LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I FUNÇÕES DA LINGUAGEM E LINGUAGEM FIGURADA VOCABULÁRIO FONOLOGIA, ACENTUAÇÃO, ORTOGRAFIA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS ARTIGOS, SUBSTANTIVOS, ADJETIVOS VERBOS E ADVÉRBIOS PRONOMES INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II FIGURAS DE LINGUAGEM PERÍODOS SIMPLES E COMPOSTO PONTUAÇÃO CONCORDÂNCIA E REGÊNCIA CRASE FUNÇÕES DE “QUE” E “SE”

NOÇÕES DE LITERATURA LITERATURA NO PERÍODO COLONIAL HUMANISMO, QUINHENTISMO, BARROCO E ARCADISMO ROMANTISMO CLASSICISMO

REALISMO/ NATURALISMO PARNASIANISMO/ SIMBOLISMO

PRÉ-MODERNISMO/ MODERNISMO

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LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I
1. U. Católica de Brasília-DF Assinale V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A figura ao lado trata-se de uma charge, cujo tema versa sempre sobre algum acontecimento que já foi veiculado na mídia. Dessa forma a charge não é responsável por uma nova notícia, mas é uma releitura de uma notícia ou de um fato. ( ) Observando os elementos que compõe a charge, é correto afirmar que ela se refere a alguma notícia sobre aviação. Isso é comprovado pelos elementos icônicos, pois nenhum elemento verbal faz referência à aviação. ( ) O verbo ter, utilizado na fala do passageiro, poderia ser substituído pelo verbo haver, o que configuraria o uso do nível formal da linguagem. ( ) A opção de reserva de um lugar na caixa-preta, que em caso de sinistro com a aeronave, é um instrumento que pode ajudar a identificar as causas, é a responsável pelo humor na charge e, ao mesmo tempo, permite inferir que a charge foi feita depois de algum desastre aéreo. ( ) As palavras “algum”, “vago” e “caixa-preta” são respectivamente, adjetivo, advérbio, adjetivo e substantivo. ( ) Caixa-preta, sob o ponto de vista de sua estrutura, contém dois radicais, por isso, quanto ao processo de formação, é considerada uma palavra derivada. 2. Analise a charge que segue, publicada na revista Veja, de 07. jun. 2000.

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GABARITO

A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) nos desenhos humorísticos, a caricatura é uma representação gráfica de uma pessoa ou situação que explora aspectos ridículos ou grotescos. ( ) a legenda, texto curto que, às vezes, acompanha o desenho, tem a finalidade de determinar para o leitor o sentido da charge. ( ) o cartunista interpreta uma idéia presente no imaginário do torcedor brasileiro: os técnicos de futebol, quando cometem erros, são chamados de burros. ( ) a frase “O técnico Wanderley Luxemburgo examina as condições do gramado” funciona de modo redundante, visto que repete o significado contido no desenho.

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3. Uneb-BA

O equilíbrio da pressão nas membranas celulares dos tecidos nervosos, sem variação nos níveis de sódio e potássio, provoca impulsos que vão do córtex cerebral até o sistema nervoso central, confirmando uma sensação agradável e sem grandes alterações. De tão relaxado, você pode até tirar um cochilo.

“O Humanismo Lírico de Guignard”. Um dos maiores pintores do modernismo brasileiro.

Folha Ilustrada. Folha de São Paulo, 14 de julho 2000, p. 34.

No texto do convite para ver a exposição de Guignard, no MASP, passa-se a idéia de que: a) ver Guignard é ter uma aula de como funciona o sistema nervoso humano; b) a emoção provocada pela arte nem sempre pode ser traduzida com palavras; c) a arte causa, no homem, uma sensação de leveza tal, que o adormece para a realidade; d) o sentimento gerado pela obra de arte lírica é constante e equilibrado em cada ser humano; e) o humanismo lírico de Guignard está na sua capacidade de associar a arte ao equilíbrio das sensações humanas. 4. UFPE Observe os quadrinhos abaixo e responda à questão.

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GABARITO

Ziraldo. O Menino Maluquinho.

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Assinale a alternativa em que se faz um comentário inaceitável com relação aos quadrinhos de Ziraldo. a) O menino tinha idéia clara acerca da finalidade apelativa do seu texto. b) Os termos do cartaz reproduzem a sintaxe típica desse gênero de texto. c) O menino demonstra inabilidade para ajustar-se às exigências de textos publicitários. d) As incorreções gramaticais do segundo quadro vão da ortografia à sintaxe. e) Os erros do cartaz constituíram uma estratégia para atrair possíveis consumidores.

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Em exposição até 13/8, das 11 às 18h. Av. Paulista, 1578 Informações: www.zip.net/guignard

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5. Univali-SC A leitura dos quadrinhos abaixo remete-nos à seguinte conclusão: HUMOR EM TIRAS

Márcio Kühner

a) Os ditados não estão sempre certos. d) Devemos rir dos nossos percalços. b) Errar é fundamental para crescer. e) É preciso sempre acertar. c) Tirar o proveito de todas as situações. 6. PUC-RS Instrução: Responder às questões 2 e 3 com base no texto abaixo.

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Considerando as atitudes e falas dos personagens, é correto concluir que: a) a mãe já sabia que Calvin havia decidido não ir mais à escola, como se depreende da expressão “Sei”, no primeiro quadrinho; b) a mãe de Calvin, indecisa sobre o que fazer com o filho, viu-se obrigada a consultar o pai; c) Haroldo, o tigre presente no último quadrinho, demonstra apoio incondicional à atitude do menino, pelo fato de estar disposto a acompanhá-lo à escola; d) não havendo outra saída, foi necessário usar a força física para mandar Calvin à escola, como se depreende da expressão “esmagar”, do último quadrinho; e) as expressões “os pais” e “uma criança”, no último quadrinho, indicam que Calvin generalizou a conclusão a que chegou. 7. PUC-RS Instrução: Responder à questão 3 com base nas idéias abaixo, que completam a frase sublinhada. Pela leitura da tira, é correto afirmar que Calvin: 1. Demonstra temer uma vida adulta em meio à poluição. 2. Usa sua fantasia para tentar convencer sua mãe do acerto de sua decisão. 3. Considera-se injustiçado pelos pais. 4. Conclui que seu projeto para o futuro foi rejeitado por ser ambicioso. As idéias que complementam adequadamente a frase sublinhada, de acordo com o sentido da tira, estão na alternativa: a) 1 e 2. b) 1, 2 e 3. c) 2 e 3. d) 2, 3 e 4. e) 3 e 4.

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GABARITO

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8. U.F. Goiânia-GO Leia as tiras do cartunista Angeli, publicadas no caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, em 29. jul. 1999. Depois assinale V, para os itens verdadeiros, e F para os falsos.

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Sansão e Dalila são personagens do universo gráfico de Angeli. Eles formam um casal sem charme, cujo cotidiano é retratado de forma ridícula pelo cartunista. De acordo com os elementos que constituem as tiras acima: ( ) as expressões crak, flap e tuf! são consideradas onomatopéias, porque procuram representar, na escrita, sons naturais. ( ) a falta de diálogo entre o casal, durante a refeição, indica uma vida monótona, propensa às explosões agressivas. ( ) a sigla TPM – que significa tensão pré-menstrual – opõe-se à expressão kung fu, arte marcial desenvolvida na antiga China. ( ) o humor das tiras tem função social, pois procura descontrair o leitor, com a representação caricaturesca de cenas do cotidiano dos personagens. 9. UFMS Observe a tira humorística que segue e marque a(s) opção(ões) verdadeira(s).
URBANO, o aposentado A.Silvério

GABARITO

Globo, 22/09/2000.

01. A frase apresentada no balão 3 pode ser associada à profissão da personagem que a enuncia. 02. Atribui-se a uma dada estação do ano a capacidade de influenciar o estado de alma das pessoas em geral. 04. Em Todos mesmo (balão 4), o advérbio em negrito é usado como reforço, indicando que não há exceção à regra. 08. O uso do artigo definido em a outra metade (balões 1 e 3) está equivocado, uma vez que se trata de referentes que aparecem pela primeira vez no texto. 16. Os enunciados Encontrei a outra metade da minha laranja! (balão 1) e Encontrei a outra metade do meu comprimido! (balão 3) retomam, através de figuras distintas, o enunciado mais genérico “Encontrei a companheira ideal.” 32. O efeito humorístico da tira advém do fato de que se a personagem hipocondríaca leva sua obsessão às últimas conseqüências, associando-a inclusive ao campo amoroso. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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10. UFMA

Jaguar.

Na tira acima, o autor: a) trabalha a fala das personagens no contexto, relacionando termos que não possuem nada em comum; b) subverte a lógica homonímica através da utilização de um jogo de palavras marcado pela sonoridade, num tom de humor;

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c) aproxima palavras heterógrafas (termos de grafias diferentes) e heterófonas (termos de sons diferentes) que, apesar de sugerirem humor, não subvertem a lógica homonímica; d) usa sua criatividade e faz uma brincadeira lingüística com Há fogo / Afogo para demonstrar que ambos os termos possuem o mesmo significado; e) considera os termos grifados acima como palavras sinônimas que não possuem outra relação a não ser a própria referência. 11. UFMA

GABARITO

Revista Veja, de 19/04/2000.

Sobre a propaganda acima, é correto inferir que: a) inanição gera morte e morte gera imobilidade. Logo, os usuários da Internet estão condenados a morrer;

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b) ir ao supermercado implica, infelizmente, em deslocamento e deslocamento implica em não morrer de fome. Logo, sem se mexer, a Internet é a solução; c) não comer implica em não se mexer e não se mexer implica em não sair de casa. Logo, para não morrer, é preciso ir ao supermercado; d) a Internet possibilita a compra e a compra implica em deslocamento. Logo, é preciso se mexer para não morrer de inanição. e) para consultar a fatura da compra pela Internet, é preciso se mexer e se mexer implica em ir ao supermercado. Logo, o ideal é não acessar a Internet.

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12. UFMG
“Com o Document Centre a Xerox reinventa a copiadora O mercado evolui. A Xerox revoluciona. Todo o poder da tecnologia digital chega ao seu escritório com o mais avançado sistema de processamento de documentos: Document Centre. Uma copiadora que também é impressora, fax e scanner, com capacidade de realizar as operações simultaneamente. Para você copiar, imprimir, receber, enviar, criar, transformar, alterar, arquivar e recuperar documentos com mais facilidade, menor manuseio de papel e maior segurança. O novo software Centreware permite explorar e gerenciar o equipamento de acordo com as suas necessidades, a partir do seu computador, via rede e até mesmo via Internet. Document Centre é tudo isso e mais a garantia e a assistência técnica que só a Xerox pode lhe oferecer.”
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Todas as afirmativas apresentam recursos lingüísticos que estão presentes nesse texto de propaganda, exceto:

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a) Articulam-se a linguagem verbal e a não-verbal. b) Impessoaliza-se o tratamento do leitor. c) Enumeram-se cumulativamente as características do produto. d) Recorre-se não só à conotação, mas também à denotação. 13. UERJ

GABARITO

Ziraldo, Jornal do Brasil, 11/11/1999.

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Na tira de Ziraldo, os personagens mudam de atitude do primeiro quadrinho para o segundo. Pelo terceiro quadrinho, pode-se deduzir o que não está escrito: um pensamento teria provocado a mudança. Esse pensamento poderá ser traduzido como: “E se os caras dentro do espelho... a) ...estivessem rindo deles?” b) ...fossem reais e eles o reflexo?” c) ... pudessem trocar de lugar com eles?” d) ... duvidassem da realidade do mundo?”

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14. U.F. Pelotas-RS A compreensão de um texto não decorre apenas da decodificação pura e simples dos itens lingüísticos neles contidos. Na realidade, ao ler, o leitor deixa aflorar seu conhecimento de mundo, suas crenças, suas vivências, que possibilitam conexões entre os Contrariar enunciados e o levam a construir o sentido do texto que leu. Uma das características do leitor proficiente é a capacidade de interpretar gráficos. Demonstre que você domina a habilidade de leitura, inferindo corretamente os resultados expressos no gráfico ao lado: Uma pesquisa encomendada pela entidade Parceria Contra as Drogas entrevistou 700 pessoas, entre 13 e 21 anos, de cinco cidades há três anos e obteve os seguintes resultados: De acordo com os dados representados no gráfico, pode-se dizer que: a) a descoberta do novo sempre atraiu o homem a aventuras cujas conseqüências, muitas vezes, são desconsideradas em virtude do prazer do desconhecido, sendo esse o motivo para que de noventa a cem jovens recorram às drogas; b) como todo ser em formação, a maior parte dos jovens procura uma maneira de afirmase em seu grupo, recorrendo, para isso, ao uso de psicotrópicos;

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c) não é verdadeira a argumentação de que o maior contingente de jovens, rebeldes por natureza, procura nas drogas formas de transgredir normas sociais; d) a orientação familiar não seria uma das primeiras providências no combate ao vício, uma vez que não está na família a causa principal de o jovem se envolver com drogas; e) são de toda ordem as causas que levam o jovem ao consumo de drogas; com exceção dos problemas com a família, essa diversidade, somada, representa mais de 3/4 do total de entrevistados. 15. UFPR Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que a descrição da foto abaixo vem expressa de acordo com as normas de escrita do português padrão. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, onde é mostrado da cintura para baixo, segura um tipo de facão com a mão direita. Abraçado a sua perna há uma criança, que a expressão Foto: Paula Simas denota raiva e medo. O homem apóia sua outra mão na cabeça da criança, como se protegesse ela. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, mostrado da cintura para baixo, segura uma espécie de facão. Abraçado a sua perna há um menino, cuja expressão denota raiva e medo. A outra mão do homem repousa sobre a cabeça da criança, como se protegendo-a. ( ) A foto mostra um menino abraçado às pernas de um homem vestido como um trabalhador rural, onde está segurando uma espécie de facão com a mão direita. A expressão da criança é de medo e raiva, e é como se o homem estivesse protegendo a ela de alguma ameaça. ( ) Na foto, mostra um homem, que está segurando uma espécie de facão e vestido como trabalhador rural. Uma criança está abraçada à perna dele, que apóia a mão sobre sua cabeça, como se estivesse protegendo. E onde o olhar da criança exprime medo e raiva. ( ) Na foto, aparecem um menino e um homem. O enquadramento destaca a criança, mostrando o homem apenas na altura da cintura. A ele está abraçada a criança, cujo olhar é de medo e raiva. O homem, que, em traje de trabalhador rural, empunha um facão, parece estar protegendo o menino, sobre cuja cabeça pousa a mão. ( ) A foto mostra, da cintura para baixo, um homem que traja roupa de trabalhador rural e empunha uma espécie de facão. Uma criança, com expressão de medo e raiva, está abraçada à perna do homem. Ele apóia a mão sobre a cabeça do menino, como se o estivesse protegendo.

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GABARITO

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16. UEGO A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) o título “A República do Mau Humor” funciona como indicador de leitura, pois dá ao leitor a oportunidade de interpretar tanto o texto verbal como o não-verbal; ( ) o mau humor dos aliados do governo nos permite deduzir que os políticos aderem ao poder visando apenas ao seu benefício próprio; ( ) a parte inferior da charge remetenos ao contexto social brasileiro, onde a população, em sua maioFolha de São Paulo, 11.09.99 ria, sofre os efeitos; ( ) a frase de 2º balão “Um dia, só eles vão rir de tudo isso!”, proferida pelo personagem que representa o povo, deixa transparecer o humor e o descompromisso com que o brasileiro encara seus problemas; ( ) a frase “Não esquenta, mulher!”, proferida pelo personagem denuncia a ineficiência do cobertor com que ele se agasalha, uma vez que o frio é intenso. 17. UnB-DF
“ACREDITAMOS EM OPORTUNIDADES IGUAIS INDEPENDENTEMENTE DE RAÇA, CREDO, SEXO, REINO, TRIBO, CLASSE, ORDEM, FAMÍLIA, GÊNERO OU ESPÉCIE.

GABARITO

Os seres vivos são interdependentes. Dessa forma, sem apoio de milhões de espécies, a sobrevivência humana não estaria garantida. Essa variedade e a dependência entre as espécies interessa especialmente à nossa empresa. Pois o nosso trabalho depende de descobertas no mundo das informações genéticas. Informações que se perdem para sempre quando as espécies são extintas. Informações que oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição e a medicina. Para atender a uma população que está crescendo. Em um planeta do mesmo tamanho.”

Isto é. nº 1.575. 8/12/99. p. 125 (com adaptações).

Considerando as informações prestadas pelo anúncio acima, o sentido da mensagem e a correção gramatical dos itens a seguir, julgue-os. ( ) A figura explora e exemplifica a biodiversidade. ( ) Mesmo sabendo que nem todos os reinos estão representados na figura, isto não contradiz o argumento principal da propaganda, colocado acima da ilustração. ( ) Devido à interdependência dos seres vivos, a sobrevivência da espécie humana não estaria garantida sem apoio de milhões de espécies. ( ) O trabalho desenvolvido pela empresa depende de descobertas no mundo das informações genéticas e, quando as espécies são extintas, se perdem para sempre. ( ) As informações genéticas oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição, a medicina, a população que está crescendo e o planeta, que tem o tamanho da população.

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18. UFPB-PSS
Texto I “Diogo Mainardi Índios furibundos invadiram o Congresso Nacional para protestar contra as comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil. Paramentados com seus tradicionais cocares, calções de banho e tênis Nike, foram até o senador Antonio Carlos Magalhães e apontaram-lhe uma lança. Foi bonito ver todos aqueles índios lutando juntos – 500 anos atrás, eles provavelmente estariam devorando uns aos outros. Pois eu concordo com os índios: não há o que comemorar. Em 500 anos de História, não fizemos nada que justificasse uma festa. A meu ver, deveríamos ficar recolhidos num canto, chorando pelo joelho de Ronaldinho. Foi o que fiz.” Texto II

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Lendo o texto I e relacionando-o com a charge (texto II), conclui-se: a) O selvagem da charge não é o índio, mas sim a respeitável autoridade brasileira. b) Os índios continuavam lutando entre si. c) O índio da charge é mais autêntico porque não usa tênis Nike e veste calça comprida. d) O objetivo de Mainardi e Chico é o mesmo: registrar a política favorável do Congresso Nacional às causas indígenas. e) As comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil representaram um momento de alegria para os índios. 19. UFMA
“O chinês anônimo desafia os tanques Nunca se soube o nome daquele jovem alto e magro vestido como milhões de chineses, de camisa branca e calça de tergal. Ninguém ouviu sua voz. Jamais se soube o paradeiro do solitário rebelde que barrou uma coluna de 17 tanques naquela manhã de junho de 1989. Sozinho, nas fotografias e no balé diante das câmeras de vídeo – os tanques se deslocavam e a silhueta se movia, simultaneamente, para a esquerda e para a direita – o chinês anônimo fez mais, em seu grande momento, do que muitos líderes revolucionários do milênio. É certo que foi visto por mais gen5 de julho de 1989. te, nas telas de TV, dentro dos lares, do que personalidades como o mongol Kublai Khan, o francês Maximilien de Robespierre ou o mexicano Emiliano Zapata.”

GABARITO

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Depreende-se da compreensão do texto acima que há uma gradação ascendente do personagem envolvido, que assim passa do anonimato de um momento para a fama de um milênio. Isso fica evidente através dos seguintes itens lexicais: a) jovem alto e magro solitário rebelde silhueta líder revolucionário personalidade; b) silhueta solitário rebelde sem paradeiro sozinho personalidade; c) jovem alto e magro sem voz solitário rebelde líder revolucionário sozinho; d) sem paradeiro silhueta solitário rebelde chinês anônimo líder revolucionário; e) solitário rebelde líder revolucionário sozinho personalidade chinês anônimo.

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Sérgio.20. ô. a comparação estabelecida entre o homem e macaco alude: a) a uma das teorias sobre a origem da espécie humana. FROMER. c) às semelhanças biológicas entre os dois seres. ele acelerou o seu veículo. Texto para as questões 21 e 22. UFR-RJ No texto Homem Primata. voltou a pé para o local da placa e nela escreveu. quando se deparou com uma placa de sinalização: Imediatamente. eu me perdi” BRITTO. ô. b) ler a mensagem da placa como uma ordem para acelerar. d) imprimir maior velocidade ao carro para escapar dos quebra-molas. “Homem Primata Desde os primórdios Até hoje em dia O homem ainda faz O que o macaco fazia Eu não trabalhava. Vinha o motorista dirigindo o seu carro. 5 GABARITO 10 15 20 IMPRIMIR 21. PESSOA. eu não sabia Que o homem criava e também destruía. c) corrigir a mensagem da placa para retificar informação incompleta. a vida é cruel. Voltar Língua Portuguesa . O comportamento do motorista que explica mais adequadamente o efeito cômico da piada é: 10 a) voltar a pé ao local da placa para efetuar uma correção.Interpretação de texto I Avançar . Nando. e) ao capitalismo selvagem da sociedade contemporânea. ô Eu me perdi na selva de pedra Eu me perdi. Logo depois. Marcelo. Ciro. REIS. Do CD Cabeça de dinossauro. para corrigi-la: Como muitas piadas. ô Eu aprendi A vida é um jogo Cada um por si E Deus contra todos Você vai morrer e não vai pro céu É bom aprender. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. UERJ Leia a piada reproduzida a seguir. esta se baseia em um equívoco. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. b) ao comportamento irracional do homem na sociedade moderna. d) ao bom relacionamento entre homem e macaco.

4 e 5. III e IV. Conclui-se que a alternativa que apresenta a numeração correspondente às afirmativas corretas é: a) 1 e 2. e) 3. As armas apresentam-se em gradação ascendente quanto ao seu poder letal. 4. os antônimos: a) lentidão X velocidade. 5. 1968. A vestimenta dos personagens ilustra cronologicamente o desenrolar dos fatos apresentados. 24. 3. IMPRIMIR GABARITO II. 2. II. respectivamente. você é barbaro. simbolizado pelos uniformes que os personagens vestem.22. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. e poderiam ser retiradas sem prejuízo para a clareza do texto. Concluí-se que as afirmativas corretas encontram-se na alternativa: a) I e II. 11 JAGUAR. b) 1. UFR-RJ A oposição entre os quatro primeiros versos de Homem primata e o texto Pecados do século XXI (questões 101 a 103) envolve. b) atraso X progresso. Os itens 2 a 5 do cartum apresentam o homem como o responsável pelas ações bélicas. d) II. c) santidade X pecado. Voltar Língua Portuguesa . Átila. Instrução: Responder às questões de 23 a 25 com base no texto. c) 2 e 4. 1. III. A absolescência das armas utilizadas pelo homem levam-no a um final trágico. PUC-RS Instrução: Responder à questão com base nas afirmativas a seguir. e) passado X presente. é causa principal do desfecho presente no cartum. IV. A estrutura narrativa e as ilustrações têm efeito argumentativo marcante. III e IV. 23. p. PUC-RS Instrução: Responder à questão analisando a veracidade das afirmativas abaixo. A simplicidade da linguagem contrasta com a seriedade do tema. b) I. O militarismo.Interpretação de texto I Avançar . e) III e IV. d) estagnação X mudança. 166-167. c) I. I. 2 e 4. III e IV. As ilustrações são um recurso para chamar a atenção do leitor. enquanto nos itens 6 a 10 essa responsabilidade é atribuída apenas aos armamentos. Os itens 1 e 2 apresentam ao leitor os personagens. enquanto o 9 prepara-o para o desfecho da história. d) 3 e 5.

o autor se preocupou em: a) contradizer sistematicamente os conselhos populares em situações absurdas. 20% da população adulta V brasileira é hipertensa. Procure seu médico e siga a sua orientação. as chuteiras mais cedo por IV problemas cardiovasculares. ( ) Na última parte do texto. Não seja mais uma vítima II das doenças cardiovasculares. b) enfatizar a sabedoria que se exprime através de provérbios. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . por problemas cardiovasculares. julgue os itens da questão 27. o adjetivo novo apresenta sentido igual ao do título do texto. ( ) A leitura do texto desfaz a polissemia do título atribuindo-lhe o sentido da morte.” c) “Se queres a paz. III Essas doenças.” d) “Quando um não quer. prepara-te para a guerra. UFMT ( ) A polissemia presente no título do texto se revela pelos sentidos diversos que ele sugere. Univali-SC “BOM CONSELHO Faça como eu digo Faça como eu faço Aja duas vezes antes de pensar Corro atrás do tempo Vim de não sei onde Devagar é que não se vai longe Eu semeio o vento Na minha cidade Vou para rua e bebo a tempestade” Chico Buarque Ouça um bom conselho Que lhe dou de graça Inútil dormir Que a dor não passa Espere sentado Ou você se cansa Está provado Quem espera nunca alcança Ouça meu amigo Deixe esse regaço Brinque com meu fogo Venha se queimar 12 Ao compor o texto.” 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. estresse Líder em soluções Veja. d) inadvertidamente o compositor apresenta situações nas quais os ditos populares vão de encontro à realidade.Interpretação de texto I Avançar .” 26. obesidade. ( ) Em Ele é um novo homem.” b) “Quem tudo quer tudo pode. GABARITO 27. PUC-RS O ditado popular que melhor sintetiza as idéias expressas no cartum é: a) “O feitiço virou contra o feiticeiro. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I e vida sedentária levam ao óbito E não foi só ele. dois não brigam. Milhares de brasileiros pendurarão que correspondem a 32% de todos os óbitos.” e) “Devagar se vai ao longe. INSTRUÇÃO: Com base no texto. c) utilizar-se de provérbios para expressar sua concordância ou discordância diante de fatos da vida. associadas a tabagismo. o pronome possessivo sua provoca certa ambigüidade que pode ser desfeita se substituído por dele. p. daí ser um elemento anafórico. Hoje. 23/06/99. e) através de um jogo de palavras. o autor procura confundir o leitor. ( ) O sentido da palavra hoje é encontrado na primeira parte do texto. 153.25.

29. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. c) Em princípio. d) deixa claro que suas opções estéticas coincidem com as dos poetas concretistas.0L High Output.” Veja. “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. c) opõe a poesia que ele faz à poesia dos que se preocupam com temas políticos. U. Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!” O texto acima é um poema de Álvares de Azevedo. Sobre o leito de flores reclinada Como a lua por noite embalsamada. a mulher é pálida sobre o leito e. a fuga pelo sonho e pela morte. o sofrimento das noites de vigília. a mulher caracteriza-se pela pureza e. Jeep Grand Cherokee. A partir de R$ 55. Jeep® Só Existe Um. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. a revelação de que apenas é uma lavadeira. e) adota uma visão de mundo muito semelhante à da poesia de Manuel Bandeira. em seguida. d) Inicialmente. b) expõe sua condição de artista marcado pelo desejo de participação social. em outro momento. 11/10/98. Há no soneto uma contradição entre as imagens que caracterizam a mulher. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão “Up Country” para você chegar onde ninguém chegou. A vida moderna em favor da vida de verdade. 13 28.. Negros olhos as pálpebras abrindo. O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Aponte-a: a) De um lado. sofre muito o prestígio romântico da mulher.. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que se a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir. anjo entre nuvens. Formas nuas no leito resvalando. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. julgue os itens da questão 8. b) Num momento. à luz da lâmpada sombria. pela nudez e sensualidade. segundo Mário de Andrade. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. o poeta Ferreira Gullar: a) defende uma poesia voltada para o canto e a exaltação dos sentimentos líricos.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. autor que... E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. GABARITO 30. UFMT ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. meu anjo lindo! Por ti – as noite eu velei chorando. Não te rias de mim. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda.. a surpresa da visão da mulher amada. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar! na escuna fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Quem em sonhos se banhava e se esquecia! Era mais bela! o seio palpitando. de outro lado. duplo air-bag. num segundo momento. CELULAR.. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. Jeep Grand Cherokee.400. O amor sexual lhe repugnava. Unifor-CE “Façam a festa cantem dancem que eu faço o poema duro o poema-murro sujo como a miséria brasileira. Ele tem motor 4.Interpretação de texto I Avançar .” Nos versos acima. Potiguar-RN “Soneto Pálida.

Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 31 a 33. que apresenta dúvida e descontrole emocional. Univali-SC Compare os versos de Manual Bandeira e Vinícius de Moraes.” Manuel Bandeira.) Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e Seja leve como um resto de nuvem. Uniube-MG Com relação à estrutura. e) os textos abordam temáticas diferentes. os dois textos revelam posicionamentos antagônicos. IMPRIMIR Sobre os textos. d) IV.Interpretação de texto I Avançar . o poema pode ser dividido em duas partes: I. In: Libertinagem. É preciso Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso. Talvez eu sorria. c) Morte. Manuel. 31. (A noite com seus sortilégios. “Mulheres Como as mulheres são lindas! Inútil pensar que é do vestido. d) Noite. que revela a felicidade de um dia de trabalho. a primeira. embora diferentes. Uniube-MG Para o poeta a palavra Indesejada se refere à: a) Amada. que apresenta certeza expressa pelo tom afirmativo dos verbos. certas feias em cujos olhos vejo isto: Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha. A mesa posta. IV. a primeira. E as feias. que mostra coragem e segurança para enfrentar o desconhecido.1984.. a primeira. 34. Talvez eu tenha medo. “Consoada Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou coroável). 14 GABARITO “Receita de mulher As muito feias que me perdoem Mas beleza é fundamental.” Vinícius de Moraes. Voltar Língua Portuguesa . expressa pelos advérbios de negação e dúvida. e a segunda. 32. chamando-a de iniludível? a) Porque ela é fácil de se enganar. que revela segurança e certeza quanto ao futuro. (. c) Porque aparece toda noite. pode a noite descer. e a segunda. nas mulheres. a primeira. e a segunda. São Paulo: Global.. ou diga: – Alô. b) II. d) Porque é amiga do poeta. b) ambos os textos vêem apenas belezas. b) Visita. d) embora falem sobre o mesmo assunto. pode-se afirmar que: a) os dois textos são ambíguos na abordagem do tema. b) Porque não poupa ninguém. II. III. que revela sua ousadia e destemor diante da vida. c) enquanto o primeiro texto fala só na beleza infantil.. sobre o tema: Mulheres.. que mostra o poeta despreparado para o que lhe espera.) encontrará lavrado o campo. e a segunda. In: Os melhores poemas de Manuel Bandeira. o segundo aborda a beleza da mulher madura. a casa limpa. que mostra incerteza do poeta. O item que melhor caracteriza essa divisão é: a) I. c) III.. Como deve ser bom gostar de uma feia!” BANDEIRA. 33. Uniube-MG Por que o poeta cumprimenta a Indesejada das gentes. E depois não há só as bonitas: Há também as simpáticas. Com cada coisa em seu lugar. iniludível! O meu dia foi bom..

d) É um caso de referencialidade porque faz referência a um livro do passado..Interpretação de texto I Avançar . conotativo. ao passado depois do passado. o ‘meu’ embrulho não abre nada. indica que.” Assinale a alternativa que identifica e explica a referência feita ao episódio da “madeleine” na obra de Proust. ( ) a palavra ainda. no único tempo de um homem que. é possível afirmar que: ( ) o trecho “removendo manchas de gordura como nenhum outro” NÃO pode ser substituído por “que remove manchas como nenhum outro”. de 7 jun. b) É uma comparação que demonstra as leituras do autor. se sujarem”. 15 O texto publicitário que você lerá abaixo foi extraído de Isto é. não sendo eu. 37.. ( ) o vocábulo manchas aparece no texto com dois sentidos diferentes. em “como nenhum outro”. Porque não há aprendizado sem manchas. pelo fato de causar incoerência. pode-se afirmar que: ( ) liberdade de ação e aprendizagem infantil. Ora. o meu caso. idéias deduzidas do início do texto. Com base nessa informação e na leitura do texto. PUC-PR “Nada mais diferente (. ( ) a oração “Porque não há aprendizado sem manchas” estabelece uma relação de dependência com frase “Novo Omo Multi Ação”. Novo Omo Multi Ação. e) É um caso de associação de idéias. A madeleine trouxe o gosto que leva ao passado geral. refere-se a um elemento extratextual. Uma fórmula inovadora que age nos primeiros instantes da lavagem. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” 36. remetem à expressão “as crianças”. elas aprendem mais e se desenvolvem melhor. UFGO Além de veicular informações sobre o produto. muito menos o tempo. UFGO Acerca da organização das frases. ao passado anterior ao passado. O biscoito abriu as portas do tempo – do tempo perdido. apresentado na abertura do texto. se sujarem. de Carlos Heitor Cony: a) É uma similaridade e provoca a percepção de que tempo e espaço são valores diferentes. ( ) o vocábulo outro. É por isso que estamos lançando o novo Omo Multi Ação. assim como você. pois não remete a nenhum termo explicitamente presente no texto. Se abria alguma coisa era o espaço – até então. o produto foi aprovado pelo consumidor. em “Omo Multi Ação está ainda mais eficiente”.35. criando uma relação com Quase memória. apresentados no primeiro período do texto. ( ) os vocábulos “elas” e “se”. nunca pensara organizadamente na única pessoa. “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. só a partir de agora. ao passado ‘ao lado’ do passado. removendo manchas de gordura como nenhum outro. pois a noção de passado é a mesma nos dois autores. ( ) o segmento “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. serve para destacar a atitude desejável de um consumidor ideal. Omo Multi Ação está ainda mais eficiente porque sabe. estabelecem relação de causa e conseqüência. o primeiro é denotativo e o segundo. a linguagem publicitária procura persuadir o consumidor. era o tempo do qual eu mais participara. ou melhor. ou seja. no único personagem. c) É um caso de intertextualidade e serve para estabelecer relações na cadeia de leituras e de escrita literária. que seu filho precisa de liberdade para aprender. 2000.) entre o biscoito de Proust e o embrulho do pai. As questões 36 e 37 referem-se a ele.

ora implicitamente ora diretamente. julgue os itens da questão 38. 2. “Língua Gosto de sentir minha língua roçar A língua de Luís de Camões Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódia E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade E quem há de negar que esta lhe é superior E quem há de negar que esta lhe é superior E deixa os portugais morrerem à mingua Minha pátria é minha língua Fala Mangueira Fala! Flor do Lácio sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode esta língua (.Interpretação de texto I Avançar .) A língua é minha Pátria E eu não tenho Pátria: tenho mátria Eu quero frátria” GABARITO VELOSO. uma língua expressa os valores culturais de seu povo. “TOURO De 21/4 a 20/5 Você está curando suas velhas feridas e aprendendo a confiar de novo na vida. conte com os amigos. Vida íntima em alta: dê vazão à sua sensualidade. ( ) Há no texto uma única marca lingüística que mostra ser o interlocutor você feminino. UFMT ( ) A organização desse texto se calca em conselhos. 3. Terá que enfrentar algum mal-estar passageiro que a obrigará a ter mais cuidado com a saúde. grito de guerra de uma escola de samba. desejada pelo autor. O verso “Lusamérica latim em pó” alude não só à pulverização do latim que deu origem às línguas latinas como à divisão-união de Portugal e Brasil. sendo “pátria”. Utilizando a expressão “Fala mangueira”. e) 3 e 4. Língua. a idéia de plenitude. Os neologismos “mátria” e “fátria” disfarçam o sentimento de união que o autor pretende esteja envolvido na sua percepção de “língua”. 3 e 4. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o autor alude à idéia de que. 1. este é um mês de ação e decisões: hora de colocar projetos em prática. UFPE Leia as afirmativas abaixo sobre as idéias apresentadas no texto. 2 e 3. o que lhe trará entusiasmo. 1984. PolyGram. Você poderá contribuir com o parceiro. É tempo também de investir “no social”: lute com a velha preguiça de sair e vá ao encontro das pessoas. Com Marte transitando em seu signo. ( ) O lugar comum investir no social tem o sentido usual reiterado por referir-se a conselho. Está(ão) correta(s) apenas: a) 1. A dinâmica do mês é o aprofundamento das relações e a expressão das emoções. Para isso. d) 2. que implicam o aspecto do ser permanente e do ser transitório.. é expressa com os verbos “ser” e “estar”. ampliando a intimidade e a cumplicidade do casal. confusão: espere até poder expressar suas idéias.. 4. 38. Em “Gosto de ser e de estar”. c) 2 e 4. maio de 1998. Velô-Caetano e a Banda Nova.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. 39. b) 1. 16 Texto para as questões 39 e 40. Caetano.” Marie Clarie. No trabalho.

A glória indevidamente conquistada rebaixa o indivíduo em vez de exaltá-lo. d) 2 e 4 apenas. 63. c) 1. 16. 2 e 3 apenas. Quando o pisava da Fortuna a Roda. o menos incompetente reina. 2. Homem sobe. GABARITO IMPRIMIR O discurso da sátira contida no soneto pode ser assim sintetizado: 01. perpassa a idéia comum de “pluralidade”. Senhora Dona Bahia: poesia satírica de Gregório de Matos. “profusão de paródias” e “furtem cores como camaleões”. 4. Um mau governo é fruto da falta de senso do povo que o escolhe. a soma das alternativas corretas. do que burro em cima. que é discreta a fortuna em seus reveses. Nas expressões “confusões de prosódia”. A fortunilha autora de entremezes Transpõe em burro o herói. É preferível o anonimato a um destaque que desabone o homem. A irracionalidade em proveito de alguns representa a satisfação de muitos. que indigno cresce. 64. 32. verá quanto melhor se lhe acomoda ser homem em baixo. que subir é desgraça muitas vezes. que não merece.Interpretação de texto I Avançar . 17 41. 3 e 4. É tão fácil conquistar um alto posto quanto é fácil dignificá-lo. Cleise Furtado. Estão corretas: a) 1.” MENDES. 2. e logo o homem desce. 04. e) 3 e 4 apenas. UFPE Os enunciados abaixo referem-se aos recursos utilizados na criação de Língua. 1996. “cores”. Burro foi ao subir tão alto clima. asno vai. onde jazia. Pois vá descendo do alto. “dores”. Dê. como resposta. 08. Nos versos “Gosto do Pessoa na pessoa/Da rosa no Rosa” o autor utiliza o recurso da inversão. UFBA “À despedida do seu mau governo Senhor Antão de Souza de Menezes. burro parece.40. 3. 02. Quem sobe a alto lugar. 1. O autor incorpora à sua canção elementos relacionados à expressão sensorial. como “roçar”. p. Homem sei eu que foi Vossenhoria. Salvador: EDUFBA. Com os versos “E sei que a poesia está para a prosa/Assim como o amor está para a amizade”. Desanda a roda. Voltar Língua Portuguesa . b) 1 e 4 apenas. o autor estabelece uma relação de proporcionalidade. À ascensão social deverá corresponder o mérito pessoal. Em terra de incompetentes.

18 1. 23. Então ela se fez bonita Como há muito tempo não queria ousar Com seu vestido decotado Cheirando a guardado De tanto esperar Depois os dois deram-se os braços Como há muito tempo Não se usava dar E cheios de ternura e graça Foram para a praça E começaram a se abraçar. c) o gesto amoroso da dança produz o efeito de instaurar a paz entre os seres humanos. 14. 7. 43. 24. 12. Chico Buarque de. nos versos 8 e 9.Interpretação de texto I Avançar . Este é um texto narrativo que relata uma transformação. 29. Uniube-MG Sobre o texto. Nos versos 21 e 22 estabelece-se uma relação de conseqüência. só não se pode afirmar que: GABARITO a) o texto estabelece uma relação de semelhança entre a dança. 10. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . no verso 21. d) ela. p. 18. d) I. Vinícius de e HOLANDA. 6.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 42 a 44. São Paulo. E nem deixou-a só num canto Pra seu grande espanto Convidou-a pra rodar. 28. 15. refere-se à palavra cidade. 21. b) o autor. IV. 9. A alternativa que traz os números das asserções corretas é: a) I e II. d) o conceito de amor implícito no texto não inclui o prazer físico entre os personagens. 17. 13. c) I. A expressão “ali”.” MORAES. Chico Buarque de Holanda. o jogo amoroso e as relações humanas. 22. 5. 4. Uniube-MG Leia as asserções a seguir para responder à questão abaixo: I. b) III e IV. 25. 44. III e IV. A expressão “pra”. 8. 20. 1980. 42. Uniube-MG A expressão “seu jeito” (verso 6) tem como referente: a) o narrador. 3. 27. II. 16. Abril Educação. Olhou-a de um jeito muito mais quente Do que sempre costumava olhar E não maldisse a vida tanto Quanto era seu jeito de sempre falar. 2. 19. 30-I. “Valsinha Um dia ele chegou tão diferente Do seu jeito de sempre chegar. b) o gesto amoroso da dança começa no interior da casa e atinge o mundo. (Literatura Comentada). III. 26. 11. E ali dançaram tanta dança Que a vizinhança toda despertou E foi tanta felicidade Que toda a cidade se iluminou E foram tantos beijos loucos Tantos gritos roucos Como não se ouviam mais Que o mundo compreendeu E o dia amanheceu em paz. c) ele. II e IV. traz marcas de oralidade.

d) a pacífica convivência entre o antigo e o novo Brasil moderno. como veículo de divulgação.” Adaptado de: Época – Especial “Nós. TEXTO 1 “A vida em Barretos nunca mais foi a mesma depois que peão de boiadeiro virou caubói e música caipira passou a ser chamada de country. 46. Para uma adequada compreensão do texto 2. GABARITO c) a evidente influência do que vem de fora sobre o brasileiro. Em Barretos. IV. No Carnaval. e) I.Interpretação de texto I Avançar . 45. estilizando a rotina do campo para o fascínio de legiões urbanas. III. Zero Hora. reis e princesas sonham até a Quartafeira de Cinzas. 102. Os boiadeiros urbanos capricham na indumentária (chegam a importá-la) e vivem uma fantasia que só fica a dever ao Carnaval carioca em termos de público e opulência. Instrução: Responder à questão 15 analisando as afirmativas sobre os textos 1 e 2.. b) o obstinado apego do homem do campo às suas tradições. d) I. I. 24/05/99. a 44ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está para abrir as porteiras. (. o autor do texto 1 expressa um grau de indignação equivalente. II. Apesar de não utilizar frases exclamativas como o gaúcho da charge. TEXTO 2 19 Charge de lotti. b) I e III. A charge (texto 2) destina-se a um público mais restrito. PUC-RS A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. c) II e IV. Porto Alegre. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 24/01/99. imagina-se domar perigosos touros e potros ariscos. e) a saudável popularização dos costumes gaúchos em outros centros do Brasil. PUC-RS A problemática comum aos textos 1 e 2 é: a) a crescente valorização da vida rural no Brasil. III e IV. imaculadas botas de couro. II e III. a partir de uma informação que esse já tem. II. p.. Chegam de todos os cantos do país. local e data. cintos e chapéus vistosos. Enquanto o texto 1 visa principalmente a informar o leitor. Integrada ao calendário das maiores comemorações nacionais.Instrução: Responder às questões de 45 a 46 com base nos textos 1 e 2.) É uma multidão de turistas vestidos a caráter e apelidados de “peões de butique”. enfiados em calças jeans. pois faz alusão a um fato recente de repercussão regional. é necessário levar em conta dados contextuais. o texto 2 pretende mobilizar seu humor. brasileiros”.

por exemplo.Texto para a questão 47. • boa – 30 pontos • média – 15 pontos • ruim – zero Seus conhecimentos técnicos dentro da profissão. • bom – 15 pontos • médio – 8 pontos • ruim – zero FORMAÇÃO ACADÊMICA Você completou. CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA Seu domínio é. • até o ensino médio – 40 pontos • até a faculdade – 60 pontos INGLÊS Sua fluência é. • mestrado. por meio de estruturas gramaticalmente corretas. • boa – 15 pontos • média – 8 pontos • ruim – zero Caso você fale uma terceira língua.... • bons – 25 pontos • médios – 13 pontos • ruins – zero” 20 GABARITO IMPRIMIR 47.. • pós-graduação lato-sensu. • um curso de especialização. UnB-DF Julgue se os itens a seguir apresentam. Existem vários fatores que fazem uma pessoa ter maior ou menor facilidade para encontrar um bom emprego.. Voltar Língua Portuguesa . ( ) Conhecimentos de inglês são importantes. ( ) A pontuação atribuída a uma boa imagem perante os colegas de trabalho corresponde: a de um curso de mestrado ou a de uma boa fluência em inglês acrescida da de um bom domínio de conhecimentos de informática.. informações coerentes com o teste do texto. acrescente 20 pontos se tem um bom domínio dela. ou 10 pontos. ( ) Todo candidato que tiver conhecimentos técnicos ruins e domínio de informática médio terá “pontuação no teste” inferior a dez. se tem um domínio regular.. “TESTE Avalie suas chances de obter um emprego.. mas se forem substituídos por outro idioma – como.. CURSOS COMPLEMENTARES Você fez. • doutorado. espanhol – a valorização será maior. Sua imagem perante os colegas de trabalho é.... Assinale o número de pontos que você tem em cada fator e some tudo no final para obter sua pontuação no teste. ( ) quem tiver cursos complementares de pós-graduação será menos valorizado no mercado de trabalho.Interpretação de texto I Avançar .

Águas são muitas. U.Texto para as questões 48 e 49. considerando-se o uso atual. 50. Posto que outros escreveram a Vossa Excelência sobre a nova do achamento dessa vossa terra nova. Unifor-CE “Uma nova carta de Caminha Senhor. Paulo. Salvador-BA Por inferência. e cada grupo de plantas é um agregado de galáxias. Mais! 48. In: Folha de S. no primeiro período. 27 ago. e) O cosmo é constituído de espaços específicos para serem contemplados pelo artista. isso bastaria. e) I. arquipélagos de ilhas verdes de tamanhos e formas variados. GABARITO Considere as seguintes afirmações: I. E em tal maneira é graciosa que. 21 49. Paulo. especialmente o que nos foi oferecido. d) somente II e III. para alindar ou afear. No segundo parágrafo. “As maiores estruturas do Universo”. Salvador-BA A confissão do autor tem por objetivo revelar: a) uma grande sensibilidade. através de um discurso poético. III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . em relação ao texto. c) somente I e III. Hotéis não há muitos. b) O espaço físico do mundo palpável é uniforme. Há. uma infração à norma culta. De qualquer forma. metafórico. lagoas não costumam estar em expansão. pelo seu poder evocativo.” GLEISER. c) As lagoas e as vitórias-régias são a síntese de um universo delimitado. E que não houvesse mais que uma pousada. A terra em si é de muitos bons ares. Claro. o melhor que eu puder. Está correto. ausente no relato da carta original de Pero Vaz de Caminha. d) a preocupação com questões de ordem ecológica e transcendental. não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu. mas os poucos que existem são confortáveis. 29. não deixarei também de dar conta disso a Vossa Excelência. Uma outra diferença importante é que o Universo está em expansão. Tome Vossa Excelência minha ignorância por boa vontade e creia bem por certo que.” SCLIAR. há uma referência nova. II e III. p. Folha de S. cheia de vitóriasrégias. Moacyr. enquanto. b) um momento de percepção da realidade. U. as distâncias entre galáxias e seus aglomerados. sempre aumentando. 17/05/99. II. querendo-a aproveitar. senão pela sua precisão. gosto de viabilizar o Universo como a superfície de uma lagoa. ao englobar duas realidades antagônicas na busca da harmonia universal. o que se afirma em: a) somente II. Cada planta é uma galáxia. o texto permite afirmar: a) Há múltiplas formas de enxergar o mundo. em geral. Registra-se um propósito do narrador no sentido de se ater a um relato fiel a suas constatações e impressões pessoais. pois estou me restringindo a visualizar a superfície da lagoa.Interpretação de texto I Avançar . é só estimular o turismo. e) a exuberante natureza amazônica. c) a emoção em face da semelhança entre o mundo da fantasia e o real. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. 2000. infindas. quanto à relação entre o pronome possessivo e o pronome de tratamento. as belas plantas flutuantes que aparecem em bandos. esse é um modelo bidimensional do Universo. d) A amplitude do universo é inversamente proporcional à imaginação do homem. b) somente I e II. Marcelo. a imagem vale. “Às vezes.

São Paulo: Melhoramentos. se por acaso a encontrar. que vos ha ofendido. leia os textos a seguir.” MATOS. pensar e sentir. Se basta a vos irar tanto um pecado. pessoa do singular. que está no céu. Que a mesma culpa. quanto mais tenho delinqüido. corresponde à: a) preocupação de Deus com todos os que seguem os seus ensinamentos. dentro do universo irreverente da poesia marginal. não deixará ele as noventa e nove sobre os montes e irá à procura daquela que se perdeu? E. e) preocupação especial de Deus com os que pecam e desviam-se do caminho divino. mas não porque hei pecado. Triângulo Mineiro-MG A idéia do Texto 1. Gregório de. que pereça um destes pequenos. enquanto o poema em sua totalidade está escrito na 1ª. Do mesmo modo. como afirmais na Sacra História: Eu sou. a ovelha desgarrada Cobrai-a. F. pessoa do plural. tem-nos espoliado bens físicos e espirituais: a capacidade de andar. d) exaltação da sabedoria de Deus. b) O poema refere-se à obra Macunaíma. Poesia Barroca. Perder na vossa ovelha a vossa glória. Vos tem para o perdão lisonjeado. Texto 1 “Se um certo homem vem a ter cem ovelhas e uma delas se perder. Para responder às questões de números 52 a 54. ouvir.M. que exclui da salvação os que se desviam do santo caminho. recuperando o episódio em que o herói come carne da perna de Curupira. 26 poetas hoje. A abrandar-vos sobeja um só gemido. não é algo desejável para meu Pai. a) O poema não se refere à obra Macunaíma. e prazer tão repentino Vos deu. e já cobrada Glória tal. 22 d) O poema sugere que o “gorila”. escrever. Roberto. Mateus 18:12. metáfora de uma situação ou de um ente abominável. de Mário de Andrade. “Macunaíma nos ajude na barriga do gorila Cabeça do meu pau? na barriga do gorila Meu alegre coração onde estás? na barriga do gorila” Barriga de minha perna onde estás? na barriga do gorila Dedos de minha mão onde estão? na barriga do gorila Lobos de minha orelha onde estais? SCHWARZ. Porque. c) O título do poema está na 1ª. Da vossa piedade me despido. Texto 2 “Pequei. U.Interpretação de texto I Avançar . é tão somente uma brincadeira que o poeta faz. certamente vos digo que se alegrará mais com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. Se uma ovelha perdida. GABARITO IMPRIMIR 52. Senhor. Senhor.” Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras. Uberlândia-MG Leia o poema seguinte e assinale a alternativa incorreta. Vos tenho a perdoar mais empenhado.51. Considerando que o sujeito lírico expõe sentimentos que poderiam ser nossos o título do poema não está inadequado. b) ira que Deus mostra em relação aos que pecam e deixam de seguir o caminho divino.F. à qual Gregório de Matos recorre. Pastor Divino. e não queirais. Voltar Língua Portuguesa . c) expiação dos pecados para aqueles que ferem os ensinamentos do Criador.

18/05/00. 55. chantageando o Senhor. “para conservar.53.M. c) suplica pela salvação divina. do texto 2. c) É um texto informativo sobre uma data comemorativa pouca lembrada. erguidos em homenagem à cerveja. a) O objetivo do texto é explicar morfologicamente o significado da palavra museu. b) O texto preocupa-se em lembrar a importância de todas as datas comemorativas. e) O texto sugere que os museus de Santa Catarina não são valorizados. oceanográficos. coleções de interesse artístico. pois. b) conversa com o Senhor. Jornal de Santa Catarina.” SILVA. se Ele não o salvar entrará em contradição com a Sagrada Escritura. entre tantos outros que chegam a impressionar pela variedade de temas científicos e culturais. merece a salvação. F. 54. e sobretudo expor para deleite e educação do público. ao vinho ou aos insetos.Interpretação de texto I Avançar . de artes. os religiosos. Santa Catarina possui cerca de 100 museus. conforme a definição do dicionário Aurélio. mas pode servir de momento de reflexão sobre a existência dessas instituições surgidas na antigüidade. b) sofra. assinale a alternativa correta. visitados e respeitados pelos catarinenses porque não há quem os preserve. A palavra museu. mas não se arrepende deles. Triângulo Mineiro-MG Pode-se entender. d) O autor se utiliza da narração para argumentar sobre a necessidade dos museus. histórico e técnico”. deixando que Ele decida se o salva ou não. que Gregório Matos: a) reconhece seus pecados. estudar. de armas. 23 d) argumenta. pois está arrependido de todos os pecados que cometeu durante a sua vida. os que reverenciam a colonização ou profissões. O Dia do Museu. e) submete-se à vontade de Deus. Univali-SC “Opções diferentes no Estado Entre tantas datas comemorativas. Eles estão espalhados por pelos menos 50 cidades. Muitos museus são dedicados à história de cidade na qual estão sediados. talvez não precise de uma grande festa nacional. antropológicos. algumas passam quase em branco e outras são exaustivamente lembradas. ecológicos.M. explicando-lhe que é uma ovelha tão importante quanto as demais e. valorizar pelos mais diversos modos. GABARITO Sobre o texto. comemorado hoje. Marco Aurélio. razão pela qual acredita que não será salvo. que significa templo de musas. E as musas escolhidas nos municípios catarinenses são as mais variadas. d) peque. e) padeça. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . vem do grego “mouseon”. por isso. F. Triângulo Mineiro-MG O verbo destacado no Texto 1 significa: a) morra. Mas há também os arqueológicos. c) se perca. de acordo com um levantamento da Gerência de Organização de Museus da Fundação Catarinense de Cultura.

as quais não eram fanadas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . estava sentado em uma cadeira. e as cabeleiras delas estavam raspadas e feitas. Todavia um deles fitou o colar do Capitão. e o da cabeleira esforçavase por não a estragar. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. evidencia que havia problemas de comunicação entre portugueses e tupiniquins. E então estiraram-se de costas na alcatifa. O Capitão mandou pôr por baixo de cada um seu coxim. UFSC A propósito do texto. um dos escrivães da armada portuguesa. brancas. assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s). falaram aos marinheiros que havia muita riqueza na terra descoberta.. e novamente para o castiçal. como se lá também houvesse prata! (. UFSC De acordo com o texto. nem de falar ao capitão. ao pescoço (. a soma das alternativas corretas. Isto tomávamos nós nesse sentido. como resposta. e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço.) Acenderam-se tochas.. relatando como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. 02. com um colar de ouro. Abril. isto não queríamos nós entender. por que não lho havíamos de dar! E depois tornou as contas a quem lhas dera. entende-se que os tupiniquins estavam dentro da embarcação portuguesa.Interpretação de texto I Avançar . Pelo trecho . aos pés de uma alcatifa por estrado. na embarcação portuguesa. 24 Vocabulário: Alcatifa – tapete. e assim mesmo acenava para a terra. nem de falar ao Capitão. A expressão . folgou muito com elas. Pêro Vaz de Caminha. Dê. Os tupiniquins ficaram constrangidos com a presença dos portugueses e logo abandonaram o navio. escreve para o Rei de Portugal.. carpete. Isto tomávamos nós nesse sentido.. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. e.Texto para as questões 56 e 57: “A carta de Pêro Vaz de Caminha Num dos trechos de sua carta a D. nem a ninguém. E também olhou para um castiçal de prata.. 57. 56.. Fanadas – murchas. pareceu despertar o interesse dos tupiniquins. a dormir sem procurarem maneiras de esconder suas vergonhas.. 04. como se davam ouro por aquilo. Coxim – almofada que serve de assento. 01. Mas nem sinal de cortesia fizeram.. Dê. nem a ninguém. quando eles vieram. que aconteceu em 24 de abril de 1500: “O Capitão. Mas nem sinal de cortesia fizeram. e assim mesmo acenava para a terra.) Viu um deles umas contas de rosário. 1999. muito grande. 08.” COLEÇÃO BRASIL 500 ANOS. 08. e bem vestido. pode ser substituída por divertiu-se muito com as contas do rosário. O trecho . fez sinal que lhas dessem. como resposta. fica implícito que os tupiniquins desconheciam hierarquia ou categoria social lusitanas. e lançou-as ao pescoço. a soma das alternativas corretas. 02. e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra. aconchegaram-se e adormeceram. 04. e depois para o colar. como se davam ouro por aquilo. E eles entraram.folgou muito com elas. SP. Manuel.. como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra... Nada. bastante comunicativos.. consentindo. E deitaram um manto por cima deles. Em E eles entraram.. por assim o desejarmos.. D. Pêro Vaz de Caminha descreve como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. I. Fasc.E também olhou para um castiçal de prata. por assim o desejarmos! Mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar. Manuel. Os tupiniquins. é correto afirmar que: 01.

E qual é a razão desse desencontro? Kaká . são anos de descoberta ou de invasão? Kaká . A palavra tupuy designa ser. 64.Interpretação de texto I Avançar . É por isso que os guaraniscayowas. O pajé é aquele que fala com o coração. Dê.A semente desse desencontro está na sociedade que tem na sua estrutura de cultura a questão do ter e encontrou uma cultura aqui voltada para o ser. ISTOÉ . Se matam enforcados (como vem acontecendo há cerca de dez anos. em grandes áreas do País. ISTOÉ . “A história oficial tem sido contada do ponto de vista dos dominadores e não dos dominados.) ISTOÉ . até para perceber que ela está em colapso. preferem recolher a sua palavra-alma. regida por um grande espírito criador.. Os interesses que provocam essas ações continuam os mesmos interesses econômicos: Hoje há um elemento a mais que são as indústrias farmacêuticas multinacionais que estão praticando a biopirataria. Para Kaká Jecupe. e fala do seu livro A terra dos mil povos. como resposta. A base do desencontro entre índios e brancos está nos valores assumidos por cada uma dessas culturas.De desencontro. motivado pelo acirramento de interesses econômicos.Há um trecho em seu livro. com o desaparecimento de centenas de etnias. A noção do progresso relacionada ao ser desloca a questão do acúmulo de bens materiais para a do aprimoramento da criatividade. sob a ótica dos que habitavam o Novo Mundo quando os colonizadores europeus aqui chegaram. Tem todo um modelo insistindo no imaginário que vê o índio como um pobre coitado. de acordo com os trechos da entrevista que você acabou de ler.Os europeus chegaram trazendo o progresso. Um pajé é aquele que emite neeng-porã. ISTOÉ . É preciso que a civilização olhe para os índios com menos prepotência. Ainda hoje. em que você escreve: “De acordo com a nossa tradição. 04. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). a noção de progresso está a ver ao seu redor o acúmulo de bens materiais. é na base do tiro. ver o índio de forma menos prepotente levaria a civilização atual a voltar o olhar sobre si mesma para avaliar sua própria situação..” O que significa exatamente a palavra para o índio? Kaká . Não no sentido de retórica. trataram aqui como primitivos. Para os povos indígenas. uma palavra pode proteger ou destruir uma pessoa. A própria palavra tupi significa em pé.)” 25 GABARITO 58. aquele que emite belas palavras. em Dourados. (. qual foi o maior patrimônio que o Brasil já perdeu? Kaká . o qual chamamos de Namandu-ruetê. Por aí você pode ver que a relação da linguagem com a cultura é muito profunda para o tupi-guarani. que também significa fala.Nesses 500 anos. roubando todo o conhecimento ancestral que os povos indígenas detêm a respeito de ervas medicinais. A noção de progresso dos indígenas está em desenvolver a sua capacidade criativa. p. O brasileiro não sabe da sua própria cultura.O Brasil está se preparando para comemorar seus 500 anos. A realidade atual indígena não é fácil. 7-11). para as etnias indígenas desaparecidas.. Esses 500 anos oferecem a possibilidade de rever as suas raízes. 01. Essa perspectiva se inverte na entrevista abaixo.. a tensão entre índios e brancos é um problema deste final de século. um tom de uma grande música cósmica. Porque fala e alma são uma coisa só. Os 500 anos de Brasil significam. A biopirataria mencionada na entrevista consiste no roubo de ervas medicinais indígenas pelas indústrias farmacêuticas multinacionais. (. que são respectivamente o ter e o ser. A terra dos mil povos. Nosso povo enxerga o ser como um som. a sua expressão no mundo. publicada na revista Isto é (21/7/99. 32. Desencontro que provocou e continua provocando situações gravíssimas. Um dos nomes da alma é neeng. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ou Tupã. a seguir. 16. em que o índio tapuia Kaká Werá Jecupe analisa os 500 anos do descobrimento do Brasil. 08. Na opinião do escritor tapuia. Apresentamos. ter a percepção desse patrimônio. por ilusão dessas relações com os brancos.O patrimônio da sabedoria. A representação do índio como “pobre coitado” é um dos estereótipos cultivados pelo imaginário nacional. a oportunidade de resgatar sua raízes culturais dilapidadas pelo progresso. Como você pensa essa relação? Kaká . a soma das alternativas corretas.Texto para as questões 58 e 59. Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. 02. em Mato Grosso do Sul) porque a garganta é a morada do ser. que significa o som que se expande. ISTOÉ .Para quem fundamenta a sua cultura no teor. ser e linguagem são uma coisa só. trechos dessa entrevista.Para o tupi-guarani.

a partir da relação com o branco. Alusão ao “grande espírito” criador do Universo.” 26 GABARITO 60. palavra. podem ser encontrados em “Quyquyho”. menção à origem comum das tribos Tupi e Guarani. e Quyquyho. UFMS-MS Com base no trecho em que se discorre sobre a linguagem na visão do índio. como resposta. provocado pela discórdia. Uso da narração como forma de estruturação das idéias no texto. versus índio sofredor. a metáfora usada cria um efeito de sentido de realidade ao identificar a linguagem com uma arma de caça e guerra. a soma das alternativas corretas. 02. 32. 16.Interpretação de texto I Avançar . como resposta. emoção. os guaranis-cayowas da região de Dourados.”. 32. 64. é correto afirmar que: 01. ilustrada pela aglutinação dos termos índio e América. 61. depois do contato com a língua e a cultura do homem branco. a linguagem. 04. significa “som em pé”. a soma das alternativas corretas. Dê. Visão ingênua e idealizada do índio. em tupi. enquanto som. Indicação da(s) razão(ões) que explica(m) as divergências entre brancos e índios. 32. UFMS Reconheça abaixo o(s) item(ns) que representa(m) pontos comuns entre os textos 1 (entrevista) e 2 (letra de música). 04. a soma das alternativas corretas. Também o compositor Geraldo Espíndola retrata os fatos a partir do ponto de vista do índio na canção “Quyquyho” (LP Prata da Casa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 16. 08. a seguir. e o ser são elementos distintos. sugestão de uma relação harmoniosa entre a terra e o índio. presença de um forte sentimento ufanista. Tupi foi pro Norte e Formaram suas tribos cada um no seu lugar Vez em quando se encontravam pelos rios da América E lutavam juntos contra o branco em busca de servidão E sofreram tantas dores acuados no sertão Guarani foi pro Sul Tupi entrou no Amazonas Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani. Dê. 01. entendendo alma e fala como “uma coisa só”. 16. noção que a terra pertence aos indígenas. a principal causa apontada por Kaká para justificar os suicídios ocorridos em Dourados é o desencanto que os índios passam a ter com sua própria língua e cultura. na tradição indígena. “Quyquyho nasceu no centro entre montanhas e o mar Quyquyho viu tudo lindo tudo índio por aqui Indiamérica deu filhos foi Tupi foi Guarani Quyquyho morreu feliz deixando a Terra para os dois Guarani foi pro Sul. cuja letra reproduzimos abaixo. Dê. o termo “neeng-porã” não significa “belas-palavras” enquanto mero ornamento do discurso. 04. Referência à violência praticada pelo branco contra o índio. mas que se combinam harmoniosamente na constituição da “grande música cósmica”. Texto para as questões 60 e 61. em Mato Grosso do Sul. na frase “Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. tendo a ver com sentimento. 08. como resposta. exceto: 01. pois a eles foi legada. nos primeiros tempos. a palavra é vista como uma forma de poder nas relações interpessoais. 02.59. 08. vêem no gesto de pôr fim à vida a forma de fazer calar a palavra-alma. Emprego de termos de origem indígena. denominado Namandu-ru-etê ou Tupã. alusão ao deslocamento geográfico das duas tribos. 1982). 02. UFMS Os aspectos apontados. oposição índio feliz.

II. Faz ver que. Os soldados de Herodes distribuem elementos radioativos a todos os meninos de menos de dois anos. Uma poderosa nuvem em forma de cogumelo abre o horizonte e súbito explode. em nossa era. Está correto somente o que se afirma em: a) I. c) descritiva. Unifor-CE Pode-se inferir que o autor do texto: I. pois se apóia em argumentos encadeados. adaptando o sentido da paixão cristã às duras condições de vida nas grandes cidades. sobretudo nos três primeiros parágrafos. d) II e III. e) II e III. c) I e III. Conversa portátil. c) III. S. Com base na definição acima. e) dissertativa.m. comparando-a a fatos narrados em passagens bíblicas. em vista das atrocidades em que os homens se especializaram. grita o dono do hotel onde se realiza um congresso internacional de solidariedade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto I Avançar . No conto. d) I e II. “Natal 1961 Deslocados por uma operação burocrática – o recenseamento da terra – a Virgem e o carpinteiro José aportam a Belém. “Não há lugar para essa gente”. com narrador em terceira pessoa. O casal dirige-se a uma estrebaria. somente. b) a fala do dono de um hotel à realização de um congresso. 1944. d) nuvem em forma de cogumelo a súbita explosão. 65. Poesia completa e prosa. recebido por um boi branco e um burro cansado do trabalho. b) I e II. mais do que no conto ou na novela. Ironiza a corrida armamentista. somente. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. b) II. Atualiza a história de Cristo. c) soldados de Herodes a elementos radioativos. b) narrativa. o autor se vale intencionalmente de um anacronismo quando associa: a) a Virgem e o carpinteiro José à cidade de Belém. II. No romance. III. d) descritiva. Murilo. II e III. Unifor-CE Atente para as seguintes afirmações: I. e) I. o advento de um Cristo seria impossível. somente. somente. III. 1.As questões de números 62 a 64 referem-se ao texto que segue. Confusão de data quanto a acontecimentos ou pessoas. o que importa são as emoções profundas e intemporais do homem. Na crônica moderna. O menino nasce morto. o reduzido espaço narrativo obriga o narrador a selecionar e a concentrar as ações essenciais de suas poucas personagens num tempo quase sempre bastante limitado. Unifor-CE O texto apresenta-se de forma predominantemente: a) narrativa. as personagens ganham amplo desenvolvimento. do Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. e) uma estrebaria a um boi branco e um burro cansado. 1486.” MENDES. as tramas se cruzam e os espaços de ação se multiplicam. GABARITO 64. com narrador em primeira pessoa. 63. p. Está correto o que se afirma em: a) II. sobretudo nos três últimos parágrafos. 27 62. anotadas em estilo elegante. o cotidiano pouco ou nenhum interesse tem. Unifor-CE Anacronismo.

andou em Hong Kong. Resolveu viajar para a China. Para apresentar o seu argumento de uma forma completa. b) marcar as repetições da narrativa. certo de que a distância é o esquecimento. ora. nunca. no meio de sordidez tamanha. uma aldeia miserável. c) negar um amor para afirmar outro. como mulher. parecia um delírio. UERJ Há uma contradição aparente entre as passagens “um amor que não tinha fim” e “durou um ano o amor sem palavras”. ela poderia utilizar a seguinte construção: a) “Toda traição envolve outro amor. c) “e se te fujo é que te adoro louco és bela – eu moço. porém. Depois não viu mais o junco. Ele ficou muito tempo olhando. Um amor que não tinha fim. Não houve uma palavra entre os dois. Aquela beleza absurda. c) “Na dívida entre o amor e a traição eu escolhi. Um dia. Um não conhecia a língua do outro. E. ele a viu num junco que queria seguir o navio eternamente. Durou um ano o amor sem palavras. você não se deve sentir traído”. o escândalo. vê surgir. Doeu-lhe. 67. UERJ A esposa do milionário convenceu o marido. mas a infiel disse-lhe sem medo: – “Eu não amo você. logo.Texto para as questões de 66 a 69. Morreu só. a pé. O caráter improvável desse encontro pode ser lido como uma metonímia que tem função central na constituição do sentido do texto. Passou de um silêncio a outro silêncio mais profundo. Nelson. nem você a mim. São Paulo: Companhia das Letras.” RODRIGUES. A menina não voltou.. Viu. as faces escavadas da fome. súbito. 1995. b) “Que não seja imortal. A cabra vadia: novas confissões. ora. Primeiro. de repente. eu não te amava nem você me amava. b) “Só se trai a quem se ama. pouco a pouco. O marido baixou a cabeça. e mais aguda seta que o destino?” (Carlos Drummond de Andrade). o brasileiro teve que voltar para o Brasil. logo. d) “Como você não me amava nem eu a você. Os dois formavam um maravilhoso ser único. posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure” (Vinícius de Morais). Quis gritar. “Certo milionário brasileiro foi traído pela esposa. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . tens amor – eu medo! . Não temos nenhum amor a trair”. Foi também um adeus sem palavras. UERJ O pequeno conto de Nelson Rodrigues narra o improvável encontro entre um milionário brasileiro e uma menina miserável do interior da China. ninguém tem culpa dessa traição. Mas. O amor começou ali. que começara muito antes e continuaria muito depois. d) “não é pois todo amor alvo divino. Foi parar quase na fronteira com a China.Interpretação de texto I Avançar . Olhou aquela miséria abjeta. Desce e percorre.. Tinha sede e queria beber. Essa aparente contradição se desfaz se procurarmos interpretar o texto relacionando-o aos seguintes versos da poesia brasileira: a) “quando o amor tem mais perigo é quando ele é sincero” (Cacaso). como num milagre. Até que entra na primeira porta. linda. o amor. cada um deve seguir a sua vida”. uma menina linda. eu não te trai”. tão só. nem princípio. logo. apanhou o automóvel e correu como um louco. o brasileiro foi percebendo esta verdade: – são as palavras que separam. por toda a parte. 28 66. Essa função é a de: a) revelar as obsessões do autor. eu amo outro. Quando embarcou. eu não amo você”. d) ressaltar a dificuldade dos encontros amorosos.” (Casimiro de Abreu). logo. Até que. 68.

400 quilômetros ao nordeste de Roma. Em poucos dias. o retrato de sua morte espalhou-se pelo mundo. em 30 de agosto de 1821. no Brasil. Às 11h56. de olhos semicerrados. O documento afirma que Ana Maria de Jesus Ribeiro nasceu em Laguna. agosto de 1999. é venerada como heroína da unificação. Este trecho sintetiza um pouco a vida heróica de Anita. A divulgação das fotos chocantes foi o último desejo do moribundo. 71. um sapateiro. um homem robusto. onde nasceu e combateu ao lado de rebeldes republicanos na Revolução Farroupilha (1835–1845). O autor isenta-se de opinar a respeito do assunto. II. expediu o chamado mandado de registro de nascimento tardio. 29 Sobre o texto acima pode-se afirmar: a) Observa-se a predominância de figuras de linguagem que realça a narrativa. Bobbie. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Paulo. em 3 de junho. Só no último dia 11 de maio. Na imagem. para embarcar no navio comandado pelo revolucionário italiano Giuseppe Garibáldi (1807–1882). Naquela época não existia certidão de nascimento e o chamado “assento de batismo” jamais foi encontrado. com a cabeça a prêmio e perseguida pelo Exército austríaco. III. o cartório de Laguna. Estão de acordo com o texto: a) somente a II. b) I e III. UERJ O narrador de um conto assume determinados pontos de vista para conduzir o seu leitor a observar o mundo sob perspectivas diversificadas.. numa fazenda em Mandriole. há três meses. b) É um texto poético com intuito de relatar o drama vivido por um paciente terminal.69. os olhos salientes pela magreza do doente terminal. a narrativa busca emocionar o leitor por meio do seguinte recurso: a) expressa diretamente o ponto de vista do personagem milionário. Univali-SC “A reconstrução de Anita Ana Maria de Jesus Ribeiro mudou de nome e carimbou seu passaporte para a História aos 18 anos. b) expressa de maneira indireta o ponto de vista da personagem chinesa. jornal da cidade de St.. na Itália.Interpretação de texto I Avançar . No colo dele. d) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o da personagem chinesa. Mas. c) É um texto jornalístico com elementos descritivos para caracterizar a situação do doente. V. d) II. é quase desconhecida. GABARITO Observe as afirmações abaixo: I. Enquanto agonizava. e do filho Bryan Jr. quando abandonou o primeiro marido. da mulher. O motivo para tornar pública a própria agonia foi a esperança de servir de alerta sobre os malefícios do cigarro. em Santa Catarina.)” Revista Veja. 30 de junho de 1999. IV e V. O texto é um relato poético da vida de Anita Garibáldi. oficialmente. musculoso e de farta cabeleira loira aparece com o filho pequeno nos braços.. uma fotografia tirada apenas dois meses antes daquele momento final. Bryan morreu em casa. Petersburg. d) É um pequena dissertação argumentativa contra o uso do tabaco. a cabeça sem cabelos. c) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o do narrador. por iniciativa da Câmara Municipal. a boca aberta no esforço desesperado por ar. Superinteressante. Lá. Ninguém sabe se a data e o local estão corretos. Tanto que só passou a existir. No conto de Nelson Rodrigues. (. pedindo a presença de um fotógrafo. c) somente a III. Univali-SC “Agonia pública Na cama. Bryan Lee Curtis. Os parágrafos narram a trajetória da heroína catarinense Anita Garibáldi. e) É pura e simplesmente uma narração. um americano de 34 anos devastado pelo câncer nos pulmões. 70. Dez anos depois. Petersburg Times. de 2 anos. e) somente a V. em 4 de agosto de 1849 – há exatos 150 anos –. ao lado da mãe. sua mãe ligou para o St. Virou Anita. IV.” MARKUN. morreu nos braços de Garibáldi. na Flórida. O autor chama a atenção para a desvalorização em relação à história de Anita Garibáldi.

como ele é o último dia com aulas na semana. nunca poderá reservar o sábado para nos testar.) Ele lecionava lógica de segunda a sábado para uma turma. no entanto. que o sábado está descartado. manteve a impassividade de quem tinha a certeza de ter encontrado uma brecha lógica. O estudante. Antes que todos saíssem do estado de curiosidade e espanto. Aborrecido com o mau desempenho de seus discípulos.. Assim. ficariam prejudicados os demais dias da semana. um dia perdeu a paciência: “A partir de agora. os senhores terão no máximo 24 horas para se preparar. Relacionando essa observação ao texto acima. porém. que a prova será na sexta-feira. d) provar que o cálculo realizado pelo aluno está equivocado. rigoroso. isso significa que sexta-feira é o último dia para aplicar o teste”. quero acreditar que nunca poderá nos dar tal prova”. “Assim. com 48 horas disponíveis. Pelo mesmo critério. “O senhor. Unb-DF O texto poético pode servir de base ao texto publicitário. Um deles. “Se o senhor concorda. então. “Parece-me justo”. às vezes. retirado da revista Superinteressante de maio de 1999. digamos. E ressaltou: “Como na vida o tempo é escasso e bem determinado. então saberemos com 48 horas de antecedência que ela só poderá ser no sábado. pois. ( ) O modo como foi desenhada a letra inicial de “Clichetes” permite a leitura musical. (. ainda não tinha terminado. que podia ser rigoroso mas não impermeável a um bom argumento.. ao terminarmos as aulas da quinta-feira e percebermos que não nos avisaram da prova da sexta-feira. Depois de esperar que o evidente mau humor do mestre passasse. eu só avisarei de véspera que o teste será realizado.. Não foi necessário prosseguir.Interpretação de texto I Avançar . O mestre percebeu que havia caído numa armadilha da lógica ao formular uma regra impossível de ser coerentemente seguida. ( ) Esse é um texto característico da literatura que se propagou no Brasil a partir de 1922 como uma espécie de crítica ao imperialismo norte-americano. contrariando mais uma vez a regra imposta”. pode-se pressupor que o autor pretende: a) fazer que os professores não se utilizem da “prova” para forçar seus alunos a estudar. logo descobriremos. julgue os itens que se seguem. 30 Após a leitura do trecho acima.. é este que fundamenta aquele. ao terminar a nossa aula de quarta-feira.)” Luiz Barco. anunciou peremptoriamente. emendou. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . porém. “MASCARAR” está para mascar assim como “MENTAL” está para menta. e nada mais”. afirmou o professor. c) reafirmar que o “aluno sempre tem razão”. 73. Assustados. para ser coerente. contrariando sua própria norma de termos no máximo um dia de preparo”. o jovem ponderou: “Professor.72. porém justo e lógico como o senhor tem sido. b) mostrar que há lógica matemática até em pequenas situações do dia-a-dia. se o senhor não nos avisar do teste na quinta. portanto. efervescente. GABARITO e) chamar a atenção para a lógica como armadilha. raciocinou. vocês terão uma prova toda semana”. ( ) No texto. os jovens se remexeram em suas carteiras. financeira e política da mensagem. não deve ser usada em todos os casos. ( ) O texto é uma paródia da embalagem original de um produto. Univali-SC “As armadilhas da lógica (.

( ) A última linha do texto estabelece intertextualidade com os versos “Navegar é preciso/ viver não é preciso”. sem manter assim relações de sentido com o poema. por exemplo.cadeiras. ( ) o poema construído com antíteses parcialmente implícitas: ao conceito de “cearense sedentário”. predomina a narração com a manutenção da unidade temática.. européia e cristã.” Interpretando-se os sentimentos do poema.Interpretação de texto I Avançar . tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete..74.. ( ) A linguagem do texto é marcada pela logicidade e linearidade. opõe-se “cearense migrante”. 76. ( ) No texto. 31 “UM DIA QUALQUER . revelando. onde as ondas se amansam. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFMT ( ) Na primeira estrofe. De carioca cerimonioso gaúcho modesto paulista preguiçoso Deus nos livre e guarde. “À IMPROPRIEDADE De cearense sedentário baiano lacônico mineiro perdulário Deus nos guarde. pode-se perceber que a imagem de vida do eu lírico permanece inalterada mesmo com a proximidade do século vinte e um. ( ) o título “À impropriedade” funciona como um ornamento dispensável ao texto. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens das questões de 75 a 77. o sentido da vida para o eu lírico. ( ) o poema é bem-humorado por causa das inversões de sentido utilizadas pelo autor. concretiza-se uma paródia do célebre poema de Bandeira: “a onda anda/aonde anda/a onda?”.. pode-se afirmar que: ( ) em seu sentido global. ( ) O texto ressalta a uniformidade da formação cultural brasileira: branca. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” (CD–SKANK) 75. UFGO O poema abaixo é de José Paulo Paes. ( ) Há também na primeira estrofe um traço erotizante traduzido pela imagem . ( ) O espraiar das ondas é sugerido pela reiteração de fonemas nasais em toda a estrofe primeira. UFMT ( ) Lendo somente as palavras em negrito. ou toma um café Hoje bobagem. o poema reafirma os estereótipos a respeito dos diversos tipos de brasileiro.66583624 (Chico Amaral) GABARITO Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. assim como estes.

e) II e III. Mas somos nesta casa uma família de estranhos. as letras se reunindo com o maior ou menor velocidade. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . não corta na verdade a barriga da vida. Dissertação. Narração em primeira pessoa. d) somente II e III. em relação ao texto. Entretanto. As questões de números 78 a 80 baseiam-se no texto abaixo. d) I e III. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. e você não sabe ir além disso. bem como a abundância de assunto. que está de olho na maquininha. rapaz. b) escrever bem implica sensibilidade e talento na percepção da matéria a ser explorada na escrita. Está correto. mais propriamente. o escritor de usufruir de coisas simples do cotidiano. Os dedos sobre o teclado. c) somente I e III.) Que é isso. II e III. Não basta haver variedade de assunto. Prosa poética. falar-lhe de minhas dúvidas. assuntando. 78.77. com predomínio do tom reflexivo e de marcas de análise psicológica. e) letras e escritor embaralham-se no momento de passarem a expressão das idéias para o papel. Assalta-me freqüentemente a impressão de que vivemos num alojamento de emigrantes. aí está você. o que se afirma em: a) somente II. fica em sua cadeira assuntando. b) somente I e II. enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza. de falta de apetite para os milhares de assuntos. b) II. 79. A ação de escrever priva. (. quer dizer: que não há para você. Unifor-CE De acordo com o último parágrafo do texto: a) momentos de reflexão são importantes para que o assunto venha a ocupar a mente daquele que escreve. II. c) a indisposição para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos é própria das pessoas casmurras. vedada a você. Conclui que não há assunto.” O trecho acima apresenta características evidentes de: I. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. como que em presença de um inválido. mas com igual indiferença pelo que vão dizendo. III.. II. O escritor empenha-se em produzir textos de qualidade superior à daqueles escritos por simples falantes da Língua. d) a falta. depende das condições intelectuais daquele que escreve. escrever exige predisposição e inspiração. Impede a conjugação de tantos outros verbos. inclusive a simples claridade da hora. III. pois suponho ser em parte o causador desse mal-estar. Então hoje não tem crônica. apoiada em figuras de linguagem e empenhada na expressão do mundo imaginário em que vive o autor. de meus receios. sem liberdade. Minha natureza cria embaraços à aproximação de uns aos outros. “Hoje não escrevo 32 Chega um dia de falta de assunto. purê de palavras. Revolto-me contra mim mesmo. porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos. por vezes. Escrever é triste. Unifor-CE “Bem quisera ter mais intimidade com ela. Ou. Está correto somente o que está caracterizado em: a) I. reflexos no espelho (infiel) do dicionário.” Carlos Drummond de Andrade. de minhas fraquezas. e) I. voltada para a exterioridade das ações e marcada por um tom de convicção.Interpretação de texto I Avançar . casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos. não revolve os intestinos da vida. que só a língua têm em comum. Vivem constrangidos. c) I e II..

as palavras destacadas conotam. Aquele jardim era meu amigo. com qualquer coisa de gato e de mulher. c) o emprego adequado da palavra decorre da atividade de consulta ao dicionário. primeiro.” Álvaro Moreyra. Veio. Tinha uma árvore. c) sensibilidade e o contraste do sentimento com a razão. essa construção caracteriza a: a) realidade e a expressão dos anseios do narrador. Hoje. e) reflexão e a progressiva introspecção do narrador. Semanticamente. talvez. d) “céu imenso perdido”. c) pouco desconfiado e muito observador. d) há matizes de significado entre as palavras arroladas na mesma série sinonímica. Cesgranrio “Eles são as minhas aldeias. “ir para fora” tem um sentido mais libertador. Cesgranrio A caracterização do jardineiro “com qualquer coisa de gato e de mulher” corresponde. tão igual. um jardineiro risonho. e) “luz cheia de sombras de asas”.. Uma voz de água no silêncio. e) o escritor não pode dispensar o auxílio do dicionário – o que lhe garante a perfeição do texto. Ah! dormir com o sentimento de pôr. Quem pode vai para fora. Era um Jardim sereno.” No texto. GABARITO IMPRIMIR d) fantasia e a irrealização pessoal do narrador. e) com certa melancolia e pouca sinceridade. logo mais. 82. uma vez contextualizadas. As questões de 81 a 84 referem-se ao seguinte texto: “Os Jardins Sempre olhei para os jardins com doçura e gratidão. 84. b) narração e a relação realidade-imaginação. d) bastante descrente e desiludido. nas árvores. Tão sossegados! Só nos jardins há amores-perfeitos. bem cedo a luz que desce de um céu imenso perdido. às vezes na realidade. d) proteção e felicidade. c) solução e realidade. Unifor-CE No fragmento “reflexos no espelho (infiel) do dicionário”. b) “Sábado”. A vida arranja tudo pelo melhor. b) muito arredio e pouco confiável. Ela pousa. Tão sossegados! Só nos jardins há amoresperfeitos. não veio da cidade. Voltar Língua Portuguesa . nos olhos e nas mãos. depois até a gente tão simples. Imagine o campo. semanticamente. a: a) meio arredio e misterioso.. Cesgranrio A palavra ou expressão que marca o ingresso no imaginário é: a) “amores-perfeitos”. 83. b) lugarejo e beleza natural. Lembro-me dela. respectivamente: a) esconderijo e flor silvestre. Os outros ficam aqui mesmo. E tinha canteiros de rosas. Cesgranrio O texto estrutura-se com períodos curtos. Às vezes na imaginação.Interpretação de texto I Avançar . como se convidasse – Não quer andar? Este desejo de viver no campo. O cheiro de terra. É preciso gostar da vida. com certeza. Sábado. amanhã.80. realidade de uso interno. Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!. 33 81. luz cheia de sombras de asas. A noite caindo sem desastres. b) as palavras dicionarizadas perdem a essência de seu significado. do tempo. c) “cheiro de terra”. e) segurança e incerteza. que enche de ar refrigerante os meus sentimentos. mas triste. como se dissesse – Bom-dia! Chega. Eles são as minhas aldeias. o adjetivo infiel denota que: a) nem sempre o significado dicionarizado das palavras satisfaz plenamente a busca daquele que escreve.

86. Univali-SC “A Tecnologia aproxima os empresários Telefone e Internet são importantes ferramentas na hora de fechar negócios. As novas tecnologias da informação têm modificado a forma de os empresários apresentarem seus produtos ao mercado potencial e fecharem negócios. afirma que jantares e almoços funcionam com mais eficiência no pós-venda (... III. e) A apresentação dos produtos que serão vendidos aos clientes devem ser apresentado via e-mail. mantendo assim o humor e a alegria de viver. d) I. o fax e o e-mail têm substituído muitos encontros com o cliente para fechamento de negócios. Hans Dieter Didjurgeit.85. Univali-SC “Atenção ao estresse! Mas será que isso leva ao estresse? Estatísticas confiáveis dizem que pelo menos 30% dos brasileiros sofrem de estresse. inventou a Internet. e não desliga mais. III e V. IV. a partir daí. fazendo uma coisa de cada vez. Uns dizem que o culpado é o trabalho. “Hoje em dia muitos negócios são fechados por telefone. É mais um desafio!” Missão Jovem. V. uma sociedade totalmente estressada. como almoços e jantares com o cliente em potencial. fax ou e-mail”. sempre utilizam a tecnologia (telefone e internet) na hora de fechar negócios. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Depois capota”. b) II. o e-mail. c) II.. d) Todos os empresários. o fax e o telefone são usados para manter contato permanente até o fechamento do negócio. Os almoços e jantares com clientes são cada vez menos freqüentes. IV e V. o fax e o telefone. para o Terceiro Milênio. atualmente. Os pobres humanos que estão no limiar do terceiro milênio devem reaprender a viver para não prepararem. fax ou telefone. b) O telefone. sendo substituídos por apresentações e reuniões na empresa do futuro cliente. é uma máquina nunca desligada: isto provoca circuito e. O estresse é uma doença moderna. desliga mesmo! O homem desaprendeu a viver.. garante o sócio gerente da Mega Sul Informática.. (.Interpretação de texto I Avançar .)” A idéia central do texto está na opção: a) Não se fazem mais negócios pelos métodos antigos.. empresa especializada em sistemas de automação comercial. A psicóloga Marilda Lipp afirma: “Sob tensão pesada.. A culpa para o estresse é não saber fazer uma coisa de cada vez. o ser humano rende maravilhosamente durante algum tempo. 30% dos brasileiros sofrem de estresse. trocou o dia pela noite. II e III. c) Há novas tecnologias no mercado que substituem o e-mail. O desafio para o Terceiro Milênio é reaprender a viver. afirma Aldo Colombo. II e IV... aboliu o Domingo. e) todos os itens. O homem é uma máquina que nunca desliga. (.) A Mega Sul costuma apresentar seu produto na empresa do cliente em potencial e. agosto de 1999. o celular. Será que é mesmo? Será que não é o resultado de uma certa maneira de viver? O homem. por vezes. uma das tantas doenças modernas. As idéias contidas no texto estão nos itens: a) I.) O presidente da empresa de seguros ADD Makler. 34 GABARITO Observe as afirmações: I. Ingo Tirgarten. II. não sabe mais distribuir corretamente as 24 horas.

e apreciado ainda no século XI quando o rato negro invadiu a Europa. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . V. III e VI. São idéias presentes no texto: I. ( ) A passagem de enunciados particulares a universais através de um inferência. o verso Com os pés no século vinte e um revela o jogo feito ao longo do texto entre mudanças e não-mudanças pelo passar do século. isto não justifica a conclusão de que todos os cisnes são brancos.. de um ponto de vista lógico. algumas vezes. Sendo considerado como um animal santo.) Na Europa. e) todos os itens. Exemplificar as várias concepções a respeito dos gatos. ( ) Um método impróprio no caso da zoologia. ( ) Uma leitura possível dos versos Era um filme domingo/Penas do paraíso volta-se aos filmes vistos aos domingos que versavam sobre a dualidade sofrimento e felicidade. IV. a enunciados universais. d) I. “indução” é: marque V (verdadeiro) ou F (falso). III. Nesta mesma época. tais como as descrições dos resultados de observações ou experimentos. III e IV. ( ) Um raciocínio cuja justificação lógica não é evidente. pintores e escritores que prestam homenagem à sua graça e à beleza de seu corpo. fêmea do deus sol Rá. II. ( ) Um método lógico que nos permite concluir com segurança se certas teorias são validadas pela observação. II. c) I. III e VI. Univali-SC “No antigo Egito. IV e V. ora um animal doce e afável). por mais elevado que seja o número destes últimos. Metaforizar sobre os poderosos nos dias atuais. 89. Ora. b) I. 35 88.. o gato se desenvolveu com as conquistas romanas. os que realmente caracterizam o texto são: a) II. o gato foi honrado e enaltecido. percebe-se a preocupação do produtor do texto em registrar o sentido literal das palavras e expressões. Justificar a importância dos gatos e dos ratos..” Revista DC – Diário Catarinense – 25 de abril de 1999. ( ) Na estrofe 8. (. UFPR Leia com atenção esta passagem introdutória de A Lógica da Investigação Científica (1934). Citar superstições acerca dos gatos. Enaltecer a figura do gato no mundo atual.. Ele foi admirado por sua beleza e dupla personalidade (ora um selvagem independente. A igreja lhe virou as costas. a gata transformou-se na representação da deusa Bastet. ( ) Os sentidos das estrofes 6 e 7 contradizem a postura revelada até então pelo eu lírico de atribuir desimportância à mudança de século. ( ) Na estrofe 6.) No século XVIII ele voltou majestoso e em perfeito acordo com os poetas. “Costuma-se chamar de “indutiva” a uma inferência se ela passa de enunciados singulares (também chamados. Descrever a história dos gatos ao longo dos tempos. No século XIII desenvolveramse as superstições e o gato passou de criatura adorada a infernal. VI. Dos itens acima. de Karl Popper. UFMT ( ) Ações corriqueiras são usadas no texto (estrofes 5 e 6) com intenção de apontar as alterações provocadas pela chegada do novo século. tais como hipóteses ou teorias. mas não das demais ciências. ( ) Um método físico para o exame tanto das partículas quanto do universo. está longe de ser óbvio que se justifique inferir enunciados a partir dos singulares. (. enunciados “particulares”).Interpretação de texto I Avançar . associada aos cultos pagãos e à feitiçaria. pois qualquer conclusão que obtemos dessa maneira pode acabar sendo falsa: não importa quantas ocorrências de cisnes brancos possamos ter observado.87.” Segundo Popper.

” 36 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto I Avançar .. 55 Eu ouço as vozes 56 eu vejo as cores 57 eu sinto os passos 58 desse Brasil que vem aí. 12 As mulheres do Brasil em vez das cores boreais 13 terão as cores variamente tropicais. 34 pretas. pretas. pardas. morenas. 8 O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados 9 terá as cores das produções e dos trabalhos. brancas. 17 Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil 18 lenhador 19 lavrador 20 pescador 21 vaqueiro 22 marinheiro 23 funileiro 24 carpinteiro 25 contanto que seja digno do governo do Brasil 26 que tenha olhos para ver pelo Brasil. 33 Mãos todas de trabalhadores. 10 Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças 11 terão as cores das profissões e regiões. “OUTRO BRASIL QUE VEM AÍ (Gilberto Freyre) 1 Eu ouço as vozes 2 eu vejo as cores 3 eu sinto os passos 4 de outro Brasil que vem aí 5 mais tropical 6 mais fraternal 7 mais brasileiro.. 28 coragem de morrer pelo Brasil. morenas..... 29 ânimo de viver pelo Brasil.Texto para as questões 90 e 91... 30 mãos para agir pelo Brasil. o pardo. pardas.. o roxo e não apenas o branco e o semibranco. 31 mãos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis... 27 ouvidos para ouvir pelo Brasil. roxas 52 tropicais 53 sindicais 54 fraternais... 16 o preto. 32 . 50 Mãos brasileiras 51 brancas. 14 Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil 15 todo brasileiro e não apenas o bacharel e o doutor. 35 de artistas 36 de escritores 37 de operários 38 de lavradores 39 de pastores 40 de mães criando filhos 41 de pais ensinando meninos 42 de padres benzendo afilhados 43 de mestres guiando aprendizes 44 de irmãos ajudando irmãos mais moços 45 de lavadeiras lavando 46 de pedreiros edificando 47 de doutores curando 48 de cozinheiros cozinhando 49 de vaqueiros tirando leite das vacas chamadas comadres de homens. roxas..

mas o acontecimento. mas não se enxuga. ( ) Ao se referir aos “Brasis” (l. o seu emprego propicia a expansão da narrativa. Pobre seda. cujas exigências se baseiam inicialmente no trabalho e no amor à prática e a seu povo. e depois esticada. um homem gordo. esse envolvimento tem como principal conseqüência o uso da repetição: “Pobres fibras. na história. os pássaros. AEU-DF Julgue os itens seguintes. a brisa. vocês sabem. Isto aqui já foi muito bucólico.” (l. 26 e 27) e no gerúndio (l. pobre substância. Pobres larvas. resmunga constantemente. (No terno branco reconheço o linho. ( ) O termo “boreais” (l. 31.” . Vão se aproximando lentamente. “todo brasileiro e não apenas. antes.90. ( ) A ação de cada profissional no seu trabalho é realçada no poema pelas formas pleonásticas e cognatas de verbos no infinitivo (l. seda. Ele. por fim se definem. Muito tranqüilo. de idade. o riacho. o poema expõe o seu desejo de que a eqüidade sempre supere as desigualdades. e depois cortada. enxuga com um grande lenço o rosto vermelho e suarento. 15). Também está suada.” e “Pobres larvas.. no texto. 30. dirigindo-se a ele. de 1ª pessoa. 58). fibras de plantas que uma vez cresceram num prado igual a este. e costurada. ( ) “Qualquer” (l. UFGO “Segue-se um trecho. 92. não. Pobres fibras. aproximando-se. 53) está associado à consciência de classe dos trabalhadores brasileiros. 91. 4) para “desse Brasil que vem aí” (l. ( ) no fragmento. usa terno branco. em relação à semântica e à estilística. Reconheço.” (l. substância extraída do casulo de larvas. ( ) O termo “sindicais” (l. Gilberto Freyre alude às tão diferentes realidades que formam este país. extraído do conto “Ecológica ”. tenta envolver o leitor no episódio que está sendo narrado. pobres plantas. da técnica cinematográfica. Voltar Língua Portuguesa .. de Moacyr Scliar. AEU-DF Julgue os itens abaixo. ( ) Com “Todo brasileiro poderá. às vezes. ( ) A passagem do verso “de outro Brasil que vem aí” (l. ( ) O texto é uma apologia ao patriotismo.” 37 GABARITO IMPRIMIR Pela leitura do fragmento acima: ( ) a narrativa organiza-se entre dois movimentos: um antes (o bucolismo) e um depois (a aparição do casal). 17) tem. 40 a 48).) A mulher também é gorda.que revela o sentimento de compaixão do narrador. 12) alude à cor mestiça das mulheres brasileiras. a descrição é uma modalidade discursiva que permite a criação de visões de conjunto e de detalhe. e baixota.Interpretação de texto I Avançar . conotação pejorativa. no quarteto repetido que abre e encerra o poema. Trata-se de um casal. salienta o desejo de que a mudança esperada esteja em andamento. Por exemplo: dois pontos aparecem no horizonte. ( ) o narrador. e depois tingida. pobres plantas. ( ) De tom otimista. 14). pobre substância. ( ) As qualidades necessárias para se chegar à presidência do país deixam de ser a cultura e a cor da pele e passam a ser os valores intrínsecos a um cidadão patriota. gravata vermelha e chapéu panamá. revela a crença do escritor em um Brasil mais justo e democrático.. A campina. 33 e 50) metonimicamente representam o labor e a solidariedade dos brasileiros.. em relação à compreensão e à interpretação do texto. Pobre seda. 31). ( ) a metalinguagem é o processo que o narrador utiliza quando descreve o linho e a seda. Agora. acontecem coisas. Agora. ( ) As “mãos” (l. no vestido da mulher. é situado no presente.

grudado a um canto da janela. — Era demais tanta injúria! — Se Amâncio estivesse ali. — Oh! Era demais. mordendo os nós da mão. — Morra o cáften! João Coqueiro presenciara tudo aquilo. já de carreira para o Largo do Machado.’ De repente. ( ) Das três manchetes criadas pelo redator. ( ) A referência “Isto é. ( ) Um da turma bradou que era o que sucedia a quem morava perto de um João Coqueiro. A manchete mudou para: ‘Fascista desumano tira alimento de jacaré faminto. Conta-se que um redator do Diário estava visitando o zoológico quando viu um menino cair num lago onde havia um jacaré. Infelizmente. Imediatamente imaginou a manchete: ‘Administração incompetente dos socialistas de Mário Soares provoca morte de miúdo no parque. os olhos injetados. há uma intencional desconsideração pela vida da criança. por Deus que o estrangulava!” AZEVEDO. Essa é a transposição correta da 1ª fala do texto para o discurso indireto. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. o camarada intrépido. ( ) As formas verbais chegavam e vozeando indicam ações pontuais ou que se efetuam rapidamente. ( ) Há no texto marcas de diferenças lexicais entre o português do Brasil e o de Portugal. ( ) Confere vivacidade e veracidade à afirmação do autor em “vozeando furiosos contra semelhante berraria” o uso do discurso direto que se segue a ela. 38 93. — É o que sucede a quem mora perto de um João Coqueiro! bradou um da turma. porém. Aluísio.” Isto é. entrevistado. ( ) O uso dos dois pontos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 15” torna ambíguo o sentido da palavra aqui na primeira linha. serve para introduzir uma explicação. UFMT ( ) O humor contido no texto apresenta um aspecto caricatural. pensava ele desesperado. 11/02/81.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. no texto. Casa de Pensão.15. 11/02/1981. naquela ocasião.Interpretação de texto I Avançar . O redator imediatamente recriou a manchete: ‘Camarada intrépido salva miúdo que ia ser comido por jacaré’. vozeando furiosos contra semelhante berraria. GABARITO Com base no texto. julgue os itens da questão 93. das descomposturas e do crepitar dos vidros que se partiam sob um chuveiro de pedras. revelou-se salazarista. o sangue a saltar-lhe nas veias. — Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama! gritou um segundo. p. para o redator do Diário. p. ( ) “Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama!” – a frase está empregada em seu sentido denotativo. somente a primeira mantém relação de sentido com um contexto político português. Um dos vizinhos apitou e outro despediu um jarro de água sobre os desordeiros. Ouviu-se logo o estardalhaço impetuoso dos gritos. 94. — Queixe-se à Câmara Municipal! acudiu outro. E formidável matacão foi de encontro à vidraça iluminada do chalé de Amélia. com várias personagens e as alterações decorrentes dos fatos apontados. pois indica situações diferentes. ( ) Na terceira manchete. UFSE-PSS “Os vizinhos chegavam às janelas. — Morra o infame! bramia a malta. ( ) O trecho apresenta uma estrutura narrativa. “O menino e o jacaré Uma piada que circulou por aqui nos últimos dias dá a medida do engajamento político-ideológico dos portugueses. um cidadão arranca a camisa e atira-se na água.

a menina prometia nunca mais comer galinha. analisando as características estilísticas.Interpretação de texto I Avançar . apenas dois dedos em cada pé e é onívora. percebe-se claramente que: IMPRIMIR a) Os referentes semânticos e os signos estéticos são portadores de sons e formas que se desvendam. área ocupada por um único boi na pecuária extensiva. A fazenda Chalé da Serra. Foi uma surpresa quando os elementos da casa viram a galinha abrir as asas de curto vôo e alcançar a murada do terraço e fugir vacilante para a liberdade. o adulto – dezesseis vezes mais que o preço de uma vaca. 96. Veja. ( ) O segundo texto.5 quilo. Avestruz. Estava viva ainda porque não passava de nove horas da manhã. a família.000 reais. 39 Com base no texto. parte de um verbete de dicionário. 2000. o avestruz atinge o peso de abate. o filhote. Atualmente é a maior das aves. a 8. Mas. A cozinheira deu um grito e o dono da casa levado pela necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar começa a captura da galinha. Tem as asas atrofiadas. com seis espécies conhecidas. d) Mostra a personagem disposta numa determinada situação cotidiana que se prepara para um evento pressentido até ocorrer o desfecho. A mãe é vencida pela filha e a galinha foi deixada viver. Tinha a aparência de estar calma. após o evento. fugindo sem saber pra onde. no prazo de doze meses. em muito. de Clarice Lispector. já esquecidos do fato. Até vinte avestruzes podem ser criados no espaço de um hectare. – Não é necessário o emprego do sinal de crase na palavra em negrito. é a mesma: predominantemente referencial. no município de Simião Dias. ( ) A fertilidade de um avestruz é.” Adaptado. O animal estava sozinho no mundo. p.” GABARITO No texto “Uma galinha”. Até que finalmente foi alcançado: entretanto logo que foi levado de volta para a cozinha põe um ovo. cada fêmea gera em média quinze filhotes por ano. ela pôs um ovo! Ela quer nosso bem! Diante do fato novo. nos últimos cinco anos. Já são 800 animais. superior a de uma vaca. em torno de 110 quilos. todos rodearam-na com uma atenção especial. mamãe. Uma fêmea começa a produzir aos 3 anos e é tratada apenas com capim e ração à base de soja e milho. compreendendo a fusão entre o real e o mágico. é eminentemente descritivo. c) A tendência regionalista acaba assumindo a característica de experiência estética universal. U. já que correspondem a explicações inseridas pelo autor do texto. Nascido de um ovo que pesa aproximadamente 1. UFSE-PSS “O avestruz está em alta. depois do acontecido. indiferente. Além disso. não mate mais a galinha. ( ) Negócio e fêmea são palavras que recebem acento gráfico pela mesma razão gramatical. ( ) A função da linguagem. interior de Sergipe. Compridos e desengonçados.500 reais. passadas algumas semanas. 77. bois e vacas começaram a dividir espaço com exóticos exemplares de um novo investimento: a estrutiocultura (é assim que se chama a criação de avestruzes). ( ) Os dois segmentos introduzidos por um travessão são exemplos de oralidade. caso aquela fosse morta. vive em zonas semidesérticas. b) Perfeito domínio do Português arcaico e contemporâneo. sempre teve como carro-chefe a criação de gado. Ave estrutioniforme. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. na Arábia e na África. Uma pequena menina nota o fato e começa a gritar: — Mamãe. em ambos os textos. os animais são um negócio de altíssimo rendimento. 18 out. no qual se considera a situação da vida da personagem. mata e come a galinha. pois desde o sábado se encolhera num canto da cozinha. Voltar Língua Portuguesa . Entretanto.95. cujo preço varia de 1. número idêntico ao de toda a vida produtiva de uma vaca – e o período de fertilidade de um avestruz é superior a trinta anos. Potiguar-RN “Uma galinha Era uma galinha de domingo.

1978. o Dr.. José Maria mandava buscar lenha para a sua cozinha no Corredor. Com base no texto 2. pasto do mais fino. UERJ Identifique o foco narrativo adotado nos textos. abro o peito: – Seu filho da égua. 99. José. Só de uma regalia não abri mão nesses anos todos de pasto e vento: a de falar alto. Sim.)” CARVALHO. modéstia de lado. Se não recebo cortesia de igual porte. e a água boa e doce nas suas vertentes. o Cazuza da velha Janoca. IMPRIMIR 100. sou Ponciano de Azeredo Furtado. A grandeza da terra era a sua grandeza. do que tenho honra e faço alarde. responda às questões de números 99 e 100. tudo era do meu avô. passei os anos de pequenice. Fixara-se em mim a certeza de que o mundo inteiro estava ali dentro. In: Ficção completa. (. C. O coronel e o lobisomem. só havia de concreto mesmo o Engenho Corredor. Voltar Língua Portuguesa . mimoso no trato. em jeito de moça. Já morreu o antigamente em que Ponciano mandava saber nos ermos se havia um caso de lobisomem a sanar ou pronta justiça a ministrar. lá estavam as negras da cozinha. Trato as partes no macio. sem freio nos dentes. UERJ Transcreva a passagem do texto em que o personagem-narrador informa que ficou órfão. o meu pai da Tia Iaiá. que pensa que é? Nos currais do Sobradinho. (. UERJ Descreva a caracterização que o texto faz da autoridade. as águas do céu se derramavam na terra. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. “Meus verdes anos”. de olhos miúdos. GABARITO TEXTO 2 “A bem dizer. UERJ Estabeleça uma comparação entre os textos quanto ao tratamento dado ao tema. Simeão coçou a cabeça e estipulou que o neto devia ser doutor de lei: – Esse menino tem todo o sintoma do povo da política. Chegavam de longe portadores de outros engenhos. Digo. no debaixo do capotão de meu avô. O seu grito estrondava até os confins. Tudo era do meu avô Bubu. e tudo era dele. Lá ia o gado para o pastoreador. Apesar de tudo. os cabras do eito lhe tiravam o chapéu.)” 40 LINS DO REGO. de cacete na mão. Mas disso não faço glória. e era dele. o papai da Tia Maria. J. 97. o “Velho” da boca dos trabalhadores. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. coronel de patente. os trabalhadores do eito. com uns padres-mestres a dez tostões por mês. A minha impressão firme era de que nada havia além dos limites do Corredor. 98. de barbas. Como fosse dado a fazer garatujações e desabusado de boca.. e tudo era dele. 1976. Leio no corrente da vista e até uns latins arranhei em tempos verdes da infância. os moleques da estrebaria. TEXTO 1 “Olhava eu o meu avô como se fosse ele o engenho. Não podia haver nada que não fosse do meu avô.. lá saíam os carros-de-boi a gemer pela estrada ao peso das sacas de lã ou dos sacos de açúcar. pois sou sujeito lavado de vaidade. seja em sala de desembargador. lá num inverno dos antigos. sem medir consideração. Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas.Interpretação de texto I Avançar . Ouvia apitar o trem na linha de ferro. É invencioneiro e linguarudo. de palavra educada. o velho Bubu. seja em compartimento do governo. de corpo alto. O sol nascia. Rio de Janeiro: José Olympio.. e tudo era dele.Compare os textos 1 e 2 e responda às questões de números 97 e 98. gado do mais gordo. que já discuti e joguei no assoalho do Foro mais de um doutor formado. o rio corria.

orgulho e luxúria – adquiriram novas versões neste final de século. UFR-RJ A pesquisa do psicanalista Eduardo Losicer. mas ter tudo e.) O psicanalista Eduardo Losicer. Não há mais a moralidade do pecado. que já não deseja ser o outro. e) as novas versões para os sete pecados capitais apenas se explicam no campo do imaginário. equivalente ao inferno. d) determinação de alcançar o paraíso celeste. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. a preguiça e a gula.. (. Márcia .. 16/05/99. (. prazeres e lucro. avareza. e) sensação de um vazio existencial e afetivo. Quem tem ódio do Governo. gula. Pouca gente se orgulha de si mesmo ou da vida que leva (. Vivemos hoje como se cada indivíduo fosse apenas um conjunto de leis.) todo mundo sabe que hoje em dia é fundamental se autopromover. se possível. bem como sobre sua relevância na caracterização do homem do século XXI. A criativa preguiça. A aparência do bom moço. portanto. É a nova versão do invejoso. prazerosa e lúdica.Interpretação de texto I Avançar . trabalho. é hoje um hábito do telespectador: o voyeurismo. O orgulho está em baixa. b) compulsão cada vez maior pela vida interior. “Pecados do Século XXI As versões modernas para a luxúria. b) a grande ameaça da sociedade está na subversão dos valores individuais. sob pena de exclusão do sistema. cinema e TV. todos à sua volta.. Os setes pecados capitais do cristianismo – inveja. roupas. que levava homens e mulheres a pensar ou a fazer sexo em excesso. sucesso. atesta que: a) o homem contemporâneo se empenha em mudar os valores do século passado.O Globo. a ira.. tão elogiada pelos defensores da vida contemplativa. a inveja.) Os indivíduos contemporâneos vêm sofrendo de ausência cada vez maior de vida interior.” CEZIMBRA. um dos membros do Aspas (Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade). transformou-se em mania de trabalho. d) refletir sobre a natureza do código lingüístico. para quem o que importa não é ser alguém. executivos de empresas e apresentadores de TV. preguiça. c) informar o receptor (leitor) sobre o trabalho do psicanalista Eduardo Losicer. O pecado da luxúria. b) levar o receptor (leitor) a rejeitar as opiniões do pesquisador Eduardo Losicer. A maioria movida a compulsões por trabalho. mas algo imaginário e. adotada por ídolos do esporte. praticamente superado por uma legião de mulheres que buscam um corpo cada vez mais magro e mais jovem. UFR-RJ No texto “Pecados do século XXI”. irreal.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . encobre um sujeito dissimulado que cumpre um papel preestabelecido. imagens de jornais. c) Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade.Leia o texto a seguir e responda às questões. São ordens que devem ser obedecidas. enquanto suas demandas internas caem no vazio e dão origem às compulsões: – O paraíso atual é obrigatório. temos hoje o seu avesso: o consumismo desenfreado e compulsivo do perdulário contemporâneo. bebida ou drogas pesadas. e) elaborar uma mensagem rica em musicalidade e figuras de linguagem. relatando suas conclusões. a avareza. um superego. ironiza e ridiculariza estes desafetos. 41 101. d) a modernidade se caracteriza por ser um paraíso. Para o antigo pecado capital da avareza. Não resistir ao apelo de uma caixa de bombons importados.. Este era o pecado da gula. 103. Esta é a ameaça. Vivemos sob a moralidade dos mandados. estão sendo determinados pelo(a): a) conflito interno entre ceder ou não à tentação. É preciso preencher um vazio existencial e afetivo. Não há possibilidade de escolha entre o céu e o inferno. – Este vazio na alma dá origem a condutas compulsivas para preencher este vazio afetivo com dinheiro. UFR-RJ Os valores dos indivíduos contemporâneos. valores de uma sociedade que trocou a existência natural pelo acúmulo de sensações e de bens materiais. consumo. sem noção de valores materiais. o autor pretende: a) expressar suas opiniões pessoais sobre a pesquisa desenvolvida pelo psicanalista Eduardo Losicer.. segundo o texto. do time rival ou do parceiro que lhe deu um fora debocha. ira. c) a punição da modernidade é a exclusão do sistema. 102.. explica que o indivíduo contemporâneo obedece essencialmente a ordens externas. que está à frente da pesquisa sobre as novas psicopatologias. Já não há mais lugar para a ira. o orgulho. à qual o artigo se refere.

como resposta. por exemplo. 42 É possível concluir. ter chamado a professora. e só ele tentou oferecer algum consolo. Essas aptidões em pré-escolares são os botões de talentos que desabrocham pela vida afora. Não se trata de uma medida isolada. protesta a psicóloga. b) a segunda afirmação. Parece que é extraordinariamente capaz de reconhecer os sentimentos dos coleguinhas de brincadeiras e de estabelecer rápidas e suaves ligações com eles. para o autor. Os psicólogos não têm compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. com amigos ou numa parceria comercial. 26 de abril de 2000. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 32. gritando: – Eu também machuquei o joelho! Roberto possui uma inteligência interpessoal exemplar.104. 105. e adaptado. 131. uma aptidão emocional essencial para a preservação de relacionamentos estreitos. que pára. em vez de ter oferecido ajuda concreta. diz. de Daniel Goleman. Seu objetivo é envolver os psicólogos numa espécie de compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. Ana Bock tem sido convocada pelas rádios para explicar como e por que isso está ocorrendo na capital da República. Esse pequeno gesto revela um talento para o relacionamento. pois simulou a própria dor. machuca o joelho e começa a chorar. Enquanto diminuem os soluços de José. Serão criados banheiros especiais para deputados. mas os outros continuam a correr – menos Roberto. 04. II. GABARITO Analise as afirmações abaixo: I. Só ele notou a situação de dor de José. a preocupação de Roberto com o colega indica o grau elevado de sua inteligência emocional. crianças como Roberto conseguem detectar e intuir sentimentos. crianças como Roberto se dão bem praticamente só com crianças problemáticas. c) a terceira afirmação. p. a atitude de Roberto demonstra que o mesmo não se adapta a algumas brincadeiras e se sente feliz por assim proceder. motivos e preocupações dos outros. Desde que um deputado distrital de Brasília propôs a criação de banheiros separados para homossexuais (o primeiro deles será inaugurado no próximo mês numa cidade-satélite). Univali-SC “Guerra ao preconceito Psicóloga diz que sociedade precisa respeitar os gays. 64. seja no casamento. Ela está começando a sentir as conseqüências do vespeiro em que está se metendo. inserido no Capítulo “A Arte de Viver em Sociedade”.Interpretação de texto I Avançar . a atitude de Roberto não condiz com o esperado pelo coleguinha. Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. Unioeste-PR Leia o texto a seguir: “Rudimentos em Inteligência Social É hora do recreio e um bando de meninos atravessa correndo o gramado. crianças como Roberto tendem a ser melhores na interpretação de expressões faciais. III. Mesmo que não concorde com eles. 16. e) todas as afirmações. Dê. 02. ’O homossexualismo é apenas um dos assuntos que vamos atacar‘. a paulista Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. ainda que o máximo que pudesse fazer fosse esfregar o próprio joelho. Poderia. a soma das alternativas corretas. 08. José tropeça.” Fragmento retirado. do texto “Rudimentos em Inteligência Social”. o relacionamento que Roberto estabeleceu com o coleguinha ferido indicou uma preocupação que foi altruísta. d) nenhuma das afirmações.” Veja. que: 01. porque centram o problema unicamente em sua própria pessoa. Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP). do livro Inteligência Emocional. Roberto curva-se e massageia o próprio joelho. ’É tão absurdo quanto querer criar banheiros especiais para deputados‘. a partir do excerto exposto acima. Está(ão) de acordo com o texto: a) a primeira afirmação.

