cada atitude e cada declaração eram pensadas com um racionalismo típico de sua família. a dizê-lo. d) há línguas que são mais sintéticas que outras para exprimir os sentimentos. Ao chegar à seleção brasileira em 1970. Paulo. Leão não dava um passo em falso. sempre impôs seu estilo ao mesmo tempo arredio e disciplinado. ‘shauck’ e também ‘hanim’. se até os cães demonstram sentir saudades de seus donos quando ficam separados por um motivo qualquer. c) trata-se de um mito a crença de que apenas os povos lusófonos têm uma palavra para designar o sentimento “saudade”. Os russos têm ‘tosca’. Ora. e) talvez anterior à razão. b) A expressão “por outro lado”. Por quê? c) Por que o emprego da palavra “racionalismo” é inadequado nessa passagem? As questões 95 a 97 referem-se ao seguinte texto: “Certos mitos são repetidos tantas e tantas vezes que muitos acabam se convencendo de que eles são de fato verdadeiros. e húngaros. costumava ficar horas aprimorando seus defeitos após os treinos. Folha de S. árabes. Edmílson. ‘Sehnsucht’. ‘sóvárgás’. Campinas. letões. ou talvez mesmo antes. 44 GABARITO 95. Trata-se de uma grande e pretensiosa balela. adaptado. Leão. b) uma prova de que a espécie humana é fruto da mutabilidade de espécies. sua terra natal. sérvios e croatas. 6/4/1996.94. a) O que aconteceria com Leão se ele. a tese é que a) todos os povos têm os mesmos sentimentos e têm palavras para designá-los. Em uma de suas colunas semanais nesta Folha. ‘ilgas’. ‘jal’.Interpretação de texto II Avançar . b) os cães. Desde que o homem é homem. ele sente saudade. de 51 anos. mas a maneira de expressá-lo é diferente. 58. do qual consta a seguinte passagem: “Durante sua carreira de goleiro. sentem saudade. efetivamente. de uma forma ou de outra. ficasse aprimorando seus defeitos”? Reescreva o trecho de maneira a eliminar o equívoco.” Saudade. alemães. armênios. que seria uma exclusividade mundial da língua portuguesa.” Correio Popular.

b) em I. 45 Quanto ao sentido que o vocábulo “louco” assume nas três ocorrências destacadas no quadro acima. e) analisar casos nebulosos e apresentá-los em matérias de redação clara e precisa. os vícios de linguagem que costumam prejudicar as reportagens. redundam em más reportagens. II. por serem mal contadas. d) a generalização de uma idéia após a apresentação de exemplos. Fuvest-SP I. que é marcada apenas pelo emprego de orações na voz passiva. é correto afirmar que a) em II.97. por “delinqüente”. os usos da palavra “louco” assumem sentido oposto àquele verificado em I. a) Formosa e graça são. evitando-se assim reações negativas do leitor diante desse tema. PUC/Campinas-SP A revista Veja anunciou-se a si mesma. por meio da clareza e da elegância do estilo. c) uma equiparação do sentimento saudade dos cães ao dos seres humanos.Interpretação de texto II Avançar . e) exemplos de vocábulos de outras línguas para designar o sentimento “saudade”. focalizando o principal beneficiário do seguro. não é louco de deixar essas coisas para amanhã”. sintaticamente. 99. o autor sugere a idéia de longevidade do titular do seguro. d) no trecho “você faz um seguro de vida que pode durar sempre”. a repetição da palavra “louco” é redundante. c) denunciar. d) O pronome oblíquo refere-se a lágrimas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “/…/ você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa /…/”. talvez nem tivesse graça. a palavra “louco” pode ser substituída. GABARITO 100. “Porque quem é louco por alguém. b) a exclusividade da forma impessoal. e as lágrimas faziam-lhe encarquilhar os olhos. c) nas três ocorrências. e) a fotografia e a frase em maiúsculas desviam a atenção do leitor da idéia de morte. 98. que a revista Veja se dispõe a a) corrigir a redação confusa de notícias publicadas em outros periódicos. e) em II. c) o autor usa conotativamente a palavra “noite” para simbolizar a idéia da morte. 101. b) contornar as histórias mal contadas. que funcionam como argumentos para a tese defendida. nesse anúncio. predicativos do sujeito moça. o segundo uso da palavra “louco” assume sentido negativo. ITA-SP NÃO se pode dizer que no texto haja a) uma declaração inicial que sintetiza a tese a ser defendida. b) Na estrutura sintática predomina a subordinação. sem prejuízo do sentido. Mackenzie-SP “A moça não era formosa.” Assinale a alternativa correta em relação ao fragmento acima. e) O ponto e vírgula estabelece a relação de concessão entre as orações. utilizando a seguinte frase: “Histórias muito mal contadas em reportagens muito bem escritas” Está implícito. Fuvest-SP Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre o texto: a) a única palavra que se refere diretamente à idéia de morte é “inventários”. a palavra destacada tem o mesmo sentido. d) criticar certas histórias que. d) em II. b) a imagem da criança reforça uma sugestão já presente no texto e no nome do produto. em estilo preciso. já que não acrescenta nenhum sentido à frase. Para as questões 98 e 99 considere o texto das questões de 27 a 29. os cabelos caíam despenteados. c) A anteposição do adjetivo despenteados ao verbo alteraria o sentido da oração.

invadido pelas multinacionais e pelo capital estrangeiro. embora empregando palavras diferentes. e) II e III. III. c) III.” Folha de S.102. U. 46 Considere as seguintes afirmações: I. desempregados. As duas manchetes apresentam o mesmo fato. Está correto. e) que as origens do mercado publicitário no Brasil remontam à época de sua independência em 1822. Fuvest-SP I. b) sentam tijolos na parede. arrogante. Na 2ª manchete. GABARITO 105. mulheres dos dirigentes do Kremlin. se refere a expressão “às vezes literalmente”? Qual o duplo sentido produzido pela relação que aí se estabeleceu? 103. o emprego dos termos “INCRA” e “assentamento” particularizam a informação. Paulo. a partir de 1822.” O Estado de S. às vezes literalmente. Paulo. estabelecendo um paradoxo com a data da independência em 1822. Acostumados às apagadas. b) a relação de dependência econômica do país. em II. o fato parece mais grave que na segunda. a) O advérbio “literalmente” está adequadamente empregado nos dois textos? Justifique sua resposta. sob idêntico ponto de vista. b) A que palavra. apenas o que se afirma em a) I. Fuvest-SP Leia as seguintes manchetes de dois jornais paulistas. exibida. d) I e II. o recém-formado compete com levas de executivos de altíssimo gabarito. Na 1ª manchete. d) sentam praça em algum lugar. II. “Incra suspende crédito para assentamentos. em relação às manchetes. b) II. literalmente. pode-se considerar que seu equivalente mais próximo seria: a) sentam a pua em alguém. c) que a independência política é responsável indireta pela verdadeira revolução industrial que se desencadearia no país no século XX. c) sentam-se numa poltrona. dança. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Metodista-SP Observe a imagem que segue: A partir da composição acima. Para se candidatar a um emprego. Fatec-SP Para determinar o valor sintático-semântico do substantivo “poltrona” na expressão “sentam poltrona”.Interpretação de texto II Avançar . II. ambas do dia 15/5/ 2000: “Governo suspende verba para a reforma agrária. os russos achavam que ela era influente demais. O jovem. 104. o autor demonstra a) que a independência política possibilitou a autonomia econômica do país com o ingresso das multinacionais e do capital estrangeiro. e) sentam orgulhosamente. d) de forma criativa o progresso econômico que a abertura ao capital estrangeiro trouxe ao país. sem experiência.

apesar de aproximar-se da prosa. Batia compasso com a varinha na poeira da calçada. d) linguagem coloquial. 108. as curvas de afeto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . enorme trouxa de roupas na cabeça: — Qué mi dá. GABARITO “Sobre o sentar-/estar-no-mundo Ondequer que certos homens se sentem por afetuoso e diplomata o estofado. a) O título já anuncia a importância da relação entre as duas mulheres. qualquer o assento. … trarilarára… traríla…” Mário de Andrade. o abaulado amigo. c) A resposta da avó explicita a sua indiferença para com a menina. d) A expressão enorme trouxa justifica o adjetivo trôpega que caracteriza negra velha. ecumênico. c) recriação de cena cotidiana. d) a tábua-de-latrina. b) aponta para os incômodos causados pelos bancos de colégio que são pouco anatômicos. Texto para responder a questão 109.Texto para as questões de 106 a 108: “A menina e a cantiga 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 … trarilarára… traríla… A meninota esganiçada margirça com a sáia voejando por cima dos joelhos em nó vinha meia dansando cantando no crepúsculo escuro. por ser anatômica. se sentam mal sentados. os ferem nós debaixo. A vida toda. … trarilarára… traríla… De repente voltou-se prá negra velha que vinha trôpega atrás. exemplo único de concepção universal. sentam poltrona. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o fragmento que vai da linha 2 à linha 3. b) sintaxe elíptica. Mackenzie-SP A característica da poesia modernista que NÃO se encontra no texto é: a) liberdade formal. como compete à poesia. tomando como ponto central as oposições entre o sentir e o sentar. d) Enriquece a descrição da menina por meio de prefixos ligados a nomes. e) Tem a coerência prejudicada por falta de pontuação. 107. c) revela que o fato de certos homens ficarem a vida toda sentados causa-lhes um malestar indescritível para o corpo e para a alma. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta. e) Há total descaso pela oralidade da expressão. 109. pode-se afirmar que a) o sentido nuclear do poema se dá na relação entre poltrona e banco de colégio. Fatec-SP Da leitura de Sobre o Sentar-/Estar-no-mundo. b) O modo de reproduzir a cantiga indica sua variação rítmica à medida que a cena se desenvolve. 47 106. e) o poema satiriza a prepotência de certos homens. b) Expressa por meio de clichê o movimento dado à saia. sentam bancos ferrenhos. de colégio. em efes e erres. e mesmo de pé algum assento os fere: * eles levam em si os nós-senão-pregos. a) Revela-se poético.” NETO. e) ironia. confere ao homem uma postura universalizante. senão pregos. A educação pela pedra. Ondequer que certos homens se sentem nas nádegas da alma. onde cabe qualquer homem e a contento.Interpretação de texto II Avançar . Sentam poltrona: ou tábua-de-latrina. e mesmo a tábua-de-latrina lhes nega assento além de anatômico. c) Apresenta erros de ortografia que impedem a clareza do texto. vó? — Naão. João Cabral de Melo.

mesmo que fosse eu. Mesmo com toda reação contra e a discussão ética. F. que promete ser a questão do novo milênio. Todos os avanços na área da reprodução programada não mudam a situação da criança. encontrarão uma forma de assegurar que os genes comprados tenham o destino desejado. pelo menos no Brasil. se esta é a palavra. b) questionar a reprodução programada e. U. Não há garantia que entre os óvulos e os espermatozóides de modelos. foi publicado no Jornal O Globo. Mas esta vitória da mentalidade ‘de direita’ redime a tese da ‘esquerda’ na velha discussão sobre o que determina caráter e destino. Juiz de Fora-MG O principal objetivo comunicativo do autor do texto é: a) ironizar a comercialização de genes no Brasil. ou aquela respeitabilidade forçada do inevitável. As pessoas pedirão: ‘Quero um surfista loiro bom em física quântica e uma modelo com PhD – mas um tem que ser de Capricórnio e o outro de Libra’. o cientificismo totalitário para fins de ‘melhorar a raça’ mudou de vocabulário e ganhou respeitabilidade. Não sei o que herdou do pai. está redimida a eugenia. a genética ou a cultura.Interpretação de texto II Avançar . b) a reprodução programada baseada em genes de indivíduos saudáveis e bonitos é uma nova edição do cientificismo totalitário para fins de “melhorar a raça”. atletas e gênios não exista um serial killer. depois. Se alguém quisesse planejar uma loira superior. Para começar. o filho continua não podendo escolher os pais que o terão. que no passado era coisa de cientistas loucos e fascistas. atletas e gênios há sempre um simpatizante do nazismo. E um mundo só de gente bonita e inteligente não seria necessariamente um mundo de gente melhor. Eu. que não tem qualquer opinião no assunto. c) demonstrar que a engenharia genética promete ser a questão do novo milênio. a qualidade do sangue ou do ambiente. mas não o inverso. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a comercialização de genes de pessoas saudáveis e bonitas. “O que vem por aí Pouco depois de ler a notícia sobre o americano que está oferecendo óvulos de modelos na Internet para quem quer ter filhos bonitos. de 28/10/99. Ela é filha da Liv Ullmann e do Ingmar Bergmann. Linn Ullmann teve sorte: herdou a beleza da mãe. Os pais já podem escolher o tipo de filho que querem. 111. se fosse nascer hoje. GABARITO c) na comercialização de genes saudáveis e bonitos subentende-se que apenas as características físicas são geneticamente transmitidas. implícitas nessa questão de engenharia genética. as questões 110 e 111. preferiria ter os tipos de pais que nunca escolheriam um filho de um catálogo. Pela fotografia no jornal. E pensei: está aí. em especial. Juiz de Fora-MG Indique a única alternativa incompatível com a interpretação global do texto: a) a beleza de Linn Ullmann deve-se ao fato de ela ser fruto de reprodução programada. U. Mas desconfio que. Há algumas ironias.” 48 110. escrito por Luís Fernando Veríssimo. Na comercialização de genes saudáveis e bonitos está subentendido que a personalidade não vai junto. um cantor country – ou um simpatizante do nazismo. Como dizem que Bergmann é um gênio com um gênio violento e difícil – e a última é que ele foi um simpatizante do nazismo até o fim da Segunda Guerra – Linn pode ter herdado mais do que queria. que os bebês serão o que o mundo fizer deles. d) a reprodução programada permite que os pais escolham o filho que querem ter. F. não poderia fazer uma encomenda melhor ao laboratório: os óvulos da bela e inteligente Liv Ullmann fertilizados pelos genes geniais do Ingmar Bergmann. Leia-o e responda.O texto seguinte. li no Libération uma matéria sobre Linn Ullmann. que está em Paris para lançar um livro. d) argumentar que entre óvulos e espermatozóides de modelos.

d) caracteriza o mundo exterior como hostil. Vitória. Emescam-ES A frase que melhor sintetiza as idéias do texto acima encontra-se em: a) Hoje. aos brinquedos eletrônicos. O sonho é substituído pela TV. que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. Se ao menos a criança chorasse. b) Os adultos cedem facilmente aos desejos das crianças.” Excerto de BETO.. Estão todos dormindo. morto de fadiga. 08 set. Memórias de um Dinossauro. IMPRIMIR GABARITO 114. Patifes! E eu vou ficar aqui. Emescam-ES Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto.. Marciano está dormindo. Devo ter um coração miúdo. In: A Gazeta. podemos afirmar que se trata de um texto psicológico porque: a) mostra a solidão em que vive o narrador. Frei. uma boca enorme. e as fadas. Os sentimentos e os propósitos esbarraram com a minha brutalidade e o meu egoísmo. Se Madalena me via assim. Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão. É horrível! Se aparecesse alguém. com certeza me achava extraordinariamente feio.. Foi este modo de vida que me inutilizou. as histórias cedem lugar aos programas de auditório. Nem sequer tenho amizade a meu filho. e) enfatiza as dificuldades de relacionamento da personagem com as pessoas que a cercam. a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. b) contrasta o modo de ser de Madalena com as ações do narrador. d) ‘ritmo da esquizofrenia’ – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais. encoste a cabeça à mesa e descanse uns minutos. Fecho os olhos.” Graciliano Ramos. às escuras. cansadas perante um futuro que ainda não viveram. corpo de criança e alma de mulher. b) ‘insistência pirralha’ – teima persistente da criança. E um nariz enorme. Mormente por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos. c) retrata o conflito íntimo da personagem. viciadas em indigência intelectual e espiritual. c) Os tempos modernos eliminam os sonhos da criança. Aos quatro anos. c) ‘embotelhada em danças’ – especialista em danças. 112. dedos enormes. no seu sentido geral. Julgo que delirei e sonhei com atoleiros. bruxas e reis.Texto para as questões 112 e 113: “Hoje. d) As crianças engordam muito porque ficam muito tempo em frente da tevê.. Creio que nem sempre fui egoísta e brutal. agito a cabeça para repelir a visão que me exige essas deformidades monstruosas. e) Atualmente as crianças não se preocupam com o futuro.. nervos diferentes dos nervos dos outros homens. até não sei que hora. A vela está quase a extinguir-se. isso ocorre em: a) ‘suficiente discernimento’ – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso. p. A profissão é que me deu qualidades tão ruins. Sou um aleijado.) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto. 98. (. sem sonhos. que me aponta inimigos em toda a parte! A desconfiança é também conseqüência da profissão. sem afeto e sem cultura. 49 113. e) ‘indigência intelectual e espiritual’ – pobreza de cultura e de espírito. Texto para a questão 114: “Madalena entrou aqui cheia de bons sentimentos e bons propósitos. Lá fora há uma treva dos diabos. as crianças são levadas precocemente ao consumo. rios cheios e uma figura de lobisomem. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distancia a idade fisiológica da psicológica. lacunas no cérebro. 05. Cesgranrio Analisando o texto. um grande silêncio.. até que.Interpretação de texto II Avançar . Que miséria! Casimiro Lopes está dormindo. E a desconfiança terrível. Voltar Língua Portuguesa .

