LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I FUNÇÕES DA LINGUAGEM E LINGUAGEM FIGURADA VOCABULÁRIO FONOLOGIA, ACENTUAÇÃO, ORTOGRAFIA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS ARTIGOS, SUBSTANTIVOS, ADJETIVOS VERBOS E ADVÉRBIOS PRONOMES INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II FIGURAS DE LINGUAGEM PERÍODOS SIMPLES E COMPOSTO PONTUAÇÃO CONCORDÂNCIA E REGÊNCIA CRASE FUNÇÕES DE “QUE” E “SE”

NOÇÕES DE LITERATURA LITERATURA NO PERÍODO COLONIAL HUMANISMO, QUINHENTISMO, BARROCO E ARCADISMO ROMANTISMO CLASSICISMO

REALISMO/ NATURALISMO PARNASIANISMO/ SIMBOLISMO

PRÉ-MODERNISMO/ MODERNISMO

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LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I
1. U. Católica de Brasília-DF Assinale V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A figura ao lado trata-se de uma charge, cujo tema versa sempre sobre algum acontecimento que já foi veiculado na mídia. Dessa forma a charge não é responsável por uma nova notícia, mas é uma releitura de uma notícia ou de um fato. ( ) Observando os elementos que compõe a charge, é correto afirmar que ela se refere a alguma notícia sobre aviação. Isso é comprovado pelos elementos icônicos, pois nenhum elemento verbal faz referência à aviação. ( ) O verbo ter, utilizado na fala do passageiro, poderia ser substituído pelo verbo haver, o que configuraria o uso do nível formal da linguagem. ( ) A opção de reserva de um lugar na caixa-preta, que em caso de sinistro com a aeronave, é um instrumento que pode ajudar a identificar as causas, é a responsável pelo humor na charge e, ao mesmo tempo, permite inferir que a charge foi feita depois de algum desastre aéreo. ( ) As palavras “algum”, “vago” e “caixa-preta” são respectivamente, adjetivo, advérbio, adjetivo e substantivo. ( ) Caixa-preta, sob o ponto de vista de sua estrutura, contém dois radicais, por isso, quanto ao processo de formação, é considerada uma palavra derivada. 2. Analise a charge que segue, publicada na revista Veja, de 07. jun. 2000.

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GABARITO

A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) nos desenhos humorísticos, a caricatura é uma representação gráfica de uma pessoa ou situação que explora aspectos ridículos ou grotescos. ( ) a legenda, texto curto que, às vezes, acompanha o desenho, tem a finalidade de determinar para o leitor o sentido da charge. ( ) o cartunista interpreta uma idéia presente no imaginário do torcedor brasileiro: os técnicos de futebol, quando cometem erros, são chamados de burros. ( ) a frase “O técnico Wanderley Luxemburgo examina as condições do gramado” funciona de modo redundante, visto que repete o significado contido no desenho.

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3. Uneb-BA

O equilíbrio da pressão nas membranas celulares dos tecidos nervosos, sem variação nos níveis de sódio e potássio, provoca impulsos que vão do córtex cerebral até o sistema nervoso central, confirmando uma sensação agradável e sem grandes alterações. De tão relaxado, você pode até tirar um cochilo.

“O Humanismo Lírico de Guignard”. Um dos maiores pintores do modernismo brasileiro.

Folha Ilustrada. Folha de São Paulo, 14 de julho 2000, p. 34.

No texto do convite para ver a exposição de Guignard, no MASP, passa-se a idéia de que: a) ver Guignard é ter uma aula de como funciona o sistema nervoso humano; b) a emoção provocada pela arte nem sempre pode ser traduzida com palavras; c) a arte causa, no homem, uma sensação de leveza tal, que o adormece para a realidade; d) o sentimento gerado pela obra de arte lírica é constante e equilibrado em cada ser humano; e) o humanismo lírico de Guignard está na sua capacidade de associar a arte ao equilíbrio das sensações humanas. 4. UFPE Observe os quadrinhos abaixo e responda à questão.

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GABARITO

Ziraldo. O Menino Maluquinho.

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Assinale a alternativa em que se faz um comentário inaceitável com relação aos quadrinhos de Ziraldo. a) O menino tinha idéia clara acerca da finalidade apelativa do seu texto. b) Os termos do cartaz reproduzem a sintaxe típica desse gênero de texto. c) O menino demonstra inabilidade para ajustar-se às exigências de textos publicitários. d) As incorreções gramaticais do segundo quadro vão da ortografia à sintaxe. e) Os erros do cartaz constituíram uma estratégia para atrair possíveis consumidores.

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Em exposição até 13/8, das 11 às 18h. Av. Paulista, 1578 Informações: www.zip.net/guignard

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5. Univali-SC A leitura dos quadrinhos abaixo remete-nos à seguinte conclusão: HUMOR EM TIRAS

Márcio Kühner

a) Os ditados não estão sempre certos. d) Devemos rir dos nossos percalços. b) Errar é fundamental para crescer. e) É preciso sempre acertar. c) Tirar o proveito de todas as situações. 6. PUC-RS Instrução: Responder às questões 2 e 3 com base no texto abaixo.

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Considerando as atitudes e falas dos personagens, é correto concluir que: a) a mãe já sabia que Calvin havia decidido não ir mais à escola, como se depreende da expressão “Sei”, no primeiro quadrinho; b) a mãe de Calvin, indecisa sobre o que fazer com o filho, viu-se obrigada a consultar o pai; c) Haroldo, o tigre presente no último quadrinho, demonstra apoio incondicional à atitude do menino, pelo fato de estar disposto a acompanhá-lo à escola; d) não havendo outra saída, foi necessário usar a força física para mandar Calvin à escola, como se depreende da expressão “esmagar”, do último quadrinho; e) as expressões “os pais” e “uma criança”, no último quadrinho, indicam que Calvin generalizou a conclusão a que chegou. 7. PUC-RS Instrução: Responder à questão 3 com base nas idéias abaixo, que completam a frase sublinhada. Pela leitura da tira, é correto afirmar que Calvin: 1. Demonstra temer uma vida adulta em meio à poluição. 2. Usa sua fantasia para tentar convencer sua mãe do acerto de sua decisão. 3. Considera-se injustiçado pelos pais. 4. Conclui que seu projeto para o futuro foi rejeitado por ser ambicioso. As idéias que complementam adequadamente a frase sublinhada, de acordo com o sentido da tira, estão na alternativa: a) 1 e 2. b) 1, 2 e 3. c) 2 e 3. d) 2, 3 e 4. e) 3 e 4.

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GABARITO

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8. U.F. Goiânia-GO Leia as tiras do cartunista Angeli, publicadas no caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, em 29. jul. 1999. Depois assinale V, para os itens verdadeiros, e F para os falsos.

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Sansão e Dalila são personagens do universo gráfico de Angeli. Eles formam um casal sem charme, cujo cotidiano é retratado de forma ridícula pelo cartunista. De acordo com os elementos que constituem as tiras acima: ( ) as expressões crak, flap e tuf! são consideradas onomatopéias, porque procuram representar, na escrita, sons naturais. ( ) a falta de diálogo entre o casal, durante a refeição, indica uma vida monótona, propensa às explosões agressivas. ( ) a sigla TPM – que significa tensão pré-menstrual – opõe-se à expressão kung fu, arte marcial desenvolvida na antiga China. ( ) o humor das tiras tem função social, pois procura descontrair o leitor, com a representação caricaturesca de cenas do cotidiano dos personagens. 9. UFMS Observe a tira humorística que segue e marque a(s) opção(ões) verdadeira(s).
URBANO, o aposentado A.Silvério

GABARITO

Globo, 22/09/2000.

01. A frase apresentada no balão 3 pode ser associada à profissão da personagem que a enuncia. 02. Atribui-se a uma dada estação do ano a capacidade de influenciar o estado de alma das pessoas em geral. 04. Em Todos mesmo (balão 4), o advérbio em negrito é usado como reforço, indicando que não há exceção à regra. 08. O uso do artigo definido em a outra metade (balões 1 e 3) está equivocado, uma vez que se trata de referentes que aparecem pela primeira vez no texto. 16. Os enunciados Encontrei a outra metade da minha laranja! (balão 1) e Encontrei a outra metade do meu comprimido! (balão 3) retomam, através de figuras distintas, o enunciado mais genérico “Encontrei a companheira ideal.” 32. O efeito humorístico da tira advém do fato de que se a personagem hipocondríaca leva sua obsessão às últimas conseqüências, associando-a inclusive ao campo amoroso. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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10. UFMA

Jaguar.

Na tira acima, o autor: a) trabalha a fala das personagens no contexto, relacionando termos que não possuem nada em comum; b) subverte a lógica homonímica através da utilização de um jogo de palavras marcado pela sonoridade, num tom de humor;

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c) aproxima palavras heterógrafas (termos de grafias diferentes) e heterófonas (termos de sons diferentes) que, apesar de sugerirem humor, não subvertem a lógica homonímica; d) usa sua criatividade e faz uma brincadeira lingüística com Há fogo / Afogo para demonstrar que ambos os termos possuem o mesmo significado; e) considera os termos grifados acima como palavras sinônimas que não possuem outra relação a não ser a própria referência. 11. UFMA

GABARITO

Revista Veja, de 19/04/2000.

Sobre a propaganda acima, é correto inferir que: a) inanição gera morte e morte gera imobilidade. Logo, os usuários da Internet estão condenados a morrer;

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b) ir ao supermercado implica, infelizmente, em deslocamento e deslocamento implica em não morrer de fome. Logo, sem se mexer, a Internet é a solução; c) não comer implica em não se mexer e não se mexer implica em não sair de casa. Logo, para não morrer, é preciso ir ao supermercado; d) a Internet possibilita a compra e a compra implica em deslocamento. Logo, é preciso se mexer para não morrer de inanição. e) para consultar a fatura da compra pela Internet, é preciso se mexer e se mexer implica em ir ao supermercado. Logo, o ideal é não acessar a Internet.

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12. UFMG
“Com o Document Centre a Xerox reinventa a copiadora O mercado evolui. A Xerox revoluciona. Todo o poder da tecnologia digital chega ao seu escritório com o mais avançado sistema de processamento de documentos: Document Centre. Uma copiadora que também é impressora, fax e scanner, com capacidade de realizar as operações simultaneamente. Para você copiar, imprimir, receber, enviar, criar, transformar, alterar, arquivar e recuperar documentos com mais facilidade, menor manuseio de papel e maior segurança. O novo software Centreware permite explorar e gerenciar o equipamento de acordo com as suas necessidades, a partir do seu computador, via rede e até mesmo via Internet. Document Centre é tudo isso e mais a garantia e a assistência técnica que só a Xerox pode lhe oferecer.”
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Todas as afirmativas apresentam recursos lingüísticos que estão presentes nesse texto de propaganda, exceto:

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a) Articulam-se a linguagem verbal e a não-verbal. b) Impessoaliza-se o tratamento do leitor. c) Enumeram-se cumulativamente as características do produto. d) Recorre-se não só à conotação, mas também à denotação. 13. UERJ

GABARITO

Ziraldo, Jornal do Brasil, 11/11/1999.

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Na tira de Ziraldo, os personagens mudam de atitude do primeiro quadrinho para o segundo. Pelo terceiro quadrinho, pode-se deduzir o que não está escrito: um pensamento teria provocado a mudança. Esse pensamento poderá ser traduzido como: “E se os caras dentro do espelho... a) ...estivessem rindo deles?” b) ...fossem reais e eles o reflexo?” c) ... pudessem trocar de lugar com eles?” d) ... duvidassem da realidade do mundo?”

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14. U.F. Pelotas-RS A compreensão de um texto não decorre apenas da decodificação pura e simples dos itens lingüísticos neles contidos. Na realidade, ao ler, o leitor deixa aflorar seu conhecimento de mundo, suas crenças, suas vivências, que possibilitam conexões entre os Contrariar enunciados e o levam a construir o sentido do texto que leu. Uma das características do leitor proficiente é a capacidade de interpretar gráficos. Demonstre que você domina a habilidade de leitura, inferindo corretamente os resultados expressos no gráfico ao lado: Uma pesquisa encomendada pela entidade Parceria Contra as Drogas entrevistou 700 pessoas, entre 13 e 21 anos, de cinco cidades há três anos e obteve os seguintes resultados: De acordo com os dados representados no gráfico, pode-se dizer que: a) a descoberta do novo sempre atraiu o homem a aventuras cujas conseqüências, muitas vezes, são desconsideradas em virtude do prazer do desconhecido, sendo esse o motivo para que de noventa a cem jovens recorram às drogas; b) como todo ser em formação, a maior parte dos jovens procura uma maneira de afirmase em seu grupo, recorrendo, para isso, ao uso de psicotrópicos;

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c) não é verdadeira a argumentação de que o maior contingente de jovens, rebeldes por natureza, procura nas drogas formas de transgredir normas sociais; d) a orientação familiar não seria uma das primeiras providências no combate ao vício, uma vez que não está na família a causa principal de o jovem se envolver com drogas; e) são de toda ordem as causas que levam o jovem ao consumo de drogas; com exceção dos problemas com a família, essa diversidade, somada, representa mais de 3/4 do total de entrevistados. 15. UFPR Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que a descrição da foto abaixo vem expressa de acordo com as normas de escrita do português padrão. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, onde é mostrado da cintura para baixo, segura um tipo de facão com a mão direita. Abraçado a sua perna há uma criança, que a expressão Foto: Paula Simas denota raiva e medo. O homem apóia sua outra mão na cabeça da criança, como se protegesse ela. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, mostrado da cintura para baixo, segura uma espécie de facão. Abraçado a sua perna há um menino, cuja expressão denota raiva e medo. A outra mão do homem repousa sobre a cabeça da criança, como se protegendo-a. ( ) A foto mostra um menino abraçado às pernas de um homem vestido como um trabalhador rural, onde está segurando uma espécie de facão com a mão direita. A expressão da criança é de medo e raiva, e é como se o homem estivesse protegendo a ela de alguma ameaça. ( ) Na foto, mostra um homem, que está segurando uma espécie de facão e vestido como trabalhador rural. Uma criança está abraçada à perna dele, que apóia a mão sobre sua cabeça, como se estivesse protegendo. E onde o olhar da criança exprime medo e raiva. ( ) Na foto, aparecem um menino e um homem. O enquadramento destaca a criança, mostrando o homem apenas na altura da cintura. A ele está abraçada a criança, cujo olhar é de medo e raiva. O homem, que, em traje de trabalhador rural, empunha um facão, parece estar protegendo o menino, sobre cuja cabeça pousa a mão. ( ) A foto mostra, da cintura para baixo, um homem que traja roupa de trabalhador rural e empunha uma espécie de facão. Uma criança, com expressão de medo e raiva, está abraçada à perna do homem. Ele apóia a mão sobre a cabeça do menino, como se o estivesse protegendo.

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GABARITO

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16. UEGO A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) o título “A República do Mau Humor” funciona como indicador de leitura, pois dá ao leitor a oportunidade de interpretar tanto o texto verbal como o não-verbal; ( ) o mau humor dos aliados do governo nos permite deduzir que os políticos aderem ao poder visando apenas ao seu benefício próprio; ( ) a parte inferior da charge remetenos ao contexto social brasileiro, onde a população, em sua maioFolha de São Paulo, 11.09.99 ria, sofre os efeitos; ( ) a frase de 2º balão “Um dia, só eles vão rir de tudo isso!”, proferida pelo personagem que representa o povo, deixa transparecer o humor e o descompromisso com que o brasileiro encara seus problemas; ( ) a frase “Não esquenta, mulher!”, proferida pelo personagem denuncia a ineficiência do cobertor com que ele se agasalha, uma vez que o frio é intenso. 17. UnB-DF
“ACREDITAMOS EM OPORTUNIDADES IGUAIS INDEPENDENTEMENTE DE RAÇA, CREDO, SEXO, REINO, TRIBO, CLASSE, ORDEM, FAMÍLIA, GÊNERO OU ESPÉCIE.

GABARITO

Os seres vivos são interdependentes. Dessa forma, sem apoio de milhões de espécies, a sobrevivência humana não estaria garantida. Essa variedade e a dependência entre as espécies interessa especialmente à nossa empresa. Pois o nosso trabalho depende de descobertas no mundo das informações genéticas. Informações que se perdem para sempre quando as espécies são extintas. Informações que oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição e a medicina. Para atender a uma população que está crescendo. Em um planeta do mesmo tamanho.”

Isto é. nº 1.575. 8/12/99. p. 125 (com adaptações).

Considerando as informações prestadas pelo anúncio acima, o sentido da mensagem e a correção gramatical dos itens a seguir, julgue-os. ( ) A figura explora e exemplifica a biodiversidade. ( ) Mesmo sabendo que nem todos os reinos estão representados na figura, isto não contradiz o argumento principal da propaganda, colocado acima da ilustração. ( ) Devido à interdependência dos seres vivos, a sobrevivência da espécie humana não estaria garantida sem apoio de milhões de espécies. ( ) O trabalho desenvolvido pela empresa depende de descobertas no mundo das informações genéticas e, quando as espécies são extintas, se perdem para sempre. ( ) As informações genéticas oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição, a medicina, a população que está crescendo e o planeta, que tem o tamanho da população.

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18. UFPB-PSS
Texto I “Diogo Mainardi Índios furibundos invadiram o Congresso Nacional para protestar contra as comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil. Paramentados com seus tradicionais cocares, calções de banho e tênis Nike, foram até o senador Antonio Carlos Magalhães e apontaram-lhe uma lança. Foi bonito ver todos aqueles índios lutando juntos – 500 anos atrás, eles provavelmente estariam devorando uns aos outros. Pois eu concordo com os índios: não há o que comemorar. Em 500 anos de História, não fizemos nada que justificasse uma festa. A meu ver, deveríamos ficar recolhidos num canto, chorando pelo joelho de Ronaldinho. Foi o que fiz.” Texto II

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Lendo o texto I e relacionando-o com a charge (texto II), conclui-se: a) O selvagem da charge não é o índio, mas sim a respeitável autoridade brasileira. b) Os índios continuavam lutando entre si. c) O índio da charge é mais autêntico porque não usa tênis Nike e veste calça comprida. d) O objetivo de Mainardi e Chico é o mesmo: registrar a política favorável do Congresso Nacional às causas indígenas. e) As comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil representaram um momento de alegria para os índios. 19. UFMA
“O chinês anônimo desafia os tanques Nunca se soube o nome daquele jovem alto e magro vestido como milhões de chineses, de camisa branca e calça de tergal. Ninguém ouviu sua voz. Jamais se soube o paradeiro do solitário rebelde que barrou uma coluna de 17 tanques naquela manhã de junho de 1989. Sozinho, nas fotografias e no balé diante das câmeras de vídeo – os tanques se deslocavam e a silhueta se movia, simultaneamente, para a esquerda e para a direita – o chinês anônimo fez mais, em seu grande momento, do que muitos líderes revolucionários do milênio. É certo que foi visto por mais gen5 de julho de 1989. te, nas telas de TV, dentro dos lares, do que personalidades como o mongol Kublai Khan, o francês Maximilien de Robespierre ou o mexicano Emiliano Zapata.”

GABARITO

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Depreende-se da compreensão do texto acima que há uma gradação ascendente do personagem envolvido, que assim passa do anonimato de um momento para a fama de um milênio. Isso fica evidente através dos seguintes itens lexicais: a) jovem alto e magro solitário rebelde silhueta líder revolucionário personalidade; b) silhueta solitário rebelde sem paradeiro sozinho personalidade; c) jovem alto e magro sem voz solitário rebelde líder revolucionário sozinho; d) sem paradeiro silhueta solitário rebelde chinês anônimo líder revolucionário; e) solitário rebelde líder revolucionário sozinho personalidade chinês anônimo.

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Homem primata Capitalismo selvagem Ô. REIS. a comparação estabelecida entre o homem e macaco alude: a) a uma das teorias sobre a origem da espécie humana. Nando. b) ler a mensagem da placa como uma ordem para acelerar. esta se baseia em um equívoco. ô. O comportamento do motorista que explica mais adequadamente o efeito cômico da piada é: 10 a) voltar a pé ao local da placa para efetuar uma correção. c) às semelhanças biológicas entre os dois seres. ô.20. quando se deparou com uma placa de sinalização: Imediatamente. Vinha o motorista dirigindo o seu carro. d) imprimir maior velocidade ao carro para escapar dos quebra-molas. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. eu me perdi” BRITTO. Marcelo. voltou a pé para o local da placa e nela escreveu. eu não sabia Que o homem criava e também destruía. Ciro. “Homem Primata Desde os primórdios Até hoje em dia O homem ainda faz O que o macaco fazia Eu não trabalhava. a vida é cruel. FROMER. Sérgio.Interpretação de texto I Avançar . d) ao bom relacionamento entre homem e macaco. ele acelerou o seu veículo. 5 GABARITO 10 15 20 IMPRIMIR 21. ô Eu me perdi na selva de pedra Eu me perdi. UERJ Leia a piada reproduzida a seguir. e) ao capitalismo selvagem da sociedade contemporânea. b) ao comportamento irracional do homem na sociedade moderna. Texto para as questões 21 e 22. ô Eu aprendi A vida é um jogo Cada um por si E Deus contra todos Você vai morrer e não vai pro céu É bom aprender. PESSOA. UFR-RJ No texto Homem Primata. Voltar Língua Portuguesa . para corrigi-la: Como muitas piadas. c) corrigir a mensagem da placa para retificar informação incompleta. Logo depois. Do CD Cabeça de dinossauro.

PUC-RS Instrução: Responder à questão com base nas afirmativas a seguir. c) santidade X pecado. d) estagnação X mudança. d) II. p. enquanto nos itens 6 a 10 essa responsabilidade é atribuída apenas aos armamentos. UFR-RJ A oposição entre os quatro primeiros versos de Homem primata e o texto Pecados do século XXI (questões 101 a 103) envolve. b) I. III.22. 166-167. As ilustrações são um recurso para chamar a atenção do leitor. II. 2. e) passado X presente. 23. 3. c) 2 e 4. c) I. III e IV. Os itens 2 a 5 do cartum apresentam o homem como o responsável pelas ações bélicas. As armas apresentam-se em gradação ascendente quanto ao seu poder letal. os antônimos: a) lentidão X velocidade. 24. é causa principal do desfecho presente no cartum. III e IV. 1968. A vestimenta dos personagens ilustra cronologicamente o desenrolar dos fatos apresentados. e) 3. Instrução: Responder às questões de 23 a 25 com base no texto. simbolizado pelos uniformes que os personagens vestem. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. e poderiam ser retiradas sem prejuízo para a clareza do texto. b) 1. Voltar Língua Portuguesa . d) 3 e 5. Átila. e) III e IV. 2 e 4. 11 JAGUAR. respectivamente. I. IV. você é barbaro. 5. A simplicidade da linguagem contrasta com a seriedade do tema. 4 e 5. IMPRIMIR GABARITO II. enquanto o 9 prepara-o para o desfecho da história. 1. Os itens 1 e 2 apresentam ao leitor os personagens. A absolescência das armas utilizadas pelo homem levam-no a um final trágico. PUC-RS Instrução: Responder à questão analisando a veracidade das afirmativas abaixo.Interpretação de texto I Avançar . 4. A estrutura narrativa e as ilustrações têm efeito argumentativo marcante. Concluí-se que as afirmativas corretas encontram-se na alternativa: a) I e II. Conclui-se que a alternativa que apresenta a numeração correspondente às afirmativas corretas é: a) 1 e 2. III e IV. O militarismo. b) atraso X progresso.

( ) Na última parte do texto. dois não brigam.” d) “Quando um não quer. por problemas cardiovasculares. GABARITO 27.25. 23/06/99. o autor se preocupou em: a) contradizer sistematicamente os conselhos populares em situações absurdas. Hoje.Interpretação de texto I Avançar . associadas a tabagismo. as chuteiras mais cedo por IV problemas cardiovasculares. 20% da população adulta V brasileira é hipertensa. ( ) Em Ele é um novo homem. p. o adjetivo novo apresenta sentido igual ao do título do texto. INSTRUÇÃO: Com base no texto. Milhares de brasileiros pendurarão que correspondem a 32% de todos os óbitos. d) inadvertidamente o compositor apresenta situações nas quais os ditos populares vão de encontro à realidade. julgue os itens da questão 27. III Essas doenças. Não seja mais uma vítima II das doenças cardiovasculares. o pronome possessivo sua provoca certa ambigüidade que pode ser desfeita se substituído por dele.” b) “Quem tudo quer tudo pode. Procure seu médico e siga a sua orientação.” 26. prepara-te para a guerra. Univali-SC “BOM CONSELHO Faça como eu digo Faça como eu faço Aja duas vezes antes de pensar Corro atrás do tempo Vim de não sei onde Devagar é que não se vai longe Eu semeio o vento Na minha cidade Vou para rua e bebo a tempestade” Chico Buarque Ouça um bom conselho Que lhe dou de graça Inútil dormir Que a dor não passa Espere sentado Ou você se cansa Está provado Quem espera nunca alcança Ouça meu amigo Deixe esse regaço Brinque com meu fogo Venha se queimar 12 Ao compor o texto.” 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. ( ) O sentido da palavra hoje é encontrado na primeira parte do texto. 153. obesidade.” e) “Devagar se vai ao longe. e) através de um jogo de palavras.” c) “Se queres a paz. b) enfatizar a sabedoria que se exprime através de provérbios. c) utilizar-se de provérbios para expressar sua concordância ou discordância diante de fatos da vida. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I e vida sedentária levam ao óbito E não foi só ele. o autor procura confundir o leitor. PUC-RS O ditado popular que melhor sintetiza as idéias expressas no cartum é: a) “O feitiço virou contra o feiticeiro. ( ) A leitura do texto desfaz a polissemia do título atribuindo-lhe o sentido da morte. estresse Líder em soluções Veja. UFMT ( ) A polissemia presente no título do texto se revela pelos sentidos diversos que ele sugere. daí ser um elemento anafórico. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

o sofrimento das noites de vigília. c) opõe a poesia que ele faz à poesia dos que se preocupam com temas políticos. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. d) deixa claro que suas opções estéticas coincidem com as dos poetas concretistas. 29. A partir de R$ 55. a surpresa da visão da mulher amada. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. d) Inicialmente.. Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!” O texto acima é um poema de Álvares de Azevedo. CELULAR. autor que.. a mulher é pálida sobre o leito e. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) Num momento.400. GABARITO 30. UFMT ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna.” Nos versos acima. Formas nuas no leito resvalando. a mulher caracteriza-se pela pureza e. Sobre o leito de flores reclinada Como a lua por noite embalsamada.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. b) expõe sua condição de artista marcado pelo desejo de participação social. à luz da lâmpada sombria. Ele tem motor 4. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão “Up Country” para você chegar onde ninguém chegou. e) adota uma visão de mundo muito semelhante à da poesia de Manuel Bandeira. 13 28. Jeep Grand Cherokee. Negros olhos as pálpebras abrindo. pela nudez e sensualidade. U.. meu anjo lindo! Por ti – as noite eu velei chorando. “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. num segundo momento. A vida moderna em favor da vida de verdade. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar! na escuna fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Quem em sonhos se banhava e se esquecia! Era mais bela! o seio palpitando. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. Há no soneto uma contradição entre as imagens que caracterizam a mulher.” Veja. Aponte-a: a) De um lado. c) Em princípio. de outro lado. Jeep Grand Cherokee. O amor sexual lhe repugnava. a fuga pelo sonho e pela morte.0L High Output. o poeta Ferreira Gullar: a) defende uma poesia voltada para o canto e a exaltação dos sentimentos líricos. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que se a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir. Unifor-CE “Façam a festa cantem dancem que eu faço o poema duro o poema-murro sujo como a miséria brasileira. em seguida.. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. Jeep® Só Existe Um. Potiguar-RN “Soneto Pálida. duplo air-bag. sofre muito o prestígio romântico da mulher. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. segundo Mário de Andrade. em outro momento.Interpretação de texto I Avançar . julgue os itens da questão 8.. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. a revelação de que apenas é uma lavadeira.. Não te rias de mim. 11/10/98. anjo entre nuvens. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente.

pode-se afirmar que: a) os dois textos são ambíguos na abordagem do tema. E as feias. que mostra incerteza do poeta. d) embora falem sobre o mesmo assunto. e a segunda. c) III.) Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e Seja leve como um resto de nuvem. a primeira. expressa pelos advérbios de negação e dúvida. 34.. e) os textos abordam temáticas diferentes. III. Talvez eu tenha medo. c) Porque aparece toda noite.1984. (. In: Libertinagem. o poema pode ser dividido em duas partes: I. chamando-a de iniludível? a) Porque ela é fácil de se enganar. d) Noite. sobre o tema: Mulheres. Voltar Língua Portuguesa . 31. que apresenta dúvida e descontrole emocional. d) Porque é amiga do poeta. O item que melhor caracteriza essa divisão é: a) I. c) enquanto o primeiro texto fala só na beleza infantil.) encontrará lavrado o campo. c) Morte. iniludível! O meu dia foi bom.. que mostra o poeta despreparado para o que lhe espera. e a segunda. que revela sua ousadia e destemor diante da vida. Uniube-MG Com relação à estrutura. “Consoada Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou coroável). o segundo aborda a beleza da mulher madura. Manuel. d) IV. ou diga: – Alô. e a segunda. Com cada coisa em seu lugar. b) Porque não poupa ninguém. certas feias em cujos olhos vejo isto: Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha. b) ambos os textos vêem apenas belezas. a primeira.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 31 a 33. pode a noite descer. 14 GABARITO “Receita de mulher As muito feias que me perdoem Mas beleza é fundamental. que mostra coragem e segurança para enfrentar o desconhecido. Univali-SC Compare os versos de Manual Bandeira e Vinícius de Moraes. embora diferentes. b) II.” Manuel Bandeira. É preciso Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso. os dois textos revelam posicionamentos antagônicos. II. IMPRIMIR Sobre os textos. que apresenta certeza expressa pelo tom afirmativo dos verbos. E depois não há só as bonitas: Há também as simpáticas. que revela segurança e certeza quanto ao futuro... e a segunda..Interpretação de texto I Avançar . In: Os melhores poemas de Manuel Bandeira. Como deve ser bom gostar de uma feia!” BANDEIRA. a primeira.. Uniube-MG Por que o poeta cumprimenta a Indesejada das gentes. a casa limpa. Uniube-MG Para o poeta a palavra Indesejada se refere à: a) Amada. São Paulo: Global. 32. (A noite com seus sortilégios. 33. que revela a felicidade de um dia de trabalho. nas mulheres. a primeira. b) Visita.” Vinícius de Moraes. IV. A mesa posta. “Mulheres Como as mulheres são lindas! Inútil pensar que é do vestido. Talvez eu sorria.

” Assinale a alternativa que identifica e explica a referência feita ao episódio da “madeleine” na obra de Proust.. não sendo eu. ( ) o vocábulo outro. indica que. ( ) a palavra ainda. Se abria alguma coisa era o espaço – até então. pois não remete a nenhum termo explicitamente presente no texto. era o tempo do qual eu mais participara. o primeiro é denotativo e o segundo. ao passado depois do passado. estabelecem relação de causa e conseqüência. pois a noção de passado é a mesma nos dois autores. “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. ao passado ‘ao lado’ do passado. removendo manchas de gordura como nenhum outro. remetem à expressão “as crianças”. ( ) a oração “Porque não há aprendizado sem manchas” estabelece uma relação de dependência com frase “Novo Omo Multi Ação”. o meu caso. Porque não há aprendizado sem manchas. b) É uma comparação que demonstra as leituras do autor. a linguagem publicitária procura persuadir o consumidor. Uma fórmula inovadora que age nos primeiros instantes da lavagem. Ora. que seu filho precisa de liberdade para aprender. Novo Omo Multi Ação. apresentados no primeiro período do texto. muito menos o tempo. É por isso que estamos lançando o novo Omo Multi Ação. no único tempo de um homem que. refere-se a um elemento extratextual. assim como você. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . PUC-PR “Nada mais diferente (. e) É um caso de associação de idéias. A madeleine trouxe o gosto que leva ao passado geral. de Carlos Heitor Cony: a) É uma similaridade e provoca a percepção de que tempo e espaço são valores diferentes.” 36. no único personagem. idéias deduzidas do início do texto.Interpretação de texto I Avançar . ( ) o vocábulo manchas aparece no texto com dois sentidos diferentes. nunca pensara organizadamente na única pessoa. é possível afirmar que: ( ) o trecho “removendo manchas de gordura como nenhum outro” NÃO pode ser substituído por “que remove manchas como nenhum outro”. ou seja. pelo fato de causar incoerência. ( ) o segmento “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. em “como nenhum outro”. serve para destacar a atitude desejável de um consumidor ideal. em “Omo Multi Ação está ainda mais eficiente”. d) É um caso de referencialidade porque faz referência a um livro do passado. apresentado na abertura do texto. 37.) entre o biscoito de Proust e o embrulho do pai. 15 O texto publicitário que você lerá abaixo foi extraído de Isto é. UFGO Além de veicular informações sobre o produto. só a partir de agora. ao passado anterior ao passado. se sujarem”.35. Omo Multi Ação está ainda mais eficiente porque sabe. O biscoito abriu as portas do tempo – do tempo perdido. criando uma relação com Quase memória. UFGO Acerca da organização das frases. se sujarem. As questões 36 e 37 referem-se a ele. 2000. ou melhor. Com base nessa informação e na leitura do texto. de 7 jun. conotativo. c) É um caso de intertextualidade e serve para estabelecer relações na cadeia de leituras e de escrita literária. elas aprendem mais e se desenvolvem melhor. o produto foi aprovado pelo consumidor. o ‘meu’ embrulho não abre nada.. ( ) os vocábulos “elas” e “se”. pode-se afirmar que: ( ) liberdade de ação e aprendizagem infantil.

o autor alude à idéia de que. No trabalho. Utilizando a expressão “Fala mangueira”. Com Marte transitando em seu signo. este é um mês de ação e decisões: hora de colocar projetos em prática. julgue os itens da questão 38. 1984. Velô-Caetano e a Banda Nova.” Marie Clarie. que implicam o aspecto do ser permanente e do ser transitório. A dinâmica do mês é o aprofundamento das relações e a expressão das emoções. c) 2 e 4. UFMT ( ) A organização desse texto se calca em conselhos.Interpretação de texto I Avançar . 38. PolyGram. sendo “pátria”. ora implicitamente ora diretamente. 4. e) 3 e 4. maio de 1998. 3 e 4. grito de guerra de uma escola de samba. 2 e 3. a idéia de plenitude. Para isso.. Em “Gosto de ser e de estar”. desejada pelo autor. UFPE Leia as afirmativas abaixo sobre as idéias apresentadas no texto. ( ) Há no texto uma única marca lingüística que mostra ser o interlocutor você feminino. Caetano. É tempo também de investir “no social”: lute com a velha preguiça de sair e vá ao encontro das pessoas. “Língua Gosto de sentir minha língua roçar A língua de Luís de Camões Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódia E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade E quem há de negar que esta lhe é superior E quem há de negar que esta lhe é superior E deixa os portugais morrerem à mingua Minha pátria é minha língua Fala Mangueira Fala! Flor do Lácio sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode esta língua (. 16 Texto para as questões 39 e 40. confusão: espere até poder expressar suas idéias. ( ) O lugar comum investir no social tem o sentido usual reiterado por referir-se a conselho. O verso “Lusamérica latim em pó” alude não só à pulverização do latim que deu origem às línguas latinas como à divisão-união de Portugal e Brasil. 2. 39. Os neologismos “mátria” e “fátria” disfarçam o sentimento de união que o autor pretende esteja envolvido na sua percepção de “língua”. é expressa com os verbos “ser” e “estar”.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. conte com os amigos. b) 1. 1. o que lhe trará entusiasmo. ampliando a intimidade e a cumplicidade do casal.) A língua é minha Pátria E eu não tenho Pátria: tenho mátria Eu quero frátria” GABARITO VELOSO.. uma língua expressa os valores culturais de seu povo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “TOURO De 21/4 a 20/5 Você está curando suas velhas feridas e aprendendo a confiar de novo na vida. d) 2. Língua. Terá que enfrentar algum mal-estar passageiro que a obrigará a ter mais cuidado com a saúde. Você poderá contribuir com o parceiro. Está(ão) correta(s) apenas: a) 1. 3. Vida íntima em alta: dê vazão à sua sensualidade.

UFPE Os enunciados abaixo referem-se aos recursos utilizados na criação de Língua. Estão corretas: a) 1. p. Burro foi ao subir tão alto clima. do que burro em cima. 4.40. e) 3 e 4 apenas. 1996. a soma das alternativas corretas. UFBA “À despedida do seu mau governo Senhor Antão de Souza de Menezes. 3. Quando o pisava da Fortuna a Roda. b) 1 e 4 apenas. Homem sobe. como “roçar”. A fortunilha autora de entremezes Transpõe em burro o herói. onde jazia. Cleise Furtado. 04. verá quanto melhor se lhe acomoda ser homem em baixo. o autor estabelece uma relação de proporcionalidade. “profusão de paródias” e “furtem cores como camaleões”. burro parece. d) 2 e 4 apenas. 2. Quem sobe a alto lugar. É preferível o anonimato a um destaque que desabone o homem. Em terra de incompetentes. como resposta. Desanda a roda.Interpretação de texto I Avançar . Nos versos “Gosto do Pessoa na pessoa/Da rosa no Rosa” o autor utiliza o recurso da inversão. “dores”. À ascensão social deverá corresponder o mérito pessoal. 1.” MENDES. 32. Senhora Dona Bahia: poesia satírica de Gregório de Matos. É tão fácil conquistar um alto posto quanto é fácil dignificá-lo. A irracionalidade em proveito de alguns representa a satisfação de muitos. asno vai. e logo o homem desce. que indigno cresce. 63. GABARITO IMPRIMIR O discurso da sátira contida no soneto pode ser assim sintetizado: 01. 08. Pois vá descendo do alto. que subir é desgraça muitas vezes. Dê. 02. 17 41. que não merece. 2. 64. 2 e 3 apenas. 3 e 4. o menos incompetente reina. A glória indevidamente conquistada rebaixa o indivíduo em vez de exaltá-lo. que é discreta a fortuna em seus reveses. Homem sei eu que foi Vossenhoria. “cores”. perpassa a idéia comum de “pluralidade”. Voltar Língua Portuguesa . c) 1. 16. Salvador: EDUFBA. Nas expressões “confusões de prosódia”. O autor incorpora à sua canção elementos relacionados à expressão sensorial. Um mau governo é fruto da falta de senso do povo que o escolhe. Com os versos “E sei que a poesia está para a prosa/Assim como o amor está para a amizade”.

c) I. E ali dançaram tanta dança Que a vizinhança toda despertou E foi tanta felicidade Que toda a cidade se iluminou E foram tantos beijos loucos Tantos gritos roucos Como não se ouviam mais Que o mundo compreendeu E o dia amanheceu em paz. d) o conceito de amor implícito no texto não inclui o prazer físico entre os personagens. o jogo amoroso e as relações humanas. 1980. A expressão “ali”. 43. 7. 12. 28. 25. 44. 10. 9. d) I. 30-I. II. 6.” MORAES. Nos versos 21 e 22 estabelece-se uma relação de conseqüência. 3.Interpretação de texto I Avançar . E nem deixou-a só num canto Pra seu grande espanto Convidou-a pra rodar. São Paulo. 11. Uniube-MG Sobre o texto. A alternativa que traz os números das asserções corretas é: a) I e II. III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Uniube-MG Leia as asserções a seguir para responder à questão abaixo: I. b) III e IV. 18. “Valsinha Um dia ele chegou tão diferente Do seu jeito de sempre chegar. II e IV. IV. traz marcas de oralidade. Chico Buarque de. 5. 14. (Literatura Comentada). 4. 13. III e IV. 24. 17. 29. só não se pode afirmar que: GABARITO a) o texto estabelece uma relação de semelhança entre a dança. b) o autor. b) o gesto amoroso da dança começa no interior da casa e atinge o mundo. 20. 42. d) ela. Vinícius de e HOLANDA. c) ele. 19. 15. 2. Olhou-a de um jeito muito mais quente Do que sempre costumava olhar E não maldisse a vida tanto Quanto era seu jeito de sempre falar. no verso 21. 23. Chico Buarque de Holanda. nos versos 8 e 9. Este é um texto narrativo que relata uma transformação. Então ela se fez bonita Como há muito tempo não queria ousar Com seu vestido decotado Cheirando a guardado De tanto esperar Depois os dois deram-se os braços Como há muito tempo Não se usava dar E cheios de ternura e graça Foram para a praça E começaram a se abraçar. 18 1. c) o gesto amoroso da dança produz o efeito de instaurar a paz entre os seres humanos. Abril Educação. refere-se à palavra cidade. 22. p. 27. 21. 26. Uniube-MG A expressão “seu jeito” (verso 6) tem como referente: a) o narrador.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 42 a 44. 16. A expressão “pra”. 8.

Em Barretos. o texto 2 pretende mobilizar seu humor. reis e princesas sonham até a Quartafeira de Cinzas. TEXTO 1 “A vida em Barretos nunca mais foi a mesma depois que peão de boiadeiro virou caubói e música caipira passou a ser chamada de country. GABARITO c) a evidente influência do que vem de fora sobre o brasileiro. III. Enquanto o texto 1 visa principalmente a informar o leitor. d) a pacífica convivência entre o antigo e o novo Brasil moderno.. pois faz alusão a um fato recente de repercussão regional. e) I. Integrada ao calendário das maiores comemorações nacionais.” Adaptado de: Época – Especial “Nós. A charge (texto 2) destina-se a um público mais restrito. III e IV. enfiados em calças jeans. 46. PUC-RS A problemática comum aos textos 1 e 2 é: a) a crescente valorização da vida rural no Brasil.) É uma multidão de turistas vestidos a caráter e apelidados de “peões de butique”. 24/05/99. 102. c) II e IV. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) o obstinado apego do homem do campo às suas tradições. imaculadas botas de couro. Os boiadeiros urbanos capricham na indumentária (chegam a importá-la) e vivem uma fantasia que só fica a dever ao Carnaval carioca em termos de público e opulência. como veículo de divulgação. é necessário levar em conta dados contextuais. 45.Interpretação de texto I Avançar . a partir de uma informação que esse já tem. Apesar de não utilizar frases exclamativas como o gaúcho da charge. Chegam de todos os cantos do país. e) a saudável popularização dos costumes gaúchos em outros centros do Brasil.. p. No Carnaval. d) I. imagina-se domar perigosos touros e potros ariscos. brasileiros”. a 44ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está para abrir as porteiras. II e III.Instrução: Responder às questões de 45 a 46 com base nos textos 1 e 2. II. Instrução: Responder à questão 15 analisando as afirmativas sobre os textos 1 e 2. PUC-RS A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. cintos e chapéus vistosos. o autor do texto 1 expressa um grau de indignação equivalente. 24/01/99. TEXTO 2 19 Charge de lotti. II. Para uma adequada compreensão do texto 2. I. IV. local e data. estilizando a rotina do campo para o fascínio de legiões urbanas. Porto Alegre. Zero Hora. (. b) I e III.

..Interpretação de texto I Avançar . espanhol – a valorização será maior. • um curso de especialização. se tem um domínio regular.. CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA Seu domínio é. • pós-graduação lato-sensu. “TESTE Avalie suas chances de obter um emprego. • boa – 30 pontos • média – 15 pontos • ruim – zero Seus conhecimentos técnicos dentro da profissão. • bom – 15 pontos • médio – 8 pontos • ruim – zero FORMAÇÃO ACADÊMICA Você completou. • até o ensino médio – 40 pontos • até a faculdade – 60 pontos INGLÊS Sua fluência é. por exemplo.. mas se forem substituídos por outro idioma – como... • bons – 25 pontos • médios – 13 pontos • ruins – zero” 20 GABARITO IMPRIMIR 47. por meio de estruturas gramaticalmente corretas. ( ) A pontuação atribuída a uma boa imagem perante os colegas de trabalho corresponde: a de um curso de mestrado ou a de uma boa fluência em inglês acrescida da de um bom domínio de conhecimentos de informática. • mestrado. Sua imagem perante os colegas de trabalho é... Assinale o número de pontos que você tem em cada fator e some tudo no final para obter sua pontuação no teste. acrescente 20 pontos se tem um bom domínio dela. • boa – 15 pontos • média – 8 pontos • ruim – zero Caso você fale uma terceira língua. • doutorado.Texto para a questão 47. Existem vários fatores que fazem uma pessoa ter maior ou menor facilidade para encontrar um bom emprego.. ou 10 pontos. ( ) quem tiver cursos complementares de pós-graduação será menos valorizado no mercado de trabalho.... CURSOS COMPLEMENTARES Você fez. ( ) Conhecimentos de inglês são importantes. ( ) Todo candidato que tiver conhecimentos técnicos ruins e domínio de informática médio terá “pontuação no teste” inferior a dez. UnB-DF Julgue se os itens a seguir apresentam. Voltar Língua Portuguesa . informações coerentes com o teste do texto.

é só estimular o turismo. pois estou me restringindo a visualizar a superfície da lagoa. Hotéis não há muitos. o que se afirma em: a) somente II. Cada planta é uma galáxia. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. e cada grupo de plantas é um agregado de galáxias. não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu. considerando-se o uso atual. esse é um modelo bidimensional do Universo. Marcelo. lagoas não costumam estar em expansão. o melhor que eu puder. b) O espaço físico do mundo palpável é uniforme. Uma outra diferença importante é que o Universo está em expansão. metafórico. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Mais! 48. In: Folha de S. E em tal maneira é graciosa que. p. Folha de S. Paulo.” SCLIAR. Posto que outros escreveram a Vossa Excelência sobre a nova do achamento dessa vossa terra nova. “Às vezes. infindas. no primeiro período.” GLEISER. b) um momento de percepção da realidade. as distâncias entre galáxias e seus aglomerados. II. gosto de viabilizar o Universo como a superfície de uma lagoa. De qualquer forma. senão pela sua precisão. A terra em si é de muitos bons ares. e) O cosmo é constituído de espaços específicos para serem contemplados pelo artista. c) As lagoas e as vitórias-régias são a síntese de um universo delimitado. U. Registra-se um propósito do narrador no sentido de se ater a um relato fiel a suas constatações e impressões pessoais. U. d) A amplitude do universo é inversamente proporcional à imaginação do homem. 50.Texto para as questões 48 e 49. III. e) I. Está correto. 21 49. ausente no relato da carta original de Pero Vaz de Caminha. Moacyr. 29. ao englobar duas realidades antagônicas na busca da harmonia universal. GABARITO Considere as seguintes afirmações: I. Águas são muitas. pelo seu poder evocativo. 2000. há uma referência nova. Tome Vossa Excelência minha ignorância por boa vontade e creia bem por certo que. cheia de vitóriasrégias. No segundo parágrafo. querendo-a aproveitar. enquanto. II e III. c) somente I e III. Salvador-BA A confissão do autor tem por objetivo revelar: a) uma grande sensibilidade. b) somente I e II.Interpretação de texto I Avançar . Há. as belas plantas flutuantes que aparecem em bandos. especialmente o que nos foi oferecido. sempre aumentando. quanto à relação entre o pronome possessivo e o pronome de tratamento. através de um discurso poético. a imagem vale. 17/05/99. o texto permite afirmar: a) Há múltiplas formas de enxergar o mundo. “As maiores estruturas do Universo”. Paulo. arquipélagos de ilhas verdes de tamanhos e formas variados. mas os poucos que existem são confortáveis. d) a preocupação com questões de ordem ecológica e transcendental. não deixarei também de dar conta disso a Vossa Excelência. d) somente II e III. Salvador-BA Por inferência. para alindar ou afear. Claro. uma infração à norma culta. E que não houvesse mais que uma pousada. Unifor-CE “Uma nova carta de Caminha Senhor. isso bastaria. 27 ago. em relação ao texto. c) a emoção em face da semelhança entre o mundo da fantasia e o real. em geral. e) a exuberante natureza amazônica.

b) O poema refere-se à obra Macunaíma. Vos tenho a perdoar mais empenhado. a) O poema não se refere à obra Macunaíma. c) O título do poema está na 1ª. a ovelha desgarrada Cobrai-a. Se uma ovelha perdida. que está no céu. escrever.” Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras. que vos ha ofendido. A abrandar-vos sobeja um só gemido. F. Para responder às questões de números 52 a 54. quanto mais tenho delinqüido. pensar e sentir. leia os textos a seguir. Voltar Língua Portuguesa . mas não porque hei pecado. se por acaso a encontrar. c) expiação dos pecados para aqueles que ferem os ensinamentos do Criador. como afirmais na Sacra História: Eu sou. Vos tem para o perdão lisonjeado. é tão somente uma brincadeira que o poeta faz. e não queirais. dentro do universo irreverente da poesia marginal.51. 26 poetas hoje. pessoa do plural. Perder na vossa ovelha a vossa glória. Porque. corresponde à: a) preocupação de Deus com todos os que seguem os seus ensinamentos. recuperando o episódio em que o herói come carne da perna de Curupira. não deixará ele as noventa e nove sobre os montes e irá à procura daquela que se perdeu? E.F. ouvir. Se basta a vos irar tanto um pecado. “Macunaíma nos ajude na barriga do gorila Cabeça do meu pau? na barriga do gorila Meu alegre coração onde estás? na barriga do gorila” Barriga de minha perna onde estás? na barriga do gorila Dedos de minha mão onde estão? na barriga do gorila Lobos de minha orelha onde estais? SCHWARZ. d) exaltação da sabedoria de Deus. Senhor. Mateus 18:12. 22 d) O poema sugere que o “gorila”. Gregório de. enquanto o poema em sua totalidade está escrito na 1ª. à qual Gregório de Matos recorre. certamente vos digo que se alegrará mais com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. Senhor. Considerando que o sujeito lírico expõe sentimentos que poderiam ser nossos o título do poema não está inadequado. Pastor Divino. Roberto. pessoa do singular. Que a mesma culpa. Poesia Barroca. Uberlândia-MG Leia o poema seguinte e assinale a alternativa incorreta. Do mesmo modo. Da vossa piedade me despido. e prazer tão repentino Vos deu. que pereça um destes pequenos. de Mário de Andrade. tem-nos espoliado bens físicos e espirituais: a capacidade de andar. e) preocupação especial de Deus com os que pecam e desviam-se do caminho divino. Triângulo Mineiro-MG A idéia do Texto 1. U. que exclui da salvação os que se desviam do santo caminho.Interpretação de texto I Avançar .M. não é algo desejável para meu Pai. São Paulo: Melhoramentos. metáfora de uma situação ou de um ente abominável. Texto 2 “Pequei.” MATOS. e já cobrada Glória tal. b) ira que Deus mostra em relação aos que pecam e deixam de seguir o caminho divino. Texto 1 “Se um certo homem vem a ter cem ovelhas e uma delas se perder. GABARITO IMPRIMIR 52.

c) É um texto informativo sobre uma data comemorativa pouca lembrada.” SILVA. e) submete-se à vontade de Deus. Triângulo Mineiro-MG Pode-se entender. algumas passam quase em branco e outras são exaustivamente lembradas. F. erguidos em homenagem à cerveja. antropológicos. explicando-lhe que é uma ovelha tão importante quanto as demais e. E as musas escolhidas nos municípios catarinenses são as mais variadas.M. Eles estão espalhados por pelos menos 50 cidades. GABARITO Sobre o texto. O Dia do Museu. mas pode servir de momento de reflexão sobre a existência dessas instituições surgidas na antigüidade. os religiosos. os que reverenciam a colonização ou profissões. por isso. visitados e respeitados pelos catarinenses porque não há quem os preserve. que Gregório Matos: a) reconhece seus pecados. se Ele não o salvar entrará em contradição com a Sagrada Escritura. “para conservar. F. e) O texto sugere que os museus de Santa Catarina não são valorizados. estudar. b) conversa com o Senhor. b) sofra. Muitos museus são dedicados à história de cidade na qual estão sediados. e sobretudo expor para deleite e educação do público. entre tantos outros que chegam a impressionar pela variedade de temas científicos e culturais. Santa Catarina possui cerca de 100 museus. ao vinho ou aos insetos. vem do grego “mouseon”. conforme a definição do dicionário Aurélio. a) O objetivo do texto é explicar morfologicamente o significado da palavra museu. assinale a alternativa correta. coleções de interesse artístico. chantageando o Senhor. comemorado hoje. deixando que Ele decida se o salva ou não. oceanográficos. 55. 54. de acordo com um levantamento da Gerência de Organização de Museus da Fundação Catarinense de Cultura.53. do texto 2.M. de artes. que significa templo de musas. Univali-SC “Opções diferentes no Estado Entre tantas datas comemorativas. d) O autor se utiliza da narração para argumentar sobre a necessidade dos museus. Triângulo Mineiro-MG O verbo destacado no Texto 1 significa: a) morra. Mas há também os arqueológicos. A palavra museu. d) peque. Jornal de Santa Catarina. 18/05/00. histórico e técnico”. c) suplica pela salvação divina. merece a salvação. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . pois está arrependido de todos os pecados que cometeu durante a sua vida. ecológicos. valorizar pelos mais diversos modos. e) padeça. pois. mas não se arrepende deles. razão pela qual acredita que não será salvo. de armas. 23 d) argumenta. talvez não precise de uma grande festa nacional. c) se perca. Marco Aurélio. b) O texto preocupa-se em lembrar a importância de todas as datas comemorativas.Interpretação de texto I Avançar .

Mas nem sinal de cortesia fizeram. por assim o desejarmos! Mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar. é correto afirmar que: 01. 1999. Abril. e depois para o colar. e o da cabeleira esforçavase por não a estragar. e assim mesmo acenava para a terra.. UFSC De acordo com o texto. D. relatando como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins.. as quais não eram fanadas. ao pescoço (. como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. nem de falar ao capitão. 04. e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço. e lançou-as ao pescoço. E também olhou para um castiçal de prata.. e assim mesmo acenava para a terra.Texto para as questões 56 e 57: “A carta de Pêro Vaz de Caminha Num dos trechos de sua carta a D. isto não queríamos nós entender.. nem a ninguém. 02.. e. evidencia que havia problemas de comunicação entre portugueses e tupiniquins. Mas nem sinal de cortesia fizeram. Fanadas – murchas. nem de falar ao Capitão. SP. carpete. falaram aos marinheiros que havia muita riqueza na terra descoberta. 08. aconchegaram-se e adormeceram. 02. e novamente para o castiçal. bastante comunicativos. 57. consentindo.. 24 Vocabulário: Alcatifa – tapete. nem a ninguém. fez sinal que lhas dessem.” COLEÇÃO BRASIL 500 ANOS. 04. que aconteceu em 24 de abril de 1500: “O Capitão. Fasc.. Isto tomávamos nós nesse sentido. A expressão . e as cabeleiras delas estavam raspadas e feitas. escreve para o Rei de Portugal. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. Pelo trecho . a soma das alternativas corretas. como se davam ouro por aquilo... Dê. E eles entraram. Todavia um deles fitou o colar do Capitão. Nada. um dos escrivães da armada portuguesa. como se davam ouro por aquilo. Manuel. O trecho .Interpretação de texto I Avançar . por que não lho havíamos de dar! E depois tornou as contas a quem lhas dera.. Pêro Vaz de Caminha. Os tupiniquins. e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra. quando eles vieram. com um colar de ouro. pode ser substituída por divertiu-se muito com as contas do rosário. 08. UFSC A propósito do texto. na embarcação portuguesa. Manuel. E deitaram um manto por cima deles. Os tupiniquins ficaram constrangidos com a presença dos portugueses e logo abandonaram o navio.) Viu um deles umas contas de rosário. folgou muito com elas. I.E também olhou para um castiçal de prata. Dê.folgou muito com elas. E então estiraram-se de costas na alcatifa. estava sentado em uma cadeira. a dormir sem procurarem maneiras de esconder suas vergonhas. a soma das alternativas corretas. Isto tomávamos nós nesse sentido. entende-se que os tupiniquins estavam dentro da embarcação portuguesa. Em E eles entraram. 56.. aos pés de uma alcatifa por estrado. muito grande. como resposta.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .) Acenderam-se tochas. 01.. brancas. como se lá também houvesse prata! (. pareceu despertar o interesse dos tupiniquins. O Capitão mandou pôr por baixo de cada um seu coxim. e bem vestido. por assim o desejarmos.. Coxim – almofada que serve de assento. assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s). fica implícito que os tupiniquins desconheciam hierarquia ou categoria social lusitanas. como resposta. Pêro Vaz de Caminha descreve como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins.

como resposta. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s).A semente desse desencontro está na sociedade que tem na sua estrutura de cultura a questão do ter e encontrou uma cultura aqui voltada para o ser. A realidade atual indígena não é fácil. Porque fala e alma são uma coisa só. 7-11).)” 25 GABARITO 58. p. ISTOÉ .E qual é a razão desse desencontro? Kaká . O pajé é aquele que fala com o coração. a tensão entre índios e brancos é um problema deste final de século. Essa perspectiva se inverte na entrevista abaixo. em grandes áreas do País. ter a percepção desse patrimônio. em Mato Grosso do Sul) porque a garganta é a morada do ser.. roubando todo o conhecimento ancestral que os povos indígenas detêm a respeito de ervas medicinais. Um dos nomes da alma é neeng. Dê. Ainda hoje. uma palavra pode proteger ou destruir uma pessoa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . preferem recolher a sua palavra-alma. a seguir. O brasileiro não sabe da sua própria cultura.De desencontro.. a soma das alternativas corretas. Desencontro que provocou e continua provocando situações gravíssimas. 16. ver o índio de forma menos prepotente levaria a civilização atual a voltar o olhar sobre si mesma para avaliar sua própria situação. 64. ISTOÉ . Não no sentido de retórica.Para quem fundamenta a sua cultura no teor.O Brasil está se preparando para comemorar seus 500 anos. Como você pensa essa relação? Kaká . Os interesses que provocam essas ações continuam os mesmos interesses econômicos: Hoje há um elemento a mais que são as indústrias farmacêuticas multinacionais que estão praticando a biopirataria. que são respectivamente o ter e o ser. (.Os europeus chegaram trazendo o progresso. É preciso que a civilização olhe para os índios com menos prepotência. em que você escreve: “De acordo com a nossa tradição.Para o tupi-guarani. em Dourados. É por isso que os guaraniscayowas. Esses 500 anos oferecem a possibilidade de rever as suas raízes. que significa o som que se expande. A noção de progresso dos indígenas está em desenvolver a sua capacidade criativa.Nesses 500 anos. de acordo com os trechos da entrevista que você acabou de ler. qual foi o maior patrimônio que o Brasil já perdeu? Kaká . Nosso povo enxerga o ser como um som. A base do desencontro entre índios e brancos está nos valores assumidos por cada uma dessas culturas. A representação do índio como “pobre coitado” é um dos estereótipos cultivados pelo imaginário nacional. A terra dos mil povos. ser e linguagem são uma coisa só. é na base do tiro. ISTOÉ . motivado pelo acirramento de interesses econômicos. para as etnias indígenas desaparecidas. Por aí você pode ver que a relação da linguagem com a cultura é muito profunda para o tupi-guarani. A biopirataria mencionada na entrevista consiste no roubo de ervas medicinais indígenas pelas indústrias farmacêuticas multinacionais. Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. Para os povos indígenas. A palavra tupuy designa ser. aquele que emite belas palavras. que também significa fala. até para perceber que ela está em colapso. em que o índio tapuia Kaká Werá Jecupe analisa os 500 anos do descobrimento do Brasil.” O que significa exatamente a palavra para o índio? Kaká . trataram aqui como primitivos. A própria palavra tupi significa em pé. (. e fala do seu livro A terra dos mil povos. ou Tupã. a oportunidade de resgatar sua raízes culturais dilapidadas pelo progresso. sob a ótica dos que habitavam o Novo Mundo quando os colonizadores europeus aqui chegaram.Texto para as questões 58 e 59.. Para Kaká Jecupe. Tem todo um modelo insistindo no imaginário que vê o índio como um pobre coitado. Apresentamos.O patrimônio da sabedoria. um tom de uma grande música cósmica. 02. Os 500 anos de Brasil significam. A noção do progresso relacionada ao ser desloca a questão do acúmulo de bens materiais para a do aprimoramento da criatividade. Se matam enforcados (como vem acontecendo há cerca de dez anos. por ilusão dessas relações com os brancos. 01. 04. a sua expressão no mundo. o qual chamamos de Namandu-ruetê. Na opinião do escritor tapuia. Um pajé é aquele que emite neeng-porã. regida por um grande espírito criador. 08. a noção de progresso está a ver ao seu redor o acúmulo de bens materiais..Há um trecho em seu livro.Interpretação de texto I Avançar . “A história oficial tem sido contada do ponto de vista dos dominadores e não dos dominados.) ISTOÉ . são anos de descoberta ou de invasão? Kaká . ISTOÉ . com o desaparecimento de centenas de etnias. trechos dessa entrevista. 32. publicada na revista Isto é (21/7/99.

exceto: 01. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 64. provocado pela discórdia. os guaranis-cayowas da região de Dourados. a soma das alternativas corretas. na tradição indígena. versus índio sofredor. a metáfora usada cria um efeito de sentido de realidade ao identificar a linguagem com uma arma de caça e guerra. palavra. como resposta. Dê. Texto para as questões 60 e 61.59. oposição índio feliz. 04. 02. emoção. noção que a terra pertence aos indígenas. entendendo alma e fala como “uma coisa só”. a linguagem. 02. 16. UFMS-MS Com base no trecho em que se discorre sobre a linguagem na visão do índio. 08. 01. 08. 08. 04. 16. Indicação da(s) razão(ões) que explica(m) as divergências entre brancos e índios. 04. denominado Namandu-ru-etê ou Tupã. a seguir. 02. o termo “neeng-porã” não significa “belas-palavras” enquanto mero ornamento do discurso. e o ser são elementos distintos. cuja letra reproduzimos abaixo. em tupi.”. Alusão ao “grande espírito” criador do Universo. é correto afirmar que: 01. alusão ao deslocamento geográfico das duas tribos. ilustrada pela aglutinação dos termos índio e América. Referência à violência praticada pelo branco contra o índio. vêem no gesto de pôr fim à vida a forma de fazer calar a palavra-alma. a soma das alternativas corretas. mas que se combinam harmoniosamente na constituição da “grande música cósmica”. podem ser encontrados em “Quyquyho”. Dê. enquanto som. menção à origem comum das tribos Tupi e Guarani. na frase “Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. 16. pois a eles foi legada. Tupi foi pro Norte e Formaram suas tribos cada um no seu lugar Vez em quando se encontravam pelos rios da América E lutavam juntos contra o branco em busca de servidão E sofreram tantas dores acuados no sertão Guarani foi pro Sul Tupi entrou no Amazonas Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani. Emprego de termos de origem indígena.” 26 GABARITO 60. Também o compositor Geraldo Espíndola retrata os fatos a partir do ponto de vista do índio na canção “Quyquyho” (LP Prata da Casa. em Mato Grosso do Sul. Dê. tendo a ver com sentimento. 32. a partir da relação com o branco. 32. UFMS Os aspectos apontados. “Quyquyho nasceu no centro entre montanhas e o mar Quyquyho viu tudo lindo tudo índio por aqui Indiamérica deu filhos foi Tupi foi Guarani Quyquyho morreu feliz deixando a Terra para os dois Guarani foi pro Sul. como resposta. Visão ingênua e idealizada do índio. e Quyquyho. 61. nos primeiros tempos. 32. 1982). a principal causa apontada por Kaká para justificar os suicídios ocorridos em Dourados é o desencanto que os índios passam a ter com sua própria língua e cultura. como resposta. depois do contato com a língua e a cultura do homem branco. Uso da narração como forma de estruturação das idéias no texto. sugestão de uma relação harmoniosa entre a terra e o índio. UFMS Reconheça abaixo o(s) item(ns) que representa(m) pontos comuns entre os textos 1 (entrevista) e 2 (letra de música). significa “som em pé”. presença de um forte sentimento ufanista. a soma das alternativas corretas.Interpretação de texto I Avançar . a palavra é vista como uma forma de poder nas relações interpessoais.

No conto. somente. somente. Uma poderosa nuvem em forma de cogumelo abre o horizonte e súbito explode. com narrador em terceira pessoa. e) I. 63.As questões de números 62 a 64 referem-se ao texto que segue. d) II e III. Está correto somente o que se afirma em: a) I. Os soldados de Herodes distribuem elementos radioativos a todos os meninos de menos de dois anos. o reduzido espaço narrativo obriga o narrador a selecionar e a concentrar as ações essenciais de suas poucas personagens num tempo quase sempre bastante limitado. Poesia completa e prosa. grita o dono do hotel onde se realiza um congresso internacional de solidariedade. o que importa são as emoções profundas e intemporais do homem. sobretudo nos três últimos parágrafos. b) narrativa. c) I e III.Interpretação de texto I Avançar . Unifor-CE Anacronismo. e) II e III. o advento de um Cristo seria impossível. Atualiza a história de Cristo. S. d) descritiva. II. GABARITO 64. o autor se vale intencionalmente de um anacronismo quando associa: a) a Virgem e o carpinteiro José à cidade de Belém. comparando-a a fatos narrados em passagens bíblicas. Confusão de data quanto a acontecimentos ou pessoas. b) II. O casal dirige-se a uma estrebaria. pois se apóia em argumentos encadeados. Unifor-CE O texto apresenta-se de forma predominantemente: a) narrativa. mais do que no conto ou na novela. recebido por um boi branco e um burro cansado do trabalho. “Não há lugar para essa gente”. c) III. Murilo. Está correto o que se afirma em: a) II. Conversa portátil. II e III. e) dissertativa. “Natal 1961 Deslocados por uma operação burocrática – o recenseamento da terra – a Virgem e o carpinteiro José aportam a Belém. em nossa era. adaptando o sentido da paixão cristã às duras condições de vida nas grandes cidades. d) nuvem em forma de cogumelo a súbita explosão. p. anotadas em estilo elegante. Unifor-CE Atente para as seguintes afirmações: I. em vista das atrocidades em que os homens se especializaram. b) a fala do dono de um hotel à realização de um congresso.” MENDES. sobretudo nos três primeiros parágrafos. II. 27 62. 65. e) uma estrebaria a um boi branco e um burro cansado. 1. O menino nasce morto. III. do Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. No romance. Na crônica moderna. Unifor-CE Pode-se inferir que o autor do texto: I. 1486. 1944.m. somente. as personagens ganham amplo desenvolvimento. d) I e II. somente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . III. Com base na definição acima. Ironiza a corrida armamentista. c) soldados de Herodes a elementos radioativos. com narrador em primeira pessoa. o cotidiano pouco ou nenhum interesse tem. Faz ver que. b) I e II. c) descritiva. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. as tramas se cruzam e os espaços de ação se multiplicam.

Tinha sede e queria beber. uma aldeia miserável. 28 66. Foi também um adeus sem palavras. eu não te amava nem você me amava. nem você a mim. O caráter improvável desse encontro pode ser lido como uma metonímia que tem função central na constituição do sentido do texto. por toda a parte. Quando embarcou. Primeiro. ninguém tem culpa dessa traição. logo. o brasileiro teve que voltar para o Brasil. c) negar um amor para afirmar outro. o escândalo. Para apresentar o seu argumento de uma forma completa. porém. b) “Só se trai a quem se ama. d) “Como você não me amava nem eu a você. Aquela beleza absurda. Passou de um silêncio a outro silêncio mais profundo. Ele ficou muito tempo olhando. de repente.. 1995. Resolveu viajar para a China. pouco a pouco. UERJ Há uma contradição aparente entre as passagens “um amor que não tinha fim” e “durou um ano o amor sem palavras”. Um dia. 67. A cabra vadia: novas confissões. Morreu só. Olhou aquela miséria abjeta. São Paulo: Companhia das Letras. parecia um delírio. as faces escavadas da fome. tão só. ela poderia utilizar a seguinte construção: a) “Toda traição envolve outro amor. Foi parar quase na fronteira com a China. logo. Durou um ano o amor sem palavras. c) “Na dívida entre o amor e a traição eu escolhi. vê surgir. Um amor que não tinha fim. e mais aguda seta que o destino?” (Carlos Drummond de Andrade). o brasileiro foi percebendo esta verdade: – são as palavras que separam. posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure” (Vinícius de Morais). certo de que a distância é o esquecimento. b) marcar as repetições da narrativa.Texto para as questões de 66 a 69. eu não te trai”. eu não amo você”.” (Casimiro de Abreu). andou em Hong Kong. UERJ O pequeno conto de Nelson Rodrigues narra o improvável encontro entre um milionário brasileiro e uma menina miserável do interior da China. súbito. como mulher. como num milagre. mas a infiel disse-lhe sem medo: – “Eu não amo você. A menina não voltou. no meio de sordidez tamanha. ora. ele a viu num junco que queria seguir o navio eternamente. d) “não é pois todo amor alvo divino. Um não conhecia a língua do outro. você não se deve sentir traído”. O marido baixou a cabeça. Os dois formavam um maravilhoso ser único. Até que. Desce e percorre.Interpretação de texto I Avançar .” RODRIGUES. a pé. Essa aparente contradição se desfaz se procurarmos interpretar o texto relacionando-o aos seguintes versos da poesia brasileira: a) “quando o amor tem mais perigo é quando ele é sincero” (Cacaso). Nelson. Doeu-lhe. Não houve uma palavra entre os dois. Quis gritar. uma menina linda. o amor. Não temos nenhum amor a trair”. 68. apanhou o automóvel e correu como um louco. ora. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Viu. Essa função é a de: a) revelar as obsessões do autor. Depois não viu mais o junco. nunca. logo. Até que entra na primeira porta.. O amor começou ali. Mas. linda. b) “Que não seja imortal. nem princípio. cada um deve seguir a sua vida”. E. eu amo outro. logo. “Certo milionário brasileiro foi traído pela esposa. UERJ A esposa do milionário convenceu o marido. c) “e se te fujo é que te adoro louco és bela – eu moço. tens amor – eu medo! . d) ressaltar a dificuldade dos encontros amorosos. que começara muito antes e continuaria muito depois.

Naquela época não existia certidão de nascimento e o chamado “assento de batismo” jamais foi encontrado. A divulgação das fotos chocantes foi o último desejo do moribundo.” MARKUN. com a cabeça a prêmio e perseguida pelo Exército austríaco. em 30 de agosto de 1821. na Itália. e do filho Bryan Jr. O motivo para tornar pública a própria agonia foi a esperança de servir de alerta sobre os malefícios do cigarro. musculoso e de farta cabeleira loira aparece com o filho pequeno nos braços. No colo dele. b) expressa de maneira indireta o ponto de vista da personagem chinesa. 400 quilômetros ao nordeste de Roma. Tanto que só passou a existir. em 4 de agosto de 1849 – há exatos 150 anos –. e) somente a V. a boca aberta no esforço desesperado por ar. Enquanto agonizava. o cartório de Laguna. há três meses. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 70. de 2 anos. II. um americano de 34 anos devastado pelo câncer nos pulmões. sua mãe ligou para o St. uma fotografia tirada apenas dois meses antes daquele momento final.)” Revista Veja. b) I e III. Bryan Lee Curtis. c) somente a III. Paulo. em 3 de junho. um homem robusto. 30 de junho de 1999. é quase desconhecida. V. O autor chama a atenção para a desvalorização em relação à história de Anita Garibáldi. c) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o do narrador.Interpretação de texto I Avançar . os olhos salientes pela magreza do doente terminal. ao lado da mãe. Petersburg Times. Superinteressante. Estão de acordo com o texto: a) somente a II. em Santa Catarina. um sapateiro. Bobbie. b) É um texto poético com intuito de relatar o drama vivido por um paciente terminal. é venerada como heroína da unificação. Bryan morreu em casa. quando abandonou o primeiro marido. 29 Sobre o texto acima pode-se afirmar: a) Observa-se a predominância de figuras de linguagem que realça a narrativa. agosto de 1999. na Flórida. IV.. e) É pura e simplesmente uma narração. Só no último dia 11 de maio. c) É um texto jornalístico com elementos descritivos para caracterizar a situação do doente. numa fazenda em Mandriole. Os parágrafos narram a trajetória da heroína catarinense Anita Garibáldi. Na imagem. Ninguém sabe se a data e o local estão corretos. no Brasil. a cabeça sem cabelos. Às 11h56. onde nasceu e combateu ao lado de rebeldes republicanos na Revolução Farroupilha (1835–1845). O documento afirma que Ana Maria de Jesus Ribeiro nasceu em Laguna. Este trecho sintetiza um pouco a vida heróica de Anita. UERJ O narrador de um conto assume determinados pontos de vista para conduzir o seu leitor a observar o mundo sob perspectivas diversificadas. oficialmente. da mulher. d) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o da personagem chinesa. d) É um pequena dissertação argumentativa contra o uso do tabaco. pedindo a presença de um fotógrafo. por iniciativa da Câmara Municipal. No conto de Nelson Rodrigues. O texto é um relato poético da vida de Anita Garibáldi. para embarcar no navio comandado pelo revolucionário italiano Giuseppe Garibáldi (1807–1882).69. morreu nos braços de Garibáldi. Petersburg. Univali-SC “Agonia pública Na cama.. IV e V.. Em poucos dias. (. a narrativa busca emocionar o leitor por meio do seguinte recurso: a) expressa diretamente o ponto de vista do personagem milionário. 71. Lá. O autor isenta-se de opinar a respeito do assunto. d) II. expediu o chamado mandado de registro de nascimento tardio. jornal da cidade de St. Univali-SC “A reconstrução de Anita Ana Maria de Jesus Ribeiro mudou de nome e carimbou seu passaporte para a História aos 18 anos. III. o retrato de sua morte espalhou-se pelo mundo. Mas. Virou Anita. Dez anos depois. de olhos semicerrados. GABARITO Observe as afirmações abaixo: I.

porém. pode-se pressupor que o autor pretende: a) fazer que os professores não se utilizem da “prova” para forçar seus alunos a estudar. Antes que todos saíssem do estado de curiosidade e espanto. contrariando mais uma vez a regra imposta”. c) reafirmar que o “aluno sempre tem razão”. d) provar que o cálculo realizado pelo aluno está equivocado. vocês terão uma prova toda semana”. 73. o jovem ponderou: “Professor. rigoroso. quero acreditar que nunca poderá nos dar tal prova”. os senhores terão no máximo 24 horas para se preparar. ainda não tinha terminado. Aborrecido com o mau desempenho de seus discípulos. E ressaltou: “Como na vida o tempo é escasso e bem determinado. às vezes. Assustados. contrariando sua própria norma de termos no máximo um dia de preparo”. pois. no entanto. raciocinou. financeira e política da mensagem. Unb-DF O texto poético pode servir de base ao texto publicitário. que a prova será na sexta-feira. ( ) O texto é uma paródia da embalagem original de um produto. digamos. efervescente. os jovens se remexeram em suas carteiras. “O senhor. Assim. retirado da revista Superinteressante de maio de 1999. “Se o senhor concorda. então saberemos com 48 horas de antecedência que ela só poderá ser no sábado. isso significa que sexta-feira é o último dia para aplicar o teste”. emendou.) Ele lecionava lógica de segunda a sábado para uma turma. como ele é o último dia com aulas na semana. ( ) No texto. anunciou peremptoriamente. porém justo e lógico como o senhor tem sido.)” Luiz Barco. ( ) O modo como foi desenhada a letra inicial de “Clichetes” permite a leitura musical. Depois de esperar que o evidente mau humor do mestre passasse. 30 Após a leitura do trecho acima. para ser coerente. julgue os itens que se seguem.. “Assim. ao terminarmos as aulas da quinta-feira e percebermos que não nos avisaram da prova da sexta-feira. O estudante... Univali-SC “As armadilhas da lógica (. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Um deles. um dia perdeu a paciência: “A partir de agora. Não foi necessário prosseguir. nunca poderá reservar o sábado para nos testar. que o sábado está descartado. “Parece-me justo”. (. porém. é este que fundamenta aquele.Interpretação de texto I Avançar . GABARITO e) chamar a atenção para a lógica como armadilha. b) mostrar que há lógica matemática até em pequenas situações do dia-a-dia. então. Relacionando essa observação ao texto acima. “MASCARAR” está para mascar assim como “MENTAL” está para menta. ( ) Esse é um texto característico da literatura que se propagou no Brasil a partir de 1922 como uma espécie de crítica ao imperialismo norte-americano. O mestre percebeu que havia caído numa armadilha da lógica ao formular uma regra impossível de ser coerentemente seguida. eu só avisarei de véspera que o teste será realizado. não deve ser usada em todos os casos. com 48 horas disponíveis.. logo descobriremos. ao terminar a nossa aula de quarta-feira. portanto. se o senhor não nos avisar do teste na quinta.72. manteve a impassividade de quem tinha a certeza de ter encontrado uma brecha lógica. e nada mais”. ficariam prejudicados os demais dias da semana. Pelo mesmo critério. afirmou o professor. que podia ser rigoroso mas não impermeável a um bom argumento.

. predomina a narração com a manutenção da unidade temática. revelando.” Interpretando-se os sentimentos do poema. opõe-se “cearense migrante”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) O texto ressalta a uniformidade da formação cultural brasileira: branca. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” (CD–SKANK) 75.cadeiras. ( ) O espraiar das ondas é sugerido pela reiteração de fonemas nasais em toda a estrofe primeira. ( ) No texto.66583624 (Chico Amaral) GABARITO Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. assim como estes. por exemplo. ( ) o poema é bem-humorado por causa das inversões de sentido utilizadas pelo autor. o sentido da vida para o eu lírico. 76. UFMT ( ) Lendo somente as palavras em negrito. ( ) o título “À impropriedade” funciona como um ornamento dispensável ao texto. ( ) A última linha do texto estabelece intertextualidade com os versos “Navegar é preciso/ viver não é preciso”. pode-se perceber que a imagem de vida do eu lírico permanece inalterada mesmo com a proximidade do século vinte e um.74. européia e cristã. o poema reafirma os estereótipos a respeito dos diversos tipos de brasileiro. ( ) A linguagem do texto é marcada pela logicidade e linearidade. ou toma um café Hoje bobagem. pode-se afirmar que: ( ) em seu sentido global. ( ) o poema construído com antíteses parcialmente implícitas: ao conceito de “cearense sedentário”. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens das questões de 75 a 77. 31 “UM DIA QUALQUER . UFMT ( ) Na primeira estrofe.. De carioca cerimonioso gaúcho modesto paulista preguiçoso Deus nos livre e guarde.. onde as ondas se amansam. “À IMPROPRIEDADE De cearense sedentário baiano lacônico mineiro perdulário Deus nos guarde. sem manter assim relações de sentido com o poema. ( ) Há também na primeira estrofe um traço erotizante traduzido pela imagem .. concretiza-se uma paródia do célebre poema de Bandeira: “a onda anda/aonde anda/a onda?”. UFGO O poema abaixo é de José Paulo Paes.Interpretação de texto I Avançar .

Está correto. Vivem constrangidos. Unifor-CE “Bem quisera ter mais intimidade com ela. de falta de apetite para os milhares de assuntos. voltada para a exterioridade das ações e marcada por um tom de convicção. III. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. c) a indisposição para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos é própria das pessoas casmurras. Então hoje não tem crônica. d) a falta. 78. não corta na verdade a barriga da vida. Os dedos sobre o teclado.. por vezes. (. Não basta haver variedade de assunto. mais propriamente. 79. II. fica em sua cadeira assuntando. Mas somos nesta casa uma família de estranhos. e) letras e escritor embaralham-se no momento de passarem a expressão das idéias para o papel. em relação ao texto. não revolve os intestinos da vida. falar-lhe de minhas dúvidas.) Que é isso. as letras se reunindo com o maior ou menor velocidade. II. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. que está de olho na maquininha. Narração em primeira pessoa. sem liberdade. b) escrever bem implica sensibilidade e talento na percepção da matéria a ser explorada na escrita.Interpretação de texto I Avançar . inclusive a simples claridade da hora. Está correto somente o que está caracterizado em: a) I. Conclui que não há assunto. de meus receios.77.” Carlos Drummond de Andrade. III. Revolto-me contra mim mesmo. b) II. Escrever é triste. “Hoje não escrevo 32 Chega um dia de falta de assunto. II e III. b) somente I e II. e) I. e você não sabe ir além disso. As questões de números 78 a 80 baseiam-se no texto abaixo. Entretanto. depende das condições intelectuais daquele que escreve. o que se afirma em: a) somente II. Minha natureza cria embaraços à aproximação de uns aos outros. pois suponho ser em parte o causador desse mal-estar. o escritor de usufruir de coisas simples do cotidiano. Assalta-me freqüentemente a impressão de que vivemos num alojamento de emigrantes. purê de palavras. com predomínio do tom reflexivo e de marcas de análise psicológica. que só a língua têm em comum.” O trecho acima apresenta características evidentes de: I. bem como a abundância de assunto. vedada a você. d) somente II e III.. O escritor empenha-se em produzir textos de qualidade superior à daqueles escritos por simples falantes da Língua. d) I e III. casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos. assuntando. mas com igual indiferença pelo que vão dizendo. c) somente I e III. A ação de escrever priva. Unifor-CE De acordo com o último parágrafo do texto: a) momentos de reflexão são importantes para que o assunto venha a ocupar a mente daquele que escreve. Dissertação. apoiada em figuras de linguagem e empenhada na expressão do mundo imaginário em que vive o autor. Prosa poética. Ou. como que em presença de um inválido. quer dizer: que não há para você. de minhas fraquezas. rapaz. escrever exige predisposição e inspiração. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Impede a conjugação de tantos outros verbos. aí está você. porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos. enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. e) II e III. c) I e II.

Eles são as minhas aldeias. essa construção caracteriza a: a) realidade e a expressão dos anseios do narrador. com certeza. b) narração e a relação realidade-imaginação. não veio da cidade. Hoje. Uma voz de água no silêncio. do tempo. primeiro. amanhã. c) pouco desconfiado e muito observador. Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!.” Álvaro Moreyra. realidade de uso interno. e) com certa melancolia e pouca sinceridade. Quem pode vai para fora. d) há matizes de significado entre as palavras arroladas na mesma série sinonímica. b) lugarejo e beleza natural. tão igual. logo mais. Cesgranrio A palavra ou expressão que marca o ingresso no imaginário é: a) “amores-perfeitos”. Tão sossegados! Só nos jardins há amoresperfeitos. c) sensibilidade e o contraste do sentimento com a razão. Os outros ficam aqui mesmo. Lembro-me dela. A vida arranja tudo pelo melhor. nas árvores. depois até a gente tão simples. Imagine o campo. 33 81. É preciso gostar da vida. b) muito arredio e pouco confiável.” No texto.. as palavras destacadas conotam. como se convidasse – Não quer andar? Este desejo de viver no campo. semanticamente. com qualquer coisa de gato e de mulher. Cesgranrio A caracterização do jardineiro “com qualquer coisa de gato e de mulher” corresponde. Semanticamente. Aquele jardim era meu amigo. Ela pousa. Ah! dormir com o sentimento de pôr. As questões de 81 a 84 referem-se ao seguinte texto: “Os Jardins Sempre olhei para os jardins com doçura e gratidão. Tinha uma árvore.Interpretação de texto I Avançar . e) “luz cheia de sombras de asas”. Era um Jardim sereno. O cheiro de terra. o adjetivo infiel denota que: a) nem sempre o significado dicionarizado das palavras satisfaz plenamente a busca daquele que escreve. E tinha canteiros de rosas. Às vezes na imaginação. mas triste. e) o escritor não pode dispensar o auxílio do dicionário – o que lhe garante a perfeição do texto. c) solução e realidade. a: a) meio arredio e misterioso. uma vez contextualizadas. Tão sossegados! Só nos jardins há amores-perfeitos. um jardineiro risonho. Sábado.. 84. b) as palavras dicionarizadas perdem a essência de seu significado. e) reflexão e a progressiva introspecção do narrador. bem cedo a luz que desce de um céu imenso perdido. d) “céu imenso perdido”. d) bastante descrente e desiludido. GABARITO IMPRIMIR d) fantasia e a irrealização pessoal do narrador. A noite caindo sem desastres. d) proteção e felicidade. talvez. Cesgranrio O texto estrutura-se com períodos curtos. nos olhos e nas mãos. 82. e) segurança e incerteza. como se dissesse – Bom-dia! Chega. c) “cheiro de terra”. b) “Sábado”. 83. “ir para fora” tem um sentido mais libertador. c) o emprego adequado da palavra decorre da atividade de consulta ao dicionário. respectivamente: a) esconderijo e flor silvestre. Veio.80. que enche de ar refrigerante os meus sentimentos. Voltar Língua Portuguesa . às vezes na realidade. Unifor-CE No fragmento “reflexos no espelho (infiel) do dicionário”. Cesgranrio “Eles são as minhas aldeias. luz cheia de sombras de asas.

afirma Aldo Colombo. d) Todos os empresários. por vezes. “Hoje em dia muitos negócios são fechados por telefone. Será que é mesmo? Será que não é o resultado de uma certa maneira de viver? O homem. O homem é uma máquina que nunca desliga. inventou a Internet. empresa especializada em sistemas de automação comercial. IV e V. Univali-SC “A Tecnologia aproxima os empresários Telefone e Internet são importantes ferramentas na hora de fechar negócios. não sabe mais distribuir corretamente as 24 horas.. IV. trocou o dia pela noite. fazendo uma coisa de cada vez. III e V. II e III. como almoços e jantares com o cliente em potencial. V. 34 GABARITO Observe as afirmações: I.. É mais um desafio!” Missão Jovem.)” A idéia central do texto está na opção: a) Não se fazem mais negócios pelos métodos antigos.) A Mega Sul costuma apresentar seu produto na empresa do cliente em potencial e. o celular. garante o sócio gerente da Mega Sul Informática. Ingo Tirgarten. Os pobres humanos que estão no limiar do terceiro milênio devem reaprender a viver para não prepararem. II. o fax e o e-mail têm substituído muitos encontros com o cliente para fechamento de negócios. atualmente. a partir daí.85. o ser humano rende maravilhosamente durante algum tempo.) O presidente da empresa de seguros ADD Makler. agosto de 1999. c) Há novas tecnologias no mercado que substituem o e-mail. para o Terceiro Milênio. e) todos os itens. uma das tantas doenças modernas. Depois capota”.. O desafio para o Terceiro Milênio é reaprender a viver. desliga mesmo! O homem desaprendeu a viver. d) I.Interpretação de texto I Avançar .. (. fax ou telefone. b) II. Uns dizem que o culpado é o trabalho. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) II. aboliu o Domingo. 30% dos brasileiros sofrem de estresse. e não desliga mais. mantendo assim o humor e a alegria de viver. O estresse é uma doença moderna.. (. Hans Dieter Didjurgeit. o e-mail.. o fax e o telefone. uma sociedade totalmente estressada. As novas tecnologias da informação têm modificado a forma de os empresários apresentarem seus produtos ao mercado potencial e fecharem negócios. Os almoços e jantares com clientes são cada vez menos freqüentes. A culpa para o estresse é não saber fazer uma coisa de cada vez. sempre utilizam a tecnologia (telefone e internet) na hora de fechar negócios. é uma máquina nunca desligada: isto provoca circuito e. 86. Univali-SC “Atenção ao estresse! Mas será que isso leva ao estresse? Estatísticas confiáveis dizem que pelo menos 30% dos brasileiros sofrem de estresse. II e IV. A psicóloga Marilda Lipp afirma: “Sob tensão pesada.. o fax e o telefone são usados para manter contato permanente até o fechamento do negócio.. sendo substituídos por apresentações e reuniões na empresa do futuro cliente. As idéias contidas no texto estão nos itens: a) I. fax ou e-mail”. afirma que jantares e almoços funcionam com mais eficiência no pós-venda (. e) A apresentação dos produtos que serão vendidos aos clientes devem ser apresentado via e-mail.. III. b) O telefone.

São idéias presentes no texto: I. UFMT ( ) Ações corriqueiras são usadas no texto (estrofes 5 e 6) com intenção de apontar as alterações provocadas pela chegada do novo século. Ele foi admirado por sua beleza e dupla personalidade (ora um selvagem independente.Interpretação de texto I Avançar . está longe de ser óbvio que se justifique inferir enunciados a partir dos singulares. IV e V. c) I. os que realmente caracterizam o texto são: a) II. fêmea do deus sol Rá. A igreja lhe virou as costas. ora um animal doce e afável).. “Costuma-se chamar de “indutiva” a uma inferência se ela passa de enunciados singulares (também chamados. algumas vezes.” Segundo Popper. 89. ( ) Um raciocínio cuja justificação lógica não é evidente. ( ) Um método lógico que nos permite concluir com segurança se certas teorias são validadas pela observação. a enunciados universais. o verso Com os pés no século vinte e um revela o jogo feito ao longo do texto entre mudanças e não-mudanças pelo passar do século. b) I. e apreciado ainda no século XI quando o rato negro invadiu a Europa. (. o gato foi honrado e enaltecido. pois qualquer conclusão que obtemos dessa maneira pode acabar sendo falsa: não importa quantas ocorrências de cisnes brancos possamos ter observado. ( ) Na estrofe 8.. ( ) Na estrofe 6. V. d) I. mas não das demais ciências. UFPR Leia com atenção esta passagem introdutória de A Lógica da Investigação Científica (1934). ( ) A passagem de enunciados particulares a universais através de um inferência. por mais elevado que seja o número destes últimos. enunciados “particulares”). pintores e escritores que prestam homenagem à sua graça e à beleza de seu corpo.. Enaltecer a figura do gato no mundo atual. de um ponto de vista lógico. No século XIII desenvolveramse as superstições e o gato passou de criatura adorada a infernal. Descrever a história dos gatos ao longo dos tempos. III e VI.) No século XVIII ele voltou majestoso e em perfeito acordo com os poetas. Dos itens acima. Ora. III. II. de Karl Popper. (.) Na Europa. Citar superstições acerca dos gatos. “indução” é: marque V (verdadeiro) ou F (falso). ( ) Um método físico para o exame tanto das partículas quanto do universo. Justificar a importância dos gatos e dos ratos. Univali-SC “No antigo Egito. o gato se desenvolveu com as conquistas romanas. IV. 35 88. II. III e IV.. III e VI.” Revista DC – Diário Catarinense – 25 de abril de 1999. Metaforizar sobre os poderosos nos dias atuais. VI. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . associada aos cultos pagãos e à feitiçaria. ( ) Um método impróprio no caso da zoologia. isto não justifica a conclusão de que todos os cisnes são brancos. e) todos os itens. Nesta mesma época. Exemplificar as várias concepções a respeito dos gatos. Sendo considerado como um animal santo. tais como hipóteses ou teorias. percebe-se a preocupação do produtor do texto em registrar o sentido literal das palavras e expressões.87. tais como as descrições dos resultados de observações ou experimentos. ( ) Os sentidos das estrofes 6 e 7 contradizem a postura revelada até então pelo eu lírico de atribuir desimportância à mudança de século. a gata transformou-se na representação da deusa Bastet. ( ) Uma leitura possível dos versos Era um filme domingo/Penas do paraíso volta-se aos filmes vistos aos domingos que versavam sobre a dualidade sofrimento e felicidade.

o roxo e não apenas o branco e o semibranco... pardas. 50 Mãos brasileiras 51 brancas.. 8 O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados 9 terá as cores das produções e dos trabalhos. 29 ânimo de viver pelo Brasil. morenas.Texto para as questões 90 e 91. 28 coragem de morrer pelo Brasil. 27 ouvidos para ouvir pelo Brasil.... 10 Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças 11 terão as cores das profissões e regiões. brancas. 16 o preto..” 36 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . pretas. 14 Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil 15 todo brasileiro e não apenas o bacharel e o doutor. “OUTRO BRASIL QUE VEM AÍ (Gilberto Freyre) 1 Eu ouço as vozes 2 eu vejo as cores 3 eu sinto os passos 4 de outro Brasil que vem aí 5 mais tropical 6 mais fraternal 7 mais brasileiro. 33 Mãos todas de trabalhadores. 55 Eu ouço as vozes 56 eu vejo as cores 57 eu sinto os passos 58 desse Brasil que vem aí.. 35 de artistas 36 de escritores 37 de operários 38 de lavradores 39 de pastores 40 de mães criando filhos 41 de pais ensinando meninos 42 de padres benzendo afilhados 43 de mestres guiando aprendizes 44 de irmãos ajudando irmãos mais moços 45 de lavadeiras lavando 46 de pedreiros edificando 47 de doutores curando 48 de cozinheiros cozinhando 49 de vaqueiros tirando leite das vacas chamadas comadres de homens. o pardo. 34 pretas.. 30 mãos para agir pelo Brasil. 17 Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil 18 lenhador 19 lavrador 20 pescador 21 vaqueiro 22 marinheiro 23 funileiro 24 carpinteiro 25 contanto que seja digno do governo do Brasil 26 que tenha olhos para ver pelo Brasil. 31 mãos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis. roxas 52 tropicais 53 sindicais 54 fraternais. morenas. 12 As mulheres do Brasil em vez das cores boreais 13 terão as cores variamente tropicais. pardas.Interpretação de texto I Avançar . 32 .... roxas...