Cefet-PR Leia o seguinte trecho e. “era jovem”. ( ) A personificação do cachorro se concretiza por expressões como: “o olhar ansioso”. ( ) O tempo da narração é o mesmo dos eventos narrados. pontualmente. UFMT ( ) O artigo indefinido. Mas eu avisei que o tempo era de guerra. ia correndo ao seu encontro e. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) as novenas começavam sempre no domingo. atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. na maior alegria. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Hoje. para que tivessem lugar as novenas”. Tudo em vão. Os amigos. “A disciplina do amor Foi na França.106. como se tivesse um relógio preso à pata. ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. mas quem esse cachorro está esperando?.” Lygia Fagundes Telles. Então. nove dias. nas expressões “um jovem” e “um cachorro”. ainda essa festa é motivo de grande agitação.Interpretação de texto I Avançar . depois. Extraído de Memórias de um Sargento de Milícias. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia. ( ) As personagens não são nomeadas porque o narrador quer evidenciar uma idéia mais que uma história em particular. O jovem morreu num bombardeio.”. fazendo a crônica da fidelidade. Uma tarde (era inverno) ele lá ficou. responda: “Era esse dia domingo do Espírito Santo. é correto afirmar que: a) os hábitos antigos é que eram bons. ( ) O uso de mas. 43 107. b) quem nasce no Espírito Santo é chamado de fluminense. a orelha em pé. de Manuel Antônio de Almeida.. Assim que anoitecia. em “Mas eu avisei que o tempo era de guerra. a autora busca maior envolvimento do leitor na narrativa. UFMT – Modificada ( ) O texto pertence ao gênero narrativo. o jovem foi convocado. acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. cremos. longe porém está o que agora se passa daquilo que se passava nos tempos a que temos feito remontar os leitores. Casou-se a noiva com um primo. d) durante a festa havia muita confusão.. A festa não começava no domingo marcado pela folhinha. c) com o passar do tempo. Assim que via o dono. ( ) O narrador é onisciente – intruso: conhece todos os eventos e presentifica-se no enunciado. mas no coração do cachorro não morreu a esperança”. ia esperá-lo voltar do trabalho. mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina. quebra a seqüência narrativa e inicia o conflito da história. “correr animado”. voltava ao seu ponto de espera. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram esquecendo do jovem soldado que não voltou. outros maus. mesmo que se vão perdendo certos hábitos. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido. Como todos sabem. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto abaixo e julgue os itens das questões 107 a 109. UFMT – Modificada ( ) Com a frase “Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo?”.. Com relação ao texto. ( ) Os elementos lá e aquela (última frase do texto) remetem à mesma significação. todos os dias.. ( ) Fidelidade. durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias. introduz as personagens na narrativa. um pouco antes das seis da tarde. fixo o olhar ansioso naquele único ponto. 108. a festa do Espírito Santo é uma das festas prediletas do povo fluminense. começava muito antes. “na maior alegria”. houve mudança nos festejos do Espírito Santo. 109. chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. para outros amigos. ( ) A ênfase dada à persistência nas ações do animal contraria a idéia contida no título. o focinho voltado para aquela direção. afeição são as idéias centrais do texto. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. disciplinadamente. Postava-se na esquina. distraí-lo. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. o jovem foi convocado. Quiseram prendê-lo. uns bons. ( ) O tom poético do texto pode ser exemplificado pela metáfora presente em “. As pessoas estranhavam. amizade.

mas nada tinha a ver com ele. a lata que servia de fogareiro despejando fagulhas. “gostava” e “cresceu”. c) II e III. mas ficava fascinado pela pontualidade com que ela ia ao portão e apanhava a moedinha que o pai sempre deixava para ela. revela: a) medo. “A Janela e o Menino (Resumo dos anos mais antigos do passado) A casa tinha um jardim e três janelas que davam para a rua. do bonde que cortara a perna do seu Almeida. ou quando alguma coisa de extraordinário acontecia no mundo ou dentro da própria casa. Uneb-BA Identifique as afirmativas verdadeiras referentes ao primeiro parágrafo do texto. Podia ficar ali. d) O seu caráter questionador leva-o a ser incompreendido por todos. À noite. d) “tinha”. Um dia o menino cresceu. passava o sorveteiro. quando crescesse. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. Da janela. ao escolher o seu espaço. “continuou” e “esperando”. d) deslumbramento. III e IV. À tarde. I. p. ele sabia de tudo. o homem que afiava tesouras e facas. 111. pode-se afirmar: a) Ele não interage com o mundo real. “imaginava” e “levaria”. Era da janela que o menino via o mundo e dele participava sem se contaminar. Uneb-BA A expressão “vendo a vida passar”. b) alienação. c) inseguro de seu objetivo. os termos que semanticamente se aproximam são: a) “descobriu”. da carrocinha de cachorro. o menino mostra-se: a) realista quanto a seu futuro. e) A sua forma de agir sobre o mundo se modifica quando ele se torna adulto. A outra dava para um aposento que era uma espécie de hall. In: Os anos mais antigos do passado – crônicas. levaria sempre uma merendeira consigo. A alternância de hábitos dentro da casa é proporcionada por acontecimentos de rotina. O narrador restringe a utilidade de duas das três janelas. IV. “invejava” e “crescesse”.Texto para as questões de 110 a 113. os outros meninos que iam para a escola levando merendeiras – ele invejava as merendeiras dos outros meninos. Na tradução do relacionamento do menino com o mundo. b) A janela tem uma função unilateral em sua existência. “via” e “participava”. numa reentrância da grade. b) “protegido”. O menino tinha pavor da leprosa. Duas ficavam fechadas. III e IV. Ao meio-dia. 250-1. metade envolvido com o mundo. d) I. Pelas manhãs. O menino gostava. era uma forma de estar metade protegido pela casa.Interpretação de texto I Avançar . só se abriam aos domingos. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e II. e) auto-suficiente para definir sua relação com a realidade circundante. mas continuou na janela. passava a leprosa que pedia esmolas. Os moradores da casa são sistemáticos e conservadores quanto à vida social. A casa focalizada é apresentada como uma realidade física. Voltar Língua Portuguesa . não era sombrio como a outra sala que só se abria quando havia visitas. esperando a hora em que avisassem que era tarde e o chamassem para dentro. 1999. via passar o leiteiro. Tinha um lenço encardido em volta do rosto. quando todos começavam a ir para a cama. 112. Carlos Heitor. IMPRIMIR GABARITO 113. 44 110. ou em dias especiais. III. O menino descobriu a janela e a escolheu como seu lugar predileto. d) imprudente na escolha da realidade a ser observada. em relação ao menino. escondendo o nariz deformado. Uneb-BA Sobre o menino. vendo a vida passar. ele gostava de ficar ali. 3. e) II. b) revoltado com a sua condição de aprisionado. Como a baratinha que encontrou o dinheiro e foi para a janela. passava o moleque vendendo amendoim torradinho. II. como as estrelinhas de São João. mas tinha medo da rua. e) “fascinado”. b) I e IV. e) comprometimento. c) A violência da rua acaba inviabilizando a sua vida de reclusão. dos mascarados do Carnaval. c) passividade. Uneb-BA No segundo parágrafo. Um dia. do homem que deu um tiro na mulher que o traíra. c) “envolvido”. tão-somente no seu caráter externo. ed.” CONY. imaginava o que elas continham.

atualmente. Campinas: Mercado de Letras. b) II. ora movido pelos sonhos do mercado: uma vez profissional. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência em face da “competência técnica” que um curso de formação proporcionaria. 1996. João W. o texto organiza-se como: a) simples narração de fatos. p. 115. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . As condições oferecidas pelas escolas técnicas não correspondem às expectativas do estudante. III. diz-se. está de acordo com o texto o que se afirma somente em: a) I.Interpretação de texto I Avançar . bom. d) da freqüência de preposições. O texto deixa em aberto a questão da integração entre formação técnica e formação humanística. Unifor-CE I. entrando para a escola. 114. 116. A respeito dos enunciados acima. sonha o estudante de agora com um futuro se não promissor. Unifor-CE Quanto à estrutura.. O resto. Tecnologia X Humanismo. busca cursos oferecidos pelas escolas técnicas. E. que mais lhe interessam. Unifor-CE A coesão do segundo parágrafo decorre: a) do uso de reticências. Seriam efetivamente formações distintas?” 45 GERALDI. d) I e II. o resto é apenas um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver: passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades” para satisfazer exigências formais de uma formação que se quer técnica.As questões de números 114 a 116 referem-se ao texto que segue. c) da ausência de conectivos. c) exposição descritiva de idéias. 117-8. Profissional especializado. c) III. Formação técnica X Formação humanística. no mínimo menos perigoso. ora premido pelas circunstâncias imediatas da vida. mas também as primeiras dispensas quando os “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações do sistema de produção. II. de preferência ministradas diretamente nas oficinas. Afinal. b) da ligação adequada das orações. ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos: são as chamadas disciplinas técnicas. b) exposição argumentativa de idéias. e) do emprego de orações reduzidas. “Sobre a formação de técnicos Interessado em se fazer profissional.. e) descrição argumentativa. e) II e III. a mão-de-obra nãoespecializada sofre não só os baixos salários. o cidadão. d) integração descritivo-narrativa. Linguagem e ensino. O avanço atual da tecnologia explica o especial interesse do estudante pelas escolas técnicas.

U. d) 3 e 4. mas apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura. Os jovens libertários da década de 70.‘” O Estado de S. Educar é também conceder liberdade. Voltar Língua Portuguesa .. para que o jovem forme seu caráter e suas convicções. Mas isto deve ser progressivo. por sua vez. disse que recebeu autorização de Pitta para responder às reportagens que tratavam da não aplicação dos 30% em Educação.” Missão Jovem. Univali-SC “A hora de dizer não Há quem afirme que a atual geração de filhos vem recebendo dos pais uma educação mais conservadora do que estes receberam dos avós. só vêem o erro e não os acertos.Interpretação de texto I Avançar . 30/1/98. nem quanto custaria. Porque experientes. existe quase um consenso: é preciso proibir. os trajes nem sempre asseados. reclamam dos pais: os pais não confiam neles. C1. de trajar e com suas amizades. Alfenas-MG “Brito. b) 2 e 3. 46 ‘Para dar-nos a conhecer os pensamentos e as palavras de personagens reais ou fictícios. e) Só liberdade e só responsabilidade produzem jovens mais livres e responsáveis. hoje. não sabem o que querem. apesar de subscrevê-lo. não entendem seus problemas e tratamos como crianças diante dos amigos. Nunes teria ditado o texto para Brito que.’ No texto. IMPRIMIR b) “Uma educação mais conservadora” significa mais proibições. criam-se distorções. Quando apenas um dos termos vale.. c) 1 e 2. são pais que optam por uma educação mais conservadora. Henrique Nunes. Educação – ontem. Os filhos. ’Eu não sabia de que maneira isso seria feito‘. ’E desconhecia que a resposta implicaria gastos públicos. São estes pais que reclamam dos filhos: eles não aceitam ouvir um “não”.117. exercitar o diálogo. Educar é ensinar que existem limites. em seu depoimento. hoje e sempre – implica conjugar liberdade e responsabilidade. agosto de 1999. sobretudo. o repórter fez uso do discurso direto nos períodos: a) 1 e 4. passam horas falando ao telefone ou na Internet. Pais e educadores estão redescobrindo a dimensão educativa de uma palavra antipática e necessária: não! Ainda é recente o grito de libertação: É proibido proibir! No entanto. c) “Educação” diz respeito à Educação Infantil. são agressivos. implicam com sua maneira de falar. disse Brito ao juiz. ao Ensino Fundamental e Ensino Médio. GABARITO Deduz-se do texto que: a) “É proibido proibir” era o grito de libertação dos jovens da década de 70. horários e deveres. Implica amor e firmeza. e) 2 e 4. discurso indireto e discurso indireto livre. só sabem dar broncas e impor regras. Educar é. como autor da nota. que pregavam o amor livre. estão sempre desafiando os limites. estão sempre de mau humor. dispõe o narrador de três moldes lingüisticos diversos conhecidos pelos nomes de discurso direto. não interessou-se em saber onde seria publicado. os pais conhecem os erros que eles mesmos cometeram e querem evitar que isso aconteça aos filhos. a desobediência civil e o consumo de drogas. 118. Paulo. d) “Exercitar o diálogo” subentende-se discutir o problema entre duas pessoas. Educar é trazer para fora as possibilidades existentes na criança e no adolescente.

assustado. O cachorro é o herói. Juntos cresceram e amigos ficaram. Antes de a gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal! (. é claro. Morto.. Quase mataram o cachorro. procurava em vão pelo amigo de infância. Vamos dar um banho no coelho. mas era infalível. Até perfume colocaram no falecido. Ficou lindo. bairro de classe média alta em São Paulo. só podia dar nisso. O cachorro rosnando lá fora. Isso na sexta-feira. nós mesmos. para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. Papo de vizinho: – Mas ele vai comer o meu coelho. Coitado do dono do cachorro. Notam o alarido e os gritos das crianças. Lembrou? Agora pintou uma nova.. diziam as crianças. – Morreu na sexta-feira! – Na sexta? Foi.. 120 e 121. deixar ele bem limpinho. Como o coelho não estava muito estraçalhado. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. Provavelmente estivesse até chorando.. 22/04/98. lambendo as pancadas. com as perninhas cruzadas.” PRATA. O coelho.. No domingo. As crianças. como convém a um coelho cardíaco. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. Problema nenhum. – De jeito nenhum. meu Deus? – E agora? A primeira providência foi bater no cachorro. E lá foi colocado. E o homem continua achando que um banho. – O que tem o coelho? – Morreu! – Todos: – Morreu? Inda hoje de tarde parecia tão bem. Para nós o cachorro é o irracional. Depois de muito farejar descobre o corpo. que não pensamos duas vezes. sujo de terra e. Julgamos os outros pela aparência. Parecia que tinha visto um fantasma. é o cachorro. E agora. Coitados de nós.. Simplesmente genial. – O que foi? Que cara é essa? – O coelho. Sim. arrebentado. Claro. felizes.) O personagem que mais me cativa nesta história toda. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. “O coelho e o cachorro (fragmento) De vez em quando surgem umas histórias que todos que contam juram ser verdade e até dizem que têm um primo que conheceu a vizinha da sobrinha da pessoa com a qual aconteceu.. Maquiada. todo imundo. 47 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . O que faz ele? Provavelmente com o coração partido. Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. de tardinha.. Imagina..Interpretação de texto I Avançar . desde sexta-feira. E parece que o dono do cachorro tinha razão. Pasmo.Texto para as questões 119. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. Mário. depois a gente seca com o secador da sua mãe e coloca na casinha dele no quintal. parecia vivo. Eram dois vizinhos. o dono do cachorro e a família tomavam um lanche. Isto é. Coitado do cachorro. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. O meu pastor é filhote. – O vizinho estava certo. o animal desconfiado que tem dentro de nós. o assassino confesso. pegar amizade. quando começou a levar porrada de tudo quanto é lado. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. Vão crescer juntos. Entendo de bicho. Quem me contou garante que aconteceu na Granja Viana. o coelho. O doido comprou um pastor alemão. desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. animais racionais. Imagina o pobre do cachorro que. na semana passada. morto. A mais célebre é aquela do sapatinho vermelho da sogra que desliza debaixo do banco do carro. O ser humano. escorraçar o animal.. E agora? Todos se olhavam. lívido. quando entra o pastor alemão na cozinha. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. – Já pensaram como vão ficar as crianças? – Cala a boca! Não se sabe exatamente de quem foi a idéia. Trazia o coelho entre os dentes. Enterrado. assim fizeram. Branco. O bandido é o dono do cachorro. Descobriram! Não deram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta. o protagonista da história.

A lei vale para clínicas. depois de anos. os conselhos estão preparados para fiscalizar sua aplicação). Nas fábulas. b) O cachorro é o protagonista da história. b) “As crianças enterraram ele no fundo do quintal”. Alfenas O excerto pode ser considerado como um texto: a) argumentativo. Reescreva as passagens abaixo. Identifique o antagonista. e) de propaganda.E. d) Conselhos Regionais de Educação Física prometem acabar com a ginástica como atividade profissional. 121. no entanto.E. p. no texto. Todos os estabelecimentos que tiverem como principal atividade a educação física deverão ser registrados no conselho. mas centenas de jovens belos e musculosos que comandam animadíssimas aulas nas academias nunca passaram nem perto de uma faculdade de Educação Física. 120.” O Estado de S. os Conselhos Regionais e Federal de Educação Física prometem acabar com essa espécie de professor de fachada. A partir deste mês. c) descritivo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . clubes e até condomínios.” Isto é. 3-18. b) Transcreva dos três últimos parágrafos do texto uma frase completa que justifique a resposta anterior. U. onde deveriam ter aprendido o que ensinam. c) Há tanta autenticidade na disposição e no bom-humor como no conhecimento para a malhação. d) épico. mas o conhecimento adequado para preparar a receita da malhação não necessariamente. Mais. 123. 122. Paulo. que regulamenta a profissão (só agora. Norte Fluminense-RJ Entre as modalidades discursivas – dissertativa. a) Identifique. 16/05/99. incentivos fiscais para quem recupera patrimônio tombado. a) Depois de dois anos. Deveria ser o requisito básico.E. portanto. o critério de julgamento utilizado pelos seres humanos. até cuidar de meninos de rua ou dos jardins. Univali-SC “Ordem na malhação Professor de ginástica costuma ser daquelas pessoas eternamente bem-humoradas. costuma haver um final moralizante. que serão obrigados a registrar o profissional como funcionário.119. b) Bom-humor é uma das características de todos os professores de Educação Física. de 1998. Norte Fluminense-RJ O autor utiliza expressões da linguagem coloquial. U. O bom-humor e a disposição podem ser autênticos. com uma disposição que parece não terminar nunca e ter sempre à mão – com justificativas científicas – a série ideal de exercícios para deixar o corpo do aluno próximo da perfeição. descritiva – uma delas apresenta estrutura com enredo e personagens. e) Nova lei regulamenta a profissão de professor de Educação Física. reforma de prédios. b) narrativo. A abrangência da legislação vai além dos limites da academia. hotéis. narrativa. a) Cite a modalidade predominante no texto de Mário Prata. Excerto (de texto que trata da mudança de localização do Palácio dos Bandeirantes) para a questão 122: 48 “É uma parceria que implica da mudança de zoneamento. formado em Educação Física. U. Norte Fluminense-RJ O texto de Mário Prata nos conta uma história em tom de fábula. U.Interpretação de texto I Avançar . As entidades colocarão em prática a lei. Ela estabelece que só poderá trabalhar na área aquele que for registrado no conselho e. os conselhos estão preparados para fiscalizar a aplicação da lei. 22 de março de 2000. substituindo os termos sublinhados por outros do padrão mais formal da língua: a) “Agora pintou uma nova”. GABARITO Assinale a alternativa que está de acordo com o texto acima.

dentro de uma Ferrari. Em relação ao texto acima. e o vento: uma picada. UnB-DF “A formiga e a cigarra Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. e intenção de transmitir um ensinamento. já que dá a animais ou a seres inanimados voz e comportamento similares aos humanos. E a cigarra falou para a formiguinha: — Olá.Interpretação de texto I Avançar . IMPRIMIR 125.124.. a significação de “o que” está expressa depois dos dois-pontos. sábado de manhã. amiga. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. apesar de usual na língua falada. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. a formiga é vista como uma trabalhadora-modelo. vou passar o inverno em Paris. as relações semântico-sintáticas estão organizadas de tal forma que a vírgula é desnecessária ( ) Na linha 10. A formiguinha. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. com um aconchegante casaco de visom. da brisa suave do fim da tarde nem do bate-papo com os amigos ao final do expediente de trabalho. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. nós já tínhamos tomado banho. quando se pensa que a semana vai morrer. Quando abriu a porta para ver quem era. ( ) Nas linhas 8 e 9.. reelaborada. escrita por La Fontaine. manda ele pro DIABO QUE O CARREGUE! MORAL DA HISTÓRIA: Aproveite sua vida. Global. ( ) A modalidade discursiva utilizada é o monólogo interior. 1997. Então eu não digo nada. exausta. verifica-se que. sangue e mel. de súbito. tomando uma cervejinha. nesta versão. sim. ( ) O gênero fábula é uma narrativa breve tradicional que apresenta duas características básicas: personificação ou antropomorfismo. aparentemente submissa. pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine. Tem sido sábado. curtiu para valer. não? No Rio de Janeiro. na semana passada. ( ) São claros os limites entre eventos vividos e a reflexão sobre eles.html (com adaptações). São Paulo. Era o inverno que estava começando. Não aproveitou nada do Sol. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. não desperdiçou um minuto sequer. Será que você poderia cuidar da minha toca? — Claro. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. sem problema! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu grana pra ir a Paris e comprar esta Ferrari? — Imagine você que eu estava cantando em um bar. mas já não me perguntam mais. Se chovia só eu sabia que era sábado. Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca. a formiguinha trabalhou sem parar.” LISPECTOR. aproveitou o Sol. passados alguns dias. último período do texto. fazendo-se o ajuste devido entre o pronome e o verbo. sem se preocupar com o inverno que estava por vir. Durante todo o outono.com/soho/Atrium/8069/Fabulas/fabula2. Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá. a abelha no quintal. na fábula original. ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra. pois mudou a maneira de se enxergar a relação lazer/trabalho. julgue os itens a seguir. um preceito ou uma lição de vida. antes do vento espantado poder recomeçar. a amiga deseja algo de lá? —Desejo. Seu nome era “trabalho” e seu sobrenome. esse pronome deveria ser substituído por “o”. o rosto inchado.” 49 Fábula de La Fontaine reelaborada. ( ) A personagem é caracterizada por traços realistas visando retratar a realidade brasileira. vejo que é sábado de tarde. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. UFMT ( ) A apresentação das ações respeita uma ordem cronológica e espacial. armazenando comida para o período de inverno. ( ) O emprego dado ao pronome “ele”. Então. ( ) Considerando que. começou a esfriar. cantou durante todo o outono. GABARITO INSTRUÇÃO: Leia o texto de Clarice Lispector e jugue os itens da questão 125. entrou em sua singela e aconchegante toca repleta de comida. Voltar Língua Portuguesa . Clarice. o ensinamento principal mudou. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. não atende às exigências da escrita culta: para tal. Enquanto isso. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris. enquanto a cigarra é considerada como boa-vida. “sempre”. uma rosa molhada. A propósito. Seleção de Walnice Galvão. dançou. a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade. e um produtor gostou da minha voz. Os melhores contos de Clarice Lispector. Domingo de manhã também é a rosa da semana. saiba dosar trabalho e lazer. http://www.geocities. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e.

UFPE Leia os enunciados abaixo. caso se recorresse ao par banqueiro/bancário. ingleses e brasileiros. que é o idioma. o ciclo da pobreza poderia ser rompido por meio da carreira política. açougueiro ou carvoeiro” – escreve Elza – “as chances são mínimas de acabar como advogado. Roberto Pompeu. mesmo” confere um tom de repreensão. há políticos e politiqueiros. Jornal do Brasil. facilmente. 7/10/95. ( ) O jornalista apresenta argumentos que contrariam a hipótese levantada pela leitora. é. como “corner”. o basquete. 3.. com a cultura colonizadora.. e os basbaques foram atrás. nestas terras. 126. resolveu rotular as finais de “play-offs”. Luís Fernando. Coube à Confederação Brasileira de Futebol a adaptação dos termos ingleses à língua portuguesa. não à língua inglesa da Inglaterra.. ( ) A teoria da leitora ganharia força. É bobeira mesmo. O futebol. “Se você começou como padeiro. uma história de triunfo da língua portuguesa. Seria um caso incurável de carência de colonizador. um dos únicos países do mundo que não tem nada a ver com futebol. como no “goal” que virou “gol”.) Isto se dá quando nem estão nos pedindo nada. (. Chamemos o fenômeno por seu nome. Algumas poucas palavras inglesas ainda não caíram em completo desuso. Aliás. suecos e ingleses estão para médicos e terapeutas. alguns morfemas funcionariam como indicadores de status. em virtude de irrefreável impulso de submissão. é um sufixo pouco nobre. Eis que agora se tenta entregar o futebol de volta à língua inglesa – e. definitivamente. 1. A história do futebol. ( ) De acordo com o texto. 50 Texto para as questões 127 a 129. referentes às idéias expressas no texto. d) retrocederam na sua disposição de incorporar o vocabulário do futebol à língua portuguesa. A aclimatação deu-se às vezes por simples aportuguesamento das palavras. 2. A Confederação Brasileira de Futebol. ( ) Na opinião da leitora de Veríssimo. que o povo acabou por revesti-lo com o que tem de mais particular e íntimo. Nós é que nos oferecemos. (. em campo não o goleiro. O tema da submissão brasileira à cultura estrangeira foi abordado sob o ponto de vista da prática esportiva. a imposição de estrangeirismos no campo do futebol. O triunfo da língua reflete o triunfo o futebol. no Brasil. A escolha de expressões como “um caso incurável de carência do colonizador” e “é bobeira. e) rejeitam influências do inglês europeu sobre o vocabulário do futebol.. O texto demonstra que. “Disputam-se “play-offs”. 128. c) acabaram por subverter. ao longo de algum tempo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) 2 e 4. 09/12/1998. b) rompem. 2 e 4. grande investidor ou latifundiário. embora um tanto jocoso. mas dos Estados Unidos. no início era jogado em inglês.Interpretação de texto I Avançar . Não. e com termos emprestados de outro esporte. 198.. d) 2 e 3. “Play-off” é um termo importado do basquete americano que ultimamente passou a integrar o repertório da crônica esportiva. ao texto.. introduzido por ingleses no país. Existem suecos. no campeonato nacional. terapeutas e curandeiros. 4. timbaleiro ou seresteiro. Veja. mas o “back”. no regulamento do atual campeonato. Estão corretos apenas: a) 1. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes”. Mostra que o futebol se enraizou a tal ponto. Há o importador e há o muambeiro. mas “corner” já está perdendo feio para “escanteio”. UFPE No texto. UFMT ( ) Segundo a leitora. houve mudanças de atitude do brasileiro em relação ao uso de termos estrangeiros no futebol. (. entre outras coisas. assim como brasileiros estão para curandeiros. o autor admite que os brasileiros: a) reagem contra todo tipo de submissão. 127.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 126: “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estanhando que “brasileiro” seja o único adjetivo pátrio conhecido em “eiro” que. mas o “goalkeeper” não o zagueiro.)” VERÍSSIMO. não compliquemos. empresário. 3 e 4. c) 1 e 3. segundo ela.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. esporte inglês. p. b) 1. por cúmulo. como existem médicos. Entre a assistência e o play-off. Entrava. CBF. atualmente.” GABARITO TOLEDO.

UFPE Assinale a alternativa em que se faz uma afirmação inaceitável em relação aos recursos gramaticais em negrito no texto. Tomás Antônio. Relacionando-se as situações vividas pelo menino do texto de Carlos Heitor Cony e pelo eu-lírico do poema de Tomás Antônio Gonzaga. b) os dois se mostram desiludidos em face da impossibilidade de amar. c) Em “Seria um caso incurável de carência de colonizador”. Quando em meu mal pondero. e) Na última oração do texto. s/d. referido anteriormente. Movo ligeiro para o vulto os passos: eu beijo a tíbia luz em vez de face. busca. São Paulo: Círculo do Livro.Interpretação de texto I Avançar . Uneb-BA Este exercício. tem como referente os brasileiros em geral. inda. constata-se que: a) ambos se sentem aprisionados e tristes. o pronome de 1ª pessoa do plural. já o eu-lírico se sente subjugado pela tirania do amor. Marília de Dirceu. enquanto a do sujeito poético é resultado de uma imposição circunstancial. indica que o autor preferiu não ser taxativo em sua apreciação. 127. p. que eu assim resista à dor imensa. refere-se também ao texto “A Janela e o Menino” (das questões de 110 a 113). IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .129. 51 130. a palavra em negrito constitui um recurso de coesão que relaciona o núcleo da expressão a ‘futebol’. d) a condição do menino é fruto de sua opção existencial. de um semivivo corpo sepultura. d) O verbo ‘chamar’ encontra-se no modo subjuntivo. indicando que o autor não tem certeza de que a ação possa realizar-se. Marília. e aperto sobre o peito em vão os braços. que me cerca e mata.” GABARITO GONZAGA. o verbo ser. ‘mesmo’ foi aí inserido para reforçar a avaliação do autor. extremoso. b) Nesse trecho. então mais vivamente te diviso: vejo o teu rosto e escuto a tua voz e riso. “Nesta triste masmorra. a) Na expressão ‘outro esporte’. adoro a tua formosura. no futuro do pretérito. ‘nós’. e) o menino vivencia uma experiência de opressão social. c) um e outro sofrem pela incapacidade de romper as barreiras que os isolam do mundo. Amor na minha idéia te retrata.

cariocas. 133. pode ser identificado em: a) “Já conhecemos nossos governantes” / “Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” b) “Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes” / “a última manifestação transpusera os limites do tolerável.Com base nos textos abaixo. UERJ As duas cartas acima são de leitores expressando suas opiniões sobre o episódio de agressão ao governador de São Paulo em manifestação de professores em greve. Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem? O ministro da justiça cobrou punição judicial para os agressores. seus defeitos. UERJ Em geral. c) expressão de opinião sem fundamentos desenvolvidos. 52 131.Interpretação de texto I Avançar . UERJ Pela leitura da carta de Arthur Costa da Silva. Voltar Língua Portuguesa . Nada justificará. Por causa dessa intenção. depois um ovo no ministro da saúde e. suas capacidades limitadas para soluções e amplas para confusões. c) utilizar orações de estruturação negativa para defender a posição de outros. E a situação de extrema violência que nós. É esse o papel de um educador?” ÁVILA. UERJ O fragmento que expõe a tese de cada uma das cartas. respectivamente. seja quem for o agredido ou o agressor. responda às questões de números 131 a 134. GABARITO d) empregar estruturas de repetição para reforçar idéias centrais da argumentação. O Globo. os dois textos apresentam como traço comum: a) combate a pontos de vista de outros leitores. seja qual for a manifestação. Nada justifica a agressão física.03/06/2000. O Globo.03/06/2000. 132. Concordo. Em função desse limite de espaço.” IMPRIMIR 134. O vice-presidente da república disse que o governador merece respeito. é possível verificar que ambas as cartas transcritas se caracterizam por: a) finalizar com perguntas retóricas para expressar sua argumentação. “Cartas de leitores Já conhecemos nossos governantes e políticos. O que causa espanto é que se tratava de uma manifestação de professores. O veículo de publicação das cartas – o jornal – impõe um limite de espaço para os textos. é possível afirmar que as perguntas nela presentes têm o seguinte significado: a) questionar as atitudes dos políticos brasileiros. Marcelo Maciel. b) iniciar com considerações gerais para contestar opiniões muito difundidas. por mais digna que fosse a manifestação. b) construção de comprovações por meio de silogismos. jamais. Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. suas índoles. Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes. d) mostrar solidariedade ao comportamento dos manifestantes. Arthur. c) propor uma reflexão acerca da atitude dos agressores. afirmando que a última manifestação transpusera os limites do tolerável. esse tipo de carta no jornal busca convencer os leitores de um dado ponto de vista. se é que assim se pode dizer. em 1º de junho. d) escolha de assunto segundo o interesse do editor do jornal. As autoridades e a imprensa nacional têm-se manifestado severamente contra esses atos. “O país está chocado com as agressões que os representantes do povo estão sofrendo. b) apontar falhas no discurso de autoridades brasileiras. estamos vivendo? Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” COSTA DA SILVA. a agressão sofrida pelo governador Mário Covas. outro ataque ao governador Mário Covas.” c) “Nada justifica a agressão física” / “Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem?” d) “É esse o papel de um educador” / “Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo.

sem projeto. Ou a opção de um momento de silêncio. UFR-RJ O texto é uma dissertação argumentativa que parte da tese de que: a) o homem busca o progresso espiritual. Ano Novo. Como se meninos de rua fossem cogumelos espontâneos e não frutos do darwinismo econômico que segrega a maioria pobre e favorece a minoria abastada. b) social e econômica. abrir espaço à presença do Inefável. os apetrechos eletrônicos que perenizam a criança que ainda existe em nós. Quanto mais cidadania. Dentro do coração o medo de quem vive numa cidade que lhe é hostil. há áreas de lazer? Participamos do debate sobre o uso de verbas públicas? O político em quem votamos teve desempenho satisfatório? Prestou contas de seu mandato? Em política. e) o homem busca a plenitude.Interpretação de texto I Avançar . como se a alegria saísse do forno e a felicidade viesse engarrafada. e) política e econômica. o gesto solidário que ameniza a dor de um enfermo. 53 GABARITO 135. Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante. Feliz mulher nova. Braços e corações abertos também ao semelhante. a rede educacional. um gesto litúrgico. mais democracia. Voto é delegação e. uma oração. a leitura espiritual. De celebrar dez anos. e comunicar nossa disposição de cancelar o consumo de seus produtos? Por que não competir mais conosco em busca de melhores índices de virtudes e de valores morais. “Ano Novo. A começar pelo réveillon. os sacolões? Nosso bairro tem um bom sistema sanitário. Reencontrar. noite após noite. como se a vida fosse uma janela da qual contemplamos. na verdadeira democracia. uma vida nova Hoje estamos ingressando em 1998. Um apetite do Absoluto e a consciência aguda de nossa finitude. O mesmo executivo que teme o seqüestro e brada contra os bandidos. a efusão de espíritos em abraços afetuosos. de Chico Mendes. se teremos de parar no próximo sinal vermelho? Por que não escrever ao patrocinador do programa de violência e de pornografia na TV. Olhemos a cidade. livre de pasteurização que nos massifica na mediocridade bovina de quem rumina hábitos mesquinhos. IMPRIMIR 136. UFR-RJ Pode-se afirmar que o autor do texto “Ano Novo. Ano de nova qualidade de vida. Despir-nos do lobo voraz que na arena competitiva do mercado nos faz estranhos a nós mesmos. em janeiro. No fundo da garganta. abastece o crime ao consumir drogas. as ruas são limpas. Estaremos chegando mais perto de nós mesmos? Há uma abissal distância entre o que somos e o que queremos ser. Ano de comemorar 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. uma vida nova” propõe à sociedade uma renovação: a) política e material. mas se esquece do material. em dezembro. a solidão entre matas. os filhos. d) pessoal e financeira. apegados à casa. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população? Melhoraram o transporte público. tolerância é cumplicidade com maracutaias. c) existencial e política. a própria humanidade. governa o povo através de seus representantes e de mobilizações diretas junto ao poder público. Aceitar a proposta de Jesus a Nicodemos: nascer de novo. Vontade de remar contra a corrente e. a realidade desfilar nos ilusórios devaneios de uma telenovela. no ano que se inicia. Feliz homem novo. o serviço de saúde. c) a sociedade deveria procurar “nascer de novo” num plano espiritual. Em volta. os propósitos altruístas.” Frei Beto. a violência da paisagem urbana e nossa dificuldade de conectar efeitos e causas. Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. pedir colo a Deus e resgatar boas coisas: uma oração em família. mas está condicionado às limitações materiais. um travo. b) a sociedade tem buscado a espiritualidade no fim do segundo milênio. Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces. Agora. d) o homem tem buscado a renovação política com base na democracia. Por que acelerar tanto. p. Olhamos para trás: a infância que resta na memória com sabor de paraíso perdido. O Globo.Leia o texto a seguir e responda às questões de 135 a 138. Mergulhar em nós. o salário exíguo num pais tão caro. Voltar Língua Portuguesa . enquanto tantos celebram a pós-modernidade. 7. encharcando-se de bebidas alcoólicas. da ressurreição de Henfil e. em vez de competir com o próximo? Ano novo de eleições. nas atuais circunstâncias. vida nova. a adolescência tecida em sonhos e utopias. 01 de janeiro de 1998. De menos ansiedade e mais profundidade.

” Os dois pontos e o recurso gráfico do itálico no trecho acima permitem-nos a seguinte interpretação da frase “Aí vindes outra vez. Não. contraste maldito! Aparentemente tudo se recomporia. c) somente a I é correta. Leia as afirmações a respeito do texto.137. d) somente a III é correta. c) Corresponde a uma explicação sobre o valor de uma narração literária. d) Trata-se de um meio de o poeta do trem se libertar da lembrança de outro poeta. e depois responda: “Há dessas lutas terríveis na alma de um homem. contestando as teorias do passado forma uma geração de contestadores que nada constrói. lamentar a morte do tio e alegrar-se com a herança deixada por ele...).” c) “Olhamos para trás: a infância que resta na memória (. Aprender a pensar e a tomar decisões é uma das competências mais importantes para o mundo moderno. de que fala o autor. inquietas sombras?. Oh. extraído de Machado de Assis. 54 139. como ao poeta. e) estão corretas as afirmativas I e III. nem um curso de lógica consegue formar jovens críticos. Sendo assim: a) apenas a afirmativa I está correta.” Stephen Kanitz. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . É impossível ensinar a pensar. 16 de fevereiro de 2000. GABARITO 140. I. c) apenas a afirmativa III está correta. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. Está de acordo com o texto a alternativa: a) I e II são corretas..” e) “Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. que nada sugere. desistir da herança e chorar a perda do tio. Veja. UFR-RJ Fica evidente a proposta de sermos sujeitos do nosso tempo em: a) “Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante (.”: a) Indica a citação da obra “Fausto” escrita pelo poeta do trem. b) somente a II é correta. Não é um curso de lógica nem uma questão de formar uma visão crítica do mundo. Sair criticando o mundo.. desistindo o sobrinho do dinheiro herdado. ninguém sabe o que se passa no interior de um sobrinho. não o do trem. II. Cefet-PR Leia o seguinte trecho.” 138. III. ao se libertar de memórias antigas. d) estão corretas as afirmativas I e II.). e) Trata-se de uma citação de frase empregada anteriormente em obra literária. nada sugere. achando que isso resolve a questão. tolerância é cumplicidade com maracutaias. e) II e III são corretas. Univali-SC “Volta às aulas (. UFF-RJ “Talvez a narração me desse a ilusão.. b) Refere-se a um desabafo proferido pelo narrador. II. amaldiçoar a herança deixada pelo tio e recompor-se da perda o parente. Minha recomendação ao jovem de hoje é para que se concentre em uma das competências mais importantes para o mundo moderno: aprender a pensar e a tomar decisões. b) apenas a afirmativa II está correta. consiste em: I.” b) “Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces (. tendo de chorar a morte de um tio e receber-lhe a herança... inquietas sombras?.Interpretação de texto I Avançar ... e as sombras viessem perpassar ligeiras.. ah! mas então seria chorar duas coisas: o tio e o dinheiro. III..).) Ensinar a pensar também não é tão fácil assim. não constrói. Só formar uma visão crítica do mundo não resolve..” d) “Em política.” A “luta terrível” na alma do sobrinho.

nosso escritor. isso seria uma tarefa fácil se as pessoas não ficassem tentando imitar o modelo de outras pessoas. Voltar Língua Portuguesa . a qualquer preço.141. 19 e 20 de setembro de 1999. Univali-SC “Parece-me que é chegado o momento de romper com tamanha complacência cultural. c) Não é condenável praticar o xenofobismo ou a intolerância de qualquer espécie no que se refere à língua pátria. interpenetração cultural que marca o nosso tempo globalizante. marketing pessoal não é tentar passar uma boa imagem daquilo que você não é. sensibilidade e altivez – a inevitável. Univali-SC “Um investimento que vale a pena Sabe aquele funcionário que está sempre de bom humor. e. 29/12/1999. Segundo ele.. e claro que desejável. gastamos muito tempo em busca de sermos o que não podemos ser’. IMPRIMIR b) Deve-se passar a imagem daquilo que se é ao invés de imitar outras pessoas. deixou-nos. em decorrência do acréscimo de termos estrangeiros e das necessidades dos usos e costumes. Jaime. CASTRO. É preciso inovar. afirma o gerente de marketing da Karsten e professor do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Santa Catarina (SENAC). “Protegendo a língua nacional”. veremos que a vida é mais simples do que nós a encaramos e. segundo Machado de Assis. com sucesso. já em 1873. Nelson Marinho Teixeira. só com a abertura a todo e qualquer termo estrangeiro seremos capazes de acompanhar. locuções novas e novas palavras são características do estilo de Machado de Assis. É preciso agir com espírito de abertura e criatividade. necessita de mudança de humor. voltando a valorizá-la e eliminando as contribuições estrangeiras. 142. está correta a alternativa: a) Certos modos de dizer. ‘Se pensarmos bem. d) O marketing pessoal deve ser uma preocupação na hora de procurar emprego. a globalização.)” AVENDANO. ao abordar o problema da globalização atual na língua pátria. Machado de Assis. ‘Cada um deve investir naquilo que faz e que os outros não fazem’. mas sem xenofobismo ou intolerância de nenhuma espécie. A propósito. incentivando os colegas e chamando para si a responsabilidade de determinadas tarefas inclusive aquelas que ninguém se propõe a fazer? Pois é. ‘Diferente do que muitas pessoas pensam. argumenta. muitas vezes. mas passar bem uma imagem daquilo que você realmente é’. Álvaro. e) Pode-se ser tudo usando marketing pessoal. c) Investir no marketing pessoal é muito penoso. Jornal de Santa Catarina. e) É preciso acabar com a complacência que cerca a língua pátria. Por quê? Simplesmente porque investe no seu marketing pessoal. função etc. conscientizar a nação de que é preciso agir em prol da língua pátria. (. b) As línguas mudam com o passar do tempo e o número de vocábulos aumenta. Jornal de Santa Catarina.. Sobre o texto.Interpretação de texto I Avançar . Esse é o único meio de participar de valores culturais globais sem comprometer os locais. para enfrentar – com conhecimento. e tentassem descobrir as suas virtudes. esse funcionário está em alta nas empresas que pretendem sobreviver no próximo milênio. a seguinte lição: ‘Não há dúvida que as línguas se aumentam e se alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes’. 55 GABARITO A melhor interpretação para o texto é: a) O funcionário deve fazer só o que os outros não querem. porque a América foi incapaz de produzir riquezas novas. d) A língua portuguesa. assim. não pode parar no século passado.

como resposta. Leia. 04. 32. p. 02. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que completa(m) corretamente a frase: O conto popular é um gênero narrativo que: 01. é porque a cultura popular é algo muito mais rico do que podemos imaginar. Talvez você mesmo pense assim. O conto popular. já que se trata de uma criação coletiva. sobrevive até hoje apenas por força da transmissão oral. 04. Quer dizer. 08. Com isso. 28. embora tenha um caráter universal. São Paulo. 1994. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . portanto. é possível dizer que o conto popular é um gênero narrativo que desenvolve traços que se repetem em histórias criadas nos mais variados locais e épocas. pode ser associado à(s) seguinte(s) características(s): 01. 02. 145. Dê. pois isto eliminaria a tendência universalizante das manifestações populares. caráter espontâneo.Interpretação de texto I Avançar . apresenta características composicionais que variam no tempo e no espaço. se assim fosse. inclusive aquelas de caráter eminentemente técnico? Se este legado existe. obediência às normas socialmente aprovadas. O texto pode ser classificado como opinativo. O texto utiliza uma linguagem informal. 08.” MACHADO.As questões de 143 a 145 baseiam-se no texto abaixo. não se prende a um autor específico. Scipione. seja uma criação coletiva e tenha vivido muito tempo graças à transmissão oral. nascida de modo espontâneo e totalmente indiferente a tudo que seja imposto pela cultura oficial. veja bem. Literatura e redação. Suas características composicionais não conhecem fronteiras de tempo nem de lugar. A autora se preocupa não apenas em definir o conto popular enquanto gênero narrativo. o texto segue o esquema básico introdução – desenvolvimento – conclusão. Geralmente se entende por popular um tipo de criação rústica. desenvolve traços próprios que o distinguem de outros tipos de narrativas. Mas. UFMS O termo popular. como resposta. Elas estão acima de qualquer tipo de aprovação social. UFMS Em relação ao texto lido. 02. Trata-se de um texto literário. 32. a soma das alternativas corretas. Dê. as criações populares não conhecem normas nem limites. não pode ser considerado como um gênero literário devido a sua simplicidade e pobreza expressiva. apresenta um modo narrativo que o singulariza diante de outros tipos de narrativas. criação rústica. atentamente. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu e continua exercendo sobre a literatura e as outras manifestações artísticas e culturais. Em alguns momentos. a soma das alternativas corretas. 16. como resposta. a autora estabelece uma interlocução com o leitor. 16. 32. mas também em caracterizar o termo popular. 16. Irene. possui um caráter eminentemente regional. quando se trata de estudar gêneros literários. pois discorre sobre o conto popular. visto que a autora apresenta seus próprios pontos de vista sobre o assunto. 08. próxima da variante popular. Quanto à estruturação formal. Também não pode ser entendido como sinônimo de regional. caracterizada pela simplicidade e pobreza expressiva. indiferença às imposições da cultura oficial. 56 143. a soma das alternativas corretas. tendência à universalização. 144. todo o texto antes de resolvê-las: “A importância do conto popular em nossa cultura é tão forte que precisamos ter muito claro o que se deve entender por popular. Dê. uma manifestação cultural de caráter universal. é correto afirmar: 01. 04. tal como aparece no texto. Popular é. manifestação culturalmente rica.

Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. Quem não aderiu se tornou out. Printar expulsou o imprimir. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. Nós. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. ( ) Infere-se do texto que os direitos da mulher estão dissociados dos direitos do homem. 18 de nov.“ SQUARISI. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito.. A informática serve de exemplo. UFMT ( ) O aportuguesamento do vocabulário da informática em deletar. e não econômica. O inglês avançou nas nossas fronteiras porque é falado pela maior potência do planeta. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. 1998. no livre exercício de suas próprias soberanias. 1948). ( ) Segundo Squarisi. 170. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. Que corra atrás do prejuízo. já dizia Gláuber Rocha. Startar cassou o começar.E. Dad. conseqüentemente. Além disso. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. ( ) A concessão dos direitos civis à mulher enquadra-se no âmbito dos direitos humanos. Colômbia. p..Texto para a questão 146. Deletar tomou a vez do velho apagar. ( ) O preconceito sexual ou religioso enquadra-se no campo das liberdades políticas. (. sua televisão.Interpretação de texto I Avançar . temos complexo de vira-lata.) Hoje aportuguesamos termos que nem sonhavam figurar no Aurélio. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos.” 57 146. Superior de Brasília-DF Julgue os itens a seguir. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. I. Peça help. ( ) A Organização dos Estados Americanos foi criada especificamente para proteger os direitos fundamentais do homem. que determina o prestígio de uma língua sobre as outras. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 147 e 148: “Invasão de língua estrangeira tem várias razões. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. GABARITO 147. compreensão e interpretação textuais. ( ) As expressões “se tornou out” e “vire in” significam respectivamente “estar por fora” e “ficar por dentro”. ( ) O léxico do português brasileiro tem sido ampliado pela entrada e acomodação de estrangeirismos. O que vem de fora é melhor. Revista Exame. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. IMPRIMIR 148. Outra é a receptividade. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. Uma é o prestígio. UFMT – Modificada ( ) Dizer que os brasileiros têm complexo de vira-lata significa dizer que eles sofrem de xenofobia. seu cinema. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão mas também’ com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. ( ) As obrigações do Estado não se limitam ao campo da cidadania. É isso. como a realização dos postulados da justiça social’. E vire in. é a ascendência cultural. cuja Carta proclama os “direitos fundamentais da pessoa humana” como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. que vende como ninguém sua música. sua tecnologia e o american way of life. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. sua literatura. Voltar Língua Portuguesa . printar e startar é meramente semântico. de acordo com a leitura.

. d) No texto I. 1996. Oswald de.)” IMPRIMIR MATOS. fogem vossas ovelhas de vós. o objetivo é ressaltar as peculiaridades da terra tropical. Org. heis de buscar a dente qual jumento erva para o jantar.. uma alusão à suposta preguiça do brasileiro. Voltar Língua Portuguesa . não chega ao meio dela desde pela manhã até as vésperas. Poesias Reunidas. como se fosseis voraz lobo? Quisestes tosquear o vosso gado. água. b) O poema de Oswald de Andrade ilustra um procedimento comum aos nossos modernistas de primeira hora. pois ficando faminto. Mas a intenção era diversa: o primeiro queria encantar. Uneb-BA GABARITO Texto I “A um vigário de certa freguesia.). Sois tão grande velhaco. MENDES. com o título de seu poema. Salvador: EDUFBA. mas ela vos sangrou na veia d’arca. que a pura excomunhão meteis no saco: já diz a freguesia que tendes de Saturno a natureza. qual alternativa é incorreta? a) O texto de Gabriel de Sousa utiliza o recurso da comparação para dar conta da realidade com que se defronta na terra ultramarina e transmiti-la aos europeus. Valha-vos. p. conhecido por ser muito ambicioso Reverendo vigário..) e são estes animais tão vagarosos que posto um ao pé de uma árvore. e roubais. o de tomar a literatura quinhentista como fonte de inspiração temática e formal. qual uma harpia. Gleise F. frio. pois os filhos tratais com tal crueza que os comeis. 171-2. que o faça mover uma hora mais que outra. mas quem digo que vos valha? Valha-vos ser um zote. não vos cai em capelo o que o provérbio tantas vezes canta. 150. de. nem outro perigo que veja diante. e saístes do intento tosqueado. c) É inegável o tom jocoso e irônico de Oswald de Andrade ao fazer.. e sem sustento. e) A linguagem dos dois textos apresenta pontos em comum. (. pois não há fome. nome certo mui acomodado a este animal. como sendo tão bobo. In: Senhora Dona Bahia – Poesia Satírica de Gregório de Matos. 58 Sobre os textos I e II. paradisíaca. e os portugueses preguiça. recém-descoberta. e o segundo.. calma. Gabriel S. parodiar. a que os índios chamam “aí”. e tendo tão larguíssimas orelhas. Texto II “Festa da Raça Hu certo animal se acha também nestas partes A que chamam Preguiça Tem hua guedelha grande no toutiço E se move com passos tam vagorosos Que ainda que ande quinze dias aturado Não vencerá a distância de hu tiro de pedra” ANDRADE. UFPE Texto I “Capítulo CVII (em que se declara que bicho é o que se chama preguiça): Nestes matos se cria um animal mui estranho. ontem um passa-aqui do Arcebispo! (.149.Interpretação de texto I Avançar . que é título de zotes ordinário. Gregório de. fogo. já no texto II. e um canalha: mixelo hoje de chispo. 1587.. Tratado Descritivo do Brasil. o poeta busca resgatar a língua original do Brasilcolônia. não só no léxico como também na sintaxe.” SOUSA. e para a ceia (. que quem ousadamente se adianta em vez de tosquear fica em pêlo? Intentastes sangrar toda a comarca. seduzir.

Com que autoridade está repreendendo os outros? Você foi um bispo indigno de minha Igreja. MANUEL Foi isso mesmo. Ariano. mas se não me engano aquele sujeito acaba de chamar o senhor de Manuel. BISPO Cale-se. Sevilha e Nantes na tortura. 1972. de costas. JOÃO GRILO Apesar de ser um sertanejo pobre e amarelo. as provas. 59 IMPRIMIR Texto III “ENCOURADO. não é lhe faltando com o respeito não.. de Deus.. JOÃO GRILO Aquele Jesus a quem chamavam Cristo? JESUS A quem chamavam. Que a maldição vos lance a pena do Gaulês Tendo por tinta a borra das caldeiras de pez.. A hidra escura e vil da vil Teocracia..” SUASSUNA. o azeite.) Oh! não! Mil vezes não! O poeta Americano Vos deve sepultar no verso soberano – Pano negro que tem por lágrimas de prata As lágrimas que a Musa inspirada desata!!! Se aqui houve cativos – eles os libertaram... grande grito. (Coleção Prestígio). Seu tempo já passou. remembrando a negra Inquisição. a gemonia. Castro. mundano.. soberbo. p. Muita oportunidade teve de exercer sua autoridade.. Tours. Lisboa. Colombo a soluçar... Se lá carrascos foram – cá mártires morreram. Ele gosta de me chamar Manuel ou Emanuel. MANUEL Cale-se você. por quê? JOÃO GRILO Porque. o Filho de Davi. Sua obrigação era ser humilde. Quem é? É Manuel? MANUEL Sim. 145-6.. Você estava mais espantado do que ele e escondeu essa admiração por prudência mundana. porque quanto mais alta é a função. 146-8. de Senhor. Auto da Compadecida. o Leão de Judá. Loiola – aqui foi Nóbrega. autoritário. se quiser. ed. Rio de Janeiro: Agir. mais generosidade e virtude requer. que era Cristo. com o braço ocultando os olhos. mas você pode me chamar também de Jesus. Não quero faltar com o respeito a uma pessoa tão importante. Levantem-se todos.Texto II “Jesuítas e Frades Que o mundo antigo s’erga e lance a maldição Sobre vós. porque pensa que assim pode se persuadir de que sou somente homem. (. João Huss na sepultura. O tempo da mentira já passou. Rio de Janeiro: Ediouro.. mas eu pensava que o senhor era muito menos queimado. não. é Manuel. 17. atrevido. Em vez de Inquisidor – tivemos a vedeta.. Se aqui houve fogueiras – eles nelas sofreram. Arbues – foi Anchieta!” ALVES. 1995. In: Poesias completas de Castro Alves. a gemer Galileu..Interpretação de texto I Avançar . É justo!. Que o Germano a sangrar maldiz em feros hinos. João. O Santo Ofício. De mil autos-da-fé o fumo enchendo o céu. Que direito tem você de repreender João porque falou comigo com certa intimidade? João foi um pobre em vida e provou sua sinceridade exibindo seu pensamento. santificando-se através dela. GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 9 ed. Na fogueira Grandier. Mas você. p. sinto perfeitamente que estou diante de uma grande figura... Se aqui houve selvagens – eles os educaram. pois vão ser julgados. pode me chamar de Jesus.. Esse é um de meus nomes.. Sou.

Em verdade. assim. tal como ocorreram então. tudo árido e longo. No Texto I. V. pretende reconstituir os eventos ocorridos em seu passado. expressa no fragmento acima. e tal freqüência é cansativa. como tudo cansa. mas não a mim. Duas ou três fariam crer nela aos outros. inquietas sombras ?. e as sombras viessem perpassar ligeiras. III e VI. Quanto às amigas. Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falarme e a dizer-me que. Machado de. Entretanto. mal comparando. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. Jurisprudência. ignorando o ponto de vista do momento em que o texto é escrito. e esta lacuna é tudo. III. Dom Casmurro. Se só me faltassem os outros. Ora. Texto para as questões 151. senhor. e lembrou-me escrever um livro. e. filosofia e política acudiram-me. vida diferente não quer dizer vida pior. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. e) II. IV. é outra coisa. de memória. distanciando-se. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. identifique as afirmativas verdadeiras. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Distrações raras. d) II. e. 152 e 153. e restaurar na velhice a adolescência. esta monotonia acabou por exaurir-me também. a ação do representante terreno do clero é voltada para a defesa de valores essencialmente cristãos. era obra modesta. pensei em fazer uma História dos subúrbios menos seca que as memórias do padre Luís Gonçalves dos Santos relativas à cidade. se o rosto é igual. O mais do tempo é gasto em hortar. algumas datam de quinze anos. como se diz nas autópsias.Interpretação de texto I Avançar . Capítulo II. p. a ação dos religiosos no continente americano é amaldiçoada devido ao seu caráter opressor. No Texto III. No Texto II. o interno não agüenta tinta. UFF-RJ “A certos respeitos.. e quase todas crêem na mocidade. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. c) O julgamento sobre a vida antiga não é o mesmo que o narrador tinha. não o do trem. conclui-se que: a) A narrativa é feita a partir das mesmas idéias sobre si que o narrador possuía no momento mesmo em que os episódios da vida antiga ocorreram. jardinar e ler. II.. evidencia-se uma crítica à hipocrisia religiosa. O que aqui está é. c) I. embora de épocas diferentes.” Em relação à posição do narrador. interrelacionam-se. b) II e III. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. de memória. pegasse da pena e contasse alguns. b) O narrador aspira a uma reconstrução textual do passado. Os amigos que me restam são de data recente. d) O narrador. Sobre eles.” ASSIS. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. e) A análise dos encantos da vida antiga parte dos mesmos pressupostos que o narrador tinha. Pois. uma vez que focalizam a ação do clero na realidade do Brasil. IV e VI. 151. Os Textos I e III apresentam um ponto em comum: um enfoque crítico do comportamento dos representantes do clero. Depois. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e V. pouco apareço e menos falo. como bem e não durmo mal. conservo alguma recordação doce e feiticeira. III. A certos respeitos. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. 60 GABARITO “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida. não consegui recompor o que foi nem o que fui. mas exigia documentos e datas como preliminares. no tempo em que os eventos narrados ocorreram. 810-11. Rio de Janeiro: José Aguilar 1971. a fisionomia é diferente. Talvez a narração me desse a ilusão. Quis variar. de suas reais funções. mas falto eu mesmo. como todos os documentos falsos. o pastor religioso é apresentado como um exemplo de comportamento mundano. Tanto no Texto I quanto no II. vá. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. mas não me acudiram as forças necessárias. como ao poeta.Os três textos. Em tudo. na época em que antigamente vivia. I. O Texto II evidencia um contraste entre as ações dos religiosos na Europa e na América. conservo alguma recordação doce e feiticeira. IV e V. e que apenas conserva o hábito externo. v. em determinado momento de sua vida. 1. outras de menos. VI.

algumas datam de quinze anos. UFF-RJ Uma das características da prosa de Machado de Assis é a presença de referências ao leitor de seus textos. mal comparando. Assinale a Opção em que. Identifique o fragmento em que o narrador emprega uma forma lingüística que expressa o leitor a quem se dirige: a) “Pois. Porto Alegre: L&PM. “atar as duas pontas da vida”. e que apenas conserva o hábito externo.” 153. se o rosto é igual. percebe-se um certo humor semelhante ao que constitui o texto de Machado de Assis.” a) b) c) GABARITO d) IMPRIMIR e) Caulos. e esta lacuna é tudo. não tem amigos de longa data. o interno não agüenta tinta. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. através de outra linguagem – o cartum –. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. e tal freqüência é cansativa. vá. mas não a mim. em sua narrativa. sobretudo no seguinte trecho: 61 “Se só me faltassem os outros. e tenta.” e) “Quanto às amigas. senhor. UFF-RJ O narrador do texto pouco aparece e menos fala.Interpretação de texto I Avançar . como todos os documentos falsos. Voltar Língua Portuguesa . não consegui recompor o que foi nem o que fui. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. como se diz nas autópsias.” d) “Duas ou três fariam crer nela aos outros.” b) “Em tudo. a fisionomia é diferente. Só dói quando eu respiro. O que aqui está é. outras de menos. mas falto eu mesmo. e quase todas crêem na mocidade. com certo humor. sd.” c) “Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos.152.

que pareciam espelhos de borracha. e suas vergonhas tão altas. 4. metade deles da sua própria cor e metade de tintura preta. 154. que andavam sem eles. a) “O Novo Mundo nos músculos / Sente a seiva do porvir”. / Onde canta o sabiá” (Gonçalves Dias). delas brancas. c) “A terra é mui graciosa / Tão fértil eu nunca vi. Paulo Pereira (org. é toda praia parma. grandes barreiras. “espelhos de pau. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. a modos de azulada. bem moças e bem gentis. b) “Minha terra tem palmeiras. a modos de azulada”: é uma tintura feita com o sumo do fruto jenipapo. muito chã e muito formosa.” Carta de Pero Vaz de Caminha in: ROBERTO. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa.Interpretação de texto I Avançar . que recebia o nome de “espelho” por ser feita de madeira polida. “Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços. de as muito bem olharmos. infindas. Senhor me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até a outra ponta que contra o norte vem. a saber. (Castro Alves). Ali andavam entre eles três ou quatro moças. / sustentada. “parma”: lisa como a palma da mão.” (Murilo Mendes). p 39-40. um no meio e os dois nos cabos. E em tal maneira é graciosa que. Rio de Janeiro: Lacerda. e outros quartejados de escaques. não tínhamos nenhuma vergonha. que pareciam espelhos de borracha”: associação de imagem com a tampa de um vasilhame de couro. Nela. querendo-a aproveitar. para transportar água ou vinho. Aí andavam outros. nem lho vimos Porém a terra em si é de muito bons ares. Marília. a estender olhos. até agora. 1999. planície. tinham os beiços furados e nos buracos uns espelhos de pau. não podíamos ver senão terra com arvoredos. tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que. Esta terra. que nos parecia muito longa. compridos pelas espáduas. d) “Irás a divertir-te na floresta. E alguns. 62 GABARITO Vocabulário: 1. nalgumas partes. Águas são muitas.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil.Texto para as questões 154 e 155. nem coisa alguma de metal ou ferro. quartejados de cores. 5. no meu braço” (Tomás Antônio Gonzaga) e) “Todos cantam sua terra / Também vou cantar a minha” (Casimiro de Abreu). ao longo do mar. “chã”: terreno plano. a saber. nem prata. Tem. Pelo sertão nos pareceu. de que nós deste porto houvemos vista. assim frios e temperados. com cabelos muito pretos. UFF-RJ Assinale o fragmento que representa uma retomada modernista da Carta de Pero Vaz de Caminha. delas vermelhas. outros traziam três daqueles bicos. “escaques”: quadrados de cores alternadas como os do tabuleiro de xadrez. 3. dar-se-á nela tudo. vista do mar muito grande. De ponta a ponta. não pudemos saber que haja ouro. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. “tintura preta. como os de Entre Douro e Minho. porque. 2. por bem das águas que tem.

de modo esmagador. b) A seqüência “o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte de nossa cultura” pode ser substituída. 80. 156. sem prejuízo do sentido global. quase sempre às duas grandes vítimas desse monstrengo caótico que virou o ensino brasileiro: a criança e o professor.”.. “Os altos índices de repetência escolar só não são mais perversos que o conformismo de nossa sociedade com esse absurdo que está presente. dando títulos nacionalistas às estrofes.155. que é possível o Brasil mudar esse quadro. dando-lhes novos títulos. a UNICEF e a Fundação Odebrecht. c) A expressão “duas grandes vítimas desse monstrengo caótico” remete a termos posteriores a ela. via-de-regra.. entre as classes mais pobres. c) imitar e refazer em prosa a Carta de Caminha criando títulos para as várias seções.Interpretação de texto I Avançar . b) recortar e recriar em versos trechos da carta de Caminha.) A vontade política e a criatividade do povo comprovam. de forma tão natural quanto a chuva. U. respectivamente.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . por ocasião das eleições de 1994. criando estrofes simétricas e com títulos. Oswald de. Estamos às vésperas de uma eleição e o nosso voto pode contribuir decisivamente para que a escola volte a ser a grande solução do Brasil e deixe de ser apenas mais um problema. sob o título “Você acha normal que uma criança carente fracasse na escola? Nós não. dando-lhes títulos novos. 5 10 63 O procedimento poético empregado por Oswald de Andrade em seu texto é: a) reconhecer e adotar a métrica parnasiana. 1978. por “como o fracasso na escola passou a ser encarado de forma muito natural. em algumas experiências. d) As expressões “volte a ser” e “deixe de ser” levam. (. o calor e o frio. o problema da repetência será resolvido com vontade política e criatividade por parte do povo brasileiro.F.” GABARITO Marque a alternativa que não está de acordo com o texto. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.) O pior é que a responsabilidade da cultura da repetência é atribuída.. à dedução de que a escola já foi a grande solução do Brasil e de que há necessidade de que não seja mais um problema. a) Para o autor do texto. o sol. A verdade é que o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte da nossa cultura. advertem os eleitores a respeito do cuidado com a escolha dos seus candidatos. Pelotas-RS Na imprensa brasileira. entre as classes sociais mais ricas e. Poesias reunidas. agora já faz parte de nossa cultura”. UFF-RJ “Pero Vaz Caminha a descoberta Seguimos nosso caminho por este mar de longo Até a oitava da Páscoa Topamos aves E houvemos vista de terra os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam pôr a mão E depois a tomaram como espantados primeiro chá Depois de dançarem Diogo Dias Fez o salto real 15 as meninas da gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito olharmos 20 Não tínhamos nenhuma vergonha” ANDRADE. de modo significativo. p. e) identificar e recusar os processos de colagem modernistas. e) O conformismo de nossa sociedade é menos perverso que os altos índices de repetência escolar. d) reconhecer e retomar a prática romântica. (.

e estavam com fome. na sociedade dos macacos-prego não existe a noção de poder e liderança. o macaco-prego é o parente mais próximo do homem e pertence a um grupo menos evoluído de primatas. Os macacos-pregos pertencem a um grupo menos evoluído de primatas. aliás. um bando bem organizado de 55 micos assaltantes. em fevereiro de 1999. usar ferramentas e se reconhecer no espelho.Interpretação de texto I Avançar . o macaco-prego só podia mesmo ser um sujeito muito esperto. que dá uma destreza enorme ao animal. proporcionalmente maior nesses micos do que nos outros macacos americanos. a soma das alternativas corretas. depois que o zoológico municipal fechou. esse macaco africano consegue aprender por observação. 64 GABARITO IMPRIMIR De acordo com o texto: 01. interior de São Paulo. As chefias são formadas por até três animais”. 08. eles mudam a dieta e podem atacar plantações ou mesmo assaltar casas. Os coitados haviam sido soltos numa mata na vizinhança da cidade. U. Apesar da distância. Ele consegue pescar. A sociedade dos micos também é mais democrática que a média.E. como resposta. a primeira palavra que vem à cabeça é o chimpanzé. Não é para menos. com força. “Não existe um único líder no bando. abrir latas e frutas e escavar a terra movido pelo ímpeto de encontrar comida. seu prato preferido. o dos macacos do Novo Mundo. 16. Entre os macacos-prego o poder é diluído. sobra tempo para atividades sociais e para cultivar amizades. eles são capazes de procurar comida nos lugares mais improváveis. além do homem e do chimpanzé. diz Eduardo Ottoni. o macaco-aranha e o muriqui são macacos africanos. Para comer coquinhos. A outra é o chamado polegar pseudoopositor. Sem precisar disputar o coquinho de cada dia a mordidas. As razões desse desenvolvimento cognitivo só começaram a ser compreendidas muito recentemente. Onívoros de carteirinha. “Eles podem andar sobre duas patas e também são perfeitamente capazes de aprender por observação”. A população da cidade entrou em pânico com uma misteriosa quadrilha que aproveitava a ausência dos moradores para roubar comida.” Superinteressante. é marca registrada dos espertos macacos-prego. o macaco-aranha e o muriqui são espécies de macacos da América. Maringá-PR Leia o texto a seguir: “Gênio da selva Apetite favorece a inteligência Quando se fala em bicho inteligente. Com relações tão complexas. Voltar Língua Portuguesa . 02. como o macaco-aranha e o muriqui. 04. são muito mais parecidos com seus primos de terceiro grau da África do que com seus conterrâneos.157. O apetite insaciável. da mesma forma que o macaco-prego. capazes de partilhar alimento”.72. usam uma ferramenta: ajeitam o fruto cuidadosamente numa pedra e jogam uma outra em cima. em flagrante. Parente mais próximo do homem. diferente dos outros primatas. existem duas razões fisiológicas para o desenvolvimento cognitivo do macaco-prego. julho/00. Os mandachuvas dividem a própria comida com os seus subordinados. A primeira é o tamanho do cérebro. p. Foi isso o que aconteceu em Fernandópolis. ressalta o etólogo Eduardo Ottoni. da Universidade de São Paulo. Se não houver frutas nem insetos à mão. observa Ottoni. “São os únicos. quando a Polícia Florestal prendeu. Duas delas são fisiológicas. Tiveram de apelar para o crime. O caso foi resolvido em março. Dê. Os outros primatas normalmente se organizam em torno de um macho dominante que controla o abastecimento do grupo.

158.” Milton Nascimento e Fernando Brandt. Em geral. Feitas as exceções devidas. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. a mulher da canção. simboliza os seres humanos que lutam. ( ) É notória a sua preferência pelo aristocrático e o tradicional e o seu desprezo pelo popular e o moderno. c) Maria. 65 “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. Nem tudo tinham os antigos. Maria É o som.Interpretação de texto I Avançar . Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. uma certa magia. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. se fazem novas. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. entre a tradição e a modernidade. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. apesar de defender a preservação da essência lingüística do Português. Maria É um dom. e) A mulher brasileira. Texto para as questões 159 e 160. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. apenas suporta a dor de viver. Maria. é uma combinação de força e resistência. É a dose mais forte e lenta De uma gente que ri. ou antes por uma exageração de princípio. à força de velhas. a lágrima em riso. não imputa aos literatos tal responsabilidade. Maria. não se lêem muito os clássicos no Brasil. ( ) Machado de Assis. outros há que os adotam por princípio. porque. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. b) A mulher. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. – não me parece que se deva desprezar. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. Divergência digo. Pelo contrário. como são todas as mulheres do planeta. Uma força que nos alerta. nem tudo temos os modernos. d) Maria. é a cor. Univali-SC “Maria Maria Maria. o capricho e a moda inventam e fazem correr. ( ) Ele é de opinião que se pode muito bem prescindir do conhecimento dos clássicos para se saber corretamente a língua culta. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. representada pela Maria da canção. desentranhar delas mil riquezas que. A influência popular tem um limite. Mas se isto é um fato incontestável. quando deve chorar.” GABARITO 159. o que é um mal. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. propõe a mediação. o autor se opõe à tácita aceitação de modismos. principalmente por parte dos escritores. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. transforma a dor em alegria. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. Há portanto certos modos de dizer. Cada tempo tem o seu estilo. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. AEU-DF Julgue os itens abaixo. sofrem e resistem à dor de viver. A este respeito a influência do povo é decisiva. não se lêem. e segue sua vida. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. é o suor. ( ) Conquanto reconheça a necessidade de atualização da língua. locuções novas. em relação à compreensão e à interpretação do texto. E não vive. apenas agüenta. no texto. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. porém. ( ) Machado. Uma mulher que merece viver e amar Como outra qualquer do planeta. por intermédio dos escritores. mas que sabem perfeitamente os clássicos. A opção que melhor sintetiza o trecho da canção é: a) Todas as mulheres merecem ser amadas. em seu texto. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma.

de coração bondoso. com sua dialética irresistível. Fragmento IV “Agora estamos fartos de aventuras exóticas e mesmo de adjetivos clássicos e é possível dizer que este foi o último aventureiro exótico da planície. nem furacões.” SOUZA. expõe os elementos que a compõem. nem pestes. econômica ou política nacional. Descemos por umas grotas.. CUNHA. As circunstâncias históricas. do Maranhão à Bahia. o próprio. 626. Porto Alegre: Mercado Aberto. Rio de Janeiro: Marco Zero. em relação à teoria e aos estilos de época na Literatura Brasileira. Volnir e Adão E. em magnífico resumo. Márcio. In: Obra completa. que o nome não se soubesse. identificados abaixo. aonde lá. quando a gente não espera. – valorização das idiossincrasias regionais. Grande sertão: veredas. o imperador do Acre. 227. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. o texto lido pode ser classificado como crônica. Manual de literatura brasileira. nem terremotos.o senhor querendo se procurar. acolhamo-nos ao nosso assunto.. Depois dele: o turismo multinacional. o sertão vem. Os sertões. ( ) De roupagem metalingüística. 1984. o autor leva constantemente o leitor à reflexão. AEU-DF Julgue os itens que seguem. pela abertura de rodovias. 3ª ed. Fragmento V “E mais! Um país de povo alegre. vol.. 158. por si.” ROSA. IMPRIMIR Em cada um dos itens seguintes.Interpretação de texto I Avançar . Voltar Língua Portuguesa . Guimarães. p. neste intricado caldeamento a miragem fugitiva de uma sub-raça.” GABARITO VERÍSSIMO. nem vulcões. 1989. ed.” Fragmento I Procuremos. Apud Sergius Gonzaga. muitos deles descendentes dos primeiros sesmeiros. após apresentação de uma tese. porto Alegre: Sulina. . Até. no meio de serras de parte-vento e suas mães árvores. ( ) Toda a fundamentação lingüística de Machado é profundamente influenciada pelas premissas saussurianas.se diz . II. que dribla todas as dificuldades com o célebre jeitinho. ( ) Evitando o estilo fácil e superficial. João Ubaldo. até. Literatura brasileira. perfazendo indagação. 12ª ed. Viva o povo brasileiro. UnB-DF “Um grupo de alunos de uma escola de propaganda e marketing recebeu a tarefa de criar textos publicitários a partir de fragmentos de textos da literatura brasileira. Carvalho. 161. p. originaram diferenças iniciais no enlace das raças. Para isso. 1995. pois desconhece o preconceito racial. nunca não encontra. visto que aqui o preconceito é econômico. os senhores de terras e gados. era o sertão churro. – lançamento de uma fábrica brasileira de cigarros. O tempo e o vento. p. prolongando-as até ao nosso tempo. festeiro. Galvez.) Ali estão dois representantes do clã pastoril. 5ª. A marcha do povoamento. A estrada de todos os cotovelos. 162. Érico. na face e nas vidas das gentes que hoje se acham no réveillon do Comercial? E se eu vos assegurar que neste clube se agita uma espécie de microcosmo do Rio Grande? (. Fragmento III “E se eu lhe disser que vossa História está toda escrita. ( ) fragmento II ( ) fragmento V ( ) fragmento I e III ( ) fragmento II e IV – integração nacional. Definamos rapidamente os antecedentes históricos do jagunço. em grande parte oriundas das circunstâncias físicas. que então vigoravam no Brasil do século XIX. E mais! Um povo que convive em amenidade e cortesia. Inaptos para discriminar as nossas raças nascentes. Apud SANTOS. o mesmo. Mas. nem lutas fratricidas. 1984. porém. 66 Fragmento II “Quadrante que assim viemos. De repente.160. um povo prestativo. revela-as. Ia fazendo receios.” RIBEIRO. 13. 1997.. ( ) Nele. Ante o que vimos a formação brasileira do norte é mui diversa da do sul. um país feliz! E mais! Um povo que nunca enfrentou guerras. em que todas as cores e raças se misturam livremente. o grupo escolheu fragmentos que apresentam temáticas e enfoques diferenciados da realidade sociocultural. efêmera talvez. Sertão. Um aventureiro que assistiu às notas de mil réis acenderem os charutos e confirmou de cabeça que a lenda requentou. julgue se o(s) fragmento(s) acima poderia(m) subsidiar a elaboração de um texto publicitário com a temática apresentada abaixo. Rio de Janeiro: Record. p. p. Euclides da. – divulgação de qualidades do país com vistas à atração de turistas para a festa de comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil. Machado de Assis faz um ensaio crítico em que. por esses lugares.

fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. é latente a contenda entre novos e velhos poetas. Hoje. Das 500 maiores companhias transnacionais.Leia o texto abaixo para responder a questão 41. c) As multinacionais empregam executivos estrangeiros. jamais fiz distinção entre uns e outros. b) A Renault construiu uma colônia de franceses no Paraná. UEMS De acordo com o texto é correto afirmar que: a) Os estrangeiros têm vindo. com os espetáculos de circo dos parnasianos. E. além de tudo. na incauta adolescência. Veja. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . E assim. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. ( ) Depreende-se de todo que Quintana não estabelece relação direta entre a qualidade do poeta e sua faixa etária. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. em massa. 162. procurar emprego em nosso país. Quanto a estes. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. mais de 400 estão instaladas no país. por iniciativa própria. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. Os (ainda) chamados modernistas. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. embora sem querer. Quanto a mim. sem rede de segurança . ( ) Para ele. com a sua livre poética. Acontece que. Texto para a questão 163. “roubada” do Rio Grande do Sul. “No Brasil. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. ( ) Para Mário Quintana. ressuscitada a cada geração. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. ( ) Ao apontar os novos como herdeiros. Tanto de um como de outro grupo etário. entre novos e velhos. AEU-DF-Modificada Julgue os itens abaixo. são por natureza os nossos filhos naturais. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. existem colônias de franceses no Paraná. graças à Renault. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros.” 67 GABARITO 163. Em São Paulo. o ímpeto da loucura é exclusivo da senilidade. Para os executivos e a família. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. também foi responsável pelo aprendizado dos modernistas. ( ) No primeiro parágrafo diz que a poética parnasiana. a mudança é um sacolejo completo na vida. Desde 1990. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. em prol do equilíbrio universal. já que aqui não há executivos preparados. sem querer.Interpretação de texto I Avançar . d) As multinacionais transferem executivos da matriz para o Brasil objetivando reforçar sua filial.” BUCHALLA.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. deixa subjacente a condição de inferioridade deles em relação aos velhos. em relação à compreensão e à interpretação do texto. essa transferência representa um reforço na filial. Para as companhias. 26/04/2000. e) Todas as 400 empresas transnacionais instaladas no Brasil trouxeram seus executivos da matriz. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. apesar de equivocada. por sua vez. não existe geração espontânea. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. Anna Paula.

palmeiras. d) Diamantes tem à vontade.Interpretação de texto I Avançar . um número sem fim de animais povoavam as selvas e constelações de pássaros enfeitavam os céus sem fumaça do novo mundo descoberto. De plumagens mui vistosas. “Ainda não haviam louras. Quanto aos bichos. melancias. c) Tem goiabas. Banana que nem chuchu. já quinhentos anos passados. Bengala de castão de oiro. Essa ironia é traduzida claramente pelo(s) verso(s): a) A terra é mui graciosa. d) II e IV. melancias. papagaios.55. II. Como será esse país no futuro. rios. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. como os de Entre-Douro e Minho... nem mulatas. Águas são muitas e infindas. mangueiras. III. Texto I “Fragmento da Carta de Pero Vaz de Caminha . GABARITO 165. assim os achávamos como os de lá. a terra em si. No dia seguinte nasce Bengala de castão de oiro. Esmeralda é para os trouxas. ainda haverá?” Texto extraído da revista Rivista. Cruzados não faltarão. IV. b) I e III. UFPB-PSS A intertextualidade é a relação que ocorre entre dois ou mais textos. porque. quando for a vez desses meninos? Riachos. a arca. Tão fértil eu nunca vi. verifica-se que Murilo Mendes ironiza a exaltação da terra feita por Caminha. A gente vai passear. Salvo o devido respeito. Essa relação pode dar-se em forma de paráfrase ou de paródia. onças. Vossa perna encanareis. capivaras. tão frios e temperados.. tem-nos muitos. Rios e riachos corriam límpidos. De tal maneira é graciosa que. tem-nos muitos. querendo aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. nem biquínis. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s): a) I. Tem macaco até demais. O corpo do texto é uma paráfrase da Carta de Caminha pois: I.” 68 164. Tão fértil eu nunca vi. II e III. critica de modo disfarçado a visão de Caminha sobre a terra descoberta. araras e papagaios.Textos para a questão 164. apesar da leve mudança no estilo. é muito boa de ares. s/d. p. cristalinos e plenos de peixes.” Texto II “Carta de Pero Vaz (Murilo Mendes) A terra é mui graciosa. Banana que nem chuchu. confirma a visão de Caminha sobre a terra descoberta. nas praias douradas desse novo país. Araras. Havia outra raça bronzeada que corria nua pelas matas e florestas e pelo litoral. UFPB-PSS Após a leitura dos textos I e II. Era assim o Brasil de Cabral. Edição Zero. Texto para as questões 41 e 42. neste tempo de agora. mantém o mesmo olhar positivo de Caminha sobre o futuro da terra brasileira. Diamantes tem à vontade. c) I. embora escrita no mesmo estilo. onças e capivaras.. Fortaleza: Editora RISO. No dia seguinte nasce e) Quanto aos bichos. faz críticas explícitas ao aspecto ufanista da Carta. b) No chão espeta um caniço. Reforçai. e) III e IV. cajueiros. No chão espeta um caniço. Senhor. árvores. Tem goiabas. nem surfistas. Ficarei muito saudoso Se for embora daqui.

d) explorar a sinonímia das palavras. está correto o que se afirma somente em: a) I. e não do ser. que é de ligação. e) usar a paronímia a fim de confundir o leitor. “É próprio da natureza humana olhar o passado com melancolia. ligado à classificação morfológica do verbo ser. b) II. Considere as seguintes afirmações a respeito do texto: I. c) III. niilismo e revolta. c) halo de encantamento. passado e futuro fundem-se simultaneamente na mente humana. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . como demonstram os relatos das décadas de 60 e 70. e) o bom e o interessante representam-se como alvo permanente da ambição humana. b) é tendência própria da natureza humana a visão fantasiosa do passado. c) os relatos das décadas de 60 e 70 revelam uma nota da melancolia reinante na época. é correto afirmar que o autor pretendia: a) dizer que havia muitas índias na terra descoberta.Interpretação de texto I Avançar .” 69 167. III. d) sentimento saudosista. a passagem do saudosismo para a mitificação é instantânea. a cada instante que passa. Nessa operação mental. III. até o ruim de outrora ganha uma aura mágica. corresponde à nossa existência que é o estado transitório. Em suas reminiscências. Existe um tipo de operação mental capaz de transfigurar os acontecimentos do passado. como se o bom e o interessante não tivessem presente. II. “Ser”. d) I e II. O relógio faz pensar na efemeridade de nossa existência na Terra. Os relatos das décadas de 60 e 70 limitam-se a um registro dos fatos sociais mais notáveis. Cada minuto de vida Nunca é mais. Os versos 3 e 4 expressam a idéia de que. Unifor-CE De acordo com o texto: a) as noções de presente. IV. e) ar misterioso. e) II e III. Unifenas “O Relógio Diante de coisa tão doída conservemo-nos serenos. Unifor-CE I. II. e) IV. Entre o saudosismo e a mitificação não há distância. c) usar a homonímia para causar um efeito humorístico. c) II e III. Ser é apenas uma face Do não ser. d) III e IV. Perpassam. em todo o poema. no verso 5. d) o saudosismo é sentimento característico daqueles que usufruíram de um passado agradável. As questões de números 167 e 169 referem-se ao texto abaixo. A respeito dos enunciados acima. GABARITO 170. Desde o instante em que se nasce já se começa a morrer. sentimentos de angústia.166. é sempre menos. 169. UFPB-PSS A respeito da manchete: Cabral descobre o caminho das Índias.” Cassiano Ricardo. estamos mais próximos da morte. b) II e IV. Unifor-CE A expressão aura mágica denota no texto um: a) passado feliz. nem futuro. b) dizer que Cabral descobriu o caminho que o levaria para as Índias. b) sentido excepcional. Está correto o que se afirma apenas em: a) I e III. 168.

assim. me impediram o trabalho. c) a força policial e a ausência de anotações que sirvam de apoio à narrativa. ia-me parecendo cada vez mais difícil. b) um depoimento verdadeiro. tiradas demagógicas. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas e. Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade – talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. ninguém nos dará crédito. que o impediria de publicar seu livro. esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. palavras de ordem. com os nomes que têm no registro civil. com intenção de dar veracidade aos fatos. “Resolvo-me a contar. e) tencionava prender-se aos fatos. 173. como limites à liberdade de expressão. 70 171. depois de muita hesitação. e a proibição de usar nomes verdadeiros. digo os motivos por que silenciei e por que me decido. julgando a matéria superior às minhas forças. ou alguém em quem não se pode confiar. sem romanceá-los. redigir esta narrativa.Interpretação de texto I Avançar . fazer do livro uma espécie de romance. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a delegacia de Ordem Política e Social. mas foram raríssimos esses autos-de-fé. indulgentes ou cegos. o escritor é como um cego. principalmente escrita: IMPRIMIR a) os fatos reais em oposição à invenção literária. sem disfarces. contra a existência de uma censura prévia. dar-lhes pseudônimo. e) sem liberdade de criação. com o uso de pseudônimos ou de outros disfarces. quando formos verazes. Unifor-CE O autor situa num mesmo plano. c) sentia-se desautorizado a relatar fatos sobre pessoas reais e identificá-las por seu verdadeiro nome. inibe também a capacidade de criação literária. perderemos qualquer vestígio de autoridade e. Também me afligiu a idéia de jogar no papel criaturas vivas. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos. com o decorrer do tempo. 172. Efetivamente se queimaram alguns livros. Unifor-CE O autor enumera razões que justificam um silêncio de dez anos. b) a falta de liberdade política. é incorreta: a) existia uma censura prévia. b) julgava-se incapaz de colocar num livro os acontecimentos que vivenciara. Voltar Língua Portuguesa . enfim. d) escrever romances só é possível em determinadas situações políticas. porém. Além disso. seria injustiça. os civis não conseguem fazer-se ouvir pelas autoridades do poder. Isto. para publicar suas obras. mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas. De fato ele não nos impediu escrever. d) perdera as anotações que havia feito. mas nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei.” Graciliano Ramos. os hábitos de um decênio de arrocho. Entre elas. Não vai aqui falsa modéstia. ainda nos podemos mexer. às vezes com louvores de sustentáculos dela.As questões de números 171 a 173 baseiam-se no texto abaixo. e disto escasso prejuízo veio à produção literária. caso o escrevesse. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima. Unifor-CE Infere-se do final do texto que: GABARITO a) sempre há pessoas que aceitam a opressão política e se beneficiam dela. antes de começar. Repugnava-me deformá-las. e) as normas gramaticais e as ações da força policial. casos passados há dez anos – e. como realmente haviam ocorrido. c) numa época de força policial. em qualquer época ou lugar. quase impossível. a polícia. d) a impossibilidade de escrever com clareza. como adiante se verá. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício. realizando atos esquecidos. repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP.

mesmo aqueles que prejudicam uma plantação comendo as sementes. quanto terrestre.. no ritmo lento da natureza. por elevar seus galhos ao céu. A morte é uma atitude extrema. um sentimento insano. é velha como o mundo. 57. Rio de Janeiro: Aguilar.Interpretação de texto I Avançar . e antes de somares o valor da jóia que vais dar a tua noiva. e as sementes. mata a doce Desdêmona. e o neto do pastor subindo nos galhos à procura dos ninhos escondidos. UFSE Infere-se corretamente do poema que: a) os galhos de uma árvore podem simbolizar mais as coisas boas que as más. no texto em que Otelo. o verniz civilizatório ou. no mundo inteiro. IMPRIMIR 176. e os ramos benfazejos descendo sobre novos berços. Assim foi descrita magistralmente por William Shakespeare. 175. A realidade. d) a simplicidade da vida campestre. doente. linda. antes de calculares os lucros da seara. transtornado. homens e mulheres mataram (e matam) pelo mesmo motivo: o ciúme. mata a mulher e se mata. d) O Bem e o Mal fazem parte da vida.)” Veja: 14/06/2000. e) O cultivo da terra garante os alimentos de toda a população. desde que eles estejam floridos. c) cultivado pelas elegias pastoris. mas as tragédias clássicas acabam sendo a melhor tradução para a força destruidora e devastadora desse sentimento. e) próprio da literatura socialmente engajada. e só por isso. perigoso. Jorge de. familiar e do mundo todo. A tragédia. simplesmente. como lidar com esse veneno Marido apaixonado desconfia que a mulher. d) inerente a qualquer manifestação literária. GABARITO Texto para as questões 176 e 177. b) os pássaros. no século XVII. e o Bem e o Mal sempre brotando da árvore. Voltar Língua Portuguesa . vê através do pequeno embrião de árvore: a sombra. insuportável para quem sente e doído. como nas parábolas sagradas dando de comer aos pássaros ou secando nas pedras. para quem é alvo dele. o amigo é sincero. c) as crianças serão sempre mais felizes e saudáveis se crescerem em contato com a natureza. mas o marido só enxerga à sua volta indícios da traição inexistente. considere o poema que segue. “Antes de lançares a semente no chão. o general mouro. Antes dele e depois dele. Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas. “Ciúme. UFSE A idéia central do poema está em: a) Uma semente é a síntese da vida individual. o pastor tocando a sua gaita e a virgem derrubada debaixo da fronde. Por fim. c) A árvore que brota da semente é o símbolo da riqueza material. 71 174. induz a uma acomodação do homem à rotina diária. p. v. o trai com um amigo.. por aquilo que produz.Para responder às questões de números 174 a 175. UFR-RJ A narração que dá início ao texto aborda um tema: a) ausente nas obras clássicas. b) A árvore sempre foi e continuará associada à noção da bondade divina. A mulher é honesta. 1974. ou os cofres que tu vais encher e as coisas que tu vais transformar. a sobrevivência do bom senso mesmo que o cotovelo doa colocam freios em boa parte das pessoas que dele sofrem – por isso. e) a árvore é sinônimo de vida. 2. as ruas não estão coalhadas de corpos adúlteros ou apaixonados desprezados. no seu cruel desenrolar. são símbolos do poder divino. e sempre galhos subindo para a glória de Deus e sempre galhos descendo para a fome da terra.” LIMA. b) recorrente na literatura universal. tanto espiritual. Poesias Completas. (. desde os tempos bíblicos. paranóico.

Ninguém precisou pedir dinheiro na esquina ou teve os cabelos pintados. de uma vez por todas. 26 de abril de 1999. o vento chega arrefecido na cidade. O hemocentro de São Paulo recebeu.Interpretação de texto I Avançar . Em outros estados há iniciativas de trote solidário semelhantes ao da UERJ. c) os perigos do verniz civilizatório para o homem. Lembrança – o vento pertence ao campo. b) lembrança. Escolas como a FGV. b) intenso questionamento sobre tempo. d) Os trotes tradicionais podem virar trotes solidários. b) Há várias maneiras de camuflar o trote tradicional. Uma rês geme. Univali-SC “Calouros como gente As boas iniciativas que transformam o ritual de entrada na faculdade num momento feliz. Marceu .” Flávio Aguiar. na árvore dobrada. unidos. Arrecadou-se mais de 200 quilos. alunos do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Veiga de Almeida. gotejante: o vento a corta. E no entanto o tempo passa: Do campo. O vento nasce e morre no horizonte: o mundo é redondo. USU-RJ Marque a opção que apresenta a palavra que primeiro marca o tempo no poema: a) chuva.. o vento nasce e morre no horizonte. e) a importância do século XVII para a literatura brasileira. 179. no início do ano. IMPRIMIR A idéia central do texto é: a) O trote aos calouros deve ser. levam os calouros para a rua e. E no entanto o vento uiva. “(minuano) A chuva escorre na vidraça: na rua o vento uiva. c) desligamento da realidade. d) o adultério. vagabunda. Há 15 dias. Em todo o país começa a vir à tona uma série de boas idéias que pode transformar o ritual de entrada na universidade um momento agradável – e não em festivais de estupidez. os calouros só precisaram levar 1 quilo de alimento não perecível. Texto para as questões 178 e 179. Mais estranho: o mundo é redondo. UFR-RJ O comentário sobre o ciúme chama a atenção do leitor para: a) a ação inibidora das convenções sociais. 180. 3. USU-RJ O vento só não causa no poeta: a) postura nostálgica em relação ao tempo. transformaram a recepção em coleta de sangue.427 bolsas de sangue. Para participar da festa. como faca. GABARITO Há caminhos suaves para abolir o trote violento. e) Os calouros são a favor dos trotes independentemente do tipo. e) curiosidade quanto à origem do vento. abolido.) A solução encontrada pela UERJ foi transformar o trote em atividade cívica. (. E sempre prossegue rumo ao norte. que serão doados para obras sociais..Época. E geme. Estranha faca: gelo e água. Em vez de cumprir tarefas vexatórias. c) vento. divirto-me como os desenhos abstratos Que desenha em gotas na vidraça.” VIEIRA. os calouros ensinaram crianças de favelas a escovar dentes. a Faculdade de Economia e Administração (FEA) e a PUC. 72 178. como fizeram os alunos de Odontologia no ano passado. b) a influência maléfica de uma obra literária. todas de São Paulo.177. Protegido no copo de conhaque. e) passa. como tema constante das tragédias gregas. do Rio de Janeiro. c) As universidades têm obrigação de criar trotes sociais. tarefa dos novatos de Oceanografia. promoveram o “trote solidário”. d) medo da fugacidade do tempo. mesmo na cidade: tem presente seu passado. d) nasce. Voltar Língua Portuguesa . ou recolher lixo nas praias.

Mac Margolis. destinados às crianças. a dança da garrafa. ( ) Na linha 4. o objetivo de todos. ambos desamparados.” Revista Caros Amigos . Quero aprender com a indústria da moda. casar. São Paulo: Moderna. ( ) O texto demonstra que a tese de que somente o trabalho lúcido dignifica o homem não é comprovada na prática. São alguns privilegiados – como artistas. Algumas pessoas dizem que o trabalho é sua principal diversão. depois. “Confissões de Gisele Bündchen para o editor-chefe da revista Ícaro Brasil. mesmo quando dispõem de outras alternativas e as aproveitam. ( ) O texto “ainda que” confere à oração subordinada uma idéia de conseqüência e admite ser corretamente substituído por já que. Não quero trabalhar para sempre.. em tese. e vivem nas ruas. Lygia – texto de Álvaro de Alves de Faria. É como vida de atriz. de outro lado. a grande legião de crianças abandonadas à própria sorte neste país absurdo. d) Uma crítica às apresentadoras de programas infantis. em Nova York Trabalho e prazer. ter filhos e uma fazenda..” CAMARGO. é uma palavra invariável quanto a gênero e número.181.. Num dia. Introdução. Luiz Octávio de Lima. No começo eu confesso que trabalhava mais pelo dinheiro. b) Os programas infantis ensinam às crianças danças constrangedoras e escandalosas. e) Algumas crianças têm tudo: casa. que poderiam contribuir para a educação infantil. Divertir-se trabalhando ou trabalhar divertindo-se é. a respeito da organização das idéias do texto. Quero voltar ao Brasil. pessoas que conseguem imprimir um ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução. Com o tempo. ingênua e. UnB-DF Julgue os itens que se seguem. mas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Univali-SC “. você tem que ser sexy. podem ser vistas como pertencentes a dois grandes grupos. essas coisas constrangedoras para um país que se diz sério e pretende crescer a começar por sua infância. penso em cair fora. a passarela. São apresentadoras medíocres interessadas apenas em ensinar a dança da bundinha. o termo “muito”. ( ) Depreende-se do texto que “pessoas que conseguem imprimir ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução” são aquelas que alcançam o “objetivo de todos”. que intensifica “poucos” e “poucas”. família. Então fica assim: de um lado.março de 1999. só que o palco é a capa da revista. esportistas. assistência.. 73 182. c) A responsabilidade das apresentadoras de programas infantis nem sempre é o ponto forte da programação das emissoras. comecei a levar o trabalho numa boa. artesãos profissionais e alguns executivos e empresários –.Interpretação de texto I Avançar . no Bubby’s. na prática. mas pouco ou nada fazem nesse sentido. no outro. em muito poucas circunstâncias. A idéia central do texto é: a) As crianças. “É difícil ser faber e ludens ao mesmo tempo Somos sempre faber e ludens. amanhã uma perua no shopping.” Ícaro Brasil. no Brasil. ainda que dificilmente ao mesmo tempo. que ficam diante da televisão vendo as representantes da inconseqüência nesse vale-tudo sombrio. Texto para as questões 182. 1/2000 (com adaptações). Hoje uma soldada na guerra. uma exceção válida para muito poucos. 22. são apresentadoras dos programas infantis. 1998. In: Educação para o lazer. ( ) Infere-se da leitura do texto que a intensidade e o tempo aplicados ao trabalho são fatores relacionados ao “ritmo pessoal”. p. não me destruir com ela. as outras crianças que têm casa. Texto para a questão 183. têm família. enquanto outras nada têm. maluquete. e. E depois? Daqui a cinco anos.

espelham. UFMS Assinale a(s) alternativa(s) que se mostra(m) ao texto lido. Elas fazem parte da vida das pessoas. mas produtos de práticas sociais. e responda à questão proposta. vestibulando e stress dão uma mistura explosiva. a democratização de seus usos. os múltiplos aspectos que caracterizam a vida do homem. As tecnologias não são apenas produtos de mercado. ( ) Considerando que as expressões “faber” e “ludens” correspondem. com cautela e moderação. Os processos comunicativos têm sua origem nas necessidades sociais e. 01. o movimento: o mundo plural hoje vivido. o reconhecimento de suas possibilidades. A organização de seus gêneros. pois resultam de processos históricos e sociais que. o pronome pessoal “você” está empregado como indicador de um sujeito indeterminado. DIA 9.183. na atualidade. 04. o tempo. Afinal. As tecnologias da comunicação e informação não podem ser reduzidas a máquinas. por carregar bem o trabalho e precipitar-me. 16. as expressões “Quero aprender” e “não me destruir” são empregadas como semanticamente equivalentes. respectivamente. construídos historicamente. ( ) No fragmento do texto. 1999. é correto concluir que a entrevistada admite que deixou de ser muito faber para se tornar mais ludens. UFGO Leia a mensagem publicitária abaixo. pensar. publicada em O Popular. Seus padrões são arquitetados simbolicamente como conteúdos sociais. p. se mostram nos processos comunicativos derivados das necessidades sociais. portanto. para depois haver uma adaptação mercadológica. como resposta. com o desconhecido que amedronta.” 74 184. 1999.Interpretação de texto I Avançar . 02. Embora hoje as tecnologias de comunicação e informática façam parte do cotidiano das pessoas. julgue os itens seguintes. SAIA DO STRESS A partir do dia 9. acabam por concretizar-se. não invadem a vida das pessoas. a indagação de suas fontes. Os padrões das inovações tecnológicas adaptam-se. Texto para a questão 184: “O trecho abaixo foi retirado dos PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – ENSINO MÉDIO (Brasília. atender às demandas sociais. 185. DF: Ministério da Educação. Qualquer inovação tecnológica traz certo desconforto àqueles que. a soma das alternativas corretas. estas ainda resistem ao seu uso por falta de conhecimento sobre o assunto. pela significação textual. resultam de processos sociais e negociações que se tornam concretas. O sentimento experimentado por aqueles que ainda não entendem as inovações tecnológicas é de desconfiança. em 1º ago. UnB-DF Com relação ao texto e ao fragmento de texto acima. como a qualquer pessoa nas mesmas circunstâncias. apesar de simbólicos a princípio. mas utilizálas. As tecnologias em questão podem ser tomadas como máquinas. Serão 16 sessões de uma análise completa e descomplicada dos livros indicados para os vestibulares da Federal. ( ) No fragmento de texto. respectivamente. em seguida. viver e ser. apesar de conviverem com ela. as expressões “levar o trabalho numa boa” e “cair fora” devem ser substituídas. já que estas representam o trato com o novo. às exigências do mercado de consumo para. ainda não a entendem. da Católica e outras faculdades. 08. você vai ficar mais relaxado e em boa companhia. 32. com atenção. Dê. o espaço. ( ) Para que o fragmento de texto obedeça às exigências da norma culta formal. a consciência de sua existência. Novos modos de sentir. adequando-as às suas possibilidades e às exigências do mercado de consumo. É só ler e relaxar que você tira de letra qualquer questão de literatura. Cabe à escola o esclarecimento das relações existentes. Leia-o. em primeiro lugar. corresponde tanto a eu. a trabalho e divertimento. formatos e recursos procura reproduzir as dimensões da vida no mundo moderno. 133-4). A escola não deve opor-se às tecnologias de comunicação e informática. Gisele Bündchen. Fique esperto! Toda 2ª vai ter um novo livro pra você! IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . toda segunda-feira.

devido à predominância da função fática. Você fica louco da vida. o de acreditar que a análise do livro dispensa a leitura do mesmo. regado a água quente. As duas bebidas – o chimarrão e o tereré – são tomadas sempre durante o dia. 2. 3. Chimarrão é o mate cevado. para o vestibular. ( ) o vestibulando terá. não apenas de relaxar-se e ler a análise dos livros indicados.. Os serviços de uma bugra para “carregar mate” são indispensáveis. pode-se afirmar que: ( ) se depreende do texto uma associação entre stress. tal como aparece no 6º (sexto) parágrafo. tudo muito morno e quente. uma bomba ou bombilha e a erva moída.. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. O mate é o principal ingrediente tanto do chimarrão quanto do tereré. Leia o texto que segue para responder a questão 186. O arado e a estrela. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. 1996.Considerando-se que. com sol forte e poeira envolvendo tudo. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. IMPRIMIR GABARITO “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. O ideal é tomá-lo numa grande roda. respeitando a vez de cada um. Tereré é o refresco. sob um laranjal. mas o espírito de serenidade e união que se cria entre os participantes. Campo Grande. Texto para a questão 187. (.” (Lourenço Diaféria) Voltar Língua Portuguesa . “Carregar mate” significa alguém ficar segurando a chaleira. O uso de palavras ou expressões em guarani faz parte de um ritual mágico inerente à tradição. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que NÃO está(ão) de acordo com o texto. explicitado pela palavra você. passar a cuia de uma mão para a outra. 04. para não azedar o mate. UCDB. p. morena e matuta. de cachimbo da paz. lendo o material anunciado. como resposta. a soma das alternativas corretas. alguma palavra em guarani. 08. bem gelado. Você corrige dois erros. O que importa realmente para quem toma mate não são as condições atmosféricas. ( ) a metonímia utilizada na última frase do texto pode induzir o leitor a um equívoco intelectualmente danoso. a conversa será mais lenta. Se alguém falar alguma frase. o vestibulando estará valendo-se de um meio de atenuação do stress decorrente das muitas exigências do vestibular. 75 186. pode ser associada à chegada da noite. como chê-kambá ou cunhataí. dará mais sabor à erva. Dê. 23. ótimo. 16. De acordo com o clima.’ Considere as seguintes atitudes: 1. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. vestibular e leitura dos livros. a leitura obrigatória de livros da literatura brasileira tem um propósito pedagógico. de uma boca para a outra. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. mas também de ler os próprios livros. senão a erva pode azedar. Ed. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia.Interpretação de texto I Avançar . para “tirar de letra qualquer questão de literatura”. Você corrige um erro. tudo semelhante a “um coração verde com uma artéria de prata”. 32. Se houver os serviços de alguma bugra para “carregar mate”. passa-se do chimarrão ao tereré. A expressão na hora do quiriri. ( ) o canal. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. 02. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. sem açúcar. recebe a ênfase nessa comunicação. 4. Raquel. é oportuno perguntar-se: no cumprimento desse dever que se impõe ao vestibulando? Analisando-se os efeitos de sentido que a linguagem permite criar no referido anúncio.)” NOVEIRA. daí se sugere que. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. 01. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão.

etc. soap-opera. por exemplo. funk. o português. 76 GABARITO Texto II 188. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). UEMS No texto I. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. Cantor de forró do Ceará. Pois aqui no Brasil. etc. o preto e o branco. nós a recebemos do colonizador luso.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. etc. então. UFMT Assinale V.187. A começar que a nossa língua oficial. literalmente. é possível inferir que: a) A autora defende a utilização de uma “língua geral” dos índios como língua oficial do brasileiro. permitem que o falante invente e importe as palavras que melhor lhe convier. para falso: ( ) Na expressão pichar em muro caiado. Mas não pega. que. ( ) O texto faz alusão à escola pela escolha tanto da forma de dizer quanto daquilo que diz.” Rachel de Queiroz. ou até na rua. se não for escolado no papo. e F.Interpretação de texto I Avançar . que não se pode traduzir literalmente por “arte teatral”. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. Pegue um jornal. “meio-de-campo”. por exemplo: é todo recheado de inglês. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. especialmente o futebol (não mais foot-ball). ou pior. tudo é show. o que foi uma bênção. como um peru de farofa. Mas. como na África. falemos de nós. pelo menos. já que a gente não os conhece nem de nome. por exemplo.. cada uma fala o seu dialeto. b) O fato do inglês “rechear” os jornais. Leia os textos que seguem.. E o leitor do noticiário. uma de aceitação e outra de não-aceitação de problemas relativos à ortografia. para verdadeiro. inclui as apresentações em várias espécies de salas. é estrangeira imposta pelo colonizador. back é beque. Os índios têm lá os jogos deles. punk. No esporte é a mesma coisa. Eles servirão de base para as questões 188 e 189: Texto I “(. que alguns tentaram. contrapõem-se duas cores. se fosse realidade a falada “língua geral” dos índios. pelo menos é o que informam os especialistas. o pataxó. ou. Ficamos nas adaptações tipo “futevôlei”. e) Palavras estrangeiras. toma um susto. ( ) As opções 3 e 4 refletem posturas diferentes em face da escrita. c) O português é língua oficial do Brasil e o inglês. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. se você for a fundo no assunto. tem significação mais extensa. chamando-o de ‘desporto’. pelo menos.. onde as melodias podem ser originalmente nativas. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. d) Os neologismos impostos pelos jornalistas esportivos deveriam ser banidos do nosso idioma. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. pretendemos ser. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. como as do texto. deixando de lado os índios que nós. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. mas devem ser chatos ou difíceis. a todo instante tropeça e se engasga com rap. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão “centroavante”. os brasileiros. por exemplo. Nas páginas dedicadas ao show business. demonstra a intenção do jornalista em impor aquela língua. ( ) Escrever em muros e paredes e aplicar piche são acepções do verbo pichar e ambos cabem no texto. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. Imagina se. é engraçado.

Vaidade que todo me há vencido. Delinqüido vos tenho. amor. restituía-a ao cativeiro. São Paulo: FTD. Maldade que encaminha a vaidade. com as mãos cruzadas nas costas. c) o valor da jóia que vais dar a tua noiva. Em virtude de tantas palavras importadas. pálido. falar português é como falar inglês. e um calafrio percorreu-lhe o corpo. b) antes de calculares os lucros da seara. b) I e III. p. O cortiço. A salvação pretendo em tais abraços. Jesus. Uneb-BA Texto I “O sujeito fez sinal aos dois urbanos. Quando necessárias. desembainharam os sabres. vendo que ela se não despachava. e ofendido. as palavras estrangeiras são bem-vindas à língua portuguesa. II. para a ceia do seu homem. e encaminharam-se todos para o interior da casa. que a sua carta de alforria era uma mentira. Arrependido a tanta enormidade. Num relance de grande perigo compreendeu a situação. rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue. estava de cócaras no chão. e chegaram finalmente à cozinha. Abraços que me rendem vossa luz. Botelho. Assinale V para as afirmativas comprováveis no texto e F. quando viu parar defronte dela aquele grupo sinistro. Atravessaram o armazém. Bertoleza. GABARITO 192. III. para as não comprováveis. d) ou os cofres que tu vais encher. dai-me os braços. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . à frente deles. Jesus!” MATOS. ensinava-lhes o caminho. O inglês é tão usado no Brasil que algumas palavras acabam sendo incorporadas ao nosso idioma. In: Poemas escolhidos. João Romão ia atrás. É verdade. ( ) Predominância do hipérbato na primeira estrofe. 190. Vencido quero ver-me e arrependido. não tendo coragem para matá-la. que o acompanharam logo. Aluísio. Luz que claro me mostra a salvação. c) I e II. Reconheceu logo o filho mais velho do seu primitivo senhor. Bertoleza. 281. já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado. recuou de um salto e. e) e as coisas que tu vais transformar. Arrependido estou de coração. escamando peixe. é possível concluir que: I. que hei delinqüido. 1993. Os polícias. e) III. Ofendido vos tem minha maldade. depois um pequeno corredor que dava para um pátio calçado. Gregório de. 229-30. p.” AZEVEDO. d) II e III. Soneto. s/d.Interpretação de texto I Avançar . ( ) Relação de causa e efeito apresentada no verso 3. que havia já feito subir o jantar dos caixeiros. então. Estão corretas: a) I. e que o seu amante. antes que alguém conseguisse alcançá-la. São Paulo: Círculo do Livro. UFSE “vê através do pequeno embrião de árvore” O verso em que o poeta emprega a palavra correspondente à expressão em negrito é: a) antes de lançares a semente no chão. De coração vos busco. ( ) Relação de equivalência semântica entre os versos 6 e 7. erguendo-se com ímpeto de anta bravia.” E depois emborcou para a frente. ( ) Estruturação do poema segundo padrões clássicos: soneto. UEMS A respeito do texto II. U. adivinhou tudo com a lucidez de quem se vê perdido para sempre: adivinhou que tinha sido enganada. ( ) Consciência da efemeridade das coisas. a rigidez métrica e a regularidade das rimas. Salvador-BA 77 “Ofendido vos tem minha maldade. ( ) Dualidade entre o profano e o sagrado. Senhor. 191. Misericórdia.189.

2 e 4. pensam? Mostram livros proibidos? Lêem notícias nas Gazetas? Terão recebido cartas de potências estrangeiras?” (Antiguidades de Nimes em Vila Rica suspensas! Cavalo de La Fayette saltando vastas fronteiras! Ó vitórias. UFPE “Abrasileiramento da língua portuguesa no Brasil dos primeiros tempos A ama negra fez muitas vezes com as palavras o mesmo que com a comida: machucou-as. GABARITO Com base na compreensão do texto. 2. palavras que só faltam desmanchar-se na boca da gente. “Que estão fazendo.Texto II “Através de grossas portas. indistintamente. festas. um amolecimento de resultados às vezes deliciosos para o ouvido.” FREYRE. Sem rr nem ss. sentem-se luzes acesas. O autor põe em paralelo os campos da linguagem e da gastronomia brasileiras. 2. E não só a língua infantil se abrandou desse jeito. tem um sabor quase africano: cacá. pipi. lili (. 3 e 5. flores das lutas da Independência! Liberdade – essa palavra que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique. analise a coerência das seguintes afirmações: 1. Rio de Janeiro: José Aguilar. tirou-lhes as espinhas. O fato apreciado pelo autor constitui uma particularidade da língua portuguesa em solo americano. 151-2. só deixando para a boca do menino branco as sílabas moles. mas a linguagem em geral. Obra Poética. mas fica escrita a sentença. da gente.) Esse amolecimento se deu em grande parte pela ação da ama negra junto à criança. 4. 3 e 5. 1972. e) 1. do escravo preto junto ao filho do senhor branco.” MEIRELES. bem coletivo.. do princípio ao final do texto. ed. 78 d) Denúncia da exploração do homem pelo homem. Voltar Língua Portuguesa . e ninguém que não entenda!) E a vizinhança não dorme: murmura. inaugurado com a ama negra. Rio de Janeiro: José Olympio. os ossos. p. IMPRIMIR 5. solene. ao contacto do senhor com o escravo. Efeitos semelhantes aos que sofreram o inglês e o francês noutras partes da América. conversam. 3. a influência da cultura africana. e mesmo a portuguesa. as sílabas finais moles. As afirmativas a seguir referem-se ora ao texto I. O autor demonstra perceber que há níveis distintos de formalidade entre o falar da criança e aquele do adulto. e) Liberdade como valor imprescindível à condição humana. Gilberto. reforça a convergência encontrada pelo autor entre ‘falar’ e ‘saborear’. sob a mesma influência do africano e do clima quente. destacando. c) Liberdade. a fala séria. as durezas. Casa-Grande & Senzala. 3 e 4. “esse português de menino”. nenen. 3. principalmente. Cecília. ora ao texto II. nesses campos. firmou-se em todas as regiões do Brasil. A linguagem infantil brasileira. imagina. Estão corretas apenas: a) 2. A escolha das palavras. b) 1. bumbum. inventa. tatá. Daí esse português de menino que no Norte do Brasil. c) 1. d) 4 e 5. A que evidencia uma idéia comum aos dois textos é: a) Morte vista como libertação. 193. é uma das falas mais doces deste mundo.. 9ª ed. 1958. O falar “doce”. toda ela sofreu no Brasil. – e há indagações minuciosas dentro das casas fronteiras. fruto da luta política.. Não fica bandeira escrita. tão tarde? Que escrevem. b) Liberdade enfocada no plano individual.Interpretação de texto I Avançar .

