LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I FUNÇÕES DA LINGUAGEM E LINGUAGEM FIGURADA VOCABULÁRIO FONOLOGIA, ACENTUAÇÃO, ORTOGRAFIA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS ARTIGOS, SUBSTANTIVOS, ADJETIVOS VERBOS E ADVÉRBIOS PRONOMES INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II FIGURAS DE LINGUAGEM PERÍODOS SIMPLES E COMPOSTO PONTUAÇÃO CONCORDÂNCIA E REGÊNCIA CRASE FUNÇÕES DE “QUE” E “SE”

NOÇÕES DE LITERATURA LITERATURA NO PERÍODO COLONIAL HUMANISMO, QUINHENTISMO, BARROCO E ARCADISMO ROMANTISMO CLASSICISMO

REALISMO/ NATURALISMO PARNASIANISMO/ SIMBOLISMO

PRÉ-MODERNISMO/ MODERNISMO

IMPRIMIR

Voltar

LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I
1. U. Católica de Brasília-DF Assinale V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A figura ao lado trata-se de uma charge, cujo tema versa sempre sobre algum acontecimento que já foi veiculado na mídia. Dessa forma a charge não é responsável por uma nova notícia, mas é uma releitura de uma notícia ou de um fato. ( ) Observando os elementos que compõe a charge, é correto afirmar que ela se refere a alguma notícia sobre aviação. Isso é comprovado pelos elementos icônicos, pois nenhum elemento verbal faz referência à aviação. ( ) O verbo ter, utilizado na fala do passageiro, poderia ser substituído pelo verbo haver, o que configuraria o uso do nível formal da linguagem. ( ) A opção de reserva de um lugar na caixa-preta, que em caso de sinistro com a aeronave, é um instrumento que pode ajudar a identificar as causas, é a responsável pelo humor na charge e, ao mesmo tempo, permite inferir que a charge foi feita depois de algum desastre aéreo. ( ) As palavras “algum”, “vago” e “caixa-preta” são respectivamente, adjetivo, advérbio, adjetivo e substantivo. ( ) Caixa-preta, sob o ponto de vista de sua estrutura, contém dois radicais, por isso, quanto ao processo de formação, é considerada uma palavra derivada. 2. Analise a charge que segue, publicada na revista Veja, de 07. jun. 2000.

1

GABARITO

A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) nos desenhos humorísticos, a caricatura é uma representação gráfica de uma pessoa ou situação que explora aspectos ridículos ou grotescos. ( ) a legenda, texto curto que, às vezes, acompanha o desenho, tem a finalidade de determinar para o leitor o sentido da charge. ( ) o cartunista interpreta uma idéia presente no imaginário do torcedor brasileiro: os técnicos de futebol, quando cometem erros, são chamados de burros. ( ) a frase “O técnico Wanderley Luxemburgo examina as condições do gramado” funciona de modo redundante, visto que repete o significado contido no desenho.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

3. Uneb-BA

O equilíbrio da pressão nas membranas celulares dos tecidos nervosos, sem variação nos níveis de sódio e potássio, provoca impulsos que vão do córtex cerebral até o sistema nervoso central, confirmando uma sensação agradável e sem grandes alterações. De tão relaxado, você pode até tirar um cochilo.

“O Humanismo Lírico de Guignard”. Um dos maiores pintores do modernismo brasileiro.

Folha Ilustrada. Folha de São Paulo, 14 de julho 2000, p. 34.

No texto do convite para ver a exposição de Guignard, no MASP, passa-se a idéia de que: a) ver Guignard é ter uma aula de como funciona o sistema nervoso humano; b) a emoção provocada pela arte nem sempre pode ser traduzida com palavras; c) a arte causa, no homem, uma sensação de leveza tal, que o adormece para a realidade; d) o sentimento gerado pela obra de arte lírica é constante e equilibrado em cada ser humano; e) o humanismo lírico de Guignard está na sua capacidade de associar a arte ao equilíbrio das sensações humanas. 4. UFPE Observe os quadrinhos abaixo e responda à questão.

2

GABARITO

Ziraldo. O Menino Maluquinho.

IMPRIMIR

Assinale a alternativa em que se faz um comentário inaceitável com relação aos quadrinhos de Ziraldo. a) O menino tinha idéia clara acerca da finalidade apelativa do seu texto. b) Os termos do cartaz reproduzem a sintaxe típica desse gênero de texto. c) O menino demonstra inabilidade para ajustar-se às exigências de textos publicitários. d) As incorreções gramaticais do segundo quadro vão da ortografia à sintaxe. e) Os erros do cartaz constituíram uma estratégia para atrair possíveis consumidores.

Voltar

Em exposição até 13/8, das 11 às 18h. Av. Paulista, 1578 Informações: www.zip.net/guignard

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

5. Univali-SC A leitura dos quadrinhos abaixo remete-nos à seguinte conclusão: HUMOR EM TIRAS

Márcio Kühner

a) Os ditados não estão sempre certos. d) Devemos rir dos nossos percalços. b) Errar é fundamental para crescer. e) É preciso sempre acertar. c) Tirar o proveito de todas as situações. 6. PUC-RS Instrução: Responder às questões 2 e 3 com base no texto abaixo.

3

Considerando as atitudes e falas dos personagens, é correto concluir que: a) a mãe já sabia que Calvin havia decidido não ir mais à escola, como se depreende da expressão “Sei”, no primeiro quadrinho; b) a mãe de Calvin, indecisa sobre o que fazer com o filho, viu-se obrigada a consultar o pai; c) Haroldo, o tigre presente no último quadrinho, demonstra apoio incondicional à atitude do menino, pelo fato de estar disposto a acompanhá-lo à escola; d) não havendo outra saída, foi necessário usar a força física para mandar Calvin à escola, como se depreende da expressão “esmagar”, do último quadrinho; e) as expressões “os pais” e “uma criança”, no último quadrinho, indicam que Calvin generalizou a conclusão a que chegou. 7. PUC-RS Instrução: Responder à questão 3 com base nas idéias abaixo, que completam a frase sublinhada. Pela leitura da tira, é correto afirmar que Calvin: 1. Demonstra temer uma vida adulta em meio à poluição. 2. Usa sua fantasia para tentar convencer sua mãe do acerto de sua decisão. 3. Considera-se injustiçado pelos pais. 4. Conclui que seu projeto para o futuro foi rejeitado por ser ambicioso. As idéias que complementam adequadamente a frase sublinhada, de acordo com o sentido da tira, estão na alternativa: a) 1 e 2. b) 1, 2 e 3. c) 2 e 3. d) 2, 3 e 4. e) 3 e 4.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

8. U.F. Goiânia-GO Leia as tiras do cartunista Angeli, publicadas no caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, em 29. jul. 1999. Depois assinale V, para os itens verdadeiros, e F para os falsos.

4

Sansão e Dalila são personagens do universo gráfico de Angeli. Eles formam um casal sem charme, cujo cotidiano é retratado de forma ridícula pelo cartunista. De acordo com os elementos que constituem as tiras acima: ( ) as expressões crak, flap e tuf! são consideradas onomatopéias, porque procuram representar, na escrita, sons naturais. ( ) a falta de diálogo entre o casal, durante a refeição, indica uma vida monótona, propensa às explosões agressivas. ( ) a sigla TPM – que significa tensão pré-menstrual – opõe-se à expressão kung fu, arte marcial desenvolvida na antiga China. ( ) o humor das tiras tem função social, pois procura descontrair o leitor, com a representação caricaturesca de cenas do cotidiano dos personagens. 9. UFMS Observe a tira humorística que segue e marque a(s) opção(ões) verdadeira(s).
URBANO, o aposentado A.Silvério

GABARITO

Globo, 22/09/2000.

01. A frase apresentada no balão 3 pode ser associada à profissão da personagem que a enuncia. 02. Atribui-se a uma dada estação do ano a capacidade de influenciar o estado de alma das pessoas em geral. 04. Em Todos mesmo (balão 4), o advérbio em negrito é usado como reforço, indicando que não há exceção à regra. 08. O uso do artigo definido em a outra metade (balões 1 e 3) está equivocado, uma vez que se trata de referentes que aparecem pela primeira vez no texto. 16. Os enunciados Encontrei a outra metade da minha laranja! (balão 1) e Encontrei a outra metade do meu comprimido! (balão 3) retomam, através de figuras distintas, o enunciado mais genérico “Encontrei a companheira ideal.” 32. O efeito humorístico da tira advém do fato de que se a personagem hipocondríaca leva sua obsessão às últimas conseqüências, associando-a inclusive ao campo amoroso. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

10. UFMA

Jaguar.

Na tira acima, o autor: a) trabalha a fala das personagens no contexto, relacionando termos que não possuem nada em comum; b) subverte a lógica homonímica através da utilização de um jogo de palavras marcado pela sonoridade, num tom de humor;

5

c) aproxima palavras heterógrafas (termos de grafias diferentes) e heterófonas (termos de sons diferentes) que, apesar de sugerirem humor, não subvertem a lógica homonímica; d) usa sua criatividade e faz uma brincadeira lingüística com Há fogo / Afogo para demonstrar que ambos os termos possuem o mesmo significado; e) considera os termos grifados acima como palavras sinônimas que não possuem outra relação a não ser a própria referência. 11. UFMA

GABARITO

Revista Veja, de 19/04/2000.

Sobre a propaganda acima, é correto inferir que: a) inanição gera morte e morte gera imobilidade. Logo, os usuários da Internet estão condenados a morrer;

IMPRIMIR

b) ir ao supermercado implica, infelizmente, em deslocamento e deslocamento implica em não morrer de fome. Logo, sem se mexer, a Internet é a solução; c) não comer implica em não se mexer e não se mexer implica em não sair de casa. Logo, para não morrer, é preciso ir ao supermercado; d) a Internet possibilita a compra e a compra implica em deslocamento. Logo, é preciso se mexer para não morrer de inanição. e) para consultar a fatura da compra pela Internet, é preciso se mexer e se mexer implica em ir ao supermercado. Logo, o ideal é não acessar a Internet.

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

12. UFMG
“Com o Document Centre a Xerox reinventa a copiadora O mercado evolui. A Xerox revoluciona. Todo o poder da tecnologia digital chega ao seu escritório com o mais avançado sistema de processamento de documentos: Document Centre. Uma copiadora que também é impressora, fax e scanner, com capacidade de realizar as operações simultaneamente. Para você copiar, imprimir, receber, enviar, criar, transformar, alterar, arquivar e recuperar documentos com mais facilidade, menor manuseio de papel e maior segurança. O novo software Centreware permite explorar e gerenciar o equipamento de acordo com as suas necessidades, a partir do seu computador, via rede e até mesmo via Internet. Document Centre é tudo isso e mais a garantia e a assistência técnica que só a Xerox pode lhe oferecer.”
AO VIVO E EM CORES NA DOCUWORLD. Visite a feira de tecnologia avançada, dias 13 e 14 de maio, no Hotel Transamérica - SP.

Todas as afirmativas apresentam recursos lingüísticos que estão presentes nesse texto de propaganda, exceto:

6

a) Articulam-se a linguagem verbal e a não-verbal. b) Impessoaliza-se o tratamento do leitor. c) Enumeram-se cumulativamente as características do produto. d) Recorre-se não só à conotação, mas também à denotação. 13. UERJ

GABARITO

Ziraldo, Jornal do Brasil, 11/11/1999.

IMPRIMIR

Na tira de Ziraldo, os personagens mudam de atitude do primeiro quadrinho para o segundo. Pelo terceiro quadrinho, pode-se deduzir o que não está escrito: um pensamento teria provocado a mudança. Esse pensamento poderá ser traduzido como: “E se os caras dentro do espelho... a) ...estivessem rindo deles?” b) ...fossem reais e eles o reflexo?” c) ... pudessem trocar de lugar com eles?” d) ... duvidassem da realidade do mundo?”

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

14. U.F. Pelotas-RS A compreensão de um texto não decorre apenas da decodificação pura e simples dos itens lingüísticos neles contidos. Na realidade, ao ler, o leitor deixa aflorar seu conhecimento de mundo, suas crenças, suas vivências, que possibilitam conexões entre os Contrariar enunciados e o levam a construir o sentido do texto que leu. Uma das características do leitor proficiente é a capacidade de interpretar gráficos. Demonstre que você domina a habilidade de leitura, inferindo corretamente os resultados expressos no gráfico ao lado: Uma pesquisa encomendada pela entidade Parceria Contra as Drogas entrevistou 700 pessoas, entre 13 e 21 anos, de cinco cidades há três anos e obteve os seguintes resultados: De acordo com os dados representados no gráfico, pode-se dizer que: a) a descoberta do novo sempre atraiu o homem a aventuras cujas conseqüências, muitas vezes, são desconsideradas em virtude do prazer do desconhecido, sendo esse o motivo para que de noventa a cem jovens recorram às drogas; b) como todo ser em formação, a maior parte dos jovens procura uma maneira de afirmase em seu grupo, recorrendo, para isso, ao uso de psicotrópicos;

7

c) não é verdadeira a argumentação de que o maior contingente de jovens, rebeldes por natureza, procura nas drogas formas de transgredir normas sociais; d) a orientação familiar não seria uma das primeiras providências no combate ao vício, uma vez que não está na família a causa principal de o jovem se envolver com drogas; e) são de toda ordem as causas que levam o jovem ao consumo de drogas; com exceção dos problemas com a família, essa diversidade, somada, representa mais de 3/4 do total de entrevistados. 15. UFPR Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que a descrição da foto abaixo vem expressa de acordo com as normas de escrita do português padrão. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, onde é mostrado da cintura para baixo, segura um tipo de facão com a mão direita. Abraçado a sua perna há uma criança, que a expressão Foto: Paula Simas denota raiva e medo. O homem apóia sua outra mão na cabeça da criança, como se protegesse ela. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, mostrado da cintura para baixo, segura uma espécie de facão. Abraçado a sua perna há um menino, cuja expressão denota raiva e medo. A outra mão do homem repousa sobre a cabeça da criança, como se protegendo-a. ( ) A foto mostra um menino abraçado às pernas de um homem vestido como um trabalhador rural, onde está segurando uma espécie de facão com a mão direita. A expressão da criança é de medo e raiva, e é como se o homem estivesse protegendo a ela de alguma ameaça. ( ) Na foto, mostra um homem, que está segurando uma espécie de facão e vestido como trabalhador rural. Uma criança está abraçada à perna dele, que apóia a mão sobre sua cabeça, como se estivesse protegendo. E onde o olhar da criança exprime medo e raiva. ( ) Na foto, aparecem um menino e um homem. O enquadramento destaca a criança, mostrando o homem apenas na altura da cintura. A ele está abraçada a criança, cujo olhar é de medo e raiva. O homem, que, em traje de trabalhador rural, empunha um facão, parece estar protegendo o menino, sobre cuja cabeça pousa a mão. ( ) A foto mostra, da cintura para baixo, um homem que traja roupa de trabalhador rural e empunha uma espécie de facão. Uma criança, com expressão de medo e raiva, está abraçada à perna do homem. Ele apóia a mão sobre a cabeça do menino, como se o estivesse protegendo.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

8

16. UEGO A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) o título “A República do Mau Humor” funciona como indicador de leitura, pois dá ao leitor a oportunidade de interpretar tanto o texto verbal como o não-verbal; ( ) o mau humor dos aliados do governo nos permite deduzir que os políticos aderem ao poder visando apenas ao seu benefício próprio; ( ) a parte inferior da charge remetenos ao contexto social brasileiro, onde a população, em sua maioFolha de São Paulo, 11.09.99 ria, sofre os efeitos; ( ) a frase de 2º balão “Um dia, só eles vão rir de tudo isso!”, proferida pelo personagem que representa o povo, deixa transparecer o humor e o descompromisso com que o brasileiro encara seus problemas; ( ) a frase “Não esquenta, mulher!”, proferida pelo personagem denuncia a ineficiência do cobertor com que ele se agasalha, uma vez que o frio é intenso. 17. UnB-DF
“ACREDITAMOS EM OPORTUNIDADES IGUAIS INDEPENDENTEMENTE DE RAÇA, CREDO, SEXO, REINO, TRIBO, CLASSE, ORDEM, FAMÍLIA, GÊNERO OU ESPÉCIE.

GABARITO

Os seres vivos são interdependentes. Dessa forma, sem apoio de milhões de espécies, a sobrevivência humana não estaria garantida. Essa variedade e a dependência entre as espécies interessa especialmente à nossa empresa. Pois o nosso trabalho depende de descobertas no mundo das informações genéticas. Informações que se perdem para sempre quando as espécies são extintas. Informações que oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição e a medicina. Para atender a uma população que está crescendo. Em um planeta do mesmo tamanho.”

Isto é. nº 1.575. 8/12/99. p. 125 (com adaptações).

Considerando as informações prestadas pelo anúncio acima, o sentido da mensagem e a correção gramatical dos itens a seguir, julgue-os. ( ) A figura explora e exemplifica a biodiversidade. ( ) Mesmo sabendo que nem todos os reinos estão representados na figura, isto não contradiz o argumento principal da propaganda, colocado acima da ilustração. ( ) Devido à interdependência dos seres vivos, a sobrevivência da espécie humana não estaria garantida sem apoio de milhões de espécies. ( ) O trabalho desenvolvido pela empresa depende de descobertas no mundo das informações genéticas e, quando as espécies são extintas, se perdem para sempre. ( ) As informações genéticas oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição, a medicina, a população que está crescendo e o planeta, que tem o tamanho da população.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

18. UFPB-PSS
Texto I “Diogo Mainardi Índios furibundos invadiram o Congresso Nacional para protestar contra as comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil. Paramentados com seus tradicionais cocares, calções de banho e tênis Nike, foram até o senador Antonio Carlos Magalhães e apontaram-lhe uma lança. Foi bonito ver todos aqueles índios lutando juntos – 500 anos atrás, eles provavelmente estariam devorando uns aos outros. Pois eu concordo com os índios: não há o que comemorar. Em 500 anos de História, não fizemos nada que justificasse uma festa. A meu ver, deveríamos ficar recolhidos num canto, chorando pelo joelho de Ronaldinho. Foi o que fiz.” Texto II

9
Lendo o texto I e relacionando-o com a charge (texto II), conclui-se: a) O selvagem da charge não é o índio, mas sim a respeitável autoridade brasileira. b) Os índios continuavam lutando entre si. c) O índio da charge é mais autêntico porque não usa tênis Nike e veste calça comprida. d) O objetivo de Mainardi e Chico é o mesmo: registrar a política favorável do Congresso Nacional às causas indígenas. e) As comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil representaram um momento de alegria para os índios. 19. UFMA
“O chinês anônimo desafia os tanques Nunca se soube o nome daquele jovem alto e magro vestido como milhões de chineses, de camisa branca e calça de tergal. Ninguém ouviu sua voz. Jamais se soube o paradeiro do solitário rebelde que barrou uma coluna de 17 tanques naquela manhã de junho de 1989. Sozinho, nas fotografias e no balé diante das câmeras de vídeo – os tanques se deslocavam e a silhueta se movia, simultaneamente, para a esquerda e para a direita – o chinês anônimo fez mais, em seu grande momento, do que muitos líderes revolucionários do milênio. É certo que foi visto por mais gen5 de julho de 1989. te, nas telas de TV, dentro dos lares, do que personalidades como o mongol Kublai Khan, o francês Maximilien de Robespierre ou o mexicano Emiliano Zapata.”

GABARITO

IMPRIMIR

Depreende-se da compreensão do texto acima que há uma gradação ascendente do personagem envolvido, que assim passa do anonimato de um momento para a fama de um milênio. Isso fica evidente através dos seguintes itens lexicais: a) jovem alto e magro solitário rebelde silhueta líder revolucionário personalidade; b) silhueta solitário rebelde sem paradeiro sozinho personalidade; c) jovem alto e magro sem voz solitário rebelde líder revolucionário sozinho; d) sem paradeiro silhueta solitário rebelde chinês anônimo líder revolucionário; e) solitário rebelde líder revolucionário sozinho personalidade chinês anônimo.

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

UFR-RJ No texto Homem Primata. c) às semelhanças biológicas entre os dois seres. eu não sabia Que o homem criava e também destruía. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. e) ao capitalismo selvagem da sociedade contemporânea. FROMER. ô. Texto para as questões 21 e 22. ô Eu me perdi na selva de pedra Eu me perdi. d) ao bom relacionamento entre homem e macaco.Interpretação de texto I Avançar . ele acelerou o seu veículo. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. quando se deparou com uma placa de sinalização: Imediatamente. 5 GABARITO 10 15 20 IMPRIMIR 21. a comparação estabelecida entre o homem e macaco alude: a) a uma das teorias sobre a origem da espécie humana. Ciro. “Homem Primata Desde os primórdios Até hoje em dia O homem ainda faz O que o macaco fazia Eu não trabalhava. c) corrigir a mensagem da placa para retificar informação incompleta. Voltar Língua Portuguesa . Do CD Cabeça de dinossauro. Sérgio.20. Nando. voltou a pé para o local da placa e nela escreveu. b) ler a mensagem da placa como uma ordem para acelerar. b) ao comportamento irracional do homem na sociedade moderna. esta se baseia em um equívoco. REIS. para corrigi-la: Como muitas piadas. Marcelo. d) imprimir maior velocidade ao carro para escapar dos quebra-molas. ô Eu aprendi A vida é um jogo Cada um por si E Deus contra todos Você vai morrer e não vai pro céu É bom aprender. ô. O comportamento do motorista que explica mais adequadamente o efeito cômico da piada é: 10 a) voltar a pé ao local da placa para efetuar uma correção. Logo depois. Vinha o motorista dirigindo o seu carro. a vida é cruel. UERJ Leia a piada reproduzida a seguir. PESSOA. eu me perdi” BRITTO.

As armas apresentam-se em gradação ascendente quanto ao seu poder letal. A simplicidade da linguagem contrasta com a seriedade do tema. Concluí-se que as afirmativas corretas encontram-se na alternativa: a) I e II. e) passado X presente. III e IV. A vestimenta dos personagens ilustra cronologicamente o desenrolar dos fatos apresentados. 1968. 11 JAGUAR. p. 2 e 4. PUC-RS Instrução: Responder à questão analisando a veracidade das afirmativas abaixo. os antônimos: a) lentidão X velocidade. e poderiam ser retiradas sem prejuízo para a clareza do texto. e) 3. 24. Instrução: Responder às questões de 23 a 25 com base no texto. 1. UFR-RJ A oposição entre os quatro primeiros versos de Homem primata e o texto Pecados do século XXI (questões 101 a 103) envolve. d) estagnação X mudança. I. 23. b) atraso X progresso. A estrutura narrativa e as ilustrações têm efeito argumentativo marcante. IV. d) II. PUC-RS Instrução: Responder à questão com base nas afirmativas a seguir. IMPRIMIR GABARITO II. você é barbaro. III. 5. c) santidade X pecado. e) III e IV. c) I. 2. A absolescência das armas utilizadas pelo homem levam-no a um final trágico. II. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. Os itens 2 a 5 do cartum apresentam o homem como o responsável pelas ações bélicas. respectivamente. As ilustrações são um recurso para chamar a atenção do leitor. 4. 4 e 5. enquanto nos itens 6 a 10 essa responsabilidade é atribuída apenas aos armamentos. b) 1. O militarismo. 3. é causa principal do desfecho presente no cartum.22. simbolizado pelos uniformes que os personagens vestem. 166-167. Átila. enquanto o 9 prepara-o para o desfecho da história. c) 2 e 4. Voltar Língua Portuguesa . b) I. Conclui-se que a alternativa que apresenta a numeração correspondente às afirmativas corretas é: a) 1 e 2. Os itens 1 e 2 apresentam ao leitor os personagens.Interpretação de texto I Avançar . III e IV. d) 3 e 5. III e IV.

e) através de um jogo de palavras.” c) “Se queres a paz. Hoje. INSTRUÇÃO: Com base no texto. GABARITO 27. Milhares de brasileiros pendurarão que correspondem a 32% de todos os óbitos.” e) “Devagar se vai ao longe. 23/06/99. ( ) Na última parte do texto.25. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFMT ( ) A polissemia presente no título do texto se revela pelos sentidos diversos que ele sugere. Não seja mais uma vítima II das doenças cardiovasculares.” d) “Quando um não quer.” b) “Quem tudo quer tudo pode. o adjetivo novo apresenta sentido igual ao do título do texto. julgue os itens da questão 27. obesidade. ( ) O sentido da palavra hoje é encontrado na primeira parte do texto. 20% da população adulta V brasileira é hipertensa. estresse Líder em soluções Veja. o autor procura confundir o leitor. Procure seu médico e siga a sua orientação.” 26. por problemas cardiovasculares. b) enfatizar a sabedoria que se exprime através de provérbios.” 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. ( ) Em Ele é um novo homem. c) utilizar-se de provérbios para expressar sua concordância ou discordância diante de fatos da vida. as chuteiras mais cedo por IV problemas cardiovasculares. PUC-RS O ditado popular que melhor sintetiza as idéias expressas no cartum é: a) “O feitiço virou contra o feiticeiro. Univali-SC “BOM CONSELHO Faça como eu digo Faça como eu faço Aja duas vezes antes de pensar Corro atrás do tempo Vim de não sei onde Devagar é que não se vai longe Eu semeio o vento Na minha cidade Vou para rua e bebo a tempestade” Chico Buarque Ouça um bom conselho Que lhe dou de graça Inútil dormir Que a dor não passa Espere sentado Ou você se cansa Está provado Quem espera nunca alcança Ouça meu amigo Deixe esse regaço Brinque com meu fogo Venha se queimar 12 Ao compor o texto. p.Interpretação de texto I Avançar . III Essas doenças. prepara-te para a guerra. associadas a tabagismo. 153. o pronome possessivo sua provoca certa ambigüidade que pode ser desfeita se substituído por dele. ( ) A leitura do texto desfaz a polissemia do título atribuindo-lhe o sentido da morte. daí ser um elemento anafórico. dois não brigam. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I e vida sedentária levam ao óbito E não foi só ele. d) inadvertidamente o compositor apresenta situações nas quais os ditos populares vão de encontro à realidade. o autor se preocupou em: a) contradizer sistematicamente os conselhos populares em situações absurdas.

tração Quadra-Trac® 4x4 permanente.400.. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!” O texto acima é um poema de Álvares de Azevedo. 13 28. O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. a surpresa da visão da mulher amada.0L High Output. Há no soneto uma contradição entre as imagens que caracterizam a mulher.. a mulher é pálida sobre o leito e. b) expõe sua condição de artista marcado pelo desejo de participação social. c) opõe a poesia que ele faz à poesia dos que se preocupam com temas políticos. a mulher caracteriza-se pela pureza e. c) Em princípio.. em seguida. meu anjo lindo! Por ti – as noite eu velei chorando. Ele tem motor 4. pela nudez e sensualidade. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que se a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir. Jeep® Só Existe Um. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” Nos versos acima. Não te rias de mim. Aponte-a: a) De um lado. O amor sexual lhe repugnava. de outro lado.. Negros olhos as pálpebras abrindo. “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. sofre muito o prestígio romântico da mulher. em outro momento.. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão “Up Country” para você chegar onde ninguém chegou. e) adota uma visão de mundo muito semelhante à da poesia de Manuel Bandeira. U. a fuga pelo sonho e pela morte. à luz da lâmpada sombria. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. a revelação de que apenas é uma lavadeira. Sobre o leito de flores reclinada Como a lua por noite embalsamada. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. anjo entre nuvens. Formas nuas no leito resvalando.. GABARITO 30. A partir de R$ 55. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. d) deixa claro que suas opções estéticas coincidem com as dos poetas concretistas. Potiguar-RN “Soneto Pálida. A vida moderna em favor da vida de verdade. o poeta Ferreira Gullar: a) defende uma poesia voltada para o canto e a exaltação dos sentimentos líricos. b) Num momento. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar! na escuna fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Quem em sonhos se banhava e se esquecia! Era mais bela! o seio palpitando. 29.” Veja.Interpretação de texto I Avançar .INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. o sofrimento das noites de vigília. Unifor-CE “Façam a festa cantem dancem que eu faço o poema duro o poema-murro sujo como a miséria brasileira. CELULAR. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. num segundo momento. 11/10/98. duplo air-bag. Jeep Grand Cherokee. UFMT ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. d) Inicialmente. segundo Mário de Andrade. julgue os itens da questão 8. Jeep Grand Cherokee. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. autor que.

E as feias. É preciso Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso. pode-se afirmar que: a) os dois textos são ambíguos na abordagem do tema.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 31 a 33. a primeira.1984. Voltar Língua Portuguesa . Manuel. b) Visita. IMPRIMIR Sobre os textos. que revela a felicidade de um dia de trabalho. Uniube-MG Por que o poeta cumprimenta a Indesejada das gentes.. Univali-SC Compare os versos de Manual Bandeira e Vinícius de Moraes. expressa pelos advérbios de negação e dúvida. que apresenta dúvida e descontrole emocional. pode a noite descer. In: Libertinagem. “Mulheres Como as mulheres são lindas! Inútil pensar que é do vestido. que mostra incerteza do poeta. e a segunda. c) enquanto o primeiro texto fala só na beleza infantil. A mesa posta. iniludível! O meu dia foi bom. Com cada coisa em seu lugar. e a segunda. Talvez eu tenha medo.. 14 GABARITO “Receita de mulher As muito feias que me perdoem Mas beleza é fundamental. “Consoada Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou coroável). embora diferentes. II.Interpretação de texto I Avançar . Uniube-MG Para o poeta a palavra Indesejada se refere à: a) Amada. (. (A noite com seus sortilégios. São Paulo: Global. a casa limpa. a primeira. c) Morte. 32. que revela sua ousadia e destemor diante da vida. nas mulheres. ou diga: – Alô. In: Os melhores poemas de Manuel Bandeira..) Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e Seja leve como um resto de nuvem.. a primeira. c) III. Uniube-MG Com relação à estrutura... 33. o poema pode ser dividido em duas partes: I. que mostra o poeta despreparado para o que lhe espera. certas feias em cujos olhos vejo isto: Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha.” Manuel Bandeira. d) embora falem sobre o mesmo assunto. 34. que revela segurança e certeza quanto ao futuro. E depois não há só as bonitas: Há também as simpáticas. e a segunda. chamando-a de iniludível? a) Porque ela é fácil de se enganar. b) ambos os textos vêem apenas belezas. Talvez eu sorria. IV.” Vinícius de Moraes. 31. c) Porque aparece toda noite. d) Porque é amiga do poeta. e) os textos abordam temáticas diferentes. O item que melhor caracteriza essa divisão é: a) I. d) Noite. os dois textos revelam posicionamentos antagônicos. que apresenta certeza expressa pelo tom afirmativo dos verbos. que mostra coragem e segurança para enfrentar o desconhecido. o segundo aborda a beleza da mulher madura. b) II. d) IV. III. sobre o tema: Mulheres. b) Porque não poupa ninguém. e a segunda. Como deve ser bom gostar de uma feia!” BANDEIRA.) encontrará lavrado o campo. a primeira.

UFGO Além de veicular informações sobre o produto.” 36. o primeiro é denotativo e o segundo. se sujarem. ( ) o vocábulo manchas aparece no texto com dois sentidos diferentes. O biscoito abriu as portas do tempo – do tempo perdido. a linguagem publicitária procura persuadir o consumidor.” Assinale a alternativa que identifica e explica a referência feita ao episódio da “madeleine” na obra de Proust. se sujarem”. pelo fato de causar incoerência.) entre o biscoito de Proust e o embrulho do pai. em “como nenhum outro”. Com base nessa informação e na leitura do texto. que seu filho precisa de liberdade para aprender. serve para destacar a atitude desejável de um consumidor ideal. pois não remete a nenhum termo explicitamente presente no texto. o produto foi aprovado pelo consumidor. nunca pensara organizadamente na única pessoa. É por isso que estamos lançando o novo Omo Multi Ação. ao passado anterior ao passado. Se abria alguma coisa era o espaço – até então. assim como você. c) É um caso de intertextualidade e serve para estabelecer relações na cadeia de leituras e de escrita literária. apresentados no primeiro período do texto. elas aprendem mais e se desenvolvem melhor. UFGO Acerca da organização das frases. b) É uma comparação que demonstra as leituras do autor. As questões 36 e 37 referem-se a ele. muito menos o tempo. e) É um caso de associação de idéias.Interpretação de texto I Avançar . 37. ou seja. ( ) a palavra ainda. 15 O texto publicitário que você lerá abaixo foi extraído de Isto é. ( ) o vocábulo outro. criando uma relação com Quase memória. idéias deduzidas do início do texto. ( ) o segmento “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. A madeleine trouxe o gosto que leva ao passado geral. pode-se afirmar que: ( ) liberdade de ação e aprendizagem infantil. de Carlos Heitor Cony: a) É uma similaridade e provoca a percepção de que tempo e espaço são valores diferentes. ou melhor. no único tempo de um homem que. não sendo eu. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . em “Omo Multi Ação está ainda mais eficiente”. ao passado depois do passado. o meu caso. Omo Multi Ação está ainda mais eficiente porque sabe. Uma fórmula inovadora que age nos primeiros instantes da lavagem. ( ) a oração “Porque não há aprendizado sem manchas” estabelece uma relação de dependência com frase “Novo Omo Multi Ação”. remetem à expressão “as crianças”. d) É um caso de referencialidade porque faz referência a um livro do passado. só a partir de agora. Ora. no único personagem. removendo manchas de gordura como nenhum outro. é possível afirmar que: ( ) o trecho “removendo manchas de gordura como nenhum outro” NÃO pode ser substituído por “que remove manchas como nenhum outro”. estabelecem relação de causa e conseqüência. 2000.. indica que. ao passado ‘ao lado’ do passado. conotativo. ( ) os vocábulos “elas” e “se”. o ‘meu’ embrulho não abre nada. “Quando a gente deixa as crianças experimentarem.35. refere-se a um elemento extratextual. Porque não há aprendizado sem manchas. era o tempo do qual eu mais participara. apresentado na abertura do texto.. PUC-PR “Nada mais diferente (. de 7 jun. pois a noção de passado é a mesma nos dois autores. Novo Omo Multi Ação.

( ) O lugar comum investir no social tem o sentido usual reiterado por referir-se a conselho.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. 16 Texto para as questões 39 e 40. “Língua Gosto de sentir minha língua roçar A língua de Luís de Camões Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódia E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade E quem há de negar que esta lhe é superior E quem há de negar que esta lhe é superior E deixa os portugais morrerem à mingua Minha pátria é minha língua Fala Mangueira Fala! Flor do Lácio sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode esta língua (.. e) 3 e 4. d) 2. 2 e 3. UFPE Leia as afirmativas abaixo sobre as idéias apresentadas no texto. c) 2 e 4. Vida íntima em alta: dê vazão à sua sensualidade. 2. este é um mês de ação e decisões: hora de colocar projetos em prática. Para isso. maio de 1998. é expressa com os verbos “ser” e “estar”. Utilizando a expressão “Fala mangueira”.. No trabalho.” Marie Clarie. UFMT ( ) A organização desse texto se calca em conselhos. A dinâmica do mês é o aprofundamento das relações e a expressão das emoções. 4.) A língua é minha Pátria E eu não tenho Pátria: tenho mátria Eu quero frátria” GABARITO VELOSO. 1984. confusão: espere até poder expressar suas idéias. Velô-Caetano e a Banda Nova. 39. Em “Gosto de ser e de estar”. uma língua expressa os valores culturais de seu povo. a idéia de plenitude. ora implicitamente ora diretamente. julgue os itens da questão 38. 3. ampliando a intimidade e a cumplicidade do casal. 1. É tempo também de investir “no social”: lute com a velha preguiça de sair e vá ao encontro das pessoas. PolyGram. Está(ão) correta(s) apenas: a) 1. Com Marte transitando em seu signo. 3 e 4. b) 1. O verso “Lusamérica latim em pó” alude não só à pulverização do latim que deu origem às línguas latinas como à divisão-união de Portugal e Brasil. conte com os amigos. grito de guerra de uma escola de samba. “TOURO De 21/4 a 20/5 Você está curando suas velhas feridas e aprendendo a confiar de novo na vida.Interpretação de texto I Avançar . Os neologismos “mátria” e “fátria” disfarçam o sentimento de união que o autor pretende esteja envolvido na sua percepção de “língua”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 38. desejada pelo autor. Caetano. Terá que enfrentar algum mal-estar passageiro que a obrigará a ter mais cuidado com a saúde. que implicam o aspecto do ser permanente e do ser transitório. o autor alude à idéia de que. Você poderá contribuir com o parceiro. ( ) Há no texto uma única marca lingüística que mostra ser o interlocutor você feminino. o que lhe trará entusiasmo. sendo “pátria”. Língua.

Senhora Dona Bahia: poesia satírica de Gregório de Matos. Voltar Língua Portuguesa . Um mau governo é fruto da falta de senso do povo que o escolhe. do que burro em cima. A fortunilha autora de entremezes Transpõe em burro o herói. A irracionalidade em proveito de alguns representa a satisfação de muitos.40. que não merece. como resposta. O autor incorpora à sua canção elementos relacionados à expressão sensorial. e logo o homem desce. 63. 04. c) 1. onde jazia. 4. 1996. 64. Com os versos “E sei que a poesia está para a prosa/Assim como o amor está para a amizade”. asno vai. UFPE Os enunciados abaixo referem-se aos recursos utilizados na criação de Língua. 2 e 3 apenas.” MENDES. o menos incompetente reina. Salvador: EDUFBA. 16. Em terra de incompetentes. “cores”. Quando o pisava da Fortuna a Roda. perpassa a idéia comum de “pluralidade”. Desanda a roda. b) 1 e 4 apenas. 02. À ascensão social deverá corresponder o mérito pessoal. burro parece. 1. p. 17 41. Homem sobe. Cleise Furtado. Pois vá descendo do alto. verá quanto melhor se lhe acomoda ser homem em baixo. como “roçar”. que indigno cresce. 32.Interpretação de texto I Avançar . 2. Nas expressões “confusões de prosódia”. É tão fácil conquistar um alto posto quanto é fácil dignificá-lo. “dores”. Nos versos “Gosto do Pessoa na pessoa/Da rosa no Rosa” o autor utiliza o recurso da inversão. Homem sei eu que foi Vossenhoria. d) 2 e 4 apenas. Burro foi ao subir tão alto clima. o autor estabelece uma relação de proporcionalidade. 2. A glória indevidamente conquistada rebaixa o indivíduo em vez de exaltá-lo. que subir é desgraça muitas vezes. que é discreta a fortuna em seus reveses. GABARITO IMPRIMIR O discurso da sátira contida no soneto pode ser assim sintetizado: 01. Quem sobe a alto lugar. 3 e 4. Dê. e) 3 e 4 apenas. UFBA “À despedida do seu mau governo Senhor Antão de Souza de Menezes. a soma das alternativas corretas. 3. 08. É preferível o anonimato a um destaque que desabone o homem. “profusão de paródias” e “furtem cores como camaleões”. Estão corretas: a) 1.

8. b) III e IV. 18. c) o gesto amoroso da dança produz o efeito de instaurar a paz entre os seres humanos. Uniube-MG A expressão “seu jeito” (verso 6) tem como referente: a) o narrador. Olhou-a de um jeito muito mais quente Do que sempre costumava olhar E não maldisse a vida tanto Quanto era seu jeito de sempre falar. 2. 10. no verso 21. E ali dançaram tanta dança Que a vizinhança toda despertou E foi tanta felicidade Que toda a cidade se iluminou E foram tantos beijos loucos Tantos gritos roucos Como não se ouviam mais Que o mundo compreendeu E o dia amanheceu em paz. 4. Nos versos 21 e 22 estabelece-se uma relação de conseqüência. 29. 14. Uniube-MG Leia as asserções a seguir para responder à questão abaixo: I. 30-I. 26. A expressão “pra”. Chico Buarque de. Este é um texto narrativo que relata uma transformação. 3. III. 27.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 42 a 44. 28.Interpretação de texto I Avançar . 22. 16. 21. 18 1. 13. só não se pode afirmar que: GABARITO a) o texto estabelece uma relação de semelhança entre a dança. Então ela se fez bonita Como há muito tempo não queria ousar Com seu vestido decotado Cheirando a guardado De tanto esperar Depois os dois deram-se os braços Como há muito tempo Não se usava dar E cheios de ternura e graça Foram para a praça E começaram a se abraçar. b) o autor. 7. 23. 5. 11. 44.” MORAES. p. Chico Buarque de Holanda. 6. 24. 25. Uniube-MG Sobre o texto. E nem deixou-a só num canto Pra seu grande espanto Convidou-a pra rodar. 12. b) o gesto amoroso da dança começa no interior da casa e atinge o mundo. nos versos 8 e 9. 42. traz marcas de oralidade. São Paulo. II. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 20. 19. III e IV. 15. d) o conceito de amor implícito no texto não inclui o prazer físico entre os personagens. 17. IV. “Valsinha Um dia ele chegou tão diferente Do seu jeito de sempre chegar. 43. A alternativa que traz os números das asserções corretas é: a) I e II. d) ela. (Literatura Comentada). Abril Educação. Vinícius de e HOLANDA. refere-se à palavra cidade. 9. II e IV. A expressão “ali”. c) I. 1980. o jogo amoroso e as relações humanas. c) ele. d) I.

. 45. d) a pacífica convivência entre o antigo e o novo Brasil moderno. c) II e IV.Interpretação de texto I Avançar . 46. Integrada ao calendário das maiores comemorações nacionais. b) o obstinado apego do homem do campo às suas tradições. Porto Alegre. Em Barretos. enfiados em calças jeans. o texto 2 pretende mobilizar seu humor. local e data. Chegam de todos os cantos do país.” Adaptado de: Época – Especial “Nós. brasileiros”. o autor do texto 1 expressa um grau de indignação equivalente. I. III e IV. estilizando a rotina do campo para o fascínio de legiões urbanas. 24/05/99. 102. II e III. p. A charge (texto 2) destina-se a um público mais restrito. Para uma adequada compreensão do texto 2. TEXTO 2 19 Charge de lotti. II.) É uma multidão de turistas vestidos a caráter e apelidados de “peões de butique”. e) a saudável popularização dos costumes gaúchos em outros centros do Brasil. Apesar de não utilizar frases exclamativas como o gaúcho da charge. PUC-RS A problemática comum aos textos 1 e 2 é: a) a crescente valorização da vida rural no Brasil. IV. Zero Hora. II.Instrução: Responder às questões de 45 a 46 com base nos textos 1 e 2.. No Carnaval. (. Enquanto o texto 1 visa principalmente a informar o leitor. d) I. Os boiadeiros urbanos capricham na indumentária (chegam a importá-la) e vivem uma fantasia que só fica a dever ao Carnaval carioca em termos de público e opulência. GABARITO c) a evidente influência do que vem de fora sobre o brasileiro. pois faz alusão a um fato recente de repercussão regional. III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . cintos e chapéus vistosos. imagina-se domar perigosos touros e potros ariscos. reis e princesas sonham até a Quartafeira de Cinzas. PUC-RS A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. b) I e III. a 44ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está para abrir as porteiras. 24/01/99. como veículo de divulgação. Instrução: Responder à questão 15 analisando as afirmativas sobre os textos 1 e 2. a partir de uma informação que esse já tem. e) I. é necessário levar em conta dados contextuais. imaculadas botas de couro. TEXTO 1 “A vida em Barretos nunca mais foi a mesma depois que peão de boiadeiro virou caubói e música caipira passou a ser chamada de country.

. • até o ensino médio – 40 pontos • até a faculdade – 60 pontos INGLÊS Sua fluência é. CURSOS COMPLEMENTARES Você fez. CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA Seu domínio é. • pós-graduação lato-sensu.Texto para a questão 47. • boa – 15 pontos • média – 8 pontos • ruim – zero Caso você fale uma terceira língua.. Voltar Língua Portuguesa ... ( ) A pontuação atribuída a uma boa imagem perante os colegas de trabalho corresponde: a de um curso de mestrado ou a de uma boa fluência em inglês acrescida da de um bom domínio de conhecimentos de informática. UnB-DF Julgue se os itens a seguir apresentam.. por meio de estruturas gramaticalmente corretas.... mas se forem substituídos por outro idioma – como. informações coerentes com o teste do texto. • doutorado. • mestrado. • um curso de especialização.. espanhol – a valorização será maior. ( ) Todo candidato que tiver conhecimentos técnicos ruins e domínio de informática médio terá “pontuação no teste” inferior a dez. acrescente 20 pontos se tem um bom domínio dela. Sua imagem perante os colegas de trabalho é. ( ) Conhecimentos de inglês são importantes. Existem vários fatores que fazem uma pessoa ter maior ou menor facilidade para encontrar um bom emprego. “TESTE Avalie suas chances de obter um emprego.. por exemplo. ou 10 pontos.. ( ) quem tiver cursos complementares de pós-graduação será menos valorizado no mercado de trabalho. se tem um domínio regular. • bons – 25 pontos • médios – 13 pontos • ruins – zero” 20 GABARITO IMPRIMIR 47.Interpretação de texto I Avançar . Assinale o número de pontos que você tem em cada fator e some tudo no final para obter sua pontuação no teste. • boa – 30 pontos • média – 15 pontos • ruim – zero Seus conhecimentos técnicos dentro da profissão. • bom – 15 pontos • médio – 8 pontos • ruim – zero FORMAÇÃO ACADÊMICA Você completou..

p. o texto permite afirmar: a) Há múltiplas formas de enxergar o mundo. 27 ago. c) somente I e III. Paulo. Claro. no primeiro período. através de um discurso poético. Há. ao englobar duas realidades antagônicas na busca da harmonia universal. e) a exuberante natureza amazônica. Está correto. ausente no relato da carta original de Pero Vaz de Caminha. considerando-se o uso atual. não deixarei também de dar conta disso a Vossa Excelência. Paulo. enquanto. quanto à relação entre o pronome possessivo e o pronome de tratamento. 2000. pois estou me restringindo a visualizar a superfície da lagoa.Interpretação de texto I Avançar . em relação ao texto. II e III. infindas. No segundo parágrafo. b) um momento de percepção da realidade.” GLEISER. Moacyr. c) As lagoas e as vitórias-régias são a síntese de um universo delimitado. Posto que outros escreveram a Vossa Excelência sobre a nova do achamento dessa vossa terra nova. Registra-se um propósito do narrador no sentido de se ater a um relato fiel a suas constatações e impressões pessoais. lagoas não costumam estar em expansão.Texto para as questões 48 e 49. cheia de vitóriasrégias. In: Folha de S. 21 49. Águas são muitas. Mais! 48. o que se afirma em: a) somente II. arquipélagos de ilhas verdes de tamanhos e formas variados. U. d) A amplitude do universo é inversamente proporcional à imaginação do homem. mas os poucos que existem são confortáveis. pelo seu poder evocativo. Folha de S. II. e) I. não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu. metafórico. E que não houvesse mais que uma pousada.” SCLIAR. isso bastaria. gosto de viabilizar o Universo como a superfície de uma lagoa. é só estimular o turismo. a imagem vale. Cada planta é uma galáxia. Marcelo. 17/05/99. querendo-a aproveitar. em geral. d) a preocupação com questões de ordem ecológica e transcendental. as distâncias entre galáxias e seus aglomerados. uma infração à norma culta. De qualquer forma. e) O cosmo é constituído de espaços específicos para serem contemplados pelo artista. esse é um modelo bidimensional do Universo. “As maiores estruturas do Universo”. Uma outra diferença importante é que o Universo está em expansão. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . há uma referência nova. Hotéis não há muitos. GABARITO Considere as seguintes afirmações: I. Tome Vossa Excelência minha ignorância por boa vontade e creia bem por certo que. Salvador-BA A confissão do autor tem por objetivo revelar: a) uma grande sensibilidade. III. 50. b) somente I e II. as belas plantas flutuantes que aparecem em bandos. U. especialmente o que nos foi oferecido. o melhor que eu puder. Unifor-CE “Uma nova carta de Caminha Senhor. “Às vezes. d) somente II e III. Salvador-BA Por inferência. A terra em si é de muitos bons ares. c) a emoção em face da semelhança entre o mundo da fantasia e o real. b) O espaço físico do mundo palpável é uniforme. sempre aumentando. 29. senão pela sua precisão. e cada grupo de plantas é um agregado de galáxias. E em tal maneira é graciosa que. para alindar ou afear. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos.

tem-nos espoliado bens físicos e espirituais: a capacidade de andar. a) O poema não se refere à obra Macunaíma. e não queirais. Do mesmo modo. Poesia Barroca. d) exaltação da sabedoria de Deus.Interpretação de texto I Avançar . Uberlândia-MG Leia o poema seguinte e assinale a alternativa incorreta. Texto 1 “Se um certo homem vem a ter cem ovelhas e uma delas se perder. e) preocupação especial de Deus com os que pecam e desviam-se do caminho divino. não é algo desejável para meu Pai. c) expiação dos pecados para aqueles que ferem os ensinamentos do Criador. Considerando que o sujeito lírico expõe sentimentos que poderiam ser nossos o título do poema não está inadequado. c) O título do poema está na 1ª. Voltar Língua Portuguesa . que está no céu. de Mário de Andrade. Pastor Divino. Texto 2 “Pequei. F.” Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras. GABARITO IMPRIMIR 52. corresponde à: a) preocupação de Deus com todos os que seguem os seus ensinamentos. A abrandar-vos sobeja um só gemido. b) ira que Deus mostra em relação aos que pecam e deixam de seguir o caminho divino. Triângulo Mineiro-MG A idéia do Texto 1. 22 d) O poema sugere que o “gorila”. Que a mesma culpa. Perder na vossa ovelha a vossa glória.M.” MATOS. que exclui da salvação os que se desviam do santo caminho. certamente vos digo que se alegrará mais com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. não deixará ele as noventa e nove sobre os montes e irá à procura daquela que se perdeu? E. dentro do universo irreverente da poesia marginal. “Macunaíma nos ajude na barriga do gorila Cabeça do meu pau? na barriga do gorila Meu alegre coração onde estás? na barriga do gorila” Barriga de minha perna onde estás? na barriga do gorila Dedos de minha mão onde estão? na barriga do gorila Lobos de minha orelha onde estais? SCHWARZ. se por acaso a encontrar. que vos ha ofendido. leia os textos a seguir. Vos tem para o perdão lisonjeado. é tão somente uma brincadeira que o poeta faz. a ovelha desgarrada Cobrai-a. mas não porque hei pecado. Roberto. Porque. ouvir. Gregório de. 26 poetas hoje. pessoa do singular. à qual Gregório de Matos recorre. São Paulo: Melhoramentos. enquanto o poema em sua totalidade está escrito na 1ª.F. e já cobrada Glória tal. que pereça um destes pequenos. Vos tenho a perdoar mais empenhado. Mateus 18:12. escrever. Da vossa piedade me despido. Para responder às questões de números 52 a 54. Senhor. U. b) O poema refere-se à obra Macunaíma. Se uma ovelha perdida. recuperando o episódio em que o herói come carne da perna de Curupira.51. e prazer tão repentino Vos deu. pensar e sentir. Se basta a vos irar tanto um pecado. Senhor. pessoa do plural. metáfora de uma situação ou de um ente abominável. quanto mais tenho delinqüido. como afirmais na Sacra História: Eu sou.

d) O autor se utiliza da narração para argumentar sobre a necessidade dos museus. ao vinho ou aos insetos. se Ele não o salvar entrará em contradição com a Sagrada Escritura. Marco Aurélio. visitados e respeitados pelos catarinenses porque não há quem os preserve. merece a salvação. comemorado hoje. 18/05/00. 54. b) O texto preocupa-se em lembrar a importância de todas as datas comemorativas. talvez não precise de uma grande festa nacional. mas não se arrepende deles.M. b) conversa com o Senhor. conforme a definição do dicionário Aurélio. coleções de interesse artístico. A palavra museu.Interpretação de texto I Avançar . d) peque. antropológicos. do texto 2. e) O texto sugere que os museus de Santa Catarina não são valorizados. GABARITO Sobre o texto. pois. de armas. ecológicos. os que reverenciam a colonização ou profissões. de acordo com um levantamento da Gerência de Organização de Museus da Fundação Catarinense de Cultura. E as musas escolhidas nos municípios catarinenses são as mais variadas. assinale a alternativa correta. e) submete-se à vontade de Deus. vem do grego “mouseon”. de artes. histórico e técnico”. O Dia do Museu. Eles estão espalhados por pelos menos 50 cidades. razão pela qual acredita que não será salvo. Triângulo Mineiro-MG O verbo destacado no Texto 1 significa: a) morra. Muitos museus são dedicados à história de cidade na qual estão sediados. oceanográficos. chantageando o Senhor.53. Univali-SC “Opções diferentes no Estado Entre tantas datas comemorativas. algumas passam quase em branco e outras são exaustivamente lembradas. entre tantos outros que chegam a impressionar pela variedade de temas científicos e culturais. “para conservar. F. que Gregório Matos: a) reconhece seus pecados. Mas há também os arqueológicos. explicando-lhe que é uma ovelha tão importante quanto as demais e. 23 d) argumenta. Santa Catarina possui cerca de 100 museus. e) padeça.M. b) sofra. Triângulo Mineiro-MG Pode-se entender. que significa templo de musas. deixando que Ele decida se o salva ou não. os religiosos. e sobretudo expor para deleite e educação do público. c) É um texto informativo sobre uma data comemorativa pouca lembrada. pois está arrependido de todos os pecados que cometeu durante a sua vida. por isso. F. mas pode servir de momento de reflexão sobre a existência dessas instituições surgidas na antigüidade. c) se perca. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” SILVA. c) suplica pela salvação divina. a) O objetivo do texto é explicar morfologicamente o significado da palavra museu. estudar. erguidos em homenagem à cerveja. Jornal de Santa Catarina. valorizar pelos mais diversos modos. 55.

Abril. muito grande. 57. E eles entraram. pareceu despertar o interesse dos tupiniquins. Dê. na embarcação portuguesa. 04.. e. fica implícito que os tupiniquins desconheciam hierarquia ou categoria social lusitanas. Mas nem sinal de cortesia fizeram. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão.. entende-se que os tupiniquins estavam dentro da embarcação portuguesa. como se lá também houvesse prata! (... Coxim – almofada que serve de assento. UFSC A propósito do texto.” COLEÇÃO BRASIL 500 ANOS. com um colar de ouro. nem a ninguém. fez sinal que lhas dessem. como resposta. e novamente para o castiçal. por assim o desejarmos! Mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar. O Capitão mandou pôr por baixo de cada um seu coxim.) Viu um deles umas contas de rosário. quando eles vieram. Os tupiniquins.Interpretação de texto I Avançar . 56.. Isto tomávamos nós nesse sentido. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. Pêro Vaz de Caminha. bastante comunicativos. SP. I. relatando como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. Dê.. Manuel. E então estiraram-se de costas na alcatifa. estava sentado em uma cadeira. e o da cabeleira esforçavase por não a estragar. a dormir sem procurarem maneiras de esconder suas vergonhas. e assim mesmo acenava para a terra. Pelo trecho . consentindo. UFSC De acordo com o texto. 08. e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço. brancas. 24 Vocabulário: Alcatifa – tapete. Manuel. por assim o desejarmos. como se davam ouro por aquilo. falaram aos marinheiros que havia muita riqueza na terra descoberta. Nada. folgou muito com elas. A expressão . O trecho . um dos escrivães da armada portuguesa.. nem a ninguém. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Em E eles entraram. como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. E também olhou para um castiçal de prata. Pêro Vaz de Caminha descreve como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. carpete. que aconteceu em 24 de abril de 1500: “O Capitão. e lançou-as ao pescoço.. E deitaram um manto por cima deles.. 02. aos pés de uma alcatifa por estrado. aconchegaram-se e adormeceram. as quais não eram fanadas... Fasc. como resposta. isto não queríamos nós entender. e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra. D. Os tupiniquins ficaram constrangidos com a presença dos portugueses e logo abandonaram o navio.. e depois para o colar. 04.E também olhou para um castiçal de prata. Mas nem sinal de cortesia fizeram. pode ser substituída por divertiu-se muito com as contas do rosário. e assim mesmo acenava para a terra. a soma das alternativas corretas. e as cabeleiras delas estavam raspadas e feitas. evidencia que havia problemas de comunicação entre portugueses e tupiniquins.) Acenderam-se tochas.. escreve para o Rei de Portugal.Texto para as questões 56 e 57: “A carta de Pêro Vaz de Caminha Num dos trechos de sua carta a D.folgou muito com elas. nem de falar ao capitão. Fanadas – murchas. Isto tomávamos nós nesse sentido. como se davam ouro por aquilo.. 01. assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s). 02. Todavia um deles fitou o colar do Capitão. 08. ao pescoço (. nem de falar ao Capitão. e bem vestido. é correto afirmar que: 01. 1999. a soma das alternativas corretas. por que não lho havíamos de dar! E depois tornou as contas a quem lhas dera.

a oportunidade de resgatar sua raízes culturais dilapidadas pelo progresso. A representação do índio como “pobre coitado” é um dos estereótipos cultivados pelo imaginário nacional. 01.Interpretação de texto I Avançar . A palavra tupuy designa ser. A terra dos mil povos. A noção de progresso dos indígenas está em desenvolver a sua capacidade criativa. Os 500 anos de Brasil significam. ISTOÉ . É por isso que os guaraniscayowas. Tem todo um modelo insistindo no imaginário que vê o índio como um pobre coitado.. como resposta. 08.Nesses 500 anos. Ainda hoje.De desencontro. ISTOÉ . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . roubando todo o conhecimento ancestral que os povos indígenas detêm a respeito de ervas medicinais. é na base do tiro. Como você pensa essa relação? Kaká . O pajé é aquele que fala com o coração.)” 25 GABARITO 58. ISTOÉ . em grandes áreas do País. motivado pelo acirramento de interesses econômicos. aquele que emite belas palavras.Os europeus chegaram trazendo o progresso. 16. Porque fala e alma são uma coisa só. 64. a noção de progresso está a ver ao seu redor o acúmulo de bens materiais. uma palavra pode proteger ou destruir uma pessoa. que significa o som que se expande. trechos dessa entrevista. A base do desencontro entre índios e brancos está nos valores assumidos por cada uma dessas culturas. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. um tom de uma grande música cósmica. em que você escreve: “De acordo com a nossa tradição. A própria palavra tupi significa em pé. Os interesses que provocam essas ações continuam os mesmos interesses econômicos: Hoje há um elemento a mais que são as indústrias farmacêuticas multinacionais que estão praticando a biopirataria.Para quem fundamenta a sua cultura no teor. preferem recolher a sua palavra-alma. que são respectivamente o ter e o ser.O Brasil está se preparando para comemorar seus 500 anos. Por aí você pode ver que a relação da linguagem com a cultura é muito profunda para o tupi-guarani. são anos de descoberta ou de invasão? Kaká . para as etnias indígenas desaparecidas. 7-11). (.E qual é a razão desse desencontro? Kaká . a seguir. a tensão entre índios e brancos é um problema deste final de século. A biopirataria mencionada na entrevista consiste no roubo de ervas medicinais indígenas pelas indústrias farmacêuticas multinacionais. e fala do seu livro A terra dos mil povos. Esses 500 anos oferecem a possibilidade de rever as suas raízes. É preciso que a civilização olhe para os índios com menos prepotência. ser e linguagem são uma coisa só.Há um trecho em seu livro. a sua expressão no mundo.. A noção do progresso relacionada ao ser desloca a questão do acúmulo de bens materiais para a do aprimoramento da criatividade. por ilusão dessas relações com os brancos. sob a ótica dos que habitavam o Novo Mundo quando os colonizadores europeus aqui chegaram. O brasileiro não sabe da sua própria cultura. Não no sentido de retórica. Nosso povo enxerga o ser como um som. trataram aqui como primitivos. Um dos nomes da alma é neeng. Na opinião do escritor tapuia. de acordo com os trechos da entrevista que você acabou de ler. que também significa fala. Essa perspectiva se inverte na entrevista abaixo.. Dê. a soma das alternativas corretas. o qual chamamos de Namandu-ruetê. regida por um grande espírito criador.Para o tupi-guarani. Para os povos indígenas. Para Kaká Jecupe. com o desaparecimento de centenas de etnias. Apresentamos. ver o índio de forma menos prepotente levaria a civilização atual a voltar o olhar sobre si mesma para avaliar sua própria situação. Se matam enforcados (como vem acontecendo há cerca de dez anos. em Dourados. ter a percepção desse patrimônio. qual foi o maior patrimônio que o Brasil já perdeu? Kaká . Desencontro que provocou e continua provocando situações gravíssimas. Um pajé é aquele que emite neeng-porã. até para perceber que ela está em colapso. em Mato Grosso do Sul) porque a garganta é a morada do ser. publicada na revista Isto é (21/7/99..) ISTOÉ . A realidade atual indígena não é fácil.O patrimônio da sabedoria.Texto para as questões 58 e 59. 02.” O que significa exatamente a palavra para o índio? Kaká . (. 32. ISTOÉ . 04.A semente desse desencontro está na sociedade que tem na sua estrutura de cultura a questão do ter e encontrou uma cultura aqui voltada para o ser. p. em que o índio tapuia Kaká Werá Jecupe analisa os 500 anos do descobrimento do Brasil. “A história oficial tem sido contada do ponto de vista dos dominadores e não dos dominados. ou Tupã.

Dê. a metáfora usada cria um efeito de sentido de realidade ao identificar a linguagem com uma arma de caça e guerra. 02. a seguir. pois a eles foi legada. 61. exceto: 01. enquanto som. 16. Referência à violência praticada pelo branco contra o índio. a palavra é vista como uma forma de poder nas relações interpessoais. 08. na tradição indígena. depois do contato com a língua e a cultura do homem branco. a linguagem. oposição índio feliz. Dê. 32. a principal causa apontada por Kaká para justificar os suicídios ocorridos em Dourados é o desencanto que os índios passam a ter com sua própria língua e cultura. 08. 64. como resposta. UFMS Reconheça abaixo o(s) item(ns) que representa(m) pontos comuns entre os textos 1 (entrevista) e 2 (letra de música). 16. Texto para as questões 60 e 61. UFMS Os aspectos apontados. Uso da narração como forma de estruturação das idéias no texto. provocado pela discórdia. Tupi foi pro Norte e Formaram suas tribos cada um no seu lugar Vez em quando se encontravam pelos rios da América E lutavam juntos contra o branco em busca de servidão E sofreram tantas dores acuados no sertão Guarani foi pro Sul Tupi entrou no Amazonas Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani. “Quyquyho nasceu no centro entre montanhas e o mar Quyquyho viu tudo lindo tudo índio por aqui Indiamérica deu filhos foi Tupi foi Guarani Quyquyho morreu feliz deixando a Terra para os dois Guarani foi pro Sul. a soma das alternativas corretas. o termo “neeng-porã” não significa “belas-palavras” enquanto mero ornamento do discurso. Indicação da(s) razão(ões) que explica(m) as divergências entre brancos e índios. cuja letra reproduzimos abaixo. nos primeiros tempos. Alusão ao “grande espírito” criador do Universo. vêem no gesto de pôr fim à vida a forma de fazer calar a palavra-alma. os guaranis-cayowas da região de Dourados. na frase “Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a soma das alternativas corretas. em tupi. emoção. a soma das alternativas corretas. é correto afirmar que: 01. como resposta. 32. podem ser encontrados em “Quyquyho”. em Mato Grosso do Sul. UFMS-MS Com base no trecho em que se discorre sobre a linguagem na visão do índio.59. denominado Namandu-ru-etê ou Tupã. 16.”. mas que se combinam harmoniosamente na constituição da “grande música cósmica”. menção à origem comum das tribos Tupi e Guarani. Emprego de termos de origem indígena. 04. 02. entendendo alma e fala como “uma coisa só”. noção que a terra pertence aos indígenas. tendo a ver com sentimento. 1982).” 26 GABARITO 60.Interpretação de texto I Avançar . Visão ingênua e idealizada do índio. a partir da relação com o branco. 02. 08. e Quyquyho. 01. e o ser são elementos distintos. sugestão de uma relação harmoniosa entre a terra e o índio. 04. ilustrada pela aglutinação dos termos índio e América. versus índio sofredor. como resposta. Também o compositor Geraldo Espíndola retrata os fatos a partir do ponto de vista do índio na canção “Quyquyho” (LP Prata da Casa. significa “som em pé”. alusão ao deslocamento geográfico das duas tribos. 32. presença de um forte sentimento ufanista. Dê. 04. palavra.

Está correto o que se afirma em: a) II. b) II. grita o dono do hotel onde se realiza um congresso internacional de solidariedade. c) descritiva. c) I e III. GABARITO 64. Unifor-CE Atente para as seguintes afirmações: I. “Não há lugar para essa gente”. Confusão de data quanto a acontecimentos ou pessoas. somente. Está correto somente o que se afirma em: a) I. as personagens ganham amplo desenvolvimento. o cotidiano pouco ou nenhum interesse tem. d) II e III. o que importa são as emoções profundas e intemporais do homem. b) I e II. mais do que no conto ou na novela. comparando-a a fatos narrados em passagens bíblicas. Atualiza a história de Cristo. II e III. O menino nasce morto. c) III. com narrador em primeira pessoa.Interpretação de texto I Avançar . O casal dirige-se a uma estrebaria. recebido por um boi branco e um burro cansado do trabalho. adaptando o sentido da paixão cristã às duras condições de vida nas grandes cidades. em vista das atrocidades em que os homens se especializaram. o advento de um Cristo seria impossível. o autor se vale intencionalmente de um anacronismo quando associa: a) a Virgem e o carpinteiro José à cidade de Belém. Murilo. Na crônica moderna. Rio de Janeiro: Nova Aguilar.” MENDES. 1944. sobretudo nos três últimos parágrafos. e) I. “Natal 1961 Deslocados por uma operação burocrática – o recenseamento da terra – a Virgem e o carpinteiro José aportam a Belém. Uma poderosa nuvem em forma de cogumelo abre o horizonte e súbito explode. as tramas se cruzam e os espaços de ação se multiplicam. No romance. Faz ver que. Unifor-CE Anacronismo. III. b) a fala do dono de um hotel à realização de um congresso. pois se apóia em argumentos encadeados. 63. o reduzido espaço narrativo obriga o narrador a selecionar e a concentrar as ações essenciais de suas poucas personagens num tempo quase sempre bastante limitado. em nossa era. p. 1486. S. e) dissertativa. c) soldados de Herodes a elementos radioativos. anotadas em estilo elegante. somente. II. Com base na definição acima. No conto.As questões de números 62 a 64 referem-se ao texto que segue. com narrador em terceira pessoa. do Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Os soldados de Herodes distribuem elementos radioativos a todos os meninos de menos de dois anos. Conversa portátil. Poesia completa e prosa. b) narrativa.m. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) uma estrebaria a um boi branco e um burro cansado. d) nuvem em forma de cogumelo a súbita explosão. Ironiza a corrida armamentista. Unifor-CE O texto apresenta-se de forma predominantemente: a) narrativa. somente. e) II e III. III. II. d) I e II. Unifor-CE Pode-se inferir que o autor do texto: I. 65. somente. 1. 27 62. sobretudo nos três primeiros parágrafos. d) descritiva.

28 66. de repente. o amor. Para apresentar o seu argumento de uma forma completa. nunca. Foi também um adeus sem palavras. Mas. UERJ O pequeno conto de Nelson Rodrigues narra o improvável encontro entre um milionário brasileiro e uma menina miserável do interior da China. que começara muito antes e continuaria muito depois.” RODRIGUES. parecia um delírio. a pé. “Certo milionário brasileiro foi traído pela esposa. Morreu só. b) “Que não seja imortal. UERJ A esposa do milionário convenceu o marido. nem princípio. b) marcar as repetições da narrativa. Desce e percorre. Olhou aquela miséria abjeta. o escândalo. Depois não viu mais o junco. São Paulo: Companhia das Letras. ora. nem você a mim. O caráter improvável desse encontro pode ser lido como uma metonímia que tem função central na constituição do sentido do texto. d) ressaltar a dificuldade dos encontros amorosos. b) “Só se trai a quem se ama. mas a infiel disse-lhe sem medo: – “Eu não amo você. Foi parar quase na fronteira com a China. ora.Interpretação de texto I Avançar . ele a viu num junco que queria seguir o navio eternamente. O marido baixou a cabeça. tão só. ela poderia utilizar a seguinte construção: a) “Toda traição envolve outro amor. posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure” (Vinícius de Morais). d) “Como você não me amava nem eu a você. Um não conhecia a língua do outro. pouco a pouco. no meio de sordidez tamanha. andou em Hong Kong. c) “e se te fujo é que te adoro louco és bela – eu moço. Aquela beleza absurda.Texto para as questões de 66 a 69. Resolveu viajar para a China. uma menina linda. Doeu-lhe. logo. UERJ Há uma contradição aparente entre as passagens “um amor que não tinha fim” e “durou um ano o amor sem palavras”. eu não te amava nem você me amava. d) “não é pois todo amor alvo divino. Tinha sede e queria beber. por toda a parte. logo. A cabra vadia: novas confissões. Primeiro. como num milagre. eu não amo você”. Nelson. e mais aguda seta que o destino?” (Carlos Drummond de Andrade). o brasileiro teve que voltar para o Brasil. logo. c) “Na dívida entre o amor e a traição eu escolhi. Um amor que não tinha fim. linda. apanhou o automóvel e correu como um louco.” (Casimiro de Abreu). Não houve uma palavra entre os dois. vê surgir. Um dia. Viu. as faces escavadas da fome. O amor começou ali. porém. súbito. A menina não voltou. uma aldeia miserável. c) negar um amor para afirmar outro. Essa aparente contradição se desfaz se procurarmos interpretar o texto relacionando-o aos seguintes versos da poesia brasileira: a) “quando o amor tem mais perigo é quando ele é sincero” (Cacaso). cada um deve seguir a sua vida”.. Quando embarcou. 67. tens amor – eu medo! . Até que. Até que entra na primeira porta. 1995. você não se deve sentir traído”. eu não te trai”. Quis gritar.. Passou de um silêncio a outro silêncio mais profundo. Os dois formavam um maravilhoso ser único. Ele ficou muito tempo olhando. eu amo outro. o brasileiro foi percebendo esta verdade: – são as palavras que separam. como mulher. 68. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Essa função é a de: a) revelar as obsessões do autor. E. logo. Não temos nenhum amor a trair”. ninguém tem culpa dessa traição. certo de que a distância é o esquecimento. Durou um ano o amor sem palavras.

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Lá. Estão de acordo com o texto: a) somente a II. em Santa Catarina.. Ninguém sabe se a data e o local estão corretos. um sapateiro. e do filho Bryan Jr. d) II. O autor isenta-se de opinar a respeito do assunto.Interpretação de texto I Avançar . há três meses. Enquanto agonizava. Virou Anita. é quase desconhecida. é venerada como heroína da unificação. a cabeça sem cabelos. Univali-SC “A reconstrução de Anita Ana Maria de Jesus Ribeiro mudou de nome e carimbou seu passaporte para a História aos 18 anos. 29 Sobre o texto acima pode-se afirmar: a) Observa-se a predominância de figuras de linguagem que realça a narrativa. Só no último dia 11 de maio. musculoso e de farta cabeleira loira aparece com o filho pequeno nos braços. em 3 de junho. oficialmente. 30 de junho de 1999. 70. quando abandonou o primeiro marido. V. Petersburg Times. Na imagem. No colo dele. o cartório de Laguna. b) É um texto poético com intuito de relatar o drama vivido por um paciente terminal. Em poucos dias. 400 quilômetros ao nordeste de Roma. um americano de 34 anos devastado pelo câncer nos pulmões. Bryan Lee Curtis. IV e V. Bobbie. UERJ O narrador de um conto assume determinados pontos de vista para conduzir o seu leitor a observar o mundo sob perspectivas diversificadas.)” Revista Veja. para embarcar no navio comandado pelo revolucionário italiano Giuseppe Garibáldi (1807–1882). Paulo. Dez anos depois. 71. Petersburg. os olhos salientes pela magreza do doente terminal. na Flórida. Às 11h56. uma fotografia tirada apenas dois meses antes daquele momento final. c) É um texto jornalístico com elementos descritivos para caracterizar a situação do doente. Os parágrafos narram a trajetória da heroína catarinense Anita Garibáldi. II. Naquela época não existia certidão de nascimento e o chamado “assento de batismo” jamais foi encontrado. O autor chama a atenção para a desvalorização em relação à história de Anita Garibáldi. e) somente a V. (. a narrativa busca emocionar o leitor por meio do seguinte recurso: a) expressa diretamente o ponto de vista do personagem milionário. O texto é um relato poético da vida de Anita Garibáldi. IV. O documento afirma que Ana Maria de Jesus Ribeiro nasceu em Laguna. a boca aberta no esforço desesperado por ar. sua mãe ligou para o St. um homem robusto. numa fazenda em Mandriole. na Itália. da mulher. Mas. d) É um pequena dissertação argumentativa contra o uso do tabaco. em 30 de agosto de 1821. jornal da cidade de St. o retrato de sua morte espalhou-se pelo mundo. por iniciativa da Câmara Municipal. e) É pura e simplesmente uma narração.69.. Superinteressante. expediu o chamado mandado de registro de nascimento tardio.” MARKUN. de olhos semicerrados. morreu nos braços de Garibáldi. Este trecho sintetiza um pouco a vida heróica de Anita.. pedindo a presença de um fotógrafo. GABARITO Observe as afirmações abaixo: I. No conto de Nelson Rodrigues. Bryan morreu em casa. em 4 de agosto de 1849 – há exatos 150 anos –. b) expressa de maneira indireta o ponto de vista da personagem chinesa. b) I e III. no Brasil. Univali-SC “Agonia pública Na cama. c) somente a III. de 2 anos. O motivo para tornar pública a própria agonia foi a esperança de servir de alerta sobre os malefícios do cigarro. Tanto que só passou a existir. d) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o da personagem chinesa. III. onde nasceu e combateu ao lado de rebeldes republicanos na Revolução Farroupilha (1835–1845). agosto de 1999. c) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o do narrador. A divulgação das fotos chocantes foi o último desejo do moribundo. com a cabeça a prêmio e perseguida pelo Exército austríaco. ao lado da mãe.

“Se o senhor concorda. 30 Após a leitura do trecho acima. ( ) O texto é uma paródia da embalagem original de um produto. um dia perdeu a paciência: “A partir de agora. Antes que todos saíssem do estado de curiosidade e espanto. que a prova será na sexta-feira.)” Luiz Barco.. nunca poderá reservar o sábado para nos testar. O mestre percebeu que havia caído numa armadilha da lógica ao formular uma regra impossível de ser coerentemente seguida.) Ele lecionava lógica de segunda a sábado para uma turma. O estudante. não deve ser usada em todos os casos. Univali-SC “As armadilhas da lógica (. quero acreditar que nunca poderá nos dar tal prova”. que podia ser rigoroso mas não impermeável a um bom argumento.Interpretação de texto I Avançar .72. d) provar que o cálculo realizado pelo aluno está equivocado. ficariam prejudicados os demais dias da semana. Assim. Relacionando essa observação ao texto acima. Pelo mesmo critério. ( ) Esse é um texto característico da literatura que se propagou no Brasil a partir de 1922 como uma espécie de crítica ao imperialismo norte-americano. para ser coerente. (. como ele é o último dia com aulas na semana.. Assustados. porém. contrariando sua própria norma de termos no máximo um dia de preparo”. emendou. “O senhor. os jovens se remexeram em suas carteiras. ao terminar a nossa aula de quarta-feira. E ressaltou: “Como na vida o tempo é escasso e bem determinado. “Assim. raciocinou. às vezes. Unb-DF O texto poético pode servir de base ao texto publicitário. financeira e política da mensagem. no entanto.. pode-se pressupor que o autor pretende: a) fazer que os professores não se utilizem da “prova” para forçar seus alunos a estudar.. “MASCARAR” está para mascar assim como “MENTAL” está para menta. retirado da revista Superinteressante de maio de 1999. manteve a impassividade de quem tinha a certeza de ter encontrado uma brecha lógica. rigoroso. logo descobriremos. b) mostrar que há lógica matemática até em pequenas situações do dia-a-dia. portanto. Um deles. porém justo e lógico como o senhor tem sido. c) reafirmar que o “aluno sempre tem razão”. porém. digamos. com 48 horas disponíveis. Aborrecido com o mau desempenho de seus discípulos. que o sábado está descartado. ( ) No texto. vocês terão uma prova toda semana”. anunciou peremptoriamente. Não foi necessário prosseguir. ( ) O modo como foi desenhada a letra inicial de “Clichetes” permite a leitura musical. GABARITO e) chamar a atenção para a lógica como armadilha. o jovem ponderou: “Professor. se o senhor não nos avisar do teste na quinta. pois. 73. então saberemos com 48 horas de antecedência que ela só poderá ser no sábado. eu só avisarei de véspera que o teste será realizado. ao terminarmos as aulas da quinta-feira e percebermos que não nos avisaram da prova da sexta-feira. efervescente. é este que fundamenta aquele. afirmou o professor. os senhores terão no máximo 24 horas para se preparar. contrariando mais uma vez a regra imposta”. Depois de esperar que o evidente mau humor do mestre passasse. ainda não tinha terminado. julgue os itens que se seguem. então. e nada mais”. “Parece-me justo”. isso significa que sexta-feira é o último dia para aplicar o teste”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

predomina a narração com a manutenção da unidade temática. sem manter assim relações de sentido com o poema. “À IMPROPRIEDADE De cearense sedentário baiano lacônico mineiro perdulário Deus nos guarde. o poema reafirma os estereótipos a respeito dos diversos tipos de brasileiro. ( ) Há também na primeira estrofe um traço erotizante traduzido pela imagem . européia e cristã. ( ) A última linha do texto estabelece intertextualidade com os versos “Navegar é preciso/ viver não é preciso”.66583624 (Chico Amaral) GABARITO Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo.” Interpretando-se os sentimentos do poema. o sentido da vida para o eu lírico. UFMT ( ) Lendo somente as palavras em negrito. UFMT ( ) Na primeira estrofe. ( ) o título “À impropriedade” funciona como um ornamento dispensável ao texto. pode-se afirmar que: ( ) em seu sentido global. ( ) o poema é bem-humorado por causa das inversões de sentido utilizadas pelo autor.. ( ) o poema construído com antíteses parcialmente implícitas: ao conceito de “cearense sedentário”.cadeiras. ( ) O texto ressalta a uniformidade da formação cultural brasileira: branca..74. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” (CD–SKANK) 75. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa ..Interpretação de texto I Avançar .. ( ) O espraiar das ondas é sugerido pela reiteração de fonemas nasais em toda a estrofe primeira. onde as ondas se amansam. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. ou toma um café Hoje bobagem. 31 “UM DIA QUALQUER . por exemplo. UFGO O poema abaixo é de José Paulo Paes. concretiza-se uma paródia do célebre poema de Bandeira: “a onda anda/aonde anda/a onda?”. De carioca cerimonioso gaúcho modesto paulista preguiçoso Deus nos livre e guarde. revelando. opõe-se “cearense migrante”. ( ) A linguagem do texto é marcada pela logicidade e linearidade. assim como estes. ( ) No texto. 76. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens das questões de 75 a 77. pode-se perceber que a imagem de vida do eu lírico permanece inalterada mesmo com a proximidade do século vinte e um.

enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza. depende das condições intelectuais daquele que escreve. II. de minhas fraquezas. o que se afirma em: a) somente II. bem como a abundância de assunto. as letras se reunindo com o maior ou menor velocidade. não corta na verdade a barriga da vida. 79. porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos. que está de olho na maquininha. casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos. como que em presença de um inválido.. falar-lhe de minhas dúvidas. aí está você. II. Narração em primeira pessoa. de meus receios. pois suponho ser em parte o causador desse mal-estar. III. Os dedos sobre o teclado. de falta de apetite para os milhares de assuntos. mas com igual indiferença pelo que vão dizendo. d) I e III. Prosa poética. Ou.Interpretação de texto I Avançar . O escritor empenha-se em produzir textos de qualidade superior à daqueles escritos por simples falantes da Língua. Assalta-me freqüentemente a impressão de que vivemos num alojamento de emigrantes. Então hoje não tem crônica. Mas somos nesta casa uma família de estranhos. apoiada em figuras de linguagem e empenhada na expressão do mundo imaginário em que vive o autor. vedada a você. e você não sabe ir além disso. que só a língua têm em comum. b) escrever bem implica sensibilidade e talento na percepção da matéria a ser explorada na escrita. voltada para a exterioridade das ações e marcada por um tom de convicção. Conclui que não há assunto. b) II. d) a falta. d) somente II e III. em relação ao texto. Minha natureza cria embaraços à aproximação de uns aos outros. “Hoje não escrevo 32 Chega um dia de falta de assunto. c) I e II.” O trecho acima apresenta características evidentes de: I. com predomínio do tom reflexivo e de marcas de análise psicológica. quer dizer: que não há para você. (. por vezes. Unifor-CE “Bem quisera ter mais intimidade com ela. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. inclusive a simples claridade da hora. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. fica em sua cadeira assuntando. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. purê de palavras. c) somente I e III. II e III. As questões de números 78 a 80 baseiam-se no texto abaixo. escrever exige predisposição e inspiração.77. não revolve os intestinos da vida. assuntando. Escrever é triste. III. Entretanto. sem liberdade.” Carlos Drummond de Andrade. Unifor-CE De acordo com o último parágrafo do texto: a) momentos de reflexão são importantes para que o assunto venha a ocupar a mente daquele que escreve.. Revolto-me contra mim mesmo. Dissertação. Impede a conjugação de tantos outros verbos.) Que é isso. 78. Está correto somente o que está caracterizado em: a) I. rapaz. e) II e III. e) I. Vivem constrangidos. A ação de escrever priva. Não basta haver variedade de assunto. e) letras e escritor embaralham-se no momento de passarem a expressão das idéias para o papel. mais propriamente. o escritor de usufruir de coisas simples do cotidiano. c) a indisposição para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos é própria das pessoas casmurras. Está correto. b) somente I e II.

Veio. c) pouco desconfiado e muito observador. do tempo. c) o emprego adequado da palavra decorre da atividade de consulta ao dicionário. talvez. Semanticamente. Tão sossegados! Só nos jardins há amores-perfeitos. com qualquer coisa de gato e de mulher.Interpretação de texto I Avançar . luz cheia de sombras de asas. As questões de 81 a 84 referem-se ao seguinte texto: “Os Jardins Sempre olhei para os jardins com doçura e gratidão.80. 33 81. d) bastante descrente e desiludido. c) “cheiro de terra”. b) “Sábado”. e) segurança e incerteza. não veio da cidade. Voltar Língua Portuguesa . Cesgranrio A palavra ou expressão que marca o ingresso no imaginário é: a) “amores-perfeitos”. 84. primeiro.. Hoje.” Álvaro Moreyra. 83. A vida arranja tudo pelo melhor. c) solução e realidade. as palavras destacadas conotam. b) narração e a relação realidade-imaginação. Eles são as minhas aldeias. que enche de ar refrigerante os meus sentimentos. E tinha canteiros de rosas. b) as palavras dicionarizadas perdem a essência de seu significado. O cheiro de terra. bem cedo a luz que desce de um céu imenso perdido. semanticamente. b) muito arredio e pouco confiável. d) “céu imenso perdido”. como se convidasse – Não quer andar? Este desejo de viver no campo. o adjetivo infiel denota que: a) nem sempre o significado dicionarizado das palavras satisfaz plenamente a busca daquele que escreve. d) há matizes de significado entre as palavras arroladas na mesma série sinonímica. amanhã. Unifor-CE No fragmento “reflexos no espelho (infiel) do dicionário”. Aquele jardim era meu amigo. Às vezes na imaginação. Lembro-me dela. Cesgranrio A caracterização do jardineiro “com qualquer coisa de gato e de mulher” corresponde. tão igual. Cesgranrio O texto estrutura-se com períodos curtos. e) com certa melancolia e pouca sinceridade. e) “luz cheia de sombras de asas”. nos olhos e nas mãos. respectivamente: a) esconderijo e flor silvestre. a: a) meio arredio e misterioso. “ir para fora” tem um sentido mais libertador. um jardineiro risonho. d) proteção e felicidade. 82. b) lugarejo e beleza natural.” No texto.. e) o escritor não pode dispensar o auxílio do dicionário – o que lhe garante a perfeição do texto. Quem pode vai para fora. com certeza. uma vez contextualizadas. como se dissesse – Bom-dia! Chega. realidade de uso interno. mas triste. depois até a gente tão simples. Cesgranrio “Eles são as minhas aldeias. GABARITO IMPRIMIR d) fantasia e a irrealização pessoal do narrador. Ah! dormir com o sentimento de pôr. Uma voz de água no silêncio. logo mais. Sábado. Era um Jardim sereno. Os outros ficam aqui mesmo. c) sensibilidade e o contraste do sentimento com a razão. Imagine o campo. A noite caindo sem desastres. Tinha uma árvore. e) reflexão e a progressiva introspecção do narrador. essa construção caracteriza a: a) realidade e a expressão dos anseios do narrador. nas árvores. Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!. Ela pousa. É preciso gostar da vida. Tão sossegados! Só nos jardins há amoresperfeitos. às vezes na realidade.

.Interpretação de texto I Avançar . mantendo assim o humor e a alegria de viver. IV. c) II. Ingo Tirgarten. o fax e o telefone são usados para manter contato permanente até o fechamento do negócio. o celular. a partir daí. fax ou telefone. b) O telefone. d) Todos os empresários.. empresa especializada em sistemas de automação comercial. fazendo uma coisa de cada vez. afirma Aldo Colombo. (.. 34 GABARITO Observe as afirmações: I. garante o sócio gerente da Mega Sul Informática. para o Terceiro Milênio.)” A idéia central do texto está na opção: a) Não se fazem mais negócios pelos métodos antigos. uma sociedade totalmente estressada. o e-mail. Os almoços e jantares com clientes são cada vez menos freqüentes.) O presidente da empresa de seguros ADD Makler. Será que é mesmo? Será que não é o resultado de uma certa maneira de viver? O homem. b) II. III e V.) A Mega Sul costuma apresentar seu produto na empresa do cliente em potencial e. desliga mesmo! O homem desaprendeu a viver. aboliu o Domingo. II. O homem é uma máquina que nunca desliga. inventou a Internet. fax ou e-mail”. Univali-SC “Atenção ao estresse! Mas será que isso leva ao estresse? Estatísticas confiáveis dizem que pelo menos 30% dos brasileiros sofrem de estresse. Univali-SC “A Tecnologia aproxima os empresários Telefone e Internet são importantes ferramentas na hora de fechar negócios. sempre utilizam a tecnologia (telefone e internet) na hora de fechar negócios. Os pobres humanos que estão no limiar do terceiro milênio devem reaprender a viver para não prepararem. 30% dos brasileiros sofrem de estresse. Depois capota”. o fax e o e-mail têm substituído muitos encontros com o cliente para fechamento de negócios. V. por vezes. uma das tantas doenças modernas. A culpa para o estresse é não saber fazer uma coisa de cada vez. As novas tecnologias da informação têm modificado a forma de os empresários apresentarem seus produtos ao mercado potencial e fecharem negócios. d) I. (. o fax e o telefone. IV e V. É mais um desafio!” Missão Jovem. II e IV. sendo substituídos por apresentações e reuniões na empresa do futuro cliente. “Hoje em dia muitos negócios são fechados por telefone.. agosto de 1999. II e III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. afirma que jantares e almoços funcionam com mais eficiência no pós-venda (. III..85... 86. é uma máquina nunca desligada: isto provoca circuito e. Uns dizem que o culpado é o trabalho. e) todos os itens. o ser humano rende maravilhosamente durante algum tempo. O desafio para o Terceiro Milênio é reaprender a viver. e) A apresentação dos produtos que serão vendidos aos clientes devem ser apresentado via e-mail.. O estresse é uma doença moderna. e não desliga mais. c) Há novas tecnologias no mercado que substituem o e-mail. A psicóloga Marilda Lipp afirma: “Sob tensão pesada. As idéias contidas no texto estão nos itens: a) I. não sabe mais distribuir corretamente as 24 horas. atualmente. trocou o dia pela noite. como almoços e jantares com o cliente em potencial. Hans Dieter Didjurgeit.

. UFPR Leia com atenção esta passagem introdutória de A Lógica da Investigação Científica (1934).Interpretação de texto I Avançar . d) I. ( ) Um método físico para o exame tanto das partículas quanto do universo.) No século XVIII ele voltou majestoso e em perfeito acordo com os poetas.. o gato foi honrado e enaltecido. o gato se desenvolveu com as conquistas romanas. Sendo considerado como um animal santo. Ora. fêmea do deus sol Rá. ora um animal doce e afável). III. Dos itens acima. enunciados “particulares”). c) I. ( ) Os sentidos das estrofes 6 e 7 contradizem a postura revelada até então pelo eu lírico de atribuir desimportância à mudança de século. “indução” é: marque V (verdadeiro) ou F (falso). ( ) Um método impróprio no caso da zoologia. a enunciados universais. e) todos os itens. São idéias presentes no texto: I. ( ) A passagem de enunciados particulares a universais através de um inferência. ( ) Uma leitura possível dos versos Era um filme domingo/Penas do paraíso volta-se aos filmes vistos aos domingos que versavam sobre a dualidade sofrimento e felicidade. tais como as descrições dos resultados de observações ou experimentos.. IV. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e apreciado ainda no século XI quando o rato negro invadiu a Europa. A igreja lhe virou as costas. Exemplificar as várias concepções a respeito dos gatos. “Costuma-se chamar de “indutiva” a uma inferência se ela passa de enunciados singulares (também chamados. algumas vezes. pois qualquer conclusão que obtemos dessa maneira pode acabar sendo falsa: não importa quantas ocorrências de cisnes brancos possamos ter observado. percebe-se a preocupação do produtor do texto em registrar o sentido literal das palavras e expressões. UFMT ( ) Ações corriqueiras são usadas no texto (estrofes 5 e 6) com intenção de apontar as alterações provocadas pela chegada do novo século. está longe de ser óbvio que se justifique inferir enunciados a partir dos singulares. por mais elevado que seja o número destes últimos. III e VI.) Na Europa. a gata transformou-se na representação da deusa Bastet. isto não justifica a conclusão de que todos os cisnes são brancos. III e VI. pintores e escritores que prestam homenagem à sua graça e à beleza de seu corpo. III e IV. Metaforizar sobre os poderosos nos dias atuais. VI. No século XIII desenvolveramse as superstições e o gato passou de criatura adorada a infernal. Enaltecer a figura do gato no mundo atual.” Segundo Popper. II. ( ) Na estrofe 6. ( ) Um método lógico que nos permite concluir com segurança se certas teorias são validadas pela observação.. Citar superstições acerca dos gatos. (. Ele foi admirado por sua beleza e dupla personalidade (ora um selvagem independente. os que realmente caracterizam o texto são: a) II. II. de Karl Popper.87. 89. V. mas não das demais ciências. Univali-SC “No antigo Egito. Justificar a importância dos gatos e dos ratos. b) I. o verso Com os pés no século vinte e um revela o jogo feito ao longo do texto entre mudanças e não-mudanças pelo passar do século. 35 88.” Revista DC – Diário Catarinense – 25 de abril de 1999. associada aos cultos pagãos e à feitiçaria. ( ) Um raciocínio cuja justificação lógica não é evidente. IV e V. de um ponto de vista lógico. Nesta mesma época. ( ) Na estrofe 8. tais como hipóteses ou teorias. (. Descrever a história dos gatos ao longo dos tempos.

17 Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil 18 lenhador 19 lavrador 20 pescador 21 vaqueiro 22 marinheiro 23 funileiro 24 carpinteiro 25 contanto que seja digno do governo do Brasil 26 que tenha olhos para ver pelo Brasil. 27 ouvidos para ouvir pelo Brasil. 28 coragem de morrer pelo Brasil. pardas. 14 Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil 15 todo brasileiro e não apenas o bacharel e o doutor. o roxo e não apenas o branco e o semibranco. 31 mãos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis..... 34 pretas... roxas. 29 ânimo de viver pelo Brasil. 12 As mulheres do Brasil em vez das cores boreais 13 terão as cores variamente tropicais. brancas.Interpretação de texto I Avançar . 33 Mãos todas de trabalhadores.Texto para as questões 90 e 91. 30 mãos para agir pelo Brasil. “OUTRO BRASIL QUE VEM AÍ (Gilberto Freyre) 1 Eu ouço as vozes 2 eu vejo as cores 3 eu sinto os passos 4 de outro Brasil que vem aí 5 mais tropical 6 mais fraternal 7 mais brasileiro. 8 O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados 9 terá as cores das produções e dos trabalhos. morenas.. roxas 52 tropicais 53 sindicais 54 fraternais.. pretas. 16 o preto... morenas. 32 . 55 Eu ouço as vozes 56 eu vejo as cores 57 eu sinto os passos 58 desse Brasil que vem aí.” 36 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o pardo. pardas. 35 de artistas 36 de escritores 37 de operários 38 de lavradores 39 de pastores 40 de mães criando filhos 41 de pais ensinando meninos 42 de padres benzendo afilhados 43 de mestres guiando aprendizes 44 de irmãos ajudando irmãos mais moços 45 de lavadeiras lavando 46 de pedreiros edificando 47 de doutores curando 48 de cozinheiros cozinhando 49 de vaqueiros tirando leite das vacas chamadas comadres de homens. 50 Mãos brasileiras 51 brancas. 10 Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças 11 terão as cores das profissões e regiões.....

que revela o sentimento de compaixão do narrador. resmunga constantemente. AEU-DF Julgue os itens abaixo. mas não se enxuga. é situado no presente. UFGO “Segue-se um trecho. Muito tranqüilo. substância extraída do casulo de larvas. Agora. de 1ª pessoa. Vão se aproximando lentamente. salienta o desejo de que a mudança esperada esteja em andamento. Pobre seda. a brisa. Trata-se de um casal. ( ) “Qualquer” (l. não. 91. o riacho. 58). extraído do conto “Ecológica ”. o poema expõe o seu desejo de que a eqüidade sempre supere as desigualdades. conotação pejorativa. e depois cortada. esse envolvimento tem como principal conseqüência o uso da repetição: “Pobres fibras. Reconheço. ( ) o narrador. Pobres larvas. um homem gordo. de idade. no texto. Também está suada. “todo brasileiro e não apenas.” e “Pobres larvas. da técnica cinematográfica. enxuga com um grande lenço o rosto vermelho e suarento. Ele. antes..” 37 GABARITO IMPRIMIR Pela leitura do fragmento acima: ( ) a narrativa organiza-se entre dois movimentos: um antes (o bucolismo) e um depois (a aparição do casal). acontecem coisas.” (l. os pássaros. ( ) A passagem do verso “de outro Brasil que vem aí” (l. 26 e 27) e no gerúndio (l. aproximando-se. 14). ( ) Com “Todo brasileiro poderá. dirigindo-se a ele.” . 31. 17) tem. pobres plantas. e depois tingida.. 15). 33 e 50) metonimicamente representam o labor e a solidariedade dos brasileiros.. Agora. no vestido da mulher. e baixota. (No terno branco reconheço o linho. pobre substância. 53) está associado à consciência de classe dos trabalhadores brasileiros. a descrição é uma modalidade discursiva que permite a criação de visões de conjunto e de detalhe. Isto aqui já foi muito bucólico. 30. por fim se definem. revela a crença do escritor em um Brasil mais justo e democrático. e costurada. Por exemplo: dois pontos aparecem no horizonte. 92. ( ) O termo “sindicais” (l. ( ) As “mãos” (l. AEU-DF Julgue os itens seguintes. usa terno branco. ( ) O termo “boreais” (l.90. 4) para “desse Brasil que vem aí” (l. 12) alude à cor mestiça das mulheres brasileiras. Voltar Língua Portuguesa .” (l. ( ) A ação de cada profissional no seu trabalho é realçada no poema pelas formas pleonásticas e cognatas de verbos no infinitivo (l. 40 a 48). seda. gravata vermelha e chapéu panamá. em relação à semântica e à estilística. ( ) no fragmento. vocês sabem. mas o acontecimento. ( ) De tom otimista. cujas exigências se baseiam inicialmente no trabalho e no amor à prática e a seu povo. fibras de plantas que uma vez cresceram num prado igual a este. pobres plantas. 31). em relação à compreensão e à interpretação do texto. na história. o seu emprego propicia a expansão da narrativa.Interpretação de texto I Avançar . Pobres fibras. e depois esticada.. no quarteto repetido que abre e encerra o poema. A campina. de Moacyr Scliar. ( ) Ao se referir aos “Brasis” (l. ( ) a metalinguagem é o processo que o narrador utiliza quando descreve o linho e a seda. pobre substância. Gilberto Freyre alude às tão diferentes realidades que formam este país.) A mulher também é gorda. Pobre seda. ( ) O texto é uma apologia ao patriotismo. tenta envolver o leitor no episódio que está sendo narrado. às vezes. ( ) As qualidades necessárias para se chegar à presidência do país deixam de ser a cultura e a cor da pele e passam a ser os valores intrínsecos a um cidadão patriota.

” Isto é. Casa de Pensão. 94. o camarada intrépido. p. Essa é a transposição correta da 1ª fala do texto para o discurso indireto. 15” torna ambíguo o sentido da palavra aqui na primeira linha. A manchete mudou para: ‘Fascista desumano tira alimento de jacaré faminto. o sangue a saltar-lhe nas veias. mordendo os nós da mão. O redator imediatamente recriou a manchete: ‘Camarada intrépido salva miúdo que ia ser comido por jacaré’. ( ) O trecho apresenta uma estrutura narrativa. há uma intencional desconsideração pela vida da criança. GABARITO Com base no texto. para o redator do Diário. entrevistado. no texto. — Morra o infame! bramia a malta. p. ( ) O uso dos dois pontos. naquela ocasião. E formidável matacão foi de encontro à vidraça iluminada do chalé de Amélia. Imediatamente imaginou a manchete: ‘Administração incompetente dos socialistas de Mário Soares provoca morte de miúdo no parque. Ouviu-se logo o estardalhaço impetuoso dos gritos. ( ) Há no texto marcas de diferenças lexicais entre o português do Brasil e o de Portugal. — Oh! Era demais.’ De repente. porém. por Deus que o estrangulava!” AZEVEDO. Um dos vizinhos apitou e outro despediu um jarro de água sobre os desordeiros. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . serve para introduzir uma explicação. já de carreira para o Largo do Machado. Conta-se que um redator do Diário estava visitando o zoológico quando viu um menino cair num lago onde havia um jacaré. ( ) Na terceira manchete. — Queixe-se à Câmara Municipal! acudiu outro. das descomposturas e do crepitar dos vidros que se partiam sob um chuveiro de pedras. os olhos injetados. um cidadão arranca a camisa e atira-se na água. 38 93. ( ) Um da turma bradou que era o que sucedia a quem morava perto de um João Coqueiro. pensava ele desesperado. ( ) Das três manchetes criadas pelo redator.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. grudado a um canto da janela. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. UFMT ( ) O humor contido no texto apresenta um aspecto caricatural. com várias personagens e as alterações decorrentes dos fatos apontados. — Era demais tanta injúria! — Se Amâncio estivesse ali. somente a primeira mantém relação de sentido com um contexto político português. Infelizmente. UFSE-PSS “Os vizinhos chegavam às janelas. — Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama! gritou um segundo. — É o que sucede a quem mora perto de um João Coqueiro! bradou um da turma. ( ) Confere vivacidade e veracidade à afirmação do autor em “vozeando furiosos contra semelhante berraria” o uso do discurso direto que se segue a ela. revelou-se salazarista. ( ) A referência “Isto é. julgue os itens da questão 93. pois indica situações diferentes. vozeando furiosos contra semelhante berraria. — Morra o cáften! João Coqueiro presenciara tudo aquilo. 11/02/1981. 11/02/81.15.Interpretação de texto I Avançar . ( ) As formas verbais chegavam e vozeando indicam ações pontuais ou que se efetuam rapidamente. “O menino e o jacaré Uma piada que circulou por aqui nos últimos dias dá a medida do engajamento político-ideológico dos portugueses. ( ) “Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama!” – a frase está empregada em seu sentido denotativo. Aluísio.

39 Com base no texto. U. ( ) A fertilidade de um avestruz é.” GABARITO No texto “Uma galinha”. ( ) O segundo texto. a família. Potiguar-RN “Uma galinha Era uma galinha de domingo. no município de Simião Dias. superior a de uma vaca. depois do acontecido. cada fêmea gera em média quinze filhotes por ano. na Arábia e na África. Veja. Ave estrutioniforme.Interpretação de texto I Avançar . a menina prometia nunca mais comer galinha.5 quilo. Além disso. área ocupada por um único boi na pecuária extensiva. em muito.000 reais. Uma fêmea começa a produzir aos 3 anos e é tratada apenas com capim e ração à base de soja e milho. cujo preço varia de 1. mata e come a galinha. no prazo de doze meses. fugindo sem saber pra onde.” Adaptado. ( ) Negócio e fêmea são palavras que recebem acento gráfico pela mesma razão gramatical. já esquecidos do fato. número idêntico ao de toda a vida produtiva de uma vaca – e o período de fertilidade de um avestruz é superior a trinta anos. 96. Atualmente é a maior das aves. de Clarice Lispector. analisando as características estilísticas. A fazenda Chalé da Serra. b) Perfeito domínio do Português arcaico e contemporâneo. 18 out. já que correspondem a explicações inseridas pelo autor do texto. A cozinheira deu um grito e o dono da casa levado pela necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar começa a captura da galinha. Já são 800 animais. percebe-se claramente que: IMPRIMIR a) Os referentes semânticos e os signos estéticos são portadores de sons e formas que se desvendam. não mate mais a galinha. é eminentemente descritivo. Tem as asas atrofiadas. mamãe.500 reais. parte de um verbete de dicionário. a 8. ( ) A função da linguagem. Compridos e desengonçados. O animal estava sozinho no mundo. passadas algumas semanas. interior de Sergipe. Estava viva ainda porque não passava de nove horas da manhã. Mas. Entretanto. compreendendo a fusão entre o real e o mágico. é a mesma: predominantemente referencial. ( ) Os dois segmentos introduzidos por um travessão são exemplos de oralidade. d) Mostra a personagem disposta numa determinada situação cotidiana que se prepara para um evento pressentido até ocorrer o desfecho. bois e vacas começaram a dividir espaço com exóticos exemplares de um novo investimento: a estrutiocultura (é assim que se chama a criação de avestruzes). em ambos os textos. p. os animais são um negócio de altíssimo rendimento. 2000. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. Avestruz. o avestruz atinge o peso de abate. pois desde o sábado se encolhera num canto da cozinha. A mãe é vencida pela filha e a galinha foi deixada viver. Voltar Língua Portuguesa . c) A tendência regionalista acaba assumindo a característica de experiência estética universal. todos rodearam-na com uma atenção especial. Foi uma surpresa quando os elementos da casa viram a galinha abrir as asas de curto vôo e alcançar a murada do terraço e fugir vacilante para a liberdade.95. o filhote. sempre teve como carro-chefe a criação de gado. Até vinte avestruzes podem ser criados no espaço de um hectare. ela pôs um ovo! Ela quer nosso bem! Diante do fato novo. com seis espécies conhecidas. vive em zonas semidesérticas. no qual se considera a situação da vida da personagem. em torno de 110 quilos. Tinha a aparência de estar calma. apenas dois dedos em cada pé e é onívora. – Não é necessário o emprego do sinal de crase na palavra em negrito. após o evento. 77. caso aquela fosse morta. Até que finalmente foi alcançado: entretanto logo que foi levado de volta para a cozinha põe um ovo. o adulto – dezesseis vezes mais que o preço de uma vaca. nos últimos cinco anos. indiferente. Nascido de um ovo que pesa aproximadamente 1. Uma pequena menina nota o fato e começa a gritar: — Mamãe. UFSE-PSS “O avestruz está em alta.

de olhos miúdos. A grandeza da terra era a sua grandeza. É invencioneiro e linguarudo. abro o peito: – Seu filho da égua. Digo..)” 40 LINS DO REGO. Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas. de corpo alto. os trabalhadores do eito. pasto do mais fino. que pensa que é? Nos currais do Sobradinho. Como fosse dado a fazer garatujações e desabusado de boca. e a água boa e doce nas suas vertentes. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. Rio de Janeiro: José Olympio. “Meus verdes anos”.Interpretação de texto I Avançar . e tudo era dele. em jeito de moça. Já morreu o antigamente em que Ponciano mandava saber nos ermos se havia um caso de lobisomem a sanar ou pronta justiça a ministrar. Com base no texto 2. Não podia haver nada que não fosse do meu avô. de cacete na mão.. UERJ Transcreva a passagem do texto em que o personagem-narrador informa que ficou órfão. Lá ia o gado para o pastoreador. José Maria mandava buscar lenha para a sua cozinha no Corredor. Só de uma regalia não abri mão nesses anos todos de pasto e vento: a de falar alto. sem medir consideração. O sol nascia. modéstia de lado. só havia de concreto mesmo o Engenho Corredor. o papai da Tia Maria.Compare os textos 1 e 2 e responda às questões de números 97 e 98. seja em compartimento do governo. (. Ouvia apitar o trem na linha de ferro. In: Ficção completa. UERJ Identifique o foco narrativo adotado nos textos. 99. TEXTO 1 “Olhava eu o meu avô como se fosse ele o engenho. e era dele. com uns padres-mestres a dez tostões por mês. o velho Bubu. A minha impressão firme era de que nada havia além dos limites do Corredor. o meu pai da Tia Iaiá. José. Simeão coçou a cabeça e estipulou que o neto devia ser doutor de lei: – Esse menino tem todo o sintoma do povo da política. o “Velho” da boca dos trabalhadores. C. passei os anos de pequenice. de palavra educada. o rio corria. responda às questões de números 99 e 100. IMPRIMIR 100. mimoso no trato. o Dr. pois sou sujeito lavado de vaidade. O coronel e o lobisomem. de barbas. UERJ Estabeleça uma comparação entre os textos quanto ao tratamento dado ao tema. UERJ Descreva a caracterização que o texto faz da autoridade. GABARITO TEXTO 2 “A bem dizer. Leio no corrente da vista e até uns latins arranhei em tempos verdes da infância.. do que tenho honra e faço alarde.)” CARVALHO. coronel de patente. Mas disso não faço glória. Fixara-se em mim a certeza de que o mundo inteiro estava ali dentro. que já discuti e joguei no assoalho do Foro mais de um doutor formado. sou Ponciano de Azeredo Furtado. tudo era do meu avô. os moleques da estrebaria. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. lá saíam os carros-de-boi a gemer pela estrada ao peso das sacas de lã ou dos sacos de açúcar. Sim. 1976. Chegavam de longe portadores de outros engenhos. o Cazuza da velha Janoca. e tudo era dele. gado do mais gordo. 98. (. Se não recebo cortesia de igual porte. e tudo era dele.. seja em sala de desembargador. O seu grito estrondava até os confins. no debaixo do capotão de meu avô. J. Tudo era do meu avô Bubu. as águas do céu se derramavam na terra. sem freio nos dentes. Voltar Língua Portuguesa . Trato as partes no macio. Apesar de tudo. lá estavam as negras da cozinha. lá num inverno dos antigos. os cabras do eito lhe tiravam o chapéu. 97. 1978.

Pouca gente se orgulha de si mesmo ou da vida que leva (.) Os indivíduos contemporâneos vêm sofrendo de ausência cada vez maior de vida interior. Já não há mais lugar para a ira. mas algo imaginário e.” CEZIMBRA. prazerosa e lúdica. A aparência do bom moço. um dos membros do Aspas (Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade). que está à frente da pesquisa sobre as novas psicopatologias. transformou-se em mania de trabalho. Este era o pecado da gula. Márcia . É preciso preencher um vazio existencial e afetivo. explica que o indivíduo contemporâneo obedece essencialmente a ordens externas. Não resistir ao apelo de uma caixa de bombons importados.Leia o texto a seguir e responda às questões. Vivemos sob a moralidade dos mandados. São ordens que devem ser obedecidas. todos à sua volta. Para o antigo pecado capital da avareza. “Pecados do Século XXI As versões modernas para a luxúria. estão sendo determinados pelo(a): a) conflito interno entre ceder ou não à tentação. Esta é a ameaça. (. que já não deseja ser o outro. a preguiça e a gula. consumo. c) Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade. d) a modernidade se caracteriza por ser um paraíso. relatando suas conclusões. a inveja. a avareza. – Este vazio na alma dá origem a condutas compulsivas para preencher este vazio afetivo com dinheiro. um superego. A criativa preguiça. 16/05/99. tão elogiada pelos defensores da vida contemplativa. irreal. e) sensação de um vazio existencial e afetivo. UFR-RJ No texto “Pecados do século XXI”. imagens de jornais. à qual o artigo se refere. d) determinação de alcançar o paraíso celeste. gula. praticamente superado por uma legião de mulheres que buscam um corpo cada vez mais magro e mais jovem. b) compulsão cada vez maior pela vida interior. UFR-RJ Os valores dos indivíduos contemporâneos.. avareza. roupas. d) refletir sobre a natureza do código lingüístico. temos hoje o seu avesso: o consumismo desenfreado e compulsivo do perdulário contemporâneo.O Globo. sob pena de exclusão do sistema. bebida ou drogas pesadas. e) elaborar uma mensagem rica em musicalidade e figuras de linguagem. orgulho e luxúria – adquiriram novas versões neste final de século. atesta que: a) o homem contemporâneo se empenha em mudar os valores do século passado. 41 101.. A maioria movida a compulsões por trabalho. portanto. ironiza e ridiculariza estes desafetos. enquanto suas demandas internas caem no vazio e dão origem às compulsões: – O paraíso atual é obrigatório. O orgulho está em baixa. e) as novas versões para os sete pecados capitais apenas se explicam no campo do imaginário. Quem tem ódio do Governo. Não há mais a moralidade do pecado. bem como sobre sua relevância na caracterização do homem do século XXI. que levava homens e mulheres a pensar ou a fazer sexo em excesso. o orgulho. Vivemos hoje como se cada indivíduo fosse apenas um conjunto de leis. preguiça. adotada por ídolos do esporte. b) a grande ameaça da sociedade está na subversão dos valores individuais. é hoje um hábito do telespectador: o voyeurismo. trabalho.Interpretação de texto I Avançar .. 102.. se possível. sem noção de valores materiais. segundo o texto. valores de uma sociedade que trocou a existência natural pelo acúmulo de sensações e de bens materiais. Os setes pecados capitais do cristianismo – inveja. c) a punição da modernidade é a exclusão do sistema. UFR-RJ A pesquisa do psicanalista Eduardo Losicer. É a nova versão do invejoso. sucesso.) O psicanalista Eduardo Losicer. O pecado da luxúria. o autor pretende: a) expressar suas opiniões pessoais sobre a pesquisa desenvolvida pelo psicanalista Eduardo Losicer. c) informar o receptor (leitor) sobre o trabalho do psicanalista Eduardo Losicer.. executivos de empresas e apresentadores de TV. mas ter tudo e. equivalente ao inferno. do time rival ou do parceiro que lhe deu um fora debocha.. prazeres e lucro. Não há possibilidade de escolha entre o céu e o inferno. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .) todo mundo sabe que hoje em dia é fundamental se autopromover.. a ira. b) levar o receptor (leitor) a rejeitar as opiniões do pesquisador Eduardo Losicer. 103. ira. (. encobre um sujeito dissimulado que cumpre um papel preestabelecido. para quem o que importa não é ser alguém.. cinema e TV. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação.

em vez de ter oferecido ajuda concreta. 26 de abril de 2000. a soma das alternativas corretas. Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP). crianças como Roberto se dão bem praticamente só com crianças problemáticas. protesta a psicóloga. Esse pequeno gesto revela um talento para o relacionamento. uma aptidão emocional essencial para a preservação de relacionamentos estreitos. a partir do excerto exposto acima. machuca o joelho e começa a chorar. 32. para o autor. e só ele tentou oferecer algum consolo. Seu objetivo é envolver os psicólogos numa espécie de compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos.” Veja. Univali-SC “Guerra ao preconceito Psicóloga diz que sociedade precisa respeitar os gays. do texto “Rudimentos em Inteligência Social”. o relacionamento que Roberto estabeleceu com o coleguinha ferido indicou uma preocupação que foi altruísta. seja no casamento. crianças como Roberto conseguem detectar e intuir sentimentos. Parece que é extraordinariamente capaz de reconhecer os sentimentos dos coleguinhas de brincadeiras e de estabelecer rápidas e suaves ligações com eles. por exemplo. 02. ’É tão absurdo quanto querer criar banheiros especiais para deputados‘. como resposta. a atitude de Roberto não condiz com o esperado pelo coleguinha. motivos e preocupações dos outros. Os psicólogos não têm compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. e) todas as afirmações. gritando: – Eu também machuquei o joelho! Roberto possui uma inteligência interpessoal exemplar. 105. que: 01. ter chamado a professora. p. a atitude de Roberto demonstra que o mesmo não se adapta a algumas brincadeiras e se sente feliz por assim proceder. inserido no Capítulo “A Arte de Viver em Sociedade”. Está(ão) de acordo com o texto: a) a primeira afirmação.104. 42 É possível concluir. 131. 64. diz. Ana Bock tem sido convocada pelas rádios para explicar como e por que isso está ocorrendo na capital da República. Dê. porque centram o problema unicamente em sua própria pessoa. Enquanto diminuem os soluços de José. Roberto curva-se e massageia o próprio joelho. Serão criados banheiros especiais para deputados. Ela está começando a sentir as conseqüências do vespeiro em que está se metendo. III. José tropeça. crianças como Roberto tendem a ser melhores na interpretação de expressões faciais. a paulista Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. Essas aptidões em pré-escolares são os botões de talentos que desabrocham pela vida afora. 08. d) nenhuma das afirmações. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . pois simulou a própria dor. do livro Inteligência Emocional. 04. de Daniel Goleman. com amigos ou numa parceria comercial. Mesmo que não concorde com eles. a preocupação de Roberto com o colega indica o grau elevado de sua inteligência emocional. II. GABARITO Analise as afirmações abaixo: I. c) a terceira afirmação. Poderia. mas os outros continuam a correr – menos Roberto. e adaptado.” Fragmento retirado. Unioeste-PR Leia o texto a seguir: “Rudimentos em Inteligência Social É hora do recreio e um bando de meninos atravessa correndo o gramado. b) a segunda afirmação. que pára. ’O homossexualismo é apenas um dos assuntos que vamos atacar‘. Só ele notou a situação de dor de José. Desde que um deputado distrital de Brasília propôs a criação de banheiros separados para homossexuais (o primeiro deles será inaugurado no próximo mês numa cidade-satélite). Não se trata de uma medida isolada. ainda que o máximo que pudesse fazer fosse esfregar o próprio joelho. Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença.Interpretação de texto I Avançar . 16.