c) irônico. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. c) o químico não tinha competência para a realização da experiência. mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme. sabemos que escorpiões não nascem assim. é uma questão Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. distanciado e lúdico. até paixão é fácil.” ANDRADE. lágrima. ponha a saia mais leve.Interpretação de texto II Avançar . Alfredo. De alma escovada e coração estouvado. argumentando indutivamente. São Paulo: Cultrix.) Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. atividade da razão. Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. no caso. Rio de Janeiro: Aguillar. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. abobalhados de alegria pela lucidez do amor. sua frio e quase desmaia pedindo proteção. 50 BOSI. bosques enluarados. Aplique um segundo tijolo sobre o primeiro e exponha tudo ao sol. A conclusão do químico pode ser refutada logicamente pelo argumento indicado em: a) a experiência não resistiu à passagem do tempo. História concisa da literatura brasileira. Se você tem três pretendentes.) Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado. ‘expressão duma alma muito pessoal. aquele hiato entre o parecer e o ser dos homens e dos fatos que acaba virando matéria privilegiada do humor. fruto da inspiração poética. Alguns dias mais tarde. sem qualquer reflexão. Segundo Bosi.) Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo.” Hoje. ponha ali erva de manjericão bem triturada. Enlou-cresça. envolvimento.. 494. semelhante ao de Gregório de Matos. Necessita de adivinhação. chamado Jean Baptista von Helmont. 116. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor.. nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele. mesmo assim pode não ter namorado. tendo o manjericão agido como fermento. e passeie de mãos dadas com o ar. UERJ Em 1648.. saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. decidida. relatou a seguinte experiência. Namorado não precisa ser o mais bonito. um envolvimento e dois amantes. Texto para as questões 117 e 118: “Namorado: ter ou não. brisa ou filosofia. fazer sesta abraçado. Paquera.. (. aquela de chita. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . show do Milton Nascimento. 1982. p.. é muito difícil. ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. fazer compra junto. UFR-RJ “O primeiro grande poeta que se firmou depois das estréias modernistas foi Carlos Drummond de Andrade. Obra completa. d) a geração espontânea não pode ser comprovada com experimentos. (. disse Otto Maria Carpeaux da sua obra que. de pele. d) tímido. você verá nascer pequenos escorpiões. em relação ao humor de Drummond pode-se afirmar que é um riso: a) que assinala uma ruptura com a geração que o antecede.. é poesia objetiva. dois paqueras. fliperamas. da qual fazia parte. b) escarnecedor. de saliva. caso. Namorado é a mais difícil das conquistas. traço constante na poesia de Drummond”. mesmo. nuvem. gabiru. Mas namorado. transa. a aguda percepção de um intervalo entre as convenções e a realidade. um químico holandês. quindim.115. ruas de sonhos ou musical da Metro. A proteção dele não precisa ser parruda. b) uma hipótese alternativa para o fenômeno não foi lembrada. e) característico da primeira geração modernista. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques. (. 1989. para comprovar a tese da geração espontânea: “Faça um buraco num tijolo. Carlos Drummond de. beira d’água. Definindo-lhe lucidamente o caráter. flerte.’ Parece-me que alma muito pessoal significa.

de ambigüidade. os gramáticos não passam de meros guardiães de uma inutilidade consagrada pelo poder constituído. e. (Introduz uma comparação). c) o crescimento e loucura são considerados processos incompatíveis. contrariar as regras da gramática? Essa é uma das principais questões levantadas pelo poeta português Fernando Pessoa. e) o sentido da vida é construído por meio da loucura. em nome de sua arte. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . indica novas propostas para o futuro. deve possuir função estrutural. b) entra em sintonia com o outro no plano das sensações. d) Observa-se o mesmo nas normas da gramática. De outro. (Refere-se à transgressão de função estrutural). no outro. na próxima semana. pensa o poeta. dominar a norma culta do idioma não excede. c) os escritores contrariam as regras gramaticais porque as desconhecem. A resposta à questão inicial é simples. ou expressão. o conhecimento do código de trânsito. Acontece que os artistas pretendem escrever para as gerações futuras. Textos para as questões 119 e 120: “Pode um escritor. que variam conforme as convenções gerais de cada época. b) o sentido da vida se constrói a partir do crescimento intelectual. d) vivencia as sensações do amor sem se entregar. b) Ela pode dar impressão de firmeza. Esse tipo de postura gerou um impasse. o ato de grafar não deveria submeter-se à vontade unificadora do Estado. está corretamente explicado pela frase entre parênteses. é correto afirmar que: a) a língua não oprime os artistas quando os submete à vontade do Estado. clamando por liberdade.. 120. só sabe o que é namorar quem: a) cultiva o hábito de fazer poesia. d) o sentido da vida se dá pela tensão entre crescimento e loucura. de precisão. e) sabe teorizar sobre os seus sentimentos. e não para escravizá-lo.” O neologismo em questão sintetiza o seguinte pensamento: a) só é possível crescer se a vida não fizer nenhum sentido. os artistas. b) os artistas revelam o caráter transitório da norma culta ao infringirem-na. UFR-RJ “Enlou-cresça. Os artistas da língua não passam para a posteridade porque rompem com a norma. o conhecimento do código de trânsito. Pela perspectiva dos artistas. (Refere-se aos gramáticos. A transgressão. […] de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. Tanto no texto como no comportamento. c) Para eles. Na maioria dos casos. ficam os gramáticos. Sendo uma aventura intelectual. d) os gramáticos impõem normas para os artistas não as transgredirem. UFR-RJ Para o autor. em valor. de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. não dá. guardiães da língua). c) distingue o que é concreto do que é abstrato.. dominar a norma culta do idioma não excede. impondo normas. 118. certa rua dá mão. UFMG Em todas as alternativas. (Remete à efemeridade do conhecimento do código de trânsito). exceto em: a) … assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. que variam conforme as convenções gerais de cada época. por natureza convencional e efêmero: num dia.117. em valor.Interpretação de texto II Avançar . destacado. mas porque sabem tirar proveito da ruptura. De um lado. o emprego do termo. UFMG De acordo com o texto.” 51 GABARITO 119. para ser bem-sucedida. assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. A língua existe para servir o indivíduo. Ela pode dar impressão de firmeza. pode ser que a mesma rua não exista. Para eles. Observa-se o mesmo nas normas da gramática.

A nossa estabilidade e o nosso prestígio com a comunidade financeira internacional se devem à tenacidade com que homens honrados e capazes. F. chamada conclusão. adultos e responsáveis são os que defendem o reajuste possível. pode-se concluir que o silogismo a que se refere o título do texto é encontrado em: a) Boa parte da população sobrevive com apenas um salário-mínimo e o salário-mínimo não dá para viver. então.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. Quem prega um salário-mínimo maior o faz por demagogia. quando o pote da geléia que estava em cima do armário cai e quebra. quando sabemos que fizemos algo vergonhoso procuramos afirmar que não tivemos outro remédio senão agir assim. Fernando. então. o adulto é irreal e o responsável é criminoso. É que. Trad. postas duas proposições. nas circunstâncias. Por isso. mesmo reconhecendo que é pouco. UERJ silogismo. Grita exatamente porque sabe que foi ela. que lesamos a nós mesmos — pouco ou muito — voluntariamente. nelas logicamente implicada. nem se daria ao trabalho de dizer nada. B. comprometeria o programa de estabilização do Governo.. que não pudemos escolher: ‘cumpri ordens de meus superiores’. ‘vi que todo o mundo fazia a mesma coisa’. De onde vêm os remorsos? Para mim está claro: de nossa liberdade. 1997. Novo Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa. ao fazer um desenho muito bonito essa mesma criança irá proclamar: ‘Fiz sozinho. 1986. a criança pequena grita chorosa: ‘Não fui eu!’. ‘perdi a cabeça’. se não fosse assim. c) Um salário-mínimo maior prejudicaria o país. 121.. é preciso alterar esse modelo econômico. então. Se não fôssemos livres.. Dedução formal tal que. queremos sempre ser livres para nos atribuir o mérito do que realizamos. L. Lóg. estamos todos condenados a uma lógica do absurdo. Texto para as questões 122 e 123: GABARITO “Ética para meu filho (. (. mantêm uma política econômica solidamente fundeada na miséria alheia e uma admirável coerência baseada na fome dos outros. m. eis-nos num silogismo bárbaro: se o país só sobrevive com mais da metade da sua população condenada a uma subvida perpétua. Em compensação. A.Interpretação de texto II Avançar . Rio de Janeiro. ou talvez até risse e pronto. o sensato é insensato. inviabilizaria o país e provavelmente desmancharia o penteado do Malan. resistindo a apelos emocionais. ao crescermos. Como boa parte da população brasileira vive de um mínimo que não dá para viver e as circunstâncias que o impedem de ser maior não vão mudar tão cedo.. não nos poderíamos sentir culpados (nem orgulhosos. Ética para meu filho. b) Precisamos manter nosso prestígio com a comunidade financeira internacional. sensatos. o país necessita da miséria de grande parte da sua população. temos homens honrados e capazes. O país só é viável se metade da sua população não for. Sérios. ‘não percebi o que estava fazendo’. é claro) de nada e evitaríamos os remorsos. Aqui o sério é temerário.) Veja: alguém pode lamentar ter procedido mal mesmo estando razoavelmente certo de que não sofrerá represálias por parte de nada nem de ninguém. ‘é mais forte do que eu’. Nova Fronteira. há circunstâncias que impedem o salário de ser maior. S. delas se tira uma terceira. Do mesmo modo.” SAVATER.)” VERÍSSIMO. oportunismo político ou desinformação. O Globo. o salário-mínimo impõe miséria a grande parte da população. etc. 52 Considerando essa definição. é preciso resistir a apelos emocionais da sociedade. ninguém me ajudou!’ Do mesmo modo. d) O salário-mínimo não garante vida digna para a maioria da população. chamadas premissas. Não há pior castigo do que perceber que por nossos atos estamos boicotando o que na verdade queremos ser. quebraria a Previdência. ao agirmos mal e nos darmos conta disso. Monica Stahel. mas preferimos confessar-nos ‘escravos das circunstâncias’ quando nossos atos não são exatamente gloriosos. de Holanda. 24/03/2000. FERREIRA. o salário não aumenta mais por exigência do mercado internacional. São Paulo: Martins Fontes. então. compreendemos que já estamos sendo castigados.Texto para a questão 121: “Silogismo Um salário-mínimo maior do que o que vão dar desarrumaria as contas públicas.

UERJ O texto lido faz parte de um ensaio filosófico sobre ética. não basta dizer que a cor surge da luz. Goethe e o físico inglês Isaac Newton compreenderam o fenômeno da cor. apenas uns 60 milhões desses hectares estão a ser utilizados na cultura regular de grãos. e) as perspectivas pessimistas quanto ao uso do solo brasileiro. M. W. no qual o autor expõe seus argumentos em tom de conversa. ao contrário de Goethe e Schopenhauer. Schopenhauer. o que distingue basicamente a abordagem de Newton daquela de Goethe. Triângulo Mineiro-MG “A superfície do Brasil. M.’ A identidade da cor varia de acordo com os critérios estabelecidos para sua compreensão enquanto fenômeno de consciência. caem por terra. de Graciliano Ramos. PUC-RJ Leia o texto abaixo. José Saramago. 53 “Entristeceu. Vidas Secas. é geralmente apropriada ao uso e ao desenvolvimento agrícola. Um vagabundo empurrado pela seca”. em que se comenta o modo como o escritor alemão J. actualmente. preocupou-se somente em estabelecer os critérios para a produção da cor enquanto fenômeno físico. São Paulo: Nova Alexandria. Nesse aspecto.) encontra-se em estado de improdutividade. é de 850 milhões de hectares. sendo provocadas por sua vez por processos físicos. Mais ou menos metade desta superfície. Na verdade já estava procurando distinguir as condições ou esferas mediante as quais o fenômeno da cor se apresenta. GABARITO 125. A respeito dos textos. luz e cores são fenômenos de consciência (sensações e percepções) cujas condições são ocorrências fisiológicas na retina e no sistema nervoso. fenômeno na retina ou fenômeno físico. c) identifica um embate como reforço do campo da sinceridade. continuando o caminho de Goethe. Assim. c) diminuir a assimetria entre o filósofo e o leitor. b) o texto II faz uma reflexão sobre os fatos narrados no texto I. 123. Para ele. O restante (.. andar para cima e para baixo.. c) ambos os textos propõem o uso racional das terras no Brasil. mais tarde desenvolvida por Schopenhauer? Voltar Língua Portuguesa . J. 124. inteiramente distintos. no texto I. à toa! Como judeu errante. essas duas interpretações diversas do fenômeno cromático não devem ser pensadas como necessariamente incompatíveis. UERJ Ao trazer para seu texto a citação de outras falas — por meio do emprego das aspas —. uns 400 milhões de hectares. ou métodos de comparação.. que é negado no texto II. Prefácio à edição brasileira de A Doutrina das Cores. “Goethe estava interessado nas condições necessárias para que o fenômeno das cores se manifeste.Interpretação de texto II Avançar . de abandono. mas como aparece junto à luz. rios e montanhas. b) delimita o que é defendido e o que é atacado. b) ressaltar uma discussão teórica entre iguais. 1993. de GOETHE. Essa estratégia tem o seguinte objetivo: a) provocar a resposta direta do interlocutor. Considerar-se plantado em terra alheia! Engano. pode-se afirmar que: a) o texto II constitui uma representação estética da realidade contida no texto I. d) o texto I discorre sobre o aproveitamento agrícola das terras brasileiras. incluindo lagos. A sina dele era correr mundo. mas como pontos de vista que se baseiam em critérios. W. d) revelar opiniões compartilhadas pelos interlocutores. F. é o primeiro a distingui-las claramente: ‘Do ponto de vista do sentido visual. Newton. o autor obtém o seguinte efeito: a) valoriza o argumento das outras falas. o principal mérito de sua análise é ter mostrado que a cor também existe como fenômeno que escapa à física. considerando-se o sentido do texto II. Ora. d) destaca a palavra dos outros como argumento de autoridade.122. embora as críticas de Goethe se revelassem posteriormente inconseqüentes. IMPRIMIR No que diz respeito ao fenômeno da cor. sem fruto”.” GIANNOTTI.