Leia o texto abaixo para responder às questões de 194 a 196. que me paralisa o trabalho. este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. Itabira é apenas uma fotografia na parede. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. U. E o hábito de sofrer.” c) “este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval.” 196. Viu-a. orgulhoso: de ferro. tive fazendas. Mas como dói!” Carlos Drummond de Andrade. de suas noites brancas. e suas lágrimas queimavam-lhe o coração. este couro de anta. atrevida. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. Mas como dói!” c) “Oitenta por cento de ferro nas almas.. Noventa por cento de ferro nas calçadas. reprimido. Ora. e pela primeira vez em sua vida. Joaquim Manuel de. então começou a criar mil sublimes quadros e em todos eles lá aparecia a encantadora Moreninha. 125.. U.” b) “Itabira é apenas uma fotografia na parede. São Paulo: Ática. tive gado. c) o poeta.” 195. exercia nele um poder absoluto e invencível.” d) “de suas noites brancas. com seu vestido branco. o nosso encarcerado estudante soltou as velas da barquinha de sua alma.F. Juiz de Fora-MG Assinale o verso que melhor o explica o título do poema: a) “Por isso sou triste. Augusto amava deveras.” b) “Noventa por cento de ferro nas calçadas.” MACEDO. e o amor. estendido no sofá da sala de visitas. Principalmente nasci em Itabira. “Confidência do Itabirano Alguns anos vivi em Itabira.F. Por isso sou triste. Principalmente nasci em Itabira. esperando-o em cima do rochedo. no entanto. A Moreninha. toda cheia de encantos e graças. ao se tornar funcionário público.F. esta cabeça baixa. A vontade de amar. 79 194. sem mulheres e sem horizontes. futuro aço do Brasil. este orgulho. U. que voou. d) o poeta expressa seu entusiasmo por ser itabirano. e. por esse mar imenso da imaginação.Interpretação de texto I Avançar . IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . vem de Itabira. Oitenta por cento de ferro nas almas. pois. mais forte que seu espírito. b) o orgulho faz com que o poeta renegue sua terra natal. tive gado. Hoje sou funcionário público. viu-a chorar por ver que ele não chegava. abandona a postura crítica. 1997 p.” d) “Tive ouro. não há idéias mais livres que as do preso. Juiz de Fora-MG Assinale a alternativa que melhor expressa uma relação de causa e conseqüência: a) “Alguns anos vivi em Itabira. Tive ouro. é doce herança itabirana. 197. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro. PUC-RJ Texto 1: “Já era tarde. Hoje sou funcionário público. delineia-se o impulso erótico que é. orgulhoso: de ferro. tive fazendas. que tanto me diverte. sem mulheres e sem horizontes. Juiz de Fora-MG Assinale a única alternativa correta: a) no poema.

Reunião. 19. Deus me deu um amor porque o mereci. 161-3. quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme. Há que amar e calar. 1996. 1973. as flores nascem de um secreto investimento em formas improváveis. no mundo. Para fora do tempo arrasto meus despojos e estou vivo na luz que baixa e me confunde. Mas sou cada vez mais. Maria ficou para tia. eu que não me sabia e cansado de mim julgava que era o mundo um vácuo atormentado.Interpretação de texto I Avançar . Seu grão de angústia amor já me oferece na mão esquerda. João foi para os Estados Unidos. “Campo de Flores Deus me deu um amor no tempo de madureza.” ANDRADE. Hoje tenho um amor e me faço espaçoso para arrecadar as alfaias de muitos amantes desgovernados. Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. o sagrado terror converto em jubilação. p. Amanhecem de novo as antigas manhãs que não vivi jamais. Antologia Poética. que se armou em coágulo. Mas. Era tempo de terra. há que amar diferente. volto aos mitos pretéritos e outros acrescento aos que amor já criou. percebe-se a utilização de uma mesma temática mas com tratamentos distintos. talvez. ou triunfantes e ao vê-los amorosos e transidos em torno. De uma grave paciência ladrilhar minhas mãos. Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra imensa e contraída como letra no muro e só hoje presente. Pois que tenho um amor. um sistema de erros. Onde não há jardim. Carlos Drummond de. Texto para as questões de 198 a 201. Raimundo morreu de desastre. E o tempo que levou uma rosa indecisa a tirar sua cor dessas chamas extintas era o tempo mais justo. E talvez a ironia tenha dilacerado a melhor doação. e a um e outro agradeço. Carlos Drummond de. ed. Em ambos os textos. pois jamais me sorriram. porque me tocou um amor crepuscular. a concepção de amor presente nos textos de Joaquim Manuel de Macedo e de Carlos Drummond de Andrade. mas sou. De tantos que já tive ou tiveram em mim. pois que tenho um amor. Teresa para o convento. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história. Rio de Janeiro: José Olympio. Enquanto a outra acaricia os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura e o mistério que além faz os seres preciosos à visão extasiada. Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso e talhado em penumbra sou e não sou. Explique. p. com suas próprias palavras. o sumo se espremeu para fazer um vinho ou foi sangue. ANDRADE.Texto 2: “Quadrilha João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. 5 80 10 15 20 GABARITO 25 30 35 IMPRIMIR 40 Voltar Língua Portuguesa . 32. Rio de Janeiro: Record. Deus – ou foi talvez o Diabo – deu-me este amor maduro.

201. 02. a soma das alternativas corretas. 02. passa de um estado contemplativo e melancólico para outro de renovação e de redescoberta. articula sua experiência individual a outras vivências amorosas. O sentimento amoroso submete o indivíduo a situações de caráter paradoxal. O enunciado do verso 18 está constituído de idéias que se excluem. “Onde não há jardim” determina o período em que as flores nascem. 08. respectivamente. no presente. “há que” indica possibilidade com relação à declaração anterior. Dê. 16. dimensão nova. O período constituído pelos versos 5 e 6 é construído pelo processo de coordenação e subordinação. é correto afirmar: 01. 04. “tive” expressa a indeterminação do sujeito. 16. UFBA Com referência ao texto. 04. 32. 64. 04. O pensamento que se expõe do verso 9 ao verso 11 tem como declaração principal: “sou cada vez mais”. “um amor” e “amor” referem-se. Dê. no verso 26. Dê. 08. 64. UFBA No poema. dando-lhe. declara-se ansioso por recuperar o tempo perdido. relata um desencanto amoroso passado que. como resposta. 64. A experiência do amor é diferenciada em função do momento da vida em que ela ocorre. 04. 81 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . “desgovernados” e “triunfantes” expressam estados de espírito experimentados pelos que amam. contudo. Há uma explicação correta em: 01. 08. tende a se repetir. relaciona enunciados sintaticamente equivalentes. “e”. Dê. a soma das alternativas corretas. “ao vê-los amorosos e transidos em torno” indica circunstância de tempo. a soma das alternativas corretas. na tentativa de atingir a plenitude amorosa. como resposta. insere a sua realidade amorosa na realidade preexistente. decorrentes da ação do tempo. “pois” introduz um enunciado de valor argumentativo. 32.Interpretação de texto I Avançar . 32. 200. enfatiza a origem divina do amor. servindo para especificá-lo. o eu-lírico: 01. como resposta. A racionalidade bloqueia a expectativa de eternizar o presente. relativizando a força demoníaca com que ele atua. 02. 16. O título alegoriza um momento em que a vida pode brotar rejuvenescida pelo amor. o que é um recurso do poeta para não se revelar amador. 32. “que baixa e me confunde” refere-se a “tempo”. esboça um projeto de vida voltado para a superação da amargura e do sofrimento que até então o haviam dominado. O jogo do amor está ligado a questões essencialmente culturais. ao amor vivenciado pelo eu-lírico e ao sentimento amoroso sem objeto determinado. 02. 08. como resposta. O tempo atual é de crescimento pessoal do sujeito poético. em relação ao tempo em que o sentimento amoroso estava hibernando em seu interior. “sou cada vez mais” conota um redimensionamento da capacidade de perceber o mundo. a soma das alternativas corretas. 199. “ou” e “ou” ligam idéias indicativas de situações contrastantes.198. UFBA Constitui declaração comprovável no texto: 01. 16.

No caso do Brasil. Pode-se inferir que o autor do trecho acima considera: a) imperiosa a proliferação de termos da língua inglesa em nossa língua. sem comprometer o sentido do texto: a) “Por que.” c) “Por que.” b) “Por que. ficamos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e bajulações tagarela no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” c) “Minha terra tem macieiras da Califórnia / Onde cantam gaturamos de Veneza. de 19/04/2000. Paulo.” GABARITO d) “Por que.” b) “Tendo-a ao meu lado.” Revista Veja. b) que devemos evitar o uso excessivo de termos da língua inglesa. / fecundar óvulos mortos.” 203. somos tão atabalhoados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés palra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. / ou esgueirado pelas bordas / do poço do mundo estéril. Esse mesmo nível de linguagem é encontrado no fragmento: a) “Toda paisagem tem um ar de sonho. no país do ‘homem cordial’. Voltar Língua Portuguesa .. ficamos tão perplexos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palavreia no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” IMPRIMIR Folha de S. nestes tempos neoliberais. vemos esse bem ser atingido em seu âmago. eu perdi o medo do mundo e do vento. na Folha de São Paulo de 25 de julho de 2000.” e) “Quisera pascer cuidados. ninguém fala.” d) “Ó cidade de Ouro Preto / Boa da gente morar! / Numa casa com mirantes / Entre malvas e gerânios. Uneb-BA Numa propaganda da empresa paulista de eletricidade. ficamos tão embaraçados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés chalra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. melhor traduz a formalidade do discurso acima. Uniube-MG “Um dos critérios básicos dos conquistadores europeus para se imporem sobre os colonizados foi forçar o uso de sua língua. UFMA Considere a fala abaixo do economista Cláudio de Moura Castro: 82 “Porque.” e) “Por que. É a língua cotidiana. no país do ‘homem cordial’. 05/08/00. na linguagem informal. ficamos tão aturdidos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e adulações conversa no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. Assinale a alternativa que.Interpretação de texto I Avançar . d) que um povo livre não usa a língua de seu colonizador.” Observe que a linguagem utilizada tem a marca do coloquialismo.202. A língua materna é o bem mais caro a que um povo livre pode aspirar. somos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palestra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” 204. no país do ‘homem cordial’. no país do ‘homem cordial’. apareceu o seguinte texto: “Tem coisa que se a gente que é uma das mais avançadas empresas de energia elétrica do mundo não fala.. c) que a nossa língua materna está sendo a língua inglesa. com a proliferação das formas da língua inglesa imperando sobre as coisas mais simples do nosso dia-a-dia. com objetivo de atingir o maior número possível de falantes. no país do ‘homem cordial’. / Ter os olhos de Marília / Para cismar e cismar. no país do ‘homem cordial’.

Neves.” Um bodegueiro na FIEC. de Falcão/Tarcísio Matosin Falcão.. 1993.” c) [A burguesia] “Quer ir em Nova Iorque fazer compras. Triângulo Mineiro-MG A idéia de falta de autenticidade à burguesia pode ser comprovada pelo seguinte verso do texto 1: a) “A burguesia fede!” b) “Com suas perucas de cabelo de boneca. d) ambos os textos fazem uma crítica social explícita à burguesia. Texto 1 “A burguesia fede! A burguesia quer ficar rica! (.142. porém apontam para a impossibilidade de rompê-los. 83 Texto 2 “Você não faria a menor falta Num dia de domingo no Beach Park Eu não te levaria nem morta para passear comigo no Iguatemi Eu não me atreveria a passar vexame Perante os meus amigos lá da Aldeota Pois agora eu tenho o maior respaldo Nas altas paneladas da alta sociedade Eu sei que a burguesia fede Mas tem dinheiro pra comprar perfume. 205. o que não ocorre no de Falcão. que a denuncia em tom de sarcasmo.” e) “A burguesia quer ficar rica!” Voltar Língua Portuguesa .. In: Burguesia. são apresentados dois trechos de músicas. F.” IMPRIMIR d) “A burguesia não tem charme nem é discreta. pelo sarcasmo e pela denúncia explícita. Israel/Cazuza/E. ao de Cazuza. PolyGram. questionando de forma contundente os seus valores. no qual está camuflada uma crítica.” Burguesia. lindo e joiado.) A burguesia não tem charme nem é discreta Com suas perucas de cabelo de boneca A burguesia quer ser sócia do Country Quer ir em Nova Iorque fazer compras. Leia-os atentamente para responder às questões de números 205 e 206. In: Bonito. LP 838 448-1. CD 804. 1989. VAT.Interpretação de texto I Avançar .M. F.A seguir. e) os dois textos criticam os hábitos e valores burgueses: o primeiro. pois. b) o texto de Falcão tende a ser uma exaltação aos valores burgueses. GABARITO c) no texto de Cazuza a crítica feita à burguesia é branda.M. pela ironia. 206. Triângulo Mineiro-MG A leitura permite afirmar que: a) ambos os textos criticam os hábitos e valores burgueses. opondo-se. de G. o segundo.

UFF-RJ Segundo o texto. d) Uma vez profissional. e) Um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver. amigos e marido. Mulher daqui pra frente. d) comparação. A luta de base. mas tudo está por fazer. Esta é uma hora para se parar e pensar. São Paulo: Linoart. de formiguinha. mas da prática do obter e do ser.” b) “o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais” c) “Os salários não são iguais. abordado nas questões de 62 a 64. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . cumprindo a sua vida. Marina. mulheres.” COLASANTI. das passeatas. Porque não estão em casa. 207. b) ironia. a fala do dono do hotel e a menção ao congresso internacional de solidariedade articulam-se de modo a constituir uma: a) metáfora. Os salários não são iguais.” SUPLICY. 208. “exigimos”. as creches continuam insuficientes” d) “o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher” e) “É uma luta mais intimista de um lado. 124-5. o que conseguimos. para exigir seus direitos publicamente em passeatas. Pensar pelo que brigamos até agora. fora dos jornais” As questões 209 e 210 referem-se ao texto “Natal 1961”. e) hipérbole. onde fomos usadas pelo sistema. a) “Nunca esteve tão bom para nós. contra todos os governos que as oprimem. Porque não estão à disposição dos maridos. para conscientizar os colegas. Marta. o que fazer de agora em diante. 1986. onde o confrontamento não será mais com a polícia e o governo somente. b) de todas as mulheres. Muito está colocado. Sinto que existe todo um trabalho a ser feito de conscientização feminina – pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais – já que as lutas não serão primordialmente mais no nível do “queremos”.Interpretação de texto I Avançar . as creches continuam insuficientes. mas basicamente com os companheiros de trabalho. UFF-RJ Assinale a opção que transcreve a passagem do texto. o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher: fonte de culpa e medos. pela melhoria das condições de vida das mulheres. mulheres. 210. c) Ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos. Unifor-CE No segundo parágrafo. a luta fundamental para as mulheres é: a) de cada mulher. Porque não estão coladas nos filhos. 1981. É uma luta mais intimista de um lado. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo. o sexo é uma confusão total entre o agir e o sentir. fora dos jornais. Nem tão difícil. Reflexões sobre o cotidiano. amigos e marido. onde sempre lhes disseram que deveriam estar. c) dos companheiros de trabalho. cujo sentido corresponde ao fragmento de Marina Colasanti: “Culpadas estão quase todas as que trabalham. p.As questões 207 e 208 referem-se ao seguinte texto: “Nunca esteve tão bom para nós. não se sentem cumprindo à perfeição aquelas que são consideradas suas atribuições primordiais. mais difusa na realidade. Porque. c) metonímia. e) das mulheres todas. 209. 84 d) dos governos. o que deu errado. por melhores salários. Unifor-CE Há conotação em: a) “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações no sistema de produção. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência. amigos e marido. b) Passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades”. Nunca foi tão difícil.

Formas claras De luares. e) Purê de palavras. Unifor-CE Muitas vezes. ambas. d) Todos farão o possível para que as realizações correspondam à esperança geral. c) Não corta na verdade a barriga da vida. ‘A razão é simples: nascemos e depois morremos.211. ‘Uma das primeiras coisas de que tomamos consciência quando nos tornamos conscientes é a passagem do tempo’.. parece que foi ontem. somos seres lineares. Impede a conjugação de tantos outros verbos. Denominase silepse esse tipo de concordância. Desse fato resulta a substituição da concordância formal pela concordância ideológica. e) antonomásia. IMPRIMIR b) “há muito tempo que não o vejo” e “parece que foi ontem” estão. extraída do Oxford English Dictionary: ‘Uma extensão finita de uma existência contínua’. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. Ó Formas vagas. por exemplo. o tempo trabalha a nosso favor. O lapso de tempo corresponde à expectativa média de vida entre as mulheres (79 anos). Unifor-CE O segmento em que uma metáfora está explicitada em outra metáfora é: a) A vida estoura em bombas como também em dádivas de toda natureza. É possível afirmar. 212.. de 20 de dezembro de 1999. bons tempos. b) O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. de neves. e) Os escritores não desconhecemos as dificuldades daquele que escreve. participou do concurso e espera ser aprovado. com base nas expressões suscitadas nas três últimas linhas do trecho. d) “tempo de vida” está no sentido conotativo e “maus tempos” no sentido denotativo. 214. 213. há muito tempo que não o vejo. da leitura do fragmento acima. resultante do cruzamento de sensações. b) metonímia. Nosso linguajar cotidiano está cheio disto: tempo de vida. diz David Ewing Duncan.Interpretação de texto I Avançar ..” Encontra-se uma figura de linguagem. de neblinas!. maus tempos. d) Escrever é triste. no sentido conotativo. publicado na Revista Época. e) “há muito tempo que não vejo” está no sentido denotativo e “bons tempos” no sentido conotativo. brancas.. que: a) “tempo de vida” e “o tempo trabalha a nosso favor” estão. c) “bons tempos” está no sentido denotativo e “parece que foi ontem” no sentido conotativo.’ E cedo cedo incorporamos a consciência do tempo em nossa vida e em nossa cultura. d) sinestesia. Assinale a alternativa que contém silepse. cristalinas. no campo da concordância.. o que nos deixa agradecidos.” 85 GABARITO Pode-se observar. fluídas. no sentido denotativo. chamada: a) metáfora. ou do mosquito Anopheles (de 7 a 10 dias). não revolve os intestinos da vida. UFMA Considere o trecho do ensaio “O fascínio do calendário”. b) Vossa Senhoria demonstra ser a mais preparada das concorrentes. Voltar Língua Portuguesa . c) Fomos ouvidos com atenção. a) Alguém. “Eis uma definição ampla de tempo. c) catacrese.. opera-se uma integração entre os mecanismos gramaticais da Língua e a significação de palavras e expressões. a presença de algumas das muitas expressões lingüísticas nas quais o fator tempo aparece. Incensos dos turíbulos das aras. autor de um livro sobre a evolução dos calendários. UEPI Em: “Ó Formas alvas. ambas.

boa e providente mãe”. dedique-lhe. considere-a desde o berço até seu leito de morte. é: IMPRIMIR a) o homem exercer uma influência real sobre o destino dela e sobre o destino das nações. 216. cujo expoente é Oswald de Andrade. trate-a como uma companheira da sua vida. Nísia. a nomes de medicamentos. esclarecei seu intelecto com o estudo de coisas úteis e com a prática dos deveres. purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz. UFMA Considere o texto: “Fui fazer um samba Na mesa de um botequim Depois de umas e outras O samba ficou assim Estrambonático Palipopético Cibalenítico Estapafúrdico Protopológico Antropofágico Presolopépico Atroverático Batulitrético Pratofinâmbolo Calotolético Carambolâmbolo Posolométrico Pratofilônica Protopolágico Canecalônica É isso aí É isso aí Ninguém entendeu nada Eu também não entendi” “Idioma Esquisito”. da UNISC. Cintilações de uma alma brasileira.” FLORESTA. inspirando nela o deleite que se experimenta ao cumpri-los.Interpretação de texto I Avançar . uma educação como exige a grande tarefa que ela deve cumprir na sociedade como o benéfico ascendente do coração. de acordo com o texto. e) enfatizam o uso de vocábulos estranhos e esdrúxulos. 86 b) são neologismos criados intencionalmente na língua e possuem comprovada significação. filha e irmã dedicadíssima. e por conseguinte sobre o destino das nações. d) ironizam a linguagem rebuscada de determinadas pessoas que utilizam uma fala empolada no seu dia-a-dia. por último. c) são palavras que fazem parte do cotidiano da língua e relacionam-se. Cessai aqueles tolos discursos com os quais atordoais sua razão. como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dele. joguete ou escrava. terna e pudica esposa. na sua grande maioria.215. boa e providente mãe. nem muito menos a mulher da Idade Média: da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo. rumo à regeneração dos povos. GABARITO A condição indispensável para que ocorra uma mudança no papel que a mulher exerce como “filha e irmã dedicadíssima. quando nada mais é que a escrava dos vossos caprichos. ou sua escrava. Florianópolis / Santa Cruz: Ed. terna e pudica esposa. 1997 p. e a mulher será como deve ser. de Nelson Sargento. Não façais dela a mulher da Bíblia. ao lado do homem. Voltar Língua Portuguesa . preocupando-se com a tonicidade e a economia das palavras. a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela. fazendo-a crer que é rainha. UFF-RJ “Educai o coração da mulher. desde o berço até o leito de morte. devendo ela participar de suas alegres e tristes aventuras. c) o homem vê-la como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dela. e) o homem ser a fonte das alegrias e desventuras dela. Mulheres / Ed. Pode-se depreender que os termos selecionados: a) ligam-se ao movimento antropofágico da 1ª geração modernista. Guarde-se bem o homem de ter a mulher para seu joguete. com claro conteúdo semântico. 115-7. d) o homem evitar vê-la como objeto e procurar tê-la como sua companheira de vida. b) o homem guardar-se de tratá-la como companheira da sua vida. mas a mulher que deve progredir com o século dezenove.

Setembro/99. Existem partículas de poeira. o azul. da Universidade de São Paulo. tingem o céu de azul e o Sol fica amarelo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . dão à luz solar a cor branca. Quando o Sol está alto. ao longo de um dia. “A nossa percepção do Sol muda por causa das irregularidades na camada de ar que envolve a Terra e pela distância que a luz percorre na atmosfera”. o azul e o anil) não conseguem se desviar e trombam. d) As cores do arco-íris. por isso o astro-rei fica vermelho no pôr-do-sol. laranja e vermelho. Com isso. pois o Sol está abaixo do horizonte. e) sem uma certa dose de magia. dão aos raios solares as respectivas tonalidades. somadas. é branca. o céu fica preto com a ausência de luz: não chega mais nenhuma cor e nem se vê mais nenhum espalhamento. acabam trombando e se desviando. d) o sucesso do diagnóstico médico depende da empatia com o cliente. prenhe de respeito e carinho pelo semelhante. O branco resulta da soma das sete cores do arco-íris – o violeta.” Superinteressante . ao trombarem. Triângulo Mineiro-MG “Antes de tudo a atenção médica como uma forma de relação entre pessoas é provida do atributo mágico da afeição pela condição humana. F. A vermelha é a última onda de luz que consegue cruzar a atmosfera e nos atingir. b) A ação da atmosfera sobre os raios solares é responsável pelas diferentes tonalidades do Sol. o tratamento médico fica comprometido. 87 218. GABARITO Assinale a idéia não contida no texto.Interpretação de texto I Avançar . conclui-se que: a) a conhecida máxima cristã norteia qualquer forma de relação entre as pessoas. Lendo-se o trecho. o laranja e o vermelho.217. Cesgranrio “O Sol muda de cor por causa da atmosfera ?Por que o Sol muda de cor durante o dia? !A luz solar não é amarela nem vermelha. o amarelo. e repousa no preceito basilar do cristianismo: ‘ama a teu próximo como a ti mesmo’. o anil. o laranja e o vermelho. avermelhando gradativamente o horizonte (embora o resto do céu continue azul). Por fim. no crepúsculo. porque a atmosfera filtra os seus raios. explica o físico Henrique Fleming. o verde. poluição e gotículas d’água infiltradas entre as moléculas de gás que compõem a atmosfera.1997. À medida que o Sol vai se pondo. colidindo com mais obstáculos. Nós enxergamos o Sol com tonalidades diferentes. c) As cores. e) Ao pôr-do-sol.” Jornal do Conselho Federal de Medicina. as cores formadas por ondas de maior amplitude contornam essas partículas e as moléculas. Afinal. a) A tonalidade azul do céu se deve à ação da atmosfera sobre as cores cujas ondas têm menor amplitude. espalhando-se. c) a consulta médica deve incorporar as práticas de um ritual religioso.M. seus raios têm que atravessar um pedaço maior da atmosfera. a distância a ser percorrida pelos raios solares aumenta. até as ondas longas. Mas as menores (o violeta. que é a soma das cores restantes: o verde. separando as cores. b) entre médico e paciente deve prevalecer um código humano de fraternidade. o amarelo.

para a autora. como se diz. minha reação pode ser de mero desagrado. Quer dizer: não o lemos. ‘ler o espaço’. impossível dar-lhe sentido porque ele diz muito pouco ou nada para nós. Sobretudo se esses sinais não se ligam de imediato a uma experiência. 7-10.. só podemos ler textos escritos e esses textos precisam ter uma relação direta com a nossa realidade. diante de uma batida casual. por motivos os mais diversos. pois a autora afirma que o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. E quando se diz que uma pessoa gosta de ler. Bastará porém decifrar palavras para acontecer a leitura? Como explicaríamos as expressões de uso corrente ‘fazer a leitura’ de um gesto. (. e) modo de perceber as relações sintáticas que constroem o texto. d) errada. a figura que representa. Um dia. Por essas razões. fotonovelas. Minha resposta a esse incidente revela meu modo de lê-lo. histórias em quadrinhos. Voltar Língua Portuguesa . um quadro. c) ato de construir sentido para aquilo que se lê. ‘ler o olhar de alguém’. pois. e) certa. Se o texto é visual. Falando em leitura. ficamos cegos a ele. Outra coisa: às vezes passamos anos vendo objetos comuns. p. ‘passar os olhos’. fotonovelas e histórias em quadrinhos. ele pode ser considerado leitor. Não acrescentamos ao ato de ler algo mais de nós além do gesto mecânico de decifrar os sinais.Leia o texto a seguir e responda às questões 219 a 221. um vaso. podemos ter em mente alguém lendo jornal. Neste sentido. GABARITO b) gesto rotineiro de “passar os olhos”. surdos.. b) errada. um livro. em última análise. um: a) gesto mecânico de decifrar sinais. Se é sonoro. revista. ainda que o indivíduo não saiba decodificar a escrita. e o leitor visto como decodificador da letra.“ MARTINS. mas o mais comum é pensarmos em leitura de livros. na medida em que interpreta o que observa. uma peça musical. nos encontramos diante de um deles como se fosse algo totalmente novo. Um discurso político. (. Reagimos assim ao que não nos interessa no momento. para a autora.) Sem dúvida. Ler é interpretar. Sentimonos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. E consideramos sua beleza ou feiura. o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. o ridículo ou adequação ao ambiente em que se encontra. Maria Helena. a leitura é uma atividade que se constrói através de um diálogo entre quem lê e o que é lido. Só então se estabeleceu uma ligação efetiva entre nós e esse objeto. em ler superficialmente. pois. São Paulo. uma necessidade nossa. ao começarmos a pensar a questão da leitura. em relação ao texto. UFR-RJ “Ler não é uma atividade restrita ao ato de decifrar um código escrito. indicando que o ato de ler vai além da escrita? Se alguém na rua me dá um encontrão.Interpretação de texto I Avançar . a fazer sentido para nós. ‘vive lendo’. O que é leitura. para a autora. UFR-RJ Partindo-se das reflexões da autora. d) ato prazeroso de decodificar romances.. O formato. um cinzeiro. uma fantasia. pois. 88 219. Ática. melhor. o leitor é visto como um decifrador da letra se contenta em ler superficialmente. por economia ou preguiça. fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’.. talvez seja rato de biblioteca ou consumidor de romances.. está: a) certa.. diante de um empurrão proposital. uma língua estrangeira. não o compreendemos. “Falando em leitura. de uma situação.. 220. para a autora. ‘ler o tempo’.) (. a cor. seu conteúdo passam a ter sentido. as imagens. pode-se concluir que o ato de ler é. basta que se decifrem as palavras para acontercer a leitura. ou de franca defesa. uma aula expositiva. sem jamais tê-los de fato enxergado. uma conversa.” Pode-se dizer que a afirmativa acima. pois. limitamo-los à sua função decorativa ou utilitária. folheto. o material e as partes que o compõem. ainda que nossos olhos continuem a fixar os sinais gráficos.) Será assim também que acontece com a leitura de um texto escrito? Com freqüência nos contentamos. E a tendência natural é ignorá-las ou rejeitá-las como nada tendo a ver com a gente.. IMPRIMIR c) certa.

ressalta o contraste entre: a) o metal e a terra. b) admirar a composição com o fundo. em 1994. fotografias podem ser lidas: o menino que aparece no primeiro plano funciona como o tema da foto. pois a leitura de cada palavra depende da leitura do texto. pois a leitura do mundo depende da leitura da palavra. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . pois a leitura da palavra depende da leitura do mundo. ao enquadrar o trem parado ao fundo. d) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo.” 89 SALGADO. Assim como textos. c) surpreender-se com o gesto do menino. Êxodos. d) refletir sobre o desamparo da criança. c) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o texto. pois a leitura da palavra não depende da leitura do mundo. pois a leitura do texto depende da leitura da palavra. enquanto o trem no segundo plano comenta este tema. 2000. d) a infância e o mundo adulto.Interpretação de texto I Avançar . c) o progresso e a guerra. b) o real e o imaginário. “O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado fez esta foto num campo de refugiados instalados em equipamentos ferroviários na fronteira da Croácia com a Sérvia e a Bósnia. b) quando se começa a ler o mundo não se pode deixar de ler a palavra. ao afirmar que “a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e que a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”. Sebastião. Com base na foto abaixo. 223. UERJ A escolha da figura humana no primeiro plano busca provocar no espectador a seguinte atitude: a) questionar a opção pelo tema. responda às questões de números 222 e 223. 222. São Paulo: Companhia das Letras. UERJ O fotógrafo. onde os refugiados se encontravam instalados. e) quando se começa a ler o texto não se pode deixar de ler cada palavra. UFR-RJ Paulo Freire. nos diz que: a) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo.221.

a 40. 07 58. b 11. 56 59. F – V – V – V 77. V – F – F 39. 34 61. b 30. c 24. F – V – F – F – V – V 16. b 87. d IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . V – V – F – V – F 96. d 69. b 21. e 89. c 64.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I 1 1. c 57. a 65. a 78. c 45. b 46. e 80. e 51. 25 62. d 55. b 67. c 5. c 32. b 33. 02 49. d 35. V – V – F – F – F 29. V – V – V – F 74. b 25. a 20. V – F – V – V – F – F 2. a 34. V – V – F – V – F 92. V – F – F – F 76. c 15. b 88. c 8. d 56. a 81. d 66.Interpretação de texto I Avançar . V – V – F – F – V 90. c 47. V – V – F – F – V 28. c 27. d 73. c 6. e 7. b 31. b 68. d 44. 56 42. d 43. a 52. F – F – F – V 48. 01 50. d 86. 28 60. V – F – V – F – F 18. d 23. V – F – V – F – V – F 94. e 53. a 19. 05 71. c 41. V – V – V – F 75. V – V – V – F – F 17. V – F – V – F 3. e 84. b 12. V – V – F – F – V 95. 54 10. b 22. V – V – F – V 93. a 26. b 85. b 14. b 63. c 72. V – V – F – V – F 91. b 79. b 4. c 36. c 70. V – V – F – V 9. b 13. d 82. a 83. F – V – V – V 38. V – V – F – V 37. c 54.

c 115. F – F – F – V 126. V – V – V – F 108. a 113. a) Julgamento pela aparência. c 124. 80 105. • Maquiada. d 116. V – V – F – V 110. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e 112. b 118. • As crianças enterraram o coelho no fundo do quintal. arbitrária e violenta. V – F – V – V 109. b) Uma dentre as frases: • E o homem continua achando que um banho. e não impõe a si mesma limites para reagir ao que julgue falta de consideração. a) Narrativa. V – F – V – F – V 127. V – F – V – V – V 125. a) Agora surgiu uma nova. c 104. d 130. a 111. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. e 103. a 106. 101. Nos currais do Sobradinho. c 107. 100. b) O(s) dono(s) do cachorro. 99.ou Agora apareceu uma nova. • O ponto de vista é interno à narrativa. 98. o animal desconfiado que tem dentro de nós. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. d 119. a 133.Interpretação de texto I Avançar .2 97. podendo ser caprichosa. c 102. • Julgamos os outros pela aparência. O primeiro texto apresenta um tom nostálgico e respeitoso diante do poder e da autoridade do patriarca. b 117. passei os anos de pequenice. 122. Uma dentre as formulações: • Os textos são ambos narrados em primeira pessoa. a 123. a 129. avô do personagem-narrador. c 114. c 132. . 120. • As crianças o enterraram no fundo do quintal. . A autoridade se considera digna de trato respeitoso e cordial. O segundo satiriza a família e os representantes da ordem social com quem o narrador travou contato. 121. d 128. c 134. b) Uma dentre as reescrituras: • As crianças enterram-no no fundo do quintal.ou O ser humano. no debaixo do capotão de meu avô. d 131.

e 193. 51 201. V – F – V – F – F – V 192. 26 146.3 135. 34 144. 08 185. é a única do grupo que ironicamente encontrou um par. b 165. b 143. d 182. a 178. Lili. e 173. O tema é tratado no texto 2 a partir de um tom crítico e irônico. c 203. F – V – V – F – F 147. c 151. 54 199. c 155. b 180. d 211.Interpretação de texto I Avançar . F – V – V – F – F 183. e 139. d 209. 46 200. e 206. a 171. a “que não amava ninguém”. 09 158. uma personagem fora da quadrilha. a 170. b 142. valorização da fantasia e da imaginação. b 191. d 163. c 213. V – F – F – V 186. b 157. b 218. c 189. b 172. b 207. a 195. d 181. e 175. c 220. a 140. e 221. Pinto Fernandes. e 210. 198. caracterização do poder absoluto do amor sobre as personagens. a 176. 22 187. apontando o desencanto e o desencontro entre as personagens. b 204. c 196. c 167. a 174. a 153. c 166. b 194. c IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e 214. e 137. V – F – V – F 184. d 223. c 136. c 152. b 177. d 150. b 156. F – V – V 149. ela se casou com J. a 197. d 154. a 138. d 217. c 219. c 169. e 168. a 141. F – F 148. V – V – F – F – F 160. b 190. Diferente dos outros que cumpriram um destino solitário ou trágico. 43 145. d 159. e 179. a 208. V – F – V – V 188. V – V – V – F 161. Resposta: A concepção de amor no texto 1 indica idealização do sentimento amoroso e da mulher amada. a 216. a 222. a 205. 04 202. d 215. V – F – V – F – V 164. V – V – V – F 162. e 212.

. resta emancipar o branco. uma questão grave e gravíssima os fez concordar também. emancipando o preto. gravíssima” e “Era nova. pelo raciocínio. Alguém a proferiu um dia.. como a gente pobre. inclusive a vida e até a honra. 37. concluindo um discurso em S. quando menos pensam. ‘Emancipado o preto. por conjetura ou por indício. era expressiva” – constituem exemplos de gradação de idéias. significa: “descobrir pelo tino. Há frases assim felizes. A diferença única entre eles dizia respeito à significação da reforma. ( ) “– As opiniões é que não. estão governando o mundo. muitas aparecem órfãs. era enérgica. resta emancipar o branco’. em “preto e branco.. e continuou a viver sem mácula..” ( ) “Trinta mil expressões de ternura”. à semelhança das idéias. Cap. ela que sacrificara as opiniões aos princípios. ‘Não. em gazeta ou em viagem de terra ou de mar. repetiu Natividade.’ — As opiniões é que não. Não achava explicação. pegou da pena e escreveu uma carta longa e maternal. Nem sempre as mães atinam. Cada um pega delas. e para Paulo era o início da revolução. Não atinou. Estavam então longe um do outro. Como então não sacrificar?. achar. metonímia em “esperemos o sol“. Paulo. Outrem a repetiu. declarando no fim que tudo lhe poderia sacrificar. que para Pedro era um ato de justiça. era uma ameaça ao imperador e ao império. caracteriza um hipérbato. antítese. e vai levá-las à feira.LÍNGUA PORTUGUESA FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A Texto para a questão 1. para os itens verdadeiros. ficou sendo patrimônio comum. onde todos as têm por suas. repetiu Natividade acabando de ler a carta.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Era nova. A data explica o fato: foi a emancipação dos escravos. verteas como pode. mamãe. como no caso de Aires. não era de ninguém. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Não atinou que a frase do discurso não era propriamente do filho. esperemos o sol. as opiniões é que não. mas a opinião uniu-os. pág 59 – 60. ainda que por diversa razão.. Paulo respondeu com trinta mil expressões de ternura. no dia 20 de maio: “A abolição é a aurora da liberdade. As próprias idéias nem sempre conservam o nome do pai. Relia a frase da carta e a do discurso e tinha medo de o ver perder a carreira política. ( ) Atinar. ( ) As figuras de linguagem presentes na frase do discurso. “Essas definições encaixam-se perfeitamente à interpretação que Natividade deu ao contexto e à frase. era expressiva.. até que muita gente a fez sua. são: metáfora em “A abolição é a aurora da liberdade”. discurso ou conversa. acertar com. 1 GABARITO 1. dar com. Nascem modestamente. Natividade não acabava de entender os sentimentos do filho. Ele mesmo o disse. para os falsos: ( ) A citação: “uma questão grave. “Desacordo no Acordo Não esqueça dizer que. era enérgica. nascidas de nada e de ninguém.” Natividade ficou atônita quando leu isto.” ilustra um discurso indireto. conforme o dicionário Aurélio. se era a política que o faria grande homem. em 1888.” Esaú e Jacó. e F. UEGO Assinale V. as opiniões é que não. e.

sob tensão e a alta temperatura. embora incorreta. o autor está empregando a linguagem: a) denotativa. d) paradoxal. II. c) as afirmativas I e II. à esquerda. p. É um bom dissolvente. 2 3. Pelotas-RS Leia atentamente o poema abaixo: “Lição sobre a água Este líquido é água. que. GABARITO Após a leitura do poema. d) as afirmativas II e III. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. permite constatar o descompasso existente entre o mundo da ciência e o mundo da poesia. Poesias completas (1956–1967). entrei e parei logo. bases. Carmo. 1972. quando a pressão é normal. dei com os dois velhos sentados. 2. In: Obra Completa. Aguiar estava encostado ao portal direito. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. lição pretendida pelo eu-lírico. No texto. há uma leitura denotativa da realidade (propriedade e funções da água. Ao transpor a porta para a rua. com as mãos sobre os joelhos. Ao fundo. dissolve tudo bem. pois na água também há um lugar para a tragédia humana. à entrada do saguão. Machado de. Aguilar. Foi nesse líquido que numa noite cálida de verão. Na segunda estrofe. sob um luar generoso e branco de camélia. por isso. Portugália. sais. D. analise as seguintes afirmativas: I. Antonio. Com relação às afirmativas acima. Congela a zero graus centesimais e ferve a 100. disse comigo.Leia o texto a seguir e responda a questão. U. insípida e incolor. ciclo hidrológico) mesclada a uma leitura conotativa. Memorial de Aires. ‘Lá estão eles’. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé.” GEDEÃO. achei aberta a porta do jardim.F. “Sem data Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. UFR-RJ Em “Consolava-os a saudade de si mesmos. Rio de Janeiro. A mudança de tempo verbal na poesia simboliza a passagem de uma linguagem pretensamente denotativa para uma linguagem que relata ações humanas. Fui a pé. Consolava-os a saudade de si mesmos. e) sinestésica. ácidos. b) as afirmativas I e III. 1989. mas de um modo geral.” ASSIS. há uma informação físico-química que. 244-5. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. tinha os braços cruzados à cinta. apareceu a boiar o cadáver de Ofélia com um nenúfar na mão. pode-se dizer que está(ão) correta(s): a) somente a afirmativa III. b) coloquial. move os êmbolos das máquinas.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Embora com exceções. Reduzida a vapor. se denominam máquinas de vapor. Lisboa. e) somente a afirmativa I. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. III. Quando pura é inodora. c) conotativa. olhando um para o outro.”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

Sentaram-se à mesa.5) e olhos tão ávidos (v. A palavra “pois” introduz oração que indica conclusão. conseqüência. d) III e IV. ( ) Nos versos 16 e 17. IESB Julgue os itens. E ele chegou. Alfenas-MG Considere as seguintes afirmações a respeito do excerto acima. Na redação do texto. e) I e IV. Predomina no texto o nível elevado de linguagem por situar-se acima da linguagem padrão. Alforjes vazios.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Ao longo estendida. I. Cansados. ( ) O verso 21 poderia ser escrito assim: “Chamou-os de meus filhos”.11) configuram oposição em nível conotativo. Nem água. ( ) olhos opacos (v. 3 4. U. Os olhos opacos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 20. III. b) I e II. pois é do seu trabalho que resulta a força propulsora que impulsiona o sangue através de toda a rede vascular. De seda. nem pão. Alforjes tão cheios Os olhos tão ávidos. segundo os critérios da leitura. “O sistema circulatório sangüíneo é um vasto e complexo circuito de vasos que tem como peça principal o coração. Serviu-lhes a paz. Sentiu-lhes o frio.” Neusa Peçanha. entre outras. Chamou-os meus filhos. IV. sem incorrer em qualquer erro gramatical. Desnudos. Olhou-os nos olhos. A função de linguagem predominante no excerto é a referencial. ocorre a figura de construção chamada polissíndeto. Nem vinho. Sentiu-lhes a fome. ( ) Os dois primeiros movimentos do texto juntam indivíduos de diferentes classes sociais. caracterizada por um léxico próprio das áreas da ciência e da filosofia.” 5. GABARITO Texto para a questão 5. 5. ( ) O terceiro movimento da leitura do texto apresenta intertextualidade com o texto bíblico. Vieram famintos. Sentaram-se à mesa.Texto para a questão 4: “A Paz 1. II. 10. Estão corretas as afirmações dos itens: a) I e III. 15. Na branca toalha. compreensão e interpretação textuais. c) II e IV. nem peixe. Vieram vestidos De linho. foi usada a linguagem de nível técnico.

Da preguiça como método de trabalho. 8. Se o Leonardo não tivesse fugido.Leia o texto a seguir e responda a questão.’” ALMEIDA. ed. Manuel A. ‘O Major Vidigal fora às nuvens com o caso: nunca um só garoto. a seqüência que apresenta sentido claramente irônico. O vocábulo que melhor traduz o emprego conotativo dessa expressão é: a) fracassar. UFR-RJ A expressão “quebrar a cara” é largamente empregada na língua portuguesa com sentido conotativo.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . O romântico fruto de uma pisadela e de um beliscão.” QUINTANA. por isso. b) machucar-se. a expressão fora às nuvens. e) destruir. “Esparadrapo Há palavras que parecem exatamente o que querem dizer. Texto para as questões 7 e 8. e arranjasse depois a soltura por qualquer meio. *Incunábulo: [do lat. e degradá-lo diante dos granadeiros. citada. 2 – Começo. FTD. Mário. “Esparadrapo”. isento de qualquer traço idealizante. d) enfurecido. aliás de nobre sentido. de ser seu amigo. d) desanimar. ficava-lhe sob a proteção. c) envaidecido. por exemplo. a quem uma vez tivesse posto a mão.m. origem. tão do gosto do romance romântico da época. 1992. c) desistir. Quem quebrou a cara fica mesmo com cara de esparadrapo. Por exemplo. tinha-o por seu inimigo irreconciliável enquanto não lhe desse desforra completa. e) meditativo. como o Leonardo.. sob pena de a compreensão do texto como um todo ficar prejudicada. c) uma vida tão regular e tão lícita. São Paulo. Quem pregava ao Major Vidigal um logro. extraído de um ensaio sobre Memórias de um Sargento de Milícias. Incunabulu: berço] Adj. principalmente quando se tinha. UFMS Leia o texto abaixo.. indica que o Major ficara: a) indiferente. muitas vezes. 83. “Memórias de um Sargento de Milícias (fragmento) No capítulo XIII.) arranjasse depois a soltura. b) em sua vaidade de bom comandante de polícia. uma vida tão regular e tão lícita. consegui fugir. retiradas do fragmento transcrito do romance. uma leitura nos surpreende. intitulado Escapula.. Globo 1987 p. entre outras coisas. o Vidigal era até capaz. há outras. ofendê-lo em sua vaidade de bom comandante de polícia. No entanto. lhe havia podido escapar. e) inimigo irreconciliável. 1 – Diz-se do livro impresso até o ano de 1500./S. 6. e tinha-o consigo em todas as ocasiões. de. a) se o Leonardo (. era realmente um mal naquele tempo ter por inimigo o Major Vidigal. o Leonardo havia sido detido pelo Major Vidigal.” WALDMAN. Nesse sentido. fosse qual fosse a sua natureza. e entretanto aquele lhe viera pôr sal na moleira. que parecem estar insinuando outra coisa. 4 GABARITO 7. Berta. no romance não há lugar para as tintas sentimentais e heróicas nem para o abuso de peripécias inverossímeis. Memórias de um Sargento de Milícias. o sentimento do Major frente à situação. IMPRIMIR Identifique entre as alternativas abaixo. UFMS O texto literário utiliza a língua de maneira criativa e original. mas. Voltar Língua Portuguesa . ‘incunábulo*’.. e devem ser entendidas no contexto em que se encontram. “Prodígio de humor e ironia. pois certas palavras e expressões apresentam significados novos ou fora do comum. O trecho abaixo reproduzido é parte desse capítulo e aborda. driblando a escolta. d) fosse qual fosse a sua natureza. no caminho para a prisão. em Memórias de um Sargento de Milícias. na 1ª linha. por fim de contas. Já se vê pois que as fortunas do Leonardo redundavam-lhe sempre em mal. b) eufórico. Rio de Janeiro. mas tendo-o deixado mal.

II. Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. que possibilite o trânsito correto da informação. indispensável para a afirmação da cidadania. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . interpreta e explica os dados da realidade. Na construção de uma sociedade justa e democrática. 5 Indique a opção. Está correto o que se afirma: a) em I. pluralista. o autor premia os cinco sentidos do corpo humano.. Considere as seguintes afirmações: I. que acreditavam poder aqui edificar uma sociedade livre.. cremos. Jornal de Santa Catarina.. se vale do sentido como conotativo da linguagem: a) Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. d) . assinale a alternativa que contenha um sinônimo para a palavra senda: a) vereda... O texto constrói-se basicamente no uso de sinestesias e prosopéias. III. c) . É o tipo de texto que analisa.) Mas a cidadania não se constrói apenas com palavras. c) banda. da difusão da informação de interesse público. da difusão da informação de interesse público. 10. b) Esta base.. 11. e não o sentido figurado..Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . cremos. Egon José.” Carlos Drummond de Andrade. d) apenas em I. U. Univali-SC “Visões de um novo tempo (. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. 22 de setembro de 1999. c) em I e II. com boas intenções. Esta base. b) em II e III. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade... denotativo. d) turma.. tem especial relevância a existência da imprensa livre. A continuação do exercício desta prática jornalística. o desejo de interferir ativamente no comando dos destinos da comunidade. Nas referências descritivas de seres inanimados. retirada do texto acima. tem especial relevância a existência da imprensa livre..9.. e) A continuação do exercício desta prática jornalística. e) companhia. acreditamos. participativa e laica. II e III. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. cuja frase.. conotativo. e) apenas em II. b) casa. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. é uma das boas notícias que aguardamos para o próximo século. PUC-PR Considerando apenas o sentido próprio.” SCHRAMM. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades..

GABARITO 13. a) Paronomásia é o emprego de palavras semelhantes no som. Divergência digo. é outra coisa. o que é um mal. / “Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falar-me e a dizer-me que. nem tudo temos os modernos. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. ( ) Por “no século de quinhentos”. porém de sentido diferente. à força de velhas. / “O que aqui está é. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. A influência popular tem um limite. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. não se lêem muito os clássicos no Brasil. cuja opinião é diversa da minha neste ponto.” b) Eufemismo é uma substituição de um termo. – não me parece que se deva desprezar. o capricho e a moda inventam e fazem correr. “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. mal comparando. Em geral. esta monotonia acabou por exaurir-me também. como tudo cansa.” c) Anáfora é a repetição de uma ou mais palavras no princípio de duas ou mais frases. ou de dois ou mais versos. para referir-se a determinados fatos. não se lêem. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. ou antes por uma exageração de princípio. entendemos os anos de mil e quinhentos. Pelo contrário. porque. Quis variar e 1embrou-me escrever um livro. / “Ora.” d) Metonímia é a designação de um objeto por palavra designativa de outro objeto que tem com o primeiro uma relação. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. de membros da mesma frase. se fazem novas. desentranhar delas mil riquezas que. / “Os amigos que me restam são de data recente. em relação à semântica e à estilística. UFF-RJ Assinale a opção em que os elementos grifados nos trechos a seguir exemplificam a figura de linguagem apresentada. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. pela qual se pode evitar usar expressões mais diretas ou chocantes. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. são os erros de grafia e de pronúncia das palavras.” e) Onomatopéia é o emprego de palavra cuja pronúncia imita o som natural da coisa significada. como se diz nas autópsias.” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. vida diferente não quer dizer vida pior. Há portanto certos modos de dizer. ( ) A expressão “ganham direito de cidade” alude à irrefutável inserção de novos termos na língua e sua conseqüente aceitação por parte de todos que a utilizam.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos.12. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. AEU-DF Leia o texto “A língua na literatura brasileira” e depois julgue os itens seguintes. locuções novas. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. Cada tempo tem o seu estilo. Mas se isto é um fato incontestável. porém.” 6 ( ) Os “solecismos” de que nos fala no texto. Nem tudo tinham os antigos. / “Entretanto. A este respeito a influência do povo é decisiva. outros há que os adotam por princípio. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. o interno não agüenta tinta. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. pegasse da pena e contasse alguns. ( ) Há silepse de pessoa em “nem tudo temos os modernos”. e que apenas conserva o hábito externo. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. Feitas as exceções devidas. mas que sabem perfeitamente os clássicos. ( ) “Divergência” não implica diferentes posturas diante do tema abordado por Machado.

14. 15. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. Domingo de manhã também é a rosa da semana. aparentemente submissa. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. leia o texto “Atenção ao sábado”. vou na valsa A vida é tão rara Enquanto todo mundo espera a cura do mal E a loucura finge que isso é normal Eu finjo ter paciência O mundo vai girando cada vez mais veloz A gente espera do mundo e o mundo espera de nós Um pouco mais de paciência” Lenine. Univali-SC “Paciência Até quando o corpo pede um pouco mais de alma A vida não pára Enquanto o tempo acelera e pede pressa Eu me recuso faço hora. F. c) todas as afirmações estão corretas. I. Clarice. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. Tem sido sábado. O autor se utiliza de prosopopéia em alguns versos. quando se pensa que a semana vai morrer. o rosto inchado. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana.M.. GABARITO Analise as afirmações abaixo com base no texto apresentado. 1997. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. Há antíteses na letra da música acima. d) ênfase e comparação. sábado de manhã. trancados na ilha do nosso egoísmo”. uma rosa molhada. vejo que é sábado de tarde. nós já tínhamos tomado banho. a abelha no quintal. ( ) A expressão Tem sido sábado deixa de indicar um dado sobre o tempo e descreve o estado de espírito da personagem. e) contraste e alusão. Então eu não digo nada. 16. a) ironia e hipérbole. IV. c) antítese e metáfora. não? No Rio de Janeiro.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . e) II. A palavra paciência tem um sentido denotativo. ( ) Ocorre personificação em a semana vai morrer e antes do vento espantado. de súbito. Os melhores contos de Clarice Lispector. Itajubá-MG “Motivos de alegria e de tristeza” – “. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. II. São Paulo. Seleção de Walnice Galvão. A alternativa correta considerando o texto apresentado é: a) nenhuma está correta. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. d) I e IV estão corretas. b) eclipse e paralelo. UFMT-Modificada Antes de julgar os itens abaixo. III e IV estão corretas. Reconheça as figuras de linguagem que aparecem nestas duas frases. São também utilizadas expressões populares no texto. III. Use V. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . para os verdadeiros. mas já não me perguntam mais. Global.. e F para os falsos.” LISPECTOR. e o vento: uma picada. b) apenas a III está correta. Se chovia só eu sabia que era sábado. sangue e mel. 7 ( ) Sábado ao vento e grande esforço metálico são construções de valor denotativo e monossêmico. antes do vento espantado poder recomeçar. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento.

por sua vez. ‘Carregar mate’ significa alguém ficar segurando a chaleira. ( ) Os “acrobatas” são os poetas parnasianos em oposição aos nefelibatas simbolistas. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . ( ) Há ironia em “a sandice não constitui privilégio de ninguém”. como chê-kambá ou cunhataí. Acontece que. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. regado a água quente. jamais fiz distinção entre uns e outros. de cachimbo da paz. sob um laranjal. uma bomba ou bombilha e a erva moída. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. Raquel. UCDB. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. 1996. ótimo. O arado e a estrela. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos.. além de tudo. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. identifique.)” NOVEIRA. IMPRIMIR GABARITO 01. são por natureza os nossos filhos naturais. em relação à semântica e à estilística. entre novos e velhos. Os (ainda) chamados modernistas. Quanto a mim. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. habitual).” 08. AUE-DF Leia o texto “Novos & velhos” e julgue os itens seguintes. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. com os espetáculos de circo dos parnasianos. como resposta. entre os trechos abaixo. Sendo assim.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. dará mais sabor à erva. Tanto de um como de outro grupo etário.” 02. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata.17. Ed. explosão criadora. próprio. alguma palavra em guarani.. Tereré é o refresco. De acordo com o clima. passa-se do chimarrão ao tereré.” 04. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. de uma boca para a outra. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. Campo Grande. passar a cuia de uma mão para a outra. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. O ideal é tomá-lo numa grande roda. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. sem açúcar. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. “O ideal é tomá-lo numa grande roda. embora sem querer. sem açúcar. E. sem querer. “. regado a água quente. a conversa será mais lenta. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. Voltar Língua Portuguesa .. ressuscitada a cada geração. 23. “É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. respeitando a vez de cada um.” Dê. bem gelado. para não azedar o mate. Se alguém falar alguma frase.. na incauta adolescência. a soma das alternativas corretas.” 16. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. um outro sentido que se acrescenta ao seu sentido primeiro (sentido denotativo. sem rede de segurança . (. Quanto a estes. ( ) A expressão “sem rede de segurança” significa sem as amarras da técnica poética tradicional. morena e matuta. retirados do texto de Raquel Noveira. “Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfumarem a tarde com suas pontas de lata. Quintana alude ao sentido denotativo da palavra modernista. no texto em que estão inseridas. “Chimarrão é o mate cevado.” 8 ( ) No texto “geração espontânea” reporta-se a criação súbita. Se houver os serviços de alguma bugra para ‘carregar mate’. sob um laranjal. Chimarrão é o mate cevado. UFMS A conotação ocorre quando as palavras ganham. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. aquele(s) em que há presença de conotação. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. com a sua livre poética. em prol do equilíbrio universal. p. não existe geração espontânea. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. tudo muito morno e quente. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. E assim. ( ) Ao colocar entre parênteses a palavra “ainda” . a conversa será mais lenta. 18.

27/01/99 (METONÍMIA). II. – Tá com o berro aí? – Tá na mão. O guarda se afasta. tá recheado? – Tá. b) prosopopéia. O conteúdo e o vocabulário da linguagem dos assaltantes não está de acordo com os níveis de linguagem empregados. por: a) Você traz o revólver que nós vamos dominar o caixa bonito.. Dois homens tramando um assalto. Apareceu um guarda. Leia o texto abaixo e responda às questões 21 e 22. O guarda passa por eles. em linguagem formal. UEMS Sobre a linguagem utilizada nesse trecho.19. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . É só entrá e pegá. c) I.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . ou seja. Servicinho manero.. d) Traga-me o revólver que vamos dominar de maneira bela o caixa.. 22. O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela fenomenologia de Feurbach. Estão corretas: a) II e III. – Discordo terminantemente. poderia ser substituída.. sujou.. e) I e II. b) “A supermoeda murchou“ – Veja. Disfarça. 14/04/99 (PLEONASMO). – Podes crê. b) I. enche o cara de chumbo. Alfenas-MG “Os prédios são altos e se espreitam traiçoeiramente com binóculos na sombra”.. com vocabulário rico. 20. Engrossou.. Foram utilizados dois níveis de linguagem. agosto/99 (PROSOPOPÉIA). A linguagem utilizada pelos assaltantes pode ser considerada correta apenas no segundo momento de suas falas. c) Tu trazes o revólver que vais dominar o caixa. c) hipérbole.. cheio de gírias. d) I e III.” Luís Fernando Veríssimo. “. Predomina nessa frase a figura de linguagem denominada: a) metáfora. Pra arejá. disfarça. 9 GABARITO 21.. mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho. UEMS A expressão “Tu traz o berro que nóis vemo rendê o caixa bonitinho”. e) “O gigante e os anões” – Superinteressante.. U. – O berro.... na passagem do guarda. e) Traga o revólver que vamos dominar facilmente o caixa. agosto/99 (ANTÍTESE). d) eufemismo. sem mudar o sentido. – Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com algumas sílabas a mais. II e III. e outro culto. retiradas de revistas de circulação nacional. – Ih. – Valeu.. b) Me traga o revólver que nós vamos dominar facilmente o caixa. – Então vamlá. d) “Um passado escrito por pólen e lascas de madeira” – Superinteressante. III.. c) “A canoa furada dos impostos” – Veja. e) ironia. é correto afirmar: I. está denominada corretamente entre parênteses: a) “O pai do ciberespaço” – Isto é.. 30/06/99 (METÁFORA)... Ou que os iluministas do século 18. sendo um popular. Univali-SC Indique o item em que a figura de linguagem existente nas manchetes.

São Paulo: Brasiliense.E.. A figura de linguagem em questão é a: a) catacrese. U. a) Aos amigos faltou-lhes coragem. 2ª ed.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . c) “Luar. Alfenas-MG Definição: “Silepse é uma figura de linguagem que ocorre quando efetuamos a concordância não com os termos expressos. b) Ambos focalizam a temática amorosa. através da ironia que minimiza diferenças entre passado. mas com a idéia a eles associada em nossa mente”.)” José Paulo Paes. c) Ambos enfocam a temática amorosa. p. Drops de abril. Assinale a alternativa em que esse tipo de figura acontece. Beijo na boca. U.23.” d) Toda profissão tem seus espinhos. embora continuem professando a fé no amor definitivo que não será superado sequer pela morte. (. que sofre transformações decisivas do passado para o futuro. 13. Ninguém chupa a manga da camisa. despertando atenções para o eu-lírico. é correto afirmar: a) Ambos redimensionam a desilusão amorosa tanto através da elevação espiritual quanto do recurso a elementos prosaicos. 26. gosta de fazer bonito. e) perífrase. Rio de Janeiro: 7 letras.” 24. 1984. “Happy End o meu amor e eu nascemos um para o outro agora só falta quem nos apresente” GABARITO CACASO. 25. preferindo dar ênfase aos assuntos cotidianos.” CHACAL. presente e futuro. como na poesia marginal em geral. b) Vi com meus próprios olhos. d) relação entre percepção de sentidos diferentes. você foi embora e eu vou na papelaria comprar uma borracha. espere um pouco / Que é pro meu samba poder chegar. e) “Quando a gente é novo. e) Ambos ridicularizam a desilusão amorosa. d) Ambos ignoram a temática amorosa. 87. 10 Na composição do excerto. o poeta emprega termos figurados por falta de palavras mais apropriadas. 2000. Alfenas-MG “Ninguém coça as costas da cadeira. c) metáfora. e) emprego de termos que se referem a conceitos contrários. IMPRIMIR Sobre os poemas. p. b) sinestesia.. Voltar Língua Portuguesa . UFR-RJ No fragmento “que bom passar a mão no som da percalina” percebe-se: a) a correlação entre o sentido próprio e o sentido figurado das palavras. U. c) suavização de uma idéia através da substituição de uma palavra. d) metonímia. Londrina-PR Leia os poemas abaixo: “Pronto pra outra gravei seu olhar seu andar sua voz seu sorriso. b) relação de termos que consiste no uso do todo pela parte.

27. UFGO-Modificada
“Mestre do Coro Quem te ensinô essa mandinga? - Foi o nego de sinhá. O nego custô dinhero, dinhero custô ganhá, Camarado. Coro Cai, cai, Catarina, sarta de má, vem vê Dalina. Mestre do Coro Amanhã é dia santo, dia de corpo de Deus Quem tem roupa vai na missa, quem não tem faz como eu.”

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O fragmento transcrito apresenta um registro lingüístico próprio também das rodas de capoeira, conforme pode ser atestado em O pagador de promessas, de Dias Gomes. Sobre a linguagem do trecho citado, pode-se afirmar que: ( ) a variedade não-padrão cumpre seu papel comunicativo, desde que pautada pela clareza e coerência. ( ) na 1ª estrofe, o vocábulo custô tem o mesmo sentido, nas duas construções em que foi usado. ( ) a palavra camarado apresenta uma flexão de gênero, imprópria, de acordo com a norma padrão. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 28.
“O samba do Ernesto O Arnesto nos convidô prum samba Ele mora no Brás Nóis fumo e não encontremos ninguém Nóis vortemos com uma baita duma reiva Da otra vez nóis num vai mais Nóis num semos tatu Notro dia encontremos co’ Arnesto Qui pidiu discurpa mas nóis num aceitemos Isso num si faiz Arnesto nóis num s’ importa Mais você devia ter ponhado um recado na porta Ansim Óia turma num deu pra espera Aduvido que isso num faiz már Num tem importância nóis si habitua”
Adoniran Barbosa e Nicola Caparrino.

GABARITO

28. UFMT ( ) O texto retrata um pedido de desculpas de amigos que não se vêem há muito tempo. ( ) “Aduvido, vortemos, ponhando, ansim, óia” são marcas de uma variedade lingüística utilizada por pessoas de pouca ou nenhuma escolaridade. ( ) “Prum, num, cuma, duma, pra” marcam a moralidade oral do texto. ( ) Sempre que é usada a primeira pessoa do plural, no texto, a desinência verbal é adequada.

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29. Uniube-MG
“Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. Chegou-se à beira do rio. A areia fofa cansava-o, mas ali, na lama seca, as alpercatas dele faziam chape-chape, os badalos dos chocalhos que lhe pesavam no ombro, pendurados em correias, batiam surdos.”
RAMOS, Graciliano, Vidas secas.

Observando-se, neste excerto de Vidas secas, a linguagem do autor, pode-se afirmar que a expressão grifada é uma figura de linguagem denominada: a) onomatopéia. b) pleonasmo. c) aliteração. d) eufemismo. 30. U.E. Londrina-PR Observe os quadros abaixo.

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GABARITO

O comentário irônico de Mafalda no último quadro refere-se, fundamentalmente, a uma figura de linguagem presente nos quadros anteriores, que é: a) hipérbole. b) metáfora. c) aliteração. d) metonímia. e) pleonasmo. 31. Uniube-MG Há figuras de linguagem em: I. antítese em “o meu dia foi bom, pode a noite descer”; II. prosopopéia em “a noite com seus sortilégios encontrará lavrado o campo, a casa limpa, a mesa posta”; III. metáfora em “com cada coisa em seu lugar”; IV. comparação em “quando a indesejada das gentes chegar / (não sei se dura ou coroável)”. Estão corretas as afirmativas: a) I e II. b) I e III. c) I e IV. d) II e IV.

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Leia, a seguir, o fragmento retirado do livro Macunaíma, de Mário de Andrade, e responda a questão 32.
“– Meu avó, dá caça pra mim comer? – Sim, Currupira fez. Cortou carne de perna moqueou e deu pro menino, perguntando. – O que você está fazendo na capoeira, rapaiz! – Passeando. – Não diga! – Pois é, passeando... Então contou o castigo da mãe por causa dele ter sido malévolo pros manos. E contando o transporte da casa de novo pra deixa onde não tinha caça deu uma grande gargalhada. O Currupira olhou pra ele e resmungou: – Tu não é mais curumi, rapaiz, tu não é mais curumi não... Gente grande que faiz isso...”

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32. UFGO Uma característica importante das línguas é o fato de que elas não são uniformes nem estáticas. Fatores como região, classe social, idade, entre outros, explicam suas variações. Tendo em vista o comentário que você acabou de ler e as particularidades lingüísticas do trecho de Macunaíma, julgue os itens. ( ) A construção “dá caça pra mim comer” é típica da linguagem oral, representado, portanto, uma variação de “dê-me caça para eu comer”, própria da norma padrão. ( ) O emprego de palavras como “rapaiz” e “faiz”revela variação no nível dos sons, indicando pronúncia de um falante, no caso o Currupira, que utiliza a variedade padrão língua. ( ) Em “por causa dele ter sido malévolo”, ocorreu uma variação no nível sintático, uma vez que esse enunciado, na norma padrão, corresponde a “por causa de ele ter sido malévolo”. ( ) O enunciado “Tu não é mais curumi”, apesar de ser um exemplo de falar informal, está de acordo com a língua padrão, como se pode verificar pela concordância verbal. 33. Cesgranrio Assinale a opção em que há correspondência entre o período e o recurso estilístico a ele atribuído. a) “Quem pode vai para fora” – hipérbato. b) “Aquele jardim era meu amigo” –metonímia. c) “Eles são as minhas aldeias” – metáfora. d) “Uma voz de água no silêncio” – anáfora. e) “Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!” – anástrofe. 34. U. Santa Ursula-RJ-Modificada Primeiramente, nos versos “de carne e de memória” / “de osso e de esquecimento” e nos versos “bocas bafos bacias” / “bandejas bandeiras bananeiras”, o autor se utiliza dos seguintes recursos de linguagem: a) metáfora e comparação; b) metonímia e aliteração; c) antítese e aliteração; d) comparação e hipérbato; e) paradoxo e aliteração.

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LÍNGUA PORTUGUESA

1

FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. V–V–F–F–F c d V–V–V–V–V a a d c d c d F–F–V–V–V b F–V–V c c V–V–F–V–V 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 18 b a b e e a a d V–F–V F–V–V–F a c a V – F –V – F c c

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LÍNGUA PORTUGUESA

V O C A B U L Á R IO
1. UFRN-Adaptada Essas previsões podem parecer ousadas, mas, no fundo, são até conservadoras” Assinale a opção em que o vocábulo traduz o sentido de ousadas: a) audaciosas. b) magníficas. c) impulsivas. d) duvidosas. 2. Unifor-CE Assinale a alternativa em que se substitui uma frase por outra de sentido equivalente. a) os videogames induzem à passividade = os videogames não permitem o isolamento. b) a ponto de não ter de esforçar-se = tanto que não precisa de muita vontade. c) porque inibem a vontade = porque estimulam o desejo de brincar. d) o jovem tende ao retraimento = o jovem procura distrair-se. e) Atividades físicas e em grupo são um antídoto = exercícios físicos comuns são a solução. 3. Emescam-ES
“Hoje, a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. Momento por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos, que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. Aos quatro anos, eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distância a idade fisiológica da psicologia, corpo de criança e alma de mulher. O sonho é substituído pela TV, as histórias cedem lugar aos programas de auditório, e as fadas, bruxas e reis, aos brinquedos eletrônicos. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. (...) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto, cansadas perante um futuro que ainda não viveram, viciadas em indigência intelectual e espiritual.”
Excerto de “Memória de um Dinossauro”, de Frei Betto. A Gazeta, Vitória, 08. set. 98 p. 05.

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GABARITO

Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto; isso ocorre em: a) “suficiente discernimento” – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso; b) “insistência pirralha” – teima persistente da criança; c) “embotelhada em danças” – especialista em danças; d) “ritmo da esquizofrenia” – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais; e) “indigência intelectual e espiritual” – pobreza de cultura e de espírito. 4. UFF-RJ No fragmento “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência.”, pode-se substituir a palavra em negrito, sem alteração de sentido, por: a) limite. b) momento final. c) término. d) objetivo. e) ponto extremo.

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5. Univali-SC
“Retrato do Brasil quando ainda jovem Como se explica o otimismo de nosso povo? Algumas pesquisas e levantamentos recentes, tenham ou não a ver com as comemorações dos 500 anos de Descobrimento, revelam um Brasil cuja ambigüidade torna cada vez mais difícil decifrá-lo e defini-lo em termos de personalidade e temperamento. De um país em crise e cheio de mazelas, onde, segundo o IBGE, quase um quarto da população ganha R$ 4,00 por dia, o que se esperaria? Que fosse a morada de um povo infeliz, cético e pessimista, não? Não. Por incrível que pareça, não. Os brasileiros não só consideram seu país um lugar bom e ótimo para viver, como estão otimistas em relação ao seu futuro e acreditam que ele se transformará numa superpotência em cinco anos. Pelo menos essa é conclusão de um levantamento sobre a “utopia brasileira” realizado há pouco pelo Data Folha.”
VENTURA, Zuenir. Época, 08/05/2000.

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Os sinônimos que poderiam ser utilizados para substituir as palavras destacadas no texto encontram-se, respectivamente, na opção: a) impressão / descrente / fantasia; b) equívoco / duvidoso / infelicidade; c) incerteza / seco / irrealização; d) indeterminação / cego / quimera; e) que tem dois sentidos / que não crê / felicidade. 6. Unifor-CE Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases apresentadas. Sem ..............., a criança ............... os comandos do jogo eletrônico, em que ............... eram perseguidos. a) hesitar – compulçava –animaizinhos b) hesitar – compulsava – animaisinhos c) hesitar – compulsava – animaizinhos d) exitar – compulsava – animaisinhos e) exitar – compulçava – animaizinhos 7. Unifor-CE Uma sociedade ............... é aquela em que os ............... têm ............... dos problemas que atingem todos aqueles que a compõem. As lacunas serão corretamente preenchidas com: a) armonioza – previlegiados – consciência b) armoniosa – privilegiados – conciência c) harmonioza – privilegiados – conciência d) harmoniosa – previlegiados – consciência e) harmoniosa – privilegiados – consciência 8. U.F. Juiz de Fora-MG “...Sou adepto do voto inútil! Vote inútil!!!” (Luiz Eurípedes Massiére) Um significado alternativo para a palavra acima destacada é: a) partidário. b) contrário. c) representante. d) rebelde. 9. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Para se restringir a compreensão das mensagens a uns poucos detentores do código lingüístico...” = limitar. b) “O uso correto do idioma não é um refinamento...” = requinte. c) “Porém, o oficialismo deveria, pelo menos, abster-se de usar estrangeirismos para evitar o ridículo de ser brega...” = impedir. d) “Não se trata de xenofobia.” = aversão a coisas estrangeiras.

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10. UFPR Leia o texto abaixo:
“A referência a Xuxa, além de providencial, é pertinente. Ela é pioneira nesse fenômeno, tão característico do Brasil de hoje, que é a erotização das crianças. Faz anos que, consciente ou inconscientemente, lhes dá aulas de sedução. Outras a seguiram na TV, entre louras que a imitam e reboladoras profissionais, mas Xuxa detém a palma do pioneirismo. Merece ser considerada um símbolo da permissividade da televisão brasileira.”
Veja, 18/08/1999.

Marque V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que todas as expressões são apropriadas para substituir as expressões em negrito, sem prejuízo para o sentido do texto. ( ) menção – apropriada – interrompe – da licenciosidade. ( ) convocação – irritante – conserva – da abertura. ( ) observação – relevante – possui – da liberalidade. ( ) menção – apropriada – conserva – da falta de limites. ( ) saudação – obrigatória – interrompe – do vale-tudo. ( ) alusão – relevante – ostenta – da liberalidade. 11. Unifor-CE O solecismo ou erro de sintaxe torna a linguagem ...............ou ..............., por estar em ............... com as normas do padrão culto da língua. As lacunas da frase apresentada estão corretamente preenchidas em: a) incompreencível – imprecisa – dezacordo b) incomprensiva – imprescisa – desacordo c) incomprensiva – imprecisa – dezacordo d) incompreensível – imprecisa – desacordo e) incompreensível – imprescisa – desacordo 12. Unifor-CE O vocábulo em negrito está corretamente substituído por outro, sem prejuízo do sentido original, em: a) a influência do povo é decisiva = prejudicial. b) não lhe inseriu riquezas novas = descobriu. c) a receber e dar curso a tudo = ensinar. d) depurando a linguagem = purificando. e) se isto é um fato incontestável = divergente. 13. U. Alfenas-MG-Adaptada A palavra “então” do trecho “apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura como autor da nota” tem o sentido de: a) naquela ocasião. b) nesse caso. c) além disso. d) nesse tempo. e) naquele lugar. 14. PUC-RJ-Adaptada
“Se além das prendas (...), D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência...”
Machado de Assis.

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GABARITO

As expressões abaixo estão dicionarizadas como acepções possíveis para preterir. Qual delas melhor poderia substituir o verbo no contexto em que é empregado no texto? a) ultrapassar. b) omitir. c) deixar de parte. d) ir além de. e) ser ilegalmente promovido.

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15. Unifor-CE A expressão em negrito está corretamente substituída por outra, sem prejuízo do sentido original, em: a) provocam cíclicas retrações = periódicas diminuições. b) premido pelas circunstâncias = decepcionado. c) para satisfazer exigências formais = leis costumeiras. d) mão-de-obra não-especializada = trabalho incomum. e) um futuro se não promissor = de desesperança. 16. Uniube-MG-Adaptada A expressão “dia-a-dia” no trecho “as coisas mais simples do nosso dia-a-dia”, pode ser substituída, sem que se altere o sentido da frase, apenas pela expressão grifada em: a) Não há trabalho para se fazer de supetão, mas dia a dia. b) Dia após dia aumenta a violência em nosso país. c) Obras de Machado de Assis fazem parte de meu cotidiano. d) A insegurança do brasileiro aumenta a cada dia. 17. Uniube-MG “Se pintar um clima, você pode caprichar no estilo, descolar um gato e curtir um papo legal.” Considerando-se a variedade lingüística que se pretendeu reproduzir nessa frase, é correto afirmar que a expressão proveniente de variedade diversa é: a) pintar um clima; b) caprichar no estilo; c) descolar um gato; d) curtir um papo legal. 18. Univali-SC
“Notas de um Nobel A julgar pelas últimas declarações do escritor português José Saramago, o Prêmio Nobel de Literatura que lhe foi atribuído em 1998 tornou-se um fardo difícil de ser carregado. Saramago reclama de falta de tempo para escrever. Hoje ele é uma espécie de arauto da língua portuguesa que percorre os quatro cantos do mundo propagandeando o idioma de Camões. Os recém-lançados Cadernos de Lanzarote II, segundo volume de seus diários, vão de 1996 a 1997 e mostra um Saramago andarilho, que deixa seu lar em Lanzarote, uma das Ilhas Canárias, dá voltas pela Europa, circula no Brasil e ainda tem tempo de salpicar as páginas de seu diário com observações perspicazes e poéticas. Para quem conhece os romances de Saramago, o estilo pode parecer frugal. Mas é aquele tipo de simplicidade que só alguém que pensa e escreve bem sabe fazer. Não faltam ao escritor o senso de humor, a ironia e uma delicadeza especial na percepção das coisas. (...)”
VOLPATO, Cadão – Época, 26 de abril de 1999.

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GABARITO

No texto, os vocábulos arauto, perspicazes e frugal podem ser substituídos, respectivamente, pelos sinônimos: a) mensageiro – inteligentes – modesto. b) representante – talentosas – insosso. c) que sabe – que observam – parco. d) eminente – sagazes – exagerado. e) propagandista – complicadas – sóbrio. 19. F. Católica de Salvador-BA-Adaptada A substituição proposta à direita mantém o significado do contexto em que o termo transcrito aparece em: a) “toda” em “metade de toda a força” – qualquer. b) “algum” em “com algum êxito” – pouco. c) “apenas” em “foram selecionados apenas os chefes” – mal. d) “ainda” em “O Brasil ainda tem uma vantagem” – afinal. e) “Assim que” em “Assim que a economia voltar a crescer, isso vai ser consertado” – Quando.

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20. Uniube-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está corretamente interpretada de acordo com seu sentido. a) “E só estando ao abrigo das necessidades (e do mau tempo) é que poderemos, com calma e sapiência, manipular os peões...” = sabedoria. b) “Pena que os bispos sejam tão renitentes.” = teimosos. c) “Acho que nenhum patriota sincero se oporia a esta medida tão salutar e higiênica” = moralizadora. d) “Conto com teu bom senso para tratar com severidade os trabalhadores, sem deixar-te levar por pieguices.” = sentimentalismos. 21. F.M. Triângulo Mineiro-MG-Adaptada “... uma relação é provida do atributo mágico...” “... prenhe de respeito e carinho...” “... repousa no preceito basilar do cristianismo...” Os sinônimos mais adequados para as palavras em negrito nos trechos acima são, respectivamente: a) dotada, repleta, fundamental; b) portadora, isenta, simples;

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c) concebida, marcada, único; d) destituída, madura, básico; e) incentivadora, plena, indiscutível. 22. U.E. Maringá-PR Assinale a(s) alternativa(s) em que as palavras em destaque podem ser substituídas pelas palavras que estão em itálico, respectivamente. 01. “A conclusão da primeira etapa de decodificação do genoma humano...” – o epílogo – leitura. 02. “A complicação é que se desconhecem quantas casas e edifícios existem de fato na metrópole e qual a função de cada um dos imóveis.” – o obstáculo – ignoram. 04. “As estimativas variam de 38.000 a 120.000” – as avaliações. 08. “As poderosas máquinas da Celera Genomics e do Projeto Genoma Humano ordenaram as seqüências de letras...” – prostraram – as apreensões. 16. “Identificar os genes será uma tarefa árdua e mais complexa do que foi decifrar o próprio genoma.” – um trabalho – desviar.

GABARITO

32. “...os geneticistas ainda são incapazes de encontrar a padaria ou a delegacia de polícia no complexo DNA do ser humano.” – hábeis – no elucidado. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas. 23. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Quis continuar a falar, para escrutar-lhe bem a alma; não pude, ele esquivou-se, e fiquei outra vez só.” = sondar. b) “...ninguém me dava o direito de presumir intenções e intervir nos negócios particulares de uma família...” = vangloriar.

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c) “Bastou que uma idéia se me afigurasse possível para que eu a acreditasse certa.” = parecesse. d) “...Félix achara um modo de conciliar umas e outras, amando sem casar.” = harmonizar.

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24. PUC-RS
“Não vai dar certo Outro dia, dois cientistas americanos apresentaram um pedido ao Serviço de Marcas e Patentes dos Estados Unidos para registrar uma criatura que estão produzindo em laboratório. A tal criatura seria uma mistura de homem com animal. Não se sabe direito que animal é este, mas deram a entender que tanto pode ser um macaco como um camundongo. É fácil imaginar um homem-macaco. Afinal, todos nós, no passado, já protagonizamos essa dobradinha. E nem faz tanto tempo. Conheço gente que ainda se lembra de quando o avô desceu da árvore (...) Já cruzamento de um homem com camundongo é mais difícil de visualizar. O único parâmetro conhecido é o Mickey, o rato mais bem-sucedido da história. Em cima dele, construiu-se um império que é, na verdade, uma ratoeira humana (...). A idéia de cruzar artificialmente seres humanos com animais não é nova. Já foi imaginada no começo do século pelo inglês H. G. Wells, em A Ilha do Dr. Moreau e, nos anos 50, pelo americano James Clavell, em A Mosca da Cabeça Branca. Ambas as histórias renderam vários filmes. Em todos eles, a parte humana levou um baita prejuízo. No filme do homem que virou mosca, o pobre Vincent Price ficou desesperado porque, com seu corpinho de mosca, não conseguia chamar a atenção de sua mulher, para que esta o fizesse voltar ao normal. E olhe que ele foi o cientista que resolveu fazer a experiência. Boa idéia. O ideal seria se os dois cientistas se oferecessem como cobaias de suas experiências. Um cruzaria o outro com o macaco. E o outro cruzaria o um com o camundongo.”
CASTRO, Ruy. Manchete, 19/04/98 (adaptado)

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Se as expressões “Outro dia”, “A tal criatura”, “dobradinha” e “corpinho”, características da linguagem coloquial, fossem substituídas por expressões do português culto formal, sem alteração básica no significado, seria correto utilizar, respectivamente: a) Uma vez – a experiência – par – figura diminuta. b) Dia desses – este monstro – dualidade – corpo minúsculo. c) Certo dia – o experimento – dupla – silhueta pequena. d) Há pouco tempo – o resultado – casal – corpete. e) Recentemente – esse ser – parceria – corpúsculo.

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20. 18. 10. 11. 4. 2. b c c d e c e a c F-F. 7. 21. 24. 15.LÍNGUA PORTUGUESA V O C A B U L Á R IO 1 1. 19. 6. 16.Vocabulário Avançar . 9. 17. 3. 5. 14. a c a c b a b c a 01 b e IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 12. 22. 8. 23.F-V-F-V d d 13.

b) biologia e adquirida. 2. d) ditongo. e F. e) ditongo. para os falsos. Unifor-CE “Vejam que país. 4. em: a) Dadas as nossas origens e objetivos.. respectivamente. para os itens verdadeiros. Use V. b) A EMESCAM fica situada na Avenida Nossa Senhora da Penha. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. UFSE Os encontros vocálicos das palavras SEARA e GLÓRIA encontram-se.” Lourenço Diaféria. ortografia e formação das palavras Avançar . mas é usada em palavras que a trazem da etimologia. Você corrige dois erros. ( ) As letras x e ch podem representar o mesmo fonema. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. uma separação formal e intransponível. e) Antigamente. o que ocasiona certa dificuldade na escrita de palavras como pichar e xícara. dígrafo e ditongo. d) negociação e países. 2. acentuação. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. UFMT Leia o texto de Lourenço Diaféria e julgue os itens a seguir. 1 ( ) A letra h não representa. para agradecer-lhe a gentileza do gesto. entre mim e eles. encontro consonantal e ditongo. c) científicas e biogenética. nenhuma fonema.a lavadeira cheira a gim.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . 4. GABARITO 3. c) ditongo.Fonologia.’ Considere as seguintes atitudes: 1. e) polícia e principais. Emescam-ES O emprego da expressão abaixo em negrito vai de encontro ao “bom uso” da nossa língua..” Nas palavras em negrito observa-se uma seqüência de: a) hiato. d) Aproveito-me desta oportunidade. “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. b) hiato. dígrafo e ditongo. dígrafo e hiato. na Língua Portuguesa. existe. encontro consonantal e hiato. nas palavras: a) ameaças e contrário. 3.. como humano. enviavam-se muitas cartas em mão. Você corrige um erro. c) Daqui há pouco tempo estaremos iniciando o século vinte e um. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1. ( ) Poderia ser acrescentada à “questão de múltipla escolha” mais uma alternativa: Você corrige três erros.” “. Você fica louco da vida.

Anhangüera. 01. b) apenas II. Está(ão) correta(s): a) apenas I. distingui. furacões. tranqüilo. adquiri. c) apenas III. “Daqui a alguns milênios. vai marcar.” – fonemas / ku/... II. agüei..a velocidade da rotação. Sem contração de preposição com artigo. Anhanguera. Santa Maria-RS “Ele domina a número cinco. houve substituição da consoante final por semivogal. “Séculos quentíssimos. guaraná. formando um ditongo crescente. II e IV.” I. distingüi. e) Ambigüidade. aguei. O advérbio derivado de “notável” deveria estar grafado no texto como “notavelmente”. ortografia e formação das palavras Avançar .um pião enlouquecido. Anhangüera.. 08. o verbo “constituir” escreve-se “constituía” em uma das formas do passado. como: marcar → marcá chaleira → chalera sensacional → sensacionau Analise as afirmações relacionadas com essas alterações fonéticas. guaraná. distingui.” – fonema /k/. 7. tranqüilo. b) Anbiguidade.. Em chalera. adquiri. como resposta a soma das alternativas corretas. acentuação. Maringá-PR-Modificada Assinale a(s) alternativa(s) em que a(s) letra(s) destacada(s) corresponde(m) adequadamente ao(s) fonema(s) propostos(s). 16. houve simplificação de um ditongo decrescente em vogal simples.. “Os americanos acham.” – fonema /k/.. Em marcá. “.F. São corretas as afirmações: a) I. d) apenas I e II. tranquilo. “Nevascas.5. FGV-SP A palavra língua está corretamente escrita com acento agudo e sem trema. I. 32. 2 GABARITO 8.” – fonema /k/. adquiri.. güaraná. Dê. e) I e III. ma-cha-di-a-no e as-si-na-la-da. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . notavelmente aqueles que se concentram na chamada fase realista de sua obra. e) apenas II e III.Fonologia.” – fonemas /kw/. “. d) Ambiguidade.. sensacional!” Se essa fala fosse transcrita em nível coloquial..” – fonema /k/. c) I e II. güaraná. IV. A separação silábica das palavras “machadiano“ e “assinalada” é. guaraná.. distingui. aguei.. agüei..E. Anhanguera.. U. a) Ambigüidade.. respectivamente. atenção. c) Ambigüidade.. b) II e III. 02. houve queda de consoante final e deslocamento da sílaba tônica. Anhangüera. d) III e IV. adqüiri.. agüei. adqüiri. É goooool. Em sensacionau. U. PUC-RJ Leia o período abaixo e as afirmações relacionadas às expressões nele contidas: “O ceticismo constitui uma marca característica do conto machadiano que vem sendo amiúde assinalada pelos estudiosos da literatura brasileira. tranquilo. tranqüilo. distingüi. “. 64.. algumas palavras sofreriam alterações. III. Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam também corretamente grafadas.. 6.” – fonemas /ku/.. De acordo com as regras de acentuação gráfica. 04. II. a expressão “pelos estudiosos” deveria grafar-se “pôr estudiosos”.enquanto dá voltas. dá de chaleira. III.

a Parker do Brasil ha portato a tutti noi a crème de la crème das Parkers do mundo: Duofold Centennial. d) Acentuam-se todas as palavras paroxítonas. IMPRIMIR GABARITO 13. assim como o português. Unifor-CE Nas palavras Paquequer. 3 9. b) Eletricista. prazeiroso. UFMT ( ) A fábrica de canetas Parker explorou o fenômeno. d) dígrafo – ditongo – ditongo. losango. Perché si non vous puede ficar sem. 95. Alfenas-MG O acento gráfico em “conferência” tem a regra de emprego assim expressa: a) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em a(s). d) velho. Gracias à abertura da nossa economia. recriada por esse texto. no texto. ( ) As palavras gracias. acentuação. I tutto para você pagar com money brasileiro. 12. e) ditongo – dígrafo – ditongo. Voltar Língua Portuguesa . c) ditongo – dígrafo – hiato. 11. pretenção.Fonologia. la mejor Parker Collection du monde. respectivamente os seguintes encontros: a) ditongo – hiato – hiato. ascenção. e) Eletrecista. 88. a) Empolgação. porque a língua inglesa é também uma língua neo-latina. capisci?” Revista Veja/SP. beneficiente. 10. Premier. através. ( ) Na Babel global. ( ) As palavras estrangeiras funcionam. b) adivinhar. auto-falante. asterístico. c) Assessores. c) confessar. ortografia e formação das palavras Avançar . d) Sicrano. celebral. asterisco. extrangeiro. a) qualquer. vultosa. da globalização lingüística. e) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente. cultural e econômica para lançar seu produto no mercado brasileiro. alto-falante. venga a buscar la suya. prazeiroso. b) dígrafo – hiato – ditongo. tutto e monde são formadas a partir de radicais presentes nas palavras correspondentes do português. b) Acentuam-se as palavras proparoxítonas terminadas em ditongo crescente. U. Paraíba e caudal. ( ) O fato de o espanhol. previlégio. UEPI Marcar a opção em que o segmento em negrito não forma dígrafo. frustado. ocorrem. 180 e mucho más. despercebido. e) recorria. “Agora in Brasile. FGV-SP Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam corretamente grafadas. o italiano e o francês. Come on. celebral. entitular.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 9. pretensão. serem línguas neo-latinas facilita a compreensão da mensagem pela propaganda. ( ) O sentido de money e come on é evidente no texto. c) Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a(s). como argumentos a favor da simplicidade do produto anunciado. a confusão de línguas também impede a comunicação.

” 02. 19. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo várzea. c) Feriadão começa com o 2º maior congestionamento.. d) óbvio..... a e e. O vocábulo “evoluído” tem cinco sílabas. a) cândido – armário. 15. b) Ora! Você fez um dramalhão por coisa tão insignificante..... a soma das alternativas corretas... c) supérfluo – incêndio. assinale o que for correto..” 32. a soma das alternativas corretas. 01. U.. d) O casacão da noite envolveu a cidadezinha. que lhe ofereceria praticamente as mesmas emoções. b) exímio – vírus....14. e) estranh. “primata” e “apetite” não recebem acento gráfico porque não se acentuam os paroxítonos terminados em o.. 16.. país..E.Fonologia... como resposta. c) português. São acentuados graficamente os vocábulos “só”.. A alternativa em que este valor está presente é: a) Ao revisar a prova. “.. “. Uniube-MG São acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica. “é” e “dá” porque devem ser acentuados todos os monossílabos tônicos terminados em a..... b) filológica... “..” 16.E.... e e o. necessária. Maringá-PR-Modificada O fonema /s/ é expresso.... 02..cujo ócio permitia a leitura de romances e folhetins. O vocábulo “observação” tem quatro sílabas. c) calabr. completará corretamente a grafia de: a) bel.” 08.... ortografia e formação das palavras Avançar .” 04... e) Um carro! Presentão como esse você só ganha uma vez na vida. alguém. 18....... como resposta... 17. obrigatório. aliás. “. percebemos que havia um problemão a resolver...tão logo chegava ao final....esperando o próximo.. influência. fechava o livro e o esquecia.. as palavras da alternativa: a) língua. 01. “A prosa literária brasileira começa no Romantismo. d) incluído – sandália.... Os vocábulos “macaco”. b) cert.. Assinale a(s) alternativa(s) em que todas as letras destacadas representam na escrita o fonema /s/. usado nessa palavra em negrito na citação acima... Alfenas-MG “Fernando Henrique fez a defesa dos países em risco”... “Esse público buscava na literatura apenas distração. 04... Ponta Grossa-PR Tendo em vista a acentuação gráfica e a separação silábica dos vocábulos. às vezes. úteis. O sufixo ESA. O vocábulo “muriqui” não é acentuado pois não levam acento gráfico os oxítonos terminados em i..” Dê. 16. ridicularizando ou ironizando a idéia expressa..... e) límpido – vôo. acentuação... U. U.. na grafia da língua portuguesa... d) viuv.passando o tempo a torcer e a chorar por seus heróis. FUVEST-SP Os sufixos aumentativos têm.. de várias maneiras.. sentido pejorativo. 08. Dê.. lingüística. 4 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

depois.. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). hamburger. (a par – ao par) expressão escolhida: a par. a escolha inadequada para o preenchimento da lacuna: a) O Brasil perdia para Camarões nas Olimpíadas. é engraçado.. toma um susto. se não for escolado no papo. funk e hot dog. o português. onde as melodias podem ser originalmente nativas... cada uma fala o seu dialeto. Os índios têm lá os jogos deles.. segundo a gramática normativa. etc.. c) São anglicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos.. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos.. Pegue um jornal. ou.. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. como um peru de farofa. são termos necessários que assumem forma da língua portuguesa e podem ser usados quando necessários. c) Quando a chuva começou. e) São estrangeirismos e por isso não contribuem para a boa linguagem...... Correio do Estado 21/05/2000. falemos de nós.. que. “(. b) ônibus – ígneo. os brasileiros.. mas Camarões venceu. deixando de lado os índios que nós.. UEMS Leia o texto de Rachel de Queiroz e. tudo é show. a todo instante tropeça e se engasga com rap. assinale a alternativa correta. (ao encontro das – de encontro às) expressão escolhida: ao encontro das... mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. especialmente o futebol (não mais foot-ball).. funk.... Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto.. Ficamos nas adaptações tipo ‘futevôlei’.. o placar. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. chamando-o de ‘desporto’.Fonologia. 22. minhas. b) Atestam a pobreza lingüística da língua portuguesa. b) Há gente que pretende . etc. F.20. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva.. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. então. ‘meio-de-campo’. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. Pois aqui no Brasil.. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. sem guarda-chuva. que alguns tentaram. já que a gente não os conhece nem de nome... pelo menos. de Vitória-ES Assinale a opção em que se fez. que não se pode traduzir literalmente por ‘arte teatral’.. punk.. rap. (descriminar – discriminar) expressão escolhida: descriminar. (despercebido – desapercebido ) expressão escolhida: desapercebido d) Ele pensa exatamente como eu. milk shake: a) São estrangeirismos que. ortografia e formação das palavras Avançar .... incapaz de formar palavras para designar aqueles elementos.. Mas não pega. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . pelo menos. ou até na rua..... por exemplo: é todo recheado de inglês. como a maconha. E o leitor do noticiário. entre as expressões entre parênteses.. soap-opera.. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos.. como na África. d) tórax – ingênuo. 5 Palavras como show... a) sacrário – difícil.. Todos pensaram que ele fosse ... Mas. tem significação mais extensa. nós a recebemos do colonizador luso.. Cantor de forró do Ceará. ele viu que.. as drogas mais leves.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. d) São galicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos.. pretendemos ser. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade.. GABARITO 21. A começar que a nossa língua oficial. No esporte é a mesma coisa. Imagina se. etc... c) colégio – sério. Nas páginas dedicadas ao show business.. (inverter – reverter) expressão escolhida: reverter. .. iria passar . se você for a fundo no assunto. o que foi uma bênção. ou pior. por exemplo. back é beque. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão ‘centroavante’. o pataxó. e) Não estou ______ desses problemas políticos. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo ignorância.. inclui as apresentações em várias espécies de salas. pelo menos é o que informam os especialistas. mas devem ser chatos ou difíceis. se fosse realidade a falada ‘língua geral’ dos índios.. acentuação.” Rachel de Queiroz. e) convênio – válido. Suas idéias vão .I...

e) “áreas” – “Mário”. IMPRIMIR GABARITO ( ) Os termos jornalistas.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. empresário. Luís Fernando. e F. timbaleiro ou seresteiro. U. ingleses e brasileiros. (. Os vocábulos “tecnologia” e “inimaginadas” têm cinco e seis sílabas respectivamente. 26. 24. de adubar nem de regar. leia o texto “Eiros”. acentuação.)” VERÍSSIMO..” NETO. Use V. Os artigos definidos. as estiagens e as pragas fazem-nos mais prosperar. e) “todo o velho contagia”. e dão lucro imediato. 25.. b) “Até” – “propôs”. “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estranhando que ‘brasileiro’ seja o único adjetivo pátrio conhecido em ‘eiro’ que. c) “jamais o cruzei a nado”. para os falsos.E. açougueiro ou carvoeiro’ – escreve Elza – ‘as chances são mínimas de acabar como advogado. 6 O mesmo processo de formação da palavra sublinhada em “não se precisa de limpa” ocorre em: a) “no mesmo ventre crescido”. b) “iguais em tudo e na sina”. (. Em “química” se usa acento gráfico no “i” pelo mesmo motivo por que se acentua o “i” de “dirigíveis”. não se precisa de limpa. terapeutas e curandeiros. João Cabral de Melo. como existem médicos. “a capital” e “o ar”. ( ) A forma -eiro tem o mesmo significado em todas as suas concordâncias.Fonologia. Voltar Língua Portuguesa . a soma das alternativas corretas. e cultivá-los é fácil: simples questão de plantar. são monossílabos átonos. Existem suecos. 02. por isso jamais recebem acento gráfico. U.. jornaleiro. 04. c) “espécie” – “idéias”.. como em “as páginas”. como resposta. FUVEST-SP “Só os roçados da morte compensam aqui cultivar. Santa Maria-RS Em qual alternativa os pares de palavras não seguem a mesma regra de acentuação? a) “pátria” – “próprio”. d) “só” – “três”. há políticos e politiqueiros. Há o importador e há o muambeiro. ( ) O morfema -eiro é usado exclusivamente para formar adjetivos a partir de substantivos. Aliás. ‘Se você começou como padeiro. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes’. terapeutas e curandeiros são formados pelo processo de derivação parassintética. 16. 01. UFMT Para julgar os itens que seguem.F. Morte e vida severina.23. é um sufixo pouco nobre. Jornal do Brasil. Os vocábulos “século” e “inédito” acentuam-se graficamente pelo mesmo motivo por que se acentua “câmera”. para as verdadeiras. grande investidor ou latifundiário. “os parisienses”. segundo ela. 08. ortografia e formação das palavras Avançar . d) “na minha longa descida”. nem é preciso esperar pela colheita: recebe-se na hora mesma de semear. Ponta Grossa-PR-Modificada Assinale o que for correto. Há duas sílabas em “ruas” e quatro em “aparelhos”. 7/10/95. Dê.

e) vírus – fáceis – país.F. Santa Maria-RS Assinale a alternativa cujas palavras devem ser acentuadas.Fonologia. III. c) Circular. pública e está. e) Apedrejar. e) I. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações sobre a acentuação gráfica. céu e pôr são: a) sábado. 33. véu. c) Apenas I e III. 7 GABARITO 32. c) obrigatória – contrário – circunstâncias. heróico. só. aí. e) porém. Cesgranrio-Modificada As palavras que se acentuam. I. d) silêncio. 31. Quais estão corretas? a) Apenas I. II e III. b) hífen – apóia – além. d) inferioridade. e) intensidade. Unifor-CE Todas as palavras estão acentuadas pela mesma razão que justifica o acento no vocábulo influência. pelas mesmas regras de água. até. heroísmo. FUVEST-SP O prefixo assinalado em “tresvariando” traduz idéia de a) substituição. A palavra risível recebe o acento gráfico pela mesma regra que preceitua o uso do acento em ridículo. pelas mesmas regras de “possível”. d) difícil – idéia – vocês. em: a) América. b) contigüidade. b) artística – compreensível – contemporânea. c) privação. a) Apogeu. U. baú. há. b) Apelar. 30. ortografia e formação das palavras Avançar . c) princípio. Unifor-CE A série em que se observa a mesma regra de acentuação da palavra em negrito no segmento “uma escolta de professores e funcionários” é: a) contemporânea – provável – contrário. línguas e contrário. b) mágoa. respectivamente. clássicos e século. d) provável – várias – obrigatória. também e incontestável. respectivamente. c) árvore. insuportável e dúvida. c) caráter – cárie – até. d) lêem. réu. Se fosse retirado o acento gráfico das palavras várias. d) Crucifixo. d) Apenas II e III. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. ocorreria mudança de significado e de classe. e) compreensível – artístico – várias. b) Apenas II. domínio e até. a) fácil – vôlei – caí. II. “memória” e “atrás”. acentuação. e) místico.27. pára. A palavra possuído recebe o acento gráfico pela mesma regra de aí. 28. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 29. b) aceitável.

.. e) flâmula. tulipa. 39.. a) Você tem o dever de pôr as coisas no lugar... (Publicidade do Toyota Corolla feita pela Savoy Sul e Motors Shopping) e) Para conquistar você cada vez mais. b) O encontro “sc”.. e) Foi esquecido um item na prova por falta de atenção. interim.Fonologia. c) Grafa-se corretamente com “ç”. ortografia e formação das palavras Avançar .. (Hertz – Locadora de Veículos) 37... crisantemo. a) a – à – acender d) a – à – ascender b) à – a – acender e) à – à – ascender c) a – a – assender 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. • “A inteligência não se limita ... (Audi) c) Chegou o Renault Clio Sedan. ocorre corretamente em “ascensão”.34.. a) Existem coisas que o dinheiro não compra. e) A forma “influência” completa corretamente a frase “O educador.. d) Assim como “advinhar”. c) prototipo.... UFRS-Modificada Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das frases abaixo: • “Ele se baseia numa idéia ultrapassada .. acentuação. “admitiu” está corretamente grafado. 36. flacido. a Hertz não para de conquistar o Brasil.... • “Uma pessoa excessivamente tímida ou muito agressiva terá problemas para conseguir um bom emprego.. respeito da mente humana”. capacidade de raciocínio lógico”.. Assinale aquele que apresenta erro segundo a norma culta.. b) rubrica. Alfenas-MG Assinale a frase em que há erro de acentuação gráfica. o vocábulo “compreenção”.. (Renault) d) Ele faz dois anos e nós a diferença. c) Quê! Ela também estava lá? d) São os sábios que constróem a verdadeira paz. bimano... U. d) ureter. Alfenas-MG A alternativa em que todas as palavras devem ser acentuadas graficamente é: a) pudico. e) latex.. 35... Quando mais longe for. (Revista Forbes) b) Espaço de sobra para esticar as pernas. na profissão ou ter bom relacionamento familiar”.... melhor.. antifrase... c) tênis.. U.. d) público. ingreme. de 19/09/2000... UFSE A afirmação correta é: a) “Há pouco” está corretamente empregado na frase: Daqui há pouco eu o verei. como em “sonegação”.. erudito. 40... o termo em destaque foi formado por qual dos processos de formação das palavras? a) Derivação prefixal b) Derivação regressiva c) Derivação parassintética d) Derivação sufixal e) Derivação imprópria 38. b) É preciso que se averigúe todas as alternativas. como em “disciplina”. Unifor-CE A mesma regra de acentuação da palavra infância observa-se em: a) indivíduo.. FEI-SP Em “É impossível esquecer as profecias de Aldous Huxley em seu Admirável Mundo Novo”. b) econômico. os jovens”.. Hungria. Mas a gente promete não falar delas. Cefet-PR Os textos publicitários abaixo foram retirados da Folha de São Paulo. cartomancia. Motor de sobra para esticar o pé.

pouco se vê. 44. II. e.” De acordo com essa definição. d) país. no meio deles. lisos. Aos tantos. qual é a palavra que admite forma variante? a) cotidiana. em “apelidados de peões de butique”. louro-cobre. possivelmente seria grafada jins. andorinhava. não parava. b) este. coisicas diminutas: a carinha não-comprida. um hiato e um ditongo oral crescente. os cabelos. compreensão. d) I. apresentam-se de acordo com os padrões fonéticos e gráficos da língua portuguesa. Alfenas-MG-Adaptada “Formas variantes são as palavras que com a mesma significação. em “peão de boiadeiro virou caubói”. Primeiras estórias. sofreu um processo de redução semelhante ao ocorrido com a expressão de assentimento “tá”. explicando-a brevemente. 45. e) prática. Se a palavra “jeans”. U. Indique resumidamente o sentido dessa palavra no texto. d) abstenção. um narizinho que-carícia. exceção. ortografia e formação das palavras Avançar . que me gela!’” ROSA. II. b) “Andorinhava” é palavra criada por Guimarães Rosa. Explique o processo de formação dessa palavra. c) trabalho. ( ) Assessórios feitos de couro de avestruz atingem preços exorbitantes –Todas as palavras assinaladas estão corretamente grafadas. “Partida do audaz navegante”. do trecho “enfiados em calças jeans”. 43. espiava agora — o xixixi e o empapar-se da paisagem — as pestanas til-til.41. seria grafada chantilí. III. Guimarães. U. 42. Identifique essa atitude. 9 a) Os diminutivos com que o narrador caracteriza a personagem traduzem também sua atitude em relação a ela. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) I. UFSE-PSS Analise se é V (verdadeiro) ou F (falso): ( ) Na palavra pecuária encontram-se. III e IV. e “butique”. A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. b) I e III. Alfenas-MG O erro ortográfico está em: a) catequizar. IV. Se comparadas às palavras que lhes deram origem. pelos entrefios: — ‘Tanto chove. PUC-RS-Modificada I. b) poetisa. disse-se-dizia ela. obsessivo.Fonologia. c) II e IV. “Cê”. Porém. o perfilzinho agudo. em seqüência. calabreza. Se a palavra “chantilly” do trecho anterior fosse corretamente aportuguesada. ascensão. ( ) A correta separação das sílabas das palavras período e dezesseis é pe-río-do e dezes-seis. compridos. c) empresa. admitem grafia ou pronúncia distintas. fosse adaptada ao português. e) excesso. acentuação. ( ) Nas palavras hectare e filhote há em comum um encontro consonantal. As palavras “caubói”. ( ) Abate é exemplo de derivação regressiva. do trecho “Cê vai querer a costela com chantilly ou creme de leite?”. II e III. FUVEST-SP “A gente via Brejeirinha: primeiro.

somente. ortografia e formação das palavras Avançar . b) desconhecida. Unifor-CE Só não se encontra o mesmo processo de formação da palavra comportamento em: a) integração. d) conseguir. Alfenas-MG O substantivo derivado dos seguintes verbos que tem grafia diferente dos demais é: a) reter. com a abertura da nossa economia. I. indicando resultado da ação. II e III. mudança. Por quê? d) Não entendi o porque de não importarem outro povo. U. O sufixo empregado forma substantivo. U. d) infância. são desconhecidas para mim. Santa Maria-RS-Modificada Assinale a alternativa em que a palavra em itálico foi corretamente grafada: a) Porquê. somente. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . somente. c) significativo. 49. e) I. não aproveitaram para importar outro povo? b) Com a abertura da nossa economia. somente. Está correto que se afirma em: a) I. e) ceder. UERJ Quanto ao processo de formação. c) Circular. a) Apogeu. Unifor-CE Observe que se afirma a respeito da formação da palavra anacronismo. d) domingueira. acentuação. com a abertura da nossa economia. a palavra “estatuária” é classificada do mesmo modo que: a) algarismo. e) Apedrejar. b) Apelar. 47.F.46. III. d) Crucifixo. O radical da palavra tem origem grega. II. e) transmissão. e) As razões porque não importaram outro povo. c) I e II. 50.Fonologia. 10 48. b) endoculturação. não aproveitaram para importar outro povo. UERJ Observe as seguintes palavras: lobisomem linguarudo Identifique o processo de formação de cada uma delas. 51. b) deter. c) pirogravura. c) trair. b) III. por quê não aproveitaram para importar outro povo? c) Com a abertura da nossa economia. com a abertura da nossa economia. d) II e III. 52. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. O prefixo – também de origem grega – significa afastamento.

c) recolocava – reconhecemos. assinale a seqüência correta.” III.53. um radical latino e um radical grego. possuam o mesmo significado de (in-) em: “Talvez até seja politicamente incorreto dizer. 02. b) injusto – descomunal. Nas palavras mental e sexual.as contribuições já incorporadas e a serem incorporadas ao nosso idioma.” II.” IV. e) I. II e III. o sufixo utilizado forma adjetivos a partir de substantivos.. U.E. o substantivo “fundação” é formado por sufixação a partir do verbo “fundar”. 57.” A seguir. é certo que: 01. “simultaneamente” é vocábulo formado por parassíntese a partir de um adjetivo na forma feminina. Quais estão corretas? a) Apenas I. como resposta. 04. d) Apenas II e III. Dê. 11 IMPRIMIR GABARITO 58. II e III. d) dissílabo – bisavô. 54. é prova do despreparo de algumas pessoas.F. As palavras irracionais e indispensáveis apresentam o mesmo prefixo. III. ortografia e formação das palavras Avançar . U. respectivamente..”. “glamourizou” é forma de pretérito perfeito de um verbo criado por derivação sufixal a partir de um estrangeirismo. e) radicais que definem os dois verbos como cognatos entre si. c) Apenas I e III. “. referente aos afixos em destaque. 16. d) preconceitos – descabidas. a) altiplano – acrobata. c) multiforme – policromo. b) psicultura – ictiologia. acentuação.. Voltar Língua Portuguesa . d) radicais que mantêm entre os dois verbos uma relação sinonímica. 55. Ponta Grossa-PR Quanto à formação de vocábulos. Unifor-CE Os verbos alindar e afear apresentam: a) o mesmo prefixo de origem latina que denota transformação. b) Apenas II. “. “parisiense” é vocábulo composto formado por justaposição. c) Os afixos têm sentido semelhante em II e IV. o prefixo indica negação nos vocábulos “impossíveis” e “inimaginados”. a soma das alternativas corretas.. Juiz de Fora-MG Marque a alternativa em que os elementos destacados. b) o mesmo prefixo de origem latina que denota afastamento. c) o mesmo prefixo de origem grega que denota negação. “Talvez apenas desconheçam a própria língua. U. a) inexpressiva – exportados. e) filosofia – dicotomia. d) Os afixos têm sentido semelhante em III e IV. As palavras justificável e admirável são adjetivos formados a partir de verbos. a) Os afixos têm sentido semelhante em I e IV. Unifor-CE Assinale a alternativa em que não ocorrem. 56.F. nas duas palavras. 08.Fonologia. Uberlândia-MG-Modificada Observe os afixos em destaque nos fragmentos abaixo: I.. UFRS Abaixo são feitas três afirmações sobre formação de palavras: I. b) Os afixos têm sentido semelhante I.. “Virou praga o uso indevido do gerúndio. II.

Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. sofrimento. a) sentimento. contemplação. a soma das alternativas corretas. 04. angustiado. preocupação. porque ambas as palavras representam uma ação. com uma fome danada? Dê. d) fumaça. 16. regularmente. b) tribuna – contribuição – tributal. 12 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Embebeu de éter a bolinha de algodão. b) régua. prática. 61. sabedor. U. 16. d) régulo. Pelotas-RS-Modificada Assinale a alternativa correta. inexplorado.F. que nos deu tanta alegria. d) “Megawatt” relaciona-se com “megalomania”. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os três vocábulos são cognatos de tributário. Você é diferente. 02. apesar de o elemento em comum significar “grande”. U. como resposta. parecia sentir alívio às suas”. 62. ainda que as duas palavras remetam à idéia de calor. 60. a) tribunal – tributador – tribal. de afeto. Ponta Grossa-PR Analisou-se corretamente a formação dos vocábulos em: 01. para expressar a idéia de carinho. reluzia vivinho da silva. a) “Hidrelétrica” relaciona-se com “hidratante”. pois ambas as palavras remetem à energia da luz.59. c) atributo – atribuição – atributivo. mandachuvas – substantivo composto formado pela junção de uma base verbal a uma nominal. c) facilidade. ortografia e formação das palavras Avançar . uma força. como resposta. destreza – substantivo formado por derivação sufixal com base em adjetivo. extinção. cerebral. c) regulador. c) “Energia” relaciona-se com “alergia”. d) onde em “aquele aspecto da sua casa. macaco-prego – substantivo composto formado pela justaposição de duas bases nominais. mofino. b) resistência. b) “Termelétrica” relaciona-se com “termologia”.E. 63. achando a condição humana uma droga. U. 65. 08. c) devorar em “durante meses um devorar constante de romances”. pequenino por dentro. PUC-RJ Assinale a alternativa em que todos os itens são formados a partir de um verbo. onde encontrava. perdão. UFPI-Adaptada Marque a alternativa que contém exemplo de derivação imprópria. intimidade. seja contra alguma coisa (al).E. e) lhe em “bastaria que um homem lhe tocasse”. representada pelo elemento “foto”. ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. relações – substantivo formado por derivação pelo acréscimo do prefixo re. pode ser notado em: 01. alimentício. regressar. Dê.Fonologia. sob todos os pontos de vista. b) suas em “chorando as dores das heroínas de romance. e) regularização. U. 64. embora essas palavras tenham o mesmo elemento de composição. e) “Fotovoltaica” relaciona-se com “fotossíntese”. d) tributo – tributar – tributável. Não é que o canário tinha ressuscitado.. seja dentro de (en). e) explicável.a um radical. Ponta Grossa-PR-Modificada O potencial de afetividade do sufixo diminutivo. acentuação. 04. a soma das alternativas corretas. recentemente – advérbio formado por sufixação a partir de um adjetivo.”. e) atribulação – atribular – atribulado. ventania. a) abandono em “morrera de um abandono”. 08. E saiu para a rua.. Alfenas-MG O sentido do radical da palavra “regularidade” não é o mesmo em: a) desregrado. 02. pacificar.