Também está suada. de idade.” (l.” . ( ) O termo “boreais” (l. 40 a 48). vocês sabem. Voltar Língua Portuguesa . Agora. o riacho. 31). “todo brasileiro e não apenas. AEU-DF Julgue os itens abaixo. Reconheço.Interpretação de texto I Avançar . usa terno branco. o seu emprego propicia a expansão da narrativa. um homem gordo. UFGO “Segue-se um trecho. 53) está associado à consciência de classe dos trabalhadores brasileiros. no quarteto repetido que abre e encerra o poema.. ( ) O termo “sindicais” (l. em relação à semântica e à estilística. cujas exigências se baseiam inicialmente no trabalho e no amor à prática e a seu povo.que revela o sentimento de compaixão do narrador. ( ) no fragmento. Ele. revela a crença do escritor em um Brasil mais justo e democrático. A campina. ( ) De tom otimista. Agora. de Moacyr Scliar. na história. ( ) A passagem do verso “de outro Brasil que vem aí” (l.. no vestido da mulher. às vezes. pobre substância. a descrição é uma modalidade discursiva que permite a criação de visões de conjunto e de detalhe. 31. 4) para “desse Brasil que vem aí” (l. enxuga com um grande lenço o rosto vermelho e suarento. ( ) Com “Todo brasileiro poderá. 12) alude à cor mestiça das mulheres brasileiras. ( ) Ao se referir aos “Brasis” (l. (No terno branco reconheço o linho. tenta envolver o leitor no episódio que está sendo narrado. 58). da técnica cinematográfica. e baixota. AEU-DF Julgue os itens seguintes. e costurada. Pobre seda. pobres plantas. os pássaros. ( ) O texto é uma apologia ao patriotismo. e depois tingida.) A mulher também é gorda.” 37 GABARITO IMPRIMIR Pela leitura do fragmento acima: ( ) a narrativa organiza-se entre dois movimentos: um antes (o bucolismo) e um depois (a aparição do casal). Pobres larvas. Vão se aproximando lentamente.” (l. ( ) A ação de cada profissional no seu trabalho é realçada no poema pelas formas pleonásticas e cognatas de verbos no infinitivo (l. ( ) a metalinguagem é o processo que o narrador utiliza quando descreve o linho e a seda. o poema expõe o seu desejo de que a eqüidade sempre supere as desigualdades. Pobres fibras. extraído do conto “Ecológica ”. 17) tem. resmunga constantemente. e depois esticada. fibras de plantas que uma vez cresceram num prado igual a este. 91. ( ) o narrador. 14). por fim se definem. 33 e 50) metonimicamente representam o labor e a solidariedade dos brasileiros. seda. e depois cortada. Pobre seda. antes.. de 1ª pessoa. Por exemplo: dois pontos aparecem no horizonte. Muito tranqüilo. acontecem coisas. dirigindo-se a ele. Isto aqui já foi muito bucólico. a brisa.” e “Pobres larvas. é situado no presente. Gilberto Freyre alude às tão diferentes realidades que formam este país. aproximando-se. 26 e 27) e no gerúndio (l. Trata-se de um casal. mas não se enxuga. salienta o desejo de que a mudança esperada esteja em andamento. 30. mas o acontecimento. em relação à compreensão e à interpretação do texto. ( ) “Qualquer” (l.. no texto. gravata vermelha e chapéu panamá. conotação pejorativa. esse envolvimento tem como principal conseqüência o uso da repetição: “Pobres fibras. pobre substância. ( ) As qualidades necessárias para se chegar à presidência do país deixam de ser a cultura e a cor da pele e passam a ser os valores intrínsecos a um cidadão patriota. 92. pobres plantas. 15). substância extraída do casulo de larvas. ( ) As “mãos” (l.90. não.

Um dos vizinhos apitou e outro despediu um jarro de água sobre os desordeiros. das descomposturas e do crepitar dos vidros que se partiam sob um chuveiro de pedras. ( ) Na terceira manchete. A manchete mudou para: ‘Fascista desumano tira alimento de jacaré faminto. 11/02/81.’ De repente. no texto. — Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama! gritou um segundo. 15” torna ambíguo o sentido da palavra aqui na primeira linha. Infelizmente. entrevistado. o sangue a saltar-lhe nas veias. — Morra o infame! bramia a malta. há uma intencional desconsideração pela vida da criança. — Era demais tanta injúria! — Se Amâncio estivesse ali.Interpretação de texto I Avançar . Casa de Pensão. GABARITO Com base no texto. ( ) Das três manchetes criadas pelo redator. o camarada intrépido. — É o que sucede a quem mora perto de um João Coqueiro! bradou um da turma. Conta-se que um redator do Diário estava visitando o zoológico quando viu um menino cair num lago onde havia um jacaré. E formidável matacão foi de encontro à vidraça iluminada do chalé de Amélia. para o redator do Diário. pensava ele desesperado. O redator imediatamente recriou a manchete: ‘Camarada intrépido salva miúdo que ia ser comido por jacaré’.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. “O menino e o jacaré Uma piada que circulou por aqui nos últimos dias dá a medida do engajamento político-ideológico dos portugueses. já de carreira para o Largo do Machado. ( ) Um da turma bradou que era o que sucedia a quem morava perto de um João Coqueiro. Ouviu-se logo o estardalhaço impetuoso dos gritos. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. por Deus que o estrangulava!” AZEVEDO. Aluísio. ( ) Há no texto marcas de diferenças lexicais entre o português do Brasil e o de Portugal. p. mordendo os nós da mão. grudado a um canto da janela. UFSE-PSS “Os vizinhos chegavam às janelas. p. Imediatamente imaginou a manchete: ‘Administração incompetente dos socialistas de Mário Soares provoca morte de miúdo no parque. ( ) O uso dos dois pontos. 11/02/1981. pois indica situações diferentes. ( ) O trecho apresenta uma estrutura narrativa. um cidadão arranca a camisa e atira-se na água. os olhos injetados. — Queixe-se à Câmara Municipal! acudiu outro. ( ) “Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama!” – a frase está empregada em seu sentido denotativo. vozeando furiosos contra semelhante berraria. Essa é a transposição correta da 1ª fala do texto para o discurso indireto. UFMT ( ) O humor contido no texto apresenta um aspecto caricatural. porém. ( ) Confere vivacidade e veracidade à afirmação do autor em “vozeando furiosos contra semelhante berraria” o uso do discurso direto que se segue a ela. 38 93. somente a primeira mantém relação de sentido com um contexto político português.15. ( ) As formas verbais chegavam e vozeando indicam ações pontuais ou que se efetuam rapidamente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 94. ( ) A referência “Isto é. revelou-se salazarista. naquela ocasião.” Isto é. — Morra o cáften! João Coqueiro presenciara tudo aquilo. com várias personagens e as alterações decorrentes dos fatos apontados. julgue os itens da questão 93. — Oh! Era demais. serve para introduzir uma explicação.

Avestruz.95. os animais são um negócio de altíssimo rendimento. indiferente. Além disso. cada fêmea gera em média quinze filhotes por ano. sempre teve como carro-chefe a criação de gado. Estava viva ainda porque não passava de nove horas da manhã. Ave estrutioniforme. Potiguar-RN “Uma galinha Era uma galinha de domingo.Interpretação de texto I Avançar . Voltar Língua Portuguesa . 2000. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. em ambos os textos. Foi uma surpresa quando os elementos da casa viram a galinha abrir as asas de curto vôo e alcançar a murada do terraço e fugir vacilante para a liberdade. b) Perfeito domínio do Português arcaico e contemporâneo. Até que finalmente foi alcançado: entretanto logo que foi levado de volta para a cozinha põe um ovo. Tinha a aparência de estar calma. vive em zonas semidesérticas. 18 out. Nascido de um ovo que pesa aproximadamente 1. já que correspondem a explicações inseridas pelo autor do texto.500 reais. Uma pequena menina nota o fato e começa a gritar: — Mamãe. na Arábia e na África. a família. depois do acontecido. em muito. cujo preço varia de 1. interior de Sergipe. ( ) A função da linguagem. o adulto – dezesseis vezes mais que o preço de uma vaca. p. Mas. Tem as asas atrofiadas. a 8. U. pois desde o sábado se encolhera num canto da cozinha. bois e vacas começaram a dividir espaço com exóticos exemplares de um novo investimento: a estrutiocultura (é assim que se chama a criação de avestruzes). 39 Com base no texto. no qual se considera a situação da vida da personagem. mata e come a galinha. 77. O animal estava sozinho no mundo. todos rodearam-na com uma atenção especial. o avestruz atinge o peso de abate. já esquecidos do fato. Veja. Atualmente é a maior das aves. no município de Simião Dias. ela pôs um ovo! Ela quer nosso bem! Diante do fato novo. Compridos e desengonçados.5 quilo. percebe-se claramente que: IMPRIMIR a) Os referentes semânticos e os signos estéticos são portadores de sons e formas que se desvendam. não mate mais a galinha.000 reais. passadas algumas semanas. Entretanto. o filhote. de Clarice Lispector. apenas dois dedos em cada pé e é onívora. Uma fêmea começa a produzir aos 3 anos e é tratada apenas com capim e ração à base de soja e milho. em torno de 110 quilos. número idêntico ao de toda a vida produtiva de uma vaca – e o período de fertilidade de um avestruz é superior a trinta anos. é eminentemente descritivo. d) Mostra a personagem disposta numa determinada situação cotidiana que se prepara para um evento pressentido até ocorrer o desfecho. compreendendo a fusão entre o real e o mágico. A fazenda Chalé da Serra. A mãe é vencida pela filha e a galinha foi deixada viver. 96. ( ) O segundo texto. com seis espécies conhecidas. Já são 800 animais. caso aquela fosse morta. analisando as características estilísticas. ( ) A fertilidade de um avestruz é. a menina prometia nunca mais comer galinha. mamãe. ( ) Negócio e fêmea são palavras que recebem acento gráfico pela mesma razão gramatical. fugindo sem saber pra onde. superior a de uma vaca. é a mesma: predominantemente referencial. A cozinheira deu um grito e o dono da casa levado pela necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar começa a captura da galinha.” Adaptado. Até vinte avestruzes podem ser criados no espaço de um hectare. ( ) Os dois segmentos introduzidos por um travessão são exemplos de oralidade.” GABARITO No texto “Uma galinha”. área ocupada por um único boi na pecuária extensiva. UFSE-PSS “O avestruz está em alta. parte de um verbete de dicionário. c) A tendência regionalista acaba assumindo a característica de experiência estética universal. nos últimos cinco anos. após o evento. no prazo de doze meses. – Não é necessário o emprego do sinal de crase na palavra em negrito.

97. seja em sala de desembargador. passei os anos de pequenice. (.Interpretação de texto I Avançar . e tudo era dele.)” 40 LINS DO REGO. Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas. o velho Bubu.. e tudo era dele. de barbas. UERJ Estabeleça uma comparação entre os textos quanto ao tratamento dado ao tema. Não podia haver nada que não fosse do meu avô.Compare os textos 1 e 2 e responda às questões de números 97 e 98. O seu grito estrondava até os confins. tudo era do meu avô. os moleques da estrebaria. os trabalhadores do eito. A grandeza da terra era a sua grandeza. os cabras do eito lhe tiravam o chapéu. seja em compartimento do governo. mimoso no trato. É invencioneiro e linguarudo. sou Ponciano de Azeredo Furtado. em jeito de moça. pois sou sujeito lavado de vaidade. Leio no corrente da vista e até uns latins arranhei em tempos verdes da infância. A minha impressão firme era de que nada havia além dos limites do Corredor. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Mas disso não faço glória. Chegavam de longe portadores de outros engenhos. Com base no texto 2. O sol nascia. e era dele. de olhos miúdos. Como fosse dado a fazer garatujações e desabusado de boca. de cacete na mão.. IMPRIMIR 100. coronel de patente. José Maria mandava buscar lenha para a sua cozinha no Corredor. o “Velho” da boca dos trabalhadores. Rio de Janeiro: José Olympio. o meu pai da Tia Iaiá. o papai da Tia Maria. TEXTO 1 “Olhava eu o meu avô como se fosse ele o engenho. do que tenho honra e faço alarde. de corpo alto. Sim. J. sem freio nos dentes. 1976. abro o peito: – Seu filho da égua. no debaixo do capotão de meu avô..)” CARVALHO. que pensa que é? Nos currais do Sobradinho. Lá ia o gado para o pastoreador. só havia de concreto mesmo o Engenho Corredor. o Cazuza da velha Janoca. Voltar Língua Portuguesa . lá num inverno dos antigos. Apesar de tudo. modéstia de lado. que já discuti e joguei no assoalho do Foro mais de um doutor formado. “Meus verdes anos”. UERJ Transcreva a passagem do texto em que o personagem-narrador informa que ficou órfão. lá estavam as negras da cozinha. O coronel e o lobisomem. Digo. de palavra educada. gado do mais gordo. o rio corria. 99. Se não recebo cortesia de igual porte. lá saíam os carros-de-boi a gemer pela estrada ao peso das sacas de lã ou dos sacos de açúcar. GABARITO TEXTO 2 “A bem dizer. pasto do mais fino. as águas do céu se derramavam na terra. Só de uma regalia não abri mão nesses anos todos de pasto e vento: a de falar alto.. In: Ficção completa. UERJ Descreva a caracterização que o texto faz da autoridade. Simeão coçou a cabeça e estipulou que o neto devia ser doutor de lei: – Esse menino tem todo o sintoma do povo da política. UERJ Identifique o foco narrativo adotado nos textos. Ouvia apitar o trem na linha de ferro. sem medir consideração. Já morreu o antigamente em que Ponciano mandava saber nos ermos se havia um caso de lobisomem a sanar ou pronta justiça a ministrar. Fixara-se em mim a certeza de que o mundo inteiro estava ali dentro. Tudo era do meu avô Bubu. José. responda às questões de números 99 e 100. e tudo era dele. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. (. 98. C. com uns padres-mestres a dez tostões por mês. 1978. e a água boa e doce nas suas vertentes. Trato as partes no macio. o Dr.

(. temos hoje o seu avesso: o consumismo desenfreado e compulsivo do perdulário contemporâneo. que levava homens e mulheres a pensar ou a fazer sexo em excesso. imagens de jornais. a inveja. UFR-RJ No texto “Pecados do século XXI”. para quem o que importa não é ser alguém. executivos de empresas e apresentadores de TV. sucesso.. o autor pretende: a) expressar suas opiniões pessoais sobre a pesquisa desenvolvida pelo psicanalista Eduardo Losicer. Este era o pecado da gula. equivalente ao inferno. 103. UFR-RJ A pesquisa do psicanalista Eduardo Losicer. A maioria movida a compulsões por trabalho. b) compulsão cada vez maior pela vida interior. gula. A aparência do bom moço.) O psicanalista Eduardo Losicer. a avareza. portanto. a preguiça e a gula. se possível. d) a modernidade se caracteriza por ser um paraíso. mas ter tudo e. sem noção de valores materiais. bebida ou drogas pesadas. 102. Para o antigo pecado capital da avareza. d) determinação de alcançar o paraíso celeste. explica que o indivíduo contemporâneo obedece essencialmente a ordens externas. mas algo imaginário e. sob pena de exclusão do sistema. Quem tem ódio do Governo. c) a punição da modernidade é a exclusão do sistema. É preciso preencher um vazio existencial e afetivo. A criativa preguiça.) todo mundo sabe que hoje em dia é fundamental se autopromover. São ordens que devem ser obedecidas. Esta é a ameaça.. trabalho. É a nova versão do invejoso. e) elaborar uma mensagem rica em musicalidade e figuras de linguagem. b) a grande ameaça da sociedade está na subversão dos valores individuais. c) informar o receptor (leitor) sobre o trabalho do psicanalista Eduardo Losicer. UFR-RJ Os valores dos indivíduos contemporâneos.. encobre um sujeito dissimulado que cumpre um papel preestabelecido. que está à frente da pesquisa sobre as novas psicopatologias. ira.O Globo. Não resistir ao apelo de uma caixa de bombons importados. Os setes pecados capitais do cristianismo – inveja. adotada por ídolos do esporte. ironiza e ridiculariza estes desafetos. c) Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade. relatando suas conclusões. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. um dos membros do Aspas (Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade).. à qual o artigo se refere. – Este vazio na alma dá origem a condutas compulsivas para preencher este vazio afetivo com dinheiro. transformou-se em mania de trabalho. Não há possibilidade de escolha entre o céu e o inferno.. a ira. bem como sobre sua relevância na caracterização do homem do século XXI. avareza. roupas. Já não há mais lugar para a ira.. todos à sua volta. praticamente superado por uma legião de mulheres que buscam um corpo cada vez mais magro e mais jovem. O orgulho está em baixa. (.” CEZIMBRA. prazerosa e lúdica. “Pecados do Século XXI As versões modernas para a luxúria. que já não deseja ser o outro. e) as novas versões para os sete pecados capitais apenas se explicam no campo do imaginário. irreal. d) refletir sobre a natureza do código lingüístico. o orgulho.. do time rival ou do parceiro que lhe deu um fora debocha. Vivemos hoje como se cada indivíduo fosse apenas um conjunto de leis. segundo o texto.. 41 101.Interpretação de texto I Avançar . Márcia .Leia o texto a seguir e responda às questões. atesta que: a) o homem contemporâneo se empenha em mudar os valores do século passado. um superego. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Pouca gente se orgulha de si mesmo ou da vida que leva (. valores de uma sociedade que trocou a existência natural pelo acúmulo de sensações e de bens materiais. preguiça. Não há mais a moralidade do pecado.) Os indivíduos contemporâneos vêm sofrendo de ausência cada vez maior de vida interior. 16/05/99. cinema e TV. enquanto suas demandas internas caem no vazio e dão origem às compulsões: – O paraíso atual é obrigatório. é hoje um hábito do telespectador: o voyeurismo. estão sendo determinados pelo(a): a) conflito interno entre ceder ou não à tentação. tão elogiada pelos defensores da vida contemplativa. consumo. Vivemos sob a moralidade dos mandados. b) levar o receptor (leitor) a rejeitar as opiniões do pesquisador Eduardo Losicer. prazeres e lucro. orgulho e luxúria – adquiriram novas versões neste final de século. O pecado da luxúria. e) sensação de um vazio existencial e afetivo.

02.” Veja. Roberto curva-se e massageia o próprio joelho. Os psicólogos não têm compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. José tropeça. Ela está começando a sentir as conseqüências do vespeiro em que está se metendo. p. com amigos ou numa parceria comercial.” Fragmento retirado. inserido no Capítulo “A Arte de Viver em Sociedade”. 105. Desde que um deputado distrital de Brasília propôs a criação de banheiros separados para homossexuais (o primeiro deles será inaugurado no próximo mês numa cidade-satélite). Ana Bock tem sido convocada pelas rádios para explicar como e por que isso está ocorrendo na capital da República. do texto “Rudimentos em Inteligência Social”. Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. porque centram o problema unicamente em sua própria pessoa. a atitude de Roberto não condiz com o esperado pelo coleguinha. por exemplo. machuca o joelho e começa a chorar. Seu objetivo é envolver os psicólogos numa espécie de compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. ter chamado a professora. Essas aptidões em pré-escolares são os botões de talentos que desabrocham pela vida afora. Dê. 42 É possível concluir. b) a segunda afirmação. Univali-SC “Guerra ao preconceito Psicóloga diz que sociedade precisa respeitar os gays. 32. mas os outros continuam a correr – menos Roberto. crianças como Roberto tendem a ser melhores na interpretação de expressões faciais. II. d) nenhuma das afirmações. crianças como Roberto se dão bem praticamente só com crianças problemáticas. ainda que o máximo que pudesse fazer fosse esfregar o próprio joelho. Enquanto diminuem os soluços de José. Mesmo que não concorde com eles. que: 01. ’O homossexualismo é apenas um dos assuntos que vamos atacar‘. motivos e preocupações dos outros. o relacionamento que Roberto estabeleceu com o coleguinha ferido indicou uma preocupação que foi altruísta. 16. 131. e adaptado. do livro Inteligência Emocional. seja no casamento. 64. gritando: – Eu também machuquei o joelho! Roberto possui uma inteligência interpessoal exemplar. Esse pequeno gesto revela um talento para o relacionamento. Serão criados banheiros especiais para deputados. Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP). 04. a soma das alternativas corretas. 08. Poderia. pois simulou a própria dor. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) todas as afirmações. de Daniel Goleman. crianças como Roberto conseguem detectar e intuir sentimentos. c) a terceira afirmação. a atitude de Roberto demonstra que o mesmo não se adapta a algumas brincadeiras e se sente feliz por assim proceder. Está(ão) de acordo com o texto: a) a primeira afirmação. ’É tão absurdo quanto querer criar banheiros especiais para deputados‘. Parece que é extraordinariamente capaz de reconhecer os sentimentos dos coleguinhas de brincadeiras e de estabelecer rápidas e suaves ligações com eles. III. protesta a psicóloga. Só ele notou a situação de dor de José. Não se trata de uma medida isolada. Unioeste-PR Leia o texto a seguir: “Rudimentos em Inteligência Social É hora do recreio e um bando de meninos atravessa correndo o gramado. em vez de ter oferecido ajuda concreta. e só ele tentou oferecer algum consolo. para o autor. a partir do excerto exposto acima. GABARITO Analise as afirmações abaixo: I. 26 de abril de 2000. como resposta. uma aptidão emocional essencial para a preservação de relacionamentos estreitos.104. a paulista Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. que pára. a preocupação de Roberto com o colega indica o grau elevado de sua inteligência emocional.Interpretação de texto I Avançar . diz.

distraí-lo. 108. ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. A festa não começava no domingo marcado pela folhinha. ( ) Fidelidade. para que tivessem lugar as novenas”. mas quem esse cachorro está esperando?. a festa do Espírito Santo é uma das festas prediletas do povo fluminense. na maior alegria. Como todos sabem. de Manuel Antônio de Almeida. mesmo que se vão perdendo certos hábitos. outros maus. responda: “Era esse dia domingo do Espírito Santo.. e) as novenas começavam sempre no domingo. 109. disciplinadamente. As pessoas estranhavam. Casou-se a noiva com um primo. o focinho voltado para aquela direção. introduz as personagens na narrativa. Os amigos. Quiseram prendê-lo. Com relação ao texto. 43 107. ( ) O uso de mas. é correto afirmar que: a) os hábitos antigos é que eram bons. voltava ao seu ponto de espera.”. depois. fazendo a crônica da fidelidade. ( ) O tempo da narração é o mesmo dos eventos narrados. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto abaixo e julgue os itens das questões 107 a 109. “correr animado”. b) quem nasce no Espírito Santo é chamado de fluminense. afeição são as idéias centrais do texto. ( ) Os elementos lá e aquela (última frase do texto) remetem à mesma significação. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia. houve mudança nos festejos do Espírito Santo. UFMT – Modificada ( ) O texto pertence ao gênero narrativo. Postava-se na esquina. a orelha em pé. “era jovem”. “na maior alegria”. Os familiares voltaram-se para outros familiares.Interpretação de texto I Avançar . nove dias.” Lygia Fagundes Telles. ia correndo ao seu encontro e. começava muito antes. um pouco antes das seis da tarde. como se tivesse um relógio preso à pata. ( ) A ênfase dada à persistência nas ações do animal contraria a idéia contida no título. longe porém está o que agora se passa daquilo que se passava nos tempos a que temos feito remontar os leitores. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram esquecendo do jovem soldado que não voltou. o jovem foi convocado. mas no coração do cachorro não morreu a esperança”. em “Mas eu avisei que o tempo era de guerra. O jovem morreu num bombardeio. mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. ( ) O narrador é onisciente – intruso: conhece todos os eventos e presentifica-se no enunciado. nas expressões “um jovem” e “um cachorro”. UFMT ( ) O artigo indefinido. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. Assim que anoitecia. quebra a seqüência narrativa e inicia o conflito da história. ( ) O tom poético do texto pode ser exemplificado pela metáfora presente em “. Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina. Assim que via o dono. ia esperá-lo voltar do trabalho. c) com o passar do tempo. Tudo em vão. ainda essa festa é motivo de grande agitação. amizade. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido. atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina.106. cremos. todos os dias. fixo o olhar ansioso naquele único ponto.. a autora busca maior envolvimento do leitor na narrativa. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. Uma tarde (era inverno) ele lá ficou. pontualmente. o jovem foi convocado. acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. uns bons. chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Hoje. Mas eu avisei que o tempo era de guerra. d) durante a festa havia muita confusão. Extraído de Memórias de um Sargento de Milícias. Então. ( ) As personagens não são nomeadas porque o narrador quer evidenciar uma idéia mais que uma história em particular. UFMT – Modificada ( ) Com a frase “Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo?”.. durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias. ( ) A personificação do cachorro se concretiza por expressões como: “o olhar ansioso”. “A disciplina do amor Foi na França. para outros amigos. Cefet-PR Leia o seguinte trecho e.

3. imaginava o que elas continham. revela: a) medo. b) alienação. b) “protegido”. ao escolher o seu espaço. “via” e “participava”. 1999. ele gostava de ficar ali. d) “tinha”. Como a baratinha que encontrou o dinheiro e foi para a janela. ou em dias especiais. Voltar Língua Portuguesa . Era da janela que o menino via o mundo e dele participava sem se contaminar. numa reentrância da grade. Uneb-BA No segundo parágrafo. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. III e IV. mas continuou na janela. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e II. escondendo o nariz deformado. passava a leprosa que pedia esmolas. “imaginava” e “levaria”. II. À tarde. I. o homem que afiava tesouras e facas. b) I e IV. só se abriam aos domingos. 250-1. do homem que deu um tiro na mulher que o traíra.Interpretação de texto I Avançar . e) A sua forma de agir sobre o mundo se modifica quando ele se torna adulto. ele sabia de tudo. b) A janela tem uma função unilateral em sua existência. d) O seu caráter questionador leva-o a ser incompreendido por todos. passava o sorveteiro. os outros meninos que iam para a escola levando merendeiras – ele invejava as merendeiras dos outros meninos. mas nada tinha a ver com ele. esperando a hora em que avisassem que era tarde e o chamassem para dentro. passava o moleque vendendo amendoim torradinho. via passar o leiteiro. O menino gostava. c) passividade. 112. d) imprudente na escolha da realidade a ser observada. e) comprometimento. c) II e III. Tinha um lenço encardido em volta do rosto. A outra dava para um aposento que era uma espécie de hall. pode-se afirmar: a) Ele não interage com o mundo real. III e IV. III. c) A violência da rua acaba inviabilizando a sua vida de reclusão. Um dia. Os moradores da casa são sistemáticos e conservadores quanto à vida social. não era sombrio como a outra sala que só se abria quando havia visitas.” CONY. metade envolvido com o mundo. dos mascarados do Carnaval. e) II. b) revoltado com a sua condição de aprisionado. Carlos Heitor. mas ficava fascinado pela pontualidade com que ela ia ao portão e apanhava a moedinha que o pai sempre deixava para ela. IMPRIMIR GABARITO 113. Pelas manhãs. p. c) “envolvido”. quando todos começavam a ir para a cama. In: Os anos mais antigos do passado – crônicas. À noite. e) “fascinado”. O menino descobriu a janela e a escolheu como seu lugar predileto. ed. IV. do bonde que cortara a perna do seu Almeida. quando crescesse. tão-somente no seu caráter externo. Ao meio-dia. da carrocinha de cachorro. como as estrelinhas de São João.Texto para as questões de 110 a 113. d) I. e) auto-suficiente para definir sua relação com a realidade circundante. os termos que semanticamente se aproximam são: a) “descobriu”. vendo a vida passar. “continuou” e “esperando”. Da janela. 44 110. o menino mostra-se: a) realista quanto a seu futuro. em relação ao menino. mas tinha medo da rua. “gostava” e “cresceu”. O narrador restringe a utilidade de duas das três janelas. A casa focalizada é apresentada como uma realidade física. Duas ficavam fechadas. A alternância de hábitos dentro da casa é proporcionada por acontecimentos de rotina. levaria sempre uma merendeira consigo. ou quando alguma coisa de extraordinário acontecia no mundo ou dentro da própria casa. 111. “invejava” e “crescesse”. Uneb-BA Identifique as afirmativas verdadeiras referentes ao primeiro parágrafo do texto. Na tradução do relacionamento do menino com o mundo. Uneb-BA Sobre o menino. O menino tinha pavor da leprosa. Um dia o menino cresceu. era uma forma de estar metade protegido pela casa. “A Janela e o Menino (Resumo dos anos mais antigos do passado) A casa tinha um jardim e três janelas que davam para a rua. a lata que servia de fogareiro despejando fagulhas. c) inseguro de seu objetivo. Uneb-BA A expressão “vendo a vida passar”. Podia ficar ali. d) deslumbramento.

Unifor-CE I. e) II e III. O texto deixa em aberto a questão da integração entre formação técnica e formação humanística. a mão-de-obra nãoespecializada sofre não só os baixos salários. Afinal. bom. que mais lhe interessam.As questões de números 114 a 116 referem-se ao texto que segue. c) III. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . III. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência em face da “competência técnica” que um curso de formação proporcionaria.. Campinas: Mercado de Letras. Profissional especializado. está de acordo com o texto o que se afirma somente em: a) I. mas também as primeiras dispensas quando os “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações do sistema de produção. O avanço atual da tecnologia explica o especial interesse do estudante pelas escolas técnicas. Linguagem e ensino. 115.. p. b) da ligação adequada das orações. ora movido pelos sonhos do mercado: uma vez profissional. c) exposição descritiva de idéias. e) do emprego de orações reduzidas. b) exposição argumentativa de idéias. 1996. ora premido pelas circunstâncias imediatas da vida. o resto é apenas um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver: passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades” para satisfazer exigências formais de uma formação que se quer técnica. no mínimo menos perigoso. O resto. A respeito dos enunciados acima. Tecnologia X Humanismo. 117-8. busca cursos oferecidos pelas escolas técnicas. 114. sonha o estudante de agora com um futuro se não promissor. atualmente. d) da freqüência de preposições. Formação técnica X Formação humanística. diz-se. Seriam efetivamente formações distintas?” 45 GERALDI. e) descrição argumentativa. Unifor-CE Quanto à estrutura. o cidadão. c) da ausência de conectivos. ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos: são as chamadas disciplinas técnicas. 116. Unifor-CE A coesão do segundo parágrafo decorre: a) do uso de reticências. d) I e II. E. o texto organiza-se como: a) simples narração de fatos. “Sobre a formação de técnicos Interessado em se fazer profissional. II. de preferência ministradas diretamente nas oficinas. entrando para a escola. João W.Interpretação de texto I Avançar . b) II. d) integração descritivo-narrativa. As condições oferecidas pelas escolas técnicas não correspondem às expectativas do estudante.

Mas isto deve ser progressivo. passam horas falando ao telefone ou na Internet. disse que recebeu autorização de Pitta para responder às reportagens que tratavam da não aplicação dos 30% em Educação. U. Educar é trazer para fora as possibilidades existentes na criança e no adolescente. Implica amor e firmeza. o repórter fez uso do discurso direto nos períodos: a) 1 e 4. para que o jovem forme seu caráter e suas convicções. são pais que optam por uma educação mais conservadora.Interpretação de texto I Avançar . em seu depoimento.’ No texto. por sua vez. horários e deveres. ’E desconhecia que a resposta implicaria gastos públicos. mas apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura.. hoje. como autor da nota. Pais e educadores estão redescobrindo a dimensão educativa de uma palavra antipática e necessária: não! Ainda é recente o grito de libertação: É proibido proibir! No entanto. são agressivos. Quando apenas um dos termos vale. Henrique Nunes. e) 2 e 4. ’Eu não sabia de que maneira isso seria feito‘. existe quase um consenso: é preciso proibir.117. estão sempre de mau humor.” Missão Jovem. reclamam dos pais: os pais não confiam neles. criam-se distorções. Voltar Língua Portuguesa . Porque experientes. GABARITO Deduz-se do texto que: a) “É proibido proibir” era o grito de libertação dos jovens da década de 70. estão sempre desafiando os limites. c) 1 e 2. Educar é ensinar que existem limites. os pais conhecem os erros que eles mesmos cometeram e querem evitar que isso aconteça aos filhos. de trajar e com suas amizades. Educar é também conceder liberdade. apesar de subscrevê-lo. São estes pais que reclamam dos filhos: eles não aceitam ouvir um “não”. 30/1/98. implicam com sua maneira de falar. Paulo. Nunes teria ditado o texto para Brito que. e) Só liberdade e só responsabilidade produzem jovens mais livres e responsáveis. que pregavam o amor livre. Os filhos. d) 3 e 4. Univali-SC “A hora de dizer não Há quem afirme que a atual geração de filhos vem recebendo dos pais uma educação mais conservadora do que estes receberam dos avós.‘” O Estado de S. discurso indireto e discurso indireto livre. hoje e sempre – implica conjugar liberdade e responsabilidade. Educar é. disse Brito ao juiz. Educação – ontem. só vêem o erro e não os acertos.. agosto de 1999. dispõe o narrador de três moldes lingüisticos diversos conhecidos pelos nomes de discurso direto. não interessou-se em saber onde seria publicado. IMPRIMIR b) “Uma educação mais conservadora” significa mais proibições. Alfenas-MG “Brito. C1. sobretudo. b) 2 e 3. não entendem seus problemas e tratamos como crianças diante dos amigos. 118. a desobediência civil e o consumo de drogas. nem quanto custaria. Os jovens libertários da década de 70. exercitar o diálogo. não sabem o que querem. ao Ensino Fundamental e Ensino Médio. 46 ‘Para dar-nos a conhecer os pensamentos e as palavras de personagens reais ou fictícios. d) “Exercitar o diálogo” subentende-se discutir o problema entre duas pessoas. só sabem dar broncas e impor regras. c) “Educação” diz respeito à Educação Infantil. os trajes nem sempre asseados.

procurava em vão pelo amigo de infância. desde sexta-feira. assim fizeram. – De jeito nenhum. assustado. Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. deixar ele bem limpinho. 120 e 121. Vão crescer juntos. desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. Enterrado. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. E o homem continua achando que um banho. parecia vivo. Vamos dar um banho no coelho.. Para nós o cachorro é o irracional. Julgamos os outros pela aparência. Problema nenhum... O cachorro é o herói. o coelho. Descobriram! Não deram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta. O cachorro rosnando lá fora. meu Deus? – E agora? A primeira providência foi bater no cachorro. nós mesmos. todo imundo. depois a gente seca com o secador da sua mãe e coloca na casinha dele no quintal. Imagina. Imagina o pobre do cachorro que. morto. Sim. é o cachorro. Papo de vizinho: – Mas ele vai comer o meu coelho. E parece que o dono do cachorro tinha razão. O ser humano. sujo de terra e. escorraçar o animal. O coelho. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. – Morreu na sexta-feira! – Na sexta? Foi. Quem me contou garante que aconteceu na Granja Viana. diziam as crianças. Claro. – O vizinho estava certo. mas era infalível. Até perfume colocaram no falecido. Parecia que tinha visto um fantasma. E agora... que não pensamos duas vezes. na semana passada. – Já pensaram como vão ficar as crianças? – Cala a boca! Não se sabe exatamente de quem foi a idéia. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. Simplesmente genial. Notam o alarido e os gritos das crianças. felizes. E agora? Todos se olhavam. Branco. com as perninhas cruzadas. Juntos cresceram e amigos ficaram. Provavelmente estivesse até chorando.” PRATA.Interpretação de texto I Avançar .. Morto. quando começou a levar porrada de tudo quanto é lado. No domingo. Depois de muito farejar descobre o corpo. – O que foi? Que cara é essa? – O coelho. Pasmo. Como o coelho não estava muito estraçalhado. O meu pastor é filhote. O doido comprou um pastor alemão. “O coelho e o cachorro (fragmento) De vez em quando surgem umas histórias que todos que contam juram ser verdade e até dizem que têm um primo que conheceu a vizinha da sobrinha da pessoa com a qual aconteceu. Eram dois vizinhos. o animal desconfiado que tem dentro de nós. Lembrou? Agora pintou uma nova. como convém a um coelho cardíaco.. o protagonista da história. Antes de a gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal! (.. para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. E lá foi colocado. Isso na sexta-feira.Texto para as questões 119. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. pegar amizade. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. A mais célebre é aquela do sapatinho vermelho da sogra que desliza debaixo do banco do carro. o dono do cachorro e a família tomavam um lanche. O bandido é o dono do cachorro. animais racionais. lambendo as pancadas.. Ficou lindo. – O que tem o coelho? – Morreu! – Todos: – Morreu? Inda hoje de tarde parecia tão bem. bairro de classe média alta em São Paulo. Quase mataram o cachorro. Coitado do cachorro. Mário. Isto é.. é claro. As crianças. quando entra o pastor alemão na cozinha. Coitados de nós. 22/04/98. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. Trazia o coelho entre os dentes. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido. lívido.) O personagem que mais me cativa nesta história toda. Coitado do dono do cachorro. só podia dar nisso. o assassino confesso. 47 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . arrebentado. Maquiada. de tardinha. Entendo de bicho.

GABARITO Assinale a alternativa que está de acordo com o texto acima.119. c) Há tanta autenticidade na disposição e no bom-humor como no conhecimento para a malhação. reforma de prédios. onde deveriam ter aprendido o que ensinam. Norte Fluminense-RJ O texto de Mário Prata nos conta uma história em tom de fábula. Mais. e) de propaganda. Ela estabelece que só poderá trabalhar na área aquele que for registrado no conselho e. a) Depois de dois anos. c) descritivo. 123. Excerto (de texto que trata da mudança de localização do Palácio dos Bandeirantes) para a questão 122: 48 “É uma parceria que implica da mudança de zoneamento. costuma haver um final moralizante. no texto. Identifique o antagonista. a) Cite a modalidade predominante no texto de Mário Prata. p. incentivos fiscais para quem recupera patrimônio tombado. 122. mas centenas de jovens belos e musculosos que comandam animadíssimas aulas nas academias nunca passaram nem perto de uma faculdade de Educação Física. U. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . no entanto. Deveria ser o requisito básico.E. e) Nova lei regulamenta a profissão de professor de Educação Física. hotéis. 121. b) Transcreva dos três últimos parágrafos do texto uma frase completa que justifique a resposta anterior.Interpretação de texto I Avançar . Todos os estabelecimentos que tiverem como principal atividade a educação física deverão ser registrados no conselho. Reescreva as passagens abaixo. descritiva – uma delas apresenta estrutura com enredo e personagens. Norte Fluminense-RJ Entre as modalidades discursivas – dissertativa. U. clubes e até condomínios.E. U. b) “As crianças enterraram ele no fundo do quintal”. até cuidar de meninos de rua ou dos jardins. Nas fábulas. A partir deste mês. portanto. narrativa.E. b) O cachorro é o protagonista da história. 120. Norte Fluminense-RJ O autor utiliza expressões da linguagem coloquial. d) épico. depois de anos. A lei vale para clínicas. d) Conselhos Regionais de Educação Física prometem acabar com a ginástica como atividade profissional. os conselhos estão preparados para fiscalizar sua aplicação). Univali-SC “Ordem na malhação Professor de ginástica costuma ser daquelas pessoas eternamente bem-humoradas. O bom-humor e a disposição podem ser autênticos. a) Identifique. 16/05/99.” Isto é.” O Estado de S. b) narrativo. 22 de março de 2000. formado em Educação Física. o critério de julgamento utilizado pelos seres humanos. de 1998. b) Bom-humor é uma das características de todos os professores de Educação Física. A abrangência da legislação vai além dos limites da academia. mas o conhecimento adequado para preparar a receita da malhação não necessariamente. com uma disposição que parece não terminar nunca e ter sempre à mão – com justificativas científicas – a série ideal de exercícios para deixar o corpo do aluno próximo da perfeição. que serão obrigados a registrar o profissional como funcionário. Paulo. que regulamenta a profissão (só agora. Alfenas O excerto pode ser considerado como um texto: a) argumentativo. U. os conselhos estão preparados para fiscalizar a aplicação da lei. substituindo os termos sublinhados por outros do padrão mais formal da língua: a) “Agora pintou uma nova”. 3-18. os Conselhos Regionais e Federal de Educação Física prometem acabar com essa espécie de professor de fachada. As entidades colocarão em prática a lei.

Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris. o rosto inchado. UFMT ( ) A apresentação das ações respeita uma ordem cronológica e espacial. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. a abelha no quintal. quando se pensa que a semana vai morrer. curtiu para valer. nesta versão. ( ) São claros os limites entre eventos vividos e a reflexão sobre eles. Global. a formiguinha trabalhou sem parar. aparentemente submissa. Voltar Língua Portuguesa . manda ele pro DIABO QUE O CARREGUE! MORAL DA HISTÓRIA: Aproveite sua vida. Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá. GABARITO INSTRUÇÃO: Leia o texto de Clarice Lispector e jugue os itens da questão 125. a amiga deseja algo de lá? —Desejo. um preceito ou uma lição de vida. Quando abriu a porta para ver quem era.com/soho/Atrium/8069/Fabulas/fabula2. esse pronome deveria ser substituído por “o”. ( ) O gênero fábula é uma narrativa breve tradicional que apresenta duas características básicas: personificação ou antropomorfismo. a formiga é vista como uma trabalhadora-modelo. reelaborada. as relações semântico-sintáticas estão organizadas de tal forma que a vírgula é desnecessária ( ) Na linha 10. UnB-DF “A formiga e a cigarra Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. apesar de usual na língua falada. cantou durante todo o outono. a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade. Tem sido sábado.Interpretação de texto I Avançar . com um aconchegante casaco de visom. julgue os itens a seguir. mas já não me perguntam mais. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. e o vento: uma picada. a significação de “o que” está expressa depois dos dois-pontos.html (com adaptações). “sempre”. vejo que é sábado de tarde. sem problema! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu grana pra ir a Paris e comprar esta Ferrari? — Imagine você que eu estava cantando em um bar. armazenando comida para o período de inverno. já que dá a animais ou a seres inanimados voz e comportamento similares aos humanos. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão.. Durante todo o outono. Será que você poderia cuidar da minha toca? — Claro. não atende às exigências da escrita culta: para tal. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. Não aproveitou nada do Sol. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. escrita por La Fontaine.124. São Paulo. não desperdiçou um minuto sequer. e um produtor gostou da minha voz. Então eu não digo nada. Se chovia só eu sabia que era sábado. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. antes do vento espantado poder recomeçar.geocities. Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca. ( ) Nas linhas 8 e 9. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. Em relação ao texto acima.. não? No Rio de Janeiro. entrou em sua singela e aconchegante toca repleta de comida. saiba dosar trabalho e lazer. Os melhores contos de Clarice Lispector. A propósito. último período do texto. A formiguinha. ( ) O emprego dado ao pronome “ele”. dançou. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. ( ) A modalidade discursiva utilizada é o monólogo interior. ( ) A personagem é caracterizada por traços realistas visando retratar a realidade brasileira. e intenção de transmitir um ensinamento. verifica-se que. Seu nome era “trabalho” e seu sobrenome. Enquanto isso. nós já tínhamos tomado banho. da brisa suave do fim da tarde nem do bate-papo com os amigos ao final do expediente de trabalho. ( ) Considerando que. tomando uma cervejinha. passados alguns dias. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. começou a esfriar. Domingo de manhã também é a rosa da semana. sem se preocupar com o inverno que estava por vir. enquanto a cigarra é considerada como boa-vida. 1997. ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra. na fábula original. exausta. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. E a cigarra falou para a formiguinha: — Olá. uma rosa molhada. Seleção de Walnice Galvão. Clarice. pois mudou a maneira de se enxergar a relação lazer/trabalho. fazendo-se o ajuste devido entre o pronome e o verbo. sábado de manhã. dentro de uma Ferrari. pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine. sim. aproveitou o Sol. amiga. http://www.” 49 Fábula de La Fontaine reelaborada. vou passar o inverno em Paris. de súbito. Então. IMPRIMIR 125. o ensinamento principal mudou. na semana passada.” LISPECTOR. Era o inverno que estava começando. sangue e mel.

UFPE No texto. UFPE Leia os enunciados abaixo. é um sufixo pouco nobre. 4. Entre a assistência e o play-off. Coube à Confederação Brasileira de Futebol a adaptação dos termos ingleses à língua portuguesa. esporte inglês. o ciclo da pobreza poderia ser rompido por meio da carreira política. Algumas poucas palavras inglesas ainda não caíram em completo desuso. no início era jogado em inglês. definitivamente.. ( ) O jornalista apresenta argumentos que contrariam a hipótese levantada pela leitora. Estão corretos apenas: a) 1. facilmente.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 126: “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estanhando que “brasileiro” seja o único adjetivo pátrio conhecido em “eiro” que. Seria um caso incurável de carência de colonizador.. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes”. introduzido por ingleses no país. nestas terras. Jornal do Brasil. 2 e 4. mas o “goalkeeper” não o zagueiro. É bobeira mesmo. e os basbaques foram atrás. Luís Fernando. CBF. Mostra que o futebol se enraizou a tal ponto. em virtude de irrefreável impulso de submissão. que é o idioma. (. empresário. 126. por cúmulo. caso se recorresse ao par banqueiro/bancário. que o povo acabou por revesti-lo com o que tem de mais particular e íntimo. A Confederação Brasileira de Futebol.)” VERÍSSIMO. ao longo de algum tempo. como “corner”. d) 2 e 3. “Play-off” é um termo importado do basquete americano que ultimamente passou a integrar o repertório da crônica esportiva. ( ) De acordo com o texto. “Disputam-se “play-offs”. 3. c) 1 e 3. timbaleiro ou seresteiro. A aclimatação deu-se às vezes por simples aportuguesamento das palavras. Existem suecos.. há políticos e politiqueiros. não à língua inglesa da Inglaterra. e) 2 e 4. 7/10/95.. um dos únicos países do mundo que não tem nada a ver com futebol. 1. ingleses e brasileiros. uma história de triunfo da língua portuguesa.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. açougueiro ou carvoeiro” – escreve Elza – “as chances são mínimas de acabar como advogado. no campeonato nacional. mesmo” confere um tom de repreensão. grande investidor ou latifundiário. entre outras coisas. 09/12/1998. O triunfo da língua reflete o triunfo o futebol. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . O texto demonstra que. embora um tanto jocoso.” GABARITO TOLEDO. alguns morfemas funcionariam como indicadores de status. mas dos Estados Unidos. Roberto Pompeu. Veja. 127. com a cultura colonizadora. O futebol. ao texto. em campo não o goleiro. Eis que agora se tenta entregar o futebol de volta à língua inglesa – e. ( ) Na opinião da leitora de Veríssimo. “Se você começou como padeiro. 2. mas o “back”. b) rompem.Interpretação de texto I Avançar . houve mudanças de atitude do brasileiro em relação ao uso de termos estrangeiros no futebol. ( ) A teoria da leitora ganharia força. b) 1. 198. e com termos emprestados de outro esporte. Aliás. a imposição de estrangeirismos no campo do futebol. no regulamento do atual campeonato. é. atualmente. A escolha de expressões como “um caso incurável de carência do colonizador” e “é bobeira. o basquete. como no “goal” que virou “gol”. (. referentes às idéias expressas no texto. não compliquemos.. mas “corner” já está perdendo feio para “escanteio”. Não. Há o importador e há o muambeiro. assim como brasileiros estão para curandeiros. d) retrocederam na sua disposição de incorporar o vocabulário do futebol à língua portuguesa. 128. como existem médicos. 50 Texto para as questões 127 a 129. o autor admite que os brasileiros: a) reagem contra todo tipo de submissão. c) acabaram por subverter. terapeutas e curandeiros. resolveu rotular as finais de “play-offs”. p. Chamemos o fenômeno por seu nome.) Isto se dá quando nem estão nos pedindo nada. UFMT ( ) Segundo a leitora.. segundo ela. O tema da submissão brasileira à cultura estrangeira foi abordado sob o ponto de vista da prática esportiva. Entrava. Nós é que nos oferecemos. (. e) rejeitam influências do inglês europeu sobre o vocabulário do futebol. A história do futebol. 3 e 4. suecos e ingleses estão para médicos e terapeutas. no Brasil.

d) a condição do menino é fruto de sua opção existencial. 51 130. Amor na minha idéia te retrata. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . constata-se que: a) ambos se sentem aprisionados e tristes. b) os dois se mostram desiludidos em face da impossibilidade de amar. já o eu-lírico se sente subjugado pela tirania do amor. o pronome de 1ª pessoa do plural. que eu assim resista à dor imensa. 127. São Paulo: Círculo do Livro. e) o menino vivencia uma experiência de opressão social. Marília. indica que o autor preferiu não ser taxativo em sua apreciação. ‘nós’. busca. e aperto sobre o peito em vão os braços.” GABARITO GONZAGA. que me cerca e mata. adoro a tua formosura.129. Uneb-BA Este exercício. então mais vivamente te diviso: vejo o teu rosto e escuto a tua voz e riso. ‘mesmo’ foi aí inserido para reforçar a avaliação do autor. tem como referente os brasileiros em geral. b) Nesse trecho. de um semivivo corpo sepultura. Marília de Dirceu. Relacionando-se as situações vividas pelo menino do texto de Carlos Heitor Cony e pelo eu-lírico do poema de Tomás Antônio Gonzaga. Quando em meu mal pondero. d) O verbo ‘chamar’ encontra-se no modo subjuntivo. inda. a) Na expressão ‘outro esporte’. UFPE Assinale a alternativa em que se faz uma afirmação inaceitável em relação aos recursos gramaticais em negrito no texto. e) Na última oração do texto. p. indicando que o autor não tem certeza de que a ação possa realizar-se. c) Em “Seria um caso incurável de carência de colonizador”. a palavra em negrito constitui um recurso de coesão que relaciona o núcleo da expressão a ‘futebol’. s/d. o verbo ser. referido anteriormente. c) um e outro sofrem pela incapacidade de romper as barreiras que os isolam do mundo. no futuro do pretérito. Movo ligeiro para o vulto os passos: eu beijo a tíbia luz em vez de face. “Nesta triste masmorra. Tomás Antônio. extremoso. refere-se também ao texto “A Janela e o Menino” (das questões de 110 a 113).Interpretação de texto I Avançar . enquanto a do sujeito poético é resultado de uma imposição circunstancial.

é possível verificar que ambas as cartas transcritas se caracterizam por: a) finalizar com perguntas retóricas para expressar sua argumentação. suas capacidades limitadas para soluções e amplas para confusões. Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. se é que assim se pode dizer. afirmando que a última manifestação transpusera os limites do tolerável. Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes. As autoridades e a imprensa nacional têm-se manifestado severamente contra esses atos. Marcelo Maciel.03/06/2000. d) escolha de assunto segundo o interesse do editor do jornal.” c) “Nada justifica a agressão física” / “Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem?” d) “É esse o papel de um educador” / “Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. os dois textos apresentam como traço comum: a) combate a pontos de vista de outros leitores. E a situação de extrema violência que nós. Arthur. Voltar Língua Portuguesa . b) construção de comprovações por meio de silogismos. O Globo. UERJ O fragmento que expõe a tese de cada uma das cartas. O Globo. GABARITO d) empregar estruturas de repetição para reforçar idéias centrais da argumentação.03/06/2000. É esse o papel de um educador?” ÁVILA. c) expressão de opinião sem fundamentos desenvolvidos.Interpretação de texto I Avançar . Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem? O ministro da justiça cobrou punição judicial para os agressores. UERJ Em geral. pode ser identificado em: a) “Já conhecemos nossos governantes” / “Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” b) “Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes” / “a última manifestação transpusera os limites do tolerável. respectivamente. “Cartas de leitores Já conhecemos nossos governantes e políticos. por mais digna que fosse a manifestação. estamos vivendo? Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” COSTA DA SILVA. seus defeitos. Em função desse limite de espaço. seja qual for a manifestação. Nada justifica a agressão física. UERJ As duas cartas acima são de leitores expressando suas opiniões sobre o episódio de agressão ao governador de São Paulo em manifestação de professores em greve. suas índoles. cariocas. b) iniciar com considerações gerais para contestar opiniões muito difundidas. Por causa dessa intenção. b) apontar falhas no discurso de autoridades brasileiras. d) mostrar solidariedade ao comportamento dos manifestantes. O que causa espanto é que se tratava de uma manifestação de professores.” IMPRIMIR 134. O veículo de publicação das cartas – o jornal – impõe um limite de espaço para os textos. esse tipo de carta no jornal busca convencer os leitores de um dado ponto de vista. é possível afirmar que as perguntas nela presentes têm o seguinte significado: a) questionar as atitudes dos políticos brasileiros. Concordo. c) utilizar orações de estruturação negativa para defender a posição de outros. outro ataque ao governador Mário Covas. jamais. em 1º de junho. seja quem for o agredido ou o agressor. a agressão sofrida pelo governador Mário Covas. O vice-presidente da república disse que o governador merece respeito. “O país está chocado com as agressões que os representantes do povo estão sofrendo. UERJ Pela leitura da carta de Arthur Costa da Silva.Com base nos textos abaixo. responda às questões de números 131 a 134. Nada justificará. 133. 132. c) propor uma reflexão acerca da atitude dos agressores. 52 131. depois um ovo no ministro da saúde e.

a própria humanidade. abrir espaço à presença do Inefável. as ruas são limpas. uma oração. Feliz mulher nova. b) a sociedade tem buscado a espiritualidade no fim do segundo milênio. Como se meninos de rua fossem cogumelos espontâneos e não frutos do darwinismo econômico que segrega a maioria pobre e favorece a minoria abastada. Em volta. d) pessoal e financeira. Braços e corações abertos também ao semelhante. a solidão entre matas. a rede educacional. uma vida nova” propõe à sociedade uma renovação: a) política e material. 7. c) a sociedade deveria procurar “nascer de novo” num plano espiritual. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população? Melhoraram o transporte público. Estaremos chegando mais perto de nós mesmos? Há uma abissal distância entre o que somos e o que queremos ser. 01 de janeiro de 1998. Voto é delegação e. o serviço de saúde. de Chico Mendes. os sacolões? Nosso bairro tem um bom sistema sanitário. um travo. Despir-nos do lobo voraz que na arena competitiva do mercado nos faz estranhos a nós mesmos. sem projeto. Vontade de remar contra a corrente e. Olhemos a cidade. mas se esquece do material. a efusão de espíritos em abraços afetuosos. livre de pasteurização que nos massifica na mediocridade bovina de quem rumina hábitos mesquinhos. b) social e econômica. da ressurreição de Henfil e. O mesmo executivo que teme o seqüestro e brada contra os bandidos.Interpretação de texto I Avançar . e) o homem busca a plenitude. a leitura espiritual. Ano de nova qualidade de vida. IMPRIMIR 136. mas está condicionado às limitações materiais. Agora. vida nova. a violência da paisagem urbana e nossa dificuldade de conectar efeitos e causas. No fundo da garganta. os filhos. o salário exíguo num pais tão caro. Ano Novo. abastece o crime ao consumir drogas. Um apetite do Absoluto e a consciência aguda de nossa finitude. Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante. governa o povo através de seus representantes e de mobilizações diretas junto ao poder público. A começar pelo réveillon.Leia o texto a seguir e responda às questões de 135 a 138. d) o homem tem buscado a renovação política com base na democracia. a adolescência tecida em sonhos e utopias. c) existencial e política. Por que acelerar tanto. há áreas de lazer? Participamos do debate sobre o uso de verbas públicas? O político em quem votamos teve desempenho satisfatório? Prestou contas de seu mandato? Em política. 53 GABARITO 135. os apetrechos eletrônicos que perenizam a criança que ainda existe em nós. enquanto tantos celebram a pós-modernidade. na verdadeira democracia. e comunicar nossa disposição de cancelar o consumo de seus produtos? Por que não competir mais conosco em busca de melhores índices de virtudes e de valores morais. Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces. apegados à casa. Dentro do coração o medo de quem vive numa cidade que lhe é hostil. O Globo. Quanto mais cidadania. um gesto litúrgico. Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. UFR-RJ Pode-se afirmar que o autor do texto “Ano Novo. a realidade desfilar nos ilusórios devaneios de uma telenovela. mais democracia. como se a vida fosse uma janela da qual contemplamos. Olhamos para trás: a infância que resta na memória com sabor de paraíso perdido. Reencontrar. tolerância é cumplicidade com maracutaias. como se a alegria saísse do forno e a felicidade viesse engarrafada. “Ano Novo. Aceitar a proposta de Jesus a Nicodemos: nascer de novo. De celebrar dez anos. os propósitos altruístas. Ou a opção de um momento de silêncio. UFR-RJ O texto é uma dissertação argumentativa que parte da tese de que: a) o homem busca o progresso espiritual.” Frei Beto. em janeiro. Voltar Língua Portuguesa . encharcando-se de bebidas alcoólicas. no ano que se inicia. em dezembro. noite após noite. nas atuais circunstâncias. Mergulhar em nós. p. Feliz homem novo. De menos ansiedade e mais profundidade. e) política e econômica. Ano de comemorar 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. pedir colo a Deus e resgatar boas coisas: uma oração em família. uma vida nova Hoje estamos ingressando em 1998. em vez de competir com o próximo? Ano novo de eleições. se teremos de parar no próximo sinal vermelho? Por que não escrever ao patrocinador do programa de violência e de pornografia na TV. o gesto solidário que ameniza a dor de um enfermo.

Oh. c) apenas a afirmativa III está correta. ninguém sabe o que se passa no interior de um sobrinho. não o do trem. Univali-SC “Volta às aulas (. e as sombras viessem perpassar ligeiras.. É impossível ensinar a pensar.. c) Corresponde a uma explicação sobre o valor de uma narração literária. achando que isso resolve a questão..” b) “Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces (. nada sugere. contestando as teorias do passado forma uma geração de contestadores que nada constrói. Sendo assim: a) apenas a afirmativa I está correta.. UFF-RJ “Talvez a narração me desse a ilusão. lamentar a morte do tio e alegrar-se com a herança deixada por ele. Leia as afirmações a respeito do texto. inquietas sombras?. de que fala o autor. consiste em: I. III. d) estão corretas as afirmativas I e II.Interpretação de texto I Avançar . extraído de Machado de Assis. Aprender a pensar e a tomar decisões é uma das competências mais importantes para o mundo moderno. Minha recomendação ao jovem de hoje é para que se concentre em uma das competências mais importantes para o mundo moderno: aprender a pensar e a tomar decisões. 16 de fevereiro de 2000. e) estão corretas as afirmativas I e III.” c) “Olhamos para trás: a infância que resta na memória (. desistindo o sobrinho do dinheiro herdado.” e) “Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio.. II. Veja.” d) “Em política. tendo de chorar a morte de um tio e receber-lhe a herança. que nada sugere.”: a) Indica a citação da obra “Fausto” escrita pelo poeta do trem. b) apenas a afirmativa II está correta. inquietas sombras?. Não é um curso de lógica nem uma questão de formar uma visão crítica do mundo. b) somente a II é correta. nem um curso de lógica consegue formar jovens críticos. II. contraste maldito! Aparentemente tudo se recomporia. UFR-RJ Fica evidente a proposta de sermos sujeitos do nosso tempo em: a) “Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante (.” 138..) Ensinar a pensar também não é tão fácil assim. não constrói. e depois responda: “Há dessas lutas terríveis na alma de um homem. e) Trata-se de uma citação de frase empregada anteriormente em obra literária. Está de acordo com o texto a alternativa: a) I e II são corretas.” Os dois pontos e o recurso gráfico do itálico no trecho acima permitem-nos a seguinte interpretação da frase “Aí vindes outra vez.). ao se libertar de memórias antigas.. tolerância é cumplicidade com maracutaias.. GABARITO 140. como ao poeta.137... ah! mas então seria chorar duas coisas: o tio e o dinheiro. III. e) II e III são corretas. Cefet-PR Leia o seguinte trecho. d) somente a III é correta. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. desistir da herança e chorar a perda do tio. Não.” Stephen Kanitz. b) Refere-se a um desabafo proferido pelo narrador.. Sair criticando o mundo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” A “luta terrível” na alma do sobrinho. Só formar uma visão crítica do mundo não resolve. d) Trata-se de um meio de o poeta do trem se libertar da lembrança de outro poeta.). c) somente a I é correta. 54 139.. I. amaldiçoar a herança deixada pelo tio e recompor-se da perda o parente.).

e. porque a América foi incapaz de produzir riquezas novas. argumenta. Voltar Língua Portuguesa . CASTRO. Machado de Assis. ‘Se pensarmos bem. para enfrentar – com conhecimento. Sobre o texto. necessita de mudança de humor. segundo Machado de Assis. a qualquer preço. IMPRIMIR b) Deve-se passar a imagem daquilo que se é ao invés de imitar outras pessoas. 19 e 20 de setembro de 1999.141. A propósito. c) Investir no marketing pessoal é muito penoso.. É preciso agir com espírito de abertura e criatividade. incentivando os colegas e chamando para si a responsabilidade de determinadas tarefas inclusive aquelas que ninguém se propõe a fazer? Pois é. ‘Cada um deve investir naquilo que faz e que os outros não fazem’. marketing pessoal não é tentar passar uma boa imagem daquilo que você não é. e) Pode-se ser tudo usando marketing pessoal. e tentassem descobrir as suas virtudes. com sucesso. só com a abertura a todo e qualquer termo estrangeiro seremos capazes de acompanhar. mas sem xenofobismo ou intolerância de nenhuma espécie. mas passar bem uma imagem daquilo que você realmente é’.Interpretação de texto I Avançar . função etc. Esse é o único meio de participar de valores culturais globais sem comprometer os locais. locuções novas e novas palavras são características do estilo de Machado de Assis. Por quê? Simplesmente porque investe no seu marketing pessoal. assim. voltando a valorizá-la e eliminando as contribuições estrangeiras. interpenetração cultural que marca o nosso tempo globalizante. e) É preciso acabar com a complacência que cerca a língua pátria. Segundo ele.. não pode parar no século passado. isso seria uma tarefa fácil se as pessoas não ficassem tentando imitar o modelo de outras pessoas. está correta a alternativa: a) Certos modos de dizer. Univali-SC “Parece-me que é chegado o momento de romper com tamanha complacência cultural. muitas vezes. c) Não é condenável praticar o xenofobismo ou a intolerância de qualquer espécie no que se refere à língua pátria. Jornal de Santa Catarina. e claro que desejável. Jaime. Jornal de Santa Catarina. a seguinte lição: ‘Não há dúvida que as línguas se aumentam e se alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes’. veremos que a vida é mais simples do que nós a encaramos e. deixou-nos. esse funcionário está em alta nas empresas que pretendem sobreviver no próximo milênio. 142. 29/12/1999.)” AVENDANO. nosso escritor. ao abordar o problema da globalização atual na língua pátria. conscientizar a nação de que é preciso agir em prol da língua pátria. afirma o gerente de marketing da Karsten e professor do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Santa Catarina (SENAC). (. d) A língua portuguesa. É preciso inovar. Univali-SC “Um investimento que vale a pena Sabe aquele funcionário que está sempre de bom humor. “Protegendo a língua nacional”. b) As línguas mudam com o passar do tempo e o número de vocábulos aumenta. em decorrência do acréscimo de termos estrangeiros e das necessidades dos usos e costumes. já em 1873. d) O marketing pessoal deve ser uma preocupação na hora de procurar emprego. 55 GABARITO A melhor interpretação para o texto é: a) O funcionário deve fazer só o que os outros não querem. gastamos muito tempo em busca de sermos o que não podemos ser’. a globalização. ‘Diferente do que muitas pessoas pensam. Álvaro. Nelson Marinho Teixeira. sensibilidade e altivez – a inevitável.

UFMS Marque a(s) alternativa(s) que completa(m) corretamente a frase: O conto popular é um gênero narrativo que: 01. Popular é. 16. sobrevive até hoje apenas por força da transmissão oral. caracterizada pela simplicidade e pobreza expressiva. desenvolve traços próprios que o distinguem de outros tipos de narrativas. é porque a cultura popular é algo muito mais rico do que podemos imaginar. Talvez você mesmo pense assim. Scipione. apresenta um modo narrativo que o singulariza diante de outros tipos de narrativas. 16. criação rústica. como resposta. a soma das alternativas corretas. pois isto eliminaria a tendência universalizante das manifestações populares. não pode ser considerado como um gênero literário devido a sua simplicidade e pobreza expressiva. 28. tal como aparece no texto. portanto. Leia. O texto pode ser classificado como opinativo. a autora estabelece uma interlocução com o leitor. é correto afirmar: 01. Irene. Geralmente se entende por popular um tipo de criação rústica. visto que a autora apresenta seus próprios pontos de vista sobre o assunto. todo o texto antes de resolvê-las: “A importância do conto popular em nossa cultura é tão forte que precisamos ter muito claro o que se deve entender por popular. Mas. caráter espontâneo. Suas características composicionais não conhecem fronteiras de tempo nem de lugar. Quer dizer. Em alguns momentos. UFMS O termo popular. 56 143.” MACHADO. mas também em caracterizar o termo popular. 144. uma manifestação cultural de caráter universal. Também não pode ser entendido como sinônimo de regional. seja uma criação coletiva e tenha vivido muito tempo graças à transmissão oral.As questões de 143 a 145 baseiam-se no texto abaixo. a soma das alternativas corretas. as criações populares não conhecem normas nem limites. tendência à universalização. como resposta. Literatura e redação. quando se trata de estudar gêneros literários. 04. O texto utiliza uma linguagem informal. a soma das alternativas corretas. São Paulo. pode ser associado à(s) seguinte(s) características(s): 01. como resposta. 04. 08. UFMS Em relação ao texto lido. o texto segue o esquema básico introdução – desenvolvimento – conclusão. atentamente. se assim fosse. manifestação culturalmente rica. O conto popular. é possível dizer que o conto popular é um gênero narrativo que desenvolve traços que se repetem em histórias criadas nos mais variados locais e épocas. p. Elas estão acima de qualquer tipo de aprovação social. 1994. embora tenha um caráter universal. 08. 145. indiferença às imposições da cultura oficial. 02. 32. não se prende a um autor específico. 02. 16. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 02. Quanto à estruturação formal. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu e continua exercendo sobre a literatura e as outras manifestações artísticas e culturais. 04. já que se trata de uma criação coletiva. 32. apresenta características composicionais que variam no tempo e no espaço. pois discorre sobre o conto popular. Dê. Dê. Trata-se de um texto literário. inclusive aquelas de caráter eminentemente técnico? Se este legado existe. 08. nascida de modo espontâneo e totalmente indiferente a tudo que seja imposto pela cultura oficial. próxima da variante popular.Interpretação de texto I Avançar . possui um caráter eminentemente regional. veja bem. Dê. 32. Com isso. A autora se preocupa não apenas em definir o conto popular enquanto gênero narrativo. obediência às normas socialmente aprovadas.

já dizia Gláuber Rocha. 1948). ( ) Infere-se do texto que os direitos da mulher estão dissociados dos direitos do homem. Quem não aderiu se tornou out. Que corra atrás do prejuízo. como a realização dos postulados da justiça social’. compreensão e interpretação textuais. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. ( ) A Organização dos Estados Americanos foi criada especificamente para proteger os direitos fundamentais do homem. que determina o prestígio de uma língua sobre as outras. GABARITO 147. ( ) O preconceito sexual ou religioso enquadra-se no campo das liberdades políticas. sua tecnologia e o american way of life. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. printar e startar é meramente semântico. Colômbia. é a ascendência cultural. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. no livre exercício de suas próprias soberanias. (. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. É isso. 170. conseqüentemente. temos complexo de vira-lata. ( ) A concessão dos direitos civis à mulher enquadra-se no âmbito dos direitos humanos. Printar expulsou o imprimir. 1998. Peça help. p. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. UFMT ( ) O aportuguesamento do vocabulário da informática em deletar. seu cinema. ( ) O léxico do português brasileiro tem sido ampliado pela entrada e acomodação de estrangeirismos.. 18 de nov. I. IMPRIMIR 148.) Hoje aportuguesamos termos que nem sonhavam figurar no Aurélio. Revista Exame. E vire in. Nós.Interpretação de texto I Avançar .Texto para a questão 146. Uma é o prestígio. de acordo com a leitura.” 57 146. cuja Carta proclama os “direitos fundamentais da pessoa humana” como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. UFMT – Modificada ( ) Dizer que os brasileiros têm complexo de vira-lata significa dizer que eles sofrem de xenofobia.E. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. Deletar tomou a vez do velho apagar. Voltar Língua Portuguesa . e não econômica. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. O que vem de fora é melhor. Dad. A informática serve de exemplo.“ SQUARISI. sua literatura. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão mas também’ com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. ( ) As expressões “se tornou out” e “vire in” significam respectivamente “estar por fora” e “ficar por dentro”. O inglês avançou nas nossas fronteiras porque é falado pela maior potência do planeta. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. Outra é a receptividade. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção.. Além disso. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. ( ) Segundo Squarisi. Superior de Brasília-DF Julgue os itens a seguir. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 147 e 148: “Invasão de língua estrangeira tem várias razões. sua televisão. ( ) As obrigações do Estado não se limitam ao campo da cidadania. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. Startar cassou o começar. que vende como ninguém sua música.

d) No texto I.149. (. pois ficando faminto. qual alternativa é incorreta? a) O texto de Gabriel de Sousa utiliza o recurso da comparação para dar conta da realidade com que se defronta na terra ultramarina e transmiti-la aos europeus. e tendo tão larguíssimas orelhas.) e são estes animais tão vagarosos que posto um ao pé de uma árvore. Valha-vos.. e roubais. pois os filhos tratais com tal crueza que os comeis. Tratado Descritivo do Brasil. p. e sem sustento. UFPE Texto I “Capítulo CVII (em que se declara que bicho é o que se chama preguiça): Nestes matos se cria um animal mui estranho.. Sois tão grande velhaco. de. Gleise F. Poesias Reunidas. que é título de zotes ordinário. recém-descoberta. o objetivo é ressaltar as peculiaridades da terra tropical. o poeta busca resgatar a língua original do Brasilcolônia.)” IMPRIMIR MATOS. não vos cai em capelo o que o provérbio tantas vezes canta. Gregório de. e para a ceia (. 1587. heis de buscar a dente qual jumento erva para o jantar. Texto II “Festa da Raça Hu certo animal se acha também nestas partes A que chamam Preguiça Tem hua guedelha grande no toutiço E se move com passos tam vagorosos Que ainda que ande quinze dias aturado Não vencerá a distância de hu tiro de pedra” ANDRADE. c) É inegável o tom jocoso e irônico de Oswald de Andrade ao fazer. que o faça mover uma hora mais que outra. 150. que a pura excomunhão meteis no saco: já diz a freguesia que tendes de Saturno a natureza.). seduzir. frio. que quem ousadamente se adianta em vez de tosquear fica em pêlo? Intentastes sangrar toda a comarca.. não chega ao meio dela desde pela manhã até as vésperas. Voltar Língua Portuguesa . Mas a intenção era diversa: o primeiro queria encantar. nem outro perigo que veja diante. Oswald de. com o título de seu poema. Org. água. como sendo tão bobo. pois não há fome. e um canalha: mixelo hoje de chispo. conhecido por ser muito ambicioso Reverendo vigário.. a que os índios chamam “aí”. e saístes do intento tosqueado.. não só no léxico como também na sintaxe. o de tomar a literatura quinhentista como fonte de inspiração temática e formal. e o segundo. ontem um passa-aqui do Arcebispo! (.. 58 Sobre os textos I e II. e os portugueses preguiça. 1996. Gabriel S. fogem vossas ovelhas de vós. uma alusão à suposta preguiça do brasileiro. 171-2. mas ela vos sangrou na veia d’arca. Salvador: EDUFBA. nome certo mui acomodado a este animal. qual uma harpia. MENDES. In: Senhora Dona Bahia – Poesia Satírica de Gregório de Matos. Uneb-BA GABARITO Texto I “A um vigário de certa freguesia. mas quem digo que vos valha? Valha-vos ser um zote. fogo.Interpretação de texto I Avançar . parodiar.” SOUSA. b) O poema de Oswald de Andrade ilustra um procedimento comum aos nossos modernistas de primeira hora. paradisíaca. calma. e) A linguagem dos dois textos apresenta pontos em comum. como se fosseis voraz lobo? Quisestes tosquear o vosso gado. já no texto II.

GABARITO Voltar Língua Portuguesa . O Santo Ofício. Castro. autoritário. 59 IMPRIMIR Texto III “ENCOURADO. 145-6. (Coleção Prestígio). sinto perfeitamente que estou diante de uma grande figura. Colombo a soluçar. o Filho de Davi. p. Você estava mais espantado do que ele e escondeu essa admiração por prudência mundana. mas você pode me chamar também de Jesus. Com que autoridade está repreendendo os outros? Você foi um bispo indigno de minha Igreja. Se aqui houve fogueiras – eles nelas sofreram.. MANUEL Foi isso mesmo. Se lá carrascos foram – cá mártires morreram. 9 ed. MANUEL Cale-se você. Que a maldição vos lance a pena do Gaulês Tendo por tinta a borra das caldeiras de pez. Que o Germano a sangrar maldiz em feros hinos. 146-8. não é lhe faltando com o respeito não. Arbues – foi Anchieta!” ALVES. Auto da Compadecida. De mil autos-da-fé o fumo enchendo o céu. Sou. a gemonia. é Manuel. mas eu pensava que o senhor era muito menos queimado.. 1972.Texto II “Jesuítas e Frades Que o mundo antigo s’erga e lance a maldição Sobre vós. atrevido. de Senhor. Seu tempo já passou.) Oh! não! Mil vezes não! O poeta Americano Vos deve sepultar no verso soberano – Pano negro que tem por lágrimas de prata As lágrimas que a Musa inspirada desata!!! Se aqui houve cativos – eles os libertaram.. Sua obrigação era ser humilde.. as provas. Que direito tem você de repreender João porque falou comigo com certa intimidade? João foi um pobre em vida e provou sua sinceridade exibindo seu pensamento. pois vão ser julgados.. grande grito. o Leão de Judá.... remembrando a negra Inquisição. soberbo.. porque quanto mais alta é a função. João Huss na sepultura. É justo!. BISPO Cale-se. Rio de Janeiro: Agir. porque pensa que assim pode se persuadir de que sou somente homem. Esse é um de meus nomes.Interpretação de texto I Avançar . Tours. Loiola – aqui foi Nóbrega. o azeite.. não.. Ele gosta de me chamar Manuel ou Emanuel. que era Cristo. p.. Sevilha e Nantes na tortura. (. Na fogueira Grandier. In: Poesias completas de Castro Alves. a gemer Galileu. 1995... Mas você. ed. com o braço ocultando os olhos. Lisboa. JOÃO GRILO Aquele Jesus a quem chamavam Cristo? JESUS A quem chamavam. santificando-se através dela. A hidra escura e vil da vil Teocracia. Quem é? É Manuel? MANUEL Sim.” SUASSUNA.. se quiser. Em vez de Inquisidor – tivemos a vedeta. 17. O tempo da mentira já passou. mas se não me engano aquele sujeito acaba de chamar o senhor de Manuel. Ariano. JOÃO GRILO Apesar de ser um sertanejo pobre e amarelo. João. de Deus. Muita oportunidade teve de exercer sua autoridade.. mais generosidade e virtude requer. de costas. mundano. Se aqui houve selvagens – eles os educaram. por quê? JOÃO GRILO Porque.. Rio de Janeiro: Ediouro. Não quero faltar com o respeito a uma pessoa tão importante. Levantem-se todos.. pode me chamar de Jesus.

identifique as afirmativas verdadeiras. como tudo cansa. e. uma vez que focalizam a ação do clero na realidade do Brasil. Depois. c) O julgamento sobre a vida antiga não é o mesmo que o narrador tinha. esta monotonia acabou por exaurir-me também.Interpretação de texto I Avançar . b) II e III. conservo alguma recordação doce e feiticeira. Texto para as questões 151. conclui-se que: a) A narrativa é feita a partir das mesmas idéias sobre si que o narrador possuía no momento mesmo em que os episódios da vida antiga ocorreram. Tanto no Texto I quanto no II. II. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. UFF-RJ “A certos respeitos. tal como ocorreram então. No Texto III. expressa no fragmento acima. interrelacionam-se. pensei em fazer uma História dos subúrbios menos seca que as memórias do padre Luís Gonçalves dos Santos relativas à cidade. filosofia e política acudiram-me. No Texto I. conservo alguma recordação doce e feiticeira. e tal freqüência é cansativa. de memória. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. no tempo em que os eventos narrados ocorreram. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. Duas ou três fariam crer nela aos outros. p.. na época em que antigamente vivia. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e V. embora de épocas diferentes. e que apenas conserva o hábito externo. como todos os documentos falsos. ignorando o ponto de vista do momento em que o texto é escrito.” ASSIS. distanciando-se. e) A análise dos encantos da vida antiga parte dos mesmos pressupostos que o narrador tinha. e) II. Em tudo. de suas reais funções. O Texto II evidencia um contraste entre as ações dos religiosos na Europa e na América. em determinado momento de sua vida. mas falto eu mesmo. III e VI. 810-11.Os três textos. e as sombras viessem perpassar ligeiras. d) II. pouco apareço e menos falo. O mais do tempo é gasto em hortar. I. vá. d) O narrador. v. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. e esta lacuna é tudo. Talvez a narração me desse a ilusão. era obra modesta. Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falarme e a dizer-me que. 151. III. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. mal comparando. Capítulo II. Sobre eles. pegasse da pena e contasse alguns. o pastor religioso é apresentado como um exemplo de comportamento mundano. e lembrou-me escrever um livro. Quanto às amigas. inquietas sombras ?. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. VI. Ora. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. se o rosto é igual. c) I. não consegui recompor o que foi nem o que fui. A certos respeitos. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. a ação do representante terreno do clero é voltada para a defesa de valores essencialmente cristãos. e. Em verdade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . IV. jardinar e ler. 152 e 153. IV e V. e restaurar na velhice a adolescência. é outra coisa. V. Os amigos que me restam são de data recente. pretende reconstituir os eventos ocorridos em seu passado. de memória. senhor. Dom Casmurro. mas exigia documentos e datas como preliminares. não o do trem. como ao poeta. Jurisprudência.. O que aqui está é. Pois. algumas datam de quinze anos. b) O narrador aspira a uma reconstrução textual do passado. No Texto II. mas não me acudiram as forças necessárias. III. 60 GABARITO “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida. outras de menos. como se diz nas autópsias. Machado de. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. Entretanto. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. a fisionomia é diferente. tudo árido e longo. e quase todas crêem na mocidade. o interno não agüenta tinta. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. a ação dos religiosos no continente americano é amaldiçoada devido ao seu caráter opressor. como bem e não durmo mal. Rio de Janeiro: José Aguilar 1971. Se só me faltassem os outros. vida diferente não quer dizer vida pior. IV e VI. mas não a mim. assim.” Em relação à posição do narrador. evidencia-se uma crítica à hipocrisia religiosa. Distrações raras. 1. Os Textos I e III apresentam um ponto em comum: um enfoque crítico do comportamento dos representantes do clero. Quis variar.

Voltar Língua Portuguesa . e que apenas conserva o hábito externo. Assinale a Opção em que.” c) “Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. Porto Alegre: L&PM. algumas datam de quinze anos. e tenta. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. sobretudo no seguinte trecho: 61 “Se só me faltassem os outros. Identifique o fragmento em que o narrador emprega uma forma lingüística que expressa o leitor a quem se dirige: a) “Pois.” d) “Duas ou três fariam crer nela aos outros. através de outra linguagem – o cartum –. como se diz nas autópsias. mas não a mim. não tem amigos de longa data. mal comparando. se o rosto é igual. e esta lacuna é tudo. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. e quase todas crêem na mocidade. vá.” e) “Quanto às amigas. percebe-se um certo humor semelhante ao que constitui o texto de Machado de Assis.” a) b) c) GABARITO d) IMPRIMIR e) Caulos. UFF-RJ Uma das características da prosa de Machado de Assis é a presença de referências ao leitor de seus textos. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários.” 153. não consegui recompor o que foi nem o que fui. Só dói quando eu respiro. e tal freqüência é cansativa. a fisionomia é diferente. com certo humor.Interpretação de texto I Avançar .” b) “Em tudo. como todos os documentos falsos. sd. o interno não agüenta tinta. outras de menos. em sua narrativa. UFF-RJ O narrador do texto pouco aparece e menos fala. “atar as duas pontas da vida”.152. mas falto eu mesmo. O que aqui está é. senhor.

por bem das águas que tem. Marília. 2. / Onde canta o sabiá” (Gonçalves Dias). metade deles da sua própria cor e metade de tintura preta. 62 GABARITO Vocabulário: 1. “chã”: terreno plano. dar-se-á nela tudo. vista do mar muito grande. “parma”: lisa como a palma da mão. Ali andavam entre eles três ou quatro moças. 1999. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. e suas vergonhas tão altas. delas vermelhas. Pelo sertão nos pareceu. é toda praia parma. nem lho vimos Porém a terra em si é de muito bons ares. “espelhos de pau. um no meio e os dois nos cabos. não tínhamos nenhuma vergonha. “tintura preta. que recebia o nome de “espelho” por ser feita de madeira polida. Paulo Pereira (org. infindas. Rio de Janeiro: Lacerda.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. assim frios e temperados. de que nós deste porto houvemos vista. até agora. Nela. compridos pelas espáduas. E em tal maneira é graciosa que. “Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços. outros traziam três daqueles bicos. UFF-RJ Assinale o fragmento que representa uma retomada modernista da Carta de Pero Vaz de Caminha. nem prata. no meu braço” (Tomás Antônio Gonzaga) e) “Todos cantam sua terra / Também vou cantar a minha” (Casimiro de Abreu). Esta terra. tinham os beiços furados e nos buracos uns espelhos de pau. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. de as muito bem olharmos. porque. com cabelos muito pretos. c) “A terra é mui graciosa / Tão fértil eu nunca vi. a estender olhos.Interpretação de texto I Avançar . nem coisa alguma de metal ou ferro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . quartejados de cores. a modos de azulada. a) “O Novo Mundo nos músculos / Sente a seiva do porvir”. a saber. nalgumas partes. que nos parecia muito longa.” Carta de Pero Vaz de Caminha in: ROBERTO. Águas são muitas. planície. que pareciam espelhos de borracha. p 39-40. a saber. como os de Entre Douro e Minho. ao longo do mar. 3. De ponta a ponta.Texto para as questões 154 e 155. E alguns. que andavam sem eles. a modos de azulada”: é uma tintura feita com o sumo do fruto jenipapo. Tem. e outros quartejados de escaques. d) “Irás a divertir-te na floresta. que pareciam espelhos de borracha”: associação de imagem com a tampa de um vasilhame de couro. / sustentada. muito chã e muito formosa. 4.” (Murilo Mendes). (Castro Alves). tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que. b) “Minha terra tem palmeiras. 154. Senhor me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até a outra ponta que contra o norte vem. delas brancas. querendo-a aproveitar. não podíamos ver senão terra com arvoredos. “escaques”: quadrados de cores alternadas como os do tabuleiro de xadrez. bem moças e bem gentis. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. Aí andavam outros. grandes barreiras. para transportar água ou vinho. não pudemos saber que haja ouro. 5.

155.Interpretação de texto I Avançar .) A vontade política e a criatividade do povo comprovam. UFF-RJ “Pero Vaz Caminha a descoberta Seguimos nosso caminho por este mar de longo Até a oitava da Páscoa Topamos aves E houvemos vista de terra os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam pôr a mão E depois a tomaram como espantados primeiro chá Depois de dançarem Diogo Dias Fez o salto real 15 as meninas da gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito olharmos 20 Não tínhamos nenhuma vergonha” ANDRADE. p. o calor e o frio. e) O conformismo de nossa sociedade é menos perverso que os altos índices de repetência escolar. 80. respectivamente. por ocasião das eleições de 1994. “Os altos índices de repetência escolar só não são mais perversos que o conformismo de nossa sociedade com esse absurdo que está presente. d) As expressões “volte a ser” e “deixe de ser” levam. dando-lhes títulos novos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 156. Estamos às vésperas de uma eleição e o nosso voto pode contribuir decisivamente para que a escola volte a ser a grande solução do Brasil e deixe de ser apenas mais um problema. c) imitar e refazer em prosa a Carta de Caminha criando títulos para as várias seções. (..”. por “como o fracasso na escola passou a ser encarado de forma muito natural. a UNICEF e a Fundação Odebrecht. o sol. de modo esmagador. de modo significativo.. em algumas experiências. à dedução de que a escola já foi a grande solução do Brasil e de que há necessidade de que não seja mais um problema. sob o título “Você acha normal que uma criança carente fracasse na escola? Nós não. Poesias reunidas. o problema da repetência será resolvido com vontade política e criatividade por parte do povo brasileiro.. a) Para o autor do texto. entre as classes sociais mais ricas e. d) reconhecer e retomar a prática romântica.. b) A seqüência “o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte de nossa cultura” pode ser substituída. criando estrofes simétricas e com títulos. advertem os eleitores a respeito do cuidado com a escolha dos seus candidatos. sem prejuízo do sentido global. Oswald de. c) A expressão “duas grandes vítimas desse monstrengo caótico” remete a termos posteriores a ela. U. Pelotas-RS Na imprensa brasileira. via-de-regra. (. b) recortar e recriar em versos trechos da carta de Caminha.” GABARITO Marque a alternativa que não está de acordo com o texto. 5 10 63 O procedimento poético empregado por Oswald de Andrade em seu texto é: a) reconhecer e adotar a métrica parnasiana. de forma tão natural quanto a chuva. agora já faz parte de nossa cultura”. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. A verdade é que o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte da nossa cultura. 1978. quase sempre às duas grandes vítimas desse monstrengo caótico que virou o ensino brasileiro: a criança e o professor. entre as classes mais pobres.F. dando-lhes novos títulos.) O pior é que a responsabilidade da cultura da repetência é atribuída. dando títulos nacionalistas às estrofes. e) identificar e recusar os processos de colagem modernistas. que é possível o Brasil mudar esse quadro.

ressalta o etólogo Eduardo Ottoni. Dê. p. são muito mais parecidos com seus primos de terceiro grau da África do que com seus conterrâneos. A população da cidade entrou em pânico com uma misteriosa quadrilha que aproveitava a ausência dos moradores para roubar comida. da Universidade de São Paulo. o macaco-prego é o parente mais próximo do homem e pertence a um grupo menos evoluído de primatas. As chefias são formadas por até três animais”. O apetite insaciável.72. Os coitados haviam sido soltos numa mata na vizinhança da cidade. a soma das alternativas corretas. capazes de partilhar alimento”. usar ferramentas e se reconhecer no espelho. aliás. eles mudam a dieta e podem atacar plantações ou mesmo assaltar casas. Ele consegue pescar. “Eles podem andar sobre duas patas e também são perfeitamente capazes de aprender por observação”. como o macaco-aranha e o muriqui. Se não houver frutas nem insetos à mão.157. o dos macacos do Novo Mundo. Sem precisar disputar o coquinho de cada dia a mordidas. o macaco-aranha e o muriqui são macacos africanos. da mesma forma que o macaco-prego. Duas delas são fisiológicas. A primeira é o tamanho do cérebro. U. eles são capazes de procurar comida nos lugares mais improváveis. 64 GABARITO IMPRIMIR De acordo com o texto: 01. 08. observa Ottoni. Onívoros de carteirinha. julho/00.Interpretação de texto I Avançar . diz Eduardo Ottoni. a primeira palavra que vem à cabeça é o chimpanzé. proporcionalmente maior nesses micos do que nos outros macacos americanos. Os mandachuvas dividem a própria comida com os seus subordinados. em flagrante. 04. “Não existe um único líder no bando. “São os únicos. esse macaco africano consegue aprender por observação. Os macacos-pregos pertencem a um grupo menos evoluído de primatas. depois que o zoológico municipal fechou. seu prato preferido. Com relações tão complexas. Maringá-PR Leia o texto a seguir: “Gênio da selva Apetite favorece a inteligência Quando se fala em bicho inteligente. usam uma ferramenta: ajeitam o fruto cuidadosamente numa pedra e jogam uma outra em cima. como resposta. além do homem e do chimpanzé. o macaco-prego só podia mesmo ser um sujeito muito esperto. na sociedade dos macacos-prego não existe a noção de poder e liderança. A sociedade dos micos também é mais democrática que a média. quando a Polícia Florestal prendeu. Parente mais próximo do homem. Tiveram de apelar para o crime. que dá uma destreza enorme ao animal. 02. existem duas razões fisiológicas para o desenvolvimento cognitivo do macaco-prego. sobra tempo para atividades sociais e para cultivar amizades. A outra é o chamado polegar pseudoopositor. e estavam com fome. com força.” Superinteressante. Para comer coquinhos. interior de São Paulo. Foi isso o que aconteceu em Fernandópolis. o macaco-aranha e o muriqui são espécies de macacos da América. Voltar Língua Portuguesa . Os outros primatas normalmente se organizam em torno de um macho dominante que controla o abastecimento do grupo. Entre os macacos-prego o poder é diluído. O caso foi resolvido em março. As razões desse desenvolvimento cognitivo só começaram a ser compreendidas muito recentemente. em fevereiro de 1999. 16. abrir latas e frutas e escavar a terra movido pelo ímpeto de encontrar comida. Apesar da distância. um bando bem organizado de 55 micos assaltantes. é marca registrada dos espertos macacos-prego. Não é para menos. diferente dos outros primatas.E.

e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. mas que sabem perfeitamente os clássicos. 65 “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. A opção que melhor sintetiza o trecho da canção é: a) Todas as mulheres merecem ser amadas. ( ) Machado. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. o capricho e a moda inventam e fazem correr. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. sofrem e resistem à dor de viver. desentranhar delas mil riquezas que. a lágrima em riso. ( ) Ele é de opinião que se pode muito bem prescindir do conhecimento dos clássicos para se saber corretamente a língua culta. AEU-DF Julgue os itens abaixo. É a dose mais forte e lenta De uma gente que ri. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. se fazem novas. em seu texto. Nem tudo tinham os antigos. locuções novas. outros há que os adotam por princípio. ( ) É notória a sua preferência pelo aristocrático e o tradicional e o seu desprezo pelo popular e o moderno. nem tudo temos os modernos. E não vive. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. Maria. propõe a mediação. é o suor. e segue sua vida. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. Maria. Cada tempo tem o seu estilo. Texto para as questões 159 e 160. quando deve chorar. porém.158. ( ) Machado de Assis. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a mulher da canção. apenas suporta a dor de viver. é uma combinação de força e resistência. o autor se opõe à tácita aceitação de modismos.” Milton Nascimento e Fernando Brandt. c) Maria. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. apenas agüenta. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. não imputa aos literatos tal responsabilidade. representada pela Maria da canção. Mas se isto é um fato incontestável. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. Em geral.” GABARITO 159. e) A mulher brasileira. principalmente por parte dos escritores. Há portanto certos modos de dizer. Uma força que nos alerta. Univali-SC “Maria Maria Maria. entre a tradição e a modernidade. o que é um mal. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. Maria É um dom. no texto. à força de velhas. porque. apesar de defender a preservação da essência lingüística do Português. Feitas as exceções devidas. em relação à compreensão e à interpretação do texto. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. A este respeito a influência do povo é decisiva. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. simboliza os seres humanos que lutam. A influência popular tem um limite. Uma mulher que merece viver e amar Como outra qualquer do planeta. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. b) A mulher. Divergência digo. não se lêem muito os clássicos no Brasil. não se lêem. é a cor. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. – não me parece que se deva desprezar. como são todas as mulheres do planeta. transforma a dor em alegria.Interpretação de texto I Avançar . ou antes por uma exageração de princípio. Pelo contrário. por intermédio dos escritores. uma certa magia. ( ) Conquanto reconheça a necessidade de atualização da língua. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. d) Maria. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. Maria É o som.