Extraído de Memórias de um Sargento de Milícias. pontualmente. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto abaixo e julgue os itens das questões 107 a 109. depois. Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina. nove dias. Com relação ao texto. responda: “Era esse dia domingo do Espírito Santo. O jovem morreu num bombardeio. c) com o passar do tempo. começava muito antes.”. d) durante a festa havia muita confusão. mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. ( ) O uso de mas. 43 107. para outros amigos. mas quem esse cachorro está esperando?. quebra a seqüência narrativa e inicia o conflito da história.Interpretação de texto I Avançar . cremos. ( ) A personificação do cachorro se concretiza por expressões como: “o olhar ansioso”. ( ) O narrador é onisciente – intruso: conhece todos os eventos e presentifica-se no enunciado. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . mas no coração do cachorro não morreu a esperança”. durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias. Postava-se na esquina. a festa do Espírito Santo é uma das festas prediletas do povo fluminense. voltava ao seu ponto de espera. Uma tarde (era inverno) ele lá ficou. Hoje. Os familiares voltaram-se para outros familiares. chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. para que tivessem lugar as novenas”. ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. ( ) O tempo da narração é o mesmo dos eventos narrados. na maior alegria. afeição são as idéias centrais do texto. Assim que anoitecia. ainda essa festa é motivo de grande agitação. em “Mas eu avisei que o tempo era de guerra. Como todos sabem. 109. o focinho voltado para aquela direção. amizade.” Lygia Fagundes Telles. b) quem nasce no Espírito Santo é chamado de fluminense. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. ( ) Os elementos lá e aquela (última frase do texto) remetem à mesma significação. Cefet-PR Leia o seguinte trecho e. Mas eu avisei que o tempo era de guerra. Tudo em vão. a autora busca maior envolvimento do leitor na narrativa. outros maus. o jovem foi convocado. introduz as personagens na narrativa. a orelha em pé. é correto afirmar que: a) os hábitos antigos é que eram bons. ( ) O tom poético do texto pode ser exemplificado pela metáfora presente em “. A festa não começava no domingo marcado pela folhinha. Casou-se a noiva com um primo. “na maior alegria”. uns bons. houve mudança nos festejos do Espírito Santo. Assim que via o dono. ia correndo ao seu encontro e. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia. o jovem foi convocado. Então. UFMT – Modificada ( ) Com a frase “Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo?”. mesmo que se vão perdendo certos hábitos. ( ) As personagens não são nomeadas porque o narrador quer evidenciar uma idéia mais que uma história em particular. Os amigos. de Manuel Antônio de Almeida. disciplinadamente.. nas expressões “um jovem” e “um cachorro”. como se tivesse um relógio preso à pata. 108. “A disciplina do amor Foi na França.. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido. UFMT ( ) O artigo indefinido. “correr animado”. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram esquecendo do jovem soldado que não voltou. fixo o olhar ansioso naquele único ponto. um pouco antes das seis da tarde. distraí-lo. UFMT – Modificada ( ) O texto pertence ao gênero narrativo. As pessoas estranhavam.. e) as novenas começavam sempre no domingo.106. acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. longe porém está o que agora se passa daquilo que se passava nos tempos a que temos feito remontar os leitores. ( ) A ênfase dada à persistência nas ações do animal contraria a idéia contida no título. todos os dias. ( ) Fidelidade. Quiseram prendê-lo.. ia esperá-lo voltar do trabalho. fazendo a crônica da fidelidade. “era jovem”.

III e IV. 250-1. Uneb-BA Sobre o menino. era uma forma de estar metade protegido pela casa. pode-se afirmar: a) Ele não interage com o mundo real. O menino tinha pavor da leprosa. 111. Tinha um lenço encardido em volta do rosto. III. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e II. mas ficava fascinado pela pontualidade com que ela ia ao portão e apanhava a moedinha que o pai sempre deixava para ela. “A Janela e o Menino (Resumo dos anos mais antigos do passado) A casa tinha um jardim e três janelas que davam para a rua. I. vendo a vida passar. c) inseguro de seu objetivo. O menino gostava. b) I e IV. e) auto-suficiente para definir sua relação com a realidade circundante. “via” e “participava”. c) “envolvido”. passava a leprosa que pedia esmolas. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. Pelas manhãs. “invejava” e “crescesse”. d) O seu caráter questionador leva-o a ser incompreendido por todos. levaria sempre uma merendeira consigo. Os moradores da casa são sistemáticos e conservadores quanto à vida social. IMPRIMIR GABARITO 113. b) A janela tem uma função unilateral em sua existência. 1999. ou em dias especiais. c) passividade. III e IV. o homem que afiava tesouras e facas. ed.Interpretação de texto I Avançar . mas nada tinha a ver com ele. Como a baratinha que encontrou o dinheiro e foi para a janela. Duas ficavam fechadas. e) A sua forma de agir sobre o mundo se modifica quando ele se torna adulto. “continuou” e “esperando”. via passar o leiteiro. só se abriam aos domingos. b) revoltado com a sua condição de aprisionado. tão-somente no seu caráter externo. imaginava o que elas continham. quando crescesse. ele gostava de ficar ali.Texto para as questões de 110 a 113. Uneb-BA Identifique as afirmativas verdadeiras referentes ao primeiro parágrafo do texto. d) “tinha”. À tarde. O menino descobriu a janela e a escolheu como seu lugar predileto. 44 110. Uneb-BA A expressão “vendo a vida passar”. como as estrelinhas de São João. b) “protegido”. metade envolvido com o mundo. a lata que servia de fogareiro despejando fagulhas. A alternância de hábitos dentro da casa é proporcionada por acontecimentos de rotina. e) II. In: Os anos mais antigos do passado – crônicas. d) imprudente na escolha da realidade a ser observada. b) alienação. Voltar Língua Portuguesa . 3. O narrador restringe a utilidade de duas das três janelas. 112. Na tradução do relacionamento do menino com o mundo. II. os termos que semanticamente se aproximam são: a) “descobriu”. Ao meio-dia. A outra dava para um aposento que era uma espécie de hall. IV. Uneb-BA No segundo parágrafo. passava o sorveteiro. Podia ficar ali. esperando a hora em que avisassem que era tarde e o chamassem para dentro. não era sombrio como a outra sala que só se abria quando havia visitas. ele sabia de tudo. p. “imaginava” e “levaria”. e) comprometimento. Era da janela que o menino via o mundo e dele participava sem se contaminar. À noite. do bonde que cortara a perna do seu Almeida. mas continuou na janela. do homem que deu um tiro na mulher que o traíra. e) “fascinado”. Um dia o menino cresceu. d) I. passava o moleque vendendo amendoim torradinho. ou quando alguma coisa de extraordinário acontecia no mundo ou dentro da própria casa. A casa focalizada é apresentada como uma realidade física. em relação ao menino.” CONY. d) deslumbramento. Um dia. dos mascarados do Carnaval. Carlos Heitor. c) A violência da rua acaba inviabilizando a sua vida de reclusão. o menino mostra-se: a) realista quanto a seu futuro. Da janela. os outros meninos que iam para a escola levando merendeiras – ele invejava as merendeiras dos outros meninos. quando todos começavam a ir para a cama. numa reentrância da grade. c) II e III. mas tinha medo da rua. escondendo o nariz deformado. ao escolher o seu espaço. “gostava” e “cresceu”. revela: a) medo. da carrocinha de cachorro.

ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos: são as chamadas disciplinas técnicas. Campinas: Mercado de Letras. d) I e II. mas também as primeiras dispensas quando os “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações do sistema de produção. O resto. Linguagem e ensino. que mais lhe interessam. Unifor-CE A coesão do segundo parágrafo decorre: a) do uso de reticências. o resto é apenas um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver: passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades” para satisfazer exigências formais de uma formação que se quer técnica. no mínimo menos perigoso. b) II. c) exposição descritiva de idéias. Profissional especializado. o texto organiza-se como: a) simples narração de fatos. c) III. p.Interpretação de texto I Avançar . ora premido pelas circunstâncias imediatas da vida. Tecnologia X Humanismo. 1996. a mão-de-obra nãoespecializada sofre não só os baixos salários. atualmente. 117-8. As condições oferecidas pelas escolas técnicas não correspondem às expectativas do estudante. Afinal. O texto deixa em aberto a questão da integração entre formação técnica e formação humanística. d) da freqüência de preposições. busca cursos oferecidos pelas escolas técnicas. Unifor-CE I. o cidadão. ora movido pelos sonhos do mercado: uma vez profissional. e) descrição argumentativa. de preferência ministradas diretamente nas oficinas. E. Formação técnica X Formação humanística. Unifor-CE Quanto à estrutura. III. e) do emprego de orações reduzidas. João W. Seriam efetivamente formações distintas?” 45 GERALDI. b) da ligação adequada das orações.. entrando para a escola. 114. c) da ausência de conectivos. d) integração descritivo-narrativa. A respeito dos enunciados acima. 115.As questões de números 114 a 116 referem-se ao texto que segue. b) exposição argumentativa de idéias. O avanço atual da tecnologia explica o especial interesse do estudante pelas escolas técnicas. diz-se. “Sobre a formação de técnicos Interessado em se fazer profissional.. está de acordo com o texto o que se afirma somente em: a) I. sonha o estudante de agora com um futuro se não promissor. 116. bom. e) II e III. II. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . torna-se mais leve a luta pela sobrevivência em face da “competência técnica” que um curso de formação proporcionaria.

e) 2 e 4. Voltar Língua Portuguesa . disse Brito ao juiz. implicam com sua maneira de falar. os trajes nem sempre asseados. U. 46 ‘Para dar-nos a conhecer os pensamentos e as palavras de personagens reais ou fictícios. exercitar o diálogo. 118. ’E desconhecia que a resposta implicaria gastos públicos. c) 1 e 2. só vêem o erro e não os acertos. Educar é trazer para fora as possibilidades existentes na criança e no adolescente. Pais e educadores estão redescobrindo a dimensão educativa de uma palavra antipática e necessária: não! Ainda é recente o grito de libertação: É proibido proibir! No entanto. criam-se distorções. de trajar e com suas amizades. hoje e sempre – implica conjugar liberdade e responsabilidade. não entendem seus problemas e tratamos como crianças diante dos amigos.” Missão Jovem.Interpretação de texto I Avançar . C1. ao Ensino Fundamental e Ensino Médio. d) “Exercitar o diálogo” subentende-se discutir o problema entre duas pessoas. são agressivos. são pais que optam por uma educação mais conservadora. mas apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura. discurso indireto e discurso indireto livre. horários e deveres. Os filhos. IMPRIMIR b) “Uma educação mais conservadora” significa mais proibições. estão sempre de mau humor. Univali-SC “A hora de dizer não Há quem afirme que a atual geração de filhos vem recebendo dos pais uma educação mais conservadora do que estes receberam dos avós. disse que recebeu autorização de Pitta para responder às reportagens que tratavam da não aplicação dos 30% em Educação. Educar é. Paulo. Henrique Nunes. para que o jovem forme seu caráter e suas convicções. sobretudo. como autor da nota. existe quase um consenso: é preciso proibir.. Educação – ontem. apesar de subscrevê-lo. Nunes teria ditado o texto para Brito que. b) 2 e 3. São estes pais que reclamam dos filhos: eles não aceitam ouvir um “não”. Educar é ensinar que existem limites. que pregavam o amor livre. Implica amor e firmeza.‘” O Estado de S. não interessou-se em saber onde seria publicado. nem quanto custaria.’ No texto. só sabem dar broncas e impor regras. passam horas falando ao telefone ou na Internet. Porque experientes. não sabem o que querem. os pais conhecem os erros que eles mesmos cometeram e querem evitar que isso aconteça aos filhos.117. Alfenas-MG “Brito. por sua vez. estão sempre desafiando os limites. agosto de 1999. Os jovens libertários da década de 70. o repórter fez uso do discurso direto nos períodos: a) 1 e 4. ’Eu não sabia de que maneira isso seria feito‘. reclamam dos pais: os pais não confiam neles. em seu depoimento. e) Só liberdade e só responsabilidade produzem jovens mais livres e responsáveis. Quando apenas um dos termos vale. a desobediência civil e o consumo de drogas. GABARITO Deduz-se do texto que: a) “É proibido proibir” era o grito de libertação dos jovens da década de 70. Educar é também conceder liberdade. c) “Educação” diz respeito à Educação Infantil. hoje. Mas isto deve ser progressivo.. 30/1/98. dispõe o narrador de três moldes lingüisticos diversos conhecidos pelos nomes de discurso direto. d) 3 e 4.

47 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. quando começou a levar porrada de tudo quanto é lado.Interpretação de texto I Avançar . depois a gente seca com o secador da sua mãe e coloca na casinha dele no quintal. O doido comprou um pastor alemão. o assassino confesso. Eram dois vizinhos. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. escorraçar o animal. diziam as crianças. na semana passada. o animal desconfiado que tem dentro de nós. Notam o alarido e os gritos das crianças. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. No domingo. 22/04/98. meu Deus? – E agora? A primeira providência foi bater no cachorro. Simplesmente genial. O ser humano. mas era infalível. Sim. desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos.. E parece que o dono do cachorro tinha razão. que não pensamos duas vezes. O bandido é o dono do cachorro. Juntos cresceram e amigos ficaram.. Isso na sexta-feira. – O que tem o coelho? – Morreu! – Todos: – Morreu? Inda hoje de tarde parecia tão bem. Lembrou? Agora pintou uma nova. – Já pensaram como vão ficar as crianças? – Cala a boca! Não se sabe exatamente de quem foi a idéia. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido. bairro de classe média alta em São Paulo. lambendo as pancadas. Até perfume colocaram no falecido.. – Morreu na sexta-feira! – Na sexta? Foi. O meu pastor é filhote.. Ficou lindo. Parecia que tinha visto um fantasma. o protagonista da história. Julgamos os outros pela aparência.. só podia dar nisso. 120 e 121. E o homem continua achando que um banho. nós mesmos. lívido. Coitados de nós.” PRATA. Trazia o coelho entre os dentes. Coitado do dono do cachorro. felizes. parecia vivo. desde sexta-feira. E agora? Todos se olhavam. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. Provavelmente estivesse até chorando. para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. morto. Claro. arrebentado. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. como convém a um coelho cardíaco. Imagina. Quem me contou garante que aconteceu na Granja Viana. Isto é. – De jeito nenhum. Entendo de bicho. Coitado do cachorro. As crianças. Descobriram! Não deram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta. Mário. é claro. Imagina o pobre do cachorro que. quando entra o pastor alemão na cozinha.. “O coelho e o cachorro (fragmento) De vez em quando surgem umas histórias que todos que contam juram ser verdade e até dizem que têm um primo que conheceu a vizinha da sobrinha da pessoa com a qual aconteceu. assim fizeram. sujo de terra e.Texto para as questões 119. Vão crescer juntos. Para nós o cachorro é o irracional. Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. Depois de muito farejar descobre o corpo. assustado. Maquiada. Quase mataram o cachorro.) O personagem que mais me cativa nesta história toda. O cachorro é o herói. animais racionais. o coelho. Papo de vizinho: – Mas ele vai comer o meu coelho. O cachorro rosnando lá fora. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. deixar ele bem limpinho. Enterrado. A mais célebre é aquela do sapatinho vermelho da sogra que desliza debaixo do banco do carro. Problema nenhum. E agora. o dono do cachorro e a família tomavam um lanche. – O vizinho estava certo. procurava em vão pelo amigo de infância. Como o coelho não estava muito estraçalhado. é o cachorro. pegar amizade. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. todo imundo. O coelho. – O que foi? Que cara é essa? – O coelho. Antes de a gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal! (. Morto. com as perninhas cruzadas. E lá foi colocado. Vamos dar um banho no coelho. Pasmo. Branco. de tardinha....

O bom-humor e a disposição podem ser autênticos. a) Cite a modalidade predominante no texto de Mário Prata. costuma haver um final moralizante. reforma de prédios.” Isto é. Identifique o antagonista. 123. b) Transcreva dos três últimos parágrafos do texto uma frase completa que justifique a resposta anterior. descritiva – uma delas apresenta estrutura com enredo e personagens. As entidades colocarão em prática a lei. 120. hotéis. c) descritivo. d) épico. Nas fábulas. os conselhos estão preparados para fiscalizar a aplicação da lei. substituindo os termos sublinhados por outros do padrão mais formal da língua: a) “Agora pintou uma nova”. de 1998.” O Estado de S. o critério de julgamento utilizado pelos seres humanos. Norte Fluminense-RJ Entre as modalidades discursivas – dissertativa. Mais. U. b) Bom-humor é uma das características de todos os professores de Educação Física. onde deveriam ter aprendido o que ensinam. p. narrativa. b) “As crianças enterraram ele no fundo do quintal”. os conselhos estão preparados para fiscalizar sua aplicação). até cuidar de meninos de rua ou dos jardins. b) narrativo. que serão obrigados a registrar o profissional como funcionário. mas o conhecimento adequado para preparar a receita da malhação não necessariamente.E. clubes e até condomínios. GABARITO Assinale a alternativa que está de acordo com o texto acima. e) Nova lei regulamenta a profissão de professor de Educação Física. U. A lei vale para clínicas. mas centenas de jovens belos e musculosos que comandam animadíssimas aulas nas academias nunca passaram nem perto de uma faculdade de Educação Física. 3-18. e) de propaganda. c) Há tanta autenticidade na disposição e no bom-humor como no conhecimento para a malhação. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que regulamenta a profissão (só agora. incentivos fiscais para quem recupera patrimônio tombado. 22 de março de 2000. b) O cachorro é o protagonista da história. portanto. no texto. U. 16/05/99. a) Identifique. Excerto (de texto que trata da mudança de localização do Palácio dos Bandeirantes) para a questão 122: 48 “É uma parceria que implica da mudança de zoneamento. Paulo.Interpretação de texto I Avançar . a) Depois de dois anos. U. depois de anos. com uma disposição que parece não terminar nunca e ter sempre à mão – com justificativas científicas – a série ideal de exercícios para deixar o corpo do aluno próximo da perfeição. formado em Educação Física. 121. 122. Alfenas O excerto pode ser considerado como um texto: a) argumentativo. Norte Fluminense-RJ O texto de Mário Prata nos conta uma história em tom de fábula. d) Conselhos Regionais de Educação Física prometem acabar com a ginástica como atividade profissional.119. A partir deste mês.E. Univali-SC “Ordem na malhação Professor de ginástica costuma ser daquelas pessoas eternamente bem-humoradas. Todos os estabelecimentos que tiverem como principal atividade a educação física deverão ser registrados no conselho. Ela estabelece que só poderá trabalhar na área aquele que for registrado no conselho e. A abrangência da legislação vai além dos limites da academia. Deveria ser o requisito básico. Norte Fluminense-RJ O autor utiliza expressões da linguagem coloquial.E. no entanto. Reescreva as passagens abaixo. os Conselhos Regionais e Federal de Educação Física prometem acabar com essa espécie de professor de fachada.

uma rosa molhada. Clarice. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. manda ele pro DIABO QUE O CARREGUE! MORAL DA HISTÓRIA: Aproveite sua vida. ( ) São claros os limites entre eventos vividos e a reflexão sobre eles. a formiguinha trabalhou sem parar. sangue e mel. sem problema! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu grana pra ir a Paris e comprar esta Ferrari? — Imagine você que eu estava cantando em um bar. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. a abelha no quintal.html (com adaptações). GABARITO INSTRUÇÃO: Leia o texto de Clarice Lispector e jugue os itens da questão 125. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. e um produtor gostou da minha voz. UFMT ( ) A apresentação das ações respeita uma ordem cronológica e espacial. as relações semântico-sintáticas estão organizadas de tal forma que a vírgula é desnecessária ( ) Na linha 10. ( ) Considerando que. a formiga é vista como uma trabalhadora-modelo. ( ) O gênero fábula é uma narrativa breve tradicional que apresenta duas características básicas: personificação ou antropomorfismo.Interpretação de texto I Avançar . saiba dosar trabalho e lazer. esse pronome deveria ser substituído por “o”. Voltar Língua Portuguesa . nós já tínhamos tomado banho. quando se pensa que a semana vai morrer. aparentemente submissa. Durante todo o outono. Quando abriu a porta para ver quem era. Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá. Não aproveitou nada do Sol. com um aconchegante casaco de visom. pois mudou a maneira de se enxergar a relação lazer/trabalho. ( ) A personagem é caracterizada por traços realistas visando retratar a realidade brasileira.. escrita por La Fontaine. julgue os itens a seguir. “sempre”. São Paulo. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. último período do texto. Se chovia só eu sabia que era sábado. aproveitou o Sol.. dançou. antes do vento espantado poder recomeçar. sábado de manhã. um preceito ou uma lição de vida. Então. Será que você poderia cuidar da minha toca? — Claro. armazenando comida para o período de inverno. Global. curtiu para valer. e o vento: uma picada. a significação de “o que” está expressa depois dos dois-pontos. o ensinamento principal mudou. ( ) Nas linhas 8 e 9. amiga. ( ) O emprego dado ao pronome “ele”. na semana passada. Seleção de Walnice Galvão. não desperdiçou um minuto sequer. E a cigarra falou para a formiguinha: — Olá. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. mas já não me perguntam mais. UnB-DF “A formiga e a cigarra Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas.geocities. não atende às exigências da escrita culta: para tal. Enquanto isso. pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine. Os melhores contos de Clarice Lispector. passados alguns dias. Em relação ao texto acima. vou passar o inverno em Paris. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. da brisa suave do fim da tarde nem do bate-papo com os amigos ao final do expediente de trabalho. ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra.” LISPECTOR. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. reelaborada. Então eu não digo nada. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana.124. A formiguinha. 1997. entrou em sua singela e aconchegante toca repleta de comida. dentro de uma Ferrari.” 49 Fábula de La Fontaine reelaborada. Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca. nesta versão. tomando uma cervejinha. a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade. não? No Rio de Janeiro. já que dá a animais ou a seres inanimados voz e comportamento similares aos humanos. Tem sido sábado. vejo que é sábado de tarde. fazendo-se o ajuste devido entre o pronome e o verbo. ( ) A modalidade discursiva utilizada é o monólogo interior. sem se preocupar com o inverno que estava por vir. Seu nome era “trabalho” e seu sobrenome. de súbito. cantou durante todo o outono. Era o inverno que estava começando. Domingo de manhã também é a rosa da semana. apesar de usual na língua falada. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. na fábula original. exausta. sim. a amiga deseja algo de lá? —Desejo.com/soho/Atrium/8069/Fabulas/fabula2. verifica-se que. e intenção de transmitir um ensinamento. o rosto inchado. IMPRIMIR 125. A propósito. http://www. começou a esfriar. enquanto a cigarra é considerada como boa-vida.

Nós é que nos oferecemos. entre outras coisas. ao longo de algum tempo. c) 1 e 3. mas “corner” já está perdendo feio para “escanteio”. Há o importador e há o muambeiro. definitivamente. em virtude de irrefreável impulso de submissão. (. e os basbaques foram atrás. no Brasil. 128. 198..)” VERÍSSIMO. Jornal do Brasil. não compliquemos. facilmente. o ciclo da pobreza poderia ser rompido por meio da carreira política. é um sufixo pouco nobre. que o povo acabou por revesti-lo com o que tem de mais particular e íntimo. 3.. 127. Aliás. grande investidor ou latifundiário. O triunfo da língua reflete o triunfo o futebol. 3 e 4. como “corner”. Existem suecos. ( ) De acordo com o texto. b) 1. suecos e ingleses estão para médicos e terapeutas. esporte inglês. no regulamento do atual campeonato. “Se você começou como padeiro. no campeonato nacional. por cúmulo. alguns morfemas funcionariam como indicadores de status. Estão corretos apenas: a) 1. Chamemos o fenômeno por seu nome.. Roberto Pompeu. empresário. 09/12/1998. ingleses e brasileiros. (. nestas terras. “Disputam-se “play-offs”. Eis que agora se tenta entregar o futebol de volta à língua inglesa – e. Não. e) rejeitam influências do inglês europeu sobre o vocabulário do futebol. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. 50 Texto para as questões 127 a 129. referentes às idéias expressas no texto. c) acabaram por subverter. timbaleiro ou seresteiro. como existem médicos. p. Algumas poucas palavras inglesas ainda não caíram em completo desuso. É bobeira mesmo. b) rompem. UFPE Leia os enunciados abaixo. UFMT ( ) Segundo a leitora. mas o “goalkeeper” não o zagueiro. Entrava. caso se recorresse ao par banqueiro/bancário. mas dos Estados Unidos. uma história de triunfo da língua portuguesa. UFPE No texto. atualmente. o basquete.” GABARITO TOLEDO.. CBF. açougueiro ou carvoeiro” – escreve Elza – “as chances são mínimas de acabar como advogado. 126. Luís Fernando. “Play-off” é um termo importado do basquete americano que ultimamente passou a integrar o repertório da crônica esportiva. mas o “back”. e) 2 e 4. assim como brasileiros estão para curandeiros. Seria um caso incurável de carência de colonizador. A Confederação Brasileira de Futebol. ( ) Na opinião da leitora de Veríssimo.Interpretação de texto I Avançar .) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. como no “goal” que virou “gol”. O tema da submissão brasileira à cultura estrangeira foi abordado sob o ponto de vista da prática esportiva. embora um tanto jocoso.. com a cultura colonizadora. a imposição de estrangeirismos no campo do futebol. e com termos emprestados de outro esporte. 4.) Isto se dá quando nem estão nos pedindo nada. 2 e 4. no início era jogado em inglês. A escolha de expressões como “um caso incurável de carência do colonizador” e “é bobeira. A história do futebol. 7/10/95. houve mudanças de atitude do brasileiro em relação ao uso de termos estrangeiros no futebol. ( ) O jornalista apresenta argumentos que contrariam a hipótese levantada pela leitora. que é o idioma. mesmo” confere um tom de repreensão. um dos únicos países do mundo que não tem nada a ver com futebol. Veja. d) retrocederam na sua disposição de incorporar o vocabulário do futebol à língua portuguesa. Entre a assistência e o play-off. ao texto. segundo ela.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 126: “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estanhando que “brasileiro” seja o único adjetivo pátrio conhecido em “eiro” que. 2. d) 2 e 3. terapeutas e curandeiros. Mostra que o futebol se enraizou a tal ponto. em campo não o goleiro. 1. introduzido por ingleses no país. ( ) A teoria da leitora ganharia força. (. há políticos e politiqueiros. O texto demonstra que. é. A aclimatação deu-se às vezes por simples aportuguesamento das palavras. O futebol. não à língua inglesa da Inglaterra. resolveu rotular as finais de “play-offs”. Coube à Confederação Brasileira de Futebol a adaptação dos termos ingleses à língua portuguesa. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes”. o autor admite que os brasileiros: a) reagem contra todo tipo de submissão.

d) a condição do menino é fruto de sua opção existencial. de um semivivo corpo sepultura.129. Amor na minha idéia te retrata. ‘nós’. enquanto a do sujeito poético é resultado de uma imposição circunstancial. no futuro do pretérito.Interpretação de texto I Avançar . a palavra em negrito constitui um recurso de coesão que relaciona o núcleo da expressão a ‘futebol’. indica que o autor preferiu não ser taxativo em sua apreciação. extremoso. c) Em “Seria um caso incurável de carência de colonizador”. b) os dois se mostram desiludidos em face da impossibilidade de amar. tem como referente os brasileiros em geral. Relacionando-se as situações vividas pelo menino do texto de Carlos Heitor Cony e pelo eu-lírico do poema de Tomás Antônio Gonzaga. s/d. Marília de Dirceu. UFPE Assinale a alternativa em que se faz uma afirmação inaceitável em relação aos recursos gramaticais em negrito no texto. o pronome de 1ª pessoa do plural. Movo ligeiro para o vulto os passos: eu beijo a tíbia luz em vez de face. então mais vivamente te diviso: vejo o teu rosto e escuto a tua voz e riso. Tomás Antônio. 127. e) o menino vivencia uma experiência de opressão social. “Nesta triste masmorra. busca. d) O verbo ‘chamar’ encontra-se no modo subjuntivo. ‘mesmo’ foi aí inserido para reforçar a avaliação do autor. São Paulo: Círculo do Livro. o verbo ser. refere-se também ao texto “A Janela e o Menino” (das questões de 110 a 113). indicando que o autor não tem certeza de que a ação possa realizar-se. adoro a tua formosura. Uneb-BA Este exercício. referido anteriormente. já o eu-lírico se sente subjugado pela tirania do amor. c) um e outro sofrem pela incapacidade de romper as barreiras que os isolam do mundo. Quando em meu mal pondero. 51 130. que me cerca e mata. que eu assim resista à dor imensa. e) Na última oração do texto.” GABARITO GONZAGA. inda. p. a) Na expressão ‘outro esporte’. b) Nesse trecho. constata-se que: a) ambos se sentem aprisionados e tristes. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Marília. e aperto sobre o peito em vão os braços.

Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. pode ser identificado em: a) “Já conhecemos nossos governantes” / “Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” b) “Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes” / “a última manifestação transpusera os limites do tolerável. O veículo de publicação das cartas – o jornal – impõe um limite de espaço para os textos. responda às questões de números 131 a 134.Interpretação de texto I Avançar . jamais. UERJ As duas cartas acima são de leitores expressando suas opiniões sobre o episódio de agressão ao governador de São Paulo em manifestação de professores em greve. se é que assim se pode dizer. UERJ Pela leitura da carta de Arthur Costa da Silva. Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem? O ministro da justiça cobrou punição judicial para os agressores. suas capacidades limitadas para soluções e amplas para confusões. UERJ O fragmento que expõe a tese de cada uma das cartas. suas índoles. O que causa espanto é que se tratava de uma manifestação de professores. Em função desse limite de espaço.03/06/2000. 133. outro ataque ao governador Mário Covas. afirmando que a última manifestação transpusera os limites do tolerável. Nada justificará. estamos vivendo? Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” COSTA DA SILVA. d) mostrar solidariedade ao comportamento dos manifestantes. Voltar Língua Portuguesa . 52 131. c) expressão de opinião sem fundamentos desenvolvidos. é possível afirmar que as perguntas nela presentes têm o seguinte significado: a) questionar as atitudes dos políticos brasileiros. É esse o papel de um educador?” ÁVILA. cariocas. Por causa dessa intenção.” IMPRIMIR 134. d) escolha de assunto segundo o interesse do editor do jornal. em 1º de junho. b) construção de comprovações por meio de silogismos. b) iniciar com considerações gerais para contestar opiniões muito difundidas. seus defeitos.” c) “Nada justifica a agressão física” / “Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem?” d) “É esse o papel de um educador” / “Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. a agressão sofrida pelo governador Mário Covas. GABARITO d) empregar estruturas de repetição para reforçar idéias centrais da argumentação. UERJ Em geral. As autoridades e a imprensa nacional têm-se manifestado severamente contra esses atos. respectivamente.03/06/2000. esse tipo de carta no jornal busca convencer os leitores de um dado ponto de vista. O Globo. “O país está chocado com as agressões que os representantes do povo estão sofrendo. c) propor uma reflexão acerca da atitude dos agressores. Nada justifica a agressão física. 132. Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes. b) apontar falhas no discurso de autoridades brasileiras. “Cartas de leitores Já conhecemos nossos governantes e políticos. O vice-presidente da república disse que o governador merece respeito. Concordo. depois um ovo no ministro da saúde e. c) utilizar orações de estruturação negativa para defender a posição de outros. O Globo. por mais digna que fosse a manifestação. é possível verificar que ambas as cartas transcritas se caracterizam por: a) finalizar com perguntas retóricas para expressar sua argumentação. E a situação de extrema violência que nós. seja qual for a manifestação. Marcelo Maciel. Arthur. os dois textos apresentam como traço comum: a) combate a pontos de vista de outros leitores.Com base nos textos abaixo. seja quem for o agredido ou o agressor.

Interpretação de texto I Avançar . b) social e econômica. a adolescência tecida em sonhos e utopias. Estaremos chegando mais perto de nós mesmos? Há uma abissal distância entre o que somos e o que queremos ser. e) política e econômica. os filhos. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população? Melhoraram o transporte público. a realidade desfilar nos ilusórios devaneios de uma telenovela. UFR-RJ Pode-se afirmar que o autor do texto “Ano Novo. Voto é delegação e. os apetrechos eletrônicos que perenizam a criança que ainda existe em nós. a própria humanidade. 01 de janeiro de 1998. c) existencial e política. encharcando-se de bebidas alcoólicas. Por que acelerar tanto. Dentro do coração o medo de quem vive numa cidade que lhe é hostil. b) a sociedade tem buscado a espiritualidade no fim do segundo milênio. o gesto solidário que ameniza a dor de um enfermo. uma vida nova” propõe à sociedade uma renovação: a) política e material. 53 GABARITO 135. Ou a opção de um momento de silêncio. Quanto mais cidadania. Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces. Em volta. livre de pasteurização que nos massifica na mediocridade bovina de quem rumina hábitos mesquinhos. Um apetite do Absoluto e a consciência aguda de nossa finitude. vida nova. pedir colo a Deus e resgatar boas coisas: uma oração em família. e comunicar nossa disposição de cancelar o consumo de seus produtos? Por que não competir mais conosco em busca de melhores índices de virtudes e de valores morais.Leia o texto a seguir e responda às questões de 135 a 138. c) a sociedade deveria procurar “nascer de novo” num plano espiritual. 7. Braços e corações abertos também ao semelhante. as ruas são limpas. uma vida nova Hoje estamos ingressando em 1998. Feliz mulher nova. um travo. Ano Novo. Voltar Língua Portuguesa . Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante. os propósitos altruístas. A começar pelo réveillon. Despir-nos do lobo voraz que na arena competitiva do mercado nos faz estranhos a nós mesmos. d) o homem tem buscado a renovação política com base na democracia. nas atuais circunstâncias. a solidão entre matas. o salário exíguo num pais tão caro. Ano de comemorar 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. a leitura espiritual. governa o povo através de seus representantes e de mobilizações diretas junto ao poder público. No fundo da garganta. Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. como se a vida fosse uma janela da qual contemplamos. “Ano Novo. O Globo. mais democracia. De celebrar dez anos. Olhamos para trás: a infância que resta na memória com sabor de paraíso perdido. a rede educacional. sem projeto. Vontade de remar contra a corrente e. Ano de nova qualidade de vida. mas está condicionado às limitações materiais. no ano que se inicia. e) o homem busca a plenitude. como se a alegria saísse do forno e a felicidade viesse engarrafada. abrir espaço à presença do Inefável. há áreas de lazer? Participamos do debate sobre o uso de verbas públicas? O político em quem votamos teve desempenho satisfatório? Prestou contas de seu mandato? Em política. se teremos de parar no próximo sinal vermelho? Por que não escrever ao patrocinador do programa de violência e de pornografia na TV. na verdadeira democracia. o serviço de saúde. noite após noite. IMPRIMIR 136. enquanto tantos celebram a pós-modernidade. a violência da paisagem urbana e nossa dificuldade de conectar efeitos e causas. os sacolões? Nosso bairro tem um bom sistema sanitário. p. mas se esquece do material. Mergulhar em nós. Feliz homem novo. UFR-RJ O texto é uma dissertação argumentativa que parte da tese de que: a) o homem busca o progresso espiritual. Como se meninos de rua fossem cogumelos espontâneos e não frutos do darwinismo econômico que segrega a maioria pobre e favorece a minoria abastada. um gesto litúrgico.” Frei Beto. de Chico Mendes. Reencontrar. Agora. tolerância é cumplicidade com maracutaias. Aceitar a proposta de Jesus a Nicodemos: nascer de novo. Olhemos a cidade. em vez de competir com o próximo? Ano novo de eleições. em dezembro. abastece o crime ao consumir drogas. da ressurreição de Henfil e. uma oração. apegados à casa. O mesmo executivo que teme o seqüestro e brada contra os bandidos. d) pessoal e financeira. a efusão de espíritos em abraços afetuosos. De menos ansiedade e mais profundidade. em janeiro.

.”: a) Indica a citação da obra “Fausto” escrita pelo poeta do trem.. consiste em: I. inquietas sombras?.). que nada sugere.. III. c) somente a I é correta.” 138. tendo de chorar a morte de um tio e receber-lhe a herança. tolerância é cumplicidade com maracutaias. Sendo assim: a) apenas a afirmativa I está correta.). ninguém sabe o que se passa no interior de um sobrinho. achando que isso resolve a questão.) Ensinar a pensar também não é tão fácil assim. Sair criticando o mundo. ao se libertar de memórias antigas. contestando as teorias do passado forma uma geração de contestadores que nada constrói.” c) “Olhamos para trás: a infância que resta na memória (. GABARITO 140. Não é um curso de lógica nem uma questão de formar uma visão crítica do mundo. Está de acordo com o texto a alternativa: a) I e II são corretas. e as sombras viessem perpassar ligeiras. II. Não.” e) “Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. 16 de fevereiro de 2000. não o do trem.. d) Trata-se de um meio de o poeta do trem se libertar da lembrança de outro poeta.” A “luta terrível” na alma do sobrinho. desistir da herança e chorar a perda do tio. contraste maldito! Aparentemente tudo se recomporia. d) somente a III é correta. Oh. c) apenas a afirmativa III está correta. nem um curso de lógica consegue formar jovens críticos. I. ah! mas então seria chorar duas coisas: o tio e o dinheiro. inquietas sombras?. lamentar a morte do tio e alegrar-se com a herança deixada por ele. UFR-RJ Fica evidente a proposta de sermos sujeitos do nosso tempo em: a) “Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante (. Veja.. e depois responda: “Há dessas lutas terríveis na alma de um homem.Interpretação de texto I Avançar . nada sugere. d) estão corretas as afirmativas I e II. 54 139.” Stephen Kanitz. e) estão corretas as afirmativas I e III. É impossível ensinar a pensar.. amaldiçoar a herança deixada pelo tio e recompor-se da perda o parente. c) Corresponde a uma explicação sobre o valor de uma narração literária.” d) “Em política.” b) “Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces (. extraído de Machado de Assis. e) II e III são corretas.. não constrói. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .137. UFF-RJ “Talvez a narração me desse a ilusão. desistindo o sobrinho do dinheiro herdado. Univali-SC “Volta às aulas (.. Só formar uma visão crítica do mundo não resolve. Leia as afirmações a respeito do texto. e) Trata-se de uma citação de frase empregada anteriormente em obra literária. Cefet-PR Leia o seguinte trecho. II.). b) somente a II é correta. b) Refere-se a um desabafo proferido pelo narrador. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez.” Os dois pontos e o recurso gráfico do itálico no trecho acima permitem-nos a seguinte interpretação da frase “Aí vindes outra vez... Aprender a pensar e a tomar decisões é uma das competências mais importantes para o mundo moderno. de que fala o autor.. como ao poeta. III.. b) apenas a afirmativa II está correta. Minha recomendação ao jovem de hoje é para que se concentre em uma das competências mais importantes para o mundo moderno: aprender a pensar e a tomar decisões.

a seguinte lição: ‘Não há dúvida que as línguas se aumentam e se alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes’. 29/12/1999. isso seria uma tarefa fácil se as pessoas não ficassem tentando imitar o modelo de outras pessoas. É preciso agir com espírito de abertura e criatividade.)” AVENDANO. 19 e 20 de setembro de 1999. está correta a alternativa: a) Certos modos de dizer.141. Jaime. Voltar Língua Portuguesa . porque a América foi incapaz de produzir riquezas novas. sensibilidade e altivez – a inevitável. já em 1873. Nelson Marinho Teixeira. em decorrência do acréscimo de termos estrangeiros e das necessidades dos usos e costumes. Sobre o texto. afirma o gerente de marketing da Karsten e professor do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Santa Catarina (SENAC). Jornal de Santa Catarina. 55 GABARITO A melhor interpretação para o texto é: a) O funcionário deve fazer só o que os outros não querem. Por quê? Simplesmente porque investe no seu marketing pessoal. d) A língua portuguesa. interpenetração cultural que marca o nosso tempo globalizante. marketing pessoal não é tentar passar uma boa imagem daquilo que você não é. Univali-SC “Um investimento que vale a pena Sabe aquele funcionário que está sempre de bom humor. e. e claro que desejável. voltando a valorizá-la e eliminando as contribuições estrangeiras. ‘Se pensarmos bem. não pode parar no século passado. necessita de mudança de humor. e) Pode-se ser tudo usando marketing pessoal. conscientizar a nação de que é preciso agir em prol da língua pátria. para enfrentar – com conhecimento. incentivando os colegas e chamando para si a responsabilidade de determinadas tarefas inclusive aquelas que ninguém se propõe a fazer? Pois é. d) O marketing pessoal deve ser uma preocupação na hora de procurar emprego. a globalização. veremos que a vida é mais simples do que nós a encaramos e. e) É preciso acabar com a complacência que cerca a língua pátria. muitas vezes. com sucesso. só com a abertura a todo e qualquer termo estrangeiro seremos capazes de acompanhar. Jornal de Santa Catarina. gastamos muito tempo em busca de sermos o que não podemos ser’. É preciso inovar. e tentassem descobrir as suas virtudes.. b) As línguas mudam com o passar do tempo e o número de vocábulos aumenta. Álvaro. função etc. argumenta. locuções novas e novas palavras são características do estilo de Machado de Assis. Esse é o único meio de participar de valores culturais globais sem comprometer os locais. ‘Diferente do que muitas pessoas pensam. a qualquer preço. 142.. deixou-nos. Segundo ele. ao abordar o problema da globalização atual na língua pátria. nosso escritor. Machado de Assis. mas passar bem uma imagem daquilo que você realmente é’. assim. esse funcionário está em alta nas empresas que pretendem sobreviver no próximo milênio. c) Investir no marketing pessoal é muito penoso. ‘Cada um deve investir naquilo que faz e que os outros não fazem’. IMPRIMIR b) Deve-se passar a imagem daquilo que se é ao invés de imitar outras pessoas. mas sem xenofobismo ou intolerância de nenhuma espécie. “Protegendo a língua nacional”. CASTRO.Interpretação de texto I Avançar . c) Não é condenável praticar o xenofobismo ou a intolerância de qualquer espécie no que se refere à língua pátria. (. A propósito. Univali-SC “Parece-me que é chegado o momento de romper com tamanha complacência cultural. segundo Machado de Assis.

embora tenha um caráter universal. é possível dizer que o conto popular é um gênero narrativo que desenvolve traços que se repetem em histórias criadas nos mais variados locais e épocas. Suas características composicionais não conhecem fronteiras de tempo nem de lugar. 1994. inclusive aquelas de caráter eminentemente técnico? Se este legado existe. o texto segue o esquema básico introdução – desenvolvimento – conclusão. O texto pode ser classificado como opinativo. 32. portanto. 02. 32. 08. apresenta características composicionais que variam no tempo e no espaço. São Paulo. Em alguns momentos. pode ser associado à(s) seguinte(s) características(s): 01. 08. veja bem. obediência às normas socialmente aprovadas. 02. indiferença às imposições da cultura oficial. 02. desenvolve traços próprios que o distinguem de outros tipos de narrativas. 16. a soma das alternativas corretas. manifestação culturalmente rica. a soma das alternativas corretas. p. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 08. 16. 04. atentamente. Leia. pois isto eliminaria a tendência universalizante das manifestações populares. Trata-se de um texto literário. O conto popular. tendência à universalização. Scipione. como resposta. nascida de modo espontâneo e totalmente indiferente a tudo que seja imposto pela cultura oficial. Popular é. Quanto à estruturação formal. pois discorre sobre o conto popular. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu e continua exercendo sobre a literatura e as outras manifestações artísticas e culturais. Talvez você mesmo pense assim. visto que a autora apresenta seus próprios pontos de vista sobre o assunto. 56 143. Quer dizer. possui um caráter eminentemente regional. Também não pode ser entendido como sinônimo de regional. como resposta. caráter espontâneo. se assim fosse. tal como aparece no texto. Geralmente se entende por popular um tipo de criação rústica. todo o texto antes de resolvê-las: “A importância do conto popular em nossa cultura é tão forte que precisamos ter muito claro o que se deve entender por popular. sobrevive até hoje apenas por força da transmissão oral. apresenta um modo narrativo que o singulariza diante de outros tipos de narrativas. como resposta. mas também em caracterizar o termo popular. Elas estão acima de qualquer tipo de aprovação social. UFMS Em relação ao texto lido. é correto afirmar: 01. já que se trata de uma criação coletiva. é porque a cultura popular é algo muito mais rico do que podemos imaginar. Literatura e redação. Dê. 04. 04. Irene. caracterizada pela simplicidade e pobreza expressiva. Mas. 145. a autora estabelece uma interlocução com o leitor. O texto utiliza uma linguagem informal. uma manifestação cultural de caráter universal. 16. criação rústica. não pode ser considerado como um gênero literário devido a sua simplicidade e pobreza expressiva.Interpretação de texto I Avançar . 32. A autora se preocupa não apenas em definir o conto popular enquanto gênero narrativo. Com isso. a soma das alternativas corretas. 144. Dê. as criações populares não conhecem normas nem limites. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que completa(m) corretamente a frase: O conto popular é um gênero narrativo que: 01.As questões de 143 a 145 baseiam-se no texto abaixo. não se prende a um autor específico. quando se trata de estudar gêneros literários.” MACHADO. Dê. UFMS O termo popular. seja uma criação coletiva e tenha vivido muito tempo graças à transmissão oral. 28. próxima da variante popular.

de acordo com a leitura. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. p. 18 de nov. ( ) A concessão dos direitos civis à mulher enquadra-se no âmbito dos direitos humanos. seu cinema. como a realização dos postulados da justiça social’. Colômbia. Outra é a receptividade. E vire in. que determina o prestígio de uma língua sobre as outras. ( ) A Organização dos Estados Americanos foi criada especificamente para proteger os direitos fundamentais do homem.. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. É isso. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. Peça help. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. printar e startar é meramente semântico. Nós.) Hoje aportuguesamos termos que nem sonhavam figurar no Aurélio. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. ( ) As expressões “se tornou out” e “vire in” significam respectivamente “estar por fora” e “ficar por dentro”. cuja Carta proclama os “direitos fundamentais da pessoa humana” como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. O inglês avançou nas nossas fronteiras porque é falado pela maior potência do planeta. Dad. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito.Texto para a questão 146. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. (.E. conseqüentemente. Revista Exame. O que vem de fora é melhor. 1998. que vende como ninguém sua música. ( ) Infere-se do texto que os direitos da mulher estão dissociados dos direitos do homem. sua televisão. sua tecnologia e o american way of life. já dizia Gláuber Rocha. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 147 e 148: “Invasão de língua estrangeira tem várias razões.“ SQUARISI. Superior de Brasília-DF Julgue os itens a seguir. ( ) O léxico do português brasileiro tem sido ampliado pela entrada e acomodação de estrangeirismos. temos complexo de vira-lata. Quem não aderiu se tornou out.. sua literatura. Uma é o prestígio. e não econômica. compreensão e interpretação textuais. GABARITO 147. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. 170. Além disso.Interpretação de texto I Avançar . Printar expulsou o imprimir. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. Que corra atrás do prejuízo.” 57 146. UFMT – Modificada ( ) Dizer que os brasileiros têm complexo de vira-lata significa dizer que eles sofrem de xenofobia. Deletar tomou a vez do velho apagar. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. Startar cassou o começar. no livre exercício de suas próprias soberanias. A informática serve de exemplo. IMPRIMIR 148. 1948). é a ascendência cultural. UFMT ( ) O aportuguesamento do vocabulário da informática em deletar. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão mas também’ com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. Voltar Língua Portuguesa . ( ) As obrigações do Estado não se limitam ao campo da cidadania. ( ) Segundo Squarisi. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. ( ) O preconceito sexual ou religioso enquadra-se no campo das liberdades políticas. I.

. mas quem digo que vos valha? Valha-vos ser um zote. mas ela vos sangrou na veia d’arca. qual uma harpia. não só no léxico como também na sintaxe. e saístes do intento tosqueado. ontem um passa-aqui do Arcebispo! (. e) A linguagem dos dois textos apresenta pontos em comum.” SOUSA. que quem ousadamente se adianta em vez de tosquear fica em pêlo? Intentastes sangrar toda a comarca. que é título de zotes ordinário. nem outro perigo que veja diante. e sem sustento. e tendo tão larguíssimas orelhas. b) O poema de Oswald de Andrade ilustra um procedimento comum aos nossos modernistas de primeira hora. o de tomar a literatura quinhentista como fonte de inspiração temática e formal. já no texto II. Oswald de. o poeta busca resgatar a língua original do Brasilcolônia. e o segundo. e um canalha: mixelo hoje de chispo.Interpretação de texto I Avançar . e os portugueses preguiça. conhecido por ser muito ambicioso Reverendo vigário..)” IMPRIMIR MATOS. 171-2. (.. qual alternativa é incorreta? a) O texto de Gabriel de Sousa utiliza o recurso da comparação para dar conta da realidade com que se defronta na terra ultramarina e transmiti-la aos europeus.. com o título de seu poema. c) É inegável o tom jocoso e irônico de Oswald de Andrade ao fazer. Gleise F. heis de buscar a dente qual jumento erva para o jantar. seduzir. Voltar Língua Portuguesa . 1996. de.) e são estes animais tão vagarosos que posto um ao pé de uma árvore. uma alusão à suposta preguiça do brasileiro. Salvador: EDUFBA. fogem vossas ovelhas de vós. não vos cai em capelo o que o provérbio tantas vezes canta. recém-descoberta. Tratado Descritivo do Brasil. frio. Valha-vos. pois ficando faminto.. d) No texto I. MENDES. não chega ao meio dela desde pela manhã até as vésperas. pois os filhos tratais com tal crueza que os comeis. 58 Sobre os textos I e II. que o faça mover uma hora mais que outra. nome certo mui acomodado a este animal. 1587.149. Gregório de. o objetivo é ressaltar as peculiaridades da terra tropical. Sois tão grande velhaco. Mas a intenção era diversa: o primeiro queria encantar. paradisíaca. parodiar. 150..). que a pura excomunhão meteis no saco: já diz a freguesia que tendes de Saturno a natureza. e roubais. Texto II “Festa da Raça Hu certo animal se acha também nestas partes A que chamam Preguiça Tem hua guedelha grande no toutiço E se move com passos tam vagorosos Que ainda que ande quinze dias aturado Não vencerá a distância de hu tiro de pedra” ANDRADE. e para a ceia (. como sendo tão bobo. UFPE Texto I “Capítulo CVII (em que se declara que bicho é o que se chama preguiça): Nestes matos se cria um animal mui estranho. Uneb-BA GABARITO Texto I “A um vigário de certa freguesia. In: Senhora Dona Bahia – Poesia Satírica de Gregório de Matos. pois não há fome. Poesias Reunidas. a que os índios chamam “aí”. fogo. água. p. calma. como se fosseis voraz lobo? Quisestes tosquear o vosso gado. Gabriel S. Org.

mas eu pensava que o senhor era muito menos queimado. Rio de Janeiro: Ediouro. que era Cristo. Se lá carrascos foram – cá mártires morreram. Auto da Compadecida. (.. porque quanto mais alta é a função. A hidra escura e vil da vil Teocracia. não. Com que autoridade está repreendendo os outros? Você foi um bispo indigno de minha Igreja.. Que a maldição vos lance a pena do Gaulês Tendo por tinta a borra das caldeiras de pez. Sou. pois vão ser julgados. Se aqui houve fogueiras – eles nelas sofreram.. In: Poesias completas de Castro Alves.. Ariano. de Senhor. É justo!. Loiola – aqui foi Nóbrega.Texto II “Jesuítas e Frades Que o mundo antigo s’erga e lance a maldição Sobre vós. Você estava mais espantado do que ele e escondeu essa admiração por prudência mundana. 146-8. p. 1972. de Deus... é Manuel. o azeite... mas você pode me chamar também de Jesus. Se aqui houve selvagens – eles os educaram. a gemer Galileu.. Na fogueira Grandier. Que direito tem você de repreender João porque falou comigo com certa intimidade? João foi um pobre em vida e provou sua sinceridade exibindo seu pensamento.” SUASSUNA. JOÃO GRILO Apesar de ser um sertanejo pobre e amarelo. não é lhe faltando com o respeito não.. autoritário. ed. soberbo. MANUEL Foi isso mesmo. O tempo da mentira já passou. Não quero faltar com o respeito a uma pessoa tão importante. santificando-se através dela. p.. Lisboa.. Rio de Janeiro: Agir. De mil autos-da-fé o fumo enchendo o céu. Castro. atrevido. com o braço ocultando os olhos. de costas. 1995. Colombo a soluçar. por quê? JOÃO GRILO Porque. Sevilha e Nantes na tortura. o Leão de Judá. Muita oportunidade teve de exercer sua autoridade. 9 ed. Em vez de Inquisidor – tivemos a vedeta. Tours. JOÃO GRILO Aquele Jesus a quem chamavam Cristo? JESUS A quem chamavam. sinto perfeitamente que estou diante de uma grande figura. pode me chamar de Jesus.Interpretação de texto I Avançar .. Seu tempo já passou. 59 IMPRIMIR Texto III “ENCOURADO. BISPO Cale-se.. porque pensa que assim pode se persuadir de que sou somente homem. (Coleção Prestígio). Ele gosta de me chamar Manuel ou Emanuel. GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. O Santo Ofício. as provas. Que o Germano a sangrar maldiz em feros hinos. mas se não me engano aquele sujeito acaba de chamar o senhor de Manuel.. 17. João Huss na sepultura. mundano. Levantem-se todos.. Sua obrigação era ser humilde. MANUEL Cale-se você. Arbues – foi Anchieta!” ALVES.. João. a gemonia. grande grito. Quem é? É Manuel? MANUEL Sim. Esse é um de meus nomes. mais generosidade e virtude requer. 145-6.) Oh! não! Mil vezes não! O poeta Americano Vos deve sepultar no verso soberano – Pano negro que tem por lágrimas de prata As lágrimas que a Musa inspirada desata!!! Se aqui houve cativos – eles os libertaram. se quiser. remembrando a negra Inquisição. o Filho de Davi. Mas você.

e que apenas conserva o hábito externo. senhor. mal comparando. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e esta lacuna é tudo. a ação do representante terreno do clero é voltada para a defesa de valores essencialmente cristãos. Depois. c) O julgamento sobre a vida antiga não é o mesmo que o narrador tinha. a fisionomia é diferente. expressa no fragmento acima. d) O narrador. conservo alguma recordação doce e feiticeira. mas falto eu mesmo. como se diz nas autópsias. em determinado momento de sua vida. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. e as sombras viessem perpassar ligeiras. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. se o rosto é igual. e) II. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. c) I. vida diferente não quer dizer vida pior. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. 1. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e V. IV e VI. como ao poeta. Os Textos I e III apresentam um ponto em comum: um enfoque crítico do comportamento dos representantes do clero. Ora. na época em que antigamente vivia. conclui-se que: a) A narrativa é feita a partir das mesmas idéias sobre si que o narrador possuía no momento mesmo em que os episódios da vida antiga ocorreram. 60 GABARITO “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida. ignorando o ponto de vista do momento em que o texto é escrito. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. Em tudo. e. mas não a mim. e restaurar na velhice a adolescência. Texto para as questões 151. como todos os documentos falsos. Rio de Janeiro: José Aguilar 1971. v. jardinar e ler. e) A análise dos encantos da vida antiga parte dos mesmos pressupostos que o narrador tinha. 152 e 153. de memória. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. V. filosofia e política acudiram-me. mas não me acudiram as forças necessárias. pretende reconstituir os eventos ocorridos em seu passado.. O que aqui está é.” Em relação à posição do narrador. b) II e III. pegasse da pena e contasse alguns. 810-11. I. Capítulo II. Quanto às amigas. No Texto I. como bem e não durmo mal. embora de épocas diferentes. pensei em fazer uma História dos subúrbios menos seca que as memórias do padre Luís Gonçalves dos Santos relativas à cidade. O mais do tempo é gasto em hortar. No Texto II. IV e V. Dom Casmurro. não consegui recompor o que foi nem o que fui. Tanto no Texto I quanto no II.Interpretação de texto I Avançar . Machado de. evidencia-se uma crítica à hipocrisia religiosa. não o do trem. IV. UFF-RJ “A certos respeitos. pouco apareço e menos falo. e.” ASSIS. mas exigia documentos e datas como preliminares. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. A certos respeitos. III. tal como ocorreram então. esta monotonia acabou por exaurir-me também. Em verdade. e quase todas crêem na mocidade. interrelacionam-se. VI. b) O narrador aspira a uma reconstrução textual do passado. inquietas sombras ?. de suas reais funções. era obra modesta.. o pastor religioso é apresentado como um exemplo de comportamento mundano. d) II.Os três textos. Sobre eles. No Texto III. Distrações raras. conservo alguma recordação doce e feiticeira. III. Quis variar. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. é outra coisa. Duas ou três fariam crer nela aos outros. 151. assim. no tempo em que os eventos narrados ocorreram. Entretanto. e lembrou-me escrever um livro. a ação dos religiosos no continente americano é amaldiçoada devido ao seu caráter opressor. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. tudo árido e longo. o interno não agüenta tinta. e tal freqüência é cansativa. Os amigos que me restam são de data recente. Talvez a narração me desse a ilusão. Jurisprudência. O Texto II evidencia um contraste entre as ações dos religiosos na Europa e na América. II. como tudo cansa. uma vez que focalizam a ação do clero na realidade do Brasil. Pois. distanciando-se. Se só me faltassem os outros. identifique as afirmativas verdadeiras. p. algumas datam de quinze anos. III e VI. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. outras de menos. de memória. vá. Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falarme e a dizer-me que.

mas falto eu mesmo. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. com certo humor. senhor. outras de menos. e quase todas crêem na mocidade. como se diz nas autópsias. e que apenas conserva o hábito externo. e tenta.Interpretação de texto I Avançar . semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. algumas datam de quinze anos. “atar as duas pontas da vida”.” e) “Quanto às amigas. mal comparando. o interno não agüenta tinta. em sua narrativa.” a) b) c) GABARITO d) IMPRIMIR e) Caulos.152. Assinale a Opção em que.” c) “Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. não tem amigos de longa data. O que aqui está é. Só dói quando eu respiro. Identifique o fragmento em que o narrador emprega uma forma lingüística que expressa o leitor a quem se dirige: a) “Pois. a fisionomia é diferente.” b) “Em tudo. vá. percebe-se um certo humor semelhante ao que constitui o texto de Machado de Assis. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. UFF-RJ O narrador do texto pouco aparece e menos fala. não consegui recompor o que foi nem o que fui. e tal freqüência é cansativa. se o rosto é igual. Voltar Língua Portuguesa .” d) “Duas ou três fariam crer nela aos outros. Porto Alegre: L&PM. mas não a mim. sd. como todos os documentos falsos. e esta lacuna é tudo.” 153. através de outra linguagem – o cartum –. UFF-RJ Uma das características da prosa de Machado de Assis é a presença de referências ao leitor de seus textos. sobretudo no seguinte trecho: 61 “Se só me faltassem os outros.

” Carta de Pero Vaz de Caminha in: ROBERTO. UFF-RJ Assinale o fragmento que representa uma retomada modernista da Carta de Pero Vaz de Caminha. (Castro Alves). que nos parecia muito longa. d) “Irás a divertir-te na floresta. que pareciam espelhos de borracha. até agora. que pareciam espelhos de borracha”: associação de imagem com a tampa de um vasilhame de couro. outros traziam três daqueles bicos. p 39-40. 1999.” (Murilo Mendes). Marília. quartejados de cores. porque. nem prata. Pelo sertão nos pareceu. delas brancas. não tínhamos nenhuma vergonha. Senhor me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até a outra ponta que contra o norte vem. a estender olhos. 62 GABARITO Vocabulário: 1. e outros quartejados de escaques. dar-se-á nela tudo. Ali andavam entre eles três ou quatro moças. para transportar água ou vinho. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. E em tal maneira é graciosa que. grandes barreiras. tinham os beiços furados e nos buracos uns espelhos de pau. / Onde canta o sabiá” (Gonçalves Dias). de que nós deste porto houvemos vista. delas vermelhas. no meu braço” (Tomás Antônio Gonzaga) e) “Todos cantam sua terra / Também vou cantar a minha” (Casimiro de Abreu). bem moças e bem gentis. compridos pelas espáduas. “parma”: lisa como a palma da mão. a saber. / sustentada. a) “O Novo Mundo nos músculos / Sente a seiva do porvir”. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. c) “A terra é mui graciosa / Tão fértil eu nunca vi. 3. que recebia o nome de “espelho” por ser feita de madeira polida. que andavam sem eles. é toda praia parma. “chã”: terreno plano. muito chã e muito formosa.Interpretação de texto I Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que. b) “Minha terra tem palmeiras. E alguns. nem lho vimos Porém a terra em si é de muito bons ares. a saber. metade deles da sua própria cor e metade de tintura preta. vista do mar muito grande. a modos de azulada”: é uma tintura feita com o sumo do fruto jenipapo. de as muito bem olharmos. planície. 5. um no meio e os dois nos cabos. como os de Entre Douro e Minho. e suas vergonhas tão altas. Aí andavam outros. Nela. por bem das águas que tem. ao longo do mar. “escaques”: quadrados de cores alternadas como os do tabuleiro de xadrez. 154. Águas são muitas. “Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços. a modos de azulada. Paulo Pereira (org. infindas. Esta terra. 4. nem coisa alguma de metal ou ferro. não podíamos ver senão terra com arvoredos. com cabelos muito pretos. querendo-a aproveitar.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. Rio de Janeiro: Lacerda. “espelhos de pau. não pudemos saber que haja ouro. “tintura preta. 2. nalgumas partes. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. De ponta a ponta. Tem. assim frios e temperados.Texto para as questões 154 e 155.

”. (. 80. dando-lhes títulos novos. p. Poesias reunidas. Estamos às vésperas de uma eleição e o nosso voto pode contribuir decisivamente para que a escola volte a ser a grande solução do Brasil e deixe de ser apenas mais um problema..) O pior é que a responsabilidade da cultura da repetência é atribuída. agora já faz parte de nossa cultura”. “Os altos índices de repetência escolar só não são mais perversos que o conformismo de nossa sociedade com esse absurdo que está presente.155. em algumas experiências. por “como o fracasso na escola passou a ser encarado de forma muito natural. entre as classes mais pobres. dando-lhes novos títulos. a) Para o autor do texto. b) recortar e recriar em versos trechos da carta de Caminha. 156. c) imitar e refazer em prosa a Carta de Caminha criando títulos para as várias seções. respectivamente. advertem os eleitores a respeito do cuidado com a escolha dos seus candidatos. à dedução de que a escola já foi a grande solução do Brasil e de que há necessidade de que não seja mais um problema. o calor e o frio. Oswald de. o problema da repetência será resolvido com vontade política e criatividade por parte do povo brasileiro.” GABARITO Marque a alternativa que não está de acordo com o texto..F. 1978.) A vontade política e a criatividade do povo comprovam. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. via-de-regra. b) A seqüência “o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte de nossa cultura” pode ser substituída. d) As expressões “volte a ser” e “deixe de ser” levam. U.. A verdade é que o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte da nossa cultura. d) reconhecer e retomar a prática romântica. e) O conformismo de nossa sociedade é menos perverso que os altos índices de repetência escolar. que é possível o Brasil mudar esse quadro. c) A expressão “duas grandes vítimas desse monstrengo caótico” remete a termos posteriores a ela.. de modo esmagador. dando títulos nacionalistas às estrofes. criando estrofes simétricas e com títulos. entre as classes sociais mais ricas e. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Pelotas-RS Na imprensa brasileira.Interpretação de texto I Avançar . (. quase sempre às duas grandes vítimas desse monstrengo caótico que virou o ensino brasileiro: a criança e o professor. o sol. de modo significativo. por ocasião das eleições de 1994. sem prejuízo do sentido global. de forma tão natural quanto a chuva. sob o título “Você acha normal que uma criança carente fracasse na escola? Nós não. 5 10 63 O procedimento poético empregado por Oswald de Andrade em seu texto é: a) reconhecer e adotar a métrica parnasiana. UFF-RJ “Pero Vaz Caminha a descoberta Seguimos nosso caminho por este mar de longo Até a oitava da Páscoa Topamos aves E houvemos vista de terra os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam pôr a mão E depois a tomaram como espantados primeiro chá Depois de dançarem Diogo Dias Fez o salto real 15 as meninas da gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito olharmos 20 Não tínhamos nenhuma vergonha” ANDRADE. a UNICEF e a Fundação Odebrecht. e) identificar e recusar os processos de colagem modernistas.

como resposta. Para comer coquinhos. em flagrante. Dê.Interpretação de texto I Avançar . diz Eduardo Ottoni. o macaco-prego só podia mesmo ser um sujeito muito esperto. com força. da mesma forma que o macaco-prego. como o macaco-aranha e o muriqui. Foi isso o que aconteceu em Fernandópolis. e estavam com fome.E. “Eles podem andar sobre duas patas e também são perfeitamente capazes de aprender por observação”. o macaco-prego é o parente mais próximo do homem e pertence a um grupo menos evoluído de primatas. 64 GABARITO IMPRIMIR De acordo com o texto: 01.157. A população da cidade entrou em pânico com uma misteriosa quadrilha que aproveitava a ausência dos moradores para roubar comida. o macaco-aranha e o muriqui são macacos africanos. a primeira palavra que vem à cabeça é o chimpanzé. 04. O apetite insaciável. interior de São Paulo. 16. Duas delas são fisiológicas. ressalta o etólogo Eduardo Ottoni. em fevereiro de 1999. usam uma ferramenta: ajeitam o fruto cuidadosamente numa pedra e jogam uma outra em cima. proporcionalmente maior nesses micos do que nos outros macacos americanos. As razões desse desenvolvimento cognitivo só começaram a ser compreendidas muito recentemente. é marca registrada dos espertos macacos-prego. A sociedade dos micos também é mais democrática que a média. 08. Com relações tão complexas. na sociedade dos macacos-prego não existe a noção de poder e liderança. Tiveram de apelar para o crime. Os coitados haviam sido soltos numa mata na vizinhança da cidade. A primeira é o tamanho do cérebro. Entre os macacos-prego o poder é diluído. o macaco-aranha e o muriqui são espécies de macacos da América. eles mudam a dieta e podem atacar plantações ou mesmo assaltar casas. Os mandachuvas dividem a própria comida com os seus subordinados. A outra é o chamado polegar pseudoopositor. esse macaco africano consegue aprender por observação.72. Ele consegue pescar. da Universidade de São Paulo. sobra tempo para atividades sociais e para cultivar amizades. que dá uma destreza enorme ao animal. 02. Sem precisar disputar o coquinho de cada dia a mordidas. “São os únicos. diferente dos outros primatas. Parente mais próximo do homem. quando a Polícia Florestal prendeu. Voltar Língua Portuguesa . a soma das alternativas corretas.” Superinteressante. As chefias são formadas por até três animais”. U. “Não existe um único líder no bando. p. depois que o zoológico municipal fechou. existem duas razões fisiológicas para o desenvolvimento cognitivo do macaco-prego. eles são capazes de procurar comida nos lugares mais improváveis. o dos macacos do Novo Mundo. Se não houver frutas nem insetos à mão. abrir latas e frutas e escavar a terra movido pelo ímpeto de encontrar comida. aliás. seu prato preferido. Maringá-PR Leia o texto a seguir: “Gênio da selva Apetite favorece a inteligência Quando se fala em bicho inteligente. Apesar da distância. além do homem e do chimpanzé. observa Ottoni. Não é para menos. Onívoros de carteirinha. são muito mais parecidos com seus primos de terceiro grau da África do que com seus conterrâneos. Os outros primatas normalmente se organizam em torno de um macho dominante que controla o abastecimento do grupo. capazes de partilhar alimento”. O caso foi resolvido em março. usar ferramentas e se reconhecer no espelho. Os macacos-pregos pertencem a um grupo menos evoluído de primatas. um bando bem organizado de 55 micos assaltantes. julho/00.

Divergência digo. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. Univali-SC “Maria Maria Maria. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. A este respeito a influência do povo é decisiva. principalmente por parte dos escritores. – não me parece que se deva desprezar. a mulher da canção. locuções novas. não se lêem muito os clássicos no Brasil. o autor se opõe à tácita aceitação de modismos. Texto para as questões 159 e 160. b) A mulher. porém. apenas suporta a dor de viver. ( ) Machado de Assis. Mas se isto é um fato incontestável. Maria. apenas agüenta. propõe a mediação. como são todas as mulheres do planeta. à força de velhas. e) A mulher brasileira. ( ) Machado. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. a lágrima em riso. mas que sabem perfeitamente os clássicos. o capricho e a moda inventam e fazem correr. ( ) Ele é de opinião que se pode muito bem prescindir do conhecimento dos clássicos para se saber corretamente a língua culta. E não vive. Cada tempo tem o seu estilo. desentranhar delas mil riquezas que. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. d) Maria. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. Maria É um dom. é uma combinação de força e resistência. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. entre a tradição e a modernidade. é a cor. não imputa aos literatos tal responsabilidade. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável.” GABARITO 159. Há portanto certos modos de dizer. não se lêem. apesar de defender a preservação da essência lingüística do Português. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. outros há que os adotam por princípio. Uma mulher que merece viver e amar Como outra qualquer do planeta.Interpretação de texto I Avançar . se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. ( ) É notória a sua preferência pelo aristocrático e o tradicional e o seu desprezo pelo popular e o moderno. no texto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A influência popular tem um limite. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. Em geral. ou antes por uma exageração de princípio. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. o que é um mal. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. nem tudo temos os modernos.158. ( ) Conquanto reconheça a necessidade de atualização da língua. simboliza os seres humanos que lutam. Nem tudo tinham os antigos. 65 “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. porque. Feitas as exceções devidas. quando deve chorar. Pelo contrário. representada pela Maria da canção. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. sofrem e resistem à dor de viver. uma certa magia.” Milton Nascimento e Fernando Brandt. e segue sua vida. Uma força que nos alerta. c) Maria. é o suor. em relação à compreensão e à interpretação do texto. Maria É o som. por intermédio dos escritores. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. Maria. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. A opção que melhor sintetiza o trecho da canção é: a) Todas as mulheres merecem ser amadas. em seu texto. É a dose mais forte e lenta De uma gente que ri. transforma a dor em alegria. se fazem novas. AEU-DF Julgue os itens abaixo.

Definamos rapidamente os antecedentes históricos do jagunço. ( ) Evitando o estilo fácil e superficial. por si.” Fragmento I Procuremos.o senhor querendo se procurar. Ia fazendo receios. CUNHA. nem terremotos. Carvalho.160. Fragmento III “E se eu lhe disser que vossa História está toda escrita. em magnífico resumo. do Maranhão à Bahia. Manual de literatura brasileira. julgue se o(s) fragmento(s) acima poderia(m) subsidiar a elaboração de um texto publicitário com a temática apresentada abaixo.) Ali estão dois representantes do clã pastoril.. na face e nas vidas das gentes que hoje se acham no réveillon do Comercial? E se eu vos assegurar que neste clube se agita uma espécie de microcosmo do Rio Grande? (. 158.” SOUZA. 161.. 227. In: Obra completa. o próprio. 626. 13. nem lutas fratricidas. UnB-DF “Um grupo de alunos de uma escola de propaganda e marketing recebeu a tarefa de criar textos publicitários a partir de fragmentos de textos da literatura brasileira. – valorização das idiossincrasias regionais. o imperador do Acre. 1984. – lançamento de uma fábrica brasileira de cigarros. o texto lido pode ser classificado como crônica. p. Sertão. As circunstâncias históricas. que dribla todas as dificuldades com o célebre jeitinho. Rio de Janeiro: Marco Zero. De repente.” GABARITO VERÍSSIMO. ( ) fragmento II ( ) fragmento V ( ) fragmento I e III ( ) fragmento II e IV – integração nacional. por esses lugares. até. Rio de Janeiro: Record. Guimarães. 12ª ed.se diz . identificados abaixo. em grande parte oriundas das circunstâncias físicas. p. os senhores de terras e gados. Para isso. Descemos por umas grotas. prolongando-as até ao nosso tempo. revela-as. nem vulcões. Érico. p. 5ª. ( ) Toda a fundamentação lingüística de Machado é profundamente influenciada pelas premissas saussurianas. no meio de serras de parte-vento e suas mães árvores. originaram diferenças iniciais no enlace das raças. Um aventureiro que assistiu às notas de mil réis acenderem os charutos e confirmou de cabeça que a lenda requentou. após apresentação de uma tese. era o sertão churro. pois desconhece o preconceito racial. porém. Viva o povo brasileiro. p.Interpretação de texto I Avançar . . 1984. Mas. Os sertões.. o autor leva constantemente o leitor à reflexão. o sertão vem. acolhamo-nos ao nosso assunto. – divulgação de qualidades do país com vistas à atração de turistas para a festa de comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil. perfazendo indagação. aonde lá. Márcio. João Ubaldo. ( ) De roupagem metalingüística. Até. E mais! Um povo que convive em amenidade e cortesia. Fragmento IV “Agora estamos fartos de aventuras exóticas e mesmo de adjetivos clássicos e é possível dizer que este foi o último aventureiro exótico da planície. Voltar Língua Portuguesa . festeiro. econômica ou política nacional. Grande sertão: veredas. nem furacões. visto que aqui o preconceito é econômico. 1995. quando a gente não espera. II. Ante o que vimos a formação brasileira do norte é mui diversa da do sul. nem pestes. Apud Sergius Gonzaga. 66 Fragmento II “Quadrante que assim viemos. em que todas as cores e raças se misturam livremente. Depois dele: o turismo multinacional. pela abertura de rodovias. que então vigoravam no Brasil do século XIX. 1989. com sua dialética irresistível. Rio de Janeiro: Nova Aguilar.” RIBEIRO. 1997. A estrada de todos os cotovelos. 3ª ed. um país feliz! E mais! Um povo que nunca enfrentou guerras. um povo prestativo. o grupo escolheu fragmentos que apresentam temáticas e enfoques diferenciados da realidade sociocultural. o mesmo. Inaptos para discriminar as nossas raças nascentes. Fragmento V “E mais! Um país de povo alegre. que o nome não se soubesse. Porto Alegre: Mercado Aberto.” ROSA. em relação à teoria e aos estilos de época na Literatura Brasileira. IMPRIMIR Em cada um dos itens seguintes. A marcha do povoamento. efêmera talvez. Literatura brasileira. de coração bondoso. AEU-DF Julgue os itens que seguem.. ( ) Nele. expõe os elementos que a compõem. O tempo e o vento. Euclides da. p. 162. neste intricado caldeamento a miragem fugitiva de uma sub-raça. Machado de Assis faz um ensaio crítico em que. Apud SANTOS. nunca não encontra. Galvez. porto Alegre: Sulina. Volnir e Adão E. muitos deles descendentes dos primeiros sesmeiros. ed. vol.

” BUCHALLA. o ímpeto da loucura é exclusivo da senilidade. também foi responsável pelo aprendizado dos modernistas. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. sem querer. ( ) Ao apontar os novos como herdeiros. na incauta adolescência.Leia o texto abaixo para responder a questão 41. e) Todas as 400 empresas transnacionais instaladas no Brasil trouxeram seus executivos da matriz. Hoje. Anna Paula. Desde 1990. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. mais de 400 estão instaladas no país. já que aqui não há executivos preparados. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. por sua vez. E assim. essa transferência representa um reforço na filial. é latente a contenda entre novos e velhos poetas. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. “No Brasil. graças à Renault. “roubada” do Rio Grande do Sul. existem colônias de franceses no Paraná. c) As multinacionais empregam executivos estrangeiros. 26/04/2000. AEU-DF-Modificada Julgue os itens abaixo. embora sem querer. Quanto a mim. procurar emprego em nosso país. sem rede de segurança . ( ) Para Mário Quintana. jamais fiz distinção entre uns e outros. ( ) Depreende-se de todo que Quintana não estabelece relação direta entre a qualidade do poeta e sua faixa etária. em relação à compreensão e à interpretação do texto. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. não existe geração espontânea. E. com os espetáculos de circo dos parnasianos. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. em prol do equilíbrio universal. a mudança é um sacolejo completo na vida. além de tudo. deixa subjacente a condição de inferioridade deles em relação aos velhos. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. Quanto a estes. UEMS De acordo com o texto é correto afirmar que: a) Os estrangeiros têm vindo. Os (ainda) chamados modernistas. com a sua livre poética. 162. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. ( ) No primeiro parágrafo diz que a poética parnasiana. Acontece que. por iniciativa própria. em massa. d) As multinacionais transferem executivos da matriz para o Brasil objetivando reforçar sua filial. ressuscitada a cada geração. ( ) Para ele. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. Em São Paulo.” 67 GABARITO 163. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. apesar de equivocada. Tanto de um como de outro grupo etário. Texto para a questão 163.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. entre novos e velhos. Das 500 maiores companhias transnacionais. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. são por natureza os nossos filhos naturais. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. Para os executivos e a família. Veja. Para as companhias.Interpretação de texto I Avançar . nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. b) A Renault construiu uma colônia de franceses no Paraná. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

b) No chão espeta um caniço. No dia seguinte nasce e) Quanto aos bichos.” 68 164. araras e papagaios. IV.. nem biquínis. III. mangueiras. querendo aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. critica de modo disfarçado a visão de Caminha sobre a terra descoberta. tão frios e temperados. Edição Zero. porque.55. Tão fértil eu nunca vi. assim os achávamos como os de lá. a arca. e) III e IV. Tem goiabas. d) II e IV. Banana que nem chuchu. Esmeralda é para os trouxas. árvores. c) Tem goiabas.Textos para a questão 164. papagaios. nem mulatas. cajueiros. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s): a) I. UFPB-PSS A intertextualidade é a relação que ocorre entre dois ou mais textos.. GABARITO 165. Tão fértil eu nunca vi.. p. onças e capivaras. De plumagens mui vistosas. O corpo do texto é uma paráfrase da Carta de Caminha pois: I. nas praias douradas desse novo país. palmeiras. “Ainda não haviam louras. No chão espeta um caniço. Era assim o Brasil de Cabral. Araras. Diamantes tem à vontade. confirma a visão de Caminha sobre a terra descoberta. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ainda haverá?” Texto extraído da revista Rivista. neste tempo de agora. tem-nos muitos. cristalinos e plenos de peixes. Bengala de castão de oiro. verifica-se que Murilo Mendes ironiza a exaltação da terra feita por Caminha. um número sem fim de animais povoavam as selvas e constelações de pássaros enfeitavam os céus sem fumaça do novo mundo descoberto. Fortaleza: Editora RISO. Havia outra raça bronzeada que corria nua pelas matas e florestas e pelo litoral. nem surfistas.Interpretação de texto I Avançar . Reforçai. Águas são muitas e infindas. Essa ironia é traduzida claramente pelo(s) verso(s): a) A terra é mui graciosa. quando for a vez desses meninos? Riachos. melancias. Tem macaco até demais. Texto I “Fragmento da Carta de Pero Vaz de Caminha . Ficarei muito saudoso Se for embora daqui. Vossa perna encanareis. tem-nos muitos. embora escrita no mesmo estilo. Salvo o devido respeito. já quinhentos anos passados. No dia seguinte nasce Bengala de castão de oiro. apesar da leve mudança no estilo. De tal maneira é graciosa que. A gente vai passear. s/d. II e III. Texto para as questões 41 e 42. faz críticas explícitas ao aspecto ufanista da Carta. b) I e III. Como será esse país no futuro. a terra em si. d) Diamantes tem à vontade. rios. Cruzados não faltarão.” Texto II “Carta de Pero Vaz (Murilo Mendes) A terra é mui graciosa. capivaras. mantém o mesmo olhar positivo de Caminha sobre o futuro da terra brasileira. é muito boa de ares. onças. II. Rios e riachos corriam límpidos. c) I. Banana que nem chuchu.. Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. Essa relação pode dar-se em forma de paráfrase ou de paródia. Senhor. como os de Entre-Douro e Minho. UFPB-PSS Após a leitura dos textos I e II. melancias. Quanto aos bichos.

que é de ligação. até o ruim de outrora ganha uma aura mágica. e) IV.Interpretação de texto I Avançar . b) II. corresponde à nossa existência que é o estado transitório. e) ar misterioso. Nessa operação mental. como demonstram os relatos das décadas de 60 e 70. está correto o que se afirma somente em: a) I. Considere as seguintes afirmações a respeito do texto: I. d) I e II. em todo o poema. c) usar a homonímia para causar um efeito humorístico. d) explorar a sinonímia das palavras. no verso 5. “É próprio da natureza humana olhar o passado com melancolia. sentimentos de angústia. estamos mais próximos da morte. O relógio faz pensar na efemeridade de nossa existência na Terra. e não do ser. b) II e IV.” Cassiano Ricardo. Perpassam. é correto afirmar que o autor pretendia: a) dizer que havia muitas índias na terra descoberta. II. Existe um tipo de operação mental capaz de transfigurar os acontecimentos do passado. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a passagem do saudosismo para a mitificação é instantânea. Os relatos das décadas de 60 e 70 limitam-se a um registro dos fatos sociais mais notáveis. b) dizer que Cabral descobriu o caminho que o levaria para as Índias. d) o saudosismo é sentimento característico daqueles que usufruíram de um passado agradável. IV. Unifor-CE A expressão aura mágica denota no texto um: a) passado feliz. A respeito dos enunciados acima. c) halo de encantamento. Os versos 3 e 4 expressam a idéia de que. Desde o instante em que se nasce já se começa a morrer. Em suas reminiscências. III. II. III. Unifor-CE De acordo com o texto: a) as noções de presente. c) os relatos das décadas de 60 e 70 revelam uma nota da melancolia reinante na época. As questões de números 167 e 169 referem-se ao texto abaixo. Cada minuto de vida Nunca é mais. “Ser”. passado e futuro fundem-se simultaneamente na mente humana. 168.166. Entre o saudosismo e a mitificação não há distância. niilismo e revolta. e) usar a paronímia a fim de confundir o leitor.” 69 167. GABARITO 170. b) sentido excepcional. e) o bom e o interessante representam-se como alvo permanente da ambição humana. Está correto o que se afirma apenas em: a) I e III. UFPB-PSS A respeito da manchete: Cabral descobre o caminho das Índias. Unifor-CE I. e) II e III. c) II e III. 169. c) III. nem futuro. b) é tendência própria da natureza humana a visão fantasiosa do passado. d) sentimento saudosista. Ser é apenas uma face Do não ser. Unifenas “O Relógio Diante de coisa tão doída conservemo-nos serenos. d) III e IV. ligado à classificação morfológica do verbo ser. como se o bom e o interessante não tivessem presente. é sempre menos. a cada instante que passa.

sem disfarces. perderemos qualquer vestígio de autoridade e. 173. b) um depoimento verdadeiro. Efetivamente se queimaram alguns livros. realizando atos esquecidos. a polícia. mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas. e) tencionava prender-se aos fatos. como limites à liberdade de expressão. depois de muita hesitação. seria injustiça. como realmente haviam ocorrido. quase impossível. ainda nos podemos mexer. “Resolvo-me a contar. ninguém nos dará crédito. Além disso. b) julgava-se incapaz de colocar num livro os acontecimentos que vivenciara. que o impediria de publicar seu livro. me impediram o trabalho. assim. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade – talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. Não vai aqui falsa modéstia. e) as normas gramaticais e as ações da força policial. Unifor-CE O autor enumera razões que justificam um silêncio de dez anos. com o decorrer do tempo. contra a existência de uma censura prévia. quando formos verazes. ou alguém em quem não se pode confiar. palavras de ordem. e) sem liberdade de criação. d) perdera as anotações que havia feito. casos passados há dez anos – e. Unifor-CE Infere-se do final do texto que: GABARITO a) sempre há pessoas que aceitam a opressão política e se beneficiam dela. Também me afligiu a idéia de jogar no papel criaturas vivas. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. Repugnava-me deformá-las. d) a impossibilidade de escrever com clareza. Entre elas. porém. julgando a matéria superior às minhas forças. com o uso de pseudônimos ou de outros disfarces. antes de começar. 70 171. b) a falta de liberdade política. para publicar suas obras. e a proibição de usar nomes verdadeiros. repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP. 172. Unifor-CE O autor situa num mesmo plano. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos. c) a força policial e a ausência de anotações que sirvam de apoio à narrativa. sem romanceá-los.” Graciliano Ramos. digo os motivos por que silenciei e por que me decido. o escritor é como um cego. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a delegacia de Ordem Política e Social. fazer do livro uma espécie de romance. De fato ele não nos impediu escrever.As questões de números 171 a 173 baseiam-se no texto abaixo. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima. ia-me parecendo cada vez mais difícil. caso o escrevesse. os civis não conseguem fazer-se ouvir pelas autoridades do poder. mas foram raríssimos esses autos-de-fé. c) sentia-se desautorizado a relatar fatos sobre pessoas reais e identificá-las por seu verdadeiro nome. indulgentes ou cegos. d) escrever romances só é possível em determinadas situações políticas. Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos. os hábitos de um decênio de arrocho. é incorreta: a) existia uma censura prévia. redigir esta narrativa. mas nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei. c) numa época de força policial.Interpretação de texto I Avançar . esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. inibe também a capacidade de criação literária. tiradas demagógicas. dar-lhes pseudônimo. como adiante se verá. com os nomes que têm no registro civil. e disto escasso prejuízo veio à produção literária. Voltar Língua Portuguesa . às vezes com louvores de sustentáculos dela. principalmente escrita: IMPRIMIR a) os fatos reais em oposição à invenção literária. enfim. em qualquer época ou lugar. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas e. com intenção de dar veracidade aos fatos. Isto.

considere o poema que segue. b) recorrente na literatura universal. é velha como o mundo. no ritmo lento da natureza. a sobrevivência do bom senso mesmo que o cotovelo doa colocam freios em boa parte das pessoas que dele sofrem – por isso. “Antes de lançares a semente no chão. Voltar Língua Portuguesa . tanto espiritual. A morte é uma atitude extrema. as ruas não estão coalhadas de corpos adúlteros ou apaixonados desprezados. linda. o trai com um amigo. Por fim. (. c) as crianças serão sempre mais felizes e saudáveis se crescerem em contato com a natureza. induz a uma acomodação do homem à rotina diária. paranóico. e as sementes. como nas parábolas sagradas dando de comer aos pássaros ou secando nas pedras. 71 174. d) inerente a qualquer manifestação literária. d) a simplicidade da vida campestre.)” Veja: 14/06/2000. A mulher é honesta. são símbolos do poder divino. e) a árvore é sinônimo de vida. UFSE Infere-se corretamente do poema que: a) os galhos de uma árvore podem simbolizar mais as coisas boas que as más. por aquilo que produz. perigoso. e os ramos benfazejos descendo sobre novos berços.. homens e mulheres mataram (e matam) pelo mesmo motivo: o ciúme. UFR-RJ A narração que dá início ao texto aborda um tema: a) ausente nas obras clássicas. o pastor tocando a sua gaita e a virgem derrubada debaixo da fronde. 175. e o neto do pastor subindo nos galhos à procura dos ninhos escondidos. e) O cultivo da terra garante os alimentos de toda a população. b) A árvore sempre foi e continuará associada à noção da bondade divina. v. no mundo inteiro. familiar e do mundo todo. p.” LIMA. Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas. mata a mulher e se mata. Jorge de. Rio de Janeiro: Aguilar. mesmo aqueles que prejudicam uma plantação comendo as sementes. d) O Bem e o Mal fazem parte da vida. o amigo é sincero. e o Bem e o Mal sempre brotando da árvore. e só por isso. Poesias Completas. mas as tragédias clássicas acabam sendo a melhor tradução para a força destruidora e devastadora desse sentimento. desde os tempos bíblicos. desde que eles estejam floridos. c) A árvore que brota da semente é o símbolo da riqueza material. A tragédia. 57.Para responder às questões de números 174 a 175. no século XVII. GABARITO Texto para as questões 176 e 177. Assim foi descrita magistralmente por William Shakespeare. quanto terrestre. mas o marido só enxerga à sua volta indícios da traição inexistente. b) os pássaros.. no seu cruel desenrolar. o general mouro. simplesmente. para quem é alvo dele. “Ciúme. e) próprio da literatura socialmente engajada. um sentimento insano. transtornado. por elevar seus galhos ao céu. UFSE A idéia central do poema está em: a) Uma semente é a síntese da vida individual. c) cultivado pelas elegias pastoris. ou os cofres que tu vais encher e as coisas que tu vais transformar. doente.Interpretação de texto I Avançar . vê através do pequeno embrião de árvore: a sombra. mata a doce Desdêmona. antes de calculares os lucros da seara. o verniz civilizatório ou. e sempre galhos subindo para a glória de Deus e sempre galhos descendo para a fome da terra. no texto em que Otelo. e antes de somares o valor da jóia que vais dar a tua noiva. Antes dele e depois dele. IMPRIMIR 176. 2. A realidade. insuportável para quem sente e doído. como lidar com esse veneno Marido apaixonado desconfia que a mulher. 1974.

os calouros só precisaram levar 1 quilo de alimento não perecível. a Faculdade de Economia e Administração (FEA) e a PUC. como fizeram os alunos de Odontologia no ano passado. 72 178. b) lembrança.177.Época.Interpretação de texto I Avançar . IMPRIMIR A idéia central do texto é: a) O trote aos calouros deve ser. alunos do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Veiga de Almeida. Voltar Língua Portuguesa . transformaram a recepção em coleta de sangue. USU-RJ O vento só não causa no poeta: a) postura nostálgica em relação ao tempo. e) Os calouros são a favor dos trotes independentemente do tipo.427 bolsas de sangue. (. b) intenso questionamento sobre tempo.. c) desligamento da realidade. 179. Mais estranho: o mundo é redondo. no início do ano. ou recolher lixo nas praias. Escolas como a FGV. Para participar da festa. vagabunda. Protegido no copo de conhaque.. Arrecadou-se mais de 200 quilos. como faca. Em outros estados há iniciativas de trote solidário semelhantes ao da UERJ. 26 de abril de 1999. c) os perigos do verniz civilizatório para o homem. como tema constante das tragédias gregas. e) curiosidade quanto à origem do vento. Marceu . “(minuano) A chuva escorre na vidraça: na rua o vento uiva.) A solução encontrada pela UERJ foi transformar o trote em atividade cívica. gotejante: o vento a corta. e) a importância do século XVII para a literatura brasileira. promoveram o “trote solidário”. d) nasce. c) vento. Há 15 dias. O vento nasce e morre no horizonte: o mundo é redondo. Lembrança – o vento pertence ao campo. E no entanto o tempo passa: Do campo. Em vez de cumprir tarefas vexatórias. O hemocentro de São Paulo recebeu. c) As universidades têm obrigação de criar trotes sociais. b) Há várias maneiras de camuflar o trote tradicional. e) passa. E geme. E no entanto o vento uiva. o vento chega arrefecido na cidade. E sempre prossegue rumo ao norte. GABARITO Há caminhos suaves para abolir o trote violento. unidos.” VIEIRA. Univali-SC “Calouros como gente As boas iniciativas que transformam o ritual de entrada na faculdade num momento feliz. Texto para as questões 178 e 179. divirto-me como os desenhos abstratos Que desenha em gotas na vidraça. tarefa dos novatos de Oceanografia. de uma vez por todas. UFR-RJ O comentário sobre o ciúme chama a atenção do leitor para: a) a ação inibidora das convenções sociais. 3. os calouros ensinaram crianças de favelas a escovar dentes. d) medo da fugacidade do tempo. Estranha faca: gelo e água. levam os calouros para a rua e. USU-RJ Marque a opção que apresenta a palavra que primeiro marca o tempo no poema: a) chuva. que serão doados para obras sociais. Ninguém precisou pedir dinheiro na esquina ou teve os cabelos pintados. Em todo o país começa a vir à tona uma série de boas idéias que pode transformar o ritual de entrada na universidade um momento agradável – e não em festivais de estupidez. na árvore dobrada. 180. d) o adultério.” Flávio Aguiar. o vento nasce e morre no horizonte. todas de São Paulo. Uma rês geme. do Rio de Janeiro. abolido. b) a influência maléfica de uma obra literária. d) Os trotes tradicionais podem virar trotes solidários. mesmo na cidade: tem presente seu passado.

maluquete. ( ) Depreende-se do texto que “pessoas que conseguem imprimir ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução” são aquelas que alcançam o “objetivo de todos”. o termo “muito”. em muito poucas circunstâncias. no outro. destinados às crianças. Lygia – texto de Álvaro de Alves de Faria. e) Algumas crianças têm tudo: casa. assistência. que poderiam contribuir para a educação infantil. E depois? Daqui a cinco anos.” CAMARGO. Num dia. Divertir-se trabalhando ou trabalhar divertindo-se é. e vivem nas ruas. Quero aprender com a indústria da moda. a dança da garrafa. ingênua e. Não quero trabalhar para sempre. penso em cair fora. Luiz Octávio de Lima. “É difícil ser faber e ludens ao mesmo tempo Somos sempre faber e ludens. esportistas. amanhã uma perua no shopping. c) A responsabilidade das apresentadoras de programas infantis nem sempre é o ponto forte da programação das emissoras. podem ser vistas como pertencentes a dois grandes grupos. a respeito da organização das idéias do texto. têm família. em tese. Algumas pessoas dizem que o trabalho é sua principal diversão. são apresentadoras dos programas infantis.. pessoas que conseguem imprimir um ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução. Univali-SC “.. uma exceção válida para muito poucos. artesãos profissionais e alguns executivos e empresários –. enquanto outras nada têm. 22. UnB-DF Julgue os itens que se seguem. na prática. só que o palco é a capa da revista.Interpretação de texto I Avançar . em Nova York Trabalho e prazer. de outro lado. e. o objetivo de todos. No começo eu confesso que trabalhava mais pelo dinheiro. as outras crianças que têm casa. comecei a levar o trabalho numa boa. d) Uma crítica às apresentadoras de programas infantis. que ficam diante da televisão vendo as representantes da inconseqüência nesse vale-tudo sombrio. Texto para as questões 182. essas coisas constrangedoras para um país que se diz sério e pretende crescer a começar por sua infância. A idéia central do texto é: a) As crianças.” Ícaro Brasil. ter filhos e uma fazenda. mesmo quando dispõem de outras alternativas e as aproveitam. É como vida de atriz. p. família. Hoje uma soldada na guerra. b) Os programas infantis ensinam às crianças danças constrangedoras e escandalosas. você tem que ser sexy. ( ) O texto demonstra que a tese de que somente o trabalho lúcido dignifica o homem não é comprovada na prática. 1998. que intensifica “poucos” e “poucas”. “Confissões de Gisele Bündchen para o editor-chefe da revista Ícaro Brasil. ambos desamparados. não me destruir com ela. a passarela. ainda que dificilmente ao mesmo tempo. é uma palavra invariável quanto a gênero e número. casar. depois. no Brasil. São Paulo: Moderna. ( ) Na linha 4... Texto para a questão 183. mas pouco ou nada fazem nesse sentido. Quero voltar ao Brasil. Mac Margolis. Então fica assim: de um lado. São apresentadoras medíocres interessadas apenas em ensinar a dança da bundinha. mas. Introdução. 1/2000 (com adaptações). ( ) Infere-se da leitura do texto que a intensidade e o tempo aplicados ao trabalho são fatores relacionados ao “ritmo pessoal”.181. ( ) O texto “ainda que” confere à oração subordinada uma idéia de conseqüência e admite ser corretamente substituído por já que. a grande legião de crianças abandonadas à própria sorte neste país absurdo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 73 182. Com o tempo. In: Educação para o lazer. São alguns privilegiados – como artistas. no Bubby’s.março de 1999.” Revista Caros Amigos .

p. respectivamente. o pronome pessoal “você” está empregado como indicador de um sujeito indeterminado. em primeiro lugar.Interpretação de texto I Avançar . mas utilizálas. com o desconhecido que amedronta. Texto para a questão 184: “O trecho abaixo foi retirado dos PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – ENSINO MÉDIO (Brasília. respectivamente. resultam de processos sociais e negociações que se tornam concretas. publicada em O Popular. as expressões “levar o trabalho numa boa” e “cair fora” devem ser substituídas. DIA 9. construídos historicamente. DF: Ministério da Educação. na atualidade. a consciência de sua existência. espelham.183. pois resultam de processos históricos e sociais que. você vai ficar mais relaxado e em boa companhia. 16. 133-4). se mostram nos processos comunicativos derivados das necessidades sociais. Fique esperto! Toda 2ª vai ter um novo livro pra você! IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . vestibulando e stress dão uma mistura explosiva. Leia-o. mas produtos de práticas sociais. 1999. As tecnologias não são apenas produtos de mercado.” 74 184. pela significação textual. 32. a trabalho e divertimento. As tecnologias da comunicação e informação não podem ser reduzidas a máquinas. formatos e recursos procura reproduzir as dimensões da vida no mundo moderno. o tempo. com cautela e moderação. já que estas representam o trato com o novo. Qualquer inovação tecnológica traz certo desconforto àqueles que. em 1º ago. 08. Novos modos de sentir. as expressões “Quero aprender” e “não me destruir” são empregadas como semanticamente equivalentes. O sentimento experimentado por aqueles que ainda não entendem as inovações tecnológicas é de desconfiança. Seus padrões são arquitetados simbolicamente como conteúdos sociais. A organização de seus gêneros. e responda à questão proposta. é correto concluir que a entrevistada admite que deixou de ser muito faber para se tornar mais ludens. às exigências do mercado de consumo para. com atenção. adequando-as às suas possibilidades e às exigências do mercado de consumo. ( ) Considerando que as expressões “faber” e “ludens” correspondem. ( ) Para que o fragmento de texto obedeça às exigências da norma culta formal. para depois haver uma adaptação mercadológica. julgue os itens seguintes. o movimento: o mundo plural hoje vivido. ( ) No fragmento do texto. a democratização de seus usos. 04. estas ainda resistem ao seu uso por falta de conhecimento sobre o assunto. a soma das alternativas corretas. não invadem a vida das pessoas. apesar de conviverem com ela. 02. por carregar bem o trabalho e precipitar-me. ainda não a entendem. Gisele Bündchen. o reconhecimento de suas possibilidades. toda segunda-feira. da Católica e outras faculdades. acabam por concretizar-se. Cabe à escola o esclarecimento das relações existentes. Afinal. a indagação de suas fontes. Embora hoje as tecnologias de comunicação e informática façam parte do cotidiano das pessoas. pensar. As tecnologias em questão podem ser tomadas como máquinas. 1999. UFGO Leia a mensagem publicitária abaixo. como resposta. SAIA DO STRESS A partir do dia 9. corresponde tanto a eu. o espaço. como a qualquer pessoa nas mesmas circunstâncias. 185. Serão 16 sessões de uma análise completa e descomplicada dos livros indicados para os vestibulares da Federal. os múltiplos aspectos que caracterizam a vida do homem. UnB-DF Com relação ao texto e ao fragmento de texto acima. A escola não deve opor-se às tecnologias de comunicação e informática. UFMS Assinale a(s) alternativa(s) que se mostra(m) ao texto lido. Os processos comunicativos têm sua origem nas necessidades sociais e. atender às demandas sociais. portanto. viver e ser. Elas fazem parte da vida das pessoas. apesar de simbólicos a princípio. Dê. É só ler e relaxar que você tira de letra qualquer questão de literatura. 01. em seguida. Os padrões das inovações tecnológicas adaptam-se. ( ) No fragmento de texto.

Se houver os serviços de alguma bugra para “carregar mate”. a leitura obrigatória de livros da literatura brasileira tem um propósito pedagógico. para não azedar o mate. com sol forte e poeira envolvendo tudo. Tereré é o refresco. “Carregar mate” significa alguém ficar segurando a chaleira. O uso de palavras ou expressões em guarani faz parte de um ritual mágico inerente à tradição. morena e matuta. para o vestibular. a soma das alternativas corretas. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. de uma boca para a outra. Leia o texto que segue para responder a questão 186. O mate é o principal ingrediente tanto do chimarrão quanto do tereré. o vestibulando estará valendo-se de um meio de atenuação do stress decorrente das muitas exigências do vestibular. 16. Raquel. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. para “tirar de letra qualquer questão de literatura”. 2. explicitado pela palavra você. Você corrige dois erros. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. 32. 08. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. sem açúcar. 02. passar a cuia de uma mão para a outra. ( ) o vestibulando terá. Se alguém falar alguma frase.” (Lourenço Diaféria) Voltar Língua Portuguesa . Dê. é oportuno perguntar-se: no cumprimento desse dever que se impõe ao vestibulando? Analisando-se os efeitos de sentido que a linguagem permite criar no referido anúncio. não apenas de relaxar-se e ler a análise dos livros indicados. respeitando a vez de cada um. como chê-kambá ou cunhataí. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. sob um laranjal. IMPRIMIR GABARITO “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano.Interpretação de texto I Avançar . 4. p. uma bomba ou bombilha e a erva moída. tudo muito morno e quente. O arado e a estrela. (.’ Considere as seguintes atitudes: 1. devido à predominância da função fática. Você corrige um erro. a conversa será mais lenta. Você fica louco da vida. UCDB. Campo Grande. A expressão na hora do quiriri. As duas bebidas – o chimarrão e o tereré – são tomadas sempre durante o dia. mas o espírito de serenidade e união que se cria entre os participantes. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. ( ) a metonímia utilizada na última frase do texto pode induzir o leitor a um equívoco intelectualmente danoso.)” NOVEIRA.Considerando-se que. pode-se afirmar que: ( ) se depreende do texto uma associação entre stress. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. Chimarrão é o mate cevado.. como resposta. daí se sugere que. De acordo com o clima. 23. pode ser associada à chegada da noite. O que importa realmente para quem toma mate não são as condições atmosféricas. 75 186. senão a erva pode azedar. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. o de acreditar que a análise do livro dispensa a leitura do mesmo. alguma palavra em guarani. ótimo. tal como aparece no 6º (sexto) parágrafo. bem gelado.. O ideal é tomá-lo numa grande roda. passa-se do chimarrão ao tereré. 04. 01. Os serviços de uma bugra para “carregar mate” são indispensáveis. regado a água quente. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. vestibular e leitura dos livros. Ed. mas também de ler os próprios livros. de cachimbo da paz. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que NÃO está(ão) de acordo com o texto. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. 3. lendo o material anunciado. ( ) o canal. 1996. recebe a ênfase nessa comunicação. dará mais sabor à erva. tudo semelhante a “um coração verde com uma artéria de prata”. Texto para a questão 187.

Mas. contrapõem-se duas cores. “meio-de-campo”.Interpretação de texto I Avançar . e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. funk. se não for escolado no papo. demonstra a intenção do jornalista em impor aquela língua. tem significação mais extensa. onde as melodias podem ser originalmente nativas. é estrangeira imposta pelo colonizador. deixando de lado os índios que nós. uma de aceitação e outra de não-aceitação de problemas relativos à ortografia. cada uma fala o seu dialeto. ( ) Escrever em muros e paredes e aplicar piche são acepções do verbo pichar e ambos cabem no texto. pelo menos. ou pior. Pegue um jornal. Leia os textos que seguem. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) Os neologismos impostos pelos jornalistas esportivos deveriam ser banidos do nosso idioma. literalmente. ( ) As opções 3 e 4 refletem posturas diferentes em face da escrita. etc. toma um susto. No esporte é a mesma coisa. Ficamos nas adaptações tipo “futevôlei”. e) Palavras estrangeiras. Imagina se. como um peru de farofa. se fosse realidade a falada “língua geral” dos índios. se você for a fundo no assunto. como as do texto. c) O português é língua oficial do Brasil e o inglês. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. para verdadeiro. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. Nas páginas dedicadas ao show business. o que foi uma bênção. por exemplo. por exemplo. especialmente o futebol (não mais foot-ball). os brasileiros. o pataxó. UFMT Assinale V.. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte.. Cantor de forró do Ceará. Eles servirão de base para as questões 188 e 189: Texto I “(. pretendemos ser. o preto e o branco. por exemplo.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. para falso: ( ) Na expressão pichar em muro caiado. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. ou. que alguns tentaram. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. soap-opera. Mas não pega. E o leitor do noticiário.. nós a recebemos do colonizador luso. ( ) O texto faz alusão à escola pela escolha tanto da forma de dizer quanto daquilo que diz. b) O fato do inglês “rechear” os jornais. UEMS No texto I. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. Pois aqui no Brasil. back é beque. pelo menos. que não se pode traduzir literalmente por “arte teatral”. chamando-o de ‘desporto’. ou até na rua. é possível inferir que: a) A autora defende a utilização de uma “língua geral” dos índios como língua oficial do brasileiro. etc. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. mas devem ser chatos ou difíceis. A começar que a nossa língua oficial. 76 GABARITO Texto II 188. por exemplo: é todo recheado de inglês. e F. a todo instante tropeça e se engasga com rap. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. permitem que o falante invente e importe as palavras que melhor lhe convier. inclui as apresentações em várias espécies de salas. então. que. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). já que a gente não os conhece nem de nome. falemos de nós.” Rachel de Queiroz. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão “centroavante”. Os índios têm lá os jogos deles. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. etc. como na África. punk. tudo é show. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. é engraçado.187. pelo menos é o que informam os especialistas. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. o português.

Arrependido a tanta enormidade. restituía-a ao cativeiro. Reconheceu logo o filho mais velho do seu primitivo senhor. ( ) Dualidade entre o profano e o sagrado. Arrependido estou de coração. João Romão ia atrás. que o acompanharam logo. c) I e II. Os polícias. Ofendido vos tem minha maldade. para a ceia do seu homem. Misericórdia. Atravessaram o armazém. estava de cócaras no chão. e chegaram finalmente à cozinha. a rigidez métrica e a regularidade das rimas. d) ou os cofres que tu vais encher. e) e as coisas que tu vais transformar. São Paulo: FTD. e ofendido.Interpretação de texto I Avançar . as palavras estrangeiras são bem-vindas à língua portuguesa. dai-me os braços. escamando peixe. quando viu parar defronte dela aquele grupo sinistro. Vaidade que todo me há vencido. b) antes de calculares os lucros da seara. II. amor. ( ) Relação de equivalência semântica entre os versos 6 e 7. Uneb-BA Texto I “O sujeito fez sinal aos dois urbanos. Jesus!” MATOS. ( ) Estruturação do poema segundo padrões clássicos: soneto. 281. É verdade. Vencido quero ver-me e arrependido.” E depois emborcou para a frente. ( ) Predominância do hipérbato na primeira estrofe. p. e um calafrio percorreu-lhe o corpo. antes que alguém conseguisse alcançá-la. A salvação pretendo em tais abraços. Luz que claro me mostra a salvação. GABARITO 192. Assinale V para as afirmativas comprováveis no texto e F. erguendo-se com ímpeto de anta bravia. e encaminharam-se todos para o interior da casa.189. à frente deles. p. Maldade que encaminha a vaidade. Botelho. Soneto. que havia já feito subir o jantar dos caixeiros. não tendo coragem para matá-la. pálido. De coração vos busco. e que o seu amante. c) o valor da jóia que vais dar a tua noiva. Bertoleza. falar português é como falar inglês. Estão corretas: a) I. que hei delinqüido. rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue. In: Poemas escolhidos. ( ) Consciência da efemeridade das coisas. O inglês é tão usado no Brasil que algumas palavras acabam sendo incorporadas ao nosso idioma. s/d. Abraços que me rendem vossa luz. O cortiço. desembainharam os sabres. UFSE “vê através do pequeno embrião de árvore” O verso em que o poeta emprega a palavra correspondente à expressão em negrito é: a) antes de lançares a semente no chão. Bertoleza. d) II e III. ( ) Relação de causa e efeito apresentada no verso 3. que a sua carta de alforria era uma mentira. recuou de um salto e. Aluísio. 190. 229-30. com as mãos cruzadas nas costas. 191. já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado. Num relance de grande perigo compreendeu a situação. e) III. Gregório de. Salvador-BA 77 “Ofendido vos tem minha maldade. São Paulo: Círculo do Livro. III. adivinhou tudo com a lucidez de quem se vê perdido para sempre: adivinhou que tinha sido enganada. Delinqüido vos tenho. b) I e III. ensinava-lhes o caminho. Quando necessárias. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . depois um pequeno corredor que dava para um pátio calçado. U. Em virtude de tantas palavras importadas. Jesus. Senhor. para as não comprováveis. então. vendo que ela se não despachava. UEMS A respeito do texto II.” AZEVEDO. é possível concluir que: I. 1993.

bem coletivo. só deixando para a boca do menino branco as sílabas moles. ao contacto do senhor com o escravo. flores das lutas da Independência! Liberdade – essa palavra que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique. O autor põe em paralelo os campos da linguagem e da gastronomia brasileiras. as durezas. “esse português de menino”. analise a coerência das seguintes afirmações: 1. A escolha das palavras.Texto II “Através de grossas portas. tão tarde? Que escrevem. nesses campos. os ossos. Sem rr nem ss. mas fica escrita a sentença. Gilberto. principalmente. tirou-lhes as espinhas. Estão corretas apenas: a) 2. Rio de Janeiro: José Aguilar. b) Liberdade enfocada no plano individual. 2 e 4.. da gente. 3. tem um sabor quase africano: cacá. as sílabas finais moles. solene. Casa-Grande & Senzala. p. Obra Poética. reforça a convergência encontrada pelo autor entre ‘falar’ e ‘saborear’. do escravo preto junto ao filho do senhor branco. indistintamente. 3 e 5. As afirmativas a seguir referem-se ora ao texto I. inaugurado com a ama negra. toda ela sofreu no Brasil. é uma das falas mais doces deste mundo. nenen. pensam? Mostram livros proibidos? Lêem notícias nas Gazetas? Terão recebido cartas de potências estrangeiras?” (Antiguidades de Nimes em Vila Rica suspensas! Cavalo de La Fayette saltando vastas fronteiras! Ó vitórias. Não fica bandeira escrita. a fala séria. conversam. “Que estão fazendo. – e há indagações minuciosas dentro das casas fronteiras. UFPE “Abrasileiramento da língua portuguesa no Brasil dos primeiros tempos A ama negra fez muitas vezes com as palavras o mesmo que com a comida: machucou-as. O autor demonstra perceber que há níveis distintos de formalidade entre o falar da criança e aquele do adulto. mas a linguagem em geral. 4. 3 e 5. Daí esse português de menino que no Norte do Brasil.” FREYRE. 3. A linguagem infantil brasileira. IMPRIMIR 5. c) Liberdade. e) 1.) Esse amolecimento se deu em grande parte pela ação da ama negra junto à criança. 9ª ed. 78 d) Denúncia da exploração do homem pelo homem. e) Liberdade como valor imprescindível à condição humana. destacando. lili (.” MEIRELES. GABARITO Com base na compreensão do texto. firmou-se em todas as regiões do Brasil. 2. 1958. Cecília. imagina.. O falar “doce”. O fato apreciado pelo autor constitui uma particularidade da língua portuguesa em solo americano. sob a mesma influência do africano e do clima quente.. fruto da luta política. ed. pipi. palavras que só faltam desmanchar-se na boca da gente. inventa. Voltar Língua Portuguesa . 1972. d) 4 e 5. 193. e mesmo a portuguesa. 2. A que evidencia uma idéia comum aos dois textos é: a) Morte vista como libertação. e ninguém que não entenda!) E a vizinhança não dorme: murmura. E não só a língua infantil se abrandou desse jeito. Efeitos semelhantes aos que sofreram o inglês e o francês noutras partes da América. um amolecimento de resultados às vezes deliciosos para o ouvido. b) 1. do princípio ao final do texto. ora ao texto II. sentem-se luzes acesas. 151-2. festas. a influência da cultura africana. bumbum. c) 1. tatá. Rio de Janeiro: José Olympio.Interpretação de texto I Avançar . 3 e 4.

