LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I FUNÇÕES DA LINGUAGEM E LINGUAGEM FIGURADA VOCABULÁRIO FONOLOGIA, ACENTUAÇÃO, ORTOGRAFIA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS ARTIGOS, SUBSTANTIVOS, ADJETIVOS VERBOS E ADVÉRBIOS PRONOMES INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II FIGURAS DE LINGUAGEM PERÍODOS SIMPLES E COMPOSTO PONTUAÇÃO CONCORDÂNCIA E REGÊNCIA CRASE FUNÇÕES DE “QUE” E “SE”

NOÇÕES DE LITERATURA LITERATURA NO PERÍODO COLONIAL HUMANISMO, QUINHENTISMO, BARROCO E ARCADISMO ROMANTISMO CLASSICISMO

REALISMO/ NATURALISMO PARNASIANISMO/ SIMBOLISMO

PRÉ-MODERNISMO/ MODERNISMO

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LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I
1. U. Católica de Brasília-DF Assinale V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A figura ao lado trata-se de uma charge, cujo tema versa sempre sobre algum acontecimento que já foi veiculado na mídia. Dessa forma a charge não é responsável por uma nova notícia, mas é uma releitura de uma notícia ou de um fato. ( ) Observando os elementos que compõe a charge, é correto afirmar que ela se refere a alguma notícia sobre aviação. Isso é comprovado pelos elementos icônicos, pois nenhum elemento verbal faz referência à aviação. ( ) O verbo ter, utilizado na fala do passageiro, poderia ser substituído pelo verbo haver, o que configuraria o uso do nível formal da linguagem. ( ) A opção de reserva de um lugar na caixa-preta, que em caso de sinistro com a aeronave, é um instrumento que pode ajudar a identificar as causas, é a responsável pelo humor na charge e, ao mesmo tempo, permite inferir que a charge foi feita depois de algum desastre aéreo. ( ) As palavras “algum”, “vago” e “caixa-preta” são respectivamente, adjetivo, advérbio, adjetivo e substantivo. ( ) Caixa-preta, sob o ponto de vista de sua estrutura, contém dois radicais, por isso, quanto ao processo de formação, é considerada uma palavra derivada. 2. Analise a charge que segue, publicada na revista Veja, de 07. jun. 2000.

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GABARITO

A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) nos desenhos humorísticos, a caricatura é uma representação gráfica de uma pessoa ou situação que explora aspectos ridículos ou grotescos. ( ) a legenda, texto curto que, às vezes, acompanha o desenho, tem a finalidade de determinar para o leitor o sentido da charge. ( ) o cartunista interpreta uma idéia presente no imaginário do torcedor brasileiro: os técnicos de futebol, quando cometem erros, são chamados de burros. ( ) a frase “O técnico Wanderley Luxemburgo examina as condições do gramado” funciona de modo redundante, visto que repete o significado contido no desenho.

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3. Uneb-BA

O equilíbrio da pressão nas membranas celulares dos tecidos nervosos, sem variação nos níveis de sódio e potássio, provoca impulsos que vão do córtex cerebral até o sistema nervoso central, confirmando uma sensação agradável e sem grandes alterações. De tão relaxado, você pode até tirar um cochilo.

“O Humanismo Lírico de Guignard”. Um dos maiores pintores do modernismo brasileiro.

Folha Ilustrada. Folha de São Paulo, 14 de julho 2000, p. 34.

No texto do convite para ver a exposição de Guignard, no MASP, passa-se a idéia de que: a) ver Guignard é ter uma aula de como funciona o sistema nervoso humano; b) a emoção provocada pela arte nem sempre pode ser traduzida com palavras; c) a arte causa, no homem, uma sensação de leveza tal, que o adormece para a realidade; d) o sentimento gerado pela obra de arte lírica é constante e equilibrado em cada ser humano; e) o humanismo lírico de Guignard está na sua capacidade de associar a arte ao equilíbrio das sensações humanas. 4. UFPE Observe os quadrinhos abaixo e responda à questão.

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GABARITO

Ziraldo. O Menino Maluquinho.

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Assinale a alternativa em que se faz um comentário inaceitável com relação aos quadrinhos de Ziraldo. a) O menino tinha idéia clara acerca da finalidade apelativa do seu texto. b) Os termos do cartaz reproduzem a sintaxe típica desse gênero de texto. c) O menino demonstra inabilidade para ajustar-se às exigências de textos publicitários. d) As incorreções gramaticais do segundo quadro vão da ortografia à sintaxe. e) Os erros do cartaz constituíram uma estratégia para atrair possíveis consumidores.

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Em exposição até 13/8, das 11 às 18h. Av. Paulista, 1578 Informações: www.zip.net/guignard

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5. Univali-SC A leitura dos quadrinhos abaixo remete-nos à seguinte conclusão: HUMOR EM TIRAS

Márcio Kühner

a) Os ditados não estão sempre certos. d) Devemos rir dos nossos percalços. b) Errar é fundamental para crescer. e) É preciso sempre acertar. c) Tirar o proveito de todas as situações. 6. PUC-RS Instrução: Responder às questões 2 e 3 com base no texto abaixo.

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Considerando as atitudes e falas dos personagens, é correto concluir que: a) a mãe já sabia que Calvin havia decidido não ir mais à escola, como se depreende da expressão “Sei”, no primeiro quadrinho; b) a mãe de Calvin, indecisa sobre o que fazer com o filho, viu-se obrigada a consultar o pai; c) Haroldo, o tigre presente no último quadrinho, demonstra apoio incondicional à atitude do menino, pelo fato de estar disposto a acompanhá-lo à escola; d) não havendo outra saída, foi necessário usar a força física para mandar Calvin à escola, como se depreende da expressão “esmagar”, do último quadrinho; e) as expressões “os pais” e “uma criança”, no último quadrinho, indicam que Calvin generalizou a conclusão a que chegou. 7. PUC-RS Instrução: Responder à questão 3 com base nas idéias abaixo, que completam a frase sublinhada. Pela leitura da tira, é correto afirmar que Calvin: 1. Demonstra temer uma vida adulta em meio à poluição. 2. Usa sua fantasia para tentar convencer sua mãe do acerto de sua decisão. 3. Considera-se injustiçado pelos pais. 4. Conclui que seu projeto para o futuro foi rejeitado por ser ambicioso. As idéias que complementam adequadamente a frase sublinhada, de acordo com o sentido da tira, estão na alternativa: a) 1 e 2. b) 1, 2 e 3. c) 2 e 3. d) 2, 3 e 4. e) 3 e 4.

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GABARITO

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8. U.F. Goiânia-GO Leia as tiras do cartunista Angeli, publicadas no caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, em 29. jul. 1999. Depois assinale V, para os itens verdadeiros, e F para os falsos.

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Sansão e Dalila são personagens do universo gráfico de Angeli. Eles formam um casal sem charme, cujo cotidiano é retratado de forma ridícula pelo cartunista. De acordo com os elementos que constituem as tiras acima: ( ) as expressões crak, flap e tuf! são consideradas onomatopéias, porque procuram representar, na escrita, sons naturais. ( ) a falta de diálogo entre o casal, durante a refeição, indica uma vida monótona, propensa às explosões agressivas. ( ) a sigla TPM – que significa tensão pré-menstrual – opõe-se à expressão kung fu, arte marcial desenvolvida na antiga China. ( ) o humor das tiras tem função social, pois procura descontrair o leitor, com a representação caricaturesca de cenas do cotidiano dos personagens. 9. UFMS Observe a tira humorística que segue e marque a(s) opção(ões) verdadeira(s).
URBANO, o aposentado A.Silvério

GABARITO

Globo, 22/09/2000.

01. A frase apresentada no balão 3 pode ser associada à profissão da personagem que a enuncia. 02. Atribui-se a uma dada estação do ano a capacidade de influenciar o estado de alma das pessoas em geral. 04. Em Todos mesmo (balão 4), o advérbio em negrito é usado como reforço, indicando que não há exceção à regra. 08. O uso do artigo definido em a outra metade (balões 1 e 3) está equivocado, uma vez que se trata de referentes que aparecem pela primeira vez no texto. 16. Os enunciados Encontrei a outra metade da minha laranja! (balão 1) e Encontrei a outra metade do meu comprimido! (balão 3) retomam, através de figuras distintas, o enunciado mais genérico “Encontrei a companheira ideal.” 32. O efeito humorístico da tira advém do fato de que se a personagem hipocondríaca leva sua obsessão às últimas conseqüências, associando-a inclusive ao campo amoroso. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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10. UFMA

Jaguar.

Na tira acima, o autor: a) trabalha a fala das personagens no contexto, relacionando termos que não possuem nada em comum; b) subverte a lógica homonímica através da utilização de um jogo de palavras marcado pela sonoridade, num tom de humor;

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c) aproxima palavras heterógrafas (termos de grafias diferentes) e heterófonas (termos de sons diferentes) que, apesar de sugerirem humor, não subvertem a lógica homonímica; d) usa sua criatividade e faz uma brincadeira lingüística com Há fogo / Afogo para demonstrar que ambos os termos possuem o mesmo significado; e) considera os termos grifados acima como palavras sinônimas que não possuem outra relação a não ser a própria referência. 11. UFMA

GABARITO

Revista Veja, de 19/04/2000.

Sobre a propaganda acima, é correto inferir que: a) inanição gera morte e morte gera imobilidade. Logo, os usuários da Internet estão condenados a morrer;

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b) ir ao supermercado implica, infelizmente, em deslocamento e deslocamento implica em não morrer de fome. Logo, sem se mexer, a Internet é a solução; c) não comer implica em não se mexer e não se mexer implica em não sair de casa. Logo, para não morrer, é preciso ir ao supermercado; d) a Internet possibilita a compra e a compra implica em deslocamento. Logo, é preciso se mexer para não morrer de inanição. e) para consultar a fatura da compra pela Internet, é preciso se mexer e se mexer implica em ir ao supermercado. Logo, o ideal é não acessar a Internet.

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12. UFMG
“Com o Document Centre a Xerox reinventa a copiadora O mercado evolui. A Xerox revoluciona. Todo o poder da tecnologia digital chega ao seu escritório com o mais avançado sistema de processamento de documentos: Document Centre. Uma copiadora que também é impressora, fax e scanner, com capacidade de realizar as operações simultaneamente. Para você copiar, imprimir, receber, enviar, criar, transformar, alterar, arquivar e recuperar documentos com mais facilidade, menor manuseio de papel e maior segurança. O novo software Centreware permite explorar e gerenciar o equipamento de acordo com as suas necessidades, a partir do seu computador, via rede e até mesmo via Internet. Document Centre é tudo isso e mais a garantia e a assistência técnica que só a Xerox pode lhe oferecer.”
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Todas as afirmativas apresentam recursos lingüísticos que estão presentes nesse texto de propaganda, exceto:

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a) Articulam-se a linguagem verbal e a não-verbal. b) Impessoaliza-se o tratamento do leitor. c) Enumeram-se cumulativamente as características do produto. d) Recorre-se não só à conotação, mas também à denotação. 13. UERJ

GABARITO

Ziraldo, Jornal do Brasil, 11/11/1999.

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Na tira de Ziraldo, os personagens mudam de atitude do primeiro quadrinho para o segundo. Pelo terceiro quadrinho, pode-se deduzir o que não está escrito: um pensamento teria provocado a mudança. Esse pensamento poderá ser traduzido como: “E se os caras dentro do espelho... a) ...estivessem rindo deles?” b) ...fossem reais e eles o reflexo?” c) ... pudessem trocar de lugar com eles?” d) ... duvidassem da realidade do mundo?”

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14. U.F. Pelotas-RS A compreensão de um texto não decorre apenas da decodificação pura e simples dos itens lingüísticos neles contidos. Na realidade, ao ler, o leitor deixa aflorar seu conhecimento de mundo, suas crenças, suas vivências, que possibilitam conexões entre os Contrariar enunciados e o levam a construir o sentido do texto que leu. Uma das características do leitor proficiente é a capacidade de interpretar gráficos. Demonstre que você domina a habilidade de leitura, inferindo corretamente os resultados expressos no gráfico ao lado: Uma pesquisa encomendada pela entidade Parceria Contra as Drogas entrevistou 700 pessoas, entre 13 e 21 anos, de cinco cidades há três anos e obteve os seguintes resultados: De acordo com os dados representados no gráfico, pode-se dizer que: a) a descoberta do novo sempre atraiu o homem a aventuras cujas conseqüências, muitas vezes, são desconsideradas em virtude do prazer do desconhecido, sendo esse o motivo para que de noventa a cem jovens recorram às drogas; b) como todo ser em formação, a maior parte dos jovens procura uma maneira de afirmase em seu grupo, recorrendo, para isso, ao uso de psicotrópicos;

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c) não é verdadeira a argumentação de que o maior contingente de jovens, rebeldes por natureza, procura nas drogas formas de transgredir normas sociais; d) a orientação familiar não seria uma das primeiras providências no combate ao vício, uma vez que não está na família a causa principal de o jovem se envolver com drogas; e) são de toda ordem as causas que levam o jovem ao consumo de drogas; com exceção dos problemas com a família, essa diversidade, somada, representa mais de 3/4 do total de entrevistados. 15. UFPR Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que a descrição da foto abaixo vem expressa de acordo com as normas de escrita do português padrão. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, onde é mostrado da cintura para baixo, segura um tipo de facão com a mão direita. Abraçado a sua perna há uma criança, que a expressão Foto: Paula Simas denota raiva e medo. O homem apóia sua outra mão na cabeça da criança, como se protegesse ela. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, mostrado da cintura para baixo, segura uma espécie de facão. Abraçado a sua perna há um menino, cuja expressão denota raiva e medo. A outra mão do homem repousa sobre a cabeça da criança, como se protegendo-a. ( ) A foto mostra um menino abraçado às pernas de um homem vestido como um trabalhador rural, onde está segurando uma espécie de facão com a mão direita. A expressão da criança é de medo e raiva, e é como se o homem estivesse protegendo a ela de alguma ameaça. ( ) Na foto, mostra um homem, que está segurando uma espécie de facão e vestido como trabalhador rural. Uma criança está abraçada à perna dele, que apóia a mão sobre sua cabeça, como se estivesse protegendo. E onde o olhar da criança exprime medo e raiva. ( ) Na foto, aparecem um menino e um homem. O enquadramento destaca a criança, mostrando o homem apenas na altura da cintura. A ele está abraçada a criança, cujo olhar é de medo e raiva. O homem, que, em traje de trabalhador rural, empunha um facão, parece estar protegendo o menino, sobre cuja cabeça pousa a mão. ( ) A foto mostra, da cintura para baixo, um homem que traja roupa de trabalhador rural e empunha uma espécie de facão. Uma criança, com expressão de medo e raiva, está abraçada à perna do homem. Ele apóia a mão sobre a cabeça do menino, como se o estivesse protegendo.

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GABARITO

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16. UEGO A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) o título “A República do Mau Humor” funciona como indicador de leitura, pois dá ao leitor a oportunidade de interpretar tanto o texto verbal como o não-verbal; ( ) o mau humor dos aliados do governo nos permite deduzir que os políticos aderem ao poder visando apenas ao seu benefício próprio; ( ) a parte inferior da charge remetenos ao contexto social brasileiro, onde a população, em sua maioFolha de São Paulo, 11.09.99 ria, sofre os efeitos; ( ) a frase de 2º balão “Um dia, só eles vão rir de tudo isso!”, proferida pelo personagem que representa o povo, deixa transparecer o humor e o descompromisso com que o brasileiro encara seus problemas; ( ) a frase “Não esquenta, mulher!”, proferida pelo personagem denuncia a ineficiência do cobertor com que ele se agasalha, uma vez que o frio é intenso. 17. UnB-DF
“ACREDITAMOS EM OPORTUNIDADES IGUAIS INDEPENDENTEMENTE DE RAÇA, CREDO, SEXO, REINO, TRIBO, CLASSE, ORDEM, FAMÍLIA, GÊNERO OU ESPÉCIE.

GABARITO

Os seres vivos são interdependentes. Dessa forma, sem apoio de milhões de espécies, a sobrevivência humana não estaria garantida. Essa variedade e a dependência entre as espécies interessa especialmente à nossa empresa. Pois o nosso trabalho depende de descobertas no mundo das informações genéticas. Informações que se perdem para sempre quando as espécies são extintas. Informações que oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição e a medicina. Para atender a uma população que está crescendo. Em um planeta do mesmo tamanho.”

Isto é. nº 1.575. 8/12/99. p. 125 (com adaptações).

Considerando as informações prestadas pelo anúncio acima, o sentido da mensagem e a correção gramatical dos itens a seguir, julgue-os. ( ) A figura explora e exemplifica a biodiversidade. ( ) Mesmo sabendo que nem todos os reinos estão representados na figura, isto não contradiz o argumento principal da propaganda, colocado acima da ilustração. ( ) Devido à interdependência dos seres vivos, a sobrevivência da espécie humana não estaria garantida sem apoio de milhões de espécies. ( ) O trabalho desenvolvido pela empresa depende de descobertas no mundo das informações genéticas e, quando as espécies são extintas, se perdem para sempre. ( ) As informações genéticas oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição, a medicina, a população que está crescendo e o planeta, que tem o tamanho da população.

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18. UFPB-PSS
Texto I “Diogo Mainardi Índios furibundos invadiram o Congresso Nacional para protestar contra as comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil. Paramentados com seus tradicionais cocares, calções de banho e tênis Nike, foram até o senador Antonio Carlos Magalhães e apontaram-lhe uma lança. Foi bonito ver todos aqueles índios lutando juntos – 500 anos atrás, eles provavelmente estariam devorando uns aos outros. Pois eu concordo com os índios: não há o que comemorar. Em 500 anos de História, não fizemos nada que justificasse uma festa. A meu ver, deveríamos ficar recolhidos num canto, chorando pelo joelho de Ronaldinho. Foi o que fiz.” Texto II

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Lendo o texto I e relacionando-o com a charge (texto II), conclui-se: a) O selvagem da charge não é o índio, mas sim a respeitável autoridade brasileira. b) Os índios continuavam lutando entre si. c) O índio da charge é mais autêntico porque não usa tênis Nike e veste calça comprida. d) O objetivo de Mainardi e Chico é o mesmo: registrar a política favorável do Congresso Nacional às causas indígenas. e) As comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil representaram um momento de alegria para os índios. 19. UFMA
“O chinês anônimo desafia os tanques Nunca se soube o nome daquele jovem alto e magro vestido como milhões de chineses, de camisa branca e calça de tergal. Ninguém ouviu sua voz. Jamais se soube o paradeiro do solitário rebelde que barrou uma coluna de 17 tanques naquela manhã de junho de 1989. Sozinho, nas fotografias e no balé diante das câmeras de vídeo – os tanques se deslocavam e a silhueta se movia, simultaneamente, para a esquerda e para a direita – o chinês anônimo fez mais, em seu grande momento, do que muitos líderes revolucionários do milênio. É certo que foi visto por mais gen5 de julho de 1989. te, nas telas de TV, dentro dos lares, do que personalidades como o mongol Kublai Khan, o francês Maximilien de Robespierre ou o mexicano Emiliano Zapata.”

GABARITO

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Depreende-se da compreensão do texto acima que há uma gradação ascendente do personagem envolvido, que assim passa do anonimato de um momento para a fama de um milênio. Isso fica evidente através dos seguintes itens lexicais: a) jovem alto e magro solitário rebelde silhueta líder revolucionário personalidade; b) silhueta solitário rebelde sem paradeiro sozinho personalidade; c) jovem alto e magro sem voz solitário rebelde líder revolucionário sozinho; d) sem paradeiro silhueta solitário rebelde chinês anônimo líder revolucionário; e) solitário rebelde líder revolucionário sozinho personalidade chinês anônimo.

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c) às semelhanças biológicas entre os dois seres. O comportamento do motorista que explica mais adequadamente o efeito cômico da piada é: 10 a) voltar a pé ao local da placa para efetuar uma correção. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. ô Eu me perdi na selva de pedra Eu me perdi. UFR-RJ No texto Homem Primata. Do CD Cabeça de dinossauro. REIS. Voltar Língua Portuguesa . Marcelo. ele acelerou o seu veículo. Sérgio. Texto para as questões 21 e 22. esta se baseia em um equívoco. d) ao bom relacionamento entre homem e macaco. “Homem Primata Desde os primórdios Até hoje em dia O homem ainda faz O que o macaco fazia Eu não trabalhava. UERJ Leia a piada reproduzida a seguir. e) ao capitalismo selvagem da sociedade contemporânea. eu me perdi” BRITTO. Nando. Logo depois. Ciro. Homem primata Capitalismo selvagem Ô.20. c) corrigir a mensagem da placa para retificar informação incompleta. b) ler a mensagem da placa como uma ordem para acelerar. voltou a pé para o local da placa e nela escreveu. para corrigi-la: Como muitas piadas. quando se deparou com uma placa de sinalização: Imediatamente. ô Eu aprendi A vida é um jogo Cada um por si E Deus contra todos Você vai morrer e não vai pro céu É bom aprender. d) imprimir maior velocidade ao carro para escapar dos quebra-molas. FROMER. PESSOA. eu não sabia Que o homem criava e também destruía. 5 GABARITO 10 15 20 IMPRIMIR 21. a comparação estabelecida entre o homem e macaco alude: a) a uma das teorias sobre a origem da espécie humana. ô. a vida é cruel. ô. Vinha o motorista dirigindo o seu carro.Interpretação de texto I Avançar . b) ao comportamento irracional do homem na sociedade moderna.

3. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. você é barbaro. b) 1. Os itens 1 e 2 apresentam ao leitor os personagens. 23. 1. III e IV. O militarismo. b) atraso X progresso. Os itens 2 a 5 do cartum apresentam o homem como o responsável pelas ações bélicas. IV. d) estagnação X mudança. I. Conclui-se que a alternativa que apresenta a numeração correspondente às afirmativas corretas é: a) 1 e 2. d) 3 e 5. 1968. Concluí-se que as afirmativas corretas encontram-se na alternativa: a) I e II. 2 e 4. Instrução: Responder às questões de 23 a 25 com base no texto. 2. enquanto nos itens 6 a 10 essa responsabilidade é atribuída apenas aos armamentos. 166-167. c) 2 e 4. c) I. p. 4 e 5. As ilustrações são um recurso para chamar a atenção do leitor. III. simbolizado pelos uniformes que os personagens vestem. III e IV. PUC-RS Instrução: Responder à questão analisando a veracidade das afirmativas abaixo. As armas apresentam-se em gradação ascendente quanto ao seu poder letal. IMPRIMIR GABARITO II. respectivamente. d) II. 11 JAGUAR. II. e) passado X presente. A simplicidade da linguagem contrasta com a seriedade do tema. Voltar Língua Portuguesa . enquanto o 9 prepara-o para o desfecho da história. III e IV. PUC-RS Instrução: Responder à questão com base nas afirmativas a seguir. UFR-RJ A oposição entre os quatro primeiros versos de Homem primata e o texto Pecados do século XXI (questões 101 a 103) envolve. os antônimos: a) lentidão X velocidade. A estrutura narrativa e as ilustrações têm efeito argumentativo marcante. Átila.Interpretação de texto I Avançar . e) 3. c) santidade X pecado. A vestimenta dos personagens ilustra cronologicamente o desenrolar dos fatos apresentados. é causa principal do desfecho presente no cartum. b) I. 4. A absolescência das armas utilizadas pelo homem levam-no a um final trágico. e) III e IV. 24. e poderiam ser retiradas sem prejuízo para a clareza do texto.22. 5.

c) utilizar-se de provérbios para expressar sua concordância ou discordância diante de fatos da vida. 23/06/99. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . estresse Líder em soluções Veja. PUC-RS O ditado popular que melhor sintetiza as idéias expressas no cartum é: a) “O feitiço virou contra o feiticeiro. por problemas cardiovasculares. b) enfatizar a sabedoria que se exprime através de provérbios. o autor procura confundir o leitor.” c) “Se queres a paz. o autor se preocupou em: a) contradizer sistematicamente os conselhos populares em situações absurdas. e) através de um jogo de palavras.” d) “Quando um não quer.” 26. III Essas doenças. Não seja mais uma vítima II das doenças cardiovasculares. ( ) Em Ele é um novo homem. INSTRUÇÃO: Com base no texto.” b) “Quem tudo quer tudo pode. UFMT ( ) A polissemia presente no título do texto se revela pelos sentidos diversos que ele sugere. associadas a tabagismo. julgue os itens da questão 27. prepara-te para a guerra. obesidade. 153. Univali-SC “BOM CONSELHO Faça como eu digo Faça como eu faço Aja duas vezes antes de pensar Corro atrás do tempo Vim de não sei onde Devagar é que não se vai longe Eu semeio o vento Na minha cidade Vou para rua e bebo a tempestade” Chico Buarque Ouça um bom conselho Que lhe dou de graça Inútil dormir Que a dor não passa Espere sentado Ou você se cansa Está provado Quem espera nunca alcança Ouça meu amigo Deixe esse regaço Brinque com meu fogo Venha se queimar 12 Ao compor o texto.Interpretação de texto I Avançar . ( ) Na última parte do texto. o adjetivo novo apresenta sentido igual ao do título do texto. Procure seu médico e siga a sua orientação. daí ser um elemento anafórico. 20% da população adulta V brasileira é hipertensa. ( ) O sentido da palavra hoje é encontrado na primeira parte do texto. ( ) A leitura do texto desfaz a polissemia do título atribuindo-lhe o sentido da morte. o pronome possessivo sua provoca certa ambigüidade que pode ser desfeita se substituído por dele. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I e vida sedentária levam ao óbito E não foi só ele. Milhares de brasileiros pendurarão que correspondem a 32% de todos os óbitos. Hoje.” 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. dois não brigam. p.25. as chuteiras mais cedo por IV problemas cardiovasculares.” e) “Devagar se vai ao longe. d) inadvertidamente o compositor apresenta situações nas quais os ditos populares vão de encontro à realidade. GABARITO 27.

anjo entre nuvens. Formas nuas no leito resvalando.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. sofre muito o prestígio romântico da mulher. UFMT ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. Unifor-CE “Façam a festa cantem dancem que eu faço o poema duro o poema-murro sujo como a miséria brasileira. segundo Mário de Andrade.0L High Output. GABARITO 30. em seguida. d) Inicialmente.. a revelação de que apenas é uma lavadeira.400. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. a fuga pelo sonho e pela morte.. em outro momento. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO.Interpretação de texto I Avançar . Jeep Grand Cherokee. O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. CELULAR. c) Em princípio. b) expõe sua condição de artista marcado pelo desejo de participação social. pela nudez e sensualidade. “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. o sofrimento das noites de vigília. A partir de R$ 55. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. autor que. c) opõe a poesia que ele faz à poesia dos que se preocupam com temas políticos. a mulher caracteriza-se pela pureza e. Não te rias de mim.” Nos versos acima. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar! na escuna fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Quem em sonhos se banhava e se esquecia! Era mais bela! o seio palpitando. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. de outro lado. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que se a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão “Up Country” para você chegar onde ninguém chegou. Sobre o leito de flores reclinada Como a lua por noite embalsamada. d) deixa claro que suas opções estéticas coincidem com as dos poetas concretistas. A vida moderna em favor da vida de verdade. Há no soneto uma contradição entre as imagens que caracterizam a mulher. 13 28. 11/10/98. num segundo momento. U.” Veja. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. o poeta Ferreira Gullar: a) defende uma poesia voltada para o canto e a exaltação dos sentimentos líricos.. Jeep Grand Cherokee. a surpresa da visão da mulher amada. Potiguar-RN “Soneto Pálida. à luz da lâmpada sombria. Negros olhos as pálpebras abrindo. b) Num momento. Aponte-a: a) De um lado. a mulher é pálida sobre o leito e. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 29. duplo air-bag. e) adota uma visão de mundo muito semelhante à da poesia de Manuel Bandeira.. Jeep® Só Existe Um. meu anjo lindo! Por ti – as noite eu velei chorando. Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!” O texto acima é um poema de Álvares de Azevedo. O amor sexual lhe repugnava. Ele tem motor 4.. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional.. julgue os itens da questão 8.

certas feias em cujos olhos vejo isto: Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha. que revela segurança e certeza quanto ao futuro. e a segunda. In: Os melhores poemas de Manuel Bandeira. São Paulo: Global. O item que melhor caracteriza essa divisão é: a) I. que revela a felicidade de um dia de trabalho. expressa pelos advérbios de negação e dúvida. nas mulheres. Voltar Língua Portuguesa . A mesa posta. E as feias. Uniube-MG Com relação à estrutura. b) II. 32.) encontrará lavrado o campo.) Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e Seja leve como um resto de nuvem. IV. 31. d) Noite.” Vinícius de Moraes.1984. que revela sua ousadia e destemor diante da vida..Interpretação de texto I Avançar .. e) os textos abordam temáticas diferentes. e a segunda. pode a noite descer. Com cada coisa em seu lugar. (A noite com seus sortilégios. chamando-a de iniludível? a) Porque ela é fácil de se enganar. In: Libertinagem. que apresenta certeza expressa pelo tom afirmativo dos verbos. Univali-SC Compare os versos de Manual Bandeira e Vinícius de Moraes. 33.” Manuel Bandeira.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 31 a 33. c) enquanto o primeiro texto fala só na beleza infantil. pode-se afirmar que: a) os dois textos são ambíguos na abordagem do tema. b) Visita. Uniube-MG Para o poeta a palavra Indesejada se refere à: a) Amada. c) Porque aparece toda noite. a primeira. o segundo aborda a beleza da mulher madura. Como deve ser bom gostar de uma feia!” BANDEIRA. que mostra o poeta despreparado para o que lhe espera. sobre o tema: Mulheres.. embora diferentes. que mostra incerteza do poeta... os dois textos revelam posicionamentos antagônicos. c) III. Talvez eu sorria. d) Porque é amiga do poeta. e a segunda. III. Uniube-MG Por que o poeta cumprimenta a Indesejada das gentes. Manuel. o poema pode ser dividido em duas partes: I. 34. e a segunda. E depois não há só as bonitas: Há também as simpáticas. iniludível! O meu dia foi bom. d) IV. b) ambos os textos vêem apenas belezas. IMPRIMIR Sobre os textos. ou diga: – Alô. É preciso Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso. a casa limpa. “Consoada Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou coroável). c) Morte. d) embora falem sobre o mesmo assunto. a primeira. Talvez eu tenha medo. b) Porque não poupa ninguém. II. (.. “Mulheres Como as mulheres são lindas! Inútil pensar que é do vestido. que apresenta dúvida e descontrole emocional. que mostra coragem e segurança para enfrentar o desconhecido. 14 GABARITO “Receita de mulher As muito feias que me perdoem Mas beleza é fundamental. a primeira. a primeira.

era o tempo do qual eu mais participara. 2000. de Carlos Heitor Cony: a) É uma similaridade e provoca a percepção de que tempo e espaço são valores diferentes. o produto foi aprovado pelo consumidor. d) É um caso de referencialidade porque faz referência a um livro do passado. pois não remete a nenhum termo explicitamente presente no texto. pode-se afirmar que: ( ) liberdade de ação e aprendizagem infantil. assim como você. UFGO Além de veicular informações sobre o produto. nunca pensara organizadamente na única pessoa. UFGO Acerca da organização das frases. ( ) o vocábulo outro. no único personagem.Interpretação de texto I Avançar . ( ) os vocábulos “elas” e “se”. a linguagem publicitária procura persuadir o consumidor. ao passado ‘ao lado’ do passado. se sujarem. ( ) o segmento “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. apresentado na abertura do texto. em “como nenhum outro”. ou seja. Uma fórmula inovadora que age nos primeiros instantes da lavagem..” 36. em “Omo Multi Ação está ainda mais eficiente”. A madeleine trouxe o gosto que leva ao passado geral. apresentados no primeiro período do texto. ( ) a oração “Porque não há aprendizado sem manchas” estabelece uma relação de dependência com frase “Novo Omo Multi Ação”. Omo Multi Ação está ainda mais eficiente porque sabe. O biscoito abriu as portas do tempo – do tempo perdido. refere-se a um elemento extratextual. criando uma relação com Quase memória. é possível afirmar que: ( ) o trecho “removendo manchas de gordura como nenhum outro” NÃO pode ser substituído por “que remove manchas como nenhum outro”. elas aprendem mais e se desenvolvem melhor. muito menos o tempo. estabelecem relação de causa e conseqüência.) entre o biscoito de Proust e o embrulho do pai. b) É uma comparação que demonstra as leituras do autor. 15 O texto publicitário que você lerá abaixo foi extraído de Isto é. serve para destacar a atitude desejável de um consumidor ideal. o meu caso.. idéias deduzidas do início do texto. de 7 jun. ao passado depois do passado. PUC-PR “Nada mais diferente (. conotativo. Porque não há aprendizado sem manchas. pois a noção de passado é a mesma nos dois autores. o primeiro é denotativo e o segundo. ao passado anterior ao passado.35. o ‘meu’ embrulho não abre nada. Ora.” Assinale a alternativa que identifica e explica a referência feita ao episódio da “madeleine” na obra de Proust. removendo manchas de gordura como nenhum outro. no único tempo de um homem que. indica que. c) É um caso de intertextualidade e serve para estabelecer relações na cadeia de leituras e de escrita literária. que seu filho precisa de liberdade para aprender. ( ) a palavra ainda. e) É um caso de associação de idéias. só a partir de agora. “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. pelo fato de causar incoerência. Novo Omo Multi Ação. ( ) o vocábulo manchas aparece no texto com dois sentidos diferentes. Se abria alguma coisa era o espaço – até então. Com base nessa informação e na leitura do texto. As questões 36 e 37 referem-se a ele. não sendo eu. 37. É por isso que estamos lançando o novo Omo Multi Ação. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . remetem à expressão “as crianças”. se sujarem”. ou melhor.

. 2 e 3. 16 Texto para as questões 39 e 40. Vida íntima em alta: dê vazão à sua sensualidade. 38. É tempo também de investir “no social”: lute com a velha preguiça de sair e vá ao encontro das pessoas. Terá que enfrentar algum mal-estar passageiro que a obrigará a ter mais cuidado com a saúde. 3. PolyGram. Você poderá contribuir com o parceiro. c) 2 e 4. Língua. UFMT ( ) A organização desse texto se calca em conselhos. a idéia de plenitude. 4. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A dinâmica do mês é o aprofundamento das relações e a expressão das emoções. Está(ão) correta(s) apenas: a) 1. maio de 1998.Interpretação de texto I Avançar . grito de guerra de uma escola de samba. que implicam o aspecto do ser permanente e do ser transitório. Para isso. julgue os itens da questão 38. este é um mês de ação e decisões: hora de colocar projetos em prática. O verso “Lusamérica latim em pó” alude não só à pulverização do latim que deu origem às línguas latinas como à divisão-união de Portugal e Brasil. Velô-Caetano e a Banda Nova. conte com os amigos.” Marie Clarie. confusão: espere até poder expressar suas idéias. 39. Com Marte transitando em seu signo. 2.) A língua é minha Pátria E eu não tenho Pátria: tenho mátria Eu quero frátria” GABARITO VELOSO. ( ) O lugar comum investir no social tem o sentido usual reiterado por referir-se a conselho. ampliando a intimidade e a cumplicidade do casal. Os neologismos “mátria” e “fátria” disfarçam o sentimento de união que o autor pretende esteja envolvido na sua percepção de “língua”. é expressa com os verbos “ser” e “estar”. e) 3 e 4. sendo “pátria”. desejada pelo autor. Caetano. No trabalho. uma língua expressa os valores culturais de seu povo. “Língua Gosto de sentir minha língua roçar A língua de Luís de Camões Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódia E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade E quem há de negar que esta lhe é superior E quem há de negar que esta lhe é superior E deixa os portugais morrerem à mingua Minha pátria é minha língua Fala Mangueira Fala! Flor do Lácio sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode esta língua (. o autor alude à idéia de que. b) 1. ( ) Há no texto uma única marca lingüística que mostra ser o interlocutor você feminino. Utilizando a expressão “Fala mangueira”. ora implicitamente ora diretamente.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. 1. 1984. “TOURO De 21/4 a 20/5 Você está curando suas velhas feridas e aprendendo a confiar de novo na vida.. Em “Gosto de ser e de estar”. d) 2. UFPE Leia as afirmativas abaixo sobre as idéias apresentadas no texto. 3 e 4. o que lhe trará entusiasmo.

3.” MENDES. Burro foi ao subir tão alto clima. como “roçar”. do que burro em cima. A irracionalidade em proveito de alguns representa a satisfação de muitos. O autor incorpora à sua canção elementos relacionados à expressão sensorial. É preferível o anonimato a um destaque que desabone o homem. 04. GABARITO IMPRIMIR O discurso da sátira contida no soneto pode ser assim sintetizado: 01. À ascensão social deverá corresponder o mérito pessoal. Homem sobe. “cores”. Pois vá descendo do alto. a soma das alternativas corretas. perpassa a idéia comum de “pluralidade”. Salvador: EDUFBA. 2 e 3 apenas. c) 1. d) 2 e 4 apenas. e logo o homem desce. o autor estabelece uma relação de proporcionalidade. Estão corretas: a) 1. 1. 16. burro parece. Nas expressões “confusões de prosódia”. 63. 17 41.40. que é discreta a fortuna em seus reveses. 2. Em terra de incompetentes. verá quanto melhor se lhe acomoda ser homem em baixo. o menos incompetente reina. e) 3 e 4 apenas. 64. Nos versos “Gosto do Pessoa na pessoa/Da rosa no Rosa” o autor utiliza o recurso da inversão. 32. “profusão de paródias” e “furtem cores como camaleões”. 08. Dê. UFBA “À despedida do seu mau governo Senhor Antão de Souza de Menezes. 1996.Interpretação de texto I Avançar . Desanda a roda. A glória indevidamente conquistada rebaixa o indivíduo em vez de exaltá-lo. onde jazia. b) 1 e 4 apenas. Cleise Furtado. 3 e 4. Quando o pisava da Fortuna a Roda. Com os versos “E sei que a poesia está para a prosa/Assim como o amor está para a amizade”. Voltar Língua Portuguesa . que não merece. que subir é desgraça muitas vezes. “dores”. asno vai. A fortunilha autora de entremezes Transpõe em burro o herói. 2. 4. Senhora Dona Bahia: poesia satírica de Gregório de Matos. UFPE Os enunciados abaixo referem-se aos recursos utilizados na criação de Língua. que indigno cresce. Quem sobe a alto lugar. É tão fácil conquistar um alto posto quanto é fácil dignificá-lo. Homem sei eu que foi Vossenhoria. p. como resposta. Um mau governo é fruto da falta de senso do povo que o escolhe. 02.

27.” MORAES. 24. 30-I. Nos versos 21 e 22 estabelece-se uma relação de conseqüência. c) o gesto amoroso da dança produz o efeito de instaurar a paz entre os seres humanos. 6. E ali dançaram tanta dança Que a vizinhança toda despertou E foi tanta felicidade Que toda a cidade se iluminou E foram tantos beijos loucos Tantos gritos roucos Como não se ouviam mais Que o mundo compreendeu E o dia amanheceu em paz. II. Este é um texto narrativo que relata uma transformação. 43. 10. 22. 16. refere-se à palavra cidade. Uniube-MG A expressão “seu jeito” (verso 6) tem como referente: a) o narrador.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 42 a 44. Então ela se fez bonita Como há muito tempo não queria ousar Com seu vestido decotado Cheirando a guardado De tanto esperar Depois os dois deram-se os braços Como há muito tempo Não se usava dar E cheios de ternura e graça Foram para a praça E começaram a se abraçar. II e IV. o jogo amoroso e as relações humanas. Chico Buarque de. 14. 2. c) I. 21. 25. só não se pode afirmar que: GABARITO a) o texto estabelece uma relação de semelhança entre a dança. 15. Olhou-a de um jeito muito mais quente Do que sempre costumava olhar E não maldisse a vida tanto Quanto era seu jeito de sempre falar. b) o autor. nos versos 8 e 9. 42. d) o conceito de amor implícito no texto não inclui o prazer físico entre os personagens. “Valsinha Um dia ele chegou tão diferente Do seu jeito de sempre chegar. E nem deixou-a só num canto Pra seu grande espanto Convidou-a pra rodar. 3. 8. 26. traz marcas de oralidade. A expressão “pra”. 12. Abril Educação. 20. 9.Interpretação de texto I Avançar . 7. 44. (Literatura Comentada). 23. b) III e IV. d) ela. 29. Chico Buarque de Holanda. 28. 19. 17. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) o gesto amoroso da dança começa no interior da casa e atinge o mundo. Uniube-MG Sobre o texto. 11. c) ele. p. d) I. 1980. III e IV. 13. Vinícius de e HOLANDA. A alternativa que traz os números das asserções corretas é: a) I e II. 18 1. III. A expressão “ali”. IV. 18. 4. Uniube-MG Leia as asserções a seguir para responder à questão abaixo: I. no verso 21. São Paulo. 5.

Em Barretos. estilizando a rotina do campo para o fascínio de legiões urbanas. Instrução: Responder à questão 15 analisando as afirmativas sobre os textos 1 e 2. o autor do texto 1 expressa um grau de indignação equivalente. Integrada ao calendário das maiores comemorações nacionais. Apesar de não utilizar frases exclamativas como o gaúcho da charge. PUC-RS A problemática comum aos textos 1 e 2 é: a) a crescente valorização da vida rural no Brasil. d) I. I. a partir de uma informação que esse já tem. 24/01/99. imaculadas botas de couro. III. b) o obstinado apego do homem do campo às suas tradições.. Zero Hora. 46. 45. (.) É uma multidão de turistas vestidos a caráter e apelidados de “peões de butique”. c) II e IV. d) a pacífica convivência entre o antigo e o novo Brasil moderno. b) I e III. a 44ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está para abrir as porteiras. 24/05/99.” Adaptado de: Época – Especial “Nós. enfiados em calças jeans. pois faz alusão a um fato recente de repercussão regional. e) I. imagina-se domar perigosos touros e potros ariscos. III e IV. II. Para uma adequada compreensão do texto 2. o texto 2 pretende mobilizar seu humor.Instrução: Responder às questões de 45 a 46 com base nos textos 1 e 2. II. p.Interpretação de texto I Avançar . No Carnaval. GABARITO c) a evidente influência do que vem de fora sobre o brasileiro. e) a saudável popularização dos costumes gaúchos em outros centros do Brasil. Porto Alegre. Chegam de todos os cantos do país. brasileiros”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . é necessário levar em conta dados contextuais. como veículo de divulgação. cintos e chapéus vistosos. PUC-RS A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. A charge (texto 2) destina-se a um público mais restrito. reis e princesas sonham até a Quartafeira de Cinzas. Enquanto o texto 1 visa principalmente a informar o leitor. Os boiadeiros urbanos capricham na indumentária (chegam a importá-la) e vivem uma fantasia que só fica a dever ao Carnaval carioca em termos de público e opulência. 102. II e III. IV.. TEXTO 1 “A vida em Barretos nunca mais foi a mesma depois que peão de boiadeiro virou caubói e música caipira passou a ser chamada de country. TEXTO 2 19 Charge de lotti. local e data.

por meio de estruturas gramaticalmente corretas.. • pós-graduação lato-sensu.Interpretação de texto I Avançar . por exemplo. ( ) Todo candidato que tiver conhecimentos técnicos ruins e domínio de informática médio terá “pontuação no teste” inferior a dez... Sua imagem perante os colegas de trabalho é. acrescente 20 pontos se tem um bom domínio dela. Voltar Língua Portuguesa ... • um curso de especialização.. CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA Seu domínio é... • bons – 25 pontos • médios – 13 pontos • ruins – zero” 20 GABARITO IMPRIMIR 47. ( ) A pontuação atribuída a uma boa imagem perante os colegas de trabalho corresponde: a de um curso de mestrado ou a de uma boa fluência em inglês acrescida da de um bom domínio de conhecimentos de informática. “TESTE Avalie suas chances de obter um emprego. se tem um domínio regular. Assinale o número de pontos que você tem em cada fator e some tudo no final para obter sua pontuação no teste. informações coerentes com o teste do texto.. • boa – 15 pontos • média – 8 pontos • ruim – zero Caso você fale uma terceira língua. CURSOS COMPLEMENTARES Você fez. UnB-DF Julgue se os itens a seguir apresentam. ( ) quem tiver cursos complementares de pós-graduação será menos valorizado no mercado de trabalho. ( ) Conhecimentos de inglês são importantes. • até o ensino médio – 40 pontos • até a faculdade – 60 pontos INGLÊS Sua fluência é. • doutorado.. • bom – 15 pontos • médio – 8 pontos • ruim – zero FORMAÇÃO ACADÊMICA Você completou.. • mestrado. • boa – 30 pontos • média – 15 pontos • ruim – zero Seus conhecimentos técnicos dentro da profissão. ou 10 pontos. mas se forem substituídos por outro idioma – como. espanhol – a valorização será maior.. Existem vários fatores que fazem uma pessoa ter maior ou menor facilidade para encontrar um bom emprego.Texto para a questão 47.

E em tal maneira é graciosa que. em relação ao texto. o texto permite afirmar: a) Há múltiplas formas de enxergar o mundo. III. o que se afirma em: a) somente II. Há. enquanto. querendo-a aproveitar. Mais! 48. Registra-se um propósito do narrador no sentido de se ater a um relato fiel a suas constatações e impressões pessoais. De qualquer forma. II e III. metafórico. Paulo. Unifor-CE “Uma nova carta de Caminha Senhor. a imagem vale. c) somente I e III. e) a exuberante natureza amazônica. ao englobar duas realidades antagônicas na busca da harmonia universal. Posto que outros escreveram a Vossa Excelência sobre a nova do achamento dessa vossa terra nova. infindas. ausente no relato da carta original de Pero Vaz de Caminha. d) a preocupação com questões de ordem ecológica e transcendental. senão pela sua precisão. especialmente o que nos foi oferecido. Águas são muitas. Paulo. “Às vezes. não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu. Salvador-BA Por inferência. E que não houvesse mais que uma pousada. Marcelo. mas os poucos que existem são confortáveis. II. pois estou me restringindo a visualizar a superfície da lagoa. em geral. Hotéis não há muitos. esse é um modelo bidimensional do Universo. pelo seu poder evocativo. Cada planta é uma galáxia. c) As lagoas e as vitórias-régias são a síntese de um universo delimitado. as belas plantas flutuantes que aparecem em bandos. não deixarei também de dar conta disso a Vossa Excelência. e) O cosmo é constituído de espaços específicos para serem contemplados pelo artista. Uma outra diferença importante é que o Universo está em expansão. p.” SCLIAR. d) A amplitude do universo é inversamente proporcional à imaginação do homem. Folha de S. No segundo parágrafo. 29. Salvador-BA A confissão do autor tem por objetivo revelar: a) uma grande sensibilidade. Tome Vossa Excelência minha ignorância por boa vontade e creia bem por certo que. 21 49. “As maiores estruturas do Universo”. através de um discurso poético. c) a emoção em face da semelhança entre o mundo da fantasia e o real. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . U. há uma referência nova. Moacyr. quanto à relação entre o pronome possessivo e o pronome de tratamento. arquipélagos de ilhas verdes de tamanhos e formas variados. Está correto. GABARITO Considere as seguintes afirmações: I.” GLEISER. U. d) somente II e III.Texto para as questões 48 e 49. 17/05/99. o melhor que eu puder. e cada grupo de plantas é um agregado de galáxias. no primeiro período. b) um momento de percepção da realidade. b) O espaço físico do mundo palpável é uniforme. 27 ago. Claro. é só estimular o turismo. uma infração à norma culta. cheia de vitóriasrégias. considerando-se o uso atual. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. isso bastaria. b) somente I e II. In: Folha de S. lagoas não costumam estar em expansão. e) I. 50. A terra em si é de muitos bons ares.Interpretação de texto I Avançar . as distâncias entre galáxias e seus aglomerados. para alindar ou afear. sempre aumentando. 2000. gosto de viabilizar o Universo como a superfície de uma lagoa.

que pereça um destes pequenos. Pastor Divino. 26 poetas hoje. 22 d) O poema sugere que o “gorila”. Gregório de. São Paulo: Melhoramentos. como afirmais na Sacra História: Eu sou. d) exaltação da sabedoria de Deus. c) expiação dos pecados para aqueles que ferem os ensinamentos do Criador. Para responder às questões de números 52 a 54. é tão somente uma brincadeira que o poeta faz. metáfora de uma situação ou de um ente abominável. Poesia Barroca. Uberlândia-MG Leia o poema seguinte e assinale a alternativa incorreta. pessoa do plural. certamente vos digo que se alegrará mais com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. c) O título do poema está na 1ª. pessoa do singular. recuperando o episódio em que o herói come carne da perna de Curupira. e) preocupação especial de Deus com os que pecam e desviam-se do caminho divino. Perder na vossa ovelha a vossa glória. não é algo desejável para meu Pai. Texto 1 “Se um certo homem vem a ter cem ovelhas e uma delas se perder. escrever. Texto 2 “Pequei. dentro do universo irreverente da poesia marginal. b) ira que Deus mostra em relação aos que pecam e deixam de seguir o caminho divino. Do mesmo modo. não deixará ele as noventa e nove sobre os montes e irá à procura daquela que se perdeu? E.” Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras. GABARITO IMPRIMIR 52. Vos tenho a perdoar mais empenhado. “Macunaíma nos ajude na barriga do gorila Cabeça do meu pau? na barriga do gorila Meu alegre coração onde estás? na barriga do gorila” Barriga de minha perna onde estás? na barriga do gorila Dedos de minha mão onde estão? na barriga do gorila Lobos de minha orelha onde estais? SCHWARZ. mas não porque hei pecado.Interpretação de texto I Avançar . Senhor. Se basta a vos irar tanto um pecado. Porque. que vos ha ofendido. F. Voltar Língua Portuguesa . ouvir.51. quanto mais tenho delinqüido. que exclui da salvação os que se desviam do santo caminho. a) O poema não se refere à obra Macunaíma. de Mário de Andrade. que está no céu. e já cobrada Glória tal. pensar e sentir. Se uma ovelha perdida. se por acaso a encontrar. à qual Gregório de Matos recorre. Mateus 18:12. Da vossa piedade me despido.M. e não queirais. Senhor.” MATOS. A abrandar-vos sobeja um só gemido. tem-nos espoliado bens físicos e espirituais: a capacidade de andar. leia os textos a seguir. corresponde à: a) preocupação de Deus com todos os que seguem os seus ensinamentos. a ovelha desgarrada Cobrai-a. Vos tem para o perdão lisonjeado.F. b) O poema refere-se à obra Macunaíma. Triângulo Mineiro-MG A idéia do Texto 1. Considerando que o sujeito lírico expõe sentimentos que poderiam ser nossos o título do poema não está inadequado. Que a mesma culpa. enquanto o poema em sua totalidade está escrito na 1ª. e prazer tão repentino Vos deu. Roberto. U.

a) O objetivo do texto é explicar morfologicamente o significado da palavra museu. comemorado hoje. vem do grego “mouseon”. e sobretudo expor para deleite e educação do público. estudar. algumas passam quase em branco e outras são exaustivamente lembradas. se Ele não o salvar entrará em contradição com a Sagrada Escritura. talvez não precise de uma grande festa nacional. F. Triângulo Mineiro-MG Pode-se entender.M. c) É um texto informativo sobre uma data comemorativa pouca lembrada.Interpretação de texto I Avançar . do texto 2. Jornal de Santa Catarina. por isso. de armas. os que reverenciam a colonização ou profissões. oceanográficos. Mas há também os arqueológicos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” SILVA. mas pode servir de momento de reflexão sobre a existência dessas instituições surgidas na antigüidade. E as musas escolhidas nos municípios catarinenses são as mais variadas. deixando que Ele decida se o salva ou não. c) se perca. antropológicos. assinale a alternativa correta. entre tantos outros que chegam a impressionar pela variedade de temas científicos e culturais. c) suplica pela salvação divina. b) conversa com o Senhor. chantageando o Senhor. O Dia do Museu. pois. mas não se arrepende deles. merece a salvação. de artes. ao vinho ou aos insetos. conforme a definição do dicionário Aurélio. 55. Eles estão espalhados por pelos menos 50 cidades. razão pela qual acredita que não será salvo. que significa templo de musas. e) O texto sugere que os museus de Santa Catarina não são valorizados. pois está arrependido de todos os pecados que cometeu durante a sua vida. Santa Catarina possui cerca de 100 museus. erguidos em homenagem à cerveja. coleções de interesse artístico. d) peque. b) sofra. GABARITO Sobre o texto. A palavra museu. que Gregório Matos: a) reconhece seus pecados. histórico e técnico”. Marco Aurélio. visitados e respeitados pelos catarinenses porque não há quem os preserve. e) submete-se à vontade de Deus. e) padeça. 18/05/00. Univali-SC “Opções diferentes no Estado Entre tantas datas comemorativas. valorizar pelos mais diversos modos. d) O autor se utiliza da narração para argumentar sobre a necessidade dos museus. os religiosos. 54. F. explicando-lhe que é uma ovelha tão importante quanto as demais e.53. Triângulo Mineiro-MG O verbo destacado no Texto 1 significa: a) morra.M. “para conservar. b) O texto preocupa-se em lembrar a importância de todas as datas comemorativas. Muitos museus são dedicados à história de cidade na qual estão sediados. ecológicos. de acordo com um levantamento da Gerência de Organização de Museus da Fundação Catarinense de Cultura. 23 d) argumenta.

.) Acenderam-se tochas. pareceu despertar o interesse dos tupiniquins. 02. nem de falar ao capitão. 24 Vocabulário: Alcatifa – tapete. E então estiraram-se de costas na alcatifa. 08.Texto para as questões 56 e 57: “A carta de Pêro Vaz de Caminha Num dos trechos de sua carta a D. 08. isto não queríamos nós entender. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . SP. nem a ninguém.E também olhou para um castiçal de prata. entende-se que os tupiniquins estavam dentro da embarcação portuguesa. E eles entraram. brancas. nem de falar ao Capitão. por assim o desejarmos! Mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar.. na embarcação portuguesa. UFSC De acordo com o texto. Dê.. aos pés de uma alcatifa por estrado.. nem a ninguém. e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra. Dê. Manuel. Manuel. 04. e. E deitaram um manto por cima deles. um dos escrivães da armada portuguesa. 57. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão.. e lançou-as ao pescoço. como se davam ouro por aquilo. a dormir sem procurarem maneiras de esconder suas vergonhas. Abril. e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço. estava sentado em uma cadeira. como resposta. 02. UFSC A propósito do texto. fez sinal que lhas dessem.folgou muito com elas. Isto tomávamos nós nesse sentido. 04. e depois para o colar. evidencia que havia problemas de comunicação entre portugueses e tupiniquins. relatando como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. D. e bem vestido. com um colar de ouro. Isto tomávamos nós nesse sentido. e assim mesmo acenava para a terra. 01. O Capitão mandou pôr por baixo de cada um seu coxim. folgou muito com elas. a soma das alternativas corretas. Pêro Vaz de Caminha descreve como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. e assim mesmo acenava para a terra. consentindo.. falaram aos marinheiros que havia muita riqueza na terra descoberta. Fanadas – murchas. Fasc. como resposta. aconchegaram-se e adormeceram. pode ser substituída por divertiu-se muito com as contas do rosário. A expressão . que aconteceu em 24 de abril de 1500: “O Capitão. como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra.. é correto afirmar que: 01. ao pescoço (.” COLEÇÃO BRASIL 500 ANOS... Os tupiniquins. quando eles vieram. por que não lho havíamos de dar! E depois tornou as contas a quem lhas dera. e as cabeleiras delas estavam raspadas e feitas.. Nada. E também olhou para um castiçal de prata.Interpretação de texto I Avançar . I. Pelo trecho . bastante comunicativos. as quais não eram fanadas. como se davam ouro por aquilo. e o da cabeleira esforçavase por não a estragar. Os tupiniquins ficaram constrangidos com a presença dos portugueses e logo abandonaram o navio. Pêro Vaz de Caminha. a soma das alternativas corretas. O trecho . Mas nem sinal de cortesia fizeram...) Viu um deles umas contas de rosário. muito grande.. fica implícito que os tupiniquins desconheciam hierarquia ou categoria social lusitanas. Mas nem sinal de cortesia fizeram. carpete.. Em E eles entraram. Todavia um deles fitou o colar do Capitão. e novamente para o castiçal. 1999. por assim o desejarmos. como se lá também houvesse prata! (. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. Coxim – almofada que serve de assento. escreve para o Rei de Portugal. 56. assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s).

(. Se matam enforcados (como vem acontecendo há cerca de dez anos. e fala do seu livro A terra dos mil povos. Tem todo um modelo insistindo no imaginário que vê o índio como um pobre coitado. A palavra tupuy designa ser.. 32. ter a percepção desse patrimônio. um tom de uma grande música cósmica. ISTOÉ . Apresentamos. 04. roubando todo o conhecimento ancestral que os povos indígenas detêm a respeito de ervas medicinais. É por isso que os guaraniscayowas. que são respectivamente o ter e o ser.. publicada na revista Isto é (21/7/99. que significa o som que se expande. em grandes áreas do País. A noção de progresso dos indígenas está em desenvolver a sua capacidade criativa.Há um trecho em seu livro. para as etnias indígenas desaparecidas.. ISTOÉ .Interpretação de texto I Avançar . A biopirataria mencionada na entrevista consiste no roubo de ervas medicinais indígenas pelas indústrias farmacêuticas multinacionais. Os 500 anos de Brasil significam. até para perceber que ela está em colapso. A realidade atual indígena não é fácil. são anos de descoberta ou de invasão? Kaká . preferem recolher a sua palavra-alma. “A história oficial tem sido contada do ponto de vista dos dominadores e não dos dominados. Um pajé é aquele que emite neeng-porã. 64. É preciso que a civilização olhe para os índios com menos prepotência. A noção do progresso relacionada ao ser desloca a questão do acúmulo de bens materiais para a do aprimoramento da criatividade. o qual chamamos de Namandu-ruetê. ser e linguagem são uma coisa só. Ainda hoje.O Brasil está se preparando para comemorar seus 500 anos. Não no sentido de retórica. Os interesses que provocam essas ações continuam os mesmos interesses econômicos: Hoje há um elemento a mais que são as indústrias farmacêuticas multinacionais que estão praticando a biopirataria. sob a ótica dos que habitavam o Novo Mundo quando os colonizadores europeus aqui chegaram. ISTOÉ . (. 7-11). como resposta. Desencontro que provocou e continua provocando situações gravíssimas. Dê.O patrimônio da sabedoria. é na base do tiro. aquele que emite belas palavras. com o desaparecimento de centenas de etnias.)” 25 GABARITO 58. Porque fala e alma são uma coisa só. uma palavra pode proteger ou destruir uma pessoa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a noção de progresso está a ver ao seu redor o acúmulo de bens materiais. Para Kaká Jecupe. A terra dos mil povos.Para o tupi-guarani. em Dourados. 16. Essa perspectiva se inverte na entrevista abaixo. Nosso povo enxerga o ser como um som.. em Mato Grosso do Sul) porque a garganta é a morada do ser. O brasileiro não sabe da sua própria cultura. a seguir. Um dos nomes da alma é neeng. Na opinião do escritor tapuia. A base do desencontro entre índios e brancos está nos valores assumidos por cada uma dessas culturas.Texto para as questões 58 e 59.A semente desse desencontro está na sociedade que tem na sua estrutura de cultura a questão do ter e encontrou uma cultura aqui voltada para o ser. em que você escreve: “De acordo com a nossa tradição.Os europeus chegaram trazendo o progresso.Para quem fundamenta a sua cultura no teor. em que o índio tapuia Kaká Werá Jecupe analisa os 500 anos do descobrimento do Brasil. que também significa fala. regida por um grande espírito criador. de acordo com os trechos da entrevista que você acabou de ler. trechos dessa entrevista. ISTOÉ . Como você pensa essa relação? Kaká . qual foi o maior patrimônio que o Brasil já perdeu? Kaká . trataram aqui como primitivos. A própria palavra tupi significa em pé. a tensão entre índios e brancos é um problema deste final de século. por ilusão dessas relações com os brancos.De desencontro. ou Tupã. motivado pelo acirramento de interesses econômicos. O pajé é aquele que fala com o coração. Por aí você pode ver que a relação da linguagem com a cultura é muito profunda para o tupi-guarani. A representação do índio como “pobre coitado” é um dos estereótipos cultivados pelo imaginário nacional. Esses 500 anos oferecem a possibilidade de rever as suas raízes. a soma das alternativas corretas.” O que significa exatamente a palavra para o índio? Kaká . p. ver o índio de forma menos prepotente levaria a civilização atual a voltar o olhar sobre si mesma para avaliar sua própria situação. 08.) ISTOÉ . a sua expressão no mundo. 01. Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. Para os povos indígenas. a oportunidade de resgatar sua raízes culturais dilapidadas pelo progresso.Nesses 500 anos. 02.E qual é a razão desse desencontro? Kaká . UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s).

Texto para as questões 60 e 61. oposição índio feliz. o termo “neeng-porã” não significa “belas-palavras” enquanto mero ornamento do discurso. Uso da narração como forma de estruturação das idéias no texto.”. noção que a terra pertence aos indígenas. 1982). entendendo alma e fala como “uma coisa só”. a soma das alternativas corretas. 04. enquanto som. é correto afirmar que: 01. 64. 08. a seguir. 08. na tradição indígena. 02. 61. sugestão de uma relação harmoniosa entre a terra e o índio.” 26 GABARITO 60. mas que se combinam harmoniosamente na constituição da “grande música cósmica”. em Mato Grosso do Sul. Dê. exceto: 01. significa “som em pé”. emoção. 16. Referência à violência praticada pelo branco contra o índio. 01. e Quyquyho. palavra. em tupi. ilustrada pela aglutinação dos termos índio e América. UFMS Os aspectos apontados. Visão ingênua e idealizada do índio. Dê. alusão ao deslocamento geográfico das duas tribos.Interpretação de texto I Avançar . pois a eles foi legada. 32. 04. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . depois do contato com a língua e a cultura do homem branco. Tupi foi pro Norte e Formaram suas tribos cada um no seu lugar Vez em quando se encontravam pelos rios da América E lutavam juntos contra o branco em busca de servidão E sofreram tantas dores acuados no sertão Guarani foi pro Sul Tupi entrou no Amazonas Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani. provocado pela discórdia. 08. como resposta.59. e o ser são elementos distintos. versus índio sofredor. denominado Namandu-ru-etê ou Tupã. como resposta. 04. 02. tendo a ver com sentimento. Também o compositor Geraldo Espíndola retrata os fatos a partir do ponto de vista do índio na canção “Quyquyho” (LP Prata da Casa. na frase “Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. nos primeiros tempos. presença de um forte sentimento ufanista. UFMS Reconheça abaixo o(s) item(ns) que representa(m) pontos comuns entre os textos 1 (entrevista) e 2 (letra de música). 02. 16. a linguagem. Indicação da(s) razão(ões) que explica(m) as divergências entre brancos e índios. a soma das alternativas corretas. os guaranis-cayowas da região de Dourados. 16. Dê. a partir da relação com o branco. 32. podem ser encontrados em “Quyquyho”. como resposta. vêem no gesto de pôr fim à vida a forma de fazer calar a palavra-alma. Alusão ao “grande espírito” criador do Universo. a metáfora usada cria um efeito de sentido de realidade ao identificar a linguagem com uma arma de caça e guerra. a principal causa apontada por Kaká para justificar os suicídios ocorridos em Dourados é o desencanto que os índios passam a ter com sua própria língua e cultura. menção à origem comum das tribos Tupi e Guarani. a palavra é vista como uma forma de poder nas relações interpessoais. “Quyquyho nasceu no centro entre montanhas e o mar Quyquyho viu tudo lindo tudo índio por aqui Indiamérica deu filhos foi Tupi foi Guarani Quyquyho morreu feliz deixando a Terra para os dois Guarani foi pro Sul. UFMS-MS Com base no trecho em que se discorre sobre a linguagem na visão do índio. Emprego de termos de origem indígena. 32. cuja letra reproduzimos abaixo. a soma das alternativas corretas.

c) III. o autor se vale intencionalmente de um anacronismo quando associa: a) a Virgem e o carpinteiro José à cidade de Belém. Na crônica moderna. pois se apóia em argumentos encadeados. b) II. Murilo. c) descritiva. Confusão de data quanto a acontecimentos ou pessoas. 63.Interpretação de texto I Avançar . somente. p. Uma poderosa nuvem em forma de cogumelo abre o horizonte e súbito explode. 1486. sobretudo nos três últimos parágrafos. III. c) soldados de Herodes a elementos radioativos. com narrador em terceira pessoa. Unifor-CE Atente para as seguintes afirmações: I. recebido por um boi branco e um burro cansado do trabalho. GABARITO 64. “Não há lugar para essa gente”.” MENDES. Atualiza a história de Cristo. e) uma estrebaria a um boi branco e um burro cansado. II. as tramas se cruzam e os espaços de ação se multiplicam. do Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. e) I. mais do que no conto ou na novela. em nossa era. 27 62. Unifor-CE Pode-se inferir que o autor do texto: I. somente. o reduzido espaço narrativo obriga o narrador a selecionar e a concentrar as ações essenciais de suas poucas personagens num tempo quase sempre bastante limitado. S. Unifor-CE O texto apresenta-se de forma predominantemente: a) narrativa. adaptando o sentido da paixão cristã às duras condições de vida nas grandes cidades. 65.m. c) I e III. Conversa portátil. anotadas em estilo elegante. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . III. b) narrativa. com narrador em primeira pessoa. o que importa são as emoções profundas e intemporais do homem. II e III. e) dissertativa. o cotidiano pouco ou nenhum interesse tem. as personagens ganham amplo desenvolvimento. d) nuvem em forma de cogumelo a súbita explosão. somente. 1944. No conto. d) II e III. Está correto somente o que se afirma em: a) I. e) II e III. Poesia completa e prosa. b) a fala do dono de um hotel à realização de um congresso. II. Com base na definição acima. b) I e II. Está correto o que se afirma em: a) II. somente. 1. Faz ver que.As questões de números 62 a 64 referem-se ao texto que segue. sobretudo nos três primeiros parágrafos. No romance. em vista das atrocidades em que os homens se especializaram. comparando-a a fatos narrados em passagens bíblicas. d) descritiva. o advento de um Cristo seria impossível. “Natal 1961 Deslocados por uma operação burocrática – o recenseamento da terra – a Virgem e o carpinteiro José aportam a Belém. d) I e II. O menino nasce morto. grita o dono do hotel onde se realiza um congresso internacional de solidariedade. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Os soldados de Herodes distribuem elementos radioativos a todos os meninos de menos de dois anos. Unifor-CE Anacronismo. Ironiza a corrida armamentista. O casal dirige-se a uma estrebaria.

O caráter improvável desse encontro pode ser lido como uma metonímia que tem função central na constituição do sentido do texto. eu não te trai”. Não temos nenhum amor a trair”.. Ele ficou muito tempo olhando. b) “Que não seja imortal. ela poderia utilizar a seguinte construção: a) “Toda traição envolve outro amor. c) “Na dívida entre o amor e a traição eu escolhi. eu não amo você”. Um amor que não tinha fim. como num milagre. Um não conhecia a língua do outro. parecia um delírio. E. Quando embarcou. Até que. Depois não viu mais o junco.” RODRIGUES. Desce e percorre. c) “e se te fujo é que te adoro louco és bela – eu moço. Passou de um silêncio a outro silêncio mais profundo. Viu. uma aldeia miserável. que começara muito antes e continuaria muito depois. Olhou aquela miséria abjeta. apanhou o automóvel e correu como um louco. Durou um ano o amor sem palavras. Resolveu viajar para a China. mas a infiel disse-lhe sem medo: – “Eu não amo você. eu não te amava nem você me amava. porém. UERJ Há uma contradição aparente entre as passagens “um amor que não tinha fim” e “durou um ano o amor sem palavras”. certo de que a distância é o esquecimento. linda. tão só.Interpretação de texto I Avançar . Não houve uma palavra entre os dois. nem princípio. São Paulo: Companhia das Letras. Até que entra na primeira porta. Nelson. Foi parar quase na fronteira com a China. logo. O marido baixou a cabeça. UERJ O pequeno conto de Nelson Rodrigues narra o improvável encontro entre um milionário brasileiro e uma menina miserável do interior da China. d) “não é pois todo amor alvo divino. logo. Aquela beleza absurda. UERJ A esposa do milionário convenceu o marido. d) ressaltar a dificuldade dos encontros amorosos. como mulher. A menina não voltou. b) “Só se trai a quem se ama. tens amor – eu medo! . O amor começou ali. súbito. posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure” (Vinícius de Morais). IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ninguém tem culpa dessa traição. Quis gritar. Essa função é a de: a) revelar as obsessões do autor. “Certo milionário brasileiro foi traído pela esposa. as faces escavadas da fome. 67. 68. logo. Um dia. Essa aparente contradição se desfaz se procurarmos interpretar o texto relacionando-o aos seguintes versos da poesia brasileira: a) “quando o amor tem mais perigo é quando ele é sincero” (Cacaso). andou em Hong Kong. ora. de repente. pouco a pouco. Mas.” (Casimiro de Abreu). uma menina linda. Os dois formavam um maravilhoso ser único. a pé. Foi também um adeus sem palavras. d) “Como você não me amava nem eu a você. vê surgir. no meio de sordidez tamanha. Tinha sede e queria beber. ora. o amor.Texto para as questões de 66 a 69. eu amo outro. Doeu-lhe. b) marcar as repetições da narrativa. ele a viu num junco que queria seguir o navio eternamente. o brasileiro foi percebendo esta verdade: – são as palavras que separam. 28 66. por toda a parte. você não se deve sentir traído”. nunca. o brasileiro teve que voltar para o Brasil. Morreu só. A cabra vadia: novas confissões. nem você a mim. Para apresentar o seu argumento de uma forma completa. c) negar um amor para afirmar outro. e mais aguda seta que o destino?” (Carlos Drummond de Andrade). cada um deve seguir a sua vida”.. 1995. o escândalo. logo. Primeiro.

por iniciativa da Câmara Municipal. de olhos semicerrados. oficialmente. Bryan morreu em casa. O autor chama a atenção para a desvalorização em relação à história de Anita Garibáldi. em 3 de junho. Na imagem. e) É pura e simplesmente uma narração. da mulher. V. Lá. a narrativa busca emocionar o leitor por meio do seguinte recurso: a) expressa diretamente o ponto de vista do personagem milionário. Paulo. Superinteressante. um homem robusto. na Itália. Petersburg Times. ao lado da mãe. agosto de 1999. d) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o da personagem chinesa. em 30 de agosto de 1821. sua mãe ligou para o St. de 2 anos. No colo dele. Ninguém sabe se a data e o local estão corretos. para embarcar no navio comandado pelo revolucionário italiano Giuseppe Garibáldi (1807–1882). a cabeça sem cabelos. um americano de 34 anos devastado pelo câncer nos pulmões.. 30 de junho de 1999. com a cabeça a prêmio e perseguida pelo Exército austríaco. musculoso e de farta cabeleira loira aparece com o filho pequeno nos braços. onde nasceu e combateu ao lado de rebeldes republicanos na Revolução Farroupilha (1835–1845). Univali-SC “A reconstrução de Anita Ana Maria de Jesus Ribeiro mudou de nome e carimbou seu passaporte para a História aos 18 anos. Dez anos depois. c) somente a III. na Flórida. Petersburg. O autor isenta-se de opinar a respeito do assunto. o cartório de Laguna. expediu o chamado mandado de registro de nascimento tardio. A divulgação das fotos chocantes foi o último desejo do moribundo. Tanto que só passou a existir.” MARKUN. Este trecho sintetiza um pouco a vida heróica de Anita. b) I e III.)” Revista Veja. os olhos salientes pela magreza do doente terminal. é quase desconhecida. Em poucos dias. Bryan Lee Curtis. d) É um pequena dissertação argumentativa contra o uso do tabaco. no Brasil. pedindo a presença de um fotógrafo. GABARITO Observe as afirmações abaixo: I. II. Às 11h56. O motivo para tornar pública a própria agonia foi a esperança de servir de alerta sobre os malefícios do cigarro. Virou Anita. e do filho Bryan Jr. uma fotografia tirada apenas dois meses antes daquele momento final.. III. é venerada como heroína da unificação. Só no último dia 11 de maio. morreu nos braços de Garibáldi. em 4 de agosto de 1849 – há exatos 150 anos –. 71. 70. numa fazenda em Mandriole. (. Bobbie. Mas. jornal da cidade de St. IV. e) somente a V.Interpretação de texto I Avançar . o retrato de sua morte espalhou-se pelo mundo. a boca aberta no esforço desesperado por ar. há três meses. Enquanto agonizava. um sapateiro. 400 quilômetros ao nordeste de Roma. c) É um texto jornalístico com elementos descritivos para caracterizar a situação do doente. b) expressa de maneira indireta o ponto de vista da personagem chinesa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . quando abandonou o primeiro marido. b) É um texto poético com intuito de relatar o drama vivido por um paciente terminal. O documento afirma que Ana Maria de Jesus Ribeiro nasceu em Laguna. No conto de Nelson Rodrigues.69. Os parágrafos narram a trajetória da heroína catarinense Anita Garibáldi. Estão de acordo com o texto: a) somente a II. IV e V. Univali-SC “Agonia pública Na cama. d) II. 29 Sobre o texto acima pode-se afirmar: a) Observa-se a predominância de figuras de linguagem que realça a narrativa. em Santa Catarina. UERJ O narrador de um conto assume determinados pontos de vista para conduzir o seu leitor a observar o mundo sob perspectivas diversificadas.. O texto é um relato poético da vida de Anita Garibáldi. Naquela época não existia certidão de nascimento e o chamado “assento de batismo” jamais foi encontrado. c) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o do narrador.

e nada mais”.. que o sábado está descartado. ( ) No texto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. ao terminarmos as aulas da quinta-feira e percebermos que não nos avisaram da prova da sexta-feira. “O senhor. não deve ser usada em todos os casos. então. 73.72. Um deles. GABARITO e) chamar a atenção para a lógica como armadilha. eu só avisarei de véspera que o teste será realizado. E ressaltou: “Como na vida o tempo é escasso e bem determinado. pode-se pressupor que o autor pretende: a) fazer que os professores não se utilizem da “prova” para forçar seus alunos a estudar. manteve a impassividade de quem tinha a certeza de ter encontrado uma brecha lógica. como ele é o último dia com aulas na semana. “Assim. Aborrecido com o mau desempenho de seus discípulos. afirmou o professor.) Ele lecionava lógica de segunda a sábado para uma turma. Unb-DF O texto poético pode servir de base ao texto publicitário. “Se o senhor concorda. O estudante. quero acreditar que nunca poderá nos dar tal prova”. ao terminar a nossa aula de quarta-feira. se o senhor não nos avisar do teste na quinta. porém justo e lógico como o senhor tem sido. é este que fundamenta aquele. vocês terão uma prova toda semana”. um dia perdeu a paciência: “A partir de agora. d) provar que o cálculo realizado pelo aluno está equivocado. retirado da revista Superinteressante de maio de 1999. logo descobriremos. no entanto. Depois de esperar que o evidente mau humor do mestre passasse. digamos.. contrariando mais uma vez a regra imposta”. O mestre percebeu que havia caído numa armadilha da lógica ao formular uma regra impossível de ser coerentemente seguida. Univali-SC “As armadilhas da lógica (. raciocinou. ficariam prejudicados os demais dias da semana. Antes que todos saíssem do estado de curiosidade e espanto. portanto. ainda não tinha terminado. efervescente.)” Luiz Barco. julgue os itens que se seguem. pois. ( ) O modo como foi desenhada a letra inicial de “Clichetes” permite a leitura musical. então saberemos com 48 horas de antecedência que ela só poderá ser no sábado. “MASCARAR” está para mascar assim como “MENTAL” está para menta. 30 Após a leitura do trecho acima. porém. contrariando sua própria norma de termos no máximo um dia de preparo”. ( ) O texto é uma paródia da embalagem original de um produto. Relacionando essa observação ao texto acima. Assim. o jovem ponderou: “Professor. anunciou peremptoriamente. financeira e política da mensagem. Não foi necessário prosseguir. emendou. que podia ser rigoroso mas não impermeável a um bom argumento. b) mostrar que há lógica matemática até em pequenas situações do dia-a-dia. c) reafirmar que o “aluno sempre tem razão”.. que a prova será na sexta-feira. rigoroso. isso significa que sexta-feira é o último dia para aplicar o teste”. com 48 horas disponíveis. nunca poderá reservar o sábado para nos testar.Interpretação de texto I Avançar . os senhores terão no máximo 24 horas para se preparar. para ser coerente. Assustados. ( ) Esse é um texto característico da literatura que se propagou no Brasil a partir de 1922 como uma espécie de crítica ao imperialismo norte-americano. “Parece-me justo”. Pelo mesmo critério. (. porém. os jovens se remexeram em suas carteiras. às vezes.

74. pode-se afirmar que: ( ) em seu sentido global.Interpretação de texto I Avançar . por exemplo. UFMT ( ) Na primeira estrofe. opõe-se “cearense migrante”. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. ( ) O texto ressalta a uniformidade da formação cultural brasileira: branca. ou toma um café Hoje bobagem. assim como estes. ( ) A linguagem do texto é marcada pela logicidade e linearidade. revelando. concretiza-se uma paródia do célebre poema de Bandeira: “a onda anda/aonde anda/a onda?”. ( ) A última linha do texto estabelece intertextualidade com os versos “Navegar é preciso/ viver não é preciso”. o poema reafirma os estereótipos a respeito dos diversos tipos de brasileiro. predomina a narração com a manutenção da unidade temática. onde as ondas se amansam. ( ) Há também na primeira estrofe um traço erotizante traduzido pela imagem .. UFMT ( ) Lendo somente as palavras em negrito. ( ) o poema construído com antíteses parcialmente implícitas: ao conceito de “cearense sedentário”. 76. pode-se perceber que a imagem de vida do eu lírico permanece inalterada mesmo com a proximidade do século vinte e um. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 31 “UM DIA QUALQUER . ( ) o poema é bem-humorado por causa das inversões de sentido utilizadas pelo autor.” Interpretando-se os sentimentos do poema. ( ) O espraiar das ondas é sugerido pela reiteração de fonemas nasais em toda a estrofe primeira.. UFGO O poema abaixo é de José Paulo Paes. ( ) No texto. sem manter assim relações de sentido com o poema. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens das questões de 75 a 77. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” (CD–SKANK) 75. “À IMPROPRIEDADE De cearense sedentário baiano lacônico mineiro perdulário Deus nos guarde...66583624 (Chico Amaral) GABARITO Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. européia e cristã. ( ) o título “À impropriedade” funciona como um ornamento dispensável ao texto. De carioca cerimonioso gaúcho modesto paulista preguiçoso Deus nos livre e guarde.cadeiras. o sentido da vida para o eu lírico.

b) II. Unifor-CE De acordo com o último parágrafo do texto: a) momentos de reflexão são importantes para que o assunto venha a ocupar a mente daquele que escreve. de falta de apetite para os milhares de assuntos. Não basta haver variedade de assunto. 79. II e III. por vezes. as letras se reunindo com o maior ou menor velocidade. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . aí está você. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. de meus receios. falar-lhe de minhas dúvidas. inclusive a simples claridade da hora. Impede a conjugação de tantos outros verbos. o que se afirma em: a) somente II. Está correto somente o que está caracterizado em: a) I. com predomínio do tom reflexivo e de marcas de análise psicológica. e você não sabe ir além disso. Revolto-me contra mim mesmo. casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos.” Carlos Drummond de Andrade. rapaz. Ou. mais propriamente. II.Interpretação de texto I Avançar . quer dizer: que não há para você. b) somente I e II. Minha natureza cria embaraços à aproximação de uns aos outros. Conclui que não há assunto. Os dedos sobre o teclado. 78. (. Então hoje não tem crônica. enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza. porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos. purê de palavras. escrever exige predisposição e inspiração. c) somente I e III. que está de olho na maquininha. não corta na verdade a barriga da vida. Mas somos nesta casa uma família de estranhos. e) letras e escritor embaralham-se no momento de passarem a expressão das idéias para o papel. depende das condições intelectuais daquele que escreve.” O trecho acima apresenta características evidentes de: I. “Hoje não escrevo 32 Chega um dia de falta de assunto. apoiada em figuras de linguagem e empenhada na expressão do mundo imaginário em que vive o autor. que só a língua têm em comum. e) I. como que em presença de um inválido. bem como a abundância de assunto.) Que é isso. sem liberdade. e) II e III. de minhas fraquezas. c) a indisposição para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos é própria das pessoas casmurras. em relação ao texto. c) I e II. b) escrever bem implica sensibilidade e talento na percepção da matéria a ser explorada na escrita. d) I e III. voltada para a exterioridade das ações e marcada por um tom de convicção.77. Entretanto. Narração em primeira pessoa. d) somente II e III. pois suponho ser em parte o causador desse mal-estar. Assalta-me freqüentemente a impressão de que vivemos num alojamento de emigrantes. Dissertação. Vivem constrangidos. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália.. Unifor-CE “Bem quisera ter mais intimidade com ela. Está correto. Prosa poética. não revolve os intestinos da vida. III. III. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. mas com igual indiferença pelo que vão dizendo. d) a falta. O escritor empenha-se em produzir textos de qualidade superior à daqueles escritos por simples falantes da Língua.. A ação de escrever priva. II. o escritor de usufruir de coisas simples do cotidiano. vedada a você. As questões de números 78 a 80 baseiam-se no texto abaixo. Escrever é triste. assuntando. fica em sua cadeira assuntando.

b) “Sábado”. primeiro. do tempo.. semanticamente. c) pouco desconfiado e muito observador. e) reflexão e a progressiva introspecção do narrador.” No texto. e) “luz cheia de sombras de asas”.” Álvaro Moreyra. que enche de ar refrigerante os meus sentimentos.80. depois até a gente tão simples. Ah! dormir com o sentimento de pôr. Tão sossegados! Só nos jardins há amores-perfeitos. Os outros ficam aqui mesmo. d) há matizes de significado entre as palavras arroladas na mesma série sinonímica.. Veio. mas triste. d) “céu imenso perdido”. 82. Era um Jardim sereno. como se dissesse – Bom-dia! Chega. nos olhos e nas mãos. Semanticamente. b) lugarejo e beleza natural. tão igual. um jardineiro risonho. respectivamente: a) esconderijo e flor silvestre. A noite caindo sem desastres. A vida arranja tudo pelo melhor. E tinha canteiros de rosas. e) o escritor não pode dispensar o auxílio do dicionário – o que lhe garante a perfeição do texto. Tão sossegados! Só nos jardins há amoresperfeitos. Cesgranrio A palavra ou expressão que marca o ingresso no imaginário é: a) “amores-perfeitos”. GABARITO IMPRIMIR d) fantasia e a irrealização pessoal do narrador. nas árvores. Ela pousa. d) bastante descrente e desiludido. É preciso gostar da vida. “ir para fora” tem um sentido mais libertador. as palavras destacadas conotam. c) “cheiro de terra”. e) segurança e incerteza. amanhã. b) as palavras dicionarizadas perdem a essência de seu significado. d) proteção e felicidade. Cesgranrio A caracterização do jardineiro “com qualquer coisa de gato e de mulher” corresponde. essa construção caracteriza a: a) realidade e a expressão dos anseios do narrador. Imagine o campo. Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!. 33 81. Tinha uma árvore. bem cedo a luz que desce de um céu imenso perdido. As questões de 81 a 84 referem-se ao seguinte texto: “Os Jardins Sempre olhei para os jardins com doçura e gratidão. Quem pode vai para fora. uma vez contextualizadas. c) o emprego adequado da palavra decorre da atividade de consulta ao dicionário. talvez. b) muito arredio e pouco confiável. não veio da cidade. O cheiro de terra. Sábado. realidade de uso interno. 84. como se convidasse – Não quer andar? Este desejo de viver no campo. Hoje. luz cheia de sombras de asas. 83. Unifor-CE No fragmento “reflexos no espelho (infiel) do dicionário”. Uma voz de água no silêncio. Voltar Língua Portuguesa . e) com certa melancolia e pouca sinceridade. às vezes na realidade. logo mais. com qualquer coisa de gato e de mulher. Cesgranrio “Eles são as minhas aldeias. b) narração e a relação realidade-imaginação.Interpretação de texto I Avançar . Eles são as minhas aldeias. a: a) meio arredio e misterioso. Aquele jardim era meu amigo. Cesgranrio O texto estrutura-se com períodos curtos. c) solução e realidade. c) sensibilidade e o contraste do sentimento com a razão. o adjetivo infiel denota que: a) nem sempre o significado dicionarizado das palavras satisfaz plenamente a busca daquele que escreve. com certeza. Às vezes na imaginação. Lembro-me dela.

As idéias contidas no texto estão nos itens: a) I. e) A apresentação dos produtos que serão vendidos aos clientes devem ser apresentado via e-mail. atualmente.. Os pobres humanos que estão no limiar do terceiro milênio devem reaprender a viver para não prepararem. fax ou telefone. Será que é mesmo? Será que não é o resultado de uma certa maneira de viver? O homem. O desafio para o Terceiro Milênio é reaprender a viver. III e V.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . afirma que jantares e almoços funcionam com mais eficiência no pós-venda (.. e não desliga mais. garante o sócio gerente da Mega Sul Informática. como almoços e jantares com o cliente em potencial.)” A idéia central do texto está na opção: a) Não se fazem mais negócios pelos métodos antigos. II e IV. o fax e o telefone. O homem é uma máquina que nunca desliga. agosto de 1999. mantendo assim o humor e a alegria de viver. c) Há novas tecnologias no mercado que substituem o e-mail. É mais um desafio!” Missão Jovem. afirma Aldo Colombo. é uma máquina nunca desligada: isto provoca circuito e.. desliga mesmo! O homem desaprendeu a viver. (.. trocou o dia pela noite. o fax e o e-mail têm substituído muitos encontros com o cliente para fechamento de negócios. por vezes. o celular. fax ou e-mail”. não sabe mais distribuir corretamente as 24 horas. uma das tantas doenças modernas.. uma sociedade totalmente estressada.Interpretação de texto I Avançar . III. Hans Dieter Didjurgeit. a partir daí. Os almoços e jantares com clientes são cada vez menos freqüentes.. aboliu o Domingo. II e III. Ingo Tirgarten. Depois capota”. d) Todos os empresários. Univali-SC “Atenção ao estresse! Mas será que isso leva ao estresse? Estatísticas confiáveis dizem que pelo menos 30% dos brasileiros sofrem de estresse. 30% dos brasileiros sofrem de estresse. 34 GABARITO Observe as afirmações: I. As novas tecnologias da informação têm modificado a forma de os empresários apresentarem seus produtos ao mercado potencial e fecharem negócios. o fax e o telefone são usados para manter contato permanente até o fechamento do negócio.) A Mega Sul costuma apresentar seu produto na empresa do cliente em potencial e. c) II. 86. d) I.) O presidente da empresa de seguros ADD Makler. sendo substituídos por apresentações e reuniões na empresa do futuro cliente. A culpa para o estresse é não saber fazer uma coisa de cada vez.. II. Univali-SC “A Tecnologia aproxima os empresários Telefone e Internet são importantes ferramentas na hora de fechar negócios. A psicóloga Marilda Lipp afirma: “Sob tensão pesada. b) II. Uns dizem que o culpado é o trabalho. o e-mail. (. IV e V. empresa especializada em sistemas de automação comercial. O estresse é uma doença moderna. inventou a Internet. sempre utilizam a tecnologia (telefone e internet) na hora de fechar negócios. V. IV.. “Hoje em dia muitos negócios são fechados por telefone. b) O telefone. fazendo uma coisa de cada vez. para o Terceiro Milênio.85. e) todos os itens. o ser humano rende maravilhosamente durante algum tempo.

São idéias presentes no texto: I. de um ponto de vista lógico. Exemplificar as várias concepções a respeito dos gatos. ( ) Um método impróprio no caso da zoologia. ( ) Uma leitura possível dos versos Era um filme domingo/Penas do paraíso volta-se aos filmes vistos aos domingos que versavam sobre a dualidade sofrimento e felicidade. Ora. o gato foi honrado e enaltecido. a enunciados universais. III e IV.Interpretação de texto I Avançar . está longe de ser óbvio que se justifique inferir enunciados a partir dos singulares.. d) I. A igreja lhe virou as costas. e) todos os itens. V. algumas vezes.” Revista DC – Diário Catarinense – 25 de abril de 1999. “indução” é: marque V (verdadeiro) ou F (falso). ( ) Na estrofe 6.. IV e V. Descrever a história dos gatos ao longo dos tempos. tais como as descrições dos resultados de observações ou experimentos. c) I. tais como hipóteses ou teorias. II. Sendo considerado como um animal santo. III e VI. Enaltecer a figura do gato no mundo atual. “Costuma-se chamar de “indutiva” a uma inferência se ela passa de enunciados singulares (também chamados. Metaforizar sobre os poderosos nos dias atuais. 89. mas não das demais ciências. ( ) Um método físico para o exame tanto das partículas quanto do universo.” Segundo Popper. UFPR Leia com atenção esta passagem introdutória de A Lógica da Investigação Científica (1934). ( ) A passagem de enunciados particulares a universais através de um inferência. III e VI. Citar superstições acerca dos gatos. a gata transformou-se na representação da deusa Bastet. Nesta mesma época. ( ) Na estrofe 8. No século XIII desenvolveramse as superstições e o gato passou de criatura adorada a infernal.. enunciados “particulares”). II. (. percebe-se a preocupação do produtor do texto em registrar o sentido literal das palavras e expressões. ( ) Os sentidos das estrofes 6 e 7 contradizem a postura revelada até então pelo eu lírico de atribuir desimportância à mudança de século. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . isto não justifica a conclusão de que todos os cisnes são brancos.) Na Europa. Justificar a importância dos gatos e dos ratos. III. ora um animal doce e afável). o verso Com os pés no século vinte e um revela o jogo feito ao longo do texto entre mudanças e não-mudanças pelo passar do século. pois qualquer conclusão que obtemos dessa maneira pode acabar sendo falsa: não importa quantas ocorrências de cisnes brancos possamos ter observado. (. ( ) Um raciocínio cuja justificação lógica não é evidente.. fêmea do deus sol Rá.) No século XVIII ele voltou majestoso e em perfeito acordo com os poetas. Univali-SC “No antigo Egito. UFMT ( ) Ações corriqueiras são usadas no texto (estrofes 5 e 6) com intenção de apontar as alterações provocadas pela chegada do novo século. VI. Ele foi admirado por sua beleza e dupla personalidade (ora um selvagem independente. por mais elevado que seja o número destes últimos.87. IV. 35 88. e apreciado ainda no século XI quando o rato negro invadiu a Europa. ( ) Um método lógico que nos permite concluir com segurança se certas teorias são validadas pela observação. o gato se desenvolveu com as conquistas romanas. os que realmente caracterizam o texto são: a) II. b) I. de Karl Popper. Dos itens acima. pintores e escritores que prestam homenagem à sua graça e à beleza de seu corpo. associada aos cultos pagãos e à feitiçaria.

” 36 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 29 ânimo de viver pelo Brasil. 8 O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados 9 terá as cores das produções e dos trabalhos. morenas. 14 Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil 15 todo brasileiro e não apenas o bacharel e o doutor.. 17 Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil 18 lenhador 19 lavrador 20 pescador 21 vaqueiro 22 marinheiro 23 funileiro 24 carpinteiro 25 contanto que seja digno do governo do Brasil 26 que tenha olhos para ver pelo Brasil.. pretas. 12 As mulheres do Brasil em vez das cores boreais 13 terão as cores variamente tropicais. 50 Mãos brasileiras 51 brancas. pardas... “OUTRO BRASIL QUE VEM AÍ (Gilberto Freyre) 1 Eu ouço as vozes 2 eu vejo as cores 3 eu sinto os passos 4 de outro Brasil que vem aí 5 mais tropical 6 mais fraternal 7 mais brasileiro. morenas. roxas 52 tropicais 53 sindicais 54 fraternais.. roxas.... 31 mãos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis. o pardo. 35 de artistas 36 de escritores 37 de operários 38 de lavradores 39 de pastores 40 de mães criando filhos 41 de pais ensinando meninos 42 de padres benzendo afilhados 43 de mestres guiando aprendizes 44 de irmãos ajudando irmãos mais moços 45 de lavadeiras lavando 46 de pedreiros edificando 47 de doutores curando 48 de cozinheiros cozinhando 49 de vaqueiros tirando leite das vacas chamadas comadres de homens. o roxo e não apenas o branco e o semibranco. 10 Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças 11 terão as cores das profissões e regiões. pardas.. 28 coragem de morrer pelo Brasil. 30 mãos para agir pelo Brasil.Texto para as questões 90 e 91. 16 o preto. 32 . 34 pretas. brancas... 33 Mãos todas de trabalhadores..Interpretação de texto I Avançar . 27 ouvidos para ouvir pelo Brasil... 55 Eu ouço as vozes 56 eu vejo as cores 57 eu sinto os passos 58 desse Brasil que vem aí.

cujas exigências se baseiam inicialmente no trabalho e no amor à prática e a seu povo. ( ) a metalinguagem é o processo que o narrador utiliza quando descreve o linho e a seda.” 37 GABARITO IMPRIMIR Pela leitura do fragmento acima: ( ) a narrativa organiza-se entre dois movimentos: um antes (o bucolismo) e um depois (a aparição do casal). ( ) A passagem do verso “de outro Brasil que vem aí” (l.90.) A mulher também é gorda. acontecem coisas.Interpretação de texto I Avançar . gravata vermelha e chapéu panamá. Vão se aproximando lentamente. de idade. UFGO “Segue-se um trecho. Agora. 91. Pobre seda. ( ) Com “Todo brasileiro poderá. dirigindo-se a ele.que revela o sentimento de compaixão do narrador. seda. Reconheço. aproximando-se. pobre substância. conotação pejorativa. 17) tem. ( ) A ação de cada profissional no seu trabalho é realçada no poema pelas formas pleonásticas e cognatas de verbos no infinitivo (l. um homem gordo. ( ) O texto é uma apologia ao patriotismo. A campina.” e “Pobres larvas. ( ) As “mãos” (l. vocês sabem. 58). e depois cortada. é situado no presente. pobres plantas. ( ) o narrador. Também está suada. o seu emprego propicia a expansão da narrativa. Agora. da técnica cinematográfica. esse envolvimento tem como principal conseqüência o uso da repetição: “Pobres fibras. 12) alude à cor mestiça das mulheres brasileiras. 14). (No terno branco reconheço o linho. na história. extraído do conto “Ecológica ”. Gilberto Freyre alude às tão diferentes realidades que formam este país. e depois tingida.” (l. Por exemplo: dois pontos aparecem no horizonte. enxuga com um grande lenço o rosto vermelho e suarento.. e depois esticada. o riacho. de Moacyr Scliar. ( ) no fragmento. os pássaros. não. em relação à semântica e à estilística. pobres plantas. 15). ( ) As qualidades necessárias para se chegar à presidência do país deixam de ser a cultura e a cor da pele e passam a ser os valores intrínsecos a um cidadão patriota. o poema expõe o seu desejo de que a eqüidade sempre supere as desigualdades.. fibras de plantas que uma vez cresceram num prado igual a este. às vezes. ( ) De tom otimista. Trata-se de um casal. Pobre seda.. 31). Pobres fibras. Voltar Língua Portuguesa . antes. ( ) Ao se referir aos “Brasis” (l. por fim se definem. 4) para “desse Brasil que vem aí” (l.” (l. tenta envolver o leitor no episódio que está sendo narrado. AEU-DF Julgue os itens abaixo. ( ) O termo “boreais” (l. 30. resmunga constantemente. substância extraída do casulo de larvas. Isto aqui já foi muito bucólico.” . e costurada. 53) está associado à consciência de classe dos trabalhadores brasileiros. 26 e 27) e no gerúndio (l. ( ) O termo “sindicais” (l. ( ) “Qualquer” (l. de 1ª pessoa. mas não se enxuga. no texto. em relação à compreensão e à interpretação do texto. e baixota. Pobres larvas. no vestido da mulher. Ele. salienta o desejo de que a mudança esperada esteja em andamento. 31. usa terno branco. mas o acontecimento. no quarteto repetido que abre e encerra o poema. AEU-DF Julgue os itens seguintes. 40 a 48). a brisa. “todo brasileiro e não apenas. 33 e 50) metonimicamente representam o labor e a solidariedade dos brasileiros. pobre substância. a descrição é uma modalidade discursiva que permite a criação de visões de conjunto e de detalhe.. Muito tranqüilo. 92. revela a crença do escritor em um Brasil mais justo e democrático.

38 93. — Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama! gritou um segundo. os olhos injetados. ( ) Na terceira manchete. o sangue a saltar-lhe nas veias. Essa é a transposição correta da 1ª fala do texto para o discurso indireto. — É o que sucede a quem mora perto de um João Coqueiro! bradou um da turma. Ouviu-se logo o estardalhaço impetuoso dos gritos. 11/02/81. GABARITO Com base no texto.’ De repente. ( ) O trecho apresenta uma estrutura narrativa. Infelizmente. — Oh! Era demais. das descomposturas e do crepitar dos vidros que se partiam sob um chuveiro de pedras. ( ) O uso dos dois pontos. já de carreira para o Largo do Machado. Imediatamente imaginou a manchete: ‘Administração incompetente dos socialistas de Mário Soares provoca morte de miúdo no parque. ( ) Um da turma bradou que era o que sucedia a quem morava perto de um João Coqueiro. 15” torna ambíguo o sentido da palavra aqui na primeira linha. revelou-se salazarista. ( ) Das três manchetes criadas pelo redator. para o redator do Diário.Interpretação de texto I Avançar . mordendo os nós da mão.” Isto é. Aluísio. um cidadão arranca a camisa e atira-se na água. — Era demais tanta injúria! — Se Amâncio estivesse ali. ( ) A referência “Isto é. ( ) Há no texto marcas de diferenças lexicais entre o português do Brasil e o de Portugal. UFMT ( ) O humor contido no texto apresenta um aspecto caricatural. 11/02/1981.15. grudado a um canto da janela. ( ) As formas verbais chegavam e vozeando indicam ações pontuais ou que se efetuam rapidamente. com várias personagens e as alterações decorrentes dos fatos apontados. — Morra o infame! bramia a malta. vozeando furiosos contra semelhante berraria. — Queixe-se à Câmara Municipal! acudiu outro. Casa de Pensão. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. pensava ele desesperado. Conta-se que um redator do Diário estava visitando o zoológico quando viu um menino cair num lago onde havia um jacaré. entrevistado. serve para introduzir uma explicação. por Deus que o estrangulava!” AZEVEDO. somente a primeira mantém relação de sentido com um contexto político português. porém. — Morra o cáften! João Coqueiro presenciara tudo aquilo. O redator imediatamente recriou a manchete: ‘Camarada intrépido salva miúdo que ia ser comido por jacaré’. julgue os itens da questão 93. p. A manchete mudou para: ‘Fascista desumano tira alimento de jacaré faminto. naquela ocasião.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. “O menino e o jacaré Uma piada que circulou por aqui nos últimos dias dá a medida do engajamento político-ideológico dos portugueses. Um dos vizinhos apitou e outro despediu um jarro de água sobre os desordeiros. 94. o camarada intrépido. pois indica situações diferentes. ( ) “Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama!” – a frase está empregada em seu sentido denotativo. há uma intencional desconsideração pela vida da criança. E formidável matacão foi de encontro à vidraça iluminada do chalé de Amélia. p. UFSE-PSS “Os vizinhos chegavam às janelas. no texto. ( ) Confere vivacidade e veracidade à afirmação do autor em “vozeando furiosos contra semelhante berraria” o uso do discurso direto que se segue a ela.

p. Foi uma surpresa quando os elementos da casa viram a galinha abrir as asas de curto vôo e alcançar a murada do terraço e fugir vacilante para a liberdade. mamãe. – Não é necessário o emprego do sinal de crase na palavra em negrito. ( ) O segundo texto. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. número idêntico ao de toda a vida produtiva de uma vaca – e o período de fertilidade de um avestruz é superior a trinta anos. b) Perfeito domínio do Português arcaico e contemporâneo. Uma fêmea começa a produzir aos 3 anos e é tratada apenas com capim e ração à base de soja e milho. A mãe é vencida pela filha e a galinha foi deixada viver. indiferente.500 reais. ( ) A função da linguagem. bois e vacas começaram a dividir espaço com exóticos exemplares de um novo investimento: a estrutiocultura (é assim que se chama a criação de avestruzes). os animais são um negócio de altíssimo rendimento. Potiguar-RN “Uma galinha Era uma galinha de domingo. Compridos e desengonçados. mata e come a galinha.” Adaptado. após o evento. A fazenda Chalé da Serra. na Arábia e na África. vive em zonas semidesérticas. parte de um verbete de dicionário. ( ) A fertilidade de um avestruz é. em torno de 110 quilos. Tinha a aparência de estar calma. a família. Nascido de um ovo que pesa aproximadamente 1. Além disso. o adulto – dezesseis vezes mais que o preço de uma vaca. Estava viva ainda porque não passava de nove horas da manhã. não mate mais a galinha. Voltar Língua Portuguesa . cada fêmea gera em média quinze filhotes por ano. U. percebe-se claramente que: IMPRIMIR a) Os referentes semânticos e os signos estéticos são portadores de sons e formas que se desvendam. Entretanto. área ocupada por um único boi na pecuária extensiva. é a mesma: predominantemente referencial. de Clarice Lispector. analisando as características estilísticas. superior a de uma vaca. em muito. com seis espécies conhecidas. ( ) Os dois segmentos introduzidos por um travessão são exemplos de oralidade. UFSE-PSS “O avestruz está em alta. sempre teve como carro-chefe a criação de gado.95. já esquecidos do fato. o filhote. ela pôs um ovo! Ela quer nosso bem! Diante do fato novo.5 quilo. 39 Com base no texto. Uma pequena menina nota o fato e começa a gritar: — Mamãe. 96. cujo preço varia de 1. é eminentemente descritivo. 2000. fugindo sem saber pra onde. no prazo de doze meses. no município de Simião Dias. compreendendo a fusão entre o real e o mágico. 77. Veja. O animal estava sozinho no mundo. depois do acontecido. A cozinheira deu um grito e o dono da casa levado pela necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar começa a captura da galinha. c) A tendência regionalista acaba assumindo a característica de experiência estética universal. Atualmente é a maior das aves. o avestruz atinge o peso de abate. a 8. em ambos os textos. passadas algumas semanas. Mas. interior de Sergipe. ( ) Negócio e fêmea são palavras que recebem acento gráfico pela mesma razão gramatical. nos últimos cinco anos. d) Mostra a personagem disposta numa determinada situação cotidiana que se prepara para um evento pressentido até ocorrer o desfecho. a menina prometia nunca mais comer galinha. apenas dois dedos em cada pé e é onívora. Até que finalmente foi alcançado: entretanto logo que foi levado de volta para a cozinha põe um ovo. pois desde o sábado se encolhera num canto da cozinha. caso aquela fosse morta. no qual se considera a situação da vida da personagem.000 reais.” GABARITO No texto “Uma galinha”. Ave estrutioniforme.Interpretação de texto I Avançar . Tem as asas atrofiadas. Avestruz. todos rodearam-na com uma atenção especial. Já são 800 animais. Até vinte avestruzes podem ser criados no espaço de um hectare. 18 out. já que correspondem a explicações inseridas pelo autor do texto.

responda às questões de números 99 e 100. lá estavam as negras da cozinha. Como fosse dado a fazer garatujações e desabusado de boca. o papai da Tia Maria. as águas do céu se derramavam na terra. seja em compartimento do governo. mimoso no trato. 1976. Se não recebo cortesia de igual porte. Lá ia o gado para o pastoreador. os cabras do eito lhe tiravam o chapéu. o meu pai da Tia Iaiá. pasto do mais fino. É invencioneiro e linguarudo. O sol nascia. e era dele. Digo. que pensa que é? Nos currais do Sobradinho. TEXTO 1 “Olhava eu o meu avô como se fosse ele o engenho. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. com uns padres-mestres a dez tostões por mês. (. J. lá saíam os carros-de-boi a gemer pela estrada ao peso das sacas de lã ou dos sacos de açúcar.)” CARVALHO. Leio no corrente da vista e até uns latins arranhei em tempos verdes da infância.Compare os textos 1 e 2 e responda às questões de números 97 e 98. sou Ponciano de Azeredo Furtado. e tudo era dele. 98. de palavra educada. Não podia haver nada que não fosse do meu avô. In: Ficção completa. modéstia de lado.. Trato as partes no macio. do que tenho honra e faço alarde. passei os anos de pequenice. o rio corria. de olhos miúdos. A minha impressão firme era de que nada havia além dos limites do Corredor. Já morreu o antigamente em que Ponciano mandava saber nos ermos se havia um caso de lobisomem a sanar ou pronta justiça a ministrar.. GABARITO TEXTO 2 “A bem dizer. sem medir consideração. Ouvia apitar o trem na linha de ferro. de cacete na mão. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. 99.. coronel de patente.)” 40 LINS DO REGO.Interpretação de texto I Avançar . Tudo era do meu avô Bubu. (. Fixara-se em mim a certeza de que o mundo inteiro estava ali dentro. os moleques da estrebaria. Simeão coçou a cabeça e estipulou que o neto devia ser doutor de lei: – Esse menino tem todo o sintoma do povo da política. O coronel e o lobisomem. Chegavam de longe portadores de outros engenhos. UERJ Transcreva a passagem do texto em que o personagem-narrador informa que ficou órfão. tudo era do meu avô. Apesar de tudo. o Cazuza da velha Janoca. UERJ Descreva a caracterização que o texto faz da autoridade. Mas disso não faço glória. os trabalhadores do eito. e tudo era dele. pois sou sujeito lavado de vaidade. O seu grito estrondava até os confins. José Maria mandava buscar lenha para a sua cozinha no Corredor. Rio de Janeiro: José Olympio. A grandeza da terra era a sua grandeza. abro o peito: – Seu filho da égua. seja em sala de desembargador. o Dr. UERJ Identifique o foco narrativo adotado nos textos. Voltar Língua Portuguesa . de barbas. José. gado do mais gordo. só havia de concreto mesmo o Engenho Corredor. 97. o “Velho” da boca dos trabalhadores. “Meus verdes anos”. C.. e tudo era dele. Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas. Com base no texto 2. 1978. no debaixo do capotão de meu avô. IMPRIMIR 100. e a água boa e doce nas suas vertentes. que já discuti e joguei no assoalho do Foro mais de um doutor formado. de corpo alto. em jeito de moça. sem freio nos dentes. Só de uma regalia não abri mão nesses anos todos de pasto e vento: a de falar alto. o velho Bubu. Sim. lá num inverno dos antigos. UERJ Estabeleça uma comparação entre os textos quanto ao tratamento dado ao tema.

executivos de empresas e apresentadores de TV.” CEZIMBRA. a inveja. Quem tem ódio do Governo. – Este vazio na alma dá origem a condutas compulsivas para preencher este vazio afetivo com dinheiro. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . É preciso preencher um vazio existencial e afetivo. e) as novas versões para os sete pecados capitais apenas se explicam no campo do imaginário. todos à sua volta. à qual o artigo se refere. A aparência do bom moço. d) determinação de alcançar o paraíso celeste.. explica que o indivíduo contemporâneo obedece essencialmente a ordens externas. do time rival ou do parceiro que lhe deu um fora debocha. Pouca gente se orgulha de si mesmo ou da vida que leva (. adotada por ídolos do esporte. O orgulho está em baixa. Não resistir ao apelo de uma caixa de bombons importados. o autor pretende: a) expressar suas opiniões pessoais sobre a pesquisa desenvolvida pelo psicanalista Eduardo Losicer. encobre um sujeito dissimulado que cumpre um papel preestabelecido. UFR-RJ A pesquisa do psicanalista Eduardo Losicer. é hoje um hábito do telespectador: o voyeurismo. que já não deseja ser o outro. cinema e TV. preguiça. 16/05/99. c) informar o receptor (leitor) sobre o trabalho do psicanalista Eduardo Losicer. d) a modernidade se caracteriza por ser um paraíso. Para o antigo pecado capital da avareza.. temos hoje o seu avesso: o consumismo desenfreado e compulsivo do perdulário contemporâneo. consumo. sem noção de valores materiais. sob pena de exclusão do sistema. A maioria movida a compulsões por trabalho. sucesso. mas ter tudo e. o orgulho.Leia o texto a seguir e responda às questões. transformou-se em mania de trabalho. que levava homens e mulheres a pensar ou a fazer sexo em excesso. ironiza e ridiculariza estes desafetos. mas algo imaginário e. Não há possibilidade de escolha entre o céu e o inferno. b) levar o receptor (leitor) a rejeitar as opiniões do pesquisador Eduardo Losicer. para quem o que importa não é ser alguém. bem como sobre sua relevância na caracterização do homem do século XXI. um superego.. irreal. (.) todo mundo sabe que hoje em dia é fundamental se autopromover. e) sensação de um vazio existencial e afetivo. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. UFR-RJ Os valores dos indivíduos contemporâneos. valores de uma sociedade que trocou a existência natural pelo acúmulo de sensações e de bens materiais. O pecado da luxúria. que está à frente da pesquisa sobre as novas psicopatologias. estão sendo determinados pelo(a): a) conflito interno entre ceder ou não à tentação. 41 101. Vivemos hoje como se cada indivíduo fosse apenas um conjunto de leis.. bebida ou drogas pesadas. Márcia . e) elaborar uma mensagem rica em musicalidade e figuras de linguagem. a preguiça e a gula. gula. 102. c) Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade. relatando suas conclusões.) O psicanalista Eduardo Losicer. tão elogiada pelos defensores da vida contemplativa. b) compulsão cada vez maior pela vida interior. b) a grande ameaça da sociedade está na subversão dos valores individuais. avareza. a avareza. enquanto suas demandas internas caem no vazio e dão origem às compulsões: – O paraíso atual é obrigatório. “Pecados do Século XXI As versões modernas para a luxúria. (. equivalente ao inferno. Os setes pecados capitais do cristianismo – inveja. prazerosa e lúdica. Este era o pecado da gula. um dos membros do Aspas (Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade). orgulho e luxúria – adquiriram novas versões neste final de século. prazeres e lucro. d) refletir sobre a natureza do código lingüístico. roupas.Interpretação de texto I Avançar . Vivemos sob a moralidade dos mandados. segundo o texto. a ira.. UFR-RJ No texto “Pecados do século XXI”. 103.. portanto.. imagens de jornais. Não há mais a moralidade do pecado. Já não há mais lugar para a ira.O Globo. trabalho.) Os indivíduos contemporâneos vêm sofrendo de ausência cada vez maior de vida interior. A criativa preguiça. ira. É a nova versão do invejoso. São ordens que devem ser obedecidas. praticamente superado por uma legião de mulheres que buscam um corpo cada vez mais magro e mais jovem.. c) a punição da modernidade é a exclusão do sistema. se possível. Esta é a ameaça. atesta que: a) o homem contemporâneo se empenha em mudar os valores do século passado.

26 de abril de 2000. ’É tão absurdo quanto querer criar banheiros especiais para deputados‘. Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. a partir do excerto exposto acima. Seu objetivo é envolver os psicólogos numa espécie de compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. III. do livro Inteligência Emocional. mas os outros continuam a correr – menos Roberto. o relacionamento que Roberto estabeleceu com o coleguinha ferido indicou uma preocupação que foi altruísta. do texto “Rudimentos em Inteligência Social”. 32. 105. ’O homossexualismo é apenas um dos assuntos que vamos atacar‘. Esse pequeno gesto revela um talento para o relacionamento. machuca o joelho e começa a chorar. e) todas as afirmações. e só ele tentou oferecer algum consolo. Poderia. c) a terceira afirmação. Dê. a paulista Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a atitude de Roberto demonstra que o mesmo não se adapta a algumas brincadeiras e se sente feliz por assim proceder. Mesmo que não concorde com eles. pois simulou a própria dor. 04. seja no casamento. crianças como Roberto se dão bem praticamente só com crianças problemáticas. Unioeste-PR Leia o texto a seguir: “Rudimentos em Inteligência Social É hora do recreio e um bando de meninos atravessa correndo o gramado. Não se trata de uma medida isolada. Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP). 02. diz.Interpretação de texto I Avançar . 64. inserido no Capítulo “A Arte de Viver em Sociedade”. por exemplo. a preocupação de Roberto com o colega indica o grau elevado de sua inteligência emocional. Está(ão) de acordo com o texto: a) a primeira afirmação. Serão criados banheiros especiais para deputados. como resposta. gritando: – Eu também machuquei o joelho! Roberto possui uma inteligência interpessoal exemplar. p. Só ele notou a situação de dor de José. GABARITO Analise as afirmações abaixo: I. 08. ainda que o máximo que pudesse fazer fosse esfregar o próprio joelho. e adaptado. Essas aptidões em pré-escolares são os botões de talentos que desabrocham pela vida afora. Parece que é extraordinariamente capaz de reconhecer os sentimentos dos coleguinhas de brincadeiras e de estabelecer rápidas e suaves ligações com eles.” Fragmento retirado. Roberto curva-se e massageia o próprio joelho. d) nenhuma das afirmações. protesta a psicóloga.” Veja. em vez de ter oferecido ajuda concreta. Desde que um deputado distrital de Brasília propôs a criação de banheiros separados para homossexuais (o primeiro deles será inaugurado no próximo mês numa cidade-satélite). motivos e preocupações dos outros. porque centram o problema unicamente em sua própria pessoa. 42 É possível concluir. uma aptidão emocional essencial para a preservação de relacionamentos estreitos. 16. II. com amigos ou numa parceria comercial. crianças como Roberto conseguem detectar e intuir sentimentos.104. Ana Bock tem sido convocada pelas rádios para explicar como e por que isso está ocorrendo na capital da República. que: 01. Univali-SC “Guerra ao preconceito Psicóloga diz que sociedade precisa respeitar os gays. crianças como Roberto tendem a ser melhores na interpretação de expressões faciais. Ela está começando a sentir as conseqüências do vespeiro em que está se metendo. 131. que pára. Enquanto diminuem os soluços de José. de Daniel Goleman. a soma das alternativas corretas. para o autor. ter chamado a professora. Os psicólogos não têm compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. José tropeça. a atitude de Roberto não condiz com o esperado pelo coleguinha. b) a segunda afirmação.