Inaptos para discriminar as nossas raças nascentes. Galvez. identificados abaixo. do Maranhão à Bahia. ( ) De roupagem metalingüística. revela-as. nem vulcões. p.” SOUZA.se diz . 1997. Fragmento III “E se eu lhe disser que vossa História está toda escrita. porém. por si. João Ubaldo. de coração bondoso. 162. em que todas as cores e raças se misturam livremente. CUNHA. – lançamento de uma fábrica brasileira de cigarros. p. Definamos rapidamente os antecedentes históricos do jagunço. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Machado de Assis faz um ensaio crítico em que. ( ) Toda a fundamentação lingüística de Machado é profundamente influenciada pelas premissas saussurianas. Um aventureiro que assistiu às notas de mil réis acenderem os charutos e confirmou de cabeça que a lenda requentou. 227. 5ª. Ante o que vimos a formação brasileira do norte é mui diversa da do sul. Descemos por umas grotas. o sertão vem. originaram diferenças iniciais no enlace das raças. o texto lido pode ser classificado como crônica. As circunstâncias históricas. 1995. após apresentação de uma tese. – valorização das idiossincrasias regionais. em grande parte oriundas das circunstâncias físicas. E mais! Um povo que convive em amenidade e cortesia..) Ali estão dois representantes do clã pastoril. perfazendo indagação. expõe os elementos que a compõem. quando a gente não espera.. 3ª ed. que dribla todas as dificuldades com o célebre jeitinho. um país feliz! E mais! Um povo que nunca enfrentou guerras. AEU-DF Julgue os itens que seguem. que então vigoravam no Brasil do século XIX. Érico. o próprio. Depois dele: o turismo multinacional. em relação à teoria e aos estilos de época na Literatura Brasileira. ( ) fragmento II ( ) fragmento V ( ) fragmento I e III ( ) fragmento II e IV – integração nacional. Márcio. II.” RIBEIRO. o autor leva constantemente o leitor à reflexão. neste intricado caldeamento a miragem fugitiva de uma sub-raça. 12ª ed. o mesmo. vol. p. Guimarães. Porto Alegre: Mercado Aberto. p. p. ( ) Nele.” Fragmento I Procuremos. O tempo e o vento. Euclides da.o senhor querendo se procurar. Grande sertão: veredas. Para isso. que o nome não se soubesse. nem furacões. era o sertão churro. o imperador do Acre. Manual de literatura brasileira. 626. 1984. muitos deles descendentes dos primeiros sesmeiros. 161. In: Obra completa. – divulgação de qualidades do país com vistas à atração de turistas para a festa de comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil. Fragmento V “E mais! Um país de povo alegre. . Fragmento IV “Agora estamos fartos de aventuras exóticas e mesmo de adjetivos clássicos e é possível dizer que este foi o último aventureiro exótico da planície.” GABARITO VERÍSSIMO.Interpretação de texto I Avançar . os senhores de terras e gados. UnB-DF “Um grupo de alunos de uma escola de propaganda e marketing recebeu a tarefa de criar textos publicitários a partir de fragmentos de textos da literatura brasileira. Sertão. festeiro. Os sertões. acolhamo-nos ao nosso assunto. um povo prestativo. Apud Sergius Gonzaga. 1989. ( ) Evitando o estilo fácil e superficial. aonde lá. nem terremotos. Volnir e Adão E. julgue se o(s) fragmento(s) acima poderia(m) subsidiar a elaboração de um texto publicitário com a temática apresentada abaixo. Voltar Língua Portuguesa . A estrada de todos os cotovelos. 1984.. com sua dialética irresistível. A marcha do povoamento. efêmera talvez.. Apud SANTOS. por esses lugares. econômica ou política nacional. prolongando-as até ao nosso tempo. Carvalho. pois desconhece o preconceito racial. Mas. Viva o povo brasileiro.” ROSA. Até. o grupo escolheu fragmentos que apresentam temáticas e enfoques diferenciados da realidade sociocultural. nunca não encontra. até. em magnífico resumo. Rio de Janeiro: Record. ed. pela abertura de rodovias. no meio de serras de parte-vento e suas mães árvores. Literatura brasileira. visto que aqui o preconceito é econômico. Rio de Janeiro: Marco Zero. Ia fazendo receios. 66 Fragmento II “Quadrante que assim viemos. IMPRIMIR Em cada um dos itens seguintes.160. na face e nas vidas das gentes que hoje se acham no réveillon do Comercial? E se eu vos assegurar que neste clube se agita uma espécie de microcosmo do Rio Grande? (. nem lutas fratricidas. porto Alegre: Sulina. nem pestes. 13. 158. De repente.

não existe geração espontânea. também foi responsável pelo aprendizado dos modernistas.Interpretação de texto I Avançar . Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. Os (ainda) chamados modernistas. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. d) As multinacionais transferem executivos da matriz para o Brasil objetivando reforçar sua filial. Das 500 maiores companhias transnacionais. AEU-DF-Modificada Julgue os itens abaixo. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. na incauta adolescência. e) Todas as 400 empresas transnacionais instaladas no Brasil trouxeram seus executivos da matriz. Acontece que. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. embora sem querer. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. essa transferência representa um reforço na filial. entre novos e velhos. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. com a sua livre poética. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. Desde 1990. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. ( ) Para Mário Quintana. procurar emprego em nosso país. por sua vez. o ímpeto da loucura é exclusivo da senilidade. deixa subjacente a condição de inferioridade deles em relação aos velhos. ressuscitada a cada geração. Tanto de um como de outro grupo etário. Hoje. graças à Renault. Em São Paulo. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. sem rede de segurança . por iniciativa própria. em massa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. E. com os espetáculos de circo dos parnasianos. c) As multinacionais empregam executivos estrangeiros. Veja. mais de 400 estão instaladas no país. Quanto a mim. ( ) Depreende-se de todo que Quintana não estabelece relação direta entre a qualidade do poeta e sua faixa etária. sem querer. UEMS De acordo com o texto é correto afirmar que: a) Os estrangeiros têm vindo.Leia o texto abaixo para responder a questão 41. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar.” BUCHALLA. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. “No Brasil. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. b) A Renault construiu uma colônia de franceses no Paraná. são por natureza os nossos filhos naturais.” 67 GABARITO 163. ( ) No primeiro parágrafo diz que a poética parnasiana. existem colônias de franceses no Paraná. Anna Paula. Para os executivos e a família. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. já que aqui não há executivos preparados. ( ) Ao apontar os novos como herdeiros. além de tudo. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. Para as companhias. 162. é latente a contenda entre novos e velhos poetas. apesar de equivocada. Quanto a estes. a mudança é um sacolejo completo na vida. Texto para a questão 163. “roubada” do Rio Grande do Sul.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. E assim. 26/04/2000. em prol do equilíbrio universal. ( ) Para ele. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. jamais fiz distinção entre uns e outros. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. em relação à compreensão e à interpretação do texto.

” 68 164. Texto para as questões 41 e 42. Fortaleza: Editora RISO. Águas são muitas e infindas. Tem macaco até demais. Reforçai. IV. tem-nos muitos. cristalinos e plenos de peixes. capivaras.Interpretação de texto I Avançar . Rios e riachos corriam límpidos. Salvo o devido respeito. Tem goiabas. palmeiras. III.. “Ainda não haviam louras.55. Texto I “Fragmento da Carta de Pero Vaz de Caminha . Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s): a) I.. b) No chão espeta um caniço. Tão fértil eu nunca vi. ainda haverá?” Texto extraído da revista Rivista. tão frios e temperados. tem-nos muitos. melancias. embora escrita no mesmo estilo. nem mulatas. um número sem fim de animais povoavam as selvas e constelações de pássaros enfeitavam os céus sem fumaça do novo mundo descoberto. Vossa perna encanareis. verifica-se que Murilo Mendes ironiza a exaltação da terra feita por Caminha. II e III. Era assim o Brasil de Cabral. como os de Entre-Douro e Minho. rios. a arca. Como será esse país no futuro. é muito boa de ares. c) I. nem biquínis. critica de modo disfarçado a visão de Caminha sobre a terra descoberta. já quinhentos anos passados. Bengala de castão de oiro. No chão espeta um caniço. onças. Ficarei muito saudoso Se for embora daqui. Edição Zero. Tão fértil eu nunca vi. d) II e IV. a terra em si. mantém o mesmo olhar positivo de Caminha sobre o futuro da terra brasileira. mangueiras. Quanto aos bichos. nas praias douradas desse novo país. onças e capivaras. O corpo do texto é uma paráfrase da Carta de Caminha pois: I.. porque. De tal maneira é graciosa que. Havia outra raça bronzeada que corria nua pelas matas e florestas e pelo litoral. UFPB-PSS A intertextualidade é a relação que ocorre entre dois ou mais textos. querendo aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. p. d) Diamantes tem à vontade. Essa relação pode dar-se em forma de paráfrase ou de paródia. No dia seguinte nasce Bengala de castão de oiro. s/d. quando for a vez desses meninos? Riachos. melancias. Banana que nem chuchu. apesar da leve mudança no estilo. GABARITO 165. Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira.Textos para a questão 164. papagaios. assim os achávamos como os de lá. nem surfistas. Senhor. faz críticas explícitas ao aspecto ufanista da Carta. II. Diamantes tem à vontade. Araras. e) III e IV. confirma a visão de Caminha sobre a terra descoberta.. árvores. Esmeralda é para os trouxas. Banana que nem chuchu. De plumagens mui vistosas. neste tempo de agora. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFPB-PSS Após a leitura dos textos I e II. araras e papagaios. Cruzados não faltarão. A gente vai passear. Essa ironia é traduzida claramente pelo(s) verso(s): a) A terra é mui graciosa. c) Tem goiabas. No dia seguinte nasce e) Quanto aos bichos. b) I e III. cajueiros.” Texto II “Carta de Pero Vaz (Murilo Mendes) A terra é mui graciosa.

a passagem do saudosismo para a mitificação é instantânea. II. II. passado e futuro fundem-se simultaneamente na mente humana. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) o bom e o interessante representam-se como alvo permanente da ambição humana. Nessa operação mental. Unifor-CE A expressão aura mágica denota no texto um: a) passado feliz. III. Desde o instante em que se nasce já se começa a morrer. Unifor-CE I. e) usar a paronímia a fim de confundir o leitor. Unifenas “O Relógio Diante de coisa tão doída conservemo-nos serenos. e) ar misterioso. até o ruim de outrora ganha uma aura mágica. Entre o saudosismo e a mitificação não há distância. ligado à classificação morfológica do verbo ser. c) usar a homonímia para causar um efeito humorístico. como se o bom e o interessante não tivessem presente. Unifor-CE De acordo com o texto: a) as noções de presente. 168. Os relatos das décadas de 60 e 70 limitam-se a um registro dos fatos sociais mais notáveis. e) II e III. Existe um tipo de operação mental capaz de transfigurar os acontecimentos do passado. Perpassam. d) explorar a sinonímia das palavras. O relógio faz pensar na efemeridade de nossa existência na Terra. Está correto o que se afirma apenas em: a) I e III. d) sentimento saudosista. em todo o poema.166. é sempre menos. Ser é apenas uma face Do não ser. Os versos 3 e 4 expressam a idéia de que. Em suas reminiscências. e) IV.” 69 167. está correto o que se afirma somente em: a) I. A respeito dos enunciados acima. d) I e II. d) III e IV. c) II e III. nem futuro. “É próprio da natureza humana olhar o passado com melancolia. e não do ser. IV. As questões de números 167 e 169 referem-se ao texto abaixo. é correto afirmar que o autor pretendia: a) dizer que havia muitas índias na terra descoberta. sentimentos de angústia. corresponde à nossa existência que é o estado transitório. b) sentido excepcional. b) II. UFPB-PSS A respeito da manchete: Cabral descobre o caminho das Índias. c) os relatos das décadas de 60 e 70 revelam uma nota da melancolia reinante na época. “Ser”. GABARITO 170. no verso 5. d) o saudosismo é sentimento característico daqueles que usufruíram de um passado agradável. b) dizer que Cabral descobriu o caminho que o levaria para as Índias. que é de ligação.Interpretação de texto I Avançar . niilismo e revolta. estamos mais próximos da morte.” Cassiano Ricardo. c) halo de encantamento. b) II e IV. b) é tendência própria da natureza humana a visão fantasiosa do passado. como demonstram os relatos das décadas de 60 e 70. c) III. a cada instante que passa. 169. Considere as seguintes afirmações a respeito do texto: I. Cada minuto de vida Nunca é mais. III.

70 171. 172. antes de começar. quase impossível. Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos. mas nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei. como limites à liberdade de expressão. às vezes com louvores de sustentáculos dela. palavras de ordem. os hábitos de um decênio de arrocho. inibe também a capacidade de criação literária. seria injustiça. Voltar Língua Portuguesa . Unifor-CE O autor situa num mesmo plano. com intenção de dar veracidade aos fatos. Repugnava-me deformá-las. contra a existência de uma censura prévia. o escritor é como um cego. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a delegacia de Ordem Política e Social. d) perdera as anotações que havia feito. com o decorrer do tempo. fazer do livro uma espécie de romance. c) numa época de força policial. b) a falta de liberdade política. que o impediria de publicar seu livro. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos. julgando a matéria superior às minhas forças. dar-lhes pseudônimo.Interpretação de texto I Avançar . Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. b) julgava-se incapaz de colocar num livro os acontecimentos que vivenciara. Unifor-CE O autor enumera razões que justificam um silêncio de dez anos. indulgentes ou cegos.As questões de números 171 a 173 baseiam-se no texto abaixo. c) sentia-se desautorizado a relatar fatos sobre pessoas reais e identificá-las por seu verdadeiro nome. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas e. mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas. com os nomes que têm no registro civil. sem disfarces. ainda nos podemos mexer. caso o escrevesse. depois de muita hesitação. como adiante se verá. digo os motivos por que silenciei e por que me decido. realizando atos esquecidos. mas foram raríssimos esses autos-de-fé. ou alguém em quem não se pode confiar. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade – talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. quando formos verazes. em qualquer época ou lugar. e disto escasso prejuízo veio à produção literária. tiradas demagógicas. repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP. Também me afligiu a idéia de jogar no papel criaturas vivas. Entre elas. Isto. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício. e) tencionava prender-se aos fatos. “Resolvo-me a contar. assim. é incorreta: a) existia uma censura prévia. d) escrever romances só é possível em determinadas situações políticas.” Graciliano Ramos. c) a força policial e a ausência de anotações que sirvam de apoio à narrativa. para publicar suas obras. Unifor-CE Infere-se do final do texto que: GABARITO a) sempre há pessoas que aceitam a opressão política e se beneficiam dela. a polícia. ia-me parecendo cada vez mais difícil. com o uso de pseudônimos ou de outros disfarces. principalmente escrita: IMPRIMIR a) os fatos reais em oposição à invenção literária. me impediram o trabalho. b) um depoimento verdadeiro. ninguém nos dará crédito. esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima. Efetivamente se queimaram alguns livros. os civis não conseguem fazer-se ouvir pelas autoridades do poder. porém. casos passados há dez anos – e. perderemos qualquer vestígio de autoridade e. enfim. 173. d) a impossibilidade de escrever com clareza. Não vai aqui falsa modéstia. redigir esta narrativa. como realmente haviam ocorrido. e a proibição de usar nomes verdadeiros. e) sem liberdade de criação. e) as normas gramaticais e as ações da força policial. Além disso. sem romanceá-los. De fato ele não nos impediu escrever.

“Ciúme. é velha como o mundo. o general mouro. desde os tempos bíblicos. c) A árvore que brota da semente é o símbolo da riqueza material. ou os cofres que tu vais encher e as coisas que tu vais transformar. Voltar Língua Portuguesa . o verniz civilizatório ou. Antes dele e depois dele. paranóico. e o Bem e o Mal sempre brotando da árvore. transtornado. d) a simplicidade da vida campestre. UFSE A idéia central do poema está em: a) Uma semente é a síntese da vida individual.Para responder às questões de números 174 a 175. p. as ruas não estão coalhadas de corpos adúlteros ou apaixonados desprezados. e os ramos benfazejos descendo sobre novos berços. A morte é uma atitude extrema. IMPRIMIR 176. Poesias Completas. c) cultivado pelas elegias pastoris. c) as crianças serão sempre mais felizes e saudáveis se crescerem em contato com a natureza. vê através do pequeno embrião de árvore: a sombra.. no seu cruel desenrolar. para quem é alvo dele. o pastor tocando a sua gaita e a virgem derrubada debaixo da fronde. d) O Bem e o Mal fazem parte da vida.Interpretação de texto I Avançar . Por fim. o trai com um amigo. homens e mulheres mataram (e matam) pelo mesmo motivo: o ciúme. e antes de somares o valor da jóia que vais dar a tua noiva. e) próprio da literatura socialmente engajada. b) os pássaros. UFR-RJ A narração que dá início ao texto aborda um tema: a) ausente nas obras clássicas. familiar e do mundo todo. como lidar com esse veneno Marido apaixonado desconfia que a mulher. tanto espiritual. “Antes de lançares a semente no chão. GABARITO Texto para as questões 176 e 177. perigoso. a sobrevivência do bom senso mesmo que o cotovelo doa colocam freios em boa parte das pessoas que dele sofrem – por isso. induz a uma acomodação do homem à rotina diária. 175. considere o poema que segue. insuportável para quem sente e doído. 2. b) recorrente na literatura universal. mesmo aqueles que prejudicam uma plantação comendo as sementes. e) a árvore é sinônimo de vida. b) A árvore sempre foi e continuará associada à noção da bondade divina. como nas parábolas sagradas dando de comer aos pássaros ou secando nas pedras. 1974.” LIMA. Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas. um sentimento insano. (. antes de calculares os lucros da seara. por elevar seus galhos ao céu. mata a doce Desdêmona. e as sementes. doente. d) inerente a qualquer manifestação literária. A tragédia. Assim foi descrita magistralmente por William Shakespeare. mas o marido só enxerga à sua volta indícios da traição inexistente. e) O cultivo da terra garante os alimentos de toda a população. mas as tragédias clássicas acabam sendo a melhor tradução para a força destruidora e devastadora desse sentimento. UFSE Infere-se corretamente do poema que: a) os galhos de uma árvore podem simbolizar mais as coisas boas que as más.. e o neto do pastor subindo nos galhos à procura dos ninhos escondidos. Rio de Janeiro: Aguilar. A realidade. v. Jorge de. no ritmo lento da natureza. quanto terrestre. 57. no mundo inteiro. desde que eles estejam floridos. e só por isso. mata a mulher e se mata. 71 174. simplesmente. A mulher é honesta. linda. no texto em que Otelo. por aquilo que produz.)” Veja: 14/06/2000. são símbolos do poder divino. no século XVII. o amigo é sincero. e sempre galhos subindo para a glória de Deus e sempre galhos descendo para a fome da terra.

GABARITO Há caminhos suaves para abolir o trote violento. mesmo na cidade: tem presente seu passado.” Flávio Aguiar. UFR-RJ O comentário sobre o ciúme chama a atenção do leitor para: a) a ação inibidora das convenções sociais. c) desligamento da realidade. ou recolher lixo nas praias. e) a importância do século XVII para a literatura brasileira. Uma rês geme.427 bolsas de sangue. como faca. USU-RJ O vento só não causa no poeta: a) postura nostálgica em relação ao tempo. abolido. E geme. Protegido no copo de conhaque. de uma vez por todas. b) a influência maléfica de uma obra literária. alunos do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Veiga de Almeida. Estranha faca: gelo e água. Para participar da festa. USU-RJ Marque a opção que apresenta a palavra que primeiro marca o tempo no poema: a) chuva. 180. como fizeram os alunos de Odontologia no ano passado. c) vento. unidos. gotejante: o vento a corta. d) medo da fugacidade do tempo. como tema constante das tragédias gregas. d) Os trotes tradicionais podem virar trotes solidários. levam os calouros para a rua e. Texto para as questões 178 e 179.Época. Arrecadou-se mais de 200 quilos. o vento chega arrefecido na cidade.) A solução encontrada pela UERJ foi transformar o trote em atividade cívica.. b) intenso questionamento sobre tempo. Em outros estados há iniciativas de trote solidário semelhantes ao da UERJ. todas de São Paulo. e) passa. Em todo o país começa a vir à tona uma série de boas idéias que pode transformar o ritual de entrada na universidade um momento agradável – e não em festivais de estupidez. 3.. promoveram o “trote solidário”. Mais estranho: o mundo é redondo. a Faculdade de Economia e Administração (FEA) e a PUC. b) Há várias maneiras de camuflar o trote tradicional. “(minuano) A chuva escorre na vidraça: na rua o vento uiva.177. Em vez de cumprir tarefas vexatórias. no início do ano. e) Os calouros são a favor dos trotes independentemente do tipo. vagabunda. os calouros ensinaram crianças de favelas a escovar dentes. O vento nasce e morre no horizonte: o mundo é redondo. E no entanto o vento uiva. 179. Há 15 dias. na árvore dobrada.Interpretação de texto I Avançar . que serão doados para obras sociais. divirto-me como os desenhos abstratos Que desenha em gotas na vidraça. do Rio de Janeiro. Univali-SC “Calouros como gente As boas iniciativas que transformam o ritual de entrada na faculdade num momento feliz. d) nasce. 26 de abril de 1999. Marceu . transformaram a recepção em coleta de sangue. d) o adultério. Escolas como a FGV. IMPRIMIR A idéia central do texto é: a) O trote aos calouros deve ser. Voltar Língua Portuguesa . c) os perigos do verniz civilizatório para o homem. tarefa dos novatos de Oceanografia. 72 178. O hemocentro de São Paulo recebeu. e) curiosidade quanto à origem do vento. b) lembrança. Ninguém precisou pedir dinheiro na esquina ou teve os cabelos pintados. E no entanto o tempo passa: Do campo. E sempre prossegue rumo ao norte. c) As universidades têm obrigação de criar trotes sociais. os calouros só precisaram levar 1 quilo de alimento não perecível. (. Lembrança – o vento pertence ao campo.” VIEIRA. o vento nasce e morre no horizonte.

1998. essas coisas constrangedoras para um país que se diz sério e pretende crescer a começar por sua infância. a respeito da organização das idéias do texto. ambos desamparados. em muito poucas circunstâncias. ainda que dificilmente ao mesmo tempo. p. esportistas. pessoas que conseguem imprimir um ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução. c) A responsabilidade das apresentadoras de programas infantis nem sempre é o ponto forte da programação das emissoras. artesãos profissionais e alguns executivos e empresários –. São alguns privilegiados – como artistas. Quero voltar ao Brasil. São apresentadoras medíocres interessadas apenas em ensinar a dança da bundinha. têm família. de outro lado. as outras crianças que têm casa. assistência. mesmo quando dispõem de outras alternativas e as aproveitam. “Confissões de Gisele Bündchen para o editor-chefe da revista Ícaro Brasil. Hoje uma soldada na guerra. Introdução. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto I Avançar . que ficam diante da televisão vendo as representantes da inconseqüência nesse vale-tudo sombrio. 1/2000 (com adaptações). na prática.. No começo eu confesso que trabalhava mais pelo dinheiro. casar. enquanto outras nada têm. Divertir-se trabalhando ou trabalhar divertindo-se é. e. depois.. são apresentadoras dos programas infantis. a dança da garrafa. Lygia – texto de Álvaro de Alves de Faria. E depois? Daqui a cinco anos. Num dia. o termo “muito”. 73 182. em tese. 22. São Paulo: Moderna. e vivem nas ruas. Mac Margolis. comecei a levar o trabalho numa boa. só que o palco é a capa da revista.” Ícaro Brasil. ( ) Na linha 4. Não quero trabalhar para sempre.181. a passarela. é uma palavra invariável quanto a gênero e número. maluquete. destinados às crianças.março de 1999. Então fica assim: de um lado. ingênua e. família. Algumas pessoas dizem que o trabalho é sua principal diversão. d) Uma crítica às apresentadoras de programas infantis. É como vida de atriz. no Brasil. amanhã uma perua no shopping.” CAMARGO.. podem ser vistas como pertencentes a dois grandes grupos. A idéia central do texto é: a) As crianças. no outro. UnB-DF Julgue os itens que se seguem. ( ) Depreende-se do texto que “pessoas que conseguem imprimir ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução” são aquelas que alcançam o “objetivo de todos”. mas pouco ou nada fazem nesse sentido. uma exceção válida para muito poucos. que intensifica “poucos” e “poucas”. Quero aprender com a indústria da moda.” Revista Caros Amigos . a grande legião de crianças abandonadas à própria sorte neste país absurdo.. Univali-SC “. penso em cair fora. Luiz Octávio de Lima. ( ) O texto “ainda que” confere à oração subordinada uma idéia de conseqüência e admite ser corretamente substituído por já que. ( ) O texto demonstra que a tese de que somente o trabalho lúcido dignifica o homem não é comprovada na prática. Com o tempo. ter filhos e uma fazenda. não me destruir com ela. e) Algumas crianças têm tudo: casa. Texto para a questão 183. b) Os programas infantis ensinam às crianças danças constrangedoras e escandalosas. você tem que ser sexy. no Bubby’s. “É difícil ser faber e ludens ao mesmo tempo Somos sempre faber e ludens. que poderiam contribuir para a educação infantil. ( ) Infere-se da leitura do texto que a intensidade e o tempo aplicados ao trabalho são fatores relacionados ao “ritmo pessoal”. In: Educação para o lazer. em Nova York Trabalho e prazer. Texto para as questões 182. mas. o objetivo de todos.

O sentimento experimentado por aqueles que ainda não entendem as inovações tecnológicas é de desconfiança. Embora hoje as tecnologias de comunicação e informática façam parte do cotidiano das pessoas. para depois haver uma adaptação mercadológica. a indagação de suas fontes. a soma das alternativas corretas. ainda não a entendem. com o desconhecido que amedronta. Serão 16 sessões de uma análise completa e descomplicada dos livros indicados para os vestibulares da Federal. atender às demandas sociais. com atenção. A escola não deve opor-se às tecnologias de comunicação e informática. com cautela e moderação. publicada em O Popular. da Católica e outras faculdades. Leia-o. como a qualquer pessoa nas mesmas circunstâncias. construídos historicamente. Afinal. na atualidade. UnB-DF Com relação ao texto e ao fragmento de texto acima. ( ) Para que o fragmento de texto obedeça às exigências da norma culta formal. o pronome pessoal “você” está empregado como indicador de um sujeito indeterminado. 08. É só ler e relaxar que você tira de letra qualquer questão de literatura. Seus padrões são arquitetados simbolicamente como conteúdos sociais. formatos e recursos procura reproduzir as dimensões da vida no mundo moderno. 185. As tecnologias em questão podem ser tomadas como máquinas. em seguida. portanto. às exigências do mercado de consumo para. 133-4). Os padrões das inovações tecnológicas adaptam-se. os múltiplos aspectos que caracterizam a vida do homem. mas utilizálas. Novos modos de sentir. DF: Ministério da Educação. o movimento: o mundo plural hoje vivido. se mostram nos processos comunicativos derivados das necessidades sociais. Os processos comunicativos têm sua origem nas necessidades sociais e. resultam de processos sociais e negociações que se tornam concretas. a democratização de seus usos. você vai ficar mais relaxado e em boa companhia. as expressões “Quero aprender” e “não me destruir” são empregadas como semanticamente equivalentes. 1999.” 74 184. ( ) No fragmento de texto. estas ainda resistem ao seu uso por falta de conhecimento sobre o assunto. julgue os itens seguintes. a consciência de sua existência. 02. em primeiro lugar. é correto concluir que a entrevistada admite que deixou de ser muito faber para se tornar mais ludens. pensar. Texto para a questão 184: “O trecho abaixo foi retirado dos PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – ENSINO MÉDIO (Brasília. 32. por carregar bem o trabalho e precipitar-me. Gisele Bündchen. As tecnologias da comunicação e informação não podem ser reduzidas a máquinas. corresponde tanto a eu. já que estas representam o trato com o novo. respectivamente. UFMS Assinale a(s) alternativa(s) que se mostra(m) ao texto lido. Dê. Qualquer inovação tecnológica traz certo desconforto àqueles que. UFGO Leia a mensagem publicitária abaixo. as expressões “levar o trabalho numa boa” e “cair fora” devem ser substituídas. não invadem a vida das pessoas. viver e ser. 04. respectivamente. em 1º ago. vestibulando e stress dão uma mistura explosiva.Interpretação de texto I Avançar . como resposta. pela significação textual. A organização de seus gêneros. apesar de conviverem com ela. a trabalho e divertimento. DIA 9. SAIA DO STRESS A partir do dia 9. o reconhecimento de suas possibilidades. Elas fazem parte da vida das pessoas. o espaço.183. espelham. mas produtos de práticas sociais. ( ) Considerando que as expressões “faber” e “ludens” correspondem. Cabe à escola o esclarecimento das relações existentes. ( ) No fragmento do texto. pois resultam de processos históricos e sociais que. apesar de simbólicos a princípio. 16. As tecnologias não são apenas produtos de mercado. 01. toda segunda-feira. Fique esperto! Toda 2ª vai ter um novo livro pra você! IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o tempo. p. e responda à questão proposta. adequando-as às suas possibilidades e às exigências do mercado de consumo. acabam por concretizar-se. 1999.

Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. daí se sugere que. Leia o texto que segue para responder a questão 186. 3. Raquel. pode-se afirmar que: ( ) se depreende do texto uma associação entre stress. ( ) a metonímia utilizada na última frase do texto pode induzir o leitor a um equívoco intelectualmente danoso. 1996. passar a cuia de uma mão para a outra. tudo semelhante a “um coração verde com uma artéria de prata”. UCDB. De acordo com o clima. O ideal é tomá-lo numa grande roda. sob um laranjal. 02. como resposta. IMPRIMIR GABARITO “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. ( ) o canal. lendo o material anunciado. Você corrige dois erros.Interpretação de texto I Avançar . para não azedar o mate. respeitando a vez de cada um. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. senão a erva pode azedar. vestibular e leitura dos livros. 75 186. não apenas de relaxar-se e ler a análise dos livros indicados. a leitura obrigatória de livros da literatura brasileira tem um propósito pedagógico. para “tirar de letra qualquer questão de literatura”. 4. 2.. o vestibulando estará valendo-se de um meio de atenuação do stress decorrente das muitas exigências do vestibular. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. O que importa realmente para quem toma mate não são as condições atmosféricas. Você corrige um erro. explicitado pela palavra você. recebe a ênfase nessa comunicação. As duas bebidas – o chimarrão e o tereré – são tomadas sempre durante o dia. 16. tal como aparece no 6º (sexto) parágrafo. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. sem açúcar. como chê-kambá ou cunhataí. ótimo.)” NOVEIRA. “Carregar mate” significa alguém ficar segurando a chaleira.Considerando-se que. regado a água quente. Ed. Se alguém falar alguma frase. mas o espírito de serenidade e união que se cria entre os participantes. devido à predominância da função fática. é oportuno perguntar-se: no cumprimento desse dever que se impõe ao vestibulando? Analisando-se os efeitos de sentido que a linguagem permite criar no referido anúncio. p. Texto para a questão 187. ( ) o vestibulando terá. de uma boca para a outra. pode ser associada à chegada da noite. bem gelado. com sol forte e poeira envolvendo tudo. 23. mas também de ler os próprios livros. alguma palavra em guarani. O uso de palavras ou expressões em guarani faz parte de um ritual mágico inerente à tradição. para o vestibular. dará mais sabor à erva. 08.’ Considere as seguintes atitudes: 1. morena e matuta. A expressão na hora do quiriri. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. O arado e a estrela. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. (. o de acreditar que a análise do livro dispensa a leitura do mesmo.. a soma das alternativas corretas. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que NÃO está(ão) de acordo com o texto. de cachimbo da paz. tudo muito morno e quente. Tereré é o refresco. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. Dê. “Faz parte de nossa tradição tomar mate.” (Lourenço Diaféria) Voltar Língua Portuguesa . Os serviços de uma bugra para “carregar mate” são indispensáveis. a conversa será mais lenta. Se houver os serviços de alguma bugra para “carregar mate”. 01. Você fica louco da vida. uma bomba ou bombilha e a erva moída. 04. O mate é o principal ingrediente tanto do chimarrão quanto do tereré. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. Campo Grande. Chimarrão é o mate cevado. passa-se do chimarrão ao tereré. 32.

UFMT Assinale V. se não for escolado no papo. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. por exemplo. ou pior. toma um susto. literalmente. UEMS No texto I. o que foi uma bênção. inclui as apresentações em várias espécies de salas. back é beque. etc. ou. Pegue um jornal. Leia os textos que seguem. para falso: ( ) Na expressão pichar em muro caiado.187. Ficamos nas adaptações tipo “futevôlei”. como um peru de farofa.” Rachel de Queiroz. se fosse realidade a falada “língua geral” dos índios. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . onde as melodias podem ser originalmente nativas. Eles servirão de base para as questões 188 e 189: Texto I “(. pretendemos ser. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). já que a gente não os conhece nem de nome. pelo menos é o que informam os especialistas. cada uma fala o seu dialeto. e F. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. Mas. é estrangeira imposta pelo colonizador. contrapõem-se duas cores. pelo menos. Imagina se. funk. que. punk. ou até na rua. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo.. etc. pelo menos. tudo é show. A começar que a nossa língua oficial. ( ) O texto faz alusão à escola pela escolha tanto da forma de dizer quanto daquilo que diz. então.Interpretação de texto I Avançar . e) Palavras estrangeiras. Nas páginas dedicadas ao show business. como as do texto. permitem que o falante invente e importe as palavras que melhor lhe convier. é possível inferir que: a) A autora defende a utilização de uma “língua geral” dos índios como língua oficial do brasileiro. tem significação mais extensa. Os índios têm lá os jogos deles. soap-opera. Mas não pega. o pataxó. “meio-de-campo”. uma de aceitação e outra de não-aceitação de problemas relativos à ortografia. o preto e o branco. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. especialmente o futebol (não mais foot-ball). ( ) As opções 3 e 4 refletem posturas diferentes em face da escrita. falemos de nós. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. Pois aqui no Brasil. 76 GABARITO Texto II 188. chamando-o de ‘desporto’. b) O fato do inglês “rechear” os jornais.. como na África. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. c) O português é língua oficial do Brasil e o inglês. para verdadeiro. a todo instante tropeça e se engasga com rap. é engraçado. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. nós a recebemos do colonizador luso. por exemplo: é todo recheado de inglês.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. que alguns tentaram. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro.. deixando de lado os índios que nós. E o leitor do noticiário. demonstra a intenção do jornalista em impor aquela língua. etc. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. mas devem ser chatos ou difíceis. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão “centroavante”. por exemplo. Cantor de forró do Ceará. os brasileiros. por exemplo. o português. d) Os neologismos impostos pelos jornalistas esportivos deveriam ser banidos do nosso idioma. que não se pode traduzir literalmente por “arte teatral”. se você for a fundo no assunto. No esporte é a mesma coisa. ( ) Escrever em muros e paredes e aplicar piche são acepções do verbo pichar e ambos cabem no texto. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro.

GABARITO 192. e) e as coisas que tu vais transformar. João Romão ia atrás. e chegaram finalmente à cozinha. ( ) Dualidade entre o profano e o sagrado. UEMS A respeito do texto II. d) ou os cofres que tu vais encher. adivinhou tudo com a lucidez de quem se vê perdido para sempre: adivinhou que tinha sido enganada. p. c) o valor da jóia que vais dar a tua noiva. Aluísio. Senhor. 229-30. recuou de um salto e. para as não comprováveis. antes que alguém conseguisse alcançá-la. com as mãos cruzadas nas costas. In: Poemas escolhidos. Luz que claro me mostra a salvação. para a ceia do seu homem. São Paulo: Círculo do Livro. ( ) Estruturação do poema segundo padrões clássicos: soneto. Reconheceu logo o filho mais velho do seu primitivo senhor. Jesus!” MATOS. Assinale V para as afirmativas comprováveis no texto e F. à frente deles. então. é possível concluir que: I. É verdade. falar português é como falar inglês. que o acompanharam logo. d) II e III. que hei delinqüido. vendo que ela se não despachava. que havia já feito subir o jantar dos caixeiros. rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue. 1993. b) antes de calculares os lucros da seara. São Paulo: FTD. 191. que a sua carta de alforria era uma mentira. e) III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Jesus.” AZEVEDO. estava de cócaras no chão. Ofendido vos tem minha maldade. ( ) Consciência da efemeridade das coisas. Bertoleza. amor. e um calafrio percorreu-lhe o corpo. escamando peixe. já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado. restituía-a ao cativeiro. b) I e III. e que o seu amante. De coração vos busco.Interpretação de texto I Avançar . Arrependido a tanta enormidade. ( ) Relação de causa e efeito apresentada no verso 3. 281. s/d. Em virtude de tantas palavras importadas. depois um pequeno corredor que dava para um pátio calçado. dai-me os braços. Os polícias. Botelho. p. Arrependido estou de coração. Salvador-BA 77 “Ofendido vos tem minha maldade. II. Num relance de grande perigo compreendeu a situação. Atravessaram o armazém. quando viu parar defronte dela aquele grupo sinistro.” E depois emborcou para a frente. e encaminharam-se todos para o interior da casa. e ofendido. erguendo-se com ímpeto de anta bravia. Uneb-BA Texto I “O sujeito fez sinal aos dois urbanos. não tendo coragem para matá-la. U. Estão corretas: a) I. Delinqüido vos tenho. Soneto. Vencido quero ver-me e arrependido. UFSE “vê através do pequeno embrião de árvore” O verso em que o poeta emprega a palavra correspondente à expressão em negrito é: a) antes de lançares a semente no chão. O inglês é tão usado no Brasil que algumas palavras acabam sendo incorporadas ao nosso idioma. Bertoleza. pálido. Gregório de. ( ) Predominância do hipérbato na primeira estrofe. a rigidez métrica e a regularidade das rimas. O cortiço.189. Misericórdia. desembainharam os sabres. ensinava-lhes o caminho. ( ) Relação de equivalência semântica entre os versos 6 e 7. III. Vaidade que todo me há vencido. Quando necessárias. c) I e II. A salvação pretendo em tais abraços. as palavras estrangeiras são bem-vindas à língua portuguesa. Maldade que encaminha a vaidade. Abraços que me rendem vossa luz. 190.

. solene. Efeitos semelhantes aos que sofreram o inglês e o francês noutras partes da América. b) 1. p. 3 e 5. nenen. a influência da cultura africana. ora ao texto II. e ninguém que não entenda!) E a vizinhança não dorme: murmura. 2. A linguagem infantil brasileira. GABARITO Com base na compreensão do texto. reforça a convergência encontrada pelo autor entre ‘falar’ e ‘saborear’. A que evidencia uma idéia comum aos dois textos é: a) Morte vista como libertação. c) Liberdade. 2 e 4. 3.Texto II “Através de grossas portas. 3 e 5. Gilberto. Sem rr nem ss.. sob a mesma influência do africano e do clima quente.) Esse amolecimento se deu em grande parte pela ação da ama negra junto à criança. b) Liberdade enfocada no plano individual. e) Liberdade como valor imprescindível à condição humana. as sílabas finais moles. 151-2. ed. O autor põe em paralelo os campos da linguagem e da gastronomia brasileiras. IMPRIMIR 5. 3 e 4. 1972. da gente. 1958. firmou-se em todas as regiões do Brasil. A escolha das palavras. bumbum. os ossos. “esse português de menino”. um amolecimento de resultados às vezes deliciosos para o ouvido. O fato apreciado pelo autor constitui uma particularidade da língua portuguesa em solo americano. sentem-se luzes acesas. Não fica bandeira escrita. fruto da luta política. Obra Poética. “Que estão fazendo. palavras que só faltam desmanchar-se na boca da gente. Daí esse português de menino que no Norte do Brasil. 193. 9ª ed. E não só a língua infantil se abrandou desse jeito. festas. do escravo preto junto ao filho do senhor branco. e) 1. c) 1. pensam? Mostram livros proibidos? Lêem notícias nas Gazetas? Terão recebido cartas de potências estrangeiras?” (Antiguidades de Nimes em Vila Rica suspensas! Cavalo de La Fayette saltando vastas fronteiras! Ó vitórias. tatá. analise a coerência das seguintes afirmações: 1. é uma das falas mais doces deste mundo. mas a linguagem em geral. 4. flores das lutas da Independência! Liberdade – essa palavra que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique. indistintamente. 78 d) Denúncia da exploração do homem pelo homem. 3.Interpretação de texto I Avançar . só deixando para a boca do menino branco as sílabas moles. Estão corretas apenas: a) 2. do princípio ao final do texto. toda ela sofreu no Brasil. Voltar Língua Portuguesa .” MEIRELES. bem coletivo. a fala séria. principalmente. Cecília. ao contacto do senhor com o escravo. d) 4 e 5. e mesmo a portuguesa. inventa. inaugurado com a ama negra. tão tarde? Que escrevem. Casa-Grande & Senzala. As afirmativas a seguir referem-se ora ao texto I. lili (. conversam. O autor demonstra perceber que há níveis distintos de formalidade entre o falar da criança e aquele do adulto..” FREYRE. – e há indagações minuciosas dentro das casas fronteiras. imagina. Rio de Janeiro: José Olympio. O falar “doce”. 2. Rio de Janeiro: José Aguilar. pipi. nesses campos. tirou-lhes as espinhas. UFPE “Abrasileiramento da língua portuguesa no Brasil dos primeiros tempos A ama negra fez muitas vezes com as palavras o mesmo que com a comida: machucou-as. as durezas. mas fica escrita a sentença. tem um sabor quase africano: cacá. destacando.

e suas lágrimas queimavam-lhe o coração. Hoje sou funcionário público. de suas noites brancas. Juiz de Fora-MG Assinale o verso que melhor o explica o título do poema: a) “Por isso sou triste. sem mulheres e sem horizontes. este orgulho. E o hábito de sofrer. tive gado. delineia-se o impulso erótico que é. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro. então começou a criar mil sublimes quadros e em todos eles lá aparecia a encantadora Moreninha. que tanto me diverte. Tive ouro. toda cheia de encantos e graças. e. orgulhoso: de ferro.F. estendido no sofá da sala de visitas.F. Juiz de Fora-MG Assinale a alternativa que melhor expressa uma relação de causa e conseqüência: a) “Alguns anos vivi em Itabira. U..F.Leia o texto abaixo para responder às questões de 194 a 196. pois.” c) “este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval.” 195. com seu vestido branco. é doce herança itabirana.. este couro de anta. sem mulheres e sem horizontes. U. Mas como dói!” c) “Oitenta por cento de ferro nas almas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que voou. Itabira é apenas uma fotografia na parede. Mas como dói!” Carlos Drummond de Andrade.” d) “de suas noites brancas. Por isso sou triste. por esse mar imenso da imaginação. e pela primeira vez em sua vida. Juiz de Fora-MG Assinale a única alternativa correta: a) no poema. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. U. abandona a postura crítica. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. 1997 p. ao se tornar funcionário público. 125. mais forte que seu espírito. Joaquim Manuel de. esta cabeça baixa.Interpretação de texto I Avançar . futuro aço do Brasil. não há idéias mais livres que as do preso. Oitenta por cento de ferro nas almas. São Paulo: Ática. esperando-o em cima do rochedo. Hoje sou funcionário público. b) o orgulho faz com que o poeta renegue sua terra natal. tive fazendas. viu-a chorar por ver que ele não chegava. PUC-RJ Texto 1: “Já era tarde. atrevida. que me paralisa o trabalho. Augusto amava deveras.” MACEDO. o nosso encarcerado estudante soltou as velas da barquinha de sua alma. Principalmente nasci em Itabira. vem de Itabira. “Confidência do Itabirano Alguns anos vivi em Itabira. c) o poeta. exercia nele um poder absoluto e invencível. A vontade de amar. e o amor. Ora. reprimido.” b) “Noventa por cento de ferro nas calçadas.” b) “Itabira é apenas uma fotografia na parede. este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. Viu-a. orgulhoso: de ferro. Principalmente nasci em Itabira.” 196. A Moreninha.” d) “Tive ouro. d) o poeta expressa seu entusiasmo por ser itabirano. tive fazendas. no entanto. Noventa por cento de ferro nas calçadas. 79 194. 197. tive gado.

Deus me deu um amor porque o mereci. Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra imensa e contraída como letra no muro e só hoje presente. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história. ou triunfantes e ao vê-los amorosos e transidos em torno. 1996. Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso e talhado em penumbra sou e não sou. 32. 19. “Campo de Flores Deus me deu um amor no tempo de madureza. Rio de Janeiro: Record. Mas sou cada vez mais. ANDRADE. pois que tenho um amor. Amanhecem de novo as antigas manhãs que não vivi jamais. Seu grão de angústia amor já me oferece na mão esquerda. Pois que tenho um amor. Rio de Janeiro: José Olympio. há que amar diferente. mas sou.” ANDRADE. um sistema de erros.Texto 2: “Quadrilha João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. Enquanto a outra acaricia os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura e o mistério que além faz os seres preciosos à visão extasiada. talvez. De uma grave paciência ladrilhar minhas mãos. 5 80 10 15 20 GABARITO 25 30 35 IMPRIMIR 40 Voltar Língua Portuguesa . Em ambos os textos. Carlos Drummond de. pois jamais me sorriram. Carlos Drummond de. percebe-se a utilização de uma mesma temática mas com tratamentos distintos. Onde não há jardim. no mundo. p. Maria ficou para tia. Antologia Poética.Interpretação de texto I Avançar . Deus – ou foi talvez o Diabo – deu-me este amor maduro. p. Reunião. 1973. as flores nascem de um secreto investimento em formas improváveis. Teresa para o convento. porque me tocou um amor crepuscular. que se armou em coágulo. De tantos que já tive ou tiveram em mim. Para fora do tempo arrasto meus despojos e estou vivo na luz que baixa e me confunde. Hoje tenho um amor e me faço espaçoso para arrecadar as alfaias de muitos amantes desgovernados. Era tempo de terra. Raimundo morreu de desastre. 161-3. e a um e outro agradeço. com suas próprias palavras. Explique. João foi para os Estados Unidos. E o tempo que levou uma rosa indecisa a tirar sua cor dessas chamas extintas era o tempo mais justo. a concepção de amor presente nos textos de Joaquim Manuel de Macedo e de Carlos Drummond de Andrade. ed. quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme. eu que não me sabia e cansado de mim julgava que era o mundo um vácuo atormentado. Texto para as questões de 198 a 201. o sumo se espremeu para fazer um vinho ou foi sangue. E talvez a ironia tenha dilacerado a melhor doação. Há que amar e calar. Mas. Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. volto aos mitos pretéritos e outros acrescento aos que amor já criou. o sagrado terror converto em jubilação.

contudo. o eu-lírico: 01. 200. dimensão nova. 64. Dê. Dê. “e”. relativizando a força demoníaca com que ele atua. Dê. O jogo do amor está ligado a questões essencialmente culturais. decorrentes da ação do tempo. “desgovernados” e “triunfantes” expressam estados de espírito experimentados pelos que amam. 32. 32. no verso 26. 16. “ou” e “ou” ligam idéias indicativas de situações contrastantes. enfatiza a origem divina do amor. como resposta. relaciona enunciados sintaticamente equivalentes. “tive” expressa a indeterminação do sujeito. “Onde não há jardim” determina o período em que as flores nascem. esboça um projeto de vida voltado para a superação da amargura e do sofrimento que até então o haviam dominado. a soma das alternativas corretas. Dê. na tentativa de atingir a plenitude amorosa. 199. Há uma explicação correta em: 01. respectivamente. no presente. 08. UFBA No poema. a soma das alternativas corretas. insere a sua realidade amorosa na realidade preexistente. 64. 64. UFBA Constitui declaração comprovável no texto: 01. O enunciado do verso 18 está constituído de idéias que se excluem. 02. “que baixa e me confunde” refere-se a “tempo”. é correto afirmar: 01. A racionalidade bloqueia a expectativa de eternizar o presente. 02. como resposta. O período constituído pelos versos 5 e 6 é construído pelo processo de coordenação e subordinação. UFBA Com referência ao texto. 81 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 32. o que é um recurso do poeta para não se revelar amador. 04. 08. articula sua experiência individual a outras vivências amorosas. 08. tende a se repetir. dando-lhe. “um amor” e “amor” referem-se. “há que” indica possibilidade com relação à declaração anterior. A experiência do amor é diferenciada em função do momento da vida em que ela ocorre. passa de um estado contemplativo e melancólico para outro de renovação e de redescoberta. “ao vê-los amorosos e transidos em torno” indica circunstância de tempo. servindo para especificá-lo. 04. em relação ao tempo em que o sentimento amoroso estava hibernando em seu interior. declara-se ansioso por recuperar o tempo perdido. O título alegoriza um momento em que a vida pode brotar rejuvenescida pelo amor. relata um desencanto amoroso passado que. “sou cada vez mais” conota um redimensionamento da capacidade de perceber o mundo. “pois” introduz um enunciado de valor argumentativo. 08. 04. como resposta. O pensamento que se expõe do verso 9 ao verso 11 tem como declaração principal: “sou cada vez mais”. 16. 16. a soma das alternativas corretas. 201. ao amor vivenciado pelo eu-lírico e ao sentimento amoroso sem objeto determinado. 02. a soma das alternativas corretas. 16. como resposta.Interpretação de texto I Avançar . O sentimento amoroso submete o indivíduo a situações de caráter paradoxal. 02.198. 32. 04. O tempo atual é de crescimento pessoal do sujeito poético.

” e) “Por que. ninguém fala. Voltar Língua Portuguesa . Esse mesmo nível de linguagem é encontrado no fragmento: a) “Toda paisagem tem um ar de sonho. ficamos tão perplexos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palavreia no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. no país do ‘homem cordial’. melhor traduz a formalidade do discurso acima. / Ter os olhos de Marília / Para cismar e cismar. eu perdi o medo do mundo e do vento.” 203.” b) “Tendo-a ao meu lado. c) que a nossa língua materna está sendo a língua inglesa.Interpretação de texto I Avançar .” Revista Veja.” c) “Por que. na linguagem informal.” b) “Por que. b) que devemos evitar o uso excessivo de termos da língua inglesa. Pode-se inferir que o autor do trecho acima considera: a) imperiosa a proliferação de termos da língua inglesa em nossa língua. no país do ‘homem cordial’.. com objetivo de atingir o maior número possível de falantes. É a língua cotidiana.” e) “Quisera pascer cuidados. No caso do Brasil. Assinale a alternativa que. A língua materna é o bem mais caro a que um povo livre pode aspirar. nestes tempos neoliberais. ficamos tão embaraçados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés chalra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. UFMA Considere a fala abaixo do economista Cláudio de Moura Castro: 82 “Porque..202. no país do ‘homem cordial’.” d) “Ó cidade de Ouro Preto / Boa da gente morar! / Numa casa com mirantes / Entre malvas e gerânios. ficamos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e bajulações tagarela no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” c) “Minha terra tem macieiras da Califórnia / Onde cantam gaturamos de Veneza. apareceu o seguinte texto: “Tem coisa que se a gente que é uma das mais avançadas empresas de energia elétrica do mundo não fala.” IMPRIMIR Folha de S. / ou esgueirado pelas bordas / do poço do mundo estéril. somos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palestra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. somos tão atabalhoados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés palra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. no país do ‘homem cordial’. no país do ‘homem cordial’. Uneb-BA Numa propaganda da empresa paulista de eletricidade. sem comprometer o sentido do texto: a) “Por que. de 19/04/2000. com a proliferação das formas da língua inglesa imperando sobre as coisas mais simples do nosso dia-a-dia. d) que um povo livre não usa a língua de seu colonizador. no país do ‘homem cordial’.” Observe que a linguagem utilizada tem a marca do coloquialismo. Paulo. / fecundar óvulos mortos. ficamos tão aturdidos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e adulações conversa no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. na Folha de São Paulo de 25 de julho de 2000. 05/08/00.” 204.” GABARITO d) “Por que. Uniube-MG “Um dos critérios básicos dos conquistadores europeus para se imporem sobre os colonizados foi forçar o uso de sua língua. vemos esse bem ser atingido em seu âmago.

GABARITO c) no texto de Cazuza a crítica feita à burguesia é branda.A seguir. CD 804.. no qual está camuflada uma crítica.” Um bodegueiro na FIEC. pelo sarcasmo e pela denúncia explícita. Triângulo Mineiro-MG A idéia de falta de autenticidade à burguesia pode ser comprovada pelo seguinte verso do texto 1: a) “A burguesia fede!” b) “Com suas perucas de cabelo de boneca. opondo-se.” Burguesia.M. pois. Neves. b) o texto de Falcão tende a ser uma exaltação aos valores burgueses. Texto 1 “A burguesia fede! A burguesia quer ficar rica! (. pela ironia.” e) “A burguesia quer ficar rica!” Voltar Língua Portuguesa . In: Bonito. 206. de Falcão/Tarcísio Matosin Falcão. Leia-os atentamente para responder às questões de números 205 e 206. 83 Texto 2 “Você não faria a menor falta Num dia de domingo no Beach Park Eu não te levaria nem morta para passear comigo no Iguatemi Eu não me atreveria a passar vexame Perante os meus amigos lá da Aldeota Pois agora eu tenho o maior respaldo Nas altas paneladas da alta sociedade Eu sei que a burguesia fede Mas tem dinheiro pra comprar perfume. Triângulo Mineiro-MG A leitura permite afirmar que: a) ambos os textos criticam os hábitos e valores burgueses. porém apontam para a impossibilidade de rompê-los.M. o segundo. F. LP 838 448-1. ao de Cazuza. VAT.. Israel/Cazuza/E. 205. de G. In: Burguesia. F.Interpretação de texto I Avançar .) A burguesia não tem charme nem é discreta Com suas perucas de cabelo de boneca A burguesia quer ser sócia do Country Quer ir em Nova Iorque fazer compras.” IMPRIMIR d) “A burguesia não tem charme nem é discreta.142. questionando de forma contundente os seus valores. lindo e joiado. d) ambos os textos fazem uma crítica social explícita à burguesia.” c) [A burguesia] “Quer ir em Nova Iorque fazer compras. são apresentados dois trechos de músicas. PolyGram. e) os dois textos criticam os hábitos e valores burgueses: o primeiro. o que não ocorre no de Falcão. 1993. 1989. que a denuncia em tom de sarcasmo.

b) Passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades”. Sinto que existe todo um trabalho a ser feito de conscientização feminina – pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais – já que as lutas não serão primordialmente mais no nível do “queremos”. Porque não estão à disposição dos maridos. c) dos companheiros de trabalho. a) “Nunca esteve tão bom para nós.As questões 207 e 208 referem-se ao seguinte texto: “Nunca esteve tão bom para nós. onde sempre lhes disseram que deveriam estar. onde fomos usadas pelo sistema. das passeatas. a luta fundamental para as mulheres é: a) de cada mulher. por melhores salários. Porque não estão coladas nos filhos. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência. c) metonímia. d) comparação. cumprindo a sua vida. mulheres. o que conseguimos. p. É uma luta mais intimista de um lado. “exigimos”. amigos e marido. Reflexões sobre o cotidiano. amigos e marido. 209. mas da prática do obter e do ser. 1986. d) Uma vez profissional. Pensar pelo que brigamos até agora. fora dos jornais” As questões 209 e 210 referem-se ao texto “Natal 1961”.” b) “o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais” c) “Os salários não são iguais. as creches continuam insuficientes” d) “o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher” e) “É uma luta mais intimista de um lado. Os salários não são iguais. onde o confrontamento não será mais com a polícia e o governo somente. 84 d) dos governos. e) das mulheres todas. mas tudo está por fazer. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo. 208. não se sentem cumprindo à perfeição aquelas que são consideradas suas atribuições primordiais. Marina. o que deu errado. pela melhoria das condições de vida das mulheres. Nunca foi tão difícil. Unifor-CE Há conotação em: a) “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações no sistema de produção. mulheres. para exigir seus direitos publicamente em passeatas. b) de todas as mulheres. a fala do dono do hotel e a menção ao congresso internacional de solidariedade articulam-se de modo a constituir uma: a) metáfora. o que fazer de agora em diante. UFF-RJ Assinale a opção que transcreve a passagem do texto. mais difusa na realidade.” COLASANTI. fora dos jornais. 124-5. cujo sentido corresponde ao fragmento de Marina Colasanti: “Culpadas estão quase todas as que trabalham. contra todos os governos que as oprimem. UFF-RJ Segundo o texto. A luta de base.Interpretação de texto I Avançar . o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher: fonte de culpa e medos. Mulher daqui pra frente. Muito está colocado. as creches continuam insuficientes. para conscientizar os colegas. São Paulo: Linoart. 1981. de formiguinha. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Porque não estão em casa. amigos e marido.” SUPLICY. abordado nas questões de 62 a 64. o sexo é uma confusão total entre o agir e o sentir. e) hipérbole. c) Ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos. Unifor-CE No segundo parágrafo. e) Um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver. mas basicamente com os companheiros de trabalho. 207. Marta. b) ironia. Nem tão difícil. Esta é uma hora para se parar e pensar. Porque. 210.

somos seres lineares. o tempo trabalha a nosso favor. e) Os escritores não desconhecemos as dificuldades daquele que escreve. no campo da concordância. ambas. publicado na Revista Época. a presença de algumas das muitas expressões lingüísticas nas quais o fator tempo aparece. Voltar Língua Portuguesa . 212. Unifor-CE O segmento em que uma metáfora está explicitada em outra metáfora é: a) A vida estoura em bombas como também em dádivas de toda natureza. participou do concurso e espera ser aprovado. c) catacrese. O lapso de tempo corresponde à expectativa média de vida entre as mulheres (79 anos). “Eis uma definição ampla de tempo. d) Escrever é triste. UFMA Considere o trecho do ensaio “O fascínio do calendário”. Formas claras De luares. b) metonímia. e) “há muito tempo que não vejo” está no sentido denotativo e “bons tempos” no sentido conotativo. cristalinas. o que nos deixa agradecidos. por exemplo. extraída do Oxford English Dictionary: ‘Uma extensão finita de uma existência contínua’. ou do mosquito Anopheles (de 7 a 10 dias).211. Denominase silepse esse tipo de concordância.. no sentido denotativo.” 85 GABARITO Pode-se observar. parece que foi ontem. de neves. a) Alguém. d) Todos farão o possível para que as realizações correspondam à esperança geral. 213. de neblinas!.. Assinale a alternativa que contém silepse..’ E cedo cedo incorporamos a consciência do tempo em nossa vida e em nossa cultura. Ó Formas vagas. b) O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. fluídas. bons tempos. ‘Uma das primeiras coisas de que tomamos consciência quando nos tornamos conscientes é a passagem do tempo’. resultante do cruzamento de sensações. que: a) “tempo de vida” e “o tempo trabalha a nosso favor” estão. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. IMPRIMIR b) “há muito tempo que não o vejo” e “parece que foi ontem” estão. diz David Ewing Duncan. chamada: a) metáfora. da leitura do fragmento acima. brancas.. com base nas expressões suscitadas nas três últimas linhas do trecho. d) “tempo de vida” está no sentido conotativo e “maus tempos” no sentido denotativo. maus tempos. É possível afirmar.” Encontra-se uma figura de linguagem.Interpretação de texto I Avançar .. não revolve os intestinos da vida. Unifor-CE Muitas vezes. Impede a conjugação de tantos outros verbos. d) sinestesia. e) Purê de palavras. ‘A razão é simples: nascemos e depois morremos. c) Não corta na verdade a barriga da vida. Nosso linguajar cotidiano está cheio disto: tempo de vida.. Incensos dos turíbulos das aras. c) “bons tempos” está no sentido denotativo e “parece que foi ontem” no sentido conotativo. opera-se uma integração entre os mecanismos gramaticais da Língua e a significação de palavras e expressões. há muito tempo que não o vejo. UEPI Em: “Ó Formas alvas. e) antonomásia. ambas. c) Fomos ouvidos com atenção. Desse fato resulta a substituição da concordância formal pela concordância ideológica. no sentido conotativo. de 20 de dezembro de 1999. b) Vossa Senhoria demonstra ser a mais preparada das concorrentes. autor de um livro sobre a evolução dos calendários. 214.

fazendo-a crer que é rainha. e) o homem ser a fonte das alegrias e desventuras dela. d) o homem evitar vê-la como objeto e procurar tê-la como sua companheira de vida. d) ironizam a linguagem rebuscada de determinadas pessoas que utilizam uma fala empolada no seu dia-a-dia. por último. e a mulher será como deve ser. e) enfatizam o uso de vocábulos estranhos e esdrúxulos. como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dele. terna e pudica esposa. filha e irmã dedicadíssima. 86 b) são neologismos criados intencionalmente na língua e possuem comprovada significação. Guarde-se bem o homem de ter a mulher para seu joguete. desde o berço até o leito de morte. ou sua escrava. a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela. dedique-lhe. preocupando-se com a tonicidade e a economia das palavras. Voltar Língua Portuguesa .215. b) o homem guardar-se de tratá-la como companheira da sua vida. Pode-se depreender que os termos selecionados: a) ligam-se ao movimento antropofágico da 1ª geração modernista. 216. da UNISC. terna e pudica esposa. Cessai aqueles tolos discursos com os quais atordoais sua razão. trate-a como uma companheira da sua vida. é: IMPRIMIR a) o homem exercer uma influência real sobre o destino dela e sobre o destino das nações. Cintilações de uma alma brasileira. ao lado do homem. uma educação como exige a grande tarefa que ela deve cumprir na sociedade como o benéfico ascendente do coração. Mulheres / Ed. rumo à regeneração dos povos. a nomes de medicamentos. c) são palavras que fazem parte do cotidiano da língua e relacionam-se. considere-a desde o berço até seu leito de morte. inspirando nela o deleite que se experimenta ao cumpri-los. c) o homem vê-la como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dela. 115-7. 1997 p.Interpretação de texto I Avançar . devendo ela participar de suas alegres e tristes aventuras. e por conseguinte sobre o destino das nações. UFF-RJ “Educai o coração da mulher. boa e providente mãe”. boa e providente mãe. cujo expoente é Oswald de Andrade. Florianópolis / Santa Cruz: Ed.” FLORESTA. mas a mulher que deve progredir com o século dezenove. Nísia. quando nada mais é que a escrava dos vossos caprichos. na sua grande maioria. esclarecei seu intelecto com o estudo de coisas úteis e com a prática dos deveres. de acordo com o texto. joguete ou escrava. Não façais dela a mulher da Bíblia. purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz. nem muito menos a mulher da Idade Média: da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo. de Nelson Sargento. GABARITO A condição indispensável para que ocorra uma mudança no papel que a mulher exerce como “filha e irmã dedicadíssima. UFMA Considere o texto: “Fui fazer um samba Na mesa de um botequim Depois de umas e outras O samba ficou assim Estrambonático Palipopético Cibalenítico Estapafúrdico Protopológico Antropofágico Presolopépico Atroverático Batulitrético Pratofinâmbolo Calotolético Carambolâmbolo Posolométrico Pratofilônica Protopolágico Canecalônica É isso aí É isso aí Ninguém entendeu nada Eu também não entendi” “Idioma Esquisito”. com claro conteúdo semântico.

c) a consulta médica deve incorporar as práticas de um ritual religioso. avermelhando gradativamente o horizonte (embora o resto do céu continue azul). ao trombarem. o laranja e o vermelho. a) A tonalidade azul do céu se deve à ação da atmosfera sobre as cores cujas ondas têm menor amplitude.” Jornal do Conselho Federal de Medicina. o amarelo. prenhe de respeito e carinho pelo semelhante. Lendo-se o trecho. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ao longo de um dia. seus raios têm que atravessar um pedaço maior da atmosfera.” Superinteressante . a distância a ser percorrida pelos raios solares aumenta. colidindo com mais obstáculos. no crepúsculo. d) As cores do arco-íris. A vermelha é a última onda de luz que consegue cruzar a atmosfera e nos atingir. GABARITO Assinale a idéia não contida no texto. Triângulo Mineiro-MG “Antes de tudo a atenção médica como uma forma de relação entre pessoas é provida do atributo mágico da afeição pela condição humana. dão aos raios solares as respectivas tonalidades. À medida que o Sol vai se pondo. Mas as menores (o violeta.M. b) entre médico e paciente deve prevalecer um código humano de fraternidade. é branca. o céu fica preto com a ausência de luz: não chega mais nenhuma cor e nem se vê mais nenhum espalhamento. poluição e gotículas d’água infiltradas entre as moléculas de gás que compõem a atmosfera. Setembro/99. c) As cores.Interpretação de texto I Avançar . o tratamento médico fica comprometido. o verde. da Universidade de São Paulo.217. até as ondas longas. O branco resulta da soma das sete cores do arco-íris – o violeta. conclui-se que: a) a conhecida máxima cristã norteia qualquer forma de relação entre as pessoas. e) sem uma certa dose de magia. as cores formadas por ondas de maior amplitude contornam essas partículas e as moléculas. separando as cores. porque a atmosfera filtra os seus raios. acabam trombando e se desviando. explica o físico Henrique Fleming. tingem o céu de azul e o Sol fica amarelo. e) Ao pôr-do-sol. espalhando-se. Afinal. somadas. pois o Sol está abaixo do horizonte. Por fim. Com isso. que é a soma das cores restantes: o verde. o azul e o anil) não conseguem se desviar e trombam. Cesgranrio “O Sol muda de cor por causa da atmosfera ?Por que o Sol muda de cor durante o dia? !A luz solar não é amarela nem vermelha. por isso o astro-rei fica vermelho no pôr-do-sol. Quando o Sol está alto. Nós enxergamos o Sol com tonalidades diferentes. o anil. laranja e vermelho.1997. o azul. o amarelo. d) o sucesso do diagnóstico médico depende da empatia com o cliente. o laranja e o vermelho. e repousa no preceito basilar do cristianismo: ‘ama a teu próximo como a ti mesmo’. F. “A nossa percepção do Sol muda por causa das irregularidades na camada de ar que envolve a Terra e pela distância que a luz percorre na atmosfera”. b) A ação da atmosfera sobre os raios solares é responsável pelas diferentes tonalidades do Sol. 87 218. dão à luz solar a cor branca. Existem partículas de poeira.

talvez seja rato de biblioteca ou consumidor de romances. ‘ler o tempo’. um livro. pois. diante de um empurrão proposital. um vaso. Quer dizer: não o lemos. (. um cinzeiro. em ler superficialmente.) Será assim também que acontece com a leitura de um texto escrito? Com freqüência nos contentamos. UFR-RJ Partindo-se das reflexões da autora.. nos encontramos diante de um deles como se fosse algo totalmente novo. b) errada. seu conteúdo passam a ter sentido. para a autora. E quando se diz que uma pessoa gosta de ler. surdos. ainda que o indivíduo não saiba decodificar a escrita. basta que se decifrem as palavras para acontercer a leitura. a figura que representa. O que é leitura. 7-10. para a autora. histórias em quadrinhos. pois a autora afirma que o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. ainda que nossos olhos continuem a fixar os sinais gráficos. as imagens. na medida em que interpreta o que observa. Ler é interpretar. Falando em leitura. Reagimos assim ao que não nos interessa no momento. para a autora. e) certa. 88 219. Um discurso político. está: a) certa.. Neste sentido. o ridículo ou adequação ao ambiente em que se encontra. Se o texto é visual. IMPRIMIR c) certa. “Falando em leitura. Voltar Língua Portuguesa . Só então se estabeleceu uma ligação efetiva entre nós e esse objeto. Se é sonoro.) (. ou de franca defesa. d) errada. folheto. Não acrescentamos ao ato de ler algo mais de nós além do gesto mecânico de decifrar os sinais. pois. e o leitor visto como decodificador da letra. ficamos cegos a ele.. O formato. GABARITO b) gesto rotineiro de “passar os olhos”. não o compreendemos. o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. Minha resposta a esse incidente revela meu modo de lê-lo. por economia ou preguiça. revista. Sentimonos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. minha reação pode ser de mero desagrado. Bastará porém decifrar palavras para acontecer a leitura? Como explicaríamos as expressões de uso corrente ‘fazer a leitura’ de um gesto. para a autora.. pois. Um dia. limitamo-los à sua função decorativa ou utilitária. em última análise. uma conversa. um quadro. uma peça musical. a leitura é uma atividade que se constrói através de um diálogo entre quem lê e o que é lido. Por essas razões. fotonovelas e histórias em quadrinhos. ‘ler o olhar de alguém’. só podemos ler textos escritos e esses textos precisam ter uma relação direta com a nossa realidade. a cor.. uma necessidade nossa. pois. (. em relação ao texto. fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’. p..Interpretação de texto I Avançar . E consideramos sua beleza ou feiura. a fazer sentido para nós. de uma situação. d) ato prazeroso de decodificar romances. e) modo de perceber as relações sintáticas que constroem o texto. indicando que o ato de ler vai além da escrita? Se alguém na rua me dá um encontrão. o leitor é visto como um decifrador da letra se contenta em ler superficialmente. o material e as partes que o compõem. fotonovelas. mas o mais comum é pensarmos em leitura de livros. diante de uma batida casual.“ MARTINS. ‘ler o espaço’. E a tendência natural é ignorá-las ou rejeitá-las como nada tendo a ver com a gente. ao começarmos a pensar a questão da leitura.Leia o texto a seguir e responda às questões 219 a 221.” Pode-se dizer que a afirmativa acima. ‘passar os olhos’. uma língua estrangeira. podemos ter em mente alguém lendo jornal. Ática. uma fantasia. sem jamais tê-los de fato enxergado.) Sem dúvida. c) ato de construir sentido para aquilo que se lê. 220. por motivos os mais diversos. melhor. Sobretudo se esses sinais não se ligam de imediato a uma experiência. UFR-RJ “Ler não é uma atividade restrita ao ato de decifrar um código escrito. São Paulo.. uma aula expositiva. Maria Helena. ele pode ser considerado leitor. ‘vive lendo’. pode-se concluir que o ato de ler é.. como se diz. Outra coisa: às vezes passamos anos vendo objetos comuns. um: a) gesto mecânico de decifrar sinais. impossível dar-lhe sentido porque ele diz muito pouco ou nada para nós.

Interpretação de texto I Avançar .221. 223. b) admirar a composição com o fundo. UERJ A escolha da figura humana no primeiro plano busca provocar no espectador a seguinte atitude: a) questionar a opção pelo tema. em 1994. d) a infância e o mundo adulto. 222. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) quando se começa a ler o texto não se pode deixar de ler cada palavra. onde os refugiados se encontravam instalados. São Paulo: Companhia das Letras. Sebastião. c) o progresso e a guerra. Com base na foto abaixo. pois a leitura da palavra depende da leitura do mundo. “O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado fez esta foto num campo de refugiados instalados em equipamentos ferroviários na fronteira da Croácia com a Sérvia e a Bósnia. b) o real e o imaginário. 2000. Assim como textos. c) surpreender-se com o gesto do menino. d) refletir sobre o desamparo da criança. pois a leitura de cada palavra depende da leitura do texto. d) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. pois a leitura do mundo depende da leitura da palavra.” 89 SALGADO. Êxodos. responda às questões de números 222 e 223. ressalta o contraste entre: a) o metal e a terra. pois a leitura do texto depende da leitura da palavra. UFR-RJ Paulo Freire. pois a leitura da palavra não depende da leitura do mundo. b) quando se começa a ler o mundo não se pode deixar de ler a palavra. c) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o texto. ao enquadrar o trem parado ao fundo. UERJ O fotógrafo. nos diz que: a) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. enquanto o trem no segundo plano comenta este tema. fotografias podem ser lidas: o menino que aparece no primeiro plano funciona como o tema da foto. ao afirmar que “a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e que a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”.

V – V – V – F 75. V – F – F 39. F – V – F – F – V – V 16. b 67. d 66. c 47. c 15.Interpretação de texto I Avançar . d 56. a 40. b 4. d 69. c 70. d 23. d 35. V – V – F – V – F 91. b 33. V – V – F – V 9. c 27. V – V – F – F – V 95. V – F – V – V – F – F 2. a 34. d 82. a 65. e 84. c 8. e 80. V – F – V – F 3. d 55. a 83. V – V – F – V – F 92. V – V – V – F 74. a 78. 28 60. c 72. b 68. b 63. a 19. 02 49. V – V – F – F – V 28. c 5. V – V – F – V 93. V – V – F – V 37. b 21. V – V – F – F – F 29. b 13. b 88. b 14. a 52. V – F – V – F – V – F 94. b 22. c 41. 01 50. b 25. V – V – F – V – F 96. V – F – V – F – F 18. d 86. 56 42. d IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . V – V – V – F – F 17.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I 1 1. F – V – V – V 38. c 64. d 73. b 30. e 51. 05 71. 34 61. c 36. a 81. b 11. b 85. 56 59. d 44. F – F – F – V 48. e 89. b 79. b 46. 07 58. 25 62. c 45. V – F – F – F 76. a 26. c 32. b 12. c 6. F – V – V – V 77. e 53. c 54. d 43. b 31. c 57. 54 10. e 7. b 87. c 24. a 20. V – V – F – F – V 90.

a 111. a 113. c 102. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. 101. a) Narrativa. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. A autoridade se considera digna de trato respeitoso e cordial. a 106. V – V – V – F 108. a 129. podendo ser caprichosa. Uma dentre as formulações: • Os textos são ambos narrados em primeira pessoa. 98. V – V – F – V 110. b 118. e 103. a 133. b) O(s) dono(s) do cachorro. c 134. • Julgamos os outros pela aparência. d 128. c 114. b) Uma dentre as reescrituras: • As crianças enterram-no no fundo do quintal. V – F – V – F – V 127. Nos currais do Sobradinho. 120. V – F – V – V – V 125. c 124. e 112. 99. d 119. d 130. passei os anos de pequenice. • As crianças o enterraram no fundo do quintal. . c 132. 121. a 123. o animal desconfiado que tem dentro de nós. a) Julgamento pela aparência. F – F – F – V 126. b) Uma dentre as frases: • E o homem continua achando que um banho. . no debaixo do capotão de meu avô. e não impõe a si mesma limites para reagir ao que julgue falta de consideração. b 117.ou Agora apareceu uma nova. c 104.ou O ser humano. V – F – V – V 109. 80 105. avô do personagem-narrador. • Maquiada. • O ponto de vista é interno à narrativa. 122.2 97. d 131. O segundo satiriza a família e os representantes da ordem social com quem o narrador travou contato. arbitrária e violenta.Interpretação de texto I Avançar . c 115. • As crianças enterraram o coelho no fundo do quintal. c 107. d 116. 100. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a) Agora surgiu uma nova. O primeiro texto apresenta um tom nostálgico e respeitoso diante do poder e da autoridade do patriarca.

b 165. F – V – V – F – F 183. c 169. a 195. c 203. 26 146. F – V – V – F – F 147. b 204. V – F – V – V 188. V – V – F – F – F 160. F – V – V 149. caracterização do poder absoluto do amor sobre as personagens. b 190. d 211. e 214. a 216. c 151. Pinto Fernandes. 198. V – V – V – F 162. e 210. valorização da fantasia e da imaginação. c 166. F – F 148. a “que não amava ninguém”. e 212. b 194. a 178. e 179. e 221. b 172. O tema é tratado no texto 2 a partir de um tom crítico e irônico. a 205. V – F – F – V 186. d 163. c 219. c 136. 54 199. a 222. e 137. e 206. d 209. b 191. a 197. e 173. d 215. 22 187. 51 201. a 208. a 153. b 143. a 140. d 154. d 150. a 141. c 189. d 217. c 155. b 156. a 176. e 168. b 177. a 171. c 196. apontando o desencanto e o desencontro entre as personagens. e 175. e 193. e 139. Resposta: A concepção de amor no texto 1 indica idealização do sentimento amoroso e da mulher amada. 09 158. V – F – V – F 184. 04 202. c IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .3 135. d 159.Interpretação de texto I Avançar . é a única do grupo que ironicamente encontrou um par. 08 185. c 213. d 223. V – V – V – F 161. d 182. 43 145. c 152. a 138. c 167. b 142. V – F – V – F – V 164. b 180. Diferente dos outros que cumpriram um destino solitário ou trágico. b 207. b 157. d 181. a 170. 46 200. a 174. 34 144. uma personagem fora da quadrilha. c 220. Lili. b 218. V – F – V – F – F – V 192. ela se casou com J.

e para Paulo era o início da revolução. Paulo. era expressiva” – constituem exemplos de gradação de idéias. Há frases assim felizes. para os falsos: ( ) A citação: “uma questão grave. estão governando o mundo. em gazeta ou em viagem de terra ou de mar. Nascem modestamente. gravíssima” e “Era nova. conforme o dicionário Aurélio. por conjetura ou por indício.. pág 59 – 60. repetiu Natividade.” Esaú e Jacó. As próprias idéias nem sempre conservam o nome do pai. “Desacordo no Acordo Não esqueça dizer que. mamãe. era enérgica. Paulo respondeu com trinta mil expressões de ternura. as opiniões é que não. até que muita gente a fez sua. A diferença única entre eles dizia respeito à significação da reforma. que para Pedro era um ato de justiça. concluindo um discurso em S. Cap. mas a opinião uniu-os.” ( ) “Trinta mil expressões de ternura”. era enérgica. metonímia em “esperemos o sol“. Cada um pega delas... resta emancipar o branco’. Natividade não acabava de entender os sentimentos do filho. as opiniões é que não. caracteriza um hipérbato. ( ) “– As opiniões é que não. UEGO Assinale V. se era a política que o faria grande homem.’ — As opiniões é que não.” ilustra um discurso indireto. declarando no fim que tudo lhe poderia sacrificar. Estavam então longe um do outro. e vai levá-las à feira. antítese. ‘Emancipado o preto. pelo raciocínio. uma questão grave e gravíssima os fez concordar também. pegou da pena e escreveu uma carta longa e maternal. “Essas definições encaixam-se perfeitamente à interpretação que Natividade deu ao contexto e à frase. ‘Não. Como então não sacrificar?. discurso ou conversa. Outrem a repetiu. dar com. à semelhança das idéias. onde todos as têm por suas. no dia 20 de maio: “A abolição é a aurora da liberdade. Relia a frase da carta e a do discurso e tinha medo de o ver perder a carreira política. Alguém a proferiu um dia.. e F. Não achava explicação. 1 GABARITO 1. era uma ameaça ao imperador e ao império. ela que sacrificara as opiniões aos princípios. verteas como pode. Nem sempre as mães atinam. nascidas de nada e de ninguém. como a gente pobre. quando menos pensam. em “preto e branco. emancipando o preto. achar. 37. em 1888. não era de ninguém.. e continuou a viver sem mácula. ainda que por diversa razão. ( ) Atinar. Era nova.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . são: metáfora em “A abolição é a aurora da liberdade”.LÍNGUA PORTUGUESA FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A Texto para a questão 1. ( ) As figuras de linguagem presentes na frase do discurso. Não atinou.” Natividade ficou atônita quando leu isto. era expressiva. A data explica o fato: foi a emancipação dos escravos. inclusive a vida e até a honra. como no caso de Aires.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . resta emancipar o branco. esperemos o sol. para os itens verdadeiros. significa: “descobrir pelo tino. Ele mesmo o disse. repetiu Natividade acabando de ler a carta. Não atinou que a frase do discurso não era propriamente do filho. muitas aparecem órfãs. acertar com. e. ficou sendo patrimônio comum.

”. Portugália. Consolava-os a saudade de si mesmos. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. à entrada do saguão. o autor está empregando a linguagem: a) denotativa. insípida e incolor. Lisboa. e) sinestésica. bases. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. D. olhando um para o outro. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa.Leia o texto a seguir e responda a questão. e) somente a afirmativa I. d) as afirmativas II e III. p. pois na água também há um lugar para a tragédia humana.F. Aguiar estava encostado ao portal direito. II. com as mãos sobre os joelhos. Congela a zero graus centesimais e ferve a 100. In: Obra Completa.” GEDEÃO. move os êmbolos das máquinas. sob tensão e a alta temperatura. sais. há uma leitura denotativa da realidade (propriedade e funções da água. Na segunda estrofe. tinha os braços cruzados à cinta. Aguilar. quando a pressão é normal. Carmo. lição pretendida pelo eu-lírico. U. Ao transpor a porta para a rua. entrei e parei logo. UFR-RJ Em “Consolava-os a saudade de si mesmos. ácidos.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Reduzida a vapor. por isso. 1972. achei aberta a porta do jardim. Rio de Janeiro. permite constatar o descompasso existente entre o mundo da ciência e o mundo da poesia. “Sem data Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. mas de um modo geral. sob um luar generoso e branco de camélia. apareceu a boiar o cadáver de Ofélia com um nenúfar na mão. No texto. pode-se dizer que está(ão) correta(s): a) somente a afirmativa III. 2. b) coloquial. Memorial de Aires. III. Pelotas-RS Leia atentamente o poema abaixo: “Lição sobre a água Este líquido é água. disse comigo. 2 3. d) paradoxal.” ASSIS. GABARITO Após a leitura do poema. Antonio. ciclo hidrológico) mesclada a uma leitura conotativa. à esquerda. ‘Lá estão eles’. Fui a pé. embora incorreta. Machado de. Embora com exceções. dei com os dois velhos sentados. Com relação às afirmativas acima. se denominam máquinas de vapor. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Foi nesse líquido que numa noite cálida de verão. dissolve tudo bem. A mudança de tempo verbal na poesia simboliza a passagem de uma linguagem pretensamente denotativa para uma linguagem que relata ações humanas. Poesias completas (1956–1967). É um bom dissolvente. analise as seguintes afirmativas: I. b) as afirmativas I e III. c) conotativa. 1989. Quando pura é inodora. há uma informação físico-química que. c) as afirmativas I e II. Ao fundo. 244-5. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. que.

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . U. entre outras. 15. Desnudos.” 5. Nem água. nem peixe. d) III e IV. Estão corretas as afirmações dos itens: a) I e III. Alforjes vazios. ( ) Os dois primeiros movimentos do texto juntam indivíduos de diferentes classes sociais. E ele chegou. IESB Julgue os itens. Predomina no texto o nível elevado de linguagem por situar-se acima da linguagem padrão. Serviu-lhes a paz. Olhou-os nos olhos. I. 5.5) e olhos tão ávidos (v. Sentaram-se à mesa. Ao longo estendida.Texto para a questão 4: “A Paz 1. Sentiu-lhes o frio. 20. Alfenas-MG Considere as seguintes afirmações a respeito do excerto acima. ( ) O terceiro movimento da leitura do texto apresenta intertextualidade com o texto bíblico. ( ) Nos versos 16 e 17. ( ) olhos opacos (v. De seda. b) I e II.” Neusa Peçanha. Alforjes tão cheios Os olhos tão ávidos. compreensão e interpretação textuais. Sentaram-se à mesa. Vieram vestidos De linho. A função de linguagem predominante no excerto é a referencial. conseqüência. ( ) O verso 21 poderia ser escrito assim: “Chamou-os de meus filhos”. Chamou-os meus filhos. GABARITO Texto para a questão 5. II. “O sistema circulatório sangüíneo é um vasto e complexo circuito de vasos que tem como peça principal o coração. Sentiu-lhes a fome. sem incorrer em qualquer erro gramatical. nem pão. 10. Na redação do texto. foi usada a linguagem de nível técnico. segundo os critérios da leitura.11) configuram oposição em nível conotativo. e) I e IV. caracterizada por um léxico próprio das áreas da ciência e da filosofia. Nem vinho. ocorre a figura de construção chamada polissíndeto. Na branca toalha. A palavra “pois” introduz oração que indica conclusão. III. 3 4. Vieram famintos. c) II e IV. IV. Cansados. Os olhos opacos.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . pois é do seu trabalho que resulta a força propulsora que impulsiona o sangue através de toda a rede vascular.

O trecho abaixo reproduzido é parte desse capítulo e aborda. entre outras coisas. Mário. no romance não há lugar para as tintas sentimentais e heróicas nem para o abuso de peripécias inverossímeis. de. a seqüência que apresenta sentido claramente irônico. “Esparadrapo”. isento de qualquer traço idealizante. há outras. Por exemplo. mas. indica que o Major ficara: a) indiferente. b) machucar-se.’” ALMEIDA. tão do gosto do romance romântico da época. uma vida tão regular e tão lícita. extraído de um ensaio sobre Memórias de um Sargento de Milícias. o Leonardo havia sido detido pelo Major Vidigal. e) destruir. ofendê-lo em sua vaidade de bom comandante de polícia.Leia o texto a seguir e responda a questão. em Memórias de um Sargento de Milícias. O romântico fruto de uma pisadela e de um beliscão. mas tendo-o deixado mal. a expressão fora às nuvens. *Incunábulo: [do lat. uma leitura nos surpreende.) arranjasse depois a soltura. 4 GABARITO 7. Manuel A. que parecem estar insinuando outra coisa. 1992.” WALDMAN. 83. e entretanto aquele lhe viera pôr sal na moleira.m. de ser seu amigo. c) envaidecido. Globo 1987 p. “Memórias de um Sargento de Milícias (fragmento) No capítulo XIII. tinha-o por seu inimigo irreconciliável enquanto não lhe desse desforra completa. FTD. e) inimigo irreconciliável. fosse qual fosse a sua natureza. Berta. era realmente um mal naquele tempo ter por inimigo o Major Vidigal. consegui fugir. UFMS O texto literário utiliza a língua de maneira criativa e original. UFR-RJ A expressão “quebrar a cara” é largamente empregada na língua portuguesa com sentido conotativo. por exemplo./S. driblando a escolta. muitas vezes. d) enfurecido.. aliás de nobre sentido. b) eufórico.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . e degradá-lo diante dos granadeiros. UFMS Leia o texto abaixo. e devem ser entendidas no contexto em que se encontram. Já se vê pois que as fortunas do Leonardo redundavam-lhe sempre em mal. o Vidigal era até capaz. d) fosse qual fosse a sua natureza.” QUINTANA. Memórias de um Sargento de Milícias. Incunabulu: berço] Adj. Voltar Língua Portuguesa . sob pena de a compreensão do texto como um todo ficar prejudicada. intitulado Escapula. Da preguiça como método de trabalho. Se o Leonardo não tivesse fugido.. ‘O Major Vidigal fora às nuvens com o caso: nunca um só garoto. c) uma vida tão regular e tão lícita. retiradas do fragmento transcrito do romance. lhe havia podido escapar. Texto para as questões 7 e 8. no caminho para a prisão. Quem pregava ao Major Vidigal um logro. c) desistir. pois certas palavras e expressões apresentam significados novos ou fora do comum. o sentimento do Major frente à situação. e tinha-o consigo em todas as ocasiões. por fim de contas. 2 – Começo. São Paulo. IMPRIMIR Identifique entre as alternativas abaixo. por isso. a quem uma vez tivesse posto a mão. No entanto. citada. 1 – Diz-se do livro impresso até o ano de 1500.. 6. b) em sua vaidade de bom comandante de polícia. Nesse sentido. como o Leonardo. principalmente quando se tinha. ed. Rio de Janeiro. ficava-lhe sob a proteção. Quem quebrou a cara fica mesmo com cara de esparadrapo. origem. ‘incunábulo*’. e arranjasse depois a soltura por qualquer meio. d) desanimar. “Esparadrapo Há palavras que parecem exatamente o que querem dizer. a) se o Leonardo (.. na 1ª linha. O vocábulo que melhor traduz o emprego conotativo dessa expressão é: a) fracassar. 8. “Prodígio de humor e ironia. e) meditativo.

5 Indique a opção.9. indispensável para a afirmação da cidadania. cremos.. É o tipo de texto que analisa. da difusão da informação de interesse público. Egon José. e) A continuação do exercício desta prática jornalística. b) Esta base. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. III. participativa e laica.. o autor premia os cinco sentidos do corpo humano.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . U. 11.. com boas intenções. que possibilite o trânsito correto da informação. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. c) . cremos... Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. Esta base. b) casa.. A continuação do exercício desta prática jornalística. acreditamos. o desejo de interferir ativamente no comando dos destinos da comunidade.” SCHRAMM. Jornal de Santa Catarina. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. tem especial relevância a existência da imprensa livre. 10. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. II e III. b) em II e III. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. que acreditavam poder aqui edificar uma sociedade livre. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. Na construção de uma sociedade justa e democrática.. e não o sentido figurado. assinale a alternativa que contenha um sinônimo para a palavra senda: a) vereda. Considere as seguintes afirmações: I. II. conotativo. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água.. se vale do sentido como conotativo da linguagem: a) Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. 22 de setembro de 1999. O texto constrói-se basicamente no uso de sinestesias e prosopéias. retirada do texto acima.. d) apenas em I. d) turma. Está correto o que se afirma: a) em I. é uma das boas notícias que aguardamos para o próximo século. Nas referências descritivas de seres inanimados.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” Carlos Drummond de Andrade. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. c) banda. d) .) Mas a cidadania não se constrói apenas com palavras. Univali-SC “Visões de um novo tempo (. tem especial relevância a existência da imprensa livre. c) em I e II. interpreta e explica os dados da realidade. da difusão da informação de interesse público. e) companhia. pluralista... cuja frase. e) apenas em II. PUC-PR Considerando apenas o sentido próprio... denotativo.

com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. esta monotonia acabou por exaurir-me também. Em geral. AEU-DF Leia o texto “A língua na literatura brasileira” e depois julgue os itens seguintes.” e) Onomatopéia é o emprego de palavra cuja pronúncia imita o som natural da coisa significada. o capricho e a moda inventam e fazem correr. GABARITO 13. porém. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos.” d) Metonímia é a designação de um objeto por palavra designativa de outro objeto que tem com o primeiro uma relação. / “Ora. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. pela qual se pode evitar usar expressões mais diretas ou chocantes. porque. Nem tudo tinham os antigos. e que apenas conserva o hábito externo. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. para referir-se a determinados fatos. A este respeito a influência do povo é decisiva. mas que sabem perfeitamente os clássicos. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. outros há que os adotam por princípio. o que é um mal. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. Feitas as exceções devidas.12. / “Os amigos que me restam são de data recente. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. / “O que aqui está é. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem.” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . não se lêem. entendemos os anos de mil e quinhentos. A influência popular tem um limite. locuções novas. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. à força de velhas. como se diz nas autópsias. o interno não agüenta tinta. ou de dois ou mais versos. mal comparando. “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. se fazem novas. ( ) Por “no século de quinhentos”. ( ) Há silepse de pessoa em “nem tudo temos os modernos”. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. como tudo cansa. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. ( ) A expressão “ganham direito de cidade” alude à irrefutável inserção de novos termos na língua e sua conseqüente aceitação por parte de todos que a utilizam. são os erros de grafia e de pronúncia das palavras. / “Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falar-me e a dizer-me que. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. Pelo contrário. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. – não me parece que se deva desprezar. nem tudo temos os modernos. ou antes por uma exageração de princípio. Quis variar e 1embrou-me escrever um livro. de membros da mesma frase. vida diferente não quer dizer vida pior. em relação à semântica e à estilística. Há portanto certos modos de dizer.” 6 ( ) Os “solecismos” de que nos fala no texto. UFF-RJ Assinale a opção em que os elementos grifados nos trechos a seguir exemplificam a figura de linguagem apresentada.” c) Anáfora é a repetição de uma ou mais palavras no princípio de duas ou mais frases. Cada tempo tem o seu estilo. a) Paronomásia é o emprego de palavras semelhantes no som. pegasse da pena e contasse alguns. é outra coisa.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . ( ) “Divergência” não implica diferentes posturas diante do tema abordado por Machado. / “Entretanto. não se lêem muito os clássicos no Brasil. Mas se isto é um fato incontestável. porém de sentido diferente. Divergência digo. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. desentranhar delas mil riquezas que.” b) Eufemismo é uma substituição de um termo.