que raramente o questionamos. voltam com força total. Vivemos hoje um modelo de vida tão assentado sobre o trabalho. c) O poema revela-nos um eu-lírico que. O tempo é a minha matéria. ( ) Infere-se que. opta por conhecer a realidade de seu próprio tempo. Antologia poética. 1998. principalmente a urbana. o lazer. ( ) Atualmente. não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. p. Mas será que sempre foi assim? Sem dúvida. em breve. julgue os itens que se seguem. Estou preso à vida e olho meus companheiros. 9. Também não cantarei o mundo futuro. e do futuro de um mundo caduco que o sufoca. d) O poeta busca a convivência com os outros homens à sua volta. os homens presentes. à diversão. não pretendendo. o trabalho converteu-se efetivamente na primeira necessidade humana. pela primeira vez na História. a chinesa — foram esquecidos. Carlos Drummond de. p. tendo em vista a existência de graves problemas. vamos de mãos dadas. as cidades apresentam dificuldades de se organizarem em formas que não sejam pelo trabalho. porque isso significa que. como a recessão e a violência. surgiram jornadas de trabalho brutais. o tempo presente. não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida. muito novas mesmo…” LIMA CAMARGO. devastou-se a natureza. o autor tece comentários acerca de fatos históricos ocorridos na segunda metade do século XVIII. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . considero a enorme realidade. 54 Todas as alternativas seguintes correspondem a uma leitura possível do poema drummondiano. Não serei o cantor de uma mulher. Rio de Janeiro: Record. F. ( ) O autor responsabiliza as jornadas de trabalho brutais pela devastação da natureza. In: Educação para o lazer. a romana e. como a grega. assustando algumas autoridades. b) O poeta renuncia ao isolamento voluntário e reafirma sua solidariedade aos companheiros. do presente. A diversão. de uma história. ao lazer. trazendo preocupações novas. ignorando o passado e o futuro. pois. O presente é tão grande. UnB-DF “O trabalho é a principal atividade do ser humano? Quase todas as pessoas responderiam afirmativamente a essa questão. não! Ou que sempre será assim? Esperemos que não! Na verdade. ( ) Algumas autoridades estão assustadas com a possibilidade de que o homem atual possa vir a ter diversão. Mas. tendo em vista que as “jornadas de trabalho brutais — fazem alusão ao início da Revolução Industrial na Inglaterra e que os “símbolos preciosos da civilização” incluem a Bastilha.” ANDRADE. 1998. ao entretenimento. pode-se incluir a de buscar meios de viabilizar o acesso da população. nesse texto. neste final de milênio. de certa forma. Luiz Octávio de.126. 127. “Introdução”. U. Viçosa-MG Leia atentamente o texto: “Mãos dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. não nos afastemos. entregar-se aos devaneios e à solidão. GABARITO A partir do texto. não direi os suspiros ao anoitecer. Entre eles. não haverá mais quem trabalhe. 118. São Paulo: Moderna. o entretenimento — ideais de vida de algumas civilizações antigas. exceto: a) O autor de “Mãos dadas” quer unir-se a seus semelhantes para libertar-se do passado. lazer e entretenimento como ideais de vida. Nesse período. estamos chegando ao final de um ciclo civilizatório durante o qual nunca se trabalhou tanto e em que. e) Ao voltar-se para a vida presente o poeta demonstra uma preocupação maior com o seu momento histórico. destruíram-se símbolos preciosos da civilização e as cidades passaram a ser vistas apenas como espaços de trabalho e produção. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. dos quais não pretende mais se afastar. fortaleza francesa que foi destruída em 1789. a paisagem vista da janela.Interpretação de texto II Avançar . Não nos afastemos muito. ( ) Entre as “preocupações novas” das autoridades. a vida presente.

sem muito sucesso.” (Revista do Mercosul. mas a verdade é que.” (Época.” (Veja.: O leitor lê Veja porque a revista não traz notícias ruins./jul. a soma das alternativas corretas.Interpretação de texto II Avançar . UFMS Na construção do sentido de um texto. (16)“Sem alarde. outros compromissos. (01) “Veja: uma revista tão boa que as notícias nem precisam ser ruins. Argentina em primeiro lugar e Brasil em terceiro são premiados na Turquia. que me conhece desde rapazinho (eu. começam a ficar macambúzios na hora em que ouvem a musiquinha de encerramento do Fantástico. ago. e. 5/7/99.” (Istoé. se bem que ele próprio aposentado. quando João Ubaldo diz “…se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados…”. (32)“Max Floc. Cad. o ministro Ornélas ou foi meu aluno ou quase foi — é o segundo ou terceiro ministro que foi meu aluno. é necessária na atual conjuntura. p. (…)” O Globo. 5/9/99. enfim. p. a incapacidade de ligar causa e efeito e aprender do passado são características imutáveis de nossa mentalidade. já está em outonos e.: Quando usava outros tipos de vestimentas. Não. nem de tentar facilitar a vida. que não os mencionados. como também não quero ser chamado de vagabundo. 57) – Inf. Por exemplo. nada disso. argumentando comigo mesmo que desfruto de certa liberdade.: Antes a Internet era novidade e 5 milhões de brasileiros podiam viver sem computador. fico um pouco melancólico. p. como resposta.: Para o autor. O único clarificante e floculante de piscina com a garantia HTP. Cad. aquela(s) em que a inferência feita não se sustenta a partir do fato mencionado. o leitor competente deve saber ler nas entrelinhas. 1998. 27/9/99. começo na manhã da própria segunda. p. Opinião. 55 Trabalho desde os 17 anos — já lá se vão 41 do que começou como primaveras. mas não adianta. aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô ou a pleitear uma vaguinha no Retiro dos Artistas. Além disso. entre as alternativas apresentadas abaixo. como sabemos. Não tenho queixa. deve ser capaz de fazer inferências. eu também podia recorrer ao dr. se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados.: Os outros produtos do mesmo tipo não têm a garantia HTP. especialmente por um ex-colega de magistério. 29) – Inf. p. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 84) – Inf. 7. Nada de aposentadoria. procurando pistolões. E manda a ética que me recuse a recorrer a pretensas vantagens derivadas de relacionamentos pessoais. com meus próprios horários e sem chefe ou patrão por perto. não.” (Roberto Campos. p. (04)“A dupla jeans e camiseta e roupa feita em série acabaram com a elegância do povo. Podia estar aposentado. a fim de recuperar o que não foi dito explicitamente. Lá vêm outra semana. Com base nessas explicações. o povo era elegante. como não está a meu alcance aspirar ao marajanato (sei que esta palavra não existe. mas com inquestionável empenho. Antônio Carlos. (08)“Continuamos incapazes de duas coisas: ligar causa e efeito e aprender do passado. não ele). outra crônica. lá vem a segunda-feira. quem lê deve ser capaz de inferir que a memória do escritor já o traiu pelo menos uma vez antes.” (Raça. 103) – Inf. eu também posso). dos saudosos 30 mil dólares. logo. Ao trabalho. a síndrome ataca de igual maneira. chegou a verões. ou seja. com base em minha memorável participação nas peças do jardim de infância em Aracaju. p. 6/10/99. Alguns. (02)“Vinho Mercosul no mundo. 7) – Inf. onde certa feita interpretei ‘Tatu subiu no pau’. me chama de ‘ilustre representante da esquerda democrática’. Antônio Carlos. mas não só levantar a papelada me infunde pânico. já depois de muito tempo trabalhando em casa. a Internet deixou de ser novidade e 5 milhões de brasileiros já não podem mais viver sem computador. morre de rir quando o crítico e. 29/9/99. O Globo. se o ex-ministro Magri. logo. mas posso perfeitamente inventá-la. reconheça. Opinião. E o dr. se transmuta em invernos. 1999. outras chateações. Quis muitas vezes descondicionar-me. pondo a mão no meu ombro. 28) – Inf. apesar de não sofrer as mesmas pressões que um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas. Dê. também padeço de segundafeirite que acomete todos os trabalhadores. eis que. jun.: Os demais países do Mercosul não se inscreveram no Festival de Vinhos na Turquia. 128. pôde.Texto para as questões de 128 a 131: “Segunda-feirite aguda João Ubaldo Ribeiro. sempre é afável comigo. Eu.

João Ubaldo Ribeiro faz uso do sufixo latino ato que forma substantivos a partir de adjetivos. a concordância do adjetivo com os substantivos que o antecedem poderia ter sido feita também no masculino plural. (64)João Ubaldo Ribeiro assume um tom irônico que perpassa todo o texto. (32)A palavra macambúzio significa revoltado. (08)Em “…um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas…”.”. uma vez que foi usada uma palavra no lugar de outra. a soma das alternativas corretas. ou seja. identificam-se as várias fases da vida humana às estações do ano. (04)A forma verbal pôde é um dos casos de palavras que admitem dupla acentuação. (08)Em “…eu também podia recorrer ao dr. como. Dê. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Dê. o conector se estabelece uma relação de condicionalidade com o que foi dito anteriormente. o verbo morrer pelo advérbio de intensidade muito. UFMS Marque a(s) proposição(ões) que não está(ão) correta(s). (01)Sendo quase sexagenário. a de escritor. UFMS Assinale abaixo a(s) alternativa(s) verdadeira(s). a soma das alternativas corretas. desesperado. que me conhece desde rapazinho (eu. por exemplo. ou seja. eles somam argumentos para apoiar ou justificar a não-aposentadoria do autor. UFMS Dentre os enunciados abaixo. (64)Se em “…não está ao meu alcance aspirar ao marajanato…” utilizássemos um pronome pessoal para substituir o objeto indireto. o resultado seria “…não está ao meu alcance aspirar-lhe…”. que indica inflamação e que está presente também em bronquite. como resposta. (32)A segunda-feirite ataca todos os trabalhadores já no final da noite de domingo. como o dr. também ele inventor de palavras. o escritor admite estar caminhando para o inverno da vida. identifique aquele(s) que seja(m) adequado(s) ao texto lido. pelo fato de obedecer a princípios éticos. 131. inconformado.129. como resposta. (04)Embora a peça “Tatu subiu no pau” tenha tido êxito de público.Interpretação de texto II Avançar . no caso do texto. Dê. sujeitos a horários e normas rígidas. a performance do menino João Ubaldo não foi das melhores. (16)A figura de linguagem presente em “…morre de rir quando o crítico…” é a metonímia. o autor emprega o sufixo grego -ite. rinite e gastrite. (16)O escritor não admite recorrer a favores de ex-alunos ilustres. (08)O direito de inventar palavras que o autor se atribui apóia-se no exemplo do exministro Magri. como resposta. a soma das alternativas corretas. como em baronato. (02)Em “…aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô…” o advérbio provavelmente acrescenta ao conteúdo proposicional do enunciado a indicação da modalidade sob a qual ele deve ser interpretado. (16)Para construir o vocábulo marajanato. 56 GABARITO 130. (04)As aspas em “ilustre representante da esquerda democrática” têm por função indicar uma expressão atribuída a uma outra voz. e na necessidade da situação atual. (02)Em “…se bem que ele próprio aposentado. não ele)…” a informação entre parênteses vem corrigir uma possível ambigüidade de sentido. (02)O autor afirma que ainda não pediu aposentadoria apenas porque não tem condições financeiras para se sustentar. Antônio Carlos. Antônio Carlos. (64)Pessoas que exercem determinadas profissões. que não a do locutor. (01)Os conectores não só… como também e além disso são utilizados para ligar enunciados que constituem argumentos para uma mesma conclusão. (32)Já para criar segunda-feirite. o que significa que poderia ser substituída por pode indiferentemente. (01)No início do primeiro parágrafo. acabam sendo menos afetadas pela síndrome da segunda-feira do que os trabalhadores comuns.

o imigrante e o chicano passam a cada instante. com vantagem estilística e sem prejuízo de qualquer natureza. 19 (com adaptações). corta o meu coração. de eternidade. a mãe sofre dores atrozes e mia feito um gatinho abandonado. as frutas são coloridas mas sem sabor. julgue os itens seguintes. o desodorante era maior do que um pão de forma que era maior do que a presuntada que era maior do que um garrafão de suco de tomate maior do que o vidrão de peanut butter. a polícia passa a cada instante. enquanto ouço vou também desenvolvendo o meu cérebro e aprendendo a aferir os encantamentos na máquina de um amigo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . nº 30. escritora brasileira. ( ) A exemplo da tipologia textual. ( ) A seqüência “a polícia passa a cada instante. fazemos de noite uma ceia para comemorar o nascimento. um sentimento vitorioso. de Ana Miranda. e as estruturas levíssimas. ( ) A menção reiterada de grandes quantidades e o uso do grau comparativo de superioridade constituem um recurso estilístico que demonstra a profunda admiração da autora pelos hábitos californiamos. o neném nasce e chora. ( ) Com a metáfora final do texto. a autora faz uma crítica da sociedade californiana do século XX. poeta. tudo era apavorante. é lindo! He’s pretty and pink diz a nurse. o chicano passa a cada instante” pode ser substituída. a arquitetura do medo. apenas alguns. os dias estão azuis dignos de uma crônica de Rubem Braga. hot-dogs e fumamos charutos e tudo nos embriaga de felicidade. pagam 1. ‘Empurra!’ Fotografo até cansar de gastar os sessenta filmes do pacote. autora de Boca do Inferno. por causa dos terremotos.132. 9/99. a massa de pizza vem num saco com sessenta. por a polícia. tudo aqui é em quantidades vertiginosas. Caros Amigos. o chicano passa a cada instante. as ruas espalhadas. ouvindo música clássica de um disco que o Raphael ganhou na maternidade given to over a million new parents in hospitals across America. o imigrante passa a cada instante. UnB-DF “Notícias da Califórnia Aqui são quatro horas mais cedo. o imigrante passa a cada instante. a autora informa ao leitor que ela escreve seu texto ouvindo música. de noite esfria. 57 A partir do texto acima. classic music to help stimulate your baby’s brain development. em vez de dizer Push diz Purra! Purra! pois ouviu meu filho dizer.Interpretação de texto II Avançar . (…) filmo o nascimento do Raphael. não há edifícios de mais de três andares. associada a Rubem Braga. p. Smart Symphonies. o suco de laranja (que tem gosto de beterraba que tem gosto de pastel) vem num galão. todo mundo de carro. assim como o leite.75 dólar.” MIRANDA. Ana. eu me sentia uma liliputiana no país de Gulliver. comem-se muita verdura e fruta. a garrafa de champagne era mais alta do que eu. o texto de Ana Miranda classifica-se como crônica. a maçã tem gosto de melancia que tem gosto de cereais que têm gosto de macarrão que tem gosto de waffle que tem gosto de vinho de Napa Valley que tem gosto de graveto que tem gosto de pão que tem gosto de ceasar salad que tem gosto de syrup que tem gosto de nescafé. a cidade é calmíssima. o tubo de pasta de dentes era maior do que um tênis do Shaquille O’Neal. GABARITO ( ) Assim como Gregório de Matos Guerra fez uma crítica da sociedade baiana do século XVII. ah. ameaçador. faz calor mas não muito. a nurse midwife chamada Joyce faz o parto. as geladeiras são repletas de guloseimas. claro. tomamos vinho e comemos bolo de nozes. fomos a um mercadão de varejo. tudo aqui tem o mesmo gosto. parece uma cidade de papel onde tudo é florido e arrumado e limpo e vigiado. entre outros romances. (…) eles mesmos lavam o carro num posto de gasolina.

Cantei as modinhas mais tristes do repertório do Nôzinho. produto de maquilagem muito usado pelas moças de pele alva. Então banquei o sentimental Fiquei com olheiras. Meu Deus que mulher durinha! Foi um buraco na minha vida. 406-7. Mas eu mato ela na cabeça: Vou lhe mandar uma caixinha de Minorativas. em “À toa” (v. fica claro que o narrador oferece à jovem uma caixa de pó-de-arroz. o narrador faz três investidas sucessivas que podem ser assim resumidas: elogio da beleza física da mulher. Virei pirata: Dei em cima dela de todas as maneiras. Ajoelhei. julgue os itens que se seguem. 58 Com base no texto acima. 1974.133. oferecimento de vantagens materiais e chantagem emocional. Pastilhas purgativas: É impossível que não faça efeito!” BANDEIRA. Escrevi cartinhas e pra acertar a mão. ( ) Para conquistar sua amada. Mafuá do malungo. Falei de macumba. o passeio a pé. duas figuras de linguagem da retórica tradicional: um hipérbato e um clímax. Que ela era gostosa. ofereci pó… À toa: não fez efeito. ( ) No verso 9. ( ) Apesar de se tratar de construções sintáticas diferentes. p. o automóvel. Disse que ela era boa. In: Poesia completa e prosa.10) e “Perdi meu tempo” (v.Interpretação de texto II Avançar . o autor emprega. ( ) Entre os versos 11 e 15. Me rasguei todo. UnB-DF “Rondó de Efeito Olhei pra ela com toda a força. romance primoroso e por tal forma comovente [que ninguém pode lê-lo sem derramar copiosas lágrimas… Perdi meu tempo: não fez efeito. li Elvira a Morta [Virgem. Fiz versinhos. Utilizei o bonde. Rio de Janeiro: Aguilar. Chorei. simultaneamente. Manuel. Que ela era bonita pra burro: Não fez efeito. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .19) há a mesma informação semântica.