Assinale a alternativa em que todos os elementos constituem partes significativas da palavra desigualdades: a) de – si – gual – da – des. b) invalidar – inativo – ingerir. escritores e escrever são vocábulos que possuem o mesmo radical. c) irrestrito – improfícuo – imberbe. a) paterno. d) irradiar – imigrar. d) impossível – é uma palavra derivada por prefixação. b) apadrinhar. a) inaproveitável –irremovível – irromper. a palavra destacada é um: a) neologismo. PUC-PR Na palavra infelizmente temos três partes com um significado próprio: in. há prefixos com o mesmo sentido.”. em relação icônica com o determinado. Alfenas Assinale a palavra cujo significado do radical não corresponde ao do vocábulo “PATRIMÔNIO”. neste exemplo.Fonologia.F. b) ataques – é uma palavra formada por derivação regressiva. ortografia e formação das palavras Avançar . 69. o que prova que os falantes da língua portuguesa. espiei os três outros. em seus cavalos.66. Unifor-CE A alternativa incorreta em relação à formação de palavras é: a) criaturas. e) inflamar – irretocável. Em qual das alternativas a seguir as duas palavras apresentam os prefixos com esse mesmo sentido? a) incluir – irregular. UFPE Assinale a série de palavras cujos prefixos indicam negação. e) padre. intugidos até então. como em ‘ilógico’. U. d) padroeiro. e) incriminar – imiscuir – imanente. criação de intensa produtividade neste tipo de texto em que predomina a informalidade. que se caracteriza pela facilidade de invenção de palavras novas. obtido pela repetição de um elemento morfológico. e o prefixo indica negação. e) pseudônimo – a composição desse vocábulo é feita por um radical de origem grega. b) des – igual – dade – s. d) ateu – incoercível – imerso. mumumudos. muito usado pelo autor para mostrar a força inovadora da língua portuguesa. U. e) desigual – dades. d) des – i – gual – da – des. b) irreal – influir. Santa Maria-RS Nas palavras “intocado” e “irreconhecível”. 70. 68. uso típico da região sertaneja. 71. acentuação. são conservadores. c) desi – gual – da – des. agregado à base um novo sentido. 67. b) arcaísmo. composição por justaposição. ação contrária. c) neologismo. principalmente os sertanejos. c) padronizar. de relevante valor expressivo. 13 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) arcaísmo. c) impuro – ilícito. feliz e mente. c) autos-de-fé – ocorre. e) arcaísmo. Cefet-RJ Em “Como por socorro.

o significado de: a) movimento através de. ortografia e formação das palavras Avançar . c) prefixo e sufixo que denotam ação momentânea. Santa Maria-RS Na palavra “chaleira”. b) enxergado.” O mesmo processo de formação da palavra desligados ocorre em: a) superficialmente. 76. b) movimento em torno. c) nunca morou na favela. c) amamenta.” Assinale a opção em que a palavra em negrito exemplifica este procedimento de conversão de substantivo em adjetivo. c) Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis. 75. e) consumidor. isto é. e) trabalha em prol da favela. d) Com cabelos mui pretos pelas espáduas. triste e chateado desfavelado” Carlos Drummond de Andrade. a) cafeteira. b) poeira.” tem. UFR-RJ-Adaptada “aporrinhado devendo prestação mais prestação da casa que não comprei mas compraram para mim. UFR-RJ “Sentimo-nos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. 73.Fonologia. Me firmo. e) E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas. acentuação.72. UFF-RJ “A conversão de substantivos em adjetivos. tomar uma palavra designadora (substantivo) e usá-la como caracterizadora (adjetivo).. d) prefixo e sufixo que exprimem ação freqüentativa. b) é contrária à favela. c) posição além do limite. houve a intercalação de uma consoante entre a raiz “chá” e o sufixo “eira”. c) laranjeira. a) E depois a tomaram como espantados. d) deixou de ser favelado. b) sufixo que expressa intensidade. Uneb-BA Com referência ao termo “rerregulação”. respectivamente. pode-se afirmar que foi criado através da utilização de: a) prefixo que indica negação. d) movimento para além de. 77. d) impossível. constitui um procedimento comum em língua portuguesa. Identifique a palavra que passou pelo mesmo processo de formação. O sufixo tem o sentido de “lugar que contém”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. UFR-RJ O prefixo da palavra em negrito na oração “ao transpor a porta para a rua. U. e) prefixo que indica repetição e sufixo que denota ação.F. o neologismo “desfavelado” significa pessoa que: a) mora próximo à favela. 14 Tendo em vista o conteúdo do texto e o sentido do prefixo des-. 74. d) brasileira. b) Fez o salto real. e) movimento intermitente. e) cabeleira.

sendo tão pequena. 13. 12. 4. e 37. O valor subjetivo se soma ao objetivo. ortografia e formação das palavras Avançar . a palavra mudou de classe gramatical (andorinha > andorinhar). e 32. V – F – F – V – V a) Nem sempre os diminutivos traduzem apenas uma idéia de pequenez (valor objetivo). 46. Linguarudo: derivação sufixal. 42. d 31. podem ter um sentido pejorativo (“Que novelinha mais boba!”) ou ainda. No texto. como é o caso. acentuação. b 33. um comportamento semelhante ao do pássaro andorinha. b) “Andorinhava” é um verbo criado a partir de um substantivo. 9. Eles podem traduzir a idéia de intensidade (“Os dois estavam agarradinhos”). c 25. a 30. d e e 19 GABARITO IMPRIMIR 43. significa que Brejeirinha tinha. 49. c 23. ligeira e perspicaz como uma andorinha. 3. 47. 11. 50. 52. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1 1. ou seja. 19. 26 26. dinâmica. em um dado momento. b 39. 5. 16. a 35. c 24. Trata-se de um processo neológico conhecido como derivação imprópria. 10. d 34. 20. F – F – F 27. 8. c 22. 44. a 38. c 28.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . 45. transmitir afetividade (valor subjetivo). 14. 48. a e b c d e Lobisomem : composição por aglutinação. 7. 53. 18.Fonologia. 6. V–V–V a a c e a 105 e V–F–V–V–F–F b c b e a 54 b 23 c c a 21. 51. espiando até “pelos entrefios”. d 41. 2. Voltar Língua Portuguesa . d 40. 17. 15. e 29. c 36.

54. 76. 72. 69. 61. 71. 73. 60. 59. 62. 67.Fonologia. 56. 74. 65. 75. ortografia e formação das palavras Avançar . 64. 58. e b b d a e 31 e d c c 09 66. 57. 63. acentuação. 77. 70. 55. b a c c a c a d d e d c 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 68.

. ( ) Em “. verbos e adverbios Avançar ...) nessa questão de engenharia genética. mediante projetos concretos que têm por objeto ajudar a estabelecer e reforçar as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária para a proteção dos direitos humanos.. b) a questão da engenharia genética apresenta ironias implícitas. a comunidade mundial deve individualizar e eliminar as causas iniciais das violações. Em 1994. sem alteração sintática ou semântica.. O fosso entre as aspirações internacionais ao gozo dos direitos humanos e a realidade das violações generalizadas desses direitos constitui o desafio básico que deverá ser enfrentado pelo programa das Nações Unidas em matéria de direitos humanos. sem alteração de sentido. ( ) Individualizar.. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. a fim de evitar as violações dos direitos humanos.. adjetivos. U.F. ( ) Em “.as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. ( ) Em “. o artigo definido “a” indica que: a) a questão da engenharia genética será apenas uma das questões do novo milênio. e.Artigos.. que promete ser a questão do novo milênio”. sem modificação sintática ou semântica.. sociais e culturais e a conseguir que sejam mais respeitados. IESB-DF Julgue os itens a seguir segundo critérios sintáticos e semânticos.. a melhorar a vida quotidiana de cada ser humano.. pode ser permutado por particularizar. Para eliminar esse fosso. d) a questão da engenharia genética é a única questão do novo milênio. a definir melhor os direitos econômicos.” o artigo em destaque poderia ser eliminado. o Centro aumentou consideravelmente as suas atividades em termos de serviços de consultoria e assistência técnica para programas na área dos direitos humanos. poderia ser permutado por hiato sem alteração de sentido. c) a questão da engenharia genética será a principal questão do novo milênio. S U B S T A N T IV O S . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) Fosso. Para tal.LÍNGUA PORTUGUESA A R T IG O S . 2.. no primado do direito.. A D JE T IV O S .” o adjetivo em destaque poderia estar no plural. V E R B O S E A D V É R B IO S Texto para a questão 1: 1 “Direitos Humanos no Mundo Os trágicos acontecimentos ocorridos em Ruanda e noutras partes do mundo realçam a necessidade de fortalecer a capacidade que a comunidade internacional tem para adotar medidas preventivas. no nível mais fundamental. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação eficaz do direito ao desenvolvimento.” a expressão em destaque poderia ser permutada por centrando. Juiz de Fora-MG Considerando-se o fragmento “(. substantivos.” GABARITO 1. O Centro de Direitos Humanos do Secretariado contribui para a execução do programa de direitos humanos das Nações Unidas..

F. b) “Um dos instrumentos é a criação de fundos. a palavra sublinhada que admite flexão de gênero é: a) “Fez-se de triste o que se fez amante” (Vinícius de Moraes). adjetivos. Santa Maria-RS-Modificada Os substantivos derivados de verbos denotam ação e são chamados deverbais.” A partir desse conceito. na televisão brasileira. e) brancos. só o trágico é que faz sucesso. c) brasileiro. d) “Meu amigo. em “a mistura entre negros. 7.” Observe a informação divulgada por um dos editoriais da Folha de São Paulo de 9 de julho de 2000. d) século. c) “É pouco perto do desafio monumental que se abre com a atual revolução da informação digitalizada”. c) grito. O único substantivo que não faz parte desse grupo é: a) busca. b) conquista. O termo “a”. a partir de contribuições das operadoras de telecomunicações”. d) envergonhado. FUVEST-SP A frase em que os vocábulos sublinhados pertencem à mesma classe gramatical. b) criadores. como adjetivo.000 reais está longe de ser popular. substantivos.. b) “Paisagens da minha terra. e) O Brasil será um grande parceiro e não apenas um parceiro grande. já há uma proposta de legislação prevendo a criação de um fundo dessa natureza. verbos e adverbios Avançar . em “o brasileiro era um envergonhado”. exercem a mesma função sintática e têm significado diferente é: a) Curta o curta: aproveite o feriado para assistir ao festival de curta-metragem.F. vamos cantar. e) combate. brancos e índios”. 2 4.” e) “A questão mais premente é a de evitar que aumente a exclusão social”. Santa Maria-RS-Modificada Identifique a alternativa que contém uma palavra formada por derivação sufixal que se classifica./ vamos chorar de mansinho/ e ouvir muita vitrola” (Carlos Drummond de Andrade). em sua estrutura interna. 5. em “deixou de ser um peso para os criadores”. UERJ “Flexão é o processo de fazer variar um vocábulo. d) “No Brasil. a) brasileiro.” (Manuel Bandeira)..Artigos. 6.3. U. b) O novo novo: será que tudo já não foi feito antes? c) O carro popular a 12. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . no trecho anterior.) a nada menos que US$500 milhões”. em “o artista brasileiro dos dias atuais”. no contexto./ Onde o rouxinol não canta. Uneb-BA “O desenvolvimento das telecomunicações entra em nova fase. que alguns técnicos denominam como a da rerregulação. c) “Sou um homem comum/ de carne e de memória/ de osso e de esquecimento” (Ferreira Gullar). que aparece destacado. possui o mesmo valor morfológico no fragmento: a) “os gastos públicos com tecnologias relacionadas à Internet chegam anualmente (. para nele expressar dadas categorias gramaticais como gênero e número. d) É trágico verificar que. U.

para os itens verdadeiros. Voltar Língua Portuguesa . U. substantivos. segundo a gramática normativa do português culto.8. em termos de sentido. pois a forma de tratamento você. verbos e adverbios Avançar . tem sentido indeterminado. respectivamente: a) formas diferentes e o mesmo significado. em várias regiões do país. as duas ocorrências do termo “gênio” apresentam. Use V.66583624 (Chico Amaral) Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. b) formas e significados diferentes. mas o uso. c) a mesma forma e o mesmo significado. nessa estrofe. 5 10 15 3 20 25 30 GABARITO 35 ( ) As palavras mal e mau. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” CD–SKANK. é sempre diferente. pois o verbo ir tem a mesma regência do verbo chegar em chego na barra do céu (verso 12). adjetivos.F. são pronunciadas de igual modo. IMPRIMIR 9.Artigos. d) a mesma forma e diferentes significados. ( ) A oração Você vai ao cinema (verso 19) equivale a Vai-se ao cinema. está incorreta. não-específico. ( ) A regência verbal em Você vai ao cinema. para os falsos. UFMT Leia o texto “Um dia qualquer” antes de avaliar os itens abaixo. ou toma um café Hoje bobagem. e F. “UM DIA QUALQUER . Juiz de Fora-MG Em “Como dizem que Bergaman é um gênio com um gênio violento e difícil”. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete.

se dão ao luxo de ‘olhar para dentro’ e criar medos irracionais”.Artigos. poderiam ser substituídas por um indefinido sem mudar o sentido da frase. livres de ameaças reais.” Trecho do texto “O Paciente Mosoró” de Adriane Araújo. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações acerca do uso de artigos. se diferencia do uso prescrito pela gramática normativa. assim. UFSE “. b) mulherzinhas – coraçõezinhos. II e III. cujas sementes deram início a este bosque. 13. em “o primeiro descreve ‘ansiedade como condição dos privilegiados’ que. Isto é. c) apenas I e III. substantivos. O artigo indefinido uns poderia substituir o definido os. As duas ocorrências do artigo definido o anteposto às palavras psicoterapeuta e sociólogo. b) Um abaixo-assinado solicitava ao proprietário do terreno que não derrubasse as árvores. respectivamente: a) adjetivo e substantivo. uma versão nordestina para o Paciente Inglês. d) substantivo e substantivo.”.a capacidade recém-adquirida do homem” O plural da palavra em negrito em cada uma das frases abaixo se faz de modo idêntico ao de recém-adquirida em: a) Havia um cofre boca-de-lobo numa das salas da velha casa. I. na frase “Peritos dizem algo mais ou menos assim: os americanos estão nadando em riqueza. sem que houvesse alteração no sentido. b) adjetivo e adjetivo. e) Uma árvore carregada de folhas e frutos constitui uma obra-prima da natureza. verbos e adverbios Avançar . III. d) apenas II e III.. Assinale o par de palavras em que os dois usos ocorrem: a) colherzinhas – florzinhas. adjetivos. Caso tivéssemos uma condição em vez de condição. 12. UFF-RJ Na flexão dos diminutivos. com freqüência.. e) colherezinhas – floreszinhas. 4 GABARITO A expressão paciente inglês do trecho é formada por duas palavras que são. Quais estão corretas? a) apenas I. d) mulherzinhas – coraçãozinhos. onde o aviador sobrevive à queda. não haveria alteração no sentido global da frase. c) substantivo e adjetivo. e) particípio e substantivo. PUC-PR-Modificada “Podia ser roteiro de filme. 11. c) Naquele sítio havia uma antiga árvore-mãe. 24/11/1999.10. no trecho “Os candidatos à ansiedade são. c) florezinhas – mulherezinhas. bem mais numerosos e bem menos ociosos do que pensam o psicoterapeuta e o sociólogo. b) apenas II. o uso coloquial. II. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) O pássaro-preto costuma alimentar-se das sementes encontradas em roças.”. e) I.

Em “. justifica-se a próclise do pronome oblíquo pela presença da conjunção subordinativa. FEI-SP Observe o texto: “Se as pedras da mesma casa em que viveis..Artigos. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). b) designação de seres e conceitos – expressão de um fenômeno. substantivos. o uso da crase é facultativo. 16. c) produzem efeito estilístico desvinculado do desenvolvimento da argumentação.. 02. e) reforçam qualidades já pressupostas nos nomes a que se referem.. UERJ “Vestibular UERJ 2001. 16.”. entretanto. que significa que está em via de efetivação.. se assim fosse. quando se trata de estudar.. os elementos sublinhados a) alteram o sentido mais usual dos nomes que qualificam. 08.. o subjuntivo e o imperativo. por serem todas elas proparoxítonas.. d) acrescentam informações que esvaziam o sentido dos nomes a que se referem.. o vocábulo futuro classifica-se gramaticamente como substantivo.. “alegria feroz” e “cidadãos que se dizem democratas”. extraído de um folheto de divulgação deste vestibular.. Construindo o cidadão do futuro.” estão presentes os três modos verbais da língua portuguesa: o indicativo. b) chão. Dê.... As palavras rústica. 04...” estão corretamente preenchidas em: a) alunos-educandos – escola-modelos b) aluno-educandos – escolas-modelos c) alunos-educando – escolas-modelo d) alunos-educandos – escolas-modelo e) alunos-educando – escolas-modelos 17. verbos e adverbios Avançar . base. 15. O advérbio eminentemente é derivado do adjetivo eminente. d) acabamento... No trecho “Mas... 18. houvesse alteração para “Construindo o cidadão futuro”. c) termo gerador de nomes derivados – resultado de uma derivação. pelas respectivas características a seguir: a) invariabilidade mórfica – variabilidade em gênero e número. procuram . c) fundação. sobretudo..14... a mesma palavra seria um adjetivo. d) papel sintático de termo núcleo – papel sintático de modificador de outro nome. O substantivo em destaque tem como sinônimo: a) parede. veja bem.. como resposta..... desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros”.. a soma das alternativas corretas. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu.” 5 No enunciado acima. adjetivos. No segmento indiferente a tudo. como na expressão perigo eminente.. Casos como esse permitem considerar substantivos e adjetivos como nomes. que ameaça acontecer breve.. de modo que seria igualmente correta a forma indiferente à tudo.. 01. b) promovem um contra-senso que prejudica a objetividade dos argumentos. Se. que se diferenciam.. e) pintura. FUVEST-SP Nas expressões “triste espetáculo”. Unifor-CE As lacunas da frase “Os .. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . segundo a gramática normativa.. caráter e épocas estão acentuadas corretamente.

153. saias azuis-pavões. U. c) Na Aliança Luso-brasileira. 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. saias verdes-oliva. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I E não foi só ele. ( ) As formas verbais foi e é são.” Carlos Drummond de Andrade. obesidade. ( ) A palavra vítima possui um só gênero gramatical para indicar tanto seres do sexo feminino quanto do masculino. d) Na Aliança Lusa-brasileira. 6 GABARITO Líder em soluções cardiovasculares ( ) As formas verbais seja. para assinalar os itens verdadeiros. os poteiros usavam ternos azuis-marinhos e as recepcionistas. 20% da população adulta brasileira é hipertensa. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbos e as recepcionistas. a primeira no pretérito e a segunda no presente. adjetivos. FGV-SP Assinale a alternativa gramaticalmente correta. 23/06/99. e F. 3ª pessoa do singular e podem ser entendidas como um conselho ao interlocutor. b) Na Aliança Luso-brasileira. que correspondem a 32% de todos os óbitos. o que abre a possibilidade de o interlocutor do texto ser tanto homem quanto mulher. 21. e) 2. verbos e adverbios Avançar . para os falsos. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbo e as recepcionistas. saias verde-oliva.Artigos. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. substantivos. associadas a tabagismo. saias verde-olivas. O emprego de adjetivos e de locuções adjetivas é uma características da descrição. p. a) Na Aliança Lusa-brasileira.” Veja. dos verbos ir e ser. os porteiros usavam ternos cinza-chumbo e as recepcionistas. No poema há quantos adjetivos? a) 3. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) A palavra composta cardiovasculares pode também ter seus elementos usados separadamente: cardíacos e vasculares. IV Não seja mais uma vítima das doenças cardiovasculares. II Hoje. b) 5. Milhares de brasileiros pendurarão as chuteiras mais cedo por problemas cardiovasculares. procure e siga estão no imperativo. os porteiros usavam ternos cinza-chumbos e as recepcionistas. e) Na Aliança Luso-brasileira. estresse e vida sedentária levam ao óbito por problemas cardiovasculares. respectivamente. c) 4. V Procure seu médico e siga a sua orientação.19. Use V. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. d) 6. saias verdes-olivas. III Essas doenças. 20. UFMT Esta pergunta refere-se ao texto “Tão novo e já pendurou as chuteiras”.

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Tessa Jowell. Embalada em sua cruzada. a ministra inglesa pediu à comissão que fiscaliza a televisão britânica que vigie ‘o grau de diversidade de formas das mulheres nos programas de TV’. a spice girl que emagreceu 7 quilos (confessados) e. Na quinta-feira. de tamanhos acima de 40. jornalistas. substantivos. Do lado das gordinhas está a nova esquerda do governo Tony Blair. é convidada para desfilar e posar em editoriais de moda. d) apenas II e III. o papel de substantivos. estão. respectivamente. no máximo 42. muito a contragosto por parte das revistas. para quem tudo não passa de ‘loucura politicamente correta’. como a de Victoria Adams. seca como uva passa. sob o impacto do alerta dado no mês passado pela Associação Médica Britânica: pela primeira vez. digamos. Tradução: menos modelos e atrizes de biotipos esbeltíssimos. no contexto. Em “solidíssimas” e “esbeltíssimos”. ‘A foto sempre engorda um pouco. Em “já que toda altíssima e magérrima”. convocou uma entusiasmada ministra. até porque. e por isso a magra fotografa melhor. Todas as medidas inglesas têm aplicação voluntária. Incitadas pelo governo trabalhista. É possível elevar uma qualidade ao seu grau máximo por um processo de comparação. E não adianta a menina perder 20 quilos.Artigos. adjetivos. e) I. Todas reclamaram da figura ‘impossível’ das modelos — impossível para elas. já que toda altíssima e magérrima que se preza nasceu assim e assim continuará pelo resto de seus dias. Está(ão) correta(s): a) apenas I. Também apontaram a falta. o que ocorre em “seca como uma uva passa”. ato contínuo. que ditam o padrão de beleza de nossos tempos. acima de tudo.” Veja. c) apenas I e III. que estão tentando dar um jeitinho. depois de uma reunião promovida pela ministra para Mulheres da Inglaterra. Previsivelmente. a direita. Da reunião em Londres participaram produtores de moda. Tem de ser naturalmente magra’. no caso. III. II. e para a imensa maioria das mortais. Ou seja: dê menos destaque a silhuetas. “Vamos esmagar as imagens estereotipadas das mulheres na mídia”. que equivale a muito seca. normais. U. a intervenção oficial animou o eterno debate ideológico. na voz de Theresa May. Difícil dar certo. que ocupa cargo equivalente ao de Tessa no fictício gabinete conservador. um estudo científico relacionou o aumento dos distúrbios alimentares (anorexia e bulimia. quem deve sair nas páginas das revistas? Não têm. e mais silhuetas.F. as palavras sublinhadas desempenham. 28/06/2000. Mas. Por birra. Santa Maria-RS “Fofas vingadas Governo inglês faz campanha contra magreza excessiva Têm os governos o direito de determinar quem é magro. sequíssima. quem diria. b) apenas II. quem é gordo e. Quem quiser que acredite que vai funcionar. A ministra Tessa. a Inglaterra contaria com a companhia. doenças que em casos extremos podem ser letais) com a busca incessante das adolescentes por um corpinho de sílfide. as altas e magras são insubstituíveis na frente das câmeras. Nesse departamento. atesta o fotógrafo paulistano André Schiliró. fez um apelo à indústria de vestuário para que conserte a situação. nas butiques. logo de quem. I. 7 GABARITO Considere as afirmativas a respeito do emprego do grau superlativo. da Argentina. sob suspeita de anorexia. as revistas de moda inglesas concordaram na semana passada em criar um código de conduta destinado a promover a exibição de modelos de pesos e alturas variados em seus ensaios fotográficos. alinhou-se à facção das magérrimas. o Senado argentino aprovou um projeto de lei que obriga as fábricas a fazer roupas em ‘tamanhos verdadeiros’. desde que moda é moda. o significado dos adjetivos foi intensificado com o objetivo de fazer uma avaliação pessoal da democracia inglesa e descrever o tipo físico de prestígio. como os que vêem nas passarelas e fotos de moda. representantes de agências de modelos e um seleto grupinho de adolescentes normais. A ‘patrulha da gordura’ foi criada. verbos e adverbios Avançar . claro. independentemente dos hambúrgueres que consuma. principalmente em democracias solidíssimas como a inglesa. II e III.22. as qualidades das modelos passaram a representar as próprias modelos.

situá-las numa cidade onde são famosas pela maledicência. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. FUVEST-SP “As duas manas Lousadas! Secas. 8 GABARITO No texto. que nos deu tanta alegria. desde longos anos. poeira a um canto. o emprego de artigos definidos e a omissão de artigos indefinidos têm como efeito. A ilustre Casa de Ramires. c) xampu de capelo – xampu capilar. colocá-las como responsáveis pela maioria dos acontecimentos na cidade. adjetivos. 16. Unifor-CE Considere as seguintes construções: I. marcar a generalidade das situações que são objeto de seus comentários.” QUEIRÓS. e) monumento de rocha – monumento rupestre. Ponta Grossa-PR Os substantivos abstratos designam ação. b) II. janela entreaberta. em Oliveira. A alteração na posição das palavras provocou alteração de sentido somente em: a) I. não comentasse com malícia estridente. algibeira arrasada. bolo encomendado nas Matildes. Emescam–ES A relação de equivalência de sentido entre as expressões não está adequada em: a) dor no abdome – dor abdominal. U. 08. O pobre menino nasceu morto. e) I e III. São substantivos abstratos os elementos itálicos em: 01. bule rachado. estado ou qualidade dos seres. vulto a uma esquina. d) água de rio – água pluvial. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .E. 24. d) I e II. achando a condição humana uma droga. c) definir a conduta das duas irmãs como criticável. Uma nuvem poderosa abre o horizonte. 25. pequenino por dentro. apontar Oliveira como cidade onde tudo acontece. Dê. as espalhadoras de todas as maledicências. d) particularizar a maneira de ser das manas Lousadas. tirou o canário para fora com infinita delicadeza. Embebeu de éter a bolinha de algodão. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. E saiu para a rua. E na desditosa cidade. a soma das alternativas corretas. 04.Artigos. O menino pobre nasceu morto. 02. entre os dentes ralos. c) III. 26. substantivos. Realizou-se um congresso de solidariedade internacional.23. não existia nódoa. Realizou-se um congresso internacional de solidariedade. III. Eça de. pecha. verbos e adverbios Avançar . como resposta. b) acentuar a exclusividade do comportamento típico das personagens. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura. e) associar as ações das duas irmãs. respectivamente. II. Uma poderosa nuvem abre o horizonte. as tecedeiras de todas as intrigas. angustiado. a) atribuir às personagens traços negativos de caráter. enfatizar seu livre acesso a qualquer ambiente na cidade. escuras e gárrulas como cigarras. É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. b) nervo da audição – nervo auditivo. coração dorido. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. sensação.

Foi maravilhoso!” 9 27. c) cívico-religioso.C. U. ele que viesse falar comigo. mas (por causa) de todo o ritual que envolve uma refeição: conversar. o lugar. Unifor-CE Há analogia de sentido entre a frase “Pesem em torno de uma tonelada” e “Pesem: a) apenas uma tonelada”. d) azul-marinho. vives. b) Os ideólogos do capitalismo usam todos os apelos populistas de que se pudessem valer para introduzir um forte golpe. verbos e adverbios Avançar . sem que a idéia básica do período seja modificada. Não só por não ter me permitido comer.. a) surdo-mudo.. é possível substituir a forma verbo ser de “é” para “era”.Artigos. apreciar a música.S. pois ambas pertencem a tempos verbais do passado. 30. ( ) o uso do subjuntivo no final do texto deve-se ao caráter de certeza.) 21h30 . comunicar-se. d) tanto quanto uma tonelada”.Restaurante chinês. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 2000.S.Leia abaixo o trecho do diário de P. não houve argumento capaz de convencer a imprensa paulista de que seria de interesse geral a 1ª Bienal Internacional do Livro. Estava com muito apetite! Hoje percebi quanto tempo deixei de viver. não fora o trabalho desenvolvido pelos filósofos iluministas. 1 biscoito da sorte 3 colheres de sopa de arroz frito 2 camarões com alho 1 um pedaço de peixe frito 1 buquê de brócolis (Adorei. rir. de aproveitar a vida.. e) guarda-noturno. e) ao menos uma tonelada”. “O diário de P. É como se eu estivesse congelada. pode-se afirmar que: ( ) em suas duas primeiras orações.C. comi super bem!) Nunca tinha estado num restaurante chinês. b) justo uma tonelada”. c) aproximadamente uma tonelada”. tu dirás que queres viver. e) Vives: agora mesmo que ensandeceste. substantivos. 01/01/2000 . 28. Alfenas-MG Assinale a alternativa cuja palavra composta é pluralizada da mesma forma que “Ibero-americanos”.Las Vegas (. as formas verbais “tinha estado” e “estava” indicam fatos situados no mesmo momento. b) verde-oliva. publicado em uma reportagem na revista Isto é. adjetivos. 29. e se a tua consciência reouver um instante de sagacidade. FUVEST-SP Está INCORRETA a articulação de tempos e modos verbais em: a) Se por acaso eu importunara o General. ( ) em “É como se eu estivesse congelada”. A questão 27 refere-se a ele. d) Todos seríamos escravos de idéias maniqueístas. UFGO Considerando-se a importância da escolha das expressões verbais para a construção do sentido do texto. em jun. de verdade do processo expresso pelo verbo. ( ) a forma verbal “estava” indica um momento anterior àquele expresso pela forma verbal “percebi”. c) Em 1970.

d) pode ser que. até a você. c) com liberdade – libertinamente. substantivos. tem o mesmo valor semântico que em: a) O marinheiro chegou até o porto ao amanhecer. e) 12 até 18 dias sem juros no cheque especial. no texto de Carlos Drummond de Andrade. combinação de princípos da economia. Uniube-MG-Adaptada “Talvez eu tenha medo / Talvez eu sorria. sociologia e ecologia.” O advérbio talvez nos versos. por: a) embora. embora nenhum fará a sociedade em que eu acredito. Tarifas que podem chegar a zero. desamar. verbos e adverbios Avançar . adjetivos. corrigindo a impropriedade gramatical que nela ocorre. 35. até agora. declarou o médico. é defendida por ambientalistas como maneira de se viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. entre criaturas. 33. o Brasil ainda estará muito longe de tornar-se um participante ativo do jogo mundial. c) As apurações estaduais foram suspensas até segunda ordem. UFPI Marque a alternativa que substitui corretamente a locução adjetiva por um advérbio. 10 GABARITO 34. b) A polícia.E. ao pecado de saber mais do que nos convinha. amar?” A palavra até. d) A inteligência é como um tigre solto pela casa e só não causará problema se o suprir de carne e o manter na jaula. mesmo que for adotado algum tipo de ajuste fiscal imediato. b) não obstante. pode ser substituído.Artigos. d) Saveiro Geração III. o paciente teria morrido”. não conseguiu capturar os fugitivos. d) sem mistério – enigmaticamente. e) sem virtude – desvirtuadamente. Reescreva a frase acima. amar? Amar e esquecer. senão. U.. b) A econologia. Amar. e) O nome secreto de Deus era o princípio ativo da criação. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . FUVEST-SP a) “Se eu não tivesse atento e olhado o rótulo. transpondo-a para a voz ativa. c) ainda que. b) como amante – adulteramente. a) com verdade – sinceramente.. Londrina-PR “Que pode uma criatura.31. amar? Sempre e até de olhos vidrados. mas dizê-lo por completo equivalia a um sacrilégio. Reescreva a frase acima. Resiste a tudo. sem perda de sentido. c) O primeiro-ministro e o presidente devem ser do mesmo partido. FUVEST-SP A única frase em que as formas verbais estão corretamente empregadas é: a) Especialistas temem que órgãos de outras espécies podem transmitir vírus perigosos. Amar e malamar. b) Além disso. 32.

será conveniente que você __________ (manter-se) a uma boa distância. para medir a inteligência.. o sofrimento das pessoas que estão atingidas mentalmente. o advérbio mais deixa pressuposta a idéia de que: a) os testes de QI serviram. poderá adotar outra perspectiva. Creio que __________ de problemas causados por falta de manutenção. aponte a opção que ainda mantém o mesmo sentido da oração acima: a) Só um jornal pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber: o de minha propriedade.. d) Ouviram-se / se trata / existam / confirmem / sobraram. substantivos. b) hoje os testes de QI são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. embora não __________ provas que __________ isso: não __________ objetos para exames periciais. há motivo para otimismo”. d) O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é só de minha propriedade. adjetivos. d) no passado. Se isso não __________ (satisfazer) sua curiosidade. PUC-RJ Assinale a alternativa em que o termo em negrito é um advérbio que marca claramente uma opinião: a) “. já não servem mais para avaliar a capacidade cerebral de uma pessoa. UFRS-Modificada “Os testes de QI. FUVEST-SP Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas abaixo. e) Ouviram-se / tratam-se / existam / confirme / sobraram. observe seus efeitos de luz e sombra. é mais sombrio. Quando as __________ (ver). além dos testes de QI. e sair dela desejando um equilíbrio diferente do que tinha antes.” 40..36. poderá notar duas grandes fotos iluminadas. c) Ouviu-se / se trata / exista / confirmem / sobrou. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Potiguar-RN “O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. verbos e adverbios Avançar . “Se você __________ (vir) à exposição e se __________ (dispor) a visitar o terceiro andar.. 38.” e) “.. b) Ouviu-se / se tratam / exista / confirme / sobrou. outros parâmetros serviram para medir a inteligência.. __________ três explosões na plataforma de petróleo. Para bem comparar a técnica utilizada. e) hoje os testes de QI não são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. no passado. o quadro.Artigos.” c) “para que ele tenha novamente a possibilidade de novas produções normativas” d) “Na esquizofrenia.” 11 No texto. b) O único jornal que só pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. infelizmente. um dos antigos parâmetros usados para medir a inteligência. 39. 37. a) Ouviram-se / trata-se / existam / confirme / sobraram.” GABARITO Utilizando-se o advérbio “só”.” b) “.. c) O único jornal que pode oferecer ao público só as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. FGV-SP Complete as frases com os verbos indicados entre parênteses. U. c) os testes de QI nunca serviram para medir a inteligência..

de modo claro e objetivo. IV. Sabia que o pai o chamara para aquela conversa com a intenção de saber dele o que pretendia fazer da vida. 42. Há lugares carentes que necessitam até de vagas para automóveis. do articulista Marcos Sá Corrêa: “. 12 Assinale a alternativa em que o termo em negrito aparece com o mesmo sentido empregado no texto acima: a) Até que ponto poderemos aceitar tal proposta? b) Pensando nisso. c) Se a Patrícia previr tempo seco para o litoral.Artigos. PUC/Campinas-SP “Naquele exato momento. quando eu for presidente. e) em todas as quatro frases. adjetivos. mas ele já havia saído. “for” equivale. verbos e adverbios Avançar . a lesão do jogador poderá estar curada. III. passados os primeiros dias de euforia pela conclusão do curso. Feita a pergunta. ao verbo “ser” e ao verbo “ir” a) somente na frase I. NESSA ORDEM. d) Leocádia estava terrivelmente irritada. será o momento de todos o aplaudirmos. se ele manter adequadamente o tratamento. a) sabia – sentiu – chamara. d) chamara – sentiu – começaria. 44. d) somente na frase IV. e) Quando o negociador propor uma saída honrosa. FGV-SP Assinale a alternativa em que não haja erro de conjugação de verbo... os que forem espertos saberão quando for a hora de partir. b) O moderador interviu assim que ficou a par dos problemas técnicos. mandarei prender os que forem inimigos do país. CEETPS-SP Considere as seguintes ocorrências de “for”: I. São inumeráveis as academias de ginástica. que vende e revela material fotográfico para amadores. as locadoras de vídeo e os cursos de informática. de 24/01/2000.” Dessas ocorrências. aquele que for culpado confessará tudo quando for à prisão. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a) Em pouco mais de três meses. UFMA Considere o seguinte trecho “A favela invisível se debruça sobre o Rio”. substantivos. c) tinha marcado – sentiu – visitara. II. esperando oportunidade melhor.41. só conseguiu responder que começaria o mais breve possível a ladainha das entrevistas que tinha marcado nas clínicas que visitara há meses. como a De Plá. as vacas que forem para o brejo serão contadas quando eu for à Brasília. respectivamente. b) somente na frase II. e) conseguiu responder – sentiu – tinha marcado. 43. c) somente na frase III. d) “Até Madonna quis interpretar o papel de Frida Kahlo no cinema.” GABARITO Os verbos que indicam corretamente a sucessão cronológica dos fatos narrados são. b) pretendia – sentiu – sabia. sentiu o peso da responsabilidade.” Revista Época. c) Fui até o hotel para encontrá-lo. mas se deteu. até que poderíamos programar um passeio para este final de semana.Brotou nos morros cariocas franquias de supérfluos. Tinha ganas de dizer a Alberto tudo o que ele merecia.” e) Até que enfim o governo reconheceu o direito dos manisfestantes. haveremos de descer a serra antes de o sol nascer.

não comentava. e) “Respiravam e até transpiravam” 46. podemos afirmar que a) a oposição imperativo negativo e imperativo afirmativo justifica a mudança do verbo cobre/cobra. e) não existiria. não descortinavam. Alfenas “Uma parceria implica até em cuidar de meninos de rua. uma das formas verbais não condiz com as demais. não tinham descortinado. não teria comentado. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. adjetivos. b) Juntou até 10 mil reais. d) não existirá. bolo encomendado nas Matildes. pode-se perceber que.” QUEIRÓS. bule rachado. desde longos anos. janela entreaberta. entre os dentes ralos. d) o sujeito verbal (3ª pessoa) mantém-se o mesmo. não descortinem. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. pecha. IMPRIMIR GABARITO O Estado de S. Paulo. substantivos. de Rita Lee e Roberto de Carvalho: “Não me cobre ser existente Cobra de mim que sou serpente” 13 Com relação ao emprego do imperativo nos versos. e) o primeiro verbo no imperativo negativo opõe-se ao segundo verbo que se encontra no presente do indicativo. E na desditosa cidade. não tiver comentado. não existia nódoa. A ilustre Casa de Ramires. as espalhadoras de todas as maledicências. vulto a uma esquina. se verifica entre as formas verbais existia. e) Segui. não comente. U. ITA-SP Os versos abaixo são da letra da música Cobra. Trata-se de: a) Ides.” Assinale a frase em que a palavra até expressa o mesmo sentido que tem no fragmento acima. b) a diferença de formas (cobre/cobra) não é registrada nas gramáticas normativas. escuras e gárrulas como cigarras. c) não existira. neste texto. em Oliveira.Artigos. portanto o emprego está adequado. Eça de. algibeira arrasada. 47. b) Tenhais. FUVEST-SP A correlação de tempos que. 48. c) Bebeu tanto até cair. a) “Do querer até o poder vai larga distância”. c) a diferença de formas (cobre/cobra) deve-se ao deslocamento da 3ª para a 2ª pessoa do sujeito verbal. coração dorido. A questão 48 tem por base a história em quadrinhos abaixo apresentada. d) Arrastou-se até o quarto onde desmaiou. c) Julgais. “As duas manas Lousadas! Secas. 14 de abril de 2001. descortinassem e comentasse. Texto para a questão 47. b) não existiu. não tinha comentado. não comentasse com malícia estridente. poeira a um canto. portanto há inadequação na flexão do segundo verbo (cobra). não teriam descortinado. d) Pretendes. mantém-se apenas em: a) não existe. não tiverem descortinado. Voltar Língua Portuguesa . no diálogo entre Calvin e sua mãe.45. as tecedeiras de todas as intrigas. FGV-SP Observando os três primeiros quadrinhos. verbos e adverbios Avançar .

abrandando-lhe a linguagem. e) previr. Não pôde ser diferente. Para diferenciar o verbo do substantivo. U. b) desejar.49.” Veja. Voltar Língua Portuguesa . b) flexão de tempo. a forma verbal deseje deverá ser substituída por: a) desejasse. 50. U. GABARITO 52. creiamos. por exemplo. d) Ele tem como equipamento standard o que aqui é opcional. Santa Maria-RS-Modificada Na linguagem coloquial. UFSE Os verbos que aparecem nos enunciados abaixo estão corretamente flexionados em: a) As influências africanas manteram-se. 18/08/1999.Artigos. e) Vi um catálogo na Amazon que tem uns dinamarqueses bem acessíveis.) poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. Quem se propor a estudar as línguas faladas na América pode constatar isso. UFRN Considere o período a seguir. c) O estrangeiro tem mais e melhores dentes. em relação às palavras. 14 A comparação entre as palavras sublinhada acima demostra que o significado geral de “expressar ação” não é suficiente para identificar o verbo como classe gramatical. já que namoro consta do dicionário como “ato de namorar”. não tem gente parada. d) Propusemo-nos a analisar a língua sem preconceitos e vimos que as influências estrangeiras são inevitáveis. e) Influências estrangeiras também norteam o destino das línguas.. Assim crêem os estudiosos dos fatos que intervêem na história das línguas. UERJ “Os aliados não querem romper o namoro com o FHC – querem é namorar mais. com as mesmas características do verbo haver no sentido de existir. Passeemos pelo seu vocabulário e creiamos nisso. Mirtes? b) Nos Estados Unidos. modo e pessoa. b) preveria. a) Sabe que você tem razão. c) previera. principalmente. Os brasileiros nem sempre se precavêm diante de influências lingüísticas estrangeiras.. Assinale. d) prever.F. substantivos. verbos e adverbios Avançar . IMPRIMIR “Um alimento em pó incolor (. a seguinte característica que só os verbos possuem: a) terminação em r. d) desejaria. Alfenas-MG Fragmentos para a questão: “Especialistas contestam argumento do governo de que privatização não estaria sujeita à regra que prevê isonomia entre os candidatos” Caso transpuséssemos a forma verbal “prevê” para o futuro do subjuntivo. c) presença indispensável à frase. adjetivos. nas frases abaixo a alternativa em que ocorre esse emprego. seria necessário considerar.” Para se manter a correspondência temporal no período. há uma tendência de uso do verbo ter como impessoal. c) desejará. teríamos: a) previer. d) anteposição de um substantivo. c) Muitas palavras do português provieram do contacto com línguas estrangeiras. b) A ama negra interviu junto ao filho do senhor branco. além do sentido de ação. 51. 53.

e seu plural é vêem... requisesse. IV. reouvesse e) vier.. |-ra-| desinência modo-temporal e |-m| desinência número-pessoal... Assinale a alternativa cujas formas verbais preencham.Artigos. d) I e IV.) Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas” 15 Jorge de Lima. Em .. requeresse. como resposta..... vires.. d) 3ª pessoa do presente do indicativo do verbo vir. III. intervisse.. interviesse.. adjetivos. vieres. reavesse d) vier. vires. requisesse. esses bens”... Estão corretas as formas verbais só nos itens: a) I e III.... 16.. Dê.. Alfenas-MG Considere as seguintes frases: I. “Quando .. comunica-me imediatamente”. requeresse... reavesse c) vir.. b) 2ª pessoa do singular do imperativo do verbo vir... “Se você .. “Se ele propuser um acordo.. que faz a 3ª pessoa do plural vêm.. que é dourado. respectiva e corretamente. vê através do pequeno embrião de árvore (. requeresse... 32.. intervisse... interviesse. sendo vinde a forma do plural. fará com que eu me lembre de ti. c) 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo do verbo ver... 04. U... 02. II... No trecho . as lacunas das frases acima: a) vieres... c) III e IV.. começaram a se tornar realidade.. ao contrário de lembrar-se e esquecer-se. o modo verbal é o imperativo... aceitaríamos todas as condições”. ela ficará contente”... e seu amigo ... Identifica-se corretamente a forma verbal vê em negrito nos versos acima como: a) 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo ver. a vírgula é utilizada para isolar o sujeito do verbo. 08. a soma das alternativas corretas.. e) 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo do verbo ver. o verbo começaram apresenta a seguinte estrutura: |começ-| radical. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 55. “Se ... Em Por favor.. vires. substantivos. b) II e III. cujo plural é vêm. UFSC Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s): 01.... não são regidos por preposição... quando previr o temporal”.... sendo o plural vede.. talvez você ... cativa-me!. verbos e adverbios Avançar .. 56.. Os verbos lembrar e esquecer. que isso é necessário.... “Ele voltará. “Retiveram os documentos porque supuseram que fossem úteis...só se vê bem e os homens não têm mais tempo. e) II e IV... Em O trigo. o acento nos verbos ver e ter é justificado pela mesma regra de acentuação gráfica. III. Alfenas-MG Observe: I. UFSE-Adaptada “e as coisas que tu vais transformar. |começa-| tema. traga seu irmão”.. reouvesse b) vier. reouvesse 57. |-a-| vogal temática. vires. interviesse.54. Em Mas se tu me cativas.. U. o verbo cativar classifica-se como transitivo direto... por isso ninguém interviu para liberá-los”.. “Quando puseres a foto no álbum. II.. a São Paulo..

..... substantivos.. 20 quilos... Santa Maria-RS Observe as formas verbais utilizadas nos períodos a seguir........ porém... eventualmente ... 62...... II.. 61. Seria preciso que . Tem de ser naturalmente magra (.. naturalmente magra. naturalmente magra... no processo. UFSE A frase que apresenta voz passiva é: a) As pessoas nem tinham se recuperado do susto quando surgiu outra denúncia..... Emescam-ES As lacunas de : “Os médicos sempre .. diga-lhe que seria bom que ele .....F. complete corretamente as lacunas. a) perda – fosse – fosse d) perda – seja – seja b) perde – seja – seja e) perca – seja – fosse c) perda – fosse – seja 59.... ele. d) Alguns dos envolvidos nos episódios de 94 absteram-se de comentar o fato... E não adianta que a menina ....” As formas verbais que preenchem adequadamente essas lacunas são: a) vir – intervisse – obtivesse b) vir – intervisse –obtesse c) vir – interviesse – obtivesse d) ver – intervisse – obtivesse e) ver – interviesse – obtesse 16 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . É preciso que .......... b) Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade.Artigos......)” Considerando as transformações propostas.. O verbo morrer tem dois particípios. “E não adianta a menina perder 20 quilos.. 60. a bolsa de estudos..” serão adequadamente preenchidas com: a) solicitam – abstenha – dispunha – volta b) solicitaram – abstivesse – dispusesse – voltava c) solicitam – abstém – disposse – voltava d) solicitam – abstivesse – disponha – volta e) solicitavam – abstesse – disposse – voltava 63..I. mesmo que se .. do cigarro e do álcool......... A palavra morto é particípio do verbo matar.. III.. É verdadeira: a) Apenas a afirmação I.. c) Se a opinião pública intervir. U. mas alguns talvez não o entendam bem...... verbos e adverbios Avançar ... e) O jornalista se baseou em fatos bastante conhecidos para escrever o editorial..58.. b) O editorial afirma que o educador que se detesse sobre o futebol ficaria desapontado. a fumar e a beber........ a seguir o conselho.. a João que se . e) Nenhuma das afirmações.. c) Cada uma das afirmações. Vitória-ES O seguinte período apresenta lacunas: “Se você .... o professor.... PUC-PR-Modificada Considere estas afirmações: I............. adjetivos.. F......... d) Os crimes fiscais foram confessados porque o técnico temia outra acusação. b) Apenas a afirmação II.............. e) Todos lêem o código de ética de seu clube... a prática do esporte poderá ser moralizada. c) O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa. A palavra morto é particípio do verbo morrer... UFSE A forma verbal em negrito está corretamente flexionada em: a) Todos desejam que a imprensa continui a defender um esporte ético.. para que você .. d) Apenas a afirmação III.....

b) Os jornais não deram a notícia. pois trata-se de outro sentido do verbo desconfiar. UFSE Um verbete de dicionário registra exemplos de uso correto do verbo desconfiar. e) deve ser substituído por “ao que”.” 17 Assinale a alternativa que substitui a forma verbal fosse.. UFR-RJ A alternativa em que está correta a classificação do verbo dar quanto à predicação é: a) Dei com os dois velhos sentados. b) deve ser substituído por “aquilo de que”.. empregado com o sentido de não ter confiança. – transitivo direto e indireto. – intransitivo. um número sem fim de animais. pois o emprego do verbo desconfiar está de acordo com os exemplos. para apresentar correção. nem surfistas. duvidar... a) seguirmos – admitíssemos. – intransitivo. – transitivo direto. 66. d) Quem dá aos pobres empresta a Deus. mantendo a correlação exigida pela norma culta. sem acarretar mudança no significado da frase... quando for a vez desses meninos?”. 67. “Mas convém que Gaspar não desconfie absolutamente destes nossos projetos. UFPB-PSS Levando-se em conta a norma culta da língua. b) seguíssemos – admitiríamos. d) possa ser.” b) “Ainda não haviam louras.. verifica-se erro em: a) “. c) está correto. imaginava-se que um cérebro jovem (.” d) “Era assim o Brasil de Cabral.. c) O relógio deu onze horas.. o segmento em negrito na frase “Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam.” a) está correto.” Considerando-se o verbete. e) seguiremos – admitiremos.) fosse muito mais poderoso e criativo do que um outro já maduro e desgastado pela idade. adjetivos. d) seguíssemos – admitíssemos.. e) Esse dinheiro não dá. admitiremos que o desejo de destruição do outro só não é posto em prática por repressão. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . – transitivo indireto. para apresentar correção.” Os tempos verbais assinalados acima estão correlacionados: a forma escolhida para o verbo seguir limita as possibilidades de flexão de admitir.” c) “Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. e) tenha sido. UFRS-Modificada Em: “Até algum tempo atrás. c) teria sido.” e) “. substantivos.64. para apresentar correção. c) tivéssemos seguido – vamos admitir. verbos e adverbios Avançar . b) tivesse sido. “É prudente desconfiar de quem é desconfiado”. já quinhentos anos passados. 65. a) pudesse ser.. 68. d) deve ser substituído por “isto que”. UEL-PR “Se seguirmos Freud.. Indique a alternativa em que os respectivos verbos podem substituir as formas sublinhadas na citação acima..Artigos. nem mulatas.

. d) eram queimados.. b) O vento que impelia aquela chuva cheirava a almíscar. adjetivos. substantivos.). e) foi queimado. 71. leio. d) intransitivo e transitivo indireto. 70.). c) Vê se não te esqueces do livro – advertiu o jovem. Tenho de ler tudo. c) tinham queimado.69.. Uniube-MG-Adaptada No trecho “Com seu vestido decotado / cheirando a guardado”. assinale a alternativa que contém uma afirmação falsa: a) As formas verbais havia partido e deixou expressam ações simultâneas. d) Os alunos foram à biblioteca ver se encontravam o livro indicado. como: a) transitivo direto e intransitivo.” A forma verbal equivalente a em negrito na frase está em: a) queimou. b) Eles se calaram porque viram que a discussão não levaria a nada.” 18 Considerando o que está dito no enunciado acima. b) transitivo direto e transitivo indireto. a palavra “vêem” é empregada com o mesmo valor em: a) Não consigo concordar com isso.. d) A forma verbal havia partido pode ser substituída por partira sem que. c) O enunciado é composto de duas orações que encerram uma relação de causa e conseqüência.. está na alternativa: a) projetam-se. respectivamente. essa história está cheirando mal. o verbo cheirar foi utilizado com a mesma transitividade de: a) Pelas análises que fizemos..” “Mas leio. c) No jardim pôs-se diante da roseira e ficou cheirando a rosa. Voltar Língua Portuguesa . com isso. cavalgo de novo” Os empregos do verbo ler nos versos acima permite classificá-los. e) vão projetar-se. 73. c) transitivo indireto e verbo de ligação.. PUC-PR “O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho. Em filosofias / tropeço e caio. UFR-RJ “(..Artigos. uma ambigüidade gerada pela locução sua mãe. o que deixou sua mãe extremamente preocupada.. Unifor-CE Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado. no enunciado. e) Os alunos viram o professor chegar e dirigir-se à secretaria da escola. Outra forma verbal. b) foram queimados. PUC-RS-Modificada De acordo com o sentido que tem no trecho “Há basicamente três tipos de alunos: (. b) projetam. d) Olhava para os cantos sem saber o que viera cheirar ali. Unifor-CE “Efetivamente se queimaram alguns livros. equivalente a em negrito acima. porque vejo a questão de outra maneira. c) é projetado.. b) A forma verbal havia partido expressa uma ação anterior à forma verbal deixou. os auditivos (que prestam mais atenção no que vêem). e) Há. IMPRIMIR 74. verbos e adverbios Avançar . e) verbo de ligação e transitivo direto. d) tinham projetado.”. GABARITO 72. haja prejuízo do significado.

08. naqueles tristes momentos... os fotógrafos a popularizaram. 04. substantivos.... 16. para sempre.. em: a) Os clássicos não são muito lidos no Brasil. de novo a estrada interrompida. Unifor-CE “. 79. Se os fotógrafos tivessem registrado a infância da aviação. 01. c) terão trabalhos.. no qual lança o desafio da possível construção de um novo Brasil. Católica de Salvador-BA 19 “haverá trabalho para essa massa de gente. como resposta... c) teria descoberto.. U. c) Pouco se lê os clássicos no Brasil. do Império da República Velha. os fotógrafos a popularizarão. Quando os fotógrafos tiverem registrado a infância da aviação. Desse texto.” Assinale a alternativa com as formas verbais que preenchem as lacunas de acordo com a norma padrão. .. F. Dê. que o Brasil nunca foi muito diferente do que hoje é. Quando registrarem a infância da aviação. a inocência. d) ocorrerá trabalhos.E. e) terá descoberto. derrubado o muro da ditadura. verbos e adverbios Avançar . foi retirado o fragmento a seguir: “Para nós durante a ditadura... adjetivos... Pensávamos... d) Não é muito o que se lê dos clássicos no Brasil.. b) existirão trabalhos. como tantos brasileiros. Ponta Grossa-PR Escolha as estruturas aceitáveis considerando a perfeita correlação entre os tempos verbais. e) Não se faz a leitura dos clássicos no Brasil...F. eles a popularizaram. Voltar Língua Portuguesa .. Pelotas-RS O cineasta Cacá Dieguez escreveu um artigo sob o título “O futuro passou”.. a soma das alternativas corretas.... eles a teriam popularizado. a) encontraríamos – perdera – viríamos b) encontrássemos – perdeu – veríamos c) íamos encontrar – tinha perdido – havíamos visto d) encontraríamos – havia perdido – teríamos visto e) encontrássemos – perderia – viríamos 76. 02. . Não sabíamos que o país ... F. b) tinha descoberto. e) existirá trabalhos... b) No Brasil nunca se leu muitos os clássicos.75. 78. ao longo da qual todos os problemas seriam resolvidos..” A única variação estrutural correta para expressão destacada na oração em evidência é: a) haverão trabalhos. d) tem descoberto.Artigos. Se tivéssemos prestado mais atenção à história da Colônia.. estava apenas exilado temporariamente: ele voltaria nos braços da democracia restabelecida.. eles a tinham popularizado. U.” IMPRIMIR GABARITO A forma verbal da frase acima está corretamente substituída por outra... Se tivessem registrado a infância da aviação..... 77. gramaticalmente equivalente. que. o futuro. não se lêem muito os clássicos no Brasil. Quando os fotógrafos registraram a infância da aviação..... Católica de Salvador-BA-Adaptada Há correspondência modo-temporal entre a forma verbal simples “descobriu” no trecho “A ciência descobriu uma realidade mais complexa” e a composta: a) tivesse descoberto...

São Paulo: Globo. c) A melhor sociedade deve ser aquela em que todos tenham vida boa.. 82. 1997.. meu Deus. explique o que é a infância na concepção do poema.” Nas frases abaixo.’ Ah. Considerando essa posição do eu-lírico em relação ao passado. Lentamente. Só para judiar.. E eu com os olhos cada vez mais arregalados até parecerem dois pires.“Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?.. Agora não sei esperar mais nada Desta nem da outra vida... insultuoso é que ela o seja apenas para alguns. Mário..) Sim! Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?. adjetivos. essas crianças!” QUINTANA. 86/87. 5 10 15 20 20 25 30 GABARITO 80. o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio. d) Não me admira que eles queiram morar em belas cidades. p... Nova antologia poética..’ Eu tinha oito anos e sabia esperar.Artigos. Meu tio dizia: ‘Bobo! Não sabes que elas sempre trazem uma roupa de malha por baixo?’ (Naqueles voluptuosos tempos não havia maiôs nem biquinis. 81.. UFRJ . e) Deve ser sempre louvado alguém que sofre com os problemas alheios. verbos e adverbios Avançar .As questões 80 e 81 referem-se ao texto abaixo. “O circo o menino a vida A moça do arame equilibrando a sombrinha era de uma beleza instantânea e fulgurante! A moça do arame ia deslizando e despindo-se.’” (versos 27 a 30) Observando o emprego dos tempos verbais nos vocábulos sublinhados acima.. Unifor-CE “.’ (versos 14 a 17) “o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio. 6ª ed. explique o emprego dos parênteses no verso 13. b) Espera-se que ele passe a vida lutando por seus ideais. quem sabe?. as formas verbais em negrito estão corretamente transpostas para o mesmo tempo e modo da forma em negrito acima. quem sabe?. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . exceto em: a) Meu amigo não gosta de que o chamem de boa-vida. No entanto o menino (que não sei como insiste em não morrer em mim) ainda e sempre apesar de tudo apesar de todas as desesperanças.. UFRJ Releia os versos 9 a 17. A expressão “Naqueles voluptuosos tempos” (verso 13) marca uma posição do eu-lírico em relação ao passado. substantivos..

84. U.F.. IV. denota um(a): a) treinamento. Dê. a soma das alternativas corretas. III.. substantivos.)... adjetivos.. UFR-RJ No verso “Você sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada?”. e passeie de mãos dadas com o ar. em 1898”. U. e) passadas que negam o aspecto durativo do verbo.. 85. a frase “Cada proeza dos aviadores era narrada em detalhe” ficaria “Narrava-se em detalhe cada proeza dos aviadores”. III. corresponde à forma composta “havia virado” ou “tinha virado”. c) ordem. “Por exemplo. verbos e adverbios Avançar . Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. II. o verbo haver foi empregado no pretérito perfeito do indicativo. IV. no imperativo. “(..” II. Com o verbo na voz ativa. Ponta Grossa-PR Marque as alternativas corretas. 02.. assinale a alternativa que apresenta a seqüência correta: a) II. O verbo usado em “As formas estranhas dos aeroplanos experimentais invadiam as páginas dos jornais” assumiria.. nas formas destacadas. IV.83. d) II.E. A seguir.. “Todos sabem que cães e gatos são espécies diferentes e que não se misturam. indiscutível. d) solicitação. b) presentes e posteriores ao momento da fala.” III. coluna de acordo com a 1ª. ou um tipo de tomate que cresce mais rápido e é mais produtivo.) virologistas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA desenvolveram experiência em que um gene causador de câncer em ratos. foi empregado para expressar ações: a) presentes e simultâneas ao momento da fala. 86. b) I. Uberlândia-MG Numere a 2ª. a forma “eram invadidas”. aquela de chita.) ponha a saia mais leve. I. A forma verbal simples empregada em “Paris virara a capital mundial da aviação desde a fundação do Aéro-Club de France. b) aconselhamento. Em “Nos dez primeiros anos deste século havia uma mania pop em Paris – voar”. como resposta. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. na voz passiva. 08. 01. UFR-RJ-Adaptada “Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre (.” IV. d) que vão se realizar num futuro bem próximo. c) passadas mas que têm validade permanente. No trecho acima a seqüência de formas verbais. I. “voar” está empregado em função substantiva. Em “Voar era um ideal delirante e dândi”. ( ) o tempo verbal denota um fato que provavelmente acontecerá.. tendo em vista o emprego de verbos. “(. podem-se desenvolver espécies de milho (. I. c) I.” ( ) o tempo verbal indica uma verdade universal. 04.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa por meio da manipulação genética.Artigos.” Carlos Drummond de Andrade. ( ) o tempo verbal denota um fato passado que poderia ter acontecido após outro fato passado. com o sentido de existir. 16. o presente do indicativo. e) ponderação.

d) tinha – tem. que recebe no seu curso de dez léguas.. d) certeza.) o povo é ignorante. 22 Leia os versos abaixo para responder às questões de números 89 e 90. substantivos. 90. b) “Se não zelássemos por nós. posterior ao momento em que se fala. a seqüência dos tempos verbais em negrito. altivo e sobranceiro contra os rochedos. verbos e adverbios Avançar . b) era – são. “Onde avanço. curva-se humildemente aos pés do suserano.)” – O pretérito imperfeito do indicativo está sendo utilizado para indicar um fato passado não concluído. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população?” Tendo em vista o contexto que envolve a frase “Olhemos a cidade”. quem zelaria por este pobre povo?” – O futuro do pretérito está sendo utilizado para indicar surpresa e indignação. 88. UERJ A seqüência das construções verbais em negrito retrata uma mudança na participação do “eu” que se expressa no texto.. que rola majestosamente em seu vasto leito. e) solicitação.. vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba. É o Paquequer: saltando de cascata em cascata. o pequeno rio. “vassalo e tributário” exercem a mesma função sintática. UFR-RJ-Adaptada “Ano novo de eleições.. 92. e ainda ocorre em algumas regiões” Observe. c) “(. José de. d) “(.. d) a relação entre os parágrafos marca-se pela comparação. me dou. GABARITO Em relação ao texto. pode-se afirmar que o uso da forma verbal destacada expressa uma: a) ordem. 91. Descreva essa mudança. c) sugestão.” ALENCAR. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . enroscando-se como uma serpente. a) “Pelo Natal estarei aí. c) obteve – obtenha. Uniube-MG Assinale a alternativa em que o emprego do tempo verbal não está adequadamente explicado. Olhemos a cidade. e) exigiam – exigem.Artigos. b) não há nenhum termo que expresse progressão temporal dos fatos. e engrossando com os mananciais. Unifor-CE “o que ocorreu até recentemente.” – O presente do indicativo está sendo utilizado para indicar uma verdade científica.87. O Guarani. quanto às vozes do verbo. com minha secretária Eunice. as três construções destacadas. Unifor-CE “De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio d’água que se dirige para o norte. na frase acima. torna-se rio caudal. adjetivos. e) “rio caudal”. b) reflexão.” – O futuro do presente está sendo utilizado para indicar um fato provável. é correto afirmar que: a) os três parágrafos inscrevem-se num momento estático do tempo. Dir-se-ia que vassalo e tributário desse rio das águas. que está corretamente reproduzida nas formas: a) pôde – pode.. c) a freqüência dos verbos de ação personifica o rio Paquequer. UERJ Classifique.) como bem o sabiam os romanos (. e o que é sugado ao mim de mim em ecos se desmembra” 89.

93... verbos e adverbios Avançar .) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não admite passagem para a voz passiva: a) “essa liberdade só pode funcionar se submetida a intensa supervisão da comunidade científica.) Trunte retrucou que já era alguma coisa..” 96.“ 95.F......)” 94.F.) nada adiantava esse dinheiro. b) vêm dominando. U.) não compreende ele as coisas do Brasil... d) vem dominando..” d) “.....uma escola escreve ‘College’ ao lado de sua marca.) a manipulação genética de alimentos e animais não poderá gerar efeitos danosos à nossa saúde. substantivos.. U.” c) “Talvez apenas desconheçam a própria língua..” b) “(.” b) “(..) manipular os peões (.. c) dominam.. Uniube-MG Assinale abaixo a única alternativa correta: Transpondo-se para a voz passiva a oração “As grandes corporações multinacionais vêm dominando o consumo da população das cidades”...ninguém supera a televisão...) poderemos (. Uniube-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “(.” c) “(... 23 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ..” d) “(...) poderemos transformar a manipulação genética em um dos maiores benefícios da ciência . adjetivos... obtém-se a forma verbal: a) vem sendo dominado.” c) “(..” b) “...” d) “(.Artigos. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “Virou praga o uso indevido do gerúndio.

b 42. 33. 3. A D JE T IV O S . 22. d Voltar Língua Portuguesa . 36. 15. 16. vir. 21. V–V–V–V–F c e d a d e V–V–F d b d c c a 13 d d 18. a 38. d 49. V E R B O S E A D V É R B IO S 1. 13. a) “Se eu não estivesse atento e não tivesse olhado o rótulo. c c c V–F–V–V e d d a b F–V–V–F c b c d e d d GABARITO IMPRIMIR 35. 28. 27. 4. 12. 34. 40. verbos e adverbios Avançar . o paciente teria morrido. 8. 25. c 47. Vier. 5. e 46. se mantenha. 7. satisfizer. 32. 11. 10. combinação de princípos da economia. 31. a 39. substantivos. como uma maneira de viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. d 41. 17.Artigos. adjetivos. c 45. 24. sociologia e ecologia. 14. a 48. 2. 26.LÍNGUA PORTUGUESA 1 A R T IG O S . 20.” b) Ambientalistas defendem a econologia. dispuser. 23. declarou o médico. 9. 30. 19. a 44. d 37. S U B S T A N T IV O S . 6. 29. d 43.

b e b b e e d b e c e d b c b 65. 55. em o que é sugado ao mim de mim é apenas o lugar em que a ação acontece. Em avanço o “eu” é agente. 52. 59. c 85. c 87. 15 86. O emprego dos parênteses revela que. 63. a 96. 91. a infância é um estado permanente no eu-lírico. 70. o que é sugado ao mim de mim: voz passiva. o eu-lírico faz um comentário (ou dá uma explicação) sobre o passado. no verso 13. 62. verifica-se que. a 88. 71.2 50. 61. 76. em me dou é agente e paciente. A partir do emprego dos tempos verbais. b 84.Artigos. 67. me dou: voz reflexiva. a 95. 78. 64. 57. Onde avanço: voz ativa. 68. 77. 74. a 93. 82. 58. 66. c 89. substantivos. na concepção do poema. e 83. 60. do qual se distancia. b 94. c 92. verbos e adverbios Avançar . 81. 51. 79. adjetivos. 72. 56. 90. 73. 53. 54. a Voltar Língua Portuguesa . 69. 75. a b e e a a e b a b d b b 28 a IMPRIMIR GABARITO 80.

”. a) Apenas I é verdadeira... é correto afirmar que a ênclise: I. Colômbia. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1. ( ) Em que e na qual são pronomes relativos. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. 2. julgue os itens a seguir segundo os critérios da morfologia. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. ( ) Por equívoco do redator. como a realização dos postulados da justiça social’. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. Superior de Brasília-DF Após ter lido atentamente o texto “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos”..Pronomes Avançar . favorece uma tonicidade não usual em português. Use V. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’ mas também com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher.desses direitos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) Em “da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos” é possível permutar-se a expressão destacada pela contração das. e) I e III são verdadeiras. III. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. ( ) As duas ocorrências do pronome se classificam-se da mesma forma. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. é própria de linguagem formal no Brasil. Além disso. para os falsos. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. UFPI Na frase “A realidade tornava-se-lhe odiosa. falta o hífen em “interamericano”... considerados não como cidadãos mas como ‘pessoas’ e. no livre exercício de suas próprias soberanias. c) Apenas III é verdadeira. II. conseqüentemente. para os verdadeiros. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos.” estão flexionados no mesmo tempo.E. até . b) Apenas II é verdadeira. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. foi usada como recurso obrigatório por se tratar de dois pronomes. Assinale a alternativa correta. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos..” 1 GABARITO ( ) Os verbos existentes no trecho que vai de “Os Estados. I. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. e F. modo e pessoa. 1948). cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. d) I e II são verdadeiras.

de Assis) c) “Lalau sentou-se. de Assis) 6. c) Há erro de grafia ao reproduzir as falas coloquiais das personagens. a senhora. c) Quando os viste? d) Não concordarei com o que nos dirão. acrescentando-lhe saudade. pra. rindo. PUC-PR-Modificada Observe: IMPRIMIR “Revolucionou a forma de tocar violão. na sua fala..” (M.” O pronome lhe do exemplo refere-se: a) ao sujeito do verbo “revolucionou”. Exemplos: Tô.” (M.F. A cadeira em que se sentou era uma velha cadeira de espaldar de couro lavrado e pés em arco. Emescam–ES A posição do termo sublinhado em relação ao verbo não está adequada à norma culta brasileira em: a) Se me tivesse convidado. de Assis). 7. não deixaria de comparecer. a) “. d) somente à palavra mais próxima: saudade. acontece um erro quanto à norma culta da Língua. e) Há pontos de exclamação e interrogação demais nos trechos.. d) Os substantivos próprios estão com letra maiúscula. beleza e ritmo. Voltar Língua Portuguesa . à qual está ligado por hífen. em vez de ficar séria e pensar em Deus. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que os elementos em destaque não podem ser substituídos por onde. e) Não se falou coisa alguma sobre a prometida reforma. das alusões freqüentes na conversão.Pronomes Avançar . em que caía a cadeira” a expressão em negrito pode ser substituída por: a) onde d) com as quais b) enquanto e) entre as quais c) nos quais 4. a 2ª. falou-me também da piedade e saudade da viúva. b) A personagem mistura. UFPI Na frase “mas tinha desses abatimentos. de Assis) d) “. b) “Mascarenhas fez-me notar à esquerda da capela o lugar em que estava sepultado o ex-ministro.” (M. entre o carro de bois e a sege em que a senhora vinha. e) à forma verbal acrescentando. U. Identifique-o: a) Falta vírgula depois do vocativo.. Univali-SC 2 GABARITO Nos quadrinhos.3. das relíquias que guardava..quando estava quase a suceder um desastre na entrada. da veneração em que tinha a memória dele. 5. c) a saudade. pessoa do singular. pessoa do singular com a 3ª.. b) à forma de tocar violão. enfiou a cabeça por entre as cortinas para fora..” (M. beleza e ritmo. dessas súbitas fadigas de todo o seu ser. b) É bom que falemos-lhes toda a verdade.

te. ( ) no enunciado B. vossa. e) vosso. Porquê? Ela tem um trabalho honesto e certeiro. mas o mal existe e a solução do mal também e as vezes a cura está perto e a gente não vê. c) teu. desconfiasse de toda a gente (. estás desiludido.Pronomes Avançar . a expressão em destaque pode ter o sentido de “nós”. Muitas vezes. no seu trabalho. já que substitui um grupo nominal anteriormente expresso. o. BETE. UFGO A. Joga-se búzios e tarô Avenida Jabaquara. nos negócios. 3 8. 817”. Comprove estimado leitor. de Machado de Assis e Érico Veríssimo. tens amor não correspondido ou rompido. É por que é um mal espiritual latente e você não sabe. com a PROFa. nos negócios. a expressão a gente. ( ) no enunciado D.. fazer voltar alguém em sua companhia. emitido por uma voz narrativa onisciente. os. muita sonhou com ele. Leitor. Todos se habituariam e pensar coletivamente. Considerando-se os elementos em negrito. desanimado. Não fique na dúvida. muita inveja. faça uma consulta. ou até mesmo por não acreditar. Tire um tempo para você mesmo e faça uma consulta com a PROFa. fazer voltar alguém em sua companhia. Toda a gente voltou da ilha com o baile na cabeça. C e D). Muitas vezes não acha solução.. BETE mora no endereço abaixo a muitos anos. tens amor não correspondido ou rompido. desorientado. no seu trabalho.. tua. pois ambas necessitam da explicitação do termo gente. não é uma novata na sua especialidade (cientista em grafologia e astrologia) é a mais célebre da América do Sul. E as pessoas aprenderiam a gostar menos dessas coisas que representam luxo e conforto. FUVEST-SP “/…/ estás desiludido. ( ) no enunciado A.” Observando-se apenas o correto uso dos pronomes. você vai compreender porque ela é a mais célebre da América do Sul. a PROFa. “Solução Você que muitas vezes pegou este anúncio e nunca teve tempo para ler com mais atenção. (. tua. Os enunciados acima foram retirados dos livros Esaú e Jacó (A) e O resto é silêncio (B. muitas vezes a gente sofre sem ter necessidade. referindo-se ao emissor-personagem e seus comparsas. mau olhado no amor. ( ) no enunciado C. vossa. um problema que para muitos é um problemão.. desorientado. as palavras muita e alguma estão sendo usadas inadequadamente. 9. mau olhado no amor. B. lhes. respectivamente. Onde é que a gente se encontra? C. deve-se substituir as palavras grifadas. em qualquer assunto que lhe preocupe. tens caso íntimo à resolver. tua.. alguma dormiu mal ou nada. d) vosso. faça isso agora.Texto para a questão 8. tens caso íntimo à resolver. tem o sentido de “nós”.) D. em qualquer assunto que lhe preocupe. respectivamente. por a) teu. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. BETE é resolvido em uma simples consulta de poucos minutos. te. muita inveja. desanimado.) fazia que ela evitasse a companhia das outras. ou o próprio mal não deixa. você é testemunha disto. b) teu. a palavra todos tem valor anafórico.

10. UFPI Marque a alternativa em que o pronome lhe é empregado com o valor semântico de pronome possessivo. a) Tudo de repente (...) lhe pareceu lúgubre. b) Os seus deveres (...) eram-lhe pesados como fardos injustos. c) A realidade tornava-se-lhe odiosa. d) Veio-lhe o nojo das engarrafadas dos emplastros (...). e) — dous lábios de fogo que, num beijo, lhe chupassem a alma. Texto para as questões 11 e 12.
“Que me enganei ora o vejo: Nadam-te os olhos em pranto Arfa-te o peito, e no entanto Nem me podes encarar.”

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11. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome substitui toda uma oração. Aponte-o: a) que. b) me. c) o. d) te. 12. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome pessoal oblíquo está substituindo um pronome possessivo. Aponte-o: a) te. b) me. c) o. d) que. 13. U.F. Uberlândia-MG Todas as alternativas abaixo podem ser preenchidas por cujo(a), exceto: a) “Lalau não demorou muito. (...) Vinha um pouco esbaforida, voando-lhe os cabelos, ............... eram curtinhos e em cachos...” (M. de Assis) b) “A casa ............... lugar e direção não é preciso dizer, tinha entre o povo o nome de Casa Velha...” (M. de Assis) c) “Não estava contente comigo. Tinha-me deixado resvalar a uma promessa inconsiderada, ............... execução parecia complicar-se de circunstâncias estranhas...” (M. de Assis) d) “Voltei-me para D. Antônia; esta, depois de hesitar um pouco, deliberou entrar na sacristia, ............... porta estava aberta.” (M. de Assis) 14. UFF-RJ A colocação do pronome pessoal no português do Brasil, no uso coloquial, apresenta, em algumas circunstâncias, tendências diferentes da de Portugal. Identifique o par de orações em que ocorrem, quanto a colocação do pronome pessoal no português do Brasil, o uso culto e o uso coloquial, respectivamente: a) “da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo;”/ da qual estamos todas tão distantes que nos não poderia servir de modelo; b) “Esta é uma hora para se parar e pensar.”/ Esta é uma hora para parar-se e pensar-se; c) “pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais –”/ pois o que passase no Piauí não é o mesmo das grandes capitais; d) “purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz.”/ purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que acha-se rodeada mal abre os olhos à luz; e) “a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela;”/ a mulher de hoje em dia pode se sair melhor do que aquela.

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15. U.E. Londrina-PR-Modificada
“... Stingo descobre as verdades escondidas sobre as quais eles estão encobrindo...”.

Esse trecho se torna adequado à norma culta se a expressão em destaque for substituída por: a) onde. b) que. c) cujas. d) das quais. e) entre as quais. 16. Univali-SC Assinale, dentre as frases a seguir, retiradas de jornais de circulação regional, a que está de acordo com as normas da Língua Portuguesa. a) É outra daquelas questões onde não é certo optar por uma alternativa, excluindo a outra. b) Além dos efeitos sociais e econômicos referidos, um plano de retomada da indústria de construção fere uma carência objetiva do país, onde há necessidade de milhões de casas... c) Um reflexo na pupila (menina dos olhos), em um recém-nascido poderá revelar problemas na retina, tumores intra-oculares, ou até catarata congênita onde realizar-se-á cirurgia o mais breve possível. d) A surpresa aconteceu na sétima prova, onde houve a divergência sobre a terceira cidade mais antiga do país. e) Participaram todos os 540 alunos distribuídos em 8 equipes, onde se buscou equilibrar a força, unindo os alunos maiores com os menores. 17. FEI-SP Em “as paredes vejo-as”, os termos em destaque são classificados respectivamente como: a) artigo definido e pronome pessoal do caso reto. b) artigo definido e pronome demonstrativo. c) artigo definido e pronome pessoal do caso oblíquo. d) pronome pessoal e artigo definido. e) preposição e pronome pessoal do caso oblíquo. 18. FGV-SP A propósito do segmento de frase “Ser-me-ia impossível descobrir entre mim e elas pontos de identificação…”, atenda ao que se pede abaixo. a) Explique o uso do pronome mim em vez do pronome eu. b) Se, no lugar de elas, que é pronome pessoal de terceira pessoa do plural, utilizássemos outro, de segunda pessoa do singular, qual seria ele? 19. UFGO Considere os enunciados abaixo. A. Os atletas não se prepararam bem, onde se saíram mal nas competições. B. Onde há fumaça, há fogo. C. Vivemos numa economia globalizada, onde os produtos industrializados não têm uma só nacionalidade. D. Saiu da casa cedinho onde só voltou depois que todas dormiam. Segundo a norma padrão da língua portuguesa: ( ) o relativo onde pode ser empregado, estabelecendo relação conclusiva entre orações, como no enunciado A. ( ) o empregado do relativo onde, no enunciado B, está inadequado, porque ele não tem um referente explícito. ( ) o relativo onde, no enunciado C, está empregado adequadamente, porque se refere a uma expressão com valor de lugar virtual. ( ) o verbo voltar, no enunciado D, exige que o relativo onde seja precedido por “a” ou “para”.

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Língua Portuguesa - Pronomes

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20. UP-RN
“Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro.” “O grande mal desse povo brasileiro é ter nascido pobre.”

Se uníssemos as duas orações com pronome relativo, teríamos: a) Sem a reforma agrária cujo grande mal do povo brasileiro é ter nascido pobre, não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. b) Sem a reforma agrária cujo grande mal é ter nascido pobre não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. c) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição do povo brasileiro que ter sido pobre é o seu grande mal. d) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro cujo grande mal é ter nascido pobre. 21. F.M Triângulo Mineiro-MG
“Incontestável representante do bom gosto, a escritora e colunista Danuza Leão não tem vergonha de aplaudir o Show do Milhão. (...) Da mesma franqueza de Danuza comunga o plubicitário Roberto Justus. ‘A atração educa quem não teve acesso àquelas informações e diverte quem quer testar seus conhecimentos’, argumenta.”
Telejornal. O Estado de S. Paulo. 03/09/2000, p. T8-T9.

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Seguindo as convenções da norma culta, a oração destacada no texto pode ser substituída por: a) Quem não teve-lhe acesso. b) Quem não as teve acesso. c) Quem não teve-as acesso. d) Quem não teve acesso a elas. e) Quem não teve-lhes acesso. 22. F.M. Triângulo Mineiro-MG Una as frases por um pronome relativo e assinale a alternativa correta, de acordo com a norma culta. “A Lagoa Rodrigo de Freitas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. As águas da Lagoa continuam malcheirosas.” a) D. Pedro II já havia chamado a atenção para as águas malcheirosas da Lagoa Rodrigo de Freitas. b) A Lagoa Rodrigo de Freitas, cujas águas continuam malcheirosas, já havia chamado a atenção de D. Pedro II. c) D. Pedro II afirmara que as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam mal cheirosas. d) A Lagoa Rodrigo de Freitas que as águas continuam malcheirosas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. e) As águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam malcheirosas e elas já haviam chamado a atenção de D. Pedro II. 23. PUC-PR-Modificada
“O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho, o que deixou sua mãe extremamente preocupada”.

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Considerando o trecho acima, pode-se afirmar que a expressão o que tem como antecedente os termos: a) O pai; b) havia partido; c) ao filho; d) nenhum recado; e) toda a parte do enunciado que antecede à própria expressão o que.

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Língua Portuguesa - Pronomes

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24. PUC-PR Assinale a alternativa em cujo enunciado o pronome que está entre parênteses pode ser colocado corretamente em qualquer um dos pontilhados. a) Ninguém ..... irá ..... esquecer ..... tão cedo. (te). b) ..... Estou ..... dizendo ..... a pura verdade. (lhe). c) Ela ..... quer ..... dizer ..... o que aconteceu de fato. (me). d) ..... Haviam ..... encontrado ..... até então duas vezes. (se). e) ..... Mandou ..... vir ..... mais cedo no dia seguinte. (me). 25. FUVEST-SP
“‘As pessoas ficam zoando, falando que a gente não conseguiria entrar em mais nada, por isso vamos prestar Letras’, diz a candidata ao vestibular. Entre os motivos que a ligaram à carreira estão o gosto por literatura e inglês, que estuda há oito anos.”
Adaptado da Folha de S. Paulo, 22/10/00.

No trecho que não está entre aspas ocorre um desvio em relação à norma culta. Reescreva o trecho, fazendo a correção necessária. 26. PUC/Campinas-SP

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“No centro da Convenção sobre Mudança Climática esteve o reconhecimento de que o planeta pode passar por mudanças catastróficas no próximo século, com o agravamento do efeito estufa. A delegação brasileira na reunião de Buenos Aires, onde se deu o encontro, assim como em Kyoto, foi chefiada pelo ministro da Ciência e Tecnologia. Ela teve um papel destacado no Japão, ao apresentar proposta que desembocou no “mecanismo de desenvovimento limpo” (MDL), questão central na pauta na Argentina.”

Os pronomes grifados referem-se a outras palavras do texto. São elas, respectivamente: a) o centro – Mudança Climática. b) Buenos Aires – a delegação brasileira. c) o planeta – a reunião. d) Kyoto – estufa. e) a Convenção – mudanças catastróficas. 27. UFMT-Adaptada Julgue as afirmações a seguir. Use V, para assinalar os itens verdadeiros, e F, para os itens falsos. ( ) Substituindo o pronome lhe por dele na oração Ousou o escrevente namorar-lhe a filha, as duas formas pronominais funcionam como objeto indireto. ( ) Na maioria das variedades do português falado no Brasil, empregam-se as formas de tratamento você/vocês para designar o interlocutor do discurso ao invés das formas tu/vós. ( ) Quando se usa você/vocês no lugar de tu/vós, o verbo, os pronomes oblíquos e possessivos continuam na segunda pessoa. 28. U. Potiguar-RN Os trechos que seguem mostram que certas construções típicas do português falado, são utilizadas na modalidade escrita, exceto um deles. Aponte-o: a) Procure preocupar-se com os problemas que você tem maior dificuldade. b) Uma escola, onde na frente havia uma lanchonete, deverá ser totalmente reformada. c) Sempre me pareceu muito severo aquele diretor sob cujas ordens trabalhei muitos anos. d) Consideramos propícia a escolha do momento dele falar.

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29. U. Alfenas-MG Assinale a opção onde o pronome pessoal está empregado incorretamente. a) Para mim, cumprimentá-la seria uma ofensa. b) Entre eu e ela já não há mais nada. c) Viram-nos, mas não os chamaram. d) Permitiu-lhe, a ele, fazer a ronda. e) Aquele era o carro para mim; comprá-lo com que dinheiro?

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30. U. Alfenas-MG Dadas as sentenças: I. Os projetos que me enviaram estão em ordem; devolvê-los-ei ainda hoje. II. Não te conto toda a verdade já que preocupo-me demais com tua situação. III. “Esses são os livros que se acham à disposição do público, mas acredita-se que poucos procurá-los-ão”. IV. Quero que você se habitue com minhas falhas, eu deveria preparar-me melhor. A seqüência que contém as frases corretas quanto à colocação dos pronomes átonos é: a) II e III. b) I e II. c) I e III. d) II e IV. e) I e IV. 31. Univali-SC Identifique a opção correta quanto à colocação pronominal nos trechos retirados de jornais de circulação regional: a) Que todo pai sinta-se imensamente feliz na comemoração de seu dia. b) Por que todos os dias perdem-se tantos blocos de notas fiscais em Blumenau? c) Preserve-a a todo custo. Não esqueça que para seu filho você é o maior herói. d) O “Bem” do título acima, se expressa pela existência de postos de trabalho na quantidade e qualidade requeridos por uma população... . e) ... utilizando a imagem do “Zé Carioca” e outras, que mostram-nos menores e menos capazes. 32. PUC/Campinas-SP Observe a seguinte passagem do texto: “‘Pare aí’, me diz você. ‘O escrevente escreve antes, o leitor lê depois.’ ‘Não!’ lhe respondo, ‘Não consigo escrever sem pensar você por perto, espiando o que escrevo.’” Nela, o autor, utilizando o discurso direto, apresenta um diálogo imaginário entre o autor e seu leitor, introduzindo a linguagem oral no texto escrito. Por essa razão, a) os pronomes oblíquos átonos foram colocados depois do verbo. b) os pronomes oblíquos átonos são enclíticos. c) os pronomes oblíquos átonos não foram utlizados no diálogo. d) os pronomes oblíquos átonos são proclíticos. e) os pronomes oblíquos átonos são mesoclíticos. 33. UFMT-Modificada Julgue as seguintes afirmações. Use V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A norma gramatical contrariada em Para mim brincar é Não se deve usar pronome pessoal da forma oblíqua na função sujeito. ( ) A norma gramatical contrariada em Me dá um cigarro é Não se deve iniciar um período com pronome oblíquo átono. 34. UFSE
“... tu vais encher os cofres ... derrubada debaixo da fronde ... dando de comer aos pássaros”

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GABARITO

Substituindo corretamente as formas substantivas pelos pronomes pessoais correspondentes, obtém-se: a) encher-lhes – debaixo dela – dando-os de comer; b) encher-lhes – debaixo a ela – dando-lhes de comer; c) enchê-los – debaixo dela – dando-lhes de comer; d) enchê-los – debaixo a ela – dando-os de comer; e) encher-los – debaixo dela – dando de comê-los.

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35. F.M. Itajubá-MG Marque a opção que pode preencher corretamente as lacunas da seguinte afirmativa: Em “Dir-se-á que, até certo ponto, a felicidade se constrói”, segundo a norma culta, é um caso de ............... obrigatória por se tratar de um verbo no ..............., em ............... de período. a) Mesóclise – futuro do presente simples – início. b) Separação – infinitivo – exórdio. c) Próclise – imperativo positivo – começo. d) Silepse – presente do subjuntivo – abertura. e) Zeugma – futura do subjuntivo – princípio. 36. F.I. Vitória-ES O seguinte período apresenta algumas lacunas: “Ela ficou em casa ............... dois, para conversar ............... sobre o livro, mas disse ao meu irmão que era difícil para ............... ler aquele livro sozinho, porque as letras eram pequenas demais para ............... ler, sem forçar meus olhos hipermetropes.” Os pronomes de 1ª pessoa que completam adequadamente as lacunas são, respectivamente: a) conosco – conosco – mim – mim b) conosco – conosco – eu – eu c) com nós – conosco – eu – mim d) conosco – com nós – eu – eu e) com nós – conosco – mim – eu

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37. PUC-PR Observe a colocação dos pronomes átonos destas orações: I. O T-6 de Mororó, deixando uma asa pelo caminho, partiu-se. II. Depois de arrastá-lo até sua casa, o colocou na rede. III. Há cinco anos, no entanto, os dois se reencontraram. Seria possível, sem erro de sintaxe, adotar outra ordem pronominal: a) Apenas para a oração I. b) Apenas para a oração II. c) Apenas para a oração III. d) Para todas as orações. e) Para nenhuma das orações. 38. VUNESP Leia o texto que segue.
“Não digo com isto que um e outro dos gêmeos não soubessem agredir e dissimular, a diferença é que cada um sabia melhor o seu gosto, coisa tão óbvia que custa escrever.”

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In: ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. São Paulo: Editora Mérito, 1962. p. 78.

No segundo período desse texto reconheça as classes de palavras a que pertence o a, respectivamente, em “a fruta” e “a ia buscar”. 39. UEMS Ao comparar as diversas cidades do mundo com a cidade do Rio de Janeiro, defendia com ardume e paixão a beleza... sobre cada uma... a) dessa – daquelas. b) daquelas – destas. c) destas – dessa. d) desta – daquelas. e) desta – dessas.

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40. UFPB-PSS No verso “Ao coração que sofre, separado...”, o vocábulo que refere-se ao termo antecedente. Observa-se esta mesma relação em: a) “Não me basta saber que sou amado.” b) “...no exílio em que a chorar me vejo.” c) “Não há que a terra pelo céu trocar.” d) “Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza.” e) “Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras...”

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41. Unifor-CE “É bem provável que freqüentadores de museus não procurem essa instituição.” Substituindo-se a expressão em negrito na frase acima pelo pronome que lhe é correspondente, obtém-se: a) não lhe procurem; b) não a procurem; c) não procurem-a; d) não procurem-lhe; e) não procurem-na. 42. UFF-RJ Assinale a opção em que a reformulação da frase abaixo apresenta um emprego de pronome não compatível com o uso formal da língua: “E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.” a) E em tal maneira é graciosa que, se a quisermos aproveitar, dar-se-á nela tudo por causa das águas que tem. b) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem. c) E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, tudo nela se dará, por causa das águas que tem. d) E em tal maneira é graciosa que, ao querer-se aproveitá-la, tudo dar-se-á nela, por bem das águas que tem. e) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitar ela, tudo dar-se-á por bem das águas que tem. 43. UFF-RJ Assinale a opção em que a palavra em negrito é um pronome pessoal. a) “Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços.” b) “E alguns, que andavam sem eles, tinham os beiços furados.” c) “outros traziam três daqueles bicos, a saber, um no meio e os dois nos cabos.” d) “assim frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho.” e) “porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.” 44. UFSC Observe o período abaixo e assinale a(s) proposição(ões) em que ele foi reescrito corretamente.
“— Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

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01. — Os homens esqueceram dessa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 02. — Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não deves esquecêla. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 04. — Disse a raposa: —Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. 08. — Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que você cativa. Os homens esqueceram-se essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. 16. — Os homens esqueceram essa verdade: tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecê-la. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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45. Unifor-CE-Adaptada
“Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas, em todos eles, um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens...”

O pronome os em “que os impeça” refere-se a: a) alguns cientistas; b) robôs do futuro; c) seus programas; d) todos eles; e) homens. 46. Emescam-ES A substituição do termo em negrito não se fez adequadamente em: a) Acharam os livros muito interessantes. Acharam-los muito interessantes. b) Fizemos o trabalho como você orientou. Fizemo-lo como você orientou. c) Daremos a ele todas as oportunidades. Dar-lhe-emos todas as oportunidades. d) Refiz a lição que estava errada. Refi-la, que estava errada. e) Enviamos cartas a vocês. Enviamos-lhes cartas.

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47. UFR-RJ “...fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo parece sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’” Uma das funções dos pronomes demonstrativos é retomar, dentro de um enunciado, elementos anteriormente citados. A análise do fragmento acima revela que os demonstrativos esta e aquele referem-se, respectivamente, aos vocábulos: a) palavra e mote. b) leitura e mote. c) palavra e mundo. d) leitura e daquele. e) continuidade e mundo. 48. Univali-SC Ao ler jornais de circulação regional, percebe-se, algumas vezes, a incorreção no emprego do pronome oblíquo átono. Dentre as frases a seguir, assinale aquela em que o pronome foi empregado adequadamente. a) A ativação desse setor da economia, conhecido por seus efeitos rápidos na área de emprego e por seu contágio imediato sobre áreas de indústria e de serviços, se aproveitará dos atuais sinais de aquecimento da atividade econômica. b) Informamos que encontra-se em fase de conclusão uma nova escola. c) Felizmente, ao ver minha caixa de correspondência, havia um e-mail do promotor público de Itapema, me informando que iria nesta segunda-feira pela manhã receber a nós pais para conversar. d) Ele vai ocupar a vaga aberta pelo advogado que também já se desincompatibilizou do cargo. e) O comportamento dos jovens é um sintoma. Impõe-se que, sem descuidar-se das conseqüências, ataque-se primordialmente as causas. 49. UEMS I. O lugar...moro é muito pacato. II. Esse foi o número...gostei menos. III. A peça ...enredo é humorístico, tem sido sucesso. a) onde - que - cujo. b) em que – de que – cujo o. c) no qual – o qual – do qual o. d) que – que – cujo o. e) em que – de que – cujo.

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50. Unifor-CE Na frase “não tivessem presente, nem futuro”, as palavras em negrito estão corretamente substituídas pelo pronome que lhes é correspondente em: a) não os tivessem; b) não tivessem-los; c) não o tivessem; d) não tivessem-o; e) não tivessem-no. 51. UFR-RJ
“O homem ainda faz O que macaco fazia”

Do ponto de vista morfológico, o termo destacado no verso acima é um: a) pronome de tratamento; b) artigo definido; c) pronome oblíquo átono; d) pronome oblíquo tônico; e) pronome demonstrativo.

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A questão 52 refere-se ao texto a seguir.
“O Padeiro (fragmento) (Rubem Braga) Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando: – Não é ninguém, é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a idéia de gritar aquilo? ‘Então você não é ninguém?’. Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou uma pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era: e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: ‘Não é ninguém, não senhora, é o padeiro’. Assim ficara sabendo que não era ninguém... Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.”

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In: Ai de ti, Copacabana, 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1964, pp. 44, 45.

52. UFRJ a) Que sentido assume o pronome indefinido ninguém no texto? b) Quando esse pronome indefinido é usado na função sintática de sujeito, a dupla negação pode ou não ocorrer. Justifique essa afirmativa, exemplificando-a. 53. U.E. Londrina-PR Assinale a alternativa que está estruturada de acordo com a norma culta. a) Originárias da África do Sul, as abelhas africanas são agressivas, cuja criação é feita geralmente em apiários. b) As agressivas abelhas africanas, cuja criação é feita geralmente em apiários, são originárias da África do Sul. c) As agressivas abelhas africanas, que a criação delas é feita geralmente em apiários, originaram-se na África do Sul. d) As agressivas abelhas africanas, cuja a criação é feita geralmente em apiários, originou-se na África do Sul. e) As abelhas africanas, cujas quais são agressivas e criadas em apiários, originaram-se na África do Sul.

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Texto para a questão 54.
“Música Uma coisa triste no fundo da sala. Me disseram que era Chopin. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. Eu considerei as contas que era preciso pagar, os passos que era preciso dar, as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza meus cuidados voaram como borboletas.”
ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma Poesia.

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54. FATEC-SP O tratamento poético da linguagem apresenta, por vezs, certas possibilidades que a norma gramatical não admite ou não recomenda; é possível afirmar que, no poema Música, é exemplo disso: a) “Me disseram que era Chopin”. b) “dentadura dura”. c) “enquadrei o Chopin”. d) “que era preciso pagar”. e) “braços redondos”. 55. Unifor-CE O período cuja redação está inteiramente clara e correta é: a) Todos os meninos menores de dois anos sofreram os efeitos dos elementos radioativos que lhes foram distribuídos a mando de Herodes. b) A recepção que a Virgem e o carpinteiro José puderam desfrutar ironicamente, foi de um boi branco e de um burro cansado. c) A poderosa nuvem que o autor se refere foi a visão que também vitimou os habitantes das duas cidades japonesas que recaíram as bombas atômicas.

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d) Nem bem chegaram ao hotel em cujo se realizava um congresso internacional o dono escorraçou os viajantes. e) A súbita explosão de cuja se formou uma poderosa nuvem em forma de cogumelo deve de ter sido uma visão aterrorizadora. 56. UFRJ
“Esaú e Jacó (fragmento) (Machado de Assis) – Que estranhos? Não vou viver com ninguém. Viverei com o Catete, o Largo do Machado, a Praia de Botafogo e a do Flamengo, não falo das pessoas que lá moram, mas das ruas, das casas, dos chafarizes e das lojas.”

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In: Obra Completa. vol. 1. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985, p. 987.

Vimos que, no texto da questão 52, Rubem Braga fez uso expressivo do indefinido ninguém. Diga com que sentido o mesmo termo é usado por Machado de Assis no texto acima, relacionando tal significado com um posicionamento marcante na obra do autor.

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O poema de Bandeira constrói-se com base na relação entre o eu-lírico e seu interlocutor. 9ª ed. a) Identifique essas duas classes gramaticais. 1982. Manuel. eu não quero contar-te o meu desejo Quero apenas contar-te a minha ternura Ah se em troca de tanta felicidade que me dás Eu te pudesse repor – Eu soubesse repor– No coração despedaçado As mais puras alegrias da tua infância!” BANDEIRA. Rio de Janeiro: José Olympio. A existência desse interlocutor é evidenciada em vocábulos que pertencem a duas diferentes classes gramaticais. 118. b) Diga que traço gramatical comum aos vocábulos indica a presença do interlocutor. Estrela da vida inteira. UFRJ “O impossível carinho Escuta.Pronomes Avançar . p.57. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

está correto o uso do pronome mim. que é o caso. d GABARITO IMPRIMIR 19. que estuda há oito anos. 13. F–F–V–V–F d d b d b b c F–V–F–V c a d a e b b c a) Só se emprega o pronome pessoal do caso reto eu na função de sujeito. e por literatura. 33. o pronome adequado da 2ª pessoa do singular a ser empregado é o ti. 34. pode-se reescrever o trecho da seguinte forma: Entre os motivos que a ligaram à carreira está o gosto por inglês. 32. 3. 4. 31. 35. 9. 26. Voltar Língua Portuguesa . 22. 28.Pronomes Avançar . 27. 20. 16. 7. 23. 37. 17. 2. 30. o a é artigo definido feminino e em “a ia buscar”. desta forma. b) Na função completiva. pronome pessoal do caso oblíquo. O pronome em questão possui função completiva. 29.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1 1. 8. 39. 10. 15. F–F–V–V d d b c c A fim de desfazer o desvio em relação à norma culta. 25. 24. 14. sendo regido pela preposição entre. 38. 6. b F–V–F c c e c d V–V c a c c Em “a fruta”. 12. 11. 5. a é pronome pessoal do caso oblíquo (retomando fruta). 21. 18. 36.

porém. 44. b) Se o pronome (sujeito) é anteposto ao verbo. a) Classe gramatical dos verbos e classe gramatical dos pronomes. o autor revela seu ceticismo em relação ao ser humano. 47. 48. 57. não ocorre a dupla negação: “Ninguém veio”. 43. 51. 52. Se. 49. 46. b) O traço gramatical comum é a 2ª pessoa. Ao preferir a paisagem física da cidade aos seus semelhantes.Pronomes Avançar . 2 53. uma atitude marcante na sua obra madura. 42. 45. a dupla negação ocorre: “Não veio ninguém”. 41. ele é posposto ao verbo. 56. 55. b b e b 06 b d c d e a e a) O pronome “ninguém” significa “pessoa sem importância”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 50. b a a No texto de Machado. o pronome é usado com o sentido de ‘pessoa alguma’ / ‘pessoa nenhuma’.40. 54.

UFMS “Mesmo sem fome. comer as botas” é uma referência a Carlitos que. b) com objetividade. até que eles possam carrear para o poema um gosto de chão – como cabelos desfeitos no chão – ou como uma bule de Braque – áspero de ferrugem. cisco de olho. deitados de barriga. d) alimentar-se bem para ter boas idéias. “Perder a inteligência das coisas para vê-las”. A expressão mesmo sem fome muda a situação. “Muita coisa se poderia fazer em favor da poesia: Esfregar pedras na paisagem. propõe que a palavra seja descarregada de seus significados já prontos. isolado na neve e não tendo com que se alimentar.. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. o verso 10 ressalta que na poesia a palavra deve ser: a) exata. Se consideramos o poema uma espécie de “conselho a um aprendiz de poeta”. é necessário: a) duvidar das imagens carregadas de sugestões. até os cadarços. Mesmo sem fome. e) isolar-se do resto da humanidade. Manoel de. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFMS O poema cita Rimbaud. com fome. UFMS Esse poema é uma espécie de manifesto. teréns de rua e de música. 1999. uma tomada de posição ante o fazer poético. Matéria de Poesias.. Por isso as crianças e as putas no jardim o entendiam. de acordo com o texto de Manuel de Barros é olhar as coisas: a) em seu significado mais moderno. comer as botas. 2. O resto em Carlitos.Noções de literatura Avançar . c) recusando seu invólucro utilitário. Nos versos mais transparentes enfiar pregos sujos. 3.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A Texto para as questões 1 a 3. d) pelo ponto de vista do especialista. (Colhida em Rimbaud) Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se. b) impermeável. e) cristalina. automatizados. Deixar os substantivos passarem anos no esterco. 3 ed. Jogar pedrinhas nim moscas. moscas de pensão. e) sem se preocupar com sua carga simbólica. c) fecunda. b) apropriar-se de realidades aparentemente estéreis. Nessa concepção. em favor da poesia. deixando de lado o sujeito que olha... 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 11 GABARITO 1. o verso citado propõe que. poeta francês do século passado. portanto. cozinhou as botas e as comeu. Aprender a capinar com enxada cega. Perguntar distraído: – O que há de você na água? Não usar colarinho duro. em um filme. c) sofrer privações materiais. Perder a inteligência das coisas para vê-las. d) vaga. carvão de folhas. Nos dias de lazer compor um muro podre para os caramujos. e Carlitos. A fala de furnas brenhentas de Mário-pega-sapo era na rua. mistura de azuis e ouro – um amarelo grosso de ouro da terra.” BARROS. personagem dos filmes de Charles Chaplin.

b) pureza – impureza. presente na saudade.” MORAES. c) O amante experimenta formas diferentes de amar. 1986. Amo-te como um bicho. enfim. b) o amor destrói o corpo amado. 5. UFPI Dos versos 3 e 4. “Soneto do amor total 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 Amo te tanto. com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. c) verdade – mentira. 2 4. de um calmo amor prestante. p.. e) vida – morte. Amo-te. e) o amante vive a descrever o ser amado.”. E te amo além. c) a pretensão de cantar como ninguém o amor.Texto para as questões 4 a 7.. simplesmente. E de te amar assim muito e amiúde. pode-se inferir que: a) O poeta confunde as formas de amar. 336. Vinícius de. UFPI Sobre a última estrofe é correto afirmar que: a) o amor culmina com a morte. Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade. d) vício – virtude. b) a sensação de que o amor é indescritível.Noções de literatura Avançar . d) O amor do amigo vale mais que a paixão do amante. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . meu amor. d) o amor se esgota no próprio desejo... Amo-te afim... não cante / O humano coração com mais verdade. e) O artista recria a realidade usando palavras de amor.. UFPI Na seqüência “. d) o desencanto com a impossibilidade de cantar o amor. 6. Poesia completa e prosa. e) o temor de que outro poeta cante o amor mais fielmente. existe: a) a surpresa de se ver amando tanto.. De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. UFPI Completam-se no soneto os elementos do dualismo: a) amizade – inimizade. RJ: Nova Aguilar. c) o amante dá a vida pela amada. b) A realidade é diferente para quem ama pouco. não cante O humano coração com mais verdade. 7. É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude.

Larguei-as pela jovem madrugada ambas cheias e brancas e sem véu perdida uma. 3 8. d) “Um dia (.. Um homem que tem fome como qualquer outro homem. b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.. c) reiteração expressiva. / Como estrelas e nuvens e mulheres. / Pela regra geral de todos seres. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida.. emocionada a mulher a meu lado estremeceu e se entregou sem que eu dissesse nada. b) vício de linguagem.. de Vinícius de Moraes... UFRS Leia as estrofes abaixo..... em alguns momentos.” RICARDO.. em que é perceptível um lirismo .” IMPRIMIR GABARITO Por meio de versos .. UERJ A repetição da palavra “homem” na segunda estrofe exemplifica a seguinte característica: a) variação semântica. / e sem fazer esforço ou maravilha.” (Álvares de Azevedo). Vinícius de Moraes aproxima a mulher e a lua.. típico de sua poesia.. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. 10. ..Texto para as questões 8 e 9.” (Casimiro de Abreu).... d) onomatopéia modernista..Noções de literatura Avançar . Jeremias Sem-Chorar.. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento: a) “Como varia o vento – o céu – o dia. fundindo-as.. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia.... e a afirmação que as segue. “POÉTICA 1 Que é Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados..... outra no céu.. Cassiano.... 9. a outra abandonada uma nua na terra.. como acontece no verso de número . porque foram compostas em épocas diversas – debaixo de céu diverso – e sob a influência de impressões momentâneas.) tive saudades da casa paterna e chorei.” (Gonçalves Dias).. 01 02 03 04 05 06 07 08 “Uma lua no céu apareceu cheia e branca. a) octossílabos – amoroso – 06 d) octossílabos – despojado – 07 b) heptassílabos – social – 07 e) decassílabos – sensual – 06 c) decassílabos – moralizante – 08 Voltar Língua Portuguesa .” (João Cabral de Melo Neto). 1964. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas. c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si... Rio de Janeiro: José Olympio.. foi quando.. que intitulei – As Ave-Maria – a saudade havia sido a minha primeira musa....... / Minha lira também seus tons varia..

sobre o texto.. o que esta rapidamente consegue realizar. III. ( ) No verso 7. entre outros recursos poéticos. julgue os itens a seguir. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . O medo da rejeição amorosa. A mulher é convidada a buscar nos elementos circundantes o sentido do amor. alude à capacidade que o ser humano tem de fazer. Toda poesia. tema reincidente na poesia romântica. I. nos versos 14 e 15.Noções de literatura Avançar . PUC-RS-Modificada “Donzela! Se tu quiseras Ser a flor das primaveras Que tenho no coração! E se ouviras o desejo Do amoroso sertanejo Que descora de paixão! Se tu viesses comigo Das serras ao desabrigo Aprender o que é amar Ouvi-lo no frio vento. Nas águas e no luar! (. ( ) A distribuição dos versos no espaço de papel. II. O ritmo cadenciado do poema sintoniza-se com o tom melancólico das imagens. da boca mas quando for tempo E é tempo todo tempo mas não basta um século para fazer a pétala que um só minuto faz ou não mas a vida muda a vida muda o morto em multidão” GULLAR. há uma homenagem explícita a Carlos Drummond de Andrade. o poeta alude à importante conquista científica obtida por Thomas Edison na primeira metade do século XIX: a lâmpada fluorescente. determina o tom pessimista do texto. Ferreira. 4 7 10 GABARITO 13 16 19 Relacionando as idéias do texto a outras áreas do conhecimento. em muito mais tempo que a natureza. Pela análise das afirmativas. ( ) No verso 8. As metáforas associadas aos elementos da natureza expressam o extravasamento do sentimento amoroso. ( ) O poeta. II.) Ah! vem! amemos! vivamos! O enlevo do amor bebamos Nos perfumes do sertão!” 4 Analisar as afirmativas que seguem. Das aves no sentimento. UnB-DF 1 “A vida muda como a cor dos frutos lentamente e para sempre A vida muda como a flor em fruto velozmente A vida muda como a água em folhas o sonho em luz elétrica a rosa desembrulha do carbono o pássaro. pelo poema Rosa do Povo. com que se inaugura a poesia moderna brasileira. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II d) III e IV b) II e III e) I. III e IV c) II e IV 12. inserem o texto no conjunto de obras literárias do Modernismo. IV.11. as imagens utilizadas e o uso recorrente de repetições..

revoltar-me? Olhos sujos no relógio da torre: Não. São Paulo: Companhia das Letras. Não verás enrolar negros pacotes das secas folhas do cheiroso fumo. v. Ele caiu no chão. p. vou de branco pela rua cinzenta. Uneb-BA “Um dia saí para o meu passeio habitual quando ele. surgiu inesperadamente. 1997. ‘Só tenho o senhor no mundo. Org. maus poemas. de espinhas no rosto. c) Alusão a uma natureza não convencionada pelo estilo árcade. identifique apenas uma única alternativa correta e marque o número correspondente. e de uma palidez tão grande que nem mesmo o sangue. como foi que ele descobriu o meu endereço? ‘Doutor.) 5 14. o tempo não chegou de completa justiça. Voltei. 2. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ele me acompanhando. desconfiado. 36. b) Personagem-narrador movido por um sentimento que provoca a distorção da realidade. ed. não faça isso de novo comigo. (Nossos Clássicos. 1985. Não acabou de falar. doutor. associe os fragmentos transcritos em cada uma às afirmativas apresentadas nas alternativas indicadas em destaque. Introdução: Para responder a essas questões. que foi cobrindo a sua face. Rubem. O tempo é ainda de fezes. conseguia esconder. d) Acontecimento circunstancial como revelador de estados psicológicos. e já brilharem os granetes de oiro no fundo da bateia. alucinações e espera. In: Tomás Antônio Gonzaga. ou se falou eu não ouvi. Eu disse. em face de um mundo conturbado. Uneb-BA “Tu não verás. Melancolias. por parte do sujeito poético. esta é a última vez. por Lúcia Helena. Ele era mais alto do que eu. me vigiando curioso. não me abandone!’ Sua voz era de mágoa e ressentimento. o pedinte. forte e ameaçador. 114. 15. cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra. Marília. ou dos cercos dos rios caudalosos. a) Sentimento de angústia. mercadorias espreitam-me. Rio de Janeiro São Paulo: Record. p. então vi que era um menino franzino. estou precisando de um dinheiro.” FONSECA. 13. enquanto caminhávamos. implacável. até que chegamos na minha casa. nem espremer entre as dentadas rodas da doce cana o sumo. Tomás Antônio. 1997. 90. abri a porta e ele ao me ver disse ‘não faça isso. sem armas. com o barulho do tiro. ed.” GABARITO ANDRADE. Uneb-BA “Preso à minha classe e a algumas roupas. o rosto fixo virado para o meu. fui ao meu quarto. Carlos Drummond de. p.Questões de 13 a 17. Em seguida. ‘espere aqui’. Inferno. e eu podia sentir o seu hálito azedo e podre de faminto. Rio de Janeiro: Agir.Noções de literatura Avançar . eu juro!’ – e ele encostou o seu corpo bem junto ao meu. Devo seguir até o enjôo? Posso. In: Antologia poética (Org. Fui na direção da minha casa. ou da minada serra. e) Personagem consciente da necessidade de igualdade social. só tenho o senhor no mundo’. 85-6. 24. Feliz ano novo. Não verás separar ao hábil negro do pesado esmeril a grossa areia. Fechei a porta.” GONZAGA. pelo autor).

Ao longe. cresceram. em manhã de bruma. p. Um dia um homem assim como João de Adão poderia contar a outros meninos na porta das docas a sua história.. num pátio branco..16. exponho o que notei. gestos. deixá-las no esquecimento: valiam pouco. Clarice. b) representa uma conscientização do artista sobre a realidade. exclamou a mãe como a um desastre irremediável.” AMADO. o texto é impregnado de dúvidas acerca da exatidão do que será levantado no livro. associaram-se. durante o Estado Novo. porém.. Uneb-BA “– Não esqueci de nada.. E Catarina? Catarina olhava a mãe. ah! dizia balançando a cabeça em surpresa. p. quantas demoradas tristezas se aqueciam ao sol pálido. tintos de luz. Memórias do cárcere.. a cor das folhas que tombavam das árvores. 19.. Laços e família: contos. O trecho que melhor representa um exemplo dessas dúvidas é: a) “Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material” b) “Outras. Os pescoços musculosos iam curvados sob os fardos. 12. Se ele existisse. Não as contesto. 17. e a mãe olhava a filha. (.. c) dispensa elementos da realidade social exterior à arte literária. o que julgo ter notado” d) “Não as contesto. recomeçou a mãe. pelo menos imagino que valiam pouco. mas espero que não recusem as minhas: conjugam-se. No que diz respeito às relações entre escrita literária e realidade.. da leitura do texto. Nas largas costas negras e mestiças brilhavam gotas de suor. conservaram-se.” 6 LISPECTOR. ed. ed. mas terá sido uma perda irreparável? Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material. quando uma freada súbita do carro lançou-as uma contra a outra e fez despencarem as malas. Mas que significa isso? Essas coisas verdadeiras podem não ser verossímeis. 1984. 85. Afirmarei que sejam absolutamente exatas? Leviandade. 1996. porém. Rio. 111.)” GABARITO RAMOS. Seus olhos tinham um intenso brilho na noite recém-chegada. ver-me-ia propenso a consultá-lo a cada instante.. e é inevitável mencioná-las” c) “neste esmiuçamento. A tarde caía. Lutar pelo direito. Jorge. Um dia iria fazer uma greve como seu pai. o que julgo ter notado. a bolsa. ela ajeitava depressa as malas. São Paulo: Record. procurando o mais rapidamente possível remediar a catástrofe. UERJ Por causa da perda das anotações. é possível depreender. A negra se levantou.. Pirulito apontava com o Querido-de-Deus. Pedro Bala olhou mais uma vez os homens que nas docas carregavam fardos para o navio holandês. E os guindastes rodavam ruidosamente. Uneb-BA “Boa-Vida estendeu a mão numa saudação quando ela falou em Omolu. responda às questões de números 18 a 20. Certamente me irão fazer falta. e também a Catarina acontecera um desastre? seus olhos piscaram surpreendidos. a forma dos montes verdes. conservaram-se. Com base no texto abaixo. E se esmoreceram. mas espero que não recusem as minhas” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Outras. o deus da bexiga. d) constitui uma interpretação de dados da realidade conhecida.) Nesta reconstituição de fatos velhos. (. Um homem comprou cocada. como contavam a de seu pai. exponho o que notei. UERJ O fragmento transcrito expressa uma reflexão do autor-narrador quanto à escrita de seu livro contanto a experiência que viveu como preso político.Noções de literatura Avançar . de repente envelhecida e pobre. gritos. cresceram. 18. 79.) Não resguardei os apontamentos obtidos em largos dias e meses de observação: num momento de aperto fui obrigado a atirá-los na água. Rio de Janeiro: Record. relatada pelo narrador. Outros devem possuir lembranças diversas. neste esmiuçamento. “(. Ah! ah!.. associaram-se.. Rio de Janeiro: José Olympio. mortificar-me-ia por dizer com rigor a hora exata de uma partida. Graciliano. As luzes se acenderam de repente. e é inevitável mencioná-las. gemidos.. completam-se e me dão hoje impressão de realidade. 1982. Capitães da areia. a seguinte característica da literatura: a) revela ao leitor vivências humanas concretas e reais. Boa-Vida ajudou a que ela botasse o tabuleiro na cabeça. frases autênticas.

temei. de Cláudio Manuel da Costa. que amor tirano. c) o sujeito lírico.20. dirige-se aos penhascos. a exemplo do livro de Graciliano Ramos. a presença de antítese. ele declara Contra o meu coração guerra tão rara. penhas.F.F. a) há presença de um elemento típico da paisagem natural mineira. Temei. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Vocabulário: penhas – penhascos ”Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! oh quem cuidara. que representa seu berço. b) identidade de nome entre autor. constituem uma autobiografia – gênero literário definido como relato da vida de um indivíduo feito por ele mesmo. c) possibilidade de comprovação histórica de contextos e fatos narrados. d) notoriedade do autor e de sua história junto ao público e à sociedade. Onde há mais resistência. que ostentais a condição mais dura. nos versos 9 e 11. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) o sujeito lírico se compara aos penhascos de Minas. o que mostra a influência do Barroco na lírica do poeta mineiro. d) os versos dos tercetos em redondilha maior. U. b) versos brancos e decassílabos (10 sílabas). Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. A partir dessa definição. um elemento típico da paisagem mineira. Nunca pude fugir ao cego engano: Vós. Por mais que eu mesmo conhecesse o dano. b) nota-se. a pedra. é possível afirmar que o caráter autobiográfico de uma obra é reconhecido pelo leitor em virtude de: a) conteúdo verídico das experiências pessoais e coletivas relatadas. Santa Maria-RS Nesse poema. e) o sujeito lírico usa as pedras como símbolo do amor à pátria e como seu próprio símbolo. Santa Maria-RS Esse poema árcade é um soneto que apresenta: a) os quartetos com rima alternada. nos versos 12. Que não me foi bastante a fortaleza. A que dava ocasião minha brandura. 13 e 14. narrador e personagem principal. U. mostrando que há obediência à regra principal do Arcadismo. mais se apura.” 7 21. pois é tão duro quanto elas. um peito sem dureza! Amor. que vence os tigres por empresa Tomou logo render-me. c) rima e versos alexandrinos (11 sílabas). e) rima e versos decassílabos.Noções de literatura Avançar . Leia o seguinte poema para responder às questões 21 e 22. 22. Podese dizer que tal relação tem papel fundamental na caracterização de textos que. que é a exaltação dos penhascos. pois é tão duro e resistente quanto eles. UERJ A relação entre autor e narrador pode assumir feições diversas na literatura.