Mas como dói!” c) “Oitenta por cento de ferro nas almas. orgulhoso: de ferro. que tanto me diverte. U. Itabira é apenas uma fotografia na parede. este couro de anta. estendido no sofá da sala de visitas.F. toda cheia de encantos e graças. Oitenta por cento de ferro nas almas. delineia-se o impulso erótico que é. este orgulho. tive gado. Noventa por cento de ferro nas calçadas. sem mulheres e sem horizontes. Tive ouro. Viu-a. atrevida. e pela primeira vez em sua vida.” 196.” MACEDO. Principalmente nasci em Itabira. “Confidência do Itabirano Alguns anos vivi em Itabira. vem de Itabira. Augusto amava deveras. A vontade de amar. então começou a criar mil sublimes quadros e em todos eles lá aparecia a encantadora Moreninha. pois. A Moreninha. de suas noites brancas. não há idéias mais livres que as do preso. 197. Hoje sou funcionário público. Juiz de Fora-MG Assinale a alternativa que melhor expressa uma relação de causa e conseqüência: a) “Alguns anos vivi em Itabira. Ora. Juiz de Fora-MG Assinale o verso que melhor o explica o título do poema: a) “Por isso sou triste.. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. é doce herança itabirana. esperando-o em cima do rochedo. viu-a chorar por ver que ele não chegava..” d) “Tive ouro. com seu vestido branco.Leia o texto abaixo para responder às questões de 194 a 196. d) o poeta expressa seu entusiasmo por ser itabirano. Principalmente nasci em Itabira. Juiz de Fora-MG Assinale a única alternativa correta: a) no poema. Mas como dói!” Carlos Drummond de Andrade. Por isso sou triste. Joaquim Manuel de. PUC-RJ Texto 1: “Já era tarde.” b) “Itabira é apenas uma fotografia na parede. o nosso encarcerado estudante soltou as velas da barquinha de sua alma. 79 194. e o amor. futuro aço do Brasil. orgulhoso: de ferro. que me paralisa o trabalho.F.” d) “de suas noites brancas. Hoje sou funcionário público. c) o poeta. U. por esse mar imenso da imaginação. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. mais forte que seu espírito. que voou.” 195.” b) “Noventa por cento de ferro nas calçadas. E o hábito de sofrer.” c) “este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro. e. no entanto. 125. b) o orgulho faz com que o poeta renegue sua terra natal. e suas lágrimas queimavam-lhe o coração. reprimido. 1997 p.Interpretação de texto I Avançar . esta cabeça baixa. tive fazendas. sem mulheres e sem horizontes. este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. São Paulo: Ática. tive fazendas. tive gado. exercia nele um poder absoluto e invencível. U.F. ao se tornar funcionário público. abandona a postura crítica.

1996. Onde não há jardim. com suas próprias palavras. Era tempo de terra. ou triunfantes e ao vê-los amorosos e transidos em torno. o sagrado terror converto em jubilação. Há que amar e calar. quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme. porque me tocou um amor crepuscular. De uma grave paciência ladrilhar minhas mãos. 161-3. Mas. pois que tenho um amor. Em ambos os textos. p. há que amar diferente. Deus – ou foi talvez o Diabo – deu-me este amor maduro. eu que não me sabia e cansado de mim julgava que era o mundo um vácuo atormentado. 19. Seu grão de angústia amor já me oferece na mão esquerda. 1973. “Campo de Flores Deus me deu um amor no tempo de madureza. no mundo. e a um e outro agradeço. 32. Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Mas sou cada vez mais. E talvez a ironia tenha dilacerado a melhor doação. João foi para os Estados Unidos. Maria ficou para tia. 5 80 10 15 20 GABARITO 25 30 35 IMPRIMIR 40 Voltar Língua Portuguesa . Pinto Fernandes que não tinha entrado na história. Raimundo morreu de desastre. Carlos Drummond de. as flores nascem de um secreto investimento em formas improváveis. Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra imensa e contraída como letra no muro e só hoje presente. Amanhecem de novo as antigas manhãs que não vivi jamais. Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso e talhado em penumbra sou e não sou.” ANDRADE. percebe-se a utilização de uma mesma temática mas com tratamentos distintos. Teresa para o convento. Carlos Drummond de. talvez. um sistema de erros. mas sou. ed. Antologia Poética. Pois que tenho um amor.Interpretação de texto I Avançar . Reunião. Hoje tenho um amor e me faço espaçoso para arrecadar as alfaias de muitos amantes desgovernados.Texto 2: “Quadrilha João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. Explique. a concepção de amor presente nos textos de Joaquim Manuel de Macedo e de Carlos Drummond de Andrade. Rio de Janeiro: Record. De tantos que já tive ou tiveram em mim. Texto para as questões de 198 a 201. pois jamais me sorriram. ANDRADE. E o tempo que levou uma rosa indecisa a tirar sua cor dessas chamas extintas era o tempo mais justo. Enquanto a outra acaricia os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura e o mistério que além faz os seres preciosos à visão extasiada. Deus me deu um amor porque o mereci. Para fora do tempo arrasto meus despojos e estou vivo na luz que baixa e me confunde. volto aos mitos pretéritos e outros acrescento aos que amor já criou. p. Rio de Janeiro: José Olympio. o sumo se espremeu para fazer um vinho ou foi sangue. que se armou em coágulo.

como resposta. 16. “Onde não há jardim” determina o período em que as flores nascem. “ou” e “ou” ligam idéias indicativas de situações contrastantes. Dê. 64. UFBA Com referência ao texto. relaciona enunciados sintaticamente equivalentes. 08. A racionalidade bloqueia a expectativa de eternizar o presente. 32. 08. passa de um estado contemplativo e melancólico para outro de renovação e de redescoberta. UFBA Constitui declaração comprovável no texto: 01. O título alegoriza um momento em que a vida pode brotar rejuvenescida pelo amor. 04. 199. 02. em relação ao tempo em que o sentimento amoroso estava hibernando em seu interior. O período constituído pelos versos 5 e 6 é construído pelo processo de coordenação e subordinação. O pensamento que se expõe do verso 9 ao verso 11 tem como declaração principal: “sou cada vez mais”. O tempo atual é de crescimento pessoal do sujeito poético. 08. “e”. “sou cada vez mais” conota um redimensionamento da capacidade de perceber o mundo. relata um desencanto amoroso passado que. “desgovernados” e “triunfantes” expressam estados de espírito experimentados pelos que amam. articula sua experiência individual a outras vivências amorosas. relativizando a força demoníaca com que ele atua. O jogo do amor está ligado a questões essencialmente culturais. UFBA No poema. 201. a soma das alternativas corretas. dimensão nova. a soma das alternativas corretas. 32. como resposta. 16. é correto afirmar: 01. A experiência do amor é diferenciada em função do momento da vida em que ela ocorre. como resposta. 02. 08. Dê. declara-se ansioso por recuperar o tempo perdido. O enunciado do verso 18 está constituído de idéias que se excluem. Dê. 81 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . enfatiza a origem divina do amor. como resposta. insere a sua realidade amorosa na realidade preexistente. 02. contudo. esboça um projeto de vida voltado para a superação da amargura e do sofrimento que até então o haviam dominado. 16. “que baixa e me confunde” refere-se a “tempo”. 64. respectivamente. Há uma explicação correta em: 01. no presente. no verso 26. 04. 04. a soma das alternativas corretas. 04. ao amor vivenciado pelo eu-lírico e ao sentimento amoroso sem objeto determinado. na tentativa de atingir a plenitude amorosa. “ao vê-los amorosos e transidos em torno” indica circunstância de tempo. servindo para especificá-lo. “um amor” e “amor” referem-se. 16. 32. 32. “pois” introduz um enunciado de valor argumentativo. decorrentes da ação do tempo. tende a se repetir. “há que” indica possibilidade com relação à declaração anterior. O sentimento amoroso submete o indivíduo a situações de caráter paradoxal. dando-lhe. Dê.Interpretação de texto I Avançar . “tive” expressa a indeterminação do sujeito. 64. 200. o que é um recurso do poeta para não se revelar amador. 02. o eu-lírico: 01. a soma das alternativas corretas.198.

d) que um povo livre não usa a língua de seu colonizador.” GABARITO d) “Por que. no país do ‘homem cordial’.202. / fecundar óvulos mortos. vemos esse bem ser atingido em seu âmago. ficamos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e bajulações tagarela no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. ficamos tão embaraçados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés chalra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” Observe que a linguagem utilizada tem a marca do coloquialismo. UFMA Considere a fala abaixo do economista Cláudio de Moura Castro: 82 “Porque. na Folha de São Paulo de 25 de julho de 2000. No caso do Brasil. no país do ‘homem cordial’.” b) “Tendo-a ao meu lado. nestes tempos neoliberais.” c) “Por que.” 204. ficamos tão perplexos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palavreia no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” d) “Ó cidade de Ouro Preto / Boa da gente morar! / Numa casa com mirantes / Entre malvas e gerânios. Paulo.” IMPRIMIR Folha de S.” b) “Por que. É a língua cotidiana. / ou esgueirado pelas bordas / do poço do mundo estéril. A língua materna é o bem mais caro a que um povo livre pode aspirar. no país do ‘homem cordial’.” c) “Minha terra tem macieiras da Califórnia / Onde cantam gaturamos de Veneza. c) que a nossa língua materna está sendo a língua inglesa. eu perdi o medo do mundo e do vento.. 05/08/00. b) que devemos evitar o uso excessivo de termos da língua inglesa. / Ter os olhos de Marília / Para cismar e cismar. somos tão atabalhoados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés palra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. Uneb-BA Numa propaganda da empresa paulista de eletricidade.. no país do ‘homem cordial’. melhor traduz a formalidade do discurso acima. de 19/04/2000.” e) “Quisera pascer cuidados. Uniube-MG “Um dos critérios básicos dos conquistadores europeus para se imporem sobre os colonizados foi forçar o uso de sua língua. sem comprometer o sentido do texto: a) “Por que.” e) “Por que.” Revista Veja. Assinale a alternativa que.Interpretação de texto I Avançar . na linguagem informal. com objetivo de atingir o maior número possível de falantes. no país do ‘homem cordial’. ninguém fala. no país do ‘homem cordial’. Esse mesmo nível de linguagem é encontrado no fragmento: a) “Toda paisagem tem um ar de sonho. com a proliferação das formas da língua inglesa imperando sobre as coisas mais simples do nosso dia-a-dia.” 203. somos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palestra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. apareceu o seguinte texto: “Tem coisa que se a gente que é uma das mais avançadas empresas de energia elétrica do mundo não fala. Voltar Língua Portuguesa . Pode-se inferir que o autor do trecho acima considera: a) imperiosa a proliferação de termos da língua inglesa em nossa língua. ficamos tão aturdidos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e adulações conversa no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.

Texto 1 “A burguesia fede! A burguesia quer ficar rica! (. Triângulo Mineiro-MG A leitura permite afirmar que: a) ambos os textos criticam os hábitos e valores burgueses.” IMPRIMIR d) “A burguesia não tem charme nem é discreta. que a denuncia em tom de sarcasmo.142. o que não ocorre no de Falcão. Leia-os atentamente para responder às questões de números 205 e 206.” Um bodegueiro na FIEC. F. pelo sarcasmo e pela denúncia explícita.Interpretação de texto I Avançar . são apresentados dois trechos de músicas... 206. LP 838 448-1. lindo e joiado. 205.” Burguesia. de Falcão/Tarcísio Matosin Falcão. b) o texto de Falcão tende a ser uma exaltação aos valores burgueses. pela ironia. VAT. 1989. 83 Texto 2 “Você não faria a menor falta Num dia de domingo no Beach Park Eu não te levaria nem morta para passear comigo no Iguatemi Eu não me atreveria a passar vexame Perante os meus amigos lá da Aldeota Pois agora eu tenho o maior respaldo Nas altas paneladas da alta sociedade Eu sei que a burguesia fede Mas tem dinheiro pra comprar perfume. o segundo.” c) [A burguesia] “Quer ir em Nova Iorque fazer compras. questionando de forma contundente os seus valores. ao de Cazuza. Triângulo Mineiro-MG A idéia de falta de autenticidade à burguesia pode ser comprovada pelo seguinte verso do texto 1: a) “A burguesia fede!” b) “Com suas perucas de cabelo de boneca. PolyGram. e) os dois textos criticam os hábitos e valores burgueses: o primeiro. In: Bonito. GABARITO c) no texto de Cazuza a crítica feita à burguesia é branda. pois.” e) “A burguesia quer ficar rica!” Voltar Língua Portuguesa . CD 804.M. In: Burguesia. d) ambos os textos fazem uma crítica social explícita à burguesia. no qual está camuflada uma crítica.) A burguesia não tem charme nem é discreta Com suas perucas de cabelo de boneca A burguesia quer ser sócia do Country Quer ir em Nova Iorque fazer compras. porém apontam para a impossibilidade de rompê-los. Neves.M. opondo-se. 1993.A seguir. de G. F. Israel/Cazuza/E.

p. onde o confrontamento não será mais com a polícia e o governo somente. Muito está colocado. as creches continuam insuficientes” d) “o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher” e) “É uma luta mais intimista de um lado. não se sentem cumprindo à perfeição aquelas que são consideradas suas atribuições primordiais. Reflexões sobre o cotidiano. amigos e marido. a luta fundamental para as mulheres é: a) de cada mulher. UFF-RJ Segundo o texto.” b) “o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais” c) “Os salários não são iguais. o que conseguimos. 84 d) dos governos. de formiguinha. 1981. b) ironia.As questões 207 e 208 referem-se ao seguinte texto: “Nunca esteve tão bom para nós.” COLASANTI. b) de todas as mulheres. abordado nas questões de 62 a 64. amigos e marido. onde sempre lhes disseram que deveriam estar. mulheres. 208. Nunca foi tão difícil. c) Ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos. Sinto que existe todo um trabalho a ser feito de conscientização feminina – pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais – já que as lutas não serão primordialmente mais no nível do “queremos”. as creches continuam insuficientes. Mulher daqui pra frente.” SUPLICY. mas basicamente com os companheiros de trabalho. mas tudo está por fazer. Os salários não são iguais. cumprindo a sua vida. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o que fazer de agora em diante. d) Uma vez profissional. Nem tão difícil. 1986. o sexo é uma confusão total entre o agir e o sentir. mulheres. É uma luta mais intimista de um lado. 209. o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher: fonte de culpa e medos. cujo sentido corresponde ao fragmento de Marina Colasanti: “Culpadas estão quase todas as que trabalham. “exigimos”. b) Passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades”. Marina. das passeatas. Marta. Unifor-CE No segundo parágrafo. Pensar pelo que brigamos até agora. o que deu errado. a fala do dono do hotel e a menção ao congresso internacional de solidariedade articulam-se de modo a constituir uma: a) metáfora. e) das mulheres todas. para conscientizar os colegas. São Paulo: Linoart. Porque não estão à disposição dos maridos. contra todos os governos que as oprimem. e) hipérbole. Porque. Esta é uma hora para se parar e pensar. c) metonímia. 124-5. para exigir seus direitos publicamente em passeatas. Unifor-CE Há conotação em: a) “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações no sistema de produção. amigos e marido. por melhores salários. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo. mais difusa na realidade. c) dos companheiros de trabalho. UFF-RJ Assinale a opção que transcreve a passagem do texto. A luta de base. 207. 210. mas da prática do obter e do ser. a) “Nunca esteve tão bom para nós. Porque não estão em casa.Interpretação de texto I Avançar . fora dos jornais” As questões 209 e 210 referem-se ao texto “Natal 1961”. d) comparação. pela melhoria das condições de vida das mulheres. onde fomos usadas pelo sistema. Porque não estão coladas nos filhos. fora dos jornais. e) Um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência.

chamada: a) metáfora. UEPI Em: “Ó Formas alvas. o tempo trabalha a nosso favor. e) “há muito tempo que não vejo” está no sentido denotativo e “bons tempos” no sentido conotativo. d) “tempo de vida” está no sentido conotativo e “maus tempos” no sentido denotativo. o que nos deixa agradecidos. b) metonímia. c) “bons tempos” está no sentido denotativo e “parece que foi ontem” no sentido conotativo. 214. e) antonomásia. b) O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. Assinale a alternativa que contém silepse. c) Fomos ouvidos com atenção. a presença de algumas das muitas expressões lingüísticas nas quais o fator tempo aparece. ambas. por exemplo. não revolve os intestinos da vida. Ó Formas vagas. a) Alguém. maus tempos. publicado na Revista Época. Unifor-CE Muitas vezes. da leitura do fragmento acima. c) catacrese. extraída do Oxford English Dictionary: ‘Uma extensão finita de uma existência contínua’. Impede a conjugação de tantos outros verbos. b) Vossa Senhoria demonstra ser a mais preparada das concorrentes. ‘A razão é simples: nascemos e depois morremos. 212. participou do concurso e espera ser aprovado. autor de um livro sobre a evolução dos calendários.. O lapso de tempo corresponde à expectativa média de vida entre as mulheres (79 anos). cristalinas. Voltar Língua Portuguesa . Desse fato resulta a substituição da concordância formal pela concordância ideológica. c) Não corta na verdade a barriga da vida. d) sinestesia. no sentido conotativo. no campo da concordância. É possível afirmar. Nosso linguajar cotidiano está cheio disto: tempo de vida. ambas.” 85 GABARITO Pode-se observar. d) Todos farão o possível para que as realizações correspondam à esperança geral. d) Escrever é triste. que: a) “tempo de vida” e “o tempo trabalha a nosso favor” estão. ou do mosquito Anopheles (de 7 a 10 dias).211. resultante do cruzamento de sensações. Unifor-CE O segmento em que uma metáfora está explicitada em outra metáfora é: a) A vida estoura em bombas como também em dádivas de toda natureza..Interpretação de texto I Avançar ..’ E cedo cedo incorporamos a consciência do tempo em nossa vida e em nossa cultura. “Eis uma definição ampla de tempo. Formas claras De luares. diz David Ewing Duncan. ‘Uma das primeiras coisas de que tomamos consciência quando nos tornamos conscientes é a passagem do tempo’. no sentido denotativo. 213. IMPRIMIR b) “há muito tempo que não o vejo” e “parece que foi ontem” estão... Denominase silepse esse tipo de concordância. fluídas. de neves. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. Incensos dos turíbulos das aras. de 20 de dezembro de 1999. e) Os escritores não desconhecemos as dificuldades daquele que escreve. há muito tempo que não o vejo. opera-se uma integração entre os mecanismos gramaticais da Língua e a significação de palavras e expressões. de neblinas!. brancas. somos seres lineares.” Encontra-se uma figura de linguagem. com base nas expressões suscitadas nas três últimas linhas do trecho.. UFMA Considere o trecho do ensaio “O fascínio do calendário”. e) Purê de palavras. parece que foi ontem. bons tempos.

dedique-lhe. a nomes de medicamentos. a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela. GABARITO A condição indispensável para que ocorra uma mudança no papel que a mulher exerce como “filha e irmã dedicadíssima. Nísia. mas a mulher que deve progredir com o século dezenove. e) enfatizam o uso de vocábulos estranhos e esdrúxulos. ou sua escrava.Interpretação de texto I Avançar . e a mulher será como deve ser. nem muito menos a mulher da Idade Média: da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo. como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dele. Não façais dela a mulher da Bíblia. 1997 p. devendo ela participar de suas alegres e tristes aventuras. 216. esclarecei seu intelecto com o estudo de coisas úteis e com a prática dos deveres. Mulheres / Ed. inspirando nela o deleite que se experimenta ao cumpri-los. UFMA Considere o texto: “Fui fazer um samba Na mesa de um botequim Depois de umas e outras O samba ficou assim Estrambonático Palipopético Cibalenítico Estapafúrdico Protopológico Antropofágico Presolopépico Atroverático Batulitrético Pratofinâmbolo Calotolético Carambolâmbolo Posolométrico Pratofilônica Protopolágico Canecalônica É isso aí É isso aí Ninguém entendeu nada Eu também não entendi” “Idioma Esquisito”.215. na sua grande maioria. Florianópolis / Santa Cruz: Ed. b) o homem guardar-se de tratá-la como companheira da sua vida. terna e pudica esposa. terna e pudica esposa. desde o berço até o leito de morte. c) são palavras que fazem parte do cotidiano da língua e relacionam-se. boa e providente mãe. ao lado do homem. purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz. com claro conteúdo semântico. e por conseguinte sobre o destino das nações. fazendo-a crer que é rainha. quando nada mais é que a escrava dos vossos caprichos. por último. preocupando-se com a tonicidade e a economia das palavras. Cintilações de uma alma brasileira. joguete ou escrava. d) ironizam a linguagem rebuscada de determinadas pessoas que utilizam uma fala empolada no seu dia-a-dia. Pode-se depreender que os termos selecionados: a) ligam-se ao movimento antropofágico da 1ª geração modernista. da UNISC. UFF-RJ “Educai o coração da mulher. trate-a como uma companheira da sua vida. 115-7. cujo expoente é Oswald de Andrade. filha e irmã dedicadíssima. Cessai aqueles tolos discursos com os quais atordoais sua razão. e) o homem ser a fonte das alegrias e desventuras dela. Voltar Língua Portuguesa . boa e providente mãe”. de Nelson Sargento. c) o homem vê-la como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dela. rumo à regeneração dos povos.” FLORESTA. uma educação como exige a grande tarefa que ela deve cumprir na sociedade como o benéfico ascendente do coração. Guarde-se bem o homem de ter a mulher para seu joguete. d) o homem evitar vê-la como objeto e procurar tê-la como sua companheira de vida. de acordo com o texto. 86 b) são neologismos criados intencionalmente na língua e possuem comprovada significação. considere-a desde o berço até seu leito de morte. é: IMPRIMIR a) o homem exercer uma influência real sobre o destino dela e sobre o destino das nações.

Interpretação de texto I Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .M. Por fim. b) entre médico e paciente deve prevalecer um código humano de fraternidade. ao trombarem. b) A ação da atmosfera sobre os raios solares é responsável pelas diferentes tonalidades do Sol. c) a consulta médica deve incorporar as práticas de um ritual religioso. é branca. a) A tonalidade azul do céu se deve à ação da atmosfera sobre as cores cujas ondas têm menor amplitude. explica o físico Henrique Fleming. 87 218. o azul e o anil) não conseguem se desviar e trombam. o azul. ao longo de um dia. acabam trombando e se desviando. Quando o Sol está alto. prenhe de respeito e carinho pelo semelhante. tingem o céu de azul e o Sol fica amarelo. porque a atmosfera filtra os seus raios. colidindo com mais obstáculos. as cores formadas por ondas de maior amplitude contornam essas partículas e as moléculas. até as ondas longas. o céu fica preto com a ausência de luz: não chega mais nenhuma cor e nem se vê mais nenhum espalhamento. avermelhando gradativamente o horizonte (embora o resto do céu continue azul). e repousa no preceito basilar do cristianismo: ‘ama a teu próximo como a ti mesmo’. seus raios têm que atravessar um pedaço maior da atmosfera. pois o Sol está abaixo do horizonte. separando as cores. o anil. conclui-se que: a) a conhecida máxima cristã norteia qualquer forma de relação entre as pessoas. Afinal. F. por isso o astro-rei fica vermelho no pôr-do-sol. Lendo-se o trecho. espalhando-se. e) Ao pôr-do-sol. Setembro/99. c) As cores. A vermelha é a última onda de luz que consegue cruzar a atmosfera e nos atingir. d) As cores do arco-íris. a distância a ser percorrida pelos raios solares aumenta. que é a soma das cores restantes: o verde.217. Triângulo Mineiro-MG “Antes de tudo a atenção médica como uma forma de relação entre pessoas é provida do atributo mágico da afeição pela condição humana. poluição e gotículas d’água infiltradas entre as moléculas de gás que compõem a atmosfera. Existem partículas de poeira. o verde. d) o sucesso do diagnóstico médico depende da empatia com o cliente. e) sem uma certa dose de magia. dão à luz solar a cor branca.” Jornal do Conselho Federal de Medicina. Nós enxergamos o Sol com tonalidades diferentes. da Universidade de São Paulo. o tratamento médico fica comprometido. Com isso. dão aos raios solares as respectivas tonalidades. “A nossa percepção do Sol muda por causa das irregularidades na camada de ar que envolve a Terra e pela distância que a luz percorre na atmosfera”. o laranja e o vermelho.” Superinteressante . o amarelo. À medida que o Sol vai se pondo. Cesgranrio “O Sol muda de cor por causa da atmosfera ?Por que o Sol muda de cor durante o dia? !A luz solar não é amarela nem vermelha. laranja e vermelho. no crepúsculo. GABARITO Assinale a idéia não contida no texto. somadas. o amarelo. o laranja e o vermelho.1997. Mas as menores (o violeta. O branco resulta da soma das sete cores do arco-íris – o violeta.

b) errada. d) ato prazeroso de decodificar romances. Ler é interpretar. 220. IMPRIMIR c) certa. 7-10. podemos ter em mente alguém lendo jornal.Interpretação de texto I Avançar . a fazer sentido para nós. o leitor é visto como um decifrador da letra se contenta em ler superficialmente. uma necessidade nossa. Quer dizer: não o lemos. em relação ao texto. Não acrescentamos ao ato de ler algo mais de nós além do gesto mecânico de decifrar os sinais. Neste sentido. só podemos ler textos escritos e esses textos precisam ter uma relação direta com a nossa realidade. uma aula expositiva. UFR-RJ Partindo-se das reflexões da autora. GABARITO b) gesto rotineiro de “passar os olhos”. Um discurso político. a leitura é uma atividade que se constrói através de um diálogo entre quem lê e o que é lido. O que é leitura. um livro.. E a tendência natural é ignorá-las ou rejeitá-las como nada tendo a ver com a gente. ficamos cegos a ele. uma conversa. 88 219. sem jamais tê-los de fato enxergado. seu conteúdo passam a ter sentido..“ MARTINS.) (. por motivos os mais diversos. Voltar Língua Portuguesa . Bastará porém decifrar palavras para acontecer a leitura? Como explicaríamos as expressões de uso corrente ‘fazer a leitura’ de um gesto. E consideramos sua beleza ou feiura. limitamo-los à sua função decorativa ou utilitária. indicando que o ato de ler vai além da escrita? Se alguém na rua me dá um encontrão. uma língua estrangeira. em última análise. como se diz. ‘ler o espaço’. o material e as partes que o compõem. Minha resposta a esse incidente revela meu modo de lê-lo. impossível dar-lhe sentido porque ele diz muito pouco ou nada para nós. um: a) gesto mecânico de decifrar sinais. diante de uma batida casual. São Paulo. basta que se decifrem as palavras para acontercer a leitura. melhor. Outra coisa: às vezes passamos anos vendo objetos comuns. Um dia. e) certa.. o ridículo ou adequação ao ambiente em que se encontra. diante de um empurrão proposital. a figura que representa. (. Falando em leitura. Sentimonos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados.) Sem dúvida. folheto. pois a autora afirma que o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. ao começarmos a pensar a questão da leitura. Só então se estabeleceu uma ligação efetiva entre nós e esse objeto. fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’. uma peça musical. para a autora. um cinzeiro. pois. ainda que o indivíduo não saiba decodificar a escrita.” Pode-se dizer que a afirmativa acima. d) errada. Por essas razões. ‘vive lendo’. Sobretudo se esses sinais não se ligam de imediato a uma experiência. ou de franca defesa. pois. ‘ler o tempo’. talvez seja rato de biblioteca ou consumidor de romances. fotonovelas e histórias em quadrinhos. (. E quando se diz que uma pessoa gosta de ler. UFR-RJ “Ler não é uma atividade restrita ao ato de decifrar um código escrito.. “Falando em leitura. nos encontramos diante de um deles como se fosse algo totalmente novo. um quadro. histórias em quadrinhos. para a autora. na medida em que interpreta o que observa. e) modo de perceber as relações sintáticas que constroem o texto. minha reação pode ser de mero desagrado. uma fantasia. ainda que nossos olhos continuem a fixar os sinais gráficos..) Será assim também que acontece com a leitura de um texto escrito? Com freqüência nos contentamos. p. c) ato de construir sentido para aquilo que se lê. as imagens. e o leitor visto como decodificador da letra. um vaso. O formato. ‘passar os olhos’. ele pode ser considerado leitor. surdos.. Se é sonoro. para a autora. revista. Maria Helena. pode-se concluir que o ato de ler é. de uma situação.Leia o texto a seguir e responda às questões 219 a 221. mas o mais comum é pensarmos em leitura de livros. pois. Se o texto é visual.. fotonovelas. em ler superficialmente. Reagimos assim ao que não nos interessa no momento. o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. por economia ou preguiça. está: a) certa. para a autora. Ática. pois. a cor. ‘ler o olhar de alguém’. não o compreendemos..

UERJ A escolha da figura humana no primeiro plano busca provocar no espectador a seguinte atitude: a) questionar a opção pelo tema. 2000. c) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o texto.221. fotografias podem ser lidas: o menino que aparece no primeiro plano funciona como o tema da foto. pois a leitura do mundo depende da leitura da palavra. pois a leitura da palavra depende da leitura do mundo.Interpretação de texto I Avançar . IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Com base na foto abaixo. UERJ O fotógrafo. pois a leitura de cada palavra depende da leitura do texto. Assim como textos. nos diz que: a) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. responda às questões de números 222 e 223. b) admirar a composição com o fundo. 223. ao enquadrar o trem parado ao fundo. ressalta o contraste entre: a) o metal e a terra. d) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo.” 89 SALGADO. enquanto o trem no segundo plano comenta este tema. Sebastião. pois a leitura da palavra não depende da leitura do mundo. UFR-RJ Paulo Freire. onde os refugiados se encontravam instalados. Êxodos. c) surpreender-se com o gesto do menino. e) quando se começa a ler o texto não se pode deixar de ler cada palavra. 222. ao afirmar que “a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e que a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”. em 1994. pois a leitura do texto depende da leitura da palavra. d) a infância e o mundo adulto. b) o real e o imaginário. c) o progresso e a guerra. d) refletir sobre o desamparo da criança. b) quando se começa a ler o mundo não se pode deixar de ler a palavra. São Paulo: Companhia das Letras. “O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado fez esta foto num campo de refugiados instalados em equipamentos ferroviários na fronteira da Croácia com a Sérvia e a Bósnia.

V – V – F – V 37. b 85. d 73. c 41. 56 42. V – F – V – F – F 18. V – V – F – F – V 95. b 46. c 36. V – F – V – V – F – F 2. V – F – F 39. a 26. d 55. b 25.Interpretação de texto I Avançar . 07 58. d 82. d IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c 72. e 84. b 68. e 7. b 13. d 56. 02 49. b 22. d 69. e 89. b 79. a 78. 01 50. d 23.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I 1 1. a 65. 54 10. V – V – V – F – F 17. a 19. c 24. F – V – V – V 77. e 53. a 40. c 64. b 12. V – V – F – V 9. b 4. c 57. c 8. a 52. a 34. c 54. c 6. c 27. b 30. a 81. b 31. b 88. e 51. V – V – F – V – F 92. e 80. V – V – F – V 93. c 47. d 66. c 15. V – V – V – F 74. 25 62. a 83. 05 71. V – V – F – V – F 91. b 63. b 87. 56 59. d 86. c 70. F – V – F – F – V – V 16. V – F – V – F – V – F 94. b 33. V – V – F – F – V 90. F – F – F – V 48. 28 60. d 44. c 45. d 35. b 21. V – F – V – F 3. V – V – F – F – F 29. c 5. b 11. c 32. d 43. V – F – F – F 76. a 20. V – V – V – F 75. V – V – F – F – V 28. F – V – V – V 38. b 14. V – V – F – V – F 96. 34 61. b 67.

V – V – V – F 108. b) Uma dentre as frases: • E o homem continua achando que um banho. b) O(s) dono(s) do cachorro. a 123.2 97. 120. V – F – V – V – V 125. a) Agora surgiu uma nova. V – F – V – F – V 127. e 112. no debaixo do capotão de meu avô. o animal desconfiado que tem dentro de nós. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a 111. a 129.Interpretação de texto I Avançar . • As crianças enterraram o coelho no fundo do quintal. podendo ser caprichosa. b 117. a 133. a 106. a 113. Nos currais do Sobradinho. c 104. 122. 80 105. F – F – F – V 126. c 134. b) Uma dentre as reescrituras: • As crianças enterram-no no fundo do quintal. 100. d 119. d 128. 98.ou Agora apareceu uma nova. Uma dentre as formulações: • Os textos são ambos narrados em primeira pessoa. 99. • As crianças o enterraram no fundo do quintal. V – V – F – V 110. V – F – V – V 109. • Julgamos os outros pela aparência. e 103. c 132. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. 101. A autoridade se considera digna de trato respeitoso e cordial. • Maquiada. • O ponto de vista é interno à narrativa. c 115. d 116. c 102. a) Narrativa. c 114. O primeiro texto apresenta um tom nostálgico e respeitoso diante do poder e da autoridade do patriarca.ou O ser humano. c 107. arbitrária e violenta. b 118. O segundo satiriza a família e os representantes da ordem social com quem o narrador travou contato. avô do personagem-narrador. passei os anos de pequenice. e não impõe a si mesma limites para reagir ao que julgue falta de consideração. 121. . . a) Julgamento pela aparência. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. d 130. c 124. d 131. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite.

d 154. c 196. V – V – F – F – F 160. e 210. 22 187. a 171. d 211. V – F – V – V 188. apontando o desencanto e o desencontro entre as personagens. a 195. d 159. b 157. b 165. b 143. b 204. a “que não amava ninguém”. b 177. uma personagem fora da quadrilha. e 137. c 169. e 214. a 178. O tema é tratado no texto 2 a partir de um tom crítico e irônico. V – F – V – F 184. a 216. b 180. a 170. 04 202.Interpretação de texto I Avançar . b 156. F – V – V – F – F 147. Pinto Fernandes. e 212. 51 201. 34 144. b 142. V – F – F – V 186. valorização da fantasia e da imaginação. a 222. a 153. c 166. b 172. Resposta: A concepção de amor no texto 1 indica idealização do sentimento amoroso e da mulher amada. d 215. c 219. c 136. e 173. d 182. V – F – V – F – V 164. a 176. 54 199.3 135. c 220. b 194. 09 158. c 152. c 155. a 140. V – V – V – F 161. d 209. e 179. d 163. b 218. e 175. 198. 08 185. d 150. c 151. d 181. c 213. b 191. c 203. c IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d 223. 46 200. b 190. a 141. ela se casou com J. d 217. 26 146. e 206. e 168. F – F 148. a 197. V – V – V – F 162. caracterização do poder absoluto do amor sobre as personagens. V – F – V – F – F – V 192. F – V – V – F – F 183. c 189. a 208. e 139. a 138. a 174. Diferente dos outros que cumpriram um destino solitário ou trágico. 43 145. a 205. c 167. e 221. e 193. Lili. b 207. é a única do grupo que ironicamente encontrou um par. F – V – V 149.

inclusive a vida e até a honra. resta emancipar o branco. discurso ou conversa. 1 GABARITO 1. gravíssima” e “Era nova. ‘Emancipado o preto. se era a política que o faria grande homem. Nascem modestamente. pág 59 – 60. que para Pedro era um ato de justiça. 37. são: metáfora em “A abolição é a aurora da liberdade”. Paulo. emancipando o preto. declarando no fim que tudo lhe poderia sacrificar. significa: “descobrir pelo tino. e para Paulo era o início da revolução. As próprias idéias nem sempre conservam o nome do pai. estão governando o mundo. caracteriza um hipérbato. em gazeta ou em viagem de terra ou de mar. Outrem a repetiu. mas a opinião uniu-os. Não atinou que a frase do discurso não era propriamente do filho. antítese. uma questão grave e gravíssima os fez concordar também. Cada um pega delas. era enérgica. mamãe. Paulo respondeu com trinta mil expressões de ternura.” Natividade ficou atônita quando leu isto. verteas como pode. era uma ameaça ao imperador e ao império. em “preto e branco. para os itens verdadeiros. Não atinou. Cap. achar. dar com.” ilustra um discurso indireto. as opiniões é que não. Alguém a proferiu um dia. ficou sendo patrimônio comum. Relia a frase da carta e a do discurso e tinha medo de o ver perder a carreira política. e vai levá-las à feira. pegou da pena e escreveu uma carta longa e maternal. ( ) “– As opiniões é que não. esperemos o sol. ela que sacrificara as opiniões aos princípios. era enérgica. concluindo um discurso em S. por conjetura ou por indício. onde todos as têm por suas. A data explica o fato: foi a emancipação dos escravos. e continuou a viver sem mácula. Estavam então longe um do outro. quando menos pensam. como no caso de Aires. pelo raciocínio. e F.. como a gente pobre. ainda que por diversa razão. Era nova. nascidas de nada e de ninguém.” ( ) “Trinta mil expressões de ternura”. era expressiva. acertar com. Nem sempre as mães atinam. repetiu Natividade.. Não achava explicação. em 1888. ‘Não. A diferença única entre eles dizia respeito à significação da reforma. ( ) Atinar.. e. Como então não sacrificar?. UEGO Assinale V. à semelhança das idéias. Há frases assim felizes. ( ) As figuras de linguagem presentes na frase do discurso.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . “Desacordo no Acordo Não esqueça dizer que. resta emancipar o branco’.’ — As opiniões é que não.LÍNGUA PORTUGUESA FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A Texto para a questão 1. repetiu Natividade acabando de ler a carta. metonímia em “esperemos o sol“. até que muita gente a fez sua.. as opiniões é que não. Natividade não acabava de entender os sentimentos do filho. “Essas definições encaixam-se perfeitamente à interpretação que Natividade deu ao contexto e à frase... Ele mesmo o disse. para os falsos: ( ) A citação: “uma questão grave. era expressiva” – constituem exemplos de gradação de idéias. no dia 20 de maio: “A abolição é a aurora da liberdade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . não era de ninguém.” Esaú e Jacó. muitas aparecem órfãs. conforme o dicionário Aurélio.

Aguiar estava encostado ao portal direito. por isso. Antonio. Fui a pé. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. Memorial de Aires. Pelotas-RS Leia atentamente o poema abaixo: “Lição sobre a água Este líquido é água. Ao transpor a porta para a rua. No texto. Foi nesse líquido que numa noite cálida de verão. Embora com exceções. ciclo hidrológico) mesclada a uma leitura conotativa. U. apareceu a boiar o cadáver de Ofélia com um nenúfar na mão. A mudança de tempo verbal na poesia simboliza a passagem de uma linguagem pretensamente denotativa para uma linguagem que relata ações humanas.”. Poesias completas (1956–1967). quando a pressão é normal. achei aberta a porta do jardim. GABARITO Após a leitura do poema. permite constatar o descompasso existente entre o mundo da ciência e o mundo da poesia. “Sem data Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. Ao fundo. e) somente a afirmativa I. sais. b) coloquial. Quando pura é inodora. tinha os braços cruzados à cinta. move os êmbolos das máquinas. se denominam máquinas de vapor. o autor está empregando a linguagem: a) denotativa. Na segunda estrofe. sob tensão e a alta temperatura. Machado de. II. c) conotativa. b) as afirmativas I e III. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. 2 3. dei com os dois velhos sentados. há uma leitura denotativa da realidade (propriedade e funções da água.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Aguilar. D. Com relação às afirmativas acima. embora incorreta. dissolve tudo bem. olhando um para o outro. 244-5.Leia o texto a seguir e responda a questão. Portugália. à entrada do saguão. 2. É um bom dissolvente. Consolava-os a saudade de si mesmos. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. que. 1989. mas de um modo geral. ‘Lá estão eles’. p. disse comigo. Rio de Janeiro. Lisboa.” ASSIS. Congela a zero graus centesimais e ferve a 100. d) paradoxal.” GEDEÃO. c) as afirmativas I e II. lição pretendida pelo eu-lírico. pode-se dizer que está(ão) correta(s): a) somente a afirmativa III. pois na água também há um lugar para a tragédia humana. UFR-RJ Em “Consolava-os a saudade de si mesmos. d) as afirmativas II e III. Carmo. ácidos. bases. com as mãos sobre os joelhos. In: Obra Completa. Reduzida a vapor. 1972.F. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. à esquerda. III. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. há uma informação físico-química que. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . sob um luar generoso e branco de camélia. insípida e incolor. analise as seguintes afirmativas: I. entrei e parei logo. e) sinestésica.

U. Alfenas-MG Considere as seguintes afirmações a respeito do excerto acima.5) e olhos tão ávidos (v.Texto para a questão 4: “A Paz 1. compreensão e interpretação textuais. Na branca toalha. 3 4. Desnudos. Sentaram-se à mesa.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . ( ) olhos opacos (v. IESB Julgue os itens. pois é do seu trabalho que resulta a força propulsora que impulsiona o sangue através de toda a rede vascular. Sentiu-lhes a fome. Ao longo estendida. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . IV. entre outras. Predomina no texto o nível elevado de linguagem por situar-se acima da linguagem padrão. II. d) III e IV. E ele chegou. Olhou-os nos olhos. III. Vieram vestidos De linho. caracterizada por um léxico próprio das áreas da ciência e da filosofia.” 5. I. Nem vinho. Alforjes vazios. sem incorrer em qualquer erro gramatical. c) II e IV.” Neusa Peçanha. A função de linguagem predominante no excerto é a referencial. Os olhos opacos. 5. e) I e IV. Na redação do texto. ( ) O terceiro movimento da leitura do texto apresenta intertextualidade com o texto bíblico. nem pão. 20. conseqüência. Nem água. Vieram famintos. GABARITO Texto para a questão 5. Chamou-os meus filhos. Estão corretas as afirmações dos itens: a) I e III. ( ) O verso 21 poderia ser escrito assim: “Chamou-os de meus filhos”. A palavra “pois” introduz oração que indica conclusão. b) I e II. Sentaram-se à mesa. 10. nem peixe. ( ) Os dois primeiros movimentos do texto juntam indivíduos de diferentes classes sociais. De seda. Serviu-lhes a paz.11) configuram oposição em nível conotativo. segundo os critérios da leitura. “O sistema circulatório sangüíneo é um vasto e complexo circuito de vasos que tem como peça principal o coração. 15. Sentiu-lhes o frio. ( ) Nos versos 16 e 17. Alforjes tão cheios Os olhos tão ávidos. foi usada a linguagem de nível técnico. Cansados. ocorre a figura de construção chamada polissíndeto.

Já se vê pois que as fortunas do Leonardo redundavam-lhe sempre em mal. ofendê-lo em sua vaidade de bom comandante de polícia. e) meditativo. a seqüência que apresenta sentido claramente irônico. e) destruir. c) envaidecido./S. na 1ª linha. fosse qual fosse a sua natureza. Mário. Se o Leonardo não tivesse fugido. O romântico fruto de uma pisadela e de um beliscão. ed. b) machucar-se. Quem quebrou a cara fica mesmo com cara de esparadrapo. 4 GABARITO 7. ficava-lhe sob a proteção. citada. O vocábulo que melhor traduz o emprego conotativo dessa expressão é: a) fracassar. b) eufórico. uma vida tão regular e tão lícita.’” ALMEIDA. Rio de Janeiro. UFMS Leia o texto abaixo. d) desanimar. o sentimento do Major frente à situação. aliás de nobre sentido. de ser seu amigo. no caminho para a prisão. Globo 1987 p. “Memórias de um Sargento de Milícias (fragmento) No capítulo XIII. pois certas palavras e expressões apresentam significados novos ou fora do comum. há outras. por fim de contas. principalmente quando se tinha. driblando a escolta. d) fosse qual fosse a sua natureza. O trecho abaixo reproduzido é parte desse capítulo e aborda. intitulado Escapula. no romance não há lugar para as tintas sentimentais e heróicas nem para o abuso de peripécias inverossímeis.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .Leia o texto a seguir e responda a questão. UFR-RJ A expressão “quebrar a cara” é largamente empregada na língua portuguesa com sentido conotativo. ‘incunábulo*’. d) enfurecido. e arranjasse depois a soltura por qualquer meio. Nesse sentido. era realmente um mal naquele tempo ter por inimigo o Major Vidigal. como o Leonardo. 6.) arranjasse depois a soltura. mas tendo-o deixado mal. muitas vezes.” QUINTANA. ‘O Major Vidigal fora às nuvens com o caso: nunca um só garoto. o Leonardo havia sido detido pelo Major Vidigal.. FTD.” WALDMAN. o Vidigal era até capaz. Berta. 2 – Começo. por isso.m. 1 – Diz-se do livro impresso até o ano de 1500. consegui fugir. Da preguiça como método de trabalho. No entanto. entre outras coisas. extraído de um ensaio sobre Memórias de um Sargento de Milícias. c) uma vida tão regular e tão lícita. e degradá-lo diante dos granadeiros. lhe havia podido escapar. tão do gosto do romance romântico da época. *Incunábulo: [do lat. que parecem estar insinuando outra coisa. c) desistir. 1992. e tinha-o consigo em todas as ocasiões. e devem ser entendidas no contexto em que se encontram. “Prodígio de humor e ironia.. por exemplo.. em Memórias de um Sargento de Milícias. UFMS O texto literário utiliza a língua de maneira criativa e original.. origem. uma leitura nos surpreende. IMPRIMIR Identifique entre as alternativas abaixo. São Paulo. retiradas do fragmento transcrito do romance. sob pena de a compreensão do texto como um todo ficar prejudicada. 83. indica que o Major ficara: a) indiferente. a quem uma vez tivesse posto a mão. a expressão fora às nuvens. “Esparadrapo Há palavras que parecem exatamente o que querem dizer. mas. isento de qualquer traço idealizante. e) inimigo irreconciliável. “Esparadrapo”. Voltar Língua Portuguesa . Quem pregava ao Major Vidigal um logro. Manuel A. Texto para as questões 7 e 8. e entretanto aquele lhe viera pôr sal na moleira. de. Por exemplo. Memórias de um Sargento de Milícias. b) em sua vaidade de bom comandante de polícia. a) se o Leonardo (. Incunabulu: berço] Adj. 8. tinha-o por seu inimigo irreconciliável enquanto não lhe desse desforra completa.

11. d) . e) companhia. e não o sentido figurado.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . foi a formação moral herdada de nossos fundadores. com boas intenções. Está correto o que se afirma: a) em I. indispensável para a afirmação da cidadania. acreditamos. é uma das boas notícias que aguardamos para o próximo século. PUC-PR Considerando apenas o sentido próprio... c) em I e II.. e) apenas em II. II e III. b) em II e III. A continuação do exercício desta prática jornalística. III. tem especial relevância a existência da imprensa livre. participativa e laica. b) Esta base. O texto constrói-se basicamente no uso de sinestesias e prosopéias. que possibilite o trânsito correto da informação. U. b) casa. c) .. Esta base.” SCHRAMM. assinale a alternativa que contenha um sinônimo para a palavra senda: a) vereda. Egon José. Na construção de uma sociedade justa e democrática. o autor premia os cinco sentidos do corpo humano. tem especial relevância a existência da imprensa livre. da difusão da informação de interesse público. d) turma. retirada do texto acima.) Mas a cidadania não se constrói apenas com palavras. interpreta e explica os dados da realidade. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . É o tipo de texto que analisa. cremos. 10. Univali-SC “Visões de um novo tempo (. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água.9. conotativo.” Carlos Drummond de Andrade. da difusão da informação de interesse público.. e) A continuação do exercício desta prática jornalística. pluralista. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. d) apenas em I. 22 de setembro de 1999. Considere as seguintes afirmações: I. 5 Indique a opção.... de qualidade e com profunda afinidade com a realidade.. Jornal de Santa Catarina. cuja frase. que acreditavam poder aqui edificar uma sociedade livre. cremos... o desejo de interferir ativamente no comando dos destinos da comunidade. Nas referências descritivas de seres inanimados.. se vale do sentido como conotativo da linguagem: a) Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. c) banda. II. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. denotativo... Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente.

entendemos os anos de mil e quinhentos. Há portanto certos modos de dizer. para referir-se a determinados fatos. de membros da mesma frase. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. o interno não agüenta tinta. Divergência digo. pela qual se pode evitar usar expressões mais diretas ou chocantes. ( ) A expressão “ganham direito de cidade” alude à irrefutável inserção de novos termos na língua e sua conseqüente aceitação por parte de todos que a utilizam. GABARITO 13.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . cuja opinião é diversa da minha neste ponto. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. nem tudo temos os modernos. Mas se isto é um fato incontestável. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. porque. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. ou antes por uma exageração de princípio. / “Os amigos que me restam são de data recente.” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . como tudo cansa. Cada tempo tem o seu estilo. ( ) Há silepse de pessoa em “nem tudo temos os modernos”. em relação à semântica e à estilística. ou de dois ou mais versos.” e) Onomatopéia é o emprego de palavra cuja pronúncia imita o som natural da coisa significada. são os erros de grafia e de pronúncia das palavras. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. porém. / “O que aqui está é. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. não se lêem. porém de sentido diferente. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. ( ) Por “no século de quinhentos”. / “Entretanto. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. Feitas as exceções devidas. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. Quis variar e 1embrou-me escrever um livro. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. / “Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falar-me e a dizer-me que. UFF-RJ Assinale a opção em que os elementos grifados nos trechos a seguir exemplificam a figura de linguagem apresentada.” 6 ( ) Os “solecismos” de que nos fala no texto. e que apenas conserva o hábito externo.” d) Metonímia é a designação de um objeto por palavra designativa de outro objeto que tem com o primeiro uma relação. esta monotonia acabou por exaurir-me também. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. se fazem novas.” b) Eufemismo é uma substituição de um termo. outros há que os adotam por princípio. A este respeito a influência do povo é decisiva. a) Paronomásia é o emprego de palavras semelhantes no som. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. – não me parece que se deva desprezar. ( ) “Divergência” não implica diferentes posturas diante do tema abordado por Machado.” c) Anáfora é a repetição de uma ou mais palavras no princípio de duas ou mais frases. / “Ora. pegasse da pena e contasse alguns. o capricho e a moda inventam e fazem correr. “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. mal comparando. vida diferente não quer dizer vida pior. Nem tudo tinham os antigos. locuções novas.12. à força de velhas. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. como se diz nas autópsias. A influência popular tem um limite. não se lêem muito os clássicos no Brasil. AEU-DF Leia o texto “A língua na literatura brasileira” e depois julgue os itens seguintes. desentranhar delas mil riquezas que. Em geral. Pelo contrário. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. o que é um mal. mas que sabem perfeitamente os clássicos. é outra coisa. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos.

mas já não me perguntam mais. não? No Rio de Janeiro. Domingo de manhã também é a rosa da semana. II. vejo que é sábado de tarde. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. A palavra paciência tem um sentido denotativo. Global. Então eu não digo nada. Os melhores contos de Clarice Lispector. Clarice. o rosto inchado. e) II. quando se pensa que a semana vai morrer. 1997. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. São também utilizadas expressões populares no texto. Reconheça as figuras de linguagem que aparecem nestas duas frases. F. c) todas as afirmações estão corretas. III. sangue e mel. 16. e o vento: uma picada. Se chovia só eu sabia que era sábado. b) apenas a III está correta. a) ironia e hipérbole. a abelha no quintal. Seleção de Walnice Galvão. de súbito. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. A alternativa correta considerando o texto apresentado é: a) nenhuma está correta. 15. Use V.. antes do vento espantado poder recomeçar. ( ) A expressão Tem sido sábado deixa de indicar um dado sobre o tempo e descreve o estado de espírito da personagem. 7 ( ) Sábado ao vento e grande esforço metálico são construções de valor denotativo e monossêmico. para os verdadeiros. São Paulo. c) antítese e metáfora. Tem sido sábado. uma rosa molhada. IV. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas.14. aparentemente submissa. Há antíteses na letra da música acima. e) contraste e alusão. GABARITO Analise as afirmações abaixo com base no texto apresentado. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .M. I.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Itajubá-MG “Motivos de alegria e de tristeza” – “. III e IV estão corretas. nós já tínhamos tomado banho. e F para os falsos. trancados na ilha do nosso egoísmo”. O autor se utiliza de prosopopéia em alguns versos. b) eclipse e paralelo. vou na valsa A vida é tão rara Enquanto todo mundo espera a cura do mal E a loucura finge que isso é normal Eu finjo ter paciência O mundo vai girando cada vez mais veloz A gente espera do mundo e o mundo espera de nós Um pouco mais de paciência” Lenine.. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. UFMT-Modificada Antes de julgar os itens abaixo. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. d) I e IV estão corretas. ( ) Ocorre personificação em a semana vai morrer e antes do vento espantado.” LISPECTOR. Univali-SC “Paciência Até quando o corpo pede um pouco mais de alma A vida não pára Enquanto o tempo acelera e pede pressa Eu me recuso faço hora. sábado de manhã. leia o texto “Atenção ao sábado”. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. d) ênfase e comparação.

de uma boca para a outra. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. ótimo. Sendo assim.)” NOVEIRA.. O arado e a estrela. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. dará mais sabor à erva. a conversa será mais lenta.” 16. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. (. sem rede de segurança .. ( ) A expressão “sem rede de segurança” significa sem as amarras da técnica poética tradicional. aquele(s) em que há presença de conotação. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. explosão criadora. “É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. morena e matuta. jamais fiz distinção entre uns e outros. com os espetáculos de circo dos parnasianos. Campo Grande.. p. ( ) Os “acrobatas” são os poetas parnasianos em oposição aos nefelibatas simbolistas.” 02. Quanto a estes. entre novos e velhos. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. IMPRIMIR GABARITO 01. 23. Acontece que. identifique. Raquel. AUE-DF Leia o texto “Novos & velhos” e julgue os itens seguintes. retirados do texto de Raquel Noveira. não existe geração espontânea. Quanto a mim. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. Ed. Tereré é o refresco. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. “.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Voltar Língua Portuguesa . em relação à semântica e à estilística. De acordo com o clima. como resposta. sem açúcar. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. UCDB. Se alguém falar alguma frase. “Chimarrão é o mate cevado. Os (ainda) chamados modernistas. 18. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. alguma palavra em guarani. 1996. entre os trechos abaixo. uma bomba ou bombilha e a erva moída. sob um laranjal. tudo muito morno e quente. ‘Carregar mate’ significa alguém ficar segurando a chaleira. por sua vez. próprio. ( ) Há ironia em “a sandice não constitui privilégio de ninguém”. passa-se do chimarrão ao tereré. respeitando a vez de cada um. sob um laranjal. ( ) Ao colocar entre parênteses a palavra “ainda” . fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. em prol do equilíbrio universal. Tanto de um como de outro grupo etário. regado a água quente. são por natureza os nossos filhos naturais. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. bem gelado. E assim.” 8 ( ) No texto “geração espontânea” reporta-se a criação súbita. ressuscitada a cada geração. “Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfumarem a tarde com suas pontas de lata. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. “O ideal é tomá-lo numa grande roda. O ideal é tomá-lo numa grande roda. além de tudo. para não azedar o mate. UFMS A conotação ocorre quando as palavras ganham. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. Chimarrão é o mate cevado. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não.. regado a água quente. no texto em que estão inseridas. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela.” 08. como chê-kambá ou cunhataí. embora sem querer. na incauta adolescência. Se houver os serviços de alguma bugra para ‘carregar mate’. Quintana alude ao sentido denotativo da palavra modernista.17. com a sua livre poética. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. passar a cuia de uma mão para a outra. sem açúcar. a soma das alternativas corretas. a conversa será mais lenta. um outro sentido que se acrescenta ao seu sentido primeiro (sentido denotativo.” Dê. sem querer. de cachimbo da paz.” 04. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. E. habitual).

retiradas de revistas de circulação nacional. UEMS Sobre a linguagem utilizada nesse trecho.. sem mudar o sentido. agosto/99 (ANTÍTESE). Foram utilizados dois níveis de linguagem.. “. b) I.. c) “A canoa furada dos impostos” – Veja. b) prosopopéia. 20. Predomina nessa frase a figura de linguagem denominada: a) metáfora... c) hipérbole. Estão corretas: a) II e III.. 22. com vocabulário rico. c) Tu trazes o revólver que vais dominar o caixa. sujou. O conteúdo e o vocabulário da linguagem dos assaltantes não está de acordo com os níveis de linguagem empregados. ou seja. c) I. e outro culto. Leia o texto abaixo e responda às questões 21 e 22. Pra arejá.. Alfenas-MG “Os prédios são altos e se espreitam traiçoeiramente com binóculos na sombra”. U. b) “A supermoeda murchou“ – Veja. d) “Um passado escrito por pólen e lascas de madeira” – Superinteressante. e) I e II. disfarça. agosto/99 (PROSOPOPÉIA).. – Tá com o berro aí? – Tá na mão..Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . e) ironia.. Univali-SC Indique o item em que a figura de linguagem existente nas manchetes. d) I e III. enche o cara de chumbo. 30/06/99 (METÁFORA). e) Traga o revólver que vamos dominar facilmente o caixa. tá recheado? – Tá. III. – Ih.. É só entrá e pegá. O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela fenomenologia de Feurbach. Dois homens tramando um assalto. – Valeu. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . na passagem do guarda. O guarda passa por eles. cheio de gírias. é correto afirmar: I. sendo um popular.... O guarda se afasta. – Então vamlá.. – Discordo terminantemente.” Luís Fernando Veríssimo. Apareceu um guarda. 27/01/99 (METONÍMIA).. UEMS A expressão “Tu traz o berro que nóis vemo rendê o caixa bonitinho”. por: a) Você traz o revólver que nós vamos dominar o caixa bonito. 9 GABARITO 21. – O berro. b) Me traga o revólver que nós vamos dominar facilmente o caixa. A linguagem utilizada pelos assaltantes pode ser considerada correta apenas no segundo momento de suas falas. Disfarça. está denominada corretamente entre parênteses: a) “O pai do ciberespaço” – Isto é. II. d) eufemismo. mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho.. II e III. Servicinho manero. e) “O gigante e os anões” – Superinteressante. poderia ser substituída.. – Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com algumas sílabas a mais. 14/04/99 (PLEONASMO).19. em linguagem formal. – Podes crê. d) Traga-me o revólver que vamos dominar de maneira bela o caixa. Ou que os iluministas do século 18. Engrossou.

Voltar Língua Portuguesa .Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . A figura de linguagem em questão é a: a) catacrese. e) “Quando a gente é novo. despertando atenções para o eu-lírico. c) “Luar. Drops de abril.” CHACAL. e) Ambos ridicularizam a desilusão amorosa. b) Vi com meus próprios olhos. e) emprego de termos que se referem a conceitos contrários. U. preferindo dar ênfase aos assuntos cotidianos.” 24. presente e futuro.)” José Paulo Paes. c) Ambos enfocam a temática amorosa. é correto afirmar: a) Ambos redimensionam a desilusão amorosa tanto através da elevação espiritual quanto do recurso a elementos prosaicos. 13. Ninguém chupa a manga da camisa. b) relação de termos que consiste no uso do todo pela parte. 26.23. Beijo na boca. d) metonímia. 10 Na composição do excerto. b) sinestesia. p. e) perífrase. a) Aos amigos faltou-lhes coragem. Alfenas-MG Definição: “Silepse é uma figura de linguagem que ocorre quando efetuamos a concordância não com os termos expressos. gosta de fazer bonito. d) relação entre percepção de sentidos diferentes. Rio de Janeiro: 7 letras. d) Ambos ignoram a temática amorosa. UFR-RJ No fragmento “que bom passar a mão no som da percalina” percebe-se: a) a correlação entre o sentido próprio e o sentido figurado das palavras. que sofre transformações decisivas do passado para o futuro. Londrina-PR Leia os poemas abaixo: “Pronto pra outra gravei seu olhar seu andar sua voz seu sorriso.. espere um pouco / Que é pro meu samba poder chegar. U. 1984. U. (.E. São Paulo: Brasiliense.. através da ironia que minimiza diferenças entre passado. p. 2ª ed. o poeta emprega termos figurados por falta de palavras mais apropriadas. c) metáfora. como na poesia marginal em geral. você foi embora e eu vou na papelaria comprar uma borracha. 87. c) suavização de uma idéia através da substituição de uma palavra. 2000. Assinale a alternativa em que esse tipo de figura acontece. IMPRIMIR Sobre os poemas. 25.” d) Toda profissão tem seus espinhos. b) Ambos focalizam a temática amorosa. embora continuem professando a fé no amor definitivo que não será superado sequer pela morte. mas com a idéia a eles associada em nossa mente”. “Happy End o meu amor e eu nascemos um para o outro agora só falta quem nos apresente” GABARITO CACASO. Alfenas-MG “Ninguém coça as costas da cadeira.

27. UFGO-Modificada
“Mestre do Coro Quem te ensinô essa mandinga? - Foi o nego de sinhá. O nego custô dinhero, dinhero custô ganhá, Camarado. Coro Cai, cai, Catarina, sarta de má, vem vê Dalina. Mestre do Coro Amanhã é dia santo, dia de corpo de Deus Quem tem roupa vai na missa, quem não tem faz como eu.”

11

O fragmento transcrito apresenta um registro lingüístico próprio também das rodas de capoeira, conforme pode ser atestado em O pagador de promessas, de Dias Gomes. Sobre a linguagem do trecho citado, pode-se afirmar que: ( ) a variedade não-padrão cumpre seu papel comunicativo, desde que pautada pela clareza e coerência. ( ) na 1ª estrofe, o vocábulo custô tem o mesmo sentido, nas duas construções em que foi usado. ( ) a palavra camarado apresenta uma flexão de gênero, imprópria, de acordo com a norma padrão. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 28.
“O samba do Ernesto O Arnesto nos convidô prum samba Ele mora no Brás Nóis fumo e não encontremos ninguém Nóis vortemos com uma baita duma reiva Da otra vez nóis num vai mais Nóis num semos tatu Notro dia encontremos co’ Arnesto Qui pidiu discurpa mas nóis num aceitemos Isso num si faiz Arnesto nóis num s’ importa Mais você devia ter ponhado um recado na porta Ansim Óia turma num deu pra espera Aduvido que isso num faiz már Num tem importância nóis si habitua”
Adoniran Barbosa e Nicola Caparrino.

GABARITO

28. UFMT ( ) O texto retrata um pedido de desculpas de amigos que não se vêem há muito tempo. ( ) “Aduvido, vortemos, ponhando, ansim, óia” são marcas de uma variedade lingüística utilizada por pessoas de pouca ou nenhuma escolaridade. ( ) “Prum, num, cuma, duma, pra” marcam a moralidade oral do texto. ( ) Sempre que é usada a primeira pessoa do plural, no texto, a desinência verbal é adequada.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Funções da linguagem e Linguagem figurada

Avançar

29. Uniube-MG
“Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. Chegou-se à beira do rio. A areia fofa cansava-o, mas ali, na lama seca, as alpercatas dele faziam chape-chape, os badalos dos chocalhos que lhe pesavam no ombro, pendurados em correias, batiam surdos.”
RAMOS, Graciliano, Vidas secas.

Observando-se, neste excerto de Vidas secas, a linguagem do autor, pode-se afirmar que a expressão grifada é uma figura de linguagem denominada: a) onomatopéia. b) pleonasmo. c) aliteração. d) eufemismo. 30. U.E. Londrina-PR Observe os quadros abaixo.

12

GABARITO

O comentário irônico de Mafalda no último quadro refere-se, fundamentalmente, a uma figura de linguagem presente nos quadros anteriores, que é: a) hipérbole. b) metáfora. c) aliteração. d) metonímia. e) pleonasmo. 31. Uniube-MG Há figuras de linguagem em: I. antítese em “o meu dia foi bom, pode a noite descer”; II. prosopopéia em “a noite com seus sortilégios encontrará lavrado o campo, a casa limpa, a mesa posta”; III. metáfora em “com cada coisa em seu lugar”; IV. comparação em “quando a indesejada das gentes chegar / (não sei se dura ou coroável)”. Estão corretas as afirmativas: a) I e II. b) I e III. c) I e IV. d) II e IV.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Funções da linguagem e Linguagem figurada

Avançar

Leia, a seguir, o fragmento retirado do livro Macunaíma, de Mário de Andrade, e responda a questão 32.
“– Meu avó, dá caça pra mim comer? – Sim, Currupira fez. Cortou carne de perna moqueou e deu pro menino, perguntando. – O que você está fazendo na capoeira, rapaiz! – Passeando. – Não diga! – Pois é, passeando... Então contou o castigo da mãe por causa dele ter sido malévolo pros manos. E contando o transporte da casa de novo pra deixa onde não tinha caça deu uma grande gargalhada. O Currupira olhou pra ele e resmungou: – Tu não é mais curumi, rapaiz, tu não é mais curumi não... Gente grande que faiz isso...”

13

32. UFGO Uma característica importante das línguas é o fato de que elas não são uniformes nem estáticas. Fatores como região, classe social, idade, entre outros, explicam suas variações. Tendo em vista o comentário que você acabou de ler e as particularidades lingüísticas do trecho de Macunaíma, julgue os itens. ( ) A construção “dá caça pra mim comer” é típica da linguagem oral, representado, portanto, uma variação de “dê-me caça para eu comer”, própria da norma padrão. ( ) O emprego de palavras como “rapaiz” e “faiz”revela variação no nível dos sons, indicando pronúncia de um falante, no caso o Currupira, que utiliza a variedade padrão língua. ( ) Em “por causa dele ter sido malévolo”, ocorreu uma variação no nível sintático, uma vez que esse enunciado, na norma padrão, corresponde a “por causa de ele ter sido malévolo”. ( ) O enunciado “Tu não é mais curumi”, apesar de ser um exemplo de falar informal, está de acordo com a língua padrão, como se pode verificar pela concordância verbal. 33. Cesgranrio Assinale a opção em que há correspondência entre o período e o recurso estilístico a ele atribuído. a) “Quem pode vai para fora” – hipérbato. b) “Aquele jardim era meu amigo” –metonímia. c) “Eles são as minhas aldeias” – metáfora. d) “Uma voz de água no silêncio” – anáfora. e) “Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!” – anástrofe. 34. U. Santa Ursula-RJ-Modificada Primeiramente, nos versos “de carne e de memória” / “de osso e de esquecimento” e nos versos “bocas bafos bacias” / “bandejas bandeiras bananeiras”, o autor se utiliza dos seguintes recursos de linguagem: a) metáfora e comparação; b) metonímia e aliteração; c) antítese e aliteração; d) comparação e hipérbato; e) paradoxo e aliteração.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Funções da linguagem e Linguagem figurada

Avançar

LÍNGUA PORTUGUESA

1

FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. V–V–F–F–F c d V–V–V–V–V a a d c d c d F–F–V–V–V b F–V–V c c V–V–F–V–V 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 18 b a b e e a a d V–F–V F–V–V–F a c a V – F –V – F c c

IMPRIMIR

GABARITO
Voltar

Língua Portuguesa - Funções da linguagem e Linguagem figurada

Avançar

LÍNGUA PORTUGUESA

V O C A B U L Á R IO
1. UFRN-Adaptada Essas previsões podem parecer ousadas, mas, no fundo, são até conservadoras” Assinale a opção em que o vocábulo traduz o sentido de ousadas: a) audaciosas. b) magníficas. c) impulsivas. d) duvidosas. 2. Unifor-CE Assinale a alternativa em que se substitui uma frase por outra de sentido equivalente. a) os videogames induzem à passividade = os videogames não permitem o isolamento. b) a ponto de não ter de esforçar-se = tanto que não precisa de muita vontade. c) porque inibem a vontade = porque estimulam o desejo de brincar. d) o jovem tende ao retraimento = o jovem procura distrair-se. e) Atividades físicas e em grupo são um antídoto = exercícios físicos comuns são a solução. 3. Emescam-ES
“Hoje, a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. Momento por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos, que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. Aos quatro anos, eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distância a idade fisiológica da psicologia, corpo de criança e alma de mulher. O sonho é substituído pela TV, as histórias cedem lugar aos programas de auditório, e as fadas, bruxas e reis, aos brinquedos eletrônicos. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. (...) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto, cansadas perante um futuro que ainda não viveram, viciadas em indigência intelectual e espiritual.”
Excerto de “Memória de um Dinossauro”, de Frei Betto. A Gazeta, Vitória, 08. set. 98 p. 05.

1

GABARITO

Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto; isso ocorre em: a) “suficiente discernimento” – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso; b) “insistência pirralha” – teima persistente da criança; c) “embotelhada em danças” – especialista em danças; d) “ritmo da esquizofrenia” – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais; e) “indigência intelectual e espiritual” – pobreza de cultura e de espírito. 4. UFF-RJ No fragmento “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência.”, pode-se substituir a palavra em negrito, sem alteração de sentido, por: a) limite. b) momento final. c) término. d) objetivo. e) ponto extremo.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Vocabulário

Avançar

5. Univali-SC
“Retrato do Brasil quando ainda jovem Como se explica o otimismo de nosso povo? Algumas pesquisas e levantamentos recentes, tenham ou não a ver com as comemorações dos 500 anos de Descobrimento, revelam um Brasil cuja ambigüidade torna cada vez mais difícil decifrá-lo e defini-lo em termos de personalidade e temperamento. De um país em crise e cheio de mazelas, onde, segundo o IBGE, quase um quarto da população ganha R$ 4,00 por dia, o que se esperaria? Que fosse a morada de um povo infeliz, cético e pessimista, não? Não. Por incrível que pareça, não. Os brasileiros não só consideram seu país um lugar bom e ótimo para viver, como estão otimistas em relação ao seu futuro e acreditam que ele se transformará numa superpotência em cinco anos. Pelo menos essa é conclusão de um levantamento sobre a “utopia brasileira” realizado há pouco pelo Data Folha.”
VENTURA, Zuenir. Época, 08/05/2000.

2

Os sinônimos que poderiam ser utilizados para substituir as palavras destacadas no texto encontram-se, respectivamente, na opção: a) impressão / descrente / fantasia; b) equívoco / duvidoso / infelicidade; c) incerteza / seco / irrealização; d) indeterminação / cego / quimera; e) que tem dois sentidos / que não crê / felicidade. 6. Unifor-CE Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases apresentadas. Sem ..............., a criança ............... os comandos do jogo eletrônico, em que ............... eram perseguidos. a) hesitar – compulçava –animaizinhos b) hesitar – compulsava – animaisinhos c) hesitar – compulsava – animaizinhos d) exitar – compulsava – animaisinhos e) exitar – compulçava – animaizinhos 7. Unifor-CE Uma sociedade ............... é aquela em que os ............... têm ............... dos problemas que atingem todos aqueles que a compõem. As lacunas serão corretamente preenchidas com: a) armonioza – previlegiados – consciência b) armoniosa – privilegiados – conciência c) harmonioza – privilegiados – conciência d) harmoniosa – previlegiados – consciência e) harmoniosa – privilegiados – consciência 8. U.F. Juiz de Fora-MG “...Sou adepto do voto inútil! Vote inútil!!!” (Luiz Eurípedes Massiére) Um significado alternativo para a palavra acima destacada é: a) partidário. b) contrário. c) representante. d) rebelde. 9. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Para se restringir a compreensão das mensagens a uns poucos detentores do código lingüístico...” = limitar. b) “O uso correto do idioma não é um refinamento...” = requinte. c) “Porém, o oficialismo deveria, pelo menos, abster-se de usar estrangeirismos para evitar o ridículo de ser brega...” = impedir. d) “Não se trata de xenofobia.” = aversão a coisas estrangeiras.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Vocabulário

Avançar

10. UFPR Leia o texto abaixo:
“A referência a Xuxa, além de providencial, é pertinente. Ela é pioneira nesse fenômeno, tão característico do Brasil de hoje, que é a erotização das crianças. Faz anos que, consciente ou inconscientemente, lhes dá aulas de sedução. Outras a seguiram na TV, entre louras que a imitam e reboladoras profissionais, mas Xuxa detém a palma do pioneirismo. Merece ser considerada um símbolo da permissividade da televisão brasileira.”
Veja, 18/08/1999.

Marque V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que todas as expressões são apropriadas para substituir as expressões em negrito, sem prejuízo para o sentido do texto. ( ) menção – apropriada – interrompe – da licenciosidade. ( ) convocação – irritante – conserva – da abertura. ( ) observação – relevante – possui – da liberalidade. ( ) menção – apropriada – conserva – da falta de limites. ( ) saudação – obrigatória – interrompe – do vale-tudo. ( ) alusão – relevante – ostenta – da liberalidade. 11. Unifor-CE O solecismo ou erro de sintaxe torna a linguagem ...............ou ..............., por estar em ............... com as normas do padrão culto da língua. As lacunas da frase apresentada estão corretamente preenchidas em: a) incompreencível – imprecisa – dezacordo b) incomprensiva – imprescisa – desacordo c) incomprensiva – imprecisa – dezacordo d) incompreensível – imprecisa – desacordo e) incompreensível – imprescisa – desacordo 12. Unifor-CE O vocábulo em negrito está corretamente substituído por outro, sem prejuízo do sentido original, em: a) a influência do povo é decisiva = prejudicial. b) não lhe inseriu riquezas novas = descobriu. c) a receber e dar curso a tudo = ensinar. d) depurando a linguagem = purificando. e) se isto é um fato incontestável = divergente. 13. U. Alfenas-MG-Adaptada A palavra “então” do trecho “apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura como autor da nota” tem o sentido de: a) naquela ocasião. b) nesse caso. c) além disso. d) nesse tempo. e) naquele lugar. 14. PUC-RJ-Adaptada
“Se além das prendas (...), D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência...”
Machado de Assis.

3

IMPRIMIR

GABARITO

As expressões abaixo estão dicionarizadas como acepções possíveis para preterir. Qual delas melhor poderia substituir o verbo no contexto em que é empregado no texto? a) ultrapassar. b) omitir. c) deixar de parte. d) ir além de. e) ser ilegalmente promovido.

Voltar

Língua Portuguesa - Vocabulário

Avançar

15. Unifor-CE A expressão em negrito está corretamente substituída por outra, sem prejuízo do sentido original, em: a) provocam cíclicas retrações = periódicas diminuições. b) premido pelas circunstâncias = decepcionado. c) para satisfazer exigências formais = leis costumeiras. d) mão-de-obra não-especializada = trabalho incomum. e) um futuro se não promissor = de desesperança. 16. Uniube-MG-Adaptada A expressão “dia-a-dia” no trecho “as coisas mais simples do nosso dia-a-dia”, pode ser substituída, sem que se altere o sentido da frase, apenas pela expressão grifada em: a) Não há trabalho para se fazer de supetão, mas dia a dia. b) Dia após dia aumenta a violência em nosso país. c) Obras de Machado de Assis fazem parte de meu cotidiano. d) A insegurança do brasileiro aumenta a cada dia. 17. Uniube-MG “Se pintar um clima, você pode caprichar no estilo, descolar um gato e curtir um papo legal.” Considerando-se a variedade lingüística que se pretendeu reproduzir nessa frase, é correto afirmar que a expressão proveniente de variedade diversa é: a) pintar um clima; b) caprichar no estilo; c) descolar um gato; d) curtir um papo legal. 18. Univali-SC
“Notas de um Nobel A julgar pelas últimas declarações do escritor português José Saramago, o Prêmio Nobel de Literatura que lhe foi atribuído em 1998 tornou-se um fardo difícil de ser carregado. Saramago reclama de falta de tempo para escrever. Hoje ele é uma espécie de arauto da língua portuguesa que percorre os quatro cantos do mundo propagandeando o idioma de Camões. Os recém-lançados Cadernos de Lanzarote II, segundo volume de seus diários, vão de 1996 a 1997 e mostra um Saramago andarilho, que deixa seu lar em Lanzarote, uma das Ilhas Canárias, dá voltas pela Europa, circula no Brasil e ainda tem tempo de salpicar as páginas de seu diário com observações perspicazes e poéticas. Para quem conhece os romances de Saramago, o estilo pode parecer frugal. Mas é aquele tipo de simplicidade que só alguém que pensa e escreve bem sabe fazer. Não faltam ao escritor o senso de humor, a ironia e uma delicadeza especial na percepção das coisas. (...)”
VOLPATO, Cadão – Época, 26 de abril de 1999.

4

GABARITO

No texto, os vocábulos arauto, perspicazes e frugal podem ser substituídos, respectivamente, pelos sinônimos: a) mensageiro – inteligentes – modesto. b) representante – talentosas – insosso. c) que sabe – que observam – parco. d) eminente – sagazes – exagerado. e) propagandista – complicadas – sóbrio. 19. F. Católica de Salvador-BA-Adaptada A substituição proposta à direita mantém o significado do contexto em que o termo transcrito aparece em: a) “toda” em “metade de toda a força” – qualquer. b) “algum” em “com algum êxito” – pouco. c) “apenas” em “foram selecionados apenas os chefes” – mal. d) “ainda” em “O Brasil ainda tem uma vantagem” – afinal. e) “Assim que” em “Assim que a economia voltar a crescer, isso vai ser consertado” – Quando.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Vocabulário

Avançar

20. Uniube-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está corretamente interpretada de acordo com seu sentido. a) “E só estando ao abrigo das necessidades (e do mau tempo) é que poderemos, com calma e sapiência, manipular os peões...” = sabedoria. b) “Pena que os bispos sejam tão renitentes.” = teimosos. c) “Acho que nenhum patriota sincero se oporia a esta medida tão salutar e higiênica” = moralizadora. d) “Conto com teu bom senso para tratar com severidade os trabalhadores, sem deixar-te levar por pieguices.” = sentimentalismos. 21. F.M. Triângulo Mineiro-MG-Adaptada “... uma relação é provida do atributo mágico...” “... prenhe de respeito e carinho...” “... repousa no preceito basilar do cristianismo...” Os sinônimos mais adequados para as palavras em negrito nos trechos acima são, respectivamente: a) dotada, repleta, fundamental; b) portadora, isenta, simples;

5

c) concebida, marcada, único; d) destituída, madura, básico; e) incentivadora, plena, indiscutível. 22. U.E. Maringá-PR Assinale a(s) alternativa(s) em que as palavras em destaque podem ser substituídas pelas palavras que estão em itálico, respectivamente. 01. “A conclusão da primeira etapa de decodificação do genoma humano...” – o epílogo – leitura. 02. “A complicação é que se desconhecem quantas casas e edifícios existem de fato na metrópole e qual a função de cada um dos imóveis.” – o obstáculo – ignoram. 04. “As estimativas variam de 38.000 a 120.000” – as avaliações. 08. “As poderosas máquinas da Celera Genomics e do Projeto Genoma Humano ordenaram as seqüências de letras...” – prostraram – as apreensões. 16. “Identificar os genes será uma tarefa árdua e mais complexa do que foi decifrar o próprio genoma.” – um trabalho – desviar.

GABARITO

32. “...os geneticistas ainda são incapazes de encontrar a padaria ou a delegacia de polícia no complexo DNA do ser humano.” – hábeis – no elucidado. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas. 23. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Quis continuar a falar, para escrutar-lhe bem a alma; não pude, ele esquivou-se, e fiquei outra vez só.” = sondar. b) “...ninguém me dava o direito de presumir intenções e intervir nos negócios particulares de uma família...” = vangloriar.

IMPRIMIR

c) “Bastou que uma idéia se me afigurasse possível para que eu a acreditasse certa.” = parecesse. d) “...Félix achara um modo de conciliar umas e outras, amando sem casar.” = harmonizar.

Voltar

Língua Portuguesa - Vocabulário

Avançar

24. PUC-RS
“Não vai dar certo Outro dia, dois cientistas americanos apresentaram um pedido ao Serviço de Marcas e Patentes dos Estados Unidos para registrar uma criatura que estão produzindo em laboratório. A tal criatura seria uma mistura de homem com animal. Não se sabe direito que animal é este, mas deram a entender que tanto pode ser um macaco como um camundongo. É fácil imaginar um homem-macaco. Afinal, todos nós, no passado, já protagonizamos essa dobradinha. E nem faz tanto tempo. Conheço gente que ainda se lembra de quando o avô desceu da árvore (...) Já cruzamento de um homem com camundongo é mais difícil de visualizar. O único parâmetro conhecido é o Mickey, o rato mais bem-sucedido da história. Em cima dele, construiu-se um império que é, na verdade, uma ratoeira humana (...). A idéia de cruzar artificialmente seres humanos com animais não é nova. Já foi imaginada no começo do século pelo inglês H. G. Wells, em A Ilha do Dr. Moreau e, nos anos 50, pelo americano James Clavell, em A Mosca da Cabeça Branca. Ambas as histórias renderam vários filmes. Em todos eles, a parte humana levou um baita prejuízo. No filme do homem que virou mosca, o pobre Vincent Price ficou desesperado porque, com seu corpinho de mosca, não conseguia chamar a atenção de sua mulher, para que esta o fizesse voltar ao normal. E olhe que ele foi o cientista que resolveu fazer a experiência. Boa idéia. O ideal seria se os dois cientistas se oferecessem como cobaias de suas experiências. Um cruzaria o outro com o macaco. E o outro cruzaria o um com o camundongo.”
CASTRO, Ruy. Manchete, 19/04/98 (adaptado)

6

Se as expressões “Outro dia”, “A tal criatura”, “dobradinha” e “corpinho”, características da linguagem coloquial, fossem substituídas por expressões do português culto formal, sem alteração básica no significado, seria correto utilizar, respectivamente: a) Uma vez – a experiência – par – figura diminuta. b) Dia desses – este monstro – dualidade – corpo minúsculo. c) Certo dia – o experimento – dupla – silhueta pequena. d) Há pouco tempo – o resultado – casal – corpete. e) Recentemente – esse ser – parceria – corpúsculo.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Vocabulário

Avançar

10. 3. 19. 15. 2. 5. 11. 4. 17. 9. 23. 21. 14.F-V-F-V d d 13. 12. 22. 24. 7. 8.LÍNGUA PORTUGUESA V O C A B U L Á R IO 1 1. 18. b c c d e c e a c F-F. a c a c b a b c a 01 b e IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 16. 20.Vocabulário Avançar . 6.

2.. e) polícia e principais. c) Daqui há pouco tempo estaremos iniciando o século vinte e um. uma separação formal e intransponível. Você corrige dois erros. nenhuma fonema. “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. GABARITO 3. UFMT Leia o texto de Lourenço Diaféria e julgue os itens a seguir. entre mim e eles. o que ocasiona certa dificuldade na escrita de palavras como pichar e xícara. Emescam-ES O emprego da expressão abaixo em negrito vai de encontro ao “bom uso” da nossa língua. ( ) As letras x e ch podem representar o mesmo fonema. encontro consonantal e ditongo. enviavam-se muitas cartas em mão. nas palavras: a) ameaças e contrário.. e) ditongo. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. dígrafo e ditongo. para os falsos.” Lourenço Diaféria. dígrafo e ditongo. d) negociação e países. dígrafo e hiato. para agradecer-lhe a gentileza do gesto. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. d) Aproveito-me desta oportunidade. Unifor-CE “Vejam que país. Você fica louco da vida. 3. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 2.” Nas palavras em negrito observa-se uma seqüência de: a) hiato. encontro consonantal e hiato. b) hiato. acentuação. b) biologia e adquirida.” “. em: a) Dadas as nossas origens e objetivos.. na Língua Portuguesa. respectivamente.Fonologia.’ Considere as seguintes atitudes: 1. b) A EMESCAM fica situada na Avenida Nossa Senhora da Penha. ortografia e formação das palavras Avançar . UFSE Os encontros vocálicos das palavras SEARA e GLÓRIA encontram-se. Você corrige um erro. mas é usada em palavras que a trazem da etimologia.. e) Antigamente. c) ditongo.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . como humano. Use V. para os itens verdadeiros. c) científicas e biogenética. d) ditongo. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1. 4. existe.a lavadeira cheira a gim. 1 ( ) A letra h não representa. e F. 4. ( ) Poderia ser acrescentada à “questão de múltipla escolha” mais uma alternativa: Você corrige três erros.

5.enquanto dá voltas. vai marcar.Fonologia. Anhangüera. güaraná.. a) Ambigüidade.. aguei. notavelmente aqueles que se concentram na chamada fase realista de sua obra.” – fonema /k/. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” – fonema /k/. houve substituição da consoante final por semivogal. adquiri. formando um ditongo crescente. 02.. Maringá-PR-Modificada Assinale a(s) alternativa(s) em que a(s) letra(s) destacada(s) corresponde(m) adequadamente ao(s) fonema(s) propostos(s). Anhanguera. a expressão “pelos estudiosos” deveria grafar-se “pôr estudiosos”. distingui. I. respectivamente. distingüi. dá de chaleira. 04.” – fonema /k/. 2 GABARITO 8. “. guaraná. “Séculos quentíssimos. Sem contração de preposição com artigo.... ortografia e formação das palavras Avançar . Anhangüera. Santa Maria-RS “Ele domina a número cinco. II. como: marcar → marcá chaleira → chalera sensacional → sensacionau Analise as afirmações relacionadas com essas alterações fonéticas.. Em chalera. 64. 32. É goooool.” – fonemas / ku/. agüei. sensacional!” Se essa fala fosse transcrita em nível coloquial.” – fonema /k/. guaraná. aguei.. tranquilo. o verbo “constituir” escreve-se “constituía” em uma das formas do passado.. c) I e II. c) apenas III. furacões. distingui. A separação silábica das palavras “machadiano“ e “assinalada” é. III.. II e IV.a velocidade da rotação. “Daqui a alguns milênios.. d) Ambiguidade..” – fonemas /ku/. FGV-SP A palavra língua está corretamente escrita com acento agudo e sem trema. Anhanguera. III. como resposta a soma das alternativas corretas. houve simplificação de um ditongo decrescente em vogal simples. Em sensacionau. adqüiri. c) Ambigüidade.” I.. houve queda de consoante final e deslocamento da sílaba tônica.. Dê. b) II e III. 01. güaraná... São corretas as afirmações: a) I. “. 6.” – fonemas /kw/. agüei. algumas palavras sofreriam alterações. “Nevascas. 16. tranqüilo. U.. acentuação. II. Em marcá. 7.E. “Os americanos acham. tranqüilo. ma-cha-di-a-no e as-si-na-la-da. adqüiri.. Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam também corretamente grafadas.. e) I e III.F. b) Anbiguidade.. 08. e) apenas II e III. tranqüilo. b) apenas II. U.um pião enlouquecido. d) III e IV. “. Está(ão) correta(s): a) apenas I. distingüi. De acordo com as regras de acentuação gráfica. Anhangüera. adquiri. d) apenas I e II. adquiri. e) Ambigüidade. distingui. PUC-RJ Leia o período abaixo e as afirmações relacionadas às expressões nele contidas: “O ceticismo constitui uma marca característica do conto machadiano que vem sendo amiúde assinalada pelos estudiosos da literatura brasileira. IV. agüei. guaraná. atenção. tranquilo. O advérbio derivado de “notável” deveria estar grafado no texto como “notavelmente”.

e) Eletrecista. celebral. e) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente. Gracias à abertura da nossa economia. U. previlégio. entitular. prazeiroso. d) velho. d) Acentuam-se todas as palavras paroxítonas. beneficiente. capisci?” Revista Veja/SP. 95. Perché si non vous puede ficar sem. UFMT ( ) A fábrica de canetas Parker explorou o fenômeno. c) confessar. serem línguas neo-latinas facilita a compreensão da mensagem pela propaganda. pretensão. d) dígrafo – ditongo – ditongo. ( ) As palavras estrangeiras funcionam. e) ditongo – dígrafo – ditongo. UEPI Marcar a opção em que o segmento em negrito não forma dígrafo. recriada por esse texto. e) recorria. a confusão de línguas também impede a comunicação. b) Acentuam-se as palavras proparoxítonas terminadas em ditongo crescente.Fonologia. venga a buscar la suya. 11. ( ) O fato de o espanhol. Come on. cultural e econômica para lançar seu produto no mercado brasileiro. Alfenas-MG O acento gráfico em “conferência” tem a regra de emprego assim expressa: a) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em a(s). I tutto para você pagar com money brasileiro. ortografia e formação das palavras Avançar . 10. “Agora in Brasile. losango. b) adivinhar. prazeiroso. b) dígrafo – hiato – ditongo. celebral. 12. auto-falante. Paraíba e caudal. Premier. vultosa. a Parker do Brasil ha portato a tutti noi a crème de la crème das Parkers do mundo: Duofold Centennial. ascenção.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 9. d) Sicrano. porque a língua inglesa é também uma língua neo-latina. 88. ( ) O sentido de money e come on é evidente no texto. assim como o português. c) Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a(s). o italiano e o francês. FGV-SP Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam corretamente grafadas. ( ) Na Babel global. Unifor-CE Nas palavras Paquequer. Voltar Língua Portuguesa . asterisco. através. da globalização lingüística. frustado. respectivamente os seguintes encontros: a) ditongo – hiato – hiato. acentuação. pretenção. c) ditongo – dígrafo – hiato. a) qualquer. asterístico. como argumentos a favor da simplicidade do produto anunciado. ocorrem. tutto e monde são formadas a partir de radicais presentes nas palavras correspondentes do português. despercebido. IMPRIMIR GABARITO 13. c) Assessores. 180 e mucho más. alto-falante. extrangeiro. la mejor Parker Collection du monde. 3 9. a) Empolgação. no texto. ( ) As palavras gracias. b) Eletricista.

” 32. “é” e “dá” porque devem ser acentuados todos os monossílabos tônicos terminados em a. c) calabr... Ponta Grossa-PR Tendo em vista a acentuação gráfica e a separação silábica dos vocábulos. de várias maneiras. obrigatório.. acentuação.. “. 02..... U.... 08. c) supérfluo – incêndio. d) incluído – sandália. “. d) O casacão da noite envolveu a cidadezinha.. 15. Os vocábulos “macaco”.. “A prosa literária brasileira começa no Romantismo. 01. “.. a soma das alternativas corretas.. às vezes... 16.... influência.. que lhe ofereceria praticamente as mesmas emoções. a soma das alternativas corretas. O sufixo ESA.. “Esse público buscava na literatura apenas distração. como resposta. U.. na grafia da língua portuguesa. sentido pejorativo. 4 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ..” 16. 17.. como resposta.” 04.” Dê.. a e e.. 01..... O vocábulo “observação” tem quatro sílabas... aliás. necessária... usado nessa palavra em negrito na citação acima. b) filológica.... 18..” 08.. Alfenas-MG “Fernando Henrique fez a defesa dos países em risco”. A alternativa em que este valor está presente é: a) Ao revisar a prova.. fechava o livro e o esquecia.... ortografia e formação das palavras Avançar ..” 02.Fonologia. Maringá-PR-Modificada O fonema /s/ é expresso. e) límpido – vôo.. São acentuados graficamente os vocábulos “só”... U.. 16.. a) cândido – armário. lingüística..E.passando o tempo a torcer e a chorar por seus heróis. 04.cujo ócio permitia a leitura de romances e folhetins..tão logo chegava ao final.. c) Feriadão começa com o 2º maior congestionamento. Assinale a(s) alternativa(s) em que todas as letras destacadas representam na escrita o fonema /s/.14. e) Um carro! Presentão como esse você só ganha uma vez na vida. b) Ora! Você fez um dramalhão por coisa tão insignificante.. O vocábulo “evoluído” tem cinco sílabas. Dê. FUVEST-SP Os sufixos aumentativos têm.E... b) cert.esperando o próximo. úteis. O vocábulo “muriqui” não é acentuado pois não levam acento gráfico os oxítonos terminados em i.. e e o... b) exímio – vírus. “primata” e “apetite” não recebem acento gráfico porque não se acentuam os paroxítonos terminados em o.... 19. d) óbvio.. “.... e) estranh. d) viuv. alguém. completará corretamente a grafia de: a) bel...... Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo várzea. as palavras da alternativa: a) língua. Uniube-MG São acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica. país. assinale o que for correto... c) português....... ridicularizando ou ironizando a idéia expressa. percebemos que havia um problemão a resolver..

... Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). pretendemos ser. é engraçado. UEMS Leia o texto de Rachel de Queiroz e.. minhas. E o leitor do noticiário. entre as expressões entre parênteses. chamando-o de ‘desporto’. (inverter – reverter) expressão escolhida: reverter.. são termos necessários que assumem forma da língua portuguesa e podem ser usados quando necessários... (descriminar – discriminar) expressão escolhida: descriminar. acentuação. ou até na rua. o que foi uma bênção. as drogas mais leves. c) Quando a chuva começou.. 5 Palavras como show. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade.. (a par – ao par) expressão escolhida: a par. etc. Pois aqui no Brasil. inclui as apresentações em várias espécies de salas. GABARITO 21. Ficamos nas adaptações tipo ‘futevôlei’. o pataxó. nós a recebemos do colonizador luso. então. depois.. Os índios têm lá os jogos deles. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo ignorância. Imagina se... tudo é show. já que a gente não os conhece nem de nome. (ao encontro das – de encontro às) expressão escolhida: ao encontro das.. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. Suas idéias vão . mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. soap-opera. pelo menos. b) Atestam a pobreza lingüística da língua portuguesa.. No esporte é a mesma coisa. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. Cantor de forró do Ceará. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos.. se não for escolado no papo. 22. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. especialmente o futebol (não mais foot-ball)... ele viu que. toma um susto... segundo a gramática normativa.. pelo menos.. Mas... cada uma fala o seu dialeto.. Todos pensaram que ele fosse .. funk. b) Há gente que pretende .. onde as melodias podem ser originalmente nativas.. “(. A começar que a nossa língua oficial. punk..” Rachel de Queiroz. etc. como a maconha. os brasileiros.. falemos de nós... ortografia e formação das palavras Avançar . Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. ou. d) São galicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. por exemplo. que alguns tentaram.... hamburger. sem guarda-chuva.. que.. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte... . etc. deixando de lado os índios que nós. por exemplo: é todo recheado de inglês. como na África. de Vitória-ES Assinale a opção em que se fez. (despercebido – desapercebido ) expressão escolhida: desapercebido d) Ele pensa exatamente como eu.. a) sacrário – difícil.20... c) colégio – sério.. se você for a fundo no assunto.I.. como um peru de farofa.. ‘meio-de-campo’. e) São estrangeirismos e por isso não contribuem para a boa linguagem. mas devem ser chatos ou difíceis. o português. Mas não pega.. e) convênio – válido.. funk e hot dog. rap. Correio do Estado 21/05/2000.Fonologia. a escolha inadequada para o preenchimento da lacuna: a) O Brasil perdia para Camarões nas Olimpíadas..... tem significação mais extensa. que não se pode traduzir literalmente por ‘arte teatral’.. incapaz de formar palavras para designar aqueles elementos. mas Camarões venceu. milk shake: a) São estrangeirismos que... a todo instante tropeça e se engasga com rap.. d) tórax – ingênuo. assinale a alternativa correta. c) São anglicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. pelo menos é o que informam os especialistas. e) Não estou ______ desses problemas políticos... e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão ‘centroavante’. F.. back é beque. Pegue um jornal. se fosse realidade a falada ‘língua geral’ dos índios.. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book..) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. o placar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ou pior. Nas páginas dedicadas ao show business. b) ônibus – ígneo. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. iria passar . traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro.

Os vocábulos “século” e “inédito” acentuam-se graficamente pelo mesmo motivo por que se acentua “câmera”.Fonologia. U. como em “as páginas”. ( ) O morfema -eiro é usado exclusivamente para formar adjetivos a partir de substantivos. como resposta. para os falsos. 7/10/95. ( ) A forma -eiro tem o mesmo significado em todas as suas concordâncias. d) “só” – “três”.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. a soma das alternativas corretas. b) “Até” – “propôs”. Jornal do Brasil. 16. açougueiro ou carvoeiro’ – escreve Elza – ‘as chances são mínimas de acabar como advogado. FUVEST-SP “Só os roçados da morte compensam aqui cultivar.)” VERÍSSIMO. terapeutas e curandeiros são formados pelo processo de derivação parassintética. as estiagens e as pragas fazem-nos mais prosperar. Existem suecos. ortografia e formação das palavras Avançar . U.F. Santa Maria-RS Em qual alternativa os pares de palavras não seguem a mesma regra de acentuação? a) “pátria” – “próprio”. leia o texto “Eiros”. jornaleiro. e F. ‘Se você começou como padeiro. nem é preciso esperar pela colheita: recebe-se na hora mesma de semear. Use V. empresário. “os parisienses”. por isso jamais recebem acento gráfico. é um sufixo pouco nobre. Morte e vida severina. 24..” NETO. “a capital” e “o ar”.. Dê. c) “jamais o cruzei a nado”. e dão lucro imediato. Voltar Língua Portuguesa . “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estranhando que ‘brasileiro’ seja o único adjetivo pátrio conhecido em ‘eiro’ que. como existem médicos. (.23. Os vocábulos “tecnologia” e “inimaginadas” têm cinco e seis sílabas respectivamente. segundo ela. Luís Fernando. (. para as verdadeiras. 04. b) “iguais em tudo e na sina”. e) “áreas” – “Mário”. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes’. IMPRIMIR GABARITO ( ) Os termos jornalistas. Há duas sílabas em “ruas” e quatro em “aparelhos”. acentuação. Aliás. 08. 02. 25. não se precisa de limpa. 6 O mesmo processo de formação da palavra sublinhada em “não se precisa de limpa” ocorre em: a) “no mesmo ventre crescido”. e) “todo o velho contagia”. de adubar nem de regar. grande investidor ou latifundiário.. Os artigos definidos. ingleses e brasileiros. e cultivá-los é fácil: simples questão de plantar. Em “química” se usa acento gráfico no “i” pelo mesmo motivo por que se acentua o “i” de “dirigíveis”.. Ponta Grossa-PR-Modificada Assinale o que for correto. timbaleiro ou seresteiro. 01. UFMT Para julgar os itens que seguem. Há o importador e há o muambeiro. João Cabral de Melo. d) “na minha longa descida”. 26.E. c) “espécie” – “idéias”. terapeutas e curandeiros. há políticos e politiqueiros. são monossílabos átonos.

e) Apedrejar. d) difícil – idéia – vocês. b) contigüidade. d) inferioridade. só.F. até. c) princípio. há. b) aceitável. clássicos e século. 29. Se fosse retirado o acento gráfico das palavras várias. 33. I. Unifor-CE A série em que se observa a mesma regra de acentuação da palavra em negrito no segmento “uma escolta de professores e funcionários” é: a) contemporânea – provável – contrário. insuportável e dúvida. respectivamente. domínio e até. 7 GABARITO 32. c) Circular. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . heróico. aí. e) intensidade. a) Apogeu. b) mágoa. 30. A palavra risível recebe o acento gráfico pela mesma regra que preceitua o uso do acento em ridículo. 28. ocorreria mudança de significado e de classe. pelas mesmas regras de “possível”. pública e está. b) Apenas II.Fonologia. baú. U. Santa Maria-RS Assinale a alternativa cujas palavras devem ser acentuadas. 31. d) silêncio. d) lêem. também e incontestável. acentuação. e) místico. A palavra possuído recebe o acento gráfico pela mesma regra de aí. b) Apelar. línguas e contrário. c) obrigatória – contrário – circunstâncias. “memória” e “atrás”. véu. em: a) América. e) porém. e) compreensível – artístico – várias. ortografia e formação das palavras Avançar . respectivamente. III. II.27. e) I. pelas mesmas regras de água. c) privação. c) caráter – cárie – até. d) provável – várias – obrigatória. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. b) hífen – apóia – além. Cesgranrio-Modificada As palavras que se acentuam. céu e pôr são: a) sábado. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações sobre a acentuação gráfica. d) Apenas II e III. heroísmo. a) fácil – vôlei – caí. pára. réu. d) Crucifixo. FUVEST-SP O prefixo assinalado em “tresvariando” traduz idéia de a) substituição. Unifor-CE Todas as palavras estão acentuadas pela mesma razão que justifica o acento no vocábulo influência. Quais estão corretas? a) Apenas I. c) Apenas I e III. e) vírus – fáceis – país. b) artística – compreensível – contemporânea. c) árvore. II e III.

acentuação.. 39... e) A forma “influência” completa corretamente a frase “O educador. ingreme.. UFSE A afirmação correta é: a) “Há pouco” está corretamente empregado na frase: Daqui há pouco eu o verei. d) público.. e) Foi esquecido um item na prova por falta de atenção. Unifor-CE A mesma regra de acentuação da palavra infância observa-se em: a) indivíduo. UFRS-Modificada Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das frases abaixo: • “Ele se baseia numa idéia ultrapassada . como em “sonegação”.. Assinale aquele que apresenta erro segundo a norma culta. flacido.. c) prototipo. d) Assim como “advinhar”. c) Quê! Ela também estava lá? d) São os sábios que constróem a verdadeira paz... 40. a) a – à – acender d) a – à – ascender b) à – a – acender e) à – à – ascender c) a – a – assender 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . interim. Quando mais longe for. Alfenas-MG A alternativa em que todas as palavras devem ser acentuadas graficamente é: a) pudico. c) tênis...... Alfenas-MG Assinale a frase em que há erro de acentuação gráfica... b) rubrica.. . o termo em destaque foi formado por qual dos processos de formação das palavras? a) Derivação prefixal b) Derivação regressiva c) Derivação parassintética d) Derivação sufixal e) Derivação imprópria 38. a) Existem coisas que o dinheiro não compra. 35.. o vocábulo “compreenção”. e) latex. Mas a gente promete não falar delas. cartomancia. melhor.. d) ureter... antifrase.. (Renault) d) Ele faz dois anos e nós a diferença.. a) Você tem o dever de pôr as coisas no lugar. c) Grafa-se corretamente com “ç”. a Hertz não para de conquistar o Brasil. na profissão ou ter bom relacionamento familiar”.. b) O encontro “sc”. erudito.. Motor de sobra para esticar o pé.. • “A inteligência não se limita ... b) econômico.. (Hertz – Locadora de Veículos) 37. capacidade de raciocínio lógico”.. ortografia e formação das palavras Avançar .... (Revista Forbes) b) Espaço de sobra para esticar as pernas. (Audi) c) Chegou o Renault Clio Sedan. “admitiu” está corretamente grafado. como em “disciplina”. crisantemo. de 19/09/2000.. 36. FEI-SP Em “É impossível esquecer as profecias de Aldous Huxley em seu Admirável Mundo Novo”.... b) É preciso que se averigúe todas as alternativas. tulipa... (Publicidade do Toyota Corolla feita pela Savoy Sul e Motors Shopping) e) Para conquistar você cada vez mais... respeito da mente humana”. os jovens”. U.34. ocorre corretamente em “ascensão”. Cefet-PR Os textos publicitários abaixo foram retirados da Folha de São Paulo.Fonologia.... e) flâmula. Hungria. U. bimano. • “Uma pessoa excessivamente tímida ou muito agressiva terá problemas para conseguir um bom emprego.

FUVEST-SP “A gente via Brejeirinha: primeiro. do trecho “Cê vai querer a costela com chantilly ou creme de leite?”. c) trabalho. um narizinho que-carícia. e) prática. Explique o processo de formação dessa palavra. ascensão. Se comparadas às palavras que lhes deram origem. e. “Cê”. pelos entrefios: — ‘Tanto chove. apresentam-se de acordo com os padrões fonéticos e gráficos da língua portuguesa. os cabelos. II e III. coisicas diminutas: a carinha não-comprida. Porém. compreensão. sofreu um processo de redução semelhante ao ocorrido com a expressão de assentimento “tá”. A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. c) II e IV. disse-se-dizia ela. ( ) Assessórios feitos de couro de avestruz atingem preços exorbitantes –Todas as palavras assinaladas estão corretamente grafadas. Indique resumidamente o sentido dessa palavra no texto. em seqüência. admitem grafia ou pronúncia distintas. ( ) Abate é exemplo de derivação regressiva. U. 9 a) Os diminutivos com que o narrador caracteriza a personagem traduzem também sua atitude em relação a ela. Aos tantos. b) este.41. Alfenas-MG O erro ortográfico está em: a) catequizar. 43. ortografia e formação das palavras Avançar . d) abstenção. b) poetisa. em “peão de boiadeiro virou caubói”. c) empresa. II. Se a palavra “jeans”. b) “Andorinhava” é palavra criada por Guimarães Rosa. ( ) Nas palavras hectare e filhote há em comum um encontro consonantal. As palavras “caubói”. obsessivo. Primeiras estórias. espiava agora — o xixixi e o empapar-se da paisagem — as pestanas til-til. III e IV. explicando-a brevemente. ( ) A correta separação das sílabas das palavras período e dezesseis é pe-río-do e dezes-seis. II. pouco se vê. Alfenas-MG-Adaptada “Formas variantes são as palavras que com a mesma significação. 44. 42. do trecho “enfiados em calças jeans”. b) I e III. louro-cobre. qual é a palavra que admite forma variante? a) cotidiana. lisos. fosse adaptada ao português. seria grafada chantilí. o perfilzinho agudo. que me gela!’” ROSA. Guimarães. um hiato e um ditongo oral crescente. III. d) I. Se a palavra “chantilly” do trecho anterior fosse corretamente aportuguesada. em “apelidados de peões de butique”. não parava. Identifique essa atitude. d) país. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) excesso. PUC-RS-Modificada I. “Partida do audaz navegante”. andorinhava. possivelmente seria grafada jins. calabreza.” De acordo com essa definição. e) I. compridos. IV. no meio deles. acentuação. e “butique”. UFSE-PSS Analise se é V (verdadeiro) ou F (falso): ( ) Na palavra pecuária encontram-se. U. exceção.Fonologia. 45.

b) Apelar. Está correto que se afirma em: a) I. acentuação. a palavra “estatuária” é classificada do mesmo modo que: a) algarismo. e) I. e) ceder. somente. d) domingueira. com a abertura da nossa economia. e) transmissão. c) I e II. 50. O sufixo empregado forma substantivo. II. b) deter. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . U. ortografia e formação das palavras Avançar . O prefixo – também de origem grega – significa afastamento. são desconhecidas para mim. UERJ Observe as seguintes palavras: lobisomem linguarudo Identifique o processo de formação de cada uma delas. d) conseguir. Unifor-CE Observe que se afirma a respeito da formação da palavra anacronismo. d) infância. 51. 10 48. b) endoculturação. não aproveitaram para importar outro povo. somente. Por quê? d) Não entendi o porque de não importarem outro povo. UERJ Quanto ao processo de formação. O radical da palavra tem origem grega. II e III. com a abertura da nossa economia. 52. somente. U. III. c) Circular. Unifor-CE Só não se encontra o mesmo processo de formação da palavra comportamento em: a) integração. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. d) II e III. 49. Santa Maria-RS-Modificada Assinale a alternativa em que a palavra em itálico foi corretamente grafada: a) Porquê. e) Apedrejar. c) trair. d) Crucifixo. mudança. a) Apogeu. não aproveitaram para importar outro povo? b) Com a abertura da nossa economia. por quê não aproveitaram para importar outro povo? c) Com a abertura da nossa economia.46. com a abertura da nossa economia. Alfenas-MG O substantivo derivado dos seguintes verbos que tem grafia diferente dos demais é: a) reter. indicando resultado da ação. I. e) As razões porque não importaram outro povo. 47. b) desconhecida. somente.Fonologia. c) significativo.F. c) pirogravura. b) III.

” IV. o prefixo indica negação nos vocábulos “impossíveis” e “inimaginados”. um radical latino e um radical grego.. o sufixo utilizado forma adjetivos a partir de substantivos.as contribuições já incorporadas e a serem incorporadas ao nosso idioma. a) Os afixos têm sentido semelhante em I e IV. 11 IMPRIMIR GABARITO 58. e) I. e) filosofia – dicotomia. Ponta Grossa-PR Quanto à formação de vocábulos. 16. II e III. Nas palavras mental e sexual. nas duas palavras. b) Apenas II. acentuação. “glamourizou” é forma de pretérito perfeito de um verbo criado por derivação sufixal a partir de um estrangeirismo.” III. possuam o mesmo significado de (in-) em: “Talvez até seja politicamente incorreto dizer. d) Os afixos têm sentido semelhante em III e IV. U.. As palavras justificável e admirável são adjetivos formados a partir de verbos. “simultaneamente” é vocábulo formado por parassíntese a partir de um adjetivo na forma feminina. d) Apenas II e III. d) preconceitos – descabidas. é certo que: 01..53. “parisiense” é vocábulo composto formado por justaposição. 57. referente aos afixos em destaque. “Virou praga o uso indevido do gerúndio.F..” II.. Juiz de Fora-MG Marque a alternativa em que os elementos destacados. 08. c) Os afixos têm sentido semelhante em II e IV. b) o mesmo prefixo de origem latina que denota afastamento. U.E. “.Fonologia. “Talvez apenas desconheçam a própria língua. a) altiplano – acrobata. c) Apenas I e III.”.. o substantivo “fundação” é formado por sufixação a partir do verbo “fundar”. Voltar Língua Portuguesa . III. 55. 04.” A seguir. c) multiforme – policromo. 54. a soma das alternativas corretas. a) inexpressiva – exportados. Unifor-CE Assinale a alternativa em que não ocorrem. b) psicultura – ictiologia. II. respectivamente. Unifor-CE Os verbos alindar e afear apresentam: a) o mesmo prefixo de origem latina que denota transformação. II e III. ortografia e formação das palavras Avançar . b) Os afixos têm sentido semelhante I. Uberlândia-MG-Modificada Observe os afixos em destaque nos fragmentos abaixo: I. 56. c) recolocava – reconhecemos. e) radicais que definem os dois verbos como cognatos entre si. As palavras irracionais e indispensáveis apresentam o mesmo prefixo. assinale a seqüência correta. d) radicais que mantêm entre os dois verbos uma relação sinonímica. b) injusto – descomunal. 02. como resposta. d) dissílabo – bisavô. é prova do despreparo de algumas pessoas. U. UFRS Abaixo são feitas três afirmações sobre formação de palavras: I. “. Quais estão corretas? a) Apenas I.F. Dê. c) o mesmo prefixo de origem grega que denota negação.

preocupação. relações – substantivo formado por derivação pelo acréscimo do prefixo re. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os três vocábulos são cognatos de tributário. regularmente. acentuação. reluzia vivinho da silva. mofino.Fonologia. Embebeu de éter a bolinha de algodão. sabedor.E.”. a) “Hidrelétrica” relaciona-se com “hidratante”. ventania. 08. 16. e) “Fotovoltaica” relaciona-se com “fotossíntese”. pode ser notado em: 01. destreza – substantivo formado por derivação sufixal com base em adjetivo. prática. 63. UFPI-Adaptada Marque a alternativa que contém exemplo de derivação imprópria. Ponta Grossa-PR-Modificada O potencial de afetividade do sufixo diminutivo. pois ambas as palavras remetem à energia da luz. 04. cerebral. para expressar a idéia de carinho. inexplorado. Não é que o canário tinha ressuscitado. macaco-prego – substantivo composto formado pela justaposição de duas bases nominais. b) tribuna – contribuição – tributal. e) atribulação – atribular – atribulado. seja dentro de (en). 60. c) devorar em “durante meses um devorar constante de romances”. embora essas palavras tenham o mesmo elemento de composição. porque ambas as palavras representam uma ação. b) régua. PUC-RJ Assinale a alternativa em que todos os itens são formados a partir de um verbo. onde encontrava. b) resistência. com uma fome danada? Dê. b) “Termelétrica” relaciona-se com “termologia”. U. c) facilidade. d) onde em “aquele aspecto da sua casa. ortografia e formação das palavras Avançar . a soma das alternativas corretas. seja contra alguma coisa (al). que nos deu tanta alegria. 12 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 02. a soma das alternativas corretas. extinção. e) lhe em “bastaria que um homem lhe tocasse”. a) tribunal – tributador – tribal. d) tributo – tributar – tributável. como resposta. pacificar. representada pelo elemento “foto”. parecia sentir alívio às suas”. pequenino por dentro. mandachuvas – substantivo composto formado pela junção de uma base verbal a uma nominal. c) atributo – atribuição – atributivo. Você é diferente. perdão. alimentício. sob todos os pontos de vista. Pelotas-RS-Modificada Assinale a alternativa correta. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. e) regularização. achando a condição humana uma droga. de afeto. U. E saiu para a rua. uma força. 02. 08.F. ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. U. ainda que as duas palavras remetam à idéia de calor. d) “Megawatt” relaciona-se com “megalomania”. recentemente – advérbio formado por sufixação a partir de um adjetivo. c) regulador.. 62. Alfenas-MG O sentido do radical da palavra “regularidade” não é o mesmo em: a) desregrado.59. 65. e) explicável. b) suas em “chorando as dores das heroínas de romance. sofrimento. apesar de o elemento em comum significar “grande”.E. 64.a um radical.. Ponta Grossa-PR Analisou-se corretamente a formação dos vocábulos em: 01. Dê. angustiado. d) régulo. contemplação. d) fumaça. intimidade. a) abandono em “morrera de um abandono”. como resposta. 61. c) “Energia” relaciona-se com “alergia”. regressar. 04. U. 16. a) sentimento.

e) padre.F. intugidos até então. muito usado pelo autor para mostrar a força inovadora da língua portuguesa. em seus cavalos. espiei os três outros. como em ‘ilógico’. agregado à base um novo sentido. c) autos-de-fé – ocorre. c) desi – gual – da – des. escritores e escrever são vocábulos que possuem o mesmo radical. 68. acentuação. PUC-PR Na palavra infelizmente temos três partes com um significado próprio: in. d) des – i – gual – da – des. há prefixos com o mesmo sentido. a palavra destacada é um: a) neologismo. e) incriminar – imiscuir – imanente. Cefet-RJ Em “Como por socorro. que se caracteriza pela facilidade de invenção de palavras novas. b) arcaísmo. 67. Alfenas Assinale a palavra cujo significado do radical não corresponde ao do vocábulo “PATRIMÔNIO”. U. UFPE Assinale a série de palavras cujos prefixos indicam negação. mumumudos. e o prefixo indica negação. b) invalidar – inativo – ingerir. b) ataques – é uma palavra formada por derivação regressiva. uso típico da região sertaneja. 13 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . neste exemplo. criação de intensa produtividade neste tipo de texto em que predomina a informalidade. Santa Maria-RS Nas palavras “intocado” e “irreconhecível”. 70. c) impuro – ilícito. e) desigual – dades. d) irradiar – imigrar. principalmente os sertanejos.”.66. 69. U. d) impossível – é uma palavra derivada por prefixação. de relevante valor expressivo. feliz e mente. c) padronizar. o que prova que os falantes da língua portuguesa. c) neologismo. são conservadores. e) inflamar – irretocável. d) ateu – incoercível – imerso. Em qual das alternativas a seguir as duas palavras apresentam os prefixos com esse mesmo sentido? a) incluir – irregular. d) arcaísmo. a) paterno. d) padroeiro. Unifor-CE A alternativa incorreta em relação à formação de palavras é: a) criaturas. ação contrária. b) des – igual – dade – s. ortografia e formação das palavras Avançar . obtido pela repetição de um elemento morfológico. b) irreal – influir. c) irrestrito – improfícuo – imberbe.Fonologia. em relação icônica com o determinado. b) apadrinhar. e) pseudônimo – a composição desse vocábulo é feita por um radical de origem grega. a) inaproveitável –irremovível – irromper. composição por justaposição. Assinale a alternativa em que todos os elementos constituem partes significativas da palavra desigualdades: a) de – si – gual – da – des. e) arcaísmo. 71.

e) consumidor. 14 Tendo em vista o conteúdo do texto e o sentido do prefixo des-. Santa Maria-RS Na palavra “chaleira”. Uneb-BA Com referência ao termo “rerregulação”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. 75. Identifique a palavra que passou pelo mesmo processo de formação. o neologismo “desfavelado” significa pessoa que: a) mora próximo à favela. d) brasileira. c) laranjeira. U. d) Com cabelos mui pretos pelas espáduas. UFF-RJ “A conversão de substantivos em adjetivos. e) cabeleira. e) prefixo que indica repetição e sufixo que denota ação. b) poeira. e) trabalha em prol da favela. c) nunca morou na favela. c) amamenta. d) prefixo e sufixo que exprimem ação freqüentativa. a) E depois a tomaram como espantados.” tem. respectivamente. 76. triste e chateado desfavelado” Carlos Drummond de Andrade. UFR-RJ O prefixo da palavra em negrito na oração “ao transpor a porta para a rua. d) impossível. o significado de: a) movimento através de. isto é. b) sufixo que expressa intensidade. UFR-RJ-Adaptada “aporrinhado devendo prestação mais prestação da casa que não comprei mas compraram para mim. b) é contrária à favela. ortografia e formação das palavras Avançar . c) prefixo e sufixo que denotam ação momentânea. a) cafeteira.Fonologia. b) movimento em torno. e) E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas. d) movimento para além de.” Assinale a opção em que a palavra em negrito exemplifica este procedimento de conversão de substantivo em adjetivo.F. houve a intercalação de uma consoante entre a raiz “chá” e o sufixo “eira”. constitui um procedimento comum em língua portuguesa. acentuação.. 73. UFR-RJ “Sentimo-nos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. 77. pode-se afirmar que foi criado através da utilização de: a) prefixo que indica negação. b) Fez o salto real. e) movimento intermitente.” O mesmo processo de formação da palavra desligados ocorre em: a) superficialmente. c) posição além do limite. Me firmo. b) enxergado. c) Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis. d) deixou de ser favelado. 74. O sufixo tem o sentido de “lugar que contém”.72. tomar uma palavra designadora (substantivo) e usá-la como caracterizadora (adjetivo).