106. outros maus.. o jovem foi convocado. disciplinadamente. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto abaixo e julgue os itens das questões 107 a 109. O jovem morreu num bombardeio. para outros amigos. nove dias. mas no coração do cachorro não morreu a esperança”. atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Então. fixo o olhar ansioso naquele único ponto. nas expressões “um jovem” e “um cachorro”. em “Mas eu avisei que o tempo era de guerra. c) com o passar do tempo. fazendo a crônica da fidelidade. um pouco antes das seis da tarde. mesmo que se vão perdendo certos hábitos. mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. ( ) A ênfase dada à persistência nas ações do animal contraria a idéia contida no título.”.” Lygia Fagundes Telles. a orelha em pé. ( ) O tempo da narração é o mesmo dos eventos narrados. Como todos sabem. ( ) O tom poético do texto pode ser exemplificado pela metáfora presente em “. Os amigos. Os familiares voltaram-se para outros familiares. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia. 109. ( ) A personificação do cachorro se concretiza por expressões como: “o olhar ansioso”. a festa do Espírito Santo é uma das festas prediletas do povo fluminense. para que tivessem lugar as novenas”. houve mudança nos festejos do Espírito Santo. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. começava muito antes. é correto afirmar que: a) os hábitos antigos é que eram bons. 108. distraí-lo. Assim que anoitecia. b) quem nasce no Espírito Santo é chamado de fluminense. ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. “na maior alegria”. longe porém está o que agora se passa daquilo que se passava nos tempos a que temos feito remontar os leitores. ( ) As personagens não são nomeadas porque o narrador quer evidenciar uma idéia mais que uma história em particular. introduz as personagens na narrativa. Postava-se na esquina. ainda essa festa é motivo de grande agitação. voltava ao seu ponto de espera. como se tivesse um relógio preso à pata. Casou-se a noiva com um primo. “era jovem”. Extraído de Memórias de um Sargento de Milícias. pontualmente. responda: “Era esse dia domingo do Espírito Santo. A festa não começava no domingo marcado pela folhinha. mas quem esse cachorro está esperando?.. chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Hoje. d) durante a festa havia muita confusão. uns bons. ( ) O narrador é onisciente – intruso: conhece todos os eventos e presentifica-se no enunciado. afeição são as idéias centrais do texto. UFMT – Modificada ( ) Com a frase “Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo?”. ( ) Os elementos lá e aquela (última frase do texto) remetem à mesma significação. ( ) Fidelidade. UFMT ( ) O artigo indefinido. a autora busca maior envolvimento do leitor na narrativa. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido. UFMT – Modificada ( ) O texto pertence ao gênero narrativo. depois.. durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias. 43 107. e) as novenas começavam sempre no domingo. Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina. Assim que via o dono. ( ) O uso de mas. Cefet-PR Leia o seguinte trecho e. o focinho voltado para aquela direção. cremos.Interpretação de texto I Avançar . ia esperá-lo voltar do trabalho. na maior alegria. Uma tarde (era inverno) ele lá ficou. quebra a seqüência narrativa e inicia o conflito da história. Com relação ao texto. amizade. “correr animado”. o jovem foi convocado. ia correndo ao seu encontro e. acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa.. Tudo em vão. As pessoas estranhavam. de Manuel Antônio de Almeida. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram esquecendo do jovem soldado que não voltou. “A disciplina do amor Foi na França. Mas eu avisei que o tempo era de guerra. todos os dias. Quiseram prendê-lo.

Um dia. 3. ou em dias especiais. ou quando alguma coisa de extraordinário acontecia no mundo ou dentro da própria casa. tão-somente no seu caráter externo. metade envolvido com o mundo. À noite. Podia ficar ali. III e IV. “invejava” e “crescesse”.Interpretação de texto I Avançar . “via” e “participava”. III. Duas ficavam fechadas. A outra dava para um aposento que era uma espécie de hall. era uma forma de estar metade protegido pela casa. os termos que semanticamente se aproximam são: a) “descobriu”. esperando a hora em que avisassem que era tarde e o chamassem para dentro. II. imaginava o que elas continham. d) imprudente na escolha da realidade a ser observada. mas nada tinha a ver com ele. c) “envolvido”. d) deslumbramento. do bonde que cortara a perna do seu Almeida. 112. c) passividade. Pelas manhãs. e) A sua forma de agir sobre o mundo se modifica quando ele se torna adulto. 111. os outros meninos que iam para a escola levando merendeiras – ele invejava as merendeiras dos outros meninos. Uneb-BA Identifique as afirmativas verdadeiras referentes ao primeiro parágrafo do texto. Era da janela que o menino via o mundo e dele participava sem se contaminar. A alternância de hábitos dentro da casa é proporcionada por acontecimentos de rotina. Uneb-BA Sobre o menino. ele sabia de tudo.Texto para as questões de 110 a 113. quando todos começavam a ir para a cama. revela: a) medo. mas tinha medo da rua. e) auto-suficiente para definir sua relação com a realidade circundante. O menino tinha pavor da leprosa. “continuou” e “esperando”. “A Janela e o Menino (Resumo dos anos mais antigos do passado) A casa tinha um jardim e três janelas que davam para a rua. À tarde. c) II e III. via passar o leiteiro. em relação ao menino. numa reentrância da grade. Da janela. vendo a vida passar. da carrocinha de cachorro. Os moradores da casa são sistemáticos e conservadores quanto à vida social. IV. “imaginava” e “levaria”. “gostava” e “cresceu”. ed. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e II. e) II. Uneb-BA A expressão “vendo a vida passar”. Carlos Heitor. 44 110. Uneb-BA No segundo parágrafo. d) O seu caráter questionador leva-o a ser incompreendido por todos. passava a leprosa que pedia esmolas. A casa focalizada é apresentada como uma realidade física. Tinha um lenço encardido em volta do rosto. c) A violência da rua acaba inviabilizando a sua vida de reclusão.” CONY. ao escolher o seu espaço. I. Como a baratinha que encontrou o dinheiro e foi para a janela. 1999. mas ficava fascinado pela pontualidade com que ela ia ao portão e apanhava a moedinha que o pai sempre deixava para ela. O narrador restringe a utilidade de duas das três janelas. IMPRIMIR GABARITO 113. do homem que deu um tiro na mulher que o traíra. b) I e IV. o homem que afiava tesouras e facas. só se abriam aos domingos. In: Os anos mais antigos do passado – crônicas. d) “tinha”. e) comprometimento. mas continuou na janela. a lata que servia de fogareiro despejando fagulhas. como as estrelinhas de São João. o menino mostra-se: a) realista quanto a seu futuro. p. b) A janela tem uma função unilateral em sua existência. passava o sorveteiro. Voltar Língua Portuguesa . pode-se afirmar: a) Ele não interage com o mundo real. c) inseguro de seu objetivo. Um dia o menino cresceu. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. dos mascarados do Carnaval. O menino descobriu a janela e a escolheu como seu lugar predileto. levaria sempre uma merendeira consigo. quando crescesse. III e IV. escondendo o nariz deformado. b) alienação. Ao meio-dia. 250-1. b) revoltado com a sua condição de aprisionado. não era sombrio como a outra sala que só se abria quando havia visitas. b) “protegido”. O menino gostava. d) I. e) “fascinado”. Na tradução do relacionamento do menino com o mundo. passava o moleque vendendo amendoim torradinho. ele gostava de ficar ali.

E. de preferência ministradas diretamente nas oficinas.Interpretação de texto I Avançar . Formação técnica X Formação humanística. entrando para a escola. Campinas: Mercado de Letras. d) I e II. ora premido pelas circunstâncias imediatas da vida. c) da ausência de conectivos. 117-8. ora movido pelos sonhos do mercado: uma vez profissional. está de acordo com o texto o que se afirma somente em: a) I. e) II e III. ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos: são as chamadas disciplinas técnicas. bom. sonha o estudante de agora com um futuro se não promissor. O texto deixa em aberto a questão da integração entre formação técnica e formação humanística. atualmente. o resto é apenas um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver: passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades” para satisfazer exigências formais de uma formação que se quer técnica. c) III. 114. Tecnologia X Humanismo. 116. Unifor-CE A coesão do segundo parágrafo decorre: a) do uso de reticências. b) II. Profissional especializado.As questões de números 114 a 116 referem-se ao texto que segue. III. 115. 1996.. II. As condições oferecidas pelas escolas técnicas não correspondem às expectativas do estudante. diz-se. p. o cidadão. o texto organiza-se como: a) simples narração de fatos. b) exposição argumentativa de idéias. busca cursos oferecidos pelas escolas técnicas. mas também as primeiras dispensas quando os “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações do sistema de produção. e) do emprego de orações reduzidas. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência em face da “competência técnica” que um curso de formação proporcionaria. b) da ligação adequada das orações. d) da freqüência de preposições. d) integração descritivo-narrativa. Unifor-CE I. Afinal.. que mais lhe interessam. Linguagem e ensino. c) exposição descritiva de idéias. João W. a mão-de-obra nãoespecializada sofre não só os baixos salários. A respeito dos enunciados acima. “Sobre a formação de técnicos Interessado em se fazer profissional. O resto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Unifor-CE Quanto à estrutura. no mínimo menos perigoso. Seriam efetivamente formações distintas?” 45 GERALDI. e) descrição argumentativa. O avanço atual da tecnologia explica o especial interesse do estudante pelas escolas técnicas.

‘” O Estado de S. para que o jovem forme seu caráter e suas convicções. e) 2 e 4. Nunes teria ditado o texto para Brito que. estão sempre de mau humor. c) 1 e 2. U. Mas isto deve ser progressivo. Os jovens libertários da década de 70. IMPRIMIR b) “Uma educação mais conservadora” significa mais proibições. c) “Educação” diz respeito à Educação Infantil..Interpretação de texto I Avançar . mas apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura. Implica amor e firmeza. Univali-SC “A hora de dizer não Há quem afirme que a atual geração de filhos vem recebendo dos pais uma educação mais conservadora do que estes receberam dos avós. Voltar Língua Portuguesa .’ No texto. por sua vez. d) “Exercitar o diálogo” subentende-se discutir o problema entre duas pessoas. 46 ‘Para dar-nos a conhecer os pensamentos e as palavras de personagens reais ou fictícios. ’Eu não sabia de que maneira isso seria feito‘. sobretudo. discurso indireto e discurso indireto livre. nem quanto custaria. que pregavam o amor livre. de trajar e com suas amizades. existe quase um consenso: é preciso proibir.. só vêem o erro e não os acertos.” Missão Jovem. são pais que optam por uma educação mais conservadora. hoje e sempre – implica conjugar liberdade e responsabilidade. exercitar o diálogo. Educar é também conceder liberdade. apesar de subscrevê-lo. GABARITO Deduz-se do texto que: a) “É proibido proibir” era o grito de libertação dos jovens da década de 70. horários e deveres. Educação – ontem. o repórter fez uso do discurso direto nos períodos: a) 1 e 4. Henrique Nunes. b) 2 e 3. os pais conhecem os erros que eles mesmos cometeram e querem evitar que isso aconteça aos filhos. 30/1/98. não interessou-se em saber onde seria publicado. não entendem seus problemas e tratamos como crianças diante dos amigos. C1. Alfenas-MG “Brito. os trajes nem sempre asseados. estão sempre desafiando os limites. ’E desconhecia que a resposta implicaria gastos públicos. d) 3 e 4. passam horas falando ao telefone ou na Internet. Os filhos.117. Quando apenas um dos termos vale. Paulo. Educar é trazer para fora as possibilidades existentes na criança e no adolescente. São estes pais que reclamam dos filhos: eles não aceitam ouvir um “não”. a desobediência civil e o consumo de drogas. ao Ensino Fundamental e Ensino Médio. Pais e educadores estão redescobrindo a dimensão educativa de uma palavra antipática e necessária: não! Ainda é recente o grito de libertação: É proibido proibir! No entanto. disse que recebeu autorização de Pitta para responder às reportagens que tratavam da não aplicação dos 30% em Educação. em seu depoimento. Porque experientes. disse Brito ao juiz. como autor da nota. Educar é ensinar que existem limites. não sabem o que querem. agosto de 1999. só sabem dar broncas e impor regras. dispõe o narrador de três moldes lingüisticos diversos conhecidos pelos nomes de discurso direto. são agressivos. reclamam dos pais: os pais não confiam neles. 118. Educar é. criam-se distorções. hoje. implicam com sua maneira de falar. e) Só liberdade e só responsabilidade produzem jovens mais livres e responsáveis.

Quase mataram o cachorro. A mais célebre é aquela do sapatinho vermelho da sogra que desliza debaixo do banco do carro. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. diziam as crianças. meu Deus? – E agora? A primeira providência foi bater no cachorro. Pasmo.. E agora? Todos se olhavam.) O personagem que mais me cativa nesta história toda. Vão crescer juntos. Imagina o pobre do cachorro que. lívido. Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. Isso na sexta-feira. O meu pastor é filhote. Sim. o protagonista da história. que não pensamos duas vezes. O bandido é o dono do cachorro. Coitado do dono do cachorro. Depois de muito farejar descobre o corpo..” PRATA. o assassino confesso. E o homem continua achando que um banho. O doido comprou um pastor alemão. Simplesmente genial. arrebentado. é o cachorro. – O que foi? Que cara é essa? – O coelho. Coitado do cachorro. pegar amizade.. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. o animal desconfiado que tem dentro de nós. 120 e 121. Até perfume colocaram no falecido. Trazia o coelho entre os dentes.. 47 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . – Morreu na sexta-feira! – Na sexta? Foi. Quem me contou garante que aconteceu na Granja Viana.Texto para as questões 119. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. Para nós o cachorro é o irracional. Problema nenhum. Descobriram! Não deram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. – O vizinho estava certo. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido. assustado. Coitados de nós. desde sexta-feira. é claro. felizes. – Já pensaram como vão ficar as crianças? – Cala a boca! Não se sabe exatamente de quem foi a idéia. O ser humano. Entendo de bicho. Lembrou? Agora pintou uma nova. O cachorro rosnando lá fora. o dono do cachorro e a família tomavam um lanche. Antes de a gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal! (. E lá foi colocado. Branco. Imagina. lambendo as pancadas. na semana passada. escorraçar o animal. deixar ele bem limpinho. Isto é. Como o coelho não estava muito estraçalhado. Morto. procurava em vão pelo amigo de infância. Vamos dar um banho no coelho. depois a gente seca com o secador da sua mãe e coloca na casinha dele no quintal. para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança.. Julgamos os outros pela aparência. Provavelmente estivesse até chorando. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia.. quando entra o pastor alemão na cozinha. – De jeito nenhum. As crianças. só podia dar nisso. “O coelho e o cachorro (fragmento) De vez em quando surgem umas histórias que todos que contam juram ser verdade e até dizem que têm um primo que conheceu a vizinha da sobrinha da pessoa com a qual aconteceu. o coelho. Eram dois vizinhos. assim fizeram. Maquiada. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. Notam o alarido e os gritos das crianças... O cachorro é o herói. nós mesmos. – O que tem o coelho? – Morreu! – Todos: – Morreu? Inda hoje de tarde parecia tão bem. com as perninhas cruzadas. quando começou a levar porrada de tudo quanto é lado.Interpretação de texto I Avançar . 22/04/98. como convém a um coelho cardíaco. Ficou lindo. Papo de vizinho: – Mas ele vai comer o meu coelho. Claro. todo imundo. O coelho.. Parecia que tinha visto um fantasma. animais racionais. E parece que o dono do cachorro tinha razão. bairro de classe média alta em São Paulo. sujo de terra e. Juntos cresceram e amigos ficaram. desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. E agora. Mário. morto. parecia vivo. No domingo.. de tardinha. Enterrado. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. mas era infalível.

A abrangência da legislação vai além dos limites da academia. incentivos fiscais para quem recupera patrimônio tombado. reforma de prédios. formado em Educação Física. a) Cite a modalidade predominante no texto de Mário Prata. e) Nova lei regulamenta a profissão de professor de Educação Física. Paulo. Norte Fluminense-RJ Entre as modalidades discursivas – dissertativa. 120.E.Interpretação de texto I Avançar . Alfenas O excerto pode ser considerado como um texto: a) argumentativo. os Conselhos Regionais e Federal de Educação Física prometem acabar com essa espécie de professor de fachada. b) Bom-humor é uma das características de todos os professores de Educação Física. GABARITO Assinale a alternativa que está de acordo com o texto acima. Univali-SC “Ordem na malhação Professor de ginástica costuma ser daquelas pessoas eternamente bem-humoradas. Identifique o antagonista. os conselhos estão preparados para fiscalizar sua aplicação). Ela estabelece que só poderá trabalhar na área aquele que for registrado no conselho e. 122. costuma haver um final moralizante. no entanto. Deveria ser o requisito básico. 123.” O Estado de S. descritiva – uma delas apresenta estrutura com enredo e personagens. clubes e até condomínios. e) de propaganda. narrativa. onde deveriam ter aprendido o que ensinam. O bom-humor e a disposição podem ser autênticos. a) Depois de dois anos. b) “As crianças enterraram ele no fundo do quintal”. no texto. c) descritivo. os conselhos estão preparados para fiscalizar a aplicação da lei. substituindo os termos sublinhados por outros do padrão mais formal da língua: a) “Agora pintou uma nova”. com uma disposição que parece não terminar nunca e ter sempre à mão – com justificativas científicas – a série ideal de exercícios para deixar o corpo do aluno próximo da perfeição. b) Transcreva dos três últimos parágrafos do texto uma frase completa que justifique a resposta anterior. portanto. a) Identifique.119. que serão obrigados a registrar o profissional como funcionário. o critério de julgamento utilizado pelos seres humanos. mas centenas de jovens belos e musculosos que comandam animadíssimas aulas nas academias nunca passaram nem perto de uma faculdade de Educação Física. U. que regulamenta a profissão (só agora. Norte Fluminense-RJ O texto de Mário Prata nos conta uma história em tom de fábula. Todos os estabelecimentos que tiverem como principal atividade a educação física deverão ser registrados no conselho. As entidades colocarão em prática a lei. 3-18. d) Conselhos Regionais de Educação Física prometem acabar com a ginástica como atividade profissional. mas o conhecimento adequado para preparar a receita da malhação não necessariamente. Mais. U.E. hotéis. b) O cachorro é o protagonista da história. Excerto (de texto que trata da mudança de localização do Palácio dos Bandeirantes) para a questão 122: 48 “É uma parceria que implica da mudança de zoneamento.” Isto é. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Norte Fluminense-RJ O autor utiliza expressões da linguagem coloquial. Reescreva as passagens abaixo. A partir deste mês. c) Há tanta autenticidade na disposição e no bom-humor como no conhecimento para a malhação. d) épico. Nas fábulas. depois de anos. U. A lei vale para clínicas. U. 22 de março de 2000. b) narrativo. de 1998. 16/05/99. p.E. 121. até cuidar de meninos de rua ou dos jardins.

São Paulo. aparentemente submissa. Era o inverno que estava começando.Interpretação de texto I Avançar . manda ele pro DIABO QUE O CARREGUE! MORAL DA HISTÓRIA: Aproveite sua vida. as relações semântico-sintáticas estão organizadas de tal forma que a vírgula é desnecessária ( ) Na linha 10. A formiguinha. e um produtor gostou da minha voz. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. Domingo de manhã também é a rosa da semana. vou passar o inverno em Paris. cantou durante todo o outono. a significação de “o que” está expressa depois dos dois-pontos. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. Em relação ao texto acima. Seleção de Walnice Galvão. e intenção de transmitir um ensinamento. esse pronome deveria ser substituído por “o”. a amiga deseja algo de lá? —Desejo. reelaborada.124. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. passados alguns dias. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris. Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá. nesta versão. quando se pensa que a semana vai morrer. ( ) O emprego dado ao pronome “ele”. escrita por La Fontaine. E a cigarra falou para a formiguinha: — Olá. nós já tínhamos tomado banho. UFMT ( ) A apresentação das ações respeita uma ordem cronológica e espacial. mas já não me perguntam mais. e o vento: uma picada.com/soho/Atrium/8069/Fabulas/fabula2. entrou em sua singela e aconchegante toca repleta de comida. sábado de manhã. de súbito. pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine. Será que você poderia cuidar da minha toca? — Claro. Enquanto isso. “sempre”. começou a esfriar. enquanto a cigarra é considerada como boa-vida. antes do vento espantado poder recomeçar. IMPRIMIR 125. tomando uma cervejinha. ( ) Considerando que. Voltar Língua Portuguesa . curtiu para valer. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana.. Seu nome era “trabalho” e seu sobrenome. apesar de usual na língua falada. sim. verifica-se que.” 49 Fábula de La Fontaine reelaborada. Se chovia só eu sabia que era sábado. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. armazenando comida para o período de inverno. pois mudou a maneira de se enxergar a relação lazer/trabalho. sangue e mel. Então eu não digo nada. ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra. o rosto inchado. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. não? No Rio de Janeiro. uma rosa molhada. aproveitou o Sol. dançou. ( ) São claros os limites entre eventos vividos e a reflexão sobre eles. exausta. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. Clarice. GABARITO INSTRUÇÃO: Leia o texto de Clarice Lispector e jugue os itens da questão 125. Durante todo o outono. ( ) A modalidade discursiva utilizada é o monólogo interior.. ( ) Nas linhas 8 e 9. Então. já que dá a animais ou a seres inanimados voz e comportamento similares aos humanos. 1997.html (com adaptações). o ensinamento principal mudou. amiga. na semana passada. Global. um preceito ou uma lição de vida. na fábula original. a formiguinha trabalhou sem parar. saiba dosar trabalho e lazer. com um aconchegante casaco de visom. vejo que é sábado de tarde. ( ) A personagem é caracterizada por traços realistas visando retratar a realidade brasileira. A propósito. Não aproveitou nada do Sol. a abelha no quintal.” LISPECTOR.geocities. não desperdiçou um minuto sequer. Quando abriu a porta para ver quem era. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. sem se preocupar com o inverno que estava por vir. a formiga é vista como uma trabalhadora-modelo. fazendo-se o ajuste devido entre o pronome e o verbo. sem problema! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu grana pra ir a Paris e comprar esta Ferrari? — Imagine você que eu estava cantando em um bar. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. http://www. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. da brisa suave do fim da tarde nem do bate-papo com os amigos ao final do expediente de trabalho. julgue os itens a seguir. dentro de uma Ferrari. a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade. Os melhores contos de Clarice Lispector. Tem sido sábado. ( ) O gênero fábula é uma narrativa breve tradicional que apresenta duas características básicas: personificação ou antropomorfismo. não atende às exigências da escrita culta: para tal. último período do texto. Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca. UnB-DF “A formiga e a cigarra Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas.

no regulamento do atual campeonato. p. suecos e ingleses estão para médicos e terapeutas.)” VERÍSSIMO. como existem médicos. Luís Fernando. nestas terras.. b) 1. 2. açougueiro ou carvoeiro” – escreve Elza – “as chances são mínimas de acabar como advogado. A Confederação Brasileira de Futebol. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes”.. d) 2 e 3. alguns morfemas funcionariam como indicadores de status. 3. uma história de triunfo da língua portuguesa. O texto demonstra que. o ciclo da pobreza poderia ser rompido por meio da carreira política. Entrava. A escolha de expressões como “um caso incurável de carência do colonizador” e “é bobeira. um dos únicos países do mundo que não tem nada a ver com futebol. introduzido por ingleses no país.) Isto se dá quando nem estão nos pedindo nada. a imposição de estrangeirismos no campo do futebol. ao longo de algum tempo. assim como brasileiros estão para curandeiros. Veja. definitivamente. grande investidor ou latifundiário. 1. Existem suecos... entre outras coisas. 2 e 4. 09/12/1998. Não. no Brasil. em virtude de irrefreável impulso de submissão. como “corner”. ( ) Na opinião da leitora de Veríssimo. A história do futebol. Há o importador e há o muambeiro. mas dos Estados Unidos. (. mas o “back”.Interpretação de texto I Avançar . e com termos emprestados de outro esporte. Roberto Pompeu. não compliquemos. ao texto. com a cultura colonizadora. c) 1 e 3. referentes às idéias expressas no texto. (. É bobeira mesmo. 198. facilmente. em campo não o goleiro. é.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 126: “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estanhando que “brasileiro” seja o único adjetivo pátrio conhecido em “eiro” que. Coube à Confederação Brasileira de Futebol a adaptação dos termos ingleses à língua portuguesa. segundo ela. empresário. Aliás. O tema da submissão brasileira à cultura estrangeira foi abordado sob o ponto de vista da prática esportiva. (. terapeutas e curandeiros. Chamemos o fenômeno por seu nome. há políticos e politiqueiros. e) rejeitam influências do inglês europeu sobre o vocabulário do futebol. UFMT ( ) Segundo a leitora.. no início era jogado em inglês. resolveu rotular as finais de “play-offs”. o autor admite que os brasileiros: a) reagem contra todo tipo de submissão. atualmente. ( ) A teoria da leitora ganharia força. Entre a assistência e o play-off. mesmo” confere um tom de repreensão. Mostra que o futebol se enraizou a tal ponto. ingleses e brasileiros. UFPE No texto. mas o “goalkeeper” não o zagueiro. Nós é que nos oferecemos. 7/10/95. ( ) De acordo com o texto. é um sufixo pouco nobre. esporte inglês. que o povo acabou por revesti-lo com o que tem de mais particular e íntimo. ( ) O jornalista apresenta argumentos que contrariam a hipótese levantada pela leitora. CBF.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro.. no campeonato nacional. Estão corretos apenas: a) 1. o basquete. caso se recorresse ao par banqueiro/bancário. “Play-off” é um termo importado do basquete americano que ultimamente passou a integrar o repertório da crônica esportiva. que é o idioma. 4. 128. A aclimatação deu-se às vezes por simples aportuguesamento das palavras. como no “goal” que virou “gol”. 127. timbaleiro ou seresteiro. O triunfo da língua reflete o triunfo o futebol. e) 2 e 4. mas “corner” já está perdendo feio para “escanteio”. houve mudanças de atitude do brasileiro em relação ao uso de termos estrangeiros no futebol. b) rompem.” GABARITO TOLEDO. UFPE Leia os enunciados abaixo. Eis que agora se tenta entregar o futebol de volta à língua inglesa – e. O futebol. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 3 e 4. “Se você começou como padeiro. “Disputam-se “play-offs”. Jornal do Brasil. e os basbaques foram atrás. embora um tanto jocoso. por cúmulo. 126. d) retrocederam na sua disposição de incorporar o vocabulário do futebol à língua portuguesa. c) acabaram por subverter. Algumas poucas palavras inglesas ainda não caíram em completo desuso. Seria um caso incurável de carência de colonizador. 50 Texto para as questões 127 a 129. não à língua inglesa da Inglaterra.

o verbo ser. a palavra em negrito constitui um recurso de coesão que relaciona o núcleo da expressão a ‘futebol’. busca. 51 130. Movo ligeiro para o vulto os passos: eu beijo a tíbia luz em vez de face. Marília. que eu assim resista à dor imensa. adoro a tua formosura. b) os dois se mostram desiludidos em face da impossibilidade de amar.129. a) Na expressão ‘outro esporte’. p. b) Nesse trecho. e) Na última oração do texto. UFPE Assinale a alternativa em que se faz uma afirmação inaceitável em relação aos recursos gramaticais em negrito no texto. c) um e outro sofrem pela incapacidade de romper as barreiras que os isolam do mundo. indicando que o autor não tem certeza de que a ação possa realizar-se. Quando em meu mal pondero. constata-se que: a) ambos se sentem aprisionados e tristes. e) o menino vivencia uma experiência de opressão social. no futuro do pretérito. referido anteriormente. d) a condição do menino é fruto de sua opção existencial. d) O verbo ‘chamar’ encontra-se no modo subjuntivo. tem como referente os brasileiros em geral. então mais vivamente te diviso: vejo o teu rosto e escuto a tua voz e riso. refere-se também ao texto “A Janela e o Menino” (das questões de 110 a 113). São Paulo: Círculo do Livro. de um semivivo corpo sepultura. ‘mesmo’ foi aí inserido para reforçar a avaliação do autor. indica que o autor preferiu não ser taxativo em sua apreciação.” GABARITO GONZAGA.Interpretação de texto I Avançar . inda. Amor na minha idéia te retrata. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e aperto sobre o peito em vão os braços. enquanto a do sujeito poético é resultado de uma imposição circunstancial. já o eu-lírico se sente subjugado pela tirania do amor. Relacionando-se as situações vividas pelo menino do texto de Carlos Heitor Cony e pelo eu-lírico do poema de Tomás Antônio Gonzaga. que me cerca e mata. Tomás Antônio. Marília de Dirceu. ‘nós’. 127. c) Em “Seria um caso incurável de carência de colonizador”. “Nesta triste masmorra. s/d. o pronome de 1ª pessoa do plural. Uneb-BA Este exercício. extremoso.

” c) “Nada justifica a agressão física” / “Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem?” d) “É esse o papel de um educador” / “Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. E a situação de extrema violência que nós. 133. O Globo. suas índoles. depois um ovo no ministro da saúde e. respectivamente. “O país está chocado com as agressões que os representantes do povo estão sofrendo. GABARITO d) empregar estruturas de repetição para reforçar idéias centrais da argumentação. outro ataque ao governador Mário Covas. responda às questões de números 131 a 134. c) utilizar orações de estruturação negativa para defender a posição de outros.03/06/2000. Em função desse limite de espaço. se é que assim se pode dizer. O Globo. b) apontar falhas no discurso de autoridades brasileiras.” IMPRIMIR 134. Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes. UERJ As duas cartas acima são de leitores expressando suas opiniões sobre o episódio de agressão ao governador de São Paulo em manifestação de professores em greve. b) construção de comprovações por meio de silogismos. os dois textos apresentam como traço comum: a) combate a pontos de vista de outros leitores. suas capacidades limitadas para soluções e amplas para confusões. estamos vivendo? Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” COSTA DA SILVA. cariocas. c) expressão de opinião sem fundamentos desenvolvidos. Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. por mais digna que fosse a manifestação. Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem? O ministro da justiça cobrou punição judicial para os agressores.Interpretação de texto I Avançar . em 1º de junho. a agressão sofrida pelo governador Mário Covas. Marcelo Maciel. O que causa espanto é que se tratava de uma manifestação de professores. É esse o papel de um educador?” ÁVILA. d) escolha de assunto segundo o interesse do editor do jornal. b) iniciar com considerações gerais para contestar opiniões muito difundidas. esse tipo de carta no jornal busca convencer os leitores de um dado ponto de vista. jamais. “Cartas de leitores Já conhecemos nossos governantes e políticos. UERJ O fragmento que expõe a tese de cada uma das cartas. é possível afirmar que as perguntas nela presentes têm o seguinte significado: a) questionar as atitudes dos políticos brasileiros. Arthur. c) propor uma reflexão acerca da atitude dos agressores. As autoridades e a imprensa nacional têm-se manifestado severamente contra esses atos. seja qual for a manifestação. Por causa dessa intenção. O vice-presidente da república disse que o governador merece respeito. seus defeitos. é possível verificar que ambas as cartas transcritas se caracterizam por: a) finalizar com perguntas retóricas para expressar sua argumentação. 52 131. d) mostrar solidariedade ao comportamento dos manifestantes. O veículo de publicação das cartas – o jornal – impõe um limite de espaço para os textos. Nada justificará. Concordo. UERJ Em geral. pode ser identificado em: a) “Já conhecemos nossos governantes” / “Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” b) “Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes” / “a última manifestação transpusera os limites do tolerável. Nada justifica a agressão física. UERJ Pela leitura da carta de Arthur Costa da Silva. 132.03/06/2000. seja quem for o agredido ou o agressor. afirmando que a última manifestação transpusera os limites do tolerável.Com base nos textos abaixo. Voltar Língua Portuguesa .

b) social e econômica. Ano Novo. b) a sociedade tem buscado a espiritualidade no fim do segundo milênio. a solidão entre matas. a leitura espiritual. e) política e econômica. Reencontrar. Um apetite do Absoluto e a consciência aguda de nossa finitude. De menos ansiedade e mais profundidade.Interpretação de texto I Avançar . um gesto litúrgico. c) a sociedade deveria procurar “nascer de novo” num plano espiritual. 7. pedir colo a Deus e resgatar boas coisas: uma oração em família. Despir-nos do lobo voraz que na arena competitiva do mercado nos faz estranhos a nós mesmos. tolerância é cumplicidade com maracutaias. 53 GABARITO 135.Leia o texto a seguir e responda às questões de 135 a 138. o serviço de saúde. Aceitar a proposta de Jesus a Nicodemos: nascer de novo. em dezembro. encharcando-se de bebidas alcoólicas. d) o homem tem buscado a renovação política com base na democracia. Feliz homem novo. Quanto mais cidadania. governa o povo através de seus representantes e de mobilizações diretas junto ao poder público. IMPRIMIR 136. a realidade desfilar nos ilusórios devaneios de uma telenovela. Mergulhar em nós. Braços e corações abertos também ao semelhante. mais democracia. O Globo. no ano que se inicia. a própria humanidade. uma oração. o gesto solidário que ameniza a dor de um enfermo. de Chico Mendes. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população? Melhoraram o transporte público. a violência da paisagem urbana e nossa dificuldade de conectar efeitos e causas. há áreas de lazer? Participamos do debate sobre o uso de verbas públicas? O político em quem votamos teve desempenho satisfatório? Prestou contas de seu mandato? Em política. abastece o crime ao consumir drogas. como se a alegria saísse do forno e a felicidade viesse engarrafada. Estaremos chegando mais perto de nós mesmos? Há uma abissal distância entre o que somos e o que queremos ser. nas atuais circunstâncias. Ou a opção de um momento de silêncio. da ressurreição de Henfil e. a adolescência tecida em sonhos e utopias. Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante. Feliz mulher nova. os apetrechos eletrônicos que perenizam a criança que ainda existe em nós. Olhamos para trás: a infância que resta na memória com sabor de paraíso perdido. mas se esquece do material. livre de pasteurização que nos massifica na mediocridade bovina de quem rumina hábitos mesquinhos. c) existencial e política. De celebrar dez anos. as ruas são limpas. Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. um travo. uma vida nova Hoje estamos ingressando em 1998. Voltar Língua Portuguesa . abrir espaço à presença do Inefável. a efusão de espíritos em abraços afetuosos. sem projeto. os filhos. p. os propósitos altruístas. Em volta. Por que acelerar tanto. mas está condicionado às limitações materiais. como se a vida fosse uma janela da qual contemplamos. e comunicar nossa disposição de cancelar o consumo de seus produtos? Por que não competir mais conosco em busca de melhores índices de virtudes e de valores morais. No fundo da garganta. na verdadeira democracia. Como se meninos de rua fossem cogumelos espontâneos e não frutos do darwinismo econômico que segrega a maioria pobre e favorece a minoria abastada. O mesmo executivo que teme o seqüestro e brada contra os bandidos. uma vida nova” propõe à sociedade uma renovação: a) política e material. d) pessoal e financeira. 01 de janeiro de 1998. Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces. vida nova. a rede educacional. Ano de nova qualidade de vida. os sacolões? Nosso bairro tem um bom sistema sanitário. em janeiro. Dentro do coração o medo de quem vive numa cidade que lhe é hostil. e) o homem busca a plenitude. Agora. se teremos de parar no próximo sinal vermelho? Por que não escrever ao patrocinador do programa de violência e de pornografia na TV. apegados à casa. UFR-RJ O texto é uma dissertação argumentativa que parte da tese de que: a) o homem busca o progresso espiritual. Ano de comemorar 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.” Frei Beto. Voto é delegação e. em vez de competir com o próximo? Ano novo de eleições. Olhemos a cidade. noite após noite. Vontade de remar contra a corrente e. A começar pelo réveillon. “Ano Novo. o salário exíguo num pais tão caro. enquanto tantos celebram a pós-modernidade. UFR-RJ Pode-se afirmar que o autor do texto “Ano Novo.

” d) “Em política.” e) “Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. Não.) Ensinar a pensar também não é tão fácil assim.. GABARITO 140. como ao poeta. Não é um curso de lógica nem uma questão de formar uma visão crítica do mundo. d) Trata-se de um meio de o poeta do trem se libertar da lembrança de outro poeta. contestando as teorias do passado forma uma geração de contestadores que nada constrói. contraste maldito! Aparentemente tudo se recomporia. b) Refere-se a um desabafo proferido pelo narrador. tendo de chorar a morte de um tio e receber-lhe a herança.”: a) Indica a citação da obra “Fausto” escrita pelo poeta do trem. III. Só formar uma visão crítica do mundo não resolve. de que fala o autor.” Stephen Kanitz. b) somente a II é correta. c) somente a I é correta. Oh. lamentar a morte do tio e alegrar-se com a herança deixada por ele.).). Minha recomendação ao jovem de hoje é para que se concentre em uma das competências mais importantes para o mundo moderno: aprender a pensar e a tomar decisões. nem um curso de lógica consegue formar jovens críticos..... extraído de Machado de Assis. b) apenas a afirmativa II está correta. Sendo assim: a) apenas a afirmativa I está correta. desistindo o sobrinho do dinheiro herdado.. que nada sugere. e) estão corretas as afirmativas I e III. consiste em: I. III. Está de acordo com o texto a alternativa: a) I e II são corretas. inquietas sombras?. I..” A “luta terrível” na alma do sobrinho. Univali-SC “Volta às aulas (. amaldiçoar a herança deixada pelo tio e recompor-se da perda o parente. achando que isso resolve a questão. II.. II. 54 139.. Aprender a pensar e a tomar decisões é uma das competências mais importantes para o mundo moderno. e depois responda: “Há dessas lutas terríveis na alma de um homem. não o do trem.. É impossível ensinar a pensar. c) apenas a afirmativa III está correta. e) Trata-se de uma citação de frase empregada anteriormente em obra literária. Cefet-PR Leia o seguinte trecho.” b) “Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces (.137. inquietas sombras?. Veja. c) Corresponde a uma explicação sobre o valor de uma narração literária. desistir da herança e chorar a perda do tio. Sair criticando o mundo. não constrói.). e) II e III são corretas.. UFF-RJ “Talvez a narração me desse a ilusão. UFR-RJ Fica evidente a proposta de sermos sujeitos do nosso tempo em: a) “Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante (.. ao se libertar de memórias antigas. e as sombras viessem perpassar ligeiras. ninguém sabe o que se passa no interior de um sobrinho.” 138. d) somente a III é correta. 16 de fevereiro de 2000.Interpretação de texto I Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” c) “Olhamos para trás: a infância que resta na memória (. tolerância é cumplicidade com maracutaias. ah! mas então seria chorar duas coisas: o tio e o dinheiro. nada sugere. Leia as afirmações a respeito do texto. d) estão corretas as afirmativas I e II. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez.” Os dois pontos e o recurso gráfico do itálico no trecho acima permitem-nos a seguinte interpretação da frase “Aí vindes outra vez.

nosso escritor. Jaime. deixou-nos. com sucesso. já em 1873. esse funcionário está em alta nas empresas que pretendem sobreviver no próximo milênio. 19 e 20 de setembro de 1999. isso seria uma tarefa fácil se as pessoas não ficassem tentando imitar o modelo de outras pessoas. função etc... (. marketing pessoal não é tentar passar uma boa imagem daquilo que você não é. Por quê? Simplesmente porque investe no seu marketing pessoal. ‘Se pensarmos bem. d) O marketing pessoal deve ser uma preocupação na hora de procurar emprego. e tentassem descobrir as suas virtudes. É preciso agir com espírito de abertura e criatividade. d) A língua portuguesa. e. gastamos muito tempo em busca de sermos o que não podemos ser’. segundo Machado de Assis. voltando a valorizá-la e eliminando as contribuições estrangeiras. Machado de Assis. não pode parar no século passado. Álvaro. e claro que desejável. sensibilidade e altivez – a inevitável. Jornal de Santa Catarina. conscientizar a nação de que é preciso agir em prol da língua pátria. afirma o gerente de marketing da Karsten e professor do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Santa Catarina (SENAC). veremos que a vida é mais simples do que nós a encaramos e. locuções novas e novas palavras são características do estilo de Machado de Assis.Interpretação de texto I Avançar .)” AVENDANO. em decorrência do acréscimo de termos estrangeiros e das necessidades dos usos e costumes. “Protegendo a língua nacional”. ao abordar o problema da globalização atual na língua pátria. Esse é o único meio de participar de valores culturais globais sem comprometer os locais. a globalização. Jornal de Santa Catarina. assim. a seguinte lição: ‘Não há dúvida que as línguas se aumentam e se alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes’. mas passar bem uma imagem daquilo que você realmente é’. e) É preciso acabar com a complacência que cerca a língua pátria. e) Pode-se ser tudo usando marketing pessoal. a qualquer preço. ‘Diferente do que muitas pessoas pensam. para enfrentar – com conhecimento. Univali-SC “Um investimento que vale a pena Sabe aquele funcionário que está sempre de bom humor. b) As línguas mudam com o passar do tempo e o número de vocábulos aumenta. Segundo ele. mas sem xenofobismo ou intolerância de nenhuma espécie. ‘Cada um deve investir naquilo que faz e que os outros não fazem’. c) Investir no marketing pessoal é muito penoso. c) Não é condenável praticar o xenofobismo ou a intolerância de qualquer espécie no que se refere à língua pátria. IMPRIMIR b) Deve-se passar a imagem daquilo que se é ao invés de imitar outras pessoas. 142. porque a América foi incapaz de produzir riquezas novas. CASTRO. interpenetração cultural que marca o nosso tempo globalizante.141. Sobre o texto. Nelson Marinho Teixeira. só com a abertura a todo e qualquer termo estrangeiro seremos capazes de acompanhar. Univali-SC “Parece-me que é chegado o momento de romper com tamanha complacência cultural. incentivando os colegas e chamando para si a responsabilidade de determinadas tarefas inclusive aquelas que ninguém se propõe a fazer? Pois é. está correta a alternativa: a) Certos modos de dizer. 55 GABARITO A melhor interpretação para o texto é: a) O funcionário deve fazer só o que os outros não querem. muitas vezes. argumenta. necessita de mudança de humor. A propósito. É preciso inovar. 29/12/1999. Voltar Língua Portuguesa .

04. não se prende a um autor específico. como resposta. pode ser associado à(s) seguinte(s) características(s): 01. 1994. veja bem. caracterizada pela simplicidade e pobreza expressiva. 16. como resposta. A autora se preocupa não apenas em definir o conto popular enquanto gênero narrativo. 32. 16. é correto afirmar: 01. Trata-se de um texto literário. caráter espontâneo. 56 143. Dê. mas também em caracterizar o termo popular. Popular é. 08. apresenta um modo narrativo que o singulariza diante de outros tipos de narrativas. Talvez você mesmo pense assim. visto que a autora apresenta seus próprios pontos de vista sobre o assunto. UFMS O termo popular. 28. 02. Quanto à estruturação formal. não pode ser considerado como um gênero literário devido a sua simplicidade e pobreza expressiva. Leia. Dê. se assim fosse. Mas. já que se trata de uma criação coletiva. 04. tal como aparece no texto. 16. São Paulo. a soma das alternativas corretas.Interpretação de texto I Avançar . O texto utiliza uma linguagem informal. 02. quando se trata de estudar gêneros literários. 144. 145. próxima da variante popular. pois discorre sobre o conto popular. O texto pode ser classificado como opinativo. Elas estão acima de qualquer tipo de aprovação social. 08. as criações populares não conhecem normas nem limites. Com isso. Também não pode ser entendido como sinônimo de regional. embora tenha um caráter universal.As questões de 143 a 145 baseiam-se no texto abaixo.” MACHADO. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu e continua exercendo sobre a literatura e as outras manifestações artísticas e culturais. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que completa(m) corretamente a frase: O conto popular é um gênero narrativo que: 01. UFMS Em relação ao texto lido. Em alguns momentos. todo o texto antes de resolvê-las: “A importância do conto popular em nossa cultura é tão forte que precisamos ter muito claro o que se deve entender por popular. como resposta. Literatura e redação. Scipione. Dê. manifestação culturalmente rica. 32. 04. apresenta características composicionais que variam no tempo e no espaço. atentamente. a soma das alternativas corretas. a autora estabelece uma interlocução com o leitor. criação rústica. o texto segue o esquema básico introdução – desenvolvimento – conclusão. uma manifestação cultural de caráter universal. inclusive aquelas de caráter eminentemente técnico? Se este legado existe. p. Quer dizer. é porque a cultura popular é algo muito mais rico do que podemos imaginar. 02. 08. possui um caráter eminentemente regional. tendência à universalização. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . sobrevive até hoje apenas por força da transmissão oral. Geralmente se entende por popular um tipo de criação rústica. desenvolve traços próprios que o distinguem de outros tipos de narrativas. seja uma criação coletiva e tenha vivido muito tempo graças à transmissão oral. Suas características composicionais não conhecem fronteiras de tempo nem de lugar. obediência às normas socialmente aprovadas. pois isto eliminaria a tendência universalizante das manifestações populares. O conto popular. Irene. portanto. a soma das alternativas corretas. indiferença às imposições da cultura oficial. 32. nascida de modo espontâneo e totalmente indiferente a tudo que seja imposto pela cultura oficial. é possível dizer que o conto popular é um gênero narrativo que desenvolve traços que se repetem em histórias criadas nos mais variados locais e épocas.

estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. 18 de nov. Voltar Língua Portuguesa . deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito..” 57 146. sua literatura. como a realização dos postulados da justiça social’. Uma é o prestígio. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. que vende como ninguém sua música. Dad. Quem não aderiu se tornou out. 170. ( ) O preconceito sexual ou religioso enquadra-se no campo das liberdades políticas. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. GABARITO 147. Que corra atrás do prejuízo. 1998. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão mas também’ com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. Colômbia. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. ( ) As obrigações do Estado não se limitam ao campo da cidadania. (. sua televisão. I. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. O que vem de fora é melhor. É isso. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. Deletar tomou a vez do velho apagar. ( ) O léxico do português brasileiro tem sido ampliado pela entrada e acomodação de estrangeirismos. Outra é a receptividade. Nós. ( ) Segundo Squarisi. é a ascendência cultural. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. Superior de Brasília-DF Julgue os itens a seguir. O inglês avançou nas nossas fronteiras porque é falado pela maior potência do planeta. conseqüentemente. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. Startar cassou o começar. ( ) Infere-se do texto que os direitos da mulher estão dissociados dos direitos do homem.“ SQUARISI.Interpretação de texto I Avançar .. seu cinema. cuja Carta proclama os “direitos fundamentais da pessoa humana” como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. ( ) As expressões “se tornou out” e “vire in” significam respectivamente “estar por fora” e “ficar por dentro”. Printar expulsou o imprimir. e não econômica.Texto para a questão 146. ( ) A Organização dos Estados Americanos foi criada especificamente para proteger os direitos fundamentais do homem. 1948). INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 147 e 148: “Invasão de língua estrangeira tem várias razões. sua tecnologia e o american way of life. IMPRIMIR 148. compreensão e interpretação textuais. no livre exercício de suas próprias soberanias. Revista Exame. temos complexo de vira-lata. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. A informática serve de exemplo. UFMT ( ) O aportuguesamento do vocabulário da informática em deletar. Além disso. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. UFMT – Modificada ( ) Dizer que os brasileiros têm complexo de vira-lata significa dizer que eles sofrem de xenofobia. que determina o prestígio de uma língua sobre as outras. já dizia Gláuber Rocha. Peça help.E. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. ( ) A concessão dos direitos civis à mulher enquadra-se no âmbito dos direitos humanos. E vire in. p. printar e startar é meramente semântico. de acordo com a leitura.) Hoje aportuguesamos termos que nem sonhavam figurar no Aurélio.

fogo. recém-descoberta. e os portugueses preguiça.. Tratado Descritivo do Brasil. Gregório de. e o segundo. Org. Poesias Reunidas. qual alternativa é incorreta? a) O texto de Gabriel de Sousa utiliza o recurso da comparação para dar conta da realidade com que se defronta na terra ultramarina e transmiti-la aos europeus. Uneb-BA GABARITO Texto I “A um vigário de certa freguesia. e roubais. pois ficando faminto. e tendo tão larguíssimas orelhas. que quem ousadamente se adianta em vez de tosquear fica em pêlo? Intentastes sangrar toda a comarca. Sois tão grande velhaco.). o de tomar a literatura quinhentista como fonte de inspiração temática e formal. uma alusão à suposta preguiça do brasileiro. heis de buscar a dente qual jumento erva para o jantar. a que os índios chamam “aí”. e sem sustento. 58 Sobre os textos I e II. o objetivo é ressaltar as peculiaridades da terra tropical. fogem vossas ovelhas de vós. d) No texto I. (.. Valha-vos.) e são estes animais tão vagarosos que posto um ao pé de uma árvore. como se fosseis voraz lobo? Quisestes tosquear o vosso gado. como sendo tão bobo. 1587. mas ela vos sangrou na veia d’arca. e) A linguagem dos dois textos apresenta pontos em comum. seduzir. calma. Gabriel S. nem outro perigo que veja diante.. paradisíaca.” SOUSA. o poeta busca resgatar a língua original do Brasilcolônia. conhecido por ser muito ambicioso Reverendo vigário. e um canalha: mixelo hoje de chispo. parodiar. e saístes do intento tosqueado. frio.149. não vos cai em capelo o que o provérbio tantas vezes canta. que é título de zotes ordinário. 1996. p. Oswald de. já no texto II. In: Senhora Dona Bahia – Poesia Satírica de Gregório de Matos. não chega ao meio dela desde pela manhã até as vésperas. Salvador: EDUFBA. MENDES. UFPE Texto I “Capítulo CVII (em que se declara que bicho é o que se chama preguiça): Nestes matos se cria um animal mui estranho. e para a ceia (. Gleise F. com o título de seu poema. pois não há fome. 150. não só no léxico como também na sintaxe. Voltar Língua Portuguesa . que a pura excomunhão meteis no saco: já diz a freguesia que tendes de Saturno a natureza.)” IMPRIMIR MATOS. água.Interpretação de texto I Avançar . Mas a intenção era diversa: o primeiro queria encantar. qual uma harpia. Texto II “Festa da Raça Hu certo animal se acha também nestas partes A que chamam Preguiça Tem hua guedelha grande no toutiço E se move com passos tam vagorosos Que ainda que ande quinze dias aturado Não vencerá a distância de hu tiro de pedra” ANDRADE. que o faça mover uma hora mais que outra. ontem um passa-aqui do Arcebispo! (. de... c) É inegável o tom jocoso e irônico de Oswald de Andrade ao fazer. mas quem digo que vos valha? Valha-vos ser um zote. b) O poema de Oswald de Andrade ilustra um procedimento comum aos nossos modernistas de primeira hora. nome certo mui acomodado a este animal.. pois os filhos tratais com tal crueza que os comeis. 171-2.

p. santificando-se através dela. 145-6. (Coleção Prestígio). Se aqui houve fogueiras – eles nelas sofreram. Se aqui houve selvagens – eles os educaram.. mundano. p. não é lhe faltando com o respeito não. Em vez de Inquisidor – tivemos a vedeta. por quê? JOÃO GRILO Porque... Que a maldição vos lance a pena do Gaulês Tendo por tinta a borra das caldeiras de pez. 146-8. grande grito... De mil autos-da-fé o fumo enchendo o céu. não. JOÃO GRILO Apesar de ser um sertanejo pobre e amarelo. (. mas eu pensava que o senhor era muito menos queimado. Auto da Compadecida. Loiola – aqui foi Nóbrega. É justo!. de costas. Rio de Janeiro: Agir. ed. Que direito tem você de repreender João porque falou comigo com certa intimidade? João foi um pobre em vida e provou sua sinceridade exibindo seu pensamento. JOÃO GRILO Aquele Jesus a quem chamavam Cristo? JESUS A quem chamavam.Texto II “Jesuítas e Frades Que o mundo antigo s’erga e lance a maldição Sobre vós. In: Poesias completas de Castro Alves. Esse é um de meus nomes. Seu tempo já passou. MANUEL Cale-se você. é Manuel. Castro.) Oh! não! Mil vezes não! O poeta Americano Vos deve sepultar no verso soberano – Pano negro que tem por lágrimas de prata As lágrimas que a Musa inspirada desata!!! Se aqui houve cativos – eles os libertaram. Ariano. Ele gosta de me chamar Manuel ou Emanuel. Quem é? É Manuel? MANUEL Sim. Sevilha e Nantes na tortura. Rio de Janeiro: Ediouro. o azeite. pode me chamar de Jesus.. Arbues – foi Anchieta!” ALVES. João.... 1995.Interpretação de texto I Avançar .. Que o Germano a sangrar maldiz em feros hinos. mais generosidade e virtude requer. GABARITO Voltar Língua Portuguesa . O tempo da mentira já passou. atrevido. A hidra escura e vil da vil Teocracia. pois vão ser julgados. Não quero faltar com o respeito a uma pessoa tão importante. se quiser. soberbo. Lisboa. Na fogueira Grandier. remembrando a negra Inquisição. porque quanto mais alta é a função. Colombo a soluçar. Se lá carrascos foram – cá mártires morreram. O Santo Ofício. Sou.. 17... Muita oportunidade teve de exercer sua autoridade. a gemer Galileu. Mas você. o Leão de Judá. mas você pode me chamar também de Jesus. João Huss na sepultura. Sua obrigação era ser humilde. Tours. MANUEL Foi isso mesmo. autoritário. as provas. sinto perfeitamente que estou diante de uma grande figura.. Levantem-se todos. Você estava mais espantado do que ele e escondeu essa admiração por prudência mundana. o Filho de Davi.” SUASSUNA. de Senhor. a gemonia.. 59 IMPRIMIR Texto III “ENCOURADO. BISPO Cale-se. mas se não me engano aquele sujeito acaba de chamar o senhor de Manuel.. com o braço ocultando os olhos.. de Deus.. 1972. 9 ed. Com que autoridade está repreendendo os outros? Você foi um bispo indigno de minha Igreja. porque pensa que assim pode se persuadir de que sou somente homem. que era Cristo.

e) II. e esta lacuna é tudo. pensei em fazer uma História dos subúrbios menos seca que as memórias do padre Luís Gonçalves dos Santos relativas à cidade. e. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos.. distanciando-se.” ASSIS. vá. esta monotonia acabou por exaurir-me também. IV e VI. interrelacionam-se. b) O narrador aspira a uma reconstrução textual do passado. e as sombras viessem perpassar ligeiras. Talvez a narração me desse a ilusão. VI. e que apenas conserva o hábito externo. Em verdade. V. mas não a mim. e) A análise dos encantos da vida antiga parte dos mesmos pressupostos que o narrador tinha. ignorando o ponto de vista do momento em que o texto é escrito. a ação do representante terreno do clero é voltada para a defesa de valores essencialmente cristãos. Quis variar. identifique as afirmativas verdadeiras. I. d) II. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. filosofia e política acudiram-me. de memória. mal comparando. Distrações raras. v. tudo árido e longo. o interno não agüenta tinta. vida diferente não quer dizer vida pior. pegasse da pena e contasse alguns. a fisionomia é diferente. 152 e 153. e restaurar na velhice a adolescência. Dom Casmurro. como bem e não durmo mal. O Texto II evidencia um contraste entre as ações dos religiosos na Europa e na América. Se só me faltassem os outros. inquietas sombras ?. conclui-se que: a) A narrativa é feita a partir das mesmas idéias sobre si que o narrador possuía no momento mesmo em que os episódios da vida antiga ocorreram. O que aqui está é. Machado de. III.Os três textos. evidencia-se uma crítica à hipocrisia religiosa. Em tudo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Capítulo II. de memória. Texto para as questões 151. No Texto III. Jurisprudência. assim. em determinado momento de sua vida. No Texto II. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. pretende reconstituir os eventos ocorridos em seu passado. Pois. e lembrou-me escrever um livro. 1. não consegui recompor o que foi nem o que fui. como se diz nas autópsias. O mais do tempo é gasto em hortar. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. o pastor religioso é apresentado como um exemplo de comportamento mundano. senhor. pouco apareço e menos falo. conservo alguma recordação doce e feiticeira. III. Rio de Janeiro: José Aguilar 1971. III e VI. Os amigos que me restam são de data recente. No Texto I. Entretanto. era obra modesta. jardinar e ler. uma vez que focalizam a ação do clero na realidade do Brasil. como ao poeta. na época em que antigamente vivia. Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falarme e a dizer-me que. Duas ou três fariam crer nela aos outros. a ação dos religiosos no continente americano é amaldiçoada devido ao seu caráter opressor. como tudo cansa. expressa no fragmento acima. Os Textos I e III apresentam um ponto em comum: um enfoque crítico do comportamento dos representantes do clero. b) II e III. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. de suas reais funções. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos.” Em relação à posição do narrador. IV e V. e tal freqüência é cansativa. d) O narrador. é outra coisa. 60 GABARITO “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida. c) I. 151. algumas datam de quinze anos. p. e. 810-11. Quanto às amigas. II. embora de épocas diferentes.Interpretação de texto I Avançar . mas falto eu mesmo. no tempo em que os eventos narrados ocorreram. outras de menos. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e V. Ora. e quase todas crêem na mocidade. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. A certos respeitos.. IV. conservo alguma recordação doce e feiticeira. mas não me acudiram as forças necessárias. Tanto no Texto I quanto no II. tal como ocorreram então. Sobre eles. se o rosto é igual. UFF-RJ “A certos respeitos. Depois. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. mas exigia documentos e datas como preliminares. c) O julgamento sobre a vida antiga não é o mesmo que o narrador tinha. não o do trem. como todos os documentos falsos.

e tal freqüência é cansativa. UFF-RJ Uma das características da prosa de Machado de Assis é a presença de referências ao leitor de seus textos. não consegui recompor o que foi nem o que fui.Interpretação de texto I Avançar . semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. e que apenas conserva o hábito externo. vá. o interno não agüenta tinta. mas falto eu mesmo. sd. não tem amigos de longa data. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. O que aqui está é. em sua narrativa. a fisionomia é diferente. UFF-RJ O narrador do texto pouco aparece e menos fala. sobretudo no seguinte trecho: 61 “Se só me faltassem os outros. Porto Alegre: L&PM. como se diz nas autópsias.” a) b) c) GABARITO d) IMPRIMIR e) Caulos.” b) “Em tudo. outras de menos. Só dói quando eu respiro. senhor. algumas datam de quinze anos. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. mal comparando. e quase todas crêem na mocidade. e esta lacuna é tudo.” 153. Assinale a Opção em que.152. “atar as duas pontas da vida”. Voltar Língua Portuguesa .” e) “Quanto às amigas. se o rosto é igual. percebe-se um certo humor semelhante ao que constitui o texto de Machado de Assis. como todos os documentos falsos. com certo humor. Identifique o fragmento em que o narrador emprega uma forma lingüística que expressa o leitor a quem se dirige: a) “Pois. mas não a mim. e tenta. através de outra linguagem – o cartum –.” d) “Duas ou três fariam crer nela aos outros.” c) “Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos.

Pelo sertão nos pareceu. e outros quartejados de escaques. E alguns. não pudemos saber que haja ouro. UFF-RJ Assinale o fragmento que representa uma retomada modernista da Carta de Pero Vaz de Caminha. Ali andavam entre eles três ou quatro moças.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. delas brancas. 154. 5. 62 GABARITO Vocabulário: 1. que recebia o nome de “espelho” por ser feita de madeira polida. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . quartejados de cores. e suas vergonhas tão altas. Rio de Janeiro: Lacerda. c) “A terra é mui graciosa / Tão fértil eu nunca vi.Texto para as questões 154 e 155. outros traziam três daqueles bicos. E em tal maneira é graciosa que. grandes barreiras. com cabelos muito pretos. dar-se-á nela tudo. não podíamos ver senão terra com arvoredos. “espelhos de pau. a saber. que andavam sem eles. Senhor me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até a outra ponta que contra o norte vem. que nos parecia muito longa. 2. é toda praia parma. Esta terra. um no meio e os dois nos cabos. tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que. que pareciam espelhos de borracha. como os de Entre Douro e Minho. nem prata. “escaques”: quadrados de cores alternadas como os do tabuleiro de xadrez. porque.” Carta de Pero Vaz de Caminha in: ROBERTO. 3. 4. / sustentada. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. nem lho vimos Porém a terra em si é de muito bons ares. no meu braço” (Tomás Antônio Gonzaga) e) “Todos cantam sua terra / Também vou cantar a minha” (Casimiro de Abreu). Aí andavam outros. ao longo do mar. b) “Minha terra tem palmeiras. vista do mar muito grande. delas vermelhas. “tintura preta. a modos de azulada”: é uma tintura feita com o sumo do fruto jenipapo. (Castro Alves). 1999. muito chã e muito formosa. Águas são muitas. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. de as muito bem olharmos. a saber. tinham os beiços furados e nos buracos uns espelhos de pau. p 39-40. a) “O Novo Mundo nos músculos / Sente a seiva do porvir”. Nela. querendo-a aproveitar. “parma”: lisa como a palma da mão. De ponta a ponta. nem coisa alguma de metal ou ferro. que pareciam espelhos de borracha”: associação de imagem com a tampa de um vasilhame de couro. planície. Paulo Pereira (org. Marília. “Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços.” (Murilo Mendes).Interpretação de texto I Avançar . Tem. “chã”: terreno plano. não tínhamos nenhuma vergonha. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. para transportar água ou vinho. até agora. a modos de azulada. bem moças e bem gentis. a estender olhos. infindas. compridos pelas espáduas. d) “Irás a divertir-te na floresta. assim frios e temperados. nalgumas partes. de que nós deste porto houvemos vista. metade deles da sua própria cor e metade de tintura preta. por bem das águas que tem. / Onde canta o sabiá” (Gonçalves Dias).

e) identificar e recusar os processos de colagem modernistas. dando-lhes novos títulos. 156. a UNICEF e a Fundação Odebrecht. “Os altos índices de repetência escolar só não são mais perversos que o conformismo de nossa sociedade com esse absurdo que está presente. 5 10 63 O procedimento poético empregado por Oswald de Andrade em seu texto é: a) reconhecer e adotar a métrica parnasiana. em algumas experiências. b) A seqüência “o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte de nossa cultura” pode ser substituída. d) reconhecer e retomar a prática romântica.. dando títulos nacionalistas às estrofes.” GABARITO Marque a alternativa que não está de acordo com o texto. de modo esmagador. via-de-regra. entre as classes sociais mais ricas e. dando-lhes títulos novos. b) recortar e recriar em versos trechos da carta de Caminha.155. o problema da repetência será resolvido com vontade política e criatividade por parte do povo brasileiro. Pelotas-RS Na imprensa brasileira.. U. que é possível o Brasil mudar esse quadro. c) imitar e refazer em prosa a Carta de Caminha criando títulos para as várias seções. o calor e o frio. à dedução de que a escola já foi a grande solução do Brasil e de que há necessidade de que não seja mais um problema. por ocasião das eleições de 1994. (. p. por “como o fracasso na escola passou a ser encarado de forma muito natural.) A vontade política e a criatividade do povo comprovam. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . agora já faz parte de nossa cultura”. a) Para o autor do texto. A verdade é que o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte da nossa cultura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 80.. o sol. sem prejuízo do sentido global. c) A expressão “duas grandes vítimas desse monstrengo caótico” remete a termos posteriores a ela. UFF-RJ “Pero Vaz Caminha a descoberta Seguimos nosso caminho por este mar de longo Até a oitava da Páscoa Topamos aves E houvemos vista de terra os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam pôr a mão E depois a tomaram como espantados primeiro chá Depois de dançarem Diogo Dias Fez o salto real 15 as meninas da gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito olharmos 20 Não tínhamos nenhuma vergonha” ANDRADE. entre as classes mais pobres. advertem os eleitores a respeito do cuidado com a escolha dos seus candidatos. Estamos às vésperas de uma eleição e o nosso voto pode contribuir decisivamente para que a escola volte a ser a grande solução do Brasil e deixe de ser apenas mais um problema. (. de forma tão natural quanto a chuva.. respectivamente. Oswald de. criando estrofes simétricas e com títulos.Interpretação de texto I Avançar . e) O conformismo de nossa sociedade é menos perverso que os altos índices de repetência escolar.”. de modo significativo. quase sempre às duas grandes vítimas desse monstrengo caótico que virou o ensino brasileiro: a criança e o professor. sob o título “Você acha normal que uma criança carente fracasse na escola? Nós não. d) As expressões “volte a ser” e “deixe de ser” levam.F.) O pior é que a responsabilidade da cultura da repetência é atribuída. 1978. Poesias reunidas.

proporcionalmente maior nesses micos do que nos outros macacos americanos. com força. em fevereiro de 1999. abrir latas e frutas e escavar a terra movido pelo ímpeto de encontrar comida. julho/00. As chefias são formadas por até três animais”. Parente mais próximo do homem. em flagrante. Para comer coquinhos. Com relações tão complexas. U. “Eles podem andar sobre duas patas e também são perfeitamente capazes de aprender por observação”. aliás. interior de São Paulo. na sociedade dos macacos-prego não existe a noção de poder e liderança. Ele consegue pescar. capazes de partilhar alimento”. Sem precisar disputar o coquinho de cada dia a mordidas. 08. quando a Polícia Florestal prendeu. 16. eles mudam a dieta e podem atacar plantações ou mesmo assaltar casas. da mesma forma que o macaco-prego. que dá uma destreza enorme ao animal. é marca registrada dos espertos macacos-prego. A população da cidade entrou em pânico com uma misteriosa quadrilha que aproveitava a ausência dos moradores para roubar comida. “São os únicos. existem duas razões fisiológicas para o desenvolvimento cognitivo do macaco-prego. seu prato preferido. Onívoros de carteirinha. As razões desse desenvolvimento cognitivo só começaram a ser compreendidas muito recentemente. Os coitados haviam sido soltos numa mata na vizinhança da cidade. Tiveram de apelar para o crime. Voltar Língua Portuguesa . a primeira palavra que vem à cabeça é o chimpanzé. o macaco-prego é o parente mais próximo do homem e pertence a um grupo menos evoluído de primatas. Duas delas são fisiológicas. esse macaco africano consegue aprender por observação. a soma das alternativas corretas. Dê. Maringá-PR Leia o texto a seguir: “Gênio da selva Apetite favorece a inteligência Quando se fala em bicho inteligente. 02. da Universidade de São Paulo. ressalta o etólogo Eduardo Ottoni. Apesar da distância.E. A outra é o chamado polegar pseudoopositor. p. A primeira é o tamanho do cérebro. o macaco-aranha e o muriqui são espécies de macacos da América. o macaco-aranha e o muriqui são macacos africanos. 64 GABARITO IMPRIMIR De acordo com o texto: 01. usam uma ferramenta: ajeitam o fruto cuidadosamente numa pedra e jogam uma outra em cima. diferente dos outros primatas. A sociedade dos micos também é mais democrática que a média. Os mandachuvas dividem a própria comida com os seus subordinados. são muito mais parecidos com seus primos de terceiro grau da África do que com seus conterrâneos.72. observa Ottoni. usar ferramentas e se reconhecer no espelho. O caso foi resolvido em março. Não é para menos. Os macacos-pregos pertencem a um grupo menos evoluído de primatas. além do homem e do chimpanzé. como o macaco-aranha e o muriqui. o macaco-prego só podia mesmo ser um sujeito muito esperto. o dos macacos do Novo Mundo.” Superinteressante. Entre os macacos-prego o poder é diluído. um bando bem organizado de 55 micos assaltantes. depois que o zoológico municipal fechou. Os outros primatas normalmente se organizam em torno de um macho dominante que controla o abastecimento do grupo. sobra tempo para atividades sociais e para cultivar amizades. diz Eduardo Ottoni. e estavam com fome. “Não existe um único líder no bando. Se não houver frutas nem insetos à mão. 04. como resposta. eles são capazes de procurar comida nos lugares mais improváveis.Interpretação de texto I Avançar . O apetite insaciável. Foi isso o que aconteceu em Fernandópolis.157.

apesar de defender a preservação da essência lingüística do Português. b) A mulher. é uma combinação de força e resistência. Nem tudo tinham os antigos. E não vive.” Milton Nascimento e Fernando Brandt. Cada tempo tem o seu estilo. uma certa magia. a lágrima em riso. ou antes por uma exageração de princípio. A este respeito a influência do povo é decisiva.158. Uma força que nos alerta. – não me parece que se deva desprezar. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. Maria. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. principalmente por parte dos escritores. entre a tradição e a modernidade. Uma mulher que merece viver e amar Como outra qualquer do planeta. A opção que melhor sintetiza o trecho da canção é: a) Todas as mulheres merecem ser amadas.Interpretação de texto I Avançar . o autor se opõe à tácita aceitação de modismos. Em geral. se fazem novas. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. Há portanto certos modos de dizer. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. desentranhar delas mil riquezas que. representada pela Maria da canção. simboliza os seres humanos que lutam. e) A mulher brasileira. outros há que os adotam por princípio. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. o que é um mal. sofrem e resistem à dor de viver. por intermédio dos escritores. É a dose mais forte e lenta De uma gente que ri. locuções novas. não se lêem muito os clássicos no Brasil. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. nem tudo temos os modernos. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. ( ) Machado de Assis. ( ) Ele é de opinião que se pode muito bem prescindir do conhecimento dos clássicos para se saber corretamente a língua culta. A influência popular tem um limite. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. d) Maria. apenas agüenta. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. ( ) Machado. e segue sua vida. Divergência digo. transforma a dor em alegria. apenas suporta a dor de viver. Maria É o som. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. não se lêem. Maria. porque. Texto para as questões 159 e 160. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. em seu texto. 65 “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. não imputa aos literatos tal responsabilidade. em relação à compreensão e à interpretação do texto. porém. c) Maria.” GABARITO 159. Feitas as exceções devidas. no texto. AEU-DF Julgue os itens abaixo. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. à força de velhas. ( ) Conquanto reconheça a necessidade de atualização da língua. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. propõe a mediação. Maria É um dom. ( ) É notória a sua preferência pelo aristocrático e o tradicional e o seu desprezo pelo popular e o moderno. Univali-SC “Maria Maria Maria. como são todas as mulheres do planeta. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. é a cor. quando deve chorar. é o suor. a mulher da canção. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. o capricho e a moda inventam e fazem correr. mas que sabem perfeitamente os clássicos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Mas se isto é um fato incontestável. Pelo contrário.

Apud SANTOS. – valorização das idiossincrasias regionais. acolhamo-nos ao nosso assunto. Depois dele: o turismo multinacional. Rio de Janeiro: Record. Mas. até. os senhores de terras e gados. Porto Alegre: Mercado Aberto. Carvalho. Galvez. revela-as. Apud Sergius Gonzaga. – divulgação de qualidades do país com vistas à atração de turistas para a festa de comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil. aonde lá. em relação à teoria e aos estilos de época na Literatura Brasileira. 12ª ed. um país feliz! E mais! Um povo que nunca enfrentou guerras. O tempo e o vento. – lançamento de uma fábrica brasileira de cigarros. quando a gente não espera. originaram diferenças iniciais no enlace das raças. Fragmento III “E se eu lhe disser que vossa História está toda escrita. ( ) Evitando o estilo fácil e superficial. ( ) Toda a fundamentação lingüística de Machado é profundamente influenciada pelas premissas saussurianas. na face e nas vidas das gentes que hoje se acham no réveillon do Comercial? E se eu vos assegurar que neste clube se agita uma espécie de microcosmo do Rio Grande? (.. p. em magnífico resumo. que o nome não se soubesse.) Ali estão dois representantes do clã pastoril. nem pestes. porém. perfazendo indagação. p. Um aventureiro que assistiu às notas de mil réis acenderem os charutos e confirmou de cabeça que a lenda requentou. 1989. no meio de serras de parte-vento e suas mães árvores. Descemos por umas grotas. E mais! Um povo que convive em amenidade e cortesia. expõe os elementos que a compõem. após apresentação de uma tese.. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. João Ubaldo. Até. o próprio. Inaptos para discriminar as nossas raças nascentes. do Maranhão à Bahia. pela abertura de rodovias. Viva o povo brasileiro. prolongando-as até ao nosso tempo. julgue se o(s) fragmento(s) acima poderia(m) subsidiar a elaboração de um texto publicitário com a temática apresentada abaixo. p. Voltar Língua Portuguesa . II. um povo prestativo. AEU-DF Julgue os itens que seguem. 158. nem furacões. pois desconhece o preconceito racial.” GABARITO VERÍSSIMO. CUNHA. Érico. ( ) De roupagem metalingüística. In: Obra completa. A estrada de todos os cotovelos.160. A marcha do povoamento. 1995. por esses lugares. nem lutas fratricidas.” ROSA. p. Fragmento V “E mais! Um país de povo alegre. Definamos rapidamente os antecedentes históricos do jagunço. Manual de literatura brasileira. Rio de Janeiro: Marco Zero. . IMPRIMIR Em cada um dos itens seguintes. Os sertões. o texto lido pode ser classificado como crônica. 161.. o imperador do Acre. 227.” RIBEIRO. muitos deles descendentes dos primeiros sesmeiros. visto que aqui o preconceito é econômico. o grupo escolheu fragmentos que apresentam temáticas e enfoques diferenciados da realidade sociocultural. Euclides da.Interpretação de texto I Avançar . por si. Machado de Assis faz um ensaio crítico em que. 162. vol. festeiro. Fragmento IV “Agora estamos fartos de aventuras exóticas e mesmo de adjetivos clássicos e é possível dizer que este foi o último aventureiro exótico da planície. nem vulcões. o sertão vem. UnB-DF “Um grupo de alunos de uma escola de propaganda e marketing recebeu a tarefa de criar textos publicitários a partir de fragmentos de textos da literatura brasileira. Guimarães. neste intricado caldeamento a miragem fugitiva de uma sub-raça. Márcio.” Fragmento I Procuremos. As circunstâncias históricas. De repente. nem terremotos.o senhor querendo se procurar. 626. que então vigoravam no Brasil do século XIX. com sua dialética irresistível. o mesmo. Ante o que vimos a formação brasileira do norte é mui diversa da do sul. efêmera talvez. Para isso.. 5ª. ed.se diz . nunca não encontra. Sertão. Literatura brasileira. 66 Fragmento II “Quadrante que assim viemos. identificados abaixo. porto Alegre: Sulina. 1997. de coração bondoso. 1984. econômica ou política nacional. Ia fazendo receios. p. ( ) fragmento II ( ) fragmento V ( ) fragmento I e III ( ) fragmento II e IV – integração nacional. em grande parte oriundas das circunstâncias físicas. em que todas as cores e raças se misturam livremente. 13.” SOUZA. ( ) Nele. 3ª ed. 1984. era o sertão churro. Volnir e Adão E. Grande sertão: veredas. o autor leva constantemente o leitor à reflexão. que dribla todas as dificuldades com o célebre jeitinho.

a mudança é um sacolejo completo na vida. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. ( ) Ao apontar os novos como herdeiros. e) Todas as 400 empresas transnacionais instaladas no Brasil trouxeram seus executivos da matriz. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. ressuscitada a cada geração. deixa subjacente a condição de inferioridade deles em relação aos velhos. Tanto de um como de outro grupo etário. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. 26/04/2000. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. é latente a contenda entre novos e velhos poetas. Para os executivos e a família. Veja. Hoje. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. por iniciativa própria. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. mais de 400 estão instaladas no país. existem colônias de franceses no Paraná.” 67 GABARITO 163. ( ) Para ele. Quanto a estes.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. em relação à compreensão e à interpretação do texto.Interpretação de texto I Avançar . sem rede de segurança . jamais fiz distinção entre uns e outros. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. E. Desde 1990. embora sem querer. não existe geração espontânea. Os (ainda) chamados modernistas. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . AEU-DF-Modificada Julgue os itens abaixo. em massa. UEMS De acordo com o texto é correto afirmar que: a) Os estrangeiros têm vindo. Anna Paula. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. E assim. além de tudo. o ímpeto da loucura é exclusivo da senilidade. ( ) Depreende-se de todo que Quintana não estabelece relação direta entre a qualidade do poeta e sua faixa etária. Texto para a questão 163. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros.Leia o texto abaixo para responder a questão 41. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. com a sua livre poética. com os espetáculos de circo dos parnasianos. também foi responsável pelo aprendizado dos modernistas. d) As multinacionais transferem executivos da matriz para o Brasil objetivando reforçar sua filial. entre novos e velhos. c) As multinacionais empregam executivos estrangeiros. Para as companhias. em prol do equilíbrio universal. Quanto a mim. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. essa transferência representa um reforço na filial. Em São Paulo. 162. sem querer. procurar emprego em nosso país. “No Brasil. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. apesar de equivocada. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. Das 500 maiores companhias transnacionais. graças à Renault. ( ) No primeiro parágrafo diz que a poética parnasiana. na incauta adolescência. Acontece que. ( ) Para Mário Quintana. b) A Renault construiu uma colônia de franceses no Paraná. são por natureza os nossos filhos naturais. “roubada” do Rio Grande do Sul.” BUCHALLA. por sua vez. já que aqui não há executivos preparados. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos.

d) II e IV. onças e capivaras. II. p. No dia seguinte nasce Bengala de castão de oiro. No chão espeta um caniço. Diamantes tem à vontade.. já quinhentos anos passados. capivaras.. palmeiras. tem-nos muitos. faz críticas explícitas ao aspecto ufanista da Carta. Tem macaco até demais. De tal maneira é graciosa que. embora escrita no mesmo estilo. O corpo do texto é uma paráfrase da Carta de Caminha pois: I. b) No chão espeta um caniço.Textos para a questão 164. “Ainda não haviam louras. Bengala de castão de oiro. UFPB-PSS A intertextualidade é a relação que ocorre entre dois ou mais textos. onças. ainda haverá?” Texto extraído da revista Rivista. papagaios. tão frios e temperados. árvores. a terra em si. nem biquínis. IV. mantém o mesmo olhar positivo de Caminha sobre o futuro da terra brasileira. s/d. Esmeralda é para os trouxas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Senhor. Vossa perna encanareis. Era assim o Brasil de Cabral. Ficarei muito saudoso Se for embora daqui. nas praias douradas desse novo país.Interpretação de texto I Avançar . Salvo o devido respeito. Tem goiabas. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s): a) I. cajueiros. um número sem fim de animais povoavam as selvas e constelações de pássaros enfeitavam os céus sem fumaça do novo mundo descoberto. Essa ironia é traduzida claramente pelo(s) verso(s): a) A terra é mui graciosa. Reforçai. e) III e IV. nem mulatas.. II e III. Texto para as questões 41 e 42. Como será esse país no futuro. araras e papagaios. c) Tem goiabas. Quanto aos bichos. mangueiras.” Texto II “Carta de Pero Vaz (Murilo Mendes) A terra é mui graciosa. De plumagens mui vistosas. a arca. A gente vai passear. como os de Entre-Douro e Minho. Texto I “Fragmento da Carta de Pero Vaz de Caminha . Havia outra raça bronzeada que corria nua pelas matas e florestas e pelo litoral. d) Diamantes tem à vontade. b) I e III. é muito boa de ares. verifica-se que Murilo Mendes ironiza a exaltação da terra feita por Caminha. Tão fértil eu nunca vi. querendo aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem.55. Edição Zero. Tão fértil eu nunca vi. Cruzados não faltarão.. UFPB-PSS Após a leitura dos textos I e II. GABARITO 165. Rios e riachos corriam límpidos. Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. No dia seguinte nasce e) Quanto aos bichos. confirma a visão de Caminha sobre a terra descoberta. Banana que nem chuchu. rios. assim os achávamos como os de lá. Essa relação pode dar-se em forma de paráfrase ou de paródia. melancias. quando for a vez desses meninos? Riachos. porque. cristalinos e plenos de peixes. tem-nos muitos. nem surfistas. neste tempo de agora. Fortaleza: Editora RISO. III. c) I. apesar da leve mudança no estilo. critica de modo disfarçado a visão de Caminha sobre a terra descoberta. Águas são muitas e infindas. melancias.” 68 164. Araras. Banana que nem chuchu.

Em suas reminiscências.166.Interpretação de texto I Avançar . Existe um tipo de operação mental capaz de transfigurar os acontecimentos do passado. e) II e III.” Cassiano Ricardo. Unifor-CE De acordo com o texto: a) as noções de presente. IV. O relógio faz pensar na efemeridade de nossa existência na Terra. III. c) os relatos das décadas de 60 e 70 revelam uma nota da melancolia reinante na época. passado e futuro fundem-se simultaneamente na mente humana. que é de ligação. como se o bom e o interessante não tivessem presente. b) II e IV. Entre o saudosismo e a mitificação não há distância. b) II. Ser é apenas uma face Do não ser. d) I e II. em todo o poema. Considere as seguintes afirmações a respeito do texto: I. como demonstram os relatos das décadas de 60 e 70. “Ser”. d) explorar a sinonímia das palavras. c) usar a homonímia para causar um efeito humorístico. Está correto o que se afirma apenas em: a) I e III. até o ruim de outrora ganha uma aura mágica. b) sentido excepcional. c) II e III.” 69 167. 169. Unifenas “O Relógio Diante de coisa tão doída conservemo-nos serenos. Os versos 3 e 4 expressam a idéia de que. “É próprio da natureza humana olhar o passado com melancolia. Desde o instante em que se nasce já se começa a morrer. sentimentos de angústia. no verso 5. Nessa operação mental. d) III e IV. Perpassam. e não do ser. e) ar misterioso. d) sentimento saudosista. está correto o que se afirma somente em: a) I. A respeito dos enunciados acima. 168. As questões de números 167 e 169 referem-se ao texto abaixo. a passagem do saudosismo para a mitificação é instantânea. a cada instante que passa. GABARITO 170. é sempre menos. b) é tendência própria da natureza humana a visão fantasiosa do passado. nem futuro. d) o saudosismo é sentimento característico daqueles que usufruíram de um passado agradável. c) halo de encantamento. c) III. UFPB-PSS A respeito da manchete: Cabral descobre o caminho das Índias. e) usar a paronímia a fim de confundir o leitor. e) IV. Unifor-CE I. Os relatos das décadas de 60 e 70 limitam-se a um registro dos fatos sociais mais notáveis. estamos mais próximos da morte. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Unifor-CE A expressão aura mágica denota no texto um: a) passado feliz. b) dizer que Cabral descobriu o caminho que o levaria para as Índias. niilismo e revolta. Cada minuto de vida Nunca é mais. e) o bom e o interessante representam-se como alvo permanente da ambição humana. II. III. II. é correto afirmar que o autor pretendia: a) dizer que havia muitas índias na terra descoberta. ligado à classificação morfológica do verbo ser. corresponde à nossa existência que é o estado transitório.

Isto. a polícia. esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. em qualquer época ou lugar. fazer do livro uma espécie de romance. Efetivamente se queimaram alguns livros. com o decorrer do tempo. c) numa época de força policial. o escritor é como um cego. 173. com o uso de pseudônimos ou de outros disfarces. às vezes com louvores de sustentáculos dela. com os nomes que têm no registro civil. casos passados há dez anos – e. com intenção de dar veracidade aos fatos. Unifor-CE O autor enumera razões que justificam um silêncio de dez anos. principalmente escrita: IMPRIMIR a) os fatos reais em oposição à invenção literária. b) julgava-se incapaz de colocar num livro os acontecimentos que vivenciara. porém. Entre elas. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos. repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP. os hábitos de um decênio de arrocho. indulgentes ou cegos. c) sentia-se desautorizado a relatar fatos sobre pessoas reais e identificá-las por seu verdadeiro nome. mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas. que o impediria de publicar seu livro. mas foram raríssimos esses autos-de-fé. é incorreta: a) existia uma censura prévia. Unifor-CE Infere-se do final do texto que: GABARITO a) sempre há pessoas que aceitam a opressão política e se beneficiam dela. contra a existência de uma censura prévia. e) sem liberdade de criação. e disto escasso prejuízo veio à produção literária. Não vai aqui falsa modéstia. ia-me parecendo cada vez mais difícil. caso o escrevesse. e) tencionava prender-se aos fatos. redigir esta narrativa. sem disfarces. d) escrever romances só é possível em determinadas situações políticas. b) um depoimento verdadeiro. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima. De fato ele não nos impediu escrever. mas nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei. os civis não conseguem fazer-se ouvir pelas autoridades do poder. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a delegacia de Ordem Política e Social. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. assim. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade – talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça.” Graciliano Ramos. Além disso. tiradas demagógicas. 70 171. como limites à liberdade de expressão. digo os motivos por que silenciei e por que me decido. quando formos verazes. e a proibição de usar nomes verdadeiros. “Resolvo-me a contar. ainda nos podemos mexer. ou alguém em quem não se pode confiar. Repugnava-me deformá-las. Unifor-CE O autor situa num mesmo plano. palavras de ordem. sem romanceá-los. depois de muita hesitação. Voltar Língua Portuguesa . 172. me impediram o trabalho. realizando atos esquecidos. julgando a matéria superior às minhas forças. para publicar suas obras.As questões de números 171 a 173 baseiam-se no texto abaixo. enfim. como realmente haviam ocorrido. perderemos qualquer vestígio de autoridade e. c) a força policial e a ausência de anotações que sirvam de apoio à narrativa. inibe também a capacidade de criação literária. e) as normas gramaticais e as ações da força policial. b) a falta de liberdade política. d) a impossibilidade de escrever com clareza.Interpretação de texto I Avançar . dar-lhes pseudônimo. ninguém nos dará crédito. como adiante se verá. Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos. quase impossível. d) perdera as anotações que havia feito. seria injustiça. Também me afligiu a idéia de jogar no papel criaturas vivas. antes de começar. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas e.

homens e mulheres mataram (e matam) pelo mesmo motivo: o ciúme. e) a árvore é sinônimo de vida. Assim foi descrita magistralmente por William Shakespeare. Poesias Completas. no ritmo lento da natureza. insuportável para quem sente e doído. simplesmente. perigoso. por elevar seus galhos ao céu.)” Veja: 14/06/2000. como lidar com esse veneno Marido apaixonado desconfia que a mulher. por aquilo que produz. antes de calculares os lucros da seara. e sempre galhos subindo para a glória de Deus e sempre galhos descendo para a fome da terra. Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas. desde os tempos bíblicos. desde que eles estejam floridos. c) cultivado pelas elegias pastoris. o verniz civilizatório ou. e os ramos benfazejos descendo sobre novos berços. “Antes de lançares a semente no chão.” LIMA. c) A árvore que brota da semente é o símbolo da riqueza material..Interpretação de texto I Avançar . 71 174. b) os pássaros. IMPRIMIR 176. 57. c) as crianças serão sempre mais felizes e saudáveis se crescerem em contato com a natureza. Voltar Língua Portuguesa .Para responder às questões de números 174 a 175. A realidade. 2. v. (. e antes de somares o valor da jóia que vais dar a tua noiva. p. um sentimento insano. GABARITO Texto para as questões 176 e 177. A mulher é honesta. o trai com um amigo. Rio de Janeiro: Aguilar. e) O cultivo da terra garante os alimentos de toda a população. A tragédia. como nas parábolas sagradas dando de comer aos pássaros ou secando nas pedras.. induz a uma acomodação do homem à rotina diária. familiar e do mundo todo. d) a simplicidade da vida campestre. d) inerente a qualquer manifestação literária. quanto terrestre. no texto em que Otelo. mas o marido só enxerga à sua volta indícios da traição inexistente. UFSE Infere-se corretamente do poema que: a) os galhos de uma árvore podem simbolizar mais as coisas boas que as más. e o Bem e o Mal sempre brotando da árvore. é velha como o mundo. e só por isso. no século XVII. transtornado. mata a mulher e se mata. vê através do pequeno embrião de árvore: a sombra. a sobrevivência do bom senso mesmo que o cotovelo doa colocam freios em boa parte das pessoas que dele sofrem – por isso. doente. d) O Bem e o Mal fazem parte da vida. b) A árvore sempre foi e continuará associada à noção da bondade divina. “Ciúme. e) próprio da literatura socialmente engajada. Por fim. o pastor tocando a sua gaita e a virgem derrubada debaixo da fronde. ou os cofres que tu vais encher e as coisas que tu vais transformar. paranóico. considere o poema que segue. 1974. mata a doce Desdêmona. tanto espiritual. UFR-RJ A narração que dá início ao texto aborda um tema: a) ausente nas obras clássicas. o general mouro. Antes dele e depois dele. mesmo aqueles que prejudicam uma plantação comendo as sementes. o amigo é sincero. são símbolos do poder divino. b) recorrente na literatura universal. no seu cruel desenrolar. as ruas não estão coalhadas de corpos adúlteros ou apaixonados desprezados. linda. 175. e as sementes. Jorge de. para quem é alvo dele. A morte é uma atitude extrema. e o neto do pastor subindo nos galhos à procura dos ninhos escondidos. no mundo inteiro. UFSE A idéia central do poema está em: a) Uma semente é a síntese da vida individual. mas as tragédias clássicas acabam sendo a melhor tradução para a força destruidora e devastadora desse sentimento.

transformaram a recepção em coleta de sangue. como tema constante das tragédias gregas. gotejante: o vento a corta.. “(minuano) A chuva escorre na vidraça: na rua o vento uiva. E no entanto o vento uiva. os calouros só precisaram levar 1 quilo de alimento não perecível. O vento nasce e morre no horizonte: o mundo é redondo. Uma rês geme. tarefa dos novatos de Oceanografia. UFR-RJ O comentário sobre o ciúme chama a atenção do leitor para: a) a ação inibidora das convenções sociais. c) vento. USU-RJ Marque a opção que apresenta a palavra que primeiro marca o tempo no poema: a) chuva. Em todo o país começa a vir à tona uma série de boas idéias que pode transformar o ritual de entrada na universidade um momento agradável – e não em festivais de estupidez. d) medo da fugacidade do tempo. vagabunda. Voltar Língua Portuguesa . c) desligamento da realidade. 3. a Faculdade de Economia e Administração (FEA) e a PUC. e) Os calouros são a favor dos trotes independentemente do tipo. b) a influência maléfica de uma obra literária. Em vez de cumprir tarefas vexatórias.Interpretação de texto I Avançar . mesmo na cidade: tem presente seu passado. O hemocentro de São Paulo recebeu. E geme. 72 178. ou recolher lixo nas praias. Arrecadou-se mais de 200 quilos.” VIEIRA. USU-RJ O vento só não causa no poeta: a) postura nostálgica em relação ao tempo. Mais estranho: o mundo é redondo. divirto-me como os desenhos abstratos Que desenha em gotas na vidraça. todas de São Paulo. que serão doados para obras sociais. 180. Em outros estados há iniciativas de trote solidário semelhantes ao da UERJ. como faca. na árvore dobrada. do Rio de Janeiro. Lembrança – o vento pertence ao campo.427 bolsas de sangue. c) As universidades têm obrigação de criar trotes sociais. unidos. Univali-SC “Calouros como gente As boas iniciativas que transformam o ritual de entrada na faculdade num momento feliz. GABARITO Há caminhos suaves para abolir o trote violento. e) curiosidade quanto à origem do vento. Escolas como a FGV. e) a importância do século XVII para a literatura brasileira. d) Os trotes tradicionais podem virar trotes solidários. o vento chega arrefecido na cidade. no início do ano.Época. 179. o vento nasce e morre no horizonte. Estranha faca: gelo e água. Marceu . b) lembrança. de uma vez por todas. 26 de abril de 1999. alunos do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Veiga de Almeida. Para participar da festa. IMPRIMIR A idéia central do texto é: a) O trote aos calouros deve ser.” Flávio Aguiar. b) intenso questionamento sobre tempo. c) os perigos do verniz civilizatório para o homem. levam os calouros para a rua e.177. Há 15 dias. Ninguém precisou pedir dinheiro na esquina ou teve os cabelos pintados.) A solução encontrada pela UERJ foi transformar o trote em atividade cívica. e) passa. abolido. como fizeram os alunos de Odontologia no ano passado.. Texto para as questões 178 e 179. promoveram o “trote solidário”. E sempre prossegue rumo ao norte. E no entanto o tempo passa: Do campo. os calouros ensinaram crianças de favelas a escovar dentes. (. Protegido no copo de conhaque. d) o adultério. d) nasce. b) Há várias maneiras de camuflar o trote tradicional.

São alguns privilegiados – como artistas. Hoje uma soldada na guerra. assistência.” Ícaro Brasil. ( ) O texto “ainda que” confere à oração subordinada uma idéia de conseqüência e admite ser corretamente substituído por já que. Com o tempo. e. A idéia central do texto é: a) As crianças. no Bubby’s.” CAMARGO.. comecei a levar o trabalho numa boa. é uma palavra invariável quanto a gênero e número. “É difícil ser faber e ludens ao mesmo tempo Somos sempre faber e ludens. Mac Margolis. p.Interpretação de texto I Avançar . ( ) Depreende-se do texto que “pessoas que conseguem imprimir ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução” são aquelas que alcançam o “objetivo de todos”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) O texto demonstra que a tese de que somente o trabalho lúcido dignifica o homem não é comprovada na prática. a passarela. c) A responsabilidade das apresentadoras de programas infantis nem sempre é o ponto forte da programação das emissoras. 22. São apresentadoras medíocres interessadas apenas em ensinar a dança da bundinha. mas.março de 1999. ainda que dificilmente ao mesmo tempo. Algumas pessoas dizem que o trabalho é sua principal diversão. podem ser vistas como pertencentes a dois grandes grupos. 1/2000 (com adaptações). depois. Então fica assim: de um lado. ter filhos e uma fazenda. só que o palco é a capa da revista. esportistas. Não quero trabalhar para sempre. Univali-SC “. a respeito da organização das idéias do texto. mas pouco ou nada fazem nesse sentido. são apresentadoras dos programas infantis. E depois? Daqui a cinco anos. É como vida de atriz. família.. essas coisas constrangedoras para um país que se diz sério e pretende crescer a começar por sua infância. têm família. ingênua e. ( ) Na linha 4. você tem que ser sexy. que poderiam contribuir para a educação infantil. em tese. que ficam diante da televisão vendo as representantes da inconseqüência nesse vale-tudo sombrio. artesãos profissionais e alguns executivos e empresários –. pessoas que conseguem imprimir um ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução. as outras crianças que têm casa. penso em cair fora. no outro. Divertir-se trabalhando ou trabalhar divertindo-se é. maluquete. que intensifica “poucos” e “poucas”. na prática. No começo eu confesso que trabalhava mais pelo dinheiro. a grande legião de crianças abandonadas à própria sorte neste país absurdo. ambos desamparados. b) Os programas infantis ensinam às crianças danças constrangedoras e escandalosas.” Revista Caros Amigos .. casar. e) Algumas crianças têm tudo: casa. 73 182. In: Educação para o lazer. Texto para as questões 182. o objetivo de todos. enquanto outras nada têm. de outro lado.. “Confissões de Gisele Bündchen para o editor-chefe da revista Ícaro Brasil. Quero voltar ao Brasil. Quero aprender com a indústria da moda.181. Luiz Octávio de Lima. o termo “muito”. no Brasil. ( ) Infere-se da leitura do texto que a intensidade e o tempo aplicados ao trabalho são fatores relacionados ao “ritmo pessoal”. uma exceção válida para muito poucos. não me destruir com ela. a dança da garrafa. Lygia – texto de Álvaro de Alves de Faria. Introdução. em Nova York Trabalho e prazer. Texto para a questão 183. 1998. amanhã uma perua no shopping. Num dia. em muito poucas circunstâncias. São Paulo: Moderna. destinados às crianças. UnB-DF Julgue os itens que se seguem. mesmo quando dispõem de outras alternativas e as aproveitam. d) Uma crítica às apresentadoras de programas infantis. e vivem nas ruas.

o tempo. corresponde tanto a eu. respectivamente. É só ler e relaxar que você tira de letra qualquer questão de literatura. formatos e recursos procura reproduzir as dimensões da vida no mundo moderno. As tecnologias em questão podem ser tomadas como máquinas. publicada em O Popular. a soma das alternativas corretas. com atenção. o movimento: o mundo plural hoje vivido. Leia-o.” 74 184. Serão 16 sessões de uma análise completa e descomplicada dos livros indicados para os vestibulares da Federal. Seus padrões são arquitetados simbolicamente como conteúdos sociais. UFGO Leia a mensagem publicitária abaixo. apesar de simbólicos a princípio. Fique esperto! Toda 2ª vai ter um novo livro pra você! IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . na atualidade. os múltiplos aspectos que caracterizam a vida do homem. DF: Ministério da Educação. O sentimento experimentado por aqueles que ainda não entendem as inovações tecnológicas é de desconfiança. mas utilizálas. em seguida. estas ainda resistem ao seu uso por falta de conhecimento sobre o assunto. toda segunda-feira. UnB-DF Com relação ao texto e ao fragmento de texto acima. p. ( ) Considerando que as expressões “faber” e “ludens” correspondem. ( ) No fragmento de texto. a consciência de sua existência. espelham. Qualquer inovação tecnológica traz certo desconforto àqueles que. pois resultam de processos históricos e sociais que. você vai ficar mais relaxado e em boa companhia. Afinal. e responda à questão proposta. portanto. já que estas representam o trato com o novo. para depois haver uma adaptação mercadológica. Embora hoje as tecnologias de comunicação e informática façam parte do cotidiano das pessoas. pela significação textual. Texto para a questão 184: “O trecho abaixo foi retirado dos PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – ENSINO MÉDIO (Brasília. 185. Cabe à escola o esclarecimento das relações existentes. em 1º ago. vestibulando e stress dão uma mistura explosiva. As tecnologias não são apenas produtos de mercado. respectivamente. As tecnologias da comunicação e informação não podem ser reduzidas a máquinas.Interpretação de texto I Avançar . apesar de conviverem com ela. Novos modos de sentir. as expressões “levar o trabalho numa boa” e “cair fora” devem ser substituídas. UFMS Assinale a(s) alternativa(s) que se mostra(m) ao texto lido.183. 1999. adequando-as às suas possibilidades e às exigências do mercado de consumo. A escola não deve opor-se às tecnologias de comunicação e informática. a trabalho e divertimento. as expressões “Quero aprender” e “não me destruir” são empregadas como semanticamente equivalentes. Dê. 1999. 133-4). o espaço. viver e ser. Elas fazem parte da vida das pessoas. Gisele Bündchen. julgue os itens seguintes. resultam de processos sociais e negociações que se tornam concretas. 04. como resposta. 01. se mostram nos processos comunicativos derivados das necessidades sociais. com cautela e moderação. ainda não a entendem. por carregar bem o trabalho e precipitar-me. 02. a democratização de seus usos. SAIA DO STRESS A partir do dia 9. 32. construídos historicamente. como a qualquer pessoa nas mesmas circunstâncias. ( ) No fragmento do texto. 08. às exigências do mercado de consumo para. a indagação de suas fontes. 16. em primeiro lugar. A organização de seus gêneros. o pronome pessoal “você” está empregado como indicador de um sujeito indeterminado. pensar. é correto concluir que a entrevistada admite que deixou de ser muito faber para se tornar mais ludens. mas produtos de práticas sociais. o reconhecimento de suas possibilidades. com o desconhecido que amedronta. não invadem a vida das pessoas. Os processos comunicativos têm sua origem nas necessidades sociais e. DIA 9. acabam por concretizar-se. ( ) Para que o fragmento de texto obedeça às exigências da norma culta formal. da Católica e outras faculdades. atender às demandas sociais. Os padrões das inovações tecnológicas adaptam-se.

UFMS Marque a(s) alternativa(s) que NÃO está(ão) de acordo com o texto. Você corrige um erro. o de acreditar que a análise do livro dispensa a leitura do mesmo. dará mais sabor à erva. passar a cuia de uma mão para a outra. As duas bebidas – o chimarrão e o tereré – são tomadas sempre durante o dia. ótimo. de uma boca para a outra. ( ) o canal.. 2. A expressão na hora do quiriri. ( ) o vestibulando terá. Tereré é o refresco. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. Leia o texto que segue para responder a questão 186. respeitando a vez de cada um. Se alguém falar alguma frase.Interpretação de texto I Avançar . como resposta. pode ser associada à chegada da noite. 02. p. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. regado a água quente. para “tirar de letra qualquer questão de literatura”. mas o espírito de serenidade e união que se cria entre os participantes. como chê-kambá ou cunhataí. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. 01.’ Considere as seguintes atitudes: 1. O que importa realmente para quem toma mate não são as condições atmosféricas.” (Lourenço Diaféria) Voltar Língua Portuguesa . sem açúcar. Raquel. (. 08. 75 186. para não azedar o mate. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. a soma das alternativas corretas.)” NOVEIRA. O arado e a estrela. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. Dê. UCDB. Você corrige dois erros.. 1996. Ed. não apenas de relaxar-se e ler a análise dos livros indicados. Os serviços de uma bugra para “carregar mate” são indispensáveis. O uso de palavras ou expressões em guarani faz parte de um ritual mágico inerente à tradição. daí se sugere que. 16. devido à predominância da função fática. Texto para a questão 187. Você fica louco da vida. Se houver os serviços de alguma bugra para “carregar mate”. explicitado pela palavra você. para o vestibular. passa-se do chimarrão ao tereré. O ideal é tomá-lo numa grande roda. bem gelado. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. 04. ( ) a metonímia utilizada na última frase do texto pode induzir o leitor a um equívoco intelectualmente danoso. “Faz parte de nossa tradição tomar mate.Considerando-se que. vestibular e leitura dos livros. morena e matuta. senão a erva pode azedar. 23. De acordo com o clima. 32. de cachimbo da paz. tudo muito morno e quente. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. uma bomba ou bombilha e a erva moída. alguma palavra em guarani. 4. com sol forte e poeira envolvendo tudo. Campo Grande. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. lendo o material anunciado. “Carregar mate” significa alguém ficar segurando a chaleira. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. recebe a ênfase nessa comunicação. 3. tal como aparece no 6º (sexto) parágrafo. o vestibulando estará valendo-se de um meio de atenuação do stress decorrente das muitas exigências do vestibular. O mate é o principal ingrediente tanto do chimarrão quanto do tereré. pode-se afirmar que: ( ) se depreende do texto uma associação entre stress. a conversa será mais lenta. IMPRIMIR GABARITO “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. é oportuno perguntar-se: no cumprimento desse dever que se impõe ao vestibulando? Analisando-se os efeitos de sentido que a linguagem permite criar no referido anúncio. mas também de ler os próprios livros. a leitura obrigatória de livros da literatura brasileira tem um propósito pedagógico. Chimarrão é o mate cevado. tudo semelhante a “um coração verde com uma artéria de prata”. sob um laranjal.

ou. Ficamos nas adaptações tipo “futevôlei”. então. que alguns tentaram. etc. etc. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. Imagina se. ( ) O texto faz alusão à escola pela escolha tanto da forma de dizer quanto daquilo que diz. pretendemos ser. A começar que a nossa língua oficial. ( ) As opções 3 e 4 refletem posturas diferentes em face da escrita. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. se não for escolado no papo. UEMS No texto I. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). soap-opera.” Rachel de Queiroz. como as do texto. uma de aceitação e outra de não-aceitação de problemas relativos à ortografia. UFMT Assinale V. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. ou até na rua. Os índios têm lá os jogos deles. chamando-o de ‘desporto’. Pois aqui no Brasil. Eles servirão de base para as questões 188 e 189: Texto I “(. permitem que o falante invente e importe as palavras que melhor lhe convier. demonstra a intenção do jornalista em impor aquela língua. etc. toma um susto.. literalmente. se fosse realidade a falada “língua geral” dos índios. se você for a fundo no assunto. deixando de lado os índios que nós. Nas páginas dedicadas ao show business. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. cada uma fala o seu dialeto. especialmente o futebol (não mais foot-ball). que não se pode traduzir literalmente por “arte teatral”. ou pior. contrapõem-se duas cores. por exemplo. onde as melodias podem ser originalmente nativas. falemos de nós.Interpretação de texto I Avançar . do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. o que foi uma bênção. ( ) Escrever em muros e paredes e aplicar piche são acepções do verbo pichar e ambos cabem no texto. tem significação mais extensa. 76 GABARITO Texto II 188. pelo menos. nós a recebemos do colonizador luso. por exemplo. Mas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) O fato do inglês “rechear” os jornais. os brasileiros. tudo é show. Pegue um jornal. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. que. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. por exemplo. Leia os textos que seguem. para verdadeiro. Cantor de forró do Ceará. e F. funk. No esporte é a mesma coisa. por exemplo: é todo recheado de inglês.187. o pataxó. e) Palavras estrangeiras. back é beque. o preto e o branco. já que a gente não os conhece nem de nome. é possível inferir que: a) A autora defende a utilização de uma “língua geral” dos índios como língua oficial do brasileiro. “meio-de-campo”. punk. é estrangeira imposta pelo colonizador.. Mas não pega. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. c) O português é língua oficial do Brasil e o inglês. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. E o leitor do noticiário. mas devem ser chatos ou difíceis. inclui as apresentações em várias espécies de salas. o português.. pelo menos é o que informam os especialistas. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão “centroavante”. para falso: ( ) Na expressão pichar em muro caiado. como na África. como um peru de farofa. é engraçado. a todo instante tropeça e se engasga com rap. d) Os neologismos impostos pelos jornalistas esportivos deveriam ser banidos do nosso idioma. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. pelo menos.

( ) Predominância do hipérbato na primeira estrofe. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . estava de cócaras no chão. p. Gregório de. desembainharam os sabres. Soneto. 281. e chegaram finalmente à cozinha. restituía-a ao cativeiro. Arrependido a tanta enormidade. 229-30. rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue. De coração vos busco. Misericórdia. Em virtude de tantas palavras importadas. que hei delinqüido. com as mãos cruzadas nas costas. Os polícias. antes que alguém conseguisse alcançá-la. para a ceia do seu homem. p. Bertoleza. d) ou os cofres que tu vais encher. dai-me os braços. e) III. O inglês é tão usado no Brasil que algumas palavras acabam sendo incorporadas ao nosso idioma. Estão corretas: a) I. as palavras estrangeiras são bem-vindas à língua portuguesa. Jesus. Vaidade que todo me há vencido. Abraços que me rendem vossa luz. 1993. Aluísio. escamando peixe. d) II e III. Uneb-BA Texto I “O sujeito fez sinal aos dois urbanos. ( ) Consciência da efemeridade das coisas. Senhor. Arrependido estou de coração. II. c) I e II. falar português é como falar inglês. UFSE “vê através do pequeno embrião de árvore” O verso em que o poeta emprega a palavra correspondente à expressão em negrito é: a) antes de lançares a semente no chão. Vencido quero ver-me e arrependido. Num relance de grande perigo compreendeu a situação. ( ) Relação de causa e efeito apresentada no verso 3.” AZEVEDO. Assinale V para as afirmativas comprováveis no texto e F. Jesus!” MATOS. ( ) Relação de equivalência semântica entre os versos 6 e 7. é possível concluir que: I. III.” E depois emborcou para a frente. São Paulo: Círculo do Livro. erguendo-se com ímpeto de anta bravia. e) e as coisas que tu vais transformar. Luz que claro me mostra a salvação. GABARITO 192. que o acompanharam logo. Salvador-BA 77 “Ofendido vos tem minha maldade. então. e ofendido. O cortiço. UEMS A respeito do texto II. e que o seu amante. São Paulo: FTD. Bertoleza. Reconheceu logo o filho mais velho do seu primitivo senhor. Delinqüido vos tenho. É verdade. que havia já feito subir o jantar dos caixeiros. à frente deles. a rigidez métrica e a regularidade das rimas. adivinhou tudo com a lucidez de quem se vê perdido para sempre: adivinhou que tinha sido enganada.189. In: Poemas escolhidos. recuou de um salto e. 191.Interpretação de texto I Avançar . A salvação pretendo em tais abraços. depois um pequeno corredor que dava para um pátio calçado. já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado. ensinava-lhes o caminho. e um calafrio percorreu-lhe o corpo. vendo que ela se não despachava. Maldade que encaminha a vaidade. que a sua carta de alforria era uma mentira. ( ) Estruturação do poema segundo padrões clássicos: soneto. Quando necessárias. quando viu parar defronte dela aquele grupo sinistro. para as não comprováveis. s/d. c) o valor da jóia que vais dar a tua noiva. Atravessaram o armazém. amor. Botelho. pálido. ( ) Dualidade entre o profano e o sagrado. 190. não tendo coragem para matá-la. b) antes de calculares os lucros da seara. U. João Romão ia atrás. Ofendido vos tem minha maldade. b) I e III. e encaminharam-se todos para o interior da casa.

E não só a língua infantil se abrandou desse jeito.. UFPE “Abrasileiramento da língua portuguesa no Brasil dos primeiros tempos A ama negra fez muitas vezes com as palavras o mesmo que com a comida: machucou-as. e mesmo a portuguesa. as sílabas finais moles. 1958. As afirmativas a seguir referem-se ora ao texto I. GABARITO Com base na compreensão do texto. inventa. 1972. O fato apreciado pelo autor constitui uma particularidade da língua portuguesa em solo americano. só deixando para a boca do menino branco as sílabas moles. sentem-se luzes acesas. 3 e 4. firmou-se em todas as regiões do Brasil. ao contacto do senhor com o escravo.Interpretação de texto I Avançar . é uma das falas mais doces deste mundo. 3. conversam. tirou-lhes as espinhas. nenen. Não fica bandeira escrita. O autor demonstra perceber que há níveis distintos de formalidade entre o falar da criança e aquele do adulto. 151-2. Obra Poética. tão tarde? Que escrevem. A que evidencia uma idéia comum aos dois textos é: a) Morte vista como libertação. do princípio ao final do texto. “Que estão fazendo. bem coletivo. c) Liberdade. da gente. Rio de Janeiro: José Aguilar.. 9ª ed. e) 1. a fala séria. as durezas. 3. c) 1. analise a coerência das seguintes afirmações: 1. A escolha das palavras. os ossos. mas fica escrita a sentença. lili (. 193. toda ela sofreu no Brasil. solene. Cecília. Voltar Língua Portuguesa . 3 e 5. d) 4 e 5. destacando.Texto II “Através de grossas portas. bumbum. ora ao texto II. Rio de Janeiro: José Olympio. flores das lutas da Independência! Liberdade – essa palavra que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique. Sem rr nem ss. “esse português de menino”. Casa-Grande & Senzala. pensam? Mostram livros proibidos? Lêem notícias nas Gazetas? Terão recebido cartas de potências estrangeiras?” (Antiguidades de Nimes em Vila Rica suspensas! Cavalo de La Fayette saltando vastas fronteiras! Ó vitórias. sob a mesma influência do africano e do clima quente. Daí esse português de menino que no Norte do Brasil. b) Liberdade enfocada no plano individual. indistintamente. nesses campos. imagina. a influência da cultura africana. 2 e 4. 3 e 5. O autor põe em paralelo os campos da linguagem e da gastronomia brasileiras. Estão corretas apenas: a) 2. Gilberto. palavras que só faltam desmanchar-se na boca da gente. 2. e ninguém que não entenda!) E a vizinhança não dorme: murmura. 4. 78 d) Denúncia da exploração do homem pelo homem. p. reforça a convergência encontrada pelo autor entre ‘falar’ e ‘saborear’. IMPRIMIR 5. 2. ed. Efeitos semelhantes aos que sofreram o inglês e o francês noutras partes da América. – e há indagações minuciosas dentro das casas fronteiras. pipi. O falar “doce”. tatá. A linguagem infantil brasileira.. do escravo preto junto ao filho do senhor branco. inaugurado com a ama negra. e) Liberdade como valor imprescindível à condição humana.” MEIRELES. um amolecimento de resultados às vezes deliciosos para o ouvido. principalmente. fruto da luta política. mas a linguagem em geral. b) 1.) Esse amolecimento se deu em grande parte pela ação da ama negra junto à criança. festas.” FREYRE. tem um sabor quase africano: cacá.

que voou. abandona a postura crítica.Interpretação de texto I Avançar . Mas como dói!” Carlos Drummond de Andrade. 79 194. por esse mar imenso da imaginação. toda cheia de encantos e graças. esta cabeça baixa. sem mulheres e sem horizontes. esperando-o em cima do rochedo. Hoje sou funcionário público. não há idéias mais livres que as do preso. de suas noites brancas. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. é doce herança itabirana. d) o poeta expressa seu entusiasmo por ser itabirano. Principalmente nasci em Itabira. tive fazendas. este couro de anta. Mas como dói!” c) “Oitenta por cento de ferro nas almas. A vontade de amar. com seu vestido branco. b) o orgulho faz com que o poeta renegue sua terra natal. futuro aço do Brasil. viu-a chorar por ver que ele não chegava. delineia-se o impulso erótico que é. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro. estendido no sofá da sala de visitas. ao se tornar funcionário público. 197.” d) “Tive ouro. tive fazendas.” d) “de suas noites brancas. Principalmente nasci em Itabira. e o amor.” b) “Itabira é apenas uma fotografia na parede. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. tive gado. este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. Noventa por cento de ferro nas calçadas.F. Ora. então começou a criar mil sublimes quadros e em todos eles lá aparecia a encantadora Moreninha. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 125. c) o poeta. Oitenta por cento de ferro nas almas. este orgulho.” 196. Augusto amava deveras. São Paulo: Ática.F. Juiz de Fora-MG Assinale a alternativa que melhor expressa uma relação de causa e conseqüência: a) “Alguns anos vivi em Itabira. U. Itabira é apenas uma fotografia na parede. Tive ouro. U. o nosso encarcerado estudante soltou as velas da barquinha de sua alma. atrevida. e suas lágrimas queimavam-lhe o coração. Joaquim Manuel de. reprimido. mais forte que seu espírito. exercia nele um poder absoluto e invencível. Viu-a. orgulhoso: de ferro. E o hábito de sofrer.. no entanto. Por isso sou triste.F.. sem mulheres e sem horizontes. que tanto me diverte. pois. A Moreninha. Juiz de Fora-MG Assinale o verso que melhor o explica o título do poema: a) “Por isso sou triste.Leia o texto abaixo para responder às questões de 194 a 196.” b) “Noventa por cento de ferro nas calçadas. Juiz de Fora-MG Assinale a única alternativa correta: a) no poema. vem de Itabira.” MACEDO. e pela primeira vez em sua vida. U. e. “Confidência do Itabirano Alguns anos vivi em Itabira. 1997 p. PUC-RJ Texto 1: “Já era tarde.” c) “este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval.” 195. Hoje sou funcionário público. tive gado. que me paralisa o trabalho. orgulhoso: de ferro.