Se chovia só eu sabia que era sábado. não? No Rio de Janeiro. São também utilizadas expressões populares no texto. UFMT-Modificada Antes de julgar os itens abaixo. leia o texto “Atenção ao sábado”.. O autor se utiliza de prosopopéia em alguns versos. de súbito. Clarice. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. d) ênfase e comparação. 7 ( ) Sábado ao vento e grande esforço metálico são construções de valor denotativo e monossêmico. b) apenas a III está correta. ( ) Ocorre personificação em a semana vai morrer e antes do vento espantado. Então eu não digo nada. vejo que é sábado de tarde. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. Global. nós já tínhamos tomado banho. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. Itajubá-MG “Motivos de alegria e de tristeza” – “. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. Os melhores contos de Clarice Lispector. vou na valsa A vida é tão rara Enquanto todo mundo espera a cura do mal E a loucura finge que isso é normal Eu finjo ter paciência O mundo vai girando cada vez mais veloz A gente espera do mundo e o mundo espera de nós Um pouco mais de paciência” Lenine. III e IV estão corretas. uma rosa molhada. Tem sido sábado. sábado de manhã. 15. d) I e IV estão corretas..” LISPECTOR. e) contraste e alusão. GABARITO Analise as afirmações abaixo com base no texto apresentado. c) todas as afirmações estão corretas. F. trancados na ilha do nosso egoísmo”. Univali-SC “Paciência Até quando o corpo pede um pouco mais de alma A vida não pára Enquanto o tempo acelera e pede pressa Eu me recuso faço hora. b) eclipse e paralelo. e) II. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. a abelha no quintal. para os verdadeiros. Use V. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . III. IV.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Seleção de Walnice Galvão. Domingo de manhã também é a rosa da semana. e F para os falsos. quando se pensa que a semana vai morrer. o rosto inchado. sangue e mel.14. A alternativa correta considerando o texto apresentado é: a) nenhuma está correta. I. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. 1997. antes do vento espantado poder recomeçar. II. a) ironia e hipérbole. São Paulo. e o vento: uma picada. 16. Há antíteses na letra da música acima. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. ( ) A expressão Tem sido sábado deixa de indicar um dado sobre o tempo e descreve o estado de espírito da personagem. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. c) antítese e metáfora. Reconheça as figuras de linguagem que aparecem nestas duas frases. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. aparentemente submissa. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas.M. mas já não me perguntam mais. A palavra paciência tem um sentido denotativo.

de uma boca para a outra. Quintana alude ao sentido denotativo da palavra modernista. p.” 04. uma bomba ou bombilha e a erva moída. jamais fiz distinção entre uns e outros. sob um laranjal. UCDB. Sendo assim.. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. “O ideal é tomá-lo numa grande roda. identifique. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. na incauta adolescência. IMPRIMIR GABARITO 01. passa-se do chimarrão ao tereré. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. sem açúcar.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. “É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. um outro sentido que se acrescenta ao seu sentido primeiro (sentido denotativo. “Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfumarem a tarde com suas pontas de lata. 23.” 08. regado a água quente. habitual). retirados do texto de Raquel Noveira. a conversa será mais lenta. embora sem querer. E assim. ( ) Ao colocar entre parênteses a palavra “ainda” . Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. ( ) Os “acrobatas” são os poetas parnasianos em oposição aos nefelibatas simbolistas. Voltar Língua Portuguesa . “Faz parte de nossa tradição tomar mate. a soma das alternativas corretas. sem querer. em prol do equilíbrio universal. além de tudo. Raquel. alguma palavra em guarani.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. Quanto a estes. de cachimbo da paz. ótimo. (.. entre novos e velhos. respeitando a vez de cada um. como resposta. E. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. sem rede de segurança . Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. no texto em que estão inseridas. O arado e a estrela. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. ‘Carregar mate’ significa alguém ficar segurando a chaleira. são por natureza os nossos filhos naturais. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. 18. sob um laranjal.” 8 ( ) No texto “geração espontânea” reporta-se a criação súbita. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. por sua vez. como chê-kambá ou cunhataí. Quanto a mim. sem açúcar. não existe geração espontânea.” 02. “. 1996. em relação à semântica e à estilística. UFMS A conotação ocorre quando as palavras ganham. Ed. dará mais sabor à erva. Tanto de um como de outro grupo etário. Tereré é o refresco. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. para não azedar o mate. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. aquele(s) em que há presença de conotação. com os espetáculos de circo dos parnasianos.” Dê. a conversa será mais lenta. com a sua livre poética. ressuscitada a cada geração. explosão criadora. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados.17. morena e matuta. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. Campo Grande... Os (ainda) chamados modernistas. Se alguém falar alguma frase. “Chimarrão é o mate cevado. ( ) A expressão “sem rede de segurança” significa sem as amarras da técnica poética tradicional. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. entre os trechos abaixo. De acordo com o clima. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar.)” NOVEIRA. tudo muito morno e quente. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. AUE-DF Leia o texto “Novos & velhos” e julgue os itens seguintes.” 16. regado a água quente. Acontece que. ( ) Há ironia em “a sandice não constitui privilégio de ninguém”. próprio. Chimarrão é o mate cevado. passar a cuia de uma mão para a outra. O ideal é tomá-lo numa grande roda. bem gelado. Se houver os serviços de alguma bugra para ‘carregar mate’.

. sujou. 22.. Foram utilizados dois níveis de linguagem. enche o cara de chumbo.. Engrossou. e) ironia. c) hipérbole. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . retiradas de revistas de circulação nacional. está denominada corretamente entre parênteses: a) “O pai do ciberespaço” – Isto é. O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela fenomenologia de Feurbach.. ou seja.. com vocabulário rico. b) prosopopéia.. mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho. III. por: a) Você traz o revólver que nós vamos dominar o caixa bonito. Predomina nessa frase a figura de linguagem denominada: a) metáfora.. b) Me traga o revólver que nós vamos dominar facilmente o caixa. – Valeu.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . sem mudar o sentido. 20.. Disfarça. O guarda se afasta. em linguagem formal.. Univali-SC Indique o item em que a figura de linguagem existente nas manchetes.” Luís Fernando Veríssimo. A linguagem utilizada pelos assaltantes pode ser considerada correta apenas no segundo momento de suas falas. 9 GABARITO 21. – O berro. Ou que os iluministas do século 18.. agosto/99 (ANTÍTESE). UEMS Sobre a linguagem utilizada nesse trecho.. na passagem do guarda. U. b) I. II e III. Estão corretas: a) II e III. agosto/99 (PROSOPOPÉIA)... e outro culto. O conteúdo e o vocabulário da linguagem dos assaltantes não está de acordo com os níveis de linguagem empregados.19. é correto afirmar: I. cheio de gírias. – Tá com o berro aí? – Tá na mão.. Pra arejá. – Ih. d) Traga-me o revólver que vamos dominar de maneira bela o caixa. e) I e II.. – Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com algumas sílabas a mais. “. d) eufemismo.. 14/04/99 (PLEONASMO). O guarda passa por eles. 30/06/99 (METÁFORA). II. c) I. 27/01/99 (METONÍMIA). sendo um popular. d) I e III. UEMS A expressão “Tu traz o berro que nóis vemo rendê o caixa bonitinho”. Leia o texto abaixo e responda às questões 21 e 22. e) “O gigante e os anões” – Superinteressante. – Então vamlá. e) Traga o revólver que vamos dominar facilmente o caixa. c) “A canoa furada dos impostos” – Veja.. c) Tu trazes o revólver que vais dominar o caixa. Alfenas-MG “Os prédios são altos e se espreitam traiçoeiramente com binóculos na sombra”. b) “A supermoeda murchou“ – Veja. – Podes crê. É só entrá e pegá. d) “Um passado escrito por pólen e lascas de madeira” – Superinteressante. poderia ser substituída. tá recheado? – Tá.. Apareceu um guarda. – Discordo terminantemente. Servicinho manero. disfarça. Dois homens tramando um assalto.

você foi embora e eu vou na papelaria comprar uma borracha. através da ironia que minimiza diferenças entre passado. Beijo na boca. e) Ambos ridicularizam a desilusão amorosa. 10 Na composição do excerto.23. São Paulo: Brasiliense. 26. U. preferindo dar ênfase aos assuntos cotidianos. 2ª ed. c) suavização de uma idéia através da substituição de uma palavra. 25. “Happy End o meu amor e eu nascemos um para o outro agora só falta quem nos apresente” GABARITO CACASO. o poeta emprega termos figurados por falta de palavras mais apropriadas. despertando atenções para o eu-lírico. Londrina-PR Leia os poemas abaixo: “Pronto pra outra gravei seu olhar seu andar sua voz seu sorriso. (. d) relação entre percepção de sentidos diferentes. A figura de linguagem em questão é a: a) catacrese.. 1984. b) Vi com meus próprios olhos.. b) Ambos focalizam a temática amorosa. mas com a idéia a eles associada em nossa mente”. 13. U.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . p. p. e) perífrase. 87. e) emprego de termos que se referem a conceitos contrários.)” José Paulo Paes.” CHACAL. gosta de fazer bonito. é correto afirmar: a) Ambos redimensionam a desilusão amorosa tanto através da elevação espiritual quanto do recurso a elementos prosaicos. Assinale a alternativa em que esse tipo de figura acontece. Ninguém chupa a manga da camisa. Alfenas-MG “Ninguém coça as costas da cadeira.E. espere um pouco / Que é pro meu samba poder chegar. Alfenas-MG Definição: “Silepse é uma figura de linguagem que ocorre quando efetuamos a concordância não com os termos expressos. d) Ambos ignoram a temática amorosa. a) Aos amigos faltou-lhes coragem. b) relação de termos que consiste no uso do todo pela parte. que sofre transformações decisivas do passado para o futuro. d) metonímia. IMPRIMIR Sobre os poemas. Drops de abril. e) “Quando a gente é novo. 2000. c) metáfora. c) “Luar. U. Voltar Língua Portuguesa .” 24. presente e futuro. b) sinestesia. Rio de Janeiro: 7 letras. c) Ambos enfocam a temática amorosa. embora continuem professando a fé no amor definitivo que não será superado sequer pela morte.” d) Toda profissão tem seus espinhos. como na poesia marginal em geral. UFR-RJ No fragmento “que bom passar a mão no som da percalina” percebe-se: a) a correlação entre o sentido próprio e o sentido figurado das palavras.

27. UFGO-Modificada
“Mestre do Coro Quem te ensinô essa mandinga? - Foi o nego de sinhá. O nego custô dinhero, dinhero custô ganhá, Camarado. Coro Cai, cai, Catarina, sarta de má, vem vê Dalina. Mestre do Coro Amanhã é dia santo, dia de corpo de Deus Quem tem roupa vai na missa, quem não tem faz como eu.”

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O fragmento transcrito apresenta um registro lingüístico próprio também das rodas de capoeira, conforme pode ser atestado em O pagador de promessas, de Dias Gomes. Sobre a linguagem do trecho citado, pode-se afirmar que: ( ) a variedade não-padrão cumpre seu papel comunicativo, desde que pautada pela clareza e coerência. ( ) na 1ª estrofe, o vocábulo custô tem o mesmo sentido, nas duas construções em que foi usado. ( ) a palavra camarado apresenta uma flexão de gênero, imprópria, de acordo com a norma padrão. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 28.
“O samba do Ernesto O Arnesto nos convidô prum samba Ele mora no Brás Nóis fumo e não encontremos ninguém Nóis vortemos com uma baita duma reiva Da otra vez nóis num vai mais Nóis num semos tatu Notro dia encontremos co’ Arnesto Qui pidiu discurpa mas nóis num aceitemos Isso num si faiz Arnesto nóis num s’ importa Mais você devia ter ponhado um recado na porta Ansim Óia turma num deu pra espera Aduvido que isso num faiz már Num tem importância nóis si habitua”
Adoniran Barbosa e Nicola Caparrino.

GABARITO

28. UFMT ( ) O texto retrata um pedido de desculpas de amigos que não se vêem há muito tempo. ( ) “Aduvido, vortemos, ponhando, ansim, óia” são marcas de uma variedade lingüística utilizada por pessoas de pouca ou nenhuma escolaridade. ( ) “Prum, num, cuma, duma, pra” marcam a moralidade oral do texto. ( ) Sempre que é usada a primeira pessoa do plural, no texto, a desinência verbal é adequada.

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29. Uniube-MG
“Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. Chegou-se à beira do rio. A areia fofa cansava-o, mas ali, na lama seca, as alpercatas dele faziam chape-chape, os badalos dos chocalhos que lhe pesavam no ombro, pendurados em correias, batiam surdos.”
RAMOS, Graciliano, Vidas secas.

Observando-se, neste excerto de Vidas secas, a linguagem do autor, pode-se afirmar que a expressão grifada é uma figura de linguagem denominada: a) onomatopéia. b) pleonasmo. c) aliteração. d) eufemismo. 30. U.E. Londrina-PR Observe os quadros abaixo.

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GABARITO

O comentário irônico de Mafalda no último quadro refere-se, fundamentalmente, a uma figura de linguagem presente nos quadros anteriores, que é: a) hipérbole. b) metáfora. c) aliteração. d) metonímia. e) pleonasmo. 31. Uniube-MG Há figuras de linguagem em: I. antítese em “o meu dia foi bom, pode a noite descer”; II. prosopopéia em “a noite com seus sortilégios encontrará lavrado o campo, a casa limpa, a mesa posta”; III. metáfora em “com cada coisa em seu lugar”; IV. comparação em “quando a indesejada das gentes chegar / (não sei se dura ou coroável)”. Estão corretas as afirmativas: a) I e II. b) I e III. c) I e IV. d) II e IV.

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Leia, a seguir, o fragmento retirado do livro Macunaíma, de Mário de Andrade, e responda a questão 32.
“– Meu avó, dá caça pra mim comer? – Sim, Currupira fez. Cortou carne de perna moqueou e deu pro menino, perguntando. – O que você está fazendo na capoeira, rapaiz! – Passeando. – Não diga! – Pois é, passeando... Então contou o castigo da mãe por causa dele ter sido malévolo pros manos. E contando o transporte da casa de novo pra deixa onde não tinha caça deu uma grande gargalhada. O Currupira olhou pra ele e resmungou: – Tu não é mais curumi, rapaiz, tu não é mais curumi não... Gente grande que faiz isso...”

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32. UFGO Uma característica importante das línguas é o fato de que elas não são uniformes nem estáticas. Fatores como região, classe social, idade, entre outros, explicam suas variações. Tendo em vista o comentário que você acabou de ler e as particularidades lingüísticas do trecho de Macunaíma, julgue os itens. ( ) A construção “dá caça pra mim comer” é típica da linguagem oral, representado, portanto, uma variação de “dê-me caça para eu comer”, própria da norma padrão. ( ) O emprego de palavras como “rapaiz” e “faiz”revela variação no nível dos sons, indicando pronúncia de um falante, no caso o Currupira, que utiliza a variedade padrão língua. ( ) Em “por causa dele ter sido malévolo”, ocorreu uma variação no nível sintático, uma vez que esse enunciado, na norma padrão, corresponde a “por causa de ele ter sido malévolo”. ( ) O enunciado “Tu não é mais curumi”, apesar de ser um exemplo de falar informal, está de acordo com a língua padrão, como se pode verificar pela concordância verbal. 33. Cesgranrio Assinale a opção em que há correspondência entre o período e o recurso estilístico a ele atribuído. a) “Quem pode vai para fora” – hipérbato. b) “Aquele jardim era meu amigo” –metonímia. c) “Eles são as minhas aldeias” – metáfora. d) “Uma voz de água no silêncio” – anáfora. e) “Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!” – anástrofe. 34. U. Santa Ursula-RJ-Modificada Primeiramente, nos versos “de carne e de memória” / “de osso e de esquecimento” e nos versos “bocas bafos bacias” / “bandejas bandeiras bananeiras”, o autor se utiliza dos seguintes recursos de linguagem: a) metáfora e comparação; b) metonímia e aliteração; c) antítese e aliteração; d) comparação e hipérbato; e) paradoxo e aliteração.

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LÍNGUA PORTUGUESA

1

FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. V–V–F–F–F c d V–V–V–V–V a a d c d c d F–F–V–V–V b F–V–V c c V–V–F–V–V 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 18 b a b e e a a d V–F–V F–V–V–F a c a V – F –V – F c c

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LÍNGUA PORTUGUESA

V O C A B U L Á R IO
1. UFRN-Adaptada Essas previsões podem parecer ousadas, mas, no fundo, são até conservadoras” Assinale a opção em que o vocábulo traduz o sentido de ousadas: a) audaciosas. b) magníficas. c) impulsivas. d) duvidosas. 2. Unifor-CE Assinale a alternativa em que se substitui uma frase por outra de sentido equivalente. a) os videogames induzem à passividade = os videogames não permitem o isolamento. b) a ponto de não ter de esforçar-se = tanto que não precisa de muita vontade. c) porque inibem a vontade = porque estimulam o desejo de brincar. d) o jovem tende ao retraimento = o jovem procura distrair-se. e) Atividades físicas e em grupo são um antídoto = exercícios físicos comuns são a solução. 3. Emescam-ES
“Hoje, a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. Momento por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos, que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. Aos quatro anos, eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distância a idade fisiológica da psicologia, corpo de criança e alma de mulher. O sonho é substituído pela TV, as histórias cedem lugar aos programas de auditório, e as fadas, bruxas e reis, aos brinquedos eletrônicos. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. (...) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto, cansadas perante um futuro que ainda não viveram, viciadas em indigência intelectual e espiritual.”
Excerto de “Memória de um Dinossauro”, de Frei Betto. A Gazeta, Vitória, 08. set. 98 p. 05.

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GABARITO

Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto; isso ocorre em: a) “suficiente discernimento” – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso; b) “insistência pirralha” – teima persistente da criança; c) “embotelhada em danças” – especialista em danças; d) “ritmo da esquizofrenia” – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais; e) “indigência intelectual e espiritual” – pobreza de cultura e de espírito. 4. UFF-RJ No fragmento “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência.”, pode-se substituir a palavra em negrito, sem alteração de sentido, por: a) limite. b) momento final. c) término. d) objetivo. e) ponto extremo.

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5. Univali-SC
“Retrato do Brasil quando ainda jovem Como se explica o otimismo de nosso povo? Algumas pesquisas e levantamentos recentes, tenham ou não a ver com as comemorações dos 500 anos de Descobrimento, revelam um Brasil cuja ambigüidade torna cada vez mais difícil decifrá-lo e defini-lo em termos de personalidade e temperamento. De um país em crise e cheio de mazelas, onde, segundo o IBGE, quase um quarto da população ganha R$ 4,00 por dia, o que se esperaria? Que fosse a morada de um povo infeliz, cético e pessimista, não? Não. Por incrível que pareça, não. Os brasileiros não só consideram seu país um lugar bom e ótimo para viver, como estão otimistas em relação ao seu futuro e acreditam que ele se transformará numa superpotência em cinco anos. Pelo menos essa é conclusão de um levantamento sobre a “utopia brasileira” realizado há pouco pelo Data Folha.”
VENTURA, Zuenir. Época, 08/05/2000.

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Os sinônimos que poderiam ser utilizados para substituir as palavras destacadas no texto encontram-se, respectivamente, na opção: a) impressão / descrente / fantasia; b) equívoco / duvidoso / infelicidade; c) incerteza / seco / irrealização; d) indeterminação / cego / quimera; e) que tem dois sentidos / que não crê / felicidade. 6. Unifor-CE Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases apresentadas. Sem ..............., a criança ............... os comandos do jogo eletrônico, em que ............... eram perseguidos. a) hesitar – compulçava –animaizinhos b) hesitar – compulsava – animaisinhos c) hesitar – compulsava – animaizinhos d) exitar – compulsava – animaisinhos e) exitar – compulçava – animaizinhos 7. Unifor-CE Uma sociedade ............... é aquela em que os ............... têm ............... dos problemas que atingem todos aqueles que a compõem. As lacunas serão corretamente preenchidas com: a) armonioza – previlegiados – consciência b) armoniosa – privilegiados – conciência c) harmonioza – privilegiados – conciência d) harmoniosa – previlegiados – consciência e) harmoniosa – privilegiados – consciência 8. U.F. Juiz de Fora-MG “...Sou adepto do voto inútil! Vote inútil!!!” (Luiz Eurípedes Massiére) Um significado alternativo para a palavra acima destacada é: a) partidário. b) contrário. c) representante. d) rebelde. 9. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Para se restringir a compreensão das mensagens a uns poucos detentores do código lingüístico...” = limitar. b) “O uso correto do idioma não é um refinamento...” = requinte. c) “Porém, o oficialismo deveria, pelo menos, abster-se de usar estrangeirismos para evitar o ridículo de ser brega...” = impedir. d) “Não se trata de xenofobia.” = aversão a coisas estrangeiras.

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10. UFPR Leia o texto abaixo:
“A referência a Xuxa, além de providencial, é pertinente. Ela é pioneira nesse fenômeno, tão característico do Brasil de hoje, que é a erotização das crianças. Faz anos que, consciente ou inconscientemente, lhes dá aulas de sedução. Outras a seguiram na TV, entre louras que a imitam e reboladoras profissionais, mas Xuxa detém a palma do pioneirismo. Merece ser considerada um símbolo da permissividade da televisão brasileira.”
Veja, 18/08/1999.

Marque V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que todas as expressões são apropriadas para substituir as expressões em negrito, sem prejuízo para o sentido do texto. ( ) menção – apropriada – interrompe – da licenciosidade. ( ) convocação – irritante – conserva – da abertura. ( ) observação – relevante – possui – da liberalidade. ( ) menção – apropriada – conserva – da falta de limites. ( ) saudação – obrigatória – interrompe – do vale-tudo. ( ) alusão – relevante – ostenta – da liberalidade. 11. Unifor-CE O solecismo ou erro de sintaxe torna a linguagem ...............ou ..............., por estar em ............... com as normas do padrão culto da língua. As lacunas da frase apresentada estão corretamente preenchidas em: a) incompreencível – imprecisa – dezacordo b) incomprensiva – imprescisa – desacordo c) incomprensiva – imprecisa – dezacordo d) incompreensível – imprecisa – desacordo e) incompreensível – imprescisa – desacordo 12. Unifor-CE O vocábulo em negrito está corretamente substituído por outro, sem prejuízo do sentido original, em: a) a influência do povo é decisiva = prejudicial. b) não lhe inseriu riquezas novas = descobriu. c) a receber e dar curso a tudo = ensinar. d) depurando a linguagem = purificando. e) se isto é um fato incontestável = divergente. 13. U. Alfenas-MG-Adaptada A palavra “então” do trecho “apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura como autor da nota” tem o sentido de: a) naquela ocasião. b) nesse caso. c) além disso. d) nesse tempo. e) naquele lugar. 14. PUC-RJ-Adaptada
“Se além das prendas (...), D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência...”
Machado de Assis.

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GABARITO

As expressões abaixo estão dicionarizadas como acepções possíveis para preterir. Qual delas melhor poderia substituir o verbo no contexto em que é empregado no texto? a) ultrapassar. b) omitir. c) deixar de parte. d) ir além de. e) ser ilegalmente promovido.

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15. Unifor-CE A expressão em negrito está corretamente substituída por outra, sem prejuízo do sentido original, em: a) provocam cíclicas retrações = periódicas diminuições. b) premido pelas circunstâncias = decepcionado. c) para satisfazer exigências formais = leis costumeiras. d) mão-de-obra não-especializada = trabalho incomum. e) um futuro se não promissor = de desesperança. 16. Uniube-MG-Adaptada A expressão “dia-a-dia” no trecho “as coisas mais simples do nosso dia-a-dia”, pode ser substituída, sem que se altere o sentido da frase, apenas pela expressão grifada em: a) Não há trabalho para se fazer de supetão, mas dia a dia. b) Dia após dia aumenta a violência em nosso país. c) Obras de Machado de Assis fazem parte de meu cotidiano. d) A insegurança do brasileiro aumenta a cada dia. 17. Uniube-MG “Se pintar um clima, você pode caprichar no estilo, descolar um gato e curtir um papo legal.” Considerando-se a variedade lingüística que se pretendeu reproduzir nessa frase, é correto afirmar que a expressão proveniente de variedade diversa é: a) pintar um clima; b) caprichar no estilo; c) descolar um gato; d) curtir um papo legal. 18. Univali-SC
“Notas de um Nobel A julgar pelas últimas declarações do escritor português José Saramago, o Prêmio Nobel de Literatura que lhe foi atribuído em 1998 tornou-se um fardo difícil de ser carregado. Saramago reclama de falta de tempo para escrever. Hoje ele é uma espécie de arauto da língua portuguesa que percorre os quatro cantos do mundo propagandeando o idioma de Camões. Os recém-lançados Cadernos de Lanzarote II, segundo volume de seus diários, vão de 1996 a 1997 e mostra um Saramago andarilho, que deixa seu lar em Lanzarote, uma das Ilhas Canárias, dá voltas pela Europa, circula no Brasil e ainda tem tempo de salpicar as páginas de seu diário com observações perspicazes e poéticas. Para quem conhece os romances de Saramago, o estilo pode parecer frugal. Mas é aquele tipo de simplicidade que só alguém que pensa e escreve bem sabe fazer. Não faltam ao escritor o senso de humor, a ironia e uma delicadeza especial na percepção das coisas. (...)”
VOLPATO, Cadão – Época, 26 de abril de 1999.

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GABARITO

No texto, os vocábulos arauto, perspicazes e frugal podem ser substituídos, respectivamente, pelos sinônimos: a) mensageiro – inteligentes – modesto. b) representante – talentosas – insosso. c) que sabe – que observam – parco. d) eminente – sagazes – exagerado. e) propagandista – complicadas – sóbrio. 19. F. Católica de Salvador-BA-Adaptada A substituição proposta à direita mantém o significado do contexto em que o termo transcrito aparece em: a) “toda” em “metade de toda a força” – qualquer. b) “algum” em “com algum êxito” – pouco. c) “apenas” em “foram selecionados apenas os chefes” – mal. d) “ainda” em “O Brasil ainda tem uma vantagem” – afinal. e) “Assim que” em “Assim que a economia voltar a crescer, isso vai ser consertado” – Quando.

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20. Uniube-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está corretamente interpretada de acordo com seu sentido. a) “E só estando ao abrigo das necessidades (e do mau tempo) é que poderemos, com calma e sapiência, manipular os peões...” = sabedoria. b) “Pena que os bispos sejam tão renitentes.” = teimosos. c) “Acho que nenhum patriota sincero se oporia a esta medida tão salutar e higiênica” = moralizadora. d) “Conto com teu bom senso para tratar com severidade os trabalhadores, sem deixar-te levar por pieguices.” = sentimentalismos. 21. F.M. Triângulo Mineiro-MG-Adaptada “... uma relação é provida do atributo mágico...” “... prenhe de respeito e carinho...” “... repousa no preceito basilar do cristianismo...” Os sinônimos mais adequados para as palavras em negrito nos trechos acima são, respectivamente: a) dotada, repleta, fundamental; b) portadora, isenta, simples;

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c) concebida, marcada, único; d) destituída, madura, básico; e) incentivadora, plena, indiscutível. 22. U.E. Maringá-PR Assinale a(s) alternativa(s) em que as palavras em destaque podem ser substituídas pelas palavras que estão em itálico, respectivamente. 01. “A conclusão da primeira etapa de decodificação do genoma humano...” – o epílogo – leitura. 02. “A complicação é que se desconhecem quantas casas e edifícios existem de fato na metrópole e qual a função de cada um dos imóveis.” – o obstáculo – ignoram. 04. “As estimativas variam de 38.000 a 120.000” – as avaliações. 08. “As poderosas máquinas da Celera Genomics e do Projeto Genoma Humano ordenaram as seqüências de letras...” – prostraram – as apreensões. 16. “Identificar os genes será uma tarefa árdua e mais complexa do que foi decifrar o próprio genoma.” – um trabalho – desviar.

GABARITO

32. “...os geneticistas ainda são incapazes de encontrar a padaria ou a delegacia de polícia no complexo DNA do ser humano.” – hábeis – no elucidado. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas. 23. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Quis continuar a falar, para escrutar-lhe bem a alma; não pude, ele esquivou-se, e fiquei outra vez só.” = sondar. b) “...ninguém me dava o direito de presumir intenções e intervir nos negócios particulares de uma família...” = vangloriar.

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c) “Bastou que uma idéia se me afigurasse possível para que eu a acreditasse certa.” = parecesse. d) “...Félix achara um modo de conciliar umas e outras, amando sem casar.” = harmonizar.

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24. PUC-RS
“Não vai dar certo Outro dia, dois cientistas americanos apresentaram um pedido ao Serviço de Marcas e Patentes dos Estados Unidos para registrar uma criatura que estão produzindo em laboratório. A tal criatura seria uma mistura de homem com animal. Não se sabe direito que animal é este, mas deram a entender que tanto pode ser um macaco como um camundongo. É fácil imaginar um homem-macaco. Afinal, todos nós, no passado, já protagonizamos essa dobradinha. E nem faz tanto tempo. Conheço gente que ainda se lembra de quando o avô desceu da árvore (...) Já cruzamento de um homem com camundongo é mais difícil de visualizar. O único parâmetro conhecido é o Mickey, o rato mais bem-sucedido da história. Em cima dele, construiu-se um império que é, na verdade, uma ratoeira humana (...). A idéia de cruzar artificialmente seres humanos com animais não é nova. Já foi imaginada no começo do século pelo inglês H. G. Wells, em A Ilha do Dr. Moreau e, nos anos 50, pelo americano James Clavell, em A Mosca da Cabeça Branca. Ambas as histórias renderam vários filmes. Em todos eles, a parte humana levou um baita prejuízo. No filme do homem que virou mosca, o pobre Vincent Price ficou desesperado porque, com seu corpinho de mosca, não conseguia chamar a atenção de sua mulher, para que esta o fizesse voltar ao normal. E olhe que ele foi o cientista que resolveu fazer a experiência. Boa idéia. O ideal seria se os dois cientistas se oferecessem como cobaias de suas experiências. Um cruzaria o outro com o macaco. E o outro cruzaria o um com o camundongo.”
CASTRO, Ruy. Manchete, 19/04/98 (adaptado)

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Se as expressões “Outro dia”, “A tal criatura”, “dobradinha” e “corpinho”, características da linguagem coloquial, fossem substituídas por expressões do português culto formal, sem alteração básica no significado, seria correto utilizar, respectivamente: a) Uma vez – a experiência – par – figura diminuta. b) Dia desses – este monstro – dualidade – corpo minúsculo. c) Certo dia – o experimento – dupla – silhueta pequena. d) Há pouco tempo – o resultado – casal – corpete. e) Recentemente – esse ser – parceria – corpúsculo.

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LÍNGUA PORTUGUESA V O C A B U L Á R IO 1 1. 4. 21. 7. 17. 5. 18. 11. 24. 10. 22. 9. 16. 23. b c c d e c e a c F-F. 6. 3. 20. 19.F-V-F-V d d 13. a c a c b a b c a 01 b e IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 15. 12. 14. 2.Vocabulário Avançar . 8.

respectivamente. d) Aproveito-me desta oportunidade.’ Considere as seguintes atitudes: 1. uma separação formal e intransponível. UFMT Leia o texto de Lourenço Diaféria e julgue os itens a seguir. dígrafo e hiato. como humano. b) biologia e adquirida. UFSE Os encontros vocálicos das palavras SEARA e GLÓRIA encontram-se. para os itens verdadeiros. nas palavras: a) ameaças e contrário.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Você corrige um erro. encontro consonantal e hiato. Você fica louco da vida. c) ditongo. 2. 3. dígrafo e ditongo. “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. Unifor-CE “Vejam que país. GABARITO 3. 4. e) polícia e principais.” Lourenço Diaféria. Você corrige dois erros. para os falsos. Use V. ( ) Poderia ser acrescentada à “questão de múltipla escolha” mais uma alternativa: Você corrige três erros. encontro consonantal e ditongo. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. para agradecer-lhe a gentileza do gesto. b) A EMESCAM fica situada na Avenida Nossa Senhora da Penha.” “. e) ditongo. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. 4. ( ) As letras x e ch podem representar o mesmo fonema. ortografia e formação das palavras Avançar . d) negociação e países. existe.. acentuação. e) Antigamente. enviavam-se muitas cartas em mão. dígrafo e ditongo. 1 ( ) A letra h não representa. e F.” Nas palavras em negrito observa-se uma seqüência de: a) hiato. b) hiato.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . nenhuma fonema.. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1.a lavadeira cheira a gim.. Emescam-ES O emprego da expressão abaixo em negrito vai de encontro ao “bom uso” da nossa língua. c) Daqui há pouco tempo estaremos iniciando o século vinte e um. c) científicas e biogenética. d) ditongo. entre mim e eles. mas é usada em palavras que a trazem da etimologia.Fonologia. 2. na Língua Portuguesa. em: a) Dadas as nossas origens e objetivos. o que ocasiona certa dificuldade na escrita de palavras como pichar e xícara.

02. 7..” – fonemas / ku/. a) Ambigüidade. Anhanguera. acentuação. II... tranqüilo. adquiri. IV.F. guaraná. b) II e III. ma-cha-di-a-no e as-si-na-la-da.” – fonema /k/. distingui. “.” – fonema /k/. Dê.” – fonemas /kw/. A separação silábica das palavras “machadiano“ e “assinalada” é. “Séculos quentíssimos. vai marcar. “Nevascas. U. U. Maringá-PR-Modificada Assinale a(s) alternativa(s) em que a(s) letra(s) destacada(s) corresponde(m) adequadamente ao(s) fonema(s) propostos(s). atenção.. tranqüilo..5. sensacional!” Se essa fala fosse transcrita em nível coloquial. “Daqui a alguns milênios. Anhangüera. É goooool.. Anhangüera.. b) Anbiguidade. guaraná. dá de chaleira. e) I e III..a velocidade da rotação. houve queda de consoante final e deslocamento da sílaba tônica. o verbo “constituir” escreve-se “constituía” em uma das formas do passado. houve substituição da consoante final por semivogal. d) Ambiguidade. c) Ambigüidade. II e IV. “Os americanos acham. “. II. b) apenas II. güaraná.. Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam também corretamente grafadas. 08. distingui. Em marcá. São corretas as afirmações: a) I.. agüei. distingui. tranquilo. e) Ambigüidade. aguei. ortografia e formação das palavras Avançar . como: marcar → marcá chaleira → chalera sensacional → sensacionau Analise as afirmações relacionadas com essas alterações fonéticas.” – fonema /k/. furacões.. I.” – fonema /k/. respectivamente. adquiri. distingüi. agüei. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Fonologia. Está(ão) correta(s): a) apenas I. c) apenas III. e) apenas II e III.. como resposta a soma das alternativas corretas. formando um ditongo crescente... agüei. notavelmente aqueles que se concentram na chamada fase realista de sua obra. 2 GABARITO 8.. Em chalera. III. adqüiri. 16. d) III e IV. 32. c) I e II. 01. houve simplificação de um ditongo decrescente em vogal simples. Em sensacionau. Anhanguera. O advérbio derivado de “notável” deveria estar grafado no texto como “notavelmente”. distingüi.um pião enlouquecido. aguei.E. adqüiri.” – fonemas /ku/. Anhangüera. “. 64. 04... d) apenas I e II. güaraná. III. FGV-SP A palavra língua está corretamente escrita com acento agudo e sem trema.enquanto dá voltas.. PUC-RJ Leia o período abaixo e as afirmações relacionadas às expressões nele contidas: “O ceticismo constitui uma marca característica do conto machadiano que vem sendo amiúde assinalada pelos estudiosos da literatura brasileira. Sem contração de preposição com artigo. adquiri. Santa Maria-RS “Ele domina a número cinco. tranquilo. guaraná. De acordo com as regras de acentuação gráfica. algumas palavras sofreriam alterações. a expressão “pelos estudiosos” deveria grafar-se “pôr estudiosos”. 6..” I. tranqüilo..

IMPRIMIR GABARITO 13. asterístico. c) confessar. Come on. respectivamente os seguintes encontros: a) ditongo – hiato – hiato. assim como o português.Fonologia. prazeiroso. como argumentos a favor da simplicidade do produto anunciado. UFMT ( ) A fábrica de canetas Parker explorou o fenômeno. Perché si non vous puede ficar sem. I tutto para você pagar com money brasileiro. celebral. b) adivinhar. e) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente. 12. previlégio. UEPI Marcar a opção em que o segmento em negrito não forma dígrafo. e) recorria. extrangeiro. prazeiroso. e) ditongo – dígrafo – ditongo. c) ditongo – dígrafo – hiato. auto-falante. e) Eletrecista. 180 e mucho más. 10. alto-falante. 3 9. c) Assessores. b) Acentuam-se as palavras proparoxítonas terminadas em ditongo crescente. ( ) As palavras estrangeiras funcionam. d) Acentuam-se todas as palavras paroxítonas. Premier. beneficiente. no texto. ( ) Na Babel global. Paraíba e caudal. pretenção. venga a buscar la suya. U. 95. ocorrem. asterisco. porque a língua inglesa é também uma língua neo-latina. Unifor-CE Nas palavras Paquequer. despercebido. losango. a) Empolgação. através. la mejor Parker Collection du monde. celebral. recriada por esse texto. Gracias à abertura da nossa economia. a) qualquer. Alfenas-MG O acento gráfico em “conferência” tem a regra de emprego assim expressa: a) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em a(s). Voltar Língua Portuguesa . frustado.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 9. d) dígrafo – ditongo – ditongo. tutto e monde são formadas a partir de radicais presentes nas palavras correspondentes do português. acentuação. vultosa. o italiano e o francês. d) Sicrano. ascenção. cultural e econômica para lançar seu produto no mercado brasileiro. b) dígrafo – hiato – ditongo. FGV-SP Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam corretamente grafadas. entitular. d) velho. ( ) As palavras gracias. 88. b) Eletricista. ortografia e formação das palavras Avançar . serem línguas neo-latinas facilita a compreensão da mensagem pela propaganda. capisci?” Revista Veja/SP. “Agora in Brasile. da globalização lingüística. pretensão. c) Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a(s). a Parker do Brasil ha portato a tutti noi a crème de la crème das Parkers do mundo: Duofold Centennial. 11. ( ) O sentido de money e come on é evidente no texto. a confusão de línguas também impede a comunicação. ( ) O fato de o espanhol.

.... 18. FUVEST-SP Os sufixos aumentativos têm. acentuação. que lhe ofereceria praticamente as mesmas emoções... percebemos que havia um problemão a resolver. U.. fechava o livro e o esquecia.. alguém. 04. 17.. 16.. “é” e “dá” porque devem ser acentuados todos os monossílabos tônicos terminados em a..tão logo chegava ao final.Fonologia. O vocábulo “observação” tem quatro sílabas... como resposta. 01. Alfenas-MG “Fernando Henrique fez a defesa dos países em risco”.. úteis. São acentuados graficamente os vocábulos “só”.. b) exímio – vírus... “Esse público buscava na literatura apenas distração. aliás.. às vezes... d) óbvio..” 32. e) Um carro! Presentão como esse você só ganha uma vez na vida. c) português. de várias maneiras.. U. “.esperando o próximo.. 15. e) estranh.. sentido pejorativo. e) límpido – vôo.. Maringá-PR-Modificada O fonema /s/ é expresso. a e e. b) cert. d) viuv.. 19. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo várzea..... A alternativa em que este valor está presente é: a) Ao revisar a prova. d) incluído – sandália..” 02. como resposta. influência... obrigatório. “A prosa literária brasileira começa no Romantismo. 08. “.. a soma das alternativas corretas. necessária. Ponta Grossa-PR Tendo em vista a acentuação gráfica e a separação silábica dos vocábulos. 16..... Os vocábulos “macaco”..E. b) filológica.14.” 04.. c) Feriadão começa com o 2º maior congestionamento.. ridicularizando ou ironizando a idéia expressa..... lingüística..... 01. “. c) supérfluo – incêndio.” 16. Dê..passando o tempo a torcer e a chorar por seus heróis...... O vocábulo “muriqui” não é acentuado pois não levam acento gráfico os oxítonos terminados em i..... O vocábulo “evoluído” tem cinco sílabas. ortografia e formação das palavras Avançar ... “primata” e “apetite” não recebem acento gráfico porque não se acentuam os paroxítonos terminados em o....... U. 02.. d) O casacão da noite envolveu a cidadezinha. as palavras da alternativa: a) língua.. Assinale a(s) alternativa(s) em que todas as letras destacadas representam na escrita o fonema /s/.. assinale o que for correto. a soma das alternativas corretas... a) cândido – armário.” 08.. completará corretamente a grafia de: a) bel. e e o.” Dê.. 4 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Uniube-MG São acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica. O sufixo ESA. usado nessa palavra em negrito na citação acima.. na grafia da língua portuguesa.E. “.... b) Ora! Você fez um dramalhão por coisa tão insignificante. país...cujo ócio permitia a leitura de romances e folhetins. c) calabr.

. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. deixando de lado os índios que nós. então. funk e hot dog. pelo menos. Cantor de forró do Ceará. são termos necessários que assumem forma da língua portuguesa e podem ser usados quando necessários.. já que a gente não os conhece nem de nome...Fonologia. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. o que foi uma bênção. como a maconha.. c) Quando a chuva começou. e) Não estou ______ desses problemas políticos.. (despercebido – desapercebido ) expressão escolhida: desapercebido d) Ele pensa exatamente como eu. (ao encontro das – de encontro às) expressão escolhida: ao encontro das. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão ‘centroavante’.. Nas páginas dedicadas ao show business. (inverter – reverter) expressão escolhida: reverter.. chamando-o de ‘desporto’. o português.. mas devem ser chatos ou difíceis. minhas. b) Atestam a pobreza lingüística da língua portuguesa... ou. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte.. os brasileiros.. por exemplo: é todo recheado de inglês.. ortografia e formação das palavras Avançar .) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. toma um susto... punk. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. sem guarda-chuva. Imagina se... tem significação mais extensa. No esporte é a mesma coisa. etc.. Correio do Estado 21/05/2000. falemos de nós. cada uma fala o seu dialeto. iria passar . incapaz de formar palavras para designar aqueles elementos...... se fosse realidade a falada ‘língua geral’ dos índios. 22. A começar que a nossa língua oficial. onde as melodias podem ser originalmente nativas.. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. nós a recebemos do colonizador luso. .. por exemplo. b) Há gente que pretende . Todos pensaram que ele fosse .. a todo instante tropeça e se engasga com rap.. e) convênio – válido. back é beque. Suas idéias vão . não tem nada a ver com o falar dos amazônicos.I..... UEMS Leia o texto de Rachel de Queiroz e.20. c) colégio – sério.. assinale a alternativa correta. hamburger. Ficamos nas adaptações tipo ‘futevôlei’.. F... etc. d) São galicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. que.. b) ônibus – ígneo. que não se pode traduzir literalmente por ‘arte teatral’.. Mas. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões.. e) São estrangeirismos e por isso não contribuem para a boa linguagem. c) São anglicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. milk shake: a) São estrangeirismos que. ele viu que. inclui as apresentações em várias espécies de salas. mas Camarões venceu. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade.. é engraçado. (descriminar – discriminar) expressão escolhida: descriminar.. etc. segundo a gramática normativa. “(.. E o leitor do noticiário.. se não for escolado no papo... especialmente o futebol (não mais foot-ball).. de Vitória-ES Assinale a opção em que se fez.. acentuação. Os índios têm lá os jogos deles. pelo menos.. rap. ou pior. tudo é show.. ou até na rua. funk. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . se você for a fundo no assunto. as drogas mais leves.. que alguns tentaram. a escolha inadequada para o preenchimento da lacuna: a) O Brasil perdia para Camarões nas Olimpíadas. (a par – ao par) expressão escolhida: a par. Mas não pega. Pois aqui no Brasil. ‘meio-de-campo’. como na África.. pelo menos é o que informam os especialistas. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. depois. 5 Palavras como show. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book.. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo ignorância. a) sacrário – difícil.” Rachel de Queiroz.. d) tórax – ingênuo.. como um peru de farofa. GABARITO 21.. Pegue um jornal.. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. soap-opera. pretendemos ser. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. o pataxó. entre as expressões entre parênteses. o placar....

João Cabral de Melo.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. ( ) A forma -eiro tem o mesmo significado em todas as suas concordâncias. Dê.. “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estranhando que ‘brasileiro’ seja o único adjetivo pátrio conhecido em ‘eiro’ que. “a capital” e “o ar”. leia o texto “Eiros”. como existem médicos. 16. ortografia e formação das palavras Avançar .” NETO..Fonologia. 26. como em “as páginas”. (. d) “só” – “três”. Luís Fernando. Existem suecos. e) “áreas” – “Mário”. 24. terapeutas e curandeiros.. e F. nem é preciso esperar pela colheita: recebe-se na hora mesma de semear. e dão lucro imediato. 02. Ponta Grossa-PR-Modificada Assinale o que for correto. ingleses e brasileiros. e cultivá-los é fácil: simples questão de plantar. jornaleiro. e) “todo o velho contagia”. acentuação. como resposta.E.F. não se precisa de limpa. por isso jamais recebem acento gráfico. terapeutas e curandeiros são formados pelo processo de derivação parassintética. são monossílabos átonos. d) “na minha longa descida”. Aliás. Voltar Língua Portuguesa . para os falsos. grande investidor ou latifundiário. Há o importador e há o muambeiro. para as verdadeiras.)” VERÍSSIMO. Morte e vida severina. as estiagens e as pragas fazem-nos mais prosperar. U.23. FUVEST-SP “Só os roçados da morte compensam aqui cultivar. açougueiro ou carvoeiro’ – escreve Elza – ‘as chances são mínimas de acabar como advogado. Os vocábulos “século” e “inédito” acentuam-se graficamente pelo mesmo motivo por que se acentua “câmera”. Em “química” se usa acento gráfico no “i” pelo mesmo motivo por que se acentua o “i” de “dirigíveis”. (. UFMT Para julgar os itens que seguem. timbaleiro ou seresteiro. c) “espécie” – “idéias”. segundo ela. “os parisienses”. b) “Até” – “propôs”. 25. b) “iguais em tudo e na sina”. Santa Maria-RS Em qual alternativa os pares de palavras não seguem a mesma regra de acentuação? a) “pátria” – “próprio”. 6 O mesmo processo de formação da palavra sublinhada em “não se precisa de limpa” ocorre em: a) “no mesmo ventre crescido”. Use V. ‘Se você começou como padeiro. Os vocábulos “tecnologia” e “inimaginadas” têm cinco e seis sílabas respectivamente. a soma das alternativas corretas. 7/10/95. 08. 01. ( ) O morfema -eiro é usado exclusivamente para formar adjetivos a partir de substantivos. IMPRIMIR GABARITO ( ) Os termos jornalistas.. de adubar nem de regar. Os artigos definidos. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes’. 04. Há duas sílabas em “ruas” e quatro em “aparelhos”. empresário. c) “jamais o cruzei a nado”. é um sufixo pouco nobre. Jornal do Brasil. há políticos e politiqueiros. U.

c) caráter – cárie – até. FUVEST-SP O prefixo assinalado em “tresvariando” traduz idéia de a) substituição. d) provável – várias – obrigatória. d) inferioridade. heroísmo. há. 7 GABARITO 32. respectivamente. céu e pôr são: a) sábado. b) artística – compreensível – contemporânea. até.F. clássicos e século. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) Crucifixo. também e incontestável. réu. a) fácil – vôlei – caí. I. e) vírus – fáceis – país. acentuação. e) compreensível – artístico – várias. e) Apedrejar. II. pelas mesmas regras de água. domínio e até. Se fosse retirado o acento gráfico das palavras várias. c) princípio. ocorreria mudança de significado e de classe. b) mágoa. U. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações sobre a acentuação gráfica. línguas e contrário. 29. baú.Fonologia. b) Apelar. c) Apenas I e III. c) obrigatória – contrário – circunstâncias. e) místico. 28. em: a) América. Cesgranrio-Modificada As palavras que se acentuam. d) Apenas II e III. heróico. “memória” e “atrás”. c) Circular. só. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. d) lêem. c) árvore. 33. d) difícil – idéia – vocês. Quais estão corretas? a) Apenas I. pára. a) Apogeu. e) I. ortografia e formação das palavras Avançar . A palavra risível recebe o acento gráfico pela mesma regra que preceitua o uso do acento em ridículo. 30. b) contigüidade. b) hífen – apóia – além. b) Apenas II. A palavra possuído recebe o acento gráfico pela mesma regra de aí. b) aceitável. Santa Maria-RS Assinale a alternativa cujas palavras devem ser acentuadas. aí.27. II e III. 31. c) privação. Unifor-CE Todas as palavras estão acentuadas pela mesma razão que justifica o acento no vocábulo influência. e) porém. insuportável e dúvida. Unifor-CE A série em que se observa a mesma regra de acentuação da palavra em negrito no segmento “uma escolta de professores e funcionários” é: a) contemporânea – provável – contrário. d) silêncio. pelas mesmas regras de “possível”. respectivamente. III. e) intensidade. véu. pública e está.

d) ureter. Motor de sobra para esticar o pé.. os jovens”.34.. . erudito. • “Uma pessoa excessivamente tímida ou muito agressiva terá problemas para conseguir um bom emprego. antifrase.. c) tênis. Alfenas-MG Assinale a frase em que há erro de acentuação gráfica...... a) Você tem o dever de pôr as coisas no lugar..Fonologia.. Cefet-PR Os textos publicitários abaixo foram retirados da Folha de São Paulo.. (Renault) d) Ele faz dois anos e nós a diferença. e) flâmula.. Mas a gente promete não falar delas. como em “disciplina”. capacidade de raciocínio lógico”. UFRS-Modificada Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das frases abaixo: • “Ele se baseia numa idéia ultrapassada . o vocábulo “compreenção”. Hungria.. flacido. tulipa. b) rubrica. na profissão ou ter bom relacionamento familiar”... e) A forma “influência” completa corretamente a frase “O educador.. c) prototipo. 35. U.. e) Foi esquecido um item na prova por falta de atenção.. ocorre corretamente em “ascensão”.. b) O encontro “sc”. (Hertz – Locadora de Veículos) 37. acentuação.. melhor.. cartomancia.. respeito da mente humana”. “admitiu” está corretamente grafado. (Audi) c) Chegou o Renault Clio Sedan.. c) Grafa-se corretamente com “ç”. c) Quê! Ela também estava lá? d) São os sábios que constróem a verdadeira paz.. interim.... b) econômico..... o termo em destaque foi formado por qual dos processos de formação das palavras? a) Derivação prefixal b) Derivação regressiva c) Derivação parassintética d) Derivação sufixal e) Derivação imprópria 38. d) público. de 19/09/2000. ingreme.. Assinale aquele que apresenta erro segundo a norma culta. 39. como em “sonegação”. (Publicidade do Toyota Corolla feita pela Savoy Sul e Motors Shopping) e) Para conquistar você cada vez mais. a) Existem coisas que o dinheiro não compra. • “A inteligência não se limita . crisantemo. a) a – à – acender d) a – à – ascender b) à – a – acender e) à – à – ascender c) a – a – assender 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... ortografia e formação das palavras Avançar .. (Revista Forbes) b) Espaço de sobra para esticar as pernas. U. UFSE A afirmação correta é: a) “Há pouco” está corretamente empregado na frase: Daqui há pouco eu o verei... e) latex. 36... Quando mais longe for. 40.. a Hertz não para de conquistar o Brasil. b) É preciso que se averigúe todas as alternativas. Unifor-CE A mesma regra de acentuação da palavra infância observa-se em: a) indivíduo. Alfenas-MG A alternativa em que todas as palavras devem ser acentuadas graficamente é: a) pudico... FEI-SP Em “É impossível esquecer as profecias de Aldous Huxley em seu Admirável Mundo Novo”... bimano. d) Assim como “advinhar”.

( ) A correta separação das sílabas das palavras período e dezesseis é pe-río-do e dezes-seis. “Partida do audaz navegante”. ( ) Abate é exemplo de derivação regressiva. Primeiras estórias. disse-se-dizia ela. compreensão. PUC-RS-Modificada I. U. acentuação. apresentam-se de acordo com os padrões fonéticos e gráficos da língua portuguesa. b) poetisa. não parava. Se comparadas às palavras que lhes deram origem. ortografia e formação das palavras Avançar . c) II e IV. II. Explique o processo de formação dessa palavra. e) excesso. b) I e III. 42. b) este. calabreza.” De acordo com essa definição. 43. c) trabalho. lisos. e. Alfenas-MG O erro ortográfico está em: a) catequizar. sofreu um processo de redução semelhante ao ocorrido com a expressão de assentimento “tá”. Se a palavra “jeans”. coisicas diminutas: a carinha não-comprida. ( ) Nas palavras hectare e filhote há em comum um encontro consonantal. obsessivo. do trecho “Cê vai querer a costela com chantilly ou creme de leite?”. Aos tantos. III e IV.Fonologia. explicando-a brevemente. do trecho “enfiados em calças jeans”. 9 a) Os diminutivos com que o narrador caracteriza a personagem traduzem também sua atitude em relação a ela. seria grafada chantilí. Guimarães. d) abstenção. Identifique essa atitude. d) país. c) empresa. e) I. III. A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. louro-cobre. em “peão de boiadeiro virou caubói”. UFSE-PSS Analise se é V (verdadeiro) ou F (falso): ( ) Na palavra pecuária encontram-se. admitem grafia ou pronúncia distintas.41. espiava agora — o xixixi e o empapar-se da paisagem — as pestanas til-til. pouco se vê. no meio deles. II. e) prática. o perfilzinho agudo. “Cê”. ( ) Assessórios feitos de couro de avestruz atingem preços exorbitantes –Todas as palavras assinaladas estão corretamente grafadas. U. os cabelos. ascensão. que me gela!’” ROSA. pelos entrefios: — ‘Tanto chove. Indique resumidamente o sentido dessa palavra no texto. um hiato e um ditongo oral crescente. qual é a palavra que admite forma variante? a) cotidiana. andorinhava. II e III. IV. possivelmente seria grafada jins. em “apelidados de peões de butique”. exceção. Se a palavra “chantilly” do trecho anterior fosse corretamente aportuguesada. b) “Andorinhava” é palavra criada por Guimarães Rosa. em seqüência. compridos. FUVEST-SP “A gente via Brejeirinha: primeiro. Porém. um narizinho que-carícia. d) I. Alfenas-MG-Adaptada “Formas variantes são as palavras que com a mesma significação. As palavras “caubói”. fosse adaptada ao português. e “butique”. 44. 45. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

O sufixo empregado forma substantivo. I. b) desconhecida. UERJ Quanto ao processo de formação. O prefixo – também de origem grega – significa afastamento. e) Apedrejar. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) pirogravura. somente. com a abertura da nossa economia. acentuação. 50. Unifor-CE Só não se encontra o mesmo processo de formação da palavra comportamento em: a) integração. e) As razões porque não importaram outro povo. não aproveitaram para importar outro povo. com a abertura da nossa economia. U. e) I. d) Crucifixo. somente. a palavra “estatuária” é classificada do mesmo modo que: a) algarismo. Por quê? d) Não entendi o porque de não importarem outro povo. 51. Santa Maria-RS-Modificada Assinale a alternativa em que a palavra em itálico foi corretamente grafada: a) Porquê. somente. c) significativo. somente. Unifor-CE Observe que se afirma a respeito da formação da palavra anacronismo. c) I e II. não aproveitaram para importar outro povo? b) Com a abertura da nossa economia. b) III. II e III. b) deter. UERJ Observe as seguintes palavras: lobisomem linguarudo Identifique o processo de formação de cada uma delas. ortografia e formação das palavras Avançar . b) endoculturação. com a abertura da nossa economia.46. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. U. III. c) Circular. Está correto que se afirma em: a) I. e) transmissão. d) infância. d) domingueira. d) conseguir. mudança. b) Apelar. 52.F. 47.Fonologia. indicando resultado da ação. a) Apogeu. por quê não aproveitaram para importar outro povo? c) Com a abertura da nossa economia. II. O radical da palavra tem origem grega. c) trair. Alfenas-MG O substantivo derivado dos seguintes verbos que tem grafia diferente dos demais é: a) reter. d) II e III. 10 48. são desconhecidas para mim. 49. e) ceder.

” III. a) inexpressiva – exportados. é certo que: 01. UFRS Abaixo são feitas três afirmações sobre formação de palavras: I. Unifor-CE Os verbos alindar e afear apresentam: a) o mesmo prefixo de origem latina que denota transformação. II.E. c) multiforme – policromo. o sufixo utilizado forma adjetivos a partir de substantivos. c) Apenas I e III. b) psicultura – ictiologia. “Talvez apenas desconheçam a própria língua. a) Os afixos têm sentido semelhante em I e IV. As palavras irracionais e indispensáveis apresentam o mesmo prefixo. c) Os afixos têm sentido semelhante em II e IV. é prova do despreparo de algumas pessoas. d) radicais que mantêm entre os dois verbos uma relação sinonímica. b) o mesmo prefixo de origem latina que denota afastamento. 54. U.. Uberlândia-MG-Modificada Observe os afixos em destaque nos fragmentos abaixo: I. “parisiense” é vocábulo composto formado por justaposição..as contribuições já incorporadas e a serem incorporadas ao nosso idioma. Nas palavras mental e sexual. d) preconceitos – descabidas.. b) injusto – descomunal. e) I. II e III. As palavras justificável e admirável são adjetivos formados a partir de verbos. um radical latino e um radical grego. possuam o mesmo significado de (in-) em: “Talvez até seja politicamente incorreto dizer...Fonologia. a) altiplano – acrobata. b) Apenas II. “glamourizou” é forma de pretérito perfeito de um verbo criado por derivação sufixal a partir de um estrangeirismo. II e III. respectivamente. d) dissílabo – bisavô. “Virou praga o uso indevido do gerúndio.”. e) radicais que definem os dois verbos como cognatos entre si. c) recolocava – reconhecemos. 55. ortografia e formação das palavras Avançar . 57. referente aos afixos em destaque. III. d) Apenas II e III. U. Voltar Língua Portuguesa . Quais estão corretas? a) Apenas I. acentuação. “simultaneamente” é vocábulo formado por parassíntese a partir de um adjetivo na forma feminina. c) o mesmo prefixo de origem grega que denota negação. b) Os afixos têm sentido semelhante I.F.53. 11 IMPRIMIR GABARITO 58. d) Os afixos têm sentido semelhante em III e IV. assinale a seqüência correta.” A seguir. nas duas palavras. a soma das alternativas corretas. 56. Ponta Grossa-PR Quanto à formação de vocábulos. “. Juiz de Fora-MG Marque a alternativa em que os elementos destacados. o prefixo indica negação nos vocábulos “impossíveis” e “inimaginados”. 04.” IV. 02. U. Unifor-CE Assinale a alternativa em que não ocorrem. “. 08.. 16. como resposta.F. Dê. o substantivo “fundação” é formado por sufixação a partir do verbo “fundar”. e) filosofia – dicotomia.” II.

representada pelo elemento “foto”. 04. embora essas palavras tenham o mesmo elemento de composição. 62. Ponta Grossa-PR Analisou-se corretamente a formação dos vocábulos em: 01. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os três vocábulos são cognatos de tributário.59. e) lhe em “bastaria que um homem lhe tocasse”. ortografia e formação das palavras Avançar . c) regulador. Embebeu de éter a bolinha de algodão. onde encontrava. a soma das alternativas corretas.”. cerebral. regressar. porque ambas as palavras representam uma ação. b) resistência. Pelotas-RS-Modificada Assinale a alternativa correta. sofrimento. relações – substantivo formado por derivação pelo acréscimo do prefixo re.. mofino. d) “Megawatt” relaciona-se com “megalomania”. Não é que o canário tinha ressuscitado.F. apesar de o elemento em comum significar “grande”. pequenino por dentro. e) regularização. com uma fome danada? Dê. 08. 63. parecia sentir alívio às suas”. angustiado. intimidade. Você é diferente. ventania. pode ser notado em: 01. de afeto. que nos deu tanta alegria. E saiu para a rua. 12 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 02. acentuação.E. e) atribulação – atribular – atribulado. mandachuvas – substantivo composto formado pela junção de uma base verbal a uma nominal. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. perdão. U. uma força. b) tribuna – contribuição – tributal. seja dentro de (en). a) abandono em “morrera de um abandono”. c) facilidade. contemplação.E. d) tributo – tributar – tributável. reluzia vivinho da silva.a um radical. b) “Termelétrica” relaciona-se com “termologia”. extinção. 64. Alfenas-MG O sentido do radical da palavra “regularidade” não é o mesmo em: a) desregrado. 16. 16. para expressar a idéia de carinho. pacificar. prática. b) suas em “chorando as dores das heroínas de romance. recentemente – advérbio formado por sufixação a partir de um adjetivo. Ponta Grossa-PR-Modificada O potencial de afetividade do sufixo diminutivo. 60. alimentício. b) régua. c) “Energia” relaciona-se com “alergia”. destreza – substantivo formado por derivação sufixal com base em adjetivo. e) explicável. como resposta. macaco-prego – substantivo composto formado pela justaposição de duas bases nominais. Dê. preocupação. c) atributo – atribuição – atributivo. U. a) tribunal – tributador – tribal. a) sentimento. d) fumaça. ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. sabedor. c) devorar em “durante meses um devorar constante de romances”. como resposta. a soma das alternativas corretas. regularmente. 02. ainda que as duas palavras remetam à idéia de calor. UFPI-Adaptada Marque a alternativa que contém exemplo de derivação imprópria. 65. a) “Hidrelétrica” relaciona-se com “hidratante”. 08. PUC-RJ Assinale a alternativa em que todos os itens são formados a partir de um verbo. d) régulo.. achando a condição humana uma droga. e) “Fotovoltaica” relaciona-se com “fotossíntese”. U. seja contra alguma coisa (al). inexplorado.Fonologia. sob todos os pontos de vista. U. pois ambas as palavras remetem à energia da luz. 61. d) onde em “aquele aspecto da sua casa. 04.

d) des – i – gual – da – des. d) impossível – é uma palavra derivada por prefixação.Fonologia. em relação icônica com o determinado. ortografia e formação das palavras Avançar . a) paterno. escritores e escrever são vocábulos que possuem o mesmo radical. Santa Maria-RS Nas palavras “intocado” e “irreconhecível”. c) impuro – ilícito. b) invalidar – inativo – ingerir. c) neologismo. 67. U. b) apadrinhar. c) irrestrito – improfícuo – imberbe. U. principalmente os sertanejos. e o prefixo indica negação. composição por justaposição. uso típico da região sertaneja. e) desigual – dades. espiei os três outros. c) padronizar. 71. como em ‘ilógico’. a palavra destacada é um: a) neologismo. 68. b) des – igual – dade – s. b) ataques – é uma palavra formada por derivação regressiva. d) padroeiro. intugidos até então. c) autos-de-fé – ocorre. d) ateu – incoercível – imerso. mumumudos.”. e) inflamar – irretocável. 70. d) arcaísmo. 69. 13 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a) inaproveitável –irremovível – irromper. acentuação. há prefixos com o mesmo sentido. e) pseudônimo – a composição desse vocábulo é feita por um radical de origem grega. c) desi – gual – da – des. em seus cavalos. e) arcaísmo. criação de intensa produtividade neste tipo de texto em que predomina a informalidade. feliz e mente. muito usado pelo autor para mostrar a força inovadora da língua portuguesa. d) irradiar – imigrar. PUC-PR Na palavra infelizmente temos três partes com um significado próprio: in. de relevante valor expressivo. b) irreal – influir. Em qual das alternativas a seguir as duas palavras apresentam os prefixos com esse mesmo sentido? a) incluir – irregular. Alfenas Assinale a palavra cujo significado do radical não corresponde ao do vocábulo “PATRIMÔNIO”. obtido pela repetição de um elemento morfológico.F. UFPE Assinale a série de palavras cujos prefixos indicam negação. e) incriminar – imiscuir – imanente. neste exemplo. Cefet-RJ Em “Como por socorro. que se caracteriza pela facilidade de invenção de palavras novas. agregado à base um novo sentido. b) arcaísmo.66. ação contrária. o que prova que os falantes da língua portuguesa. e) padre. Assinale a alternativa em que todos os elementos constituem partes significativas da palavra desigualdades: a) de – si – gual – da – des. Unifor-CE A alternativa incorreta em relação à formação de palavras é: a) criaturas. são conservadores.

o neologismo “desfavelado” significa pessoa que: a) mora próximo à favela.” tem. c) posição além do limite. UFR-RJ-Adaptada “aporrinhado devendo prestação mais prestação da casa que não comprei mas compraram para mim. 14 Tendo em vista o conteúdo do texto e o sentido do prefixo des-. 75. b) Fez o salto real. c) Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis. d) brasileira. acentuação. Uneb-BA Com referência ao termo “rerregulação”. e) cabeleira.F. a) cafeteira. b) movimento em torno. pode-se afirmar que foi criado através da utilização de: a) prefixo que indica negação. Santa Maria-RS Na palavra “chaleira”. O sufixo tem o sentido de “lugar que contém”. b) sufixo que expressa intensidade. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas. UFR-RJ “Sentimo-nos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados.. e) movimento intermitente. constitui um procedimento comum em língua portuguesa.72. d) movimento para além de. ortografia e formação das palavras Avançar .” O mesmo processo de formação da palavra desligados ocorre em: a) superficialmente. b) poeira. e) prefixo que indica repetição e sufixo que denota ação. e) consumidor. isto é. UFR-RJ O prefixo da palavra em negrito na oração “ao transpor a porta para a rua.Fonologia. respectivamente. triste e chateado desfavelado” Carlos Drummond de Andrade. 76. Me firmo. d) deixou de ser favelado. U. 73. d) Com cabelos mui pretos pelas espáduas. 74. c) laranjeira. c) nunca morou na favela. Identifique a palavra que passou pelo mesmo processo de formação. o significado de: a) movimento através de. UFF-RJ “A conversão de substantivos em adjetivos.. b) enxergado. a) E depois a tomaram como espantados. c) amamenta. c) prefixo e sufixo que denotam ação momentânea. e) trabalha em prol da favela. b) é contrária à favela. tomar uma palavra designadora (substantivo) e usá-la como caracterizadora (adjetivo).” Assinale a opção em que a palavra em negrito exemplifica este procedimento de conversão de substantivo em adjetivo. d) prefixo e sufixo que exprimem ação freqüentativa. houve a intercalação de uma consoante entre a raiz “chá” e o sufixo “eira”. 77. d) impossível.

O valor subjetivo se soma ao objetivo. Eles podem traduzir a idéia de intensidade (“Os dois estavam agarradinhos”). Voltar Língua Portuguesa . a 38. 47. 44. transmitir afetividade (valor subjetivo). e 37. 46. 4. c 36. 3. e 29. 45. 20. 26 26. 42. 19. 15. d 31. b) “Andorinhava” é um verbo criado a partir de um substantivo. um comportamento semelhante ao do pássaro andorinha. 16. c 22. 2. c 28. ou seja. 9. 50. d 41. b 33. c 25. 13. V–V–V a a c e a 105 e V–F–V–V–F–F b c b e a 54 b 23 c c a 21. d 34. Linguarudo: derivação sufixal. 52. 8. d 40. 51. 48. c 24. a palavra mudou de classe gramatical (andorinha > andorinhar). b 39. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1 1. a 30. significa que Brejeirinha tinha. a 35.Fonologia. 17. podem ter um sentido pejorativo (“Que novelinha mais boba!”) ou ainda. 7. 18. a e b c d e Lobisomem : composição por aglutinação. 53. acentuação. ligeira e perspicaz como uma andorinha. 10. c 23. 11. 12. ortografia e formação das palavras Avançar . V – F – F – V – V a) Nem sempre os diminutivos traduzem apenas uma idéia de pequenez (valor objetivo). F – F – F 27.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . dinâmica. No texto. espiando até “pelos entrefios”. 49. como é o caso. 5. 14. e 32. em um dado momento. d e e 19 GABARITO IMPRIMIR 43. 6. sendo tão pequena. Trata-se de um processo neológico conhecido como derivação imprópria.

65. 76. 75. 57.Fonologia. 74.54. 68. 72. 64. 77. b a c c a c a d d e d c 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 58. 60. 55. 69. 59. 67. e b b d a e 31 e d c c 09 66. acentuação. ortografia e formação das palavras Avançar . 56. 70. 71. 73. 61. 62. 63.

Em 1994. a comunidade mundial deve individualizar e eliminar as causas iniciais das violações. IESB-DF Julgue os itens a seguir segundo critérios sintáticos e semânticos. mediante projetos concretos que têm por objeto ajudar a estabelecer e reforçar as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária para a proteção dos direitos humanos. pode ser permutado por particularizar.F. A D JE T IV O S . sem alteração sintática ou semântica. a melhorar a vida quotidiana de cada ser humano.. U. no primado do direito. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. S U B S T A N T IV O S .. 2. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. sem alteração de sentido. ( ) Fosso.” o adjetivo em destaque poderia estar no plural.LÍNGUA PORTUGUESA A R T IG O S . sociais e culturais e a conseguir que sejam mais respeitados... d) a questão da engenharia genética é a única questão do novo milênio. verbos e adverbios Avançar ..Artigos. a fim de evitar as violações dos direitos humanos. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. e. poderia ser permutado por hiato sem alteração de sentido. o Centro aumentou consideravelmente as suas atividades em termos de serviços de consultoria e assistência técnica para programas na área dos direitos humanos. a definir melhor os direitos econômicos. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação eficaz do direito ao desenvolvimento. o artigo definido “a” indica que: a) a questão da engenharia genética será apenas uma das questões do novo milênio. que promete ser a questão do novo milênio”. V E R B O S E A D V É R B IO S Texto para a questão 1: 1 “Direitos Humanos no Mundo Os trágicos acontecimentos ocorridos em Ruanda e noutras partes do mundo realçam a necessidade de fortalecer a capacidade que a comunidade internacional tem para adotar medidas preventivas.. sem modificação sintática ou semântica. c) a questão da engenharia genética será a principal questão do novo milênio. no nível mais fundamental. ( ) Em “.. ( ) Individualizar. b) a questão da engenharia genética apresenta ironias implícitas. adjetivos.) nessa questão de engenharia genética. substantivos. O Centro de Direitos Humanos do Secretariado contribui para a execução do programa de direitos humanos das Nações Unidas.” a expressão em destaque poderia ser permutada por centrando.... ( ) Em “.. Para tal.” o artigo em destaque poderia ser eliminado.as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária. ( ) Em “.. O fosso entre as aspirações internacionais ao gozo dos direitos humanos e a realidade das violações generalizadas desses direitos constitui o desafio básico que deverá ser enfrentado pelo programa das Nações Unidas em matéria de direitos humanos. Para eliminar esse fosso..” GABARITO 1. Juiz de Fora-MG Considerando-se o fragmento “(.

” Observe a informação divulgada por um dos editoriais da Folha de São Paulo de 9 de julho de 2000. c) “É pouco perto do desafio monumental que se abre com a atual revolução da informação digitalizada”. Santa Maria-RS-Modificada Identifique a alternativa que contém uma palavra formada por derivação sufixal que se classifica. vamos cantar. 6. na televisão brasileira. b) conquista.. d) “Meu amigo.000 reais está longe de ser popular. 2 4. a palavra sublinhada que admite flexão de gênero é: a) “Fez-se de triste o que se fez amante” (Vinícius de Moraes). Uneb-BA “O desenvolvimento das telecomunicações entra em nova fase. d) “No Brasil.” (Manuel Bandeira)./ Onde o rouxinol não canta. exercem a mesma função sintática e têm significado diferente é: a) Curta o curta: aproveite o feriado para assistir ao festival de curta-metragem. a partir de contribuições das operadoras de telecomunicações”.) a nada menos que US$500 milhões”. d) envergonhado. b) criadores. e) O Brasil será um grande parceiro e não apenas um parceiro grande. b) “Paisagens da minha terra. no contexto. Santa Maria-RS-Modificada Os substantivos derivados de verbos denotam ação e são chamados deverbais. substantivos. 7. para nele expressar dadas categorias gramaticais como gênero e número. em “o artista brasileiro dos dias atuais”. c) grito. d) século. O termo “a”. UERJ “Flexão é o processo de fazer variar um vocábulo. em “a mistura entre negros. c) brasileiro. 5. em “o brasileiro era um envergonhado”. verbos e adverbios Avançar .3. U. possui o mesmo valor morfológico no fragmento: a) “os gastos públicos com tecnologias relacionadas à Internet chegam anualmente (. O único substantivo que não faz parte desse grupo é: a) busca. adjetivos.Artigos. c) “Sou um homem comum/ de carne e de memória/ de osso e de esquecimento” (Ferreira Gullar). que aparece destacado. b) “Um dos instrumentos é a criação de fundos. só o trágico é que faz sucesso. em “deixou de ser um peso para os criadores”./ vamos chorar de mansinho/ e ouvir muita vitrola” (Carlos Drummond de Andrade). e) combate.” A partir desse conceito.F. b) O novo novo: será que tudo já não foi feito antes? c) O carro popular a 12.” e) “A questão mais premente é a de evitar que aumente a exclusão social”. em sua estrutura interna. como adjetivo. U. a) brasileiro. d) É trágico verificar que. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que alguns técnicos denominam como a da rerregulação. no trecho anterior. e) brancos.F.. brancos e índios”. FUVEST-SP A frase em que os vocábulos sublinhados pertencem à mesma classe gramatical. já há uma proposta de legislação prevendo a criação de um fundo dessa natureza.

( ) A oração Você vai ao cinema (verso 19) equivale a Vai-se ao cinema. não-específico. b) formas e significados diferentes. Voltar Língua Portuguesa . Use V. d) a mesma forma e diferentes significados. e F. nessa estrofe.Artigos. adjetivos. pois a forma de tratamento você. segundo a gramática normativa do português culto. mas o uso. pois o verbo ir tem a mesma regência do verbo chegar em chego na barra do céu (verso 12). IMPRIMIR 9. “UM DIA QUALQUER . em várias regiões do país. 5 10 15 3 20 25 30 GABARITO 35 ( ) As palavras mal e mau. substantivos. verbos e adverbios Avançar . para os itens verdadeiros. é sempre diferente. ( ) A regência verbal em Você vai ao cinema. ou toma um café Hoje bobagem.66583624 (Chico Amaral) Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo.8. em termos de sentido. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” CD–SKANK. para os falsos. está incorreta. são pronunciadas de igual modo. Juiz de Fora-MG Em “Como dizem que Bergaman é um gênio com um gênio violento e difícil”.F. as duas ocorrências do termo “gênio” apresentam. UFMT Leia o texto “Um dia qualquer” antes de avaliar os itens abaixo. U. c) a mesma forma e o mesmo significado. tem sentido indeterminado. respectivamente: a) formas diferentes e o mesmo significado. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete.

13.. poderiam ser substituídas por um indefinido sem mudar o sentido da frase.. cujas sementes deram início a este bosque. se dão ao luxo de ‘olhar para dentro’ e criar medos irracionais”. e) Uma árvore carregada de folhas e frutos constitui uma obra-prima da natureza. uma versão nordestina para o Paciente Inglês. c) Naquele sítio havia uma antiga árvore-mãe. e) I. II e III. bem mais numerosos e bem menos ociosos do que pensam o psicoterapeuta e o sociólogo. b) apenas II. e) colherezinhas – floreszinhas. UFSE “. 24/11/1999. d) apenas II e III. 4 GABARITO A expressão paciente inglês do trecho é formada por duas palavras que são. com freqüência. PUC-PR-Modificada “Podia ser roteiro de filme. c) apenas I e III. c) florezinhas – mulherezinhas. livres de ameaças reais. o uso coloquial. I. Caso tivéssemos uma condição em vez de condição. Assinale o par de palavras em que os dois usos ocorrem: a) colherzinhas – florzinhas. O artigo indefinido uns poderia substituir o definido os. sem que houvesse alteração no sentido. na frase “Peritos dizem algo mais ou menos assim: os americanos estão nadando em riqueza. se diferencia do uso prescrito pela gramática normativa. III. em “o primeiro descreve ‘ansiedade como condição dos privilegiados’ que. respectivamente: a) adjetivo e substantivo.a capacidade recém-adquirida do homem” O plural da palavra em negrito em cada uma das frases abaixo se faz de modo idêntico ao de recém-adquirida em: a) Havia um cofre boca-de-lobo numa das salas da velha casa. 12. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações acerca do uso de artigos. UFF-RJ Na flexão dos diminutivos. b) adjetivo e adjetivo. c) substantivo e adjetivo. Quais estão corretas? a) apenas I. verbos e adverbios Avançar . b) Um abaixo-assinado solicitava ao proprietário do terreno que não derrubasse as árvores. d) substantivo e substantivo. no trecho “Os candidatos à ansiedade são.”. assim.10. As duas ocorrências do artigo definido o anteposto às palavras psicoterapeuta e sociólogo. adjetivos. II. b) mulherzinhas – coraçõezinhos. d) mulherzinhas – coraçãozinhos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Artigos. onde o aviador sobrevive à queda.” Trecho do texto “O Paciente Mosoró” de Adriane Araújo. substantivos. d) O pássaro-preto costuma alimentar-se das sementes encontradas em roças. e) particípio e substantivo. 11. não haveria alteração no sentido global da frase.”. Isto é.

c) termo gerador de nomes derivados – resultado de uma derivação. Dê. O advérbio eminentemente é derivado do adjetivo eminente.... b) chão. d) acabamento. que se diferenciam. e) pintura. 16.. Em “. e) reforçam qualidades já pressupostas nos nomes a que se referem. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu... o uso da crase é facultativo. substantivos.. As palavras rústica. por serem todas elas proparoxítonas. No segmento indiferente a tudo... justifica-se a próclise do pronome oblíquo pela presença da conjunção subordinativa. quando se trata de estudar. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s).. b) promovem um contra-senso que prejudica a objetividade dos argumentos.. 18.. o vocábulo futuro classifica-se gramaticamente como substantivo. O substantivo em destaque tem como sinônimo: a) parede. procuram . caráter e épocas estão acentuadas corretamente.... 15.. UERJ “Vestibular UERJ 2001.. de modo que seria igualmente correta a forma indiferente à tudo. que significa que está em via de efetivação. houvesse alteração para “Construindo o cidadão futuro”. sobretudo... c) produzem efeito estilístico desvinculado do desenvolvimento da argumentação. a soma das alternativas corretas. que ameaça acontecer breve. 16. Se. base.. o subjuntivo e o imperativo.. a mesma palavra seria um adjetivo.. Unifor-CE As lacunas da frase “Os . os elementos sublinhados a) alteram o sentido mais usual dos nomes que qualificam. “alegria feroz” e “cidadãos que se dizem democratas”.Artigos.. 01. c) fundação.” estão corretamente preenchidas em: a) alunos-educandos – escola-modelos b) aluno-educandos – escolas-modelos c) alunos-educando – escolas-modelo d) alunos-educandos – escolas-modelo e) alunos-educando – escolas-modelos 17...”. extraído de um folheto de divulgação deste vestibular. Casos como esse permitem considerar substantivos e adjetivos como nomes.. entretanto. d) papel sintático de termo núcleo – papel sintático de modificador de outro nome. b) designação de seres e conceitos – expressão de um fenômeno. veja bem. 02.. como resposta. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros”. 08. No trecho “Mas..” estão presentes os três modos verbais da língua portuguesa: o indicativo. 04.. adjetivos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Construindo o cidadão do futuro. como na expressão perigo eminente.” 5 No enunciado acima. d) acrescentam informações que esvaziam o sentido dos nomes a que se referem.. FEI-SP Observe o texto: “Se as pedras da mesma casa em que viveis. pelas respectivas características a seguir: a) invariabilidade mórfica – variabilidade em gênero e número. FUVEST-SP Nas expressões “triste espetáculo”.. segundo a gramática normativa. se assim fosse. verbos e adverbios Avançar .14....

saias verde-oliva. saias verdes-oliva. que correspondem a 32% de todos os óbitos. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. para assinalar os itens verdadeiros. saias verdes-olivas. e F. 20% da população adulta brasileira é hipertensa. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbo e as recepcionistas. ( ) A palavra vítima possui um só gênero gramatical para indicar tanto seres do sexo feminino quanto do masculino.19. adjetivos. II Hoje. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbos e as recepcionistas. respectivamente.” Veja. V Procure seu médico e siga a sua orientação. U. para os falsos. verbos e adverbios Avançar . 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. ( ) A palavra composta cardiovasculares pode também ter seus elementos usados separadamente: cardíacos e vasculares. ( ) As formas verbais foi e é são. 3ª pessoa do singular e podem ser entendidas como um conselho ao interlocutor. e) 2. b) 5. os porteiros usavam ternos cinza-chumbo e as recepcionistas. O emprego de adjetivos e de locuções adjetivas é uma características da descrição. obesidade. o que abre a possibilidade de o interlocutor do texto ser tanto homem quanto mulher. b) Na Aliança Luso-brasileira. No poema há quantos adjetivos? a) 3. IV Não seja mais uma vítima das doenças cardiovasculares. UFMT Esta pergunta refere-se ao texto “Tão novo e já pendurou as chuteiras”. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I E não foi só ele. procure e siga estão no imperativo. III Essas doenças. substantivos. os porteiros usavam ternos cinza-chumbos e as recepcionistas. d) 6. Use V. saias azuis-pavões. 6 GABARITO Líder em soluções cardiovasculares ( ) As formas verbais seja. d) Na Aliança Lusa-brasileira. p. a) Na Aliança Lusa-brasileira. associadas a tabagismo. c) 4. dos verbos ir e ser. FGV-SP Assinale a alternativa gramaticalmente correta.Artigos. 23/06/99. 20. a primeira no pretérito e a segunda no presente. c) Na Aliança Luso-brasileira. os poteiros usavam ternos azuis-marinhos e as recepcionistas. 153.” Carlos Drummond de Andrade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 21. e) Na Aliança Luso-brasileira. estresse e vida sedentária levam ao óbito por problemas cardiovasculares. Milhares de brasileiros pendurarão as chuteiras mais cedo por problemas cardiovasculares. saias verde-olivas.

respectivamente. seca como uva passa. no caso. fez um apelo à indústria de vestuário para que conserte a situação. A ‘patrulha da gordura’ foi criada. Tradução: menos modelos e atrizes de biotipos esbeltíssimos. as qualidades das modelos passaram a representar as próprias modelos. as altas e magras são insubstituíveis na frente das câmeras. doenças que em casos extremos podem ser letais) com a busca incessante das adolescentes por um corpinho de sílfide. b) apenas II. acima de tudo. independentemente dos hambúrgueres que consuma. ato contínuo. quem diria. de tamanhos acima de 40. claro. a direita. adjetivos. A ministra Tessa. no contexto.22. III. ‘A foto sempre engorda um pouco. verbos e adverbios Avançar . já que toda altíssima e magérrima que se preza nasceu assim e assim continuará pelo resto de seus dias. e para a imensa maioria das mortais. representantes de agências de modelos e um seleto grupinho de adolescentes normais. sob suspeita de anorexia. II e III. I. “Vamos esmagar as imagens estereotipadas das mulheres na mídia”. c) apenas I e III. e) I. na voz de Theresa May. como os que vêem nas passarelas e fotos de moda.Artigos. II. que estão tentando dar um jeitinho. o papel de substantivos. principalmente em democracias solidíssimas como a inglesa. a Inglaterra contaria com a companhia. Todas as medidas inglesas têm aplicação voluntária. convocou uma entusiasmada ministra. Em “solidíssimas” e “esbeltíssimos”. no máximo 42. sob o impacto do alerta dado no mês passado pela Associação Médica Britânica: pela primeira vez. da Argentina. Ou seja: dê menos destaque a silhuetas. o significado dos adjetivos foi intensificado com o objetivo de fazer uma avaliação pessoal da democracia inglesa e descrever o tipo físico de prestígio. muito a contragosto por parte das revistas. o Senado argentino aprovou um projeto de lei que obriga as fábricas a fazer roupas em ‘tamanhos verdadeiros’. Na quinta-feira. 7 GABARITO Considere as afirmativas a respeito do emprego do grau superlativo. logo de quem. Incitadas pelo governo trabalhista. desde que moda é moda. como a de Victoria Adams. nas butiques. Todas reclamaram da figura ‘impossível’ das modelos — impossível para elas. é convidada para desfilar e posar em editoriais de moda. para quem tudo não passa de ‘loucura politicamente correta’. E não adianta a menina perder 20 quilos. as palavras sublinhadas desempenham. a intervenção oficial animou o eterno debate ideológico. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e mais silhuetas. que ditam o padrão de beleza de nossos tempos. e por isso a magra fotografa melhor. Previsivelmente. depois de uma reunião promovida pela ministra para Mulheres da Inglaterra. normais. jornalistas. substantivos.” Veja. que equivale a muito seca. a ministra inglesa pediu à comissão que fiscaliza a televisão britânica que vigie ‘o grau de diversidade de formas das mulheres nos programas de TV’.F. a spice girl que emagreceu 7 quilos (confessados) e. atesta o fotógrafo paulistano André Schiliró. Nesse departamento. quem é gordo e. alinhou-se à facção das magérrimas. que ocupa cargo equivalente ao de Tessa no fictício gabinete conservador. quem deve sair nas páginas das revistas? Não têm. Do lado das gordinhas está a nova esquerda do governo Tony Blair. estão. Quem quiser que acredite que vai funcionar. Da reunião em Londres participaram produtores de moda. d) apenas II e III. Em “já que toda altíssima e magérrima”. o que ocorre em “seca como uma uva passa”. um estudo científico relacionou o aumento dos distúrbios alimentares (anorexia e bulimia. É possível elevar uma qualidade ao seu grau máximo por um processo de comparação. Mas. as revistas de moda inglesas concordaram na semana passada em criar um código de conduta destinado a promover a exibição de modelos de pesos e alturas variados em seus ensaios fotográficos. 28/06/2000. Santa Maria-RS “Fofas vingadas Governo inglês faz campanha contra magreza excessiva Têm os governos o direito de determinar quem é magro. digamos. Por birra. até porque. Embalada em sua cruzada. Tem de ser naturalmente magra’. Difícil dar certo. sequíssima. Está(ão) correta(s): a) apenas I. Tessa Jowell. Também apontaram a falta. U.

Ponta Grossa-PR Os substantivos abstratos designam ação. como resposta. apontar Oliveira como cidade onde tudo acontece. Uma nuvem poderosa abre o horizonte.” QUEIRÓS. 04. e) associar as ações das duas irmãs. desde longos anos. 26. não comentasse com malícia estridente. achando a condição humana uma droga. entre os dentes ralos. 24. tirou o canário para fora com infinita delicadeza. Unifor-CE Considere as seguintes construções: I. A ilustre Casa de Ramires. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. Uma poderosa nuvem abre o horizonte. d) água de rio – água pluvial. marcar a generalidade das situações que são objeto de seus comentários. b) acentuar a exclusividade do comportamento típico das personagens. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . pequenino por dentro. b) II. E na desditosa cidade. Eça de. janela entreaberta. poeira a um canto. Dê. 8 GABARITO No texto. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura. estado ou qualidade dos seres. substantivos. verbos e adverbios Avançar . Embebeu de éter a bolinha de algodão. 02. colocá-las como responsáveis pela maioria dos acontecimentos na cidade. U. as tecedeiras de todas as intrigas. c) xampu de capelo – xampu capilar. Realizou-se um congresso internacional de solidariedade. adjetivos. A alteração na posição das palavras provocou alteração de sentido somente em: a) I. a) atribuir às personagens traços negativos de caráter. d) particularizar a maneira de ser das manas Lousadas. FUVEST-SP “As duas manas Lousadas! Secas. coração dorido. e) I e III. É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. enfatizar seu livre acesso a qualquer ambiente na cidade. São substantivos abstratos os elementos itálicos em: 01.23. II.Artigos. Realizou-se um congresso de solidariedade internacional. 08. vulto a uma esquina. bolo encomendado nas Matildes. 16. em Oliveira. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. b) nervo da audição – nervo auditivo. c) definir a conduta das duas irmãs como criticável. bule rachado. não existia nódoa. O menino pobre nasceu morto. d) I e II.E. pecha. III. c) III. o emprego de artigos definidos e a omissão de artigos indefinidos têm como efeito. angustiado. a soma das alternativas corretas. sensação. Emescam–ES A relação de equivalência de sentido entre as expressões não está adequada em: a) dor no abdome – dor abdominal. 25. as espalhadoras de todas as maledicências. escuras e gárrulas como cigarras. e) monumento de rocha – monumento rupestre. respectivamente. O pobre menino nasceu morto. situá-las numa cidade onde são famosas pela maledicência. que nos deu tanta alegria. algibeira arrasada. E saiu para a rua.