4.Fonologia. b 33. Trata-se de um processo neológico conhecido como derivação imprópria. 13. 47. 11. d 41. c 28. O valor subjetivo se soma ao objetivo. espiando até “pelos entrefios”. V – F – F – V – V a) Nem sempre os diminutivos traduzem apenas uma idéia de pequenez (valor objetivo). significa que Brejeirinha tinha. a 35. como é o caso. 50. d e e 19 GABARITO IMPRIMIR 43. c 23. acentuação. 2. 16. 51. 46. c 22. V–V–V a a c e a 105 e V–F–V–V–F–F b c b e a 54 b 23 c c a 21. 44. 26 26. 12. c 36. b 39. 14. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1 1. Linguarudo: derivação sufixal. d 40. c 25. 52. e 37. um comportamento semelhante ao do pássaro andorinha. 20. 8. 15. 3. 10. 6. d 31. 9. 18. ligeira e perspicaz como uma andorinha. ortografia e formação das palavras Avançar . ou seja. 7. e 32. 19. 17. podem ter um sentido pejorativo (“Que novelinha mais boba!”) ou ainda. b) “Andorinhava” é um verbo criado a partir de um substantivo. Voltar Língua Portuguesa . F – F – F 27. 42. transmitir afetividade (valor subjetivo). em um dado momento. 5. 49. sendo tão pequena.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . a e b c d e Lobisomem : composição por aglutinação. c 24. dinâmica. a palavra mudou de classe gramatical (andorinha > andorinhar). No texto. e 29. d 34. a 30. 48. 45. Eles podem traduzir a idéia de intensidade (“Os dois estavam agarradinhos”). 53. a 38.

b a c c a c a d d e d c 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 57. 74. ortografia e formação das palavras Avançar . 77. 56. 71. 70. 62. 63.Fonologia.54. 67. 73. acentuação. 55. 64. 72. 65. 75. e b b d a e 31 e d c c 09 66. 58. 61. 69. 59. 68. 76. 60.

. substantivos.” o adjetivo em destaque poderia estar no plural. a definir melhor os direitos econômicos. no nível mais fundamental. 2... ( ) Em “. adjetivos. mediante projetos concretos que têm por objeto ajudar a estabelecer e reforçar as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária para a proteção dos direitos humanos. o artigo definido “a” indica que: a) a questão da engenharia genética será apenas uma das questões do novo milênio. V E R B O S E A D V É R B IO S Texto para a questão 1: 1 “Direitos Humanos no Mundo Os trágicos acontecimentos ocorridos em Ruanda e noutras partes do mundo realçam a necessidade de fortalecer a capacidade que a comunidade internacional tem para adotar medidas preventivas. U.” o artigo em destaque poderia ser eliminado. sociais e culturais e a conseguir que sejam mais respeitados.... as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação.Artigos. sem alteração de sentido..as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária. poderia ser permutado por hiato sem alteração de sentido. verbos e adverbios Avançar . ( ) Fosso.LÍNGUA PORTUGUESA A R T IG O S .. b) a questão da engenharia genética apresenta ironias implícitas. IESB-DF Julgue os itens a seguir segundo critérios sintáticos e semânticos.F. Em 1994. O fosso entre as aspirações internacionais ao gozo dos direitos humanos e a realidade das violações generalizadas desses direitos constitui o desafio básico que deverá ser enfrentado pelo programa das Nações Unidas em matéria de direitos humanos. sem alteração sintática ou semântica. O Centro de Direitos Humanos do Secretariado contribui para a execução do programa de direitos humanos das Nações Unidas. Juiz de Fora-MG Considerando-se o fragmento “(. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação eficaz do direito ao desenvolvimento. que promete ser a questão do novo milênio”. c) a questão da engenharia genética será a principal questão do novo milênio. S U B S T A N T IV O S . ( ) Em “. A D JE T IV O S . d) a questão da engenharia genética é a única questão do novo milênio..” GABARITO 1.) nessa questão de engenharia genética... Para eliminar esse fosso. o Centro aumentou consideravelmente as suas atividades em termos de serviços de consultoria e assistência técnica para programas na área dos direitos humanos.. sem modificação sintática ou semântica. a melhorar a vida quotidiana de cada ser humano. pode ser permutado por particularizar. a fim de evitar as violações dos direitos humanos. no primado do direito. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Para tal. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. a comunidade mundial deve individualizar e eliminar as causas iniciais das violações. ( ) Individualizar.. e..” a expressão em destaque poderia ser permutada por centrando. ( ) Em “.

” (Manuel Bandeira).” Observe a informação divulgada por um dos editoriais da Folha de São Paulo de 9 de julho de 2000. Uneb-BA “O desenvolvimento das telecomunicações entra em nova fase. a palavra sublinhada que admite flexão de gênero é: a) “Fez-se de triste o que se fez amante” (Vinícius de Moraes). exercem a mesma função sintática e têm significado diferente é: a) Curta o curta: aproveite o feriado para assistir ao festival de curta-metragem.F. em “o artista brasileiro dos dias atuais”. d) “Meu amigo. b) criadores. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .F. d) É trágico verificar que. Santa Maria-RS-Modificada Identifique a alternativa que contém uma palavra formada por derivação sufixal que se classifica. 6.000 reais está longe de ser popular.” A partir desse conceito. que aparece destacado. b) O novo novo: será que tudo já não foi feito antes? c) O carro popular a 12. d) envergonhado. brancos e índios”. adjetivos. em “deixou de ser um peso para os criadores”. a partir de contribuições das operadoras de telecomunicações”. e) brancos. já há uma proposta de legislação prevendo a criação de um fundo dessa natureza. e) combate. em “a mistura entre negros. como adjetivo. U./ Onde o rouxinol não canta.) a nada menos que US$500 milhões”.. b) “Um dos instrumentos é a criação de fundos. em sua estrutura interna. 7. vamos cantar.. verbos e adverbios Avançar .Artigos. d) século. possui o mesmo valor morfológico no fragmento: a) “os gastos públicos com tecnologias relacionadas à Internet chegam anualmente (. que alguns técnicos denominam como a da rerregulação. no trecho anterior. só o trágico é que faz sucesso. b) conquista. Santa Maria-RS-Modificada Os substantivos derivados de verbos denotam ação e são chamados deverbais. c) grito. d) “No Brasil. UERJ “Flexão é o processo de fazer variar um vocábulo. 2 4. a) brasileiro.” e) “A questão mais premente é a de evitar que aumente a exclusão social”. 5. no contexto. c) “Sou um homem comum/ de carne e de memória/ de osso e de esquecimento” (Ferreira Gullar). O único substantivo que não faz parte desse grupo é: a) busca. em “o brasileiro era um envergonhado”. c) “É pouco perto do desafio monumental que se abre com a atual revolução da informação digitalizada”./ vamos chorar de mansinho/ e ouvir muita vitrola” (Carlos Drummond de Andrade). na televisão brasileira. c) brasileiro. FUVEST-SP A frase em que os vocábulos sublinhados pertencem à mesma classe gramatical. para nele expressar dadas categorias gramaticais como gênero e número. O termo “a”. U.3. b) “Paisagens da minha terra. substantivos. e) O Brasil será um grande parceiro e não apenas um parceiro grande.

para os itens verdadeiros. IMPRIMIR 9. segundo a gramática normativa do português culto. nessa estrofe. em termos de sentido. não-específico. Use V. adjetivos. as duas ocorrências do termo “gênio” apresentam.Artigos. Juiz de Fora-MG Em “Como dizem que Bergaman é um gênio com um gênio violento e difícil”. pois o verbo ir tem a mesma regência do verbo chegar em chego na barra do céu (verso 12). e F. mas o uso. ( ) A regência verbal em Você vai ao cinema. UFMT Leia o texto “Um dia qualquer” antes de avaliar os itens abaixo.8. em várias regiões do país. pois a forma de tratamento você. ( ) A oração Você vai ao cinema (verso 19) equivale a Vai-se ao cinema. “UM DIA QUALQUER . respectivamente: a) formas diferentes e o mesmo significado. verbos e adverbios Avançar . c) a mesma forma e o mesmo significado. é sempre diferente. Voltar Língua Portuguesa . tem sentido indeterminado. ou toma um café Hoje bobagem.66583624 (Chico Amaral) Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. U. para os falsos. são pronunciadas de igual modo. está incorreta. b) formas e significados diferentes. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete.F. d) a mesma forma e diferentes significados. substantivos. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” CD–SKANK. 5 10 15 3 20 25 30 GABARITO 35 ( ) As palavras mal e mau.

As duas ocorrências do artigo definido o anteposto às palavras psicoterapeuta e sociólogo.a capacidade recém-adquirida do homem” O plural da palavra em negrito em cada uma das frases abaixo se faz de modo idêntico ao de recém-adquirida em: a) Havia um cofre boca-de-lobo numa das salas da velha casa. poderiam ser substituídas por um indefinido sem mudar o sentido da frase. o uso coloquial. b) apenas II. c) florezinhas – mulherezinhas. II e III. 13. e) I. se diferencia do uso prescrito pela gramática normativa. assim. II.” Trecho do texto “O Paciente Mosoró” de Adriane Araújo. e) particípio e substantivo.. uma versão nordestina para o Paciente Inglês. 12. respectivamente: a) adjetivo e substantivo. cujas sementes deram início a este bosque. b) adjetivo e adjetivo. Assinale o par de palavras em que os dois usos ocorrem: a) colherzinhas – florzinhas. O artigo indefinido uns poderia substituir o definido os. em “o primeiro descreve ‘ansiedade como condição dos privilegiados’ que. não haveria alteração no sentido global da frase. III. UFSE “. substantivos. Quais estão corretas? a) apenas I. onde o aviador sobrevive à queda. d) substantivo e substantivo. Caso tivéssemos uma condição em vez de condição. sem que houvesse alteração no sentido. I. e) colherezinhas – floreszinhas. c) Naquele sítio havia uma antiga árvore-mãe. e) Uma árvore carregada de folhas e frutos constitui uma obra-prima da natureza.”. b) mulherzinhas – coraçõezinhos. d) O pássaro-preto costuma alimentar-se das sementes encontradas em roças. 24/11/1999. d) apenas II e III. se dão ao luxo de ‘olhar para dentro’ e criar medos irracionais”. 11. na frase “Peritos dizem algo mais ou menos assim: os americanos estão nadando em riqueza. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . PUC-PR-Modificada “Podia ser roteiro de filme. Isto é. d) mulherzinhas – coraçãozinhos.. 4 GABARITO A expressão paciente inglês do trecho é formada por duas palavras que são.”.Artigos. bem mais numerosos e bem menos ociosos do que pensam o psicoterapeuta e o sociólogo. adjetivos. b) Um abaixo-assinado solicitava ao proprietário do terreno que não derrubasse as árvores. com freqüência. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações acerca do uso de artigos. UFF-RJ Na flexão dos diminutivos. c) apenas I e III. no trecho “Os candidatos à ansiedade são. c) substantivo e adjetivo. livres de ameaças reais.10. verbos e adverbios Avançar .

b) promovem um contra-senso que prejudica a objetividade dos argumentos. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s).. a mesma palavra seria um adjetivo. pelas respectivas características a seguir: a) invariabilidade mórfica – variabilidade em gênero e número.. 16..”. “alegria feroz” e “cidadãos que se dizem democratas”..” estão presentes os três modos verbais da língua portuguesa: o indicativo. 04. UERJ “Vestibular UERJ 2001. o subjuntivo e o imperativo. base.. os elementos sublinhados a) alteram o sentido mais usual dos nomes que qualificam. FUVEST-SP Nas expressões “triste espetáculo”. substantivos.. justifica-se a próclise do pronome oblíquo pela presença da conjunção subordinativa. como na expressão perigo eminente. sobretudo...14. que ameaça acontecer breve... que significa que está em via de efetivação. quando se trata de estudar. a soma das alternativas corretas.” 5 No enunciado acima. 08.. 01. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . caráter e épocas estão acentuadas corretamente.. FEI-SP Observe o texto: “Se as pedras da mesma casa em que viveis. se assim fosse. verbos e adverbios Avançar .... Em “. 18.. d) papel sintático de termo núcleo – papel sintático de modificador de outro nome... por serem todas elas proparoxítonas. e) pintura. No segmento indiferente a tudo.. 16. No trecho “Mas. o vocábulo futuro classifica-se gramaticamente como substantivo. de modo que seria igualmente correta a forma indiferente à tudo.” estão corretamente preenchidas em: a) alunos-educandos – escola-modelos b) aluno-educandos – escolas-modelos c) alunos-educando – escolas-modelo d) alunos-educandos – escolas-modelo e) alunos-educando – escolas-modelos 17. extraído de um folheto de divulgação deste vestibular. o uso da crase é facultativo.. 02... Unifor-CE As lacunas da frase “Os .. c) termo gerador de nomes derivados – resultado de uma derivação.. Construindo o cidadão do futuro. Se. entretanto. adjetivos.. veja bem. O substantivo em destaque tem como sinônimo: a) parede. c) produzem efeito estilístico desvinculado do desenvolvimento da argumentação. b) designação de seres e conceitos – expressão de um fenômeno. c) fundação. houvesse alteração para “Construindo o cidadão futuro”.. d) acabamento..Artigos. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu. Dê.. 15. d) acrescentam informações que esvaziam o sentido dos nomes a que se referem. As palavras rústica.. O advérbio eminentemente é derivado do adjetivo eminente.. Casos como esse permitem considerar substantivos e adjetivos como nomes.. b) chão.. procuram . que se diferenciam. como resposta... segundo a gramática normativa. e) reforçam qualidades já pressupostas nos nomes a que se referem. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros”.

os porteiros usavam ternos cinza-chumbos e as recepcionistas. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I E não foi só ele. os porteiros usavam ternos cinza-chumbo e as recepcionistas. III Essas doenças. e) Na Aliança Luso-brasileira. associadas a tabagismo. ( ) A palavra composta cardiovasculares pode também ter seus elementos usados separadamente: cardíacos e vasculares. 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. V Procure seu médico e siga a sua orientação. c) 4.” Veja. dos verbos ir e ser. a) Na Aliança Lusa-brasileira. e F. 23/06/99. II Hoje. No poema há quantos adjetivos? a) 3. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. saias verde-olivas.19. obesidade. os poteiros usavam ternos azuis-marinhos e as recepcionistas. IV Não seja mais uma vítima das doenças cardiovasculares. 20% da população adulta brasileira é hipertensa. saias verdes-oliva. que correspondem a 32% de todos os óbitos.Artigos. saias azuis-pavões. 3ª pessoa do singular e podem ser entendidas como um conselho ao interlocutor. substantivos. procure e siga estão no imperativo. 153.” Carlos Drummond de Andrade. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbos e as recepcionistas. e) 2. adjetivos. Milhares de brasileiros pendurarão as chuteiras mais cedo por problemas cardiovasculares. respectivamente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) As formas verbais foi e é são. p. saias verdes-olivas. para os falsos. O emprego de adjetivos e de locuções adjetivas é uma características da descrição. UFMT Esta pergunta refere-se ao texto “Tão novo e já pendurou as chuteiras”. ( ) A palavra vítima possui um só gênero gramatical para indicar tanto seres do sexo feminino quanto do masculino. 21. o que abre a possibilidade de o interlocutor do texto ser tanto homem quanto mulher. FGV-SP Assinale a alternativa gramaticalmente correta. Use V. d) Na Aliança Lusa-brasileira. a primeira no pretérito e a segunda no presente. estresse e vida sedentária levam ao óbito por problemas cardiovasculares. U. para assinalar os itens verdadeiros. 20. d) 6. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbo e as recepcionistas. b) 5. saias verde-oliva. 6 GABARITO Líder em soluções cardiovasculares ( ) As formas verbais seja. verbos e adverbios Avançar . b) Na Aliança Luso-brasileira. c) Na Aliança Luso-brasileira.

Na quinta-feira. já que toda altíssima e magérrima que se preza nasceu assim e assim continuará pelo resto de seus dias. Está(ão) correta(s): a) apenas I. muito a contragosto por parte das revistas. quem deve sair nas páginas das revistas? Não têm. a direita. para quem tudo não passa de ‘loucura politicamente correta’. Nesse departamento. as qualidades das modelos passaram a representar as próprias modelos. a intervenção oficial animou o eterno debate ideológico. A ministra Tessa. Mas. ‘A foto sempre engorda um pouco. c) apenas I e III. logo de quem. a Inglaterra contaria com a companhia. e por isso a magra fotografa melhor. Em “solidíssimas” e “esbeltíssimos”.Artigos. ato contínuo.F. normais. fez um apelo à indústria de vestuário para que conserte a situação. sequíssima. Tradução: menos modelos e atrizes de biotipos esbeltíssimos.” Veja. principalmente em democracias solidíssimas como a inglesa. quem é gordo e. digamos. nas butiques. de tamanhos acima de 40. II. quem diria. as palavras sublinhadas desempenham. b) apenas II. A ‘patrulha da gordura’ foi criada. o Senado argentino aprovou um projeto de lei que obriga as fábricas a fazer roupas em ‘tamanhos verdadeiros’. que ditam o padrão de beleza de nossos tempos. “Vamos esmagar as imagens estereotipadas das mulheres na mídia”. III. 28/06/2000. Previsivelmente. como os que vêem nas passarelas e fotos de moda. atesta o fotógrafo paulistano André Schiliró. Todas reclamaram da figura ‘impossível’ das modelos — impossível para elas. Tessa Jowell. Santa Maria-RS “Fofas vingadas Governo inglês faz campanha contra magreza excessiva Têm os governos o direito de determinar quem é magro. é convidada para desfilar e posar em editoriais de moda. e) I. sob o impacto do alerta dado no mês passado pela Associação Médica Britânica: pela primeira vez. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . verbos e adverbios Avançar .22. representantes de agências de modelos e um seleto grupinho de adolescentes normais. e para a imensa maioria das mortais. jornalistas. que equivale a muito seca. doenças que em casos extremos podem ser letais) com a busca incessante das adolescentes por um corpinho de sílfide. o significado dos adjetivos foi intensificado com o objetivo de fazer uma avaliação pessoal da democracia inglesa e descrever o tipo físico de prestígio. a spice girl que emagreceu 7 quilos (confessados) e. alinhou-se à facção das magérrimas. adjetivos. U. Quem quiser que acredite que vai funcionar. Todas as medidas inglesas têm aplicação voluntária. na voz de Theresa May. o papel de substantivos. até porque. Difícil dar certo. que ocupa cargo equivalente ao de Tessa no fictício gabinete conservador. um estudo científico relacionou o aumento dos distúrbios alimentares (anorexia e bulimia. Também apontaram a falta. as altas e magras são insubstituíveis na frente das câmeras. Embalada em sua cruzada. Por birra. sob suspeita de anorexia. É possível elevar uma qualidade ao seu grau máximo por um processo de comparação. no contexto. 7 GABARITO Considere as afirmativas a respeito do emprego do grau superlativo. I. no caso. acima de tudo. claro. independentemente dos hambúrgueres que consuma. depois de uma reunião promovida pela ministra para Mulheres da Inglaterra. II e III. a ministra inglesa pediu à comissão que fiscaliza a televisão britânica que vigie ‘o grau de diversidade de formas das mulheres nos programas de TV’. Ou seja: dê menos destaque a silhuetas. e mais silhuetas. que estão tentando dar um jeitinho. desde que moda é moda. convocou uma entusiasmada ministra. Do lado das gordinhas está a nova esquerda do governo Tony Blair. Tem de ser naturalmente magra’. substantivos. Da reunião em Londres participaram produtores de moda. Incitadas pelo governo trabalhista. respectivamente. as revistas de moda inglesas concordaram na semana passada em criar um código de conduta destinado a promover a exibição de modelos de pesos e alturas variados em seus ensaios fotográficos. d) apenas II e III. E não adianta a menina perder 20 quilos. como a de Victoria Adams. seca como uva passa. Em “já que toda altíssima e magérrima”. o que ocorre em “seca como uma uva passa”. no máximo 42. da Argentina. estão.

e) I e III. escuras e gárrulas como cigarras. pequenino por dentro. 26. Embebeu de éter a bolinha de algodão. c) definir a conduta das duas irmãs como criticável. que nos deu tanta alegria. c) III. situá-las numa cidade onde são famosas pela maledicência. respectivamente.” QUEIRÓS. vulto a uma esquina. bule rachado. sensação. c) xampu de capelo – xampu capilar. poeira a um canto. entre os dentes ralos. achando a condição humana uma droga. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. desde longos anos. o emprego de artigos definidos e a omissão de artigos indefinidos têm como efeito. É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. enfatizar seu livre acesso a qualquer ambiente na cidade. 02. colocá-las como responsáveis pela maioria dos acontecimentos na cidade. O pobre menino nasceu morto. E saiu para a rua. 08. como resposta. d) I e II. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. e) monumento de rocha – monumento rupestre. coração dorido. a) atribuir às personagens traços negativos de caráter. A ilustre Casa de Ramires. II. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura. algibeira arrasada. as espalhadoras de todas as maledicências. não existia nódoa. angustiado. U.E. Realizou-se um congresso internacional de solidariedade. b) II. janela entreaberta. bolo encomendado nas Matildes. estado ou qualidade dos seres. 04. Emescam–ES A relação de equivalência de sentido entre as expressões não está adequada em: a) dor no abdome – dor abdominal. 16. tirou o canário para fora com infinita delicadeza. b) nervo da audição – nervo auditivo. Realizou-se um congresso de solidariedade internacional. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . marcar a generalidade das situações que são objeto de seus comentários. substantivos. e) associar as ações das duas irmãs. a soma das alternativas corretas. III. 8 GABARITO No texto. d) particularizar a maneira de ser das manas Lousadas. Uma nuvem poderosa abre o horizonte. em Oliveira. adjetivos. as tecedeiras de todas as intrigas. E na desditosa cidade.23. apontar Oliveira como cidade onde tudo acontece. A alteração na posição das palavras provocou alteração de sentido somente em: a) I. pecha.Artigos. b) acentuar a exclusividade do comportamento típico das personagens. FUVEST-SP “As duas manas Lousadas! Secas. O menino pobre nasceu morto. Ponta Grossa-PR Os substantivos abstratos designam ação. d) água de rio – água pluvial. Dê. não comentasse com malícia estridente. São substantivos abstratos os elementos itálicos em: 01. Eça de. Unifor-CE Considere as seguintes construções: I. Uma poderosa nuvem abre o horizonte. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. 25. verbos e adverbios Avançar . 24.

ele que viesse falar comigo. 2000. em jun. “O diário de P. as formas verbais “tinha estado” e “estava” indicam fatos situados no mesmo momento. vives. é possível substituir a forma verbo ser de “é” para “era”. b) verde-oliva.Las Vegas (. UFGO Considerando-se a importância da escolha das expressões verbais para a construção do sentido do texto. de aproveitar a vida. o lugar. comunicar-se.. sem que a idéia básica do período seja modificada. apreciar a música.Leia abaixo o trecho do diário de P.) 21h30 .. pois ambas pertencem a tempos verbais do passado. ( ) o uso do subjuntivo no final do texto deve-se ao caráter de certeza. ( ) em “É como se eu estivesse congelada”.C. rir. 01/01/2000 . publicado em uma reportagem na revista Isto é. c) cívico-religioso. É como se eu estivesse congelada.S. e) guarda-noturno. d) tanto quanto uma tonelada”. tu dirás que queres viver. e) Vives: agora mesmo que ensandeceste. 30. Estava com muito apetite! Hoje percebi quanto tempo deixei de viver. adjetivos. não fora o trabalho desenvolvido pelos filósofos iluministas.S. d) azul-marinho. c) aproximadamente uma tonelada”. substantivos. U. b) justo uma tonelada”. Unifor-CE Há analogia de sentido entre a frase “Pesem em torno de uma tonelada” e “Pesem: a) apenas uma tonelada”.Artigos. mas (por causa) de todo o ritual que envolve uma refeição: conversar. FUVEST-SP Está INCORRETA a articulação de tempos e modos verbais em: a) Se por acaso eu importunara o General.Restaurante chinês.C. 1 biscoito da sorte 3 colheres de sopa de arroz frito 2 camarões com alho 1 um pedaço de peixe frito 1 buquê de brócolis (Adorei.. não houve argumento capaz de convencer a imprensa paulista de que seria de interesse geral a 1ª Bienal Internacional do Livro. c) Em 1970. 28. b) Os ideólogos do capitalismo usam todos os apelos populistas de que se pudessem valer para introduzir um forte golpe. ( ) a forma verbal “estava” indica um momento anterior àquele expresso pela forma verbal “percebi”. Foi maravilhoso!” 9 27. pode-se afirmar que: ( ) em suas duas primeiras orações. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . comi super bem!) Nunca tinha estado num restaurante chinês. 29. de verdade do processo expresso pelo verbo. e) ao menos uma tonelada”. A questão 27 refere-se a ele. verbos e adverbios Avançar . Não só por não ter me permitido comer. e se a tua consciência reouver um instante de sagacidade. Alfenas-MG Assinale a alternativa cuja palavra composta é pluralizada da mesma forma que “Ibero-americanos”. a) surdo-mudo. d) Todos seríamos escravos de idéias maniqueístas.

U. adjetivos. c) com liberdade – libertinamente. não conseguiu capturar os fugitivos. o Brasil ainda estará muito longe de tornar-se um participante ativo do jogo mundial. amar? Sempre e até de olhos vidrados. Tarifas que podem chegar a zero. declarou o médico. a) com verdade – sinceramente..31. b) Além disso. d) A inteligência é como um tigre solto pela casa e só não causará problema se o suprir de carne e o manter na jaula.. c) O primeiro-ministro e o presidente devem ser do mesmo partido. verbos e adverbios Avançar . Amar e malamar. até a você. Londrina-PR “Que pode uma criatura. d) pode ser que. 35. por: a) embora. combinação de princípos da economia. FUVEST-SP a) “Se eu não tivesse atento e olhado o rótulo. 10 GABARITO 34. Reescreva a frase acima. embora nenhum fará a sociedade em que eu acredito. sem perda de sentido. no texto de Carlos Drummond de Andrade. b) A polícia. d) Saveiro Geração III. o paciente teria morrido”. c) As apurações estaduais foram suspensas até segunda ordem. pode ser substituído. Amar. 32.Artigos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) sem mistério – enigmaticamente. corrigindo a impropriedade gramatical que nela ocorre. UFPI Marque a alternativa que substitui corretamente a locução adjetiva por um advérbio. transpondo-a para a voz ativa. amar? Amar e esquecer. FUVEST-SP A única frase em que as formas verbais estão corretamente empregadas é: a) Especialistas temem que órgãos de outras espécies podem transmitir vírus perigosos. desamar. ao pecado de saber mais do que nos convinha. mesmo que for adotado algum tipo de ajuste fiscal imediato. e) 12 até 18 dias sem juros no cheque especial. Resiste a tudo. tem o mesmo valor semântico que em: a) O marinheiro chegou até o porto ao amanhecer. c) ainda que. amar?” A palavra até. sociologia e ecologia. entre criaturas. substantivos. é defendida por ambientalistas como maneira de se viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. Uniube-MG-Adaptada “Talvez eu tenha medo / Talvez eu sorria. b) como amante – adulteramente. b) A econologia. b) não obstante. mas dizê-lo por completo equivalia a um sacrilégio. e) O nome secreto de Deus era o princípio ativo da criação.E. Reescreva a frase acima.” O advérbio talvez nos versos. senão. e) sem virtude – desvirtuadamente. 33. até agora.

__________ três explosões na plataforma de petróleo. substantivos.. Creio que __________ de problemas causados por falta de manutenção. Potiguar-RN “O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. PUC-RJ Assinale a alternativa em que o termo em negrito é um advérbio que marca claramente uma opinião: a) “. aponte a opção que ainda mantém o mesmo sentido da oração acima: a) Só um jornal pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber: o de minha propriedade.. Quando as __________ (ver). Se isso não __________ (satisfazer) sua curiosidade. o advérbio mais deixa pressuposta a idéia de que: a) os testes de QI serviram.. 37. o quadro. no passado.” b) “.” 40.. e) hoje os testes de QI não são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. adjetivos.Artigos. b) O único jornal que só pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade.. U. poderá notar duas grandes fotos iluminadas. FGV-SP Complete as frases com os verbos indicados entre parênteses. infelizmente. c) O único jornal que pode oferecer ao público só as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. “Se você __________ (vir) à exposição e se __________ (dispor) a visitar o terceiro andar. FUVEST-SP Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas abaixo.36. Para bem comparar a técnica utilizada. o sofrimento das pessoas que estão atingidas mentalmente. 39. d) no passado. observe seus efeitos de luz e sombra. e sair dela desejando um equilíbrio diferente do que tinha antes. 38. d) Ouviram-se / se trata / existam / confirmem / sobraram. b) Ouviu-se / se tratam / exista / confirme / sobrou.” e) “.” 11 No texto. verbos e adverbios Avançar .. e) Ouviram-se / tratam-se / existam / confirme / sobraram. b) hoje os testes de QI são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. há motivo para otimismo”. embora não __________ provas que __________ isso: não __________ objetos para exames periciais. será conveniente que você __________ (manter-se) a uma boa distância. além dos testes de QI. já não servem mais para avaliar a capacidade cerebral de uma pessoa.” c) “para que ele tenha novamente a possibilidade de novas produções normativas” d) “Na esquizofrenia.” GABARITO Utilizando-se o advérbio “só”.. poderá adotar outra perspectiva. outros parâmetros serviram para medir a inteligência. d) O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é só de minha propriedade. um dos antigos parâmetros usados para medir a inteligência. c) os testes de QI nunca serviram para medir a inteligência. é mais sombrio. UFRS-Modificada “Os testes de QI. para medir a inteligência.. c) Ouviu-se / se trata / exista / confirmem / sobrou. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a) Ouviram-se / trata-se / existam / confirme / sobraram.

b) O moderador interviu assim que ficou a par dos problemas técnicos. b) pretendia – sentiu – sabia. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. FGV-SP Assinale a alternativa em que não haja erro de conjugação de verbo. e) conseguiu responder – sentiu – tinha marcado. c) Fui até o hotel para encontrá-lo. de modo claro e objetivo. 42.” Revista Época. UFMA Considere o seguinte trecho “A favela invisível se debruça sobre o Rio”.. do articulista Marcos Sá Corrêa: “. d) chamara – sentiu – começaria. Feita a pergunta. NESSA ORDEM. ao verbo “ser” e ao verbo “ir” a) somente na frase I. sentiu o peso da responsabilidade. b) somente na frase II. se ele manter adequadamente o tratamento. passados os primeiros dias de euforia pela conclusão do curso. haveremos de descer a serra antes de o sol nascer. Há lugares carentes que necessitam até de vagas para automóveis.” e) Até que enfim o governo reconheceu o direito dos manisfestantes. c) somente na frase III. e) em todas as quatro frases.41. mandarei prender os que forem inimigos do país. d) somente na frase IV. IV. só conseguiu responder que começaria o mais breve possível a ladainha das entrevistas que tinha marcado nas clínicas que visitara há meses. substantivos. Sabia que o pai o chamara para aquela conversa com a intenção de saber dele o que pretendia fazer da vida. mas se deteu. de 24/01/2000. c) Se a Patrícia previr tempo seco para o litoral. como a De Plá. 12 Assinale a alternativa em que o termo em negrito aparece com o mesmo sentido empregado no texto acima: a) Até que ponto poderemos aceitar tal proposta? b) Pensando nisso. d) “Até Madonna quis interpretar o papel de Frida Kahlo no cinema. as locadoras de vídeo e os cursos de informática.” Dessas ocorrências. c) tinha marcado – sentiu – visitara. PUC/Campinas-SP “Naquele exato momento. as vacas que forem para o brejo serão contadas quando eu for à Brasília. será o momento de todos o aplaudirmos. que vende e revela material fotográfico para amadores. respectivamente. 44. os que forem espertos saberão quando for a hora de partir.Artigos. até que poderíamos programar um passeio para este final de semana. a) Em pouco mais de três meses.” GABARITO Os verbos que indicam corretamente a sucessão cronológica dos fatos narrados são. d) Leocádia estava terrivelmente irritada. São inumeráveis as academias de ginástica. III. e) Quando o negociador propor uma saída honrosa. esperando oportunidade melhor. quando eu for presidente. adjetivos. “for” equivale. a lesão do jogador poderá estar curada. 43. mas ele já havia saído. aquele que for culpado confessará tudo quando for à prisão. a) sabia – sentiu – chamara. Tinha ganas de dizer a Alberto tudo o que ele merecia.Brotou nos morros cariocas franquias de supérfluos. II. CEETPS-SP Considere as seguintes ocorrências de “for”: I. verbos e adverbios Avançar .

poeira a um canto. não tinha comentado. e) não existiria. d) Pretendes. escuras e gárrulas como cigarras. entre os dentes ralos. bule rachado. portanto há inadequação na flexão do segundo verbo (cobra). c) Bebeu tanto até cair. a) “Do querer até o poder vai larga distância”. verbos e adverbios Avançar . de Rita Lee e Roberto de Carvalho: “Não me cobre ser existente Cobra de mim que sou serpente” 13 Com relação ao emprego do imperativo nos versos. não existia nódoa.” QUEIRÓS. b) Tenhais. não tiverem descortinado. mantém-se apenas em: a) não existe. 14 de abril de 2001. não teria comentado. pode-se perceber que. não tiver comentado. desde longos anos. se verifica entre as formas verbais existia. neste texto. b) Juntou até 10 mil reais. Texto para a questão 47. algibeira arrasada. ITA-SP Os versos abaixo são da letra da música Cobra. não comentava. e) “Respiravam e até transpiravam” 46. não comente. d) Arrastou-se até o quarto onde desmaiou. c) a diferença de formas (cobre/cobra) deve-se ao deslocamento da 3ª para a 2ª pessoa do sujeito verbal. A ilustre Casa de Ramires. portanto o emprego está adequado. d) não existirá. E na desditosa cidade. coração dorido. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. 47. não descortinavam. não comentasse com malícia estridente. Voltar Língua Portuguesa . pecha. A questão 48 tem por base a história em quadrinhos abaixo apresentada. adjetivos. substantivos. Trata-se de: a) Ides. vulto a uma esquina. c) Julgais. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. FGV-SP Observando os três primeiros quadrinhos. não descortinem. podemos afirmar que a) a oposição imperativo negativo e imperativo afirmativo justifica a mudança do verbo cobre/cobra. não teriam descortinado. no diálogo entre Calvin e sua mãe. U. em Oliveira. c) não existira. não tinham descortinado. e) Segui. “As duas manas Lousadas! Secas.45. janela entreaberta. descortinassem e comentasse. Eça de. b) não existiu. FUVEST-SP A correlação de tempos que. uma das formas verbais não condiz com as demais. IMPRIMIR GABARITO O Estado de S. e) o primeiro verbo no imperativo negativo opõe-se ao segundo verbo que se encontra no presente do indicativo. b) a diferença de formas (cobre/cobra) não é registrada nas gramáticas normativas. Alfenas “Uma parceria implica até em cuidar de meninos de rua. 48.” Assinale a frase em que a palavra até expressa o mesmo sentido que tem no fragmento acima.Artigos. as espalhadoras de todas as maledicências. Paulo. d) o sujeito verbal (3ª pessoa) mantém-se o mesmo. bolo encomendado nas Matildes. as tecedeiras de todas as intrigas.

a forma verbal deseje deverá ser substituída por: a) desejasse. c) Muitas palavras do português provieram do contacto com línguas estrangeiras. creiamos. 14 A comparação entre as palavras sublinhada acima demostra que o significado geral de “expressar ação” não é suficiente para identificar o verbo como classe gramatical. UFSE Os verbos que aparecem nos enunciados abaixo estão corretamente flexionados em: a) As influências africanas manteram-se.” Veja. já que namoro consta do dicionário como “ato de namorar”. e) Vi um catálogo na Amazon que tem uns dinamarqueses bem acessíveis. além do sentido de ação. principalmente. há uma tendência de uso do verbo ter como impessoal. Alfenas-MG Fragmentos para a questão: “Especialistas contestam argumento do governo de que privatização não estaria sujeita à regra que prevê isonomia entre os candidatos” Caso transpuséssemos a forma verbal “prevê” para o futuro do subjuntivo. em relação às palavras. IMPRIMIR “Um alimento em pó incolor (.. e) Influências estrangeiras também norteam o destino das línguas. b) preveria.Artigos. teríamos: a) previer. UFRN Considere o período a seguir.” Para se manter a correspondência temporal no período. com as mesmas características do verbo haver no sentido de existir. 51. Quem se propor a estudar as línguas faladas na América pode constatar isso. Santa Maria-RS-Modificada Na linguagem coloquial. não tem gente parada. d) prever. modo e pessoa. Não pôde ser diferente. adjetivos. b) A ama negra interviu junto ao filho do senhor branco. Para diferenciar o verbo do substantivo. e) previr. U. c) desejará. c) O estrangeiro tem mais e melhores dentes. b) flexão de tempo. Voltar Língua Portuguesa ..) poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. Assinale. Os brasileiros nem sempre se precavêm diante de influências lingüísticas estrangeiras. U. seria necessário considerar. Assim crêem os estudiosos dos fatos que intervêem na história das línguas. abrandando-lhe a linguagem. 18/08/1999. UERJ “Os aliados não querem romper o namoro com o FHC – querem é namorar mais. c) previera. 53. d) Ele tem como equipamento standard o que aqui é opcional. d) anteposição de um substantivo.49. a) Sabe que você tem razão. por exemplo. 50. c) presença indispensável à frase. nas frases abaixo a alternativa em que ocorre esse emprego. Mirtes? b) Nos Estados Unidos. b) desejar. a seguinte característica que só os verbos possuem: a) terminação em r. verbos e adverbios Avançar . GABARITO 52. d) Propusemo-nos a analisar a língua sem preconceitos e vimos que as influências estrangeiras são inevitáveis. Passeemos pelo seu vocabulário e creiamos nisso.F. d) desejaria. substantivos.

ao contrário de lembrar-se e esquecer-se.Artigos. II. “Se você .. vieres.. vires. |-ra-| desinência modo-temporal e |-m| desinência número-pessoal.... 02.. “Se .. comunica-me imediatamente”. |começa-| tema. reouvesse b) vier. b) II e III. e) II e IV. o verbo começaram apresenta a seguinte estrutura: |começ-| radical.só se vê bem e os homens não têm mais tempo. intervisse. que é dourado. vires.. Alfenas-MG Considere as seguintes frases: I. cativa-me!. 16... “Quando puseres a foto no álbum..... intervisse. verbos e adverbios Avançar . d) I e IV. U.... “Se ele propuser um acordo.. talvez você .. fará com que eu me lembre de ti....... respectiva e corretamente.. substantivos... a vírgula é utilizada para isolar o sujeito do verbo. 32.... vires.. “Retiveram os documentos porque supuseram que fossem úteis. requisesse. III..... requeresse. interviesse. a São Paulo. Em Por favor. que faz a 3ª pessoa do plural vêm. requeresse. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. Em O trigo.. ela ficará contente”. d) 3ª pessoa do presente do indicativo do verbo vir. reouvesse 57. Dê. U. que isso é necessário. vê através do pequeno embrião de árvore (.. quando previr o temporal”. requeresse. “Quando . 04. Estão corretas as formas verbais só nos itens: a) I e III. |-a-| vogal temática. sendo o plural vede. No trecho . 56.. aceitaríamos todas as condições”... requisesse... b) 2ª pessoa do singular do imperativo do verbo vir. começaram a se tornar realidade. traga seu irmão”. e seu amigo . vires.... sendo vinde a forma do plural... III. Em Mas se tu me cativas... a soma das alternativas corretas. as lacunas das frases acima: a) vieres. por isso ninguém interviu para liberá-los”. o modo verbal é o imperativo..... c) 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo do verbo ver. Em . Os verbos lembrar e esquecer..54.. “Ele voltará..... reouvesse e) vier. Assinale a alternativa cujas formas verbais preencham. não são regidos por preposição. o acento nos verbos ver e ter é justificado pela mesma regra de acentuação gráfica..... II... Identifica-se corretamente a forma verbal vê em negrito nos versos acima como: a) 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo ver... reavesse c) vir.. 55.. IV. UFSE-Adaptada “e as coisas que tu vais transformar. c) III e IV. e seu plural é vêem. Alfenas-MG Observe: I...... reavesse d) vier. 08. como resposta. o verbo cativar classifica-se como transitivo direto. UFSC Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s): 01. esses bens”.. interviesse.) Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas” 15 Jorge de Lima. adjetivos... interviesse... e) 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo do verbo ver. cujo plural é vêm.

. Seria preciso que .. Tem de ser naturalmente magra (... 20 quilos...... UFSE A forma verbal em negrito está corretamente flexionada em: a) Todos desejam que a imprensa continui a defender um esporte ético..... eventualmente ....... e) Todos lêem o código de ética de seu clube.. a fumar e a beber.... É verdadeira: a) Apenas a afirmação I... 61. 60.... no processo. d) Os crimes fiscais foram confessados porque o técnico temia outra acusação..... ele........ naturalmente magra..... a prática do esporte poderá ser moralizada... verbos e adverbios Avançar ... d) Apenas a afirmação III... c) Se a opinião pública intervir..Artigos.... Emescam-ES As lacunas de : “Os médicos sempre .... complete corretamente as lacunas. e) Nenhuma das afirmações....... mesmo que se ..........I.. substantivos.. a bolsa de estudos.. b) Apenas a afirmação II. porém.. para que você .. “E não adianta a menina perder 20 quilos....” serão adequadamente preenchidas com: a) solicitam – abstenha – dispunha – volta b) solicitaram – abstivesse – dispusesse – voltava c) solicitam – abstém – disposse – voltava d) solicitam – abstivesse – disponha – volta e) solicitavam – abstesse – disposse – voltava 63..... PUC-PR-Modificada Considere estas afirmações: I. d) Alguns dos envolvidos nos episódios de 94 absteram-se de comentar o fato..... Santa Maria-RS Observe as formas verbais utilizadas nos períodos a seguir.. b) O editorial afirma que o educador que se detesse sobre o futebol ficaria desapontado. a João que se .. III.. do cigarro e do álcool..... F.” As formas verbais que preenchem adequadamente essas lacunas são: a) vir – intervisse – obtivesse b) vir – intervisse –obtesse c) vir – interviesse – obtivesse d) ver – intervisse – obtivesse e) ver – interviesse – obtesse 16 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ......... mas alguns talvez não o entendam bem... E não adianta que a menina .. A palavra morto é particípio do verbo matar..)” Considerando as transformações propostas... e) O jornalista se baseou em fatos bastante conhecidos para escrever o editorial... A palavra morto é particípio do verbo morrer.. É preciso que .. U....58....F. diga-lhe que seria bom que ele ... Vitória-ES O seguinte período apresenta lacunas: “Se você . 62.. naturalmente magra. b) Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade. a seguir o conselho..... adjetivos. c) O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa... UFSE A frase que apresenta voz passiva é: a) As pessoas nem tinham se recuperado do susto quando surgiu outra denúncia... o professor...... a) perda – fosse – fosse d) perda – seja – seja b) perde – seja – seja e) perca – seja – fosse c) perda – fosse – seja 59. O verbo morrer tem dois particípios... II....... c) Cada uma das afirmações..

d) seguíssemos – admitíssemos. para apresentar correção. verifica-se erro em: a) “. o segmento em negrito na frase “Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam.. d) deve ser substituído por “isto que”. d) possa ser. UFRS-Modificada Em: “Até algum tempo atrás. d) Quem dá aos pobres empresta a Deus. – intransitivo. para apresentar correção. c) está correto.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 66.. b) Os jornais não deram a notícia. UFR-RJ A alternativa em que está correta a classificação do verbo dar quanto à predicação é: a) Dei com os dois velhos sentados. nem mulatas. um número sem fim de animais...Artigos....” e) “.64. 67. c) teria sido. quando for a vez desses meninos?”. c) O relógio deu onze horas.” d) “Era assim o Brasil de Cabral. a) seguirmos – admitíssemos. e) deve ser substituído por “ao que”. sem acarretar mudança no significado da frase. Indique a alternativa em que os respectivos verbos podem substituir as formas sublinhadas na citação acima. adjetivos. e) Esse dinheiro não dá.. 65. admitiremos que o desejo de destruição do outro só não é posto em prática por repressão. mantendo a correlação exigida pela norma culta. UFSE Um verbete de dicionário registra exemplos de uso correto do verbo desconfiar. UEL-PR “Se seguirmos Freud.” b) “Ainda não haviam louras. substantivos. pois trata-se de outro sentido do verbo desconfiar. – transitivo indireto.” c) “Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. “É prudente desconfiar de quem é desconfiado”. b) seguíssemos – admitiríamos.” 17 Assinale a alternativa que substitui a forma verbal fosse. pois o emprego do verbo desconfiar está de acordo com os exemplos. a) pudesse ser. – intransitivo. – transitivo direto. – transitivo direto e indireto.” Considerando-se o verbete. e) seguiremos – admitiremos. b) tivesse sido. 68. duvidar. para apresentar correção. e) tenha sido..) fosse muito mais poderoso e criativo do que um outro já maduro e desgastado pela idade. verbos e adverbios Avançar . “Mas convém que Gaspar não desconfie absolutamente destes nossos projetos. nem surfistas..” Os tempos verbais assinalados acima estão correlacionados: a forma escolhida para o verbo seguir limita as possibilidades de flexão de admitir. c) tivéssemos seguido – vamos admitir. UFPB-PSS Levando-se em conta a norma culta da língua. b) deve ser substituído por “aquilo de que”..” a) está correto. imaginava-se que um cérebro jovem (.. já quinhentos anos passados. empregado com o sentido de não ter confiança.

d) A forma verbal havia partido pode ser substituída por partira sem que.). Unifor-CE “Efetivamente se queimaram alguns livros. IMPRIMIR 74. UFR-RJ “(. o que deixou sua mãe extremamente preocupada. c) tinham queimado. b) transitivo direto e transitivo indireto. uma ambigüidade gerada pela locução sua mãe. d) tinham projetado. e) Os alunos viram o professor chegar e dirigir-se à secretaria da escola. c) O enunciado é composto de duas orações que encerram uma relação de causa e conseqüência. PUC-PR “O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho. como: a) transitivo direto e intransitivo.” “Mas leio. assinale a alternativa que contém uma afirmação falsa: a) As formas verbais havia partido e deixou expressam ações simultâneas. c) transitivo indireto e verbo de ligação. 73.. os auditivos (que prestam mais atenção no que vêem).” A forma verbal equivalente a em negrito na frase está em: a) queimou.. Tenho de ler tudo. o verbo cheirar foi utilizado com a mesma transitividade de: a) Pelas análises que fizemos. e) verbo de ligação e transitivo direto. Voltar Língua Portuguesa . 70. e) Há. 71. b) A forma verbal havia partido expressa uma ação anterior à forma verbal deixou.. cavalgo de novo” Os empregos do verbo ler nos versos acima permite classificá-los.” 18 Considerando o que está dito no enunciado acima.69. d) Olhava para os cantos sem saber o que viera cheirar ali.. d) Os alunos foram à biblioteca ver se encontravam o livro indicado. essa história está cheirando mal. no enunciado.”.. e) foi queimado.. b) foram queimados. equivalente a em negrito acima. a palavra “vêem” é empregada com o mesmo valor em: a) Não consigo concordar com isso.. Unifor-CE Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado. c) No jardim pôs-se diante da roseira e ficou cheirando a rosa. substantivos. c) Vê se não te esqueces do livro – advertiu o jovem. d) intransitivo e transitivo indireto. b) Eles se calaram porque viram que a discussão não levaria a nada. Uniube-MG-Adaptada No trecho “Com seu vestido decotado / cheirando a guardado”. leio.. PUC-RS-Modificada De acordo com o sentido que tem no trecho “Há basicamente três tipos de alunos: (. está na alternativa: a) projetam-se. GABARITO 72..Artigos. haja prejuízo do significado. d) eram queimados. e) vão projetar-se. Outra forma verbal. com isso. verbos e adverbios Avançar . b) projetam. porque vejo a questão de outra maneira.). adjetivos. c) é projetado. respectivamente. b) O vento que impelia aquela chuva cheirava a almíscar.. Em filosofias / tropeço e caio.

Voltar Língua Portuguesa . em: a) Os clássicos não são muito lidos no Brasil. Dê. ao longo da qual todos os problemas seriam resolvidos. eles a popularizaram.. os fotógrafos a popularizarão. U. d) tem descoberto. 79.. .. eles a tinham popularizado. estava apenas exilado temporariamente: ele voltaria nos braços da democracia restabelecida. U.E. 77. de novo a estrada interrompida. a) encontraríamos – perdera – viríamos b) encontrássemos – perdeu – veríamos c) íamos encontrar – tinha perdido – havíamos visto d) encontraríamos – havia perdido – teríamos visto e) encontrássemos – perderia – viríamos 76. do Império da República Velha.F. Quando os fotógrafos registraram a infância da aviação... Ponta Grossa-PR Escolha as estruturas aceitáveis considerando a perfeita correlação entre os tempos verbais. e) terá descoberto.Artigos.. b) No Brasil nunca se leu muitos os clássicos. verbos e adverbios Avançar . a soma das alternativas corretas... . d) Não é muito o que se lê dos clássicos no Brasil... b) tinha descoberto. Se tivessem registrado a infância da aviação. c) terão trabalhos... para sempre. Católica de Salvador-BA 19 “haverá trabalho para essa massa de gente.... 08.. Quando os fotógrafos tiverem registrado a infância da aviação..... c) Pouco se lê os clássicos no Brasil. que o Brasil nunca foi muito diferente do que hoje é. que...... Pelotas-RS O cineasta Cacá Dieguez escreveu um artigo sob o título “O futuro passou”. naqueles tristes momentos. Se tivéssemos prestado mais atenção à história da Colônia.. e) Não se faz a leitura dos clássicos no Brasil.” A única variação estrutural correta para expressão destacada na oração em evidência é: a) haverão trabalhos. 16. Não sabíamos que o país ..75. 01. c) teria descoberto. no qual lança o desafio da possível construção de um novo Brasil. e) existirá trabalhos.. como resposta. 04... o futuro. F..” IMPRIMIR GABARITO A forma verbal da frase acima está corretamente substituída por outra.. substantivos. como tantos brasileiros.... b) existirão trabalhos. gramaticalmente equivalente. d) ocorrerá trabalhos. Quando registrarem a infância da aviação. 78. Pensávamos. derrubado o muro da ditadura. não se lêem muito os clássicos no Brasil.. adjetivos. 02.. foi retirado o fragmento a seguir: “Para nós durante a ditadura. Unifor-CE “.. eles a teriam popularizado. F. Se os fotógrafos tivessem registrado a infância da aviação.” Assinale a alternativa com as formas verbais que preenchem as lacunas de acordo com a norma padrão.. Católica de Salvador-BA-Adaptada Há correspondência modo-temporal entre a forma verbal simples “descobriu” no trecho “A ciência descobriu uma realidade mais complexa” e a composta: a) tivesse descoberto... a inocência.. Desse texto... os fotógrafos a popularizaram.

5 10 15 20 20 25 30 GABARITO 80. 81. Nova antologia poética. Lentamente.Artigos. quem sabe?. 86/87..“Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?. quem sabe?. e) Deve ser sempre louvado alguém que sofre com os problemas alheios.’ Ah. Agora não sei esperar mais nada Desta nem da outra vida...” Nas frases abaixo. meu Deus. A expressão “Naqueles voluptuosos tempos” (verso 13) marca uma posição do eu-lírico em relação ao passado. 82. exceto em: a) Meu amigo não gosta de que o chamem de boa-vida. explique o que é a infância na concepção do poema. d) Não me admira que eles queiram morar em belas cidades. Só para judiar. b) Espera-se que ele passe a vida lutando por seus ideais. 6ª ed.) Sim! Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?..’” (versos 27 a 30) Observando o emprego dos tempos verbais nos vocábulos sublinhados acima. No entanto o menino (que não sei como insiste em não morrer em mim) ainda e sempre apesar de tudo apesar de todas as desesperanças.. São Paulo: Globo.. “O circo o menino a vida A moça do arame equilibrando a sombrinha era de uma beleza instantânea e fulgurante! A moça do arame ia deslizando e despindo-se.. essas crianças!” QUINTANA. Considerando essa posição do eu-lírico em relação ao passado. Mário. substantivos. c) A melhor sociedade deve ser aquela em que todos tenham vida boa.. p.. E eu com os olhos cada vez mais arregalados até parecerem dois pires. Unifor-CE “.’ (versos 14 a 17) “o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio.As questões 80 e 81 referem-se ao texto abaixo. verbos e adverbios Avançar . Meu tio dizia: ‘Bobo! Não sabes que elas sempre trazem uma roupa de malha por baixo?’ (Naqueles voluptuosos tempos não havia maiôs nem biquinis.... 1997. UFRJ .. UFRJ Releia os versos 9 a 17. as formas verbais em negrito estão corretamente transpostas para o mesmo tempo e modo da forma em negrito acima. o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio. insultuoso é que ela o seja apenas para alguns.’ Eu tinha oito anos e sabia esperar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . explique o emprego dos parênteses no verso 13. adjetivos..

A forma verbal simples empregada em “Paris virara a capital mundial da aviação desde a fundação do Aéro-Club de France. c) passadas mas que têm validade permanente. o presente do indicativo. “voar” está empregado em função substantiva. denota um(a): a) treinamento. ( ) o tempo verbal denota um fato passado que poderia ter acontecido após outro fato passado. na voz passiva. corresponde à forma composta “havia virado” ou “tinha virado”. assinale a alternativa que apresenta a seqüência correta: a) II.” IV.” II...” Carlos Drummond de Andrade.. IV. d) solicitação. tendo em vista o emprego de verbos.) virologistas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA desenvolveram experiência em que um gene causador de câncer em ratos.. 86. ( ) o tempo verbal denota um fato que provavelmente acontecerá. “Todos sabem que cães e gatos são espécies diferentes e que não se misturam. com o sentido de existir. coluna de acordo com a 1ª. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. “(. U. Dê.. 02.. UFR-RJ-Adaptada “Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre (. 04..F. Uberlândia-MG Numere a 2ª. Em “Voar era um ideal delirante e dândi”. o verbo haver foi empregado no pretérito perfeito do indicativo. foi empregado para expressar ações: a) presentes e simultâneas ao momento da fala. 16. UFR-RJ No verso “Você sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada?”. III. indiscutível.. Com o verbo na voz ativa. I.. a frase “Cada proeza dos aviadores era narrada em detalhe” ficaria “Narrava-se em detalhe cada proeza dos aviadores”. no imperativo. adjetivos.83. 85. substantivos. a forma “eram invadidas”. II. e passeie de mãos dadas com o ar. d) II.. e) passadas que negam o aspecto durativo do verbo. d) que vão se realizar num futuro bem próximo. III.” III. Ponta Grossa-PR Marque as alternativas corretas. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . aquela de chita. c) ordem.) ponha a saia mais leve.Artigos. O verbo usado em “As formas estranhas dos aeroplanos experimentais invadiam as páginas dos jornais” assumiria. nas formas destacadas.). Em “Nos dez primeiros anos deste século havia uma mania pop em Paris – voar”. “(. “Por exemplo.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa por meio da manipulação genética. verbos e adverbios Avançar . b) I.E. podem-se desenvolver espécies de milho (. IV. I. b) aconselhamento. b) presentes e posteriores ao momento da fala. 84. a soma das alternativas corretas. A seguir..” ( ) o tempo verbal indica uma verdade universal. 01. c) I. U.. IV. como resposta. 08. em 1898”. ou um tipo de tomate que cresce mais rápido e é mais produtivo. e) ponderação. I. No trecho acima a seqüência de formas verbais.

b) era – são.” – O futuro do presente está sendo utilizado para indicar um fato provável.) como bem o sabiam os romanos (. com minha secretária Eunice. quem zelaria por este pobre povo?” – O futuro do pretérito está sendo utilizado para indicar surpresa e indignação. enroscando-se como uma serpente.Artigos.” ALENCAR. UERJ A seqüência das construções verbais em negrito retrata uma mudança na participação do “eu” que se expressa no texto. Unifor-CE “o que ocorreu até recentemente.. O Guarani. “vassalo e tributário” exercem a mesma função sintática. e engrossando com os mananciais. que rola majestosamente em seu vasto leito. d) “(.. UERJ Classifique. c) sugestão. Dir-se-ia que vassalo e tributário desse rio das águas. b) reflexão.) o povo é ignorante.. Olhemos a cidade. que recebe no seu curso de dez léguas. vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba. as três construções destacadas. GABARITO Em relação ao texto. d) certeza. que está corretamente reproduzida nas formas: a) pôde – pode. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população?” Tendo em vista o contexto que envolve a frase “Olhemos a cidade”.87. na frase acima. 91.. c) “(. e) “rio caudal”. Descreva essa mudança. 88. curva-se humildemente aos pés do suserano. UFR-RJ-Adaptada “Ano novo de eleições. d) tinha – tem.. posterior ao momento em que se fala. torna-se rio caudal. b) não há nenhum termo que expresse progressão temporal dos fatos. É o Paquequer: saltando de cascata em cascata. a seqüência dos tempos verbais em negrito. e) solicitação. d) a relação entre os parágrafos marca-se pela comparação. c) obteve – obtenha. 22 Leia os versos abaixo para responder às questões de números 89 e 90. substantivos. “Onde avanço. b) “Se não zelássemos por nós. altivo e sobranceiro contra os rochedos. e o que é sugado ao mim de mim em ecos se desmembra” 89. Unifor-CE “De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio d’água que se dirige para o norte. 92. e) exigiam – exigem. verbos e adverbios Avançar . o pequeno rio.. e ainda ocorre em algumas regiões” Observe.” – O presente do indicativo está sendo utilizado para indicar uma verdade científica. a) “Pelo Natal estarei aí. quanto às vozes do verbo. adjetivos.)” – O pretérito imperfeito do indicativo está sendo utilizado para indicar um fato passado não concluído. José de. c) a freqüência dos verbos de ação personifica o rio Paquequer. pode-se afirmar que o uso da forma verbal destacada expressa uma: a) ordem. 90. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . é correto afirmar que: a) os três parágrafos inscrevem-se num momento estático do tempo. Uniube-MG Assinale a alternativa em que o emprego do tempo verbal não está adequadamente explicado. me dou.

) manipular os peões (..” d) “.. obtém-se a forma verbal: a) vem sendo dominado. Uniube-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “(.) Trunte retrucou que já era alguma coisa..” d) “(.” c) “(... Uniube-MG Assinale abaixo a única alternativa correta: Transpondo-se para a voz passiva a oração “As grandes corporações multinacionais vêm dominando o consumo da população das cidades”.Artigos..)” 94.. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não admite passagem para a voz passiva: a) “essa liberdade só pode funcionar se submetida a intensa supervisão da comunidade científica. c) dominam.” 96.... Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “Virou praga o uso indevido do gerúndio. 23 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ..uma escola escreve ‘College’ ao lado de sua marca.) poderemos (........ verbos e adverbios Avançar .. substantivos.ninguém supera a televisão..) não compreende ele as coisas do Brasil..“ 95.) nada adiantava esse dinheiro..” b) “(. adjetivos.) a manipulação genética de alimentos e animais não poderá gerar efeitos danosos à nossa saúde.” d) “(. U... U..F.93. d) vem dominando.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa......” b) “(..F.” c) “(..) poderemos transformar a manipulação genética em um dos maiores benefícios da ciência . b) vêm dominando.” b) “...” c) “Talvez apenas desconheçam a própria língua.

25. 22. d 49. c c c V–F–V–V e d d a b F–V–V–F c b c d e d d GABARITO IMPRIMIR 35. e 46. 20. 33. combinação de princípos da economia. 5. declarou o médico. 13. V E R B O S E A D V É R B IO S 1. 31. 15. sociologia e ecologia. 8. d 41. vir. satisfizer. o paciente teria morrido. 11. b 42. 3.LÍNGUA PORTUGUESA 1 A R T IG O S . 9. 27. a 39. 34. 12. 24. dispuser. a 44. 23. 19. c 47. 21. 30.Artigos. substantivos. 28. 7. S U B S T A N T IV O S . V–V–V–V–F c e d a d e V–V–F d b d c c a 13 d d 18. 6. A D JE T IV O S . 36. 4. 2. adjetivos. verbos e adverbios Avançar . 40. a 38. 32. d 37. c 45. como uma maneira de viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. 16. d Voltar Língua Portuguesa . 29. a) “Se eu não estivesse atento e não tivesse olhado o rótulo. 10. se mantenha. d 43. 17. 26. a 48.” b) Ambientalistas defendem a econologia. 14. Vier.

56. 81. no verso 13. verifica-se que. a 95. c 92. verbos e adverbios Avançar . o que é sugado ao mim de mim: voz passiva. 68. 61. do qual se distancia. 63. a Voltar Língua Portuguesa . b 94. c 87. 76. 52. 70. 90. 64. 55. 54. 57. 82. O emprego dos parênteses revela que. Em avanço o “eu” é agente. 74. c 85. a 88. 73. a 96.Artigos. 60. e 83. 79. 58. 53. 78. A partir do emprego dos tempos verbais. substantivos. 67. a b e e a a e b a b d b b 28 a IMPRIMIR GABARITO 80.2 50. 59. adjetivos. a 93. o eu-lírico faz um comentário (ou dá uma explicação) sobre o passado. Onde avanço: voz ativa. 62. 15 86. 69. c 89. 77. me dou: voz reflexiva. 91. em me dou é agente e paciente. 51. a infância é um estado permanente no eu-lírico. 75. em o que é sugado ao mim de mim é apenas o lugar em que a ação acontece. na concepção do poema. 71. 72. 66. b e b b e e d b e c e d b c b 65. b 84.

falta o hífen em “interamericano”. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. 2. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) I e III são verdadeiras. ( ) As duas ocorrências do pronome se classificam-se da mesma forma. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. Colômbia.Pronomes Avançar . sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. UFPI Na frase “A realidade tornava-se-lhe odiosa. favorece uma tonicidade não usual em português. no livre exercício de suas próprias soberanias. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. considerados não como cidadãos mas como ‘pessoas’ e. conseqüentemente. ( ) Por equívoco do redator. é correto afirmar que a ênclise: I. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito.. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. ( ) Em que e na qual são pronomes relativos. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’ mas também com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. foi usada como recurso obrigatório por se tratar de dois pronomes. d) I e II são verdadeiras.. como a realização dos postulados da justiça social’. julgue os itens a seguir segundo os critérios da morfologia. b) Apenas II é verdadeira. a) Apenas I é verdadeira. para os verdadeiros. c) Apenas III é verdadeira. e F.” 1 GABARITO ( ) Os verbos existentes no trecho que vai de “Os Estados. Superior de Brasília-DF Após ter lido atentamente o texto “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos”. Use V. modo e pessoa. até .”. Além disso. é própria de linguagem formal no Brasil.E.” estão flexionados no mesmo tempo.. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos... Assinale a alternativa correta..desses direitos. I. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. II. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. ( ) Em “da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos” é possível permutar-se a expressão destacada pela contração das. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. para os falsos. 1948). III.

a senhora. UFPI Na frase “mas tinha desses abatimentos. da veneração em que tinha a memória dele. entre o carro de bois e a sege em que a senhora vinha. a 2ª. b) “Mascarenhas fez-me notar à esquerda da capela o lugar em que estava sepultado o ex-ministro. não deixaria de comparecer. c) a saudade. c) Há erro de grafia ao reproduzir as falas coloquiais das personagens. 5. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que os elementos em destaque não podem ser substituídos por onde. A cadeira em que se sentou era uma velha cadeira de espaldar de couro lavrado e pés em arco. Voltar Língua Portuguesa . pessoa do singular com a 3ª. e) à forma verbal acrescentando. em que caía a cadeira” a expressão em negrito pode ser substituída por: a) onde d) com as quais b) enquanto e) entre as quais c) nos quais 4. acontece um erro quanto à norma culta da Língua. de Assis). c) Quando os viste? d) Não concordarei com o que nos dirão. na sua fala. d) somente à palavra mais próxima: saudade.” O pronome lhe do exemplo refere-se: a) ao sujeito do verbo “revolucionou”. e) Há pontos de exclamação e interrogação demais nos trechos. d) Os substantivos próprios estão com letra maiúscula. pessoa do singular. Univali-SC 2 GABARITO Nos quadrinhos. falou-me também da piedade e saudade da viúva. e) Não se falou coisa alguma sobre a prometida reforma. à qual está ligado por hífen.Pronomes Avançar . enfiou a cabeça por entre as cortinas para fora.F.” (M.3. em vez de ficar séria e pensar em Deus. acrescentando-lhe saudade. beleza e ritmo.. rindo.. das alusões freqüentes na conversão. dessas súbitas fadigas de todo o seu ser. pra. de Assis) d) “.” (M.” (M. Exemplos: Tô. beleza e ritmo.” (M. PUC-PR-Modificada Observe: IMPRIMIR “Revolucionou a forma de tocar violão. Identifique-o: a) Falta vírgula depois do vocativo. 7. b) à forma de tocar violão. U. a) “... das relíquias que guardava.. b) A personagem mistura.quando estava quase a suceder um desastre na entrada. de Assis) 6. de Assis) c) “Lalau sentou-se. b) É bom que falemos-lhes toda a verdade. Emescam–ES A posição do termo sublinhado em relação ao verbo não está adequada à norma culta brasileira em: a) Se me tivesse convidado..

. Os enunciados acima foram retirados dos livros Esaú e Jacó (A) e O resto é silêncio (B. desconfiasse de toda a gente (. Joga-se búzios e tarô Avenida Jabaquara. tens amor não correspondido ou rompido. FUVEST-SP “/…/ estás desiludido.Texto para a questão 8.. tua.” Observando-se apenas o correto uso dos pronomes. emitido por uma voz narrativa onisciente.. É por que é um mal espiritual latente e você não sabe. muita inveja. 817”. d) vosso. desanimado. desorientado. vossa. ( ) no enunciado C. Não fique na dúvida.. as palavras muita e alguma estão sendo usadas inadequadamente. a expressão a gente. ou até mesmo por não acreditar. UFGO A. Toda a gente voltou da ilha com o baile na cabeça. você vai compreender porque ela é a mais célebre da América do Sul.Pronomes Avançar . faça isso agora.) D. C e D). tem o sentido de “nós”. BETE. faça uma consulta. no seu trabalho. já que substitui um grupo nominal anteriormente expresso. o. ( ) no enunciado D. tua. Tire um tempo para você mesmo e faça uma consulta com a PROFa. Onde é que a gente se encontra? C.. muita inveja. um problema que para muitos é um problemão. com a PROFa. nos negócios. tens caso íntimo à resolver. B. fazer voltar alguém em sua companhia. (. respectivamente. os. mau olhado no amor. Todos se habituariam e pensar coletivamente. ( ) no enunciado A. te. b) teu. não é uma novata na sua especialidade (cientista em grafologia e astrologia) é a mais célebre da América do Sul. tens amor não correspondido ou rompido.) fazia que ela evitasse a companhia das outras. Leitor. no seu trabalho. estás desiludido.. respectivamente. alguma dormiu mal ou nada. nos negócios. tens caso íntimo à resolver. lhes. você é testemunha disto. a palavra todos tem valor anafórico. Muitas vezes. muitas vezes a gente sofre sem ter necessidade. Muitas vezes não acha solução. BETE é resolvido em uma simples consulta de poucos minutos. a expressão em destaque pode ter o sentido de “nós”. deve-se substituir as palavras grifadas. tua. em qualquer assunto que lhe preocupe. desanimado. por a) teu. vossa. fazer voltar alguém em sua companhia. Porquê? Ela tem um trabalho honesto e certeiro. 9. a PROFa. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . mas o mal existe e a solução do mal também e as vezes a cura está perto e a gente não vê. ( ) no enunciado B. “Solução Você que muitas vezes pegou este anúncio e nunca teve tempo para ler com mais atenção. de Machado de Assis e Érico Veríssimo. c) teu. E as pessoas aprenderiam a gostar menos dessas coisas que representam luxo e conforto. te. mau olhado no amor. 3 8. pois ambas necessitam da explicitação do termo gente. BETE mora no endereço abaixo a muitos anos. e) vosso. em qualquer assunto que lhe preocupe. Comprove estimado leitor. ou o próprio mal não deixa. Considerando-se os elementos em negrito. muita sonhou com ele. referindo-se ao emissor-personagem e seus comparsas. desorientado.

10. UFPI Marque a alternativa em que o pronome lhe é empregado com o valor semântico de pronome possessivo. a) Tudo de repente (...) lhe pareceu lúgubre. b) Os seus deveres (...) eram-lhe pesados como fardos injustos. c) A realidade tornava-se-lhe odiosa. d) Veio-lhe o nojo das engarrafadas dos emplastros (...). e) — dous lábios de fogo que, num beijo, lhe chupassem a alma. Texto para as questões 11 e 12.
“Que me enganei ora o vejo: Nadam-te os olhos em pranto Arfa-te o peito, e no entanto Nem me podes encarar.”

4

11. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome substitui toda uma oração. Aponte-o: a) que. b) me. c) o. d) te. 12. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome pessoal oblíquo está substituindo um pronome possessivo. Aponte-o: a) te. b) me. c) o. d) que. 13. U.F. Uberlândia-MG Todas as alternativas abaixo podem ser preenchidas por cujo(a), exceto: a) “Lalau não demorou muito. (...) Vinha um pouco esbaforida, voando-lhe os cabelos, ............... eram curtinhos e em cachos...” (M. de Assis) b) “A casa ............... lugar e direção não é preciso dizer, tinha entre o povo o nome de Casa Velha...” (M. de Assis) c) “Não estava contente comigo. Tinha-me deixado resvalar a uma promessa inconsiderada, ............... execução parecia complicar-se de circunstâncias estranhas...” (M. de Assis) d) “Voltei-me para D. Antônia; esta, depois de hesitar um pouco, deliberou entrar na sacristia, ............... porta estava aberta.” (M. de Assis) 14. UFF-RJ A colocação do pronome pessoal no português do Brasil, no uso coloquial, apresenta, em algumas circunstâncias, tendências diferentes da de Portugal. Identifique o par de orações em que ocorrem, quanto a colocação do pronome pessoal no português do Brasil, o uso culto e o uso coloquial, respectivamente: a) “da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo;”/ da qual estamos todas tão distantes que nos não poderia servir de modelo; b) “Esta é uma hora para se parar e pensar.”/ Esta é uma hora para parar-se e pensar-se; c) “pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais –”/ pois o que passase no Piauí não é o mesmo das grandes capitais; d) “purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz.”/ purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que acha-se rodeada mal abre os olhos à luz; e) “a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela;”/ a mulher de hoje em dia pode se sair melhor do que aquela.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

15. U.E. Londrina-PR-Modificada
“... Stingo descobre as verdades escondidas sobre as quais eles estão encobrindo...”.

Esse trecho se torna adequado à norma culta se a expressão em destaque for substituída por: a) onde. b) que. c) cujas. d) das quais. e) entre as quais. 16. Univali-SC Assinale, dentre as frases a seguir, retiradas de jornais de circulação regional, a que está de acordo com as normas da Língua Portuguesa. a) É outra daquelas questões onde não é certo optar por uma alternativa, excluindo a outra. b) Além dos efeitos sociais e econômicos referidos, um plano de retomada da indústria de construção fere uma carência objetiva do país, onde há necessidade de milhões de casas... c) Um reflexo na pupila (menina dos olhos), em um recém-nascido poderá revelar problemas na retina, tumores intra-oculares, ou até catarata congênita onde realizar-se-á cirurgia o mais breve possível. d) A surpresa aconteceu na sétima prova, onde houve a divergência sobre a terceira cidade mais antiga do país. e) Participaram todos os 540 alunos distribuídos em 8 equipes, onde se buscou equilibrar a força, unindo os alunos maiores com os menores. 17. FEI-SP Em “as paredes vejo-as”, os termos em destaque são classificados respectivamente como: a) artigo definido e pronome pessoal do caso reto. b) artigo definido e pronome demonstrativo. c) artigo definido e pronome pessoal do caso oblíquo. d) pronome pessoal e artigo definido. e) preposição e pronome pessoal do caso oblíquo. 18. FGV-SP A propósito do segmento de frase “Ser-me-ia impossível descobrir entre mim e elas pontos de identificação…”, atenda ao que se pede abaixo. a) Explique o uso do pronome mim em vez do pronome eu. b) Se, no lugar de elas, que é pronome pessoal de terceira pessoa do plural, utilizássemos outro, de segunda pessoa do singular, qual seria ele? 19. UFGO Considere os enunciados abaixo. A. Os atletas não se prepararam bem, onde se saíram mal nas competições. B. Onde há fumaça, há fogo. C. Vivemos numa economia globalizada, onde os produtos industrializados não têm uma só nacionalidade. D. Saiu da casa cedinho onde só voltou depois que todas dormiam. Segundo a norma padrão da língua portuguesa: ( ) o relativo onde pode ser empregado, estabelecendo relação conclusiva entre orações, como no enunciado A. ( ) o empregado do relativo onde, no enunciado B, está inadequado, porque ele não tem um referente explícito. ( ) o relativo onde, no enunciado C, está empregado adequadamente, porque se refere a uma expressão com valor de lugar virtual. ( ) o verbo voltar, no enunciado D, exige que o relativo onde seja precedido por “a” ou “para”.

5

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

20. UP-RN
“Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro.” “O grande mal desse povo brasileiro é ter nascido pobre.”

Se uníssemos as duas orações com pronome relativo, teríamos: a) Sem a reforma agrária cujo grande mal do povo brasileiro é ter nascido pobre, não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. b) Sem a reforma agrária cujo grande mal é ter nascido pobre não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. c) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição do povo brasileiro que ter sido pobre é o seu grande mal. d) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro cujo grande mal é ter nascido pobre. 21. F.M Triângulo Mineiro-MG
“Incontestável representante do bom gosto, a escritora e colunista Danuza Leão não tem vergonha de aplaudir o Show do Milhão. (...) Da mesma franqueza de Danuza comunga o plubicitário Roberto Justus. ‘A atração educa quem não teve acesso àquelas informações e diverte quem quer testar seus conhecimentos’, argumenta.”
Telejornal. O Estado de S. Paulo. 03/09/2000, p. T8-T9.

6

Seguindo as convenções da norma culta, a oração destacada no texto pode ser substituída por: a) Quem não teve-lhe acesso. b) Quem não as teve acesso. c) Quem não teve-as acesso. d) Quem não teve acesso a elas. e) Quem não teve-lhes acesso. 22. F.M. Triângulo Mineiro-MG Una as frases por um pronome relativo e assinale a alternativa correta, de acordo com a norma culta. “A Lagoa Rodrigo de Freitas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. As águas da Lagoa continuam malcheirosas.” a) D. Pedro II já havia chamado a atenção para as águas malcheirosas da Lagoa Rodrigo de Freitas. b) A Lagoa Rodrigo de Freitas, cujas águas continuam malcheirosas, já havia chamado a atenção de D. Pedro II. c) D. Pedro II afirmara que as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam mal cheirosas. d) A Lagoa Rodrigo de Freitas que as águas continuam malcheirosas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. e) As águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam malcheirosas e elas já haviam chamado a atenção de D. Pedro II. 23. PUC-PR-Modificada
“O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho, o que deixou sua mãe extremamente preocupada”.

IMPRIMIR

GABARITO

Considerando o trecho acima, pode-se afirmar que a expressão o que tem como antecedente os termos: a) O pai; b) havia partido; c) ao filho; d) nenhum recado; e) toda a parte do enunciado que antecede à própria expressão o que.

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

24. PUC-PR Assinale a alternativa em cujo enunciado o pronome que está entre parênteses pode ser colocado corretamente em qualquer um dos pontilhados. a) Ninguém ..... irá ..... esquecer ..... tão cedo. (te). b) ..... Estou ..... dizendo ..... a pura verdade. (lhe). c) Ela ..... quer ..... dizer ..... o que aconteceu de fato. (me). d) ..... Haviam ..... encontrado ..... até então duas vezes. (se). e) ..... Mandou ..... vir ..... mais cedo no dia seguinte. (me). 25. FUVEST-SP
“‘As pessoas ficam zoando, falando que a gente não conseguiria entrar em mais nada, por isso vamos prestar Letras’, diz a candidata ao vestibular. Entre os motivos que a ligaram à carreira estão o gosto por literatura e inglês, que estuda há oito anos.”
Adaptado da Folha de S. Paulo, 22/10/00.

No trecho que não está entre aspas ocorre um desvio em relação à norma culta. Reescreva o trecho, fazendo a correção necessária. 26. PUC/Campinas-SP

7

“No centro da Convenção sobre Mudança Climática esteve o reconhecimento de que o planeta pode passar por mudanças catastróficas no próximo século, com o agravamento do efeito estufa. A delegação brasileira na reunião de Buenos Aires, onde se deu o encontro, assim como em Kyoto, foi chefiada pelo ministro da Ciência e Tecnologia. Ela teve um papel destacado no Japão, ao apresentar proposta que desembocou no “mecanismo de desenvovimento limpo” (MDL), questão central na pauta na Argentina.”

Os pronomes grifados referem-se a outras palavras do texto. São elas, respectivamente: a) o centro – Mudança Climática. b) Buenos Aires – a delegação brasileira. c) o planeta – a reunião. d) Kyoto – estufa. e) a Convenção – mudanças catastróficas. 27. UFMT-Adaptada Julgue as afirmações a seguir. Use V, para assinalar os itens verdadeiros, e F, para os itens falsos. ( ) Substituindo o pronome lhe por dele na oração Ousou o escrevente namorar-lhe a filha, as duas formas pronominais funcionam como objeto indireto. ( ) Na maioria das variedades do português falado no Brasil, empregam-se as formas de tratamento você/vocês para designar o interlocutor do discurso ao invés das formas tu/vós. ( ) Quando se usa você/vocês no lugar de tu/vós, o verbo, os pronomes oblíquos e possessivos continuam na segunda pessoa. 28. U. Potiguar-RN Os trechos que seguem mostram que certas construções típicas do português falado, são utilizadas na modalidade escrita, exceto um deles. Aponte-o: a) Procure preocupar-se com os problemas que você tem maior dificuldade. b) Uma escola, onde na frente havia uma lanchonete, deverá ser totalmente reformada. c) Sempre me pareceu muito severo aquele diretor sob cujas ordens trabalhei muitos anos. d) Consideramos propícia a escolha do momento dele falar.

IMPRIMIR

GABARITO

29. U. Alfenas-MG Assinale a opção onde o pronome pessoal está empregado incorretamente. a) Para mim, cumprimentá-la seria uma ofensa. b) Entre eu e ela já não há mais nada. c) Viram-nos, mas não os chamaram. d) Permitiu-lhe, a ele, fazer a ronda. e) Aquele era o carro para mim; comprá-lo com que dinheiro?

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

30. U. Alfenas-MG Dadas as sentenças: I. Os projetos que me enviaram estão em ordem; devolvê-los-ei ainda hoje. II. Não te conto toda a verdade já que preocupo-me demais com tua situação. III. “Esses são os livros que se acham à disposição do público, mas acredita-se que poucos procurá-los-ão”. IV. Quero que você se habitue com minhas falhas, eu deveria preparar-me melhor. A seqüência que contém as frases corretas quanto à colocação dos pronomes átonos é: a) II e III. b) I e II. c) I e III. d) II e IV. e) I e IV. 31. Univali-SC Identifique a opção correta quanto à colocação pronominal nos trechos retirados de jornais de circulação regional: a) Que todo pai sinta-se imensamente feliz na comemoração de seu dia. b) Por que todos os dias perdem-se tantos blocos de notas fiscais em Blumenau? c) Preserve-a a todo custo. Não esqueça que para seu filho você é o maior herói. d) O “Bem” do título acima, se expressa pela existência de postos de trabalho na quantidade e qualidade requeridos por uma população... . e) ... utilizando a imagem do “Zé Carioca” e outras, que mostram-nos menores e menos capazes. 32. PUC/Campinas-SP Observe a seguinte passagem do texto: “‘Pare aí’, me diz você. ‘O escrevente escreve antes, o leitor lê depois.’ ‘Não!’ lhe respondo, ‘Não consigo escrever sem pensar você por perto, espiando o que escrevo.’” Nela, o autor, utilizando o discurso direto, apresenta um diálogo imaginário entre o autor e seu leitor, introduzindo a linguagem oral no texto escrito. Por essa razão, a) os pronomes oblíquos átonos foram colocados depois do verbo. b) os pronomes oblíquos átonos são enclíticos. c) os pronomes oblíquos átonos não foram utlizados no diálogo. d) os pronomes oblíquos átonos são proclíticos. e) os pronomes oblíquos átonos são mesoclíticos. 33. UFMT-Modificada Julgue as seguintes afirmações. Use V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A norma gramatical contrariada em Para mim brincar é Não se deve usar pronome pessoal da forma oblíqua na função sujeito. ( ) A norma gramatical contrariada em Me dá um cigarro é Não se deve iniciar um período com pronome oblíquo átono. 34. UFSE
“... tu vais encher os cofres ... derrubada debaixo da fronde ... dando de comer aos pássaros”

8

GABARITO

Substituindo corretamente as formas substantivas pelos pronomes pessoais correspondentes, obtém-se: a) encher-lhes – debaixo dela – dando-os de comer; b) encher-lhes – debaixo a ela – dando-lhes de comer; c) enchê-los – debaixo dela – dando-lhes de comer; d) enchê-los – debaixo a ela – dando-os de comer; e) encher-los – debaixo dela – dando de comê-los.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

35. F.M. Itajubá-MG Marque a opção que pode preencher corretamente as lacunas da seguinte afirmativa: Em “Dir-se-á que, até certo ponto, a felicidade se constrói”, segundo a norma culta, é um caso de ............... obrigatória por se tratar de um verbo no ..............., em ............... de período. a) Mesóclise – futuro do presente simples – início. b) Separação – infinitivo – exórdio. c) Próclise – imperativo positivo – começo. d) Silepse – presente do subjuntivo – abertura. e) Zeugma – futura do subjuntivo – princípio. 36. F.I. Vitória-ES O seguinte período apresenta algumas lacunas: “Ela ficou em casa ............... dois, para conversar ............... sobre o livro, mas disse ao meu irmão que era difícil para ............... ler aquele livro sozinho, porque as letras eram pequenas demais para ............... ler, sem forçar meus olhos hipermetropes.” Os pronomes de 1ª pessoa que completam adequadamente as lacunas são, respectivamente: a) conosco – conosco – mim – mim b) conosco – conosco – eu – eu c) com nós – conosco – eu – mim d) conosco – com nós – eu – eu e) com nós – conosco – mim – eu

9

37. PUC-PR Observe a colocação dos pronomes átonos destas orações: I. O T-6 de Mororó, deixando uma asa pelo caminho, partiu-se. II. Depois de arrastá-lo até sua casa, o colocou na rede. III. Há cinco anos, no entanto, os dois se reencontraram. Seria possível, sem erro de sintaxe, adotar outra ordem pronominal: a) Apenas para a oração I. b) Apenas para a oração II. c) Apenas para a oração III. d) Para todas as orações. e) Para nenhuma das orações. 38. VUNESP Leia o texto que segue.
“Não digo com isto que um e outro dos gêmeos não soubessem agredir e dissimular, a diferença é que cada um sabia melhor o seu gosto, coisa tão óbvia que custa escrever.”

GABARITO

In: ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. São Paulo: Editora Mérito, 1962. p. 78.

No segundo período desse texto reconheça as classes de palavras a que pertence o a, respectivamente, em “a fruta” e “a ia buscar”. 39. UEMS Ao comparar as diversas cidades do mundo com a cidade do Rio de Janeiro, defendia com ardume e paixão a beleza... sobre cada uma... a) dessa – daquelas. b) daquelas – destas. c) destas – dessa. d) desta – daquelas. e) desta – dessas.

IMPRIMIR

40. UFPB-PSS No verso “Ao coração que sofre, separado...”, o vocábulo que refere-se ao termo antecedente. Observa-se esta mesma relação em: a) “Não me basta saber que sou amado.” b) “...no exílio em que a chorar me vejo.” c) “Não há que a terra pelo céu trocar.” d) “Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza.” e) “Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras...”

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

41. Unifor-CE “É bem provável que freqüentadores de museus não procurem essa instituição.” Substituindo-se a expressão em negrito na frase acima pelo pronome que lhe é correspondente, obtém-se: a) não lhe procurem; b) não a procurem; c) não procurem-a; d) não procurem-lhe; e) não procurem-na. 42. UFF-RJ Assinale a opção em que a reformulação da frase abaixo apresenta um emprego de pronome não compatível com o uso formal da língua: “E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.” a) E em tal maneira é graciosa que, se a quisermos aproveitar, dar-se-á nela tudo por causa das águas que tem. b) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem. c) E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, tudo nela se dará, por causa das águas que tem. d) E em tal maneira é graciosa que, ao querer-se aproveitá-la, tudo dar-se-á nela, por bem das águas que tem. e) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitar ela, tudo dar-se-á por bem das águas que tem. 43. UFF-RJ Assinale a opção em que a palavra em negrito é um pronome pessoal. a) “Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços.” b) “E alguns, que andavam sem eles, tinham os beiços furados.” c) “outros traziam três daqueles bicos, a saber, um no meio e os dois nos cabos.” d) “assim frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho.” e) “porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.” 44. UFSC Observe o período abaixo e assinale a(s) proposição(ões) em que ele foi reescrito corretamente.
“— Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

10

GABARITO

01. — Os homens esqueceram dessa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 02. — Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não deves esquecêla. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 04. — Disse a raposa: —Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. 08. — Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que você cativa. Os homens esqueceram-se essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. 16. — Os homens esqueceram essa verdade: tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecê-la. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

45. Unifor-CE-Adaptada
“Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas, em todos eles, um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens...”

O pronome os em “que os impeça” refere-se a: a) alguns cientistas; b) robôs do futuro; c) seus programas; d) todos eles; e) homens. 46. Emescam-ES A substituição do termo em negrito não se fez adequadamente em: a) Acharam os livros muito interessantes. Acharam-los muito interessantes. b) Fizemos o trabalho como você orientou. Fizemo-lo como você orientou. c) Daremos a ele todas as oportunidades. Dar-lhe-emos todas as oportunidades. d) Refiz a lição que estava errada. Refi-la, que estava errada. e) Enviamos cartas a vocês. Enviamos-lhes cartas.

11

47. UFR-RJ “...fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo parece sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’” Uma das funções dos pronomes demonstrativos é retomar, dentro de um enunciado, elementos anteriormente citados. A análise do fragmento acima revela que os demonstrativos esta e aquele referem-se, respectivamente, aos vocábulos: a) palavra e mote. b) leitura e mote. c) palavra e mundo. d) leitura e daquele. e) continuidade e mundo. 48. Univali-SC Ao ler jornais de circulação regional, percebe-se, algumas vezes, a incorreção no emprego do pronome oblíquo átono. Dentre as frases a seguir, assinale aquela em que o pronome foi empregado adequadamente. a) A ativação desse setor da economia, conhecido por seus efeitos rápidos na área de emprego e por seu contágio imediato sobre áreas de indústria e de serviços, se aproveitará dos atuais sinais de aquecimento da atividade econômica. b) Informamos que encontra-se em fase de conclusão uma nova escola. c) Felizmente, ao ver minha caixa de correspondência, havia um e-mail do promotor público de Itapema, me informando que iria nesta segunda-feira pela manhã receber a nós pais para conversar. d) Ele vai ocupar a vaga aberta pelo advogado que também já se desincompatibilizou do cargo. e) O comportamento dos jovens é um sintoma. Impõe-se que, sem descuidar-se das conseqüências, ataque-se primordialmente as causas. 49. UEMS I. O lugar...moro é muito pacato. II. Esse foi o número...gostei menos. III. A peça ...enredo é humorístico, tem sido sucesso. a) onde - que - cujo. b) em que – de que – cujo o. c) no qual – o qual – do qual o. d) que – que – cujo o. e) em que – de que – cujo.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

50. Unifor-CE Na frase “não tivessem presente, nem futuro”, as palavras em negrito estão corretamente substituídas pelo pronome que lhes é correspondente em: a) não os tivessem; b) não tivessem-los; c) não o tivessem; d) não tivessem-o; e) não tivessem-no. 51. UFR-RJ
“O homem ainda faz O que macaco fazia”

Do ponto de vista morfológico, o termo destacado no verso acima é um: a) pronome de tratamento; b) artigo definido; c) pronome oblíquo átono; d) pronome oblíquo tônico; e) pronome demonstrativo.

12

A questão 52 refere-se ao texto a seguir.
“O Padeiro (fragmento) (Rubem Braga) Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando: – Não é ninguém, é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a idéia de gritar aquilo? ‘Então você não é ninguém?’. Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou uma pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era: e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: ‘Não é ninguém, não senhora, é o padeiro’. Assim ficara sabendo que não era ninguém... Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.”

GABARITO

In: Ai de ti, Copacabana, 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1964, pp. 44, 45.

52. UFRJ a) Que sentido assume o pronome indefinido ninguém no texto? b) Quando esse pronome indefinido é usado na função sintática de sujeito, a dupla negação pode ou não ocorrer. Justifique essa afirmativa, exemplificando-a. 53. U.E. Londrina-PR Assinale a alternativa que está estruturada de acordo com a norma culta. a) Originárias da África do Sul, as abelhas africanas são agressivas, cuja criação é feita geralmente em apiários. b) As agressivas abelhas africanas, cuja criação é feita geralmente em apiários, são originárias da África do Sul. c) As agressivas abelhas africanas, que a criação delas é feita geralmente em apiários, originaram-se na África do Sul. d) As agressivas abelhas africanas, cuja a criação é feita geralmente em apiários, originou-se na África do Sul. e) As abelhas africanas, cujas quais são agressivas e criadas em apiários, originaram-se na África do Sul.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

Texto para a questão 54.
“Música Uma coisa triste no fundo da sala. Me disseram que era Chopin. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. Eu considerei as contas que era preciso pagar, os passos que era preciso dar, as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza meus cuidados voaram como borboletas.”
ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma Poesia.

13

54. FATEC-SP O tratamento poético da linguagem apresenta, por vezs, certas possibilidades que a norma gramatical não admite ou não recomenda; é possível afirmar que, no poema Música, é exemplo disso: a) “Me disseram que era Chopin”. b) “dentadura dura”. c) “enquadrei o Chopin”. d) “que era preciso pagar”. e) “braços redondos”. 55. Unifor-CE O período cuja redação está inteiramente clara e correta é: a) Todos os meninos menores de dois anos sofreram os efeitos dos elementos radioativos que lhes foram distribuídos a mando de Herodes. b) A recepção que a Virgem e o carpinteiro José puderam desfrutar ironicamente, foi de um boi branco e de um burro cansado. c) A poderosa nuvem que o autor se refere foi a visão que também vitimou os habitantes das duas cidades japonesas que recaíram as bombas atômicas.

GABARITO

d) Nem bem chegaram ao hotel em cujo se realizava um congresso internacional o dono escorraçou os viajantes. e) A súbita explosão de cuja se formou uma poderosa nuvem em forma de cogumelo deve de ter sido uma visão aterrorizadora. 56. UFRJ
“Esaú e Jacó (fragmento) (Machado de Assis) – Que estranhos? Não vou viver com ninguém. Viverei com o Catete, o Largo do Machado, a Praia de Botafogo e a do Flamengo, não falo das pessoas que lá moram, mas das ruas, das casas, dos chafarizes e das lojas.”

IMPRIMIR

In: Obra Completa. vol. 1. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985, p. 987.

Vimos que, no texto da questão 52, Rubem Braga fez uso expressivo do indefinido ninguém. Diga com que sentido o mesmo termo é usado por Machado de Assis no texto acima, relacionando tal significado com um posicionamento marcante na obra do autor.

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

A existência desse interlocutor é evidenciada em vocábulos que pertencem a duas diferentes classes gramaticais. b) Diga que traço gramatical comum aos vocábulos indica a presença do interlocutor. Estrela da vida inteira. O poema de Bandeira constrói-se com base na relação entre o eu-lírico e seu interlocutor. p.57. Rio de Janeiro: José Olympio. Manuel. a) Identifique essas duas classes gramaticais. 118. 1982.Pronomes Avançar . UFRJ “O impossível carinho Escuta. 9ª ed. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . eu não quero contar-te o meu desejo Quero apenas contar-te a minha ternura Ah se em troca de tanta felicidade que me dás Eu te pudesse repor – Eu soubesse repor– No coração despedaçado As mais puras alegrias da tua infância!” BANDEIRA.

26. a é pronome pessoal do caso oblíquo (retomando fruta). d GABARITO IMPRIMIR 19. 25. 27. 33. 7.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1 1. 20. desta forma. 17. 12. 9. 39. o a é artigo definido feminino e em “a ia buscar”. 22. 18. 14. que estuda há oito anos. 32. Voltar Língua Portuguesa . 13. 28. 29. 11. 37. 30. 21. 36. 8. 34. e por literatura. 15. está correto o uso do pronome mim. o pronome adequado da 2ª pessoa do singular a ser empregado é o ti. 35. F–F–V–V d d b c c A fim de desfazer o desvio em relação à norma culta. pronome pessoal do caso oblíquo. F–F–V–V–F d d b d b b c F–V–F–V c a d a e b b c a) Só se emprega o pronome pessoal do caso reto eu na função de sujeito. 38. 6. 3. que é o caso. 4. sendo regido pela preposição entre. b) Na função completiva. 24. 5. O pronome em questão possui função completiva. 23. 10. 16. b F–V–F c c e c d V–V c a c c Em “a fruta”.Pronomes Avançar . pode-se reescrever o trecho da seguinte forma: Entre os motivos que a ligaram à carreira está o gosto por inglês. 31. 2.

b) O traço gramatical comum é a 2ª pessoa.40. 41. a) Classe gramatical dos verbos e classe gramatical dos pronomes. o autor revela seu ceticismo em relação ao ser humano. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 47. 43. 48. porém. 44. a dupla negação ocorre: “Não veio ninguém”. 50. Ao preferir a paisagem física da cidade aos seus semelhantes. 45. o pronome é usado com o sentido de ‘pessoa alguma’ / ‘pessoa nenhuma’. 46.Pronomes Avançar . b) Se o pronome (sujeito) é anteposto ao verbo. 49. Se. ele é posposto ao verbo. 55. b b e b 06 b d c d e a e a) O pronome “ninguém” significa “pessoa sem importância”. 51. b a a No texto de Machado. 52. 54. 56. 42. não ocorre a dupla negação: “Ninguém veio”. 2 53. 57. uma atitude marcante na sua obra madura.

uma tomada de posição ante o fazer poético. c) fecunda. automatizados. comer as botas” é uma referência a Carlitos que. cisco de olho. com fome. Se consideramos o poema uma espécie de “conselho a um aprendiz de poeta”.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A Texto para as questões 1 a 3. comer as botas. de acordo com o texto de Manuel de Barros é olhar as coisas: a) em seu significado mais moderno. e) isolar-se do resto da humanidade. isolado na neve e não tendo com que se alimentar. 3 ed. b) apropriar-se de realidades aparentemente estéreis. Nos dias de lazer compor um muro podre para os caramujos. “Perder a inteligência das coisas para vê-las”. c) recusando seu invólucro utilitário. e) cristalina. O resto em Carlitos. e) sem se preocupar com sua carga simbólica. Mesmo sem fome. A fala de furnas brenhentas de Mário-pega-sapo era na rua. “Muita coisa se poderia fazer em favor da poesia: Esfregar pedras na paisagem. Aprender a capinar com enxada cega. Deixar os substantivos passarem anos no esterco.. UFMS O poema cita Rimbaud. personagem dos filmes de Charles Chaplin. d) vaga. b) com objetividade. Jogar pedrinhas nim moscas. c) sofrer privações materiais. em um filme. até que eles possam carrear para o poema um gosto de chão – como cabelos desfeitos no chão – ou como uma bule de Braque – áspero de ferrugem. moscas de pensão. Por isso as crianças e as putas no jardim o entendiam. Nessa concepção. b) impermeável. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . portanto. 1999. teréns de rua e de música. mistura de azuis e ouro – um amarelo grosso de ouro da terra.. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. Perder a inteligência das coisas para vê-las. 3. d) alimentar-se bem para ter boas idéias. Nos versos mais transparentes enfiar pregos sujos. e Carlitos. deixando de lado o sujeito que olha. Perguntar distraído: – O que há de você na água? Não usar colarinho duro. UFMS “Mesmo sem fome.Noções de literatura Avançar . é necessário: a) duvidar das imagens carregadas de sugestões.. cozinhou as botas e as comeu. d) pelo ponto de vista do especialista. o verso citado propõe que. carvão de folhas. até os cadarços. UFMS Esse poema é uma espécie de manifesto. Matéria de Poesias. o verso 10 ressalta que na poesia a palavra deve ser: a) exata. deitados de barriga. poeta francês do século passado. em favor da poesia. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 11 GABARITO 1. propõe que a palavra seja descarregada de seus significados já prontos.” BARROS.. A expressão mesmo sem fome muda a situação. Manoel de. 2. (Colhida em Rimbaud) Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se.

RJ: Nova Aguilar. UFPI Completam-se no soneto os elementos do dualismo: a) amizade – inimizade. 2 4. simplesmente. b) pureza – impureza. 5. meu amor.Texto para as questões 4 a 7. d) vício – virtude. c) a pretensão de cantar como ninguém o amor. d) o amor se esgota no próprio desejo. Amo-te como um bicho. c) verdade – mentira. E de te amar assim muito e amiúde. Vinícius de. c) O amante experimenta formas diferentes de amar. Amo-te afim. e) O artista recria a realidade usando palavras de amor. Amo-te. presente na saudade. 7.. Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade. E te amo além.”. É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude. e) o temor de que outro poeta cante o amor mais fielmente. Poesia completa e prosa. enfim. c) o amante dá a vida pela amada. pode-se inferir que: a) O poeta confunde as formas de amar. b) o amor destrói o corpo amado. com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. não cante / O humano coração com mais verdade. e) vida – morte. UFPI Na seqüência “. de um calmo amor prestante.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) A realidade é diferente para quem ama pouco.” MORAES. De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente.. existe: a) a surpresa de se ver amando tanto. p.. d) O amor do amigo vale mais que a paixão do amante.. e) o amante vive a descrever o ser amado. 336. UFPI Sobre a última estrofe é correto afirmar que: a) o amor culmina com a morte...Noções de literatura Avançar . não cante O humano coração com mais verdade. “Soneto do amor total 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 Amo te tanto.. UFPI Dos versos 3 e 4. b) a sensação de que o amor é indescritível. 1986. d) o desencanto com a impossibilidade de cantar o amor. 6.

de Vinícius de Moraes. ... 3 8. c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si.Texto para as questões 8 e 9.. como acontece no verso de número . outra no céu. a outra abandonada uma nua na terra. / Minha lira também seus tons varia.. / e sem fazer esforço ou maravilha. 1964... Cassiano. UFRS Leia as estrofes abaixo. em que é perceptível um lirismo . Um homem que tem fome como qualquer outro homem. b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas..” RICARDO..) tive saudades da casa paterna e chorei. Larguei-as pela jovem madrugada ambas cheias e brancas e sem véu perdida uma..” (Álvares de Azevedo).. Vinícius de Moraes aproxima a mulher e a lua. a) octossílabos – amoroso – 06 d) octossílabos – despojado – 07 b) heptassílabos – social – 07 e) decassílabos – sensual – 06 c) decassílabos – moralizante – 08 Voltar Língua Portuguesa .. Jeremias Sem-Chorar... Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento: a) “Como varia o vento – o céu – o dia. d) “Um dia (. emocionada a mulher a meu lado estremeceu e se entregou sem que eu dissesse nada.. c) reiteração expressiva... 10....Noções de literatura Avançar . “POÉTICA 1 Que é Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida.. 9.... em alguns momentos.. e a afirmação que as segue..... Rio de Janeiro: José Olympio..” IMPRIMIR GABARITO Por meio de versos . / Pela regra geral de todos seres........ b) vício de linguagem.. típico de sua poesia. que intitulei – As Ave-Maria – a saudade havia sido a minha primeira musa. 01 02 03 04 05 06 07 08 “Uma lua no céu apareceu cheia e branca. fundindo-as.” (Gonçalves Dias).” (Casimiro de Abreu). d) onomatopéia modernista. / Como estrelas e nuvens e mulheres......” (João Cabral de Melo Neto).. porque foram compostas em épocas diversas – debaixo de céu diverso – e sob a influência de impressões momentâneas. foi quando. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia.. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto.. UERJ A repetição da palavra “homem” na segunda estrofe exemplifica a seguinte característica: a) variação semântica.

.. Ferreira. ( ) O poeta. Nas águas e no luar! (. julgue os itens a seguir.11. com que se inaugura a poesia moderna brasileira. pelo poema Rosa do Povo. ( ) No verso 7. nos versos 14 e 15. ( ) A distribuição dos versos no espaço de papel. tema reincidente na poesia romântica. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . II. PUC-RS-Modificada “Donzela! Se tu quiseras Ser a flor das primaveras Que tenho no coração! E se ouviras o desejo Do amoroso sertanejo Que descora de paixão! Se tu viesses comigo Das serras ao desabrigo Aprender o que é amar Ouvi-lo no frio vento. As metáforas associadas aos elementos da natureza expressam o extravasamento do sentimento amoroso. II. entre outros recursos poéticos. O medo da rejeição amorosa.) Ah! vem! amemos! vivamos! O enlevo do amor bebamos Nos perfumes do sertão!” 4 Analisar as afirmativas que seguem. Pela análise das afirmativas. 4 7 10 GABARITO 13 16 19 Relacionando as idéias do texto a outras áreas do conhecimento. ( ) No verso 8. I. IV. em muito mais tempo que a natureza. III e IV c) II e IV 12. Das aves no sentimento.Noções de literatura Avançar . o que esta rapidamente consegue realizar. da boca mas quando for tempo E é tempo todo tempo mas não basta um século para fazer a pétala que um só minuto faz ou não mas a vida muda a vida muda o morto em multidão” GULLAR. alude à capacidade que o ser humano tem de fazer. O ritmo cadenciado do poema sintoniza-se com o tom melancólico das imagens. inserem o texto no conjunto de obras literárias do Modernismo. sobre o texto. III. A mulher é convidada a buscar nos elementos circundantes o sentido do amor. o poeta alude à importante conquista científica obtida por Thomas Edison na primeira metade do século XIX: a lâmpada fluorescente. há uma homenagem explícita a Carlos Drummond de Andrade. as imagens utilizadas e o uso recorrente de repetições. Toda poesia. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II d) III e IV b) II e III e) I. determina o tom pessimista do texto. UnB-DF 1 “A vida muda como a cor dos frutos lentamente e para sempre A vida muda como a flor em fruto velozmente A vida muda como a água em folhas o sonho em luz elétrica a rosa desembrulha do carbono o pássaro.

36. São Paulo: Companhia das Letras. conseguia esconder. desconfiado. por Lúcia Helena. enquanto caminhávamos. só tenho o senhor no mundo’. 13. 1997. Org.” GONZAGA. doutor. sem armas. p. o pedinte. alucinações e espera. 1997. eu juro!’ – e ele encostou o seu corpo bem junto ao meu. Marília. forte e ameaçador. Rio de Janeiro São Paulo: Record. não me abandone!’ Sua voz era de mágoa e ressentimento. vou de branco pela rua cinzenta. 24. p. 1985. pelo autor). como foi que ele descobriu o meu endereço? ‘Doutor. Em seguida. Feliz ano novo. e eu podia sentir o seu hálito azedo e podre de faminto. o tempo não chegou de completa justiça. estou precisando de um dinheiro. ‘espere aqui’. me vigiando curioso. (Nossos Clássicos. Uneb-BA “Tu não verás. ou dos cercos dos rios caudalosos. v. In: Tomás Antônio Gonzaga.Questões de 13 a 17. não faça isso de novo comigo. identifique apenas uma única alternativa correta e marque o número correspondente. surgiu inesperadamente. de espinhas no rosto.” GABARITO ANDRADE. Rio de Janeiro: Agir. b) Personagem-narrador movido por um sentimento que provoca a distorção da realidade. Voltei. c) Alusão a uma natureza não convencionada pelo estilo árcade. até que chegamos na minha casa. d) Acontecimento circunstancial como revelador de estados psicológicos. 90. Melancolias. por parte do sujeito poético.) 5 14. Tomás Antônio. 85-6. revoltar-me? Olhos sujos no relógio da torre: Não. Carlos Drummond de. ed. com o barulho do tiro. Não verás separar ao hábil negro do pesado esmeril a grossa areia. Uneb-BA “Um dia saí para o meu passeio habitual quando ele. e já brilharem os granetes de oiro no fundo da bateia. ele me acompanhando. associe os fragmentos transcritos em cada uma às afirmativas apresentadas nas alternativas indicadas em destaque. abri a porta e ele ao me ver disse ‘não faça isso. em face de um mundo conturbado. fui ao meu quarto. Ele caiu no chão. a) Sentimento de angústia.” FONSECA. ou se falou eu não ouvi. então vi que era um menino franzino. Ele era mais alto do que eu. Fui na direção da minha casa. implacável. Não verás enrolar negros pacotes das secas folhas do cheiroso fumo. Uneb-BA “Preso à minha classe e a algumas roupas. o rosto fixo virado para o meu. Rubem. O tempo é ainda de fezes. Introdução: Para responder a essas questões. 2. e) Personagem consciente da necessidade de igualdade social. ‘Só tenho o senhor no mundo. 15. Inferno. In: Antologia poética (Org. p. 114. Não acabou de falar. Fechei a porta. Devo seguir até o enjôo? Posso. que foi cobrindo a sua face. maus poemas. ed. e de uma palidez tão grande que nem mesmo o sangue. ou da minada serra.Noções de literatura Avançar . esta é a última vez. cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra. mercadorias espreitam-me. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Eu disse. nem espremer entre as dentadas rodas da doce cana o sumo.

recomeçou a mãe. completam-se e me dão hoje impressão de realidade. ah! dizia balançando a cabeça em surpresa.. conservaram-se. Graciliano.) Nesta reconstituição de fatos velhos. associaram-se. Jorge. neste esmiuçamento.. Com base no texto abaixo. o texto é impregnado de dúvidas acerca da exatidão do que será levantado no livro. O trecho que melhor representa um exemplo dessas dúvidas é: a) “Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material” b) “Outras. 12. As luzes se acenderam de repente.” AMADO. Um dia iria fazer uma greve como seu pai. “(. cresceram.. deixá-las no esquecimento: valiam pouco. responda às questões de números 18 a 20.. conservaram-se. é possível depreender. (. o que julgo ter notado” d) “Não as contesto. ed. Capitães da areia. em manhã de bruma. São Paulo: Record. p. Um dia um homem assim como João de Adão poderia contar a outros meninos na porta das docas a sua história. p.16.. mas espero que não recusem as minhas” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . cresceram. 85. (. Laços e família: contos.. 111. E Catarina? Catarina olhava a mãe. tintos de luz. Certamente me irão fazer falta. ver-me-ia propenso a consultá-lo a cada instante..” 6 LISPECTOR. Clarice..Noções de literatura Avançar . E os guindastes rodavam ruidosamente. Seus olhos tinham um intenso brilho na noite recém-chegada. a cor das folhas que tombavam das árvores. a bolsa. Uneb-BA “Boa-Vida estendeu a mão numa saudação quando ela falou em Omolu. procurando o mais rapidamente possível remediar a catástrofe. o deus da bexiga. Uneb-BA “– Não esqueci de nada. como contavam a de seu pai. Boa-Vida ajudou a que ela botasse o tabuleiro na cabeça. UERJ Por causa da perda das anotações. Lutar pelo direito. 17. e também a Catarina acontecera um desastre? seus olhos piscaram surpreendidos.) Não resguardei os apontamentos obtidos em largos dias e meses de observação: num momento de aperto fui obrigado a atirá-los na água. a seguinte característica da literatura: a) revela ao leitor vivências humanas concretas e reais. porém. Pedro Bala olhou mais uma vez os homens que nas docas carregavam fardos para o navio holandês. mas terá sido uma perda irreparável? Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material. da leitura do texto. No que diz respeito às relações entre escrita literária e realidade. ela ajeitava depressa as malas. c) dispensa elementos da realidade social exterior à arte literária. mortificar-me-ia por dizer com rigor a hora exata de uma partida.. gemidos. relatada pelo narrador.. Se ele existisse. durante o Estado Novo. Mas que significa isso? Essas coisas verdadeiras podem não ser verossímeis. Ao longe.. exclamou a mãe como a um desastre irremediável. de repente envelhecida e pobre. 19. quando uma freada súbita do carro lançou-as uma contra a outra e fez despencarem as malas. quantas demoradas tristezas se aqueciam ao sol pálido. a forma dos montes verdes. Ah! ah!.)” GABARITO RAMOS. associaram-se. Os pescoços musculosos iam curvados sob os fardos. 1982. Rio de Janeiro: José Olympio. pelo menos imagino que valiam pouco. Outros devem possuir lembranças diversas. o que julgo ter notado.. 1996. Memórias do cárcere. e é inevitável mencioná-las” c) “neste esmiuçamento. A negra se levantou. 79. Nas largas costas negras e mestiças brilhavam gotas de suor. e a mãe olhava a filha. d) constitui uma interpretação de dados da realidade conhecida. A tarde caía. UERJ O fragmento transcrito expressa uma reflexão do autor-narrador quanto à escrita de seu livro contanto a experiência que viveu como preso político. b) representa uma conscientização do artista sobre a realidade. gritos. mas espero que não recusem as minhas: conjugam-se. exponho o que notei. Afirmarei que sejam absolutamente exatas? Leviandade. e é inevitável mencioná-las. 18. Não as contesto. porém. Um homem comprou cocada. Outras. Pirulito apontava com o Querido-de-Deus. frases autênticas. 1984. ed. gestos. exponho o que notei. Rio de Janeiro: Record. E se esmoreceram. num pátio branco. Rio..

pois é tão duro e resistente quanto eles. d) os versos dos tercetos em redondilha maior. que é a exaltação dos penhascos. c) rima e versos alexandrinos (11 sílabas). 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Vocabulário: penhas – penhascos ”Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! oh quem cuidara. nos versos 12. o que mostra a influência do Barroco na lírica do poeta mineiro. Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. nos versos 9 e 11.F. a exemplo do livro de Graciliano Ramos.F. que ostentais a condição mais dura. Santa Maria-RS Esse poema árcade é um soneto que apresenta: a) os quartetos com rima alternada. Temei. um elemento típico da paisagem mineira. ele declara Contra o meu coração guerra tão rara. dirige-se aos penhascos. penhas. b) versos brancos e decassílabos (10 sílabas). d) o sujeito lírico se compara aos penhascos de Minas.” 7 21. narrador e personagem principal. que vence os tigres por empresa Tomou logo render-me. de Cláudio Manuel da Costa. um peito sem dureza! Amor. c) possibilidade de comprovação histórica de contextos e fatos narrados. que amor tirano. pois é tão duro quanto elas. mais se apura. constituem uma autobiografia – gênero literário definido como relato da vida de um indivíduo feito por ele mesmo. Santa Maria-RS Nesse poema. A que dava ocasião minha brandura. b) nota-se. b) identidade de nome entre autor.Noções de literatura Avançar . Podese dizer que tal relação tem papel fundamental na caracterização de textos que. e) rima e versos decassílabos. Leia o seguinte poema para responder às questões 21 e 22. mostrando que há obediência à regra principal do Arcadismo. Que não me foi bastante a fortaleza. 13 e 14. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 22. a) há presença de um elemento típico da paisagem natural mineira.20. que representa seu berço. d) notoriedade do autor e de sua história junto ao público e à sociedade. e) o sujeito lírico usa as pedras como símbolo do amor à pátria e como seu próprio símbolo. é possível afirmar que o caráter autobiográfico de uma obra é reconhecido pelo leitor em virtude de: a) conteúdo verídico das experiências pessoais e coletivas relatadas. U. Nunca pude fugir ao cego engano: Vós. Onde há mais resistência. U. temei. a presença de antítese. a pedra. UERJ A relação entre autor e narrador pode assumir feições diversas na literatura. A partir dessa definição. c) o sujeito lírico. Por mais que eu mesmo conhecesse o dano.

o da virgindade idealizada e o da projeção da sensualidade do “eu-lírico”.. UFMT ( ) Figura central da 2ª geração romântica. me enlanguece a fronte. 24. ( ) O “eu-lírico” do texto II projeta sua passividade. E a donzela ideal nos róseos lábios. A minha vida Se esgota em ilusões. Texto II “Doce Mistério Eu não sei de onde vem Esse amor que chega e domina Viva luz a brilhar.Lira dos Vinte Anos. Aqui lânguido à noite debati-me Em vãos delírios anelando um beijo. não sei aonde vou chegar Que será essa ilusão Que eu vivo a buscar Diz pra mim se é você Esse alguém que eu tanto quero Eu preciso descobrir Se é você meu doce mistério de amor O que eu quero é viver você Quero sorrir o teu sorriso Quero pensar os pensamentos teus Você é tudo que eu preciso” BARBOSA. No doce berço do moreno seio Minha vida embalou estremecendo. Bernardes e Schiavon. ( ) São características do “eu-lírico” do texto I a realização pelo sonho e a inadaptação à realidade. Voltar Língua Portuguesa . ( ) Esse caráter de duplicidade é incomum na produção da geração “mal-do-século”.INSTRUÇÃO: A partir da leitura dos dois textos. 10. Texto I “VIII O pobre leito meu desfeito ainda A febre aponta da noturna insônia.. exemplo da tendência mórbida desse movimento. ( ) A mulher do texto II é apresentada por meio de seus atributos físicos. ( ) No texto I. 1997. UFMT ( ) Os dois textos apresentam temática comum: a busca da realização amorosa. E quando a fada Que diviniza meu pensar ardente Um instante em seus braços me descansa E roça a medo em meus ardentes lábios Um beijo que de amor me turva os olhos. In: Leandro & Leonardo. a figura feminina se constrói entre dois pólos. Um espírito negro me desperta. Álvares de Azevedo apresenta. Vol. Me ateia o sangue. Nesse olhar que o meu ilumina Vou flutuando na paixão Não.Noções de literatura Avançar .. colocando-se como sujeito submisso em seu desejo de amor.. 8 GABARITO IMPRIMIR 23. julgue os itens das questões de 23 a 26. Foram sonhos contudo. nesse texto. O encanto do meu sonho se evapora E das nuvens de nacar da ventura Rolo tremendo à solidão da vida!” Álvares de Azevedo .