Seu grão de angústia amor já me oferece na mão esquerda. Deus me deu um amor porque o mereci. talvez. Reunião. Mas sou cada vez mais. há que amar diferente. o sagrado terror converto em jubilação. Antologia Poética. volto aos mitos pretéritos e outros acrescento aos que amor já criou. João foi para os Estados Unidos. no mundo. as flores nascem de um secreto investimento em formas improváveis. ANDRADE. a concepção de amor presente nos textos de Joaquim Manuel de Macedo e de Carlos Drummond de Andrade. “Campo de Flores Deus me deu um amor no tempo de madureza. Para fora do tempo arrasto meus despojos e estou vivo na luz que baixa e me confunde. o sumo se espremeu para fazer um vinho ou foi sangue. ed. 161-3. Maria ficou para tia. eu que não me sabia e cansado de mim julgava que era o mundo um vácuo atormentado. 1996. E o tempo que levou uma rosa indecisa a tirar sua cor dessas chamas extintas era o tempo mais justo. Em ambos os textos. 19. Mas. Há que amar e calar. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história. percebe-se a utilização de uma mesma temática mas com tratamentos distintos. que se armou em coágulo. e a um e outro agradeço. ou triunfantes e ao vê-los amorosos e transidos em torno. Raimundo morreu de desastre. Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra imensa e contraída como letra no muro e só hoje presente. Amanhecem de novo as antigas manhãs que não vivi jamais.Texto 2: “Quadrilha João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. p. um sistema de erros. Era tempo de terra.” ANDRADE. Explique. Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso e talhado em penumbra sou e não sou. com suas próprias palavras. Teresa para o convento. Carlos Drummond de. Deus – ou foi talvez o Diabo – deu-me este amor maduro. Rio de Janeiro: José Olympio. 5 80 10 15 20 GABARITO 25 30 35 IMPRIMIR 40 Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto I Avançar . Rio de Janeiro: Record. Onde não há jardim. pois jamais me sorriram. Pois que tenho um amor. De uma grave paciência ladrilhar minhas mãos. 32. pois que tenho um amor. Hoje tenho um amor e me faço espaçoso para arrecadar as alfaias de muitos amantes desgovernados. Enquanto a outra acaricia os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura e o mistério que além faz os seres preciosos à visão extasiada. E talvez a ironia tenha dilacerado a melhor doação. Texto para as questões de 198 a 201. mas sou. 1973. Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Carlos Drummond de. porque me tocou um amor crepuscular. quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme. De tantos que já tive ou tiveram em mim. p.

81 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a soma das alternativas corretas. articula sua experiência individual a outras vivências amorosas. O tempo atual é de crescimento pessoal do sujeito poético. “ou” e “ou” ligam idéias indicativas de situações contrastantes. na tentativa de atingir a plenitude amorosa. 32. respectivamente. Dê. dando-lhe. UFBA No poema. ao amor vivenciado pelo eu-lírico e ao sentimento amoroso sem objeto determinado. tende a se repetir. “um amor” e “amor” referem-se. Dê. esboça um projeto de vida voltado para a superação da amargura e do sofrimento que até então o haviam dominado. “desgovernados” e “triunfantes” expressam estados de espírito experimentados pelos que amam. 04. 08. UFBA Constitui declaração comprovável no texto: 01. “sou cada vez mais” conota um redimensionamento da capacidade de perceber o mundo. a soma das alternativas corretas. relativizando a força demoníaca com que ele atua. é correto afirmar: 01. 200. 32. Dê. relata um desencanto amoroso passado que. UFBA Com referência ao texto. 64. dimensão nova.198. 16. 32. a soma das alternativas corretas. O período constituído pelos versos 5 e 6 é construído pelo processo de coordenação e subordinação. relaciona enunciados sintaticamente equivalentes. A experiência do amor é diferenciada em função do momento da vida em que ela ocorre. 04. 199. como resposta. declara-se ansioso por recuperar o tempo perdido. 201. 04. no verso 26. “pois” introduz um enunciado de valor argumentativo. 02. como resposta. 08. a soma das alternativas corretas. em relação ao tempo em que o sentimento amoroso estava hibernando em seu interior. 02. 02. 64. 04. A racionalidade bloqueia a expectativa de eternizar o presente. “ao vê-los amorosos e transidos em torno” indica circunstância de tempo. Dê. Há uma explicação correta em: 01. O sentimento amoroso submete o indivíduo a situações de caráter paradoxal. 16. 02. “e”. como resposta. servindo para especificá-lo. enfatiza a origem divina do amor. “Onde não há jardim” determina o período em que as flores nascem. “há que” indica possibilidade com relação à declaração anterior. O título alegoriza um momento em que a vida pode brotar rejuvenescida pelo amor. O pensamento que se expõe do verso 9 ao verso 11 tem como declaração principal: “sou cada vez mais”. O enunciado do verso 18 está constituído de idéias que se excluem. 64. passa de um estado contemplativo e melancólico para outro de renovação e de redescoberta. o que é um recurso do poeta para não se revelar amador. 32. 16. 08. insere a sua realidade amorosa na realidade preexistente. 08. como resposta. decorrentes da ação do tempo. O jogo do amor está ligado a questões essencialmente culturais. “tive” expressa a indeterminação do sujeito. 16.Interpretação de texto I Avançar . no presente. contudo. “que baixa e me confunde” refere-se a “tempo”. o eu-lírico: 01.

UFMA Considere a fala abaixo do economista Cláudio de Moura Castro: 82 “Porque. com a proliferação das formas da língua inglesa imperando sobre as coisas mais simples do nosso dia-a-dia.” b) “Tendo-a ao meu lado.” Revista Veja. sem comprometer o sentido do texto: a) “Por que. vemos esse bem ser atingido em seu âmago. nestes tempos neoliberais..” d) “Ó cidade de Ouro Preto / Boa da gente morar! / Numa casa com mirantes / Entre malvas e gerânios. A língua materna é o bem mais caro a que um povo livre pode aspirar.” e) “Por que. 05/08/00. de 19/04/2000. no país do ‘homem cordial’. no país do ‘homem cordial’. somos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palestra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. na Folha de São Paulo de 25 de julho de 2000. / fecundar óvulos mortos. na linguagem informal. no país do ‘homem cordial’. / Ter os olhos de Marília / Para cismar e cismar.” e) “Quisera pascer cuidados. / ou esgueirado pelas bordas / do poço do mundo estéril. ficamos tão aturdidos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e adulações conversa no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. apareceu o seguinte texto: “Tem coisa que se a gente que é uma das mais avançadas empresas de energia elétrica do mundo não fala. Pode-se inferir que o autor do trecho acima considera: a) imperiosa a proliferação de termos da língua inglesa em nossa língua.” b) “Por que. d) que um povo livre não usa a língua de seu colonizador. ficamos tão perplexos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palavreia no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. Uneb-BA Numa propaganda da empresa paulista de eletricidade. no país do ‘homem cordial’.” 204. no país do ‘homem cordial’.” IMPRIMIR Folha de S. No caso do Brasil.” Observe que a linguagem utilizada tem a marca do coloquialismo. com objetivo de atingir o maior número possível de falantes. ninguém fala. Uniube-MG “Um dos critérios básicos dos conquistadores europeus para se imporem sobre os colonizados foi forçar o uso de sua língua.Interpretação de texto I Avançar . somos tão atabalhoados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés palra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. melhor traduz a formalidade do discurso acima.202. Esse mesmo nível de linguagem é encontrado no fragmento: a) “Toda paisagem tem um ar de sonho. no país do ‘homem cordial’. É a língua cotidiana. ficamos tão embaraçados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés chalra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. ficamos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e bajulações tagarela no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. eu perdi o medo do mundo e do vento. Paulo.” GABARITO d) “Por que. b) que devemos evitar o uso excessivo de termos da língua inglesa. Voltar Língua Portuguesa .” c) “Por que. c) que a nossa língua materna está sendo a língua inglesa..” c) “Minha terra tem macieiras da Califórnia / Onde cantam gaturamos de Veneza.” 203. Assinale a alternativa que.

In: Bonito. F. In: Burguesia.” e) “A burguesia quer ficar rica!” Voltar Língua Portuguesa . Texto 1 “A burguesia fede! A burguesia quer ficar rica! (. b) o texto de Falcão tende a ser uma exaltação aos valores burgueses. o segundo. pela ironia. pelo sarcasmo e pela denúncia explícita. VAT. Leia-os atentamente para responder às questões de números 205 e 206.A seguir.” Um bodegueiro na FIEC.) A burguesia não tem charme nem é discreta Com suas perucas de cabelo de boneca A burguesia quer ser sócia do Country Quer ir em Nova Iorque fazer compras. GABARITO c) no texto de Cazuza a crítica feita à burguesia é branda. no qual está camuflada uma crítica. Triângulo Mineiro-MG A idéia de falta de autenticidade à burguesia pode ser comprovada pelo seguinte verso do texto 1: a) “A burguesia fede!” b) “Com suas perucas de cabelo de boneca.Interpretação de texto I Avançar . questionando de forma contundente os seus valores. 1989.. 1993. Neves.142. 83 Texto 2 “Você não faria a menor falta Num dia de domingo no Beach Park Eu não te levaria nem morta para passear comigo no Iguatemi Eu não me atreveria a passar vexame Perante os meus amigos lá da Aldeota Pois agora eu tenho o maior respaldo Nas altas paneladas da alta sociedade Eu sei que a burguesia fede Mas tem dinheiro pra comprar perfume. porém apontam para a impossibilidade de rompê-los. 205. pois.. o que não ocorre no de Falcão.” Burguesia. LP 838 448-1. de Falcão/Tarcísio Matosin Falcão. F.” c) [A burguesia] “Quer ir em Nova Iorque fazer compras.M. d) ambos os textos fazem uma crítica social explícita à burguesia. PolyGram. que a denuncia em tom de sarcasmo. de G.” IMPRIMIR d) “A burguesia não tem charme nem é discreta. Israel/Cazuza/E.M. CD 804. 206. lindo e joiado. e) os dois textos criticam os hábitos e valores burgueses: o primeiro. ao de Cazuza. opondo-se. Triângulo Mineiro-MG A leitura permite afirmar que: a) ambos os textos criticam os hábitos e valores burgueses. são apresentados dois trechos de músicas.

as creches continuam insuficientes” d) “o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher” e) “É uma luta mais intimista de um lado. mas basicamente com os companheiros de trabalho. fora dos jornais. Unifor-CE Há conotação em: a) “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações no sistema de produção. as creches continuam insuficientes. 210. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência. d) Uma vez profissional. mulheres. fora dos jornais” As questões 209 e 210 referem-se ao texto “Natal 1961”. o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher: fonte de culpa e medos. b) de todas as mulheres. Porque não estão à disposição dos maridos. 84 d) dos governos. UFF-RJ Assinale a opção que transcreve a passagem do texto. mas tudo está por fazer. Marina. mas da prática do obter e do ser. Sinto que existe todo um trabalho a ser feito de conscientização feminina – pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais – já que as lutas não serão primordialmente mais no nível do “queremos”. o que deu errado. Nem tão difícil. o sexo é uma confusão total entre o agir e o sentir. mulheres. para conscientizar os colegas. Pensar pelo que brigamos até agora.” b) “o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais” c) “Os salários não são iguais. onde fomos usadas pelo sistema. a luta fundamental para as mulheres é: a) de cada mulher.As questões 207 e 208 referem-se ao seguinte texto: “Nunca esteve tão bom para nós. e) hipérbole. e) Um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver. contra todos os governos que as oprimem. a) “Nunca esteve tão bom para nós. amigos e marido. o que conseguimos. Reflexões sobre o cotidiano. a fala do dono do hotel e a menção ao congresso internacional de solidariedade articulam-se de modo a constituir uma: a) metáfora. Esta é uma hora para se parar e pensar. Porque. Mulher daqui pra frente. p. amigos e marido. “exigimos”. É uma luta mais intimista de um lado. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Unifor-CE No segundo parágrafo. das passeatas. Nunca foi tão difícil. c) Ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos. 1981. 124-5. Marta. abordado nas questões de 62 a 64. onde sempre lhes disseram que deveriam estar. d) comparação. UFF-RJ Segundo o texto. São Paulo: Linoart. 1986. Os salários não são iguais. b) Passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades”. onde o confrontamento não será mais com a polícia e o governo somente. Porque não estão coladas nos filhos. e) das mulheres todas. para exigir seus direitos publicamente em passeatas. c) dos companheiros de trabalho. c) metonímia. 208. A luta de base. de formiguinha. não se sentem cumprindo à perfeição aquelas que são consideradas suas atribuições primordiais. Porque não estão em casa. mais difusa na realidade. cumprindo a sua vida. amigos e marido. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo. 207.” SUPLICY. o que fazer de agora em diante.Interpretação de texto I Avançar . pela melhoria das condições de vida das mulheres. cujo sentido corresponde ao fragmento de Marina Colasanti: “Culpadas estão quase todas as que trabalham. por melhores salários. Muito está colocado. b) ironia.” COLASANTI. 209.

‘Uma das primeiras coisas de que tomamos consciência quando nos tornamos conscientes é a passagem do tempo’. ‘A razão é simples: nascemos e depois morremos. ambas. c) “bons tempos” está no sentido denotativo e “parece que foi ontem” no sentido conotativo. ou do mosquito Anopheles (de 7 a 10 dias). de neves. o tempo trabalha a nosso favor. d) sinestesia. ambas. com base nas expressões suscitadas nas três últimas linhas do trecho.. d) Todos farão o possível para que as realizações correspondam à esperança geral.. “Eis uma definição ampla de tempo.. 214. c) catacrese. b) O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. b) metonímia. Assinale a alternativa que contém silepse. no sentido conotativo. de 20 de dezembro de 1999. d) “tempo de vida” está no sentido conotativo e “maus tempos” no sentido denotativo. somos seres lineares. a presença de algumas das muitas expressões lingüísticas nas quais o fator tempo aparece. c) Não corta na verdade a barriga da vida. no sentido denotativo. participou do concurso e espera ser aprovado. e) Purê de palavras. extraída do Oxford English Dictionary: ‘Uma extensão finita de uma existência contínua’. publicado na Revista Época. brancas. bons tempos. opera-se uma integração entre os mecanismos gramaticais da Língua e a significação de palavras e expressões.’ E cedo cedo incorporamos a consciência do tempo em nossa vida e em nossa cultura. UEPI Em: “Ó Formas alvas. diz David Ewing Duncan.211. Desse fato resulta a substituição da concordância formal pela concordância ideológica. e) antonomásia. chamada: a) metáfora. fluídas. b) Vossa Senhoria demonstra ser a mais preparada das concorrentes. d) Escrever é triste. Denominase silepse esse tipo de concordância. autor de um livro sobre a evolução dos calendários.Interpretação de texto I Avançar . Voltar Língua Portuguesa . Nosso linguajar cotidiano está cheio disto: tempo de vida. o que nos deixa agradecidos. Formas claras De luares. a) Alguém. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. da leitura do fragmento acima. Unifor-CE O segmento em que uma metáfora está explicitada em outra metáfora é: a) A vida estoura em bombas como também em dádivas de toda natureza. É possível afirmar.” Encontra-se uma figura de linguagem. e) “há muito tempo que não vejo” está no sentido denotativo e “bons tempos” no sentido conotativo. 213. há muito tempo que não o vejo. Incensos dos turíbulos das aras.” 85 GABARITO Pode-se observar. c) Fomos ouvidos com atenção.. UFMA Considere o trecho do ensaio “O fascínio do calendário”. por exemplo. Unifor-CE Muitas vezes.. no campo da concordância. que: a) “tempo de vida” e “o tempo trabalha a nosso favor” estão.. Impede a conjugação de tantos outros verbos. não revolve os intestinos da vida. e) Os escritores não desconhecemos as dificuldades daquele que escreve. parece que foi ontem. cristalinas. 212. IMPRIMIR b) “há muito tempo que não o vejo” e “parece que foi ontem” estão. de neblinas!. resultante do cruzamento de sensações. maus tempos. O lapso de tempo corresponde à expectativa média de vida entre as mulheres (79 anos). Ó Formas vagas.

mas a mulher que deve progredir com o século dezenove.215. e) enfatizam o uso de vocábulos estranhos e esdrúxulos. GABARITO A condição indispensável para que ocorra uma mudança no papel que a mulher exerce como “filha e irmã dedicadíssima. rumo à regeneração dos povos. terna e pudica esposa. da UNISC. quando nada mais é que a escrava dos vossos caprichos. uma educação como exige a grande tarefa que ela deve cumprir na sociedade como o benéfico ascendente do coração. a nomes de medicamentos. Guarde-se bem o homem de ter a mulher para seu joguete. Florianópolis / Santa Cruz: Ed. e a mulher será como deve ser.” FLORESTA. ao lado do homem. de Nelson Sargento.Interpretação de texto I Avançar . e) o homem ser a fonte das alegrias e desventuras dela. UFF-RJ “Educai o coração da mulher. 216. trate-a como uma companheira da sua vida. é: IMPRIMIR a) o homem exercer uma influência real sobre o destino dela e sobre o destino das nações. considere-a desde o berço até seu leito de morte. Pode-se depreender que os termos selecionados: a) ligam-se ao movimento antropofágico da 1ª geração modernista. Mulheres / Ed. inspirando nela o deleite que se experimenta ao cumpri-los. dedique-lhe. na sua grande maioria. Voltar Língua Portuguesa . purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz. como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dele. filha e irmã dedicadíssima. d) ironizam a linguagem rebuscada de determinadas pessoas que utilizam uma fala empolada no seu dia-a-dia. esclarecei seu intelecto com o estudo de coisas úteis e com a prática dos deveres. 1997 p. desde o berço até o leito de morte. ou sua escrava. boa e providente mãe. c) são palavras que fazem parte do cotidiano da língua e relacionam-se. de acordo com o texto. Cintilações de uma alma brasileira. 86 b) são neologismos criados intencionalmente na língua e possuem comprovada significação. Nísia. joguete ou escrava. devendo ela participar de suas alegres e tristes aventuras. b) o homem guardar-se de tratá-la como companheira da sua vida. UFMA Considere o texto: “Fui fazer um samba Na mesa de um botequim Depois de umas e outras O samba ficou assim Estrambonático Palipopético Cibalenítico Estapafúrdico Protopológico Antropofágico Presolopépico Atroverático Batulitrético Pratofinâmbolo Calotolético Carambolâmbolo Posolométrico Pratofilônica Protopolágico Canecalônica É isso aí É isso aí Ninguém entendeu nada Eu também não entendi” “Idioma Esquisito”. c) o homem vê-la como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dela. boa e providente mãe”. 115-7. Não façais dela a mulher da Bíblia. d) o homem evitar vê-la como objeto e procurar tê-la como sua companheira de vida. preocupando-se com a tonicidade e a economia das palavras. e por conseguinte sobre o destino das nações. por último. com claro conteúdo semântico. Cessai aqueles tolos discursos com os quais atordoais sua razão. cujo expoente é Oswald de Andrade. terna e pudica esposa. a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela. nem muito menos a mulher da Idade Média: da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo. fazendo-a crer que é rainha.

Afinal. prenhe de respeito e carinho pelo semelhante. seus raios têm que atravessar um pedaço maior da atmosfera. o céu fica preto com a ausência de luz: não chega mais nenhuma cor e nem se vê mais nenhum espalhamento. d) As cores do arco-íris.217. e) sem uma certa dose de magia. o amarelo. as cores formadas por ondas de maior amplitude contornam essas partículas e as moléculas. avermelhando gradativamente o horizonte (embora o resto do céu continue azul). dão aos raios solares as respectivas tonalidades. ao longo de um dia. F. Lendo-se o trecho. porque a atmosfera filtra os seus raios. o amarelo. Por fim. o laranja e o vermelho.” Jornal do Conselho Federal de Medicina. Mas as menores (o violeta. por isso o astro-rei fica vermelho no pôr-do-sol. poluição e gotículas d’água infiltradas entre as moléculas de gás que compõem a atmosfera. Nós enxergamos o Sol com tonalidades diferentes. dão à luz solar a cor branca. d) o sucesso do diagnóstico médico depende da empatia com o cliente. ao trombarem. que é a soma das cores restantes: o verde. c) As cores. 87 218. c) a consulta médica deve incorporar as práticas de um ritual religioso. tingem o céu de azul e o Sol fica amarelo. b) entre médico e paciente deve prevalecer um código humano de fraternidade. o tratamento médico fica comprometido. Com isso. Triângulo Mineiro-MG “Antes de tudo a atenção médica como uma forma de relação entre pessoas é provida do atributo mágico da afeição pela condição humana. O branco resulta da soma das sete cores do arco-íris – o violeta.Interpretação de texto I Avançar . colidindo com mais obstáculos.1997.M. pois o Sol está abaixo do horizonte. À medida que o Sol vai se pondo. somadas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o laranja e o vermelho. A vermelha é a última onda de luz que consegue cruzar a atmosfera e nos atingir. laranja e vermelho. acabam trombando e se desviando. Existem partículas de poeira. a) A tonalidade azul do céu se deve à ação da atmosfera sobre as cores cujas ondas têm menor amplitude. o azul e o anil) não conseguem se desviar e trombam. conclui-se que: a) a conhecida máxima cristã norteia qualquer forma de relação entre as pessoas. b) A ação da atmosfera sobre os raios solares é responsável pelas diferentes tonalidades do Sol. a distância a ser percorrida pelos raios solares aumenta. GABARITO Assinale a idéia não contida no texto. Setembro/99. espalhando-se. o verde. no crepúsculo.” Superinteressante . separando as cores. Quando o Sol está alto. é branca. explica o físico Henrique Fleming. o anil. e repousa no preceito basilar do cristianismo: ‘ama a teu próximo como a ti mesmo’. Cesgranrio “O Sol muda de cor por causa da atmosfera ?Por que o Sol muda de cor durante o dia? !A luz solar não é amarela nem vermelha. “A nossa percepção do Sol muda por causa das irregularidades na camada de ar que envolve a Terra e pela distância que a luz percorre na atmosfera”. da Universidade de São Paulo. até as ondas longas. e) Ao pôr-do-sol. o azul.

Se é sonoro. as imagens.. de uma situação.) Sem dúvida. o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. em ler superficialmente... pois.. Bastará porém decifrar palavras para acontecer a leitura? Como explicaríamos as expressões de uso corrente ‘fazer a leitura’ de um gesto.. sem jamais tê-los de fato enxergado. fotonovelas. nos encontramos diante de um deles como se fosse algo totalmente novo. 220. para a autora. ‘ler o tempo’. pois a autora afirma que o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. um cinzeiro. está: a) certa. o leitor é visto como um decifrador da letra se contenta em ler superficialmente. pode-se concluir que o ato de ler é. seu conteúdo passam a ter sentido. minha reação pode ser de mero desagrado. o material e as partes que o compõem. a leitura é uma atividade que se constrói através de um diálogo entre quem lê e o que é lido. b) errada. uma conversa. “Falando em leitura. impossível dar-lhe sentido porque ele diz muito pouco ou nada para nós. E a tendência natural é ignorá-las ou rejeitá-las como nada tendo a ver com a gente. para a autora. p. basta que se decifrem as palavras para acontercer a leitura. E consideramos sua beleza ou feiura. d) ato prazeroso de decodificar romances. um livro. Um discurso político. mas o mais comum é pensarmos em leitura de livros. a figura que representa. para a autora. Outra coisa: às vezes passamos anos vendo objetos comuns. GABARITO b) gesto rotineiro de “passar os olhos”. E quando se diz que uma pessoa gosta de ler. Se o texto é visual. e) certa. diante de um empurrão proposital. um quadro. ‘vive lendo’. fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’. revista. ou de franca defesa. só podemos ler textos escritos e esses textos precisam ter uma relação direta com a nossa realidade. e o leitor visto como decodificador da letra. em relação ao texto. uma peça musical. a cor. uma necessidade nossa. Só então se estabeleceu uma ligação efetiva entre nós e esse objeto. ‘ler o espaço’. a fazer sentido para nós. Ática.“ MARTINS. Não acrescentamos ao ato de ler algo mais de nós além do gesto mecânico de decifrar os sinais. para a autora. Falando em leitura. Minha resposta a esse incidente revela meu modo de lê-lo. São Paulo.. Reagimos assim ao que não nos interessa no momento.” Pode-se dizer que a afirmativa acima. ficamos cegos a ele..Leia o texto a seguir e responda às questões 219 a 221.Interpretação de texto I Avançar . pois. UFR-RJ “Ler não é uma atividade restrita ao ato de decifrar um código escrito. 7-10. por economia ou preguiça.. pois. Quer dizer: não o lemos. O formato.) Será assim também que acontece com a leitura de um texto escrito? Com freqüência nos contentamos. um vaso. Um dia. Maria Helena. Voltar Língua Portuguesa . surdos. ainda que nossos olhos continuem a fixar os sinais gráficos. ele pode ser considerado leitor. uma aula expositiva. e) modo de perceber as relações sintáticas que constroem o texto. c) ato de construir sentido para aquilo que se lê. (. o ridículo ou adequação ao ambiente em que se encontra. d) errada. O que é leitura. ainda que o indivíduo não saiba decodificar a escrita. histórias em quadrinhos. uma fantasia. talvez seja rato de biblioteca ou consumidor de romances. podemos ter em mente alguém lendo jornal. como se diz. indicando que o ato de ler vai além da escrita? Se alguém na rua me dá um encontrão. 88 219. Por essas razões. na medida em que interpreta o que observa. IMPRIMIR c) certa. ‘passar os olhos’. uma língua estrangeira. por motivos os mais diversos. ‘ler o olhar de alguém’. folheto. UFR-RJ Partindo-se das reflexões da autora. um: a) gesto mecânico de decifrar sinais. ao começarmos a pensar a questão da leitura. diante de uma batida casual. (. Sentimonos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. Neste sentido. Sobretudo se esses sinais não se ligam de imediato a uma experiência. fotonovelas e histórias em quadrinhos. Ler é interpretar.) (. limitamo-los à sua função decorativa ou utilitária. melhor. em última análise. não o compreendemos. pois.

b) quando se começa a ler o mundo não se pode deixar de ler a palavra. c) surpreender-se com o gesto do menino. 2000. fotografias podem ser lidas: o menino que aparece no primeiro plano funciona como o tema da foto. pois a leitura do mundo depende da leitura da palavra. UFR-RJ Paulo Freire. enquanto o trem no segundo plano comenta este tema. d) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. nos diz que: a) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. 223.” 89 SALGADO. UERJ O fotógrafo. Com base na foto abaixo. d) refletir sobre o desamparo da criança. ao afirmar que “a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e que a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”. b) o real e o imaginário. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . em 1994. 222. c) o progresso e a guerra. b) admirar a composição com o fundo. São Paulo: Companhia das Letras. UERJ A escolha da figura humana no primeiro plano busca provocar no espectador a seguinte atitude: a) questionar a opção pelo tema. c) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o texto. e) quando se começa a ler o texto não se pode deixar de ler cada palavra. d) a infância e o mundo adulto. Assim como textos. Sebastião.Interpretação de texto I Avançar . pois a leitura de cada palavra depende da leitura do texto. “O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado fez esta foto num campo de refugiados instalados em equipamentos ferroviários na fronteira da Croácia com a Sérvia e a Bósnia. pois a leitura da palavra não depende da leitura do mundo. pois a leitura do texto depende da leitura da palavra. Êxodos. ressalta o contraste entre: a) o metal e a terra. responda às questões de números 222 e 223. ao enquadrar o trem parado ao fundo. pois a leitura da palavra depende da leitura do mundo. onde os refugiados se encontravam instalados.221.

c 45. b 33. V – F – V – V – F – F 2. V – V – F – V 93. c 24. V – F – V – F – F 18. a 78. d 56. d 73. 05 71. V – V – F – F – V 95. V – F – F 39. b 12. c 27. V – V – F – V 9. c 47.Interpretação de texto I Avançar . F – V – V – V 77. V – V – F – F – V 28. 54 10. 01 50. b 63.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I 1 1. c 57. V – V – F – V – F 92. a 40. b 21. 07 58. b 68. 56 42. e 51. d 82. V – V – F – V – F 96. b 25. d 23. b 46. a 20. V – V – F – V – F 91. c 15. 34 61. V – V – F – V 37. V – V – F – F – F 29. b 13. e 84. F – V – V – V 38. b 30. V – F – F – F 76. a 83. c 70. b 85. F – V – F – F – V – V 16. b 67. c 8. d 55. c 6. 25 62. b 87. e 89. V – V – V – F – F 17. V – F – V – F – V – F 94. a 34. a 52. 28 60. a 26. b 22. c 32. c 64. b 31. d 86. a 65. b 79. c 36. a 81. d 66. e 7. b 14. e 53. d 43. b 4. d 35. F – F – F – V 48. b 11. c 5. e 80. a 19. c 41. d IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . V – V – F – F – V 90. d 44. c 72. 02 49. 56 59. V – V – V – F 75. c 54. V – F – V – F 3. d 69. b 88. V – V – V – F 74.

e 112. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. b) Uma dentre as reescrituras: • As crianças enterram-no no fundo do quintal. arbitrária e violenta. c 114. d 131.2 97. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . V – F – V – V 109. passei os anos de pequenice. V – F – V – F – V 127. • Julgamos os outros pela aparência. podendo ser caprichosa. O segundo satiriza a família e os representantes da ordem social com quem o narrador travou contato. V – V – F – V 110. 122.ou Agora apareceu uma nova. 121. . 120. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. c 102. • As crianças enterraram o coelho no fundo do quintal. • O ponto de vista é interno à narrativa. V – F – V – V – V 125. c 107. a 113. 101. . o animal desconfiado que tem dentro de nós. avô do personagem-narrador. b 118. b) Uma dentre as frases: • E o homem continua achando que um banho. • As crianças o enterraram no fundo do quintal. e 103. Uma dentre as formulações: • Os textos são ambos narrados em primeira pessoa. V – V – V – F 108.Interpretação de texto I Avançar . a) Julgamento pela aparência. 99. O primeiro texto apresenta um tom nostálgico e respeitoso diante do poder e da autoridade do patriarca. A autoridade se considera digna de trato respeitoso e cordial. F – F – F – V 126. a 106. 100. c 115. Nos currais do Sobradinho.ou O ser humano. c 104. a 133. • Maquiada. a 111. 80 105. c 132. 98. d 119. a 123. a) Agora surgiu uma nova. d 128. d 130. b 117. e não impõe a si mesma limites para reagir ao que julgue falta de consideração. d 116. c 134. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. b) O(s) dono(s) do cachorro. c 124. a) Narrativa. a 129. no debaixo do capotão de meu avô.

e 206. e 214. V – F – F – V 186. V – F – V – F – F – V 192. d 181. c 155. c 136. c 166. a 216. c 152. a 208. V – F – V – F 184. Lili. c 220. d 215. 51 201. b 143. 198. d 217. e 212. b 156. b 194. b 180. F – V – V 149. e 210. e 175. ela se casou com J. b 172. V – V – V – F 162. 22 187. uma personagem fora da quadrilha. O tema é tratado no texto 2 a partir de um tom crítico e irônico. b 157. F – V – V – F – F 147. a 197. a 170. c 169. a 195. d 150. a 140. 54 199. a 205. a 222. c 213. F – V – V – F – F 183. c 189. a 141. e 221. b 190. a 176. 46 200. 04 202. V – V – V – F 161. apontando o desencanto e o desencontro entre as personagens. Pinto Fernandes. e 139. 26 146. c 203. V – F – V – F – V 164. a “que não amava ninguém”. valorização da fantasia e da imaginação. c 219. a 174. c 151.3 135. e 168. a 171. b 165. 43 145. d 209. d 211. b 177. a 153. V – V – F – F – F 160. e 173. 34 144. d 182. b 204. a 138. a 178. caracterização do poder absoluto do amor sobre as personagens. b 191. é a única do grupo que ironicamente encontrou um par. 08 185. d 223.Interpretação de texto I Avançar . e 137. c 196. F – F 148. V – F – V – V 188. Diferente dos outros que cumpriram um destino solitário ou trágico. b 142. d 159. d 154. b 207. c 167. c IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b 218. e 193. Resposta: A concepção de amor no texto 1 indica idealização do sentimento amoroso e da mulher amada. e 179. d 163. 09 158.

como a gente pobre. mas a opinião uniu-os. concluindo um discurso em S. são: metáfora em “A abolição é a aurora da liberdade”. no dia 20 de maio: “A abolição é a aurora da liberdade. gravíssima” e “Era nova. metonímia em “esperemos o sol“.. achar. Não atinou que a frase do discurso não era propriamente do filho. A data explica o fato: foi a emancipação dos escravos. Alguém a proferiu um dia. e vai levá-las à feira. nascidas de nada e de ninguém. Não achava explicação. dar com. as opiniões é que não. resta emancipar o branco’.” ilustra um discurso indireto. Não atinou. ficou sendo patrimônio comum. Relia a frase da carta e a do discurso e tinha medo de o ver perder a carreira política. Há frases assim felizes. verteas como pode. para os itens verdadeiros. como no caso de Aires. “Desacordo no Acordo Não esqueça dizer que. em “preto e branco. Nascem modestamente. ( ) Atinar. ( ) “– As opiniões é que não. Nem sempre as mães atinam. antítese.. se era a política que o faria grande homem. significa: “descobrir pelo tino. Paulo respondeu com trinta mil expressões de ternura. ela que sacrificara as opiniões aos princípios.. Outrem a repetiu. muitas aparecem órfãs. “Essas definições encaixam-se perfeitamente à interpretação que Natividade deu ao contexto e à frase. até que muita gente a fez sua. declarando no fim que tudo lhe poderia sacrificar. Era nova. 1 GABARITO 1. Paulo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . em 1888.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . UEGO Assinale V. uma questão grave e gravíssima os fez concordar também. as opiniões é que não.” Esaú e Jacó. pegou da pena e escreveu uma carta longa e maternal. por conjetura ou por indício. era expressiva. não era de ninguém. ‘Emancipado o preto. à semelhança das idéias. conforme o dicionário Aurélio. Como então não sacrificar?. acertar com. e para Paulo era o início da revolução. ainda que por diversa razão. repetiu Natividade. quando menos pensam. e F.” Natividade ficou atônita quando leu isto. era enérgica.” ( ) “Trinta mil expressões de ternura”. estão governando o mundo.LÍNGUA PORTUGUESA FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A Texto para a questão 1. As próprias idéias nem sempre conservam o nome do pai.’ — As opiniões é que não. Cap. Estavam então longe um do outro. ‘Não. que para Pedro era um ato de justiça. A diferença única entre eles dizia respeito à significação da reforma. emancipando o preto.. Ele mesmo o disse. era enérgica. 37. pelo raciocínio. Natividade não acabava de entender os sentimentos do filho. era uma ameaça ao imperador e ao império.. ( ) As figuras de linguagem presentes na frase do discurso. mamãe. caracteriza um hipérbato. resta emancipar o branco. era expressiva” – constituem exemplos de gradação de idéias. onde todos as têm por suas. e continuou a viver sem mácula. para os falsos: ( ) A citação: “uma questão grave. em gazeta ou em viagem de terra ou de mar.. esperemos o sol. Cada um pega delas. discurso ou conversa. pág 59 – 60. e. inclusive a vida e até a honra. repetiu Natividade acabando de ler a carta.

apareceu a boiar o cadáver de Ofélia com um nenúfar na mão. p. Antonio. Ao fundo.”. Quando pura é inodora. e) somente a afirmativa I. Aguiar estava encostado ao portal direito. Carmo. com as mãos sobre os joelhos. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. pois na água também há um lugar para a tragédia humana. 1972. o autor está empregando a linguagem: a) denotativa. há uma leitura denotativa da realidade (propriedade e funções da água. tinha os braços cruzados à cinta. pode-se dizer que está(ão) correta(s): a) somente a afirmativa III. Com relação às afirmativas acima. D. dei com os dois velhos sentados. Lisboa. Foi nesse líquido que numa noite cálida de verão. Congela a zero graus centesimais e ferve a 100. embora incorreta. disse comigo. 244-5. entrei e parei logo. 2 3. In: Obra Completa. UFR-RJ Em “Consolava-os a saudade de si mesmos. “Sem data Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. Consolava-os a saudade de si mesmos. sob um luar generoso e branco de camélia. permite constatar o descompasso existente entre o mundo da ciência e o mundo da poesia. que. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé.” ASSIS.” GEDEÃO. GABARITO Após a leitura do poema. olhando um para o outro. analise as seguintes afirmativas: I. Rio de Janeiro. Ao transpor a porta para a rua. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. ciclo hidrológico) mesclada a uma leitura conotativa.F. sais. É um bom dissolvente. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. se denominam máquinas de vapor. ácidos. 1989. c) conotativa. por isso. III. Poesias completas (1956–1967). Machado de. Reduzida a vapor. insípida e incolor. e) sinestésica. mas de um modo geral. II. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. b) as afirmativas I e III. bases. c) as afirmativas I e II. No texto. b) coloquial. lição pretendida pelo eu-lírico. à esquerda. dissolve tudo bem.Leia o texto a seguir e responda a questão. Na segunda estrofe. sob tensão e a alta temperatura. Aguilar. Portugália. à entrada do saguão. ‘Lá estão eles’. d) paradoxal. 2. achei aberta a porta do jardim. Fui a pé. d) as afirmativas II e III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . move os êmbolos das máquinas. quando a pressão é normal. há uma informação físico-química que. Memorial de Aires. A mudança de tempo verbal na poesia simboliza a passagem de uma linguagem pretensamente denotativa para uma linguagem que relata ações humanas.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Embora com exceções. U. Pelotas-RS Leia atentamente o poema abaixo: “Lição sobre a água Este líquido é água.

Sentiu-lhes o frio. ( ) O terceiro movimento da leitura do texto apresenta intertextualidade com o texto bíblico. Nem vinho. A palavra “pois” introduz oração que indica conclusão. 15. ( ) olhos opacos (v.” Neusa Peçanha. Vieram famintos. conseqüência. Os olhos opacos. 10. b) I e II. compreensão e interpretação textuais. sem incorrer em qualquer erro gramatical. A função de linguagem predominante no excerto é a referencial. Vieram vestidos De linho. c) II e IV. 20. ( ) O verso 21 poderia ser escrito assim: “Chamou-os de meus filhos”. nem pão. 5.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . ocorre a figura de construção chamada polissíndeto. caracterizada por um léxico próprio das áreas da ciência e da filosofia. Estão corretas as afirmações dos itens: a) I e III. “O sistema circulatório sangüíneo é um vasto e complexo circuito de vasos que tem como peça principal o coração. E ele chegou. Predomina no texto o nível elevado de linguagem por situar-se acima da linguagem padrão. Olhou-os nos olhos. d) III e IV. De seda. Chamou-os meus filhos. IV. entre outras. U. ( ) Os dois primeiros movimentos do texto juntam indivíduos de diferentes classes sociais. II. Ao longo estendida. GABARITO Texto para a questão 5.Texto para a questão 4: “A Paz 1. Alfenas-MG Considere as seguintes afirmações a respeito do excerto acima. Sentaram-se à mesa. Desnudos. ( ) Nos versos 16 e 17. Cansados.5) e olhos tão ávidos (v. Sentaram-se à mesa. I.11) configuram oposição em nível conotativo. Na branca toalha. Alforjes vazios. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Alforjes tão cheios Os olhos tão ávidos. segundo os critérios da leitura. Sentiu-lhes a fome.” 5. foi usada a linguagem de nível técnico. pois é do seu trabalho que resulta a força propulsora que impulsiona o sangue através de toda a rede vascular. e) I e IV. Nem água. Serviu-lhes a paz. nem peixe. III. 3 4. Na redação do texto. IESB Julgue os itens.

ofendê-lo em sua vaidade de bom comandante de polícia. como o Leonardo. isento de qualquer traço idealizante. “Esparadrapo”. Globo 1987 p. 6. Quem quebrou a cara fica mesmo com cara de esparadrapo. Memórias de um Sargento de Milícias. Nesse sentido. mas. era realmente um mal naquele tempo ter por inimigo o Major Vidigal. extraído de um ensaio sobre Memórias de um Sargento de Milícias. no romance não há lugar para as tintas sentimentais e heróicas nem para o abuso de peripécias inverossímeis. uma leitura nos surpreende. Da preguiça como método de trabalho. Texto para as questões 7 e 8. origem. Por exemplo. O vocábulo que melhor traduz o emprego conotativo dessa expressão é: a) fracassar. por fim de contas. o Leonardo havia sido detido pelo Major Vidigal. b) machucar-se. 1 – Diz-se do livro impresso até o ano de 1500. O trecho abaixo reproduzido é parte desse capítulo e aborda. aliás de nobre sentido. consegui fugir. a quem uma vez tivesse posto a mão. entre outras coisas.m. muitas vezes. Se o Leonardo não tivesse fugido. e degradá-lo diante dos granadeiros.” QUINTANA. a) se o Leonardo (. e tinha-o consigo em todas as ocasiões. citada. pois certas palavras e expressões apresentam significados novos ou fora do comum. Voltar Língua Portuguesa . Incunabulu: berço] Adj. na 1ª linha. e) destruir. ‘O Major Vidigal fora às nuvens com o caso: nunca um só garoto. tão do gosto do romance romântico da época. Já se vê pois que as fortunas do Leonardo redundavam-lhe sempre em mal. Manuel A. UFMS Leia o texto abaixo. em Memórias de um Sargento de Milícias. *Incunábulo: [do lat.. Berta. No entanto. c) envaidecido.) arranjasse depois a soltura. e entretanto aquele lhe viera pôr sal na moleira. fosse qual fosse a sua natureza. no caminho para a prisão. retiradas do fragmento transcrito do romance. “Esparadrapo Há palavras que parecem exatamente o que querem dizer. IMPRIMIR Identifique entre as alternativas abaixo. lhe havia podido escapar. por isso. sob pena de a compreensão do texto como um todo ficar prejudicada. ficava-lhe sob a proteção. e) meditativo. Mário. driblando a escolta. ed. de. FTD. e devem ser entendidas no contexto em que se encontram. b) em sua vaidade de bom comandante de polícia. 4 GABARITO 7. de ser seu amigo. tinha-o por seu inimigo irreconciliável enquanto não lhe desse desforra completa.” WALDMAN. principalmente quando se tinha. que parecem estar insinuando outra coisa. “Memórias de um Sargento de Milícias (fragmento) No capítulo XIII. 83. UFMS O texto literário utiliza a língua de maneira criativa e original.Leia o texto a seguir e responda a questão.. Rio de Janeiro. d) desanimar. “Prodígio de humor e ironia.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .. e) inimigo irreconciliável. c) uma vida tão regular e tão lícita. há outras. 1992. d) enfurecido. uma vida tão regular e tão lícita. por exemplo.. Quem pregava ao Major Vidigal um logro. 2 – Começo. b) eufórico. 8. d) fosse qual fosse a sua natureza./S. o sentimento do Major frente à situação. indica que o Major ficara: a) indiferente. UFR-RJ A expressão “quebrar a cara” é largamente empregada na língua portuguesa com sentido conotativo. ‘incunábulo*’. e arranjasse depois a soltura por qualquer meio. São Paulo. O romântico fruto de uma pisadela e de um beliscão. c) desistir. mas tendo-o deixado mal. a expressão fora às nuvens. o Vidigal era até capaz.’” ALMEIDA. intitulado Escapula. a seqüência que apresenta sentido claramente irônico.

22 de setembro de 1999. assinale a alternativa que contenha um sinônimo para a palavra senda: a) vereda.. c) em I e II. Univali-SC “Visões de um novo tempo (. interpreta e explica os dados da realidade. b) em II e III. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. foi a formação moral herdada de nossos fundadores.” Carlos Drummond de Andrade. e) A continuação do exercício desta prática jornalística. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. É o tipo de texto que analisa... e) apenas em II. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .” SCHRAMM. retirada do texto acima.) Mas a cidadania não se constrói apenas com palavras. que acreditavam poder aqui edificar uma sociedade livre. que possibilite o trânsito correto da informação.. Nas referências descritivas de seres inanimados. tem especial relevância a existência da imprensa livre. o autor premia os cinco sentidos do corpo humano. Considere as seguintes afirmações: I. Esta base.9. Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. III. 10. c) banda. d) turma. participativa e laica. A continuação do exercício desta prática jornalística. Está correto o que se afirma: a) em I.. Na construção de uma sociedade justa e democrática.. b) Esta base. II. e) companhia. d) apenas em I. cremos. Jornal de Santa Catarina. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. Egon José. acreditamos. O texto constrói-se basicamente no uso de sinestesias e prosopéias. tem especial relevância a existência da imprensa livre. da difusão da informação de interesse público. c) . indispensável para a afirmação da cidadania. denotativo. cremos. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades... PUC-PR Considerando apenas o sentido próprio. d) . é uma das boas notícias que aguardamos para o próximo século. cuja frase. se vale do sentido como conotativo da linguagem: a) Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. b) casa... U. 11. com boas intenções.. da difusão da informação de interesse público. pluralista. 5 Indique a opção. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade... conotativo. o desejo de interferir ativamente no comando dos destinos da comunidade. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. e não o sentido figurado. II e III.

Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. Feitas as exceções devidas. ou antes por uma exageração de princípio. / “Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falar-me e a dizer-me que. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. de membros da mesma frase.” e) Onomatopéia é o emprego de palavra cuja pronúncia imita o som natural da coisa significada. Pelo contrário. GABARITO 13. locuções novas. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. outros há que os adotam por princípio. ( ) A expressão “ganham direito de cidade” alude à irrefutável inserção de novos termos na língua e sua conseqüente aceitação por parte de todos que a utilizam.” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. Em geral. se fazem novas. para referir-se a determinados fatos. Divergência digo. Mas se isto é um fato incontestável. / “Os amigos que me restam são de data recente.12. em relação à semântica e à estilística. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. esta monotonia acabou por exaurir-me também. ( ) Há silepse de pessoa em “nem tudo temos os modernos”. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. o que é um mal. ou de dois ou mais versos. Quis variar e 1embrou-me escrever um livro. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. à força de velhas. pegasse da pena e contasse alguns. o capricho e a moda inventam e fazem correr. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. A influência popular tem um limite. vida diferente não quer dizer vida pior. Há portanto certos modos de dizer. porque. ( ) “Divergência” não implica diferentes posturas diante do tema abordado por Machado. a) Paronomásia é o emprego de palavras semelhantes no som. entendemos os anos de mil e quinhentos. porém de sentido diferente. o interno não agüenta tinta. ( ) Por “no século de quinhentos”. é outra coisa. / “O que aqui está é. e que apenas conserva o hábito externo. / “Ora. não se lêem muito os clássicos no Brasil. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. mal comparando. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . / “Entretanto. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. como tudo cansa. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. como se diz nas autópsias. desentranhar delas mil riquezas que. “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. nem tudo temos os modernos. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. Cada tempo tem o seu estilo. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. AEU-DF Leia o texto “A língua na literatura brasileira” e depois julgue os itens seguintes.” b) Eufemismo é uma substituição de um termo. – não me parece que se deva desprezar. Nem tudo tinham os antigos. mas que sabem perfeitamente os clássicos. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. porém.” 6 ( ) Os “solecismos” de que nos fala no texto. são os erros de grafia e de pronúncia das palavras.” d) Metonímia é a designação de um objeto por palavra designativa de outro objeto que tem com o primeiro uma relação. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. não se lêem.” c) Anáfora é a repetição de uma ou mais palavras no princípio de duas ou mais frases. A este respeito a influência do povo é decisiva. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. pela qual se pode evitar usar expressões mais diretas ou chocantes. UFF-RJ Assinale a opção em que os elementos grifados nos trechos a seguir exemplificam a figura de linguagem apresentada.

uma rosa molhada. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. b) eclipse e paralelo. III. de súbito. vejo que é sábado de tarde. III e IV estão corretas. e o vento: uma picada. não? No Rio de Janeiro. Clarice. ( ) Ocorre personificação em a semana vai morrer e antes do vento espantado.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . d) I e IV estão corretas. Use V. d) ênfase e comparação. antes do vento espantado poder recomeçar.M. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. a) ironia e hipérbole. e F para os falsos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 16. b) apenas a III está correta. Seleção de Walnice Galvão. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. e) contraste e alusão. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. 15. I. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. Domingo de manhã também é a rosa da semana. Há antíteses na letra da música acima. UFMT-Modificada Antes de julgar os itens abaixo. Os melhores contos de Clarice Lispector. IV. Reconheça as figuras de linguagem que aparecem nestas duas frases. trancados na ilha do nosso egoísmo”. c) todas as afirmações estão corretas. A palavra paciência tem um sentido denotativo.. quando se pensa que a semana vai morrer. Tem sido sábado. vou na valsa A vida é tão rara Enquanto todo mundo espera a cura do mal E a loucura finge que isso é normal Eu finjo ter paciência O mundo vai girando cada vez mais veloz A gente espera do mundo e o mundo espera de nós Um pouco mais de paciência” Lenine. mas já não me perguntam mais. sangue e mel. A alternativa correta considerando o texto apresentado é: a) nenhuma está correta. a abelha no quintal. 7 ( ) Sábado ao vento e grande esforço metálico são construções de valor denotativo e monossêmico.. Global. leia o texto “Atenção ao sábado”. 1997. sábado de manhã.14. Então eu não digo nada.” LISPECTOR. GABARITO Analise as afirmações abaixo com base no texto apresentado. c) antítese e metáfora. São Paulo. O autor se utiliza de prosopopéia em alguns versos. nós já tínhamos tomado banho. aparentemente submissa. F. Itajubá-MG “Motivos de alegria e de tristeza” – “. ( ) A expressão Tem sido sábado deixa de indicar um dado sobre o tempo e descreve o estado de espírito da personagem. o rosto inchado. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. Se chovia só eu sabia que era sábado. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. São também utilizadas expressões populares no texto. II. e) II. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. para os verdadeiros. Univali-SC “Paciência Até quando o corpo pede um pouco mais de alma A vida não pára Enquanto o tempo acelera e pede pressa Eu me recuso faço hora.

em prol do equilíbrio universal.. sem açúcar. Campo Grande. além de tudo. regado a água quente. O ideal é tomá-lo numa grande roda. Se houver os serviços de alguma bugra para ‘carregar mate’.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. com os espetáculos de circo dos parnasianos. embora sem querer. dará mais sabor à erva.. “Chimarrão é o mate cevado.” 8 ( ) No texto “geração espontânea” reporta-se a criação súbita. de uma boca para a outra. De acordo com o clima. UCDB. com a sua livre poética. Se alguém falar alguma frase.. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. sob um laranjal. Acontece que. regado a água quente. sem querer. AUE-DF Leia o texto “Novos & velhos” e julgue os itens seguintes. E assim. 23.” 02. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. uma bomba ou bombilha e a erva moída. a conversa será mais lenta. no texto em que estão inseridas. O arado e a estrela. IMPRIMIR GABARITO 01. para não azedar o mate.)” NOVEIRA.” 04. Ed. passa-se do chimarrão ao tereré. um outro sentido que se acrescenta ao seu sentido primeiro (sentido denotativo. Quanto a mim. como resposta. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. ( ) Há ironia em “a sandice não constitui privilégio de ninguém”. ( ) A expressão “sem rede de segurança” significa sem as amarras da técnica poética tradicional. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. a conversa será mais lenta. Tanto de um como de outro grupo etário. “Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfumarem a tarde com suas pontas de lata. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. como chê-kambá ou cunhataí. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. morena e matuta. sob um laranjal. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia.” 16. Quanto a estes. sem açúcar. ótimo. Os (ainda) chamados modernistas. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. em relação à semântica e à estilística. ( ) Ao colocar entre parênteses a palavra “ainda” .. passar a cuia de uma mão para a outra.” Dê. bem gelado. de cachimbo da paz. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. entre novos e velhos. aquele(s) em que há presença de conotação. UFMS A conotação ocorre quando as palavras ganham. 18. sem rede de segurança . “O ideal é tomá-lo numa grande roda. por sua vez. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. E. explosão criadora. respeitando a vez de cada um. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. ( ) Os “acrobatas” são os poetas parnasianos em oposição aos nefelibatas simbolistas. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. “É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. (. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. identifique. ‘Carregar mate’ significa alguém ficar segurando a chaleira. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. são por natureza os nossos filhos naturais. Tereré é o refresco. “. alguma palavra em guarani. Chimarrão é o mate cevado. 1996.17. Sendo assim.” 08. Quintana alude ao sentido denotativo da palavra modernista. não existe geração espontânea. a soma das alternativas corretas. ressuscitada a cada geração. p. próprio. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. habitual). Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. Raquel. Voltar Língua Portuguesa . tudo muito morno e quente. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. retirados do texto de Raquel Noveira. jamais fiz distinção entre uns e outros. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . na incauta adolescência. entre os trechos abaixo.

na passagem do guarda. 9 GABARITO 21. b) Me traga o revólver que nós vamos dominar facilmente o caixa. agosto/99 (ANTÍTESE). Foram utilizados dois níveis de linguagem. – Discordo terminantemente. em linguagem formal. Ou que os iluministas do século 18. é correto afirmar: I. – Então vamlá. O conteúdo e o vocabulário da linguagem dos assaltantes não está de acordo com os níveis de linguagem empregados. Alfenas-MG “Os prédios são altos e se espreitam traiçoeiramente com binóculos na sombra”.” Luís Fernando Veríssimo. Leia o texto abaixo e responda às questões 21 e 22.. – Valeu. poderia ser substituída. Apareceu um guarda. 14/04/99 (PLEONASMO). Servicinho manero. – Ih. c) I. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela fenomenologia de Feurbach. tá recheado? – Tá.. Engrossou... Predomina nessa frase a figura de linguagem denominada: a) metáfora. mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho. disfarça. III. b) prosopopéia. 20.. 27/01/99 (METONÍMIA). c) hipérbole. Pra arejá.. agosto/99 (PROSOPOPÉIA). 22. sendo um popular. está denominada corretamente entre parênteses: a) “O pai do ciberespaço” – Isto é. Dois homens tramando um assalto. sem mudar o sentido. e) I e II. b) I.19. e) ironia. II.. d) I e III. sujou.... e outro culto. com vocabulário rico.. Univali-SC Indique o item em que a figura de linguagem existente nas manchetes. Disfarça. É só entrá e pegá. por: a) Você traz o revólver que nós vamos dominar o caixa bonito. – Podes crê. A linguagem utilizada pelos assaltantes pode ser considerada correta apenas no segundo momento de suas falas. O guarda se afasta.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . e) “O gigante e os anões” – Superinteressante. d) “Um passado escrito por pólen e lascas de madeira” – Superinteressante. cheio de gírias.. c) “A canoa furada dos impostos” – Veja. U.. II e III.. UEMS A expressão “Tu traz o berro que nóis vemo rendê o caixa bonitinho”. O guarda passa por eles. 30/06/99 (METÁFORA). – Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com algumas sílabas a mais. – Tá com o berro aí? – Tá na mão.. e) Traga o revólver que vamos dominar facilmente o caixa. UEMS Sobre a linguagem utilizada nesse trecho. b) “A supermoeda murchou“ – Veja. enche o cara de chumbo. d) eufemismo. d) Traga-me o revólver que vamos dominar de maneira bela o caixa... c) Tu trazes o revólver que vais dominar o caixa. Estão corretas: a) II e III. ou seja. – O berro.. retiradas de revistas de circulação nacional. “.

Londrina-PR Leia os poemas abaixo: “Pronto pra outra gravei seu olhar seu andar sua voz seu sorriso. c) “Luar. através da ironia que minimiza diferenças entre passado. e) “Quando a gente é novo. 2ª ed. U. despertando atenções para o eu-lírico. c) metáfora. d) metonímia. 26. Alfenas-MG Definição: “Silepse é uma figura de linguagem que ocorre quando efetuamos a concordância não com os termos expressos. (. como na poesia marginal em geral. Rio de Janeiro: 7 letras.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . p. 13. 2000. Voltar Língua Portuguesa . Beijo na boca. São Paulo: Brasiliense. e) Ambos ridicularizam a desilusão amorosa. U. e) perífrase. gosta de fazer bonito.)” José Paulo Paes.23. Drops de abril. Alfenas-MG “Ninguém coça as costas da cadeira. Assinale a alternativa em que esse tipo de figura acontece. b) relação de termos que consiste no uso do todo pela parte. mas com a idéia a eles associada em nossa mente”. UFR-RJ No fragmento “que bom passar a mão no som da percalina” percebe-se: a) a correlação entre o sentido próprio e o sentido figurado das palavras.” d) Toda profissão tem seus espinhos. presente e futuro. c) suavização de uma idéia através da substituição de uma palavra. Ninguém chupa a manga da camisa. o poeta emprega termos figurados por falta de palavras mais apropriadas. “Happy End o meu amor e eu nascemos um para o outro agora só falta quem nos apresente” GABARITO CACASO. p. 25. a) Aos amigos faltou-lhes coragem. 87. é correto afirmar: a) Ambos redimensionam a desilusão amorosa tanto através da elevação espiritual quanto do recurso a elementos prosaicos.E.. U.. 10 Na composição do excerto. b) Ambos focalizam a temática amorosa. embora continuem professando a fé no amor definitivo que não será superado sequer pela morte. A figura de linguagem em questão é a: a) catacrese. IMPRIMIR Sobre os poemas. b) sinestesia.” CHACAL. c) Ambos enfocam a temática amorosa. 1984. e) emprego de termos que se referem a conceitos contrários. b) Vi com meus próprios olhos. d) Ambos ignoram a temática amorosa. você foi embora e eu vou na papelaria comprar uma borracha. d) relação entre percepção de sentidos diferentes. que sofre transformações decisivas do passado para o futuro. preferindo dar ênfase aos assuntos cotidianos.” 24. espere um pouco / Que é pro meu samba poder chegar.

27. UFGO-Modificada
“Mestre do Coro Quem te ensinô essa mandinga? - Foi o nego de sinhá. O nego custô dinhero, dinhero custô ganhá, Camarado. Coro Cai, cai, Catarina, sarta de má, vem vê Dalina. Mestre do Coro Amanhã é dia santo, dia de corpo de Deus Quem tem roupa vai na missa, quem não tem faz como eu.”

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O fragmento transcrito apresenta um registro lingüístico próprio também das rodas de capoeira, conforme pode ser atestado em O pagador de promessas, de Dias Gomes. Sobre a linguagem do trecho citado, pode-se afirmar que: ( ) a variedade não-padrão cumpre seu papel comunicativo, desde que pautada pela clareza e coerência. ( ) na 1ª estrofe, o vocábulo custô tem o mesmo sentido, nas duas construções em que foi usado. ( ) a palavra camarado apresenta uma flexão de gênero, imprópria, de acordo com a norma padrão. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 28.
“O samba do Ernesto O Arnesto nos convidô prum samba Ele mora no Brás Nóis fumo e não encontremos ninguém Nóis vortemos com uma baita duma reiva Da otra vez nóis num vai mais Nóis num semos tatu Notro dia encontremos co’ Arnesto Qui pidiu discurpa mas nóis num aceitemos Isso num si faiz Arnesto nóis num s’ importa Mais você devia ter ponhado um recado na porta Ansim Óia turma num deu pra espera Aduvido que isso num faiz már Num tem importância nóis si habitua”
Adoniran Barbosa e Nicola Caparrino.

GABARITO

28. UFMT ( ) O texto retrata um pedido de desculpas de amigos que não se vêem há muito tempo. ( ) “Aduvido, vortemos, ponhando, ansim, óia” são marcas de uma variedade lingüística utilizada por pessoas de pouca ou nenhuma escolaridade. ( ) “Prum, num, cuma, duma, pra” marcam a moralidade oral do texto. ( ) Sempre que é usada a primeira pessoa do plural, no texto, a desinência verbal é adequada.

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29. Uniube-MG
“Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. Chegou-se à beira do rio. A areia fofa cansava-o, mas ali, na lama seca, as alpercatas dele faziam chape-chape, os badalos dos chocalhos que lhe pesavam no ombro, pendurados em correias, batiam surdos.”
RAMOS, Graciliano, Vidas secas.

Observando-se, neste excerto de Vidas secas, a linguagem do autor, pode-se afirmar que a expressão grifada é uma figura de linguagem denominada: a) onomatopéia. b) pleonasmo. c) aliteração. d) eufemismo. 30. U.E. Londrina-PR Observe os quadros abaixo.

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GABARITO

O comentário irônico de Mafalda no último quadro refere-se, fundamentalmente, a uma figura de linguagem presente nos quadros anteriores, que é: a) hipérbole. b) metáfora. c) aliteração. d) metonímia. e) pleonasmo. 31. Uniube-MG Há figuras de linguagem em: I. antítese em “o meu dia foi bom, pode a noite descer”; II. prosopopéia em “a noite com seus sortilégios encontrará lavrado o campo, a casa limpa, a mesa posta”; III. metáfora em “com cada coisa em seu lugar”; IV. comparação em “quando a indesejada das gentes chegar / (não sei se dura ou coroável)”. Estão corretas as afirmativas: a) I e II. b) I e III. c) I e IV. d) II e IV.

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Leia, a seguir, o fragmento retirado do livro Macunaíma, de Mário de Andrade, e responda a questão 32.
“– Meu avó, dá caça pra mim comer? – Sim, Currupira fez. Cortou carne de perna moqueou e deu pro menino, perguntando. – O que você está fazendo na capoeira, rapaiz! – Passeando. – Não diga! – Pois é, passeando... Então contou o castigo da mãe por causa dele ter sido malévolo pros manos. E contando o transporte da casa de novo pra deixa onde não tinha caça deu uma grande gargalhada. O Currupira olhou pra ele e resmungou: – Tu não é mais curumi, rapaiz, tu não é mais curumi não... Gente grande que faiz isso...”

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32. UFGO Uma característica importante das línguas é o fato de que elas não são uniformes nem estáticas. Fatores como região, classe social, idade, entre outros, explicam suas variações. Tendo em vista o comentário que você acabou de ler e as particularidades lingüísticas do trecho de Macunaíma, julgue os itens. ( ) A construção “dá caça pra mim comer” é típica da linguagem oral, representado, portanto, uma variação de “dê-me caça para eu comer”, própria da norma padrão. ( ) O emprego de palavras como “rapaiz” e “faiz”revela variação no nível dos sons, indicando pronúncia de um falante, no caso o Currupira, que utiliza a variedade padrão língua. ( ) Em “por causa dele ter sido malévolo”, ocorreu uma variação no nível sintático, uma vez que esse enunciado, na norma padrão, corresponde a “por causa de ele ter sido malévolo”. ( ) O enunciado “Tu não é mais curumi”, apesar de ser um exemplo de falar informal, está de acordo com a língua padrão, como se pode verificar pela concordância verbal. 33. Cesgranrio Assinale a opção em que há correspondência entre o período e o recurso estilístico a ele atribuído. a) “Quem pode vai para fora” – hipérbato. b) “Aquele jardim era meu amigo” –metonímia. c) “Eles são as minhas aldeias” – metáfora. d) “Uma voz de água no silêncio” – anáfora. e) “Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!” – anástrofe. 34. U. Santa Ursula-RJ-Modificada Primeiramente, nos versos “de carne e de memória” / “de osso e de esquecimento” e nos versos “bocas bafos bacias” / “bandejas bandeiras bananeiras”, o autor se utiliza dos seguintes recursos de linguagem: a) metáfora e comparação; b) metonímia e aliteração; c) antítese e aliteração; d) comparação e hipérbato; e) paradoxo e aliteração.

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LÍNGUA PORTUGUESA

1

FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. V–V–F–F–F c d V–V–V–V–V a a d c d c d F–F–V–V–V b F–V–V c c V–V–F–V–V 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 18 b a b e e a a d V–F–V F–V–V–F a c a V – F –V – F c c

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LÍNGUA PORTUGUESA

V O C A B U L Á R IO
1. UFRN-Adaptada Essas previsões podem parecer ousadas, mas, no fundo, são até conservadoras” Assinale a opção em que o vocábulo traduz o sentido de ousadas: a) audaciosas. b) magníficas. c) impulsivas. d) duvidosas. 2. Unifor-CE Assinale a alternativa em que se substitui uma frase por outra de sentido equivalente. a) os videogames induzem à passividade = os videogames não permitem o isolamento. b) a ponto de não ter de esforçar-se = tanto que não precisa de muita vontade. c) porque inibem a vontade = porque estimulam o desejo de brincar. d) o jovem tende ao retraimento = o jovem procura distrair-se. e) Atividades físicas e em grupo são um antídoto = exercícios físicos comuns são a solução. 3. Emescam-ES
“Hoje, a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. Momento por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos, que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. Aos quatro anos, eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distância a idade fisiológica da psicologia, corpo de criança e alma de mulher. O sonho é substituído pela TV, as histórias cedem lugar aos programas de auditório, e as fadas, bruxas e reis, aos brinquedos eletrônicos. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. (...) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto, cansadas perante um futuro que ainda não viveram, viciadas em indigência intelectual e espiritual.”
Excerto de “Memória de um Dinossauro”, de Frei Betto. A Gazeta, Vitória, 08. set. 98 p. 05.

1

GABARITO

Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto; isso ocorre em: a) “suficiente discernimento” – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso; b) “insistência pirralha” – teima persistente da criança; c) “embotelhada em danças” – especialista em danças; d) “ritmo da esquizofrenia” – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais; e) “indigência intelectual e espiritual” – pobreza de cultura e de espírito. 4. UFF-RJ No fragmento “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência.”, pode-se substituir a palavra em negrito, sem alteração de sentido, por: a) limite. b) momento final. c) término. d) objetivo. e) ponto extremo.

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5. Univali-SC
“Retrato do Brasil quando ainda jovem Como se explica o otimismo de nosso povo? Algumas pesquisas e levantamentos recentes, tenham ou não a ver com as comemorações dos 500 anos de Descobrimento, revelam um Brasil cuja ambigüidade torna cada vez mais difícil decifrá-lo e defini-lo em termos de personalidade e temperamento. De um país em crise e cheio de mazelas, onde, segundo o IBGE, quase um quarto da população ganha R$ 4,00 por dia, o que se esperaria? Que fosse a morada de um povo infeliz, cético e pessimista, não? Não. Por incrível que pareça, não. Os brasileiros não só consideram seu país um lugar bom e ótimo para viver, como estão otimistas em relação ao seu futuro e acreditam que ele se transformará numa superpotência em cinco anos. Pelo menos essa é conclusão de um levantamento sobre a “utopia brasileira” realizado há pouco pelo Data Folha.”
VENTURA, Zuenir. Época, 08/05/2000.

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Os sinônimos que poderiam ser utilizados para substituir as palavras destacadas no texto encontram-se, respectivamente, na opção: a) impressão / descrente / fantasia; b) equívoco / duvidoso / infelicidade; c) incerteza / seco / irrealização; d) indeterminação / cego / quimera; e) que tem dois sentidos / que não crê / felicidade. 6. Unifor-CE Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases apresentadas. Sem ..............., a criança ............... os comandos do jogo eletrônico, em que ............... eram perseguidos. a) hesitar – compulçava –animaizinhos b) hesitar – compulsava – animaisinhos c) hesitar – compulsava – animaizinhos d) exitar – compulsava – animaisinhos e) exitar – compulçava – animaizinhos 7. Unifor-CE Uma sociedade ............... é aquela em que os ............... têm ............... dos problemas que atingem todos aqueles que a compõem. As lacunas serão corretamente preenchidas com: a) armonioza – previlegiados – consciência b) armoniosa – privilegiados – conciência c) harmonioza – privilegiados – conciência d) harmoniosa – previlegiados – consciência e) harmoniosa – privilegiados – consciência 8. U.F. Juiz de Fora-MG “...Sou adepto do voto inútil! Vote inútil!!!” (Luiz Eurípedes Massiére) Um significado alternativo para a palavra acima destacada é: a) partidário. b) contrário. c) representante. d) rebelde. 9. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Para se restringir a compreensão das mensagens a uns poucos detentores do código lingüístico...” = limitar. b) “O uso correto do idioma não é um refinamento...” = requinte. c) “Porém, o oficialismo deveria, pelo menos, abster-se de usar estrangeirismos para evitar o ridículo de ser brega...” = impedir. d) “Não se trata de xenofobia.” = aversão a coisas estrangeiras.

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10. UFPR Leia o texto abaixo:
“A referência a Xuxa, além de providencial, é pertinente. Ela é pioneira nesse fenômeno, tão característico do Brasil de hoje, que é a erotização das crianças. Faz anos que, consciente ou inconscientemente, lhes dá aulas de sedução. Outras a seguiram na TV, entre louras que a imitam e reboladoras profissionais, mas Xuxa detém a palma do pioneirismo. Merece ser considerada um símbolo da permissividade da televisão brasileira.”
Veja, 18/08/1999.

Marque V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que todas as expressões são apropriadas para substituir as expressões em negrito, sem prejuízo para o sentido do texto. ( ) menção – apropriada – interrompe – da licenciosidade. ( ) convocação – irritante – conserva – da abertura. ( ) observação – relevante – possui – da liberalidade. ( ) menção – apropriada – conserva – da falta de limites. ( ) saudação – obrigatória – interrompe – do vale-tudo. ( ) alusão – relevante – ostenta – da liberalidade. 11. Unifor-CE O solecismo ou erro de sintaxe torna a linguagem ...............ou ..............., por estar em ............... com as normas do padrão culto da língua. As lacunas da frase apresentada estão corretamente preenchidas em: a) incompreencível – imprecisa – dezacordo b) incomprensiva – imprescisa – desacordo c) incomprensiva – imprecisa – dezacordo d) incompreensível – imprecisa – desacordo e) incompreensível – imprescisa – desacordo 12. Unifor-CE O vocábulo em negrito está corretamente substituído por outro, sem prejuízo do sentido original, em: a) a influência do povo é decisiva = prejudicial. b) não lhe inseriu riquezas novas = descobriu. c) a receber e dar curso a tudo = ensinar. d) depurando a linguagem = purificando. e) se isto é um fato incontestável = divergente. 13. U. Alfenas-MG-Adaptada A palavra “então” do trecho “apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura como autor da nota” tem o sentido de: a) naquela ocasião. b) nesse caso. c) além disso. d) nesse tempo. e) naquele lugar. 14. PUC-RJ-Adaptada
“Se além das prendas (...), D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência...”
Machado de Assis.

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GABARITO

As expressões abaixo estão dicionarizadas como acepções possíveis para preterir. Qual delas melhor poderia substituir o verbo no contexto em que é empregado no texto? a) ultrapassar. b) omitir. c) deixar de parte. d) ir além de. e) ser ilegalmente promovido.

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15. Unifor-CE A expressão em negrito está corretamente substituída por outra, sem prejuízo do sentido original, em: a) provocam cíclicas retrações = periódicas diminuições. b) premido pelas circunstâncias = decepcionado. c) para satisfazer exigências formais = leis costumeiras. d) mão-de-obra não-especializada = trabalho incomum. e) um futuro se não promissor = de desesperança. 16. Uniube-MG-Adaptada A expressão “dia-a-dia” no trecho “as coisas mais simples do nosso dia-a-dia”, pode ser substituída, sem que se altere o sentido da frase, apenas pela expressão grifada em: a) Não há trabalho para se fazer de supetão, mas dia a dia. b) Dia após dia aumenta a violência em nosso país. c) Obras de Machado de Assis fazem parte de meu cotidiano. d) A insegurança do brasileiro aumenta a cada dia. 17. Uniube-MG “Se pintar um clima, você pode caprichar no estilo, descolar um gato e curtir um papo legal.” Considerando-se a variedade lingüística que se pretendeu reproduzir nessa frase, é correto afirmar que a expressão proveniente de variedade diversa é: a) pintar um clima; b) caprichar no estilo; c) descolar um gato; d) curtir um papo legal. 18. Univali-SC
“Notas de um Nobel A julgar pelas últimas declarações do escritor português José Saramago, o Prêmio Nobel de Literatura que lhe foi atribuído em 1998 tornou-se um fardo difícil de ser carregado. Saramago reclama de falta de tempo para escrever. Hoje ele é uma espécie de arauto da língua portuguesa que percorre os quatro cantos do mundo propagandeando o idioma de Camões. Os recém-lançados Cadernos de Lanzarote II, segundo volume de seus diários, vão de 1996 a 1997 e mostra um Saramago andarilho, que deixa seu lar em Lanzarote, uma das Ilhas Canárias, dá voltas pela Europa, circula no Brasil e ainda tem tempo de salpicar as páginas de seu diário com observações perspicazes e poéticas. Para quem conhece os romances de Saramago, o estilo pode parecer frugal. Mas é aquele tipo de simplicidade que só alguém que pensa e escreve bem sabe fazer. Não faltam ao escritor o senso de humor, a ironia e uma delicadeza especial na percepção das coisas. (...)”
VOLPATO, Cadão – Época, 26 de abril de 1999.

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GABARITO

No texto, os vocábulos arauto, perspicazes e frugal podem ser substituídos, respectivamente, pelos sinônimos: a) mensageiro – inteligentes – modesto. b) representante – talentosas – insosso. c) que sabe – que observam – parco. d) eminente – sagazes – exagerado. e) propagandista – complicadas – sóbrio. 19. F. Católica de Salvador-BA-Adaptada A substituição proposta à direita mantém o significado do contexto em que o termo transcrito aparece em: a) “toda” em “metade de toda a força” – qualquer. b) “algum” em “com algum êxito” – pouco. c) “apenas” em “foram selecionados apenas os chefes” – mal. d) “ainda” em “O Brasil ainda tem uma vantagem” – afinal. e) “Assim que” em “Assim que a economia voltar a crescer, isso vai ser consertado” – Quando.

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20. Uniube-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está corretamente interpretada de acordo com seu sentido. a) “E só estando ao abrigo das necessidades (e do mau tempo) é que poderemos, com calma e sapiência, manipular os peões...” = sabedoria. b) “Pena que os bispos sejam tão renitentes.” = teimosos. c) “Acho que nenhum patriota sincero se oporia a esta medida tão salutar e higiênica” = moralizadora. d) “Conto com teu bom senso para tratar com severidade os trabalhadores, sem deixar-te levar por pieguices.” = sentimentalismos. 21. F.M. Triângulo Mineiro-MG-Adaptada “... uma relação é provida do atributo mágico...” “... prenhe de respeito e carinho...” “... repousa no preceito basilar do cristianismo...” Os sinônimos mais adequados para as palavras em negrito nos trechos acima são, respectivamente: a) dotada, repleta, fundamental; b) portadora, isenta, simples;

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c) concebida, marcada, único; d) destituída, madura, básico; e) incentivadora, plena, indiscutível. 22. U.E. Maringá-PR Assinale a(s) alternativa(s) em que as palavras em destaque podem ser substituídas pelas palavras que estão em itálico, respectivamente. 01. “A conclusão da primeira etapa de decodificação do genoma humano...” – o epílogo – leitura. 02. “A complicação é que se desconhecem quantas casas e edifícios existem de fato na metrópole e qual a função de cada um dos imóveis.” – o obstáculo – ignoram. 04. “As estimativas variam de 38.000 a 120.000” – as avaliações. 08. “As poderosas máquinas da Celera Genomics e do Projeto Genoma Humano ordenaram as seqüências de letras...” – prostraram – as apreensões. 16. “Identificar os genes será uma tarefa árdua e mais complexa do que foi decifrar o próprio genoma.” – um trabalho – desviar.

GABARITO

32. “...os geneticistas ainda são incapazes de encontrar a padaria ou a delegacia de polícia no complexo DNA do ser humano.” – hábeis – no elucidado. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas. 23. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Quis continuar a falar, para escrutar-lhe bem a alma; não pude, ele esquivou-se, e fiquei outra vez só.” = sondar. b) “...ninguém me dava o direito de presumir intenções e intervir nos negócios particulares de uma família...” = vangloriar.

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c) “Bastou que uma idéia se me afigurasse possível para que eu a acreditasse certa.” = parecesse. d) “...Félix achara um modo de conciliar umas e outras, amando sem casar.” = harmonizar.

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24. PUC-RS
“Não vai dar certo Outro dia, dois cientistas americanos apresentaram um pedido ao Serviço de Marcas e Patentes dos Estados Unidos para registrar uma criatura que estão produzindo em laboratório. A tal criatura seria uma mistura de homem com animal. Não se sabe direito que animal é este, mas deram a entender que tanto pode ser um macaco como um camundongo. É fácil imaginar um homem-macaco. Afinal, todos nós, no passado, já protagonizamos essa dobradinha. E nem faz tanto tempo. Conheço gente que ainda se lembra de quando o avô desceu da árvore (...) Já cruzamento de um homem com camundongo é mais difícil de visualizar. O único parâmetro conhecido é o Mickey, o rato mais bem-sucedido da história. Em cima dele, construiu-se um império que é, na verdade, uma ratoeira humana (...). A idéia de cruzar artificialmente seres humanos com animais não é nova. Já foi imaginada no começo do século pelo inglês H. G. Wells, em A Ilha do Dr. Moreau e, nos anos 50, pelo americano James Clavell, em A Mosca da Cabeça Branca. Ambas as histórias renderam vários filmes. Em todos eles, a parte humana levou um baita prejuízo. No filme do homem que virou mosca, o pobre Vincent Price ficou desesperado porque, com seu corpinho de mosca, não conseguia chamar a atenção de sua mulher, para que esta o fizesse voltar ao normal. E olhe que ele foi o cientista que resolveu fazer a experiência. Boa idéia. O ideal seria se os dois cientistas se oferecessem como cobaias de suas experiências. Um cruzaria o outro com o macaco. E o outro cruzaria o um com o camundongo.”
CASTRO, Ruy. Manchete, 19/04/98 (adaptado)

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Se as expressões “Outro dia”, “A tal criatura”, “dobradinha” e “corpinho”, características da linguagem coloquial, fossem substituídas por expressões do português culto formal, sem alteração básica no significado, seria correto utilizar, respectivamente: a) Uma vez – a experiência – par – figura diminuta. b) Dia desses – este monstro – dualidade – corpo minúsculo. c) Certo dia – o experimento – dupla – silhueta pequena. d) Há pouco tempo – o resultado – casal – corpete. e) Recentemente – esse ser – parceria – corpúsculo.

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9. 19. 16. 12. 21. 3. 15.LÍNGUA PORTUGUESA V O C A B U L Á R IO 1 1. 14. 22. 24. 4. 6. 5. 20.F-V-F-V d d 13. 11. 8. a c a c b a b c a 01 b e IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 2. b c c d e c e a c F-F.Vocabulário Avançar . 10. 17. 18. 7. 23.

4. “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. ortografia e formação das palavras Avançar . Você corrige um erro. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1.” Nas palavras em negrito observa-se uma seqüência de: a) hiato. d) negociação e países.” “. Use V. entre mim e eles. dígrafo e ditongo. 1 ( ) A letra h não representa. encontro consonantal e hiato. existe. 4. e F. UFSE Os encontros vocálicos das palavras SEARA e GLÓRIA encontram-se. d) Aproveito-me desta oportunidade. para os falsos. GABARITO 3. dígrafo e hiato. e) Antigamente. e) ditongo. c) ditongo. respectivamente.a lavadeira cheira a gim. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mas é usada em palavras que a trazem da etimologia. d) ditongo. na Língua Portuguesa. enviavam-se muitas cartas em mão. Unifor-CE “Vejam que país. acentuação. UFMT Leia o texto de Lourenço Diaféria e julgue os itens a seguir. uma separação formal e intransponível. Você fica louco da vida.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . 2. em: a) Dadas as nossas origens e objetivos. para agradecer-lhe a gentileza do gesto. dígrafo e ditongo. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. b) biologia e adquirida.. c) Daqui há pouco tempo estaremos iniciando o século vinte e um. Emescam-ES O emprego da expressão abaixo em negrito vai de encontro ao “bom uso” da nossa língua. nas palavras: a) ameaças e contrário. ( ) Poderia ser acrescentada à “questão de múltipla escolha” mais uma alternativa: Você corrige três erros. nenhuma fonema. c) científicas e biogenética. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. 3. como humano. b) A EMESCAM fica situada na Avenida Nossa Senhora da Penha. ( ) As letras x e ch podem representar o mesmo fonema. para os itens verdadeiros.. e) polícia e principais.. 2.Fonologia.’ Considere as seguintes atitudes: 1. o que ocasiona certa dificuldade na escrita de palavras como pichar e xícara.. encontro consonantal e ditongo. b) hiato. Você corrige dois erros.” Lourenço Diaféria.

adqüiri. respectivamente. 7. algumas palavras sofreriam alterações. Sem contração de preposição com artigo. tranqüilo. distingüi. tranquilo. O advérbio derivado de “notável” deveria estar grafado no texto como “notavelmente”. houve simplificação de um ditongo decrescente em vogal simples..” – fonema /k/. São corretas as afirmações: a) I. U. 2 GABARITO 8.. FGV-SP A palavra língua está corretamente escrita com acento agudo e sem trema.” I. II e IV.. Anhanguera. Maringá-PR-Modificada Assinale a(s) alternativa(s) em que a(s) letra(s) destacada(s) corresponde(m) adequadamente ao(s) fonema(s) propostos(s). tranqüilo. güaraná. güaraná. como resposta a soma das alternativas corretas. “Daqui a alguns milênios. Está(ão) correta(s): a) apenas I. distingui. 64. distingui. formando um ditongo crescente.. e) apenas II e III. e) I e III. II. Santa Maria-RS “Ele domina a número cinco. agüei. Em marcá. e) Ambigüidade. De acordo com as regras de acentuação gráfica. II.F.... b) Anbiguidade. 6.enquanto dá voltas.Fonologia. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) apenas III. a expressão “pelos estudiosos” deveria grafar-se “pôr estudiosos”. agüei.... b) apenas II.. U.. “Os americanos acham. Anhangüera.. ma-cha-di-a-no e as-si-na-la-da. d) apenas I e II. “. agüei.” – fonema /k/. “.” – fonema /k/. I..E. aguei. houve substituição da consoante final por semivogal. 32. Anhangüera. “Nevascas.” – fonema /k/. distingüi. 16. b) II e III. tranqüilo. como: marcar → marcá chaleira → chalera sensacional → sensacionau Analise as afirmações relacionadas com essas alterações fonéticas.a velocidade da rotação. aguei. distingui. dá de chaleira. “. vai marcar. Em chalera. adquiri. Anhanguera. guaraná. adquiri.um pião enlouquecido. PUC-RJ Leia o período abaixo e as afirmações relacionadas às expressões nele contidas: “O ceticismo constitui uma marca característica do conto machadiano que vem sendo amiúde assinalada pelos estudiosos da literatura brasileira. furacões.. IV. Anhangüera..” – fonemas /ku/.” – fonemas /kw/.. acentuação. guaraná. guaraná. tranquilo. c) I e II. d) III e IV. a) Ambigüidade. Dê. III. A separação silábica das palavras “machadiano“ e “assinalada” é. adqüiri. atenção. notavelmente aqueles que se concentram na chamada fase realista de sua obra. Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam também corretamente grafadas. ortografia e formação das palavras Avançar . c) Ambigüidade. 08. adquiri. sensacional!” Se essa fala fosse transcrita em nível coloquial. “Séculos quentíssimos. o verbo “constituir” escreve-se “constituía” em uma das formas do passado. É goooool. 01.” – fonemas / ku/. 02. 04. d) Ambiguidade. houve queda de consoante final e deslocamento da sílaba tônica. III...5. Em sensacionau..

Perché si non vous puede ficar sem. e) Eletrecista. asterístico. e) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente. Come on. no texto. IMPRIMIR GABARITO 13. serem línguas neo-latinas facilita a compreensão da mensagem pela propaganda. d) Sicrano.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 9. a confusão de línguas também impede a comunicação. despercebido. da globalização lingüística. d) velho. 95. porque a língua inglesa é também uma língua neo-latina. 180 e mucho más. b) adivinhar. alto-falante. c) confessar. ascenção. celebral. U. c) ditongo – dígrafo – hiato. 12. acentuação. beneficiente. extrangeiro. Alfenas-MG O acento gráfico em “conferência” tem a regra de emprego assim expressa: a) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em a(s). frustado. asterisco. 3 9. ( ) As palavras gracias. auto-falante. ocorrem. recriada por esse texto. venga a buscar la suya. respectivamente os seguintes encontros: a) ditongo – hiato – hiato. Gracias à abertura da nossa economia. capisci?” Revista Veja/SP. UFMT ( ) A fábrica de canetas Parker explorou o fenômeno. pretenção. c) Assessores. I tutto para você pagar com money brasileiro. como argumentos a favor da simplicidade do produto anunciado.Fonologia. através. la mejor Parker Collection du monde. ( ) Na Babel global. cultural e econômica para lançar seu produto no mercado brasileiro. celebral. a Parker do Brasil ha portato a tutti noi a crème de la crème das Parkers do mundo: Duofold Centennial. b) dígrafo – hiato – ditongo. vultosa. e) ditongo – dígrafo – ditongo. losango. UEPI Marcar a opção em que o segmento em negrito não forma dígrafo. ortografia e formação das palavras Avançar . Voltar Língua Portuguesa . Unifor-CE Nas palavras Paquequer. previlégio. b) Eletricista. prazeiroso. d) dígrafo – ditongo – ditongo. pretensão. e) recorria. 11. “Agora in Brasile. c) Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a(s). entitular. Paraíba e caudal. FGV-SP Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam corretamente grafadas. ( ) O fato de o espanhol. ( ) As palavras estrangeiras funcionam. d) Acentuam-se todas as palavras paroxítonas. prazeiroso. 88. 10. Premier. a) qualquer. a) Empolgação. tutto e monde são formadas a partir de radicais presentes nas palavras correspondentes do português. assim como o português. o italiano e o francês. ( ) O sentido de money e come on é evidente no texto. b) Acentuam-se as palavras proparoxítonas terminadas em ditongo crescente.

Alfenas-MG “Fernando Henrique fez a defesa dos países em risco”. 16.. e) límpido – vôo. U. “Esse público buscava na literatura apenas distração..” 32.... Uniube-MG São acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica... 08. a soma das alternativas corretas... Maringá-PR-Modificada O fonema /s/ é expresso.. b) Ora! Você fez um dramalhão por coisa tão insignificante. 01. a soma das alternativas corretas... completará corretamente a grafia de: a) bel. país. 18.....esperando o próximo.. fechava o livro e o esquecia. 19. São acentuados graficamente os vocábulos “só”.. b) cert. c) português... 4 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . usado nessa palavra em negrito na citação acima. Os vocábulos “macaco”.... na grafia da língua portuguesa.. b) filológica.... aliás... influência.... percebemos que havia um problemão a resolver.cujo ócio permitia a leitura de romances e folhetins. sentido pejorativo. “. c) calabr..E. U. O vocábulo “evoluído” tem cinco sílabas. e e o... O vocábulo “muriqui” não é acentuado pois não levam acento gráfico os oxítonos terminados em i... “.. a) cândido – armário. O vocábulo “observação” tem quatro sílabas. como resposta.. que lhe ofereceria praticamente as mesmas emoções. 15.. e) Um carro! Presentão como esse você só ganha uma vez na vida.. d) viuv... c) Feriadão começa com o 2º maior congestionamento....” Dê.E. como resposta.. “primata” e “apetite” não recebem acento gráfico porque não se acentuam os paroxítonos terminados em o. ridicularizando ou ironizando a idéia expressa.. “. Ponta Grossa-PR Tendo em vista a acentuação gráfica e a separação silábica dos vocábulos. A alternativa em que este valor está presente é: a) Ao revisar a prova.. lingüística. a e e.. acentuação...” 02. úteis.Fonologia. ortografia e formação das palavras Avançar . e) estranh.. d) O casacão da noite envolveu a cidadezinha... d) óbvio.... O sufixo ESA. obrigatório. FUVEST-SP Os sufixos aumentativos têm.. as palavras da alternativa: a) língua. b) exímio – vírus. 17. necessária. 01..” 08. alguém. “é” e “dá” porque devem ser acentuados todos os monossílabos tônicos terminados em a... de várias maneiras.. Dê. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo várzea.. às vezes...tão logo chegava ao final. “A prosa literária brasileira começa no Romantismo.... 16.. assinale o que for correto. “.” 04.passando o tempo a torcer e a chorar por seus heróis...... 04....” 16.. 02.. Assinale a(s) alternativa(s) em que todas as letras destacadas representam na escrita o fonema /s/. c) supérfluo – incêndio.14. d) incluído – sandália. U.

nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. ou até na rua. c) São anglicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. segundo a gramática normativa.. mas Camarões venceu. inclui as apresentações em várias espécies de salas. tudo é show. depois.. GABARITO 21. cada uma fala o seu dialeto. etc. punk. onde as melodias podem ser originalmente nativas. assinale a alternativa correta. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book..... (inverter – reverter) expressão escolhida: reverter. falemos de nós. deixando de lado os índios que nós. .. (ao encontro das – de encontro às) expressão escolhida: ao encontro das.... pelo menos.. como a maconha. Nas páginas dedicadas ao show business.. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos.. milk shake: a) São estrangeirismos que. e) Não estou ______ desses problemas políticos. ortografia e formação das palavras Avançar ... já que a gente não os conhece nem de nome.. c) Quando a chuva começou. 5 Palavras como show.. (a par – ao par) expressão escolhida: a par. Suas idéias vão . ou..... Mas. incapaz de formar palavras para designar aqueles elementos. Mas não pega.. etc.. então. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. são termos necessários que assumem forma da língua portuguesa e podem ser usados quando necessários... d) São galicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos.. UEMS Leia o texto de Rachel de Queiroz e... as drogas mais leves. funk. c) colégio – sério. Pois aqui no Brasil. se você for a fundo no assunto. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. por exemplo. e) convênio – válido.. o pataxó.. ele viu que. pelo menos. toma um susto. Correio do Estado 21/05/2000.I. d) tórax – ingênuo... chamando-o de ‘desporto’. No esporte é a mesma coisa. que. a todo instante tropeça e se engasga com rap. back é beque.. nós a recebemos do colonizador luso.. e) São estrangeirismos e por isso não contribuem para a boa linguagem.. a) sacrário – difícil. acentuação. que não se pode traduzir literalmente por ‘arte teatral’.. o português. por exemplo: é todo recheado de inglês. se não for escolado no papo.. soap-opera... Os índios têm lá os jogos deles. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo ignorância. “(. A começar que a nossa língua oficial.. (despercebido – desapercebido ) expressão escolhida: desapercebido d) Ele pensa exatamente como eu.. o placar... 22. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. Todos pensaram que ele fosse . como na África.. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa).) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo.. que alguns tentaram.. b) ônibus – ígneo.” Rachel de Queiroz. ‘meio-de-campo’. minhas. E o leitor do noticiário. o que foi uma bênção.. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. ou pior. F. a escolha inadequada para o preenchimento da lacuna: a) O Brasil perdia para Camarões nas Olimpíadas. Cantor de forró do Ceará. Ficamos nas adaptações tipo ‘futevôlei’... sem guarda-chuva. Pegue um jornal. pelo menos é o que informam os especialistas. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. hamburger. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. funk e hot dog. rap. (descriminar – discriminar) expressão escolhida: descriminar.20. b) Há gente que pretende . como um peru de farofa. Imagina se.. b) Atestam a pobreza lingüística da língua portuguesa. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos.. mas devem ser chatos ou difíceis... traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. entre as expressões entre parênteses. iria passar . de Vitória-ES Assinale a opção em que se fez.. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão ‘centroavante’... etc. os brasileiros. especialmente o futebol (não mais foot-ball). é engraçado. pretendemos ser.. tem significação mais extensa.. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem.. se fosse realidade a falada ‘língua geral’ dos índios.Fonologia.

Há o importador e há o muambeiro. 04. para os falsos. e cultivá-los é fácil: simples questão de plantar. c) “espécie” – “idéias”. Em “química” se usa acento gráfico no “i” pelo mesmo motivo por que se acentua o “i” de “dirigíveis”. b) “Até” – “propôs”. ingleses e brasileiros. U. (. timbaleiro ou seresteiro. Santa Maria-RS Em qual alternativa os pares de palavras não seguem a mesma regra de acentuação? a) “pátria” – “próprio”. para as verdadeiras. de adubar nem de regar. 02. d) “na minha longa descida”.. Jornal do Brasil.)” VERÍSSIMO. empresário. 25. e) “áreas” – “Mário”.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. b) “iguais em tudo e na sina”. UFMT Para julgar os itens que seguem. são monossílabos átonos.. e) “todo o velho contagia”. grande investidor ou latifundiário. Use V. Luís Fernando. d) “só” – “três”. Os vocábulos “século” e “inédito” acentuam-se graficamente pelo mesmo motivo por que se acentua “câmera”. U. como em “as páginas”.. João Cabral de Melo. 7/10/95. 08. ortografia e formação das palavras Avançar .” NETO.F. leia o texto “Eiros”. Dê. Os artigos definidos. FUVEST-SP “Só os roçados da morte compensam aqui cultivar. há políticos e politiqueiros. segundo ela.E. “os parisienses”. acentuação. Voltar Língua Portuguesa . (. 01. como existem médicos. por isso jamais recebem acento gráfico. terapeutas e curandeiros são formados pelo processo de derivação parassintética. “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estranhando que ‘brasileiro’ seja o único adjetivo pátrio conhecido em ‘eiro’ que. 24. 6 O mesmo processo de formação da palavra sublinhada em “não se precisa de limpa” ocorre em: a) “no mesmo ventre crescido”. “a capital” e “o ar”. açougueiro ou carvoeiro’ – escreve Elza – ‘as chances são mínimas de acabar como advogado. é um sufixo pouco nobre.. e dão lucro imediato. 26. c) “jamais o cruzei a nado”. a soma das alternativas corretas. Os vocábulos “tecnologia” e “inimaginadas” têm cinco e seis sílabas respectivamente. as estiagens e as pragas fazem-nos mais prosperar. IMPRIMIR GABARITO ( ) Os termos jornalistas. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes’.23. Existem suecos. como resposta. e F. Ponta Grossa-PR-Modificada Assinale o que for correto. ( ) A forma -eiro tem o mesmo significado em todas as suas concordâncias. ( ) O morfema -eiro é usado exclusivamente para formar adjetivos a partir de substantivos. 16. terapeutas e curandeiros. ‘Se você começou como padeiro. Aliás. Há duas sílabas em “ruas” e quatro em “aparelhos”.Fonologia. Morte e vida severina. jornaleiro. nem é preciso esperar pela colheita: recebe-se na hora mesma de semear. não se precisa de limpa.

FUVEST-SP O prefixo assinalado em “tresvariando” traduz idéia de a) substituição. Quais estão corretas? a) Apenas I. d) Crucifixo. e) compreensível – artístico – várias. céu e pôr são: a) sábado. pública e está. II e III. d) inferioridade. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. Santa Maria-RS Assinale a alternativa cujas palavras devem ser acentuadas. Cesgranrio-Modificada As palavras que se acentuam. A palavra possuído recebe o acento gráfico pela mesma regra de aí. clássicos e século. c) caráter – cárie – até. só. ocorreria mudança de significado e de classe. III. c) princípio. a) fácil – vôlei – caí. 30.Fonologia. baú. heróico. até. e) intensidade. também e incontestável. c) árvore. e) I. b) aceitável. d) provável – várias – obrigatória. e) vírus – fáceis – país. b) Apenas II. d) Apenas II e III. e) Apedrejar. insuportável e dúvida. 7 GABARITO 32. aí. I. pelas mesmas regras de “possível”. e) porém. A palavra risível recebe o acento gráfico pela mesma regra que preceitua o uso do acento em ridículo. II. c) Apenas I e III. d) difícil – idéia – vocês. b) hífen – apóia – além. respectivamente. heroísmo. domínio e até. acentuação. há. U. Unifor-CE Todas as palavras estão acentuadas pela mesma razão que justifica o acento no vocábulo influência. b) Apelar. d) silêncio. línguas e contrário. Unifor-CE A série em que se observa a mesma regra de acentuação da palavra em negrito no segmento “uma escolta de professores e funcionários” é: a) contemporânea – provável – contrário. b) artística – compreensível – contemporânea. d) lêem. ortografia e formação das palavras Avançar . c) privação. pelas mesmas regras de água. pára. b) mágoa. respectivamente. b) contigüidade. 29. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações sobre a acentuação gráfica. “memória” e “atrás”. 28. véu.27. Se fosse retirado o acento gráfico das palavras várias. réu. c) Circular. a) Apogeu. em: a) América.F. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) obrigatória – contrário – circunstâncias. 33. 31. e) místico.

.. os jovens”. flacido... UFSE A afirmação correta é: a) “Há pouco” está corretamente empregado na frase: Daqui há pouco eu o verei... e) flâmula.. e) Foi esquecido um item na prova por falta de atenção. na profissão ou ter bom relacionamento familiar”. ingreme. ocorre corretamente em “ascensão”.. tulipa.. 35. FEI-SP Em “É impossível esquecer as profecias de Aldous Huxley em seu Admirável Mundo Novo”. respeito da mente humana”... Assinale aquele que apresenta erro segundo a norma culta. (Renault) d) Ele faz dois anos e nós a diferença.... erudito. crisantemo. o termo em destaque foi formado por qual dos processos de formação das palavras? a) Derivação prefixal b) Derivação regressiva c) Derivação parassintética d) Derivação sufixal e) Derivação imprópria 38. b) rubrica. ortografia e formação das palavras Avançar . Alfenas-MG A alternativa em que todas as palavras devem ser acentuadas graficamente é: a) pudico. o vocábulo “compreenção”. a) Você tem o dever de pôr as coisas no lugar. d) ureter..... (Hertz – Locadora de Veículos) 37. • “A inteligência não se limita . • “Uma pessoa excessivamente tímida ou muito agressiva terá problemas para conseguir um bom emprego. “admitiu” está corretamente grafado.. de 19/09/2000... antifrase. U. e) latex.. a) Existem coisas que o dinheiro não compra. d) Assim como “advinhar”. UFRS-Modificada Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das frases abaixo: • “Ele se baseia numa idéia ultrapassada . a Hertz não para de conquistar o Brasil. Mas a gente promete não falar delas. cartomancia. acentuação..Fonologia... Quando mais longe for. . b) É preciso que se averigúe todas as alternativas. c) Grafa-se corretamente com “ç”. Motor de sobra para esticar o pé. c) Quê! Ela também estava lá? d) São os sábios que constróem a verdadeira paz.. c) prototipo. Hungria..... d) público.. como em “sonegação”.. como em “disciplina”.... b) O encontro “sc”. Alfenas-MG Assinale a frase em que há erro de acentuação gráfica. U. bimano. a) a – à – acender d) a – à – ascender b) à – a – acender e) à – à – ascender c) a – a – assender 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) tênis. 36. interim... (Audi) c) Chegou o Renault Clio Sedan. e) A forma “influência” completa corretamente a frase “O educador. (Revista Forbes) b) Espaço de sobra para esticar as pernas.. b) econômico.... (Publicidade do Toyota Corolla feita pela Savoy Sul e Motors Shopping) e) Para conquistar você cada vez mais.. 39. capacidade de raciocínio lógico”. 40... Cefet-PR Os textos publicitários abaixo foram retirados da Folha de São Paulo.34. Unifor-CE A mesma regra de acentuação da palavra infância observa-se em: a) indivíduo. melhor.

ortografia e formação das palavras Avançar . seria grafada chantilí. b) I e III. pelos entrefios: — ‘Tanto chove. louro-cobre. c) trabalho.” De acordo com essa definição. d) abstenção. Porém. calabreza. d) I. II. apresentam-se de acordo com os padrões fonéticos e gráficos da língua portuguesa. “Cê”. acentuação. pouco se vê. 9 a) Os diminutivos com que o narrador caracteriza a personagem traduzem também sua atitude em relação a ela. sofreu um processo de redução semelhante ao ocorrido com a expressão de assentimento “tá”. ( ) A correta separação das sílabas das palavras período e dezesseis é pe-río-do e dezes-seis. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .41. IV. compreensão. Se a palavra “jeans”. 42. U. um narizinho que-carícia. e) I. b) “Andorinhava” é palavra criada por Guimarães Rosa. e “butique”. exceção. espiava agora — o xixixi e o empapar-se da paisagem — as pestanas til-til. possivelmente seria grafada jins. lisos. Guimarães. do trecho “Cê vai querer a costela com chantilly ou creme de leite?”. II. ascensão. Alfenas-MG O erro ortográfico está em: a) catequizar. U. II e III. PUC-RS-Modificada I. Alfenas-MG-Adaptada “Formas variantes são as palavras que com a mesma significação. 44. em seqüência. e) excesso. e. A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. III e IV. compridos. e) prática. fosse adaptada ao português. obsessivo. que me gela!’” ROSA. coisicas diminutas: a carinha não-comprida. Se comparadas às palavras que lhes deram origem. Explique o processo de formação dessa palavra. UFSE-PSS Analise se é V (verdadeiro) ou F (falso): ( ) Na palavra pecuária encontram-se. andorinhava. Indique resumidamente o sentido dessa palavra no texto. em “peão de boiadeiro virou caubói”. Identifique essa atitude. os cabelos. III. Aos tantos. Primeiras estórias. não parava. em “apelidados de peões de butique”. qual é a palavra que admite forma variante? a) cotidiana. c) II e IV. ( ) Nas palavras hectare e filhote há em comum um encontro consonantal. 45. explicando-a brevemente. c) empresa. FUVEST-SP “A gente via Brejeirinha: primeiro. “Partida do audaz navegante”. um hiato e um ditongo oral crescente. b) poetisa. As palavras “caubói”. ( ) Assessórios feitos de couro de avestruz atingem preços exorbitantes –Todas as palavras assinaladas estão corretamente grafadas. 43. Se a palavra “chantilly” do trecho anterior fosse corretamente aportuguesada. ( ) Abate é exemplo de derivação regressiva. admitem grafia ou pronúncia distintas. d) país. o perfilzinho agudo. disse-se-dizia ela.Fonologia. do trecho “enfiados em calças jeans”. no meio deles. b) este.

não aproveitaram para importar outro povo. O prefixo – também de origem grega – significa afastamento. e) transmissão. a palavra “estatuária” é classificada do mesmo modo que: a) algarismo. Unifor-CE Observe que se afirma a respeito da formação da palavra anacronismo. somente. não aproveitaram para importar outro povo? b) Com a abertura da nossa economia. I. indicando resultado da ação. UERJ Quanto ao processo de formação. c) pirogravura. por quê não aproveitaram para importar outro povo? c) Com a abertura da nossa economia. e) As razões porque não importaram outro povo. d) II e III. d) infância. ortografia e formação das palavras Avançar . II.46. II e III. d) domingueira. Alfenas-MG O substantivo derivado dos seguintes verbos que tem grafia diferente dos demais é: a) reter. b) Apelar. U. c) trair. Está correto que se afirma em: a) I. UERJ Observe as seguintes palavras: lobisomem linguarudo Identifique o processo de formação de cada uma delas. Unifor-CE Só não se encontra o mesmo processo de formação da palavra comportamento em: a) integração.F. c) I e II. e) Apedrejar. mudança. b) desconhecida. Santa Maria-RS-Modificada Assinale a alternativa em que a palavra em itálico foi corretamente grafada: a) Porquê. O sufixo empregado forma substantivo. 50. b) endoculturação. b) deter. com a abertura da nossa economia. Por quê? d) Não entendi o porque de não importarem outro povo. d) conseguir. e) I. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. somente. III. 49. b) III. somente. U. c) significativo. somente. são desconhecidas para mim. acentuação. com a abertura da nossa economia. d) Crucifixo. a) Apogeu. 10 48. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . O radical da palavra tem origem grega. c) Circular. com a abertura da nossa economia.Fonologia. 51. 47. e) ceder. 52.

é certo que: 01. “Virou praga o uso indevido do gerúndio. As palavras irracionais e indispensáveis apresentam o mesmo prefixo. d) radicais que mantêm entre os dois verbos uma relação sinonímica. Ponta Grossa-PR Quanto à formação de vocábulos. e) radicais que definem os dois verbos como cognatos entre si. b) Apenas II. ortografia e formação das palavras Avançar . respectivamente.” IV. o prefixo indica negação nos vocábulos “impossíveis” e “inimaginados”.. e) I. U. 11 IMPRIMIR GABARITO 58. c) o mesmo prefixo de origem grega que denota negação.E. II e III. “parisiense” é vocábulo composto formado por justaposição. 08. c) recolocava – reconhecemos. o substantivo “fundação” é formado por sufixação a partir do verbo “fundar”.F. 55. 57. Unifor-CE Assinale a alternativa em que não ocorrem.”.53. Unifor-CE Os verbos alindar e afear apresentam: a) o mesmo prefixo de origem latina que denota transformação.as contribuições já incorporadas e a serem incorporadas ao nosso idioma.” A seguir. III. II e III. Nas palavras mental e sexual. acentuação. c) Os afixos têm sentido semelhante em II e IV. b) o mesmo prefixo de origem latina que denota afastamento. é prova do despreparo de algumas pessoas. UFRS Abaixo são feitas três afirmações sobre formação de palavras: I.” III. b) Os afixos têm sentido semelhante I. d) Apenas II e III.. e) filosofia – dicotomia. c) multiforme – policromo. d) dissílabo – bisavô. 54.” II.. “glamourizou” é forma de pretérito perfeito de um verbo criado por derivação sufixal a partir de um estrangeirismo. um radical latino e um radical grego. d) preconceitos – descabidas. possuam o mesmo significado de (in-) em: “Talvez até seja politicamente incorreto dizer. d) Os afixos têm sentido semelhante em III e IV. II. As palavras justificável e admirável são adjetivos formados a partir de verbos. a) altiplano – acrobata. Juiz de Fora-MG Marque a alternativa em que os elementos destacados. c) Apenas I e III.Fonologia. a soma das alternativas corretas. 16. “simultaneamente” é vocábulo formado por parassíntese a partir de um adjetivo na forma feminina. U. “.. U. b) injusto – descomunal. “. como resposta.. 04. nas duas palavras.F. a) Os afixos têm sentido semelhante em I e IV. assinale a seqüência correta. Dê. Uberlândia-MG-Modificada Observe os afixos em destaque nos fragmentos abaixo: I. Quais estão corretas? a) Apenas I. a) inexpressiva – exportados. Voltar Língua Portuguesa . 02. “Talvez apenas desconheçam a própria língua. o sufixo utilizado forma adjetivos a partir de substantivos.. b) psicultura – ictiologia. referente aos afixos em destaque. 56.

E saiu para a rua. e) lhe em “bastaria que um homem lhe tocasse”. 65. 08. que nos deu tanta alegria. PUC-RJ Assinale a alternativa em que todos os itens são formados a partir de um verbo. porque ambas as palavras representam uma ação. e) explicável. extinção. ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. sob todos os pontos de vista.E. angustiado. Você é diferente. b) resistência. Não é que o canário tinha ressuscitado. U.. 12 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . contemplação. recentemente – advérbio formado por sufixação a partir de um adjetivo. U. Ponta Grossa-PR-Modificada O potencial de afetividade do sufixo diminutivo. prática.. sofrimento. a soma das alternativas corretas. e) “Fotovoltaica” relaciona-se com “fotossíntese”. a) abandono em “morrera de um abandono”. d) régulo. a) “Hidrelétrica” relaciona-se com “hidratante”. 16. mandachuvas – substantivo composto formado pela junção de uma base verbal a uma nominal. Alfenas-MG O sentido do radical da palavra “regularidade” não é o mesmo em: a) desregrado.a um radical. e) regularização. a soma das alternativas corretas.E. sabedor. UFPI-Adaptada Marque a alternativa que contém exemplo de derivação imprópria. pequenino por dentro. 61. ortografia e formação das palavras Avançar . como resposta. ventania. 64. cerebral. b) suas em “chorando as dores das heroínas de romance. c) facilidade. de afeto. c) devorar em “durante meses um devorar constante de romances”. como resposta. 02. acentuação. e) atribulação – atribular – atribulado. U. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. preocupação. c) regulador. d) onde em “aquele aspecto da sua casa. Ponta Grossa-PR Analisou-se corretamente a formação dos vocábulos em: 01. pacificar. representada pelo elemento “foto”. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os três vocábulos são cognatos de tributário. U. seja contra alguma coisa (al). alimentício. Pelotas-RS-Modificada Assinale a alternativa correta. d) fumaça. b) régua. para expressar a idéia de carinho. c) atributo – atribuição – atributivo. relações – substantivo formado por derivação pelo acréscimo do prefixo re. inexplorado. regularmente. a) tribunal – tributador – tribal. onde encontrava. achando a condição humana uma droga.Fonologia. d) tributo – tributar – tributável. 60. a) sentimento. 04. mofino.59. 04. embora essas palavras tenham o mesmo elemento de composição. b) tribuna – contribuição – tributal. ainda que as duas palavras remetam à idéia de calor. regressar. 02. pois ambas as palavras remetem à energia da luz. parecia sentir alívio às suas”.F. 63. macaco-prego – substantivo composto formado pela justaposição de duas bases nominais. d) “Megawatt” relaciona-se com “megalomania”. Embebeu de éter a bolinha de algodão. apesar de o elemento em comum significar “grande”. Dê. 16. intimidade. b) “Termelétrica” relaciona-se com “termologia”. 08. perdão. 62. destreza – substantivo formado por derivação sufixal com base em adjetivo. pode ser notado em: 01.”. seja dentro de (en). reluzia vivinho da silva. uma força. com uma fome danada? Dê. c) “Energia” relaciona-se com “alergia”.