Segundo o Instituto. 1998. a escola. o principal órgão de pesquisas sociais do país. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. b) a economia brasileira ter estagnado e voltado a crescer pela influência do governo. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. viadutos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) a intervenção do governo na economia ter sido devastadora. subempregada. empregam menos trabalhadores com escolaridade mínima. uma perspectiva histórica. d) educação. 59 134. Para garantir a sobrevivência. 136. o governo abandonou estradas. as expectativas. conseqüentemente. o governo poder oferecer trabalho para a massa de subtrabalhadores. o horizonte é desolador. ao longo do tempo. já não precisam tanto de força física. deixou ruas se esburacarem. 105. b) o avanço da economia informal. O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. INSTRUÇÃO: Responder às questões 137 a 139 com base no texto.Texto de referência para as questões 134 a 136: ”ELES SOBRARAM Os números do IBGE. Veja. que reconstrói os processos por meio dos quais um certo conhecimento vai-se configurando como saber escolar e. Fempar Pela essência do texto. hoje. Apud: BASTOS. única saída para os desempregados. ensino. para o país. b) desemprego. uma perspectiva cultural. Fempar A ironia. o papel e função atribuídos pela sociedade à instituição em que ensino e aprendizagem ocorrem. E o desafio. Magda. a principal causa do “retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro” é: a) a existência de quase metade da população brasileira sem escolaridade mínima e. Fempar Segundo o texto. 53. 135. as necessidades do grupo cultural a que se destina seu ensino. que busca identificar os pressupostos ideológicos que levam a instituir um certo conteúdo em disciplina curricular e que subjazem aos objetivos e procedimentos de ensino dessa disciplina. Língua portuguesa: história.“ SOARES. 1999. as condições sociais daqueles a quem se destina o ensino e daqueles encarregados de ensinar. p. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. São Paulo: Educ. isto é. Durante mais de uma década. que relaciona a disciplina e seu conteúdo com as características. está no fato de: a) graças a sua ineficiência. à qual o texto se refere. por isso. c) globalização. p. ”Uma reflexão sobre o ensino de todo e qualquer conteúdo pode e deve ser feita de várias e diferentes perspectivas: a perspectiva da própria ciência de que se recortou o conteúdo para constituir uma disciplina curricular. Cintia. Para os outros. uma perspectiva social. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. Isso porque as empresas.“ VALENTINI. d) o desaquecimento da economia que não permite a contratação da força física do trabalhador. e) o governo ter aquecido e desaquecido a economia. e) modernização. uma perspectiva psicológica. por uma ironia de seu passado recente. uma perspectiva política. que considera os processos de aprendizagem de um conteúdo específico. mas que os deixa desassistidos. com a modernização. que considera as condições sociais de produção de um determinado conhecimento. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1o grau completo ou nem isso. a palavra que melhor traduz “enorme problema” é: a) sobrevivência. Neusa (org. Assim que a economia voltar a crescer. 21 de julho. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores.). c) a modernização das empresas que. e) o descompasso entre modernização e economia.Interpretação de texto II Avançar . d) empregar e desempregar serem tarefas do governo. Concepções de linguagem e o ensino da língua portuguesa. vai-se constituindo em disciplina curricular. perspectivas. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços.

3. e) III. Cada uma das perspectivas é caracterizada por uma ou mais orações adjetivas. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão com base nas afirmativas abaixo. sobre a forma como as perspectivas são apresentadas. e) da própria ciência se relaciona à área de conhecimento específica do conteúdo a ser ensinado. Pela análise das afirmativas. prioritariamente. aluno e o contexto em que interagem. c) 1 – 2 – 3. ao “como” se aprende determinado conteúdo. ou seja. F. Pelotas-RS Sobre as diferentes perspectivas apresentadas no texto. b) 1 – 2 – 4. b) social envolve professor. 138. c) política se refere ao modo de pensar dos responsáveis pela definição dos conteúdos a serem ensinado. F. “todo e qualquer conteúdo” equivale à totalidade de um conteúdo. U. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) 1 – 2 – 3 – 4. d) psicológica diz respeito. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) I e II. e) 3 – 4. 1. I. U. “pode e deve” sugere uma gradação. O uso do ponto-e-vírgula entre as diferentes perspectivas hierarquiza as informações.137. d) II e III. 139. só não é correto afirmar que a perspectiva: a) histórica precisa o momento em que determinado conteúdo passou a ser ensinado. II. 4. a metas e ações. “objetivos e procedimentos” correspondem. facilitando a leitura. II e III. 60 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Pela análise das afirmativas. F. 2. estruturas de natureza semelhante. c) I. III. b) I e III. respectivamente. A estrutura do parágrafo apresenta paralelismo. U. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão considerando a veracidade das afirmativas apresentadas de 1 a 4.Interpretação de texto II Avançar . d) 2 – 3 – 4. “ensino e aprendizagem” relacionam-se como causa-conseqüência.

. na expressão “combustível fóssil”. existem dois tipos de solução: as células fotovoltaicas e os aquecedores solares de água (. Para exorcizar a ameaça. essas usinas deverão somar mais de 15 mil MW ao sistema elétrico. A iniciativa vem sendo debatida por especialistas da área. para eles. c) O fantasma do blecaute ronda o Brasil. Segundo afirmam. para certos críticos. (.Interpretação de texto II Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o Ministro das Minas e Energia quer antecipar as datas do programa de implantação de termelétricas. (. um significado preciso. e) O problema da falta de energia. Pelotas-RS O título do texto — Um túnel no fim da luz – inverte uma expressão de uso popular.). Alimentadas principalmente pelo gás natural boliviano (. c) a existência de nexos de concessão ao longo do texto justifica-se pela necessidade de o autor apresentar apenas argumentos convergentes às idéias apresentadas. d) a expressão “sem dizer com todas as letras”. defendido por muitos especialistas. para os críticos do programa de gás natural. d) Os programas do governo federal representam a esperança de que o blecaute não chegue ao Brasil. conduz a uma leitura oposta a essa expressão popular. por causa do não aproveitamento de todos os nossos recursos energéticos. (Adaptado). fornece uma quantidade significativa de gás natural. U. no total da produção de energia brasileira.... equivale a embarcar com todas as malas numa canoa furada. porque a Bolívia. a iniciativa tende a levar o país a utilizar um combustível cuja queima deverá lançar na atmosfera grandes quantidades de poluentes. U. é possível afirmar que: a) o pronome “isso” remete a uma expressão que aparece depois dele. 141. A palavra fóssil tem.As questões 140 e 141 baseiam-se no texto a seguir: ”Um túnel no fim da luz O fantasma do blecaute ronda o Brasil. Assinale a alternativa com a frase que.).. ficará sob controle com a aplicação de programas adequados..) O programa de gás natural. embora ela diminua o peso das hidrelétricas.. b) a palavra “fóssil”.. tem.. contendo informações cientificamente corretas. no Brasil.) A energia solar é outra fonte a ser considerada. e) a expressão “energia solar” remete à idéia de energia proveniente da reflexão total dos raios luminosos por parte da Terra. b) A energia eólica e a energia solar – provenientes de combustíveis fósseis – não evitarão o blecaute no Brasil.) Sem dizer com todas as letras. 140. 61 GABARITO a) A inevitável falta de energia não virá de imediato. Pelotas-RS De acordo com o texto e seus conhecimentos. (. que significa “embora não declare explicitamente”. Nesse caso. prevê a utilização de um combustível fóssil. F. porque são ilimitadas as reservas desse combustível. remete à necessidade de a população encarar a possibilidade de um blecaute.” Revista Galileu. F. isso é o que o governo federal dá a entender.. país não limítrofe com o Brasil. o que. um significado preciso.

64) a forma como lírio escreve. Sérgio Lírio tinha 23 anos e era tido como um repórter promissor. a 2000 quilômetros da sede de A Tribuna.“ Superinteressante. aquele que culminou com a queda do presidente do Banco Central. A grafologia pode até acertar algumas vezes. Unioeste-PR Observe que a expressão essas inferências duvidosas retoma um recorte textual anterior. a criatividade e a intuição que o cargo exigia. técnicos e administrativos. feita por Lírio. o mesmo deve ter melhorado suas potencialidades como repórter após ter se submetido ao teste da grafologia. 143. Lírio foi descartado. 02) Se o psicólogo não conhecia Lírio. Lírio hoje trabalha em um dos maiores jornais do país. Mas errou com Sérgio Lírio. A folha foi enviada a uma empresa do Recife. pois conseguiu emprego em um jornal importante. procurou dar contornos mais adequados a sua letra. a soma das alternativas corretas. Este ano. é correto afirmar que: 01) a grafologia é um teste altamente eficaz para avaliar a profissão de repórter. 62 142. Seu caso está longe de ser isolado – segundo pesquisa da empresa de consultoria Deloitte Touche Tohmatsu. Pois Lírio acabou reprovado. ganhou menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo por denunciar o escândalo do Banco Marka.Interpretação de texto II Avançar . como podia estabelecer seu perfil negativo? Por isso. cerca de 30% das empresas grandes e médias usam grafologia para filtrar o preenchimento de cargos executivos. Dê. As linhas de Lírio não chegavam ao fim da folha. 04) As inferências são duvidosas porque alguns psicólogos condenam o uso da grafologia como técnica de avaliação. 16) as habilidades das pessoas para as mais diversas profissões não podem ser avaliadas exclusivamente pelo tipo de letra. 32) o tipo de letra é um item que deve ser considerado somente durante a entrevista. 16) As inferências não são duvidosas porque 30% das empresas grandes e médias usam a grafologia para selecionar candidatos. fez com que se sobressaísse a ponto de ganhar menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo. 02) Lírio deve ter melhorado a forma de escrever. e um psicólogo que nem o conhecia decretou: o candidato não tinha a agilidade. como resposta. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Dê. a pressão da caneta no papel não era suficiente para um repórter audacioso. Ou seja. p. como resposta. Com base nessa afirmação. Um diretor do jornal gostara dele e do seu currículo e a vaga parecia certa. 08) o êxito de Lírio comprova que a grafologia não é um método justo de avaliação. Com essas inferências duvidosas. foi um sinal de audácia. 55. suas letras não se curvavam impetuosamente. 04) a denúncia sobre o Banco Marka. Unioeste-PR Segundo o texto. Portanto. de Vitória. muito pelo contrário. indique a(s) alternativa(s) incorreta(s). Tarefa simples. Como ele soube? Simples. Faltava apenas uma etapa: escrever um texto de trinta e poucas linhas com tema livre. a soma das alternativas corretas. Francisco Lopes. julho de 2000. as inferências são duvidosas.Texto para as questões 142 e 143. ”O que diz a letra Em 1995. 32) As inferências são duvidosas mediante o que está disposto na análise da letra de Lírio. Estava prestes a ser contratado pelo diário A Tribuna. Pronto. 01) As inferências duvidosas atribuídas a Lírio decorrem da sua pouca idade. 08) As inferências são duvidosas porque o teste de caligrafia não é um dispositivo científico.

capaz de curas milagrosas e de viagens interplanetárias. A ciência é considerada a antítese da espiritualidade. de suas idéias e descobertas. então. observamos a proliferação de seitas da ‘Nova Era’. pouco se preocupando com o ‘como’. anjos. desenvolvendo-lhe a espiritualidade. não creio que a ciência esteja simplesmente redescobrindo ‘verdades’ descobertas através da meditação ou de uma conexão mística com o mundo. p. A espiritualidade da ciência não é encontrada através de comparações entre suas descobertas e as práticas e ensinamentos de diversas religiões. uma atividade fria e manipuladora. Ela é encontrada em sua humanidade e na poesia que revela. proporcionada pelas telecomunicações. Ciência e espiritualidade. merecidamente!) perde a sua credibilidade. necessariamente. Folha Mais. Paulo. causa muita confusão e estresse na cabeça das pessoas. na maior parte desses veículos. como ‘O Tao da Física’ de Fritjot Capra. Acredito que essa concepção completamente errônea do que é a ciência e de como ela funciona seja a responsável por sua impopularidade. Como. b) Os diferentes períodos históricos vividos pelo homem têm sido marcados por uma constante necessidade de integração cultural entre diferentes povos. 18 jul. sem dúvida. Marcelo. a religião aceita o ‘porquê’ baseada na fé. descontados os fãs. mas muito ainda precisa ser feito.Interpretação de texto II Avançar . 1999. claro. enquanto uma intolerância generalizada ameaça polarizar ainda mais a sociedade. O que ainda vemos. o apetite das pessoas por verdades e certezas mais permanentes vem atingindo níveis jamais vistos ou mesmo previstos. O resultado é uma sensação de pânico e abandono avidamente explorada por oportunistas que se apresentam como a única alternativa em um ‘mundo louco’. podemos reconciliar a ciência com o grande público. especialmente nos meios de comunicação de maior penetração. em que tudo se transforma tão rapidamente. mas também de produzir armas que poderiam aniquilar a vida na Terra. Inevitavelmente. Ela é encontrada na paixão com que os cientistas devotam toda uma vida na tentativa de desvendar os mistérios do mundo à sua volta. O acesso fácil aos computadores e às telecomunicações criou uma aldeia global. Certas questões são exclusivas da ciência. enquanto outras pertencem somente à religião. fazendo com que sua divulgação não traga. Infelizmente. não creio que o caminho usado por esses autores revele a espiritualidade da ciência de forma correta. fadas e outras criaturas fantásticas) e de pregadores da ‘verdade’. sua distorção? Vários livros de divulgação científica tiveram sucesso por revelar uma conexão entre ciência e espiritualidade. A tecnologia é muitas vezes percebida como uma espécie de monstro. Ela é encontrada no próprio ato criativo. O fundamental é saber discernir os limites de ambas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . como a televisão ou o cinema. a resposta deve revolver em torno de uma reconciliação entre ciência e espiritualidade.” GLEISER. d) O avanço tecnológico propicia ao ser humano uma melhor qualidade de vida. depende do sensacionalismo barato e de distorções da imagem do cientista ou de seu trabalho. Caderno 5. à comunidade científica: historicamente. c) A massificação do conhecimento. Esse excesso de informação. surgem teorias de conspirações clandestinas e o governo (em muitos casos. onde a troca de informação entre diferentes culturas e pessoas do mundo é mais fácil e barata do que era em qualquer outro período da história humana. Enquanto a ciência tenta entender o ‘como’. Parte da culpa pertence. poucos cientistas dedicaram parte do seu tempo à divulgação. Essa situação está gradualmente se transformando. suas diferentes missões e o simples fato de elas serem necessárias para a nossa existência. ao público. 63 GABARITO 144. de várias superstições (gnomos. A julgar por esses livros. Uneb-BA É comprovável no texto a afirmação: a) O homem da virada do milênio está ávido por uma compreensão da realidade metafísica. como nas religiões orientais. dedicada a tirar Deus das pessoas. aquele momento de autotranscendência que desafia qualquer explicação racional. Ou as pessoas de Deus. ao mesmo tempo inspirador e aterrorizador. Observamos também o crescimento do desprezo pela ciência e pelo que ela tem a dizer sobre o mundo. 12. e) Os governos têm sido intolerantes com a comunidade científica. deixando de lado o ‘porquê’. tem levado o homem a aprofundar o seu autoconhecimento.Texto para as questões de 144 a 146: “Nestes tempos ‘pré-milenares’. Com isso. In: Folha de S.