Voltar Língua Portuguesa . ( ) São características do “eu-lírico” do texto I a realização pelo sonho e a inadaptação à realidade. Texto II “Doce Mistério Eu não sei de onde vem Esse amor que chega e domina Viva luz a brilhar. In: Leandro & Leonardo.. Nesse olhar que o meu ilumina Vou flutuando na paixão Não. UFMT ( ) Os dois textos apresentam temática comum: a busca da realização amorosa. ( ) O “eu-lírico” do texto II projeta sua passividade. O encanto do meu sonho se evapora E das nuvens de nacar da ventura Rolo tremendo à solidão da vida!” Álvares de Azevedo . 24.. Me ateia o sangue. Foram sonhos contudo. Aqui lânguido à noite debati-me Em vãos delírios anelando um beijo. 10. Álvares de Azevedo apresenta. não sei aonde vou chegar Que será essa ilusão Que eu vivo a buscar Diz pra mim se é você Esse alguém que eu tanto quero Eu preciso descobrir Se é você meu doce mistério de amor O que eu quero é viver você Quero sorrir o teu sorriso Quero pensar os pensamentos teus Você é tudo que eu preciso” BARBOSA. o da virgindade idealizada e o da projeção da sensualidade do “eu-lírico”.INSTRUÇÃO: A partir da leitura dos dois textos. No doce berço do moreno seio Minha vida embalou estremecendo.Noções de literatura Avançar . julgue os itens das questões de 23 a 26.. ( ) No texto I. a figura feminina se constrói entre dois pólos.. nesse texto. Bernardes e Schiavon. Texto I “VIII O pobre leito meu desfeito ainda A febre aponta da noturna insônia.Lira dos Vinte Anos. ( ) A mulher do texto II é apresentada por meio de seus atributos físicos. E a donzela ideal nos róseos lábios. ( ) Esse caráter de duplicidade é incomum na produção da geração “mal-do-século”. Vol. 8 GABARITO IMPRIMIR 23. UFMT ( ) Figura central da 2ª geração romântica. 1997. E quando a fada Que diviniza meu pensar ardente Um instante em seus braços me descansa E roça a medo em meus ardentes lábios Um beijo que de amor me turva os olhos. exemplo da tendência mórbida desse movimento. me enlanguece a fronte. Um espírito negro me desperta. colocando-se como sujeito submisso em seu desejo de amor. A minha vida Se esgota em ilusões.

9 GABARITO 27.Noções de literatura Avançar . na visão do eu-lírico. UFMT ( ) Quanto à métrica. teus seios Se enchem de leite. b) A realidade focalizada é vista de uma forma objetiva. vem nadar em mim como no mar Vem te afogar em mim. ocorrem rimas pobres organizadas irregularmente. F. d) A voz poética não encontra eco no coração do ser desejado. Vinícius de.. é correto afirmar: a) O amor físico revela-se isento de sofrimento. Vem. IMPRIMIR 28. como um espelho e sua imagem. Católica de Salvador-BA No poema. ed. e) O sujeito poético – com a lembrança do mar – reprime a intensidade de seu desejo. Só meu ventre Te espera cheio de raízes e de sombras. 11. Vem mergulhar em mim Como no mar. ( ) Em ambos. última doçura A tranqüilidade suavizou a minha pele E os meus cabelos. b) demonstra sentimento de possessividade amorosa. Amiga. amiga Minha nudez é absoluta Meus olhos são espelhos para o teu desejo E meu peito é tábua de suplícios Vem. Meus músculos estão doces para os teus dentes E áspera é minha barba. os dois poemas são decassílabos. o eu-lírico: a) queixa-se de um amor não correspondido. ( ) Escritos em séculos diferentes. 196. Voltar Língua Portuguesa . frases em ordem indireta. São Paulo: Companhia das Letras. tu desfaleces e caminhas Como se cega ao meu encontro. cada estrofe é independente nos planos semântico e sintático. 26. e) vê a figura feminina sob uma perspectiva dualista: angelical e sensual. Questões de 27 a 29. infinitamente amiga Em algum lugar teu coração bate por mim Em algum lugar teus olhos se fecham à idéia dos meus Em algum lugar tuas mãos se crispam.25. 1992. UFMT ( ) No texto II.. c) assemelha-se à “amiga”. d) invoca a mulher para compartilhar de seus apelos sensuais. aparece envolta em sensualidade e erotismo.. ( ) Ambos os textos apresentam construções metafóricas. amiga minha Em mim como no mar. ambos os textos primam pela obediência às normas da variedade culta da língua portuguesa. Católica de Salvador-BA Sobre o poema. p. o desejo de encontrar a amada é enfatizado pela repetição do verbo querer. ( ) Neles. F. há ocorrência de inversão sintática. c) A mulher.” MORAES. ( ) Nos textos I e II. Antologia Poética. “A Ausente Amiga. como “vou flutuando na paixão” (texto II) e “no doce berço do moreno seio” (texto I)..

na longa rede cheirosa de sabão preto feito em casa mesmo. fez exclamações. 31. ainda não me acostumei com o seu corpo. b) a lembrança de um certo namorado de infância. o poeta torna tênue o limite entre prosa e poesia.” BANDEIRA. c) II e III são corretas. d) somente I é correta. O rapaz concluiu: – Antônia. você parece uma lagarta listada. a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. e) I e II são corretas. dizia e repetia que crianças de dentes fortes e olhos devem beber leite de cabra já que as mães se secam muito cedo. c) um brilho amargo e saudoso no olhar de menina. e) valoriza fatos e coisas do cotidiano. d) busca a originalidade a qualquer preço. Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte. I. b) somente III é correta. Texto para as questões 32 e 33: “Porque minhas tranças estavam macias e lustrosas. UFR-RJ Analise as afirmativas a seguir e depois assinale a opção correta. UFR-RJ A pergunta feita pelo rapaz provocou na moça: a) a constatação da fugacidade do tempo.. F. A moça arregalou os olhos. à beira do fogão encostei meu umbigo temperando as sopas dos meninos e pondo o leite pra ferver.. que ainda falava e orava com um fio da voz e se cobria num canto do quarto escuro. O título do poema encerra uma ironia. fresca e furta-cor. A meninice brincou de novo nos olhos dela. b) adota uma atitude combativa a valores considerados falsos.Noções de literatura Avançar . A moça olhou de lado e esperou. deitei-me naquele dia sob a telha de vidro da gaiola. – Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada? A moça se lembrava: – A gente fica olhando. Lançando mão de um procedimento moderno. José Olympio. 1979. III. você é engraçada! Você parece louca. Foi esse o início de um destino esquerdo. e meus olhos acharam por bem esburacarem-se parecendo por fim a dois lagos meio verdes meio azuis. a) I e III são corretas. Texto para as questões 30 e 31. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela vida afora. porque desde cedo me secaram as tetas e o jeito era recorrer ao leite das cabras do quintalão de pedras e. levantando a voz como se nascesse rei e o bando de filhos seus primeiros súditos.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Manuel. “Namorados O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: – Antônia. Católica de Salvador-BA Do ponto de vista estético. O rapaz prosseguiu com muita doçura: – Antônia. põe dentro e fora de tanto arrancarem pedacinhos de carne e sustança do suco de ossos e sangue para sovar o dia do marido que vem chegando. também. II.29. 10 30. A métrica rígida do poema é um procedimento comum do estilo de época ao qual se filia o texto. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. c) tenta conciliar o presente com o passado. e) a descoberta da efemeridade dos namoros da sua infância. porque minha bisavó. como uma mancha no ermo. com a sua cara. livre de rima e de métrica. esfumaçados pela neblina que saía da chaminé daquela casa onde. Rio. d) um retorno ao comportamento infantil diante do inusitado. trata-se de um texto modernista porque: a) apresenta uma linguagem aproximada à da prosa. pois não há no texto o lirismo que caracteriza as composições poéticas românticas.

estar no mais-que-perfeito do subjuntivo e.. Católica-GO ( ) Pela leitura do texto.” ( ) Para expor a opinião da bisavó da personagem.”. embora incapaz de modificar uma situação socialmente imposta às mulheres. é correto afirmar que predominam o nível padrão e a denotação.. nem sabia mais se seria eu aquela de tranças macias. ao mesmo tempo em que descreve suas mudanças físicas. foram utilizados dois tipos de discursos: o indireto. ( ) De acordo com o texto. marcado por expressões como “.”. ( ) Em “a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa.. a quem todos deveriam se submeter e jamais questionar. é correto afirmar que. não se mostra tão conformada como a avó. que ocorreu porque a personagem era jovem e bela.. a vida de sofrimento iniciou-se com o casamento.Noções de literatura Avançar . ( ) Em “. 33. a personagem deitou-se em uma rede preta e cheirosa. cuidar dos filhos e dos afazeres domésticos. ( ) De acordo com o que se lê no período do texto. ( ) Em relação à linguagem utilizada no texto.. ( ) “. apesar de trabalhar muito. Católica-GO ( ) No texto. faz também um desabafo de uma mulher que teve sua vida destruída pelo casamento. o verbo saber foi usado no mesmo sentido que na frase seguinte: “Naquele atropelo. fresca e furta-cor. ( ) Em “Foi esse o início de um destino esquerdo. na terceira pessoa do singular. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela a vida a fora. sovar o dia do marido que vem chegando. continuava a ser uma pessoa vaidosa... ( ) A personagem demonstra que. levantando a voz como se nascesse rei. porque me secaram as tetas.32. a personagem. são respectivamente: hipérbole. a elipse do verbo ser. 11 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . levantando a voz como se nascesse rei”. obrigatoriamente... U. com enormes riscos de ouro. que ainda demonstra sua submissão ao homem. metáfora e prosopopéia. de acordo com as normas da língua padrão.” Percebe-se nessa frase.. portanto.. e que se preocupava em tingir os cabelos com tons mais claros. ter como agentes tanto “meninos” como “tetas”. claramente.. a utilização do verbo nascer no subjuntivo e do operador como se permite a leitura de uma crítica ao estereotipo do homem como senhor absoluto da casa. o verbo secaram usado na terceira pessoa do plural pode estar relacionado e. pois afirma: “Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte.. Caso o verbo estivesse presente deveria.” ( ) Na frase “. U.. ‘destino esquerdo’.. e o indireto livre.. marcado pelos verbos de elocução e pelas orações substantivas..” considerando-se o contexto.”. é correto afirmar que a personagem.. e o bando de filhos seus primeiros súditos. ‘que’ (= destino esquerdo) e ‘como um toco de carne’.

” NEVES. / Oh sonora audição colorida do aroma!” ( ) “Foste de branco e vens de branco ainda trajada.Noções de literatura Avançar . Salvador-BA “Enche de estranhas vibrações sonoras a tua Estrofe. Vitória-ES Quanto ao gênero e modalidade literária. com exceção de: a) é literário.. ou por outra.” ( ) “Entre as trêmulas mornas ardentias. Reinaldo Santos. a pedra e o tronco. as nereidas frias. 58.. 1998. os ninhos e a hera. a fauna e a flora / A erva e o pássaro. pela presença de termos chulos. // Nasce a manhã. / A noite no alto-mar anima as ondas. Língua vernácula entre os dentes. / É transparente. / Aroma de argental caçoula. vulgares. e) é um misto de literário e não literário.34.. Voltar Língua Portuguesa . – o ar e o chão. b) é narrativo. p. azul em fora. é leve. – na face / De anjo morto. pois não é prosa nem poesia. pela intensidade do sentimento do eu poético. próprio do texto contemporâneo. / Despertar-me no leito: ouro em tudo. dor no cotovelo e tu. e) não é um soneto. com que ânsia. majestosamente. é branco. pelo trabalho estético e jogo verbal estabelecido.I. entre sombras..I. / Sobem das fundas úmidas Golcondas. na voz.. tem a brancura sagrada / Dos alvos corporais do altar exposto à prece. um poema épico. c) é literário. que me livre de vez desses poemas. As questões 35 e 36 referem-se ao seguinte texto: “Com que gana me entrego.. só é possível afirmar sobre o texto acima: a) é lírico. um soneto de versos. no olhar sobredivino. merda: Amo o poema assim como ele ama a pedra. construído em prosa poética. (sororal) vibrante como um sino. Com que gana! E que suplício: não há ponto final. ( ) “Tudo. decassílabos. d) não é literário.” ( ) “Ela vem.. José. Ei-la que assoma / Pelo ar sutil. // Como lençóis claros de neve.. F. / Que o sol filtrando em luz esteve.” 12 Identifique com V os fragmentos que pertencem à mesma estética da estrofe em evidência e com F os demais. d) é lírico. ao suplício. à tarefa. / A túnica nupcial que em níveas dobras desce / Pelo teu corpo. Vitória: Cultural.. c) é dramático. a folha e o inseto. F. a manhã nasce. Vitória-ES Pode-se afirmar a respeito do texto acima. IMPRIMIR 36..” ( ) “O luar. na mente. põe nela todo o incêndio das auroras para torná-la emocional e ardente. de outro poema preto em verso branco. / – Tudo vozeia e estala em estos de pletora. GABARITO 35. pois os versos não estão distribuídos em tercetos e quartetos. / Pérolas vivas. e me livre de ti em paralelo. a luz tem cheiro. Tem cheiro a luz. / A água e o reptil. recursos de estilo a esmo destilo e figuras de linguagem pra tratar de teu sorriso eletrônico e teu cabelo. E eu quero? É Sísifo o meu modelo. / Azul. não há remate. a flor e a fera. In: Muito Soneto por nada. pela linguagem coloquial e referencial. U. merda. sonora barcarola. predominantemente. b) não é literário.

em comum. principalmente. O engenho de madeira a gemer e a chorar. I. a tematização do cotidiano e dos atos automatizados da existência banal. repetições e paralelismos.7) mantém a correção gramatical sem alterar o sentido do verso. UFRS Leia os dois fragmentos abaixo: I.7).Noções de literatura Avançar . Poemas. talvez. Considere as seguintes afirmações sobre os fragmentos acima.8 ) e o pronome “você” (v. permitem uma dupla leitura. e) I. 13 “quando eu chego em casa nada me consola você está sempre aflita com lágrimas nos olhos de cortar cebola você está tão bonita você traz a coca-cola eu tomo você bota a mesa eu como eu como eu como eu como eu como você não tá entendendo nada do que eu digo eu quero é ir-me embora eu quero é dar o fora (. a sonoridade da moenda a trabalhar. c) Apenas I e II. Vive como a expiar uma culpa tremenda.. ( ) Os dois primeiros versos da segunda estrofe recuperam. E ringindo e rangendo. 9). quanto ao significado e à função sintática. dessa atividade extrativa vegetal.. d) Apenas II e III.” Da Costa e Silva. respectivamente. é o assunto desse poema. II e III. Ringe e range. 38. II. em que a economia brasileira dependia. causar. há uma preocupação com os procedimentos poéticos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a rígida moenda. como rimas.. Considerando o poema acima. As duas canções apresentam. UnB-DF GABARITO “A moenda Na remansosa paz da rústica moenda. a cana a triturar Parece que tem alma adivinha e desvenda A ruína. da canção de Caetano. II.. com a repetição de recursos poéticos. ( ) O poeta utiliza a figura de linguagem denominada prosopopéia quando afirma que a moenda “tem alma adivinha e desvenda” (v. 1 2 3 4 5 6 7 8 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 “Todo dia ela faz tudo sempre igual me acorda às seis horas da manhã Me sorri um sorriso pontual E me beija com a boca de hortelã Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar E essas coisas que diz toda mulher Diz que está me esperando pro jantar E me beija com a boca de café (.)” Caetano Veloso. Nos versos selecionados... julgue os itens a seguir. ( ) O poema alude a problemas que podem advir do consumo de bebida alcoólica. O verbo “como” (v.37.)” Chico Buarque de Holanda. o mal que vai. ( ) A inserção de uma vírgula após “alma” (v. a dor. ( ) A época áurea da cana-de-açúcar. Quais estão corretas? a) Apenas I. rouquenha. b) Apenas II. III. À luz quente do sol e à fria luz do luar.

e sair. compra. Virgília começava a aborrecer-se de mim. o colo de leite. O que saberei. e os brilhantes. porém. só 24 volumes. Agora não. Depois. – fascinando os olhos de todos. menino. – torná-la minha. Tenho de ler tudo. (Orgulho. a despenteá-la com as minhas mãos sôfregas e lascivas. verde pastagem. em contos.Noções de literatura Avançar . o que não saberei nunca. eu vou comprar. ( ) Ser humano revelado como contraditório. Via-a assim. compra. É em percalina verde.) Ninguém mais aqui possui a coleção das Obras Célebres. Compra. São só 24 volumes encadernados em percalina verde. está na Biblioteca em verde murmúrio de flauta-percalina eternamente. atirei-me a ler e escrever. as demais. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta à casa a qualquer hora num fechar de páginas? Tudo que sei é que ela que me ensina. Julguei. 1 5 10 GABARITO 15 20 25 IMPRIMIR 30 Voltar Língua Portuguesa . ( ) Sublimação do amor. inveja de mim mesmo.. quis vestir-me. 1992. leio. 14 Leia o texto a seguir e responda às questões de 40 a 42. – não sei se mais bela. medievo. Quando crescer eu compro. os cabelos postos em à maneira do tempo.” ANDRADE. esse cristal de fluida transparência: verde. disposto a esquecê-la e a matá-la. ( ) Imagem da mulher amada envolvida pelo tom irônico. é livro demais para uma criança. com vestido soberbo que havia de ter.672-673. pensava eu. em cavalarias me perco. p. Às onze horas estava arrependido de não ter ido ao teatro. Chega cheirando a papel novo. era dar prova de fraqueza.” ASSIS. E esta idéia fez-me sucessivamente desesperado e frio. Memórias Póstumas de Brás Cubas. 1983. Sou o mais rico menino destas redondezas. Meu filho. Compra assim mesmo. ( ) Atitude reflexiva do narrador em face da realidade. unicamente minha. mata de pinheiros toda verde. reclinada no camarote. Papai me compra agora. U. que bom passar a mão no som da percalina. Como te devoro. Amanhã começo a ler. cavalgo de novo meu verde livro. Carlos Drummond de. Antes de ler. não. Evidentemente. 18 ed. pai. menos luzidios que os olhos dela.39. ( ) Relação amorosa caracterizada pela possessividade. demais. e doía-me que a vissem outros. começava a despi-la. Machado de. se mais natural. que chegaria tarde. a torná-la. verde. Não podendo dormir. consultei o relógio. somente minha. me compra a Biblioteca Internacional de Obras de Célebres. “Biblioteca verde Papai. Agora não. Mas leio. Reunião. – braços que eram meus. Marque com V as características comprováveis com o texto e com F. p. Em filosofias tropeço e caio. São Paulo: Ática. eu cresço logo. poemas me vejo viver. 96. Via-a dali mesmo. Fica quieto.. José Olympio. com os seus magníficos braços nus. a pôr de lado as jóias e sedas. Rio de Janeiro. Salvador-BA “A Transação Vaguei pelas ruas e recolhi-me às nove horas.

..E. que perturbava assim a adolescência de um pobre seminarista. b) Machado de Assis culpa as mulheres. ou antes porei dois. e este livro seria talvez uma simples prática paroquial. d) “(. d) “verde pastagem” -v. -v. ou uma pastoral. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . está na biblioteca em verde murmúrio”. decifrar o que nela está escrito não assegura a seu leitor um conhecimento de tudo o que ela traduz. b) “Antes de ler. 17-18. meu rapaz. Mas se a biblioteca é para esse eu-lírico um manancial de saber.) Como te devoro. e no menor número de palavras. dona leitora. o que não saberei nunca. 14-15. UFR-RJ A expressão que se refere à Biblioteca Verde no plano denotativo é: a) “mata/ de pinheiros toda verde” -v.” -v. esse cristal”. ou uma encíclica47. se bispo. Tudo isto é obscuro. porque um nasceu de outro. e tio Cosme. e) “Amanhã começo a ler. b) das construções com uso de vocativos. 29-32. UFR-RJ No texto deparamo-nos com um leitor que “devora” os livros que lê. verde pastagem. nesse caso. e) em primeira pessoa culpa as mulheres por não ter sido Napoleão. 6-7. e) “carruagem/ de fugir de mim” -v. pai eu cresço logo. por tê-lo induzido a casar cedo. culpando as mulheres de terem perturbado sua adolescência e mudado. e não os digo aqui para não alongar esta parte do livro. O que saberei. c) “cristal/ de fluida transparência” -v. torna-se também culpada pelo destino dele. mas a culpa é do vosso sexo. c) da predominância de orações coordenadas. ‘Anda lá. ainda acordado. todos os destinos estão neste século. como também o enredo da narrativa. U. que bom passar a mão no som da percalina. se eu fosse padre. 25. por ter sido escritor de romances. A leitura não está unicamente inscrita no texto. de Machado de Assis: “LXIII Metades de um Sonho Fiquei ansioso pelo sábado. 4-5.40. UFR-RJ O recurso gramatical utilizado pelo autor para reproduzir um diálogo pode ser demonstrado através: a) do emprego de verbos irregulares. é livro demais para uma criança Compra assim mesmo. (N. 41.F. não só a sua vocação. 25-26. d) em primeira pessoa dirige-se a uma leitora. como me recomendara tio Cosme. 10-11. 25-26. -v. -v. -v. b) “coleção/ de Obras Célebres. c) “Tudo que sei é ela que me ensina. Até lá os sonhos perseguiam-me. d) do emprego de verbos no modo imperativo. se papa. c) é machista e culpa as mulheres pelas mudanças nos destinos dos homens que não querem escrever romances. 43. 42.Noções de literatura Avançar .” 47 15 GABARITO Vocabulário: Encíclica – Carta solene dirigida pelo Papa ao clero do mundo católico ou unicamente aos bispos de uma nação. e) do uso do pronome oblíquo na primeira pessoa do singular. como era seu sonho de adolescência. a não ser que ambos formem duas metades de um só. volta-me papa!’ Ah! por que não cumpri esse desejo? Depois de Napoleão. Agora não”. Não fosse ele. Um só ponho. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta”. por outro lado. Santa Maria-RS Observe a postura do narrador no seguinte fragmento de Dom Casmurro. pois ela depende da capacidade do leitor de atribuir sentidos ao que lê. tenente e imperador.) É correto afirmar que o narrador: a) em terceira pessoa culpa a leitora por ele não ter sido padre e não ter escrito uma encíclica. O(s) verso(s) que melhor traduz(em) esta afirmação é (são): a) “ Meu filho. dirigindo-se a uma leitora que.” -v. 19.

a “pensar. ( ) A voz do poeta. da seguinte forma: primeira estrofe. terceira. discurso. ( ) Esse poema. sistema circulatório. refere-se. na cidade”. Canto do ritual de abertura de uma roda de capoeira. (ant. Por que pensar. Ó máquina. segunda. ( ) O pronome “o”. Por que labutar no campo. lengalenga. a “labutar no campo. ( ) Ao longo do poema. 45. no poema a resposta repetida é o refrão “A máquina o fará por nós”. em um contexto de capoeira. (Sin.f. pelo lat. 2. Rio de Janeiro: José Olympio. ( ) Segundo a acepção 1 do verbete. Bras. no último verso. Cap. Por que fazer um poema? A máquina o fará por nós. o autor vai associando partes da anatomia humana aos sistemas fisiológicos por ela dinamizados. ao “ritual de abertura” mencionado na acepção 2 do verbete. O cérebro eletrônico. dando-lhe um ritmo estracorporal? Por que levantar o braço para colher o fruto? A máquina o fará por nós. julgue os itens que se seguem. uma oração. no verso 15. Relação. ou conversa longa e fastidiosa. 85-6. ( ) Todas as ocorrências do vocábulo “máquina” desempenham a função de vocativo. que aparece várias vezes no poema. Seleta em prosa e verso. Cassiano. na forma como se apresenta. corresponde. imaginar? A máquina o fará por nós.Noções de literatura Avançar . Por que subir a escada de Jacó? A máquina o fará por nós. sistemas motor. litania) S. narração. UnB-DF “Ladainha (a-í) (Do grego litaneia. no verso 17. p. ( ) Como obra poética.)” Considerando o verbete acima. o texto 2ª Ladainha tem a forma de uma prece. Fig. Oração formada por uma série de invocações curtas e respostas repetidas. os músculos. na cidade? A máquina o fará por nós. o texto estabelece ambigüidade de sentido entre as acepções 1 e 2 do verbete. quarta e quinta.) nesta acepção: reza da capoeira. digestivo e respiratório. a “fazer um poema” e. a “subir a escada de Jacó”. sistema neurovegetativo. sistema lingüístico. cantilena.As questões 44 e 45 referem-se ao seguinte texto: “2ª Ladainha Por que o raciocínio. 1972. ócio dourado. os ossos? A automação. o músculo mecânico mais fáceis que um sorriso. INL. no verso 21. julgue os itens seguintes. Por que o coração? O de metal não tornará o homem mais cordial. UnB-DF Acerca das idéias do texto. desvela a ironia com que se estrutura o poema. orai por nós. 1 4 7 10 13 16 16 19 22 44. no verso 19. imaginar”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .1. ( ) De acordo com a acepção 1 do verbete. reproduzido do Novo Aurélio Século XXI: dicionário da língua portuguesa.” RICARDO. e o texto III.

Noções de literatura Avançar . a fauna e flora.. como vemos nesta canção de Antônio Carlos Jobim. lento um trovador cheio de estrelas escuta. percebendo-se a sua influência ainda hoje. amor que eu sei que embaixo desta neve mora um coração. conseqüentemente. Luísa eu sou apenas um pobre amador apaixonado um aprendiz do teu amor acorda. a canção que eu fiz pra te esquecer. já que os mesmos são inspirados na produção poética greco-parnasiana.46. 17 Indique a opção que apresenta uma afirmação correta: a) Antônio Carlos Jobim apresenta grandes influências da literatura ocidental em seus versos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. que descreve a paisagem. a lua como flutua vem navegando o azul do firmamento e. c) O autor. Vem cá. agora. GABARITO b) Esta é uma composição escrita nos moldes camonianos de Os Lusíadas. me exorciza me dá tua boca e a rosa louca vem me dar um beijo e um raio de sol nos teus cabelos como um brilhante que partindo a luz explode em sete cores revelando. U. então. Potiguar-RN “Luísa Rua espada nua bóia no céu imensa e amarela tão redonda. Luísa me dá tua mão o teu desejo é sempre o meu desejo vem. brasileiro. os costumes e tradições do indianismo. os sete mil amores que eu guardei somente pra te dar Luísa. Antônio Carlos Jobim. sofre a forte influência poética de Lord Byron e Musset. que também é conhecida como influência da Geração de Orpheu.” Antônio Carlos Jobim. no silêncio. d) O lirismo amoroso constitui a fonte de todo o lirismo europeu e.

não assinado. em série. como em jaula. outras vezes.” NETO. e nunca. Voltar Língua Portuguesa . Mas onde esteja: a gaiola será de pássaro ou pássara: é alada a palpitação. João Cabral de Melo. dentro das quais. 18 e de pássaro cantor. 2 O que eles cantam. GABARITO têm sempre o mesmo compasso horizontal e monótono. variam de repertório: dir-se-ia que não importa a nenhum ser escutado. impessoal. desconhecem as variantes e o estilo numeroso dos pássaros que sabemos. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. mais privadas. mais perto estão das gaiolas ao menos. tais gaiolas vão penduradas nos muros.Texto para as questões 47 e 48: “O relógio 1 Ao redor da vida do homem há certas caixas de vidro. que não são artistas nem artesãos. Assim. a saltação que ela guarda. p. pelo tamanho e quebradiço da forma. estejam presos ou soltos. 324-6. em nenhum momento.Noções de literatura Avançar . Umas vezes. Se são jaulas não é certo. 1994. trabalho rotina. é diferente de todos: cantam numa linha baixa. vão num bolso. se pássaros. se ouve palpitar um bicho. com voz de pássaro rouco. não pássaro de plumagem: pois delas se emite um canto de uma tal continuidade que continua cantando se deixa de ouvi-lo a gente: como a agente às vezes canta para sentir-se existente. num dos pulsos. IMPRIMIR de operário que executa seu martelo regular proibido (ou sem querer) do mínimo variar. mas operários para quem tudo o que cantam é simplesmente trabalho. Obra completa.

UnB-DF Ainda em relação ao texto. 19 GABARITO Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta em relação ao que se observa no trecho acima e como falsas aquelas em que isso não ocorre. Assim. “canta” e “cantar” constitui um recurso próprio da construção em versos que intensifica a sonoridade. ( ) A linguagem é poética. dócil e ingênuo. rotineira. 48. julgue os itens que se seguem. seu foco principal está na mensagem que é transmitida. julgue os itens seguintes. a produção pessoal versus produção impessoal. produção variada. o povo. esses versos são graves e redondilha maior é o nome dado a eles. a contagem das sílabas métricas exige a elisão de uma das vogais idênticas em “do homem” e a desconsideração da última sílaba gramatical do verso. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . considerando-se o número de sílabas em cada verso. “canto”.” MEIRELES. ( ) As estrofes acima comprovam que o poema de onde eles foram extraídos é uma obra do Arcadismo brasileiro. em ordem direta. De seu calmo esconderijo.. poder. as duas ocorrências da expressão “a gente” podem ser interpretadas como nós (eu lírico e leitores) ou como as pessoas.47. criativa versus produção em série. ( ) A noção de trabalho no texto apresenta as oposições: artistas e artesãos versus operários. ( ) A ocorrência próxima dos substantivos “jaula”. folha. torna-se pó. “jaulas”. É tão claro! – e turva tudo: honra. a terra vai sendo aberta por intermináveis sulcos. ( ) Na interpretação de poemas. ( ) No primeiro verso do poema. “gaiola” e “pássaro” e das palavras com o mesmo radical “cantor”. Romance II. amor e pensamento. quer dizer. ( ) A utilização de estrofes que são quartetos e de versos de sete sílabas (redondilha maior) comprova que o Modernismo desprezou totalmente as formas tradicionais de construção de poemas. deve existir sempre uma margem de flexibilidade em conseqüência da multiplicidade de sentidos. ( ) O entendimento do poema é facilitado pelo fato de o título permitir que o sentido metafórico da terceira estrofe se associe à idéia de relógio. na sexta estrofe. UFSE-PSS Considere as seguintes estrofes do Romanceiro da Inconfidência: “Mil bateias vão rodando sobre córregos escuros. prestígio. o ouro vem. barra. infinitas galerias penetram morros profundos. engenho. ( ) Quanto à posição da sílaba tônica. Cecília. 49. em função de seu assunto e da linguagem despojada.. ( ) Na 2ª estrofe encontram-se metáfora (3º e 4º versos) e antítese (5º verso). “gaiolas”.Noções de literatura Avançar . ( ) Em ambas as estrofes predominam tanto aspectos descritivos quanto líricos. a coesão e também a convergência e a densidade semântica do texto. por ser átona. “cantando”. UnB-DF Em relação ao texto.

o poeta faz um hino de louvor a: a) sermos pessoas comuns. de avião e a vida sopra dentro de mim pânica feito a chama de um maçarico e pode subitamente cessar. Ando a pé. amigo. o autor não se utiliza: a) de comparações. 20 GABARITO 50. Ferreira. U. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Santa Úrsula-RJ Nos últimos 5 versos. b) do efeito dos adjetivos. c) da construção de versos livres. 51. reservista. 1987. defuntas alegrias flores passarinhos facho da tarde luminosa nomes que já nem sei bocas bafos bacias bandejas bandeiras bananeiras tudo misturado essa lenha perfumada que se acende e me faz caminhar sou um homem comum brasileiro. Toda Poesia. e) da beleza dos substantivos saudosistas. Santa Úrsula-RJ Para alargar e definir a imagem de “homem comum”.Noções de literatura Avançar . b) vermos algum sentido na vida. nenhum sentido. maior.” GULLAR.Texto para as questões 50 e 51. 229. e) sermos gente. de ônibus. U. p. senão lutarmos juntos por um mundo melhor. de táxi. “Homem comum Sou um homem comum de carne e de memória de osso e esquecimento. Sou como você feito de coisas lembradas e esquecidas rostos e mãos. d) sermos pessoas ajustadas e felizes. Rio de Janeiro. povo solidário e unido. c) não nos desesperarmos. do dia-a-dia. d) da força dos verbos. Civilização Brasileira. e não vejo na vida. o guarda-sol vermelho ao meio-dia em Pastos-Bons. casado.

revelado em expressões como “alma” e “tédio sem voz”. uma por uma: porém minha alma sabe mais. revelando seu egoísmo e seu desinteresse para com as necessidades do “outro”. O eu-lírico volta-se para dentro de si mesmo. com meu tédio sem voz. Dê. Há. 16. 08. Cecília. indica o desrespeito do eu-lírico para com as outras pessoas. a existência de dois universos: o da exterioridade.E. 32. Rio de Janeiro. um “eu” bipartido entre dois mundos e que se reconhece como ser diferenciado dos demais seres. trata-o com desdém. p. pela incomunicabilidade e. Nos dois primeiros versos.52. que são conseqüências diretas do processo de introspecção do “eu”. nesse poema. e o da interioridade. 1977. conseqüentemente. Obra poética. representado por expressões como “palavras” e “Falai!”. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 04. há uma constatação de que a linguagem não é um instrumento suficiente para expressar aquilo que habita o universo interior do eu-lírico. ou seja.” MEIRELES. 01. o delírio. Falai! meu mundo é feito de outra vida. O poeta pode criar mundos e fingir sentimentos – o que fica evidenciado na expressão “lábio fatigado de ais”. a perda da percepção dos limites da realidade. no poema. o eu-lírico só poderia falar sobre si mesmo e não sobre “nós”. 256. portanto. Nova Aguilar. existe uma intenção de busca da verdade subjetiva. O verso “Falai! que estou distante e distraída”. portanto. mesmo chamando o interlocutor pelo tratamento cerimonioso “vós”. A arte pode ser “inverossímil”. O eu-lírico experimenta uma introspecção tão imensa que. O último verso indica. pelo isolacionismo e pela solidão – aspectos que caracterizam o sentido deste poema. U. “Interpretação As palavras aí estão. Isso porque. 02. a soma das alternativas corretas. Falai! que estou distante e distraída. como resposta. daquilo que não pode ser observado no mundo exterior. De muito inverossímil se perfuma o lábio fatigado de ais. quando afirma: “meu mundo é feito de outra vida”. O verso “Talvez nós não sejamos nós” revela o estado de total conflito em que se encontra o eu-lírico. Percebe-se. por vezes. Pode-se dizer que. Os versos “De muito inverossímil se perfuma / o lábio fatigado de ais” fazem referência à própria criação artística. no poema. Esta insuficiência sugere que a vida humana marca-se.Noções de literatura Avançar . promovendo uma espécie de autosondagem no domínio do mundo interior. profundamente interiorizado. ela se permite dizer “inverdades”. Maringá-PR Leia o poema a seguir e assinale o que for correto. Talvez nós não sejamos nós.

. e neste caso vassuncê. seu chefe natural. são três: da primeira pessoa – quem fala. Ora.. do escrevente. ergueu o braço para defender a cabeça e relanceou os olhos para a rua.. Toda a gente lhe tinha um vago medo. moço. já se vê. mandou chamá-lo à sua presença. vencido. Ledor de versos lacrimogêneos e pai duns acrósticos dados à luz no Itaoquense.. essa. Laurinha. por instinto. balbuciou medrosa confirmação. minha filha e tem a audácia de o declarar. Por fim o coronel. 1940. Silenciaram ambos. “O Colocador de Pronomes Havia em Itaoca um pobre moço que definhava de tédio no fundo dum cartório.. desdobrou-o. O escrevente ressuscitou. coronel. com uma lágrima a escorrer rumo à asa do nariz. que é mais forte que a morte. Salvo se declara amor à minha mulher!. com a pulga atrás da orelha. repetiu a boa lição da sua gramática matrimonial. Pois agora. vamos ao que serve: declaro-o solenemente noivo de minha filha! E. Encontros na igreja. Namoro à moda velha. coronel! Nunca imaginei tanta generosidade em peito humano! Agora vejo com que injustiça o julgam aí fora!.. com bastante sucesso. Vivia em paz com as suas certidões quando o frechou venenosa seta de Cupido. é casar! concluiu de improviso o vingativo pai.. explicou. Objeto amado: a filha mais moça do coronel Triburtino. tornando a si. cozinheira. Monteiro. — É sua esta peça de flagrante delito? O escrevente. vesga. comoveu-se e com lágrimas nos olhos disse gaguejante: — Beijo-lhe as mãos. Escrevera nesse bilhetinho. corrigiu o erro. bastava esse movimento de peão. a qual não pode ser senão a Maria do Carmo. Para abrir o jogo. Vassuncê escreveu este bilhete à Laurinha dizendo que ama‘lhe’. Depois. ouviu? que contra ela se cometa o menor deslize. minha mulher ou a preta. então. O escrevente.. roupa nova. — Laurinha. . madurota.. Abriu uma gaveta. Esgüelara um vereador oposicionista em plena sessão da câmara. o moço veio um tanto ressabiado. donzela. ou à preta Luzia.Noções de literatura Avançar .. então nos dezessete. — Muito bem! continuou o coronel em tom mais sereno. Depois. da terceira pessoa – de quem se fala. a tremer.. In: Contos pesados. aconteceu que o pai do anjo apanhou o bilhetinho celestial e. batendo-lhe no ombro paternalmente. voltando-se para dentro. Ar um tanto palerma. — . com disfarce de pretexto – para umas certidõezinhas.. não permitirei nunca. Ousou o escrevente namorar-lhe a filha. gritou: — Do Carmo! Venha abraçar o teu noivo! O escrevente piscou seis vezes e. apenas quatro palavras. a serenata fatal à esquina. troca de olhares. e neste caso Maria do Carmo. Dizendo amo-‘lhe’ declara que ama a uma terceira pessoa. — . Depois. o coronel trancou o escritório.. à missa.. Escolha! O escrevente.. entretanto. Urupês... derrubou a cabeça. Se amasse a ela deveria dizer amo-‘te’.. depois de três dias de sobrecenho carregado. Negrinha e O macaco que se fez homem. da segunda pessoa – a quem se fala. fechou a carranca e disse: — A família Triburtino de Mendonça é a mais honrada desta terra. Escrevente. bilhetinho perfumado. diálogos de flores – o que havia de inocente e puro. não receia sobrecenhos enfarruscados. O Colocador de pronomes. Ama. Velhacamente o velho cortou-lhe o fio das expansões.. como sabe. sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. moço. 22 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e eu. O velho fechou de novo a carranca. em pausa de tragédia.. — Nada de frases. nos dias de folga. enchendo-se de coragem. encalhe da família.. e desd’aí transformou-se no tutu da terra. — Oh. e neste caso Laurinha. quer o coronel dizer. com o Acorda.. que nesse tempo não existia a gostosura dos cinemas. o qual tinha duas. nem tufos de cabelos no nariz. — Sei onde trago o meu nariz. Depois. apesar da distância hierárquica que os separava. Mal o pilhou portas aquém. afora pontos exclamativos e reticências: Anjo adorado! Amo-lhe! .. num pasmo. Tirou de dentro um bilhetinho cor-de-rosa. Aqui se estrepou. sondando uma retirada estratégica. — Os pronomes. Escolha!” LOBATO.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 53 a 56. Triburtino não era homem de brincadeiras. histérica. Magro.. e a do Carmo. ponta de lenço de seda a entremostrar-se no bolsinho de cima e medição de passos na rua d’Ela. Abriu os olhos e a boca. – nunca. Vinte e três anos. Não lhe erravam os pressentimentos. mas o amor. São Paulo: Editora Nacional. Apesar disso. manca da perna esquerda e um tanto aluada. Parou.

sar. Voltar Língua Portuguesa . é incorreto afirmar que. ( ) O narrador pode ser classificado como objetivo ou neutro.53. ( ) O narrador é contemporâneo dos acontecimentos e os relata à medida em que vão ocorrendo. ( ) O adjetivo celestial descreve objetivamente o aspecto sublime e superior da linguagem e do conteúdo do bilhetinho. UFMT ( ) A intercalação do parágrafo descritivo entre “Pois agora.. interrompendo o fluxo da narrativa. as frases nominais são usadas para compor o perfil da personagem. parma. ( ) Nessa narrativa.. ó Deus grande! cobriste o teu rosto Com denso velâmen de penas gentis. ( ) A interpretação que o coronel dá ao bilhete mostra que equívocos gramaticais podem resultar em equívocos de sentido. ( ) A forma frechou é uma variante ortográfica de flechou. ambas dicionarizadas. Teus filhos que choram tão grande mudança. ( ) No trecho sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. Ar um tanto palerma. GABARITO 57. o coronel Triburtino é uma personagem contraditória: colérico. produzindo formas como ingreis. b) o eu poético se dirige a Deus. Magro. 23 55.” (Deprecação) IMPRIMIR Com base nessa leitura. d) o eu poético se refere a uma situação que não é apenas individual. Vinte e três anos. ( ) As expressões pai duns acrósticos e quando o frechou venenosa seta de cupido são casos de metáfora. UFMT ( ) A narrativa de Lobato explora caricatualmente o mundo dos coronéis – forças políticas locais caracterizadas pelo autoritarismo e arbitrariedade. e vive um só instante. ó Deus grande! teu rosto descobre: Bastante sofremos com tua vingança! Já lágrimas tristes choram teus filhos. Senhor meu Deus. E jazem teus filhos clamando vingança Dos bens que lhes deste da perda infeliz! Tupã. o que há no mundo Que não seja sofrer? O homem nasce. UFMT ( ) No trecho Escrevente. ( ) A troca de (l) por (r) é a troca de uma consoante lateral por consoante vibrante. ( ) O namoro entre o escrevente e Laurinha é descrito pelo narrador por meio de estereótipos e clichês. pois apresenta personagens e acontecimentos sem manifestar opinião. e. E sofre até morrer! (Sofrimento) Tupã. em ambos os trechos. a) o eu poético enuncia uma proposta de mudança. é casar!” . 56. ( ) A substituição de (l) por (r) é um fenômeno comum no português não-padrão.. com o intuito de criar uma escrita brasileira. c) o eu poético fala de um estado de sofrimento. mas cordial e receptivo a bajulações. é um recurso usado pelo narrador para recriar a ansiedade do escrevente e para produzir um efeito de suspense. UFMT ( ) Monteiro Lobato usa a forma frechou para transgredir as normas ortográficas.. ( ) Na narrativa. craru. há um exemplo de metonímia. UFMG Leia estes trechos de dois poemas de Gonçalves Dias. “Meu Deus. 54. a seqüência temporal é interrompida pelas constantes evocações da memória das personagens.Noções de literatura Avançar . ( ) O uso da letra maiúscula na forma Ela sugere o endeusamento da mulher amada.

que eu estou no banco.F. c) A prosa existe em função da confissão amorosa. INSTRUÇÃO: Leia o texto e julgue os itens da questão 59. UFMT ( ) O texto defende a idéia de que o valor do ócio é superior ao do trabalho. deitado!” GABARITO SUASSANA. provocando a própria morte para interromper a repetição do seu dia-a-dia. a) No Barroco a religiosidade aparece como em um cenário idealizado onde todos são felizes e os poetas são pastores. tornar seu mundo musical leve. entre outras tantas letras para suas músicas. “Construção E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago Morreu na contramão atrapalhando o público Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contramão atrapalhando o sábado. U. a falta de perspectivas de um operário da construção civil. estou muito esperançado Mas. b) Escrito em versos alexandrinos. com severa crítica social. o operário da construção civil consegue. nos últimos instantes de sua vida.Noções de literatura Avançar . d) O início de alguns versos se repete.58. para a criação de personagens. de que as personagens pertencem à elite burguesa. tempo e espaço são elementos que não podem entrar na composição de um texto do gênero lírico. o poema a seguir. segue o modelo clássico de composição poética para falar da rotina de um operário e de seus sonhos não-realizados. Uberlândia-MG Assinale a alternativa correta. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . metaforizando tal passagem com a morte. b) A ficção é um produto da imaginação criadora que lida com fatos verossímeis. Farsa da Boa Preguiça. ( ) Há indicações. 60. c) O amor. 1979. enquanto não aparece negócio. pessoal. Univali-SC Chico Buarque de Holanda compôs. através da repetição de alguns versos. Ariano. ô mulher. destacando. isto é.” 24 Sobre o texto está correto a alternativa: a) Embora massacrado pela rotina. e) São versos dodecassílabos. ( ) O narrador utiliza-se do discurso direto para registrar a fala espontânea das personagens. Rio de Janeiro. no texto. traz meu lençol. e a poesia. José Olympio. 59. “Está tudo muito bem. o sonho e a fantasia fazem com que o operário se transporte para um mundo mágico. fatos passíveis de serem verdade. d) Enredo. também musicado. para dar ao ouvinte/leitor a idéia da rotina contra a qual ele se revolta.

Rio de Janeiro. como estas preces.. Jatir! nem tardo acordes À voz do meu amor. b) É registrada a passagem do tempo na natureza: desde a noite até a manhã seguinte. Já solta o bogari mais doce aroma. Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor. “Leito de folhas verdes Por que tardas. U. e) A natureza. Agir. no poema. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. 25 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 (. No silêncio da noite o bosque exala. c) O poema é todo escrito em versos brancos e pode ser classificado como poesia simbolista. Gonçalves.) 21 22 23 24 25 26 27 28 Pode-se afirmar sobre o poema: GABARITO a) O verso 24 faz referência ao eu-lírico. Jatir. não desempenha nenhuma função específica. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. movendo as folhas. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” DIAS. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. Do tamarindo a flor abriu-se. Poesia. brilham estrelas. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Também meu coração. o verso 20.61. d) O eu-lírico é masculino e espera a sua amada. Já nos cimos do bosque rumoreja.. não mais. há pouco.Noções de literatura Avançar . que não chega. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d’alva Um só giro do sol.F. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. Onde o frouxo luar brinca entre flores. Santa Maria-RS Leia o poema que se segue. Brilha a lua no céu. como estas flores. Correm perfumes no correr da brisa. o verso 27. à pessoa amada. ao rival de Jatir.

. o teu. ajoelhados à borda de um leito.Noções de literatura Avançar . que não poderia amá-la. “A febre lavrava com intensidade. depois de um sono curto e agitado. Vive por mim!” e em: “O dia se passou. — Iremos juntos!.. à tua irmã. e abandonar-me só neste mundo. por ti e por mim. Paulo. e abandonar-me só neste mundo.. para as afirmações verdadeiras. para as falsas: ( ) Em “– Pois bem. de José Alencar. — Queres acompanhar teu filho. Paulo. mesmo por causa dessa semelhança! Tu viverias sempre entre mim e ela! — Pois bem. viram finar-se gradualmente uma vida querida.” Neste período. Ana. achei-a mais tranqüila: — Tu me prometes. casar com Ana! — Não tratemos disso agora. Foi então que conheci quanto eu vivia no seu pensamento: ela não disse no delírio uma só palavra que não se referisse a mim e alguma circunstância de nossa vida mútua. Uma tarde em que o médico apresentou a Lúcia um remédio: — Para que é isso? perguntou ela com brandura. voou pelo aposento e espedaçou-se de encontro à parede. e abraçando a irmã.” e em “Sua mãe lhe servirá de túmulo”. À noite declarou-se a febre.”. lhe servirás de pai. Quero confessar-me. exemplificando assim um caso de próclise. UEGO Assinale V. a surpresa e estupefação da personagem ante a situação nova com que se defronta.. voou pelo aposento.. ( ) O texto apresentado enquadra-se como narrativo-descritivo... esse casamento nos tornaria infelizes a ti. ( ) É artifício da produção de textos o uso das reticências.. — Mas essa promessa me daria tanto alívio agora! — Escuta.” 26 GABARITO 62. tudo o que tu quiseres eu farei para a tua felicidade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Maria..A questão 62 reporta-se ao romance Lucíola.. não engana. disse-lhe: — Perdes uma irmã. Ama-o por ele. minha amiga! Quando ficares boa. e a mim. Maria. e sempre mais graves. Vive por mim! — Se eu pudesse viver. a palavra “só” tem equivalente função morfológica em ambas as situações. — Lançar!. que nenhum efeito produziu. ( ) Estas frases: “E o copo que Lúcia sustentava . haveria forças que me separassem de ti? Haveria sacrifício que eu não fizesse para comprar mais alguns dias da minha felicidade? Mas Deus não quis. que também ilustra a oralidade ou a espontaneidade da fala. Sua mãe lhe servirá de túmulo. Sinto que a vida me foge! A instâncias minhas bebeu finalmente o remédio. A febre lavrava com intensidade: eu já não tinha esperanças. — O remédio de que eu preciso é o da religião. De joelhos à cabeceira eu suplicava-lhe que bebesse o remédio que a devia salvar. ( ) Nos trechos: “– Queres acompanhar teu filho. porque ele era mais teu do que meu. Paulo. Nosso filho. murmurou descaindo inerte sobre as almofadas do leito. na cruel agonia que só compreendem aqueles.. fica-te um pai. lhe servirás de pai.. ela olhou-me tristemente: Era o primeiro! Mas o tato das entranhas maternas. Expelir meu filho de mim? E o copo que Lúcia sustentava na mão trêmula. evidencia-se um desrespeito às convenções gramaticais quanto ao uso do pronome oblíquo “lhe”. “Apenas o médico saiu. ficará inteiramente boa. — Juro-te! Beijou-me as mãos: — Ela vai ter tanta necessidade de um pai! Os acessos da febre repetiram-se durante três dias. Maria. O dia se passou na cruel agonia que só compreendem aqueles que. sejam elas virgens ainda. já não existe. uma febre intensa que a fez delirar. Pela manhã.”. Logo que lançar o aborto. promete-me que se ela não for tua mulher. Nesse texto em foco. e F. elas foram usadas por duas vezes indicando então que o narrador imprime ao enredo a hesitação. impelido com violência. Lúcia tomou os sacramentos com uma resignação angélica. desde o primeiro dia em que nos encontramos. — Para aliviá-la do seu incômodo.. promete-me que se ela não for tua mulher. os termos grifados exemplificam metáforas.

calcular. quando tem já um grupo de contas respeitável. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Já tomou um há pouco. 12ª ed. nesses momentos. ( ) A narrativa focaliza uma personagem que se opõe ao herói tradicional. ( ) O texto é construído pelo foco de um narrador onisciente. quando. infere-se que a obra da qual ele foi retirado é um romance rural. ordenado e sistemático como ‘um jogo de armar’. lembranças. que penetra na mente da personagem. julgue os seguintes itens. pousa-os no escriturário: — Está na Secretaria – responde este. decifrando-lhe pensamentos. ergue-se e repassa-as uma a uma (com todas as suas ‘primeiras’.. não necessita ‘estar em dia’. usa tinta encarnada. ‘puxar’ cuidadosamente as somas. Ambos muito quietos. lê um livro. depois então ‘lançá-las’ com capricho... seu valor ou sua magnanimidade. p. trabalham mais dois: o primeiro escriturário e o datilógrafo..Noções de literatura Avançar . quando não está ‘batendo’. Na sala. sem interromper a conferência das contas. não era raro vir-lhe um remorso...” MACHADO. O trabalho de Naziazeno é monótono: consiste em copiar num grande livro cheio de ‘grades’ certos papéis. O primeiro escriturário confere contas. injustiça ou grosseria dos homens. emperrados. em forma de faturas. de ‘achar’ no ambiente aspectos compensadores. 27 De acordo com o texto acima. se surpreendia ‘entusiasmado’ nesse trabalho.63. –Naziazeno ‘leva um atraso’ de uns bons dez meses. São ‘notas’ de consumo de materiais. mas por sua mediocridade. 26-7. Naziazeno interroga o datilógrafo: — O diretor saiu? O funcionário levanta os olhos do livro. estará aí ’ – conjetura mentalmente Naziazeno. uma preterição. Os ratos.. relanceia-os lentamente pela janela. ‘segundas’ e ‘terceiras vias’ nos dedos – que ele a cada passo molha nos lábios com um certo ruído.. bate muitos carimbos. seu anonimato e sua alienação. Custa um tostão. Naziazeno não quer café. aberto dentro da gavetinha ao lado. não. Desde que o governo suspendeu a verba pra o cafezinho. ver se as operações de cálculo estão certas.. São Paulo: Ática. É um serviço que faz há muito tempo. embora seja o protagonista. que este é custeado pelos funcionários. não exige pressa. 1992. essa compreensão inteligente e leviana das coisas. pois. O datilógrafo. quadros risonhos. É preciso classificar as notas. Ele se dirige para a sua carteira. dispô-las por ordem cronológica e pelas várias ‘verbas’. Depois. UnB-DF “O Horácio prepara o cafezinho. Era então uma simples contrariedade a esquecer.. não tinham. uma acusação contra si mesmo. Ele já se ‘refugiou’ nesse trabalho em outras ocasiões. sentimentos e sensações. Faz cálculos. Dyonelio. Dispõe de grande prática.. Ele hoje não tem ‘assento’ pra um serviço desses. É preciso antes submetê-los a uma conferência. porém. Não tarda. pequena. Mesmo assim. Todos aqueles indivíduos que lhe pareciam realizar o tipo médio normal eram obstinados.. contra esse espírito inferior de esquecer prontamente. ‘— O Cipriano certamente foi buscá-lo. ( ) Pelo texto apresentado. O serviço. ( ) O último parágrafo do texto revela um conceito de trabalho como momento de evasão dos problemas individuais. há sempre multiplicações e adições a fazer. ( ) Muitas das aspas utilizadas no texto revelam a intenção do narrador de ironizar a atividade pelo uso do jargão burocrático ou de destacar um segundo sentido para as expressões utilizadas. não se destaca pelas características elevadas de homem extraordinário por seus feitos.

51. 41. 35. 44. 53. 6. 19. 37. 61. 23. 27. 59. 57. 5. 50. 45. 11. 56.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A 1 1. 17. 34. 18. 25. 49. 2. 7. 40. 48. 43.Noções de literatura Avançar . 24. 15. 62. 39. 10. 46. 55. 38. 47. 58. 30. 63. 52. 26. 13. 33. 16. 29. 3. 60. 20. 8. 28. 21. 4. c c b b c c d c b e e V–F–F–V a b e d d d c b d e F–V–F–V V–V–F V–F–V F–V–F–V d a c d d 32. 14. 12. 36. 42. 9. V–F–F–V–V–F V–V–F–V–F–F V–V–V–F–F c d a V–V–F–F–V F–V–V–F–F c b b d V–V–V–V F–F–V–V d F–F–V F–F–V V–V–F–V–F a b 10 V–V–F–V V–F–F–F V–V–V–F–V F–V–V–V a e F–V–F b e V–V–V–V–F F–V–V–V–V IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 22. 54. 31.

relato de viagem e pregação religiosa. determinou o Capitão de ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu (. GABARITO Dê. c) Informativa dos jesuítas no Brasil.. diante de nós. U. não muito altas. 87. 88 e 96. Potiguar-RN A carta escrita pelo Padre Manuel da Nóbrega. como resposta. inaugura que tipo de literatura no Brasil? a) Hábitos da cultura européia.. 02.” – Submissão religiosa. 1 2. porque desejávamos saber se o havia na terra. mas ninguém o entendia e nem ele a nós. 85. por mais pergunta que lhe fizéssemos com respeito a ouro. provocaria vergonha” – Idealização da mulher indígena. em 1549. c) III. “eles passavam de uma confraternização a um retraimento. 08.) tão graciosa. CASTRO. Ao longo dele há muitas palmeiras. “O velho falou enquanto o Capitão estava com ele. Colhemos e comemos muitos deles. 1997. “E uma daquelas moças era toda tingida (. UFBA A idéia do trecho transcrito de A Carta de Pero Vaz de Caminha está devidamente indicada em: 01. O descobrimento do Brasil: A Carta de Pero Vaz de Caminha. II. 04. Nem certamente eles aprenderiam a falar como nós” – Dominação lingüística.) Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu e dentro dele foi levantado um altar muito bem preparado. 64. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Estão corretas somente as características indicadas em: a) I.. “melhor e muito melhor informação da terra dariam dois homens dentre os degredados que aqui fossem deixados. chamava alguns para que viessem até ali. como pardais. Ninguém não lhe deve falar de rijo. “Aqueles outros. d) I e II.Literatura no período colonial Avançar . E aquele de quem falei antes.” – Interesse mercantil. 16. Porto Alegre: L & PM. porque então logo se esquivam” – Animosidade inter-racial. e) II e III. de muito bons palmitos. 83. intenção catequética e informação sobre a terra. por ele chefiada. III. pela manhã. “Andamos por ali vendo o ribeirão o qual é de muita água e muito boa. p.. sentimento nacionalista e participação em campanha republicana. a soma das alternativas corretas. 32. d) A das influências que Luís de Camões exerce sobre os escritores de Língua Portuguesa. que a muitas mulheres de nossa terra. b) II. Sílvio.” – Visão paradisíaca.” – Difusão do cristianismo. com medo do cevadoiro. por ser gente que ninguém entende. estavam assim como nós olhando para o nosso pregador. notificando a chegada da primeira missão jesuítica. que estiveram sempre presentes à pregação. 3. vendo-lhes tais feições. b) A das relações estabelecidas entre os românticos. UFSE Nas manifestações literárias dos dois primeiros séculos de nossa história podem estar presentes as seguintes características: I.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1. “No domingo de Páscoa. do que eles dariam se os levassem.

5. por parte do sujeito poético. ( ) Na época colonial. a imitação dos modelos greco-latinos e o ideal de uma vida simples. o lastro que traz de areia. outra parte se destaca desse conjunto. ( ) Encontra-se nos Sermões do Padre Antônio Vieira a tendência conceptista do Barroco. ( ) Parte da obra do Pe. ao mesmo tempo. produzidas no século XVII. outros à frota: a frota tudo abarrota dentro dos escotilhões. ( ) No Barroco brasileiro observa-se a consciência de que a vida é efêmera. s/d. In: Poemas escolhidos. verificam-se os seguintes fenômenos de nossa vida literária: a) Constituição de um exigente público leitor e surgimento das primeiras editoras nacionais. São Paulo: Círculo do Livro. o peixe. o perdão divino. e) O temor. junto à natureza. declarando daí: “Ponto em boca”. Unifor-CE A obra catequética de José de Anchieta.” MATOS. c) Surgimento dos nossos primeiros grandes críticos literários e consolidação de um público de leitores. mas se a frota não traz nada. e se a Câmara olha e ri. com as dificuldades e os sucessos. b) Manifestação de sentimentos nacionalistas e consolidação do romance de temática urbana. como os escritores tinham a formação cultural da metrópole. IMPRIMIR É uma idéia comprovável no texto: a) A indiferença do sujeito poético diante do que ocorre na cidade. Voltar Língua Portuguesa .4. e) surgimento dos primeiros manifestos românticos e exploração de temas indianistas. A fome me tem já mudo. o que se traduz num problema para os poetas: gozar intensamente as delícias da vida terrena e. plena de inversões e de figuras. por lastro de açúcar troca: Ponto em boca. d) A denúncia da omissão do poder político em face do problema da cidade. que entrando co’a vela cheia. Gregório de. que é muda a boca esfaimada. Uneb-BA 2 GABARITO “Toda a cidade derrota esta fome universal. que se manifesta na preocupação com o conteúdo e o desdobramento das idéias por meio do jogo de contrastes. as manifestações literárias foram marcadas pela necessidade de se libertarem dessas raízes culturais e criarem uma literatura de acordo com a realidade brasileira. c) constituem obras do mesmo gênero. 6. os feijões. Décimas. b) constituem o que se costuma caracterizar como literatura de informação. UFSE Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. da reação do povo faminto. distribuídas em períodos diversos. os sermões do Padre Antônio Vieira e a lírica de Tomás Antônio Gonzaga: a) representam gêneros e estilos diversos da literatura do período colonial.Literatura no período colonial Avançar . b) A sensatez do povo da Bahia por defender as riquezas da terra. e) constituem obras de gêneros diferentes. apesar da linguagem rebuscada. buscar a espiritualidade. d) reflexos de princípios estéticos do Barroco e do Arcadismo europeus e manifestação de sentimentos nativistas. Unifor-CE No período colonial. porque anda farta até aqui. ( ) Na poesia arcádica observa-se. José de Anchieta insere-se no objetivo geral da literatura dos jesuítas: informar aos superiores da Companhia de Jesus a situação geral do Brasilcolônia. d) representam os momentos mais altos do estilo barroco. p. por que razão leva tudo? Que o povo por ser sisudo largue o ouro e largue a prata a uma frota patarata. é coisa que me não toca: Ponto em boca. porque se reveste em muitos casos de verdadeiro valor literário. uns dão a culpa total à Câmara. Mas ao mesmo tempo. c) O equilíbrio de interesses pautando o comércio da Bahia com o exterior. o andamento e as condições da obra de catequese. a carne. 7. 46-7.

ou pouco amava. Unifor-CE “Cada dia vos cresce a formosura. o que gozava. Pe. o que lograva. que esta pena merecia. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. como estátuas da soberba e da tirania. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. Antônio Soares. c) barroco. adotado por Gregório de Matos nesses versos satíricos. ( ) A trajetória do eu-lírico é caracterizada pela busca incessante do prazer. GABARITO No texto. In: AMORA. Ou entendia pouco. os escravos despidos e nus. procedimento que costuma estruturar os poemas realizados nesse estilo de época. In: Obras completas de Gregório de Matos. ( ) O sujeito poético desconhecia os riscos que envolviam a sua escolha. Confesse.” MATOS. A presença de um grande número de antíteses. b) neoclássico. p. ( ) O sujeito poético revela consciência do motivo que o levou ao sofrimento. e não quis. A utilização do recurso da hipérbole para melhor traduzir o sofrimento dos escravos. 1981. que tinha. E morra. b) III e IV. os senhores em pé apontando para o açoite. A predominância dos aspectos denotativos da linguagem. Vim sem considerar. dirige-se o poeta à sua amada Babu.” Na estrofe acima. Deixei como ignorante o bem. o bem. 10. Sermão vigésimo sétimo. os escravos prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão e espetáculos da extrema miséria. os senhores tratando-os como brutos. os escravos perecendo à fome. ou seja. Soneto. 9. Salvador: Janaína. e tanto cresce. o estilo: a) barroco. c) II e III. p. Que quem podia.8. Que quem errou. Suspiro agora em vão. 3 De acordo com o texto. Sermões. s/d. Deixei sem atender. org. “alta desgraça” / “alta ventura”). verificam-se os seguintes traços do barroco: I. Babu. alta desgraça. Antônio. que passo. ( ) A dor daquele que. UFPB-PSS “Sermão vigésimo sétimo Os senhores poucos. que me embaça: Se cresce contra mim. 58. o que deixava. d) barroco. 2. e) I e III. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. ed. Padeça agora. Gregório de. quando menos confessado. os escravos carregados de ferros. e) neoclássico. sem ver. Salvador-BA “Porque não conhecia. IV. U. 1015. ( ) A problemática focalizada no texto restringe-se a uma esfera particular. Quando não me aproveita a pena minha. os escravos muitos. II. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. aonde vinha. d) I e IV. que possuía. os senhores rompendo galas. viver gozando. ( ) O poema enquadra-se no Barroco por apresentar o jogo de contrastes e o rigor formal.” VIEIRA. O envolvimento político do jesuíta. Se cresce para mim. os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. e morra suspirando O mal. Pague no mal presente o bem passado. valendo-se de antíteses (“contra mim” / “para mim”. afastou-se da felicidade é injusta para o sujeito poético.Literatura no período colonial Avançar . alta ventura. ( ) A saudade do bem perdido serve de consolo e de compensação para o eu-lírico. IV. v. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . São Paulo: Cultrix. os senhores nadando em ouro e prata. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. por ignorância. os senhores banqueteando. marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas. o que convinha. III.

ao longo do poema. Honra. nos tercetos. dou ao demo a gente asnal. é uma alusão aos portugueses e seus descendentes. 54. O ritmo do poema. procura. em cada verso. Verdade Honra Vergonha. e sandeu”. como resposta. inicialmente abordando aspectos éticos. ameaçando sua própria posição. As respostas. Vergonha.Literatura no período colonial Avançar . Ambição. Poesia satírica de Gregório de Matos. p.. Mestiços. a soma das alternativas corretas. desenvolve-se em pares de estrofes. 04. 32. nos tercetos. por constituírem um grupo em franco processo de ascensão social e econômica. Salvador: EDUFBA. com fatos e comentário. Usura. que não sabe que o perdeu Negócio. enquanto o conteúdo. por rimas internas. 16. Cleise Furtado. 1998. 4 Quais são os seus doces objetos? Tem outros bens mais maciços? Quais destes lhe são mais gratos? Dou ao demo os insensatos. Mulatos. (. Esse fragmento inicial do poema tem como conteúdo uma crítica ao governo da Bahia. A leitura do fragmento e os conhecimentos sobre o autor e sua obra satírica permitem afirmar: 01. Senhora Dona Bahia. A estrutura formal dos tercetos organiza-se em perguntas e respostas. c) antecipação da estética do Romantismo. um retorno à: a) ciência impulsionada pela Física de Newton. 64. 12. MENDES. Por mais que a fama a exalta. Numa cidade onde falta Verdade. são retomadas e confirmadas nas conclusões dos quartetos. A expressão “povo néscio. b) revolução industrial e à ascensão do capitalismo. 08. nesse contexto. Pretos. Dê. financeiros e étnicos. O autor se identifica com os poetas de sua época pelo uso da sátira e pelo exercício da crítica aos costumes da sociedade em que vive. 02. Potiguar-RN O Neoclassicismo ou Arcadismo que representa na literatura uma reação aos excessos do movimento Barroco. U.)” Pretos Mestiços Mulatos. d) simplicidade clássica. e sandeu..11. tanto no aspecto formal quanto ideológico. Negócio Ambição Usura. que então viviam na cidade de Salvador. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Quem a pôs neste socrócio? Quem causa tal perdição? E o maior desta loucura? Notável desaventura de um povo néscio. é marcado. UFBA “Volta a criticar o mau governo da Bahia Que falta nesta cidade? Que mais por sua desonra? Falta mais que se lhe ponha? O demo a viver se exponha. que estima por cabedal Pretos. mestiços e mulatos são o alvo preferido pelo autor.

” COSTA. os temas históricos e os detalhes de época são mais visíveis na poesia satírica do que na lírica. afirma-se: I. por te não ver. UFSE “Sou pastor. somente. d) I.” IMPRIMIR GABARITO A estrofe acima ilustra o cenário e o modo de viver idealizados na poesia: a) que José de Anchieta dedicou à Virgem. que baixando Deixei do pranto o vale umedecido!” 5 Com relação ao fragmento apresentado. O último verso apresenta uma hipérbole. c) I e III. Nise adorada não sabe inda. e às vezes. b) I e II. aquela fontezinha aqui murmura! E nestes campos cheios de verdura. e) I. A ordem inversa do último verso confirma o traço neoclássico do poema. A carta de Caminha. III e IV. c) em que foi mestre o árcade Cláudio Manuel da Costa. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. tanto mais aborrece a luz do dia. tinha escondido a chama brilhadora. que sonora. II. Cláudio Manuel da. E a suavidade do prazer trocada. A natureza é descrita de forma objetiva. U. sem qualquer identificação com o espírito do eu-lírico. II e III. o teatro catequético de Anchieta e a poesia de Gregório de Matos são criações culturais exemplares do estilo barroco. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. b) lírica barroca de Gregório de Matos. b) II e III. UFPB-PSS Leia o terceto extraído de um soneto de Cláudio Manuel da Costa. Potiguar-RN “Já rompe. d) II e III. que aí vês. que suave. no espaço de uma natureza amena. somente. somente. quanto a sombra da noite mais lhe agrada. Voltar Língua Portuguesa . os meus montados São esses. sufocando do sol a face pura. em Marília de Dirceu. a matutina aurora o negro manto. 14. que coisa é alegria. A referência à natureza relaciona-se ao Carpe diem. d) simbolista. que é o gozo do tempo presente.13. e) épica de Basílio da Gama. Está correto o que afirma em: a) I. 16. não te nego.Literatura no período colonial Avançar . III. Nise. II. No soneto de Cláudio Manuel da Costa. A poesia de Tomás Antônio Gonzaga. e) II. II e II. com que a noite escura. d) amorosa do indianismo de Gonçalves Dias. “Oh quão lembrado estou de haver subido Aquele monte. c) III e IV. c) romântica. a oposição claro/escuro e a antítese dia/noite revelam a permanência de características da estética: a) realista. 15. que avultado prazer tanto melhora? Só minha alma em fatal melancolia. vivo contente Ao trazer entre a selva florescente A doce companhia dos meus gados. IV. Na obra de Gregório de Matos. b) barroca. somente. Que alegre. III. vale-se do bucolismo arcádico ao colocar. a amada representada por uma pastora.

d 8. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1 1. b 5. d 13. d 11. F – V – V – F – V 7.Literatura no período colonial Avançar . d 4. b 14. 58 12. c 2. d 15. V – F – V – F – F – F – V 9. d 6. c 10. c 16. 62 3.

ao longo do mar. não têm nem entendem em nenhuma crença.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem. e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. nem prata. delas brancas. ( ) A carta de Caminha é um texto essencialmente descritivo. E nesta maneira. sexta-feira. Nem comem senão desse inhame. Rio de Janeiro: Livros de Portugal 1943. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . também. ( ) Segundo Caminha. que nos parecia muito longa. que aqui há muito. não pudemos saber que haja ouro. Quinhentismo. A feição deles é serem pardos. nem vaca. 1 GABARITO 1. De ponta a ponta. ( ) Pero Vaz de Caminha foi o único português a enviar notícias da descoberta do Brasil ao rei de Portugal. porque eles. Pero Vaz de Caminha. Pelo sertão nos pareceu. Parece-me gente de tal inocência que. julgue os itens abaixo. Barroco e Arcadismo Avançar . como os de Entre-Doiro-e-Minho. Deste Porto Seguro. porque. nem galinha. delas vermelhas. e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova. não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza. maneira de avermelhados. nem criam. nem coisa alguma de metal ou ferro. com quanto trigo e legumes comemos. A carta de Pero Vaz de Caminha. Águas são muitas. não podíamos ver senão terra com arvoredos. os habitantes da Ilha de Vera Cruz eram desavergonhados. ( ) A carta de Pero Vaz de Caminha é considerada pela história brasileira o primeiro documento publicitário oficial do país. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta terra vi. da vossa Ilha de Vera Cruz. nalgumas partes. é tudo praia-palma. a estender olhos. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. Senhor. infindas. Tem. sem cobertura alguma. Porém o melhor fruito que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto. por conter elementos da função poética da linguagem. Beijo as mãos de Vossa Alteza. dar-se-á nela tudo. assim frios e temperados. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. hoje. primeiro dia de maio de 1500. hoje esquecidos. muito grande. Ela me perdoe. segundo parece. Q U IN H E N T IS M O . por bem das águas que tem. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. E. que a terra e as árvores de si lançam. nem ovelha. grandes barreiras. de bons rostos e bons narizes.” CORTESÃO. nem qualquer outra alimária. querendo-a aproveitar. 199-241. nem cabra. Porém a terra em si é de muito bons ares. a carta de Pero Vaz de Caminha continua a ser lida devido à sua importância histórica e. E em tal maneira é graciosa que. seriam logo cristãos. se algum pouco me alonguei. Esta terra. Nela. ( ) Diferentemente de outros documentos do século XVI acerca da descoberta do Brasil. Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas. nem lho vimos. pois o desejo que tinha de tudo vos dizer. Jaime. até agora. de que nós deste porto houvemos vista. mo fez pôr assim pelo miúdo. que nesta navegação agora se achou. Andam nus. Não há aqui boi. se homem os entendesse e eles a nós. que costumada seja ao viver dos homens.Humanismo. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. e dessa semente e fruitos. B A R R O C O E A R C A D IS M O Texto para as questões 1 e 2: “Senhor: Posto que o Capitão-mor desta vossa frota. UnB-DF Evidenciando a leitura compreensiva do texto. Eles não lavram. Senhor. Coleção Clássicos e Contemporâneos. muito chã e muito formosa. o melhor que eu puder. bem feitos. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. vista do mar. p.

o que evidencia o propósito de sátira social que. pois. pois legumes são sementes e trigo é fruto. I. UFRS Em relação ao Auto da Barca do Inferno. 2 IMPRIMIR GABARITO b) O escudeiro Brás da Mata corresponde ao cavalo. Além disso. consiste na demonstração do refrão popular “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”. as expressões “inhame” e “semente e fruitos” são repetitivas. apesar dessa prática. Quinhentismo. d) As personagens são personificações alegóricas (tipos reais caricaturizados). PUC-SP O argumento da peça A Farsa de Inês Pereira. substitui o propósito de edificação espiritual. o que demostra que a intenção religiosa é ainda aqui dominante. primeiro pretendente e segundo marido de Inês. d) O asno corresponde a Pero Marques. Sugere que o diabo. 3.2. II. b) Apenas I e II. ( ) O nono parágrafo do texto ressalta uma prática dos silvícolas brasileiros: o extrativismo vegetal. a primeira contém a segunda. mantêm-se as mesmas relações de idéias. III. Ressalta também que. II e III.Humanismo. a associação estabelecida entre “semente e fruitos” e “trigo e legumes” é biologicamente incoerente. julgue os seguintes itens. c) O segundo casamento exemplifica o primeiro termo. na construção da farsa. os silvícolas aparentavam ser mais fortes e bonitos que os conquistadores. ( ) As expressões de tratamento com que a correspondência é aberta e fechada revelam o respeito e a sujeição do remetente ao destinatário. guardando traços dos dois períodos. Voltar Língua Portuguesa . b) O elemento religioso oferece apenas um pretexto. c) A sátira social se liga de modo nítido ao objetivo de edificação espiritual. de Gil Vicente. a) A segunda parte do provérbio ilustra a experiência desastrosa do primeiro casamento. Identifique a alternativa que não corresponde ao provérbio. e) I. nesta peça. de tal modo que a intenção religiosa vê-se sufocada ou pelo menos minimizada pelo gosto de sátira da própria sociedade. considere as seguintes afirmações. c) Apenas I e III. asno que a carrega. tem poderes maiores que Deus. para a Biologia. ao julgar justos e pecadores. 4. Quais estão corretas? a) Apenas I. Barroco e Arcadismo Avançar . de Gil Vicente: a) O que mais se evidencia é o propósito de sátira social. um quadro exterior para a apresentação no palco de sátiras ou caricaturas profanas. ( ) Substituindo-se “Posto que” por Haja vista. animal nobre. e) Cavalo e asno identificam a mesma personagem em diferentes momentos de sua vida conjugal. d) Apenas II e III. que era a única forma de obtenção dos alimentos necessários à subsistência. Representa a transição da Idade Média para o Renascimento. Uniube-MG Assinale a afirmativa correta a respeito do Auto da Barca do Inferno. colocandose a questão da salvação post mortem (após a morte). Trata-se de um grande painel que satiriza a sociedade portuguesa do seu tempo. de Gil Vicente. que a derruba. 5. ( ) No nono parágrafo do texto. mesmo sendo estes mais bem alimentados. UnB-DF Ainda com relação ao texto.

( ) Nele. quase já uma transição do Renascimento para o Barroco. parece-me que será salvar esta gente. que tinha o homem no centro de tudo. ( ) O texto lido é uma descrição bem objetiva da terra descoberta. d) Simbolismo. parece-me que. não podíamos ver. AEU-DF Julgue os itens abaixo em relação à compreensão e à interpretação do texto. ( ) No entender do autor. hoje.Humanismo. a saber. toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. ( ) As constantes inversões e a sintaxe rebuscada da Carta é uma característica da literatura clássica do período. que constituem a “Literatura de Informação” do Brasil. 8. o maior bem a que se deviam dedicar os portugueses é aquele que deriva das águas. em relação à teoria literária e aos estilos de época na Literatura Brasileira. ( ) Por não terem os portugueses se aventurado. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. por me fazer singular mercê. Ela me perdoe. querendo a aproveitar. de que nós deste porto houvemos vista. E se a um pouco alonguei. ( ) Este texto. ( ) O “será salvar a gente” é o que os soldados portugueses deveriam fazer para evitar que tribos indígenas mais fortes dizimassem outras menores e mais frágeis. Pelo sertão. sexta-feira. é toda a praia muito chã e muito formosa. Senhor. nos pareceu vista do mar. É pois que. Em tal maneira é graciosa que. Traz ao longo do mar em algumas partes longas barreiras.Texto para as questões 6 e 7. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. nem lha vimos. b) Arcadismo. é o primeiro de uma série de textos no nosso primeiro século. mande vir a ilha de São Tomé a Jorge Osório. Beijo as mãos de Vossa Alteza. 7. ( ) Ainda dentro do Humanismo renascentista. primeiro dia de maio de 1500. meu genro . tem característica oratórias. Quinhentismo. dar-se-á nela tudo. as únicas informações que nos dá do interior são as transmitidas pelos indígenas. a Ela peço que. bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. porque neste tempo de agora assim os achávamos como os de lá. umas vermelhas e outras brancas. Deste Porto Seguro. de Pero Vaz de Caminha. até então. Barroco e Arcadismo Avançar . vemos a preocupação de Caminha com o silvícola brasileiro e a preservação de sua cultura. ( ) Para Caminha. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como o de Entre-Douro-e-Minho. mo fez pôr assim pelo miúdo. acrescentando da nossa fé! E desta maneira. Caminha menciona as duas principais finalidades das expedições marítimas portuguesas: a expansão da fé católica e a descoberta de ouro e prata. da Vossa Ilha de Vera Cruz. é certo que tanto neste cargo que me elevo como em outra qualquer coisa que de Vossos serviços for. porque a estender olhos. e a terra de cima. que haver nela. ( ) A Carta. quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja.” O fragmento destacado reflete uma temática recorrente durante o: a) Barroco. Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela. tamanha a sua abundância na nova terra. até outra ponta que contra o norte vem. e esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. muito grande. e) Modernismo. AUE-DF Julgue os itens que seguem. terra a dentro. será tamanho. tê-la unicamente como suporte das viagens às Indias. ou outra coisa de metal ou ferro. E que não houvesse mais do que ter Vossa alteza aqui esta pousada para esta navegação de Calicute bastava.o que d’Ela receberei em muita mercê. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . por se tratar de uma missiva. já seria uma grande dádiva. Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida. Senhor. infinitas. senão terra e arvoredos terra que nos parecia muito extensa. da ponta que mais contra o sul vimos. mesmo que Portugal não explorasse e colonizasse a nova terra. Águas são muitas. por causa das águas que tem! Contudo. De ponta a ponta. c) Realismo. UFR-RJ “Não há mais a moralidade do pecado. porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer.” 3 GABARITO 6. “CARTA (Pero Vaz de Caminha) Esta terra. o melhor fruto que dela se pode tirar.

maneira de avermelhados. carece de unidade de enfoques. para dar a idéia do clima da nova terra. c) da “Carta” de Pero Vaz de Caminha a El-Rey D. com o padrão poético realizado em cada composição. por bem das águas que tem. em relação à semântica e à estilística. antes de tudo. sem nenhuma cobertura. Texto II “O seu semblante é redondo. Com crespos fios de ouro: Meus olhos se vêem graças e loureiros. estão empregados em sentido figurado. do jesuíta Fernão Cardim. exigida pelas convenções neoclássicas. Quinhentismo. ser substituída por detalhadamente.. escritas nos dois primeiros séculos. utilize o texto das questões 6 e 7. sem equívoco semântico.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. caracterizado como pastor. ( ) Os termos “fruto” e “semente”.Humanismo. Os teus cabelos são uns fios d’ouro. de Pero Lopes de Souza.) Porém a terra em si é de muito bons ares.. Te cobre as faces.9. 4 b) O autor das liras está preocupado com a coerência dessas descrições. darse-á nela tudo. ou rosa delicada. Texto III “Papoula. do Pe. na atmosfera atormentada dos conflitos da paixão. ora loiros.” GABARITO O texto acima apresenta fragmentos: IMPRIMIR a) do “Diálogo sobre a conversão dos gentios”. 11.. d) Apesar de o autor invocar a pastora Marília. por isso a amada do poeta deixa de ser associada à figura convencional da pastora. As descrições apenas atendem à idealização da mulher. (Para esta questão. ligado à vida do poeta. Teu lindo corpo bálsamo vapora. Maria Dorotéia. (. Uniube-MG Compare as descrições de Marília: Texto I “Vivos olhos. Andam nus. 10. estabelece-se um raciocínio analógico. o de Martim Afonso de Souza. Manuel. ora é descrita como tendo cabelos negros. a pastora Marília. e fina. c) O sujeito lírico.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. referindo-se ao descobrimento de uma nova terra e às primeiras impressões do aborígene. Manuel da Nóbrega. de bons rostos e bons narizes. ( ) Ao citar o “Entre-Douro-e-Minho”. Sobrancelhas arqueadas. deduzimos que os conquistadores se movimentaram do litoral norte para o sul. no texto. ( ) A palavra chã que aparece no texto em “toda chã” e “muito chã” é a grafia da época para chão. (. suas liras são destinadas a afirmar a dignidade e a valia do pastor Dirceu. uma idealização poética. bem feitos. contra o norte vem”.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. Cefet-RJ “A feição deles é serem pardos. d) da “Narrativa Epistolar e os Tratados da Terra e da Gente do Brasil”..). e) do “Diário de Navegações”. ele é. escrivão do primeiro colonizador. Negros e finos cabelos. querendo-a aproveitar. Carnes de neve formadas. e faces cor-de-rosa. b) das “Cartas” dos missionários jesuítas.. AEU-DF Julgue os itens seguintes. As descrições mostram a intenção do autor em não revelar o objeto de seu amor. E em tal maneira é graciosa que. ( ) A expressão “pelo miúdo” poderia.) ( ) Por “contra o sul vimos. conforme é apresentada nas liras de Tomás Antônio Gonzaga. A pastora Marília. descreve sua amada. e estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto. Barroco e Arcadismo Avançar . Nem estima nenhuma coisa cobrir nem mostrar suas vergonhas. que são cor de neve. Voltar Língua Portuguesa . A oscilação que se observa nas descrições de Marília permite ao leitor concluir que: a) Embora Marília corresponda a um ser real. fugindo às convenções bucólicas e pastoris do Arcadismo..

p. São Paulo: Scipione. b) V – V – V – V – F. Tomás Antonio. onde o poeta viveu. Santa Maria-RS A respeito da poesia de Gregório de Matos. inspirados na frase de Horácio. c) As composições satíricas atacam governantes da colônia.12. de cima para baixo. Cefet-RJ “Lira I (1ª parte) Eu. d) F – F – V – V – V. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a) Tematiza motivos de Minas Gerais. dá-me vinho. José de. 116. ( ) O poeta e o pregador alertam os contemporâneos para o desvio operado pela retórica retumbante e vazia. ( ) A produção satírica de Gregório de Matos e o tom dos sermões do Padre Vieira representam duas faces da alma barroca no Brasil. a) Os modelos seguidos são os clássicos greco-latinos e os renascentistas. São Paulo: Scipione. José de. em seus poemas e sermões. d) O lirismo amoroso é marcado por sensível carga erótica. c) O fingimento poético justifica-se pela contradição entre a realidade do progresso urbano e o mundo bucólico idealizado pelos árcades. Tomás Antonio Gonzaga. b) A lírica religiosa apresenta culpa pelo pecado cometido. não sou algum vaqueiro. 5 Assinale a alternativa que não caracteriza este período literário. Barroco e Arcadismo Avançar . fugere urbem (“fugir da cidade”). voltamse para a natureza em busca de uma nova vida simples. c) V – V – F – V – F. frutas. e mais as finas lãs. das brancas ovelhinhas tiro o leite. que consiste no princípio de viver o presente. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. 14. ( ) Gregório de Matos e o Padre Vieira. Graças. Marília. dos frios gelos e dos sóis queimado. ( ) A obra poética de Gregório de Matos oscila entre os valores transcendentais e os valores mundanos. de tosco trato. legume. Marília bela. b) Os árcades. bucólica. embora a mitologia pagã não venha a construir-se como elemento estético. assinale a alternativa incorreta. de expressões grosseiro. pastoril. e) O carpe diem (“gozar o dia”) horaciano. azeite. ( ) Os sermões do Padre Vieira caracterizam-se por uma construção de imagens desdobradas em numerosos exemplos que visam a enfatizar o conteúdo da pregação. Graças à minha estrela. In: NICOLA.” NICOLA. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. exemplificando as tensões do seu tempo. Marília de Dirceu. U. 1999. Setecentismo ou Neoclassicismo é o período que caracteriza principalmente a segunda metade do século XVIII. UFRS Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo sobre os dois grandes nomes do barroco brasileiro. d) O uso de pseudônimos pastoris transparece: o pobre pastor Dirceu é o Dr.Humanismo. tingindo as artes de uma nova tonalidade burguesa. é: a) V – F – F – F – F. e) F – F – F – V – V. é uma postura típica também dos árcades. de que me visto. 13. 1999.p. mostram exacerbados sentimentos patrióticos expressos em linguagem barroca.F. e) Apresenta uma divisão entre prazeres terrenos e salvação eterna. 106. que viva de guardar alheio gado. Quinhentismo.” GONZAGA. tenho próprio casal e nele assisto. “O Arcadismo. A seqüência correta de preenchimento dos parênteses.

no caso. Júpiter: a) conclama os deuses a auxiliarem os portugueses na Ásia. pelas comparações. 16. Voltar Língua Portuguesa . Quinhentismo. que enfrenta o mar desconhecido em frágeis embarcações. e) romântico. Eu falo. quantas invejas vos tenho a essa natural irregularidade!. d) árcade. como recompensa pelos ásperos perigos da viagem. Por usar de siso mero. antes lebre que leão. d) aceita as justificativas de Baco para impedir a chegada dos navegadores portugueses à Índia. Qual é essa característica? c) Considerando o desfecho dos dois casamentos de Inês.. Que trecho é esse? Qual é o pormenor da cena final da peça que ele está antecipando? b) A fala de Pero. O fragmento é próprio do estilo: a) medieval. pelo bucolismo.. mas vós não ofendeis a Deus com o entendimento. mas vós não ofendeis a Deus com as palavras. na passagem que narra o concílio dos deuses. Há um trecho nessa fala que se relaciona literalmente com o final da peça. GABARITO b) clássico-renascentista. UFRS Assinale a alternativa correta. eu quero. 17. e) mostra dúvidas quanto à possibilidade de que os feitos do povo lusitano venham a suplantar a glória dos gregos e romanos. estai quando quiserdes estar. que se encontram em passagens diversas de A farsa de Inês Pereira. c) barroco. Pero: I onde quiserdes ir vinde quando quiserdes vir. após o malogrado matrimônio com o escudeiro. “fogoso”) 6 a) A fala de Inês ocorre no momento em que aceita casar-se com Pero Marques. eu lembro-me. c) reconhece a grandeza do povo lusitano. de Gil Vicente: “Inês: Andar! Pero Marques seja! Quero tomar por esposo quem se tenha por ditoso de cada vez que me veja. antes lavrador que Nero. significa “bravo”. pelo sentimentalismo. Viória-ES –“Ah! Peixes. asno que leve quero. de Camões. revela uma atitude contrária a uma característica atribuída ao seu primeiro marido. A vossa bruteza é melhor que o meu alvedrio. IMPRIMIR b) encontra acolhida a suas palavras entre os deuses maiores e menores.15. Barroco e Arcadismo Avançar .I. explique por que essa peça de Gil Vicente pode ser considerada uma sátira moral. e não cavalo folão. por sua religiosidade. mas vós não ofendeis a Deus com a memória. F. Instrução: As questões de números 16 e 17 referem-se a Os Lusíadas. eu discordo. UNICAMP-SP Leia agora as seguintes estrofes. No canto I. pelo conceitismo e cultismos. mas vós não ofendeis a Deus com a vontade”. Com que podeis vós folgar que eu não deva consentir?” (nota: folão.Humanismo. dirigida a Inês.

Manuel Botelho de Oliveira Dê. deixa ver aos navegadores que o perigo já foi afastado.. tem como representante maior no Brasil o poeta baiano . nos seus poemas de contestação social.. Quinhentismo. ao qual imprimiu características barrocas. antes associada ao Cabo das Tormentas. a) Sonhos – Romantismo – Bento Teixeira. No canto V de Os Lusíadas. no Uruguai.. pintura.M. abre novas esperanças em relação aos objetivos da viagem.. Santa Maria-RS O poema épico O Uraguai.. IMPRIMIR b) das obras mais importantes do Arcadismo no Brasil.. a) Adamastor representa os perigos enfrentados pelos navegadores lusitanos na travessia do oceano Atlântico para o oceano Índico. sediado lá para pôr em prática o Tratado de Madri. d) crítica a Diogo Álvares Correia.. d) Silepses – Parnasianismo – Castro Alves.. U.. Além da literatura. que ajudava os espanhóis na luta contra os índios......... Entre as vozes do Barroco brasileiro figuram: 01.M. e que se convencionou chamar de . d) se insere no Barroco brasileiro e sua produção literária abrange.. 19. a natureza mineira. que o poeta compara ao paraíso. Cláudio Manuel da Costa 08. Barroco e Arcadismo Avançar .... é uma: a) composição que narra as lutas dos índios de Sete Povos das Missões. é correto afirmar que: a) se insere no Arcadismo brasileiro. c) pertenceu ao Barroco brasileiro e sua veia crítica valeu-lhe a alcunha de “Boca do Inferno”. esperando ardentemente que os perigos e castigos profetizados sejam afastados. 7 GABARITO b) pertenceu ao Barroco brasileiro e tematizou. como resposta. b) os portugueses assistem à transformação do gigante Adamastor em penedo quando tentam ultrapassar a parte mais meridional da África.. . fazendo ressaltar . ao dar lugar a um “medonho choro”. UFRS Assinale a alternativa incorreta. Gregório de Matos 16.. b) Figuras – Dadaísmo – Emiliano Perneta. misto de missionário e colono português. que comanda um dos maiores extermínios de índios da história.... Triângulo Mineiro-MG Sobre Gregório de Matos. escultura e arquitetura da época. Voltar Língua Portuguesa . Tomás Antônio Gonzaga 02.. da qual participou.. que morre após Diogo Álvares decidir-se por Moema.. por ser um poeta de transição. de Basílio da Gama. 20. Padre Antônio Vieira 04.E.. pois foi a precursora das Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa... a soma das alternativas corretas. c) exaltação à terra brasileira.. c) apesar das ameaças do gigante. de traços bem definidos.18.. textos em prosa. e) A métrica – Concretismo – Caetano Veloso. bem como aspirações religiosas.F. estende-se à música..Humanismo. o que pode ser comprovado nas descrições.... 21... sobretudo. F. os navegantes prosseguem. Itajubá-MG Na fase quase inicial de nossa literatura.. contra o exército espanhol. e) a voz de “tom horrendo e grosso” do gigante Adamastor. 22. d) a nuvem negra que se desfaz. F... basicamente.. episódios da Inconfidência Mineira. principalmente do Ceará e da Bahia. uma nova tendência. U. Ponta Grossa-PR O termo Barroco denominou manifestações artísticas dos anos 1600 e início dos anos 1700. Marque a opção que preenche adequadamente o enunciado. e) exaltação à índia Lindóia. c) Contraste – Barroco – Gregório de Matos. e) narra.

24. e tem trocado Tanto negócio. Rica te vi eu já. no poema. I. c) a manifestação de apego a Portugal. limpo e gracioso. e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti. que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote!” Com base nessa leitura. “Um mover de olhos. III. no poema. considere as seguintes afirmações. Que em tua larga barra tem entrado. Voltar Língua Portuguesa . um desejo gravíssimo e modesto. um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste formosura da minha Circe. tu a mi empenhado. um ar sereno. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote. A mim foi-me trocando. b) o poema compara o presente e o passado da cidade.23.” IMPRIMIR GABARITO Em relação ao poema acima. d) Apenas I e III e) I. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. uma pura bondade manifesto indício da alma. e tanto negociante. de Luís de Camões. 8 c) o futuro desejado revela. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória.Humanismo. idealizando a figura feminina. 25. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. um despejo quieto e vergonhoso. O poeta elabora um modelo de mulher perfeita e superior. d) o poema faz referência ao contexto da época. um doce e humilde gesto. UFMG Leia o poema de Gregório de Matos. Quinhentismo. mantém-se distanciado do objeto criticado. que se contrapõe à solenidade do poema épico. é incorreto afirmar que: a) o eu poético. “Triste Bahia! Oh quão dessemelhante Estás. quase forçado. II. e o mágico veneno que pôde transformar meu pensamento. um medo sem ter culpa. b) Apenas III. Oh se quisera Deus. O poeta sugere o desejo erótico ao referir a figura mitológica de Circe. assumindo uma atitude de insensibilidade. tu a mi abundante. um encolhido ousar. Quais estão corretas? a) Apenas I. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. c) Apenas I e II. brando e piedoso. a presença de uma voz moralizadora. O poeta não se deixa seduzir pela beleza feminina. uma brandura. Barroco e Arcadismo Avançar . Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis. UFRS Leia o soneto abaixo. sem ver de quê. de qualquer alegria duvidoso. II e III. um riso brando e honesto. A ti trocou-te a máquina mercante.

que fico então Pica-flor. patifaria. U. claro fica. pesquisa. 2) Aos Senhores Governadores do Mundo em Seco da Cidade da Bahia. muito pobres: eis aqui a cidade da Bahia.26. 179-80. Estupendas usuras nos mercados: todos os que não furtam. Maringá-PR Assinale o que for correto em relação aos poemas. In: MEGALE. que guardais no passarinho melhor! Se me dais este favor. 1977. 9 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . espreita e esquadrinha para a levar à praça e ao terreiro Muitos mulatos desavergonhados. que nos quer governar cabana e vinha: não sabem governar sua cozinha. trazendo pelos pés os homens nobres: posta nas palmas toda a picardia. s. escuta. e seus Costumes A cada canto um grande conselheiro. que satirizando a delgada fisionomia do poeta lhe chamou “Pica-flor” Décima Se Pica-flor me chamais. Gregório de. mas resta saber. São Paulo. e o mais vosso. décima – composição poética de 10 versos. se no nome que me dais. Vocabulário: pica-flor – beija-flor. passarinho. MATOS GUERRA. 1) “A uma freira.E. Nacional. e querem governar o mundo inteiro! Em cada porta um bem freqüente olheiro da vida do vizinho e da vizinha.Humanismo. ao autor e à sua obra. p. usura – juro de capital. Marilena. meteis a flor.” Vocabulário: vinha – terreno plantando de videiras (uvas). 4. Sendo só de mim o Pica. Pica-flor aceito ser. picardia – velhacaria. juro excessivo. Heitor e MATSUOKA. Barroco e Arcadismo Avançar . ed. Quinhentismo.

U. 32. Voltar Língua Portuguesa . Os dois poemas pertencem à poesia cultista cultivada por Gregório de Matos Guerra. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metonímia e a ironia. Tais elisões fazem que o poema apresente versos isométricos. c) Ficção regionalista. 9 e 10. evidentes. b) a forte presença do paradoxo e do oxímoro. a) Biografias de santos. infinitas. Isso faz que o poema apresente versos heterométricos. b) a tentativa de conciliar pólos opostos da experiência humana (o sagrado e o profano). estrutura característica da décima. notam-se os seguintes recursos: a) a ênfase no uso do verso decassílabo para a composição de sonetos. caracterizados pelo uso da redondilha maior (verso de 7 sílabas poéticas). Tais características tornam-se evidentes no jogo poético realizado com o termo “Pica-flor”. característica do Barroco.” IMPRIMIR Visões otimistas sobre as potencialidades da natureza e dos indivíduos. 4. No segundo. gosto pela maledicência. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaccdde. já que é dirigido a uma freira. pela prática cotidiana da fofoca e da bisbilhotice. No segundo. Santa Maria-RS “As águas são muitas. ocorre elisão apenas no verso 2. usados para expressar a tensa harmonia de aspectos contrários da vida humana.Humanismo. No primeiro poema. No segundo. culta. no conjunto formado pelos versos 3. no conjunto formado pelos versos 3. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaabbddb. 27. 02. No primeiro. às poesias religiosa e satírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. evidentes. estrutura comumente utilizada na composição da décima. extravagante. pela desonestidade e pela prática generalizada do roubo no comércio. 16. o melhor fruto que dela se pode tirar pareceme que será salvar esta gente. a exemplo do que se verifica no trecho transcrito. 04. Dê. querendo-a aproveitar. por causa das águas que tem! Contudo. Os dois poemas pertencem. respectivamente. Os dois poemas pertencem à poesia satírica cultivada por Gregório de Matos Guerra. há um jogo poético com o termo “Pica-flor”. como resposta. sobretudo. c) a tensão entre o teocentrismo e o antropocentrismo. que variam entre a redondilha maior (7 sílabas poéticas) e o verso de 8 sílabas poéticas. c) a técnica da disseminação e recolha.F. respectivamente. 08. Barroco e Arcadismo Avançar . E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve alcançar. e na utilização de palavras rebuscadas e extravagantes que caracterizam o segundo poema. No primeiro. a soma das alternativas corretas. d) Literatura informativa. notam-se as seguintes características: a) o gosto por jogos de palavras. às poesias religiosa e lírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metáfora e a ironia. que ganha o sentido de um convite erótico claramente profano. b) Sermões eucarísticos. No primeiro poema. e) Gênero lírico. são comuns durante o período colonial. 5 e 6. há uma crítica ácida aos tipos humanos e aos costumes que caracterizam a cidade da Bahia: incompetência das autoridades. corrupção e roubo generalizados. no primeiro poema. Assinale a alternativa que identifica os textos que transmitiam esse tipo de mensagem. há um jogo poético com o termo “Pica-flor” que marca a harmonia do relacionamento estabelecido entre o poeta (representante do mundo profano) e a freira (representante do mundo sagrado). b) valorização de pormenores (detalhes) mediante jogos de palavras. Quinhentismo. Os dois poemas pertencem. dar-se-á nela tudo. Neles. 5 e 6. Em tal maneira é graciosa que. a descrição dos tipos humanos e dos costumes que caracterizam a cidade da Bahia revela a ironia do poeta para com uma sociedade marcada pela incompetência dos governantes. sobretudo. No primeiro. 4. notam-se as seguintes características do Cultismo: a) linguagem rebuscada.10 GABARITO 01. ocorrem elisões nos versos 2.

U. Quinhentismo. Está(ão) correta(s): a) Apenas I. d) I e II. na medida em que todos os escritores eram nativos da terra. c) III. b) II. 24 de maio de 2000. Santa Maria-RS O Quinhentismo.F. 30. III. II. pode ser definido como uma época em que: I. II. 29. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. GABARITO A crítica a personagens baianas com influência nos meios políticos pode também ser identificada na poesia satírica de: a) Padre José de Anchieta. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. pois a cultura portuguesa estabelecia as formas de pensamento e expressão para os escritores na colônia. enquanto manifestação literária. d) Gregório de Matos Guerra. Barroco e Arcadismo Avançar .Humanismo. já velho e com um “saber só de experiência feito”.28. b) Tomás Antonio Gonzaga. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) Cláudio Manuel da Costa. d) Apenas II e III. existe alguém mais ACM do que eu? Veja. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. não se pode falar.F. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. ao descreverem o Brasil. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. uma produção informativa e doutrinária. em Os Lusíadas: I. e) Apenas III. se pode falar na existência de uma literatura brasileira porque. III. ou seja. Santa Maria-RS Observe a charge de Chico Caruso: 11 – Espelho meu. e) Bento Teixeira Pinto. b) Apenas II. os textos mostram um forte instinto de nacionalidade. Está correto apenas o que se afirma em a) I. c) Apenas I e III. ainda. na existência de uma literatura brasileira. e) I e III. U. a produção escrita se prende à descrição da terra e do índio ou a textos escritos pelos jesuítas.

Que a fortuna não deixa durar muito. oferecem momentos em que o lirismo se expande. Quais estão corretas: a) Apenas I. linda Inês. I. brancas. e começou de acenar com a mão para a terra e depois para o colar.) Viu um deles umas contas de rosário. puro amor. Como se fora pérfida inimiga. Nos saudosos campos do Mondego. A interpretação que o escrivão dá aos gestos do índio em relação ao colar do Capitão corrobora a intenção dos portugueses em explorar as possíveis jazidas de ouro da terra recém descoberta. Deste causa à molesta morte sua. II.. e aos pés uma alcatifa* por estrado. III. obra de Camões. (. com um colar de ouro mui grande ao pescoço. Se dizem fero Amor.” 12 Os Lusíadas.. Barroco e Arcadismo Avançar .) Entraram. UFRS Leia o texto abaixo. posta em sossego. extraído da Carta de Pero Vaz de Caminha. II e III. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga.” Vocabulário: *alcatifa – tapete. áspero e tirano. acenou que lhas dessem. como que nos dizendo que ali havia ouro. nem de falar ao Capitão nem a ninguém. humanizando os versos. como dizendo que dariam ouro por aquilo. Naquele engano da alma ledo e cego. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro.31. PUC-SP “Tu. Caminha sugere uma prática que viria a se tornar corrente nas relações entre portugueses e selvícolas: o escambo (a permuta) de produtos da terra por artigos manufaturados europeus. Estavas. como um todo. e lançou-as ao pescoço. c) Apenas I e II. d) Apenas II e III. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. legítima herdeira do trono de Portugal. posta em sossego. b) Apenas II. bem vestido. Quinhentismo.. De teus anos colhendo doce fruito. O episódio de Inês de Castro. No trecho selecionado. Depois tirou-as e enrolou-as no braço e acenava para a terra e de novo para as contas e para o colar do capitão.Humanismo. Tuas aras banhar em sangue humano. Aos montes ensinando e às ervinhas. As palavras de Caminha evidenciam o confronto entre civilização e barbárie vivenciado pelos portugueses na chegada ao Brasil. do qual o trecho acima faz parte. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica. d) retrata a beleza de Inês. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. folgou muito com elas.. e) I. De teus fermosos olhos nunca enxuito. Entretanto. O nome que no peito escrito tinhas. estava sentado em uma cadeira. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. Desse episódio. (. “O Capitão. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. Mas não fizeram sinal de cortesia. quando eles vieram. 32. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. GABARITO Considere as seguintes afirmações sobre o texto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . É porque queres. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. só tu. b) celebra os amores secretos de Inês e de D. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. Porém um deles pôs olho no colar do Capitão.

Poesia. infindas. Douglas. Moderna. na sua viagem de descobrimento do caminho marítimo da Índia.” Vocabulário: folgar: alegrar.E. Por isso vos canta. In: TUFANO. muito numeroso. lume: luz. São Paulo. Com prazer. GABARITO 2) “À Santa Inês Cordeirinha linda.Humanismo. 1998. A Carta de Pero Vaz de Caminha. E em tal maneira é graciosa que. 5. Estudos de Língua e Literatura. Londrina-PR Leia os fragmentos a seguir e assinale o que for correto. acrescentamento da nossa santa fé. o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente.33. Moderna. acrescentamento – aumento. Douglas. adição. muito grande. isso bastaria. pousada – local onde se descansa durante uma viagem. querendo-a aproveitar. ed. Calecute – primeira cidade da Índia em que desembarcou Vasco da Gama. a saber. Quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. acréscimo. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. In: TUFANO. dar-seá nela tudo. em 1498. 5. por bem das águas que tem. U. o povo. Estudos de Língua e Literatura. Porém. 1) “Águas são muitas. ed. Porque vossa vinda Lhe dá lume novo. Barroco e Arcadismo Avançar . orientação. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . José de. São Paulo. ANCHIETA. Vossa santa vinda O diabo espanta. E que não houvesse mais que ter aqui esta pousada para esta navegação de Calecute. De Jesus querida. Como folga o povo Porque vossa vinda Lhe dá lume novo! Cordeirinha santa. 1998. Quinhentismo.” 13 Vocabulário: infindo – infinito.

mais parecia um paraíso intacto (“Águas são muitas. denominado “ciclo dos descobrimentos”. GABARITO “Que falta nessa cidade? Verdade. José de Anchieta exalta a figura de Santa Inês e incentiva o povo a praticar a fé religiosa cristã (“Cordeirinha linda. a cruz do cristianismo e a preocupação em “dilatar a fé” escondem objetivos mercantilistas e expansionistas da coroa portuguesa. No primeiro. não se pode falar em literatura no Brasil. já conhecida dos portugueses. Os dois fragmentos pertencem à literatura informativa e jesuítica do Brasil do século XVI. catequizar os índios. pode-se dizer que são verdadeiras a) apenas I. moral e cristã. igualmente ricas de informações. vergonha. IV. Os melhores poemas de Gregório de Matos Guerra. o primeiro escrito por Pero Vaz de Caminha e o segundo pelo Padre José de Anchieta.14 01. portanto. 04. No segundo excerto. II. d) apenas I. Que mais por sua desonra? Honra. Barroco e Arcadismo Avançar . documentando o processo de conquista e colonização. evidenciam-se as primeiras manifestações literárias do BrasilColônia. 16. informando sobre a natureza. c) apenas I. 08. Nos dois excertos. O que existia eram relatos de viagem (de escasso valor literário). as obras dos jesuítas aparecem. / como folga o povo / porque vossa vinda / lhe dá lume novo”). III. emprega a gradação. o índio. No segundo. como resposta. Tais características esclarecem os objetivos dos primeiros colonizadores portugueses: usufruir das riquezas e. paralelamente às obras dos cronistas e viajantes. Rio de Janeiro: Record. 34. Os dois fragmentos pertencem à chamada literatura informativa que representa o Brasil do século XVI. Dê. V. 02. Quinhentismo. IV. a soma das alternativas corretas. desse modo. b) apenas I. as reais intenções de expansão do comércio. por bem das águas que tem”). Por mais que a fama a exalta. enfatiza as idéias opostas. confirmam-se as afirmações dos historiadores: nos primórdios do século XVI. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . V. V. E em tal maneira é graciosa que. refere-se à cidade de São Paulo. O demo a viver se exponha. a conquista e a colonização dos territórios ultramarinos. Caracterizam esses fragmentos: 1) a beleza da nova terra descoberta. a vida no mar e as conseqüências morais e políticas desses fatos. por bem das águas que tem”). mas acrescidas de um dado novo: a intenção pedagógica. compreendido por um conjunto de obras cujo objetivo era divulgar os descobrimentos marítimos e terrestres. a terra brasileira confrontada com a paisagem desoladora da África. II. as informações que a Coroa Portuguesa desejava obter. Evidenciam-se. Pero Vaz de Caminha nos permite perceber as expectativas dos portugueses com relação ao Brasil (“dar-se-á nela tudo. Numa cidade onde falta Verdade. honra. II. Nos dois excertos.Humanismo. mantém uma estrutura formal e rítmica regular. Nos dois excertos. III. dar-se-á nela tudo. FGV-SP Leia o texto abaixo e as afirmações que a ele se seguem. V. querendo-a aproveitar. Gregório de. de conquista de novas fontes de riquezas e de trabalho escravo. confirmando. Falta mais que se lhe ponha? Vergonha. 2) a necessidade de revigorar a fé cristã do povo que aqui habitava. emprega a ordem direta.” MATOS. Então. fica muito evidente o objetivo maior do expansionismo marítimo de Portugal e da Espanha: “dilatar a fé e o império”. No primeiro excerto. e) todas. IV. 1990. ao mesmo tempo. O poema I. infindas.

sempre que o choque ocorreu. porque não há quem venha à solenidade. e que as não pisa a devoção dos fiéis. na medida em que tanto a “tribo de brancos” quanto o escrivão da esquadra de Cabral mostram preocupação com os índios do Xingu. um punhado de brancos está conseguindo driblar essa inevitabilidade. e) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da amada. Ver-se-ão ermas e solitárias. pois ambos destacam. “Eles não usam barba. passará a Quaresma e a Semana Santa. várias vezes. In: Veja. 15 Relacione o texto com a carta de Pero Vaz de Caminha e indique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas quanto à preocupação do homem branco em relação ao índio: ( ) O texto tem o mesmo objetivo da carta. 36. U. que já começava a destruir as igrejas da cidade. Boa parte da engenhosa engenharia social e cultural que mantém o Parque do Xingu funcionando em harmonia se deve ao trabalho desses especialistas. cada vez mais. Barroco e Arcadismo Avançar . quase três séculos depois. caso o Brasil fosse entregue aos holandeses. Assinale a alternativa que identifica esse autor. b) dirige-se a Deus e prevê o esvaziamento da religião católica. pedagogos. nele. Neste canto do Brasil. médicos. d) Basílio da Gama – inspiração religiosa. no sentido de salvação da alma.F. seu nome à característica presente nessa obra. em suas composições. acabar-se-á o culto divino. Os moradores do parque. enfermeiras.” FERRAZ. c) pede a Deus que evite a invasão de ervas nos templos. elas têm cabelos compridos e tranças. dormem cedo e só têm uma conversa: índio. e não se celebrarão os mistérios de vossa Paixão. alimentados a peixe moqueado com biju. Passará um dia de Natal. O foco agora é preparar os índios para o inevitável confronto com a civilização que um dia ocorrerá. Esguios.F. ( ) O texto tem o mesmo objetivo que a carta de Caminha. Em todos os momentos da humanidade. É a tribo dos brancos composta de cientistas sociais. e não haverá memória de vosso nascimento. associando. a fim de salvar o país da invasão holandesa. U. Procuram transformar o abraço sufocante em um caminhar de mãos dadas de culturas tão diferentes.Humanismo. em 1640. corretamente. de converter o índio à fé católica. ( ) O texto não tem o mesmo objetivo da carta pois Caminha. Santa Maria-RS O texto relaciona-se à invasão holandesa no Brasil. vindos de diversas regiões brasileiras. acabar-se-á no Brasil a cristandade católica. Quinhentismo. biólogas e engenheiros agrônomos. do Padre Antonio Vieira. U. d) V – F – V. ou seja. a urbanização baterá às portas da reserva. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . despojados os templos e derrubados os altares. a) Cláudio Manuel da Costa – desencanto e brevidade do amor. apresenta. o mais forte sobrepujou o mais fraco. dependerão de produtos fabricados pelo branco. d) é um profeta e previu o que realmente aconteceria com a religião católica no Brasil. ao destacar que o rei deveria cuidar da salvação dos índios. Chorarão as pedras das ruas como diz Jeremias que chorava as de Jerusalém destruída: chorarão as ruas de Sião. 30 de junho de 1999. Quase sempre de forma violenta. mingau de amendoim e frutas. o orador: a) considera os holandeses hereges e violentos com aqueles que não fossem seus compatriotas. c) F – V – F. usa “salvação” no sentido religioso. que o rei de Portugal deveria cuidar da salvação dos índios. para responder às questões 128 e 129: “Enfim. e) F – V – V.” GABARITO 37. Senhor. Santa Maria-RS Leia o texto a seguir. As cidadezinhas vizinhas do parque vão transformar-se em municípios de porte médio. não haverá quem entre nelas.35. A seqüência correta é: a) F – F – V. nascerá erva nas igrejas. e) dirige-se ao rei de Portugal. Do Xingu. b) Basílio da Gama – preocupação com feito histórico. Leia o seguinte fragmento do “Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda”. a fim de preservar o patrimônio da Igreja. Silvio. b) V – V – F.F. Santa Maria-RS Autor de Obras Poéticas. como nos campos. motivos árcades. c) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da natureza. Falam baixo. como costumava em semelhantes dias.