68. Cefet-RJ Em “Como por socorro. 69. e) padre. são conservadores. b) invalidar – inativo – ingerir. neste exemplo. escritores e escrever são vocábulos que possuem o mesmo radical. e) arcaísmo. PUC-PR Na palavra infelizmente temos três partes com um significado próprio: in. e) pseudônimo – a composição desse vocábulo é feita por um radical de origem grega. b) irreal – influir. e) inflamar – irretocável. e o prefixo indica negação. c) autos-de-fé – ocorre. c) padronizar. b) arcaísmo. U. há prefixos com o mesmo sentido. e) desigual – dades.66. Assinale a alternativa em que todos os elementos constituem partes significativas da palavra desigualdades: a) de – si – gual – da – des. d) des – i – gual – da – des. c) irrestrito – improfícuo – imberbe. muito usado pelo autor para mostrar a força inovadora da língua portuguesa. 70. espiei os três outros. como em ‘ilógico’. a palavra destacada é um: a) neologismo.”. uso típico da região sertaneja. ação contrária. e) incriminar – imiscuir – imanente.F. d) ateu – incoercível – imerso. principalmente os sertanejos. que se caracteriza pela facilidade de invenção de palavras novas. 67. c) neologismo. U. c) impuro – ilícito. d) impossível – é uma palavra derivada por prefixação. a) inaproveitável –irremovível – irromper. d) irradiar – imigrar. mumumudos.Fonologia. obtido pela repetição de um elemento morfológico. c) desi – gual – da – des. b) apadrinhar. de relevante valor expressivo. b) ataques – é uma palavra formada por derivação regressiva. a) paterno. acentuação. o que prova que os falantes da língua portuguesa. agregado à base um novo sentido. Alfenas Assinale a palavra cujo significado do radical não corresponde ao do vocábulo “PATRIMÔNIO”. em relação icônica com o determinado. UFPE Assinale a série de palavras cujos prefixos indicam negação. criação de intensa produtividade neste tipo de texto em que predomina a informalidade. 71. 13 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Santa Maria-RS Nas palavras “intocado” e “irreconhecível”. em seus cavalos. Unifor-CE A alternativa incorreta em relação à formação de palavras é: a) criaturas. ortografia e formação das palavras Avançar . composição por justaposição. Em qual das alternativas a seguir as duas palavras apresentam os prefixos com esse mesmo sentido? a) incluir – irregular. d) arcaísmo. d) padroeiro. feliz e mente. intugidos até então. b) des – igual – dade – s.

b) sufixo que expressa intensidade. d) movimento para além de. e) cabeleira. c) posição além do limite. houve a intercalação de uma consoante entre a raiz “chá” e o sufixo “eira”.. b) movimento em torno. c) Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis. a) cafeteira. o neologismo “desfavelado” significa pessoa que: a) mora próximo à favela. O sufixo tem o sentido de “lugar que contém”. UFR-RJ O prefixo da palavra em negrito na oração “ao transpor a porta para a rua. ortografia e formação das palavras Avançar . Identifique a palavra que passou pelo mesmo processo de formação. constitui um procedimento comum em língua portuguesa.F. 14 Tendo em vista o conteúdo do texto e o sentido do prefixo des-. UFR-RJ “Sentimo-nos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. d) impossível. e) E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas. d) deixou de ser favelado. e) prefixo que indica repetição e sufixo que denota ação. triste e chateado desfavelado” Carlos Drummond de Andrade. isto é. c) nunca morou na favela. d) brasileira. e) movimento intermitente. c) prefixo e sufixo que denotam ação momentânea. 73.” Assinale a opção em que a palavra em negrito exemplifica este procedimento de conversão de substantivo em adjetivo. Santa Maria-RS Na palavra “chaleira”. b) é contrária à favela. U.72. Uneb-BA Com referência ao termo “rerregulação”. e) trabalha em prol da favela. acentuação. 76.” O mesmo processo de formação da palavra desligados ocorre em: a) superficialmente. d) prefixo e sufixo que exprimem ação freqüentativa. pode-se afirmar que foi criado através da utilização de: a) prefixo que indica negação. b) poeira. 77. 74. a) E depois a tomaram como espantados. Me firmo.” tem. o significado de: a) movimento através de. UFF-RJ “A conversão de substantivos em adjetivos. e) consumidor. 75. c) amamenta.Fonologia. d) Com cabelos mui pretos pelas espáduas.. tomar uma palavra designadora (substantivo) e usá-la como caracterizadora (adjetivo). b) enxergado. UFR-RJ-Adaptada “aporrinhado devendo prestação mais prestação da casa que não comprei mas compraram para mim. respectivamente. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) laranjeira. b) Fez o salto real.

11. b 33. a palavra mudou de classe gramatical (andorinha > andorinhar). d 31. 16. 45. 2. c 36. d 40. c 25. 8. 20. 53. Voltar Língua Portuguesa . Trata-se de um processo neológico conhecido como derivação imprópria. 47. podem ter um sentido pejorativo (“Que novelinha mais boba!”) ou ainda. 13. c 23. 26 26. Eles podem traduzir a idéia de intensidade (“Os dois estavam agarradinhos”). a 30. e 37. e 32. 10.Fonologia.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . em um dado momento. 19. 48. a 38. acentuação. 14. 51. ou seja. significa que Brejeirinha tinha. d 41. 49. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1 1. 44. sendo tão pequena. 12. um comportamento semelhante ao do pássaro andorinha. 6. 50. 9. 5. 18. b) “Andorinhava” é um verbo criado a partir de um substantivo. ortografia e formação das palavras Avançar . V–V–V a a c e a 105 e V–F–V–V–F–F b c b e a 54 b 23 c c a 21. 52. c 22. a e b c d e Lobisomem : composição por aglutinação. 4. 46. No texto. 42. O valor subjetivo se soma ao objetivo. d 34. 15. V – F – F – V – V a) Nem sempre os diminutivos traduzem apenas uma idéia de pequenez (valor objetivo). c 24. e 29. ligeira e perspicaz como uma andorinha. c 28. a 35. 3. como é o caso. b 39. 17. 7. d e e 19 GABARITO IMPRIMIR 43. espiando até “pelos entrefios”. F – F – F 27. transmitir afetividade (valor subjetivo). dinâmica. Linguarudo: derivação sufixal.

62. 55. 61. acentuação. 70. 69. 65. 64. 76. e b b d a e 31 e d c c 09 66. 75. 58. 72. 63. 74. 59. 67.54. 77. 57. 68. 56. 60.Fonologia. ortografia e formação das palavras Avançar . 71. 73. b a c c a c a d d e d c 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

verbos e adverbios Avançar . ( ) Individualizar. a fim de evitar as violações dos direitos humanos. no nível mais fundamental...F. sociais e culturais e a conseguir que sejam mais respeitados. V E R B O S E A D V É R B IO S Texto para a questão 1: 1 “Direitos Humanos no Mundo Os trágicos acontecimentos ocorridos em Ruanda e noutras partes do mundo realçam a necessidade de fortalecer a capacidade que a comunidade internacional tem para adotar medidas preventivas.) nessa questão de engenharia genética. Para tal. ( ) Em “. A D JE T IV O S . b) a questão da engenharia genética apresenta ironias implícitas... a melhorar a vida quotidiana de cada ser humano. O Centro de Direitos Humanos do Secretariado contribui para a execução do programa de direitos humanos das Nações Unidas.” a expressão em destaque poderia ser permutada por centrando. U. S U B S T A N T IV O S .” GABARITO 1. sem alteração sintática ou semântica. adjetivos.. Juiz de Fora-MG Considerando-se o fragmento “(. 2.” o adjetivo em destaque poderia estar no plural. substantivos. no primado do direito.Artigos.” o artigo em destaque poderia ser eliminado. e. O fosso entre as aspirações internacionais ao gozo dos direitos humanos e a realidade das violações generalizadas desses direitos constitui o desafio básico que deverá ser enfrentado pelo programa das Nações Unidas em matéria de direitos humanos.. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. sem alteração de sentido. sem modificação sintática ou semântica.. mediante projetos concretos que têm por objeto ajudar a estabelecer e reforçar as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária para a proteção dos direitos humanos. pode ser permutado por particularizar. IESB-DF Julgue os itens a seguir segundo critérios sintáticos e semânticos. a comunidade mundial deve individualizar e eliminar as causas iniciais das violações. poderia ser permutado por hiato sem alteração de sentido. que promete ser a questão do novo milênio”.. Para eliminar esse fosso. d) a questão da engenharia genética é a única questão do novo milênio.. ( ) Em “. Em 1994. ( ) Fosso. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação eficaz do direito ao desenvolvimento.. o Centro aumentou consideravelmente as suas atividades em termos de serviços de consultoria e assistência técnica para programas na área dos direitos humanos..as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária. c) a questão da engenharia genética será a principal questão do novo milênio.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a definir melhor os direitos econômicos..LÍNGUA PORTUGUESA A R T IG O S . ( ) Em “.. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. o artigo definido “a” indica que: a) a questão da engenharia genética será apenas uma das questões do novo milênio.

d) século. a partir de contribuições das operadoras de telecomunicações”. no contexto.000 reais está longe de ser popular. Uneb-BA “O desenvolvimento das telecomunicações entra em nova fase.. d) “No Brasil. como adjetivo. Santa Maria-RS-Modificada Identifique a alternativa que contém uma palavra formada por derivação sufixal que se classifica. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . em “a mistura entre negros. em “o brasileiro era um envergonhado”. FUVEST-SP A frase em que os vocábulos sublinhados pertencem à mesma classe gramatical. que aparece destacado. só o trágico é que faz sucesso. b) “Um dos instrumentos é a criação de fundos. 5. a) brasileiro. b) “Paisagens da minha terra. a palavra sublinhada que admite flexão de gênero é: a) “Fez-se de triste o que se fez amante” (Vinícius de Moraes). em “o artista brasileiro dos dias atuais”.3. adjetivos. já há uma proposta de legislação prevendo a criação de um fundo dessa natureza. d) “Meu amigo.Artigos. 7. c) “Sou um homem comum/ de carne e de memória/ de osso e de esquecimento” (Ferreira Gullar). c) “É pouco perto do desafio monumental que se abre com a atual revolução da informação digitalizada”. d) envergonhado. b) conquista. d) É trágico verificar que. U.” e) “A questão mais premente é a de evitar que aumente a exclusão social”. e) combate. possui o mesmo valor morfológico no fragmento: a) “os gastos públicos com tecnologias relacionadas à Internet chegam anualmente (. em “deixou de ser um peso para os criadores”.” (Manuel Bandeira). U. vamos cantar. na televisão brasileira. UERJ “Flexão é o processo de fazer variar um vocábulo. exercem a mesma função sintática e têm significado diferente é: a) Curta o curta: aproveite o feriado para assistir ao festival de curta-metragem. 6. e) brancos. O termo “a”. c) grito. que alguns técnicos denominam como a da rerregulação.F..) a nada menos que US$500 milhões”. verbos e adverbios Avançar . e) O Brasil será um grande parceiro e não apenas um parceiro grande. 2 4. brancos e índios”. para nele expressar dadas categorias gramaticais como gênero e número./ Onde o rouxinol não canta. b) criadores. O único substantivo que não faz parte desse grupo é: a) busca. substantivos. c) brasileiro./ vamos chorar de mansinho/ e ouvir muita vitrola” (Carlos Drummond de Andrade). Santa Maria-RS-Modificada Os substantivos derivados de verbos denotam ação e são chamados deverbais. no trecho anterior.” Observe a informação divulgada por um dos editoriais da Folha de São Paulo de 9 de julho de 2000.F.” A partir desse conceito. b) O novo novo: será que tudo já não foi feito antes? c) O carro popular a 12. em sua estrutura interna.

drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” CD–SKANK. IMPRIMIR 9. adjetivos. Juiz de Fora-MG Em “Como dizem que Bergaman é um gênio com um gênio violento e difícil”. são pronunciadas de igual modo.F. pois o verbo ir tem a mesma regência do verbo chegar em chego na barra do céu (verso 12). em várias regiões do país. tem sentido indeterminado. nessa estrofe.8. está incorreta. c) a mesma forma e o mesmo significado. não-específico. é sempre diferente. ou toma um café Hoje bobagem. as duas ocorrências do termo “gênio” apresentam. U. Use V.66583624 (Chico Amaral) Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. d) a mesma forma e diferentes significados. ( ) A regência verbal em Você vai ao cinema. segundo a gramática normativa do português culto. em termos de sentido. pois a forma de tratamento você. respectivamente: a) formas diferentes e o mesmo significado. mas o uso. e F. Voltar Língua Portuguesa . “UM DIA QUALQUER . para os falsos. verbos e adverbios Avançar . para os itens verdadeiros. UFMT Leia o texto “Um dia qualquer” antes de avaliar os itens abaixo. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. b) formas e significados diferentes. ( ) A oração Você vai ao cinema (verso 19) equivale a Vai-se ao cinema. 5 10 15 3 20 25 30 GABARITO 35 ( ) As palavras mal e mau. substantivos.Artigos.

c) Naquele sítio havia uma antiga árvore-mãe. Isto é. assim.10.. verbos e adverbios Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . no trecho “Os candidatos à ansiedade são. livres de ameaças reais.” Trecho do texto “O Paciente Mosoró” de Adriane Araújo. se dão ao luxo de ‘olhar para dentro’ e criar medos irracionais”. c) florezinhas – mulherezinhas. b) mulherzinhas – coraçõezinhos. não haveria alteração no sentido global da frase.. e) particípio e substantivo. se diferencia do uso prescrito pela gramática normativa. respectivamente: a) adjetivo e substantivo. 11. b) apenas II. Caso tivéssemos uma condição em vez de condição. As duas ocorrências do artigo definido o anteposto às palavras psicoterapeuta e sociólogo. o uso coloquial.a capacidade recém-adquirida do homem” O plural da palavra em negrito em cada uma das frases abaixo se faz de modo idêntico ao de recém-adquirida em: a) Havia um cofre boca-de-lobo numa das salas da velha casa. Assinale o par de palavras em que os dois usos ocorrem: a) colherzinhas – florzinhas. adjetivos. d) substantivo e substantivo. 13. 12. com freqüência.Artigos. d) O pássaro-preto costuma alimentar-se das sementes encontradas em roças. e) Uma árvore carregada de folhas e frutos constitui uma obra-prima da natureza. UFSE “. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações acerca do uso de artigos. b) Um abaixo-assinado solicitava ao proprietário do terreno que não derrubasse as árvores. substantivos. em “o primeiro descreve ‘ansiedade como condição dos privilegiados’ que.”. sem que houvesse alteração no sentido. bem mais numerosos e bem menos ociosos do que pensam o psicoterapeuta e o sociólogo. d) mulherzinhas – coraçãozinhos.”. c) apenas I e III. II. c) substantivo e adjetivo. PUC-PR-Modificada “Podia ser roteiro de filme. O artigo indefinido uns poderia substituir o definido os. III. Quais estão corretas? a) apenas I. 24/11/1999. e) colherezinhas – floreszinhas. e) I. 4 GABARITO A expressão paciente inglês do trecho é formada por duas palavras que são. poderiam ser substituídas por um indefinido sem mudar o sentido da frase. I. d) apenas II e III. na frase “Peritos dizem algo mais ou menos assim: os americanos estão nadando em riqueza. b) adjetivo e adjetivo. uma versão nordestina para o Paciente Inglês. UFF-RJ Na flexão dos diminutivos. onde o aviador sobrevive à queda. II e III. cujas sementes deram início a este bosque.

.. d) acabamento. Se... Dê. 08. 18... se assim fosse. base.. caráter e épocas estão acentuadas corretamente. segundo a gramática normativa. c) produzem efeito estilístico desvinculado do desenvolvimento da argumentação... sobretudo. adjetivos.. FEI-SP Observe o texto: “Se as pedras da mesma casa em que viveis. quando se trata de estudar.”. extraído de um folheto de divulgação deste vestibular. d) acrescentam informações que esvaziam o sentido dos nomes a que se referem. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s)... No trecho “Mas.. 01. que ameaça acontecer breve.” estão presentes os três modos verbais da língua portuguesa: o indicativo.. Em “. 16. o vocábulo futuro classifica-se gramaticamente como substantivo... de modo que seria igualmente correta a forma indiferente à tudo..” estão corretamente preenchidas em: a) alunos-educandos – escola-modelos b) aluno-educandos – escolas-modelos c) alunos-educando – escolas-modelo d) alunos-educandos – escolas-modelo e) alunos-educando – escolas-modelos 17. c) termo gerador de nomes derivados – resultado de uma derivação. como resposta. que se diferenciam. a soma das alternativas corretas. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu. 15... FUVEST-SP Nas expressões “triste espetáculo”. b) promovem um contra-senso que prejudica a objetividade dos argumentos. c) fundação.14. entretanto. 16. Unifor-CE As lacunas da frase “Os . como na expressão perigo eminente. Construindo o cidadão do futuro.” 5 No enunciado acima. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... procuram . houvesse alteração para “Construindo o cidadão futuro”. que significa que está em via de efetivação. por serem todas elas proparoxítonas.Artigos... verbos e adverbios Avançar .. d) papel sintático de termo núcleo – papel sintático de modificador de outro nome... os elementos sublinhados a) alteram o sentido mais usual dos nomes que qualificam. “alegria feroz” e “cidadãos que se dizem democratas”. a mesma palavra seria um adjetivo.. e) reforçam qualidades já pressupostas nos nomes a que se referem. b) designação de seres e conceitos – expressão de um fenômeno. o uso da crase é facultativo.. 04. As palavras rústica. Casos como esse permitem considerar substantivos e adjetivos como nomes. O advérbio eminentemente é derivado do adjetivo eminente. pelas respectivas características a seguir: a) invariabilidade mórfica – variabilidade em gênero e número. veja bem. substantivos. e) pintura. justifica-se a próclise do pronome oblíquo pela presença da conjunção subordinativa. 02. UERJ “Vestibular UERJ 2001.. b) chão. No segmento indiferente a tudo... o subjuntivo e o imperativo. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros”... O substantivo em destaque tem como sinônimo: a) parede..

Milhares de brasileiros pendurarão as chuteiras mais cedo por problemas cardiovasculares. para os falsos. III Essas doenças. saias verdes-oliva. que correspondem a 32% de todos os óbitos. verbos e adverbios Avançar . dos verbos ir e ser. saias azuis-pavões. substantivos. Use V. procure e siga estão no imperativo. e) 2. b) 5. respectivamente. associadas a tabagismo. saias verdes-olivas. O emprego de adjetivos e de locuções adjetivas é uma características da descrição. ( ) A palavra composta cardiovasculares pode também ter seus elementos usados separadamente: cardíacos e vasculares. 23/06/99. obesidade. os poteiros usavam ternos azuis-marinhos e as recepcionistas. 21. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. V Procure seu médico e siga a sua orientação. FGV-SP Assinale a alternativa gramaticalmente correta. c) 4. 3ª pessoa do singular e podem ser entendidas como um conselho ao interlocutor. d) Na Aliança Lusa-brasileira. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I E não foi só ele. IV Não seja mais uma vítima das doenças cardiovasculares. No poema há quantos adjetivos? a) 3. p. os porteiros usavam ternos cinza-chumbos e as recepcionistas. c) Na Aliança Luso-brasileira. 20.Artigos. saias verde-oliva. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. b) Na Aliança Luso-brasileira. e F. adjetivos. 6 GABARITO Líder em soluções cardiovasculares ( ) As formas verbais seja. estresse e vida sedentária levam ao óbito por problemas cardiovasculares. os porteiros usavam ternos cinza-chumbo e as recepcionistas. 20% da população adulta brasileira é hipertensa. a primeira no pretérito e a segunda no presente. ( ) A palavra vítima possui um só gênero gramatical para indicar tanto seres do sexo feminino quanto do masculino. e) Na Aliança Luso-brasileira. saias verde-olivas. 153. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbo e as recepcionistas.” Carlos Drummond de Andrade. ( ) As formas verbais foi e é são. UFMT Esta pergunta refere-se ao texto “Tão novo e já pendurou as chuteiras”. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbos e as recepcionistas. o que abre a possibilidade de o interlocutor do texto ser tanto homem quanto mulher.19. II Hoje. para assinalar os itens verdadeiros. U. d) 6. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” Veja. a) Na Aliança Lusa-brasileira.

para quem tudo não passa de ‘loucura politicamente correta’. c) apenas I e III. que estão tentando dar um jeitinho. como a de Victoria Adams. adjetivos.” Veja. Quem quiser que acredite que vai funcionar. independentemente dos hambúrgueres que consuma.22. logo de quem. digamos. atesta o fotógrafo paulistano André Schiliró. Todas reclamaram da figura ‘impossível’ das modelos — impossível para elas. quem diria. ‘A foto sempre engorda um pouco. substantivos. até porque. fez um apelo à indústria de vestuário para que conserte a situação. da Argentina. a spice girl que emagreceu 7 quilos (confessados) e. Também apontaram a falta. o significado dos adjetivos foi intensificado com o objetivo de fazer uma avaliação pessoal da democracia inglesa e descrever o tipo físico de prestígio. muito a contragosto por parte das revistas. e por isso a magra fotografa melhor. jornalistas. normais. Tessa Jowell. Tem de ser naturalmente magra’.F. e) I. sob o impacto do alerta dado no mês passado pela Associação Médica Britânica: pela primeira vez. já que toda altíssima e magérrima que se preza nasceu assim e assim continuará pelo resto de seus dias. claro. a Inglaterra contaria com a companhia. estão. que ditam o padrão de beleza de nossos tempos. “Vamos esmagar as imagens estereotipadas das mulheres na mídia”. Em “solidíssimas” e “esbeltíssimos”. III. verbos e adverbios Avançar . ato contínuo. II e III. Tradução: menos modelos e atrizes de biotipos esbeltíssimos. sob suspeita de anorexia. as palavras sublinhadas desempenham. na voz de Theresa May. no contexto. nas butiques. Todas as medidas inglesas têm aplicação voluntária.Artigos. sequíssima. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o Senado argentino aprovou um projeto de lei que obriga as fábricas a fazer roupas em ‘tamanhos verdadeiros’. A ministra Tessa. e mais silhuetas. A ‘patrulha da gordura’ foi criada. a direita. Embalada em sua cruzada. acima de tudo. I. 7 GABARITO Considere as afirmativas a respeito do emprego do grau superlativo. U. a intervenção oficial animou o eterno debate ideológico. 28/06/2000. Na quinta-feira. as altas e magras são insubstituíveis na frente das câmeras. doenças que em casos extremos podem ser letais) com a busca incessante das adolescentes por um corpinho de sílfide. de tamanhos acima de 40. as revistas de moda inglesas concordaram na semana passada em criar um código de conduta destinado a promover a exibição de modelos de pesos e alturas variados em seus ensaios fotográficos. o papel de substantivos. Difícil dar certo. Do lado das gordinhas está a nova esquerda do governo Tony Blair. Está(ão) correta(s): a) apenas I. b) apenas II. que ocupa cargo equivalente ao de Tessa no fictício gabinete conservador. principalmente em democracias solidíssimas como a inglesa. é convidada para desfilar e posar em editoriais de moda. Nesse departamento. Da reunião em Londres participaram produtores de moda. que equivale a muito seca. a ministra inglesa pediu à comissão que fiscaliza a televisão britânica que vigie ‘o grau de diversidade de formas das mulheres nos programas de TV’. no máximo 42. respectivamente. seca como uva passa. É possível elevar uma qualidade ao seu grau máximo por um processo de comparação. um estudo científico relacionou o aumento dos distúrbios alimentares (anorexia e bulimia. no caso. quem é gordo e. Ou seja: dê menos destaque a silhuetas. as qualidades das modelos passaram a representar as próprias modelos. como os que vêem nas passarelas e fotos de moda. Incitadas pelo governo trabalhista. E não adianta a menina perder 20 quilos. representantes de agências de modelos e um seleto grupinho de adolescentes normais. II. Por birra. Em “já que toda altíssima e magérrima”. alinhou-se à facção das magérrimas. quem deve sair nas páginas das revistas? Não têm. e para a imensa maioria das mortais. Previsivelmente. Mas. Santa Maria-RS “Fofas vingadas Governo inglês faz campanha contra magreza excessiva Têm os governos o direito de determinar quem é magro. depois de uma reunião promovida pela ministra para Mulheres da Inglaterra. desde que moda é moda. o que ocorre em “seca como uma uva passa”. d) apenas II e III. convocou uma entusiasmada ministra.

24.” QUEIRÓS. c) xampu de capelo – xampu capilar. e) I e III. as espalhadoras de todas as maledicências. Ponta Grossa-PR Os substantivos abstratos designam ação. verbos e adverbios Avançar . vulto a uma esquina. Realizou-se um congresso internacional de solidariedade.E. 26. c) III. II. desde longos anos. d) I e II. Uma nuvem poderosa abre o horizonte. d) água de rio – água pluvial. que nos deu tanta alegria. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. c) definir a conduta das duas irmãs como criticável. A ilustre Casa de Ramires. A alteração na posição das palavras provocou alteração de sentido somente em: a) I. 02. enfatizar seu livre acesso a qualquer ambiente na cidade. colocá-las como responsáveis pela maioria dos acontecimentos na cidade. Emescam–ES A relação de equivalência de sentido entre as expressões não está adequada em: a) dor no abdome – dor abdominal. b) acentuar a exclusividade do comportamento típico das personagens. marcar a generalidade das situações que são objeto de seus comentários. apontar Oliveira como cidade onde tudo acontece. O pobre menino nasceu morto. E saiu para a rua. O menino pobre nasceu morto. É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. bolo encomendado nas Matildes. Embebeu de éter a bolinha de algodão. a soma das alternativas corretas. não existia nódoa. algibeira arrasada. entre os dentes ralos. estado ou qualidade dos seres. d) particularizar a maneira de ser das manas Lousadas. 04.23. Dê. U. e) monumento de rocha – monumento rupestre. III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . FUVEST-SP “As duas manas Lousadas! Secas. angustiado. coração dorido. escuras e gárrulas como cigarras. em Oliveira. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. 08. poeira a um canto. bule rachado. adjetivos. 8 GABARITO No texto. o emprego de artigos definidos e a omissão de artigos indefinidos têm como efeito. não comentasse com malícia estridente.Artigos. respectivamente. tirou o canário para fora com infinita delicadeza. achando a condição humana uma droga. pecha. Uma poderosa nuvem abre o horizonte. as tecedeiras de todas as intrigas. b) II. a) atribuir às personagens traços negativos de caráter. como resposta. 25. E na desditosa cidade. Realizou-se um congresso de solidariedade internacional. b) nervo da audição – nervo auditivo. pequenino por dentro. Eça de. substantivos. situá-las numa cidade onde são famosas pela maledicência. 16. Unifor-CE Considere as seguintes construções: I. sensação. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. São substantivos abstratos os elementos itálicos em: 01. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura. e) associar as ações das duas irmãs. janela entreaberta.

A questão 27 refere-se a ele. d) azul-marinho.Artigos. e) guarda-noturno.) 21h30 . publicado em uma reportagem na revista Isto é. as formas verbais “tinha estado” e “estava” indicam fatos situados no mesmo momento.. em jun. pois ambas pertencem a tempos verbais do passado. rir. Foi maravilhoso!” 9 27. Não só por não ter me permitido comer. c) cívico-religioso. comunicar-se. o lugar.S. b) Os ideólogos do capitalismo usam todos os apelos populistas de que se pudessem valer para introduzir um forte golpe. c) Em 1970. 1 biscoito da sorte 3 colheres de sopa de arroz frito 2 camarões com alho 1 um pedaço de peixe frito 1 buquê de brócolis (Adorei.S. 29. não fora o trabalho desenvolvido pelos filósofos iluministas. mas (por causa) de todo o ritual que envolve uma refeição: conversar. ele que viesse falar comigo. adjetivos. U. sem que a idéia básica do período seja modificada. d) Todos seríamos escravos de idéias maniqueístas. Alfenas-MG Assinale a alternativa cuja palavra composta é pluralizada da mesma forma que “Ibero-americanos”. UFGO Considerando-se a importância da escolha das expressões verbais para a construção do sentido do texto.Las Vegas (. não houve argumento capaz de convencer a imprensa paulista de que seria de interesse geral a 1ª Bienal Internacional do Livro. tu dirás que queres viver.. “O diário de P.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Estava com muito apetite! Hoje percebi quanto tempo deixei de viver. e) Vives: agora mesmo que ensandeceste.C. 2000. ( ) a forma verbal “estava” indica um momento anterior àquele expresso pela forma verbal “percebi”. b) justo uma tonelada”. é possível substituir a forma verbo ser de “é” para “era”. e) ao menos uma tonelada”. vives. FUVEST-SP Está INCORRETA a articulação de tempos e modos verbais em: a) Se por acaso eu importunara o General. c) aproximadamente uma tonelada”. e se a tua consciência reouver um instante de sagacidade. de aproveitar a vida. Unifor-CE Há analogia de sentido entre a frase “Pesem em torno de uma tonelada” e “Pesem: a) apenas uma tonelada”. comi super bem!) Nunca tinha estado num restaurante chinês. 30. É como se eu estivesse congelada. apreciar a música. b) verde-oliva. a) surdo-mudo.Restaurante chinês. de verdade do processo expresso pelo verbo. verbos e adverbios Avançar .Leia abaixo o trecho do diário de P. 01/01/2000 . ( ) o uso do subjuntivo no final do texto deve-se ao caráter de certeza. d) tanto quanto uma tonelada”. 28. pode-se afirmar que: ( ) em suas duas primeiras orações. ( ) em “É como se eu estivesse congelada”.C. substantivos.

transpondo-a para a voz ativa. desamar. verbos e adverbios Avançar . amar?” A palavra até. Resiste a tudo. tem o mesmo valor semântico que em: a) O marinheiro chegou até o porto ao amanhecer. e) 12 até 18 dias sem juros no cheque especial. embora nenhum fará a sociedade em que eu acredito. adjetivos. Tarifas que podem chegar a zero.. senão. no texto de Carlos Drummond de Andrade. b) como amante – adulteramente. b) A polícia. b) Além disso. UFPI Marque a alternativa que substitui corretamente a locução adjetiva por um advérbio. c) As apurações estaduais foram suspensas até segunda ordem. não conseguiu capturar os fugitivos. U. Uniube-MG-Adaptada “Talvez eu tenha medo / Talvez eu sorria. mesmo que for adotado algum tipo de ajuste fiscal imediato. 35. 32. e) O nome secreto de Deus era o princípio ativo da criação. declarou o médico. por: a) embora. é defendida por ambientalistas como maneira de se viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. o paciente teria morrido”. pode ser substituído. Reescreva a frase acima.Artigos.” O advérbio talvez nos versos. até a você. mas dizê-lo por completo equivalia a um sacrilégio. Reescreva a frase acima. até agora. Londrina-PR “Que pode uma criatura. d) sem mistério – enigmaticamente. entre criaturas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . amar? Sempre e até de olhos vidrados. FUVEST-SP A única frase em que as formas verbais estão corretamente empregadas é: a) Especialistas temem que órgãos de outras espécies podem transmitir vírus perigosos. b) não obstante. b) A econologia. substantivos. 33. c) ainda que. combinação de princípos da economia. 10 GABARITO 34. d) A inteligência é como um tigre solto pela casa e só não causará problema se o suprir de carne e o manter na jaula. a) com verdade – sinceramente. Amar e malamar. e) sem virtude – desvirtuadamente.31. amar? Amar e esquecer. d) Saveiro Geração III. Amar.E. ao pecado de saber mais do que nos convinha. sociologia e ecologia. d) pode ser que.. c) O primeiro-ministro e o presidente devem ser do mesmo partido. corrigindo a impropriedade gramatical que nela ocorre. FUVEST-SP a) “Se eu não tivesse atento e olhado o rótulo. o Brasil ainda estará muito longe de tornar-se um participante ativo do jogo mundial. c) com liberdade – libertinamente. sem perda de sentido.

.” e) “. e) Ouviram-se / tratam-se / existam / confirme / sobraram.” c) “para que ele tenha novamente a possibilidade de novas produções normativas” d) “Na esquizofrenia. o advérbio mais deixa pressuposta a idéia de que: a) os testes de QI serviram.. __________ três explosões na plataforma de petróleo. Creio que __________ de problemas causados por falta de manutenção.” GABARITO Utilizando-se o advérbio “só”. 37. b) hoje os testes de QI são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . além dos testes de QI. “Se você __________ (vir) à exposição e se __________ (dispor) a visitar o terceiro andar. PUC-RJ Assinale a alternativa em que o termo em negrito é um advérbio que marca claramente uma opinião: a) “. d) Ouviram-se / se trata / existam / confirmem / sobraram. c) O único jornal que pode oferecer ao público só as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. substantivos. o quadro.. um dos antigos parâmetros usados para medir a inteligência. poderá adotar outra perspectiva. b) Ouviu-se / se tratam / exista / confirme / sobrou. embora não __________ provas que __________ isso: não __________ objetos para exames periciais. será conveniente que você __________ (manter-se) a uma boa distância.” b) “. aponte a opção que ainda mantém o mesmo sentido da oração acima: a) Só um jornal pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber: o de minha propriedade.. UFRS-Modificada “Os testes de QI. Quando as __________ (ver). no passado. há motivo para otimismo”. infelizmente. e sair dela desejando um equilíbrio diferente do que tinha antes. verbos e adverbios Avançar . 38. o sofrimento das pessoas que estão atingidas mentalmente.. observe seus efeitos de luz e sombra. poderá notar duas grandes fotos iluminadas. b) O único jornal que só pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. já não servem mais para avaliar a capacidade cerebral de uma pessoa. FGV-SP Complete as frases com os verbos indicados entre parênteses.. 39.Artigos. U. Se isso não __________ (satisfazer) sua curiosidade. Potiguar-RN “O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. d) no passado. é mais sombrio. outros parâmetros serviram para medir a inteligência. d) O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é só de minha propriedade. para medir a inteligência.. c) os testes de QI nunca serviram para medir a inteligência.” 40.. Para bem comparar a técnica utilizada.” 11 No texto. FUVEST-SP Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas abaixo. e) hoje os testes de QI não são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. a) Ouviram-se / trata-se / existam / confirme / sobraram. adjetivos. c) Ouviu-se / se trata / exista / confirmem / sobrou.36.

e) em todas as quatro frases. os que forem espertos saberão quando for a hora de partir. a) Em pouco mais de três meses. Sabia que o pai o chamara para aquela conversa com a intenção de saber dele o que pretendia fazer da vida. II. a) sabia – sentiu – chamara. substantivos.” Revista Época. sentiu o peso da responsabilidade. c) Fui até o hotel para encontrá-lo. que vende e revela material fotográfico para amadores. aquele que for culpado confessará tudo quando for à prisão. mas ele já havia saído. respectivamente.” e) Até que enfim o governo reconheceu o direito dos manisfestantes. FGV-SP Assinale a alternativa em que não haja erro de conjugação de verbo. 44. “for” equivale. ao verbo “ser” e ao verbo “ir” a) somente na frase I. as locadoras de vídeo e os cursos de informática. e) conseguiu responder – sentiu – tinha marcado. mas se deteu. 12 Assinale a alternativa em que o termo em negrito aparece com o mesmo sentido empregado no texto acima: a) Até que ponto poderemos aceitar tal proposta? b) Pensando nisso. PUC/Campinas-SP “Naquele exato momento. esperando oportunidade melhor.. IV. b) O moderador interviu assim que ficou a par dos problemas técnicos. se ele manter adequadamente o tratamento..” GABARITO Os verbos que indicam corretamente a sucessão cronológica dos fatos narrados são. III.Brotou nos morros cariocas franquias de supérfluos. do articulista Marcos Sá Corrêa: “. UFMA Considere o seguinte trecho “A favela invisível se debruça sobre o Rio”. a lesão do jogador poderá estar curada. será o momento de todos o aplaudirmos. de 24/01/2000. só conseguiu responder que começaria o mais breve possível a ladainha das entrevistas que tinha marcado nas clínicas que visitara há meses. CEETPS-SP Considere as seguintes ocorrências de “for”: I. d) “Até Madonna quis interpretar o papel de Frida Kahlo no cinema. adjetivos. Há lugares carentes que necessitam até de vagas para automóveis. b) somente na frase II. as vacas que forem para o brejo serão contadas quando eu for à Brasília. 42.41. d) somente na frase IV. até que poderíamos programar um passeio para este final de semana. mandarei prender os que forem inimigos do país. b) pretendia – sentiu – sabia. 43. Tinha ganas de dizer a Alberto tudo o que ele merecia. passados os primeiros dias de euforia pela conclusão do curso. d) Leocádia estava terrivelmente irritada.Artigos. e) Quando o negociador propor uma saída honrosa.” Dessas ocorrências. NESSA ORDEM. c) tinha marcado – sentiu – visitara. de modo claro e objetivo. São inumeráveis as academias de ginástica. quando eu for presidente. Feita a pergunta. verbos e adverbios Avançar . haveremos de descer a serra antes de o sol nascer. c) somente na frase III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) chamara – sentiu – começaria. c) Se a Patrícia previr tempo seco para o litoral. como a De Plá.

a) “Do querer até o poder vai larga distância”. portanto o emprego está adequado. algibeira arrasada. e) não existiria. 14 de abril de 2001. não comentava. d) não existirá. Texto para a questão 47.” Assinale a frase em que a palavra até expressa o mesmo sentido que tem no fragmento acima. não comentasse com malícia estridente. mantém-se apenas em: a) não existe. bolo encomendado nas Matildes. E na desditosa cidade. podemos afirmar que a) a oposição imperativo negativo e imperativo afirmativo justifica a mudança do verbo cobre/cobra.45. Eça de. escuras e gárrulas como cigarras. uma das formas verbais não condiz com as demais. entre os dentes ralos. poeira a um canto. A ilustre Casa de Ramires. e) o primeiro verbo no imperativo negativo opõe-se ao segundo verbo que se encontra no presente do indicativo. descortinassem e comentasse. 47. FGV-SP Observando os três primeiros quadrinhos. e) “Respiravam e até transpiravam” 46. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. d) Arrastou-se até o quarto onde desmaiou. as espalhadoras de todas as maledicências.” QUEIRÓS.Artigos. c) Julgais. não existia nódoa. A questão 48 tem por base a história em quadrinhos abaixo apresentada. pode-se perceber que. pecha. vulto a uma esquina. Alfenas “Uma parceria implica até em cuidar de meninos de rua. verbos e adverbios Avançar . Paulo. b) não existiu. “As duas manas Lousadas! Secas. de Rita Lee e Roberto de Carvalho: “Não me cobre ser existente Cobra de mim que sou serpente” 13 Com relação ao emprego do imperativo nos versos. no diálogo entre Calvin e sua mãe. ITA-SP Os versos abaixo são da letra da música Cobra. janela entreaberta. não descortinem. Voltar Língua Portuguesa . U. d) o sujeito verbal (3ª pessoa) mantém-se o mesmo. adjetivos. se verifica entre as formas verbais existia. c) a diferença de formas (cobre/cobra) deve-se ao deslocamento da 3ª para a 2ª pessoa do sujeito verbal. 48. não tinham descortinado. c) Bebeu tanto até cair. IMPRIMIR GABARITO O Estado de S. desde longos anos. as tecedeiras de todas as intrigas. não tinha comentado. coração dorido. b) Juntou até 10 mil reais. Trata-se de: a) Ides. não comente. portanto há inadequação na flexão do segundo verbo (cobra). que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. d) Pretendes. não teria comentado. substantivos. e) Segui. não tiverem descortinado. c) não existira. não teriam descortinado. bule rachado. não tiver comentado. b) Tenhais. neste texto. em Oliveira. b) a diferença de formas (cobre/cobra) não é registrada nas gramáticas normativas. FUVEST-SP A correlação de tempos que. não descortinavam.

d) Propusemo-nos a analisar a língua sem preconceitos e vimos que as influências estrangeiras são inevitáveis. principalmente. UFSE Os verbos que aparecem nos enunciados abaixo estão corretamente flexionados em: a) As influências africanas manteram-se. modo e pessoa.” Para se manter a correspondência temporal no período. há uma tendência de uso do verbo ter como impessoal. não tem gente parada. e) Influências estrangeiras também norteam o destino das línguas. b) desejar. verbos e adverbios Avançar . substantivos. 53. b) flexão de tempo. creiamos. em relação às palavras. Passeemos pelo seu vocabulário e creiamos nisso. Assinale. 50. nas frases abaixo a alternativa em que ocorre esse emprego. teríamos: a) previer. a) Sabe que você tem razão. Para diferenciar o verbo do substantivo.) poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. Santa Maria-RS-Modificada Na linguagem coloquial. e) Vi um catálogo na Amazon que tem uns dinamarqueses bem acessíveis. 14 A comparação entre as palavras sublinhada acima demostra que o significado geral de “expressar ação” não é suficiente para identificar o verbo como classe gramatical. já que namoro consta do dicionário como “ato de namorar”. IMPRIMIR “Um alimento em pó incolor (. abrandando-lhe a linguagem. Assim crêem os estudiosos dos fatos que intervêem na história das línguas.Artigos. Quem se propor a estudar as línguas faladas na América pode constatar isso. por exemplo. a forma verbal deseje deverá ser substituída por: a) desejasse. UERJ “Os aliados não querem romper o namoro com o FHC – querem é namorar mais.49.” Veja. b) A ama negra interviu junto ao filho do senhor branco. Voltar Língua Portuguesa . seria necessário considerar. e) previr. c) Muitas palavras do português provieram do contacto com línguas estrangeiras. além do sentido de ação. 18/08/1999.. c) presença indispensável à frase. d) desejaria. 51. com as mesmas características do verbo haver no sentido de existir. GABARITO 52. Mirtes? b) Nos Estados Unidos. U.. U.F. d) anteposição de um substantivo. c) O estrangeiro tem mais e melhores dentes. Os brasileiros nem sempre se precavêm diante de influências lingüísticas estrangeiras. c) previera. c) desejará. Não pôde ser diferente. a seguinte característica que só os verbos possuem: a) terminação em r. d) Ele tem como equipamento standard o que aqui é opcional. UFRN Considere o período a seguir. adjetivos. d) prever. Alfenas-MG Fragmentos para a questão: “Especialistas contestam argumento do governo de que privatização não estaria sujeita à regra que prevê isonomia entre os candidatos” Caso transpuséssemos a forma verbal “prevê” para o futuro do subjuntivo. b) preveria.

. Assinale a alternativa cujas formas verbais preencham. Alfenas-MG Considere as seguintes frases: I.. interviesse.. “Quando .. 04. requisesse.. Os verbos lembrar e esquecer. que é dourado... UFSC Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s): 01.. III. requeresse. reouvesse b) vier. respectiva e corretamente.. interviesse.. II... vires... “Se você ... reavesse d) vier. 08. requisesse. interviesse. que faz a 3ª pessoa do plural vêm. |-a-| vogal temática. verbos e adverbios Avançar ... requeresse. “Ele voltará... “Se ele propuser um acordo.. ela ficará contente”... adjetivos.. III. U.Artigos.. Alfenas-MG Observe: I. Identifica-se corretamente a forma verbal vê em negrito nos versos acima como: a) 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo ver.. o verbo cativar classifica-se como transitivo direto..54. |-ra-| desinência modo-temporal e |-m| desinência número-pessoal.... as lacunas das frases acima: a) vieres. vieres.. 16. “Retiveram os documentos porque supuseram que fossem úteis. Estão corretas as formas verbais só nos itens: a) I e III. vires. 56.... intervisse. reouvesse 57. e seu amigo . a soma das alternativas corretas.. e) II e IV. esses bens”. o modo verbal é o imperativo.. talvez você .. traga seu irmão”...) Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas” 15 Jorge de Lima... b) II e III. IV. “Quando puseres a foto no álbum..... II. como resposta... vires. não são regidos por preposição. ao contrário de lembrar-se e esquecer-se.. sendo o plural vede.. cujo plural é vêm. e) 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo do verbo ver. intervisse. sendo vinde a forma do plural.... por isso ninguém interviu para liberá-los”. reavesse c) vir... 02.. vires. 32... |começa-| tema. comunica-me imediatamente”.só se vê bem e os homens não têm mais tempo. “Se . b) 2ª pessoa do singular do imperativo do verbo vir. aceitaríamos todas as condições”. cativa-me!. d) 3ª pessoa do presente do indicativo do verbo vir... c) III e IV. a vírgula é utilizada para isolar o sujeito do verbo.. d) I e IV. que isso é necessário.... reouvesse e) vier. vê através do pequeno embrião de árvore (... Em Por favor.. 55.. Em Mas se tu me cativas.... c) 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo do verbo ver.. U. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... fará com que eu me lembre de ti... requeresse. No trecho ... quando previr o temporal”. Em .. UFSE-Adaptada “e as coisas que tu vais transformar. o verbo começaram apresenta a seguinte estrutura: |começ-| radical.. Dê. começaram a se tornar realidade. e seu plural é vêem. Em O trigo.. substantivos. o acento nos verbos ver e ter é justificado pela mesma regra de acentuação gráfica. a São Paulo..

..... c) Cada uma das afirmações. e) Todos lêem o código de ética de seu clube..... Emescam-ES As lacunas de : “Os médicos sempre . d) Os crimes fiscais foram confessados porque o técnico temia outra acusação. U... É preciso que .” As formas verbais que preenchem adequadamente essas lacunas são: a) vir – intervisse – obtivesse b) vir – intervisse –obtesse c) vir – interviesse – obtivesse d) ver – intervisse – obtivesse e) ver – interviesse – obtesse 16 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .... O verbo morrer tem dois particípios.. PUC-PR-Modificada Considere estas afirmações: I. no processo..... F. complete corretamente as lacunas.. Vitória-ES O seguinte período apresenta lacunas: “Se você ...... e) O jornalista se baseou em fatos bastante conhecidos para escrever o editorial. porém..... 60..” serão adequadamente preenchidas com: a) solicitam – abstenha – dispunha – volta b) solicitaram – abstivesse – dispusesse – voltava c) solicitam – abstém – disposse – voltava d) solicitam – abstivesse – disponha – volta e) solicitavam – abstesse – disposse – voltava 63.... É verdadeira: a) Apenas a afirmação I...... 62...... Seria preciso que . do cigarro e do álcool.... E não adianta que a menina .... naturalmente magra..... 20 quilos........ substantivos... o professor..... II... para que você ............ c) O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa.... b) Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade. b) Apenas a afirmação II.. a João que se .)” Considerando as transformações propostas...... 61. A palavra morto é particípio do verbo matar... a seguir o conselho.... mas alguns talvez não o entendam bem..58..... UFSE A frase que apresenta voz passiva é: a) As pessoas nem tinham se recuperado do susto quando surgiu outra denúncia. UFSE A forma verbal em negrito está corretamente flexionada em: a) Todos desejam que a imprensa continui a defender um esporte ético..... d) Apenas a afirmação III..... b) O editorial afirma que o educador que se detesse sobre o futebol ficaria desapontado... verbos e adverbios Avançar ... d) Alguns dos envolvidos nos episódios de 94 absteram-se de comentar o fato.. ele. Santa Maria-RS Observe as formas verbais utilizadas nos períodos a seguir.F... a fumar e a beber..Artigos... naturalmente magra. eventualmente . a bolsa de estudos.. adjetivos... A palavra morto é particípio do verbo morrer. diga-lhe que seria bom que ele ... III.... e) Nenhuma das afirmações..... a prática do esporte poderá ser moralizada......I.. “E não adianta a menina perder 20 quilos.... c) Se a opinião pública intervir. Tem de ser naturalmente magra (... a) perda – fosse – fosse d) perda – seja – seja b) perde – seja – seja e) perca – seja – fosse c) perda – fosse – seja 59.... mesmo que se ..

66.” a) está correto..) fosse muito mais poderoso e criativo do que um outro já maduro e desgastado pela idade. UFPB-PSS Levando-se em conta a norma culta da língua.” e) “. e) deve ser substituído por “ao que”. quando for a vez desses meninos?”... um número sem fim de animais. UFRS-Modificada Em: “Até algum tempo atrás.. e) tenha sido. b) tivesse sido.. pois o emprego do verbo desconfiar está de acordo com os exemplos. para apresentar correção. d) seguíssemos – admitíssemos.. pois trata-se de outro sentido do verbo desconfiar. c) teria sido.” b) “Ainda não haviam louras. d) Quem dá aos pobres empresta a Deus. e) seguiremos – admitiremos. já quinhentos anos passados.64.. para apresentar correção. mantendo a correlação exigida pela norma culta. b) deve ser substituído por “aquilo de que”. sem acarretar mudança no significado da frase. – transitivo direto. imaginava-se que um cérebro jovem (. UFR-RJ A alternativa em que está correta a classificação do verbo dar quanto à predicação é: a) Dei com os dois velhos sentados. “Mas convém que Gaspar não desconfie absolutamente destes nossos projetos. verifica-se erro em: a) “. c) tivéssemos seguido – vamos admitir.. b) seguíssemos – admitiríamos. 67. e) Esse dinheiro não dá.” d) “Era assim o Brasil de Cabral. Indique a alternativa em que os respectivos verbos podem substituir as formas sublinhadas na citação acima. adjetivos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a) pudesse ser. 65. c) está correto... UEL-PR “Se seguirmos Freud. o segmento em negrito na frase “Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam. empregado com o sentido de não ter confiança. 68. verbos e adverbios Avançar . nem surfistas. nem mulatas. c) O relógio deu onze horas. UFSE Um verbete de dicionário registra exemplos de uso correto do verbo desconfiar. “É prudente desconfiar de quem é desconfiado”. – transitivo direto e indireto.” 17 Assinale a alternativa que substitui a forma verbal fosse. duvidar. – intransitivo. – transitivo indireto. d) possa ser.” Considerando-se o verbete.. substantivos.Artigos.. para apresentar correção. a) seguirmos – admitíssemos. – intransitivo.” Os tempos verbais assinalados acima estão correlacionados: a forma escolhida para o verbo seguir limita as possibilidades de flexão de admitir..” c) “Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. d) deve ser substituído por “isto que”. b) Os jornais não deram a notícia. admitiremos que o desejo de destruição do outro só não é posto em prática por repressão.

essa história está cheirando mal. b) O vento que impelia aquela chuva cheirava a almíscar.). assinale a alternativa que contém uma afirmação falsa: a) As formas verbais havia partido e deixou expressam ações simultâneas. Tenho de ler tudo.69. verbos e adverbios Avançar . uma ambigüidade gerada pela locução sua mãe. Outra forma verbal. b) A forma verbal havia partido expressa uma ação anterior à forma verbal deixou.. leio. b) Eles se calaram porque viram que a discussão não levaria a nada. Voltar Língua Portuguesa . está na alternativa: a) projetam-se. b) transitivo direto e transitivo indireto.. adjetivos. UFR-RJ “(. d) intransitivo e transitivo indireto.” “Mas leio.). e) vão projetar-se.. 71. d) A forma verbal havia partido pode ser substituída por partira sem que. respectivamente.. e) verbo de ligação e transitivo direto.”. cavalgo de novo” Os empregos do verbo ler nos versos acima permite classificá-los. c) O enunciado é composto de duas orações que encerram uma relação de causa e conseqüência.” A forma verbal equivalente a em negrito na frase está em: a) queimou. Unifor-CE “Efetivamente se queimaram alguns livros. os auditivos (que prestam mais atenção no que vêem)... c) tinham queimado. 73. e) Os alunos viram o professor chegar e dirigir-se à secretaria da escola. Unifor-CE Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado.” 18 Considerando o que está dito no enunciado acima. Em filosofias / tropeço e caio. IMPRIMIR 74. c) transitivo indireto e verbo de ligação. e) Há. com isso. c) No jardim pôs-se diante da roseira e ficou cheirando a rosa.. d) eram queimados. GABARITO 72. PUC-RS-Modificada De acordo com o sentido que tem no trecho “Há basicamente três tipos de alunos: (.. haja prejuízo do significado. o que deixou sua mãe extremamente preocupada. e) foi queimado.. d) tinham projetado. o verbo cheirar foi utilizado com a mesma transitividade de: a) Pelas análises que fizemos. d) Os alunos foram à biblioteca ver se encontravam o livro indicado. no enunciado. equivalente a em negrito acima. substantivos.. a palavra “vêem” é empregada com o mesmo valor em: a) Não consigo concordar com isso. PUC-PR “O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho. porque vejo a questão de outra maneira. c) é projetado. c) Vê se não te esqueces do livro – advertiu o jovem. b) projetam. d) Olhava para os cantos sem saber o que viera cheirar ali.Artigos. Uniube-MG-Adaptada No trecho “Com seu vestido decotado / cheirando a guardado”. como: a) transitivo direto e intransitivo. b) foram queimados. 70.

. Se tivessem registrado a infância da aviação.” IMPRIMIR GABARITO A forma verbal da frase acima está corretamente substituída por outra. não se lêem muito os clássicos no Brasil. c) teria descoberto. d) Não é muito o que se lê dos clássicos no Brasil. para sempre. 78. F.. 02. b) tinha descoberto. b) existirão trabalhos. c) terão trabalhos..Artigos. U. U... Se os fotógrafos tivessem registrado a infância da aviação. o futuro. . eles a tinham popularizado.F.75. Unifor-CE “. e) Não se faz a leitura dos clássicos no Brasil. estava apenas exilado temporariamente: ele voltaria nos braços da democracia restabelecida.. 01. do Império da República Velha.. Quando os fotógrafos registraram a infância da aviação.. d) tem descoberto. Pelotas-RS O cineasta Cacá Dieguez escreveu um artigo sob o título “O futuro passou”.. Pensávamos..E.” A única variação estrutural correta para expressão destacada na oração em evidência é: a) haverão trabalhos.. substantivos. a soma das alternativas corretas. eles a teriam popularizado. os fotógrafos a popularizaram.” Assinale a alternativa com as formas verbais que preenchem as lacunas de acordo com a norma padrão. foi retirado o fragmento a seguir: “Para nós durante a ditadura. derrubado o muro da ditadura. como resposta. b) No Brasil nunca se leu muitos os clássicos.. Voltar Língua Portuguesa . F..... 79.. que o Brasil nunca foi muito diferente do que hoje é. de novo a estrada interrompida. Quando registrarem a infância da aviação. Católica de Salvador-BA 19 “haverá trabalho para essa massa de gente. 77.. . e) terá descoberto. no qual lança o desafio da possível construção de um novo Brasil..... ao longo da qual todos os problemas seriam resolvidos. 16.. verbos e adverbios Avançar . eles a popularizaram. Não sabíamos que o país . 04. d) ocorrerá trabalhos... gramaticalmente equivalente.. e) existirá trabalhos. 08.. Dê... a inocência... c) Pouco se lê os clássicos no Brasil. os fotógrafos a popularizarão.. Quando os fotógrafos tiverem registrado a infância da aviação. Ponta Grossa-PR Escolha as estruturas aceitáveis considerando a perfeita correlação entre os tempos verbais. Se tivéssemos prestado mais atenção à história da Colônia.... Desse texto.. como tantos brasileiros. adjetivos.. em: a) Os clássicos não são muito lidos no Brasil..... Católica de Salvador-BA-Adaptada Há correspondência modo-temporal entre a forma verbal simples “descobriu” no trecho “A ciência descobriu uma realidade mais complexa” e a composta: a) tivesse descoberto... a) encontraríamos – perdera – viríamos b) encontrássemos – perdeu – veríamos c) íamos encontrar – tinha perdido – havíamos visto d) encontraríamos – havia perdido – teríamos visto e) encontrássemos – perderia – viríamos 76. naqueles tristes momentos.. que.

Nova antologia poética. Unifor-CE “. exceto em: a) Meu amigo não gosta de que o chamem de boa-vida. as formas verbais em negrito estão corretamente transpostas para o mesmo tempo e modo da forma em negrito acima.. 6ª ed. verbos e adverbios Avançar . meu Deus.’ Eu tinha oito anos e sabia esperar.. essas crianças!” QUINTANA. quem sabe?.Artigos.. explique o emprego dos parênteses no verso 13.. substantivos.’” (versos 27 a 30) Observando o emprego dos tempos verbais nos vocábulos sublinhados acima..) Sim! Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?. Meu tio dizia: ‘Bobo! Não sabes que elas sempre trazem uma roupa de malha por baixo?’ (Naqueles voluptuosos tempos não havia maiôs nem biquinis. adjetivos. explique o que é a infância na concepção do poema.. d) Não me admira que eles queiram morar em belas cidades. Mário. insultuoso é que ela o seja apenas para alguns. o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio. Só para judiar.. 81. “O circo o menino a vida A moça do arame equilibrando a sombrinha era de uma beleza instantânea e fulgurante! A moça do arame ia deslizando e despindo-se.. b) Espera-se que ele passe a vida lutando por seus ideais. quem sabe?.” Nas frases abaixo. 5 10 15 20 20 25 30 GABARITO 80.. p. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Considerando essa posição do eu-lírico em relação ao passado. E eu com os olhos cada vez mais arregalados até parecerem dois pires.. No entanto o menino (que não sei como insiste em não morrer em mim) ainda e sempre apesar de tudo apesar de todas as desesperanças. A expressão “Naqueles voluptuosos tempos” (verso 13) marca uma posição do eu-lírico em relação ao passado. Lentamente... Agora não sei esperar mais nada Desta nem da outra vida. 1997. UFRJ . c) A melhor sociedade deve ser aquela em que todos tenham vida boa.“Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?. 82.As questões 80 e 81 referem-se ao texto abaixo. e) Deve ser sempre louvado alguém que sofre com os problemas alheios.. 86/87.’ Ah.’ (versos 14 a 17) “o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio.. UFRJ Releia os versos 9 a 17. São Paulo: Globo.

O verbo usado em “As formas estranhas dos aeroplanos experimentais invadiam as páginas dos jornais” assumiria.” III. 08. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a forma “eram invadidas”. UFR-RJ No verso “Você sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada?”. com o sentido de existir. na voz passiva. 85. Em “Voar era um ideal delirante e dândi”. I.” ( ) o tempo verbal indica uma verdade universal. Com o verbo na voz ativa. IV. podem-se desenvolver espécies de milho (. 02. c) passadas mas que têm validade permanente. U. III.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa por meio da manipulação genética. 84. I. “Por exemplo.. b) aconselhamento.. “voar” está empregado em função substantiva.Artigos. verbos e adverbios Avançar . foi empregado para expressar ações: a) presentes e simultâneas ao momento da fala.) virologistas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA desenvolveram experiência em que um gene causador de câncer em ratos. ou um tipo de tomate que cresce mais rápido e é mais produtivo. no imperativo.F. “(. denota um(a): a) treinamento. coluna de acordo com a 1ª. ( ) o tempo verbal denota um fato passado que poderia ter acontecido após outro fato passado.. indiscutível. d) II. substantivos. A forma verbal simples empregada em “Paris virara a capital mundial da aviação desde a fundação do Aéro-Club de France..E.. 04. A seguir. e passeie de mãos dadas com o ar. U. e) passadas que negam o aspecto durativo do verbo. “Todos sabem que cães e gatos são espécies diferentes e que não se misturam. Em “Nos dez primeiros anos deste século havia uma mania pop em Paris – voar”. a frase “Cada proeza dos aviadores era narrada em detalhe” ficaria “Narrava-se em detalhe cada proeza dos aviadores”. IV. como resposta... corresponde à forma composta “havia virado” ou “tinha virado”. Uberlândia-MG Numere a 2ª. UFR-RJ-Adaptada “Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre (. o presente do indicativo. d) solicitação. 16. o verbo haver foi empregado no pretérito perfeito do indicativo.).. Dê. I. IV.” Carlos Drummond de Andrade. “(. ( ) o tempo verbal denota um fato que provavelmente acontecerá. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. c) I. No trecho acima a seqüência de formas verbais. em 1898”. adjetivos. tendo em vista o emprego de verbos. assinale a alternativa que apresenta a seqüência correta: a) II. d) que vão se realizar num futuro bem próximo. e) ponderação. III. b) presentes e posteriores ao momento da fala. 86. c) ordem.. b) I. 01.” IV. a soma das alternativas corretas. Ponta Grossa-PR Marque as alternativas corretas..) ponha a saia mais leve. II. aquela de chita.” II. nas formas destacadas...83.

adjetivos. d) “(.. 22 Leia os versos abaixo para responder às questões de números 89 e 90.” – O presente do indicativo está sendo utilizado para indicar uma verdade científica. Unifor-CE “De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio d’água que se dirige para o norte. Uniube-MG Assinale a alternativa em que o emprego do tempo verbal não está adequadamente explicado.Artigos. e) solicitação. d) tinha – tem. com minha secretária Eunice. que está corretamente reproduzida nas formas: a) pôde – pode. UFR-RJ-Adaptada “Ano novo de eleições. 90. 92. c) “(. a seqüência dos tempos verbais em negrito. b) era – são..) como bem o sabiam os romanos (. Descreva essa mudança. c) obteve – obtenha. na frase acima. verbos e adverbios Avançar . é correto afirmar que: a) os três parágrafos inscrevem-se num momento estático do tempo. Unifor-CE “o que ocorreu até recentemente.)” – O pretérito imperfeito do indicativo está sendo utilizado para indicar um fato passado não concluído. a) “Pelo Natal estarei aí. torna-se rio caudal. “Onde avanço.. posterior ao momento em que se fala. b) não há nenhum termo que expresse progressão temporal dos fatos. que recebe no seu curso de dez léguas. b) “Se não zelássemos por nós. e) exigiam – exigem.. Olhemos a cidade.” ALENCAR.. “vassalo e tributário” exercem a mesma função sintática. d) a relação entre os parágrafos marca-se pela comparação. Dir-se-ia que vassalo e tributário desse rio das águas. c) sugestão. e) “rio caudal”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . É o Paquequer: saltando de cascata em cascata. altivo e sobranceiro contra os rochedos. substantivos. quem zelaria por este pobre povo?” – O futuro do pretérito está sendo utilizado para indicar surpresa e indignação. o pequeno rio. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população?” Tendo em vista o contexto que envolve a frase “Olhemos a cidade”. b) reflexão. d) certeza. c) a freqüência dos verbos de ação personifica o rio Paquequer. UERJ A seqüência das construções verbais em negrito retrata uma mudança na participação do “eu” que se expressa no texto. e ainda ocorre em algumas regiões” Observe.” – O futuro do presente está sendo utilizado para indicar um fato provável.) o povo é ignorante. que rola majestosamente em seu vasto leito. as três construções destacadas. O Guarani. pode-se afirmar que o uso da forma verbal destacada expressa uma: a) ordem. vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba. UERJ Classifique. curva-se humildemente aos pés do suserano. e o que é sugado ao mim de mim em ecos se desmembra” 89. e engrossando com os mananciais. 91. me dou. enroscando-se como uma serpente. quanto às vozes do verbo. GABARITO Em relação ao texto.87. 88.. José de.

.) poderemos transformar a manipulação genética em um dos maiores benefícios da ciência .) não compreende ele as coisas do Brasil...) nada adiantava esse dinheiro.....“ 95.) a manipulação genética de alimentos e animais não poderá gerar efeitos danosos à nossa saúde. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “Virou praga o uso indevido do gerúndio. U...F.... Uniube-MG Assinale abaixo a única alternativa correta: Transpondo-se para a voz passiva a oração “As grandes corporações multinacionais vêm dominando o consumo da população das cidades”.F..” c) “Talvez apenas desconheçam a própria língua.” c) “(. obtém-se a forma verbal: a) vem sendo dominado. d) vem dominando.” 96.” b) “..” b) “(.uma escola escreve ‘College’ ao lado de sua marca...Artigos.” d) “. 23 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .) manipular os peões (....ninguém supera a televisão.) poderemos (..” b) “(.” c) “(..)” 94.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa. U... c) dominam....... Uniube-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “(.. adjetivos.” d) “(....93. substantivos.. verbos e adverbios Avançar .) Trunte retrucou que já era alguma coisa. b) vêm dominando. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não admite passagem para a voz passiva: a) “essa liberdade só pode funcionar se submetida a intensa supervisão da comunidade científica.” d) “(.

a 38. 7. e 46. 15. 16. substantivos.LÍNGUA PORTUGUESA 1 A R T IG O S . se mantenha. 40. 2. c c c V–F–V–V e d d a b F–V–V–F c b c d e d d GABARITO IMPRIMIR 35.Artigos. declarou o médico. V E R B O S E A D V É R B IO S 1. 9. b 42. 5. adjetivos. 33. 20. 28. 4. o paciente teria morrido. 6. 26. vir. d 43. 17. 19. a 39. 10. 36. d 41. d 49. V–V–V–V–F c e d a d e V–V–F d b d c c a 13 d d 18. dispuser. a 44. 32. 24. sociologia e ecologia. S U B S T A N T IV O S . 25. 12. 21. 22. 23. 13. d Voltar Língua Portuguesa . a 48. A D JE T IV O S . 11. 3. 8. 31. 34.” b) Ambientalistas defendem a econologia. a) “Se eu não estivesse atento e não tivesse olhado o rótulo. como uma maneira de viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. 14. combinação de princípos da economia. d 37. 30. verbos e adverbios Avançar . 27. c 47. c 45. Vier. 29. satisfizer.

a 88. 66. o eu-lírico faz um comentário (ou dá uma explicação) sobre o passado. 67. 64. 78. 75. substantivos. 79. verifica-se que. a 95. 74. Em avanço o “eu” é agente. 71. 52. a 93. c 92. 73. 90. 15 86. 91. Onde avanço: voz ativa. c 85. 54. 63. b 94. 58. em o que é sugado ao mim de mim é apenas o lugar em que a ação acontece. 61. 69. em me dou é agente e paciente. b 84. c 87. a 96. o que é sugado ao mim de mim: voz passiva.2 50. 51. a b e e a a e b a b d b b 28 a IMPRIMIR GABARITO 80. e 83. c 89. 70. 62. verbos e adverbios Avançar . 76. A partir do emprego dos tempos verbais. b e b b e e d b e c e d b c b 65.Artigos. 55. do qual se distancia. O emprego dos parênteses revela que. 56. adjetivos. a infância é um estado permanente no eu-lírico. 82. me dou: voz reflexiva. 81. 68. 57. a Voltar Língua Portuguesa . 72. 59. 77. 60. no verso 13. na concepção do poema. 53.

.” estão flexionados no mesmo tempo. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . julgue os itens a seguir segundo os critérios da morfologia.Pronomes Avançar . 1948).” 1 GABARITO ( ) Os verbos existentes no trecho que vai de “Os Estados. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. Assinale a alternativa correta.. Superior de Brasília-DF Após ter lido atentamente o texto “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos”. Colômbia. foi usada como recurso obrigatório por se tratar de dois pronomes. como a realização dos postulados da justiça social’. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. e) I e III são verdadeiras. é própria de linguagem formal no Brasil. é correto afirmar que a ênclise: I. ( ) Em que e na qual são pronomes relativos.. favorece uma tonicidade não usual em português. no livre exercício de suas próprias soberanias. 2. II. UFPI Na frase “A realidade tornava-se-lhe odiosa. para os falsos. ( ) As duas ocorrências do pronome se classificam-se da mesma forma. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. conseqüentemente.. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. d) I e II são verdadeiras. para os verdadeiros. c) Apenas III é verdadeira. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. modo e pessoa. falta o hífen em “interamericano”. b) Apenas II é verdadeira.. a) Apenas I é verdadeira. Além disso. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. ( ) Por equívoco do redator. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. ( ) Em “da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos” é possível permutar-se a expressão destacada pela contração das. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. III.”.E. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’ mas também com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá.desses direitos. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. Use V. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. considerados não como cidadãos mas como ‘pessoas’ e. e F..LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1. I. até .

de Assis) d) “..Pronomes Avançar . e) à forma verbal acrescentando.F. e) Não se falou coisa alguma sobre a prometida reforma. acontece um erro quanto à norma culta da Língua.. pessoa do singular com a 3ª.quando estava quase a suceder um desastre na entrada. c) Há erro de grafia ao reproduzir as falas coloquiais das personagens. a 2ª. de Assis). 5. pra. na sua fala. UFPI Na frase “mas tinha desses abatimentos. b) A personagem mistura. a) “. b) “Mascarenhas fez-me notar à esquerda da capela o lugar em que estava sepultado o ex-ministro. d) Os substantivos próprios estão com letra maiúscula. b) à forma de tocar violão. beleza e ritmo. Univali-SC 2 GABARITO Nos quadrinhos. da veneração em que tinha a memória dele.” (M. a senhora. de Assis) 6. Exemplos: Tô.. rindo. c) a saudade. de Assis) c) “Lalau sentou-se. Identifique-o: a) Falta vírgula depois do vocativo. pessoa do singular.” O pronome lhe do exemplo refere-se: a) ao sujeito do verbo “revolucionou”. dessas súbitas fadigas de todo o seu ser. entre o carro de bois e a sege em que a senhora vinha. e) Há pontos de exclamação e interrogação demais nos trechos. c) Quando os viste? d) Não concordarei com o que nos dirão.” (M. PUC-PR-Modificada Observe: IMPRIMIR “Revolucionou a forma de tocar violão. beleza e ritmo. não deixaria de comparecer. Emescam–ES A posição do termo sublinhado em relação ao verbo não está adequada à norma culta brasileira em: a) Se me tivesse convidado. U. A cadeira em que se sentou era uma velha cadeira de espaldar de couro lavrado e pés em arco. das relíquias que guardava. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que os elementos em destaque não podem ser substituídos por onde. em que caía a cadeira” a expressão em negrito pode ser substituída por: a) onde d) com as quais b) enquanto e) entre as quais c) nos quais 4. acrescentando-lhe saudade.” (M. das alusões freqüentes na conversão... d) somente à palavra mais próxima: saudade.” (M.3. falou-me também da piedade e saudade da viúva.. Voltar Língua Portuguesa . 7. em vez de ficar séria e pensar em Deus. à qual está ligado por hífen. b) É bom que falemos-lhes toda a verdade. enfiou a cabeça por entre as cortinas para fora.

tua. muita inveja.Texto para a questão 8. e) vosso. desorientado.. desconfiasse de toda a gente (.Pronomes Avançar . d) vosso. referindo-se ao emissor-personagem e seus comparsas. Considerando-se os elementos em negrito. É por que é um mal espiritual latente e você não sabe. desanimado. Todos se habituariam e pensar coletivamente. Comprove estimado leitor. BETE é resolvido em uma simples consulta de poucos minutos.) D. 3 8. mau olhado no amor. você é testemunha disto. ( ) no enunciado D. 9. faça isso agora.” Observando-se apenas o correto uso dos pronomes. te. Porquê? Ela tem um trabalho honesto e certeiro. os. nos negócios. Os enunciados acima foram retirados dos livros Esaú e Jacó (A) e O resto é silêncio (B.. a expressão a gente. por a) teu. ( ) no enunciado C. no seu trabalho. tens caso íntimo à resolver. BETE mora no endereço abaixo a muitos anos. alguma dormiu mal ou nada. respectivamente. já que substitui um grupo nominal anteriormente expresso. você vai compreender porque ela é a mais célebre da América do Sul. Leitor. fazer voltar alguém em sua companhia. muita sonhou com ele. tens caso íntimo à resolver. a PROFa. muita inveja. mau olhado no amor. desorientado. vossa. Não fique na dúvida. ( ) no enunciado A. B. lhes. um problema que para muitos é um problemão. a expressão em destaque pode ter o sentido de “nós”. ou até mesmo por não acreditar. muitas vezes a gente sofre sem ter necessidade. respectivamente. tem o sentido de “nós”. ou o próprio mal não deixa. BETE.. tens amor não correspondido ou rompido. (. emitido por uma voz narrativa onisciente. tua. em qualquer assunto que lhe preocupe. as palavras muita e alguma estão sendo usadas inadequadamente. em qualquer assunto que lhe preocupe. 817”. te. fazer voltar alguém em sua companhia. Muitas vezes. nos negócios. com a PROFa. de Machado de Assis e Érico Veríssimo. no seu trabalho. ( ) no enunciado B. C e D). tens amor não correspondido ou rompido. Muitas vezes não acha solução..) fazia que ela evitasse a companhia das outras. tua.. pois ambas necessitam da explicitação do termo gente. b) teu. deve-se substituir as palavras grifadas. “Solução Você que muitas vezes pegou este anúncio e nunca teve tempo para ler com mais atenção. o. mas o mal existe e a solução do mal também e as vezes a cura está perto e a gente não vê. Joga-se búzios e tarô Avenida Jabaquara. estás desiludido. Toda a gente voltou da ilha com o baile na cabeça. faça uma consulta. não é uma novata na sua especialidade (cientista em grafologia e astrologia) é a mais célebre da América do Sul. a palavra todos tem valor anafórico.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . UFGO A. Tire um tempo para você mesmo e faça uma consulta com a PROFa. E as pessoas aprenderiam a gostar menos dessas coisas que representam luxo e conforto. vossa. desanimado. FUVEST-SP “/…/ estás desiludido. Onde é que a gente se encontra? C. c) teu.

10. UFPI Marque a alternativa em que o pronome lhe é empregado com o valor semântico de pronome possessivo. a) Tudo de repente (...) lhe pareceu lúgubre. b) Os seus deveres (...) eram-lhe pesados como fardos injustos. c) A realidade tornava-se-lhe odiosa. d) Veio-lhe o nojo das engarrafadas dos emplastros (...). e) — dous lábios de fogo que, num beijo, lhe chupassem a alma. Texto para as questões 11 e 12.
“Que me enganei ora o vejo: Nadam-te os olhos em pranto Arfa-te o peito, e no entanto Nem me podes encarar.”

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11. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome substitui toda uma oração. Aponte-o: a) que. b) me. c) o. d) te. 12. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome pessoal oblíquo está substituindo um pronome possessivo. Aponte-o: a) te. b) me. c) o. d) que. 13. U.F. Uberlândia-MG Todas as alternativas abaixo podem ser preenchidas por cujo(a), exceto: a) “Lalau não demorou muito. (...) Vinha um pouco esbaforida, voando-lhe os cabelos, ............... eram curtinhos e em cachos...” (M. de Assis) b) “A casa ............... lugar e direção não é preciso dizer, tinha entre o povo o nome de Casa Velha...” (M. de Assis) c) “Não estava contente comigo. Tinha-me deixado resvalar a uma promessa inconsiderada, ............... execução parecia complicar-se de circunstâncias estranhas...” (M. de Assis) d) “Voltei-me para D. Antônia; esta, depois de hesitar um pouco, deliberou entrar na sacristia, ............... porta estava aberta.” (M. de Assis) 14. UFF-RJ A colocação do pronome pessoal no português do Brasil, no uso coloquial, apresenta, em algumas circunstâncias, tendências diferentes da de Portugal. Identifique o par de orações em que ocorrem, quanto a colocação do pronome pessoal no português do Brasil, o uso culto e o uso coloquial, respectivamente: a) “da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo;”/ da qual estamos todas tão distantes que nos não poderia servir de modelo; b) “Esta é uma hora para se parar e pensar.”/ Esta é uma hora para parar-se e pensar-se; c) “pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais –”/ pois o que passase no Piauí não é o mesmo das grandes capitais; d) “purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz.”/ purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que acha-se rodeada mal abre os olhos à luz; e) “a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela;”/ a mulher de hoje em dia pode se sair melhor do que aquela.

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Língua Portuguesa - Pronomes

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15. U.E. Londrina-PR-Modificada
“... Stingo descobre as verdades escondidas sobre as quais eles estão encobrindo...”.

Esse trecho se torna adequado à norma culta se a expressão em destaque for substituída por: a) onde. b) que. c) cujas. d) das quais. e) entre as quais. 16. Univali-SC Assinale, dentre as frases a seguir, retiradas de jornais de circulação regional, a que está de acordo com as normas da Língua Portuguesa. a) É outra daquelas questões onde não é certo optar por uma alternativa, excluindo a outra. b) Além dos efeitos sociais e econômicos referidos, um plano de retomada da indústria de construção fere uma carência objetiva do país, onde há necessidade de milhões de casas... c) Um reflexo na pupila (menina dos olhos), em um recém-nascido poderá revelar problemas na retina, tumores intra-oculares, ou até catarata congênita onde realizar-se-á cirurgia o mais breve possível. d) A surpresa aconteceu na sétima prova, onde houve a divergência sobre a terceira cidade mais antiga do país. e) Participaram todos os 540 alunos distribuídos em 8 equipes, onde se buscou equilibrar a força, unindo os alunos maiores com os menores. 17. FEI-SP Em “as paredes vejo-as”, os termos em destaque são classificados respectivamente como: a) artigo definido e pronome pessoal do caso reto. b) artigo definido e pronome demonstrativo. c) artigo definido e pronome pessoal do caso oblíquo. d) pronome pessoal e artigo definido. e) preposição e pronome pessoal do caso oblíquo. 18. FGV-SP A propósito do segmento de frase “Ser-me-ia impossível descobrir entre mim e elas pontos de identificação…”, atenda ao que se pede abaixo. a) Explique o uso do pronome mim em vez do pronome eu. b) Se, no lugar de elas, que é pronome pessoal de terceira pessoa do plural, utilizássemos outro, de segunda pessoa do singular, qual seria ele? 19. UFGO Considere os enunciados abaixo. A. Os atletas não se prepararam bem, onde se saíram mal nas competições. B. Onde há fumaça, há fogo. C. Vivemos numa economia globalizada, onde os produtos industrializados não têm uma só nacionalidade. D. Saiu da casa cedinho onde só voltou depois que todas dormiam. Segundo a norma padrão da língua portuguesa: ( ) o relativo onde pode ser empregado, estabelecendo relação conclusiva entre orações, como no enunciado A. ( ) o empregado do relativo onde, no enunciado B, está inadequado, porque ele não tem um referente explícito. ( ) o relativo onde, no enunciado C, está empregado adequadamente, porque se refere a uma expressão com valor de lugar virtual. ( ) o verbo voltar, no enunciado D, exige que o relativo onde seja precedido por “a” ou “para”.

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Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

20. UP-RN
“Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro.” “O grande mal desse povo brasileiro é ter nascido pobre.”

Se uníssemos as duas orações com pronome relativo, teríamos: a) Sem a reforma agrária cujo grande mal do povo brasileiro é ter nascido pobre, não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. b) Sem a reforma agrária cujo grande mal é ter nascido pobre não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. c) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição do povo brasileiro que ter sido pobre é o seu grande mal. d) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro cujo grande mal é ter nascido pobre. 21. F.M Triângulo Mineiro-MG
“Incontestável representante do bom gosto, a escritora e colunista Danuza Leão não tem vergonha de aplaudir o Show do Milhão. (...) Da mesma franqueza de Danuza comunga o plubicitário Roberto Justus. ‘A atração educa quem não teve acesso àquelas informações e diverte quem quer testar seus conhecimentos’, argumenta.”
Telejornal. O Estado de S. Paulo. 03/09/2000, p. T8-T9.

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Seguindo as convenções da norma culta, a oração destacada no texto pode ser substituída por: a) Quem não teve-lhe acesso. b) Quem não as teve acesso. c) Quem não teve-as acesso. d) Quem não teve acesso a elas. e) Quem não teve-lhes acesso. 22. F.M. Triângulo Mineiro-MG Una as frases por um pronome relativo e assinale a alternativa correta, de acordo com a norma culta. “A Lagoa Rodrigo de Freitas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. As águas da Lagoa continuam malcheirosas.” a) D. Pedro II já havia chamado a atenção para as águas malcheirosas da Lagoa Rodrigo de Freitas. b) A Lagoa Rodrigo de Freitas, cujas águas continuam malcheirosas, já havia chamado a atenção de D. Pedro II. c) D. Pedro II afirmara que as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam mal cheirosas. d) A Lagoa Rodrigo de Freitas que as águas continuam malcheirosas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. e) As águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam malcheirosas e elas já haviam chamado a atenção de D. Pedro II. 23. PUC-PR-Modificada
“O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho, o que deixou sua mãe extremamente preocupada”.

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Considerando o trecho acima, pode-se afirmar que a expressão o que tem como antecedente os termos: a) O pai; b) havia partido; c) ao filho; d) nenhum recado; e) toda a parte do enunciado que antecede à própria expressão o que.

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Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

24. PUC-PR Assinale a alternativa em cujo enunciado o pronome que está entre parênteses pode ser colocado corretamente em qualquer um dos pontilhados. a) Ninguém ..... irá ..... esquecer ..... tão cedo. (te). b) ..... Estou ..... dizendo ..... a pura verdade. (lhe). c) Ela ..... quer ..... dizer ..... o que aconteceu de fato. (me). d) ..... Haviam ..... encontrado ..... até então duas vezes. (se). e) ..... Mandou ..... vir ..... mais cedo no dia seguinte. (me). 25. FUVEST-SP
“‘As pessoas ficam zoando, falando que a gente não conseguiria entrar em mais nada, por isso vamos prestar Letras’, diz a candidata ao vestibular. Entre os motivos que a ligaram à carreira estão o gosto por literatura e inglês, que estuda há oito anos.”
Adaptado da Folha de S. Paulo, 22/10/00.

No trecho que não está entre aspas ocorre um desvio em relação à norma culta. Reescreva o trecho, fazendo a correção necessária. 26. PUC/Campinas-SP

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“No centro da Convenção sobre Mudança Climática esteve o reconhecimento de que o planeta pode passar por mudanças catastróficas no próximo século, com o agravamento do efeito estufa. A delegação brasileira na reunião de Buenos Aires, onde se deu o encontro, assim como em Kyoto, foi chefiada pelo ministro da Ciência e Tecnologia. Ela teve um papel destacado no Japão, ao apresentar proposta que desembocou no “mecanismo de desenvovimento limpo” (MDL), questão central na pauta na Argentina.”

Os pronomes grifados referem-se a outras palavras do texto. São elas, respectivamente: a) o centro – Mudança Climática. b) Buenos Aires – a delegação brasileira. c) o planeta – a reunião. d) Kyoto – estufa. e) a Convenção – mudanças catastróficas. 27. UFMT-Adaptada Julgue as afirmações a seguir. Use V, para assinalar os itens verdadeiros, e F, para os itens falsos. ( ) Substituindo o pronome lhe por dele na oração Ousou o escrevente namorar-lhe a filha, as duas formas pronominais funcionam como objeto indireto. ( ) Na maioria das variedades do português falado no Brasil, empregam-se as formas de tratamento você/vocês para designar o interlocutor do discurso ao invés das formas tu/vós. ( ) Quando se usa você/vocês no lugar de tu/vós, o verbo, os pronomes oblíquos e possessivos continuam na segunda pessoa. 28. U. Potiguar-RN Os trechos que seguem mostram que certas construções típicas do português falado, são utilizadas na modalidade escrita, exceto um deles. Aponte-o: a) Procure preocupar-se com os problemas que você tem maior dificuldade. b) Uma escola, onde na frente havia uma lanchonete, deverá ser totalmente reformada. c) Sempre me pareceu muito severo aquele diretor sob cujas ordens trabalhei muitos anos. d) Consideramos propícia a escolha do momento dele falar.

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29. U. Alfenas-MG Assinale a opção onde o pronome pessoal está empregado incorretamente. a) Para mim, cumprimentá-la seria uma ofensa. b) Entre eu e ela já não há mais nada. c) Viram-nos, mas não os chamaram. d) Permitiu-lhe, a ele, fazer a ronda. e) Aquele era o carro para mim; comprá-lo com que dinheiro?

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30. U. Alfenas-MG Dadas as sentenças: I. Os projetos que me enviaram estão em ordem; devolvê-los-ei ainda hoje. II. Não te conto toda a verdade já que preocupo-me demais com tua situação. III. “Esses são os livros que se acham à disposição do público, mas acredita-se que poucos procurá-los-ão”. IV. Quero que você se habitue com minhas falhas, eu deveria preparar-me melhor. A seqüência que contém as frases corretas quanto à colocação dos pronomes átonos é: a) II e III. b) I e II. c) I e III. d) II e IV. e) I e IV. 31. Univali-SC Identifique a opção correta quanto à colocação pronominal nos trechos retirados de jornais de circulação regional: a) Que todo pai sinta-se imensamente feliz na comemoração de seu dia. b) Por que todos os dias perdem-se tantos blocos de notas fiscais em Blumenau? c) Preserve-a a todo custo. Não esqueça que para seu filho você é o maior herói. d) O “Bem” do título acima, se expressa pela existência de postos de trabalho na quantidade e qualidade requeridos por uma população... . e) ... utilizando a imagem do “Zé Carioca” e outras, que mostram-nos menores e menos capazes. 32. PUC/Campinas-SP Observe a seguinte passagem do texto: “‘Pare aí’, me diz você. ‘O escrevente escreve antes, o leitor lê depois.’ ‘Não!’ lhe respondo, ‘Não consigo escrever sem pensar você por perto, espiando o que escrevo.’” Nela, o autor, utilizando o discurso direto, apresenta um diálogo imaginário entre o autor e seu leitor, introduzindo a linguagem oral no texto escrito. Por essa razão, a) os pronomes oblíquos átonos foram colocados depois do verbo. b) os pronomes oblíquos átonos são enclíticos. c) os pronomes oblíquos átonos não foram utlizados no diálogo. d) os pronomes oblíquos átonos são proclíticos. e) os pronomes oblíquos átonos são mesoclíticos. 33. UFMT-Modificada Julgue as seguintes afirmações. Use V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A norma gramatical contrariada em Para mim brincar é Não se deve usar pronome pessoal da forma oblíqua na função sujeito. ( ) A norma gramatical contrariada em Me dá um cigarro é Não se deve iniciar um período com pronome oblíquo átono. 34. UFSE
“... tu vais encher os cofres ... derrubada debaixo da fronde ... dando de comer aos pássaros”

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GABARITO

Substituindo corretamente as formas substantivas pelos pronomes pessoais correspondentes, obtém-se: a) encher-lhes – debaixo dela – dando-os de comer; b) encher-lhes – debaixo a ela – dando-lhes de comer; c) enchê-los – debaixo dela – dando-lhes de comer; d) enchê-los – debaixo a ela – dando-os de comer; e) encher-los – debaixo dela – dando de comê-los.

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35. F.M. Itajubá-MG Marque a opção que pode preencher corretamente as lacunas da seguinte afirmativa: Em “Dir-se-á que, até certo ponto, a felicidade se constrói”, segundo a norma culta, é um caso de ............... obrigatória por se tratar de um verbo no ..............., em ............... de período. a) Mesóclise – futuro do presente simples – início. b) Separação – infinitivo – exórdio. c) Próclise – imperativo positivo – começo. d) Silepse – presente do subjuntivo – abertura. e) Zeugma – futura do subjuntivo – princípio. 36. F.I. Vitória-ES O seguinte período apresenta algumas lacunas: “Ela ficou em casa ............... dois, para conversar ............... sobre o livro, mas disse ao meu irmão que era difícil para ............... ler aquele livro sozinho, porque as letras eram pequenas demais para ............... ler, sem forçar meus olhos hipermetropes.” Os pronomes de 1ª pessoa que completam adequadamente as lacunas são, respectivamente: a) conosco – conosco – mim – mim b) conosco – conosco – eu – eu c) com nós – conosco – eu – mim d) conosco – com nós – eu – eu e) com nós – conosco – mim – eu

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37. PUC-PR Observe a colocação dos pronomes átonos destas orações: I. O T-6 de Mororó, deixando uma asa pelo caminho, partiu-se. II. Depois de arrastá-lo até sua casa, o colocou na rede. III. Há cinco anos, no entanto, os dois se reencontraram. Seria possível, sem erro de sintaxe, adotar outra ordem pronominal: a) Apenas para a oração I. b) Apenas para a oração II. c) Apenas para a oração III. d) Para todas as orações. e) Para nenhuma das orações. 38. VUNESP Leia o texto que segue.
“Não digo com isto que um e outro dos gêmeos não soubessem agredir e dissimular, a diferença é que cada um sabia melhor o seu gosto, coisa tão óbvia que custa escrever.”

GABARITO

In: ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. São Paulo: Editora Mérito, 1962. p. 78.

No segundo período desse texto reconheça as classes de palavras a que pertence o a, respectivamente, em “a fruta” e “a ia buscar”. 39. UEMS Ao comparar as diversas cidades do mundo com a cidade do Rio de Janeiro, defendia com ardume e paixão a beleza... sobre cada uma... a) dessa – daquelas. b) daquelas – destas. c) destas – dessa. d) desta – daquelas. e) desta – dessas.

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40. UFPB-PSS No verso “Ao coração que sofre, separado...”, o vocábulo que refere-se ao termo antecedente. Observa-se esta mesma relação em: a) “Não me basta saber que sou amado.” b) “...no exílio em que a chorar me vejo.” c) “Não há que a terra pelo céu trocar.” d) “Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza.” e) “Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras...”

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41. Unifor-CE “É bem provável que freqüentadores de museus não procurem essa instituição.” Substituindo-se a expressão em negrito na frase acima pelo pronome que lhe é correspondente, obtém-se: a) não lhe procurem; b) não a procurem; c) não procurem-a; d) não procurem-lhe; e) não procurem-na. 42. UFF-RJ Assinale a opção em que a reformulação da frase abaixo apresenta um emprego de pronome não compatível com o uso formal da língua: “E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.” a) E em tal maneira é graciosa que, se a quisermos aproveitar, dar-se-á nela tudo por causa das águas que tem. b) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem. c) E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, tudo nela se dará, por causa das águas que tem. d) E em tal maneira é graciosa que, ao querer-se aproveitá-la, tudo dar-se-á nela, por bem das águas que tem. e) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitar ela, tudo dar-se-á por bem das águas que tem. 43. UFF-RJ Assinale a opção em que a palavra em negrito é um pronome pessoal. a) “Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços.” b) “E alguns, que andavam sem eles, tinham os beiços furados.” c) “outros traziam três daqueles bicos, a saber, um no meio e os dois nos cabos.” d) “assim frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho.” e) “porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.” 44. UFSC Observe o período abaixo e assinale a(s) proposição(ões) em que ele foi reescrito corretamente.
“— Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

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GABARITO

01. — Os homens esqueceram dessa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 02. — Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não deves esquecêla. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 04. — Disse a raposa: —Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. 08. — Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que você cativa. Os homens esqueceram-se essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. 16. — Os homens esqueceram essa verdade: tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecê-la. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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45. Unifor-CE-Adaptada
“Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas, em todos eles, um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens...”

O pronome os em “que os impeça” refere-se a: a) alguns cientistas; b) robôs do futuro; c) seus programas; d) todos eles; e) homens. 46. Emescam-ES A substituição do termo em negrito não se fez adequadamente em: a) Acharam os livros muito interessantes. Acharam-los muito interessantes. b) Fizemos o trabalho como você orientou. Fizemo-lo como você orientou. c) Daremos a ele todas as oportunidades. Dar-lhe-emos todas as oportunidades. d) Refiz a lição que estava errada. Refi-la, que estava errada. e) Enviamos cartas a vocês. Enviamos-lhes cartas.

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47. UFR-RJ “...fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo parece sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’” Uma das funções dos pronomes demonstrativos é retomar, dentro de um enunciado, elementos anteriormente citados. A análise do fragmento acima revela que os demonstrativos esta e aquele referem-se, respectivamente, aos vocábulos: a) palavra e mote. b) leitura e mote. c) palavra e mundo. d) leitura e daquele. e) continuidade e mundo. 48. Univali-SC Ao ler jornais de circulação regional, percebe-se, algumas vezes, a incorreção no emprego do pronome oblíquo átono. Dentre as frases a seguir, assinale aquela em que o pronome foi empregado adequadamente. a) A ativação desse setor da economia, conhecido por seus efeitos rápidos na área de emprego e por seu contágio imediato sobre áreas de indústria e de serviços, se aproveitará dos atuais sinais de aquecimento da atividade econômica. b) Informamos que encontra-se em fase de conclusão uma nova escola. c) Felizmente, ao ver minha caixa de correspondência, havia um e-mail do promotor público de Itapema, me informando que iria nesta segunda-feira pela manhã receber a nós pais para conversar. d) Ele vai ocupar a vaga aberta pelo advogado que também já se desincompatibilizou do cargo. e) O comportamento dos jovens é um sintoma. Impõe-se que, sem descuidar-se das conseqüências, ataque-se primordialmente as causas. 49. UEMS I. O lugar...moro é muito pacato. II. Esse foi o número...gostei menos. III. A peça ...enredo é humorístico, tem sido sucesso. a) onde - que - cujo. b) em que – de que – cujo o. c) no qual – o qual – do qual o. d) que – que – cujo o. e) em que – de que – cujo.

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50. Unifor-CE Na frase “não tivessem presente, nem futuro”, as palavras em negrito estão corretamente substituídas pelo pronome que lhes é correspondente em: a) não os tivessem; b) não tivessem-los; c) não o tivessem; d) não tivessem-o; e) não tivessem-no. 51. UFR-RJ
“O homem ainda faz O que macaco fazia”

Do ponto de vista morfológico, o termo destacado no verso acima é um: a) pronome de tratamento; b) artigo definido; c) pronome oblíquo átono; d) pronome oblíquo tônico; e) pronome demonstrativo.

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A questão 52 refere-se ao texto a seguir.
“O Padeiro (fragmento) (Rubem Braga) Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando: – Não é ninguém, é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a idéia de gritar aquilo? ‘Então você não é ninguém?’. Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou uma pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era: e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: ‘Não é ninguém, não senhora, é o padeiro’. Assim ficara sabendo que não era ninguém... Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.”

GABARITO

In: Ai de ti, Copacabana, 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1964, pp. 44, 45.

52. UFRJ a) Que sentido assume o pronome indefinido ninguém no texto? b) Quando esse pronome indefinido é usado na função sintática de sujeito, a dupla negação pode ou não ocorrer. Justifique essa afirmativa, exemplificando-a. 53. U.E. Londrina-PR Assinale a alternativa que está estruturada de acordo com a norma culta. a) Originárias da África do Sul, as abelhas africanas são agressivas, cuja criação é feita geralmente em apiários. b) As agressivas abelhas africanas, cuja criação é feita geralmente em apiários, são originárias da África do Sul. c) As agressivas abelhas africanas, que a criação delas é feita geralmente em apiários, originaram-se na África do Sul. d) As agressivas abelhas africanas, cuja a criação é feita geralmente em apiários, originou-se na África do Sul. e) As abelhas africanas, cujas quais são agressivas e criadas em apiários, originaram-se na África do Sul.

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Texto para a questão 54.
“Música Uma coisa triste no fundo da sala. Me disseram que era Chopin. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. Eu considerei as contas que era preciso pagar, os passos que era preciso dar, as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza meus cuidados voaram como borboletas.”
ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma Poesia.

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54. FATEC-SP O tratamento poético da linguagem apresenta, por vezs, certas possibilidades que a norma gramatical não admite ou não recomenda; é possível afirmar que, no poema Música, é exemplo disso: a) “Me disseram que era Chopin”. b) “dentadura dura”. c) “enquadrei o Chopin”. d) “que era preciso pagar”. e) “braços redondos”. 55. Unifor-CE O período cuja redação está inteiramente clara e correta é: a) Todos os meninos menores de dois anos sofreram os efeitos dos elementos radioativos que lhes foram distribuídos a mando de Herodes. b) A recepção que a Virgem e o carpinteiro José puderam desfrutar ironicamente, foi de um boi branco e de um burro cansado. c) A poderosa nuvem que o autor se refere foi a visão que também vitimou os habitantes das duas cidades japonesas que recaíram as bombas atômicas.

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d) Nem bem chegaram ao hotel em cujo se realizava um congresso internacional o dono escorraçou os viajantes. e) A súbita explosão de cuja se formou uma poderosa nuvem em forma de cogumelo deve de ter sido uma visão aterrorizadora. 56. UFRJ
“Esaú e Jacó (fragmento) (Machado de Assis) – Que estranhos? Não vou viver com ninguém. Viverei com o Catete, o Largo do Machado, a Praia de Botafogo e a do Flamengo, não falo das pessoas que lá moram, mas das ruas, das casas, dos chafarizes e das lojas.”

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In: Obra Completa. vol. 1. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985, p. 987.

Vimos que, no texto da questão 52, Rubem Braga fez uso expressivo do indefinido ninguém. Diga com que sentido o mesmo termo é usado por Machado de Assis no texto acima, relacionando tal significado com um posicionamento marcante na obra do autor.

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57. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 9ª ed. Manuel.Pronomes Avançar . UFRJ “O impossível carinho Escuta. O poema de Bandeira constrói-se com base na relação entre o eu-lírico e seu interlocutor. p. Estrela da vida inteira. eu não quero contar-te o meu desejo Quero apenas contar-te a minha ternura Ah se em troca de tanta felicidade que me dás Eu te pudesse repor – Eu soubesse repor– No coração despedaçado As mais puras alegrias da tua infância!” BANDEIRA. b) Diga que traço gramatical comum aos vocábulos indica a presença do interlocutor. 1982. Rio de Janeiro: José Olympio. 118. a) Identifique essas duas classes gramaticais. A existência desse interlocutor é evidenciada em vocábulos que pertencem a duas diferentes classes gramaticais.

6. 26.Pronomes Avançar . 29. 5. 27.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1 1. 8. 4. desta forma. 25. 28. 2. 18. e por literatura. 31. 35. 17. F–F–V–V–F d d b d b b c F–V–F–V c a d a e b b c a) Só se emprega o pronome pessoal do caso reto eu na função de sujeito. o a é artigo definido feminino e em “a ia buscar”. 32. 16. que é o caso. sendo regido pela preposição entre. 15. 24. b) Na função completiva. está correto o uso do pronome mim. 39. 10. pronome pessoal do caso oblíquo. O pronome em questão possui função completiva. 36. 38. 13. a é pronome pessoal do caso oblíquo (retomando fruta). d GABARITO IMPRIMIR 19. 14. que estuda há oito anos. 12. 23. b F–V–F c c e c d V–V c a c c Em “a fruta”. 30. o pronome adequado da 2ª pessoa do singular a ser empregado é o ti. 20. 21. 11. F–F–V–V d d b c c A fim de desfazer o desvio em relação à norma culta. pode-se reescrever o trecho da seguinte forma: Entre os motivos que a ligaram à carreira está o gosto por inglês. 22. 37. 3. Voltar Língua Portuguesa . 7. 33. 34. 9.

Pronomes Avançar . 43. o pronome é usado com o sentido de ‘pessoa alguma’ / ‘pessoa nenhuma’. 46. 54. 56. 45. não ocorre a dupla negação: “Ninguém veio”.40. b) Se o pronome (sujeito) é anteposto ao verbo. Ao preferir a paisagem física da cidade aos seus semelhantes. 2 53. porém. a dupla negação ocorre: “Não veio ninguém”. 44. 50. Se. b b e b 06 b d c d e a e a) O pronome “ninguém” significa “pessoa sem importância”. 57. 48. o autor revela seu ceticismo em relação ao ser humano. a) Classe gramatical dos verbos e classe gramatical dos pronomes. 49. 55. 51. ele é posposto ao verbo. b a a No texto de Machado. 47. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 41. 42. uma atitude marcante na sua obra madura. 52. b) O traço gramatical comum é a 2ª pessoa.

UFMS “Mesmo sem fome. 3 ed. UFMS Esse poema é uma espécie de manifesto. isolado na neve e não tendo com que se alimentar. 3. e Carlitos. (Colhida em Rimbaud) Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se. deitados de barriga.” BARROS. b) apropriar-se de realidades aparentemente estéreis.. Nos versos mais transparentes enfiar pregos sujos. Jogar pedrinhas nim moscas. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. UFMS O poema cita Rimbaud. Manoel de. A fala de furnas brenhentas de Mário-pega-sapo era na rua. Se consideramos o poema uma espécie de “conselho a um aprendiz de poeta”. Por isso as crianças e as putas no jardim o entendiam. Matéria de Poesias. d) pelo ponto de vista do especialista. b) impermeável. comer as botas. c) recusando seu invólucro utilitário. uma tomada de posição ante o fazer poético. e) sem se preocupar com sua carga simbólica. Nessa concepção. c) sofrer privações materiais. personagem dos filmes de Charles Chaplin. e) cristalina. “Perder a inteligência das coisas para vê-las”. de acordo com o texto de Manuel de Barros é olhar as coisas: a) em seu significado mais moderno. deixando de lado o sujeito que olha. A expressão mesmo sem fome muda a situação. d) alimentar-se bem para ter boas idéias. o verso 10 ressalta que na poesia a palavra deve ser: a) exata. cozinhou as botas e as comeu. c) fecunda. Deixar os substantivos passarem anos no esterco. e) isolar-se do resto da humanidade. Aprender a capinar com enxada cega.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A Texto para as questões 1 a 3. Nos dias de lazer compor um muro podre para os caramujos. é necessário: a) duvidar das imagens carregadas de sugestões. d) vaga.. até que eles possam carrear para o poema um gosto de chão – como cabelos desfeitos no chão – ou como uma bule de Braque – áspero de ferrugem. comer as botas” é uma referência a Carlitos que. “Muita coisa se poderia fazer em favor da poesia: Esfregar pedras na paisagem.Noções de literatura Avançar .. até os cadarços. cisco de olho. automatizados. O resto em Carlitos. moscas de pensão. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 11 GABARITO 1. Perder a inteligência das coisas para vê-las. Mesmo sem fome. mistura de azuis e ouro – um amarelo grosso de ouro da terra. b) com objetividade. 1999. em favor da poesia. portanto. carvão de folhas. Perguntar distraído: – O que há de você na água? Não usar colarinho duro. 2. o verso citado propõe que. teréns de rua e de música. propõe que a palavra seja descarregada de seus significados já prontos. em um filme. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . com fome. poeta francês do século passado..

d) o desencanto com a impossibilidade de cantar o amor. enfim. c) O amante experimenta formas diferentes de amar. não cante O humano coração com mais verdade. d) O amor do amigo vale mais que a paixão do amante. 336. “Soneto do amor total 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 Amo te tanto. 5. UFPI Sobre a última estrofe é correto afirmar que: a) o amor culmina com a morte. Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade. presente na saudade. de um calmo amor prestante.Noções de literatura Avançar . 6. meu amor. De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. 7. UFPI Dos versos 3 e 4.... com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. existe: a) a surpresa de se ver amando tanto.. e) o amante vive a descrever o ser amado. c) a pretensão de cantar como ninguém o amor. Poesia completa e prosa. Amo-te como um bicho. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . não cante / O humano coração com mais verdade. Vinícius de. e) vida – morte.” MORAES.”. 1986. RJ: Nova Aguilar. d) o amor se esgota no próprio desejo. e) O artista recria a realidade usando palavras de amor. 2 4. d) vício – virtude.. b) o amor destrói o corpo amado.Texto para as questões 4 a 7. p. Amo-te. É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude.. E de te amar assim muito e amiúde. pode-se inferir que: a) O poeta confunde as formas de amar. c) o amante dá a vida pela amada.. c) verdade – mentira. b) A realidade é diferente para quem ama pouco. UFPI Na seqüência “. b) pureza – impureza. e) o temor de que outro poeta cante o amor mais fielmente. simplesmente. UFPI Completam-se no soneto os elementos do dualismo: a) amizade – inimizade. b) a sensação de que o amor é indescritível. Amo-te afim. E te amo além..

... b) vício de linguagem. foi quando. c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si.. em que é perceptível um lirismo .. de Vinícius de Moraes.. 9... UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. Um homem que tem fome como qualquer outro homem..” RICARDO. como acontece no verso de número .. c) reiteração expressiva... As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida.. outra no céu.. UERJ A repetição da palavra “homem” na segunda estrofe exemplifica a seguinte característica: a) variação semântica. Larguei-as pela jovem madrugada ambas cheias e brancas e sem véu perdida uma. Rio de Janeiro: José Olympio. 1964. emocionada a mulher a meu lado estremeceu e se entregou sem que eu dissesse nada.” (Casimiro de Abreu).Noções de literatura Avançar .... Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento: a) “Como varia o vento – o céu – o dia.. que intitulei – As Ave-Maria – a saudade havia sido a minha primeira musa... a) octossílabos – amoroso – 06 d) octossílabos – despojado – 07 b) heptassílabos – social – 07 e) decassílabos – sensual – 06 c) decassílabos – moralizante – 08 Voltar Língua Portuguesa ... d) “Um dia (..) tive saudades da casa paterna e chorei..... b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. em alguns momentos... / Como estrelas e nuvens e mulheres.... fundindo-as. / Pela regra geral de todos seres.. d) onomatopéia modernista.” (Álvares de Azevedo). Jeremias Sem-Chorar. a outra abandonada uma nua na terra.” (João Cabral de Melo Neto). ... e a afirmação que as segue. / Minha lira também seus tons varia. porque foram compostas em épocas diversas – debaixo de céu diverso – e sob a influência de impressões momentâneas.. 3 8. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas... 10. Cassiano... típico de sua poesia.” (Gonçalves Dias)... / e sem fazer esforço ou maravilha.. Vinícius de Moraes aproxima a mulher e a lua. UFRS Leia as estrofes abaixo.. “POÉTICA 1 Que é Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados.Texto para as questões 8 e 9.. 01 02 03 04 05 06 07 08 “Uma lua no céu apareceu cheia e branca.” IMPRIMIR GABARITO Por meio de versos .

Nas águas e no luar! (. III e IV c) II e IV 12. tema reincidente na poesia romântica. PUC-RS-Modificada “Donzela! Se tu quiseras Ser a flor das primaveras Que tenho no coração! E se ouviras o desejo Do amoroso sertanejo Que descora de paixão! Se tu viesses comigo Das serras ao desabrigo Aprender o que é amar Ouvi-lo no frio vento. Ferreira. da boca mas quando for tempo E é tempo todo tempo mas não basta um século para fazer a pétala que um só minuto faz ou não mas a vida muda a vida muda o morto em multidão” GULLAR.Noções de literatura Avançar . nos versos 14 e 15. As metáforas associadas aos elementos da natureza expressam o extravasamento do sentimento amoroso.11. Pela análise das afirmativas. com que se inaugura a poesia moderna brasileira. Das aves no sentimento. em muito mais tempo que a natureza. III. há uma homenagem explícita a Carlos Drummond de Andrade. pelo poema Rosa do Povo. Toda poesia. alude à capacidade que o ser humano tem de fazer. UnB-DF 1 “A vida muda como a cor dos frutos lentamente e para sempre A vida muda como a flor em fruto velozmente A vida muda como a água em folhas o sonho em luz elétrica a rosa desembrulha do carbono o pássaro. IV.. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II d) III e IV b) II e III e) I. o poeta alude à importante conquista científica obtida por Thomas Edison na primeira metade do século XIX: a lâmpada fluorescente. O medo da rejeição amorosa. ( ) No verso 7.. ( ) No verso 8. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) O poeta. o que esta rapidamente consegue realizar. I.) Ah! vem! amemos! vivamos! O enlevo do amor bebamos Nos perfumes do sertão!” 4 Analisar as afirmativas que seguem. sobre o texto. II. julgue os itens a seguir. ( ) A distribuição dos versos no espaço de papel. as imagens utilizadas e o uso recorrente de repetições. inserem o texto no conjunto de obras literárias do Modernismo. O ritmo cadenciado do poema sintoniza-se com o tom melancólico das imagens. II. A mulher é convidada a buscar nos elementos circundantes o sentido do amor. determina o tom pessimista do texto. 4 7 10 GABARITO 13 16 19 Relacionando as idéias do texto a outras áreas do conhecimento. entre outros recursos poéticos.

Eu disse. Org. Ele caiu no chão. que foi cobrindo a sua face. estou precisando de um dinheiro. ‘espere aqui’. ‘Só tenho o senhor no mundo.) 5 14. Introdução: Para responder a essas questões.Questões de 13 a 17. implacável. conseguia esconder. d) Acontecimento circunstancial como revelador de estados psicológicos. surgiu inesperadamente. até que chegamos na minha casa. Rubem. Voltei.” FONSECA. mercadorias espreitam-me. não faça isso de novo comigo. ed. São Paulo: Companhia das Letras. b) Personagem-narrador movido por um sentimento que provoca a distorção da realidade. Rio de Janeiro São Paulo: Record. Não verás separar ao hábil negro do pesado esmeril a grossa areia. 1997. Feliz ano novo. Uneb-BA “Um dia saí para o meu passeio habitual quando ele. enquanto caminhávamos. o tempo não chegou de completa justiça. e eu podia sentir o seu hálito azedo e podre de faminto. v. Ele era mais alto do que eu. ele me acompanhando. Uneb-BA “Tu não verás. Marília. Não verás enrolar negros pacotes das secas folhas do cheiroso fumo. 1997. e já brilharem os granetes de oiro no fundo da bateia. em face de um mundo conturbado. 13.” GONZAGA. Fui na direção da minha casa.Noções de literatura Avançar . 1985. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 90. como foi que ele descobriu o meu endereço? ‘Doutor. fui ao meu quarto. identifique apenas uma única alternativa correta e marque o número correspondente. 24. Tomás Antônio. Em seguida. não me abandone!’ Sua voz era de mágoa e ressentimento. o pedinte. 85-6. Não acabou de falar. só tenho o senhor no mundo’. ed. e) Personagem consciente da necessidade de igualdade social. Carlos Drummond de. o rosto fixo virado para o meu. 2. p. Inferno. sem armas. ou se falou eu não ouvi. abri a porta e ele ao me ver disse ‘não faça isso. nem espremer entre as dentadas rodas da doce cana o sumo. a) Sentimento de angústia. O tempo é ainda de fezes. por Lúcia Helena. Uneb-BA “Preso à minha classe e a algumas roupas. associe os fragmentos transcritos em cada uma às afirmativas apresentadas nas alternativas indicadas em destaque. 36. 114. de espinhas no rosto. (Nossos Clássicos.” GABARITO ANDRADE. Fechei a porta. revoltar-me? Olhos sujos no relógio da torre: Não. p. cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra. por parte do sujeito poético. p. Rio de Janeiro: Agir. com o barulho do tiro. Melancolias. 15. Devo seguir até o enjôo? Posso. maus poemas. In: Antologia poética (Org. doutor. vou de branco pela rua cinzenta. c) Alusão a uma natureza não convencionada pelo estilo árcade. eu juro!’ – e ele encostou o seu corpo bem junto ao meu. e de uma palidez tão grande que nem mesmo o sangue. desconfiado. me vigiando curioso. forte e ameaçador. In: Tomás Antônio Gonzaga. ou da minada serra. pelo autor). alucinações e espera. esta é a última vez. então vi que era um menino franzino. ou dos cercos dos rios caudalosos.

Um dia um homem assim como João de Adão poderia contar a outros meninos na porta das docas a sua história. pelo menos imagino que valiam pouco.. (. ed. ela ajeitava depressa as malas. O trecho que melhor representa um exemplo dessas dúvidas é: a) “Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material” b) “Outras.. Uneb-BA “Boa-Vida estendeu a mão numa saudação quando ela falou em Omolu. E se esmoreceram.. Pedro Bala olhou mais uma vez os homens que nas docas carregavam fardos para o navio holandês. quando uma freada súbita do carro lançou-as uma contra a outra e fez despencarem as malas. porém. completam-se e me dão hoje impressão de realidade.. 17. mas espero que não recusem as minhas” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . gestos. Rio de Janeiro: Record. UERJ Por causa da perda das anotações. quantas demoradas tristezas se aqueciam ao sol pálido. frases autênticas. o texto é impregnado de dúvidas acerca da exatidão do que será levantado no livro. 19.. 12. E Catarina? Catarina olhava a mãe. (. relatada pelo narrador. A negra se levantou. a bolsa.Noções de literatura Avançar . Se ele existisse.” AMADO. 1984.)” GABARITO RAMOS.” 6 LISPECTOR. UERJ O fragmento transcrito expressa uma reflexão do autor-narrador quanto à escrita de seu livro contanto a experiência que viveu como preso político. mas terá sido uma perda irreparável? Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material. Nas largas costas negras e mestiças brilhavam gotas de suor. 85. 1982.) Nesta reconstituição de fatos velhos. a cor das folhas que tombavam das árvores. o deus da bexiga.. Boa-Vida ajudou a que ela botasse o tabuleiro na cabeça. Pirulito apontava com o Querido-de-Deus. c) dispensa elementos da realidade social exterior à arte literária. e também a Catarina acontecera um desastre? seus olhos piscaram surpreendidos. “(. 18. é possível depreender. 111. conservaram-se. Com base no texto abaixo. Uneb-BA “– Não esqueci de nada. associaram-se. 79. Laços e família: contos. cresceram. Lutar pelo direito. p. deixá-las no esquecimento: valiam pouco.. da leitura do texto. E os guindastes rodavam ruidosamente. e a mãe olhava a filha. e é inevitável mencioná-las. como contavam a de seu pai. Um dia iria fazer uma greve como seu pai. A tarde caía. Graciliano.16. exponho o que notei. durante o Estado Novo. Capitães da areia. p. procurando o mais rapidamente possível remediar a catástrofe. gritos. Ao longe. Ah! ah!. o que julgo ter notado. d) constitui uma interpretação de dados da realidade conhecida. exponho o que notei. Jorge. em manhã de bruma. de repente envelhecida e pobre.. conservaram-se... Um homem comprou cocada. ah! dizia balançando a cabeça em surpresa. Os pescoços musculosos iam curvados sob os fardos. Afirmarei que sejam absolutamente exatas? Leviandade. tintos de luz. Não as contesto. cresceram.. gemidos. ver-me-ia propenso a consultá-lo a cada instante. Clarice. Certamente me irão fazer falta. porém. responda às questões de números 18 a 20. a seguinte característica da literatura: a) revela ao leitor vivências humanas concretas e reais. recomeçou a mãe. São Paulo: Record. exclamou a mãe como a um desastre irremediável.) Não resguardei os apontamentos obtidos em largos dias e meses de observação: num momento de aperto fui obrigado a atirá-los na água. mas espero que não recusem as minhas: conjugam-se. Rio de Janeiro: José Olympio. 1996. Seus olhos tinham um intenso brilho na noite recém-chegada. Outras.. As luzes se acenderam de repente. No que diz respeito às relações entre escrita literária e realidade. num pátio branco. o que julgo ter notado” d) “Não as contesto. associaram-se. Rio. e é inevitável mencioná-las” c) “neste esmiuçamento. b) representa uma conscientização do artista sobre a realidade. Outros devem possuir lembranças diversas.. mortificar-me-ia por dizer com rigor a hora exata de uma partida. a forma dos montes verdes. Mas que significa isso? Essas coisas verdadeiras podem não ser verossímeis. Memórias do cárcere. neste esmiuçamento. ed.

pois é tão duro e resistente quanto eles. Leia o seguinte poema para responder às questões 21 e 22.F. constituem uma autobiografia – gênero literário definido como relato da vida de um indivíduo feito por ele mesmo. que é a exaltação dos penhascos. é possível afirmar que o caráter autobiográfico de uma obra é reconhecido pelo leitor em virtude de: a) conteúdo verídico das experiências pessoais e coletivas relatadas. Podese dizer que tal relação tem papel fundamental na caracterização de textos que. um peito sem dureza! Amor. nos versos 12.20. U. a) há presença de um elemento típico da paisagem natural mineira. U. c) possibilidade de comprovação histórica de contextos e fatos narrados.F. Nunca pude fugir ao cego engano: Vós. c) rima e versos alexandrinos (11 sílabas). o que mostra a influência do Barroco na lírica do poeta mineiro. Onde há mais resistência. d) os versos dos tercetos em redondilha maior. UERJ A relação entre autor e narrador pode assumir feições diversas na literatura. b) nota-se. d) o sujeito lírico se compara aos penhascos de Minas. a pedra. a presença de antítese. que vence os tigres por empresa Tomou logo render-me. A que dava ocasião minha brandura. Que não me foi bastante a fortaleza. b) identidade de nome entre autor. pois é tão duro quanto elas. que ostentais a condição mais dura. A partir dessa definição. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . nos versos 9 e 11. temei. c) o sujeito lírico.Noções de literatura Avançar . Por mais que eu mesmo conhecesse o dano. e) o sujeito lírico usa as pedras como símbolo do amor à pátria e como seu próprio símbolo. Santa Maria-RS Nesse poema. penhas. Santa Maria-RS Esse poema árcade é um soneto que apresenta: a) os quartetos com rima alternada.” 7 21. a exemplo do livro de Graciliano Ramos. ele declara Contra o meu coração guerra tão rara. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Vocabulário: penhas – penhascos ”Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! oh quem cuidara. narrador e personagem principal. mais se apura. dirige-se aos penhascos. 13 e 14. Temei. de Cláudio Manuel da Costa. Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. que representa seu berço. e) rima e versos decassílabos. b) versos brancos e decassílabos (10 sílabas). um elemento típico da paisagem mineira. d) notoriedade do autor e de sua história junto ao público e à sociedade. que amor tirano. mostrando que há obediência à regra principal do Arcadismo. 22.

o da virgindade idealizada e o da projeção da sensualidade do “eu-lírico”. nesse texto.. E quando a fada Que diviniza meu pensar ardente Um instante em seus braços me descansa E roça a medo em meus ardentes lábios Um beijo que de amor me turva os olhos. E a donzela ideal nos róseos lábios. não sei aonde vou chegar Que será essa ilusão Que eu vivo a buscar Diz pra mim se é você Esse alguém que eu tanto quero Eu preciso descobrir Se é você meu doce mistério de amor O que eu quero é viver você Quero sorrir o teu sorriso Quero pensar os pensamentos teus Você é tudo que eu preciso” BARBOSA. 10. 24. A minha vida Se esgota em ilusões. julgue os itens das questões de 23 a 26. In: Leandro & Leonardo. Nesse olhar que o meu ilumina Vou flutuando na paixão Não.INSTRUÇÃO: A partir da leitura dos dois textos. O encanto do meu sonho se evapora E das nuvens de nacar da ventura Rolo tremendo à solidão da vida!” Álvares de Azevedo . Álvares de Azevedo apresenta. ( ) O “eu-lírico” do texto II projeta sua passividade. Voltar Língua Portuguesa . 8 GABARITO IMPRIMIR 23.. Texto II “Doce Mistério Eu não sei de onde vem Esse amor que chega e domina Viva luz a brilhar. exemplo da tendência mórbida desse movimento. Vol. Foram sonhos contudo. No doce berço do moreno seio Minha vida embalou estremecendo. a figura feminina se constrói entre dois pólos. Um espírito negro me desperta. ( ) A mulher do texto II é apresentada por meio de seus atributos físicos. 1997.Noções de literatura Avançar . me enlanguece a fronte. Texto I “VIII O pobre leito meu desfeito ainda A febre aponta da noturna insônia.. UFMT ( ) Figura central da 2ª geração romântica. colocando-se como sujeito submisso em seu desejo de amor. Aqui lânguido à noite debati-me Em vãos delírios anelando um beijo. UFMT ( ) Os dois textos apresentam temática comum: a busca da realização amorosa..Lira dos Vinte Anos. Me ateia o sangue. ( ) Esse caráter de duplicidade é incomum na produção da geração “mal-do-século”. ( ) São características do “eu-lírico” do texto I a realização pelo sonho e a inadaptação à realidade. Bernardes e Schiavon. ( ) No texto I.