Unifor-CE Há analogia de sentido entre a frase “Pesem em torno de uma tonelada” e “Pesem: a) apenas uma tonelada”. adjetivos.Artigos.Leia abaixo o trecho do diário de P. verbos e adverbios Avançar . comunicar-se.C. ( ) em “É como se eu estivesse congelada”. rir. É como se eu estivesse congelada. c) aproximadamente uma tonelada”. de verdade do processo expresso pelo verbo.Las Vegas (. e) guarda-noturno.S. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. ( ) a forma verbal “estava” indica um momento anterior àquele expresso pela forma verbal “percebi”. apreciar a música. publicado em uma reportagem na revista Isto é. 29. pode-se afirmar que: ( ) em suas duas primeiras orações. e se a tua consciência reouver um instante de sagacidade... vives. ( ) o uso do subjuntivo no final do texto deve-se ao caráter de certeza. em jun. comi super bem!) Nunca tinha estado num restaurante chinês. Estava com muito apetite! Hoje percebi quanto tempo deixei de viver. A questão 27 refere-se a ele. pois ambas pertencem a tempos verbais do passado. “O diário de P. b) justo uma tonelada”. 2000. de aproveitar a vida. sem que a idéia básica do período seja modificada. d) tanto quanto uma tonelada”. substantivos. Alfenas-MG Assinale a alternativa cuja palavra composta é pluralizada da mesma forma que “Ibero-americanos”. e) ao menos uma tonelada”. o lugar. 28. tu dirás que queres viver.Restaurante chinês. FUVEST-SP Está INCORRETA a articulação de tempos e modos verbais em: a) Se por acaso eu importunara o General. é possível substituir a forma verbo ser de “é” para “era”. mas (por causa) de todo o ritual que envolve uma refeição: conversar. d) azul-marinho. b) verde-oliva. 01/01/2000 .S. UFGO Considerando-se a importância da escolha das expressões verbais para a construção do sentido do texto. U. c) cívico-religioso.) 21h30 . d) Todos seríamos escravos de idéias maniqueístas. 1 biscoito da sorte 3 colheres de sopa de arroz frito 2 camarões com alho 1 um pedaço de peixe frito 1 buquê de brócolis (Adorei.C. e) Vives: agora mesmo que ensandeceste. não houve argumento capaz de convencer a imprensa paulista de que seria de interesse geral a 1ª Bienal Internacional do Livro. Não só por não ter me permitido comer. não fora o trabalho desenvolvido pelos filósofos iluministas. as formas verbais “tinha estado” e “estava” indicam fatos situados no mesmo momento. ele que viesse falar comigo. b) Os ideólogos do capitalismo usam todos os apelos populistas de que se pudessem valer para introduzir um forte golpe. 30. Foi maravilhoso!” 9 27. c) Em 1970. a) surdo-mudo.

declarou o médico. amar? Sempre e até de olhos vidrados. combinação de princípos da economia. d) pode ser que. a) com verdade – sinceramente. Tarifas que podem chegar a zero. sem perda de sentido. embora nenhum fará a sociedade em que eu acredito. por: a) embora.” O advérbio talvez nos versos. até a você. e) 12 até 18 dias sem juros no cheque especial. 35. Londrina-PR “Que pode uma criatura. não conseguiu capturar os fugitivos. transpondo-a para a voz ativa. e) sem virtude – desvirtuadamente.E. o Brasil ainda estará muito longe de tornar-se um participante ativo do jogo mundial. b) Além disso. c) ainda que. Uniube-MG-Adaptada “Talvez eu tenha medo / Talvez eu sorria. d) A inteligência é como um tigre solto pela casa e só não causará problema se o suprir de carne e o manter na jaula. b) não obstante.31. b) A polícia. e) O nome secreto de Deus era o princípio ativo da criação. 32. Reescreva a frase acima. d) Saveiro Geração III. b) A econologia. 33. Reescreva a frase acima. pode ser substituído. desamar. no texto de Carlos Drummond de Andrade. adjetivos. substantivos. até agora. FUVEST-SP A única frase em que as formas verbais estão corretamente empregadas é: a) Especialistas temem que órgãos de outras espécies podem transmitir vírus perigosos. sociologia e ecologia. UFPI Marque a alternativa que substitui corretamente a locução adjetiva por um advérbio. o paciente teria morrido”. c) As apurações estaduais foram suspensas até segunda ordem.Artigos. mesmo que for adotado algum tipo de ajuste fiscal imediato. c) O primeiro-ministro e o presidente devem ser do mesmo partido.. entre criaturas. ao pecado de saber mais do que nos convinha. mas dizê-lo por completo equivalia a um sacrilégio. tem o mesmo valor semântico que em: a) O marinheiro chegou até o porto ao amanhecer. b) como amante – adulteramente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Resiste a tudo. U. FUVEST-SP a) “Se eu não tivesse atento e olhado o rótulo. 10 GABARITO 34.. c) com liberdade – libertinamente. Amar. senão. é defendida por ambientalistas como maneira de se viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. amar? Amar e esquecer. amar?” A palavra até. d) sem mistério – enigmaticamente. corrigindo a impropriedade gramatical que nela ocorre. Amar e malamar. verbos e adverbios Avançar .

o advérbio mais deixa pressuposta a idéia de que: a) os testes de QI serviram. infelizmente.” b) “. c) O único jornal que pode oferecer ao público só as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. e) hoje os testes de QI não são melhores do que no passado para avaliar a inteligência.36.. b) hoje os testes de QI são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. FUVEST-SP Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas abaixo.. U. para medir a inteligência. verbos e adverbios Avançar .. no passado. Se isso não __________ (satisfazer) sua curiosidade. embora não __________ provas que __________ isso: não __________ objetos para exames periciais. adjetivos. “Se você __________ (vir) à exposição e se __________ (dispor) a visitar o terceiro andar.Artigos. PUC-RJ Assinale a alternativa em que o termo em negrito é um advérbio que marca claramente uma opinião: a) “. observe seus efeitos de luz e sombra. e) Ouviram-se / tratam-se / existam / confirme / sobraram. b) O único jornal que só pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade.. FGV-SP Complete as frases com os verbos indicados entre parênteses. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Para bem comparar a técnica utilizada.. é mais sombrio.” e) “. __________ três explosões na plataforma de petróleo. a) Ouviram-se / trata-se / existam / confirme / sobraram. um dos antigos parâmetros usados para medir a inteligência. além dos testes de QI. UFRS-Modificada “Os testes de QI. outros parâmetros serviram para medir a inteligência.” 40. substantivos. o sofrimento das pessoas que estão atingidas mentalmente.” c) “para que ele tenha novamente a possibilidade de novas produções normativas” d) “Na esquizofrenia. e sair dela desejando um equilíbrio diferente do que tinha antes.. poderá notar duas grandes fotos iluminadas. o quadro. d) no passado. há motivo para otimismo”. aponte a opção que ainda mantém o mesmo sentido da oração acima: a) Só um jornal pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber: o de minha propriedade. c) os testes de QI nunca serviram para medir a inteligência. c) Ouviu-se / se trata / exista / confirmem / sobrou. Potiguar-RN “O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade..” 11 No texto. 39. já não servem mais para avaliar a capacidade cerebral de uma pessoa. Creio que __________ de problemas causados por falta de manutenção. b) Ouviu-se / se tratam / exista / confirme / sobrou. d) Ouviram-se / se trata / existam / confirmem / sobraram. Quando as __________ (ver). será conveniente que você __________ (manter-se) a uma boa distância. poderá adotar outra perspectiva. d) O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é só de minha propriedade. 37. 38.” GABARITO Utilizando-se o advérbio “só”..

FGV-SP Assinale a alternativa em que não haja erro de conjugação de verbo.” e) Até que enfim o governo reconheceu o direito dos manisfestantes. a) Em pouco mais de três meses. c) Se a Patrícia previr tempo seco para o litoral. aquele que for culpado confessará tudo quando for à prisão. PUC/Campinas-SP “Naquele exato momento.” Dessas ocorrências. c) somente na frase III. a) sabia – sentiu – chamara. 44. Tinha ganas de dizer a Alberto tudo o que ele merecia. mas se deteu. e) conseguiu responder – sentiu – tinha marcado. c) Fui até o hotel para encontrá-lo. se ele manter adequadamente o tratamento. IV. passados os primeiros dias de euforia pela conclusão do curso. substantivos. as locadoras de vídeo e os cursos de informática. b) somente na frase II. b) pretendia – sentiu – sabia. só conseguiu responder que começaria o mais breve possível a ladainha das entrevistas que tinha marcado nas clínicas que visitara há meses. esperando oportunidade melhor. mandarei prender os que forem inimigos do país. quando eu for presidente. de 24/01/2000. Há lugares carentes que necessitam até de vagas para automóveis. CEETPS-SP Considere as seguintes ocorrências de “for”: I. será o momento de todos o aplaudirmos. ao verbo “ser” e ao verbo “ir” a) somente na frase I. d) somente na frase IV. Feita a pergunta. como a De Plá. as vacas que forem para o brejo serão contadas quando eu for à Brasília. e) Quando o negociador propor uma saída honrosa. d) “Até Madonna quis interpretar o papel de Frida Kahlo no cinema. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Artigos. adjetivos. Sabia que o pai o chamara para aquela conversa com a intenção de saber dele o que pretendia fazer da vida. d) chamara – sentiu – começaria. haveremos de descer a serra antes de o sol nascer.41. d) Leocádia estava terrivelmente irritada.” Revista Época. “for” equivale. de modo claro e objetivo.Brotou nos morros cariocas franquias de supérfluos. sentiu o peso da responsabilidade. São inumeráveis as academias de ginástica. que vende e revela material fotográfico para amadores. III. NESSA ORDEM. respectivamente. b) O moderador interviu assim que ficou a par dos problemas técnicos. verbos e adverbios Avançar . II. 12 Assinale a alternativa em que o termo em negrito aparece com o mesmo sentido empregado no texto acima: a) Até que ponto poderemos aceitar tal proposta? b) Pensando nisso. UFMA Considere o seguinte trecho “A favela invisível se debruça sobre o Rio”.. 42. até que poderíamos programar um passeio para este final de semana.. e) em todas as quatro frases.” GABARITO Os verbos que indicam corretamente a sucessão cronológica dos fatos narrados são. a lesão do jogador poderá estar curada. os que forem espertos saberão quando for a hora de partir. do articulista Marcos Sá Corrêa: “. 43. mas ele já havia saído. c) tinha marcado – sentiu – visitara.

pecha. bolo encomendado nas Matildes. c) não existira. em Oliveira. neste texto. 14 de abril de 2001. não descortinavam.Artigos. entre os dentes ralos. coração dorido. não comentasse com malícia estridente. 47. c) Julgais. IMPRIMIR GABARITO O Estado de S. não tiverem descortinado. c) Bebeu tanto até cair.” Assinale a frase em que a palavra até expressa o mesmo sentido que tem no fragmento acima. não existia nódoa. Texto para a questão 47. não tiver comentado. escuras e gárrulas como cigarras. de Rita Lee e Roberto de Carvalho: “Não me cobre ser existente Cobra de mim que sou serpente” 13 Com relação ao emprego do imperativo nos versos. e) não existiria. Voltar Língua Portuguesa . FGV-SP Observando os três primeiros quadrinhos. pode-se perceber que. no diálogo entre Calvin e sua mãe. A ilustre Casa de Ramires. não comentava. E na desditosa cidade. bule rachado. não tinha comentado. b) Juntou até 10 mil reais. Paulo. algibeira arrasada. janela entreaberta. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. poeira a um canto. portanto há inadequação na flexão do segundo verbo (cobra). não comente. substantivos. Trata-se de: a) Ides. b) Tenhais. adjetivos. ITA-SP Os versos abaixo são da letra da música Cobra. verbos e adverbios Avançar . não teriam descortinado. b) não existiu. e) Segui. podemos afirmar que a) a oposição imperativo negativo e imperativo afirmativo justifica a mudança do verbo cobre/cobra. Eça de. “As duas manas Lousadas! Secas.” QUEIRÓS. as tecedeiras de todas as intrigas. não descortinem. desde longos anos. e) “Respiravam e até transpiravam” 46. d) Arrastou-se até o quarto onde desmaiou. vulto a uma esquina. d) não existirá.45. uma das formas verbais não condiz com as demais. d) Pretendes. se verifica entre as formas verbais existia. U. as espalhadoras de todas as maledicências. b) a diferença de formas (cobre/cobra) não é registrada nas gramáticas normativas. A questão 48 tem por base a história em quadrinhos abaixo apresentada. não teria comentado. d) o sujeito verbal (3ª pessoa) mantém-se o mesmo. mantém-se apenas em: a) não existe. 48. portanto o emprego está adequado. e) o primeiro verbo no imperativo negativo opõe-se ao segundo verbo que se encontra no presente do indicativo. FUVEST-SP A correlação de tempos que. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. c) a diferença de formas (cobre/cobra) deve-se ao deslocamento da 3ª para a 2ª pessoa do sujeito verbal. não tinham descortinado. descortinassem e comentasse. a) “Do querer até o poder vai larga distância”. Alfenas “Uma parceria implica até em cuidar de meninos de rua.

Para diferenciar o verbo do substantivo. U. c) presença indispensável à frase. principalmente. Mirtes? b) Nos Estados Unidos. Assim crêem os estudiosos dos fatos que intervêem na história das línguas. Voltar Língua Portuguesa . c) desejará. e) Influências estrangeiras também norteam o destino das línguas. b) A ama negra interviu junto ao filho do senhor branco. teríamos: a) previer. não tem gente parada. c) previera. 50. e) Vi um catálogo na Amazon que tem uns dinamarqueses bem acessíveis. abrandando-lhe a linguagem. UFSE Os verbos que aparecem nos enunciados abaixo estão corretamente flexionados em: a) As influências africanas manteram-se. IMPRIMIR “Um alimento em pó incolor (. há uma tendência de uso do verbo ter como impessoal. a) Sabe que você tem razão. Os brasileiros nem sempre se precavêm diante de influências lingüísticas estrangeiras. Quem se propor a estudar as línguas faladas na América pode constatar isso. b) desejar.) poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. substantivos. c) O estrangeiro tem mais e melhores dentes.49. Não pôde ser diferente. 14 A comparação entre as palavras sublinhada acima demostra que o significado geral de “expressar ação” não é suficiente para identificar o verbo como classe gramatical. UFRN Considere o período a seguir. a forma verbal deseje deverá ser substituída por: a) desejasse. 51. adjetivos.F. a seguinte característica que só os verbos possuem: a) terminação em r. verbos e adverbios Avançar .. c) Muitas palavras do português provieram do contacto com línguas estrangeiras. além do sentido de ação.” Para se manter a correspondência temporal no período. GABARITO 52. U. nas frases abaixo a alternativa em que ocorre esse emprego. d) anteposição de um substantivo.. por exemplo. b) flexão de tempo. d) Ele tem como equipamento standard o que aqui é opcional. UERJ “Os aliados não querem romper o namoro com o FHC – querem é namorar mais. d) desejaria. 53. em relação às palavras. com as mesmas características do verbo haver no sentido de existir. 18/08/1999. b) preveria. seria necessário considerar. d) Propusemo-nos a analisar a língua sem preconceitos e vimos que as influências estrangeiras são inevitáveis. já que namoro consta do dicionário como “ato de namorar”. Passeemos pelo seu vocabulário e creiamos nisso. Assinale.” Veja. modo e pessoa. d) prever. Alfenas-MG Fragmentos para a questão: “Especialistas contestam argumento do governo de que privatização não estaria sujeita à regra que prevê isonomia entre os candidatos” Caso transpuséssemos a forma verbal “prevê” para o futuro do subjuntivo. Santa Maria-RS-Modificada Na linguagem coloquial.Artigos. creiamos. e) previr.

.. intervisse... d) I e IV. comunica-me imediatamente”.. vires. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . requisesse..... 56.... começaram a se tornar realidade.. sendo vinde a forma do plural. substantivos... o acento nos verbos ver e ter é justificado pela mesma regra de acentuação gráfica..Artigos.. interviesse.. |-ra-| desinência modo-temporal e |-m| desinência número-pessoal. cujo plural é vêm. quando previr o temporal”.. vires. reouvesse 57.... não são regidos por preposição.. UFSC Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s): 01. 55.. b) II e III.. Em Mas se tu me cativas... III. a soma das alternativas corretas.. “Se você . intervisse. 16. Assinale a alternativa cujas formas verbais preencham.. UFSE-Adaptada “e as coisas que tu vais transformar. as lacunas das frases acima: a) vieres. requeresse. cativa-me!. 02... a vírgula é utilizada para isolar o sujeito do verbo. U.. Em . interviesse.... “Quando .... No trecho ... requisesse.54. verbos e adverbios Avançar ... e) II e IV. c) III e IV. talvez você . fará com que eu me lembre de ti. por isso ninguém interviu para liberá-los”. a São Paulo... que é dourado. Alfenas-MG Considere as seguintes frases: I.. e seu plural é vêem... 08. reouvesse b) vier. requeresse. |começa-| tema.... vires.. Em Por favor... sendo o plural vede.... “Retiveram os documentos porque supuseram que fossem úteis. e) 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo do verbo ver. reavesse c) vir. IV... traga seu irmão”. Os verbos lembrar e esquecer... “Ele voltará.. |-a-| vogal temática.. II... c) 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo do verbo ver. ela ficará contente”. b) 2ª pessoa do singular do imperativo do verbo vir... respectiva e corretamente. o modo verbal é o imperativo. reavesse d) vier. Em O trigo... que faz a 3ª pessoa do plural vêm. “Se ... reouvesse e) vier. Estão corretas as formas verbais só nos itens: a) I e III. que isso é necessário. o verbo começaram apresenta a seguinte estrutura: |começ-| radical. Dê. adjetivos. aceitaríamos todas as condições”. esses bens”. “Se ele propuser um acordo.. Alfenas-MG Observe: I. II. e seu amigo ... vires. Identifica-se corretamente a forma verbal vê em negrito nos versos acima como: a) 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo ver. como resposta. interviesse. vê através do pequeno embrião de árvore (. requeresse. III. 32.só se vê bem e os homens não têm mais tempo.) Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas” 15 Jorge de Lima. o verbo cativar classifica-se como transitivo direto. d) 3ª pessoa do presente do indicativo do verbo vir. U....... 04. “Quando puseres a foto no álbum.. vieres.. ao contrário de lembrar-se e esquecer-se.

. 61. Vitória-ES O seguinte período apresenta lacunas: “Se você .....” As formas verbais que preenchem adequadamente essas lacunas são: a) vir – intervisse – obtivesse b) vir – intervisse –obtesse c) vir – interviesse – obtivesse d) ver – intervisse – obtivesse e) ver – interviesse – obtesse 16 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .)” Considerando as transformações propostas......... Santa Maria-RS Observe as formas verbais utilizadas nos períodos a seguir. 62.......... substantivos.. É verdadeira: a) Apenas a afirmação I.... ele. PUC-PR-Modificada Considere estas afirmações: I. mas alguns talvez não o entendam bem. c) Cada uma das afirmações. F...58. adjetivos. c) O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa. no processo. Emescam-ES As lacunas de : “Os médicos sempre . U. a seguir o conselho. naturalmente magra.... Tem de ser naturalmente magra (...... 60..... eventualmente . E não adianta que a menina .. diga-lhe que seria bom que ele . d) Apenas a afirmação III. a prática do esporte poderá ser moralizada.. porém. UFSE A frase que apresenta voz passiva é: a) As pessoas nem tinham se recuperado do susto quando surgiu outra denúncia. mesmo que se .. a João que se .. 20 quilos.... O verbo morrer tem dois particípios...................... e) O jornalista se baseou em fatos bastante conhecidos para escrever o editorial. II... a bolsa de estudos. e) Nenhuma das afirmações.... b) O editorial afirma que o educador que se detesse sobre o futebol ficaria desapontado...... É preciso que . b) Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade... complete corretamente as lacunas. d) Alguns dos envolvidos nos episódios de 94 absteram-se de comentar o fato... c) Se a opinião pública intervir..... a fumar e a beber.... A palavra morto é particípio do verbo matar. naturalmente magra. do cigarro e do álcool....I...... para que você .... a) perda – fosse – fosse d) perda – seja – seja b) perde – seja – seja e) perca – seja – fosse c) perda – fosse – seja 59..Artigos. Seria preciso que ......... III.... e) Todos lêem o código de ética de seu clube. A palavra morto é particípio do verbo morrer.. o professor.......F. UFSE A forma verbal em negrito está corretamente flexionada em: a) Todos desejam que a imprensa continui a defender um esporte ético...... b) Apenas a afirmação II.. “E não adianta a menina perder 20 quilos........... verbos e adverbios Avançar ..” serão adequadamente preenchidas com: a) solicitam – abstenha – dispunha – volta b) solicitaram – abstivesse – dispusesse – voltava c) solicitam – abstém – disposse – voltava d) solicitam – abstivesse – disponha – volta e) solicitavam – abstesse – disposse – voltava 63.. d) Os crimes fiscais foram confessados porque o técnico temia outra acusação.......

.Artigos.. verbos e adverbios Avançar . – intransitivo. a) seguirmos – admitíssemos. já quinhentos anos passados.64.. 67. d) deve ser substituído por “isto que”. admitiremos que o desejo de destruição do outro só não é posto em prática por repressão. e) deve ser substituído por “ao que”. duvidar.) fosse muito mais poderoso e criativo do que um outro já maduro e desgastado pela idade. – transitivo direto e indireto. – transitivo direto. UFPB-PSS Levando-se em conta a norma culta da língua.” a) está correto. substantivos.” Considerando-se o verbete. “Mas convém que Gaspar não desconfie absolutamente destes nossos projetos.. b) tivesse sido.” b) “Ainda não haviam louras. c) está correto...... pois o emprego do verbo desconfiar está de acordo com os exemplos. sem acarretar mudança no significado da frase. 66. 68.. d) seguíssemos – admitíssemos. quando for a vez desses meninos?”. c) O relógio deu onze horas.. c) teria sido. para apresentar correção. b) deve ser substituído por “aquilo de que”. um número sem fim de animais. para apresentar correção.. – transitivo indireto.” e) “. c) tivéssemos seguido – vamos admitir. 65.” d) “Era assim o Brasil de Cabral. adjetivos. nem surfistas. empregado com o sentido de não ter confiança. b) Os jornais não deram a notícia. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) Quem dá aos pobres empresta a Deus. e) seguiremos – admitiremos. Indique a alternativa em que os respectivos verbos podem substituir as formas sublinhadas na citação acima. UFR-RJ A alternativa em que está correta a classificação do verbo dar quanto à predicação é: a) Dei com os dois velhos sentados.” 17 Assinale a alternativa que substitui a forma verbal fosse. b) seguíssemos – admitiríamos. nem mulatas.” c) “Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. e) Esse dinheiro não dá. a) pudesse ser. pois trata-se de outro sentido do verbo desconfiar. imaginava-se que um cérebro jovem (. d) possa ser. UFRS-Modificada Em: “Até algum tempo atrás. UEL-PR “Se seguirmos Freud. UFSE Um verbete de dicionário registra exemplos de uso correto do verbo desconfiar. para apresentar correção. – intransitivo. verifica-se erro em: a) “.” Os tempos verbais assinalados acima estão correlacionados: a forma escolhida para o verbo seguir limita as possibilidades de flexão de admitir.. o segmento em negrito na frase “Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam. “É prudente desconfiar de quem é desconfiado”. e) tenha sido. mantendo a correlação exigida pela norma culta.

como: a) transitivo direto e intransitivo.. leio. d) intransitivo e transitivo indireto.. c) transitivo indireto e verbo de ligação. Em filosofias / tropeço e caio. b) O vento que impelia aquela chuva cheirava a almíscar.. d) A forma verbal havia partido pode ser substituída por partira sem que. com isso. c) Vê se não te esqueces do livro – advertiu o jovem.). o verbo cheirar foi utilizado com a mesma transitividade de: a) Pelas análises que fizemos.69.. e) Os alunos viram o professor chegar e dirigir-se à secretaria da escola. Unifor-CE “Efetivamente se queimaram alguns livros. IMPRIMIR 74. equivalente a em negrito acima. está na alternativa: a) projetam-se. Unifor-CE Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado. e) verbo de ligação e transitivo direto. no enunciado.. 73. haja prejuízo do significado. e) foi queimado. b) projetam. b) transitivo direto e transitivo indireto. adjetivos. c) No jardim pôs-se diante da roseira e ficou cheirando a rosa. os auditivos (que prestam mais atenção no que vêem)..”. c) O enunciado é composto de duas orações que encerram uma relação de causa e conseqüência. d) eram queimados. cavalgo de novo” Os empregos do verbo ler nos versos acima permite classificá-los.” A forma verbal equivalente a em negrito na frase está em: a) queimou. e) vão projetar-se. c) tinham queimado. b) foram queimados..Artigos. e) Há.. Tenho de ler tudo.” 18 Considerando o que está dito no enunciado acima. GABARITO 72.). porque vejo a questão de outra maneira. UFR-RJ “(. PUC-RS-Modificada De acordo com o sentido que tem no trecho “Há basicamente três tipos de alunos: (. substantivos. verbos e adverbios Avançar .. 71. Uniube-MG-Adaptada No trecho “Com seu vestido decotado / cheirando a guardado”. PUC-PR “O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho. Voltar Língua Portuguesa . Outra forma verbal. 70. respectivamente. o que deixou sua mãe extremamente preocupada.. b) A forma verbal havia partido expressa uma ação anterior à forma verbal deixou. assinale a alternativa que contém uma afirmação falsa: a) As formas verbais havia partido e deixou expressam ações simultâneas. b) Eles se calaram porque viram que a discussão não levaria a nada. c) é projetado. d) Os alunos foram à biblioteca ver se encontravam o livro indicado.” “Mas leio. a palavra “vêem” é empregada com o mesmo valor em: a) Não consigo concordar com isso. d) Olhava para os cantos sem saber o que viera cheirar ali. uma ambigüidade gerada pela locução sua mãe. d) tinham projetado. essa história está cheirando mal.

derrubado o muro da ditadura... U. Quando os fotógrafos registraram a infância da aviação. de novo a estrada interrompida. 08.Artigos. Se os fotógrafos tivessem registrado a infância da aviação... no qual lança o desafio da possível construção de um novo Brasil.” IMPRIMIR GABARITO A forma verbal da frase acima está corretamente substituída por outra. Dê. do Império da República Velha. para sempre..75.. não se lêem muito os clássicos no Brasil.. e) Não se faz a leitura dos clássicos no Brasil. naqueles tristes momentos. Se tivéssemos prestado mais atenção à história da Colônia.. foi retirado o fragmento a seguir: “Para nós durante a ditadura. 77..E.. como tantos brasileiros.. Católica de Salvador-BA 19 “haverá trabalho para essa massa de gente.. 04. os fotógrafos a popularizaram.” A única variação estrutural correta para expressão destacada na oração em evidência é: a) haverão trabalhos. c) Pouco se lê os clássicos no Brasil. gramaticalmente equivalente. 78. Voltar Língua Portuguesa . e) existirá trabalhos. F. Unifor-CE “.. 02... 01. a soma das alternativas corretas. . substantivos. e) terá descoberto. d) tem descoberto.. b) No Brasil nunca se leu muitos os clássicos. F... eles a tinham popularizado.... . c) terão trabalhos.. Quando registrarem a infância da aviação.... que o Brasil nunca foi muito diferente do que hoje é.... Desse texto. os fotógrafos a popularizarão. Católica de Salvador-BA-Adaptada Há correspondência modo-temporal entre a forma verbal simples “descobriu” no trecho “A ciência descobriu uma realidade mais complexa” e a composta: a) tivesse descoberto. a inocência.. ao longo da qual todos os problemas seriam resolvidos.” Assinale a alternativa com as formas verbais que preenchem as lacunas de acordo com a norma padrão... c) teria descoberto..F... adjetivos. Ponta Grossa-PR Escolha as estruturas aceitáveis considerando a perfeita correlação entre os tempos verbais. eles a teriam popularizado. b) tinha descoberto. Quando os fotógrafos tiverem registrado a infância da aviação.. 79. que.. b) existirão trabalhos. eles a popularizaram. U. o futuro. d) ocorrerá trabalhos. Não sabíamos que o país .. 16. a) encontraríamos – perdera – viríamos b) encontrássemos – perdeu – veríamos c) íamos encontrar – tinha perdido – havíamos visto d) encontraríamos – havia perdido – teríamos visto e) encontrássemos – perderia – viríamos 76. Pensávamos. estava apenas exilado temporariamente: ele voltaria nos braços da democracia restabelecida.. em: a) Os clássicos não são muito lidos no Brasil..... Se tivessem registrado a infância da aviação.. d) Não é muito o que se lê dos clássicos no Brasil.. Pelotas-RS O cineasta Cacá Dieguez escreveu um artigo sob o título “O futuro passou”. verbos e adverbios Avançar . como resposta.

. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Artigos.’ (versos 14 a 17) “o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio.. 81.. explique o que é a infância na concepção do poema.’” (versos 27 a 30) Observando o emprego dos tempos verbais nos vocábulos sublinhados acima. as formas verbais em negrito estão corretamente transpostas para o mesmo tempo e modo da forma em negrito acima.. Lentamente. o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio. A expressão “Naqueles voluptuosos tempos” (verso 13) marca uma posição do eu-lírico em relação ao passado..’ Ah.. quem sabe?.. 5 10 15 20 20 25 30 GABARITO 80... c) A melhor sociedade deve ser aquela em que todos tenham vida boa.) Sim! Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?. Nova antologia poética. b) Espera-se que ele passe a vida lutando por seus ideais. substantivos. Unifor-CE “. exceto em: a) Meu amigo não gosta de que o chamem de boa-vida. adjetivos. São Paulo: Globo.” Nas frases abaixo. meu Deus..’ Eu tinha oito anos e sabia esperar. p.“Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?. explique o emprego dos parênteses no verso 13. 86/87.. 1997.. “O circo o menino a vida A moça do arame equilibrando a sombrinha era de uma beleza instantânea e fulgurante! A moça do arame ia deslizando e despindo-se. Considerando essa posição do eu-lírico em relação ao passado. 6ª ed. quem sabe?.As questões 80 e 81 referem-se ao texto abaixo. Só para judiar. 82. insultuoso é que ela o seja apenas para alguns. d) Não me admira que eles queiram morar em belas cidades. essas crianças!” QUINTANA. verbos e adverbios Avançar .. Agora não sei esperar mais nada Desta nem da outra vida. No entanto o menino (que não sei como insiste em não morrer em mim) ainda e sempre apesar de tudo apesar de todas as desesperanças. e) Deve ser sempre louvado alguém que sofre com os problemas alheios. Mário. UFRJ . E eu com os olhos cada vez mais arregalados até parecerem dois pires.. Meu tio dizia: ‘Bobo! Não sabes que elas sempre trazem uma roupa de malha por baixo?’ (Naqueles voluptuosos tempos não havia maiôs nem biquinis. UFRJ Releia os versos 9 a 17.

83. U. nas formas destacadas. Em “Nos dez primeiros anos deste século havia uma mania pop em Paris – voar”. I. tendo em vista o emprego de verbos. verbos e adverbios Avançar .. na voz passiva. “Por exemplo. 02. UFR-RJ-Adaptada “Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre (. com o sentido de existir.) ponha a saia mais leve.. I.. em 1898”. II.” IV. UFR-RJ No verso “Você sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada?”. indiscutível. A forma verbal simples empregada em “Paris virara a capital mundial da aviação desde a fundação do Aéro-Club de France. “voar” está empregado em função substantiva. d) que vão se realizar num futuro bem próximo. III. o verbo haver foi empregado no pretérito perfeito do indicativo.). b) I.. substantivos. no imperativo. 86. assinale a alternativa que apresenta a seqüência correta: a) II. ( ) o tempo verbal denota um fato passado que poderia ter acontecido após outro fato passado. 08. A seguir.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa por meio da manipulação genética. e passeie de mãos dadas com o ar.Artigos. a forma “eram invadidas”. o presente do indicativo. ( ) o tempo verbal denota um fato que provavelmente acontecerá. c) ordem.” ( ) o tempo verbal indica uma verdade universal. b) presentes e posteriores ao momento da fala. Com o verbo na voz ativa.E. “(. c) I. a soma das alternativas corretas.” Carlos Drummond de Andrade. como resposta. denota um(a): a) treinamento.. ou um tipo de tomate que cresce mais rápido e é mais produtivo..” III. podem-se desenvolver espécies de milho (. U.. No trecho acima a seqüência de formas verbais. b) aconselhamento. “Todos sabem que cães e gatos são espécies diferentes e que não se misturam.. aquela de chita. adjetivos. 04. 16.) virologistas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA desenvolveram experiência em que um gene causador de câncer em ratos. d) solicitação... 85.. e) ponderação. IV. c) passadas mas que têm validade permanente. Ponta Grossa-PR Marque as alternativas corretas. Dê. IV.. 84. corresponde à forma composta “havia virado” ou “tinha virado”.” II. 01. e) passadas que negam o aspecto durativo do verbo. Em “Voar era um ideal delirante e dândi”. foi empregado para expressar ações: a) presentes e simultâneas ao momento da fala.F. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. Uberlândia-MG Numere a 2ª. d) II. I. III. coluna de acordo com a 1ª. a frase “Cada proeza dos aviadores era narrada em detalhe” ficaria “Narrava-se em detalhe cada proeza dos aviadores”. “(. IV. O verbo usado em “As formas estranhas dos aeroplanos experimentais invadiam as páginas dos jornais” assumiria. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

b) reflexão.. que recebe no seu curso de dez léguas. 22 Leia os versos abaixo para responder às questões de números 89 e 90. e ainda ocorre em algumas regiões” Observe. Olhemos a cidade. e o que é sugado ao mim de mim em ecos se desmembra” 89. Uniube-MG Assinale a alternativa em que o emprego do tempo verbal não está adequadamente explicado. d) “(. b) era – são. me dou. UERJ A seqüência das construções verbais em negrito retrata uma mudança na participação do “eu” que se expressa no texto.) o povo é ignorante. d) tinha – tem. é correto afirmar que: a) os três parágrafos inscrevem-se num momento estático do tempo.” – O futuro do presente está sendo utilizado para indicar um fato provável.Artigos.)” – O pretérito imperfeito do indicativo está sendo utilizado para indicar um fato passado não concluído. b) “Se não zelássemos por nós. posterior ao momento em que se fala. c) “(. O Guarani. UERJ Classifique. substantivos. e engrossando com os mananciais. d) certeza.. pode-se afirmar que o uso da forma verbal destacada expressa uma: a) ordem. que está corretamente reproduzida nas formas: a) pôde – pode. o pequeno rio. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 88. torna-se rio caudal. adjetivos.. quanto às vozes do verbo. a) “Pelo Natal estarei aí. GABARITO Em relação ao texto. na frase acima. a seqüência dos tempos verbais em negrito. com minha secretária Eunice. José de. c) a freqüência dos verbos de ação personifica o rio Paquequer. altivo e sobranceiro contra os rochedos. e) solicitação. c) sugestão. e) exigiam – exigem. quem zelaria por este pobre povo?” – O futuro do pretérito está sendo utilizado para indicar surpresa e indignação. que rola majestosamente em seu vasto leito... 92. Unifor-CE “De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio d’água que se dirige para o norte. verbos e adverbios Avançar . Dir-se-ia que vassalo e tributário desse rio das águas.” ALENCAR. e) “rio caudal”.. 90. d) a relação entre os parágrafos marca-se pela comparação.) como bem o sabiam os romanos (. É o Paquequer: saltando de cascata em cascata. c) obteve – obtenha. “Onde avanço. vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba. “vassalo e tributário” exercem a mesma função sintática. b) não há nenhum termo que expresse progressão temporal dos fatos. curva-se humildemente aos pés do suserano.” – O presente do indicativo está sendo utilizado para indicar uma verdade científica. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população?” Tendo em vista o contexto que envolve a frase “Olhemos a cidade”. Descreva essa mudança. enroscando-se como uma serpente. as três construções destacadas. 91.87. UFR-RJ-Adaptada “Ano novo de eleições. Unifor-CE “o que ocorreu até recentemente.

.” b) “(..) não compreende ele as coisas do Brasil.) Trunte retrucou que já era alguma coisa.” d) “(.... obtém-se a forma verbal: a) vem sendo dominado.93...” c) “(....) nada adiantava esse dinheiro.” d) “(.” c) “(..uma escola escreve ‘College’ ao lado de sua marca. U..... d) vem dominando.) poderemos transformar a manipulação genética em um dos maiores benefícios da ciência . verbos e adverbios Avançar . Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “Virou praga o uso indevido do gerúndio.. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não admite passagem para a voz passiva: a) “essa liberdade só pode funcionar se submetida a intensa supervisão da comunidade científica.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa.. b) vêm dominando.” 96.) a manipulação genética de alimentos e animais não poderá gerar efeitos danosos à nossa saúde.. adjetivos... substantivos. 23 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ..) manipular os peões (.F.ninguém supera a televisão.” d) “..“ 95.) poderemos (... Uniube-MG Assinale abaixo a única alternativa correta: Transpondo-se para a voz passiva a oração “As grandes corporações multinacionais vêm dominando o consumo da população das cidades”.)” 94....... Uniube-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “(.... c) dominam.” b) “(.Artigos..” c) “Talvez apenas desconheçam a própria língua.F. U.” b) “.

13. 3. 22. 26. 4. d Voltar Língua Portuguesa . c c c V–F–V–V e d d a b F–V–V–F c b c d e d d GABARITO IMPRIMIR 35. 24. V E R B O S E A D V É R B IO S 1. V–V–V–V–F c e d a d e V–V–F d b d c c a 13 d d 18. c 47. 29.LÍNGUA PORTUGUESA 1 A R T IG O S . 9. 20. o paciente teria morrido. declarou o médico. b 42. 23. verbos e adverbios Avançar . a 48. 31. 33. se mantenha. a 38. 6. combinação de princípos da economia. vir. d 49. 36. a 44. 27. 15. d 43. 30. 10. 11. 14. 12. 32. 17. 8. 2. adjetivos. 5. a) “Se eu não estivesse atento e não tivesse olhado o rótulo. 28.” b) Ambientalistas defendem a econologia. d 37. d 41. 25. Vier. 19.Artigos. a 39. 21. substantivos. como uma maneira de viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. 34. A D JE T IV O S . dispuser. satisfizer. 40. 16. 7. c 45. sociologia e ecologia. S U B S T A N T IV O S . e 46.

60. 78. verifica-se que. 15 86. 61. c 89. Onde avanço: voz ativa. 76. 56. o que é sugado ao mim de mim: voz passiva. b 94. O emprego dos parênteses revela que. substantivos. b e b b e e d b e c e d b c b 65. 82. 54. 73. 77. 72. 81. 75. verbos e adverbios Avançar . 62. o eu-lírico faz um comentário (ou dá uma explicação) sobre o passado. 59. 69. a 95. a b e e a a e b a b d b b 28 a IMPRIMIR GABARITO 80. 57. em o que é sugado ao mim de mim é apenas o lugar em que a ação acontece. 52. c 85. b 84. 58. 71.2 50. 67. a 96. no verso 13. adjetivos. a 88. A partir do emprego dos tempos verbais. 68. 51. na concepção do poema. c 92.Artigos. e 83. 55. a 93. 79. 66. em me dou é agente e paciente. c 87. do qual se distancia. 70. a infância é um estado permanente no eu-lírico. 64. 63. me dou: voz reflexiva. a Voltar Língua Portuguesa . 90. 91. 53. Em avanço o “eu” é agente. 74.

E. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1.” estão flexionados no mesmo tempo. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. modo e pessoa. a) Apenas I é verdadeira. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. até . c) Apenas III é verdadeira. ( ) Em “da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos” é possível permutar-se a expressão destacada pela contração das. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos.desses direitos. Além disso. ( ) Em que e na qual são pronomes relativos. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. 2. d) I e II são verdadeiras. I. considerados não como cidadãos mas como ‘pessoas’ e.. para os falsos. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’ mas também com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. Superior de Brasília-DF Após ter lido atentamente o texto “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos”. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. julgue os itens a seguir segundo os critérios da morfologia. II.. é própria de linguagem formal no Brasil.. favorece uma tonicidade não usual em português. foi usada como recurso obrigatório por se tratar de dois pronomes.. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. 1948). conseqüentemente. e) I e III são verdadeiras. ( ) As duas ocorrências do pronome se classificam-se da mesma forma. III. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. ( ) Por equívoco do redator. Assinale a alternativa correta. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. e F. falta o hífen em “interamericano”. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. UFPI Na frase “A realidade tornava-se-lhe odiosa. Use V. no livre exercício de suas próprias soberanias. para os verdadeiros.Pronomes Avançar . como a realização dos postulados da justiça social’.” 1 GABARITO ( ) Os verbos existentes no trecho que vai de “Os Estados.”. Colômbia. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. b) Apenas II é verdadeira.. é correto afirmar que a ênclise: I.. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos.

em vez de ficar séria e pensar em Deus. b) A personagem mistura. beleza e ritmo. c) a saudade. dessas súbitas fadigas de todo o seu ser. das relíquias que guardava. acontece um erro quanto à norma culta da Língua. beleza e ritmo. a) “. a senhora. entre o carro de bois e a sege em que a senhora vinha. acrescentando-lhe saudade. c) Há erro de grafia ao reproduzir as falas coloquiais das personagens.” O pronome lhe do exemplo refere-se: a) ao sujeito do verbo “revolucionou”. 5.Pronomes Avançar . pra. não deixaria de comparecer. de Assis) d) “.quando estava quase a suceder um desastre na entrada. e) à forma verbal acrescentando. d) Os substantivos próprios estão com letra maiúscula. da veneração em que tinha a memória dele. Emescam–ES A posição do termo sublinhado em relação ao verbo não está adequada à norma culta brasileira em: a) Se me tivesse convidado. Exemplos: Tô. de Assis). Voltar Língua Portuguesa .” (M. na sua fala.. 7. pessoa do singular. b) “Mascarenhas fez-me notar à esquerda da capela o lugar em que estava sepultado o ex-ministro.” (M. Identifique-o: a) Falta vírgula depois do vocativo..” (M. e) Não se falou coisa alguma sobre a prometida reforma. a 2ª. PUC-PR-Modificada Observe: IMPRIMIR “Revolucionou a forma de tocar violão. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que os elementos em destaque não podem ser substituídos por onde. rindo. à qual está ligado por hífen. enfiou a cabeça por entre as cortinas para fora. U.3. de Assis) c) “Lalau sentou-se. A cadeira em que se sentou era uma velha cadeira de espaldar de couro lavrado e pés em arco. e) Há pontos de exclamação e interrogação demais nos trechos. de Assis) 6.. em que caía a cadeira” a expressão em negrito pode ser substituída por: a) onde d) com as quais b) enquanto e) entre as quais c) nos quais 4. das alusões freqüentes na conversão. pessoa do singular com a 3ª. b) à forma de tocar violão... d) somente à palavra mais próxima: saudade. Univali-SC 2 GABARITO Nos quadrinhos. c) Quando os viste? d) Não concordarei com o que nos dirão.F. b) É bom que falemos-lhes toda a verdade. UFPI Na frase “mas tinha desses abatimentos..” (M. falou-me também da piedade e saudade da viúva.

o. tua. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . deve-se substituir as palavras grifadas.. FUVEST-SP “/…/ estás desiludido. Considerando-se os elementos em negrito. BETE mora no endereço abaixo a muitos anos. Os enunciados acima foram retirados dos livros Esaú e Jacó (A) e O resto é silêncio (B. muita sonhou com ele. nos negócios. muitas vezes a gente sofre sem ter necessidade. ( ) no enunciado C. te. muita inveja. tens amor não correspondido ou rompido. Todos se habituariam e pensar coletivamente. a expressão a gente. desanimado. Leitor. por a) teu. os. ou o próprio mal não deixa. vossa. de Machado de Assis e Érico Veríssimo. Não fique na dúvida. desconfiasse de toda a gente (. tem o sentido de “nós”. tens amor não correspondido ou rompido. no seu trabalho. ( ) no enunciado B. em qualquer assunto que lhe preocupe.. nos negócios. as palavras muita e alguma estão sendo usadas inadequadamente. desorientado. (. lhes. desanimado. B. b) teu. “Solução Você que muitas vezes pegou este anúncio e nunca teve tempo para ler com mais atenção. Muitas vezes. mas o mal existe e a solução do mal também e as vezes a cura está perto e a gente não vê. respectivamente. Toda a gente voltou da ilha com o baile na cabeça.. tua. E as pessoas aprenderiam a gostar menos dessas coisas que representam luxo e conforto. 9. d) vosso. já que substitui um grupo nominal anteriormente expresso. e) vosso. referindo-se ao emissor-personagem e seus comparsas. ou até mesmo por não acreditar.. mau olhado no amor. a PROFa. fazer voltar alguém em sua companhia.” Observando-se apenas o correto uso dos pronomes. a expressão em destaque pode ter o sentido de “nós”. muita inveja. tens caso íntimo à resolver. estás desiludido.) D.. Porquê? Ela tem um trabalho honesto e certeiro. ( ) no enunciado D. alguma dormiu mal ou nada. faça isso agora. mau olhado no amor. C e D). desorientado. É por que é um mal espiritual latente e você não sabe. em qualquer assunto que lhe preocupe. faça uma consulta. pois ambas necessitam da explicitação do termo gente.. emitido por uma voz narrativa onisciente. te. tens caso íntimo à resolver. Onde é que a gente se encontra? C. respectivamente.Pronomes Avançar . 3 8. você é testemunha disto. Tire um tempo para você mesmo e faça uma consulta com a PROFa.Texto para a questão 8. c) teu. não é uma novata na sua especialidade (cientista em grafologia e astrologia) é a mais célebre da América do Sul. Comprove estimado leitor. BETE é resolvido em uma simples consulta de poucos minutos. com a PROFa. fazer voltar alguém em sua companhia. você vai compreender porque ela é a mais célebre da América do Sul. no seu trabalho. UFGO A. ( ) no enunciado A. vossa. BETE. Muitas vezes não acha solução. um problema que para muitos é um problemão. tua. a palavra todos tem valor anafórico.) fazia que ela evitasse a companhia das outras. Joga-se búzios e tarô Avenida Jabaquara. 817”.

10. UFPI Marque a alternativa em que o pronome lhe é empregado com o valor semântico de pronome possessivo. a) Tudo de repente (...) lhe pareceu lúgubre. b) Os seus deveres (...) eram-lhe pesados como fardos injustos. c) A realidade tornava-se-lhe odiosa. d) Veio-lhe o nojo das engarrafadas dos emplastros (...). e) — dous lábios de fogo que, num beijo, lhe chupassem a alma. Texto para as questões 11 e 12.
“Que me enganei ora o vejo: Nadam-te os olhos em pranto Arfa-te o peito, e no entanto Nem me podes encarar.”

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11. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome substitui toda uma oração. Aponte-o: a) que. b) me. c) o. d) te. 12. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome pessoal oblíquo está substituindo um pronome possessivo. Aponte-o: a) te. b) me. c) o. d) que. 13. U.F. Uberlândia-MG Todas as alternativas abaixo podem ser preenchidas por cujo(a), exceto: a) “Lalau não demorou muito. (...) Vinha um pouco esbaforida, voando-lhe os cabelos, ............... eram curtinhos e em cachos...” (M. de Assis) b) “A casa ............... lugar e direção não é preciso dizer, tinha entre o povo o nome de Casa Velha...” (M. de Assis) c) “Não estava contente comigo. Tinha-me deixado resvalar a uma promessa inconsiderada, ............... execução parecia complicar-se de circunstâncias estranhas...” (M. de Assis) d) “Voltei-me para D. Antônia; esta, depois de hesitar um pouco, deliberou entrar na sacristia, ............... porta estava aberta.” (M. de Assis) 14. UFF-RJ A colocação do pronome pessoal no português do Brasil, no uso coloquial, apresenta, em algumas circunstâncias, tendências diferentes da de Portugal. Identifique o par de orações em que ocorrem, quanto a colocação do pronome pessoal no português do Brasil, o uso culto e o uso coloquial, respectivamente: a) “da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo;”/ da qual estamos todas tão distantes que nos não poderia servir de modelo; b) “Esta é uma hora para se parar e pensar.”/ Esta é uma hora para parar-se e pensar-se; c) “pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais –”/ pois o que passase no Piauí não é o mesmo das grandes capitais; d) “purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz.”/ purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que acha-se rodeada mal abre os olhos à luz; e) “a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela;”/ a mulher de hoje em dia pode se sair melhor do que aquela.

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15. U.E. Londrina-PR-Modificada
“... Stingo descobre as verdades escondidas sobre as quais eles estão encobrindo...”.

Esse trecho se torna adequado à norma culta se a expressão em destaque for substituída por: a) onde. b) que. c) cujas. d) das quais. e) entre as quais. 16. Univali-SC Assinale, dentre as frases a seguir, retiradas de jornais de circulação regional, a que está de acordo com as normas da Língua Portuguesa. a) É outra daquelas questões onde não é certo optar por uma alternativa, excluindo a outra. b) Além dos efeitos sociais e econômicos referidos, um plano de retomada da indústria de construção fere uma carência objetiva do país, onde há necessidade de milhões de casas... c) Um reflexo na pupila (menina dos olhos), em um recém-nascido poderá revelar problemas na retina, tumores intra-oculares, ou até catarata congênita onde realizar-se-á cirurgia o mais breve possível. d) A surpresa aconteceu na sétima prova, onde houve a divergência sobre a terceira cidade mais antiga do país. e) Participaram todos os 540 alunos distribuídos em 8 equipes, onde se buscou equilibrar a força, unindo os alunos maiores com os menores. 17. FEI-SP Em “as paredes vejo-as”, os termos em destaque são classificados respectivamente como: a) artigo definido e pronome pessoal do caso reto. b) artigo definido e pronome demonstrativo. c) artigo definido e pronome pessoal do caso oblíquo. d) pronome pessoal e artigo definido. e) preposição e pronome pessoal do caso oblíquo. 18. FGV-SP A propósito do segmento de frase “Ser-me-ia impossível descobrir entre mim e elas pontos de identificação…”, atenda ao que se pede abaixo. a) Explique o uso do pronome mim em vez do pronome eu. b) Se, no lugar de elas, que é pronome pessoal de terceira pessoa do plural, utilizássemos outro, de segunda pessoa do singular, qual seria ele? 19. UFGO Considere os enunciados abaixo. A. Os atletas não se prepararam bem, onde se saíram mal nas competições. B. Onde há fumaça, há fogo. C. Vivemos numa economia globalizada, onde os produtos industrializados não têm uma só nacionalidade. D. Saiu da casa cedinho onde só voltou depois que todas dormiam. Segundo a norma padrão da língua portuguesa: ( ) o relativo onde pode ser empregado, estabelecendo relação conclusiva entre orações, como no enunciado A. ( ) o empregado do relativo onde, no enunciado B, está inadequado, porque ele não tem um referente explícito. ( ) o relativo onde, no enunciado C, está empregado adequadamente, porque se refere a uma expressão com valor de lugar virtual. ( ) o verbo voltar, no enunciado D, exige que o relativo onde seja precedido por “a” ou “para”.

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Língua Portuguesa - Pronomes

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20. UP-RN
“Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro.” “O grande mal desse povo brasileiro é ter nascido pobre.”

Se uníssemos as duas orações com pronome relativo, teríamos: a) Sem a reforma agrária cujo grande mal do povo brasileiro é ter nascido pobre, não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. b) Sem a reforma agrária cujo grande mal é ter nascido pobre não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. c) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição do povo brasileiro que ter sido pobre é o seu grande mal. d) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro cujo grande mal é ter nascido pobre. 21. F.M Triângulo Mineiro-MG
“Incontestável representante do bom gosto, a escritora e colunista Danuza Leão não tem vergonha de aplaudir o Show do Milhão. (...) Da mesma franqueza de Danuza comunga o plubicitário Roberto Justus. ‘A atração educa quem não teve acesso àquelas informações e diverte quem quer testar seus conhecimentos’, argumenta.”
Telejornal. O Estado de S. Paulo. 03/09/2000, p. T8-T9.

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Seguindo as convenções da norma culta, a oração destacada no texto pode ser substituída por: a) Quem não teve-lhe acesso. b) Quem não as teve acesso. c) Quem não teve-as acesso. d) Quem não teve acesso a elas. e) Quem não teve-lhes acesso. 22. F.M. Triângulo Mineiro-MG Una as frases por um pronome relativo e assinale a alternativa correta, de acordo com a norma culta. “A Lagoa Rodrigo de Freitas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. As águas da Lagoa continuam malcheirosas.” a) D. Pedro II já havia chamado a atenção para as águas malcheirosas da Lagoa Rodrigo de Freitas. b) A Lagoa Rodrigo de Freitas, cujas águas continuam malcheirosas, já havia chamado a atenção de D. Pedro II. c) D. Pedro II afirmara que as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam mal cheirosas. d) A Lagoa Rodrigo de Freitas que as águas continuam malcheirosas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. e) As águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam malcheirosas e elas já haviam chamado a atenção de D. Pedro II. 23. PUC-PR-Modificada
“O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho, o que deixou sua mãe extremamente preocupada”.

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GABARITO

Considerando o trecho acima, pode-se afirmar que a expressão o que tem como antecedente os termos: a) O pai; b) havia partido; c) ao filho; d) nenhum recado; e) toda a parte do enunciado que antecede à própria expressão o que.

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Língua Portuguesa - Pronomes

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24. PUC-PR Assinale a alternativa em cujo enunciado o pronome que está entre parênteses pode ser colocado corretamente em qualquer um dos pontilhados. a) Ninguém ..... irá ..... esquecer ..... tão cedo. (te). b) ..... Estou ..... dizendo ..... a pura verdade. (lhe). c) Ela ..... quer ..... dizer ..... o que aconteceu de fato. (me). d) ..... Haviam ..... encontrado ..... até então duas vezes. (se). e) ..... Mandou ..... vir ..... mais cedo no dia seguinte. (me). 25. FUVEST-SP
“‘As pessoas ficam zoando, falando que a gente não conseguiria entrar em mais nada, por isso vamos prestar Letras’, diz a candidata ao vestibular. Entre os motivos que a ligaram à carreira estão o gosto por literatura e inglês, que estuda há oito anos.”
Adaptado da Folha de S. Paulo, 22/10/00.

No trecho que não está entre aspas ocorre um desvio em relação à norma culta. Reescreva o trecho, fazendo a correção necessária. 26. PUC/Campinas-SP

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“No centro da Convenção sobre Mudança Climática esteve o reconhecimento de que o planeta pode passar por mudanças catastróficas no próximo século, com o agravamento do efeito estufa. A delegação brasileira na reunião de Buenos Aires, onde se deu o encontro, assim como em Kyoto, foi chefiada pelo ministro da Ciência e Tecnologia. Ela teve um papel destacado no Japão, ao apresentar proposta que desembocou no “mecanismo de desenvovimento limpo” (MDL), questão central na pauta na Argentina.”

Os pronomes grifados referem-se a outras palavras do texto. São elas, respectivamente: a) o centro – Mudança Climática. b) Buenos Aires – a delegação brasileira. c) o planeta – a reunião. d) Kyoto – estufa. e) a Convenção – mudanças catastróficas. 27. UFMT-Adaptada Julgue as afirmações a seguir. Use V, para assinalar os itens verdadeiros, e F, para os itens falsos. ( ) Substituindo o pronome lhe por dele na oração Ousou o escrevente namorar-lhe a filha, as duas formas pronominais funcionam como objeto indireto. ( ) Na maioria das variedades do português falado no Brasil, empregam-se as formas de tratamento você/vocês para designar o interlocutor do discurso ao invés das formas tu/vós. ( ) Quando se usa você/vocês no lugar de tu/vós, o verbo, os pronomes oblíquos e possessivos continuam na segunda pessoa. 28. U. Potiguar-RN Os trechos que seguem mostram que certas construções típicas do português falado, são utilizadas na modalidade escrita, exceto um deles. Aponte-o: a) Procure preocupar-se com os problemas que você tem maior dificuldade. b) Uma escola, onde na frente havia uma lanchonete, deverá ser totalmente reformada. c) Sempre me pareceu muito severo aquele diretor sob cujas ordens trabalhei muitos anos. d) Consideramos propícia a escolha do momento dele falar.

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29. U. Alfenas-MG Assinale a opção onde o pronome pessoal está empregado incorretamente. a) Para mim, cumprimentá-la seria uma ofensa. b) Entre eu e ela já não há mais nada. c) Viram-nos, mas não os chamaram. d) Permitiu-lhe, a ele, fazer a ronda. e) Aquele era o carro para mim; comprá-lo com que dinheiro?

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30. U. Alfenas-MG Dadas as sentenças: I. Os projetos que me enviaram estão em ordem; devolvê-los-ei ainda hoje. II. Não te conto toda a verdade já que preocupo-me demais com tua situação. III. “Esses são os livros que se acham à disposição do público, mas acredita-se que poucos procurá-los-ão”. IV. Quero que você se habitue com minhas falhas, eu deveria preparar-me melhor. A seqüência que contém as frases corretas quanto à colocação dos pronomes átonos é: a) II e III. b) I e II. c) I e III. d) II e IV. e) I e IV. 31. Univali-SC Identifique a opção correta quanto à colocação pronominal nos trechos retirados de jornais de circulação regional: a) Que todo pai sinta-se imensamente feliz na comemoração de seu dia. b) Por que todos os dias perdem-se tantos blocos de notas fiscais em Blumenau? c) Preserve-a a todo custo. Não esqueça que para seu filho você é o maior herói. d) O “Bem” do título acima, se expressa pela existência de postos de trabalho na quantidade e qualidade requeridos por uma população... . e) ... utilizando a imagem do “Zé Carioca” e outras, que mostram-nos menores e menos capazes. 32. PUC/Campinas-SP Observe a seguinte passagem do texto: “‘Pare aí’, me diz você. ‘O escrevente escreve antes, o leitor lê depois.’ ‘Não!’ lhe respondo, ‘Não consigo escrever sem pensar você por perto, espiando o que escrevo.’” Nela, o autor, utilizando o discurso direto, apresenta um diálogo imaginário entre o autor e seu leitor, introduzindo a linguagem oral no texto escrito. Por essa razão, a) os pronomes oblíquos átonos foram colocados depois do verbo. b) os pronomes oblíquos átonos são enclíticos. c) os pronomes oblíquos átonos não foram utlizados no diálogo. d) os pronomes oblíquos átonos são proclíticos. e) os pronomes oblíquos átonos são mesoclíticos. 33. UFMT-Modificada Julgue as seguintes afirmações. Use V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A norma gramatical contrariada em Para mim brincar é Não se deve usar pronome pessoal da forma oblíqua na função sujeito. ( ) A norma gramatical contrariada em Me dá um cigarro é Não se deve iniciar um período com pronome oblíquo átono. 34. UFSE
“... tu vais encher os cofres ... derrubada debaixo da fronde ... dando de comer aos pássaros”

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GABARITO

Substituindo corretamente as formas substantivas pelos pronomes pessoais correspondentes, obtém-se: a) encher-lhes – debaixo dela – dando-os de comer; b) encher-lhes – debaixo a ela – dando-lhes de comer; c) enchê-los – debaixo dela – dando-lhes de comer; d) enchê-los – debaixo a ela – dando-os de comer; e) encher-los – debaixo dela – dando de comê-los.

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35. F.M. Itajubá-MG Marque a opção que pode preencher corretamente as lacunas da seguinte afirmativa: Em “Dir-se-á que, até certo ponto, a felicidade se constrói”, segundo a norma culta, é um caso de ............... obrigatória por se tratar de um verbo no ..............., em ............... de período. a) Mesóclise – futuro do presente simples – início. b) Separação – infinitivo – exórdio. c) Próclise – imperativo positivo – começo. d) Silepse – presente do subjuntivo – abertura. e) Zeugma – futura do subjuntivo – princípio. 36. F.I. Vitória-ES O seguinte período apresenta algumas lacunas: “Ela ficou em casa ............... dois, para conversar ............... sobre o livro, mas disse ao meu irmão que era difícil para ............... ler aquele livro sozinho, porque as letras eram pequenas demais para ............... ler, sem forçar meus olhos hipermetropes.” Os pronomes de 1ª pessoa que completam adequadamente as lacunas são, respectivamente: a) conosco – conosco – mim – mim b) conosco – conosco – eu – eu c) com nós – conosco – eu – mim d) conosco – com nós – eu – eu e) com nós – conosco – mim – eu

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37. PUC-PR Observe a colocação dos pronomes átonos destas orações: I. O T-6 de Mororó, deixando uma asa pelo caminho, partiu-se. II. Depois de arrastá-lo até sua casa, o colocou na rede. III. Há cinco anos, no entanto, os dois se reencontraram. Seria possível, sem erro de sintaxe, adotar outra ordem pronominal: a) Apenas para a oração I. b) Apenas para a oração II. c) Apenas para a oração III. d) Para todas as orações. e) Para nenhuma das orações. 38. VUNESP Leia o texto que segue.
“Não digo com isto que um e outro dos gêmeos não soubessem agredir e dissimular, a diferença é que cada um sabia melhor o seu gosto, coisa tão óbvia que custa escrever.”

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In: ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. São Paulo: Editora Mérito, 1962. p. 78.

No segundo período desse texto reconheça as classes de palavras a que pertence o a, respectivamente, em “a fruta” e “a ia buscar”. 39. UEMS Ao comparar as diversas cidades do mundo com a cidade do Rio de Janeiro, defendia com ardume e paixão a beleza... sobre cada uma... a) dessa – daquelas. b) daquelas – destas. c) destas – dessa. d) desta – daquelas. e) desta – dessas.

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40. UFPB-PSS No verso “Ao coração que sofre, separado...”, o vocábulo que refere-se ao termo antecedente. Observa-se esta mesma relação em: a) “Não me basta saber que sou amado.” b) “...no exílio em que a chorar me vejo.” c) “Não há que a terra pelo céu trocar.” d) “Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza.” e) “Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras...”

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41. Unifor-CE “É bem provável que freqüentadores de museus não procurem essa instituição.” Substituindo-se a expressão em negrito na frase acima pelo pronome que lhe é correspondente, obtém-se: a) não lhe procurem; b) não a procurem; c) não procurem-a; d) não procurem-lhe; e) não procurem-na. 42. UFF-RJ Assinale a opção em que a reformulação da frase abaixo apresenta um emprego de pronome não compatível com o uso formal da língua: “E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.” a) E em tal maneira é graciosa que, se a quisermos aproveitar, dar-se-á nela tudo por causa das águas que tem. b) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem. c) E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, tudo nela se dará, por causa das águas que tem. d) E em tal maneira é graciosa que, ao querer-se aproveitá-la, tudo dar-se-á nela, por bem das águas que tem. e) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitar ela, tudo dar-se-á por bem das águas que tem. 43. UFF-RJ Assinale a opção em que a palavra em negrito é um pronome pessoal. a) “Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços.” b) “E alguns, que andavam sem eles, tinham os beiços furados.” c) “outros traziam três daqueles bicos, a saber, um no meio e os dois nos cabos.” d) “assim frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho.” e) “porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.” 44. UFSC Observe o período abaixo e assinale a(s) proposição(ões) em que ele foi reescrito corretamente.
“— Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

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01. — Os homens esqueceram dessa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 02. — Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não deves esquecêla. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 04. — Disse a raposa: —Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. 08. — Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que você cativa. Os homens esqueceram-se essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. 16. — Os homens esqueceram essa verdade: tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecê-la. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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45. Unifor-CE-Adaptada
“Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas, em todos eles, um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens...”

O pronome os em “que os impeça” refere-se a: a) alguns cientistas; b) robôs do futuro; c) seus programas; d) todos eles; e) homens. 46. Emescam-ES A substituição do termo em negrito não se fez adequadamente em: a) Acharam os livros muito interessantes. Acharam-los muito interessantes. b) Fizemos o trabalho como você orientou. Fizemo-lo como você orientou. c) Daremos a ele todas as oportunidades. Dar-lhe-emos todas as oportunidades. d) Refiz a lição que estava errada. Refi-la, que estava errada. e) Enviamos cartas a vocês. Enviamos-lhes cartas.

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47. UFR-RJ “...fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo parece sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’” Uma das funções dos pronomes demonstrativos é retomar, dentro de um enunciado, elementos anteriormente citados. A análise do fragmento acima revela que os demonstrativos esta e aquele referem-se, respectivamente, aos vocábulos: a) palavra e mote. b) leitura e mote. c) palavra e mundo. d) leitura e daquele. e) continuidade e mundo. 48. Univali-SC Ao ler jornais de circulação regional, percebe-se, algumas vezes, a incorreção no emprego do pronome oblíquo átono. Dentre as frases a seguir, assinale aquela em que o pronome foi empregado adequadamente. a) A ativação desse setor da economia, conhecido por seus efeitos rápidos na área de emprego e por seu contágio imediato sobre áreas de indústria e de serviços, se aproveitará dos atuais sinais de aquecimento da atividade econômica. b) Informamos que encontra-se em fase de conclusão uma nova escola. c) Felizmente, ao ver minha caixa de correspondência, havia um e-mail do promotor público de Itapema, me informando que iria nesta segunda-feira pela manhã receber a nós pais para conversar. d) Ele vai ocupar a vaga aberta pelo advogado que também já se desincompatibilizou do cargo. e) O comportamento dos jovens é um sintoma. Impõe-se que, sem descuidar-se das conseqüências, ataque-se primordialmente as causas. 49. UEMS I. O lugar...moro é muito pacato. II. Esse foi o número...gostei menos. III. A peça ...enredo é humorístico, tem sido sucesso. a) onde - que - cujo. b) em que – de que – cujo o. c) no qual – o qual – do qual o. d) que – que – cujo o. e) em que – de que – cujo.

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50. Unifor-CE Na frase “não tivessem presente, nem futuro”, as palavras em negrito estão corretamente substituídas pelo pronome que lhes é correspondente em: a) não os tivessem; b) não tivessem-los; c) não o tivessem; d) não tivessem-o; e) não tivessem-no. 51. UFR-RJ
“O homem ainda faz O que macaco fazia”

Do ponto de vista morfológico, o termo destacado no verso acima é um: a) pronome de tratamento; b) artigo definido; c) pronome oblíquo átono; d) pronome oblíquo tônico; e) pronome demonstrativo.

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A questão 52 refere-se ao texto a seguir.
“O Padeiro (fragmento) (Rubem Braga) Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando: – Não é ninguém, é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a idéia de gritar aquilo? ‘Então você não é ninguém?’. Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou uma pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era: e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: ‘Não é ninguém, não senhora, é o padeiro’. Assim ficara sabendo que não era ninguém... Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.”

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In: Ai de ti, Copacabana, 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1964, pp. 44, 45.

52. UFRJ a) Que sentido assume o pronome indefinido ninguém no texto? b) Quando esse pronome indefinido é usado na função sintática de sujeito, a dupla negação pode ou não ocorrer. Justifique essa afirmativa, exemplificando-a. 53. U.E. Londrina-PR Assinale a alternativa que está estruturada de acordo com a norma culta. a) Originárias da África do Sul, as abelhas africanas são agressivas, cuja criação é feita geralmente em apiários. b) As agressivas abelhas africanas, cuja criação é feita geralmente em apiários, são originárias da África do Sul. c) As agressivas abelhas africanas, que a criação delas é feita geralmente em apiários, originaram-se na África do Sul. d) As agressivas abelhas africanas, cuja a criação é feita geralmente em apiários, originou-se na África do Sul. e) As abelhas africanas, cujas quais são agressivas e criadas em apiários, originaram-se na África do Sul.

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Texto para a questão 54.
“Música Uma coisa triste no fundo da sala. Me disseram que era Chopin. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. Eu considerei as contas que era preciso pagar, os passos que era preciso dar, as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza meus cuidados voaram como borboletas.”
ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma Poesia.

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54. FATEC-SP O tratamento poético da linguagem apresenta, por vezs, certas possibilidades que a norma gramatical não admite ou não recomenda; é possível afirmar que, no poema Música, é exemplo disso: a) “Me disseram que era Chopin”. b) “dentadura dura”. c) “enquadrei o Chopin”. d) “que era preciso pagar”. e) “braços redondos”. 55. Unifor-CE O período cuja redação está inteiramente clara e correta é: a) Todos os meninos menores de dois anos sofreram os efeitos dos elementos radioativos que lhes foram distribuídos a mando de Herodes. b) A recepção que a Virgem e o carpinteiro José puderam desfrutar ironicamente, foi de um boi branco e de um burro cansado. c) A poderosa nuvem que o autor se refere foi a visão que também vitimou os habitantes das duas cidades japonesas que recaíram as bombas atômicas.

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d) Nem bem chegaram ao hotel em cujo se realizava um congresso internacional o dono escorraçou os viajantes. e) A súbita explosão de cuja se formou uma poderosa nuvem em forma de cogumelo deve de ter sido uma visão aterrorizadora. 56. UFRJ
“Esaú e Jacó (fragmento) (Machado de Assis) – Que estranhos? Não vou viver com ninguém. Viverei com o Catete, o Largo do Machado, a Praia de Botafogo e a do Flamengo, não falo das pessoas que lá moram, mas das ruas, das casas, dos chafarizes e das lojas.”

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In: Obra Completa. vol. 1. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985, p. 987.

Vimos que, no texto da questão 52, Rubem Braga fez uso expressivo do indefinido ninguém. Diga com que sentido o mesmo termo é usado por Machado de Assis no texto acima, relacionando tal significado com um posicionamento marcante na obra do autor.

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14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . eu não quero contar-te o meu desejo Quero apenas contar-te a minha ternura Ah se em troca de tanta felicidade que me dás Eu te pudesse repor – Eu soubesse repor– No coração despedaçado As mais puras alegrias da tua infância!” BANDEIRA.57. Rio de Janeiro: José Olympio.Pronomes Avançar . A existência desse interlocutor é evidenciada em vocábulos que pertencem a duas diferentes classes gramaticais. UFRJ “O impossível carinho Escuta. Estrela da vida inteira. O poema de Bandeira constrói-se com base na relação entre o eu-lírico e seu interlocutor. Manuel. a) Identifique essas duas classes gramaticais. b) Diga que traço gramatical comum aos vocábulos indica a presença do interlocutor. 118. 9ª ed. p. 1982.

25. 32. 15. 29. 31. 18. o a é artigo definido feminino e em “a ia buscar”. desta forma. 35. pode-se reescrever o trecho da seguinte forma: Entre os motivos que a ligaram à carreira está o gosto por inglês. 6. 11. sendo regido pela preposição entre. 34. 14. 28. 36. está correto o uso do pronome mim. 27. 23. F–F–V–V–F d d b d b b c F–V–F–V c a d a e b b c a) Só se emprega o pronome pessoal do caso reto eu na função de sujeito.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1 1. que estuda há oito anos. 9. o pronome adequado da 2ª pessoa do singular a ser empregado é o ti. Voltar Língua Portuguesa . e por literatura.Pronomes Avançar . 17. 26. 4. 22. O pronome em questão possui função completiva. 7. 37. 24. 33. F–F–V–V d d b c c A fim de desfazer o desvio em relação à norma culta. que é o caso. 10. 20. 5. 38. 30. 13. pronome pessoal do caso oblíquo. b F–V–F c c e c d V–V c a c c Em “a fruta”. d GABARITO IMPRIMIR 19. 8. 16. 39. 12. 21. a é pronome pessoal do caso oblíquo (retomando fruta). 3. b) Na função completiva. 2.

Ao preferir a paisagem física da cidade aos seus semelhantes. 52. 50. 41. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 51. 49. 2 53. 57. b b e b 06 b d c d e a e a) O pronome “ninguém” significa “pessoa sem importância”. a dupla negação ocorre: “Não veio ninguém”. 43. b) O traço gramatical comum é a 2ª pessoa. 56. 44. 47. 54. Se. 55. ele é posposto ao verbo. 45. 46. 48. uma atitude marcante na sua obra madura. o pronome é usado com o sentido de ‘pessoa alguma’ / ‘pessoa nenhuma’. não ocorre a dupla negação: “Ninguém veio”. a) Classe gramatical dos verbos e classe gramatical dos pronomes.40. b) Se o pronome (sujeito) é anteposto ao verbo. porém.Pronomes Avançar . o autor revela seu ceticismo em relação ao ser humano. b a a No texto de Machado. 42.

Mesmo sem fome.Noções de literatura Avançar . personagem dos filmes de Charles Chaplin... Perder a inteligência das coisas para vê-las. Nos dias de lazer compor um muro podre para os caramujos. moscas de pensão. Nos versos mais transparentes enfiar pregos sujos. deixando de lado o sujeito que olha. cisco de olho. e) sem se preocupar com sua carga simbólica. teréns de rua e de música. b) impermeável. Manoel de. é necessário: a) duvidar das imagens carregadas de sugestões. 2. UFMS “Mesmo sem fome. deitados de barriga. em favor da poesia. (Colhida em Rimbaud) Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se. d) pelo ponto de vista do especialista. O resto em Carlitos. Jogar pedrinhas nim moscas. o verso 10 ressalta que na poesia a palavra deve ser: a) exata. Aprender a capinar com enxada cega. A expressão mesmo sem fome muda a situação. 1999..” BARROS. c) recusando seu invólucro utilitário. propõe que a palavra seja descarregada de seus significados já prontos. d) vaga. de acordo com o texto de Manuel de Barros é olhar as coisas: a) em seu significado mais moderno. UFMS O poema cita Rimbaud. Por isso as crianças e as putas no jardim o entendiam. até que eles possam carrear para o poema um gosto de chão – como cabelos desfeitos no chão – ou como uma bule de Braque – áspero de ferrugem. e) cristalina. em um filme. portanto. d) alimentar-se bem para ter boas idéias. c) sofrer privações materiais. c) fecunda. com fome. “Perder a inteligência das coisas para vê-las”. poeta francês do século passado. Perguntar distraído: – O que há de você na água? Não usar colarinho duro. e Carlitos. comer as botas” é uma referência a Carlitos que. 3. Deixar os substantivos passarem anos no esterco. e) isolar-se do resto da humanidade. carvão de folhas. mistura de azuis e ouro – um amarelo grosso de ouro da terra. Se consideramos o poema uma espécie de “conselho a um aprendiz de poeta”. b) apropriar-se de realidades aparentemente estéreis. automatizados. até os cadarços. b) com objetividade.. UFMS Esse poema é uma espécie de manifesto. cozinhou as botas e as comeu. 3 ed. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 11 GABARITO 1. uma tomada de posição ante o fazer poético. o verso citado propõe que. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A fala de furnas brenhentas de Mário-pega-sapo era na rua. comer as botas. “Muita coisa se poderia fazer em favor da poesia: Esfregar pedras na paisagem. Nessa concepção.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A Texto para as questões 1 a 3. Matéria de Poesias. isolado na neve e não tendo com que se alimentar. Rio de Janeiro/São Paulo: Record.

.. meu amor. 2 4. 7. Amo-te afim.. pode-se inferir que: a) O poeta confunde as formas de amar. Amo-te como um bicho. Poesia completa e prosa. b) A realidade é diferente para quem ama pouco.. p.. d) o amor se esgota no próprio desejo. UFPI Dos versos 3 e 4. 1986. de um calmo amor prestante. b) pureza – impureza. UFPI Na seqüência “. Vinícius de. 5. c) verdade – mentira.Texto para as questões 4 a 7. não cante / O humano coração com mais verdade..”. simplesmente. e) O artista recria a realidade usando palavras de amor. com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. d) vício – virtude. c) O amante experimenta formas diferentes de amar. E te amo além. De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. e) o amante vive a descrever o ser amado. d) O amor do amigo vale mais que a paixão do amante.. UFPI Sobre a última estrofe é correto afirmar que: a) o amor culmina com a morte.” MORAES. 6.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) o temor de que outro poeta cante o amor mais fielmente. presente na saudade. não cante O humano coração com mais verdade. É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude. 336. c) a pretensão de cantar como ninguém o amor. RJ: Nova Aguilar. e) vida – morte. UFPI Completam-se no soneto os elementos do dualismo: a) amizade – inimizade. c) o amante dá a vida pela amada. E de te amar assim muito e amiúde. enfim. existe: a) a surpresa de se ver amando tanto. b) o amor destrói o corpo amado. Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade.Noções de literatura Avançar . d) o desencanto com a impossibilidade de cantar o amor. b) a sensação de que o amor é indescritível. “Soneto do amor total 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 Amo te tanto. Amo-te.

3 8. e a afirmação que as segue.” RICARDO. como acontece no verso de número .... “POÉTICA 1 Que é Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados.. 9. Jeremias Sem-Chorar.. b) vício de linguagem... UFRS Leia as estrofes abaixo. foi quando.Noções de literatura Avançar .. / Pela regra geral de todos seres. b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas. Vinícius de Moraes aproxima a mulher e a lua. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento: a) “Como varia o vento – o céu – o dia... a outra abandonada uma nua na terra. fundindo-as... Cassiano.. / Como estrelas e nuvens e mulheres. em alguns momentos.. outra no céu.. em que é perceptível um lirismo .” (Álvares de Azevedo).. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia.... / e sem fazer esforço ou maravilha.... Rio de Janeiro: José Olympio. emocionada a mulher a meu lado estremeceu e se entregou sem que eu dissesse nada.. ... c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si.” (João Cabral de Melo Neto).. a) octossílabos – amoroso – 06 d) octossílabos – despojado – 07 b) heptassílabos – social – 07 e) decassílabos – sensual – 06 c) decassílabos – moralizante – 08 Voltar Língua Portuguesa .. UERJ A repetição da palavra “homem” na segunda estrofe exemplifica a seguinte característica: a) variação semântica.. c) reiteração expressiva.. porque foram compostas em épocas diversas – debaixo de céu diverso – e sob a influência de impressões momentâneas.Texto para as questões 8 e 9. d) onomatopéia modernista. Larguei-as pela jovem madrugada ambas cheias e brancas e sem véu perdida uma... que intitulei – As Ave-Maria – a saudade havia sido a minha primeira musa.. / Minha lira também seus tons varia..) tive saudades da casa paterna e chorei... d) “Um dia (. 10. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas. 01 02 03 04 05 06 07 08 “Uma lua no céu apareceu cheia e branca. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida.. 1964..” (Gonçalves Dias)... típico de sua poesia.. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto..” (Casimiro de Abreu). de Vinícius de Moraes.. Um homem que tem fome como qualquer outro homem.” IMPRIMIR GABARITO Por meio de versos ....

há uma homenagem explícita a Carlos Drummond de Andrade. ( ) No verso 8. O medo da rejeição amorosa. entre outros recursos poéticos. PUC-RS-Modificada “Donzela! Se tu quiseras Ser a flor das primaveras Que tenho no coração! E se ouviras o desejo Do amoroso sertanejo Que descora de paixão! Se tu viesses comigo Das serras ao desabrigo Aprender o que é amar Ouvi-lo no frio vento. III e IV c) II e IV 12. UnB-DF 1 “A vida muda como a cor dos frutos lentamente e para sempre A vida muda como a flor em fruto velozmente A vida muda como a água em folhas o sonho em luz elétrica a rosa desembrulha do carbono o pássaro. II. ( ) O poeta. o que esta rapidamente consegue realizar. Toda poesia. alude à capacidade que o ser humano tem de fazer. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II d) III e IV b) II e III e) I. o poeta alude à importante conquista científica obtida por Thomas Edison na primeira metade do século XIX: a lâmpada fluorescente. com que se inaugura a poesia moderna brasileira. O ritmo cadenciado do poema sintoniza-se com o tom melancólico das imagens.) Ah! vem! amemos! vivamos! O enlevo do amor bebamos Nos perfumes do sertão!” 4 Analisar as afirmativas que seguem. Nas águas e no luar! (. pelo poema Rosa do Povo. as imagens utilizadas e o uso recorrente de repetições.Noções de literatura Avançar . julgue os itens a seguir. nos versos 14 e 15. A mulher é convidada a buscar nos elementos circundantes o sentido do amor. Das aves no sentimento. determina o tom pessimista do texto. IV.. Ferreira.. II.11. 4 7 10 GABARITO 13 16 19 Relacionando as idéias do texto a outras áreas do conhecimento. I. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) No verso 7. III. em muito mais tempo que a natureza. inserem o texto no conjunto de obras literárias do Modernismo. As metáforas associadas aos elementos da natureza expressam o extravasamento do sentimento amoroso. Pela análise das afirmativas. tema reincidente na poesia romântica. ( ) A distribuição dos versos no espaço de papel. da boca mas quando for tempo E é tempo todo tempo mas não basta um século para fazer a pétala que um só minuto faz ou não mas a vida muda a vida muda o morto em multidão” GULLAR. sobre o texto.

desconfiado. Melancolias. implacável. cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra. doutor. Uneb-BA “Tu não verás. pelo autor). Marília. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 114. ed. eu juro!’ – e ele encostou o seu corpo bem junto ao meu. Rio de Janeiro São Paulo: Record. só tenho o senhor no mundo’.) 5 14. p. 15. abri a porta e ele ao me ver disse ‘não faça isso. b) Personagem-narrador movido por um sentimento que provoca a distorção da realidade. O tempo é ainda de fezes.” GONZAGA. o pedinte. em face de um mundo conturbado. Carlos Drummond de. Fechei a porta. e já brilharem os granetes de oiro no fundo da bateia. p. 24. p. ele me acompanhando. In: Antologia poética (Org. Introdução: Para responder a essas questões. Não verás separar ao hábil negro do pesado esmeril a grossa areia. revoltar-me? Olhos sujos no relógio da torre: Não. Ele era mais alto do que eu. e eu podia sentir o seu hálito azedo e podre de faminto. 1997. o rosto fixo virado para o meu. 1985. alucinações e espera. Não verás enrolar negros pacotes das secas folhas do cheiroso fumo. o tempo não chegou de completa justiça. 36. Org. Rubem. como foi que ele descobriu o meu endereço? ‘Doutor. São Paulo: Companhia das Letras. então vi que era um menino franzino. vou de branco pela rua cinzenta. 85-6. Uneb-BA “Preso à minha classe e a algumas roupas. fui ao meu quarto. forte e ameaçador. (Nossos Clássicos. a) Sentimento de angústia. Fui na direção da minha casa. Devo seguir até o enjôo? Posso. maus poemas. nem espremer entre as dentadas rodas da doce cana o sumo. Voltei. ou dos cercos dos rios caudalosos. Ele caiu no chão. Feliz ano novo. Uneb-BA “Um dia saí para o meu passeio habitual quando ele. 90. de espinhas no rosto. 2. e de uma palidez tão grande que nem mesmo o sangue. d) Acontecimento circunstancial como revelador de estados psicológicos. 13. Não acabou de falar. mercadorias espreitam-me. não faça isso de novo comigo. estou precisando de um dinheiro. conseguia esconder. ‘espere aqui’. com o barulho do tiro. e) Personagem consciente da necessidade de igualdade social. Em seguida. até que chegamos na minha casa. identifique apenas uma única alternativa correta e marque o número correspondente.” GABARITO ANDRADE. que foi cobrindo a sua face.Noções de literatura Avançar . não me abandone!’ Sua voz era de mágoa e ressentimento. c) Alusão a uma natureza não convencionada pelo estilo árcade. In: Tomás Antônio Gonzaga. Rio de Janeiro: Agir. ed. associe os fragmentos transcritos em cada uma às afirmativas apresentadas nas alternativas indicadas em destaque. 1997. ‘Só tenho o senhor no mundo. me vigiando curioso. v. ou se falou eu não ouvi.” FONSECA. Inferno. por Lúcia Helena.Questões de 13 a 17. por parte do sujeito poético. ou da minada serra. surgiu inesperadamente. esta é a última vez. Eu disse. sem armas. Tomás Antônio. enquanto caminhávamos.

da leitura do texto. Boa-Vida ajudou a que ela botasse o tabuleiro na cabeça. Um dia iria fazer uma greve como seu pai. 1984. E Catarina? Catarina olhava a mãe.16. O trecho que melhor representa um exemplo dessas dúvidas é: a) “Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material” b) “Outras. Rio de Janeiro: José Olympio. responda às questões de números 18 a 20. durante o Estado Novo.. gritos. gemidos. 17. frases autênticas.. Nas largas costas negras e mestiças brilhavam gotas de suor. 18. porém. tintos de luz. 111. ah! dizia balançando a cabeça em surpresa. d) constitui uma interpretação de dados da realidade conhecida. conservaram-se. Certamente me irão fazer falta.. mortificar-me-ia por dizer com rigor a hora exata de uma partida. de repente envelhecida e pobre. como contavam a de seu pai. exponho o que notei. “(. 79. o texto é impregnado de dúvidas acerca da exatidão do que será levantado no livro. cresceram. a forma dos montes verdes. c) dispensa elementos da realidade social exterior à arte literária. neste esmiuçamento. 12. mas espero que não recusem as minhas: conjugam-se. b) representa uma conscientização do artista sobre a realidade. Uneb-BA “– Não esqueci de nada. Os pescoços musculosos iam curvados sob os fardos. Com base no texto abaixo. completam-se e me dão hoje impressão de realidade. E se esmoreceram. deixá-las no esquecimento: valiam pouco. p. em manhã de bruma. Um dia um homem assim como João de Adão poderia contar a outros meninos na porta das docas a sua história. procurando o mais rapidamente possível remediar a catástrofe.Noções de literatura Avançar . Graciliano. Laços e família: contos. A tarde caía.. conservaram-se. UERJ Por causa da perda das anotações. relatada pelo narrador. a bolsa. 19. exclamou a mãe como a um desastre irremediável. Rio de Janeiro: Record. e é inevitável mencioná-las. cresceram. Jorge. quando uma freada súbita do carro lançou-as uma contra a outra e fez despencarem as malas. exponho o que notei. UERJ O fragmento transcrito expressa uma reflexão do autor-narrador quanto à escrita de seu livro contanto a experiência que viveu como preso político. Ao longe. ver-me-ia propenso a consultá-lo a cada instante. mas espero que não recusem as minhas” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. associaram-se. o que julgo ter notado” d) “Não as contesto. e a mãe olhava a filha. Ah! ah!. o deus da bexiga. Uneb-BA “Boa-Vida estendeu a mão numa saudação quando ela falou em Omolu.) Nesta reconstituição de fatos velhos.. (. a seguinte característica da literatura: a) revela ao leitor vivências humanas concretas e reais. 85. 1982. é possível depreender. Pedro Bala olhou mais uma vez os homens que nas docas carregavam fardos para o navio holandês. São Paulo: Record.. Pirulito apontava com o Querido-de-Deus. gestos. Seus olhos tinham um intenso brilho na noite recém-chegada. Rio. porém. Capitães da areia. No que diz respeito às relações entre escrita literária e realidade. a cor das folhas que tombavam das árvores.) Não resguardei os apontamentos obtidos em largos dias e meses de observação: num momento de aperto fui obrigado a atirá-los na água. A negra se levantou. ed. E os guindastes rodavam ruidosamente. Se ele existisse. e também a Catarina acontecera um desastre? seus olhos piscaram surpreendidos. Mas que significa isso? Essas coisas verdadeiras podem não ser verossímeis. Outros devem possuir lembranças diversas. As luzes se acenderam de repente. Memórias do cárcere. Lutar pelo direito.. p.” AMADO.. e é inevitável mencioná-las” c) “neste esmiuçamento. Um homem comprou cocada. mas terá sido uma perda irreparável? Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material.. ed. quantas demoradas tristezas se aqueciam ao sol pálido.. 1996. Não as contesto.” 6 LISPECTOR.. o que julgo ter notado. associaram-se. recomeçou a mãe. Outras. Afirmarei que sejam absolutamente exatas? Leviandade. num pátio branco.. (. pelo menos imagino que valiam pouco. Clarice.)” GABARITO RAMOS. ela ajeitava depressa as malas.

U. a) há presença de um elemento típico da paisagem natural mineira. b) identidade de nome entre autor. e) rima e versos decassílabos. d) notoriedade do autor e de sua história junto ao público e à sociedade. que vence os tigres por empresa Tomou logo render-me. d) os versos dos tercetos em redondilha maior. nos versos 9 e 11.F. dirige-se aos penhascos. a exemplo do livro de Graciliano Ramos. A que dava ocasião minha brandura. Santa Maria-RS Esse poema árcade é um soneto que apresenta: a) os quartetos com rima alternada. U.F. constituem uma autobiografia – gênero literário definido como relato da vida de um indivíduo feito por ele mesmo. A partir dessa definição. a pedra. mostrando que há obediência à regra principal do Arcadismo. Temei. temei. é possível afirmar que o caráter autobiográfico de uma obra é reconhecido pelo leitor em virtude de: a) conteúdo verídico das experiências pessoais e coletivas relatadas. de Cláudio Manuel da Costa. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Vocabulário: penhas – penhascos ”Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! oh quem cuidara. Onde há mais resistência. narrador e personagem principal. d) o sujeito lírico se compara aos penhascos de Minas. um elemento típico da paisagem mineira. a presença de antítese. que amor tirano. que é a exaltação dos penhascos. Podese dizer que tal relação tem papel fundamental na caracterização de textos que. um peito sem dureza! Amor. o que mostra a influência do Barroco na lírica do poeta mineiro. 22. UERJ A relação entre autor e narrador pode assumir feições diversas na literatura. b) versos brancos e decassílabos (10 sílabas). c) possibilidade de comprovação histórica de contextos e fatos narrados. Que não me foi bastante a fortaleza. ele declara Contra o meu coração guerra tão rara. c) rima e versos alexandrinos (11 sílabas). Por mais que eu mesmo conhecesse o dano.Noções de literatura Avançar . e) o sujeito lírico usa as pedras como símbolo do amor à pátria e como seu próprio símbolo. pois é tão duro quanto elas. Leia o seguinte poema para responder às questões 21 e 22. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . pois é tão duro e resistente quanto eles. 13 e 14. nos versos 12. b) nota-se.” 7 21. que representa seu berço.20. mais se apura. que ostentais a condição mais dura. c) o sujeito lírico. Santa Maria-RS Nesse poema. penhas. Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. Nunca pude fugir ao cego engano: Vós.

UFMT ( ) Figura central da 2ª geração romântica. o da virgindade idealizada e o da projeção da sensualidade do “eu-lírico”. ( ) São características do “eu-lírico” do texto I a realização pelo sonho e a inadaptação à realidade. Um espírito negro me desperta. Álvares de Azevedo apresenta.. Bernardes e Schiavon. A minha vida Se esgota em ilusões. Vol.. ( ) Esse caráter de duplicidade é incomum na produção da geração “mal-do-século”. a figura feminina se constrói entre dois pólos. E quando a fada Que diviniza meu pensar ardente Um instante em seus braços me descansa E roça a medo em meus ardentes lábios Um beijo que de amor me turva os olhos. Voltar Língua Portuguesa . Texto I “VIII O pobre leito meu desfeito ainda A febre aponta da noturna insônia. Me ateia o sangue. 8 GABARITO IMPRIMIR 23.Noções de literatura Avançar . Aqui lânguido à noite debati-me Em vãos delírios anelando um beijo.. In: Leandro & Leonardo. Texto II “Doce Mistério Eu não sei de onde vem Esse amor que chega e domina Viva luz a brilhar. No doce berço do moreno seio Minha vida embalou estremecendo. ( ) No texto I. nesse texto.Lira dos Vinte Anos. 1997. exemplo da tendência mórbida desse movimento. UFMT ( ) Os dois textos apresentam temática comum: a busca da realização amorosa. O encanto do meu sonho se evapora E das nuvens de nacar da ventura Rolo tremendo à solidão da vida!” Álvares de Azevedo .INSTRUÇÃO: A partir da leitura dos dois textos. julgue os itens das questões de 23 a 26. me enlanguece a fronte. Foram sonhos contudo. 10. colocando-se como sujeito submisso em seu desejo de amor. ( ) A mulher do texto II é apresentada por meio de seus atributos físicos. 24. não sei aonde vou chegar Que será essa ilusão Que eu vivo a buscar Diz pra mim se é você Esse alguém que eu tanto quero Eu preciso descobrir Se é você meu doce mistério de amor O que eu quero é viver você Quero sorrir o teu sorriso Quero pensar os pensamentos teus Você é tudo que eu preciso” BARBOSA. ( ) O “eu-lírico” do texto II projeta sua passividade. E a donzela ideal nos róseos lábios.. Nesse olhar que o meu ilumina Vou flutuando na paixão Não.

Meus músculos estão doces para os teus dentes E áspera é minha barba. na visão do eu-lírico. Amiga. ocorrem rimas pobres organizadas irregularmente. 26.Noções de literatura Avançar . Católica de Salvador-BA No poema. UFMT ( ) Quanto à métrica. amiga minha Em mim como no mar. Católica de Salvador-BA Sobre o poema. 11. d) A voz poética não encontra eco no coração do ser desejado. ambos os textos primam pela obediência às normas da variedade culta da língua portuguesa. b) A realidade focalizada é vista de uma forma objetiva.. São Paulo: Companhia das Letras. F. e) vê a figura feminina sob uma perspectiva dualista: angelical e sensual. é correto afirmar: a) O amor físico revela-se isento de sofrimento. ed. d) invoca a mulher para compartilhar de seus apelos sensuais. teus seios Se enchem de leite. o eu-lírico: a) queixa-se de um amor não correspondido. p. “A Ausente Amiga.. b) demonstra sentimento de possessividade amorosa. Voltar Língua Portuguesa . ( ) Escritos em séculos diferentes. e) O sujeito poético – com a lembrança do mar – reprime a intensidade de seu desejo. como “vou flutuando na paixão” (texto II) e “no doce berço do moreno seio” (texto I). F. os dois poemas são decassílabos. aparece envolta em sensualidade e erotismo. Vem. frases em ordem indireta. amiga Minha nudez é absoluta Meus olhos são espelhos para o teu desejo E meu peito é tábua de suplícios Vem. ( ) Nos textos I e II. IMPRIMIR 28. 1992. 9 GABARITO 27. c) assemelha-se à “amiga”.” MORAES. o desejo de encontrar a amada é enfatizado pela repetição do verbo querer. infinitamente amiga Em algum lugar teu coração bate por mim Em algum lugar teus olhos se fecham à idéia dos meus Em algum lugar tuas mãos se crispam. Antologia Poética. ( ) Ambos os textos apresentam construções metafóricas. ( ) Em ambos... há ocorrência de inversão sintática. cada estrofe é independente nos planos semântico e sintático. c) A mulher. vem nadar em mim como no mar Vem te afogar em mim. tu desfaleces e caminhas Como se cega ao meu encontro. como um espelho e sua imagem. ( ) Neles. Vem mergulhar em mim Como no mar. UFMT ( ) No texto II. Questões de 27 a 29. última doçura A tranqüilidade suavizou a minha pele E os meus cabelos. Vinícius de.25. 196. Só meu ventre Te espera cheio de raízes e de sombras.

d) busca a originalidade a qualquer preço. o poeta torna tênue o limite entre prosa e poesia. 31. – Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada? A moça se lembrava: – A gente fica olhando. III. 1979. ainda não me acostumei com o seu corpo. e) a descoberta da efemeridade dos namoros da sua infância.29.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. Lançando mão de um procedimento moderno. O título do poema encerra uma ironia. na longa rede cheirosa de sabão preto feito em casa mesmo. b) adota uma atitude combativa a valores considerados falsos. Texto para as questões 30 e 31. Texto para as questões 32 e 33: “Porque minhas tranças estavam macias e lustrosas. “Namorados O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: – Antônia. também. e) I e II são corretas. d) um retorno ao comportamento infantil diante do inusitado. UFR-RJ Analise as afirmativas a seguir e depois assinale a opção correta. você é engraçada! Você parece louca. Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte. porque minha bisavó. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. A moça olhou de lado e esperou. fez exclamações. esfumaçados pela neblina que saía da chaminé daquela casa onde. como uma mancha no ermo. I. b) a lembrança de um certo namorado de infância. e meus olhos acharam por bem esburacarem-se parecendo por fim a dois lagos meio verdes meio azuis. deitei-me naquele dia sob a telha de vidro da gaiola. você parece uma lagarta listada. põe dentro e fora de tanto arrancarem pedacinhos de carne e sustança do suco de ossos e sangue para sovar o dia do marido que vem chegando. A moça arregalou os olhos. José Olympio. pois não há no texto o lirismo que caracteriza as composições poéticas românticas. Rio. c) um brilho amargo e saudoso no olhar de menina. b) somente III é correta. que ainda falava e orava com um fio da voz e se cobria num canto do quarto escuro. trata-se de um texto modernista porque: a) apresenta uma linguagem aproximada à da prosa. livre de rima e de métrica. fresca e furta-cor. levantando a voz como se nascesse rei e o bando de filhos seus primeiros súditos. e) valoriza fatos e coisas do cotidiano.” BANDEIRA. dizia e repetia que crianças de dentes fortes e olhos devem beber leite de cabra já que as mães se secam muito cedo. O rapaz concluiu: – Antônia. UFR-RJ A pergunta feita pelo rapaz provocou na moça: a) a constatação da fugacidade do tempo. A meninice brincou de novo nos olhos dela. Católica de Salvador-BA Do ponto de vista estético. d) somente I é correta. com a sua cara. O rapaz prosseguiu com muita doçura: – Antônia. c) II e III são corretas. II. 10 30.. Manuel. A métrica rígida do poema é um procedimento comum do estilo de época ao qual se filia o texto. Foi esse o início de um destino esquerdo.Noções de literatura Avançar . a) I e III são corretas. porque desde cedo me secaram as tetas e o jeito era recorrer ao leite das cabras do quintalão de pedras e. c) tenta conciliar o presente com o passado. F.. à beira do fogão encostei meu umbigo temperando as sopas dos meninos e pondo o leite pra ferver. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela vida afora.