” FONSECA. contrastando com o espaço interior sombrio das personagens.145. pois busca o desvendamento do desconhecido através “do ato criativo. de caráter inteiramente voltado para a essência das coisas. que me observava atentamente. como as outras. na ciência. e passou o cachecol em torno do pescoço. 135 e 136. avise às outras. agora resolutamente. depois olhou na direção da casa. varada por um frio que não existia. Nau Catrineta. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . disse Ermê. d) cria uma situação de desconfiança entre os homens. Vesti minha casaca. a não ser dentro dela. fazendo brilhar os negros trajes a rigor que as tias e dona Maria Nunes usavam. Eu queria terminar logo a minha missão. já que está se perdendo no materialismo científico. UFBA 64 GABARITO “Da janela do meu quarto vi. 147. c) criar ela o seu próprio universo. acelerou o carro e partiu. Na mesa grande do Salão de Banquetes. Estou com medo. b) aplicar. Desci para recebê-la. sentada. e) ter ela por objetivo a busca do desvendamento de um mundo desconhecido. A brisa fresca da noite de maio punha em desalinho os seus finos cabelos louros. onde as tias estavam. ações ardilosas e desumanas. colocando-o no meu. 1989. em volta da mesa. In: Feliz ano novo. ela é muito bonita mas é tão sombria! Você está com medo é das tias. p. (64)O fato de a tia Julieta passar o anel para o dedo do primogênito simboliza o rompimento de uma tradição familiar prescrita no Decálogo. …………………………………… Da janela do meu quarto vi que a madrugada começava a raiar. em direção à casa. retirou o Anel de seu dedo indicador. eu disse. ligados à meditação. 129. e trataram-na com muito carinho.Interpretação de texto II Avançar . entrar lentamente pelo portão de pedra. e) ultrapassa os limites do racional. São Paulo: Companhia das Letras. …………………………………… Quando engoli o primeiro bocado. com a capota arriada. como resposta. b) é mal interpretada pelas pessoas por causa da ação exclusiva dos oportunistas. e o final da narrativa é maniqueísta. (08)A luta entre as forças do bem e do mal é evidente. (32)O Salão de Banquetes é um espaço sombrio destinado à prática de ações humilhantes contra os transgressores da hierarquia familiar. pregadas por diferentes religiões. ao revelar conhecimentos sobre as primeiras causas das coisas. Uneb-BA Segundo o autor. Levei Ermê para a Sala Pequena. (02)A cena em destaque é ilustrativa do momento de passagem do protagonista para um outro estágio de vida: o de auto-afirmação através do casamento. foi cumprida a minha missão. e esperei que me viessem chamar. como mandava o Decálogo. (16)As personagens membros da família estão presas a princípios conservadores. a soma das alternativas corretas. Com um gesto abrupto. Rubem. Acho que é esta casa. Dê. Será nesta noite mesmo. Os fragmentos acima e a trama do conto permitem afirmar: (01)O narrador-personagem evidencia plena consciência e domínio da situação em que Ermê se vai envolver. mas também subjetivo. Elas ficaram impressionadas com a beleza e a educação de Ermê. (04)O texto se estrutura dentro de uma ambivalência traduzida no espaço físico iluminado. subir o caminho ladeado de hortênsias e parar em frente à alta casuarina que se erguia no centro do gramado. não sei por que mas estou com medo. d) comprovar as verdades de natureza mística. tia Julieta. para preservá-los. eu disse a tia Helena.” 146. conhecimentos do mundo oriental. a ciência: a) caracteriza-se por ser uma atividade exercida pelo cientista com impessoalidade e impassibilidade. Uneb-BA Para o autor. Por instantes Ermê pareceu ouvir o som do vento na árvore. Vi logo que Ermê havia recebido a aprovação de todas. a espiritualidade da ciência consiste em: a) haver a necessidade de os cientistas serem religiosos. c) distancia-se cada vez mais do homem. através de ações não só de caráter objetivo. o carro de Ermê. que eu nunca vira ser usado em toda minha vida. como se soubesse que eu a estava observando. iluminado pelo claro brilho da lua cheia. As luzes do imenso lustre estavam todas acesas. não importando. com muita pompa e cerimônia.

que muda por questões de ordem religiosa. É que a situação mudou. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que se mostre contra intervenções militares e outras operações do poder americano. com Ancrísio Antunes. Texto para as questões de 149 a 151: “Vozes conhecidas É assim como quem tomasse uma providência banal. 65 Com base no fragmento e no romance como um todo. Iraque e Iugoslávia. está uma frouxidão e um homem não sabe de quem depende e querem mudar tudo e nunca vai adiantar. Iraque. lá e no mundo. Ainda mais com tão grande presença índio-latina em sua população. desde o esmorecer da Guerra Fria afinal extinta. é um enterro. não vale quase mais nada. passando do discurso à ação. o que é que deixam com o homem? Nada. Haiti. possa ser. eu sumir? Como que eu posso sumir. peça de destaque na engrenagem da Guerra Fria) já se denota nos setores do governo incumbidos por Clinton de formulá-lo: CIA. Ah. uma relação de dependência econômica. In: Folha de S. com intermediação do padre. com as pernas escarranchadas e ficou com a cabeça pendurada. muito mais do que aquelas intervenções militares causadoras de algum amargor. se primeiro eu sou eu e fico aí me vendo sempre. disse o padre. é América ainda. não sei se vosmecê vai poder levar o homem para Aracaju. com maus pressentimentos mesmo. apropriadamente. a soma das alternativas corretas. em que europeus se sujeitaram à pressão para integrar-se às ações militares. UFBA “E se benzeu e disse que não precisava dizer aquilo. João Ubaldo. diz o padre. Quintal embora. a gente nunca. agora. já foi uma boa terra. é correto afirmar que Getúlio: (01)cede aos apelos da Igreja e reafirma a sua religiosidade salvadora.” FREITAS. (64)age com determinação e rejeita imposições de qualquer natureza por valorizar sua liberdade. Sargento Getúlio. mais sensibiliza a opinião pública americana. ao perceber que está se distanciando do seu espaço de origem. sem contar as muitas intervenções menos demonstradas. Nem da Europa. Vozes conhecidas. diz o padre. se tiram os recursos do homem. Iugoslávia. (04)tem um caráter de herói épico e simboliza uma cultura em processo de destruição. mas não de conseqüências na política ou na sociedade dos Estados Unidos. Não sei. FBI. Dê. O principal tema do governo dos Estados Unidos é. Quem some é os outros. International Public Information — sugere projetos tendentes a chocar a opinião pública e suscitar reações. diz ele depois de muito tempo. Desde o genocídio que foi a guerra do Vietnã e. Paulo. que o governo dos Estados Unidos decide criar um serviço oficial de notícias para combater reações da opinião pública. A criação da nova agência — IPI. região que. É possível que isso tenha contido o ímpeto americano uma ou outra vez. Hoje essa terra não vale mais nada. 1999. porque havia mais homens e quem era homem não tinha de que temer. (02)tenta reatar o seu passado ao presente. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. Caderno 1. p. p. nos dois casos. Temos o que esperar com apreensão. 1982. isso não. Um governo esperto tomaria precauções para que. porque eu sou Getúlio Santos Bezerra e igual a mim ainda não nasceu. a América Latina. Pentágono e Departamento de Estado. se Antunes não me sustenta. não posso sumir de mim e eu estando aí sempre estou. Não acredito que Antunes possa lhe sustentar. 83-4. (…) Quero ver esse bom em Aracaju que me diz que eu não posso.148. mas não o inibiu: Panamá. não fizesse disso um problema interno. (32)mantém. e enfiou as duas mãos pelo meio da batina. o que é que me sustenta? Não sei. não vão ter surpresas com a IPI. Essa terra. (16)simboliza o indivíduo que tem a violência como afirmação de sua identidade. como resposta. Janio de. O caráter do serviço a ser feito pela IPI (o nome lembra. a opinião pública tomou consciência da desumanidade implícita nas intervenções militares e da costumeira falsidade de suas motivações. Porque. não sei.Interpretação de texto II Avançar . 5. diante de um impasse de ordem política. porque lá está uma novidade de gente e uma porção de jornais e dizem que quando vosmecê chegar vão lhe encher o couro e soltar o homem. Granada. ainda mais acentuadamente. anterior à guerra do Vietnã. depois da Europa. Por que vosmecê não some? Eu sumir. Uma vida. 17 ago. a agência UPI. nem merecedora de maior divulgação. nunca que eu posso sumir.” RIBEIRO. sacudindo a cabeça e fazendo um bico com a boca. Os jornalistas que viveram as redações no período da Guerra Fria. (08)não consegue acompanhar a transformação por que passa o mundo. pois está imbuído de valores relegados pelo processo civilizatório. e isso não é vida de homem.

e) Os Estados Unidos vêm mudando as suas estratégias no sentido de reativar a Guerra Fria. se a maioria das palavras globalizadas seguiu o rastro dos conquistadores. diz Corrêa da Costa. (…) Ainda no campo das surpresas. São as chamadas ‘palavras universais’. aquelas usadas em vários idiomas além daquele que lhes deu origem. Embora Corrêa da Costa acredite que os fast foods e scanners surgidos na vida moderna levarão a língua inglesa à liderança.149. d) A importância alcançada pela América Latina. Salvador-BA Com base no ponto de vista do autor. b) O mundo caminha para um estado de guerra. pois se vive uma nova Guerra Fria. alguns termos pelo menos conseguiram escapar da ira divina. Quem não entende o que é pizza. Imaginava-se que a hegemonia americana já se tivesse estendido ao universo das línguas. ele já existia. Salvador-BA A leitura do texto permite inferir que os jornalistas referidos no quinto parágrafo “não vão ter surpresas com a IPI” porque a) a tendência atual é de um futuro sem conflitos significativos para a imprensa mundial. e) todos conhecem a fundo a estrutura dos governos dos países latino-americanos no contexto atual. Mas é bom notar que. b) O intervencionismo americano tem-se caracterizado como extremamente necessário. brincando com os estrangeirismos. de acordo com a sua visão. sem o paternalismo americano. d) eles sabem das intenções da criação do IPI. iogurte ou caviar? (…) Corrêa da Costa. a julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (Editora Record). Mas. coligindo nada menos do que 3000 palavras que mantêm a grafia e o significado de origem em publicações de outras nacionalidades. conseqüente de um desequilíbrio de forças entre países periféricos.Interpretação de texto II Avançar . do ensaísta e ex-diplomata brasileiro Sergio Corrêa da Costa. por ser ainda um território de relações amistosas com outros continentes. sem a criação de um “serviço oficial de notícias” sob controle americano. Se a surpresa quanto ao número de palavras foi grande. Texto para as questões de 152 a 154: “Cidadãs do mundo 66 GABARITO As línguas mais globalizadas. Consuelo. Salvador-BA No segundo parágrafo. ‘Neste fin-de-siècle high tech. c) Uma política inteligente e nacionalista deveria coibir a intervenção estrangeira em assuntos latinoamericanos. na afirmativa a) As experiências passadas podem ser indícios de que os Estados Unidos querem angariar solidariedade para novas intervenções militares. em face de uma vivência com a prática da ideologia americana. U. pode vir a desmoronar. Elas mostram que. consultou 130 publicações de quinze países. pode-se inferir: a) O poder americano. d) A América Latina. É o caso de ‘piranha’. U. 150. tende a se manter afastada de conflitos ideológicos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de certa forma. hambúrguer. Nada disso. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. Veja. ainda é o clássico francês que causa frisson’. é consenso nos Estados Unidos. houve aquelas que andaram na contramão. b) os vários órgãos de imprensa ligados ao jornalismo internacional estão mais voltados para as questões latino-americanas. 22/03/2000. e) O mundo. Uma prova de que o reinado das palavras não segue rigorosamente a lógica do poder político e econômico. muito antes de o conceito de globalização entrar em voga nos campos da política e da economia. o autor faz uma declaração que é justificada. c) Os exemplos do Vietnã e da Guerra Fria são indicativos de quanto o futuro é incerto. 151. no plano lingüístico. c) o mundo globalizado não acredita haver possibilidade de conflitos de proporções alarmantes.” DIEGUEZ. no mundo. o levantamento não deixa dúvida. prima pelo reconhecimento da democracia autêntica. superando a Europa. globalizada a partir do tupi. durante dois anos. o espanto foi ainda maior quando ele se deu conta de que as palavras francesas continuam a superar as inglesas. segundo o levantamento de um ensaísta brasileiro Diz a lenda que Deus condenou os homens a falar diversas línguas em Babel para puni-los pelo desejo de atingir o paraíso construindo uma enorme torre. U.

o que está indicado no subtítulo. ‘palavras universais’.” O comentarista declara que as expectativas do autor em relação a sua pesquisa se confirmaram. 3) O título personaliza o objeto de que trata o comentário. c) “Quem não entende o que é pizza. prevalece a linguagem figurada.” O autor reitera argumento de que as palavras emigraram conforme a rota dos colonizadores. b) A globalização lingüística é um fato e antecede a outra globalização em voga nos campos da política e da economia. 5) ‘globalização’. Por isso. 4 e 5 b) 1. 2. conforme as perspectivas do poder político e econômico. d) As palavras superam fronteiras geográficas e culturais. UFPE Considerando aspectos globais da composição do texto. e) “houve aquelas (palavras) que andaram na contramão. b) “A julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (…). e) A globalização das palavras respeitou. ‘atravessar barreiras’ são expressões cujos significados estão em harmonia com a temática do texto. d) “Ainda no campo das surpresas. 2) O texto. alguns termos pelo menos escaparam da ira divina. ‘mundo’. se estendeu também ao universo das línguas.Interpretação de texto II Avançar . É o caso de “piranha”. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. c) A hegemonia americana. 154. 4) O ‘mas’ com que se inicia o segundo período aponta a direção contrária em que prosseguirá a argumentação.” O autor do comentário introduz o tema a ser tratado com apoio de argumentos científicos. 3 e 5 67 153. na íntegra. 4 e 5 c) 2 e 3 d) 1 e 2 e) 1. na verdade. pode-se afirmar que: 1) O texto tem uma função predominantemente expressiva.” O autor reitera sua crença no poder absoluto de Deus sobre todas as palavras. tem como suporte um outro texto anterior. a) A diversidade lingüística proveio da ira divina contra a pretensão do homem de alcançar o paraíso. as pegadas dos povos conquistadores. UFPE Assinale a alternativa que corresponde ao tema central do texto. iogurte ou caviar?” A pergunta do autor constitui uma estratégia retórica para confirmar o argumento em questão. UFPE A alternativa que corresponde à estratégia utilizada pelo autor na passagem destacada é: GABARITO a) “Deus condenou os homens a falar diversas línguas. Estão corretas: a) 2. como se pôde constatar.152. 3. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . globalizada a partir do tupi. hambúrguer.