( ) Ambos os textos apresentam construções metafóricas. como “vou flutuando na paixão” (texto II) e “no doce berço do moreno seio” (texto I).. ( ) Em ambos. ambos os textos primam pela obediência às normas da variedade culta da língua portuguesa. infinitamente amiga Em algum lugar teu coração bate por mim Em algum lugar teus olhos se fecham à idéia dos meus Em algum lugar tuas mãos se crispam. 26. 1992. Meus músculos estão doces para os teus dentes E áspera é minha barba. os dois poemas são decassílabos. c) assemelha-se à “amiga”. vem nadar em mim como no mar Vem te afogar em mim. ed. há ocorrência de inversão sintática.. Antologia Poética. ( ) Escritos em séculos diferentes. ( ) Nos textos I e II. Católica de Salvador-BA No poema. última doçura A tranqüilidade suavizou a minha pele E os meus cabelos.Noções de literatura Avançar . F.. Católica de Salvador-BA Sobre o poema.. Vem. Vem mergulhar em mim Como no mar. c) A mulher. IMPRIMIR 28. Questões de 27 a 29. amiga minha Em mim como no mar. Voltar Língua Portuguesa . p. cada estrofe é independente nos planos semântico e sintático.” MORAES. é correto afirmar: a) O amor físico revela-se isento de sofrimento. d) invoca a mulher para compartilhar de seus apelos sensuais. o desejo de encontrar a amada é enfatizado pela repetição do verbo querer. ocorrem rimas pobres organizadas irregularmente. na visão do eu-lírico. b) A realidade focalizada é vista de uma forma objetiva. d) A voz poética não encontra eco no coração do ser desejado. 196. teus seios Se enchem de leite. aparece envolta em sensualidade e erotismo. 9 GABARITO 27. “A Ausente Amiga. amiga Minha nudez é absoluta Meus olhos são espelhos para o teu desejo E meu peito é tábua de suplícios Vem. como um espelho e sua imagem. b) demonstra sentimento de possessividade amorosa. Amiga. UFMT ( ) No texto II. Só meu ventre Te espera cheio de raízes e de sombras. São Paulo: Companhia das Letras. UFMT ( ) Quanto à métrica.25. o eu-lírico: a) queixa-se de um amor não correspondido. F. ( ) Neles. tu desfaleces e caminhas Como se cega ao meu encontro. e) O sujeito poético – com a lembrança do mar – reprime a intensidade de seu desejo. 11. Vinícius de. frases em ordem indireta. e) vê a figura feminina sob uma perspectiva dualista: angelical e sensual.

fez exclamações. a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. levantando a voz como se nascesse rei e o bando de filhos seus primeiros súditos. O rapaz concluiu: – Antônia.. “Namorados O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: – Antônia. como uma mancha no ermo. – Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada? A moça se lembrava: – A gente fica olhando. porque desde cedo me secaram as tetas e o jeito era recorrer ao leite das cabras do quintalão de pedras e. dizia e repetia que crianças de dentes fortes e olhos devem beber leite de cabra já que as mães se secam muito cedo.Noções de literatura Avançar . que ainda falava e orava com um fio da voz e se cobria num canto do quarto escuro. Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte. fresca e furta-cor. UFR-RJ A pergunta feita pelo rapaz provocou na moça: a) a constatação da fugacidade do tempo. e) a descoberta da efemeridade dos namoros da sua infância. também. esfumaçados pela neblina que saía da chaminé daquela casa onde. A moça olhou de lado e esperou. c) II e III são corretas. José Olympio. d) busca a originalidade a qualquer preço.” BANDEIRA.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . A moça arregalou os olhos. c) um brilho amargo e saudoso no olhar de menina. Manuel. o poeta torna tênue o limite entre prosa e poesia. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. e) valoriza fatos e coisas do cotidiano. na longa rede cheirosa de sabão preto feito em casa mesmo. b) a lembrança de um certo namorado de infância. à beira do fogão encostei meu umbigo temperando as sopas dos meninos e pondo o leite pra ferver. Texto para as questões 32 e 33: “Porque minhas tranças estavam macias e lustrosas. 31. trata-se de um texto modernista porque: a) apresenta uma linguagem aproximada à da prosa. c) tenta conciliar o presente com o passado. III. Lançando mão de um procedimento moderno. 1979. Texto para as questões 30 e 31. a) I e III são corretas. você é engraçada! Você parece louca. Católica de Salvador-BA Do ponto de vista estético. e meus olhos acharam por bem esburacarem-se parecendo por fim a dois lagos meio verdes meio azuis. pois não há no texto o lirismo que caracteriza as composições poéticas românticas. com a sua cara. UFR-RJ Analise as afirmativas a seguir e depois assinale a opção correta. ainda não me acostumei com o seu corpo. e) I e II são corretas. F. d) somente I é correta. deitei-me naquele dia sob a telha de vidro da gaiola. porque minha bisavó. Rio. b) somente III é correta. 10 30. põe dentro e fora de tanto arrancarem pedacinhos de carne e sustança do suco de ossos e sangue para sovar o dia do marido que vem chegando.. A meninice brincou de novo nos olhos dela. I. O rapaz prosseguiu com muita doçura: – Antônia. você parece uma lagarta listada. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela vida afora.29. Foi esse o início de um destino esquerdo. livre de rima e de métrica. b) adota uma atitude combativa a valores considerados falsos. II. d) um retorno ao comportamento infantil diante do inusitado. A métrica rígida do poema é um procedimento comum do estilo de época ao qual se filia o texto. O título do poema encerra uma ironia.

que ocorreu porque a personagem era jovem e bela. ( ) “. nem sabia mais se seria eu aquela de tranças macias.. foram utilizados dois tipos de discursos: o indireto.” ( ) Para expor a opinião da bisavó da personagem. porque me secaram as tetas. que ainda demonstra sua submissão ao homem. continuava a ser uma pessoa vaidosa. ( ) De acordo com o texto. obrigatoriamente. ‘que’ (= destino esquerdo) e ‘como um toco de carne’. embora incapaz de modificar uma situação socialmente imposta às mulheres. apesar de trabalhar muito.Noções de literatura Avançar . Caso o verbo estivesse presente deveria.. ( ) A personagem demonstra que. ( ) Em “Foi esse o início de um destino esquerdo.. claramente. portanto. é correto afirmar que predominam o nível padrão e a denotação. com enormes riscos de ouro. a utilização do verbo nascer no subjuntivo e do operador como se permite a leitura de uma crítica ao estereotipo do homem como senhor absoluto da casa. na terceira pessoa do singular. a personagem.” considerando-se o contexto.32..”.. U. pois afirma: “Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte. sovar o dia do marido que vem chegando. metáfora e prosopopéia.. ( ) Em “a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. levantando a voz como se nascesse rei... a personagem deitou-se em uma rede preta e cheirosa.. são respectivamente: hipérbole. a elipse do verbo ser.. e que se preocupava em tingir os cabelos com tons mais claros. a quem todos deveriam se submeter e jamais questionar. é correto afirmar que.” ( ) Na frase “. Católica-GO ( ) Pela leitura do texto. 33. ( ) Em relação à linguagem utilizada no texto. a vida de sofrimento iniciou-se com o casamento..”.. ( ) Em “. marcado por expressões como “. ter como agentes tanto “meninos” como “tetas”. fresca e furta-cor...” Percebe-se nessa frase.. levantando a voz como se nascesse rei”. cuidar dos filhos e dos afazeres domésticos. marcado pelos verbos de elocução e pelas orações substantivas. faz também um desabafo de uma mulher que teve sua vida destruída pelo casamento. o verbo secaram usado na terceira pessoa do plural pode estar relacionado e. e o bando de filhos seus primeiros súditos. ‘destino esquerdo’. 11 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) De acordo com o que se lê no período do texto. não se mostra tão conformada como a avó. e o indireto livre. é correto afirmar que a personagem. U.. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela a vida a fora. estar no mais-que-perfeito do subjuntivo e. o verbo saber foi usado no mesmo sentido que na frase seguinte: “Naquele atropelo.. ao mesmo tempo em que descreve suas mudanças físicas.”. de acordo com as normas da língua padrão.. Católica-GO ( ) No texto.

entre sombras.. / Aroma de argental caçoula. In: Muito Soneto por nada. / Oh sonora audição colorida do aroma!” ( ) “Foste de branco e vens de branco ainda trajada.” NEVES. um soneto de versos. Vitória-ES Pode-se afirmar a respeito do texto acima. F. pois não é prosa nem poesia. à tarefa. (sororal) vibrante como um sino. / É transparente.” ( ) “Entre as trêmulas mornas ardentias. a flor e a fera. construído em prosa poética. d) não é literário. / Despertar-me no leito: ouro em tudo.I. recursos de estilo a esmo destilo e figuras de linguagem pra tratar de teu sorriso eletrônico e teu cabelo. os ninhos e a hera. só é possível afirmar sobre o texto acima: a) é lírico.I. na mente. p. E eu quero? É Sísifo o meu modelo.Noções de literatura Avançar . GABARITO 35.. / A água e o reptil. // Nasce a manhã. c) é dramático. não há remate. no olhar sobredivino. a folha e o inseto. d) é lírico. e me livre de ti em paralelo.. Reinaldo Santos. pela linguagem coloquial e referencial. 58. tem a brancura sagrada / Dos alvos corporais do altar exposto à prece. sonora barcarola. b) não é literário.. dor no cotovelo e tu. é leve.34. / Sobem das fundas úmidas Golcondas. Salvador-BA “Enche de estranhas vibrações sonoras a tua Estrofe. vulgares. / A túnica nupcial que em níveas dobras desce / Pelo teu corpo. e) é um misto de literário e não literário. Ei-la que assoma / Pelo ar sutil. / A noite no alto-mar anima as ondas. próprio do texto contemporâneo. – na face / De anjo morto.. – o ar e o chão. pela presença de termos chulos. é branco. as nereidas frias. / Que o sol filtrando em luz esteve. azul em fora. de outro poema preto em verso branco. com exceção de: a) é literário. pelo trabalho estético e jogo verbal estabelecido.. a luz tem cheiro. ( ) “Tudo. F. Tem cheiro a luz. a pedra e o tronco. merda: Amo o poema assim como ele ama a pedra. José. As questões 35 e 36 referem-se ao seguinte texto: “Com que gana me entrego. / Azul. Vitória: Cultural. um poema épico. U. 1998. a manhã nasce. com que ânsia. que me livre de vez desses poemas. / – Tudo vozeia e estala em estos de pletora.” 12 Identifique com V os fragmentos que pertencem à mesma estética da estrofe em evidência e com F os demais. b) é narrativo. ou por outra. c) é literário.” ( ) “Ela vem. ao suplício. // Como lençóis claros de neve. Com que gana! E que suplício: não há ponto final.. Língua vernácula entre os dentes. IMPRIMIR 36. põe nela todo o incêndio das auroras para torná-la emocional e ardente. merda. e) não é um soneto. Vitória-ES Quanto ao gênero e modalidade literária. pela intensidade do sentimento do eu poético. / Pérolas vivas. na voz. decassílabos.. Voltar Língua Portuguesa . pois os versos não estão distribuídos em tercetos e quartetos.. a fauna e a flora / A erva e o pássaro.” ( ) “O luar. majestosamente.. predominantemente.

( ) A inserção de uma vírgula após “alma” (v. 1 2 3 4 5 6 7 8 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 “Todo dia ela faz tudo sempre igual me acorda às seis horas da manhã Me sorri um sorriso pontual E me beija com a boca de hortelã Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar E essas coisas que diz toda mulher Diz que está me esperando pro jantar E me beija com a boca de café (.Noções de literatura Avançar . ( ) Os dois primeiros versos da segunda estrofe recuperam. talvez. Vive como a expiar uma culpa tremenda. II. o mal que vai. Poemas. a sonoridade da moenda a trabalhar. À luz quente do sol e à fria luz do luar. quanto ao significado e à função sintática. d) Apenas II e III. julgue os itens a seguir. O engenho de madeira a gemer e a chorar.. com a repetição de recursos poéticos. II. UnB-DF GABARITO “A moenda Na remansosa paz da rústica moenda. repetições e paralelismos. UFRS Leia os dois fragmentos abaixo: I. e) I.. a tematização do cotidiano e dos atos automatizados da existência banal. I. dessa atividade extrativa vegetal.” Da Costa e Silva. há uma preocupação com os procedimentos poéticos.)” Caetano Veloso. como rimas. principalmente. rouquenha. O verbo “como” (v. Considerando o poema acima. em comum. é o assunto desse poema. a rígida moenda.)” Chico Buarque de Holanda. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Nos versos selecionados. c) Apenas I e II. ( ) O poeta utiliza a figura de linguagem denominada prosopopéia quando afirma que a moenda “tem alma adivinha e desvenda” (v. b) Apenas II.. Quais estão corretas? a) Apenas I. 38. da canção de Caetano. 13 “quando eu chego em casa nada me consola você está sempre aflita com lágrimas nos olhos de cortar cebola você está tão bonita você traz a coca-cola eu tomo você bota a mesa eu como eu como eu como eu como eu como você não tá entendendo nada do que eu digo eu quero é ir-me embora eu quero é dar o fora (. As duas canções apresentam..7). 9). a dor. causar. III.8 ) e o pronome “você” (v. em que a economia brasileira dependia. Considere as seguintes afirmações sobre os fragmentos acima. E ringindo e rangendo. respectivamente.. ( ) A época áurea da cana-de-açúcar.37. permitem uma dupla leitura.. ( ) O poema alude a problemas que podem advir do consumo de bebida alcoólica.7) mantém a correção gramatical sem alterar o sentido do verso. a cana a triturar Parece que tem alma adivinha e desvenda A ruína. II e III. Ringe e range.

esse cristal de fluida transparência: verde. pai. Via-a dali mesmo. consultei o relógio. Agora não. me compra a Biblioteca Internacional de Obras de Célebres.” ANDRADE. pensava eu. São Paulo: Ática.672-673. Reunião. começava a despi-la. a pôr de lado as jóias e sedas. demais. porém. É em percalina verde. Às onze horas estava arrependido de não ter ido ao teatro. eu cresço logo. menino..) Ninguém mais aqui possui a coleção das Obras Célebres. as demais. que chegaria tarde. somente minha. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta à casa a qualquer hora num fechar de páginas? Tudo que sei é que ela que me ensina. ( ) Ser humano revelado como contraditório. era dar prova de fraqueza. em cavalarias me perco. 1983. São só 24 volumes encadernados em percalina verde. p. Fica quieto. Carlos Drummond de. ( ) Relação amorosa caracterizada pela possessividade. poemas me vejo viver. em contos. Não podendo dormir. Papai me compra agora. Julguei.39. “Biblioteca verde Papai. – torná-la minha. Compra. inveja de mim mesmo. atirei-me a ler e escrever. 14 Leia o texto a seguir e responda às questões de 40 a 42. se mais natural. Depois. Machado de. mata de pinheiros toda verde. não. Salvador-BA “A Transação Vaguei pelas ruas e recolhi-me às nove horas. com vestido soberbo que havia de ter. os cabelos postos em à maneira do tempo. 96. José Olympio. – braços que eram meus. e doía-me que a vissem outros. cavalgo de novo meu verde livro. menos luzidios que os olhos dela. Meu filho. 1992. Compra assim mesmo. verde pastagem. Chega cheirando a papel novo. Rio de Janeiro. só 24 volumes.. Sou o mais rico menino destas redondezas. o que não saberei nunca. Antes de ler. medievo. p. leio. Agora não. Amanhã começo a ler. – fascinando os olhos de todos. Evidentemente. ( ) Atitude reflexiva do narrador em face da realidade. Tenho de ler tudo. Via-a assim. (Orgulho. Mas leio.Noções de literatura Avançar . com os seus magníficos braços nus. 18 ed. Em filosofias tropeço e caio. Virgília começava a aborrecer-se de mim. E esta idéia fez-me sucessivamente desesperado e frio. a torná-la. e os brilhantes. e sair. U. o colo de leite. Como te devoro. reclinada no camarote. verde. compra. quis vestir-me. – não sei se mais bela. que bom passar a mão no som da percalina. eu vou comprar. é livro demais para uma criança. Marque com V as características comprováveis com o texto e com F. está na Biblioteca em verde murmúrio de flauta-percalina eternamente. unicamente minha. a despenteá-la com as minhas mãos sôfregas e lascivas. Quando crescer eu compro.” ASSIS. 1 5 10 GABARITO 15 20 25 IMPRIMIR 30 Voltar Língua Portuguesa . compra. ( ) Sublimação do amor. ( ) Imagem da mulher amada envolvida pelo tom irônico. Memórias Póstumas de Brás Cubas. disposto a esquecê-la e a matá-la. O que saberei.

19. volta-me papa!’ Ah! por que não cumpri esse desejo? Depois de Napoleão. e) “carruagem/ de fugir de mim” -v. d) do emprego de verbos no modo imperativo. c) “cristal/ de fluida transparência” -v. torna-se também culpada pelo destino dele. 43.” 47 15 GABARITO Vocabulário: Encíclica – Carta solene dirigida pelo Papa ao clero do mundo católico ou unicamente aos bispos de uma nação. meu rapaz.) É correto afirmar que o narrador: a) em terceira pessoa culpa a leitora por ele não ter sido padre e não ter escrito uma encíclica. por tê-lo induzido a casar cedo. ou uma encíclica47. e este livro seria talvez uma simples prática paroquial. d) “(. não só a sua vocação. é livro demais para uma criança Compra assim mesmo. pois ela depende da capacidade do leitor de atribuir sentidos ao que lê. Tudo isto é obscuro.” -v. c) é machista e culpa as mulheres pelas mudanças nos destinos dos homens que não querem escrever romances. 25-26. o que não saberei nunca. Santa Maria-RS Observe a postura do narrador no seguinte fragmento de Dom Casmurro.40. 4-5. c) “Tudo que sei é ela que me ensina. como era seu sonho de adolescência. UFR-RJ No texto deparamo-nos com um leitor que “devora” os livros que lê. como também o enredo da narrativa. porque um nasceu de outro. b) das construções com uso de vocativos. se papa. -v. pai eu cresço logo. verde pastagem. e) em primeira pessoa culpa as mulheres por não ter sido Napoleão. esse cristal”. -v. b) Machado de Assis culpa as mulheres. e tio Cosme. Um só ponho. b) “coleção/ de Obras Célebres. decifrar o que nela está escrito não assegura a seu leitor um conhecimento de tudo o que ela traduz. a não ser que ambos formem duas metades de um só. ou uma pastoral.” -v. e não os digo aqui para não alongar esta parte do livro. b) “Antes de ler. ‘Anda lá. que bom passar a mão no som da percalina. Não fosse ele. U. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta”. se bispo. está na biblioteca em verde murmúrio”. mas a culpa é do vosso sexo. 17-18. 42. ou antes porei dois. 25-26. 25. se eu fosse padre. por ter sido escritor de romances. (N. 10-11. O que saberei. por outro lado. nesse caso. -v. e no menor número de palavras. d) “verde pastagem” -v.. c) da predominância de orações coordenadas. 29-32. e) do uso do pronome oblíquo na primeira pessoa do singular. que perturbava assim a adolescência de um pobre seminarista.. como me recomendara tio Cosme. todos os destinos estão neste século.F. O(s) verso(s) que melhor traduz(em) esta afirmação é (são): a) “ Meu filho. 41. A leitura não está unicamente inscrita no texto. Mas se a biblioteca é para esse eu-lírico um manancial de saber. ainda acordado. -v. Agora não”. 14-15. 6-7. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . tenente e imperador. Até lá os sonhos perseguiam-me. UFR-RJ O recurso gramatical utilizado pelo autor para reproduzir um diálogo pode ser demonstrado através: a) do emprego de verbos irregulares. de Machado de Assis: “LXIII Metades de um Sonho Fiquei ansioso pelo sábado. culpando as mulheres de terem perturbado sua adolescência e mudado.) Como te devoro. dirigindo-se a uma leitora que.Noções de literatura Avançar . d) em primeira pessoa dirige-se a uma leitora. dona leitora. UFR-RJ A expressão que se refere à Biblioteca Verde no plano denotativo é: a) “mata/ de pinheiros toda verde” -v. e) “Amanhã começo a ler.E.

reproduzido do Novo Aurélio Século XXI: dicionário da língua portuguesa. UnB-DF “Ladainha (a-í) (Do grego litaneia. no verso 17. sistemas motor. o músculo mecânico mais fáceis que um sorriso. dando-lhe um ritmo estracorporal? Por que levantar o braço para colher o fruto? A máquina o fará por nós. o texto estabelece ambigüidade de sentido entre as acepções 1 e 2 do verbete. o texto 2ª Ladainha tem a forma de uma prece. 85-6. a “fazer um poema” e.1. sistema lingüístico. Cap.f. corresponde. os músculos. orai por nós. da seguinte forma: primeira estrofe. Por que subir a escada de Jacó? A máquina o fará por nós. 1972.Noções de literatura Avançar . Por que pensar. sistema neurovegetativo. terceira. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . digestivo e respiratório. Rio de Janeiro: José Olympio. na forma como se apresenta. no verso 21. julgue os itens seguintes. ( ) Ao longo do poema.) nesta acepção: reza da capoeira. (ant. ao “ritual de abertura” mencionado na acepção 2 do verbete. ( ) Todas as ocorrências do vocábulo “máquina” desempenham a função de vocativo. ( ) A voz do poeta. ou conversa longa e fastidiosa. quarta e quinta. ( ) Esse poema. discurso. Seleta em prosa e verso. 2. em um contexto de capoeira. ( ) Como obra poética. ( ) O pronome “o”. Cassiano. na cidade”. ( ) Segundo a acepção 1 do verbete. a “labutar no campo. desvela a ironia com que se estrutura o poema. Ó máquina. imaginar”. 45. no último verso. INL. no verso 19. sistema circulatório. julgue os itens que se seguem. Por que o coração? O de metal não tornará o homem mais cordial. p. o autor vai associando partes da anatomia humana aos sistemas fisiológicos por ela dinamizados.)” Considerando o verbete acima. UnB-DF Acerca das idéias do texto. Por que labutar no campo. segunda. Relação. na cidade? A máquina o fará por nós. no poema a resposta repetida é o refrão “A máquina o fará por nós”. Fig. refere-se. ( ) De acordo com a acepção 1 do verbete. a “pensar. lengalenga. 1 4 7 10 13 16 16 19 22 44. uma oração. Canto do ritual de abertura de uma roda de capoeira. pelo lat. narração. Oração formada por uma série de invocações curtas e respostas repetidas. O cérebro eletrônico.” RICARDO. no verso 15. a “subir a escada de Jacó”. os ossos? A automação.As questões 44 e 45 referem-se ao seguinte texto: “2ª Ladainha Por que o raciocínio. imaginar? A máquina o fará por nós. Bras. Por que fazer um poema? A máquina o fará por nós. que aparece várias vezes no poema. e o texto III. (Sin. cantilena. litania) S. ócio dourado.

a canção que eu fiz pra te esquecer.. os sete mil amores que eu guardei somente pra te dar Luísa. como vemos nesta canção de Antônio Carlos Jobim. 17 Indique a opção que apresenta uma afirmação correta: a) Antônio Carlos Jobim apresenta grandes influências da literatura ocidental em seus versos. já que os mesmos são inspirados na produção poética greco-parnasiana. GABARITO b) Esta é uma composição escrita nos moldes camonianos de Os Lusíadas. c) O autor. os costumes e tradições do indianismo. que descreve a paisagem. percebendo-se a sua influência ainda hoje. me exorciza me dá tua boca e a rosa louca vem me dar um beijo e um raio de sol nos teus cabelos como um brilhante que partindo a luz explode em sete cores revelando.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que também é conhecida como influência da Geração de Orpheu.Noções de literatura Avançar . sofre a forte influência poética de Lord Byron e Musset. d) O lirismo amoroso constitui a fonte de todo o lirismo europeu e. Potiguar-RN “Luísa Rua espada nua bóia no céu imensa e amarela tão redonda. brasileiro. então. Luísa eu sou apenas um pobre amador apaixonado um aprendiz do teu amor acorda. a lua como flutua vem navegando o azul do firmamento e. Luísa me dá tua mão o teu desejo é sempre o meu desejo vem. lento um trovador cheio de estrelas escuta.” Antônio Carlos Jobim. agora. amor que eu sei que embaixo desta neve mora um coração. a fauna e flora. Antônio Carlos Jobim.46. Vem cá. U. no silêncio. conseqüentemente.

” NETO. tais gaiolas vão penduradas nos muros.Noções de literatura Avançar . dentro das quais. p. é diferente de todos: cantam numa linha baixa. se ouve palpitar um bicho. não assinado. estejam presos ou soltos. 1994. 2 O que eles cantam. vão num bolso. como em jaula. não pássaro de plumagem: pois delas se emite um canto de uma tal continuidade que continua cantando se deixa de ouvi-lo a gente: como a agente às vezes canta para sentir-se existente. se pássaros. a saltação que ela guarda. e nunca. trabalho rotina. Umas vezes. mais perto estão das gaiolas ao menos. mas operários para quem tudo o que cantam é simplesmente trabalho. João Cabral de Melo. GABARITO têm sempre o mesmo compasso horizontal e monótono. em nenhum momento. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. desconhecem as variantes e o estilo numeroso dos pássaros que sabemos. pelo tamanho e quebradiço da forma. que não são artistas nem artesãos. num dos pulsos. Obra completa. Se são jaulas não é certo. em série. impessoal. Mas onde esteja: a gaiola será de pássaro ou pássara: é alada a palpitação. outras vezes. com voz de pássaro rouco. 18 e de pássaro cantor. Voltar Língua Portuguesa .Texto para as questões 47 e 48: “O relógio 1 Ao redor da vida do homem há certas caixas de vidro. IMPRIMIR de operário que executa seu martelo regular proibido (ou sem querer) do mínimo variar. variam de repertório: dir-se-ia que não importa a nenhum ser escutado. Assim. 324-6. mais privadas.

( ) A utilização de estrofes que são quartetos e de versos de sete sílabas (redondilha maior) comprova que o Modernismo desprezou totalmente as formas tradicionais de construção de poemas. as duas ocorrências da expressão “a gente” podem ser interpretadas como nós (eu lírico e leitores) ou como as pessoas. 48. seu foco principal está na mensagem que é transmitida. por ser átona. Cecília. amor e pensamento. ( ) As estrofes acima comprovam que o poema de onde eles foram extraídos é uma obra do Arcadismo brasileiro.47.. “canta” e “cantar” constitui um recurso próprio da construção em versos que intensifica a sonoridade. folha. ( ) No primeiro verso do poema. UFSE-PSS Considere as seguintes estrofes do Romanceiro da Inconfidência: “Mil bateias vão rodando sobre córregos escuros. 49. a coesão e também a convergência e a densidade semântica do texto. a produção pessoal versus produção impessoal. deve existir sempre uma margem de flexibilidade em conseqüência da multiplicidade de sentidos. prestígio.” MEIRELES. em função de seu assunto e da linguagem despojada. ( ) Quanto à posição da sílaba tônica. ( ) Na interpretação de poemas. ( ) A ocorrência próxima dos substantivos “jaula”. produção variada. na sexta estrofe. quer dizer. ( ) A noção de trabalho no texto apresenta as oposições: artistas e artesãos versus operários. “gaiola” e “pássaro” e das palavras com o mesmo radical “cantor”. ( ) Na 2ª estrofe encontram-se metáfora (3º e 4º versos) e antítese (5º verso). rotineira. UnB-DF Em relação ao texto. “cantando”. a terra vai sendo aberta por intermináveis sulcos. “canto”. UnB-DF Ainda em relação ao texto. em ordem direta. infinitas galerias penetram morros profundos. ( ) Em ambas as estrofes predominam tanto aspectos descritivos quanto líricos. julgue os itens que se seguem. De seu calmo esconderijo. engenho. julgue os itens seguintes. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “gaiolas”. considerando-se o número de sílabas em cada verso. o ouro vem. barra.Noções de literatura Avançar . dócil e ingênuo.. 19 GABARITO Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta em relação ao que se observa no trecho acima e como falsas aquelas em que isso não ocorre. a contagem das sílabas métricas exige a elisão de uma das vogais idênticas em “do homem” e a desconsideração da última sílaba gramatical do verso. criativa versus produção em série. É tão claro! – e turva tudo: honra. “jaulas”. esses versos são graves e redondilha maior é o nome dado a eles. poder. ( ) A linguagem é poética. Assim. o povo. ( ) O entendimento do poema é facilitado pelo fato de o título permitir que o sentido metafórico da terceira estrofe se associe à idéia de relógio. Romance II. torna-se pó.

Texto para as questões 50 e 51. Santa Úrsula-RJ Nos últimos 5 versos. Rio de Janeiro.” GULLAR. Civilização Brasileira. 229. amigo. Ando a pé. Santa Úrsula-RJ Para alargar e definir a imagem de “homem comum”. nenhum sentido. e) da beleza dos substantivos saudosistas. de táxi. c) da construção de versos livres. b) vermos algum sentido na vida. senão lutarmos juntos por um mundo melhor. b) do efeito dos adjetivos. de avião e a vida sopra dentro de mim pânica feito a chama de um maçarico e pode subitamente cessar. c) não nos desesperarmos. o guarda-sol vermelho ao meio-dia em Pastos-Bons. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e não vejo na vida. 1987. d) da força dos verbos. e) sermos gente. reservista. maior. U. 51. Ferreira. Sou como você feito de coisas lembradas e esquecidas rostos e mãos. “Homem comum Sou um homem comum de carne e de memória de osso e esquecimento. defuntas alegrias flores passarinhos facho da tarde luminosa nomes que já nem sei bocas bafos bacias bandejas bandeiras bananeiras tudo misturado essa lenha perfumada que se acende e me faz caminhar sou um homem comum brasileiro. povo solidário e unido. d) sermos pessoas ajustadas e felizes. p. casado. de ônibus. 20 GABARITO 50. do dia-a-dia. U. o autor não se utiliza: a) de comparações. o poeta faz um hino de louvor a: a) sermos pessoas comuns. Toda Poesia.Noções de literatura Avançar .

conseqüentemente. ela se permite dizer “inverdades”. com meu tédio sem voz. pela incomunicabilidade e. “Interpretação As palavras aí estão. Cecília. Pode-se dizer que. a soma das alternativas corretas. 32. revelando seu egoísmo e seu desinteresse para com as necessidades do “outro”. 04. promovendo uma espécie de autosondagem no domínio do mundo interior. O poeta pode criar mundos e fingir sentimentos – o que fica evidenciado na expressão “lábio fatigado de ais”. p. e o da interioridade. Talvez nós não sejamos nós. 01. no poema. Obra poética. ou seja. que são conseqüências diretas do processo de introspecção do “eu”. uma por uma: porém minha alma sabe mais. 02. Nos dois primeiros versos. o eu-lírico só poderia falar sobre si mesmo e não sobre “nós”. um “eu” bipartido entre dois mundos e que se reconhece como ser diferenciado dos demais seres. mesmo chamando o interlocutor pelo tratamento cerimonioso “vós”. Falai! que estou distante e distraída.E. pelo isolacionismo e pela solidão – aspectos que caracterizam o sentido deste poema. 16. nesse poema.” MEIRELES. U. Dê.Noções de literatura Avançar . Maringá-PR Leia o poema a seguir e assinale o que for correto. O verso “Talvez nós não sejamos nós” revela o estado de total conflito em que se encontra o eu-lírico. indica o desrespeito do eu-lírico para com as outras pessoas. profundamente interiorizado. Esta insuficiência sugere que a vida humana marca-se. De muito inverossímil se perfuma o lábio fatigado de ais. 1977. A arte pode ser “inverossímil”. existe uma intenção de busca da verdade subjetiva. Rio de Janeiro. no poema. Há. há uma constatação de que a linguagem não é um instrumento suficiente para expressar aquilo que habita o universo interior do eu-lírico. trata-o com desdém. daquilo que não pode ser observado no mundo exterior. 256. Nova Aguilar. Os versos “De muito inverossímil se perfuma / o lábio fatigado de ais” fazem referência à própria criação artística. O eu-lírico experimenta uma introspecção tão imensa que. portanto. 08. revelado em expressões como “alma” e “tédio sem voz”. Percebe-se. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o delírio. O verso “Falai! que estou distante e distraída”.52. a perda da percepção dos limites da realidade. como resposta. Falai! meu mundo é feito de outra vida. O eu-lírico volta-se para dentro de si mesmo. por vezes. quando afirma: “meu mundo é feito de outra vida”. a existência de dois universos: o da exterioridade. representado por expressões como “palavras” e “Falai!”. Isso porque. portanto. O último verso indica.

enchendo-se de coragem. corrigiu o erro.. Esgüelara um vereador oposicionista em plena sessão da câmara. madurota. e neste caso Laurinha. à missa. Triburtino não era homem de brincadeiras. — Sei onde trago o meu nariz. – nunca. que nesse tempo não existia a gostosura dos cinemas. a serenata fatal à esquina. Por fim o coronel. — Laurinha. comoveu-se e com lágrimas nos olhos disse gaguejante: — Beijo-lhe as mãos. ou à preta Luzia. ponta de lenço de seda a entremostrar-se no bolsinho de cima e medição de passos na rua d’Ela. depois de três dias de sobrecenho carregado. nos dias de folga... como sabe. Para abrir o jogo. repetiu a boa lição da sua gramática matrimonial.. desdobrou-o. Laurinha. ergueu o braço para defender a cabeça e relanceou os olhos para a rua. mandou chamá-lo à sua presença. coronel. roupa nova. Escrevera nesse bilhetinho. nem tufos de cabelos no nariz. Depois. Parou. voltando-se para dentro. Escrevente. então nos dezessete. — Os pronomes.. e eu. ouviu? que contra ela se cometa o menor deslize.. moço. já se vê.. Abriu os olhos e a boca. com bastante sucesso. o coronel trancou o escritório. do escrevente. Ama.. Toda a gente lhe tinha um vago medo. essa.. da terceira pessoa – de quem se fala. encalhe da família. Salvo se declara amor à minha mulher!. — Muito bem! continuou o coronel em tom mais sereno. Depois.. o moço veio um tanto ressabiado. explicou. e neste caso vassuncê. O Colocador de pronomes. Abriu uma gaveta. Pois agora.. aconteceu que o pai do anjo apanhou o bilhetinho celestial e. 22 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . In: Contos pesados.. vesga. cozinheira. 1940. coronel! Nunca imaginei tanta generosidade em peito humano! Agora vejo com que injustiça o julgam aí fora!. o qual tinha duas. gritou: — Do Carmo! Venha abraçar o teu noivo! O escrevente piscou seis vezes e. Se amasse a ela deveria dizer amo-‘te’. histérica. São Paulo: Editora Nacional. em pausa de tragédia. Ora.. num pasmo. apenas quatro palavras. quer o coronel dizer. Vassuncê escreveu este bilhete à Laurinha dizendo que ama‘lhe’. . Ousou o escrevente namorar-lhe a filha. Velhacamente o velho cortou-lhe o fio das expansões. com uma lágrima a escorrer rumo à asa do nariz. bastava esse movimento de peão. “O Colocador de Pronomes Havia em Itaoca um pobre moço que definhava de tédio no fundo dum cartório. Apesar disso.. Ledor de versos lacrimogêneos e pai duns acrósticos dados à luz no Itaoquense. derrubou a cabeça. Depois. Escolha! O escrevente. apesar da distância hierárquica que os separava. e desd’aí transformou-se no tutu da terra. mas o amor. batendo-lhe no ombro paternalmente. vamos ao que serve: declaro-o solenemente noivo de minha filha! E. O escrevente ressuscitou. Ar um tanto palerma. então. não permitirei nunca.. afora pontos exclamativos e reticências: Anjo adorado! Amo-lhe! . manca da perna esquerda e um tanto aluada. sondando uma retirada estratégica. Magro.. Negrinha e O macaco que se fez homem. Vivia em paz com as suas certidões quando o frechou venenosa seta de Cupido.. diálogos de flores – o que havia de inocente e puro. troca de olhares. minha filha e tem a audácia de o declarar. Depois. Vinte e três anos. com o Acorda. sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. Silenciaram ambos.. Urupês. e neste caso Maria do Carmo. Objeto amado: a filha mais moça do coronel Triburtino.. O escrevente. bilhetinho perfumado. O velho fechou de novo a carranca.. Não lhe erravam os pressentimentos. por instinto. a qual não pode ser senão a Maria do Carmo.Noções de literatura Avançar .. Monteiro. balbuciou medrosa confirmação. Encontros na igreja. que é mais forte que a morte. são três: da primeira pessoa – quem fala. tornando a si.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 53 a 56. entretanto. — . é casar! concluiu de improviso o vingativo pai. Aqui se estrepou. Mal o pilhou portas aquém. — .. com a pulga atrás da orelha. Namoro à moda velha. e a do Carmo. Dizendo amo-‘lhe’ declara que ama a uma terceira pessoa. com disfarce de pretexto – para umas certidõezinhas. fechou a carranca e disse: — A família Triburtino de Mendonça é a mais honrada desta terra.. — Oh. a tremer.. vencido. donzela. — Nada de frases. Escolha!” LOBATO. não receia sobrecenhos enfarruscados. seu chefe natural. da segunda pessoa – a quem se fala. moço. Tirou de dentro um bilhetinho cor-de-rosa. minha mulher ou a preta. — É sua esta peça de flagrante delito? O escrevente.

o coronel Triburtino é uma personagem contraditória: colérico.. ( ) Nessa narrativa. ( ) A interpretação que o coronel dá ao bilhete mostra que equívocos gramaticais podem resultar em equívocos de sentido. ( ) No trecho sapecado a medo num velho pinho de empréstimo.. ó Deus grande! cobriste o teu rosto Com denso velâmen de penas gentis. c) o eu poético fala de um estado de sofrimento.Noções de literatura Avançar . Magro. ( ) O uso da letra maiúscula na forma Ela sugere o endeusamento da mulher amada. produzindo formas como ingreis. Ar um tanto palerma.. d) o eu poético se refere a uma situação que não é apenas individual. o que há no mundo Que não seja sofrer? O homem nasce. ( ) O namoro entre o escrevente e Laurinha é descrito pelo narrador por meio de estereótipos e clichês. ( ) O narrador pode ser classificado como objetivo ou neutro.53. há um exemplo de metonímia. 23 55. ( ) A troca de (l) por (r) é a troca de uma consoante lateral por consoante vibrante.” (Deprecação) IMPRIMIR Com base nessa leitura. e vive um só instante. ( ) O adjetivo celestial descreve objetivamente o aspecto sublime e superior da linguagem e do conteúdo do bilhetinho. a) o eu poético enuncia uma proposta de mudança.. E jazem teus filhos clamando vingança Dos bens que lhes deste da perda infeliz! Tupã. Voltar Língua Portuguesa . interrompendo o fluxo da narrativa. “Meu Deus. Teus filhos que choram tão grande mudança. 56. sar. ambas dicionarizadas. ( ) A substituição de (l) por (r) é um fenômeno comum no português não-padrão. as frases nominais são usadas para compor o perfil da personagem. com o intuito de criar uma escrita brasileira. ( ) As expressões pai duns acrósticos e quando o frechou venenosa seta de cupido são casos de metáfora. em ambos os trechos. GABARITO 57. Vinte e três anos. b) o eu poético se dirige a Deus. mas cordial e receptivo a bajulações. ( ) A forma frechou é uma variante ortográfica de flechou. parma. UFMG Leia estes trechos de dois poemas de Gonçalves Dias. e. 54. ( ) Na narrativa. ó Deus grande! teu rosto descobre: Bastante sofremos com tua vingança! Já lágrimas tristes choram teus filhos. ( ) O narrador é contemporâneo dos acontecimentos e os relata à medida em que vão ocorrendo. craru. UFMT ( ) Monteiro Lobato usa a forma frechou para transgredir as normas ortográficas. é incorreto afirmar que. é um recurso usado pelo narrador para recriar a ansiedade do escrevente e para produzir um efeito de suspense. UFMT ( ) A intercalação do parágrafo descritivo entre “Pois agora. é casar!” . a seqüência temporal é interrompida pelas constantes evocações da memória das personagens. UFMT ( ) A narrativa de Lobato explora caricatualmente o mundo dos coronéis – forças políticas locais caracterizadas pelo autoritarismo e arbitrariedade. E sofre até morrer! (Sofrimento) Tupã. Senhor meu Deus. UFMT ( ) No trecho Escrevente. pois apresenta personagens e acontecimentos sem manifestar opinião.

fatos passíveis de serem verdade. nos últimos instantes de sua vida. metaforizando tal passagem com a morte. a falta de perspectivas de um operário da construção civil. destacando. ( ) Há indicações. U. 1979. 60. ô mulher. 59. isto é. estou muito esperançado Mas. e a poesia. o poema a seguir. Univali-SC Chico Buarque de Holanda compôs. enquanto não aparece negócio. d) Enredo.F. c) A prosa existe em função da confissão amorosa. d) O início de alguns versos se repete. c) O amor. também musicado. tempo e espaço são elementos que não podem entrar na composição de um texto do gênero lírico. pessoal. com severa crítica social. através da repetição de alguns versos. tornar seu mundo musical leve. b) A ficção é um produto da imaginação criadora que lida com fatos verossímeis. que eu estou no banco. provocando a própria morte para interromper a repetição do seu dia-a-dia. Farsa da Boa Preguiça. para dar ao ouvinte/leitor a idéia da rotina contra a qual ele se revolta. de que as personagens pertencem à elite burguesa.” 24 Sobre o texto está correto a alternativa: a) Embora massacrado pela rotina. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . entre outras tantas letras para suas músicas. Uberlândia-MG Assinale a alternativa correta. traz meu lençol. INSTRUÇÃO: Leia o texto e julgue os itens da questão 59. a) No Barroco a religiosidade aparece como em um cenário idealizado onde todos são felizes e os poetas são pastores. b) Escrito em versos alexandrinos. o sonho e a fantasia fazem com que o operário se transporte para um mundo mágico. “Construção E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago Morreu na contramão atrapalhando o público Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contramão atrapalhando o sábado. o operário da construção civil consegue. Rio de Janeiro. deitado!” GABARITO SUASSANA. ( ) O narrador utiliza-se do discurso direto para registrar a fala espontânea das personagens. para a criação de personagens. e) São versos dodecassílabos. UFMT ( ) O texto defende a idéia de que o valor do ócio é superior ao do trabalho.58. José Olympio. “Está tudo muito bem.Noções de literatura Avançar . no texto. segue o modelo clássico de composição poética para falar da rotina de um operário e de seus sonhos não-realizados. Ariano.

que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. Agir. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor.) 21 22 23 24 25 26 27 28 Pode-se afirmar sobre o poema: GABARITO a) O verso 24 faz referência ao eu-lírico. c) O poema é todo escrito em versos brancos e pode ser classificado como poesia simbolista. Jatir. Santa Maria-RS Leia o poema que se segue. Correm perfumes no correr da brisa.. U. ao rival de Jatir.61. Jatir! nem tardo acordes À voz do meu amor. à pessoa amada. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d’alva Um só giro do sol. no poema. “Leito de folhas verdes Por que tardas. que não chega. d) O eu-lírico é masculino e espera a sua amada. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” DIAS. Rio de Janeiro. Do tamarindo a flor abriu-se. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. b) É registrada a passagem do tempo na natureza: desde a noite até a manhã seguinte. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. como estas flores. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor. Já nos cimos do bosque rumoreja. movendo as folhas. como estas preces. brilham estrelas. No silêncio da noite o bosque exala. Gonçalves.Noções de literatura Avançar . Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas.. não desempenha nenhuma função específica.F. e) A natureza. o verso 27. o verso 20. Poesia. Brilha a lua no céu. há pouco. Onde o frouxo luar brinca entre flores. Também meu coração. Já solta o bogari mais doce aroma. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . não mais. 25 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 (.

evidencia-se um desrespeito às convenções gramaticais quanto ao uso do pronome oblíquo “lhe”.. exemplificando assim um caso de próclise.”.”. ajoelhados à borda de um leito.. viram finar-se gradualmente uma vida querida.. Nosso filho. Sinto que a vida me foge! A instâncias minhas bebeu finalmente o remédio. Maria. haveria forças que me separassem de ti? Haveria sacrifício que eu não fizesse para comprar mais alguns dias da minha felicidade? Mas Deus não quis. — Lançar!.. À noite declarou-se a febre. ( ) Nos trechos: “– Queres acompanhar teu filho. desde o primeiro dia em que nos encontramos. Uma tarde em que o médico apresentou a Lúcia um remédio: — Para que é isso? perguntou ela com brandura. ( ) O texto apresentado enquadra-se como narrativo-descritivo. mesmo por causa dessa semelhança! Tu viverias sempre entre mim e ela! — Pois bem. Ama-o por ele. a surpresa e estupefação da personagem ante a situação nova com que se defronta. “Apenas o médico saiu. — Iremos juntos!.. — Juro-te! Beijou-me as mãos: — Ela vai ter tanta necessidade de um pai! Os acessos da febre repetiram-se durante três dias.Noções de literatura Avançar . que também ilustra a oralidade ou a espontaneidade da fala. Logo que lançar o aborto. casar com Ana! — Não tratemos disso agora. Paulo. — Para aliviá-la do seu incômodo. Lúcia tomou os sacramentos com uma resignação angélica.. à tua irmã. Expelir meu filho de mim? E o copo que Lúcia sustentava na mão trêmula. — Queres acompanhar teu filho. murmurou descaindo inerte sobre as almofadas do leito. promete-me que se ela não for tua mulher.. Maria.. — O remédio de que eu preciso é o da religião. Pela manhã. e F.” Neste período. depois de um sono curto e agitado. Vive por mim!” e em: “O dia se passou. A febre lavrava com intensidade: eu já não tinha esperanças. sejam elas virgens ainda. e sempre mais graves. achei-a mais tranqüila: — Tu me prometes. De joelhos à cabeceira eu suplicava-lhe que bebesse o remédio que a devia salvar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” 26 GABARITO 62. tudo o que tu quiseres eu farei para a tua felicidade. e abandonar-me só neste mundo. voou pelo aposento. e abraçando a irmã. esse casamento nos tornaria infelizes a ti. ficará inteiramente boa. Ana. não engana.. uma febre intensa que a fez delirar. — Mas essa promessa me daria tanto alívio agora! — Escuta..” e em “Sua mãe lhe servirá de túmulo”. fica-te um pai. e abandonar-me só neste mundo. lhe servirás de pai. UEGO Assinale V. lhe servirás de pai. porque ele era mais teu do que meu. “A febre lavrava com intensidade. para as afirmações verdadeiras. Paulo. Vive por mim! — Se eu pudesse viver. Paulo.. Maria. por ti e por mim. Quero confessar-me. disse-lhe: — Perdes uma irmã. promete-me que se ela não for tua mulher. já não existe..A questão 62 reporta-se ao romance Lucíola. elas foram usadas por duas vezes indicando então que o narrador imprime ao enredo a hesitação. de José Alencar. para as falsas: ( ) Em “– Pois bem. Foi então que conheci quanto eu vivia no seu pensamento: ela não disse no delírio uma só palavra que não se referisse a mim e alguma circunstância de nossa vida mútua. O dia se passou na cruel agonia que só compreendem aqueles que. impelido com violência. minha amiga! Quando ficares boa. ela olhou-me tristemente: Era o primeiro! Mas o tato das entranhas maternas. Nesse texto em foco. que não poderia amá-la. Sua mãe lhe servirá de túmulo. ( ) Estas frases: “E o copo que Lúcia sustentava .. a palavra “só” tem equivalente função morfológica em ambas as situações. que nenhum efeito produziu. e a mim. os termos grifados exemplificam metáforas. ( ) É artifício da produção de textos o uso das reticências. voou pelo aposento e espedaçou-se de encontro à parede. na cruel agonia que só compreendem aqueles. o teu.

calcular. ( ) Muitas das aspas utilizadas no texto revelam a intenção do narrador de ironizar a atividade pelo uso do jargão burocrático ou de destacar um segundo sentido para as expressões utilizadas. Ele hoje não tem ‘assento’ pra um serviço desses.63. mas por sua mediocridade. Ele já se ‘refugiou’ nesse trabalho em outras ocasiões. pequena. trabalham mais dois: o primeiro escriturário e o datilógrafo. porém. nesses momentos. ordenado e sistemático como ‘um jogo de armar’.. Custa um tostão. decifrando-lhe pensamentos. em forma de faturas. p.. julgue os seguintes itens. ( ) O texto é construído pelo foco de um narrador onisciente. há sempre multiplicações e adições a fazer. O serviço.” MACHADO. ( ) A narrativa focaliza uma personagem que se opõe ao herói tradicional. quando não está ‘batendo’. 12ª ed. 27 De acordo com o texto acima. É preciso antes submetê-los a uma conferência. seu valor ou sua magnanimidade. relanceia-os lentamente pela janela. quando tem já um grupo de contas respeitável. –Naziazeno ‘leva um atraso’ de uns bons dez meses. 26-7. uma preterição. Desde que o governo suspendeu a verba pra o cafezinho. Na sala. bate muitos carimbos. Depois. Dispõe de grande prática. emperrados. não se destaca pelas características elevadas de homem extraordinário por seus feitos. quadros risonhos. que penetra na mente da personagem. ( ) O último parágrafo do texto revela um conceito de trabalho como momento de evasão dos problemas individuais. de ‘achar’ no ambiente aspectos compensadores. uma acusação contra si mesmo. lembranças. O primeiro escriturário confere contas. pousa-os no escriturário: — Está na Secretaria – responde este. Era então uma simples contrariedade a esquecer. embora seja o protagonista. infere-se que a obra da qual ele foi retirado é um romance rural. não tinham.. Ambos muito quietos. ‘puxar’ cuidadosamente as somas. Naziazeno não quer café. pois.. que este é custeado pelos funcionários. Faz cálculos. não necessita ‘estar em dia’.. injustiça ou grosseria dos homens. 1992. Naziazeno interroga o datilógrafo: — O diretor saiu? O funcionário levanta os olhos do livro. Dyonelio. UnB-DF “O Horácio prepara o cafezinho.. dispô-las por ordem cronológica e pelas várias ‘verbas’. ‘segundas’ e ‘terceiras vias’ nos dedos – que ele a cada passo molha nos lábios com um certo ruído. ‘— O Cipriano certamente foi buscá-lo. estará aí ’ – conjetura mentalmente Naziazeno.Noções de literatura Avançar . IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Os ratos. Já tomou um há pouco.. sem interromper a conferência das contas. ( ) Pelo texto apresentado. O datilógrafo. se surpreendia ‘entusiasmado’ nesse trabalho. sentimentos e sensações. não exige pressa. São Paulo: Ática. aberto dentro da gavetinha ao lado. Não tarda. quando. seu anonimato e sua alienação. contra esse espírito inferior de esquecer prontamente. lê um livro. Todos aqueles indivíduos que lhe pareciam realizar o tipo médio normal eram obstinados. ver se as operações de cálculo estão certas.. depois então ‘lançá-las’ com capricho.. ergue-se e repassa-as uma a uma (com todas as suas ‘primeiras’. não. Mesmo assim. Ele se dirige para a sua carteira. essa compreensão inteligente e leviana das coisas. É preciso classificar as notas. usa tinta encarnada.... O trabalho de Naziazeno é monótono: consiste em copiar num grande livro cheio de ‘grades’ certos papéis. É um serviço que faz há muito tempo. São ‘notas’ de consumo de materiais. não era raro vir-lhe um remorso.

55. 60. 11. 52. 22. 53. 51. 30. 49. 15. 63. 43. 2. 35. 10.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A 1 1. 33. 23. 25. 20. 54. 14. 27. 17. 36. 28. 16. 41. 24. 26. 12. 56. 40. 39. 4. 7. 57. 9. c c b b c c d c b e e V–F–F–V a b e d d d c b d e F–V–F–V V–V–F V–F–V F–V–F–V d a c d d 32. 42. 8. 19. 44. 45. 50. 37. 38. 58. 48.Noções de literatura Avançar . 62. 31. 6. 18. 47. 13. 29. 34. 61. 59. 46. V–F–F–V–V–F V–V–F–V–F–F V–V–V–F–F c d a V–V–F–F–V F–V–V–F–F c b b d V–V–V–V F–F–V–V d F–F–V F–F–V V–V–F–V–F a b 10 V–V–F–V V–F–F–F V–V–V–F–V F–V–V–V a e F–V–F b e V–V–V–V–F F–V–V–V–V IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 5. 3. 21.

Colhemos e comemos muitos deles. 3. não muito altas. em 1549. por ser gente que ninguém entende. p. Potiguar-RN A carta escrita pelo Padre Manuel da Nóbrega. GABARITO Dê. pela manhã. b) A das relações estabelecidas entre os românticos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . intenção catequética e informação sobre a terra. do que eles dariam se os levassem. “No domingo de Páscoa. d) I e II. por mais pergunta que lhe fizéssemos com respeito a ouro. por ele chefiada. “Andamos por ali vendo o ribeirão o qual é de muita água e muito boa. Ao longo dele há muitas palmeiras. Ninguém não lhe deve falar de rijo. porque então logo se esquivam” – Animosidade inter-racial.” – Interesse mercantil. chamava alguns para que viessem até ali. 64. 04. relato de viagem e pregação religiosa. mas ninguém o entendia e nem ele a nós. 32. sentimento nacionalista e participação em campanha republicana. de muito bons palmitos. 16.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1. “eles passavam de uma confraternização a um retraimento. 83. 02. b) II. III.” – Difusão do cristianismo. “O velho falou enquanto o Capitão estava com ele. “Aqueles outros. 88 e 96. Nem certamente eles aprenderiam a falar como nós” – Dominação lingüística. O descobrimento do Brasil: A Carta de Pero Vaz de Caminha. notificando a chegada da primeira missão jesuítica. c) III. provocaria vergonha” – Idealização da mulher indígena. a soma das alternativas corretas. UFSE Nas manifestações literárias dos dois primeiros séculos de nossa história podem estar presentes as seguintes características: I. c) Informativa dos jesuítas no Brasil. que a muitas mulheres de nossa terra...Literatura no período colonial Avançar . que estiveram sempre presentes à pregação. diante de nós.) Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu e dentro dele foi levantado um altar muito bem preparado. como resposta. com medo do cevadoiro. II. inaugura que tipo de literatura no Brasil? a) Hábitos da cultura européia. 08.. 1997.” – Submissão religiosa. Estão corretas somente as características indicadas em: a) I. estavam assim como nós olhando para o nosso pregador. “melhor e muito melhor informação da terra dariam dois homens dentre os degredados que aqui fossem deixados. Porto Alegre: L & PM. Sílvio.) tão graciosa. “E uma daquelas moças era toda tingida (. e) II e III. E aquele de quem falei antes. U. como pardais. UFBA A idéia do trecho transcrito de A Carta de Pero Vaz de Caminha está devidamente indicada em: 01. d) A das influências que Luís de Camões exerce sobre os escritores de Língua Portuguesa. 85.. 1 2. CASTRO. vendo-lhes tais feições.” – Visão paradisíaca. determinou o Capitão de ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu (. porque desejávamos saber se o havia na terra. 87.

a carne. produzidas no século XVII. junto à natureza. b) Manifestação de sentimentos nacionalistas e consolidação do romance de temática urbana. da reação do povo faminto. buscar a espiritualidade. d) reflexos de princípios estéticos do Barroco e do Arcadismo europeus e manifestação de sentimentos nativistas. e) O temor. o andamento e as condições da obra de catequese. ( ) Na época colonial. Unifor-CE No período colonial. e) surgimento dos primeiros manifestos românticos e exploração de temas indianistas. por parte do sujeito poético. porque anda farta até aqui. ( ) Na poesia arcádica observa-se. como os escritores tinham a formação cultural da metrópole. d) A denúncia da omissão do poder político em face do problema da cidade. b) constituem o que se costuma caracterizar como literatura de informação. Gregório de. p. a imitação dos modelos greco-latinos e o ideal de uma vida simples. ao mesmo tempo. e) constituem obras de gêneros diferentes. A fome me tem já mudo. apesar da linguagem rebuscada. mas se a frota não traz nada. Uneb-BA 2 GABARITO “Toda a cidade derrota esta fome universal. s/d. por lastro de açúcar troca: Ponto em boca. por que razão leva tudo? Que o povo por ser sisudo largue o ouro e largue a prata a uma frota patarata. In: Poemas escolhidos.” MATOS. o que se traduz num problema para os poetas: gozar intensamente as delícias da vida terrena e. plena de inversões e de figuras. com as dificuldades e os sucessos. declarando daí: “Ponto em boca”. o lastro que traz de areia. as manifestações literárias foram marcadas pela necessidade de se libertarem dessas raízes culturais e criarem uma literatura de acordo com a realidade brasileira. que se manifesta na preocupação com o conteúdo e o desdobramento das idéias por meio do jogo de contrastes. Voltar Língua Portuguesa .Literatura no período colonial Avançar . d) representam os momentos mais altos do estilo barroco. UFSE Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. José de Anchieta insere-se no objetivo geral da literatura dos jesuítas: informar aos superiores da Companhia de Jesus a situação geral do Brasilcolônia. c) O equilíbrio de interesses pautando o comércio da Bahia com o exterior. ( ) No Barroco brasileiro observa-se a consciência de que a vida é efêmera. outros à frota: a frota tudo abarrota dentro dos escotilhões. Décimas. e se a Câmara olha e ri. o perdão divino. que entrando co’a vela cheia. c) Surgimento dos nossos primeiros grandes críticos literários e consolidação de um público de leitores. 7. o peixe. os feijões. São Paulo: Círculo do Livro. b) A sensatez do povo da Bahia por defender as riquezas da terra. os sermões do Padre Antônio Vieira e a lírica de Tomás Antônio Gonzaga: a) representam gêneros e estilos diversos da literatura do período colonial. Unifor-CE A obra catequética de José de Anchieta.4. 6. verificam-se os seguintes fenômenos de nossa vida literária: a) Constituição de um exigente público leitor e surgimento das primeiras editoras nacionais. porque se reveste em muitos casos de verdadeiro valor literário. 5. Mas ao mesmo tempo. que é muda a boca esfaimada. é coisa que me não toca: Ponto em boca. c) constituem obras do mesmo gênero. distribuídas em períodos diversos. ( ) Encontra-se nos Sermões do Padre Antônio Vieira a tendência conceptista do Barroco. ( ) Parte da obra do Pe. IMPRIMIR É uma idéia comprovável no texto: a) A indiferença do sujeito poético diante do que ocorre na cidade. outra parte se destaca desse conjunto. uns dão a culpa total à Câmara. 46-7.

adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. aonde vinha. São Paulo: Cultrix. IV. Salvador-BA “Porque não conhecia. “alta desgraça” / “alta ventura”). 1015. E morra. o que convinha.Literatura no período colonial Avançar . dirige-se o poeta à sua amada Babu. 58. Suspiro agora em vão. ou pouco amava. Sermões. 10. sem ver. viver gozando. In: Obras completas de Gregório de Matos. quando menos confessado. Que quem podia. o que deixava. ( ) O poema enquadra-se no Barroco por apresentar o jogo de contrastes e o rigor formal. adotado por Gregório de Matos nesses versos satíricos. ( ) A problemática focalizada no texto restringe-se a uma esfera particular. b) III e IV. O envolvimento político do jesuíta. por ignorância. 9. 3 De acordo com o texto. Que quem errou. Ou entendia pouco. Pague no mal presente o bem passado. o que lograva. org. Antônio. os escravos despidos e nus. os senhores tratando-os como brutos. Deixei sem atender. 2. que passo. os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. II. Pe. Babu. ( ) A trajetória do eu-lírico é caracterizada pela busca incessante do prazer. ( ) A dor daquele que. U.” VIEIRA. Antônio Soares. v. alta ventura. d) barroco. que possuía. A predominância dos aspectos denotativos da linguagem. Quando não me aproveita a pena minha. In: AMORA. o estilo: a) barroco. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. ( ) A saudade do bem perdido serve de consolo e de compensação para o eu-lírico. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. procedimento que costuma estruturar os poemas realizados nesse estilo de época. Se cresce para mim. e) I e III. Confesse. s/d. 1981. como estátuas da soberba e da tirania. Padeça agora. afastou-se da felicidade é injusta para o sujeito poético. os escravos carregados de ferros. os senhores rompendo galas. ( ) O sujeito poético desconhecia os riscos que envolviam a sua escolha. b) neoclássico. c) barroco. p. verificam-se os seguintes traços do barroco: I. ed. o que gozava. os senhores em pé apontando para o açoite. Unifor-CE “Cada dia vos cresce a formosura.8. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. III. e) neoclássico. IV. A presença de um grande número de antíteses. e não quis. que me embaça: Se cresce contra mim. alta desgraça. o bem. c) II e III. Deixei como ignorante o bem. d) I e IV. Vim sem considerar. Gregório de. os escravos muitos. marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas. ou seja. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. e tanto cresce.” MATOS. p. os senhores banqueteando. Salvador: Janaína. valendo-se de antíteses (“contra mim” / “para mim”. Sermão vigésimo sétimo. os senhores nadando em ouro e prata. A utilização do recurso da hipérbole para melhor traduzir o sofrimento dos escravos. ( ) O sujeito poético revela consciência do motivo que o levou ao sofrimento. Soneto.” Na estrofe acima. GABARITO No texto. que tinha. UFPB-PSS “Sermão vigésimo sétimo Os senhores poucos. os escravos perecendo à fome. os escravos prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão e espetáculos da extrema miséria. e morra suspirando O mal. que esta pena merecia.

é uma alusão aos portugueses e seus descendentes. nos tercetos. c) antecipação da estética do Romantismo. a soma das alternativas corretas. 16. Dê. tanto no aspecto formal quanto ideológico. Honra. com fatos e comentário. desenvolve-se em pares de estrofes. 32. financeiros e étnicos. nos tercetos. Poesia satírica de Gregório de Matos. Quem a pôs neste socrócio? Quem causa tal perdição? E o maior desta loucura? Notável desaventura de um povo néscio. 02. MENDES. (. são retomadas e confirmadas nas conclusões dos quartetos. e sandeu. Numa cidade onde falta Verdade. 54. por rimas internas. p. Por mais que a fama a exalta. d) simplicidade clássica. O ritmo do poema. Verdade Honra Vergonha. é marcado. Mulatos. ameaçando sua própria posição. Senhora Dona Bahia. Mestiços. Pretos. Vergonha. Salvador: EDUFBA. 64. Esse fragmento inicial do poema tem como conteúdo uma crítica ao governo da Bahia. dou ao demo a gente asnal. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . A leitura do fragmento e os conhecimentos sobre o autor e sua obra satírica permitem afirmar: 01. Potiguar-RN O Neoclassicismo ou Arcadismo que representa na literatura uma reação aos excessos do movimento Barroco.. por constituírem um grupo em franco processo de ascensão social e econômica. mestiços e mulatos são o alvo preferido pelo autor.. b) revolução industrial e à ascensão do capitalismo.11. enquanto o conteúdo. ao longo do poema. 1998. A estrutura formal dos tercetos organiza-se em perguntas e respostas. que então viviam na cidade de Salvador. procura. A expressão “povo néscio. e sandeu”. inicialmente abordando aspectos éticos. como resposta.Literatura no período colonial Avançar . UFBA “Volta a criticar o mau governo da Bahia Que falta nesta cidade? Que mais por sua desonra? Falta mais que se lhe ponha? O demo a viver se exponha. O autor se identifica com os poetas de sua época pelo uso da sátira e pelo exercício da crítica aos costumes da sociedade em que vive. 04. Usura.)” Pretos Mestiços Mulatos. 4 Quais são os seus doces objetos? Tem outros bens mais maciços? Quais destes lhe são mais gratos? Dou ao demo os insensatos. que estima por cabedal Pretos. Ambição. nesse contexto. 12. em cada verso. um retorno à: a) ciência impulsionada pela Física de Newton. Negócio Ambição Usura. Cleise Furtado. As respostas. que não sabe que o perdeu Negócio. 08. U.

b) I e II.Literatura no período colonial Avançar . IV. os meus montados São esses. Nise. tanto mais aborrece a luz do dia. d) simbolista. os temas históricos e os detalhes de época são mais visíveis na poesia satírica do que na lírica. II e III. que baixando Deixei do pranto o vale umedecido!” 5 Com relação ao fragmento apresentado. quanto a sombra da noite mais lhe agrada. e) I. 16. III.” COSTA. Está correto o que afirma em: a) I. em Marília de Dirceu. A ordem inversa do último verso confirma o traço neoclássico do poema. “Oh quão lembrado estou de haver subido Aquele monte. que aí vês. c) em que foi mestre o árcade Cláudio Manuel da Costa. o teatro catequético de Anchieta e a poesia de Gregório de Matos são criações culturais exemplares do estilo barroco. que avultado prazer tanto melhora? Só minha alma em fatal melancolia. d) II e III. c) I e III. Potiguar-RN “Já rompe. U. e às vezes. somente. II. A poesia de Tomás Antônio Gonzaga. que suave. e) épica de Basílio da Gama. E a suavidade do prazer trocada. O último verso apresenta uma hipérbole. vivo contente Ao trazer entre a selva florescente A doce companhia dos meus gados. a oposição claro/escuro e a antítese dia/noite revelam a permanência de características da estética: a) realista. sufocando do sol a face pura. vale-se do bucolismo arcádico ao colocar. II e II. a amada representada por uma pastora. UFPB-PSS Leia o terceto extraído de um soneto de Cláudio Manuel da Costa. tinha escondido a chama brilhadora. por te não ver. afirma-se: I. d) amorosa do indianismo de Gonçalves Dias. Nise adorada não sabe inda. no espaço de uma natureza amena. A referência à natureza relaciona-se ao Carpe diem. Voltar Língua Portuguesa . A natureza é descrita de forma objetiva. No soneto de Cláudio Manuel da Costa. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. que é o gozo do tempo presente. b) barroca. III e IV. Que alegre. que sonora. e) II. Cláudio Manuel da. III. d) I. sem qualquer identificação com o espírito do eu-lírico. com que a noite escura. b) lírica barroca de Gregório de Matos. A carta de Caminha. UFSE “Sou pastor. Na obra de Gregório de Matos. b) II e III. que coisa é alegria. c) III e IV. II. somente.13. a matutina aurora o negro manto. 15. não te nego. aquela fontezinha aqui murmura! E nestes campos cheios de verdura. somente. c) romântica. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. 14. somente.” IMPRIMIR GABARITO A estrofe acima ilustra o cenário e o modo de viver idealizados na poesia: a) que José de Anchieta dedicou à Virgem.

c 10. d 4. b 5. V – F – V – F – F – F – V 9.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1 1. c 2. 62 3. d 11. b 14. 58 12. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c 16. d 6. d 8. d 13. F – V – V – F – V 7. d 15.Literatura no período colonial Avançar .

Coleção Clássicos e Contemporâneos. e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. primeiro dia de maio de 1500. Beijo as mãos de Vossa Alteza. Tem. me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem. Q U IN H E N T IS M O . Águas são muitas. nem coisa alguma de metal ou ferro. sexta-feira. também. com quanto trigo e legumes comemos. os habitantes da Ilha de Vera Cruz eram desavergonhados. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto. sem cobertura alguma. Barroco e Arcadismo Avançar . ( ) Diferentemente de outros documentos do século XVI acerca da descoberta do Brasil. é tudo praia-palma. Senhor. porque eles. ( ) Pero Vaz de Caminha foi o único português a enviar notícias da descoberta do Brasil ao rei de Portugal. por bem das águas que tem. Rio de Janeiro: Livros de Portugal 1943. o melhor que eu puder. porque. até agora. não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza.” CORTESÃO. e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova. que nesta navegação agora se achou. p. segundo parece. de bons rostos e bons narizes. julgue os itens abaixo. Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas. por conter elementos da função poética da linguagem. De ponta a ponta. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. querendo-a aproveitar. de que nós deste porto houvemos vista. infindas. bem feitos. nem ovelha. Não há aqui boi. grandes barreiras. mo fez pôr assim pelo miúdo. Esta terra. Nem comem senão desse inhame. que aqui há muito. pois o desejo que tinha de tudo vos dizer. hoje. 199-241. Pelo sertão nos pareceu. Andam nus. Pero Vaz de Caminha. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A feição deles é serem pardos. A carta de Pero Vaz de Caminha. hoje esquecidos. não têm nem entendem em nenhuma crença.Humanismo. Ela me perdoe. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. se algum pouco me alonguei. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. ( ) A carta de Caminha é um texto essencialmente descritivo. UnB-DF Evidenciando a leitura compreensiva do texto. a estender olhos. Jaime. que nos parecia muito longa. nem prata. delas vermelhas. não pudemos saber que haja ouro. B A R R O C O E A R C A D IS M O Texto para as questões 1 e 2: “Senhor: Posto que o Capitão-mor desta vossa frota. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. E nesta maneira. nalgumas partes. ao longo do mar. nem lho vimos. vista do mar. Senhor. que costumada seja ao viver dos homens. nem vaca. Porém a terra em si é de muito bons ares. 1 GABARITO 1. Parece-me gente de tal inocência que. ( ) A carta de Pero Vaz de Caminha é considerada pela história brasileira o primeiro documento publicitário oficial do país. Quinhentismo. muito chã e muito formosa. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta terra vi. Eles não lavram. muito grande. ( ) Segundo Caminha. seriam logo cristãos. como os de Entre-Doiro-e-Minho. que a terra e as árvores de si lançam. se homem os entendesse e eles a nós.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . Porém o melhor fruito que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. assim frios e temperados. Deste Porto Seguro. não podíamos ver senão terra com arvoredos. a carta de Pero Vaz de Caminha continua a ser lida devido à sua importância histórica e. nem criam. Nela. delas brancas. E em tal maneira é graciosa que. dar-se-á nela tudo. nem galinha. da vossa Ilha de Vera Cruz. nem cabra. nem qualquer outra alimária. maneira de avermelhados. e dessa semente e fruitos. E.

primeiro pretendente e segundo marido de Inês. II e III. mantêm-se as mesmas relações de idéias. animal nobre. 4. 2 IMPRIMIR GABARITO b) O escudeiro Brás da Mata corresponde ao cavalo. substitui o propósito de edificação espiritual. mesmo sendo estes mais bem alimentados. os silvícolas aparentavam ser mais fortes e bonitos que os conquistadores. ( ) Substituindo-se “Posto que” por Haja vista. e) Cavalo e asno identificam a mesma personagem em diferentes momentos de sua vida conjugal. a primeira contém a segunda. pois. d) Apenas II e III. de Gil Vicente: a) O que mais se evidencia é o propósito de sátira social. nesta peça. ( ) No nono parágrafo do texto. tem poderes maiores que Deus. 3. c) A sátira social se liga de modo nítido ao objetivo de edificação espiritual. b) O elemento religioso oferece apenas um pretexto. Quinhentismo. Representa a transição da Idade Média para o Renascimento. c) Apenas I e III. b) Apenas I e II. III. de tal modo que a intenção religiosa vê-se sufocada ou pelo menos minimizada pelo gosto de sátira da própria sociedade. de Gil Vicente. o que demostra que a intenção religiosa é ainda aqui dominante. de Gil Vicente. considere as seguintes afirmações. a associação estabelecida entre “semente e fruitos” e “trigo e legumes” é biologicamente incoerente. o que evidencia o propósito de sátira social que. as expressões “inhame” e “semente e fruitos” são repetitivas. na construção da farsa. consiste na demonstração do refrão popular “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”. asno que a carrega. PUC-SP O argumento da peça A Farsa de Inês Pereira. um quadro exterior para a apresentação no palco de sátiras ou caricaturas profanas. Além disso. ( ) O nono parágrafo do texto ressalta uma prática dos silvícolas brasileiros: o extrativismo vegetal. UFRS Em relação ao Auto da Barca do Inferno. pois legumes são sementes e trigo é fruto. a) A segunda parte do provérbio ilustra a experiência desastrosa do primeiro casamento. Voltar Língua Portuguesa . e) I. apesar dessa prática. d) As personagens são personificações alegóricas (tipos reais caricaturizados). ( ) As expressões de tratamento com que a correspondência é aberta e fechada revelam o respeito e a sujeição do remetente ao destinatário. que a derruba. Quais estão corretas? a) Apenas I. UnB-DF Ainda com relação ao texto. julgue os seguintes itens. II. que era a única forma de obtenção dos alimentos necessários à subsistência.Humanismo. guardando traços dos dois períodos. Uniube-MG Assinale a afirmativa correta a respeito do Auto da Barca do Inferno. ao julgar justos e pecadores. Barroco e Arcadismo Avançar . para a Biologia. I. Trata-se de um grande painel que satiriza a sociedade portuguesa do seu tempo. c) O segundo casamento exemplifica o primeiro termo.2. Ressalta também que. 5. Sugere que o diabo. colocandose a questão da salvação post mortem (após a morte). Identifique a alternativa que não corresponde ao provérbio. d) O asno corresponde a Pero Marques.

e) Modernismo. ( ) Este texto. mesmo que Portugal não explorasse e colonizasse a nova terra. ( ) O “será salvar a gente” é o que os soldados portugueses deveriam fazer para evitar que tribos indígenas mais fortes dizimassem outras menores e mais frágeis. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ou outra coisa de metal ou ferro.” O fragmento destacado reflete uma temática recorrente durante o: a) Barroco. ( ) Nele. a Ela peço que. que haver nela. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. será tamanho.Texto para as questões 6 e 7. de que nós deste porto houvemos vista. não podíamos ver. muito grande. mande vir a ilha de São Tomé a Jorge Osório. é certo que tanto neste cargo que me elevo como em outra qualquer coisa que de Vossos serviços for. Senhor. já seria uma grande dádiva. ( ) Para Caminha. por me fazer singular mercê. da ponta que mais contra o sul vimos. ( ) Por não terem os portugueses se aventurado. hoje. ( ) O texto lido é uma descrição bem objetiva da terra descoberta. em relação à teoria literária e aos estilos de época na Literatura Brasileira. vemos a preocupação de Caminha com o silvícola brasileiro e a preservação de sua cultura. querendo a aproveitar. E se a um pouco alonguei. parece-me que será salvar esta gente.Humanismo. e a terra de cima. 8. por se tratar de uma missiva. ( ) As constantes inversões e a sintaxe rebuscada da Carta é uma característica da literatura clássica do período. Em tal maneira é graciosa que.” 3 GABARITO 6. que tinha o homem no centro de tudo. da Vossa Ilha de Vera Cruz. AUE-DF Julgue os itens que seguem. ( ) No entender do autor. Ela me perdoe. o melhor fruto que dela se pode tirar. que constituem a “Literatura de Informação” do Brasil. por causa das águas que tem! Contudo. nos pareceu vista do mar. De ponta a ponta. UFR-RJ “Não há mais a moralidade do pecado. porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer. Barroco e Arcadismo Avançar . tamanha a sua abundância na nova terra. “CARTA (Pero Vaz de Caminha) Esta terra. parece-me que. umas vermelhas e outras brancas. dar-se-á nela tudo. mo fez pôr assim pelo miúdo. Deste Porto Seguro. meu genro . Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela. E que não houvesse mais do que ter Vossa alteza aqui esta pousada para esta navegação de Calicute bastava. d) Simbolismo. tem característica oratórias. primeiro dia de maio de 1500. porque a estender olhos. senão terra e arvoredos terra que nos parecia muito extensa. É pois que. bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. c) Realismo. a saber. porque neste tempo de agora assim os achávamos como os de lá. Quinhentismo. AEU-DF Julgue os itens abaixo em relação à compreensão e à interpretação do texto. é toda a praia muito chã e muito formosa. é o primeiro de uma série de textos no nosso primeiro século. Caminha menciona as duas principais finalidades das expedições marítimas portuguesas: a expansão da fé católica e a descoberta de ouro e prata. ( ) Ainda dentro do Humanismo renascentista. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. até então. acrescentando da nossa fé! E desta maneira. sexta-feira. o maior bem a que se deviam dedicar os portugueses é aquele que deriva das águas. Pelo sertão.o que d’Ela receberei em muita mercê. Beijo as mãos de Vossa Alteza. nem lha vimos. de Pero Vaz de Caminha. terra a dentro. até outra ponta que contra o norte vem. infinitas. Águas são muitas. ( ) A Carta. Traz ao longo do mar em algumas partes longas barreiras. 7. Senhor. b) Arcadismo. quase já uma transição do Renascimento para o Barroco. tê-la unicamente como suporte das viagens às Indias. Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida. toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. as únicas informações que nos dá do interior são as transmitidas pelos indígenas. e esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como o de Entre-Douro-e-Minho.

na atmosfera atormentada dos conflitos da paixão. ora loiros. com o padrão poético realizado em cada composição. c) da “Carta” de Pero Vaz de Caminha a El-Rey D. antes de tudo. Quinhentismo. c) O sujeito lírico. ou rosa delicada. Com crespos fios de ouro: Meus olhos se vêem graças e loureiros. 10. (Para esta questão. no texto.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. Texto II “O seu semblante é redondo. descreve sua amada. bem feitos.) Porém a terra em si é de muito bons ares. e estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto. referindo-se ao descobrimento de uma nova terra e às primeiras impressões do aborígene. deduzimos que os conquistadores se movimentaram do litoral norte para o sul. estabelece-se um raciocínio analógico. para dar a idéia do clima da nova terra.). Sobrancelhas arqueadas. ( ) Ao citar o “Entre-Douro-e-Minho”.9. As descrições mostram a intenção do autor em não revelar o objeto de seu amor. uma idealização poética. escritas nos dois primeiros séculos. Uniube-MG Compare as descrições de Marília: Texto I “Vivos olhos. caracterizado como pastor. suas liras são destinadas a afirmar a dignidade e a valia do pastor Dirceu. ( ) Os termos “fruto” e “semente”. Barroco e Arcadismo Avançar . A pastora Marília. a pastora Marília. exigida pelas convenções neoclássicas. Nem estima nenhuma coisa cobrir nem mostrar suas vergonhas. de Pero Lopes de Souza. ligado à vida do poeta. sem equívoco semântico. Os teus cabelos são uns fios d’ouro. ( ) A expressão “pelo miúdo” poderia. Andam nus. maneira de avermelhados. Texto III “Papoula.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. que são cor de neve.. conforme é apresentada nas liras de Tomás Antônio Gonzaga. contra o norte vem”.. Voltar Língua Portuguesa . Cefet-RJ “A feição deles é serem pardos..Humanismo. e fina. Manuel da Nóbrega. Carnes de neve formadas. carece de unidade de enfoques. A oscilação que se observa nas descrições de Marília permite ao leitor concluir que: a) Embora Marília corresponda a um ser real. do Pe. 11. de bons rostos e bons narizes.. do jesuíta Fernão Cardim. As descrições apenas atendem à idealização da mulher. escrivão do primeiro colonizador. Te cobre as faces. querendo-a aproveitar. ora é descrita como tendo cabelos negros.” GABARITO O texto acima apresenta fragmentos: IMPRIMIR a) do “Diálogo sobre a conversão dos gentios”. d) da “Narrativa Epistolar e os Tratados da Terra e da Gente do Brasil”. utilize o texto das questões 6 e 7. E em tal maneira é graciosa que. Manuel. ser substituída por detalhadamente. em relação à semântica e à estilística. ( ) A palavra chã que aparece no texto em “toda chã” e “muito chã” é a grafia da época para chão. (. sem nenhuma cobertura. e) do “Diário de Navegações”. Negros e finos cabelos. darse-á nela tudo.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. (. por bem das águas que tem. Teu lindo corpo bálsamo vapora. Maria Dorotéia. estão empregados em sentido figurado.. por isso a amada do poeta deixa de ser associada à figura convencional da pastora. o de Martim Afonso de Souza. AEU-DF Julgue os itens seguintes..) ( ) Por “contra o sul vimos. d) Apesar de o autor invocar a pastora Marília. fugindo às convenções bucólicas e pastoris do Arcadismo. e faces cor-de-rosa. b) das “Cartas” dos missionários jesuítas. ele é. 4 b) O autor das liras está preocupado com a coerência dessas descrições.

legume. b) A lírica religiosa apresenta culpa pelo pecado cometido. e) F – F – F – V – V. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. José de.Humanismo. José de. b) V – V – V – V – F. pastoril. que consiste no princípio de viver o presente. é uma postura típica também dos árcades. Marília. c) V – V – F – V – F. São Paulo: Scipione. a) Tematiza motivos de Minas Gerais. bucólica. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . A seqüência correta de preenchimento dos parênteses. e mais as finas lãs. U. de expressões grosseiro. que viva de guardar alheio gado. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. c) O fingimento poético justifica-se pela contradição entre a realidade do progresso urbano e o mundo bucólico idealizado pelos árcades. 116. 1999. mostram exacerbados sentimentos patrióticos expressos em linguagem barroca. Marília bela. ( ) Gregório de Matos e o Padre Vieira. ( ) A obra poética de Gregório de Matos oscila entre os valores transcendentais e os valores mundanos. de que me visto. Barroco e Arcadismo Avançar . In: NICOLA. d) O lirismo amoroso é marcado por sensível carga erótica.p. dá-me vinho. Tomás Antonio. São Paulo: Scipione. e) Apresenta uma divisão entre prazeres terrenos e salvação eterna. de cima para baixo. ( ) A produção satírica de Gregório de Matos e o tom dos sermões do Padre Vieira representam duas faces da alma barroca no Brasil. Graças à minha estrela. 14. de tosco trato. inspirados na frase de Horácio.F. ( ) Os sermões do Padre Vieira caracterizam-se por uma construção de imagens desdobradas em numerosos exemplos que visam a enfatizar o conteúdo da pregação. Setecentismo ou Neoclassicismo é o período que caracteriza principalmente a segunda metade do século XVIII. Quinhentismo. exemplificando as tensões do seu tempo. onde o poeta viveu. azeite. Tomás Antonio Gonzaga. UFRS Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo sobre os dois grandes nomes do barroco brasileiro. é: a) V – F – F – F – F. em seus poemas e sermões. voltamse para a natureza em busca de uma nova vida simples. Graças. tenho próprio casal e nele assisto. “O Arcadismo. Cefet-RJ “Lira I (1ª parte) Eu. Marília de Dirceu. frutas. 5 Assinale a alternativa que não caracteriza este período literário. a) Os modelos seguidos são os clássicos greco-latinos e os renascentistas. assinale a alternativa incorreta. 13. b) Os árcades. 1999. Santa Maria-RS A respeito da poesia de Gregório de Matos. tingindo as artes de uma nova tonalidade burguesa.p. das brancas ovelhinhas tiro o leite. d) O uso de pseudônimos pastoris transparece: o pobre pastor Dirceu é o Dr. 106. fugere urbem (“fugir da cidade”).” GONZAGA.” NICOLA. dos frios gelos e dos sóis queimado. não sou algum vaqueiro. ( ) O poeta e o pregador alertam os contemporâneos para o desvio operado pela retórica retumbante e vazia. embora a mitologia pagã não venha a construir-se como elemento estético. e) O carpe diem (“gozar o dia”) horaciano. c) As composições satíricas atacam governantes da colônia.12. d) F – F – V – V – V.

antes lebre que leão. O fragmento é próprio do estilo: a) medieval.Humanismo. Eu falo. como recompensa pelos ásperos perigos da viagem. quantas invejas vos tenho a essa natural irregularidade!. IMPRIMIR b) encontra acolhida a suas palavras entre os deuses maiores e menores. pelo bucolismo. e) romântico. Com que podeis vós folgar que eu não deva consentir?” (nota: folão. d) aceita as justificativas de Baco para impedir a chegada dos navegadores portugueses à Índia. que enfrenta o mar desconhecido em frágeis embarcações. eu discordo. UNICAMP-SP Leia agora as seguintes estrofes. asno que leve quero. revela uma atitude contrária a uma característica atribuída ao seu primeiro marido. estai quando quiserdes estar. Voltar Língua Portuguesa . F. e não cavalo folão. eu lembro-me. mas vós não ofendeis a Deus com o entendimento. Júpiter: a) conclama os deuses a auxiliarem os portugueses na Ásia. Instrução: As questões de números 16 e 17 referem-se a Os Lusíadas. explique por que essa peça de Gil Vicente pode ser considerada uma sátira moral. c) barroco. Quinhentismo. Pero: I onde quiserdes ir vinde quando quiserdes vir. Qual é essa característica? c) Considerando o desfecho dos dois casamentos de Inês. Por usar de siso mero. A vossa bruteza é melhor que o meu alvedrio. pelo conceitismo e cultismos. mas vós não ofendeis a Deus com a vontade”. d) árcade. mas vós não ofendeis a Deus com as palavras. Barroco e Arcadismo Avançar . pelas comparações. c) reconhece a grandeza do povo lusitano. na passagem que narra o concílio dos deuses. No canto I. após o malogrado matrimônio com o escudeiro. que se encontram em passagens diversas de A farsa de Inês Pereira. de Camões. no caso. mas vós não ofendeis a Deus com a memória. e) mostra dúvidas quanto à possibilidade de que os feitos do povo lusitano venham a suplantar a glória dos gregos e romanos. Há um trecho nessa fala que se relaciona literalmente com o final da peça. “fogoso”) 6 a) A fala de Inês ocorre no momento em que aceita casar-se com Pero Marques. GABARITO b) clássico-renascentista.. Que trecho é esse? Qual é o pormenor da cena final da peça que ele está antecipando? b) A fala de Pero. antes lavrador que Nero. eu quero. 17.. significa “bravo”.I. pelo sentimentalismo.15. dirigida a Inês. por sua religiosidade. UFRS Assinale a alternativa correta. 16. Viória-ES –“Ah! Peixes. de Gil Vicente: “Inês: Andar! Pero Marques seja! Quero tomar por esposo quem se tenha por ditoso de cada vez que me veja.

. de traços bem definidos.. sediado lá para pôr em prática o Tratado de Madri. .. principalmente do Ceará e da Bahia. Além da literatura. abre novas esperanças em relação aos objetivos da viagem.. b) os portugueses assistem à transformação do gigante Adamastor em penedo quando tentam ultrapassar a parte mais meridional da África.. escultura e arquitetura da época.M..Humanismo. IMPRIMIR b) das obras mais importantes do Arcadismo no Brasil. U.. d) Silepses – Parnasianismo – Castro Alves... e que se convencionou chamar de . esperando ardentemente que os perigos e castigos profetizados sejam afastados. de Basílio da Gama.. b) Figuras – Dadaísmo – Emiliano Perneta. a natureza mineira.. é correto afirmar que: a) se insere no Arcadismo brasileiro. d) a nuvem negra que se desfaz.. Barroco e Arcadismo Avançar . os navegantes prosseguem... c) apesar das ameaças do gigante. U. c) Contraste – Barroco – Gregório de Matos. UFRS Assinale a alternativa incorreta. a) Adamastor representa os perigos enfrentados pelos navegadores lusitanos na travessia do oceano Atlântico para o oceano Índico.. Padre Antônio Vieira 04...... 19. da qual participou... pois foi a precursora das Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa. Quinhentismo. ao dar lugar a um “medonho choro”. Tomás Antônio Gonzaga 02. bem como aspirações religiosas.. estende-se à música. F. c) exaltação à terra brasileira. uma nova tendência.. Cláudio Manuel da Costa 08.. d) se insere no Barroco brasileiro e sua produção literária abrange. por ser um poeta de transição. e) exaltação à índia Lindóia.. e) a voz de “tom horrendo e grosso” do gigante Adamastor. F.. como resposta.. c) pertenceu ao Barroco brasileiro e sua veia crítica valeu-lhe a alcunha de “Boca do Inferno”. No canto V de Os Lusíadas. que o poeta compara ao paraíso... contra o exército espanhol.. nos seus poemas de contestação social.. d) crítica a Diogo Álvares Correia..E.. episódios da Inconfidência Mineira. Santa Maria-RS O poema épico O Uraguai. a soma das alternativas corretas..18. e) A métrica – Concretismo – Caetano Veloso. pintura. misto de missionário e colono português.... Gregório de Matos 16. 21. a) Sonhos – Romantismo – Bento Teixeira. que morre após Diogo Álvares decidir-se por Moema. Marque a opção que preenche adequadamente o enunciado. 20. tem como representante maior no Brasil o poeta baiano . fazendo ressaltar . basicamente. que ajudava os espanhóis na luta contra os índios. é uma: a) composição que narra as lutas dos índios de Sete Povos das Missões. antes associada ao Cabo das Tormentas.F. o que pode ser comprovado nas descrições. deixa ver aos navegadores que o perigo já foi afastado. sobretudo.. que comanda um dos maiores extermínios de índios da história.. Manuel Botelho de Oliveira Dê. textos em prosa. ao qual imprimiu características barrocas. Voltar Língua Portuguesa . no Uruguai. 22. Itajubá-MG Na fase quase inicial de nossa literatura. Ponta Grossa-PR O termo Barroco denominou manifestações artísticas dos anos 1600 e início dos anos 1700. e) narra. Triângulo Mineiro-MG Sobre Gregório de Matos..M. Entre as vozes do Barroco brasileiro figuram: 01. 7 GABARITO b) pertenceu ao Barroco brasileiro e tematizou....

Oh se quisera Deus. mantém-se distanciado do objeto criticado. quase forçado. considere as seguintes afirmações.23. I. d) o poema faz referência ao contexto da época. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote!” Com base nessa leitura. um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste formosura da minha Circe. Rica te vi eu já. c) a manifestação de apego a Portugal. O poeta não se deixa seduzir pela beleza feminina. II e III. Quais estão corretas? a) Apenas I. III. Voltar Língua Portuguesa . II. um medo sem ter culpa. e o mágico veneno que pôde transformar meu pensamento. um ar sereno. b) Apenas III. limpo e gracioso. Barroco e Arcadismo Avançar . tu a mi empenhado. 8 c) o futuro desejado revela. A mim foi-me trocando. de qualquer alegria duvidoso.Humanismo. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. Quinhentismo. “Um mover de olhos. 25. um doce e humilde gesto. A ti trocou-te a máquina mercante. no poema. um riso brando e honesto. UFRS Leia o soneto abaixo. e tanto negociante. O poeta sugere o desejo erótico ao referir a figura mitológica de Circe. b) o poema compara o presente e o passado da cidade. de Luís de Camões. uma pura bondade manifesto indício da alma. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. idealizando a figura feminina. assumindo uma atitude de insensibilidade. brando e piedoso. e tem trocado Tanto negócio. que se contrapõe à solenidade do poema épico.” IMPRIMIR GABARITO Em relação ao poema acima. a presença de uma voz moralizadora. Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis. tu a mi abundante. 24. um despejo quieto e vergonhoso. e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. O poeta elabora um modelo de mulher perfeita e superior. no poema. d) Apenas I e III e) I. um desejo gravíssimo e modesto. UFMG Leia o poema de Gregório de Matos. é incorreto afirmar que: a) o eu poético. um encolhido ousar. “Triste Bahia! Oh quão dessemelhante Estás. c) Apenas I e II. Que em tua larga barra tem entrado. sem ver de quê. uma brandura. que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote.

que nos quer governar cabana e vinha: não sabem governar sua cozinha. que fico então Pica-flor. U. Barroco e Arcadismo Avançar .E. pesquisa. usura – juro de capital. São Paulo. Quinhentismo. 1) “A uma freira. claro fica. que satirizando a delgada fisionomia do poeta lhe chamou “Pica-flor” Décima Se Pica-flor me chamais. Gregório de.Humanismo. Maringá-PR Assinale o que for correto em relação aos poemas. 179-80. juro excessivo. Sendo só de mim o Pica. picardia – velhacaria. ao autor e à sua obra. patifaria. 2) Aos Senhores Governadores do Mundo em Seco da Cidade da Bahia. mas resta saber. In: MEGALE. passarinho. Pica-flor aceito ser. e o mais vosso. p.” Vocabulário: vinha – terreno plantando de videiras (uvas). ed. e seus Costumes A cada canto um grande conselheiro. Nacional. Estupendas usuras nos mercados: todos os que não furtam. Vocabulário: pica-flor – beija-flor. escuta.26. espreita e esquadrinha para a levar à praça e ao terreiro Muitos mulatos desavergonhados. se no nome que me dais. 4. s. MATOS GUERRA. 1977. décima – composição poética de 10 versos. 9 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . muito pobres: eis aqui a cidade da Bahia. Heitor e MATSUOKA. trazendo pelos pés os homens nobres: posta nas palmas toda a picardia. que guardais no passarinho melhor! Se me dais este favor. e querem governar o mundo inteiro! Em cada porta um bem freqüente olheiro da vida do vizinho e da vizinha. Marilena. meteis a flor.

e) Gênero lírico.F. c) Ficção regionalista. no primeiro poema. Neles. Os dois poemas pertencem à poesia cultista cultivada por Gregório de Matos Guerra. característica do Barroco. respectivamente. b) a tentativa de conciliar pólos opostos da experiência humana (o sagrado e o profano). culta. No primeiro. c) a tensão entre o teocentrismo e o antropocentrismo. no conjunto formado pelos versos 3. há um jogo poético com o termo “Pica-flor” que marca a harmonia do relacionamento estabelecido entre o poeta (representante do mundo profano) e a freira (representante do mundo sagrado). No segundo.10 GABARITO 01. ocorrem elisões nos versos 2. no conjunto formado pelos versos 3. 04. Santa Maria-RS “As águas são muitas. Os dois poemas pertencem. No primeiro poema. Dê. sobretudo. a) Biografias de santos. a soma das alternativas corretas. há uma crítica ácida aos tipos humanos e aos costumes que caracterizam a cidade da Bahia: incompetência das autoridades. 08. 5 e 6. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metonímia e a ironia. 5 e 6. No segundo. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaabbddb. b) valorização de pormenores (detalhes) mediante jogos de palavras. 4. respectivamente. estrutura característica da décima. 9 e 10. pela prática cotidiana da fofoca e da bisbilhotice. já que é dirigido a uma freira. são comuns durante o período colonial. 02. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metáfora e a ironia. Em tal maneira é graciosa que. No segundo. como resposta.Humanismo. que variam entre a redondilha maior (7 sílabas poéticas) e o verso de 8 sílabas poéticas. por causa das águas que tem! Contudo. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaccdde. 32. querendo-a aproveitar. a exemplo do que se verifica no trecho transcrito. Barroco e Arcadismo Avançar . Voltar Língua Portuguesa . 27. infinitas. Isso faz que o poema apresente versos heterométricos. evidentes. estrutura comumente utilizada na composição da décima. evidentes. e na utilização de palavras rebuscadas e extravagantes que caracterizam o segundo poema. c) a técnica da disseminação e recolha. caracterizados pelo uso da redondilha maior (verso de 7 sílabas poéticas). Quinhentismo. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve alcançar. às poesias religiosa e lírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. usados para expressar a tensa harmonia de aspectos contrários da vida humana. No primeiro. notam-se os seguintes recursos: a) a ênfase no uso do verso decassílabo para a composição de sonetos. gosto pela maledicência. dar-se-á nela tudo.” IMPRIMIR Visões otimistas sobre as potencialidades da natureza e dos indivíduos. Os dois poemas pertencem. ocorre elisão apenas no verso 2. pela desonestidade e pela prática generalizada do roubo no comércio. extravagante. corrupção e roubo generalizados. o melhor fruto que dela se pode tirar pareceme que será salvar esta gente. sobretudo. 16. b) Sermões eucarísticos. U. que ganha o sentido de um convite erótico claramente profano. a descrição dos tipos humanos e dos costumes que caracterizam a cidade da Bahia revela a ironia do poeta para com uma sociedade marcada pela incompetência dos governantes. notam-se as seguintes características do Cultismo: a) linguagem rebuscada. Assinale a alternativa que identifica os textos que transmitiam esse tipo de mensagem. 4. No primeiro. às poesias religiosa e satírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. notam-se as seguintes características: a) o gosto por jogos de palavras. Tais características tornam-se evidentes no jogo poético realizado com o termo “Pica-flor”. há um jogo poético com o termo “Pica-flor”. d) Literatura informativa. Tais elisões fazem que o poema apresente versos isométricos. b) a forte presença do paradoxo e do oxímoro. No primeiro poema. Os dois poemas pertencem à poesia satírica cultivada por Gregório de Matos Guerra.

II. II. Barroco e Arcadismo Avançar . d) Apenas II e III. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. ou seja. se pode falar na existência de uma literatura brasileira porque. Quinhentismo. c) Apenas I e III. na medida em que todos os escritores eram nativos da terra. d) I e II. Está(ão) correta(s): a) Apenas I.Humanismo. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. III. pois a cultura portuguesa estabelecia as formas de pensamento e expressão para os escritores na colônia. U. uma produção informativa e doutrinária. na existência de uma literatura brasileira.F. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. 30. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. 24 de maio de 2000. a produção escrita se prende à descrição da terra e do índio ou a textos escritos pelos jesuítas. pode ser definido como uma época em que: I. c) Cláudio Manuel da Costa. Está correto apenas o que se afirma em a) I. Santa Maria-RS O Quinhentismo. enquanto manifestação literária. b) Tomás Antonio Gonzaga.28. d) Gregório de Matos Guerra. e) Apenas III. ao descreverem o Brasil. Santa Maria-RS Observe a charge de Chico Caruso: 11 – Espelho meu.F. ainda. III. U. b) II. GABARITO A crítica a personagens baianas com influência nos meios políticos pode também ser identificada na poesia satírica de: a) Padre José de Anchieta. existe alguém mais ACM do que eu? Veja. e) Bento Teixeira Pinto. b) Apenas II. os textos mostram um forte instinto de nacionalidade. e) I e III. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. não se pode falar. c) III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . em Os Lusíadas: I. 29. já velho e com um “saber só de experiência feito”.

” 12 Os Lusíadas. extraído da Carta de Pero Vaz de Caminha. Mas não fizeram sinal de cortesia. estava sentado em uma cadeira. Quinhentismo. e aos pés uma alcatifa* por estrado. bem vestido. De teus anos colhendo doce fruito. do qual o trecho acima faz parte. folgou muito com elas. De teus fermosos olhos nunca enxuito. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês.) Viu um deles umas contas de rosário. I. áspero e tirano. Como se fora pérfida inimiga. O nome que no peito escrito tinhas. Que a fortuna não deixa durar muito. Nos saudosos campos do Mondego. e) I. Deste causa à molesta morte sua. É porque queres. Entretanto. como um todo. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. só tu. II e III. Barroco e Arcadismo Avançar . No trecho selecionado. legítima herdeira do trono de Portugal. com um colar de ouro mui grande ao pescoço.Humanismo.. obra de Camões. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. posta em sossego. “O Capitão. Porém um deles pôs olho no colar do Capitão.. como dizendo que dariam ouro por aquilo. brancas. GABARITO Considere as seguintes afirmações sobre o texto.) Entraram.. oferecem momentos em que o lirismo se expande. O episódio de Inês de Castro. Se dizem fero Amor. b) Apenas II. humanizando os versos. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro.” Vocabulário: *alcatifa – tapete. (. PUC-SP “Tu. A interpretação que o escrivão dá aos gestos do índio em relação ao colar do Capitão corrobora a intenção dos portugueses em explorar as possíveis jazidas de ouro da terra recém descoberta. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. Estavas. Tuas aras banhar em sangue humano. II. d) Apenas II e III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e começou de acenar com a mão para a terra e depois para o colar. d) retrata a beleza de Inês. Aos montes ensinando e às ervinhas. (.. acenou que lhas dessem.31. linda Inês. puro amor. As palavras de Caminha evidenciam o confronto entre civilização e barbárie vivenciado pelos portugueses na chegada ao Brasil. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. 32. e lançou-as ao pescoço. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. Naquele engano da alma ledo e cego. III. Quais estão corretas: a) Apenas I. UFRS Leia o texto abaixo. Caminha sugere uma prática que viria a se tornar corrente nas relações entre portugueses e selvícolas: o escambo (a permuta) de produtos da terra por artigos manufaturados europeus. quando eles vieram. c) Apenas I e II. b) celebra os amores secretos de Inês e de D. posta em sossego. Depois tirou-as e enrolou-as no braço e acenava para a terra e de novo para as contas e para o colar do capitão. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. como que nos dizendo que ali havia ouro. nem de falar ao Capitão nem a ninguém. Desse episódio.

querendo-a aproveitar.33.Humanismo. Quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. Quinhentismo. Douglas. o povo. acréscimo.” Vocabulário: folgar: alegrar. muito numeroso. dar-seá nela tudo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A Carta de Pero Vaz de Caminha. E que não houvesse mais que ter aqui esta pousada para esta navegação de Calecute. Vossa santa vinda O diabo espanta. 1998. E em tal maneira é graciosa que. ANCHIETA. In: TUFANO. In: TUFANO. Moderna. Como folga o povo Porque vossa vinda Lhe dá lume novo! Cordeirinha santa. Porque vossa vinda Lhe dá lume novo. Estudos de Língua e Literatura. 5. U. Com prazer. orientação. Moderna. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. acrescentamento – aumento. 1998. infindas. De Jesus querida. muito grande. Por isso vos canta. GABARITO 2) “À Santa Inês Cordeirinha linda. ed. em 1498. São Paulo. acrescentamento da nossa santa fé. pousada – local onde se descansa durante uma viagem. Barroco e Arcadismo Avançar . por bem das águas que tem. adição. na sua viagem de descobrimento do caminho marítimo da Índia. 5. José de.E. Calecute – primeira cidade da Índia em que desembarcou Vasco da Gama. Porém. São Paulo. Poesia. isso bastaria. 1) “Águas são muitas. ed. lume: luz. Estudos de Língua e Literatura. Londrina-PR Leia os fragmentos a seguir e assinale o que for correto. Douglas.” 13 Vocabulário: infindo – infinito. a saber.

d) apenas I. Rio de Janeiro: Record. 16. 34. Tais características esclarecem os objetivos dos primeiros colonizadores portugueses: usufruir das riquezas e. por bem das águas que tem”). querendo-a aproveitar. informando sobre a natureza. Os dois fragmentos pertencem à literatura informativa e jesuítica do Brasil do século XVI. No primeiro. e) todas. mas acrescidas de um dado novo: a intenção pedagógica. Falta mais que se lhe ponha? Vergonha. IV. ao mesmo tempo. II. desse modo. 08. II. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . O que existia eram relatos de viagem (de escasso valor literário). as obras dos jesuítas aparecem. não se pode falar em literatura no Brasil. Barroco e Arcadismo Avançar . Numa cidade onde falta Verdade.” MATOS. a cruz do cristianismo e a preocupação em “dilatar a fé” escondem objetivos mercantilistas e expansionistas da coroa portuguesa. documentando o processo de conquista e colonização. 02. o primeiro escrito por Pero Vaz de Caminha e o segundo pelo Padre José de Anchieta. honra. já conhecida dos portugueses. moral e cristã. 2) a necessidade de revigorar a fé cristã do povo que aqui habitava. confirmando. Os dois fragmentos pertencem à chamada literatura informativa que representa o Brasil do século XVI. c) apenas I. Dê. Os melhores poemas de Gregório de Matos Guerra. Então. fica muito evidente o objetivo maior do expansionismo marítimo de Portugal e da Espanha: “dilatar a fé e o império”. como resposta. mais parecia um paraíso intacto (“Águas são muitas. No segundo excerto. IV. denominado “ciclo dos descobrimentos”.14 01. V. No segundo. FGV-SP Leia o texto abaixo e as afirmações que a ele se seguem. infindas. José de Anchieta exalta a figura de Santa Inês e incentiva o povo a praticar a fé religiosa cristã (“Cordeirinha linda. pode-se dizer que são verdadeiras a) apenas I. V. mantém uma estrutura formal e rítmica regular. as reais intenções de expansão do comércio. evidenciam-se as primeiras manifestações literárias do BrasilColônia. portanto. compreendido por um conjunto de obras cujo objetivo era divulgar os descobrimentos marítimos e terrestres. Nos dois excertos. dar-se-á nela tudo. catequizar os índios. igualmente ricas de informações. E em tal maneira é graciosa que. o índio. por bem das águas que tem”). a terra brasileira confrontada com a paisagem desoladora da África. V. Quinhentismo. Pero Vaz de Caminha nos permite perceber as expectativas dos portugueses com relação ao Brasil (“dar-se-á nela tudo. O poema I.Humanismo. 04. V. II. Nos dois excertos. Evidenciam-se. 1990. III. as informações que a Coroa Portuguesa desejava obter. III. paralelamente às obras dos cronistas e viajantes. a conquista e a colonização dos territórios ultramarinos. enfatiza as idéias opostas. b) apenas I. a vida no mar e as conseqüências morais e políticas desses fatos. Por mais que a fama a exalta. de conquista de novas fontes de riquezas e de trabalho escravo. No primeiro excerto. Que mais por sua desonra? Honra. emprega a ordem direta. Gregório de. confirmam-se as afirmações dos historiadores: nos primórdios do século XVI. refere-se à cidade de São Paulo. IV. a soma das alternativas corretas. emprega a gradação. O demo a viver se exponha. / como folga o povo / porque vossa vinda / lhe dá lume novo”). Nos dois excertos. GABARITO “Que falta nessa cidade? Verdade. vergonha. Caracterizam esses fragmentos: 1) a beleza da nova terra descoberta.

porque não há quem venha à solenidade. nascerá erva nas igrejas. associando. no sentido de salvação da alma. 30 de junho de 1999.F. várias vezes. de converter o índio à fé católica. c) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da natureza. motivos árcades. mingau de amendoim e frutas. elas têm cabelos compridos e tranças. d) é um profeta e previu o que realmente aconteceria com a religião católica no Brasil. Quinhentismo. b) dirige-se a Deus e prevê o esvaziamento da religião católica. sempre que o choque ocorreu. e que as não pisa a devoção dos fiéis. um punhado de brancos está conseguindo driblar essa inevitabilidade. ( ) O texto tem o mesmo objetivo que a carta de Caminha. cada vez mais. acabar-se-á no Brasil a cristandade católica. passará a Quaresma e a Semana Santa. nele. In: Veja.” FERRAZ. Santa Maria-RS Leia o texto a seguir. dependerão de produtos fabricados pelo branco. acabar-se-á o culto divino. Em todos os momentos da humanidade. U. Boa parte da engenhosa engenharia social e cultural que mantém o Parque do Xingu funcionando em harmonia se deve ao trabalho desses especialistas. “Eles não usam barba. quase três séculos depois. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . em suas composições. Santa Maria-RS O texto relaciona-se à invasão holandesa no Brasil. ou seja. dormem cedo e só têm uma conversa: índio. usa “salvação” no sentido religioso. vindos de diversas regiões brasileiras. Quase sempre de forma violenta. Os moradores do parque. d) Basílio da Gama – inspiração religiosa. a fim de preservar o patrimônio da Igreja. e) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da amada. e não se celebrarão os mistérios de vossa Paixão. c) F – V – F. o mais forte sobrepujou o mais fraco. ( ) O texto não tem o mesmo objetivo da carta pois Caminha. corretamente. para responder às questões 128 e 129: “Enfim. enfermeiras. médicos. U. despojados os templos e derrubados os altares. Falam baixo.35. 36. Esguios. Ver-se-ão ermas e solitárias. em 1640. na medida em que tanto a “tribo de brancos” quanto o escrivão da esquadra de Cabral mostram preocupação com os índios do Xingu. como nos campos. Senhor. Chorarão as pedras das ruas como diz Jeremias que chorava as de Jerusalém destruída: chorarão as ruas de Sião. que o rei de Portugal deveria cuidar da salvação dos índios. alimentados a peixe moqueado com biju. seu nome à característica presente nessa obra. Assinale a alternativa que identifica esse autor. o orador: a) considera os holandeses hereges e violentos com aqueles que não fossem seus compatriotas. Santa Maria-RS Autor de Obras Poéticas. Barroco e Arcadismo Avançar . caso o Brasil fosse entregue aos holandeses. e) F – V – V. não haverá quem entre nelas.Humanismo. Silvio.F. d) V – F – V. a) Cláudio Manuel da Costa – desencanto e brevidade do amor. como costumava em semelhantes dias. b) Basílio da Gama – preocupação com feito histórico.” GABARITO 37. As cidadezinhas vizinhas do parque vão transformar-se em municípios de porte médio. O foco agora é preparar os índios para o inevitável confronto com a civilização que um dia ocorrerá. Passará um dia de Natal. apresenta. do Padre Antonio Vieira. Neste canto do Brasil. Do Xingu. 15 Relacione o texto com a carta de Pero Vaz de Caminha e indique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas quanto à preocupação do homem branco em relação ao índio: ( ) O texto tem o mesmo objetivo da carta. A seqüência correta é: a) F – F – V. U. pedagogos. Leia o seguinte fragmento do “Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda”. e) dirige-se ao rei de Portugal. c) pede a Deus que evite a invasão de ervas nos templos.F. b) V – V – F. ao destacar que o rei deveria cuidar da salvação dos índios. a fim de salvar o país da invasão holandesa. biólogas e engenheiros agrônomos. a urbanização baterá às portas da reserva. É a tribo dos brancos composta de cientistas sociais. e não haverá memória de vosso nascimento. que já começava a destruir as igrejas da cidade. pois ambos destacam. Procuram transformar o abraço sufocante em um caminhar de mãos dadas de culturas tão diferentes.