“A Ausente Amiga. o desejo de encontrar a amada é enfatizado pela repetição do verbo querer.. ambos os textos primam pela obediência às normas da variedade culta da língua portuguesa. 196. e) O sujeito poético – com a lembrança do mar – reprime a intensidade de seu desejo. amiga Minha nudez é absoluta Meus olhos são espelhos para o teu desejo E meu peito é tábua de suplícios Vem. e) vê a figura feminina sob uma perspectiva dualista: angelical e sensual. cada estrofe é independente nos planos semântico e sintático. b) demonstra sentimento de possessividade amorosa. Voltar Língua Portuguesa . p. como “vou flutuando na paixão” (texto II) e “no doce berço do moreno seio” (texto I). Vem. os dois poemas são decassílabos. ( ) Em ambos. amiga minha Em mim como no mar. há ocorrência de inversão sintática. Vinícius de. ( ) Ambos os textos apresentam construções metafóricas. 11. Meus músculos estão doces para os teus dentes E áspera é minha barba.” MORAES. ed. vem nadar em mim como no mar Vem te afogar em mim. ( ) Neles. como um espelho e sua imagem. tu desfaleces e caminhas Como se cega ao meu encontro. d) A voz poética não encontra eco no coração do ser desejado. 9 GABARITO 27. na visão do eu-lírico. c) A mulher. F. Antologia Poética. teus seios Se enchem de leite. ( ) Nos textos I e II. ocorrem rimas pobres organizadas irregularmente. d) invoca a mulher para compartilhar de seus apelos sensuais.. Católica de Salvador-BA Sobre o poema. b) A realidade focalizada é vista de uma forma objetiva. c) assemelha-se à “amiga”. Vem mergulhar em mim Como no mar. UFMT ( ) No texto II.25.. última doçura A tranqüilidade suavizou a minha pele E os meus cabelos. Questões de 27 a 29. Amiga. infinitamente amiga Em algum lugar teu coração bate por mim Em algum lugar teus olhos se fecham à idéia dos meus Em algum lugar tuas mãos se crispam.. Católica de Salvador-BA No poema. é correto afirmar: a) O amor físico revela-se isento de sofrimento. ( ) Escritos em séculos diferentes. UFMT ( ) Quanto à métrica. F. IMPRIMIR 28. 26. Só meu ventre Te espera cheio de raízes e de sombras. aparece envolta em sensualidade e erotismo.Noções de literatura Avançar . São Paulo: Companhia das Letras. frases em ordem indireta. 1992. o eu-lírico: a) queixa-se de um amor não correspondido.

b) somente III é correta. A moça olhou de lado e esperou. fez exclamações. levantando a voz como se nascesse rei e o bando de filhos seus primeiros súditos. e) I e II são corretas. trata-se de um texto modernista porque: a) apresenta uma linguagem aproximada à da prosa. como uma mancha no ermo. A métrica rígida do poema é um procedimento comum do estilo de época ao qual se filia o texto. Foi esse o início de um destino esquerdo. que ainda falava e orava com um fio da voz e se cobria num canto do quarto escuro. c) II e III são corretas. esfumaçados pela neblina que saía da chaminé daquela casa onde. A meninice brincou de novo nos olhos dela. d) busca a originalidade a qualquer preço. d) somente I é correta. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. Texto para as questões 32 e 33: “Porque minhas tranças estavam macias e lustrosas. também. A moça arregalou os olhos. porque desde cedo me secaram as tetas e o jeito era recorrer ao leite das cabras do quintalão de pedras e. e meus olhos acharam por bem esburacarem-se parecendo por fim a dois lagos meio verdes meio azuis. 1979. O rapaz concluiu: – Antônia. você parece uma lagarta listada. O título do poema encerra uma ironia.29.. I. d) um retorno ao comportamento infantil diante do inusitado.Noções de literatura Avançar . dizia e repetia que crianças de dentes fortes e olhos devem beber leite de cabra já que as mães se secam muito cedo. “Namorados O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: – Antônia. Manuel. Texto para as questões 30 e 31. pois não há no texto o lirismo que caracteriza as composições poéticas românticas. à beira do fogão encostei meu umbigo temperando as sopas dos meninos e pondo o leite pra ferver. O rapaz prosseguiu com muita doçura: – Antônia. UFR-RJ Analise as afirmativas a seguir e depois assinale a opção correta. – Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada? A moça se lembrava: – A gente fica olhando. ainda não me acostumei com o seu corpo. Lançando mão de um procedimento moderno. livre de rima e de métrica. Rio. F. b) a lembrança de um certo namorado de infância. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela vida afora. a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. na longa rede cheirosa de sabão preto feito em casa mesmo. porque minha bisavó. você é engraçada! Você parece louca. II. fresca e furta-cor. José Olympio. Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte. e) valoriza fatos e coisas do cotidiano.” BANDEIRA. 31. põe dentro e fora de tanto arrancarem pedacinhos de carne e sustança do suco de ossos e sangue para sovar o dia do marido que vem chegando. III.. com a sua cara. b) adota uma atitude combativa a valores considerados falsos.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) a descoberta da efemeridade dos namoros da sua infância. a) I e III são corretas. c) um brilho amargo e saudoso no olhar de menina. o poeta torna tênue o limite entre prosa e poesia. deitei-me naquele dia sob a telha de vidro da gaiola. 10 30. UFR-RJ A pergunta feita pelo rapaz provocou na moça: a) a constatação da fugacidade do tempo. Católica de Salvador-BA Do ponto de vista estético. c) tenta conciliar o presente com o passado.

de acordo com as normas da língua padrão.. continuava a ser uma pessoa vaidosa. e que se preocupava em tingir os cabelos com tons mais claros.. ( ) Em relação à linguagem utilizada no texto.. a elipse do verbo ser. a quem todos deveriam se submeter e jamais questionar..” Percebe-se nessa frase. ( ) A personagem demonstra que. claramente.”. obrigatoriamente. com enormes riscos de ouro. Católica-GO ( ) No texto. embora incapaz de modificar uma situação socialmente imposta às mulheres.. sovar o dia do marido que vem chegando. são respectivamente: hipérbole. nem sabia mais se seria eu aquela de tranças macias. faz também um desabafo de uma mulher que teve sua vida destruída pelo casamento. U.” ( ) Para expor a opinião da bisavó da personagem. não se mostra tão conformada como a avó.32.. o verbo saber foi usado no mesmo sentido que na frase seguinte: “Naquele atropelo. que ainda demonstra sua submissão ao homem.. que ocorreu porque a personagem era jovem e bela. e o bando de filhos seus primeiros súditos. é correto afirmar que a personagem. a personagem. portanto.. levantando a voz como se nascesse rei”. apesar de trabalhar muito.” ( ) Na frase “. ( ) Em “Foi esse o início de um destino esquerdo. ( ) Em “. a vida de sofrimento iniciou-se com o casamento. pois afirma: “Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte. porque me secaram as tetas...”. e o indireto livre. ( ) “.. é correto afirmar que.. ao mesmo tempo em que descreve suas mudanças físicas. ‘que’ (= destino esquerdo) e ‘como um toco de carne’.. marcado pelos verbos de elocução e pelas orações substantivas. metáfora e prosopopéia. a personagem deitou-se em uma rede preta e cheirosa.. marcado por expressões como “. Caso o verbo estivesse presente deveria.” considerando-se o contexto. a utilização do verbo nascer no subjuntivo e do operador como se permite a leitura de uma crítica ao estereotipo do homem como senhor absoluto da casa. o verbo secaram usado na terceira pessoa do plural pode estar relacionado e... U. 11 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Católica-GO ( ) Pela leitura do texto.Noções de literatura Avançar . levantando a voz como se nascesse rei. cuidar dos filhos e dos afazeres domésticos.”. fresca e furta-cor. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela a vida a fora. estar no mais-que-perfeito do subjuntivo e. na terceira pessoa do singular. ( ) De acordo com o que se lê no período do texto.. 33.. ( ) De acordo com o texto. ter como agentes tanto “meninos” como “tetas”. ( ) Em “a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. foram utilizados dois tipos de discursos: o indireto. ‘destino esquerdo’. é correto afirmar que predominam o nível padrão e a denotação.

// Nasce a manhã. E eu quero? É Sísifo o meu modelo. um soneto de versos. pela intensidade do sentimento do eu poético. só é possível afirmar sobre o texto acima: a) é lírico. construído em prosa poética. é leve. na mente. merda: Amo o poema assim como ele ama a pedra. d) é lírico.” ( ) “Ela vem. / A água e o reptil. c) é literário. GABARITO 35. / A noite no alto-mar anima as ondas. próprio do texto contemporâneo.. Tem cheiro a luz. / Sobem das fundas úmidas Golcondas..I.. IMPRIMIR 36.” 12 Identifique com V os fragmentos que pertencem à mesma estética da estrofe em evidência e com F os demais. e) é um misto de literário e não literário. vulgares. ao suplício. ou por outra. / Oh sonora audição colorida do aroma!” ( ) “Foste de branco e vens de branco ainda trajada. / Que o sol filtrando em luz esteve. Língua vernácula entre os dentes.. sonora barcarola. U. a fauna e a flora / A erva e o pássaro. no olhar sobredivino. Vitória: Cultural. Voltar Língua Portuguesa . que me livre de vez desses poemas. a flor e a fera. é branco. (sororal) vibrante como um sino. a manhã nasce. pela linguagem coloquial e referencial. Reinaldo Santos. azul em fora. d) não é literário. recursos de estilo a esmo destilo e figuras de linguagem pra tratar de teu sorriso eletrônico e teu cabelo.” ( ) “O luar. a folha e o inseto.. José. Ei-la que assoma / Pelo ar sutil. 58. c) é dramático. um poema épico. 1998.34.” NEVES. tem a brancura sagrada / Dos alvos corporais do altar exposto à prece. – na face / De anjo morto.. Salvador-BA “Enche de estranhas vibrações sonoras a tua Estrofe. / Aroma de argental caçoula. As questões 35 e 36 referem-se ao seguinte texto: “Com que gana me entrego.I. decassílabos. dor no cotovelo e tu. a pedra e o tronco. os ninhos e a hera. p. pela presença de termos chulos. In: Muito Soneto por nada. F. entre sombras. de outro poema preto em verso branco.” ( ) “Entre as trêmulas mornas ardentias. F. Vitória-ES Pode-se afirmar a respeito do texto acima. não há remate. Vitória-ES Quanto ao gênero e modalidade literária. põe nela todo o incêndio das auroras para torná-la emocional e ardente. a luz tem cheiro. à tarefa. – o ar e o chão. / Despertar-me no leito: ouro em tudo. pois não é prosa nem poesia. ( ) “Tudo. Com que gana! E que suplício: não há ponto final. e) não é um soneto. e me livre de ti em paralelo.. / A túnica nupcial que em níveas dobras desce / Pelo teu corpo. b) não é literário.. as nereidas frias.Noções de literatura Avançar . // Como lençóis claros de neve. / Azul. b) é narrativo. pois os versos não estão distribuídos em tercetos e quartetos.. merda. / É transparente. majestosamente. / Pérolas vivas. com exceção de: a) é literário. pelo trabalho estético e jogo verbal estabelecido. na voz. predominantemente.. / – Tudo vozeia e estala em estos de pletora. com que ânsia.

é o assunto desse poema. Poemas.7) mantém a correção gramatical sem alterar o sentido do verso.. ( ) A inserção de uma vírgula após “alma” (v.. 13 “quando eu chego em casa nada me consola você está sempre aflita com lágrimas nos olhos de cortar cebola você está tão bonita você traz a coca-cola eu tomo você bota a mesa eu como eu como eu como eu como eu como você não tá entendendo nada do que eu digo eu quero é ir-me embora eu quero é dar o fora (. As duas canções apresentam. ( ) Os dois primeiros versos da segunda estrofe recuperam. respectivamente. a dor. principalmente. da canção de Caetano..)” Chico Buarque de Holanda. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 38. II e III.. ( ) A época áurea da cana-de-açúcar. causar. 9). Quais estão corretas? a) Apenas I. 1 2 3 4 5 6 7 8 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 “Todo dia ela faz tudo sempre igual me acorda às seis horas da manhã Me sorri um sorriso pontual E me beija com a boca de hortelã Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar E essas coisas que diz toda mulher Diz que está me esperando pro jantar E me beija com a boca de café (. II.. julgue os itens a seguir. como rimas. em comum. rouquenha.7).Noções de literatura Avançar . Considerando o poema acima.37. UnB-DF GABARITO “A moenda Na remansosa paz da rústica moenda.” Da Costa e Silva. III.)” Caetano Veloso. b) Apenas II.8 ) e o pronome “você” (v. dessa atividade extrativa vegetal. O engenho de madeira a gemer e a chorar. À luz quente do sol e à fria luz do luar. c) Apenas I e II. em que a economia brasileira dependia. quanto ao significado e à função sintática. permitem uma dupla leitura. O verbo “como” (v. e) I. repetições e paralelismos. com a repetição de recursos poéticos. Nos versos selecionados. E ringindo e rangendo. I. II. ( ) O poema alude a problemas que podem advir do consumo de bebida alcoólica. Ringe e range. UFRS Leia os dois fragmentos abaixo: I. d) Apenas II e III. Vive como a expiar uma culpa tremenda. a rígida moenda. talvez. a tematização do cotidiano e dos atos automatizados da existência banal. o mal que vai. ( ) O poeta utiliza a figura de linguagem denominada prosopopéia quando afirma que a moenda “tem alma adivinha e desvenda” (v. Considere as seguintes afirmações sobre os fragmentos acima. a sonoridade da moenda a trabalhar.. a cana a triturar Parece que tem alma adivinha e desvenda A ruína. há uma preocupação com os procedimentos poéticos.

consultei o relógio. compra. U. José Olympio. só 24 volumes. atirei-me a ler e escrever. com os seus magníficos braços nus. (Orgulho. me compra a Biblioteca Internacional de Obras de Célebres. “Biblioteca verde Papai. São Paulo: Ática. os cabelos postos em à maneira do tempo. Agora não. 14 Leia o texto a seguir e responda às questões de 40 a 42. Amanhã começo a ler. verde. O que saberei. – fascinando os olhos de todos. Tenho de ler tudo. esse cristal de fluida transparência: verde.” ANDRADE. É em percalina verde. a torná-la. verde pastagem. a pôr de lado as jóias e sedas. Marque com V as características comprováveis com o texto e com F. em contos. E esta idéia fez-me sucessivamente desesperado e frio. é livro demais para uma criança. Via-a assim. o que não saberei nunca. ( ) Atitude reflexiva do narrador em face da realidade. – não sei se mais bela. Agora não. não.) Ninguém mais aqui possui a coleção das Obras Célebres.. Quando crescer eu compro. 1992. Compra. ( ) Sublimação do amor. 1983. Salvador-BA “A Transação Vaguei pelas ruas e recolhi-me às nove horas. 18 ed. eu cresço logo. se mais natural. Mas leio. unicamente minha. Antes de ler. Carlos Drummond de. começava a despi-la. Papai me compra agora. – braços que eram meus. compra. Rio de Janeiro. que bom passar a mão no som da percalina. quis vestir-me. Virgília começava a aborrecer-se de mim. ( ) Imagem da mulher amada envolvida pelo tom irônico.Noções de literatura Avançar . – torná-la minha. eu vou comprar. Sou o mais rico menino destas redondezas. Julguei. as demais. demais.” ASSIS. Meu filho. reclinada no camarote. p. Reunião. menos luzidios que os olhos dela. Memórias Póstumas de Brás Cubas. porém. ( ) Relação amorosa caracterizada pela possessividade.39. Via-a dali mesmo. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta à casa a qualquer hora num fechar de páginas? Tudo que sei é que ela que me ensina. São só 24 volumes encadernados em percalina verde. com vestido soberbo que havia de ter. 1 5 10 GABARITO 15 20 25 IMPRIMIR 30 Voltar Língua Portuguesa . mata de pinheiros toda verde. Compra assim mesmo. o colo de leite. Machado de.. p. menino. Fica quieto. Às onze horas estava arrependido de não ter ido ao teatro. Depois. inveja de mim mesmo. e os brilhantes. Chega cheirando a papel novo. disposto a esquecê-la e a matá-la. medievo. poemas me vejo viver.672-673. está na Biblioteca em verde murmúrio de flauta-percalina eternamente. cavalgo de novo meu verde livro. Em filosofias tropeço e caio. em cavalarias me perco. e sair. Não podendo dormir. era dar prova de fraqueza. 96. somente minha. pensava eu. Como te devoro. leio. a despenteá-la com as minhas mãos sôfregas e lascivas. pai. Evidentemente. e doía-me que a vissem outros. ( ) Ser humano revelado como contraditório. que chegaria tarde.

E. ou uma encíclica47. porque um nasceu de outro. 4-5. e no menor número de palavras. (N. O que saberei. se papa.) Como te devoro. está na biblioteca em verde murmúrio”. c) da predominância de orações coordenadas. UFR-RJ O recurso gramatical utilizado pelo autor para reproduzir um diálogo pode ser demonstrado através: a) do emprego de verbos irregulares. como também o enredo da narrativa. Tudo isto é obscuro. 25-26. A leitura não está unicamente inscrita no texto. d) do emprego de verbos no modo imperativo. 17-18.F. dona leitora. e este livro seria talvez uma simples prática paroquial. se eu fosse padre. c) “Tudo que sei é ela que me ensina. volta-me papa!’ Ah! por que não cumpri esse desejo? Depois de Napoleão. pois ela depende da capacidade do leitor de atribuir sentidos ao que lê. pai eu cresço logo. 6-7. mas a culpa é do vosso sexo.. b) Machado de Assis culpa as mulheres. ou antes porei dois. verde pastagem. Santa Maria-RS Observe a postura do narrador no seguinte fragmento de Dom Casmurro. -v. Um só ponho. se bispo. e) em primeira pessoa culpa as mulheres por não ter sido Napoleão. o que não saberei nunca.Noções de literatura Avançar . e tio Cosme. UFR-RJ No texto deparamo-nos com um leitor que “devora” os livros que lê. 43. tenente e imperador. 14-15. por outro lado. todos os destinos estão neste século. UFR-RJ A expressão que se refere à Biblioteca Verde no plano denotativo é: a) “mata/ de pinheiros toda verde” -v. ainda acordado. 42. ou uma pastoral. como me recomendara tio Cosme. e) do uso do pronome oblíquo na primeira pessoa do singular. 10-11.) É correto afirmar que o narrador: a) em terceira pessoa culpa a leitora por ele não ter sido padre e não ter escrito uma encíclica. como era seu sonho de adolescência. que bom passar a mão no som da percalina. esse cristal”. de Machado de Assis: “LXIII Metades de um Sonho Fiquei ansioso pelo sábado. b) “coleção/ de Obras Célebres. d) em primeira pessoa dirige-se a uma leitora.” 47 15 GABARITO Vocabulário: Encíclica – Carta solene dirigida pelo Papa ao clero do mundo católico ou unicamente aos bispos de uma nação. Até lá os sonhos perseguiam-me. -v. O(s) verso(s) que melhor traduz(em) esta afirmação é (são): a) “ Meu filho.40. c) é machista e culpa as mulheres pelas mudanças nos destinos dos homens que não querem escrever romances. dirigindo-se a uma leitora que. que perturbava assim a adolescência de um pobre seminarista. c) “cristal/ de fluida transparência” -v. não só a sua vocação. -v.” -v. por ter sido escritor de romances. d) “verde pastagem” -v.” -v. a não ser que ambos formem duas metades de um só. culpando as mulheres de terem perturbado sua adolescência e mudado. 29-32. e) “Amanhã começo a ler. ‘Anda lá. Não fosse ele. b) das construções com uso de vocativos. Agora não”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) “(. 25-26. 41. é livro demais para uma criança Compra assim mesmo. Mas se a biblioteca é para esse eu-lírico um manancial de saber. e) “carruagem/ de fugir de mim” -v. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta”. nesse caso.. meu rapaz. 19. U. -v. 25. b) “Antes de ler. e não os digo aqui para não alongar esta parte do livro. por tê-lo induzido a casar cedo. decifrar o que nela está escrito não assegura a seu leitor um conhecimento de tudo o que ela traduz. torna-se também culpada pelo destino dele.

ócio dourado. no último verso. UnB-DF “Ladainha (a-í) (Do grego litaneia. imaginar? A máquina o fará por nós. Por que o coração? O de metal não tornará o homem mais cordial. a “fazer um poema” e. UnB-DF Acerca das idéias do texto. ( ) O pronome “o”. corresponde. 1972. ( ) Esse poema. Relação. sistema lingüístico. a “labutar no campo. Cap. 45. p. no poema a resposta repetida é o refrão “A máquina o fará por nós”. no verso 17. ao “ritual de abertura” mencionado na acepção 2 do verbete. imaginar”. sistemas motor. segunda. sistema circulatório. Por que labutar no campo.” RICARDO. Por que subir a escada de Jacó? A máquina o fará por nós. 1 4 7 10 13 16 16 19 22 44. litania) S. uma oração. julgue os itens que se seguem. o autor vai associando partes da anatomia humana aos sistemas fisiológicos por ela dinamizados. a “pensar. narração. julgue os itens seguintes. 2.) nesta acepção: reza da capoeira. o texto 2ª Ladainha tem a forma de uma prece. dando-lhe um ritmo estracorporal? Por que levantar o braço para colher o fruto? A máquina o fará por nós. (ant. ou conversa longa e fastidiosa. lengalenga. Canto do ritual de abertura de uma roda de capoeira. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . na forma como se apresenta. no verso 15. reproduzido do Novo Aurélio Século XXI: dicionário da língua portuguesa.As questões 44 e 45 referem-se ao seguinte texto: “2ª Ladainha Por que o raciocínio. na cidade? A máquina o fará por nós. INL. ( ) Segundo a acepção 1 do verbete. Cassiano. 85-6. que aparece várias vezes no poema. Rio de Janeiro: José Olympio. Oração formada por uma série de invocações curtas e respostas repetidas. digestivo e respiratório. Ó máquina. os ossos? A automação. no verso 21. ( ) Ao longo do poema.Noções de literatura Avançar . discurso. ( ) De acordo com a acepção 1 do verbete. em um contexto de capoeira.)” Considerando o verbete acima. ( ) A voz do poeta. o músculo mecânico mais fáceis que um sorriso. da seguinte forma: primeira estrofe. cantilena. (Sin. Bras. na cidade”. sistema neurovegetativo. Por que pensar. desvela a ironia com que se estrutura o poema.1. ( ) Todas as ocorrências do vocábulo “máquina” desempenham a função de vocativo. terceira. a “subir a escada de Jacó”. Fig.f. O cérebro eletrônico. os músculos. o texto estabelece ambigüidade de sentido entre as acepções 1 e 2 do verbete. ( ) Como obra poética. orai por nós. Seleta em prosa e verso. pelo lat. quarta e quinta. no verso 19. refere-se. Por que fazer um poema? A máquina o fará por nós. e o texto III.

a lua como flutua vem navegando o azul do firmamento e. já que os mesmos são inspirados na produção poética greco-parnasiana. amor que eu sei que embaixo desta neve mora um coração.Noções de literatura Avançar . brasileiro. Luísa eu sou apenas um pobre amador apaixonado um aprendiz do teu amor acorda. no silêncio. percebendo-se a sua influência ainda hoje. a canção que eu fiz pra te esquecer. me exorciza me dá tua boca e a rosa louca vem me dar um beijo e um raio de sol nos teus cabelos como um brilhante que partindo a luz explode em sete cores revelando. Luísa me dá tua mão o teu desejo é sempre o meu desejo vem. os costumes e tradições do indianismo... d) O lirismo amoroso constitui a fonte de todo o lirismo europeu e.46. como vemos nesta canção de Antônio Carlos Jobim. que descreve a paisagem. Antônio Carlos Jobim. Vem cá. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . então. os sete mil amores que eu guardei somente pra te dar Luísa. a fauna e flora. Potiguar-RN “Luísa Rua espada nua bóia no céu imensa e amarela tão redonda. lento um trovador cheio de estrelas escuta. que também é conhecida como influência da Geração de Orpheu.” Antônio Carlos Jobim. U. GABARITO b) Esta é uma composição escrita nos moldes camonianos de Os Lusíadas. c) O autor. 17 Indique a opção que apresenta uma afirmação correta: a) Antônio Carlos Jobim apresenta grandes influências da literatura ocidental em seus versos. sofre a forte influência poética de Lord Byron e Musset. agora. conseqüentemente.

Umas vezes. 18 e de pássaro cantor. e nunca. p. Rio de Janeiro: Nova Aguilar.Texto para as questões 47 e 48: “O relógio 1 Ao redor da vida do homem há certas caixas de vidro. se ouve palpitar um bicho.” NETO.Noções de literatura Avançar . não assinado. outras vezes. não pássaro de plumagem: pois delas se emite um canto de uma tal continuidade que continua cantando se deixa de ouvi-lo a gente: como a agente às vezes canta para sentir-se existente. Assim. GABARITO têm sempre o mesmo compasso horizontal e monótono. em nenhum momento. impessoal. 2 O que eles cantam. estejam presos ou soltos. é diferente de todos: cantam numa linha baixa. pelo tamanho e quebradiço da forma. mais perto estão das gaiolas ao menos. se pássaros. tais gaiolas vão penduradas nos muros. mas operários para quem tudo o que cantam é simplesmente trabalho. Voltar Língua Portuguesa . em série. que não são artistas nem artesãos. Obra completa. 1994. com voz de pássaro rouco. dentro das quais. mais privadas. vão num bolso. desconhecem as variantes e o estilo numeroso dos pássaros que sabemos. num dos pulsos. 324-6. variam de repertório: dir-se-ia que não importa a nenhum ser escutado. João Cabral de Melo. como em jaula. IMPRIMIR de operário que executa seu martelo regular proibido (ou sem querer) do mínimo variar. a saltação que ela guarda. Mas onde esteja: a gaiola será de pássaro ou pássara: é alada a palpitação. trabalho rotina. Se são jaulas não é certo.

( ) O entendimento do poema é facilitado pelo fato de o título permitir que o sentido metafórico da terceira estrofe se associe à idéia de relógio. “canta” e “cantar” constitui um recurso próprio da construção em versos que intensifica a sonoridade. Romance II. Assim. “cantando”. ( ) As estrofes acima comprovam que o poema de onde eles foram extraídos é uma obra do Arcadismo brasileiro. ( ) A linguagem é poética. dócil e ingênuo. em ordem direta. quer dizer. “gaiola” e “pássaro” e das palavras com o mesmo radical “cantor”. considerando-se o número de sílabas em cada verso. De seu calmo esconderijo. produção variada. prestígio. ( ) No primeiro verso do poema. engenho. UFSE-PSS Considere as seguintes estrofes do Romanceiro da Inconfidência: “Mil bateias vão rodando sobre córregos escuros. a coesão e também a convergência e a densidade semântica do texto. julgue os itens seguintes. em função de seu assunto e da linguagem despojada. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 19 GABARITO Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta em relação ao que se observa no trecho acima e como falsas aquelas em que isso não ocorre. 49. “jaulas”. Cecília.” MEIRELES. UnB-DF Em relação ao texto. 48. ( ) Quanto à posição da sílaba tônica. esses versos são graves e redondilha maior é o nome dado a eles. a contagem das sílabas métricas exige a elisão de uma das vogais idênticas em “do homem” e a desconsideração da última sílaba gramatical do verso. barra. seu foco principal está na mensagem que é transmitida. rotineira. poder. o ouro vem. É tão claro! – e turva tudo: honra. folha.47. na sexta estrofe. a terra vai sendo aberta por intermináveis sulcos. ( ) A noção de trabalho no texto apresenta as oposições: artistas e artesãos versus operários. ( ) A ocorrência próxima dos substantivos “jaula”. deve existir sempre uma margem de flexibilidade em conseqüência da multiplicidade de sentidos. a produção pessoal versus produção impessoal. UnB-DF Ainda em relação ao texto. ( ) Na interpretação de poemas. as duas ocorrências da expressão “a gente” podem ser interpretadas como nós (eu lírico e leitores) ou como as pessoas. amor e pensamento. o povo.. “gaiolas”. ( ) A utilização de estrofes que são quartetos e de versos de sete sílabas (redondilha maior) comprova que o Modernismo desprezou totalmente as formas tradicionais de construção de poemas.. ( ) Na 2ª estrofe encontram-se metáfora (3º e 4º versos) e antítese (5º verso). ( ) Em ambas as estrofes predominam tanto aspectos descritivos quanto líricos. torna-se pó. criativa versus produção em série. “canto”. infinitas galerias penetram morros profundos. por ser átona.Noções de literatura Avançar . julgue os itens que se seguem.

maior. Santa Úrsula-RJ Para alargar e definir a imagem de “homem comum”. de ônibus. senão lutarmos juntos por um mundo melhor. Ando a pé. defuntas alegrias flores passarinhos facho da tarde luminosa nomes que já nem sei bocas bafos bacias bandejas bandeiras bananeiras tudo misturado essa lenha perfumada que se acende e me faz caminhar sou um homem comum brasileiro. casado. do dia-a-dia. p. nenhum sentido. b) do efeito dos adjetivos. e) da beleza dos substantivos saudosistas. de avião e a vida sopra dentro de mim pânica feito a chama de um maçarico e pode subitamente cessar. 1987. 51. d) sermos pessoas ajustadas e felizes. U. c) da construção de versos livres. o autor não se utiliza: a) de comparações. e não vejo na vida. “Homem comum Sou um homem comum de carne e de memória de osso e esquecimento. Ferreira. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 20 GABARITO 50. e) sermos gente. U.” GULLAR. Rio de Janeiro. d) da força dos verbos. de táxi. Civilização Brasileira. Sou como você feito de coisas lembradas e esquecidas rostos e mãos. o poeta faz um hino de louvor a: a) sermos pessoas comuns. 229. Toda Poesia.Noções de literatura Avançar .Texto para as questões 50 e 51. povo solidário e unido. amigo. c) não nos desesperarmos. Santa Úrsula-RJ Nos últimos 5 versos. reservista. o guarda-sol vermelho ao meio-dia em Pastos-Bons. b) vermos algum sentido na vida.

O eu-lírico experimenta uma introspecção tão imensa que. o eu-lírico só poderia falar sobre si mesmo e não sobre “nós”. mesmo chamando o interlocutor pelo tratamento cerimonioso “vós”. o delírio. Obra poética. Falai! meu mundo é feito de outra vida. quando afirma: “meu mundo é feito de outra vida”. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . U. revelando seu egoísmo e seu desinteresse para com as necessidades do “outro”. Isso porque. que são conseqüências diretas do processo de introspecção do “eu”. Percebe-se. portanto. no poema. como resposta. Esta insuficiência sugere que a vida humana marca-se. O eu-lírico volta-se para dentro de si mesmo. profundamente interiorizado. 02. Os versos “De muito inverossímil se perfuma / o lábio fatigado de ais” fazem referência à própria criação artística. daquilo que não pode ser observado no mundo exterior. uma por uma: porém minha alma sabe mais. a perda da percepção dos limites da realidade.E.Noções de literatura Avançar . 08. Há. no poema. revelado em expressões como “alma” e “tédio sem voz”. promovendo uma espécie de autosondagem no domínio do mundo interior. Falai! que estou distante e distraída. ela se permite dizer “inverdades”. p. 01. O último verso indica. um “eu” bipartido entre dois mundos e que se reconhece como ser diferenciado dos demais seres. O verso “Talvez nós não sejamos nós” revela o estado de total conflito em que se encontra o eu-lírico. Maringá-PR Leia o poema a seguir e assinale o que for correto. pelo isolacionismo e pela solidão – aspectos que caracterizam o sentido deste poema. Rio de Janeiro. pela incomunicabilidade e. Talvez nós não sejamos nós. 04.” MEIRELES. nesse poema. A arte pode ser “inverossímil”. De muito inverossímil se perfuma o lábio fatigado de ais. portanto. e o da interioridade. a existência de dois universos: o da exterioridade. O poeta pode criar mundos e fingir sentimentos – o que fica evidenciado na expressão “lábio fatigado de ais”. Nos dois primeiros versos. há uma constatação de que a linguagem não é um instrumento suficiente para expressar aquilo que habita o universo interior do eu-lírico. conseqüentemente. representado por expressões como “palavras” e “Falai!”. 256. indica o desrespeito do eu-lírico para com as outras pessoas. 1977. 16. “Interpretação As palavras aí estão.52. com meu tédio sem voz. Cecília. Pode-se dizer que. trata-o com desdém. Nova Aguilar. existe uma intenção de busca da verdade subjetiva. ou seja. por vezes. 32. Dê. a soma das alternativas corretas. O verso “Falai! que estou distante e distraída”.

a tremer. 22 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. quer o coronel dizer. Velhacamente o velho cortou-lhe o fio das expansões. troca de olhares. Depois. moço. batendo-lhe no ombro paternalmente... gritou: — Do Carmo! Venha abraçar o teu noivo! O escrevente piscou seis vezes e. Silenciaram ambos. vesga.. Por fim o coronel. Aqui se estrepou. derrubou a cabeça. com bastante sucesso. Triburtino não era homem de brincadeiras. bilhetinho perfumado. em pausa de tragédia. Laurinha. — Muito bem! continuou o coronel em tom mais sereno. afora pontos exclamativos e reticências: Anjo adorado! Amo-lhe! . do escrevente. o coronel trancou o escritório.. da segunda pessoa – a quem se fala. Dizendo amo-‘lhe’ declara que ama a uma terceira pessoa. Pois agora. o moço veio um tanto ressabiado. apenas quatro palavras. coronel.. nem tufos de cabelos no nariz. Namoro à moda velha. coronel! Nunca imaginei tanta generosidade em peito humano! Agora vejo com que injustiça o julgam aí fora!. donzela. tornando a si. e a do Carmo. — . Salvo se declara amor à minha mulher!.. Ar um tanto palerma. Magro. minha filha e tem a audácia de o declarar. voltando-se para dentro. Depois. — Os pronomes. — Laurinha. encalhe da família. sondando uma retirada estratégica. depois de três dias de sobrecenho carregado. Mal o pilhou portas aquém. manca da perna esquerda e um tanto aluada.. moço. cozinheira. por instinto.. já se vê. histérica.. seu chefe natural. mandou chamá-lo à sua presença. Vinte e três anos.. Urupês. — Sei onde trago o meu nariz. — Oh. Monteiro. nos dias de folga. num pasmo. então nos dezessete. Toda a gente lhe tinha um vago medo... enchendo-se de coragem.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 53 a 56. . ponta de lenço de seda a entremostrar-se no bolsinho de cima e medição de passos na rua d’Ela. com a pulga atrás da orelha. Apesar disso. mas o amor. — Nada de frases. Escrevente. Ousou o escrevente namorar-lhe a filha. vencido. bastava esse movimento de peão.. sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. e neste caso vassuncê. desdobrou-o. Abriu uma gaveta. com o Acorda. roupa nova. apesar da distância hierárquica que os separava. O escrevente ressuscitou. a serenata fatal à esquina. São Paulo: Editora Nacional. e neste caso Laurinha. – nunca. Abriu os olhos e a boca. aconteceu que o pai do anjo apanhou o bilhetinho celestial e. madurota.Noções de literatura Avançar . corrigiu o erro.. essa. minha mulher ou a preta. Depois. Para abrir o jogo. Escolha! O escrevente. da terceira pessoa – de quem se fala. Depois. e neste caso Maria do Carmo. fechou a carranca e disse: — A família Triburtino de Mendonça é a mais honrada desta terra. — . 1940. que nesse tempo não existia a gostosura dos cinemas. Ama. com disfarce de pretexto – para umas certidõezinhas. que é mais forte que a morte... Vassuncê escreveu este bilhete à Laurinha dizendo que ama‘lhe’. ou à preta Luzia. Parou. explicou. comoveu-se e com lágrimas nos olhos disse gaguejante: — Beijo-lhe as mãos. ouviu? que contra ela se cometa o menor deslize. In: Contos pesados. e desd’aí transformou-se no tutu da terra. e eu. Vivia em paz com as suas certidões quando o frechou venenosa seta de Cupido.. Encontros na igreja. são três: da primeira pessoa – quem fala. Esgüelara um vereador oposicionista em plena sessão da câmara. ergueu o braço para defender a cabeça e relanceou os olhos para a rua. balbuciou medrosa confirmação. diálogos de flores – o que havia de inocente e puro. vamos ao que serve: declaro-o solenemente noivo de minha filha! E.. O Colocador de pronomes. “O Colocador de Pronomes Havia em Itaoca um pobre moço que definhava de tédio no fundo dum cartório. à missa. como sabe. repetiu a boa lição da sua gramática matrimonial. Ora. Escrevera nesse bilhetinho. Escolha!” LOBATO. o qual tinha duas. O velho fechou de novo a carranca. com uma lágrima a escorrer rumo à asa do nariz... Ledor de versos lacrimogêneos e pai duns acrósticos dados à luz no Itaoquense. entretanto. não permitirei nunca. Negrinha e O macaco que se fez homem. Tirou de dentro um bilhetinho cor-de-rosa. não receia sobrecenhos enfarruscados.. Objeto amado: a filha mais moça do coronel Triburtino. a qual não pode ser senão a Maria do Carmo... é casar! concluiu de improviso o vingativo pai. — É sua esta peça de flagrante delito? O escrevente. Não lhe erravam os pressentimentos. O escrevente. Se amasse a ela deveria dizer amo-‘te’. então.

( ) A substituição de (l) por (r) é um fenômeno comum no português não-padrão. 23 55. UFMG Leia estes trechos de dois poemas de Gonçalves Dias. UFMT ( ) No trecho Escrevente. E jazem teus filhos clamando vingança Dos bens que lhes deste da perda infeliz! Tupã. ambas dicionarizadas. ( ) A troca de (l) por (r) é a troca de uma consoante lateral por consoante vibrante. ó Deus grande! cobriste o teu rosto Com denso velâmen de penas gentis. ( ) O narrador é contemporâneo dos acontecimentos e os relata à medida em que vão ocorrendo. o que há no mundo Que não seja sofrer? O homem nasce.. a) o eu poético enuncia uma proposta de mudança. há um exemplo de metonímia. e vive um só instante. em ambos os trechos. ( ) A forma frechou é uma variante ortográfica de flechou.Noções de literatura Avançar . c) o eu poético fala de um estado de sofrimento. com o intuito de criar uma escrita brasileira. GABARITO 57. UFMT ( ) Monteiro Lobato usa a forma frechou para transgredir as normas ortográficas.53. Voltar Língua Portuguesa . a seqüência temporal é interrompida pelas constantes evocações da memória das personagens. é incorreto afirmar que.. mas cordial e receptivo a bajulações. parma. E sofre até morrer! (Sofrimento) Tupã. ( ) Na narrativa. Vinte e três anos. ó Deus grande! teu rosto descobre: Bastante sofremos com tua vingança! Já lágrimas tristes choram teus filhos. craru. d) o eu poético se refere a uma situação que não é apenas individual. Ar um tanto palerma. b) o eu poético se dirige a Deus. ( ) A interpretação que o coronel dá ao bilhete mostra que equívocos gramaticais podem resultar em equívocos de sentido. Senhor meu Deus. ( ) O narrador pode ser classificado como objetivo ou neutro. sar. ( ) Nessa narrativa. UFMT ( ) A narrativa de Lobato explora caricatualmente o mundo dos coronéis – forças políticas locais caracterizadas pelo autoritarismo e arbitrariedade. “Meu Deus.. ( ) O uso da letra maiúscula na forma Ela sugere o endeusamento da mulher amada. ( ) O adjetivo celestial descreve objetivamente o aspecto sublime e superior da linguagem e do conteúdo do bilhetinho. as frases nominais são usadas para compor o perfil da personagem. o coronel Triburtino é uma personagem contraditória: colérico.. ( ) No trecho sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. ( ) As expressões pai duns acrósticos e quando o frechou venenosa seta de cupido são casos de metáfora. UFMT ( ) A intercalação do parágrafo descritivo entre “Pois agora. e. ( ) O namoro entre o escrevente e Laurinha é descrito pelo narrador por meio de estereótipos e clichês. produzindo formas como ingreis. é um recurso usado pelo narrador para recriar a ansiedade do escrevente e para produzir um efeito de suspense. interrompendo o fluxo da narrativa. é casar!” . Magro. Teus filhos que choram tão grande mudança. pois apresenta personagens e acontecimentos sem manifestar opinião. 56. 54.” (Deprecação) IMPRIMIR Com base nessa leitura.

isto é. “Está tudo muito bem. o sonho e a fantasia fazem com que o operário se transporte para um mundo mágico. Farsa da Boa Preguiça. de que as personagens pertencem à elite burguesa. 60. deitado!” GABARITO SUASSANA. pessoal. c) O amor.Noções de literatura Avançar . no texto. o operário da construção civil consegue. através da repetição de alguns versos. entre outras tantas letras para suas músicas. para dar ao ouvinte/leitor a idéia da rotina contra a qual ele se revolta. ( ) Há indicações. ( ) O narrador utiliza-se do discurso direto para registrar a fala espontânea das personagens. nos últimos instantes de sua vida. Univali-SC Chico Buarque de Holanda compôs. UFMT ( ) O texto defende a idéia de que o valor do ócio é superior ao do trabalho. destacando. enquanto não aparece negócio. com severa crítica social. e) São versos dodecassílabos. c) A prosa existe em função da confissão amorosa. provocando a própria morte para interromper a repetição do seu dia-a-dia.F. “Construção E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago Morreu na contramão atrapalhando o público Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contramão atrapalhando o sábado. d) O início de alguns versos se repete. tornar seu mundo musical leve.” 24 Sobre o texto está correto a alternativa: a) Embora massacrado pela rotina. 59. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . tempo e espaço são elementos que não podem entrar na composição de um texto do gênero lírico. metaforizando tal passagem com a morte. estou muito esperançado Mas. e a poesia. Uberlândia-MG Assinale a alternativa correta. b) A ficção é um produto da imaginação criadora que lida com fatos verossímeis. traz meu lençol. b) Escrito em versos alexandrinos. para a criação de personagens. também musicado. a falta de perspectivas de um operário da construção civil. José Olympio. 1979. d) Enredo. que eu estou no banco. a) No Barroco a religiosidade aparece como em um cenário idealizado onde todos são felizes e os poetas são pastores. o poema a seguir. U. Ariano. Rio de Janeiro. ô mulher. fatos passíveis de serem verdade.58. INSTRUÇÃO: Leia o texto e julgue os itens da questão 59. segue o modelo clássico de composição poética para falar da rotina de um operário e de seus sonhos não-realizados.

d) O eu-lírico é masculino e espera a sua amada. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” DIAS. movendo as folhas. Poesia. No silêncio da noite o bosque exala. Onde o frouxo luar brinca entre flores. Já nos cimos do bosque rumoreja. como estas preces.) 21 22 23 24 25 26 27 28 Pode-se afirmar sobre o poema: GABARITO a) O verso 24 faz referência ao eu-lírico. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. b) É registrada a passagem do tempo na natureza: desde a noite até a manhã seguinte. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d’alva Um só giro do sol. no poema.Noções de literatura Avançar . o verso 20. Santa Maria-RS Leia o poema que se segue. Gonçalves. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. Jatir! nem tardo acordes À voz do meu amor. como estas flores. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. c) O poema é todo escrito em versos brancos e pode ser classificado como poesia simbolista. não mais. Correm perfumes no correr da brisa. Também meu coração. Brilha a lua no céu. à pessoa amada. 25 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 (. “Leito de folhas verdes Por que tardas. Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor. não desempenha nenhuma função específica. Rio de Janeiro. U.61. o verso 27. Do tamarindo a flor abriu-se.F. Já solta o bogari mais doce aroma.. brilham estrelas. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. Agir. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. que não chega. Jatir. há pouco. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. ao rival de Jatir. e) A natureza.

voou pelo aposento e espedaçou-se de encontro à parede. uma febre intensa que a fez delirar. promete-me que se ela não for tua mulher. haveria forças que me separassem de ti? Haveria sacrifício que eu não fizesse para comprar mais alguns dias da minha felicidade? Mas Deus não quis. depois de um sono curto e agitado. elas foram usadas por duas vezes indicando então que o narrador imprime ao enredo a hesitação.”. ( ) É artifício da produção de textos o uso das reticências. sejam elas virgens ainda. A febre lavrava com intensidade: eu já não tinha esperanças. Nesse texto em foco. mesmo por causa dessa semelhança! Tu viverias sempre entre mim e ela! — Pois bem. o teu. e F..Noções de literatura Avançar . Sua mãe lhe servirá de túmulo. desde o primeiro dia em que nos encontramos. impelido com violência. Vive por mim! — Se eu pudesse viver. ( ) Estas frases: “E o copo que Lúcia sustentava .”. Lúcia tomou os sacramentos com uma resignação angélica. viram finar-se gradualmente uma vida querida. ajoelhados à borda de um leito. esse casamento nos tornaria infelizes a ti. que não poderia amá-la. Foi então que conheci quanto eu vivia no seu pensamento: ela não disse no delírio uma só palavra que não se referisse a mim e alguma circunstância de nossa vida mútua.. Vive por mim!” e em: “O dia se passou. e sempre mais graves. — O remédio de que eu preciso é o da religião. ela olhou-me tristemente: Era o primeiro! Mas o tato das entranhas maternas.” Neste período. Ama-o por ele. que também ilustra a oralidade ou a espontaneidade da fala. lhe servirás de pai. Pela manhã. murmurou descaindo inerte sobre as almofadas do leito. “Apenas o médico saiu. Uma tarde em que o médico apresentou a Lúcia um remédio: — Para que é isso? perguntou ela com brandura.. para as falsas: ( ) Em “– Pois bem.. — Iremos juntos!. Maria. Quero confessar-me. — Juro-te! Beijou-me as mãos: — Ela vai ter tanta necessidade de um pai! Os acessos da febre repetiram-se durante três dias. O dia se passou na cruel agonia que só compreendem aqueles que. Paulo. ( ) Nos trechos: “– Queres acompanhar teu filho. Sinto que a vida me foge! A instâncias minhas bebeu finalmente o remédio. — Mas essa promessa me daria tanto alívio agora! — Escuta. os termos grifados exemplificam metáforas. “A febre lavrava com intensidade. Paulo.” e em “Sua mãe lhe servirá de túmulo”. porque ele era mais teu do que meu. por ti e por mim. casar com Ana! — Não tratemos disso agora. Paulo. Maria. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . De joelhos à cabeceira eu suplicava-lhe que bebesse o remédio que a devia salvar. — Lançar!. achei-a mais tranqüila: — Tu me prometes. Ana. voou pelo aposento. e abandonar-me só neste mundo..A questão 62 reporta-se ao romance Lucíola.. de José Alencar.. e abraçando a irmã. já não existe. exemplificando assim um caso de próclise. a surpresa e estupefação da personagem ante a situação nova com que se defronta. fica-te um pai. evidencia-se um desrespeito às convenções gramaticais quanto ao uso do pronome oblíquo “lhe”.. UEGO Assinale V. À noite declarou-se a febre.. à tua irmã. — Queres acompanhar teu filho. não engana. tudo o que tu quiseres eu farei para a tua felicidade. que nenhum efeito produziu. na cruel agonia que só compreendem aqueles. ficará inteiramente boa. a palavra “só” tem equivalente função morfológica em ambas as situações.. promete-me que se ela não for tua mulher. disse-lhe: — Perdes uma irmã.” 26 GABARITO 62. Maria. para as afirmações verdadeiras.. ( ) O texto apresentado enquadra-se como narrativo-descritivo. minha amiga! Quando ficares boa.. lhe servirás de pai. — Para aliviá-la do seu incômodo.. Nosso filho. e a mim. e abandonar-me só neste mundo. Logo que lançar o aborto. Expelir meu filho de mim? E o copo que Lúcia sustentava na mão trêmula.

pois.. Depois. há sempre multiplicações e adições a fazer. bate muitos carimbos. 12ª ed. Faz cálculos. relanceia-os lentamente pela janela. calcular. São Paulo: Ática. não exige pressa. não tinham. sem interromper a conferência das contas. quando tem já um grupo de contas respeitável. que este é custeado pelos funcionários. aberto dentro da gavetinha ao lado.. depois então ‘lançá-las’ com capricho. Naziazeno interroga o datilógrafo: — O diretor saiu? O funcionário levanta os olhos do livro. Desde que o governo suspendeu a verba pra o cafezinho. Na sala. usa tinta encarnada. estará aí ’ – conjetura mentalmente Naziazeno. 26-7. Não tarda. Ele hoje não tem ‘assento’ pra um serviço desses. julgue os seguintes itens. 1992. Ele se dirige para a sua carteira. ver se as operações de cálculo estão certas. ( ) O texto é construído pelo foco de um narrador onisciente. ( ) Muitas das aspas utilizadas no texto revelam a intenção do narrador de ironizar a atividade pelo uso do jargão burocrático ou de destacar um segundo sentido para as expressões utilizadas. Naziazeno não quer café. porém. p. O primeiro escriturário confere contas. em forma de faturas. Mesmo assim. dispô-las por ordem cronológica e pelas várias ‘verbas’. Era então uma simples contrariedade a esquecer. lembranças. Dispõe de grande prática. uma acusação contra si mesmo. pousa-os no escriturário: — Está na Secretaria – responde este. Ambos muito quietos.. embora seja o protagonista.. ergue-se e repassa-as uma a uma (com todas as suas ‘primeiras’. UnB-DF “O Horácio prepara o cafezinho. ‘segundas’ e ‘terceiras vias’ nos dedos – que ele a cada passo molha nos lábios com um certo ruído.. ( ) O último parágrafo do texto revela um conceito de trabalho como momento de evasão dos problemas individuais. São ‘notas’ de consumo de materiais. ( ) A narrativa focaliza uma personagem que se opõe ao herói tradicional. sentimentos e sensações. Já tomou um há pouco. Ele já se ‘refugiou’ nesse trabalho em outras ocasiões... mas por sua mediocridade. Custa um tostão..63..” MACHADO. ‘puxar’ cuidadosamente as somas. não necessita ‘estar em dia’. O trabalho de Naziazeno é monótono: consiste em copiar num grande livro cheio de ‘grades’ certos papéis. quando. ordenado e sistemático como ‘um jogo de armar’. emperrados. não era raro vir-lhe um remorso.. se surpreendia ‘entusiasmado’ nesse trabalho.. não se destaca pelas características elevadas de homem extraordinário por seus feitos. É preciso classificar as notas. Dyonelio. seu anonimato e sua alienação. não. contra esse espírito inferior de esquecer prontamente.Noções de literatura Avançar . O datilógrafo. pequena. É um serviço que faz há muito tempo.. O serviço. lê um livro. É preciso antes submetê-los a uma conferência. infere-se que a obra da qual ele foi retirado é um romance rural. que penetra na mente da personagem. uma preterição. quando não está ‘batendo’. ‘— O Cipriano certamente foi buscá-lo. trabalham mais dois: o primeiro escriturário e o datilógrafo. injustiça ou grosseria dos homens. 27 De acordo com o texto acima. –Naziazeno ‘leva um atraso’ de uns bons dez meses. ( ) Pelo texto apresentado. seu valor ou sua magnanimidade. Os ratos. nesses momentos. de ‘achar’ no ambiente aspectos compensadores. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . essa compreensão inteligente e leviana das coisas. decifrando-lhe pensamentos. quadros risonhos. Todos aqueles indivíduos que lhe pareciam realizar o tipo médio normal eram obstinados.

47. 8. 22. 43. 24. 2. 49. 12. 35. c c b b c c d c b e e V–F–F–V a b e d d d c b d e F–V–F–V V–V–F V–F–V F–V–F–V d a c d d 32. 36. 37.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A 1 1. 18. 27. 7. V–F–F–V–V–F V–V–F–V–F–F V–V–V–F–F c d a V–V–F–F–V F–V–V–F–F c b b d V–V–V–V F–F–V–V d F–F–V F–F–V V–V–F–V–F a b 10 V–V–F–V V–F–F–F V–V–V–F–V F–V–V–V a e F–V–F b e V–V–V–V–F F–V–V–V–V IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 60. 57. 10. 4. 6. 63. 59. 21. 17. 46. 20. 3. 28. 23. 62. 52. 19. 11. 54. 42. 29. 55. 13. 9. 61. 58. 38. 41. 25. 45. 56. 15. 26. 16. 53. 50. 44. 31. 40. 48. 51. 33. 5. 14. 30.Noções de literatura Avançar . 34. 39.

64. d) A das influências que Luís de Camões exerce sobre os escritores de Língua Portuguesa. Estão corretas somente as características indicadas em: a) I. porque desejávamos saber se o havia na terra. b) II. intenção catequética e informação sobre a terra. O descobrimento do Brasil: A Carta de Pero Vaz de Caminha. U. 88 e 96. 87. mas ninguém o entendia e nem ele a nós. 1997.” – Difusão do cristianismo.. como pardais. 3. relato de viagem e pregação religiosa. do que eles dariam se os levassem. UFSE Nas manifestações literárias dos dois primeiros séculos de nossa história podem estar presentes as seguintes características: I. provocaria vergonha” – Idealização da mulher indígena. Sílvio. diante de nós. Nem certamente eles aprenderiam a falar como nós” – Dominação lingüística.” – Submissão religiosa. Porto Alegre: L & PM. vendo-lhes tais feições. GABARITO Dê. Ninguém não lhe deve falar de rijo. II. p. sentimento nacionalista e participação em campanha republicana.. chamava alguns para que viessem até ali. 16. que a muitas mulheres de nossa terra. Potiguar-RN A carta escrita pelo Padre Manuel da Nóbrega. com medo do cevadoiro.” – Interesse mercantil. b) A das relações estabelecidas entre os românticos. em 1549. inaugura que tipo de literatura no Brasil? a) Hábitos da cultura européia. E aquele de quem falei antes. “O velho falou enquanto o Capitão estava com ele. por ele chefiada. não muito altas.Literatura no período colonial Avançar .LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1. Colhemos e comemos muitos deles. d) I e II. 08. por mais pergunta que lhe fizéssemos com respeito a ouro. porque então logo se esquivam” – Animosidade inter-racial. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “No domingo de Páscoa.. UFBA A idéia do trecho transcrito de A Carta de Pero Vaz de Caminha está devidamente indicada em: 01. 02. pela manhã. c) III. como resposta. 04.) Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu e dentro dele foi levantado um altar muito bem preparado. “eles passavam de uma confraternização a um retraimento. 83. 85. “Andamos por ali vendo o ribeirão o qual é de muita água e muito boa. CASTRO. 1 2. “melhor e muito melhor informação da terra dariam dois homens dentre os degredados que aqui fossem deixados.) tão graciosa. “E uma daquelas moças era toda tingida (. c) Informativa dos jesuítas no Brasil. notificando a chegada da primeira missão jesuítica. e) II e III. a soma das alternativas corretas. 32. Ao longo dele há muitas palmeiras. III. “Aqueles outros. determinou o Capitão de ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu (. que estiveram sempre presentes à pregação. estavam assim como nós olhando para o nosso pregador. de muito bons palmitos. por ser gente que ninguém entende..” – Visão paradisíaca.

e) O temor. e) surgimento dos primeiros manifestos românticos e exploração de temas indianistas. Gregório de. b) A sensatez do povo da Bahia por defender as riquezas da terra. ao mesmo tempo. os sermões do Padre Antônio Vieira e a lírica de Tomás Antônio Gonzaga: a) representam gêneros e estilos diversos da literatura do período colonial. ( ) Parte da obra do Pe. por lastro de açúcar troca: Ponto em boca. porque se reveste em muitos casos de verdadeiro valor literário. ( ) No Barroco brasileiro observa-se a consciência de que a vida é efêmera. as manifestações literárias foram marcadas pela necessidade de se libertarem dessas raízes culturais e criarem uma literatura de acordo com a realidade brasileira. Décimas. A fome me tem já mudo. o que se traduz num problema para os poetas: gozar intensamente as delícias da vida terrena e. da reação do povo faminto. d) reflexos de princípios estéticos do Barroco e do Arcadismo europeus e manifestação de sentimentos nativistas. c) O equilíbrio de interesses pautando o comércio da Bahia com o exterior. d) A denúncia da omissão do poder político em face do problema da cidade. plena de inversões e de figuras. d) representam os momentos mais altos do estilo barroco. outra parte se destaca desse conjunto. 46-7. 7. ( ) Encontra-se nos Sermões do Padre Antônio Vieira a tendência conceptista do Barroco. é coisa que me não toca: Ponto em boca. UFSE Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. e se a Câmara olha e ri. e) constituem obras de gêneros diferentes. os feijões. 6. que entrando co’a vela cheia. o lastro que traz de areia. porque anda farta até aqui. o perdão divino. Uneb-BA 2 GABARITO “Toda a cidade derrota esta fome universal. ( ) Na época colonial. verificam-se os seguintes fenômenos de nossa vida literária: a) Constituição de um exigente público leitor e surgimento das primeiras editoras nacionais.” MATOS. Mas ao mesmo tempo. produzidas no século XVII. outros à frota: a frota tudo abarrota dentro dos escotilhões. mas se a frota não traz nada. c) Surgimento dos nossos primeiros grandes críticos literários e consolidação de um público de leitores. José de Anchieta insere-se no objetivo geral da literatura dos jesuítas: informar aos superiores da Companhia de Jesus a situação geral do Brasilcolônia. apesar da linguagem rebuscada. por que razão leva tudo? Que o povo por ser sisudo largue o ouro e largue a prata a uma frota patarata. buscar a espiritualidade. que se manifesta na preocupação com o conteúdo e o desdobramento das idéias por meio do jogo de contrastes. com as dificuldades e os sucessos. que é muda a boca esfaimada. a imitação dos modelos greco-latinos e o ideal de uma vida simples. junto à natureza. s/d. por parte do sujeito poético. In: Poemas escolhidos. declarando daí: “Ponto em boca”. 5. c) constituem obras do mesmo gênero. o andamento e as condições da obra de catequese. b) constituem o que se costuma caracterizar como literatura de informação. Voltar Língua Portuguesa . o peixe. uns dão a culpa total à Câmara. ( ) Na poesia arcádica observa-se. Unifor-CE A obra catequética de José de Anchieta. p. b) Manifestação de sentimentos nacionalistas e consolidação do romance de temática urbana. Unifor-CE No período colonial. como os escritores tinham a formação cultural da metrópole. a carne. São Paulo: Círculo do Livro.Literatura no período colonial Avançar . IMPRIMIR É uma idéia comprovável no texto: a) A indiferença do sujeito poético diante do que ocorre na cidade.4. distribuídas em períodos diversos.

Que quem podia. Padeça agora. Suspiro agora em vão. e morra suspirando O mal. os senhores tratando-os como brutos. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. quando menos confessado. o que deixava.8. os senhores rompendo galas. ( ) A dor daquele que. Pe. IV. aonde vinha. ( ) O sujeito poético revela consciência do motivo que o levou ao sofrimento. o estilo: a) barroco. Deixei como ignorante o bem. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . dirige-se o poeta à sua amada Babu. que me embaça: Se cresce contra mim. U. os senhores nadando em ouro e prata. Soneto. São Paulo: Cultrix. org. d) I e IV. “alta desgraça” / “alta ventura”). IV. 1981. os escravos despidos e nus.” Na estrofe acima. Babu. Que quem errou. procedimento que costuma estruturar os poemas realizados nesse estilo de época. os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. sem ver. ( ) A saudade do bem perdido serve de consolo e de compensação para o eu-lírico. o que gozava. ( ) O sujeito poético desconhecia os riscos que envolviam a sua escolha. que passo. e não quis. afastou-se da felicidade é injusta para o sujeito poético. viver gozando. Unifor-CE “Cada dia vos cresce a formosura. os escravos perecendo à fome. d) barroco. 1015. GABARITO No texto. por ignorância. III.” MATOS. alta desgraça. adotado por Gregório de Matos nesses versos satíricos. que esta pena merecia. ( ) O poema enquadra-se no Barroco por apresentar o jogo de contrastes e o rigor formal. e tanto cresce. E morra. e) neoclássico. ou pouco amava.Literatura no período colonial Avançar . ed. 10. In: AMORA. ( ) A trajetória do eu-lírico é caracterizada pela busca incessante do prazer. os senhores banqueteando. 3 De acordo com o texto. e) I e III. Confesse. Sermão vigésimo sétimo. Salvador: Janaína. os senhores em pé apontando para o açoite. O envolvimento político do jesuíta. Salvador-BA “Porque não conhecia. valendo-se de antíteses (“contra mim” / “para mim”. s/d. A predominância dos aspectos denotativos da linguagem. Sermões. 2. Antônio Soares. Quando não me aproveita a pena minha. o bem. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. b) neoclássico. c) II e III. Pague no mal presente o bem passado. Ou entendia pouco. 58. c) barroco. Vim sem considerar. ou seja. os escravos muitos. UFPB-PSS “Sermão vigésimo sétimo Os senhores poucos. o que convinha. Gregório de. alta ventura. verificam-se os seguintes traços do barroco: I. os escravos carregados de ferros. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. A utilização do recurso da hipérbole para melhor traduzir o sofrimento dos escravos. In: Obras completas de Gregório de Matos. p. A presença de um grande número de antíteses. b) III e IV. v. Deixei sem atender. II. que possuía. 9. Se cresce para mim. p. os escravos prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão e espetáculos da extrema miséria.” VIEIRA. marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas. o que lograva. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. como estátuas da soberba e da tirania. que tinha. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. Antônio. ( ) A problemática focalizada no texto restringe-se a uma esfera particular.

que então viviam na cidade de Salvador. p. (. O autor se identifica com os poetas de sua época pelo uso da sátira e pelo exercício da crítica aos costumes da sociedade em que vive. 04. d) simplicidade clássica.. a soma das alternativas corretas. 02. que não sabe que o perdeu Negócio. é uma alusão aos portugueses e seus descendentes. O ritmo do poema. dou ao demo a gente asnal.Literatura no período colonial Avançar . ameaçando sua própria posição. Ambição. que estima por cabedal Pretos. enquanto o conteúdo. nos tercetos. por constituírem um grupo em franco processo de ascensão social e econômica. 12.)” Pretos Mestiços Mulatos. 08.11. c) antecipação da estética do Romantismo. Pretos. Cleise Furtado. Por mais que a fama a exalta. Honra. são retomadas e confirmadas nas conclusões dos quartetos. ao longo do poema. A expressão “povo néscio. 1998. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Verdade Honra Vergonha. mestiços e mulatos são o alvo preferido pelo autor. nos tercetos. inicialmente abordando aspectos éticos. Usura. Dê. b) revolução industrial e à ascensão do capitalismo. é marcado. U. e sandeu. com fatos e comentário. A leitura do fragmento e os conhecimentos sobre o autor e sua obra satírica permitem afirmar: 01. financeiros e étnicos. MENDES. 4 Quais são os seus doces objetos? Tem outros bens mais maciços? Quais destes lhe são mais gratos? Dou ao demo os insensatos. 32. em cada verso. Negócio Ambição Usura. desenvolve-se em pares de estrofes. Senhora Dona Bahia. Poesia satírica de Gregório de Matos. UFBA “Volta a criticar o mau governo da Bahia Que falta nesta cidade? Que mais por sua desonra? Falta mais que se lhe ponha? O demo a viver se exponha. Mestiços. Potiguar-RN O Neoclassicismo ou Arcadismo que representa na literatura uma reação aos excessos do movimento Barroco. Esse fragmento inicial do poema tem como conteúdo uma crítica ao governo da Bahia. um retorno à: a) ciência impulsionada pela Física de Newton. Salvador: EDUFBA. como resposta. Mulatos. As respostas. tanto no aspecto formal quanto ideológico. 54.. por rimas internas. procura. 16. Vergonha. nesse contexto. Quem a pôs neste socrócio? Quem causa tal perdição? E o maior desta loucura? Notável desaventura de um povo néscio. Numa cidade onde falta Verdade. e sandeu”. A estrutura formal dos tercetos organiza-se em perguntas e respostas. 64.

com que a noite escura. no espaço de uma natureza amena. Nise.Literatura no período colonial Avançar . sufocando do sol a face pura. d) amorosa do indianismo de Gonçalves Dias. d) simbolista. Que alegre. vivo contente Ao trazer entre a selva florescente A doce companhia dos meus gados. que sonora. somente. d) II e III. o teatro catequético de Anchieta e a poesia de Gregório de Matos são criações culturais exemplares do estilo barroco. não te nego. e) épica de Basílio da Gama. UFPB-PSS Leia o terceto extraído de um soneto de Cláudio Manuel da Costa. afirma-se: I. Nise adorada não sabe inda. 14. Cláudio Manuel da. IV. Voltar Língua Portuguesa . e às vezes. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I.” IMPRIMIR GABARITO A estrofe acima ilustra o cenário e o modo de viver idealizados na poesia: a) que José de Anchieta dedicou à Virgem. U. No soneto de Cláudio Manuel da Costa. “Oh quão lembrado estou de haver subido Aquele monte. III. UFSE “Sou pastor. que é o gozo do tempo presente. somente. c) em que foi mestre o árcade Cláudio Manuel da Costa. c) III e IV. vale-se do bucolismo arcádico ao colocar. A referência à natureza relaciona-se ao Carpe diem. b) II e III. 15. em Marília de Dirceu. A carta de Caminha.” COSTA. E a suavidade do prazer trocada. a oposição claro/escuro e a antítese dia/noite revelam a permanência de características da estética: a) realista.13. c) I e III. II. tanto mais aborrece a luz do dia. b) lírica barroca de Gregório de Matos. b) barroca. que baixando Deixei do pranto o vale umedecido!” 5 Com relação ao fragmento apresentado. c) romântica. somente. os meus montados São esses. os temas históricos e os detalhes de época são mais visíveis na poesia satírica do que na lírica. II e II. d) I. que avultado prazer tanto melhora? Só minha alma em fatal melancolia. e) II. quanto a sombra da noite mais lhe agrada. a amada representada por uma pastora. e) I. Na obra de Gregório de Matos. b) I e II. O último verso apresenta uma hipérbole. que suave. 16. II. III e IV. tinha escondido a chama brilhadora. Está correto o que afirma em: a) I. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. somente. Potiguar-RN “Já rompe. III. a matutina aurora o negro manto. II e III. por te não ver. aquela fontezinha aqui murmura! E nestes campos cheios de verdura. A poesia de Tomás Antônio Gonzaga. sem qualquer identificação com o espírito do eu-lírico. A ordem inversa do último verso confirma o traço neoclássico do poema. que aí vês. A natureza é descrita de forma objetiva. que coisa é alegria.

d 4.Literatura no período colonial Avançar . d 13. d 15. d 6. b 14. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 62 3. b 5. c 16. 58 12. V – F – V – F – F – F – V 9. d 11. d 8. F – V – V – F – V 7. c 10. c 2.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1 1.

de bons rostos e bons narizes. Beijo as mãos de Vossa Alteza.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. por conter elementos da função poética da linguagem. infindas. como os de Entre-Doiro-e-Minho. não pudemos saber que haja ouro. UnB-DF Evidenciando a leitura compreensiva do texto. Nela. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. de que nós deste porto houvemos vista. que a terra e as árvores de si lançam. E nesta maneira. porque. Quinhentismo. ( ) Segundo Caminha.” CORTESÃO. se algum pouco me alonguei. B A R R O C O E A R C A D IS M O Texto para as questões 1 e 2: “Senhor: Posto que o Capitão-mor desta vossa frota. não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza. que nos parecia muito longa. Senhor. E. muito chã e muito formosa. julgue os itens abaixo. não têm nem entendem em nenhuma crença. Rio de Janeiro: Livros de Portugal 1943. a carta de Pero Vaz de Caminha continua a ser lida devido à sua importância histórica e. porque eles. Porém o melhor fruito que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. Águas são muitas. Andam nus. Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas. ( ) A carta de Pero Vaz de Caminha é considerada pela história brasileira o primeiro documento publicitário oficial do país. Não há aqui boi. E em tal maneira é graciosa que. Deste Porto Seguro. hoje esquecidos. hoje. vista do mar. da vossa Ilha de Vera Cruz. nem coisa alguma de metal ou ferro. os habitantes da Ilha de Vera Cruz eram desavergonhados. Parece-me gente de tal inocência que. ao longo do mar. Pero Vaz de Caminha. que aqui há muito. Tem. assim frios e temperados. e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. segundo parece. nalgumas partes. delas brancas. Ela me perdoe. que costumada seja ao viver dos homens. por bem das águas que tem. nem lho vimos. que nesta navegação agora se achou. sexta-feira. nem ovelha. nem qualquer outra alimária. Pelo sertão nos pareceu. nem cabra. ( ) Diferentemente de outros documentos do século XVI acerca da descoberta do Brasil. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. a estender olhos. delas vermelhas. Coleção Clássicos e Contemporâneos. é tudo praia-palma. querendo-a aproveitar. Eles não lavram. me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem. pois o desejo que tinha de tudo vos dizer. nem vaca. nem criam. Nem comem senão desse inhame. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. não podíamos ver senão terra com arvoredos. seriam logo cristãos. 199-241. sem cobertura alguma. muito grande. maneira de avermelhados. dar-se-á nela tudo.Humanismo. Barroco e Arcadismo Avançar . E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. até agora. grandes barreiras. Jaime. mo fez pôr assim pelo miúdo. ( ) Pero Vaz de Caminha foi o único português a enviar notícias da descoberta do Brasil ao rei de Portugal. Q U IN H E N T IS M O . E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto. e dessa semente e fruitos. primeiro dia de maio de 1500. 1 GABARITO 1. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta terra vi. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . nem prata. De ponta a ponta. bem feitos. Senhor. com quanto trigo e legumes comemos. Porém a terra em si é de muito bons ares. p. Esta terra. também. ( ) A carta de Caminha é um texto essencialmente descritivo. A feição deles é serem pardos. se homem os entendesse e eles a nós. A carta de Pero Vaz de Caminha. e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova. nem galinha. o melhor que eu puder.

Além disso. ( ) O nono parágrafo do texto ressalta uma prática dos silvícolas brasileiros: o extrativismo vegetal. pois legumes são sementes e trigo é fruto. de Gil Vicente.2. substitui o propósito de edificação espiritual. consiste na demonstração do refrão popular “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”. colocandose a questão da salvação post mortem (após a morte). na construção da farsa. de Gil Vicente: a) O que mais se evidencia é o propósito de sátira social. para a Biologia. PUC-SP O argumento da peça A Farsa de Inês Pereira. e) Cavalo e asno identificam a mesma personagem em diferentes momentos de sua vida conjugal. ao julgar justos e pecadores. mesmo sendo estes mais bem alimentados. Quinhentismo. asno que a carrega. Quais estão corretas? a) Apenas I. apesar dessa prática. mantêm-se as mesmas relações de idéias. a primeira contém a segunda. Trata-se de um grande painel que satiriza a sociedade portuguesa do seu tempo. considere as seguintes afirmações. primeiro pretendente e segundo marido de Inês. Identifique a alternativa que não corresponde ao provérbio. 3. pois. ( ) As expressões de tratamento com que a correspondência é aberta e fechada revelam o respeito e a sujeição do remetente ao destinatário. a) A segunda parte do provérbio ilustra a experiência desastrosa do primeiro casamento. III. c) Apenas I e III. c) O segundo casamento exemplifica o primeiro termo. ( ) Substituindo-se “Posto que” por Haja vista. UFRS Em relação ao Auto da Barca do Inferno. que a derruba. e) I. II e III. a associação estabelecida entre “semente e fruitos” e “trigo e legumes” é biologicamente incoerente. b) O elemento religioso oferece apenas um pretexto. ( ) No nono parágrafo do texto. II. as expressões “inhame” e “semente e fruitos” são repetitivas. de Gil Vicente. 2 IMPRIMIR GABARITO b) O escudeiro Brás da Mata corresponde ao cavalo. um quadro exterior para a apresentação no palco de sátiras ou caricaturas profanas. d) Apenas II e III. Uniube-MG Assinale a afirmativa correta a respeito do Auto da Barca do Inferno. c) A sátira social se liga de modo nítido ao objetivo de edificação espiritual. 5. julgue os seguintes itens. o que evidencia o propósito de sátira social que. animal nobre. 4. Ressalta também que. guardando traços dos dois períodos. d) O asno corresponde a Pero Marques. UnB-DF Ainda com relação ao texto. b) Apenas I e II. Sugere que o diabo. Barroco e Arcadismo Avançar . nesta peça. tem poderes maiores que Deus. I. que era a única forma de obtenção dos alimentos necessários à subsistência. d) As personagens são personificações alegóricas (tipos reais caricaturizados). Voltar Língua Portuguesa . o que demostra que a intenção religiosa é ainda aqui dominante. os silvícolas aparentavam ser mais fortes e bonitos que os conquistadores. Representa a transição da Idade Média para o Renascimento. de tal modo que a intenção religiosa vê-se sufocada ou pelo menos minimizada pelo gosto de sátira da própria sociedade.Humanismo.

Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela. infinitas. e esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. a Ela peço que. de que nós deste porto houvemos vista. o maior bem a que se deviam dedicar os portugueses é aquele que deriva das águas. Águas são muitas. tem característica oratórias. tamanha a sua abundância na nova terra. querendo a aproveitar. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como o de Entre-Douro-e-Minho. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . umas vermelhas e outras brancas. parece-me que. d) Simbolismo. não podíamos ver. por me fazer singular mercê. quase já uma transição do Renascimento para o Barroco. já seria uma grande dádiva. AEU-DF Julgue os itens abaixo em relação à compreensão e à interpretação do texto. até outra ponta que contra o norte vem. em relação à teoria literária e aos estilos de época na Literatura Brasileira. De ponta a ponta. porque a estender olhos. de Pero Vaz de Caminha. até então. ( ) A Carta. ( ) O texto lido é uma descrição bem objetiva da terra descoberta. Beijo as mãos de Vossa Alteza. é certo que tanto neste cargo que me elevo como em outra qualquer coisa que de Vossos serviços for. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. dar-se-á nela tudo. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. Senhor. UFR-RJ “Não há mais a moralidade do pecado.Texto para as questões 6 e 7. e a terra de cima. muito grande. por causa das águas que tem! Contudo. porque neste tempo de agora assim os achávamos como os de lá. ou outra coisa de metal ou ferro. meu genro . ( ) Este texto. 8. mo fez pôr assim pelo miúdo. é o primeiro de uma série de textos no nosso primeiro século. a saber. E que não houvesse mais do que ter Vossa alteza aqui esta pousada para esta navegação de Calicute bastava. b) Arcadismo. será tamanho. Traz ao longo do mar em algumas partes longas barreiras.” O fragmento destacado reflete uma temática recorrente durante o: a) Barroco.Humanismo. Senhor. Em tal maneira é graciosa que. parece-me que será salvar esta gente. porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer. tê-la unicamente como suporte das viagens às Indias. é toda a praia muito chã e muito formosa. acrescentando da nossa fé! E desta maneira. c) Realismo. o melhor fruto que dela se pode tirar. que constituem a “Literatura de Informação” do Brasil. senão terra e arvoredos terra que nos parecia muito extensa.” 3 GABARITO 6. Ela me perdoe. Deste Porto Seguro. primeiro dia de maio de 1500. Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida. e) Modernismo. Caminha menciona as duas principais finalidades das expedições marítimas portuguesas: a expansão da fé católica e a descoberta de ouro e prata. ( ) Para Caminha.o que d’Ela receberei em muita mercê. 7. bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. mesmo que Portugal não explorasse e colonizasse a nova terra. “CARTA (Pero Vaz de Caminha) Esta terra. ( ) Por não terem os portugueses se aventurado. terra a dentro. ( ) No entender do autor. que tinha o homem no centro de tudo. quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. as únicas informações que nos dá do interior são as transmitidas pelos indígenas. da Vossa Ilha de Vera Cruz. Pelo sertão. sexta-feira. ( ) O “será salvar a gente” é o que os soldados portugueses deveriam fazer para evitar que tribos indígenas mais fortes dizimassem outras menores e mais frágeis. Quinhentismo. hoje. Barroco e Arcadismo Avançar . nem lha vimos. E se a um pouco alonguei. ( ) Ainda dentro do Humanismo renascentista. nos pareceu vista do mar. por se tratar de uma missiva. toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. vemos a preocupação de Caminha com o silvícola brasileiro e a preservação de sua cultura. da ponta que mais contra o sul vimos. ( ) As constantes inversões e a sintaxe rebuscada da Carta é uma característica da literatura clássica do período. AUE-DF Julgue os itens que seguem. ( ) Nele. mande vir a ilha de São Tomé a Jorge Osório. que haver nela. É pois que.

9. e estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto. de Pero Lopes de Souza. querendo-a aproveitar. Uniube-MG Compare as descrições de Marília: Texto I “Vivos olhos. na atmosfera atormentada dos conflitos da paixão. Negros e finos cabelos. 11. deduzimos que os conquistadores se movimentaram do litoral norte para o sul. exigida pelas convenções neoclássicas. Barroco e Arcadismo Avançar . e faces cor-de-rosa. estão empregados em sentido figurado. ligado à vida do poeta. Manuel. sem equívoco semântico. As descrições mostram a intenção do autor em não revelar o objeto de seu amor.) Porém a terra em si é de muito bons ares. ou rosa delicada. Maria Dorotéia. ser substituída por detalhadamente. (. e fina. (. a pastora Marília. de bons rostos e bons narizes. Com crespos fios de ouro: Meus olhos se vêem graças e loureiros. Te cobre as faces. bem feitos. b) das “Cartas” dos missionários jesuítas.” GABARITO O texto acima apresenta fragmentos: IMPRIMIR a) do “Diálogo sobre a conversão dos gentios”. Teu lindo corpo bálsamo vapora. antes de tudo. utilize o texto das questões 6 e 7. ( ) Os termos “fruto” e “semente”. conforme é apresentada nas liras de Tomás Antônio Gonzaga. Manuel da Nóbrega. estabelece-se um raciocínio analógico. em relação à semântica e à estilística. E em tal maneira é graciosa que. e) do “Diário de Navegações”.).. Quinhentismo. que são cor de neve. descreve sua amada.. ( ) A palavra chã que aparece no texto em “toda chã” e “muito chã” é a grafia da época para chão. no texto. Os teus cabelos são uns fios d’ouro. ora é descrita como tendo cabelos negros. d) Apesar de o autor invocar a pastora Marília. 4 b) O autor das liras está preocupado com a coerência dessas descrições. Cefet-RJ “A feição deles é serem pardos. contra o norte vem”. fugindo às convenções bucólicas e pastoris do Arcadismo. do Pe. Voltar Língua Portuguesa . por isso a amada do poeta deixa de ser associada à figura convencional da pastora.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. Sobrancelhas arqueadas.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. para dar a idéia do clima da nova terra. Andam nus. ( ) Ao citar o “Entre-Douro-e-Minho”. 10. ora loiros. maneira de avermelhados. ele é. d) da “Narrativa Epistolar e os Tratados da Terra e da Gente do Brasil”. As descrições apenas atendem à idealização da mulher. o de Martim Afonso de Souza.) ( ) Por “contra o sul vimos. carece de unidade de enfoques. Carnes de neve formadas.. uma idealização poética.. c) O sujeito lírico. c) da “Carta” de Pero Vaz de Caminha a El-Rey D. suas liras são destinadas a afirmar a dignidade e a valia do pastor Dirceu.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. AEU-DF Julgue os itens seguintes.. A pastora Marília. referindo-se ao descobrimento de uma nova terra e às primeiras impressões do aborígene. sem nenhuma cobertura. por bem das águas que tem. Texto II “O seu semblante é redondo. caracterizado como pastor.. (Para esta questão. darse-á nela tudo. Nem estima nenhuma coisa cobrir nem mostrar suas vergonhas. A oscilação que se observa nas descrições de Marília permite ao leitor concluir que: a) Embora Marília corresponda a um ser real. ( ) A expressão “pelo miúdo” poderia.Humanismo. Texto III “Papoula. escritas nos dois primeiros séculos. do jesuíta Fernão Cardim. com o padrão poético realizado em cada composição. escrivão do primeiro colonizador.

c) V – V – F – V – F. ( ) O poeta e o pregador alertam os contemporâneos para o desvio operado pela retórica retumbante e vazia. tingindo as artes de uma nova tonalidade burguesa. 14. Cefet-RJ “Lira I (1ª parte) Eu. In: NICOLA. assinale a alternativa incorreta.Humanismo.p. c) As composições satíricas atacam governantes da colônia. “O Arcadismo. a) Tematiza motivos de Minas Gerais. d) O lirismo amoroso é marcado por sensível carga erótica. fugere urbem (“fugir da cidade”).12. Tomás Antonio Gonzaga. mostram exacerbados sentimentos patrióticos expressos em linguagem barroca. exemplificando as tensões do seu tempo. A seqüência correta de preenchimento dos parênteses. Tomás Antonio. e mais as finas lãs. Marília de Dirceu. b) A lírica religiosa apresenta culpa pelo pecado cometido. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. Graças. Marília bela. b) Os árcades. legume. Setecentismo ou Neoclassicismo é o período que caracteriza principalmente a segunda metade do século XVIII. voltamse para a natureza em busca de uma nova vida simples. que viva de guardar alheio gado.F. José de.” NICOLA. e) O carpe diem (“gozar o dia”) horaciano. São Paulo: Scipione. d) O uso de pseudônimos pastoris transparece: o pobre pastor Dirceu é o Dr. Barroco e Arcadismo Avançar . São Paulo: Scipione.” GONZAGA. dá-me vinho. Marília.p. 1999. U. azeite. embora a mitologia pagã não venha a construir-se como elemento estético. de tosco trato. 1999. pastoril. ( ) Gregório de Matos e o Padre Vieira. UFRS Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo sobre os dois grandes nomes do barroco brasileiro. ( ) A produção satírica de Gregório de Matos e o tom dos sermões do Padre Vieira representam duas faces da alma barroca no Brasil. bucólica. onde o poeta viveu. é uma postura típica também dos árcades. e) F – F – F – V – V. tenho próprio casal e nele assisto. dos frios gelos e dos sóis queimado. 13. das brancas ovelhinhas tiro o leite. de cima para baixo. inspirados na frase de Horácio. 116. b) V – V – V – V – F. é: a) V – F – F – F – F. Graças à minha estrela. que consiste no princípio de viver o presente. d) F – F – V – V – V. José de. e) Apresenta uma divisão entre prazeres terrenos e salvação eterna. c) O fingimento poético justifica-se pela contradição entre a realidade do progresso urbano e o mundo bucólico idealizado pelos árcades. ( ) Os sermões do Padre Vieira caracterizam-se por uma construção de imagens desdobradas em numerosos exemplos que visam a enfatizar o conteúdo da pregação. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. 106. 5 Assinale a alternativa que não caracteriza este período literário. Quinhentismo. de expressões grosseiro. de que me visto. frutas. não sou algum vaqueiro. Santa Maria-RS A respeito da poesia de Gregório de Matos. em seus poemas e sermões. a) Os modelos seguidos são os clássicos greco-latinos e os renascentistas. ( ) A obra poética de Gregório de Matos oscila entre os valores transcendentais e os valores mundanos.

de Gil Vicente: “Inês: Andar! Pero Marques seja! Quero tomar por esposo quem se tenha por ditoso de cada vez que me veja. 16. mas vós não ofendeis a Deus com o entendimento. pelas comparações. antes lebre que leão. eu lembro-me. F.15. e) mostra dúvidas quanto à possibilidade de que os feitos do povo lusitano venham a suplantar a glória dos gregos e romanos. Júpiter: a) conclama os deuses a auxiliarem os portugueses na Ásia. IMPRIMIR b) encontra acolhida a suas palavras entre os deuses maiores e menores. Qual é essa característica? c) Considerando o desfecho dos dois casamentos de Inês. Quinhentismo. pelo sentimentalismo. mas vós não ofendeis a Deus com a vontade”. pelo bucolismo. Por usar de siso mero. d) aceita as justificativas de Baco para impedir a chegada dos navegadores portugueses à Índia. d) árcade. UFRS Assinale a alternativa correta. no caso. eu discordo. após o malogrado matrimônio com o escudeiro. por sua religiosidade. 17. de Camões.. Voltar Língua Portuguesa . eu quero. que enfrenta o mar desconhecido em frágeis embarcações.I. Viória-ES –“Ah! Peixes. Com que podeis vós folgar que eu não deva consentir?” (nota: folão. UNICAMP-SP Leia agora as seguintes estrofes. na passagem que narra o concílio dos deuses.Humanismo. “fogoso”) 6 a) A fala de Inês ocorre no momento em que aceita casar-se com Pero Marques. que se encontram em passagens diversas de A farsa de Inês Pereira. e) romântico. como recompensa pelos ásperos perigos da viagem. Eu falo. revela uma atitude contrária a uma característica atribuída ao seu primeiro marido. GABARITO b) clássico-renascentista. No canto I. Pero: I onde quiserdes ir vinde quando quiserdes vir. quantas invejas vos tenho a essa natural irregularidade!. pelo conceitismo e cultismos. asno que leve quero. mas vós não ofendeis a Deus com as palavras. e não cavalo folão. c) barroco. dirigida a Inês. A vossa bruteza é melhor que o meu alvedrio. mas vós não ofendeis a Deus com a memória. significa “bravo”. estai quando quiserdes estar. Que trecho é esse? Qual é o pormenor da cena final da peça que ele está antecipando? b) A fala de Pero. O fragmento é próprio do estilo: a) medieval. Barroco e Arcadismo Avançar . antes lavrador que Nero. Há um trecho nessa fala que se relaciona literalmente com o final da peça.. c) reconhece a grandeza do povo lusitano. explique por que essa peça de Gil Vicente pode ser considerada uma sátira moral. Instrução: As questões de números 16 e 17 referem-se a Os Lusíadas.

E. a) Sonhos – Romantismo – Bento Teixeira. e que se convencionou chamar de . misto de missionário e colono português..18. Manuel Botelho de Oliveira Dê. textos em prosa. pois foi a precursora das Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa.. Voltar Língua Portuguesa . d) se insere no Barroco brasileiro e sua produção literária abrange...M.. de Basílio da Gama. e) a voz de “tom horrendo e grosso” do gigante Adamastor... UFRS Assinale a alternativa incorreta. no Uruguai. tem como representante maior no Brasil o poeta baiano . é uma: a) composição que narra as lutas dos índios de Sete Povos das Missões.. Ponta Grossa-PR O termo Barroco denominou manifestações artísticas dos anos 1600 e início dos anos 1700. .. Barroco e Arcadismo Avançar .F... antes associada ao Cabo das Tormentas. episódios da Inconfidência Mineira. a) Adamastor representa os perigos enfrentados pelos navegadores lusitanos na travessia do oceano Atlântico para o oceano Índico. contra o exército espanhol. que o poeta compara ao paraíso.. os navegantes prosseguem.. como resposta. e) narra. basicamente. da qual participou.. o que pode ser comprovado nas descrições. Além da literatura. 22. d) crítica a Diogo Álvares Correia.. Padre Antônio Vieira 04. Triângulo Mineiro-MG Sobre Gregório de Matos.. IMPRIMIR b) das obras mais importantes do Arcadismo no Brasil. uma nova tendência. deixa ver aos navegadores que o perigo já foi afastado. esperando ardentemente que os perigos e castigos profetizados sejam afastados... principalmente do Ceará e da Bahia. U. pintura. c) exaltação à terra brasileira. estende-se à música. a natureza mineira. U. b) os portugueses assistem à transformação do gigante Adamastor em penedo quando tentam ultrapassar a parte mais meridional da África. b) Figuras – Dadaísmo – Emiliano Perneta.. Quinhentismo.. e) A métrica – Concretismo – Caetano Veloso. por ser um poeta de transição. F. que ajudava os espanhóis na luta contra os índios. 7 GABARITO b) pertenceu ao Barroco brasileiro e tematizou. Cláudio Manuel da Costa 08.. d) a nuvem negra que se desfaz... Gregório de Matos 16. a soma das alternativas corretas... d) Silepses – Parnasianismo – Castro Alves. Entre as vozes do Barroco brasileiro figuram: 01... ao dar lugar a um “medonho choro”. que morre após Diogo Álvares decidir-se por Moema. ao qual imprimiu características barrocas. 20. e) exaltação à índia Lindóia. sediado lá para pôr em prática o Tratado de Madri. bem como aspirações religiosas. que comanda um dos maiores extermínios de índios da história. Santa Maria-RS O poema épico O Uraguai....Humanismo. c) apesar das ameaças do gigante. c) pertenceu ao Barroco brasileiro e sua veia crítica valeu-lhe a alcunha de “Boca do Inferno”.. é correto afirmar que: a) se insere no Arcadismo brasileiro. nos seus poemas de contestação social. 19... Itajubá-MG Na fase quase inicial de nossa literatura. fazendo ressaltar .M.. F.. No canto V de Os Lusíadas. 21....... escultura e arquitetura da época. Tomás Antônio Gonzaga 02.. abre novas esperanças em relação aos objetivos da viagem... sobretudo. Marque a opção que preenche adequadamente o enunciado. de traços bem definidos. c) Contraste – Barroco – Gregório de Matos.

II e III. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. uma brandura. limpo e gracioso. O poeta elabora um modelo de mulher perfeita e superior. e tem trocado Tanto negócio. no poema. brando e piedoso. que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote!” Com base nessa leitura. é incorreto afirmar que: a) o eu poético. Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis. de qualquer alegria duvidoso. II. A ti trocou-te a máquina mercante. e tanto negociante. que se contrapõe à solenidade do poema épico. Quais estão corretas? a) Apenas I. um encolhido ousar. quase forçado. Rica te vi eu já. UFMG Leia o poema de Gregório de Matos. considere as seguintes afirmações. I. um doce e humilde gesto. tu a mi empenhado. c) Apenas I e II. Voltar Língua Portuguesa . b) Apenas III. e o mágico veneno que pôde transformar meu pensamento. Barroco e Arcadismo Avançar . O poeta sugere o desejo erótico ao referir a figura mitológica de Circe. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. “Triste Bahia! Oh quão dessemelhante Estás. 8 c) o futuro desejado revela. um ar sereno. d) o poema faz referência ao contexto da época. Que em tua larga barra tem entrado. e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti. Quinhentismo. uma pura bondade manifesto indício da alma. Oh se quisera Deus. sem ver de quê. 24. “Um mover de olhos. no poema. de Luís de Camões.23. O poeta não se deixa seduzir pela beleza feminina. um despejo quieto e vergonhoso. UFRS Leia o soneto abaixo. 25. tu a mi abundante. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. um riso brando e honesto. assumindo uma atitude de insensibilidade. c) a manifestação de apego a Portugal. a presença de uma voz moralizadora.” IMPRIMIR GABARITO Em relação ao poema acima. idealizando a figura feminina. III. b) o poema compara o presente e o passado da cidade.Humanismo. mantém-se distanciado do objeto criticado. um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste formosura da minha Circe. um desejo gravíssimo e modesto. A mim foi-me trocando. um medo sem ter culpa. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. d) Apenas I e III e) I. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador.

Maringá-PR Assinale o que for correto em relação aos poemas. Vocabulário: pica-flor – beija-flor. 2) Aos Senhores Governadores do Mundo em Seco da Cidade da Bahia. juro excessivo. espreita e esquadrinha para a levar à praça e ao terreiro Muitos mulatos desavergonhados. muito pobres: eis aqui a cidade da Bahia. Estupendas usuras nos mercados: todos os que não furtam. s. que fico então Pica-flor. Sendo só de mim o Pica. claro fica. picardia – velhacaria. U. In: MEGALE. que satirizando a delgada fisionomia do poeta lhe chamou “Pica-flor” Décima Se Pica-flor me chamais. Gregório de. e o mais vosso. décima – composição poética de 10 versos. ao autor e à sua obra. MATOS GUERRA. Barroco e Arcadismo Avançar . meteis a flor.26. ed. Nacional. p. pesquisa. trazendo pelos pés os homens nobres: posta nas palmas toda a picardia. 1977. mas resta saber. se no nome que me dais. escuta. e querem governar o mundo inteiro! Em cada porta um bem freqüente olheiro da vida do vizinho e da vizinha.” Vocabulário: vinha – terreno plantando de videiras (uvas). São Paulo. 1) “A uma freira. Pica-flor aceito ser. passarinho. patifaria. que nos quer governar cabana e vinha: não sabem governar sua cozinha. Marilena. 179-80. e seus Costumes A cada canto um grande conselheiro. 4.Humanismo. Heitor e MATSUOKA. 9 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . usura – juro de capital.E. Quinhentismo. que guardais no passarinho melhor! Se me dais este favor.

respectivamente. Dê. 27. pela prática cotidiana da fofoca e da bisbilhotice. Tais elisões fazem que o poema apresente versos isométricos. às poesias religiosa e satírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. U. No primeiro. 4. No segundo. culta.” IMPRIMIR Visões otimistas sobre as potencialidades da natureza e dos indivíduos. 4. b) Sermões eucarísticos. 02. Os dois poemas pertencem à poesia satírica cultivada por Gregório de Matos Guerra. Os dois poemas pertencem. Os dois poemas pertencem. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaabbddb. 9 e 10. Neles. corrupção e roubo generalizados. respectivamente. e) Gênero lírico. Os dois poemas pertencem à poesia cultista cultivada por Gregório de Matos Guerra. estrutura característica da décima. No segundo. ocorre elisão apenas no verso 2. notam-se as seguintes características do Cultismo: a) linguagem rebuscada. usados para expressar a tensa harmonia de aspectos contrários da vida humana. Isso faz que o poema apresente versos heterométricos. caracterizados pelo uso da redondilha maior (verso de 7 sílabas poéticas). c) a tensão entre o teocentrismo e o antropocentrismo.Humanismo. 08. No segundo. no conjunto formado pelos versos 3. 5 e 6. notam-se as seguintes características: a) o gosto por jogos de palavras. querendo-a aproveitar. No primeiro poema. no primeiro poema. dar-se-á nela tudo. Em tal maneira é graciosa que. a soma das alternativas corretas. Voltar Língua Portuguesa . As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metonímia e a ironia. Assinale a alternativa que identifica os textos que transmitiam esse tipo de mensagem. há uma crítica ácida aos tipos humanos e aos costumes que caracterizam a cidade da Bahia: incompetência das autoridades. gosto pela maledicência. e na utilização de palavras rebuscadas e extravagantes que caracterizam o segundo poema. a descrição dos tipos humanos e dos costumes que caracterizam a cidade da Bahia revela a ironia do poeta para com uma sociedade marcada pela incompetência dos governantes. há um jogo poético com o termo “Pica-flor”. Barroco e Arcadismo Avançar . E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve alcançar. extravagante. 5 e 6. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaccdde.10 GABARITO 01. b) valorização de pormenores (detalhes) mediante jogos de palavras. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metáfora e a ironia. infinitas. característica do Barroco. pela desonestidade e pela prática generalizada do roubo no comércio. que variam entre a redondilha maior (7 sílabas poéticas) e o verso de 8 sílabas poéticas. às poesias religiosa e lírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. 32. Quinhentismo. a) Biografias de santos. c) Ficção regionalista. 04. evidentes. c) a técnica da disseminação e recolha. a exemplo do que se verifica no trecho transcrito. são comuns durante o período colonial. o melhor fruto que dela se pode tirar pareceme que será salvar esta gente. d) Literatura informativa. evidentes. no conjunto formado pelos versos 3. Tais características tornam-se evidentes no jogo poético realizado com o termo “Pica-flor”. b) a forte presença do paradoxo e do oxímoro. No primeiro. já que é dirigido a uma freira. estrutura comumente utilizada na composição da décima. notam-se os seguintes recursos: a) a ênfase no uso do verso decassílabo para a composição de sonetos. sobretudo. Santa Maria-RS “As águas são muitas. b) a tentativa de conciliar pólos opostos da experiência humana (o sagrado e o profano). 16. há um jogo poético com o termo “Pica-flor” que marca a harmonia do relacionamento estabelecido entre o poeta (representante do mundo profano) e a freira (representante do mundo sagrado).F. No primeiro. que ganha o sentido de um convite erótico claramente profano. por causa das águas que tem! Contudo. sobretudo. ocorrem elisões nos versos 2. como resposta. No primeiro poema.

28. a produção escrita se prende à descrição da terra e do índio ou a textos escritos pelos jesuítas. c) Apenas I e III. d) Apenas II e III. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. e) Apenas III. III. Santa Maria-RS Observe a charge de Chico Caruso: 11 – Espelho meu. GABARITO A crítica a personagens baianas com influência nos meios políticos pode também ser identificada na poesia satírica de: a) Padre José de Anchieta. e) I e III. III. Santa Maria-RS O Quinhentismo. na medida em que todos os escritores eram nativos da terra. se pode falar na existência de uma literatura brasileira porque. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. c) Cláudio Manuel da Costa. b) II. c) III. Quinhentismo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . pois a cultura portuguesa estabelecia as formas de pensamento e expressão para os escritores na colônia. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. e) Bento Teixeira Pinto. Está correto apenas o que se afirma em a) I. na existência de uma literatura brasileira. Barroco e Arcadismo Avançar . pode ser definido como uma época em que: I. II.F.Humanismo. d) Gregório de Matos Guerra. 29. II. d) I e II. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. b) Tomás Antonio Gonzaga. ainda. os textos mostram um forte instinto de nacionalidade. U. 30. uma produção informativa e doutrinária. 24 de maio de 2000. existe alguém mais ACM do que eu? Veja. não se pode falar. enquanto manifestação literária. ou seja. já velho e com um “saber só de experiência feito”. b) Apenas II. ao descreverem o Brasil.F. Está(ão) correta(s): a) Apenas I. U. em Os Lusíadas: I.

posta em sossego. e lançou-as ao pescoço. legítima herdeira do trono de Portugal. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. puro amor. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Depois tirou-as e enrolou-as no braço e acenava para a terra e de novo para as contas e para o colar do capitão. Tuas aras banhar em sangue humano. como um todo. Caminha sugere uma prática que viria a se tornar corrente nas relações entre portugueses e selvícolas: o escambo (a permuta) de produtos da terra por artigos manufaturados europeus. b) Apenas II. Quinhentismo. estava sentado em uma cadeira.. De teus fermosos olhos nunca enxuito. De teus anos colhendo doce fruito. Deste causa à molesta morte sua. Desse episódio. 32. Nos saudosos campos do Mondego. c) Apenas I e II. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. A interpretação que o escrivão dá aos gestos do índio em relação ao colar do Capitão corrobora a intenção dos portugueses em explorar as possíveis jazidas de ouro da terra recém descoberta. como que nos dizendo que ali havia ouro.” 12 Os Lusíadas. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica.. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português.31. PUC-SP “Tu. Estavas. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga.) Entraram. Porém um deles pôs olho no colar do Capitão. (. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. As palavras de Caminha evidenciam o confronto entre civilização e barbárie vivenciado pelos portugueses na chegada ao Brasil. linda Inês. e) I. nem de falar ao Capitão nem a ninguém. O nome que no peito escrito tinhas. “O Capitão.. III. (. humanizando os versos. II e III..) Viu um deles umas contas de rosário. posta em sossego. Se dizem fero Amor. No trecho selecionado. GABARITO Considere as seguintes afirmações sobre o texto. Barroco e Arcadismo Avançar . Naquele engano da alma ledo e cego. e aos pés uma alcatifa* por estrado. UFRS Leia o texto abaixo. Mas não fizeram sinal de cortesia. Que a fortuna não deixa durar muito. d) retrata a beleza de Inês.Humanismo. áspero e tirano. b) celebra os amores secretos de Inês e de D. Quais estão corretas: a) Apenas I. só tu. Entretanto. brancas. Como se fora pérfida inimiga. oferecem momentos em que o lirismo se expande. folgou muito com elas. quando eles vieram.” Vocabulário: *alcatifa – tapete. como dizendo que dariam ouro por aquilo. É porque queres. d) Apenas II e III. O episódio de Inês de Castro. II. obra de Camões. Aos montes ensinando e às ervinhas. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. com um colar de ouro mui grande ao pescoço. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. bem vestido. e começou de acenar com a mão para a terra e depois para o colar. acenou que lhas dessem. do qual o trecho acima faz parte. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. I. extraído da Carta de Pero Vaz de Caminha.

1998.E. Calecute – primeira cidade da Índia em que desembarcou Vasco da Gama. Barroco e Arcadismo Avançar . Moderna. na sua viagem de descobrimento do caminho marítimo da Índia. Por isso vos canta. U. 5. Estudos de Língua e Literatura. 5. o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. acrescentamento da nossa santa fé. Londrina-PR Leia os fragmentos a seguir e assinale o que for correto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . muito numeroso. ed. Poesia.” Vocabulário: folgar: alegrar. muito grande. Vossa santa vinda O diabo espanta. De Jesus querida. querendo-a aproveitar. Estudos de Língua e Literatura. isso bastaria. José de. ANCHIETA. Moderna. ed. In: TUFANO. acréscimo. Douglas. o povo. E em tal maneira é graciosa que. Com prazer. pousada – local onde se descansa durante uma viagem. infindas. 1998. Porém. GABARITO 2) “À Santa Inês Cordeirinha linda. por bem das águas que tem. dar-seá nela tudo. a saber.33. orientação. Porque vossa vinda Lhe dá lume novo. em 1498. São Paulo. Quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. In: TUFANO. Quinhentismo. lume: luz. Como folga o povo Porque vossa vinda Lhe dá lume novo! Cordeirinha santa. São Paulo.Humanismo. acrescentamento – aumento.” 13 Vocabulário: infindo – infinito. A Carta de Pero Vaz de Caminha. adição. 1) “Águas são muitas. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. Douglas. E que não houvesse mais que ter aqui esta pousada para esta navegação de Calecute.

confirmam-se as afirmações dos historiadores: nos primórdios do século XVI. vergonha. ao mesmo tempo. V. as obras dos jesuítas aparecem. informando sobre a natureza. Que mais por sua desonra? Honra. a terra brasileira confrontada com a paisagem desoladora da África. Então. compreendido por um conjunto de obras cujo objetivo era divulgar os descobrimentos marítimos e terrestres. V. No primeiro excerto. IV. refere-se à cidade de São Paulo. enfatiza as idéias opostas. II. mais parecia um paraíso intacto (“Águas são muitas. paralelamente às obras dos cronistas e viajantes. Rio de Janeiro: Record. não se pode falar em literatura no Brasil. as informações que a Coroa Portuguesa desejava obter. / como folga o povo / porque vossa vinda / lhe dá lume novo”). IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . confirmando. 34. b) apenas I. No primeiro. as reais intenções de expansão do comércio. mas acrescidas de um dado novo: a intenção pedagógica. evidenciam-se as primeiras manifestações literárias do BrasilColônia. portanto. a soma das alternativas corretas. o índio. d) apenas I. V. III. já conhecida dos portugueses. II. IV. infindas. Os dois fragmentos pertencem à chamada literatura informativa que representa o Brasil do século XVI. 1990. desse modo. Evidenciam-se. Os melhores poemas de Gregório de Matos Guerra. Nos dois excertos. de conquista de novas fontes de riquezas e de trabalho escravo. Numa cidade onde falta Verdade. O demo a viver se exponha. FGV-SP Leia o texto abaixo e as afirmações que a ele se seguem. fica muito evidente o objetivo maior do expansionismo marítimo de Portugal e da Espanha: “dilatar a fé e o império”. por bem das águas que tem”). denominado “ciclo dos descobrimentos”. Por mais que a fama a exalta. Pero Vaz de Caminha nos permite perceber as expectativas dos portugueses com relação ao Brasil (“dar-se-á nela tudo. mantém uma estrutura formal e rítmica regular. GABARITO “Que falta nessa cidade? Verdade. a conquista e a colonização dos territórios ultramarinos. documentando o processo de conquista e colonização. Tais características esclarecem os objetivos dos primeiros colonizadores portugueses: usufruir das riquezas e. II. Quinhentismo. o primeiro escrito por Pero Vaz de Caminha e o segundo pelo Padre José de Anchieta. No segundo excerto. querendo-a aproveitar. Falta mais que se lhe ponha? Vergonha. Gregório de. honra. Nos dois excertos. Os dois fragmentos pertencem à literatura informativa e jesuítica do Brasil do século XVI. a vida no mar e as conseqüências morais e políticas desses fatos. 2) a necessidade de revigorar a fé cristã do povo que aqui habitava. V. No segundo.” MATOS. 02. Nos dois excertos. como resposta. por bem das águas que tem”). a cruz do cristianismo e a preocupação em “dilatar a fé” escondem objetivos mercantilistas e expansionistas da coroa portuguesa. E em tal maneira é graciosa que. e) todas. 16. dar-se-á nela tudo. O que existia eram relatos de viagem (de escasso valor literário). pode-se dizer que são verdadeiras a) apenas I. c) apenas I. moral e cristã. 08. emprega a gradação. igualmente ricas de informações. Barroco e Arcadismo Avançar . catequizar os índios. Caracterizam esses fragmentos: 1) a beleza da nova terra descoberta. III. IV.14 01. José de Anchieta exalta a figura de Santa Inês e incentiva o povo a praticar a fé religiosa cristã (“Cordeirinha linda. 04. Dê.Humanismo. O poema I. emprega a ordem direta.

b) dirige-se a Deus e prevê o esvaziamento da religião católica. pedagogos. Falam baixo. ( ) O texto tem o mesmo objetivo que a carta de Caminha.Humanismo. Procuram transformar o abraço sufocante em um caminhar de mãos dadas de culturas tão diferentes. usa “salvação” no sentido religioso. b) Basílio da Gama – preocupação com feito histórico. passará a Quaresma e a Semana Santa. Boa parte da engenhosa engenharia social e cultural que mantém o Parque do Xingu funcionando em harmonia se deve ao trabalho desses especialistas.F. Quinhentismo. a urbanização baterá às portas da reserva. despojados os templos e derrubados os altares. Silvio. e não haverá memória de vosso nascimento. associando. elas têm cabelos compridos e tranças. As cidadezinhas vizinhas do parque vão transformar-se em municípios de porte médio. que já começava a destruir as igrejas da cidade.F. dependerão de produtos fabricados pelo branco. c) F – V – F. É a tribo dos brancos composta de cientistas sociais. ou seja. motivos árcades. o mais forte sobrepujou o mais fraco. c) pede a Deus que evite a invasão de ervas nos templos. U. o orador: a) considera os holandeses hereges e violentos com aqueles que não fossem seus compatriotas.F. 30 de junho de 1999. em 1640. seu nome à característica presente nessa obra. várias vezes. c) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da natureza. acabar-se-á o culto divino. Santa Maria-RS Leia o texto a seguir. para responder às questões 128 e 129: “Enfim. ( ) O texto não tem o mesmo objetivo da carta pois Caminha. nele. Leia o seguinte fragmento do “Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda”. corretamente. do Padre Antonio Vieira. d) Basílio da Gama – inspiração religiosa. sempre que o choque ocorreu.” GABARITO 37. Assinale a alternativa que identifica esse autor. Em todos os momentos da humanidade. biólogas e engenheiros agrônomos. como costumava em semelhantes dias. que o rei de Portugal deveria cuidar da salvação dos índios. e) dirige-se ao rei de Portugal. 15 Relacione o texto com a carta de Pero Vaz de Caminha e indique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas quanto à preocupação do homem branco em relação ao índio: ( ) O texto tem o mesmo objetivo da carta. In: Veja. a fim de salvar o país da invasão holandesa. porque não há quem venha à solenidade. e que as não pisa a devoção dos fiéis. O foco agora é preparar os índios para o inevitável confronto com a civilização que um dia ocorrerá. cada vez mais. no sentido de salvação da alma.” FERRAZ. quase três séculos depois. Neste canto do Brasil. U. Quase sempre de forma violenta. Passará um dia de Natal. b) V – V – F. de converter o índio à fé católica. ao destacar que o rei deveria cuidar da salvação dos índios. Senhor. Esguios. Os moradores do parque. Chorarão as pedras das ruas como diz Jeremias que chorava as de Jerusalém destruída: chorarão as ruas de Sião. e) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da amada. U. Santa Maria-RS Autor de Obras Poéticas. acabar-se-á no Brasil a cristandade católica. não haverá quem entre nelas. alimentados a peixe moqueado com biju. vindos de diversas regiões brasileiras. 36. em suas composições. como nos campos. Santa Maria-RS O texto relaciona-se à invasão holandesa no Brasil. Barroco e Arcadismo Avançar . nascerá erva nas igrejas. apresenta. mingau de amendoim e frutas. d) V – F – V. e) F – V – V. “Eles não usam barba. enfermeiras. d) é um profeta e previu o que realmente aconteceria com a religião católica no Brasil. Ver-se-ão ermas e solitárias. e não se celebrarão os mistérios de vossa Paixão. a fim de preservar o patrimônio da Igreja. pois ambos destacam. médicos. Do Xingu. a) Cláudio Manuel da Costa – desencanto e brevidade do amor. um punhado de brancos está conseguindo driblar essa inevitabilidade. caso o Brasil fosse entregue aos holandeses.35. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . na medida em que tanto a “tribo de brancos” quanto o escrivão da esquadra de Cabral mostram preocupação com os índios do Xingu. dormem cedo e só têm uma conversa: índio. A seqüência correta é: a) F – F – V.

c) gradação. por lustrosa. (Gregório de Matos) 40. U. Quer ser filho do sol. b) O Uraguai segue os padrões estéticos dos poemas épicos da tradição ocidental. e) Lindóia. a névoa. Da vossa alta clemência me despido. nascendo cá. de Basílio da Gama. a mariposa. Santa Maria-RS Padre Antonio Vieira. como a Odisséia. Em régio estado não desterras flores. Vos tenho a perdoar mais empenhado. A alternativa que contém os versos que melhor expressam este conflito é: a) Um paiá de Monal. utiliza uma: a) ironia. c) Basílio da Gama expressa uma visão européia em relação aos indígenas. e) prosopopéia. Se bem rei mais propício. 39. UFRS Assinale a afirmativa incorreta em relação à obra O Uraguai. às missões jesuíticas espanholas da banda oriental do rio Uruguai. Londrina-PR O Barroco manifesta-se entre os séculos XVI e XVII. momento em que os ideais da Reforma entram em confronto com a Contra-Reforma católica. d) onomatopéia. a luz lhe enfada. confiada. b) antítese. bonzo bramá. Que ele estrelas desterra em régio estado. incapaz de sentimentos nobres e humanitários.F. morre de amor após o desaparecimento de seu amado Cacambo.Humanismo. e mais amado. por densa. (Botelho de Oliveira) e) Pequei Senhor. soberba. mas não porque hei pecado. (Botelho de Oliveira) c) Fábio.38. a) O poema narra a expedição de Gomes Freire de Andrada. única figura feminina do poema. Governador do Rio de Janeiro. que pouco entendes de finezas! Quem faz só o que pode a pouco obriga: Quem contra os impossíveis se afadiga. ocasionando no plano das artes uma difícil conciliação entre o teocentrismo e o antropocentrismo. (Gregório de Matos) b) Temerária. Que sem ser do Pequim. Quinhentismo. Por altiva. GABARITO Porque quanto mais tenho delinqüido. Primaz da Cafraria do Pegu. Voltar Língua Portuguesa . cobre o dia. (Gregório de Matos) d) Luzes qual sol entre astros brilhadores. A esse cede amor em mil ternezas. por ser do Açu. IMPRIMIR d) Nas figuras de Cacambo e Sepé Tiaraju está representado o povo autóctone que defende o solo natal. U. acentuando seu caráter bárbaro. a Eneida e Os Lusíadas.E. A exaltação. ao afirmar que “Chorarão as pedras das ruas”. 16 Sobe ao sol. Barroco e Arcadismo Avançar .

c) somente III está correta. Há nele um jogo simétrico de contrastes. dia/noite. deve-se dizer que: a) somente I está correta.” Gregório de Matos. d) somente I e III estão corretas. nas sombras da noite. luz/sombra. ao vivenciar a alegria. E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. e) O poema toca também na questão da inocência. Depois da Lua se segue a noite escura. diante do curso seguido pelas forças naturais. ao falar do mundo que se inicia pela ignorância. que são: rimas ricas. c) O tema central do soneto de Gregório de Matos revela-se em sua última estrofe. Em contínuas tristezas a alegria. O tema do eterno combate entre elementos mundanos e forças sagradas é indicado. A respeito de tais afirmações. tais como o findar do dia e o início da noite. preferindo. pois. b) somente II está correta. interpoladas nas quadras (“A-B-A-B”) e alternadas nos tercetos (“AB-B-A”). GABARITO e) todas estão corretas. Esse é um soneto oitocentista. não sabe retê-la. Porém. III. expresso por pares antagônicos como Sol/ Lua. considere as afirmações abaixo: I. como o Sol. que se opõe à degradação dos bens materiais. na tristeza. e por “constância”. devido ao desapontamento sentido pelo poeta. por “ignorância do mundo” e “qualquer dos bens”. tristeza/alegria. a) O texto afirma que a alegria é encontrada em contínuas tristezas. por que nascia? Se é tão formosa a Luz. ali. 17 41.Texto para responder às questões 41 e 42: “Nasce o Sol. E na alegria sinta-se tristeza. se acaba o Sol. Começa o mundo enfim pela ignorância. cuja última firmeza é a inconstância. Barroco e Arcadismo Avançar . de outro. 42. está fazendo referência à pureza primordial da infância. por um lado.. d) O poema focaliza e acentua a ignorância do ser humano que.Humanismo. “alegria” e “firmeza”. Em tristes sombras morre a formosura. etc. Na formosura não se dê constância. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e na Luz falte a firmeza. b) O alternar de dias e noites serve de expressão a um estranho desejo do poeta de que. II. CEETPS-SP Assinale a alternativa que aponta a afirmação correta a partir do que se lê no texto. que compõem a figura da antítese. Quinhentismo. se desfrutem as alegrias e. CEETPS-SP Sobre as características barrocas desse soneto. que cumpre os padrões da forma fixa. e pode ser definido como uma reflexão acerca da transitoriedade dos bens do mundo. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol. a formosura do dia. e não dura mais que um dia. esconder-se nos próprios sofrimentos.