38. de Basílio da Gama. morre de amor após o desaparecimento de seu amado Cacambo. Governador do Rio de Janeiro. ocasionando no plano das artes uma difícil conciliação entre o teocentrismo e o antropocentrismo.Humanismo. a luz lhe enfada. Da vossa alta clemência me despido. 16 Sobe ao sol. Que ele estrelas desterra em régio estado. às missões jesuíticas espanholas da banda oriental do rio Uruguai. ao afirmar que “Chorarão as pedras das ruas”. Santa Maria-RS Padre Antonio Vieira. por densa. (Botelho de Oliveira) e) Pequei Senhor. soberba. Voltar Língua Portuguesa . d) onomatopéia. c) gradação. Barroco e Arcadismo Avançar . Por altiva. cobre o dia. acentuando seu caráter bárbaro. e) Lindóia. incapaz de sentimentos nobres e humanitários. como a Odisséia. U. (Gregório de Matos) d) Luzes qual sol entre astros brilhadores. Quinhentismo. a névoa. A esse cede amor em mil ternezas. UFRS Assinale a afirmativa incorreta em relação à obra O Uraguai. GABARITO Porque quanto mais tenho delinqüido. e mais amado. que pouco entendes de finezas! Quem faz só o que pode a pouco obriga: Quem contra os impossíveis se afadiga. c) Basílio da Gama expressa uma visão européia em relação aos indígenas. a) O poema narra a expedição de Gomes Freire de Andrada.E. confiada. mas não porque hei pecado. b) antítese. bonzo bramá. A exaltação. (Gregório de Matos) 40. Quer ser filho do sol. b) O Uraguai segue os padrões estéticos dos poemas épicos da tradição ocidental. Londrina-PR O Barroco manifesta-se entre os séculos XVI e XVII. por ser do Açu. utiliza uma: a) ironia. A alternativa que contém os versos que melhor expressam este conflito é: a) Um paiá de Monal. momento em que os ideais da Reforma entram em confronto com a Contra-Reforma católica. IMPRIMIR d) Nas figuras de Cacambo e Sepé Tiaraju está representado o povo autóctone que defende o solo natal. Em régio estado não desterras flores. Primaz da Cafraria do Pegu. Que sem ser do Pequim. (Botelho de Oliveira) c) Fábio. (Gregório de Matos) b) Temerária. por lustrosa. a mariposa. U. e) prosopopéia.F. Vos tenho a perdoar mais empenhado. 39. nascendo cá. única figura feminina do poema. a Eneida e Os Lusíadas. Se bem rei mais propício.

d) somente I e III estão corretas. luz/sombra. b) somente II está correta. e pode ser definido como uma reflexão acerca da transitoriedade dos bens do mundo. tristeza/alegria. ao falar do mundo que se inicia pela ignorância. diante do curso seguido pelas forças naturais. Barroco e Arcadismo Avançar . que compõem a figura da antítese. Quinhentismo. e não dura mais que um dia. tais como o findar do dia e o início da noite.. etc. que são: rimas ricas. A respeito de tais afirmações. expresso por pares antagônicos como Sol/ Lua. III. pois. CEETPS-SP Assinale a alternativa que aponta a afirmação correta a partir do que se lê no texto. se desfrutem as alegrias e. c) somente III está correta. Esse é um soneto oitocentista. que se opõe à degradação dos bens materiais. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol. Na formosura não se dê constância. na tristeza. deve-se dizer que: a) somente I está correta. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . II. cuja última firmeza é a inconstância. por “ignorância do mundo” e “qualquer dos bens”. d) O poema focaliza e acentua a ignorância do ser humano que. se acaba o Sol.Texto para responder às questões 41 e 42: “Nasce o Sol. O tema do eterno combate entre elementos mundanos e forças sagradas é indicado. a) O texto afirma que a alegria é encontrada em contínuas tristezas.” Gregório de Matos. Porém. E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. devido ao desapontamento sentido pelo poeta. Começa o mundo enfim pela ignorância. e) O poema toca também na questão da inocência. GABARITO e) todas estão corretas. que cumpre os padrões da forma fixa. por que nascia? Se é tão formosa a Luz. esconder-se nos próprios sofrimentos. c) O tema central do soneto de Gregório de Matos revela-se em sua última estrofe. CEETPS-SP Sobre as características barrocas desse soneto. de outro. e na Luz falte a firmeza. por um lado. como o Sol. “alegria” e “firmeza”. dia/noite. interpoladas nas quadras (“A-B-A-B”) e alternadas nos tercetos (“AB-B-A”). preferindo. Em contínuas tristezas a alegria. considere as afirmações abaixo: I. b) O alternar de dias e noites serve de expressão a um estranho desejo do poeta de que. está fazendo referência à pureza primordial da infância. a formosura do dia. Em tristes sombras morre a formosura. e por “constância”. 42. Depois da Lua se segue a noite escura. não sabe retê-la.Humanismo. Há nele um jogo simétrico de contrastes. 17 41. nas sombras da noite. ali. E na alegria sinta-se tristeza. ao vivenciar a alegria.

outros sem ela. perfumes e sensações táteis. e os socorros do outro exército doméstico masculino e feminino depende do mercador que vos assiste. as jóias e as baixelas. 45. nem sombra dela na vossa casa?” Vocabulário: libré: uniforme de criados de casas nobres os socorros do outro exército doméstico: a vestimenta dos outros serviçais jornaleiros: trabalhadores que recebiam pagamento ao final do dia a quem não fazíeis a féria: a quem não concedíeis dias de folga 18 43. mas não vejo a fé. e. c) o autor conclui que não é possível encontrar a fé em uma casa onde se encontram aqueles que exploram e maltratam os homens do povo. ou no Reino. e) utilização de muitas frases interrogativas. do Padre Antônio Vieira: “Como estamos na corte. e) Romantismo. se queriam ir buscar a vida a outra parte. as paredes vejo-as cobertas de ricos tapizes.Humanismo. b) texto curto. b) Trovadorismo. FEI-SP O sermão pode ser definido como: a) composição em versos recitados nos palácios para divertir os nobres. os prendíeis e obrigáveis por força. c) Arcadismo. d) composição de cantigas de amor e cantigas de amigo. b) uso constante da metáfora e da antítese. Padre Vieira. a fé não tem qualquer relação com as ações desenvolvidas pelos homens. Primeiro que tudo vejo cavalos. Barroco e Arcadismo Avançar . 47. dignificandoos e humanizando as relações entre os nobres e o povo. (…) Entremos e vamos examinando o que virmos. a quem não fazíeis a féria. parte por parte. é possível afirmar que: a) o autor discorre sobre a inabalável fé da corte e da nobreza. b) Padre Vieira critica o povo por não ter a fé que os nobres possuem. e) discurso religioso cujo objetivo principal é a edificação moral dos ouvintes. FEI-SP O autor do texto. Trata-se de um sermão do quinto domingo da Quaresma. como se há de ver a fé nessa falsa riqueza? Se as pedras da mesma casa em que viveis. e) segundo o autor. c) união de duas idéias contrárias em um único pensamento. como se há de ver a fé. vejo baixelas. que o ouro e a prata derretidos. b) Gregório de Matos. e no princípio do ano lhe pagais com esperanças e no fim com desesperações. E por que não aparece a fé nesta casa: eu o direi ao dono dela. enfim. Deus me guie. como se há de ver a fé na vossa família? Se as galas. vejo todo o palácio e também o oratório. Se o que vestem os lacaios e os pajens.O texto abaixo refere-se às questões de 43 a 48. uns com libré. vejo galas. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros. FEI-SP Sobre o fragmento do sermão acima transcrito. FEI-SP Não é característica da escola literária a que Padre Vieira pertence: a) emprego freqüente de palavras que designam cores. foram adquiridas com tanta injustiça ou crueldade. d) Realismo. vejo criados de diversos calibres. haviam de verter sangue. e) Fernando Sabino. vejo jóias. FEI-SP Padre Vieira é freqüentemente estudado como um autor contemporâneo a: a) Luís de Camões. liteiras e coches. d) Carlos Drummond de Andrade. e ao longe quintas. d) o sermão é um elogio à corte pela maneira como trata os seus serviçais. pertence à escola literária conhecida como: a) Baroco. onde das casas dos pequenos não se faz caso. d) soneto com versos decassílabos. ou fora dele. c) narrativa longa em que são apresentados diversos conflitos paralelos. busquemos esta fé em alguma casa grande e dos grandes. das janelas vejo ao perto jardins. a risco de quebrar. 46. 44. nem têm nome de casas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . em que predomina o desenvolvimento de um único conflito. c) José de Alencar. Quinhentismo. e as sedas se se espremeram.

para recolhê-las num só verso. Que refrescam o peito. O quarto A. Lhes dá salgado o mar o sal do gosto.Humanismo. Quinhentismo. d) provocar fortes emoções em seu público. Mas as de Portugal entre alamedas São primas dos limões. E têm sempre a vantagem de maiores. aparece em À Ilha de Maré a partir do verso 31: consiste em alinhar palavras e descrever poeticamente seus conceitos. todas azedas. nos arvoredos Sempre verdes aos olhos. “À Ilha de Maré – Termo desta Cidade da Bahia Aqui se cria o peixe regalado Com tal sustância. GABARITO 49. e são sadias. E nas folhas parecem. Barroco e Arcadismo Avançar . certa assimetria entre a disseminação e a recolha. 127-135. todavia. Rio de Janeiro: INL. Que como junto ao mar o sítio é posto. Desterrando do Inverno os desfavores. Nas que chamam da China Grande sabor se afina. …………………………………………… As plantas sempre nela reverdecem. …………………………………………… As laranjas da terra Poucas azedas são. E delas por adorno apetecido Faz a divina Flora seu vestido. E se pode dizer em graça rara Que a mesma natureza os temperara. Tem o segundo A.48. e melhores. no açúcar deleitoso. e) confundir seus ouvintes. E são tão deleitosas. Tem o terceiro A. e gosto preparado. c) afastar os homens da verdadeira fé cristã. Tem o primeiro A. antes se encerra Tal doce nestes pomos. Como maiores são. Um exame atento desse procedimento no poema revela. São pois os quatro AA por singulares Arvoredos. nos ares puros Na tempérie agradáveis e seguros. Açúcar. têm mais valia. Que é do Mundo o regalo mais mimoso. Analise o procedimento na passagem mencionada e responda: a) Qual a assimetria que se observa entre o processo de disseminação e recolha utilizado pelo poeta? b) O que levou o poeta a essa solução? IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Música do Parnasso. FEI-SP Verifica-se nesse fragmento a franca intenção de o autor: a) divertir a platéia. Que o têm clarificado nos seus gomos. E para preferir a toda a terra. Esmeraldas de Abril em seus verdores. 1953. Que sem tempero algum para apetite Faz gostoso convite. Tomo I. Tenho recopilado O que o Brasil contém para invejado. p. no final. Manuel Botelho de. VUNESP A técnica de disseminação e recolha. Águas. …………………………………………… Tenho explicado as fruitas e legumes. nas águas frias. E nesta maioria. As fruitas se produzem copiosas. característica do estilo barroco. b) convencer e ensinar o seu público. sempre ledos. Que dão a Portugal muitos ciúmes.” 19 OLIVEIRA. Em si perfeitos quatro AA encerra. Ares. Mais que as da Europa doces.

a 9.Humanismo. 16. B A R R O C O E A R C A D IS M O 1 1. para ser traído por ela. c 21. c 17. F – F – F – V 3. d 30. a IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e 5. para o qual ela se encaminha. em sua fala. na vida privada. b 26. F – V – F – V – F – F 7. pois para conseguir uma vida folgada abandona seus próprios ideais. Seu primeiro marido era um repressor proibindoa de sair de casa até mesmo para ir a igreja. a 10. a 13. b 18. c 31. b) A característica contrária à do primeiro marido é o fato de que. e 6. Quinhentismo. V – F – V – F – F 2. ingenuamente. d 28. Q U IN H E N T IS M O . Pero Marques diz dar plena liberdade à esposa. a decadente sociedade portuguesa. Não sabe. 04 27. Barroco e Arcadismo Avançar . a leva em seus ombros para que atravesse o rio. é um encontro adúltero. a) Trata-se do seguinte trecho: “asno que me leve quero”. e 14. F – F – V – V – V 11. c 22. e por não ter conhecimento dessa traição. b 25. b 23. a 24. na cena final. e 19. c 12. a 4. mas o encontro com o ermitão. e 29. c 15. F – V – F – F 8. Pero Marques se comporta como um asno: por servir de montaria à mulher. colaborando. 18 20. O marido de Inês. c) A Farsa de Inês Pereira é considerada uma sátira moral porque reflete.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . Pode-se dizer que Inês comporta-se maquiavelicamente (os fins justificam os meios).

e 33. ou seja. nos ares puros (…) Tem o terceiro A. a) Disseminação: “Tem o primeiro A. e 40. Barroco e Arcadismo Avançar . a 44. nos arvoredos (…) Tem o segundo A. b 46. c 41. c 48. d 45. no açúcar deleitoso” No momento de recolha o poeta não manteve a mesma ordem da disseminação. c 43. Quinhentismo. e 36. e 39. 24 34. e 47. pode-se também dizer que ele optou por seguir a seqüência Terra (arvoredos e açúcar) — Água — Ar. Ou ainda.Humanismo. Voltar Língua Portuguesa . b 35. b 49. retomou os elementos assimetricamente. b 38. nas águas frias. a 37. (…) O quarto A. b) Como se trata de um poema.2 IMPRIMIR GABARITO 32. pode-se dizer que o poeta agiu dessa forma com o intuito de preservar a rima. a 42.

a bandeira da ruptura com o princípio da imitação aos clássicos é empunhada por todas as escolas literárias.) O povo que chupa o caju. não me deixes. A corrente impiedosa a flor enleia. ou calem-se como lhes aprouver.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 1. a pêra. José de. não me deixes. 1 1. ( ) Na história da literatura brasileira. o cambucá e a jabuticaba. c) supervalorização da natureza.d.. não! ‘Comigo fica ou leva-me contigo ‘Dos mares à amplidão. não se constranjam. o damasco e a nêspera?” ALENCAR. o ambiente brasileiro ao ambiente europeu. “Não me Deixes! Debruçada nas águas dum regato A flor dizia em vão A corrente. 135-6. no percurso que vai do Romantismo ao Modernismo. não. pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo.. Límpido ou turvo. Buscava inda a corrente por dizer-lhe Que a não deixasse. ( ) No segundo parágrafo. não!’ E das águas que fogem incessantes À eterna sucessão Dizia sempre a flor. e) desejo de morte pelo amor não correspondido. Quase a lamber o chão. da fantasia. por meio das frutas. A afundar-se dizia a pobrezinha: ‘Não me deixaste. Texto para as questões 2 e 3. ed. Censurem.. te amarei constante ‘Mas não me deixes. ‘Ai. “Portanto. através da luta pela emancipação da língua e da literatura nacionais. não me deixes. rev. d) exaltação do sonho. s. São Paulo: Cultrix. Gonçalves. Alencar e outros escritores românticos empenham-se na construção da nação brasileira. mais precisamente aos órgãos fonadores e à alma do povo que fala. Católica de Salvador-BA O lamento da flor representa fielmente o sentimento romântico de: a) evasão no tempo. F. (. b) amor incondicional ao outro. piquem.Romantismo Avançar .. onde bela se mirava. a manga. In: Sonhos de Ouro. Massaud. A Literatura Brasileira através de textos. não! Por fim desfalecida e a cor murchada. Voltar Língua Portuguesa . E a flor sempre a dizer curva na fonte: ‘Ai. não!’” GABARITO DIAS. metonimicamente. Não alcançarão jamais que eu escreva neste meu Brasil cousa que pareça vinda em conserva lá da outra banda. UFMT ( ) Envolvidos pelo ideário político da independência. Benção Paterna. IMPRIMIR 2. 1998. ilustres e não ilustres representantes da crítica. Alencar opõe. In: MOISÉS. não!’ E a corrente passava. e sempre embalde: ‘Ai. ( ) O texto dá a entender que a língua se adapta ao meio para onde foi levada. p. São Paulo: Melhoramentos. Leva-a do seu torrão. 21. como a fruta que nos mandam em lata. e aum. novas águas Após as outras vão.

U. em seus diversos momentos. GABARITO 4. a idéia funciona como uma tentativa racional de vencer a dor. visão dos meus amores. a soma das alternativas corretas.. socialismo e ilogismo. de um semi-vivo corpo sepultura. visão de meus amores Perdoa-me. Juiz de Fora-MG Em que verso se encontra referência direta ao contexto histórico biográfico? a) “Que peno e morro de amorosas dores”. U. Católica de Salvador-BA Observa-se a inversão. Se a ti ergui meus olhos suspirando!. que me cerca e mata. no verso: a) “A flor dizia em vão” b) “Mas não me deixes.F. 2 “Perdoa-me. Se eu pensava num beijo desmaiando Gozar contigo uma estação de flores! De minhas faces os mortais palores. c) “Nesta triste masmorra”.. b) No poema de Gonzaga. 02. adoro a tua formosura. b) “À dor imensa que me cerca e mata”. que eu assim resista À dor imensa. como resposta. F. 5. imaginação criadora e amor à natureza. Juiz de Fora-MG Depois de ler comparativamente os dois textos acima.” Tomás Antônio Gonzaga.” Álvares de Azevedo. nacionalismo e religiosidade. meus tristes ais vão revelando Que peno e morro de amorosas dores.. apresenta como características: 01. d) “Se a ti ergui meus olhos suspirando”. como recurso estilístico. inda. extremoso. busca. c) No poema de Álvares de Azevedo. 08. Meus ais.F. leia atentamente os textos abaixo: “Lira XXII Nesta triste masmorra. Amor na minha idéia te retrata. o eu refere-se ao passado a partir da dor do presente.E. d) Em ambos os poemas. Minha febre noturna delirando.Romantismo Avançar . assinale a alternativa inaceitável: a) Em ambos os poemas o eu sucumbe e morre em conseqüência do sofrimento amoroso. a razão nada pode contra o sentimentalismo exacerbado. Marília. Dê. não. U. escapismo e subjetivismo.. e sempre embalde” e) “Leva-a do seu torrão” Para responder as questões 4 e 5. 6. Ponta Grossa-PR A poesia romântica brasileira. naturalismo e pitoresco.” c) “E a corrente passava” d) “Dizia sempre a flor.3. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 16. 04.

depois (qu’importa?) Virei sempre sentar-me à tua porta. Pertence ao movimento literário denominado Romantismo. d) III e IV. Na fronte cismadora do – Poeta – ‘Saúde.Instrução: Para responder às questões 7 e 8. Que vais fazer tão triste e solitário?.’ – ‘Eu lutarei’ – responde-lhe o Poeta.. 8. c) nacionalismo. ler o texto que segue. meu irmão! Eu sou a Morte.. Expressa a força do poeta através de sua capacidade de superar mesmo a morte. PUC-RS O texto pode ser vinculado a uma tendência de expressão poética denominada: a) subjetivismo. III e IV.. vão sombrias Rindo colar um beijo as bocas frias. II. Mostra a estreita convivência do poeta com a indiferença.Romantismo Avançar . e) condoreirismo. com a fome e com a morte.. Vão três pálidas virgens silenciosas Através da procela irriquieta... sobre o texto. b) II e III. II. – ‘Eu sofrerei’ – responde-lhe o Poeta.. IV. O teu mísero pão.. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II. ‘Saúde. b) ufanismo. mísero atleta! Hoje.. Idealiza a função do poeta. Sou eu quem o teu negro pão consome. Volve ao nada! Não sentes neste enleio Teu cântico gelar-se no meu seio?!’ – ‘Eu cantarei no céu’ – diz-lhe o Poeta!” 3 GABARITO Instrução: Para responder à questão 7. Suspende em meio o hino augusto e forte. amanhã. uma vez que esta ultrapassa a condição humana. meu irmão! Eu sou a Fome. d) futurismo. III. I.. Fui eu que te vesti do meu sudário. Sou eu quem te sepulta a idéia imensa. ‘Saúde. 7. c) II e IV.. Vão três pálidas virgens. e) I. Quem no teu nome a escuridão projeta..... “As Três Irmãs do Poeta É noite! As sombras correm nebulosas. PUC-RS Pela análise das afirmativas. irmão! Eu sou a Indiferença.. analisar as afirmativas que seguem. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . depois..

Do tamarindo a flor abriu-se. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” Gonçalves Dias. Correm perfumes no correr da brisa. Já solta o bogari mais doce aroma. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. No silêncio da noite o bosque exala. 4 GABARITO 9. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper dalva Um só giro do sol. b) O poema romântico indianista recupera as antigas cantigas de amigo medievais. como estas preces. sou tua! Meus olhos outros olhos nunca viram.Romantismo Avançar . Onde o frouxo luar brinca entre flores. c) O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista. Não sentiram meus lábios outros lábios. Já nos cimos do bosque rumoreja. Sejam vales ou montes. “bosque” e “perfumes”. Nem outras mãos. notam-se ainda no poema. para expressar o amor por meio da espera. Vai seguindo após ti meu pensamento. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . recebida principalmente de Camões. principalmente no que diz respeito ao bucolismo. brilham estrelas. Também meu coração. os aspectos marcantes do Arcadismo. “vales”. não mais. a) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos.Texto para a questão 9. Brilha a lua no céu. que não as tuas A arasóia na cinta me apertaram. ou dia ou noite. Já solta o bagari mais doce aroma! Como prece de amor. como estas flores. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. movendo as folhas. lago ou terra. Jatir. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. há pouco. e) Mesmo sendo romântico. Outro amor nunca tive: és meu. Jatir! nem tardo acodes À voz do meu amor. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. “Leito de folhas verdes Por que tardas. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. pela presença dos elementos mitológicos. Onde quer que tu vás. Jatir. d) Apesar da intensa presença da natureza. tais como “luar”. pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista. o poema em questão já se aproxima do parnasianismo.

o marginal e o burguês. de Maria da Glória e da cortesã. e menos ainda para que apaixonados declamemos contra selvagens que por direito natural defendiam a sua liberdade. o Romantismo deu expressão à consolidação da Independência. dos dois autores citados. independência e as terras que ocupavam. UFF-RJ Assinale o fragmento que não corresponde ao indianismo romântico: a) “As leis da cavalaria no tempo em que floresceu em Europa não excediam por certo em pundonor e brios à bizarria dos selvagens brasileiros. para os itens verdadeiros. UFSE No período romântico brasileiro. respectivamente.Romantismo Avançar . e) na ficção regionalista e indianista de José de Alencar.Juca Pirama e O Guarani. os aspectos estéticos e os históricos ligaram-se de modo especialmente estreito e original: entre nós. e) I . enquanto a paisagem árcade é harmoniosa. e isto basta para não ir buscar entre as tribos vencidas os títulos da nossa personalidade literária. ( ) Observa-se neste romance a atitude romântica de eleger a prostituta como centro da narrativa. Uberlândia-MG Existem diferenças básicas entre a paisagem retratada pelos árcades e a paisagem retratada pelos românticos. 11. ( ) O amor é visto unicamente sob o aspecto da sexualidade e apresentado como uma mera satisfação de instintos animais. devido aos exageros do eu-lírico. 12.F. um gênesis americano. procurando justificar suas dores e compreendendo o tipo de vida que levava.. dignos de alta expressão literária. É o que se pode verificar quando se lêem. uma criação recriada. sapos e jacarés sem conta: enfim.. c) “Imaginei um poema. c) Ressurreição e O Navio Negreiro. foi trabalhar a dualidade. ( ) O romance Lucíola ambienta-se na época do autor e retrata os costumes da sociedade carioca do Segundo Reinado. encontrar-se-á nos antigos costumes desses povos [indígenas]. U. 13. ( ) Uma das formas com que Alencar conciliou a impossibilidade de união entre os dois grupos distintos. de José de Alencar permite entrever várias características do Romantismo: ( ) Observa-se uma preocupação em não ferir o tradicionalismo e as convenções familiares da época.” (Gonçalves Dias). b) Quincas Borba e Os Escravos. à afirmação de uma nova Nação e à busca das raízes históricas e míticas de nossa cultura – características que se encontram amplamente: a) na poesia de Gonçalves de Magalhães influenciada pela de Gonçalves Dias. b) “Não há hoje a menor razão porque desconheçamos a importância da parte indígena na população do Brasil. 14. realçando seus preceitos e preconceitos. 5 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Unifor-CE Nossos primeiros escritores nacionalistas – Gonçalves Dias e José de Alencar entre eles – voltaram seus olhos sobre nossas raízes históricas-culturais. como nunca ouviste falar de outro: guerreiros diabólicos. as obras: a) Senhora e Lira dos Vinte Anos.” (José de Alencar).” (Gonçalves de Magalhães). buscando nelas aspectos heróicos. c) nos romances de costumes de Joaquim Manuel de Macedo. d) O Mulato e Canção do Exílio. colocando na mesma mulher as imagens de virgem. uma Ilídia Brasileira.” (Machado de Assis).10. d) na lírica confidencial de Álvares de Azevedo e de Casimiro de Abreu. O romance Lucíola. e F. alheia ao eu-lírico. UEGO Assinale V.” (Ferdinand Denis). b) nos romances urbanos da primeira fase de Machado de Assis. d) “É certo que a civilização brasileira não está ligada ao elemento indiano nem dele recebeu influxo algum. e) “O maravilhoso. como na força incompreensível de uma natureza constantemente mutável em seus fenômenos. c) A paisagem romântica reflete os sentimentos do eu-lírico. tão necessário à poesia. b) A paisagem árcade é bucólica e a paisagem romântica é ainda mais bucólica. para os falsos. Lúcia. d) A paisagem árcade é mais visual enquanto a paisagem romântica só é perceptível através da leitura. Escolha a alternativa correta que define essas duas paisagens: a) A paisagem romântica é amena e monótona e a paisagem árcade é sempre graciosa e fulgurante. mulheres feiticeiras.

.. UFRS Leia o texto abaixo...15.. a mulher é freqüentemente ... é um tema dominante na poesia . .. d) Apenas II e III. nela.” (Casemiro de Abreu) Quais exemplos correspondem à concepção citada? a) Apenas I. (.....” 6 Dos exemplos citados abaixo. “Tenho medo de mim. de tudo... Se assentou sobre o grande jirau... de cunho romântico no Brasil... c) Apenas I e II.. Da luz. I.. da sombra..” (Laurindo Rabelo) III.. b) Apenas II. quando fala. e) I. “Meia-noite soou na floresta No relógio de sino de pau.Romantismo Avançar . excita o pasmo. UFRS Leia o texto abaixo. A luz da aurora me intumesce os seios... do chorar das fontes. sob o olhar apaixonado do poeta... de ti...) O véu da noite me atormenta em dores. a) O amor – nacionalista – homenageada – a religião b) A pátria – sentimental – martirizada – o mito c) O amor – intimista – idealizada – a natureza d) A infância – histórica – divinizada – a Idade Média e) A morte – nacionalista – humilhada – a música 16........ IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... do silêncio ou vozes... Das horas longas a correr velozes. Das folhas secas..... (..... E a velhinha.... Se é vate quem do mundo o movimento Co’o movimento das canções governa. Isso faz com que ele expresse suas idéias e emoções de uma forma original e seja capaz de revelar realidades inacessíveis ao homem comum.) Se é vate quem dos povos. “Uma das facetas do Romantismo é conceber o poeta como um gênio inspirado.... “Se é vate quem acesa a fantasia Tem de divina luz na chama eterna. identifique aquele(s) que expressa(m) a concepção acima. que usa . Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas desse texto... II e III.” (Bernardo Guimarães) II.. rainha da festa.. dono de uma sensibilidade extraordinária.. como termo de comparação capaz de expressar a intensidade dos seus sentimentos... As paixões vivifica.

São Paulo: Scipione. porém nunca se valeu da composição regionalista e. já comprometido.” (*organizações = personalidades) ALENCAR. …………… amava. que apresentava três sentimentos bem distintos: um era uma loucura. Alencar revela traços realistas. é desfeito. José de. Passava os já tão breves. ouvindo gemer o vento e soluçar as ondas. trabalha e consegue juntar os mil contos do dote para devolução. e a alegria voltou a habitar em sua alma. buscava. Como o imbu na várzea.” ALENCAR.Romantismo Avançar . mas o casamento. quando parece que o tempo nunca poderá estancar o coração. constrói uma personagem feminina sem tantas idealizações e já indica o caminho da crítica social. após ser abandonada por Fernando Seixas. Com os olhos engolfados na imensidade do horizonte. O imbu. d) Fernando. 1994. d) Álvaro / D. Mas breves sóis bastaram para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria. 56. era o coração do guerreiro branco na terra selvagem. Mas basta um sopro do mar. Diogo. O cristão amou a filha do sertão como nos primeiros dias. as flores. após o casamento. sentia-se no ermo. b) Loredano / Álvaro / Peri. Diogo. e tremia de pensar que Iracema houvesse partido. e sua beleza esmaltou-se de meigos e ternos sorrisos. a formosa filha do sertão com a volta do esposo reanimou-se. arrependido. os trechos pontilhados serão preenchidos corretamente com os nomes de a) Álvaro / Peri / D. vê-se desprezado e humilhado pela esposa. Lúcia Camargo que. descobrir no azul diáfano a alvura de uma vela perdida nos mares. c) Loredano / Peri / D. leva-as a brisa. Diogo / Peri. cheia de grandes desejos e nobres ambições. Outra vez sua graça encheu os olhos do cristão. para tudo murchar. Diogo / Peri. FUVEST-SP “Assim. onde havia construído sua cabana e onde o esperava a terna esposa. Senhora completa a série considerada de perfis femininos que o autor utiliza para a composição da crônica de costumes brasileiros. filho da serra. o narrador caracteriza os diferentes tipos de amor que três personagens masculinas do romance sentem por Ceci. …………… adorava. mas embalde. c) O enredo de Senhora baseia-se na história de uma moça pobre. Como a seca várzea com a vinda do inverno reverdece e se matiza de flores. agora longos sóis. o cristão tornara às praias do mar. o amor se transformava tão completamente nessas organizações*. Iracema. recebe uma herança e vinga-se: “compra” de volta o ambicioso noivo. e) Loredano / D. De novo sentiu em sua alma a sede do amor. talvez um dia cope a verde folhagem e enflore. Neste excerto de O Guarani. assim. José de. p. A amizade e o amor o acompanharam e fortaleceram durante algum tempo. através da Senhora. mas agora longe de sua casa e de seus irmãos. se nasce da várzea porque o vento ou as aves trouxeram a semente. “Logo após a vitória. Texto para as questões 19 e 20. vinga. b) juntamente com Diva e Iracema. e) Alencar. o outro uma paixão.17. O Guarani. 18. numa tentativa de representar por completo o Brasil. O amigo e a esposa não bastavam mais à sua existência. As folhas lastram o chão. deixando ermo aquele sítio tão povoado outrora pela felicidade. o último uma religião. 7 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . achando boa terra e fresca a sombra. Mantida a seqüência. …………… desejava. na praia. escreveu romances indianistas e urbanos. não atingiu seu intento. UEMS Assinale a única alternativa verdadeira sobre José de Alencar e sua obra Senhora: a) ainda que considerando romântico.

A comparação entre a várzea e a filha do sertão remete. Assinale a opção em que a visão da mulher não se enquadra nesta característica: a) “Ah! Vem.” (Castro Alves) 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... já que a primeira dá idéia de concretude. e morre amando. onde ocorre o desfecho da história de amor de que trata o romance. 02. de abstração do sentimento amoroso.. A expressão “sede do amor” difere de sede de amor. 20. O trecho “os já tão breves. a soma das alternativas corretas. respectivamente. frágil e inatingível. A comparação presente no primeiro período do penúltimo parágrafo. O termo “embalde” expressa a incerteza da realização da ação de “buscava”..Romantismo Avançar . Dê. UFF-RJ Na literatura. Em quem. 08. 16. Mas cantava. UFBA A leitura do fragmento e do romance de onde foi extraído permite afirmar: 01. molho de batatinhas. seguindo uma tendência da época em que a obra foi escrita. a firmeza de permanecer em terra estranha. ambas com função revitalizadora. Quem és tu bela e branca desposada? Da laranjeira em flor a flor nevada Cerca-te a fronte ó ser misterioso! . A ação se transfere das praias do mar para o seio da floresta. As palavras “diáfano” e “alvura” referem-se a um mesmo nome. respectivamente. e Anjo juntamente: Ser Angélica flor e anjo florente. fato inteiramente alheio à seqüência dos acontecimentos que constituem o enredo. O movimento da narrativa é retardado pela inserção desse episódio de reencontro entre Iracema e Martim. a visão romântica representativa da mulher é a de uma figura idealizada. sem qualquer conseqüência para o desenrolar da trama. Os personagens atuam impulsionados por sentimentos que os levam à prática de atos grandiosos ou de ações aviltantes que os caracterizam. Dê. UFBA Com relação à linguagem. Une nos lábios meus minha alma à tua!” (Álvares de Azevedo) b) “Anjos longiformes De faces rosadas E pernas enormes Quem vos acompanha?” (Vinícius de Moraes) c) “Anjo no nome. a soma das alternativas corretas. Dá vida em teu alento à minha vida. 04. pálida virgem. A razão que leva a filha da floresta e o guerreiro branco a se exilarem justifica. para ambos. 32. se tens pena De quem morre por ti. 04. como heróis ou como vilões. 08. A amizade entre Poti e Martim é reveladora do objetivo do autor de mostrar o colonizador como amistoso e cordial. senão em vós se uniformara. 16. como resposta. enquanto a segunda. feijão-roxinho. O aproveitamento da fauna e da flora americana fixa e valoriza a cor local.” (Gregório de Matos) d) “Minha mãe cozinhava exatamente: arroz. 64. 21.” (Adélia Prado) e) “Baixas do céu num vôo harmonioso! . Angélica na cara! Isso é ser flor. 02. existe uma explicação adequada em: 01. à chegada do inverno e à volta do esposo. 32. agora longos sóis” contém idéias antitéticas que estão relacionadas com a mudança de estado de espírito experimentada pelo cristão. evidencia a fragilidade do amor do guerreiro por sua pátria e a resistência do imbu na várzea. A atitude contemplativa de Martim pode ser considerada fortuita. como resposta. A oração “para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria” exprime a conseqüência da ação do tempo no estado de ânimo do guerreiro branco. 64.19.

o rio de um lado. “O índio.” 9 GABARITO 24. b) aponta para um tempo em que os indígenas recuperarão o território brasileiro e expulsarão os brancos e negros. por isso tomara todas essas precauções. O fragmento abaixo foi retirado do romance O Guarani. 23. III. e) pretende narrar a fundação de uma nova nação a partir da miscigenação entre brancos e indígenas.22. é a novela picaresca espanhola. são destacadas sua tez clara “como marfim” e sua beleza “branca”. em que as personagens vivem em contato constante com a natureza. b) Bernardo Guimarães foi o primeiro escritor regionalista brasileiro com o romance Ermitão de Muquém. de Manuel Antônio de Almeida. região tida por ele como a mais autenticamente brasileira. circulou a alguma distância o lugar onde se achava Cecília. e do outro as chamas que afugentariam os animais daninhos. FEI-SP Sobre o romance. Peri não sofreria que uma vespa e uma mosca sequer ofendesse a cútis de sua senhora. UFRS Considere as afirmações abaixo. Leia-o com atenção e responda às questões 24 a 27. é possível afirmar que: a) projeta um futuro trágico para o Brasil. Uma das fontes de inspiração do romance Memórias de um Sargento de Milícias. d) reconstitui acontecimentos históricos verídicos do período inicial da colonização do Brasil. c) defende a união entre negros e índios contra os colonizadores portugueses. de Bernardo Guimarães. a) O romance indianista de José de Alencar representa contestação política ao domínio português. I. c) O aproveitamento da linguagem do sertão é um dos traços marcantes da obra do Visconde de Taunay. e sobretudo os répteis. porém. d) José de Alencar. e sugasse uma gota desse sangue precioso. 25. é mestiça. c) José Lins do Rego. Cefet-PR Assinale a alternativa incorreta sobre o Romantismo. A Moreninha. b) Apenas II. O autor desse romance é: a) Machado de Assis. e) Gonçalves Dias.Romantismo Avançar . c) Apenas I e II. referentes ao romance romântico no Brasil. urataí e outras árvores aromáticas. II. e) I. II e III. e) Franklin Távora é considerado o criador da Literatura do Norte. de Joaquim Manuel de Macedo. d) Apenas II e III. d) A Moreninha garante a Joaquim Manuel de Macedo o pioneirismo na prosa romântica brasileira. FEI-SP O Guarani foi publicado em 1857 e na época gerou uma grande repercussão. Desta maneira tornava aquele retiro impenetrável. A heroína de A Escrava Isaura. de canela. de uma corda de pequenas fogueiras feitas de louro. Quais estão corretas? a) Apenas I. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . antes de partir. na sua apresentação inicial. insere-se na linha primitivista da corrente romântica. b) Álvares de Azevedo. o fumo odorífero que se escapava das fogueiras afastaria até mesmo os insetos.

e) A obra apresenta o final feliz. 28. e) Olavo Bilac. c) romance indianista. II. São Paulo: FTD. eu lha restituo.26. 1992. Uma noite porém. mas o seu procedimento o indignava. Uneb-BA “Quando Seixas convenceu-se que não podia casar com Aurélia. é verdadeira a afirmativa: a) O personagem Seixas revela-se guiado por sentimentos nobres. In: Vô imbolá. c) Casimiro de Abreu. Em sua música “Maldição”. UEMS 10 “Maldição baudelaire macalé luiz melodia/ quanta maldição/ o meu coração não quer dinheiro/quer poesia/ baudelaire e macalé luiz melodia/ rimbaud a missão/ poeta e ladrão/ escravo da paixão sem guia/ edgar allan poe tua mão na pia/ lava com sabão/ tua solidão/ tão infinita quanto o dia/ vicentinho van gogh luiza erundina/ voltem pro sertão/ pra plantar feijão/ tulipas para a burguesia/ baudelaire macalé luiz melodia/ waly salomão/ itamar assumpção/ o resto é perfumaria” BALEIRO. 104-6. em que Seixas se mostrara mais preocupado. na narrativa. c) A obra. 27. A descrição do amor que Peri nutre por Ceci visa a criar uma imagem idealizada do índio brasileiro. Referimo-nos a: a) Álvares de Azevedo. a moça não insistiu. c) I e II estão corretas. FEI-SP Em O Guarani. O trecho descreve os conflitos entre o homem branco e o negro. na despedida ela disse-lhe: — A sua promessa de casamento o está afligindo. b) Gonçalves Dias. já lho disse uma vez. O autor pretende demonstrar a inferioridade do indígena brasileiro frente ao colonizador europeu. e) poemas históricos. e) II e III estão corretas. Aurélia percebeu imediatamente a mudança que se havia operado em seu noivo. b) Aurélia Camargo. GABARITO 29. e inquiriu do motivo. A mim basta-me o seu amor. com traços do caráter do “bom selvagem”: pureza. Essa tendência é típica do: a) romance urbano. o autor procura valorizar as origens do povo brasileiro e transformar certos personagens em heróis. imprudência a que pusera remate o pedido do casamento. não lhe pedi nada mais. Uma das obras em que podemos observar tal influência é Noite na taverna e seu autor foi um dos mais influenciados por Poe.Romantismo Avançar . Não se perdoava a imprudência de apaixonar-se por uma moça pobre e quase órfã. Fernando disfarçou. valentia e brio. Zeca Baleiro menciona Edgar Allan Poe (grande influência para muitos escritores brasileiros. fatal. o papel da mulher fraca. b) romance regionalista. a) somente I está correta. José de. b) somente III está correta. III. IMPRIMIR Considerando-se o fragmento inserido no contexto da obra.” ALENCAR. Zeca. e até pareceu esquecer a sua observação. Fernando. desde que mo deu. típico desfecho da narrativa romântica. d) poemas épicos. d) Castro Alves. p. vê com naturalidade o casamento de conveniência. Senhora: perfil de mulher. d) Os personagens são desprovidos de idealizações. enquanto romântica. enfocados como pessoas comuns. FEI-SP A propósito do trecho transcrito. sem força de vontade. O rompimento deste enlace irrefletido era para ele uma coisa irremediável. desempenha. Voltar Língua Portuguesa . revoltou-se contra si próprio. d) I e III estão corretas. 1999. quanto à relação amorosa. é correto afirmar que: I. especialmente para uma das gerações do Romantismo).

30. aos bravos. As armas ensaia. d) Naturalismo. b) forte subjetivismo. Condor ou tapir. c) Modernismo. Compr’ender. d) realização de poemas lírico-amorosos. Cultrix. [s/d]. através do sentimento nativista. Poemas de Gonçalves Dias. temendo roçar os seus vestidos. Gonçalves. A vida é combate Que os fracos abate. e) Romantismo. E pois que és meu filho. seus pensamentos. Valente serás. Amá-la. Gonçalves. IMPRIMIR A característica que situa o fragmento dentro da poética romântica é: a) evasão no espaço. “Não chores. São Paulo. Poesia Completa. transportando o eu-lírico para um lugar ideal. Que os fortes. Só pode exaltar. Viver é lutar. sem lhe ouvir. os bravos. partes do poema Canção do Tamoio. Rio de Janeiro: José Aguilar Ltda. sem que se veja. 1959. sem poder fitar seus olhos. Meus brios reveste. Só pode exaltar. Voltar Língua Portuguesa .Romantismo Avançar . Viver é lutar. conduzindo o eu-lírico à depressão. p. transcendendo os limites da vida física. b) Realismo. Não chores. que a vida É luta renhida. Penetra na vida: Pesada ou querida. a) Barroco. como se pode observar abaixo: “Se Se Morre de Amor! Sentir. Aos fortes. Segui-la.” DIAS. Sê duro guerreiro Robusto. No arco que entesa Tem certa uma presa.. E. e) idealização da mulher. meu filho. junto à natureza. Só teme fugir. revelando uma visão pessimista da vida. Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. e desse amor se morre!” DIAS. representam um momento da literatura brasileira em que se buscou. Quer seja tapuia. valorizando o idioma nacional. 372. Tamoio nasceste. Se o duro combate Os fracos abate. Arder por afogá-la em mil abraços: Isso é amor. UFF-RJ As estrofes abaixo. inspiração em elementos nacionais. a quem se adora. Brasão dos tamoios Na guerra e na paz. 31. 11 GABARITO Identifique o momento literário a que pertence o poema Canção do Tamoio. UFF-RJ O sofrimento amoroso é freqüente nas obras dos poetas românticos. sem ousar dizer que amamos. especialmente nos índios e em sua civilização. fragueiro. c) idealização do amor.

apaixona-se por um provinciano recém chegado ao Rio de Janeiro... I. b) Apenas II. Essa exaltação dos recursos alimentares do país. aliás uma opinião estendível a outras mulheres em idade casadoura. pode pôr a perder a honra familiar.. Durante um almoço... Apesar do afeto que Pereira sente pela filha. uma . José de Alencar propõe uma interpretação de Brasil em que o índio exerce um papel central. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) I.. 34.. 02. c) Lucíola – aristocrata – degradação moral.São redomas de vidro que tudo pode quebrar. Às descrições da natureza típica do cerrado brasileiro. 12 Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto acima. no empenho de construir uma visão do período pré-cabralino? 35..” 04.. ao ouvir de Meyer notícias sobre a morte de pessoas. sinônimo dos recursos naturais do Brasil... assinale a(s) alternativa(s) correta(s).. b) A Pata da Gazela – camponesa – degeneração física.. durante o inverno europeu... misturam-se cenas da Guerra do Paraguai.32. tal como em Iracema e em O Guarani. à míngua. sob a influência das culturas européias. Unicamp-SP Em Ubirajara. por obra de qualquer descuido. UFMS Considerando a leitura do romance Inocência. o homem branco por quem se apaixonara. do Visconde de Taunay. que se apaixona pela bela sertaneja...... mais precisamente no Rio de Janeiro.. mulheres numa casa.. a) Que sentido têm as sucessivas mudanças de nome do protagonista no romance? b) Qual o papel das notas explicativas nesse romance? Do que elas tratam em sua maior parte? c) Como o romance e suas notas tratam o ritual antropofágico.... UFRS Leia o texto abaixo. as personagens indígenas – Peri e Iracema – morrem em circunstâncias trágicas.. independente do julgo da metrópole portuguesa. conflito que traz para a cena do romance o soldado Cirino. Em O Guarani e Iracema.. uma vez que. UFRS Leia as afirmações abaixo sobre os romances O Guarani e Iracema.. Em Iracema.. ela é motivo de constante preocupação para o pai.. em especial a francesa. Segundo Pereira: “Ih. palco da história do amor de Inocência e Meyer. quanto os Aimorés. II. 33.. que retratam o lado negativo da terra americana. em contraste com a vida na corte. a guardiã do “segredo da jurema” abandona sua tribo para seguir Martim. De acordo com a narrativa. um processo gradativo de . na certeza de que serão vingadas. 01. experimentando.. a partir daí. II e III... é coisa de meter medo.. Essa comparação visa a demonstrar a superioridade do modo de vida na corte e a pobreza e a ignorância do sertanejo. III.. No romance . são ressaltados aspectos pitorescos do sertão brasileiro..Romantismo Avançar . representante dos valores lusitanos. Pereira enaltece a fartura do Brasil... de José de Alencar.. tentanto tirá-la dos braços de seu amado.. tanto a casa de Mariz. Quais estão corretas? a) Apenas I.. a) Lucíola – cortesã – purificação espiritual. d) Senhora – adolescente – enriquecimento material. c) Apenas I e II. 08... meu Deus. Em O Guarani.. e) Senhora – adolescente – ascensão social.. são destruídos... é um reflexo da busca e aclamação dos elementos constitutivos de uma nação brasileira. d) Apenas II e III. de José de Alencar.

possa encontrar sua felicidade.. UFPR Sobre o romance Senhora. A abordagem desse tema é integralmente feita de acordo com o padrão romântico na literatura brasileira? Justifique a resposta. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso). leia os textos a seguir: “Meus oito anos Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida. trata-se de caso de exceção na ficção do autor. o texto de Casimiro de Abreu aborda ainda outro tema significativo na literatura romântica: a relação entre o homem e a natureza. os campos e as matas. aos oito anos ia eu para a escola. Ao apresentar esta obra como “lenda do Ceará”. servindo como porta-voz direta das críticas do autor aos valores burgueses. os valores e a cultura do índio real estão fielmente retratados. a personalidade. ao saltar do berço. de José de Alencar: I. uma vez que o restante de sua obra romanesca é dedicado à reelaboração das origens históricas do país ou à apresentação romântica de cenários regionais. ( ) Em sua trajetória ao longo da narrativa. mas não deixou de explorar sistematicamente recursos típicos da linguagem poética. não. b) II. Está correto somente o que se afirma em: a) I. infante ainda. ( ) Ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império. o texto segue o padrão literário romântico? Justifique a resposta. foi ao ar livre. nada. 13 “Nasci no campo.” ABREU..Romantismo Avançar . UFRJ O texto de Casimiro de Abreu apresenta um tema relevante no Romantismo: a infância. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações sobre o romance Iracema. ( ) Até o final do romance. GABARITO 39. Aqui. mas divididos por razões econômicas. ( ) A escassez de detalhes descritivos e a incorporação de elementos da cultura popular são algumas das características fundamentais do estilo de Alencar. 203. onde se morre abafado.. e. Casimiro de. II. c) III. iniciando-se a narrativa com as recordações da infância de Aurélia. 1965. oferecendo condições para um desfecho feliz ao lado de Aurélia. d) I e II. Ao tratar desse tema. e) II e III. o autor consegue sustentar a atenção dos leitores. e confesso francamente que a palmatória não me deixou grandes saudades. e ao desprender-me das faixas infantis. de José de Alencar. Não foi na cidade. diferentemente do que ocorre na obra de Gonçalves Dias. p. Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!” Casimiro de Abreu. ocultando habilmente as razões que levaram ao desentendimento entre os protagonistas. o romance apresenta os fatos do enredo em ordem cronológica. Que deliciosa vida aquela! Como eu corria por aqueles prados! Que colheita que fazia de flores! Que destemido caçador de borboletas! Ah! meus oito anos! Quem me dera tornar a tê-los!. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) Heroína romântica. com suas palavras. o que o opõe aos autores da geração literária que sucedeu à sua. 37. Fernando passa por uma transformação que o redime de suas atitudes iniciais. Para responder às questões 37 e 38. os costumes. Rio de Janeiro: Edição de Ouro. vi quase ao mesmo tempo o céu e o mar. ( ) A transação que resulta no vínculo entre Aurélia e Fernando acaba por permitir que outro casal. é correto afirmar. 38. Obras completas. com suas palavras. senti a brisa da praia brincar com meus cabelos e o vento da montanha trazer-me de longe o perfume das florestas. III. Aurélia recusa-se a utilizar-se do dinheiro para alcançar seus objetivos. não queria. ligado por laços afetivos sinceros. UFRJ Associado ao tema da infância. não.. O autor valeu-se de uma narrativa.36. o autor já indica a combinação que fará entre elementos históricos e fantasia. Mas. ( ) Escrito na forma de um relato de memórias da protagonista.

assinale a(s) alternativa(s) procedente(s). incorporado a uma atmosfera metaforicamente medieval. como resposta. indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance. d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . é a do casamento. quitação. A natureza age como mediadora: o óleo da cabuíba. em termos históricos. Tico. V. apaixona-se por Cirino. mas. 42. resgate. como também as relações do homem com essa mesma natureza. a soma das alternativas corretas. Unioeste-PR Com respeito à leitura de O Guarani. salva Peri da morte. sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse. O brasão escondido de Loredano e sua devoção a Dom Antônio de Mariz são exemplos da presença do medievalismo na literatura romântica. é um dos tipos humanos descritos por Taunay que dá à narrativa um colorido especial. A elevação de sentimentos e nobreza de caracteres. o anão que vigia Inocência o tempo todo. 41. levando-o a acobertar a fuga dos amantes da ira de Manecão. preterida por Fernando Seixas. intitulado “Loura e Morena”. 16. A descrição que o narrador faz de Álvaro (cap. de desigualdade econômica. 01. Dê. A jovem. por promessa de seu pai. e) O romance gira em torno de intrigas amorosas. como resposta. com final feliz. 08. visto que resulta de acordo no qual as aparências sociais devem ser mantidas.Romantismo Avançar . a austeridade do pai de Inocência é quebrada pela intensidade do amor que a filha devota a Cirino. o romance estrutura-se em quatro partes: preço. a soma das alternativas corretas. Inocência é noiva de Manecão. 04. PUC-SP A questão central proposta no romance Senhora. é correto afirmar que: 01. nele. O tom confidencial da narrativa. uma espécie de curandeiro ambulante que tenta salvá-la da febre. A ação do romance. além de explorar o conflito amoroso próprio da vertente romântica. porque. III – “A Bandeira”) é representativa da tese de Rousseau sobre a bondade natural do selvagem. 64. de tendência sertanista. UFMS Sobre o romance Inocência. b) Aurélia Camargo. reforça a grandeza do índio Peri. o pitoresco da paisagem sertaneja recebe especial atenção do narrador: os elementos da natureza são descritos minuciosamente. cuja linguagem possui os elementos necessários para a descrição da paisagem do interior brasileiro. focalizado em primeira pessoa. 04. posse. no cap. 08. a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e. de Visconde de Taunay. transcorre no século XVII. Dê.40. Considerando a obra como um todo. de José de Alencar. 16. por isso. apesar do autor ter escrito a obra na segunda metade do século XIX. 32. compra-o e ele contumaz caça-dote. c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma. 02. o amor tudo vence. é um romance regionalista. A apresentação que o narrador faz do rio Paquequer registra um típico processo de animização. Pereira. inclusive através de nomes científicos em notas de rodapé. é ilustrada através da oposição entre Cecília e Isabel. como um bálsamo poderoso. 02. em oposição à vilania e à maldade. no entanto.

b) O estilo e o elemento histórico remetem ao autor de Navio Negreiro e Vozes d’África. e) nativismo modernista. via-se à margem direta do rio uma casa larga e espaçosa. que corria no meio das arcarias de verdura e dos capitéis formados pelos leques das palmeiras. Antônio de Mariz. Instrução: Para responder às questões 45 e 46. com versos de sete sílabas que cumprem um padrão de rimas. 15 44. onde campeava sua guerreira tribo.. José de. mal roçando. Unifor-CE “Palmares! A ti meu grito! A ti. Iracema. 10..” ALENCAR.43....) florestas virgens se estendiam ao longo das margens do rio.) A habitação (.) pertencia a D. o lugar que acabamos de descrever estava deserto e inculto. ler o texto que segue. da grande nação tabajara. O pé grácil e nu.” Está incorreta a seguinte afirmação sobre a estrofe acima: a) O tom. 1994. d) bucolismo neoclassicista. Tudo era grande e pomposo no cenário que a natureza.. sintetizado pelo: a) realismo naturalista. identificou-se plenamente com a causa dos abolicionistas. Que no soçobro infinito Abriste a vela ao trovão. (.’” NICOLA. p. alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. a virgem dos lábios de mel. temos uma das formas significativas do nacionalismo. a cidade do Rio de Janeiro tinha-se fundado havia menos de meio século.. Mais rápida que a ema selvagem. Entretanto. que tinha os cabelos mais negros do que a asa da graúna.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. No ano da graça de 1604. Solta a flâmula agitada aos uivos da marujada. romântica e exaltada. Nas ondas da escravidão. e) São versos típicos de uma poesia que. fidalgo português cota d’armas e um dos fundadores da cidade do Rio de Janeiro. São Paulo: Scipione. sublime artista. c) romantismo indianista. 1998. a comunidade dos escravos que resistiram ao cativeiro. e mais longos que seu talhe de palmeira. No texto de José de Alencar. (. p. José de.. barca de granito. 125. século XIX. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. Cefet-RJ “Iracema. tinha decorado para os dramas majestosos dos elementos. São Paulo: Scipione. “(.Romantismo Avançar . O favo da jati não era doce como o seu sorriso. “Após a independência. d) A expressão “barca de granito” é uma metáfora de “Palmares”. em que o homem é apenas um simples comparsa.) Havia a necessidade de auto-afirmação da Pátria que se formava. o tema e o sentimento predominante indicam tratar-se de versos de Álvares de Azevedo. E provocaste a rajada. b) sentimentalismo realista. nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. e a civilização não tivera tempo de penetrar o interior. a nova nação ‘precisava ajustar-se aos padrões de modernidade da época. construída sobre uma eminência e protegida de todos os lados por uma muralha de rocha cortada a pique. c) Essa estrofe é uma oitava. a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu.

evidenciado na linguagem simples e na representação de pessoas comuns........ exprime-se na métrica irregular dos versos.. em relação ao processo de .. a) O Guarani – irmão – mitifica b) Iracema – tutor – critica c) O Guarani – pai – representa d) Iracema – tio – retrata e) Ubirajara – progenitor – rejeita 46.Romantismo Avançar .” Memórias de um sargento de milícias... por exemplo. b) Romance de Manuel Antônio de Almeida.... c) A crítica vê em seu romance um caráter regionalista.. b) a dispersão do eu-lírico.... só algum mal-intencionado poderia notar em casa de Vidinha uma certa fartura desusada na despensa. O Lamartine É monótono e belo como a noite. ....... muito respeitados pela segunda geração romântica. Lira dos vinte anos. à cultura europeizada por que passa Peri.. possui pouco valor como documentário ou crônica de uma época. foi o primeiro escrito no Brasil... PUC-RS O Brasil português revela-se no trecho da obra . e) Lamartine é criticado por sua irreverência para com Deus e a religião..... a) o eu-lírico manifesta tanto seu apreço quanto sua insatisfação em relação aos escritores que evoca....... IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa ...... d) a recusa dos autores estrangeiros manifesta o projeto nacionalista típico da segunda geração romântica brasileira... própria da ironia romântica. é correto afirmar: a) Memórias de um sargento de milícias.... de Cecília... FUVEST-SP Considerando-se este excerto no contexto do poema a que pertence (“Idéias íntimas”)... mas isso não era coisa em que alguém fizesse conta. UEMS “O major tinha razão: o Leonardo não parecia ter nascido para emendas.. de Manuel Antônio de Almeida. que é a protagonista da obra. e) Não há como negar o tom realístico do qual se carrega a narrativa.. da ideologia dominante.. Se pranteia por Deus de amor suspira. 16 “Ossian o bardo é triste como a sombra Que seus cantos povoa. Durante o primeiros tempos de serviço tudo correu às mil maravilhas. Memórias de um sargento de milícias está totalmente de acordo com as características do momento....... d) Escrito na época do Romantismo. Álvares de. Parece-me que vou perdendo o gosto. Tem na lira do gênio uma só corda. GABARITO 47. o poder e a audácia dos novos habitantes... através da fundação daquela que se tornaria a sua capital.. Com base no texto acima.. Vem tu agora... Basta de Shakespeare.. como se pode observar. Fibra de amor e Deus que um sopro agita: Se desmaia de amor a Deus se volta. PUC-RS A obra em questão . de José de Alencar..... 48. o passado histórico por meio de uma visão . é correto afirmar que.......... a) rejeita – pessimista – adaptação b) redimensiona – inovadora – rejeição c) enaltece – ufanista – conformação d) idealiza – conservadora – rejeição e) recupera – comprometida – adaptação Texto para a questão 47. poeta ardente Que ilumina o clarão das gotas pálidas Do nobre Johannisberg! Nos teus romances Meu coração deleita-se… Contudo. A personagem referida.45... (…)” AZEVEDO. Como a lua no mar e o som das ondas… Mas pranteia uma eterna monodia. c) o eu-lírico rejeita a literatura e os demais poetas porque se identifica inteiramente com a natureza.. . Fantástico alemão.. nele..

. No texto. PUC-RS Além dos romances históricos e/ou indianistas. b) Senhora – abolicionista – simplicidade. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para darem largas às depravações do instinto bruto. José de Alencar retratou. eram colonos degradados. b) insere-se no contexto do Romantismo. e com instâncias ao rei de Portugal para que por amor da religião se apoderasse d’esta descoberta. que alegavam razões religiosas para seus atos. Gonçalves Dias afirma que “fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia” porque aquela história: a) seria produzida por pessoas moralmente condenáveis. convertendo os índios. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para se redimirem. apesar do tom artificial de alguns romances.. e) Lúciola – regionalista – diversidade.... em obras como . d) seria derivada da cobiça disfarçada com pretextos da religião. 50.. 1867...... p. b) seria conduzida por personagens da mais alta idoneidade moral... como se o consenso de todos estes comandantes justificasse a atitude de enviar os dois índios ao rei português.As questões 49 e 50 referem-se ao seguinte texto: “O primeiro navio destacado da conserva para levar a Portugal a notícia do descobrimento do Brasil....Romantismo Avançar .. e) seria causada pelos condenados à morte... mas que eram movidas pela ganância. condenados à morte.. contextos e temáticas urbanas... como se esta tivesse sido um evento relevante e benéfico para os habitantes de nossa terra.. como se a esquadra de Pedro Álvares não houvesse enviado dois índios a Portugal. c) A Escrava Isaura – regionalista – diversidade. do país através de temas nacionais configura-se como um dos aspectos mais significativos do Romantismo brasileiro. c) seria arquitetada por colonos degradados.. era o ataque aos senhores da terra. d) ressalta a concordância a que os capitães da frota de Pedro Álvares teriam chegado. como elemento motivador para um distanciamento e uma diferenciação em relação a Portugal.. que buscavam no Brasil a redenção de seus pecados. Fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia: era a cobiça disfarçada com pretextos da religião. 4º trim. ... UFF-RJ A visão de Gonçalves Dias no texto: a) reforça a posição dos brasileiros que desejam comemorar os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil. que evitava o ataque dos colonos degradados aos senhores da terra e à liberdade dos índios.... condenados à morte ou espíritos baixos.. contra a vontade deles. 51. 17 49. d) O Moço Loiro – realista – complexidade. e) valoriza e confirma a iniciativa de alguns órgãos de imprensa que celebram a conquista portuguesa como fator importante para nosso posterior desenvolvimento como nação. Gonçalves. a) A Moreninha – realista – desigualdade.. a dois índios.. c) recusa a idéia da violência que teria caracterizado a colonização portuguesa no Brasil. bem como criou romances de tendência .. UFF-RJ Índice é tudo aquilo que indica ou denota uma qualidade ou característica especial.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. sem que a sua vontade fosse consultada. A preocupação em retratar a .” DIAS.. 274. cometera a violência de arrancar de suas terras. à liberdade dos índios... ato contra o qual se tinham pronunciado os capitães da frota de Pedro Álvares.. que se dedicavam intensamente à causa da conversão do indígena brasileiro.. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.. que busca ressaltar os aspectos negativos da colonização portuguesa..

04. e) fuga romântica para o sonho. UFMS Com relação às Memórias de um Sargento de Milícias. (. é filho de Leonardo Pataca e de Maria da Hortaliça. 16. Sem qu’inda aviste as palmeiras. ó minha lua. Onde canta o Sabiá. desinteresse e tédio. por méritos próprios. Nossas várzeas têm mais flores. o personagem principal. As aves. FUVEST-SP “Teu romantismo bebo. UFRS Leia as estrofes seguintes. Neste excerto. 53. como resposta. d) as estrelas e as flores. mas revela. o compadre. Essa atitude do eu-lírico manifesta a a) ironia romântica. extraídas do poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias. o Romantismo. 54. torna-se sargento. Torno-me vaporoso… e só de ver-te Eu sinto os lábios meus se abrir de sono. Lira dos vinte anos. Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá..” AZEVEDO. b) tendência romântica ao misticismo. uma das características da obra é a utilização da linguagem oral. Álvares de. que mais tarde se casa com Vidinha e. é correto afirmar que: 01.” 18 Em relação à Canção do Exílio é correto afirmar que: a) exalta a natureza brasileira em sua fauna e sua flora. c) é um canto de amor à pátria e teve alguns dos seus versos incorporados à letra do Hino Nacional. Onde canta o Sabiá. o chefe de polícia) e os problemas morais e sociais do Rio de Janeiro sob o reinado de D. Sem que eu volte para lá. que previa heróis moralmente elevados. c) melancolia romântica. 02. “Luar de verão”. “Minha terra tem palmeiras. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . simbolizam a falta de preocupação com os problemas do período colonial. o eu-lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala. é um anti-herói. de imediato. 08. característica das classes de alta cultura e condição social confortável. e) os versos da última estrofe acentuam o sentimento do exílio e expressam o desejo do poeta de morrer em Portugal. aproximando-a da estética realista. Leonardo. o personagem central. destacando-se pela temática regionalista. Não gorjeiam como lá. d) aversão dos românticos à natureza. o narrador interrompe com freqüência a narrativa. Nossa vida mais amores. que aqui gorjeiam.) Não permita Deus que eu morra. a comadre. Dê. contrariando as convenções literárias da época. capazes de atos de bravura e coragem. a soma das alternativas corretas. tornando a obra uma espécie de crônica da época. A teus raios divinos me abandono. comentando as ações dos personagens.Romantismo Avançar . Leonardo. o barbeiro. um aventureiro. Nosso céu tem mais estrelas..52. b) se trata de um soneto clássico que celebrizou o poeta como um dos mais importantes do Romantismo brasileiro. fruto de “uma pisadela e de um beliscão”. referidas na segunda estrofe. João VI. é um romance urbano que apresenta grande variedade de tipos humanos (a parteira. Nossos bosques têm mais vida.

sedentos de glória. Temíveis na guerra que em densas coortes Assombram das matas a imensa extensão. São muitos seus filhos.. d) O poeta romântico transformou o silvícola em um dos símbolos da autonomia cultural e da superioridade da nação brasileira. I.Juca-Pirama. incorporando-as ao orgulho nacional. solene e distante. a: a) idealização da amada. a um tempo temida e desejada. Já prélios incitam. é incorreto afirmar que ele pertence: a) ao projeto nacionalista romântico.Juca -Pirama No meio das tabas de amenos verdores.. Literatura brasileira em curso. nos ânimos fortes.. expressa num detalhismo quase realista. por temor de que a realidade rechace o devaneio lírico. Nos meus olhos incertos sinto lágrimas. guerreiros valentes! Seu nome lá voa na boca das gentes. 1969. ao idealizar a coragem e o heroísmo do índio brasileiro. já cantam vitória.)” DIAS. 57. U. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . revela-se um traço forte de sua poesia. Rio de Janeiro: Bloch. Cercadas de troncos – cobertos de flores. 56. b) à tendência romântica para a utopia. que. b) “I-Juca-Pirama” expressa o nacionalismo de seu autor. In: RIEDEL.. 311 19 Reflita sobre as tendências da poesia romântica indianista e assinale a alternativa que não confirma a visão idealizada do poeta em relação ao indígena brasileiro: a) O índio de Gonçalves Dias ganhou o tom dos valorosos cavaleiros medievais e reafirmou o sentimento nacionalista de nosso Romantismo. retratada como musa etérea. c) sátira impiedosa. Vitória-ES Observe com atenção o fragmento abaixo: “I. d) insegurança amorosa.F. Dirce. e) A poesia romântica indianista resgatou o passado histórico do Brasil e valorizou a bravura de seus habitantes naturais. d) à vertente romântica indianista. UFMG Em relação ao poema “Canção do exílio”. UFSE “Quando junto de ti sinto às vezes Em doce enleio desvairar-me o siso. de glória e terror! (. mas da lágrima em troca eu temo um riso!” Na estrofe acima. Já meigos atendem à voz do cantor: São todos Timbiras. Alteiam-se os tetos d’altiva nação. Condão de prodígios. e) força material do cotidiano. p. c) à temática romântica da nostalgia. São rudos. severos. pela qual se rebaixa a linguagem ao plano do cômico. de Álvares de Azevedo. b) projeção da própria morte.Romantismo Avançar . de Gonçalves Dias. Gonçalves. atribuiu-lhe também alguns distúrbios de personalidade.55. c) O poema gonçalvino enalteceu e preservou as tradições indígenas brasileiras.

” Vocabulário: Tapuia – identificação dada a tribos inimigas. Condor – ave semelhante à águia. Tapir – anta. “rompeu a tela”. o sonho. 08. Dê. b) os índios estão em guerra contra os tapuias. d) quem não tem boa pontaria é excluído do grupo de guerreiros. Nos lábios frios comprimir chorando. linguagem coloquial. U. Meus tristes lábios imprimi ardentes Sua imagem divina ter no peito. Santa Maria-RS Considere os versos de “Canção do Tamoio”. de Gonçalves Dias. o poema denuncia sua familiaridade com relatos infantis. presentes no poema. 20 59. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. ao menos. É uma estampa No meu peito na vida e no sepulcro. “onde eu pintara”. De bela adormecida. criam efeitos sinestésicos. Quando louco. ideal mimoso. vida e morte. confirmando a filiação do poema à estética simbolista.Romantismo Avançar . satanismo. 02. revelam o seu caráter romântico de segunda geração. c) a covardia é o único sentimento a ser temido pelos fortes. e) As marcas do erotismo. de Castro Alves. No poento vidro que te guarda o sono! Álvares de Azevedo. “Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. No arco que entesa Tem certa uma presa. Só teme fugir. e) o bom índio se conhece pela qualidade do seu arco. “Idéias Íntimas (fragmento) VII XIII Em frente do meu leito. c) Ao dizer “É uma estampa/de bela adormecida”. a) quem erra o alvo precisa fugir da caça. é um conjunto de poemas que apresentam: 01. Ponta Grossa-PR Espumas flutuantes. a soma das alternativas corretas. E essas violetas inodoras. característica primordial do Romantismo. exaltação da natureza. Não poderei na sepultura. a presença da morte. murchas. imaginação criadora. 04. Quer seja tapuia.58. expressão de ideais românticos. Condor ou tapir.E. Não encheste minh’alma de ventura.F. Conforme os versos transcritos. em negro quadro Havia uma outra imagem que eu sonhava A minha amante dorme. 16. (…) GABARITO 60. a) O idealismo. U. E com a nívea mão recata o seio… Essa trança beijar de seus cabelos Oh! quantas vezes. o poema recorre a imagens nebulosas e sugestivas. A rósea face Mas ela não o quis… rompeu a tela Parece em visos de um amor lascivo Onde eu pintara meus doirados sonhos. a imagem da mulher amada. Texto para a questão 60. tais como: ventura e tristeza. b) Filiado ao Simbolismo. sedento e arquejante. “negro quadro”. da loucura e do sonho presentes no poema serão retomadas de maneira similar na poesia parnasiana. como resposta. d) As referências ao universo da pintura. De fogos vagabundos acender-se… Se posso no viver sonhar com ela.

.. dor e sofrimento. como resposta. não se pode negar o teor realístico do qual se carrega a narrativa. U. do povo que vivia no Rio de Janeiro no começo do século XIX. Estreitou-se com a haste da palmeira. A obra pode ser classificada como um romance de costumes. b) Castro Alves – O Navio Negreiro – Romantismo.. O tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho. a soma das alternativas corretas. a morte da terra virgem pela necessidade se implantar nela uma civilização. buscou a margem do rio onde crescia o coqueiro. seja no processo de construção das personagens . um nítido contraste entre as personagens masculinas e as femininas: enquanto os homens se distinguem pela honestidade. Dê. contrariando todo o desenvolvimento orientado pela narrativa. título da obra e período literário dos versos citados. assinale a(s) correta(s) em relação ao romance em questão. 16. 62. Juiz de Fora-MG Sobre o romance Iracema. consciente da sua missão de gerar a nova raça. Em sangue a se banhar. porém logo o choro infantil inundou sua alma de júbilo. no romance. de José de Alencar.. As personagens do romance pertencem à classe dominante. U. U. e) Castro Alves – Vozes d’África – Romantismo. vulneráveis e desonestas. é incorreto afirmar que: a) destaca o elemento indígena como a verdadeira origem do povo brasileiro. Iracema. a) Álvares de Azevedo – Noite na Taverna – Romantismo. à elite de sua época.61.F.F. c) A expressão “nascido do meu sofrimento” pode ser lida como índice da origem violenta da formação social brasileira. Tinir de ferros.” ALENCAR. seja no espaço onde essas personagens circulam . de Manuel Antônio de Almeida. 02. 01. e vivem situações idealizadas. corretamente. d) Álvares de Azevedo – Conde Lopo – Romantismo.F. seja no plano da forma .linguagem simples e direta -. e considerando a obra como um todo. Legiões de homens negros como a noite Horrendos a dançar. uma vez que registra traços dos hábitos. d) é uma obra de teor nacionalista em que há uso da cor local. assinale a alternativa incorreta: a) O amor entre Iracema e Martim desculpa simbolicamente a colonização. a seu modo. o nascido do meu sofrimento. as mulheres são devassas. 04. (. estalar do açoite. foi uma obra inicialmente publicada em folhetins. Apresenta-se. O desfecho da obra apresenta histórias de luto. Juiz de Fora-MG A partir do fragmento acima. a coragem e a fidelidade. o mestiço povo brasileiro. características da estética romântica. b) o sentimento amoroso justifica as duras ações colonizadoras. na perspectiva do idealismo romântico. Dentre as proposições abaixo. A dor lacerou suas entranhas. UFMS Memórias de um sargento de milícias. Santa Maria-RS “Era um sonho dantesco. c) Aluísio Azevedo – O Mulato – Naturalismo. José de.a periferia do Rio de Janeiro. Voltar Língua Portuguesa .representação de pessoas comuns.” IMPRIMIR GABARITO Assinale a alternativa que identifica. As questões 62 e 63 referem-se ao fragmento abaixo: 21 “Iracema. autor. a retidão de caráter. 08. 63. tradições e falas de pessoas simples.. 64. c) a linguagem é um misto de narração e descrição lírica. b) Iracema entrega-se a Martim sem resistência... Embora o romance esteja inserido entre as produções do Romantismo. de baixa renda e seus dramas cotidianos -. entre os anos de 1852 e 1853. d) Alencar justifica. sentindo que se lhe rompia o seio.) – Tu és Moacir..Romantismo Avançar .

Dei um último olhar àquela forma nua e adormecida com a febre nas faces e a lascívia nos lábios úmidos. ( ) a utilização de recursos dramáticos considerados primários. o equilíbrio. rompido temporariamente. eu ignoro por quê. despreza o nacionalismo e o indianismo. de José de Alencar e (F) para as que não se aplicam adequadamente ao romance: ( ) O autor coloca no centro do romance não mais um herói.Romantismo Avançar . ainda. Uniube-MG Marque (V) para as declarações que estão de acordo com o romance Senhora. na economia e principalmente na educação dos jovens. Idealiza figuras imaginárias. Abri-o: era o de uma moça. e após uma orgia. II e III estão corretas. eu achara abertas. naquela tez lívida e embaçada. e F para os falsos) ( ) o predomínio da caricatura na concepção das personagens. Era uma defunta!.. Pesava como chumbo. livro de contos escrito pelo poeta ultra-romântico Álvares de Azevedo (1831 – 1852). Nessa obra. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) Apenas I e II estão corretas. que. baseada na exploração de tipos sociais facilmente identificados.. Tematiza a morte. c) I. o amor platônico não é superado pelo amor físico. o egocentrismo e o sentimentalismo. a punição do violão. o vidrento dos olhos mal-apertados.. As taças tinham ficado vazias na mesa: aos lábios daquela criatura eu bebera até a última gota o vinho do deleite. o que leva ao efeito cômico desejado. eu deixara dormida no leito dela a condessa Bárbara. como o esconderijo.. que se casa pelo dote. Não sei se a noite era límpida ou negra. ( ) uma vinculação nítida com o contexto romântico. ( ) Este romance testemunha que Alencar crê nas “razões do coração” e se seu moralismo se abate sobre as mazelas de um mundo antinatural (o casamento por dinheiro). sempre se salva a dignidade última dos protagonistas. e se redimem as transações vis repondo de pé herói e heroína.. como o subjetivismo. elas só o são aparentemente. personagens que confirmam o amor inatingível. Saí. b) Apenas II e III estão corretas. a) Apenas I está correta. mulheres incorpóreas ou virgens. mas um ser venal inferior como é o caso de Seixas. da qual faz parte a peça O Noviço. 66.. direcionando-os para a vida religiosa. Tomei o cadáver nos meus braços para fora do caixão. por exemplo). no 1º. para os itens verdadeiros. Acentua traços característicos da literatura romântica. Assinale a alternativa correta. UFGO Martins Pena foi o fundador da comédia de costumes do teatro brasileiro. III.65. II.. pois Alencar acredita que pode operar-se nesse caráter uma transformação capaz de restituí-lo gradualmente à sua natureza generosa. presente em grande parte da obra do autor. “Uma noite. acaba por restabelecer-se na medida em que o autor arranja uma solene redenção fazendo Seixas resgatar-se na segunda parte da história. parágrafo. Cefet-PR O excerto a seguir foi extraído da obra Noite na Taverna. Quando dei acordo de mim estava num lugar escuro: as estrelas passavam seus raios brancos entre as vidraças de um templo. – era o anjo do cemitério! Cerrei as portas da igreja. o disfarce e o erro de identificação. e) Apenas I e III estão corretas. A alternativa que contém a seqüência correta é: a) F – V – V – V.. afirma-se: I. 67. demonstrando a ingenuidade e a simplicidade que permeiam a edificação da trama. idealizado na literatura ultra-romântica. As luzes de quatro círios batiam num caixão entreaberto. pode-se encontrar (Assinale V. d) F – V – V – F. Aquele branco da mortalha. temas característicos da primeira geração romântica. ao contrário. c) V – F – F – V. recursos ostensivamente colhidos nos romances de folhetim da época.. ( ) Embora existam personagens más em seu romance (Seixas. b) V – V – F – F. gemendo ainda nos sonhos como na agonia voluptuosa do amor. sei apenas que a cabeça me escaldava de embriaguez. ( ) o Brasil Colonial como pano de fundo histórico-social. e aqueles traços todos me lembravam uma idéia perdida. ( ) Nesta obra.” 22 Com relação ao fragmento acima. Desta forma. em virtude da educação que recebera. as grinaldas da morte na fronte dela. uma vez que a resolução dos conflitos se encaminha para o final feliz e a conseqüente realização amorosa dos dois jovens e. época em que a influência jesuítica foi decisiva na política..

ao substituir a musa virginal pela lavadeira entretida com o rol de roupa suja.Romantismo Avançar .. o desajustamento do indivíduo ao meio social. 08. Ponta Grossa-PR “Se eu morresse amanhã”. a morte como alívio para o “mal-do-século”. Mas cantou nesse instante uma coruja… Abri cioso a página secreta… Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!” GABARITO Os fragmentos acima são de Álvares de Azevedo e desenvolvem o tema da mulher e do amor. manifesta-se o desejo de amar e a realização amorosa se dá plenamente entre os amantes. que conduz à dor. é um dos poemas mais lembrados de Álvares de Azevedo.E. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Fragmento II É ela! é ela! — murmurei tremendo. c) no primeiro. o dolorido afã. b) no segundo. apesar de haver um tom de humor e sátira. viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã. Caracterizam duas faces diferentes da obra do poeta.. Como a lua por noite embalsamada. à aflição e à busca da solidão. em poesia simples. com certeza. a análise crítica e científica dos fenômenos sociais brasileiros. Dê. PUC-SP “Fragmento I Pálida à luz da lâmpada sombria. a exaltação de sentimentos pessoais. o poeta confere ao tema amoroso tratamento idêntico ao verificado no primeiro fragmento. Comparando os dois fragmentos. Vê-la mais bela de Morfeu nos braços! Como dormia! que profundo sono!… Tinha na mão o ferro do engomado… Como roncava maviosa e pura!… Quase caí na rua desmaiado! (…) É ela! é ela! — repeti tremendo. 16. como: 01. como resposta. 69. 02. o poeta expressa as condições mais rasteiras de seu cotidiano. U. d) no segundo. o poeta figura a mulher adormecida e a toma como objeto de amor jamais realizado. a soma das alternativas corretas. podemos afirmar que. a) no primeiro. “Se eu morresse amanhã. porém. e) no segundo. 04. bucolicamente ingênua e inocente. E o eco ao longe murmurou — é ela! Eu a vi — minha fada aérea e pura — A minha lavadeira na janela! (…) Esta noite eu ousei mais atrevido Nas telhas que estalavam nos meus passos Ir espiar seu venturoso sono. atribui à mulher traços de idealização iguais aos do primeiro fragmento. Sobre o leito de flores reclinada. não se caracteriza o rebaixamento do tema amoroso. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . pastoril. Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! Que céu azul! Que doce n’alva Acorda a natureza mais louçã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã! Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória. a valorização de elementos ligados à natureza.68. com desespero e pessimismo. A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã!” 23 Nele estão contemplados temas recorrentes em sua poesia e na estética romântica.

predomina uma sensibilidade plástica singular. d) Apenas II e III. extraído do romance Memórias de um Sargento de Milícias.Romantismo Avançar . 71. A linguagem do romance Iracema é altamente poética. De maneira simbólica ele representa o homem brasileiro. II e III. põe em dúvida o caráter da personagem e as suas intenções. Uberlândia-MG-Modificada Sobre Iracema. Ela é o refúgio acolhedor e o ideal de evasão do eu-poético. ( ) na poesia lírico-amorosa.F. por saber quem é Leonardo. Moacir é o filho nascido da união de Iracema e Martim. c) se 2.” Considere as afirmações abaixo sobre o comentário feito em relação à palavra ingenuamente na última frase do texto. 4. d) se 1. de Manuel Antônio de Almeida. a natureza tem um caráter expressivo e dinâmico. c) Apenas III. comparações sobre comparações. numa representação quase sempre épica. podemos dizer que: 1. E ingenuamente não sabemos se se poderá aplicar com razão ao Leonardo. o índio. b) se apenas 2 e 3 estiverem corretas. em Iracema temos o nascimento lendário do Ceará. O narrador. como a exaltação do pitoresco nacional. estabelecendo. uma interdependência entre paisagem e estado de alma. A produção poética desse autor pode ser caracterizada da seguinte forma: ( ) na poesia indianista. embora o texto esteja em prosa. foram mais adiante do que isso. 2. UFRS Leia o texto abaixo. e em lamentos melodramáticos. O narrador acentua o tom irônico que caracteriza o romance. que deforma os encantos da mulher amada. moldada por um cenário natural tipicamente brasileiro. III. Assinale: a) se apenas 2 e 4 estiverem corretas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . as cenas de amor carnal entre Iracema e Martim são de tal forma construídas que o leitor as percebe com vivacidade. provocados pelo sofrimento do amor irrealizado. II. UFGO A poesia de Gonçalves Dias pode ser dividida em três grandes vertentes temáticas: a indianista. O narrador aponta para a ingenuidade da personagem frente à vida e às experiências desconhecidas do primeiro amor. a história de amor entre Iracema e Martim e as manifestações de ódio das tribos tabajara e potiguara. U. Luizinha e Leonardo. 3 e 4 estiverem corretas. assim. Alencar consegue belos efeitos lingüísticos ao abusar de imagens sobre imagens.70. ( ) em todas as vertentes da poesia de Gonçalves Dias. a saudosista e a lírico-amorosa. como este último tinha querido quando foram para o Campo. 3. b) Apenas II. porém. vieram de mãos dadas muito familiar e ingenuamente. 72. em que se sobressai o tratamento exótico da natureza tropical. no qual está inserido o primeiro habitante do País. porque tudo é narrado de forma explícita. de José de Alencar. Quais estão corretas? a) Apenas I. pode-se encontrar um ultraromantismo já convencional. ( ) na poesia saudosista. detectado no sentimentalismo exagerado. e) I. fruto do negro e do branco. não é dizer que vieram de braço. o poeta demonstra acentuadas marcas do nacionalismo vigente no Romantismo. 3 e 4 estiverem corretas. 24 GABARITO “Desta vez. I.

d 22. 46. já que. 45.Romantismo Avançar . 39. 05 21. d 24. Tais estágios são refletidos na mudança de nome do protagonista: Jaguaré é o nome do caçador. no texto. que desmitificam sua imagem de passado idealizado a que se desejaria retornar. 34. 5.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O 1 1. e 31. Considerando-se que as notas são objetivas e a narrativa é subjetiva. 43. não com o preconceito europeu. b 18. c) O ritual antropofágico é tratado sob a perspectiva indígena. 6. 4. 36. pois a relação entre o homem e a natureza é apresentada de forma idealizada. c 33. e 23. 41. 11. a qual passa por diferentes estágios. d 25. V–F–V–V d e a c 21 e a e V–F–V–V–V e c c d c d 17. 23 20. a 29. mas com benevolência. 40. 2. Ubirajara é o nome do guerreiro e Jurandir é o nome do hóspede. segue. a 27. tendo sido derrotado no combate com Ubirajara. O romance confirma isso quando Pojucã pergunta se não é digno deste sacrifício. 37. e 26. 8. o índio brasileiro também tem suas tradições. 49. 48. 16. já que. a 19. atribuem-se à infância traços negativos. c 32. sua cultura. 44. c 28. 38. no último parágrafo. d 30. a escravidão causaria mais vergonha que a própria morte. 12. Voltar Língua Portuguesa . F–F–V–F–F–F–V 50 c 27 d c c a a e b GABARITO IMPRIMIR 35. 10. Sim. a a) Como todo povo. de experiências positivas. 15. 9. 42. 7. As notas contribuem tratando o ritual. pode-se dizer que servem de complemento à narrativa. pois. 06 a Não segue integralmente. 3. 14. b) As notas tratam da língua e dos costumes dos índios. a natureza é lugar paradisíaco. 13. 47. e não européia.

a b e c V–F–V–V a 17 c V–V–F–V a e 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a e c a 14 a b b c 13 a 05 62. 51. 68. 60. 53. 66. 72. 69. 54. 59. 63. 70. 61. 58.Romantismo Avançar . 57. 52. 71. 55. 65. 64.50. 67. 56.

b) II. Deste causa à molesta morte sua. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. obra de Camões. IMPRIMIR b) celebra os amores secretos de Inês e de D. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. que se contrapõe à solenidade do poema épico. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. áspero e tirano. Voltar Língua Portuguesa . como um todo. posta em sossego. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. 3. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. Se dizem fero Amor. legítima herdeira do trono de Portugal. 2. c) a manifestação de apego a Portugal. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. Que a fortuna não deixa durar muito. De teus fermosos olhos nunca enxuito. oferecem momentos em que o lirismo se expande. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. puro amor. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. do qual o trecho acima faz parte. tu. em Os Lusíadas: I. Naquele engano da alma ledo e cego. Aos montes ensinando e às ervinhas. Desse episódio. O episódio de Inês de Castro. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. já velho e com um “saber só de experiência feito”. d) retrata a beleza de Inês. Estavas. posta em sossego. É porque queres. linda Inês. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. PUC-SP “Tu só. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. Tuas aras banhar em sangue humano. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. De teus anos colhendo doce fruito. d) I e II. O nome que no peito escrito tinhas. Entretanto. Como se fora pérfida inimiga. e) I e III. II. Nos saudosos campos do Mondego. c) III. III.LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. humanizando os versos. Está correto apenas o que se afirma em a) I. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. inserido em sua narrativa épica.” 1 GABARITO Os Lusíadas.Classicismo Avançar . c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano.

LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. e 3.Classicismo Avançar . a 1 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b 2.

‘Um idioma evolui quando entra em contato com outros. multar um lojista por uma caipirice que depõe unicamente contra ele próprio é um exagero. em geral. p. dois trechos de uma reportagem publicada na revista Veja (30/08/00. O texto traz a opinião do articulista de Veja. A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada da nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). Também é comum — e fato antigo — que os vocábulos a atravessar fronteiras venham. de uma cultura dominante. As informações entre parênteses têm por função explicar os termos que os antecedem. que leciona Lingüística Aplicada na Universidade de Campinas. não fazendo qualquer referência ao emprego de tais termos na língua escrita. a soma das alternativas corretas. ser multados. é correto afirmar que: (01) o exemplo utilizado pelos defensores da pureza do idioma — os cartazes de lojas de shopping centers — não prima exatamente pela originalidade. americano naturalizado brasileiro.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II 1. Rebelo?) de pagodeiros a cada erro de gramática que cometem. em que João Gabriel de Lima discute o projeto de lei nº 1676. Entre eles. 86-7).Interpretação de texto II Avançar . Repete-se no terreno do idioma a mesma lengalenga que se desenrola no campo da economia. UFMS Apresentamos. Está certo que os abusos beiram o ridículo. 1 Trecho 1: “O projeto é fruto de uma idéia fora do lugar (mais uma): a de que o português falado no Brasil estaria ameaçado de extinção. que proíbe o uso de palavras estrangeiras. e só alguém que não entende nada do assunto pode achar que é possível bloquear esse intercâmbio’. (04) os lojistas que exibem cartazes com termos estrangeiros em suas vitrines prejudicam apenas a si mesmos. (16) ao contrário dos lojistas. Agora. Dê. os pagodeiros deveriam ser penalizados porque cometem erros absurdos de gramática que corrompem o idioma. São Paulo). o projeto mostra total ignorância do fenômeno lingüístico. (02) o projeto de Aldo Rebelo limita-se a tentar impedir que a língua falada seja invadida por estrangeirismos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . não devendo. era o francês o responsável pela maior parte das palavras ditas internacionais. A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert adotassem o termo ‘week-end’ para fim de semana. (32) no terceiro período: A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada de nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). Para ilustrar essa tese. centros comerciais). essa primazia pertence ao inglês.” Trecho 2: “Para os especialistas. de autoria do deputado Aldo Rebelo (PC do B. por isso. diz o professor John Robert Schmitz.” GABARITO Segundo o texto. a seguir. seus defensores sempre utilizam o mesmo e surrado exemplo: cartazes de lojas de shopping centers (ops. No entanto. Seria mais ou menos como cobrar uma pena pecuniária (gostou dessa. É normal que uma língua se nutra de outras. (08) é possível detectar a presença de duas “vozes” que dialogam com o discurso sobre a língua: a “voz” da ecologia e a “voz” da economia. estampar nas vitrines “sale” e “50% off” em vez de “liquidação” e “50% de desconto”. Até o início do século XX. como resposta. assim como o mico-leão-dourado e a arara-azul.

(32) posições contrárias à evolução de uma língua são duramente criticadas. com isso. como o escritor Machado de Assis aborda a questão da língua.Interpretação de texto II Avançar . ao passo que Machado de Assis assume uma atitude complacente em relação a seus opositores. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. (16) enquanto Machado de Assis vincula as alterações por que um idioma passa ao fator tempo e às necessidades advindas dos usos e costumes. especialistas enfocam a questão do ponto de vista do intercâmbio com outras línguas. como resposta. os estudiosos tomam os estrangeirismos como elementos positivos que fariam o idioma evoluir para melhor. p. 47. exceto: (01) a evolução de um idioma. é um processo normal. (04) os vocábulos de uma dada língua que se incorporam a outras originam-se sempre de uma cultura dominante. mas pode ser facilmente recuperado pelo leitor. a expressão em negrito remete ao termo franceses. (32) o trecho atribuído ao professor John Robert Schmitz vem em discurso direto. (02) tanto Machado de Assis quanto especialistas aceitam. locuções novas. (08) ignora-se a influência do povo como propulsor das transformações ocorridas na língua. que não vem explicitado no texto. agora. projetos e atitudes como os de Aldo Rebelo revelam-se absurdos porque traduzem um desconhecimento completo sobre a língua portuguesa e suas origens. referentes aos trechos da questão 1. “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. que não se pode impedir. criando. a soma das alternativas corretas. o francês foi o principal idioma a “exportar” palavras para os demais porque pertencia à cultura dominante da época. (08) em A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert…. Dê. como resposta. só então. portanto. estão corretas. suplantado pelo inglês. com naturalidade. 3. a partir de então. certos modos de dizer. 2 Entre o ponto de vista do escritor e a opinião de especialistas. um efeito de sentido de verdade e constituindo um importante argumento de autoridade para fundamentar a tese do intercâmbio lingüístico. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a evolução das línguas. (04) afirma-se categoricamente que as mudanças ocorrem primeiro na fala para. Há. UFMS Veja. já explorada no texto acima.2. (02) para os especialistas. a soma das alternativas corretas. tendo sido. podemos fazer as seguintes comparações: (01) da mesma forma que o escritor fala de riquezas que se acrescentariam à língua. Dê. A este respeito a influência do povo é decisiva. UFMS Todas as proposições a seguir. através do intercâmbio com outras línguas. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. serem incorporadas à escrita. (16) até o início do século XX. o que pode ser observado desde tempos mais remotos.” In: Crítica literária.

meios artísticos. um termo fortemente conotado. Referida a um crime que teve repercussão na imprensa escrita e falada. SP. paralisem os [negócios. Garanto que uma flor nasceu. o assassino foge ao perfil comum de tais tipos. Façam completo silêncio. b) Quais os traços de caráter das mulheres em relação aos quais os homens deveriam se precaver. Seu nome não está nos livros. Laércio. mas certas situações que levam a isso estão aí. esportivos e de poder. e muitas pela fama. rompe o asfalto. ITA-SP O texto a seguir foi publicado na seção “Cartas do leitor” da Folha de S. Fingem acreditar que elas estão aí por amá-los. Sublinhe o termo em questão na sua frase. posando com fêmeas muito mais jovens. no geral. Garça. Suas pétalas não se abrem. poder e dinheiro. Sua cor não se percebe.Interpretação de texto II Avançar . d) nada pode interferir no fluxo da vida urbana. GABARITO IMPRIMIR a) O texto usa. São poucas vezes atraídas pelo seu intelecto. e) a convivência do homem com a natureza não deve ser estimulada.4. Tudo porque o homem não aprende. Sento-me no chão da capital do país às [cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma [insegura. o tédio. Mas é realmente uma flor. Uma flor ainda desbotada Ilude a polícia. Transcreva uma frase em que o termo ocorre. Há milênios. esta carta dá uma notável demonstração de machismo e desprezo pelas mulheres. 5. Duro. nos círculos milionários. gosta de passar aos demais uma imagem de eterna juventude e virilidade. triste. Paulo de 30/08/2000. na frase “o homem não aprende”? Voltar Língua Portuguesa . bondes. real. rio de [aço do tráfego. em relação às mulheres. A durabilidade de tais ligações. […] Furou o asfalto. segundo o autor dessa carta? c) A quem se refere o autor da carta. PUC-RS Texto Carlos Drummond de Andrade “Uma flor nasceu na rua! Passem de longe. “A recente morte violenta de uma jornalista choca a todos porque. o nojo e o ódio. quando essa fêmea mostra também intelecto e capacidade de sobrevivência sem seu protetor. e lhes atribui um comportamento que as desqualifica.” ZANINI. Pior ainda.” 3 O texto sugere que: a) as plantas não devem ser cultivadas nos centros urbanos. termina quando tal fêmea atinge seu objetivo. b) a flor nasce sem as marcas da urbanidade. c) a capacidade de resistência possibilita o inusitado surgimento da flor. É feia. nesse fato. ônibus. associado à descrição de comportamentos que desqualificariam as mulheres.

Fuvest-SP No texto. Paulo. b) O que os termos “retificação” e “revisão” informam sobre a participação do juiz Marco Aurélio de Mello no julgamento da questão? c) Do que trata o artigo 20 da lei de Responsabilidade Fiscal? Responda. que corria o risco de ficar impedido de aplicar cortes de despesas com folha de pagamento previstas na lei.6. as grandes redes — a Internet e a World Wide Web — atropelaram o mundo. Existem ainda no STF outras cinco ações propostas pela oposição contra dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal. Uma retificação no voto do ministro Marco Aurélio de Mello garantiu a decisão do STF. ocorrem vários termos de jargão técnico que remetem a diversas fases do andamento de um processo no judiciário. 4 Texto para as questões 7 e 8. redefiniram os locais de trabalho. durante longos períodos de tempo. Nicholas Negroponte. o governo saiu vitorioso ontem no julgamento do pedido de liminar contra o artigo 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal. 8. enquanto o CD-Rom trabalha. A revisão promovida pelo ministro Marco Aurélio favoreceu o governo. c) a natureza precária das revoluções. e) o traço progressista das revoluções. que confirmou a constitucionalidade do artigo que estabelece os limites de gastos com pessoal para os três poderes. Fuvest-SP A expressão “revoluções não são sutis” indica a) a natureza efêmera das revoluções. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . com base no texto. diz o professor do MIT.” O Estado de S. 13/02/96. revoluções não são sutis. b) a negação dos benefícios decorrentes das revoluções. d) “redefiniram os locais de trabalho”. especialmente em relação aos Poderes Legislativo e Judiciário no âmbito dos Estados e Municípios. c) “reformularam a economia”. as ‘infovias’. 12/10/2000. “A explosão dos computadores pessoais. b) “tornaram as leis antiquadas”.” Jornal do Brasil. e) “desafiaram constituições”. Tornaram as leis antiquadas. a expressão que sintetiza os efeitos da revolução operada pela informática é a) “atropelaram o mundo”. a) No texto acima. d) o caráter radical das revoluções. reordenaram prioridades. desafiaram constituições. Transcreva pelo menos três.Interpretação de texto II Avançar . Não há dúvida de que vivemos a revolução da informação e. reformularam a economia. GABARITO 7. Unicamp-SP (nota: o título de “ministro” é dado aos juízes do Supremo Tribunal Federal) “Pela diferença de um voto. diante de telas de computadores. mudaram o conceito de realidade e obrigaram as pessoas a ficar sentadas.

como conteúdos pressupostos. ( ) Se o trecho “Tem carroceria 100% galvanizada” estivesse redigido como Tem 100% da carroceria galvanizada. por isso. (16) os anunciantes da coleção Primavera-Verão da Picadilly utilizam argumentos genéricos para seduzir o grande público. sugerindo maior proximidade com o interlocutor/leitor. (08) a figura de linguagem que aparece no segundo período é a metonímia. ludibriando involuntariamente o consumidor. 10. 12 anos de garantia anticorrosão” permite dupla interpretação: ou todas as peças metálicas do XYZ têm 12 anos de garantia anticorrosão ou apenas a carroceria a tem. não se voltando. ( ) O primeiro período do anúncio não apresentará alteração de sentido se for assim reescrito: O XYZ é o primeiro na categoria e tem airbags laterais. O design é compacto. é possível considerar que o anúncio poderá ludibriar o consumidor que der a ele a primeira interpretação. (32) a atribuição de uma qualidade negativa ao sapatinho (de cristal) sugere. UFMS Leia o seguinte texto da propaganda de calçados da coleção Primavera-Verão da Picadilly: “Chega um momento que você pára de acreditar em príncipes encantados e passa a exigir homens de verdade. Tendo em vista essa observação. motor com 5 válvulas por cilindro. a soma das alternativas corretas. direção hidráulica e coluna de direção ajustável em altura e profundidade. Tem um momento que você percebe que não é você que não entra no sapatinho de cristal. os verbos parar (de) e passar (a) indicam. É o maldito sapatinho que não serve para você. apesar de gostar de homens de verdade. como resposta. “O XYZ é o primeiro com airbags laterais na categoria. e. mesmo um anúncio honesto pode apresentar alguma impropriedade lingüística que comprometa a qualidade da mensagem transmitida. ( ) No trecho final.Interpretação de texto II Avançar . portanto. 13/12/99. uma vez que se toma o todo (a pessoa) pela parte (os pés).” Época. por oposição. recorre-se à intertextualidade com o popular conto de fadas Gata Borralheira. É o primeiro carro brasileiro com acoustic parking system. Dê. é incorreto afirmar que: (01) no primeiro período. nº 82. Todavia. são proibidos pelo Código Brasileiro de Defesa do Consumidor. p. Mas a tecnologia é imensa. GABARITO IMPRIMIR Com relação a esse anúncio. Dessa forma. XYZ. a valorização dos calçados anunciados. Tem carroceria 100% galvanizada. iniciado em “E ainda” o anúncio afronta o Código Brasileiro de Defesa do Consumidor porque lança uma auto-avaliação sem informar que sistema antifurto a sustenta. Há. pois ludibriam o cliente.” Caras. (04) o uso de você é um recurso típico do texto publicitário. entretanto. freios ABS de 5ª geração. 5 De acordo com o material publicitário reproduzido acima. também conhecido como Cinderela. que acaba comprando gato por lebre. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. ar-condicionado inteligente. anúncios que apresentam apenas informações verídicas.9. (02) com o objetivo de opor realidade e fantasia. 53 (com adaptações). estimulandoo a adquirir um produto ou a contratar um serviço. leia o anúncio que se segue. a mensagem do anúncio estaria preservada. ( ) O trecho “Tem carroceria 100% galvanizada. 12 anos de garantia anticorrosão. 15/9/00. E ainda foi considerado o carro mais seguro do segmento pelo Clube do Automóvel. Alguns anúncios são sabidamente enganosos. UnB-DF Um anúncio publicitário tem por finalidade influenciar o público. que a interlocutora anteriormente acreditava em príncipes encantados. para um segmento específico da sociedade. Voltar Língua Portuguesa .

VI. U. apud. Quando sacaram que pintou sujeira. ajudada pelo amante. que fica na mesma rua. Clitemnestra. 24.” Superinteressante. cit. predomina I. III. uma deformação dos significantes. 27. perceptível em nível morfológico. Agamênon.07. c) somente I e IV. b) O professor Francisco Platão Savioli explica em um texto descritivo a origem da expressão. III. O discurso da violência — as marcas da oralidade no jornalismo popular.07. Os malacos chegaram junto dela e mandaram-na passar as chaves. projetou o mito muito além da sua época. II.91. Metodista-SP Texto 1 “Por isso. Christi estava tirando seu Santana da garagem. na Antigüidade. o juiz se utiliza do voto de Minerva para absolver o réu. pintou confusão. Texto 4 “Um aviãozinho monomotor (de um motor só) caiu ontem de manhã na Baía da Guanabara…” NP. p.C. 230. 4.91. II. 07. 339. de Ésquilo (525 a. o filho dela. Segundo os soldados. quando acontece empate em julgamento.C. IV e VI.11. Orestes. 298. Atena virou Minerva e a instituição do voto de desempate. F. c) O texto contém uma explicação histórico-científica para a expressão “voto de Minerva”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . F. grande dramaturgo grego. ou de linguagem popular e técnica. cit.456 a. Para julgar o crime. conta o professor de Língua Portuguesa Francisco Platão Savioli. op. Minerva é o nome romano da deusa da sabedoria. d) Atualmente. em Atenas). Nessa hora. apud. Rolou uma briga e Eudes sacou o berro.07. e) Tudo o que foi narrado pelo escritor do artigo não passa de ficção. uma preocupação de fundo metalingüístico. da Universidade de São Paulo. Só que o julgamento terminou empatado e a deusa decidiu pela absolvição de Orestes. o malaco tentou roubar o revólver de Antônio Carlos. apud DIAS. Nessa tragédia. Quanto às afirmações anteriores.” NP. o primeiro dos grandes dramaturgos clássicos gregos. 27. A tragédia de Ésquilo. Univali-SC “Deusa grega decidia julgamentos empatados De onde veio a expressão ‘voto de Minerva’? Da Grécia antiga.91. II. pode-se dizer que. para resolver os pepinos em tempo. III. cit. o preso entrou no carro de polícia para voltar ao distrito. 6 Podemos concluir do texto acima que: a) Eumênides é a peça escrita por Ésquilo. F. O cara morreu na hora. 1996 Texto 2 “Os malacos tinham arrombado a escola Paradigma. para melhor se aproximar da língua padrão. a empresa está informatizando todo o seu sistema. em que não faltam. Atena. Texto 3 “Liberado pelos médicos.)’. 12. Egisto. a mistura freqüente de linguagem culta e popular (oral). ‘O episódio que deu origem à expressão está narrado na peça Eumênides. S. mata os dois para vingar o pai e é perseguido pelas Fúrias. fugiram. inclusive. uma tendência para a hipérbole. p. Paulo: editora EDUC/Cortez. no discurso jornalístico em questão. uma oralidade bem marcada da qual se projetam elementos emocionais para envolver o leitor. 5. IV. que inventou a expressão. dado pelo presidente de um tribunal.35. três monstruosas divindades aladas que puniam os criminosos.07. apud.” NP. julho de 1998.Interpretação de texto II Avançar . Considerando somente os fragmentos de Notícias Populares acima. Ana Rosa Ferreira. op. Atena funda um tribunal chamado Areópago (que realmente existiu. 2 F. assassina o marido.91. 6. Aí. p.” GABARITO NP. b) somente III e IV. d) I. estão corretas a) todas as afirmações. V. IV e V. . Com a posterior elaboração e consolidação da jurisprudência romana. detonando três pipocos em Cícero. passou para outras civilizações. a transformação de notícias em narrativas. e) I. op. p. marcas de oralidade.

II. ‘vamos ver’. Sérgio Buarque de Holanda os flagrou mais de meio século atrás no seu estudo do ‘homem cordial’. b) aquele que. de fato. (…). e a tese é a de que as palavras deixam de ter sentido por causa dessa prática. III. II e III somente. ‘a gente se vê’ e ‘apareça lá em casa’ normalmente são escapadas e não promessas de um novo encontro. Michael. 7 13. de Londres e da Fairchild Publications. podem ser classificados como ‘morde-e-assopra brasiliensis’. por essa razão. Esses hábitos já estão enraizados nessa cultura. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . inteligente frente aos obstáculos impostos pelo cotidiano. É por essa razão que frases igualmente descompromissadas como ‘eu te ligo’. c) o homem perspicaz. (…). das quais os brasileiros diariamente se apropriam para desviar da palavra ‘não’. 1996. ora ao fundamento mercantilista dos ‘negócios’. 14. A tese defendida é a de que a acepção mercantilista do termo negociação pode ser maliciosamente encoberta pela acepção democrática. Metodista-SP Assinale a alternativa que mais traduz o conceito de homem cordial no texto. I. Se essa ‘esquiva retórica’ fosse uma disciplina acadêmica. Membros dessa espécie híbrida. que é a busca do ‘acordo entre partes’. Essa declaração faz com que qualquer trato não cumprido soe como um acordo amistoso. está honestamente preocupado com as regras sociais. I e III somente. híbrido e. e) um “camaleão social” ironicamente analisado pela sua conduta. In Folha de São Paulo. O tema é a prática da má política.” KEPP. I e II somente.” Considere as seguintes afirmações sobre o texto acima: I. a) o homem capaz de empreender encontros amistosos. U. Em relação ao texto. correspondente no Brasil do jornal dominical The Observer. Vários políticos valem-se dessa duplicidade de significados: sendo. um tipo de enganador charmoso.Interpretação de texto II Avançar . meio malandra. d) um “camaleão social”. Veja as expressões propositadamente vagas como ‘pode ser’. Seu talento nesse campo vem de eles terem aprendido como navegar em torno dos negativos. meio diplomata. Eles se comunicam por meio de frases como ‘eu fico devendo’. ‘se der’. II e III. intencionalmente incapaz de magoar os outros. espertos negociantes. ou mesmo das ‘negociatas’. os brasileiros seriam PhDs nela. está correto o que vem afirmado em a) b) c) d) e) II somente. as pessoas se escondem atrás de expressões comprometedoras para evitar a responsabilidade pelos atos ou opiniões e para fugir dos confrontos embaraçosos. O tema explorado é o do duplo sentido que a palavra negociação ganha no âmbito da prática política.Texto para a questão 13. PUC/Campinas-SP “Na prática política. a palavra negociação associa-se ora ao requisito clássico da democracia. pela gentileza de seus atos. justificam-se como hábeis negociadores. “Modos brasileiros de escapar do ‘não’ Universalmente.

1999. conhecendo como é o lugar. Nós nunca tínhamos ido à Amazônia. E todos nós imediatamente copiamos: calor – flechinha – dilatação. a) No texto. Rio Grande-RS A expressão Nada mais paradigmático é. ao acúmulo de informações memorizadas. os escolares saberão dos afluentes do Amazonas não recitando os nomes. Perguntou por que havíamos copiado aquilo. em primeiro lugar: o que sentiste lendo esse texto? Em que ele aumentou a tua compreensão do mundo. a esse respeito. daqui em diante. Exemplar. batalhas. Revista ZH. Assim mesmo: calor – flechinha – dilatação. O professor então passou o resto da aula explicando: é mais importante entender do que copiar. Texto “Quais são. não cumpre seu real objetivo. e) Segundo o texto. está o objetivo maior da educação. se faz a respeito de um texto é: o que quis o autor dizer com isso? Pergunta difícil.Instrução: as questões de números 15 e 16 referem-se ao texto. c) O texto é portador da idéia de que o ensino desvinculado da realidade e das vivências do aprendiz. nunca tínhamos visto os rios da região. mas indo até lá. 8 15. mesmo. da vida? No futuro. Informação memorizada é algo que. que o conceba como alguém dotado de inteligência e afetividade. todos nós estávamos ansiosos. F. é criticado o ensino que visa. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ou liam nos livros. O que o computador não nos ensinará é como entender as coisas. equivalente a: a) Nada é mais enfatizado. no contexto. d) Não há exemplo mais adequado. O professor Alfredo entrou na sala. Alfredo Steinbruch. 26 set. ao qual caberá a intransferível tarefa de educar gerações. E aí os nomes surgirão naturalmente. F. mas sabíamos seus nomes. olhou-nos e fez uma pergunta que nos deixou a todos perplexos. mas de uma coisa estou seguro: a regra do professor Steinbruch será mais válida do que nunca. em geral. Ele pousou o giz. U. e portanto cheio de afluentes. ficará cada vez mais por conta do computador. e que foi cercada da maior expectativa: como tinha fama de ralador. como vivem os habitantes da região. Eu perguntaria ao leitor. A pergunta que. b) Nenhuma idéia é mais relevante. Trata-se de um rio longo. Nesse binômio. b) Entre outras idéias. ensino foi sinônimo de informação: nomes. 16. lugares. Era preciso recitá-los de memória. como se chamam os afluentes da margem direita?” Zero Hora. U. Rio Grande-RS Assinale a alternativa cujo teor é incompatível com as idéias veiculadas pela crônica. Durante muito tempo. d) Numa perspectiva otimista e confiante. os afluentes do Amazonas? Há pouco tempo faleceu um dos melhores professores que tive. basicamente. é o ensino da literatura. foi direto para o quadro e escreveu: Calor → dilatação. que lecionava Física no Julinho. entendimento e emoção. e) Nenhuma informação memorizada é mais importante. o comentário do autor faz referência a um futuro em que inovações metodológicas tornarão o ensino mais produtivo e eficaz.Interpretação de texto II Avançar . o texto aponta o computador como o grande mestre do futuro. é essencial que a educação contemple globalmente o ser. isto é. Por que é um mistério que nunca esclareci. Coisas que os alunos copiavam. Lembro muito bem a primeira aula que nos deu. Não é preciso lembrar. e memorizavam — porque aquilo caía no exame. para a qual o próprio escritor muitas vezes não tem resposta. Ninguém soube responder. A memória do computador nos dará todo tipo de informações. A propósito. Não sei como será a escola no futuro. E também não nos ensinará o valor das emoções. datas. Nada mais paradigmático a esse respeito do que a lista de afluentes do Amazonas. os da margem esquerda e os da margem direita. é preciso saber como acessar. c) Nada é comparável.