IMPRIMIR d) Nas figuras de Cacambo e Sepé Tiaraju está representado o povo autóctone que defende o solo natal. (Botelho de Oliveira) e) Pequei Senhor. soberba. b) antítese. Santa Maria-RS Padre Antonio Vieira. a) O poema narra a expedição de Gomes Freire de Andrada. (Gregório de Matos) 40. GABARITO Porque quanto mais tenho delinqüido. Governador do Rio de Janeiro. d) onomatopéia. A alternativa que contém os versos que melhor expressam este conflito é: a) Um paiá de Monal. A esse cede amor em mil ternezas. incapaz de sentimentos nobres e humanitários. Primaz da Cafraria do Pegu. mas não porque hei pecado. Da vossa alta clemência me despido. utiliza uma: a) ironia. Que ele estrelas desterra em régio estado. a Eneida e Os Lusíadas. cobre o dia. Barroco e Arcadismo Avançar . que pouco entendes de finezas! Quem faz só o que pode a pouco obriga: Quem contra os impossíveis se afadiga. U. A exaltação. Por altiva. Londrina-PR O Barroco manifesta-se entre os séculos XVI e XVII. às missões jesuíticas espanholas da banda oriental do rio Uruguai. (Gregório de Matos) d) Luzes qual sol entre astros brilhadores. e) Lindóia. Em régio estado não desterras flores.Humanismo. e) prosopopéia. a luz lhe enfada.E. Quinhentismo. bonzo bramá. Quer ser filho do sol. a névoa. U. momento em que os ideais da Reforma entram em confronto com a Contra-Reforma católica. acentuando seu caráter bárbaro. Que sem ser do Pequim. (Gregório de Matos) b) Temerária. c) gradação. 16 Sobe ao sol. ocasionando no plano das artes uma difícil conciliação entre o teocentrismo e o antropocentrismo. UFRS Assinale a afirmativa incorreta em relação à obra O Uraguai. confiada. 39. Voltar Língua Portuguesa . a mariposa. morre de amor após o desaparecimento de seu amado Cacambo.38. como a Odisséia. Se bem rei mais propício. e mais amado. ao afirmar que “Chorarão as pedras das ruas”. nascendo cá. b) O Uraguai segue os padrões estéticos dos poemas épicos da tradição ocidental. por densa. de Basílio da Gama.F. única figura feminina do poema. por ser do Açu. (Botelho de Oliveira) c) Fábio. por lustrosa. Vos tenho a perdoar mais empenhado. c) Basílio da Gama expressa uma visão européia em relação aos indígenas.

Texto para responder às questões 41 e 42: “Nasce o Sol. como o Sol. esconder-se nos próprios sofrimentos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . devido ao desapontamento sentido pelo poeta. Há nele um jogo simétrico de contrastes. está fazendo referência à pureza primordial da infância. Começa o mundo enfim pela ignorância. a) O texto afirma que a alegria é encontrada em contínuas tristezas. ali. Esse é um soneto oitocentista. nas sombras da noite. não sabe retê-la. c) somente III está correta. ao falar do mundo que se inicia pela ignorância.Humanismo. que se opõe à degradação dos bens materiais. c) O tema central do soneto de Gregório de Matos revela-se em sua última estrofe. se desfrutem as alegrias e. luz/sombra. d) O poema focaliza e acentua a ignorância do ser humano que. por que nascia? Se é tão formosa a Luz. GABARITO e) todas estão corretas. b) O alternar de dias e noites serve de expressão a um estranho desejo do poeta de que. que são: rimas ricas. deve-se dizer que: a) somente I está correta. 42. II. interpoladas nas quadras (“A-B-A-B”) e alternadas nos tercetos (“AB-B-A”). e não dura mais que um dia. ao vivenciar a alegria. que cumpre os padrões da forma fixa. de outro. Barroco e Arcadismo Avançar .. por um lado. O tema do eterno combate entre elementos mundanos e forças sagradas é indicado. b) somente II está correta. CEETPS-SP Sobre as características barrocas desse soneto. Em contínuas tristezas a alegria. por “ignorância do mundo” e “qualquer dos bens”. tais como o findar do dia e o início da noite. e) O poema toca também na questão da inocência. Em tristes sombras morre a formosura. na tristeza. expresso por pares antagônicos como Sol/ Lua. Porém. diante do curso seguido pelas forças naturais. a formosura do dia. e por “constância”. E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. A respeito de tais afirmações. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol. d) somente I e III estão corretas. considere as afirmações abaixo: I. Quinhentismo. cuja última firmeza é a inconstância. e pode ser definido como uma reflexão acerca da transitoriedade dos bens do mundo. III. E na alegria sinta-se tristeza. se acaba o Sol. CEETPS-SP Assinale a alternativa que aponta a afirmação correta a partir do que se lê no texto. e na Luz falte a firmeza. preferindo. “alegria” e “firmeza”. pois. que compõem a figura da antítese. Depois da Lua se segue a noite escura. 17 41. Na formosura não se dê constância. tristeza/alegria. etc. dia/noite.” Gregório de Matos.

é possível afirmar que: a) o autor discorre sobre a inabalável fé da corte e da nobreza. Padre Vieira. pertence à escola literária conhecida como: a) Baroco. Deus me guie. vejo baixelas. d) composição de cantigas de amor e cantigas de amigo. a fé não tem qualquer relação com as ações desenvolvidas pelos homens. c) o autor conclui que não é possível encontrar a fé em uma casa onde se encontram aqueles que exploram e maltratam os homens do povo. enfim. d) Carlos Drummond de Andrade. a risco de quebrar. FEI-SP Padre Vieira é freqüentemente estudado como um autor contemporâneo a: a) Luís de Camões. e) segundo o autor. ou no Reino. se queriam ir buscar a vida a outra parte. busquemos esta fé em alguma casa grande e dos grandes. parte por parte. os prendíeis e obrigáveis por força. nem sombra dela na vossa casa?” Vocabulário: libré: uniforme de criados de casas nobres os socorros do outro exército doméstico: a vestimenta dos outros serviçais jornaleiros: trabalhadores que recebiam pagamento ao final do dia a quem não fazíeis a féria: a quem não concedíeis dias de folga 18 43. 45. b) Trovadorismo. FEI-SP O sermão pode ser definido como: a) composição em versos recitados nos palácios para divertir os nobres. e. que o ouro e a prata derretidos. c) união de duas idéias contrárias em um único pensamento. como se há de ver a fé. d) Realismo. 47. FEI-SP O autor do texto. e) Fernando Sabino. como se há de ver a fé na vossa família? Se as galas. c) Arcadismo. ou fora dele. foram adquiridas com tanta injustiça ou crueldade. d) soneto com versos decassílabos. a quem não fazíeis a féria.O texto abaixo refere-se às questões de 43 a 48. em que predomina o desenvolvimento de um único conflito. c) narrativa longa em que são apresentados diversos conflitos paralelos. dignificandoos e humanizando as relações entre os nobres e o povo. 44. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros. as paredes vejo-as cobertas de ricos tapizes. e) Romantismo. vejo todo o palácio e também o oratório. e ao longe quintas. (…) Entremos e vamos examinando o que virmos.Humanismo. b) Gregório de Matos. b) Padre Vieira critica o povo por não ter a fé que os nobres possuem. onde das casas dos pequenos não se faz caso. Quinhentismo. haviam de verter sangue. das janelas vejo ao perto jardins. e no princípio do ano lhe pagais com esperanças e no fim com desesperações. vejo jóias. liteiras e coches. b) uso constante da metáfora e da antítese. FEI-SP Sobre o fragmento do sermão acima transcrito. uns com libré. b) texto curto. c) José de Alencar. e) utilização de muitas frases interrogativas. as jóias e as baixelas. Primeiro que tudo vejo cavalos. vejo criados de diversos calibres. Trata-se de um sermão do quinto domingo da Quaresma. perfumes e sensações táteis. FEI-SP Não é característica da escola literária a que Padre Vieira pertence: a) emprego freqüente de palavras que designam cores. e) discurso religioso cujo objetivo principal é a edificação moral dos ouvintes. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 46. d) o sermão é um elogio à corte pela maneira como trata os seus serviçais. outros sem ela. e as sedas se se espremeram. Se o que vestem os lacaios e os pajens. mas não vejo a fé. do Padre Antônio Vieira: “Como estamos na corte. e os socorros do outro exército doméstico masculino e feminino depende do mercador que vos assiste. nem têm nome de casas. E por que não aparece a fé nesta casa: eu o direi ao dono dela. como se há de ver a fé nessa falsa riqueza? Se as pedras da mesma casa em que viveis. vejo galas. Barroco e Arcadismo Avançar .

Que é do Mundo o regalo mais mimoso. Um exame atento desse procedimento no poema revela. Manuel Botelho de. Rio de Janeiro: INL.48. Açúcar. Barroco e Arcadismo Avançar . Quinhentismo. têm mais valia. Mas as de Portugal entre alamedas São primas dos limões. d) provocar fortes emoções em seu público. Que como junto ao mar o sítio é posto. Mais que as da Europa doces. nas águas frias. Que dão a Portugal muitos ciúmes. …………………………………………… Tenho explicado as fruitas e legumes.” 19 OLIVEIRA. E têm sempre a vantagem de maiores. no açúcar deleitoso. Música do Parnasso. E são tão deleitosas. VUNESP A técnica de disseminação e recolha. 1953. sempre ledos. nos ares puros Na tempérie agradáveis e seguros. no final. “À Ilha de Maré – Termo desta Cidade da Bahia Aqui se cria o peixe regalado Com tal sustância. característica do estilo barroco. As fruitas se produzem copiosas. Nas que chamam da China Grande sabor se afina. e são sadias. Em si perfeitos quatro AA encerra. …………………………………………… As plantas sempre nela reverdecem. Desterrando do Inverno os desfavores. E para preferir a toda a terra. nos arvoredos Sempre verdes aos olhos. Que refrescam o peito. São pois os quatro AA por singulares Arvoredos. Que o têm clarificado nos seus gomos.Humanismo. b) convencer e ensinar o seu público. Tem o primeiro A. para recolhê-las num só verso. Ares. …………………………………………… As laranjas da terra Poucas azedas são. e gosto preparado. todas azedas. Tem o terceiro A. Águas. Lhes dá salgado o mar o sal do gosto. E nesta maioria. FEI-SP Verifica-se nesse fragmento a franca intenção de o autor: a) divertir a platéia. certa assimetria entre a disseminação e a recolha. GABARITO 49. e melhores. aparece em À Ilha de Maré a partir do verso 31: consiste em alinhar palavras e descrever poeticamente seus conceitos. Tem o segundo A. E nas folhas parecem. Que sem tempero algum para apetite Faz gostoso convite. E delas por adorno apetecido Faz a divina Flora seu vestido. Tenho recopilado O que o Brasil contém para invejado. Tomo I. E se pode dizer em graça rara Que a mesma natureza os temperara. Esmeraldas de Abril em seus verdores. 127-135. e) confundir seus ouvintes. p. todavia. Analise o procedimento na passagem mencionada e responda: a) Qual a assimetria que se observa entre o processo de disseminação e recolha utilizado pelo poeta? b) O que levou o poeta a essa solução? IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . O quarto A. c) afastar os homens da verdadeira fé cristã. Como maiores são. antes se encerra Tal doce nestes pomos.

ingenuamente. e 14. b 18. 18 20. c 15. 04 27. e por não ter conhecimento dessa traição. c 31. F – F – F – V 3. Barroco e Arcadismo Avançar . F – V – F – V – F – F 7. Não sabe. c 22. a 4. a leva em seus ombros para que atravesse o rio. Q U IN H E N T IS M O . mas o encontro com o ermitão. Pero Marques se comporta como um asno: por servir de montaria à mulher. a 9. Pero Marques diz dar plena liberdade à esposa. a) Trata-se do seguinte trecho: “asno que me leve quero”. é um encontro adúltero. e 6. e 5. V – F – V – F – F 2. 16. na vida privada. O marido de Inês.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . na cena final. d 28. F – F – V – V – V 11. Seu primeiro marido era um repressor proibindoa de sair de casa até mesmo para ir a igreja. Quinhentismo. c 12. F – V – F – F 8. a 13. para o qual ela se encaminha. c 21. b 25. para ser traído por ela. a 24. pois para conseguir uma vida folgada abandona seus próprios ideais. a 10. a decadente sociedade portuguesa. B A R R O C O E A R C A D IS M O 1 1. b 23. b 26. e 29.Humanismo. c) A Farsa de Inês Pereira é considerada uma sátira moral porque reflete. a IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e 19. b) A característica contrária à do primeiro marido é o fato de que. colaborando. Pode-se dizer que Inês comporta-se maquiavelicamente (os fins justificam os meios). d 30. em sua fala. c 17.

2 IMPRIMIR GABARITO 32. pode-se também dizer que ele optou por seguir a seqüência Terra (arvoredos e açúcar) — Água — Ar. ou seja. 24 34. b 49. c 43. retomou os elementos assimetricamente. nos ares puros (…) Tem o terceiro A. a) Disseminação: “Tem o primeiro A. c 48. no açúcar deleitoso” No momento de recolha o poeta não manteve a mesma ordem da disseminação. (…) O quarto A. b 38. b) Como se trata de um poema. a 42.Humanismo. Voltar Língua Portuguesa . d 45. b 35. a 44. e 40. pode-se dizer que o poeta agiu dessa forma com o intuito de preservar a rima. Barroco e Arcadismo Avançar . Ou ainda. nas águas frias. a 37. e 47. e 39. e 33. Quinhentismo. b 46. nos arvoredos (…) Tem o segundo A. c 41. e 36.

Buscava inda a corrente por dizer-lhe Que a não deixasse. a bandeira da ruptura com o princípio da imitação aos clássicos é empunhada por todas as escolas literárias. da fantasia. te amarei constante ‘Mas não me deixes. e) desejo de morte pelo amor não correspondido. A corrente impiedosa a flor enleia. rev. (. a pêra. 1 1.. não me deixes. não! ‘Comigo fica ou leva-me contigo ‘Dos mares à amplidão.. São Paulo: Melhoramentos. d) exaltação do sonho. por meio das frutas. ( ) Na história da literatura brasileira. novas águas Após as outras vão. Alencar e outros escritores românticos empenham-se na construção da nação brasileira. 1998. o ambiente brasileiro ao ambiente europeu. s. metonimicamente. e sempre embalde: ‘Ai. Alencar opõe. 21. Não alcançarão jamais que eu escreva neste meu Brasil cousa que pareça vinda em conserva lá da outra banda. não!’ E das águas que fogem incessantes À eterna sucessão Dizia sempre a flor. Censurem. Católica de Salvador-BA O lamento da flor representa fielmente o sentimento romântico de: a) evasão no tempo.d. Massaud. Leva-a do seu torrão. ilustres e não ilustres representantes da crítica. não me deixes.Romantismo Avançar . Texto para as questões 2 e 3. e aum. não!’” GABARITO DIAS. não me deixes. “Não me Deixes! Debruçada nas águas dum regato A flor dizia em vão A corrente. ou calem-se como lhes aprouver. José de. In: Sonhos de Ouro. não! Por fim desfalecida e a cor murchada.) O povo que chupa o caju. o damasco e a nêspera?” ALENCAR. In: MOISÉS. Gonçalves. ( ) No segundo parágrafo. ‘Ai. UFMT ( ) Envolvidos pelo ideário político da independência. a manga. Límpido ou turvo. F. o cambucá e a jabuticaba. São Paulo: Cultrix... através da luta pela emancipação da língua e da literatura nacionais. E a flor sempre a dizer curva na fonte: ‘Ai. pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo. piquem. no percurso que vai do Romantismo ao Modernismo. IMPRIMIR 2. não se constranjam. não!’ E a corrente passava. Benção Paterna. A Literatura Brasileira através de textos. Voltar Língua Portuguesa . Quase a lamber o chão.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 1. ( ) O texto dá a entender que a língua se adapta ao meio para onde foi levada. c) supervalorização da natureza. “Portanto. como a fruta que nos mandam em lata. não. A afundar-se dizia a pobrezinha: ‘Não me deixaste. mais precisamente aos órgãos fonadores e à alma do povo que fala. p. b) amor incondicional ao outro. ed. 135-6. onde bela se mirava.

a razão nada pode contra o sentimentalismo exacerbado. U. F. 2 “Perdoa-me. Marília. no verso: a) “A flor dizia em vão” b) “Mas não me deixes. 6. imaginação criadora e amor à natureza. Ponta Grossa-PR A poesia romântica brasileira. nacionalismo e religiosidade.F. meus tristes ais vão revelando Que peno e morro de amorosas dores. escapismo e subjetivismo. o eu refere-se ao passado a partir da dor do presente.” Tomás Antônio Gonzaga. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) No poema de Gonzaga. Se eu pensava num beijo desmaiando Gozar contigo uma estação de flores! De minhas faces os mortais palores. que eu assim resista À dor imensa. que me cerca e mata. Amor na minha idéia te retrata. d) “Se a ti ergui meus olhos suspirando”. 02.” c) “E a corrente passava” d) “Dizia sempre a flor. inda. como recurso estilístico. adoro a tua formosura. socialismo e ilogismo. b) “À dor imensa que me cerca e mata”.. c) No poema de Álvares de Azevedo. Católica de Salvador-BA Observa-se a inversão. de um semi-vivo corpo sepultura. assinale a alternativa inaceitável: a) Em ambos os poemas o eu sucumbe e morre em conseqüência do sofrimento amoroso.” Álvares de Azevedo.. d) Em ambos os poemas. 16.. 5.Romantismo Avançar . leia atentamente os textos abaixo: “Lira XXII Nesta triste masmorra. Juiz de Fora-MG Depois de ler comparativamente os dois textos acima.F. U. U. Minha febre noturna delirando. como resposta. GABARITO 4. apresenta como características: 01. visão dos meus amores. a soma das alternativas corretas. naturalismo e pitoresco. c) “Nesta triste masmorra”. 08. e sempre embalde” e) “Leva-a do seu torrão” Para responder as questões 4 e 5. em seus diversos momentos. Se a ti ergui meus olhos suspirando!. visão de meus amores Perdoa-me. Dê. busca..3.E. não. Meus ais. Juiz de Fora-MG Em que verso se encontra referência direta ao contexto histórico biográfico? a) “Que peno e morro de amorosas dores”. 04. extremoso. a idéia funciona como uma tentativa racional de vencer a dor.

conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II. e) condoreirismo. vão sombrias Rindo colar um beijo as bocas frias. ler o texto que segue. d) futurismo. Vão três pálidas virgens.. c) nacionalismo. depois (qu’importa?) Virei sempre sentar-me à tua porta. Sou eu quem o teu negro pão consome. I. IV. Pertence ao movimento literário denominado Romantismo.Instrução: Para responder às questões 7 e 8.. meu irmão! Eu sou a Fome... depois. PUC-RS Pela análise das afirmativas. Idealiza a função do poeta. Mostra a estreita convivência do poeta com a indiferença. Fui eu que te vesti do meu sudário. sobre o texto. Volve ao nada! Não sentes neste enleio Teu cântico gelar-se no meu seio?!’ – ‘Eu cantarei no céu’ – diz-lhe o Poeta!” 3 GABARITO Instrução: Para responder à questão 7. 7. Que vais fazer tão triste e solitário?. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . II. meu irmão! Eu sou a Morte.Romantismo Avançar . amanhã. III e IV. d) III e IV. O teu mísero pão.. 8.. mísero atleta! Hoje.... Na fronte cismadora do – Poeta – ‘Saúde.. Vão três pálidas virgens silenciosas Através da procela irriquieta. c) II e IV.. e) I. Suspende em meio o hino augusto e forte. ‘Saúde. ‘Saúde. II. Expressa a força do poeta através de sua capacidade de superar mesmo a morte. b) II e III. analisar as afirmativas que seguem. III.... com a fome e com a morte. Sou eu quem te sepulta a idéia imensa. – ‘Eu sofrerei’ – responde-lhe o Poeta.’ – ‘Eu lutarei’ – responde-lhe o Poeta. PUC-RS O texto pode ser vinculado a uma tendência de expressão poética denominada: a) subjetivismo.. b) ufanismo. irmão! Eu sou a Indiferença... “As Três Irmãs do Poeta É noite! As sombras correm nebulosas. Quem no teu nome a escuridão projeta. uma vez que esta ultrapassa a condição humana.

Nem outras mãos. pela presença dos elementos mitológicos. No silêncio da noite o bosque exala. há pouco. ou dia ou noite. sou tua! Meus olhos outros olhos nunca viram. Já nos cimos do bosque rumoreja.Romantismo Avançar . Onde o frouxo luar brinca entre flores. os aspectos marcantes do Arcadismo. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. Outro amor nunca tive: és meu.Texto para a questão 9. Já solta o bagari mais doce aroma! Como prece de amor. Não sentiram meus lábios outros lábios. como estas flores. b) O poema romântico indianista recupera as antigas cantigas de amigo medievais. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. Jatir. Jatir! nem tardo acodes À voz do meu amor. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” Gonçalves Dias. Onde quer que tu vás. “vales”. para expressar o amor por meio da espera. que não as tuas A arasóia na cinta me apertaram. a) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos. d) Apesar da intensa presença da natureza. tais como “luar”. pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista. e) Mesmo sendo romântico. movendo as folhas. notam-se ainda no poema. Vai seguindo após ti meu pensamento. não mais. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper dalva Um só giro do sol. como estas preces. Brilha a lua no céu. recebida principalmente de Camões. “Leito de folhas verdes Por que tardas. brilham estrelas. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. “bosque” e “perfumes”. principalmente no que diz respeito ao bucolismo. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. Já solta o bogari mais doce aroma. o poema em questão já se aproxima do parnasianismo. Também meu coração. Sejam vales ou montes. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. Do tamarindo a flor abriu-se. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. Correm perfumes no correr da brisa. lago ou terra. Jatir. 4 GABARITO 9.

as obras: a) Senhora e Lira dos Vinte Anos. ( ) Uma das formas com que Alencar conciliou a impossibilidade de união entre os dois grupos distintos. Unifor-CE Nossos primeiros escritores nacionalistas – Gonçalves Dias e José de Alencar entre eles – voltaram seus olhos sobre nossas raízes históricas-culturais.Romantismo Avançar .Juca Pirama e O Guarani. o marginal e o burguês. b) nos romances urbanos da primeira fase de Machado de Assis. os aspectos estéticos e os históricos ligaram-se de modo especialmente estreito e original: entre nós. colocando na mesma mulher as imagens de virgem. O romance Lucíola. UFF-RJ Assinale o fragmento que não corresponde ao indianismo romântico: a) “As leis da cavalaria no tempo em que floresceu em Europa não excediam por certo em pundonor e brios à bizarria dos selvagens brasileiros. dignos de alta expressão literária. como na força incompreensível de uma natureza constantemente mutável em seus fenômenos. mulheres feiticeiras. ( ) Observa-se neste romance a atitude romântica de eleger a prostituta como centro da narrativa. encontrar-se-á nos antigos costumes desses povos [indígenas]. e menos ainda para que apaixonados declamemos contra selvagens que por direito natural defendiam a sua liberdade. como nunca ouviste falar de outro: guerreiros diabólicos. Uberlândia-MG Existem diferenças básicas entre a paisagem retratada pelos árcades e a paisagem retratada pelos românticos. buscando nelas aspectos heróicos. e) I . e) “O maravilhoso. para os itens verdadeiros. b) Quincas Borba e Os Escravos.” (Ferdinand Denis). e) na ficção regionalista e indianista de José de Alencar. o Romantismo deu expressão à consolidação da Independência. tão necessário à poesia. c) A paisagem romântica reflete os sentimentos do eu-lírico. U. b) “Não há hoje a menor razão porque desconheçamos a importância da parte indígena na população do Brasil. e F. Escolha a alternativa correta que define essas duas paisagens: a) A paisagem romântica é amena e monótona e a paisagem árcade é sempre graciosa e fulgurante. Lúcia. uma criação recriada. de Maria da Glória e da cortesã. d) A paisagem árcade é mais visual enquanto a paisagem romântica só é perceptível através da leitura. e isto basta para não ir buscar entre as tribos vencidas os títulos da nossa personalidade literária. alheia ao eu-lírico.” (Gonçalves Dias). à afirmação de uma nova Nação e à busca das raízes históricas e míticas de nossa cultura – características que se encontram amplamente: a) na poesia de Gonçalves de Magalhães influenciada pela de Gonçalves Dias. enquanto a paisagem árcade é harmoniosa.10.. d) na lírica confidencial de Álvares de Azevedo e de Casimiro de Abreu.” (Machado de Assis). um gênesis americano. c) “Imaginei um poema. 5 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) nos romances de costumes de Joaquim Manuel de Macedo. sapos e jacarés sem conta: enfim. de José de Alencar permite entrever várias características do Romantismo: ( ) Observa-se uma preocupação em não ferir o tradicionalismo e as convenções familiares da época. procurando justificar suas dores e compreendendo o tipo de vida que levava. foi trabalhar a dualidade.” (José de Alencar).” (Gonçalves de Magalhães). realçando seus preceitos e preconceitos. 13. c) Ressurreição e O Navio Negreiro. b) A paisagem árcade é bucólica e a paisagem romântica é ainda mais bucólica. respectivamente. ( ) O amor é visto unicamente sob o aspecto da sexualidade e apresentado como uma mera satisfação de instintos animais. independência e as terras que ocupavam. UFSE No período romântico brasileiro. 14. d) “É certo que a civilização brasileira não está ligada ao elemento indiano nem dele recebeu influxo algum. devido aos exageros do eu-lírico. para os falsos. ( ) O romance Lucíola ambienta-se na época do autor e retrata os costumes da sociedade carioca do Segundo Reinado. dos dois autores citados. É o que se pode verificar quando se lêem. 11. UEGO Assinale V.F. 12.. uma Ilídia Brasileira. d) O Mulato e Canção do Exílio.

.. de ti. UFRS Leia o texto abaixo.. I. da sombra. Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas desse texto.. a mulher é freqüentemente . “Meia-noite soou na floresta No relógio de sino de pau.) Se é vate quem dos povos..Romantismo Avançar . de tudo....” (Laurindo Rabelo) III.. como termo de comparação capaz de expressar a intensidade dos seus sentimentos........ a) O amor – nacionalista – homenageada – a religião b) A pátria – sentimental – martirizada – o mito c) O amor – intimista – idealizada – a natureza d) A infância – histórica – divinizada – a Idade Média e) A morte – nacionalista – humilhada – a música 16... Se é vate quem do mundo o movimento Co’o movimento das canções governa.. é um tema dominante na poesia .. excita o pasmo.. “Uma das facetas do Romantismo é conceber o poeta como um gênio inspirado. As paixões vivifica... (... IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. “Se é vate quem acesa a fantasia Tem de divina luz na chama eterna.. b) Apenas II.. rainha da festa.. dono de uma sensibilidade extraordinária. A luz da aurora me intumesce os seios... c) Apenas I e II. sob o olhar apaixonado do poeta.. (... “Tenho medo de mim. identifique aquele(s) que expressa(m) a concepção acima....... Das folhas secas. nela. II e III. Da luz.. do silêncio ou vozes. e) I.. Se assentou sobre o grande jirau.. Das horas longas a correr velozes.... do chorar das fontes.” (Casemiro de Abreu) Quais exemplos correspondem à concepção citada? a) Apenas I.. d) Apenas II e III......” 6 Dos exemplos citados abaixo..15....” (Bernardo Guimarães) II. quando fala. E a velhinha. UFRS Leia o texto abaixo... de cunho romântico no Brasil. que usa ... Isso faz com que ele expresse suas idéias e emoções de uma forma original e seja capaz de revelar realidades inacessíveis ao homem comum.) O véu da noite me atormenta em dores..

as flores. b) juntamente com Diva e Iracema. Diogo. mas o casamento. achando boa terra e fresca a sombra. UEMS Assinale a única alternativa verdadeira sobre José de Alencar e sua obra Senhora: a) ainda que considerando romântico. mas embalde. quando parece que o tempo nunca poderá estancar o coração. o cristão tornara às praias do mar. mas agora longe de sua casa e de seus irmãos. numa tentativa de representar por completo o Brasil. escreveu romances indianistas e urbanos. a formosa filha do sertão com a volta do esposo reanimou-se. o outro uma paixão. o narrador caracteriza os diferentes tipos de amor que três personagens masculinas do romance sentem por Ceci. Mantida a seqüência. Outra vez sua graça encheu os olhos do cristão. 56. Neste excerto de O Guarani. O amigo e a esposa não bastavam mais à sua existência. c) Loredano / Peri / D. Mas basta um sopro do mar. Passava os já tão breves. José de. Lúcia Camargo que. se nasce da várzea porque o vento ou as aves trouxeram a semente. p. trabalha e consegue juntar os mil contos do dote para devolução. agora longos sóis. b) Loredano / Álvaro / Peri. após o casamento. onde havia construído sua cabana e onde o esperava a terna esposa. os trechos pontilhados serão preenchidos corretamente com os nomes de a) Álvaro / Peri / D. Diogo / Peri. O cristão amou a filha do sertão como nos primeiros dias. vê-se desprezado e humilhado pela esposa. e tremia de pensar que Iracema houvesse partido. d) Álvaro / D. De novo sentiu em sua alma a sede do amor. Com os olhos engolfados na imensidade do horizonte. buscava. Iracema. 1994. 18. não atingiu seu intento. FUVEST-SP “Assim. e) Alencar. “Logo após a vitória. após ser abandonada por Fernando Seixas. arrependido. ouvindo gemer o vento e soluçar as ondas. descobrir no azul diáfano a alvura de uma vela perdida nos mares. Como o imbu na várzea. Texto para as questões 19 e 20. d) Fernando. c) O enredo de Senhora baseia-se na história de uma moça pobre. Senhora completa a série considerada de perfis femininos que o autor utiliza para a composição da crônica de costumes brasileiros. …………… amava. As folhas lastram o chão. e) Loredano / D. assim. na praia. através da Senhora. filho da serra. O imbu. São Paulo: Scipione. recebe uma herança e vinga-se: “compra” de volta o ambicioso noivo. é desfeito. que apresentava três sentimentos bem distintos: um era uma loucura.17. e a alegria voltou a habitar em sua alma. José de.” ALENCAR. 7 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . A amizade e o amor o acompanharam e fortaleceram durante algum tempo. …………… desejava. era o coração do guerreiro branco na terra selvagem. para tudo murchar. Diogo. deixando ermo aquele sítio tão povoado outrora pela felicidade. Diogo / Peri. …………… adorava. já comprometido. Alencar revela traços realistas. sentia-se no ermo. o amor se transformava tão completamente nessas organizações*.” (*organizações = personalidades) ALENCAR. Mas breves sóis bastaram para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria. O Guarani. Como a seca várzea com a vinda do inverno reverdece e se matiza de flores.Romantismo Avançar . vinga. talvez um dia cope a verde folhagem e enflore. porém nunca se valeu da composição regionalista e. cheia de grandes desejos e nobres ambições. constrói uma personagem feminina sem tantas idealizações e já indica o caminho da crítica social. o último uma religião. leva-as a brisa. e sua beleza esmaltou-se de meigos e ternos sorrisos.

senão em vós se uniformara..19. se tens pena De quem morre por ti. As palavras “diáfano” e “alvura” referem-se a um mesmo nome.” (Adélia Prado) e) “Baixas do céu num vôo harmonioso! . a firmeza de permanecer em terra estranha. Angélica na cara! Isso é ser flor. A amizade entre Poti e Martim é reveladora do objetivo do autor de mostrar o colonizador como amistoso e cordial. sem qualquer conseqüência para o desenrolar da trama. e morre amando. e Anjo juntamente: Ser Angélica flor e anjo florente.” (Castro Alves) 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 08. como resposta.. UFBA Com relação à linguagem. 16. A comparação entre a várzea e a filha do sertão remete. respectivamente. pálida virgem. enquanto a segunda. Une nos lábios meus minha alma à tua!” (Álvares de Azevedo) b) “Anjos longiformes De faces rosadas E pernas enormes Quem vos acompanha?” (Vinícius de Moraes) c) “Anjo no nome. 21. 20. A oração “para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria” exprime a conseqüência da ação do tempo no estado de ânimo do guerreiro branco. a soma das alternativas corretas. para ambos. Dá vida em teu alento à minha vida. Dê. 02.” (Gregório de Matos) d) “Minha mãe cozinhava exatamente: arroz. O movimento da narrativa é retardado pela inserção desse episódio de reencontro entre Iracema e Martim. 04. Em quem. A ação se transfere das praias do mar para o seio da floresta.Romantismo Avançar . A atitude contemplativa de Martim pode ser considerada fortuita. 32. Os personagens atuam impulsionados por sentimentos que os levam à prática de atos grandiosos ou de ações aviltantes que os caracterizam. Quem és tu bela e branca desposada? Da laranjeira em flor a flor nevada Cerca-te a fronte ó ser misterioso! . onde ocorre o desfecho da história de amor de que trata o romance. 64.. de abstração do sentimento amoroso. 04. evidencia a fragilidade do amor do guerreiro por sua pátria e a resistência do imbu na várzea. O aproveitamento da fauna e da flora americana fixa e valoriza a cor local. a soma das alternativas corretas. Mas cantava. como resposta. 08. ambas com função revitalizadora. como heróis ou como vilões. A comparação presente no primeiro período do penúltimo parágrafo. já que a primeira dá idéia de concretude. UFF-RJ Na literatura. O trecho “os já tão breves. feijão-roxinho. fato inteiramente alheio à seqüência dos acontecimentos que constituem o enredo. 32. 02. agora longos sóis” contém idéias antitéticas que estão relacionadas com a mudança de estado de espírito experimentada pelo cristão. respectivamente.. O termo “embalde” expressa a incerteza da realização da ação de “buscava”. UFBA A leitura do fragmento e do romance de onde foi extraído permite afirmar: 01. seguindo uma tendência da época em que a obra foi escrita. A razão que leva a filha da floresta e o guerreiro branco a se exilarem justifica. Assinale a opção em que a visão da mulher não se enquadra nesta característica: a) “Ah! Vem. Dê. 64. 16. frágil e inatingível. à chegada do inverno e à volta do esposo. existe uma explicação adequada em: 01. A expressão “sede do amor” difere de sede de amor. molho de batatinhas. a visão romântica representativa da mulher é a de uma figura idealizada.

região tida por ele como a mais autenticamente brasileira. I. FEI-SP O Guarani foi publicado em 1857 e na época gerou uma grande repercussão. b) aponta para um tempo em que os indígenas recuperarão o território brasileiro e expulsarão os brancos e negros. 23. e sobretudo os répteis.22. e) Franklin Távora é considerado o criador da Literatura do Norte. b) Bernardo Guimarães foi o primeiro escritor regionalista brasileiro com o romance Ermitão de Muquém. e) I. de canela. UFRS Considere as afirmações abaixo. na sua apresentação inicial. referentes ao romance romântico no Brasil. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . FEI-SP Sobre o romance. c) defende a união entre negros e índios contra os colonizadores portugueses. O fragmento abaixo foi retirado do romance O Guarani. insere-se na linha primitivista da corrente romântica. e) pretende narrar a fundação de uma nova nação a partir da miscigenação entre brancos e indígenas. de Manuel Antônio de Almeida. são destacadas sua tez clara “como marfim” e sua beleza “branca”. Cefet-PR Assinale a alternativa incorreta sobre o Romantismo. A heroína de A Escrava Isaura. A Moreninha. d) Apenas II e III. Quais estão corretas? a) Apenas I.Romantismo Avançar . c) Apenas I e II. II. d) A Moreninha garante a Joaquim Manuel de Macedo o pioneirismo na prosa romântica brasileira. Uma das fontes de inspiração do romance Memórias de um Sargento de Milícias. d) reconstitui acontecimentos históricos verídicos do período inicial da colonização do Brasil. urataí e outras árvores aromáticas. de Joaquim Manuel de Macedo. “O índio. é possível afirmar que: a) projeta um futuro trágico para o Brasil. Leia-o com atenção e responda às questões 24 a 27. e) Gonçalves Dias. Peri não sofreria que uma vespa e uma mosca sequer ofendesse a cútis de sua senhora.” 9 GABARITO 24. é mestiça. III. e do outro as chamas que afugentariam os animais daninhos. por isso tomara todas essas precauções. a) O romance indianista de José de Alencar representa contestação política ao domínio português. é a novela picaresca espanhola. O autor desse romance é: a) Machado de Assis. circulou a alguma distância o lugar onde se achava Cecília. d) José de Alencar. II e III. c) O aproveitamento da linguagem do sertão é um dos traços marcantes da obra do Visconde de Taunay. em que as personagens vivem em contato constante com a natureza. e sugasse uma gota desse sangue precioso. 25. Desta maneira tornava aquele retiro impenetrável. c) José Lins do Rego. o fumo odorífero que se escapava das fogueiras afastaria até mesmo os insetos. de uma corda de pequenas fogueiras feitas de louro. de Bernardo Guimarães. porém. b) Álvares de Azevedo. antes de partir. o rio de um lado. b) Apenas II.

27. Zeca. c) Casimiro de Abreu. em que Seixas se mostrara mais preocupado. 104-6. d) Castro Alves. fatal. Uneb-BA “Quando Seixas convenceu-se que não podia casar com Aurélia. b) somente III está correta. O trecho descreve os conflitos entre o homem branco e o negro. c) A obra. p. Fernando disfarçou. 28. e até pareceu esquecer a sua observação. d) Os personagens são desprovidos de idealizações. especialmente para uma das gerações do Romantismo). na despedida ela disse-lhe: — A sua promessa de casamento o está afligindo. A mim basta-me o seu amor. São Paulo: FTD. não lhe pedi nada mais. Uma das obras em que podemos observar tal influência é Noite na taverna e seu autor foi um dos mais influenciados por Poe. Senhora: perfil de mulher. típico desfecho da narrativa romântica. II. mas o seu procedimento o indignava. UEMS 10 “Maldição baudelaire macalé luiz melodia/ quanta maldição/ o meu coração não quer dinheiro/quer poesia/ baudelaire e macalé luiz melodia/ rimbaud a missão/ poeta e ladrão/ escravo da paixão sem guia/ edgar allan poe tua mão na pia/ lava com sabão/ tua solidão/ tão infinita quanto o dia/ vicentinho van gogh luiza erundina/ voltem pro sertão/ pra plantar feijão/ tulipas para a burguesia/ baudelaire macalé luiz melodia/ waly salomão/ itamar assumpção/ o resto é perfumaria” BALEIRO. b) Aurélia Camargo. O autor pretende demonstrar a inferioridade do indígena brasileiro frente ao colonizador europeu. já lho disse uma vez. Em sua música “Maldição”. na narrativa. a moça não insistiu. o autor procura valorizar as origens do povo brasileiro e transformar certos personagens em heróis. é verdadeira a afirmativa: a) O personagem Seixas revela-se guiado por sentimentos nobres. eu lha restituo. GABARITO 29.” ALENCAR. A descrição do amor que Peri nutre por Ceci visa a criar uma imagem idealizada do índio brasileiro. enfocados como pessoas comuns. e) poemas históricos. Zeca Baleiro menciona Edgar Allan Poe (grande influência para muitos escritores brasileiros. Essa tendência é típica do: a) romance urbano. d) poemas épicos. José de. é correto afirmar que: I. In: Vô imbolá. e) II e III estão corretas. c) romance indianista. Aurélia percebeu imediatamente a mudança que se havia operado em seu noivo. e) A obra apresenta o final feliz. quanto à relação amorosa. Uma noite porém. FEI-SP Em O Guarani. e) Olavo Bilac. Referimo-nos a: a) Álvares de Azevedo. revoltou-se contra si próprio. e inquiriu do motivo. Voltar Língua Portuguesa . vê com naturalidade o casamento de conveniência. b) Gonçalves Dias. FEI-SP A propósito do trecho transcrito. Não se perdoava a imprudência de apaixonar-se por uma moça pobre e quase órfã.Romantismo Avançar . d) I e III estão corretas. IMPRIMIR Considerando-se o fragmento inserido no contexto da obra.26. enquanto romântica. valentia e brio. Fernando. a) somente I está correta. imprudência a que pusera remate o pedido do casamento. c) I e II estão corretas. 1999. o papel da mulher fraca. sem força de vontade. O rompimento deste enlace irrefletido era para ele uma coisa irremediável. desempenha. desde que mo deu. III. com traços do caráter do “bom selvagem”: pureza. 1992. b) romance regionalista.

Voltar Língua Portuguesa . No arco que entesa Tem certa uma presa. São Paulo. meu filho. d) realização de poemas lírico-amorosos. Só pode exaltar. Se o duro combate Os fracos abate. [s/d]. E pois que és meu filho. Amá-la. sem ousar dizer que amamos. aos bravos. Rio de Janeiro: José Aguilar Ltda. 11 GABARITO Identifique o momento literário a que pertence o poema Canção do Tamoio. Gonçalves. temendo roçar os seus vestidos. c) Modernismo.” DIAS. As armas ensaia. d) Naturalismo. 1959. Poesia Completa. A vida é combate Que os fracos abate. sem lhe ouvir..Romantismo Avançar . UFF-RJ As estrofes abaixo. valorizando o idioma nacional. representam um momento da literatura brasileira em que se buscou. Só teme fugir. p. seus pensamentos. b) forte subjetivismo. IMPRIMIR A característica que situa o fragmento dentro da poética romântica é: a) evasão no espaço. revelando uma visão pessimista da vida. b) Realismo. c) idealização do amor. Não chores. Condor ou tapir. a quem se adora. transcendendo os limites da vida física. Poemas de Gonçalves Dias. Só pode exaltar. os bravos. sem que se veja.30. Valente serás. Viver é lutar. sem poder fitar seus olhos. 372. e) Romantismo. junto à natureza. “Não chores. que a vida É luta renhida. Segui-la. Compr’ender. Que os fortes. Brasão dos tamoios Na guerra e na paz. através do sentimento nativista. Penetra na vida: Pesada ou querida. 31. UFF-RJ O sofrimento amoroso é freqüente nas obras dos poetas românticos. a) Barroco. conduzindo o eu-lírico à depressão. especialmente nos índios e em sua civilização. Viver é lutar. inspiração em elementos nacionais. Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. Meus brios reveste. Aos fortes. Arder por afogá-la em mil abraços: Isso é amor. Quer seja tapuia. partes do poema Canção do Tamoio. e desse amor se morre!” DIAS. Sê duro guerreiro Robusto. Gonçalves. transportando o eu-lírico para um lugar ideal. E. Cultrix. Tamoio nasceste. como se pode observar abaixo: “Se Se Morre de Amor! Sentir. fragueiro. e) idealização da mulher.

. Essa exaltação dos recursos alimentares do país.. independente do julgo da metrópole portuguesa. durante o inverno europeu. a) Que sentido têm as sucessivas mudanças de nome do protagonista no romance? b) Qual o papel das notas explicativas nesse romance? Do que elas tratam em sua maior parte? c) Como o romance e suas notas tratam o ritual antropofágico.... e) I.São redomas de vidro que tudo pode quebrar. por obra de qualquer descuido.. UFMS Considerando a leitura do romance Inocência. UFRS Leia o texto abaixo. aliás uma opinião estendível a outras mulheres em idade casadoura. III.. De acordo com a narrativa... uma vez que. e) Senhora – adolescente – ascensão social. Durante um almoço.. Pereira enaltece a fartura do Brasil. de José de Alencar. d) Senhora – adolescente – enriquecimento material. d) Apenas II e III... experimentando.... meu Deus.. tanto a casa de Mariz. mais precisamente no Rio de Janeiro.Romantismo Avançar . Às descrições da natureza típica do cerrado brasileiro.. conflito que traz para a cena do romance o soldado Cirino.. em especial a francesa. um processo gradativo de . ao ouvir de Meyer notícias sobre a morte de pessoas. 08. que se apaixona pela bela sertaneja. é um reflexo da busca e aclamação dos elementos constitutivos de uma nação brasileira.. sob a influência das culturas européias.. Unicamp-SP Em Ubirajara. as personagens indígenas – Peri e Iracema – morrem em circunstâncias trágicas. Segundo Pereira: “Ih. de José de Alencar. 33. uma . do Visconde de Taunay.. c) Apenas I e II... assinale a(s) alternativa(s) correta(s). 12 Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto acima. Apesar do afeto que Pereira sente pela filha. quanto os Aimorés. Em Iracema. a partir daí.. à míngua. tentanto tirá-la dos braços de seu amado. sinônimo dos recursos naturais do Brasil. b) Apenas II.. Quais estão corretas? a) Apenas I. a guardiã do “segredo da jurema” abandona sua tribo para seguir Martim. II..... No romance . Em O Guarani. UFRS Leia as afirmações abaixo sobre os romances O Guarani e Iracema. I. palco da história do amor de Inocência e Meyer.... a) Lucíola – cortesã – purificação espiritual... são ressaltados aspectos pitorescos do sertão brasileiro. c) Lucíola – aristocrata – degradação moral.. José de Alencar propõe uma interpretação de Brasil em que o índio exerce um papel central.. representante dos valores lusitanos.. pode pôr a perder a honra familiar. mulheres numa casa.... Em O Guarani e Iracema. misturam-se cenas da Guerra do Paraguai. é coisa de meter medo. o homem branco por quem se apaixonara. que retratam o lado negativo da terra americana.32.. ela é motivo de constante preocupação para o pai.. 01.. são destruídos.” 04. b) A Pata da Gazela – camponesa – degeneração física. tal como em Iracema e em O Guarani. Essa comparação visa a demonstrar a superioridade do modo de vida na corte e a pobreza e a ignorância do sertanejo. na certeza de que serão vingadas. II e III. apaixona-se por um provinciano recém chegado ao Rio de Janeiro... 02.. 34. no empenho de construir uma visão do período pré-cabralino? 35. em contraste com a vida na corte... IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

. servindo como porta-voz direta das críticas do autor aos valores burgueses. trata-se de caso de exceção na ficção do autor. III. ( ) Ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império.36. os campos e as matas. uma vez que o restante de sua obra romanesca é dedicado à reelaboração das origens históricas do país ou à apresentação romântica de cenários regionais. A abordagem desse tema é integralmente feita de acordo com o padrão romântico na literatura brasileira? Justifique a resposta. iniciando-se a narrativa com as recordações da infância de Aurélia. Está correto somente o que se afirma em: a) I. b) II. infante ainda. UFPR Sobre o romance Senhora. Aqui. Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!” Casimiro de Abreu. não. Fernando passa por uma transformação que o redime de suas atitudes iniciais. ligado por laços afetivos sinceros. é correto afirmar. II. Não foi na cidade. Para responder às questões 37 e 38. e. ( ) Em sua trajetória ao longo da narrativa. 13 “Nasci no campo. Aurélia recusa-se a utilizar-se do dinheiro para alcançar seus objetivos. Ao tratar desse tema. Obras completas. de José de Alencar. Mas. e ao desprender-me das faixas infantis. p. o texto segue o padrão literário romântico? Justifique a resposta. nada. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso). com suas palavras. senti a brisa da praia brincar com meus cabelos e o vento da montanha trazer-me de longe o perfume das florestas. vi quase ao mesmo tempo o céu e o mar. UFRJ O texto de Casimiro de Abreu apresenta um tema relevante no Romantismo: a infância. ao saltar do berço. ( ) Escrito na forma de um relato de memórias da protagonista. 37. os costumes. Que deliciosa vida aquela! Como eu corria por aqueles prados! Que colheita que fazia de flores! Que destemido caçador de borboletas! Ah! meus oito anos! Quem me dera tornar a tê-los!. ( ) Até o final do romance. o autor consegue sustentar a atenção dos leitores. com suas palavras. o romance apresenta os fatos do enredo em ordem cronológica. c) III.” ABREU. foi ao ar livre. leia os textos a seguir: “Meus oito anos Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida. UFRJ Associado ao tema da infância. o que o opõe aos autores da geração literária que sucedeu à sua. a personalidade. e confesso francamente que a palmatória não me deixou grandes saudades. onde se morre abafado. 1965. possa encontrar sua felicidade. o texto de Casimiro de Abreu aborda ainda outro tema significativo na literatura romântica: a relação entre o homem e a natureza. ocultando habilmente as razões que levaram ao desentendimento entre os protagonistas. diferentemente do que ocorre na obra de Gonçalves Dias. não queria. O autor valeu-se de uma narrativa. oferecendo condições para um desfecho feliz ao lado de Aurélia. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) I e II.Romantismo Avançar . mas não deixou de explorar sistematicamente recursos típicos da linguagem poética. Rio de Janeiro: Edição de Ouro. Ao apresentar esta obra como “lenda do Ceará”.. de José de Alencar: I. o autor já indica a combinação que fará entre elementos históricos e fantasia. Casimiro de. ( ) Heroína romântica.. e) II e III. GABARITO 39. não.. aos oito anos ia eu para a escola. 203. ( ) A transação que resulta no vínculo entre Aurélia e Fernando acaba por permitir que outro casal. os valores e a cultura do índio real estão fielmente retratados. mas divididos por razões econômicas. 38. ( ) A escassez de detalhes descritivos e a incorporação de elementos da cultura popular são algumas das características fundamentais do estilo de Alencar. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações sobre o romance Iracema.

o anão que vigia Inocência o tempo todo. levando-o a acobertar a fuga dos amantes da ira de Manecão. O brasão escondido de Loredano e sua devoção a Dom Antônio de Mariz são exemplos da presença do medievalismo na literatura romântica. focalizado em primeira pessoa. como também as relações do homem com essa mesma natureza. 01. no entanto. Tico. quitação. b) Aurélia Camargo. por promessa de seu pai. salva Peri da morte. visto que resulta de acordo no qual as aparências sociais devem ser mantidas. Dê. 42. como resposta. Inocência é noiva de Manecão. A jovem. porque. resgate. como resposta. a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e. PUC-SP A questão central proposta no romance Senhora. é a do casamento. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse. c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma. de tendência sertanista.40. V. em oposição à vilania e à maldade. 16. A ação do romance. preterida por Fernando Seixas. assinale a(s) alternativa(s) procedente(s). 04. o pitoresco da paisagem sertaneja recebe especial atenção do narrador: os elementos da natureza são descritos minuciosamente. a austeridade do pai de Inocência é quebrada pela intensidade do amor que a filha devota a Cirino. o romance estrutura-se em quatro partes: preço. A elevação de sentimentos e nobreza de caracteres. III – “A Bandeira”) é representativa da tese de Rousseau sobre a bondade natural do selvagem. posse. o amor tudo vence. de José de Alencar. 02. reforça a grandeza do índio Peri. e) O romance gira em torno de intrigas amorosas. Unioeste-PR Com respeito à leitura de O Guarani. em termos históricos. 32. cuja linguagem possui os elementos necessários para a descrição da paisagem do interior brasileiro. além de explorar o conflito amoroso próprio da vertente romântica. transcorre no século XVII. Dê. 16. O tom confidencial da narrativa.Romantismo Avançar . é correto afirmar que: 01. uma espécie de curandeiro ambulante que tenta salvá-la da febre. d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro. inclusive através de nomes científicos em notas de rodapé. intitulado “Loura e Morena”. 64. indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance. apesar do autor ter escrito a obra na segunda metade do século XIX. nele. 04. a soma das alternativas corretas. 08. mas. A natureza age como mediadora: o óleo da cabuíba. apaixona-se por Cirino. como um bálsamo poderoso. 02. compra-o e ele contumaz caça-dote. no cap. é ilustrada através da oposição entre Cecília e Isabel. 08. Considerando a obra como um todo. A descrição que o narrador faz de Álvaro (cap. de Visconde de Taunay. é um romance regionalista. a soma das alternativas corretas. por isso. incorporado a uma atmosfera metaforicamente medieval. UFMS Sobre o romance Inocência. Pereira. com final feliz. A apresentação que o narrador faz do rio Paquequer registra um típico processo de animização. 41. de desigualdade econômica. é um dos tipos humanos descritos por Taunay que dá à narrativa um colorido especial.

No texto de José de Alencar. c) romantismo indianista. tinha decorado para os dramas majestosos dos elementos. Antônio de Mariz. 1994. José de. “(.. São Paulo: Scipione.) Havia a necessidade de auto-afirmação da Pátria que se formava. construída sobre uma eminência e protegida de todos os lados por uma muralha de rocha cortada a pique.. (. Nas ondas da escravidão.. Entretanto. o lugar que acabamos de descrever estava deserto e inculto.Romantismo Avançar . Que no soçobro infinito Abriste a vela ao trovão. que tinha os cabelos mais negros do que a asa da graúna. d) bucolismo neoclassicista. 125. São Paulo: Scipione.) pertencia a D. a comunidade dos escravos que resistiram ao cativeiro. ler o texto que segue.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . p. b) sentimentalismo realista. No ano da graça de 1604. Instrução: Para responder às questões 45 e 46. a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu. sublime artista. que corria no meio das arcarias de verdura e dos capitéis formados pelos leques das palmeiras. Tudo era grande e pomposo no cenário que a natureza. temos uma das formas significativas do nacionalismo. Mais rápida que a ema selvagem.. (.” ALENCAR. em que o homem é apenas um simples comparsa. b) O estilo e o elemento histórico remetem ao autor de Navio Negreiro e Vozes d’África. com versos de sete sílabas que cumprem um padrão de rimas. e mais longos que seu talhe de palmeira. identificou-se plenamente com a causa dos abolicionistas.. Iracema.’” NICOLA.43. da grande nação tabajara.) florestas virgens se estendiam ao longo das margens do rio. “Após a independência. c) Essa estrofe é uma oitava. a virgem dos lábios de mel. e a civilização não tivera tempo de penetrar o interior. d) A expressão “barca de granito” é uma metáfora de “Palmares”. alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. via-se à margem direta do rio uma casa larga e espaçosa. p. fidalgo português cota d’armas e um dos fundadores da cidade do Rio de Janeiro. e) São versos típicos de uma poesia que. Solta a flâmula agitada aos uivos da marujada. a cidade do Rio de Janeiro tinha-se fundado havia menos de meio século. nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.. mal roçando. romântica e exaltada. 10. o tema e o sentimento predominante indicam tratar-se de versos de Álvares de Azevedo. a nova nação ‘precisava ajustar-se aos padrões de modernidade da época. onde campeava sua guerreira tribo. sintetizado pelo: a) realismo naturalista.) A habitação (.” Está incorreta a seguinte afirmação sobre a estrofe acima: a) O tom. E provocaste a rajada. O pé grácil e nu. José de. século XIX. Cefet-RJ “Iracema. Unifor-CE “Palmares! A ti meu grito! A ti. 15 44. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias.. e) nativismo modernista.. 1998. O favo da jati não era doce como o seu sorriso.. barca de granito.

que é a protagonista da obra. Como a lua no mar e o som das ondas… Mas pranteia uma eterna monodia. Lira dos vinte anos.. da ideologia dominante.. Memórias de um sargento de milícias está totalmente de acordo com as características do momento.... de José de Alencar. possui pouco valor como documentário ou crônica de uma época.” Memórias de um sargento de milícias. a) O Guarani – irmão – mitifica b) Iracema – tutor – critica c) O Guarani – pai – representa d) Iracema – tio – retrata e) Ubirajara – progenitor – rejeita 46. 16 “Ossian o bardo é triste como a sombra Que seus cantos povoa. por exemplo. Parece-me que vou perdendo o gosto. só algum mal-intencionado poderia notar em casa de Vidinha uma certa fartura desusada na despensa.. é correto afirmar: a) Memórias de um sargento de milícias... GABARITO 47. . através da fundação daquela que se tornaria a sua capital....... UEMS “O major tinha razão: o Leonardo não parecia ter nascido para emendas. Vem tu agora. muito respeitados pela segunda geração romântica. d) a recusa dos autores estrangeiros manifesta o projeto nacionalista típico da segunda geração romântica brasileira.... c) A crítica vê em seu romance um caráter regionalista... IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa ...Romantismo Avançar . ...... d) Escrito na época do Romantismo. em relação ao processo de .. Tem na lira do gênio uma só corda.. a) rejeita – pessimista – adaptação b) redimensiona – inovadora – rejeição c) enaltece – ufanista – conformação d) idealiza – conservadora – rejeição e) recupera – comprometida – adaptação Texto para a questão 47...... Álvares de.. PUC-RS A obra em questão .. própria da ironia romântica. e) Não há como negar o tom realístico do qual se carrega a narrativa.. Com base no texto acima. Fibra de amor e Deus que um sopro agita: Se desmaia de amor a Deus se volta. Durante o primeiros tempos de serviço tudo correu às mil maravilhas.. foi o primeiro escrito no Brasil. como se pode observar..... (…)” AZEVEDO... mas isso não era coisa em que alguém fizesse conta... PUC-RS O Brasil português revela-se no trecho da obra . a) o eu-lírico manifesta tanto seu apreço quanto sua insatisfação em relação aos escritores que evoca.... c) o eu-lírico rejeita a literatura e os demais poetas porque se identifica inteiramente com a natureza. A personagem referida...... Se pranteia por Deus de amor suspira........ é correto afirmar que.. nele. o passado histórico por meio de uma visão ... à cultura europeizada por que passa Peri.45.. O Lamartine É monótono e belo como a noite. e) Lamartine é criticado por sua irreverência para com Deus e a religião.. exprime-se na métrica irregular dos versos.. b) a dispersão do eu-lírico.... poeta ardente Que ilumina o clarão das gotas pálidas Do nobre Johannisberg! Nos teus romances Meu coração deleita-se… Contudo....... 48. de Manuel Antônio de Almeida.. FUVEST-SP Considerando-se este excerto no contexto do poema a que pertence (“Idéias íntimas”). evidenciado na linguagem simples e na representação de pessoas comuns. Basta de Shakespeare.. b) Romance de Manuel Antônio de Almeida. Fantástico alemão..... o poder e a audácia dos novos habitantes.... de Cecília..

a) A Moreninha – realista – desigualdade. p..Romantismo Avançar . que evitava o ataque dos colonos degradados aos senhores da terra e à liberdade dos índios. 17 49.. Fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia: era a cobiça disfarçada com pretextos da religião. No texto.. convertendo os índios.. 50. e) Lúciola – regionalista – diversidade.... que buscavam no Brasil a redenção de seus pecados. d) ressalta a concordância a que os capitães da frota de Pedro Álvares teriam chegado. UFF-RJ A visão de Gonçalves Dias no texto: a) reforça a posição dos brasileiros que desejam comemorar os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil. Gonçalves....As questões 49 e 50 referem-se ao seguinte texto: “O primeiro navio destacado da conserva para levar a Portugal a notícia do descobrimento do Brasil. que se dedicavam intensamente à causa da conversão do indígena brasileiro.. Gonçalves Dias afirma que “fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia” porque aquela história: a) seria produzida por pessoas moralmente condenáveis. bem como criou romances de tendência .. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... c) recusa a idéia da violência que teria caracterizado a colonização portuguesa no Brasil. e) valoriza e confirma a iniciativa de alguns órgãos de imprensa que celebram a conquista portuguesa como fator importante para nosso posterior desenvolvimento como nação... 1867. como se esta tivesse sido um evento relevante e benéfico para os habitantes de nossa terra. eram colonos degradados.. cometera a violência de arrancar de suas terras. sem que a sua vontade fosse consultada. UFF-RJ Índice é tudo aquilo que indica ou denota uma qualidade ou característica especial.. b) seria conduzida por personagens da mais alta idoneidade moral.. que alegavam razões religiosas para seus atos. contra a vontade deles. do país através de temas nacionais configura-se como um dos aspectos mais significativos do Romantismo brasileiro.... como se a esquadra de Pedro Álvares não houvesse enviado dois índios a Portugal.. e com instâncias ao rei de Portugal para que por amor da religião se apoderasse d’esta descoberta.. mas que eram movidas pela ganância. 274.. A preocupação em retratar a .. b) insere-se no contexto do Romantismo. condenados à morte ou espíritos baixos.. c) seria arquitetada por colonos degradados. que busca ressaltar os aspectos negativos da colonização portuguesa. d) seria derivada da cobiça disfarçada com pretextos da religião. José de Alencar retratou. como elemento motivador para um distanciamento e uma diferenciação em relação a Portugal.. 4º trim. d) O Moço Loiro – realista – complexidade.. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para se redimirem. era o ataque aos senhores da terra... à liberdade dos índios. b) Senhora – abolicionista – simplicidade. em obras como ..... . ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para darem largas às depravações do instinto bruto. como se o consenso de todos estes comandantes justificasse a atitude de enviar os dois índios ao rei português. contextos e temáticas urbanas.. PUC-RS Além dos romances históricos e/ou indianistas. condenados à morte.... e) seria causada pelos condenados à morte... c) A Escrava Isaura – regionalista – diversidade.. a dois índios. ato contra o qual se tinham pronunciado os capitães da frota de Pedro Álvares. 51.” DIAS. apesar do tom artificial de alguns romances. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro..

o personagem principal. Nosso céu tem mais estrelas. mas revela. é correto afirmar que: 01. b) se trata de um soneto clássico que celebrizou o poeta como um dos mais importantes do Romantismo brasileiro.Romantismo Avançar . como resposta. As aves. 53. e) fuga romântica para o sonho. tornando a obra uma espécie de crônica da época. característica das classes de alta cultura e condição social confortável.52. o narrador interrompe com freqüência a narrativa.” AZEVEDO. UFRS Leia as estrofes seguintes. é filho de Leonardo Pataca e de Maria da Hortaliça. d) as estrelas e as flores. e) os versos da última estrofe acentuam o sentimento do exílio e expressam o desejo do poeta de morrer em Portugal. d) aversão dos românticos à natureza. A teus raios divinos me abandono. Leonardo. 02. Nossas várzeas têm mais flores. a comadre. torna-se sargento. ó minha lua. UFMS Com relação às Memórias de um Sargento de Milícias. é um romance urbano que apresenta grande variedade de tipos humanos (a parteira. b) tendência romântica ao misticismo. Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá. aproximando-a da estética realista. um aventureiro. capazes de atos de bravura e coragem. que mais tarde se casa com Vidinha e. c) é um canto de amor à pátria e teve alguns dos seus versos incorporados à letra do Hino Nacional.) Não permita Deus que eu morra. (. 08. contrariando as convenções literárias da época. “Minha terra tem palmeiras.. Neste excerto. o chefe de polícia) e os problemas morais e sociais do Rio de Janeiro sob o reinado de D. 04. c) melancolia romântica. “Luar de verão”. Onde canta o Sabiá. é um anti-herói. 16. João VI. a soma das alternativas corretas. FUVEST-SP “Teu romantismo bebo. Sem qu’inda aviste as palmeiras. o barbeiro. fruto de “uma pisadela e de um beliscão”. 54. Onde canta o Sabiá. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Leonardo. Nossos bosques têm mais vida. Não gorjeiam como lá. Nossa vida mais amores. extraídas do poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias. Essa atitude do eu-lírico manifesta a a) ironia romântica.” 18 Em relação à Canção do Exílio é correto afirmar que: a) exalta a natureza brasileira em sua fauna e sua flora. o compadre.. que previa heróis moralmente elevados. referidas na segunda estrofe. por méritos próprios. o Romantismo. Lira dos vinte anos. Dê. que aqui gorjeiam. Sem que eu volte para lá. uma das características da obra é a utilização da linguagem oral. Torno-me vaporoso… e só de ver-te Eu sinto os lábios meus se abrir de sono. desinteresse e tédio. comentando as ações dos personagens. o eu-lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala. de imediato. o personagem central. destacando-se pela temática regionalista. Álvares de. simbolizam a falta de preocupação com os problemas do período colonial.

d) insegurança amorosa. b) à tendência romântica para a utopia. 56. é incorreto afirmar que ele pertence: a) ao projeto nacionalista romântico. guerreiros valentes! Seu nome lá voa na boca das gentes. expressa num detalhismo quase realista..)” DIAS. U.. que. Gonçalves. São rudos. 311 19 Reflita sobre as tendências da poesia romântica indianista e assinale a alternativa que não confirma a visão idealizada do poeta em relação ao indígena brasileiro: a) O índio de Gonçalves Dias ganhou o tom dos valorosos cavaleiros medievais e reafirmou o sentimento nacionalista de nosso Romantismo. de Álvares de Azevedo. a: a) idealização da amada. b) projeção da própria morte. nos ânimos fortes. e) A poesia romântica indianista resgatou o passado histórico do Brasil e valorizou a bravura de seus habitantes naturais. sedentos de glória.. UFMG Em relação ao poema “Canção do exílio”. Literatura brasileira em curso. b) “I-Juca-Pirama” expressa o nacionalismo de seu autor. a um tempo temida e desejada. UFSE “Quando junto de ti sinto às vezes Em doce enleio desvairar-me o siso. mas da lágrima em troca eu temo um riso!” Na estrofe acima. Dirce.Juca -Pirama No meio das tabas de amenos verdores. p. d) O poeta romântico transformou o silvícola em um dos símbolos da autonomia cultural e da superioridade da nação brasileira. 1969. de Gonçalves Dias. Rio de Janeiro: Bloch. I. de glória e terror! (. já cantam vitória. Alteiam-se os tetos d’altiva nação. c) à temática romântica da nostalgia. solene e distante. Cercadas de troncos – cobertos de flores. São muitos seus filhos. 57.F.Romantismo Avançar .55. In: RIEDEL. por temor de que a realidade rechace o devaneio lírico. Já meigos atendem à voz do cantor: São todos Timbiras. severos. atribuiu-lhe também alguns distúrbios de personalidade. Temíveis na guerra que em densas coortes Assombram das matas a imensa extensão. incorporando-as ao orgulho nacional. ao idealizar a coragem e o heroísmo do índio brasileiro. c) sátira impiedosa. Nos meus olhos incertos sinto lágrimas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . pela qual se rebaixa a linguagem ao plano do cômico. e) força material do cotidiano. Já prélios incitam. retratada como musa etérea..Juca-Pirama. Condão de prodígios. Vitória-ES Observe com atenção o fragmento abaixo: “I. c) O poema gonçalvino enalteceu e preservou as tradições indígenas brasileiras. d) à vertente romântica indianista. revela-se um traço forte de sua poesia.

CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. como resposta. o sonho. imaginação criadora. Meus tristes lábios imprimi ardentes Sua imagem divina ter no peito. linguagem coloquial. Conforme os versos transcritos. de Castro Alves. E essas violetas inodoras. presentes no poema. “rompeu a tela”. 08. b) Filiado ao Simbolismo. e) As marcas do erotismo.” Vocabulário: Tapuia – identificação dada a tribos inimigas. É uma estampa No meu peito na vida e no sepulcro. b) os índios estão em guerra contra os tapuias. De bela adormecida. Nos lábios frios comprimir chorando.58. é um conjunto de poemas que apresentam: 01. exaltação da natureza. c) a covardia é o único sentimento a ser temido pelos fortes. a) quem erra o alvo precisa fugir da caça.Romantismo Avançar . Ponta Grossa-PR Espumas flutuantes. “Idéias Íntimas (fragmento) VII XIII Em frente do meu leito. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Quando louco. De fogos vagabundos acender-se… Se posso no viver sonhar com ela. Não poderei na sepultura. e) o bom índio se conhece pela qualidade do seu arco. “onde eu pintara”. murchas. confirmando a filiação do poema à estética simbolista. a presença da morte. Só teme fugir. E com a nívea mão recata o seio… Essa trança beijar de seus cabelos Oh! quantas vezes. No poento vidro que te guarda o sono! Álvares de Azevedo. o poema recorre a imagens nebulosas e sugestivas. “Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. Condor ou tapir. No arco que entesa Tem certa uma presa. tais como: ventura e tristeza. satanismo. 02. a) O idealismo. revelam o seu caráter romântico de segunda geração. d) quem não tem boa pontaria é excluído do grupo de guerreiros. da loucura e do sonho presentes no poema serão retomadas de maneira similar na poesia parnasiana. a imagem da mulher amada. “negro quadro”. 04. 16. criam efeitos sinestésicos. expressão de ideais românticos. Não encheste minh’alma de ventura. em negro quadro Havia uma outra imagem que eu sonhava A minha amante dorme. ideal mimoso. Tapir – anta. Santa Maria-RS Considere os versos de “Canção do Tamoio”.E. sedento e arquejante. característica primordial do Romantismo. Condor – ave semelhante à águia.F. U. 20 59. d) As referências ao universo da pintura. Quer seja tapuia. Dê. c) Ao dizer “É uma estampa/de bela adormecida”. ao menos. vida e morte. o poema denuncia sua familiaridade com relatos infantis. A rósea face Mas ela não o quis… rompeu a tela Parece em visos de um amor lascivo Onde eu pintara meus doirados sonhos. Texto para a questão 60. de Gonçalves Dias. U. (…) GABARITO 60. a soma das alternativas corretas.

F. e considerando a obra como um todo. As questões 62 e 63 referem-se ao fragmento abaixo: 21 “Iracema. b) Castro Alves – O Navio Negreiro – Romantismo. autor. d) é uma obra de teor nacionalista em que há uso da cor local. de José de Alencar.. UFMS Memórias de um sargento de milícias. d) Alencar justifica. consciente da sua missão de gerar a nova raça. 08. Apresenta-se. Juiz de Fora-MG A partir do fragmento acima. e) Castro Alves – Vozes d’África – Romantismo. Santa Maria-RS “Era um sonho dantesco.. c) Aluísio Azevedo – O Mulato – Naturalismo. Legiões de homens negros como a noite Horrendos a dançar. A obra pode ser classificada como um romance de costumes.” IMPRIMIR GABARITO Assinale a alternativa que identifica. c) a linguagem é um misto de narração e descrição lírica. 62. d) Álvares de Azevedo – Conde Lopo – Romantismo. a) Álvares de Azevedo – Noite na Taverna – Romantismo. uma vez que registra traços dos hábitos.a periferia do Rio de Janeiro. sentindo que se lhe rompia o seio. porém logo o choro infantil inundou sua alma de júbilo. a morte da terra virgem pela necessidade se implantar nela uma civilização. à elite de sua época. no romance. Iracema. o mestiço povo brasileiro. seja no espaço onde essas personagens circulam . Embora o romance esteja inserido entre as produções do Romantismo. Estreitou-se com a haste da palmeira. o nascido do meu sofrimento. a soma das alternativas corretas. Dentre as proposições abaixo.linguagem simples e direta -. título da obra e período literário dos versos citados. vulneráveis e desonestas.) – Tu és Moacir. dor e sofrimento.. Tinir de ferros. Dê. c) A expressão “nascido do meu sofrimento” pode ser lida como índice da origem violenta da formação social brasileira. A dor lacerou suas entranhas. seja no plano da forma . contrariando todo o desenvolvimento orientado pela narrativa. U. O tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho. estalar do açoite. como resposta. as mulheres são devassas. Em sangue a se banhar. 63. corretamente.representação de pessoas comuns. As personagens do romance pertencem à classe dominante. e vivem situações idealizadas. de Manuel Antônio de Almeida.. 64.. Voltar Língua Portuguesa .. não se pode negar o teor realístico do qual se carrega a narrativa. do povo que vivia no Rio de Janeiro no começo do século XIX.. tradições e falas de pessoas simples. assinale a alternativa incorreta: a) O amor entre Iracema e Martim desculpa simbolicamente a colonização. seja no processo de construção das personagens .” ALENCAR. buscou a margem do rio onde crescia o coqueiro. assinale a(s) correta(s) em relação ao romance em questão. foi uma obra inicialmente publicada em folhetins.61. na perspectiva do idealismo romântico. b) o sentimento amoroso justifica as duras ações colonizadoras.F. 02. um nítido contraste entre as personagens masculinas e as femininas: enquanto os homens se distinguem pela honestidade. entre os anos de 1852 e 1853. a coragem e a fidelidade. José de. a retidão de caráter. b) Iracema entrega-se a Martim sem resistência. características da estética romântica. de baixa renda e seus dramas cotidianos -. (. O desfecho da obra apresenta histórias de luto.Romantismo Avançar . é incorreto afirmar que: a) destaca o elemento indígena como a verdadeira origem do povo brasileiro. U. 01.. Juiz de Fora-MG Sobre o romance Iracema. a seu modo.F. 16. 04. U.

ainda. e) Apenas I e III estão corretas. por exemplo). Tomei o cadáver nos meus braços para fora do caixão. presente em grande parte da obra do autor. – era o anjo do cemitério! Cerrei as portas da igreja. personagens que confirmam o amor inatingível. c) I. ao contrário. o disfarce e o erro de identificação. da qual faz parte a peça O Noviço.65. despreza o nacionalismo e o indianismo. Saí.. sei apenas que a cabeça me escaldava de embriaguez. A alternativa que contém a seqüência correta é: a) F – V – V – V. o egocentrismo e o sentimentalismo. pode-se encontrar (Assinale V.. para os itens verdadeiros. Nessa obra. Desta forma. o amor platônico não é superado pelo amor físico. e F para os falsos) ( ) o predomínio da caricatura na concepção das personagens. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Pesava como chumbo. Abri-o: era o de uma moça. Dei um último olhar àquela forma nua e adormecida com a febre nas faces e a lascívia nos lábios úmidos. de José de Alencar e (F) para as que não se aplicam adequadamente ao romance: ( ) O autor coloca no centro do romance não mais um herói. III. baseada na exploração de tipos sociais facilmente identificados. e se redimem as transações vis repondo de pé herói e heroína. temas característicos da primeira geração romântica. As taças tinham ficado vazias na mesa: aos lábios daquela criatura eu bebera até a última gota o vinho do deleite. ( ) o Brasil Colonial como pano de fundo histórico-social. como o subjetivismo. o equilíbrio. Quando dei acordo de mim estava num lugar escuro: as estrelas passavam seus raios brancos entre as vidraças de um templo. eu ignoro por quê. ( ) uma vinculação nítida com o contexto romântico. eu achara abertas. “Uma noite. b) Apenas II e III estão corretas.. que se casa pelo dote. a punição do violão. Tematiza a morte. Uniube-MG Marque (V) para as declarações que estão de acordo com o romance Senhora. ( ) Nesta obra.” 22 Com relação ao fragmento acima. mas um ser venal inferior como é o caso de Seixas. Cefet-PR O excerto a seguir foi extraído da obra Noite na Taverna. que. uma vez que a resolução dos conflitos se encaminha para o final feliz e a conseqüente realização amorosa dos dois jovens e. a) Apenas I está correta. Acentua traços característicos da literatura romântica. naquela tez lívida e embaçada. Idealiza figuras imaginárias. as grinaldas da morte na fronte dela.. 66. direcionando-os para a vida religiosa.. e aqueles traços todos me lembravam uma idéia perdida. época em que a influência jesuítica foi decisiva na política. como o esconderijo. II e III estão corretas. ( ) Embora existam personagens más em seu romance (Seixas. b) V – V – F – F. parágrafo.. na economia e principalmente na educação dos jovens. em virtude da educação que recebera. Aquele branco da mortalha. gemendo ainda nos sonhos como na agonia voluptuosa do amor. Era uma defunta!. idealizado na literatura ultra-romântica. livro de contos escrito pelo poeta ultra-romântico Álvares de Azevedo (1831 – 1852). ( ) a utilização de recursos dramáticos considerados primários. demonstrando a ingenuidade e a simplicidade que permeiam a edificação da trama. Não sei se a noite era límpida ou negra.. rompido temporariamente. o vidrento dos olhos mal-apertados. As luzes de quatro círios batiam num caixão entreaberto. c) V – F – F – V. Assinale a alternativa correta. e após uma orgia.. sempre se salva a dignidade última dos protagonistas. acaba por restabelecer-se na medida em que o autor arranja uma solene redenção fazendo Seixas resgatar-se na segunda parte da história.. elas só o são aparentemente. d) Apenas I e II estão corretas. pois Alencar acredita que pode operar-se nesse caráter uma transformação capaz de restituí-lo gradualmente à sua natureza generosa.Romantismo Avançar . ( ) Este romance testemunha que Alencar crê nas “razões do coração” e se seu moralismo se abate sobre as mazelas de um mundo antinatural (o casamento por dinheiro). eu deixara dormida no leito dela a condessa Bárbara. mulheres incorpóreas ou virgens. 67. recursos ostensivamente colhidos nos romances de folhetim da época. no 1º. II. o que leva ao efeito cômico desejado.. afirma-se: I. d) F – V – V – F. UFGO Martins Pena foi o fundador da comédia de costumes do teatro brasileiro.

. ao substituir a musa virginal pela lavadeira entretida com o rol de roupa suja. e) no segundo. c) no primeiro.68. Mas cantou nesse instante uma coruja… Abri cioso a página secreta… Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!” GABARITO Os fragmentos acima são de Álvares de Azevedo e desenvolvem o tema da mulher e do amor. “Se eu morresse amanhã. a morte como alívio para o “mal-do-século”. apesar de haver um tom de humor e sátira. o poeta expressa as condições mais rasteiras de seu cotidiano. à aflição e à busca da solidão. a) no primeiro. d) no segundo. porém. viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã. a soma das alternativas corretas. a valorização de elementos ligados à natureza. o desajustamento do indivíduo ao meio social. Dê. A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã!” 23 Nele estão contemplados temas recorrentes em sua poesia e na estética romântica. E o eco ao longe murmurou — é ela! Eu a vi — minha fada aérea e pura — A minha lavadeira na janela! (…) Esta noite eu ousei mais atrevido Nas telhas que estalavam nos meus passos Ir espiar seu venturoso sono. não se caracteriza o rebaixamento do tema amoroso.E. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Fragmento II É ela! é ela! — murmurei tremendo. Vê-la mais bela de Morfeu nos braços! Como dormia! que profundo sono!… Tinha na mão o ferro do engomado… Como roncava maviosa e pura!… Quase caí na rua desmaiado! (…) É ela! é ela! — repeti tremendo. como: 01. a análise crítica e científica dos fenômenos sociais brasileiros. 04. o poeta confere ao tema amoroso tratamento idêntico ao verificado no primeiro fragmento. o dolorido afã. Sobre o leito de flores reclinada. Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! Que céu azul! Que doce n’alva Acorda a natureza mais louçã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã! Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória. em poesia simples. bucolicamente ingênua e inocente. 02. b) no segundo. com certeza. Comparando os dois fragmentos. 08. o poeta figura a mulher adormecida e a toma como objeto de amor jamais realizado. pastoril. Como a lua por noite embalsamada. como resposta. Ponta Grossa-PR “Se eu morresse amanhã”. é um dos poemas mais lembrados de Álvares de Azevedo. 69. manifesta-se o desejo de amar e a realização amorosa se dá plenamente entre os amantes. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 16. que conduz à dor. com desespero e pessimismo. atribui à mulher traços de idealização iguais aos do primeiro fragmento.Romantismo Avançar . podemos afirmar que. a exaltação de sentimentos pessoais. U.. Caracterizam duas faces diferentes da obra do poeta. PUC-SP “Fragmento I Pálida à luz da lâmpada sombria.

estabelecendo. detectado no sentimentalismo exagerado. embora o texto esteja em prosa.” Considere as afirmações abaixo sobre o comentário feito em relação à palavra ingenuamente na última frase do texto. c) Apenas III. de Manuel Antônio de Almeida. no qual está inserido o primeiro habitante do País. A linguagem do romance Iracema é altamente poética. extraído do romance Memórias de um Sargento de Milícias. E ingenuamente não sabemos se se poderá aplicar com razão ao Leonardo. porém. e em lamentos melodramáticos. c) se 2. como este último tinha querido quando foram para o Campo. Assinale: a) se apenas 2 e 4 estiverem corretas. ( ) na poesia saudosista. como a exaltação do pitoresco nacional. comparações sobre comparações. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . O narrador. ( ) em todas as vertentes da poesia de Gonçalves Dias.70. 2. UFGO A poesia de Gonçalves Dias pode ser dividida em três grandes vertentes temáticas: a indianista. O narrador aponta para a ingenuidade da personagem frente à vida e às experiências desconhecidas do primeiro amor. I. 24 GABARITO “Desta vez. uma interdependência entre paisagem e estado de alma. a história de amor entre Iracema e Martim e as manifestações de ódio das tribos tabajara e potiguara. ( ) na poesia lírico-amorosa. fruto do negro e do branco. não é dizer que vieram de braço. assim. que deforma os encantos da mulher amada. b) Apenas II. 4. o poeta demonstra acentuadas marcas do nacionalismo vigente no Romantismo. numa representação quase sempre épica. põe em dúvida o caráter da personagem e as suas intenções. provocados pelo sofrimento do amor irrealizado. predomina uma sensibilidade plástica singular. Luizinha e Leonardo.Romantismo Avançar . 72. em que se sobressai o tratamento exótico da natureza tropical. O narrador acentua o tom irônico que caracteriza o romance. foram mais adiante do que isso. UFRS Leia o texto abaixo. 3 e 4 estiverem corretas. De maneira simbólica ele representa o homem brasileiro. b) se apenas 2 e 3 estiverem corretas. as cenas de amor carnal entre Iracema e Martim são de tal forma construídas que o leitor as percebe com vivacidade. d) Apenas II e III. II e III. podemos dizer que: 1. II. por saber quem é Leonardo. 3 e 4 estiverem corretas. em Iracema temos o nascimento lendário do Ceará. A produção poética desse autor pode ser caracterizada da seguinte forma: ( ) na poesia indianista. 3. U. moldada por um cenário natural tipicamente brasileiro. a saudosista e a lírico-amorosa. 71. pode-se encontrar um ultraromantismo já convencional. Ela é o refúgio acolhedor e o ideal de evasão do eu-poético. o índio. Uberlândia-MG-Modificada Sobre Iracema. Moacir é o filho nascido da união de Iracema e Martim. Quais estão corretas? a) Apenas I. Alencar consegue belos efeitos lingüísticos ao abusar de imagens sobre imagens. a natureza tem um caráter expressivo e dinâmico. vieram de mãos dadas muito familiar e ingenuamente. porque tudo é narrado de forma explícita.F. d) se 1. e) I. III. de José de Alencar.

7. 10. atribuem-se à infância traços negativos. 43. de experiências positivas. a escravidão causaria mais vergonha que a própria morte. Tais estágios são refletidos na mudança de nome do protagonista: Jaguaré é o nome do caçador. já que. b) As notas tratam da língua e dos costumes dos índios. 12. 11. 47. 05 21. 2. sua cultura. no texto. 16. e não européia.Romantismo Avançar . e 23. 13. 49. c) O ritual antropofágico é tratado sob a perspectiva indígena. a 19. a natureza é lugar paradisíaco. b 18. 46. tendo sido derrotado no combate com Ubirajara. 38. 9. 44. a a) Como todo povo. 41. O romance confirma isso quando Pojucã pergunta se não é digno deste sacrifício. c 33. pois. 06 a Não segue integralmente. 3. e 26. c 32. pode-se dizer que servem de complemento à narrativa. a 29. 4. mas com benevolência. Sim. a qual passa por diferentes estágios. V–F–V–V d e a c 21 e a e V–F–V–V–V e c c d c d 17. 6. e 31. 15. que desmitificam sua imagem de passado idealizado a que se desejaria retornar. c 28. 45. a 27. 36. 23 20. o índio brasileiro também tem suas tradições. Ubirajara é o nome do guerreiro e Jurandir é o nome do hóspede. 39. d 30. d 25. não com o preconceito europeu. F–F–V–F–F–F–V 50 c 27 d c c a a e b GABARITO IMPRIMIR 35. Voltar Língua Portuguesa . d 24. d 22. As notas contribuem tratando o ritual. segue. Considerando-se que as notas são objetivas e a narrativa é subjetiva. 34. 37. já que. 14. 42. pois a relação entre o homem e a natureza é apresentada de forma idealizada. 48. 8. 5. 40. no último parágrafo.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O 1 1.

69. 59. 55. 60. 67. 68. 71. 65. 70. 54. 57. 58. 63.50. 52. 61. a b e c V–F–V–V a 17 c V–V–F–V a e 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 51. 66. 64. a e c a 14 a b b c 13 a 05 62.Romantismo Avançar . 56. 72. 53.

A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. oferecem momentos em que o lirismo se expande. 2. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. obra de Camões. 3. Desse episódio.LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. áspero e tirano. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. É porque queres. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. d) I e II. Voltar Língua Portuguesa . Tuas aras banhar em sangue humano. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. e) I e III. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. PUC-SP “Tu só. Entretanto. Nos saudosos campos do Mondego. puro amor. c) a manifestação de apego a Portugal. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. tu. legítima herdeira do trono de Portugal. O episódio de Inês de Castro. d) retrata a beleza de Inês. Como se fora pérfida inimiga. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. já velho e com um “saber só de experiência feito”. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. De teus fermosos olhos nunca enxuito. posta em sossego. III. b) II. do qual o trecho acima faz parte. inserido em sua narrativa épica. Naquele engano da alma ledo e cego. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. humanizando os versos. O nome que no peito escrito tinhas. em Os Lusíadas: I. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. Estavas. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha.” 1 GABARITO Os Lusíadas. c) III. Está correto apenas o que se afirma em a) I. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. II. que se contrapõe à solenidade do poema épico. Que a fortuna não deixa durar muito. Deste causa à molesta morte sua. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. posta em sossego. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. linda Inês.Classicismo Avançar . Se dizem fero Amor. IMPRIMIR b) celebra os amores secretos de Inês e de D. De teus anos colhendo doce fruito. como um todo. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. Aos montes ensinando e às ervinhas.

b 2.Classicismo Avançar . a 1 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e 3.LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1.

a seguir. não fazendo qualquer referência ao emprego de tais termos na língua escrita.” GABARITO Segundo o texto. Repete-se no terreno do idioma a mesma lengalenga que se desenrola no campo da economia. assim como o mico-leão-dourado e a arara-azul. ‘Um idioma evolui quando entra em contato com outros. centros comerciais). No entanto. (32) no terceiro período: A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada de nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). É normal que uma língua se nutra de outras. a soma das alternativas corretas. A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada da nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). Também é comum — e fato antigo — que os vocábulos a atravessar fronteiras venham. Rebelo?) de pagodeiros a cada erro de gramática que cometem. de uma cultura dominante. O texto traz a opinião do articulista de Veja. Para ilustrar essa tese. é correto afirmar que: (01) o exemplo utilizado pelos defensores da pureza do idioma — os cartazes de lojas de shopping centers — não prima exatamente pela originalidade. que leciona Lingüística Aplicada na Universidade de Campinas. As informações entre parênteses têm por função explicar os termos que os antecedem.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II 1. (02) o projeto de Aldo Rebelo limita-se a tentar impedir que a língua falada seja invadida por estrangeirismos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert adotassem o termo ‘week-end’ para fim de semana. (16) ao contrário dos lojistas. (04) os lojistas que exibem cartazes com termos estrangeiros em suas vitrines prejudicam apenas a si mesmos. de autoria do deputado Aldo Rebelo (PC do B. 86-7).” Trecho 2: “Para os especialistas. São Paulo). multar um lojista por uma caipirice que depõe unicamente contra ele próprio é um exagero. essa primazia pertence ao inglês. (08) é possível detectar a presença de duas “vozes” que dialogam com o discurso sobre a língua: a “voz” da ecologia e a “voz” da economia. Até o início do século XX. seus defensores sempre utilizam o mesmo e surrado exemplo: cartazes de lojas de shopping centers (ops. em geral. Agora. americano naturalizado brasileiro. Entre eles. UFMS Apresentamos. por isso. p. Dê. o projeto mostra total ignorância do fenômeno lingüístico. Seria mais ou menos como cobrar uma pena pecuniária (gostou dessa. Está certo que os abusos beiram o ridículo. estampar nas vitrines “sale” e “50% off” em vez de “liquidação” e “50% de desconto”. que proíbe o uso de palavras estrangeiras. não devendo. em que João Gabriel de Lima discute o projeto de lei nº 1676. ser multados. dois trechos de uma reportagem publicada na revista Veja (30/08/00. 1 Trecho 1: “O projeto é fruto de uma idéia fora do lugar (mais uma): a de que o português falado no Brasil estaria ameaçado de extinção. diz o professor John Robert Schmitz. e só alguém que não entende nada do assunto pode achar que é possível bloquear esse intercâmbio’. como resposta.Interpretação de texto II Avançar . os pagodeiros deveriam ser penalizados porque cometem erros absurdos de gramática que corrompem o idioma. era o francês o responsável pela maior parte das palavras ditas internacionais.

serem incorporadas à escrita. Há. o que pode ser observado desde tempos mais remotos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . suplantado pelo inglês. (02) para os especialistas. (02) tanto Machado de Assis quanto especialistas aceitam. (04) os vocábulos de uma dada língua que se incorporam a outras originam-se sempre de uma cultura dominante. só então. (32) o trecho atribuído ao professor John Robert Schmitz vem em discurso direto. p. como o escritor Machado de Assis aborda a questão da língua. podemos fazer as seguintes comparações: (01) da mesma forma que o escritor fala de riquezas que se acrescentariam à língua. tendo sido. criando. estão corretas. referentes aos trechos da questão 1. (32) posições contrárias à evolução de uma língua são duramente criticadas. o francês foi o principal idioma a “exportar” palavras para os demais porque pertencia à cultura dominante da época. certos modos de dizer. agora.2. a partir de então. especialistas enfocam a questão do ponto de vista do intercâmbio com outras línguas. (16) enquanto Machado de Assis vincula as alterações por que um idioma passa ao fator tempo e às necessidades advindas dos usos e costumes. Dê. ao passo que Machado de Assis assume uma atitude complacente em relação a seus opositores. (04) afirma-se categoricamente que as mudanças ocorrem primeiro na fala para. mas pode ser facilmente recuperado pelo leitor. que não vem explicitado no texto. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. (16) até o início do século XX. “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. (08) em A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert…. UFMS Todas as proposições a seguir. 2 Entre o ponto de vista do escritor e a opinião de especialistas. é um processo normal. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. os estudiosos tomam os estrangeirismos como elementos positivos que fariam o idioma evoluir para melhor. Dê.Interpretação de texto II Avançar . A este respeito a influência do povo é decisiva. locuções novas. com isso. um efeito de sentido de verdade e constituindo um importante argumento de autoridade para fundamentar a tese do intercâmbio lingüístico. a evolução das línguas.” In: Crítica literária. a soma das alternativas corretas. com naturalidade. através do intercâmbio com outras línguas. 47. portanto. a expressão em negrito remete ao termo franceses. projetos e atitudes como os de Aldo Rebelo revelam-se absurdos porque traduzem um desconhecimento completo sobre a língua portuguesa e suas origens. 3. como resposta. já explorada no texto acima. a soma das alternativas corretas. que não se pode impedir. (08) ignora-se a influência do povo como propulsor das transformações ocorridas na língua. UFMS Veja. exceto: (01) a evolução de um idioma. como resposta.

Há milênios.” ZANINI. e) a convivência do homem com a natureza não deve ser estimulada. gosta de passar aos demais uma imagem de eterna juventude e virilidade. Referida a um crime que teve repercussão na imprensa escrita e falada. e muitas pela fama. Transcreva uma frase em que o termo ocorre. Seu nome não está nos livros. o nojo e o ódio. poder e dinheiro. SP. GABARITO IMPRIMIR a) O texto usa. Fingem acreditar que elas estão aí por amá-los. esta carta dá uma notável demonstração de machismo e desprezo pelas mulheres. Sua cor não se percebe. o tédio. b) Quais os traços de caráter das mulheres em relação aos quais os homens deveriam se precaver. Façam completo silêncio. um termo fortemente conotado. Laércio. associado à descrição de comportamentos que desqualificariam as mulheres. termina quando tal fêmea atinge seu objetivo. real.” 3 O texto sugere que: a) as plantas não devem ser cultivadas nos centros urbanos. posando com fêmeas muito mais jovens. Mas é realmente uma flor. bondes. Sublinhe o termo em questão na sua frase. ITA-SP O texto a seguir foi publicado na seção “Cartas do leitor” da Folha de S. […] Furou o asfalto. triste. b) a flor nasce sem as marcas da urbanidade. no geral. c) a capacidade de resistência possibilita o inusitado surgimento da flor. meios artísticos. nesse fato. Suas pétalas não se abrem. Paulo de 30/08/2000. Garanto que uma flor nasceu. 5. Uma flor ainda desbotada Ilude a polícia. Sento-me no chão da capital do país às [cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma [insegura. mas certas situações que levam a isso estão aí. Duro. A durabilidade de tais ligações.4. o assassino foge ao perfil comum de tais tipos. e lhes atribui um comportamento que as desqualifica. Garça. paralisem os [negócios. PUC-RS Texto Carlos Drummond de Andrade “Uma flor nasceu na rua! Passem de longe. rio de [aço do tráfego. na frase “o homem não aprende”? Voltar Língua Portuguesa . ônibus. São poucas vezes atraídas pelo seu intelecto.Interpretação de texto II Avançar . esportivos e de poder. rompe o asfalto. “A recente morte violenta de uma jornalista choca a todos porque. nos círculos milionários. quando essa fêmea mostra também intelecto e capacidade de sobrevivência sem seu protetor. Tudo porque o homem não aprende. Pior ainda. É feia. em relação às mulheres. d) nada pode interferir no fluxo da vida urbana. segundo o autor dessa carta? c) A quem se refere o autor da carta.

4 Texto para as questões 7 e 8. diz o professor do MIT. especialmente em relação aos Poderes Legislativo e Judiciário no âmbito dos Estados e Municípios. diante de telas de computadores. Uma retificação no voto do ministro Marco Aurélio de Mello garantiu a decisão do STF. d) o caráter radical das revoluções. desafiaram constituições.” Jornal do Brasil. revoluções não são sutis. as ‘infovias’. Unicamp-SP (nota: o título de “ministro” é dado aos juízes do Supremo Tribunal Federal) “Pela diferença de um voto. que confirmou a constitucionalidade do artigo que estabelece os limites de gastos com pessoal para os três poderes. as grandes redes — a Internet e a World Wide Web — atropelaram o mundo. c) a natureza precária das revoluções. d) “redefiniram os locais de trabalho”. enquanto o CD-Rom trabalha. com base no texto. e) “desafiaram constituições”. 12/10/2000. b) “tornaram as leis antiquadas”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . reordenaram prioridades. ocorrem vários termos de jargão técnico que remetem a diversas fases do andamento de um processo no judiciário. c) “reformularam a economia”.Interpretação de texto II Avançar . “A explosão dos computadores pessoais. Não há dúvida de que vivemos a revolução da informação e. Tornaram as leis antiquadas. b) a negação dos benefícios decorrentes das revoluções. Paulo. Existem ainda no STF outras cinco ações propostas pela oposição contra dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal. a expressão que sintetiza os efeitos da revolução operada pela informática é a) “atropelaram o mundo”. A revisão promovida pelo ministro Marco Aurélio favoreceu o governo. o governo saiu vitorioso ontem no julgamento do pedido de liminar contra o artigo 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal. 8. redefiniram os locais de trabalho. b) O que os termos “retificação” e “revisão” informam sobre a participação do juiz Marco Aurélio de Mello no julgamento da questão? c) Do que trata o artigo 20 da lei de Responsabilidade Fiscal? Responda. e) o traço progressista das revoluções.6. reformularam a economia.” O Estado de S. durante longos períodos de tempo. Fuvest-SP No texto. GABARITO 7. Transcreva pelo menos três. mudaram o conceito de realidade e obrigaram as pessoas a ficar sentadas. Nicholas Negroponte. Fuvest-SP A expressão “revoluções não são sutis” indica a) a natureza efêmera das revoluções. a) No texto acima. 13/02/96. que corria o risco de ficar impedido de aplicar cortes de despesas com folha de pagamento previstas na lei.

estimulandoo a adquirir um produto ou a contratar um serviço. 15/9/00. é incorreto afirmar que: (01) no primeiro período. “O XYZ é o primeiro com airbags laterais na categoria. por oposição. Há. Tem carroceria 100% galvanizada. ludibriando involuntariamente o consumidor. apesar de gostar de homens de verdade. UFMS Leia o seguinte texto da propaganda de calçados da coleção Primavera-Verão da Picadilly: “Chega um momento que você pára de acreditar em príncipes encantados e passa a exigir homens de verdade. Mas a tecnologia é imensa. como conteúdos pressupostos. que a interlocutora anteriormente acreditava em príncipes encantados. UnB-DF Um anúncio publicitário tem por finalidade influenciar o público. É o primeiro carro brasileiro com acoustic parking system.” Caras. pois ludibriam o cliente. que acaba comprando gato por lebre. (16) os anunciantes da coleção Primavera-Verão da Picadilly utilizam argumentos genéricos para seduzir o grande público. ( ) No trecho final. ( ) O primeiro período do anúncio não apresentará alteração de sentido se for assim reescrito: O XYZ é o primeiro na categoria e tem airbags laterais. recorre-se à intertextualidade com o popular conto de fadas Gata Borralheira. por isso. XYZ. Dessa forma. p. 53 (com adaptações). uma vez que se toma o todo (a pessoa) pela parte (os pés). (32) a atribuição de uma qualidade negativa ao sapatinho (de cristal) sugere. e. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. Voltar Língua Portuguesa . Dê. ( ) Se o trecho “Tem carroceria 100% galvanizada” estivesse redigido como Tem 100% da carroceria galvanizada. como resposta. (08) a figura de linguagem que aparece no segundo período é a metonímia. Alguns anúncios são sabidamente enganosos. (04) o uso de você é um recurso típico do texto publicitário. direção hidráulica e coluna de direção ajustável em altura e profundidade. Tendo em vista essa observação. motor com 5 válvulas por cilindro. 12 anos de garantia anticorrosão” permite dupla interpretação: ou todas as peças metálicas do XYZ têm 12 anos de garantia anticorrosão ou apenas a carroceria a tem. anúncios que apresentam apenas informações verídicas. não se voltando. mesmo um anúncio honesto pode apresentar alguma impropriedade lingüística que comprometa a qualidade da mensagem transmitida. Todavia. 5 De acordo com o material publicitário reproduzido acima. sugerindo maior proximidade com o interlocutor/leitor. para um segmento específico da sociedade. também conhecido como Cinderela. portanto. é possível considerar que o anúncio poderá ludibriar o consumidor que der a ele a primeira interpretação. ar-condicionado inteligente. freios ABS de 5ª geração. Tem um momento que você percebe que não é você que não entra no sapatinho de cristal. É o maldito sapatinho que não serve para você.9. são proibidos pelo Código Brasileiro de Defesa do Consumidor. leia o anúncio que se segue. nº 82. entretanto.Interpretação de texto II Avançar . a soma das alternativas corretas. 13/12/99. 12 anos de garantia anticorrosão. (02) com o objetivo de opor realidade e fantasia. iniciado em “E ainda” o anúncio afronta o Código Brasileiro de Defesa do Consumidor porque lança uma auto-avaliação sem informar que sistema antifurto a sustenta.” Época. GABARITO IMPRIMIR Com relação a esse anúncio. a mensagem do anúncio estaria preservada. 10. O design é compacto. a valorização dos calçados anunciados. os verbos parar (de) e passar (a) indicam. ( ) O trecho “Tem carroceria 100% galvanizada. E ainda foi considerado o carro mais seguro do segmento pelo Clube do Automóvel.

35. F. para melhor se aproximar da língua padrão. fugiram. III. c) O texto contém uma explicação histórico-científica para a expressão “voto de Minerva”. 12. op. Quanto às afirmações anteriores. IV. op. U. II. mata os dois para vingar o pai e é perseguido pelas Fúrias. Atena funda um tribunal chamado Areópago (que realmente existiu.C. Egisto. julho de 1998.11. uma tendência para a hipérbole.” NP. cit. III. quando acontece empate em julgamento.07. pintou confusão. Atena. em Atenas).07. a mistura freqüente de linguagem culta e popular (oral). o primeiro dos grandes dramaturgos clássicos gregos. passou para outras civilizações. uma deformação dos significantes. a empresa está informatizando todo o seu sistema. apud DIAS. p. cit. IV e V. p. 24. projetou o mito muito além da sua época. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . . uma oralidade bem marcada da qual se projetam elementos emocionais para envolver o leitor. ou de linguagem popular e técnica. pode-se dizer que. 1996 Texto 2 “Os malacos tinham arrombado a escola Paradigma.456 a. b) O professor Francisco Platão Savioli explica em um texto descritivo a origem da expressão.C. estão corretas a) todas as afirmações. Ana Rosa Ferreira. assassina o marido. ajudada pelo amante. Agamênon. d) I. marcas de oralidade. cit. 230. Univali-SC “Deusa grega decidia julgamentos empatados De onde veio a expressão ‘voto de Minerva’? Da Grécia antiga. F. Rolou uma briga e Eudes sacou o berro. Para julgar o crime. 27. Com a posterior elaboração e consolidação da jurisprudência romana.” GABARITO NP. b) somente III e IV. 298. a transformação de notícias em narrativas. de Ésquilo (525 a.Interpretação de texto II Avançar . S.91. 5. o juiz se utiliza do voto de Minerva para absolver o réu.” Superinteressante. grande dramaturgo grego. O discurso da violência — as marcas da oralidade no jornalismo popular. que inventou a expressão. Texto 3 “Liberado pelos médicos.07. F. VI. e) Tudo o que foi narrado pelo escritor do artigo não passa de ficção. Texto 4 “Um aviãozinho monomotor (de um motor só) caiu ontem de manhã na Baía da Guanabara…” NP. II. três monstruosas divindades aladas que puniam os criminosos. p. II.91. Os malacos chegaram junto dela e mandaram-na passar as chaves. p. Aí. uma preocupação de fundo metalingüístico.91. 27. Christi estava tirando seu Santana da garagem. Minerva é o nome romano da deusa da sabedoria. Quando sacaram que pintou sujeira. na Antigüidade. detonando três pipocos em Cícero. em que não faltam. Clitemnestra. inclusive. perceptível em nível morfológico. c) somente I e IV. 07. da Universidade de São Paulo. predomina I. O cara morreu na hora.07. d) Atualmente. Metodista-SP Texto 1 “Por isso. Segundo os soldados.)’. o filho dela. IV e VI.” NP. apud. para resolver os pepinos em tempo. 6. ‘O episódio que deu origem à expressão está narrado na peça Eumênides. V. Considerando somente os fragmentos de Notícias Populares acima. 4. Nessa tragédia. 2 F. op. 6 Podemos concluir do texto acima que: a) Eumênides é a peça escrita por Ésquilo. 339. no discurso jornalístico em questão. que fica na mesma rua. III. apud.91. Paulo: editora EDUC/Cortez. apud. o malaco tentou roubar o revólver de Antônio Carlos. Orestes. A tragédia de Ésquilo. Só que o julgamento terminou empatado e a deusa decidiu pela absolvição de Orestes. Atena virou Minerva e a instituição do voto de desempate. o preso entrou no carro de polícia para voltar ao distrito. conta o professor de Língua Portuguesa Francisco Platão Savioli. Nessa hora. e) I. dado pelo presidente de um tribunal.

II. O tema é a prática da má política. Membros dessa espécie híbrida. Em relação ao texto. Esses hábitos já estão enraizados nessa cultura. Seu talento nesse campo vem de eles terem aprendido como navegar em torno dos negativos. os brasileiros seriam PhDs nela. de fato. a) o homem capaz de empreender encontros amistosos. II e III somente. ‘se der’. 1996. justificam-se como hábeis negociadores. por essa razão. as pessoas se escondem atrás de expressões comprometedoras para evitar a responsabilidade pelos atos ou opiniões e para fugir dos confrontos embaraçosos. espertos negociantes. está honestamente preocupado com as regras sociais. Sérgio Buarque de Holanda os flagrou mais de meio século atrás no seu estudo do ‘homem cordial’. 14. ou mesmo das ‘negociatas’. Metodista-SP Assinale a alternativa que mais traduz o conceito de homem cordial no texto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . das quais os brasileiros diariamente se apropriam para desviar da palavra ‘não’. meio malandra. Veja as expressões propositadamente vagas como ‘pode ser’.Interpretação de texto II Avançar . ora ao fundamento mercantilista dos ‘negócios’. II e III. e) um “camaleão social” ironicamente analisado pela sua conduta. O tema explorado é o do duplo sentido que a palavra negociação ganha no âmbito da prática política. Eles se comunicam por meio de frases como ‘eu fico devendo’. III. está correto o que vem afirmado em a) b) c) d) e) II somente. In Folha de São Paulo. híbrido e. ‘a gente se vê’ e ‘apareça lá em casa’ normalmente são escapadas e não promessas de um novo encontro. intencionalmente incapaz de magoar os outros. ‘vamos ver’. d) um “camaleão social”. Se essa ‘esquiva retórica’ fosse uma disciplina acadêmica. Vários políticos valem-se dessa duplicidade de significados: sendo. (…). pela gentileza de seus atos. É por essa razão que frases igualmente descompromissadas como ‘eu te ligo’. um tipo de enganador charmoso. “Modos brasileiros de escapar do ‘não’ Universalmente. c) o homem perspicaz. e a tese é a de que as palavras deixam de ter sentido por causa dessa prática.” KEPP.Texto para a questão 13. inteligente frente aos obstáculos impostos pelo cotidiano. b) aquele que. de Londres e da Fairchild Publications. A tese defendida é a de que a acepção mercantilista do termo negociação pode ser maliciosamente encoberta pela acepção democrática. correspondente no Brasil do jornal dominical The Observer. a palavra negociação associa-se ora ao requisito clássico da democracia. Essa declaração faz com que qualquer trato não cumprido soe como um acordo amistoso. Michael. que é a busca do ‘acordo entre partes’. podem ser classificados como ‘morde-e-assopra brasiliensis’. I. meio diplomata. (…). U. I e II somente. PUC/Campinas-SP “Na prática política.” Considere as seguintes afirmações sobre o texto acima: I. I e III somente. 7 13.

E também não nos ensinará o valor das emoções. foi direto para o quadro e escreveu: Calor → dilatação. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 16. os escolares saberão dos afluentes do Amazonas não recitando os nomes. Assim mesmo: calor – flechinha – dilatação. O professor Alfredo entrou na sala. equivalente a: a) Nada é mais enfatizado. basicamente. E todos nós imediatamente copiamos: calor – flechinha – dilatação. F. datas. isto é. A pergunta que. mas indo até lá. em geral. da vida? No futuro. que o conceba como alguém dotado de inteligência e afetividade. não cumpre seu real objetivo. Não é preciso lembrar. se faz a respeito de um texto é: o que quis o autor dizer com isso? Pergunta difícil.Instrução: as questões de números 15 e 16 referem-se ao texto. para a qual o próprio escritor muitas vezes não tem resposta. Nesse binômio. está o objetivo maior da educação. os afluentes do Amazonas? Há pouco tempo faleceu um dos melhores professores que tive. d) Numa perspectiva otimista e confiante. O professor então passou o resto da aula explicando: é mais importante entender do que copiar. e portanto cheio de afluentes. b) Nenhuma idéia é mais relevante. como se chamam os afluentes da margem direita?” Zero Hora. nunca tínhamos visto os rios da região. F. e que foi cercada da maior expectativa: como tinha fama de ralador. em primeiro lugar: o que sentiste lendo esse texto? Em que ele aumentou a tua compreensão do mundo.Interpretação de texto II Avançar . mesmo. Exemplar. no contexto. olhou-nos e fez uma pergunta que nos deixou a todos perplexos. ao qual caberá a intransferível tarefa de educar gerações. lugares. b) Entre outras idéias. Rio Grande-RS Assinale a alternativa cujo teor é incompatível com as idéias veiculadas pela crônica. é essencial que a educação contemple globalmente o ser. Não sei como será a escola no futuro. 26 set. ou liam nos livros. Informação memorizada é algo que. o texto aponta o computador como o grande mestre do futuro. como vivem os habitantes da região. e) Nenhuma informação memorizada é mais importante. Revista ZH. U. a esse respeito. Lembro muito bem a primeira aula que nos deu. e) Segundo o texto. Nós nunca tínhamos ido à Amazônia. U. Alfredo Steinbruch. A propósito. é criticado o ensino que visa. Ninguém soube responder. o comentário do autor faz referência a um futuro em que inovações metodológicas tornarão o ensino mais produtivo e eficaz. c) O texto é portador da idéia de que o ensino desvinculado da realidade e das vivências do aprendiz. Eu perguntaria ao leitor. ensino foi sinônimo de informação: nomes. mas sabíamos seus nomes. Nada mais paradigmático a esse respeito do que a lista de afluentes do Amazonas. é preciso saber como acessar. Perguntou por que havíamos copiado aquilo. Trata-se de um rio longo. ao acúmulo de informações memorizadas. é o ensino da literatura. entendimento e emoção. daqui em diante. Era preciso recitá-los de memória. O que o computador não nos ensinará é como entender as coisas. A memória do computador nos dará todo tipo de informações. d) Não há exemplo mais adequado. e memorizavam — porque aquilo caía no exame. todos nós estávamos ansiosos. E aí os nomes surgirão naturalmente. conhecendo como é o lugar. Ele pousou o giz. 1999. batalhas. mas de uma coisa estou seguro: a regra do professor Steinbruch será mais válida do que nunca. Coisas que os alunos copiavam. c) Nada é comparável. Durante muito tempo. os da margem esquerda e os da margem direita. Texto “Quais são. Por que é um mistério que nunca esclareci. Rio Grande-RS A expressão Nada mais paradigmático é. ficará cada vez mais por conta do computador. que lecionava Física no Julinho. 8 15. a) No texto.

Milton. e) é próprio da informação atualizada que ela seja acessível somente às minorias mais ricas. Todavia. confunde. Fuvest-SP Deduz-se corretamente do texto que a) a humanidade. Paulo César Garcez. não apenas nas ruas e na configuração heterogênea dos bairros. “Um dos traços marcantes do atual período histórico é (…) o papel verdadeiramente despótico da informação. c) é da natureza do progresso que.” MARINS. corresponda um retrocesso político. 18. Essas técnicas da informação (por enquanto) são apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas. embora realizado de maneira desordenada. dos objetos que o formam. e) atual período histórico / periferia do sistema capitalista. seja porque não dispõe totalmente dos novos meios de produção. Texto para a questão 19: “O processo intenso de metropolização sofrido no Brasil a partir da instalação dos parques industriais e os surtos migratórios a eles associados inviabilizariam qualquer projeto de perpetuar o controle das formas de moradia e vizinhança nas grandes capitais. das sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrínseca. a) as novas formas de vizinhança e de moradia resultaram de uma política de urbanização progressiva e organizada. mas no avanço sobre mananciais — fonte para todas as pias. b) punhado de atores / objetivos particulares. É desse modo que a periferia do sistema capitalista acaba se tornando ainda mais periférica. de fato. Fuvest-SP No contexto em que ocorrem. chuveiros e vasos sanitários das cidades — ou na própria violência que passaria a assaltar ruas e casas. resultou de projetos governamentais.Interpretação de texto II Avançar . (…) As novas condições técnicas deveriam permitir a ampliação do conhecimento do planeta. a cada avanço tecnológico. seja porque lhe escapa a possibilidade de controle. O que é transmitido à maioria da humanidade é. intensificou-se nos bairros mais populares. aprofundando assim os processos de criação de desigualdades. História da vida privada no Brasil. não será capaz de superar o egoísmo. as técnicas da informação são principalmente utilizadas por um punhado de atores em função de seus objetivos particulares. b) o crescente avanço da técnica terminará por superar o atraso das relações políticas. Espaços públicos e privados passaram a se fundir a contragosto das intenções normativas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) apropriadas por alguns Estados / criação de desigualdades. uma informação manipulada que. d) o abastecimento de água das grandes cidades.Texto para as questões 17 e 18. decorrente da industrialização. GABARITO 19. d) o alcance universal do progresso técnico está em oposição à sua utilização para fins particulares.” SANTOS. por mais que avance tecnologicamente. b) a urbanização das grandes metrópoles originou-se em modelos institucionais. estão em relação de oposição os segmentos transcritos em: a) novas condições técnicas / técnicas da informação. nas condições atuais. c) ampliação do conhecimento / informação manipulada. estruturados segundo os padrões da época. c) as mudanças na organização de espaços públicos e privados foram conseqüência da industrialização e da migração. em lugar de esclarecer. 9 17. e) a violência urbana. Por uma outra globalização. Fuvest-SP Segundo o texto.

Texto para as questões 20 e 21. Fuvest-SP Leia. se. Júlia com o vestido e a coroa já gastou muito. Nenhum rejeita o cargo. Até parece que a festa é nossa. c) Desvenda-se no discurso da menina narradora uma ótica de classe que parece apontar para a idéia de que os pobres não sabem como usar o dinheiro. ao reconhecer a festa popular como possibilidade imaginária de redefinição social pela superação fantasiosa das barreiras advindas da escravidão. Gastou tudo na festa e ainda ficou devendo. 10 GABARITO 20. A rainha tem uma caudatária que vai atrás segurando na capa que tem uma grande cauda. Agora é que vi como fica caro para os pobres dos negros serem reis por um dia. se.” Nesse primeiro período do texto. Fuvest-SP “Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. que é quase pegada à Chácara de vovó. Minha vida de menina. a qual. 30 de maio de 1893 Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. Além disso teve de dar um jantar para a corte toda. as quais. Helena. “Domingo. a seguir. respectivamente e sem prejuízo do sentido.Interpretação de texto II Avançar . eu gosto ainda mais. b) A narradora descreve em seu diário a possibilidade de efetiva ascensão social propiciada pelo regime político do Império. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . algumas afirmações críticas acerca do texto. 21. c) porém. e) porque. e) Observa-se uma mescla de compaixão e ironia no discurso da narradora. mas quando são na Igreja do Rosário. Foi sorteada para rainha do Rosário uma ex-escrava de vovó chamada Júlia e para rei um negro muito entusiasmado que eu não conhecia. mesmo sabendo a despesa que dá!” MORLEY. na qual. “quando” e “que” podem ser substituídas. a) O texto põe a nu os desdobramentos de um sistema de desigualdades marcado por bloqueios e limitações sociais impostos a escravos recém-libertos. a qual. que é quase pegada à Chácara de vovó. eu gosto ainda mais. Eu acho graça é no entusiasmo dos pretos neste reinado tão curto. Coitada de Júlia! Ela vinha há muito tempo ajuntando dinheiro para comprar um rancho. por: a) contudo. mas quando são na Igreja do Rosário. Assinale. a incorreta. se. b) pois. da qual. caso. E este ano foi mesmo. as palavras “mas”. Esta também é negra da Chácara e ajudou no jantar. no Brasil do século XIX. entre elas. d) entretanto. na época em que. d) As situações pitorescas de uma festa servem como pano de fundo às reflexões da narradora sobre o desejo de propriedade da gente-livre recém-liberta e as dificuldades para sua realização.