Padre Vieira. c) Arcadismo. 45. é possível afirmar que: a) o autor discorre sobre a inabalável fé da corte e da nobreza. c) José de Alencar. ou no Reino. c) o autor conclui que não é possível encontrar a fé em uma casa onde se encontram aqueles que exploram e maltratam os homens do povo. e) discurso religioso cujo objetivo principal é a edificação moral dos ouvintes. e ao longe quintas. as jóias e as baixelas. c) narrativa longa em que são apresentados diversos conflitos paralelos. pertence à escola literária conhecida como: a) Baroco. haviam de verter sangue. se queriam ir buscar a vida a outra parte.Humanismo. e no princípio do ano lhe pagais com esperanças e no fim com desesperações. e) Fernando Sabino. onde das casas dos pequenos não se faz caso. foram adquiridas com tanta injustiça ou crueldade. d) o sermão é um elogio à corte pela maneira como trata os seus serviçais. 46. vejo todo o palácio e também o oratório. como se há de ver a fé nessa falsa riqueza? Se as pedras da mesma casa em que viveis. b) uso constante da metáfora e da antítese. d) soneto com versos decassílabos. e. e os socorros do outro exército doméstico masculino e feminino depende do mercador que vos assiste. ou fora dele. Deus me guie. b) Trovadorismo. FEI-SP Padre Vieira é freqüentemente estudado como um autor contemporâneo a: a) Luís de Camões. enfim.O texto abaixo refere-se às questões de 43 a 48. Se o que vestem os lacaios e os pajens. b) texto curto. outros sem ela. 47. do Padre Antônio Vieira: “Como estamos na corte. como se há de ver a fé. FEI-SP O sermão pode ser definido como: a) composição em versos recitados nos palácios para divertir os nobres. dignificandoos e humanizando as relações entre os nobres e o povo. mas não vejo a fé. vejo criados de diversos calibres. as paredes vejo-as cobertas de ricos tapizes. nem têm nome de casas. parte por parte. que o ouro e a prata derretidos. liteiras e coches. Primeiro que tudo vejo cavalos. FEI-SP Não é característica da escola literária a que Padre Vieira pertence: a) emprego freqüente de palavras que designam cores. das janelas vejo ao perto jardins. e as sedas se se espremeram. a risco de quebrar. em que predomina o desenvolvimento de um único conflito. perfumes e sensações táteis. Barroco e Arcadismo Avançar . vejo galas. como se há de ver a fé na vossa família? Se as galas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . FEI-SP Sobre o fragmento do sermão acima transcrito. E por que não aparece a fé nesta casa: eu o direi ao dono dela. d) composição de cantigas de amor e cantigas de amigo. c) união de duas idéias contrárias em um único pensamento. Trata-se de um sermão do quinto domingo da Quaresma. a fé não tem qualquer relação com as ações desenvolvidas pelos homens. (…) Entremos e vamos examinando o que virmos. e) Romantismo. Quinhentismo. vejo baixelas. d) Carlos Drummond de Andrade. nem sombra dela na vossa casa?” Vocabulário: libré: uniforme de criados de casas nobres os socorros do outro exército doméstico: a vestimenta dos outros serviçais jornaleiros: trabalhadores que recebiam pagamento ao final do dia a quem não fazíeis a féria: a quem não concedíeis dias de folga 18 43. uns com libré. busquemos esta fé em alguma casa grande e dos grandes. FEI-SP O autor do texto. vejo jóias. e) segundo o autor. b) Padre Vieira critica o povo por não ter a fé que os nobres possuem. d) Realismo. b) Gregório de Matos. a quem não fazíeis a féria. os prendíeis e obrigáveis por força. 44. e) utilização de muitas frases interrogativas. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros.

Tenho recopilado O que o Brasil contém para invejado. FEI-SP Verifica-se nesse fragmento a franca intenção de o autor: a) divertir a platéia. têm mais valia. e melhores. b) convencer e ensinar o seu público. …………………………………………… As laranjas da terra Poucas azedas são.Humanismo. p. Que dão a Portugal muitos ciúmes. Que é do Mundo o regalo mais mimoso. todas azedas. Manuel Botelho de. Como maiores são. E nas folhas parecem. no açúcar deleitoso. E nesta maioria. certa assimetria entre a disseminação e a recolha. Rio de Janeiro: INL. “À Ilha de Maré – Termo desta Cidade da Bahia Aqui se cria o peixe regalado Com tal sustância. Que sem tempero algum para apetite Faz gostoso convite. Desterrando do Inverno os desfavores.48. Que refrescam o peito. Açúcar. Em si perfeitos quatro AA encerra. antes se encerra Tal doce nestes pomos. VUNESP A técnica de disseminação e recolha. As fruitas se produzem copiosas. Lhes dá salgado o mar o sal do gosto. e gosto preparado. Barroco e Arcadismo Avançar . E delas por adorno apetecido Faz a divina Flora seu vestido. Que como junto ao mar o sítio é posto. nas águas frias. Águas. todavia. 127-135. 1953. c) afastar os homens da verdadeira fé cristã. E se pode dizer em graça rara Que a mesma natureza os temperara. E têm sempre a vantagem de maiores. Quinhentismo. nos ares puros Na tempérie agradáveis e seguros. Tem o terceiro A. Mais que as da Europa doces. O quarto A. E são tão deleitosas. GABARITO 49. nos arvoredos Sempre verdes aos olhos. Que o têm clarificado nos seus gomos. Tem o segundo A. e são sadias. E para preferir a toda a terra. Analise o procedimento na passagem mencionada e responda: a) Qual a assimetria que se observa entre o processo de disseminação e recolha utilizado pelo poeta? b) O que levou o poeta a essa solução? IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Nas que chamam da China Grande sabor se afina. …………………………………………… As plantas sempre nela reverdecem. sempre ledos. Tem o primeiro A. Mas as de Portugal entre alamedas São primas dos limões. d) provocar fortes emoções em seu público.” 19 OLIVEIRA. aparece em À Ilha de Maré a partir do verso 31: consiste em alinhar palavras e descrever poeticamente seus conceitos. Tomo I. …………………………………………… Tenho explicado as fruitas e legumes. para recolhê-las num só verso. Música do Parnasso. no final. Esmeraldas de Abril em seus verdores. característica do estilo barroco. e) confundir seus ouvintes. Um exame atento desse procedimento no poema revela. Ares. São pois os quatro AA por singulares Arvoredos.

c 15. Q U IN H E N T IS M O . F – F – F – V 3. d 28. a 10. b 18. F – V – F – F 8. a decadente sociedade portuguesa. a 24. 18 20. a 4. para ser traído por ela. na cena final. e 19. b 26. Quinhentismo. e 6. a 13. c 21. e 5. Pero Marques diz dar plena liberdade à esposa. c 22. 16. b 23. a) Trata-se do seguinte trecho: “asno que me leve quero”. B A R R O C O E A R C A D IS M O 1 1. b) A característica contrária à do primeiro marido é o fato de que. Pode-se dizer que Inês comporta-se maquiavelicamente (os fins justificam os meios). c 12. para o qual ela se encaminha. F – V – F – V – F – F 7. colaborando. e por não ter conhecimento dessa traição. c 17. d 30. Barroco e Arcadismo Avançar . c) A Farsa de Inês Pereira é considerada uma sátira moral porque reflete. a IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e 14. b 25.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . V – F – V – F – F 2. mas o encontro com o ermitão. em sua fala. c 31. F – F – V – V – V 11.Humanismo. e 29. Pero Marques se comporta como um asno: por servir de montaria à mulher. pois para conseguir uma vida folgada abandona seus próprios ideais. 04 27. a leva em seus ombros para que atravesse o rio. O marido de Inês. Não sabe. Seu primeiro marido era um repressor proibindoa de sair de casa até mesmo para ir a igreja. na vida privada. ingenuamente. é um encontro adúltero. a 9.

no açúcar deleitoso” No momento de recolha o poeta não manteve a mesma ordem da disseminação.Humanismo. d 45. Ou ainda. b 35. a 42. c 48. c 41. b 38. pode-se também dizer que ele optou por seguir a seqüência Terra (arvoredos e açúcar) — Água — Ar. e 36. c 43. e 40. 24 34. retomou os elementos assimetricamente. a 44. e 47. ou seja. nos arvoredos (…) Tem o segundo A.2 IMPRIMIR GABARITO 32. nas águas frias. b 49. (…) O quarto A. e 33. Barroco e Arcadismo Avançar . b 46. a) Disseminação: “Tem o primeiro A. Voltar Língua Portuguesa . a 37. Quinhentismo. b) Como se trata de um poema. e 39. pode-se dizer que o poeta agiu dessa forma com o intuito de preservar a rima. nos ares puros (…) Tem o terceiro A.

onde bela se mirava. Benção Paterna. e aum. Alencar e outros escritores românticos empenham-se na construção da nação brasileira... s. “Não me Deixes! Debruçada nas águas dum regato A flor dizia em vão A corrente. ( ) Na história da literatura brasileira. Alencar opõe. In: MOISÉS. por meio das frutas. ou calem-se como lhes aprouver. “Portanto. d) exaltação do sonho. pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo. e sempre embalde: ‘Ai. o damasco e a nêspera?” ALENCAR. mais precisamente aos órgãos fonadores e à alma do povo que fala. te amarei constante ‘Mas não me deixes. novas águas Após as outras vão.. ed. São Paulo: Cultrix. ilustres e não ilustres representantes da crítica.Romantismo Avançar . Leva-a do seu torrão. não me deixes. Buscava inda a corrente por dizer-lhe Que a não deixasse. a manga. c) supervalorização da natureza. 1998. ( ) O texto dá a entender que a língua se adapta ao meio para onde foi levada. não. piquem. da fantasia. Massaud. não! Por fim desfalecida e a cor murchada. Não alcançarão jamais que eu escreva neste meu Brasil cousa que pareça vinda em conserva lá da outra banda. como a fruta que nos mandam em lata. a bandeira da ruptura com o princípio da imitação aos clássicos é empunhada por todas as escolas literárias. Gonçalves. Voltar Língua Portuguesa . Católica de Salvador-BA O lamento da flor representa fielmente o sentimento romântico de: a) evasão no tempo. no percurso que vai do Romantismo ao Modernismo. Censurem. metonimicamente. Límpido ou turvo. ‘Ai. F. Texto para as questões 2 e 3. Quase a lamber o chão. 135-6. p. não!’” GABARITO DIAS.) O povo que chupa o caju.d. A afundar-se dizia a pobrezinha: ‘Não me deixaste. (. e) desejo de morte pelo amor não correspondido. não!’ E das águas que fogem incessantes À eterna sucessão Dizia sempre a flor. 1 1. In: Sonhos de Ouro. através da luta pela emancipação da língua e da literatura nacionais.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 1. rev. não me deixes. não! ‘Comigo fica ou leva-me contigo ‘Dos mares à amplidão. a pêra.. São Paulo: Melhoramentos. o ambiente brasileiro ao ambiente europeu. não me deixes. 21. A corrente impiedosa a flor enleia. ( ) No segundo parágrafo. A Literatura Brasileira através de textos. IMPRIMIR 2. não!’ E a corrente passava. E a flor sempre a dizer curva na fonte: ‘Ai. o cambucá e a jabuticaba. não se constranjam. José de. b) amor incondicional ao outro. UFMT ( ) Envolvidos pelo ideário político da independência.

leia atentamente os textos abaixo: “Lira XXII Nesta triste masmorra. c) No poema de Álvares de Azevedo. adoro a tua formosura. 6. no verso: a) “A flor dizia em vão” b) “Mas não me deixes. o eu refere-se ao passado a partir da dor do presente. a idéia funciona como uma tentativa racional de vencer a dor. nacionalismo e religiosidade.E. naturalismo e pitoresco. 08. escapismo e subjetivismo. que eu assim resista À dor imensa. 04. Dê. de um semi-vivo corpo sepultura.. a razão nada pode contra o sentimentalismo exacerbado. e sempre embalde” e) “Leva-a do seu torrão” Para responder as questões 4 e 5. inda. d) “Se a ti ergui meus olhos suspirando”. imaginação criadora e amor à natureza. Minha febre noturna delirando. c) “Nesta triste masmorra”. extremoso...” Tomás Antônio Gonzaga. busca. Amor na minha idéia te retrata. U. Ponta Grossa-PR A poesia romântica brasileira. como recurso estilístico. meus tristes ais vão revelando Que peno e morro de amorosas dores. 16. b) No poema de Gonzaga. U. socialismo e ilogismo. d) Em ambos os poemas. GABARITO 4. não. Juiz de Fora-MG Em que verso se encontra referência direta ao contexto histórico biográfico? a) “Que peno e morro de amorosas dores”. Juiz de Fora-MG Depois de ler comparativamente os dois textos acima.F.” c) “E a corrente passava” d) “Dizia sempre a flor. como resposta. Se a ti ergui meus olhos suspirando!.” Álvares de Azevedo. a soma das alternativas corretas. em seus diversos momentos. b) “À dor imensa que me cerca e mata”. U. 02. assinale a alternativa inaceitável: a) Em ambos os poemas o eu sucumbe e morre em conseqüência do sofrimento amoroso. 2 “Perdoa-me. 5.F. apresenta como características: 01. visão de meus amores Perdoa-me. visão dos meus amores. Católica de Salvador-BA Observa-se a inversão. que me cerca e mata. Marília.Romantismo Avançar . Meus ais.3. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . F. Se eu pensava num beijo desmaiando Gozar contigo uma estação de flores! De minhas faces os mortais palores..

.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . meu irmão! Eu sou a Morte. ‘Saúde. Na fronte cismadora do – Poeta – ‘Saúde. mísero atleta! Hoje.... IV.. b) ufanismo. Volve ao nada! Não sentes neste enleio Teu cântico gelar-se no meu seio?!’ – ‘Eu cantarei no céu’ – diz-lhe o Poeta!” 3 GABARITO Instrução: Para responder à questão 7. Suspende em meio o hino augusto e forte. com a fome e com a morte. PUC-RS Pela análise das afirmativas. O teu mísero pão. Sou eu quem te sepulta a idéia imensa. ‘Saúde. meu irmão! Eu sou a Fome.’ – ‘Eu lutarei’ – responde-lhe o Poeta.. Mostra a estreita convivência do poeta com a indiferença. Vão três pálidas virgens. 8. I.. Expressa a força do poeta através de sua capacidade de superar mesmo a morte. analisar as afirmativas que seguem.. PUC-RS O texto pode ser vinculado a uma tendência de expressão poética denominada: a) subjetivismo... e) I.Instrução: Para responder às questões 7 e 8.. III. c) II e IV. Pertence ao movimento literário denominado Romantismo. ler o texto que segue. depois (qu’importa?) Virei sempre sentar-me à tua porta. “As Três Irmãs do Poeta É noite! As sombras correm nebulosas. Fui eu que te vesti do meu sudário. Quem no teu nome a escuridão projeta. Idealiza a função do poeta. III e IV. Vão três pálidas virgens silenciosas Através da procela irriquieta. Sou eu quem o teu negro pão consome. vão sombrias Rindo colar um beijo as bocas frias. sobre o texto. b) II e III. Que vais fazer tão triste e solitário?.Romantismo Avançar . 7.. d) III e IV.. II.. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II. II. irmão! Eu sou a Indiferença. e) condoreirismo.. – ‘Eu sofrerei’ – responde-lhe o Poeta. c) nacionalismo. d) futurismo. uma vez que esta ultrapassa a condição humana. amanhã. depois..

que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” Gonçalves Dias. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. “Leito de folhas verdes Por que tardas. Jatir. os aspectos marcantes do Arcadismo.Romantismo Avançar . brilham estrelas. Onde o frouxo luar brinca entre flores. 4 GABARITO 9. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. pela presença dos elementos mitológicos. notam-se ainda no poema. lago ou terra. “vales”. há pouco. e) Mesmo sendo romântico. Sejam vales ou montes. Onde quer que tu vás. Já nos cimos do bosque rumoreja. b) O poema romântico indianista recupera as antigas cantigas de amigo medievais. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Texto para a questão 9. Já solta o bogari mais doce aroma. a) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos. No silêncio da noite o bosque exala. Correm perfumes no correr da brisa. principalmente no que diz respeito ao bucolismo. Jatir! nem tardo acodes À voz do meu amor. Jatir. sou tua! Meus olhos outros olhos nunca viram. Do tamarindo a flor abriu-se. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. Vai seguindo após ti meu pensamento. não mais. Nem outras mãos. pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista. Também meu coração. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. Brilha a lua no céu. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. “bosque” e “perfumes”. d) Apesar da intensa presença da natureza. como estas flores. Outro amor nunca tive: és meu. o poema em questão já se aproxima do parnasianismo. Não sentiram meus lábios outros lábios. c) O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista. para expressar o amor por meio da espera. recebida principalmente de Camões. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper dalva Um só giro do sol. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. Já solta o bagari mais doce aroma! Como prece de amor. como estas preces. tais como “luar”. que não as tuas A arasóia na cinta me apertaram. movendo as folhas. ou dia ou noite.

sapos e jacarés sem conta: enfim. e F.Romantismo Avançar . enquanto a paisagem árcade é harmoniosa.” (Machado de Assis). como na força incompreensível de uma natureza constantemente mutável em seus fenômenos. um gênesis americano. Uberlândia-MG Existem diferenças básicas entre a paisagem retratada pelos árcades e a paisagem retratada pelos românticos. e) na ficção regionalista e indianista de José de Alencar. mulheres feiticeiras. dos dois autores citados..” (Gonçalves Dias). d) A paisagem árcade é mais visual enquanto a paisagem romântica só é perceptível através da leitura. uma criação recriada. dignos de alta expressão literária. UFSE No período romântico brasileiro. respectivamente. as obras: a) Senhora e Lira dos Vinte Anos.” (José de Alencar). 12. ( ) O amor é visto unicamente sob o aspecto da sexualidade e apresentado como uma mera satisfação de instintos animais. procurando justificar suas dores e compreendendo o tipo de vida que levava. e) I . 5 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) O romance Lucíola ambienta-se na época do autor e retrata os costumes da sociedade carioca do Segundo Reinado. o Romantismo deu expressão à consolidação da Independência. de Maria da Glória e da cortesã.” (Gonçalves de Magalhães). c) nos romances de costumes de Joaquim Manuel de Macedo. colocando na mesma mulher as imagens de virgem. Unifor-CE Nossos primeiros escritores nacionalistas – Gonçalves Dias e José de Alencar entre eles – voltaram seus olhos sobre nossas raízes históricas-culturais. b) Quincas Borba e Os Escravos. realçando seus preceitos e preconceitos. O romance Lucíola. uma Ilídia Brasileira. buscando nelas aspectos heróicos. foi trabalhar a dualidade. ( ) Uma das formas com que Alencar conciliou a impossibilidade de união entre os dois grupos distintos. tão necessário à poesia. e) “O maravilhoso. b) A paisagem árcade é bucólica e a paisagem romântica é ainda mais bucólica. para os falsos. independência e as terras que ocupavam.Juca Pirama e O Guarani.10. devido aos exageros do eu-lírico.F. Lúcia. Escolha a alternativa correta que define essas duas paisagens: a) A paisagem romântica é amena e monótona e a paisagem árcade é sempre graciosa e fulgurante. UEGO Assinale V. d) na lírica confidencial de Álvares de Azevedo e de Casimiro de Abreu. É o que se pode verificar quando se lêem. 14. alheia ao eu-lírico. para os itens verdadeiros. c) A paisagem romântica reflete os sentimentos do eu-lírico.” (Ferdinand Denis). como nunca ouviste falar de outro: guerreiros diabólicos. e isto basta para não ir buscar entre as tribos vencidas os títulos da nossa personalidade literária. UFF-RJ Assinale o fragmento que não corresponde ao indianismo romântico: a) “As leis da cavalaria no tempo em que floresceu em Europa não excediam por certo em pundonor e brios à bizarria dos selvagens brasileiros. de José de Alencar permite entrever várias características do Romantismo: ( ) Observa-se uma preocupação em não ferir o tradicionalismo e as convenções familiares da época. U. c) “Imaginei um poema. 13. c) Ressurreição e O Navio Negreiro. b) “Não há hoje a menor razão porque desconheçamos a importância da parte indígena na população do Brasil. d) “É certo que a civilização brasileira não está ligada ao elemento indiano nem dele recebeu influxo algum. e menos ainda para que apaixonados declamemos contra selvagens que por direito natural defendiam a sua liberdade. ( ) Observa-se neste romance a atitude romântica de eleger a prostituta como centro da narrativa. b) nos romances urbanos da primeira fase de Machado de Assis. 11. os aspectos estéticos e os históricos ligaram-se de modo especialmente estreito e original: entre nós. encontrar-se-á nos antigos costumes desses povos [indígenas].. o marginal e o burguês. d) O Mulato e Canção do Exílio. à afirmação de uma nova Nação e à busca das raízes históricas e míticas de nossa cultura – características que se encontram amplamente: a) na poesia de Gonçalves de Magalhães influenciada pela de Gonçalves Dias.

“Meia-noite soou na floresta No relógio de sino de pau.. dono de uma sensibilidade extraordinária. que usa . excita o pasmo.. Isso faz com que ele expresse suas idéias e emoções de uma forma original e seja capaz de revelar realidades inacessíveis ao homem comum.... é um tema dominante na poesia . Se assentou sobre o grande jirau. rainha da festa.) O véu da noite me atormenta em dores....) Se é vate quem dos povos. d) Apenas II e III... “Tenho medo de mim... .. de ti.... b) Apenas II. UFRS Leia o texto abaixo. do silêncio ou vozes........... As paixões vivifica.. a) O amor – nacionalista – homenageada – a religião b) A pátria – sentimental – martirizada – o mito c) O amor – intimista – idealizada – a natureza d) A infância – histórica – divinizada – a Idade Média e) A morte – nacionalista – humilhada – a música 16... IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. quando fala.... II e III. UFRS Leia o texto abaixo.. I.” (Casemiro de Abreu) Quais exemplos correspondem à concepção citada? a) Apenas I. da sombra. do chorar das fontes.. a mulher é freqüentemente .. “Se é vate quem acesa a fantasia Tem de divina luz na chama eterna. nela..15. E a velhinha. (.... c) Apenas I e II.. Das folhas secas. de cunho romântico no Brasil.” (Laurindo Rabelo) III..... (...... Se é vate quem do mundo o movimento Co’o movimento das canções governa.... A luz da aurora me intumesce os seios... Das horas longas a correr velozes. sob o olhar apaixonado do poeta. Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas desse texto.. como termo de comparação capaz de expressar a intensidade dos seus sentimentos. de tudo.. “Uma das facetas do Romantismo é conceber o poeta como um gênio inspirado.. identifique aquele(s) que expressa(m) a concepção acima.” (Bernardo Guimarães) II.Romantismo Avançar . Da luz..” 6 Dos exemplos citados abaixo. e) I..

e sua beleza esmaltou-se de meigos e ternos sorrisos. Diogo.Romantismo Avançar . De novo sentiu em sua alma a sede do amor. …………… desejava. o cristão tornara às praias do mar. e tremia de pensar que Iracema houvesse partido. agora longos sóis. deixando ermo aquele sítio tão povoado outrora pela felicidade. arrependido. o amor se transformava tão completamente nessas organizações*. p.17. era o coração do guerreiro branco na terra selvagem. Lúcia Camargo que. vinga. b) Loredano / Álvaro / Peri. quando parece que o tempo nunca poderá estancar o coração. após ser abandonada por Fernando Seixas. para tudo murchar. “Logo após a vitória. O imbu. FUVEST-SP “Assim.” ALENCAR. trabalha e consegue juntar os mil contos do dote para devolução. Diogo / Peri. após o casamento. através da Senhora. 1994. As folhas lastram o chão. escreveu romances indianistas e urbanos. leva-as a brisa. São Paulo: Scipione. é desfeito. O Guarani. Senhora completa a série considerada de perfis femininos que o autor utiliza para a composição da crônica de costumes brasileiros. sentia-se no ermo. José de. onde havia construído sua cabana e onde o esperava a terna esposa.” (*organizações = personalidades) ALENCAR. mas agora longe de sua casa e de seus irmãos. a formosa filha do sertão com a volta do esposo reanimou-se. se nasce da várzea porque o vento ou as aves trouxeram a semente. A amizade e o amor o acompanharam e fortaleceram durante algum tempo. d) Álvaro / D. na praia. Como a seca várzea com a vinda do inverno reverdece e se matiza de flores. Iracema. 7 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . numa tentativa de representar por completo o Brasil. O cristão amou a filha do sertão como nos primeiros dias. Mas breves sóis bastaram para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria. …………… amava. descobrir no azul diáfano a alvura de uma vela perdida nos mares. achando boa terra e fresca a sombra. …………… adorava. talvez um dia cope a verde folhagem e enflore. os trechos pontilhados serão preenchidos corretamente com os nomes de a) Álvaro / Peri / D. Mantida a seqüência. constrói uma personagem feminina sem tantas idealizações e já indica o caminho da crítica social. e) Loredano / D. 56. c) Loredano / Peri / D. Diogo. já comprometido. d) Fernando. e) Alencar. O amigo e a esposa não bastavam mais à sua existência. mas o casamento. Como o imbu na várzea. o narrador caracteriza os diferentes tipos de amor que três personagens masculinas do romance sentem por Ceci. que apresentava três sentimentos bem distintos: um era uma loucura. mas embalde. vê-se desprezado e humilhado pela esposa. buscava. UEMS Assinale a única alternativa verdadeira sobre José de Alencar e sua obra Senhora: a) ainda que considerando romântico. 18. não atingiu seu intento. José de. Outra vez sua graça encheu os olhos do cristão. Alencar revela traços realistas. cheia de grandes desejos e nobres ambições. o outro uma paixão. porém nunca se valeu da composição regionalista e. c) O enredo de Senhora baseia-se na história de uma moça pobre. Passava os já tão breves. Mas basta um sopro do mar. as flores. filho da serra. Diogo / Peri. recebe uma herança e vinga-se: “compra” de volta o ambicioso noivo. Texto para as questões 19 e 20. Com os olhos engolfados na imensidade do horizonte. assim. Neste excerto de O Guarani. e a alegria voltou a habitar em sua alma. o último uma religião. ouvindo gemer o vento e soluçar as ondas. b) juntamente com Diva e Iracema.

Romantismo Avançar . à chegada do inverno e à volta do esposo. UFBA A leitura do fragmento e do romance de onde foi extraído permite afirmar: 01. Dá vida em teu alento à minha vida. 04. Dê. 32. Dê. 02. a soma das alternativas corretas. como resposta. 16. senão em vós se uniformara. Angélica na cara! Isso é ser flor. pálida virgem.. molho de batatinhas. O trecho “os já tão breves. A atitude contemplativa de Martim pode ser considerada fortuita. As palavras “diáfano” e “alvura” referem-se a um mesmo nome. ambas com função revitalizadora. feijão-roxinho. e Anjo juntamente: Ser Angélica flor e anjo florente. A ação se transfere das praias do mar para o seio da floresta. evidencia a fragilidade do amor do guerreiro por sua pátria e a resistência do imbu na várzea. existe uma explicação adequada em: 01. 20. UFF-RJ Na literatura. O movimento da narrativa é retardado pela inserção desse episódio de reencontro entre Iracema e Martim. A razão que leva a filha da floresta e o guerreiro branco a se exilarem justifica. 08. Une nos lábios meus minha alma à tua!” (Álvares de Azevedo) b) “Anjos longiformes De faces rosadas E pernas enormes Quem vos acompanha?” (Vinícius de Moraes) c) “Anjo no nome. A comparação entre a várzea e a filha do sertão remete. onde ocorre o desfecho da história de amor de que trata o romance. agora longos sóis” contém idéias antitéticas que estão relacionadas com a mudança de estado de espírito experimentada pelo cristão. UFBA Com relação à linguagem. 04. A oração “para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria” exprime a conseqüência da ação do tempo no estado de ânimo do guerreiro branco. a visão romântica representativa da mulher é a de uma figura idealizada. Quem és tu bela e branca desposada? Da laranjeira em flor a flor nevada Cerca-te a fronte ó ser misterioso! . e morre amando. de abstração do sentimento amoroso.. enquanto a segunda. 16. respectivamente.19.. 02. já que a primeira dá idéia de concretude. Mas cantava. a soma das alternativas corretas. sem qualquer conseqüência para o desenrolar da trama. como resposta. A comparação presente no primeiro período do penúltimo parágrafo. a firmeza de permanecer em terra estranha. 08. 64. O aproveitamento da fauna e da flora americana fixa e valoriza a cor local.” (Adélia Prado) e) “Baixas do céu num vôo harmonioso! .” (Gregório de Matos) d) “Minha mãe cozinhava exatamente: arroz. A amizade entre Poti e Martim é reveladora do objetivo do autor de mostrar o colonizador como amistoso e cordial. frágil e inatingível. para ambos. Em quem. 21. como heróis ou como vilões. O termo “embalde” expressa a incerteza da realização da ação de “buscava”. Os personagens atuam impulsionados por sentimentos que os levam à prática de atos grandiosos ou de ações aviltantes que os caracterizam.. se tens pena De quem morre por ti. seguindo uma tendência da época em que a obra foi escrita. 64. fato inteiramente alheio à seqüência dos acontecimentos que constituem o enredo.” (Castro Alves) 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . respectivamente. Assinale a opção em que a visão da mulher não se enquadra nesta característica: a) “Ah! Vem. A expressão “sede do amor” difere de sede de amor. 32.

c) defende a união entre negros e índios contra os colonizadores portugueses. A heroína de A Escrava Isaura. porém. é a novela picaresca espanhola. 23. de canela. III. antes de partir. A Moreninha. e sobretudo os répteis. FEI-SP O Guarani foi publicado em 1857 e na época gerou uma grande repercussão. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . insere-se na linha primitivista da corrente romântica. e) pretende narrar a fundação de uma nova nação a partir da miscigenação entre brancos e indígenas. Quais estão corretas? a) Apenas I. e) I. d) reconstitui acontecimentos históricos verídicos do período inicial da colonização do Brasil. Leia-o com atenção e responda às questões 24 a 27. d) A Moreninha garante a Joaquim Manuel de Macedo o pioneirismo na prosa romântica brasileira. FEI-SP Sobre o romance. b) Bernardo Guimarães foi o primeiro escritor regionalista brasileiro com o romance Ermitão de Muquém. II. e) Franklin Távora é considerado o criador da Literatura do Norte. d) José de Alencar. de Bernardo Guimarães. de Joaquim Manuel de Macedo. e sugasse uma gota desse sangue precioso. região tida por ele como a mais autenticamente brasileira. urataí e outras árvores aromáticas. I. circulou a alguma distância o lugar onde se achava Cecília. é mestiça. o fumo odorífero que se escapava das fogueiras afastaria até mesmo os insetos.Romantismo Avançar . c) José Lins do Rego. O autor desse romance é: a) Machado de Assis. a) O romance indianista de José de Alencar representa contestação política ao domínio português. O fragmento abaixo foi retirado do romance O Guarani. “O índio. UFRS Considere as afirmações abaixo. 25. referentes ao romance romântico no Brasil. e) Gonçalves Dias. de Manuel Antônio de Almeida.22. e do outro as chamas que afugentariam os animais daninhos. na sua apresentação inicial. Desta maneira tornava aquele retiro impenetrável. Cefet-PR Assinale a alternativa incorreta sobre o Romantismo. por isso tomara todas essas precauções. c) Apenas I e II. são destacadas sua tez clara “como marfim” e sua beleza “branca”. em que as personagens vivem em contato constante com a natureza. b) Apenas II. é possível afirmar que: a) projeta um futuro trágico para o Brasil. c) O aproveitamento da linguagem do sertão é um dos traços marcantes da obra do Visconde de Taunay. o rio de um lado. d) Apenas II e III.” 9 GABARITO 24. Peri não sofreria que uma vespa e uma mosca sequer ofendesse a cútis de sua senhora. II e III. b) aponta para um tempo em que os indígenas recuperarão o território brasileiro e expulsarão os brancos e negros. de uma corda de pequenas fogueiras feitas de louro. b) Álvares de Azevedo. Uma das fontes de inspiração do romance Memórias de um Sargento de Milícias.

b) Gonçalves Dias. já lho disse uma vez. O autor pretende demonstrar a inferioridade do indígena brasileiro frente ao colonizador europeu. sem força de vontade. valentia e brio. p. desempenha. não lhe pedi nada mais. Aurélia percebeu imediatamente a mudança que se havia operado em seu noivo. típico desfecho da narrativa romântica. eu lha restituo. e) II e III estão corretas.26. Essa tendência é típica do: a) romance urbano. e) poemas históricos. e) A obra apresenta o final feliz. b) somente III está correta. São Paulo: FTD. Voltar Língua Portuguesa . Senhora: perfil de mulher. b) Aurélia Camargo. d) Os personagens são desprovidos de idealizações. Uma das obras em que podemos observar tal influência é Noite na taverna e seu autor foi um dos mais influenciados por Poe. quanto à relação amorosa. d) Castro Alves. a moça não insistiu. desde que mo deu. o autor procura valorizar as origens do povo brasileiro e transformar certos personagens em heróis. e até pareceu esquecer a sua observação. c) romance indianista.” ALENCAR. é correto afirmar que: I. e inquiriu do motivo. 1999. b) romance regionalista. é verdadeira a afirmativa: a) O personagem Seixas revela-se guiado por sentimentos nobres. c) I e II estão corretas. vê com naturalidade o casamento de conveniência. na despedida ela disse-lhe: — A sua promessa de casamento o está afligindo. GABARITO 29. c) Casimiro de Abreu. c) A obra. enquanto romântica. Uneb-BA “Quando Seixas convenceu-se que não podia casar com Aurélia. especialmente para uma das gerações do Romantismo). d) poemas épicos. Não se perdoava a imprudência de apaixonar-se por uma moça pobre e quase órfã. Referimo-nos a: a) Álvares de Azevedo. com traços do caráter do “bom selvagem”: pureza. 28. A mim basta-me o seu amor. In: Vô imbolá. mas o seu procedimento o indignava. IMPRIMIR Considerando-se o fragmento inserido no contexto da obra. a) somente I está correta. em que Seixas se mostrara mais preocupado. FEI-SP A propósito do trecho transcrito. Fernando. revoltou-se contra si próprio. UEMS 10 “Maldição baudelaire macalé luiz melodia/ quanta maldição/ o meu coração não quer dinheiro/quer poesia/ baudelaire e macalé luiz melodia/ rimbaud a missão/ poeta e ladrão/ escravo da paixão sem guia/ edgar allan poe tua mão na pia/ lava com sabão/ tua solidão/ tão infinita quanto o dia/ vicentinho van gogh luiza erundina/ voltem pro sertão/ pra plantar feijão/ tulipas para a burguesia/ baudelaire macalé luiz melodia/ waly salomão/ itamar assumpção/ o resto é perfumaria” BALEIRO. fatal.Romantismo Avançar . A descrição do amor que Peri nutre por Ceci visa a criar uma imagem idealizada do índio brasileiro. d) I e III estão corretas. Em sua música “Maldição”. José de. FEI-SP Em O Guarani. Zeca Baleiro menciona Edgar Allan Poe (grande influência para muitos escritores brasileiros. enfocados como pessoas comuns. Fernando disfarçou. e) Olavo Bilac. Uma noite porém. 1992. imprudência a que pusera remate o pedido do casamento. 104-6. O trecho descreve os conflitos entre o homem branco e o negro. III. O rompimento deste enlace irrefletido era para ele uma coisa irremediável. Zeca. II. 27. na narrativa. o papel da mulher fraca.

Meus brios reveste. A vida é combate Que os fracos abate. Poemas de Gonçalves Dias. Não chores. Rio de Janeiro: José Aguilar Ltda. temendo roçar os seus vestidos. 31. b) Realismo. [s/d]. inspiração em elementos nacionais. E pois que és meu filho. E. Só pode exaltar. Cultrix. d) Naturalismo. Compr’ender. “Não chores. Que os fortes. As armas ensaia. partes do poema Canção do Tamoio.. UFF-RJ As estrofes abaixo. sem lhe ouvir. fragueiro. Só teme fugir. como se pode observar abaixo: “Se Se Morre de Amor! Sentir. revelando uma visão pessimista da vida. Voltar Língua Portuguesa . e desse amor se morre!” DIAS.30. sem que se veja. Condor ou tapir. 11 GABARITO Identifique o momento literário a que pertence o poema Canção do Tamoio. Gonçalves.” DIAS. Só pode exaltar. Sê duro guerreiro Robusto. p. Aos fortes. d) realização de poemas lírico-amorosos. Se o duro combate Os fracos abate. Arder por afogá-la em mil abraços: Isso é amor. Gonçalves. Amá-la. e) idealização da mulher. conduzindo o eu-lírico à depressão. transportando o eu-lírico para um lugar ideal. representam um momento da literatura brasileira em que se buscou. meu filho. Tamoio nasceste. 1959. Viver é lutar. e) Romantismo. UFF-RJ O sofrimento amoroso é freqüente nas obras dos poetas românticos. valorizando o idioma nacional. 372. a) Barroco. Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. especialmente nos índios e em sua civilização. que a vida É luta renhida. Quer seja tapuia. seus pensamentos. c) idealização do amor. Poesia Completa. Penetra na vida: Pesada ou querida. IMPRIMIR A característica que situa o fragmento dentro da poética romântica é: a) evasão no espaço. b) forte subjetivismo. Brasão dos tamoios Na guerra e na paz. São Paulo. Viver é lutar. junto à natureza. Valente serás. através do sentimento nativista. sem poder fitar seus olhos. transcendendo os limites da vida física. Segui-la. aos bravos. sem ousar dizer que amamos.Romantismo Avançar . os bravos. No arco que entesa Tem certa uma presa. a quem se adora. c) Modernismo.

.Romantismo Avançar . IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. sinônimo dos recursos naturais do Brasil. na certeza de que serão vingadas.. palco da história do amor de Inocência e Meyer. uma . Em Iracema. um processo gradativo de .... apaixona-se por um provinciano recém chegado ao Rio de Janeiro. 01.. a partir daí. b) Apenas II. II. de José de Alencar. No romance . por obra de qualquer descuido. sob a influência das culturas européias. as personagens indígenas – Peri e Iracema – morrem em circunstâncias trágicas. Em O Guarani e Iracema. que retratam o lado negativo da terra americana... é um reflexo da busca e aclamação dos elementos constitutivos de uma nação brasileira. 33.. III. tal como em Iracema e em O Guarani.. durante o inverno europeu.. à míngua. experimentando.. e) Senhora – adolescente – ascensão social. c) Lucíola – aristocrata – degradação moral. uma vez que.... Pereira enaltece a fartura do Brasil... pode pôr a perder a honra familiar. 34.. a guardiã do “segredo da jurema” abandona sua tribo para seguir Martim. e) I. Quais estão corretas? a) Apenas I.. aliás uma opinião estendível a outras mulheres em idade casadoura. meu Deus. 08. é coisa de meter medo. Às descrições da natureza típica do cerrado brasileiro. que se apaixona pela bela sertaneja.. Segundo Pereira: “Ih.... o homem branco por quem se apaixonara. Essa comparação visa a demonstrar a superioridade do modo de vida na corte e a pobreza e a ignorância do sertanejo. a) Que sentido têm as sucessivas mudanças de nome do protagonista no romance? b) Qual o papel das notas explicativas nesse romance? Do que elas tratam em sua maior parte? c) Como o romance e suas notas tratam o ritual antropofágico.. mais precisamente no Rio de Janeiro.. Em O Guarani. assinale a(s) alternativa(s) correta(s).. b) A Pata da Gazela – camponesa – degeneração física. a) Lucíola – cortesã – purificação espiritual. UFMS Considerando a leitura do romance Inocência..... em especial a francesa.. do Visconde de Taunay. Essa exaltação dos recursos alimentares do país.32. em contraste com a vida na corte. quanto os Aimorés. I. mulheres numa casa.. tentanto tirá-la dos braços de seu amado. 12 Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto acima.. Apesar do afeto que Pereira sente pela filha. tanto a casa de Mariz. II e III.. Durante um almoço. UFRS Leia o texto abaixo. de José de Alencar.São redomas de vidro que tudo pode quebrar. no empenho de construir uma visão do período pré-cabralino? 35... De acordo com a narrativa.. são destruídos..” 04. d) Apenas II e III.. UFRS Leia as afirmações abaixo sobre os romances O Guarani e Iracema... são ressaltados aspectos pitorescos do sertão brasileiro. misturam-se cenas da Guerra do Paraguai.. Unicamp-SP Em Ubirajara.. 02.. representante dos valores lusitanos. José de Alencar propõe uma interpretação de Brasil em que o índio exerce um papel central. ao ouvir de Meyer notícias sobre a morte de pessoas.. c) Apenas I e II. d) Senhora – adolescente – enriquecimento material. ela é motivo de constante preocupação para o pai.. independente do julgo da metrópole portuguesa.. conflito que traz para a cena do romance o soldado Cirino.

Para responder às questões 37 e 38. infante ainda. mas divididos por razões econômicas. UFRJ O texto de Casimiro de Abreu apresenta um tema relevante no Romantismo: a infância. uma vez que o restante de sua obra romanesca é dedicado à reelaboração das origens históricas do país ou à apresentação romântica de cenários regionais. e ao desprender-me das faixas infantis. p. Aqui. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações sobre o romance Iracema. o autor consegue sustentar a atenção dos leitores. ( ) Até o final do romance. e) II e III. não queria. ( ) A escassez de detalhes descritivos e a incorporação de elementos da cultura popular são algumas das características fundamentais do estilo de Alencar. onde se morre abafado. o romance apresenta os fatos do enredo em ordem cronológica. com suas palavras. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso). ao saltar do berço. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . GABARITO 39. não. senti a brisa da praia brincar com meus cabelos e o vento da montanha trazer-me de longe o perfume das florestas. e confesso francamente que a palmatória não me deixou grandes saudades. UFRJ Associado ao tema da infância. O autor valeu-se de uma narrativa. trata-se de caso de exceção na ficção do autor. ( ) Ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império. de José de Alencar. Que deliciosa vida aquela! Como eu corria por aqueles prados! Que colheita que fazia de flores! Que destemido caçador de borboletas! Ah! meus oito anos! Quem me dera tornar a tê-los!. possa encontrar sua felicidade. Obras completas. Ao tratar desse tema. 1965.. Rio de Janeiro: Edição de Ouro. mas não deixou de explorar sistematicamente recursos típicos da linguagem poética. vi quase ao mesmo tempo o céu e o mar. ( ) A transação que resulta no vínculo entre Aurélia e Fernando acaba por permitir que outro casal. diferentemente do que ocorre na obra de Gonçalves Dias. II. III. Casimiro de.Romantismo Avançar . 13 “Nasci no campo. foi ao ar livre. o texto de Casimiro de Abreu aborda ainda outro tema significativo na literatura romântica: a relação entre o homem e a natureza. Aurélia recusa-se a utilizar-se do dinheiro para alcançar seus objetivos. de José de Alencar: I. é correto afirmar. o texto segue o padrão literário romântico? Justifique a resposta. Mas. não. Está correto somente o que se afirma em: a) I. o que o opõe aos autores da geração literária que sucedeu à sua. aos oito anos ia eu para a escola. 38. ( ) Heroína romântica.. d) I e II. servindo como porta-voz direta das críticas do autor aos valores burgueses. 37.” ABREU. nada. e. a personalidade. ocultando habilmente as razões que levaram ao desentendimento entre os protagonistas.. os costumes. Fernando passa por uma transformação que o redime de suas atitudes iniciais. os valores e a cultura do índio real estão fielmente retratados.. o autor já indica a combinação que fará entre elementos históricos e fantasia. Ao apresentar esta obra como “lenda do Ceará”. ( ) Escrito na forma de um relato de memórias da protagonista. Não foi na cidade. UFPR Sobre o romance Senhora. ligado por laços afetivos sinceros.36. Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!” Casimiro de Abreu. 203. oferecendo condições para um desfecho feliz ao lado de Aurélia. ( ) Em sua trajetória ao longo da narrativa. A abordagem desse tema é integralmente feita de acordo com o padrão romântico na literatura brasileira? Justifique a resposta. os campos e as matas. iniciando-se a narrativa com as recordações da infância de Aurélia. c) III. leia os textos a seguir: “Meus oito anos Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida. b) II. com suas palavras.

a soma das alternativas corretas. reforça a grandeza do índio Peri. no cap. é ilustrada através da oposição entre Cecília e Isabel. A jovem. Tico. 41. Dê.Romantismo Avançar . sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse. PUC-SP A questão central proposta no romance Senhora. visto que resulta de acordo no qual as aparências sociais devem ser mantidas. Pereira. é a do casamento. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro. a soma das alternativas corretas. nele. a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e. assinale a(s) alternativa(s) procedente(s). o amor tudo vence. mas. Considerando a obra como um todo. indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance. compra-o e ele contumaz caça-dote. quitação. o romance estrutura-se em quatro partes: preço. A descrição que o narrador faz de Álvaro (cap. como resposta. é um romance regionalista. além de explorar o conflito amoroso próprio da vertente romântica. apaixona-se por Cirino. 08. preterida por Fernando Seixas. A natureza age como mediadora: o óleo da cabuíba. o pitoresco da paisagem sertaneja recebe especial atenção do narrador: os elementos da natureza são descritos minuciosamente. levando-o a acobertar a fuga dos amantes da ira de Manecão. transcorre no século XVII. a austeridade do pai de Inocência é quebrada pela intensidade do amor que a filha devota a Cirino. 02. V. Inocência é noiva de Manecão. por promessa de seu pai. UFMS Sobre o romance Inocência. III – “A Bandeira”) é representativa da tese de Rousseau sobre a bondade natural do selvagem. incorporado a uma atmosfera metaforicamente medieval. porque. salva Peri da morte. A elevação de sentimentos e nobreza de caracteres. 08. por isso. de José de Alencar. resgate. uma espécie de curandeiro ambulante que tenta salvá-la da febre. é correto afirmar que: 01. Unioeste-PR Com respeito à leitura de O Guarani. O tom confidencial da narrativa. apesar do autor ter escrito a obra na segunda metade do século XIX. em oposição à vilania e à maldade. como um bálsamo poderoso. A apresentação que o narrador faz do rio Paquequer registra um típico processo de animização. intitulado “Loura e Morena”. no entanto. 64. em termos históricos. focalizado em primeira pessoa. é um dos tipos humanos descritos por Taunay que dá à narrativa um colorido especial. de Visconde de Taunay. cuja linguagem possui os elementos necessários para a descrição da paisagem do interior brasileiro. 42. de desigualdade econômica. 32. 16. como resposta. 04. b) Aurélia Camargo. inclusive através de nomes científicos em notas de rodapé. 01. 04.40. c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma. posse. como também as relações do homem com essa mesma natureza. O brasão escondido de Loredano e sua devoção a Dom Antônio de Mariz são exemplos da presença do medievalismo na literatura romântica. Dê. com final feliz. e) O romance gira em torno de intrigas amorosas. o anão que vigia Inocência o tempo todo. de tendência sertanista. 02. A ação do romance. 16.

José de. Solta a flâmula agitada aos uivos da marujada.. Que no soçobro infinito Abriste a vela ao trovão. Antônio de Mariz. p. que tinha os cabelos mais negros do que a asa da graúna.’” NICOLA. o lugar que acabamos de descrever estava deserto e inculto. temos uma das formas significativas do nacionalismo. sublime artista. a virgem dos lábios de mel.) A habitação (.. O favo da jati não era doce como o seu sorriso. b) O estilo e o elemento histórico remetem ao autor de Navio Negreiro e Vozes d’África.Romantismo Avançar . O pé grácil e nu. a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu. (. tinha decorado para os dramas majestosos dos elementos. São Paulo: Scipione.) florestas virgens se estendiam ao longo das margens do rio.. ler o texto que segue.. sintetizado pelo: a) realismo naturalista. 1998. via-se à margem direta do rio uma casa larga e espaçosa. “(. da grande nação tabajara. identificou-se plenamente com a causa dos abolicionistas.) Havia a necessidade de auto-afirmação da Pátria que se formava. 125. d) bucolismo neoclassicista. nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado... mal roçando.. 10. São Paulo: Scipione. Mais rápida que a ema selvagem. Unifor-CE “Palmares! A ti meu grito! A ti.) pertencia a D. Cefet-RJ “Iracema.43.” ALENCAR. Nas ondas da escravidão. b) sentimentalismo realista. Entretanto. p. Tudo era grande e pomposo no cenário que a natureza. com versos de sete sílabas que cumprem um padrão de rimas. construída sobre uma eminência e protegida de todos os lados por uma muralha de rocha cortada a pique. onde campeava sua guerreira tribo. d) A expressão “barca de granito” é uma metáfora de “Palmares”. fidalgo português cota d’armas e um dos fundadores da cidade do Rio de Janeiro. Iracema. Instrução: Para responder às questões 45 e 46. a nova nação ‘precisava ajustar-se aos padrões de modernidade da época. e) nativismo modernista. barca de granito.. o tema e o sentimento predominante indicam tratar-se de versos de Álvares de Azevedo. c) romantismo indianista. século XIX. que corria no meio das arcarias de verdura e dos capitéis formados pelos leques das palmeiras. e a civilização não tivera tempo de penetrar o interior. 1994.” Está incorreta a seguinte afirmação sobre a estrofe acima: a) O tom. “Após a independência. romântica e exaltada. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. E provocaste a rajada. José de. c) Essa estrofe é uma oitava. e mais longos que seu talhe de palmeira. (. em que o homem é apenas um simples comparsa. a comunidade dos escravos que resistiram ao cativeiro. a cidade do Rio de Janeiro tinha-se fundado havia menos de meio século. e) São versos típicos de uma poesia que. No texto de José de Alencar.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . No ano da graça de 1604.. alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. 15 44.

.45... Memórias de um sargento de milícias está totalmente de acordo com as características do momento.... mas isso não era coisa em que alguém fizesse conta. de José de Alencar.. . Com base no texto acima..Romantismo Avançar ...... à cultura europeizada por que passa Peri. evidenciado na linguagem simples e na representação de pessoas comuns.... através da fundação daquela que se tornaria a sua capital.. a) O Guarani – irmão – mitifica b) Iracema – tutor – critica c) O Guarani – pai – representa d) Iracema – tio – retrata e) Ubirajara – progenitor – rejeita 46. FUVEST-SP Considerando-se este excerto no contexto do poema a que pertence (“Idéias íntimas”). 48... e) Não há como negar o tom realístico do qual se carrega a narrativa.... de Manuel Antônio de Almeida. .. só algum mal-intencionado poderia notar em casa de Vidinha uma certa fartura desusada na despensa. é correto afirmar: a) Memórias de um sargento de milícias. Fantástico alemão....... Vem tu agora. Lira dos vinte anos. O Lamartine É monótono e belo como a noite. muito respeitados pela segunda geração romântica. possui pouco valor como documentário ou crônica de uma época..... de Cecília. própria da ironia romântica.. como se pode observar. GABARITO 47.. da ideologia dominante.. poeta ardente Que ilumina o clarão das gotas pálidas Do nobre Johannisberg! Nos teus romances Meu coração deleita-se… Contudo. a) rejeita – pessimista – adaptação b) redimensiona – inovadora – rejeição c) enaltece – ufanista – conformação d) idealiza – conservadora – rejeição e) recupera – comprometida – adaptação Texto para a questão 47.. UEMS “O major tinha razão: o Leonardo não parecia ter nascido para emendas.......... Fibra de amor e Deus que um sopro agita: Se desmaia de amor a Deus se volta.. 16 “Ossian o bardo é triste como a sombra Que seus cantos povoa....” Memórias de um sargento de milícias. Álvares de. (…)” AZEVEDO.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Tem na lira do gênio uma só corda.... em relação ao processo de .... Durante o primeiros tempos de serviço tudo correu às mil maravilhas. por exemplo. e) Lamartine é criticado por sua irreverência para com Deus e a religião.. exprime-se na métrica irregular dos versos... c) A crítica vê em seu romance um caráter regionalista. Como a lua no mar e o som das ondas… Mas pranteia uma eterna monodia. Basta de Shakespeare. d) a recusa dos autores estrangeiros manifesta o projeto nacionalista típico da segunda geração romântica brasileira.. c) o eu-lírico rejeita a literatura e os demais poetas porque se identifica inteiramente com a natureza. a) o eu-lírico manifesta tanto seu apreço quanto sua insatisfação em relação aos escritores que evoca...... nele. PUC-RS A obra em questão . A personagem referida.... o passado histórico por meio de uma visão . que é a protagonista da obra. PUC-RS O Brasil português revela-se no trecho da obra . b) a dispersão do eu-lírico... é correto afirmar que. o poder e a audácia dos novos habitantes...... b) Romance de Manuel Antônio de Almeida. Se pranteia por Deus de amor suspira..... foi o primeiro escrito no Brasil..... Parece-me que vou perdendo o gosto.. d) Escrito na época do Romantismo.

. c) recusa a idéia da violência que teria caracterizado a colonização portuguesa no Brasil. Gonçalves Dias afirma que “fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia” porque aquela história: a) seria produzida por pessoas moralmente condenáveis. cometera a violência de arrancar de suas terras. como elemento motivador para um distanciamento e uma diferenciação em relação a Portugal. 4º trim.. 274.....Romantismo Avançar .. UFF-RJ A visão de Gonçalves Dias no texto: a) reforça a posição dos brasileiros que desejam comemorar os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil.” DIAS... e) valoriza e confirma a iniciativa de alguns órgãos de imprensa que celebram a conquista portuguesa como fator importante para nosso posterior desenvolvimento como nação. Fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia: era a cobiça disfarçada com pretextos da religião. do país através de temas nacionais configura-se como um dos aspectos mais significativos do Romantismo brasileiro. UFF-RJ Índice é tudo aquilo que indica ou denota uma qualidade ou característica especial. a) A Moreninha – realista – desigualdade.. No texto.. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para darem largas às depravações do instinto bruto. que buscavam no Brasil a redenção de seus pecados..As questões 49 e 50 referem-se ao seguinte texto: “O primeiro navio destacado da conserva para levar a Portugal a notícia do descobrimento do Brasil. d) seria derivada da cobiça disfarçada com pretextos da religião. e com instâncias ao rei de Portugal para que por amor da religião se apoderasse d’esta descoberta. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. apesar do tom artificial de alguns romances. em obras como .. sem que a sua vontade fosse consultada.. 51. que busca ressaltar os aspectos negativos da colonização portuguesa. bem como criou romances de tendência .. ... à liberdade dos índios. d) ressalta a concordância a que os capitães da frota de Pedro Álvares teriam chegado. ato contra o qual se tinham pronunciado os capitães da frota de Pedro Álvares.... era o ataque aos senhores da terra. 50.. mas que eram movidas pela ganância.... b) Senhora – abolicionista – simplicidade. c) A Escrava Isaura – regionalista – diversidade. contra a vontade deles.. contextos e temáticas urbanas. 1867. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para se redimirem. A preocupação em retratar a .. Gonçalves. b) seria conduzida por personagens da mais alta idoneidade moral. que se dedicavam intensamente à causa da conversão do indígena brasileiro... c) seria arquitetada por colonos degradados. b) insere-se no contexto do Romantismo. que alegavam razões religiosas para seus atos. d) O Moço Loiro – realista – complexidade... que evitava o ataque dos colonos degradados aos senhores da terra e à liberdade dos índios. p.. eram colonos degradados. convertendo os índios.... e) seria causada pelos condenados à morte.. PUC-RS Além dos romances históricos e/ou indianistas.. condenados à morte. 17 49. a dois índios. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. e) Lúciola – regionalista – diversidade.... como se a esquadra de Pedro Álvares não houvesse enviado dois índios a Portugal. José de Alencar retratou... condenados à morte ou espíritos baixos.. como se o consenso de todos estes comandantes justificasse a atitude de enviar os dois índios ao rei português. como se esta tivesse sido um evento relevante e benéfico para os habitantes de nossa terra.

destacando-se pela temática regionalista.. o personagem central. extraídas do poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias. Sem qu’inda aviste as palmeiras. Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá. b) tendência romântica ao misticismo. Nossas várzeas têm mais flores. capazes de atos de bravura e coragem. Nossa vida mais amores. Torno-me vaporoso… e só de ver-te Eu sinto os lábios meus se abrir de sono. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 04. Álvares de. 02. referidas na segunda estrofe. Neste excerto. 54. é correto afirmar que: 01. torna-se sargento. Essa atitude do eu-lírico manifesta a a) ironia romântica. “Minha terra tem palmeiras. é filho de Leonardo Pataca e de Maria da Hortaliça. o Romantismo. comentando as ações dos personagens. Não gorjeiam como lá. fruto de “uma pisadela e de um beliscão”.Romantismo Avançar . mas revela. que previa heróis moralmente elevados. que aqui gorjeiam. característica das classes de alta cultura e condição social confortável. Onde canta o Sabiá. um aventureiro. Nossos bosques têm mais vida.52. aproximando-a da estética realista. João VI. d) aversão dos românticos à natureza. “Luar de verão”. Lira dos vinte anos. FUVEST-SP “Teu romantismo bebo. o compadre. por méritos próprios. o chefe de polícia) e os problemas morais e sociais do Rio de Janeiro sob o reinado de D. que mais tarde se casa com Vidinha e. Leonardo. o narrador interrompe com freqüência a narrativa. e) os versos da última estrofe acentuam o sentimento do exílio e expressam o desejo do poeta de morrer em Portugal. A teus raios divinos me abandono. (. uma das características da obra é a utilização da linguagem oral. contrariando as convenções literárias da época. simbolizam a falta de preocupação com os problemas do período colonial. Dê. Sem que eu volte para lá.” AZEVEDO. como resposta. tornando a obra uma espécie de crônica da época. é um anti-herói. UFRS Leia as estrofes seguintes. As aves. 08. Onde canta o Sabiá. b) se trata de um soneto clássico que celebrizou o poeta como um dos mais importantes do Romantismo brasileiro. ó minha lua. o personagem principal. é um romance urbano que apresenta grande variedade de tipos humanos (a parteira. o barbeiro. de imediato.) Não permita Deus que eu morra. a comadre. Nosso céu tem mais estrelas. o eu-lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala. c) é um canto de amor à pátria e teve alguns dos seus versos incorporados à letra do Hino Nacional.” 18 Em relação à Canção do Exílio é correto afirmar que: a) exalta a natureza brasileira em sua fauna e sua flora. e) fuga romântica para o sonho. Leonardo. a soma das alternativas corretas. c) melancolia romântica. d) as estrelas e as flores. 53. 16. UFMS Com relação às Memórias de um Sargento de Milícias. desinteresse e tédio..

Juca -Pirama No meio das tabas de amenos verdores. Rio de Janeiro: Bloch. e) força material do cotidiano. 1969. é incorreto afirmar que ele pertence: a) ao projeto nacionalista romântico. b) à tendência romântica para a utopia. que. Gonçalves. de Álvares de Azevedo.F. incorporando-as ao orgulho nacional. severos. p. São rudos. d) à vertente romântica indianista. UFMG Em relação ao poema “Canção do exílio”. sedentos de glória. b) projeção da própria morte. por temor de que a realidade rechace o devaneio lírico.. ao idealizar a coragem e o heroísmo do índio brasileiro. Vitória-ES Observe com atenção o fragmento abaixo: “I. Literatura brasileira em curso. b) “I-Juca-Pirama” expressa o nacionalismo de seu autor.. retratada como musa etérea. c) O poema gonçalvino enalteceu e preservou as tradições indígenas brasileiras.)” DIAS.. Já meigos atendem à voz do cantor: São todos Timbiras. d) O poeta romântico transformou o silvícola em um dos símbolos da autonomia cultural e da superioridade da nação brasileira. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . revela-se um traço forte de sua poesia.Juca-Pirama. Alteiam-se os tetos d’altiva nação. I. de glória e terror! (. Já prélios incitam.. a um tempo temida e desejada. expressa num detalhismo quase realista. de Gonçalves Dias. 57. 311 19 Reflita sobre as tendências da poesia romântica indianista e assinale a alternativa que não confirma a visão idealizada do poeta em relação ao indígena brasileiro: a) O índio de Gonçalves Dias ganhou o tom dos valorosos cavaleiros medievais e reafirmou o sentimento nacionalista de nosso Romantismo. Temíveis na guerra que em densas coortes Assombram das matas a imensa extensão. U. atribuiu-lhe também alguns distúrbios de personalidade.55. d) insegurança amorosa. guerreiros valentes! Seu nome lá voa na boca das gentes. In: RIEDEL.Romantismo Avançar . Cercadas de troncos – cobertos de flores. c) à temática romântica da nostalgia. a: a) idealização da amada. nos ânimos fortes. mas da lágrima em troca eu temo um riso!” Na estrofe acima. Condão de prodígios. c) sátira impiedosa. Nos meus olhos incertos sinto lágrimas. 56. e) A poesia romântica indianista resgatou o passado histórico do Brasil e valorizou a bravura de seus habitantes naturais. Dirce. pela qual se rebaixa a linguagem ao plano do cômico. UFSE “Quando junto de ti sinto às vezes Em doce enleio desvairar-me o siso. já cantam vitória. solene e distante. São muitos seus filhos.

A rósea face Mas ela não o quis… rompeu a tela Parece em visos de um amor lascivo Onde eu pintara meus doirados sonhos. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. de Castro Alves.E. da loucura e do sonho presentes no poema serão retomadas de maneira similar na poesia parnasiana. d) As referências ao universo da pintura. e) o bom índio se conhece pela qualidade do seu arco. confirmando a filiação do poema à estética simbolista. Nos lábios frios comprimir chorando. c) Ao dizer “É uma estampa/de bela adormecida”. 20 59. E essas violetas inodoras. De bela adormecida. murchas. “Idéias Íntimas (fragmento) VII XIII Em frente do meu leito. tais como: ventura e tristeza. a) quem erra o alvo precisa fugir da caça. criam efeitos sinestésicos.58. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “onde eu pintara”. Texto para a questão 60. o sonho. Quer seja tapuia. No poento vidro que te guarda o sono! Álvares de Azevedo. Santa Maria-RS Considere os versos de “Canção do Tamoio”. Dê. É uma estampa No meu peito na vida e no sepulcro. 08. “rompeu a tela”. 04. Não encheste minh’alma de ventura.F. como resposta. U. vida e morte. c) a covardia é o único sentimento a ser temido pelos fortes. é um conjunto de poemas que apresentam: 01. d) quem não tem boa pontaria é excluído do grupo de guerreiros. Condor – ave semelhante à águia. característica primordial do Romantismo. a) O idealismo. b) Filiado ao Simbolismo. a imagem da mulher amada. e) As marcas do erotismo. Tapir – anta. imaginação criadora. o poema recorre a imagens nebulosas e sugestivas.Romantismo Avançar . Ponta Grossa-PR Espumas flutuantes. revelam o seu caráter romântico de segunda geração. presentes no poema.” Vocabulário: Tapuia – identificação dada a tribos inimigas. b) os índios estão em guerra contra os tapuias. expressão de ideais românticos. satanismo. E com a nívea mão recata o seio… Essa trança beijar de seus cabelos Oh! quantas vezes. 16. (…) GABARITO 60. a presença da morte. U. “Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. “negro quadro”. linguagem coloquial. Conforme os versos transcritos. Não poderei na sepultura. No arco que entesa Tem certa uma presa. 02. de Gonçalves Dias. em negro quadro Havia uma outra imagem que eu sonhava A minha amante dorme. sedento e arquejante. a soma das alternativas corretas. ao menos. Condor ou tapir. o poema denuncia sua familiaridade com relatos infantis. Meus tristes lábios imprimi ardentes Sua imagem divina ter no peito. Só teme fugir. De fogos vagabundos acender-se… Se posso no viver sonhar com ela. exaltação da natureza. Quando louco. ideal mimoso.

dor e sofrimento.representação de pessoas comuns. d) Alencar justifica.61. corretamente. a) Álvares de Azevedo – Noite na Taverna – Romantismo. consciente da sua missão de gerar a nova raça. características da estética romântica. U. c) A expressão “nascido do meu sofrimento” pode ser lida como índice da origem violenta da formação social brasileira. como resposta. entre os anos de 1852 e 1853. contrariando todo o desenvolvimento orientado pela narrativa.F. 04. Iracema. Legiões de homens negros como a noite Horrendos a dançar. de José de Alencar.F... b) Iracema entrega-se a Martim sem resistência. Tinir de ferros. e vivem situações idealizadas.” ALENCAR. c) Aluísio Azevedo – O Mulato – Naturalismo... é incorreto afirmar que: a) destaca o elemento indígena como a verdadeira origem do povo brasileiro. autor..F. seja no processo de construção das personagens . U. e considerando a obra como um todo. 16. 01. na perspectiva do idealismo romântico. buscou a margem do rio onde crescia o coqueiro. as mulheres são devassas. uma vez que registra traços dos hábitos. Apresenta-se. um nítido contraste entre as personagens masculinas e as femininas: enquanto os homens se distinguem pela honestidade. porém logo o choro infantil inundou sua alma de júbilo. do povo que vivia no Rio de Janeiro no começo do século XIX. e) Castro Alves – Vozes d’África – Romantismo. O desfecho da obra apresenta histórias de luto. seja no plano da forma . 08. José de. não se pode negar o teor realístico do qual se carrega a narrativa.. A dor lacerou suas entranhas. a soma das alternativas corretas.” IMPRIMIR GABARITO Assinale a alternativa que identifica. UFMS Memórias de um sargento de milícias.linguagem simples e direta -. Em sangue a se banhar. o nascido do meu sofrimento. b) o sentimento amoroso justifica as duras ações colonizadoras. vulneráveis e desonestas.. título da obra e período literário dos versos citados. estalar do açoite.) – Tu és Moacir. d) Álvares de Azevedo – Conde Lopo – Romantismo. 62. 64. Estreitou-se com a haste da palmeira. assinale a(s) correta(s) em relação ao romance em questão. a seu modo. Dentre as proposições abaixo. seja no espaço onde essas personagens circulam . Embora o romance esteja inserido entre as produções do Romantismo. d) é uma obra de teor nacionalista em que há uso da cor local. As questões 62 e 63 referem-se ao fragmento abaixo: 21 “Iracema. a retidão de caráter. sentindo que se lhe rompia o seio. b) Castro Alves – O Navio Negreiro – Romantismo. Santa Maria-RS “Era um sonho dantesco. 63.Romantismo Avançar . Juiz de Fora-MG Sobre o romance Iracema. foi uma obra inicialmente publicada em folhetins. O tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho. (. a morte da terra virgem pela necessidade se implantar nela uma civilização. o mestiço povo brasileiro.. de Manuel Antônio de Almeida. tradições e falas de pessoas simples.a periferia do Rio de Janeiro. Juiz de Fora-MG A partir do fragmento acima. de baixa renda e seus dramas cotidianos -. As personagens do romance pertencem à classe dominante. U. A obra pode ser classificada como um romance de costumes. 02. à elite de sua época. Dê. a coragem e a fidelidade. c) a linguagem é um misto de narração e descrição lírica. no romance. assinale a alternativa incorreta: a) O amor entre Iracema e Martim desculpa simbolicamente a colonização. Voltar Língua Portuguesa .

e aqueles traços todos me lembravam uma idéia perdida. Idealiza figuras imaginárias. d) Apenas I e II estão corretas. demonstrando a ingenuidade e a simplicidade que permeiam a edificação da trama. o que leva ao efeito cômico desejado. ao contrário. o equilíbrio. Não sei se a noite era límpida ou negra. Uniube-MG Marque (V) para as declarações que estão de acordo com o romance Senhora. e F para os falsos) ( ) o predomínio da caricatura na concepção das personagens.. As taças tinham ficado vazias na mesa: aos lábios daquela criatura eu bebera até a última gota o vinho do deleite. acaba por restabelecer-se na medida em que o autor arranja uma solene redenção fazendo Seixas resgatar-se na segunda parte da história. II. para os itens verdadeiros. ( ) o Brasil Colonial como pano de fundo histórico-social.Romantismo Avançar . mas um ser venal inferior como é o caso de Seixas.. que. personagens que confirmam o amor inatingível. d) F – V – V – F. e se redimem as transações vis repondo de pé herói e heroína. pois Alencar acredita que pode operar-se nesse caráter uma transformação capaz de restituí-lo gradualmente à sua natureza generosa. ( ) Embora existam personagens más em seu romance (Seixas. na economia e principalmente na educação dos jovens. Aquele branco da mortalha.” 22 Com relação ao fragmento acima. eu achara abertas. sempre se salva a dignidade última dos protagonistas. 66. temas característicos da primeira geração romântica. por exemplo). Quando dei acordo de mim estava num lugar escuro: as estrelas passavam seus raios brancos entre as vidraças de um templo. Tematiza a morte. uma vez que a resolução dos conflitos se encaminha para o final feliz e a conseqüente realização amorosa dos dois jovens e.. a punição do violão. despreza o nacionalismo e o indianismo. Dei um último olhar àquela forma nua e adormecida com a febre nas faces e a lascívia nos lábios úmidos. idealizado na literatura ultra-romântica. parágrafo.. Pesava como chumbo. UFGO Martins Pena foi o fundador da comédia de costumes do teatro brasileiro. c) I. pode-se encontrar (Assinale V. ainda. baseada na exploração de tipos sociais facilmente identificados. o egocentrismo e o sentimentalismo. direcionando-os para a vida religiosa. Nessa obra. Era uma defunta!. que se casa pelo dote. afirma-se: I. Abri-o: era o de uma moça. como o esconderijo. 67. de José de Alencar e (F) para as que não se aplicam adequadamente ao romance: ( ) O autor coloca no centro do romance não mais um herói. A alternativa que contém a seqüência correta é: a) F – V – V – V. eu ignoro por quê. Saí. ( ) a utilização de recursos dramáticos considerados primários. o disfarce e o erro de identificação. ( ) Nesta obra. como o subjetivismo. elas só o são aparentemente. eu deixara dormida no leito dela a condessa Bárbara. em virtude da educação que recebera. sei apenas que a cabeça me escaldava de embriaguez. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) Apenas I e III estão corretas. livro de contos escrito pelo poeta ultra-romântico Álvares de Azevedo (1831 – 1852). e após uma orgia. c) V – F – F – V.. o vidrento dos olhos mal-apertados. ( ) Este romance testemunha que Alencar crê nas “razões do coração” e se seu moralismo se abate sobre as mazelas de um mundo antinatural (o casamento por dinheiro). recursos ostensivamente colhidos nos romances de folhetim da época. rompido temporariamente. gemendo ainda nos sonhos como na agonia voluptuosa do amor.. Desta forma.. b) Apenas II e III estão corretas. mulheres incorpóreas ou virgens.... III. no 1º. Tomei o cadáver nos meus braços para fora do caixão.65. o amor platônico não é superado pelo amor físico. “Uma noite. época em que a influência jesuítica foi decisiva na política. As luzes de quatro círios batiam num caixão entreaberto. a) Apenas I está correta. ( ) uma vinculação nítida com o contexto romântico. as grinaldas da morte na fronte dela. presente em grande parte da obra do autor. da qual faz parte a peça O Noviço. b) V – V – F – F. Acentua traços característicos da literatura romântica. Cefet-PR O excerto a seguir foi extraído da obra Noite na Taverna. II e III estão corretas. Assinale a alternativa correta. naquela tez lívida e embaçada. – era o anjo do cemitério! Cerrei as portas da igreja.

Sobre o leito de flores reclinada. b) no segundo. PUC-SP “Fragmento I Pálida à luz da lâmpada sombria. pastoril. Comparando os dois fragmentos. bucolicamente ingênua e inocente. viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã. com desespero e pessimismo.. 04.68. e) no segundo. a análise crítica e científica dos fenômenos sociais brasileiros. c) no primeiro. o desajustamento do indivíduo ao meio social. 69. a soma das alternativas corretas. ao substituir a musa virginal pela lavadeira entretida com o rol de roupa suja. o poeta figura a mulher adormecida e a toma como objeto de amor jamais realizado. Caracterizam duas faces diferentes da obra do poeta. 02. como resposta.E. o poeta expressa as condições mais rasteiras de seu cotidiano. d) no segundo. a morte como alívio para o “mal-do-século”. não se caracteriza o rebaixamento do tema amoroso. a exaltação de sentimentos pessoais. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . manifesta-se o desejo de amar e a realização amorosa se dá plenamente entre os amantes. porém. a) no primeiro. à aflição e à busca da solidão. atribui à mulher traços de idealização iguais aos do primeiro fragmento. Mas cantou nesse instante uma coruja… Abri cioso a página secreta… Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!” GABARITO Os fragmentos acima são de Álvares de Azevedo e desenvolvem o tema da mulher e do amor. que conduz à dor. Ponta Grossa-PR “Se eu morresse amanhã”. é um dos poemas mais lembrados de Álvares de Azevedo. o dolorido afã. A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã!” 23 Nele estão contemplados temas recorrentes em sua poesia e na estética romântica. com certeza. como: 01. E o eco ao longe murmurou — é ela! Eu a vi — minha fada aérea e pura — A minha lavadeira na janela! (…) Esta noite eu ousei mais atrevido Nas telhas que estalavam nos meus passos Ir espiar seu venturoso sono. podemos afirmar que.. apesar de haver um tom de humor e sátira. Como a lua por noite embalsamada. Dê. Vê-la mais bela de Morfeu nos braços! Como dormia! que profundo sono!… Tinha na mão o ferro do engomado… Como roncava maviosa e pura!… Quase caí na rua desmaiado! (…) É ela! é ela! — repeti tremendo. a valorização de elementos ligados à natureza. o poeta confere ao tema amoroso tratamento idêntico ao verificado no primeiro fragmento. U. Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! Que céu azul! Que doce n’alva Acorda a natureza mais louçã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã! Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória. “Se eu morresse amanhã. em poesia simples. 16. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Fragmento II É ela! é ela! — murmurei tremendo. 08.Romantismo Avançar .

d) Apenas II e III. o poeta demonstra acentuadas marcas do nacionalismo vigente no Romantismo. predomina uma sensibilidade plástica singular. no qual está inserido o primeiro habitante do País.F. estabelecendo. que deforma os encantos da mulher amada. uma interdependência entre paisagem e estado de alma. a saudosista e a lírico-amorosa. II e III. UFRS Leia o texto abaixo. III. Moacir é o filho nascido da união de Iracema e Martim. De maneira simbólica ele representa o homem brasileiro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . como a exaltação do pitoresco nacional. b) Apenas II. provocados pelo sofrimento do amor irrealizado. põe em dúvida o caráter da personagem e as suas intenções. c) se 2. moldada por um cenário natural tipicamente brasileiro. embora o texto esteja em prosa. vieram de mãos dadas muito familiar e ingenuamente. em Iracema temos o nascimento lendário do Ceará. foram mais adiante do que isso. a natureza tem um caráter expressivo e dinâmico. detectado no sentimentalismo exagerado. de Manuel Antônio de Almeida. II. 71. Assinale: a) se apenas 2 e 4 estiverem corretas. A produção poética desse autor pode ser caracterizada da seguinte forma: ( ) na poesia indianista. porque tudo é narrado de forma explícita. 4. b) se apenas 2 e 3 estiverem corretas. 3 e 4 estiverem corretas. a história de amor entre Iracema e Martim e as manifestações de ódio das tribos tabajara e potiguara. comparações sobre comparações. O narrador acentua o tom irônico que caracteriza o romance. I. o índio. 3. como este último tinha querido quando foram para o Campo. Alencar consegue belos efeitos lingüísticos ao abusar de imagens sobre imagens.Romantismo Avançar . as cenas de amor carnal entre Iracema e Martim são de tal forma construídas que o leitor as percebe com vivacidade. ( ) na poesia lírico-amorosa. Luizinha e Leonardo. UFGO A poesia de Gonçalves Dias pode ser dividida em três grandes vertentes temáticas: a indianista. de José de Alencar. U. por saber quem é Leonardo. Quais estão corretas? a) Apenas I. O narrador aponta para a ingenuidade da personagem frente à vida e às experiências desconhecidas do primeiro amor.” Considere as afirmações abaixo sobre o comentário feito em relação à palavra ingenuamente na última frase do texto. extraído do romance Memórias de um Sargento de Milícias. E ingenuamente não sabemos se se poderá aplicar com razão ao Leonardo. 2. d) se 1. Uberlândia-MG-Modificada Sobre Iracema. fruto do negro e do branco. 24 GABARITO “Desta vez. não é dizer que vieram de braço. e) I. e em lamentos melodramáticos. Ela é o refúgio acolhedor e o ideal de evasão do eu-poético.70. pode-se encontrar um ultraromantismo já convencional. c) Apenas III. numa representação quase sempre épica. A linguagem do romance Iracema é altamente poética. em que se sobressai o tratamento exótico da natureza tropical. assim. podemos dizer que: 1. 3 e 4 estiverem corretas. ( ) em todas as vertentes da poesia de Gonçalves Dias. O narrador. porém. ( ) na poesia saudosista. 72.

2. a natureza é lugar paradisíaco. pode-se dizer que servem de complemento à narrativa. de experiências positivas. F–F–V–F–F–F–V 50 c 27 d c c a a e b GABARITO IMPRIMIR 35. e não européia. 48. segue. 3. Sim. 34. c) O ritual antropofágico é tratado sob a perspectiva indígena. no último parágrafo. mas com benevolência. d 30. b 18. pois a relação entre o homem e a natureza é apresentada de forma idealizada. 39. 12. Ubirajara é o nome do guerreiro e Jurandir é o nome do hóspede. 41. 45. 7. a 29. b) As notas tratam da língua e dos costumes dos índios. d 22.Romantismo Avançar . 6. 06 a Não segue integralmente.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O 1 1. c 33. O romance confirma isso quando Pojucã pergunta se não é digno deste sacrifício. 05 21. já que. 15. 44. 9. 13. e 31. Tais estágios são refletidos na mudança de nome do protagonista: Jaguaré é o nome do caçador. a a) Como todo povo. 23 20. a 27. pois. e 23. a escravidão causaria mais vergonha que a própria morte. d 24. a qual passa por diferentes estágios. 5. 46. 37. 47. Voltar Língua Portuguesa . 16. a 19. o índio brasileiro também tem suas tradições. V–F–V–V d e a c 21 e a e V–F–V–V–V e c c d c d 17. no texto. que desmitificam sua imagem de passado idealizado a que se desejaria retornar. sua cultura. 43. c 28. 14. c 32. 42. e 26. d 25. 4. As notas contribuem tratando o ritual. 11. não com o preconceito europeu. 10. tendo sido derrotado no combate com Ubirajara. 38. 40. já que. 49. 8. 36. atribuem-se à infância traços negativos. Considerando-se que as notas são objetivas e a narrativa é subjetiva.

72. 67. 60. 65. 58. 71. 53. 66. 70. 52. 68. 57. a e c a 14 a b b c 13 a 05 62. 51. 61. 56. 64. 69.Romantismo Avançar . 54. 59. 55.50. a b e c V–F–V–V a 17 c V–V–F–V a e 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 63.

já velho e com um “saber só de experiência feito”. Entretanto. O nome que no peito escrito tinhas. c) III. como um todo. 2. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. 3. obra de Camões. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. O episódio de Inês de Castro. b) II. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. humanizando os versos. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. PUC-SP “Tu só. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. Tuas aras banhar em sangue humano.” 1 GABARITO Os Lusíadas. Voltar Língua Portuguesa . Como se fora pérfida inimiga. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano. Se dizem fero Amor. do qual o trecho acima faz parte. Aos montes ensinando e às ervinhas. posta em sossego. posta em sossego. d) I e II. Está correto apenas o que se afirma em a) I. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. Deste causa à molesta morte sua. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. Estavas. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. puro amor. d) retrata a beleza de Inês. Desse episódio. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. oferecem momentos em que o lirismo se expande. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. II. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. Que a fortuna não deixa durar muito. com força crua Que os corações humanos tanto obriga.LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. áspero e tirano. c) a manifestação de apego a Portugal. III. linda Inês. inserido em sua narrativa épica. tu. De teus fermosos olhos nunca enxuito. De teus anos colhendo doce fruito. em Os Lusíadas: I. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. Naquele engano da alma ledo e cego.Classicismo Avançar . e) I e III. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. É porque queres. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. que se contrapõe à solenidade do poema épico. legítima herdeira do trono de Portugal. IMPRIMIR b) celebra os amores secretos de Inês e de D. Nos saudosos campos do Mondego. e) o emprego de uma linguagem simples e direta.

e 3.Classicismo Avançar . a 1 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. b 2.

” Trecho 2: “Para os especialistas. São Paulo). (08) é possível detectar a presença de duas “vozes” que dialogam com o discurso sobre a língua: a “voz” da ecologia e a “voz” da economia. centros comerciais). (02) o projeto de Aldo Rebelo limita-se a tentar impedir que a língua falada seja invadida por estrangeirismos. UFMS Apresentamos. Agora.Interpretação de texto II Avançar . Está certo que os abusos beiram o ridículo. os pagodeiros deveriam ser penalizados porque cometem erros absurdos de gramática que corrompem o idioma. é correto afirmar que: (01) o exemplo utilizado pelos defensores da pureza do idioma — os cartazes de lojas de shopping centers — não prima exatamente pela originalidade. americano naturalizado brasileiro. não devendo. multar um lojista por uma caipirice que depõe unicamente contra ele próprio é um exagero. que proíbe o uso de palavras estrangeiras. diz o professor John Robert Schmitz. Dê. Também é comum — e fato antigo — que os vocábulos a atravessar fronteiras venham. Para ilustrar essa tese. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . dois trechos de uma reportagem publicada na revista Veja (30/08/00. em geral. em que João Gabriel de Lima discute o projeto de lei nº 1676. Rebelo?) de pagodeiros a cada erro de gramática que cometem. Até o início do século XX. Entre eles. o projeto mostra total ignorância do fenômeno lingüístico. era o francês o responsável pela maior parte das palavras ditas internacionais. (04) os lojistas que exibem cartazes com termos estrangeiros em suas vitrines prejudicam apenas a si mesmos. (16) ao contrário dos lojistas. como resposta. a soma das alternativas corretas. assim como o mico-leão-dourado e a arara-azul. (32) no terceiro período: A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada de nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). de autoria do deputado Aldo Rebelo (PC do B. estampar nas vitrines “sale” e “50% off” em vez de “liquidação” e “50% de desconto”. ser multados. 86-7). Repete-se no terreno do idioma a mesma lengalenga que se desenrola no campo da economia. No entanto. As informações entre parênteses têm por função explicar os termos que os antecedem. não fazendo qualquer referência ao emprego de tais termos na língua escrita. seus defensores sempre utilizam o mesmo e surrado exemplo: cartazes de lojas de shopping centers (ops. p. O texto traz a opinião do articulista de Veja. que leciona Lingüística Aplicada na Universidade de Campinas. ‘Um idioma evolui quando entra em contato com outros.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II 1. A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert adotassem o termo ‘week-end’ para fim de semana. e só alguém que não entende nada do assunto pode achar que é possível bloquear esse intercâmbio’. de uma cultura dominante. A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada da nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). 1 Trecho 1: “O projeto é fruto de uma idéia fora do lugar (mais uma): a de que o português falado no Brasil estaria ameaçado de extinção. essa primazia pertence ao inglês.” GABARITO Segundo o texto. por isso. Seria mais ou menos como cobrar uma pena pecuniária (gostou dessa. É normal que uma língua se nutra de outras. a seguir.

(08) ignora-se a influência do povo como propulsor das transformações ocorridas na língua.” In: Crítica literária. a expressão em negrito remete ao termo franceses. mas pode ser facilmente recuperado pelo leitor. (02) para os especialistas. UFMS Todas as proposições a seguir. suplantado pelo inglês.Interpretação de texto II Avançar . Dê.2. 2 Entre o ponto de vista do escritor e a opinião de especialistas. UFMS Veja. é um processo normal. um efeito de sentido de verdade e constituindo um importante argumento de autoridade para fundamentar a tese do intercâmbio lingüístico. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a evolução das línguas. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. como resposta. locuções novas. só então. o francês foi o principal idioma a “exportar” palavras para os demais porque pertencia à cultura dominante da época. referentes aos trechos da questão 1. a soma das alternativas corretas. serem incorporadas à escrita. criando. 47. 3. o que pode ser observado desde tempos mais remotos. Dê. projetos e atitudes como os de Aldo Rebelo revelam-se absurdos porque traduzem um desconhecimento completo sobre a língua portuguesa e suas origens. a soma das alternativas corretas. com naturalidade. tendo sido. agora. (08) em A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert…. exceto: (01) a evolução de um idioma. ao passo que Machado de Assis assume uma atitude complacente em relação a seus opositores. como o escritor Machado de Assis aborda a questão da língua. portanto. certos modos de dizer. que não se pode impedir. Há. com isso. p. (32) posições contrárias à evolução de uma língua são duramente criticadas. A este respeito a influência do povo é decisiva. já explorada no texto acima. (16) até o início do século XX. podemos fazer as seguintes comparações: (01) da mesma forma que o escritor fala de riquezas que se acrescentariam à língua. como resposta. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. (04) afirma-se categoricamente que as mudanças ocorrem primeiro na fala para. especialistas enfocam a questão do ponto de vista do intercâmbio com outras línguas. através do intercâmbio com outras línguas. (16) enquanto Machado de Assis vincula as alterações por que um idioma passa ao fator tempo e às necessidades advindas dos usos e costumes. estão corretas. que não vem explicitado no texto. (32) o trecho atribuído ao professor John Robert Schmitz vem em discurso direto. “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. os estudiosos tomam os estrangeirismos como elementos positivos que fariam o idioma evoluir para melhor. a partir de então. (04) os vocábulos de uma dada língua que se incorporam a outras originam-se sempre de uma cultura dominante. (02) tanto Machado de Assis quanto especialistas aceitam.

4. meios artísticos. segundo o autor dessa carta? c) A quem se refere o autor da carta. ônibus. Referida a um crime que teve repercussão na imprensa escrita e falada. na frase “o homem não aprende”? Voltar Língua Portuguesa . e lhes atribui um comportamento que as desqualifica. SP. É feia. esportivos e de poder. Uma flor ainda desbotada Ilude a polícia. Garanto que uma flor nasceu. Fingem acreditar que elas estão aí por amá-los. o nojo e o ódio. c) a capacidade de resistência possibilita o inusitado surgimento da flor. Duro. Sua cor não se percebe. Laércio. gosta de passar aos demais uma imagem de eterna juventude e virilidade. 5. triste. um termo fortemente conotado. Tudo porque o homem não aprende. nesse fato. rio de [aço do tráfego. paralisem os [negócios. o tédio. Seu nome não está nos livros. bondes. quando essa fêmea mostra também intelecto e capacidade de sobrevivência sem seu protetor. Garça. b) Quais os traços de caráter das mulheres em relação aos quais os homens deveriam se precaver. Mas é realmente uma flor. GABARITO IMPRIMIR a) O texto usa. real. posando com fêmeas muito mais jovens. esta carta dá uma notável demonstração de machismo e desprezo pelas mulheres. Paulo de 30/08/2000. no geral. Suas pétalas não se abrem. São poucas vezes atraídas pelo seu intelecto. b) a flor nasce sem as marcas da urbanidade. em relação às mulheres. associado à descrição de comportamentos que desqualificariam as mulheres. termina quando tal fêmea atinge seu objetivo. Pior ainda. mas certas situações que levam a isso estão aí. o assassino foge ao perfil comum de tais tipos.” 3 O texto sugere que: a) as plantas não devem ser cultivadas nos centros urbanos. ITA-SP O texto a seguir foi publicado na seção “Cartas do leitor” da Folha de S. e muitas pela fama.” ZANINI. d) nada pode interferir no fluxo da vida urbana. nos círculos milionários. Façam completo silêncio. “A recente morte violenta de uma jornalista choca a todos porque. Sublinhe o termo em questão na sua frase. e) a convivência do homem com a natureza não deve ser estimulada.Interpretação de texto II Avançar . Há milênios. A durabilidade de tais ligações. Transcreva uma frase em que o termo ocorre. PUC-RS Texto Carlos Drummond de Andrade “Uma flor nasceu na rua! Passem de longe. Sento-me no chão da capital do país às [cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma [insegura. rompe o asfalto. poder e dinheiro. […] Furou o asfalto.

6. Existem ainda no STF outras cinco ações propostas pela oposição contra dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Fuvest-SP No texto.” Jornal do Brasil. d) “redefiniram os locais de trabalho”. e) o traço progressista das revoluções. enquanto o CD-Rom trabalha. redefiniram os locais de trabalho. Tornaram as leis antiquadas. 4 Texto para as questões 7 e 8. que corria o risco de ficar impedido de aplicar cortes de despesas com folha de pagamento previstas na lei. desafiaram constituições. diz o professor do MIT. d) o caráter radical das revoluções. reordenaram prioridades. 13/02/96.Interpretação de texto II Avançar . b) a negação dos benefícios decorrentes das revoluções. Fuvest-SP A expressão “revoluções não são sutis” indica a) a natureza efêmera das revoluções. as ‘infovias’. 8. reformularam a economia. Uma retificação no voto do ministro Marco Aurélio de Mello garantiu a decisão do STF. Não há dúvida de que vivemos a revolução da informação e.” O Estado de S. as grandes redes — a Internet e a World Wide Web — atropelaram o mundo. 12/10/2000. Paulo. c) “reformularam a economia”. a) No texto acima. que confirmou a constitucionalidade do artigo que estabelece os limites de gastos com pessoal para os três poderes. Transcreva pelo menos três. a expressão que sintetiza os efeitos da revolução operada pela informática é a) “atropelaram o mundo”. mudaram o conceito de realidade e obrigaram as pessoas a ficar sentadas. com base no texto. ocorrem vários termos de jargão técnico que remetem a diversas fases do andamento de um processo no judiciário. Nicholas Negroponte. revoluções não são sutis. diante de telas de computadores. o governo saiu vitorioso ontem no julgamento do pedido de liminar contra o artigo 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal. GABARITO 7. especialmente em relação aos Poderes Legislativo e Judiciário no âmbito dos Estados e Municípios. b) O que os termos “retificação” e “revisão” informam sobre a participação do juiz Marco Aurélio de Mello no julgamento da questão? c) Do que trata o artigo 20 da lei de Responsabilidade Fiscal? Responda. Unicamp-SP (nota: o título de “ministro” é dado aos juízes do Supremo Tribunal Federal) “Pela diferença de um voto. “A explosão dos computadores pessoais. durante longos períodos de tempo. b) “tornaram as leis antiquadas”. c) a natureza precária das revoluções. e) “desafiaram constituições”. A revisão promovida pelo ministro Marco Aurélio favoreceu o governo.

( ) Se o trecho “Tem carroceria 100% galvanizada” estivesse redigido como Tem 100% da carroceria galvanizada. estimulandoo a adquirir um produto ou a contratar um serviço. recorre-se à intertextualidade com o popular conto de fadas Gata Borralheira. Há. ar-condicionado inteligente. motor com 5 válvulas por cilindro. uma vez que se toma o todo (a pessoa) pela parte (os pés). É o maldito sapatinho que não serve para você. 10. ( ) O trecho “Tem carroceria 100% galvanizada. freios ABS de 5ª geração.Interpretação de texto II Avançar . por isso. Alguns anúncios são sabidamente enganosos. 15/9/00. direção hidráulica e coluna de direção ajustável em altura e profundidade. Dessa forma. leia o anúncio que se segue. 53 (com adaptações). E ainda foi considerado o carro mais seguro do segmento pelo Clube do Automóvel. GABARITO IMPRIMIR Com relação a esse anúncio. Tem carroceria 100% galvanizada. 13/12/99. por oposição. 12 anos de garantia anticorrosão. É o primeiro carro brasileiro com acoustic parking system. p. UFMS Leia o seguinte texto da propaganda de calçados da coleção Primavera-Verão da Picadilly: “Chega um momento que você pára de acreditar em príncipes encantados e passa a exigir homens de verdade. é incorreto afirmar que: (01) no primeiro período. O design é compacto. a valorização dos calçados anunciados. a mensagem do anúncio estaria preservada. nº 82. que a interlocutora anteriormente acreditava em príncipes encantados. que acaba comprando gato por lebre. Voltar Língua Portuguesa . para um segmento específico da sociedade. iniciado em “E ainda” o anúncio afronta o Código Brasileiro de Defesa do Consumidor porque lança uma auto-avaliação sem informar que sistema antifurto a sustenta. Tem um momento que você percebe que não é você que não entra no sapatinho de cristal. 5 De acordo com o material publicitário reproduzido acima. como resposta. são proibidos pelo Código Brasileiro de Defesa do Consumidor.9. ( ) O primeiro período do anúncio não apresentará alteração de sentido se for assim reescrito: O XYZ é o primeiro na categoria e tem airbags laterais. e. apesar de gostar de homens de verdade. (04) o uso de você é um recurso típico do texto publicitário. (16) os anunciantes da coleção Primavera-Verão da Picadilly utilizam argumentos genéricos para seduzir o grande público. os verbos parar (de) e passar (a) indicam. (32) a atribuição de uma qualidade negativa ao sapatinho (de cristal) sugere. ( ) No trecho final. UnB-DF Um anúncio publicitário tem por finalidade influenciar o público. mesmo um anúncio honesto pode apresentar alguma impropriedade lingüística que comprometa a qualidade da mensagem transmitida.” Caras. pois ludibriam o cliente. 12 anos de garantia anticorrosão” permite dupla interpretação: ou todas as peças metálicas do XYZ têm 12 anos de garantia anticorrosão ou apenas a carroceria a tem. como conteúdos pressupostos. anúncios que apresentam apenas informações verídicas. Dê. (08) a figura de linguagem que aparece no segundo período é a metonímia. não se voltando. Todavia. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. Tendo em vista essa observação.” Época. sugerindo maior proximidade com o interlocutor/leitor. Mas a tecnologia é imensa. a soma das alternativas corretas. é possível considerar que o anúncio poderá ludibriar o consumidor que der a ele a primeira interpretação. portanto. XYZ. também conhecido como Cinderela. (02) com o objetivo de opor realidade e fantasia. ludibriando involuntariamente o consumidor. “O XYZ é o primeiro com airbags laterais na categoria. entretanto.

o preso entrou no carro de polícia para voltar ao distrito.C. Atena. ‘O episódio que deu origem à expressão está narrado na peça Eumênides. S. 230. predomina I. p. 07. 2 F. c) O texto contém uma explicação histórico-científica para a expressão “voto de Minerva”. a mistura freqüente de linguagem culta e popular (oral). cit. dado pelo presidente de um tribunal. Paulo: editora EDUC/Cortez. II. o malaco tentou roubar o revólver de Antônio Carlos. b) O professor Francisco Platão Savioli explica em um texto descritivo a origem da expressão. Para julgar o crime. Orestes. apud DIAS. II. 298. Atena funda um tribunal chamado Areópago (que realmente existiu. III. c) somente I e IV. a empresa está informatizando todo o seu sistema. IV. 4. Atena virou Minerva e a instituição do voto de desempate. a transformação de notícias em narrativas. três monstruosas divindades aladas que puniam os criminosos. F. ajudada pelo amante. estão corretas a) todas as afirmações. Aí. Texto 3 “Liberado pelos médicos. d) I. O discurso da violência — as marcas da oralidade no jornalismo popular. Quanto às afirmações anteriores. Metodista-SP Texto 1 “Por isso. Com a posterior elaboração e consolidação da jurisprudência romana. 27. O cara morreu na hora. Nessa hora. ou de linguagem popular e técnica. fugiram. o primeiro dos grandes dramaturgos clássicos gregos. uma oralidade bem marcada da qual se projetam elementos emocionais para envolver o leitor. Univali-SC “Deusa grega decidia julgamentos empatados De onde veio a expressão ‘voto de Minerva’? Da Grécia antiga. passou para outras civilizações. uma tendência para a hipérbole. conta o professor de Língua Portuguesa Francisco Platão Savioli. . p. e) I. de Ésquilo (525 a. VI.35. op. que inventou a expressão. Rolou uma briga e Eudes sacou o berro. pode-se dizer que. A tragédia de Ésquilo. Egisto. para resolver os pepinos em tempo.)’. Clitemnestra. IV e VI. grande dramaturgo grego. uma preocupação de fundo metalingüístico. detonando três pipocos em Cícero. b) somente III e IV.” GABARITO NP. em Atenas). Ana Rosa Ferreira. III. quando acontece empate em julgamento. IV e V. Quando sacaram que pintou sujeira. 339. V. Minerva é o nome romano da deusa da sabedoria.” Superinteressante. 1996 Texto 2 “Os malacos tinham arrombado a escola Paradigma. apud. apud. cit. no discurso jornalístico em questão.91. que fica na mesma rua. para melhor se aproximar da língua padrão. F. 27. Segundo os soldados.Interpretação de texto II Avançar . op. 5. III. julho de 1998.07. Considerando somente os fragmentos de Notícias Populares acima. 6. II.91. assassina o marido. apud. projetou o mito muito além da sua época. Christi estava tirando seu Santana da garagem. pintou confusão. p. em que não faltam. 24. mata os dois para vingar o pai e é perseguido pelas Fúrias.C. e) Tudo o que foi narrado pelo escritor do artigo não passa de ficção.07. Texto 4 “Um aviãozinho monomotor (de um motor só) caiu ontem de manhã na Baía da Guanabara…” NP. 12. p. da Universidade de São Paulo. o juiz se utiliza do voto de Minerva para absolver o réu. Nessa tragédia. Os malacos chegaram junto dela e mandaram-na passar as chaves. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Só que o julgamento terminou empatado e a deusa decidiu pela absolvição de Orestes.” NP.07. marcas de oralidade. F. op. o filho dela.91. d) Atualmente. Agamênon. inclusive.11. perceptível em nível morfológico. cit. na Antigüidade.” NP. uma deformação dos significantes. 6 Podemos concluir do texto acima que: a) Eumênides é a peça escrita por Ésquilo.07. U.91.456 a.

Esses hábitos já estão enraizados nessa cultura. I e III somente.Interpretação de texto II Avançar . (…). A tese defendida é a de que a acepção mercantilista do termo negociação pode ser maliciosamente encoberta pela acepção democrática. correspondente no Brasil do jornal dominical The Observer. II e III somente. I. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . podem ser classificados como ‘morde-e-assopra brasiliensis’. intencionalmente incapaz de magoar os outros. de Londres e da Fairchild Publications. a palavra negociação associa-se ora ao requisito clássico da democracia. Metodista-SP Assinale a alternativa que mais traduz o conceito de homem cordial no texto. O tema é a prática da má política. que é a busca do ‘acordo entre partes’. as pessoas se escondem atrás de expressões comprometedoras para evitar a responsabilidade pelos atos ou opiniões e para fugir dos confrontos embaraçosos. ora ao fundamento mercantilista dos ‘negócios’. c) o homem perspicaz. ou mesmo das ‘negociatas’. 14. O tema explorado é o do duplo sentido que a palavra negociação ganha no âmbito da prática política. Veja as expressões propositadamente vagas como ‘pode ser’.” Considere as seguintes afirmações sobre o texto acima: I. U. pela gentileza de seus atos. III. meio malandra. PUC/Campinas-SP “Na prática política.Texto para a questão 13. por essa razão. I e II somente. 1996. meio diplomata. está correto o que vem afirmado em a) b) c) d) e) II somente. Essa declaração faz com que qualquer trato não cumprido soe como um acordo amistoso.” KEPP. “Modos brasileiros de escapar do ‘não’ Universalmente. está honestamente preocupado com as regras sociais. É por essa razão que frases igualmente descompromissadas como ‘eu te ligo’. 7 13. II. Vários políticos valem-se dessa duplicidade de significados: sendo. Se essa ‘esquiva retórica’ fosse uma disciplina acadêmica. Sérgio Buarque de Holanda os flagrou mais de meio século atrás no seu estudo do ‘homem cordial’. Seu talento nesse campo vem de eles terem aprendido como navegar em torno dos negativos. Eles se comunicam por meio de frases como ‘eu fico devendo’. ‘a gente se vê’ e ‘apareça lá em casa’ normalmente são escapadas e não promessas de um novo encontro. a) o homem capaz de empreender encontros amistosos. Michael. das quais os brasileiros diariamente se apropriam para desviar da palavra ‘não’. II e III. In Folha de São Paulo. justificam-se como hábeis negociadores. ‘se der’. d) um “camaleão social”. ‘vamos ver’. b) aquele que. inteligente frente aos obstáculos impostos pelo cotidiano. e) um “camaleão social” ironicamente analisado pela sua conduta. de fato. e a tese é a de que as palavras deixam de ter sentido por causa dessa prática. (…). os brasileiros seriam PhDs nela. Membros dessa espécie híbrida. espertos negociantes. Em relação ao texto. híbrido e. um tipo de enganador charmoso.

1999. Alfredo Steinbruch. O professor Alfredo entrou na sala. em geral. Por que é um mistério que nunca esclareci. A propósito. que lecionava Física no Julinho. se faz a respeito de um texto é: o que quis o autor dizer com isso? Pergunta difícil. Informação memorizada é algo que. ao qual caberá a intransferível tarefa de educar gerações. Rio Grande-RS A expressão Nada mais paradigmático é. e) Nenhuma informação memorizada é mais importante. 16. da vida? No futuro. batalhas. mas de uma coisa estou seguro: a regra do professor Steinbruch será mais válida do que nunca. os afluentes do Amazonas? Há pouco tempo faleceu um dos melhores professores que tive. E aí os nomes surgirão naturalmente. está o objetivo maior da educação. F. Lembro muito bem a primeira aula que nos deu. U. e que foi cercada da maior expectativa: como tinha fama de ralador. basicamente. mas indo até lá. datas. Perguntou por que havíamos copiado aquilo. daqui em diante. ou liam nos livros. lugares. 26 set.Interpretação de texto II Avançar . a esse respeito. o comentário do autor faz referência a um futuro em que inovações metodológicas tornarão o ensino mais produtivo e eficaz. Assim mesmo: calor – flechinha – dilatação. Era preciso recitá-los de memória. E também não nos ensinará o valor das emoções. a) No texto. para a qual o próprio escritor muitas vezes não tem resposta. Ninguém soube responder. os da margem esquerda e os da margem direita. A memória do computador nos dará todo tipo de informações. equivalente a: a) Nada é mais enfatizado. entendimento e emoção. E todos nós imediatamente copiamos: calor – flechinha – dilatação. Ele pousou o giz. d) Numa perspectiva otimista e confiante. como se chamam os afluentes da margem direita?” Zero Hora. como vivem os habitantes da região. os escolares saberão dos afluentes do Amazonas não recitando os nomes. que o conceba como alguém dotado de inteligência e afetividade. mas sabíamos seus nomes. ao acúmulo de informações memorizadas. isto é. O professor então passou o resto da aula explicando: é mais importante entender do que copiar. 8 15. A pergunta que. Não sei como será a escola no futuro. no contexto. é o ensino da literatura. olhou-nos e fez uma pergunta que nos deixou a todos perplexos. d) Não há exemplo mais adequado. o texto aponta o computador como o grande mestre do futuro. O que o computador não nos ensinará é como entender as coisas.Instrução: as questões de números 15 e 16 referem-se ao texto. não cumpre seu real objetivo. Revista ZH. Nesse binômio. ensino foi sinônimo de informação: nomes. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . foi direto para o quadro e escreveu: Calor → dilatação. Trata-se de um rio longo. é essencial que a educação contemple globalmente o ser. em primeiro lugar: o que sentiste lendo esse texto? Em que ele aumentou a tua compreensão do mundo. Coisas que os alunos copiavam. c) O texto é portador da idéia de que o ensino desvinculado da realidade e das vivências do aprendiz. Rio Grande-RS Assinale a alternativa cujo teor é incompatível com as idéias veiculadas pela crônica. c) Nada é comparável. nunca tínhamos visto os rios da região. Nós nunca tínhamos ido à Amazônia. todos nós estávamos ansiosos. Nada mais paradigmático a esse respeito do que a lista de afluentes do Amazonas. U. b) Nenhuma idéia é mais relevante. Não é preciso lembrar. e memorizavam — porque aquilo caía no exame. Exemplar. é criticado o ensino que visa. Texto “Quais são. e portanto cheio de afluentes. e) Segundo o texto. F. mesmo. é preciso saber como acessar. Eu perguntaria ao leitor. Durante muito tempo. conhecendo como é o lugar. ficará cada vez mais por conta do computador. b) Entre outras idéias.

” MARINS. c) as mudanças na organização de espaços públicos e privados foram conseqüência da industrialização e da migração. Por uma outra globalização. dos objetos que o formam. Texto para a questão 19: “O processo intenso de metropolização sofrido no Brasil a partir da instalação dos parques industriais e os surtos migratórios a eles associados inviabilizariam qualquer projeto de perpetuar o controle das formas de moradia e vizinhança nas grandes capitais. Fuvest-SP Segundo o texto. e) é próprio da informação atualizada que ela seja acessível somente às minorias mais ricas. nas condições atuais. Todavia. das sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrínseca. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . resultou de projetos governamentais. e) atual período histórico / periferia do sistema capitalista. d) o abastecimento de água das grandes cidades. confunde. 18. e) a violência urbana. O que é transmitido à maioria da humanidade é. b) punhado de atores / objetivos particulares. mas no avanço sobre mananciais — fonte para todas as pias. decorrente da industrialização. a cada avanço tecnológico. não apenas nas ruas e na configuração heterogênea dos bairros. b) a urbanização das grandes metrópoles originou-se em modelos institucionais. de fato. as técnicas da informação são principalmente utilizadas por um punhado de atores em função de seus objetivos particulares. por mais que avance tecnologicamente. uma informação manipulada que.” SANTOS.Interpretação de texto II Avançar . GABARITO 19. chuveiros e vasos sanitários das cidades — ou na própria violência que passaria a assaltar ruas e casas. corresponda um retrocesso político. Essas técnicas da informação (por enquanto) são apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas. estruturados segundo os padrões da época. aprofundando assim os processos de criação de desigualdades.Texto para as questões 17 e 18. b) o crescente avanço da técnica terminará por superar o atraso das relações políticas. Fuvest-SP Deduz-se corretamente do texto que a) a humanidade. estão em relação de oposição os segmentos transcritos em: a) novas condições técnicas / técnicas da informação. intensificou-se nos bairros mais populares. a) as novas formas de vizinhança e de moradia resultaram de uma política de urbanização progressiva e organizada. (…) As novas condições técnicas deveriam permitir a ampliação do conhecimento do planeta. em lugar de esclarecer. c) ampliação do conhecimento / informação manipulada. Espaços públicos e privados passaram a se fundir a contragosto das intenções normativas. d) o alcance universal do progresso técnico está em oposição à sua utilização para fins particulares. Paulo César Garcez. Milton. Fuvest-SP No contexto em que ocorrem. seja porque não dispõe totalmente dos novos meios de produção. d) apropriadas por alguns Estados / criação de desigualdades. História da vida privada no Brasil. “Um dos traços marcantes do atual período histórico é (…) o papel verdadeiramente despótico da informação. c) é da natureza do progresso que. 9 17. não será capaz de superar o egoísmo. seja porque lhe escapa a possibilidade de controle. É desse modo que a periferia do sistema capitalista acaba se tornando ainda mais periférica. embora realizado de maneira desordenada.

no Brasil do século XIX. Até parece que a festa é nossa. se. ao reconhecer a festa popular como possibilidade imaginária de redefinição social pela superação fantasiosa das barreiras advindas da escravidão. respectivamente e sem prejuízo do sentido. b) pois. que é quase pegada à Chácara de vovó. que é quase pegada à Chácara de vovó. mesmo sabendo a despesa que dá!” MORLEY. entre elas. a qual. Esta também é negra da Chácara e ajudou no jantar. Agora é que vi como fica caro para os pobres dos negros serem reis por um dia. Gastou tudo na festa e ainda ficou devendo. Minha vida de menina. Fuvest-SP “Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. 21. as quais. mas quando são na Igreja do Rosário. a seguir. E este ano foi mesmo.” Nesse primeiro período do texto. se. Além disso teve de dar um jantar para a corte toda. d) entretanto. Júlia com o vestido e a coroa já gastou muito. Eu acho graça é no entusiasmo dos pretos neste reinado tão curto. Foi sorteada para rainha do Rosário uma ex-escrava de vovó chamada Júlia e para rei um negro muito entusiasmado que eu não conhecia. d) As situações pitorescas de uma festa servem como pano de fundo às reflexões da narradora sobre o desejo de propriedade da gente-livre recém-liberta e as dificuldades para sua realização. a) O texto põe a nu os desdobramentos de um sistema de desigualdades marcado por bloqueios e limitações sociais impostos a escravos recém-libertos. eu gosto ainda mais. por: a) contudo. “Domingo. c) Desvenda-se no discurso da menina narradora uma ótica de classe que parece apontar para a idéia de que os pobres não sabem como usar o dinheiro. da qual. Fuvest-SP Leia. a qual. eu gosto ainda mais. mas quando são na Igreja do Rosário.Texto para as questões 20 e 21. caso. b) A narradora descreve em seu diário a possibilidade de efetiva ascensão social propiciada pelo regime político do Império. c) porém. Coitada de Júlia! Ela vinha há muito tempo ajuntando dinheiro para comprar um rancho. Helena. 30 de maio de 1893 Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. a incorreta. na época em que. algumas afirmações críticas acerca do texto.Interpretação de texto II Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) Observa-se uma mescla de compaixão e ironia no discurso da narradora. A rainha tem uma caudatária que vai atrás segurando na capa que tem uma grande cauda. se. e) porque. na qual. as palavras “mas”. Nenhum rejeita o cargo. “quando” e “que” podem ser substituídas. 10 GABARITO 20. Assinale.