GABARITO 19. chuveiros e vasos sanitários das cidades — ou na própria violência que passaria a assaltar ruas e casas. decorrente da industrialização. mas no avanço sobre mananciais — fonte para todas as pias. O que é transmitido à maioria da humanidade é. as técnicas da informação são principalmente utilizadas por um punhado de atores em função de seus objetivos particulares. não será capaz de superar o egoísmo. 9 17. d) apropriadas por alguns Estados / criação de desigualdades. intensificou-se nos bairros mais populares. estruturados segundo os padrões da época. resultou de projetos governamentais. b) o crescente avanço da técnica terminará por superar o atraso das relações políticas. (…) As novas condições técnicas deveriam permitir a ampliação do conhecimento do planeta. b) punhado de atores / objetivos particulares.Interpretação de texto II Avançar . Essas técnicas da informação (por enquanto) são apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas. em lugar de esclarecer. c) as mudanças na organização de espaços públicos e privados foram conseqüência da industrialização e da migração. nas condições atuais. e) a violência urbana. b) a urbanização das grandes metrópoles originou-se em modelos institucionais. Todavia. Fuvest-SP No contexto em que ocorrem. e) é próprio da informação atualizada que ela seja acessível somente às minorias mais ricas. estão em relação de oposição os segmentos transcritos em: a) novas condições técnicas / técnicas da informação. Fuvest-SP Deduz-se corretamente do texto que a) a humanidade. Milton. d) o abastecimento de água das grandes cidades. confunde. Paulo César Garcez. corresponda um retrocesso político. de fato. dos objetos que o formam. c) ampliação do conhecimento / informação manipulada. 18. Por uma outra globalização. por mais que avance tecnologicamente.” MARINS. a cada avanço tecnológico.Texto para as questões 17 e 18. “Um dos traços marcantes do atual período histórico é (…) o papel verdadeiramente despótico da informação. d) o alcance universal do progresso técnico está em oposição à sua utilização para fins particulares. a) as novas formas de vizinhança e de moradia resultaram de uma política de urbanização progressiva e organizada. Fuvest-SP Segundo o texto. seja porque não dispõe totalmente dos novos meios de produção. É desse modo que a periferia do sistema capitalista acaba se tornando ainda mais periférica. aprofundando assim os processos de criação de desigualdades. c) é da natureza do progresso que. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . seja porque lhe escapa a possibilidade de controle. embora realizado de maneira desordenada. História da vida privada no Brasil. Texto para a questão 19: “O processo intenso de metropolização sofrido no Brasil a partir da instalação dos parques industriais e os surtos migratórios a eles associados inviabilizariam qualquer projeto de perpetuar o controle das formas de moradia e vizinhança nas grandes capitais. não apenas nas ruas e na configuração heterogênea dos bairros.” SANTOS. uma informação manipulada que. das sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrínseca. e) atual período histórico / periferia do sistema capitalista. Espaços públicos e privados passaram a se fundir a contragosto das intenções normativas.

caso.Texto para as questões 20 e 21. respectivamente e sem prejuízo do sentido. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . as quais. eu gosto ainda mais. Agora é que vi como fica caro para os pobres dos negros serem reis por um dia. Helena. entre elas. Minha vida de menina.” Nesse primeiro período do texto. 21. a qual. Coitada de Júlia! Ela vinha há muito tempo ajuntando dinheiro para comprar um rancho. algumas afirmações críticas acerca do texto. a) O texto põe a nu os desdobramentos de um sistema de desigualdades marcado por bloqueios e limitações sociais impostos a escravos recém-libertos. por: a) contudo.Interpretação de texto II Avançar . d) As situações pitorescas de uma festa servem como pano de fundo às reflexões da narradora sobre o desejo de propriedade da gente-livre recém-liberta e as dificuldades para sua realização. se. Júlia com o vestido e a coroa já gastou muito. Além disso teve de dar um jantar para a corte toda. a incorreta. e) Observa-se uma mescla de compaixão e ironia no discurso da narradora. da qual. Fuvest-SP “Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. e) porque. mesmo sabendo a despesa que dá!” MORLEY. Nenhum rejeita o cargo. a seguir. Até parece que a festa é nossa. A rainha tem uma caudatária que vai atrás segurando na capa que tem uma grande cauda. b) A narradora descreve em seu diário a possibilidade de efetiva ascensão social propiciada pelo regime político do Império. no Brasil do século XIX. Esta também é negra da Chácara e ajudou no jantar. as palavras “mas”. na época em que. “Domingo. c) Desvenda-se no discurso da menina narradora uma ótica de classe que parece apontar para a idéia de que os pobres não sabem como usar o dinheiro. 10 GABARITO 20. Gastou tudo na festa e ainda ficou devendo. ao reconhecer a festa popular como possibilidade imaginária de redefinição social pela superação fantasiosa das barreiras advindas da escravidão. Foi sorteada para rainha do Rosário uma ex-escrava de vovó chamada Júlia e para rei um negro muito entusiasmado que eu não conhecia. que é quase pegada à Chácara de vovó. Eu acho graça é no entusiasmo dos pretos neste reinado tão curto. eu gosto ainda mais. 30 de maio de 1893 Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. mas quando são na Igreja do Rosário. c) porém. b) pois. na qual. mas quando são na Igreja do Rosário. “quando” e “que” podem ser substituídas. Assinale. E este ano foi mesmo. d) entretanto. se. se. Fuvest-SP Leia. que é quase pegada à Chácara de vovó. a qual.

um lindo móvel que ocupa muito menos espaço em sua residência. (Você nunca dará corda num Mido). Procurou no armário uma lata daquele outro que se dissolve sem bater. era verde. Boa noite. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . com Pulvolaque se faz. UnB-DF A partir da leitura compreensiva do texto. macio e confortável. Dentro não havia leite: — Não faz mal — pensou. In: Primo Altamirando e elas. É só até o dia 30. quando ela voltou para o seu apartamento com sala. O vestido não estava no armário. Foi quando o relógio despertador começou a tilintar irritantemente. para decorar páginas e páginas de texto que apanhara na véspera. Aceite o meu conselho e vá verificar pessoalmente. Arrumou as coisas assim na base do mais ou menos. Saltou da camioneta com tração dianteira e muito mais resistente. Se fosse branco. facilmente removível e lavável. Tinha de estar pronta em seguida. ( ) A garota é chamada de “coitadinha” por ser vítima constante do assédio sexual dos patrocinadores. mas também não achou. Eram onze e meia quando chegou à cidade. naturalmente). ( ) A garota-propaganda. colocou pasta de dentes na escova e pôs-se a escovar com força. (Tudo que se faz com leite. tome de sorriso na frente da câmara. Garota-propaganda não pode engordar.’” PONTE PRETA. Abriu a geladeira de 7 pés. ( ) Quando não estava em frente das câmaras de televisão. Afinal. que deixa saudade.Texto para a questão 22: “A garota-propaganda. Às quatro. que tivera de agüentar a cantada de um patrocinador de programa (Agência Galo de Ouro — quem não anuncia se esconde) que prometera um cachê melhor. embebida na água com Rinso e o diabo é que o vestido. abriu a cortina do boxe. decorar outros textos. não conseguia mais separar sua vida privada de sua vida profissional. caso ela ficasse efetiva na programação. De 5 às 8. não o tomara pela manhã. muito obrigada pela atenção dispensada e até amanhã. levantou-se meio tonta. em pó. Fora dormir inda agorinha. Comeu rapidamente e aceitou o copo de leite que o garçom sugeriu. e procurou o vestido verde que comprara no Credifácil. mas preferiu outra coisa. de 8 e meia às 10. Mas note bem. Tomou então um cafezinho mesmo e correu ao quarto para se vestir e arrumar o cômodo o mais depressa possível. tinha de almoçar com um diretor de TV. que não enruga nem encolhe. saindo com pessoas desagradáveis e dormindo pouco. Rio de Janeiro: 1962 (com adaptações). Ele pediu massa e perguntou se ela também queria (Aimoré você conhece — pensou ela). vai poder dormir um pouquinho. faz a oração da noite: ‘Padre Nosso. fez todas as coisas que precisava fazer em uma velocidade espantosa e entregou-se ao suplício de almoçar com o diretor de TV. do ‘Espetáculo Biscoiteste’. o teleteste que distribui brindes para você. quando voltaremos com novas atrações. 11 GABARITO 22. Um velho chato. onde você adquire agora e só começa a pagar muito depois. Stanislau. a quem fingia aceitar a corte para poder ser escalada nos programas. depois ficaria explicado porque a roupa dela é muito mais branca do que a minha.) O diabo é que também não tinha Pulvolaque. que comprara dando apenas trinta por cento na entrada e começando a pagar as prestações na entrega das chaves. que parece linho mas é linholene. Ali estão os dois escolhendo o menu. como ficou dito. A pobrezinha. mas muito bonzinho. Fechou o sofá-cama. Iria à cidade apanhar os textos de uma outra agência que precisavam ser decorados até as três. ( ) O nível de abrangência e a forma da narrativa permitem que se caracterize a postura do narrador como externa e restrita. quarto. Foi botar na boca e ver logo que era leite em pó. Ah… que agradável sensação de bem-estar! Depois do banho. no departamento comercial da televisão. Quase meia-noite e ela tendo de dançar com ‘seu’ Pereira. aos pés do sofá-cama. decorando textos. quitinete e área interna. toda impermeável. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. graças à carona que pegara. Finalmente. boxe. a garota-propaganda passava seu tempo correndo de um lado para outro. a jurar que a liquidação anunciada era uma ma-ra-vi-lha. e foi até a cozinha tomar um copo de leite. além disso. com muito mais espaço interior e que você pode adquirir dando a sua velha de entrada (a sua velha geladeira. Lembrou-se então que o deixara na véspera dentro da pia. coitadinha! Já passava das oito horas da manhã e a garota-propaganda dormia gostosamente sobre o seu colchão Vulcaspuma. tudo conjugado. Estremunhada.Interpretação de texto II Avançar . vítima da sociedade de consumo. que estais no Céu. entrou no banheiro. em pó… Às três horas o programa das donas-de-casa. E. banheiro. copa. O diabo era aquele perfume que saía do cangote do seu par. Um perfume inebriante. Já eram quase três da matina.

d) “aeroportos no mundo todo”.” GABARITO 24. Sorria. 16/7/2000. Fuvest-SP Neste anúncio. para a grandeza de homens e mulheres. Além disso. d) enumeração acumulativa de vantagens. não contribuem para a grandeza de homens e mulheres. d) Não são os pequenos erros que tornam homens e mulheres grandes em suas realizações e virtudes.” SEREZA. e) expressões em inglês. a relação entre o texto verbal e a imagem fotográfica caracteriza-se principalmente a) pelo sarcasmo. O Estado de S. e) pelo sensacionalismo. e) Os pequenos erros são inevitáveis para a grandeza de homens e mulheres. Mais espaço entre as poltronas. c) pela incoerência. mas não podem escapar de seus pecadilhos e prevaricações. Principalmente quando você tem à sua disposição uma poltrona de design ergonômico com maior capacidade para reclinar e 132 cm de espaço entre a sua poltrona e a da frente. você conta com mais de 300 salas VIP em aeroportos no mundo todo e pode acumular e utilizar pontos no seu programa de milhagens voando com qualquer linha aérea da aliança oneworld. b) pelo sentimentalismo. b) Os pequenos erros são importantes. d) pelo humor. Paulo. mas não essenciais. ITA-SP Assinale a opção que melhor traduz o trecho em destaque do texto abaixo: ”O novo livro de Ubaldo pode ser visto como um belo exercício de retórica. Caderno 2/Cultura. Fuvest-SP Entre os recursos de persuasão empregados no texto verbal do anúncio. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto II Avançar . se se querem grandes.23. Viajar virou sinônimo de relaxar. b) “acumular e utilizar pontos”. a) Os pequenos erros são inevitáveis e essenciais para a grandeza de homens e mulheres. Fuvest-SP No mesmo anúncio. a imagem fotográfica associa-se mais diretamente à palavra sorria e à expressão a) “mais de 300 salas VIP”. 26. Business Intercontinental da Iberia. e) “programa de milhagens”. b) trocadilhos. D. c) apelo direto ao leitor. H. só NÃO ocorre o uso de a) termos técnicos. c) “Mais espaço entre as poltronas”. da radioatividade natural e da história da ilha baiana para defender uma tese: a de que homens e mulheres podem ser igualmente grandes em suas realizações e virtudes. c) Ainda que os pequenos erros sejam inevitáveis. Texto para as questões de 24 a 26: 12 “Business Intercontinental da Iberia. 25. Utiliza-se de Itaparica.

recorrência no uso da hipérbole e da metáfora. 29. possibilidade de escolha quanto à duração do plano (mensal. garantia de agilidade e segurança na indenização. opção pelos verbos no modo imperativo. apelo direto ao leitor pelo uso repetido do pronome “você”. e) presença de verbos no modo imperativo.Interpretação de texto II Avançar . Pelo contrário: suas garantias são válidas 24 horas por dia em qualquer parte do mundo. comparação com produtos similares. baixo custo e facilidades de pagamento. b) “menos trabalho do que trocar um bebê”. c) preço acessível. d) “deixar essas coisas para amanhã”. seleção de imagens sensacionalistas para mobilizar a emoção do leitor. mensal ou anual. grande número de postos de venda/contratação. e) “alguém que não sabe nada sobre segurança”. desvinculação entre indenização e inventário.” Texto publicitário produzido pela Agência DM9. Por uma mensalidade equivalente a um pacote de fraldas descartáveis. Porque quem é louco por alguém. repetição exaustiva do nome do produto. tirou seu sossego e ainda vive nos braços da sua mulher? Então faça um Itauvida. o SOS Seguro Itaú é como um pediatra: sabe tudo. b) uso sistemático da linguagem denotativa. além de a indenização não ficar presa a inventários nem responder por eventuais dívidas do segurado. Fuvest-SP A única alternativa em que aparece um trecho do texto que NÃO remete ao campo semântico mais diretamente sugerido pela fotografia é a) “o SOS Seguro Itaú é como um pediatra”. Fuvest-SP No texto encontram-se as seguintes estratégias de persuasão: a) recurso à complementação de sentido pela relação entre texto verbal e imagem. 28. 13 27. são vantagens de quem adquire o seguro anunciado: a) dispensa de exame médico pré-contratação. c) presença funcional de um slogan curto. Procure o seu corretor ou uma agência Itaú e faça hoje mesmo o seu Itauvida. possibilidade de o segurado vincular eventuais dívidas a seu inventário. E dá menos trabalho do que trocar um bebê. as crianças). você faz um seguro de vida que pode durar sempre. enumeração acumulativa das qualidades e vantagens oferecidas pelo produto. preço acessível. Fuvest-SP Segundo o texto. d) apresentação das vantagens oferecidas pelo produto. predomínio de verbos no futuro do indicativo. e) garantia de a indenização ser vinculada a inventários. desobrigação da realização de exame médico prévio. c) “equivalente a um pacote de fraldas descartáveis”. definição e explicitação do público-alvo (no caso. é só ligar para ele a qualquer hora do dia ou da noite. não é louco de deixar essas coisas para amanhã. b) débito automático em conta para correntistas de diversos bancos. opção dupla para a forma de pagamento. com todos os valores do seguro atualizados pelo TRD. anual ou vitalício). escolha da forma de pagamento. você escolhe a forma de pagamento. d) baixo custo. Precisou de ajuda.Texto para as questões de 27 a 29: “Uma pessoa que não sabe nada sobre segurança convenceu-me a fazer um Itauvida Responda sinceramente: você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa. serviço de informações 24 horas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Um Itauvida não rouba suas noites de sono. apelo à sensibilidade do leitor. e o débito é automático para os correntistas do Itaú. facilidade de pagamento. criativo e de fácil memorização. Porque o Itauvida dispensa exame médico (basta uma declaração de saúde na proposta). E para esclarecer suas dúvidas.

houve. IV. O texto refere-se a um acidente que envolveu a nova UTI Móvel da Polícia Rodoviária Federal e um ciclista. II. em conseqüência do acidente. c) III. dentre tantas outras possíveis. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . As demais unidades da frota da PRF dispõem de equipamentos para o transporte de feridos. dependerá de autorização do comando. danos de pequeno valor no veículo. relatório e fotos do acidente. a ordem seria: a) I. II. resultará em inquérito para averiguar as circunstâncias do caso. d) II. III. I. III. b) I. Os danos na UTI Móvel foram de pequena CARRO da PRF mata ciclista e fica bastante monta. Em virtude do acontecimento. Há muitas informações sobre a ambulância. IV. um ciclista atravessou a pista e foi colhido pelo carro. I. “UTI-Móvel sofre acidente/Veículo-ambulância usado em socorro atropela ciclista O acidente envolvendo a nova UTI Móvel da PRF (Polícia Rodoviária Federal). na parte dianteira do veículo. A ambulância havia sido acionada para atender a acidente no quilômetro 524. morrendo na hora. atropelado pelo veículo enquanto transitava no quilômetro 512 da BR-116. III. O conserto.Interpretação de texto II Avançar . Se reordenássemos os itens acima expressos. a ambulância não será usada em serviço. O texto permite-nos inferir que provavelmente um policial rodoviário estivesse conduzindo o veículo. também. Segundanificado do o policial rodoviário. mas da vítima não sabemos sequer o nome: é apresentada apenas como ‘um ciclista’. O texto acima comporta leituras. II. que receberá. o pára-brisa ficou quebrado. U. dos itens mais explícitos aos menos explícitos. que resultou na morte de um ciclista sexta-feira à noite. III. podemos fazer leituras com diferenciados graus de profundidade.30.” 14 Quando lemos um texto. F. III. No texto fica implícito que o motorista não ficou ferido. No deslocamento. a ambulância não será usada em serviço. ou seja. A matéria não coloca a vida humana em primeiro lugar. II. e) IV. I. que morreu vítima do atropelamento. IV. IV. O texto foi construído para informar que a nova UTI Móvel da PRF ficou danificada em acidente. IV. Por enquanto. mas as demais unidades da PRF estão em condições de transportar feridos. É o procedimento adotado neste tipo de situação. I. como as que seguem. Pelotas-RS Leia o texto a seguir (Diário Popular. do nível de leitura menos profundo ao mais profundo. II. informou o inspetor Carlos Alberto Bahr Fernandes. 8/6/1999). agora.

também é segura. ( ) O poema foi construído a partir de alterações semânticas decorrentes de inversões fônicas de um grupo pequeno de fonemas.2). o melhor a fazer com o Kursk é deixá-lo onde está: no fundo do oceano. ( ) Pode-se inferir que o texto foi. A profundidade em que se encontra a embarcação. 52. babe cola e excrete caco pela cloaca. (32) O adjetivo perigosos deixa subentendido que existem traços de radiação. CAMPOS.31. mas. e os primeiros testes apontam para isso. p. é arriscada: o submarino pode rachar no processo. pelas famílias das vítimas. (16) A expressão além de muito cara é um argumento a mais para contrariar a solicitação de retirada dos corpos. ( ) Uma síntese possível do texto é Beba coca.5) e “cloaca” (v. uma propaganda encomendada para divulgar as qualidades do principal produto de uma fábrica de refrigerantes. Décio. 85. A razão é simples. Unioeste-PR “O destino do Kursk A informação é triste para os parentes dos marinheiros. 15 A partir das informações do poema acima. Haroldo de. “caco” (v. a até 20 metros da superfície. 108 metros. principalmente. originalmente. IMPRIMIR Em relação ao texto. Teoria da poesia concreta: textos críticos e manifestos. Há lixo nuclear suportável em águas bem mais rasas. o que se sobrepõe às expectativas dos parentes. o ideal é não mexer na carcaça naufragada.” GABARITO Fragmento de texto. Coca-Cola. Uma operação de resgate. (08) O conector desde que impõe uma negação do que foi dito anteriormente. porque é impossível ocorrer vazamento de radioatividade. (64) O pronome isso retoma a idéia de que há vazamento de radiação vindo dos reatores do Kursk. Décio. desejada pela opinião pública e. (01) Em A informação há uma remissão para um dado que está fora do texto. o que provocaria vazamento perigoso para as pessoas envolvidas e para o meio ambiente. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. 1950-1960. (02) A carcaça do Kursk não será uma preocupação constante para o governo russo.7) têm em comum um sentido negativo. p. 2ª ed. 32. do ponto de vista ambiental. (04) A informação triste para os parentes significa que o não resgate dos corpos é necessário para o bem comum. A conclusão segue as recomendações da Agência Internacional de Energia Atômica e baseia-se em estudo realizado com outros dejetos nucleares que repousam no fundo de mares árticos. Augusto e CAMPOS.Interpretação de texto II Avançar . como resposta. Unb-DF “beba babe beba babe caco cola coca coca cola cola cola caco cloaca” PIGNATARI. dê. Nesses lugares não foram detectados traços perigosos de radiação. Voltar Língua Portuguesa . agosto de 2000. ( ) Os vocábulos “babe” (v. Desde que não haja vazamento de radioatividade vindo dos reatores do Kursk. In: PIGNATARI. São Paulo: Duas Cidades. retirado da Revista Veja. a soma das afirmações corretas. além de muito cara. 1975.

Quando falta luz em casa. Texto para as questões 34 e 35: “O Brasil precisa arrumar novas fontes de energia para ver a luz no fim do túnel A relação entre crescimento econômico e energia é direta. no sentido de mostrar que a ciência do homem branco precisa conversar com a ciência indígena. que não está nas terras indígenas no momento da fala. que estamos cuidando deste patrimônio ao longo do tempo. quem realmente precisa aprender com os indígenas é a “ciência do homem branco”. pelo foco do silvícola. Desde que o preço do petróleo começou a subir teimosa e implacavelmente.” RAMIRO. Se a geração de energia não for suficiente. ( ) Pelo segundo período do texto. Subiu para 15% no início de 2000 e deve chegar a 20% no fim do ano. p. nunca tivemos a oportunidade de contar e de compartilhar o que significa para nós esse patrimônio. Saberes globais e saberes locais — o olhar transdisciplinar. uma nação está segura quando há três chances em 100 de faltar energia. 2000 (com adaptações). a magia da vida. O que pesa são os gastos industriais. a alimentação e. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . para que nós. Edgard. Lá não temos problema de emagrecer. é correto concluir que. Dificilmente a falta de energia atinge as pessoas diretamente.” MORIN. 135 (com adaptações). na opinião do autor. são todas meio improvisadas as estimativas a respeito das reservas.Texto para a questão 33: “Idéias sustentáveis A biodiversidade. as águas doces estão todas nas terras indígenas. há plantinhas e árvores grandes. a economia pára. em geral. a magia de tentar entender este Criador: o espírito da floresta. Se ela faltar. Em 1997. o espírito da sabedoria com quem os pajés podem conversar. Ou seja. no ano passado. não um colapso na geração. ( ) O texto é narrado em primeira pessoa. não temos academia de ginástica. o remédio. copiaram e discutiram. O sistema brasileiro opera próximo ao limite da capacidade instalada. da capacidade de produção e do crescimento do consumo. no meio do mato. essa taxa no Brasil era de 5%. Cada um deles está em busca da chamada luz no final do túnel. Nós. Há um cálculo mundial para detectar a probabilidade de um país ficar no escuro. os índios. em termos de vida. contraria os hábitos das colônias indígenas remanescentes no território nacional. lá. Em energizês. com uma pequena margem de sobra. Rio de Janeiro: Garamond. pois o consumo doméstico é irrisório no cômputo geral. Muitos pesquisadores já foram a nossas aldeias. do dia e do tempo. 16 33. Veja. o país tem sete vezes mais possibilidade de sofrer com a falta de energia do que seria aceitável. comum entre os vikings. Simples assim. as olhemos e dali tiremos a água. no canto das terras indígenas. estudaram. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. 6/9/2000. UnB-DF Com referência às idéias do texto e sua relação com outras áreas do conhecimento. Tudo é feito de acordo com o movimento da noite. o país não pode crescer. o mundo parece ter atentado para o problema da extrema dependência em relação a poucas fontes de energia. Estes podem compreender e transformar aquelas plantas no nosso sustento. mesmo com novas tecnologias de extração sendo desenvolvidas a cada dia. Queremos dizer isso a vocês. Em nossas aldeias. o motivo é uma falha nas linhas de transmissão. Lá. É difícil prever por quanto tempo a humanidade poderá contar com o fornecimento de petróleo a um custo compensador. Denise. os seres humanos. ( ) o culto do corpo são em mente sã. que estão nas mãos de um número reduzido de controladores e que ninguém sabe por quanto tempo serão suficientes para suprir as necessidades globais. O índice internacionalmente aceitável é de 3%.Interpretação de texto II Avançar . entra em colapso. No que diz respeito ao petróleo. ( ) Infere-se do texto que viver de acordo com o movimento do dia e da noite deu origem a academias de ginástica para emagrecer. A prova de que há uma certa angústia no ar em relação ao suprimento energético é a atitude dos grandes consumidores. principalmente (o que às vezes vocês não percebem).

pois aquilo que ele pensou não poderia ocorrer no sertão. UFRS Leia o trecho abaixo de Grande Sertão: Veredas. Cara de gente.4 milhões de pessoas. ( ) Devido a novas tecnologias. e) Para o narrador. Dono dele nem sei quem for. ( ) No período final. eu não quis avistar. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não. a situação brasileira é altamente favorável. Não tenho abusões. Alvejei mira em árvores no quintal. ( ) Ao mencionar “a geração de energia”. com referência à luz como energia luminosa. ( ) As idéias do texto permitem inferir que os colapsos na geração de energia estão relacionados ao consumo industrial. a falta deverá atingir 33. Voltar Língua Portuguesa . ( ) O termo “energizês” é uma criação vocabular formada a partir de energia para designar a linguagem técnica internacional do setor da Bolsa de Valores de São Paulo que trata da economia de energia. cedi. b) As palavras do narrador indicam que o “senhor” compreendeu adequadamente o ocorrido. Deus esteja. Mataram. Mesmo que. Vieram emprestar minhas armas. Por meu acerto. se vai ver se deu mortos. desde mal em minha mocidade. cara de cão: determinaram — era o demo. então. se em 1997 a população brasileira era de 140 milhões de habitantes. ( ) No terceiro período. o texto argumenta contrariamente ao princípio da Física segundo o qual energia não pode ser criada. mas apenas transformada. vieram me chamar. 36. Causa dum bezerro: um bezerro branco. Povo prascóvio. c) A interpretação do interlocutor sobre os tiros está equivocada. por defeito como nasceu. para uma população estimada em 167 milhões no final de 2000. UnB-DF No que se refere às idéias do texto e sua vinculação com outras áreas do conhecimento. os olhos de nem ser — se viu —. no baixo do córrego. “— Nonada. 35. isto é o sertão. O senhor tolere. pressuposta no início do romance. o pronome “ela” pode referir-se tanto a “energia” como a “geração”. sobre a qual o narrador e o ouvinte estariam conversando. a) “Nonada” remete a uma situação anterior. O senhor ri certas risadas… Olhe: quando é tiro de verdade. erroso. Me disseram. pois o país conta com potenciais energéticos imensuráveis. Daí. ( ) As porcentagens no primeiro parágrafo permitem afirmar que. Todo dia isso faço. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. de Guimarães Rosa. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. primeiro a cachorrada pega a latir.Interpretação de texto II Avançar . ainda não-explorados.” 17 GABARITO IMPRIMIR Assinale a afirmativa correta em relação ao trecho. arrebitado de beiços. instantaneamente — depois. havia chance de faltar energia para 7 milhões de pessoas. UnB-DF A propósito das idéias e expressões do texto. significando solução para o problema. e com máscara de cachorro. esse figurava rindo feito pessoa. e denotativamente. d) O aparecimento do bezerro com máscara de cachorro não causa estranhamento entre os sertanejos. gosto.34. a expressão “luz no final do túnel” foi explorada duplamente: com o sentido conotativo. os tiros sempre indicam que houve morte de homens. ( ) O tom de preocupação acerca do tema e a redação de trechos como “Simples assim” e “busca da chamada luz no final do túnel” indicam que a linguagem predominante no texto é a coloquial.

Texto para a questão 38: “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. apenas os mais ricos possuíam um televisor. Jeep® Só Existe Um. Jeep Grand Cherokee. A televisão foi implantada no Brasil em 1950. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. no Brasil.0 L High Output. de Alcino Leite Neto. ( ) sobressai. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. demasiadamente popular. então predominantemente rural. Jeep Grand Cherokee.37. UFMT Com base no texto acima. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir dela. a televisão esteve associada a privilégio de classe é demonstrado por meio de um tipo de ordenação: a enumeração de fatos. No início da década de 60. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. 2000. CELULAR.” GABARITO Veja.Interpretação de texto II Avançar . ( ) a ordenação por tempo e espaço favorece um raciocínio que opera com noções de transformação e mudança. de 30 jul. reacionário ou malfeito é apenas popular. já que o autor define a TV como um meio de comunicação demasiadamente popular. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . foi publicado na TVFolha. é possível afirmar que ( ) prevalece. no fragmento. Ele tem motor 4. 11/10/98. A vida moderna em favor da vida de verdade. “Muito do que se condena na televisão brasileira como sendo obtuso. consideradas num certo período e em determinado lugar. julgue os itens que seguem como verdadeiros ou falsos: ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão ‘Up Country’ para você chegar onde ninguém chegou. a especificação de conceitos. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. A partir de R$ 55. duplo air-bag. no fragmento. um tipo de ordenação muito utilizado nos textos jornalísticos: a ordenação por contraste de conceitos.400 O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. no interior do país. mas durante muito tempo aparelhos de TV foram privilégio das classes alta e média. ( ) o argumento de que. UFGO O trecho abaixo.” 18 A respeito da forma de ordenação de idéias empregada pelo autor. 38. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro.

papéis. etc. papel.39. externo. creme dental. fósforo. gilete. vales. xícara. Quadros. (32) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a antítese e a metáfora. etc. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. Ricardo. papéis. telefone. folheto. pijama. Bandeja. cadeiras. papel e caneta. descarga. pia. convertem-se no seu contrário. 1995. cheques. xícara. quadro-negro. Prova disso é o fato de que importa menos a forma pela qual são construídos os elementos da narrativa (personagem. cartas. toalha. água. fósforo. copo. talheres. sapatos. Vaso. vaso. papel e caneta. Prova disso é o fato de que as ações e a situação dramática. de G. relatórios. Cigarro e fósforo. como resposta. notas. Maço de cigarros. cigarro. copos. 71. sabonete. Mesa. a falta de nome próprio e de descrição física do personagem. Xícaras. fósforo. Papéis. livro. marcado por uma das características fundamentais do realismo do século XIX: o determinismo social. fósforo. Água. quadros. esclarecendo o título do texto. Pasta. São Paulo: Moderna. abotoaduras. cavalete. vaso com plantas. Prova disso é o fato de que a primeira enfatiza a idéia de rotina. espuma. copo de papel. tempo. cinzeiro. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. espaço.) são construídos a partir do uso exclusivo de substantivos. guardanapo. telefone. cartaz. que exerce uma função criativa. no isolamento de sua casa e do escritório da agência de publicidade em que trabalha. cigarro. travesseiro. Tal isolamento é necessário para que o personagem desenvolva suas idéias e realize as suas obras. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Mesa e poltrona. camisa.” RAMOS. calça. Mictório. Cigarro e fósforo.Interpretação de texto II Avançar . esboços de anúncios. limitada à rotina da polaridade casa-trabalho. creme dental. tempo. Maringá-PR Leia o texto a seguir e assinale o que for correto. Jornal. pincel. lápis. descarga. calça. (64) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a repetição e a metonímia. J. cigarro. Quadros. bilhetes. meias. canetas. Paletó. prova de anúncio. Relógio. água quente. giz. (04) Trata-se de um texto em prosa. cadeiras. telefone interno. água. água. evidenciando que o personagem vive uma vida tediosa e aborrecida. gravata. pasta. relógio. revista. meias. a soma das alternativas corretas. Coberta. “Circuito fechado Chinelos. papéis. cinzeiros. E. copo com lápis. água. Cueca. sapatos. pente. garrafa. In: LADEIRA. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. bule. xícara e pires. cigarro. construídas por meio do uso exclusivo de substantivos. copos. Táxi. p. exemplificado pelo escritório da agência de publicidade em que trabalha e pela classe social a que pertence: a classe média. paletó. caixas de entrada. papéis. marcado por uma das características fundamentais do romantismo: a solidão do homem que. memorandos. Abotoaduras. caixa de fósforos. Pia. chinelos. espaço. chaves. singular e diferenciado dos demais. escova. Escova de dentes. cadeiras. documentos. Contos brasileiros contemporâneos. caneta. caneta e papel. 19 (01) Trata-se de um texto em prosa. pratos. Provas disso são. telefone. papéis. telefone. bloco de notas. U. por exemplo. marcada pela solidão e pelo automatismo. Mesa e poltrona. papéis. caixa de fósforos. cigarro. creme de barbear. bloco de papel. Mesa. sabonete. espuma. Carteira. de saída. pia. no caso. prato. Mesa. espátula. caixa de fósforos. telefone. fósforo. Poltrona. xícara pequena. jornal. toalha. Chinelos. (02) Trata-se de um texto em prosa. água. água. a explicação do comportamento humano baseada na idéia de que o homem é um produto do meio em que vive. pratos. agenda. Carro. fotos. marcado por uma das características fundamentais da arte moderna e contemporânea: a pesquisa de novas formas de expressão estética criadas a partir do experimentalismo lingüístico. guardanapos. papel. cigarro. lenço. revista. guardanapo. cueca. poltrona. pastas. Prova disso é o fato de que a primeira contrapõe a rotina massacrante do trabalho à imprevisibilidade característica da vida doméstica. xícara. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. Dê. fósforo. níqueis. Poltrona. projetor de filmes. carro. talheres. Televisor. maço de cigarros. caneta. evidenciando a passividade (não-ação) e a desumanização do personagem. Cigarro e fósforo. Creme para cabelo. cadeira.) do que a determinação que o personagem principal sofre do meio social. (16) Trata-se de um texto em prosa em que a construção do personagem não permite uma universalização da experiência por ele vivida. gravata. cadeiras. camisa. provavelmente artística. não consegue adaptar-se à mediocridade que caracteriza a vida dos seus semelhantes. Mesa. telefone. Prova disso é que o que se destaca são os sentimentos do personagem. água fria. Cigarro e fósforo. pasta. espuma. fósforo. caneta e papel. (08) Trata-se de um texto em prosa em que as ações e a situação dramática são reduzidas ao contato com objetos do cotidiano. cortina. relógio. cama. talheres. Escova. Prova disso é que todos os elementos da narrativa (personagem. Cigarro. Maço de cigarros.

20 GABARITO 40. vestibulandos bem-sucedidos de escolas públicas cursaram estabelecimentos que muitas vezes estão em bairros de classe média. ( ) nos cinco parágrafos entre o início e a conclusão do texto.000 o número de alunos de escolas públicas na USP. Vale lembrar ainda que são 5 milhões os que cursam o ensino médio público. que há aos milhares. 05/09/99.Texto para as questões 40 e 41: “Escola Pública e Demagogia O Senado acaba de reservar 59% das vagas das universidades públicas para estudantes que fizeram seus cursos fundamental e médio apenas nas escolas públicas. uma vez que a escola pública concretiza o termo democracia. Embora a grande maioria dos brasileiros tenha renda inferior a essa. o enunciador constrói argumentos que se apóiam em comprovações que. ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo e já. ademais se considerada a ambição de propósitos senatoriais. deve ser excluído? É uma minoria seleta de grandes escolas privadas que coloca seus alunos nas melhores universidades. Há 20 anos eles foram 57%. Paulo. de formação dos melhores e mais capacitados quadros do país. de resto em detrimento de estudantes mais preparados. auxiliam as escolas até com dinheiro e participam da comunidade escolar. começa construir a oposição ao que foi afirmado.Interpretação de texto II Avançar . Apenas 25% dos brasileiros. 27% dos novos alunos da USP vieram de escola pública. Alguma aritmética pode dar ainda a medida da inocuidade do projeto de cotas. Um exame em detalhe da questão revela as inconsistências do projeto. podemos afirmar que ( ) a palavra demagogia. Apenas 45% dos alunos das universidades federais viriam de escolas públicas. Parece evidente que o enfoque sério do problema deve ser o da melhoria da educação pública. Com a nova lei. Cad. em escola do Estado. na Unicamp e nas instituições federais que matriculam por ano 107 mil novos alunos. justificam.” Folha de S. num processo decrescente vão reafirmar. aumentaria em 7. Em 1999. como justifica o projeto do Senado. uma vez que são elas que lhes renderão votos nas urnas. Mesmo assim. Voltar Língua Portuguesa . pois os políticos só se interessam por soluções paliativas e que provocam impacto. Na justificação do projeto senatorial. Por que as vagas serão reservadas apenas aos que fizeram integralmente seus estudos na escola pública? Quem a duras penas teve estudos pagos por um ou dois anos em uma barata e ineficaz escola privada. a partir do segundo. São poucos os de fato pobres que furam a barreira da ‘discriminação’. 20% dos estudantes da Unicamp provêm de famílias com rendimento inferior a dez salários mínimos. 1. cursaram o ensino médio. 53% estão atrasados nos estudos. Segundo o Mec. no parágrafo final. estão em escolas desse nível de instrução. Os senadores poderiam até acenar com dados de duas das melhores universidades do Brasil. A reação imediata diante desse tipo de iniciativa é lembrar aos parlamentares que universidade é centro de excelência. em idade de estudar no ensino médio. cujos pais têm boa formação educacional. Reservar cotas para estudantes do Estado não ataca o problema. Há cinco anos. presente no título. UEGO A partir da leitura do texto. Os ainda poucos brasileiros que chegam ao ensino médio público estudam em escolas cujo nível claramente se degrada. Mas apenas esse argumento não mostra quão desinformada é a atitude dos que defendem tal medida. nas quais apenas 25% dos aprovados no vestibular. p. em 98. De resto. ainda assim ela não basta para pagar mensalidades de escolas de elite. Resta a aprovação da Câmara para que a criação de cotas no ensino superior e uma benevolência demagógica se tornem lei. a oposição estabelecida nos dois primeiros. ( ) falta vontade política para a solução de problemas cruciantes da sociedade brasileira. alega-se que a lei é ‘medida de ação afirmativa’ que quer ‘atenuar a discriminação imposta às camadas mais pobres’. IMPRIMIR ( ) a frase “Reservar cotas para estudantes… pode reservar votos para os defensores de tal projeto” (último parágrafo) é sinônimo de democracia. 2. permite-nos estabelecer a oposição “democracia versus demagogia”. USP e Unicamp. mas pode reservar votos para os defensores de tal projeto. eles eram 32%.

E. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. 42. esclarecendo e conquistando a adesão do leitor às suas idéias. UEGO Em relação à estrutura e ao conteúdo dos parágrafos. de acordo com a leitura. mas também ‘com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’. ( ) Infere-se que os direitos configurados na Carta Internacional de Garantias Individuais sofrem alguma espécie de limitação. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. ( ) Os membros da OEA se obrigam a seguir as normas de promoção e proteção dos direitos do homem. Voltar Língua Portuguesa . estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. fatores de coesão textual.41. I. ( ) Cada país membro encarrega-se. conseqüentemente. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. de velar pela observância das normas criadas internacionalmente. ( ) no último parágrafo. o enunciador apresenta os argumentos de seu opositor. o autor apresenta a degradação crescente do nível de ensino da escola pública. no interior de suas fronteiras. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. quinto e sexto parágrafos são fornecidos detalhamentos da afirmação feita no terceiro e esses detalhamentos contribuem para dimensionar a inocuidade do projeto. comprovando o caráter demagógico da medida. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. compreensão e interpretação textuais: ( ) Desses. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. 1948). Além disso. ao mesmo tempo em que acena com a possibilidade de que a proposta não chegue a ser lei. ( ) no terceiro parágrafo. como tal. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. no livre exercício de suas próprias soberanias. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’.” GABARITO IMPRIMIR Julgue os itens a seguir. ( ) no segundo parágrafo. como a realização dos postulados da justiça social’. uma vez que sua conclusão é incontestável.Interpretação de texto II Avançar . Colômbia. ( ) Infere-se que se estabele uma diferença entre liberdade política e liberdade de espírito.Superior de Brasília-DF 21 “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. temos uma primeira oposição ao proposto no primeiro e uma introdução ao terceiro. pode-se afirmar que: ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo. esses são anafóricos e. ( ) no quarto. a resolução sobre ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos.

Católica-GO Levando em consideração as relações de sentido na construção do texto. o predomínio do diálogo. em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. se fosse assim reescrito: Nariz de Ferro. embora tivesse a postura de um gigante presunçoso… ( ) O vocábulo “altura” em “Gosto de pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas”. ( ) O uso da palavra “ainda”. exibiu o perfil para mim. a presença de um narrador personagem e. os nossos inimigos podem ser pessoas ou instituições. que era um anão. forças armadas. Ensino a técnica adequada para devassar. bancos. era um pouco mais negro do que o rosto. que era um anão. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. (Esse livro. como atormentar e destruir sem misericórdia. ( ) O pronome “me” em “Em me preparei para enfrentar a adversidade” teria de vir. O nível formal evidencia-se pela predominância de uma construção sintática adequada à norma padrão. aniquilar. de linhas perfeitas. ‘Eu me preparei para enfrentar a adversidade. ( ) No fragmento em análise. qualquer pessoa ou instituição que tem força e sacaneia os outros.Interpretação de texto II Avançar . introduz o pressuposto de que Nariz de Ferro não escreveu o Manual. o verbo “deixara” poderia ser substituído por seu correspondente composto. U. minuciosa e sistematicamente.” não teria o sentido de contraposição alterado. o proprietário senhorio.Católica-GO Com base na construção e organização gramatical do texto. Nele descrevo. na verdade. o referido Manual é escrito para as pessoas que têm poderes — como financeiro e político — e apresenta métodos para destruir aqueles que não têm esses poderes. Gosto das pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas’. pela presença de alguns vocábulos mais utilizados na linguagem oral. Seu nariz imenso. depois do verbo por anteceder a preposição “para”. o qual se constrói com uso do discurso direto. arruinar. há a mistura dos dois níveis de linguagem: o formal e o informal. de acordo com a regra de colocação pronominal. (…)” 22 43. 44. exterminar indivíduos e organizações odiosas. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. nunca foi escrito. que era um anão. a loja comercial. vangloriar-se”. a polícia. com relação ao modo de narrar. Pela sua cara vejo que não gosta de mim’. ( ) De acordo com a fala da primeira personagem. levantou-se e. mas admite a possibilidade de o livro ser escrito futuramente. companhias de cartões de crédito. basta terem o poder. ( ) Em “Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados.) ‘Está enganado. virando sua enorme cabeça de cabelos encarapinhados. eu disse. ( ) O período “Nariz de Ferro. mais utilizado na linguagem oral: Eu tinha deixado o visitante falar… IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . fodidos e oprimidos”. com relação ao modo de citação do discurso. os verbos em destaque exercem a função sintática de predicativo do sujeito. mas também das que ainda pretendia fazer”. dente por dente”. mas também das que ainda pretendia fazer. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. Essa afirmação é reforçada por meio do vocábulo “jactar-se”. os métodos mais sujos e destruidores para se ir à forra de qualquer inimigo. levando-se em consideração outras informações contidas no texto. que significa “gabar-se.Texto para as questões 43 e 44: “(…) Eu deixara o visitante falar. ( ) Em “Eu deixara o visitante falar…”. ( ) No fragmento em análise. ( ) De acordo com o texto. seja ele quem for. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. sem interrompê-lo. desmoralizar. mas também das que ainda pretendia fazer. mostro como atacar saindo das sombras. companhias de serviços públicos. U. Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. percebe-se. é ambíguo e provoca um efeito de sentido que permite uma referência tanto a aspectos psicológicos quanto físicos. Nariz de Ferro. fodidos e oprimidos. a intromissão do narrador apresenta sutilmente uma característica negativa do caráter da personagem. ( ) À fala de Nariz de Ferro aplica-se a conhecida expressão “olho por olho. o nível informal. ( ) Em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. imposto de renda.

o complemento verbal refere-se aos dois verbos empregados: foi e viu. U. Foi e viu um despropósito de coisas. fica clara a consideração e a amizade do internauta por seu animal de estimação. observa-se uma intertextualização com a passagem bíblica referente ao Dilúvio. Macunaíma. exerce função sintática na frase em que aparece. o brasileiro falado e o português escrito”. Parava em cada vitrina. festa inventada pros brasileiros serem caridosos…” ( ) A mocica fez ele parar… O uso do pronome do caso reto como complemento não é adequado. Essa afirmação confirma-se nos dois últimos períodos do texto. Julgue-as. ( ) O emprego do acento grave em “conectadas à Internet” está adequado por ter a palavra — “Internet” — sido considerada do gênero feminino em língua portuguesa. falando: Custa mil réis. o emprego dessa forma contraria uma característica do texto — a oralidade — uma vez que a forma utilizada na linguagem coloquial é vitrine. e examinava dentro dela aquela porção de monstros. ( ) No texto. o brasileiro falado e o português escrito. ( ) Em “Aqui diz que as pessoas que passam…”.”. ( ) Em … “até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. 23 ( ) Em “se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. ( ) A charge apresenta uma Imagina.Católica-GO As proposições que se seguem referem-se ao texto. No entanto. “Uma feita era dia da Flor. ( ) A palavra “vitrina”. Já sabia o nome de tudo. é de origem francesa e está grafada de acordo com a regra ortográfica vigente. ( ) A expressão facial do internauta e outros elementos icônicos presentes na charge reforçam e exemplificam a mensagem verbal. louro… Aqui diz que situação de crítica ao apeas pessoas que passam muito tempo conectadas à Internet go excessivo das pessoas acabam menosprezando seus ao mundo virtual e um laços de amizade… alerta em relação à utilização das informações que deveriam servir para colocá-las em sintonia com seu mundo real. como pronome relativo. A mocica fez ele parar e botou uma flor na lapela dele. tanto que até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. “Macunaíma aproveitava e esperava se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. de acordo com as normas da língua padrão. percebe-se uma referência explícita às variedades lingüísticas em nosso país. Mário. festa inventada pros brasileiros serem caridosos e tinha tantos mosquitos carapanãs que Macunaíma largou o estudo e foi na cidade refrescar as idéias. têm como referente um mesmo elemento nominal: a palavra “louro”.Católica-GO Considere a charge que segue e julgue as afirmativas como verdadeiras ou falsas. ( ) A referência à festa da Flor configura-se no texto como uma crítica ao sentido capitalista da criação de determinadas datas comemorativas. em “Parava em cada vitrina”. o segundo “que” é pronome relativo e.Interpretação de texto II Avançar . Uma feita era dia da Flor. ( ) O imperativo do verbo “imaginar” e o pronome “seus”. U.45. em contraposição ao conceito inicial dado à festa da Flor. ( ) Em “Foi e viu um despropósito de coisas”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . no texto verbal da charge. Macunaíma passeava e encontrou uma cunhatã com uma urupema carregadinha de rosas. dividindo a língua em dois registros: o falado e o escrito.” ANDRADE. 46.

d) empresas da Renault. a) b) c) d) e) o poema não é coerente. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. pois não possui “elos” entre um verso e outro. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. b) mudança dos executivos. os termos sublinhados referem-se respectivamente às seguintes passagens do texto: a) companhias transnacionais. Anna Paula. d) o governo do Rio Grande do Sul não quis a Ford em seu estado.Interpretação de texto II Avançar . Podemos inferir que: a) o governo da Bahia convenceu o governo do Rio Grande do Sul a deixar a Ford naquele Estado. O mundo não é o que pensamos. o poema não possui “elos” conectivos. por isso a Bahia rouboulhe esta empresa. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. O orangotango é profundamente solitário. a mudança é um sacolejo completo na vida. c) o governo da Bahia trapaceou o governo do Rio Grande do Sul. Para os executivos e a família. 24 No fragmento anterior. UEMS “Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford.Texto para as questões 47 e 48: “No Brasil. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. Para as companhias. UEMS A partir da leitura do poema abaixo podemos afirmar: “Cobras cegas são notívagas. 49. Das 500 maiores companhias transnacionais. um poeta. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. ao construir um poema. pois as frases estão soltas. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. companhias transnacionais. Desde 1990. essa transferência representa um reforço na filial. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros.” BUCHALLA. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. c) empresas da Ford. Para as companhias. transferência dos brasileiros. Veja. 48.” GABARITO IMPRIMIR Carlos Drummond de Andrade. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. 26/04/2000. Andorinhas copulam no vôo. transferência dos brasileiros. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. e) o governo do Rio Grande do Sul não colocou guardas na Ford. essa transferência representa um reforço na filial”. 47. existem colônias de franceses no Paraná. por isso esta empresa instalou-se lá. e isto garante a sua coerência. mudança dos executivos estrangeiros. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. UEMS Na passagem A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. Certas árvores só frutificam de 25 em 25 anos. mais de 400 estão instaladas no país. Voltar Língua Portuguesa . os versos do poema estão justapostos. o poema é coerente. Hoje. Em São Paulo. b) o governo da Bahia ofereceu mais incentivos à Ford. não se preocupa com sua coerência. e) companhias transnacionais. graças à Renault. mas possui significação. Macacos também preferem o isolamento. mudança dos executivos estrangeiros.

O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. que o guarda até hoje. Marque a(s) alternativa(s) que aponta(m) corretamente essas ligações. Unifor-CE O texto explora como idéia central: a) a incerteza que envolve o julgamento de alguns acerca da garantia dos cientistas a respeito dos robôs do futuro. reparou em algo estranho. que supera o Eniac. As lajes tinham sido arrancadas das rochas de uma pedreira. assinalando V (verdadeira) ou F (falsa). → o padre Giuseppe Leonardi. um dos maiores paleontólogos do mundo. Talvez estejam sonhando. a revista Popular Mechanics escreveu que a nova maravilha eletrônica tinha 18 mil válvulas e pesava 30 toneladas. e) a comparação entre o peso dos primeiros computadores do mundo e o dos computadores na atualidade. que não seja possível sequer desligá-los. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . → o interior paulista. Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade reparou em algo estranho. como pensam alguns. b) a crítica que considera tresloucada a previsão da revista Popular Mechanics em 1946. assumindo. no Rio de Janeiro. A análise das marcas confirmou o seu palpite. 25 ( ) Ali estavam impressas pegadas de répteis… → lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. um computador bem mais poderoso do que o Eniac cabe no bolso da camisa. Esperou o Carnaval. Lembremos: quando um dos primeiros computadores do mundo. nos arredores da cidade. um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens. na época. ( ) Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. assim. 1999. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros do período jurássico. várias expressões retomam ou antecipam outras para conferir coesão ao texto. em 1946. em todos eles. → pegadas de répteis.Interpretação de texto II Avançar . Ficou tão entusiasmado que até se esqueceu de ir ao dentista. Ali estavam impressas pegadas de répteis que habitaram a região de Araraquara 180 milhões de anos atrás. ( ) Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros… → rochas de uma pedreira. Hoje. d) a possibilidade de que. → Rio de Janeiro. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. “A cidade das calçadas jurássicas O padre italiano Giuseppe Leonardi. o Eniac. Abril. nos arredores da cidade. → os répteis que habitavam a região. Mas o padre-cientista não se abalou. Esse fato autoriza a reiteração da dúvida: estarão os cientistas sonhando? Talvez sim. ( ) O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. que o guarda até hoje. fazendo o que pareceu. um dos primeiros computadores do mundo. ( ) … quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. quando a cidade inteira estava muito ocupada em se divertir. Leonardi explicou ao prefeito que precisava arrancar os trechos de calçadas com pegadas de dinos. no Rio de Janeiro. UFPR No texto abaixo. no Rio de Janeiro. foi produzido. para meter a picareta no calçamento e levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. no futuro.” Superinteressante. estava viajando pelo interior paulista em 1976 quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. que o guarda até hoje. Talvez não.” GABARITO 51.50. uma previsão tresloucada: ‘Os computadores do futuro talvez usem apenas mil válvulas e pesem em torno de uma tonelada’. c) a potência do computador de hoje. todos os robôs venham a ser desligados. Texto para as questões 51 e 52: “Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas. Talvez não.

a bicicleta substitui o automóvel. na miséria e na desgraça coletiva. Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona. políticos e jornalistas que se dizem democratas.52. 54. Fuvest-SP O autor identifica os opositores do regime cubano entre a) os membros da oligarquia cubana. cinco séculos depois do Descobrimento. e) os cidadãos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d)“na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime” = em face da intuição de que o regime está perdendo força. Note-se que isso não é uma vaga esperança: é uma realidade. b)“tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade” = livrar o povo de quem o sujeita e fazê-lo crer na ilusão de que seja digno. ao invés da opressão política imposta pelas elites. E mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. c)“permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias” = possibilitando uma vida menos humanitária. b) os entusiastas de um conceito superado de democracia. 26 53. que impede o povo de superar a opressão social e política. a fim de pagar os sustos que deu. pois tem não apenas mantido. a TV descrevem as dificuldades de Cuba. tendo em vista a influência que já exerce em nosso país. na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos. Provavelmente. alimentação. Parece que lhes dá prazer noticiar e comentar que falta alimento e roupa. d) o computador é a expressão mais aprimorada do avanço da tecnologia. Mas o fato é que (repita-se pela milésima vez) o regime cubano conseguiu o que nenhum outro tinha conseguido na América Latina: tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade. cuja principal preocupação é gerar a instabilidade do regime socialista. Texto para as questões de 53 a 56: “Um triste espetáculo é a alegria feroz com que os políticos e cidadãos que se dizem democratas. não sabe ler. segundo o qual as eleições consolidam o poder político do povo. serve de boa massa para os demagogos elegerem quanto aventureiro consiga vender a sua deteriorada mercadoria política. vive doente. portanto. mas se submetem a todo e qualquer tipo de ditadura. Isso. o rádio. c) todos os que sentem prazer em derrotar o socialismo cubano.Interpretação de texto II Avançar .” CANDIDO. sofre todas as privações e. permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias. c) ainda hoje há previsões tresloucadas a respeito dos computadores. a frase que está reconstruída de modo a preservar seu sentido é: a)“Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona” = pressupõe-se que essa atitude implique o funcionamento do socialismo. Antonio. e) robôs e computadores condicionam o poder da tecnologia. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) qualquer ameaça dos robôs do futuro ao homem será detida pelo simples gesto de desconectá-los. Recortes. os jornais. mas cultivado e agravado a miséria de um povo que. Com certeza esperam que o regime odiado acabe na fome. que só pode ser mencionada entre aspas. b) a eficiência do computador independe de suas dimensões. graças à aquisição dos requisitos indispensáveis — saúde. Fuvest-SP Considerando-se o contexto em que aparece. ele terá mostrado que o socialismo é possível nesta parte do mundo. quando as classes dominantes não resolvem salvar a pátria por meio do singular instrumento ‘democrático’ que são os golpes mais ou menos militares. para esses críticos eufóricos o que funciona é a ‘democracia’ brasileira. relativa equivalência de oportunidades. e)“que só pode ser mencionada entre aspas” = cuja menção deve vir sempre ressalvada. d) os defensores de uma falsa democracia.

na posse de bens particulares e influência pessoal. o que é insultuoso é que ela o seja apenas para alguns.. Não era um cínico. mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. a qualificação de “eufóricos”. atribuída a “esses críticos”. a bicicleta substitui o automóvel” é contestada pelo autor. deve-se à convicção de que eles avaliam com pessimismo as possibilidades da democracia no Brasil. No segundo parágrafo. que não é percebido como suficiente. Texto para as questões de 57 a 60: “Um amigo meu estava ofendido porque um jornal o chamou de boa-vida. e se chamava Bernard Shaw. b) I. que situação! A vida deveria ser boa para toda gente.. e porque todo homem que encontram não é um amigo e toda mulher não é romance. Em relação ao texto.55. d) I e II. A veracidade das informações de que em Cuba “falta alimento e roupa. ‘Dinheiro é a coisa mais importante do mundo. terá mostrado que o socialismo é possível. II.. Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações: I. mas um homem de vigorosa fé social. que passou a vida lutando. Nas expressões “relativa equivalência de oportunidades” e “afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos”. não se contentam com esposas cheias de diamantes e filhas em flor. e) I.” Rubem Braga. queixam-se porque a operária está mal vestida. para tornar melhor a sociedade em que vivia — e em certa medida o conseguiu. não se contentam com belas casas. William Morris. e) II e III. III. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais.Interpretação de texto II Avançar . dar-lhe o sentimento da própria dignidade. Unifor-CE A expressão “apetite social” significa. Voltar Língua Portuguesa . II. está correto somente o que se afirma em a) I.. b) II. para alguns homens: a) o usufruto de uma condição econômica bastante favorável.. terá mostrado que o socialismo é possível. os elementos sublinhados indicam a preocupação do autor em manter sua objetividade diante dos dados que analisa. não apenas o daqueles mais ricos.. b) uma preocupação mais ampla. a lavadeira cheira a gim. a iniqüidade mantida pelas oligarquias. d) I. além daquilo que já faz parte de seu patrimônio. Foi um homem que a vida inteira viveu de seu trabalho. estão articuladas numa relação de causa (I) e efeito (II) as seguintes expressões: a) I. 27 56. a costureira é anêmica. Vejam que país. c) I. c) III. que tempo. sofrem com a arquitetura da casa do vizinho. tirar o povo da sujeição torpe. tendo em vista o bem da sociedade em geral. a seu modo. tirar o povo da sujeição torpe: II. d) uma possibilidade de exploração. GABARITO 57. da mão-de-obra oferecida por algumas profissões bastante desvalorizadas.’ Esse ‘apetite social’ é raríssimo entre os nossos homens ricos. aquisição dos requisitos indispensáveis.’ Quem escreveu isso não foi nenhum de nossos estimados agiotas. Fuvest-SP No terceiro parágrafo. Ele nos fala de alguns homens ricos: ‘Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida — homens como Ruskin. IMPRIMIR c) a discrepância entre a visão que um escritor tem da vida em sociedade e a realidade vivida por algumas camadas sociais. II. querem belas cidades. aquisição dos requisitos indispensáveis. E nossos homens de governo têm uma pasmosa desambição de governar. no texto. pela camada mais alta da população. II. a não ser ‘social’ seja tomado no sentido de ‘mundano’. II. e) a ambição de possuir sempre mais. Kropotkin — têm enormes apetites sociais... dar-lhe o sentimento da própria dignidade.

c) caberia à camada mais rica da sociedade. c) reconhece as razões de pessoas que preferem viver sua vida discretamente. Unifor-CE Depreende-se corretamente do texto que o cronista: a) defende sua própria opinião de que as pessoas mais ricas só vivem preocupadas com sua vida particular e com o bem-estar de sua família. 59. b) enfatiza a necessidade do dinheiro. estabelecer condições para a igualdade social. d) jornalistas devem ter sempre o cuidado necessário para não expor publicamente a situação econômica e social de algumas pessoas. Unifor-CE “Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida têm enormes apetites sociais. b) não há mérito social algum em pessoas que vivem apenas de seu trabalho. b) prestação de serviços básicos e trabalho intelectual.. especialmente os considerados pouco dignos dentro da sociedade.Interpretação de texto II Avançar . d) relacionamento afetivo e condições socioeconômicas de preservá-lo. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) a vida mundana se torna. único meio de as pessoas desfrutarem de uma vida digna na sociedade. c) senso estético de determinados grupos sociais e seu poder econômico. habitualmente. de que ricos são aqueles que buscam melhorar as condições de vida para todos os que compõem uma sociedade. e) agiotas e escritores podem ter opiniões idênticas quanto ao real valor do dinheiro. o objetivo principal e a forma de que dispõem os homens ricos de exibir tudo aquilo de que desfrutam.” Essa afirmação estabelece. sem se deixar expor pela imprensa à opinião pública. no texto. de que tomar-se rico deve ser o objetivo final daqueles cujo trabalho é reconhecido publicamente. GABARITO 60.58. a par dos órgãos governamentais. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . um paralelo positivo entre: a) percepção das dificuldades de algumas camadas sociais e justiça social.. que possibilita a um escritor dedicar-se plenamente ao seu trabalho. 28 d) aceita a postura de várias figuras ilustres. e) compartilha a opinião de Bernard Shaw. inclusive Bernard Shaw. sem preocupar-se com sua sobrevivência. e) propriedades particulares e vida familiar organizada.

na janela. quanto ao que diz respeito à organização do convívio dele consigo mesmo e dele com os demais. bebem com ele à noite no bar e acompanham-no nas refeições diárias. 190. como a última luz na varanda. c) Apenas II está correta. “Apelo Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. tanto no que diz respeito à organização da casa. 1997. acostumado a viver com uma mulher. calço a meia furada. In BOSI. sozinho. conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. d) O autor do texto explicita seu sentimento de alegria por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma inversão de valores em sua vida cotidiana. A subjetividade presente no texto é marcada pela presença do pronome de tratamento Senhora. II. b) Apenas I e III estão corretas.” TREVISAN. Venha para casa. Senhora? Às suas violetas. e) Apenas III está correta. a) Apenas I está correta. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Senhora. Com os dias. quanto ao que diz respeito às pessoas e aos animais. PUC-SP Considere as seguintes afirmações: I. 29 61. Uma hora da noite eles se iam e eu ficava só. Primeiros dias. não senti falta. sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia. bom chegar tarde. PUC-SP Assinale a alternativa correta: a) O autor do texto explicita seu sentimento de liberdade por perceber que. esquecido na conversa da esquina. tanto no que diz respeito às camisas e meias. o prato na mesa por engano. a imagem de relance no espelho. A ausência da Senhora desencadeia um processo de descontentamento para o autor que menciona problemas com a ordem da casa e com a desordem dos sentimentos. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe. sozinho. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço. não lhes poupei água e elas murcham. Não tenho botão na camisa. E comecei a sentir falta das primeiras brigas por causa do tempero na salada — o meu jeito de querer bem. desorganiza-se ao estar sozinho por um período superior a uma semana.Interpretação de texto II Avançar . deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. ah. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. Senhora. Para não dar parte de fraco. o leite pela primeira vez coalhou. e) O autor do texto explicita seu apelo por perceber que.) O conto brasileiro contemporâneo. e até o canário ficou mudo.Texto para as questões 61 e 62. sem a Senhora. por favor. Toda a casa era um corredor deserto. não pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. Assinale a alternativa correta. Senhora. 62. O texto apresenta uma visão da vida cotidiana de um homem que. (org. d) Apenas II e III estão corretas. fui beber com os amigos. A. Acaso é saudade. ninguém os guardou debaixo da escada. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão. b) Os interlocutores do texto são os amigos do autor que conversam com ele na esquina. São Paulo: Cultrix. III. para dizer a verdade. c) O autor do texto explicita seu sentimento de solidão por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma desordem em sua vida cotidiana. Dalton. p.

então. ( ) a relação criador-criatura enfocada sob uma perspectiva irônica. cuja marca é a ausência do sujeito.Interpretação de texto II Avançar . U. foi a forma que fez. ( ) a “flor” forjada como exemplo de obra de arte criativa. ( ) uma analogia entre o ofício do ferrageiro e o do poeta. 595-6. Reparou nas flores de ferro dos quatro jarros das esquinas? Pois aquilo é ferro forjado. O poema mostra: ( ) o fazer poético como um processo racional. Flores criadas numa outra língua. 1994. é uma distância tão enorme que não pode medir-se a gritos. Conhece a Giralda em Sevilha? Decerto subiu lá em cima. ligada à ação persuasiva do artefato sobre o objeto natural. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. o efeito de verdade na obra de arte. Não há nele a queda-de-braço e o cara-a-cara de uma forja. não a mão. ( ) a ação de forjar ligada à marca da pessoalidade no processo criativo. João Cabral de Melo. Existe grande diferença do ferro forjado ao fundido. corpo a corpo com ele. é só derramá-lo na forma. ao senhor que dizem ser poeta: o ferro não deve fundir-se nem deve a voz ter diarréia. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) a criação da poesia como um processo cuja marca é a fluência das palavras. contrapondo-se ao plano do fundir. Dou-lhe aqui humilde receita. Organizada por Marly de Oliveira com assistência do autor. até o onde quero. p. não até uma flor já sabida. fundamentado em modelos preexistentes. In: Obra Completa. domo-o.63. ( ) a verossimilhança. Nada têm das flores de forma moldadas pelas das Campinas. Salvador-BA “O Ferrageiro de Carmona Um ferrageiro de Carmona que me informava de um balcão: ‘Aquilo? É de ferro fundido. sem controle seletivo. dobro-o. O ferro fundido é sem luta. mas ao que pode até ser flor se flor parece a quem o diga. Só trabalho em ferro forjado que é quando se trabalha ferro.” NETO. 30 GABARITO Forjar: domar o ferro à força.

Todas as mesas estão ocupadas. parabéns. pois o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. parabéns. parabéns.Interpretação de texto II Avançar . Lúcia McCartney. continue. Durante a luta. bateria. cinqüenta anos. só sinto vontade de ganhar. mulato. o mais moço. morreu. d) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. e tudo continua no mesmo. ela veio noutro porão’. Os grandes espelhos da parede vieram da Europa no fundo do porão. em que as personagens se colocam vivas diante do processo narrativo. e) Toda essa história de carinho acaba quando boto as lutas onde o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. sinto vontade de ganhar e vontade de vencer. b) o que mais determina o texto são as reflexões. de forma mais concisa e coesa. principalmente no que diz respeito à caracterização física dos músicos. parabéns. que nada de mau aconteça. só sinto vontade de ganhar. mas é também o mais triste. Rubem. ‘Tua vó fez risinhos e boquinhas. sua mãe. continue. trancado no banheiro. Respondo: ‘Minha avó nunca viu esse espelho. d) predomina o caráter descritivo. parabéns. o elemento determinante do texto é a narração. O afeto antes é de boa sorte. vontade de vencer. Depois da luta. 31 64. Na mesa ao lado está o sujeito que é casado com a Miss Brasil. Depois da luta. c) trata-se de um misto de narração e dissertação em que as ações das personagens servem como apoio para as argumentações do comentarista. um rosto de quem vai perder as últimas esperanças. se fosse rico — ‘fazia filho na mulher dos outros. mas sou pobre e faço na minha mesmo’ — e todos começam. o pianista tem quarenta anos. visto que o afeto antes é de boa sorte. enquanto lá embaixo as pessoas comem bebem suam sem ao menos por um instante levantar os olhos para o balcão onde ele trabalha com os outros dois: Stein. antes é de boa sorte.Texto para a questão 64. Ceetps-SP Com base nesse texto é correto afirmar que a) as ações ganham relevo e determinam a estrutura do texto. Durante a luta. a tocar a valsa da Viúva Alegre.” A alternativa que melhor expressa a idéia contida na fala do lutador de boxe Acelino — Popó — de Freitas. o gerente não gosta mas ele não pode mudar de camisa todos os dias. adjetivos e mesmo verbos que auxiliam na caracterização do ambiente. Depois de terminada a luta. vontade de vencer. o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. b) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas e. cristal puro. só sinto vontade de ganhar. Nesse instante chegam os músicos. UFMA “Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. Durante. que nada de mau aconteça. que nada de mau aconteça. quanto ao afeto. meio século atrás: espancado com uma vara fina. só sinto vontade de ganhar e vencer porque o afeto antes é de boa sorte. ele tocou Strauss no restaurante com o coração cheio de alegria — Elpídio na bateria. as idéias discutidas ao longo dele. Os garçons passam apressados carregando pratos e travessas. depois da luta.” FONSECA. um grande borborinho. continue. depois. três: piano. só sinto vontade de ganhar e de vencer. Durante. 65. não exatamente ao mesmo tempo. no violino — cinqüenta e seis anos. coloca um lenço no pescoço para proteger o colarinho. privado de comida ‘nem que eu morra você vai ser um grande concertista’ e quando Sara. e) apesar dos aspectos descritivos. continue. “Os Músicos Faz calor. namorou dentro desse espelho’. Depois da luta. embora o único afeto que sinto pelos meus adversários seja antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. ainda tem um restinho mas sabe que vai perdê-las num dia de calor tocando os Contos dos Bosques de Viena. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . vontade de vencer e. No ar. Durante. o que lhe confere teor dissertativo. O único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. ainda que antes o afeto seja de boa sorte. o que se constata sobretudo pelos substantivos. é: a) Toda essa história de carinho quando boto as lutas. violino. continue. já que o afeto antes é de boa sorte e que nada de mau aconteça. c) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. Durante. que nada de mau aconteça e. que nada de mau aconteça. desse modo. parabéns. a fim de que o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. tem oito filhos.

eram três vezes maiores do que os anotados entre os de cargos superiores. por parte das autoridades. 9 jun. importantes e portanto. a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. a prática de exercícios e a exposição a substâncias tóxicas. Texto para as questões de 67 a 68: “Rico vive mais Nos últimos cinco anos.. respeitados centros de pesquisas científicas do mundo produziram nada menos do que 193 estudos sobre a relação entre condição socioeconômica e saúde (. Até entre pessoas do mesmo estrato social. 134. In: Veja. d) Ainda que ordinariamente andassem pouco. (. a viagem progredira bem três léguas porque ordinariamente andavam pouco. c) Porque haviam repousado bastante na areia do rio seco. a dieta alimentar. porém... o esgotamento psíquico mina o sistema imunológico do organismo humano. os juazeiros alargavam duas manchas verdes. 1999.Interpretação de texto II Avançar . (. o currículo escolar e o sucesso profissional tão importantes — ou até mais — quanto a genética. ano 32. 23. E. através dos galhos pelados da caatinga rala.. Estudos conduzidos nos Estados Unidos chegaram a conclusões semelhantes: (. e a viagem progredira bem três léguas. maior o desgaste emocional e maior o número de situações estressantes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro. c) objetiva conscientizar a população da necessidade de levar uma vida saudável. Fuvest-SP Reestruturando-se o terceiro período do texto.” JUNQUEIRA. entre elas o cigarro. a viagem progredira bem três léguas. uma vez que haviam repousado bastante na areia do rio seco.). e) mostra como saúde e qualidade de vida estão vinculadas a variáveis socioeconômicas e culturais. Voltar Língua Portuguesa . saudáveis’ consideram o saldo bancário. Pequenas diferenças de salário. pela saúde das camadas mais pobres.) Médicos conscientes da tese ‘ricos. mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco. como se sabe... A ciência descobriu uma realidade mais complexa. Ordinariamente andavam pouco. 32 66. Eduardo. e) Em virtude de andarem ordinariamente pouco e de haverem repousado bastante na areia do rio seco. afastando-se do fumo e de outras drogas. mantém-se o sentido original apenas em: a) A viagem progredira bem três léguas. educação e status social pesam quando o assunto é qualidade de vida e longevidade. A folhagem dos juazeiros apareceu longe.” RAMOS. Graciliano. A princípio pode parecer óbvio: os ricos dispõem de mais recursos para pagar os melhores médicos. d) visa demonstrar a existência de uma preocupação.. Um clássico do tema é a pesquisa do médico inglês Michael Marmot. menor a taxa de mortalidade. F. n. dado que ordinariamente andavam pouco. que por mais de 25 anos mapeou a saúde de 17 530 funcionários públicos e constatou que. os exames mais sofisticados e os hospitais mais bem estruturados. p.. pois haviam repousado bastante na areia do rio seco. Católica de Salvador-BA O texto: a) evidencia a existência de diferenças abismais entre as várias classes sociais. b) haviam repousado bastante na areia do rio seco.) Todos tinham emprego garantido e contavam com o mesmo padrão de assistência médica. ordinariamente andavam pouco. b) destaca o grande desenvolvimento da atividade de pesquisa científica nos últimos anos.Texto para a questão 66: “Na planície avermelhada. estavam cansados e famintos. a viagem progredira bem três léguas. Vidas secas. quanto mais alto o nível hierárquico. Os registros de morte entre os trabalhadores menos qualificados.) quanto menor o nível social. GABARITO IMPRIMIR 67.

insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa. não sabia. e beijou-me na testa. tão negra como a outra. e viu que me movia. Era tempo. b) Os que têm cargos superiores são menos atingidos por preocupações de ordem financeira. pois sabem que. Deixei-me estar a contemplar o cadáver. sob a vasta cúpula de um céu azul. mas o medo. acabarão resolvendo seus problemas de saúde. “A borboleta preta NO DIA SEGUINTE. Católica de Salvador-BA Da leitura do texto. uma estatura colossal. Imaginei que ela saíra do mato. podendo. Quando enxotada por mim. aí vinham já as próvidas formigas… Não. b) O que faz uma pessoa desfrutar de uma boa saúde é a adoção de hábitos físicos e alimentares sadios. Apiedei-me. Lembrou-me o caso da véspera. portanto. A borboleta. contra uma toalha de rosto. e ri-me. para todas as asas. volto à primeira idéia. a infeliz expirou dentro de alguns segundos. se ela fosse azul. ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. soube conservar. despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. conservar melhor suas defesas. Memórias Póstumas de Brás Cubas. viu dali o retrato de meu pai. pois as pessoas cultas se cuidam mais. e achando-a ainda no mesmo lugar. tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. uni o dedo grande ao polegar. ou cor de laranja. e) Os empresários. e) As condições ambientais em que trabalham as classes privilegiadas as tornam menos vulneráveis às doenças. entrei logo a pensar na filha de D. com dinheiro. Pois um golpe de toalha rematou a aventura. 69. Não era. d) As pessoas com cargos de menor responsabilidade não se estressam tanto e. assim. nem a alegria das flores. O gesto brando com que. — me consolou do malefício. depois de esvoaçar muito em torno de mim. e. e muito maior do que ela. dous palmos de linho cru. 33 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que é maior entre as pessoas de poucos recursos. e não é impossível que descobrisse meia verdade. que estava ali o pai do inventor das borboletas. desde a invenção das borboletas. descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo. d) O grau de escolaridade é o que realmente faz diferença quando se fala em saúde. Não lhe valeu a imensidade azul. foi pousar na vidraça. não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete. uma vez posta. creio que para ela era melhor ter nascido azul. e me reconciliou comigo mesmo. mas tornando lá. saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. Então disse consigo: ‘Este é provavelmente o inventor das borboletas’. Suponho que nunca teria visto um homem. A idéia subjugou-a. invariavelmente. Dei de ombros. a saber. Não caiu morta. bati-lhe e ela caiu. mas não é determinante quando se trata de saúde. Eusébia. têm mais acesso à medicina preventiva e a outras válvulas de escape. senti um repelão dos nervos. Veio por ali fora.68. confesso. Machado. e na dignidade que. que é também sugestivo. tinha um certo ar escarninho. c) A falta de cuidados adequados com a saúde é. como eu estivesse a preparar-me para descer entrou no meu quarto uma borboleta. espairecendo as suas borboletices. não teria mais segura a vida. minutos depois. para recreio dos olhos. que tinha olhos. Sacudi-a. braços. pousou-me na testa. E esta reflexão. ela foi pousar na vidraça. modesta e negra. pode-se afirmar: a) Os abastados são mais otimistas. porque eu a sacudisse de novo. no susto que tivera. começou a mover as asas. lancei mão de uma toalha. F. saí do quarto. Católica de Salvador-BA Ao analisar os resultados das pesquisas a que o texto se refere. incomodado. a principal causa da mortalidade. com alguma simpatia. um ar divino. c) A classe operária é mais propensa à doença por herança porque nela são mais freqüentes os maus hábitos. Fiquei um pouco aborrecido. e voou a pedir-lhe misericórdia.Interpretação de texto II Avançar . Passa pela minha janela. pode-se inferir: a) A facilidade de acesso aos melhores hospitais pela classe privilegiada pode ser um fator importante. por isso. apesar dele. A manhã era linda. Texto para responder a questão 70. Esta última idéia restitui-me a consolação. — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo. pernas. F. que é sempre azul. nem a pompa das folhas verdes. — uma das mais profundas que se tem feito. Era tarde. almoçada e feliz. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque.” ASSIS. que me aborreceu muito. mesmo trabalhando sob maior pressão. entra e dá comigo. vivem mais. o que era o homem. Era negra como a noite. aterrou-a. é justo dizê-lo.

pode-se afirmar: a) A realidade do trabalhador brasileiro era desconhecida até a formação das frentes de trabalho. um mês atrás. o principal órgão de pesquisas sociais do país. Segundo o Instituto. ano 32. Assim que a economia voltar a crescer. por uma ironia do seu passado recente. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito.” VALENTINI. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. no Brasil. b) a abertura de constantes frentes de trabalho. Isso porque as empresas. Foram selecionados apenas os chefes de famílias numerosas. c) elabora uma comparação entre o susto que tivera ao ver a borboleta e o que tivera ao ver a filha de D. A idéia era selecionar 50 000 pessoas para cumprir um contrato de seis meses. Para os outros. 105. o horizonte é desolador. é alentadora. um deus em relação à borboleta. e) a criação de postos de trabalho na área da construção civil. no Brasil. Para garantir a sobrevivência. c) A situação do trabalhador braçal. F. F. Uma multidão de 460 000 pessoas lotou os locais de inscrição. 72. Fatec-SP Da leitura do texto é correto afirmar que o narrador a) se vale da imagem de uma borboleta para mostrar tanto as ações impulsivas do homem como sua capacidade de racionalização. e) Os problemas de mão-de-obra desqualificada — frutos da atual conjuntura econômica do País — se resolverão definitivamente. b) As dificuldades do trabalhador desqualificado. 1999. E o desafio. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. para as chamadas frentes de trabalho. p. (. d) o controle da natalidade nas camadas mais baixas. Durante mais de uma década. não serão sanadas a longo prazo. 21 jul. assim que a economia brasileira voltar a crescer. os mais velhos e aqueles que estavam por mais tempo na fila do desemprego. Católica de Salvador-BA A partir da leitura do texto. b) fala de uma borboleta para representar a importância de pequenos momentos na vida dos homens. Cíntia.70. c) a implementação de um programa de educação. 29. uma vez que o trabalho físico tende a desaparecer.Interpretação de texto II Avançar . uma vez que ele sempre pode contar com a economia informal.. para o país. será otimizado com: a) a manutenção da economia informal. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . com a modernização. In: Veja. Católica de Salvador-BA De acordo com o texto. Eusébia. viadutos. O rosto dessa gente apareceu quando o governo de São Paulo abriu inscrições. Exigências: ter acima de 16 anos de idade e estar desempregado há mais de um ano. o governo abandonou estradas. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. já não precisam tanto de força física. 34 71. talvez. Texto para as questões 71 e 72: “Eles sobraram Os números do IBGE. n. pode-se inferir que o problema de emprego. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. deixou ruas se esburacarem. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. embora difícil. recebendo salário mensal de 150 reais. querendo confundi-lo. ao constatar-se um gigante e. d) A infra-estrutura deficiente do Brasil possibilitará trabalho constante.. e) se sente desorientado com a borboleta que descreve infinitas voltas em torno de seu corpo. cesta básica e seguro de acidentes pessoais. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1º grau completo ou nem isso. d) se surpreende com a relatividade das coisas. pelo menos na área de construção civil.) O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores.

b) carinho. Essa relação releva-se em a) “vai mal em política” e “há de subir na política”. p.Interpretação de texto II Avançar . 5. c) explicitou a submissão dos países da América do Sul aos da América do Norte. laça os bois. em destaque no texto. e) “vermelho” e “vermelhinho da silva”. F. d) “vala comum da miséria” e “vala comum da glória”. Nossa família é feito Maria Polaca: faz tudo. Na seção dos ‘Fatos Diversos’ do Diário de Pernambuco. enche os porões dos navios. é que trabalha para os homens importantes. a família Pereira Carneiro. v. Veio tinindo. Luto da família Silva. Rubem. João. sugeridas também pelos nomes de família. Porque nossa família um dia há de subir na política…” BRAGA. b) retomar e sintetizar informações anteriores. assume a função de a) resumir e comentar informações anteriores. conta o dinheiro dos bancos. 74. Você não possuía sangue azul. nas fazendas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . todas essas famílias assim são sustentadas pela nossa família. Sempre por baixo. a expressão “vermelhinho da silva” traduz a idéia de a) intensidade. Sangue de nossa família. F. São Carlos-SP A leitura do texto permite afirmar que o autor a) quis desqualificar as famílias não importantes. no mato. no Japão. Na vala comum da miséria. O homem estava morto. U. nos pastos. e) enfatizou a importância de se melhorarem os Silva para entrarem na política. 44-5. nós temos de enterrar você é mesmo na vala comum. João da Silva. O sangue que saía de sua boca era vermelho — vermelhinho da silva. na Inglaterra. O cadáver foi removido para o necrotério. 35 73. nos balcões. Apud: Para gostar de ler. nas praias. e) retomar e explicar informações anteriores. U. F. a família Guinle. F. 76. como a Silva. Morreu de hemoptise. a família Matarazzo. levanta os prédios. nas usinas. Nós auxiliamos várias famílias importantes na América do Norte. c) expandir e explicar informações anteriores. conduz os bondes. nas minas. serve no Exército e na Marinha. leio o nome do sujeito: João da Silva. A gente de nossa família trabalha nas plantações de mate. d) propôs uma reflexão sobre diferenças sociais. na França. 4. Um homem estava deitado na calçada. d) explicar e comentar informações anteriores. São Carlos-SP A oração faz tudo. a família Rocha Miranda. ed. São Carlos-SP No texto. 75. b) “em todo lugar onde se trabalha” e “a gente de nossa família trabalha nas plantações de mate”. nas fábricas. nas cozinhas. enrola o tapete do circo. Morava na rua da Alegria. b) pretendeu enaltecer a tradição de famílias importantes na história brasileira. Nossa família. 1984. em todo lugar onde se trabalha. faz telhas de barro. c) pequenez. São Carlos-SP O texto estrutura-se na oposição entre os Silva e as demais famílias. A família Crespi. vai mal em política. Apesar disso. Uma poça de sangue. entretanto. d) ironia. São Paulo: Ática. Na vala comum da glória. Nossa família quebra pedra. Nossa família. U. faz os jornais. João da Silva.INSTRUÇÃO: As questões de números 73 a 76 referem-se ao seguinte texto de Rubem Braga: “Luto da família Silva A Assistência foi chamada. c) “vermelhinho da silva” e “sangue azul”. e) desprezo. A Assistência voltou vazia. (…) João da Silva — Nunca nenhum de nós esquecerá seu nome. U.

as grandes palavras semitas podem [desaparecer? E. Salvador-BA “As Palavras Ressuscitarão As palavras envelheceram dentro dos homens separadas em ilhas. as palavras se mumificaram na boca dos legisladores.Interpretação de texto II Avançar . ( ) o poeta como reinventor da linguagem. Quando toda a confusão for desfeita. e reconstituir seu conteúdo mágico? Acaso o poeta não prevê a comunhão das línguas. como promotora do entendimento entre os homens. IMPRIMIR ( ) a linguagem poética. U. ( ) o poder mágico da palavra só atingível por aquele que ultrapassar a compreensão do “Verbo de Deus”. ( ) a palavra divina tornada vazia de significação para o homem. por acaso. a todos os homens da terra numa só língua — a [linguagem do Espírito? Se por acaso viveis mergulhados no momento e no [limite. por acaso. o poeta não falará. do ponto em que se encontrar. In: Poesia Completa. 1997. ( ) o homem comum como elemento responsável pela perda do poder expressivo da palavra no seu uso cotidiano. na sua universalidade. irmão!” LIMA. e quando se desfizerem as nações instaladas ao depois [de Babel. as palavras nada significam nos discursos dos homens [públicos. E. a palavra imortal há de adoecer? E. Organização de Alexei Bueno. quando o homem reconquistar os atributos perdidos [com a Queda. não foi ele apontado para restituir-lhe a sua essência. construtor da palavra perene. Jorge de. o poeta não foi designado para vivificar a [palavra de novo? Para colhê-la de cima das águas e oferecê-la outra vez [aos homens do continente? E. E o Verbo de Deus é uno mesmo com a profanação [dos homens de Babel. 388-9.77. p. não me compreendereis. 36 GABARITO O poema apresenta: ( ) a poesia como instrumento de redenção do homem. mesmo com a profanação dos homens de hoje. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. por acaso. as palavras apodreceram nas promessas dos tiranos. Voltar Língua Portuguesa .

que maçada quererem que eu seja da companhia! Ó céu azul — o mesmo da minha infância — Eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo. pois a cidade nunca lhe proporcionou boas lembranças. da civilização moderna! Que mal fiz eu aos deuses todos? Se têm a verdade. pois trata-se de uma época remota e irrecuperável. pois em Lisboa ainda pode viver bons momentos. Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos? Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. fútil. Já disse que sou sozinho! Ah. Fernando. como sou. pois ela tirou-lhe todos os bons sentimentos. nada me tirais. mas tenho técnica [só dentro da técnica. U. b) uma mágoa de Lisboa. por amor de Deus! Queriam-me casado. pois lá passou uma infância vazia e sem sentimentos. “Lisbon Revisited Não: não quero nada. [a vontade. nada sois [que eu me sinta. Com todo o direito a sê-lo. 290-1. Deus meu. Quero [ser sozinho. Obra Poética. Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer. Deixem-me em paz! Não tardo. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Lisboa de outrora de hoje! Nada me dais. Pequena verdade onde o céu se reflete! Ó mágoa revisitada. 1981. que eu nunca tardo… E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero [estar sozinho!” PESSOA. e) uma saudade melancólica da infância. o contrário [de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa. F. 37 GABARITO 78. leia os versos de Fernando Pessoa. com todo o direito a sê-lo. Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos. Já disse que não quero nada. guardem-na! Sou um técnico. fazia-lhes. quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto. das artes. não me [enfileirem conquistas Das ciências (das ciências. d) uma mágoa de sua cidade (Lisboa). c) um medo de revisitar Lisboa.INSTRUÇÃO: Para responder às questões de números 78 a 81. a todos.Interpretação de texto II Avançar . ouviram? Não me macem. Fora disso sou doido. p. tenham paciência! Vão para o diabo sem mim. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . das ciências!) Das ciências. São Carlos-SP A penúltima estrofe do poema permite considerar que o eu-lírico sente a) uma saudade carinhosa da infância. Assim.

81. abrasada também de amor. Numa dessas noites de ansiedade. ( ) Dimensão hiperbólica do sentimento amoroso. metido no laranjal e procurando uma solução a tanta dificuldade. F. e a pedrada. São Paulo: Ática. significa a) desprezem. para desenvolver sua arte. — Deveras? perguntou ela incrédula. almeja fazer parte da companhia. b) encontra na morte a única solução para os problemas. c) tenta tornar-se uma outra pessoa. d) o desejo do poeta de manter-se afastado e isolado das pessoas. no último parágrafo. São Carlos-SP Os dois últimos versos do poema revelam a) a conscientização do poeta em relação a seus problemas e à breve solução que lhes dará. respondeu apressadamente Cirino.” TAUNAY. F. ed.. para agradar a todos. ( ) Concepção idealizada de mulher. desde que Adão e Eva a trocaram. minha vida. — Deveras. U... São Carlos-SP Pela leitura do poema. fui ver no laranjal. d) sente-se solitário e. 82. a gente em tudo vê maravilhas. à sombra das maravilhosas árvores do Éden. b) a irritação do poeta com aqueles que pretendem ajudá-lo em seus problemas. Cirino. rápido como uma seta. ( ) Escapismo para o sonho. ( ) Íntima relação entre o nome da personagem feminina e o seu jeito de ser. São Carlos-SP A forma verbal macem. Que foi? — Ah! não foi nada. 1996. — O grito? balbuciou ela. pode-se dizer que o poeta a) recusa-se a aceitar os valores que a sociedade tenta inculcar-lhe. U. A pobrezinha... A princípio tomei também um grande susto. Dois gritos. Salvador-BA “Passava as noites em claro.. rápido como aquela pedra arrojada tão rigorosamente. por essa razão. e) abandonem. superiores a todas as suas tentativas de resistência. b) importunem. 80. Para mim. ímpetos tão desconhecidos e violentos. atordoavam-no ainda aqueles dois assobios que não podia explicar e sobretudo aquela pedrada tão bem dirigida. ( ) Atitude de vassalagem amorosa. c) a vontade do poeta de poder compartilhar da paz que outras pessoas sentem. como a que balbuciam duas cândidas almas na eterna e sempre nova declaração de amor. U. em virtude da sua solidão. F.. U.79. ( ) Atitude de irreverência do narrador. c) ofendam d) maltratem.Interpretação de texto II Avançar . p. 99-100. Inocência. Visconde de. Com este madrigal encetou Cirino uma conversação como a da primeira noite. meu anjo do céu. De noite. 24.. Depois. queria respirar o ar da noite e beber na viração do sertão um pouco de tranqüilidade para sua alma não afeita ao tumultuar dos sentimentos que a agitavam e. O que pareceu pedrada era um noitibó que frechou para mim e veio dar com a cabeça na parede.. e) a inquietude gerada na alma do poeta. era um macauã. destacada no poema. a única que vi era você. viu afinal reabrir-se a janela de Inocência. 38 GABARITO Marque V para as afirmativas que podem ser comprovadas com o texto e F para as que não podem. quem sabe? verificar se por aí não andava rondando aquele que no seio lhe inoculara tamanho desassossego. em face do religioso. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) aparta-se da sociedade.. que por pouco talvez o houvesse estendido por terra. achou-se ao pé da janela e cobriu de beijos as mãos da sua amada. verifiquei que não passava de miragem.

um controle sobre elas e inibindo os abusos. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. c) aceitar as inovações trazidas pelo povo — aquelas que dão vivacidade à língua — exercendo. Em geral. portanto. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) o reconhecimento de um escritor nem sempre se baseia em sua competência. são os modelos adequados para a produção das obras consideradas modernas. Querer que a nossa pare no século de quinhentos. Cada tempo tem seu estilo. o capricho e a moda inventam e fazem correr.” Machado de Assis. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. porém. Unifor-CE De acordo com o texto. pois somente eles. b) a necessidade de um equilíbrio entre tradição e renovação na língua. sempre atual. o que vai permitir uma aceitação maior de suas obras. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. Há. c) a divulgação das obras de escritores que gozam da aceitação popular. d) usar exclusivamente a linguagem do povo. e) a língua reflete a história de cada época e sujeita-se a receber tanto a influência de seus escritores quanto a popular. e) a ausência de mérito literário em muitas obras consagradas pelo público. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. ele exerce também uma grande parte de influência a este respeito. dos autores clássicos da língua. b) dominar com segurança a norma culta da língua e empregá-la fluentemente. porém. 84. é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. pois a leitura se torna mais agradável e compreensível. com seus ensinamentos. não se lêem muito os clássicos no Brasil. Mas se isto é um fato incontestável.Texto para as questões de 83 a 85: “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. 39 83. Entre as exceções. Pelo contrário. b) as obras clássicas são aquelas em que a linguagem é imutável. d) o mérito de um livro será maior quanto mais inovações ele apresentar. o que é um mal. d) as opiniões divergentes entre escritores a respeito do uso correto da língua em suas obras. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. c) o povo de uma nação é a fonte incontestável de todas as alterações da língua. e o escritor não está obrigado a receber e a dar curso a tudo o que o abuso. mas que sabem perfeitamente os clássicos. locuções novas. é função do escritor: a) inovar sempre a língua — registro de suas obras — criando as novidades a partir da influência popular. que é importantíssima nesse processo. e) estudar sempre os autores clássicos. poderia eu citar até alguns escritores cuja opinião é diversa da minha neste ponto. pois muitos deles até mesmo ignoram as estruturas da língua que utilizam.Interpretação de texto II Avançar . certos modos de dizer. sem as indevidas interferências surgidas em cada época ou de acordo com a vontade de seu autor. que devem ser incorporadas pelos escritores em suas obras. acompanhando sua época e abandonando o estilo de autores antigos e defasados. não admitindo as alterações que ocorrem por influência popular. Feitas as exceções devidas. A influência popular tem um limite. 85. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . não se lêem. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. A este respeito a influência do povo é decisiva. Unifor-CE A idéia central do texto é: a) a influência.

publicada na revista Business Travell. já foram 31.” IMPRIMIR a) Qual é a conclusão implícita na seqüência “neste ano. Em todo o ano passado foram registradas 33 ocorrências e. encontram-se. só no período de janeiro a abril. As autoridades deveriam enquadrar os responsáveis por crime inafiançável e trancafiá-los em presídios por longos anos.86. as seguintes notas.Interpretação de texto II Avançar . Rumina todos os papéis no oco das gavetas O que a mesa expele para a superfície é simples dejeto livre de mistério O arquivo também é móvel discreto e diz muito pouco de interesse humano A caneta. só no período de janeiro a abril. Unicamp-SP Considere o poema a seguir: “Inventário Povoam o escritório vários utensílios uns bastante sóbrios outros indiscretos Por exemplo: a mesa é sóbria. 13. no primeiro semestre de 2000.” “Não seria o caso de a Prefeitura pagar por cada nova pichação feita na cidade? É claro que sim. com certeza o prefeito encontraria novas atribuições para a Guarda Municipal. Amostra Grátis. 34. Voltar Língua Portuguesa . Vide sugestão na nota anterior que também poderia ser aplicada nestes casos. causando incêndios e sérios riscos à segurança dos vôos: segundo o Controle de Tráfego Aéreo. In: Poesias Reunidas (1968-1988). Aparentemente peças quase iguais às demais: os mesmos modos funcionais Contudo é preciso vê-las em sua marca: no rastro dos dedos no selo do gesto Ali onde transgridem a ética da classe que proíbe os objetos de serem pessoais Onde desconhecem o acordo em vigor que as coisas transforma em armas submissas Não pactuam — hostis minhas duas mãos acidulam o ar da repartição” 40 GABARITO a) De qual critério se serve o poeta para classificar as diferenças entre os “vários utensílios” que “povoam o escritório”? Por que essa classificação destoa tanto da nossa percepção habitual? b) Como aparece a presença humana em meio ao ambiente da repartição? 87. o lápis o papel. Francisco. que se encontra na primeira nota? b) Explicite a sugestão dada no final da segunda nota. São Paulo: Duas Cidades. o cesto são só instrumentos sem vontade própria Dois os indiscretos: minhas duas mãos — úlcera no estômago da repartição ALVIM. Unicamp-SP Na coluna “De zero a dez”. de Rubem Tavares. Se todos entrassem com uma ação simultaneamente. em 1998 foram registradas 99 ocorrências em Guarulhos. parcialmente adaptadas: “Para os lunáticos que insistem em soltar balões de grande porte. 1988. neste ano. já foram 31”. entre outras. p.

afasta o narrador de suas preocupações cotidianas.Texto para a questão 88. “Música Uma coisa triste no fundo da sala. levando-o ao desatino da existência. Fatec-SP A leitura de Música torna possível afirmar que a atenção do narrador a) tem suas preocupações ordinárias postas de lado pela sensualidade da música e da pianista de braços redondos. as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza e na dentadura amarela e preta maus cuidados voaram como borboletas. Alguma Poesia. Carlos Drummond de. e) “as dificuldades…” 90. e) se fixa na tristeza e na solidão. estrangeiros residentes.” GABARITO Neste texto divulgado na Internet. 41 88. d) somente a ratificação das situações já apresentadas. apesar de triste. b) se apega aos “passos que era preciso dar”.” ANDRADE. na enumeração de situações que favorecem a biopirataria na Amazônia. o coesivo “além” possibilitou: a) a inclusão de mais uma situação. além do fluxo de brasileiros para o exterior. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . os passos que era preciso dar. a presença de turistas internacionais. c) foi despertada pela relação material entre as teclas de um piano (“dentadura dura”) e sua própria dentadura (“dentadura amarela e preta”). c) “meus cuidados voaram como borboletas”. b) “sob o lustre complacente”. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. apesar dos apelos tristonhos que a música de um piano lhe fazia do fundo da sala. c) a retificação das situações anteriores. b) a reiteração das situações apresentadas. Me disseram que era Chopin. sob o efeito da música de Chopin é: a) “braços redondos que nem coxas”. e) a exclusão das situações expostas. A existência de uma fronteira terrestre muito vasta para evitar contrabando. 89. Fatec-SP A expressão que mais claramente remete à liberação das preocupações do narrador. o que se constata pela evocação de um “lustre complacente”. estudantes e pesquisadores estrangeiros que vêm desenvolver pesquisas. Eu considerei as contas que era preciso pagar. d) “Enquadrei o Chopin na minha tristeza”.Interpretação de texto II Avançar . que. professores e consultores. d) é atraída pela música de um provável Chopin. impossibilitam qualquer aparato de fiscalização. UEPA “É nesse aspecto que a histeria sobre a biopirataria na Amazônia corre o risco de não levar a lugar nenhum.

para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto. (32) evidenciaria a necessidade de se promover a reabilitação das profissões diretamente relacionadas com o desenvolvimento socioeconômico e científico do país. Aquele encontro. Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. para descrever e entender o país. o que constituiria entrave cultural. Para tanto é preciso desvencilhar-se dos preconceitos. (02) desvendaria submissão a comportamentos sociais padronizados. É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. no meio de um longo engarrafamento no centro da cidade. 5-6. deve começar pelo entendimento da alma do conjunto de sua população. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e perguntou: ‘O senhor sabe por que aquele Volks está com todos os vidros fechados?’ Antes que eu dissesse não. São Paulo: Paz e Terra. em território tropical. os cientistas tendem a não expor as idéias que pareçam romper com o comodismo teórico do consumismo de escolas estabelecidas. usam linguagens especiais. teorias e linguagens pouco acuradas. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. os demais brasileiros sacrificam demais o conforto possível. Mesmo quando se atrevem a desnudar o real. Cristovam. A Desordem do Progresso. para dar a impressão do bemestar do progresso. Mesmo que às custas de sofrer um calor maior. aventurando-se. p. o caos e a irracionalidade. graças ao fato de se ver pelos olhos dos outros. ed. permitiu um conhecimento maior da realidade brasileira do que quadros estatísticos e formulações teóricas da economia. Pervertendo o processo econômico. (04) traria à tona subsídios para uma insurreição do povo brasileiro contra teorias sociais acadêmicas em prática na sociedade atual.” BUARQUE. incompatível com seus recursos. Mergulhar na realidade do país exige um mergulho nas teorias que mais fortemente vêm influenciando a consciência dos brasileiros. A teoria que se diz científica. (64) subentenderia uma análise criteriosa dos fatores que contribuem para que se passe uma visão fantasiosa do país e dos seus habitantes. denunciar que o carro não tem ar condicionado e estamos todos morrendo de calor. Os cientistas sociais que tentam mergulhar na realidade brasileira produzem teorias conforme imaginam que seus colegas desejam. 91. como em qualquer mergulho. no meio de um engarrafamento. (16) denunciaria o artificialismo das teorias utilizadas pelos cientistas sociais por vaidade intelectual e busca de prestígio acadêmico. Não pode se limitar a ver o Brasil. Tem que entender como o Brasil vê o Brasil. A teoria econômica diria que o consumidor obtém. o motorista apontou para o carro à frente. UFBA O texto sugere que “um mergulho no Brasil”: (01) revelaria a distorção das teorias dos sociólogos. a soma das alternativas corretas. A realidade de um motorista suando para dar a impressão de que não sente calor não pode ser explicada buscando uma lógica no seu comportamento. desvinculada de sua cultura. (08) implicaria uma avaliação de como o brasileiro age e de como ele se auto-avalia. Sobretudo quando. Tomar contato com aquela realidade foi como mergulhar no âmago da lógica da economia brasileira. com a finalidade de dar ao mundo a impressão de riqueza. mas sim mostrando que por trás deste há uma loucura geral. além de dúvidas. a partir de valores desvinculados das reais necessidades do indivíduo. para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial. no sentido de apreender a lógica que rege suas ações. construídas em torno de questões ultrapassadas. Prendem-se a modelos já preparados. A inconseqüência não é apenas do consumidor. ele respondeu: ‘Para que todos pensem que tem ar condicionado. Dê. trabalhando na inconseqüência. Não apenas os consumidores se comportam como gostariam de ser vistos. como resposta. Temem abrir as janelas e demonstrar a todos a incompetência de formulações. Como o homem dentro de um carro fechado. tentando usar o sentimento. Um mergulho no Brasil que. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. Como gostaria que os outros o vissem: como o confortado dono de um carro com ar condicionado.Interpretação de texto II Avançar . arriscando incoerências. com o carro e as janelas fechadas. Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. como se tivessem lógica. 4.Texto para as questões de 91 a 93: “UM MERGULHO NO BRASIL Manaus 42 GABARITO Às duas da tarde do verão de 1984. 1993. influi na divulgação e na legitimação do absurdo. Fazendo do ar que deveria ser usado para dominar o calor da tarde o símbolo do poder de não sentir calor. no calor sem ar condicionado.’ Como aquele motorista. Tem que ser um mergulho na lógica que faz o Brasil mover-se. vê a si mesmo. eles não têm teorias alternativas.

como se tivessem lógica. (02) “para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto” e “para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial” — Indicam que o objetivo do consumidor e do cientista social decorrem de pressões que os manipulam. UFBA O sentido do enunciado está devidamente apreendido em: (01) “Para que todos pensem que tem ar condicionado. como resposta. (04) “não sentir calor” e “sofrer um calor maior” — As expressões estão usadas para enfatizar o contraste existente no comportamento do brasileiro. (64) A expressão “Para tanto” estabelece um relação de conseqüência com referência a “mergulho” (2o destacado). (16) O uso do “escafandro” sugere mascaramento do real objetivo do “mergulho” (1o destacado). UFBA Há uma explicação coerente em: (01) O termo “ar condicionado” (1o destacado) está usado em sentido denotativo. Dê. subestimam a aparência em favor da realidade. antes. (02) A expressão “Tem que” remete a uma possibilidade remota de análise da realidade. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . (32) “A teoria econômica diria que o consumidor obtém. em território tropical. falso. (32) Os pontos de vista dos economistas e do autor coincidem com relação ao grau de funcionalidade das “janelas fechadas” e “das janelas abertas”. Dê.” — A resposta do motorista demonstra seu ponto de vista preconceituoso. diferentemente de “ar condicionado” (2o destacado). 93. o caos a irracionalidade. (08) A expressão “se ver pelos olhos dos outros” conota um falseamento da realidade individual. como resposta. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. (04) A forma verbal “entender” tem o mesmo sentido de “Mergulhar”. para dar a impressão do bem-estar do progresso. (08) “Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que.Interpretação de texto II Avançar . a respeito do fato que então se comenta.” — Isso quer dizer que o “caos e a irracionalidade” são uma conseqüência do ilogismo das teorias que se propõem interpretar a índole do povo brasileiro. a soma das alternativas corretas. a soma das alternativas corretas. no desvendamento dos fatores externos que a constroem. dentro da ótica do consumismo. incompatível com seus recursos” — O autor se fundamenta num fato para avaliar criticamente o comportamento do povo brasileiro no seu todo. com argumentos falseadores. (16) “Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar.” — Isso significa que uma análise da identidade do povo brasileiro deve fundamentar-se. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. (64) “É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. com o carro e as janelas fechadas.” — Os economistas.43 92.

de 51 anos. ‘jal’. a dizê-lo. ‘ilgas’. Edmílson. Por outro lado. c) trata-se de um mito a crença de que apenas os povos lusófonos têm uma palavra para designar o sentimento “saudade”. a tese é que a) todos os povos têm os mesmos sentimentos e têm palavras para designá-los. e Édson. 58. Em uma de suas colunas semanais nesta Folha. existem outros idiomas que o fazem de forma até mais sintética que o português. de uma forma ou de outra. quando fez parte do grupo que conquistou o tricampeonato mundial. ‘shauck’ e também ‘hanim’. 44 GABARITO 95. a) O que aconteceria com Leão se ele. ou talvez mesmo antes. Os russos têm ‘tosca’. sempre impôs seu estilo ao mesmo tempo arredio e disciplinado. adaptado. e) talvez anterior à razão. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ‘garod’. sérvios e croatas. ITA-SP NÃO se pode afirmar que a noção do sentimento saudade no texto seja a) atribuída exclusivamente ao ser humano. do qual consta a seguinte passagem: “Durante sua carreira de goleiro. letões. e) há línguas que são mais sintéticas que o português para expressar o sentimento que os povos lusófonos designam “saudade”. árabes. e húngaros. o jornal Correio Popular publicou um texto com muitas imprecisões. Por quê? c) Por que o emprego da palavra “racionalismo” é inadequado nessa passagem? As questões 95 a 97 referem-se ao seguinte texto: “Certos mitos são repetidos tantas e tantas vezes que muitos acabam se convencendo de que eles são de fato verdadeiros. 20/10/2000. efetivamente. d) há línguas que são mais sintéticas que outras para exprimir os sentimentos. o ‘póthos’ dos antigos gregos e sabe-se lá quantas mais expressões equivalentes nas cerca de 6 mil línguas atualmente faladas no planeta ou nas 10 mil que já existiram. sua terra natal. b) A expressão “por outro lado”. sentem saudade. Todas as línguas do mundo exprimem com maior ou menor grau de complexidade todos os sentimentos humanos. ‘natsukashi’. alemães. mas a maneira de expressá-lo é diferente. armênios. ficasse aprimorando seus defeitos”? Reescreva o trecho de maneira a eliminar o equívoco.Interpretação de texto II Avançar . d) comum a todos os seres humanos e remonta aos tempos antigos. iniciada no Comercial de Ribeirão Preto. são médicos.94. Ora. costumava ficar horas aprimorando seus defeitos após os treinos. c) comum a todos os seres humanos. Desde que o homem é homem. o professor Josué Machado lembrou pelo menos dez equivalentes da palavra ‘saudade’. seria de um etnocentrismo digno de fazer inveja à Alemanha nazista acreditar que esse sentimento é próprio apenas aos que falam português. se até os cães demonstram sentir saudades de seus donos quando ficam separados por um motivo qualquer. ‘nedôstatok’. Embora línguas que nos são mais familiares como o inglês e o francês tenham de recorrer a mais de uma expressão (seus equivalentes de ‘nostalgia’ e ‘falta’) para exprimir o que chamamos de saudade em todas as circunstâncias. Ao chegar à seleção brasileira em 1970. assim como os seres humanos. Leão. Um desses casos é o que envolve a palavra ‘saudade’. Campinas. Cada atitude e cada declaração eram pensadas com um racionalismo típico de sua família. 6/4/1996. japoneses. ‘Sehnsucht’. que seria uma exclusividade mundial da língua portuguesa. já que seus outros dois irmãos. b) os cães.” Saudade. Trata-se de uma grande e pretensiosa balela. Folha de S.” Correio Popular. ele sente saudade. b) uma prova de que a espécie humana é fruto da mutabilidade de espécies. 53 anos. desde que aprendeu a falar aprendeu também. ITA-SP No texto. macedônios. ‘sóvárgás’. Pode-se ainda acrescentar a essa lista o ‘desiderium’ latino. Leão não dava um passo em falso. no início do segundo período. contribui para tornar o trecho incoerente. Paulo. 96. E seria uma grande pretensão acreditar que o sentimento que batizamos de ‘saudade’ seja exclusivo dos povos lusófonos. Unicamp-SP Quando o treinador Leão foi escolhido para dirigir a seleção brasileira de futebol.

Fuvest-SP I. e) exemplos de vocábulos de outras línguas para designar o sentimento “saudade”. predicativos do sujeito moça. c) A anteposição do adjetivo despenteados ao verbo alteraria o sentido da oração. focalizando o principal beneficiário do seguro. a repetição da palavra “louco” é redundante. c) denunciar. “Porque quem é louco por alguém. d) criticar certas histórias que. 101. PUC/Campinas-SP A revista Veja anunciou-se a si mesma. b) em I. e) em II. utilizando a seguinte frase: “Histórias muito mal contadas em reportagens muito bem escritas” Está implícito. 45 Quanto ao sentido que o vocábulo “louco” assume nas três ocorrências destacadas no quadro acima. evitando-se assim reações negativas do leitor diante desse tema. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) uma equiparação do sentimento saudade dos cães ao dos seres humanos. II. os vícios de linguagem que costumam prejudicar as reportagens. em estilo preciso. d) em II. talvez nem tivesse graça. d) O pronome oblíquo refere-se a lágrimas. sintaticamente. Mackenzie-SP “A moça não era formosa. a) Formosa e graça são. que funcionam como argumentos para a tese defendida. b) contornar as histórias mal contadas. b) a exclusividade da forma impessoal. que é marcada apenas pelo emprego de orações na voz passiva. redundam em más reportagens. que a revista Veja se dispõe a a) corrigir a redação confusa de notícias publicadas em outros periódicos.97. e) analisar casos nebulosos e apresentá-los em matérias de redação clara e precisa. o autor sugere a idéia de longevidade do titular do seguro. por “delinqüente”. 99. e as lágrimas faziam-lhe encarquilhar os olhos. sem prejuízo do sentido. ITA-SP NÃO se pode dizer que no texto haja a) uma declaração inicial que sintetiza a tese a ser defendida. “/…/ você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa /…/”. a palavra destacada tem o mesmo sentido. b) a imagem da criança reforça uma sugestão já presente no texto e no nome do produto. já que não acrescenta nenhum sentido à frase.” Assinale a alternativa correta em relação ao fragmento acima. c) nas três ocorrências. Para as questões 98 e 99 considere o texto das questões de 27 a 29.Interpretação de texto II Avançar . GABARITO 100. d) no trecho “você faz um seguro de vida que pode durar sempre”. d) a generalização de uma idéia após a apresentação de exemplos. e) O ponto e vírgula estabelece a relação de concessão entre as orações. c) o autor usa conotativamente a palavra “noite” para simbolizar a idéia da morte. os usos da palavra “louco” assumem sentido oposto àquele verificado em I. os cabelos caíam despenteados. e) a fotografia e a frase em maiúsculas desviam a atenção do leitor da idéia de morte. nesse anúncio. Fuvest-SP Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre o texto: a) a única palavra que se refere diretamente à idéia de morte é “inventários”. é correto afirmar que a) em II. por meio da clareza e da elegância do estilo. por serem mal contadas. não é louco de deixar essas coisas para amanhã”. a palavra “louco” pode ser substituída. b) Na estrutura sintática predomina a subordinação. o segundo uso da palavra “louco” assume sentido negativo. 98.

invadido pelas multinacionais e pelo capital estrangeiro. Acostumados às apagadas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto II Avançar . a) O advérbio “literalmente” está adequadamente empregado nos dois textos? Justifique sua resposta. apenas o que se afirma em a) I. 46 Considere as seguintes afirmações: I. o autor demonstra a) que a independência política possibilitou a autonomia econômica do país com o ingresso das multinacionais e do capital estrangeiro. e) que as origens do mercado publicitário no Brasil remontam à época de sua independência em 1822. c) III. estabelecendo um paradoxo com a data da independência em 1822. às vezes literalmente. 104. desempregados. dança. O jovem. II. b) a relação de dependência econômica do país. c) sentam-se numa poltrona. II. d) sentam praça em algum lugar. sob idêntico ponto de vista. ambas do dia 15/5/ 2000: “Governo suspende verba para a reforma agrária. em II. mulheres dos dirigentes do Kremlin. o recém-formado compete com levas de executivos de altíssimo gabarito. b) II. o fato parece mais grave que na segunda. Fuvest-SP Leia as seguintes manchetes de dois jornais paulistas. Para se candidatar a um emprego. b) sentam tijolos na parede. III. Paulo. exibida. e) sentam orgulhosamente. e) II e III. As duas manchetes apresentam o mesmo fato. embora empregando palavras diferentes. Na 2ª manchete. arrogante. “Incra suspende crédito para assentamentos. d) I e II. em relação às manchetes. Fatec-SP Para determinar o valor sintático-semântico do substantivo “poltrona” na expressão “sentam poltrona”. o emprego dos termos “INCRA” e “assentamento” particularizam a informação.” Folha de S. se refere a expressão “às vezes literalmente”? Qual o duplo sentido produzido pela relação que aí se estabeleceu? 103. GABARITO 105. sem experiência. Paulo.102. Fuvest-SP I. U. d) de forma criativa o progresso econômico que a abertura ao capital estrangeiro trouxe ao país. b) A que palavra.” O Estado de S. Na 1ª manchete. os russos achavam que ela era influente demais. pode-se considerar que seu equivalente mais próximo seria: a) sentam a pua em alguém. Está correto. literalmente. c) que a independência política é responsável indireta pela verdadeira revolução industrial que se desencadearia no país no século XX. Metodista-SP Observe a imagem que segue: A partir da composição acima. a partir de 1822.

c) Apresenta erros de ortografia que impedem a clareza do texto. c) revela que o fato de certos homens ficarem a vida toda sentados causa-lhes um malestar indescritível para o corpo e para a alma. em efes e erres. Texto para responder a questão 109. GABARITO “Sobre o sentar-/estar-no-mundo Ondequer que certos homens se sentem por afetuoso e diplomata o estofado. b) O modo de reproduzir a cantiga indica sua variação rítmica à medida que a cena se desenvolve. de colégio. 109. se sentam mal sentados. 47 106. b) aponta para os incômodos causados pelos bancos de colégio que são pouco anatômicos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) Expressa por meio de clichê o movimento dado à saia. e mesmo de pé algum assento os fere: * eles levam em si os nós-senão-pregos. João Cabral de Melo. e) o poema satiriza a prepotência de certos homens. o abaulado amigo. a) O título já anuncia a importância da relação entre as duas mulheres. e) ironia. Ondequer que certos homens se sentem nas nádegas da alma. confere ao homem uma postura universalizante. exemplo único de concepção universal.” NETO. c) A resposta da avó explicita a sua indiferença para com a menina. sentam bancos ferrenhos. tomando como ponto central as oposições entre o sentir e o sentar. 107. as curvas de afeto. A educação pela pedra. d) A expressão enorme trouxa justifica o adjetivo trôpega que caracteriza negra velha. b) sintaxe elíptica. … trarilarára… traríla… De repente voltou-se prá negra velha que vinha trôpega atrás. Fatec-SP Da leitura de Sobre o Sentar-/Estar-no-mundo. Sentam poltrona: ou tábua-de-latrina. senão pregos. d) a tábua-de-latrina. apesar de aproximar-se da prosa. d) linguagem coloquial. a) Revela-se poético. como compete à poesia. sentam poltrona. qualquer o assento. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta. c) recriação de cena cotidiana. por ser anatômica. A vida toda. os ferem nós debaixo. d) Enriquece a descrição da menina por meio de prefixos ligados a nomes. enorme trouxa de roupas na cabeça: — Qué mi dá. ecumênico. onde cabe qualquer homem e a contento. Batia compasso com a varinha na poeira da calçada. … trarilarára… traríla…” Mário de Andrade.Interpretação de texto II Avançar . pode-se afirmar que a) o sentido nuclear do poema se dá na relação entre poltrona e banco de colégio. vó? — Naão. 108. e mesmo a tábua-de-latrina lhes nega assento além de anatômico. e) Tem a coerência prejudicada por falta de pontuação.Texto para as questões de 106 a 108: “A menina e a cantiga 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 … trarilarára… traríla… A meninota esganiçada margirça com a sáia voejando por cima dos joelhos em nó vinha meia dansando cantando no crepúsculo escuro. Mackenzie-SP A característica da poesia modernista que NÃO se encontra no texto é: a) liberdade formal. e) Há total descaso pela oralidade da expressão. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o fragmento que vai da linha 2 à linha 3.

implícitas nessa questão de engenharia genética. não poderia fazer uma encomenda melhor ao laboratório: os óvulos da bela e inteligente Liv Ullmann fertilizados pelos genes geniais do Ingmar Bergmann. Juiz de Fora-MG Indique a única alternativa incompatível com a interpretação global do texto: a) a beleza de Linn Ullmann deve-se ao fato de ela ser fruto de reprodução programada. d) a reprodução programada permite que os pais escolham o filho que querem ter. 111. o cientificismo totalitário para fins de ‘melhorar a raça’ mudou de vocabulário e ganhou respeitabilidade. “O que vem por aí Pouco depois de ler a notícia sobre o americano que está oferecendo óvulos de modelos na Internet para quem quer ter filhos bonitos. que promete ser a questão do novo milênio. Juiz de Fora-MG O principal objetivo comunicativo do autor do texto é: a) ironizar a comercialização de genes no Brasil. U. GABARITO c) na comercialização de genes saudáveis e bonitos subentende-se que apenas as características físicas são geneticamente transmitidas. as questões 110 e 111. que não tem qualquer opinião no assunto.Interpretação de texto II Avançar . foi publicado no Jornal O Globo. mesmo que fosse eu. Como dizem que Bergmann é um gênio com um gênio violento e difícil – e a última é que ele foi um simpatizante do nazismo até o fim da Segunda Guerra – Linn pode ter herdado mais do que queria. Não há garantia que entre os óvulos e os espermatozóides de modelos. o filho continua não podendo escolher os pais que o terão. mas não o inverso. Mesmo com toda reação contra e a discussão ética. b) a reprodução programada baseada em genes de indivíduos saudáveis e bonitos é uma nova edição do cientificismo totalitário para fins de “melhorar a raça”. a comercialização de genes de pessoas saudáveis e bonitas. em especial. atletas e gênios há sempre um simpatizante do nazismo. E pensei: está aí. que está em Paris para lançar um livro. Mas desconfio que. d) argumentar que entre óvulos e espermatozóides de modelos. Para começar. que no passado era coisa de cientistas loucos e fascistas. Se alguém quisesse planejar uma loira superior. Mas esta vitória da mentalidade ‘de direita’ redime a tese da ‘esquerda’ na velha discussão sobre o que determina caráter e destino. b) questionar a reprodução programada e.” 48 110. Na comercialização de genes saudáveis e bonitos está subentendido que a personalidade não vai junto. de 28/10/99. Linn Ullmann teve sorte: herdou a beleza da mãe. ou aquela respeitabilidade forçada do inevitável. escrito por Luís Fernando Veríssimo. Os pais já podem escolher o tipo de filho que querem. um cantor country – ou um simpatizante do nazismo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . As pessoas pedirão: ‘Quero um surfista loiro bom em física quântica e uma modelo com PhD – mas um tem que ser de Capricórnio e o outro de Libra’. está redimida a eugenia. Ela é filha da Liv Ullmann e do Ingmar Bergmann. a qualidade do sangue ou do ambiente. preferiria ter os tipos de pais que nunca escolheriam um filho de um catálogo. E um mundo só de gente bonita e inteligente não seria necessariamente um mundo de gente melhor. depois. se esta é a palavra. atletas e gênios não exista um serial killer. encontrarão uma forma de assegurar que os genes comprados tenham o destino desejado. F. Não sei o que herdou do pai. se fosse nascer hoje. a genética ou a cultura. c) demonstrar que a engenharia genética promete ser a questão do novo milênio. pelo menos no Brasil. Pela fotografia no jornal. que os bebês serão o que o mundo fizer deles. Todos os avanços na área da reprodução programada não mudam a situação da criança. Eu. F. li no Libération uma matéria sobre Linn Ullmann. U.O texto seguinte. Leia-o e responda. Há algumas ironias.

morto de fadiga.. d) As crianças engordam muito porque ficam muito tempo em frente da tevê. E a desconfiança terrível. Patifes! E eu vou ficar aqui. rios cheios e uma figura de lobisomem. É horrível! Se aparecesse alguém. Devo ter um coração miúdo.. a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. com certeza me achava extraordinariamente feio. corpo de criança e alma de mulher. sem afeto e sem cultura. um grande silêncio. aos brinquedos eletrônicos..” Excerto de BETO. Frei.) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto. até não sei que hora. podemos afirmar que se trata de um texto psicológico porque: a) mostra a solidão em que vive o narrador. até que. Creio que nem sempre fui egoísta e brutal. (. b) contrasta o modo de ser de Madalena com as ações do narrador. 112. Os sentimentos e os propósitos esbarraram com a minha brutalidade e o meu egoísmo. c) retrata o conflito íntimo da personagem. Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão. 08 set. encoste a cabeça à mesa e descanse uns minutos. Aos quatro anos. as crianças são levadas precocemente ao consumo. A vela está quase a extinguir-se. Emescam-ES A frase que melhor sintetiza as idéias do texto acima encontra-se em: a) Hoje. as histórias cedem lugar aos programas de auditório. Emescam-ES Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto. Vitória. Voltar Língua Portuguesa . eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distancia a idade fisiológica da psicológica. que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. Foi este modo de vida que me inutilizou. Que miséria! Casimiro Lopes está dormindo. uma boca enorme. b) ‘insistência pirralha’ – teima persistente da criança. Se Madalena me via assim. p. que me aponta inimigos em toda a parte! A desconfiança é também conseqüência da profissão. Memórias de um Dinossauro. d) ‘ritmo da esquizofrenia’ – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais. O sonho é substituído pela TV. IMPRIMIR GABARITO 114. e as fadas. 49 113. sem sonhos. Julgo que delirei e sonhei com atoleiros. Estão todos dormindo. Fecho os olhos..” Graciliano Ramos. 05. bruxas e reis. c) ‘embotelhada em danças’ – especialista em danças. agito a cabeça para repelir a visão que me exige essas deformidades monstruosas. no seu sentido geral. cansadas perante um futuro que ainda não viveram. e) ‘indigência intelectual e espiritual’ – pobreza de cultura e de espírito. Texto para a questão 114: “Madalena entrou aqui cheia de bons sentimentos e bons propósitos. lacunas no cérebro. Mormente por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos. nervos diferentes dos nervos dos outros homens. 98. Lá fora há uma treva dos diabos. e) Atualmente as crianças não se preocupam com o futuro.. E um nariz enorme. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. c) Os tempos modernos eliminam os sonhos da criança. b) Os adultos cedem facilmente aos desejos das crianças. isso ocorre em: a) ‘suficiente discernimento’ – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso. A profissão é que me deu qualidades tão ruins. In: A Gazeta. dedos enormes. Cesgranrio Analisando o texto. Marciano está dormindo.Texto para as questões 112 e 113: “Hoje.Interpretação de texto II Avançar . Sou um aleijado.. Nem sequer tenho amizade a meu filho. às escuras. d) caracteriza o mundo exterior como hostil. Se ao menos a criança chorasse. e) enfatiza as dificuldades de relacionamento da personagem com as pessoas que a cercam. viciadas em indigência intelectual e espiritual.

ruas de sonhos ou musical da Metro. Rio de Janeiro: Aguillar. decidida.” ANDRADE. Texto para as questões 117 e 118: “Namorado: ter ou não. nuvem. A conclusão do químico pode ser refutada logicamente pelo argumento indicado em: a) a experiência não resistiu à passagem do tempo. UERJ Em 1648. da qual fazia parte. Carlos Drummond de. 50 BOSI. Alfredo. c) o químico não tinha competência para a realização da experiência. argumentando indutivamente. 1982. (.. um químico holandês.) Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .’ Parece-me que alma muito pessoal significa. traço constante na poesia de Drummond”.Interpretação de texto II Avançar . p. São Paulo: Cultrix.. Namorado é a mais difícil das conquistas.) Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. a aguda percepção de um intervalo entre as convenções e a realidade. c) irônico. bosques enluarados. de pele. caso.. dois paqueras. transa. até paixão é fácil. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. abobalhados de alegria pela lucidez do amor. semelhante ao de Gregório de Matos. distanciado e lúdico. show do Milton Nascimento. nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele. História concisa da literatura brasileira. mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme. mesmo. A proteção dele não precisa ser parruda. 494. fruto da inspiração poética. gabiru. em relação ao humor de Drummond pode-se afirmar que é um riso: a) que assinala uma ruptura com a geração que o antecede. Se você tem três pretendentes. De alma escovada e coração estouvado. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor.. ‘expressão duma alma muito pessoal. é muito difícil. fazer sesta abraçado. atividade da razão. fliperamas. Aplique um segundo tijolo sobre o primeiro e exponha tudo ao sol. Mas namorado. sua frio e quase desmaia pedindo proteção. flerte. Necessita de adivinhação. você verá nascer pequenos escorpiões. Paquera. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. Segundo Bosi. de saliva. aquele hiato entre o parecer e o ser dos homens e dos fatos que acaba virando matéria privilegiada do humor. lágrima. tendo o manjericão agido como fermento. sabemos que escorpiões não nascem assim. aquela de chita. ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. ponha ali erva de manjericão bem triturada. Alguns dias mais tarde. 1989. mesmo assim pode não ter namorado. um envolvimento e dois amantes. (.. b) escarnecedor.” Hoje. d) tímido. brisa ou filosofia. 116. Definindo-lhe lucidamente o caráter. chamado Jean Baptista von Helmont. saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. é uma questão Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. no caso. Obra completa.. é poesia objetiva. para comprovar a tese da geração espontânea: “Faça um buraco num tijolo. e) característico da primeira geração modernista. fazer compra junto. Enlou-cresça. ponha a saia mais leve.115. e passeie de mãos dadas com o ar. UFR-RJ “O primeiro grande poeta que se firmou depois das estréias modernistas foi Carlos Drummond de Andrade. sem qualquer reflexão. relatou a seguinte experiência. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques. (. envolvimento. Namorado não precisa ser o mais bonito. b) uma hipótese alternativa para o fenômeno não foi lembrada. d) a geração espontânea não pode ser comprovada com experimentos. beira d’água. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela.) Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado. disse Otto Maria Carpeaux da sua obra que. quindim.

está corretamente explicado pela frase entre parênteses.. c) Para eles. d) Observa-se o mesmo nas normas da gramática. c) os escritores contrariam as regras gramaticais porque as desconhecem. de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. em valor. (Refere-se à transgressão de função estrutural). A resposta à questão inicial é simples. que variam conforme as convenções gerais de cada época. b) Ela pode dar impressão de firmeza. guardiães da língua). […] de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. Esse tipo de postura gerou um impasse. e não para escravizá-lo. UFMG Em todas as alternativas. em nome de sua arte. UFR-RJ Para o autor. pensa o poeta. c) distingue o que é concreto do que é abstrato.Interpretação de texto II Avançar . (Introduz uma comparação). Sendo uma aventura intelectual. c) o crescimento e loucura são considerados processos incompatíveis. Textos para as questões 119 e 120: “Pode um escritor. assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. e. e) o sentido da vida é construído por meio da loucura. destacado. d) vivencia as sensações do amor sem se entregar.. b) o sentido da vida se constrói a partir do crescimento intelectual. certa rua dá mão.117. Ela pode dar impressão de firmeza. b) entra em sintonia com o outro no plano das sensações. é correto afirmar que: a) a língua não oprime os artistas quando os submete à vontade do Estado. os artistas. em valor. dominar a norma culta do idioma não excede. mas porque sabem tirar proveito da ruptura. ficam os gramáticos. Tanto no texto como no comportamento. De um lado. para ser bem-sucedida. de precisão. ou expressão. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 120. clamando por liberdade. (Remete à efemeridade do conhecimento do código de trânsito). A língua existe para servir o indivíduo. exceto em: a) … assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. o conhecimento do código de trânsito. por natureza convencional e efêmero: num dia. De outro. 118. contrariar as regras da gramática? Essa é uma das principais questões levantadas pelo poeta português Fernando Pessoa. UFR-RJ “Enlou-cresça. o emprego do termo. Acontece que os artistas pretendem escrever para as gerações futuras. UFMG De acordo com o texto. Pela perspectiva dos artistas. Observa-se o mesmo nas normas da gramática. deve possuir função estrutural. dominar a norma culta do idioma não excede. d) os gramáticos impõem normas para os artistas não as transgredirem. os gramáticos não passam de meros guardiães de uma inutilidade consagrada pelo poder constituído. no outro. e) sabe teorizar sobre os seus sentimentos.” 51 GABARITO 119. Os artistas da língua não passam para a posteridade porque rompem com a norma. só sabe o que é namorar quem: a) cultiva o hábito de fazer poesia. indica novas propostas para o futuro. (Refere-se aos gramáticos. que variam conforme as convenções gerais de cada época. Na maioria dos casos. não dá. d) o sentido da vida se dá pela tensão entre crescimento e loucura. na próxima semana. o conhecimento do código de trânsito. Para eles.” O neologismo em questão sintetiza o seguinte pensamento: a) só é possível crescer se a vida não fizer nenhum sentido. de ambigüidade. impondo normas. o ato de grafar não deveria submeter-se à vontade unificadora do Estado. pode ser que a mesma rua não exista. A transgressão. b) os artistas revelam o caráter transitório da norma culta ao infringirem-na.