Potiguar-RN Observe estas duas orações: “Tive de lutar contra o técnico e contra o pugilista. 157. b) aprimorar formas de pensamento. eles não precisarão da ajuda humana para se reproduzir. c) suplantar a inteligência humana. que não nos será possível sequer desligá-los. Na primeira oração há um só adversário. na segunda oração há dois. já existe um metal. sejam quais forem os milagres que o próximo milênio trouxer. b) Tudo. Para alguns cientistas. Não sabemos quando teremos robôs escravos. Basta aplicar um pouco de calor. 23 dez. Sabemos apenas que. Um alimento em pó incolor com 90% de proteína em sua fórmula poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. na segunda oração apenas um. Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em sua programação um chip da bondade que os impeça de fazer mal à humanidade. Na primeira oração há dois adversários. d) os cientistas temem cruzar fronteiras desconhecidas. b) os cientistas perderam o controle sobre o computador. As previsões acima podem parecer ousadas. Assumem.Texto para as questões de 155 a 157: “Uma visão do futuro Estamos às portas de um milênio miraculoso. No campo dos materiais. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . pela primeira vez na história da humanidade. Talvez não. c) o homem vem perdendo sua inteligência aos poucos.) 68 155. Pouca coisa se pode dizer com certeza sobre o futuro. d) otimização dos laboratórios. são até conservadoras. e os médicos conseguirão fazer crescer uma nova no mesmo lugar. Não sabemos se nossos bisnetos vão passear ou. não seremos os seres mais inteligentes sobre a face do planeta.” “É uma medida favorável ao professor e diretor. ano 31. Na primeira oração há dois adversários. Computadores já ensaiam formas primitivas de pensamento autônomo. p. 126. e atualmente alguns laboratórios conseguem produzir válvulas cardíacas com base em algumas poucas células.” Ambas têm em comum: a) Tudo. eles serão possíveis graças ao mesmo gênio: o computador. máquinas de orgasmo ou naves para viajar no tempo. Também não sabemos se será possível reanimar alguém que já morreu.Interpretação de texto II Avançar . na segunda oração apenas um. n. o homem estará entrando no inferno quando os computadores forem capazes de: a) prejudicar os seres humanos. c) progresso da Medicina. É um derivado da soja produzido pela empresa Archer Daniels Midland desde meados dos anos 80. Estamos chegando bem próximos de uma época em que os computadores serão capazes de desenhar cópias de si mesmos. na segunda oração há dois. Casas e carros serão feitos de materiais que podem consertar-se a si próprios. Todos concordam que estamos cruzando rapidamente a fronteira do desconhecido. 158. mas. um dia. Talvez estejam apenas sonhando. UFRN De acordo com o texto: a) o homem tem pelo menos uma certeza acerca do futuro. Para outros. Membros reimplantáveis? Os cientistas começaram a regenerar a pele humana ainda nos anos 70. no inferno. A comida milagrosa? Já existe. que consegue desamassar sua própria superfície sem esforço. assim. no fundo. 156. UFRN Para alguns cientistas. 51. U. Será uma época em que. O dia chegará em que substituir órgãos humanos defeituosos será rotina. b) avanço da tecnologia. estaremos entrando no paraíso. c) Nada. 1998. Assustador? Talvez. UFRN O milênio miraculoso será fruto do(a): a) genialidade dos homens. Ou seja.” [Adaptado de] Especial do Milênio (parte integrante da Veja. viver em Marte. A pessoa tem a mão decepada por uma serra elétrica. o nitinol. d) desenhar cópias de si mesmos. d) Nada. Na primeira oração há um adversário.

explicando detalhada e tecnicamente tudo o que ocorreu com a seleção brasileira vitoriosa em 94. Mas o educador que parasse para observar um pouco mais de perto o futebol profissional brasileiro provavelmente proibiria os jovens até de pisar num gramado. Em 94. Mas. A principal queixa relaciona-se ao anacrônico e absurdo instituto do passe. o então treinador da seleção brasileira. Em termos penais. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. significa o que é resultante de imprudência. c) deixa transparecer que sua defesa da proibição de os jovens freqüentarem campos de futebol se deve ao fato de o esporte ter sido profissionalizado. 160. Culposo. e) avalia que o passe.Texto para as questões 159 a 162: “Onde a lei não vale É comum que educadores louvem o esporte por uma suposta capacidade de transmitir ao jovem as virtudes da disciplina e do companheirismo. declarando que não tivera a intenção de burlar a lei. E Luxemburgo confessou seus crimes fiscais para rebater a acusação de que recebia comissão sobre a venda de jogadores. não do seu desejo de praticar um ato não legal. “em termos penais. d) assinala que os educadores exaltam o valor educativo do esporte baseados numa hipótese que nem sempre é comprovada na prática. Paulo. UFSE Percebe-se o tom irônico do autor quando ele: a) dá uma informação. anticonstitucionalmente.” Editorial da Folha de S. dirigentes providenciaram para que toneladas de bagagem trazidas pela vitoriosa seleção brasileira não fossem objeto de vistoria alfandegária. c) cita que Wanderley Luxemburgo “admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais”. por exemplo em “crime culposo”. negligência ou imperícia da pessoa. contrato de vinculação exclusiva de um atleta profissional a um clube. Com adaptações. que recende a escravismo.Interpretação de texto II Avançar . d) afirma que receber comissão sobre a venda de jogadores é. UFSE Considerando-se o primeiro e o segundo parágrafos. Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam: tráfico de influência. tornou-se público que uma associação de grandes times brasileiros mantinha acordo para. 69 GABARITO 159. boicotar jogadores que fossem à Justiça defender seus direitos. b) demonstra uma certa reserva ao fato de existir nas escolas a disciplina Educação Física. baseado apenas no futebol. Wanderley Luxemburgo. valores úteis para a vida em sociedade. e) evidencia que os crimes recentemente cometidos no futebol chocam pelo seu ineditismo. o que leva o nome técnico de contrabando. mas de forte estigma ético no meio futebolístico. Para coroar. é anacrônico e absurdo. sonegação e formação de quadrilha. Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética. b) comprova que os “problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade”. 29/8/2000. Talvez seja exagero. Há pouco. olhando para o futebol. “o que leva o nome técnico de contrabando”. O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa. Esse tipo de raciocínio faz com que a prática de esportes nas escolas leve o nome até um pouco pomposo de Educação Física. uma falta bem menos grave do que a sonegação. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . concluir que o esporte não cumpre os propósitos apregoados por educadores. uma falta bem menos grave do que a sonegação”. para indicar que tudo o que veio antes na frase corresponde a um eufemismo para suavizar o significado do ato praticado. na linguagem do Direito. é correto afirmar que o autor: a) partilha da crença de que o esporte é comprovadamente útil para desenvolver nos jovens valores como a disciplina e companheirismo.

b) a seleção brasileira não tem mais treinador. o jovem tende ao retraimento. ‘Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado a ponto de não ter de esforçarse para continuar jogando. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética”. os videogames: a) transformaram-se. b) podem tornar-se facilmente um vício. Atividades físicas e em grupo são um antídoto. e) podem causar aborrecimentos e frustrações em jovens e crianças que não possuam a necessária rapidez de reflexos para esse divertimento. estimulando sua atenção. os videogames induzem à passividade porque inibem a vontade: com movimentos repetitivos e predefinidos. o então treinador da seleção brasileira. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. tão prejudicial para a formação da criança e do jovem. esta frase significa que: a) os jogadores de futebol deixam muito a desejar no que se refere a “bom comportamento”. Para Setzer. A diversão em grupo ensina o jovem a se relacionar. UFSE … “olhando para o futebol. diz o professor. c) a seleção brasileira é hoje diferente daquela do tempo de Luxemburgo. b) é inaceitável a tese de que esportistas nem sempre apresentam comportamento ético. Desde que esses brinquedos foram substituídos por escopetas eletrônicas e inimigos que sangram.” Adaptado de Superinteressante. Wanderley Luxemburgo. e) o Fisco não sabe que Luxemburgo recebeu milhares de reais. UFSE Há pouco. em excelentes meios de controle do comportamento de crianças e jovens muito agitados. Vista no contexto. 70 GABARITO 163. numa época caracterizada pelo desenvolvimento tecnológico. não se raciocina. ‘Em um videogame. 32. Uma troca perigosa. Está subentendido na frase acima que: a) faz pouco tempo que Wanderley Luxemburgo deixou de reconhecer sua omissão. d) representam o mais eficiente tipo de exercício para o desenvolvimento da agilidade mental de crianças e jovens. usar a cabeça só atrapalharia. por isso é inadmissível que os jogadores não os garantam na prática. p. Ele vai se acostumando a um certo padrão de excitação e. mesmo quando não se pode garantir sua eficácia entre os praticantes de futebol. junho/99. apesar do que se vê no futebol. Texto para as questões 163 e 164: “Bons tempos aqueles em que espadas de pau e pistolas de plástico garantiam uma distância saudável entre a inocência e a malícia. brincar passou a ser uma atividade passiva e solitária. que pesquisa efeitos da informática no comportamento. Assim. É necessário ter rapidez de reflexos para dar conta de atirar primeiro e nunca fazer perguntas. inclusive com o risco de vício. 162.161. o jovem vira um autômato que transforma impulsos visuais em movimentos motores limitados’. para provocar sensações mais intensas. c) constituem-se no melhor exemplo de brincadeiras infantis. Unifor-CE De acordo com o texto. c) a atuação dos profissionais brasileiros do futebol comprova a idéia de que o esporte nem sempre assegura a seus praticantes comportamentos desejáveis de um ponto de vista moral.Interpretação de texto II Avançar . Aliás. As vantagens são tanto físicas quanto emocionais. exemplificando a tese de que não há ética na vida nacional. Na verdade. diz o professor de Ciência da Computação Valdemar Setzer. d) o futebol mostra que a Educação Física defende valores éticos. d) Wanderley Luxemburgo não é mais treinador da seleção brasileira. O pior é que isso pode levar a uma espiral sem fim. isolando-se e trocando o mundo real pelo virtual. quanto qualquer outro instrumento. atualmente. ele precisa de empenho para parar’. precisa de jogos cada vez mais violentos e cruéis. e) é importante a defesa da idéia de que o esporte desenvolve valores úteis para a cidadania.

as mangueiras e o ribeirão. de repente. d) estabelece proximidade entre o viver urbano e o viver rural. e chegamos à choça de um velho seringueiro.164. tirar areia do rio. a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço. cortar lenha. como os bois. e) de evasão para um mundo de sonhos. Por que beber uísque. depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. lavrar a terra. saber intrigas? Uma vez. Uneb-BA “Um sonho de simplicidade”. e) requer da sociedade uma postura mais solidária no convívio social. na noite escura. p. mas deixasse a alma sossegada e limpa. dá na gente um sonho de simplicidade. meio molhados. em detrimento do mundo real. esquentamos um pouco junto do fogo. no meio do mato. Ele acendeu um fogo. ……………………………………… Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia. nem número. de noite. c) em que o relacionamento entre as pessoas atendesse a convenções. entrando numa loja para comprar uma gravata. IMPRIMIR 166. que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar. me surpreendendo. algo de útil e concreto. e) o relacionamento social é necessário para que se desenvolvam comportamentos considerados normais e sadios. brilhar um pouco. o narrador: a) questiona o artificialismo do convívio social. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. c) cobra do ser humano uma atitude em face da vida que coincide com o Carpe Diem. fortes. nesse comércio de pequenas pilhas de palavras. bons. dizer coisas… Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo. subimos a barranca. São Paulo: Círculo do Livro. apenas me fazem falta. marcado por situações de extrema violência. 71 GABARITO 165. nem frio. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio. para me fazer essa pergunta. Uneb-BA No texto. É apenas um instante. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) no mundo atual. b) despojada. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome.” BRAGA. Será um sonho vão? Detenho-me um instante. um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada. entre duas providências a tomar. os videogames significam proteção para os jovens. Texto para as questões de 165 a 168: “Um sonho de simplicidade Então. que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome. e isso era bom. Voltar Língua Portuguesa . Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha. 3267. então seria preciso ganhar a vida de outro jeito. Que prazer em comer aquele peixe. 200 crônicas escolhidas. s/d. cuidando tão-somente de um viver filantrópico. Todo mundo. d) em que a atividade física fosse intensa e servisse de bálsamo para a alma. comida. que me fatigasse o corpo. a um tipo de diversão violento e cruel. Rubem. entre grilos e vozes distantes de animais noturnos. A vida bem poderia ser mais simples. seria ter uma vida: a) ligada aos bens/riquezas materiais. esse ofício absurdo e vão de dizer coisas. tanto dos adultos quanto dos outros jovens como ele. São uma necessidade que inventei. Puxamos a rede afundando os pés na lama. E quando precisava de um pouco de evasão. O telefone toca. Precisamos de uma casa. Quando ficamos bem cansados. meu trago de cachaça. uma simples mulher. muitas vezes. d) é possível desenvolver-se um tipo de videogame que ensine às crianças como viver e divertir-se em grupo. tem de repente um sonho assim. doces. b) a tendência a viver em grupo leva o jovem. c) o costume de não fazer perguntas induz o jovem a isolar-se do mundo. e a água era boa. tive de repente um ataque de pudor. não assim.Interpretação de texto II Avançar . b) revela-se cauteloso na defesa de um outro estilo de vida. por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs. nem sede. precisamos apenas viver — sem nome. distraídos. com certeza. para o narrador. no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana. com frio. assim.

domado. e) no penúltimo parágrafo.Interpretação de texto II Avançar . a fuga da fuga. não respirado. sem dúvida. sem documento / No sol de quase dezembro / Eu vou”. confusão entre manhã e tarde. p. mais me envolva. Rio de Janeiro: Record. o verso / (E. nem braço a mover-se nem unha crescendo.167. Não o morto nem o eterno ou o divino. põe em destaque a necessidade de afeto no relacionamento humano. vida a que aspiramos como paz no cansaço (não a morte). c) no terceiro parágrafo. calado. já sem ornato ou comentário melódico. um início. enfatiza as dificuldades que o homem enfrenta na vida rural. o pequenino. e) “Sei que a arte é irmã da ciência / Ambas filhas de um Deus fugaz / Que faz num momento e o mesmo momento desfaz”. ausência deles. o enredo. sem ciência nem ironia. 234-5. um sono. 1993. revela uma consciência crítica do seu comportamento urbano. Mas a vida: captada em sua forma irredutível. o conceito. negros e mulheres / E adolescente / Fazem o carnaval”. indiferente e solitário vivo. Uneb-BA A alternativa cujo fragmento apresenta a mesma idéia do narrador no parágrafo final. sobretudo o verso) / É o que pode lançar mundos no mundo”. o tempo elidido. apresenta a quebra da rotina da vida como inviável. a mão tornando-se enorme e desaparecendo desfigurada. apenas o vivo. e este fundindo-se. 168. porque o tempo não mais se divide em sessões. todos os gestos afinal impossíveis. d) no quarto parágrafo. a limpeza da cor. é: a) “Os livros são objetos transcendentes / Mas podemos amá-los do amor táctil”.” ANDRADE Carlos Drummond de. Isso eu procuro. o exílio sem água e palavra. In: Antologia poética. essencial. b) no segundo parágrafo. o que se possa desejar de menos cruel: vida em que o ar. vida mínima. senão inúteis. menos que terra. Uneb-BA O narrador: a) no primeiro parágrafo. a perda voluntária de amor e memória. a desnecessidade do canto. nenhum gasto de tecidos. afirma a inutilidade de sonhar com outras formas de viver. já sem dor. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) “Enquanto os homens exercem seus podres poderes / Índios e padres e bichos. contudo. c) “Caminhando contra o vento / sem lenço. ainda mais longe a fuga do feérico. 72 Texto para as questões de 169 e 170: “Vida menor A fuga do real. a fuga de si mesmo. o eco já não correspondendo ao apelo. mais longe de tudo. Não a morte. b) “Porque a frase. sem calor.