O vestido não estava no armário. a quem fingia aceitar a corte para poder ser escalada nos programas. muito obrigada pela atenção dispensada e até amanhã. que comprara dando apenas trinta por cento na entrada e começando a pagar as prestações na entrega das chaves. o teleteste que distribui brindes para você.’” PONTE PRETA. Um perfume inebriante.Interpretação de texto II Avançar . Afinal. era verde. além disso. Ah… que agradável sensação de bem-estar! Depois do banho. Já eram quase três da matina. no departamento comercial da televisão. Rio de Janeiro: 1962 (com adaptações). em pó. Eram onze e meia quando chegou à cidade. A pobrezinha. boxe. embebida na água com Rinso e o diabo é que o vestido. que estais no Céu. tome de sorriso na frente da câmara. Fora dormir inda agorinha. copa. Garota-propaganda não pode engordar. Procurou no armário uma lata daquele outro que se dissolve sem bater. caso ela ficasse efetiva na programação. Se fosse branco. de 8 e meia às 10. Mas note bem. quarto. ( ) A garota-propaganda. quando voltaremos com novas atrações. Dentro não havia leite: — Não faz mal — pensou. Comeu rapidamente e aceitou o copo de leite que o garçom sugeriu. mas também não achou. Foi botar na boca e ver logo que era leite em pó. Finalmente. Foi quando o relógio despertador começou a tilintar irritantemente. Lembrou-se então que o deixara na véspera dentro da pia. vítima da sociedade de consumo. mas muito bonzinho. decorando textos. macio e confortável. tinha de almoçar com um diretor de TV. com muito mais espaço interior e que você pode adquirir dando a sua velha de entrada (a sua velha geladeira. a garota-propaganda passava seu tempo correndo de um lado para outro. In: Primo Altamirando e elas. É só até o dia 30. onde você adquire agora e só começa a pagar muito depois. naturalmente). vai poder dormir um pouquinho. levantou-se meio tonta. que parece linho mas é linholene. mas preferiu outra coisa. Iria à cidade apanhar os textos de uma outra agência que precisavam ser decorados até as três. aos pés do sofá-cama. saindo com pessoas desagradáveis e dormindo pouco. Ele pediu massa e perguntou se ela também queria (Aimoré você conhece — pensou ela). ( ) Quando não estava em frente das câmaras de televisão. não conseguia mais separar sua vida privada de sua vida profissional. Aceite o meu conselho e vá verificar pessoalmente. O diabo era aquele perfume que saía do cangote do seu par. a jurar que a liquidação anunciada era uma ma-ra-vi-lha. graças à carona que pegara. para decorar páginas e páginas de texto que apanhara na véspera. Arrumou as coisas assim na base do mais ou menos. colocou pasta de dentes na escova e pôs-se a escovar com força. faz a oração da noite: ‘Padre Nosso.) O diabo é que também não tinha Pulvolaque. e foi até a cozinha tomar um copo de leite. tudo conjugado. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. Às quatro. Estremunhada. toda impermeável. Ali estão os dois escolhendo o menu. fez todas as coisas que precisava fazer em uma velocidade espantosa e entregou-se ao suplício de almoçar com o diretor de TV. banheiro. Tinha de estar pronta em seguida. ( ) A garota é chamada de “coitadinha” por ser vítima constante do assédio sexual dos patrocinadores. E. Quase meia-noite e ela tendo de dançar com ‘seu’ Pereira. decorar outros textos. (Você nunca dará corda num Mido). IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . não o tomara pela manhã. coitadinha! Já passava das oito horas da manhã e a garota-propaganda dormia gostosamente sobre o seu colchão Vulcaspuma. Tomou então um cafezinho mesmo e correu ao quarto para se vestir e arrumar o cômodo o mais depressa possível. entrou no banheiro.Texto para a questão 22: “A garota-propaganda. que não enruga nem encolhe. ( ) O nível de abrangência e a forma da narrativa permitem que se caracterize a postura do narrador como externa e restrita. em pó… Às três horas o programa das donas-de-casa. Fechou o sofá-cama. do ‘Espetáculo Biscoiteste’. com Pulvolaque se faz. quitinete e área interna. De 5 às 8. Abriu a geladeira de 7 pés. UnB-DF A partir da leitura compreensiva do texto. (Tudo que se faz com leite. que deixa saudade. Boa noite. 11 GABARITO 22. como ficou dito. facilmente removível e lavável. Um velho chato. quando ela voltou para o seu apartamento com sala. um lindo móvel que ocupa muito menos espaço em sua residência. depois ficaria explicado porque a roupa dela é muito mais branca do que a minha. Saltou da camioneta com tração dianteira e muito mais resistente. Stanislau. que tivera de agüentar a cantada de um patrocinador de programa (Agência Galo de Ouro — quem não anuncia se esconde) que prometera um cachê melhor. abriu a cortina do boxe. e procurou o vestido verde que comprara no Credifácil.

só NÃO ocorre o uso de a) termos técnicos.” SEREZA. Principalmente quando você tem à sua disposição uma poltrona de design ergonômico com maior capacidade para reclinar e 132 cm de espaço entre a sua poltrona e a da frente. Fuvest-SP Entre os recursos de persuasão empregados no texto verbal do anúncio. não contribuem para a grandeza de homens e mulheres. Business Intercontinental da Iberia. Texto para as questões de 24 a 26: 12 “Business Intercontinental da Iberia. c) “Mais espaço entre as poltronas”.Interpretação de texto II Avançar . e) “programa de milhagens”. a relação entre o texto verbal e a imagem fotográfica caracteriza-se principalmente a) pelo sarcasmo.23. 26. ITA-SP Assinale a opção que melhor traduz o trecho em destaque do texto abaixo: ”O novo livro de Ubaldo pode ser visto como um belo exercício de retórica. a) Os pequenos erros são inevitáveis e essenciais para a grandeza de homens e mulheres. b) “acumular e utilizar pontos”. mas não podem escapar de seus pecadilhos e prevaricações. Fuvest-SP No mesmo anúncio. se se querem grandes. 25. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 16/7/2000. a imagem fotográfica associa-se mais diretamente à palavra sorria e à expressão a) “mais de 300 salas VIP”. para a grandeza de homens e mulheres. mas não essenciais. d) pelo humor.” GABARITO 24. d) Não são os pequenos erros que tornam homens e mulheres grandes em suas realizações e virtudes. c) pela incoerência. O Estado de S. e) Os pequenos erros são inevitáveis para a grandeza de homens e mulheres. da radioatividade natural e da história da ilha baiana para defender uma tese: a de que homens e mulheres podem ser igualmente grandes em suas realizações e virtudes. Viajar virou sinônimo de relaxar. Mais espaço entre as poltronas. Fuvest-SP Neste anúncio. Caderno 2/Cultura. c) apelo direto ao leitor. d) “aeroportos no mundo todo”. Utiliza-se de Itaparica. e) expressões em inglês. c) Ainda que os pequenos erros sejam inevitáveis. Sorria. b) trocadilhos. Paulo. H. e) pelo sensacionalismo. D. b) pelo sentimentalismo. b) Os pequenos erros são importantes. d) enumeração acumulativa de vantagens. você conta com mais de 300 salas VIP em aeroportos no mundo todo e pode acumular e utilizar pontos no seu programa de milhagens voando com qualquer linha aérea da aliança oneworld. Além disso.

29. d) apresentação das vantagens oferecidas pelo produto. anual ou vitalício). além de a indenização não ficar presa a inventários nem responder por eventuais dívidas do segurado. predomínio de verbos no futuro do indicativo. preço acessível. enumeração acumulativa das qualidades e vantagens oferecidas pelo produto. mensal ou anual. Fuvest-SP Segundo o texto. e) garantia de a indenização ser vinculada a inventários. e o débito é automático para os correntistas do Itaú. com todos os valores do seguro atualizados pelo TRD.” Texto publicitário produzido pela Agência DM9. E dá menos trabalho do que trocar um bebê. c) presença funcional de um slogan curto. Porque quem é louco por alguém. desobrigação da realização de exame médico prévio. criativo e de fácil memorização. garantia de agilidade e segurança na indenização. as crianças). d) “deixar essas coisas para amanhã”. é só ligar para ele a qualquer hora do dia ou da noite. Porque o Itauvida dispensa exame médico (basta uma declaração de saúde na proposta). você faz um seguro de vida que pode durar sempre. escolha da forma de pagamento. não é louco de deixar essas coisas para amanhã. Fuvest-SP No texto encontram-se as seguintes estratégias de persuasão: a) recurso à complementação de sentido pela relação entre texto verbal e imagem. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) preço acessível. apelo à sensibilidade do leitor. tirou seu sossego e ainda vive nos braços da sua mulher? Então faça um Itauvida. o SOS Seguro Itaú é como um pediatra: sabe tudo. 13 27. Por uma mensalidade equivalente a um pacote de fraldas descartáveis. facilidade de pagamento. Precisou de ajuda. E para esclarecer suas dúvidas. c) “equivalente a um pacote de fraldas descartáveis”. seleção de imagens sensacionalistas para mobilizar a emoção do leitor. opção dupla para a forma de pagamento.Texto para as questões de 27 a 29: “Uma pessoa que não sabe nada sobre segurança convenceu-me a fazer um Itauvida Responda sinceramente: você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa. 28. grande número de postos de venda/contratação. definição e explicitação do público-alvo (no caso. b) uso sistemático da linguagem denotativa. e) “alguém que não sabe nada sobre segurança”. possibilidade de escolha quanto à duração do plano (mensal. b) débito automático em conta para correntistas de diversos bancos. desvinculação entre indenização e inventário. e) presença de verbos no modo imperativo. b) “menos trabalho do que trocar um bebê”. Um Itauvida não rouba suas noites de sono. opção pelos verbos no modo imperativo. repetição exaustiva do nome do produto. serviço de informações 24 horas. Procure o seu corretor ou uma agência Itaú e faça hoje mesmo o seu Itauvida. você escolhe a forma de pagamento. Fuvest-SP A única alternativa em que aparece um trecho do texto que NÃO remete ao campo semântico mais diretamente sugerido pela fotografia é a) “o SOS Seguro Itaú é como um pediatra”. possibilidade de o segurado vincular eventuais dívidas a seu inventário. comparação com produtos similares. d) baixo custo. baixo custo e facilidades de pagamento. recorrência no uso da hipérbole e da metáfora. Pelo contrário: suas garantias são válidas 24 horas por dia em qualquer parte do mundo. apelo direto ao leitor pelo uso repetido do pronome “você”. são vantagens de quem adquire o seguro anunciado: a) dispensa de exame médico pré-contratação.Interpretação de texto II Avançar .

dependerá de autorização do comando.30. a ambulância não será usada em serviço. II. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . dos itens mais explícitos aos menos explícitos. em conseqüência do acidente. a ordem seria: a) I. É o procedimento adotado neste tipo de situação. resultará em inquérito para averiguar as circunstâncias do caso. informou o inspetor Carlos Alberto Bahr Fernandes. mas da vítima não sabemos sequer o nome: é apresentada apenas como ‘um ciclista’. o pára-brisa ficou quebrado. O texto refere-se a um acidente que envolveu a nova UTI Móvel da Polícia Rodoviária Federal e um ciclista. A ambulância havia sido acionada para atender a acidente no quilômetro 524. que receberá. podemos fazer leituras com diferenciados graus de profundidade. I. IV. As demais unidades da frota da PRF dispõem de equipamentos para o transporte de feridos. mas as demais unidades da PRF estão em condições de transportar feridos. II. agora. também. um ciclista atravessou a pista e foi colhido pelo carro. F. morrendo na hora. IV. “UTI-Móvel sofre acidente/Veículo-ambulância usado em socorro atropela ciclista O acidente envolvendo a nova UTI Móvel da PRF (Polícia Rodoviária Federal). e) IV. Os danos na UTI Móvel foram de pequena CARRO da PRF mata ciclista e fica bastante monta. III. II. Pelotas-RS Leia o texto a seguir (Diário Popular. Há muitas informações sobre a ambulância. c) III. danos de pequeno valor no veículo.Interpretação de texto II Avançar . I. O texto permite-nos inferir que provavelmente um policial rodoviário estivesse conduzindo o veículo. atropelado pelo veículo enquanto transitava no quilômetro 512 da BR-116. III. d) II. U. 8/6/1999). Se reordenássemos os itens acima expressos. que morreu vítima do atropelamento. IV. III. como as que seguem. O conserto. O texto foi construído para informar que a nova UTI Móvel da PRF ficou danificada em acidente. Em virtude do acontecimento. Por enquanto. Segundanificado do o policial rodoviário. IV. houve. relatório e fotos do acidente. IV. I. I. b) I. ou seja. No deslocamento. A matéria não coloca a vida humana em primeiro lugar. do nível de leitura menos profundo ao mais profundo. II.” 14 Quando lemos um texto. que resultou na morte de um ciclista sexta-feira à noite. O texto acima comporta leituras. II. a ambulância não será usada em serviço. na parte dianteira do veículo. dentre tantas outras possíveis. No texto fica implícito que o motorista não ficou ferido. III. III.

Décio. p. do ponto de vista ambiental.2). 108 metros. Haroldo de. ( ) Pode-se inferir que o texto foi. A profundidade em que se encontra a embarcação. pelas famílias das vítimas. p. é arriscada: o submarino pode rachar no processo. In: PIGNATARI. Unioeste-PR “O destino do Kursk A informação é triste para os parentes dos marinheiros. Nesses lugares não foram detectados traços perigosos de radiação. também é segura. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. 32. 85. principalmente. o que se sobrepõe às expectativas dos parentes. 52. o melhor a fazer com o Kursk é deixá-lo onde está: no fundo do oceano. 1950-1960.” GABARITO Fragmento de texto. o que provocaria vazamento perigoso para as pessoas envolvidas e para o meio ambiente. Teoria da poesia concreta: textos críticos e manifestos. 15 A partir das informações do poema acima. Uma operação de resgate. como resposta. ( ) O poema foi construído a partir de alterações semânticas decorrentes de inversões fônicas de um grupo pequeno de fonemas. Coca-Cola. 2ª ed. a até 20 metros da superfície. Décio. (32) O adjetivo perigosos deixa subentendido que existem traços de radiação. Augusto e CAMPOS. agosto de 2000. a soma das afirmações corretas. (08) O conector desde que impõe uma negação do que foi dito anteriormente. o ideal é não mexer na carcaça naufragada. (16) A expressão além de muito cara é um argumento a mais para contrariar a solicitação de retirada dos corpos. originalmente. (01) Em A informação há uma remissão para um dado que está fora do texto. IMPRIMIR Em relação ao texto.7) têm em comum um sentido negativo. Há lixo nuclear suportável em águas bem mais rasas.5) e “cloaca” (v. (64) O pronome isso retoma a idéia de que há vazamento de radiação vindo dos reatores do Kursk. A razão é simples. (04) A informação triste para os parentes significa que o não resgate dos corpos é necessário para o bem comum. ( ) Os vocábulos “babe” (v.31. mas.Interpretação de texto II Avançar . dê. ( ) Uma síntese possível do texto é Beba coca. A conclusão segue as recomendações da Agência Internacional de Energia Atômica e baseia-se em estudo realizado com outros dejetos nucleares que repousam no fundo de mares árticos. “caco” (v. Unb-DF “beba babe beba babe caco cola coca coca cola cola cola caco cloaca” PIGNATARI. e os primeiros testes apontam para isso. São Paulo: Duas Cidades. (02) A carcaça do Kursk não será uma preocupação constante para o governo russo. CAMPOS. além de muito cara. babe cola e excrete caco pela cloaca. Voltar Língua Portuguesa . uma propaganda encomendada para divulgar as qualidades do principal produto de uma fábrica de refrigerantes. retirado da Revista Veja. desejada pela opinião pública e. porque é impossível ocorrer vazamento de radioatividade. 1975. Desde que não haja vazamento de radioatividade vindo dos reatores do Kursk.

quem realmente precisa aprender com os indígenas é a “ciência do homem branco”. essa taxa no Brasil era de 5%. p. 135 (com adaptações). Cada um deles está em busca da chamada luz no final do túnel. Subiu para 15% no início de 2000 e deve chegar a 20% no fim do ano. É difícil prever por quanto tempo a humanidade poderá contar com o fornecimento de petróleo a um custo compensador.” MORIN. mesmo com novas tecnologias de extração sendo desenvolvidas a cada dia. lá. os índios. comum entre os vikings. Texto para as questões 34 e 35: “O Brasil precisa arrumar novas fontes de energia para ver a luz no fim do túnel A relação entre crescimento econômico e energia é direta. ( ) o culto do corpo são em mente sã. estudaram. o mundo parece ter atentado para o problema da extrema dependência em relação a poucas fontes de energia. ( ) Pelo segundo período do texto. O sistema brasileiro opera próximo ao limite da capacidade instalada. entra em colapso. copiaram e discutiram. Em nossas aldeias. a economia pára. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. Queremos dizer isso a vocês. que não está nas terras indígenas no momento da fala. Saberes globais e saberes locais — o olhar transdisciplinar. há plantinhas e árvores grandes. Se ela faltar. com uma pequena margem de sobra. Lá não temos problema de emagrecer. é correto concluir que. no sentido de mostrar que a ciência do homem branco precisa conversar com a ciência indígena. Simples assim. Se a geração de energia não for suficiente. o motivo é uma falha nas linhas de transmissão. a magia de tentar entender este Criador: o espírito da floresta. contraria os hábitos das colônias indígenas remanescentes no território nacional. em geral. do dia e do tempo. 16 33. na opinião do autor. Veja. principalmente (o que às vezes vocês não percebem). Nós. Lá. que estão nas mãos de um número reduzido de controladores e que ninguém sabe por quanto tempo serão suficientes para suprir as necessidades globais. ( ) O texto é narrado em primeira pessoa.Interpretação de texto II Avançar . o espírito da sabedoria com quem os pajés podem conversar. Estes podem compreender e transformar aquelas plantas no nosso sustento. Edgard. no canto das terras indígenas. não um colapso na geração. O índice internacionalmente aceitável é de 3%. as águas doces estão todas nas terras indígenas. Desde que o preço do petróleo começou a subir teimosa e implacavelmente. UnB-DF Com referência às idéias do texto e sua relação com outras áreas do conhecimento. Dificilmente a falta de energia atinge as pessoas diretamente. da capacidade de produção e do crescimento do consumo. 2000 (com adaptações). no ano passado. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) Infere-se do texto que viver de acordo com o movimento do dia e da noite deu origem a academias de ginástica para emagrecer. o remédio. Denise. A prova de que há uma certa angústia no ar em relação ao suprimento energético é a atitude dos grandes consumidores. pois o consumo doméstico é irrisório no cômputo geral. para que nós. 6/9/2000.Texto para a questão 33: “Idéias sustentáveis A biodiversidade. as olhemos e dali tiremos a água. uma nação está segura quando há três chances em 100 de faltar energia. Quando falta luz em casa.” RAMIRO. Muitos pesquisadores já foram a nossas aldeias. Rio de Janeiro: Garamond. Em energizês. Ou seja. em termos de vida. no meio do mato. O que pesa são os gastos industriais. não temos academia de ginástica. a magia da vida. os seres humanos. Em 1997. que estamos cuidando deste patrimônio ao longo do tempo. nunca tivemos a oportunidade de contar e de compartilhar o que significa para nós esse patrimônio. No que diz respeito ao petróleo. o país não pode crescer. pelo foco do silvícola. a alimentação e. o país tem sete vezes mais possibilidade de sofrer com a falta de energia do que seria aceitável. Há um cálculo mundial para detectar a probabilidade de um país ficar no escuro. são todas meio improvisadas as estimativas a respeito das reservas. Tudo é feito de acordo com o movimento da noite.

( ) As porcentagens no primeiro parágrafo permitem afirmar que. pressuposta no início do romance. ( ) Devido a novas tecnologias.Interpretação de texto II Avançar . pois aquilo que ele pensou não poderia ocorrer no sertão. a expressão “luz no final do túnel” foi explorada duplamente: com o sentido conotativo. 36. então. se em 1997 a população brasileira era de 140 milhões de habitantes. Causa dum bezerro: um bezerro branco. ( ) As idéias do texto permitem inferir que os colapsos na geração de energia estão relacionados ao consumo industrial. havia chance de faltar energia para 7 milhões de pessoas. ainda não-explorados. Voltar Língua Portuguesa . UFRS Leia o trecho abaixo de Grande Sertão: Veredas. Alvejei mira em árvores no quintal. e) Para o narrador. erroso. Cara de gente. pois o país conta com potenciais energéticos imensuráveis. por defeito como nasceu.” 17 GABARITO IMPRIMIR Assinale a afirmativa correta em relação ao trecho. instantaneamente — depois. se vai ver se deu mortos. sobre a qual o narrador e o ouvinte estariam conversando. vieram me chamar. os olhos de nem ser — se viu —. Por meu acerto. de Guimarães Rosa. ( ) No período final.4 milhões de pessoas. c) A interpretação do interlocutor sobre os tiros está equivocada.34. os tiros sempre indicam que houve morte de homens. e denotativamente. a situação brasileira é altamente favorável. o pronome “ela” pode referir-se tanto a “energia” como a “geração”. para uma população estimada em 167 milhões no final de 2000. a falta deverá atingir 33. Todo dia isso faço. arrebitado de beiços. Não tenho abusões. no baixo do córrego. Me disseram. ( ) No terceiro período. significando solução para o problema. desde mal em minha mocidade. ( ) O tom de preocupação acerca do tema e a redação de trechos como “Simples assim” e “busca da chamada luz no final do túnel” indicam que a linguagem predominante no texto é a coloquial. primeiro a cachorrada pega a latir. Mataram. isto é o sertão. cara de cão: determinaram — era o demo. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. mas apenas transformada. eu não quis avistar. ( ) Ao mencionar “a geração de energia”. Daí. Povo prascóvio. d) O aparecimento do bezerro com máscara de cachorro não causa estranhamento entre os sertanejos. O senhor ri certas risadas… Olhe: quando é tiro de verdade. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não. com referência à luz como energia luminosa. a) “Nonada” remete a uma situação anterior. b) As palavras do narrador indicam que o “senhor” compreendeu adequadamente o ocorrido. Vieram emprestar minhas armas. esse figurava rindo feito pessoa. cedi. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. UnB-DF No que se refere às idéias do texto e sua vinculação com outras áreas do conhecimento. 35. Dono dele nem sei quem for. O senhor tolere. ( ) O termo “energizês” é uma criação vocabular formada a partir de energia para designar a linguagem técnica internacional do setor da Bolsa de Valores de São Paulo que trata da economia de energia. Mesmo que. “— Nonada. Deus esteja. gosto. o texto argumenta contrariamente ao princípio da Física segundo o qual energia não pode ser criada. UnB-DF A propósito das idéias e expressões do texto. e com máscara de cachorro.

CELULAR. já que o autor define a TV como um meio de comunicação demasiadamente popular.” GABARITO Veja. Jeep Grand Cherokee. de 30 jul. a especificação de conceitos. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional.37. consideradas num certo período e em determinado lugar. é possível afirmar que ( ) prevalece. no interior do país. mas durante muito tempo aparelhos de TV foram privilégio das classes alta e média. um tipo de ordenação muito utilizado nos textos jornalísticos: a ordenação por contraste de conceitos. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão ‘Up Country’ para você chegar onde ninguém chegou. Jeep Grand Cherokee. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir dela. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda.0 L High Output. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. julgue os itens que seguem como verdadeiros ou falsos: ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. foi publicado na TVFolha. A vida moderna em favor da vida de verdade. 38. demasiadamente popular. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. apenas os mais ricos possuíam um televisor. duplo air-bag. a televisão esteve associada a privilégio de classe é demonstrado por meio de um tipo de ordenação: a enumeração de fatos. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Ele tem motor 4. Jeep® Só Existe Um. UFMT Com base no texto acima. no fragmento. A televisão foi implantada no Brasil em 1950. reacionário ou malfeito é apenas popular. no fragmento. de Alcino Leite Neto. no Brasil.Interpretação de texto II Avançar . 2000. 11/10/98.400 O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. “Muito do que se condena na televisão brasileira como sendo obtuso. ( ) sobressai. ( ) o argumento de que. então predominantemente rural. Texto para a questão 38: “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. UFGO O trecho abaixo. A partir de R$ 55. ( ) a ordenação por tempo e espaço favorece um raciocínio que opera com noções de transformação e mudança.” 18 A respeito da forma de ordenação de idéias empregada pelo autor. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. No início da década de 60.

cavalete. externo. água quente. Cigarro e fósforo. quadros. espaço. maço de cigarros. Mesa. projetor de filmes. gravata. espuma. fósforo. cigarro. pratos. (16) Trata-se de um texto em prosa em que a construção do personagem não permite uma universalização da experiência por ele vivida. espátula. caixas de entrada.39. Vaso. papéis. meias. água. Prova disso é que todos os elementos da narrativa (personagem. notas. papel. bule. etc. não consegue adaptar-se à mediocridade que caracteriza a vida dos seus semelhantes. caixa de fósforos. Carro. Táxi. pia.Interpretação de texto II Avançar . Água. Mesa. singular e diferenciado dos demais. Pasta. vales. pasta. Mictório. gravata. espuma. 71. xícara. Creme para cabelo. Cigarro. papéis. água. telefone. (64) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a repetição e a metonímia. bloco de papel.) do que a determinação que o personagem principal sofre do meio social. guardanapos. paletó. (08) Trata-se de um texto em prosa em que as ações e a situação dramática são reduzidas ao contato com objetos do cotidiano. pijama. espaço. carro. marcada pela solidão e pelo automatismo.” RAMOS. Mesa e poltrona. 19 (01) Trata-se de um texto em prosa. poltrona. E. caneta. caneta. (02) Trata-se de um texto em prosa. Provas disso são. Carteira. toalha. revista. Prova disso é o fato de que as ações e a situação dramática. giz. pastas. níqueis. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. Poltrona. folheto. J. Prova disso é que o que se destaca são os sentimentos do personagem. telefone. pia. Chinelos. relógio. cartaz. de saída. Quadros. gilete. camisa. escova. Maço de cigarros. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . tempo. sapatos. quadro-negro. cueca. vaso. por exemplo. a falta de nome próprio e de descrição física do personagem. U. caixa de fósforos. Papéis. Cigarro e fósforo. Paletó. papéis. creme de barbear. água. 1995. exemplificado pelo escritório da agência de publicidade em que trabalha e pela classe social a que pertence: a classe média. marcado por uma das características fundamentais do realismo do século XIX: o determinismo social. caneta e papel. sabonete. (32) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a antítese e a metáfora. Mesa.) são construídos a partir do uso exclusivo de substantivos. etc. cinzeiro. marcado por uma das características fundamentais da arte moderna e contemporânea: a pesquisa de novas formas de expressão estética criadas a partir do experimentalismo lingüístico. “Circuito fechado Chinelos. Escova. água. fósforo. xícara. telefone. livro. no caso. Mesa. agenda. fósforo. como resposta. talheres. relatórios. pente. sapatos. cigarro. que exerce uma função criativa. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. descarga. São Paulo: Moderna. Prova disso é o fato de que a primeira contrapõe a rotina massacrante do trabalho à imprevisibilidade característica da vida doméstica. fósforo. Contos brasileiros contemporâneos. copo. p. xícara. Maço de cigarros. Prova disso é o fato de que importa menos a forma pela qual são construídos os elementos da narrativa (personagem. talheres. Cigarro e fósforo. no isolamento de sua casa e do escritório da agência de publicidade em que trabalha. vaso com plantas. fósforo. a explicação do comportamento humano baseada na idéia de que o homem é um produto do meio em que vive. água fria. copos. Cueca. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. documentos. chinelos. calça. papel. Jornal. fósforo. cadeiras. guardanapo. cortina. cadeira. água. sabonete. caneta e papel. cadeiras. bloco de notas. água. tempo. evidenciando que o personagem vive uma vida tediosa e aborrecida. garrafa. copo com lápis. cama. xícara pequena. bilhetes. jornal. Xícaras. Poltrona. prova de anúncio. Abotoaduras. papéis. talheres. fotos. marcado por uma das características fundamentais do romantismo: a solidão do homem que. Bandeja. descarga. canetas. Escova de dentes. copos. limitada à rotina da polaridade casa-trabalho. cartas. creme dental. cheques. revista. Relógio. cigarro. chaves. construídas por meio do uso exclusivo de substantivos. a soma das alternativas corretas. cinzeiros. caixa de fósforos. telefone. pincel. cigarro. lápis. evidenciando a passividade (não-ação) e a desumanização do personagem. papéis. esclarecendo o título do texto. telefone interno. abotoaduras. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. papel e caneta. telefone. Prova disso é o fato de que a primeira enfatiza a idéia de rotina. espuma. In: LADEIRA. pratos. cadeiras. memorandos. Televisor. de G. (04) Trata-se de um texto em prosa. telefone. prato. Tal isolamento é necessário para que o personagem desenvolva suas idéias e realize as suas obras. cigarro. lenço. xícara e pires. Dê. creme dental. Coberta. Ricardo. pasta. convertem-se no seu contrário. cigarro. cadeiras. Pia. papéis. copo de papel. Cigarro e fósforo. Quadros. toalha. esboços de anúncios. guardanapo. fósforo. provavelmente artística. travesseiro. camisa. meias. Mesa e poltrona. Maringá-PR Leia o texto a seguir e assinale o que for correto. calça. relógio. papel e caneta.

em 98. Os senadores poderiam até acenar com dados de duas das melhores universidades do Brasil. Em 1999. Os ainda poucos brasileiros que chegam ao ensino médio público estudam em escolas cujo nível claramente se degrada. presente no título. deve ser excluído? É uma minoria seleta de grandes escolas privadas que coloca seus alunos nas melhores universidades. IMPRIMIR ( ) a frase “Reservar cotas para estudantes… pode reservar votos para os defensores de tal projeto” (último parágrafo) é sinônimo de democracia. pois os políticos só se interessam por soluções paliativas e que provocam impacto. em idade de estudar no ensino médio. ( ) nos cinco parágrafos entre o início e a conclusão do texto. uma vez que são elas que lhes renderão votos nas urnas. Voltar Língua Portuguesa . De resto. como justifica o projeto do Senado. ( ) falta vontade política para a solução de problemas cruciantes da sociedade brasileira. cursaram o ensino médio. justificam. Vale lembrar ainda que são 5 milhões os que cursam o ensino médio público. a partir do segundo.Interpretação de texto II Avançar . Na justificação do projeto senatorial. de formação dos melhores e mais capacitados quadros do país. Apenas 45% dos alunos das universidades federais viriam de escolas públicas. nas quais apenas 25% dos aprovados no vestibular. de resto em detrimento de estudantes mais preparados. p. vestibulandos bem-sucedidos de escolas públicas cursaram estabelecimentos que muitas vezes estão em bairros de classe média. Há 20 anos eles foram 57%. Alguma aritmética pode dar ainda a medida da inocuidade do projeto de cotas. alega-se que a lei é ‘medida de ação afirmativa’ que quer ‘atenuar a discriminação imposta às camadas mais pobres’. São poucos os de fato pobres que furam a barreira da ‘discriminação’. aumentaria em 7. 53% estão atrasados nos estudos. Com a nova lei. estão em escolas desse nível de instrução. Cad. 05/09/99.000 o número de alunos de escolas públicas na USP. Resta a aprovação da Câmara para que a criação de cotas no ensino superior e uma benevolência demagógica se tornem lei. 27% dos novos alunos da USP vieram de escola pública. USP e Unicamp. que há aos milhares. começa construir a oposição ao que foi afirmado. 1. Por que as vagas serão reservadas apenas aos que fizeram integralmente seus estudos na escola pública? Quem a duras penas teve estudos pagos por um ou dois anos em uma barata e ineficaz escola privada. permite-nos estabelecer a oposição “democracia versus demagogia”. Paulo. cujos pais têm boa formação educacional. Parece evidente que o enfoque sério do problema deve ser o da melhoria da educação pública. Há cinco anos. ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo e já. 20% dos estudantes da Unicamp provêm de famílias com rendimento inferior a dez salários mínimos. o enunciador constrói argumentos que se apóiam em comprovações que. uma vez que a escola pública concretiza o termo democracia. eles eram 32%. em escola do Estado. A reação imediata diante desse tipo de iniciativa é lembrar aos parlamentares que universidade é centro de excelência. ainda assim ela não basta para pagar mensalidades de escolas de elite. Mesmo assim. Embora a grande maioria dos brasileiros tenha renda inferior a essa. a oposição estabelecida nos dois primeiros. 2. UEGO A partir da leitura do texto. 20 GABARITO 40. Segundo o Mec. num processo decrescente vão reafirmar.Texto para as questões 40 e 41: “Escola Pública e Demagogia O Senado acaba de reservar 59% das vagas das universidades públicas para estudantes que fizeram seus cursos fundamental e médio apenas nas escolas públicas. mas pode reservar votos para os defensores de tal projeto. Mas apenas esse argumento não mostra quão desinformada é a atitude dos que defendem tal medida.” Folha de S. auxiliam as escolas até com dinheiro e participam da comunidade escolar. no parágrafo final. podemos afirmar que ( ) a palavra demagogia. ademais se considerada a ambição de propósitos senatoriais. na Unicamp e nas instituições federais que matriculam por ano 107 mil novos alunos. Reservar cotas para estudantes do Estado não ataca o problema. Um exame em detalhe da questão revela as inconsistências do projeto. Apenas 25% dos brasileiros.

pode-se afirmar que: ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. de acordo com a leitura. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. mas também ‘com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres.E. conseqüentemente. no livre exercício de suas próprias soberanias. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. I. Além disso. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’. ( ) Infere-se que se estabele uma diferença entre liberdade política e liberdade de espírito. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. ( ) no quarto. Colômbia.” GABARITO IMPRIMIR Julgue os itens a seguir. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos.41. o autor apresenta a degradação crescente do nível de ensino da escola pública. Voltar Língua Portuguesa . estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. esclarecendo e conquistando a adesão do leitor às suas idéias. ( ) no último parágrafo. 1948). uma vez que sua conclusão é incontestável. a resolução sobre ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. UEGO Em relação à estrutura e ao conteúdo dos parágrafos. ( ) Cada país membro encarrega-se. o enunciador apresenta os argumentos de seu opositor. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. ao mesmo tempo em que acena com a possibilidade de que a proposta não chegue a ser lei. comprovando o caráter demagógico da medida. compreensão e interpretação textuais: ( ) Desses. quinto e sexto parágrafos são fornecidos detalhamentos da afirmação feita no terceiro e esses detalhamentos contribuem para dimensionar a inocuidade do projeto.Interpretação de texto II Avançar . 42. como tal. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. ( ) Infere-se que os direitos configurados na Carta Internacional de Garantias Individuais sofrem alguma espécie de limitação. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. no interior de suas fronteiras. de velar pela observância das normas criadas internacionalmente. como a realização dos postulados da justiça social’.Superior de Brasília-DF 21 “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. temos uma primeira oposição ao proposto no primeiro e uma introdução ao terceiro. ( ) no segundo parágrafo. fatores de coesão textual. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. esses são anafóricos e. ( ) Os membros da OEA se obrigam a seguir as normas de promoção e proteção dos direitos do homem. ( ) no terceiro parágrafo.

seja ele quem for.Interpretação de texto II Avançar . o proprietário senhorio. ‘Eu me preparei para enfrentar a adversidade. os verbos em destaque exercem a função sintática de predicativo do sujeito. basta terem o poder.” não teria o sentido de contraposição alterado. a intromissão do narrador apresenta sutilmente uma característica negativa do caráter da personagem. ( ) À fala de Nariz de Ferro aplica-se a conhecida expressão “olho por olho. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. ( ) No fragmento em análise. com relação ao modo de citação do discurso. eu disse. era um pouco mais negro do que o rosto. companhias de cartões de crédito. depois do verbo por anteceder a preposição “para”. de linhas perfeitas. com relação ao modo de narrar. nunca foi escrito. Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. fodidos e oprimidos”. em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. o nível informal. exterminar indivíduos e organizações odiosas. U. ( ) Em “Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. ( ) De acordo com a fala da primeira personagem. companhias de serviços públicos. o referido Manual é escrito para as pessoas que têm poderes — como financeiro e político — e apresenta métodos para destruir aqueles que não têm esses poderes. ( ) No fragmento em análise. aniquilar. imposto de renda. o predomínio do diálogo. mas também das que ainda pretendia fazer.) ‘Está enganado. que era um anão. se fosse assim reescrito: Nariz de Ferro.Católica-GO Levando em consideração as relações de sentido na construção do texto.Texto para as questões 43 e 44: “(…) Eu deixara o visitante falar. que era um anão. o qual se constrói com uso do discurso direto. percebe-se. ( ) Em “Eu deixara o visitante falar…”. dente por dente”. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. ( ) O uso da palavra “ainda”. mas também das que ainda pretendia fazer. ( ) Em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. Seu nariz imenso. Nele descrevo. ( ) O pronome “me” em “Em me preparei para enfrentar a adversidade” teria de vir. ( ) O período “Nariz de Ferro. virando sua enorme cabeça de cabelos encarapinhados. (Esse livro. forças armadas. qualquer pessoa ou instituição que tem força e sacaneia os outros. pela presença de alguns vocábulos mais utilizados na linguagem oral. Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. na verdade. como atormentar e destruir sem misericórdia. mostro como atacar saindo das sombras. Gosto das pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas’. embora tivesse a postura de um gigante presunçoso… ( ) O vocábulo “altura” em “Gosto de pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas”. os métodos mais sujos e destruidores para se ir à forra de qualquer inimigo. mas também das que ainda pretendia fazer”. o verbo “deixara” poderia ser substituído por seu correspondente composto. sem interrompê-lo. 44. levantou-se e. desmoralizar. ( ) De acordo com o texto. a loja comercial. (…)” 22 43. os nossos inimigos podem ser pessoas ou instituições. fodidos e oprimidos. a presença de um narrador personagem e. arruinar. é ambíguo e provoca um efeito de sentido que permite uma referência tanto a aspectos psicológicos quanto físicos. Ensino a técnica adequada para devassar. que significa “gabar-se. minuciosa e sistematicamente. de acordo com a regra de colocação pronominal. levando-se em consideração outras informações contidas no texto. mais utilizado na linguagem oral: Eu tinha deixado o visitante falar… IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Católica-GO Com base na construção e organização gramatical do texto. que era um anão. bancos. exibiu o perfil para mim. Nariz de Ferro. Pela sua cara vejo que não gosta de mim’. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. introduz o pressuposto de que Nariz de Ferro não escreveu o Manual. U. vangloriar-se”. O nível formal evidencia-se pela predominância de uma construção sintática adequada à norma padrão. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. Essa afirmação é reforçada por meio do vocábulo “jactar-se”. mas admite a possibilidade de o livro ser escrito futuramente. a polícia. há a mistura dos dois níveis de linguagem: o formal e o informal.

46. ( ) A referência à festa da Flor configura-se no texto como uma crítica ao sentido capitalista da criação de determinadas datas comemorativas.Católica-GO As proposições que se seguem referem-se ao texto. U. o complemento verbal refere-se aos dois verbos empregados: foi e viu.Interpretação de texto II Avançar . “Uma feita era dia da Flor. festa inventada pros brasileiros serem caridosos…” ( ) A mocica fez ele parar… O uso do pronome do caso reto como complemento não é adequado. No entanto. Uma feita era dia da Flor. louro… Aqui diz que situação de crítica ao apeas pessoas que passam muito tempo conectadas à Internet go excessivo das pessoas acabam menosprezando seus ao mundo virtual e um laços de amizade… alerta em relação à utilização das informações que deveriam servir para colocá-las em sintonia com seu mundo real. e examinava dentro dela aquela porção de monstros. ( ) Em “Aqui diz que as pessoas que passam…”. festa inventada pros brasileiros serem caridosos e tinha tantos mosquitos carapanãs que Macunaíma largou o estudo e foi na cidade refrescar as idéias. ( ) Em “Foi e viu um despropósito de coisas”. dividindo a língua em dois registros: o falado e o escrito. no texto verbal da charge.”. Julgue-as. 23 ( ) Em “se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. ( ) No texto. Macunaíma passeava e encontrou uma cunhatã com uma urupema carregadinha de rosas.” ANDRADE. Já sabia o nome de tudo. têm como referente um mesmo elemento nominal: a palavra “louro”. é de origem francesa e está grafada de acordo com a regra ortográfica vigente. de acordo com as normas da língua padrão. o emprego dessa forma contraria uma característica do texto — a oralidade — uma vez que a forma utilizada na linguagem coloquial é vitrine. em “Parava em cada vitrina”. Mário. percebe-se uma referência explícita às variedades lingüísticas em nosso país.Católica-GO Considere a charge que segue e julgue as afirmativas como verdadeiras ou falsas. o segundo “que” é pronome relativo e. Macunaíma. Parava em cada vitrina. ( ) A charge apresenta uma Imagina. A mocica fez ele parar e botou uma flor na lapela dele. ( ) O imperativo do verbo “imaginar” e o pronome “seus”. “Macunaíma aproveitava e esperava se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. Foi e viu um despropósito de coisas. ( ) Em … “até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. como pronome relativo. Essa afirmação confirma-se nos dois últimos períodos do texto. o brasileiro falado e o português escrito”. exerce função sintática na frase em que aparece. ( ) A expressão facial do internauta e outros elementos icônicos presentes na charge reforçam e exemplificam a mensagem verbal. o brasileiro falado e o português escrito. falando: Custa mil réis. ( ) A palavra “vitrina”. ( ) O emprego do acento grave em “conectadas à Internet” está adequado por ter a palavra — “Internet” — sido considerada do gênero feminino em língua portuguesa. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . fica clara a consideração e a amizade do internauta por seu animal de estimação. U. observa-se uma intertextualização com a passagem bíblica referente ao Dilúvio.45. tanto que até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. em contraposição ao conceito inicial dado à festa da Flor.

26/04/2000. Para as companhias. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. graças à Renault. 48. o poema não possui “elos” conectivos. Para as companhias. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. um poeta. Para os executivos e a família. pois não possui “elos” entre um verso e outro. 47. b) o governo da Bahia ofereceu mais incentivos à Ford.Texto para as questões 47 e 48: “No Brasil. Certas árvores só frutificam de 25 em 25 anos. c) o governo da Bahia trapaceou o governo do Rio Grande do Sul. existem colônias de franceses no Paraná. essa transferência representa um reforço na filial. 24 No fragmento anterior. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. transferência dos brasileiros. não se preocupa com sua coerência. 49. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. companhias transnacionais. essa transferência representa um reforço na filial”. os versos do poema estão justapostos. por isso esta empresa instalou-se lá. os termos sublinhados referem-se respectivamente às seguintes passagens do texto: a) companhias transnacionais. e) o governo do Rio Grande do Sul não colocou guardas na Ford. b) mudança dos executivos. mais de 400 estão instaladas no país. Anna Paula.Interpretação de texto II Avançar . d) empresas da Renault. ao construir um poema. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. Desde 1990. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. c) empresas da Ford. mas possui significação. pois as frases estão soltas. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. O orangotango é profundamente solitário. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios.” BUCHALLA. transferência dos brasileiros. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. por isso a Bahia rouboulhe esta empresa. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. UEMS “Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. o poema é coerente. Podemos inferir que: a) o governo da Bahia convenceu o governo do Rio Grande do Sul a deixar a Ford naquele Estado. mudança dos executivos estrangeiros. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. Macacos também preferem o isolamento. e) companhias transnacionais. a) b) c) d) e) o poema não é coerente. Veja. e isto garante a sua coerência. Voltar Língua Portuguesa . a mudança é um sacolejo completo na vida. d) o governo do Rio Grande do Sul não quis a Ford em seu estado.” GABARITO IMPRIMIR Carlos Drummond de Andrade. Das 500 maiores companhias transnacionais. O mundo não é o que pensamos. UEMS A partir da leitura do poema abaixo podemos afirmar: “Cobras cegas são notívagas. mudança dos executivos estrangeiros. Hoje. Em São Paulo. Andorinhas copulam no vôo. UEMS Na passagem A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford.

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . quando a cidade inteira estava muito ocupada em se divertir. que o guarda até hoje. nos arredores da cidade. no Rio de Janeiro. foi produzido. d) a possibilidade de que. nos arredores da cidade. no futuro. → os répteis que habitavam a região. c) a potência do computador de hoje. todos os robôs venham a ser desligados. b) a crítica que considera tresloucada a previsão da revista Popular Mechanics em 1946. Lembremos: quando um dos primeiros computadores do mundo. assinalando V (verdadeira) ou F (falsa). Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros do período jurássico. o Eniac. → o interior paulista. As lajes tinham sido arrancadas das rochas de uma pedreira. a revista Popular Mechanics escreveu que a nova maravilha eletrônica tinha 18 mil válvulas e pesava 30 toneladas. para meter a picareta no calçamento e levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. um dos maiores paleontólogos do mundo. que o guarda até hoje. como pensam alguns. assim. que não seja possível sequer desligá-los. → Rio de Janeiro. Texto para as questões 51 e 52: “Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas. um computador bem mais poderoso do que o Eniac cabe no bolso da camisa. em todos eles. Ali estavam impressas pegadas de répteis que habitaram a região de Araraquara 180 milhões de anos atrás. Abril. Hoje. “A cidade das calçadas jurássicas O padre italiano Giuseppe Leonardi. na época. no Rio de Janeiro. ( ) O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. uma previsão tresloucada: ‘Os computadores do futuro talvez usem apenas mil válvulas e pesem em torno de uma tonelada’. um dos primeiros computadores do mundo. no Rio de Janeiro. Talvez não. → o padre Giuseppe Leonardi. e) a comparação entre o peso dos primeiros computadores do mundo e o dos computadores na atualidade. UFPR No texto abaixo. 1999. várias expressões retomam ou antecipam outras para conferir coesão ao texto. assumindo.Interpretação de texto II Avançar . Leonardi explicou ao prefeito que precisava arrancar os trechos de calçadas com pegadas de dinos. 25 ( ) Ali estavam impressas pegadas de répteis… → lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. Talvez não. ( ) Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. Esse fato autoriza a reiteração da dúvida: estarão os cientistas sonhando? Talvez sim. Esperou o Carnaval. reparou em algo estranho.” GABARITO 51. Ficou tão entusiasmado que até se esqueceu de ir ao dentista. O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. → pegadas de répteis. que supera o Eniac.50. Talvez estejam sonhando. que o guarda até hoje. um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens. fazendo o que pareceu. Marque a(s) alternativa(s) que aponta(m) corretamente essas ligações. ( ) Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros… → rochas de uma pedreira. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. A análise das marcas confirmou o seu palpite.” Superinteressante. em 1946. estava viajando pelo interior paulista em 1976 quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. ( ) … quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. Unifor-CE O texto explora como idéia central: a) a incerteza que envolve o julgamento de alguns acerca da garantia dos cientistas a respeito dos robôs do futuro. Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade reparou em algo estranho. Mas o padre-cientista não se abalou.

vive doente. E mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. ele terá mostrado que o socialismo é possível nesta parte do mundo. na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime. Recortes. Provavelmente. a fim de pagar os sustos que deu. políticos e jornalistas que se dizem democratas. que impede o povo de superar a opressão social e política. c) ainda hoje há previsões tresloucadas a respeito dos computadores. os jornais. 26 53. d) os defensores de uma falsa democracia. a frase que está reconstruída de modo a preservar seu sentido é: a)“Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona” = pressupõe-se que essa atitude implique o funcionamento do socialismo. mas cultivado e agravado a miséria de um povo que. e) os cidadãos. Texto para as questões de 53 a 56: “Um triste espetáculo é a alegria feroz com que os políticos e cidadãos que se dizem democratas. Antonio. graças à aquisição dos requisitos indispensáveis — saúde.52. b)“tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade” = livrar o povo de quem o sujeita e fazê-lo crer na ilusão de que seja digno. Mas o fato é que (repita-se pela milésima vez) o regime cubano conseguiu o que nenhum outro tinha conseguido na América Latina: tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade. cuja principal preocupação é gerar a instabilidade do regime socialista. alimentação. não sabe ler. ao invés da opressão política imposta pelas elites. que só pode ser mencionada entre aspas. a bicicleta substitui o automóvel. cinco séculos depois do Descobrimento.” CANDIDO. Parece que lhes dá prazer noticiar e comentar que falta alimento e roupa. Isso. Fuvest-SP Considerando-se o contexto em que aparece. b) os entusiastas de um conceito superado de democracia. e) robôs e computadores condicionam o poder da tecnologia. 54. Note-se que isso não é uma vaga esperança: é uma realidade. pois tem não apenas mantido. na miséria e na desgraça coletiva. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . mas se submetem a todo e qualquer tipo de ditadura. tendo em vista a influência que já exerce em nosso país. segundo o qual as eleições consolidam o poder político do povo. relativa equivalência de oportunidades. b) a eficiência do computador independe de suas dimensões. c)“permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias” = possibilitando uma vida menos humanitária. Com certeza esperam que o regime odiado acabe na fome. portanto. serve de boa massa para os demagogos elegerem quanto aventureiro consiga vender a sua deteriorada mercadoria política. Fuvest-SP O autor identifica os opositores do regime cubano entre a) os membros da oligarquia cubana. d)“na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime” = em face da intuição de que o regime está perdendo força. permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias. afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos. para esses críticos eufóricos o que funciona é a ‘democracia’ brasileira.Interpretação de texto II Avançar . Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona. a TV descrevem as dificuldades de Cuba. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. d) o computador é a expressão mais aprimorada do avanço da tecnologia. c) todos os que sentem prazer em derrotar o socialismo cubano. e)“que só pode ser mencionada entre aspas” = cuja menção deve vir sempre ressalvada. o rádio. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) qualquer ameaça dos robôs do futuro ao homem será detida pelo simples gesto de desconectá-los. quando as classes dominantes não resolvem salvar a pátria por meio do singular instrumento ‘democrático’ que são os golpes mais ou menos militares. sofre todas as privações e.

o que é insultuoso é que ela o seja apenas para alguns. não apenas o daqueles mais ricos. Em relação ao texto. a costureira é anêmica. Kropotkin — têm enormes apetites sociais.55. II. II. a qualificação de “eufóricos”. tendo em vista o bem da sociedade em geral. a não ser ‘social’ seja tomado no sentido de ‘mundano’.. está correto somente o que se afirma em a) I. e se chamava Bernard Shaw. c) I. E nossos homens de governo têm uma pasmosa desambição de governar. II. d) uma possibilidade de exploração. A veracidade das informações de que em Cuba “falta alimento e roupa... Unifor-CE A expressão “apetite social” significa. b) II. mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. Foi um homem que a vida inteira viveu de seu trabalho.’ Quem escreveu isso não foi nenhum de nossos estimados agiotas. Não era um cínico. William Morris. sofrem com a arquitetura da casa do vizinho. além daquilo que já faz parte de seu patrimônio. não se contentam com esposas cheias de diamantes e filhas em flor. da mão-de-obra oferecida por algumas profissões bastante desvalorizadas. c) III. e) II e III... para tornar melhor a sociedade em que vivia — e em certa medida o conseguiu. II. e) I. mas um homem de vigorosa fé social. Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações: I. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. d) I. terá mostrado que o socialismo é possível. Nas expressões “relativa equivalência de oportunidades” e “afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos”. atribuída a “esses críticos”.Interpretação de texto II Avançar . 27 56. na posse de bens particulares e influência pessoal. ‘Dinheiro é a coisa mais importante do mundo. não se contentam com belas casas. pela camada mais alta da população. e porque todo homem que encontram não é um amigo e toda mulher não é romance.. aquisição dos requisitos indispensáveis. que passou a vida lutando. a lavadeira cheira a gim. queixam-se porque a operária está mal vestida. que tempo. que situação! A vida deveria ser boa para toda gente.. querem belas cidades. tirar o povo da sujeição torpe. tirar o povo da sujeição torpe: II. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. a bicicleta substitui o automóvel” é contestada pelo autor. b) uma preocupação mais ampla. a iniqüidade mantida pelas oligarquias. deve-se à convicção de que eles avaliam com pessimismo as possibilidades da democracia no Brasil. Texto para as questões de 57 a 60: “Um amigo meu estava ofendido porque um jornal o chamou de boa-vida. a seu modo. Vejam que país. b) I. No segundo parágrafo. terá mostrado que o socialismo é possível. e) a ambição de possuir sempre mais. aquisição dos requisitos indispensáveis.’ Esse ‘apetite social’ é raríssimo entre os nossos homens ricos. no texto. os elementos sublinhados indicam a preocupação do autor em manter sua objetividade diante dos dados que analisa.. IMPRIMIR c) a discrepância entre a visão que um escritor tem da vida em sociedade e a realidade vivida por algumas camadas sociais. II. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. III. GABARITO 57. Ele nos fala de alguns homens ricos: ‘Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida — homens como Ruskin. Voltar Língua Portuguesa . para alguns homens: a) o usufruto de uma condição econômica bastante favorável. Fuvest-SP No terceiro parágrafo. estão articuladas numa relação de causa (I) e efeito (II) as seguintes expressões: a) I. que não é percebido como suficiente.” Rubem Braga. d) I e II.

no texto.58. sem preocupar-se com sua sobrevivência. de que tomar-se rico deve ser o objetivo final daqueles cujo trabalho é reconhecido publicamente. inclusive Bernard Shaw. b) não há mérito social algum em pessoas que vivem apenas de seu trabalho. sem se deixar expor pela imprensa à opinião pública. b) enfatiza a necessidade do dinheiro. que possibilita a um escritor dedicar-se plenamente ao seu trabalho. de que ricos são aqueles que buscam melhorar as condições de vida para todos os que compõem uma sociedade.. b) prestação de serviços básicos e trabalho intelectual. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) senso estético de determinados grupos sociais e seu poder econômico. a par dos órgãos governamentais. único meio de as pessoas desfrutarem de uma vida digna na sociedade. 59. habitualmente. o objetivo principal e a forma de que dispõem os homens ricos de exibir tudo aquilo de que desfrutam. Unifor-CE “Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida têm enormes apetites sociais. Unifor-CE Depreende-se corretamente do texto que o cronista: a) defende sua própria opinião de que as pessoas mais ricas só vivem preocupadas com sua vida particular e com o bem-estar de sua família. e) agiotas e escritores podem ter opiniões idênticas quanto ao real valor do dinheiro. c) reconhece as razões de pessoas que preferem viver sua vida discretamente. 28 d) aceita a postura de várias figuras ilustres. c) caberia à camada mais rica da sociedade..Interpretação de texto II Avançar . especialmente os considerados pouco dignos dentro da sociedade. e) compartilha a opinião de Bernard Shaw. d) jornalistas devem ter sempre o cuidado necessário para não expor publicamente a situação econômica e social de algumas pessoas. e) propriedades particulares e vida familiar organizada. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) a vida mundana se torna.” Essa afirmação estabelece. estabelecer condições para a igualdade social. GABARITO 60. d) relacionamento afetivo e condições socioeconômicas de preservá-lo. um paralelo positivo entre: a) percepção das dificuldades de algumas camadas sociais e justiça social.

não senti falta. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão. O texto apresenta uma visão da vida cotidiana de um homem que.” TREVISAN. A subjetividade presente no texto é marcada pela presença do pronome de tratamento Senhora. e) Apenas III está correta. sem a Senhora. e) O autor do texto explicita seu apelo por perceber que. Primeiros dias. b) Os interlocutores do texto são os amigos do autor que conversam com ele na esquina. a imagem de relance no espelho. tanto no que diz respeito às camisas e meias. por favor. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . na janela. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe. ninguém os guardou debaixo da escada. PUC-SP Considere as seguintes afirmações: I. o prato na mesa por engano. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. fui beber com os amigos. Para não dar parte de fraco. tanto no que diz respeito à organização da casa. A ausência da Senhora desencadeia um processo de descontentamento para o autor que menciona problemas com a ordem da casa e com a desordem dos sentimentos. A. Não tenho botão na camisa. b) Apenas I e III estão corretas. (org. d) Apenas II e III estão corretas. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. acostumado a viver com uma mulher. Senhora. calço a meia furada. pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. Venha para casa. PUC-SP Assinale a alternativa correta: a) O autor do texto explicita seu sentimento de liberdade por perceber que. como a última luz na varanda. a) Apenas I está correta.) O conto brasileiro contemporâneo. p. 29 61. Toda a casa era um corredor deserto. sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia. Senhora? Às suas violetas. c) O autor do texto explicita seu sentimento de solidão por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma desordem em sua vida cotidiana. esquecido na conversa da esquina. desorganiza-se ao estar sozinho por um período superior a uma semana. E comecei a sentir falta das primeiras brigas por causa do tempero na salada — o meu jeito de querer bem. Com os dias. III. bom chegar tarde. Senhora. ah. d) O autor do texto explicita seu sentimento de alegria por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma inversão de valores em sua vida cotidiana. sozinho. para dizer a verdade. São Paulo: Cultrix. não pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. Uma hora da noite eles se iam e eu ficava só.Interpretação de texto II Avançar . quanto ao que diz respeito às pessoas e aos animais. sozinho. quanto ao que diz respeito à organização do convívio dele consigo mesmo e dele com os demais. bebem com ele à noite no bar e acompanham-no nas refeições diárias. 62. c) Apenas II está correta. 1997. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço. Assinale a alternativa correta. não lhes poupei água e elas murcham. 190. “Apelo Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa.Texto para as questões 61 e 62. II. Dalton. In BOSI. o leite pela primeira vez coalhou. e até o canário ficou mudo. Senhora. conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. Acaso é saudade.

João Cabral de Melo. ( ) a “flor” forjada como exemplo de obra de arte criativa. fundamentado em modelos preexistentes. ( ) a ação de forjar ligada à marca da pessoalidade no processo criativo. Organizada por Marly de Oliveira com assistência do autor. Não há nele a queda-de-braço e o cara-a-cara de uma forja. Existe grande diferença do ferro forjado ao fundido. Flores criadas numa outra língua. cuja marca é a ausência do sujeito. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. é uma distância tão enorme que não pode medir-se a gritos. Salvador-BA “O Ferrageiro de Carmona Um ferrageiro de Carmona que me informava de um balcão: ‘Aquilo? É de ferro fundido. mas ao que pode até ser flor se flor parece a quem o diga. Conhece a Giralda em Sevilha? Decerto subiu lá em cima. p. Dou-lhe aqui humilde receita. domo-o. ligada à ação persuasiva do artefato sobre o objeto natural. ao senhor que dizem ser poeta: o ferro não deve fundir-se nem deve a voz ter diarréia. ( ) a verossimilhança. O ferro fundido é sem luta. o efeito de verdade na obra de arte. Só trabalho em ferro forjado que é quando se trabalha ferro. foi a forma que fez. não até uma flor já sabida. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” NETO. Nada têm das flores de forma moldadas pelas das Campinas. sem controle seletivo. 30 GABARITO Forjar: domar o ferro à força.63. corpo a corpo com ele.Interpretação de texto II Avançar . 595-6. ( ) a criação da poesia como um processo cuja marca é a fluência das palavras. então. ( ) uma analogia entre o ofício do ferrageiro e o do poeta. ( ) a relação criador-criatura enfocada sob uma perspectiva irônica. é só derramá-lo na forma. 1994. não a mão. O poema mostra: ( ) o fazer poético como um processo racional. U. contrapondo-se ao plano do fundir. até o onde quero. dobro-o. Reparou nas flores de ferro dos quatro jarros das esquinas? Pois aquilo é ferro forjado. In: Obra Completa.

Durante. Os garçons passam apressados carregando pratos e travessas. O único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. ela veio noutro porão’.Interpretação de texto II Avançar . Depois da luta. bateria. c) trata-se de um misto de narração e dissertação em que as ações das personagens servem como apoio para as argumentações do comentarista. Durante a luta. quanto ao afeto. namorou dentro desse espelho’. Durante a luta. 31 64. Nesse instante chegam os músicos. morreu. embora o único afeto que sinto pelos meus adversários seja antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. parabéns. Rubem. adjetivos e mesmo verbos que auxiliam na caracterização do ambiente. tem oito filhos. em que as personagens se colocam vivas diante do processo narrativo. só sinto vontade de ganhar e vencer porque o afeto antes é de boa sorte. sua mãe. mulato. Durante. que nada de mau aconteça e. ainda tem um restinho mas sabe que vai perdê-las num dia de calor tocando os Contos dos Bosques de Viena. enquanto lá embaixo as pessoas comem bebem suam sem ao menos por um instante levantar os olhos para o balcão onde ele trabalha com os outros dois: Stein.” FONSECA. continue. pois o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. ‘Tua vó fez risinhos e boquinhas. privado de comida ‘nem que eu morra você vai ser um grande concertista’ e quando Sara. Depois de terminada a luta. o que se constata sobretudo pelos substantivos. cristal puro. depois. ele tocou Strauss no restaurante com o coração cheio de alegria — Elpídio na bateria. vontade de vencer. vontade de vencer e. d) predomina o caráter descritivo. o elemento determinante do texto é a narração. cinqüenta anos. só sinto vontade de ganhar. Lúcia McCartney. c) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. parabéns. no violino — cinqüenta e seis anos. ainda que antes o afeto seja de boa sorte. continue. e) apesar dos aspectos descritivos. que nada de mau aconteça. parabéns. b) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas e. Na mesa ao lado está o sujeito que é casado com a Miss Brasil. principalmente no que diz respeito à caracterização física dos músicos. mas é também o mais triste.” A alternativa que melhor expressa a idéia contida na fala do lutador de boxe Acelino — Popó — de Freitas. desse modo. que nada de mau aconteça. Ceetps-SP Com base nesse texto é correto afirmar que a) as ações ganham relevo e determinam a estrutura do texto. continue. vontade de vencer. visto que o afeto antes é de boa sorte. parabéns. mas sou pobre e faço na minha mesmo’ — e todos começam. se fosse rico — ‘fazia filho na mulher dos outros. o pianista tem quarenta anos. que nada de mau aconteça. meio século atrás: espancado com uma vara fina. não exatamente ao mesmo tempo. b) o que mais determina o texto são as reflexões. é: a) Toda essa história de carinho quando boto as lutas. o mais moço. parabéns.Texto para a questão 64. Respondo: ‘Minha avó nunca viu esse espelho. o gerente não gosta mas ele não pode mudar de camisa todos os dias. coloca um lenço no pescoço para proteger o colarinho. Durante. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a tocar a valsa da Viúva Alegre. já que o afeto antes é de boa sorte e que nada de mau aconteça. só sinto vontade de ganhar. um rosto de quem vai perder as últimas esperanças. a fim de que o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. que nada de mau aconteça. Durante. e) Toda essa história de carinho acaba quando boto as lutas onde o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. depois da luta. as idéias discutidas ao longo dele. só sinto vontade de ganhar e de vencer. Os grandes espelhos da parede vieram da Europa no fundo do porão. Todas as mesas estão ocupadas. Depois da luta. No ar. “Os Músicos Faz calor. o que lhe confere teor dissertativo. sinto vontade de ganhar e vontade de vencer. 65. antes é de boa sorte. O afeto antes é de boa sorte. e tudo continua no mesmo. um grande borborinho. parabéns. d) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. violino. UFMA “Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. só sinto vontade de ganhar. continue. três: piano. de forma mais concisa e coesa. Depois da luta. trancado no banheiro. continue. o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta.

) quanto menor o nível social. Texto para as questões de 67 a 68: “Rico vive mais Nos últimos cinco anos. p. In: Veja. Ordinariamente andavam pouco. c) Porque haviam repousado bastante na areia do rio seco.. A ciência descobriu uma realidade mais complexa.” RAMOS. (. a prática de exercícios e a exposição a substâncias tóxicas. através dos galhos pelados da caatinga rala. Um clássico do tema é a pesquisa do médico inglês Michael Marmot. 1999. importantes e portanto. o esgotamento psíquico mina o sistema imunológico do organismo humano. Católica de Salvador-BA O texto: a) evidencia a existência de diferenças abismais entre as várias classes sociais. E.. o currículo escolar e o sucesso profissional tão importantes — ou até mais — quanto a genética. a viagem progredira bem três léguas.Interpretação de texto II Avançar . estavam cansados e famintos.) Todos tinham emprego garantido e contavam com o mesmo padrão de assistência médica. saudáveis’ consideram o saldo bancário. mantém-se o sentido original apenas em: a) A viagem progredira bem três léguas. pois haviam repousado bastante na areia do rio seco. e) Em virtude de andarem ordinariamente pouco e de haverem repousado bastante na areia do rio seco. b) destaca o grande desenvolvimento da atividade de pesquisa científica nos últimos anos. 23. d) visa demonstrar a existência de uma preocupação. a viagem progredira bem três léguas. quanto mais alto o nível hierárquico. porém. 32 66. Eduardo. 134. A princípio pode parecer óbvio: os ricos dispõem de mais recursos para pagar os melhores médicos. ano 32.. GABARITO IMPRIMIR 67.) Médicos conscientes da tese ‘ricos. n. a dieta alimentar. que por mais de 25 anos mapeou a saúde de 17 530 funcionários públicos e constatou que. d) Ainda que ordinariamente andassem pouco. Estudos conduzidos nos Estados Unidos chegaram a conclusões semelhantes: (. uma vez que haviam repousado bastante na areia do rio seco.).. 9 jun. e) mostra como saúde e qualidade de vida estão vinculadas a variáveis socioeconômicas e culturais. pela saúde das camadas mais pobres. eram três vezes maiores do que os anotados entre os de cargos superiores. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro. os exames mais sofisticados e os hospitais mais bem estruturados.. ordinariamente andavam pouco. a viagem progredira bem três léguas. (.. F. educação e status social pesam quando o assunto é qualidade de vida e longevidade. maior o desgaste emocional e maior o número de situações estressantes. dado que ordinariamente andavam pouco. A folhagem dos juazeiros apareceu longe. a viagem progredira bem três léguas porque ordinariamente andavam pouco. mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco. Fazia horas que procuravam uma sombra. como se sabe. Até entre pessoas do mesmo estrato social. b) haviam repousado bastante na areia do rio seco. e a viagem progredira bem três léguas. menor a taxa de mortalidade. os juazeiros alargavam duas manchas verdes.Texto para a questão 66: “Na planície avermelhada. Pequenas diferenças de salário.. Vidas secas. Graciliano. Voltar Língua Portuguesa ..” JUNQUEIRA. Os registros de morte entre os trabalhadores menos qualificados. Fuvest-SP Reestruturando-se o terceiro período do texto. respeitados centros de pesquisas científicas do mundo produziram nada menos do que 193 estudos sobre a relação entre condição socioeconômica e saúde (. por parte das autoridades. entre elas o cigarro. c) objetiva conscientizar a população da necessidade de levar uma vida saudável. afastando-se do fumo e de outras drogas.

volto à primeira idéia. é justo dizê-lo. e não é impossível que descobrisse meia verdade. que é também sugestivo. lancei mão de uma toalha. c) A falta de cuidados adequados com a saúde é. A idéia subjugou-a. não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete. podendo. mas tornando lá. Quando enxotada por mim. e viu que me movia. e ri-me. E esta reflexão. “A borboleta preta NO DIA SEGUINTE. c) A classe operária é mais propensa à doença por herança porque nela são mais freqüentes os maus hábitos. mas não é determinante quando se trata de saúde. confesso. para todas as asas. Fiquei um pouco aborrecido. Era tarde. minutos depois. b) Os que têm cargos superiores são menos atingidos por preocupações de ordem financeira. Era negra como a noite. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque. pode-se inferir: a) A facilidade de acesso aos melhores hospitais pela classe privilegiada pode ser um fator importante. no susto que tivera. O gesto brando com que. saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. Pois um golpe de toalha rematou a aventura. começou a mover as asas. nem a pompa das folhas verdes. senti um repelão dos nervos. assim. mas o medo. desde a invenção das borboletas. ela foi pousar na vidraça. saí do quarto. invariavelmente. com dinheiro. 69. uma estatura colossal. vivem mais. porque eu a sacudisse de novo. F. pois sabem que. a saber. Católica de Salvador-BA Ao analisar os resultados das pesquisas a que o texto se refere.” ASSIS. que estava ali o pai do inventor das borboletas. Imaginei que ela saíra do mato. Machado. depois de esvoaçar muito em torno de mim. despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. que me aborreceu muito. têm mais acesso à medicina preventiva e a outras válvulas de escape. pode-se afirmar: a) Os abastados são mais otimistas. e) As condições ambientais em que trabalham as classes privilegiadas as tornam menos vulneráveis às doenças. como eu estivesse a preparar-me para descer entrou no meu quarto uma borboleta. dous palmos de linho cru. uma vez posta. não sabia. uni o dedo grande ao polegar. e muito maior do que ela. ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. contra uma toalha de rosto. b) O que faz uma pessoa desfrutar de uma boa saúde é a adoção de hábitos físicos e alimentares sadios. insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa. foi pousar na vidraça. Texto para responder a questão 70. entrei logo a pensar na filha de D. e achando-a ainda no mesmo lugar. Passa pela minha janela. tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. A borboleta. acabarão resolvendo seus problemas de saúde. aterrou-a. apesar dele. Lembrou-me o caso da véspera. Não era. tinha um certo ar escarninho. e na dignidade que. Veio por ali fora. espairecendo as suas borboletices. d) As pessoas com cargos de menor responsabilidade não se estressam tanto e. A manhã era linda. o que era o homem. e beijou-me na testa. ou cor de laranja. pois as pessoas cultas se cuidam mais. Suponho que nunca teria visto um homem. a infeliz expirou dentro de alguns segundos. aí vinham já as próvidas formigas… Não.68. e) Os empresários. conservar melhor suas defesas. braços. Dei de ombros. Memórias Póstumas de Brás Cubas. soube conservar. — me consolou do malefício. viu dali o retrato de meu pai. — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo. Apiedei-me. descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo. Católica de Salvador-BA Da leitura do texto. nem a alegria das flores. Não lhe valeu a imensidade azul. mesmo trabalhando sob maior pressão. 33 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Eusébia. Não caiu morta. modesta e negra. d) O grau de escolaridade é o que realmente faz diferença quando se fala em saúde. Então disse consigo: ‘Este é provavelmente o inventor das borboletas’. não teria mais segura a vida. sob a vasta cúpula de um céu azul. que tinha olhos. almoçada e feliz. incomodado. por isso. a principal causa da mortalidade. Deixei-me estar a contemplar o cadáver. — uma das mais profundas que se tem feito. que é sempre azul. com alguma simpatia.Interpretação de texto II Avançar . bati-lhe e ela caiu. F. creio que para ela era melhor ter nascido azul. e. Era tempo. que é maior entre as pessoas de poucos recursos. e voou a pedir-lhe misericórdia. para recreio dos olhos. pousou-me na testa. e me reconciliou comigo mesmo. um ar divino. se ela fosse azul. Sacudi-a. portanto. Esta última idéia restitui-me a consolação. entra e dá comigo. pernas. tão negra como a outra.

Para os outros. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. o horizonte é desolador. 34 71.. com a modernização. A idéia era selecionar 50 000 pessoas para cumprir um contrato de seis meses. um mês atrás. Uma multidão de 460 000 pessoas lotou os locais de inscrição. Foram selecionados apenas os chefes de famílias numerosas. In: Veja. para o país. b) As dificuldades do trabalhador desqualificado. Cíntia. c) A situação do trabalhador braçal. Eusébia. é alentadora. b) fala de uma borboleta para representar a importância de pequenos momentos na vida dos homens.” VALENTINI. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. c) a implementação de um programa de educação. Texto para as questões 71 e 72: “Eles sobraram Os números do IBGE. F. pelo menos na área de construção civil.70. E o desafio.) O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. já não precisam tanto de força física. no Brasil. 21 jul. pode-se afirmar: a) A realidade do trabalhador brasileiro era desconhecida até a formação das frentes de trabalho. talvez. e) Os problemas de mão-de-obra desqualificada — frutos da atual conjuntura econômica do País — se resolverão definitivamente. recebendo salário mensal de 150 reais. e) se sente desorientado com a borboleta que descreve infinitas voltas em torno de seu corpo. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. ao constatar-se um gigante e. 72. um deus em relação à borboleta.. Fatec-SP Da leitura do texto é correto afirmar que o narrador a) se vale da imagem de uma borboleta para mostrar tanto as ações impulsivas do homem como sua capacidade de racionalização. p. não serão sanadas a longo prazo. cesta básica e seguro de acidentes pessoais. Católica de Salvador-BA De acordo com o texto. os mais velhos e aqueles que estavam por mais tempo na fila do desemprego. 1999. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . uma vez que o trabalho físico tende a desaparecer. será otimizado com: a) a manutenção da economia informal. embora difícil. por uma ironia do seu passado recente. d) o controle da natalidade nas camadas mais baixas. pode-se inferir que o problema de emprego. (. para as chamadas frentes de trabalho. O rosto dessa gente apareceu quando o governo de São Paulo abriu inscrições. 29. Para garantir a sobrevivência. no Brasil. Assim que a economia voltar a crescer. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1º grau completo ou nem isso. ano 32. Católica de Salvador-BA A partir da leitura do texto. o governo abandonou estradas. Isso porque as empresas. deixou ruas se esburacarem. Durante mais de uma década. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. d) A infra-estrutura deficiente do Brasil possibilitará trabalho constante. 105. n. Exigências: ter acima de 16 anos de idade e estar desempregado há mais de um ano. F. e) a criação de postos de trabalho na área da construção civil.Interpretação de texto II Avançar . que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. Segundo o Instituto. o principal órgão de pesquisas sociais do país. assim que a economia brasileira voltar a crescer. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. querendo confundi-lo. d) se surpreende com a relatividade das coisas. viadutos. uma vez que ele sempre pode contar com a economia informal. b) a abertura de constantes frentes de trabalho. c) elabora uma comparação entre o susto que tivera ao ver a borboleta e o que tivera ao ver a filha de D.

faz telhas de barro. U. Um homem estava deitado na calçada. Morreu de hemoptise. c) explicitou a submissão dos países da América do Sul aos da América do Norte. Você não possuía sangue azul. Nossa família quebra pedra. U. Essa relação releva-se em a) “vai mal em política” e “há de subir na política”. nos balcões. 74. enche os porões dos navios. Sempre por baixo. São Carlos-SP A leitura do texto permite afirmar que o autor a) quis desqualificar as famílias não importantes. levanta os prédios. João. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . nas minas. Nossa família. São Carlos-SP No texto. faz os jornais. b) carinho. Uma poça de sangue. nas praias. Nós auxiliamos várias famílias importantes na América do Norte.INSTRUÇÃO: As questões de números 73 a 76 referem-se ao seguinte texto de Rubem Braga: “Luto da família Silva A Assistência foi chamada. d) explicar e comentar informações anteriores. e) desprezo. a família Pereira Carneiro. no mato. no Japão. como a Silva. a família Guinle. O sangue que saía de sua boca era vermelho — vermelhinho da silva. 5. 35 73. (…) João da Silva — Nunca nenhum de nós esquecerá seu nome. F. e) retomar e explicar informações anteriores. Apesar disso. b) retomar e sintetizar informações anteriores. 44-5. Na vala comum da miséria. d) “vala comum da miséria” e “vala comum da glória”. F. b) pretendeu enaltecer a tradição de famílias importantes na história brasileira. nós temos de enterrar você é mesmo na vala comum. O cadáver foi removido para o necrotério. A gente de nossa família trabalha nas plantações de mate. O homem estava morto. vai mal em política. João da Silva. é que trabalha para os homens importantes. F. A família Crespi. Luto da família Silva. todas essas famílias assim são sustentadas pela nossa família. U. Veio tinindo. c) pequenez. a expressão “vermelhinho da silva” traduz a idéia de a) intensidade. 4. entretanto. na Inglaterra. b) “em todo lugar onde se trabalha” e “a gente de nossa família trabalha nas plantações de mate”. e) enfatizou a importância de se melhorarem os Silva para entrarem na política. c) expandir e explicar informações anteriores. 76. em todo lugar onde se trabalha. a família Rocha Miranda. d) ironia. em destaque no texto. U.Interpretação de texto II Avançar . Na vala comum da glória. Apud: Para gostar de ler. a família Matarazzo. F. d) propôs uma reflexão sobre diferenças sociais. São Paulo: Ática. conta o dinheiro dos bancos. na França. Nossa família. Nossa família é feito Maria Polaca: faz tudo. Morava na rua da Alegria. A Assistência voltou vazia. 75. enrola o tapete do circo. Rubem. nas fábricas. serve no Exército e na Marinha. nos pastos. p. assume a função de a) resumir e comentar informações anteriores. 1984. Porque nossa família um dia há de subir na política…” BRAGA. conduz os bondes. nas fazendas. e) “vermelho” e “vermelhinho da silva”. leio o nome do sujeito: João da Silva. sugeridas também pelos nomes de família. nas usinas. v. São Carlos-SP A oração faz tudo. c) “vermelhinho da silva” e “sangue azul”. laça os bois. São Carlos-SP O texto estrutura-se na oposição entre os Silva e as demais famílias. nas cozinhas. ed. Sangue de nossa família. Na seção dos ‘Fatos Diversos’ do Diário de Pernambuco. João da Silva.

U. E o Verbo de Deus é uno mesmo com a profanação [dos homens de Babel. e reconstituir seu conteúdo mágico? Acaso o poeta não prevê a comunhão das línguas. 1997. construtor da palavra perene. ( ) a palavra divina tornada vazia de significação para o homem. não me compreendereis. ( ) o poder mágico da palavra só atingível por aquele que ultrapassar a compreensão do “Verbo de Deus”. como promotora do entendimento entre os homens. ( ) o homem comum como elemento responsável pela perda do poder expressivo da palavra no seu uso cotidiano. 36 GABARITO O poema apresenta: ( ) a poesia como instrumento de redenção do homem. Rio de Janeiro: Nova Aguilar.77. Salvador-BA “As Palavras Ressuscitarão As palavras envelheceram dentro dos homens separadas em ilhas. não foi ele apontado para restituir-lhe a sua essência. Voltar Língua Portuguesa . IMPRIMIR ( ) a linguagem poética. por acaso. a palavra imortal há de adoecer? E. por acaso. as grandes palavras semitas podem [desaparecer? E. quando o homem reconquistar os atributos perdidos [com a Queda. E. Jorge de. In: Poesia Completa. do ponto em que se encontrar. 388-9. Organização de Alexei Bueno. as palavras se mumificaram na boca dos legisladores. mesmo com a profanação dos homens de hoje. e quando se desfizerem as nações instaladas ao depois [de Babel. a todos os homens da terra numa só língua — a [linguagem do Espírito? Se por acaso viveis mergulhados no momento e no [limite. por acaso. as palavras nada significam nos discursos dos homens [públicos. o poeta não falará. Quando toda a confusão for desfeita.Interpretação de texto II Avançar . p. as palavras apodreceram nas promessas dos tiranos. irmão!” LIMA. o poeta não foi designado para vivificar a [palavra de novo? Para colhê-la de cima das águas e oferecê-la outra vez [aos homens do continente? E. na sua universalidade. ( ) o poeta como reinventor da linguagem.

a todos. guardem-na! Sou um técnico. Assim. b) uma mágoa de Lisboa. d) uma mágoa de sua cidade (Lisboa). Deus meu. pois ela tirou-lhe todos os bons sentimentos. por amor de Deus! Queriam-me casado. Fernando. São Carlos-SP A penúltima estrofe do poema permite considerar que o eu-lírico sente a) uma saudade carinhosa da infância. Já disse que sou sozinho! Ah. o contrário [de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa. que maçada quererem que eu seja da companhia! Ó céu azul — o mesmo da minha infância — Eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo. Fora disso sou doido. nada sois [que eu me sinta. F.Interpretação de texto II Avançar . 1981. 290-1. pois lá passou uma infância vazia e sem sentimentos. “Lisbon Revisited Não: não quero nada. quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto. pois em Lisboa ainda pode viver bons momentos. nada me tirais. leia os versos de Fernando Pessoa. tenham paciência! Vão para o diabo sem mim. Obra Poética. da civilização moderna! Que mal fiz eu aos deuses todos? Se têm a verdade.INSTRUÇÃO: Para responder às questões de números 78 a 81. Quero [ser sozinho. fazia-lhes. como sou. das ciências!) Das ciências. Lisboa de outrora de hoje! Nada me dais. Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer. Com todo o direito a sê-lo. 37 GABARITO 78. Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos? Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . [a vontade. e) uma saudade melancólica da infância. Pequena verdade onde o céu se reflete! Ó mágoa revisitada. mas tenho técnica [só dentro da técnica. com todo o direito a sê-lo. pois trata-se de uma época remota e irrecuperável. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos. não me [enfileirem conquistas Das ciências (das ciências. c) um medo de revisitar Lisboa. U. Deixem-me em paz! Não tardo. das artes. Já disse que não quero nada. p. pois a cidade nunca lhe proporcionou boas lembranças. ouviram? Não me macem. fútil. que eu nunca tardo… E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero [estar sozinho!” PESSOA.

rápido como aquela pedra arrojada tão rigorosamente. fui ver no laranjal. 81. Para mim.. e) aparta-se da sociedade. e) a inquietude gerada na alma do poeta. achou-se ao pé da janela e cobriu de beijos as mãos da sua amada.. para agradar a todos.. São Carlos-SP Pela leitura do poema. 99-100.. 38 GABARITO Marque V para as afirmativas que podem ser comprovadas com o texto e F para as que não podem. almeja fazer parte da companhia. ( ) Escapismo para o sonho. 80. meu anjo do céu. ( ) Atitude de irreverência do narrador. ed. no último parágrafo. quem sabe? verificar se por aí não andava rondando aquele que no seio lhe inoculara tamanho desassossego. 24. U.. a gente em tudo vê maravilhas. O que pareceu pedrada era um noitibó que frechou para mim e veio dar com a cabeça na parede.. Que foi? — Ah! não foi nada. c) ofendam d) maltratem. por essa razão. Inocência. ( ) Dimensão hiperbólica do sentimento amoroso. respondeu apressadamente Cirino. Visconde de. A princípio tomei também um grande susto. b) a irritação do poeta com aqueles que pretendem ajudá-lo em seus problemas. ímpetos tão desconhecidos e violentos.. — Deveras. d) o desejo do poeta de manter-se afastado e isolado das pessoas.. São Carlos-SP Os dois últimos versos do poema revelam a) a conscientização do poeta em relação a seus problemas e à breve solução que lhes dará. A pobrezinha. c) a vontade do poeta de poder compartilhar da paz que outras pessoas sentem. Com este madrigal encetou Cirino uma conversação como a da primeira noite. minha vida. pode-se dizer que o poeta a) recusa-se a aceitar os valores que a sociedade tenta inculcar-lhe. viu afinal reabrir-se a janela de Inocência.79. ( ) Concepção idealizada de mulher. era um macauã. São Carlos-SP A forma verbal macem.. ( ) Atitude de vassalagem amorosa. metido no laranjal e procurando uma solução a tanta dificuldade. em face do religioso. c) tenta tornar-se uma outra pessoa. significa a) desprezem. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e a pedrada. queria respirar o ar da noite e beber na viração do sertão um pouco de tranqüilidade para sua alma não afeita ao tumultuar dos sentimentos que a agitavam e. atordoavam-no ainda aqueles dois assobios que não podia explicar e sobretudo aquela pedrada tão bem dirigida. 82. destacada no poema. F. p. U. U. superiores a todas as suas tentativas de resistência. a única que vi era você. — Deveras? perguntou ela incrédula. desde que Adão e Eva a trocaram. Cirino. ( ) Íntima relação entre o nome da personagem feminina e o seu jeito de ser. De noite. F. e) abandonem. Depois. U. São Paulo: Ática. Dois gritos. Numa dessas noites de ansiedade. como a que balbuciam duas cândidas almas na eterna e sempre nova declaração de amor. 1996. em virtude da sua solidão. b) encontra na morte a única solução para os problemas. — O grito? balbuciou ela.” TAUNAY. F. à sombra das maravilhosas árvores do Éden. para desenvolver sua arte. b) importunem. Salvador-BA “Passava as noites em claro. rápido como uma seta. abrasada também de amor. que por pouco talvez o houvesse estendido por terra.Interpretação de texto II Avançar .. d) sente-se solitário e. verifiquei que não passava de miragem.

Querer que a nossa pare no século de quinhentos. poderia eu citar até alguns escritores cuja opinião é diversa da minha neste ponto. A influência popular tem um limite. A este respeito a influência do povo é decisiva. pois a leitura se torna mais agradável e compreensível. b) dominar com segurança a norma culta da língua e empregá-la fluentemente. d) as opiniões divergentes entre escritores a respeito do uso correto da língua em suas obras. e) a ausência de mérito literário em muitas obras consagradas pelo público. porém. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. 84. sem as indevidas interferências surgidas em cada época ou de acordo com a vontade de seu autor. Unifor-CE De acordo com o texto. que devem ser incorporadas pelos escritores em suas obras. que é importantíssima nesse processo. o que é um mal. o que vai permitir uma aceitação maior de suas obras.Interpretação de texto II Avançar . Mas se isto é um fato incontestável. sempre atual. Entre as exceções. não admitindo as alterações que ocorrem por influência popular. o capricho e a moda inventam e fazem correr. c) o povo de uma nação é a fonte incontestável de todas as alterações da língua. e o escritor não está obrigado a receber e a dar curso a tudo o que o abuso. e) a língua reflete a história de cada época e sujeita-se a receber tanto a influência de seus escritores quanto a popular. acompanhando sua época e abandonando o estilo de autores antigos e defasados. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) o reconhecimento de um escritor nem sempre se baseia em sua competência. Unifor-CE A idéia central do texto é: a) a influência. não se lêem. 85. 39 83. Pelo contrário. Há. pois somente eles.Texto para as questões de 83 a 85: “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. não se lêem muito os clássicos no Brasil. Em geral. d) usar exclusivamente a linguagem do povo. com seus ensinamentos. locuções novas. um controle sobre elas e inibindo os abusos. c) aceitar as inovações trazidas pelo povo — aquelas que dão vivacidade à língua — exercendo. Feitas as exceções devidas. b) as obras clássicas são aquelas em que a linguagem é imutável. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. c) a divulgação das obras de escritores que gozam da aceitação popular. é função do escritor: a) inovar sempre a língua — registro de suas obras — criando as novidades a partir da influência popular. b) a necessidade de um equilíbrio entre tradição e renovação na língua. d) o mérito de um livro será maior quanto mais inovações ele apresentar. Cada tempo tem seu estilo. dos autores clássicos da língua.” Machado de Assis. são os modelos adequados para a produção das obras consideradas modernas. certos modos de dizer. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. e) estudar sempre os autores clássicos. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. ele exerce também uma grande parte de influência a este respeito. é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. porém. mas que sabem perfeitamente os clássicos. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. portanto. pois muitos deles até mesmo ignoram as estruturas da língua que utilizam.

Interpretação de texto II Avançar . com certeza o prefeito encontraria novas atribuições para a Guarda Municipal. Vide sugestão na nota anterior que também poderia ser aplicada nestes casos. entre outras. só no período de janeiro a abril. neste ano. que se encontra na primeira nota? b) Explicite a sugestão dada no final da segunda nota. causando incêndios e sérios riscos à segurança dos vôos: segundo o Controle de Tráfego Aéreo.” “Não seria o caso de a Prefeitura pagar por cada nova pichação feita na cidade? É claro que sim. p. In: Poesias Reunidas (1968-1988). Em todo o ano passado foram registradas 33 ocorrências e. 13. parcialmente adaptadas: “Para os lunáticos que insistem em soltar balões de grande porte. já foram 31”. as seguintes notas. As autoridades deveriam enquadrar os responsáveis por crime inafiançável e trancafiá-los em presídios por longos anos. 34. o lápis o papel. Unicamp-SP Na coluna “De zero a dez”. encontram-se. São Paulo: Duas Cidades. Unicamp-SP Considere o poema a seguir: “Inventário Povoam o escritório vários utensílios uns bastante sóbrios outros indiscretos Por exemplo: a mesa é sóbria. Francisco. o cesto são só instrumentos sem vontade própria Dois os indiscretos: minhas duas mãos — úlcera no estômago da repartição ALVIM. já foram 31. de Rubem Tavares. Rumina todos os papéis no oco das gavetas O que a mesa expele para a superfície é simples dejeto livre de mistério O arquivo também é móvel discreto e diz muito pouco de interesse humano A caneta. Voltar Língua Portuguesa . Amostra Grátis. Se todos entrassem com uma ação simultaneamente. Aparentemente peças quase iguais às demais: os mesmos modos funcionais Contudo é preciso vê-las em sua marca: no rastro dos dedos no selo do gesto Ali onde transgridem a ética da classe que proíbe os objetos de serem pessoais Onde desconhecem o acordo em vigor que as coisas transforma em armas submissas Não pactuam — hostis minhas duas mãos acidulam o ar da repartição” 40 GABARITO a) De qual critério se serve o poeta para classificar as diferenças entre os “vários utensílios” que “povoam o escritório”? Por que essa classificação destoa tanto da nossa percepção habitual? b) Como aparece a presença humana em meio ao ambiente da repartição? 87. no primeiro semestre de 2000. publicada na revista Business Travell. em 1998 foram registradas 99 ocorrências em Guarulhos. só no período de janeiro a abril.” IMPRIMIR a) Qual é a conclusão implícita na seqüência “neste ano. 1988.86.

na enumeração de situações que favorecem a biopirataria na Amazônia. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. estudantes e pesquisadores estrangeiros que vêm desenvolver pesquisas. além do fluxo de brasileiros para o exterior. Alguma Poesia. Fatec-SP A expressão que mais claramente remete à liberação das preocupações do narrador. Carlos Drummond de. d) “Enquadrei o Chopin na minha tristeza”. as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza e na dentadura amarela e preta maus cuidados voaram como borboletas. c) foi despertada pela relação material entre as teclas de um piano (“dentadura dura”) e sua própria dentadura (“dentadura amarela e preta”). c) “meus cuidados voaram como borboletas”. e) “as dificuldades…” 90. sob o efeito da música de Chopin é: a) “braços redondos que nem coxas”. Eu considerei as contas que era preciso pagar. afasta o narrador de suas preocupações cotidianas. Fatec-SP A leitura de Música torna possível afirmar que a atenção do narrador a) tem suas preocupações ordinárias postas de lado pela sensualidade da música e da pianista de braços redondos.” ANDRADE. b) a reiteração das situações apresentadas. UEPA “É nesse aspecto que a histeria sobre a biopirataria na Amazônia corre o risco de não levar a lugar nenhum. apesar de triste. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Texto para a questão 88. a presença de turistas internacionais.” GABARITO Neste texto divulgado na Internet. d) somente a ratificação das situações já apresentadas. o que se constata pela evocação de um “lustre complacente”. apesar dos apelos tristonhos que a música de um piano lhe fazia do fundo da sala. que. os passos que era preciso dar. b) “sob o lustre complacente”. d) é atraída pela música de um provável Chopin. c) a retificação das situações anteriores. professores e consultores. “Música Uma coisa triste no fundo da sala. Me disseram que era Chopin. levando-o ao desatino da existência. A existência de uma fronteira terrestre muito vasta para evitar contrabando.Interpretação de texto II Avançar . b) se apega aos “passos que era preciso dar”. impossibilitam qualquer aparato de fiscalização. estrangeiros residentes. 41 88. e) a exclusão das situações expostas. e) se fixa na tristeza e na solidão. 89. o coesivo “além” possibilitou: a) a inclusão de mais uma situação.

no meio de um longo engarrafamento no centro da cidade. Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. 91. graças ao fato de se ver pelos olhos dos outros. o motorista apontou para o carro à frente. o caos e a irracionalidade. como em qualquer mergulho. (04) traria à tona subsídios para uma insurreição do povo brasileiro contra teorias sociais acadêmicas em prática na sociedade atual. (32) evidenciaria a necessidade de se promover a reabilitação das profissões diretamente relacionadas com o desenvolvimento socioeconômico e científico do país. além de dúvidas. Temem abrir as janelas e demonstrar a todos a incompetência de formulações. como resposta. deve começar pelo entendimento da alma do conjunto de sua população. com o carro e as janelas fechadas. ed.Interpretação de texto II Avançar . trabalhando na inconseqüência. São Paulo: Paz e Terra. 4. no calor sem ar condicionado. para dar a impressão do bemestar do progresso. 1993. a soma das alternativas corretas. Tomar contato com aquela realidade foi como mergulhar no âmago da lógica da economia brasileira. Dê. Não apenas os consumidores se comportam como gostariam de ser vistos. Tem que entender como o Brasil vê o Brasil. o que constituiria entrave cultural. UFBA O texto sugere que “um mergulho no Brasil”: (01) revelaria a distorção das teorias dos sociólogos. a partir de valores desvinculados das reais necessidades do indivíduo. Prendem-se a modelos já preparados. p. É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. eles não têm teorias alternativas. tentando usar o sentimento. denunciar que o carro não tem ar condicionado e estamos todos morrendo de calor. Aquele encontro. A inconseqüência não é apenas do consumidor. A teoria econômica diria que o consumidor obtém. ele respondeu: ‘Para que todos pensem que tem ar condicionado. com a finalidade de dar ao mundo a impressão de riqueza. no meio de um engarrafamento. arriscando incoerências. (08) implicaria uma avaliação de como o brasileiro age e de como ele se auto-avalia. A realidade de um motorista suando para dar a impressão de que não sente calor não pode ser explicada buscando uma lógica no seu comportamento. Mesmo quando se atrevem a desnudar o real. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mas sim mostrando que por trás deste há uma loucura geral. para descrever e entender o país. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial. Sobretudo quando. os demais brasileiros sacrificam demais o conforto possível. Não pode se limitar a ver o Brasil. Pervertendo o processo econômico. Fazendo do ar que deveria ser usado para dominar o calor da tarde o símbolo do poder de não sentir calor. Como o homem dentro de um carro fechado.” BUARQUE. Cristovam. teorias e linguagens pouco acuradas. para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto. (02) desvendaria submissão a comportamentos sociais padronizados.’ Como aquele motorista. Para tanto é preciso desvencilhar-se dos preconceitos. Os cientistas sociais que tentam mergulhar na realidade brasileira produzem teorias conforme imaginam que seus colegas desejam. Um mergulho no Brasil que. em território tropical. os cientistas tendem a não expor as idéias que pareçam romper com o comodismo teórico do consumismo de escolas estabelecidas. incompatível com seus recursos. aventurando-se. no sentido de apreender a lógica que rege suas ações. Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. vê a si mesmo.Texto para as questões de 91 a 93: “UM MERGULHO NO BRASIL Manaus 42 GABARITO Às duas da tarde do verão de 1984. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. construídas em torno de questões ultrapassadas. como se tivessem lógica. A Desordem do Progresso. influi na divulgação e na legitimação do absurdo. 5-6. A teoria que se diz científica. Mergulhar na realidade do país exige um mergulho nas teorias que mais fortemente vêm influenciando a consciência dos brasileiros. usam linguagens especiais. (64) subentenderia uma análise criteriosa dos fatores que contribuem para que se passe uma visão fantasiosa do país e dos seus habitantes. Como gostaria que os outros o vissem: como o confortado dono de um carro com ar condicionado. (16) denunciaria o artificialismo das teorias utilizadas pelos cientistas sociais por vaidade intelectual e busca de prestígio acadêmico. desvinculada de sua cultura. permitiu um conhecimento maior da realidade brasileira do que quadros estatísticos e formulações teóricas da economia. Tem que ser um mergulho na lógica que faz o Brasil mover-se. e perguntou: ‘O senhor sabe por que aquele Volks está com todos os vidros fechados?’ Antes que eu dissesse não. Mesmo que às custas de sofrer um calor maior.

Dê. subestimam a aparência em favor da realidade.” — A resposta do motorista demonstra seu ponto de vista preconceituoso. (32) Os pontos de vista dos economistas e do autor coincidem com relação ao grau de funcionalidade das “janelas fechadas” e “das janelas abertas”. (08) A expressão “se ver pelos olhos dos outros” conota um falseamento da realidade individual. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . como resposta. (32) “A teoria econômica diria que o consumidor obtém. a soma das alternativas corretas. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades.” — Isso quer dizer que o “caos e a irracionalidade” são uma conseqüência do ilogismo das teorias que se propõem interpretar a índole do povo brasileiro. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. no desvendamento dos fatores externos que a constroem. (02) A expressão “Tem que” remete a uma possibilidade remota de análise da realidade. dentro da ótica do consumismo. (64) A expressão “Para tanto” estabelece um relação de conseqüência com referência a “mergulho” (2o destacado). falso.43 92. para dar a impressão do bem-estar do progresso. (08) “Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. a soma das alternativas corretas. antes. Dê. com o carro e as janelas fechadas. (04) A forma verbal “entender” tem o mesmo sentido de “Mergulhar”. (02) “para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto” e “para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial” — Indicam que o objetivo do consumidor e do cientista social decorrem de pressões que os manipulam.Interpretação de texto II Avançar . 93. (04) “não sentir calor” e “sofrer um calor maior” — As expressões estão usadas para enfatizar o contraste existente no comportamento do brasileiro. o caos a irracionalidade.” — Isso significa que uma análise da identidade do povo brasileiro deve fundamentar-se. UFBA O sentido do enunciado está devidamente apreendido em: (01) “Para que todos pensem que tem ar condicionado. (64) “É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. a respeito do fato que então se comenta. incompatível com seus recursos” — O autor se fundamenta num fato para avaliar criticamente o comportamento do povo brasileiro no seu todo. como resposta. (16) O uso do “escafandro” sugere mascaramento do real objetivo do “mergulho” (1o destacado). em território tropical. (16) “Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. diferentemente de “ar condicionado” (2o destacado). como se tivessem lógica.” — Os economistas. com argumentos falseadores. UFBA Há uma explicação coerente em: (01) O termo “ar condicionado” (1o destacado) está usado em sentido denotativo.

o ‘póthos’ dos antigos gregos e sabe-se lá quantas mais expressões equivalentes nas cerca de 6 mil línguas atualmente faladas no planeta ou nas 10 mil que já existiram. Folha de S. e) talvez anterior à razão. de uma forma ou de outra. Ao chegar à seleção brasileira em 1970. ITA-SP No texto. Campinas. árabes. a) O que aconteceria com Leão se ele. b) A expressão “por outro lado”. Ora. ‘ilgas’. sérvios e croatas. seria de um etnocentrismo digno de fazer inveja à Alemanha nazista acreditar que esse sentimento é próprio apenas aos que falam português. armênios. Leão. desde que aprendeu a falar aprendeu também. c) trata-se de um mito a crença de que apenas os povos lusófonos têm uma palavra para designar o sentimento “saudade”. 58. macedônios. contribui para tornar o trecho incoerente. 53 anos. adaptado. Um desses casos é o que envolve a palavra ‘saudade’. ‘shauck’ e também ‘hanim’.94. costumava ficar horas aprimorando seus defeitos após os treinos.” Correio Popular. que seria uma exclusividade mundial da língua portuguesa. ‘jal’.” Saudade. no início do segundo período. Embora línguas que nos são mais familiares como o inglês e o francês tenham de recorrer a mais de uma expressão (seus equivalentes de ‘nostalgia’ e ‘falta’) para exprimir o que chamamos de saudade em todas as circunstâncias. assim como os seres humanos. Leão não dava um passo em falso. letões. iniciada no Comercial de Ribeirão Preto. a tese é que a) todos os povos têm os mesmos sentimentos e têm palavras para designá-los. ou talvez mesmo antes. Por outro lado. o jornal Correio Popular publicou um texto com muitas imprecisões. a dizê-lo. 20/10/2000. Unicamp-SP Quando o treinador Leão foi escolhido para dirigir a seleção brasileira de futebol. Pode-se ainda acrescentar a essa lista o ‘desiderium’ latino. Edmílson. c) comum a todos os seres humanos. d) há línguas que são mais sintéticas que outras para exprimir os sentimentos. mas a maneira de expressá-lo é diferente. 96. sua terra natal. Desde que o homem é homem. do qual consta a seguinte passagem: “Durante sua carreira de goleiro. ‘Sehnsucht’. ‘natsukashi’. já que seus outros dois irmãos. e Édson. Por quê? c) Por que o emprego da palavra “racionalismo” é inadequado nessa passagem? As questões 95 a 97 referem-se ao seguinte texto: “Certos mitos são repetidos tantas e tantas vezes que muitos acabam se convencendo de que eles são de fato verdadeiros. ‘nedôstatok’. japoneses. 6/4/1996. Em uma de suas colunas semanais nesta Folha. são médicos. Cada atitude e cada declaração eram pensadas com um racionalismo típico de sua família. sempre impôs seu estilo ao mesmo tempo arredio e disciplinado. alemães. Os russos têm ‘tosca’. ficasse aprimorando seus defeitos”? Reescreva o trecho de maneira a eliminar o equívoco. o professor Josué Machado lembrou pelo menos dez equivalentes da palavra ‘saudade’.Interpretação de texto II Avançar . se até os cães demonstram sentir saudades de seus donos quando ficam separados por um motivo qualquer. ele sente saudade. quando fez parte do grupo que conquistou o tricampeonato mundial. ‘garod’. E seria uma grande pretensão acreditar que o sentimento que batizamos de ‘saudade’ seja exclusivo dos povos lusófonos. sentem saudade. Paulo. de 51 anos. e húngaros. b) uma prova de que a espécie humana é fruto da mutabilidade de espécies. Todas as línguas do mundo exprimem com maior ou menor grau de complexidade todos os sentimentos humanos. ‘sóvárgás’. ITA-SP NÃO se pode afirmar que a noção do sentimento saudade no texto seja a) atribuída exclusivamente ao ser humano. existem outros idiomas que o fazem de forma até mais sintética que o português. 44 GABARITO 95. Trata-se de uma grande e pretensiosa balela. e) há línguas que são mais sintéticas que o português para expressar o sentimento que os povos lusófonos designam “saudade”. d) comum a todos os seres humanos e remonta aos tempos antigos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) os cães. efetivamente.

c) o autor usa conotativamente a palavra “noite” para simbolizar a idéia da morte. os usos da palavra “louco” assumem sentido oposto àquele verificado em I.97.” Assinale a alternativa correta em relação ao fragmento acima. que a revista Veja se dispõe a a) corrigir a redação confusa de notícias publicadas em outros periódicos. é correto afirmar que a) em II. d) criticar certas histórias que. 98. e) analisar casos nebulosos e apresentá-los em matérias de redação clara e precisa. e) exemplos de vocábulos de outras línguas para designar o sentimento “saudade”. que funcionam como argumentos para a tese defendida. que é marcada apenas pelo emprego de orações na voz passiva. 99. Fuvest-SP Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre o texto: a) a única palavra que se refere diretamente à idéia de morte é “inventários”. Fuvest-SP I. focalizando o principal beneficiário do seguro. c) A anteposição do adjetivo despenteados ao verbo alteraria o sentido da oração.Interpretação de texto II Avançar . evitando-se assim reações negativas do leitor diante desse tema. sem prejuízo do sentido. os vícios de linguagem que costumam prejudicar as reportagens. GABARITO 100. o segundo uso da palavra “louco” assume sentido negativo. d) no trecho “você faz um seguro de vida que pode durar sempre”. c) uma equiparação do sentimento saudade dos cães ao dos seres humanos. “Porque quem é louco por alguém. redundam em más reportagens. já que não acrescenta nenhum sentido à frase. nesse anúncio. utilizando a seguinte frase: “Histórias muito mal contadas em reportagens muito bem escritas” Está implícito. d) a generalização de uma idéia após a apresentação de exemplos. b) a exclusividade da forma impessoal. a palavra “louco” pode ser substituída. “/…/ você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa /…/”. talvez nem tivesse graça. e) O ponto e vírgula estabelece a relação de concessão entre as orações. por “delinqüente”. por meio da clareza e da elegância do estilo. não é louco de deixar essas coisas para amanhã”. o autor sugere a idéia de longevidade do titular do seguro. 101. b) Na estrutura sintática predomina a subordinação. a) Formosa e graça são. Para as questões 98 e 99 considere o texto das questões de 27 a 29. a repetição da palavra “louco” é redundante. e as lágrimas faziam-lhe encarquilhar os olhos. e) a fotografia e a frase em maiúsculas desviam a atenção do leitor da idéia de morte. d) O pronome oblíquo refere-se a lágrimas. c) nas três ocorrências. predicativos do sujeito moça. e) em II. II. em estilo preciso. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 45 Quanto ao sentido que o vocábulo “louco” assume nas três ocorrências destacadas no quadro acima. a palavra destacada tem o mesmo sentido. sintaticamente. d) em II. PUC/Campinas-SP A revista Veja anunciou-se a si mesma. por serem mal contadas. b) em I. b) contornar as histórias mal contadas. os cabelos caíam despenteados. b) a imagem da criança reforça uma sugestão já presente no texto e no nome do produto. Mackenzie-SP “A moça não era formosa. c) denunciar. ITA-SP NÃO se pode dizer que no texto haja a) uma declaração inicial que sintetiza a tese a ser defendida.

Está correto. 46 Considere as seguintes afirmações: I. desempregados. em relação às manchetes. o fato parece mais grave que na segunda. arrogante. e) sentam orgulhosamente. c) que a independência política é responsável indireta pela verdadeira revolução industrial que se desencadearia no país no século XX. Fuvest-SP I. II. o autor demonstra a) que a independência política possibilitou a autonomia econômica do país com o ingresso das multinacionais e do capital estrangeiro. em II. a partir de 1822. o recém-formado compete com levas de executivos de altíssimo gabarito. literalmente. Paulo. se refere a expressão “às vezes literalmente”? Qual o duplo sentido produzido pela relação que aí se estabeleceu? 103. embora empregando palavras diferentes. e) que as origens do mercado publicitário no Brasil remontam à época de sua independência em 1822. b) sentam tijolos na parede. estabelecendo um paradoxo com a data da independência em 1822. 104.” Folha de S. pode-se considerar que seu equivalente mais próximo seria: a) sentam a pua em alguém. e) II e III. III. Na 1ª manchete. mulheres dos dirigentes do Kremlin. os russos achavam que ela era influente demais.102. invadido pelas multinacionais e pelo capital estrangeiro. II. Metodista-SP Observe a imagem que segue: A partir da composição acima. às vezes literalmente. Para se candidatar a um emprego.” O Estado de S. O jovem.Interpretação de texto II Avançar . sem experiência. GABARITO 105. d) I e II. d) de forma criativa o progresso econômico que a abertura ao capital estrangeiro trouxe ao país. b) A que palavra. U. “Incra suspende crédito para assentamentos. sob idêntico ponto de vista. dança. Fuvest-SP Leia as seguintes manchetes de dois jornais paulistas. b) a relação de dependência econômica do país. Fatec-SP Para determinar o valor sintático-semântico do substantivo “poltrona” na expressão “sentam poltrona”. Na 2ª manchete. b) II. apenas o que se afirma em a) I. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a) O advérbio “literalmente” está adequadamente empregado nos dois textos? Justifique sua resposta. o emprego dos termos “INCRA” e “assentamento” particularizam a informação. Paulo. Acostumados às apagadas. d) sentam praça em algum lugar. exibida. c) sentam-se numa poltrona. ambas do dia 15/5/ 2000: “Governo suspende verba para a reforma agrária. c) III. As duas manchetes apresentam o mesmo fato.

sentam bancos ferrenhos. os ferem nós debaixo. apesar de aproximar-se da prosa. e mesmo a tábua-de-latrina lhes nega assento além de anatômico. confere ao homem uma postura universalizante. Batia compasso com a varinha na poeira da calçada. as curvas de afeto. e mesmo de pé algum assento os fere: * eles levam em si os nós-senão-pregos. como compete à poesia. d) linguagem coloquial. por ser anatômica. b) sintaxe elíptica. e) Tem a coerência prejudicada por falta de pontuação. a) Revela-se poético. d) A expressão enorme trouxa justifica o adjetivo trôpega que caracteriza negra velha. e) Há total descaso pela oralidade da expressão. e) o poema satiriza a prepotência de certos homens. Ondequer que certos homens se sentem nas nádegas da alma. b) Expressa por meio de clichê o movimento dado à saia. 107. o abaulado amigo. 108. A educação pela pedra. 47 106. a) O título já anuncia a importância da relação entre as duas mulheres. onde cabe qualquer homem e a contento. b) O modo de reproduzir a cantiga indica sua variação rítmica à medida que a cena se desenvolve. Sentam poltrona: ou tábua-de-latrina. Mackenzie-SP A característica da poesia modernista que NÃO se encontra no texto é: a) liberdade formal.Texto para as questões de 106 a 108: “A menina e a cantiga 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 … trarilarára… traríla… A meninota esganiçada margirça com a sáia voejando por cima dos joelhos em nó vinha meia dansando cantando no crepúsculo escuro. c) A resposta da avó explicita a sua indiferença para com a menina. … trarilarára… traríla… De repente voltou-se prá negra velha que vinha trôpega atrás. vó? — Naão. qualquer o assento. ecumênico. Texto para responder a questão 109. em efes e erres. … trarilarára… traríla…” Mário de Andrade. senão pregos. c) recriação de cena cotidiana. de colégio. exemplo único de concepção universal. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o fragmento que vai da linha 2 à linha 3. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta. sentam poltrona. A vida toda. e) ironia. enorme trouxa de roupas na cabeça: — Qué mi dá. c) Apresenta erros de ortografia que impedem a clareza do texto.” NETO. 109.Interpretação de texto II Avançar . Fatec-SP Da leitura de Sobre o Sentar-/Estar-no-mundo. tomando como ponto central as oposições entre o sentir e o sentar. c) revela que o fato de certos homens ficarem a vida toda sentados causa-lhes um malestar indescritível para o corpo e para a alma. GABARITO “Sobre o sentar-/estar-no-mundo Ondequer que certos homens se sentem por afetuoso e diplomata o estofado. João Cabral de Melo. pode-se afirmar que a) o sentido nuclear do poema se dá na relação entre poltrona e banco de colégio. d) Enriquece a descrição da menina por meio de prefixos ligados a nomes. d) a tábua-de-latrina. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) aponta para os incômodos causados pelos bancos de colégio que são pouco anatômicos. se sentam mal sentados.

Se alguém quisesse planejar uma loira superior. que no passado era coisa de cientistas loucos e fascistas. pelo menos no Brasil. atletas e gênios não exista um serial killer. que os bebês serão o que o mundo fizer deles. Não sei o que herdou do pai. atletas e gênios há sempre um simpatizante do nazismo. F. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . escrito por Luís Fernando Veríssimo. que está em Paris para lançar um livro. foi publicado no Jornal O Globo. F. c) demonstrar que a engenharia genética promete ser a questão do novo milênio. ou aquela respeitabilidade forçada do inevitável. Os pais já podem escolher o tipo de filho que querem. Para começar. encontrarão uma forma de assegurar que os genes comprados tenham o destino desejado. E pensei: está aí.O texto seguinte. Na comercialização de genes saudáveis e bonitos está subentendido que a personalidade não vai junto. Leia-o e responda. o cientificismo totalitário para fins de ‘melhorar a raça’ mudou de vocabulário e ganhou respeitabilidade. U. Ela é filha da Liv Ullmann e do Ingmar Bergmann. depois. o filho continua não podendo escolher os pais que o terão. a comercialização de genes de pessoas saudáveis e bonitas. 111. Todos os avanços na área da reprodução programada não mudam a situação da criança. b) a reprodução programada baseada em genes de indivíduos saudáveis e bonitos é uma nova edição do cientificismo totalitário para fins de “melhorar a raça”. “O que vem por aí Pouco depois de ler a notícia sobre o americano que está oferecendo óvulos de modelos na Internet para quem quer ter filhos bonitos. Como dizem que Bergmann é um gênio com um gênio violento e difícil – e a última é que ele foi um simpatizante do nazismo até o fim da Segunda Guerra – Linn pode ter herdado mais do que queria. que não tem qualquer opinião no assunto. Eu. que promete ser a questão do novo milênio.Interpretação de texto II Avançar . Mas desconfio que. as questões 110 e 111. preferiria ter os tipos de pais que nunca escolheriam um filho de um catálogo. Juiz de Fora-MG O principal objetivo comunicativo do autor do texto é: a) ironizar a comercialização de genes no Brasil. mesmo que fosse eu. Mas esta vitória da mentalidade ‘de direita’ redime a tese da ‘esquerda’ na velha discussão sobre o que determina caráter e destino. GABARITO c) na comercialização de genes saudáveis e bonitos subentende-se que apenas as características físicas são geneticamente transmitidas.” 48 110. b) questionar a reprodução programada e. Linn Ullmann teve sorte: herdou a beleza da mãe. se fosse nascer hoje. de 28/10/99. se esta é a palavra. a qualidade do sangue ou do ambiente. um cantor country – ou um simpatizante do nazismo. As pessoas pedirão: ‘Quero um surfista loiro bom em física quântica e uma modelo com PhD – mas um tem que ser de Capricórnio e o outro de Libra’. U. Pela fotografia no jornal. E um mundo só de gente bonita e inteligente não seria necessariamente um mundo de gente melhor. Há algumas ironias. não poderia fazer uma encomenda melhor ao laboratório: os óvulos da bela e inteligente Liv Ullmann fertilizados pelos genes geniais do Ingmar Bergmann. mas não o inverso. está redimida a eugenia. Juiz de Fora-MG Indique a única alternativa incompatível com a interpretação global do texto: a) a beleza de Linn Ullmann deve-se ao fato de ela ser fruto de reprodução programada. Não há garantia que entre os óvulos e os espermatozóides de modelos. li no Libération uma matéria sobre Linn Ullmann. a genética ou a cultura. implícitas nessa questão de engenharia genética. em especial. Mesmo com toda reação contra e a discussão ética. d) argumentar que entre óvulos e espermatozóides de modelos. d) a reprodução programada permite que os pais escolham o filho que querem ter.