Texto para as questões 122 e 123: GABARITO “Ética para meu filho (.) Veja: alguém pode lamentar ter procedido mal mesmo estando razoavelmente certo de que não sofrerá represálias por parte de nada nem de ninguém. Fernando. É que. ao fazer um desenho muito bonito essa mesma criança irá proclamar: ‘Fiz sozinho. o salário-mínimo impõe miséria a grande parte da população. delas se tira uma terceira. 121. eis-nos num silogismo bárbaro: se o país só sobrevive com mais da metade da sua população condenada a uma subvida perpétua. A. ao crescermos. ‘perdi a cabeça’. Aqui o sério é temerário. São Paulo: Martins Fontes. resistindo a apelos emocionais. quebraria a Previdência. Quem prega um salário-mínimo maior o faz por demagogia. o salário não aumenta mais por exigência do mercado internacional. ‘não percebi o que estava fazendo’.)” VERÍSSIMO. etc. O país só é viável se metade da sua população não for. mesmo reconhecendo que é pouco. Novo Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa. B. 1997. ‘vi que todo o mundo fazia a mesma coisa’. ninguém me ajudou!’ Do mesmo modo. então. postas duas proposições. mantêm uma política econômica solidamente fundeada na miséria alheia e uma admirável coerência baseada na fome dos outros. F. o país necessita da miséria de grande parte da sua população. queremos sempre ser livres para nos atribuir o mérito do que realizamos. chamadas premissas. FERREIRA. quando sabemos que fizemos algo vergonhoso procuramos afirmar que não tivemos outro remédio senão agir assim. sensatos.. Dedução formal tal que. ou talvez até risse e pronto. o adulto é irreal e o responsável é criminoso. compreendemos que já estamos sendo castigados. de Holanda. 52 Considerando essa definição. Do mesmo modo.. ao agirmos mal e nos darmos conta disso. Nova Fronteira. é preciso alterar esse modelo econômico. nelas logicamente implicada. Rio de Janeiro. inviabilizaria o país e provavelmente desmancharia o penteado do Malan. Em compensação. d) O salário-mínimo não garante vida digna para a maioria da população. Não há pior castigo do que perceber que por nossos atos estamos boicotando o que na verdade queremos ser. Trad. Grita exatamente porque sabe que foi ela. é preciso resistir a apelos emocionais da sociedade. 24/03/2000. então. não nos poderíamos sentir culpados (nem orgulhosos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . então. estamos todos condenados a uma lógica do absurdo. comprometeria o programa de estabilização do Governo. Lóg. m. há circunstâncias que impedem o salário de ser maior. nas circunstâncias. que lesamos a nós mesmos — pouco ou muito — voluntariamente.” SAVATER.. o sensato é insensato. Por isso. UERJ silogismo. O Globo.Interpretação de texto II Avançar . Ética para meu filho. S. Sérios. Como boa parte da população brasileira vive de um mínimo que não dá para viver e as circunstâncias que o impedem de ser maior não vão mudar tão cedo. Monica Stahel. c) Um salário-mínimo maior prejudicaria o país.. então. quando o pote da geléia que estava em cima do armário cai e quebra. se não fosse assim. chamada conclusão. oportunismo político ou desinformação. adultos e responsáveis são os que defendem o reajuste possível. 1986. De onde vêm os remorsos? Para mim está claro: de nossa liberdade.. que não pudemos escolher: ‘cumpri ordens de meus superiores’. A nossa estabilidade e o nosso prestígio com a comunidade financeira internacional se devem à tenacidade com que homens honrados e capazes.. pode-se concluir que o silogismo a que se refere o título do texto é encontrado em: a) Boa parte da população sobrevive com apenas um salário-mínimo e o salário-mínimo não dá para viver. temos homens honrados e capazes. (. b) Precisamos manter nosso prestígio com a comunidade financeira internacional. é claro) de nada e evitaríamos os remorsos. Se não fôssemos livres. nem se daria ao trabalho de dizer nada.Texto para a questão 121: “Silogismo Um salário-mínimo maior do que o que vão dar desarrumaria as contas públicas. ‘é mais forte do que eu’. a criança pequena grita chorosa: ‘Não fui eu!’. mas preferimos confessar-nos ‘escravos das circunstâncias’ quando nossos atos não são exatamente gloriosos. L.

. Newton. UERJ Ao trazer para seu texto a citação de outras falas — por meio do emprego das aspas —. ou métodos de comparação. Vidas Secas.. fenômeno na retina ou fenômeno físico. de Graciliano Ramos. d) destaca a palavra dos outros como argumento de autoridade. no qual o autor expõe seus argumentos em tom de conversa. Na verdade já estava procurando distinguir as condições ou esferas mediante as quais o fenômeno da cor se apresenta. preocupou-se somente em estabelecer os critérios para a produção da cor enquanto fenômeno físico. b) o texto II faz uma reflexão sobre os fatos narrados no texto I. sendo provocadas por sua vez por processos físicos. 1993.) encontra-se em estado de improdutividade. Considerar-se plantado em terra alheia! Engano. A sina dele era correr mundo. inteiramente distintos. o autor obtém o seguinte efeito: a) valoriza o argumento das outras falas. c) diminuir a assimetria entre o filósofo e o leitor. c) ambos os textos propõem o uso racional das terras no Brasil. c) identifica um embate como reforço do campo da sinceridade. considerando-se o sentido do texto II. embora as críticas de Goethe se revelassem posteriormente inconseqüentes. b) ressaltar uma discussão teórica entre iguais. José Saramago. Mais ou menos metade desta superfície.. Nesse aspecto. GABARITO 125. caem por terra. F. de GOETHE. é o primeiro a distingui-las claramente: ‘Do ponto de vista do sentido visual. Goethe e o físico inglês Isaac Newton compreenderam o fenômeno da cor. o principal mérito de sua análise é ter mostrado que a cor também existe como fenômeno que escapa à física. essas duas interpretações diversas do fenômeno cromático não devem ser pensadas como necessariamente incompatíveis. é de 850 milhões de hectares. rios e montanhas.’ A identidade da cor varia de acordo com os critérios estabelecidos para sua compreensão enquanto fenômeno de consciência. J. continuando o caminho de Goethe. b) delimita o que é defendido e o que é atacado. “Goethe estava interessado nas condições necessárias para que o fenômeno das cores se manifeste. mas como pontos de vista que se baseiam em critérios. luz e cores são fenômenos de consciência (sensações e percepções) cujas condições são ocorrências fisiológicas na retina e no sistema nervoso. Ora. é geralmente apropriada ao uso e ao desenvolvimento agrícola. Prefácio à edição brasileira de A Doutrina das Cores. M. de abandono. d) o texto I discorre sobre o aproveitamento agrícola das terras brasileiras. W. actualmente. Para ele. Essa estratégia tem o seguinte objetivo: a) provocar a resposta direta do interlocutor. não basta dizer que a cor surge da luz. e) as perspectivas pessimistas quanto ao uso do solo brasileiro. 123. à toa! Como judeu errante. Triângulo Mineiro-MG “A superfície do Brasil. ao contrário de Goethe e Schopenhauer. em que se comenta o modo como o escritor alemão J. andar para cima e para baixo.” GIANNOTTI. 53 “Entristeceu. pode-se afirmar que: a) o texto II constitui uma representação estética da realidade contida no texto I. Assim. sem fruto”. no texto I. UERJ O texto lido faz parte de um ensaio filosófico sobre ética. 124. São Paulo: Nova Alexandria. uns 400 milhões de hectares. O restante (. que é negado no texto II. Schopenhauer. PUC-RJ Leia o texto abaixo. mais tarde desenvolvida por Schopenhauer? Voltar Língua Portuguesa . W.Interpretação de texto II Avançar . o que distingue basicamente a abordagem de Newton daquela de Goethe. Um vagabundo empurrado pela seca”. A respeito dos textos. M. apenas uns 60 milhões desses hectares estão a ser utilizados na cultura regular de grãos. incluindo lagos.122. mas como aparece junto à luz. IMPRIMIR No que diz respeito ao fenômeno da cor. d) revelar opiniões compartilhadas pelos interlocutores.

o lazer. devastou-se a natureza. a paisagem vista da janela. não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. tendo em vista a existência de graves problemas. d) O poeta busca a convivência com os outros homens à sua volta. em breve. os homens presentes. neste final de milênio. o trabalho converteu-se efetivamente na primeira necessidade humana. não haverá mais quem trabalhe. UnB-DF “O trabalho é a principal atividade do ser humano? Quase todas as pessoas responderiam afirmativamente a essa questão. de certa forma. considero a enorme realidade. 127. não! Ou que sempre será assim? Esperemos que não! Na verdade. ignorando o passado e o futuro. não nos afastemos. Vivemos hoje um modelo de vida tão assentado sobre o trabalho. b) O poeta renuncia ao isolamento voluntário e reafirma sua solidariedade aos companheiros. 9. ao entretenimento. dos quais não pretende mais se afastar. do presente. pode-se incluir a de buscar meios de viabilizar o acesso da população. pois. F. muito novas mesmo…” LIMA CAMARGO. que raramente o questionamos. ( ) O autor responsabiliza as jornadas de trabalho brutais pela devastação da natureza. vamos de mãos dadas. ( ) Entre as “preocupações novas” das autoridades. a chinesa — foram esquecidos. Antologia poética. Carlos Drummond de. c) O poema revela-nos um eu-lírico que. U. O presente é tão grande. de uma história. julgue os itens que se seguem. à diversão. destruíram-se símbolos preciosos da civilização e as cidades passaram a ser vistas apenas como espaços de trabalho e produção. Nesse período. “Introdução”. opta por conhecer a realidade de seu próprio tempo. estamos chegando ao final de um ciclo civilizatório durante o qual nunca se trabalhou tanto e em que. porque isso significa que. o autor tece comentários acerca de fatos históricos ocorridos na segunda metade do século XVIII. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. Estou preso à vida e olho meus companheiros. São Paulo: Moderna. não direi os suspiros ao anoitecer. entregar-se aos devaneios e à solidão. como a recessão e a violência. ( ) Algumas autoridades estão assustadas com a possibilidade de que o homem atual possa vir a ter diversão. exceto: a) O autor de “Mãos dadas” quer unir-se a seus semelhantes para libertar-se do passado. 54 Todas as alternativas seguintes correspondem a uma leitura possível do poema drummondiano. 118. p. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .126.” ANDRADE. Mas. 1998. Luiz Octávio de. a vida presente. Não serei o cantor de uma mulher. principalmente a urbana. a romana e. fortaleza francesa que foi destruída em 1789. O tempo é a minha matéria. ( ) Infere-se que. In: Educação para o lazer. Entre eles. tendo em vista que as “jornadas de trabalho brutais — fazem alusão ao início da Revolução Industrial na Inglaterra e que os “símbolos preciosos da civilização” incluem a Bastilha. Mas será que sempre foi assim? Sem dúvida. o entretenimento — ideais de vida de algumas civilizações antigas. o tempo presente. Viçosa-MG Leia atentamente o texto: “Mãos dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. não pretendendo. ( ) Atualmente. e) Ao voltar-se para a vida presente o poeta demonstra uma preocupação maior com o seu momento histórico. Não nos afastemos muito. não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida. as cidades apresentam dificuldades de se organizarem em formas que não sejam pelo trabalho. Também não cantarei o mundo futuro. surgiram jornadas de trabalho brutais.Interpretação de texto II Avançar . trazendo preocupações novas. lazer e entretenimento como ideais de vida. pela primeira vez na História. A diversão. Rio de Janeiro: Record. voltam com força total. e do futuro de um mundo caduco que o sufoca. como a grega. GABARITO A partir do texto. p. assustando algumas autoridades. ao lazer. 1998. nesse texto.

é necessária na atual conjuntura. fico um pouco melancólico. eu também posso). 5/7/99. que me conhece desde rapazinho (eu. reconheça. entre as alternativas apresentadas abaixo. mas posso perfeitamente inventá-la.: Para o autor. já depois de muito tempo trabalhando em casa.” (Istoé. outra crônica. 55 Trabalho desde os 17 anos — já lá se vão 41 do que começou como primaveras. UFMS Na construção do sentido de um texto. enfim. 7. logo. se o ex-ministro Magri. E o dr.” (Veja. (16)“Sem alarde. sempre é afável comigo.: Quando usava outros tipos de vestimentas. especialmente por um ex-colega de magistério. mas não só levantar a papelada me infunde pânico. não ele).Texto para as questões de 128 a 131: “Segunda-feirite aguda João Ubaldo Ribeiro. a incapacidade de ligar causa e efeito e aprender do passado são características imutáveis de nossa mentalidade. p. (01) “Veja: uma revista tão boa que as notícias nem precisam ser ruins. como resposta. se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados. 28) – Inf. argumentando comigo mesmo que desfruto de certa liberdade. Argentina em primeiro lugar e Brasil em terceiro são premiados na Turquia. onde certa feita interpretei ‘Tatu subiu no pau’. que não os mencionados. p. O único clarificante e floculante de piscina com a garantia HTP. eis que./jul. logo. mas com inquestionável empenho. Não. procurando pistolões. (…)” O Globo.: Antes a Internet era novidade e 5 milhões de brasileiros podiam viver sem computador. (08)“Continuamos incapazes de duas coisas: ligar causa e efeito e aprender do passado. Antônio Carlos. deve ser capaz de fazer inferências. outros compromissos. Dê. 103) – Inf. a fim de recuperar o que não foi dito explicitamente. p.: Os outros produtos do mesmo tipo não têm a garantia HTP. o ministro Ornélas ou foi meu aluno ou quase foi — é o segundo ou terceiro ministro que foi meu aluno. se bem que ele próprio aposentado. Cad. como sabemos. 29/9/99. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Opinião. com base em minha memorável participação nas peças do jardim de infância em Aracaju.: O leitor lê Veja porque a revista não traz notícias ruins. também padeço de segundafeirite que acomete todos os trabalhadores. Ao trabalho. nem de tentar facilitar a vida. sem muito sucesso. já está em outonos e. como também não quero ser chamado de vagabundo. dos saudosos 30 mil dólares. jun. (04)“A dupla jeans e camiseta e roupa feita em série acabaram com a elegância do povo. 7) – Inf. começo na manhã da própria segunda. 27/9/99. chegou a verões. 29) – Inf. pondo a mão no meu ombro.” (Revista do Mercosul.” (Época. o povo era elegante. começam a ficar macambúzios na hora em que ouvem a musiquinha de encerramento do Fantástico. Por exemplo. Alguns. me chama de ‘ilustre representante da esquerda democrática’.” (Raça. 1998. 57) – Inf. com meus próprios horários e sem chefe ou patrão por perto. lá vem a segunda-feira.: Os demais países do Mercosul não se inscreveram no Festival de Vinhos na Turquia. a síndrome ataca de igual maneira. O Globo. 84) – Inf. 1999. nada disso. Nada de aposentadoria. quem lê deve ser capaz de inferir que a memória do escritor já o traiu pelo menos uma vez antes. outras chateações. se transmuta em invernos. p. Lá vêm outra semana. ou seja.Interpretação de texto II Avançar . Podia estar aposentado. ago. mas a verdade é que. mas não adianta. não. Além disso. aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô ou a pleitear uma vaguinha no Retiro dos Artistas.” (Roberto Campos. pôde. o leitor competente deve saber ler nas entrelinhas. a Internet deixou de ser novidade e 5 milhões de brasileiros já não podem mais viver sem computador. Não tenho queixa. Com base nessas explicações. e. a soma das alternativas corretas. p. 128. aquela(s) em que a inferência feita não se sustenta a partir do fato mencionado. Opinião. p. eu também podia recorrer ao dr. 6/10/99. Antônio Carlos. Cad. apesar de não sofrer as mesmas pressões que um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas. Eu. Quis muitas vezes descondicionar-me. E manda a ética que me recuse a recorrer a pretensas vantagens derivadas de relacionamentos pessoais. (02)“Vinho Mercosul no mundo. (32)“Max Floc. 5/9/99. quando João Ubaldo diz “…se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados…”. como não está a meu alcance aspirar ao marajanato (sei que esta palavra não existe. p. morre de rir quando o crítico e.

não ele)…” a informação entre parênteses vem corrigir uma possível ambigüidade de sentido.129. (16)Para construir o vocábulo marajanato. UFMS Marque a(s) proposição(ões) que não está(ão) correta(s). (08)O direito de inventar palavras que o autor se atribui apóia-se no exemplo do exministro Magri. (02)O autor afirma que ainda não pediu aposentadoria apenas porque não tem condições financeiras para se sustentar. (08)Em “…eu também podia recorrer ao dr. Antônio Carlos. como resposta. (01)Os conectores não só… como também e além disso são utilizados para ligar enunciados que constituem argumentos para uma mesma conclusão. (32)Já para criar segunda-feirite. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . sujeitos a horários e normas rígidas. a concordância do adjetivo com os substantivos que o antecedem poderia ter sido feita também no masculino plural. como. rinite e gastrite. o resultado seria “…não está ao meu alcance aspirar-lhe…”. por exemplo. eles somam argumentos para apoiar ou justificar a não-aposentadoria do autor. a soma das alternativas corretas.Interpretação de texto II Avançar . como em baronato. (04)As aspas em “ilustre representante da esquerda democrática” têm por função indicar uma expressão atribuída a uma outra voz. uma vez que foi usada uma palavra no lugar de outra. Antônio Carlos. (64)João Ubaldo Ribeiro assume um tom irônico que perpassa todo o texto. (04)A forma verbal pôde é um dos casos de palavras que admitem dupla acentuação. que não a do locutor. acabam sendo menos afetadas pela síndrome da segunda-feira do que os trabalhadores comuns. o verbo morrer pelo advérbio de intensidade muito. (02)Em “…se bem que ele próprio aposentado. UFMS Dentre os enunciados abaixo. (64)Pessoas que exercem determinadas profissões. como resposta. a soma das alternativas corretas. inconformado. UFMS Assinale abaixo a(s) alternativa(s) verdadeira(s). ou seja. pelo fato de obedecer a princípios éticos. o conector se estabelece uma relação de condicionalidade com o que foi dito anteriormente.”. como o dr. que me conhece desde rapazinho (eu. (16)O escritor não admite recorrer a favores de ex-alunos ilustres. 131. a performance do menino João Ubaldo não foi das melhores. também ele inventor de palavras. (04)Embora a peça “Tatu subiu no pau” tenha tido êxito de público. como resposta. o autor emprega o sufixo grego -ite. (64)Se em “…não está ao meu alcance aspirar ao marajanato…” utilizássemos um pronome pessoal para substituir o objeto indireto. identifique aquele(s) que seja(m) adequado(s) ao texto lido. no caso do texto. a soma das alternativas corretas. o escritor admite estar caminhando para o inverno da vida. (01)Sendo quase sexagenário. (32)A palavra macambúzio significa revoltado. e na necessidade da situação atual. Dê. (02)Em “…aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô…” o advérbio provavelmente acrescenta ao conteúdo proposicional do enunciado a indicação da modalidade sob a qual ele deve ser interpretado. (16)A figura de linguagem presente em “…morre de rir quando o crítico…” é a metonímia. que indica inflamação e que está presente também em bronquite. Dê. Dê. João Ubaldo Ribeiro faz uso do sufixo latino ato que forma substantivos a partir de adjetivos. a de escritor. desesperado. o que significa que poderia ser substituída por pode indiferentemente. (08)Em “…um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas…”. ou seja. identificam-se as várias fases da vida humana às estações do ano. 56 GABARITO 130. (01)No início do primeiro parágrafo. (32)A segunda-feirite ataca todos os trabalhadores já no final da noite de domingo.

ouvindo música clássica de um disco que o Raphael ganhou na maternidade given to over a million new parents in hospitals across America. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ‘Empurra!’ Fotografo até cansar de gastar os sessenta filmes do pacote.” MIRANDA. classic music to help stimulate your baby’s brain development. é lindo! He’s pretty and pink diz a nurse. de noite esfria. parece uma cidade de papel onde tudo é florido e arrumado e limpo e vigiado. 19 (com adaptações). ameaçador. 9/99. com vantagem estilística e sem prejuízo de qualquer natureza. o tubo de pasta de dentes era maior do que um tênis do Shaquille O’Neal. corta o meu coração. não há edifícios de mais de três andares. todo mundo de carro. ( ) A exemplo da tipologia textual. os dias estão azuis dignos de uma crônica de Rubem Braga. Caros Amigos. por causa dos terremotos. a mãe sofre dores atrozes e mia feito um gatinho abandonado. o imigrante passa a cada instante. o texto de Ana Miranda classifica-se como crônica. o imigrante e o chicano passam a cada instante. a cidade é calmíssima. a garrafa de champagne era mais alta do que eu.Interpretação de texto II Avançar . comem-se muita verdura e fruta. (…) filmo o nascimento do Raphael. a polícia passa a cada instante. as ruas espalhadas. julgue os itens seguintes. entre outros romances. escritora brasileira. hot-dogs e fumamos charutos e tudo nos embriaga de felicidade. a autora informa ao leitor que ela escreve seu texto ouvindo música. p. GABARITO ( ) Assim como Gregório de Matos Guerra fez uma crítica da sociedade baiana do século XVII. e as estruturas levíssimas. um sentimento vitorioso. o imigrante passa a cada instante. autora de Boca do Inferno. a nurse midwife chamada Joyce faz o parto. por a polícia. a autora faz uma crítica da sociedade californiana do século XX. a maçã tem gosto de melancia que tem gosto de cereais que têm gosto de macarrão que tem gosto de waffle que tem gosto de vinho de Napa Valley que tem gosto de graveto que tem gosto de pão que tem gosto de ceasar salad que tem gosto de syrup que tem gosto de nescafé. Ana. de eternidade. de Ana Miranda. fomos a um mercadão de varejo. o suco de laranja (que tem gosto de beterraba que tem gosto de pastel) vem num galão. ( ) A menção reiterada de grandes quantidades e o uso do grau comparativo de superioridade constituem um recurso estilístico que demonstra a profunda admiração da autora pelos hábitos californiamos. associada a Rubem Braga. tudo aqui tem o mesmo gosto. o chicano passa a cada instante. tudo era apavorante. ( ) A seqüência “a polícia passa a cada instante.75 dólar. assim como o leite. (…) eles mesmos lavam o carro num posto de gasolina. ah. pagam 1. claro. poeta. o desodorante era maior do que um pão de forma que era maior do que a presuntada que era maior do que um garrafão de suco de tomate maior do que o vidrão de peanut butter. a massa de pizza vem num saco com sessenta. as frutas são coloridas mas sem sabor. apenas alguns. o chicano passa a cada instante” pode ser substituída.132. enquanto ouço vou também desenvolvendo o meu cérebro e aprendendo a aferir os encantamentos na máquina de um amigo. UnB-DF “Notícias da Califórnia Aqui são quatro horas mais cedo. ( ) Com a metáfora final do texto. nº 30. a arquitetura do medo. o neném nasce e chora. eu me sentia uma liliputiana no país de Gulliver. tudo aqui é em quantidades vertiginosas. 57 A partir do texto acima. faz calor mas não muito. tomamos vinho e comemos bolo de nozes. em vez de dizer Push diz Purra! Purra! pois ouviu meu filho dizer. as geladeiras são repletas de guloseimas. Smart Symphonies. fazemos de noite uma ceia para comemorar o nascimento.

ofereci pó… À toa: não fez efeito. UnB-DF “Rondó de Efeito Olhei pra ela com toda a força. ( ) Apesar de se tratar de construções sintáticas diferentes. oferecimento de vantagens materiais e chantagem emocional.Interpretação de texto II Avançar . duas figuras de linguagem da retórica tradicional: um hipérbato e um clímax.133. em “À toa” (v. Mas eu mato ela na cabeça: Vou lhe mandar uma caixinha de Minorativas. o passeio a pé. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o automóvel. 406-7. Pastilhas purgativas: É impossível que não faça efeito!” BANDEIRA. ( ) Para conquistar sua amada. Utilizei o bonde. produto de maquilagem muito usado pelas moças de pele alva. In: Poesia completa e prosa. Ajoelhei. 1974. fica claro que o narrador oferece à jovem uma caixa de pó-de-arroz. o autor emprega. ( ) Entre os versos 11 e 15. Então banquei o sentimental Fiquei com olheiras. p. li Elvira a Morta [Virgem. Que ela era bonita pra burro: Não fez efeito. Chorei. Rio de Janeiro: Aguilar. o narrador faz três investidas sucessivas que podem ser assim resumidas: elogio da beleza física da mulher. 58 Com base no texto acima. simultaneamente. ( ) No verso 9. Mafuá do malungo.19) há a mesma informação semântica. Disse que ela era boa. Manuel. Fiz versinhos. Falei de macumba. Virei pirata: Dei em cima dela de todas as maneiras. Me rasguei todo. julgue os itens que se seguem. Cantei as modinhas mais tristes do repertório do Nôzinho.10) e “Perdi meu tempo” (v. Meu Deus que mulher durinha! Foi um buraco na minha vida. Escrevi cartinhas e pra acertar a mão. Que ela era gostosa. romance primoroso e por tal forma comovente [que ninguém pode lê-lo sem derramar copiosas lágrimas… Perdi meu tempo: não fez efeito.

Fempar A ironia. ”Uma reflexão sobre o ensino de todo e qualquer conteúdo pode e deve ser feita de várias e diferentes perspectivas: a perspectiva da própria ciência de que se recortou o conteúdo para constituir uma disciplina curricular. Para garantir a sobrevivência. que reconstrói os processos por meio dos quais um certo conhecimento vai-se configurando como saber escolar e. já não precisam tanto de força física. subempregada. que busca identificar os pressupostos ideológicos que levam a instituir um certo conteúdo em disciplina curricular e que subjazem aos objetivos e procedimentos de ensino dessa disciplina. 136. c) a modernização das empresas que. d) empregar e desempregar serem tarefas do governo.“ SOARES. c) globalização. 1998. ao longo do tempo. por uma ironia de seu passado recente. p. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. a principal causa do “retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro” é: a) a existência de quase metade da população brasileira sem escolaridade mínima e. b) desemprego. 135. a palavra que melhor traduz “enorme problema” é: a) sobrevivência. 105. está no fato de: a) graças a sua ineficiência. conseqüentemente. perspectivas. e) o descompasso entre modernização e economia. isto é. Assim que a economia voltar a crescer. Fempar Segundo o texto. Fempar Pela essência do texto.“ VALENTINI. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1o grau completo ou nem isso. 21 de julho. que considera os processos de aprendizagem de um conteúdo específico. as condições sociais daqueles a quem se destina o ensino e daqueles encarregados de ensinar. que considera as condições sociais de produção de um determinado conhecimento. o horizonte é desolador. o governo abandonou estradas. 53.Texto de referência para as questões 134 a 136: ”ELES SOBRARAM Os números do IBGE. Durante mais de uma década. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. 1999. b) o avanço da economia informal.Interpretação de texto II Avançar . d) educação. por isso. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. Cintia. que relaciona a disciplina e seu conteúdo com as características. uma perspectiva política. uma perspectiva social. 59 134. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . única saída para os desempregados. Segundo o Instituto. empregam menos trabalhadores com escolaridade mínima. Para os outros. com a modernização. vai-se constituindo em disciplina curricular. c) a intervenção do governo na economia ter sido devastadora. uma perspectiva cultural. hoje. o principal órgão de pesquisas sociais do país. d) o desaquecimento da economia que não permite a contratação da força física do trabalhador. e) o governo ter aquecido e desaquecido a economia. a escola. INSTRUÇÃO: Responder às questões 137 a 139 com base no texto. mas que os deixa desassistidos. Apud: BASTOS. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. Concepções de linguagem e o ensino da língua portuguesa. Neusa (org. São Paulo: Educ. o governo poder oferecer trabalho para a massa de subtrabalhadores. as expectativas. uma perspectiva histórica.). b) a economia brasileira ter estagnado e voltado a crescer pela influência do governo. e) modernização. E o desafio. o papel e função atribuídos pela sociedade à instituição em que ensino e aprendizagem ocorrem. viadutos. à qual o texto se refere. Veja. O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. p. as necessidades do grupo cultural a que se destina seu ensino. deixou ruas se esburacarem. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. Língua portuguesa: história. Magda. uma perspectiva psicológica. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. ensino. para o país. Isso porque as empresas.

“pode e deve” sugere uma gradação. U. só não é correto afirmar que a perspectiva: a) histórica precisa o momento em que determinado conteúdo passou a ser ensinado. e) 3 – 4. e) III. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) I e II. 1.137. respectivamente. II e III. “objetivos e procedimentos” correspondem. c) I. O uso do ponto-e-vírgula entre as diferentes perspectivas hierarquiza as informações. III. b) I e III. e) da própria ciência se relaciona à área de conhecimento específica do conteúdo a ser ensinado. U. 60 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . sobre a forma como as perspectivas são apresentadas. b) social envolve professor. ou seja. F. Cada uma das perspectivas é caracterizada por uma ou mais orações adjetivas. aluno e o contexto em que interagem. c) 1 – 2 – 3. Pela análise das afirmativas. 2. II. 138. 4. ao “como” se aprende determinado conteúdo. U. Pela análise das afirmativas. “todo e qualquer conteúdo” equivale à totalidade de um conteúdo. estruturas de natureza semelhante. 3. prioritariamente. d) psicológica diz respeito. Pelotas-RS Sobre as diferentes perspectivas apresentadas no texto. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão considerando a veracidade das afirmativas apresentadas de 1 a 4.Interpretação de texto II Avançar . d) 2 – 3 – 4. “ensino e aprendizagem” relacionam-se como causa-conseqüência. 139. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão com base nas afirmativas abaixo. a metas e ações. A estrutura do parágrafo apresenta paralelismo. d) II e III. F. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) 1 – 2 – 3 – 4. F. I. facilitando a leitura. c) política se refere ao modo de pensar dos responsáveis pela definição dos conteúdos a serem ensinado. b) 1 – 2 – 4.

o que. no total da produção de energia brasileira. tem. um significado preciso. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. fornece uma quantidade significativa de gás natural. existem dois tipos de solução: as células fotovoltaicas e os aquecedores solares de água (.) Sem dizer com todas as letras. U. (. 61 GABARITO a) A inevitável falta de energia não virá de imediato. A palavra fóssil tem. embora ela diminua o peso das hidrelétricas. e) a expressão “energia solar” remete à idéia de energia proveniente da reflexão total dos raios luminosos por parte da Terra.) O programa de gás natural. e) O problema da falta de energia. d) a expressão “sem dizer com todas as letras”.. a iniciativa tende a levar o país a utilizar um combustível cuja queima deverá lançar na atmosfera grandes quantidades de poluentes. d) Os programas do governo federal representam a esperança de que o blecaute não chegue ao Brasil.. um significado preciso. b) A energia eólica e a energia solar – provenientes de combustíveis fósseis – não evitarão o blecaute no Brasil. 141. (.). U. no Brasil. F.. contendo informações cientificamente corretas..). A iniciativa vem sendo debatida por especialistas da área.” Revista Galileu. 140. porque a Bolívia. defendido por muitos especialistas. isso é o que o governo federal dá a entender. c) O fantasma do blecaute ronda o Brasil. remete à necessidade de a população encarar a possibilidade de um blecaute. equivale a embarcar com todas as malas numa canoa furada. para eles. que significa “embora não declare explicitamente”. país não limítrofe com o Brasil. essas usinas deverão somar mais de 15 mil MW ao sistema elétrico. é possível afirmar que: a) o pronome “isso” remete a uma expressão que aparece depois dele. (Adaptado). por causa do não aproveitamento de todos os nossos recursos energéticos. Nesse caso. prevê a utilização de um combustível fóssil. para os críticos do programa de gás natural..As questões 140 e 141 baseiam-se no texto a seguir: ”Um túnel no fim da luz O fantasma do blecaute ronda o Brasil.) A energia solar é outra fonte a ser considerada. Pelotas-RS De acordo com o texto e seus conhecimentos.. Assinale a alternativa com a frase que. o Ministro das Minas e Energia quer antecipar as datas do programa de implantação de termelétricas.. F. c) a existência de nexos de concessão ao longo do texto justifica-se pela necessidade de o autor apresentar apenas argumentos convergentes às idéias apresentadas. b) a palavra “fóssil”. na expressão “combustível fóssil”. Pelotas-RS O título do texto — Um túnel no fim da luz – inverte uma expressão de uso popular. para certos críticos.. conduz a uma leitura oposta a essa expressão popular. Alimentadas principalmente pelo gás natural boliviano (. Segundo afirmam. (.Interpretação de texto II Avançar .. ficará sob controle com a aplicação de programas adequados. porque são ilimitadas as reservas desse combustível. Para exorcizar a ameaça.

Unioeste-PR Segundo o texto. Com base nessa afirmação. 04) a denúncia sobre o Banco Marka. como resposta. como podia estabelecer seu perfil negativo? Por isso. a soma das alternativas corretas. a 2000 quilômetros da sede de A Tribuna. ganhou menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo por denunciar o escândalo do Banco Marka. Portanto. 01) As inferências duvidosas atribuídas a Lírio decorrem da sua pouca idade. pois conseguiu emprego em um jornal importante. A folha foi enviada a uma empresa do Recife. 08) o êxito de Lírio comprova que a grafologia não é um método justo de avaliação. é correto afirmar que: 01) a grafologia é um teste altamente eficaz para avaliar a profissão de repórter. 143. Ou seja. Um diretor do jornal gostara dele e do seu currículo e a vaga parecia certa. p.“ Superinteressante. Com essas inferências duvidosas. como resposta. Unioeste-PR Observe que a expressão essas inferências duvidosas retoma um recorte textual anterior. a criatividade e a intuição que o cargo exigia. Dê. suas letras não se curvavam impetuosamente. foi um sinal de audácia.Interpretação de texto II Avançar . indique a(s) alternativa(s) incorreta(s). 64) a forma como lírio escreve. 32) As inferências são duvidosas mediante o que está disposto na análise da letra de Lírio. procurou dar contornos mais adequados a sua letra. Tarefa simples. 16) As inferências não são duvidosas porque 30% das empresas grandes e médias usam a grafologia para selecionar candidatos. Estava prestes a ser contratado pelo diário A Tribuna. as inferências são duvidosas. Seu caso está longe de ser isolado – segundo pesquisa da empresa de consultoria Deloitte Touche Tohmatsu. Faltava apenas uma etapa: escrever um texto de trinta e poucas linhas com tema livre. 02) Se o psicólogo não conhecia Lírio. Lírio foi descartado. muito pelo contrário. feita por Lírio. Sérgio Lírio tinha 23 anos e era tido como um repórter promissor. 04) As inferências são duvidosas porque alguns psicólogos condenam o uso da grafologia como técnica de avaliação. Francisco Lopes. e um psicólogo que nem o conhecia decretou: o candidato não tinha a agilidade. Mas errou com Sérgio Lírio. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 55. ”O que diz a letra Em 1995. a soma das alternativas corretas. a pressão da caneta no papel não era suficiente para um repórter audacioso. Pronto. As linhas de Lírio não chegavam ao fim da folha. Dê. 32) o tipo de letra é um item que deve ser considerado somente durante a entrevista. 62 142. fez com que se sobressaísse a ponto de ganhar menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo. A grafologia pode até acertar algumas vezes. técnicos e administrativos. cerca de 30% das empresas grandes e médias usam grafologia para filtrar o preenchimento de cargos executivos. Este ano. 02) Lírio deve ter melhorado a forma de escrever. Como ele soube? Simples. Pois Lírio acabou reprovado.Texto para as questões 142 e 143. julho de 2000. 08) As inferências são duvidosas porque o teste de caligrafia não é um dispositivo científico. Lírio hoje trabalha em um dos maiores jornais do país. 16) as habilidades das pessoas para as mais diversas profissões não podem ser avaliadas exclusivamente pelo tipo de letra. de Vitória. o mesmo deve ter melhorado suas potencialidades como repórter após ter se submetido ao teste da grafologia. aquele que culminou com a queda do presidente do Banco Central.

em que tudo se transforma tão rapidamente. sua distorção? Vários livros de divulgação científica tiveram sucesso por revelar uma conexão entre ciência e espiritualidade. não creio que a ciência esteja simplesmente redescobrindo ‘verdades’ descobertas através da meditação ou de uma conexão mística com o mundo. de várias superstições (gnomos. O que ainda vemos. Com isso. observamos a proliferação de seitas da ‘Nova Era’. à comunidade científica: historicamente. A julgar por esses livros. merecidamente!) perde a sua credibilidade. descontados os fãs. Folha Mais. b) Os diferentes períodos históricos vividos pelo homem têm sido marcados por uma constante necessidade de integração cultural entre diferentes povos. capaz de curas milagrosas e de viagens interplanetárias. mas muito ainda precisa ser feito. O acesso fácil aos computadores e às telecomunicações criou uma aldeia global. suas diferentes missões e o simples fato de elas serem necessárias para a nossa existência. dedicada a tirar Deus das pessoas. anjos. tem levado o homem a aprofundar o seu autoconhecimento. mas também de produzir armas que poderiam aniquilar a vida na Terra. O resultado é uma sensação de pânico e abandono avidamente explorada por oportunistas que se apresentam como a única alternativa em um ‘mundo louco’. Certas questões são exclusivas da ciência. aquele momento de autotranscendência que desafia qualquer explicação racional. Essa situação está gradualmente se transformando.” GLEISER. Paulo. depende do sensacionalismo barato e de distorções da imagem do cientista ou de seu trabalho.Interpretação de texto II Avançar . Ou as pessoas de Deus. e) Os governos têm sido intolerantes com a comunidade científica. Esse excesso de informação. A ciência é considerada a antítese da espiritualidade. como ‘O Tao da Física’ de Fritjot Capra. Caderno 5. então. ao mesmo tempo inspirador e aterrorizador. p. a resposta deve revolver em torno de uma reconciliação entre ciência e espiritualidade. 1999. fazendo com que sua divulgação não traga. Enquanto a ciência tenta entender o ‘como’. 18 jul. podemos reconciliar a ciência com o grande público. 12. pouco se preocupando com o ‘como’. c) A massificação do conhecimento. fadas e outras criaturas fantásticas) e de pregadores da ‘verdade’. Uneb-BA É comprovável no texto a afirmação: a) O homem da virada do milênio está ávido por uma compreensão da realidade metafísica. d) O avanço tecnológico propicia ao ser humano uma melhor qualidade de vida. como a televisão ou o cinema.Texto para as questões de 144 a 146: “Nestes tempos ‘pré-milenares’. onde a troca de informação entre diferentes culturas e pessoas do mundo é mais fácil e barata do que era em qualquer outro período da história humana. ao público. deixando de lado o ‘porquê’. na maior parte desses veículos. uma atividade fria e manipuladora. proporcionada pelas telecomunicações. causa muita confusão e estresse na cabeça das pessoas. como nas religiões orientais. desenvolvendo-lhe a espiritualidade. o apetite das pessoas por verdades e certezas mais permanentes vem atingindo níveis jamais vistos ou mesmo previstos. especialmente nos meios de comunicação de maior penetração. Observamos também o crescimento do desprezo pela ciência e pelo que ela tem a dizer sobre o mundo. Como. claro. a religião aceita o ‘porquê’ baseada na fé. Ela é encontrada em sua humanidade e na poesia que revela. Parte da culpa pertence. 63 GABARITO 144. enquanto uma intolerância generalizada ameaça polarizar ainda mais a sociedade. Marcelo. enquanto outras pertencem somente à religião. Ela é encontrada na paixão com que os cientistas devotam toda uma vida na tentativa de desvendar os mistérios do mundo à sua volta. necessariamente. de suas idéias e descobertas. sem dúvida. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Ciência e espiritualidade. Infelizmente. poucos cientistas dedicaram parte do seu tempo à divulgação. surgem teorias de conspirações clandestinas e o governo (em muitos casos. O fundamental é saber discernir os limites de ambas. Inevitavelmente. A tecnologia é muitas vezes percebida como uma espécie de monstro. A espiritualidade da ciência não é encontrada através de comparações entre suas descobertas e as práticas e ensinamentos de diversas religiões. Ela é encontrada no próprio ato criativo. In: Folha de S. não creio que o caminho usado por esses autores revele a espiritualidade da ciência de forma correta. Acredito que essa concepção completamente errônea do que é a ciência e de como ela funciona seja a responsável por sua impopularidade.

Desci para recebê-la. com a capota arriada. em volta da mesa. fazendo brilhar os negros trajes a rigor que as tias e dona Maria Nunes usavam. Uneb-BA Segundo o autor. que me observava atentamente. …………………………………… Da janela do meu quarto vi que a madrugada começava a raiar. ligados à meditação. Elas ficaram impressionadas com a beleza e a educação de Ermê. In: Feliz ano novo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . (02)A cena em destaque é ilustrativa do momento de passagem do protagonista para um outro estágio de vida: o de auto-afirmação através do casamento. a não ser dentro dela. contrastando com o espaço interior sombrio das personagens. onde as tias estavam. sentada. (32)O Salão de Banquetes é um espaço sombrio destinado à prática de ações humilhantes contra os transgressores da hierarquia familiar. colocando-o no meu. de caráter inteiramente voltado para a essência das coisas. a espiritualidade da ciência consiste em: a) haver a necessidade de os cientistas serem religiosos. Por instantes Ermê pareceu ouvir o som do vento na árvore. não importando. mas também subjetivo. 147. como se soubesse que eu a estava observando. (04)O texto se estrutura dentro de uma ambivalência traduzida no espaço físico iluminado. e passou o cachecol em torno do pescoço. A brisa fresca da noite de maio punha em desalinho os seus finos cabelos louros. tia Julieta. com muita pompa e cerimônia. Na mesa grande do Salão de Banquetes. subir o caminho ladeado de hortênsias e parar em frente à alta casuarina que se erguia no centro do gramado. pois busca o desvendamento do desconhecido através “do ato criativo. Uneb-BA Para o autor. eu disse a tia Helena. c) distancia-se cada vez mais do homem. d) cria uma situação de desconfiança entre os homens. foi cumprida a minha missão. e trataram-na com muito carinho.” FONSECA. 1989. e esperei que me viessem chamar. As luzes do imenso lustre estavam todas acesas. 129. 135 e 136. (08)A luta entre as forças do bem e do mal é evidente. e o final da narrativa é maniqueísta. já que está se perdendo no materialismo científico. ações ardilosas e desumanas. iluminado pelo claro brilho da lua cheia. UFBA 64 GABARITO “Da janela do meu quarto vi. (16)As personagens membros da família estão presas a princípios conservadores. pregadas por diferentes religiões. eu disse. Nau Catrineta. retirou o Anel de seu dedo indicador. Os fragmentos acima e a trama do conto permitem afirmar: (01)O narrador-personagem evidencia plena consciência e domínio da situação em que Ermê se vai envolver. como as outras. a ciência: a) caracteriza-se por ser uma atividade exercida pelo cientista com impessoalidade e impassibilidade. disse Ermê. p. Levei Ermê para a Sala Pequena. avise às outras. a soma das alternativas corretas. Eu queria terminar logo a minha missão.” 146.Interpretação de texto II Avançar . c) criar ela o seu próprio universo. Com um gesto abrupto. d) comprovar as verdades de natureza mística. em direção à casa. varada por um frio que não existia. como mandava o Decálogo. na ciência. para preservá-los. …………………………………… Quando engoli o primeiro bocado. que eu nunca vira ser usado em toda minha vida. através de ações não só de caráter objetivo. agora resolutamente. b) aplicar. e) ultrapassa os limites do racional. Estou com medo. depois olhou na direção da casa. (64)O fato de a tia Julieta passar o anel para o dedo do primogênito simboliza o rompimento de uma tradição familiar prescrita no Decálogo. e) ter ela por objetivo a busca do desvendamento de um mundo desconhecido. ao revelar conhecimentos sobre as primeiras causas das coisas. Vesti minha casaca. o carro de Ermê. como resposta. Rubem. entrar lentamente pelo portão de pedra. ela é muito bonita mas é tão sombria! Você está com medo é das tias. Vi logo que Ermê havia recebido a aprovação de todas. São Paulo: Companhia das Letras. Dê. não sei por que mas estou com medo. Acho que é esta casa.145. b) é mal interpretada pelas pessoas por causa da ação exclusiva dos oportunistas. Será nesta noite mesmo. conhecimentos do mundo oriental. acelerou o carro e partiu.

Iraque. não fizesse disso um problema interno. Por que vosmecê não some? Eu sumir. 65 Com base no fragmento e no romance como um todo. Iraque e Iugoslávia. agora. É possível que isso tenha contido o ímpeto americano uma ou outra vez. a opinião pública tomou consciência da desumanidade implícita nas intervenções militares e da costumeira falsidade de suas motivações. está uma frouxidão e um homem não sabe de quem depende e querem mudar tudo e nunca vai adiantar. não vale quase mais nada. é América ainda. anterior à guerra do Vietnã. nem merecedora de maior divulgação. o que é que deixam com o homem? Nada. já foi uma boa terra. International Public Information — sugere projetos tendentes a chocar a opinião pública e suscitar reações. depois da Europa. com Ancrísio Antunes. apropriadamente. e isso não é vida de homem. Não acredito que Antunes possa lhe sustentar. não posso sumir de mim e eu estando aí sempre estou. mas não de conseqüências na política ou na sociedade dos Estados Unidos. sacudindo a cabeça e fazendo um bico com a boca. é correto afirmar que Getúlio: (01)cede aos apelos da Igreja e reafirma a sua religiosidade salvadora. (32)mantém. porque eu sou Getúlio Santos Bezerra e igual a mim ainda não nasceu. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a soma das alternativas corretas. Texto para as questões de 149 a 151: “Vozes conhecidas É assim como quem tomasse uma providência banal. Quem some é os outros. como resposta. Janio de. nos dois casos. com intermediação do padre. p. Uma vida. a agência UPI. (…) Quero ver esse bom em Aracaju que me diz que eu não posso. (04)tem um caráter de herói épico e simboliza uma cultura em processo de destruição. 83-4. porque havia mais homens e quem era homem não tinha de que temer. Ainda mais com tão grande presença índio-latina em sua população. eu sumir? Como que eu posso sumir. peça de destaque na engrenagem da Guerra Fria) já se denota nos setores do governo incumbidos por Clinton de formulá-lo: CIA. lá e no mundo. não sei. que o governo dos Estados Unidos decide criar um serviço oficial de notícias para combater reações da opinião pública. Desde o genocídio que foi a guerra do Vietnã e. sem contar as muitas intervenções menos demonstradas. se primeiro eu sou eu e fico aí me vendo sempre. mais sensibiliza a opinião pública americana. é um enterro. ainda mais acentuadamente. Pentágono e Departamento de Estado. não sei se vosmecê vai poder levar o homem para Aracaju. que se mostre contra intervenções militares e outras operações do poder americano. passando do discurso à ação. ao perceber que está se distanciando do seu espaço de origem. É que a situação mudou. se tiram os recursos do homem. região que. Porque. Um governo esperto tomaria precauções para que. Os jornalistas que viveram as redações no período da Guerra Fria. uma relação de dependência econômica. Temos o que esperar com apreensão. o que é que me sustenta? Não sei. Essa terra. Paulo. Não sei. se Antunes não me sustenta. O principal tema do governo dos Estados Unidos é. (16)simboliza o indivíduo que tem a violência como afirmação de sua identidade. diz ele depois de muito tempo. nunca que eu posso sumir. Dê. mas não o inibiu: Panamá. que muda por questões de ordem religiosa. O caráter do serviço a ser feito pela IPI (o nome lembra. disse o padre. e enfiou as duas mãos pelo meio da batina. a América Latina. com as pernas escarranchadas e ficou com a cabeça pendurada. muito mais do que aquelas intervenções militares causadoras de algum amargor. (08)não consegue acompanhar a transformação por que passa o mundo. desde o esmorecer da Guerra Fria afinal extinta. isso não.148. Quintal embora. (64)age com determinação e rejeita imposições de qualquer natureza por valorizar sua liberdade. Hoje essa terra não vale mais nada. A criação da nova agência — IPI. Ah. diz o padre. 1982. Vozes conhecidas. p. Granada. João Ubaldo. diante de um impasse de ordem política. (02)tenta reatar o seu passado ao presente. Iugoslávia. a gente nunca. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. Nem da Europa. Caderno 1. diz o padre. In: Folha de S. UFBA “E se benzeu e disse que não precisava dizer aquilo. 1999. em que europeus se sujeitaram à pressão para integrar-se às ações militares. Haiti. porque lá está uma novidade de gente e uma porção de jornais e dizem que quando vosmecê chegar vão lhe encher o couro e soltar o homem.” RIBEIRO. pois está imbuído de valores relegados pelo processo civilizatório. não vão ter surpresas com a IPI. 17 ago.Interpretação de texto II Avançar . Sargento Getúlio. 5.” FREITAS. com maus pressentimentos mesmo. FBI. possa ser.

Quem não entende o que é pizza. Elas mostram que. superando a Europa. (…) Ainda no campo das surpresas.” DIEGUEZ. de certa forma. sem o paternalismo americano.Interpretação de texto II Avançar . d) eles sabem das intenções da criação do IPI. ainda é o clássico francês que causa frisson’. Texto para as questões de 152 a 154: “Cidadãs do mundo 66 GABARITO As línguas mais globalizadas. Mas. hambúrguer. na afirmativa a) As experiências passadas podem ser indícios de que os Estados Unidos querem angariar solidariedade para novas intervenções militares. durante dois anos. pois se vive uma nova Guerra Fria. c) Os exemplos do Vietnã e da Guerra Fria são indicativos de quanto o futuro é incerto. 150. U. brincando com os estrangeirismos. U. c) o mundo globalizado não acredita haver possibilidade de conflitos de proporções alarmantes. b) O mundo caminha para um estado de guerra. em face de uma vivência com a prática da ideologia americana. Nada disso. Embora Corrêa da Costa acredite que os fast foods e scanners surgidos na vida moderna levarão a língua inglesa à liderança. Se a surpresa quanto ao número de palavras foi grande. Salvador-BA Com base no ponto de vista do autor. houve aquelas que andaram na contramão. segundo o levantamento de um ensaísta brasileiro Diz a lenda que Deus condenou os homens a falar diversas línguas em Babel para puni-los pelo desejo de atingir o paraíso construindo uma enorme torre. consultou 130 publicações de quinze países. alguns termos pelo menos conseguiram escapar da ira divina. tende a se manter afastada de conflitos ideológicos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o autor faz uma declaração que é justificada. d) A importância alcançada pela América Latina. no mundo. e) Os Estados Unidos vêm mudando as suas estratégias no sentido de reativar a Guerra Fria. se a maioria das palavras globalizadas seguiu o rastro dos conquistadores. diz Corrêa da Costa. ele já existia. Salvador-BA A leitura do texto permite inferir que os jornalistas referidos no quinto parágrafo “não vão ter surpresas com a IPI” porque a) a tendência atual é de um futuro sem conflitos significativos para a imprensa mundial. Salvador-BA No segundo parágrafo. ‘Neste fin-de-siècle high tech. conseqüente de um desequilíbrio de forças entre países periféricos. pode-se inferir: a) O poder americano. a julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (Editora Record). o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. sem a criação de um “serviço oficial de notícias” sob controle americano. aquelas usadas em vários idiomas além daquele que lhes deu origem. c) Uma política inteligente e nacionalista deveria coibir a intervenção estrangeira em assuntos latinoamericanos. no plano lingüístico. coligindo nada menos do que 3000 palavras que mantêm a grafia e o significado de origem em publicações de outras nacionalidades. o levantamento não deixa dúvida. e) O mundo. Veja. globalizada a partir do tupi. pode vir a desmoronar. b) os vários órgãos de imprensa ligados ao jornalismo internacional estão mais voltados para as questões latino-americanas. É o caso de ‘piranha’. por ser ainda um território de relações amistosas com outros continentes. 22/03/2000. do ensaísta e ex-diplomata brasileiro Sergio Corrêa da Costa. Consuelo. São as chamadas ‘palavras universais’. Mas é bom notar que. de acordo com a sua visão. muito antes de o conceito de globalização entrar em voga nos campos da política e da economia. iogurte ou caviar? (…) Corrêa da Costa. é consenso nos Estados Unidos. d) A América Latina. Imaginava-se que a hegemonia americana já se tivesse estendido ao universo das línguas.149. prima pelo reconhecimento da democracia autêntica. 151. o espanto foi ainda maior quando ele se deu conta de que as palavras francesas continuam a superar as inglesas. b) O intervencionismo americano tem-se caracterizado como extremamente necessário. e) todos conhecem a fundo a estrutura dos governos dos países latino-americanos no contexto atual. U. Uma prova de que o reinado das palavras não segue rigorosamente a lógica do poder político e econômico.

d) As palavras superam fronteiras geográficas e culturais.Interpretação de texto II Avançar .” O autor reitera argumento de que as palavras emigraram conforme a rota dos colonizadores. 154. iogurte ou caviar?” A pergunta do autor constitui uma estratégia retórica para confirmar o argumento em questão. Estão corretas: a) 2. alguns termos pelo menos escaparam da ira divina. UFPE Assinale a alternativa que corresponde ao tema central do texto. 4) O ‘mas’ com que se inicia o segundo período aponta a direção contrária em que prosseguirá a argumentação. se estendeu também ao universo das línguas. 3 e 5 67 153. c) A hegemonia americana. É o caso de “piranha”. 3. na verdade. a) A diversidade lingüística proveio da ira divina contra a pretensão do homem de alcançar o paraíso. como se pôde constatar. 5) ‘globalização’. 4 e 5 b) 1. 3) O título personaliza o objeto de que trata o comentário. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) A globalização lingüística é um fato e antecede a outra globalização em voga nos campos da política e da economia. e) “houve aquelas (palavras) que andaram na contramão. 2. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. UFPE Considerando aspectos globais da composição do texto. b) “A julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (…).” O comentarista declara que as expectativas do autor em relação a sua pesquisa se confirmaram.152. e) A globalização das palavras respeitou. o que está indicado no subtítulo. tem como suporte um outro texto anterior. 4 e 5 c) 2 e 3 d) 1 e 2 e) 1. pode-se afirmar que: 1) O texto tem uma função predominantemente expressiva. c) “Quem não entende o que é pizza. hambúrguer. conforme as perspectivas do poder político e econômico. ‘atravessar barreiras’ são expressões cujos significados estão em harmonia com a temática do texto. ‘palavras universais’.” O autor do comentário introduz o tema a ser tratado com apoio de argumentos científicos. ‘mundo’. as pegadas dos povos conquistadores. d) “Ainda no campo das surpresas. UFPE A alternativa que corresponde à estratégia utilizada pelo autor na passagem destacada é: GABARITO a) “Deus condenou os homens a falar diversas línguas. prevalece a linguagem figurada. Por isso. globalizada a partir do tupi. 2) O texto.” O autor reitera sua crença no poder absoluto de Deus sobre todas as palavras. na íntegra.

157. c) o homem vem perdendo sua inteligência aos poucos. Casas e carros serão feitos de materiais que podem consertar-se a si próprios. UFRN Para alguns cientistas. Todos concordam que estamos cruzando rapidamente a fronteira do desconhecido. o nitinol. Não sabemos quando teremos robôs escravos. no fundo. eles não precisarão da ajuda humana para se reproduzir. Na primeira oração há dois adversários. o homem estará entrando no inferno quando os computadores forem capazes de: a) prejudicar os seres humanos. UFRN De acordo com o texto: a) o homem tem pelo menos uma certeza acerca do futuro. Sabemos apenas que. c) Nada. Basta aplicar um pouco de calor. 23 dez. pela primeira vez na história da humanidade. viver em Marte. estaremos entrando no paraíso. na segunda oração há dois. p. Talvez estejam apenas sonhando.Interpretação de texto II Avançar . Potiguar-RN Observe estas duas orações: “Tive de lutar contra o técnico e contra o pugilista. No campo dos materiais. 158. Na primeira oração há um adversário. Na primeira oração há dois adversários. A pessoa tem a mão decepada por uma serra elétrica. Assustador? Talvez. na segunda oração há dois. um dia. já existe um metal. Assumem. eles serão possíveis graças ao mesmo gênio: o computador.) 68 155. É um derivado da soja produzido pela empresa Archer Daniels Midland desde meados dos anos 80. e os médicos conseguirão fazer crescer uma nova no mesmo lugar. Computadores já ensaiam formas primitivas de pensamento autônomo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Pouca coisa se pode dizer com certeza sobre o futuro. são até conservadoras. que não nos será possível sequer desligá-los. mas.” “É uma medida favorável ao professor e diretor. d) os cientistas temem cruzar fronteiras desconhecidas. e atualmente alguns laboratórios conseguem produzir válvulas cardíacas com base em algumas poucas células. c) suplantar a inteligência humana. O dia chegará em que substituir órgãos humanos defeituosos será rotina.” [Adaptado de] Especial do Milênio (parte integrante da Veja. Para outros. Membros reimplantáveis? Os cientistas começaram a regenerar a pele humana ainda nos anos 70. Não sabemos se nossos bisnetos vão passear ou. n. d) otimização dos laboratórios. d) desenhar cópias de si mesmos. d) Nada. U. não seremos os seres mais inteligentes sobre a face do planeta. no inferno. assim. que consegue desamassar sua própria superfície sem esforço. na segunda oração apenas um. Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em sua programação um chip da bondade que os impeça de fazer mal à humanidade.Texto para as questões de 155 a 157: “Uma visão do futuro Estamos às portas de um milênio miraculoso. c) progresso da Medicina. ano 31. Também não sabemos se será possível reanimar alguém que já morreu. UFRN O milênio miraculoso será fruto do(a): a) genialidade dos homens. Talvez não. sejam quais forem os milagres que o próximo milênio trouxer. Um alimento em pó incolor com 90% de proteína em sua fórmula poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. Será uma época em que. Estamos chegando bem próximos de uma época em que os computadores serão capazes de desenhar cópias de si mesmos. 156. As previsões acima podem parecer ousadas. máquinas de orgasmo ou naves para viajar no tempo. Na primeira oração há um só adversário. 1998.” Ambas têm em comum: a) Tudo. 51. na segunda oração apenas um. Ou seja. b) avanço da tecnologia. A comida milagrosa? Já existe. 126. Para alguns cientistas. b) os cientistas perderam o controle sobre o computador. b) Tudo. b) aprimorar formas de pensamento.

b) comprova que os “problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade”. b) demonstra uma certa reserva ao fato de existir nas escolas a disciplina Educação Física.Texto para as questões 159 a 162: “Onde a lei não vale É comum que educadores louvem o esporte por uma suposta capacidade de transmitir ao jovem as virtudes da disciplina e do companheirismo. boicotar jogadores que fossem à Justiça defender seus direitos. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. o que leva o nome técnico de contrabando. Esse tipo de raciocínio faz com que a prática de esportes nas escolas leve o nome até um pouco pomposo de Educação Física. contrato de vinculação exclusiva de um atleta profissional a um clube. c) cita que Wanderley Luxemburgo “admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais”. declarando que não tivera a intenção de burlar a lei. na linguagem do Direito. E Luxemburgo confessou seus crimes fiscais para rebater a acusação de que recebia comissão sobre a venda de jogadores. 69 GABARITO 159. Em 94. Culposo. concluir que o esporte não cumpre os propósitos apregoados por educadores. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética. é anacrônico e absurdo. Talvez seja exagero. explicando detalhada e tecnicamente tudo o que ocorreu com a seleção brasileira vitoriosa em 94. por exemplo em “crime culposo”. Mas. tornou-se público que uma associação de grandes times brasileiros mantinha acordo para. d) assinala que os educadores exaltam o valor educativo do esporte baseados numa hipótese que nem sempre é comprovada na prática. uma falta bem menos grave do que a sonegação. mas de forte estigma ético no meio futebolístico. Wanderley Luxemburgo. A principal queixa relaciona-se ao anacrônico e absurdo instituto do passe. é correto afirmar que o autor: a) partilha da crença de que o esporte é comprovadamente útil para desenvolver nos jovens valores como a disciplina e companheirismo. o então treinador da seleção brasileira. anticonstitucionalmente. não do seu desejo de praticar um ato não legal. O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa. que recende a escravismo. sonegação e formação de quadrilha. baseado apenas no futebol. Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam: tráfico de influência. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . significa o que é resultante de imprudência. “o que leva o nome técnico de contrabando”. uma falta bem menos grave do que a sonegação”. Paulo.” Editorial da Folha de S. para indicar que tudo o que veio antes na frase corresponde a um eufemismo para suavizar o significado do ato praticado. Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade. “em termos penais. UFSE Considerando-se o primeiro e o segundo parágrafos. Em termos penais. negligência ou imperícia da pessoa. 160. dirigentes providenciaram para que toneladas de bagagem trazidas pela vitoriosa seleção brasileira não fossem objeto de vistoria alfandegária. valores úteis para a vida em sociedade. 29/8/2000. olhando para o futebol. d) afirma que receber comissão sobre a venda de jogadores é.Interpretação de texto II Avançar . e) evidencia que os crimes recentemente cometidos no futebol chocam pelo seu ineditismo. Com adaptações. UFSE Percebe-se o tom irônico do autor quando ele: a) dá uma informação. c) deixa transparecer que sua defesa da proibição de os jovens freqüentarem campos de futebol se deve ao fato de o esporte ter sido profissionalizado. Há pouco. e) avalia que o passe. Mas o educador que parasse para observar um pouco mais de perto o futebol profissional brasileiro provavelmente proibiria os jovens até de pisar num gramado. Para coroar.

os videogames induzem à passividade porque inibem a vontade: com movimentos repetitivos e predefinidos. Texto para as questões 163 e 164: “Bons tempos aqueles em que espadas de pau e pistolas de plástico garantiam uma distância saudável entre a inocência e a malícia. b) podem tornar-se facilmente um vício. não se raciocina. A diversão em grupo ensina o jovem a se relacionar. o jovem vira um autômato que transforma impulsos visuais em movimentos motores limitados’. p. ele precisa de empenho para parar’. 70 GABARITO 163. 162. c) constituem-se no melhor exemplo de brincadeiras infantis. isolando-se e trocando o mundo real pelo virtual. que pesquisa efeitos da informática no comportamento. Na verdade. Vista no contexto. brincar passou a ser uma atividade passiva e solitária. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. Assim. As vantagens são tanto físicas quanto emocionais. d) o futebol mostra que a Educação Física defende valores éticos. Uma troca perigosa. diz o professor. Atividades físicas e em grupo são um antídoto.” Adaptado de Superinteressante. Ele vai se acostumando a um certo padrão de excitação e. o então treinador da seleção brasileira. 32. UFSE … “olhando para o futebol. por isso é inadmissível que os jogadores não os garantam na prática. inclusive com o risco de vício. numa época caracterizada pelo desenvolvimento tecnológico. ‘Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado a ponto de não ter de esforçarse para continuar jogando. mesmo quando não se pode garantir sua eficácia entre os praticantes de futebol. Está subentendido na frase acima que: a) faz pouco tempo que Wanderley Luxemburgo deixou de reconhecer sua omissão. e) o Fisco não sabe que Luxemburgo recebeu milhares de reais. usar a cabeça só atrapalharia. atualmente. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética”. para provocar sensações mais intensas. ‘Em um videogame. quanto qualquer outro instrumento. Unifor-CE De acordo com o texto. diz o professor de Ciência da Computação Valdemar Setzer. d) Wanderley Luxemburgo não é mais treinador da seleção brasileira. apesar do que se vê no futebol. tão prejudicial para a formação da criança e do jovem. b) é inaceitável a tese de que esportistas nem sempre apresentam comportamento ético. Wanderley Luxemburgo. Desde que esses brinquedos foram substituídos por escopetas eletrônicas e inimigos que sangram.161. b) a seleção brasileira não tem mais treinador. esta frase significa que: a) os jogadores de futebol deixam muito a desejar no que se refere a “bom comportamento”. Aliás. junho/99. Para Setzer. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . precisa de jogos cada vez mais violentos e cruéis. estimulando sua atenção. e) podem causar aborrecimentos e frustrações em jovens e crianças que não possuam a necessária rapidez de reflexos para esse divertimento. O pior é que isso pode levar a uma espiral sem fim. UFSE Há pouco. É necessário ter rapidez de reflexos para dar conta de atirar primeiro e nunca fazer perguntas. o jovem tende ao retraimento. c) a atuação dos profissionais brasileiros do futebol comprova a idéia de que o esporte nem sempre assegura a seus praticantes comportamentos desejáveis de um ponto de vista moral.Interpretação de texto II Avançar . c) a seleção brasileira é hoje diferente daquela do tempo de Luxemburgo. d) representam o mais eficiente tipo de exercício para o desenvolvimento da agilidade mental de crianças e jovens. os videogames: a) transformaram-se. exemplificando a tese de que não há ética na vida nacional. em excelentes meios de controle do comportamento de crianças e jovens muito agitados. e) é importante a defesa da idéia de que o esporte desenvolve valores úteis para a cidadania.

cortar lenha. 200 crônicas escolhidas. e) o relacionamento social é necessário para que se desenvolvam comportamentos considerados normais e sadios. não assim. d) é possível desenvolver-se um tipo de videogame que ensine às crianças como viver e divertir-se em grupo. de repente. entre duas providências a tomar. assim. no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana.” BRAGA. que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome. Ele acendeu um fogo. b) revela-se cauteloso na defesa de um outro estilo de vida. entre grilos e vozes distantes de animais noturnos. nem frio. doces. algo de útil e concreto. Uneb-BA No texto. e) de evasão para um mundo de sonhos. Todo mundo. E quando precisava de um pouco de evasão. tem de repente um sonho assim. saber intrigas? Uma vez. d) estabelece proximidade entre o viver urbano e o viver rural. marcado por situações de extrema violência. entrando numa loja para comprar uma gravata. muitas vezes. A vida bem poderia ser mais simples. na noite escura. bons. É apenas um instante. dá na gente um sonho de simplicidade. precisamos apenas viver — sem nome. as mangueiras e o ribeirão. por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs. então seria preciso ganhar a vida de outro jeito. tanto dos adultos quanto dos outros jovens como ele. com frio. subimos a barranca. com certeza. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum. 71 GABARITO 165. nem número. apenas me fazem falta. e chegamos à choça de um velho seringueiro. Rubem. fortes. o narrador: a) questiona o artificialismo do convívio social. Texto para as questões de 165 a 168: “Um sonho de simplicidade Então. nesse comércio de pequenas pilhas de palavras.Interpretação de texto II Avançar . Precisamos de uma casa. São Paulo: Círculo do Livro. b) despojada. distraídos. c) o costume de não fazer perguntas induz o jovem a isolar-se do mundo. tirar areia do rio. de noite. p. os videogames significam proteção para os jovens. como os bois. c) em que o relacionamento entre as pessoas atendesse a convenções. Uneb-BA “Um sonho de simplicidade”. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio. comida. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome. a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço. dizer coisas… Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo. d) em que a atividade física fosse intensa e servisse de bálsamo para a alma. um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha. Que prazer em comer aquele peixe. no meio do mato. esse ofício absurdo e vão de dizer coisas. Será um sonho vão? Detenho-me um instante. IMPRIMIR 166. uma simples mulher. 3267.164. mas deixasse a alma sossegada e limpa. e) requer da sociedade uma postura mais solidária no convívio social. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. seria ter uma vida: a) ligada aos bens/riquezas materiais. para o narrador. s/d. ……………………………………… Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia. Puxamos a rede afundando os pés na lama. b) a tendência a viver em grupo leva o jovem. para me fazer essa pergunta. e isso era bom. me surpreendendo. que me fatigasse o corpo. nem sede. a um tipo de diversão violento e cruel. c) cobra do ser humano uma atitude em face da vida que coincide com o Carpe Diem. O telefone toca. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) no mundo atual. Quando ficamos bem cansados. esquentamos um pouco junto do fogo. lavrar a terra. cuidando tão-somente de um viver filantrópico. meio molhados. tive de repente um ataque de pudor. e a água era boa. meu trago de cachaça. São uma necessidade que inventei. que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar. em detrimento do mundo real. Voltar Língua Portuguesa . Por que beber uísque. depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. brilhar um pouco.

e) “Sei que a arte é irmã da ciência / Ambas filhas de um Deus fugaz / Que faz num momento e o mesmo momento desfaz”. p. vida a que aspiramos como paz no cansaço (não a morte). domado. sem calor. apresenta a quebra da rotina da vida como inviável. 168. a limpeza da cor.167. afirma a inutilidade de sonhar com outras formas de viver. Não o morto nem o eterno ou o divino. nem braço a mover-se nem unha crescendo. o pequenino.” ANDRADE Carlos Drummond de. 1993. enfatiza as dificuldades que o homem enfrenta na vida rural. essencial. confusão entre manhã e tarde. põe em destaque a necessidade de afeto no relacionamento humano. nenhum gasto de tecidos. 72 Texto para as questões de 169 e 170: “Vida menor A fuga do real. calado. é: a) “Os livros são objetos transcendentes / Mas podemos amá-los do amor táctil”. sobretudo o verso) / É o que pode lançar mundos no mundo”. um início. vida mínima. não respirado. contudo. a mão tornando-se enorme e desaparecendo desfigurada. 234-5. o eco já não correspondendo ao apelo. a desnecessidade do canto. Não a morte. sem ciência nem ironia. o enredo. b) no segundo parágrafo. o verso / (E. b) “Porque a frase. Mas a vida: captada em sua forma irredutível. mais me envolva. apenas o vivo. d) “Enquanto os homens exercem seus podres poderes / Índios e padres e bichos. já sem dor. ausência deles. c) no terceiro parágrafo. a perda voluntária de amor e memória. o exílio sem água e palavra. e) no penúltimo parágrafo. já sem ornato ou comentário melódico. menos que terra. o conceito.Interpretação de texto II Avançar . Rio de Janeiro: Record. Uneb-BA O narrador: a) no primeiro parágrafo. ainda mais longe a fuga do feérico. sem documento / No sol de quase dezembro / Eu vou”. porque o tempo não mais se divide em sessões. o que se possa desejar de menos cruel: vida em que o ar. um sono. mais longe de tudo. c) “Caminhando contra o vento / sem lenço. Isso eu procuro. o tempo elidido. indiferente e solitário vivo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Uneb-BA A alternativa cujo fragmento apresenta a mesma idéia do narrador no parágrafo final. d) no quarto parágrafo. negros e mulheres / E adolescente / Fazem o carnaval”. e este fundindo-se. In: Antologia poética. a fuga da fuga. todos os gestos afinal impossíveis. sem dúvida. a fuga de si mesmo. revela uma consciência crítica do seu comportamento urbano. senão inúteis.

172. d) centraliza-se na definição de endoculturação. ( ) liberdade formal. econômico etc). professores. ( ) temática de caráter social. assim. desde a infância. os modos de vida da sociedade a que pertence. mas encontrase condicionado a certos aspectos particulares da transmissão realizada pelos grupos de que faz parte. o comportamento.Interpretação de texto II Avançar . eliminando. ( ) deve estar isenta da preocupação com a passagem do tempo. as angústias do homem. vizinhos. amigos. a educação e a socialização se verificam. visando à expressividade. Texto para as questões de 171 e 172: 73 “Quando a aprendizagem. Salvador-BA De acordo com o ideal de vida do sujeito poético. as crenças. 170. U. Unifor-CE De acordo com o texto: a) a educação integral do indivíduo está condicionada a diversas influências. e) a aquisição da cultura depende do grau de socialização. político. a existência humana: ( ) deve ser simples e desapegada de valores materiais. representantes do poder público.169. ( ) funções emotiva e poética da linguagem. ( ) constitui-se um breve espaço da vida humana marcado pela vulgaridade. como pais. b) enfatiza a importância dos representantes do poder público.” 171. a integração nela é denominada endoculturação: cada indivíduo adquire. representando bem uma arte engajada. d) a transmissão da cultura é dever de qualquer educador. e) encara a diversidade de modos de vida da sociedade. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . pela transmissão por agentes sociais significativos (aqueles que têm autoridade — e esta autoridade é reconhecida pela pessoa sobre a qual a exercem. ( ) uma linguagem referencial. ( ) tem seu verdadeiro sentido quando associada à realidade sobrenatural e divina. U. daí a objetividade no enfoque do tema. c) pais e professores são os responsáveis mais diretos pela formação do indivíduo. Salvador-BA O poema apresenta: ( ) enumeração e reiteração de idéias. c) compara o indivíduo ao grupo social de que faz parte. b) os grupos sociais se firmam à sombra do comportamento dos indivíduos. Unifor-CE Este texto: a) valoriza a aprendizagem ligada à educação. ( ) deve ser desvinculada de envolvimentos com a realidade social. É evidente que ninguém aprende toda a cultura. numa mesma sociedade.

c) a prática de uma agricultura mecanizada tem como conseqüência o aumento da mãode-obra avulsa. À medida que as sociedades se tornam mais ricas. era muito grande. José.Texto para as questões de 173 e 174: “A tecnologia pode fazer muito para atenuar os problemas decorrentes da poluição. tornando-as mão-de-obra desejável. Atitude semelhante à que se tem numa igreja. b) os idosos recebem mais apoio familiar em zonas rurais. a demanda por muitos filhos diminui e a ênfase passa a ser melhor qualidade de vida para eles. por conseguinte. no Brasil. as visitas a museus. A razão pela qual a população nas sociedades rurais primitivas aumenta — o que ocorreu até recentemente. 74 173. Movimento n.Interpretação de texto II Avançar . mas o aumento da população e a melhoria do nível de vida. 31-2. até o momento. Lasar. Um número menor de filhos significa maior cuidado com cada um. o que vai salvar a humanidade da bomba populacional é o efeito que o uso de melhores tecnologias tem no próprio aumento populacional. Contudo. nos vários continentes. e) a falta de conhecimento que atinge as zonas rurais dificulta o progresso da agricultura. principalmente. ter muitos filhos era uma garantia para o futuro. Contudo. melhor educação e melhores expectativas de sobrevivência. 1988. só que nesse caso esse conjunto de normas várias vai contribuir decisivamente para estabelecer preconceitos em relação à obra de arte que dificilmente serão eliminados. Essas razões levaram à ‘transição demográfica’ que se iniciou há mais de um século na Europa e estabilizou a taxa populacional nas nações mais ricas. Ao visitante dos museus é transmitida a noção de que nesse local carregado de responsabilidade o melhor a ser feito é observar ‘muito respeito’. c) o controle da população nas regiões mais desenvolvidas do planeta. como a mortalidade infantil. a transição demográfica ainda não atingiu boa parte da Ásia. o uso de máquinas na agricultura reduz a necessidade de mão-de-obra. que levaria ao planejamento familiar. Além disso exigem das mulheres um esforço desnecessariamente grande.” Trecho adaptado de GOLDEMBERG. no passado. 1/1/2000. O Estado de S. d) a participação maior e mais efetiva das mulheres nas tarefas rotineiras da família. 3. Unifor-CE Conclui-se do texto que: a) a agricultura sempre exigiu e continua exigindo mão-de-obra numerosa. África e América Latina.” SEGALL. e) o desenvolvimento acelerado de todas as regiões do globo. Um museu de portas abertas. d) o controle da população mundial baseia-se numa educação mais ampla e no uso da tecnologia nas tarefas cotidianas. em que a economia se baseia especialmente na agricultura. então. o resto dessa disposição vai ser pulverizado por todo um aparato que sugere quais devem ser as atitudes e comportamentos adequados ao ambiente. combustível para cozinhar ou para aquecimento — utilizam o trabalho das crianças. em vários países. sem ocupação fixa. sobretudo nas grandes cidades. reduzindo suas oportunidades de obter melhor educação. Unifor-CE De acordo com o texto. em excursões ‘protegidas’ por uma escolta de professores e funcionários em missão obrigatória. parece estar levando a melhor. que nessas circunstâncias reste pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus. ‘pouca conversa’ e lembrar que ‘esse é um lugar de contemplação’. Texto para as questões de 175 a 178: “Lasar Segall: um museu de portas abertas É bem provável que grande parte dos freqüentadores de museus no Brasil não procure voluntariamente essa instituição artístico-cultural. mesmo em alguns países mais adiantados. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Paulo. especialmente nas grandes cidades. Ao contrário. os agrava e. na medida em que limita o uso da tecnologia. e ainda ocorre em algumas regiões — é bem compreendida: nas zonas rurais muitos filhos são a garantia de mais braços para ajudar na agricultura e uma forma de apoio aos velhos quando não puderem mais trabalhar. É compreensível. parecem estar invariavelmente associadas a trabalhos e obrigações escolares. p. Fatores culturais são também importantes. porque certas tarefas essenciais para a sobrevivência — tais como obter água potável. b) a explosão populacional. um dos resultados decorrentes do uso da tecnologia tem sido: a) o aumento da exploração da mão-de-obra infantil nas zonas rurais. 174.

A respeito dos enunciados acima. d) condena os preconceitos ligados ao acervo artístico-cultural dos museus. d) pelo cunho de obrigatoriedade de que se revestem as visitas aos museus. e) encara o museu como elemento mistificador da criação artística. d) I e III. pelos órgãos governamentais. vêm sendo pouco prestigiados. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 176. Os museus. no Brasil. d) eliminar qualquer tomada de posição do narrador. e) pela impressão de se sentir como se estivesse numa igreja. mais comumente levam aos museus seus freqüentadores habituais. Unifor-CE I. “pouca conversa”. Unifor-CE O texto: a) prova que o acervo dos museus reúne condições insatisfatórias para atrair a atenção dos visitantes. Unifor-CE A pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus explica-se: a) pela abundância de preconceitos em relação ao valor da obra de arte. c) acentuar o valor significativo das expressões no contexto. c) pelo excesso de tarefas impostas a partir de visitas aos museus. GABARITO 178. b) realçar ironicamente as metáforas. Unifor-CE As aspas em “muito respeito”. e) II e III. Não há espontaneidade de iniciativa em relação a visitas a museus no Brasil. b) caracteriza as circunstâncias que.Interpretação de texto II Avançar . Professores e funcionários representam a classe que freqüenta de maneira regular e voluntária os museus. “esse é um lugar de contemplação” estão empregadas para: a) distinguir a citação do resto do contexto. e) fazer sobressair expressões pouco usuais. c) III. b) pelo fato de ser o museu um “lugar de contemplação”. c) define os museus no Brasil como instituições artístico-culturais desprovidas do apoio dos governantes. está correto o que se afirma SOMENTE em: a) I. III. no Brasil. II. como instituição artísticocultural. b) II.175. 75 177.

continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. Diante dela. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. F. à esquerda. tinha os braços cruzados à cinta. tão infenso à efusão lírica. não aquece nem ilumina. os aniversários. superior à própria vida e à morte. Fui a pé. 95s. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma leitura correta do poema “Procura da poesia”. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. GABARITO 180. b) suavidade e melancolia. 76 d) Para o autor. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho.Interpretação de texto II Avançar . As afinidades. b) Segundo o poeta. Rio de Janeiro: Aguilar. Carlos Drummond de Andrade: poesia e prosa. preocupado em exaltar os mais nobres sentimentos humanos. à entrada do saguão. 1992. completo e confortável corpo. esse excelente. Machado. ‘Lá estão eles’. e) O poeta. Viçosa-MG Leia atentamente os seguintes versos: “Não faças versos sobre os acontecimentos.179. em seu discurso metalingüístico. Memorial de Aires. trata da essência da própria poesia. Não faças poesia com o corpo. UFR-RJ No texto o narrador descreve o quadro formado pelo casal de velhos com: a) impaciente ironia. c) O autor defende a transcendência da poesia. olhando um para o outro. dei com os dois velhos sentados. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. entrei e parei logo. c) desgosto e censura. Ao transpor a porta para a rua. disse comigo. Carmo. com as mãos sobre os joelhos. Aguiar estava encostado ao portal direito. Ao fundo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Não há criação nem morte perante a poesia.” ASSIS. intensamente elaborado. D. Texto para a questão 180: “Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. Consolava-os a saudade de si mesmos. p. a vida é um sol estático. e) ceticismo e desesperança. achei aberta a porta do jardim. U. Carlos Drummond de. a poesia não deve limitar-se a uma temática voltada para os simples acontecimentos da vida. a poesia ultrapassa os limites do corpo e da própria vida cotidiana. d) velado humorismo. 1989. de Carlos Drummond de Andrade: a) O autor defende um lirismo subjetivo.” ANDRADE. os incidentes pessoais não contam. In: Obra Completa.

Nem por acaso um dos personagens mais importantes do mundo de Rosa é uma mulher que se faz passar por jagunço. em nossa essência. c) O homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade não apresenta nenhuma oposição à concepção do brasileiro de Guimarães Rosa. tomou sua própria vereda.” CONY. É também macunaímico. nem na senzala e se aproxima de Macunaíma por sua indefinição na escala de valores culturais. Por isso mesmo. De um lado. apesar do ressentimento social que o caracteriza. Evidente que o universo de Rosa é sobretudo verbal. Fomos e seremos assim. pois sem definição catalogada na escala de valores culturais oriundos de sua formação racial. potente e tendendo a ser feliz. Tomando Gilberto Freyre como a linha vertical e Mário de Andrade como a linha horizontal de um ângulo reto. Folha Ilustrada. São Paulo. afastando-se do convívio social apontado por Gilberto Freyre e Mário de Andrade. citemos a Capitu menina — e teremos como sempre a intervençao soberana de Machado de Assis.Texto para a questão 181: “Acompanho com assombro o que andam dizendo sobre os primeiros 500 anos do brasileiro. herói sem nenhuma definição. teríamos Guimarães Rosa como a hipotenusa fechando o triângulo. embora as circunstâncias mudem e nós mudemos com elas. b) O brasileiro de Guimarães Rosa se opõe ao de Freyre por não ter lugar nem na casagrande. o homem miscigenado. 21/04/2000. 77 181. o produto daquilo que Gilberto Freyre chamou de casa-grande e senzala. UFF-RJ Assinale a opção que apresenta a afirmativa adequada sobre a relação entre o brasileiro de Guimarães Rosa. p. criando a sua própria vereda mas sem esquecer o ressentimento social do qual se afastou e contra o qual procura lutar. por ser sobretudo uma criação verbal. por ser um refugo da casa-grande e da senzala. a) O homem de Guimarães Rosa. Tenho para mim que há dois referenciais literários para nos definir. torna-se um refugo da casa-grande e da senzala. mas foi a que me veio na hora — e acho que fui entendido. Carlos Heitor. de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade explicitada no texto I. Ou seja. o opositor de uma e de outra. ou sem nenhum caráter — como queria o próprio Mário de Andrade. De outro. GABARITO d) O homem de Guimarães Rosa. 12. e uma antítese do brasileiro de Mário de Andrade. A imagem geométrica pode ser forçada. e) O brasileiro de Guimarães Rosa se aproxima do de Freyre por sua exclusão social e se distancia de Macunaíma por não ter definição na escala de valores culturais. mas o homem é causa e efeito do verbo. É um refugo consciente da casa-grande e da senzala. Um rapaz da platéia me perguntou onde ficaria o homem de Guimarães Rosa — outra coordenada que nos ajuda a definir o brasileiro. 5º Caderno.Interpretação de texto II Avançar . Concordo com todas as opiniões emitidas e com as minhas em primeiríssimo lugar. o personagem rosiano tem a ver com o homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade. o Macunaíma. Retomando a imagem literária. um herói — ou heroína — sem nenhum caráter. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

Texto para as questões 182 a 184: “A estrela é o índio Histórias de um Brasil com mais de 500 anos 78 Na contramão do vento que move as comemorações dos 500 anos. UERJ A linguagem figurada. Agora. 183. 22/03/2000. de certa forma. expressão ligada ao nome “Brasil”. indica a necessidade de uma reflexão mais cuidadosa acerca de alguns dos marcos históricos do país. debates e uma exposição com trabalhos do fotógrafo Sebastião Salgado e textos do poeta Thiago de Mello. c) “mais de”. ele fala para mais crianças e adultos. Fala das tribos e da memória de seus ancestrais. flechas e seduz o público com a fala mansa e um ótimo humor. (…)” SÁ. b) “Brasil de antes de Cabral”. nem sempre verdadeiro. GABARITO 182. predomina na sociedade. contesta a prioridade dada à chegada do colonizador para a constituição do Brasil. organizado pela Cineduc: Cinema e Educação. flechas…” b) “… expõem a cultura indígena. encontra-se também em outros tipos de texto. Fátima. coordenador do projeto. Essa atividade pretende desmistificar isso e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue e se torne corriqueiro’. ‘As comemorações dos 500 anos. conhecida característica de textos literários. diz Ricardo Paes. como dizia — e impedir conflitos futuros. c) “crianças de diferentes idades”. mas de maneira muito romântica. O emprego da palavra ou expressão com essa finalidade está corretamente justificado em: a) “Histórias”. 184. que abandonou a aldeia ainda menino após uma invasão de terra em que perdeu vários parentes. até expõem a cultura indígena. a expressão sublinhada mantém com o termo núcleo — “comemorações” — a mesma relação sintática verificada em: a) “uma invasão de terra”. d) “deixando preconceitos de lado”. Há três anos Thini-á percorre escolas do Rio (…). da tribo fulni-ô. UERJ O subtítulo do texto — “Histórias de um Brasil com mais de 500 anos” — é construído de modo a anunciar o caráter alternativo e mesmo crítico do evento que será comentado. uma programação alternativa está deixando de lado a caravela para se embrenhar no Brasil de antes de Cabral. no foyer do Centro Cultural Banco do Brasil. Veja. mostra arcos. UERJ Na construção “comemorações dos 500 anos”. referindo-se ao nome “Brasil”. Do massacre nasceu o desejo de falar aos pequenos homens brancos — os ‘filhos da elite’. de Pernambuco. crianças de diferentes idades vêm aprendendo história e deixando preconceitos de lado com a ajuda de Thini-á — um índio de 29 anos. Desde o início da semana. b) “um”. mas de maneira muito romântica…” c) “… uma programação alternativa está deixando de lado a caravela…” d) “… e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue…” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mostra arcos. como centro dos 500 Anos de Resistência das Populações Indígenas no Brasil.Interpretação de texto II Avançar . no plural. E está dando ao índio lugar de destaque na festa. Verifica-se um exemplo de metonímia no seguinte fragmento da reportagem: a) “… apresenta danças e ritos. antecedendo a expressão “500 anos”. As atividades incluem encontros com integrantes de tribos variadas. apresenta danças e ritos. d) “500 anos”. revela que um discurso oficial. demonstra que a indefinida identidade social do país é formada pelo encontro de três raças.

pois entre ele e o turista havia um muro transparente. essa engenhoca que reina soberana no espaço exíguo que separa o homem de si mesmo. Protegido por sua máscara eletrônica. que vive. PAES. 03/12/1996. um vidro. UERJ Indique o tema geral do poema e explique como ele é abordado criticamente por José Paulo Paes. guardando imagens sem nexo. Eugênio. 1992. Depois. Nos dramalhões que encenas há tamanho poder de vida que eu próprio nem me canso em viver. as câmaras de vídeo domésticas se tornaram o olhar autorizado da intimidade familiar (e de outras intimidades nem tão familiares assim). O viajante já não é aquele que contempla o desconhecido. que se reserva a chance do inesperado. J. São as imagens do espetáculo que não foi vivido. 79 185. tudo. Guerra. Se a televisão é a arena da história contemporânea. Aposentei os dentes. sexo. ele apenas grava imagens. 1 2 IMPRIMIR GABARITO camcorder – filmadora handycam – filmadora de mão Voltar Língua Portuguesa . a criança já não enxerga o sorriso de orgulho ou de apreensão na face do pai. UERJ No poema. a televisão é humanizada.” BUCCI. Continuará com pressa. jamais terá tempo de rever o que filmou. a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. pois quem poderia vivê-lo se ocupou em gravá-lo (ou em posar para a gravação). De bom grado. Sob o foco automático. 186. que o poupa de estar exposto ao destino. enfim. uma câmara.Interpretação de texto II Avançar . por favor?). as retinas das testemunhas foram substituídas pela camcorder1 do sujeito de terno gasto que grava o enlace andando de um lado para o outro (o distinto padre pode dar licença. Veja. como quem ainda tem uma longa lista a cumprir. mas esta também logo se perderá numa estante empoeirada. O turista é um apressado. Vou pregar minha porta: já não preciso do mundo. Identifique o elemento lingüístico que melhor caracteriza essa humanização e transcreva um verso em que ele apareça. P. e normalmente muito rápido. Para que ir lá fora? A comida suculenta que pões à minha frente como-a toda com os olhos. assumindo o papel de interlocutor do eu poético. vê apenas a handycam2 que mascara o seu rosto. os alunos aprenderam a se apresentar para filmadoras e não mais para pais e mães.Texto para as questões 185 e 186: “À televisão Teu boletim meteorológico me diz aqui e agora se chove ou se faz sol. São Paulo: Companhia das Letras. Cônscia de sua relevância mística. Nas férias. escancarando em público o vazio em que existimos. Ali jaz a vida que poderia ter sido. Ali jaz o desejo que não se satisfez. Prosas seguidas de odes mínimas. claro. o estranho fenômeno se generaliza. ele substitui a própria memória pela fita magnética. Nas festas de escolas primárias. esporte — me dás tudo. Texto para as questões 187 e 188: “O Império das Lentes Nas cerimônias de casamento.

187. UERJ Cônscia de sua relevância mística, a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. No trecho citado, o autor emprega a ironia para intensificar sua crítica à situação descrita. Explique como esse recurso de linguagem intensifica a referida crítica.

188. UERJ Ali jaz a vida que poderia ter sido. Esta sentença, no primeiro momento, parece uma contradição. Identifique, em uma frase completa, essa contradição aparente.

Texto para a questão 189:
“Poética I Que é a Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. Um homem que tem fome como qualquer outro homem.”
RICARDO, Cassiano. Jeremias Sem-Chorar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1964.

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189. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento:

GABARITO

a) “Como varia o vento – o céu – o dia, / Como estrelas e nuvens e mulheres, / Pela regra geral de todos seres, / Minha lira também seus tons varia, / e sem fazer esforço ou maravilha.” (Álvares de Azevedo) b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.” (João Cabral de Melo Neto) c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si, porque foram compostas em épocas diversas — debaixo de céu diverso — e sob a influência de impressões momentâneas.” (Gonçalves Dias) d) “Um dia (…) tive saudades da casa paterna e chorei. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida, que intitulei — Às Ave-Maria: — a saudade havia sido a minha primeira musa.” (Casimiro de Abreu)

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Texto para as questões 190 a 193:
“No Brasil das últimas décadas, a miséria teve diversas caras. Houve um tempo em que, romântica, ela batia à nossa porta. Pedia-nos um prato de comida. Algumas vezes, suplicava por uma roupinha velha. Conhecíamos os nossos mendigos. Cabiam nos dedos de uma das mãos. Eram parte da vizinhança. Ao alimentá-los e vesti-los, aliviávamos nossas consciências. Dormíamos o sono dos justos. A urbanização do Brasil deu à miséria certa impessoalidade. Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. Algo para ser visto pela janelinha do carro, ora esparramada sobre a calçada, ora refugiada sob o viaduto. A modernidade trouxe novas formas de contato com a riqueza. Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro. Os semáforos ganharam uma inesperada função social. Passamos a exercitar nossa infinita bondade pingando esmolas em mãos rotas. Continuávamos de bem com nossos travesseiros. Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. Aos poucos, foi perdendo a docilidade. A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. Os telejornais passaram a despejar violência sobre o tapete da sala, aos pés de nossos sofás. Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. Tão simples quanto virar uma torneira ou acionar o interruptor, bastava apertar o botão da TV. Embora violenta, a miséria ainda nos excluía. Súbito, a miséria cansou de esmolar. Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. A miséria não bate mais à nossa porta; invade. Não estende a mão diante do vidro do carro; arranca os relógios dos braços distraídos. Acuada, a cidade passou de opressora a vítima dos morros. No Brasil de hoje, a riqueza é refém da miséria. A constituição do perfil da miséria no Brasil está diretamente relacionada com a crescente modernização do país.”

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190. UFMG A partir da leitura desse texto, é CORRETO afirmar que ele tem por objetivo a) criticar a ação governamental no trato com a miséria. b) defender práticas de maior justiça social. c) denunciar a culpa sentida pelas classes privilegiadas. d) mostrar a evolução da situação de miséria no Brasil. 191. UFMG “Embora violenta, a miséria ainda nos excluía.” Essa frase é uma síntese de todas as seguintes passagens do texto, EXCETO a) A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. b) Continuávamos de bem com nossos travesseiros. c) Dormíamos o sono dos justos. d) Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. 192. UFMG O último parágrafo do texto tem todas as seguintes funções, EXCETO a) Ampliar o desenvolvimento das idéias. b) Reafirmar as idéias da introdução. c) Rearticular o parágrafo introdutório. d) Reorganizar as idéias desenvolvidas no texto. 193. UFMG De acordo com o texto, a miséria no Brasil assume uma posição crescentemente agressiva. Todas as seguintes passagens do texto comprovam essa afirmação, EXCETO a) Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. b) Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. c) Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. d) Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro.

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Texto para as questões 194 a 197:
“Troca de e-mails
THE NEW YORK TIMES

Seguem abaixo trechos das mensagens de e-mail trocadas na terça-feira e ontem entre o VicePresidente Al Gore e o Governador George W. Bush, do Texas: Do: Sr. Gore Para: Sr. Bush Assunto: Campanha eleitoral Congratulações por sua indicação partidária. Penso que as vitórias mútuas desta noite nos proporcionam uma chance rara para a mudança no modo de se conduzir campanhas eleitorais e de se restabelecer a confiança dos eleitores em nosso processo eleitoral. Assim sendo, eu o desafio a aceitar minha proposta de que nós dois rejeitemos o uso do chamado ‘dinheiro fácil’ na veiculação de propaganda eleitoral. Eu darei o primeiro passo pedindo ao Comitê Nacional Democrático para não veicular nenhuma propaganda eleitoral não regulamentada através do uso de verbas de procedência ignorada, a menos que o Partido Republicano passe a agir nesse sentido. Portanto, está nas mãos do senhor e de seu partido o início eventual de uma guerra acirrada de propaganda; o senhor tem o poder de unir-se a mim na proibição do ‘dinheiro fácil’. Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar a política para sempre.

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Do: Sr. Bush Para: Sr. Gore Assunto: Re: Campanha eleitoral Obrigado por seu e-mail e seus cumprimentos. Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões importantes do nosso tempo — a reforma educacional, a modernização de nossas forças armadas e o resgate de padrões de qualidade no nosso governo. O senhor e eu fizemos várias propostas de reforma de financiamento de campanha. Mas antes de debatermos estas mudanças, é importante que os americanos saibam se as leis de financiamento de campanha atuais foram obedecidas. Assim sendo, eu o desafio a esclarecer acusações graves. Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca e ao Departamento de Justiça para a liberação de todos os registros e fotos relativos à investigaçao sobre abusos no financiamento da sua própria campanha. Em seu e-mail, o senhor falou em restabelecer “a confiança em nosso processo eleitoral”. E isso é o ponto central da questão. São necessárias novas leis de financiamento de campanha. O que é até mesmo mais importante é o dever dos funcionários públicos de obedecer às leis existentes, e eu receio que seu próprio histórico não inspire confiança. Agradeço seu e-mail. Esta sua Internet é uma invenção maravilhosa.”
Traduzido do New York Times on-line, 16/03/2000.

GABARITO

194. UERJ O vice-presidente Gore propõe em seu e-mail uma rejeição, de parte a parte, do chamado “dinheiro fácil”, usado de maneira não regulamentada na veiculação de propagandas eleitorais. O tom da mensagem-réplica do governador Bush reflete basicamente as seguintes atitudes: a) crítica e desconfiança pela indicação do democrata Gore à sucessão presidencial. b) animosidade e distanciamento do processo de moralização da campanha eleitoral. c) ceticismo e ironia no tocante à seriedade das palavras e intenções de seu oponente. d) ressentimento e desdém quanto às instruções dadas por Gore ao Comitê Democrático. 195. UERJ O discurso político é marcado por estratégias de distanciamento que ressaltam a autoridade do locutor, e por traços de solidariedade que buscam o envolvimento dos interlocutores. Tais procedimentos retóricos são verificados em: a) “Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca…” b) “Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar…” c) “Eu darei o primeiro passo, pedindo ao Comitê Nacional Democrático…” d) “Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões…”

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196. UERJ A mensagem-desafio de Al Gore tem como destinatário o seu adversário político, mas é possível interpretar que ela tenha sido tornada pública propositalmente. Considerando o conteúdo da mensagem e o seu contexto, a melhor explicação para que Al Gore tenha desejado torná-la pública é: a) provocar uma declaração desastrada de George Bush. b) contribuir para a moralização da política através da Internet. c) acusar seu adversário do uso de dinheiro ilícito na campanha. d) convencer o eleitor do caráter desonesto do outro candidato. Texto para as questões de 197 a 200:
“A revolução digital Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro. Disse ‘pareciam’, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação. Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde. O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose. Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons. A mudança conduz a veredas ainda inexploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita. E isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma. Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos devãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de idéias que gera novos textos. A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente arriscar textos próprios. Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: ‘Mando-te uma carta qualquer dia desses’. Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla ‘enter’.”
SOUZA, Josias de. A revolução digital. In: Folha de São Paulo, São Paulo, 6 de maio de 1996. Caderno Brasil, p. 2.

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197. UFMG Observe as expressões destacadas nestas frases: … falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro… … vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação CORRETA dessas três expressões, na ordem em que aparecem nas frases acima. a) apesar de ser falada / apesar de ser impressa / se estivesse vivo. b) quando é falada / quando é impressa/ se estivesse vivo. c) porque é falada / porque é impressa / ainda que estivesse vivo. d) se é falada / se é impressa / ainda que estivesse vivo. 198. UFMG Com base na leitura feita, é CORRETO afirmar que o objetivo do texto é a) defender a parceria entre o papel e o texto como uma história de êxitos. b) discutir as implicações da era digital no uso da escrita. c) descrever as vantagens e desvantagens da Internet na atualidade. d) narrar a história do papel e do texto desde a antigüidade.

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199. UFMG Considerando a argumentação do autor quanto à relação entre palavra falada e palavra escrita, é CORRETO afirmar que, a) na comunicação interpessoal, a palavra falada pode emocionar, sensibilizar, convencer, fazer pensar e, com isso, suscitar um grande movimento de idéias e valores. b) no processo social de divulgação de conhecimentos, a palavra falada, associada à escrita, exerce um papel fundamental na educação e na formação de opiniões. c) na produção cultural de ciência e arte, a palavra escrita tem função marcante, porque sua permanência material independe da memória humana e sua circulação instiga a reflexão. d) no processo social de produção e circulação de crenças, a palavra escrita, ao lado da falada, tem papel significativo no desenvolvimento da espiritualidade. 200. UFMG Considerando os procedimentos lingüísticos de articulação entre o primeiro parágrafo e os outros parágrafos do texto, é INCORRETO afirmar que a) o segundo, o terceiro e o quarto parágrafos se articulam com o primeiro pelo emprego linear do tempo cronológico. b) o terceiro parágrafo está articulado com o primeiro pelo uso de palavras que explicitam significados presentes no primeiro. c) o segundo parágrafo está articulado com o primeiro pelo emprego de palavra que se repetem. d) o quarto parágrafo se articula com o primeiro pelo uso de frase que explicita uma idéia sugerida no primeiro. Texto para a questão 201:
“O idioma, vivo ou morto? O grande problema da língua pátria é que ela é viva e se renova a cada dia. Problema não para a própria língua, mas para os puristas, aqueles que fiscalizam o uso e o desuso do idioma. Quando Chico Buarque de Hollanda criou na letra de ‘Pedro Pedreiro’ o neologismo ‘penseiro’, teve gente que chiou. Afinal, que palavra é essa? Não demorou muito, o Aurélio definiu a nova palavra no seu dicionário. Isso mostra o vigor da língua portuguesa. Nas próximas edições dos melhores dicionários, não duvidem: provavelmente virá pelo menos uma definição para a expressão ‘segura o tcham’. Enfim, as gírias e expressões populares, por mais erradas ou absurdas que possam parecer, ajudam a manter a atualidade dos idiomas que se prezam. O papel de renovar e atualizar a língua cabe muito mais aos poetas e ao povo do que propriamente aos gramáticos e dicionaristas de plantão. Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o ‘erro’ propriamente dito e a renovação. O poeta é, portanto, aquele que provoca as grandes mudanças na língua. Pena que o Brasil seja um país de analfabetos. E deve-se entender como tal não apenas aqueles 60 milhões de ‘desletrados’ que o censo identifica, mas também aqueles que, mesmo sabendo o abecedário, raramente fazem uso desse conhecimento. Por isso, é comum ver nas placas a expressão ‘vendese à praso’, em vez de ‘vende-se a prazo’; ou ‘meio-dia e meio’, em vez de como é mesmo? O português de Portugal nunca será como o nosso. No Brasil, o idioma foi enriquecido por expressões de origem indígena e pelas contribuições dos negros, europeus e orientais que para cá vieram. Mesmo que documentalmente se utilize a mesma língua, no dia-a-dia o idioma falado aqui nunca será completamente igual ao que se fala em Angola ou Macau, por exemplo. Voltando à questão inicial, não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. Os intelectuais também o fazem, por querer ou por mera ignorância. E também nós outros, jornalistas, afinal, herrar é umano, ops, errare humanum est. Ou será oeste?”
SANTOS, Jorge Fernando dos. Estado de Minas, Belo Horizonte, 10 jun. 1996. (Texto adaptado)

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GABARITO

201. UFMG Em todas as seguintes passagens, o autor deixa transparecer idéias que ele mesmo considera puristas, EXCETO em a) Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o “erro” propriamente dito e a renovação. b) … não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. c) Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. d) Pena que o Brasil seja um país de analfabetos, […] Por isso, é comum ver nas placas a expressão “vende-se à praso”…

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Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

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Texto para as questões 202 e 203:
“Amor A verdade é que devemos tudo aos amores infelizes, aos amores que não dão certo. A poesia se faz antes ou depois do amor, ninguém jamais fez um bom poema durante um amor feliz. Pois se o amor está tão bom, pra que interrompê-lo? O amor feliz não é assunto de poesia. Literatura é quando o amor ainda não veio ou quando já acabou, literatura durante é mentira. Ou ela é empolgação ou é remorso, revolta, saudade, tédio, divagação desesperada — enfim, tudo que dá bom texto. Desconfie de quem explica um estado de exaltação criativa dizendo que está amando. Algo deve estar errado. — Você está amando, mas ela não está correspondendo, é isso? — Não, não. Ela também me ama. É maravilhoso. — É maravilhoso, mas você sabe que não pode durar, é isso? Seu poema é sobre a transitoriedade de todas as coisas, sobre o efêmero, sobre o fim inevitável da felicidade num mundo em que… — Não! É sobre a felicidade sem fim! — Não pode ser. — Mas é. Acabei o poema e vou fazer uma canção. Depois, talvez, uma cantata. E estou pensando num romance. Tudo inspirado no nosso amor. Não posso parar de criar. Estou transbordando de amor e idéia. Crio dia e noite. — E a mulher amada? — Quem? Ah, ela. Bom, ela sabe que a atenção que não lhe dou, dou ao nosso amor perfeito. Está explicado. Ele não canta a amada ou seu amor. Está fascinado por ele mesmo, amando. E o poema certamente é ruim. Porque o amor, para ser de verdade, tem de emburrecer. Só devem lhe ocorrer bobagens para dizer ou escrever durante um caso de amor. Ou é kitch, de mau gosto, piegas ou copiado, ou não é amor. Qualquer sinal de originalidade pode até ser suspeito. — Esses seus versos para mim… Estão ótimos. — Obrigado. — Essas juras de amor, essas rimas, essa métrica… De onde você tirou tudo isso? — Eu mesmo inventei. Pensando em você. — Seu falso! — O quê? — Só deixando de pensar em mim por algumas horas você faria uma coisa assim pensan