Um perfume inebriante. Boa noite. um lindo móvel que ocupa muito menos espaço em sua residência. como ficou dito. O diabo era aquele perfume que saía do cangote do seu par. além disso. 11 GABARITO 22. E. a quem fingia aceitar a corte para poder ser escalada nos programas. Mas note bem. ( ) A garota é chamada de “coitadinha” por ser vítima constante do assédio sexual dos patrocinadores. quitinete e área interna. Ah… que agradável sensação de bem-estar! Depois do banho. copa. vai poder dormir um pouquinho. Um velho chato. Quase meia-noite e ela tendo de dançar com ‘seu’ Pereira. que tivera de agüentar a cantada de um patrocinador de programa (Agência Galo de Ouro — quem não anuncia se esconde) que prometera um cachê melhor. O vestido não estava no armário. banheiro.Interpretação de texto II Avançar . macio e confortável. fez todas as coisas que precisava fazer em uma velocidade espantosa e entregou-se ao suplício de almoçar com o diretor de TV. De 5 às 8. não o tomara pela manhã. com muito mais espaço interior e que você pode adquirir dando a sua velha de entrada (a sua velha geladeira. ( ) A garota-propaganda. quarto. vítima da sociedade de consumo. É só até o dia 30. Fora dormir inda agorinha. de 8 e meia às 10. a garota-propaganda passava seu tempo correndo de um lado para outro. que deixa saudade. mas preferiu outra coisa. Rio de Janeiro: 1962 (com adaptações). tinha de almoçar com um diretor de TV. para decorar páginas e páginas de texto que apanhara na véspera. decorar outros textos. Tomou então um cafezinho mesmo e correu ao quarto para se vestir e arrumar o cômodo o mais depressa possível. quando voltaremos com novas atrações. colocou pasta de dentes na escova e pôs-se a escovar com força. muito obrigada pela atenção dispensada e até amanhã. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . depois ficaria explicado porque a roupa dela é muito mais branca do que a minha. Se fosse branco. era verde. Eram onze e meia quando chegou à cidade. embebida na água com Rinso e o diabo é que o vestido. Ali estão os dois escolhendo o menu.’” PONTE PRETA. Saltou da camioneta com tração dianteira e muito mais resistente. Afinal. Já eram quase três da matina. e foi até a cozinha tomar um copo de leite. com Pulvolaque se faz. onde você adquire agora e só começa a pagar muito depois. quando ela voltou para o seu apartamento com sala. Garota-propaganda não pode engordar. Arrumou as coisas assim na base do mais ou menos. abriu a cortina do boxe. Abriu a geladeira de 7 pés. Às quatro. A pobrezinha. Finalmente. a jurar que a liquidação anunciada era uma ma-ra-vi-lha. mas muito bonzinho. mas também não achou. e procurou o vestido verde que comprara no Credifácil. que não enruga nem encolhe. que parece linho mas é linholene. Comeu rapidamente e aceitou o copo de leite que o garçom sugeriu. Iria à cidade apanhar os textos de uma outra agência que precisavam ser decorados até as três. Dentro não havia leite: — Não faz mal — pensou.Texto para a questão 22: “A garota-propaganda. o teleteste que distribui brindes para você. aos pés do sofá-cama.) O diabo é que também não tinha Pulvolaque. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. entrou no banheiro. naturalmente). que comprara dando apenas trinta por cento na entrada e começando a pagar as prestações na entrega das chaves. Tinha de estar pronta em seguida. Fechou o sofá-cama. UnB-DF A partir da leitura compreensiva do texto. ( ) Quando não estava em frente das câmaras de televisão. Stanislau. boxe. saindo com pessoas desagradáveis e dormindo pouco. decorando textos. (Tudo que se faz com leite. Aceite o meu conselho e vá verificar pessoalmente. coitadinha! Já passava das oito horas da manhã e a garota-propaganda dormia gostosamente sobre o seu colchão Vulcaspuma. levantou-se meio tonta. (Você nunca dará corda num Mido). Procurou no armário uma lata daquele outro que se dissolve sem bater. no departamento comercial da televisão. não conseguia mais separar sua vida privada de sua vida profissional. ( ) O nível de abrangência e a forma da narrativa permitem que se caracterize a postura do narrador como externa e restrita. do ‘Espetáculo Biscoiteste’. em pó… Às três horas o programa das donas-de-casa. faz a oração da noite: ‘Padre Nosso. Foi botar na boca e ver logo que era leite em pó. caso ela ficasse efetiva na programação. Estremunhada. Ele pediu massa e perguntou se ela também queria (Aimoré você conhece — pensou ela). Lembrou-se então que o deixara na véspera dentro da pia. toda impermeável. Foi quando o relógio despertador começou a tilintar irritantemente. tome de sorriso na frente da câmara. que estais no Céu. facilmente removível e lavável. em pó. In: Primo Altamirando e elas. graças à carona que pegara. tudo conjugado.

e) “programa de milhagens”. mas não essenciais. não contribuem para a grandeza de homens e mulheres. c) Ainda que os pequenos erros sejam inevitáveis.” SEREZA. Business Intercontinental da Iberia. d) enumeração acumulativa de vantagens. você conta com mais de 300 salas VIP em aeroportos no mundo todo e pode acumular e utilizar pontos no seu programa de milhagens voando com qualquer linha aérea da aliança oneworld.23. Principalmente quando você tem à sua disposição uma poltrona de design ergonômico com maior capacidade para reclinar e 132 cm de espaço entre a sua poltrona e a da frente. D. Paulo. Utiliza-se de Itaparica. Mais espaço entre as poltronas. Viajar virou sinônimo de relaxar. Fuvest-SP No mesmo anúncio. só NÃO ocorre o uso de a) termos técnicos. a) Os pequenos erros são inevitáveis e essenciais para a grandeza de homens e mulheres. da radioatividade natural e da história da ilha baiana para defender uma tese: a de que homens e mulheres podem ser igualmente grandes em suas realizações e virtudes. d) Não são os pequenos erros que tornam homens e mulheres grandes em suas realizações e virtudes. O Estado de S. b) Os pequenos erros são importantes. Caderno 2/Cultura. e) Os pequenos erros são inevitáveis para a grandeza de homens e mulheres. c) apelo direto ao leitor. c) pela incoerência. Texto para as questões de 24 a 26: 12 “Business Intercontinental da Iberia. e) expressões em inglês. c) “Mais espaço entre as poltronas”. Além disso. Fuvest-SP Neste anúncio. Fuvest-SP Entre os recursos de persuasão empregados no texto verbal do anúncio. b) “acumular e utilizar pontos”. mas não podem escapar de seus pecadilhos e prevaricações. 25. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . para a grandeza de homens e mulheres. d) pelo humor. a relação entre o texto verbal e a imagem fotográfica caracteriza-se principalmente a) pelo sarcasmo. 16/7/2000. a imagem fotográfica associa-se mais diretamente à palavra sorria e à expressão a) “mais de 300 salas VIP”. Sorria.Interpretação de texto II Avançar . ITA-SP Assinale a opção que melhor traduz o trecho em destaque do texto abaixo: ”O novo livro de Ubaldo pode ser visto como um belo exercício de retórica. e) pelo sensacionalismo. d) “aeroportos no mundo todo”. H. 26. b) trocadilhos. b) pelo sentimentalismo. se se querem grandes.” GABARITO 24.

Fuvest-SP A única alternativa em que aparece um trecho do texto que NÃO remete ao campo semântico mais diretamente sugerido pela fotografia é a) “o SOS Seguro Itaú é como um pediatra”. opção dupla para a forma de pagamento. e o débito é automático para os correntistas do Itaú. b) uso sistemático da linguagem denotativa. desobrigação da realização de exame médico prévio. Por uma mensalidade equivalente a um pacote de fraldas descartáveis. Porque quem é louco por alguém. 13 27.Interpretação de texto II Avançar . seleção de imagens sensacionalistas para mobilizar a emoção do leitor. e) presença de verbos no modo imperativo. serviço de informações 24 horas. E para esclarecer suas dúvidas.Texto para as questões de 27 a 29: “Uma pessoa que não sabe nada sobre segurança convenceu-me a fazer um Itauvida Responda sinceramente: você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa.” Texto publicitário produzido pela Agência DM9. d) apresentação das vantagens oferecidas pelo produto. b) débito automático em conta para correntistas de diversos bancos. com todos os valores do seguro atualizados pelo TRD. é só ligar para ele a qualquer hora do dia ou da noite. possibilidade de o segurado vincular eventuais dívidas a seu inventário. e) garantia de a indenização ser vinculada a inventários. Um Itauvida não rouba suas noites de sono. recorrência no uso da hipérbole e da metáfora. enumeração acumulativa das qualidades e vantagens oferecidas pelo produto. as crianças). definição e explicitação do público-alvo (no caso. além de a indenização não ficar presa a inventários nem responder por eventuais dívidas do segurado. não é louco de deixar essas coisas para amanhã. possibilidade de escolha quanto à duração do plano (mensal. repetição exaustiva do nome do produto. Pelo contrário: suas garantias são válidas 24 horas por dia em qualquer parte do mundo. E dá menos trabalho do que trocar um bebê. preço acessível. Precisou de ajuda. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . escolha da forma de pagamento. facilidade de pagamento. Procure o seu corretor ou uma agência Itaú e faça hoje mesmo o seu Itauvida. criativo e de fácil memorização. opção pelos verbos no modo imperativo. apelo direto ao leitor pelo uso repetido do pronome “você”. Porque o Itauvida dispensa exame médico (basta uma declaração de saúde na proposta). mensal ou anual. você escolhe a forma de pagamento. 28. tirou seu sossego e ainda vive nos braços da sua mulher? Então faça um Itauvida. o SOS Seguro Itaú é como um pediatra: sabe tudo. d) “deixar essas coisas para amanhã”. predomínio de verbos no futuro do indicativo. 29. c) preço acessível. desvinculação entre indenização e inventário. apelo à sensibilidade do leitor. c) presença funcional de um slogan curto. baixo custo e facilidades de pagamento. Fuvest-SP Segundo o texto. grande número de postos de venda/contratação. Fuvest-SP No texto encontram-se as seguintes estratégias de persuasão: a) recurso à complementação de sentido pela relação entre texto verbal e imagem. b) “menos trabalho do que trocar um bebê”. comparação com produtos similares. garantia de agilidade e segurança na indenização. c) “equivalente a um pacote de fraldas descartáveis”. anual ou vitalício). você faz um seguro de vida que pode durar sempre. são vantagens de quem adquire o seguro anunciado: a) dispensa de exame médico pré-contratação. e) “alguém que não sabe nada sobre segurança”. d) baixo custo.

que receberá. II. É o procedimento adotado neste tipo de situação. I. d) II. mas da vítima não sabemos sequer o nome: é apresentada apenas como ‘um ciclista’. Os danos na UTI Móvel foram de pequena CARRO da PRF mata ciclista e fica bastante monta. houve. II. III. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . As demais unidades da frota da PRF dispõem de equipamentos para o transporte de feridos. como as que seguem.Interpretação de texto II Avançar . resultará em inquérito para averiguar as circunstâncias do caso.” 14 Quando lemos um texto. a ambulância não será usada em serviço. O conserto. II. IV. c) III. atropelado pelo veículo enquanto transitava no quilômetro 512 da BR-116. No deslocamento. No texto fica implícito que o motorista não ficou ferido. III. relatório e fotos do acidente. em conseqüência do acidente. “UTI-Móvel sofre acidente/Veículo-ambulância usado em socorro atropela ciclista O acidente envolvendo a nova UTI Móvel da PRF (Polícia Rodoviária Federal). I. A ambulância havia sido acionada para atender a acidente no quilômetro 524. Em virtude do acontecimento. do nível de leitura menos profundo ao mais profundo. I. dos itens mais explícitos aos menos explícitos.30. dependerá de autorização do comando. na parte dianteira do veículo. a ordem seria: a) I. mas as demais unidades da PRF estão em condições de transportar feridos. 8/6/1999). dentre tantas outras possíveis. O texto permite-nos inferir que provavelmente um policial rodoviário estivesse conduzindo o veículo. II. podemos fazer leituras com diferenciados graus de profundidade. que morreu vítima do atropelamento. A matéria não coloca a vida humana em primeiro lugar. morrendo na hora. um ciclista atravessou a pista e foi colhido pelo carro. a ambulância não será usada em serviço. F. IV. IV. Se reordenássemos os itens acima expressos. Há muitas informações sobre a ambulância. e) IV. Segundanificado do o policial rodoviário. II. O texto acima comporta leituras. IV. III. IV. O texto foi construído para informar que a nova UTI Móvel da PRF ficou danificada em acidente. ou seja. O texto refere-se a um acidente que envolveu a nova UTI Móvel da Polícia Rodoviária Federal e um ciclista. agora. III. que resultou na morte de um ciclista sexta-feira à noite. Por enquanto. I. III. também. Pelotas-RS Leia o texto a seguir (Diário Popular. informou o inspetor Carlos Alberto Bahr Fernandes. U. b) I. o pára-brisa ficou quebrado. danos de pequeno valor no veículo.

agosto de 2000. 15 A partir das informações do poema acima. In: PIGNATARI. originalmente. do ponto de vista ambiental. a soma das afirmações corretas. além de muito cara. A conclusão segue as recomendações da Agência Internacional de Energia Atômica e baseia-se em estudo realizado com outros dejetos nucleares que repousam no fundo de mares árticos. 85.31. Augusto e CAMPOS. o que provocaria vazamento perigoso para as pessoas envolvidas e para o meio ambiente. São Paulo: Duas Cidades. (32) O adjetivo perigosos deixa subentendido que existem traços de radiação. ( ) Os vocábulos “babe” (v.2). o que se sobrepõe às expectativas dos parentes. (04) A informação triste para os parentes significa que o não resgate dos corpos é necessário para o bem comum. o melhor a fazer com o Kursk é deixá-lo onde está: no fundo do oceano. retirado da Revista Veja. pelas famílias das vítimas. CAMPOS. (08) O conector desde que impõe uma negação do que foi dito anteriormente. Nesses lugares não foram detectados traços perigosos de radiação. Décio. Haroldo de. porque é impossível ocorrer vazamento de radioatividade. e os primeiros testes apontam para isso.5) e “cloaca” (v. é arriscada: o submarino pode rachar no processo. Uma operação de resgate. também é segura.7) têm em comum um sentido negativo. mas. Há lixo nuclear suportável em águas bem mais rasas.” GABARITO Fragmento de texto. (64) O pronome isso retoma a idéia de que há vazamento de radiação vindo dos reatores do Kursk. p. Desde que não haja vazamento de radioatividade vindo dos reatores do Kursk. dê. “caco” (v. IMPRIMIR Em relação ao texto. Décio. babe cola e excrete caco pela cloaca. Coca-Cola. a até 20 metros da superfície. 2ª ed. o ideal é não mexer na carcaça naufragada. como resposta. Voltar Língua Portuguesa . Unioeste-PR “O destino do Kursk A informação é triste para os parentes dos marinheiros. ( ) O poema foi construído a partir de alterações semânticas decorrentes de inversões fônicas de um grupo pequeno de fonemas. (16) A expressão além de muito cara é um argumento a mais para contrariar a solicitação de retirada dos corpos. Teoria da poesia concreta: textos críticos e manifestos. 32. principalmente. p. (01) Em A informação há uma remissão para um dado que está fora do texto. (02) A carcaça do Kursk não será uma preocupação constante para o governo russo. 108 metros. 52. Unb-DF “beba babe beba babe caco cola coca coca cola cola cola caco cloaca” PIGNATARI. A profundidade em que se encontra a embarcação.Interpretação de texto II Avançar . uma propaganda encomendada para divulgar as qualidades do principal produto de uma fábrica de refrigerantes. ( ) Pode-se inferir que o texto foi. ( ) Uma síntese possível do texto é Beba coca. 1950-1960. A razão é simples. desejada pela opinião pública e. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. 1975.

pelo foco do silvícola. as águas doces estão todas nas terras indígenas. Rio de Janeiro: Garamond. Quando falta luz em casa. mesmo com novas tecnologias de extração sendo desenvolvidas a cada dia. Muitos pesquisadores já foram a nossas aldeias. que estão nas mãos de um número reduzido de controladores e que ninguém sabe por quanto tempo serão suficientes para suprir as necessidades globais. o remédio. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . há plantinhas e árvores grandes. Em nossas aldeias. com uma pequena margem de sobra. Dificilmente a falta de energia atinge as pessoas diretamente. 2000 (com adaptações). O sistema brasileiro opera próximo ao limite da capacidade instalada. Em energizês. ( ) O texto é narrado em primeira pessoa. em termos de vida. na opinião do autor. quem realmente precisa aprender com os indígenas é a “ciência do homem branco”. as olhemos e dali tiremos a água. a magia da vida. p. a magia de tentar entender este Criador: o espírito da floresta. essa taxa no Brasil era de 5%. os índios. 6/9/2000. 135 (com adaptações). no meio do mato. Se a geração de energia não for suficiente. Desde que o preço do petróleo começou a subir teimosa e implacavelmente. Edgard. nunca tivemos a oportunidade de contar e de compartilhar o que significa para nós esse patrimônio. Estes podem compreender e transformar aquelas plantas no nosso sustento. em geral. Tudo é feito de acordo com o movimento da noite. pois o consumo doméstico é irrisório no cômputo geral. Simples assim. O índice internacionalmente aceitável é de 3%. Se ela faltar. entra em colapso. O que pesa são os gastos industriais. É difícil prever por quanto tempo a humanidade poderá contar com o fornecimento de petróleo a um custo compensador. Ou seja. Cada um deles está em busca da chamada luz no final do túnel. ( ) Pelo segundo período do texto. estudaram. 16 33. é correto concluir que.” RAMIRO. no sentido de mostrar que a ciência do homem branco precisa conversar com a ciência indígena. da capacidade de produção e do crescimento do consumo.” MORIN. ( ) o culto do corpo são em mente sã. A prova de que há uma certa angústia no ar em relação ao suprimento energético é a atitude dos grandes consumidores. no ano passado. a alimentação e. Em 1997. Lá. lá. o espírito da sabedoria com quem os pajés podem conversar.Interpretação de texto II Avançar . o mundo parece ter atentado para o problema da extrema dependência em relação a poucas fontes de energia. No que diz respeito ao petróleo. uma nação está segura quando há três chances em 100 de faltar energia. Saberes globais e saberes locais — o olhar transdisciplinar. Queremos dizer isso a vocês. o país tem sete vezes mais possibilidade de sofrer com a falta de energia do que seria aceitável. os seres humanos. Há um cálculo mundial para detectar a probabilidade de um país ficar no escuro. ( ) Infere-se do texto que viver de acordo com o movimento do dia e da noite deu origem a academias de ginástica para emagrecer. Subiu para 15% no início de 2000 e deve chegar a 20% no fim do ano. a economia pára. Veja. no canto das terras indígenas. Lá não temos problema de emagrecer. que não está nas terras indígenas no momento da fala. para que nós. que estamos cuidando deste patrimônio ao longo do tempo. contraria os hábitos das colônias indígenas remanescentes no território nacional.Texto para a questão 33: “Idéias sustentáveis A biodiversidade. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. principalmente (o que às vezes vocês não percebem). não um colapso na geração. o país não pode crescer. não temos academia de ginástica. Texto para as questões 34 e 35: “O Brasil precisa arrumar novas fontes de energia para ver a luz no fim do túnel A relação entre crescimento econômico e energia é direta. comum entre os vikings. o motivo é uma falha nas linhas de transmissão. são todas meio improvisadas as estimativas a respeito das reservas. Denise. Nós. do dia e do tempo. UnB-DF Com referência às idéias do texto e sua relação com outras áreas do conhecimento. copiaram e discutiram.

Interpretação de texto II Avançar . a situação brasileira é altamente favorável. esse figurava rindo feito pessoa. Por meu acerto. pois o país conta com potenciais energéticos imensuráveis. ( ) No terceiro período. desde mal em minha mocidade. Mesmo que. gosto. O senhor tolere. Mataram. com referência à luz como energia luminosa.34. “— Nonada. Causa dum bezerro: um bezerro branco. ( ) O tom de preocupação acerca do tema e a redação de trechos como “Simples assim” e “busca da chamada luz no final do túnel” indicam que a linguagem predominante no texto é a coloquial. Povo prascóvio. pois aquilo que ele pensou não poderia ocorrer no sertão. arrebitado de beiços. vieram me chamar. mas apenas transformada. e) Para o narrador. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. se vai ver se deu mortos. a falta deverá atingir 33. Me disseram. para uma população estimada em 167 milhões no final de 2000. Voltar Língua Portuguesa . d) O aparecimento do bezerro com máscara de cachorro não causa estranhamento entre os sertanejos. c) A interpretação do interlocutor sobre os tiros está equivocada. o pronome “ela” pode referir-se tanto a “energia” como a “geração”. Daí. o texto argumenta contrariamente ao princípio da Física segundo o qual energia não pode ser criada. O senhor ri certas risadas… Olhe: quando é tiro de verdade. se em 1997 a população brasileira era de 140 milhões de habitantes. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não. Dono dele nem sei quem for. e denotativamente. eu não quis avistar. pressuposta no início do romance. ( ) As idéias do texto permitem inferir que os colapsos na geração de energia estão relacionados ao consumo industrial.4 milhões de pessoas. cara de cão: determinaram — era o demo. ( ) No período final. primeiro a cachorrada pega a latir. a expressão “luz no final do túnel” foi explorada duplamente: com o sentido conotativo. ( ) Ao mencionar “a geração de energia”. havia chance de faltar energia para 7 milhões de pessoas.” 17 GABARITO IMPRIMIR Assinale a afirmativa correta em relação ao trecho. Não tenho abusões. Todo dia isso faço. de Guimarães Rosa. cedi. sobre a qual o narrador e o ouvinte estariam conversando. UFRS Leia o trecho abaixo de Grande Sertão: Veredas. por defeito como nasceu. os olhos de nem ser — se viu —. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. 36. instantaneamente — depois. significando solução para o problema. e com máscara de cachorro. Deus esteja. ainda não-explorados. a) “Nonada” remete a uma situação anterior. Cara de gente. no baixo do córrego. 35. ( ) As porcentagens no primeiro parágrafo permitem afirmar que. b) As palavras do narrador indicam que o “senhor” compreendeu adequadamente o ocorrido. ( ) O termo “energizês” é uma criação vocabular formada a partir de energia para designar a linguagem técnica internacional do setor da Bolsa de Valores de São Paulo que trata da economia de energia. então. Alvejei mira em árvores no quintal. ( ) Devido a novas tecnologias. erroso. UnB-DF A propósito das idéias e expressões do texto. Vieram emprestar minhas armas. UnB-DF No que se refere às idéias do texto e sua vinculação com outras áreas do conhecimento. isto é o sertão. os tiros sempre indicam que houve morte de homens.

Interpretação de texto II Avançar .400 O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. foi publicado na TVFolha. “Muito do que se condena na televisão brasileira como sendo obtuso. duplo air-bag. mas durante muito tempo aparelhos de TV foram privilégio das classes alta e média. A televisão foi implantada no Brasil em 1950. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. julgue os itens que seguem como verdadeiros ou falsos: ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir dela. Jeep Grand Cherokee. ( ) sobressai. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. Ele tem motor 4. no fragmento. reacionário ou malfeito é apenas popular. CELULAR. apenas os mais ricos possuíam um televisor. no interior do país. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda.” 18 A respeito da forma de ordenação de idéias empregada pelo autor. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão ‘Up Country’ para você chegar onde ninguém chegou. de Alcino Leite Neto. no fragmento. Texto para a questão 38: “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL.0 L High Output. 11/10/98. 2000. Jeep® Só Existe Um.37. A vida moderna em favor da vida de verdade. Jeep Grand Cherokee.” GABARITO Veja. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. um tipo de ordenação muito utilizado nos textos jornalísticos: a ordenação por contraste de conceitos. ( ) a ordenação por tempo e espaço favorece um raciocínio que opera com noções de transformação e mudança. consideradas num certo período e em determinado lugar. 38. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. UFMT Com base no texto acima. ( ) o argumento de que. No início da década de 60. a especificação de conceitos. no Brasil. A partir de R$ 55. já que o autor define a TV como um meio de comunicação demasiadamente popular. a televisão esteve associada a privilégio de classe é demonstrado por meio de um tipo de ordenação: a enumeração de fatos. então predominantemente rural. UFGO O trecho abaixo. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. é possível afirmar que ( ) prevalece. demasiadamente popular. de 30 jul.

Mesa. escova. pastas. a falta de nome próprio e de descrição física do personagem. gilete. Bandeja. notas. por exemplo. vales. Papéis. caixa de fósforos. pasta. livro. documentos. água. no isolamento de sua casa e do escritório da agência de publicidade em que trabalha. Maço de cigarros. Abotoaduras.39. Televisor. (04) Trata-se de um texto em prosa. relatórios. descarga. camisa. como resposta. chaves. cadeira. meias. “Circuito fechado Chinelos. marcado por uma das características fundamentais do romantismo: a solidão do homem que. singular e diferenciado dos demais. pratos. a soma das alternativas corretas. tempo. J. fósforo. níqueis. água. prato. creme de barbear. água quente. tempo. cigarro. paletó. cartas. Vaso. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. maço de cigarros. meias. Tal isolamento é necessário para que o personagem desenvolva suas idéias e realize as suas obras. provavelmente artística. marcada pela solidão e pelo automatismo. Táxi. folheto.” RAMOS. (16) Trata-se de um texto em prosa em que a construção do personagem não permite uma universalização da experiência por ele vivida. Carro. copo. revista. fósforo. telefone interno. calça. cadeiras. telefone. Dê. Cigarro e fósforo. evidenciando a passividade (não-ação) e a desumanização do personagem. papel. espuma. xícara. Mesa. externo. caneta e papel. papel. não consegue adaptar-se à mediocridade que caracteriza a vida dos seus semelhantes. telefone. cortina. pente. Mesa. pratos. caneta e papel. abotoaduras. Quadros. xícara e pires. xícara. toalha. creme dental. Maringá-PR Leia o texto a seguir e assinale o que for correto. cama. Cigarro e fósforo. Contos brasileiros contemporâneos. cavalete. Escova de dentes. pincel. pia. papéis. 19 (01) Trata-se de um texto em prosa. 1995. poltrona. Prova disso é que o que se destaca são os sentimentos do personagem. Paletó. vaso. guardanapo. bilhetes. Água. quadro-negro. 71. fotos.Interpretação de texto II Avançar . In: LADEIRA. sapatos. cueca. canetas. caneta. etc. Quadros. giz. guardanapo. lenço. Provas disso são. Pia. Escova. carro. memorandos. papéis. papel e caneta. papéis. cadeiras. água. fósforo. Xícaras. quadros. sapatos. Prova disso é o fato de que a primeira enfatiza a idéia de rotina. telefone. Cigarro e fósforo. p. (32) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a antítese e a metáfora. cigarro. copo de papel. caixa de fósforos. exemplificado pelo escritório da agência de publicidade em que trabalha e pela classe social a que pertence: a classe média. xícara pequena. caixa de fósforos. Mictório. esclarecendo o título do texto. São Paulo: Moderna. fósforo. Maço de cigarros. creme dental. revista. construídas por meio do uso exclusivo de substantivos. de saída.) são construídos a partir do uso exclusivo de substantivos. papéis. bloco de papel. (64) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a repetição e a metonímia. Carteira. pijama. Chinelos. espuma. cinzeiro. copos. espaço. Mesa. fósforo. garrafa. cadeiras. pasta. água fria. Prova disso é o fato de que as ações e a situação dramática. água. (02) Trata-se de um texto em prosa. espátula. a explicação do comportamento humano baseada na idéia de que o homem é um produto do meio em que vive. xícara.) do que a determinação que o personagem principal sofre do meio social. travesseiro. camisa. cigarro. marcado por uma das características fundamentais do realismo do século XIX: o determinismo social. Poltrona. caixas de entrada. de G. copo com lápis. gravata. agenda. Cigarro. Ricardo. cigarro. (08) Trata-se de um texto em prosa em que as ações e a situação dramática são reduzidas ao contato com objetos do cotidiano. bule. copos. Creme para cabelo. Cigarro e fósforo. prova de anúncio. papel e caneta. cartaz. Prova disso é o fato de que importa menos a forma pela qual são construídos os elementos da narrativa (personagem. Cueca. Jornal. esboços de anúncios. cigarro. descarga. toalha. projetor de filmes. cigarro. papéis. cheques. lápis. água. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. espuma. Coberta. telefone. gravata. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. Mesa e poltrona. chinelos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . cinzeiros. limitada à rotina da polaridade casa-trabalho. espaço. guardanapos. que exerce uma função criativa. convertem-se no seu contrário. papéis. Prova disso é o fato de que a primeira contrapõe a rotina massacrante do trabalho à imprevisibilidade característica da vida doméstica. cadeiras. Relógio. jornal. relógio. Mesa e poltrona. telefone. talheres. vaso com plantas. fósforo. caneta. marcado por uma das características fundamentais da arte moderna e contemporânea: a pesquisa de novas formas de expressão estética criadas a partir do experimentalismo lingüístico. E. talheres. pia. Prova disso é que todos os elementos da narrativa (personagem. sabonete. telefone. talheres. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. Pasta. sabonete. bloco de notas. Poltrona. no caso. relógio. etc. U. fósforo. evidenciando que o personagem vive uma vida tediosa e aborrecida. água. calça.

05/09/99. Há 20 anos eles foram 57%. nas quais apenas 25% dos aprovados no vestibular. Voltar Língua Portuguesa . Um exame em detalhe da questão revela as inconsistências do projeto. 2. Paulo. Reservar cotas para estudantes do Estado não ataca o problema. ( ) falta vontade política para a solução de problemas cruciantes da sociedade brasileira. em idade de estudar no ensino médio. Em 1999. a oposição estabelecida nos dois primeiros. uma vez que são elas que lhes renderão votos nas urnas. em 98. estão em escolas desse nível de instrução. 1. A reação imediata diante desse tipo de iniciativa é lembrar aos parlamentares que universidade é centro de excelência. Segundo o Mec. Apenas 45% dos alunos das universidades federais viriam de escolas públicas. justificam. no parágrafo final. Por que as vagas serão reservadas apenas aos que fizeram integralmente seus estudos na escola pública? Quem a duras penas teve estudos pagos por um ou dois anos em uma barata e ineficaz escola privada. 53% estão atrasados nos estudos. Cad. 27% dos novos alunos da USP vieram de escola pública. Parece evidente que o enfoque sério do problema deve ser o da melhoria da educação pública. São poucos os de fato pobres que furam a barreira da ‘discriminação’. Resta a aprovação da Câmara para que a criação de cotas no ensino superior e uma benevolência demagógica se tornem lei. o enunciador constrói argumentos que se apóiam em comprovações que. num processo decrescente vão reafirmar. De resto. Mas apenas esse argumento não mostra quão desinformada é a atitude dos que defendem tal medida.Interpretação de texto II Avançar . aumentaria em 7. Apenas 25% dos brasileiros. p. permite-nos estabelecer a oposição “democracia versus demagogia”. de resto em detrimento de estudantes mais preparados. Na justificação do projeto senatorial. Vale lembrar ainda que são 5 milhões os que cursam o ensino médio público. ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo e já. Os ainda poucos brasileiros que chegam ao ensino médio público estudam em escolas cujo nível claramente se degrada. vestibulandos bem-sucedidos de escolas públicas cursaram estabelecimentos que muitas vezes estão em bairros de classe média. UEGO A partir da leitura do texto. IMPRIMIR ( ) a frase “Reservar cotas para estudantes… pode reservar votos para os defensores de tal projeto” (último parágrafo) é sinônimo de democracia. uma vez que a escola pública concretiza o termo democracia.” Folha de S. Alguma aritmética pode dar ainda a medida da inocuidade do projeto de cotas. 20% dos estudantes da Unicamp provêm de famílias com rendimento inferior a dez salários mínimos. USP e Unicamp. cursaram o ensino médio. Há cinco anos. cujos pais têm boa formação educacional. na Unicamp e nas instituições federais que matriculam por ano 107 mil novos alunos. auxiliam as escolas até com dinheiro e participam da comunidade escolar. Mesmo assim. alega-se que a lei é ‘medida de ação afirmativa’ que quer ‘atenuar a discriminação imposta às camadas mais pobres’. a partir do segundo. eles eram 32%. começa construir a oposição ao que foi afirmado. 20 GABARITO 40. podemos afirmar que ( ) a palavra demagogia. em escola do Estado. ( ) nos cinco parágrafos entre o início e a conclusão do texto. pois os políticos só se interessam por soluções paliativas e que provocam impacto. Embora a grande maioria dos brasileiros tenha renda inferior a essa. que há aos milhares. Com a nova lei. deve ser excluído? É uma minoria seleta de grandes escolas privadas que coloca seus alunos nas melhores universidades. mas pode reservar votos para os defensores de tal projeto. como justifica o projeto do Senado. ainda assim ela não basta para pagar mensalidades de escolas de elite. Os senadores poderiam até acenar com dados de duas das melhores universidades do Brasil.000 o número de alunos de escolas públicas na USP. de formação dos melhores e mais capacitados quadros do país. ademais se considerada a ambição de propósitos senatoriais. presente no título.Texto para as questões 40 e 41: “Escola Pública e Demagogia O Senado acaba de reservar 59% das vagas das universidades públicas para estudantes que fizeram seus cursos fundamental e médio apenas nas escolas públicas.

aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. no livre exercício de suas próprias soberanias. ( ) no segundo parágrafo. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. Voltar Língua Portuguesa . mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. no interior de suas fronteiras. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. pode-se afirmar que: ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo. I.Superior de Brasília-DF 21 “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. 1948). conseqüentemente. temos uma primeira oposição ao proposto no primeiro e uma introdução ao terceiro. esses são anafóricos e. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. como a realização dos postulados da justiça social’. UEGO Em relação à estrutura e ao conteúdo dos parágrafos. ( ) Os membros da OEA se obrigam a seguir as normas de promoção e proteção dos direitos do homem.Interpretação de texto II Avançar . cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. quinto e sexto parágrafos são fornecidos detalhamentos da afirmação feita no terceiro e esses detalhamentos contribuem para dimensionar a inocuidade do projeto.” GABARITO IMPRIMIR Julgue os itens a seguir. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. Além disso.41.E. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. ( ) no quarto. de acordo com a leitura. ( ) Cada país membro encarrega-se. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. esclarecendo e conquistando a adesão do leitor às suas idéias. ( ) Infere-se que os direitos configurados na Carta Internacional de Garantias Individuais sofrem alguma espécie de limitação. uma vez que sua conclusão é incontestável. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’. mas também ‘com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. ao mesmo tempo em que acena com a possibilidade de que a proposta não chegue a ser lei. o autor apresenta a degradação crescente do nível de ensino da escola pública. como tal. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. ( ) Infere-se que se estabele uma diferença entre liberdade política e liberdade de espírito. compreensão e interpretação textuais: ( ) Desses. comprovando o caráter demagógico da medida. ( ) no último parágrafo. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. fatores de coesão textual. de velar pela observância das normas criadas internacionalmente. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. o enunciador apresenta os argumentos de seu opositor. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. 42. a resolução sobre ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. ( ) no terceiro parágrafo. Colômbia.

de linhas perfeitas.) ‘Está enganado. basta terem o poder. o verbo “deixara” poderia ser substituído por seu correspondente composto. mas também das que ainda pretendia fazer”. Gosto das pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas’. minuciosa e sistematicamente. companhias de cartões de crédito. Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito.Texto para as questões 43 e 44: “(…) Eu deixara o visitante falar. bancos. é ambíguo e provoca um efeito de sentido que permite uma referência tanto a aspectos psicológicos quanto físicos. em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. ( ) Em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. mas admite a possibilidade de o livro ser escrito futuramente. ( ) Em “Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados.” não teria o sentido de contraposição alterado.Interpretação de texto II Avançar . ( ) De acordo com o texto. fodidos e oprimidos. companhias de serviços públicos. que era um anão.Católica-GO Com base na construção e organização gramatical do texto. U. ( ) No fragmento em análise. que significa “gabar-se. (Esse livro. pela presença de alguns vocábulos mais utilizados na linguagem oral. com relação ao modo de narrar. depois do verbo por anteceder a preposição “para”.Católica-GO Levando em consideração as relações de sentido na construção do texto. Ensino a técnica adequada para devassar. Nariz de Ferro. virando sua enorme cabeça de cabelos encarapinhados. nunca foi escrito. ( ) O pronome “me” em “Em me preparei para enfrentar a adversidade” teria de vir. Pela sua cara vejo que não gosta de mim’. mas também das que ainda pretendia fazer. vangloriar-se”. levantou-se e. o qual se constrói com uso do discurso direto. percebe-se. qualquer pessoa ou instituição que tem força e sacaneia os outros. o referido Manual é escrito para as pessoas que têm poderes — como financeiro e político — e apresenta métodos para destruir aqueles que não têm esses poderes. levando-se em consideração outras informações contidas no texto. forças armadas. mais utilizado na linguagem oral: Eu tinha deixado o visitante falar… IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 44. Nele descrevo. há a mistura dos dois níveis de linguagem: o formal e o informal. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. mas também das que ainda pretendia fazer. ( ) O período “Nariz de Ferro. como atormentar e destruir sem misericórdia. a presença de um narrador personagem e. sem interrompê-lo. eu disse. Essa afirmação é reforçada por meio do vocábulo “jactar-se”. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. embora tivesse a postura de um gigante presunçoso… ( ) O vocábulo “altura” em “Gosto de pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas”. exterminar indivíduos e organizações odiosas. o nível informal. mostro como atacar saindo das sombras. ( ) À fala de Nariz de Ferro aplica-se a conhecida expressão “olho por olho. introduz o pressuposto de que Nariz de Ferro não escreveu o Manual. ( ) No fragmento em análise. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. aniquilar. seja ele quem for. o predomínio do diálogo. a polícia. os verbos em destaque exercem a função sintática de predicativo do sujeito. na verdade. ( ) De acordo com a fala da primeira personagem. fodidos e oprimidos”. ( ) Em “Eu deixara o visitante falar…”. arruinar. dente por dente”. com relação ao modo de citação do discurso. era um pouco mais negro do que o rosto. Seu nariz imenso. Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. de acordo com a regra de colocação pronominal. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. desmoralizar. o proprietário senhorio. imposto de renda. ‘Eu me preparei para enfrentar a adversidade. se fosse assim reescrito: Nariz de Ferro. (…)” 22 43. que era um anão. O nível formal evidencia-se pela predominância de uma construção sintática adequada à norma padrão. a loja comercial. U. a intromissão do narrador apresenta sutilmente uma característica negativa do caráter da personagem. exibiu o perfil para mim. ( ) O uso da palavra “ainda”. os métodos mais sujos e destruidores para se ir à forra de qualquer inimigo. os nossos inimigos podem ser pessoas ou instituições. que era um anão.

festa inventada pros brasileiros serem caridosos…” ( ) A mocica fez ele parar… O uso do pronome do caso reto como complemento não é adequado. Macunaíma. é de origem francesa e está grafada de acordo com a regra ortográfica vigente. ( ) O emprego do acento grave em “conectadas à Internet” está adequado por ter a palavra — “Internet” — sido considerada do gênero feminino em língua portuguesa. observa-se uma intertextualização com a passagem bíblica referente ao Dilúvio. ( ) No texto. o brasileiro falado e o português escrito. Macunaíma passeava e encontrou uma cunhatã com uma urupema carregadinha de rosas. ( ) O imperativo do verbo “imaginar” e o pronome “seus”. ( ) Em “Foi e viu um despropósito de coisas”. o brasileiro falado e o português escrito”. como pronome relativo. falando: Custa mil réis. Já sabia o nome de tudo. ( ) Em … “até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. U.” ANDRADE. No entanto. Julgue-as.Católica-GO As proposições que se seguem referem-se ao texto.”. “Uma feita era dia da Flor. festa inventada pros brasileiros serem caridosos e tinha tantos mosquitos carapanãs que Macunaíma largou o estudo e foi na cidade refrescar as idéias. o segundo “que” é pronome relativo e. e examinava dentro dela aquela porção de monstros. ( ) A referência à festa da Flor configura-se no texto como uma crítica ao sentido capitalista da criação de determinadas datas comemorativas. de acordo com as normas da língua padrão. ( ) A charge apresenta uma Imagina. Essa afirmação confirma-se nos dois últimos períodos do texto. em contraposição ao conceito inicial dado à festa da Flor. U. o complemento verbal refere-se aos dois verbos empregados: foi e viu. Parava em cada vitrina.45. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . têm como referente um mesmo elemento nominal: a palavra “louro”. ( ) Em “Aqui diz que as pessoas que passam…”. percebe-se uma referência explícita às variedades lingüísticas em nosso país. Uma feita era dia da Flor. 46. exerce função sintática na frase em que aparece. tanto que até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo.Católica-GO Considere a charge que segue e julgue as afirmativas como verdadeiras ou falsas. ( ) A palavra “vitrina”. dividindo a língua em dois registros: o falado e o escrito.Interpretação de texto II Avançar . no texto verbal da charge. fica clara a consideração e a amizade do internauta por seu animal de estimação. A mocica fez ele parar e botou uma flor na lapela dele. Mário. “Macunaíma aproveitava e esperava se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. ( ) A expressão facial do internauta e outros elementos icônicos presentes na charge reforçam e exemplificam a mensagem verbal. 23 ( ) Em “se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. o emprego dessa forma contraria uma característica do texto — a oralidade — uma vez que a forma utilizada na linguagem coloquial é vitrine. louro… Aqui diz que situação de crítica ao apeas pessoas que passam muito tempo conectadas à Internet go excessivo das pessoas acabam menosprezando seus ao mundo virtual e um laços de amizade… alerta em relação à utilização das informações que deveriam servir para colocá-las em sintonia com seu mundo real. em “Parava em cada vitrina”. Foi e viu um despropósito de coisas.

‘roubada’ do Rio Grande do Sul. mais de 400 estão instaladas no país. não se preocupa com sua coerência. transferência dos brasileiros. UEMS A partir da leitura do poema abaixo podemos afirmar: “Cobras cegas são notívagas. existem colônias de franceses no Paraná. essa transferência representa um reforço na filial”. Para os executivos e a família. Certas árvores só frutificam de 25 em 25 anos. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. 48. por isso esta empresa instalou-se lá. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. o poema é coerente. a) b) c) d) e) o poema não é coerente.Interpretação de texto II Avançar . d) empresas da Renault. pois as frases estão soltas. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. e) o governo do Rio Grande do Sul não colocou guardas na Ford. Podemos inferir que: a) o governo da Bahia convenceu o governo do Rio Grande do Sul a deixar a Ford naquele Estado. Em São Paulo. c) o governo da Bahia trapaceou o governo do Rio Grande do Sul. e) companhias transnacionais. mudança dos executivos estrangeiros. pois não possui “elos” entre um verso e outro. Das 500 maiores companhias transnacionais. Voltar Língua Portuguesa .Texto para as questões 47 e 48: “No Brasil. a mudança é um sacolejo completo na vida. graças à Renault. d) o governo do Rio Grande do Sul não quis a Ford em seu estado. Para as companhias. mas possui significação. UEMS Na passagem A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. ao construir um poema. e isto garante a sua coerência. Hoje. 24 No fragmento anterior. b) mudança dos executivos. essa transferência representa um reforço na filial. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. Veja. O mundo não é o que pensamos. os versos do poema estão justapostos. 47. transferência dos brasileiros. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. 49. Desde 1990. Macacos também preferem o isolamento. b) o governo da Bahia ofereceu mais incentivos à Ford. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. companhias transnacionais. por isso a Bahia rouboulhe esta empresa. um poeta.” BUCHALLA. O orangotango é profundamente solitário. UEMS “Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. os termos sublinhados referem-se respectivamente às seguintes passagens do texto: a) companhias transnacionais. Andorinhas copulam no vôo. Anna Paula. Para as companhias. o poema não possui “elos” conectivos. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz.” GABARITO IMPRIMIR Carlos Drummond de Andrade. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. mudança dos executivos estrangeiros. c) empresas da Ford. 26/04/2000.

( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. em 1946. Ficou tão entusiasmado que até se esqueceu de ir ao dentista.” Superinteressante. um dos maiores paleontólogos do mundo. no Rio de Janeiro. que o guarda até hoje. fazendo o que pareceu. Unifor-CE O texto explora como idéia central: a) a incerteza que envolve o julgamento de alguns acerca da garantia dos cientistas a respeito dos robôs do futuro. d) a possibilidade de que. e) a comparação entre o peso dos primeiros computadores do mundo e o dos computadores na atualidade. 1999. um dos primeiros computadores do mundo. assim. assinalando V (verdadeira) ou F (falsa). Lembremos: quando um dos primeiros computadores do mundo. Esse fato autoriza a reiteração da dúvida: estarão os cientistas sonhando? Talvez sim. em todos eles. que não seja possível sequer desligá-los. para meter a picareta no calçamento e levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. Talvez estejam sonhando. Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade reparou em algo estranho. assumindo. no Rio de Janeiro. Esperou o Carnaval.Interpretação de texto II Avançar . várias expressões retomam ou antecipam outras para conferir coesão ao texto. “A cidade das calçadas jurássicas O padre italiano Giuseppe Leonardi. foi produzido. Marque a(s) alternativa(s) que aponta(m) corretamente essas ligações. Mas o padre-cientista não se abalou. → Rio de Janeiro. o Eniac. um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens. no futuro. como pensam alguns. b) a crítica que considera tresloucada a previsão da revista Popular Mechanics em 1946. na época. Ali estavam impressas pegadas de répteis que habitaram a região de Araraquara 180 milhões de anos atrás.50. reparou em algo estranho. Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros do período jurássico. Texto para as questões 51 e 52: “Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas. 25 ( ) Ali estavam impressas pegadas de répteis… → lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. Talvez não.” GABARITO 51. que o guarda até hoje. UFPR No texto abaixo. → o padre Giuseppe Leonardi. Hoje. estava viajando pelo interior paulista em 1976 quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. ( ) … quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. ( ) Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. nos arredores da cidade. Leonardi explicou ao prefeito que precisava arrancar os trechos de calçadas com pegadas de dinos. ( ) O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. todos os robôs venham a ser desligados. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. que o guarda até hoje. A análise das marcas confirmou o seu palpite. quando a cidade inteira estava muito ocupada em se divertir. um computador bem mais poderoso do que o Eniac cabe no bolso da camisa. Abril. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . no Rio de Janeiro. ( ) Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros… → rochas de uma pedreira. O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. → o interior paulista. uma previsão tresloucada: ‘Os computadores do futuro talvez usem apenas mil válvulas e pesem em torno de uma tonelada’. → os répteis que habitavam a região. As lajes tinham sido arrancadas das rochas de uma pedreira. que supera o Eniac. c) a potência do computador de hoje. Talvez não. → pegadas de répteis. a revista Popular Mechanics escreveu que a nova maravilha eletrônica tinha 18 mil válvulas e pesava 30 toneladas. nos arredores da cidade.

d) o computador é a expressão mais aprimorada do avanço da tecnologia. permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias. d) os defensores de uma falsa democracia. c)“permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias” = possibilitando uma vida menos humanitária. ele terá mostrado que o socialismo é possível nesta parte do mundo. cinco séculos depois do Descobrimento. b) a eficiência do computador independe de suas dimensões. a frase que está reconstruída de modo a preservar seu sentido é: a)“Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona” = pressupõe-se que essa atitude implique o funcionamento do socialismo. mas cultivado e agravado a miséria de um povo que. os jornais. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. Texto para as questões de 53 a 56: “Um triste espetáculo é a alegria feroz com que os políticos e cidadãos que se dizem democratas. na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime. b) os entusiastas de um conceito superado de democracia. tendo em vista a influência que já exerce em nosso país. e) os cidadãos. 26 53. segundo o qual as eleições consolidam o poder político do povo. d)“na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime” = em face da intuição de que o regime está perdendo força. Mas o fato é que (repita-se pela milésima vez) o regime cubano conseguiu o que nenhum outro tinha conseguido na América Latina: tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade. que impede o povo de superar a opressão social e política. mas se submetem a todo e qualquer tipo de ditadura. c) todos os que sentem prazer em derrotar o socialismo cubano. afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos.52. sofre todas as privações e. na miséria e na desgraça coletiva.Interpretação de texto II Avançar . vive doente. Recortes. ao invés da opressão política imposta pelas elites. a bicicleta substitui o automóvel. o rádio. quando as classes dominantes não resolvem salvar a pátria por meio do singular instrumento ‘democrático’ que são os golpes mais ou menos militares. e)“que só pode ser mencionada entre aspas” = cuja menção deve vir sempre ressalvada. E mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. 54. pois tem não apenas mantido. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) qualquer ameaça dos robôs do futuro ao homem será detida pelo simples gesto de desconectá-los. Note-se que isso não é uma vaga esperança: é uma realidade. b)“tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade” = livrar o povo de quem o sujeita e fazê-lo crer na ilusão de que seja digno. alimentação. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . serve de boa massa para os demagogos elegerem quanto aventureiro consiga vender a sua deteriorada mercadoria política. Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona. Parece que lhes dá prazer noticiar e comentar que falta alimento e roupa. para esses críticos eufóricos o que funciona é a ‘democracia’ brasileira. c) ainda hoje há previsões tresloucadas a respeito dos computadores. cuja principal preocupação é gerar a instabilidade do regime socialista. a fim de pagar os sustos que deu. Com certeza esperam que o regime odiado acabe na fome. portanto. que só pode ser mencionada entre aspas. Provavelmente. políticos e jornalistas que se dizem democratas. graças à aquisição dos requisitos indispensáveis — saúde. relativa equivalência de oportunidades. não sabe ler. Fuvest-SP Considerando-se o contexto em que aparece. e) robôs e computadores condicionam o poder da tecnologia. Isso. a TV descrevem as dificuldades de Cuba. Fuvest-SP O autor identifica os opositores do regime cubano entre a) os membros da oligarquia cubana. Antonio.” CANDIDO.

Texto para as questões de 57 a 60: “Um amigo meu estava ofendido porque um jornal o chamou de boa-vida.. d) I. mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. Em relação ao texto. e) II e III. não apenas o daqueles mais ricos. Kropotkin — têm enormes apetites sociais.” Rubem Braga. aquisição dos requisitos indispensáveis. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. II... b) II. Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações: I. A veracidade das informações de que em Cuba “falta alimento e roupa. a seu modo... na posse de bens particulares e influência pessoal. o que é insultuoso é que ela o seja apenas para alguns. a não ser ‘social’ seja tomado no sentido de ‘mundano’. estão articuladas numa relação de causa (I) e efeito (II) as seguintes expressões: a) I. não se contentam com belas casas. IMPRIMIR c) a discrepância entre a visão que um escritor tem da vida em sociedade e a realidade vivida por algumas camadas sociais. a bicicleta substitui o automóvel” é contestada pelo autor. Foi um homem que a vida inteira viveu de seu trabalho. Não era um cínico. a qualificação de “eufóricos”. e) a ambição de possuir sempre mais.55. tendo em vista o bem da sociedade em geral. William Morris.’ Esse ‘apetite social’ é raríssimo entre os nossos homens ricos. deve-se à convicção de que eles avaliam com pessimismo as possibilidades da democracia no Brasil. e se chamava Bernard Shaw. os elementos sublinhados indicam a preocupação do autor em manter sua objetividade diante dos dados que analisa. da mão-de-obra oferecida por algumas profissões bastante desvalorizadas. Vejam que país. Voltar Língua Portuguesa . Ele nos fala de alguns homens ricos: ‘Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida — homens como Ruskin. III. Unifor-CE A expressão “apetite social” significa. aquisição dos requisitos indispensáveis. não se contentam com esposas cheias de diamantes e filhas em flor. para alguns homens: a) o usufruto de uma condição econômica bastante favorável. II. terá mostrado que o socialismo é possível.Interpretação de texto II Avançar . dar-lhe o sentimento da própria dignidade. mas um homem de vigorosa fé social. a iniqüidade mantida pelas oligarquias. No segundo parágrafo. b) uma preocupação mais ampla. para tornar melhor a sociedade em que vivia — e em certa medida o conseguiu. d) uma possibilidade de exploração... que não é percebido como suficiente. que tempo. está correto somente o que se afirma em a) I.’ Quem escreveu isso não foi nenhum de nossos estimados agiotas. terá mostrado que o socialismo é possível. tirar o povo da sujeição torpe: II. além daquilo que já faz parte de seu patrimônio.. 27 56. II. e porque todo homem que encontram não é um amigo e toda mulher não é romance. II. sofrem com a arquitetura da casa do vizinho. querem belas cidades. b) I. II. que passou a vida lutando. d) I e II. a lavadeira cheira a gim. c) III. no texto. ‘Dinheiro é a coisa mais importante do mundo. E nossos homens de governo têm uma pasmosa desambição de governar. a costureira é anêmica. tirar o povo da sujeição torpe. que situação! A vida deveria ser boa para toda gente. pela camada mais alta da população. e) I. Fuvest-SP No terceiro parágrafo. GABARITO 57. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. queixam-se porque a operária está mal vestida. atribuída a “esses críticos”. Nas expressões “relativa equivalência de oportunidades” e “afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos”. c) I.

no texto. habitualmente. c) senso estético de determinados grupos sociais e seu poder econômico. o objetivo principal e a forma de que dispõem os homens ricos de exibir tudo aquilo de que desfrutam. Unifor-CE Depreende-se corretamente do texto que o cronista: a) defende sua própria opinião de que as pessoas mais ricas só vivem preocupadas com sua vida particular e com o bem-estar de sua família.. GABARITO 60. que possibilita a um escritor dedicar-se plenamente ao seu trabalho. sem preocupar-se com sua sobrevivência. de que ricos são aqueles que buscam melhorar as condições de vida para todos os que compõem uma sociedade. c) reconhece as razões de pessoas que preferem viver sua vida discretamente. c) caberia à camada mais rica da sociedade. d) jornalistas devem ter sempre o cuidado necessário para não expor publicamente a situação econômica e social de algumas pessoas. estabelecer condições para a igualdade social. e) propriedades particulares e vida familiar organizada. 28 d) aceita a postura de várias figuras ilustres. b) prestação de serviços básicos e trabalho intelectual. especialmente os considerados pouco dignos dentro da sociedade. e) agiotas e escritores podem ter opiniões idênticas quanto ao real valor do dinheiro. b) não há mérito social algum em pessoas que vivem apenas de seu trabalho. a par dos órgãos governamentais. um paralelo positivo entre: a) percepção das dificuldades de algumas camadas sociais e justiça social. 59.” Essa afirmação estabelece. Unifor-CE “Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida têm enormes apetites sociais. e) compartilha a opinião de Bernard Shaw. único meio de as pessoas desfrutarem de uma vida digna na sociedade. inclusive Bernard Shaw.58. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de que tomar-se rico deve ser o objetivo final daqueles cujo trabalho é reconhecido publicamente. b) enfatiza a necessidade do dinheiro. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) a vida mundana se torna. sem se deixar expor pela imprensa à opinião pública..Interpretação de texto II Avançar . d) relacionamento afetivo e condições socioeconômicas de preservá-lo.

Com os dias. p. E comecei a sentir falta das primeiras brigas por causa do tempero na salada — o meu jeito de querer bem.Interpretação de texto II Avançar . Primeiros dias. Uma hora da noite eles se iam e eu ficava só. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . tanto no que diz respeito à organização da casa. e) O autor do texto explicita seu apelo por perceber que. PUC-SP Assinale a alternativa correta: a) O autor do texto explicita seu sentimento de liberdade por perceber que. “Apelo Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. não senti falta. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. c) O autor do texto explicita seu sentimento de solidão por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma desordem em sua vida cotidiana. acostumado a viver com uma mulher. desorganiza-se ao estar sozinho por um período superior a uma semana. Senhora. ah. (org. III. O texto apresenta uma visão da vida cotidiana de um homem que. sem a Senhora. Senhora? Às suas violetas.) O conto brasileiro contemporâneo. o leite pela primeira vez coalhou.Texto para as questões 61 e 62. 29 61. b) Apenas I e III estão corretas. 62. A ausência da Senhora desencadeia um processo de descontentamento para o autor que menciona problemas com a ordem da casa e com a desordem dos sentimentos. São Paulo: Cultrix. A subjetividade presente no texto é marcada pela presença do pronome de tratamento Senhora. esquecido na conversa da esquina. II. não lhes poupei água e elas murcham. Assinale a alternativa correta.” TREVISAN. calço a meia furada. c) Apenas II está correta. quanto ao que diz respeito à organização do convívio dele consigo mesmo e dele com os demais. e até o canário ficou mudo. o prato na mesa por engano. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. não pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço. sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia. na janela. Não tenho botão na camisa. bebem com ele à noite no bar e acompanham-no nas refeições diárias. Dalton. a) Apenas I está correta. por favor. bom chegar tarde. quanto ao que diz respeito às pessoas e aos animais. d) O autor do texto explicita seu sentimento de alegria por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma inversão de valores em sua vida cotidiana. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão. Venha para casa. b) Os interlocutores do texto são os amigos do autor que conversam com ele na esquina. Para não dar parte de fraco. fui beber com os amigos. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe. Senhora. PUC-SP Considere as seguintes afirmações: I. A. conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. In BOSI. 190. sozinho. para dizer a verdade. pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. tanto no que diz respeito às camisas e meias. 1997. Acaso é saudade. Toda a casa era um corredor deserto. Senhora. como a última luz na varanda. sozinho. d) Apenas II e III estão corretas. a imagem de relance no espelho. e) Apenas III está correta. ninguém os guardou debaixo da escada.

João Cabral de Melo. ligada à ação persuasiva do artefato sobre o objeto natural. o efeito de verdade na obra de arte. dobro-o. In: Obra Completa. fundamentado em modelos preexistentes. 1994. até o onde quero. ( ) uma analogia entre o ofício do ferrageiro e o do poeta. 595-6. então. é só derramá-lo na forma.Interpretação de texto II Avançar . Só trabalho em ferro forjado que é quando se trabalha ferro. O poema mostra: ( ) o fazer poético como um processo racional. Organizada por Marly de Oliveira com assistência do autor. Conhece a Giralda em Sevilha? Decerto subiu lá em cima. ( ) a relação criador-criatura enfocada sob uma perspectiva irônica. O ferro fundido é sem luta.” NETO. foi a forma que fez. mas ao que pode até ser flor se flor parece a quem o diga. sem controle seletivo. Nada têm das flores de forma moldadas pelas das Campinas. corpo a corpo com ele. ao senhor que dizem ser poeta: o ferro não deve fundir-se nem deve a voz ter diarréia. Dou-lhe aqui humilde receita. Não há nele a queda-de-braço e o cara-a-cara de uma forja. não até uma flor já sabida. ( ) a “flor” forjada como exemplo de obra de arte criativa. Flores criadas numa outra língua. cuja marca é a ausência do sujeito. contrapondo-se ao plano do fundir. U. ( ) a verossimilhança. ( ) a ação de forjar ligada à marca da pessoalidade no processo criativo. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Existe grande diferença do ferro forjado ao fundido. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Salvador-BA “O Ferrageiro de Carmona Um ferrageiro de Carmona que me informava de um balcão: ‘Aquilo? É de ferro fundido. é uma distância tão enorme que não pode medir-se a gritos. domo-o. Reparou nas flores de ferro dos quatro jarros das esquinas? Pois aquilo é ferro forjado. não a mão. 30 GABARITO Forjar: domar o ferro à força. ( ) a criação da poesia como um processo cuja marca é a fluência das palavras. p.63.

Na mesa ao lado está o sujeito que é casado com a Miss Brasil. UFMA “Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. o que se constata sobretudo pelos substantivos. tem oito filhos. b) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas e. um grande borborinho. Os garçons passam apressados carregando pratos e travessas. d) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. Durante a luta. no violino — cinqüenta e seis anos. Durante. cinqüenta anos. c) trata-se de um misto de narração e dissertação em que as ações das personagens servem como apoio para as argumentações do comentarista. vontade de vencer e. pois o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. meio século atrás: espancado com uma vara fina. quanto ao afeto. 65. ela veio noutro porão’. sua mãe. só sinto vontade de ganhar. o gerente não gosta mas ele não pode mudar de camisa todos os dias. só sinto vontade de ganhar e vencer porque o afeto antes é de boa sorte. continue. sinto vontade de ganhar e vontade de vencer. continue. o pianista tem quarenta anos. um rosto de quem vai perder as últimas esperanças. o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. ainda tem um restinho mas sabe que vai perdê-las num dia de calor tocando os Contos dos Bosques de Viena. ‘Tua vó fez risinhos e boquinhas. Os grandes espelhos da parede vieram da Europa no fundo do porão. Nesse instante chegam os músicos. parabéns. o mais moço. depois. e) Toda essa história de carinho acaba quando boto as lutas onde o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. só sinto vontade de ganhar e de vencer. b) o que mais determina o texto são as reflexões. a fim de que o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. “Os Músicos Faz calor. só sinto vontade de ganhar.” FONSECA. o que lhe confere teor dissertativo. principalmente no que diz respeito à caracterização física dos músicos. Todas as mesas estão ocupadas. desse modo. Depois de terminada a luta. Durante. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) predomina o caráter descritivo.” A alternativa que melhor expressa a idéia contida na fala do lutador de boxe Acelino — Popó — de Freitas. de forma mais concisa e coesa. trancado no banheiro. que nada de mau aconteça. Durante. se fosse rico — ‘fazia filho na mulher dos outros. vontade de vencer. parabéns. ele tocou Strauss no restaurante com o coração cheio de alegria — Elpídio na bateria. O afeto antes é de boa sorte. continue. morreu. bateria. Ceetps-SP Com base nesse texto é correto afirmar que a) as ações ganham relevo e determinam a estrutura do texto. antes é de boa sorte. adjetivos e mesmo verbos que auxiliam na caracterização do ambiente. coloca um lenço no pescoço para proteger o colarinho. continue. violino. depois da luta. que nada de mau aconteça. parabéns. já que o afeto antes é de boa sorte e que nada de mau aconteça. vontade de vencer.Interpretação de texto II Avançar . namorou dentro desse espelho’. as idéias discutidas ao longo dele. mulato. só sinto vontade de ganhar. e) apesar dos aspectos descritivos. mas sou pobre e faço na minha mesmo’ — e todos começam. parabéns. parabéns. Depois da luta. embora o único afeto que sinto pelos meus adversários seja antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. Depois da luta. três: piano. Lúcia McCartney. No ar. enquanto lá embaixo as pessoas comem bebem suam sem ao menos por um instante levantar os olhos para o balcão onde ele trabalha com os outros dois: Stein. Rubem. 31 64. em que as personagens se colocam vivas diante do processo narrativo. Durante. ainda que antes o afeto seja de boa sorte. mas é também o mais triste. a tocar a valsa da Viúva Alegre. c) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. cristal puro. é: a) Toda essa história de carinho quando boto as lutas. que nada de mau aconteça. O único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. o elemento determinante do texto é a narração. continue. Durante a luta. privado de comida ‘nem que eu morra você vai ser um grande concertista’ e quando Sara. Depois da luta. não exatamente ao mesmo tempo. Respondo: ‘Minha avó nunca viu esse espelho. visto que o afeto antes é de boa sorte. que nada de mau aconteça e. parabéns.Texto para a questão 64. e tudo continua no mesmo. que nada de mau aconteça.

A ciência descobriu uma realidade mais complexa. Até entre pessoas do mesmo estrato social.. a viagem progredira bem três léguas porque ordinariamente andavam pouco.” JUNQUEIRA. (. Fuvest-SP Reestruturando-se o terceiro período do texto. 9 jun. 23. E.. os exames mais sofisticados e os hospitais mais bem estruturados.).Interpretação de texto II Avançar . ordinariamente andavam pouco. Texto para as questões de 67 a 68: “Rico vive mais Nos últimos cinco anos.Texto para a questão 66: “Na planície avermelhada. dado que ordinariamente andavam pouco. a prática de exercícios e a exposição a substâncias tóxicas. os juazeiros alargavam duas manchas verdes.) quanto menor o nível social. como se sabe. pois haviam repousado bastante na areia do rio seco. In: Veja. a viagem progredira bem três léguas. Eduardo. 134.. (.” RAMOS. pela saúde das camadas mais pobres.. Os registros de morte entre os trabalhadores menos qualificados. b) haviam repousado bastante na areia do rio seco. a viagem progredira bem três léguas. Graciliano. eram três vezes maiores do que os anotados entre os de cargos superiores. Estudos conduzidos nos Estados Unidos chegaram a conclusões semelhantes: (. saudáveis’ consideram o saldo bancário. a viagem progredira bem três léguas. ano 32. Voltar Língua Portuguesa . afastando-se do fumo e de outras drogas.. o esgotamento psíquico mina o sistema imunológico do organismo humano. uma vez que haviam repousado bastante na areia do rio seco. F. importantes e portanto. Ordinariamente andavam pouco. e) Em virtude de andarem ordinariamente pouco e de haverem repousado bastante na areia do rio seco. Católica de Salvador-BA O texto: a) evidencia a existência de diferenças abismais entre as várias classes sociais. c) objetiva conscientizar a população da necessidade de levar uma vida saudável.) Médicos conscientes da tese ‘ricos. A princípio pode parecer óbvio: os ricos dispõem de mais recursos para pagar os melhores médicos. menor a taxa de mortalidade. e) mostra como saúde e qualidade de vida estão vinculadas a variáveis socioeconômicas e culturais. através dos galhos pelados da caatinga rala. A folhagem dos juazeiros apareceu longe.. p.. porém. d) Ainda que ordinariamente andassem pouco. Pequenas diferenças de salário. entre elas o cigarro. mantém-se o sentido original apenas em: a) A viagem progredira bem três léguas. respeitados centros de pesquisas científicas do mundo produziram nada menos do que 193 estudos sobre a relação entre condição socioeconômica e saúde (. c) Porque haviam repousado bastante na areia do rio seco. que por mais de 25 anos mapeou a saúde de 17 530 funcionários públicos e constatou que. Vidas secas. d) visa demonstrar a existência de uma preocupação. 32 66. n. a dieta alimentar. maior o desgaste emocional e maior o número de situações estressantes. por parte das autoridades. 1999.. o currículo escolar e o sucesso profissional tão importantes — ou até mais — quanto a genética. Fazia horas que procuravam uma sombra. quanto mais alto o nível hierárquico.) Todos tinham emprego garantido e contavam com o mesmo padrão de assistência médica. e a viagem progredira bem três léguas. mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro. estavam cansados e famintos. GABARITO IMPRIMIR 67. Um clássico do tema é a pesquisa do médico inglês Michael Marmot. b) destaca o grande desenvolvimento da atividade de pesquisa científica nos últimos anos. educação e status social pesam quando o assunto é qualidade de vida e longevidade.

E esta reflexão. uma estatura colossal. d) O grau de escolaridade é o que realmente faz diferença quando se fala em saúde. acabarão resolvendo seus problemas de saúde. e ri-me. e achando-a ainda no mesmo lugar. nem a pompa das folhas verdes. — me consolou do malefício. 33 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . invariavelmente. ela foi pousar na vidraça. A idéia subjugou-a. assim.Interpretação de texto II Avançar . Memórias Póstumas de Brás Cubas. podendo. tão negra como a outra. incomodado. uni o dedo grande ao polegar. foi pousar na vidraça. mesmo trabalhando sob maior pressão. pode-se afirmar: a) Os abastados são mais otimistas. começou a mover as asas. que me aborreceu muito. Não lhe valeu a imensidade azul. viu dali o retrato de meu pai. ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. pois sabem que. Veio por ali fora. c) A classe operária é mais propensa à doença por herança porque nela são mais freqüentes os maus hábitos. O gesto brando com que. e) As condições ambientais em que trabalham as classes privilegiadas as tornam menos vulneráveis às doenças. creio que para ela era melhor ter nascido azul. e. F. almoçada e feliz. senti um repelão dos nervos. com dinheiro. braços.” ASSIS. d) As pessoas com cargos de menor responsabilidade não se estressam tanto e. e não é impossível que descobrisse meia verdade. apesar dele. aterrou-a. — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo. que é sempre azul. soube conservar. saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. pode-se inferir: a) A facilidade de acesso aos melhores hospitais pela classe privilegiada pode ser um fator importante. sob a vasta cúpula de um céu azul. e me reconciliou comigo mesmo. depois de esvoaçar muito em torno de mim. “A borboleta preta NO DIA SEGUINTE. Fiquei um pouco aborrecido. Imaginei que ela saíra do mato. Não caiu morta. não teria mais segura a vida. e voou a pedir-lhe misericórdia. Católica de Salvador-BA Ao analisar os resultados das pesquisas a que o texto se refere. a saber. Não era. Suponho que nunca teria visto um homem. F. nem a alegria das flores. um ar divino. como eu estivesse a preparar-me para descer entrou no meu quarto uma borboleta. confesso. entra e dá comigo. saí do quarto. para recreio dos olhos. e) Os empresários. que é maior entre as pessoas de poucos recursos. Apiedei-me. pousou-me na testa. pernas. que estava ali o pai do inventor das borboletas. c) A falta de cuidados adequados com a saúde é. pois as pessoas cultas se cuidam mais. mas o medo. Sacudi-a. com alguma simpatia. conservar melhor suas defesas. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque. A borboleta. Texto para responder a questão 70. Era tarde. Esta última idéia restitui-me a consolação. uma vez posta. minutos depois. têm mais acesso à medicina preventiva e a outras válvulas de escape. insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa. Quando enxotada por mim. Dei de ombros. Era negra como a noite. tinha um certo ar escarninho. despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. aí vinham já as próvidas formigas… Não. tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. mas não é determinante quando se trata de saúde. e viu que me movia. modesta e negra. a infeliz expirou dentro de alguns segundos.68. se ela fosse azul. vivem mais. para todas as asas. Pois um golpe de toalha rematou a aventura. dous palmos de linho cru. Deixei-me estar a contemplar o cadáver. A manhã era linda. por isso. Lembrou-me o caso da véspera. não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete. Católica de Salvador-BA Da leitura do texto. volto à primeira idéia. descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo. e na dignidade que. — uma das mais profundas que se tem feito. bati-lhe e ela caiu. b) Os que têm cargos superiores são menos atingidos por preocupações de ordem financeira. Passa pela minha janela. porque eu a sacudisse de novo. no susto que tivera. lancei mão de uma toalha. 69. o que era o homem. é justo dizê-lo. portanto. ou cor de laranja. que é também sugestivo. não sabia. e muito maior do que ela. desde a invenção das borboletas. Então disse consigo: ‘Este é provavelmente o inventor das borboletas’. Machado. espairecendo as suas borboletices. a principal causa da mortalidade. entrei logo a pensar na filha de D. Era tempo. e beijou-me na testa. que tinha olhos. mas tornando lá. Eusébia. contra uma toalha de rosto. b) O que faz uma pessoa desfrutar de uma boa saúde é a adoção de hábitos físicos e alimentares sadios.

Uma multidão de 460 000 pessoas lotou os locais de inscrição. cesta básica e seguro de acidentes pessoais.” VALENTINI. e) a criação de postos de trabalho na área da construção civil. Exigências: ter acima de 16 anos de idade e estar desempregado há mais de um ano. e) Os problemas de mão-de-obra desqualificada — frutos da atual conjuntura econômica do País — se resolverão definitivamente. b) a abertura de constantes frentes de trabalho. pode-se inferir que o problema de emprego. pode-se afirmar: a) A realidade do trabalhador brasileiro era desconhecida até a formação das frentes de trabalho.Interpretação de texto II Avançar .. um deus em relação à borboleta. Para os outros. p. Eusébia. Fatec-SP Da leitura do texto é correto afirmar que o narrador a) se vale da imagem de uma borboleta para mostrar tanto as ações impulsivas do homem como sua capacidade de racionalização. c) A situação do trabalhador braçal. talvez. Assim que a economia voltar a crescer. para as chamadas frentes de trabalho. d) se surpreende com a relatividade das coisas. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. será otimizado com: a) a manutenção da economia informal. e) se sente desorientado com a borboleta que descreve infinitas voltas em torno de seu corpo. 29. ano 32. Isso porque as empresas. Texto para as questões 71 e 72: “Eles sobraram Os números do IBGE. b) fala de uma borboleta para representar a importância de pequenos momentos na vida dos homens. Foram selecionados apenas os chefes de famílias numerosas. embora difícil. no Brasil. deixou ruas se esburacarem. Durante mais de uma década. 72. já não precisam tanto de força física. não serão sanadas a longo prazo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o principal órgão de pesquisas sociais do país. Cíntia. viadutos. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1º grau completo ou nem isso. para o país. Católica de Salvador-BA De acordo com o texto. o governo abandonou estradas. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. por uma ironia do seu passado recente. 34 71.. 21 jul. é alentadora. no Brasil. com a modernização. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. Católica de Salvador-BA A partir da leitura do texto.70. F. o horizonte é desolador. Para garantir a sobrevivência. recebendo salário mensal de 150 reais. 105. 1999. uma vez que ele sempre pode contar com a economia informal. assim que a economia brasileira voltar a crescer. pelo menos na área de construção civil. uma vez que o trabalho físico tende a desaparecer. um mês atrás. F. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. os mais velhos e aqueles que estavam por mais tempo na fila do desemprego. querendo confundi-lo. Segundo o Instituto. n. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. b) As dificuldades do trabalhador desqualificado. In: Veja. d) A infra-estrutura deficiente do Brasil possibilitará trabalho constante. (. A idéia era selecionar 50 000 pessoas para cumprir um contrato de seis meses. d) o controle da natalidade nas camadas mais baixas. E o desafio. O rosto dessa gente apareceu quando o governo de São Paulo abriu inscrições. c) elabora uma comparação entre o susto que tivera ao ver a borboleta e o que tivera ao ver a filha de D.) O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. c) a implementação de um programa de educação. ao constatar-se um gigante e.

Morreu de hemoptise. João. São Carlos-SP No texto. enrola o tapete do circo. e) “vermelho” e “vermelhinho da silva”.Interpretação de texto II Avançar . O sangue que saía de sua boca era vermelho — vermelhinho da silva. ed. levanta os prédios. F. São Carlos-SP O texto estrutura-se na oposição entre os Silva e as demais famílias. c) explicitou a submissão dos países da América do Sul aos da América do Norte. a família Guinle. a família Rocha Miranda. 44-5. nas praias. Nossa família. Uma poça de sangue. Apesar disso. U. na Inglaterra. O homem estava morto. Morava na rua da Alegria. c) expandir e explicar informações anteriores. Essa relação releva-se em a) “vai mal em política” e “há de subir na política”. entretanto. nós temos de enterrar você é mesmo na vala comum. Nossa família é feito Maria Polaca: faz tudo. e) desprezo. faz os jornais. 74. Porque nossa família um dia há de subir na política…” BRAGA. 35 73. no mato. enche os porões dos navios. d) propôs uma reflexão sobre diferenças sociais. F. Você não possuía sangue azul. Sempre por baixo. (…) João da Silva — Nunca nenhum de nós esquecerá seu nome. d) “vala comum da miséria” e “vala comum da glória”. nas fábricas. conta o dinheiro dos bancos. nas cozinhas. faz telhas de barro. b) carinho. em destaque no texto. vai mal em política. nas minas. a família Pereira Carneiro. laça os bois. d) ironia. todas essas famílias assim são sustentadas pela nossa família. A família Crespi. Um homem estava deitado na calçada. 1984. Luto da família Silva. São Carlos-SP A oração faz tudo. em todo lugar onde se trabalha. c) pequenez. A gente de nossa família trabalha nas plantações de mate. 5. U. a família Matarazzo. F. p. no Japão. U. Nossa família quebra pedra. a expressão “vermelhinho da silva” traduz a idéia de a) intensidade. 75. Nossa família. nos pastos. e) enfatizou a importância de se melhorarem os Silva para entrarem na política. como a Silva. Apud: Para gostar de ler. U. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Rubem. O cadáver foi removido para o necrotério. Na seção dos ‘Fatos Diversos’ do Diário de Pernambuco. b) pretendeu enaltecer a tradição de famílias importantes na história brasileira. São Paulo: Ática. v. 4. nos balcões. assume a função de a) resumir e comentar informações anteriores. F. Sangue de nossa família. b) “em todo lugar onde se trabalha” e “a gente de nossa família trabalha nas plantações de mate”. leio o nome do sujeito: João da Silva. Na vala comum da miséria. c) “vermelhinho da silva” e “sangue azul”. 76. é que trabalha para os homens importantes. nas fazendas. na França. e) retomar e explicar informações anteriores. d) explicar e comentar informações anteriores. serve no Exército e na Marinha. b) retomar e sintetizar informações anteriores. sugeridas também pelos nomes de família. João da Silva. São Carlos-SP A leitura do texto permite afirmar que o autor a) quis desqualificar as famílias não importantes. Nós auxiliamos várias famílias importantes na América do Norte.INSTRUÇÃO: As questões de números 73 a 76 referem-se ao seguinte texto de Rubem Braga: “Luto da família Silva A Assistência foi chamada. Veio tinindo. João da Silva. A Assistência voltou vazia. nas usinas. conduz os bondes. Na vala comum da glória.

( ) o poeta como reinventor da linguagem. mesmo com a profanação dos homens de hoje. e quando se desfizerem as nações instaladas ao depois [de Babel. as palavras se mumificaram na boca dos legisladores. In: Poesia Completa. quando o homem reconquistar os atributos perdidos [com a Queda. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. ( ) o homem comum como elemento responsável pela perda do poder expressivo da palavra no seu uso cotidiano. construtor da palavra perene. U. por acaso. e reconstituir seu conteúdo mágico? Acaso o poeta não prevê a comunhão das línguas. E. Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto II Avançar . do ponto em que se encontrar. E o Verbo de Deus é uno mesmo com a profanação [dos homens de Babel. Salvador-BA “As Palavras Ressuscitarão As palavras envelheceram dentro dos homens separadas em ilhas. Jorge de. ( ) o poder mágico da palavra só atingível por aquele que ultrapassar a compreensão do “Verbo de Deus”. por acaso. 388-9. não foi ele apontado para restituir-lhe a sua essência. como promotora do entendimento entre os homens. Organização de Alexei Bueno. irmão!” LIMA. ( ) a palavra divina tornada vazia de significação para o homem.77. p. o poeta não foi designado para vivificar a [palavra de novo? Para colhê-la de cima das águas e oferecê-la outra vez [aos homens do continente? E. o poeta não falará. 36 GABARITO O poema apresenta: ( ) a poesia como instrumento de redenção do homem. não me compreendereis. as palavras nada significam nos discursos dos homens [públicos. IMPRIMIR ( ) a linguagem poética. a palavra imortal há de adoecer? E. por acaso. as palavras apodreceram nas promessas dos tiranos. as grandes palavras semitas podem [desaparecer? E. 1997. na sua universalidade. a todos os homens da terra numa só língua — a [linguagem do Espírito? Se por acaso viveis mergulhados no momento e no [limite. Quando toda a confusão for desfeita.

Fora disso sou doido. e) uma saudade melancólica da infância. pois lá passou uma infância vazia e sem sentimentos. guardem-na! Sou um técnico. das ciências!) Das ciências. Deus meu. 37 GABARITO 78. Lisboa de outrora de hoje! Nada me dais. não me [enfileirem conquistas Das ciências (das ciências. pois a cidade nunca lhe proporcionou boas lembranças. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. das artes. Já disse que não quero nada. mas tenho técnica [só dentro da técnica. ouviram? Não me macem. 1981. Com todo o direito a sê-lo. U. pois trata-se de uma época remota e irrecuperável. Fernando. “Lisbon Revisited Não: não quero nada. nada me tirais. leia os versos de Fernando Pessoa. como sou. Assim. Pequena verdade onde o céu se reflete! Ó mágoa revisitada. d) uma mágoa de sua cidade (Lisboa). quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto. São Carlos-SP A penúltima estrofe do poema permite considerar que o eu-lírico sente a) uma saudade carinhosa da infância. Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos. que eu nunca tardo… E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero [estar sozinho!” PESSOA. fútil. a todos. por amor de Deus! Queriam-me casado. F. 290-1. Quero [ser sozinho. pois em Lisboa ainda pode viver bons momentos. c) um medo de revisitar Lisboa. Deixem-me em paz! Não tardo. Já disse que sou sozinho! Ah. que maçada quererem que eu seja da companhia! Ó céu azul — o mesmo da minha infância — Eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo. [a vontade.INSTRUÇÃO: Para responder às questões de números 78 a 81.Interpretação de texto II Avançar . tenham paciência! Vão para o diabo sem mim. Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos? Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. p. da civilização moderna! Que mal fiz eu aos deuses todos? Se têm a verdade. com todo o direito a sê-lo. nada sois [que eu me sinta. pois ela tirou-lhe todos os bons sentimentos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer. b) uma mágoa de Lisboa. Obra Poética. fazia-lhes. o contrário [de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa.

Depois. a gente em tudo vê maravilhas.. ímpetos tão desconhecidos e violentos. Com este madrigal encetou Cirino uma conversação como a da primeira noite. abrasada também de amor. U. Visconde de. São Carlos-SP Pela leitura do poema. Cirino. fui ver no laranjal. ( ) Dimensão hiperbólica do sentimento amoroso. U. rápido como uma seta. no último parágrafo. b) encontra na morte a única solução para os problemas. De noite. ( ) Escapismo para o sonho. para agradar a todos. e) abandonem. significa a) desprezem. verifiquei que não passava de miragem. almeja fazer parte da companhia. 99-100. F. por essa razão. 82.. que por pouco talvez o houvesse estendido por terra. São Carlos-SP Os dois últimos versos do poema revelam a) a conscientização do poeta em relação a seus problemas e à breve solução que lhes dará... São Carlos-SP A forma verbal macem. O que pareceu pedrada era um noitibó que frechou para mim e veio dar com a cabeça na parede. à sombra das maravilhosas árvores do Éden. destacada no poema. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .79. 1996. Inocência. atordoavam-no ainda aqueles dois assobios que não podia explicar e sobretudo aquela pedrada tão bem dirigida. a única que vi era você... b) a irritação do poeta com aqueles que pretendem ajudá-lo em seus problemas. U. São Paulo: Ática. e) a inquietude gerada na alma do poeta. metido no laranjal e procurando uma solução a tanta dificuldade. ( ) Atitude de irreverência do narrador. ( ) Atitude de vassalagem amorosa. pode-se dizer que o poeta a) recusa-se a aceitar os valores que a sociedade tenta inculcar-lhe..” TAUNAY. b) importunem. Dois gritos. desde que Adão e Eva a trocaram. em virtude da sua solidão. como a que balbuciam duas cândidas almas na eterna e sempre nova declaração de amor. minha vida. F. Que foi? — Ah! não foi nada. respondeu apressadamente Cirino. Numa dessas noites de ansiedade. para desenvolver sua arte. era um macauã. — O grito? balbuciou ela. c) tenta tornar-se uma outra pessoa. em face do religioso. Para mim. 81..Interpretação de texto II Avançar . — Deveras? perguntou ela incrédula. A princípio tomei também um grande susto. e a pedrada. 80. F. Salvador-BA “Passava as noites em claro. ( ) Íntima relação entre o nome da personagem feminina e o seu jeito de ser. c) a vontade do poeta de poder compartilhar da paz que outras pessoas sentem. 24. queria respirar o ar da noite e beber na viração do sertão um pouco de tranqüilidade para sua alma não afeita ao tumultuar dos sentimentos que a agitavam e. d) o desejo do poeta de manter-se afastado e isolado das pessoas. ( ) Concepção idealizada de mulher. ed. e) aparta-se da sociedade. U. achou-se ao pé da janela e cobriu de beijos as mãos da sua amada. — Deveras.. 38 GABARITO Marque V para as afirmativas que podem ser comprovadas com o texto e F para as que não podem. rápido como aquela pedra arrojada tão rigorosamente. viu afinal reabrir-se a janela de Inocência. superiores a todas as suas tentativas de resistência. A pobrezinha. quem sabe? verificar se por aí não andava rondando aquele que no seio lhe inoculara tamanho desassossego. c) ofendam d) maltratem. d) sente-se solitário e. p. meu anjo do céu..

pois a leitura se torna mais agradável e compreensível. b) a necessidade de um equilíbrio entre tradição e renovação na língua.” Machado de Assis. não se lêem. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. Unifor-CE A idéia central do texto é: a) a influência. o que é um mal. Feitas as exceções devidas. e) a ausência de mérito literário em muitas obras consagradas pelo público.Texto para as questões de 83 a 85: “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. Unifor-CE De acordo com o texto. não admitindo as alterações que ocorrem por influência popular. Mas se isto é um fato incontestável. c) a divulgação das obras de escritores que gozam da aceitação popular. acompanhando sua época e abandonando o estilo de autores antigos e defasados. não se lêem muito os clássicos no Brasil. porém. Querer que a nossa pare no século de quinhentos. Em geral. pois somente eles. c) o povo de uma nação é a fonte incontestável de todas as alterações da língua. que é importantíssima nesse processo. portanto. b) as obras clássicas são aquelas em que a linguagem é imutável. locuções novas. mas que sabem perfeitamente os clássicos. com seus ensinamentos. é função do escritor: a) inovar sempre a língua — registro de suas obras — criando as novidades a partir da influência popular. o capricho e a moda inventam e fazem correr. dos autores clássicos da língua. Entre as exceções. ele exerce também uma grande parte de influência a este respeito. um controle sobre elas e inibindo os abusos. poderia eu citar até alguns escritores cuja opinião é diversa da minha neste ponto. são os modelos adequados para a produção das obras consideradas modernas. sempre atual. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. Há. 85. d) o mérito de um livro será maior quanto mais inovações ele apresentar. sem as indevidas interferências surgidas em cada época ou de acordo com a vontade de seu autor. b) dominar com segurança a norma culta da língua e empregá-la fluentemente. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e o escritor não está obrigado a receber e a dar curso a tudo o que o abuso. é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. 84. A influência popular tem um limite. A este respeito a influência do povo é decisiva. pois muitos deles até mesmo ignoram as estruturas da língua que utilizam. o que vai permitir uma aceitação maior de suas obras. Cada tempo tem seu estilo. e) estudar sempre os autores clássicos. que devem ser incorporadas pelos escritores em suas obras. d) usar exclusivamente a linguagem do povo. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) o reconhecimento de um escritor nem sempre se baseia em sua competência. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. Pelo contrário. 39 83. certos modos de dizer. d) as opiniões divergentes entre escritores a respeito do uso correto da língua em suas obras. c) aceitar as inovações trazidas pelo povo — aquelas que dão vivacidade à língua — exercendo. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. e) a língua reflete a história de cada época e sujeita-se a receber tanto a influência de seus escritores quanto a popular.Interpretação de texto II Avançar . porém.

em 1998 foram registradas 99 ocorrências em Guarulhos. Aparentemente peças quase iguais às demais: os mesmos modos funcionais Contudo é preciso vê-las em sua marca: no rastro dos dedos no selo do gesto Ali onde transgridem a ética da classe que proíbe os objetos de serem pessoais Onde desconhecem o acordo em vigor que as coisas transforma em armas submissas Não pactuam — hostis minhas duas mãos acidulam o ar da repartição” 40 GABARITO a) De qual critério se serve o poeta para classificar as diferenças entre os “vários utensílios” que “povoam o escritório”? Por que essa classificação destoa tanto da nossa percepção habitual? b) Como aparece a presença humana em meio ao ambiente da repartição? 87.” IMPRIMIR a) Qual é a conclusão implícita na seqüência “neste ano. 1988. só no período de janeiro a abril. o cesto são só instrumentos sem vontade própria Dois os indiscretos: minhas duas mãos — úlcera no estômago da repartição ALVIM. parcialmente adaptadas: “Para os lunáticos que insistem em soltar balões de grande porte. Rumina todos os papéis no oco das gavetas O que a mesa expele para a superfície é simples dejeto livre de mistério O arquivo também é móvel discreto e diz muito pouco de interesse humano A caneta. já foram 31. p. com certeza o prefeito encontraria novas atribuições para a Guarda Municipal. as seguintes notas. 13. As autoridades deveriam enquadrar os responsáveis por crime inafiançável e trancafiá-los em presídios por longos anos. de Rubem Tavares. causando incêndios e sérios riscos à segurança dos vôos: segundo o Controle de Tráfego Aéreo. entre outras.” “Não seria o caso de a Prefeitura pagar por cada nova pichação feita na cidade? É claro que sim. só no período de janeiro a abril. Em todo o ano passado foram registradas 33 ocorrências e. Amostra Grátis. 34. Unicamp-SP Considere o poema a seguir: “Inventário Povoam o escritório vários utensílios uns bastante sóbrios outros indiscretos Por exemplo: a mesa é sóbria. São Paulo: Duas Cidades.Interpretação de texto II Avançar . no primeiro semestre de 2000. o lápis o papel.86. já foram 31”. Unicamp-SP Na coluna “De zero a dez”. encontram-se. Voltar Língua Portuguesa . publicada na revista Business Travell. Francisco. Vide sugestão na nota anterior que também poderia ser aplicada nestes casos. In: Poesias Reunidas (1968-1988). que se encontra na primeira nota? b) Explicite a sugestão dada no final da segunda nota. neste ano. Se todos entrassem com uma ação simultaneamente.

os passos que era preciso dar. afasta o narrador de suas preocupações cotidianas. professores e consultores. b) “sob o lustre complacente”.” ANDRADE. Eu considerei as contas que era preciso pagar. d) “Enquadrei o Chopin na minha tristeza”.” GABARITO Neste texto divulgado na Internet. “Música Uma coisa triste no fundo da sala. A existência de uma fronteira terrestre muito vasta para evitar contrabando. apesar de triste. e) a exclusão das situações expostas. d) é atraída pela música de um provável Chopin. Carlos Drummond de. o coesivo “além” possibilitou: a) a inclusão de mais uma situação. 41 88. e) “as dificuldades…” 90. 89. b) a reiteração das situações apresentadas. estrangeiros residentes. c) “meus cuidados voaram como borboletas”.Texto para a questão 88. Me disseram que era Chopin. que. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. estudantes e pesquisadores estrangeiros que vêm desenvolver pesquisas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza e na dentadura amarela e preta maus cuidados voaram como borboletas. levando-o ao desatino da existência. sob o efeito da música de Chopin é: a) “braços redondos que nem coxas”. c) a retificação das situações anteriores.Interpretação de texto II Avançar . além do fluxo de brasileiros para o exterior. e) se fixa na tristeza e na solidão. c) foi despertada pela relação material entre as teclas de um piano (“dentadura dura”) e sua própria dentadura (“dentadura amarela e preta”). impossibilitam qualquer aparato de fiscalização. Alguma Poesia. o que se constata pela evocação de um “lustre complacente”. Fatec-SP A expressão que mais claramente remete à liberação das preocupações do narrador. apesar dos apelos tristonhos que a música de um piano lhe fazia do fundo da sala. Fatec-SP A leitura de Música torna possível afirmar que a atenção do narrador a) tem suas preocupações ordinárias postas de lado pela sensualidade da música e da pianista de braços redondos. na enumeração de situações que favorecem a biopirataria na Amazônia. UEPA “É nesse aspecto que a histeria sobre a biopirataria na Amazônia corre o risco de não levar a lugar nenhum. b) se apega aos “passos que era preciso dar”. d) somente a ratificação das situações já apresentadas. a presença de turistas internacionais.

o motorista apontou para o carro à frente. Cristovam. Para tanto é preciso desvencilhar-se dos preconceitos. os demais brasileiros sacrificam demais o conforto possível. construídas em torno de questões ultrapassadas. Prendem-se a modelos já preparados. Temem abrir as janelas e demonstrar a todos a incompetência de formulações. Como o homem dentro de um carro fechado. eles não têm teorias alternativas. vê a si mesmo. (16) denunciaria o artificialismo das teorias utilizadas pelos cientistas sociais por vaidade intelectual e busca de prestígio acadêmico. Tem que entender como o Brasil vê o Brasil. A teoria econômica diria que o consumidor obtém. mas sim mostrando que por trás deste há uma loucura geral. teorias e linguagens pouco acuradas. Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. como em qualquer mergulho. Não apenas os consumidores se comportam como gostariam de ser vistos. 4. Como gostaria que os outros o vissem: como o confortado dono de um carro com ar condicionado. Um mergulho no Brasil que. aventurando-se. desvinculada de sua cultura. Tem que ser um mergulho na lógica que faz o Brasil mover-se. no meio de um longo engarrafamento no centro da cidade. Dê. A Desordem do Progresso. (08) implicaria uma avaliação de como o brasileiro age e de como ele se auto-avalia. Tomar contato com aquela realidade foi como mergulhar no âmago da lógica da economia brasileira. A teoria que se diz científica. para dar a impressão do bemestar do progresso. A realidade de um motorista suando para dar a impressão de que não sente calor não pode ser explicada buscando uma lógica no seu comportamento. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. 91. Fazendo do ar que deveria ser usado para dominar o calor da tarde o símbolo do poder de não sentir calor. Não pode se limitar a ver o Brasil. os cientistas tendem a não expor as idéias que pareçam romper com o comodismo teórico do consumismo de escolas estabelecidas. como se tivessem lógica. Pervertendo o processo econômico. o que constituiria entrave cultural. tentando usar o sentimento. Mesmo quando se atrevem a desnudar o real.” BUARQUE. graças ao fato de se ver pelos olhos dos outros. Os cientistas sociais que tentam mergulhar na realidade brasileira produzem teorias conforme imaginam que seus colegas desejam. no calor sem ar condicionado. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . com a finalidade de dar ao mundo a impressão de riqueza. para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial. UFBA O texto sugere que “um mergulho no Brasil”: (01) revelaria a distorção das teorias dos sociólogos. no sentido de apreender a lógica que rege suas ações. São Paulo: Paz e Terra. Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. denunciar que o carro não tem ar condicionado e estamos todos morrendo de calor. Mergulhar na realidade do país exige um mergulho nas teorias que mais fortemente vêm influenciando a consciência dos brasileiros. (04) traria à tona subsídios para uma insurreição do povo brasileiro contra teorias sociais acadêmicas em prática na sociedade atual. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. arriscando incoerências. e perguntou: ‘O senhor sabe por que aquele Volks está com todos os vidros fechados?’ Antes que eu dissesse não. p.Interpretação de texto II Avançar . (02) desvendaria submissão a comportamentos sociais padronizados. para descrever e entender o país. (32) evidenciaria a necessidade de se promover a reabilitação das profissões diretamente relacionadas com o desenvolvimento socioeconômico e científico do país. usam linguagens especiais. trabalhando na inconseqüência. Aquele encontro. ed. 5-6. 1993. permitiu um conhecimento maior da realidade brasileira do que quadros estatísticos e formulações teóricas da economia. com o carro e as janelas fechadas. incompatível com seus recursos. para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto. A inconseqüência não é apenas do consumidor. É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. deve começar pelo entendimento da alma do conjunto de sua população. influi na divulgação e na legitimação do absurdo. (64) subentenderia uma análise criteriosa dos fatores que contribuem para que se passe uma visão fantasiosa do país e dos seus habitantes.’ Como aquele motorista.Texto para as questões de 91 a 93: “UM MERGULHO NO BRASIL Manaus 42 GABARITO Às duas da tarde do verão de 1984. no meio de um engarrafamento. ele respondeu: ‘Para que todos pensem que tem ar condicionado. Mesmo que às custas de sofrer um calor maior. o caos e a irracionalidade. em território tropical. Sobretudo quando. como resposta. a partir de valores desvinculados das reais necessidades do indivíduo. além de dúvidas. a soma das alternativas corretas.

Dê. com argumentos falseadores. falso. Dê.” — Isso quer dizer que o “caos e a irracionalidade” são uma conseqüência do ilogismo das teorias que se propõem interpretar a índole do povo brasileiro. (02) “para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto” e “para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial” — Indicam que o objetivo do consumidor e do cientista social decorrem de pressões que os manipulam. subestimam a aparência em favor da realidade. (02) A expressão “Tem que” remete a uma possibilidade remota de análise da realidade. (32) “A teoria econômica diria que o consumidor obtém. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. dentro da ótica do consumismo.Interpretação de texto II Avançar . o caos a irracionalidade.” — Isso significa que uma análise da identidade do povo brasileiro deve fundamentar-se. (64) A expressão “Para tanto” estabelece um relação de conseqüência com referência a “mergulho” (2o destacado). (04) “não sentir calor” e “sofrer um calor maior” — As expressões estão usadas para enfatizar o contraste existente no comportamento do brasileiro. para dar a impressão do bem-estar do progresso. em território tropical. (16) O uso do “escafandro” sugere mascaramento do real objetivo do “mergulho” (1o destacado).” — A resposta do motorista demonstra seu ponto de vista preconceituoso. (64) “É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. UFBA Há uma explicação coerente em: (01) O termo “ar condicionado” (1o destacado) está usado em sentido denotativo. (04) A forma verbal “entender” tem o mesmo sentido de “Mergulhar”. como se tivessem lógica. (16) “Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. antes.43 92. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. (08) A expressão “se ver pelos olhos dos outros” conota um falseamento da realidade individual. no desvendamento dos fatores externos que a constroem. (08) “Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. incompatível com seus recursos” — O autor se fundamenta num fato para avaliar criticamente o comportamento do povo brasileiro no seu todo. 93. como resposta. a soma das alternativas corretas. UFBA O sentido do enunciado está devidamente apreendido em: (01) “Para que todos pensem que tem ar condicionado. com o carro e as janelas fechadas. a soma das alternativas corretas. (32) Os pontos de vista dos economistas e do autor coincidem com relação ao grau de funcionalidade das “janelas fechadas” e “das janelas abertas”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . diferentemente de “ar condicionado” (2o destacado). como resposta. a respeito do fato que então se comenta.” — Os economistas.

Cada atitude e cada declaração eram pensadas com um racionalismo típico de sua família. sérvios e croatas. ‘nedôstatok’. iniciada no Comercial de Ribeirão Preto. Edmílson. sua terra natal. Folha de S. E seria uma grande pretensão acreditar que o sentimento que batizamos de ‘saudade’ seja exclusivo dos povos lusófonos. ‘ilgas’. mas a maneira de expressá-lo é diferente. Ora. são médicos. ficasse aprimorando seus defeitos”? Reescreva o trecho de maneira a eliminar o equívoco. Unicamp-SP Quando o treinador Leão foi escolhido para dirigir a seleção brasileira de futebol. que seria uma exclusividade mundial da língua portuguesa. ‘shauck’ e também ‘hanim’. seria de um etnocentrismo digno de fazer inveja à Alemanha nazista acreditar que esse sentimento é próprio apenas aos que falam português. efetivamente. Todas as línguas do mundo exprimem com maior ou menor grau de complexidade todos os sentimentos humanos. costumava ficar horas aprimorando seus defeitos após os treinos. ‘garod’. armênios.” Correio Popular. sempre impôs seu estilo ao mesmo tempo arredio e disciplinado. de uma forma ou de outra. Um desses casos é o que envolve a palavra ‘saudade’. 96. b) os cães. d) há línguas que são mais sintéticas que outras para exprimir os sentimentos. Por outro lado. 6/4/1996. b) uma prova de que a espécie humana é fruto da mutabilidade de espécies.” Saudade. o professor Josué Machado lembrou pelo menos dez equivalentes da palavra ‘saudade’. Por quê? c) Por que o emprego da palavra “racionalismo” é inadequado nessa passagem? As questões 95 a 97 referem-se ao seguinte texto: “Certos mitos são repetidos tantas e tantas vezes que muitos acabam se convencendo de que eles são de fato verdadeiros. ‘Sehnsucht’. ‘jal’. desde que aprendeu a falar aprendeu também. contribui para tornar o trecho incoerente. a) O que aconteceria com Leão se ele. letões. Paulo.94.Interpretação de texto II Avançar . quando fez parte do grupo que conquistou o tricampeonato mundial. e húngaros. ITA-SP No texto. ele sente saudade. Desde que o homem é homem. c) trata-se de um mito a crença de que apenas os povos lusófonos têm uma palavra para designar o sentimento “saudade”. e) há línguas que são mais sintéticas que o português para expressar o sentimento que os povos lusófonos designam “saudade”. de 51 anos. ou talvez mesmo antes. 20/10/2000. ‘natsukashi’. Embora línguas que nos são mais familiares como o inglês e o francês tenham de recorrer a mais de uma expressão (seus equivalentes de ‘nostalgia’ e ‘falta’) para exprimir o que chamamos de saudade em todas as circunstâncias. Leão. Campinas. já que seus outros dois irmãos. Pode-se ainda acrescentar a essa lista o ‘desiderium’ latino. o ‘póthos’ dos antigos gregos e sabe-se lá quantas mais expressões equivalentes nas cerca de 6 mil línguas atualmente faladas no planeta ou nas 10 mil que já existiram. ‘sóvárgás’. ITA-SP NÃO se pode afirmar que a noção do sentimento saudade no texto seja a) atribuída exclusivamente ao ser humano. assim como os seres humanos. c) comum a todos os seres humanos. a tese é que a) todos os povos têm os mesmos sentimentos e têm palavras para designá-los. japoneses. sentem saudade. macedônios. Ao chegar à seleção brasileira em 1970. e Édson. árabes. existem outros idiomas que o fazem de forma até mais sintética que o português. Leão não dava um passo em falso. 53 anos. no início do segundo período. b) A expressão “por outro lado”. 44 GABARITO 95. Trata-se de uma grande e pretensiosa balela. Os russos têm ‘tosca’. se até os cães demonstram sentir saudades de seus donos quando ficam separados por um motivo qualquer. a dizê-lo. 58. d) comum a todos os seres humanos e remonta aos tempos antigos. e) talvez anterior à razão. do qual consta a seguinte passagem: “Durante sua carreira de goleiro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . alemães. adaptado. o jornal Correio Popular publicou um texto com muitas imprecisões. Em uma de suas colunas semanais nesta Folha.

98. d) a generalização de uma idéia após a apresentação de exemplos. Mackenzie-SP “A moça não era formosa. os cabelos caíam despenteados. por meio da clareza e da elegância do estilo. sintaticamente. Fuvest-SP I. já que não acrescenta nenhum sentido à frase. d) criticar certas histórias que.97. por serem mal contadas. utilizando a seguinte frase: “Histórias muito mal contadas em reportagens muito bem escritas” Está implícito. 45 Quanto ao sentido que o vocábulo “louco” assume nas três ocorrências destacadas no quadro acima. a palavra “louco” pode ser substituída. o autor sugere a idéia de longevidade do titular do seguro. o segundo uso da palavra “louco” assume sentido negativo. c) denunciar.Interpretação de texto II Avançar . é correto afirmar que a) em II. evitando-se assim reações negativas do leitor diante desse tema. 101. 99. PUC/Campinas-SP A revista Veja anunciou-se a si mesma. em estilo preciso. a palavra destacada tem o mesmo sentido. b) a imagem da criança reforça uma sugestão já presente no texto e no nome do produto. c) nas três ocorrências.” Assinale a alternativa correta em relação ao fragmento acima. e) O ponto e vírgula estabelece a relação de concessão entre as orações. redundam em más reportagens. focalizando o principal beneficiário do seguro. sem prejuízo do sentido. que funcionam como argumentos para a tese defendida. e) em II. e) a fotografia e a frase em maiúsculas desviam a atenção do leitor da idéia de morte. b) a exclusividade da forma impessoal. que é marcada apenas pelo emprego de orações na voz passiva. “/…/ você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa /…/”. “Porque quem é louco por alguém. e as lágrimas faziam-lhe encarquilhar os olhos. predicativos do sujeito moça. b) Na estrutura sintática predomina a subordinação. Fuvest-SP Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre o texto: a) a única palavra que se refere diretamente à idéia de morte é “inventários”. a repetição da palavra “louco” é redundante. GABARITO 100. que a revista Veja se dispõe a a) corrigir a redação confusa de notícias publicadas em outros periódicos. b) contornar as histórias mal contadas. e) analisar casos nebulosos e apresentá-los em matérias de redação clara e precisa. e) exemplos de vocábulos de outras línguas para designar o sentimento “saudade”. d) O pronome oblíquo refere-se a lágrimas. c) o autor usa conotativamente a palavra “noite” para simbolizar a idéia da morte. b) em I. d) no trecho “você faz um seguro de vida que pode durar sempre”. não é louco de deixar essas coisas para amanhã”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . os usos da palavra “louco” assumem sentido oposto àquele verificado em I. c) uma equiparação do sentimento saudade dos cães ao dos seres humanos. os vícios de linguagem que costumam prejudicar as reportagens. talvez nem tivesse graça. II. a) Formosa e graça são. nesse anúncio. c) A anteposição do adjetivo despenteados ao verbo alteraria o sentido da oração. Para as questões 98 e 99 considere o texto das questões de 27 a 29. ITA-SP NÃO se pode dizer que no texto haja a) uma declaração inicial que sintetiza a tese a ser defendida. d) em II. por “delinqüente”.

Fuvest-SP I. Fatec-SP Para determinar o valor sintático-semântico do substantivo “poltrona” na expressão “sentam poltrona”. desempregados. b) A que palavra. ambas do dia 15/5/ 2000: “Governo suspende verba para a reforma agrária. sob idêntico ponto de vista. O jovem. em relação às manchetes. As duas manchetes apresentam o mesmo fato. c) III. c) que a independência política é responsável indireta pela verdadeira revolução industrial que se desencadearia no país no século XX. Fuvest-SP Leia as seguintes manchetes de dois jornais paulistas. Metodista-SP Observe a imagem que segue: A partir da composição acima.102. a) O advérbio “literalmente” está adequadamente empregado nos dois textos? Justifique sua resposta. e) II e III.” Folha de S. III. apenas o que se afirma em a) I. GABARITO 105. se refere a expressão “às vezes literalmente”? Qual o duplo sentido produzido pela relação que aí se estabeleceu? 103. 104. o autor demonstra a) que a independência política possibilitou a autonomia econômica do país com o ingresso das multinacionais e do capital estrangeiro. o fato parece mais grave que na segunda. e) que as origens do mercado publicitário no Brasil remontam à época de sua independência em 1822. sem experiência. Na 2ª manchete. em II. arrogante. d) de forma criativa o progresso econômico que a abertura ao capital estrangeiro trouxe ao país. b) II. invadido pelas multinacionais e pelo capital estrangeiro. Paulo. embora empregando palavras diferentes. os russos achavam que ela era influente demais. e) sentam orgulhosamente. a partir de 1822. Está correto. dança. Na 1ª manchete. pode-se considerar que seu equivalente mais próximo seria: a) sentam a pua em alguém. d) I e II. exibida. às vezes literalmente. II. Para se candidatar a um emprego. “Incra suspende crédito para assentamentos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 46 Considere as seguintes afirmações: I. U.Interpretação de texto II Avançar . o emprego dos termos “INCRA” e “assentamento” particularizam a informação. II. b) a relação de dependência econômica do país. mulheres dos dirigentes do Kremlin. d) sentam praça em algum lugar. c) sentam-se numa poltrona. Paulo.” O Estado de S. Acostumados às apagadas. o recém-formado compete com levas de executivos de altíssimo gabarito. estabelecendo um paradoxo com a data da independência em 1822. literalmente. b) sentam tijolos na parede.

… trarilarára… traríla…” Mário de Andrade. Batia compasso com a varinha na poeira da calçada. de colégio. pode-se afirmar que a) o sentido nuclear do poema se dá na relação entre poltrona e banco de colégio. confere ao homem uma postura universalizante. João Cabral de Melo. a) O título já anuncia a importância da relação entre as duas mulheres. Texto para responder a questão 109. por ser anatômica. se sentam mal sentados. e) o poema satiriza a prepotência de certos homens. qualquer o assento. b) aponta para os incômodos causados pelos bancos de colégio que são pouco anatômicos. 107. as curvas de afeto. Ondequer que certos homens se sentem nas nádegas da alma. A educação pela pedra. c) Apresenta erros de ortografia que impedem a clareza do texto. d) a tábua-de-latrina. c) revela que o fato de certos homens ficarem a vida toda sentados causa-lhes um malestar indescritível para o corpo e para a alma. 109.Interpretação de texto II Avançar . e) Há total descaso pela oralidade da expressão. ecumênico. d) Enriquece a descrição da menina por meio de prefixos ligados a nomes.” NETO. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o fragmento que vai da linha 2 à linha 3. exemplo único de concepção universal. como compete à poesia. GABARITO “Sobre o sentar-/estar-no-mundo Ondequer que certos homens se sentem por afetuoso e diplomata o estofado. c) recriação de cena cotidiana. e mesmo de pé algum assento os fere: * eles levam em si os nós-senão-pregos. 47 106.Texto para as questões de 106 a 108: “A menina e a cantiga 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 … trarilarára… traríla… A meninota esganiçada margirça com a sáia voejando por cima dos joelhos em nó vinha meia dansando cantando no crepúsculo escuro. apesar de aproximar-se da prosa. d) linguagem coloquial. onde cabe qualquer homem e a contento. os ferem nós debaixo. enorme trouxa de roupas na cabeça: — Qué mi dá. em efes e erres. d) A expressão enorme trouxa justifica o adjetivo trôpega que caracteriza negra velha. tomando como ponto central as oposições entre o sentir e o sentar. Fatec-SP Da leitura de Sobre o Sentar-/Estar-no-mundo. A vida toda. Mackenzie-SP A característica da poesia modernista que NÃO se encontra no texto é: a) liberdade formal. sentam poltrona. e) ironia. o abaulado amigo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) A resposta da avó explicita a sua indiferença para com a menina. e) Tem a coerência prejudicada por falta de pontuação. Sentam poltrona: ou tábua-de-latrina. 108. b) sintaxe elíptica. sentam bancos ferrenhos. b) O modo de reproduzir a cantiga indica sua variação rítmica à medida que a cena se desenvolve. vó? — Naão. … trarilarára… traríla… De repente voltou-se prá negra velha que vinha trôpega atrás. b) Expressa por meio de clichê o movimento dado à saia. a) Revela-se poético. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta. senão pregos. e mesmo a tábua-de-latrina lhes nega assento além de anatômico.

a comercialização de genes de pessoas saudáveis e bonitas. Mas esta vitória da mentalidade ‘de direita’ redime a tese da ‘esquerda’ na velha discussão sobre o que determina caráter e destino. ou aquela respeitabilidade forçada do inevitável. Linn Ullmann teve sorte: herdou a beleza da mãe. se fosse nascer hoje. b) a reprodução programada baseada em genes de indivíduos saudáveis e bonitos é uma nova edição do cientificismo totalitário para fins de “melhorar a raça”. que está em Paris para lançar um livro. Leia-o e responda. Juiz de Fora-MG Indique a única alternativa incompatível com a interpretação global do texto: a) a beleza de Linn Ullmann deve-se ao fato de ela ser fruto de reprodução programada. que promete ser a questão do novo milênio. Não sei o que herdou do pai. em especial. está redimida a eugenia.” 48 110. que os bebês serão o que o mundo fizer deles. mesmo que fosse eu. a genética ou a cultura. pelo menos no Brasil. de 28/10/99. atletas e gênios não exista um serial killer. Na comercialização de genes saudáveis e bonitos está subentendido que a personalidade não vai junto. F. depois. d) argumentar que entre óvulos e espermatozóides de modelos. Os pais já podem escolher o tipo de filho que querem. foi publicado no Jornal O Globo. E um mundo só de gente bonita e inteligente não seria necessariamente um mundo de gente melhor. mas não o inverso. Mesmo com toda reação contra e a discussão ética. um cantor country – ou um simpatizante do nazismo. o cientificismo totalitário para fins de ‘melhorar a raça’ mudou de vocabulário e ganhou respeitabilidade. preferiria ter os tipos de pais que nunca escolheriam um filho de um catálogo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto II Avançar . Há algumas ironias. U. Como dizem que Bergmann é um gênio com um gênio violento e difícil – e a última é que ele foi um simpatizante do nazismo até o fim da Segunda Guerra – Linn pode ter herdado mais do que queria. As pessoas pedirão: ‘Quero um surfista loiro bom em física quântica e uma modelo com PhD – mas um tem que ser de Capricórnio e o outro de Libra’. a qualidade do sangue ou do ambiente. Para começar. que no passado era coisa de cientistas loucos e fascistas. Mas desconfio que. E pensei: está aí. Juiz de Fora-MG O principal objetivo comunicativo do autor do texto é: a) ironizar a comercialização de genes no Brasil. não poderia fazer uma encomenda melhor ao laboratório: os óvulos da bela e inteligente Liv Ullmann fertilizados pelos genes geniais do Ingmar Bergmann. atletas e gênios há sempre um simpatizante do nazismo. 111. li no Libération uma matéria sobre Linn Ullmann. c) demonstrar que a engenharia genética promete ser a questão do novo milênio. as questões 110 e 111. “O que vem por aí Pouco depois de ler a notícia sobre o americano que está oferecendo óvulos de modelos na Internet para quem quer ter filhos bonitos. Ela é filha da Liv Ullmann e do Ingmar Bergmann. Todos os avanços na área da reprodução programada não mudam a situação da criança. implícitas nessa questão de engenharia genética. escrito por Luís Fernando Veríssimo. Não há garantia que entre os óvulos e os espermatozóides de modelos. o filho continua não podendo escolher os pais que o terão. Eu. b) questionar a reprodução programada e. F.O texto seguinte. se esta é a palavra. encontrarão uma forma de assegurar que os genes comprados tenham o destino desejado. GABARITO c) na comercialização de genes saudáveis e bonitos subentende-se que apenas as características físicas são geneticamente transmitidas. d) a reprodução programada permite que os pais escolham o filho que querem ter. U. que não tem qualquer opinião no assunto. Pela fotografia no jornal. Se alguém quisesse planejar uma loira superior.

c) retrata o conflito íntimo da personagem. Foi este modo de vida que me inutilizou. às escuras. e) enfatiza as dificuldades de relacionamento da personagem com as pessoas que a cercam. que me aponta inimigos em toda a parte! A desconfiança é também conseqüência da profissão.. b) ‘insistência pirralha’ – teima persistente da criança. A vela está quase a extinguir-se. c) ‘embotelhada em danças’ – especialista em danças.. no seu sentido geral. Se ao menos a criança chorasse. 08 set. e as fadas. até que. cansadas perante um futuro que ainda não viveram. E a desconfiança terrível. Julgo que delirei e sonhei com atoleiros. 49 113. e) Atualmente as crianças não se preocupam com o futuro. d) ‘ritmo da esquizofrenia’ – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais.” Graciliano Ramos. Emescam-ES Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto. podemos afirmar que se trata de um texto psicológico porque: a) mostra a solidão em que vive o narrador. Cesgranrio Analisando o texto. Os sentimentos e os propósitos esbarraram com a minha brutalidade e o meu egoísmo. 05. Creio que nem sempre fui egoísta e brutal. e) ‘indigência intelectual e espiritual’ – pobreza de cultura e de espírito. Emescam-ES A frase que melhor sintetiza as idéias do texto acima encontra-se em: a) Hoje. d) As crianças engordam muito porque ficam muito tempo em frente da tevê. sem sonhos. Texto para a questão 114: “Madalena entrou aqui cheia de bons sentimentos e bons propósitos. Aos quatro anos. IMPRIMIR GABARITO 114. c) Os tempos modernos eliminam os sonhos da criança. Vitória. as crianças são levadas precocemente ao consumo. Patifes! E eu vou ficar aqui. (. rios cheios e uma figura de lobisomem. uma boca enorme. morto de fadiga. In: A Gazeta. Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão. b) contrasta o modo de ser de Madalena com as ações do narrador. Devo ter um coração miúdo. Sou um aleijado. 98. Marciano está dormindo. Fecho os olhos. viciadas em indigência intelectual e espiritual. 112. E um nariz enorme. Frei..Interpretação de texto II Avançar . dedos enormes. p. Voltar Língua Portuguesa . a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce.” Excerto de BETO. corpo de criança e alma de mulher. Lá fora há uma treva dos diabos.. Que miséria! Casimiro Lopes está dormindo. bruxas e reis.) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto. eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distancia a idade fisiológica da psicológica. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. um grande silêncio. O sonho é substituído pela TV. as histórias cedem lugar aos programas de auditório. A profissão é que me deu qualidades tão ruins. agito a cabeça para repelir a visão que me exige essas deformidades monstruosas. b) Os adultos cedem facilmente aos desejos das crianças. aos brinquedos eletrônicos. com certeza me achava extraordinariamente feio. que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. Nem sequer tenho amizade a meu filho. Se Madalena me via assim. nervos diferentes dos nervos dos outros homens. sem afeto e sem cultura. d) caracteriza o mundo exterior como hostil. Memórias de um Dinossauro. Estão todos dormindo.Texto para as questões 112 e 113: “Hoje. Mormente por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos.. encoste a cabeça à mesa e descanse uns minutos. É horrível! Se aparecesse alguém. isso ocorre em: a) ‘suficiente discernimento’ – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso.. lacunas no cérebro. até não sei que hora.