às escuras. a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. Devo ter um coração miúdo.Texto para as questões 112 e 113: “Hoje. rios cheios e uma figura de lobisomem. Lá fora há uma treva dos diabos. cansadas perante um futuro que ainda não viveram. bruxas e reis. Texto para a questão 114: “Madalena entrou aqui cheia de bons sentimentos e bons propósitos. Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão. d) ‘ritmo da esquizofrenia’ – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais. Sou um aleijado. d) caracteriza o mundo exterior como hostil. corpo de criança e alma de mulher. sem afeto e sem cultura. Cesgranrio Analisando o texto.. 112. Se Madalena me via assim. um grande silêncio. até não sei que hora. Nem sequer tenho amizade a meu filho. e as fadas. isso ocorre em: a) ‘suficiente discernimento’ – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso.” Excerto de BETO. podemos afirmar que se trata de um texto psicológico porque: a) mostra a solidão em que vive o narrador. p. Voltar Língua Portuguesa . Estão todos dormindo. c) Os tempos modernos eliminam os sonhos da criança. as crianças são levadas precocemente ao consumo. que me aponta inimigos em toda a parte! A desconfiança é também conseqüência da profissão. Julgo que delirei e sonhei com atoleiros.. Se ao menos a criança chorasse. Patifes! E eu vou ficar aqui. E um nariz enorme. d) As crianças engordam muito porque ficam muito tempo em frente da tevê. Memórias de um Dinossauro. Mormente por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos. nervos diferentes dos nervos dos outros homens.” Graciliano Ramos.. no seu sentido geral. e) ‘indigência intelectual e espiritual’ – pobreza de cultura e de espírito. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distancia a idade fisiológica da psicológica. Marciano está dormindo. In: A Gazeta. IMPRIMIR GABARITO 114. É horrível! Se aparecesse alguém. Frei.. A vela está quase a extinguir-se. sem sonhos. agito a cabeça para repelir a visão que me exige essas deformidades monstruosas. que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. as histórias cedem lugar aos programas de auditório. lacunas no cérebro. Fecho os olhos. e) Atualmente as crianças não se preocupam com o futuro. c) retrata o conflito íntimo da personagem. Que miséria! Casimiro Lopes está dormindo. até que. O sonho é substituído pela TV. A profissão é que me deu qualidades tão ruins. 98. b) Os adultos cedem facilmente aos desejos das crianças. c) ‘embotelhada em danças’ – especialista em danças. Emescam-ES A frase que melhor sintetiza as idéias do texto acima encontra-se em: a) Hoje. dedos enormes.. b) contrasta o modo de ser de Madalena com as ações do narrador. encoste a cabeça à mesa e descanse uns minutos. Aos quatro anos. aos brinquedos eletrônicos. Vitória. 08 set.) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto. b) ‘insistência pirralha’ – teima persistente da criança. Emescam-ES Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto. 05. (. Foi este modo de vida que me inutilizou. viciadas em indigência intelectual e espiritual. Creio que nem sempre fui egoísta e brutal. uma boca enorme. com certeza me achava extraordinariamente feio. 49 113. E a desconfiança terrível.Interpretação de texto II Avançar . e) enfatiza as dificuldades de relacionamento da personagem com as pessoas que a cercam. Os sentimentos e os propósitos esbarraram com a minha brutalidade e o meu egoísmo.. morto de fadiga.

Definindo-lhe lucidamente o caráter. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. c) o químico não tinha competência para a realização da experiência. 1989. d) a geração espontânea não pode ser comprovada com experimentos.) Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. 50 BOSI. Alfredo. nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele.. transa. ponha ali erva de manjericão bem triturada. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. e passeie de mãos dadas com o ar. caso. mesmo assim pode não ter namorado. São Paulo: Cultrix. (. aquele hiato entre o parecer e o ser dos homens e dos fatos que acaba virando matéria privilegiada do humor. mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme. c) irônico. de pele. Se você tem três pretendentes.Interpretação de texto II Avançar . flerte. Texto para as questões 117 e 118: “Namorado: ter ou não. em relação ao humor de Drummond pode-se afirmar que é um riso: a) que assinala uma ruptura com a geração que o antecede. quindim. 494. p. Carlos Drummond de. é poesia objetiva. para comprovar a tese da geração espontânea: “Faça um buraco num tijolo.115. distanciado e lúdico. d) tímido. sem qualquer reflexão. aquela de chita.. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques. A proteção dele não precisa ser parruda. UERJ Em 1648. show do Milton Nascimento.) Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado. lágrima. Alguns dias mais tarde. Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. atividade da razão. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. bosques enluarados. A conclusão do químico pode ser refutada logicamente pelo argumento indicado em: a) a experiência não resistiu à passagem do tempo. disse Otto Maria Carpeaux da sua obra que. argumentando indutivamente. 116.’ Parece-me que alma muito pessoal significa. abobalhados de alegria pela lucidez do amor. decidida. Namorado não precisa ser o mais bonito. você verá nascer pequenos escorpiões. chamado Jean Baptista von Helmont.” ANDRADE. beira d’água.) Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. da qual fazia parte.. ruas de sonhos ou musical da Metro. ponha a saia mais leve. e) característico da primeira geração modernista. ‘expressão duma alma muito pessoal. fazer sesta abraçado. Necessita de adivinhação. a aguda percepção de um intervalo entre as convenções e a realidade. fliperamas. tendo o manjericão agido como fermento. sabemos que escorpiões não nascem assim. Enlou-cresça.” Hoje. Aplique um segundo tijolo sobre o primeiro e exponha tudo ao sol. De alma escovada e coração estouvado. relatou a seguinte experiência. Namorado é a mais difícil das conquistas.. sua frio e quase desmaia pedindo proteção. fazer compra junto. mesmo. gabiru. é muito difícil. um químico holandês. semelhante ao de Gregório de Matos. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor. Paquera. Obra completa. fruto da inspiração poética. no caso. nuvem. História concisa da literatura brasileira. 1982. é uma questão Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. brisa ou filosofia. Segundo Bosi.. traço constante na poesia de Drummond”. b) uma hipótese alternativa para o fenômeno não foi lembrada. Mas namorado. um envolvimento e dois amantes. ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. (. até paixão é fácil. dois paqueras. de saliva. UFR-RJ “O primeiro grande poeta que se firmou depois das estréias modernistas foi Carlos Drummond de Andrade. Rio de Janeiro: Aguillar. (. envolvimento. b) escarnecedor.

está corretamente explicado pela frase entre parênteses. UFR-RJ “Enlou-cresça. c) distingue o que é concreto do que é abstrato. em valor. De outro. A língua existe para servir o indivíduo. por natureza convencional e efêmero: num dia. (Refere-se à transgressão de função estrutural). Acontece que os artistas pretendem escrever para as gerações futuras. Observa-se o mesmo nas normas da gramática. Tanto no texto como no comportamento. (Refere-se aos gramáticos. UFMG Em todas as alternativas. e) o sentido da vida é construído por meio da loucura. exceto em: a) … assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. em valor. (Introduz uma comparação). em nome de sua arte. b) Ela pode dar impressão de firmeza. no outro. (Remete à efemeridade do conhecimento do código de trânsito). não dá. b) o sentido da vida se constrói a partir do crescimento intelectual. 120. c) Para eles. contrariar as regras da gramática? Essa é uma das principais questões levantadas pelo poeta português Fernando Pessoa. para ser bem-sucedida. indica novas propostas para o futuro.117. b) entra em sintonia com o outro no plano das sensações. de ambigüidade. b) os artistas revelam o caráter transitório da norma culta ao infringirem-na. pensa o poeta. o ato de grafar não deveria submeter-se à vontade unificadora do Estado. que variam conforme as convenções gerais de cada época.Interpretação de texto II Avançar . dominar a norma culta do idioma não excede. Pela perspectiva dos artistas. UFMG De acordo com o texto. c) o crescimento e loucura são considerados processos incompatíveis. Esse tipo de postura gerou um impasse. De um lado. e. c) os escritores contrariam as regras gramaticais porque as desconhecem. assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. Textos para as questões 119 e 120: “Pode um escritor. […] de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. só sabe o que é namorar quem: a) cultiva o hábito de fazer poesia. d) Observa-se o mesmo nas normas da gramática. Ela pode dar impressão de firmeza. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A transgressão. destacado. o conhecimento do código de trânsito. na próxima semana. d) os gramáticos impõem normas para os artistas não as transgredirem. 118. UFR-RJ Para o autor. ou expressão.. dominar a norma culta do idioma não excede. Sendo uma aventura intelectual. d) vivencia as sensações do amor sem se entregar. A resposta à questão inicial é simples. d) o sentido da vida se dá pela tensão entre crescimento e loucura. ficam os gramáticos. Para eles. os gramáticos não passam de meros guardiães de uma inutilidade consagrada pelo poder constituído. certa rua dá mão. Os artistas da língua não passam para a posteridade porque rompem com a norma.” O neologismo em questão sintetiza o seguinte pensamento: a) só é possível crescer se a vida não fizer nenhum sentido. o conhecimento do código de trânsito. Na maioria dos casos. e não para escravizá-lo. impondo normas. de precisão. o emprego do termo. mas porque sabem tirar proveito da ruptura. e) sabe teorizar sobre os seus sentimentos. é correto afirmar que: a) a língua não oprime os artistas quando os submete à vontade do Estado. deve possuir função estrutural. clamando por liberdade. guardiães da língua). os artistas.” 51 GABARITO 119.. que variam conforme as convenções gerais de cada época. de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. pode ser que a mesma rua não exista.

que não pudemos escolher: ‘cumpri ordens de meus superiores’. resistindo a apelos emocionais. é preciso resistir a apelos emocionais da sociedade. etc.Interpretação de texto II Avançar . o adulto é irreal e o responsável é criminoso.. Novo Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa. O Globo. 1986. eis-nos num silogismo bárbaro: se o país só sobrevive com mais da metade da sua população condenada a uma subvida perpétua. Lóg. F. Quem prega um salário-mínimo maior o faz por demagogia. temos homens honrados e capazes. B. nelas logicamente implicada. é claro) de nada e evitaríamos os remorsos. Do mesmo modo. Em compensação. Ética para meu filho. FERREIRA. estamos todos condenados a uma lógica do absurdo. postas duas proposições. não nos poderíamos sentir culpados (nem orgulhosos...Texto para a questão 121: “Silogismo Um salário-mínimo maior do que o que vão dar desarrumaria as contas públicas. O país só é viável se metade da sua população não for. Dedução formal tal que. S. Por isso. Se não fôssemos livres. São Paulo: Martins Fontes. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Sérios. Grita exatamente porque sabe que foi ela. pode-se concluir que o silogismo a que se refere o título do texto é encontrado em: a) Boa parte da população sobrevive com apenas um salário-mínimo e o salário-mínimo não dá para viver. A nossa estabilidade e o nosso prestígio com a comunidade financeira internacional se devem à tenacidade com que homens honrados e capazes. L. 121. de Holanda. De onde vêm os remorsos? Para mim está claro: de nossa liberdade. então. nem se daria ao trabalho de dizer nada. o salário não aumenta mais por exigência do mercado internacional. ao fazer um desenho muito bonito essa mesma criança irá proclamar: ‘Fiz sozinho. o salário-mínimo impõe miséria a grande parte da população. o sensato é insensato.” SAVATER. delas se tira uma terceira. c) Um salário-mínimo maior prejudicaria o país. chamada conclusão. UERJ silogismo. mesmo reconhecendo que é pouco. ninguém me ajudou!’ Do mesmo modo. ou talvez até risse e pronto. inviabilizaria o país e provavelmente desmancharia o penteado do Malan. 52 Considerando essa definição. adultos e responsáveis são os que defendem o reajuste possível. Como boa parte da população brasileira vive de um mínimo que não dá para viver e as circunstâncias que o impedem de ser maior não vão mudar tão cedo. chamadas premissas. ‘é mais forte do que eu’. Texto para as questões 122 e 123: GABARITO “Ética para meu filho (. b) Precisamos manter nosso prestígio com a comunidade financeira internacional. Não há pior castigo do que perceber que por nossos atos estamos boicotando o que na verdade queremos ser. mantêm uma política econômica solidamente fundeada na miséria alheia e uma admirável coerência baseada na fome dos outros. quando sabemos que fizemos algo vergonhoso procuramos afirmar que não tivemos outro remédio senão agir assim. se não fosse assim. 1997. ‘vi que todo o mundo fazia a mesma coisa’. É que. então. ao agirmos mal e nos darmos conta disso. então. nas circunstâncias. Fernando. compreendemos que já estamos sendo castigados. ‘não percebi o que estava fazendo’.)” VERÍSSIMO. queremos sempre ser livres para nos atribuir o mérito do que realizamos. que lesamos a nós mesmos — pouco ou muito — voluntariamente. é preciso alterar esse modelo econômico. ao crescermos.) Veja: alguém pode lamentar ter procedido mal mesmo estando razoavelmente certo de que não sofrerá represálias por parte de nada nem de ninguém. então. a criança pequena grita chorosa: ‘Não fui eu!’. Monica Stahel. mas preferimos confessar-nos ‘escravos das circunstâncias’ quando nossos atos não são exatamente gloriosos. (. Trad. d) O salário-mínimo não garante vida digna para a maioria da população. A. sensatos. oportunismo político ou desinformação. há circunstâncias que impedem o salário de ser maior.. Aqui o sério é temerário. o país necessita da miséria de grande parte da sua população. m. quando o pote da geléia que estava em cima do armário cai e quebra. 24/03/2000. comprometeria o programa de estabilização do Governo. Nova Fronteira.. quebraria a Previdência. ‘perdi a cabeça’.. Rio de Janeiro.

d) destaca a palavra dos outros como argumento de autoridade.. d) revelar opiniões compartilhadas pelos interlocutores. c) diminuir a assimetria entre o filósofo e o leitor. 123. b) o texto II faz uma reflexão sobre os fatos narrados no texto I. rios e montanhas. no texto I. PUC-RJ Leia o texto abaixo. mas como aparece junto à luz. de Graciliano Ramos. incluindo lagos. o que distingue basicamente a abordagem de Newton daquela de Goethe.122. W. pode-se afirmar que: a) o texto II constitui uma representação estética da realidade contida no texto I. c) ambos os textos propõem o uso racional das terras no Brasil.. Assim. c) identifica um embate como reforço do campo da sinceridade. mais tarde desenvolvida por Schopenhauer? Voltar Língua Portuguesa . sendo provocadas por sua vez por processos físicos. o autor obtém o seguinte efeito: a) valoriza o argumento das outras falas. 53 “Entristeceu. que é negado no texto II. Essa estratégia tem o seguinte objetivo: a) provocar a resposta direta do interlocutor. b) ressaltar uma discussão teórica entre iguais. 124.Interpretação de texto II Avançar . “Goethe estava interessado nas condições necessárias para que o fenômeno das cores se manifeste. no qual o autor expõe seus argumentos em tom de conversa. Prefácio à edição brasileira de A Doutrina das Cores. ao contrário de Goethe e Schopenhauer. A sina dele era correr mundo. actualmente. b) delimita o que é defendido e o que é atacado. Vidas Secas. Na verdade já estava procurando distinguir as condições ou esferas mediante as quais o fenômeno da cor se apresenta. inteiramente distintos. de abandono. preocupou-se somente em estabelecer os critérios para a produção da cor enquanto fenômeno físico. Goethe e o físico inglês Isaac Newton compreenderam o fenômeno da cor. mas como pontos de vista que se baseiam em critérios. Considerar-se plantado em terra alheia! Engano. F. fenômeno na retina ou fenômeno físico. caem por terra. Mais ou menos metade desta superfície. O restante (. São Paulo: Nova Alexandria. Newton..’ A identidade da cor varia de acordo com os critérios estabelecidos para sua compreensão enquanto fenômeno de consciência. sem fruto”. à toa! Como judeu errante. apenas uns 60 milhões desses hectares estão a ser utilizados na cultura regular de grãos. em que se comenta o modo como o escritor alemão J. Schopenhauer. UERJ Ao trazer para seu texto a citação de outras falas — por meio do emprego das aspas —. não basta dizer que a cor surge da luz. UERJ O texto lido faz parte de um ensaio filosófico sobre ética. A respeito dos textos. continuando o caminho de Goethe. M. W. Ora.) encontra-se em estado de improdutividade. uns 400 milhões de hectares. Para ele. é de 850 milhões de hectares. andar para cima e para baixo. ou métodos de comparação. M. embora as críticas de Goethe se revelassem posteriormente inconseqüentes. luz e cores são fenômenos de consciência (sensações e percepções) cujas condições são ocorrências fisiológicas na retina e no sistema nervoso. Nesse aspecto. é geralmente apropriada ao uso e ao desenvolvimento agrícola. Triângulo Mineiro-MG “A superfície do Brasil. essas duas interpretações diversas do fenômeno cromático não devem ser pensadas como necessariamente incompatíveis. J. IMPRIMIR No que diz respeito ao fenômeno da cor. José Saramago. e) as perspectivas pessimistas quanto ao uso do solo brasileiro. o principal mérito de sua análise é ter mostrado que a cor também existe como fenômeno que escapa à física. 1993. é o primeiro a distingui-las claramente: ‘Do ponto de vista do sentido visual. considerando-se o sentido do texto II. d) o texto I discorre sobre o aproveitamento agrícola das terras brasileiras.” GIANNOTTI. GABARITO 125. de GOETHE. Um vagabundo empurrado pela seca”.

considero a enorme realidade. 54 Todas as alternativas seguintes correspondem a uma leitura possível do poema drummondiano. o trabalho converteu-se efetivamente na primeira necessidade humana. b) O poeta renuncia ao isolamento voluntário e reafirma sua solidariedade aos companheiros. em breve. e) Ao voltar-se para a vida presente o poeta demonstra uma preocupação maior com o seu momento histórico.” ANDRADE. Antologia poética. F. assustando algumas autoridades. exceto: a) O autor de “Mãos dadas” quer unir-se a seus semelhantes para libertar-se do passado. dos quais não pretende mais se afastar. de certa forma. Nesse período. Também não cantarei o mundo futuro. Carlos Drummond de. vamos de mãos dadas. opta por conhecer a realidade de seu próprio tempo. ( ) Algumas autoridades estão assustadas com a possibilidade de que o homem atual possa vir a ter diversão. neste final de milênio. Rio de Janeiro: Record. os homens presentes. A diversão. entregar-se aos devaneios e à solidão. principalmente a urbana. e do futuro de um mundo caduco que o sufoca. p. tendo em vista a existência de graves problemas. Não nos afastemos muito. c) O poema revela-nos um eu-lírico que. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que raramente o questionamos. nesse texto. a romana e. estamos chegando ao final de um ciclo civilizatório durante o qual nunca se trabalhou tanto e em que. Luiz Octávio de. In: Educação para o lazer. a vida presente. ao entretenimento. ( ) Infere-se que.126. ignorando o passado e o futuro. destruíram-se símbolos preciosos da civilização e as cidades passaram a ser vistas apenas como espaços de trabalho e produção. não haverá mais quem trabalhe. Viçosa-MG Leia atentamente o texto: “Mãos dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. lazer e entretenimento como ideais de vida. surgiram jornadas de trabalho brutais. o autor tece comentários acerca de fatos históricos ocorridos na segunda metade do século XVIII. Entre eles. como a grega. não pretendendo. fortaleza francesa que foi destruída em 1789. não nos afastemos. d) O poeta busca a convivência com os outros homens à sua volta. devastou-se a natureza. julgue os itens que se seguem. Vivemos hoje um modelo de vida tão assentado sobre o trabalho. U. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. muito novas mesmo…” LIMA CAMARGO. pois. de uma história. não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. à diversão. trazendo preocupações novas. do presente. não! Ou que sempre será assim? Esperemos que não! Na verdade. Mas será que sempre foi assim? Sem dúvida. O presente é tão grande. 127. o entretenimento — ideais de vida de algumas civilizações antigas.Interpretação de texto II Avançar . a paisagem vista da janela. Mas. “Introdução”. GABARITO A partir do texto. ( ) O autor responsabiliza as jornadas de trabalho brutais pela devastação da natureza. voltam com força total. não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida. tendo em vista que as “jornadas de trabalho brutais — fazem alusão ao início da Revolução Industrial na Inglaterra e que os “símbolos preciosos da civilização” incluem a Bastilha. como a recessão e a violência. não direi os suspiros ao anoitecer. pode-se incluir a de buscar meios de viabilizar o acesso da população. pela primeira vez na História. São Paulo: Moderna. 1998. p. Não serei o cantor de uma mulher. ( ) Atualmente. o tempo presente. 118. Estou preso à vida e olho meus companheiros. 9. ao lazer. UnB-DF “O trabalho é a principal atividade do ser humano? Quase todas as pessoas responderiam afirmativamente a essa questão. a chinesa — foram esquecidos. o lazer. porque isso significa que. 1998. O tempo é a minha matéria. ( ) Entre as “preocupações novas” das autoridades. as cidades apresentam dificuldades de se organizarem em formas que não sejam pelo trabalho.

aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô ou a pleitear uma vaguinha no Retiro dos Artistas. sem muito sucesso. reconheça. 128. p. outras chateações.: Os demais países do Mercosul não se inscreveram no Festival de Vinhos na Turquia. pondo a mão no meu ombro. p. se o ex-ministro Magri. E o dr. não ele). mas com inquestionável empenho. se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados. p. 6/10/99.: Para o autor. nem de tentar facilitar a vida. dos saudosos 30 mil dólares. Não. mas não adianta. Com base nessas explicações. Antônio Carlos. eu também podia recorrer ao dr. 1998. e. o ministro Ornélas ou foi meu aluno ou quase foi — é o segundo ou terceiro ministro que foi meu aluno. Opinião. que me conhece desde rapazinho (eu. p. 1999. quando João Ubaldo diz “…se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados…”. 29) – Inf. enfim. a síndrome ataca de igual maneira. p. quem lê deve ser capaz de inferir que a memória do escritor já o traiu pelo menos uma vez antes. o leitor competente deve saber ler nas entrelinhas. logo. Dê./jul. como sabemos. fico um pouco melancólico. ago.” (Raça. aquela(s) em que a inferência feita não se sustenta a partir do fato mencionado. E manda a ética que me recuse a recorrer a pretensas vantagens derivadas de relacionamentos pessoais. 84) – Inf. Alguns. O Globo. argumentando comigo mesmo que desfruto de certa liberdade. procurando pistolões. jun. o povo era elegante. a incapacidade de ligar causa e efeito e aprender do passado são características imutáveis de nossa mentalidade. como também não quero ser chamado de vagabundo. lá vem a segunda-feira.” (Revista do Mercosul. já está em outonos e. também padeço de segundafeirite que acomete todos os trabalhadores. O único clarificante e floculante de piscina com a garantia HTP. onde certa feita interpretei ‘Tatu subiu no pau’. logo. Eu. Lá vêm outra semana. entre as alternativas apresentadas abaixo.” (Época. 7) – Inf. (02)“Vinho Mercosul no mundo. (…)” O Globo. (01) “Veja: uma revista tão boa que as notícias nem precisam ser ruins. Nada de aposentadoria.: O leitor lê Veja porque a revista não traz notícias ruins. Não tenho queixa. Cad. (16)“Sem alarde. p. mas a verdade é que. nada disso. 55 Trabalho desde os 17 anos — já lá se vão 41 do que começou como primaveras. Cad. p. a soma das alternativas corretas. Ao trabalho.” (Veja. pôde. 7. chegou a verões.: Os outros produtos do mesmo tipo não têm a garantia HTP. deve ser capaz de fazer inferências.: Antes a Internet era novidade e 5 milhões de brasileiros podiam viver sem computador. como não está a meu alcance aspirar ao marajanato (sei que esta palavra não existe. Quis muitas vezes descondicionar-me. sempre é afável comigo. 28) – Inf.Texto para as questões de 128 a 131: “Segunda-feirite aguda João Ubaldo Ribeiro. 5/7/99.” (Istoé. (32)“Max Floc. a fim de recuperar o que não foi dito explicitamente. 29/9/99. começam a ficar macambúzios na hora em que ouvem a musiquinha de encerramento do Fantástico. que não os mencionados. não. mas não só levantar a papelada me infunde pânico. 5/9/99. Opinião. Argentina em primeiro lugar e Brasil em terceiro são premiados na Turquia. 57) – Inf. Podia estar aposentado. Antônio Carlos. apesar de não sofrer as mesmas pressões que um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas. se transmuta em invernos.: Quando usava outros tipos de vestimentas.” (Roberto Campos. UFMS Na construção do sentido de um texto. ou seja. já depois de muito tempo trabalhando em casa. com base em minha memorável participação nas peças do jardim de infância em Aracaju. Além disso. me chama de ‘ilustre representante da esquerda democrática’. outros compromissos. mas posso perfeitamente inventá-la. (08)“Continuamos incapazes de duas coisas: ligar causa e efeito e aprender do passado. 27/9/99. eu também posso). como resposta. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Por exemplo. começo na manhã da própria segunda. especialmente por um ex-colega de magistério. (04)“A dupla jeans e camiseta e roupa feita em série acabaram com a elegância do povo. com meus próprios horários e sem chefe ou patrão por perto.Interpretação de texto II Avançar . se bem que ele próprio aposentado. 103) – Inf. é necessária na atual conjuntura. outra crônica. morre de rir quando o crítico e. a Internet deixou de ser novidade e 5 milhões de brasileiros já não podem mais viver sem computador. eis que.

o resultado seria “…não está ao meu alcance aspirar-lhe…”. Dê. (64)Pessoas que exercem determinadas profissões. Dê. (08)Em “…um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas…”. uma vez que foi usada uma palavra no lugar de outra. que não a do locutor. a performance do menino João Ubaldo não foi das melhores. a concordância do adjetivo com os substantivos que o antecedem poderia ter sido feita também no masculino plural. (04)Embora a peça “Tatu subiu no pau” tenha tido êxito de público. UFMS Dentre os enunciados abaixo. o autor emprega o sufixo grego -ite. Dê. não ele)…” a informação entre parênteses vem corrigir uma possível ambigüidade de sentido. (64)João Ubaldo Ribeiro assume um tom irônico que perpassa todo o texto. UFMS Assinale abaixo a(s) alternativa(s) verdadeira(s). a de escritor. (16)A figura de linguagem presente em “…morre de rir quando o crítico…” é a metonímia. que me conhece desde rapazinho (eu.”. (16)O escritor não admite recorrer a favores de ex-alunos ilustres. como resposta. por exemplo. eles somam argumentos para apoiar ou justificar a não-aposentadoria do autor. a soma das alternativas corretas.Interpretação de texto II Avançar . (32)A palavra macambúzio significa revoltado. (08)Em “…eu também podia recorrer ao dr. (01)Os conectores não só… como também e além disso são utilizados para ligar enunciados que constituem argumentos para uma mesma conclusão. UFMS Marque a(s) proposição(ões) que não está(ão) correta(s). identifique aquele(s) que seja(m) adequado(s) ao texto lido. no caso do texto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . (04)A forma verbal pôde é um dos casos de palavras que admitem dupla acentuação. inconformado. como resposta. pelo fato de obedecer a princípios éticos. rinite e gastrite. identificam-se as várias fases da vida humana às estações do ano. (16)Para construir o vocábulo marajanato.129. João Ubaldo Ribeiro faz uso do sufixo latino ato que forma substantivos a partir de adjetivos. sujeitos a horários e normas rígidas. (64)Se em “…não está ao meu alcance aspirar ao marajanato…” utilizássemos um pronome pessoal para substituir o objeto indireto. a soma das alternativas corretas. 131. a soma das alternativas corretas. (02)O autor afirma que ainda não pediu aposentadoria apenas porque não tem condições financeiras para se sustentar. ou seja. desesperado. como. ou seja. o verbo morrer pelo advérbio de intensidade muito. como o dr. (04)As aspas em “ilustre representante da esquerda democrática” têm por função indicar uma expressão atribuída a uma outra voz. (32)A segunda-feirite ataca todos os trabalhadores já no final da noite de domingo. também ele inventor de palavras. Antônio Carlos. como em baronato. o conector se estabelece uma relação de condicionalidade com o que foi dito anteriormente. e na necessidade da situação atual. acabam sendo menos afetadas pela síndrome da segunda-feira do que os trabalhadores comuns. Antônio Carlos. (01)Sendo quase sexagenário. (08)O direito de inventar palavras que o autor se atribui apóia-se no exemplo do exministro Magri. o escritor admite estar caminhando para o inverno da vida. (01)No início do primeiro parágrafo. (32)Já para criar segunda-feirite. que indica inflamação e que está presente também em bronquite. o que significa que poderia ser substituída por pode indiferentemente. (02)Em “…se bem que ele próprio aposentado. 56 GABARITO 130. como resposta. (02)Em “…aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô…” o advérbio provavelmente acrescenta ao conteúdo proposicional do enunciado a indicação da modalidade sob a qual ele deve ser interpretado.

o desodorante era maior do que um pão de forma que era maior do que a presuntada que era maior do que um garrafão de suco de tomate maior do que o vidrão de peanut butter. tudo aqui tem o mesmo gosto. fomos a um mercadão de varejo. as ruas espalhadas. enquanto ouço vou também desenvolvendo o meu cérebro e aprendendo a aferir os encantamentos na máquina de um amigo. poeta. por causa dos terremotos. a polícia passa a cada instante. assim como o leite. de noite esfria. 19 (com adaptações). Ana. o suco de laranja (que tem gosto de beterraba que tem gosto de pastel) vem num galão. GABARITO ( ) Assim como Gregório de Matos Guerra fez uma crítica da sociedade baiana do século XVII. faz calor mas não muito. parece uma cidade de papel onde tudo é florido e arrumado e limpo e vigiado. com vantagem estilística e sem prejuízo de qualquer natureza. de eternidade. ‘Empurra!’ Fotografo até cansar de gastar os sessenta filmes do pacote. o imigrante passa a cada instante. de Ana Miranda. classic music to help stimulate your baby’s brain development. a maçã tem gosto de melancia que tem gosto de cereais que têm gosto de macarrão que tem gosto de waffle que tem gosto de vinho de Napa Valley que tem gosto de graveto que tem gosto de pão que tem gosto de ceasar salad que tem gosto de syrup que tem gosto de nescafé. as geladeiras são repletas de guloseimas. a autora faz uma crítica da sociedade californiana do século XX. Caros Amigos. fazemos de noite uma ceia para comemorar o nascimento. o tubo de pasta de dentes era maior do que um tênis do Shaquille O’Neal. o texto de Ana Miranda classifica-se como crônica. a mãe sofre dores atrozes e mia feito um gatinho abandonado. claro. escritora brasileira. tudo aqui é em quantidades vertiginosas. os dias estão azuis dignos de uma crônica de Rubem Braga.75 dólar. p. julgue os itens seguintes. nº 30. tomamos vinho e comemos bolo de nozes. entre outros romances. comem-se muita verdura e fruta. o imigrante e o chicano passam a cada instante. 57 A partir do texto acima. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o neném nasce e chora. não há edifícios de mais de três andares. por a polícia. ouvindo música clássica de um disco que o Raphael ganhou na maternidade given to over a million new parents in hospitals across America. associada a Rubem Braga. o chicano passa a cada instante.Interpretação de texto II Avançar . pagam 1. a autora informa ao leitor que ela escreve seu texto ouvindo música. ( ) A menção reiterada de grandes quantidades e o uso do grau comparativo de superioridade constituem um recurso estilístico que demonstra a profunda admiração da autora pelos hábitos californiamos. ah. ( ) Com a metáfora final do texto. Smart Symphonies. as frutas são coloridas mas sem sabor.” MIRANDA. tudo era apavorante. o chicano passa a cada instante” pode ser substituída. um sentimento vitorioso. o imigrante passa a cada instante. eu me sentia uma liliputiana no país de Gulliver. a massa de pizza vem num saco com sessenta. (…) filmo o nascimento do Raphael. hot-dogs e fumamos charutos e tudo nos embriaga de felicidade. ( ) A seqüência “a polícia passa a cada instante. é lindo! He’s pretty and pink diz a nurse. 9/99. a arquitetura do medo. ( ) A exemplo da tipologia textual. ameaçador. corta o meu coração. a garrafa de champagne era mais alta do que eu. autora de Boca do Inferno. (…) eles mesmos lavam o carro num posto de gasolina. a nurse midwife chamada Joyce faz o parto. a cidade é calmíssima. todo mundo de carro. apenas alguns. em vez de dizer Push diz Purra! Purra! pois ouviu meu filho dizer. e as estruturas levíssimas.132. UnB-DF “Notícias da Califórnia Aqui são quatro horas mais cedo.

Mas eu mato ela na cabeça: Vou lhe mandar uma caixinha de Minorativas. 406-7. produto de maquilagem muito usado pelas moças de pele alva. Escrevi cartinhas e pra acertar a mão. ( ) Para conquistar sua amada. ( ) Entre os versos 11 e 15. ofereci pó… À toa: não fez efeito. ( ) No verso 9. o passeio a pé. Disse que ela era boa. Me rasguei todo. Então banquei o sentimental Fiquei com olheiras.Interpretação de texto II Avançar . Utilizei o bonde. Que ela era bonita pra burro: Não fez efeito.19) há a mesma informação semântica. Mafuá do malungo. Rio de Janeiro: Aguilar. duas figuras de linguagem da retórica tradicional: um hipérbato e um clímax.133. Manuel. romance primoroso e por tal forma comovente [que ninguém pode lê-lo sem derramar copiosas lágrimas… Perdi meu tempo: não fez efeito. In: Poesia completa e prosa. o automóvel. 1974.10) e “Perdi meu tempo” (v. p. Virei pirata: Dei em cima dela de todas as maneiras. ( ) Apesar de se tratar de construções sintáticas diferentes. simultaneamente. Que ela era gostosa. Fiz versinhos. oferecimento de vantagens materiais e chantagem emocional. fica claro que o narrador oferece à jovem uma caixa de pó-de-arroz. Meu Deus que mulher durinha! Foi um buraco na minha vida. julgue os itens que se seguem. UnB-DF “Rondó de Efeito Olhei pra ela com toda a força. Chorei. Cantei as modinhas mais tristes do repertório do Nôzinho. Ajoelhei. Falei de macumba. li Elvira a Morta [Virgem. em “À toa” (v. o autor emprega. 58 Com base no texto acima. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o narrador faz três investidas sucessivas que podem ser assim resumidas: elogio da beleza física da mulher. Pastilhas purgativas: É impossível que não faça efeito!” BANDEIRA.

p. Para garantir a sobrevivência. a palavra que melhor traduz “enorme problema” é: a) sobrevivência. o papel e função atribuídos pela sociedade à instituição em que ensino e aprendizagem ocorrem. isto é. o governo poder oferecer trabalho para a massa de subtrabalhadores.Interpretação de texto II Avançar . uma perspectiva política. hoje. já não precisam tanto de força física.“ SOARES. conseqüentemente. por uma ironia de seu passado recente. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. Língua portuguesa: história. Cintia. p. o governo abandonou estradas. com a modernização. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1o grau completo ou nem isso.). d) o desaquecimento da economia que não permite a contratação da força física do trabalhador. INSTRUÇÃO: Responder às questões 137 a 139 com base no texto. Concepções de linguagem e o ensino da língua portuguesa. Neusa (org.Texto de referência para as questões 134 a 136: ”ELES SOBRARAM Os números do IBGE. 53. única saída para os desempregados. uma perspectiva cultural. as expectativas. perspectivas. c) a modernização das empresas que. 1999. as condições sociais daqueles a quem se destina o ensino e daqueles encarregados de ensinar. São Paulo: Educ. Segundo o Instituto. Assim que a economia voltar a crescer. por isso. c) globalização. as necessidades do grupo cultural a que se destina seu ensino. d) empregar e desempregar serem tarefas do governo. a principal causa do “retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro” é: a) a existência de quase metade da população brasileira sem escolaridade mínima e. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. para o país. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. o principal órgão de pesquisas sociais do país. 1998. está no fato de: a) graças a sua ineficiência. 59 134. que considera as condições sociais de produção de um determinado conhecimento. b) desemprego. Veja. c) a intervenção do governo na economia ter sido devastadora. mas que os deixa desassistidos. que busca identificar os pressupostos ideológicos que levam a instituir um certo conteúdo em disciplina curricular e que subjazem aos objetivos e procedimentos de ensino dessa disciplina. uma perspectiva psicológica. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. Fempar Segundo o texto. 21 de julho. e) o governo ter aquecido e desaquecido a economia. 135. Fempar Pela essência do texto. Fempar A ironia.“ VALENTINI. que reconstrói os processos por meio dos quais um certo conhecimento vai-se configurando como saber escolar e. Apud: BASTOS. e) modernização. b) a economia brasileira ter estagnado e voltado a crescer pela influência do governo. empregam menos trabalhadores com escolaridade mínima. e) o descompasso entre modernização e economia. a escola. d) educação. Durante mais de uma década. que relaciona a disciplina e seu conteúdo com as características. b) o avanço da economia informal. ao longo do tempo. 105. Isso porque as empresas. à qual o texto se refere. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Magda. uma perspectiva histórica. O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. uma perspectiva social. o horizonte é desolador. que considera os processos de aprendizagem de um conteúdo específico. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. vai-se constituindo em disciplina curricular. deixou ruas se esburacarem. ensino. viadutos. ”Uma reflexão sobre o ensino de todo e qualquer conteúdo pode e deve ser feita de várias e diferentes perspectivas: a perspectiva da própria ciência de que se recortou o conteúdo para constituir uma disciplina curricular. E o desafio. 136. Para os outros. subempregada.

aluno e o contexto em que interagem. F. 4. prioritariamente. e) III.137. “objetivos e procedimentos” correspondem. A estrutura do parágrafo apresenta paralelismo.Interpretação de texto II Avançar . 138. Pela análise das afirmativas. d) II e III. c) política se refere ao modo de pensar dos responsáveis pela definição dos conteúdos a serem ensinado. II e III. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão considerando a veracidade das afirmativas apresentadas de 1 a 4. estruturas de natureza semelhante. III. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão com base nas afirmativas abaixo. F. “todo e qualquer conteúdo” equivale à totalidade de um conteúdo. Cada uma das perspectivas é caracterizada por uma ou mais orações adjetivas. e) 3 – 4. b) 1 – 2 – 4. F. U. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) 1 – 2 – 3 – 4. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) I e II. Pelotas-RS Sobre as diferentes perspectivas apresentadas no texto. a metas e ações. U. “ensino e aprendizagem” relacionam-se como causa-conseqüência. 139. c) I. Pela análise das afirmativas. só não é correto afirmar que a perspectiva: a) histórica precisa o momento em que determinado conteúdo passou a ser ensinado. 1. 2. 3. d) 2 – 3 – 4. respectivamente. e) da própria ciência se relaciona à área de conhecimento específica do conteúdo a ser ensinado. facilitando a leitura. II. b) I e III. O uso do ponto-e-vírgula entre as diferentes perspectivas hierarquiza as informações. ou seja. sobre a forma como as perspectivas são apresentadas. “pode e deve” sugere uma gradação. U. b) social envolve professor. c) 1 – 2 – 3. 60 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ao “como” se aprende determinado conteúdo. d) psicológica diz respeito. I.

b) A energia eólica e a energia solar – provenientes de combustíveis fósseis – não evitarão o blecaute no Brasil. Nesse caso.) Sem dizer com todas as letras. A iniciativa vem sendo debatida por especialistas da área. prevê a utilização de um combustível fóssil. porque a Bolívia... no Brasil. e) a expressão “energia solar” remete à idéia de energia proveniente da reflexão total dos raios luminosos por parte da Terra. (. Para exorcizar a ameaça. 61 GABARITO a) A inevitável falta de energia não virá de imediato. um significado preciso. 140. (. defendido por muitos especialistas. F. na expressão “combustível fóssil”. conduz a uma leitura oposta a essa expressão popular. d) a expressão “sem dizer com todas as letras”.).. essas usinas deverão somar mais de 15 mil MW ao sistema elétrico. embora ela diminua o peso das hidrelétricas.. Alimentadas principalmente pelo gás natural boliviano (.. b) a palavra “fóssil”.Interpretação de texto II Avançar . 141.) O programa de gás natural. (Adaptado). contendo informações cientificamente corretas. U. equivale a embarcar com todas as malas numa canoa furada. um significado preciso. para certos críticos.. é possível afirmar que: a) o pronome “isso” remete a uma expressão que aparece depois dele. porque são ilimitadas as reservas desse combustível. fornece uma quantidade significativa de gás natural.. Assinale a alternativa com a frase que. Pelotas-RS O título do texto — Um túnel no fim da luz – inverte uma expressão de uso popular. U.. c) O fantasma do blecaute ronda o Brasil. Pelotas-RS De acordo com o texto e seus conhecimentos. no total da produção de energia brasileira.). ficará sob controle com a aplicação de programas adequados. o Ministro das Minas e Energia quer antecipar as datas do programa de implantação de termelétricas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que significa “embora não declare explicitamente”. existem dois tipos de solução: as células fotovoltaicas e os aquecedores solares de água (. tem. F.” Revista Galileu. d) Os programas do governo federal representam a esperança de que o blecaute não chegue ao Brasil. e) O problema da falta de energia. para os críticos do programa de gás natural.. por causa do não aproveitamento de todos os nossos recursos energéticos. (. isso é o que o governo federal dá a entender. A palavra fóssil tem. país não limítrofe com o Brasil. o que. Segundo afirmam. para eles.) A energia solar é outra fonte a ser considerada. remete à necessidade de a população encarar a possibilidade de um blecaute.As questões 140 e 141 baseiam-se no texto a seguir: ”Um túnel no fim da luz O fantasma do blecaute ronda o Brasil. c) a existência de nexos de concessão ao longo do texto justifica-se pela necessidade de o autor apresentar apenas argumentos convergentes às idéias apresentadas. a iniciativa tende a levar o país a utilizar um combustível cuja queima deverá lançar na atmosfera grandes quantidades de poluentes..

é correto afirmar que: 01) a grafologia é um teste altamente eficaz para avaliar a profissão de repórter. fez com que se sobressaísse a ponto de ganhar menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo. Estava prestes a ser contratado pelo diário A Tribuna. Dê. Sérgio Lírio tinha 23 anos e era tido como um repórter promissor. Mas errou com Sérgio Lírio. de Vitória. pois conseguiu emprego em um jornal importante. Portanto. a soma das alternativas corretas. 02) Lírio deve ter melhorado a forma de escrever. 02) Se o psicólogo não conhecia Lírio. o mesmo deve ter melhorado suas potencialidades como repórter após ter se submetido ao teste da grafologia. Tarefa simples. e um psicólogo que nem o conhecia decretou: o candidato não tinha a agilidade. 62 142. muito pelo contrário. 64) a forma como lírio escreve. aquele que culminou com a queda do presidente do Banco Central. Ou seja. 32) As inferências são duvidosas mediante o que está disposto na análise da letra de Lírio. Lírio foi descartado. A grafologia pode até acertar algumas vezes. Dê. 08) As inferências são duvidosas porque o teste de caligrafia não é um dispositivo científico. A folha foi enviada a uma empresa do Recife. 04) a denúncia sobre o Banco Marka. como resposta. Com base nessa afirmação. 08) o êxito de Lírio comprova que a grafologia não é um método justo de avaliação. foi um sinal de audácia. Seu caso está longe de ser isolado – segundo pesquisa da empresa de consultoria Deloitte Touche Tohmatsu. feita por Lírio. Pronto. como resposta. p. Este ano. como podia estabelecer seu perfil negativo? Por isso. a 2000 quilômetros da sede de A Tribuna. 16) As inferências não são duvidosas porque 30% das empresas grandes e médias usam a grafologia para selecionar candidatos. a pressão da caneta no papel não era suficiente para um repórter audacioso. indique a(s) alternativa(s) incorreta(s). julho de 2000. Um diretor do jornal gostara dele e do seu currículo e a vaga parecia certa. Como ele soube? Simples. Lírio hoje trabalha em um dos maiores jornais do país. a soma das alternativas corretas. cerca de 30% das empresas grandes e médias usam grafologia para filtrar o preenchimento de cargos executivos. as inferências são duvidosas. As linhas de Lírio não chegavam ao fim da folha.Texto para as questões 142 e 143. Unioeste-PR Observe que a expressão essas inferências duvidosas retoma um recorte textual anterior. ganhou menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo por denunciar o escândalo do Banco Marka. Pois Lírio acabou reprovado.“ Superinteressante. 32) o tipo de letra é um item que deve ser considerado somente durante a entrevista. Faltava apenas uma etapa: escrever um texto de trinta e poucas linhas com tema livre.Interpretação de texto II Avançar . 16) as habilidades das pessoas para as mais diversas profissões não podem ser avaliadas exclusivamente pelo tipo de letra. técnicos e administrativos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 143. Francisco Lopes. Com essas inferências duvidosas. suas letras não se curvavam impetuosamente. 55. a criatividade e a intuição que o cargo exigia. Unioeste-PR Segundo o texto. procurou dar contornos mais adequados a sua letra. 01) As inferências duvidosas atribuídas a Lírio decorrem da sua pouca idade. ”O que diz a letra Em 1995. 04) As inferências são duvidosas porque alguns psicólogos condenam o uso da grafologia como técnica de avaliação.

sem dúvida. Caderno 5. descontados os fãs. poucos cientistas dedicaram parte do seu tempo à divulgação. à comunidade científica: historicamente. desenvolvendo-lhe a espiritualidade. aquele momento de autotranscendência que desafia qualquer explicação racional. Infelizmente. Ela é encontrada no próprio ato criativo. enquanto outras pertencem somente à religião. 1999. 18 jul. fadas e outras criaturas fantásticas) e de pregadores da ‘verdade’. surgem teorias de conspirações clandestinas e o governo (em muitos casos.Interpretação de texto II Avançar . ao público. O que ainda vemos. mas também de produzir armas que poderiam aniquilar a vida na Terra. como nas religiões orientais. então. Ela é encontrada em sua humanidade e na poesia que revela. dedicada a tirar Deus das pessoas. a religião aceita o ‘porquê’ baseada na fé. mas muito ainda precisa ser feito. Esse excesso de informação. capaz de curas milagrosas e de viagens interplanetárias. anjos. especialmente nos meios de comunicação de maior penetração. Acredito que essa concepção completamente errônea do que é a ciência e de como ela funciona seja a responsável por sua impopularidade. como ‘O Tao da Física’ de Fritjot Capra. proporcionada pelas telecomunicações. deixando de lado o ‘porquê’. Com isso. suas diferentes missões e o simples fato de elas serem necessárias para a nossa existência. O resultado é uma sensação de pânico e abandono avidamente explorada por oportunistas que se apresentam como a única alternativa em um ‘mundo louco’. p. A julgar por esses livros. uma atividade fria e manipuladora. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de suas idéias e descobertas. Ela é encontrada na paixão com que os cientistas devotam toda uma vida na tentativa de desvendar os mistérios do mundo à sua volta. d) O avanço tecnológico propicia ao ser humano uma melhor qualidade de vida. Certas questões são exclusivas da ciência. depende do sensacionalismo barato e de distorções da imagem do cientista ou de seu trabalho. na maior parte desses veículos. como a televisão ou o cinema. de várias superstições (gnomos. Folha Mais. Ou as pessoas de Deus. onde a troca de informação entre diferentes culturas e pessoas do mundo é mais fácil e barata do que era em qualquer outro período da história humana. Inevitavelmente. ao mesmo tempo inspirador e aterrorizador. O fundamental é saber discernir os limites de ambas. Enquanto a ciência tenta entender o ‘como’. Observamos também o crescimento do desprezo pela ciência e pelo que ela tem a dizer sobre o mundo. necessariamente. enquanto uma intolerância generalizada ameaça polarizar ainda mais a sociedade.Texto para as questões de 144 a 146: “Nestes tempos ‘pré-milenares’. A ciência é considerada a antítese da espiritualidade. 12. não creio que a ciência esteja simplesmente redescobrindo ‘verdades’ descobertas através da meditação ou de uma conexão mística com o mundo. fazendo com que sua divulgação não traga. sua distorção? Vários livros de divulgação científica tiveram sucesso por revelar uma conexão entre ciência e espiritualidade. Paulo. o apetite das pessoas por verdades e certezas mais permanentes vem atingindo níveis jamais vistos ou mesmo previstos. observamos a proliferação de seitas da ‘Nova Era’. A espiritualidade da ciência não é encontrada através de comparações entre suas descobertas e as práticas e ensinamentos de diversas religiões. Parte da culpa pertence. c) A massificação do conhecimento. merecidamente!) perde a sua credibilidade. e) Os governos têm sido intolerantes com a comunidade científica. b) Os diferentes períodos históricos vividos pelo homem têm sido marcados por uma constante necessidade de integração cultural entre diferentes povos. causa muita confusão e estresse na cabeça das pessoas. In: Folha de S.” GLEISER. podemos reconciliar a ciência com o grande público. não creio que o caminho usado por esses autores revele a espiritualidade da ciência de forma correta. pouco se preocupando com o ‘como’. 63 GABARITO 144. Ciência e espiritualidade. a resposta deve revolver em torno de uma reconciliação entre ciência e espiritualidade. A tecnologia é muitas vezes percebida como uma espécie de monstro. O acesso fácil aos computadores e às telecomunicações criou uma aldeia global. claro. Como. tem levado o homem a aprofundar o seu autoconhecimento. Essa situação está gradualmente se transformando. Uneb-BA É comprovável no texto a afirmação: a) O homem da virada do milênio está ávido por uma compreensão da realidade metafísica. em que tudo se transforma tão rapidamente. Marcelo.

pois busca o desvendamento do desconhecido através “do ato criativo. Elas ficaram impressionadas com a beleza e a educação de Ermê. mas também subjetivo. d) comprovar as verdades de natureza mística. e) ter ela por objetivo a busca do desvendamento de um mundo desconhecido. Por instantes Ermê pareceu ouvir o som do vento na árvore. Rubem. 147. depois olhou na direção da casa. b) é mal interpretada pelas pessoas por causa da ação exclusiva dos oportunistas. não sei por que mas estou com medo. Dê. …………………………………… Da janela do meu quarto vi que a madrugada começava a raiar. A brisa fresca da noite de maio punha em desalinho os seus finos cabelos louros. que eu nunca vira ser usado em toda minha vida. (16)As personagens membros da família estão presas a princípios conservadores. para preservá-los. que me observava atentamente. 129. com a capota arriada.Interpretação de texto II Avançar . de caráter inteiramente voltado para a essência das coisas. b) aplicar. Será nesta noite mesmo. (32)O Salão de Banquetes é um espaço sombrio destinado à prática de ações humilhantes contra os transgressores da hierarquia familiar. As luzes do imenso lustre estavam todas acesas. (02)A cena em destaque é ilustrativa do momento de passagem do protagonista para um outro estágio de vida: o de auto-afirmação através do casamento. varada por um frio que não existia. (04)O texto se estrutura dentro de uma ambivalência traduzida no espaço físico iluminado. Desci para recebê-la. tia Julieta. fazendo brilhar os negros trajes a rigor que as tias e dona Maria Nunes usavam.145. já que está se perdendo no materialismo científico. d) cria uma situação de desconfiança entre os homens. agora resolutamente. Vi logo que Ermê havia recebido a aprovação de todas. entrar lentamente pelo portão de pedra. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ligados à meditação. como se soubesse que eu a estava observando. Uneb-BA Para o autor. o carro de Ermê. Levei Ermê para a Sala Pequena. como mandava o Decálogo.” FONSECA. como as outras. contrastando com o espaço interior sombrio das personagens. conhecimentos do mundo oriental. colocando-o no meu. p. pregadas por diferentes religiões. a soma das alternativas corretas. sentada. retirou o Anel de seu dedo indicador. através de ações não só de caráter objetivo. Com um gesto abrupto. a não ser dentro dela. In: Feliz ano novo. São Paulo: Companhia das Letras. (64)O fato de a tia Julieta passar o anel para o dedo do primogênito simboliza o rompimento de uma tradição familiar prescrita no Decálogo. subir o caminho ladeado de hortênsias e parar em frente à alta casuarina que se erguia no centro do gramado. eu disse a tia Helena. Nau Catrineta. …………………………………… Quando engoli o primeiro bocado. UFBA 64 GABARITO “Da janela do meu quarto vi. na ciência. e trataram-na com muito carinho. foi cumprida a minha missão. disse Ermê. em direção à casa. (08)A luta entre as forças do bem e do mal é evidente. com muita pompa e cerimônia. c) criar ela o seu próprio universo. ações ardilosas e desumanas. 135 e 136. acelerou o carro e partiu. como resposta. a ciência: a) caracteriza-se por ser uma atividade exercida pelo cientista com impessoalidade e impassibilidade. e esperei que me viessem chamar. e) ultrapassa os limites do racional. Vesti minha casaca. ela é muito bonita mas é tão sombria! Você está com medo é das tias. Estou com medo. e o final da narrativa é maniqueísta. eu disse.” 146. Uneb-BA Segundo o autor. iluminado pelo claro brilho da lua cheia. Os fragmentos acima e a trama do conto permitem afirmar: (01)O narrador-personagem evidencia plena consciência e domínio da situação em que Ermê se vai envolver. Eu queria terminar logo a minha missão. onde as tias estavam. c) distancia-se cada vez mais do homem. e passou o cachecol em torno do pescoço. avise às outras. em volta da mesa. a espiritualidade da ciência consiste em: a) haver a necessidade de os cientistas serem religiosos. Na mesa grande do Salão de Banquetes. ao revelar conhecimentos sobre as primeiras causas das coisas. Acho que é esta casa. 1989. não importando.

isso não. se Antunes não me sustenta. e isso não é vida de homem. diz ele depois de muito tempo. Por que vosmecê não some? Eu sumir. Não acredito que Antunes possa lhe sustentar. p. está uma frouxidão e um homem não sabe de quem depende e querem mudar tudo e nunca vai adiantar. mas não o inibiu: Panamá. lá e no mundo. se primeiro eu sou eu e fico aí me vendo sempre. se tiram os recursos do homem. não vale quase mais nada. Ah. Dê. Iugoslávia. Nem da Europa. com intermediação do padre. Haiti. nunca que eu posso sumir. diz o padre. apropriadamente. a América Latina.” FREITAS. João Ubaldo. eu sumir? Como que eu posso sumir. anterior à guerra do Vietnã. Não sei. Iraque e Iugoslávia. agora. sacudindo a cabeça e fazendo um bico com a boca. a opinião pública tomou consciência da desumanidade implícita nas intervenções militares e da costumeira falsidade de suas motivações. o que é que me sustenta? Não sei. O caráter do serviço a ser feito pela IPI (o nome lembra. É possível que isso tenha contido o ímpeto americano uma ou outra vez. é correto afirmar que Getúlio: (01)cede aos apelos da Igreja e reafirma a sua religiosidade salvadora. já foi uma boa terra. ao perceber que está se distanciando do seu espaço de origem. Hoje essa terra não vale mais nada. Temos o que esperar com apreensão. porque eu sou Getúlio Santos Bezerra e igual a mim ainda não nasceu. uma relação de dependência econômica. pois está imbuído de valores relegados pelo processo civilizatório. passando do discurso à ação. Desde o genocídio que foi a guerra do Vietnã e. Paulo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Quem some é os outros. Iraque. a gente nunca. que se mostre contra intervenções militares e outras operações do poder americano. Pentágono e Departamento de Estado. FBI. Essa terra. em que europeus se sujeitaram à pressão para integrar-se às ações militares. (…) Quero ver esse bom em Aracaju que me diz que eu não posso. Os jornalistas que viveram as redações no período da Guerra Fria.” RIBEIRO. Caderno 1. 65 Com base no fragmento e no romance como um todo. A criação da nova agência — IPI. com as pernas escarranchadas e ficou com a cabeça pendurada. como resposta. International Public Information — sugere projetos tendentes a chocar a opinião pública e suscitar reações. a agência UPI. muito mais do que aquelas intervenções militares causadoras de algum amargor. Porque. (16)simboliza o indivíduo que tem a violência como afirmação de sua identidade. In: Folha de S. 1999. é América ainda. não sei. 83-4. desde o esmorecer da Guerra Fria afinal extinta. com maus pressentimentos mesmo. região que. que o governo dos Estados Unidos decide criar um serviço oficial de notícias para combater reações da opinião pública. Um governo esperto tomaria precauções para que. diante de um impasse de ordem política. diz o padre.148. É que a situação mudou. não posso sumir de mim e eu estando aí sempre estou. Vozes conhecidas. não fizesse disso um problema interno. a soma das alternativas corretas. porque havia mais homens e quem era homem não tinha de que temer. 17 ago. disse o padre. Uma vida. é um enterro. 1982. e enfiou as duas mãos pelo meio da batina. O principal tema do governo dos Estados Unidos é. depois da Europa. UFBA “E se benzeu e disse que não precisava dizer aquilo. 5. possa ser. com Ancrísio Antunes. Janio de. Ainda mais com tão grande presença índio-latina em sua população. Texto para as questões de 149 a 151: “Vozes conhecidas É assim como quem tomasse uma providência banal. (32)mantém. porque lá está uma novidade de gente e uma porção de jornais e dizem que quando vosmecê chegar vão lhe encher o couro e soltar o homem. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. nos dois casos. que muda por questões de ordem religiosa. mais sensibiliza a opinião pública americana. (64)age com determinação e rejeita imposições de qualquer natureza por valorizar sua liberdade. (04)tem um caráter de herói épico e simboliza uma cultura em processo de destruição. sem contar as muitas intervenções menos demonstradas. mas não de conseqüências na política ou na sociedade dos Estados Unidos. (08)não consegue acompanhar a transformação por que passa o mundo.Interpretação de texto II Avançar . não vão ter surpresas com a IPI. Quintal embora. não sei se vosmecê vai poder levar o homem para Aracaju. nem merecedora de maior divulgação. Sargento Getúlio. Granada. p. o que é que deixam com o homem? Nada. peça de destaque na engrenagem da Guerra Fria) já se denota nos setores do governo incumbidos por Clinton de formulá-lo: CIA. (02)tenta reatar o seu passado ao presente. ainda mais acentuadamente.

superando a Europa. e) O mundo. b) O mundo caminha para um estado de guerra. diz Corrêa da Costa. o espanto foi ainda maior quando ele se deu conta de que as palavras francesas continuam a superar as inglesas. se a maioria das palavras globalizadas seguiu o rastro dos conquistadores. a julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (Editora Record). Imaginava-se que a hegemonia americana já se tivesse estendido ao universo das línguas. Salvador-BA Com base no ponto de vista do autor. 150.” DIEGUEZ.Interpretação de texto II Avançar . hambúrguer. em face de uma vivência com a prática da ideologia americana. 151. de certa forma. coligindo nada menos do que 3000 palavras que mantêm a grafia e o significado de origem em publicações de outras nacionalidades. na afirmativa a) As experiências passadas podem ser indícios de que os Estados Unidos querem angariar solidariedade para novas intervenções militares. por ser ainda um território de relações amistosas com outros continentes. pois se vive uma nova Guerra Fria. ainda é o clássico francês que causa frisson’. o autor faz uma declaração que é justificada. sem o paternalismo americano. globalizada a partir do tupi. Quem não entende o que é pizza. Mas é bom notar que. Elas mostram que. houve aquelas que andaram na contramão. b) os vários órgãos de imprensa ligados ao jornalismo internacional estão mais voltados para as questões latino-americanas. pode vir a desmoronar. prima pelo reconhecimento da democracia autêntica. Se a surpresa quanto ao número de palavras foi grande. Veja. o levantamento não deixa dúvida. conseqüente de um desequilíbrio de forças entre países periféricos. Mas. (…) Ainda no campo das surpresas. U. 22/03/2000. é consenso nos Estados Unidos. U. c) o mundo globalizado não acredita haver possibilidade de conflitos de proporções alarmantes. U. Uma prova de que o reinado das palavras não segue rigorosamente a lógica do poder político e econômico. É o caso de ‘piranha’. d) eles sabem das intenções da criação do IPI. durante dois anos. b) O intervencionismo americano tem-se caracterizado como extremamente necessário. segundo o levantamento de um ensaísta brasileiro Diz a lenda que Deus condenou os homens a falar diversas línguas em Babel para puni-los pelo desejo de atingir o paraíso construindo uma enorme torre. e) todos conhecem a fundo a estrutura dos governos dos países latino-americanos no contexto atual. São as chamadas ‘palavras universais’. Salvador-BA No segundo parágrafo. sem a criação de um “serviço oficial de notícias” sob controle americano. de acordo com a sua visão. ele já existia. d) A América Latina. aquelas usadas em vários idiomas além daquele que lhes deu origem. consultou 130 publicações de quinze países. Consuelo. iogurte ou caviar? (…) Corrêa da Costa. no mundo. tende a se manter afastada de conflitos ideológicos. brincando com os estrangeirismos. Texto para as questões de 152 a 154: “Cidadãs do mundo 66 GABARITO As línguas mais globalizadas. pode-se inferir: a) O poder americano. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ‘Neste fin-de-siècle high tech. d) A importância alcançada pela América Latina. muito antes de o conceito de globalização entrar em voga nos campos da política e da economia. Salvador-BA A leitura do texto permite inferir que os jornalistas referidos no quinto parágrafo “não vão ter surpresas com a IPI” porque a) a tendência atual é de um futuro sem conflitos significativos para a imprensa mundial. c) Uma política inteligente e nacionalista deveria coibir a intervenção estrangeira em assuntos latinoamericanos.149. alguns termos pelo menos conseguiram escapar da ira divina. e) Os Estados Unidos vêm mudando as suas estratégias no sentido de reativar a Guerra Fria. do ensaísta e ex-diplomata brasileiro Sergio Corrêa da Costa. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. no plano lingüístico. c) Os exemplos do Vietnã e da Guerra Fria são indicativos de quanto o futuro é incerto. Embora Corrêa da Costa acredite que os fast foods e scanners surgidos na vida moderna levarão a língua inglesa à liderança. Nada disso.

UFPE Assinale a alternativa que corresponde ao tema central do texto. se estendeu também ao universo das línguas. c) “Quem não entende o que é pizza. Por isso. UFPE Considerando aspectos globais da composição do texto. o que está indicado no subtítulo.” O autor do comentário introduz o tema a ser tratado com apoio de argumentos científicos. tem como suporte um outro texto anterior. É o caso de “piranha”. globalizada a partir do tupi. como se pôde constatar. ‘atravessar barreiras’ são expressões cujos significados estão em harmonia com a temática do texto. iogurte ou caviar?” A pergunta do autor constitui uma estratégia retórica para confirmar o argumento em questão. b) A globalização lingüística é um fato e antecede a outra globalização em voga nos campos da política e da economia. b) “A julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (…). conforme as perspectivas do poder político e econômico. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. 154. d) As palavras superam fronteiras geográficas e culturais. 2.” O comentarista declara que as expectativas do autor em relação a sua pesquisa se confirmaram. a) A diversidade lingüística proveio da ira divina contra a pretensão do homem de alcançar o paraíso.” O autor reitera argumento de que as palavras emigraram conforme a rota dos colonizadores. ‘palavras universais’. hambúrguer. d) “Ainda no campo das surpresas. c) A hegemonia americana. as pegadas dos povos conquistadores. pode-se afirmar que: 1) O texto tem uma função predominantemente expressiva. 5) ‘globalização’. e) “houve aquelas (palavras) que andaram na contramão. 3 e 5 67 153.” O autor reitera sua crença no poder absoluto de Deus sobre todas as palavras. e) A globalização das palavras respeitou. na íntegra. alguns termos pelo menos escaparam da ira divina. na verdade. UFPE A alternativa que corresponde à estratégia utilizada pelo autor na passagem destacada é: GABARITO a) “Deus condenou os homens a falar diversas línguas. 2) O texto. ‘mundo’. Estão corretas: a) 2. prevalece a linguagem figurada. 3. 3) O título personaliza o objeto de que trata o comentário.152. 4 e 5 b) 1. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto II Avançar . 4 e 5 c) 2 e 3 d) 1 e 2 e) 1. 4) O ‘mas’ com que se inicia o segundo período aponta a direção contrária em que prosseguirá a argumentação.

Assumem. viver em Marte. o nitinol. 156. Potiguar-RN Observe estas duas orações: “Tive de lutar contra o técnico e contra o pugilista. Será uma época em que. d) os cientistas temem cruzar fronteiras desconhecidas. Ou seja.” Ambas têm em comum: a) Tudo. Talvez não. 23 dez. Um alimento em pó incolor com 90% de proteína em sua fórmula poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. 157. c) suplantar a inteligência humana. Não sabemos se nossos bisnetos vão passear ou. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Na primeira oração há um só adversário.” [Adaptado de] Especial do Milênio (parte integrante da Veja.) 68 155. eles serão possíveis graças ao mesmo gênio: o computador. Assustador? Talvez. Casas e carros serão feitos de materiais que podem consertar-se a si próprios. não seremos os seres mais inteligentes sobre a face do planeta. Na primeira oração há dois adversários. As previsões acima podem parecer ousadas. um dia. b) Tudo.Interpretação de texto II Avançar . c) o homem vem perdendo sua inteligência aos poucos. na segunda oração há dois. no inferno. são até conservadoras. Na primeira oração há dois adversários. d) Nada. 1998. sejam quais forem os milagres que o próximo milênio trouxer. Na primeira oração há um adversário. n. assim. UFRN Para alguns cientistas. Computadores já ensaiam formas primitivas de pensamento autônomo. 126. o homem estará entrando no inferno quando os computadores forem capazes de: a) prejudicar os seres humanos. U. ano 31. Membros reimplantáveis? Os cientistas começaram a regenerar a pele humana ainda nos anos 70. e atualmente alguns laboratórios conseguem produzir válvulas cardíacas com base em algumas poucas células. Sabemos apenas que. estaremos entrando no paraíso. O dia chegará em que substituir órgãos humanos defeituosos será rotina. Não sabemos quando teremos robôs escravos. d) desenhar cópias de si mesmos. que não nos será possível sequer desligá-los. pela primeira vez na história da humanidade. UFRN O milênio miraculoso será fruto do(a): a) genialidade dos homens. b) aprimorar formas de pensamento. Todos concordam que estamos cruzando rapidamente a fronteira do desconhecido.” “É uma medida favorável ao professor e diretor. 158. na segunda oração apenas um. c) progresso da Medicina. no fundo. Talvez estejam apenas sonhando. A comida milagrosa? Já existe. já existe um metal. No campo dos materiais. Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em sua programação um chip da bondade que os impeça de fazer mal à humanidade. 51. eles não precisarão da ajuda humana para se reproduzir. Para outros. na segunda oração apenas um. Para alguns cientistas. b) avanço da tecnologia. b) os cientistas perderam o controle sobre o computador. UFRN De acordo com o texto: a) o homem tem pelo menos uma certeza acerca do futuro. Também não sabemos se será possível reanimar alguém que já morreu. na segunda oração há dois. e os médicos conseguirão fazer crescer uma nova no mesmo lugar. Estamos chegando bem próximos de uma época em que os computadores serão capazes de desenhar cópias de si mesmos. máquinas de orgasmo ou naves para viajar no tempo. Pouca coisa se pode dizer com certeza sobre o futuro.Texto para as questões de 155 a 157: “Uma visão do futuro Estamos às portas de um milênio miraculoso. É um derivado da soja produzido pela empresa Archer Daniels Midland desde meados dos anos 80. mas. d) otimização dos laboratórios. que consegue desamassar sua própria superfície sem esforço. Basta aplicar um pouco de calor. p. c) Nada. A pessoa tem a mão decepada por uma serra elétrica.

b) demonstra uma certa reserva ao fato de existir nas escolas a disciplina Educação Física. dirigentes providenciaram para que toneladas de bagagem trazidas pela vitoriosa seleção brasileira não fossem objeto de vistoria alfandegária. c) cita que Wanderley Luxemburgo “admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais”. na linguagem do Direito. Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam: tráfico de influência. anticonstitucionalmente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . negligência ou imperícia da pessoa. Há pouco. é correto afirmar que o autor: a) partilha da crença de que o esporte é comprovadamente útil para desenvolver nos jovens valores como a disciplina e companheirismo. d) assinala que os educadores exaltam o valor educativo do esporte baseados numa hipótese que nem sempre é comprovada na prática. Mas. 29/8/2000. Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade. “em termos penais. o que leva o nome técnico de contrabando. tornou-se público que uma associação de grandes times brasileiros mantinha acordo para. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais.Interpretação de texto II Avançar . c) deixa transparecer que sua defesa da proibição de os jovens freqüentarem campos de futebol se deve ao fato de o esporte ter sido profissionalizado. Para coroar. para indicar que tudo o que veio antes na frase corresponde a um eufemismo para suavizar o significado do ato praticado. E Luxemburgo confessou seus crimes fiscais para rebater a acusação de que recebia comissão sobre a venda de jogadores. Mas o educador que parasse para observar um pouco mais de perto o futebol profissional brasileiro provavelmente proibiria os jovens até de pisar num gramado. Esse tipo de raciocínio faz com que a prática de esportes nas escolas leve o nome até um pouco pomposo de Educação Física. e) avalia que o passe. UFSE Percebe-se o tom irônico do autor quando ele: a) dá uma informação. b) comprova que os “problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade”. olhando para o futebol. Culposo.” Editorial da Folha de S. declarando que não tivera a intenção de burlar a lei. mas de forte estigma ético no meio futebolístico. é anacrônico e absurdo. sonegação e formação de quadrilha. por exemplo em “crime culposo”. 69 GABARITO 159. concluir que o esporte não cumpre os propósitos apregoados por educadores. e) evidencia que os crimes recentemente cometidos no futebol chocam pelo seu ineditismo. Paulo. O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa. uma falta bem menos grave do que a sonegação”. o então treinador da seleção brasileira. A principal queixa relaciona-se ao anacrônico e absurdo instituto do passe. Em 94. que recende a escravismo.Texto para as questões 159 a 162: “Onde a lei não vale É comum que educadores louvem o esporte por uma suposta capacidade de transmitir ao jovem as virtudes da disciplina e do companheirismo. significa o que é resultante de imprudência. Com adaptações. d) afirma que receber comissão sobre a venda de jogadores é. não do seu desejo de praticar um ato não legal. valores úteis para a vida em sociedade. uma falta bem menos grave do que a sonegação. Wanderley Luxemburgo. 160. baseado apenas no futebol. “o que leva o nome técnico de contrabando”. UFSE Considerando-se o primeiro e o segundo parágrafos. contrato de vinculação exclusiva de um atleta profissional a um clube. Talvez seja exagero. boicotar jogadores que fossem à Justiça defender seus direitos. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética. explicando detalhada e tecnicamente tudo o que ocorreu com a seleção brasileira vitoriosa em 94. Em termos penais.

diz o professor. ‘Em um videogame. e) é importante a defesa da idéia de que o esporte desenvolve valores úteis para a cidadania. numa época caracterizada pelo desenvolvimento tecnológico. quanto qualquer outro instrumento. Vista no contexto. brincar passou a ser uma atividade passiva e solitária. c) constituem-se no melhor exemplo de brincadeiras infantis. o jovem vira um autômato que transforma impulsos visuais em movimentos motores limitados’. É necessário ter rapidez de reflexos para dar conta de atirar primeiro e nunca fazer perguntas. c) a seleção brasileira é hoje diferente daquela do tempo de Luxemburgo. d) Wanderley Luxemburgo não é mais treinador da seleção brasileira. 32. d) o futebol mostra que a Educação Física defende valores éticos. diz o professor de Ciência da Computação Valdemar Setzer. e) o Fisco não sabe que Luxemburgo recebeu milhares de reais. isolando-se e trocando o mundo real pelo virtual. Aliás. Uma troca perigosa. em excelentes meios de controle do comportamento de crianças e jovens muito agitados. estimulando sua atenção. p. b) podem tornar-se facilmente um vício. b) é inaceitável a tese de que esportistas nem sempre apresentam comportamento ético. tão prejudicial para a formação da criança e do jovem.161. 70 GABARITO 163. junho/99. por isso é inadmissível que os jogadores não os garantam na prática. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. atualmente. esta frase significa que: a) os jogadores de futebol deixam muito a desejar no que se refere a “bom comportamento”. Para Setzer. Na verdade. UFSE Há pouco. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Atividades físicas e em grupo são um antídoto. Desde que esses brinquedos foram substituídos por escopetas eletrônicas e inimigos que sangram. O pior é que isso pode levar a uma espiral sem fim. mesmo quando não se pode garantir sua eficácia entre os praticantes de futebol. b) a seleção brasileira não tem mais treinador. que pesquisa efeitos da informática no comportamento. não se raciocina. apesar do que se vê no futebol. UFSE … “olhando para o futebol. precisa de jogos cada vez mais violentos e cruéis. exemplificando a tese de que não há ética na vida nacional. A diversão em grupo ensina o jovem a se relacionar. ele precisa de empenho para parar’. Texto para as questões 163 e 164: “Bons tempos aqueles em que espadas de pau e pistolas de plástico garantiam uma distância saudável entre a inocência e a malícia. Está subentendido na frase acima que: a) faz pouco tempo que Wanderley Luxemburgo deixou de reconhecer sua omissão. os videogames induzem à passividade porque inibem a vontade: com movimentos repetitivos e predefinidos.Interpretação de texto II Avançar . usar a cabeça só atrapalharia. Unifor-CE De acordo com o texto. e) podem causar aborrecimentos e frustrações em jovens e crianças que não possuam a necessária rapidez de reflexos para esse divertimento. d) representam o mais eficiente tipo de exercício para o desenvolvimento da agilidade mental de crianças e jovens. o então treinador da seleção brasileira. ‘Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado a ponto de não ter de esforçarse para continuar jogando. Ele vai se acostumando a um certo padrão de excitação e. c) a atuação dos profissionais brasileiros do futebol comprova a idéia de que o esporte nem sempre assegura a seus praticantes comportamentos desejáveis de um ponto de vista moral. Wanderley Luxemburgo. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética”. para provocar sensações mais intensas.” Adaptado de Superinteressante. As vantagens são tanto físicas quanto emocionais. 162. o jovem tende ao retraimento. inclusive com o risco de vício. Assim. os videogames: a) transformaram-se.

cuidando tão-somente de um viver filantrópico. tirar areia do rio. Uneb-BA No texto. algo de útil e concreto. o narrador: a) questiona o artificialismo do convívio social. brilhar um pouco. tanto dos adultos quanto dos outros jovens como ele. e chegamos à choça de um velho seringueiro. nem número. e) de evasão para um mundo de sonhos. comida. esquentamos um pouco junto do fogo. então seria preciso ganhar a vida de outro jeito. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) no mundo atual. dá na gente um sonho de simplicidade. meio molhados. E quando precisava de um pouco de evasão. São Paulo: Círculo do Livro. São uma necessidade que inventei. por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs. muitas vezes. distraídos. entre grilos e vozes distantes de animais noturnos. lavrar a terra. IMPRIMIR 166. e) requer da sociedade uma postura mais solidária no convívio social. um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada. cortar lenha. que me fatigasse o corpo. O telefone toca. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio.Interpretação de texto II Avançar . as mangueiras e o ribeirão. d) em que a atividade física fosse intensa e servisse de bálsamo para a alma. Texto para as questões de 165 a 168: “Um sonho de simplicidade Então. precisamos apenas viver — sem nome. e isso era bom. depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. os videogames significam proteção para os jovens. para o narrador. fortes. p. Uneb-BA “Um sonho de simplicidade”. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum. doces. Ele acendeu um fogo. tem de repente um sonho assim. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome. Precisamos de uma casa. no meio do mato. e) o relacionamento social é necessário para que se desenvolvam comportamentos considerados normais e sadios. mas deixasse a alma sossegada e limpa. com frio. 200 crônicas escolhidas. c) em que o relacionamento entre as pessoas atendesse a convenções. de noite. subimos a barranca. que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar. seria ter uma vida: a) ligada aos bens/riquezas materiais. com certeza. Por que beber uísque. não assim. s/d. Voltar Língua Portuguesa . Quando ficamos bem cansados. entre duas providências a tomar. tive de repente um ataque de pudor. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha. d) é possível desenvolver-se um tipo de videogame que ensine às crianças como viver e divertir-se em grupo. apenas me fazem falta. 3267. como os bois. nem frio. Rubem. a um tipo de diversão violento e cruel. que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. b) a tendência a viver em grupo leva o jovem. c) o costume de não fazer perguntas induz o jovem a isolar-se do mundo. a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço. na noite escura. b) despojada. b) revela-se cauteloso na defesa de um outro estilo de vida. marcado por situações de extrema violência. de repente. nesse comércio de pequenas pilhas de palavras. e a água era boa. me surpreendendo. Todo mundo. meu trago de cachaça. no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana. Será um sonho vão? Detenho-me um instante. em detrimento do mundo real. para me fazer essa pergunta. É apenas um instante. nem sede. bons. ……………………………………… Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia. d) estabelece proximidade entre o viver urbano e o viver rural. uma simples mulher.” BRAGA. esse ofício absurdo e vão de dizer coisas. entrando numa loja para comprar uma gravata. 71 GABARITO 165. Que prazer em comer aquele peixe. dizer coisas… Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo. A vida bem poderia ser mais simples. Puxamos a rede afundando os pés na lama. assim.164. saber intrigas? Uma vez. c) cobra do ser humano uma atitude em face da vida que coincide com o Carpe Diem.

vida a que aspiramos como paz no cansaço (não a morte). todos os gestos afinal impossíveis. nem braço a mover-se nem unha crescendo. o eco já não correspondendo ao apelo. 168. põe em destaque a necessidade de afeto no relacionamento humano. b) “Porque a frase. o verso / (E. sobretudo o verso) / É o que pode lançar mundos no mundo”.Interpretação de texto II Avançar . sem dúvida. b) no segundo parágrafo. Uneb-BA O narrador: a) no primeiro parágrafo. confusão entre manhã e tarde. d) “Enquanto os homens exercem seus podres poderes / Índios e padres e bichos. e) “Sei que a arte é irmã da ciência / Ambas filhas de um Deus fugaz / Que faz num momento e o mesmo momento desfaz”. afirma a inutilidade de sonhar com outras formas de viver. sem ciência nem ironia. nenhum gasto de tecidos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . negros e mulheres / E adolescente / Fazem o carnaval”. porque o tempo não mais se divide em sessões. o tempo elidido. a mão tornando-se enorme e desaparecendo desfigurada. Rio de Janeiro: Record. revela uma consciência crítica do seu comportamento urbano. o enredo.167. o que se possa desejar de menos cruel: vida em que o ar. o conceito. um sono. essencial. p. c) “Caminhando contra o vento / sem lenço. Uneb-BA A alternativa cujo fragmento apresenta a mesma idéia do narrador no parágrafo final. a fuga de si mesmo. senão inúteis. Não a morte. ainda mais longe a fuga do feérico. o exílio sem água e palavra. ausência deles. sem documento / No sol de quase dezembro / Eu vou”. e este fundindo-se. não respirado. c) no terceiro parágrafo. já sem dor. 234-5. menos que terra. a limpeza da cor. enfatiza as dificuldades que o homem enfrenta na vida rural. Isso eu procuro. Mas a vida: captada em sua forma irredutível. vida mínima. contudo. calado. é: a) “Os livros são objetos transcendentes / Mas podemos amá-los do amor táctil”.” ANDRADE Carlos Drummond de. apresenta a quebra da rotina da vida como inviável. Não o morto nem o eterno ou o divino. apenas o vivo. a fuga da fuga. 72 Texto para as questões de 169 e 170: “Vida menor A fuga do real. d) no quarto parágrafo. sem calor. já sem ornato ou comentário melódico. a perda voluntária de amor e memória. mais me envolva. a desnecessidade do canto. e) no penúltimo parágrafo. 1993. In: Antologia poética. indiferente e solitário vivo. mais longe de tudo. o pequenino. um início. domado.

( ) tem seu verdadeiro sentido quando associada à realidade sobrenatural e divina. b) os grupos sociais se firmam à sombra do comportamento dos indivíduos. e) encara a diversidade de modos de vida da sociedade. desde a infância. a educação e a socialização se verificam. b) enfatiza a importância dos representantes do poder público. Unifor-CE Este texto: a) valoriza a aprendizagem ligada à educação. eliminando. Salvador-BA De acordo com o ideal de vida do sujeito poético. e) a aquisição da cultura depende do grau de socialização. pela transmissão por agentes sociais significativos (aqueles que têm autoridade — e esta autoridade é reconhecida pela pessoa sobre a qual a exercem. 170. daí a objetividade no enfoque do tema. U. ( ) constitui-se um breve espaço da vida humana marcado pela vulgaridade. Salvador-BA O poema apresenta: ( ) enumeração e reiteração de idéias. visando à expressividade. ( ) uma linguagem referencial. professores. representando bem uma arte engajada. a integração nela é denominada endoculturação: cada indivíduo adquire. vizinhos. as crenças. ( ) liberdade formal. econômico etc). d) a transmissão da cultura é dever de qualquer educador. c) pais e professores são os responsáveis mais diretos pela formação do indivíduo.Interpretação de texto II Avançar . ( ) deve estar isenta da preocupação com a passagem do tempo. assim. ( ) deve ser desvinculada de envolvimentos com a realidade social. amigos. 172. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . os modos de vida da sociedade a que pertence. ( ) funções emotiva e poética da linguagem. a existência humana: ( ) deve ser simples e desapegada de valores materiais. as angústias do homem.169. ( ) temática de caráter social. É evidente que ninguém aprende toda a cultura. Texto para as questões de 171 e 172: 73 “Quando a aprendizagem. mas encontrase condicionado a certos aspectos particulares da transmissão realizada pelos grupos de que faz parte. político. d) centraliza-se na definição de endoculturação. numa mesma sociedade. c) compara o indivíduo ao grupo social de que faz parte. o comportamento. U. como pais. Unifor-CE De acordo com o texto: a) a educação integral do indivíduo está condicionada a diversas influências. representantes do poder público.” 171.

c) o controle da população nas regiões mais desenvolvidas do planeta. a demanda por muitos filhos diminui e a ênfase passa a ser melhor qualidade de vida para eles.Texto para as questões de 173 e 174: “A tecnologia pode fazer muito para atenuar os problemas decorrentes da poluição. que nessas circunstâncias reste pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus. Paulo. mesmo em alguns países mais adiantados.” Trecho adaptado de GOLDEMBERG. ‘pouca conversa’ e lembrar que ‘esse é um lugar de contemplação’. então. parece estar levando a melhor. Essas razões levaram à ‘transição demográfica’ que se iniciou há mais de um século na Europa e estabilizou a taxa populacional nas nações mais ricas. um dos resultados decorrentes do uso da tecnologia tem sido: a) o aumento da exploração da mão-de-obra infantil nas zonas rurais. na medida em que limita o uso da tecnologia. 74 173. 1/1/2000. Contudo. Um número menor de filhos significa maior cuidado com cada um. em que a economia se baseia especialmente na agricultura. o resto dessa disposição vai ser pulverizado por todo um aparato que sugere quais devem ser as atitudes e comportamentos adequados ao ambiente. em excursões ‘protegidas’ por uma escolta de professores e funcionários em missão obrigatória. Além disso exigem das mulheres um esforço desnecessariamente grande. José. Ao contrário. sobretudo nas grandes cidades. sem ocupação fixa. 3. os agrava e.” SEGALL. Movimento n. Unifor-CE De acordo com o texto. reduzindo suas oportunidades de obter melhor educação. o uso de máquinas na agricultura reduz a necessidade de mão-de-obra. A razão pela qual a população nas sociedades rurais primitivas aumenta — o que ocorreu até recentemente. e) o desenvolvimento acelerado de todas as regiões do globo. África e América Latina. especialmente nas grandes cidades. c) a prática de uma agricultura mecanizada tem como conseqüência o aumento da mãode-obra avulsa. porque certas tarefas essenciais para a sobrevivência — tais como obter água potável. no Brasil. Ao visitante dos museus é transmitida a noção de que nesse local carregado de responsabilidade o melhor a ser feito é observar ‘muito respeito’. a transição demográfica ainda não atingiu boa parte da Ásia. Texto para as questões de 175 a 178: “Lasar Segall: um museu de portas abertas É bem provável que grande parte dos freqüentadores de museus no Brasil não procure voluntariamente essa instituição artístico-cultural. p. até o momento. d) o controle da população mundial baseia-se numa educação mais ampla e no uso da tecnologia nas tarefas cotidianas. ter muitos filhos era uma garantia para o futuro. 1988. 174. b) os idosos recebem mais apoio familiar em zonas rurais. Unifor-CE Conclui-se do texto que: a) a agricultura sempre exigiu e continua exigindo mão-de-obra numerosa. É compreensível. como a mortalidade infantil. nos vários continentes. o que vai salvar a humanidade da bomba populacional é o efeito que o uso de melhores tecnologias tem no próprio aumento populacional. por conseguinte. principalmente. parecem estar invariavelmente associadas a trabalhos e obrigações escolares. em vários países. Contudo. Atitude semelhante à que se tem numa igreja. e ainda ocorre em algumas regiões — é bem compreendida: nas zonas rurais muitos filhos são a garantia de mais braços para ajudar na agricultura e uma forma de apoio aos velhos quando não puderem mais trabalhar. À medida que as sociedades se tornam mais ricas. as visitas a museus. Um museu de portas abertas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . tornando-as mão-de-obra desejável. só que nesse caso esse conjunto de normas várias vai contribuir decisivamente para estabelecer preconceitos em relação à obra de arte que dificilmente serão eliminados. 31-2. b) a explosão populacional. O Estado de S. que levaria ao planejamento familiar. d) a participação maior e mais efetiva das mulheres nas tarefas rotineiras da família. combustível para cozinhar ou para aquecimento — utilizam o trabalho das crianças. melhor educação e melhores expectativas de sobrevivência. Fatores culturais são também importantes. e) a falta de conhecimento que atinge as zonas rurais dificulta o progresso da agricultura. era muito grande. Lasar.Interpretação de texto II Avançar . no passado. mas o aumento da população e a melhoria do nível de vida.

Unifor-CE I. Não há espontaneidade de iniciativa em relação a visitas a museus no Brasil. Professores e funcionários representam a classe que freqüenta de maneira regular e voluntária os museus.175. c) define os museus no Brasil como instituições artístico-culturais desprovidas do apoio dos governantes. e) pela impressão de se sentir como se estivesse numa igreja. d) pelo cunho de obrigatoriedade de que se revestem as visitas aos museus. como instituição artísticocultural. b) pelo fato de ser o museu um “lugar de contemplação”. A respeito dos enunciados acima. d) eliminar qualquer tomada de posição do narrador. 75 177. b) caracteriza as circunstâncias que. GABARITO 178.Interpretação de texto II Avançar . “esse é um lugar de contemplação” estão empregadas para: a) distinguir a citação do resto do contexto. c) acentuar o valor significativo das expressões no contexto. pelos órgãos governamentais. “pouca conversa”. b) realçar ironicamente as metáforas. 176. d) I e III. II. está correto o que se afirma SOMENTE em: a) I. III. c) III. e) fazer sobressair expressões pouco usuais. no Brasil. d) condena os preconceitos ligados ao acervo artístico-cultural dos museus. mais comumente levam aos museus seus freqüentadores habituais. c) pelo excesso de tarefas impostas a partir de visitas aos museus. Unifor-CE A pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus explica-se: a) pela abundância de preconceitos em relação ao valor da obra de arte. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Os museus. e) encara o museu como elemento mistificador da criação artística. Unifor-CE As aspas em “muito respeito”. vêm sendo pouco prestigiados. Unifor-CE O texto: a) prova que o acervo dos museus reúne condições insatisfatórias para atrair a atenção dos visitantes. b) II. e) II e III. no Brasil.

Interpretação de texto II Avançar . Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. Não faças poesia com o corpo. d) velado humorismo. In: Obra Completa. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. os aniversários. b) suavidade e melancolia. tão infenso à efusão lírica. Consolava-os a saudade de si mesmos. Memorial de Aires. Viçosa-MG Leia atentamente os seguintes versos: “Não faças versos sobre os acontecimentos. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. 95s. Fui a pé. não aquece nem ilumina.” ANDRADE. com as mãos sobre os joelhos. As afinidades. achei aberta a porta do jardim. p. D. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. Texto para a questão 180: “Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Carlos Drummond de.179. 1992.” ASSIS. trata da essência da própria poesia. Carlos Drummond de Andrade: poesia e prosa. 76 d) Para o autor. UFR-RJ No texto o narrador descreve o quadro formado pelo casal de velhos com: a) impaciente ironia. Rio de Janeiro: Aguilar. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. preocupado em exaltar os mais nobres sentimentos humanos. U. a poesia não deve limitar-se a uma temática voltada para os simples acontecimentos da vida. tinha os braços cruzados à cinta. intensamente elaborado. Machado. 1989. Carmo. a vida é um sol estático. Diante dela. completo e confortável corpo. olhando um para o outro. a poesia ultrapassa os limites do corpo e da própria vida cotidiana. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma leitura correta do poema “Procura da poesia”. ‘Lá estão eles’. F. entrei e parei logo. de Carlos Drummond de Andrade: a) O autor defende um lirismo subjetivo. superior à própria vida e à morte. à entrada do saguão. GABARITO 180. esse excelente. dei com os dois velhos sentados. b) Segundo o poeta. em seu discurso metalingüístico. Aguiar estava encostado ao portal direito. Ao transpor a porta para a rua. e) ceticismo e desesperança. disse comigo. à esquerda. Não há criação nem morte perante a poesia. c) desgosto e censura. os incidentes pessoais não contam. c) O autor defende a transcendência da poesia. e) O poeta. Ao fundo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

ou sem nenhum caráter — como queria o próprio Mário de Andrade. Folha Ilustrada. o personagem rosiano tem a ver com o homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade. Por isso mesmo. 21/04/2000. a) O homem de Guimarães Rosa. Carlos Heitor. c) O homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade não apresenta nenhuma oposição à concepção do brasileiro de Guimarães Rosa. Um rapaz da platéia me perguntou onde ficaria o homem de Guimarães Rosa — outra coordenada que nos ajuda a definir o brasileiro. por ser um refugo da casa-grande e da senzala. por ser sobretudo uma criação verbal. A imagem geométrica pode ser forçada. b) O brasileiro de Guimarães Rosa se opõe ao de Freyre por não ter lugar nem na casagrande. p. de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade explicitada no texto I. nem na senzala e se aproxima de Macunaíma por sua indefinição na escala de valores culturais. potente e tendendo a ser feliz. e) O brasileiro de Guimarães Rosa se aproxima do de Freyre por sua exclusão social e se distancia de Macunaíma por não ter definição na escala de valores culturais.Interpretação de texto II Avançar . em nossa essência. 12. Tenho para mim que há dois referenciais literários para nos definir. embora as circunstâncias mudem e nós mudemos com elas.” CONY. São Paulo. tomou sua própria vereda. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . É também macunaímico. o opositor de uma e de outra. citemos a Capitu menina — e teremos como sempre a intervençao soberana de Machado de Assis. Concordo com todas as opiniões emitidas e com as minhas em primeiríssimo lugar. mas foi a que me veio na hora — e acho que fui entendido. torna-se um refugo da casa-grande e da senzala. 5º Caderno. GABARITO d) O homem de Guimarães Rosa. Nem por acaso um dos personagens mais importantes do mundo de Rosa é uma mulher que se faz passar por jagunço. criando a sua própria vereda mas sem esquecer o ressentimento social do qual se afastou e contra o qual procura lutar. Fomos e seremos assim. Tomando Gilberto Freyre como a linha vertical e Mário de Andrade como a linha horizontal de um ângulo reto.Texto para a questão 181: “Acompanho com assombro o que andam dizendo sobre os primeiros 500 anos do brasileiro. apesar do ressentimento social que o caracteriza. o homem miscigenado. afastando-se do convívio social apontado por Gilberto Freyre e Mário de Andrade. pois sem definição catalogada na escala de valores culturais oriundos de sua formação racial. e uma antítese do brasileiro de Mário de Andrade. mas o homem é causa e efeito do verbo. teríamos Guimarães Rosa como a hipotenusa fechando o triângulo. É um refugo consciente da casa-grande e da senzala. UFF-RJ Assinale a opção que apresenta a afirmativa adequada sobre a relação entre o brasileiro de Guimarães Rosa. De um lado. Retomando a imagem literária. Evidente que o universo de Rosa é sobretudo verbal. De outro. o produto daquilo que Gilberto Freyre chamou de casa-grande e senzala. 77 181. um herói — ou heroína — sem nenhum caráter. o Macunaíma. herói sem nenhuma definição. Ou seja.

de Pernambuco. As atividades incluem encontros com integrantes de tribos variadas. coordenador do projeto. uma programação alternativa está deixando de lado a caravela para se embrenhar no Brasil de antes de Cabral. mas de maneira muito romântica…” c) “… uma programação alternativa está deixando de lado a caravela…” d) “… e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue…” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . expressão ligada ao nome “Brasil”. no plural. b) “um”. Do massacre nasceu o desejo de falar aos pequenos homens brancos — os ‘filhos da elite’. 184. nem sempre verdadeiro. UERJ Na construção “comemorações dos 500 anos”. no foyer do Centro Cultural Banco do Brasil. como centro dos 500 Anos de Resistência das Populações Indígenas no Brasil. apresenta danças e ritos. revela que um discurso oficial. contesta a prioridade dada à chegada do colonizador para a constituição do Brasil. até expõem a cultura indígena. d) “deixando preconceitos de lado”. mostra arcos. UERJ A linguagem figurada. c) “crianças de diferentes idades”. E está dando ao índio lugar de destaque na festa. encontra-se também em outros tipos de texto. d) “500 anos”. crianças de diferentes idades vêm aprendendo história e deixando preconceitos de lado com a ajuda de Thini-á — um índio de 29 anos. mostra arcos. 22/03/2000. b) “Brasil de antes de Cabral”. de certa forma. flechas e seduz o público com a fala mansa e um ótimo humor. mas de maneira muito romântica. Veja. Verifica-se um exemplo de metonímia no seguinte fragmento da reportagem: a) “… apresenta danças e ritos. conhecida característica de textos literários. Essa atividade pretende desmistificar isso e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue e se torne corriqueiro’. c) “mais de”. GABARITO 182. organizado pela Cineduc: Cinema e Educação. como dizia — e impedir conflitos futuros. Desde o início da semana. UERJ O subtítulo do texto — “Histórias de um Brasil com mais de 500 anos” — é construído de modo a anunciar o caráter alternativo e mesmo crítico do evento que será comentado. da tribo fulni-ô. 183. predomina na sociedade.Texto para as questões 182 a 184: “A estrela é o índio Histórias de um Brasil com mais de 500 anos 78 Na contramão do vento que move as comemorações dos 500 anos. debates e uma exposição com trabalhos do fotógrafo Sebastião Salgado e textos do poeta Thiago de Mello. demonstra que a indefinida identidade social do país é formada pelo encontro de três raças. Fátima. Agora.Interpretação de texto II Avançar . a expressão sublinhada mantém com o termo núcleo — “comemorações” — a mesma relação sintática verificada em: a) “uma invasão de terra”. antecedendo a expressão “500 anos”. (…)” SÁ. Há três anos Thini-á percorre escolas do Rio (…). flechas…” b) “… expõem a cultura indígena. indica a necessidade de uma reflexão mais cuidadosa acerca de alguns dos marcos históricos do país. Fala das tribos e da memória de seus ancestrais. que abandonou a aldeia ainda menino após uma invasão de terra em que perdeu vários parentes. ele fala para mais crianças e adultos. diz Ricardo Paes. referindo-se ao nome “Brasil”. ‘As comemorações dos 500 anos. O emprego da palavra ou expressão com essa finalidade está corretamente justificado em: a) “Histórias”.

J. 186. uma câmara. escancarando em público o vazio em que existimos. um vidro. Se a televisão é a arena da história contemporânea. a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. 1992. ele apenas grava imagens. Guerra. Eugênio. pois entre ele e o turista havia um muro transparente.Texto para as questões 185 e 186: “À televisão Teu boletim meteorológico me diz aqui e agora se chove ou se faz sol. a televisão é humanizada. enfim. São as imagens do espetáculo que não foi vivido. Cônscia de sua relevância mística. Sob o foco automático. guardando imagens sem nexo. O turista é um apressado. P. sexo. Para que ir lá fora? A comida suculenta que pões à minha frente como-a toda com os olhos. esporte — me dás tudo. De bom grado. Prosas seguidas de odes mínimas. Veja. essa engenhoca que reina soberana no espaço exíguo que separa o homem de si mesmo. Identifique o elemento lingüístico que melhor caracteriza essa humanização e transcreva um verso em que ele apareça. Continuará com pressa. 03/12/1996. Ali jaz a vida que poderia ter sido. Nas férias. ele substitui a própria memória pela fita magnética. Nos dramalhões que encenas há tamanho poder de vida que eu próprio nem me canso em viver. que se reserva a chance do inesperado. Nas festas de escolas primárias. as câmaras de vídeo domésticas se tornaram o olhar autorizado da intimidade familiar (e de outras intimidades nem tão familiares assim). como quem ainda tem uma longa lista a cumprir. UERJ No poema. Protegido por sua máscara eletrônica. tudo.Interpretação de texto II Avançar . 79 185. por favor?). Depois. e normalmente muito rápido. Texto para as questões 187 e 188: “O Império das Lentes Nas cerimônias de casamento. a criança já não enxerga o sorriso de orgulho ou de apreensão na face do pai. assumindo o papel de interlocutor do eu poético. vê apenas a handycam2 que mascara o seu rosto. pois quem poderia vivê-lo se ocupou em gravá-lo (ou em posar para a gravação). jamais terá tempo de rever o que filmou. que vive. Aposentei os dentes. O viajante já não é aquele que contempla o desconhecido. PAES. os alunos aprenderam a se apresentar para filmadoras e não mais para pais e mães. São Paulo: Companhia das Letras. que o poupa de estar exposto ao destino.” BUCCI. as retinas das testemunhas foram substituídas pela camcorder1 do sujeito de terno gasto que grava o enlace andando de um lado para o outro (o distinto padre pode dar licença. Vou pregar minha porta: já não preciso do mundo. o estranho fenômeno se generaliza. claro. UERJ Indique o tema geral do poema e explique como ele é abordado criticamente por José Paulo Paes. Ali jaz o desejo que não se satisfez. mas esta também logo se perderá numa estante empoeirada. 1 2 IMPRIMIR GABARITO camcorder – filmadora handycam – filmadora de mão Voltar Língua Portuguesa .

187. UERJ Cônscia de sua relevância mística, a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. No trecho citado, o autor emprega a ironia para intensificar sua crítica à situação descrita. Explique como esse recurso de linguagem intensifica a referida crítica.

188. UERJ Ali jaz a vida que poderia ter sido. Esta sentença, no primeiro momento, parece uma contradição. Identifique, em uma frase completa, essa contradição aparente.

Texto para a questão 189:
“Poética I Que é a Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. Um homem que tem fome como qualquer outro homem.”
RICARDO, Cassiano. Jeremias Sem-Chorar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1964.

80

189. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento:

GABARITO

a) “Como varia o vento – o céu – o dia, / Como estrelas e nuvens e mulheres, / Pela regra geral de todos seres, / Minha lira também seus tons varia, / e sem fazer esforço ou maravilha.” (Álvares de Azevedo) b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.” (João Cabral de Melo Neto) c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si, porque foram compostas em épocas diversas — debaixo de céu diverso — e sob a influência de impressões momentâneas.” (Gonçalves Dias) d) “Um dia (…) tive saudades da casa paterna e chorei. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida, que intitulei — Às Ave-Maria: — a saudade havia sido a minha primeira musa.” (Casimiro de Abreu)

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

Avançar

Texto para as questões 190 a 193:
“No Brasil das últimas décadas, a miséria teve diversas caras. Houve um tempo em que, romântica, ela batia à nossa porta. Pedia-nos um prato de comida. Algumas vezes, suplicava por uma roupinha velha. Conhecíamos os nossos mendigos. Cabiam nos dedos de uma das mãos. Eram parte da vizinhança. Ao alimentá-los e vesti-los, aliviávamos nossas consciências. Dormíamos o sono dos justos. A urbanização do Brasil deu à miséria certa impessoalidade. Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. Algo para ser visto pela janelinha do carro, ora esparramada sobre a calçada, ora refugiada sob o viaduto. A modernidade trouxe novas formas de contato com a riqueza. Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro. Os semáforos ganharam uma inesperada função social. Passamos a exercitar nossa infinita bondade pingando esmolas em mãos rotas. Continuávamos de bem com nossos travesseiros. Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. Aos poucos, foi perdendo a docilidade. A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. Os telejornais passaram a despejar violência sobre o tapete da sala, aos pés de nossos sofás. Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. Tão simples quanto virar uma torneira ou acionar o interruptor, bastava apertar o botão da TV. Embora violenta, a miséria ainda nos excluía. Súbito, a miséria cansou de esmolar. Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. A miséria não bate mais à nossa porta; invade. Não estende a mão diante do vidro do carro; arranca os relógios dos braços distraídos. Acuada, a cidade passou de opressora a vítima dos morros. No Brasil de hoje, a riqueza é refém da miséria. A constituição do perfil da miséria no Brasil está diretamente relacionada com a crescente modernização do país.”

81

190. UFMG A partir da leitura desse texto, é CORRETO afirmar que ele tem por objetivo a) criticar a ação governamental no trato com a miséria. b) defender práticas de maior justiça social. c) denunciar a culpa sentida pelas classes privilegiadas. d) mostrar a evolução da situação de miséria no Brasil. 191. UFMG “Embora violenta, a miséria ainda nos excluía.” Essa frase é uma síntese de todas as seguintes passagens do texto, EXCETO a) A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. b) Continuávamos de bem com nossos travesseiros. c) Dormíamos o sono dos justos. d) Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. 192. UFMG O último parágrafo do texto tem todas as seguintes funções, EXCETO a) Ampliar o desenvolvimento das idéias. b) Reafirmar as idéias da introdução. c) Rearticular o parágrafo introdutório. d) Reorganizar as idéias desenvolvidas no texto. 193. UFMG De acordo com o texto, a miséria no Brasil assume uma posição crescentemente agressiva. Todas as seguintes passagens do texto comprovam essa afirmação, EXCETO a) Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. b) Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. c) Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. d) Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

Avançar

Texto para as questões 194 a 197:
“Troca de e-mails
THE NEW YORK TIMES

Seguem abaixo trechos das mensagens de e-mail trocadas na terça-feira e ontem entre o VicePresidente Al Gore e o Governador George W. Bush, do Texas: Do: Sr. Gore Para: Sr. Bush Assunto: Campanha eleitoral Congratulações por sua indicação partidária. Penso que as vitórias mútuas desta noite nos proporcionam uma chance rara para a mudança no modo de se conduzir campanhas eleitorais e de se restabelecer a confiança dos eleitores em nosso processo eleitoral. Assim sendo, eu o desafio a aceitar minha proposta de que nós dois rejeitemos o uso do chamado ‘dinheiro fácil’ na veiculação de propaganda eleitoral. Eu darei o primeiro passo pedindo ao Comitê Nacional Democrático para não veicular nenhuma propaganda eleitoral não regulamentada através do uso de verbas de procedência ignorada, a menos que o Partido Republicano passe a agir nesse sentido. Portanto, está nas mãos do senhor e de seu partido o início eventual de uma guerra acirrada de propaganda; o senhor tem o poder de unir-se a mim na proibição do ‘dinheiro fácil’. Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar a política para sempre.

82

Do: Sr. Bush Para: Sr. Gore Assunto: Re: Campanha eleitoral Obrigado por seu e-mail e seus cumprimentos. Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões importantes do nosso tempo — a reforma educacional, a modernização de nossas forças armadas e o resgate de padrões de qualidade no nosso governo. O senhor e eu fizemos várias propostas de reforma de financiamento de campanha. Mas antes de debatermos estas mudanças, é importante que os americanos saibam se as leis de financiamento de campanha atuais foram obedecidas. Assim sendo, eu o desafio a esclarecer acusações graves. Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca e ao Departamento de Justiça para a liberação de todos os registros e fotos relativos à investigaçao sobre abusos no financiamento da sua própria campanha. Em seu e-mail, o senhor falou em restabelecer “a confiança em nosso processo eleitoral”. E isso é o ponto central da questão. São necessárias novas leis de financiamento de campanha. O que é até mesmo mais importante é o dever dos funcionários públicos de obedecer às leis existentes, e eu receio que seu próprio histórico não inspire confiança. Agradeço seu e-mail. Esta sua Internet é uma invenção maravilhosa.”
Traduzido do New York Times on-line, 16/03/2000.

GABARITO

194. UERJ O vice-presidente Gore propõe em seu e-mail uma rejeição, de parte a parte, do chamado “dinheiro fácil”, usado de maneira não regulamentada na veiculação de propagandas eleitorais. O tom da mensagem-réplica do governador Bush reflete basicamente as seguintes atitudes: a) crítica e desconfiança pela indicação do democrata Gore à sucessão presidencial. b) animosidade e distanciamento do processo de moralização da campanha eleitoral. c) ceticismo e ironia no tocante à seriedade das palavras e intenções de seu oponente. d) ressentimento e desdém quanto às instruções dadas por Gore ao Comitê Democrático. 195. UERJ O discurso político é marcado por estratégias de distanciamento que ressaltam a autoridade do locutor, e por traços de solidariedade que buscam o envolvimento dos interlocutores. Tais procedimentos retóricos são verificados em: a) “Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca…” b) “Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar…” c) “Eu darei o primeiro passo, pedindo ao Comitê Nacional Democrático…” d) “Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões…”

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

Avançar

196. UERJ A mensagem-desafio de Al Gore tem como destinatário o seu adversário político, mas é possível interpretar que ela tenha sido tornada pública propositalmente. Considerando o conteúdo da mensagem e o seu contexto, a melhor explicação para que Al Gore tenha desejado torná-la pública é: a) provocar uma declaração desastrada de George Bush. b) contribuir para a moralização da política através da Internet. c) acusar seu adversário do uso de dinheiro ilícito na campanha. d) convencer o eleitor do caráter desonesto do outro candidato. Texto para as questões de 197 a 200:
“A revolução digital Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro. Disse ‘pareciam’, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação. Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde. O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose. Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons. A mudança conduz a veredas ainda inexploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita. E isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma. Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos devãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de idéias que gera novos textos. A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente arriscar textos próprios. Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: ‘Mando-te uma carta qualquer dia desses’. Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla ‘enter’.”
SOUZA, Josias de. A revolução digital. In: Folha de São Paulo, São Paulo, 6 de maio de 1996. Caderno Brasil, p. 2.

83

GABARITO

197. UFMG Observe as expressões destacadas nestas frases: … falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro… … vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação CORRETA dessas três expressões, na ordem em que aparecem nas frases acima. a) apesar de ser falada / apesar de ser impressa / se estivesse vivo. b) quando é falada / quando é impressa/ se estivesse vivo. c) porque é falada / porque é impressa / ainda que estivesse vivo. d) se é falada / se é impressa / ainda que estivesse vivo. 198. UFMG Com base na leitura feita, é CORRETO afirmar que o objetivo do texto é a) defender a parceria entre o papel e o texto como uma história de êxitos. b) discutir as implicações da era digital no uso da escrita. c) descrever as vantagens e desvantagens da Internet na atualidade. d) narrar a história do papel e do texto desde a antigüidade.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

Avançar

199. UFMG Considerando a argumentação do autor quanto à relação entre palavra falada e palavra escrita, é CORRETO afirmar que, a) na comunicação interpessoal, a palavra falada pode emocionar, sensibilizar, convencer, fazer pensar e, com isso, suscitar um grande movimento de idéias e valores. b) no processo social de divulgação de conhecimentos, a palavra falada, associada à escrita, exerce um papel fundamental na educação e na formação de opiniões. c) na produção cultural de ciência e arte, a palavra escrita tem função marcante, porque sua permanência material independe da memória humana e sua circulação instiga a reflexão. d) no processo social de produção e circulação de crenças, a palavra escrita, ao lado da falada, tem papel significativo no desenvolvimento da espiritualidade. 200. UFMG Considerando os procedimentos lingüísticos de articulação entre o primeiro parágrafo e os outros parágrafos do texto, é INCORRETO afirmar que a) o segundo, o terceiro e o quarto parágrafos se articulam com o primeiro pelo emprego linear do tempo cronológico. b) o terceiro parágrafo está articulado com o primeiro pelo uso de palavras que explicitam significados presentes no primeiro. c) o segundo parágrafo está articulado com o primeiro pelo emprego de palavra que se repetem. d) o quarto parágrafo se articula com o primeiro pelo uso de frase que explicita uma idéia sugerida no primeiro. Texto para a questão 201:
“O idioma, vivo ou morto? O grande problema da língua pátria é que ela é viva e se renova a cada dia. Problema não para a própria língua, mas para os puristas, aqueles que fiscalizam o uso e o desuso do idioma. Quando Chico Buarque de Hollanda criou na letra de ‘Pedro Pedreiro’ o neologismo ‘penseiro’, teve gente que chiou. Afinal, que palavra é essa? Não demorou muito, o Aurélio definiu a nova palavra no seu dicionário. Isso mostra o vigor da língua portuguesa. Nas próximas edições dos melhores dicionários, não duvidem: provavelmente virá pelo menos uma definição para a expressão ‘segura o tcham’. Enfim, as gírias e expressões populares, por mais erradas ou absurdas que possam parecer, ajudam a manter a atualidade dos idiomas que se prezam. O papel de renovar e atualizar a língua cabe muito mais aos poetas e ao povo do que propriamente aos gramáticos e dicionaristas de plantão. Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o ‘erro’ propriamente dito e a renovação. O poeta é, portanto, aquele que provoca as grandes mudanças na língua. Pena que o Brasil seja um país de analfabetos. E deve-se entender como tal não apenas aqueles 60 milhões de ‘desletrados’ que o censo identifica, mas também aqueles que, mesmo sabendo o abecedário, raramente fazem uso desse conhecimento. Por isso, é comum ver nas placas a expressão ‘vendese à praso’, em vez de ‘vende-se a prazo’; ou ‘meio-dia e meio’, em vez de como é mesmo? O português de Portugal nunca será como o nosso. No Brasil, o idioma foi enriquecido por expressões de origem indígena e pelas contribuições dos negros, europeus e orientais que para cá vieram. Mesmo que documentalmente se utilize a mesma língua, no dia-a-dia o idioma falado aqui nunca será completamente igual ao que se fala em Angola ou Macau, por exemplo. Voltando à questão inicial, não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. Os intelectuais também o fazem, por querer ou por mera ignorância. E também nós outros, jornalistas, afinal, herrar é umano, ops, errare humanum est. Ou será oeste?”
SANTOS, Jorge Fernando dos. Estado de Minas, Belo Horizonte, 10 jun. 1996. (Texto adaptado)

84

GABARITO

201. UFMG Em todas as seguintes passagens, o autor deixa transparecer idéias que ele mesmo considera puristas, EXCETO em a) Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o “erro” propriamente dito e a renovação. b) … não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. c) Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. d) Pena que o Brasil seja um país de analfabetos, […] Por isso, é comum ver nas placas a expressão “vende-se à praso”…

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

Avançar

Texto para as questões 202 e 203:
“Amor A verdade é que devemos tudo aos amores infelizes, aos amores que não dão certo. A poesia se faz antes ou depois do amor, ninguém jamais fez um bom poema durante um amor feliz. Pois se o amor está tão bom, pra que interrompê-lo? O amor feliz não é assunto de poesia. Literatura é quando o amor ainda não veio ou quando já acabou, literatura durante é mentira. Ou ela é empolgação ou é remorso, revolta, saudade, tédio, divagação desesperada — enfim, tudo que dá bom texto. Desconfie de quem explica um estado de exaltação criativa dizendo que está amando. Algo deve estar errado. — Você está amando, mas ela não está correspondendo, é isso? — Não, não. Ela também me ama. É maravilhoso. — É maravilhoso, mas você sabe que não pode durar, é isso? Seu poema é sobre a transitoriedade de todas as coisas, sobre o efêmero, sobre o fim inevitável da felicidade num mundo em que… — Não! É sobre a felicidade sem fim! — Não pode ser. — Mas é. Acabei o poema e vou fazer uma canção. Depois, talvez, uma cantata. E estou pensando num romance. Tudo inspirado no nosso amor. Não posso parar de criar. Estou transbordando de amor e idéia. Crio dia e noite. — E a mulher amada? — Quem? Ah, ela. Bom, ela sabe que a atenção que não lhe dou, dou ao nosso amor perfeito. Está explicado. Ele não canta a amada ou seu amor. Está fascinado por ele mesmo, amando. E o poema certamente é ruim. Porque o amor, para ser de verdade, tem de emburrecer. Só devem lhe ocorrer bobagens para dizer ou escrever durante um caso de amor. Ou é kitch, de mau gosto, piegas ou copiado, ou não é amor. Qualquer sinal de originalidade pode até ser suspeito. — Esses seus versos para mim… Estão ótimos. — Obrigado. — Essas juras de amor, essas rimas, essa métrica… De onde você tirou tudo isso? — Eu mesmo inventei. Pensando em você. — Seu falso! — O quê? — Só deixando de pensar em mim por algumas horas você faria uma coisa assim pensando em mim. Só tomando distância, escrevendo e reescrevendo, raciocinando e burilando, você faria isto. Um verso plagiado do Vinícius eu entenderia. Um verso original, e bom desse jeito é traição. Só não sendo sincero você seria tão inteligente! — Mas… — Não fale mais comigo. Pronto. O amor acabou, agora você pode ser criativo sem remorso. Você está infeliz, mas console-se. Pense em como isso melhorará o seu estilo.”
Adap.: VERÍSSIMO, Luís Fernando. O Estado de São Paulo: 25/07/1999.

85

GABARITO

202. UFR-RJ A partir da leitura do texto, depreende-se que a) os textos literários cujo tema é o amor tratam de um sentimento utópico. b) os poemas feitos nos momentos de amor são criativos e interessantes. c) fazer poemas sobre o amor exige um afastamento da relação amorosa. d) só a reciprocidade no relacionamento amoroso enseja um bom texto poético. e) os textos verdadeiramente literários são os que tratam da temática amorosa