( ) Em “. é correto afirmar que a personagem. Católica-GO ( ) No texto. ( ) Em “Foi esse o início de um destino esquerdo. marcado por expressões como “. e o indireto livre.32. portanto... ‘destino esquerdo’. embora incapaz de modificar uma situação socialmente imposta às mulheres. U. claramente. metáfora e prosopopéia.. 33. Católica-GO ( ) Pela leitura do texto. ter como agentes tanto “meninos” como “tetas”.”. obrigatoriamente.. a quem todos deveriam se submeter e jamais questionar. ( ) De acordo com o que se lê no período do texto. ( ) Em relação à linguagem utilizada no texto.. ‘que’ (= destino esquerdo) e ‘como um toco de carne’.” considerando-se o contexto. e que se preocupava em tingir os cabelos com tons mais claros.. que ainda demonstra sua submissão ao homem. continuava a ser uma pessoa vaidosa.. e o bando de filhos seus primeiros súditos. porque me secaram as tetas..Noções de literatura Avançar . ( ) “. nem sabia mais se seria eu aquela de tranças macias. a utilização do verbo nascer no subjuntivo e do operador como se permite a leitura de uma crítica ao estereotipo do homem como senhor absoluto da casa. levantando a voz como se nascesse rei”. faz também um desabafo de uma mulher que teve sua vida destruída pelo casamento. com enormes riscos de ouro. é correto afirmar que predominam o nível padrão e a denotação..” Percebe-se nessa frase. são respectivamente: hipérbole. não se mostra tão conformada como a avó. é correto afirmar que.”. cuidar dos filhos e dos afazeres domésticos.”.. a elipse do verbo ser...” ( ) Para expor a opinião da bisavó da personagem. o verbo saber foi usado no mesmo sentido que na frase seguinte: “Naquele atropelo. levantando a voz como se nascesse rei... na terceira pessoa do singular. estar no mais-que-perfeito do subjuntivo e. apesar de trabalhar muito. a personagem deitou-se em uma rede preta e cheirosa. ao mesmo tempo em que descreve suas mudanças físicas. ( ) Em “a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. ( ) A personagem demonstra que.” ( ) Na frase “. a vida de sofrimento iniciou-se com o casamento. U. marcado pelos verbos de elocução e pelas orações substantivas.. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela a vida a fora... foram utilizados dois tipos de discursos: o indireto. de acordo com as normas da língua padrão. 11 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a personagem. ( ) De acordo com o texto. sovar o dia do marido que vem chegando. fresca e furta-cor. que ocorreu porque a personagem era jovem e bela. Caso o verbo estivesse presente deveria. o verbo secaram usado na terceira pessoa do plural pode estar relacionado e. pois afirma: “Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte..

– na face / De anjo morto. c) é literário.” 12 Identifique com V os fragmentos que pertencem à mesma estética da estrofe em evidência e com F os demais.. Voltar Língua Portuguesa .” NEVES. com exceção de: a) é literário. de outro poema preto em verso branco. pois os versos não estão distribuídos em tercetos e quartetos. não há remate.. Vitória-ES Quanto ao gênero e modalidade literária.. vulgares. / A túnica nupcial que em níveas dobras desce / Pelo teu corpo. 58.” ( ) “O luar. e me livre de ti em paralelo. / A noite no alto-mar anima as ondas. e) é um misto de literário e não literário. à tarefa. / A água e o reptil. / Aroma de argental caçoula. / Azul. / Sobem das fundas úmidas Golcondas. dor no cotovelo e tu. Vitória-ES Pode-se afirmar a respeito do texto acima. decassílabos. na voz. sonora barcarola. pois não é prosa nem poesia. Ei-la que assoma / Pelo ar sutil. / Que o sol filtrando em luz esteve.34. pela intensidade do sentimento do eu poético. pela linguagem coloquial e referencial. (sororal) vibrante como um sino.. ( ) “Tudo. pelo trabalho estético e jogo verbal estabelecido. próprio do texto contemporâneo. 1998. // Como lençóis claros de neve. José. um poema épico. majestosamente. recursos de estilo a esmo destilo e figuras de linguagem pra tratar de teu sorriso eletrônico e teu cabelo. é leve. a flor e a fera. / – Tudo vozeia e estala em estos de pletora. na mente. os ninhos e a hera.” ( ) “Ela vem. E eu quero? É Sísifo o meu modelo.I. a folha e o inseto. merda. / Oh sonora audição colorida do aroma!” ( ) “Foste de branco e vens de branco ainda trajada. a pedra e o tronco. – o ar e o chão. d) não é literário. b) é narrativo. um soneto de versos. Vitória: Cultural. ao suplício. / Despertar-me no leito: ouro em tudo.. As questões 35 e 36 referem-se ao seguinte texto: “Com que gana me entrego.. In: Muito Soneto por nada. é branco. Salvador-BA “Enche de estranhas vibrações sonoras a tua Estrofe. que me livre de vez desses poemas.. U. IMPRIMIR 36. ou por outra. merda: Amo o poema assim como ele ama a pedra. d) é lírico. GABARITO 35. // Nasce a manhã.” ( ) “Entre as trêmulas mornas ardentias. no olhar sobredivino. construído em prosa poética. Reinaldo Santos. predominantemente. só é possível afirmar sobre o texto acima: a) é lírico. azul em fora. Língua vernácula entre os dentes.I.. Tem cheiro a luz. põe nela todo o incêndio das auroras para torná-la emocional e ardente. / Pérolas vivas. Com que gana! E que suplício: não há ponto final. a luz tem cheiro. a fauna e a flora / A erva e o pássaro. tem a brancura sagrada / Dos alvos corporais do altar exposto à prece. entre sombras.. / É transparente. b) não é literário. p. as nereidas frias. c) é dramático. pela presença de termos chulos.. com que ânsia. F.Noções de literatura Avançar . F. a manhã nasce. e) não é um soneto.

. o mal que vai. Considere as seguintes afirmações sobre os fragmentos acima. e) I. II e III. Considerando o poema acima.. O engenho de madeira a gemer e a chorar.. ( ) O poeta utiliza a figura de linguagem denominada prosopopéia quando afirma que a moenda “tem alma adivinha e desvenda” (v. quanto ao significado e à função sintática. À luz quente do sol e à fria luz do luar.. da canção de Caetano. 9). Poemas. 1 2 3 4 5 6 7 8 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 “Todo dia ela faz tudo sempre igual me acorda às seis horas da manhã Me sorri um sorriso pontual E me beija com a boca de hortelã Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar E essas coisas que diz toda mulher Diz que está me esperando pro jantar E me beija com a boca de café (. a tematização do cotidiano e dos atos automatizados da existência banal. d) Apenas II e III. I. talvez. principalmente. Quais estão corretas? a) Apenas I.” Da Costa e Silva.Noções de literatura Avançar . As duas canções apresentam.8 ) e o pronome “você” (v. é o assunto desse poema. repetições e paralelismos. como rimas. ( ) A época áurea da cana-de-açúcar. 38. Ringe e range. UnB-DF GABARITO “A moenda Na remansosa paz da rústica moenda. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a rígida moenda.)” Caetano Veloso. E ringindo e rangendo.)” Chico Buarque de Holanda. causar. julgue os itens a seguir. a sonoridade da moenda a trabalhar. há uma preocupação com os procedimentos poéticos.. rouquenha. Nos versos selecionados. II. ( ) O poema alude a problemas que podem advir do consumo de bebida alcoólica. c) Apenas I e II. 13 “quando eu chego em casa nada me consola você está sempre aflita com lágrimas nos olhos de cortar cebola você está tão bonita você traz a coca-cola eu tomo você bota a mesa eu como eu como eu como eu como eu como você não tá entendendo nada do que eu digo eu quero é ir-me embora eu quero é dar o fora (. II. em comum. dessa atividade extrativa vegetal. respectivamente. UFRS Leia os dois fragmentos abaixo: I. III. Vive como a expiar uma culpa tremenda. com a repetição de recursos poéticos. ( ) A inserção de uma vírgula após “alma” (v. permitem uma dupla leitura..7). em que a economia brasileira dependia. O verbo “como” (v.37. b) Apenas II.7) mantém a correção gramatical sem alterar o sentido do verso. a cana a triturar Parece que tem alma adivinha e desvenda A ruína. ( ) Os dois primeiros versos da segunda estrofe recuperam. a dor.

(Orgulho. – braços que eram meus. só 24 volumes. disposto a esquecê-la e a matá-la. 1983. Quando crescer eu compro. Marque com V as características comprováveis com o texto e com F. menos luzidios que os olhos dela.672-673. se mais natural. São só 24 volumes encadernados em percalina verde.39. com os seus magníficos braços nus.. e sair. Sou o mais rico menino destas redondezas. Antes de ler. U. começava a despi-la. Carlos Drummond de. o colo de leite. em contos. Não podendo dormir. Meu filho. 1992. em cavalarias me perco. O que saberei. os cabelos postos em à maneira do tempo. a pôr de lado as jóias e sedas. inveja de mim mesmo. com vestido soberbo que havia de ter. Reunião. demais. verde pastagem. pensava eu. a torná-la. que bom passar a mão no som da percalina. Às onze horas estava arrependido de não ter ido ao teatro. compra. p. unicamente minha. Agora não. me compra a Biblioteca Internacional de Obras de Célebres.” ASSIS. Papai me compra agora. é livro demais para uma criança. as demais. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta à casa a qualquer hora num fechar de páginas? Tudo que sei é que ela que me ensina. o que não saberei nunca.” ANDRADE. Salvador-BA “A Transação Vaguei pelas ruas e recolhi-me às nove horas. pai. verde. Virgília começava a aborrecer-se de mim. 96. somente minha. Fica quieto. medievo. É em percalina verde.. 14 Leia o texto a seguir e responda às questões de 40 a 42. Via-a assim. esse cristal de fluida transparência: verde. ( ) Sublimação do amor. Chega cheirando a papel novo. Mas leio. mata de pinheiros toda verde. menino. – fascinando os olhos de todos. quis vestir-me. atirei-me a ler e escrever. está na Biblioteca em verde murmúrio de flauta-percalina eternamente. Evidentemente. ( ) Atitude reflexiva do narrador em face da realidade. eu vou comprar. – torná-la minha. era dar prova de fraqueza.) Ninguém mais aqui possui a coleção das Obras Célebres. Via-a dali mesmo. – não sei se mais bela. ( ) Relação amorosa caracterizada pela possessividade. não. 18 ed. ( ) Imagem da mulher amada envolvida pelo tom irônico. E esta idéia fez-me sucessivamente desesperado e frio. a despenteá-la com as minhas mãos sôfregas e lascivas. reclinada no camarote. e doía-me que a vissem outros. Como te devoro. p. poemas me vejo viver. ( ) Ser humano revelado como contraditório. Rio de Janeiro. Compra assim mesmo. Depois. José Olympio. Memórias Póstumas de Brás Cubas. porém. Em filosofias tropeço e caio. que chegaria tarde. eu cresço logo. 1 5 10 GABARITO 15 20 25 IMPRIMIR 30 Voltar Língua Portuguesa . e os brilhantes. consultei o relógio. Tenho de ler tudo. Agora não. compra. cavalgo de novo meu verde livro.Noções de literatura Avançar . Julguei. Amanhã começo a ler. Compra. Machado de. leio. São Paulo: Ática. “Biblioteca verde Papai.

29-32. U. d) do emprego de verbos no modo imperativo. -v. ou uma pastoral.. é livro demais para uma criança Compra assim mesmo. dona leitora. ou antes porei dois.Noções de literatura Avançar . e este livro seria talvez uma simples prática paroquial. como me recomendara tio Cosme. 6-7. pai eu cresço logo. e) do uso do pronome oblíquo na primeira pessoa do singular. UFR-RJ No texto deparamo-nos com um leitor que “devora” os livros que lê. não só a sua vocação. porque um nasceu de outro.” -v. está na biblioteca em verde murmúrio”. tenente e imperador. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . se bispo. 25-26. o que não saberei nunca. como também o enredo da narrativa. meu rapaz. c) é machista e culpa as mulheres pelas mudanças nos destinos dos homens que não querem escrever romances. (N. Santa Maria-RS Observe a postura do narrador no seguinte fragmento de Dom Casmurro. se eu fosse padre. por outro lado. d) “verde pastagem” -v.” -v. se papa.” 47 15 GABARITO Vocabulário: Encíclica – Carta solene dirigida pelo Papa ao clero do mundo católico ou unicamente aos bispos de uma nação. ‘Anda lá. UFR-RJ O recurso gramatical utilizado pelo autor para reproduzir um diálogo pode ser demonstrado através: a) do emprego de verbos irregulares. 25-26. 43.F. 41. b) “coleção/ de Obras Célebres. -v. e não os digo aqui para não alongar esta parte do livro. que perturbava assim a adolescência de um pobre seminarista. c) da predominância de orações coordenadas. -v. O que saberei. 19. e) “carruagem/ de fugir de mim” -v. ou uma encíclica47. c) “cristal/ de fluida transparência” -v. verde pastagem.. 14-15. Um só ponho. d) “(. culpando as mulheres de terem perturbado sua adolescência e mudado. O(s) verso(s) que melhor traduz(em) esta afirmação é (são): a) “ Meu filho. e tio Cosme. c) “Tudo que sei é ela que me ensina. 42. todos os destinos estão neste século. de Machado de Assis: “LXIII Metades de um Sonho Fiquei ansioso pelo sábado. Tudo isto é obscuro. Até lá os sonhos perseguiam-me. a não ser que ambos formem duas metades de um só. A leitura não está unicamente inscrita no texto. dirigindo-se a uma leitora que. b) Machado de Assis culpa as mulheres. pois ela depende da capacidade do leitor de atribuir sentidos ao que lê. e) em primeira pessoa culpa as mulheres por não ter sido Napoleão. e no menor número de palavras. e) “Amanhã começo a ler. d) em primeira pessoa dirige-se a uma leitora. por tê-lo induzido a casar cedo. volta-me papa!’ Ah! por que não cumpri esse desejo? Depois de Napoleão. como era seu sonho de adolescência. UFR-RJ A expressão que se refere à Biblioteca Verde no plano denotativo é: a) “mata/ de pinheiros toda verde” -v. b) “Antes de ler.) É correto afirmar que o narrador: a) em terceira pessoa culpa a leitora por ele não ter sido padre e não ter escrito uma encíclica. Agora não”. 4-5. b) das construções com uso de vocativos. esse cristal”. Não fosse ele. nesse caso. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta”. que bom passar a mão no som da percalina. torna-se também culpada pelo destino dele.40. Mas se a biblioteca é para esse eu-lírico um manancial de saber. 17-18. por ter sido escritor de romances.) Como te devoro. mas a culpa é do vosso sexo. ainda acordado. 10-11.E. 25. -v. decifrar o que nela está escrito não assegura a seu leitor um conhecimento de tudo o que ela traduz.

digestivo e respiratório. Por que labutar no campo. julgue os itens que se seguem. Seleta em prosa e verso. o texto 2ª Ladainha tem a forma de uma prece. da seguinte forma: primeira estrofe. ( ) Todas as ocorrências do vocábulo “máquina” desempenham a função de vocativo. segunda. 1972. discurso. ( ) Ao longo do poema. e o texto III. O cérebro eletrônico. ao “ritual de abertura” mencionado na acepção 2 do verbete. sistema circulatório. sistemas motor.1. Por que pensar. ( ) O pronome “o”. dando-lhe um ritmo estracorporal? Por que levantar o braço para colher o fruto? A máquina o fará por nós. ócio dourado. ( ) Como obra poética. a “fazer um poema” e. uma oração. quarta e quinta. Por que fazer um poema? A máquina o fará por nós. o autor vai associando partes da anatomia humana aos sistemas fisiológicos por ela dinamizados. a “pensar.As questões 44 e 45 referem-se ao seguinte texto: “2ª Ladainha Por que o raciocínio. Oração formada por uma série de invocações curtas e respostas repetidas. desvela a ironia com que se estrutura o poema.) nesta acepção: reza da capoeira. ou conversa longa e fastidiosa.” RICARDO. narração.f. (ant. Ó máquina. UnB-DF “Ladainha (a-í) (Do grego litaneia. lengalenga. 45. na cidade? A máquina o fará por nós. os ossos? A automação. (Sin. o músculo mecânico mais fáceis que um sorriso. imaginar? A máquina o fará por nós. ( ) Esse poema. no poema a resposta repetida é o refrão “A máquina o fará por nós”.Noções de literatura Avançar . ( ) A voz do poeta. Bras. Rio de Janeiro: José Olympio. no verso 19. julgue os itens seguintes. ( ) De acordo com a acepção 1 do verbete. Relação. orai por nós. no verso 21. no verso 15. no último verso. os músculos. cantilena. na forma como se apresenta. na cidade”. p. Fig. 85-6. corresponde. reproduzido do Novo Aurélio Século XXI: dicionário da língua portuguesa. sistema neurovegetativo. 1 4 7 10 13 16 16 19 22 44. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Canto do ritual de abertura de uma roda de capoeira. Cap. Por que subir a escada de Jacó? A máquina o fará por nós. INL. ( ) Segundo a acepção 1 do verbete. o texto estabelece ambigüidade de sentido entre as acepções 1 e 2 do verbete. no verso 17. 2. pelo lat. que aparece várias vezes no poema. imaginar”. a “labutar no campo. Por que o coração? O de metal não tornará o homem mais cordial. em um contexto de capoeira.)” Considerando o verbete acima. refere-se. sistema lingüístico. UnB-DF Acerca das idéias do texto. terceira. Cassiano. litania) S. a “subir a escada de Jacó”.

então. a canção que eu fiz pra te esquecer. lento um trovador cheio de estrelas escuta. os costumes e tradições do indianismo. percebendo-se a sua influência ainda hoje.” Antônio Carlos Jobim. amor que eu sei que embaixo desta neve mora um coração. a fauna e flora.46. Vem cá. os sete mil amores que eu guardei somente pra te dar Luísa. sofre a forte influência poética de Lord Byron e Musset. Potiguar-RN “Luísa Rua espada nua bóia no céu imensa e amarela tão redonda. Luísa eu sou apenas um pobre amador apaixonado um aprendiz do teu amor acorda. que também é conhecida como influência da Geração de Orpheu. como vemos nesta canção de Antônio Carlos Jobim. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) O lirismo amoroso constitui a fonte de todo o lirismo europeu e. agora. a lua como flutua vem navegando o azul do firmamento e. brasileiro.. c) O autor.Noções de literatura Avançar . Luísa me dá tua mão o teu desejo é sempre o meu desejo vem. já que os mesmos são inspirados na produção poética greco-parnasiana.. U. conseqüentemente. me exorciza me dá tua boca e a rosa louca vem me dar um beijo e um raio de sol nos teus cabelos como um brilhante que partindo a luz explode em sete cores revelando. Antônio Carlos Jobim. GABARITO b) Esta é uma composição escrita nos moldes camonianos de Os Lusíadas. no silêncio. 17 Indique a opção que apresenta uma afirmação correta: a) Antônio Carlos Jobim apresenta grandes influências da literatura ocidental em seus versos. que descreve a paisagem.

GABARITO têm sempre o mesmo compasso horizontal e monótono. mais privadas. é diferente de todos: cantam numa linha baixa. como em jaula. e nunca. 324-6. Se são jaulas não é certo. 1994.Noções de literatura Avançar . p. não pássaro de plumagem: pois delas se emite um canto de uma tal continuidade que continua cantando se deixa de ouvi-lo a gente: como a agente às vezes canta para sentir-se existente. IMPRIMIR de operário que executa seu martelo regular proibido (ou sem querer) do mínimo variar. João Cabral de Melo. desconhecem as variantes e o estilo numeroso dos pássaros que sabemos. 18 e de pássaro cantor.Texto para as questões 47 e 48: “O relógio 1 Ao redor da vida do homem há certas caixas de vidro. num dos pulsos. outras vezes. Umas vezes. vão num bolso. trabalho rotina. Obra completa. 2 O que eles cantam. pelo tamanho e quebradiço da forma. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. dentro das quais. estejam presos ou soltos. impessoal. variam de repertório: dir-se-ia que não importa a nenhum ser escutado. em nenhum momento. Assim. em série. se pássaros. que não são artistas nem artesãos. a saltação que ela guarda. não assinado. mas operários para quem tudo o que cantam é simplesmente trabalho. Mas onde esteja: a gaiola será de pássaro ou pássara: é alada a palpitação. Voltar Língua Portuguesa . se ouve palpitar um bicho. com voz de pássaro rouco.” NETO. mais perto estão das gaiolas ao menos. tais gaiolas vão penduradas nos muros.

torna-se pó. julgue os itens seguintes.. barra. seu foco principal está na mensagem que é transmitida. esses versos são graves e redondilha maior é o nome dado a eles. dócil e ingênuo.Noções de literatura Avançar . julgue os itens que se seguem. as duas ocorrências da expressão “a gente” podem ser interpretadas como nós (eu lírico e leitores) ou como as pessoas. 49.47. ( ) O entendimento do poema é facilitado pelo fato de o título permitir que o sentido metafórico da terceira estrofe se associe à idéia de relógio. ( ) Na interpretação de poemas. 19 GABARITO Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta em relação ao que se observa no trecho acima e como falsas aquelas em que isso não ocorre. UnB-DF Em relação ao texto. infinitas galerias penetram morros profundos. a coesão e também a convergência e a densidade semântica do texto.. a produção pessoal versus produção impessoal. considerando-se o número de sílabas em cada verso. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) Quanto à posição da sílaba tônica. amor e pensamento. o povo. quer dizer. Romance II. em ordem direta. por ser átona. rotineira. “canta” e “cantar” constitui um recurso próprio da construção em versos que intensifica a sonoridade. ( ) A linguagem é poética. ( ) Em ambas as estrofes predominam tanto aspectos descritivos quanto líricos. UnB-DF Ainda em relação ao texto. o ouro vem. É tão claro! – e turva tudo: honra. De seu calmo esconderijo. “gaiolas”. “canto”. criativa versus produção em série. ( ) A ocorrência próxima dos substantivos “jaula”. na sexta estrofe. 48. em função de seu assunto e da linguagem despojada. Cecília. folha. produção variada. poder. UFSE-PSS Considere as seguintes estrofes do Romanceiro da Inconfidência: “Mil bateias vão rodando sobre córregos escuros. ( ) Na 2ª estrofe encontram-se metáfora (3º e 4º versos) e antítese (5º verso). engenho. “cantando”. Assim. ( ) As estrofes acima comprovam que o poema de onde eles foram extraídos é uma obra do Arcadismo brasileiro. a terra vai sendo aberta por intermináveis sulcos. “jaulas”. ( ) A utilização de estrofes que são quartetos e de versos de sete sílabas (redondilha maior) comprova que o Modernismo desprezou totalmente as formas tradicionais de construção de poemas. “gaiola” e “pássaro” e das palavras com o mesmo radical “cantor”. deve existir sempre uma margem de flexibilidade em conseqüência da multiplicidade de sentidos.” MEIRELES. a contagem das sílabas métricas exige a elisão de uma das vogais idênticas em “do homem” e a desconsideração da última sílaba gramatical do verso. prestígio. ( ) No primeiro verso do poema. ( ) A noção de trabalho no texto apresenta as oposições: artistas e artesãos versus operários.

d) sermos pessoas ajustadas e felizes. povo solidário e unido.Noções de literatura Avançar . c) não nos desesperarmos. o autor não se utiliza: a) de comparações. d) da força dos verbos. Santa Úrsula-RJ Nos últimos 5 versos. e) da beleza dos substantivos saudosistas. e não vejo na vida. Ando a pé. b) do efeito dos adjetivos.Texto para as questões 50 e 51. reservista. do dia-a-dia. U. U. casado. defuntas alegrias flores passarinhos facho da tarde luminosa nomes que já nem sei bocas bafos bacias bandejas bandeiras bananeiras tudo misturado essa lenha perfumada que se acende e me faz caminhar sou um homem comum brasileiro. Rio de Janeiro. nenhum sentido. 229. 20 GABARITO 50. o guarda-sol vermelho ao meio-dia em Pastos-Bons. Ferreira. o poeta faz um hino de louvor a: a) sermos pessoas comuns. Civilização Brasileira. Santa Úrsula-RJ Para alargar e definir a imagem de “homem comum”. c) da construção de versos livres. maior. Sou como você feito de coisas lembradas e esquecidas rostos e mãos. p. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) vermos algum sentido na vida. amigo. 51. de avião e a vida sopra dentro de mim pânica feito a chama de um maçarico e pode subitamente cessar. de táxi. de ônibus. Toda Poesia. 1987.” GULLAR. senão lutarmos juntos por um mundo melhor. “Homem comum Sou um homem comum de carne e de memória de osso e esquecimento. e) sermos gente.

01. conseqüentemente. Esta insuficiência sugere que a vida humana marca-se. a perda da percepção dos limites da realidade. Talvez nós não sejamos nós. há uma constatação de que a linguagem não é um instrumento suficiente para expressar aquilo que habita o universo interior do eu-lírico. 04.52. ou seja.” MEIRELES. por vezes. existe uma intenção de busca da verdade subjetiva. revelando seu egoísmo e seu desinteresse para com as necessidades do “outro”. no poema. Nos dois primeiros versos. Obra poética. portanto. trata-o com desdém. 02. revelado em expressões como “alma” e “tédio sem voz”. Há. Falai! meu mundo é feito de outra vida. O eu-lírico volta-se para dentro de si mesmo. Isso porque. O eu-lírico experimenta uma introspecção tão imensa que. representado por expressões como “palavras” e “Falai!”. Pode-se dizer que. portanto. Os versos “De muito inverossímil se perfuma / o lábio fatigado de ais” fazem referência à própria criação artística. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a soma das alternativas corretas. 1977. com meu tédio sem voz. uma por uma: porém minha alma sabe mais. mesmo chamando o interlocutor pelo tratamento cerimonioso “vós”.E. pelo isolacionismo e pela solidão – aspectos que caracterizam o sentido deste poema. Percebe-se. o delírio. daquilo que não pode ser observado no mundo exterior. 08. que são conseqüências diretas do processo de introspecção do “eu”. Dê. pela incomunicabilidade e. O verso “Talvez nós não sejamos nós” revela o estado de total conflito em que se encontra o eu-lírico. “Interpretação As palavras aí estão. indica o desrespeito do eu-lírico para com as outras pessoas. Cecília. como resposta. a existência de dois universos: o da exterioridade.Noções de literatura Avançar . ela se permite dizer “inverdades”. nesse poema. profundamente interiorizado. Falai! que estou distante e distraída. Rio de Janeiro. A arte pode ser “inverossímil”. O verso “Falai! que estou distante e distraída”. um “eu” bipartido entre dois mundos e que se reconhece como ser diferenciado dos demais seres. p. U. no poema. o eu-lírico só poderia falar sobre si mesmo e não sobre “nós”. promovendo uma espécie de autosondagem no domínio do mundo interior. O último verso indica. O poeta pode criar mundos e fingir sentimentos – o que fica evidenciado na expressão “lábio fatigado de ais”. 32. 256. 16. quando afirma: “meu mundo é feito de outra vida”. De muito inverossímil se perfuma o lábio fatigado de ais. Nova Aguilar. e o da interioridade. Maringá-PR Leia o poema a seguir e assinale o que for correto.

Vassuncê escreveu este bilhete à Laurinha dizendo que ama‘lhe’.. O escrevente. então. cozinheira. apesar da distância hierárquica que os separava.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 53 a 56. Se amasse a ela deveria dizer amo-‘te’. a tremer. Monteiro. o moço veio um tanto ressabiado.. – nunca. — Oh. Vivia em paz com as suas certidões quando o frechou venenosa seta de Cupido. — . Urupês. Depois. Abriu uma gaveta. O velho fechou de novo a carranca. Depois. Esgüelara um vereador oposicionista em plena sessão da câmara. In: Contos pesados. não receia sobrecenhos enfarruscados. O escrevente ressuscitou. diálogos de flores – o que havia de inocente e puro. Dizendo amo-‘lhe’ declara que ama a uma terceira pessoa.. com o Acorda. donzela. — Nada de frases.. Escrevente. como sabe. Depois. mas o amor. Tirou de dentro um bilhetinho cor-de-rosa. Ama. e eu. balbuciou medrosa confirmação. afora pontos exclamativos e reticências: Anjo adorado! Amo-lhe! . Apesar disso. são três: da primeira pessoa – quem fala.... ouviu? que contra ela se cometa o menor deslize. Aqui se estrepou. sondando uma retirada estratégica.. Negrinha e O macaco que se fez homem. troca de olhares. seu chefe natural. não permitirei nunca. Por fim o coronel. vencido. sapecado a medo num velho pinho de empréstimo.. e desd’aí transformou-se no tutu da terra.. então nos dezessete. Vinte e três anos. depois de três dias de sobrecenho carregado. Não lhe erravam os pressentimentos. voltando-se para dentro.. quer o coronel dizer. gritou: — Do Carmo! Venha abraçar o teu noivo! O escrevente piscou seis vezes e. — É sua esta peça de flagrante delito? O escrevente. da segunda pessoa – a quem se fala. mandou chamá-lo à sua presença. — Muito bem! continuou o coronel em tom mais sereno. Ledor de versos lacrimogêneos e pai duns acrósticos dados à luz no Itaoquense. comoveu-se e com lágrimas nos olhos disse gaguejante: — Beijo-lhe as mãos. São Paulo: Editora Nacional. já se vê. com bastante sucesso. — . vesga. com a pulga atrás da orelha. e neste caso Maria do Carmo. 22 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . batendo-lhe no ombro paternalmente. moço. roupa nova. bastava esse movimento de peão. a qual não pode ser senão a Maria do Carmo. aconteceu que o pai do anjo apanhou o bilhetinho celestial e.Noções de literatura Avançar . Escolha!” LOBATO.. do escrevente. com uma lágrima a escorrer rumo à asa do nariz. — Laurinha. essa. minha filha e tem a audácia de o declarar. Escrevera nesse bilhetinho. O Colocador de pronomes.. Magro. Objeto amado: a filha mais moça do coronel Triburtino. o qual tinha duas. da terceira pessoa – de quem se fala. num pasmo. — Os pronomes.. vamos ao que serve: declaro-o solenemente noivo de minha filha! E.. Laurinha. — Sei onde trago o meu nariz. fechou a carranca e disse: — A família Triburtino de Mendonça é a mais honrada desta terra.. bilhetinho perfumado.. 1940. moço. nem tufos de cabelos no nariz. que nesse tempo não existia a gostosura dos cinemas.. ponta de lenço de seda a entremostrar-se no bolsinho de cima e medição de passos na rua d’Ela. tornando a si. explicou. manca da perna esquerda e um tanto aluada. que é mais forte que a morte. Depois. Abriu os olhos e a boca. e neste caso Laurinha.. desdobrou-o. Velhacamente o velho cortou-lhe o fio das expansões. Mal o pilhou portas aquém. Escolha! O escrevente.. Silenciaram ambos. nos dias de folga.. encalhe da família. coronel. Triburtino não era homem de brincadeiras. e a do Carmo. Salvo se declara amor à minha mulher!. “O Colocador de Pronomes Havia em Itaoca um pobre moço que definhava de tédio no fundo dum cartório. é casar! concluiu de improviso o vingativo pai.. Toda a gente lhe tinha um vago medo. com disfarce de pretexto – para umas certidõezinhas. Encontros na igreja. por instinto.. Ar um tanto palerma. Ora. . minha mulher ou a preta. coronel! Nunca imaginei tanta generosidade em peito humano! Agora vejo com que injustiça o julgam aí fora!. o coronel trancou o escritório. histérica. Namoro à moda velha. Pois agora. em pausa de tragédia. Ousou o escrevente namorar-lhe a filha. entretanto. enchendo-se de coragem. corrigiu o erro. apenas quatro palavras.. ergueu o braço para defender a cabeça e relanceou os olhos para a rua. a serenata fatal à esquina. Para abrir o jogo. madurota. Parou. ou à preta Luzia. repetiu a boa lição da sua gramática matrimonial. à missa. e neste caso vassuncê. derrubou a cabeça.

. Teus filhos que choram tão grande mudança. pois apresenta personagens e acontecimentos sem manifestar opinião. ( ) O narrador é contemporâneo dos acontecimentos e os relata à medida em que vão ocorrendo. craru. ( ) A substituição de (l) por (r) é um fenômeno comum no português não-padrão. UFMT ( ) A narrativa de Lobato explora caricatualmente o mundo dos coronéis – forças políticas locais caracterizadas pelo autoritarismo e arbitrariedade. ( ) O adjetivo celestial descreve objetivamente o aspecto sublime e superior da linguagem e do conteúdo do bilhetinho. Senhor meu Deus. 54.Noções de literatura Avançar . sar. ( ) A forma frechou é uma variante ortográfica de flechou. c) o eu poético fala de um estado de sofrimento. 56. Vinte e três anos. produzindo formas como ingreis. e.. GABARITO 57. o coronel Triburtino é uma personagem contraditória: colérico. E jazem teus filhos clamando vingança Dos bens que lhes deste da perda infeliz! Tupã. ó Deus grande! teu rosto descobre: Bastante sofremos com tua vingança! Já lágrimas tristes choram teus filhos. parma. as frases nominais são usadas para compor o perfil da personagem. com o intuito de criar uma escrita brasileira.53. UFMG Leia estes trechos de dois poemas de Gonçalves Dias. UFMT ( ) A intercalação do parágrafo descritivo entre “Pois agora. “Meu Deus. mas cordial e receptivo a bajulações. b) o eu poético se dirige a Deus. há um exemplo de metonímia. é incorreto afirmar que. ( ) No trecho sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. 23 55. ( ) Na narrativa. E sofre até morrer! (Sofrimento) Tupã. ambas dicionarizadas. a) o eu poético enuncia uma proposta de mudança. é casar!” . d) o eu poético se refere a uma situação que não é apenas individual. o que há no mundo Que não seja sofrer? O homem nasce. ( ) A interpretação que o coronel dá ao bilhete mostra que equívocos gramaticais podem resultar em equívocos de sentido. ( ) O uso da letra maiúscula na forma Ela sugere o endeusamento da mulher amada. UFMT ( ) No trecho Escrevente. ( ) O namoro entre o escrevente e Laurinha é descrito pelo narrador por meio de estereótipos e clichês. ( ) Nessa narrativa. ( ) As expressões pai duns acrósticos e quando o frechou venenosa seta de cupido são casos de metáfora. Magro. interrompendo o fluxo da narrativa.. em ambos os trechos. ( ) O narrador pode ser classificado como objetivo ou neutro. ( ) A troca de (l) por (r) é a troca de uma consoante lateral por consoante vibrante. Ar um tanto palerma. Voltar Língua Portuguesa .. UFMT ( ) Monteiro Lobato usa a forma frechou para transgredir as normas ortográficas. a seqüência temporal é interrompida pelas constantes evocações da memória das personagens.” (Deprecação) IMPRIMIR Com base nessa leitura. ó Deus grande! cobriste o teu rosto Com denso velâmen de penas gentis. é um recurso usado pelo narrador para recriar a ansiedade do escrevente e para produzir um efeito de suspense. e vive um só instante.

Noções de literatura Avançar . d) O início de alguns versos se repete. ( ) O narrador utiliza-se do discurso direto para registrar a fala espontânea das personagens. o poema a seguir. Uberlândia-MG Assinale a alternativa correta. e) São versos dodecassílabos. 60. José Olympio. no texto. Univali-SC Chico Buarque de Holanda compôs. pessoal. o operário da construção civil consegue.” 24 Sobre o texto está correto a alternativa: a) Embora massacrado pela rotina. também musicado. Rio de Janeiro. enquanto não aparece negócio. provocando a própria morte para interromper a repetição do seu dia-a-dia. para dar ao ouvinte/leitor a idéia da rotina contra a qual ele se revolta. e a poesia. 59. isto é. tornar seu mundo musical leve. estou muito esperançado Mas. que eu estou no banco. ô mulher. tempo e espaço são elementos que não podem entrar na composição de um texto do gênero lírico. entre outras tantas letras para suas músicas. “Construção E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago Morreu na contramão atrapalhando o público Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contramão atrapalhando o sábado. INSTRUÇÃO: Leia o texto e julgue os itens da questão 59. “Está tudo muito bem. deitado!” GABARITO SUASSANA. nos últimos instantes de sua vida. ( ) Há indicações. fatos passíveis de serem verdade. a) No Barroco a religiosidade aparece como em um cenário idealizado onde todos são felizes e os poetas são pastores.58. d) Enredo. c) A prosa existe em função da confissão amorosa. Ariano. destacando. através da repetição de alguns versos. o sonho e a fantasia fazem com que o operário se transporte para um mundo mágico. Farsa da Boa Preguiça. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFMT ( ) O texto defende a idéia de que o valor do ócio é superior ao do trabalho. com severa crítica social.F. segue o modelo clássico de composição poética para falar da rotina de um operário e de seus sonhos não-realizados. metaforizando tal passagem com a morte. de que as personagens pertencem à elite burguesa. b) Escrito em versos alexandrinos. para a criação de personagens. c) O amor. traz meu lençol. 1979. a falta de perspectivas de um operário da construção civil. U. b) A ficção é um produto da imaginação criadora que lida com fatos verossímeis.

Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. que não chega. como estas preces. d) O eu-lírico é masculino e espera a sua amada. Santa Maria-RS Leia o poema que se segue. Brilha a lua no céu. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. Agir.. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d’alva Um só giro do sol.F. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. Jatir! nem tardo acordes À voz do meu amor. Já nos cimos do bosque rumoreja. e) A natureza. não mais. o verso 20.Noções de literatura Avançar . brilham estrelas. U. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. Já solta o bogari mais doce aroma. no poema. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . como estas flores. c) O poema é todo escrito em versos brancos e pode ser classificado como poesia simbolista. Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor. o verso 27. ao rival de Jatir. há pouco. à pessoa amada. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” DIAS. Poesia. Gonçalves. Rio de Janeiro. No silêncio da noite o bosque exala. Onde o frouxo luar brinca entre flores. Correm perfumes no correr da brisa.61. Jatir. Do tamarindo a flor abriu-se.) 21 22 23 24 25 26 27 28 Pode-se afirmar sobre o poema: GABARITO a) O verso 24 faz referência ao eu-lírico. 25 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 (. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. “Leito de folhas verdes Por que tardas.. b) É registrada a passagem do tempo na natureza: desde a noite até a manhã seguinte. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. movendo as folhas. Também meu coração. não desempenha nenhuma função específica.

promete-me que se ela não for tua mulher. ( ) É artifício da produção de textos o uso das reticências. Uma tarde em que o médico apresentou a Lúcia um remédio: — Para que é isso? perguntou ela com brandura. — Mas essa promessa me daria tanto alívio agora! — Escuta. voou pelo aposento. — O remédio de que eu preciso é o da religião. haveria forças que me separassem de ti? Haveria sacrifício que eu não fizesse para comprar mais alguns dias da minha felicidade? Mas Deus não quis. minha amiga! Quando ficares boa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Nesse texto em foco. por ti e por mim. à tua irmã. uma febre intensa que a fez delirar. sejam elas virgens ainda. O dia se passou na cruel agonia que só compreendem aqueles que.”. ( ) Nos trechos: “– Queres acompanhar teu filho. que nenhum efeito produziu.” e em “Sua mãe lhe servirá de túmulo”.. elas foram usadas por duas vezes indicando então que o narrador imprime ao enredo a hesitação... disse-lhe: — Perdes uma irmã. Paulo. e abraçando a irmã.”. Sua mãe lhe servirá de túmulo. e a mim. tudo o que tu quiseres eu farei para a tua felicidade.A questão 62 reporta-se ao romance Lucíola.. achei-a mais tranqüila: — Tu me prometes.. — Lançar!. — Queres acompanhar teu filho. e sempre mais graves. promete-me que se ela não for tua mulher. Ana. Logo que lançar o aborto.” Neste período. lhe servirás de pai. mesmo por causa dessa semelhança! Tu viverias sempre entre mim e ela! — Pois bem. Expelir meu filho de mim? E o copo que Lúcia sustentava na mão trêmula.. UEGO Assinale V. Paulo. “Apenas o médico saiu.. Maria. De joelhos à cabeceira eu suplicava-lhe que bebesse o remédio que a devia salvar. fica-te um pai. — Juro-te! Beijou-me as mãos: — Ela vai ter tanta necessidade de um pai! Os acessos da febre repetiram-se durante três dias. impelido com violência. voou pelo aposento e espedaçou-se de encontro à parede. a palavra “só” tem equivalente função morfológica em ambas as situações. a surpresa e estupefação da personagem ante a situação nova com que se defronta.. — Para aliviá-la do seu incômodo. ficará inteiramente boa. Paulo. Ama-o por ele. esse casamento nos tornaria infelizes a ti. — Iremos juntos!. Quero confessar-me. evidencia-se um desrespeito às convenções gramaticais quanto ao uso do pronome oblíquo “lhe”. Nosso filho. A febre lavrava com intensidade: eu já não tinha esperanças. os termos grifados exemplificam metáforas. ajoelhados à borda de um leito.” 26 GABARITO 62. que também ilustra a oralidade ou a espontaneidade da fala.Noções de literatura Avançar . ( ) O texto apresentado enquadra-se como narrativo-descritivo. depois de um sono curto e agitado. Foi então que conheci quanto eu vivia no seu pensamento: ela não disse no delírio uma só palavra que não se referisse a mim e alguma circunstância de nossa vida mútua.. não engana. porque ele era mais teu do que meu. desde o primeiro dia em que nos encontramos. Pela manhã. o teu. Sinto que a vida me foge! A instâncias minhas bebeu finalmente o remédio. ( ) Estas frases: “E o copo que Lúcia sustentava . já não existe. viram finar-se gradualmente uma vida querida. e abandonar-me só neste mundo. Maria. lhe servirás de pai.. murmurou descaindo inerte sobre as almofadas do leito.. “A febre lavrava com intensidade. ela olhou-me tristemente: Era o primeiro! Mas o tato das entranhas maternas. e F. exemplificando assim um caso de próclise. para as afirmações verdadeiras. e abandonar-me só neste mundo. de José Alencar. À noite declarou-se a febre. Lúcia tomou os sacramentos com uma resignação angélica. Vive por mim!” e em: “O dia se passou. Vive por mim! — Se eu pudesse viver. para as falsas: ( ) Em “– Pois bem.. que não poderia amá-la. Maria. casar com Ana! — Não tratemos disso agora.. na cruel agonia que só compreendem aqueles.

infere-se que a obra da qual ele foi retirado é um romance rural. ‘— O Cipriano certamente foi buscá-lo. seu valor ou sua magnanimidade. Ele hoje não tem ‘assento’ pra um serviço desses. sentimentos e sensações. É preciso classificar as notas. bate muitos carimbos.” MACHADO. É preciso antes submetê-los a uma conferência. lembranças. trabalham mais dois: o primeiro escriturário e o datilógrafo. ver se as operações de cálculo estão certas. Naziazeno não quer café.... Ambos muito quietos.. Ele já se ‘refugiou’ nesse trabalho em outras ocasiões. porém.. que este é custeado pelos funcionários. Já tomou um há pouco. São Paulo: Ática. ( ) Muitas das aspas utilizadas no texto revelam a intenção do narrador de ironizar a atividade pelo uso do jargão burocrático ou de destacar um segundo sentido para as expressões utilizadas. não necessita ‘estar em dia’. se surpreendia ‘entusiasmado’ nesse trabalho. dispô-las por ordem cronológica e pelas várias ‘verbas’. não exige pressa. –Naziazeno ‘leva um atraso’ de uns bons dez meses.. Na sala. quando. Os ratos. Dyonelio. ( ) Pelo texto apresentado.63. calcular. ‘puxar’ cuidadosamente as somas. embora seja o protagonista. ( ) O último parágrafo do texto revela um conceito de trabalho como momento de evasão dos problemas individuais. Depois. mas por sua mediocridade. julgue os seguintes itens. que penetra na mente da personagem. não tinham.. lê um livro. não se destaca pelas características elevadas de homem extraordinário por seus feitos. relanceia-os lentamente pela janela. contra esse espírito inferior de esquecer prontamente. aberto dentro da gavetinha ao lado... uma preterição. ( ) O texto é construído pelo foco de um narrador onisciente. Mesmo assim. Ele se dirige para a sua carteira. Naziazeno interroga o datilógrafo: — O diretor saiu? O funcionário levanta os olhos do livro. emperrados. não. 1992. Desde que o governo suspendeu a verba pra o cafezinho. Custa um tostão. O primeiro escriturário confere contas. O trabalho de Naziazeno é monótono: consiste em copiar num grande livro cheio de ‘grades’ certos papéis. quando tem já um grupo de contas respeitável. há sempre multiplicações e adições a fazer. injustiça ou grosseria dos homens. UnB-DF “O Horácio prepara o cafezinho..Noções de literatura Avançar . IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . decifrando-lhe pensamentos. pois. Faz cálculos. quadros risonhos. usa tinta encarnada. Não tarda. O datilógrafo. em forma de faturas. Era então uma simples contrariedade a esquecer. São ‘notas’ de consumo de materiais. 12ª ed. ergue-se e repassa-as uma a uma (com todas as suas ‘primeiras’. É um serviço que faz há muito tempo. ( ) A narrativa focaliza uma personagem que se opõe ao herói tradicional. essa compreensão inteligente e leviana das coisas. de ‘achar’ no ambiente aspectos compensadores. uma acusação contra si mesmo. 27 De acordo com o texto acima. estará aí ’ – conjetura mentalmente Naziazeno. quando não está ‘batendo’. ordenado e sistemático como ‘um jogo de armar’. O serviço.. p. depois então ‘lançá-las’ com capricho. não era raro vir-lhe um remorso. pequena. seu anonimato e sua alienação. ‘segundas’ e ‘terceiras vias’ nos dedos – que ele a cada passo molha nos lábios com um certo ruído. pousa-os no escriturário: — Está na Secretaria – responde este. nesses momentos. Dispõe de grande prática.. sem interromper a conferência das contas. Todos aqueles indivíduos que lhe pareciam realizar o tipo médio normal eram obstinados. 26-7.

52. 3. 54. 10. 55. 38. 53. 33. 11. 37. 23. 26. 8. 31. 58. 9. 25. 40. 13. 24. 47. 46. c c b b c c d c b e e V–F–F–V a b e d d d c b d e F–V–F–V V–V–F V–F–V F–V–F–V d a c d d 32. 6. 21. 56. 49. 27. 45. 39.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A 1 1. 17. 19. 29. 57. 4. 2.Noções de literatura Avançar . 36. 22. 7. V–F–F–V–V–F V–V–F–V–F–F V–V–V–F–F c d a V–V–F–F–V F–V–V–F–F c b b d V–V–V–V F–F–V–V d F–F–V F–F–V V–V–F–V–F a b 10 V–V–F–V V–F–F–F V–V–V–F–V F–V–V–V a e F–V–F b e V–V–V–V–F F–V–V–V–V IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 61. 62. 35. 30. 18. 15. 51. 14. 60. 59. 28. 5. 43. 48. 34. 42. 63. 50. 44. 12. 16. 41. 20.

a soma das alternativas corretas. relato de viagem e pregação religiosa. estavam assim como nós olhando para o nosso pregador.. Ninguém não lhe deve falar de rijo. p. e) II e III. porque então logo se esquivam” – Animosidade inter-racial. “eles passavam de uma confraternização a um retraimento. com medo do cevadoiro. não muito altas. de muito bons palmitos. pela manhã. determinou o Capitão de ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu (. Porto Alegre: L & PM. diante de nós. que estiveram sempre presentes à pregação.” – Difusão do cristianismo. GABARITO Dê.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1. III. por mais pergunta que lhe fizéssemos com respeito a ouro. por ser gente que ninguém entende. Sílvio. “O velho falou enquanto o Capitão estava com ele. do que eles dariam se os levassem. “Aqueles outros. inaugura que tipo de literatura no Brasil? a) Hábitos da cultura européia. UFBA A idéia do trecho transcrito de A Carta de Pero Vaz de Caminha está devidamente indicada em: 01.” – Interesse mercantil. 16. CASTRO..) Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu e dentro dele foi levantado um altar muito bem preparado. 08. como pardais. intenção catequética e informação sobre a terra.” – Submissão religiosa. chamava alguns para que viessem até ali. notificando a chegada da primeira missão jesuítica. 88 e 96.) tão graciosa. por ele chefiada. sentimento nacionalista e participação em campanha republicana. 04. Potiguar-RN A carta escrita pelo Padre Manuel da Nóbrega. 85. b) A das relações estabelecidas entre os românticos. d) I e II. 3. 1997. 02. vendo-lhes tais feições. em 1549.. 64. “No domingo de Páscoa. provocaria vergonha” – Idealização da mulher indígena.” – Visão paradisíaca. d) A das influências que Luís de Camões exerce sobre os escritores de Língua Portuguesa. O descobrimento do Brasil: A Carta de Pero Vaz de Caminha. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . E aquele de quem falei antes. mas ninguém o entendia e nem ele a nós. II. Ao longo dele há muitas palmeiras. c) III. 1 2. U. “E uma daquelas moças era toda tingida (. UFSE Nas manifestações literárias dos dois primeiros séculos de nossa história podem estar presentes as seguintes características: I. que a muitas mulheres de nossa terra. como resposta. 87. Estão corretas somente as características indicadas em: a) I. “melhor e muito melhor informação da terra dariam dois homens dentre os degredados que aqui fossem deixados. 32. porque desejávamos saber se o havia na terra. b) II. Colhemos e comemos muitos deles. Nem certamente eles aprenderiam a falar como nós” – Dominação lingüística. c) Informativa dos jesuítas no Brasil. 83. “Andamos por ali vendo o ribeirão o qual é de muita água e muito boa..Literatura no período colonial Avançar .

d) A denúncia da omissão do poder político em face do problema da cidade. da reação do povo faminto. por parte do sujeito poético. c) constituem obras do mesmo gênero. 7. e) O temor. c) Surgimento dos nossos primeiros grandes críticos literários e consolidação de um público de leitores. b) A sensatez do povo da Bahia por defender as riquezas da terra. a imitação dos modelos greco-latinos e o ideal de uma vida simples. outra parte se destaca desse conjunto. ( ) Parte da obra do Pe. In: Poemas escolhidos. apesar da linguagem rebuscada. UFSE Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. 5. que se manifesta na preocupação com o conteúdo e o desdobramento das idéias por meio do jogo de contrastes. é coisa que me não toca: Ponto em boca. o lastro que traz de areia. o perdão divino.4. Unifor-CE No período colonial. por que razão leva tudo? Que o povo por ser sisudo largue o ouro e largue a prata a uma frota patarata. declarando daí: “Ponto em boca”. d) representam os momentos mais altos do estilo barroco. que entrando co’a vela cheia. c) O equilíbrio de interesses pautando o comércio da Bahia com o exterior. d) reflexos de princípios estéticos do Barroco e do Arcadismo europeus e manifestação de sentimentos nativistas. porque se reveste em muitos casos de verdadeiro valor literário. São Paulo: Círculo do Livro. que é muda a boca esfaimada. os sermões do Padre Antônio Vieira e a lírica de Tomás Antônio Gonzaga: a) representam gêneros e estilos diversos da literatura do período colonial. e) constituem obras de gêneros diferentes. A fome me tem já mudo. por lastro de açúcar troca: Ponto em boca. outros à frota: a frota tudo abarrota dentro dos escotilhões. uns dão a culpa total à Câmara. junto à natureza. porque anda farta até aqui. b) constituem o que se costuma caracterizar como literatura de informação. Décimas. o que se traduz num problema para os poetas: gozar intensamente as delícias da vida terrena e. José de Anchieta insere-se no objetivo geral da literatura dos jesuítas: informar aos superiores da Companhia de Jesus a situação geral do Brasilcolônia. verificam-se os seguintes fenômenos de nossa vida literária: a) Constituição de um exigente público leitor e surgimento das primeiras editoras nacionais. produzidas no século XVII.” MATOS. 6. e se a Câmara olha e ri.Literatura no período colonial Avançar . s/d. b) Manifestação de sentimentos nacionalistas e consolidação do romance de temática urbana. plena de inversões e de figuras. o andamento e as condições da obra de catequese. ( ) Encontra-se nos Sermões do Padre Antônio Vieira a tendência conceptista do Barroco. p. Gregório de. ( ) Na época colonial. Mas ao mesmo tempo. ( ) No Barroco brasileiro observa-se a consciência de que a vida é efêmera. ( ) Na poesia arcádica observa-se. Unifor-CE A obra catequética de José de Anchieta. o peixe. Voltar Língua Portuguesa . os feijões. ao mesmo tempo. as manifestações literárias foram marcadas pela necessidade de se libertarem dessas raízes culturais e criarem uma literatura de acordo com a realidade brasileira. com as dificuldades e os sucessos. como os escritores tinham a formação cultural da metrópole. mas se a frota não traz nada. a carne. 46-7. buscar a espiritualidade. IMPRIMIR É uma idéia comprovável no texto: a) A indiferença do sujeito poético diante do que ocorre na cidade. distribuídas em períodos diversos. e) surgimento dos primeiros manifestos românticos e exploração de temas indianistas. Uneb-BA 2 GABARITO “Toda a cidade derrota esta fome universal.

Suspiro agora em vão. ( ) A dor daquele que. o que deixava. org. Soneto. ( ) A saudade do bem perdido serve de consolo e de compensação para o eu-lírico. In: AMORA. os senhores banqueteando. v. quando menos confessado. A predominância dos aspectos denotativos da linguagem. Quando não me aproveita a pena minha. Salvador: Janaína. os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. Que quem podia. viver gozando.” VIEIRA. alta desgraça. 10. “alta desgraça” / “alta ventura”). que passo. os senhores nadando em ouro e prata. ou pouco amava. os escravos perecendo à fome. d) barroco. 1981. Sermões. e não quis. os escravos despidos e nus. s/d. Se cresce para mim. p. o que convinha. ( ) O sujeito poético desconhecia os riscos que envolviam a sua escolha. p. UFPB-PSS “Sermão vigésimo sétimo Os senhores poucos. que tinha. GABARITO No texto. verificam-se os seguintes traços do barroco: I. ( ) O sujeito poético revela consciência do motivo que o levou ao sofrimento. os escravos muitos. marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas. 9. e morra suspirando O mal. c) barroco. dirige-se o poeta à sua amada Babu. b) neoclássico. valendo-se de antíteses (“contra mim” / “para mim”. e) neoclássico. ( ) O poema enquadra-se no Barroco por apresentar o jogo de contrastes e o rigor formal. Que quem errou. o que lograva. Ou entendia pouco. que esta pena merecia. adotado por Gregório de Matos nesses versos satíricos. alta ventura. procedimento que costuma estruturar os poemas realizados nesse estilo de época.” MATOS. Padeça agora. sem ver. 1015. E morra. In: Obras completas de Gregório de Matos. 58. que me embaça: Se cresce contra mim. IV. por ignorância. aonde vinha. o que gozava. Vim sem considerar. os senhores tratando-os como brutos. afastou-se da felicidade é injusta para o sujeito poético. Antônio Soares. Gregório de. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. e) I e III. Pe. Deixei sem atender. São Paulo: Cultrix.Literatura no período colonial Avançar . os senhores em pé apontando para o açoite. os senhores rompendo galas. d) I e IV. Unifor-CE “Cada dia vos cresce a formosura. A presença de um grande número de antíteses. 2. Pague no mal presente o bem passado. U. II. ou seja. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Antônio.” Na estrofe acima. o bem. 3 De acordo com o texto. o estilo: a) barroco. Deixei como ignorante o bem. ed. IV. A utilização do recurso da hipérbole para melhor traduzir o sofrimento dos escravos. III. ( ) A problemática focalizada no texto restringe-se a uma esfera particular. c) II e III. como estátuas da soberba e da tirania. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. os escravos prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão e espetáculos da extrema miséria. Salvador-BA “Porque não conhecia. ( ) A trajetória do eu-lírico é caracterizada pela busca incessante do prazer. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. Sermão vigésimo sétimo. e tanto cresce. os escravos carregados de ferros. O envolvimento político do jesuíta. b) III e IV.8. Babu. Confesse. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. que possuía.

tanto no aspecto formal quanto ideológico. procura. Pretos. 1998. c) antecipação da estética do Romantismo. UFBA “Volta a criticar o mau governo da Bahia Que falta nesta cidade? Que mais por sua desonra? Falta mais que se lhe ponha? O demo a viver se exponha. Salvador: EDUFBA. por constituírem um grupo em franco processo de ascensão social e econômica. A leitura do fragmento e os conhecimentos sobre o autor e sua obra satírica permitem afirmar: 01. Poesia satírica de Gregório de Matos. 54. por rimas internas. Mulatos. nos tercetos. a soma das alternativas corretas. Dê. é uma alusão aos portugueses e seus descendentes. Mestiços. ameaçando sua própria posição. é marcado. Ambição. Potiguar-RN O Neoclassicismo ou Arcadismo que representa na literatura uma reação aos excessos do movimento Barroco. um retorno à: a) ciência impulsionada pela Física de Newton.. U.)” Pretos Mestiços Mulatos. Quem a pôs neste socrócio? Quem causa tal perdição? E o maior desta loucura? Notável desaventura de um povo néscio. b) revolução industrial e à ascensão do capitalismo. que não sabe que o perdeu Negócio. 02. mestiços e mulatos são o alvo preferido pelo autor. inicialmente abordando aspectos éticos. e sandeu. Por mais que a fama a exalta. d) simplicidade clássica. 08. nos tercetos. A estrutura formal dos tercetos organiza-se em perguntas e respostas. como resposta. 4 Quais são os seus doces objetos? Tem outros bens mais maciços? Quais destes lhe são mais gratos? Dou ao demo os insensatos. Numa cidade onde falta Verdade. 16. ao longo do poema. Honra. que estima por cabedal Pretos. com fatos e comentário. A expressão “povo néscio.Literatura no período colonial Avançar . em cada verso.11. 32. MENDES. 64.. 04. que então viviam na cidade de Salvador. O ritmo do poema. As respostas. Esse fragmento inicial do poema tem como conteúdo uma crítica ao governo da Bahia. (. Usura. 12. dou ao demo a gente asnal. Verdade Honra Vergonha. enquanto o conteúdo. O autor se identifica com os poetas de sua época pelo uso da sátira e pelo exercício da crítica aos costumes da sociedade em que vive. e sandeu”. p. Cleise Furtado. são retomadas e confirmadas nas conclusões dos quartetos. Negócio Ambição Usura. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . nesse contexto. Senhora Dona Bahia. Vergonha. financeiros e étnicos. desenvolve-se em pares de estrofes.

c) em que foi mestre o árcade Cláudio Manuel da Costa. Potiguar-RN “Já rompe. d) amorosa do indianismo de Gonçalves Dias. b) barroca. III. os meus montados São esses. a matutina aurora o negro manto. 15. e às vezes. c) I e III. que coisa é alegria. U. com que a noite escura. d) simbolista. A ordem inversa do último verso confirma o traço neoclássico do poema. c) romântica. 14. A natureza é descrita de forma objetiva. E a suavidade do prazer trocada. somente. que aí vês. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. por te não ver. Voltar Língua Portuguesa . Cláudio Manuel da. A poesia de Tomás Antônio Gonzaga. não te nego. tanto mais aborrece a luz do dia. Está correto o que afirma em: a) I. b) lírica barroca de Gregório de Matos. II e III.Literatura no período colonial Avançar . No soneto de Cláudio Manuel da Costa. O último verso apresenta uma hipérbole. UFPB-PSS Leia o terceto extraído de um soneto de Cláudio Manuel da Costa. b) II e III. IV. somente.” IMPRIMIR GABARITO A estrofe acima ilustra o cenário e o modo de viver idealizados na poesia: a) que José de Anchieta dedicou à Virgem. UFSE “Sou pastor. tinha escondido a chama brilhadora. d) I. Que alegre. aquela fontezinha aqui murmura! E nestes campos cheios de verdura. sem qualquer identificação com o espírito do eu-lírico. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. Nise. que suave. II. a oposição claro/escuro e a antítese dia/noite revelam a permanência de características da estética: a) realista.13. somente. vale-se do bucolismo arcádico ao colocar. vivo contente Ao trazer entre a selva florescente A doce companhia dos meus gados. Na obra de Gregório de Matos. no espaço de uma natureza amena. III. Nise adorada não sabe inda. II. em Marília de Dirceu. os temas históricos e os detalhes de época são mais visíveis na poesia satírica do que na lírica. sufocando do sol a face pura.” COSTA. II e II. o teatro catequético de Anchieta e a poesia de Gregório de Matos são criações culturais exemplares do estilo barroco. que é o gozo do tempo presente. que sonora. “Oh quão lembrado estou de haver subido Aquele monte. III e IV. e) II. e) I. e) épica de Basílio da Gama. 16. A carta de Caminha. somente. quanto a sombra da noite mais lhe agrada. A referência à natureza relaciona-se ao Carpe diem. que baixando Deixei do pranto o vale umedecido!” 5 Com relação ao fragmento apresentado. b) I e II. a amada representada por uma pastora. afirma-se: I. d) II e III. c) III e IV. que avultado prazer tanto melhora? Só minha alma em fatal melancolia.

V – F – V – F – F – F – V 9.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1 1. c 10. 58 12. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d 8. c 16. F – V – V – F – V 7. d 15.Literatura no período colonial Avançar . c 2. d 6. d 11. b 5. 62 3. d 4. d 13. b 14.

bem feitos. com quanto trigo e legumes comemos. e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova. sem cobertura alguma. nem criam. não têm nem entendem em nenhuma crença. nem coisa alguma de metal ou ferro.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . que nesta navegação agora se achou. se algum pouco me alonguei. segundo parece. nem qualquer outra alimária. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. Tem. UnB-DF Evidenciando a leitura compreensiva do texto. não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza. Porém o melhor fruito que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. sexta-feira. por bem das águas que tem. e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. Esta terra. delas brancas. nem prata. hoje. delas vermelhas. ( ) A carta de Caminha é um texto essencialmente descritivo.Humanismo. da vossa Ilha de Vera Cruz. Ela me perdoe. hoje esquecidos. nem cabra. Beijo as mãos de Vossa Alteza. os habitantes da Ilha de Vera Cruz eram desavergonhados. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. Deste Porto Seguro. ( ) Pero Vaz de Caminha foi o único português a enviar notícias da descoberta do Brasil ao rei de Portugal. de bons rostos e bons narizes. Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas. ( ) Diferentemente de outros documentos do século XVI acerca da descoberta do Brasil. Nela. p. nem vaca. muito grande. A carta de Pero Vaz de Caminha. como os de Entre-Doiro-e-Minho. Porém a terra em si é de muito bons ares. maneira de avermelhados. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. até agora. o melhor que eu puder. Pero Vaz de Caminha.” CORTESÃO. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. Jaime. é tudo praia-palma. primeiro dia de maio de 1500. não podíamos ver senão terra com arvoredos. a estender olhos. Quinhentismo. e dessa semente e fruitos. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta terra vi. 199-241. que nos parecia muito longa. infindas. ao longo do mar. nem galinha. mo fez pôr assim pelo miúdo. pois o desejo que tinha de tudo vos dizer. ( ) Segundo Caminha. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. querendo-a aproveitar. não pudemos saber que haja ouro. Eles não lavram. de que nós deste porto houvemos vista. também. vista do mar. nem lho vimos. De ponta a ponta. que a terra e as árvores de si lançam. nem ovelha. nalgumas partes. A feição deles é serem pardos. assim frios e temperados. seriam logo cristãos. a carta de Pero Vaz de Caminha continua a ser lida devido à sua importância histórica e. Parece-me gente de tal inocência que. me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem. Senhor. se homem os entendesse e eles a nós. Não há aqui boi. porque eles. 1 GABARITO 1. por conter elementos da função poética da linguagem. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . B A R R O C O E A R C A D IS M O Texto para as questões 1 e 2: “Senhor: Posto que o Capitão-mor desta vossa frota. E. porque. Águas são muitas. Senhor. muito chã e muito formosa. que aqui há muito. E nesta maneira. Andam nus. Coleção Clássicos e Contemporâneos. Rio de Janeiro: Livros de Portugal 1943. Q U IN H E N T IS M O . Barroco e Arcadismo Avançar . E em tal maneira é graciosa que. Pelo sertão nos pareceu. dar-se-á nela tudo. ( ) A carta de Pero Vaz de Caminha é considerada pela história brasileira o primeiro documento publicitário oficial do país. julgue os itens abaixo. grandes barreiras. que costumada seja ao viver dos homens. Nem comem senão desse inhame.

apesar dessa prática. Além disso. de Gil Vicente: a) O que mais se evidencia é o propósito de sátira social. d) Apenas II e III. 5. c) O segundo casamento exemplifica o primeiro termo. o que demostra que a intenção religiosa é ainda aqui dominante. e) Cavalo e asno identificam a mesma personagem em diferentes momentos de sua vida conjugal. Quais estão corretas? a) Apenas I. b) O elemento religioso oferece apenas um pretexto. primeiro pretendente e segundo marido de Inês. PUC-SP O argumento da peça A Farsa de Inês Pereira. Trata-se de um grande painel que satiriza a sociedade portuguesa do seu tempo. UFRS Em relação ao Auto da Barca do Inferno. que era a única forma de obtenção dos alimentos necessários à subsistência. de Gil Vicente. o que evidencia o propósito de sátira social que.Humanismo. ( ) As expressões de tratamento com que a correspondência é aberta e fechada revelam o respeito e a sujeição do remetente ao destinatário. mesmo sendo estes mais bem alimentados. para a Biologia. 3. pois. um quadro exterior para a apresentação no palco de sátiras ou caricaturas profanas. guardando traços dos dois períodos. II. Representa a transição da Idade Média para o Renascimento. b) Apenas I e II. ( ) Substituindo-se “Posto que” por Haja vista. que a derruba. Identifique a alternativa que não corresponde ao provérbio. nesta peça. tem poderes maiores que Deus. os silvícolas aparentavam ser mais fortes e bonitos que os conquistadores. d) O asno corresponde a Pero Marques. na construção da farsa. as expressões “inhame” e “semente e fruitos” são repetitivas. julgue os seguintes itens. ao julgar justos e pecadores. a associação estabelecida entre “semente e fruitos” e “trigo e legumes” é biologicamente incoerente. ( ) No nono parágrafo do texto. c) A sátira social se liga de modo nítido ao objetivo de edificação espiritual. de Gil Vicente. Quinhentismo. ( ) O nono parágrafo do texto ressalta uma prática dos silvícolas brasileiros: o extrativismo vegetal. 2 IMPRIMIR GABARITO b) O escudeiro Brás da Mata corresponde ao cavalo. considere as seguintes afirmações. a) A segunda parte do provérbio ilustra a experiência desastrosa do primeiro casamento. d) As personagens são personificações alegóricas (tipos reais caricaturizados). asno que a carrega. animal nobre. Ressalta também que. Voltar Língua Portuguesa . Uniube-MG Assinale a afirmativa correta a respeito do Auto da Barca do Inferno. pois legumes são sementes e trigo é fruto. de tal modo que a intenção religiosa vê-se sufocada ou pelo menos minimizada pelo gosto de sátira da própria sociedade. 4. UnB-DF Ainda com relação ao texto. a primeira contém a segunda. Barroco e Arcadismo Avançar . c) Apenas I e III. mantêm-se as mesmas relações de idéias. Sugere que o diabo. consiste na demonstração do refrão popular “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”. colocandose a questão da salvação post mortem (após a morte). III. II e III. e) I. substitui o propósito de edificação espiritual. I.2.

porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer. hoje. E se a um pouco alonguei. ou outra coisa de metal ou ferro. ( ) Nele. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. UFR-RJ “Não há mais a moralidade do pecado. mo fez pôr assim pelo miúdo. é o primeiro de uma série de textos no nosso primeiro século.” 3 GABARITO 6. tamanha a sua abundância na nova terra. a saber. ( ) Por não terem os portugueses se aventurado. ( ) Este texto. porque a estender olhos. mande vir a ilha de São Tomé a Jorge Osório. as únicas informações que nos dá do interior são as transmitidas pelos indígenas. de Pero Vaz de Caminha. tem característica oratórias. 7. senão terra e arvoredos terra que nos parecia muito extensa. e) Modernismo. que tinha o homem no centro de tudo. sexta-feira. porque neste tempo de agora assim os achávamos como os de lá. até então. não podíamos ver. De ponta a ponta. Ela me perdoe. Beijo as mãos de Vossa Alteza. até outra ponta que contra o norte vem. nos pareceu vista do mar. ( ) O “será salvar a gente” é o que os soldados portugueses deveriam fazer para evitar que tribos indígenas mais fortes dizimassem outras menores e mais frágeis. umas vermelhas e outras brancas. 8. Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela. AEU-DF Julgue os itens abaixo em relação à compreensão e à interpretação do texto. d) Simbolismo. Em tal maneira é graciosa que. infinitas. ( ) Para Caminha. primeiro dia de maio de 1500. “CARTA (Pero Vaz de Caminha) Esta terra. E que não houvesse mais do que ter Vossa alteza aqui esta pousada para esta navegação de Calicute bastava.Texto para as questões 6 e 7. Senhor. É pois que. Pelo sertão. bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. Barroco e Arcadismo Avançar . o melhor fruto que dela se pode tirar. que haver nela. terra a dentro. tê-la unicamente como suporte das viagens às Indias. quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. por me fazer singular mercê. b) Arcadismo. por causa das águas que tem! Contudo. da Vossa Ilha de Vera Cruz. nem lha vimos. e esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. ( ) Ainda dentro do Humanismo renascentista. quase já uma transição do Renascimento para o Barroco. dar-se-á nela tudo. Águas são muitas. é toda a praia muito chã e muito formosa. Quinhentismo. Deste Porto Seguro. ( ) A Carta. é certo que tanto neste cargo que me elevo como em outra qualquer coisa que de Vossos serviços for. vemos a preocupação de Caminha com o silvícola brasileiro e a preservação de sua cultura. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. c) Realismo. parece-me que será salvar esta gente. já seria uma grande dádiva. a Ela peço que. em relação à teoria literária e aos estilos de época na Literatura Brasileira. por se tratar de uma missiva. acrescentando da nossa fé! E desta maneira. mesmo que Portugal não explorasse e colonizasse a nova terra.” O fragmento destacado reflete uma temática recorrente durante o: a) Barroco. Senhor. Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida. e a terra de cima. o maior bem a que se deviam dedicar os portugueses é aquele que deriva das águas. parece-me que. meu genro .Humanismo. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como o de Entre-Douro-e-Minho. será tamanho. muito grande. AUE-DF Julgue os itens que seguem. querendo a aproveitar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .o que d’Ela receberei em muita mercê. Traz ao longo do mar em algumas partes longas barreiras. Caminha menciona as duas principais finalidades das expedições marítimas portuguesas: a expansão da fé católica e a descoberta de ouro e prata. da ponta que mais contra o sul vimos. ( ) As constantes inversões e a sintaxe rebuscada da Carta é uma característica da literatura clássica do período. toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. ( ) O texto lido é uma descrição bem objetiva da terra descoberta. que constituem a “Literatura de Informação” do Brasil. ( ) No entender do autor. de que nós deste porto houvemos vista.

Humanismo. d) da “Narrativa Epistolar e os Tratados da Terra e da Gente do Brasil”. estão empregados em sentido figurado.. Com crespos fios de ouro: Meus olhos se vêem graças e loureiros. Manuel da Nóbrega. d) Apesar de o autor invocar a pastora Marília. AEU-DF Julgue os itens seguintes. Barroco e Arcadismo Avançar . e estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto. conforme é apresentada nas liras de Tomás Antônio Gonzaga. contra o norte vem”. Nem estima nenhuma coisa cobrir nem mostrar suas vergonhas. A pastora Marília. ( ) A expressão “pelo miúdo” poderia. ligado à vida do poeta. Carnes de neve formadas. fugindo às convenções bucólicas e pastoris do Arcadismo. a pastora Marília. As descrições apenas atendem à idealização da mulher. deduzimos que os conquistadores se movimentaram do litoral norte para o sul. caracterizado como pastor. por isso a amada do poeta deixa de ser associada à figura convencional da pastora. Andam nus. exigida pelas convenções neoclássicas. c) da “Carta” de Pero Vaz de Caminha a El-Rey D. As descrições mostram a intenção do autor em não revelar o objeto de seu amor. maneira de avermelhados.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. Sobrancelhas arqueadas.9. escrivão do primeiro colonizador. ( ) Ao citar o “Entre-Douro-e-Minho”. Uniube-MG Compare as descrições de Marília: Texto I “Vivos olhos. Te cobre as faces. de Pero Lopes de Souza. antes de tudo.). Os teus cabelos são uns fios d’ouro.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. referindo-se ao descobrimento de uma nova terra e às primeiras impressões do aborígene. estabelece-se um raciocínio analógico. no texto. ora loiros. querendo-a aproveitar. de bons rostos e bons narizes. (. ser substituída por detalhadamente.” GABARITO O texto acima apresenta fragmentos: IMPRIMIR a) do “Diálogo sobre a conversão dos gentios”. Texto III “Papoula. 4 b) O autor das liras está preocupado com a coerência dessas descrições... e) do “Diário de Navegações”. Maria Dorotéia. 11. para dar a idéia do clima da nova terra. escritas nos dois primeiros séculos. A oscilação que se observa nas descrições de Marília permite ao leitor concluir que: a) Embora Marília corresponda a um ser real. que são cor de neve. bem feitos. Teu lindo corpo bálsamo vapora.. suas liras são destinadas a afirmar a dignidade e a valia do pastor Dirceu.) Porém a terra em si é de muito bons ares. 10. do jesuíta Fernão Cardim.) ( ) Por “contra o sul vimos. darse-á nela tudo. ora é descrita como tendo cabelos negros. Voltar Língua Portuguesa . e faces cor-de-rosa. na atmosfera atormentada dos conflitos da paixão. ele é. Negros e finos cabelos. Texto II “O seu semblante é redondo.. (Para esta questão. (. uma idealização poética. sem equívoco semântico. sem nenhuma cobertura. Quinhentismo.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. e fina. ( ) Os termos “fruto” e “semente”. b) das “Cartas” dos missionários jesuítas. utilize o texto das questões 6 e 7. ou rosa delicada. o de Martim Afonso de Souza. Manuel. Cefet-RJ “A feição deles é serem pardos. carece de unidade de enfoques. ( ) A palavra chã que aparece no texto em “toda chã” e “muito chã” é a grafia da época para chão. do Pe. por bem das águas que tem. com o padrão poético realizado em cada composição. E em tal maneira é graciosa que.. em relação à semântica e à estilística. descreve sua amada. c) O sujeito lírico.

Literatura brasileira: das origens aos nossos dias.Humanismo. inspirados na frase de Horácio. “O Arcadismo. é: a) V – F – F – F – F. A seqüência correta de preenchimento dos parênteses. Santa Maria-RS A respeito da poesia de Gregório de Matos. bucólica. que consiste no princípio de viver o presente. é uma postura típica também dos árcades. ( ) O poeta e o pregador alertam os contemporâneos para o desvio operado pela retórica retumbante e vazia.F. fugere urbem (“fugir da cidade”).p. tingindo as artes de uma nova tonalidade burguesa. 14. U. ( ) A produção satírica de Gregório de Matos e o tom dos sermões do Padre Vieira representam duas faces da alma barroca no Brasil. Marília. não sou algum vaqueiro. azeite. Quinhentismo. ( ) A obra poética de Gregório de Matos oscila entre os valores transcendentais e os valores mundanos. 1999. b) V – V – V – V – F. mostram exacerbados sentimentos patrióticos expressos em linguagem barroca. e) F – F – F – V – V. UFRS Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo sobre os dois grandes nomes do barroco brasileiro. dá-me vinho. a) Tematiza motivos de Minas Gerais. e mais as finas lãs. d) O lirismo amoroso é marcado por sensível carga erótica. voltamse para a natureza em busca de uma nova vida simples. Tomás Antonio Gonzaga. e) Apresenta uma divisão entre prazeres terrenos e salvação eterna.” NICOLA. 13. de tosco trato. de expressões grosseiro. legume. Marília bela. 1999. c) As composições satíricas atacam governantes da colônia. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. ( ) Gregório de Matos e o Padre Vieira. tenho próprio casal e nele assisto. exemplificando as tensões do seu tempo.12. b) A lírica religiosa apresenta culpa pelo pecado cometido.p. d) F – F – V – V – V. assinale a alternativa incorreta. Tomás Antonio. Marília de Dirceu. a) Os modelos seguidos são os clássicos greco-latinos e os renascentistas. Graças. Graças à minha estrela. 106. embora a mitologia pagã não venha a construir-se como elemento estético. e) O carpe diem (“gozar o dia”) horaciano. Cefet-RJ “Lira I (1ª parte) Eu.” GONZAGA. Setecentismo ou Neoclassicismo é o período que caracteriza principalmente a segunda metade do século XVIII. São Paulo: Scipione. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) O fingimento poético justifica-se pela contradição entre a realidade do progresso urbano e o mundo bucólico idealizado pelos árcades. ( ) Os sermões do Padre Vieira caracterizam-se por uma construção de imagens desdobradas em numerosos exemplos que visam a enfatizar o conteúdo da pregação. São Paulo: Scipione. onde o poeta viveu. In: NICOLA. Barroco e Arcadismo Avançar . frutas. que viva de guardar alheio gado. de que me visto. dos frios gelos e dos sóis queimado. de cima para baixo. 116. José de. pastoril. das brancas ovelhinhas tiro o leite. em seus poemas e sermões. b) Os árcades. 5 Assinale a alternativa que não caracteriza este período literário. José de. d) O uso de pseudônimos pastoris transparece: o pobre pastor Dirceu é o Dr. c) V – V – F – V – F.

no caso. Instrução: As questões de números 16 e 17 referem-se a Os Lusíadas. dirigida a Inês. IMPRIMIR b) encontra acolhida a suas palavras entre os deuses maiores e menores. como recompensa pelos ásperos perigos da viagem. Qual é essa característica? c) Considerando o desfecho dos dois casamentos de Inês. eu discordo. UNICAMP-SP Leia agora as seguintes estrofes. pelas comparações. e não cavalo folão. “fogoso”) 6 a) A fala de Inês ocorre no momento em que aceita casar-se com Pero Marques.Humanismo. Com que podeis vós folgar que eu não deva consentir?” (nota: folão. mas vós não ofendeis a Deus com as palavras. mas vós não ofendeis a Deus com a memória. Júpiter: a) conclama os deuses a auxiliarem os portugueses na Ásia. quantas invejas vos tenho a essa natural irregularidade!. Voltar Língua Portuguesa . d) aceita as justificativas de Baco para impedir a chegada dos navegadores portugueses à Índia. estai quando quiserdes estar. eu lembro-me. O fragmento é próprio do estilo: a) medieval. 17. c) reconhece a grandeza do povo lusitano. eu quero. revela uma atitude contrária a uma característica atribuída ao seu primeiro marido. e) romântico. F. e) mostra dúvidas quanto à possibilidade de que os feitos do povo lusitano venham a suplantar a glória dos gregos e romanos. No canto I. significa “bravo”. antes lavrador que Nero. mas vós não ofendeis a Deus com a vontade”. c) barroco. após o malogrado matrimônio com o escudeiro. Barroco e Arcadismo Avançar . 16. de Camões. Viória-ES –“Ah! Peixes.15. A vossa bruteza é melhor que o meu alvedrio. pelo conceitismo e cultismos.. pelo bucolismo. na passagem que narra o concílio dos deuses. mas vós não ofendeis a Deus com o entendimento. UFRS Assinale a alternativa correta. pelo sentimentalismo. que enfrenta o mar desconhecido em frágeis embarcações. de Gil Vicente: “Inês: Andar! Pero Marques seja! Quero tomar por esposo quem se tenha por ditoso de cada vez que me veja. Há um trecho nessa fala que se relaciona literalmente com o final da peça. por sua religiosidade. que se encontram em passagens diversas de A farsa de Inês Pereira. antes lebre que leão. explique por que essa peça de Gil Vicente pode ser considerada uma sátira moral.I.. Que trecho é esse? Qual é o pormenor da cena final da peça que ele está antecipando? b) A fala de Pero. asno que leve quero. Pero: I onde quiserdes ir vinde quando quiserdes vir. GABARITO b) clássico-renascentista. Eu falo. d) árcade. Por usar de siso mero. Quinhentismo.

estende-se à música. 20.. F. d) se insere no Barroco brasileiro e sua produção literária abrange.... antes associada ao Cabo das Tormentas. como resposta. o que pode ser comprovado nas descrições. escultura e arquitetura da época. pois foi a precursora das Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa. F. U. principalmente do Ceará e da Bahia.. bem como aspirações religiosas.. contra o exército espanhol. esperando ardentemente que os perigos e castigos profetizados sejam afastados... por ser um poeta de transição. a soma das alternativas corretas.. e) a voz de “tom horrendo e grosso” do gigante Adamastor. da qual participou. e que se convencionou chamar de . Padre Antônio Vieira 04.M. fazendo ressaltar . 7 GABARITO b) pertenceu ao Barroco brasileiro e tematizou.. Além da literatura. misto de missionário e colono português. U. Ponta Grossa-PR O termo Barroco denominou manifestações artísticas dos anos 1600 e início dos anos 1700... Quinhentismo. Entre as vozes do Barroco brasileiro figuram: 01. que ajudava os espanhóis na luta contra os índios. Santa Maria-RS O poema épico O Uraguai. e) A métrica – Concretismo – Caetano Veloso.. ao qual imprimiu características barrocas.E..Humanismo. a) Adamastor representa os perigos enfrentados pelos navegadores lusitanos na travessia do oceano Atlântico para o oceano Índico. deixa ver aos navegadores que o perigo já foi afastado.. nos seus poemas de contestação social.. tem como representante maior no Brasil o poeta baiano . b) Figuras – Dadaísmo – Emiliano Perneta.. e) exaltação à índia Lindóia. Tomás Antônio Gonzaga 02.... Cláudio Manuel da Costa 08...M. 22.F.... é correto afirmar que: a) se insere no Arcadismo brasileiro. uma nova tendência. d) Silepses – Parnasianismo – Castro Alves. que o poeta compara ao paraíso. 19. c) pertenceu ao Barroco brasileiro e sua veia crítica valeu-lhe a alcunha de “Boca do Inferno”... textos em prosa.. . Triângulo Mineiro-MG Sobre Gregório de Matos. de Basílio da Gama.. c) apesar das ameaças do gigante.. de traços bem definidos.. os navegantes prosseguem. sediado lá para pôr em prática o Tratado de Madri. d) a nuvem negra que se desfaz. abre novas esperanças em relação aos objetivos da viagem.. Marque a opção que preenche adequadamente o enunciado. no Uruguai.. Voltar Língua Portuguesa ... basicamente.. e) narra. Barroco e Arcadismo Avançar ... d) crítica a Diogo Álvares Correia. que comanda um dos maiores extermínios de índios da história. 21. Gregório de Matos 16. pintura. sobretudo.. No canto V de Os Lusíadas. que morre após Diogo Álvares decidir-se por Moema. UFRS Assinale a alternativa incorreta.. c) Contraste – Barroco – Gregório de Matos. IMPRIMIR b) das obras mais importantes do Arcadismo no Brasil. Manuel Botelho de Oliveira Dê. c) exaltação à terra brasileira. episódios da Inconfidência Mineira.. a natureza mineira. Itajubá-MG Na fase quase inicial de nossa literatura. ao dar lugar a um “medonho choro”. b) os portugueses assistem à transformação do gigante Adamastor em penedo quando tentam ultrapassar a parte mais meridional da África.18.. é uma: a) composição que narra as lutas dos índios de Sete Povos das Missões.. a) Sonhos – Romantismo – Bento Teixeira..

” IMPRIMIR GABARITO Em relação ao poema acima. que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote!” Com base nessa leitura. assumindo uma atitude de insensibilidade. idealizando a figura feminina. Oh se quisera Deus. O poeta elabora um modelo de mulher perfeita e superior. limpo e gracioso. UFMG Leia o poema de Gregório de Matos. II.23. “Um mover de olhos. Que em tua larga barra tem entrado. O poeta sugere o desejo erótico ao referir a figura mitológica de Circe. mantém-se distanciado do objeto criticado. e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti. e tem trocado Tanto negócio. no poema. II e III. que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote. “Triste Bahia! Oh quão dessemelhante Estás. no poema. A mim foi-me trocando. considere as seguintes afirmações. A ti trocou-te a máquina mercante. a presença de uma voz moralizadora. Barroco e Arcadismo Avançar . d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. c) a manifestação de apego a Portugal. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. uma brandura. Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis. é incorreto afirmar que: a) o eu poético. sem ver de quê. 24. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. b) Apenas III. um desejo gravíssimo e modesto. e o mágico veneno que pôde transformar meu pensamento. um medo sem ter culpa. um doce e humilde gesto. c) Apenas I e II. 25. Voltar Língua Portuguesa . III. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. tu a mi abundante. I. e tanto negociante. uma pura bondade manifesto indício da alma. um ar sereno. quase forçado. b) o poema compara o presente e o passado da cidade. que se contrapõe à solenidade do poema épico. de Luís de Camões. d) Apenas I e III e) I. um riso brando e honesto. UFRS Leia o soneto abaixo. brando e piedoso. tu a mi empenhado. um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste formosura da minha Circe. 8 c) o futuro desejado revela. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. Quais estão corretas? a) Apenas I.Humanismo. um despejo quieto e vergonhoso. O poeta não se deixa seduzir pela beleza feminina. um encolhido ousar. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. Quinhentismo. d) o poema faz referência ao contexto da época. de qualquer alegria duvidoso. Rica te vi eu já.

MATOS GUERRA. 1977. Vocabulário: pica-flor – beija-flor. espreita e esquadrinha para a levar à praça e ao terreiro Muitos mulatos desavergonhados. que nos quer governar cabana e vinha: não sabem governar sua cozinha. In: MEGALE. s.26. ao autor e à sua obra. 1) “A uma freira. Gregório de. escuta. Maringá-PR Assinale o que for correto em relação aos poemas. Pica-flor aceito ser. Marilena. e seus Costumes A cada canto um grande conselheiro. picardia – velhacaria. Quinhentismo. que fico então Pica-flor. Estupendas usuras nos mercados: todos os que não furtam. meteis a flor. Barroco e Arcadismo Avançar . trazendo pelos pés os homens nobres: posta nas palmas toda a picardia. patifaria. pesquisa. décima – composição poética de 10 versos. 4. Nacional. 9 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . São Paulo. e querem governar o mundo inteiro! Em cada porta um bem freqüente olheiro da vida do vizinho e da vizinha. usura – juro de capital. p. muito pobres: eis aqui a cidade da Bahia.” Vocabulário: vinha – terreno plantando de videiras (uvas). claro fica.E. que guardais no passarinho melhor! Se me dais este favor. que satirizando a delgada fisionomia do poeta lhe chamou “Pica-flor” Décima Se Pica-flor me chamais. Sendo só de mim o Pica. e o mais vosso. passarinho. Heitor e MATSUOKA. se no nome que me dais. U. 2) Aos Senhores Governadores do Mundo em Seco da Cidade da Bahia. mas resta saber. juro excessivo. 179-80. ed.Humanismo.

Em tal maneira é graciosa que. b) a forte presença do paradoxo e do oxímoro. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve alcançar. característica do Barroco. Tais elisões fazem que o poema apresente versos isométricos. sobretudo. por causa das águas que tem! Contudo. No primeiro. Assinale a alternativa que identifica os textos que transmitiam esse tipo de mensagem. ocorrem elisões nos versos 2. pela desonestidade e pela prática generalizada do roubo no comércio. caracterizados pelo uso da redondilha maior (verso de 7 sílabas poéticas). 02. 9 e 10. Barroco e Arcadismo Avançar .10 GABARITO 01. às poesias religiosa e satírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. Neles. Os dois poemas pertencem à poesia satírica cultivada por Gregório de Matos Guerra. sobretudo. b) valorização de pormenores (detalhes) mediante jogos de palavras. notam-se os seguintes recursos: a) a ênfase no uso do verso decassílabo para a composição de sonetos. dar-se-á nela tudo. Santa Maria-RS “As águas são muitas. Tais características tornam-se evidentes no jogo poético realizado com o termo “Pica-flor”. corrupção e roubo generalizados. 5 e 6. às poesias religiosa e lírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. No segundo. a) Biografias de santos. 4. notam-se as seguintes características: a) o gosto por jogos de palavras. Voltar Língua Portuguesa . As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metonímia e a ironia. o melhor fruto que dela se pode tirar pareceme que será salvar esta gente. são comuns durante o período colonial. há um jogo poético com o termo “Pica-flor”. como resposta. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaccdde. querendo-a aproveitar. respectivamente. no primeiro poema. U. a soma das alternativas corretas. c) Ficção regionalista.Humanismo. No primeiro poema. 04. usados para expressar a tensa harmonia de aspectos contrários da vida humana. notam-se as seguintes características do Cultismo: a) linguagem rebuscada. 4. c) a técnica da disseminação e recolha. no conjunto formado pelos versos 3. 32.F. No segundo. c) a tensão entre o teocentrismo e o antropocentrismo. há uma crítica ácida aos tipos humanos e aos costumes que caracterizam a cidade da Bahia: incompetência das autoridades. no conjunto formado pelos versos 3. infinitas. Os dois poemas pertencem. Isso faz que o poema apresente versos heterométricos. b) a tentativa de conciliar pólos opostos da experiência humana (o sagrado e o profano). evidentes. b) Sermões eucarísticos. d) Literatura informativa. gosto pela maledicência. pela prática cotidiana da fofoca e da bisbilhotice. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metáfora e a ironia. extravagante.” IMPRIMIR Visões otimistas sobre as potencialidades da natureza e dos indivíduos. 27. 5 e 6. Os dois poemas pertencem. No primeiro. estrutura comumente utilizada na composição da décima. ocorre elisão apenas no verso 2. estrutura característica da décima. que ganha o sentido de um convite erótico claramente profano. há um jogo poético com o termo “Pica-flor” que marca a harmonia do relacionamento estabelecido entre o poeta (representante do mundo profano) e a freira (representante do mundo sagrado). culta. No segundo. Quinhentismo. respectivamente. a descrição dos tipos humanos e dos costumes que caracterizam a cidade da Bahia revela a ironia do poeta para com uma sociedade marcada pela incompetência dos governantes. No primeiro. e) Gênero lírico. que variam entre a redondilha maior (7 sílabas poéticas) e o verso de 8 sílabas poéticas. evidentes. 16. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaabbddb. a exemplo do que se verifica no trecho transcrito. No primeiro poema. Dê. e na utilização de palavras rebuscadas e extravagantes que caracterizam o segundo poema. já que é dirigido a uma freira. Os dois poemas pertencem à poesia cultista cultivada por Gregório de Matos Guerra. 08.

uma produção informativa e doutrinária. b) Apenas II. d) Gregório de Matos Guerra. em Os Lusíadas: I.28. existe alguém mais ACM do que eu? Veja. 29. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. III. U. e) Bento Teixeira Pinto. b) II. II. U. GABARITO A crítica a personagens baianas com influência nos meios políticos pode também ser identificada na poesia satírica de: a) Padre José de Anchieta. Está correto apenas o que se afirma em a) I. e) I e III.F. 30. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito.Humanismo. III. pode ser definido como uma época em que: I. ainda. e) Apenas III. d) I e II. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. 24 de maio de 2000. Está(ão) correta(s): a) Apenas I. os textos mostram um forte instinto de nacionalidade. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. na existência de uma literatura brasileira. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Santa Maria-RS O Quinhentismo. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. Barroco e Arcadismo Avançar . já velho e com um “saber só de experiência feito”. na medida em que todos os escritores eram nativos da terra.F. a produção escrita se prende à descrição da terra e do índio ou a textos escritos pelos jesuítas. II. c) Apenas I e III. se pode falar na existência de uma literatura brasileira porque. não se pode falar. Santa Maria-RS Observe a charge de Chico Caruso: 11 – Espelho meu. Quinhentismo. ou seja. pois a cultura portuguesa estabelecia as formas de pensamento e expressão para os escritores na colônia. ao descreverem o Brasil. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. c) Cláudio Manuel da Costa. b) Tomás Antonio Gonzaga. c) III. d) Apenas II e III. enquanto manifestação literária.

Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. Que a fortuna não deixa durar muito. quando eles vieram. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. brancas. nem de falar ao Capitão nem a ninguém. como que nos dizendo que ali havia ouro. A interpretação que o escrivão dá aos gestos do índio em relação ao colar do Capitão corrobora a intenção dos portugueses em explorar as possíveis jazidas de ouro da terra recém descoberta.. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. Naquele engano da alma ledo e cego. áspero e tirano.” 12 Os Lusíadas. do qual o trecho acima faz parte.. e aos pés uma alcatifa* por estrado. Quais estão corretas: a) Apenas I. linda Inês. d) Apenas II e III. puro amor. III. b) Apenas II. extraído da Carta de Pero Vaz de Caminha. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. Deste causa à molesta morte sua. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. e lançou-as ao pescoço. acenou que lhas dessem. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica..) Entraram.) Viu um deles umas contas de rosário. posta em sossego. b) celebra os amores secretos de Inês e de D. “O Capitão. (. (. De teus fermosos olhos nunca enxuito. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . com força crua Que os corações humanos tanto obriga. Entretanto. obra de Camões. De teus anos colhendo doce fruito. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. As palavras de Caminha evidenciam o confronto entre civilização e barbárie vivenciado pelos portugueses na chegada ao Brasil. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. II. estava sentado em uma cadeira. só tu. Porém um deles pôs olho no colar do Capitão. Desse episódio. c) Apenas I e II.. e) I. No trecho selecionado. O episódio de Inês de Castro. d) retrata a beleza de Inês. Tuas aras banhar em sangue humano. PUC-SP “Tu. Mas não fizeram sinal de cortesia. 32. É porque queres. com um colar de ouro mui grande ao pescoço. Aos montes ensinando e às ervinhas. como um todo. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha.31. Se dizem fero Amor. II e III. Barroco e Arcadismo Avançar . posta em sossego. O nome que no peito escrito tinhas. e começou de acenar com a mão para a terra e depois para o colar. legítima herdeira do trono de Portugal. I.Humanismo. Depois tirou-as e enrolou-as no braço e acenava para a terra e de novo para as contas e para o colar do capitão. UFRS Leia o texto abaixo. Como se fora pérfida inimiga. folgou muito com elas. bem vestido. Caminha sugere uma prática que viria a se tornar corrente nas relações entre portugueses e selvícolas: o escambo (a permuta) de produtos da terra por artigos manufaturados europeus. humanizando os versos. como dizendo que dariam ouro por aquilo.” Vocabulário: *alcatifa – tapete. Quinhentismo. Estavas. Nos saudosos campos do Mondego. oferecem momentos em que o lirismo se expande. GABARITO Considere as seguintes afirmações sobre o texto.

5. De Jesus querida. 1) “Águas são muitas. ed. querendo-a aproveitar. São Paulo. Douglas.” Vocabulário: folgar: alegrar. Barroco e Arcadismo Avançar . acrescentamento – aumento. orientação. E que não houvesse mais que ter aqui esta pousada para esta navegação de Calecute. em 1498. acrescentamento da nossa santa fé. Calecute – primeira cidade da Índia em que desembarcou Vasco da Gama. A Carta de Pero Vaz de Caminha. Moderna. Porém. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . isso bastaria. acréscimo. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. 1998. Quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. U. infindas. E em tal maneira é graciosa que. São Paulo. In: TUFANO. Como folga o povo Porque vossa vinda Lhe dá lume novo! Cordeirinha santa. muito numeroso. ANCHIETA. adição. o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. In: TUFANO. Douglas. Poesia. por bem das águas que tem. ed. Com prazer. Moderna. o povo. Londrina-PR Leia os fragmentos a seguir e assinale o que for correto. 5. Porque vossa vinda Lhe dá lume novo.Humanismo. José de. Estudos de Língua e Literatura. pousada – local onde se descansa durante uma viagem. muito grande. dar-seá nela tudo.33. 1998. Por isso vos canta.E. a saber. Quinhentismo. Vossa santa vinda O diabo espanta.” 13 Vocabulário: infindo – infinito. GABARITO 2) “À Santa Inês Cordeirinha linda. na sua viagem de descobrimento do caminho marítimo da Índia. lume: luz. Estudos de Língua e Literatura.

evidenciam-se as primeiras manifestações literárias do BrasilColônia. por bem das águas que tem”). fica muito evidente o objetivo maior do expansionismo marítimo de Portugal e da Espanha: “dilatar a fé e o império”. IV. No primeiro. o primeiro escrito por Pero Vaz de Caminha e o segundo pelo Padre José de Anchieta. No primeiro excerto. Caracterizam esses fragmentos: 1) a beleza da nova terra descoberta. o índio. Nos dois excertos. paralelamente às obras dos cronistas e viajantes. Nos dois excertos. José de Anchieta exalta a figura de Santa Inês e incentiva o povo a praticar a fé religiosa cristã (“Cordeirinha linda. informando sobre a natureza. Dê. as obras dos jesuítas aparecem. ao mesmo tempo. mantém uma estrutura formal e rítmica regular. dar-se-á nela tudo. Nos dois excertos. 02. confirmando. portanto. Os dois fragmentos pertencem à literatura informativa e jesuítica do Brasil do século XVI. a soma das alternativas corretas. 1990. não se pode falar em literatura no Brasil. vergonha. 16. V. II. infindas. II. mas acrescidas de um dado novo: a intenção pedagógica. a vida no mar e as conseqüências morais e políticas desses fatos. por bem das águas que tem”). No segundo excerto. Rio de Janeiro: Record. honra. mais parecia um paraíso intacto (“Águas são muitas. IV. Tais características esclarecem os objetivos dos primeiros colonizadores portugueses: usufruir das riquezas e.14 01. III. E em tal maneira é graciosa que. FGV-SP Leia o texto abaixo e as afirmações que a ele se seguem. d) apenas I. 08. e) todas. Por mais que a fama a exalta. já conhecida dos portugueses. as reais intenções de expansão do comércio. Os melhores poemas de Gregório de Matos Guerra. as informações que a Coroa Portuguesa desejava obter. moral e cristã. emprega a gradação. b) apenas I. igualmente ricas de informações. V. V. GABARITO “Que falta nessa cidade? Verdade. catequizar os índios. O demo a viver se exponha. Que mais por sua desonra? Honra. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . V. IV. II. Falta mais que se lhe ponha? Vergonha. III. a conquista e a colonização dos territórios ultramarinos. compreendido por um conjunto de obras cujo objetivo era divulgar os descobrimentos marítimos e terrestres. 34. de conquista de novas fontes de riquezas e de trabalho escravo. a cruz do cristianismo e a preocupação em “dilatar a fé” escondem objetivos mercantilistas e expansionistas da coroa portuguesa. denominado “ciclo dos descobrimentos”. Quinhentismo. querendo-a aproveitar. enfatiza as idéias opostas. Numa cidade onde falta Verdade. Evidenciam-se. Barroco e Arcadismo Avançar . Então. como resposta. 2) a necessidade de revigorar a fé cristã do povo que aqui habitava. Pero Vaz de Caminha nos permite perceber as expectativas dos portugueses com relação ao Brasil (“dar-se-á nela tudo. documentando o processo de conquista e colonização. emprega a ordem direta. / como folga o povo / porque vossa vinda / lhe dá lume novo”). desse modo. O poema I. Os dois fragmentos pertencem à chamada literatura informativa que representa o Brasil do século XVI. Gregório de. O que existia eram relatos de viagem (de escasso valor literário). a terra brasileira confrontada com a paisagem desoladora da África.Humanismo. No segundo. pode-se dizer que são verdadeiras a) apenas I. 04.” MATOS. c) apenas I. confirmam-se as afirmações dos historiadores: nos primórdios do século XVI. refere-se à cidade de São Paulo.

Chorarão as pedras das ruas como diz Jeremias que chorava as de Jerusalém destruída: chorarão as ruas de Sião. ou seja. seu nome à característica presente nessa obra. enfermeiras. o mais forte sobrepujou o mais fraco. pois ambos destacam. não haverá quem entre nelas. d) é um profeta e previu o que realmente aconteceria com a religião católica no Brasil. caso o Brasil fosse entregue aos holandeses. apresenta. Barroco e Arcadismo Avançar . biólogas e engenheiros agrônomos. Procuram transformar o abraço sufocante em um caminhar de mãos dadas de culturas tão diferentes. d) V – F – V.F. Senhor. Santa Maria-RS Leia o texto a seguir. e não se celebrarão os mistérios de vossa Paixão. como nos campos. e que as não pisa a devoção dos fiéis. o orador: a) considera os holandeses hereges e violentos com aqueles que não fossem seus compatriotas. 30 de junho de 1999. Neste canto do Brasil. um punhado de brancos está conseguindo driblar essa inevitabilidade. e) dirige-se ao rei de Portugal. As cidadezinhas vizinhas do parque vão transformar-se em municípios de porte médio. a fim de salvar o país da invasão holandesa. em 1640. e não haverá memória de vosso nascimento. alimentados a peixe moqueado com biju. Ver-se-ão ermas e solitárias. sempre que o choque ocorreu. b) V – V – F. em suas composições. Os moradores do parque. d) Basílio da Gama – inspiração religiosa. a) Cláudio Manuel da Costa – desencanto e brevidade do amor. Santa Maria-RS O texto relaciona-se à invasão holandesa no Brasil. Passará um dia de Natal. c) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da natureza.” FERRAZ. c) pede a Deus que evite a invasão de ervas nos templos. médicos. para responder às questões 128 e 129: “Enfim. corretamente. despojados os templos e derrubados os altares. e) F – V – V. Boa parte da engenhosa engenharia social e cultural que mantém o Parque do Xingu funcionando em harmonia se deve ao trabalho desses especialistas. Esguios. 15 Relacione o texto com a carta de Pero Vaz de Caminha e indique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas quanto à preocupação do homem branco em relação ao índio: ( ) O texto tem o mesmo objetivo da carta. “Eles não usam barba. passará a Quaresma e a Semana Santa. na medida em que tanto a “tribo de brancos” quanto o escrivão da esquadra de Cabral mostram preocupação com os índios do Xingu. de converter o índio à fé católica. a fim de preservar o patrimônio da Igreja. dependerão de produtos fabricados pelo branco. In: Veja. ( ) O texto não tem o mesmo objetivo da carta pois Caminha. do Padre Antonio Vieira.F. U. Assinale a alternativa que identifica esse autor.35. usa “salvação” no sentido religioso. quase três séculos depois. Do Xingu. motivos árcades. b) Basílio da Gama – preocupação com feito histórico. associando. Em todos os momentos da humanidade. Quinhentismo. ao destacar que o rei deveria cuidar da salvação dos índios. elas têm cabelos compridos e tranças. porque não há quem venha à solenidade. Leia o seguinte fragmento do “Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda”. Santa Maria-RS Autor de Obras Poéticas.” GABARITO 37.F. como costumava em semelhantes dias. A seqüência correta é: a) F – F – V.Humanismo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . no sentido de salvação da alma. U. acabar-se-á no Brasil a cristandade católica. cada vez mais. várias vezes. b) dirige-se a Deus e prevê o esvaziamento da religião católica. que o rei de Portugal deveria cuidar da salvação dos índios. nascerá erva nas igrejas. É a tribo dos brancos composta de cientistas sociais. mingau de amendoim e frutas. nele. Quase sempre de forma violenta. pedagogos. c) F – V – F. que já começava a destruir as igrejas da cidade. 36. U. ( ) O texto tem o mesmo objetivo que a carta de Caminha. O foco agora é preparar os índios para o inevitável confronto com a civilização que um dia ocorrerá. e) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da amada. vindos de diversas regiões brasileiras. dormem cedo e só têm uma conversa: índio. Falam baixo. Silvio. a urbanização baterá às portas da reserva. acabar-se-á o culto divino.

38. b) antítese. A exaltação. Primaz da Cafraria do Pegu. Se bem rei mais propício. Por altiva. b) O Uraguai segue os padrões estéticos dos poemas épicos da tradição ocidental. a névoa. (Gregório de Matos) b) Temerária. Vos tenho a perdoar mais empenhado. Em régio estado não desterras flores. Que sem ser do Pequim. e mais amado. cobre o dia. momento em que os ideais da Reforma entram em confronto com a Contra-Reforma católica. por densa. c) gradação. U. (Botelho de Oliveira) e) Pequei Senhor. A alternativa que contém os versos que melhor expressam este conflito é: a) Um paiá de Monal. mas não porque hei pecado. utiliza uma: a) ironia. confiada. (Botelho de Oliveira) c) Fábio. como a Odisséia. soberba. a Eneida e Os Lusíadas. (Gregório de Matos) 40. nascendo cá. U.E. morre de amor após o desaparecimento de seu amado Cacambo. d) onomatopéia. Quer ser filho do sol. Que ele estrelas desterra em régio estado. de Basílio da Gama. Voltar Língua Portuguesa . A esse cede amor em mil ternezas. Londrina-PR O Barroco manifesta-se entre os séculos XVI e XVII. a mariposa. às missões jesuíticas espanholas da banda oriental do rio Uruguai. 16 Sobe ao sol. ao afirmar que “Chorarão as pedras das ruas”.F. a) O poema narra a expedição de Gomes Freire de Andrada. Barroco e Arcadismo Avançar . por ser do Açu. incapaz de sentimentos nobres e humanitários. 39. bonzo bramá. acentuando seu caráter bárbaro. GABARITO Porque quanto mais tenho delinqüido. Quinhentismo. por lustrosa. Governador do Rio de Janeiro. ocasionando no plano das artes uma difícil conciliação entre o teocentrismo e o antropocentrismo. a luz lhe enfada. c) Basílio da Gama expressa uma visão européia em relação aos indígenas. única figura feminina do poema. e) Lindóia. e) prosopopéia. (Gregório de Matos) d) Luzes qual sol entre astros brilhadores. IMPRIMIR d) Nas figuras de Cacambo e Sepé Tiaraju está representado o povo autóctone que defende o solo natal. Santa Maria-RS Padre Antonio Vieira. Da vossa alta clemência me despido.Humanismo. que pouco entendes de finezas! Quem faz só o que pode a pouco obriga: Quem contra os impossíveis se afadiga. UFRS Assinale a afirmativa incorreta em relação à obra O Uraguai.

pois.Humanismo.” Gregório de Matos. está fazendo referência à pureza primordial da infância. deve-se dizer que: a) somente I está correta.. b) O alternar de dias e noites serve de expressão a um estranho desejo do poeta de que. II. III. Na formosura não se dê constância. a formosura do dia. Quinhentismo. nas sombras da noite. de outro. Porém. se desfrutem as alegrias e. b) somente II está correta. ao vivenciar a alegria. “alegria” e “firmeza”. luz/sombra. que cumpre os padrões da forma fixa. cuja última firmeza é a inconstância. CEETPS-SP Assinale a alternativa que aponta a afirmação correta a partir do que se lê no texto. E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. ali. c) O tema central do soneto de Gregório de Matos revela-se em sua última estrofe. preferindo. Começa o mundo enfim pela ignorância. A respeito de tais afirmações. que são: rimas ricas. a) O texto afirma que a alegria é encontrada em contínuas tristezas. não sabe retê-la. d) O poema focaliza e acentua a ignorância do ser humano que. d) somente I e III estão corretas. e) O poema toca também na questão da inocência. interpoladas nas quadras (“A-B-A-B”) e alternadas nos tercetos (“AB-B-A”). Há nele um jogo simétrico de contrastes. expresso por pares antagônicos como Sol/ Lua. 42. E na alegria sinta-se tristeza. Depois da Lua se segue a noite escura. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . por um lado. por “ignorância do mundo” e “qualquer dos bens”. considere as afirmações abaixo: I. Em contínuas tristezas a alegria. c) somente III está correta. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol. 17 41. Em tristes sombras morre a formosura. GABARITO e) todas estão corretas. por que nascia? Se é tão formosa a Luz. na tristeza. se acaba o Sol. dia/noite. e por “constância”. O tema do eterno combate entre elementos mundanos e forças sagradas é indicado. ao falar do mundo que se inicia pela ignorância. e pode ser definido como uma reflexão acerca da transitoriedade dos bens do mundo. tristeza/alegria. esconder-se nos próprios sofrimentos. Esse é um soneto oitocentista. Barroco e Arcadismo Avançar . diante do curso seguido pelas forças naturais. etc. e não dura mais que um dia.Texto para responder às questões 41 e 42: “Nasce o Sol. tais como o findar do dia e o início da noite. como o Sol. que se opõe à degradação dos bens materiais. CEETPS-SP Sobre as características barrocas desse soneto. que compõem a figura da antítese. e na Luz falte a firmeza. devido ao desapontamento sentido pelo poeta.

vejo galas. a fé não tem qualquer relação com as ações desenvolvidas pelos homens. vejo criados de diversos calibres. onde das casas dos pequenos não se faz caso. Quinhentismo. em que predomina o desenvolvimento de um único conflito. d) Realismo. FEI-SP O autor do texto. outros sem ela. e) Romantismo. 44. c) união de duas idéias contrárias em um único pensamento. d) soneto com versos decassílabos.O texto abaixo refere-se às questões de 43 a 48. Se o que vestem os lacaios e os pajens.Humanismo. d) composição de cantigas de amor e cantigas de amigo. vejo todo o palácio e também o oratório. b) Trovadorismo. que o ouro e a prata derretidos. busquemos esta fé em alguma casa grande e dos grandes. como se há de ver a fé na vossa família? Se as galas. e as sedas se se espremeram. c) Arcadismo. uns com libré. Barroco e Arcadismo Avançar . FEI-SP O sermão pode ser definido como: a) composição em versos recitados nos palácios para divertir os nobres. ou no Reino. b) Padre Vieira critica o povo por não ter a fé que os nobres possuem. como se há de ver a fé nessa falsa riqueza? Se as pedras da mesma casa em que viveis. e no princípio do ano lhe pagais com esperanças e no fim com desesperações. e) Fernando Sabino. b) texto curto. vejo baixelas. liteiras e coches. 45. a risco de quebrar. e os socorros do outro exército doméstico masculino e feminino depende do mercador que vos assiste. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros. c) o autor conclui que não é possível encontrar a fé em uma casa onde se encontram aqueles que exploram e maltratam os homens do povo. d) o sermão é um elogio à corte pela maneira como trata os seus serviçais. perfumes e sensações táteis. e. mas não vejo a fé. dignificandoos e humanizando as relações entre os nobres e o povo. Trata-se de um sermão do quinto domingo da Quaresma. parte por parte. Deus me guie. FEI-SP Não é característica da escola literária a que Padre Vieira pertence: a) emprego freqüente de palavras que designam cores. ou fora dele. nem sombra dela na vossa casa?” Vocabulário: libré: uniforme de criados de casas nobres os socorros do outro exército doméstico: a vestimenta dos outros serviçais jornaleiros: trabalhadores que recebiam pagamento ao final do dia a quem não fazíeis a féria: a quem não concedíeis dias de folga 18 43. enfim. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) uso constante da metáfora e da antítese. nem têm nome de casas. d) Carlos Drummond de Andrade. FEI-SP Sobre o fragmento do sermão acima transcrito. vejo jóias. e) segundo o autor. Primeiro que tudo vejo cavalos. haviam de verter sangue. c) narrativa longa em que são apresentados diversos conflitos paralelos. as jóias e as baixelas. das janelas vejo ao perto jardins. c) José de Alencar. e) discurso religioso cujo objetivo principal é a edificação moral dos ouvintes. as paredes vejo-as cobertas de ricos tapizes. como se há de ver a fé. e) utilização de muitas frases interrogativas. b) Gregório de Matos. 46. 47. pertence à escola literária conhecida como: a) Baroco. se queriam ir buscar a vida a outra parte. foram adquiridas com tanta injustiça ou crueldade. e ao longe quintas. a quem não fazíeis a féria. FEI-SP Padre Vieira é freqüentemente estudado como um autor contemporâneo a: a) Luís de Camões. é possível afirmar que: a) o autor discorre sobre a inabalável fé da corte e da nobreza. Padre Vieira. (…) Entremos e vamos examinando o que virmos. E por que não aparece a fé nesta casa: eu o direi ao dono dela. os prendíeis e obrigáveis por força. do Padre Antônio Vieira: “Como estamos na corte.

E se pode dizer em graça rara Que a mesma natureza os temperara. aparece em À Ilha de Maré a partir do verso 31: consiste em alinhar palavras e descrever poeticamente seus conceitos. Barroco e Arcadismo Avançar . Que dão a Portugal muitos ciúmes. 127-135. E delas por adorno apetecido Faz a divina Flora seu vestido. Mais que as da Europa doces. Quinhentismo. nas águas frias. Que sem tempero algum para apetite Faz gostoso convite. para recolhê-las num só verso. e são sadias. Tomo I. e melhores. b) convencer e ensinar o seu público. Tem o primeiro A. Que é do Mundo o regalo mais mimoso. Um exame atento desse procedimento no poema revela. Analise o procedimento na passagem mencionada e responda: a) Qual a assimetria que se observa entre o processo de disseminação e recolha utilizado pelo poeta? b) O que levou o poeta a essa solução? IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . E têm sempre a vantagem de maiores. e gosto preparado. E são tão deleitosas. p. Desterrando do Inverno os desfavores. Que refrescam o peito. …………………………………………… Tenho explicado as fruitas e legumes. Ares. As fruitas se produzem copiosas. Lhes dá salgado o mar o sal do gosto. Tem o segundo A. Que como junto ao mar o sítio é posto. nos ares puros Na tempérie agradáveis e seguros. Tem o terceiro A.” 19 OLIVEIRA. Como maiores são. antes se encerra Tal doce nestes pomos.48. todas azedas. Águas. Tenho recopilado O que o Brasil contém para invejado. característica do estilo barroco. no açúcar deleitoso. …………………………………………… As laranjas da terra Poucas azedas são. 1953. Rio de Janeiro: INL. certa assimetria entre a disseminação e a recolha. e) confundir seus ouvintes. no final. Música do Parnasso. d) provocar fortes emoções em seu público. FEI-SP Verifica-se nesse fragmento a franca intenção de o autor: a) divertir a platéia. E nas folhas parecem. Mas as de Portugal entre alamedas São primas dos limões. VUNESP A técnica de disseminação e recolha. têm mais valia. O quarto A. GABARITO 49. Nas que chamam da China Grande sabor se afina. São pois os quatro AA por singulares Arvoredos. “À Ilha de Maré – Termo desta Cidade da Bahia Aqui se cria o peixe regalado Com tal sustância. sempre ledos. c) afastar os homens da verdadeira fé cristã. …………………………………………… As plantas sempre nela reverdecem. Em si perfeitos quatro AA encerra.Humanismo. Açúcar. Manuel Botelho de. todavia. Que o têm clarificado nos seus gomos. E nesta maioria. Esmeraldas de Abril em seus verdores. nos arvoredos Sempre verdes aos olhos. E para preferir a toda a terra.

c 31. e 6. mas o encontro com o ermitão. F – V – F – V – F – F 7. a 4. e 14. a decadente sociedade portuguesa. Seu primeiro marido era um repressor proibindoa de sair de casa até mesmo para ir a igreja. na vida privada. a 10. 16. e por não ter conhecimento dessa traição. V – F – V – F – F 2. F – F – F – V 3. a 9. F – F – V – V – V 11. d 30. B A R R O C O E A R C A D IS M O 1 1. a leva em seus ombros para que atravesse o rio. na cena final.Humanismo. a) Trata-se do seguinte trecho: “asno que me leve quero”. Barroco e Arcadismo Avançar . b 25. a 13. e 5. F – V – F – F 8. O marido de Inês. b 18. c 22. Pero Marques diz dar plena liberdade à esposa. Pero Marques se comporta como um asno: por servir de montaria à mulher.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . c) A Farsa de Inês Pereira é considerada uma sátira moral porque reflete. para ser traído por ela. c 12. a 24. b 23. c 15. e 19. Não sabe. é um encontro adúltero. e 29. c 21. a IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Q U IN H E N T IS M O . d 28. b 26. colaborando. Quinhentismo. em sua fala. ingenuamente. Pode-se dizer que Inês comporta-se maquiavelicamente (os fins justificam os meios). para o qual ela se encaminha. b) A característica contrária à do primeiro marido é o fato de que. 04 27. 18 20. c 17. pois para conseguir uma vida folgada abandona seus próprios ideais.

e 40.Humanismo. a 37. pode-se dizer que o poeta agiu dessa forma com o intuito de preservar a rima. b 46. b 49. Quinhentismo. b 38. Ou ainda. nos arvoredos (…) Tem o segundo A. c 41. 24 34. (…) O quarto A. c 48. e 36. no açúcar deleitoso” No momento de recolha o poeta não manteve a mesma ordem da disseminação. c 43. nas águas frias.2 IMPRIMIR GABARITO 32. nos ares puros (…) Tem o terceiro A. retomou os elementos assimetricamente. Barroco e Arcadismo Avançar . e 39. b 35. a 42. ou seja. e 47. Voltar Língua Portuguesa . b) Como se trata de um poema. a 44. e 33. d 45. pode-se também dizer que ele optou por seguir a seqüência Terra (arvoredos e açúcar) — Água — Ar. a) Disseminação: “Tem o primeiro A.

novas águas Após as outras vão. não! Por fim desfalecida e a cor murchada. a manga. São Paulo: Cultrix. F. In: Sonhos de Ouro. no percurso que vai do Romantismo ao Modernismo. não!’” GABARITO DIAS. não!’ E a corrente passava. como a fruta que nos mandam em lata. b) amor incondicional ao outro. A Literatura Brasileira através de textos. rev. UFMT ( ) Envolvidos pelo ideário político da independência.. (.. Alencar opõe. “Não me Deixes! Debruçada nas águas dum regato A flor dizia em vão A corrente. piquem.Romantismo Avançar . onde bela se mirava. In: MOISÉS. a pêra. mais precisamente aos órgãos fonadores e à alma do povo que fala. não. te amarei constante ‘Mas não me deixes. Leva-a do seu torrão. d) exaltação do sonho. Gonçalves. Benção Paterna. 135-6. c) supervalorização da natureza. ( ) No segundo parágrafo. não!’ E das águas que fogem incessantes À eterna sucessão Dizia sempre a flor. não! ‘Comigo fica ou leva-me contigo ‘Dos mares à amplidão. 21. “Portanto. A corrente impiedosa a flor enleia. ( ) Na história da literatura brasileira. p. Massaud.) O povo que chupa o caju. IMPRIMIR 2. Voltar Língua Portuguesa . 1998. não me deixes.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 1. Censurem. o cambucá e a jabuticaba. através da luta pela emancipação da língua e da literatura nacionais..d. e) desejo de morte pelo amor não correspondido. Buscava inda a corrente por dizer-lhe Que a não deixasse. a bandeira da ruptura com o princípio da imitação aos clássicos é empunhada por todas as escolas literárias. pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo. o damasco e a nêspera?” ALENCAR. não me deixes. o ambiente brasileiro ao ambiente europeu.. ed. E a flor sempre a dizer curva na fonte: ‘Ai. por meio das frutas. Texto para as questões 2 e 3. São Paulo: Melhoramentos. A afundar-se dizia a pobrezinha: ‘Não me deixaste. ilustres e não ilustres representantes da crítica. não me deixes. não se constranjam. e sempre embalde: ‘Ai. ou calem-se como lhes aprouver. Alencar e outros escritores românticos empenham-se na construção da nação brasileira. da fantasia. e aum. 1 1. metonimicamente. ( ) O texto dá a entender que a língua se adapta ao meio para onde foi levada. José de. s. Quase a lamber o chão. Não alcançarão jamais que eu escreva neste meu Brasil cousa que pareça vinda em conserva lá da outra banda. Límpido ou turvo. Católica de Salvador-BA O lamento da flor representa fielmente o sentimento romântico de: a) evasão no tempo. ‘Ai.

” Álvares de Azevedo. nacionalismo e religiosidade. 2 “Perdoa-me.. Meus ais. como resposta. que me cerca e mata. Juiz de Fora-MG Depois de ler comparativamente os dois textos acima. Dê.. socialismo e ilogismo. Ponta Grossa-PR A poesia romântica brasileira.3.E. assinale a alternativa inaceitável: a) Em ambos os poemas o eu sucumbe e morre em conseqüência do sofrimento amoroso. Se eu pensava num beijo desmaiando Gozar contigo uma estação de flores! De minhas faces os mortais palores. não. como recurso estilístico. 6. apresenta como características: 01. U.F. Minha febre noturna delirando. 04.” c) “E a corrente passava” d) “Dizia sempre a flor. que eu assim resista À dor imensa. d) Em ambos os poemas.” Tomás Antônio Gonzaga. b) No poema de Gonzaga. d) “Se a ti ergui meus olhos suspirando”. Católica de Salvador-BA Observa-se a inversão. e sempre embalde” e) “Leva-a do seu torrão” Para responder as questões 4 e 5. GABARITO 4. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. 5. U.F. U. visão de meus amores Perdoa-me.Romantismo Avançar . 08. c) No poema de Álvares de Azevedo. leia atentamente os textos abaixo: “Lira XXII Nesta triste masmorra. Amor na minha idéia te retrata. Juiz de Fora-MG Em que verso se encontra referência direta ao contexto histórico biográfico? a) “Que peno e morro de amorosas dores”.. c) “Nesta triste masmorra”. Se a ti ergui meus olhos suspirando!. visão dos meus amores. em seus diversos momentos. inda. Marília. de um semi-vivo corpo sepultura. naturalismo e pitoresco. no verso: a) “A flor dizia em vão” b) “Mas não me deixes. extremoso. a idéia funciona como uma tentativa racional de vencer a dor. adoro a tua formosura. F. b) “À dor imensa que me cerca e mata”. a soma das alternativas corretas. a razão nada pode contra o sentimentalismo exacerbado. 02. o eu refere-se ao passado a partir da dor do presente. escapismo e subjetivismo. imaginação criadora e amor à natureza. busca. meus tristes ais vão revelando Que peno e morro de amorosas dores. 16.

meu irmão! Eu sou a Fome. Sou eu quem te sepulta a idéia imensa. ‘Saúde. IV.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) III e IV. irmão! Eu sou a Indiferença.. ler o texto que segue. d) futurismo. Pertence ao movimento literário denominado Romantismo. ‘Saúde. II. Sou eu quem o teu negro pão consome.’ – ‘Eu lutarei’ – responde-lhe o Poeta. depois (qu’importa?) Virei sempre sentar-me à tua porta. PUC-RS O texto pode ser vinculado a uma tendência de expressão poética denominada: a) subjetivismo.. Suspende em meio o hino augusto e forte. III e IV. “As Três Irmãs do Poeta É noite! As sombras correm nebulosas. Vão três pálidas virgens.. – ‘Eu sofrerei’ – responde-lhe o Poeta... 8. Mostra a estreita convivência do poeta com a indiferença... depois. b) ufanismo. Fui eu que te vesti do meu sudário. com a fome e com a morte. III. amanhã. Idealiza a função do poeta. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II. c) nacionalismo. 7. e) condoreirismo. vão sombrias Rindo colar um beijo as bocas frias. Expressa a força do poeta através de sua capacidade de superar mesmo a morte. PUC-RS Pela análise das afirmativas.Romantismo Avançar . II.... c) II e IV. mísero atleta! Hoje.Instrução: Para responder às questões 7 e 8. Quem no teu nome a escuridão projeta.. O teu mísero pão. I.. Volve ao nada! Não sentes neste enleio Teu cântico gelar-se no meu seio?!’ – ‘Eu cantarei no céu’ – diz-lhe o Poeta!” 3 GABARITO Instrução: Para responder à questão 7.. meu irmão! Eu sou a Morte. b) II e III. analisar as afirmativas que seguem.. uma vez que esta ultrapassa a condição humana. e) I.. Vão três pálidas virgens silenciosas Através da procela irriquieta. Que vais fazer tão triste e solitário?. Na fronte cismadora do – Poeta – ‘Saúde. sobre o texto..

que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. c) O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista. como estas preces. há pouco. notam-se ainda no poema. que não as tuas A arasóia na cinta me apertaram. Jatir. pela presença dos elementos mitológicos. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” Gonçalves Dias. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. Já solta o bogari mais doce aroma. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. lago ou terra. “bosque” e “perfumes”. não mais.Texto para a questão 9. principalmente no que diz respeito ao bucolismo. Jatir. Vai seguindo após ti meu pensamento. tais como “luar”. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. d) Apesar da intensa presença da natureza. o poema em questão já se aproxima do parnasianismo. recebida principalmente de Camões. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. Já nos cimos do bosque rumoreja. movendo as folhas. “Leito de folhas verdes Por que tardas. Onde quer que tu vás. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . como estas flores. Correm perfumes no correr da brisa. b) O poema romântico indianista recupera as antigas cantigas de amigo medievais. a) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos. Não sentiram meus lábios outros lábios. 4 GABARITO 9. Também meu coração. “vales”. Onde o frouxo luar brinca entre flores. os aspectos marcantes do Arcadismo. pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista. Do tamarindo a flor abriu-se. brilham estrelas.Romantismo Avançar . para expressar o amor por meio da espera. No silêncio da noite o bosque exala. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper dalva Um só giro do sol. e) Mesmo sendo romântico. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. Já solta o bagari mais doce aroma! Como prece de amor. Brilha a lua no céu. ou dia ou noite. sou tua! Meus olhos outros olhos nunca viram. Jatir! nem tardo acodes À voz do meu amor. Sejam vales ou montes. Nem outras mãos. Outro amor nunca tive: és meu.

procurando justificar suas dores e compreendendo o tipo de vida que levava. b) Quincas Borba e Os Escravos. b) nos romances urbanos da primeira fase de Machado de Assis. c) nos romances de costumes de Joaquim Manuel de Macedo. UFF-RJ Assinale o fragmento que não corresponde ao indianismo romântico: a) “As leis da cavalaria no tempo em que floresceu em Europa não excediam por certo em pundonor e brios à bizarria dos selvagens brasileiros.F. e isto basta para não ir buscar entre as tribos vencidas os títulos da nossa personalidade literária. como na força incompreensível de uma natureza constantemente mutável em seus fenômenos.” (Gonçalves de Magalhães). O romance Lucíola. e) “O maravilhoso.” (José de Alencar). 11. UFSE No período romântico brasileiro. os aspectos estéticos e os históricos ligaram-se de modo especialmente estreito e original: entre nós. ( ) O amor é visto unicamente sob o aspecto da sexualidade e apresentado como uma mera satisfação de instintos animais. encontrar-se-á nos antigos costumes desses povos [indígenas]. de Maria da Glória e da cortesã. c) Ressurreição e O Navio Negreiro. as obras: a) Senhora e Lira dos Vinte Anos. buscando nelas aspectos heróicos. alheia ao eu-lírico. Uberlândia-MG Existem diferenças básicas entre a paisagem retratada pelos árcades e a paisagem retratada pelos românticos.” (Ferdinand Denis).” (Gonçalves Dias). como nunca ouviste falar de outro: guerreiros diabólicos. b) “Não há hoje a menor razão porque desconheçamos a importância da parte indígena na população do Brasil. sapos e jacarés sem conta: enfim. d) O Mulato e Canção do Exílio. É o que se pode verificar quando se lêem. b) A paisagem árcade é bucólica e a paisagem romântica é ainda mais bucólica. o marginal e o burguês. para os falsos. colocando na mesma mulher as imagens de virgem. devido aos exageros do eu-lírico.. e) I . 14. uma Ilídia Brasileira. dos dois autores citados. independência e as terras que ocupavam. d) na lírica confidencial de Álvares de Azevedo e de Casimiro de Abreu. Escolha a alternativa correta que define essas duas paisagens: a) A paisagem romântica é amena e monótona e a paisagem árcade é sempre graciosa e fulgurante. ( ) O romance Lucíola ambienta-se na época do autor e retrata os costumes da sociedade carioca do Segundo Reinado.” (Machado de Assis). c) A paisagem romântica reflete os sentimentos do eu-lírico. Lúcia. e menos ainda para que apaixonados declamemos contra selvagens que por direito natural defendiam a sua liberdade.10.. ( ) Observa-se neste romance a atitude romântica de eleger a prostituta como centro da narrativa. e) na ficção regionalista e indianista de José de Alencar. para os itens verdadeiros. d) A paisagem árcade é mais visual enquanto a paisagem romântica só é perceptível através da leitura. à afirmação de uma nova Nação e à busca das raízes históricas e míticas de nossa cultura – características que se encontram amplamente: a) na poesia de Gonçalves de Magalhães influenciada pela de Gonçalves Dias. respectivamente. d) “É certo que a civilização brasileira não está ligada ao elemento indiano nem dele recebeu influxo algum. o Romantismo deu expressão à consolidação da Independência. mulheres feiticeiras. uma criação recriada. foi trabalhar a dualidade. tão necessário à poesia. dignos de alta expressão literária.Romantismo Avançar . 13. UEGO Assinale V. c) “Imaginei um poema. 12. e F. de José de Alencar permite entrever várias características do Romantismo: ( ) Observa-se uma preocupação em não ferir o tradicionalismo e as convenções familiares da época. 5 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . U. Unifor-CE Nossos primeiros escritores nacionalistas – Gonçalves Dias e José de Alencar entre eles – voltaram seus olhos sobre nossas raízes históricas-culturais. realçando seus preceitos e preconceitos. ( ) Uma das formas com que Alencar conciliou a impossibilidade de união entre os dois grupos distintos. enquanto a paisagem árcade é harmoniosa.Juca Pirama e O Guarani. um gênesis americano.

Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas desse texto... a mulher é freqüentemente . UFRS Leia o texto abaixo.. Se é vate quem do mundo o movimento Co’o movimento das canções governa... é um tema dominante na poesia .Romantismo Avançar ... excita o pasmo. identifique aquele(s) que expressa(m) a concepção acima. e) I..” 6 Dos exemplos citados abaixo... c) Apenas I e II. UFRS Leia o texto abaixo. Se assentou sobre o grande jirau. II e III.. “Uma das facetas do Romantismo é conceber o poeta como um gênio inspirado. Isso faz com que ele expresse suas idéias e emoções de uma forma original e seja capaz de revelar realidades inacessíveis ao homem comum.. Das folhas secas... de ti. da sombra.... “Tenho medo de mim... do silêncio ou vozes.... dono de uma sensibilidade extraordinária. rainha da festa....... Da luz. I. A luz da aurora me intumesce os seios... d) Apenas II e III. (...15...... como termo de comparação capaz de expressar a intensidade dos seus sentimentos.. do chorar das fontes. E a velhinha. que usa ... Das horas longas a correr velozes... nela.) O véu da noite me atormenta em dores.. “Meia-noite soou na floresta No relógio de sino de pau.. a) O amor – nacionalista – homenageada – a religião b) A pátria – sentimental – martirizada – o mito c) O amor – intimista – idealizada – a natureza d) A infância – histórica – divinizada – a Idade Média e) A morte – nacionalista – humilhada – a música 16. quando fala.... “Se é vate quem acesa a fantasia Tem de divina luz na chama eterna..... As paixões vivifica. sob o olhar apaixonado do poeta.” (Bernardo Guimarães) II.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. de tudo... .) Se é vate quem dos povos... (..” (Casemiro de Abreu) Quais exemplos correspondem à concepção citada? a) Apenas I. b) Apenas II. de cunho romântico no Brasil.” (Laurindo Rabelo) III...

O Guarani. …………… desejava. Como o imbu na várzea. onde havia construído sua cabana e onde o esperava a terna esposa. c) O enredo de Senhora baseia-se na história de uma moça pobre. as flores. sentia-se no ermo. constrói uma personagem feminina sem tantas idealizações e já indica o caminho da crítica social. d) Fernando. A amizade e o amor o acompanharam e fortaleceram durante algum tempo. São Paulo: Scipione. quando parece que o tempo nunca poderá estancar o coração. cheia de grandes desejos e nobres ambições. 56. Outra vez sua graça encheu os olhos do cristão. Passava os já tão breves. e a alegria voltou a habitar em sua alma. a formosa filha do sertão com a volta do esposo reanimou-se. Senhora completa a série considerada de perfis femininos que o autor utiliza para a composição da crônica de costumes brasileiros. p. O cristão amou a filha do sertão como nos primeiros dias. “Logo após a vitória. Diogo. se nasce da várzea porque o vento ou as aves trouxeram a semente. e) Loredano / D. porém nunca se valeu da composição regionalista e. após o casamento.” ALENCAR. para tudo murchar. já comprometido. O imbu. o narrador caracteriza os diferentes tipos de amor que três personagens masculinas do romance sentem por Ceci.17. Diogo / Peri. e tremia de pensar que Iracema houvesse partido. José de.” (*organizações = personalidades) ALENCAR. vê-se desprezado e humilhado pela esposa. filho da serra. mas o casamento. e) Alencar. Mas basta um sopro do mar. d) Álvaro / D. assim. após ser abandonada por Fernando Seixas. c) Loredano / Peri / D. 7 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Como a seca várzea com a vinda do inverno reverdece e se matiza de flores. Mas breves sóis bastaram para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria. numa tentativa de representar por completo o Brasil. José de. ouvindo gemer o vento e soluçar as ondas. mas embalde. e sua beleza esmaltou-se de meigos e ternos sorrisos. b) Loredano / Álvaro / Peri. Com os olhos engolfados na imensidade do horizonte. o amor se transformava tão completamente nessas organizações*. FUVEST-SP “Assim. descobrir no azul diáfano a alvura de uma vela perdida nos mares. que apresentava três sentimentos bem distintos: um era uma loucura. O amigo e a esposa não bastavam mais à sua existência. Iracema. b) juntamente com Diva e Iracema. Texto para as questões 19 e 20. Diogo / Peri. na praia. escreveu romances indianistas e urbanos. arrependido. achando boa terra e fresca a sombra. agora longos sóis. os trechos pontilhados serão preenchidos corretamente com os nomes de a) Álvaro / Peri / D. talvez um dia cope a verde folhagem e enflore. mas agora longe de sua casa e de seus irmãos. o cristão tornara às praias do mar. trabalha e consegue juntar os mil contos do dote para devolução. através da Senhora. De novo sentiu em sua alma a sede do amor. deixando ermo aquele sítio tão povoado outrora pela felicidade. Diogo. Neste excerto de O Guarani. o outro uma paixão. …………… amava. vinga. era o coração do guerreiro branco na terra selvagem.Romantismo Avançar . é desfeito. UEMS Assinale a única alternativa verdadeira sobre José de Alencar e sua obra Senhora: a) ainda que considerando romântico. não atingiu seu intento. 1994. Mantida a seqüência. o último uma religião. Lúcia Camargo que. leva-as a brisa. recebe uma herança e vinga-se: “compra” de volta o ambicioso noivo. Alencar revela traços realistas. …………… adorava. 18. As folhas lastram o chão. buscava.

. UFBA A leitura do fragmento e do romance de onde foi extraído permite afirmar: 01.” (Gregório de Matos) d) “Minha mãe cozinhava exatamente: arroz. As palavras “diáfano” e “alvura” referem-se a um mesmo nome. 02. como resposta. para ambos.. Angélica na cara! Isso é ser flor. sem qualquer conseqüência para o desenrolar da trama. 21. ambas com função revitalizadora. A comparação presente no primeiro período do penúltimo parágrafo. 16. 04. e morre amando.Romantismo Avançar . enquanto a segunda.19. onde ocorre o desfecho da história de amor de que trata o romance. agora longos sóis” contém idéias antitéticas que estão relacionadas com a mudança de estado de espírito experimentada pelo cristão. UFBA Com relação à linguagem. 08. Assinale a opção em que a visão da mulher não se enquadra nesta característica: a) “Ah! Vem. existe uma explicação adequada em: 01. já que a primeira dá idéia de concretude. 32. 16. O trecho “os já tão breves. e Anjo juntamente: Ser Angélica flor e anjo florente. A comparação entre a várzea e a filha do sertão remete. 32. a firmeza de permanecer em terra estranha. Em quem. 20. seguindo uma tendência da época em que a obra foi escrita. 02. pálida virgem. a soma das alternativas corretas. UFF-RJ Na literatura. Quem és tu bela e branca desposada? Da laranjeira em flor a flor nevada Cerca-te a fronte ó ser misterioso! . A atitude contemplativa de Martim pode ser considerada fortuita. A expressão “sede do amor” difere de sede de amor. se tens pena De quem morre por ti. fato inteiramente alheio à seqüência dos acontecimentos que constituem o enredo. frágil e inatingível. evidencia a fragilidade do amor do guerreiro por sua pátria e a resistência do imbu na várzea. O termo “embalde” expressa a incerteza da realização da ação de “buscava”. de abstração do sentimento amoroso. A razão que leva a filha da floresta e o guerreiro branco a se exilarem justifica. Dê. feijão-roxinho. a soma das alternativas corretas. 64. Dá vida em teu alento à minha vida.” (Castro Alves) 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 08. Une nos lábios meus minha alma à tua!” (Álvares de Azevedo) b) “Anjos longiformes De faces rosadas E pernas enormes Quem vos acompanha?” (Vinícius de Moraes) c) “Anjo no nome. respectivamente. A ação se transfere das praias do mar para o seio da floresta. 04. A amizade entre Poti e Martim é reveladora do objetivo do autor de mostrar o colonizador como amistoso e cordial. Os personagens atuam impulsionados por sentimentos que os levam à prática de atos grandiosos ou de ações aviltantes que os caracterizam. Mas cantava. como resposta. à chegada do inverno e à volta do esposo.” (Adélia Prado) e) “Baixas do céu num vôo harmonioso! . A oração “para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria” exprime a conseqüência da ação do tempo no estado de ânimo do guerreiro branco. a visão romântica representativa da mulher é a de uma figura idealizada. respectivamente. 64. senão em vós se uniformara. como heróis ou como vilões. O movimento da narrativa é retardado pela inserção desse episódio de reencontro entre Iracema e Martim. O aproveitamento da fauna e da flora americana fixa e valoriza a cor local. molho de batatinhas.. Dê..

urataí e outras árvores aromáticas. 25. e sobretudo os répteis. FEI-SP O Guarani foi publicado em 1857 e na época gerou uma grande repercussão. b) Álvares de Azevedo. FEI-SP Sobre o romance. b) aponta para um tempo em que os indígenas recuperarão o território brasileiro e expulsarão os brancos e negros. na sua apresentação inicial. é mestiça. II e III. antes de partir. e sugasse uma gota desse sangue precioso. UFRS Considere as afirmações abaixo. porém. Peri não sofreria que uma vespa e uma mosca sequer ofendesse a cútis de sua senhora. Cefet-PR Assinale a alternativa incorreta sobre o Romantismo. é possível afirmar que: a) projeta um futuro trágico para o Brasil. de Bernardo Guimarães. O autor desse romance é: a) Machado de Assis. e do outro as chamas que afugentariam os animais daninhos. c) defende a união entre negros e índios contra os colonizadores portugueses. I. “O índio. II. por isso tomara todas essas precauções. região tida por ele como a mais autenticamente brasileira. O fragmento abaixo foi retirado do romance O Guarani. circulou a alguma distância o lugar onde se achava Cecília. d) reconstitui acontecimentos históricos verídicos do período inicial da colonização do Brasil. são destacadas sua tez clara “como marfim” e sua beleza “branca”. A heroína de A Escrava Isaura. de Joaquim Manuel de Macedo. A Moreninha. em que as personagens vivem em contato constante com a natureza. e) I. o rio de um lado. Leia-o com atenção e responda às questões 24 a 27. b) Apenas II. de uma corda de pequenas fogueiras feitas de louro. insere-se na linha primitivista da corrente romântica. d) A Moreninha garante a Joaquim Manuel de Macedo o pioneirismo na prosa romântica brasileira. de canela. e) Franklin Távora é considerado o criador da Literatura do Norte. o fumo odorífero que se escapava das fogueiras afastaria até mesmo os insetos. é a novela picaresca espanhola. e) pretende narrar a fundação de uma nova nação a partir da miscigenação entre brancos e indígenas. c) O aproveitamento da linguagem do sertão é um dos traços marcantes da obra do Visconde de Taunay. III. 23. e) Gonçalves Dias. c) José Lins do Rego. d) Apenas II e III. de Manuel Antônio de Almeida.Romantismo Avançar . d) José de Alencar. Quais estão corretas? a) Apenas I. a) O romance indianista de José de Alencar representa contestação política ao domínio português. Uma das fontes de inspiração do romance Memórias de um Sargento de Milícias. b) Bernardo Guimarães foi o primeiro escritor regionalista brasileiro com o romance Ermitão de Muquém. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Desta maneira tornava aquele retiro impenetrável.22. c) Apenas I e II. referentes ao romance romântico no Brasil.” 9 GABARITO 24.

vê com naturalidade o casamento de conveniência. p. O trecho descreve os conflitos entre o homem branco e o negro.” ALENCAR. o papel da mulher fraca.Romantismo Avançar . na despedida ela disse-lhe: — A sua promessa de casamento o está afligindo. típico desfecho da narrativa romântica. enfocados como pessoas comuns. Fernando disfarçou. quanto à relação amorosa. São Paulo: FTD. O rompimento deste enlace irrefletido era para ele uma coisa irremediável. d) Os personagens são desprovidos de idealizações. A descrição do amor que Peri nutre por Ceci visa a criar uma imagem idealizada do índio brasileiro. Senhora: perfil de mulher. eu lha restituo. desde que mo deu. é verdadeira a afirmativa: a) O personagem Seixas revela-se guiado por sentimentos nobres. d) Castro Alves. e) II e III estão corretas. e) A obra apresenta o final feliz. IMPRIMIR Considerando-se o fragmento inserido no contexto da obra. sem força de vontade. Zeca. Uma das obras em que podemos observar tal influência é Noite na taverna e seu autor foi um dos mais influenciados por Poe. fatal. Não se perdoava a imprudência de apaixonar-se por uma moça pobre e quase órfã. enquanto romântica. e inquiriu do motivo. em que Seixas se mostrara mais preocupado. 1992. especialmente para uma das gerações do Romantismo). Uneb-BA “Quando Seixas convenceu-se que não podia casar com Aurélia. e) poemas históricos. Zeca Baleiro menciona Edgar Allan Poe (grande influência para muitos escritores brasileiros. a moça não insistiu. Voltar Língua Portuguesa . O autor pretende demonstrar a inferioridade do indígena brasileiro frente ao colonizador europeu. José de. c) Casimiro de Abreu. c) I e II estão corretas. b) somente III está correta. UEMS 10 “Maldição baudelaire macalé luiz melodia/ quanta maldição/ o meu coração não quer dinheiro/quer poesia/ baudelaire e macalé luiz melodia/ rimbaud a missão/ poeta e ladrão/ escravo da paixão sem guia/ edgar allan poe tua mão na pia/ lava com sabão/ tua solidão/ tão infinita quanto o dia/ vicentinho van gogh luiza erundina/ voltem pro sertão/ pra plantar feijão/ tulipas para a burguesia/ baudelaire macalé luiz melodia/ waly salomão/ itamar assumpção/ o resto é perfumaria” BALEIRO. mas o seu procedimento o indignava. com traços do caráter do “bom selvagem”: pureza. o autor procura valorizar as origens do povo brasileiro e transformar certos personagens em heróis. b) Aurélia Camargo. d) poemas épicos. valentia e brio. já lho disse uma vez. c) A obra. imprudência a que pusera remate o pedido do casamento. na narrativa. GABARITO 29. Essa tendência é típica do: a) romance urbano. 28. c) romance indianista. Aurélia percebeu imediatamente a mudança que se havia operado em seu noivo. II. Uma noite porém. 1999. Referimo-nos a: a) Álvares de Azevedo. é correto afirmar que: I. 104-6. FEI-SP Em O Guarani. e até pareceu esquecer a sua observação. e) Olavo Bilac. III. b) romance regionalista. FEI-SP A propósito do trecho transcrito. d) I e III estão corretas. Fernando. b) Gonçalves Dias. Em sua música “Maldição”. não lhe pedi nada mais. desempenha. a) somente I está correta. revoltou-se contra si próprio. 27. In: Vô imbolá. A mim basta-me o seu amor.26.

Tamoio nasceste. c) idealização do amor. os bravos. b) forte subjetivismo. conduzindo o eu-lírico à depressão. e) idealização da mulher. 11 GABARITO Identifique o momento literário a que pertence o poema Canção do Tamoio. Meus brios reveste. A vida é combate Que os fracos abate. Gonçalves. aos bravos. Só pode exaltar. valorizando o idioma nacional. transcendendo os limites da vida física. Compr’ender.30. No arco que entesa Tem certa uma presa. sem que se veja.. d) Naturalismo. 31. [s/d]. E pois que és meu filho. fragueiro.” DIAS. IMPRIMIR A característica que situa o fragmento dentro da poética romântica é: a) evasão no espaço. e) Romantismo. sem poder fitar seus olhos. especialmente nos índios e em sua civilização. sem ousar dizer que amamos. Quer seja tapuia. Sê duro guerreiro Robusto. Condor ou tapir. através do sentimento nativista. Viver é lutar. d) realização de poemas lírico-amorosos. Não chores. Segui-la. inspiração em elementos nacionais. Cultrix. 1959. Se o duro combate Os fracos abate. UFF-RJ O sofrimento amoroso é freqüente nas obras dos poetas românticos. Amá-la. transportando o eu-lírico para um lugar ideal.Romantismo Avançar . Só teme fugir. Só pode exaltar. como se pode observar abaixo: “Se Se Morre de Amor! Sentir. e desse amor se morre!” DIAS. sem lhe ouvir. b) Realismo. Poemas de Gonçalves Dias. seus pensamentos. partes do poema Canção do Tamoio. “Não chores. Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. As armas ensaia. 372. Voltar Língua Portuguesa . Arder por afogá-la em mil abraços: Isso é amor. junto à natureza. meu filho. Que os fortes. UFF-RJ As estrofes abaixo. que a vida É luta renhida. temendo roçar os seus vestidos. Gonçalves. Rio de Janeiro: José Aguilar Ltda. a quem se adora. Brasão dos tamoios Na guerra e na paz. Poesia Completa. Valente serás. revelando uma visão pessimista da vida. São Paulo. a) Barroco. E. c) Modernismo. Penetra na vida: Pesada ou querida. Viver é lutar. p. representam um momento da literatura brasileira em que se buscou. Aos fortes.

são destruídos. de José de Alencar. tentanto tirá-la dos braços de seu amado. a partir daí. é coisa de meter medo. José de Alencar propõe uma interpretação de Brasil em que o índio exerce um papel central... Essa comparação visa a demonstrar a superioridade do modo de vida na corte e a pobreza e a ignorância do sertanejo. mais precisamente no Rio de Janeiro. na certeza de que serão vingadas... uma vez que. Às descrições da natureza típica do cerrado brasileiro. III. no empenho de construir uma visão do período pré-cabralino? 35.. ela é motivo de constante preocupação para o pai. d) Senhora – adolescente – enriquecimento material. e) Senhora – adolescente – ascensão social. Pereira enaltece a fartura do Brasil. representante dos valores lusitanos. I. as personagens indígenas – Peri e Iracema – morrem em circunstâncias trágicas. 33. a guardiã do “segredo da jurema” abandona sua tribo para seguir Martim.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... II. UFMS Considerando a leitura do romance Inocência. durante o inverno europeu. pode pôr a perder a honra familiar. assinale a(s) alternativa(s) correta(s). palco da história do amor de Inocência e Meyer.... tanto a casa de Mariz. é um reflexo da busca e aclamação dos elementos constitutivos de uma nação brasileira. conflito que traz para a cena do romance o soldado Cirino. 12 Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto acima. tal como em Iracema e em O Guarani.. apaixona-se por um provinciano recém chegado ao Rio de Janeiro. em contraste com a vida na corte. De acordo com a narrativa. 02. independente do julgo da metrópole portuguesa. do Visconde de Taunay.. sinônimo dos recursos naturais do Brasil.. UFRS Leia as afirmações abaixo sobre os romances O Guarani e Iracema. 34. Unicamp-SP Em Ubirajara. sob a influência das culturas européias. são ressaltados aspectos pitorescos do sertão brasileiro. b) Apenas II.São redomas de vidro que tudo pode quebrar. por obra de qualquer descuido. Em O Guarani e Iracema.. II e III. quanto os Aimorés. Segundo Pereira: “Ih.......Romantismo Avançar . em especial a francesa... b) A Pata da Gazela – camponesa – degeneração física. Apesar do afeto que Pereira sente pela filha.. UFRS Leia o texto abaixo... a) Que sentido têm as sucessivas mudanças de nome do protagonista no romance? b) Qual o papel das notas explicativas nesse romance? Do que elas tratam em sua maior parte? c) Como o romance e suas notas tratam o ritual antropofágico. Essa exaltação dos recursos alimentares do país. a) Lucíola – cortesã – purificação espiritual.” 04. Quais estão corretas? a) Apenas I.. Em Iracema. d) Apenas II e III. que retratam o lado negativo da terra americana.. de José de Alencar.. um processo gradativo de .. meu Deus.. o homem branco por quem se apaixonara.. 01... e) I. que se apaixona pela bela sertaneja. 08.. misturam-se cenas da Guerra do Paraguai. uma .. c) Apenas I e II.. c) Lucíola – aristocrata – degradação moral... ao ouvir de Meyer notícias sobre a morte de pessoas..32. aliás uma opinião estendível a outras mulheres em idade casadoura. à míngua. Durante um almoço.... mulheres numa casa. experimentando.... Em O Guarani.. No romance ..

e) II e III. Rio de Janeiro: Edição de Ouro. servindo como porta-voz direta das críticas do autor aos valores burgueses. os costumes. ( ) Escrito na forma de um relato de memórias da protagonista. Ao apresentar esta obra como “lenda do Ceará”. mas divididos por razões econômicas. senti a brisa da praia brincar com meus cabelos e o vento da montanha trazer-me de longe o perfume das florestas. não.36. o autor consegue sustentar a atenção dos leitores. O autor valeu-se de uma narrativa. onde se morre abafado. 13 “Nasci no campo. com suas palavras. ocultando habilmente as razões que levaram ao desentendimento entre os protagonistas. nada. 38. vi quase ao mesmo tempo o céu e o mar. o autor já indica a combinação que fará entre elementos históricos e fantasia. c) III. Está correto somente o que se afirma em: a) I. Fernando passa por uma transformação que o redime de suas atitudes iniciais. ( ) Heroína romântica.Romantismo Avançar . iniciando-se a narrativa com as recordações da infância de Aurélia. o romance apresenta os fatos do enredo em ordem cronológica. ligado por laços afetivos sinceros. III. é correto afirmar.. Não foi na cidade. ( ) Em sua trajetória ao longo da narrativa. d) I e II. ao saltar do berço. os valores e a cultura do índio real estão fielmente retratados. II. Obras completas. UFRJ O texto de Casimiro de Abreu apresenta um tema relevante no Romantismo: a infância. Ao tratar desse tema. de José de Alencar. GABARITO 39. os campos e as matas.. com suas palavras. possa encontrar sua felicidade. e. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso). Unifor-CE Considere as seguintes afirmações sobre o romance Iracema. UFPR Sobre o romance Senhora. infante ainda. ( ) A transação que resulta no vínculo entre Aurélia e Fernando acaba por permitir que outro casal. Que deliciosa vida aquela! Como eu corria por aqueles prados! Que colheita que fazia de flores! Que destemido caçador de borboletas! Ah! meus oito anos! Quem me dera tornar a tê-los!. e confesso francamente que a palmatória não me deixou grandes saudades. ( ) Ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império. Para responder às questões 37 e 38. 1965. 37. diferentemente do que ocorre na obra de Gonçalves Dias. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) A escassez de detalhes descritivos e a incorporação de elementos da cultura popular são algumas das características fundamentais do estilo de Alencar. oferecendo condições para um desfecho feliz ao lado de Aurélia. mas não deixou de explorar sistematicamente recursos típicos da linguagem poética. trata-se de caso de exceção na ficção do autor. de José de Alencar: I. Aurélia recusa-se a utilizar-se do dinheiro para alcançar seus objetivos. o que o opõe aos autores da geração literária que sucedeu à sua. e ao desprender-me das faixas infantis. uma vez que o restante de sua obra romanesca é dedicado à reelaboração das origens históricas do país ou à apresentação romântica de cenários regionais. A abordagem desse tema é integralmente feita de acordo com o padrão romântico na literatura brasileira? Justifique a resposta. b) II. aos oito anos ia eu para a escola..” ABREU. Mas. Aqui. a personalidade. ( ) Até o final do romance. o texto de Casimiro de Abreu aborda ainda outro tema significativo na literatura romântica: a relação entre o homem e a natureza. leia os textos a seguir: “Meus oito anos Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida. p. não queria. o texto segue o padrão literário romântico? Justifique a resposta. não.. foi ao ar livre. Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!” Casimiro de Abreu. UFRJ Associado ao tema da infância. Casimiro de. 203.

intitulado “Loura e Morena”. Unioeste-PR Com respeito à leitura de O Guarani. sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse. c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma. Dê. Dê. b) Aurélia Camargo. por isso. como também as relações do homem com essa mesma natureza. em oposição à vilania e à maldade. com final feliz. A ação do romance. indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance. Tico. reforça a grandeza do índio Peri. apaixona-se por Cirino. A elevação de sentimentos e nobreza de caracteres.Romantismo Avançar . posse. Inocência é noiva de Manecão. apesar do autor ter escrito a obra na segunda metade do século XIX. de desigualdade econômica. 01. em termos históricos. e) O romance gira em torno de intrigas amorosas. 16. o amor tudo vence. é um dos tipos humanos descritos por Taunay que dá à narrativa um colorido especial. assinale a(s) alternativa(s) procedente(s). a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e. quitação. é ilustrada através da oposição entre Cecília e Isabel. d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro. a soma das alternativas corretas. 41. O brasão escondido de Loredano e sua devoção a Dom Antônio de Mariz são exemplos da presença do medievalismo na literatura romântica. é correto afirmar que: 01. porque. além de explorar o conflito amoroso próprio da vertente romântica. 42. como resposta. A apresentação que o narrador faz do rio Paquequer registra um típico processo de animização. A jovem. a austeridade do pai de Inocência é quebrada pela intensidade do amor que a filha devota a Cirino. A natureza age como mediadora: o óleo da cabuíba. A descrição que o narrador faz de Álvaro (cap. transcorre no século XVII. 02. PUC-SP A questão central proposta no romance Senhora. a soma das alternativas corretas. resgate. Considerando a obra como um todo. como resposta. 64. mas. 04. 04. no cap. o anão que vigia Inocência o tempo todo. 02. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . de Visconde de Taunay. cuja linguagem possui os elementos necessários para a descrição da paisagem do interior brasileiro. preterida por Fernando Seixas. como um bálsamo poderoso. compra-o e ele contumaz caça-dote. no entanto. O tom confidencial da narrativa. 08. uma espécie de curandeiro ambulante que tenta salvá-la da febre. o romance estrutura-se em quatro partes: preço. de tendência sertanista. de José de Alencar. é a do casamento. salva Peri da morte. 16. UFMS Sobre o romance Inocência. 08. o pitoresco da paisagem sertaneja recebe especial atenção do narrador: os elementos da natureza são descritos minuciosamente. levando-o a acobertar a fuga dos amantes da ira de Manecão. 32. nele. é um romance regionalista. III – “A Bandeira”) é representativa da tese de Rousseau sobre a bondade natural do selvagem. visto que resulta de acordo no qual as aparências sociais devem ser mantidas. incorporado a uma atmosfera metaforicamente medieval. focalizado em primeira pessoa. por promessa de seu pai. V. inclusive através de nomes científicos em notas de rodapé.40. Pereira.

No texto de José de Alencar.) florestas virgens se estendiam ao longo das margens do rio. José de. onde campeava sua guerreira tribo. Unifor-CE “Palmares! A ti meu grito! A ti. o tema e o sentimento predominante indicam tratar-se de versos de Álvares de Azevedo. Iracema.) pertencia a D. via-se à margem direta do rio uma casa larga e espaçosa. e a civilização não tivera tempo de penetrar o interior. sublime artista. com versos de sete sílabas que cumprem um padrão de rimas. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. José de. “Após a independência. que corria no meio das arcarias de verdura e dos capitéis formados pelos leques das palmeiras. a virgem dos lábios de mel. século XIX. 1994. que tinha os cabelos mais negros do que a asa da graúna.. o lugar que acabamos de descrever estava deserto e inculto...” ALENCAR. 125.’” NICOLA. a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu. Que no soçobro infinito Abriste a vela ao trovão. p. alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. fidalgo português cota d’armas e um dos fundadores da cidade do Rio de Janeiro. c) romantismo indianista. a nova nação ‘precisava ajustar-se aos padrões de modernidade da época. tinha decorado para os dramas majestosos dos elementos. temos uma das formas significativas do nacionalismo.Romantismo Avançar .. Instrução: Para responder às questões 45 e 46.. e mais longos que seu talhe de palmeira. d) bucolismo neoclassicista. barca de granito. em que o homem é apenas um simples comparsa.) Havia a necessidade de auto-afirmação da Pátria que se formava. construída sobre uma eminência e protegida de todos os lados por uma muralha de rocha cortada a pique. sintetizado pelo: a) realismo naturalista. Solta a flâmula agitada aos uivos da marujada.. E provocaste a rajada. Tudo era grande e pomposo no cenário que a natureza. 10. Cefet-RJ “Iracema. ler o texto que segue. mal roçando. b) sentimentalismo realista. identificou-se plenamente com a causa dos abolicionistas. O pé grácil e nu..” Está incorreta a seguinte afirmação sobre a estrofe acima: a) O tom. a comunidade dos escravos que resistiram ao cativeiro. Mais rápida que a ema selvagem.. b) O estilo e o elemento histórico remetem ao autor de Navio Negreiro e Vozes d’África..) A habitação (. “(.43. e) nativismo modernista. a cidade do Rio de Janeiro tinha-se fundado havia menos de meio século. Nas ondas da escravidão. p. 15 44. O favo da jati não era doce como o seu sorriso. Entretanto. da grande nação tabajara. (. e) São versos típicos de uma poesia que. Antônio de Mariz. São Paulo: Scipione. nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. romântica e exaltada. c) Essa estrofe é uma oitava. 1998.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . (. São Paulo: Scipione. No ano da graça de 1604. d) A expressão “barca de granito” é uma metáfora de “Palmares”.

..... 16 “Ossian o bardo é triste como a sombra Que seus cantos povoa.. 48.... PUC-RS O Brasil português revela-se no trecho da obra ... o passado histórico por meio de uma visão ... . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .... de Cecília. b) a dispersão do eu-lírico. GABARITO 47... em relação ao processo de . da ideologia dominante.. Durante o primeiros tempos de serviço tudo correu às mil maravilhas. nele..Romantismo Avançar ... c) A crítica vê em seu romance um caráter regionalista.. própria da ironia romântica....” Memórias de um sargento de milícias. Vem tu agora..... e) Não há como negar o tom realístico do qual se carrega a narrativa. e) Lamartine é criticado por sua irreverência para com Deus e a religião. poeta ardente Que ilumina o clarão das gotas pálidas Do nobre Johannisberg! Nos teus romances Meu coração deleita-se… Contudo. exprime-se na métrica irregular dos versos.... Parece-me que vou perdendo o gosto. só algum mal-intencionado poderia notar em casa de Vidinha uma certa fartura desusada na despensa. é correto afirmar: a) Memórias de um sargento de milícias... A personagem referida. O Lamartine É monótono e belo como a noite.... a) O Guarani – irmão – mitifica b) Iracema – tutor – critica c) O Guarani – pai – representa d) Iracema – tio – retrata e) Ubirajara – progenitor – rejeita 46. ...... Basta de Shakespeare.. Tem na lira do gênio uma só corda. foi o primeiro escrito no Brasil. b) Romance de Manuel Antônio de Almeida. muito respeitados pela segunda geração romântica... PUC-RS A obra em questão .. Lira dos vinte anos. a) rejeita – pessimista – adaptação b) redimensiona – inovadora – rejeição c) enaltece – ufanista – conformação d) idealiza – conservadora – rejeição e) recupera – comprometida – adaptação Texto para a questão 47.. que é a protagonista da obra. Como a lua no mar e o som das ondas… Mas pranteia uma eterna monodia.... mas isso não era coisa em que alguém fizesse conta... Fibra de amor e Deus que um sopro agita: Se desmaia de amor a Deus se volta.. é correto afirmar que.... d) a recusa dos autores estrangeiros manifesta o projeto nacionalista típico da segunda geração romântica brasileira..... como se pode observar. d) Escrito na época do Romantismo.. através da fundação daquela que se tornaria a sua capital. possui pouco valor como documentário ou crônica de uma época. à cultura europeizada por que passa Peri. Fantástico alemão. evidenciado na linguagem simples e na representação de pessoas comuns. o poder e a audácia dos novos habitantes....... FUVEST-SP Considerando-se este excerto no contexto do poema a que pertence (“Idéias íntimas”). Se pranteia por Deus de amor suspira.... Com base no texto acima. de Manuel Antônio de Almeida. por exemplo.... a) o eu-lírico manifesta tanto seu apreço quanto sua insatisfação em relação aos escritores que evoca... de José de Alencar. Álvares de... UEMS “O major tinha razão: o Leonardo não parecia ter nascido para emendas...45.. Memórias de um sargento de milícias está totalmente de acordo com as características do momento... c) o eu-lírico rejeita a literatura e os demais poetas porque se identifica inteiramente com a natureza. (…)” AZEVEDO...

que buscavam no Brasil a redenção de seus pecados.. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para darem largas às depravações do instinto bruto. 17 49. eram colonos degradados. A preocupação em retratar a . c) A Escrava Isaura – regionalista – diversidade.. UFF-RJ A visão de Gonçalves Dias no texto: a) reforça a posição dos brasileiros que desejam comemorar os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil.. d) seria derivada da cobiça disfarçada com pretextos da religião..Romantismo Avançar . do país através de temas nacionais configura-se como um dos aspectos mais significativos do Romantismo brasileiro. e) seria causada pelos condenados à morte.. e com instâncias ao rei de Portugal para que por amor da religião se apoderasse d’esta descoberta. contra a vontade deles. No texto.. ato contra o qual se tinham pronunciado os capitães da frota de Pedro Álvares. à liberdade dos índios. e) Lúciola – regionalista – diversidade... p.. a) A Moreninha – realista – desigualdade. Fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia: era a cobiça disfarçada com pretextos da religião.... que evitava o ataque dos colonos degradados aos senhores da terra e à liberdade dos índios.. . 50..” DIAS.. em obras como .. 51. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para se redimirem. que se dedicavam intensamente à causa da conversão do indígena brasileiro.... sem que a sua vontade fosse consultada. era o ataque aos senhores da terra.. convertendo os índios.. contextos e temáticas urbanas. apesar do tom artificial de alguns romances.. c) recusa a idéia da violência que teria caracterizado a colonização portuguesa no Brasil.... PUC-RS Além dos romances históricos e/ou indianistas.... IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. que busca ressaltar os aspectos negativos da colonização portuguesa.... b) insere-se no contexto do Romantismo.. bem como criou romances de tendência .. a dois índios. como se a esquadra de Pedro Álvares não houvesse enviado dois índios a Portugal. d) ressalta a concordância a que os capitães da frota de Pedro Álvares teriam chegado. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.. d) O Moço Loiro – realista – complexidade. UFF-RJ Índice é tudo aquilo que indica ou denota uma qualidade ou característica especial. como se o consenso de todos estes comandantes justificasse a atitude de enviar os dois índios ao rei português. 1867. mas que eram movidas pela ganância. como se esta tivesse sido um evento relevante e benéfico para os habitantes de nossa terra.. c) seria arquitetada por colonos degradados. que alegavam razões religiosas para seus atos. 274. como elemento motivador para um distanciamento e uma diferenciação em relação a Portugal. b) Senhora – abolicionista – simplicidade. José de Alencar retratou. Gonçalves. condenados à morte. e) valoriza e confirma a iniciativa de alguns órgãos de imprensa que celebram a conquista portuguesa como fator importante para nosso posterior desenvolvimento como nação..As questões 49 e 50 referem-se ao seguinte texto: “O primeiro navio destacado da conserva para levar a Portugal a notícia do descobrimento do Brasil... condenados à morte ou espíritos baixos.. 4º trim. cometera a violência de arrancar de suas terras.... b) seria conduzida por personagens da mais alta idoneidade moral. Gonçalves Dias afirma que “fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia” porque aquela história: a) seria produzida por pessoas moralmente condenáveis.

mas revela. João VI. extraídas do poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias.” 18 Em relação à Canção do Exílio é correto afirmar que: a) exalta a natureza brasileira em sua fauna e sua flora. “Luar de verão”. A teus raios divinos me abandono. o chefe de polícia) e os problemas morais e sociais do Rio de Janeiro sob o reinado de D. As aves. Leonardo. Não gorjeiam como lá. torna-se sargento. é filho de Leonardo Pataca e de Maria da Hortaliça. o narrador interrompe com freqüência a narrativa. Nossa vida mais amores. contrariando as convenções literárias da época. c) é um canto de amor à pátria e teve alguns dos seus versos incorporados à letra do Hino Nacional. simbolizam a falta de preocupação com os problemas do período colonial. é correto afirmar que: 01. d) aversão dos românticos à natureza. que previa heróis moralmente elevados. 16. uma das características da obra é a utilização da linguagem oral. Essa atitude do eu-lírico manifesta a a) ironia romântica. Onde canta o Sabiá.Romantismo Avançar . comentando as ações dos personagens.) Não permita Deus que eu morra. (. destacando-se pela temática regionalista. referidas na segunda estrofe. Sem que eu volte para lá. que aqui gorjeiam. como resposta. a soma das alternativas corretas. 53. 02. o personagem principal. c) melancolia romântica. 54. a comadre. por méritos próprios. ó minha lua. é um romance urbano que apresenta grande variedade de tipos humanos (a parteira. e) fuga romântica para o sonho. d) as estrelas e as flores. o Romantismo. fruto de “uma pisadela e de um beliscão”.52. Sem qu’inda aviste as palmeiras. o personagem central. desinteresse e tédio. e) os versos da última estrofe acentuam o sentimento do exílio e expressam o desejo do poeta de morrer em Portugal. o barbeiro. Lira dos vinte anos. é um anti-herói. Nossos bosques têm mais vida. Torno-me vaporoso… e só de ver-te Eu sinto os lábios meus se abrir de sono. Dê.. 04. Leonardo. UFRS Leia as estrofes seguintes. de imediato. 08. Álvares de. Neste excerto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . FUVEST-SP “Teu romantismo bebo. característica das classes de alta cultura e condição social confortável. aproximando-a da estética realista. UFMS Com relação às Memórias de um Sargento de Milícias. um aventureiro. “Minha terra tem palmeiras. b) se trata de um soneto clássico que celebrizou o poeta como um dos mais importantes do Romantismo brasileiro. Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá.. b) tendência romântica ao misticismo. que mais tarde se casa com Vidinha e.” AZEVEDO. tornando a obra uma espécie de crônica da época. Nossas várzeas têm mais flores. o eu-lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala. Onde canta o Sabiá. capazes de atos de bravura e coragem. o compadre. Nosso céu tem mais estrelas.

Dirce. p. São muitos seus filhos.Juca -Pirama No meio das tabas de amenos verdores. d) insegurança amorosa. ao idealizar a coragem e o heroísmo do índio brasileiro. Gonçalves. que. a um tempo temida e desejada. Alteiam-se os tetos d’altiva nação. São rudos. Vitória-ES Observe com atenção o fragmento abaixo: “I.Juca-Pirama. c) sátira impiedosa. revela-se um traço forte de sua poesia. de Gonçalves Dias. de Álvares de Azevedo. 1969. Rio de Janeiro: Bloch. atribuiu-lhe também alguns distúrbios de personalidade. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) A poesia romântica indianista resgatou o passado histórico do Brasil e valorizou a bravura de seus habitantes naturais. nos ânimos fortes.F. expressa num detalhismo quase realista. retratada como musa etérea. UFMG Em relação ao poema “Canção do exílio”. sedentos de glória.Romantismo Avançar . 311 19 Reflita sobre as tendências da poesia romântica indianista e assinale a alternativa que não confirma a visão idealizada do poeta em relação ao indígena brasileiro: a) O índio de Gonçalves Dias ganhou o tom dos valorosos cavaleiros medievais e reafirmou o sentimento nacionalista de nosso Romantismo. solene e distante. Temíveis na guerra que em densas coortes Assombram das matas a imensa extensão. d) à vertente romântica indianista. I. d) O poeta romântico transformou o silvícola em um dos símbolos da autonomia cultural e da superioridade da nação brasileira.. Condão de prodígios. a: a) idealização da amada. b) “I-Juca-Pirama” expressa o nacionalismo de seu autor.. 56. de glória e terror! (. já cantam vitória. é incorreto afirmar que ele pertence: a) ao projeto nacionalista romântico. Nos meus olhos incertos sinto lágrimas. guerreiros valentes! Seu nome lá voa na boca das gentes.55. c) O poema gonçalvino enalteceu e preservou as tradições indígenas brasileiras. Já prélios incitam.. c) à temática romântica da nostalgia. Literatura brasileira em curso. Cercadas de troncos – cobertos de flores. e) força material do cotidiano. 57. incorporando-as ao orgulho nacional.. U. In: RIEDEL.)” DIAS. Já meigos atendem à voz do cantor: São todos Timbiras. pela qual se rebaixa a linguagem ao plano do cômico. mas da lágrima em troca eu temo um riso!” Na estrofe acima. severos. b) projeção da própria morte. b) à tendência romântica para a utopia. UFSE “Quando junto de ti sinto às vezes Em doce enleio desvairar-me o siso. por temor de que a realidade rechace o devaneio lírico.

tais como: ventura e tristeza. A rósea face Mas ela não o quis… rompeu a tela Parece em visos de um amor lascivo Onde eu pintara meus doirados sonhos. Texto para a questão 60. c) a covardia é o único sentimento a ser temido pelos fortes. característica primordial do Romantismo. a imagem da mulher amada.E.F. 02. de Castro Alves. Meus tristes lábios imprimi ardentes Sua imagem divina ter no peito. “Idéias Íntimas (fragmento) VII XIII Em frente do meu leito. d) As referências ao universo da pintura. Não poderei na sepultura. murchas. revelam o seu caráter romântico de segunda geração. U. satanismo. Nos lábios frios comprimir chorando. a soma das alternativas corretas.” Vocabulário: Tapuia – identificação dada a tribos inimigas. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. b) Filiado ao Simbolismo. sedento e arquejante. É uma estampa No meu peito na vida e no sepulcro.Romantismo Avançar . como resposta. em negro quadro Havia uma outra imagem que eu sonhava A minha amante dorme. 08. confirmando a filiação do poema à estética simbolista. De fogos vagabundos acender-se… Se posso no viver sonhar com ela. e) o bom índio se conhece pela qualidade do seu arco. (…) GABARITO 60. 04. Dê. Condor ou tapir. o poema denuncia sua familiaridade com relatos infantis. expressão de ideais românticos. Conforme os versos transcritos. “onde eu pintara”. criam efeitos sinestésicos. da loucura e do sonho presentes no poema serão retomadas de maneira similar na poesia parnasiana. presentes no poema. Santa Maria-RS Considere os versos de “Canção do Tamoio”. Ponta Grossa-PR Espumas flutuantes. b) os índios estão em guerra contra os tapuias. ideal mimoso. imaginação criadora. d) quem não tem boa pontaria é excluído do grupo de guerreiros. a) O idealismo. Condor – ave semelhante à águia. Só teme fugir. “negro quadro”. 16. E com a nívea mão recata o seio… Essa trança beijar de seus cabelos Oh! quantas vezes. vida e morte. é um conjunto de poemas que apresentam: 01. E essas violetas inodoras. No arco que entesa Tem certa uma presa. a) quem erra o alvo precisa fugir da caça. 20 59. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . U. a presença da morte. “Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. De bela adormecida. Quando louco. c) Ao dizer “É uma estampa/de bela adormecida”. ao menos. “rompeu a tela”. o sonho. Tapir – anta. exaltação da natureza. linguagem coloquial. Não encheste minh’alma de ventura. Quer seja tapuia. No poento vidro que te guarda o sono! Álvares de Azevedo. e) As marcas do erotismo. de Gonçalves Dias.58. o poema recorre a imagens nebulosas e sugestivas.

vulneráveis e desonestas.Romantismo Avançar . assinale a(s) correta(s) em relação ao romance em questão.a periferia do Rio de Janeiro. 62. como resposta.. do povo que vivia no Rio de Janeiro no começo do século XIX. d) Álvares de Azevedo – Conde Lopo – Romantismo.. seja no processo de construção das personagens . seja no espaço onde essas personagens circulam . estalar do açoite. Embora o romance esteja inserido entre as produções do Romantismo.. é incorreto afirmar que: a) destaca o elemento indígena como a verdadeira origem do povo brasileiro. Tinir de ferros. a morte da terra virgem pela necessidade se implantar nela uma civilização.F. contrariando todo o desenvolvimento orientado pela narrativa. Dê. de baixa renda e seus dramas cotidianos -. 63. A dor lacerou suas entranhas. d) é uma obra de teor nacionalista em que há uso da cor local. U. Legiões de homens negros como a noite Horrendos a dançar. seja no plano da forma . características da estética romântica. As questões 62 e 63 referem-se ao fragmento abaixo: 21 “Iracema. 64. Voltar Língua Portuguesa . b) Iracema entrega-se a Martim sem resistência. Estreitou-se com a haste da palmeira. U. porém logo o choro infantil inundou sua alma de júbilo. 04. c) Aluísio Azevedo – O Mulato – Naturalismo. b) Castro Alves – O Navio Negreiro – Romantismo. de José de Alencar. o nascido do meu sofrimento.) – Tu és Moacir. um nítido contraste entre as personagens masculinas e as femininas: enquanto os homens se distinguem pela honestidade. A obra pode ser classificada como um romance de costumes. O desfecho da obra apresenta histórias de luto. Juiz de Fora-MG A partir do fragmento acima. Juiz de Fora-MG Sobre o romance Iracema. e vivem situações idealizadas.61. c) a linguagem é um misto de narração e descrição lírica.” ALENCAR.representação de pessoas comuns. entre os anos de 1852 e 1853. a) Álvares de Azevedo – Noite na Taverna – Romantismo. não se pode negar o teor realístico do qual se carrega a narrativa. Santa Maria-RS “Era um sonho dantesco. autor. e) Castro Alves – Vozes d’África – Romantismo.linguagem simples e direta -. e considerando a obra como um todo. a soma das alternativas corretas. assinale a alternativa incorreta: a) O amor entre Iracema e Martim desculpa simbolicamente a colonização. foi uma obra inicialmente publicada em folhetins. b) o sentimento amoroso justifica as duras ações colonizadoras.F. consciente da sua missão de gerar a nova raça. a retidão de caráter.. a coragem e a fidelidade. no romance. a seu modo. Iracema. (. 02. corretamente.F. uma vez que registra traços dos hábitos. na perspectiva do idealismo romântico. título da obra e período literário dos versos citados.. c) A expressão “nascido do meu sofrimento” pode ser lida como índice da origem violenta da formação social brasileira. o mestiço povo brasileiro. d) Alencar justifica. buscou a margem do rio onde crescia o coqueiro. 08. dor e sofrimento. Dentre as proposições abaixo. As personagens do romance pertencem à classe dominante. José de.” IMPRIMIR GABARITO Assinale a alternativa que identifica.. Em sangue a se banhar. de Manuel Antônio de Almeida. sentindo que se lhe rompia o seio. O tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho. as mulheres são devassas. tradições e falas de pessoas simples. U. Apresenta-se. à elite de sua época. 16.. 01. UFMS Memórias de um sargento de milícias..

“Uma noite. ( ) Nesta obra. que. na economia e principalmente na educação dos jovens. baseada na exploração de tipos sociais facilmente identificados. Assinale a alternativa correta. Era uma defunta!. de José de Alencar e (F) para as que não se aplicam adequadamente ao romance: ( ) O autor coloca no centro do romance não mais um herói. despreza o nacionalismo e o indianismo. temas característicos da primeira geração romântica. Quando dei acordo de mim estava num lugar escuro: as estrelas passavam seus raios brancos entre as vidraças de um templo.. elas só o são aparentemente. uma vez que a resolução dos conflitos se encaminha para o final feliz e a conseqüente realização amorosa dos dois jovens e. ( ) o Brasil Colonial como pano de fundo histórico-social. ainda.. a punição do violão.. em virtude da educação que recebera. 67. livro de contos escrito pelo poeta ultra-romântico Álvares de Azevedo (1831 – 1852). c) I.. A alternativa que contém a seqüência correta é: a) F – V – V – V. II. por exemplo). c) V – F – F – V. naquela tez lívida e embaçada. Abri-o: era o de uma moça. Dei um último olhar àquela forma nua e adormecida com a febre nas faces e a lascívia nos lábios úmidos. mas um ser venal inferior como é o caso de Seixas. Cefet-PR O excerto a seguir foi extraído da obra Noite na Taverna. o amor platônico não é superado pelo amor físico.Romantismo Avançar . da qual faz parte a peça O Noviço. personagens que confirmam o amor inatingível. UFGO Martins Pena foi o fundador da comédia de costumes do teatro brasileiro. acaba por restabelecer-se na medida em que o autor arranja uma solene redenção fazendo Seixas resgatar-se na segunda parte da história. e) Apenas I e III estão corretas. Acentua traços característicos da literatura romântica.65. ( ) a utilização de recursos dramáticos considerados primários.. ( ) Este romance testemunha que Alencar crê nas “razões do coração” e se seu moralismo se abate sobre as mazelas de um mundo antinatural (o casamento por dinheiro). o disfarce e o erro de identificação. como o esconderijo. mulheres incorpóreas ou virgens. Nessa obra. e após uma orgia.. o equilíbrio. ( ) Embora existam personagens más em seu romance (Seixas. Aquele branco da mortalha..” 22 Com relação ao fragmento acima. Tomei o cadáver nos meus braços para fora do caixão. Desta forma. pode-se encontrar (Assinale V. que se casa pelo dote. As luzes de quatro círios batiam num caixão entreaberto. II e III estão corretas. eu deixara dormida no leito dela a condessa Bárbara. sempre se salva a dignidade última dos protagonistas. pois Alencar acredita que pode operar-se nesse caráter uma transformação capaz de restituí-lo gradualmente à sua natureza generosa. gemendo ainda nos sonhos como na agonia voluptuosa do amor. Uniube-MG Marque (V) para as declarações que estão de acordo com o romance Senhora. o egocentrismo e o sentimentalismo. Saí. e F para os falsos) ( ) o predomínio da caricatura na concepção das personagens. III. b) V – V – F – F. direcionando-os para a vida religiosa. d) F – V – V – F. b) Apenas II e III estão corretas. Não sei se a noite era límpida ou negra. Idealiza figuras imaginárias.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. parágrafo. recursos ostensivamente colhidos nos romances de folhetim da época. rompido temporariamente. a) Apenas I está correta. as grinaldas da morte na fronte dela.. no 1º. para os itens verdadeiros. sei apenas que a cabeça me escaldava de embriaguez. e aqueles traços todos me lembravam uma idéia perdida. o que leva ao efeito cômico desejado. ao contrário. demonstrando a ingenuidade e a simplicidade que permeiam a edificação da trama. ( ) uma vinculação nítida com o contexto romântico. 66. Pesava como chumbo. afirma-se: I. e se redimem as transações vis repondo de pé herói e heroína. As taças tinham ficado vazias na mesa: aos lábios daquela criatura eu bebera até a última gota o vinho do deleite. Tematiza a morte. presente em grande parte da obra do autor. idealizado na literatura ultra-romântica. – era o anjo do cemitério! Cerrei as portas da igreja. eu achara abertas. o vidrento dos olhos mal-apertados. como o subjetivismo. eu ignoro por quê. d) Apenas I e II estão corretas. época em que a influência jesuítica foi decisiva na política.