(. para comprovar a tese da geração espontânea: “Faça um buraco num tijolo. ponha ali erva de manjericão bem triturada. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor. Se você tem três pretendentes. fliperamas. atividade da razão. caso. Paquera. Rio de Janeiro: Aguillar. um químico holandês.115. é uma questão Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. mesmo.. é muito difícil. argumentando indutivamente. Segundo Bosi. gabiru. A proteção dele não precisa ser parruda. lágrima. ruas de sonhos ou musical da Metro. mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme. tendo o manjericão agido como fermento. Obra completa. d) tímido.. ponha a saia mais leve. Namorado não precisa ser o mais bonito. transa. e passeie de mãos dadas com o ar. Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. um envolvimento e dois amantes. São Paulo: Cultrix. da qual fazia parte. fazer sesta abraçado. é poesia objetiva. até paixão é fácil. De alma escovada e coração estouvado. flerte. Mas namorado. História concisa da literatura brasileira. A conclusão do químico pode ser refutada logicamente pelo argumento indicado em: a) a experiência não resistiu à passagem do tempo. ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. a aguda percepção de um intervalo entre as convenções e a realidade. aquele hiato entre o parecer e o ser dos homens e dos fatos que acaba virando matéria privilegiada do humor. Alfredo. 50 BOSI. (.” ANDRADE. bosques enluarados. em relação ao humor de Drummond pode-se afirmar que é um riso: a) que assinala uma ruptura com a geração que o antecede. 1982. ‘expressão duma alma muito pessoal. e) característico da primeira geração modernista. Namorado é a mais difícil das conquistas.) Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo. Aplique um segundo tijolo sobre o primeiro e exponha tudo ao sol. d) a geração espontânea não pode ser comprovada com experimentos. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. semelhante ao de Gregório de Matos. sua frio e quase desmaia pedindo proteção..” Hoje. relatou a seguinte experiência. dois paqueras..) Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. distanciado e lúdico. Necessita de adivinhação. disse Otto Maria Carpeaux da sua obra que. UERJ Em 1648. show do Milton Nascimento.Interpretação de texto II Avançar . c) o químico não tinha competência para a realização da experiência. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) uma hipótese alternativa para o fenômeno não foi lembrada. c) irônico. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. quindim. 1989. fruto da inspiração poética. nuvem. sem qualquer reflexão. decidida. Definindo-lhe lucidamente o caráter. brisa ou filosofia. nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele. (. fazer compra junto. no caso. Alguns dias mais tarde. mesmo assim pode não ter namorado. de saliva. de pele. b) escarnecedor.’ Parece-me que alma muito pessoal significa. saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. 116. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques. chamado Jean Baptista von Helmont. UFR-RJ “O primeiro grande poeta que se firmou depois das estréias modernistas foi Carlos Drummond de Andrade. Texto para as questões 117 e 118: “Namorado: ter ou não. Carlos Drummond de. sabemos que escorpiões não nascem assim.) Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado. você verá nascer pequenos escorpiões. traço constante na poesia de Drummond”. aquela de chita... abobalhados de alegria pela lucidez do amor. beira d’água. 494. p. Enlou-cresça. envolvimento.

impondo normas. e. de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. guardiães da língua). e não para escravizá-lo. os gramáticos não passam de meros guardiães de uma inutilidade consagrada pelo poder constituído. Textos para as questões 119 e 120: “Pode um escritor. b) os artistas revelam o caráter transitório da norma culta ao infringirem-na. b) Ela pode dar impressão de firmeza. Sendo uma aventura intelectual. (Refere-se à transgressão de função estrutural). Na maioria dos casos. De um lado. que variam conforme as convenções gerais de cada época. certa rua dá mão. UFMG Em todas as alternativas. Ela pode dar impressão de firmeza. e) o sentido da vida é construído por meio da loucura. e) sabe teorizar sobre os seus sentimentos. de precisão. 118. que variam conforme as convenções gerais de cada época. o conhecimento do código de trânsito. pensa o poeta. (Introduz uma comparação). De outro. d) o sentido da vida se dá pela tensão entre crescimento e loucura. em valor. ficam os gramáticos. UFMG De acordo com o texto. […] de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. Acontece que os artistas pretendem escrever para as gerações futuras. d) vivencia as sensações do amor sem se entregar. UFR-RJ Para o autor. clamando por liberdade. destacado. 120.” 51 GABARITO 119. d) os gramáticos impõem normas para os artistas não as transgredirem. deve possuir função estrutural. mas porque sabem tirar proveito da ruptura.” O neologismo em questão sintetiza o seguinte pensamento: a) só é possível crescer se a vida não fizer nenhum sentido. está corretamente explicado pela frase entre parênteses. UFR-RJ “Enlou-cresça. dominar a norma culta do idioma não excede. Pela perspectiva dos artistas. Tanto no texto como no comportamento. (Refere-se aos gramáticos. por natureza convencional e efêmero: num dia. c) os escritores contrariam as regras gramaticais porque as desconhecem. indica novas propostas para o futuro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de ambigüidade. exceto em: a) … assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. ou expressão. assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. o emprego do termo.117. só sabe o que é namorar quem: a) cultiva o hábito de fazer poesia. Esse tipo de postura gerou um impasse. Observa-se o mesmo nas normas da gramática. c) o crescimento e loucura são considerados processos incompatíveis. dominar a norma culta do idioma não excede. c) Para eles. Para eles. b) entra em sintonia com o outro no plano das sensações. na próxima semana. pode ser que a mesma rua não exista. o conhecimento do código de trânsito.. Os artistas da língua não passam para a posteridade porque rompem com a norma. A transgressão. não dá. os artistas. A língua existe para servir o indivíduo. contrariar as regras da gramática? Essa é uma das principais questões levantadas pelo poeta português Fernando Pessoa. A resposta à questão inicial é simples.. em valor. é correto afirmar que: a) a língua não oprime os artistas quando os submete à vontade do Estado. d) Observa-se o mesmo nas normas da gramática. para ser bem-sucedida. o ato de grafar não deveria submeter-se à vontade unificadora do Estado. b) o sentido da vida se constrói a partir do crescimento intelectual. c) distingue o que é concreto do que é abstrato. (Remete à efemeridade do conhecimento do código de trânsito). no outro.Interpretação de texto II Avançar . em nome de sua arte.

UERJ silogismo. resistindo a apelos emocionais. o adulto é irreal e o responsável é criminoso. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mantêm uma política econômica solidamente fundeada na miséria alheia e uma admirável coerência baseada na fome dos outros. Texto para as questões 122 e 123: GABARITO “Ética para meu filho (. que lesamos a nós mesmos — pouco ou muito — voluntariamente. Se não fôssemos livres.” SAVATER. delas se tira uma terceira.) Veja: alguém pode lamentar ter procedido mal mesmo estando razoavelmente certo de que não sofrerá represálias por parte de nada nem de ninguém. 52 Considerando essa definição. Grita exatamente porque sabe que foi ela. Rio de Janeiro. A. Fernando. oportunismo político ou desinformação. ou talvez até risse e pronto. Dedução formal tal que. Como boa parte da população brasileira vive de um mínimo que não dá para viver e as circunstâncias que o impedem de ser maior não vão mudar tão cedo. mas preferimos confessar-nos ‘escravos das circunstâncias’ quando nossos atos não são exatamente gloriosos. B. Trad. etc. é claro) de nada e evitaríamos os remorsos. Não há pior castigo do que perceber que por nossos atos estamos boicotando o que na verdade queremos ser. FERREIRA. De onde vêm os remorsos? Para mim está claro: de nossa liberdade. São Paulo: Martins Fontes. o salário-mínimo impõe miséria a grande parte da população. 24/03/2000. Por isso. então. (. de Holanda. então. Novo Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa. então. A nossa estabilidade e o nosso prestígio com a comunidade financeira internacional se devem à tenacidade com que homens honrados e capazes. ‘vi que todo o mundo fazia a mesma coisa’. nelas logicamente implicada. ao agirmos mal e nos darmos conta disso. L. O país só é viável se metade da sua população não for. c) Um salário-mínimo maior prejudicaria o país. queremos sempre ser livres para nos atribuir o mérito do que realizamos. nem se daria ao trabalho de dizer nada. é preciso resistir a apelos emocionais da sociedade. a criança pequena grita chorosa: ‘Não fui eu!’. 1986. comprometeria o programa de estabilização do Governo. É que. então. m. Em compensação.. é preciso alterar esse modelo econômico.Interpretação de texto II Avançar ... chamadas premissas. quando o pote da geléia que estava em cima do armário cai e quebra. ninguém me ajudou!’ Do mesmo modo. Sérios. Ética para meu filho. b) Precisamos manter nosso prestígio com a comunidade financeira internacional. compreendemos que já estamos sendo castigados. eis-nos num silogismo bárbaro: se o país só sobrevive com mais da metade da sua população condenada a uma subvida perpétua. ao fazer um desenho muito bonito essa mesma criança irá proclamar: ‘Fiz sozinho. não nos poderíamos sentir culpados (nem orgulhosos. d) O salário-mínimo não garante vida digna para a maioria da população. se não fosse assim.. F. ‘perdi a cabeça’. adultos e responsáveis são os que defendem o reajuste possível. que não pudemos escolher: ‘cumpri ordens de meus superiores’. nas circunstâncias. Monica Stahel. Quem prega um salário-mínimo maior o faz por demagogia. temos homens honrados e capazes. sensatos. ao crescermos. quando sabemos que fizemos algo vergonhoso procuramos afirmar que não tivemos outro remédio senão agir assim.. o sensato é insensato. postas duas proposições. O Globo. 121. Nova Fronteira. chamada conclusão. ‘é mais forte do que eu’. inviabilizaria o país e provavelmente desmancharia o penteado do Malan. Aqui o sério é temerário. Lóg. Do mesmo modo. ‘não percebi o que estava fazendo’. o país necessita da miséria de grande parte da sua população..)” VERÍSSIMO. S. estamos todos condenados a uma lógica do absurdo. há circunstâncias que impedem o salário de ser maior.Texto para a questão 121: “Silogismo Um salário-mínimo maior do que o que vão dar desarrumaria as contas públicas. pode-se concluir que o silogismo a que se refere o título do texto é encontrado em: a) Boa parte da população sobrevive com apenas um salário-mínimo e o salário-mínimo não dá para viver. 1997. quebraria a Previdência. o salário não aumenta mais por exigência do mercado internacional. mesmo reconhecendo que é pouco.

UERJ Ao trazer para seu texto a citação de outras falas — por meio do emprego das aspas —. continuando o caminho de Goethe. é o primeiro a distingui-las claramente: ‘Do ponto de vista do sentido visual.. é de 850 milhões de hectares. embora as críticas de Goethe se revelassem posteriormente inconseqüentes.. Newton. UERJ O texto lido faz parte de um ensaio filosófico sobre ética.. andar para cima e para baixo. São Paulo: Nova Alexandria. M. incluindo lagos. ou métodos de comparação.) encontra-se em estado de improdutividade. b) delimita o que é defendido e o que é atacado. de Graciliano Ramos. d) o texto I discorre sobre o aproveitamento agrícola das terras brasileiras. GABARITO 125. J. M.122. sem fruto”. F. actualmente. d) destaca a palavra dos outros como argumento de autoridade. rios e montanhas. Assim. PUC-RJ Leia o texto abaixo. Mais ou menos metade desta superfície. é geralmente apropriada ao uso e ao desenvolvimento agrícola. 1993. Na verdade já estava procurando distinguir as condições ou esferas mediante as quais o fenômeno da cor se apresenta. o principal mérito de sua análise é ter mostrado que a cor também existe como fenômeno que escapa à física. José Saramago. W. 124. A respeito dos textos. uns 400 milhões de hectares. ao contrário de Goethe e Schopenhauer. A sina dele era correr mundo. o autor obtém o seguinte efeito: a) valoriza o argumento das outras falas. b) o texto II faz uma reflexão sobre os fatos narrados no texto I. Para ele. b) ressaltar uma discussão teórica entre iguais. Schopenhauer. apenas uns 60 milhões desses hectares estão a ser utilizados na cultura regular de grãos. caem por terra. fenômeno na retina ou fenômeno físico. mais tarde desenvolvida por Schopenhauer? Voltar Língua Portuguesa . considerando-se o sentido do texto II. Ora. luz e cores são fenômenos de consciência (sensações e percepções) cujas condições são ocorrências fisiológicas na retina e no sistema nervoso. inteiramente distintos. 123. Prefácio à edição brasileira de A Doutrina das Cores. d) revelar opiniões compartilhadas pelos interlocutores. no texto I.Interpretação de texto II Avançar .’ A identidade da cor varia de acordo com os critérios estabelecidos para sua compreensão enquanto fenômeno de consciência. Triângulo Mineiro-MG “A superfície do Brasil. de GOETHE. c) diminuir a assimetria entre o filósofo e o leitor. em que se comenta o modo como o escritor alemão J. W. Essa estratégia tem o seguinte objetivo: a) provocar a resposta direta do interlocutor. mas como aparece junto à luz. à toa! Como judeu errante. 53 “Entristeceu. “Goethe estava interessado nas condições necessárias para que o fenômeno das cores se manifeste. não basta dizer que a cor surge da luz. c) ambos os textos propõem o uso racional das terras no Brasil. Vidas Secas. e) as perspectivas pessimistas quanto ao uso do solo brasileiro. essas duas interpretações diversas do fenômeno cromático não devem ser pensadas como necessariamente incompatíveis. Nesse aspecto. sendo provocadas por sua vez por processos físicos. Considerar-se plantado em terra alheia! Engano. O restante (. preocupou-se somente em estabelecer os critérios para a produção da cor enquanto fenômeno físico. que é negado no texto II. Um vagabundo empurrado pela seca”. no qual o autor expõe seus argumentos em tom de conversa. IMPRIMIR No que diz respeito ao fenômeno da cor. pode-se afirmar que: a) o texto II constitui uma representação estética da realidade contida no texto I. mas como pontos de vista que se baseiam em critérios. c) identifica um embate como reforço do campo da sinceridade. o que distingue basicamente a abordagem de Newton daquela de Goethe.” GIANNOTTI. Goethe e o físico inglês Isaac Newton compreenderam o fenômeno da cor. de abandono.

Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. Também não cantarei o mundo futuro. 9. trazendo preocupações novas. não haverá mais quem trabalhe. 118. p. p. Viçosa-MG Leia atentamente o texto: “Mãos dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. GABARITO A partir do texto. pela primeira vez na História. d) O poeta busca a convivência com os outros homens à sua volta. surgiram jornadas de trabalho brutais. vamos de mãos dadas. In: Educação para o lazer. as cidades apresentam dificuldades de se organizarem em formas que não sejam pelo trabalho. F. 127. muito novas mesmo…” LIMA CAMARGO. que raramente o questionamos. Rio de Janeiro: Record. destruíram-se símbolos preciosos da civilização e as cidades passaram a ser vistas apenas como espaços de trabalho e produção. não nos afastemos. Entre eles. neste final de milênio. ignorando o passado e o futuro. A diversão. à diversão. c) O poema revela-nos um eu-lírico que. nesse texto. U. a chinesa — foram esquecidos. ( ) Atualmente. o entretenimento — ideais de vida de algumas civilizações antigas.” ANDRADE. de certa forma. a vida presente. ( ) O autor responsabiliza as jornadas de trabalho brutais pela devastação da natureza. Antologia poética. b) O poeta renuncia ao isolamento voluntário e reafirma sua solidariedade aos companheiros. o trabalho converteu-se efetivamente na primeira necessidade humana. o autor tece comentários acerca de fatos históricos ocorridos na segunda metade do século XVIII. 54 Todas as alternativas seguintes correspondem a uma leitura possível do poema drummondiano. 1998. UnB-DF “O trabalho é a principal atividade do ser humano? Quase todas as pessoas responderiam afirmativamente a essa questão. e) Ao voltar-se para a vida presente o poeta demonstra uma preocupação maior com o seu momento histórico. opta por conhecer a realidade de seu próprio tempo. Mas será que sempre foi assim? Sem dúvida. não direi os suspiros ao anoitecer. Não serei o cantor de uma mulher. assustando algumas autoridades. como a grega.126. ao entretenimento. Vivemos hoje um modelo de vida tão assentado sobre o trabalho. tendo em vista que as “jornadas de trabalho brutais — fazem alusão ao início da Revolução Industrial na Inglaterra e que os “símbolos preciosos da civilização” incluem a Bastilha. não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. Carlos Drummond de. ( ) Infere-se que. não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida. entregar-se aos devaneios e à solidão. devastou-se a natureza. pode-se incluir a de buscar meios de viabilizar o acesso da população. principalmente a urbana. os homens presentes. o lazer. porque isso significa que. ao lazer. de uma história. tendo em vista a existência de graves problemas. a paisagem vista da janela. Não nos afastemos muito. “Introdução”. como a recessão e a violência. O presente é tão grande. São Paulo: Moderna. lazer e entretenimento como ideais de vida. ( ) Entre as “preocupações novas” das autoridades. exceto: a) O autor de “Mãos dadas” quer unir-se a seus semelhantes para libertar-se do passado. voltam com força total. Nesse período. a romana e. do presente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . pois.Interpretação de texto II Avançar . não pretendendo. em breve. fortaleza francesa que foi destruída em 1789. dos quais não pretende mais se afastar. O tempo é a minha matéria. estamos chegando ao final de um ciclo civilizatório durante o qual nunca se trabalhou tanto e em que. Estou preso à vida e olho meus companheiros. ( ) Algumas autoridades estão assustadas com a possibilidade de que o homem atual possa vir a ter diversão. Luiz Octávio de. o tempo presente. julgue os itens que se seguem. Mas. não! Ou que sempre será assim? Esperemos que não! Na verdade. 1998. e do futuro de um mundo caduco que o sufoca. considero a enorme realidade.

55 Trabalho desde os 17 anos — já lá se vão 41 do que começou como primaveras. Quis muitas vezes descondicionar-me. Não. 27/9/99. como não está a meu alcance aspirar ao marajanato (sei que esta palavra não existe.” (Raça. p./jul. Opinião. procurando pistolões. 57) – Inf. se transmuta em invernos. (01) “Veja: uma revista tão boa que as notícias nem precisam ser ruins.” (Época. já está em outonos e. (16)“Sem alarde. mas posso perfeitamente inventá-la. deve ser capaz de fazer inferências. argumentando comigo mesmo que desfruto de certa liberdade. lá vem a segunda-feira. a Internet deixou de ser novidade e 5 milhões de brasileiros já não podem mais viver sem computador. entre as alternativas apresentadas abaixo. pôde. ago.Interpretação de texto II Avançar . começo na manhã da própria segunda. Por exemplo. fico um pouco melancólico. O único clarificante e floculante de piscina com a garantia HTP. Antônio Carlos. aquela(s) em que a inferência feita não se sustenta a partir do fato mencionado. (08)“Continuamos incapazes de duas coisas: ligar causa e efeito e aprender do passado. 5/9/99. me chama de ‘ilustre representante da esquerda democrática’. p. enfim. mas a verdade é que. 28) – Inf. 7. Lá vêm outra semana. E o dr.” (Veja. Dê. que me conhece desde rapazinho (eu. chegou a verões. reconheça. não. aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô ou a pleitear uma vaguinha no Retiro dos Artistas. a fim de recuperar o que não foi dito explicitamente. é necessária na atual conjuntura. eis que. o povo era elegante. outras chateações. E manda a ética que me recuse a recorrer a pretensas vantagens derivadas de relacionamentos pessoais. quem lê deve ser capaz de inferir que a memória do escritor já o traiu pelo menos uma vez antes. Eu. (…)” O Globo. Nada de aposentadoria.: Os demais países do Mercosul não se inscreveram no Festival de Vinhos na Turquia. UFMS Na construção do sentido de um texto. como também não quero ser chamado de vagabundo. (32)“Max Floc. eu também podia recorrer ao dr. 5/7/99. com base em minha memorável participação nas peças do jardim de infância em Aracaju.: Antes a Internet era novidade e 5 milhões de brasileiros podiam viver sem computador. sempre é afável comigo. já depois de muito tempo trabalhando em casa. 6/10/99. se bem que ele próprio aposentado. como sabemos.: Para o autor. ou seja. o ministro Ornélas ou foi meu aluno ou quase foi — é o segundo ou terceiro ministro que foi meu aluno. outra crônica. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . mas não só levantar a papelada me infunde pânico. especialmente por um ex-colega de magistério. mas não adianta. Argentina em primeiro lugar e Brasil em terceiro são premiados na Turquia. 29) – Inf. com meus próprios horários e sem chefe ou patrão por perto. dos saudosos 30 mil dólares. Ao trabalho. começam a ficar macambúzios na hora em que ouvem a musiquinha de encerramento do Fantástico. 1999. Cad. 84) – Inf. 103) – Inf. (02)“Vinho Mercosul no mundo. também padeço de segundafeirite que acomete todos os trabalhadores. mas com inquestionável empenho. 1998. Não tenho queixa. O Globo. eu também posso). p. Antônio Carlos. não ele). p. 128. p.: Quando usava outros tipos de vestimentas. jun.: Os outros produtos do mesmo tipo não têm a garantia HTP. e. morre de rir quando o crítico e. onde certa feita interpretei ‘Tatu subiu no pau’. Cad. Podia estar aposentado. a soma das alternativas corretas. logo. quando João Ubaldo diz “…se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados…”. Alguns. logo. como resposta. o leitor competente deve saber ler nas entrelinhas. sem muito sucesso. p. Além disso. nem de tentar facilitar a vida. Opinião. a síndrome ataca de igual maneira.Texto para as questões de 128 a 131: “Segunda-feirite aguda João Ubaldo Ribeiro. que não os mencionados. (04)“A dupla jeans e camiseta e roupa feita em série acabaram com a elegância do povo.” (Revista do Mercosul.: O leitor lê Veja porque a revista não traz notícias ruins.” (Roberto Campos. a incapacidade de ligar causa e efeito e aprender do passado são características imutáveis de nossa mentalidade. se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados. apesar de não sofrer as mesmas pressões que um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas. Com base nessas explicações. outros compromissos. p. pondo a mão no meu ombro.” (Istoé. nada disso. 7) – Inf. 29/9/99. se o ex-ministro Magri.

Antônio Carlos. a soma das alternativas corretas. como o dr. (04)A forma verbal pôde é um dos casos de palavras que admitem dupla acentuação. (32)A palavra macambúzio significa revoltado. (32)Já para criar segunda-feirite. Dê. (01)Os conectores não só… como também e além disso são utilizados para ligar enunciados que constituem argumentos para uma mesma conclusão. a soma das alternativas corretas. a de escritor. identifique aquele(s) que seja(m) adequado(s) ao texto lido. também ele inventor de palavras. inconformado. o autor emprega o sufixo grego -ite. (64)Se em “…não está ao meu alcance aspirar ao marajanato…” utilizássemos um pronome pessoal para substituir o objeto indireto. como em baronato. sujeitos a horários e normas rígidas. como resposta. a concordância do adjetivo com os substantivos que o antecedem poderia ter sido feita também no masculino plural. (04)Embora a peça “Tatu subiu no pau” tenha tido êxito de público. o verbo morrer pelo advérbio de intensidade muito. identificam-se as várias fases da vida humana às estações do ano. (08)Em “…eu também podia recorrer ao dr. por exemplo. UFMS Dentre os enunciados abaixo. rinite e gastrite. como. (02)O autor afirma que ainda não pediu aposentadoria apenas porque não tem condições financeiras para se sustentar. (16)Para construir o vocábulo marajanato. ou seja. Dê. como resposta. (02)Em “…aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô…” o advérbio provavelmente acrescenta ao conteúdo proposicional do enunciado a indicação da modalidade sob a qual ele deve ser interpretado. que não a do locutor. (01)Sendo quase sexagenário. e na necessidade da situação atual. uma vez que foi usada uma palavra no lugar de outra. o resultado seria “…não está ao meu alcance aspirar-lhe…”.”. pelo fato de obedecer a princípios éticos. o conector se estabelece uma relação de condicionalidade com o que foi dito anteriormente. eles somam argumentos para apoiar ou justificar a não-aposentadoria do autor. o escritor admite estar caminhando para o inverno da vida. no caso do texto.Interpretação de texto II Avançar . UFMS Assinale abaixo a(s) alternativa(s) verdadeira(s). a performance do menino João Ubaldo não foi das melhores. não ele)…” a informação entre parênteses vem corrigir uma possível ambigüidade de sentido. (16)A figura de linguagem presente em “…morre de rir quando o crítico…” é a metonímia.129. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . (64)João Ubaldo Ribeiro assume um tom irônico que perpassa todo o texto. como resposta. o que significa que poderia ser substituída por pode indiferentemente. (04)As aspas em “ilustre representante da esquerda democrática” têm por função indicar uma expressão atribuída a uma outra voz. (32)A segunda-feirite ataca todos os trabalhadores já no final da noite de domingo. (64)Pessoas que exercem determinadas profissões. a soma das alternativas corretas. desesperado. (01)No início do primeiro parágrafo. Antônio Carlos. (08)O direito de inventar palavras que o autor se atribui apóia-se no exemplo do exministro Magri. 131. ou seja. acabam sendo menos afetadas pela síndrome da segunda-feira do que os trabalhadores comuns. (16)O escritor não admite recorrer a favores de ex-alunos ilustres. (02)Em “…se bem que ele próprio aposentado. UFMS Marque a(s) proposição(ões) que não está(ão) correta(s). 56 GABARITO 130. (08)Em “…um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas…”. João Ubaldo Ribeiro faz uso do sufixo latino ato que forma substantivos a partir de adjetivos. Dê. que indica inflamação e que está presente também em bronquite. que me conhece desde rapazinho (eu.

o desodorante era maior do que um pão de forma que era maior do que a presuntada que era maior do que um garrafão de suco de tomate maior do que o vidrão de peanut butter. a garrafa de champagne era mais alta do que eu. claro. GABARITO ( ) Assim como Gregório de Matos Guerra fez uma crítica da sociedade baiana do século XVII. a nurse midwife chamada Joyce faz o parto. Ana. de Ana Miranda. de noite esfria. com vantagem estilística e sem prejuízo de qualquer natureza. não há edifícios de mais de três andares. ah. entre outros romances. classic music to help stimulate your baby’s brain development. os dias estão azuis dignos de uma crônica de Rubem Braga. o imigrante passa a cada instante. a massa de pizza vem num saco com sessenta. a maçã tem gosto de melancia que tem gosto de cereais que têm gosto de macarrão que tem gosto de waffle que tem gosto de vinho de Napa Valley que tem gosto de graveto que tem gosto de pão que tem gosto de ceasar salad que tem gosto de syrup que tem gosto de nescafé. enquanto ouço vou também desenvolvendo o meu cérebro e aprendendo a aferir os encantamentos na máquina de um amigo. o neném nasce e chora. a autora informa ao leitor que ela escreve seu texto ouvindo música. a polícia passa a cada instante. julgue os itens seguintes. de eternidade. Smart Symphonies. ( ) A exemplo da tipologia textual. autora de Boca do Inferno. por causa dos terremotos. o suco de laranja (que tem gosto de beterraba que tem gosto de pastel) vem num galão. a arquitetura do medo. por a polícia. a autora faz uma crítica da sociedade californiana do século XX. ‘Empurra!’ Fotografo até cansar de gastar os sessenta filmes do pacote. eu me sentia uma liliputiana no país de Gulliver. Caros Amigos. ( ) Com a metáfora final do texto. fomos a um mercadão de varejo.” MIRANDA. é lindo! He’s pretty and pink diz a nurse. as geladeiras são repletas de guloseimas. ( ) A seqüência “a polícia passa a cada instante. todo mundo de carro. pagam 1. corta o meu coração. o chicano passa a cada instante. as ruas espalhadas. o chicano passa a cada instante” pode ser substituída. tudo aqui é em quantidades vertiginosas. associada a Rubem Braga. o imigrante passa a cada instante. a mãe sofre dores atrozes e mia feito um gatinho abandonado. escritora brasileira. p. o texto de Ana Miranda classifica-se como crônica.Interpretação de texto II Avançar . o tubo de pasta de dentes era maior do que um tênis do Shaquille O’Neal. a cidade é calmíssima. tomamos vinho e comemos bolo de nozes. hot-dogs e fumamos charutos e tudo nos embriaga de felicidade. tudo aqui tem o mesmo gosto. e as estruturas levíssimas. um sentimento vitorioso. parece uma cidade de papel onde tudo é florido e arrumado e limpo e vigiado.132. (…) filmo o nascimento do Raphael. UnB-DF “Notícias da Califórnia Aqui são quatro horas mais cedo. 9/99. as frutas são coloridas mas sem sabor. ameaçador. assim como o leite. tudo era apavorante. nº 30. fazemos de noite uma ceia para comemorar o nascimento. ( ) A menção reiterada de grandes quantidades e o uso do grau comparativo de superioridade constituem um recurso estilístico que demonstra a profunda admiração da autora pelos hábitos californiamos. comem-se muita verdura e fruta. faz calor mas não muito. (…) eles mesmos lavam o carro num posto de gasolina. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 19 (com adaptações). o imigrante e o chicano passam a cada instante. em vez de dizer Push diz Purra! Purra! pois ouviu meu filho dizer. poeta.75 dólar. apenas alguns. 57 A partir do texto acima. ouvindo música clássica de um disco que o Raphael ganhou na maternidade given to over a million new parents in hospitals across America.

Meu Deus que mulher durinha! Foi um buraco na minha vida.19) há a mesma informação semântica. romance primoroso e por tal forma comovente [que ninguém pode lê-lo sem derramar copiosas lágrimas… Perdi meu tempo: não fez efeito. Utilizei o bonde. p. Mafuá do malungo. Mas eu mato ela na cabeça: Vou lhe mandar uma caixinha de Minorativas. Cantei as modinhas mais tristes do repertório do Nôzinho. o automóvel. ( ) Para conquistar sua amada. Fiz versinhos. Pastilhas purgativas: É impossível que não faça efeito!” BANDEIRA. produto de maquilagem muito usado pelas moças de pele alva. 406-7. Escrevi cartinhas e pra acertar a mão. 1974. Disse que ela era boa. o passeio a pé. Então banquei o sentimental Fiquei com olheiras. julgue os itens que se seguem. fica claro que o narrador oferece à jovem uma caixa de pó-de-arroz. Virei pirata: Dei em cima dela de todas as maneiras. duas figuras de linguagem da retórica tradicional: um hipérbato e um clímax. ofereci pó… À toa: não fez efeito. 58 Com base no texto acima. Me rasguei todo. ( ) Apesar de se tratar de construções sintáticas diferentes. oferecimento de vantagens materiais e chantagem emocional. ( ) Entre os versos 11 e 15. simultaneamente. Rio de Janeiro: Aguilar. li Elvira a Morta [Virgem. Ajoelhei. Que ela era gostosa.Interpretação de texto II Avançar . Falei de macumba. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Que ela era bonita pra burro: Não fez efeito. UnB-DF “Rondó de Efeito Olhei pra ela com toda a força. In: Poesia completa e prosa. ( ) No verso 9. Chorei. o autor emprega.10) e “Perdi meu tempo” (v.133. o narrador faz três investidas sucessivas que podem ser assim resumidas: elogio da beleza física da mulher. Manuel. em “À toa” (v.

subempregada. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços.“ SOARES. o governo poder oferecer trabalho para a massa de subtrabalhadores. já não precisam tanto de força física. vai-se constituindo em disciplina curricular. mas que os deixa desassistidos. p. c) a modernização das empresas que. 1999. E o desafio. O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. perspectivas. 59 134.Interpretação de texto II Avançar . Fempar Pela essência do texto. que reconstrói os processos por meio dos quais um certo conhecimento vai-se configurando como saber escolar e. para o país. d) empregar e desempregar serem tarefas do governo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . hoje. Fempar Segundo o texto. única saída para os desempregados. São Paulo: Educ. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1o grau completo ou nem isso. Para garantir a sobrevivência. à qual o texto se refere.). Durante mais de uma década. a escola. uma perspectiva cultural. e) o descompasso entre modernização e economia. deixou ruas se esburacarem. 136. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. Cintia. Língua portuguesa: história. conseqüentemente. Neusa (org.“ VALENTINI.Texto de referência para as questões 134 a 136: ”ELES SOBRARAM Os números do IBGE. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. 53. a palavra que melhor traduz “enorme problema” é: a) sobrevivência. Veja. as expectativas. uma perspectiva psicológica. que considera os processos de aprendizagem de um conteúdo específico. está no fato de: a) graças a sua ineficiência. uma perspectiva social. por uma ironia de seu passado recente. o papel e função atribuídos pela sociedade à instituição em que ensino e aprendizagem ocorrem. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. o horizonte é desolador. b) o avanço da economia informal. Apud: BASTOS. por isso. b) desemprego. Magda. que considera as condições sociais de produção de um determinado conhecimento. e) o governo ter aquecido e desaquecido a economia. 1998. Isso porque as empresas. c) a intervenção do governo na economia ter sido devastadora. ”Uma reflexão sobre o ensino de todo e qualquer conteúdo pode e deve ser feita de várias e diferentes perspectivas: a perspectiva da própria ciência de que se recortou o conteúdo para constituir uma disciplina curricular. Assim que a economia voltar a crescer. empregam menos trabalhadores com escolaridade mínima. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. INSTRUÇÃO: Responder às questões 137 a 139 com base no texto. Concepções de linguagem e o ensino da língua portuguesa. e) modernização. Fempar A ironia. as necessidades do grupo cultural a que se destina seu ensino. 21 de julho. o governo abandonou estradas. isto é. as condições sociais daqueles a quem se destina o ensino e daqueles encarregados de ensinar. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. d) educação. ao longo do tempo. b) a economia brasileira ter estagnado e voltado a crescer pela influência do governo. que relaciona a disciplina e seu conteúdo com as características. c) globalização. p. Para os outros. viadutos. o principal órgão de pesquisas sociais do país. uma perspectiva histórica. 135. que busca identificar os pressupostos ideológicos que levam a instituir um certo conteúdo em disciplina curricular e que subjazem aos objetivos e procedimentos de ensino dessa disciplina. a principal causa do “retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro” é: a) a existência de quase metade da população brasileira sem escolaridade mínima e. com a modernização. 105. Segundo o Instituto. ensino. d) o desaquecimento da economia que não permite a contratação da força física do trabalhador. uma perspectiva política.

Interpretação de texto II Avançar . conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) I e II. 139.137. U. d) 2 – 3 – 4. O uso do ponto-e-vírgula entre as diferentes perspectivas hierarquiza as informações. F. 2. ou seja. II. c) I. “ensino e aprendizagem” relacionam-se como causa-conseqüência. U. F. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) 1 – 2 – 3 – 4. U. sobre a forma como as perspectivas são apresentadas. Cada uma das perspectivas é caracterizada por uma ou mais orações adjetivas. b) I e III. “objetivos e procedimentos” correspondem. 138. ao “como” se aprende determinado conteúdo. Pela análise das afirmativas. 3. “todo e qualquer conteúdo” equivale à totalidade de um conteúdo. prioritariamente. b) 1 – 2 – 4. F. e) III. e) 3 – 4. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão considerando a veracidade das afirmativas apresentadas de 1 a 4. III. II e III. aluno e o contexto em que interagem. facilitando a leitura. “pode e deve” sugere uma gradação. 1. e) da própria ciência se relaciona à área de conhecimento específica do conteúdo a ser ensinado. d) psicológica diz respeito. estruturas de natureza semelhante. A estrutura do parágrafo apresenta paralelismo. c) política se refere ao modo de pensar dos responsáveis pela definição dos conteúdos a serem ensinado. a metas e ações. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão com base nas afirmativas abaixo. 60 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) social envolve professor. Pela análise das afirmativas. Pelotas-RS Sobre as diferentes perspectivas apresentadas no texto. respectivamente. c) 1 – 2 – 3. 4. I. d) II e III. só não é correto afirmar que a perspectiva: a) histórica precisa o momento em que determinado conteúdo passou a ser ensinado.

prevê a utilização de um combustível fóssil. e) a expressão “energia solar” remete à idéia de energia proveniente da reflexão total dos raios luminosos por parte da Terra. tem. Assinale a alternativa com a frase que. F. b) A energia eólica e a energia solar – provenientes de combustíveis fósseis – não evitarão o blecaute no Brasil. porque a Bolívia. c) O fantasma do blecaute ronda o Brasil. contendo informações cientificamente corretas. ficará sob controle com a aplicação de programas adequados.) O programa de gás natural. essas usinas deverão somar mais de 15 mil MW ao sistema elétrico.. isso é o que o governo federal dá a entender.. (. 61 GABARITO a) A inevitável falta de energia não virá de imediato. Alimentadas principalmente pelo gás natural boliviano (. por causa do não aproveitamento de todos os nossos recursos energéticos. defendido por muitos especialistas. para eles. o Ministro das Minas e Energia quer antecipar as datas do programa de implantação de termelétricas. fornece uma quantidade significativa de gás natural. (Adaptado).) A energia solar é outra fonte a ser considerada. porque são ilimitadas as reservas desse combustível. equivale a embarcar com todas as malas numa canoa furada. A palavra fóssil tem. U.. F.).” Revista Galileu.. Segundo afirmam. (. b) a palavra “fóssil”. Nesse caso. remete à necessidade de a população encarar a possibilidade de um blecaute. para certos críticos. na expressão “combustível fóssil”. no Brasil. no total da produção de energia brasileira. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. embora ela diminua o peso das hidrelétricas. Para exorcizar a ameaça. é possível afirmar que: a) o pronome “isso” remete a uma expressão que aparece depois dele.. Pelotas-RS O título do texto — Um túnel no fim da luz – inverte uma expressão de uso popular. conduz a uma leitura oposta a essa expressão popular.Interpretação de texto II Avançar . d) Os programas do governo federal representam a esperança de que o blecaute não chegue ao Brasil. (. país não limítrofe com o Brasil. a iniciativa tende a levar o país a utilizar um combustível cuja queima deverá lançar na atmosfera grandes quantidades de poluentes. para os críticos do programa de gás natural.. Pelotas-RS De acordo com o texto e seus conhecimentos. existem dois tipos de solução: as células fotovoltaicas e os aquecedores solares de água (.As questões 140 e 141 baseiam-se no texto a seguir: ”Um túnel no fim da luz O fantasma do blecaute ronda o Brasil. um significado preciso. d) a expressão “sem dizer com todas as letras”. o que.. e) O problema da falta de energia.).) Sem dizer com todas as letras. um significado preciso. que significa “embora não declare explicitamente”.. 141. A iniciativa vem sendo debatida por especialistas da área.. U. 140. c) a existência de nexos de concessão ao longo do texto justifica-se pela necessidade de o autor apresentar apenas argumentos convergentes às idéias apresentadas.

Ou seja. Unioeste-PR Observe que a expressão essas inferências duvidosas retoma um recorte textual anterior. Pronto. 32) o tipo de letra é um item que deve ser considerado somente durante a entrevista. procurou dar contornos mais adequados a sua letra. Com essas inferências duvidosas. julho de 2000. A grafologia pode até acertar algumas vezes. 01) As inferências duvidosas atribuídas a Lírio decorrem da sua pouca idade. p.Interpretação de texto II Avançar . 16) As inferências não são duvidosas porque 30% das empresas grandes e médias usam a grafologia para selecionar candidatos. Francisco Lopes. a criatividade e a intuição que o cargo exigia. as inferências são duvidosas. fez com que se sobressaísse a ponto de ganhar menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo.Texto para as questões 142 e 143. a pressão da caneta no papel não era suficiente para um repórter audacioso. o mesmo deve ter melhorado suas potencialidades como repórter após ter se submetido ao teste da grafologia.“ Superinteressante. 02) Se o psicólogo não conhecia Lírio. muito pelo contrário. aquele que culminou com a queda do presidente do Banco Central. Estava prestes a ser contratado pelo diário A Tribuna. 16) as habilidades das pessoas para as mais diversas profissões não podem ser avaliadas exclusivamente pelo tipo de letra. e um psicólogo que nem o conhecia decretou: o candidato não tinha a agilidade. 08) o êxito de Lírio comprova que a grafologia não é um método justo de avaliação. 32) As inferências são duvidosas mediante o que está disposto na análise da letra de Lírio. é correto afirmar que: 01) a grafologia é um teste altamente eficaz para avaliar a profissão de repórter. suas letras não se curvavam impetuosamente. de Vitória. a soma das alternativas corretas. Como ele soube? Simples. cerca de 30% das empresas grandes e médias usam grafologia para filtrar o preenchimento de cargos executivos. foi um sinal de audácia. Lírio hoje trabalha em um dos maiores jornais do país. ”O que diz a letra Em 1995. 55. pois conseguiu emprego em um jornal importante. como podia estabelecer seu perfil negativo? Por isso. feita por Lírio. A folha foi enviada a uma empresa do Recife. ganhou menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo por denunciar o escândalo do Banco Marka. Pois Lírio acabou reprovado. 143. Este ano. Sérgio Lírio tinha 23 anos e era tido como um repórter promissor. Mas errou com Sérgio Lírio. Seu caso está longe de ser isolado – segundo pesquisa da empresa de consultoria Deloitte Touche Tohmatsu. a soma das alternativas corretas. 04) a denúncia sobre o Banco Marka. 04) As inferências são duvidosas porque alguns psicólogos condenam o uso da grafologia como técnica de avaliação. Lírio foi descartado. indique a(s) alternativa(s) incorreta(s). As linhas de Lírio não chegavam ao fim da folha. como resposta. Portanto. Com base nessa afirmação. 62 142. Unioeste-PR Segundo o texto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a 2000 quilômetros da sede de A Tribuna. Um diretor do jornal gostara dele e do seu currículo e a vaga parecia certa. Tarefa simples. Dê. 64) a forma como lírio escreve. 02) Lírio deve ter melhorado a forma de escrever. técnicos e administrativos. Faltava apenas uma etapa: escrever um texto de trinta e poucas linhas com tema livre. Dê. 08) As inferências são duvidosas porque o teste de caligrafia não é um dispositivo científico. como resposta.

surgem teorias de conspirações clandestinas e o governo (em muitos casos. suas diferentes missões e o simples fato de elas serem necessárias para a nossa existência. observamos a proliferação de seitas da ‘Nova Era’. poucos cientistas dedicaram parte do seu tempo à divulgação. d) O avanço tecnológico propicia ao ser humano uma melhor qualidade de vida. não creio que a ciência esteja simplesmente redescobrindo ‘verdades’ descobertas através da meditação ou de uma conexão mística com o mundo. A julgar por esses livros. tem levado o homem a aprofundar o seu autoconhecimento. Enquanto a ciência tenta entender o ‘como’. não creio que o caminho usado por esses autores revele a espiritualidade da ciência de forma correta. à comunidade científica: historicamente. Ela é encontrada em sua humanidade e na poesia que revela. 1999. fadas e outras criaturas fantásticas) e de pregadores da ‘verdade’. uma atividade fria e manipuladora. enquanto outras pertencem somente à religião. Ciência e espiritualidade. mas também de produzir armas que poderiam aniquilar a vida na Terra. A ciência é considerada a antítese da espiritualidade. de suas idéias e descobertas. podemos reconciliar a ciência com o grande público. desenvolvendo-lhe a espiritualidade. Como. o apetite das pessoas por verdades e certezas mais permanentes vem atingindo níveis jamais vistos ou mesmo previstos. causa muita confusão e estresse na cabeça das pessoas. Observamos também o crescimento do desprezo pela ciência e pelo que ela tem a dizer sobre o mundo. Folha Mais. A tecnologia é muitas vezes percebida como uma espécie de monstro. Certas questões são exclusivas da ciência. c) A massificação do conhecimento. aquele momento de autotranscendência que desafia qualquer explicação racional. O acesso fácil aos computadores e às telecomunicações criou uma aldeia global. dedicada a tirar Deus das pessoas. proporcionada pelas telecomunicações. Marcelo. de várias superstições (gnomos. como ‘O Tao da Física’ de Fritjot Capra. Acredito que essa concepção completamente errônea do que é a ciência e de como ela funciona seja a responsável por sua impopularidade. In: Folha de S. Ou as pessoas de Deus. enquanto uma intolerância generalizada ameaça polarizar ainda mais a sociedade. em que tudo se transforma tão rapidamente. Ela é encontrada no próprio ato criativo. depende do sensacionalismo barato e de distorções da imagem do cientista ou de seu trabalho. como nas religiões orientais.” GLEISER. O fundamental é saber discernir os limites de ambas. onde a troca de informação entre diferentes culturas e pessoas do mundo é mais fácil e barata do que era em qualquer outro período da história humana. claro. 63 GABARITO 144. O que ainda vemos. sem dúvida.Interpretação de texto II Avançar . Caderno 5. sua distorção? Vários livros de divulgação científica tiveram sucesso por revelar uma conexão entre ciência e espiritualidade.Texto para as questões de 144 a 146: “Nestes tempos ‘pré-milenares’. ao público. ao mesmo tempo inspirador e aterrorizador. mas muito ainda precisa ser feito. necessariamente. pouco se preocupando com o ‘como’. na maior parte desses veículos. merecidamente!) perde a sua credibilidade. Parte da culpa pertence. b) Os diferentes períodos históricos vividos pelo homem têm sido marcados por uma constante necessidade de integração cultural entre diferentes povos. capaz de curas milagrosas e de viagens interplanetárias. 18 jul. Inevitavelmente. então. Esse excesso de informação. Com isso. fazendo com que sua divulgação não traga. como a televisão ou o cinema. Essa situação está gradualmente se transformando. p. especialmente nos meios de comunicação de maior penetração. a resposta deve revolver em torno de uma reconciliação entre ciência e espiritualidade. e) Os governos têm sido intolerantes com a comunidade científica. Uneb-BA É comprovável no texto a afirmação: a) O homem da virada do milênio está ávido por uma compreensão da realidade metafísica. deixando de lado o ‘porquê’. Ela é encontrada na paixão com que os cientistas devotam toda uma vida na tentativa de desvendar os mistérios do mundo à sua volta. A espiritualidade da ciência não é encontrada através de comparações entre suas descobertas e as práticas e ensinamentos de diversas religiões. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a religião aceita o ‘porquê’ baseada na fé. O resultado é uma sensação de pânico e abandono avidamente explorada por oportunistas que se apresentam como a única alternativa em um ‘mundo louco’. Paulo. 12. Infelizmente. anjos. descontados os fãs.

147. d) cria uma situação de desconfiança entre os homens. varada por um frio que não existia. retirou o Anel de seu dedo indicador. c) distancia-se cada vez mais do homem. p. entrar lentamente pelo portão de pedra. (04)O texto se estrutura dentro de uma ambivalência traduzida no espaço físico iluminado. onde as tias estavam. Eu queria terminar logo a minha missão. depois olhou na direção da casa. 135 e 136. o carro de Ermê. e) ter ela por objetivo a busca do desvendamento de um mundo desconhecido. São Paulo: Companhia das Letras. Será nesta noite mesmo. ligados à meditação. acelerou o carro e partiu. Acho que é esta casa.” FONSECA.Interpretação de texto II Avançar . conhecimentos do mundo oriental. avise às outras. e) ultrapassa os limites do racional. não sei por que mas estou com medo. pois busca o desvendamento do desconhecido através “do ato criativo. As luzes do imenso lustre estavam todas acesas. A brisa fresca da noite de maio punha em desalinho os seus finos cabelos louros. ações ardilosas e desumanas. a não ser dentro dela. ela é muito bonita mas é tão sombria! Você está com medo é das tias. a espiritualidade da ciência consiste em: a) haver a necessidade de os cientistas serem religiosos. e esperei que me viessem chamar. b) aplicar. eu disse a tia Helena.” 146. fazendo brilhar os negros trajes a rigor que as tias e dona Maria Nunes usavam. (64)O fato de a tia Julieta passar o anel para o dedo do primogênito simboliza o rompimento de uma tradição familiar prescrita no Decálogo. Na mesa grande do Salão de Banquetes. para preservá-los. com muita pompa e cerimônia. de caráter inteiramente voltado para a essência das coisas. Levei Ermê para a Sala Pequena. In: Feliz ano novo. foi cumprida a minha missão. sentada. em direção à casa. com a capota arriada. a ciência: a) caracteriza-se por ser uma atividade exercida pelo cientista com impessoalidade e impassibilidade. subir o caminho ladeado de hortênsias e parar em frente à alta casuarina que se erguia no centro do gramado. disse Ermê. agora resolutamente. que me observava atentamente. na ciência. (02)A cena em destaque é ilustrativa do momento de passagem do protagonista para um outro estágio de vida: o de auto-afirmação através do casamento. Elas ficaram impressionadas com a beleza e a educação de Ermê. (32)O Salão de Banquetes é um espaço sombrio destinado à prática de ações humilhantes contra os transgressores da hierarquia familiar.145. Estou com medo. 1989. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . como mandava o Decálogo. …………………………………… Da janela do meu quarto vi que a madrugada começava a raiar. Vi logo que Ermê havia recebido a aprovação de todas. e trataram-na com muito carinho. (08)A luta entre as forças do bem e do mal é evidente. Os fragmentos acima e a trama do conto permitem afirmar: (01)O narrador-personagem evidencia plena consciência e domínio da situação em que Ermê se vai envolver. tia Julieta. pregadas por diferentes religiões. Desci para recebê-la. não importando. ao revelar conhecimentos sobre as primeiras causas das coisas. Uneb-BA Para o autor. Dê. colocando-o no meu. c) criar ela o seu próprio universo. d) comprovar as verdades de natureza mística. através de ações não só de caráter objetivo. b) é mal interpretada pelas pessoas por causa da ação exclusiva dos oportunistas. em volta da mesa. a soma das alternativas corretas. como resposta. e o final da narrativa é maniqueísta. …………………………………… Quando engoli o primeiro bocado. contrastando com o espaço interior sombrio das personagens. que eu nunca vira ser usado em toda minha vida. já que está se perdendo no materialismo científico. Uneb-BA Segundo o autor. Vesti minha casaca. eu disse. 129. Rubem. Com um gesto abrupto. (16)As personagens membros da família estão presas a princípios conservadores. mas também subjetivo. iluminado pelo claro brilho da lua cheia. UFBA 64 GABARITO “Da janela do meu quarto vi. como as outras. Nau Catrineta. como se soubesse que eu a estava observando. e passou o cachecol em torno do pescoço. Por instantes Ermê pareceu ouvir o som do vento na árvore.

nem merecedora de maior divulgação. é correto afirmar que Getúlio: (01)cede aos apelos da Igreja e reafirma a sua religiosidade salvadora. Sargento Getúlio. Iugoslávia. O principal tema do governo dos Estados Unidos é. não sei. A criação da nova agência — IPI. Janio de. Granada. é um enterro. (02)tenta reatar o seu passado ao presente. sacudindo a cabeça e fazendo um bico com a boca. 1982. 17 ago. Vozes conhecidas. UFBA “E se benzeu e disse que não precisava dizer aquilo. porque havia mais homens e quem era homem não tinha de que temer. Paulo. o que é que me sustenta? Não sei. uma relação de dependência econômica. diz o padre. p. e enfiou as duas mãos pelo meio da batina. Os jornalistas que viveram as redações no período da Guerra Fria. diz ele depois de muito tempo.Interpretação de texto II Avançar . região que. mas não o inibiu: Panamá. a agência UPI. mais sensibiliza a opinião pública americana. o que é que deixam com o homem? Nada. sem contar as muitas intervenções menos demonstradas. a América Latina. diz o padre. Pentágono e Departamento de Estado. que o governo dos Estados Unidos decide criar um serviço oficial de notícias para combater reações da opinião pública. com intermediação do padre. Quem some é os outros. FBI. (04)tem um caráter de herói épico e simboliza uma cultura em processo de destruição. Dê. Um governo esperto tomaria precauções para que. a gente nunca. 65 Com base no fragmento e no romance como um todo. em que europeus se sujeitaram à pressão para integrar-se às ações militares. não fizesse disso um problema interno. depois da Europa. com Ancrísio Antunes. agora. O caráter do serviço a ser feito pela IPI (o nome lembra. 5. Quintal embora. 83-4. anterior à guerra do Vietnã. muito mais do que aquelas intervenções militares causadoras de algum amargor. pois está imbuído de valores relegados pelo processo civilizatório. ao perceber que está se distanciando do seu espaço de origem. p. porque eu sou Getúlio Santos Bezerra e igual a mim ainda não nasceu. que muda por questões de ordem religiosa. está uma frouxidão e um homem não sabe de quem depende e querem mudar tudo e nunca vai adiantar. Ah. Caderno 1. não vale quase mais nada. É possível que isso tenha contido o ímpeto americano uma ou outra vez. João Ubaldo. (64)age com determinação e rejeita imposições de qualquer natureza por valorizar sua liberdade. com maus pressentimentos mesmo. ainda mais acentuadamente. se primeiro eu sou eu e fico aí me vendo sempre. Por que vosmecê não some? Eu sumir. nunca que eu posso sumir. Uma vida. já foi uma boa terra. a soma das alternativas corretas. Iraque e Iugoslávia. se tiram os recursos do homem. Essa terra. (…) Quero ver esse bom em Aracaju que me diz que eu não posso. é América ainda.” RIBEIRO. Haiti. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. como resposta. Texto para as questões de 149 a 151: “Vozes conhecidas É assim como quem tomasse uma providência banal. não sei se vosmecê vai poder levar o homem para Aracaju. 1999. possa ser. Desde o genocídio que foi a guerra do Vietnã e. porque lá está uma novidade de gente e uma porção de jornais e dizem que quando vosmecê chegar vão lhe encher o couro e soltar o homem. lá e no mundo. nos dois casos. não posso sumir de mim e eu estando aí sempre estou. International Public Information — sugere projetos tendentes a chocar a opinião pública e suscitar reações. desde o esmorecer da Guerra Fria afinal extinta. Hoje essa terra não vale mais nada. e isso não é vida de homem. (16)simboliza o indivíduo que tem a violência como afirmação de sua identidade. In: Folha de S. com as pernas escarranchadas e ficou com a cabeça pendurada. apropriadamente. mas não de conseqüências na política ou na sociedade dos Estados Unidos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . isso não. passando do discurso à ação. diante de um impasse de ordem política. peça de destaque na engrenagem da Guerra Fria) já se denota nos setores do governo incumbidos por Clinton de formulá-lo: CIA. Iraque. É que a situação mudou. (32)mantém. que se mostre contra intervenções militares e outras operações do poder americano. disse o padre. eu sumir? Como que eu posso sumir.148. Nem da Europa.” FREITAS. Não acredito que Antunes possa lhe sustentar. não vão ter surpresas com a IPI. se Antunes não me sustenta. Temos o que esperar com apreensão. Não sei. (08)não consegue acompanhar a transformação por que passa o mundo. Ainda mais com tão grande presença índio-latina em sua população. a opinião pública tomou consciência da desumanidade implícita nas intervenções militares e da costumeira falsidade de suas motivações. Porque.

é consenso nos Estados Unidos. Se a surpresa quanto ao número de palavras foi grande. iogurte ou caviar? (…) Corrêa da Costa. no plano lingüístico. segundo o levantamento de um ensaísta brasileiro Diz a lenda que Deus condenou os homens a falar diversas línguas em Babel para puni-los pelo desejo de atingir o paraíso construindo uma enorme torre. c) Uma política inteligente e nacionalista deveria coibir a intervenção estrangeira em assuntos latinoamericanos. brincando com os estrangeirismos. É o caso de ‘piranha’. pode vir a desmoronar. d) eles sabem das intenções da criação do IPI. 150. ‘Neste fin-de-siècle high tech. por ser ainda um território de relações amistosas com outros continentes. e) Os Estados Unidos vêm mudando as suas estratégias no sentido de reativar a Guerra Fria. Quem não entende o que é pizza.” DIEGUEZ. b) os vários órgãos de imprensa ligados ao jornalismo internacional estão mais voltados para as questões latino-americanas. 22/03/2000. superando a Europa. b) O intervencionismo americano tem-se caracterizado como extremamente necessário. 151. se a maioria das palavras globalizadas seguiu o rastro dos conquistadores. Salvador-BA Com base no ponto de vista do autor. muito antes de o conceito de globalização entrar em voga nos campos da política e da economia. houve aquelas que andaram na contramão. na afirmativa a) As experiências passadas podem ser indícios de que os Estados Unidos querem angariar solidariedade para novas intervenções militares. d) A importância alcançada pela América Latina. ele já existia. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Uma prova de que o reinado das palavras não segue rigorosamente a lógica do poder político e econômico. U. Salvador-BA A leitura do texto permite inferir que os jornalistas referidos no quinto parágrafo “não vão ter surpresas com a IPI” porque a) a tendência atual é de um futuro sem conflitos significativos para a imprensa mundial.Interpretação de texto II Avançar . d) A América Latina. do ensaísta e ex-diplomata brasileiro Sergio Corrêa da Costa. Salvador-BA No segundo parágrafo. e) O mundo. Mas é bom notar que. c) o mundo globalizado não acredita haver possibilidade de conflitos de proporções alarmantes. Consuelo. c) Os exemplos do Vietnã e da Guerra Fria são indicativos de quanto o futuro é incerto. Embora Corrêa da Costa acredite que os fast foods e scanners surgidos na vida moderna levarão a língua inglesa à liderança. consultou 130 publicações de quinze países. aquelas usadas em vários idiomas além daquele que lhes deu origem. Elas mostram que. em face de uma vivência com a prática da ideologia americana. Texto para as questões de 152 a 154: “Cidadãs do mundo 66 GABARITO As línguas mais globalizadas. pois se vive uma nova Guerra Fria. prima pelo reconhecimento da democracia autêntica. b) O mundo caminha para um estado de guerra.149. sem a criação de um “serviço oficial de notícias” sob controle americano. o autor faz uma declaração que é justificada. durante dois anos. U. no mundo. alguns termos pelo menos conseguiram escapar da ira divina. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. e) todos conhecem a fundo a estrutura dos governos dos países latino-americanos no contexto atual. de certa forma. diz Corrêa da Costa. ainda é o clássico francês que causa frisson’. tende a se manter afastada de conflitos ideológicos. o levantamento não deixa dúvida. Mas. sem o paternalismo americano. de acordo com a sua visão. Imaginava-se que a hegemonia americana já se tivesse estendido ao universo das línguas. Nada disso. a julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (Editora Record). Veja. o espanto foi ainda maior quando ele se deu conta de que as palavras francesas continuam a superar as inglesas. hambúrguer. São as chamadas ‘palavras universais’. U. conseqüente de um desequilíbrio de forças entre países periféricos. pode-se inferir: a) O poder americano. coligindo nada menos do que 3000 palavras que mantêm a grafia e o significado de origem em publicações de outras nacionalidades. globalizada a partir do tupi. (…) Ainda no campo das surpresas.

2. pode-se afirmar que: 1) O texto tem uma função predominantemente expressiva.” O autor reitera argumento de que as palavras emigraram conforme a rota dos colonizadores. ‘atravessar barreiras’ são expressões cujos significados estão em harmonia com a temática do texto. ‘mundo’. alguns termos pelo menos escaparam da ira divina. d) “Ainda no campo das surpresas.” O autor reitera sua crença no poder absoluto de Deus sobre todas as palavras. UFPE Assinale a alternativa que corresponde ao tema central do texto. 4 e 5 c) 2 e 3 d) 1 e 2 e) 1. c) “Quem não entende o que é pizza. na verdade. 3 e 5 67 153. hambúrguer. Por isso. conforme as perspectivas do poder político e econômico. UFPE A alternativa que corresponde à estratégia utilizada pelo autor na passagem destacada é: GABARITO a) “Deus condenou os homens a falar diversas línguas. e) A globalização das palavras respeitou. como se pôde constatar. prevalece a linguagem figurada.” O autor do comentário introduz o tema a ser tratado com apoio de argumentos científicos. UFPE Considerando aspectos globais da composição do texto. b) A globalização lingüística é um fato e antecede a outra globalização em voga nos campos da política e da economia. 3. b) “A julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (…). ‘palavras universais’. 5) ‘globalização’. iogurte ou caviar?” A pergunta do autor constitui uma estratégia retórica para confirmar o argumento em questão. a) A diversidade lingüística proveio da ira divina contra a pretensão do homem de alcançar o paraíso. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 154. se estendeu também ao universo das línguas.152. as pegadas dos povos conquistadores.” O comentarista declara que as expectativas do autor em relação a sua pesquisa se confirmaram. 4 e 5 b) 1. c) A hegemonia americana. tem como suporte um outro texto anterior. o que está indicado no subtítulo. 3) O título personaliza o objeto de que trata o comentário.Interpretação de texto II Avançar . Estão corretas: a) 2. 2) O texto. d) As palavras superam fronteiras geográficas e culturais. e) “houve aquelas (palavras) que andaram na contramão. globalizada a partir do tupi. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. na íntegra. 4) O ‘mas’ com que se inicia o segundo período aponta a direção contrária em que prosseguirá a argumentação. É o caso de “piranha”.

Será uma época em que. que não nos será possível sequer desligá-los. na segunda oração apenas um. um dia. É um derivado da soja produzido pela empresa Archer Daniels Midland desde meados dos anos 80. eles serão possíveis graças ao mesmo gênio: o computador. Talvez estejam apenas sonhando. b) aprimorar formas de pensamento. Todos concordam que estamos cruzando rapidamente a fronteira do desconhecido. Na primeira oração há dois adversários.Texto para as questões de 155 a 157: “Uma visão do futuro Estamos às portas de um milênio miraculoso. estaremos entrando no paraíso. Um alimento em pó incolor com 90% de proteína em sua fórmula poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. Também não sabemos se será possível reanimar alguém que já morreu. e atualmente alguns laboratórios conseguem produzir válvulas cardíacas com base em algumas poucas células. Para outros. Pouca coisa se pode dizer com certeza sobre o futuro. O dia chegará em que substituir órgãos humanos defeituosos será rotina. 51. e os médicos conseguirão fazer crescer uma nova no mesmo lugar. Não sabemos quando teremos robôs escravos. b) Tudo.Interpretação de texto II Avançar . c) o homem vem perdendo sua inteligência aos poucos. na segunda oração há dois. no inferno. A comida milagrosa? Já existe. Para alguns cientistas.” Ambas têm em comum: a) Tudo. 126. b) avanço da tecnologia. d) os cientistas temem cruzar fronteiras desconhecidas.) 68 155. p. pela primeira vez na história da humanidade. UFRN Para alguns cientistas. c) progresso da Medicina. não seremos os seres mais inteligentes sobre a face do planeta. Membros reimplantáveis? Os cientistas começaram a regenerar a pele humana ainda nos anos 70. Computadores já ensaiam formas primitivas de pensamento autônomo. sejam quais forem os milagres que o próximo milênio trouxer. Na primeira oração há dois adversários. b) os cientistas perderam o controle sobre o computador. 157. o nitinol. 1998. c) Nada. assim. 23 dez. Sabemos apenas que. U. A pessoa tem a mão decepada por uma serra elétrica. na segunda oração apenas um. viver em Marte. que consegue desamassar sua própria superfície sem esforço. máquinas de orgasmo ou naves para viajar no tempo. n. d) desenhar cópias de si mesmos. Assumem. eles não precisarão da ajuda humana para se reproduzir. ano 31.” [Adaptado de] Especial do Milênio (parte integrante da Veja. d) Nada. c) suplantar a inteligência humana. Na primeira oração há um adversário. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Talvez não. já existe um metal. são até conservadoras. na segunda oração há dois. As previsões acima podem parecer ousadas. Estamos chegando bem próximos de uma época em que os computadores serão capazes de desenhar cópias de si mesmos. 158. 156. Casas e carros serão feitos de materiais que podem consertar-se a si próprios. Ou seja. o homem estará entrando no inferno quando os computadores forem capazes de: a) prejudicar os seres humanos. Potiguar-RN Observe estas duas orações: “Tive de lutar contra o técnico e contra o pugilista. Assustador? Talvez. Na primeira oração há um só adversário. d) otimização dos laboratórios.” “É uma medida favorável ao professor e diretor. Basta aplicar um pouco de calor. Não sabemos se nossos bisnetos vão passear ou. no fundo. No campo dos materiais. UFRN O milênio miraculoso será fruto do(a): a) genialidade dos homens. mas. Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em sua programação um chip da bondade que os impeça de fazer mal à humanidade. UFRN De acordo com o texto: a) o homem tem pelo menos uma certeza acerca do futuro.

Mas. Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam: tráfico de influência. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética. olhando para o futebol. mas de forte estigma ético no meio futebolístico. anticonstitucionalmente. que recende a escravismo. explicando detalhada e tecnicamente tudo o que ocorreu com a seleção brasileira vitoriosa em 94. para indicar que tudo o que veio antes na frase corresponde a um eufemismo para suavizar o significado do ato praticado. Paulo. concluir que o esporte não cumpre os propósitos apregoados por educadores. sonegação e formação de quadrilha. b) comprova que os “problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade”. Em 94. Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade. declarando que não tivera a intenção de burlar a lei. não do seu desejo de praticar um ato não legal. d) assinala que os educadores exaltam o valor educativo do esporte baseados numa hipótese que nem sempre é comprovada na prática. na linguagem do Direito. E Luxemburgo confessou seus crimes fiscais para rebater a acusação de que recebia comissão sobre a venda de jogadores. Para coroar. Esse tipo de raciocínio faz com que a prática de esportes nas escolas leve o nome até um pouco pomposo de Educação Física. valores úteis para a vida em sociedade. Com adaptações. UFSE Percebe-se o tom irônico do autor quando ele: a) dá uma informação. UFSE Considerando-se o primeiro e o segundo parágrafos. b) demonstra uma certa reserva ao fato de existir nas escolas a disciplina Educação Física. Em termos penais. o então treinador da seleção brasileira. baseado apenas no futebol. dirigentes providenciaram para que toneladas de bagagem trazidas pela vitoriosa seleção brasileira não fossem objeto de vistoria alfandegária. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais.Interpretação de texto II Avançar . c) deixa transparecer que sua defesa da proibição de os jovens freqüentarem campos de futebol se deve ao fato de o esporte ter sido profissionalizado. significa o que é resultante de imprudência. negligência ou imperícia da pessoa. uma falta bem menos grave do que a sonegação. A principal queixa relaciona-se ao anacrônico e absurdo instituto do passe. d) afirma que receber comissão sobre a venda de jogadores é. é correto afirmar que o autor: a) partilha da crença de que o esporte é comprovadamente útil para desenvolver nos jovens valores como a disciplina e companheirismo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa. Há pouco. 29/8/2000. Talvez seja exagero.Texto para as questões 159 a 162: “Onde a lei não vale É comum que educadores louvem o esporte por uma suposta capacidade de transmitir ao jovem as virtudes da disciplina e do companheirismo. 160. Culposo. “em termos penais. por exemplo em “crime culposo”. 69 GABARITO 159. e) avalia que o passe. o que leva o nome técnico de contrabando. c) cita que Wanderley Luxemburgo “admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais”. boicotar jogadores que fossem à Justiça defender seus direitos. uma falta bem menos grave do que a sonegação”. Mas o educador que parasse para observar um pouco mais de perto o futebol profissional brasileiro provavelmente proibiria os jovens até de pisar num gramado. tornou-se público que uma associação de grandes times brasileiros mantinha acordo para. “o que leva o nome técnico de contrabando”. é anacrônico e absurdo. Wanderley Luxemburgo. e) evidencia que os crimes recentemente cometidos no futebol chocam pelo seu ineditismo. contrato de vinculação exclusiva de um atleta profissional a um clube.” Editorial da Folha de S.

Atividades físicas e em grupo são um antídoto. numa época caracterizada pelo desenvolvimento tecnológico. não se raciocina. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética”. diz o professor de Ciência da Computação Valdemar Setzer. c) a atuação dos profissionais brasileiros do futebol comprova a idéia de que o esporte nem sempre assegura a seus praticantes comportamentos desejáveis de um ponto de vista moral. o jovem tende ao retraimento. esta frase significa que: a) os jogadores de futebol deixam muito a desejar no que se refere a “bom comportamento”. que pesquisa efeitos da informática no comportamento. ‘Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado a ponto de não ter de esforçarse para continuar jogando. Uma troca perigosa. Wanderley Luxemburgo. inclusive com o risco de vício. o jovem vira um autômato que transforma impulsos visuais em movimentos motores limitados’. estimulando sua atenção. o então treinador da seleção brasileira. junho/99. d) representam o mais eficiente tipo de exercício para o desenvolvimento da agilidade mental de crianças e jovens. As vantagens são tanto físicas quanto emocionais. exemplificando a tese de que não há ética na vida nacional.161. Na verdade. e) o Fisco não sabe que Luxemburgo recebeu milhares de reais. O pior é que isso pode levar a uma espiral sem fim. os videogames: a) transformaram-se. ele precisa de empenho para parar’. ‘Em um videogame. em excelentes meios de controle do comportamento de crianças e jovens muito agitados. e) podem causar aborrecimentos e frustrações em jovens e crianças que não possuam a necessária rapidez de reflexos para esse divertimento. c) constituem-se no melhor exemplo de brincadeiras infantis. Texto para as questões 163 e 164: “Bons tempos aqueles em que espadas de pau e pistolas de plástico garantiam uma distância saudável entre a inocência e a malícia. precisa de jogos cada vez mais violentos e cruéis. para provocar sensações mais intensas. Assim. 162. b) é inaceitável a tese de que esportistas nem sempre apresentam comportamento ético. apesar do que se vê no futebol. usar a cabeça só atrapalharia. quanto qualquer outro instrumento. isolando-se e trocando o mundo real pelo virtual. d) Wanderley Luxemburgo não é mais treinador da seleção brasileira. Ele vai se acostumando a um certo padrão de excitação e. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Para Setzer. os videogames induzem à passividade porque inibem a vontade: com movimentos repetitivos e predefinidos. por isso é inadmissível que os jogadores não os garantam na prática. A diversão em grupo ensina o jovem a se relacionar. brincar passou a ser uma atividade passiva e solitária. É necessário ter rapidez de reflexos para dar conta de atirar primeiro e nunca fazer perguntas. tão prejudicial para a formação da criança e do jovem. UFSE … “olhando para o futebol. 70 GABARITO 163. b) podem tornar-se facilmente um vício. Vista no contexto. diz o professor. Desde que esses brinquedos foram substituídos por escopetas eletrônicas e inimigos que sangram. 32. e) é importante a defesa da idéia de que o esporte desenvolve valores úteis para a cidadania. Está subentendido na frase acima que: a) faz pouco tempo que Wanderley Luxemburgo deixou de reconhecer sua omissão.” Adaptado de Superinteressante. d) o futebol mostra que a Educação Física defende valores éticos. mesmo quando não se pode garantir sua eficácia entre os praticantes de futebol. Unifor-CE De acordo com o texto. Aliás. UFSE Há pouco. p.Interpretação de texto II Avançar . b) a seleção brasileira não tem mais treinador. atualmente. c) a seleção brasileira é hoje diferente daquela do tempo de Luxemburgo. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais.

b) revela-se cauteloso na defesa de um outro estilo de vida. nem sede.” BRAGA. d) em que a atividade física fosse intensa e servisse de bálsamo para a alma. me surpreendendo. IMPRIMIR 166. Será um sonho vão? Detenho-me um instante. no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana. Voltar Língua Portuguesa . b) despojada. saber intrigas? Uma vez. que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome. Por que beber uísque. dá na gente um sonho de simplicidade. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio. brilhar um pouco. nesse comércio de pequenas pilhas de palavras. Quando ficamos bem cansados. s/d. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum. e isso era bom. Uneb-BA No texto. tanto dos adultos quanto dos outros jovens como ele. mas deixasse a alma sossegada e limpa. algo de útil e concreto. O telefone toca. Ele acendeu um fogo. e) de evasão para um mundo de sonhos. para o narrador. Texto para as questões de 165 a 168: “Um sonho de simplicidade Então. assim. esse ofício absurdo e vão de dizer coisas. então seria preciso ganhar a vida de outro jeito. uma simples mulher. de noite. dizer coisas… Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo. por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs. e) o relacionamento social é necessário para que se desenvolvam comportamentos considerados normais e sadios. c) cobra do ser humano uma atitude em face da vida que coincide com o Carpe Diem. esquentamos um pouco junto do fogo. tirar areia do rio. Puxamos a rede afundando os pés na lama. A vida bem poderia ser mais simples. de repente. ……………………………………… Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia. precisamos apenas viver — sem nome. c) o costume de não fazer perguntas induz o jovem a isolar-se do mundo. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha. no meio do mato. com certeza. com frio. É apenas um instante. lavrar a terra. Precisamos de uma casa. nem frio. meio molhados. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) no mundo atual. São Paulo: Círculo do Livro. Uneb-BA “Um sonho de simplicidade”. 200 crônicas escolhidas. não assim. em detrimento do mundo real. cuidando tão-somente de um viver filantrópico. a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço. doces. fortes. 71 GABARITO 165. E quando precisava de um pouco de evasão. p. distraídos. um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada.164. 3267. nem número. seria ter uma vida: a) ligada aos bens/riquezas materiais. subimos a barranca. e a água era boa. entre grilos e vozes distantes de animais noturnos. marcado por situações de extrema violência. depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. comida. e chegamos à choça de um velho seringueiro. Rubem. apenas me fazem falta. para me fazer essa pergunta. que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar. Que prazer em comer aquele peixe. e) requer da sociedade uma postura mais solidária no convívio social. na noite escura. tive de repente um ataque de pudor. que me fatigasse o corpo. meu trago de cachaça. d) estabelece proximidade entre o viver urbano e o viver rural. entrando numa loja para comprar uma gravata. b) a tendência a viver em grupo leva o jovem. São uma necessidade que inventei. d) é possível desenvolver-se um tipo de videogame que ensine às crianças como viver e divertir-se em grupo. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome. como os bois. c) em que o relacionamento entre as pessoas atendesse a convenções. as mangueiras e o ribeirão. Todo mundo. a um tipo de diversão violento e cruel. cortar lenha. o narrador: a) questiona o artificialismo do convívio social. tem de repente um sonho assim. os videogames significam proteção para os jovens. muitas vezes.Interpretação de texto II Avançar . E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. entre duas providências a tomar. bons.

domado. b) no segundo parágrafo. mais longe de tudo. apresenta a quebra da rotina da vida como inviável. o enredo.Interpretação de texto II Avançar . 234-5. sem dúvida. Uneb-BA O narrador: a) no primeiro parágrafo. o conceito. a mão tornando-se enorme e desaparecendo desfigurada. senão inúteis. Mas a vida: captada em sua forma irredutível. Uneb-BA A alternativa cujo fragmento apresenta a mesma idéia do narrador no parágrafo final. a desnecessidade do canto. confusão entre manhã e tarde. um sono. nem braço a mover-se nem unha crescendo. sem ciência nem ironia. indiferente e solitário vivo. enfatiza as dificuldades que o homem enfrenta na vida rural. todos os gestos afinal impossíveis. 72 Texto para as questões de 169 e 170: “Vida menor A fuga do real. a perda voluntária de amor e memória. Não o morto nem o eterno ou o divino. sem documento / No sol de quase dezembro / Eu vou”. sem calor. apenas o vivo. já sem ornato ou comentário melódico. Não a morte. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o pequenino. a fuga de si mesmo. a limpeza da cor. revela uma consciência crítica do seu comportamento urbano. 1993. c) “Caminhando contra o vento / sem lenço. já sem dor. nenhum gasto de tecidos. e este fundindo-se. d) “Enquanto os homens exercem seus podres poderes / Índios e padres e bichos.167. o exílio sem água e palavra. b) “Porque a frase. o que se possa desejar de menos cruel: vida em que o ar. d) no quarto parágrafo. vida a que aspiramos como paz no cansaço (não a morte). porque o tempo não mais se divide em sessões. a fuga da fuga. ainda mais longe a fuga do feérico. o tempo elidido. 168. e) “Sei que a arte é irmã da ciência / Ambas filhas de um Deus fugaz / Que faz num momento e o mesmo momento desfaz”. vida mínima. e) no penúltimo parágrafo. Isso eu procuro. não respirado. sobretudo o verso) / É o que pode lançar mundos no mundo”. menos que terra. p. põe em destaque a necessidade de afeto no relacionamento humano. negros e mulheres / E adolescente / Fazem o carnaval”. c) no terceiro parágrafo. o eco já não correspondendo ao apelo. um início. calado. o verso / (E. contudo. In: Antologia poética. Rio de Janeiro: Record. é: a) “Os livros são objetos transcendentes / Mas podemos amá-los do amor táctil”. essencial. afirma a inutilidade de sonhar com outras formas de viver. mais me envolva. ausência deles.” ANDRADE Carlos Drummond de.

assim. É evidente que ninguém aprende toda a cultura. eliminando. ( ) tem seu verdadeiro sentido quando associada à realidade sobrenatural e divina. b) os grupos sociais se firmam à sombra do comportamento dos indivíduos. Texto para as questões de 171 e 172: 73 “Quando a aprendizagem. a educação e a socialização se verificam. Salvador-BA O poema apresenta: ( ) enumeração e reiteração de idéias. representantes do poder público. professores. numa mesma sociedade. desde a infância. d) centraliza-se na definição de endoculturação. Unifor-CE De acordo com o texto: a) a educação integral do indivíduo está condicionada a diversas influências. ( ) funções emotiva e poética da linguagem. U. pela transmissão por agentes sociais significativos (aqueles que têm autoridade — e esta autoridade é reconhecida pela pessoa sobre a qual a exercem. ( ) temática de caráter social. a existência humana: ( ) deve ser simples e desapegada de valores materiais. político. c) pais e professores são os responsáveis mais diretos pela formação do indivíduo. os modos de vida da sociedade a que pertence. ( ) liberdade formal. vizinhos. daí a objetividade no enfoque do tema. 170. e) encara a diversidade de modos de vida da sociedade. d) a transmissão da cultura é dever de qualquer educador.169. U. Salvador-BA De acordo com o ideal de vida do sujeito poético. ( ) uma linguagem referencial. econômico etc). b) enfatiza a importância dos representantes do poder público. c) compara o indivíduo ao grupo social de que faz parte. as angústias do homem. amigos. 172. e) a aquisição da cultura depende do grau de socialização. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) deve estar isenta da preocupação com a passagem do tempo. ( ) deve ser desvinculada de envolvimentos com a realidade social. visando à expressividade.” 171. representando bem uma arte engajada. mas encontrase condicionado a certos aspectos particulares da transmissão realizada pelos grupos de que faz parte. ( ) constitui-se um breve espaço da vida humana marcado pela vulgaridade.Interpretação de texto II Avançar . a integração nela é denominada endoculturação: cada indivíduo adquire. como pais. Unifor-CE Este texto: a) valoriza a aprendizagem ligada à educação. o comportamento. as crenças.

parece estar levando a melhor. 3. melhor educação e melhores expectativas de sobrevivência. Texto para as questões de 175 a 178: “Lasar Segall: um museu de portas abertas É bem provável que grande parte dos freqüentadores de museus no Brasil não procure voluntariamente essa instituição artístico-cultural. Essas razões levaram à ‘transição demográfica’ que se iniciou há mais de um século na Europa e estabilizou a taxa populacional nas nações mais ricas. José. sobretudo nas grandes cidades.Texto para as questões de 173 e 174: “A tecnologia pode fazer muito para atenuar os problemas decorrentes da poluição. Paulo. Um museu de portas abertas. como a mortalidade infantil. e) a falta de conhecimento que atinge as zonas rurais dificulta o progresso da agricultura. ter muitos filhos era uma garantia para o futuro. por conseguinte. no Brasil.Interpretação de texto II Avançar . que nessas circunstâncias reste pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus. 1/1/2000. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Contudo.” Trecho adaptado de GOLDEMBERG. as visitas a museus. p. combustível para cozinhar ou para aquecimento — utilizam o trabalho das crianças. Movimento n. em excursões ‘protegidas’ por uma escolta de professores e funcionários em missão obrigatória.” SEGALL. sem ocupação fixa. d) o controle da população mundial baseia-se numa educação mais ampla e no uso da tecnologia nas tarefas cotidianas. c) o controle da população nas regiões mais desenvolvidas do planeta. Ao contrário. só que nesse caso esse conjunto de normas várias vai contribuir decisivamente para estabelecer preconceitos em relação à obra de arte que dificilmente serão eliminados. Além disso exigem das mulheres um esforço desnecessariamente grande. Unifor-CE De acordo com o texto. O Estado de S. nos vários continentes. um dos resultados decorrentes do uso da tecnologia tem sido: a) o aumento da exploração da mão-de-obra infantil nas zonas rurais. África e América Latina. mas o aumento da população e a melhoria do nível de vida. no passado. em que a economia se baseia especialmente na agricultura. o que vai salvar a humanidade da bomba populacional é o efeito que o uso de melhores tecnologias tem no próprio aumento populacional. tornando-as mão-de-obra desejável. À medida que as sociedades se tornam mais ricas. que levaria ao planejamento familiar. em vários países. e) o desenvolvimento acelerado de todas as regiões do globo. 1988. a transição demográfica ainda não atingiu boa parte da Ásia. os agrava e. c) a prática de uma agricultura mecanizada tem como conseqüência o aumento da mãode-obra avulsa. d) a participação maior e mais efetiva das mulheres nas tarefas rotineiras da família. É compreensível. então. até o momento. especialmente nas grandes cidades. Atitude semelhante à que se tem numa igreja. b) os idosos recebem mais apoio familiar em zonas rurais. Um número menor de filhos significa maior cuidado com cada um. ‘pouca conversa’ e lembrar que ‘esse é um lugar de contemplação’. e ainda ocorre em algumas regiões — é bem compreendida: nas zonas rurais muitos filhos são a garantia de mais braços para ajudar na agricultura e uma forma de apoio aos velhos quando não puderem mais trabalhar. A razão pela qual a população nas sociedades rurais primitivas aumenta — o que ocorreu até recentemente. b) a explosão populacional. 74 173. na medida em que limita o uso da tecnologia. Lasar. o resto dessa disposição vai ser pulverizado por todo um aparato que sugere quais devem ser as atitudes e comportamentos adequados ao ambiente. era muito grande. mesmo em alguns países mais adiantados. reduzindo suas oportunidades de obter melhor educação. a demanda por muitos filhos diminui e a ênfase passa a ser melhor qualidade de vida para eles. 174. Fatores culturais são também importantes. o uso de máquinas na agricultura reduz a necessidade de mão-de-obra. parecem estar invariavelmente associadas a trabalhos e obrigações escolares. Ao visitante dos museus é transmitida a noção de que nesse local carregado de responsabilidade o melhor a ser feito é observar ‘muito respeito’. Unifor-CE Conclui-se do texto que: a) a agricultura sempre exigiu e continua exigindo mão-de-obra numerosa. Contudo. porque certas tarefas essenciais para a sobrevivência — tais como obter água potável. principalmente. 31-2.

Interpretação de texto II Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) define os museus no Brasil como instituições artístico-culturais desprovidas do apoio dos governantes. no Brasil. b) realçar ironicamente as metáforas. Não há espontaneidade de iniciativa em relação a visitas a museus no Brasil. Os museus. GABARITO 178.175. Unifor-CE I. 75 177. está correto o que se afirma SOMENTE em: a) I. Unifor-CE O texto: a) prova que o acervo dos museus reúne condições insatisfatórias para atrair a atenção dos visitantes. II. e) encara o museu como elemento mistificador da criação artística. Unifor-CE As aspas em “muito respeito”. mais comumente levam aos museus seus freqüentadores habituais. d) condena os preconceitos ligados ao acervo artístico-cultural dos museus. III. c) pelo excesso de tarefas impostas a partir de visitas aos museus. b) caracteriza as circunstâncias que. c) III. d) pelo cunho de obrigatoriedade de que se revestem as visitas aos museus. vêm sendo pouco prestigiados. 176. Unifor-CE A pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus explica-se: a) pela abundância de preconceitos em relação ao valor da obra de arte. “esse é um lugar de contemplação” estão empregadas para: a) distinguir a citação do resto do contexto. “pouca conversa”. d) eliminar qualquer tomada de posição do narrador. pelos órgãos governamentais. Professores e funcionários representam a classe que freqüenta de maneira regular e voluntária os museus. e) fazer sobressair expressões pouco usuais. A respeito dos enunciados acima. como instituição artísticocultural. b) pelo fato de ser o museu um “lugar de contemplação”. e) II e III. no Brasil. c) acentuar o valor significativo das expressões no contexto. b) II. e) pela impressão de se sentir como se estivesse numa igreja. d) I e III.

Rio de Janeiro: Aguilar. os incidentes pessoais não contam. p. Diante dela. U. achei aberta a porta do jardim. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. a poesia não deve limitar-se a uma temática voltada para os simples acontecimentos da vida. Carlos Drummond de. tão infenso à efusão lírica. superior à própria vida e à morte. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. intensamente elaborado. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma leitura correta do poema “Procura da poesia”.” ANDRADE. a poesia ultrapassa os limites do corpo e da própria vida cotidiana. GABARITO 180. tinha os braços cruzados à cinta. 76 d) Para o autor. e) O poeta. b) Segundo o poeta. 1992. Ao fundo. In: Obra Completa. disse comigo. b) suavidade e melancolia. Aguiar estava encostado ao portal direito. Memorial de Aires. d) velado humorismo. esse excelente. preocupado em exaltar os mais nobres sentimentos humanos. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. Carmo. ‘Lá estão eles’.179.Interpretação de texto II Avançar . Não faças poesia com o corpo.” ASSIS. Machado. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . não aquece nem ilumina. entrei e parei logo. Ao transpor a porta para a rua. 1989. trata da essência da própria poesia. UFR-RJ No texto o narrador descreve o quadro formado pelo casal de velhos com: a) impaciente ironia. Viçosa-MG Leia atentamente os seguintes versos: “Não faças versos sobre os acontecimentos. Não há criação nem morte perante a poesia. Texto para a questão 180: “Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. os aniversários. à entrada do saguão. a vida é um sol estático. em seu discurso metalingüístico. e) ceticismo e desesperança. completo e confortável corpo. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. c) desgosto e censura. D. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Fui a pé. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. F. olhando um para o outro. c) O autor defende a transcendência da poesia. 95s. à esquerda. Carlos Drummond de Andrade: poesia e prosa. de Carlos Drummond de Andrade: a) O autor defende um lirismo subjetivo. com as mãos sobre os joelhos. Consolava-os a saudade de si mesmos. As afinidades. dei com os dois velhos sentados.

o personagem rosiano tem a ver com o homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade. teríamos Guimarães Rosa como a hipotenusa fechando o triângulo. c) O homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade não apresenta nenhuma oposição à concepção do brasileiro de Guimarães Rosa. pois sem definição catalogada na escala de valores culturais oriundos de sua formação racial. Evidente que o universo de Rosa é sobretudo verbal. mas o homem é causa e efeito do verbo. nem na senzala e se aproxima de Macunaíma por sua indefinição na escala de valores culturais. Por isso mesmo. e) O brasileiro de Guimarães Rosa se aproxima do de Freyre por sua exclusão social e se distancia de Macunaíma por não ter definição na escala de valores culturais. p. A imagem geométrica pode ser forçada. a) O homem de Guimarães Rosa. criando a sua própria vereda mas sem esquecer o ressentimento social do qual se afastou e contra o qual procura lutar. Fomos e seremos assim.Texto para a questão 181: “Acompanho com assombro o que andam dizendo sobre os primeiros 500 anos do brasileiro.” CONY. potente e tendendo a ser feliz. Tomando Gilberto Freyre como a linha vertical e Mário de Andrade como a linha horizontal de um ângulo reto. e uma antítese do brasileiro de Mário de Andrade. Carlos Heitor. 5º Caderno. de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade explicitada no texto I. embora as circunstâncias mudem e nós mudemos com elas. UFF-RJ Assinale a opção que apresenta a afirmativa adequada sobre a relação entre o brasileiro de Guimarães Rosa. Folha Ilustrada. o Macunaíma. um herói — ou heroína — sem nenhum caráter. herói sem nenhuma definição. 77 181. tomou sua própria vereda. Concordo com todas as opiniões emitidas e com as minhas em primeiríssimo lugar. por ser sobretudo uma criação verbal. o produto daquilo que Gilberto Freyre chamou de casa-grande e senzala. b) O brasileiro de Guimarães Rosa se opõe ao de Freyre por não ter lugar nem na casagrande. De outro. ou sem nenhum caráter — como queria o próprio Mário de Andrade. afastando-se do convívio social apontado por Gilberto Freyre e Mário de Andrade. em nossa essência. o opositor de uma e de outra. Um rapaz da platéia me perguntou onde ficaria o homem de Guimarães Rosa — outra coordenada que nos ajuda a definir o brasileiro. o homem miscigenado. 21/04/2000. GABARITO d) O homem de Guimarães Rosa. São Paulo. É um refugo consciente da casa-grande e da senzala. 12. Nem por acaso um dos personagens mais importantes do mundo de Rosa é uma mulher que se faz passar por jagunço. por ser um refugo da casa-grande e da senzala. mas foi a que me veio na hora — e acho que fui entendido. torna-se um refugo da casa-grande e da senzala. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . É também macunaímico. Tenho para mim que há dois referenciais literários para nos definir. Ou seja. Retomando a imagem literária. citemos a Capitu menina — e teremos como sempre a intervençao soberana de Machado de Assis. De um lado. apesar do ressentimento social que o caracteriza.Interpretação de texto II Avançar .

uma programação alternativa está deixando de lado a caravela para se embrenhar no Brasil de antes de Cabral. ele fala para mais crianças e adultos. crianças de diferentes idades vêm aprendendo história e deixando preconceitos de lado com a ajuda de Thini-á — um índio de 29 anos. que abandonou a aldeia ainda menino após uma invasão de terra em que perdeu vários parentes. revela que um discurso oficial. 22/03/2000. Do massacre nasceu o desejo de falar aos pequenos homens brancos — os ‘filhos da elite’. b) “um”. Há três anos Thini-á percorre escolas do Rio (…). mas de maneira muito romântica. (…)” SÁ. conhecida característica de textos literários. indica a necessidade de uma reflexão mais cuidadosa acerca de alguns dos marcos históricos do país. mostra arcos. 183. expressão ligada ao nome “Brasil”. coordenador do projeto. apresenta danças e ritos. flechas e seduz o público com a fala mansa e um ótimo humor. c) “crianças de diferentes idades”. UERJ A linguagem figurada.Texto para as questões 182 a 184: “A estrela é o índio Histórias de um Brasil com mais de 500 anos 78 Na contramão do vento que move as comemorações dos 500 anos. Fátima. b) “Brasil de antes de Cabral”. Fala das tribos e da memória de seus ancestrais. até expõem a cultura indígena. a expressão sublinhada mantém com o termo núcleo — “comemorações” — a mesma relação sintática verificada em: a) “uma invasão de terra”. Veja. UERJ O subtítulo do texto — “Histórias de um Brasil com mais de 500 anos” — é construído de modo a anunciar o caráter alternativo e mesmo crítico do evento que será comentado. mas de maneira muito romântica…” c) “… uma programação alternativa está deixando de lado a caravela…” d) “… e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue…” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de certa forma. nem sempre verdadeiro. como dizia — e impedir conflitos futuros. referindo-se ao nome “Brasil”. Desde o início da semana. UERJ Na construção “comemorações dos 500 anos”. diz Ricardo Paes. E está dando ao índio lugar de destaque na festa. antecedendo a expressão “500 anos”. c) “mais de”.Interpretação de texto II Avançar . mostra arcos. demonstra que a indefinida identidade social do país é formada pelo encontro de três raças. contesta a prioridade dada à chegada do colonizador para a constituição do Brasil. As atividades incluem encontros com integrantes de tribos variadas. flechas…” b) “… expõem a cultura indígena. d) “deixando preconceitos de lado”. ‘As comemorações dos 500 anos. debates e uma exposição com trabalhos do fotógrafo Sebastião Salgado e textos do poeta Thiago de Mello. no plural. encontra-se também em outros tipos de texto. O emprego da palavra ou expressão com essa finalidade está corretamente justificado em: a) “Histórias”. 184. d) “500 anos”. da tribo fulni-ô. Essa atividade pretende desmistificar isso e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue e se torne corriqueiro’. no foyer do Centro Cultural Banco do Brasil. de Pernambuco. Agora. predomina na sociedade. organizado pela Cineduc: Cinema e Educação. como centro dos 500 Anos de Resistência das Populações Indígenas no Brasil. Verifica-se um exemplo de metonímia no seguinte fragmento da reportagem: a) “… apresenta danças e ritos. GABARITO 182.

pois entre ele e o turista havia um muro transparente. vê apenas a handycam2 que mascara o seu rosto. que o poupa de estar exposto ao destino. claro. Ali jaz a vida que poderia ter sido. Aposentei os dentes. pois quem poderia vivê-lo se ocupou em gravá-lo (ou em posar para a gravação). como quem ainda tem uma longa lista a cumprir. UERJ Indique o tema geral do poema e explique como ele é abordado criticamente por José Paulo Paes. tudo. São Paulo: Companhia das Letras. ele substitui a própria memória pela fita magnética. 1 2 IMPRIMIR GABARITO camcorder – filmadora handycam – filmadora de mão Voltar Língua Portuguesa . ele apenas grava imagens. O viajante já não é aquele que contempla o desconhecido. que vive. as retinas das testemunhas foram substituídas pela camcorder1 do sujeito de terno gasto que grava o enlace andando de um lado para o outro (o distinto padre pode dar licença.” BUCCI. sexo. Nas festas de escolas primárias. 1992. Nos dramalhões que encenas há tamanho poder de vida que eu próprio nem me canso em viver. Se a televisão é a arena da história contemporânea. que se reserva a chance do inesperado. Vou pregar minha porta: já não preciso do mundo. 79 185. J. Protegido por sua máscara eletrônica. por favor?). Continuará com pressa. Depois. Texto para as questões 187 e 188: “O Império das Lentes Nas cerimônias de casamento. UERJ No poema. Identifique o elemento lingüístico que melhor caracteriza essa humanização e transcreva um verso em que ele apareça. O turista é um apressado. a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. a televisão é humanizada. uma câmara. escancarando em público o vazio em que existimos. os alunos aprenderam a se apresentar para filmadoras e não mais para pais e mães. o estranho fenômeno se generaliza. jamais terá tempo de rever o que filmou. esporte — me dás tudo. Cônscia de sua relevância mística. Eugênio. Sob o foco automático. Guerra. 03/12/1996.Interpretação de texto II Avançar . as câmaras de vídeo domésticas se tornaram o olhar autorizado da intimidade familiar (e de outras intimidades nem tão familiares assim). P. enfim. guardando imagens sem nexo. mas esta também logo se perderá numa estante empoeirada. Nas férias. PAES. Prosas seguidas de odes mínimas. De bom grado. Veja. 186. Para que ir lá fora? A comida suculenta que pões à minha frente como-a toda com os olhos. um vidro.Texto para as questões 185 e 186: “À televisão Teu boletim meteorológico me diz aqui e agora se chove ou se faz sol. essa engenhoca que reina soberana no espaço exíguo que separa o homem de si mesmo. Ali jaz o desejo que não se satisfez. assumindo o papel de interlocutor do eu poético. São as imagens do espetáculo que não foi vivido. a criança já não enxerga o sorriso de orgulho ou de apreensão na face do pai. e normalmente muito rápido.

187. UERJ Cônscia de sua relevância mística, a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. No trecho citado, o autor emprega a ironia para intensificar sua crítica à situação descrita. Explique como esse recurso de linguagem intensifica a referida crítica.

188. UERJ Ali jaz a vida que poderia ter sido. Esta sentença, no primeiro momento, parece uma contradição. Identifique, em uma frase completa, essa contradição aparente.

Texto para a questão 189:
“Poética I Que é a Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. Um homem que tem fome como qualquer outro homem.”
RICARDO, Cassiano. Jeremias Sem-Chorar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1964.

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189. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento:

GABARITO

a) “Como varia o vento – o céu – o dia, / Como estrelas e nuvens e mulheres, / Pela regra geral de todos seres, / Minha lira também seus tons varia, / e sem fazer esforço ou maravilha.” (Álvares de Azevedo) b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.” (João Cabral de Melo Neto) c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si, porque foram compostas em épocas diversas — debaixo de céu diverso — e sob a influência de impressões momentâneas.” (Gonçalves Dias) d) “Um dia (…) tive saudades da casa paterna e chorei. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida, que intitulei — Às Ave-Maria: — a saudade havia sido a minha primeira musa.” (Casimiro de Abreu)

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Texto para as questões 190 a 193:
“No Brasil das últimas décadas, a miséria teve diversas caras. Houve um tempo em que, romântica, ela batia à nossa porta. Pedia-nos um prato de comida. Algumas vezes, suplicava por uma roupinha velha. Conhecíamos os nossos mendigos. Cabiam nos dedos de uma das mãos. Eram parte da vizinhança. Ao alimentá-los e vesti-los, aliviávamos nossas consciências. Dormíamos o sono dos justos. A urbanização do Brasil deu à miséria certa impessoalidade. Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. Algo para ser visto pela janelinha do carro, ora esparramada sobre a calçada, ora refugiada sob o viaduto. A modernidade trouxe novas formas de contato com a riqueza. Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro. Os semáforos ganharam uma inesperada função social. Passamos a exercitar nossa infinita bondade pingando esmolas em mãos rotas. Continuávamos de bem com nossos travesseiros. Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. Aos poucos, foi perdendo a docilidade. A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. Os telejornais passaram a despejar violência sobre o tapete da sala, aos pés de nossos sofás. Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. Tão simples quanto virar uma torneira ou acionar o interruptor, bastava apertar o botão da TV. Embora violenta, a miséria ainda nos excluía. Súbito, a miséria cansou de esmolar. Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. A miséria não bate mais à nossa porta; invade. Não estende a mão diante do vidro do carro; arranca os relógios dos braços distraídos. Acuada, a cidade passou de opressora a vítima dos morros. No Brasil de hoje, a riqueza é refém da miséria. A constituição do perfil da miséria no Brasil está diretamente relacionada com a crescente modernização do país.”

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190. UFMG A partir da leitura desse texto, é CORRETO afirmar que ele tem por objetivo a) criticar a ação governamental no trato com a miséria. b) defender práticas de maior justiça social. c) denunciar a culpa sentida pelas classes privilegiadas. d) mostrar a evolução da situação de miséria no Brasil. 191. UFMG “Embora violenta, a miséria ainda nos excluía.” Essa frase é uma síntese de todas as seguintes passagens do texto, EXCETO a) A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. b) Continuávamos de bem com nossos travesseiros. c) Dormíamos o sono dos justos. d) Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. 192. UFMG O último parágrafo do texto tem todas as seguintes funções, EXCETO a) Ampliar o desenvolvimento das idéias. b) Reafirmar as idéias da introdução. c) Rearticular o parágrafo introdutório. d) Reorganizar as idéias desenvolvidas no texto. 193. UFMG De acordo com o texto, a miséria no Brasil assume uma posição crescentemente agressiva. Todas as seguintes passagens do texto comprovam essa afirmação, EXCETO a) Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. b) Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. c) Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. d) Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro.

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GABARITO

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Texto para as questões 194 a 197:
“Troca de e-mails
THE NEW YORK TIMES

Seguem abaixo trechos das mensagens de e-mail trocadas na terça-feira e ontem entre o VicePresidente Al Gore e o Governador George W. Bush, do Texas: Do: Sr. Gore Para: Sr. Bush Assunto: Campanha eleitoral Congratulações por sua indicação partidária. Penso que as vitórias mútuas desta noite nos proporcionam uma chance rara para a mudança no modo de se conduzir campanhas eleitorais e de se restabelecer a confiança dos eleitores em nosso processo eleitoral. Assim sendo, eu o desafio a aceitar minha proposta de que nós dois rejeitemos o uso do chamado ‘dinheiro fácil’ na veiculação de propaganda eleitoral. Eu darei o primeiro passo pedindo ao Comitê Nacional Democrático para não veicular nenhuma propaganda eleitoral não regulamentada através do uso de verbas de procedência ignorada, a menos que o Partido Republicano passe a agir nesse sentido. Portanto, está nas mãos do senhor e de seu partido o início eventual de uma guerra acirrada de propaganda; o senhor tem o poder de unir-se a mim na proibição do ‘dinheiro fácil’. Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar a política para sempre.

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Do: Sr. Bush Para: Sr. Gore Assunto: Re: Campanha eleitoral Obrigado por seu e-mail e seus cumprimentos. Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões importantes do nosso tempo — a reforma educacional, a modernização de nossas forças armadas e o resgate de padrões de qualidade no nosso governo. O senhor e eu fizemos várias propostas de reforma de financiamento de campanha. Mas antes de debatermos estas mudanças, é importante que os americanos saibam se as leis de financiamento de campanha atuais foram obedecidas. Assim sendo, eu o desafio a esclarecer acusações graves. Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca e ao Departamento de Justiça para a liberação de todos os registros e fotos relativos à investigaçao sobre abusos no financiamento da sua própria campanha. Em seu e-mail, o senhor falou em restabelecer “a confiança em nosso processo eleitoral”. E isso é o ponto central da questão. São necessárias novas leis de financiamento de campanha. O que é até mesmo mais importante é o dever dos funcionários públicos de obedecer às leis existentes, e eu receio que seu próprio histórico não inspire confiança. Agradeço seu e-mail. Esta sua Internet é uma invenção maravilhosa.”
Traduzido do New York Times on-line, 16/03/2000.

GABARITO

194. UERJ O vice-presidente Gore propõe em seu e-mail uma rejeição, de parte a parte, do chamado “dinheiro fácil”, usado de maneira não regulamentada na veiculação de propagandas eleitorais. O tom da mensagem-réplica do governador Bush reflete basicamente as seguintes atitudes: a) crítica e desconfiança pela indicação do democrata Gore à sucessão presidencial. b) animosidade e distanciamento do processo de moralização da campanha eleitoral. c) ceticismo e ironia no tocante à seriedade das palavras e intenções de seu oponente. d) ressentimento e desdém quanto às instruções dadas por Gore ao Comitê Democrático. 195. UERJ O discurso político é marcado por estratégias de distanciamento que ressaltam a autoridade do locutor, e por traços de solidariedade que buscam o envolvimento dos interlocutores. Tais procedimentos retóricos são verificados em: a) “Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca…” b) “Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar…” c) “Eu darei o primeiro passo, pedindo ao Comitê Nacional Democrático…” d) “Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões…”

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196. UERJ A mensagem-desafio de Al Gore tem como destinatário o seu adversário político, mas é possível interpretar que ela tenha sido tornada pública propositalmente. Considerando o conteúdo da mensagem e o seu contexto, a melhor explicação para que Al Gore tenha desejado torná-la pública é: a) provocar uma declaração desastrada de George Bush. b) contribuir para a moralização da política através da Internet. c) acusar seu adversário do uso de dinheiro ilícito na campanha. d) convencer o eleitor do caráter desonesto do outro candidato. Texto para as questões de 197 a 200:
“A revolução digital Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro. Disse ‘pareciam’, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação. Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde. O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose. Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons. A mudança conduz a veredas ainda inexploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita. E isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma. Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos devãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de idéias que gera novos textos. A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente arriscar textos próprios. Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: ‘Mando-te uma carta qualquer dia desses’. Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla ‘enter’.”
SOUZA, Josias de. A revolução digital. In: Folha de São Paulo, São Paulo, 6 de maio de 1996. Caderno Brasil, p. 2.

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197. UFMG Observe as expressões destacadas nestas frases: … falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro… … vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação CORRETA dessas três expressões, na ordem em que aparecem nas frases acima. a) apesar de ser falada / apesar de ser impressa / se estivesse vivo. b) quando é falada / quando é impressa/ se estivesse vivo. c) porque é falada / porque é impressa / ainda que estivesse vivo. d) se é falada / se é impressa / ainda que estivesse vivo. 198. UFMG Com base na leitura feita, é CORRETO afirmar que o objetivo do texto é a) defender a parceria entre o papel e o texto como uma história de êxitos. b) discutir as implicações da era digital no uso da escrita. c) descrever as vantagens e desvantagens da Internet na atualidade. d) narrar a história do papel e do texto desde a antigüidade.

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199. UFMG Considerando a argumentação do autor quanto à relação entre palavra falada e palavra escrita, é CORRETO afirmar que, a) na comunicação interpessoal, a palavra falada pode emocionar, sensibilizar, convencer, fazer pensar e, com isso, suscitar um grande movimento de idéias e valores. b) no processo social de divulgação de conhecimentos, a palavra falada, associada à escrita, exerce um papel fundamental na educação e na formação de opiniões. c) na produção cultural de ciência e arte, a palavra escrita tem função marcante, porque sua permanência material independe da memória humana e sua circulação instiga a reflexão. d) no processo social de produção e circulação de crenças, a palavra escrita, ao lado da falada, tem papel significativo no desenvolvimento da espiritualidade. 200. UFMG Considerando os procedimentos lingüísticos de articulação entre o primeiro parágrafo e os outros parágrafos do texto, é INCORRETO afirmar que a) o segundo, o terceiro e o quarto parágrafos se articulam com o primeiro pelo emprego linear do tempo cronológico. b) o terceiro parágrafo está articulado com o primeiro pelo uso de palavras que explicitam significados presentes no primeiro. c) o segundo parágrafo está articulado com o primeiro pelo emprego de palavra que se repetem. d) o quarto parágrafo se articula com o primeiro pelo uso de frase que explicita uma idéia sugerida no primeiro. Texto para a questão 201:
“O idioma, vivo ou morto? O grande problema da língua pátria é que ela é viva e se renova a cada dia. Problema não para a própria língua, mas para os puristas, aqueles que fiscalizam o uso e o desuso do idioma. Quando Chico Buarque de Hollanda criou na letra de ‘Pedro Pedreiro’ o neologismo ‘penseiro’, teve gente que chiou. Afinal, que palavra é essa? Não demorou muito, o Aurélio definiu a nova palavra no seu dicionário. Isso mostra o vigor da língua portuguesa. Nas próximas edições dos melhores dicionários, não duvidem: provavelmente virá pelo menos uma definição para a expressão ‘segura o tcham’. Enfim, as gírias e expressões populares, por mais erradas ou absurdas que possam parecer, ajudam a manter a atualidade dos idiomas que se prezam. O papel de renovar e atualizar a língua cabe muito mais aos poetas e ao povo do que propriamente aos gramáticos e dicionaristas de plantão. Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o ‘erro’ propriamente dito e a renovação. O poeta é, portanto, aquele que provoca as grandes mudanças na língua. Pena que o Brasil seja um país de analfabetos. E deve-se entender como tal não apenas aqueles 60 milhões de ‘desletrados’ que o censo identifica, mas também aqueles que, mesmo sabendo o abecedário, raramente fazem uso desse conhecimento. Por isso, é comum ver nas placas a expressão ‘vendese à praso’, em vez de ‘vende-se a prazo’; ou ‘meio-dia e meio’, em vez de como é mesmo? O português de Portugal nunca será como o nosso. No Brasil, o idioma foi enriquecido por expressões de origem indígena e pelas contribuições dos negros, europeus e orientais que para cá vieram. Mesmo que documentalmente se utilize a mesma língua, no dia-a-dia o idioma falado aqui nunca será completamente igual ao que se fala em Angola ou Macau, por exemplo. Voltando à questão inicial, não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. Os intelectuais também o fazem, por querer ou por mera ignorância. E também nós outros, jornalistas, afinal, herrar é umano, ops, errare humanum est. Ou será oeste?”
SANTOS, Jorge Fernando dos. Estado de Minas, Belo Horizonte, 10 jun. 1996. (Texto adaptado)

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GABARITO

201. UFMG Em todas as seguintes passagens, o autor deixa transparecer idéias que ele mesmo considera puristas, EXCETO em a) Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o “erro” propriamente dito e a renovação. b) … não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. c) Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. d) Pena que o Brasil seja um país de analfabetos, […] Por isso, é comum ver nas placas a expressão “vende-se à praso”…

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Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

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Texto para as questões 202 e 203:
“Amor A verdade é que devemos tudo aos amores infelizes, aos amores que não dão certo. A poesia se faz antes ou depois do amor, ninguém jamais fez um bom poema durante um amor feliz. Pois se o amor está tão bom, pra que interrompê-lo? O amor feliz não é assunto de poesia. Literatura é quando o amor ainda não veio ou quando já acabou, literatura durante é mentira. Ou ela é empolgação ou é remorso, revolta, saudade, tédio, divagação desesperada — enfim, tudo que dá bom texto. Desconfie de quem explica um estado de exaltação criativa dizendo que está amando. Algo deve estar errado. — Você está amando, mas ela não está correspondendo, é isso? — Não, não. Ela também me ama. É maravilhoso. — É maravilhoso, mas você sabe que não pode durar, é isso? Seu poema é sobre a transitoriedade de todas as coisas, sobre o efêmero, sobre o fim inevitável da felicidade num mundo em que… — Não! É sobre a felicidade sem fim! — Não pode ser. — Mas é. Acabei o poema e vou fazer uma canção. Depois, talvez, uma cantata. E estou pensando num romance. Tudo inspirado no nosso amor. Não posso parar de criar. Estou transbordando de amor e idéia. Crio dia e noite. — E a mulher amada? — Quem? Ah, ela. Bom, ela sabe que a atenção que não lhe dou, dou ao nosso amor perfeito. Está explicado. Ele não canta a amada ou seu amor. Está fascinado por ele mesmo, amando. E o poema certamente é ruim. Porque o amor, para ser de verdade, tem de emburrecer. Só devem lhe ocorrer bobagens para dizer ou escrever durante um caso de amor. Ou é kitch, de mau gosto, piegas ou copiado, ou não é amor. Qualquer sinal de originalidade pode até ser suspeito. — Esses seus versos para mim… Estão ótimos. — Obrigado. — Essas juras de amor, essas rimas, essa métrica… De onde você tirou tudo isso? — Eu mesmo inventei. Pensando em você. — Seu falso! — O quê? — Só deixando de pensar em mim por algumas horas você faria uma coisa assim pensando em mim. Só tomando distância, escrevendo e reescrevendo, raciocinando e burilando, você faria isto. Um verso plagiado do Vinícius eu entenderia. Um verso original, e bom desse jeito é traição. Só não sendo sincero você seria tão inteligente! — Mas… — Não fale mais comigo. Pronto. O amor acabou, agora você pode ser criativo sem remorso. Você está infeliz, mas console-se. Pense em como isso melhorará o seu estilo.”
Adap.: VERÍSSIMO, Luís Fernando. O Estado de São Paulo