Salvador-BA De acordo com o ideal de vida do sujeito poético. representando bem uma arte engajada. Unifor-CE De acordo com o texto: a) a educação integral do indivíduo está condicionada a diversas influências. econômico etc). ( ) tem seu verdadeiro sentido quando associada à realidade sobrenatural e divina. ( ) temática de caráter social. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a existência humana: ( ) deve ser simples e desapegada de valores materiais. e) a aquisição da cultura depende do grau de socialização. c) compara o indivíduo ao grupo social de que faz parte. ( ) deve ser desvinculada de envolvimentos com a realidade social. a educação e a socialização se verificam. daí a objetividade no enfoque do tema.” 171. visando à expressividade. 170. como pais. as crenças. ( ) liberdade formal. U.Interpretação de texto II Avançar . o comportamento. vizinhos. Salvador-BA O poema apresenta: ( ) enumeração e reiteração de idéias. assim. e) encara a diversidade de modos de vida da sociedade. b) os grupos sociais se firmam à sombra do comportamento dos indivíduos. representantes do poder público. c) pais e professores são os responsáveis mais diretos pela formação do indivíduo. professores. ( ) funções emotiva e poética da linguagem. político. eliminando. d) centraliza-se na definição de endoculturação. pela transmissão por agentes sociais significativos (aqueles que têm autoridade — e esta autoridade é reconhecida pela pessoa sobre a qual a exercem. amigos. d) a transmissão da cultura é dever de qualquer educador. mas encontrase condicionado a certos aspectos particulares da transmissão realizada pelos grupos de que faz parte.169. ( ) deve estar isenta da preocupação com a passagem do tempo. desde a infância. ( ) constitui-se um breve espaço da vida humana marcado pela vulgaridade. b) enfatiza a importância dos representantes do poder público. as angústias do homem. ( ) uma linguagem referencial. U. Texto para as questões de 171 e 172: 73 “Quando a aprendizagem. os modos de vida da sociedade a que pertence. numa mesma sociedade. a integração nela é denominada endoculturação: cada indivíduo adquire. É evidente que ninguém aprende toda a cultura. Unifor-CE Este texto: a) valoriza a aprendizagem ligada à educação. 172.

ter muitos filhos era uma garantia para o futuro.Interpretação de texto II Avançar . 3. Unifor-CE De acordo com o texto. O Estado de S. porque certas tarefas essenciais para a sobrevivência — tais como obter água potável. tornando-as mão-de-obra desejável. 74 173. A razão pela qual a população nas sociedades rurais primitivas aumenta — o que ocorreu até recentemente. em excursões ‘protegidas’ por uma escolta de professores e funcionários em missão obrigatória. 1988. 31-2. no passado. d) o controle da população mundial baseia-se numa educação mais ampla e no uso da tecnologia nas tarefas cotidianas. É compreensível. como a mortalidade infantil. Atitude semelhante à que se tem numa igreja. a demanda por muitos filhos diminui e a ênfase passa a ser melhor qualidade de vida para eles. um dos resultados decorrentes do uso da tecnologia tem sido: a) o aumento da exploração da mão-de-obra infantil nas zonas rurais. Um número menor de filhos significa maior cuidado com cada um. Unifor-CE Conclui-se do texto que: a) a agricultura sempre exigiu e continua exigindo mão-de-obra numerosa. Ao visitante dos museus é transmitida a noção de que nesse local carregado de responsabilidade o melhor a ser feito é observar ‘muito respeito’. na medida em que limita o uso da tecnologia. melhor educação e melhores expectativas de sobrevivência. reduzindo suas oportunidades de obter melhor educação. ‘pouca conversa’ e lembrar que ‘esse é um lugar de contemplação’. especialmente nas grandes cidades.Texto para as questões de 173 e 174: “A tecnologia pode fazer muito para atenuar os problemas decorrentes da poluição. c) a prática de uma agricultura mecanizada tem como conseqüência o aumento da mãode-obra avulsa. era muito grande. Ao contrário. Contudo. e) a falta de conhecimento que atinge as zonas rurais dificulta o progresso da agricultura. mesmo em alguns países mais adiantados. o que vai salvar a humanidade da bomba populacional é o efeito que o uso de melhores tecnologias tem no próprio aumento populacional. em que a economia se baseia especialmente na agricultura. principalmente. só que nesse caso esse conjunto de normas várias vai contribuir decisivamente para estabelecer preconceitos em relação à obra de arte que dificilmente serão eliminados. b) os idosos recebem mais apoio familiar em zonas rurais. d) a participação maior e mais efetiva das mulheres nas tarefas rotineiras da família. sem ocupação fixa. mas o aumento da população e a melhoria do nível de vida. parece estar levando a melhor. Lasar. sobretudo nas grandes cidades. o uso de máquinas na agricultura reduz a necessidade de mão-de-obra. c) o controle da população nas regiões mais desenvolvidas do planeta. em vários países. no Brasil. parecem estar invariavelmente associadas a trabalhos e obrigações escolares.” SEGALL. Contudo. p. À medida que as sociedades se tornam mais ricas. os agrava e. Essas razões levaram à ‘transição demográfica’ que se iniciou há mais de um século na Europa e estabilizou a taxa populacional nas nações mais ricas. b) a explosão populacional. então. África e América Latina. e ainda ocorre em algumas regiões — é bem compreendida: nas zonas rurais muitos filhos são a garantia de mais braços para ajudar na agricultura e uma forma de apoio aos velhos quando não puderem mais trabalhar. 1/1/2000. a transição demográfica ainda não atingiu boa parte da Ásia. combustível para cozinhar ou para aquecimento — utilizam o trabalho das crianças. as visitas a museus. José. Paulo. até o momento. e) o desenvolvimento acelerado de todas as regiões do globo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que nessas circunstâncias reste pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus. Um museu de portas abertas. o resto dessa disposição vai ser pulverizado por todo um aparato que sugere quais devem ser as atitudes e comportamentos adequados ao ambiente. nos vários continentes. Além disso exigem das mulheres um esforço desnecessariamente grande. por conseguinte. Texto para as questões de 175 a 178: “Lasar Segall: um museu de portas abertas É bem provável que grande parte dos freqüentadores de museus no Brasil não procure voluntariamente essa instituição artístico-cultural.” Trecho adaptado de GOLDEMBERG. 174. Fatores culturais são também importantes. que levaria ao planejamento familiar. Movimento n.

c) pelo excesso de tarefas impostas a partir de visitas aos museus. e) pela impressão de se sentir como se estivesse numa igreja. Unifor-CE As aspas em “muito respeito”. d) eliminar qualquer tomada de posição do narrador. 176. Unifor-CE O texto: a) prova que o acervo dos museus reúne condições insatisfatórias para atrair a atenção dos visitantes. Unifor-CE I. pelos órgãos governamentais. Os museus. vêm sendo pouco prestigiados. III. b) II. “pouca conversa”. b) realçar ironicamente as metáforas. está correto o que se afirma SOMENTE em: a) I. como instituição artísticocultural. “esse é um lugar de contemplação” estão empregadas para: a) distinguir a citação do resto do contexto. c) acentuar o valor significativo das expressões no contexto. c) define os museus no Brasil como instituições artístico-culturais desprovidas do apoio dos governantes. no Brasil.175.Interpretação de texto II Avançar . A respeito dos enunciados acima. II. 75 177. d) condena os preconceitos ligados ao acervo artístico-cultural dos museus. b) caracteriza as circunstâncias que. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mais comumente levam aos museus seus freqüentadores habituais. b) pelo fato de ser o museu um “lugar de contemplação”. d) I e III. e) II e III. e) fazer sobressair expressões pouco usuais. d) pelo cunho de obrigatoriedade de que se revestem as visitas aos museus. no Brasil. Unifor-CE A pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus explica-se: a) pela abundância de preconceitos em relação ao valor da obra de arte. c) III. e) encara o museu como elemento mistificador da criação artística. Professores e funcionários representam a classe que freqüenta de maneira regular e voluntária os museus. GABARITO 178. Não há espontaneidade de iniciativa em relação a visitas a museus no Brasil.

não aquece nem ilumina. p.Interpretação de texto II Avançar . 95s. dei com os dois velhos sentados. os incidentes pessoais não contam. tinha os braços cruzados à cinta. Aguiar estava encostado ao portal direito. tão infenso à efusão lírica. esse excelente. UFR-RJ No texto o narrador descreve o quadro formado pelo casal de velhos com: a) impaciente ironia. e) ceticismo e desesperança. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho.179. superior à própria vida e à morte.” ASSIS. em seu discurso metalingüístico. Carlos Drummond de Andrade: poesia e prosa. completo e confortável corpo. Texto para a questão 180: “Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma leitura correta do poema “Procura da poesia”. Memorial de Aires. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. Ao transpor a porta para a rua. 1992. olhando um para o outro. b) Segundo o poeta. c) desgosto e censura. a vida é um sol estático. Rio de Janeiro: Aguilar. Não faças poesia com o corpo. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. Consolava-os a saudade de si mesmos. c) O autor defende a transcendência da poesia. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. disse comigo. D. Viçosa-MG Leia atentamente os seguintes versos: “Não faças versos sobre os acontecimentos. In: Obra Completa. Carmo. preocupado em exaltar os mais nobres sentimentos humanos.” ANDRADE. trata da essência da própria poesia. Machado. a poesia não deve limitar-se a uma temática voltada para os simples acontecimentos da vida. Não há criação nem morte perante a poesia. Diante dela. intensamente elaborado. achei aberta a porta do jardim. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. U. e) O poeta. d) velado humorismo. com as mãos sobre os joelhos. b) suavidade e melancolia. de Carlos Drummond de Andrade: a) O autor defende um lirismo subjetivo. à entrada do saguão. Ao fundo. 76 d) Para o autor. entrei e parei logo. As afinidades. Carlos Drummond de. os aniversários. 1989. ‘Lá estão eles’. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. Fui a pé. a poesia ultrapassa os limites do corpo e da própria vida cotidiana. GABARITO 180. F. à esquerda.

herói sem nenhuma definição. em nossa essência. o produto daquilo que Gilberto Freyre chamou de casa-grande e senzala. criando a sua própria vereda mas sem esquecer o ressentimento social do qual se afastou e contra o qual procura lutar. UFF-RJ Assinale a opção que apresenta a afirmativa adequada sobre a relação entre o brasileiro de Guimarães Rosa. Fomos e seremos assim. Tomando Gilberto Freyre como a linha vertical e Mário de Andrade como a linha horizontal de um ângulo reto. Retomando a imagem literária. Por isso mesmo. o homem miscigenado. É também macunaímico. o opositor de uma e de outra. Nem por acaso um dos personagens mais importantes do mundo de Rosa é uma mulher que se faz passar por jagunço. apesar do ressentimento social que o caracteriza. afastando-se do convívio social apontado por Gilberto Freyre e Mário de Andrade. o Macunaíma. b) O brasileiro de Guimarães Rosa se opõe ao de Freyre por não ter lugar nem na casagrande. p. teríamos Guimarães Rosa como a hipotenusa fechando o triângulo. É um refugo consciente da casa-grande e da senzala. c) O homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade não apresenta nenhuma oposição à concepção do brasileiro de Guimarães Rosa. torna-se um refugo da casa-grande e da senzala.” CONY. mas o homem é causa e efeito do verbo. 77 181. Um rapaz da platéia me perguntou onde ficaria o homem de Guimarães Rosa — outra coordenada que nos ajuda a definir o brasileiro. ou sem nenhum caráter — como queria o próprio Mário de Andrade. por ser sobretudo uma criação verbal.Interpretação de texto II Avançar . 12. Carlos Heitor. De outro. citemos a Capitu menina — e teremos como sempre a intervençao soberana de Machado de Assis. de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade explicitada no texto I. A imagem geométrica pode ser forçada. Tenho para mim que há dois referenciais literários para nos definir. mas foi a que me veio na hora — e acho que fui entendido. tomou sua própria vereda. a) O homem de Guimarães Rosa. um herói — ou heroína — sem nenhum caráter. potente e tendendo a ser feliz. e uma antítese do brasileiro de Mário de Andrade. embora as circunstâncias mudem e nós mudemos com elas. Folha Ilustrada. nem na senzala e se aproxima de Macunaíma por sua indefinição na escala de valores culturais. 21/04/2000. o personagem rosiano tem a ver com o homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade. Evidente que o universo de Rosa é sobretudo verbal. por ser um refugo da casa-grande e da senzala. Concordo com todas as opiniões emitidas e com as minhas em primeiríssimo lugar. GABARITO d) O homem de Guimarães Rosa. De um lado. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . São Paulo. Ou seja. pois sem definição catalogada na escala de valores culturais oriundos de sua formação racial.Texto para a questão 181: “Acompanho com assombro o que andam dizendo sobre os primeiros 500 anos do brasileiro. 5º Caderno. e) O brasileiro de Guimarães Rosa se aproxima do de Freyre por sua exclusão social e se distancia de Macunaíma por não ter definição na escala de valores culturais.

ele fala para mais crianças e adultos. b) “Brasil de antes de Cabral”. ‘As comemorações dos 500 anos. até expõem a cultura indígena. Verifica-se um exemplo de metonímia no seguinte fragmento da reportagem: a) “… apresenta danças e ritos. diz Ricardo Paes. organizado pela Cineduc: Cinema e Educação. flechas e seduz o público com a fala mansa e um ótimo humor. uma programação alternativa está deixando de lado a caravela para se embrenhar no Brasil de antes de Cabral. encontra-se também em outros tipos de texto. apresenta danças e ritos. UERJ A linguagem figurada. demonstra que a indefinida identidade social do país é formada pelo encontro de três raças. 22/03/2000. no plural. Veja. Fala das tribos e da memória de seus ancestrais. flechas…” b) “… expõem a cultura indígena. UERJ O subtítulo do texto — “Histórias de um Brasil com mais de 500 anos” — é construído de modo a anunciar o caráter alternativo e mesmo crítico do evento que será comentado. Desde o início da semana. que abandonou a aldeia ainda menino após uma invasão de terra em que perdeu vários parentes. c) “crianças de diferentes idades”. como centro dos 500 Anos de Resistência das Populações Indígenas no Brasil.Interpretação de texto II Avançar . revela que um discurso oficial. mostra arcos. debates e uma exposição com trabalhos do fotógrafo Sebastião Salgado e textos do poeta Thiago de Mello. 183.Texto para as questões 182 a 184: “A estrela é o índio Histórias de um Brasil com mais de 500 anos 78 Na contramão do vento que move as comemorações dos 500 anos. mostra arcos. d) “500 anos”. da tribo fulni-ô. Do massacre nasceu o desejo de falar aos pequenos homens brancos — os ‘filhos da elite’. Essa atividade pretende desmistificar isso e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue e se torne corriqueiro’. conhecida característica de textos literários. GABARITO 182. E está dando ao índio lugar de destaque na festa. Há três anos Thini-á percorre escolas do Rio (…). de certa forma. contesta a prioridade dada à chegada do colonizador para a constituição do Brasil. UERJ Na construção “comemorações dos 500 anos”. referindo-se ao nome “Brasil”. mas de maneira muito romântica…” c) “… uma programação alternativa está deixando de lado a caravela…” d) “… e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue…” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . O emprego da palavra ou expressão com essa finalidade está corretamente justificado em: a) “Histórias”. expressão ligada ao nome “Brasil”. Agora. As atividades incluem encontros com integrantes de tribos variadas. c) “mais de”. predomina na sociedade. crianças de diferentes idades vêm aprendendo história e deixando preconceitos de lado com a ajuda de Thini-á — um índio de 29 anos. b) “um”. nem sempre verdadeiro. Fátima. mas de maneira muito romântica. indica a necessidade de uma reflexão mais cuidadosa acerca de alguns dos marcos históricos do país. no foyer do Centro Cultural Banco do Brasil. antecedendo a expressão “500 anos”. de Pernambuco. como dizia — e impedir conflitos futuros. coordenador do projeto. d) “deixando preconceitos de lado”. a expressão sublinhada mantém com o termo núcleo — “comemorações” — a mesma relação sintática verificada em: a) “uma invasão de terra”. (…)” SÁ. 184.

essa engenhoca que reina soberana no espaço exíguo que separa o homem de si mesmo. 186. as câmaras de vídeo domésticas se tornaram o olhar autorizado da intimidade familiar (e de outras intimidades nem tão familiares assim). Depois. Continuará com pressa. escancarando em público o vazio em que existimos. claro. pois quem poderia vivê-lo se ocupou em gravá-lo (ou em posar para a gravação). esporte — me dás tudo. ele apenas grava imagens. o estranho fenômeno se generaliza. Texto para as questões 187 e 188: “O Império das Lentes Nas cerimônias de casamento. PAES. 1992. tudo. vê apenas a handycam2 que mascara o seu rosto. Prosas seguidas de odes mínimas. e normalmente muito rápido. 1 2 IMPRIMIR GABARITO camcorder – filmadora handycam – filmadora de mão Voltar Língua Portuguesa . Veja. os alunos aprenderam a se apresentar para filmadoras e não mais para pais e mães. Guerra. UERJ Indique o tema geral do poema e explique como ele é abordado criticamente por José Paulo Paes. São Paulo: Companhia das Letras. uma câmara. jamais terá tempo de rever o que filmou. Para que ir lá fora? A comida suculenta que pões à minha frente como-a toda com os olhos. mas esta também logo se perderá numa estante empoeirada. Vou pregar minha porta: já não preciso do mundo. Nas festas de escolas primárias. P. O viajante já não é aquele que contempla o desconhecido. 03/12/1996. Eugênio. a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. Cônscia de sua relevância mística. as retinas das testemunhas foram substituídas pela camcorder1 do sujeito de terno gasto que grava o enlace andando de um lado para o outro (o distinto padre pode dar licença. por favor?). 79 185. que vive. que se reserva a chance do inesperado. Ali jaz a vida que poderia ter sido. pois entre ele e o turista havia um muro transparente. a criança já não enxerga o sorriso de orgulho ou de apreensão na face do pai. Ali jaz o desejo que não se satisfez. como quem ainda tem uma longa lista a cumprir. Aposentei os dentes.” BUCCI. enfim. O turista é um apressado. ele substitui a própria memória pela fita magnética. Protegido por sua máscara eletrônica. Nos dramalhões que encenas há tamanho poder de vida que eu próprio nem me canso em viver. São as imagens do espetáculo que não foi vivido. Nas férias. UERJ No poema. assumindo o papel de interlocutor do eu poético. que o poupa de estar exposto ao destino. Sob o foco automático.Texto para as questões 185 e 186: “À televisão Teu boletim meteorológico me diz aqui e agora se chove ou se faz sol. sexo. J.Interpretação de texto II Avançar . De bom grado. Identifique o elemento lingüístico que melhor caracteriza essa humanização e transcreva um verso em que ele apareça. a televisão é humanizada. guardando imagens sem nexo. um vidro. Se a televisão é a arena da história contemporânea.

187. UERJ Cônscia de sua relevância mística, a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. No trecho citado, o autor emprega a ironia para intensificar sua crítica à situação descrita. Explique como esse recurso de linguagem intensifica a referida crítica.

188. UERJ Ali jaz a vida que poderia ter sido. Esta sentença, no primeiro momento, parece uma contradição. Identifique, em uma frase completa, essa contradição aparente.

Texto para a questão 189:
“Poética I Que é a Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. Um homem que tem fome como qualquer outro homem.”
RICARDO, Cassiano. Jeremias Sem-Chorar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1964.

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189. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento:

GABARITO

a) “Como varia o vento – o céu – o dia, / Como estrelas e nuvens e mulheres, / Pela regra geral de todos seres, / Minha lira também seus tons varia, / e sem fazer esforço ou maravilha.” (Álvares de Azevedo) b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.” (João Cabral de Melo Neto) c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si, porque foram compostas em épocas diversas — debaixo de céu diverso — e sob a influência de impressões momentâneas.” (Gonçalves Dias) d) “Um dia (…) tive saudades da casa paterna e chorei. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida, que intitulei — Às Ave-Maria: — a saudade havia sido a minha primeira musa.” (Casimiro de Abreu)

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Texto para as questões 190 a 193:
“No Brasil das últimas décadas, a miséria teve diversas caras. Houve um tempo em que, romântica, ela batia à nossa porta. Pedia-nos um prato de comida. Algumas vezes, suplicava por uma roupinha velha. Conhecíamos os nossos mendigos. Cabiam nos dedos de uma das mãos. Eram parte da vizinhança. Ao alimentá-los e vesti-los, aliviávamos nossas consciências. Dormíamos o sono dos justos. A urbanização do Brasil deu à miséria certa impessoalidade. Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. Algo para ser visto pela janelinha do carro, ora esparramada sobre a calçada, ora refugiada sob o viaduto. A modernidade trouxe novas formas de contato com a riqueza. Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro. Os semáforos ganharam uma inesperada função social. Passamos a exercitar nossa infinita bondade pingando esmolas em mãos rotas. Continuávamos de bem com nossos travesseiros. Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. Aos poucos, foi perdendo a docilidade. A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. Os telejornais passaram a despejar violência sobre o tapete da sala, aos pés de nossos sofás. Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. Tão simples quanto virar uma torneira ou acionar o interruptor, bastava apertar o botão da TV. Embora violenta, a miséria ainda nos excluía. Súbito, a miséria cansou de esmolar. Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. A miséria não bate mais à nossa porta; invade. Não estende a mão diante do vidro do carro; arranca os relógios dos braços distraídos. Acuada, a cidade passou de opressora a vítima dos morros. No Brasil de hoje, a riqueza é refém da miséria. A constituição do perfil da miséria no Brasil está diretamente relacionada com a crescente modernização do país.”

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190. UFMG A partir da leitura desse texto, é CORRETO afirmar que ele tem por objetivo a) criticar a ação governamental no trato com a miséria. b) defender práticas de maior justiça social. c) denunciar a culpa sentida pelas classes privilegiadas. d) mostrar a evolução da situação de miséria no Brasil. 191. UFMG “Embora violenta, a miséria ainda nos excluía.” Essa frase é uma síntese de todas as seguintes passagens do texto, EXCETO a) A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. b) Continuávamos de bem com nossos travesseiros. c) Dormíamos o sono dos justos. d) Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. 192. UFMG O último parágrafo do texto tem todas as seguintes funções, EXCETO a) Ampliar o desenvolvimento das idéias. b) Reafirmar as idéias da introdução. c) Rearticular o parágrafo introdutório. d) Reorganizar as idéias desenvolvidas no texto. 193. UFMG De acordo com o texto, a miséria no Brasil assume uma posição crescentemente agressiva. Todas as seguintes passagens do texto comprovam essa afirmação, EXCETO a) Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. b) Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. c) Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. d) Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro.

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GABARITO

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Texto para as questões 194 a 197:
“Troca de e-mails
THE NEW YORK TIMES

Seguem abaixo trechos das mensagens de e-mail trocadas na terça-feira e ontem entre o VicePresidente Al Gore e o Governador George W. Bush, do Texas: Do: Sr. Gore Para: Sr. Bush Assunto: Campanha eleitoral Congratulações por sua indicação partidária. Penso que as vitórias mútuas desta noite nos proporcionam uma chance rara para a mudança no modo de se conduzir campanhas eleitorais e de se restabelecer a confiança dos eleitores em nosso processo eleitoral. Assim sendo, eu o desafio a aceitar minha proposta de que nós dois rejeitemos o uso do chamado ‘dinheiro fácil’ na veiculação de propaganda eleitoral. Eu darei o primeiro passo pedindo ao Comitê Nacional Democrático para não veicular nenhuma propaganda eleitoral não regulamentada através do uso de verbas de procedência ignorada, a menos que o Partido Republicano passe a agir nesse sentido. Portanto, está nas mãos do senhor e de seu partido o início eventual de uma guerra acirrada de propaganda; o senhor tem o poder de unir-se a mim na proibição do ‘dinheiro fácil’. Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar a política para sempre.

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Do: Sr. Bush Para: Sr. Gore Assunto: Re: Campanha eleitoral Obrigado por seu e-mail e seus cumprimentos. Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões importantes do nosso tempo — a reforma educacional, a modernização de nossas forças armadas e o resgate de padrões de qualidade no nosso governo. O senhor e eu fizemos várias propostas de reforma de financiamento de campanha. Mas antes de debatermos estas mudanças, é importante que os americanos saibam se as leis de financiamento de campanha atuais foram obedecidas. Assim sendo, eu o desafio a esclarecer acusações graves. Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca e ao Departamento de Justiça para a liberação de todos os registros e fotos relativos à investigaçao sobre abusos no financiamento da sua própria campanha. Em seu e-mail, o senhor falou em restabelecer “a confiança em nosso processo eleitoral”. E isso é o ponto central da questão. São necessárias novas leis de financiamento de campanha. O que é até mesmo mais importante é o dever dos funcionários públicos de obedecer às leis existentes, e eu receio que seu próprio histórico não inspire confiança. Agradeço seu e-mail. Esta sua Internet é uma invenção maravilhosa.”
Traduzido do New York Times on-line, 16/03/2000.

GABARITO

194. UERJ O vice-presidente Gore propõe em seu e-mail uma rejeição, de parte a parte, do chamado “dinheiro fácil”, usado de maneira não regulamentada na veiculação de propagandas eleitorais. O tom da mensagem-réplica do governador Bush reflete basicamente as seguintes atitudes: a) crítica e desconfiança pela indicação do democrata Gore à sucessão presidencial. b) animosidade e distanciamento do processo de moralização da campanha eleitoral. c) ceticismo e ironia no tocante à seriedade das palavras e intenções de seu oponente. d) ressentimento e desdém quanto às instruções dadas por Gore ao Comitê Democrático. 195. UERJ O discurso político é marcado por estratégias de distanciamento que ressaltam a autoridade do locutor, e por traços de solidariedade que buscam o envolvimento dos interlocutores. Tais procedimentos retóricos são verificados em: a) “Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca…” b) “Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar…” c) “Eu darei o primeiro passo, pedindo ao Comitê Nacional Democrático…” d) “Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões…”

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196. UERJ A mensagem-desafio de Al Gore tem como destinatário o seu adversário político, mas é possível interpretar que ela tenha sido tornada pública propositalmente. Considerando o conteúdo da mensagem e o seu contexto, a melhor explicação para que Al Gore tenha desejado torná-la pública é: a) provocar uma declaração desastrada de George Bush. b) contribuir para a moralização da política através da Internet. c) acusar seu adversário do uso de dinheiro ilícito na campanha. d) convencer o eleitor do caráter desonesto do outro candidato. Texto para as questões de 197 a 200:
“A revolução digital Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro. Disse ‘pareciam’, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação. Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde. O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose. Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons. A mudança conduz a veredas ainda inexploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita. E isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma. Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos devãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de idéias que gera novos textos. A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente arriscar textos próprios. Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: ‘Mando-te uma carta qualquer dia desses’. Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla ‘enter’.”
SOUZA, Josias de. A revolução digital. In: Folha de São Paulo, São Paulo, 6 de maio de 1996. Caderno Brasil, p. 2.

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GABARITO

197. UFMG Observe as expressões destacadas nestas frases: … falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro… … vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação CORRETA dessas três expressões, na ordem em que aparecem nas frases acima. a) apesar de ser falada / apesar de ser impressa / se estivesse vivo. b) quando é falada / quando é impressa/ se estivesse vivo. c) porque é falada / porque é impressa / ainda que estivesse vivo. d) se é falada / se é impressa / ainda que estivesse vivo. 198. UFMG Com base na leitura feita, é CORRETO afirmar que o objetivo do texto é a) defender a parceria entre o papel e o texto como uma história de êxitos. b) discutir as implicações da era digital no uso da escrita. c) descrever as vantagens e desvantagens da Internet na atualidade. d) narrar a história do papel e do texto desde a antigüidade.

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199. UFMG Considerando a argumentação do autor quanto à relação entre palavra falada e palavra escrita, é CORRETO afirmar que, a) na comunicação interpessoal, a palavra falada pode emocionar, sensibilizar, convencer, fazer pensar e, com isso, suscitar um grande movimento de idéias e valores. b) no processo social de divulgação de conhecimentos, a palavra falada, associada à escrita, exerce um papel fundamental na educação e na formação de opiniões. c) na produção cultural de ciência e arte, a palavra escrita tem função marcante, porque sua permanência material independe da memória humana e sua circulação instiga a reflexão. d) no processo social de produção e circulação de crenças, a palavra escrita, ao lado da falada, tem papel significativo no desenvolvimento da espiritualidade. 200. UFMG Considerando os procedimentos lingüísticos de articulação entre o primeiro parágrafo e os outros parágrafos do texto, é INCORRETO afirmar que a) o segundo, o terceiro e o quarto parágrafos se articulam com o primeiro pelo emprego linear do tempo cronológico. b) o terceiro parágrafo está articulado com o primeiro pelo uso de palavras que explicitam significados presentes no primeiro. c) o segundo parágrafo está articulado com o primeiro pelo emprego de palavra que se repetem. d) o quarto parágrafo se articula com o primeiro pelo uso de frase que explicita uma idéia sugerida no primeiro. Texto para a questão 201:
“O idioma, vivo ou morto? O grande problema da língua pátria é que ela é viva e se renova a cada dia. Problema não para a própria língua, mas para os puristas, aqueles que fiscalizam o uso e o desuso do idioma. Quando Chico Buarque de Hollanda criou na letra de ‘Pedro Pedreiro’ o neologismo ‘penseiro’, teve gente que chiou. Afinal, que palavra é essa? Não demorou muito, o Aurélio definiu a nova palavra no seu dicionário. Isso mostra o vigor da língua portuguesa. Nas próximas edições dos melhores dicionários, não duvidem: provavelmente virá pelo menos uma definição para a expressão ‘segura o tcham’. Enfim, as gírias e expressões populares, por mais erradas ou absurdas que possam parecer, ajudam a manter a atualidade dos idiomas que se prezam. O papel de renovar e atualizar a língua cabe muito mais aos poetas e ao povo do que propriamente aos gramáticos e dicionaristas de plantão. Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o ‘erro’ propriamente dito e a renovação. O poeta é, portanto, aquele que provoca as grandes mudanças na língua. Pena que o Brasil seja um país de analfabetos. E deve-se entender como tal não apenas aqueles 60 milhões de ‘desletrados’ que o censo identifica, mas também aqueles que, mesmo sabendo o abecedário, raramente fazem uso desse conhecimento. Por isso, é comum ver nas placas a expressão ‘vendese à praso’, em vez de ‘vende-se a prazo’; ou ‘meio-dia e meio’, em vez de como é mesmo? O português de Portugal nunca será como o nosso. No Brasil, o idioma foi enriquecido por expressões de origem indígena e pelas contribuições dos negros, europeus e orientais que para cá vieram. Mesmo que documentalmente se utilize a mesma língua, no dia-a-dia o idioma falado aqui nunca será completamente igual ao que se fala em Angola ou Macau, por exemplo. Voltando à questão inicial, não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. Os intelectuais também o fazem, por querer ou por mera ignorância. E também nós outros, jornalistas, afinal, herrar é umano, ops, errare humanum est. Ou será oeste?”
SANTOS, Jorge Fernando dos. Estado de Minas, Belo Horizonte, 10 jun. 1996. (Texto adaptado)

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GABARITO

201. UFMG Em todas as seguintes passagens, o autor deixa transparecer idéias que ele mesmo considera puristas, EXCETO em a) Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o “erro” propriamente dito e a renovação. b) … não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. c) Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. d) Pena que o Brasil seja um país de analfabetos, […] Por isso, é comum ver nas placas a expressão “vende-se à praso”…

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Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

Avançar

Texto para as questões 202 e 203:
“Amor A verdade é que devemos tudo aos amores infelizes, aos amores que não dão certo. A poesia se faz antes ou depois do amor, ninguém jamais fez um bom poema durante um amor feliz. Pois se o amor está tão bom, pra que interrompê-lo? O amor feliz não é assunto de poesia. Literatura é quando o amor ainda não veio ou quando já acabou, literatura durante é mentira. Ou ela é empolgação ou é remorso, revolta, saudade, tédio, divagação desesperada — enfim, tudo que dá bom texto. Desconfie de quem explica um estado de exaltação criativa dizendo que está amando. Algo deve estar errado. — Você está amando, mas ela não está correspondendo, é isso? — Não, não. Ela também me ama. É maravilhoso. — É maravilhoso, mas você sabe que não pode durar, é isso? Seu poema é sobre a transitoriedade de todas as coisas, sobre o efêmero, sobre o fim inevitável da felicidade num mundo em que… — Não! É sobre a felicidade sem fim! — Não pode ser. — Mas é. Acabei o poema e vou fazer uma canção. Depois, talvez, uma cantata. E estou pensando num romance. Tudo inspirado no nosso amor. Não posso parar de criar. Estou transbordando de amor e idéia. Crio dia e noite. — E a mulher amada? — Quem? Ah, ela. Bom, ela sabe que a atenção que não lhe dou, dou ao nosso amor perfeito. Está explicado. Ele não canta a amada ou seu amor. Está fascinado por ele mesmo, amando. E o poema certamente é ruim. Porque o amor, para ser de verdade, tem de emburrecer. Só devem lhe ocorrer bobagens para dizer ou escrever durante um caso de amor. Ou é kitch, de mau gosto, piegas ou copiado, ou não é amor. Qualquer sinal de originalidade pode até ser suspeito. — Esses seus versos para mim… Estão ótimos. — Obrigado. — Essas juras de amor, essas rimas, essa métrica… De onde você tirou tudo isso? — Eu mesmo inventei. Pensando em você. — Seu falso! — O quê? — Só deixando de pensar em mim por algumas horas você faria uma coisa assim pensando em mim. Só tomando distância, escrevendo e reescrevendo, raciocinando e burilando, você faria isto. Um verso plagiado do Vinícius eu entenderia. Um verso original, e bom desse jeito é traição. Só não sendo sincero você seria tão inteligente! — Mas… — Não fale mais comigo. Pronto. O amor acabou, agora você pode ser criativo sem remorso. Você está infeliz, mas console-se. Pense em como isso melhorará o seu estilo.”
Adap.: VERÍSSIMO, Luís Fernando. O Estado de São Paulo: 25/07/1999.

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GABARITO

202. UFR-RJ A partir da leitura do texto, depreende-se que a) os textos literários cujo tema é o amor tratam de um sentimento utópico. b) os poemas feitos nos momentos de amor são criativos e interessantes. c) fazer