E. como: 01. Caracterizam duas faces diferentes da obra do poeta. porém.. pastoril. 16. com desespero e pessimismo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) no segundo. manifesta-se o desejo de amar e a realização amorosa se dá plenamente entre os amantes. o poeta figura a mulher adormecida e a toma como objeto de amor jamais realizado. a exaltação de sentimentos pessoais. a morte como alívio para o “mal-do-século”. ao substituir a musa virginal pela lavadeira entretida com o rol de roupa suja. como resposta. 69. é um dos poemas mais lembrados de Álvares de Azevedo. a valorização de elementos ligados à natureza. Comparando os dois fragmentos. 04. a soma das alternativas corretas. apesar de haver um tom de humor e sátira. o poeta expressa as condições mais rasteiras de seu cotidiano. o desajustamento do indivíduo ao meio social. Ponta Grossa-PR “Se eu morresse amanhã”. bucolicamente ingênua e inocente. E o eco ao longe murmurou — é ela! Eu a vi — minha fada aérea e pura — A minha lavadeira na janela! (…) Esta noite eu ousei mais atrevido Nas telhas que estalavam nos meus passos Ir espiar seu venturoso sono. Sobre o leito de flores reclinada. A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã!” 23 Nele estão contemplados temas recorrentes em sua poesia e na estética romântica. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Fragmento II É ela! é ela! — murmurei tremendo. a) no primeiro.68.Romantismo Avançar . Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! Que céu azul! Que doce n’alva Acorda a natureza mais louçã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã! Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória. atribui à mulher traços de idealização iguais aos do primeiro fragmento. b) no segundo. e) no segundo. em poesia simples. Mas cantou nesse instante uma coruja… Abri cioso a página secreta… Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!” GABARITO Os fragmentos acima são de Álvares de Azevedo e desenvolvem o tema da mulher e do amor. o poeta confere ao tema amoroso tratamento idêntico ao verificado no primeiro fragmento. Vê-la mais bela de Morfeu nos braços! Como dormia! que profundo sono!… Tinha na mão o ferro do engomado… Como roncava maviosa e pura!… Quase caí na rua desmaiado! (…) É ela! é ela! — repeti tremendo. à aflição e à busca da solidão. c) no primeiro. Dê. com certeza. o dolorido afã. não se caracteriza o rebaixamento do tema amoroso. a análise crítica e científica dos fenômenos sociais brasileiros.. PUC-SP “Fragmento I Pálida à luz da lâmpada sombria. U. que conduz à dor. 08. viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã. 02. Como a lua por noite embalsamada. podemos afirmar que. “Se eu morresse amanhã.

fruto do negro e do branco. e em lamentos melodramáticos. em que se sobressai o tratamento exótico da natureza tropical. UFGO A poesia de Gonçalves Dias pode ser dividida em três grandes vertentes temáticas: a indianista. O narrador acentua o tom irônico que caracteriza o romance. porque tudo é narrado de forma explícita. I. 4. foram mais adiante do que isso. Alencar consegue belos efeitos lingüísticos ao abusar de imagens sobre imagens. o índio. numa representação quase sempre épica. 72. E ingenuamente não sabemos se se poderá aplicar com razão ao Leonardo. de José de Alencar. O narrador aponta para a ingenuidade da personagem frente à vida e às experiências desconhecidas do primeiro amor. extraído do romance Memórias de um Sargento de Milícias. provocados pelo sofrimento do amor irrealizado. como a exaltação do pitoresco nacional. como este último tinha querido quando foram para o Campo. A linguagem do romance Iracema é altamente poética. III. predomina uma sensibilidade plástica singular. as cenas de amor carnal entre Iracema e Martim são de tal forma construídas que o leitor as percebe com vivacidade. que deforma os encantos da mulher amada. pode-se encontrar um ultraromantismo já convencional. ( ) em todas as vertentes da poesia de Gonçalves Dias. e) I. d) Apenas II e III. estabelecendo. Quais estão corretas? a) Apenas I. ( ) na poesia saudosista. 71. b) se apenas 2 e 3 estiverem corretas. uma interdependência entre paisagem e estado de alma. 3 e 4 estiverem corretas. b) Apenas II. em Iracema temos o nascimento lendário do Ceará.F. detectado no sentimentalismo exagerado. Luizinha e Leonardo. De maneira simbólica ele representa o homem brasileiro. por saber quem é Leonardo. Ela é o refúgio acolhedor e o ideal de evasão do eu-poético. 3.70. porém. não é dizer que vieram de braço. 3 e 4 estiverem corretas. II. c) Apenas III. ( ) na poesia lírico-amorosa. a saudosista e a lírico-amorosa. d) se 1. II e III. embora o texto esteja em prosa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . vieram de mãos dadas muito familiar e ingenuamente. Moacir é o filho nascido da união de Iracema e Martim.” Considere as afirmações abaixo sobre o comentário feito em relação à palavra ingenuamente na última frase do texto. Assinale: a) se apenas 2 e 4 estiverem corretas. 2. comparações sobre comparações. A produção poética desse autor pode ser caracterizada da seguinte forma: ( ) na poesia indianista. c) se 2. de Manuel Antônio de Almeida. podemos dizer que: 1. põe em dúvida o caráter da personagem e as suas intenções. U. O narrador. o poeta demonstra acentuadas marcas do nacionalismo vigente no Romantismo. no qual está inserido o primeiro habitante do País. Uberlândia-MG-Modificada Sobre Iracema. assim. a história de amor entre Iracema e Martim e as manifestações de ódio das tribos tabajara e potiguara.Romantismo Avançar . 24 GABARITO “Desta vez. UFRS Leia o texto abaixo. moldada por um cenário natural tipicamente brasileiro. a natureza tem um caráter expressivo e dinâmico.

d 24. de experiências positivas. V–F–V–V d e a c 21 e a e V–F–V–V–V e c c d c d 17. e 26. 8. O romance confirma isso quando Pojucã pergunta se não é digno deste sacrifício. Sim. 13. 6. pode-se dizer que servem de complemento à narrativa. 11. a a) Como todo povo. Ubirajara é o nome do guerreiro e Jurandir é o nome do hóspede. d 25. já que. 40. 12. a 27. 7. b) As notas tratam da língua e dos costumes dos índios. sua cultura. mas com benevolência. 42. a natureza é lugar paradisíaco. c 28. Voltar Língua Portuguesa . 9. pois a relação entre o homem e a natureza é apresentada de forma idealizada. b 18. e 31. 16. que desmitificam sua imagem de passado idealizado a que se desejaria retornar. c 33. no texto. 49. 45. 3.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O 1 1. 05 21.Romantismo Avançar . e 23. d 30. c) O ritual antropofágico é tratado sob a perspectiva indígena. 37. 14. 15. 41. 43. a 29. 46. F–F–V–F–F–F–V 50 c 27 d c c a a e b GABARITO IMPRIMIR 35. 39. 44. Considerando-se que as notas são objetivas e a narrativa é subjetiva. Tais estágios são refletidos na mudança de nome do protagonista: Jaguaré é o nome do caçador. no último parágrafo. 10. atribuem-se à infância traços negativos. o índio brasileiro também tem suas tradições. a qual passa por diferentes estágios. 23 20. d 22. As notas contribuem tratando o ritual. 38. tendo sido derrotado no combate com Ubirajara. a escravidão causaria mais vergonha que a própria morte. e não européia. 47. 4. segue. c 32. 34. 06 a Não segue integralmente. 5. já que. 2. pois. a 19. 36. não com o preconceito europeu. 48.

65. 53. 57. a e c a 14 a b b c 13 a 05 62. 72. 52. 55. a b e c V–F–V–V a 17 c V–V–F–V a e 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 69. 70.Romantismo Avançar . 56.50. 71. 58. 54. 51. 63. 66. 61. 67. 59. 60. 68. 64.

Nos saudosos campos do Mondego.LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. do qual o trecho acima faz parte. Estavas. como um todo. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. De teus anos colhendo doce fruito. d) retrata a beleza de Inês. áspero e tirano. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. 2. Como se fora pérfida inimiga. d) I e II. b) II. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. oferecem momentos em que o lirismo se expande. linda Inês. que se contrapõe à solenidade do poema épico. legítima herdeira do trono de Portugal. Está correto apenas o que se afirma em a) I. 3. em Os Lusíadas: I. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. e) I e III. posta em sossego. tu.” 1 GABARITO Os Lusíadas. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano. Tuas aras banhar em sangue humano. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. Desse episódio.Classicismo Avançar . c) III. IMPRIMIR b) celebra os amores secretos de Inês e de D. já velho e com um “saber só de experiência feito”. posta em sossego. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. Deste causa à molesta morte sua. c) a manifestação de apego a Portugal. Entretanto. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. puro amor. Naquele engano da alma ledo e cego. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. obra de Camões. Se dizem fero Amor. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. É porque queres. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. Que a fortuna não deixa durar muito. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. De teus fermosos olhos nunca enxuito. Voltar Língua Portuguesa . d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. O nome que no peito escrito tinhas. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. Aos montes ensinando e às ervinhas. III. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. humanizando os versos. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. PUC-SP “Tu só. inserido em sua narrativa épica. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. O episódio de Inês de Castro. II.

Classicismo Avançar . b 2. a 1 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. e 3.

” Trecho 2: “Para os especialistas. de autoria do deputado Aldo Rebelo (PC do B. A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert adotassem o termo ‘week-end’ para fim de semana. Seria mais ou menos como cobrar uma pena pecuniária (gostou dessa. de uma cultura dominante.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II 1. (32) no terceiro período: A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada de nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). a seguir. multar um lojista por uma caipirice que depõe unicamente contra ele próprio é um exagero. ser multados. Para ilustrar essa tese. UFMS Apresentamos. os pagodeiros deveriam ser penalizados porque cometem erros absurdos de gramática que corrompem o idioma. e só alguém que não entende nada do assunto pode achar que é possível bloquear esse intercâmbio’. O texto traz a opinião do articulista de Veja. (08) é possível detectar a presença de duas “vozes” que dialogam com o discurso sobre a língua: a “voz” da ecologia e a “voz” da economia. por isso. Agora. americano naturalizado brasileiro.Interpretação de texto II Avançar . essa primazia pertence ao inglês. Rebelo?) de pagodeiros a cada erro de gramática que cometem. Está certo que os abusos beiram o ridículo. seus defensores sempre utilizam o mesmo e surrado exemplo: cartazes de lojas de shopping centers (ops. 86-7). Repete-se no terreno do idioma a mesma lengalenga que se desenrola no campo da economia. 1 Trecho 1: “O projeto é fruto de uma idéia fora do lugar (mais uma): a de que o português falado no Brasil estaria ameaçado de extinção. que leciona Lingüística Aplicada na Universidade de Campinas. assim como o mico-leão-dourado e a arara-azul. Entre eles. ‘Um idioma evolui quando entra em contato com outros. São Paulo). a soma das alternativas corretas. é correto afirmar que: (01) o exemplo utilizado pelos defensores da pureza do idioma — os cartazes de lojas de shopping centers — não prima exatamente pela originalidade. era o francês o responsável pela maior parte das palavras ditas internacionais. Também é comum — e fato antigo — que os vocábulos a atravessar fronteiras venham.” GABARITO Segundo o texto. diz o professor John Robert Schmitz. como resposta. No entanto. estampar nas vitrines “sale” e “50% off” em vez de “liquidação” e “50% de desconto”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . centros comerciais). p. não devendo. em geral. dois trechos de uma reportagem publicada na revista Veja (30/08/00. Dê. (02) o projeto de Aldo Rebelo limita-se a tentar impedir que a língua falada seja invadida por estrangeirismos. que proíbe o uso de palavras estrangeiras. (04) os lojistas que exibem cartazes com termos estrangeiros em suas vitrines prejudicam apenas a si mesmos. É normal que uma língua se nutra de outras. o projeto mostra total ignorância do fenômeno lingüístico. As informações entre parênteses têm por função explicar os termos que os antecedem. A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada da nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). Até o início do século XX. (16) ao contrário dos lojistas. não fazendo qualquer referência ao emprego de tais termos na língua escrita. em que João Gabriel de Lima discute o projeto de lei nº 1676.

A este respeito a influência do povo é decisiva. Dê. a soma das alternativas corretas. mas pode ser facilmente recuperado pelo leitor. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 47. podemos fazer as seguintes comparações: (01) da mesma forma que o escritor fala de riquezas que se acrescentariam à língua. o que pode ser observado desde tempos mais remotos. só então. projetos e atitudes como os de Aldo Rebelo revelam-se absurdos porque traduzem um desconhecimento completo sobre a língua portuguesa e suas origens. tendo sido. a soma das alternativas corretas. portanto. referentes aos trechos da questão 1. que não vem explicitado no texto. 3. suplantado pelo inglês. com isso.Interpretação de texto II Avançar . como resposta. (32) posições contrárias à evolução de uma língua são duramente criticadas. 2 Entre o ponto de vista do escritor e a opinião de especialistas. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. já explorada no texto acima. agora.” In: Crítica literária. serem incorporadas à escrita. (16) até o início do século XX. especialistas enfocam a questão do ponto de vista do intercâmbio com outras línguas. UFMS Veja. criando. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. (32) o trecho atribuído ao professor John Robert Schmitz vem em discurso direto. através do intercâmbio com outras línguas. com naturalidade. UFMS Todas as proposições a seguir. um efeito de sentido de verdade e constituindo um importante argumento de autoridade para fundamentar a tese do intercâmbio lingüístico. a partir de então. p. como o escritor Machado de Assis aborda a questão da língua. “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. (04) afirma-se categoricamente que as mudanças ocorrem primeiro na fala para. (08) ignora-se a influência do povo como propulsor das transformações ocorridas na língua. (08) em A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert…. (16) enquanto Machado de Assis vincula as alterações por que um idioma passa ao fator tempo e às necessidades advindas dos usos e costumes. a expressão em negrito remete ao termo franceses. ao passo que Machado de Assis assume uma atitude complacente em relação a seus opositores. (02) para os especialistas.2. os estudiosos tomam os estrangeirismos como elementos positivos que fariam o idioma evoluir para melhor. locuções novas. (02) tanto Machado de Assis quanto especialistas aceitam. como resposta. Há. certos modos de dizer. é um processo normal. que não se pode impedir. exceto: (01) a evolução de um idioma. (04) os vocábulos de uma dada língua que se incorporam a outras originam-se sempre de uma cultura dominante. estão corretas. o francês foi o principal idioma a “exportar” palavras para os demais porque pertencia à cultura dominante da época. a evolução das línguas. Dê.

o assassino foge ao perfil comum de tais tipos. quando essa fêmea mostra também intelecto e capacidade de sobrevivência sem seu protetor. “A recente morte violenta de uma jornalista choca a todos porque. Referida a um crime que teve repercussão na imprensa escrita e falada. e lhes atribui um comportamento que as desqualifica. Laércio. ônibus. termina quando tal fêmea atinge seu objetivo. Mas é realmente uma flor. SP. gosta de passar aos demais uma imagem de eterna juventude e virilidade. Paulo de 30/08/2000. ITA-SP O texto a seguir foi publicado na seção “Cartas do leitor” da Folha de S. e muitas pela fama. Suas pétalas não se abrem. meios artísticos. rio de [aço do tráfego. Pior ainda. bondes. Façam completo silêncio. esta carta dá uma notável demonstração de machismo e desprezo pelas mulheres. […] Furou o asfalto. GABARITO IMPRIMIR a) O texto usa. Seu nome não está nos livros. nos círculos milionários. Tudo porque o homem não aprende. É feia. d) nada pode interferir no fluxo da vida urbana. b) a flor nasce sem as marcas da urbanidade. um termo fortemente conotado.4.Interpretação de texto II Avançar . Garça. paralisem os [negócios.” 3 O texto sugere que: a) as plantas não devem ser cultivadas nos centros urbanos. Fingem acreditar que elas estão aí por amá-los. o tédio. 5. poder e dinheiro. PUC-RS Texto Carlos Drummond de Andrade “Uma flor nasceu na rua! Passem de longe. Sublinhe o termo em questão na sua frase. esportivos e de poder. posando com fêmeas muito mais jovens. Há milênios. mas certas situações que levam a isso estão aí. e) a convivência do homem com a natureza não deve ser estimulada. real. Transcreva uma frase em que o termo ocorre. São poucas vezes atraídas pelo seu intelecto. Uma flor ainda desbotada Ilude a polícia. Sua cor não se percebe. triste. Garanto que uma flor nasceu. na frase “o homem não aprende”? Voltar Língua Portuguesa . Duro.” ZANINI. c) a capacidade de resistência possibilita o inusitado surgimento da flor. segundo o autor dessa carta? c) A quem se refere o autor da carta. associado à descrição de comportamentos que desqualificariam as mulheres. rompe o asfalto. nesse fato. em relação às mulheres. A durabilidade de tais ligações. b) Quais os traços de caráter das mulheres em relação aos quais os homens deveriam se precaver. no geral. Sento-me no chão da capital do país às [cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma [insegura. o nojo e o ódio.

as ‘infovias’. Fuvest-SP No texto. enquanto o CD-Rom trabalha. mudaram o conceito de realidade e obrigaram as pessoas a ficar sentadas. Não há dúvida de que vivemos a revolução da informação e. desafiaram constituições. que corria o risco de ficar impedido de aplicar cortes de despesas com folha de pagamento previstas na lei. b) O que os termos “retificação” e “revisão” informam sobre a participação do juiz Marco Aurélio de Mello no julgamento da questão? c) Do que trata o artigo 20 da lei de Responsabilidade Fiscal? Responda. c) a natureza precária das revoluções. que confirmou a constitucionalidade do artigo que estabelece os limites de gastos com pessoal para os três poderes. a expressão que sintetiza os efeitos da revolução operada pela informática é a) “atropelaram o mundo”. durante longos períodos de tempo. b) “tornaram as leis antiquadas”.” O Estado de S. a) No texto acima.” Jornal do Brasil. d) “redefiniram os locais de trabalho”. A revisão promovida pelo ministro Marco Aurélio favoreceu o governo. Transcreva pelo menos três. diz o professor do MIT. diante de telas de computadores. revoluções não são sutis. 13/02/96. GABARITO 7. com base no texto. 8. ocorrem vários termos de jargão técnico que remetem a diversas fases do andamento de um processo no judiciário. o governo saiu vitorioso ontem no julgamento do pedido de liminar contra o artigo 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal. 12/10/2000. Paulo. c) “reformularam a economia”.Interpretação de texto II Avançar . b) a negação dos benefícios decorrentes das revoluções. 4 Texto para as questões 7 e 8. e) o traço progressista das revoluções. especialmente em relação aos Poderes Legislativo e Judiciário no âmbito dos Estados e Municípios. reordenaram prioridades. redefiniram os locais de trabalho. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Nicholas Negroponte. reformularam a economia. Unicamp-SP (nota: o título de “ministro” é dado aos juízes do Supremo Tribunal Federal) “Pela diferença de um voto. Uma retificação no voto do ministro Marco Aurélio de Mello garantiu a decisão do STF. Existem ainda no STF outras cinco ações propostas pela oposição contra dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal. Tornaram as leis antiquadas. d) o caráter radical das revoluções. Fuvest-SP A expressão “revoluções não são sutis” indica a) a natureza efêmera das revoluções. as grandes redes — a Internet e a World Wide Web — atropelaram o mundo.6. e) “desafiaram constituições”. “A explosão dos computadores pessoais.

nº 82. ( ) Se o trecho “Tem carroceria 100% galvanizada” estivesse redigido como Tem 100% da carroceria galvanizada. Dê. leia o anúncio que se segue. freios ABS de 5ª geração. 53 (com adaptações). (16) os anunciantes da coleção Primavera-Verão da Picadilly utilizam argumentos genéricos para seduzir o grande público. não se voltando. portanto. que a interlocutora anteriormente acreditava em príncipes encantados. Alguns anúncios são sabidamente enganosos. são proibidos pelo Código Brasileiro de Defesa do Consumidor. 10. Mas a tecnologia é imensa. direção hidráulica e coluna de direção ajustável em altura e profundidade. e. iniciado em “E ainda” o anúncio afronta o Código Brasileiro de Defesa do Consumidor porque lança uma auto-avaliação sem informar que sistema antifurto a sustenta. é incorreto afirmar que: (01) no primeiro período. pois ludibriam o cliente. UnB-DF Um anúncio publicitário tem por finalidade influenciar o público. sugerindo maior proximidade com o interlocutor/leitor. é possível considerar que o anúncio poderá ludibriar o consumidor que der a ele a primeira interpretação. recorre-se à intertextualidade com o popular conto de fadas Gata Borralheira. O design é compacto. ar-condicionado inteligente. motor com 5 válvulas por cilindro. (08) a figura de linguagem que aparece no segundo período é a metonímia. Dessa forma. mesmo um anúncio honesto pode apresentar alguma impropriedade lingüística que comprometa a qualidade da mensagem transmitida.9. a soma das alternativas corretas. 13/12/99. estimulandoo a adquirir um produto ou a contratar um serviço. ( ) O trecho “Tem carroceria 100% galvanizada. como resposta. Voltar Língua Portuguesa . Tendo em vista essa observação. para um segmento específico da sociedade. por oposição.” Época. ludibriando involuntariamente o consumidor. É o primeiro carro brasileiro com acoustic parking system. apesar de gostar de homens de verdade. Há. XYZ. ( ) No trecho final.Interpretação de texto II Avançar . UFMS Leia o seguinte texto da propaganda de calçados da coleção Primavera-Verão da Picadilly: “Chega um momento que você pára de acreditar em príncipes encantados e passa a exigir homens de verdade. E ainda foi considerado o carro mais seguro do segmento pelo Clube do Automóvel. 15/9/00. também conhecido como Cinderela. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. a mensagem do anúncio estaria preservada. Tem um momento que você percebe que não é você que não entra no sapatinho de cristal. GABARITO IMPRIMIR Com relação a esse anúncio. 5 De acordo com o material publicitário reproduzido acima. anúncios que apresentam apenas informações verídicas. como conteúdos pressupostos. a valorização dos calçados anunciados. que acaba comprando gato por lebre. (02) com o objetivo de opor realidade e fantasia. p.” Caras. 12 anos de garantia anticorrosão” permite dupla interpretação: ou todas as peças metálicas do XYZ têm 12 anos de garantia anticorrosão ou apenas a carroceria a tem. entretanto. Tem carroceria 100% galvanizada. (04) o uso de você é um recurso típico do texto publicitário. uma vez que se toma o todo (a pessoa) pela parte (os pés). os verbos parar (de) e passar (a) indicam. por isso. É o maldito sapatinho que não serve para você. (32) a atribuição de uma qualidade negativa ao sapatinho (de cristal) sugere. 12 anos de garantia anticorrosão. Todavia. “O XYZ é o primeiro com airbags laterais na categoria. ( ) O primeiro período do anúncio não apresentará alteração de sentido se for assim reescrito: O XYZ é o primeiro na categoria e tem airbags laterais.

III. três monstruosas divindades aladas que puniam os criminosos. Minerva é o nome romano da deusa da sabedoria. Egisto. para melhor se aproximar da língua padrão. 24. c) somente I e IV. 4. da Universidade de São Paulo. a empresa está informatizando todo o seu sistema. Clitemnestra. o filho dela. uma preocupação de fundo metalingüístico. Só que o julgamento terminou empatado e a deusa decidiu pela absolvição de Orestes. op. cit. Rolou uma briga e Eudes sacou o berro.35. Texto 4 “Um aviãozinho monomotor (de um motor só) caiu ontem de manhã na Baía da Guanabara…” NP. conta o professor de Língua Portuguesa Francisco Platão Savioli. Metodista-SP Texto 1 “Por isso. inclusive.Interpretação de texto II Avançar . O discurso da violência — as marcas da oralidade no jornalismo popular. e) Tudo o que foi narrado pelo escritor do artigo não passa de ficção. c) O texto contém uma explicação histórico-científica para a expressão “voto de Minerva”. p. p. III. Univali-SC “Deusa grega decidia julgamentos empatados De onde veio a expressão ‘voto de Minerva’? Da Grécia antiga. U. apud. 6 Podemos concluir do texto acima que: a) Eumênides é a peça escrita por Ésquilo. ajudada pelo amante. Atena virou Minerva e a instituição do voto de desempate. 07. p. passou para outras civilizações. detonando três pipocos em Cícero. para resolver os pepinos em tempo. e) I. F. Agamênon. pintou confusão. em que não faltam. Texto 3 “Liberado pelos médicos. apud.07.07. 230. no discurso jornalístico em questão. d) Atualmente. Quanto às afirmações anteriores. dado pelo presidente de um tribunal. ‘O episódio que deu origem à expressão está narrado na peça Eumênides. II. o primeiro dos grandes dramaturgos clássicos gregos. IV e V. o malaco tentou roubar o revólver de Antônio Carlos. IV e VI.91. 339. que fica na mesma rua.91. II. Atena. . apud. Ana Rosa Ferreira.07. Quando sacaram que pintou sujeira. II. Segundo os soldados. Para julgar o crime. Com a posterior elaboração e consolidação da jurisprudência romana. Os malacos chegaram junto dela e mandaram-na passar as chaves.91. perceptível em nível morfológico.07. cit. o juiz se utiliza do voto de Minerva para absolver o réu. V.C. 6. quando acontece empate em julgamento. p. em Atenas). assassina o marido. mata os dois para vingar o pai e é perseguido pelas Fúrias.456 a. julho de 1998. IV. d) I. uma tendência para a hipérbole. F. uma deformação dos significantes. de Ésquilo (525 a.)’.” NP.11. predomina I. 12. 2 F. b) O professor Francisco Platão Savioli explica em um texto descritivo a origem da expressão. Aí.C.91. a mistura freqüente de linguagem culta e popular (oral). 1996 Texto 2 “Os malacos tinham arrombado a escola Paradigma. fugiram. 298. ou de linguagem popular e técnica.” Superinteressante. Considerando somente os fragmentos de Notícias Populares acima. o preso entrou no carro de polícia para voltar ao distrito. estão corretas a) todas as afirmações. Paulo: editora EDUC/Cortez. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . uma oralidade bem marcada da qual se projetam elementos emocionais para envolver o leitor. grande dramaturgo grego. 27. Christi estava tirando seu Santana da garagem. VI. a transformação de notícias em narrativas. S. Atena funda um tribunal chamado Areópago (que realmente existiu.” NP. op. projetou o mito muito além da sua época. pode-se dizer que.” GABARITO NP. 27. op. cit. Orestes. que inventou a expressão. III. 5. marcas de oralidade. Nessa tragédia. Nessa hora. O cara morreu na hora. na Antigüidade. A tragédia de Ésquilo. F. b) somente III e IV. apud DIAS.

IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . os brasileiros seriam PhDs nela. II. 7 13. PUC/Campinas-SP “Na prática política. justificam-se como hábeis negociadores. A tese defendida é a de que a acepção mercantilista do termo negociação pode ser maliciosamente encoberta pela acepção democrática. É por essa razão que frases igualmente descompromissadas como ‘eu te ligo’. Metodista-SP Assinale a alternativa que mais traduz o conceito de homem cordial no texto. correspondente no Brasil do jornal dominical The Observer. inteligente frente aos obstáculos impostos pelo cotidiano. O tema explorado é o do duplo sentido que a palavra negociação ganha no âmbito da prática política. ou mesmo das ‘negociatas’. por essa razão. podem ser classificados como ‘morde-e-assopra brasiliensis’. e) um “camaleão social” ironicamente analisado pela sua conduta. “Modos brasileiros de escapar do ‘não’ Universalmente.” KEPP. a) o homem capaz de empreender encontros amistosos. Vários políticos valem-se dessa duplicidade de significados: sendo. meio malandra. das quais os brasileiros diariamente se apropriam para desviar da palavra ‘não’. (…). b) aquele que. ‘a gente se vê’ e ‘apareça lá em casa’ normalmente são escapadas e não promessas de um novo encontro. meio diplomata.Interpretação de texto II Avançar . 14. (…). I e II somente. c) o homem perspicaz. Em relação ao texto. III. ora ao fundamento mercantilista dos ‘negócios’. espertos negociantes. um tipo de enganador charmoso. U. 1996. ‘vamos ver’. II e III somente. Esses hábitos já estão enraizados nessa cultura. Essa declaração faz com que qualquer trato não cumprido soe como um acordo amistoso. e a tese é a de que as palavras deixam de ter sentido por causa dessa prática. pela gentileza de seus atos.” Considere as seguintes afirmações sobre o texto acima: I. a palavra negociação associa-se ora ao requisito clássico da democracia. In Folha de São Paulo. O tema é a prática da má política. as pessoas se escondem atrás de expressões comprometedoras para evitar a responsabilidade pelos atos ou opiniões e para fugir dos confrontos embaraçosos. Eles se comunicam por meio de frases como ‘eu fico devendo’. Veja as expressões propositadamente vagas como ‘pode ser’. de Londres e da Fairchild Publications. ‘se der’. II e III. Se essa ‘esquiva retórica’ fosse uma disciplina acadêmica. d) um “camaleão social”. Seu talento nesse campo vem de eles terem aprendido como navegar em torno dos negativos. híbrido e. que é a busca do ‘acordo entre partes’. Membros dessa espécie híbrida. de fato. Michael. intencionalmente incapaz de magoar os outros. I e III somente.Texto para a questão 13. está honestamente preocupado com as regras sociais. está correto o que vem afirmado em a) b) c) d) e) II somente. Sérgio Buarque de Holanda os flagrou mais de meio século atrás no seu estudo do ‘homem cordial’. I.

A pergunta que. Durante muito tempo. U. entendimento e emoção. Nesse binômio. O professor então passou o resto da aula explicando: é mais importante entender do que copiar. batalhas. o texto aponta o computador como o grande mestre do futuro. conhecendo como é o lugar. olhou-nos e fez uma pergunta que nos deixou a todos perplexos. Por que é um mistério que nunca esclareci. isto é. mesmo. Trata-se de um rio longo. 26 set. c) O texto é portador da idéia de que o ensino desvinculado da realidade e das vivências do aprendiz. foi direto para o quadro e escreveu: Calor → dilatação. F. os afluentes do Amazonas? Há pouco tempo faleceu um dos melhores professores que tive. Nós nunca tínhamos ido à Amazônia. mas sabíamos seus nomes. A memória do computador nos dará todo tipo de informações. datas. a) No texto. E aí os nomes surgirão naturalmente. os da margem esquerda e os da margem direita. todos nós estávamos ansiosos. e portanto cheio de afluentes. é o ensino da literatura. Ele pousou o giz. Assim mesmo: calor – flechinha – dilatação. Revista ZH. Informação memorizada é algo que. c) Nada é comparável. os escolares saberão dos afluentes do Amazonas não recitando os nomes. é preciso saber como acessar. se faz a respeito de um texto é: o que quis o autor dizer com isso? Pergunta difícil. da vida? No futuro. para a qual o próprio escritor muitas vezes não tem resposta. d) Não há exemplo mais adequado. Ninguém soube responder. U. está o objetivo maior da educação. como se chamam os afluentes da margem direita?” Zero Hora. Lembro muito bem a primeira aula que nos deu. não cumpre seu real objetivo. basicamente. daqui em diante. o comentário do autor faz referência a um futuro em que inovações metodológicas tornarão o ensino mais produtivo e eficaz. Coisas que os alunos copiavam. 16. b) Entre outras idéias. A propósito. Perguntou por que havíamos copiado aquilo. como vivem os habitantes da região. no contexto. 1999. é criticado o ensino que visa. e) Nenhuma informação memorizada é mais importante. e que foi cercada da maior expectativa: como tinha fama de ralador. e) Segundo o texto. O professor Alfredo entrou na sala. lugares. F. b) Nenhuma idéia é mais relevante. é essencial que a educação contemple globalmente o ser. Nada mais paradigmático a esse respeito do que a lista de afluentes do Amazonas. Não sei como será a escola no futuro. E também não nos ensinará o valor das emoções. mas indo até lá. Rio Grande-RS Assinale a alternativa cujo teor é incompatível com as idéias veiculadas pela crônica. que o conceba como alguém dotado de inteligência e afetividade. 8 15. O que o computador não nos ensinará é como entender as coisas. em geral. ao acúmulo de informações memorizadas. mas de uma coisa estou seguro: a regra do professor Steinbruch será mais válida do que nunca. E todos nós imediatamente copiamos: calor – flechinha – dilatação. Alfredo Steinbruch. Era preciso recitá-los de memória. Texto “Quais são. Exemplar. que lecionava Física no Julinho.Interpretação de texto II Avançar . IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ficará cada vez mais por conta do computador. Não é preciso lembrar. Rio Grande-RS A expressão Nada mais paradigmático é. nunca tínhamos visto os rios da região. a esse respeito. equivalente a: a) Nada é mais enfatizado. em primeiro lugar: o que sentiste lendo esse texto? Em que ele aumentou a tua compreensão do mundo. Eu perguntaria ao leitor. d) Numa perspectiva otimista e confiante. e memorizavam — porque aquilo caía no exame. ao qual caberá a intransferível tarefa de educar gerações. ou liam nos livros.Instrução: as questões de números 15 e 16 referem-se ao texto. ensino foi sinônimo de informação: nomes.

a cada avanço tecnológico. É desse modo que a periferia do sistema capitalista acaba se tornando ainda mais periférica. Milton. chuveiros e vasos sanitários das cidades — ou na própria violência que passaria a assaltar ruas e casas. seja porque não dispõe totalmente dos novos meios de produção. d) o abastecimento de água das grandes cidades. intensificou-se nos bairros mais populares. d) apropriadas por alguns Estados / criação de desigualdades. História da vida privada no Brasil. Essas técnicas da informação (por enquanto) são apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas. das sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrínseca. confunde. embora realizado de maneira desordenada.” SANTOS. nas condições atuais. a) as novas formas de vizinhança e de moradia resultaram de uma política de urbanização progressiva e organizada. c) ampliação do conhecimento / informação manipulada. e) a violência urbana. por mais que avance tecnologicamente. (…) As novas condições técnicas deveriam permitir a ampliação do conhecimento do planeta. estruturados segundo os padrões da época. 9 17. Fuvest-SP Segundo o texto. mas no avanço sobre mananciais — fonte para todas as pias. em lugar de esclarecer. dos objetos que o formam.Interpretação de texto II Avançar . “Um dos traços marcantes do atual período histórico é (…) o papel verdadeiramente despótico da informação. b) a urbanização das grandes metrópoles originou-se em modelos institucionais. Fuvest-SP Deduz-se corretamente do texto que a) a humanidade. estão em relação de oposição os segmentos transcritos em: a) novas condições técnicas / técnicas da informação.Texto para as questões 17 e 18. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . as técnicas da informação são principalmente utilizadas por um punhado de atores em função de seus objetivos particulares. resultou de projetos governamentais. decorrente da industrialização. não será capaz de superar o egoísmo. Paulo César Garcez. GABARITO 19. O que é transmitido à maioria da humanidade é. Fuvest-SP No contexto em que ocorrem. c) é da natureza do progresso que. de fato. uma informação manipulada que. aprofundando assim os processos de criação de desigualdades. seja porque lhe escapa a possibilidade de controle. não apenas nas ruas e na configuração heterogênea dos bairros. e) é próprio da informação atualizada que ela seja acessível somente às minorias mais ricas. Espaços públicos e privados passaram a se fundir a contragosto das intenções normativas.” MARINS. Todavia. Texto para a questão 19: “O processo intenso de metropolização sofrido no Brasil a partir da instalação dos parques industriais e os surtos migratórios a eles associados inviabilizariam qualquer projeto de perpetuar o controle das formas de moradia e vizinhança nas grandes capitais. Por uma outra globalização. d) o alcance universal do progresso técnico está em oposição à sua utilização para fins particulares. 18. b) o crescente avanço da técnica terminará por superar o atraso das relações políticas. b) punhado de atores / objetivos particulares. corresponda um retrocesso político. c) as mudanças na organização de espaços públicos e privados foram conseqüência da industrialização e da migração. e) atual período histórico / periferia do sistema capitalista.

se. c) porém. a qual. 10 GABARITO 20. Foi sorteada para rainha do Rosário uma ex-escrava de vovó chamada Júlia e para rei um negro muito entusiasmado que eu não conhecia. 30 de maio de 1893 Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. Até parece que a festa é nossa. “Domingo. 21. respectivamente e sem prejuízo do sentido. Gastou tudo na festa e ainda ficou devendo. A rainha tem uma caudatária que vai atrás segurando na capa que tem uma grande cauda. caso. entre elas. a seguir. e) Observa-se uma mescla de compaixão e ironia no discurso da narradora. Nenhum rejeita o cargo. d) entretanto. as palavras “mas”. eu gosto ainda mais. no Brasil do século XIX. b) A narradora descreve em seu diário a possibilidade de efetiva ascensão social propiciada pelo regime político do Império. Júlia com o vestido e a coroa já gastou muito. se. Minha vida de menina. algumas afirmações críticas acerca do texto. c) Desvenda-se no discurso da menina narradora uma ótica de classe que parece apontar para a idéia de que os pobres não sabem como usar o dinheiro. Fuvest-SP “Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. Além disso teve de dar um jantar para a corte toda. Esta também é negra da Chácara e ajudou no jantar. Helena. mas quando são na Igreja do Rosário.Texto para as questões 20 e 21. Eu acho graça é no entusiasmo dos pretos neste reinado tão curto.Interpretação de texto II Avançar . d) As situações pitorescas de uma festa servem como pano de fundo às reflexões da narradora sobre o desejo de propriedade da gente-livre recém-liberta e as dificuldades para sua realização. a incorreta. na qual. por: a) contudo.” Nesse primeiro período do texto. a) O texto põe a nu os desdobramentos de um sistema de desigualdades marcado por bloqueios e limitações sociais impostos a escravos recém-libertos. b) pois. mas quando são na Igreja do Rosário. Agora é que vi como fica caro para os pobres dos negros serem reis por um dia. que é quase pegada à Chácara de vovó. “quando” e “que” podem ser substituídas. na época em que. e) porque. da qual. as quais. Coitada de Júlia! Ela vinha há muito tempo ajuntando dinheiro para comprar um rancho. a qual. se. Fuvest-SP Leia. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mesmo sabendo a despesa que dá!” MORLEY. Assinale. E este ano foi mesmo. ao reconhecer a festa popular como possibilidade imaginária de redefinição social pela superação fantasiosa das barreiras advindas da escravidão. eu gosto ainda mais. que é quase pegada à Chácara de vovó.

faz a oração da noite: ‘Padre Nosso. com Pulvolaque se faz. Arrumou as coisas assim na base do mais ou menos. não conseguia mais separar sua vida privada de sua vida profissional. copa. fez todas as coisas que precisava fazer em uma velocidade espantosa e entregou-se ao suplício de almoçar com o diretor de TV. Eram onze e meia quando chegou à cidade. decorar outros textos. O diabo era aquele perfume que saía do cangote do seu par. Ali estão os dois escolhendo o menu. vítima da sociedade de consumo. Procurou no armário uma lata daquele outro que se dissolve sem bater. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Foi quando o relógio despertador começou a tilintar irritantemente. (Tudo que se faz com leite. naturalmente). Iria à cidade apanhar os textos de uma outra agência que precisavam ser decorados até as três. Saltou da camioneta com tração dianteira e muito mais resistente. ( ) A garota-propaganda. Rio de Janeiro: 1962 (com adaptações). E. quitinete e área interna. coitadinha! Já passava das oito horas da manhã e a garota-propaganda dormia gostosamente sobre o seu colchão Vulcaspuma. quando voltaremos com novas atrações. a quem fingia aceitar a corte para poder ser escalada nos programas. em pó… Às três horas o programa das donas-de-casa. caso ela ficasse efetiva na programação. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. Às quatro. do ‘Espetáculo Biscoiteste’. depois ficaria explicado porque a roupa dela é muito mais branca do que a minha.) O diabo é que também não tinha Pulvolaque. no departamento comercial da televisão. vai poder dormir um pouquinho. mas muito bonzinho. com muito mais espaço interior e que você pode adquirir dando a sua velha de entrada (a sua velha geladeira. Um velho chato. Afinal.Texto para a questão 22: “A garota-propaganda. Tinha de estar pronta em seguida. que parece linho mas é linholene. mas preferiu outra coisa. ( ) O nível de abrangência e a forma da narrativa permitem que se caracterize a postura do narrador como externa e restrita. aos pés do sofá-cama. entrou no banheiro. e procurou o vestido verde que comprara no Credifácil. a garota-propaganda passava seu tempo correndo de um lado para outro. Um perfume inebriante. de 8 e meia às 10. Quase meia-noite e ela tendo de dançar com ‘seu’ Pereira. In: Primo Altamirando e elas. o teleteste que distribui brindes para você. não o tomara pela manhã. Mas note bem. Aceite o meu conselho e vá verificar pessoalmente. banheiro. Fora dormir inda agorinha. para decorar páginas e páginas de texto que apanhara na véspera. embebida na água com Rinso e o diabo é que o vestido. além disso. É só até o dia 30. como ficou dito. abriu a cortina do boxe. ( ) Quando não estava em frente das câmaras de televisão. Garota-propaganda não pode engordar. que tivera de agüentar a cantada de um patrocinador de programa (Agência Galo de Ouro — quem não anuncia se esconde) que prometera um cachê melhor. O vestido não estava no armário.Interpretação de texto II Avançar . muito obrigada pela atenção dispensada e até amanhã. Fechou o sofá-cama. Já eram quase três da matina. que comprara dando apenas trinta por cento na entrada e começando a pagar as prestações na entrega das chaves. Estremunhada. graças à carona que pegara. quando ela voltou para o seu apartamento com sala. era verde. em pó. mas também não achou. que não enruga nem encolhe. facilmente removível e lavável. De 5 às 8. Se fosse branco. um lindo móvel que ocupa muito menos espaço em sua residência. Dentro não havia leite: — Não faz mal — pensou. Stanislau. Lembrou-se então que o deixara na véspera dentro da pia. que estais no Céu. Finalmente. Foi botar na boca e ver logo que era leite em pó. Ah… que agradável sensação de bem-estar! Depois do banho. macio e confortável. ( ) A garota é chamada de “coitadinha” por ser vítima constante do assédio sexual dos patrocinadores. boxe. Tomou então um cafezinho mesmo e correu ao quarto para se vestir e arrumar o cômodo o mais depressa possível. Comeu rapidamente e aceitou o copo de leite que o garçom sugeriu. levantou-se meio tonta. A pobrezinha. toda impermeável. que deixa saudade. Ele pediu massa e perguntou se ela também queria (Aimoré você conhece — pensou ela). Boa noite. 11 GABARITO 22. saindo com pessoas desagradáveis e dormindo pouco. a jurar que a liquidação anunciada era uma ma-ra-vi-lha. tinha de almoçar com um diretor de TV. e foi até a cozinha tomar um copo de leite. quarto. Abriu a geladeira de 7 pés. colocou pasta de dentes na escova e pôs-se a escovar com força. UnB-DF A partir da leitura compreensiva do texto. tome de sorriso na frente da câmara. onde você adquire agora e só começa a pagar muito depois.’” PONTE PRETA. decorando textos. (Você nunca dará corda num Mido). tudo conjugado.

Sorria. Fuvest-SP Entre os recursos de persuasão empregados no texto verbal do anúncio. Business Intercontinental da Iberia. O Estado de S. da radioatividade natural e da história da ilha baiana para defender uma tese: a de que homens e mulheres podem ser igualmente grandes em suas realizações e virtudes. e) Os pequenos erros são inevitáveis para a grandeza de homens e mulheres. Caderno 2/Cultura. b) Os pequenos erros são importantes. e) expressões em inglês. para a grandeza de homens e mulheres. não contribuem para a grandeza de homens e mulheres. 16/7/2000. c) “Mais espaço entre as poltronas”. Paulo. Além disso.” SEREZA. 26. a relação entre o texto verbal e a imagem fotográfica caracteriza-se principalmente a) pelo sarcasmo.” GABARITO 24. b) pelo sentimentalismo. a imagem fotográfica associa-se mais diretamente à palavra sorria e à expressão a) “mais de 300 salas VIP”. Utiliza-se de Itaparica. H. Fuvest-SP No mesmo anúncio. ITA-SP Assinale a opção que melhor traduz o trecho em destaque do texto abaixo: ”O novo livro de Ubaldo pode ser visto como um belo exercício de retórica. Fuvest-SP Neste anúncio. c) pela incoerência. se se querem grandes. d) “aeroportos no mundo todo”. mas não essenciais.Interpretação de texto II Avançar . mas não podem escapar de seus pecadilhos e prevaricações. Texto para as questões de 24 a 26: 12 “Business Intercontinental da Iberia. você conta com mais de 300 salas VIP em aeroportos no mundo todo e pode acumular e utilizar pontos no seu programa de milhagens voando com qualquer linha aérea da aliança oneworld. Mais espaço entre as poltronas. D. d) enumeração acumulativa de vantagens. Principalmente quando você tem à sua disposição uma poltrona de design ergonômico com maior capacidade para reclinar e 132 cm de espaço entre a sua poltrona e a da frente. 25. b) trocadilhos. b) “acumular e utilizar pontos”.23. Viajar virou sinônimo de relaxar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a) Os pequenos erros são inevitáveis e essenciais para a grandeza de homens e mulheres. só NÃO ocorre o uso de a) termos técnicos. c) apelo direto ao leitor. c) Ainda que os pequenos erros sejam inevitáveis. e) pelo sensacionalismo. d) Não são os pequenos erros que tornam homens e mulheres grandes em suas realizações e virtudes. e) “programa de milhagens”. d) pelo humor.

c) “equivalente a um pacote de fraldas descartáveis”. d) “deixar essas coisas para amanhã”. preço acessível. baixo custo e facilidades de pagamento. é só ligar para ele a qualquer hora do dia ou da noite. c) preço acessível. com todos os valores do seguro atualizados pelo TRD. opção dupla para a forma de pagamento. Fuvest-SP Segundo o texto. escolha da forma de pagamento. tirou seu sossego e ainda vive nos braços da sua mulher? Então faça um Itauvida. E dá menos trabalho do que trocar um bebê. repetição exaustiva do nome do produto. são vantagens de quem adquire o seguro anunciado: a) dispensa de exame médico pré-contratação. desobrigação da realização de exame médico prévio. você faz um seguro de vida que pode durar sempre. não é louco de deixar essas coisas para amanhã. Por uma mensalidade equivalente a um pacote de fraldas descartáveis.Interpretação de texto II Avançar . Um Itauvida não rouba suas noites de sono. enumeração acumulativa das qualidades e vantagens oferecidas pelo produto. c) presença funcional de um slogan curto. Precisou de ajuda. Pelo contrário: suas garantias são válidas 24 horas por dia em qualquer parte do mundo. opção pelos verbos no modo imperativo. garantia de agilidade e segurança na indenização. seleção de imagens sensacionalistas para mobilizar a emoção do leitor. b) “menos trabalho do que trocar um bebê”.” Texto publicitário produzido pela Agência DM9. comparação com produtos similares. 28. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Texto para as questões de 27 a 29: “Uma pessoa que não sabe nada sobre segurança convenceu-me a fazer um Itauvida Responda sinceramente: você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa. você escolhe a forma de pagamento. predomínio de verbos no futuro do indicativo. o SOS Seguro Itaú é como um pediatra: sabe tudo. desvinculação entre indenização e inventário. Fuvest-SP No texto encontram-se as seguintes estratégias de persuasão: a) recurso à complementação de sentido pela relação entre texto verbal e imagem. definição e explicitação do público-alvo (no caso. 29. além de a indenização não ficar presa a inventários nem responder por eventuais dívidas do segurado. E para esclarecer suas dúvidas. as crianças). apelo direto ao leitor pelo uso repetido do pronome “você”. serviço de informações 24 horas. e o débito é automático para os correntistas do Itaú. e) “alguém que não sabe nada sobre segurança”. Fuvest-SP A única alternativa em que aparece um trecho do texto que NÃO remete ao campo semântico mais diretamente sugerido pela fotografia é a) “o SOS Seguro Itaú é como um pediatra”. b) uso sistemático da linguagem denotativa. possibilidade de escolha quanto à duração do plano (mensal. b) débito automático em conta para correntistas de diversos bancos. mensal ou anual. 13 27. apelo à sensibilidade do leitor. e) presença de verbos no modo imperativo. criativo e de fácil memorização. Porque o Itauvida dispensa exame médico (basta uma declaração de saúde na proposta). facilidade de pagamento. possibilidade de o segurado vincular eventuais dívidas a seu inventário. d) apresentação das vantagens oferecidas pelo produto. Procure o seu corretor ou uma agência Itaú e faça hoje mesmo o seu Itauvida. d) baixo custo. Porque quem é louco por alguém. grande número de postos de venda/contratação. recorrência no uso da hipérbole e da metáfora. anual ou vitalício). e) garantia de a indenização ser vinculada a inventários.

d) II. O conserto. I. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .30. ou seja. atropelado pelo veículo enquanto transitava no quilômetro 512 da BR-116. I. IV. IV. um ciclista atravessou a pista e foi colhido pelo carro. c) III. também. em conseqüência do acidente. dependerá de autorização do comando. O texto permite-nos inferir que provavelmente um policial rodoviário estivesse conduzindo o veículo. o pára-brisa ficou quebrado. Por enquanto. III. III. IV. IV. Se reordenássemos os itens acima expressos. 8/6/1999). II. e) IV. II. houve. Há muitas informações sobre a ambulância. na parte dianteira do veículo. III. b) I. mas as demais unidades da PRF estão em condições de transportar feridos. podemos fazer leituras com diferenciados graus de profundidade. III. No texto fica implícito que o motorista não ficou ferido. Em virtude do acontecimento. O texto acima comporta leituras. O texto foi construído para informar que a nova UTI Móvel da PRF ficou danificada em acidente. I. IV.Interpretação de texto II Avançar . que morreu vítima do atropelamento. II. relatório e fotos do acidente. que receberá. a ambulância não será usada em serviço. danos de pequeno valor no veículo. resultará em inquérito para averiguar as circunstâncias do caso. É o procedimento adotado neste tipo de situação. dos itens mais explícitos aos menos explícitos. II. dentre tantas outras possíveis. Segundanificado do o policial rodoviário. Pelotas-RS Leia o texto a seguir (Diário Popular. No deslocamento. informou o inspetor Carlos Alberto Bahr Fernandes. agora. A matéria não coloca a vida humana em primeiro lugar. Os danos na UTI Móvel foram de pequena CARRO da PRF mata ciclista e fica bastante monta.” 14 Quando lemos um texto. do nível de leitura menos profundo ao mais profundo. mas da vítima não sabemos sequer o nome: é apresentada apenas como ‘um ciclista’. a ordem seria: a) I. II. F. U. A ambulância havia sido acionada para atender a acidente no quilômetro 524. a ambulância não será usada em serviço. “UTI-Móvel sofre acidente/Veículo-ambulância usado em socorro atropela ciclista O acidente envolvendo a nova UTI Móvel da PRF (Polícia Rodoviária Federal). como as que seguem. que resultou na morte de um ciclista sexta-feira à noite. As demais unidades da frota da PRF dispõem de equipamentos para o transporte de feridos. morrendo na hora. O texto refere-se a um acidente que envolveu a nova UTI Móvel da Polícia Rodoviária Federal e um ciclista. I. III.

o ideal é não mexer na carcaça naufragada. 108 metros. como resposta. “caco” (v. (08) O conector desde que impõe uma negação do que foi dito anteriormente. retirado da Revista Veja. São Paulo: Duas Cidades. A conclusão segue as recomendações da Agência Internacional de Energia Atômica e baseia-se em estudo realizado com outros dejetos nucleares que repousam no fundo de mares árticos. Voltar Língua Portuguesa . (32) O adjetivo perigosos deixa subentendido que existem traços de radiação. o que se sobrepõe às expectativas dos parentes. Unioeste-PR “O destino do Kursk A informação é triste para os parentes dos marinheiros.5) e “cloaca” (v. p. Décio. (04) A informação triste para os parentes significa que o não resgate dos corpos é necessário para o bem comum. e os primeiros testes apontam para isso. ( ) Uma síntese possível do texto é Beba coca. agosto de 2000. porque é impossível ocorrer vazamento de radioatividade. além de muito cara. é arriscada: o submarino pode rachar no processo. mas. A razão é simples. ( ) Pode-se inferir que o texto foi. Desde que não haja vazamento de radioatividade vindo dos reatores do Kursk. desejada pela opinião pública e. CAMPOS. (02) A carcaça do Kursk não será uma preocupação constante para o governo russo. (64) O pronome isso retoma a idéia de que há vazamento de radiação vindo dos reatores do Kursk.31.7) têm em comum um sentido negativo. 85. ( ) Os vocábulos “babe” (v. (01) Em A informação há uma remissão para um dado que está fora do texto. do ponto de vista ambiental. IMPRIMIR Em relação ao texto. Nesses lugares não foram detectados traços perigosos de radiação. também é segura. Há lixo nuclear suportável em águas bem mais rasas. o que provocaria vazamento perigoso para as pessoas envolvidas e para o meio ambiente. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. A profundidade em que se encontra a embarcação. 2ª ed. pelas famílias das vítimas. babe cola e excrete caco pela cloaca. 32. Teoria da poesia concreta: textos críticos e manifestos. o melhor a fazer com o Kursk é deixá-lo onde está: no fundo do oceano.” GABARITO Fragmento de texto. (16) A expressão além de muito cara é um argumento a mais para contrariar a solicitação de retirada dos corpos. a até 20 metros da superfície. 15 A partir das informações do poema acima. Haroldo de. In: PIGNATARI. Unb-DF “beba babe beba babe caco cola coca coca cola cola cola caco cloaca” PIGNATARI. Décio. 52.Interpretação de texto II Avançar . p. Uma operação de resgate. 1975.2). dê. uma propaganda encomendada para divulgar as qualidades do principal produto de uma fábrica de refrigerantes. ( ) O poema foi construído a partir de alterações semânticas decorrentes de inversões fônicas de um grupo pequeno de fonemas. Augusto e CAMPOS. a soma das afirmações corretas. principalmente. 1950-1960. Coca-Cola. originalmente.

6/9/2000. Cada um deles está em busca da chamada luz no final do túnel. para que nós. a magia da vida. Denise. Saberes globais e saberes locais — o olhar transdisciplinar. essa taxa no Brasil era de 5%. o motivo é uma falha nas linhas de transmissão. comum entre os vikings. O que pesa são os gastos industriais. Texto para as questões 34 e 35: “O Brasil precisa arrumar novas fontes de energia para ver a luz no fim do túnel A relação entre crescimento econômico e energia é direta. mesmo com novas tecnologias de extração sendo desenvolvidas a cada dia. a magia de tentar entender este Criador: o espírito da floresta. o mundo parece ter atentado para o problema da extrema dependência em relação a poucas fontes de energia. Quando falta luz em casa. Se ela faltar. É difícil prever por quanto tempo a humanidade poderá contar com o fornecimento de petróleo a um custo compensador. Subiu para 15% no início de 2000 e deve chegar a 20% no fim do ano. Em energizês.Interpretação de texto II Avançar . Estes podem compreender e transformar aquelas plantas no nosso sustento. ( ) Pelo segundo período do texto. Ou seja. Lá não temos problema de emagrecer. pois o consumo doméstico é irrisório no cômputo geral. no ano passado. a alimentação e. o país tem sete vezes mais possibilidade de sofrer com a falta de energia do que seria aceitável. do dia e do tempo. copiaram e discutiram. o remédio. ( ) o culto do corpo são em mente sã. principalmente (o que às vezes vocês não percebem). quem realmente precisa aprender com os indígenas é a “ciência do homem branco”. Nós. o país não pode crescer. lá. pelo foco do silvícola. A prova de que há uma certa angústia no ar em relação ao suprimento energético é a atitude dos grandes consumidores. o espírito da sabedoria com quem os pajés podem conversar.” RAMIRO. Em nossas aldeias. UnB-DF Com referência às idéias do texto e sua relação com outras áreas do conhecimento. na opinião do autor. ( ) O texto é narrado em primeira pessoa. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. p. Dificilmente a falta de energia atinge as pessoas diretamente. uma nação está segura quando há três chances em 100 de faltar energia. as olhemos e dali tiremos a água. não um colapso na geração. Se a geração de energia não for suficiente. Edgard. as águas doces estão todas nas terras indígenas. Queremos dizer isso a vocês. no meio do mato. Há um cálculo mundial para detectar a probabilidade de um país ficar no escuro. estudaram. O índice internacionalmente aceitável é de 3%. que não está nas terras indígenas no momento da fala. são todas meio improvisadas as estimativas a respeito das reservas. O sistema brasileiro opera próximo ao limite da capacidade instalada. que estamos cuidando deste patrimônio ao longo do tempo. em termos de vida. Desde que o preço do petróleo começou a subir teimosa e implacavelmente. da capacidade de produção e do crescimento do consumo. Lá. não temos academia de ginástica. no sentido de mostrar que a ciência do homem branco precisa conversar com a ciência indígena. ( ) Infere-se do texto que viver de acordo com o movimento do dia e da noite deu origem a academias de ginástica para emagrecer. em geral. com uma pequena margem de sobra. os seres humanos.Texto para a questão 33: “Idéias sustentáveis A biodiversidade. Simples assim. é correto concluir que. Tudo é feito de acordo com o movimento da noite. no canto das terras indígenas. entra em colapso. Em 1997.” MORIN. 2000 (com adaptações). contraria os hábitos das colônias indígenas remanescentes no território nacional. os índios. nunca tivemos a oportunidade de contar e de compartilhar o que significa para nós esse patrimônio. a economia pára. No que diz respeito ao petróleo. Veja. que estão nas mãos de um número reduzido de controladores e que ninguém sabe por quanto tempo serão suficientes para suprir as necessidades globais. 16 33. Rio de Janeiro: Garamond. 135 (com adaptações). IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Muitos pesquisadores já foram a nossas aldeias. há plantinhas e árvores grandes.

gosto. esse figurava rindo feito pessoa. a falta deverá atingir 33. Me disseram. mas apenas transformada. Vieram emprestar minhas armas. significando solução para o problema. os olhos de nem ser — se viu —. Povo prascóvio. Voltar Língua Portuguesa . UFRS Leia o trecho abaixo de Grande Sertão: Veredas. primeiro a cachorrada pega a latir. eu não quis avistar. instantaneamente — depois. cara de cão: determinaram — era o demo.4 milhões de pessoas. Cara de gente. então. ( ) O termo “energizês” é uma criação vocabular formada a partir de energia para designar a linguagem técnica internacional do setor da Bolsa de Valores de São Paulo que trata da economia de energia. Daí. os tiros sempre indicam que houve morte de homens. Deus esteja. “— Nonada. se vai ver se deu mortos.Interpretação de texto II Avançar . com referência à luz como energia luminosa. O senhor ri certas risadas… Olhe: quando é tiro de verdade. Causa dum bezerro: um bezerro branco. se em 1997 a população brasileira era de 140 milhões de habitantes. cedi. por defeito como nasceu. Mesmo que. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. d) O aparecimento do bezerro com máscara de cachorro não causa estranhamento entre os sertanejos. ( ) As porcentagens no primeiro parágrafo permitem afirmar que.34. desde mal em minha mocidade. e denotativamente. sobre a qual o narrador e o ouvinte estariam conversando. Alvejei mira em árvores no quintal. b) As palavras do narrador indicam que o “senhor” compreendeu adequadamente o ocorrido. UnB-DF No que se refere às idéias do texto e sua vinculação com outras áreas do conhecimento. ainda não-explorados. a) “Nonada” remete a uma situação anterior. vieram me chamar. o texto argumenta contrariamente ao princípio da Física segundo o qual energia não pode ser criada. no baixo do córrego. a situação brasileira é altamente favorável. ( ) As idéias do texto permitem inferir que os colapsos na geração de energia estão relacionados ao consumo industrial. ( ) O tom de preocupação acerca do tema e a redação de trechos como “Simples assim” e “busca da chamada luz no final do túnel” indicam que a linguagem predominante no texto é a coloquial. para uma população estimada em 167 milhões no final de 2000. pressuposta no início do romance. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não. erroso. UnB-DF A propósito das idéias e expressões do texto. 36. e com máscara de cachorro. ( ) No período final. de Guimarães Rosa. Por meu acerto. Dono dele nem sei quem for. 35. c) A interpretação do interlocutor sobre os tiros está equivocada. Não tenho abusões.” 17 GABARITO IMPRIMIR Assinale a afirmativa correta em relação ao trecho. ( ) Devido a novas tecnologias. Todo dia isso faço. a expressão “luz no final do túnel” foi explorada duplamente: com o sentido conotativo. ( ) Ao mencionar “a geração de energia”. ( ) No terceiro período. pois aquilo que ele pensou não poderia ocorrer no sertão. havia chance de faltar energia para 7 milhões de pessoas. o pronome “ela” pode referir-se tanto a “energia” como a “geração”. Mataram. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. O senhor tolere. e) Para o narrador. pois o país conta com potenciais energéticos imensuráveis. arrebitado de beiços. isto é o sertão.

38. Jeep Grand Cherokee. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente.37. de 30 jul.400 O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. a especificação de conceitos. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. julgue os itens que seguem como verdadeiros ou falsos: ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. 11/10/98. Texto para a questão 38: “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. 2000. mas durante muito tempo aparelhos de TV foram privilégio das classes alta e média. apenas os mais ricos possuíam um televisor.” GABARITO Veja. UFGO O trecho abaixo. um tipo de ordenação muito utilizado nos textos jornalísticos: a ordenação por contraste de conceitos. Jeep Grand Cherokee. Ele tem motor 4. ( ) a ordenação por tempo e espaço favorece um raciocínio que opera com noções de transformação e mudança. A vida moderna em favor da vida de verdade. já que o autor define a TV como um meio de comunicação demasiadamente popular. então predominantemente rural. consideradas num certo período e em determinado lugar. no fragmento. ( ) sobressai.” 18 A respeito da forma de ordenação de idéias empregada pelo autor. “Muito do que se condena na televisão brasileira como sendo obtuso. No início da década de 60. CELULAR. no fragmento. a televisão esteve associada a privilégio de classe é demonstrado por meio de um tipo de ordenação: a enumeração de fatos. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. duplo air-bag. no Brasil. A televisão foi implantada no Brasil em 1950. de Alcino Leite Neto. Jeep® Só Existe Um. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. UFMT Com base no texto acima. demasiadamente popular. A partir de R$ 55. é possível afirmar que ( ) prevalece. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir dela.0 L High Output.Interpretação de texto II Avançar . foi publicado na TVFolha. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão ‘Up Country’ para você chegar onde ninguém chegou. no interior do país. reacionário ou malfeito é apenas popular. ( ) o argumento de que.

prato. papéis. Prova disso é que o que se destaca são os sentimentos do personagem. copos. limitada à rotina da polaridade casa-trabalho. Mesa e poltrona. (08) Trata-se de um texto em prosa em que as ações e a situação dramática são reduzidas ao contato com objetos do cotidiano. de G. cigarro. Mesa. pincel. bloco de papel. por exemplo. gravata. abotoaduras. fósforo. Prova disso é o fato de que a primeira enfatiza a idéia de rotina. 1995. espuma. bule. Televisor. telefone. revista. cinzeiro. pia. Prova disso é o fato de que a primeira contrapõe a rotina massacrante do trabalho à imprevisibilidade característica da vida doméstica. água. espuma. vaso com plantas. pasta. memorandos. convertem-se no seu contrário. Bandeja. cadeira. Creme para cabelo. São Paulo: Moderna.” RAMOS. Coberta. xícara. Dê. caneta. camisa. revista. caixa de fósforos. guardanapo. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. cueca. Prova disso é o fato de que as ações e a situação dramática. documentos. lenço.39. singular e diferenciado dos demais. relógio. externo. Vaso. cadeiras. xícara pequena. tempo. telefone. caixa de fósforos. espaço. espaço. paletó. Quadros. sabonete. Cigarro e fósforo. Escova. papel.Interpretação de texto II Avançar . a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas.) do que a determinação que o personagem principal sofre do meio social. Cueca. Poltrona. caneta e papel. papéis. telefone. (04) Trata-se de um texto em prosa. livro. Prova disso é que todos os elementos da narrativa (personagem. gravata. a soma das alternativas corretas. talheres. que exerce uma função criativa. papéis. copos. Carro. papel e caneta. fotos. E. cartas. calça. a falta de nome próprio e de descrição física do personagem. Escova de dentes. chaves. Xícaras. Mesa e poltrona. bloco de notas. fósforo. cigarro. telefone. copo de papel. água. Papéis. Mesa. Provas disso são. In: LADEIRA. no isolamento de sua casa e do escritório da agência de publicidade em que trabalha. fósforo.) são construídos a partir do uso exclusivo de substantivos. pasta. evidenciando que o personagem vive uma vida tediosa e aborrecida. cadeiras. quadro-negro. cama. no caso. cigarro. travesseiro. cadeiras. quadros. talheres. guardanapos. papel. cavalete. projetor de filmes. Abotoaduras. garrafa. Jornal. água. Relógio. Cigarro e fósforo. cinzeiros. camisa. Cigarro. copo com lápis. tempo. chinelos. provavelmente artística. relógio. folheto. caixa de fósforos. lápis. sapatos. guardanapo. papel e caneta. Tal isolamento é necessário para que o personagem desenvolva suas idéias e realize as suas obras. Maço de cigarros. marcado por uma das características fundamentais do romantismo: a solidão do homem que. vales. papéis. de saída. cartaz. talheres. como resposta. telefone interno. sapatos. a explicação do comportamento humano baseada na idéia de que o homem é um produto do meio em que vive. toalha. cigarro. pia. bilhetes. descarga. caneta e papel. etc. telefone. poltrona. descarga. 71. água. etc. espuma. pijama. esclarecendo o título do texto. calça. fósforo. níqueis. xícara. meias. creme de barbear. cheques. toalha. não consegue adaptar-se à mediocridade que caracteriza a vida dos seus semelhantes. Cigarro e fósforo. (64) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a repetição e a metonímia. Cigarro e fósforo. Poltrona. (02) Trata-se de um texto em prosa. Contos brasileiros contemporâneos. fósforo. cigarro. cortina. Mictório. água. fósforo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . prova de anúncio. papéis. escova. marcado por uma das características fundamentais do realismo do século XIX: o determinismo social. pratos. sabonete. evidenciando a passividade (não-ação) e a desumanização do personagem. construídas por meio do uso exclusivo de substantivos. Carteira. maço de cigarros. Maringá-PR Leia o texto a seguir e assinale o que for correto. marcado por uma das características fundamentais da arte moderna e contemporânea: a pesquisa de novas formas de expressão estética criadas a partir do experimentalismo lingüístico. exemplificado pelo escritório da agência de publicidade em que trabalha e pela classe social a que pertence: a classe média. papéis. Ricardo. Táxi. telefone. água. copo. creme dental. xícara e pires. Chinelos. Mesa. pente. Maço de cigarros. pastas. vaso. água fria. esboços de anúncios. relatórios. J. água quente. 19 (01) Trata-se de um texto em prosa. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. “Circuito fechado Chinelos. Água. creme dental. pratos. cadeiras. Prova disso é o fato de que importa menos a forma pela qual são construídos os elementos da narrativa (personagem. jornal. caixas de entrada. (32) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a antítese e a metáfora. espátula. canetas. U. giz. p. cigarro. xícara. Pia. Quadros. fósforo. gilete. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. carro. agenda. Mesa. notas. Pasta. marcada pela solidão e pelo automatismo. (16) Trata-se de um texto em prosa em que a construção do personagem não permite uma universalização da experiência por ele vivida. meias. Paletó. caneta.

UEGO A partir da leitura do texto. Vale lembrar ainda que são 5 milhões os que cursam o ensino médio público. 1. em 98. Há cinco anos. uma vez que são elas que lhes renderão votos nas urnas. 2. IMPRIMIR ( ) a frase “Reservar cotas para estudantes… pode reservar votos para os defensores de tal projeto” (último parágrafo) é sinônimo de democracia. deve ser excluído? É uma minoria seleta de grandes escolas privadas que coloca seus alunos nas melhores universidades. Parece evidente que o enfoque sério do problema deve ser o da melhoria da educação pública. nas quais apenas 25% dos aprovados no vestibular. mas pode reservar votos para os defensores de tal projeto.000 o número de alunos de escolas públicas na USP. a partir do segundo. Na justificação do projeto senatorial. Segundo o Mec. Cad. Em 1999. 27% dos novos alunos da USP vieram de escola pública. podemos afirmar que ( ) a palavra demagogia. num processo decrescente vão reafirmar. São poucos os de fato pobres que furam a barreira da ‘discriminação’. na Unicamp e nas instituições federais que matriculam por ano 107 mil novos alunos. USP e Unicamp. Há 20 anos eles foram 57%.Interpretação de texto II Avançar .” Folha de S. como justifica o projeto do Senado. pois os políticos só se interessam por soluções paliativas e que provocam impacto. o enunciador constrói argumentos que se apóiam em comprovações que. de formação dos melhores e mais capacitados quadros do país. justificam. em idade de estudar no ensino médio. presente no título. 20 GABARITO 40. Um exame em detalhe da questão revela as inconsistências do projeto. Paulo. começa construir a oposição ao que foi afirmado. ( ) nos cinco parágrafos entre o início e a conclusão do texto. Mesmo assim. cursaram o ensino médio. Resta a aprovação da Câmara para que a criação de cotas no ensino superior e uma benevolência demagógica se tornem lei. alega-se que a lei é ‘medida de ação afirmativa’ que quer ‘atenuar a discriminação imposta às camadas mais pobres’. permite-nos estabelecer a oposição “democracia versus demagogia”. Com a nova lei. em escola do Estado. cujos pais têm boa formação educacional. Voltar Língua Portuguesa . ainda assim ela não basta para pagar mensalidades de escolas de elite. Apenas 45% dos alunos das universidades federais viriam de escolas públicas. Mas apenas esse argumento não mostra quão desinformada é a atitude dos que defendem tal medida. ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo e já. 20% dos estudantes da Unicamp provêm de famílias com rendimento inferior a dez salários mínimos. 53% estão atrasados nos estudos. auxiliam as escolas até com dinheiro e participam da comunidade escolar. Por que as vagas serão reservadas apenas aos que fizeram integralmente seus estudos na escola pública? Quem a duras penas teve estudos pagos por um ou dois anos em uma barata e ineficaz escola privada. ademais se considerada a ambição de propósitos senatoriais. De resto. Embora a grande maioria dos brasileiros tenha renda inferior a essa. de resto em detrimento de estudantes mais preparados. p. a oposição estabelecida nos dois primeiros. ( ) falta vontade política para a solução de problemas cruciantes da sociedade brasileira. estão em escolas desse nível de instrução. aumentaria em 7. eles eram 32%. que há aos milhares. Alguma aritmética pode dar ainda a medida da inocuidade do projeto de cotas. Os ainda poucos brasileiros que chegam ao ensino médio público estudam em escolas cujo nível claramente se degrada. 05/09/99. Os senadores poderiam até acenar com dados de duas das melhores universidades do Brasil. Reservar cotas para estudantes do Estado não ataca o problema. uma vez que a escola pública concretiza o termo democracia. Apenas 25% dos brasileiros. no parágrafo final.Texto para as questões 40 e 41: “Escola Pública e Demagogia O Senado acaba de reservar 59% das vagas das universidades públicas para estudantes que fizeram seus cursos fundamental e médio apenas nas escolas públicas. A reação imediata diante desse tipo de iniciativa é lembrar aos parlamentares que universidade é centro de excelência. vestibulandos bem-sucedidos de escolas públicas cursaram estabelecimentos que muitas vezes estão em bairros de classe média.

e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. Colômbia. 1948). durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. ( ) Os membros da OEA se obrigam a seguir as normas de promoção e proteção dos direitos do homem. ( ) Infere-se que se estabele uma diferença entre liberdade política e liberdade de espírito. conseqüentemente. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. no interior de suas fronteiras. ( ) no quarto. esses são anafóricos e. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. ( ) Cada país membro encarrega-se. fatores de coesão textual. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. como tal. ( ) no segundo parágrafo. Voltar Língua Portuguesa . Além disso. esclarecendo e conquistando a adesão do leitor às suas idéias.E. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. uma vez que sua conclusão é incontestável. quinto e sexto parágrafos são fornecidos detalhamentos da afirmação feita no terceiro e esses detalhamentos contribuem para dimensionar a inocuidade do projeto. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. no livre exercício de suas próprias soberanias. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. a resolução sobre ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’.41. pode-se afirmar que: ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo.” GABARITO IMPRIMIR Julgue os itens a seguir. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. compreensão e interpretação textuais: ( ) Desses. o autor apresenta a degradação crescente do nível de ensino da escola pública.Interpretação de texto II Avançar . pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’. de velar pela observância das normas criadas internacionalmente. como a realização dos postulados da justiça social’. comprovando o caráter demagógico da medida. o enunciador apresenta os argumentos de seu opositor. I. mas também ‘com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. ( ) no último parágrafo. ( ) Infere-se que os direitos configurados na Carta Internacional de Garantias Individuais sofrem alguma espécie de limitação. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. 42. ao mesmo tempo em que acena com a possibilidade de que a proposta não chegue a ser lei. ( ) no terceiro parágrafo.Superior de Brasília-DF 21 “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. UEGO Em relação à estrutura e ao conteúdo dos parágrafos. temos uma primeira oposição ao proposto no primeiro e uma introdução ao terceiro. de acordo com a leitura.

julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. que era um anão.Católica-GO Com base na construção e organização gramatical do texto. que era um anão. os métodos mais sujos e destruidores para se ir à forra de qualquer inimigo. mas também das que ainda pretendia fazer. mostro como atacar saindo das sombras. os nossos inimigos podem ser pessoas ou instituições. Essa afirmação é reforçada por meio do vocábulo “jactar-se”. ( ) No fragmento em análise. virando sua enorme cabeça de cabelos encarapinhados. dente por dente”. Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. fodidos e oprimidos.” não teria o sentido de contraposição alterado. desmoralizar.) ‘Está enganado. de acordo com a regra de colocação pronominal. na verdade. depois do verbo por anteceder a preposição “para”. mas também das que ainda pretendia fazer. o proprietário senhorio. o nível informal. como atormentar e destruir sem misericórdia. em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito.Interpretação de texto II Avançar . Nariz de Ferro. se fosse assim reescrito: Nariz de Ferro. 44. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. sem interrompê-lo. ( ) O uso da palavra “ainda”. basta terem o poder. Nele descrevo. mas também das que ainda pretendia fazer”. ( ) O período “Nariz de Ferro. U. nunca foi escrito. Ensino a técnica adequada para devassar. o predomínio do diálogo.Católica-GO Levando em consideração as relações de sentido na construção do texto. companhias de cartões de crédito. (…)” 22 43. de linhas perfeitas. O nível formal evidencia-se pela predominância de uma construção sintática adequada à norma padrão. bancos. U. o qual se constrói com uso do discurso direto. mas admite a possibilidade de o livro ser escrito futuramente. forças armadas.Texto para as questões 43 e 44: “(…) Eu deixara o visitante falar. arruinar. ( ) O pronome “me” em “Em me preparei para enfrentar a adversidade” teria de vir. qualquer pessoa ou instituição que tem força e sacaneia os outros. a loja comercial. o referido Manual é escrito para as pessoas que têm poderes — como financeiro e político — e apresenta métodos para destruir aqueles que não têm esses poderes. o verbo “deixara” poderia ser substituído por seu correspondente composto. mais utilizado na linguagem oral: Eu tinha deixado o visitante falar… IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . com relação ao modo de narrar. seja ele quem for. vangloriar-se”. (Esse livro. ( ) Em “Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. Gosto das pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas’. minuciosa e sistematicamente. a intromissão do narrador apresenta sutilmente uma característica negativa do caráter da personagem. levando-se em consideração outras informações contidas no texto. introduz o pressuposto de que Nariz de Ferro não escreveu o Manual. fodidos e oprimidos”. há a mistura dos dois níveis de linguagem: o formal e o informal. ( ) De acordo com a fala da primeira personagem. a presença de um narrador personagem e. ‘Eu me preparei para enfrentar a adversidade. Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. aniquilar. pela presença de alguns vocábulos mais utilizados na linguagem oral. levantou-se e. ( ) De acordo com o texto. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. ( ) À fala de Nariz de Ferro aplica-se a conhecida expressão “olho por olho. ( ) Em “Eu deixara o visitante falar…”. com relação ao modo de citação do discurso. era um pouco mais negro do que o rosto. exibiu o perfil para mim. exterminar indivíduos e organizações odiosas. Pela sua cara vejo que não gosta de mim’. ( ) Em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. percebe-se. que significa “gabar-se. eu disse. companhias de serviços públicos. a polícia. embora tivesse a postura de um gigante presunçoso… ( ) O vocábulo “altura” em “Gosto de pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas”. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. é ambíguo e provoca um efeito de sentido que permite uma referência tanto a aspectos psicológicos quanto físicos. Seu nariz imenso. ( ) No fragmento em análise. que era um anão. os verbos em destaque exercem a função sintática de predicativo do sujeito. imposto de renda.

como pronome relativo. exerce função sintática na frase em que aparece. de acordo com as normas da língua padrão. Já sabia o nome de tudo. em contraposição ao conceito inicial dado à festa da Flor. Parava em cada vitrina. ( ) Em “Foi e viu um despropósito de coisas”. U. A mocica fez ele parar e botou uma flor na lapela dele. o segundo “que” é pronome relativo e. ( ) A palavra “vitrina”. ( ) O emprego do acento grave em “conectadas à Internet” está adequado por ter a palavra — “Internet” — sido considerada do gênero feminino em língua portuguesa. ( ) O imperativo do verbo “imaginar” e o pronome “seus”. dividindo a língua em dois registros: o falado e o escrito. em “Parava em cada vitrina”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . observa-se uma intertextualização com a passagem bíblica referente ao Dilúvio. o emprego dessa forma contraria uma característica do texto — a oralidade — uma vez que a forma utilizada na linguagem coloquial é vitrine. Macunaíma passeava e encontrou uma cunhatã com uma urupema carregadinha de rosas. Essa afirmação confirma-se nos dois últimos períodos do texto. falando: Custa mil réis.Interpretação de texto II Avançar . ( ) Em “Aqui diz que as pessoas que passam…”. o brasileiro falado e o português escrito. “Uma feita era dia da Flor. tanto que até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. Foi e viu um despropósito de coisas. Julgue-as. o complemento verbal refere-se aos dois verbos empregados: foi e viu.”. Macunaíma. Uma feita era dia da Flor. têm como referente um mesmo elemento nominal: a palavra “louro”. é de origem francesa e está grafada de acordo com a regra ortográfica vigente. ( ) A charge apresenta uma Imagina.45. ( ) A referência à festa da Flor configura-se no texto como uma crítica ao sentido capitalista da criação de determinadas datas comemorativas.Católica-GO As proposições que se seguem referem-se ao texto.” ANDRADE. ( ) No texto. No entanto. ( ) Em … “até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. “Macunaíma aproveitava e esperava se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. Mário. percebe-se uma referência explícita às variedades lingüísticas em nosso país. o brasileiro falado e o português escrito”. no texto verbal da charge. e examinava dentro dela aquela porção de monstros. festa inventada pros brasileiros serem caridosos e tinha tantos mosquitos carapanãs que Macunaíma largou o estudo e foi na cidade refrescar as idéias. festa inventada pros brasileiros serem caridosos…” ( ) A mocica fez ele parar… O uso do pronome do caso reto como complemento não é adequado. fica clara a consideração e a amizade do internauta por seu animal de estimação. 46. U. 23 ( ) Em “se aperfeiçoando nas duas línguas da terra.Católica-GO Considere a charge que segue e julgue as afirmativas como verdadeiras ou falsas. louro… Aqui diz que situação de crítica ao apeas pessoas que passam muito tempo conectadas à Internet go excessivo das pessoas acabam menosprezando seus ao mundo virtual e um laços de amizade… alerta em relação à utilização das informações que deveriam servir para colocá-las em sintonia com seu mundo real. ( ) A expressão facial do internauta e outros elementos icônicos presentes na charge reforçam e exemplificam a mensagem verbal.

Voltar Língua Portuguesa . a mudança é um sacolejo completo na vida. pois não possui “elos” entre um verso e outro. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. Para as companhias. transferência dos brasileiros. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. não se preocupa com sua coerência.” BUCHALLA. o poema não possui “elos” conectivos. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. Para os executivos e a família. Desde 1990. 47. e) companhias transnacionais. ao construir um poema. d) o governo do Rio Grande do Sul não quis a Ford em seu estado. os versos do poema estão justapostos. a) b) c) d) e) o poema não é coerente. por isso a Bahia rouboulhe esta empresa. Certas árvores só frutificam de 25 em 25 anos. mais de 400 estão instaladas no país. d) empresas da Renault. o poema é coerente. Podemos inferir que: a) o governo da Bahia convenceu o governo do Rio Grande do Sul a deixar a Ford naquele Estado. b) mudança dos executivos. e isto garante a sua coerência. graças à Renault. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. transferência dos brasileiros. UEMS Na passagem A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. 48.Texto para as questões 47 e 48: “No Brasil. os termos sublinhados referem-se respectivamente às seguintes passagens do texto: a) companhias transnacionais. Das 500 maiores companhias transnacionais. essa transferência representa um reforço na filial. UEMS A partir da leitura do poema abaixo podemos afirmar: “Cobras cegas são notívagas. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. c) empresas da Ford. Macacos também preferem o isolamento. um poeta. Em São Paulo. UEMS “Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. c) o governo da Bahia trapaceou o governo do Rio Grande do Sul. Anna Paula. por isso esta empresa instalou-se lá. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. mudança dos executivos estrangeiros.Interpretação de texto II Avançar . essa transferência representa um reforço na filial”. O orangotango é profundamente solitário. mas possui significação. pois as frases estão soltas. 49. Veja. Hoje. b) o governo da Bahia ofereceu mais incentivos à Ford. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. 26/04/2000. companhias transnacionais. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. e) o governo do Rio Grande do Sul não colocou guardas na Ford. O mundo não é o que pensamos. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. Andorinhas copulam no vôo. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. 24 No fragmento anterior. mudança dos executivos estrangeiros. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. existem colônias de franceses no Paraná. Para as companhias.” GABARITO IMPRIMIR Carlos Drummond de Andrade.

como pensam alguns. um dos primeiros computadores do mundo. um dos maiores paleontólogos do mundo. UFPR No texto abaixo. As lajes tinham sido arrancadas das rochas de uma pedreira. Marque a(s) alternativa(s) que aponta(m) corretamente essas ligações. Ficou tão entusiasmado que até se esqueceu de ir ao dentista. → o padre Giuseppe Leonardi. Ali estavam impressas pegadas de répteis que habitaram a região de Araraquara 180 milhões de anos atrás. “A cidade das calçadas jurássicas O padre italiano Giuseppe Leonardi. Esse fato autoriza a reiteração da dúvida: estarão os cientistas sonhando? Talvez sim. Unifor-CE O texto explora como idéia central: a) a incerteza que envolve o julgamento de alguns acerca da garantia dos cientistas a respeito dos robôs do futuro. na época. estava viajando pelo interior paulista em 1976 quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. Mas o padre-cientista não se abalou. várias expressões retomam ou antecipam outras para conferir coesão ao texto. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. a revista Popular Mechanics escreveu que a nova maravilha eletrônica tinha 18 mil válvulas e pesava 30 toneladas. → Rio de Janeiro. em todos eles. Lembremos: quando um dos primeiros computadores do mundo. que não seja possível sequer desligá-los. Abril. e) a comparação entre o peso dos primeiros computadores do mundo e o dos computadores na atualidade. no Rio de Janeiro. A análise das marcas confirmou o seu palpite. assumindo. b) a crítica que considera tresloucada a previsão da revista Popular Mechanics em 1946. que supera o Eniac. todos os robôs venham a ser desligados. em 1946. 25 ( ) Ali estavam impressas pegadas de répteis… → lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. um computador bem mais poderoso do que o Eniac cabe no bolso da camisa. que o guarda até hoje. Talvez não. para meter a picareta no calçamento e levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. o Eniac.” GABARITO 51. Hoje.Interpretação de texto II Avançar . ( ) … quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. nos arredores da cidade. assinalando V (verdadeira) ou F (falsa).” Superinteressante. uma previsão tresloucada: ‘Os computadores do futuro talvez usem apenas mil válvulas e pesem em torno de uma tonelada’. no futuro. nos arredores da cidade. no Rio de Janeiro. Leonardi explicou ao prefeito que precisava arrancar os trechos de calçadas com pegadas de dinos. assim. 1999. O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. fazendo o que pareceu. no Rio de Janeiro.50. Esperou o Carnaval. → o interior paulista. d) a possibilidade de que. ( ) Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. reparou em algo estranho. foi produzido. Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros do período jurássico. c) a potência do computador de hoje. → pegadas de répteis. Talvez não. → os répteis que habitavam a região. que o guarda até hoje. Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade reparou em algo estranho. quando a cidade inteira estava muito ocupada em se divertir. que o guarda até hoje. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Texto para as questões 51 e 52: “Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas. ( ) Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros… → rochas de uma pedreira. um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens. Talvez estejam sonhando. ( ) O prefeito riu da cara dele e negou o pedido.

a fim de pagar os sustos que deu. c) todos os que sentem prazer em derrotar o socialismo cubano. mas se submetem a todo e qualquer tipo de ditadura. vive doente. Parece que lhes dá prazer noticiar e comentar que falta alimento e roupa. que impede o povo de superar a opressão social e política. b) a eficiência do computador independe de suas dimensões. graças à aquisição dos requisitos indispensáveis — saúde. Fuvest-SP O autor identifica os opositores do regime cubano entre a) os membros da oligarquia cubana. não sabe ler.” CANDIDO. E mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. cuja principal preocupação é gerar a instabilidade do regime socialista. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. mas cultivado e agravado a miséria de um povo que. b)“tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade” = livrar o povo de quem o sujeita e fazê-lo crer na ilusão de que seja digno. 26 53. a bicicleta substitui o automóvel. d) o computador é a expressão mais aprimorada do avanço da tecnologia. ao invés da opressão política imposta pelas elites. Note-se que isso não é uma vaga esperança: é uma realidade. Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona. os jornais. cinco séculos depois do Descobrimento. na miséria e na desgraça coletiva. Antonio. portanto. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) qualquer ameaça dos robôs do futuro ao homem será detida pelo simples gesto de desconectá-los. serve de boa massa para os demagogos elegerem quanto aventureiro consiga vender a sua deteriorada mercadoria política. permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias. e)“que só pode ser mencionada entre aspas” = cuja menção deve vir sempre ressalvada. Mas o fato é que (repita-se pela milésima vez) o regime cubano conseguiu o que nenhum outro tinha conseguido na América Latina: tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade. sofre todas as privações e. afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos. o rádio. Isso. Com certeza esperam que o regime odiado acabe na fome. segundo o qual as eleições consolidam o poder político do povo. relativa equivalência de oportunidades. c)“permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias” = possibilitando uma vida menos humanitária. e) os cidadãos. alimentação. c) ainda hoje há previsões tresloucadas a respeito dos computadores. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 54. a frase que está reconstruída de modo a preservar seu sentido é: a)“Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona” = pressupõe-se que essa atitude implique o funcionamento do socialismo. ele terá mostrado que o socialismo é possível nesta parte do mundo. d) os defensores de uma falsa democracia. que só pode ser mencionada entre aspas.52. d)“na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime” = em face da intuição de que o regime está perdendo força. quando as classes dominantes não resolvem salvar a pátria por meio do singular instrumento ‘democrático’ que são os golpes mais ou menos militares. e) robôs e computadores condicionam o poder da tecnologia. Fuvest-SP Considerando-se o contexto em que aparece. tendo em vista a influência que já exerce em nosso país. para esses críticos eufóricos o que funciona é a ‘democracia’ brasileira. Texto para as questões de 53 a 56: “Um triste espetáculo é a alegria feroz com que os políticos e cidadãos que se dizem democratas. Recortes. na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime. a TV descrevem as dificuldades de Cuba. b) os entusiastas de um conceito superado de democracia. Provavelmente. pois tem não apenas mantido.Interpretação de texto II Avançar . políticos e jornalistas que se dizem democratas.

Vejam que país. Em relação ao texto. além daquilo que já faz parte de seu patrimônio. e) I.55. 27 56. No segundo parágrafo.’ Quem escreveu isso não foi nenhum de nossos estimados agiotas. terá mostrado que o socialismo é possível. A veracidade das informações de que em Cuba “falta alimento e roupa. mas um homem de vigorosa fé social. II. III. deve-se à convicção de que eles avaliam com pessimismo as possibilidades da democracia no Brasil. b) I. b) uma preocupação mais ampla. II. no texto. a não ser ‘social’ seja tomado no sentido de ‘mundano’. estão articuladas numa relação de causa (I) e efeito (II) as seguintes expressões: a) I.. a qualificação de “eufóricos”.’ Esse ‘apetite social’ é raríssimo entre os nossos homens ricos. E nossos homens de governo têm uma pasmosa desambição de governar.. mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. a lavadeira cheira a gim. d) uma possibilidade de exploração. aquisição dos requisitos indispensáveis. c) I. II. Voltar Língua Portuguesa . que não é percebido como suficiente. que passou a vida lutando. Foi um homem que a vida inteira viveu de seu trabalho. para alguns homens: a) o usufruto de uma condição econômica bastante favorável. na posse de bens particulares e influência pessoal. está correto somente o que se afirma em a) I. II. Não era um cínico. Nas expressões “relativa equivalência de oportunidades” e “afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos”. Ele nos fala de alguns homens ricos: ‘Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida — homens como Ruskin. e se chamava Bernard Shaw. Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações: I.. que tempo. não se contentam com esposas cheias de diamantes e filhas em flor. atribuída a “esses críticos”. pela camada mais alta da população. Texto para as questões de 57 a 60: “Um amigo meu estava ofendido porque um jornal o chamou de boa-vida. a seu modo.. II. os elementos sublinhados indicam a preocupação do autor em manter sua objetividade diante dos dados que analisa. e) II e III. Fuvest-SP No terceiro parágrafo. da mão-de-obra oferecida por algumas profissões bastante desvalorizadas.. sofrem com a arquitetura da casa do vizinho. o que é insultuoso é que ela o seja apenas para alguns. tirar o povo da sujeição torpe: II. não se contentam com belas casas. a iniqüidade mantida pelas oligarquias. Unifor-CE A expressão “apetite social” significa.. d) I e II. não apenas o daqueles mais ricos. c) III. IMPRIMIR c) a discrepância entre a visão que um escritor tem da vida em sociedade e a realidade vivida por algumas camadas sociais.. d) I. e) a ambição de possuir sempre mais. tendo em vista o bem da sociedade em geral. querem belas cidades. a costureira é anêmica. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. tirar o povo da sujeição torpe. Kropotkin — têm enormes apetites sociais. GABARITO 57. dar-lhe o sentimento da própria dignidade.. William Morris.” Rubem Braga. que situação! A vida deveria ser boa para toda gente. terá mostrado que o socialismo é possível. ‘Dinheiro é a coisa mais importante do mundo. para tornar melhor a sociedade em que vivia — e em certa medida o conseguiu. aquisição dos requisitos indispensáveis. queixam-se porque a operária está mal vestida.Interpretação de texto II Avançar . b) II. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. e porque todo homem que encontram não é um amigo e toda mulher não é romance. a bicicleta substitui o automóvel” é contestada pelo autor.

de que tomar-se rico deve ser o objetivo final daqueles cujo trabalho é reconhecido publicamente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” Essa afirmação estabelece. b) enfatiza a necessidade do dinheiro.. Unifor-CE “Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida têm enormes apetites sociais. c) reconhece as razões de pessoas que preferem viver sua vida discretamente. a par dos órgãos governamentais.Interpretação de texto II Avançar . d) jornalistas devem ter sempre o cuidado necessário para não expor publicamente a situação econômica e social de algumas pessoas. e) compartilha a opinião de Bernard Shaw. e) propriedades particulares e vida familiar organizada. de que ricos são aqueles que buscam melhorar as condições de vida para todos os que compõem uma sociedade. c) caberia à camada mais rica da sociedade.. c) senso estético de determinados grupos sociais e seu poder econômico. d) relacionamento afetivo e condições socioeconômicas de preservá-lo. estabelecer condições para a igualdade social. GABARITO 60. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) a vida mundana se torna. 28 d) aceita a postura de várias figuras ilustres. que possibilita a um escritor dedicar-se plenamente ao seu trabalho. sem se deixar expor pela imprensa à opinião pública. sem preocupar-se com sua sobrevivência. especialmente os considerados pouco dignos dentro da sociedade. b) não há mérito social algum em pessoas que vivem apenas de seu trabalho. no texto. inclusive Bernard Shaw. b) prestação de serviços básicos e trabalho intelectual. habitualmente. um paralelo positivo entre: a) percepção das dificuldades de algumas camadas sociais e justiça social. o objetivo principal e a forma de que dispõem os homens ricos de exibir tudo aquilo de que desfrutam. único meio de as pessoas desfrutarem de uma vida digna na sociedade.58. 59. e) agiotas e escritores podem ter opiniões idênticas quanto ao real valor do dinheiro. Unifor-CE Depreende-se corretamente do texto que o cronista: a) defende sua própria opinião de que as pessoas mais ricas só vivem preocupadas com sua vida particular e com o bem-estar de sua família.

e até o canário ficou mudo. quanto ao que diz respeito à organização do convívio dele consigo mesmo e dele com os demais. Dalton.) O conto brasileiro contemporâneo. não lhes poupei água e elas murcham. ninguém os guardou debaixo da escada. por favor. não pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. bebem com ele à noite no bar e acompanham-no nas refeições diárias. b) Os interlocutores do texto são os amigos do autor que conversam com ele na esquina. III. In BOSI. Assinale a alternativa correta.Interpretação de texto II Avançar . II. na janela. Primeiros dias. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe. tanto no que diz respeito à organização da casa. o prato na mesa por engano. 62. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão. “Apelo Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . sozinho. quanto ao que diz respeito às pessoas e aos animais. ah. Senhora. Venha para casa. p. b) Apenas I e III estão corretas. A ausência da Senhora desencadeia um processo de descontentamento para o autor que menciona problemas com a ordem da casa e com a desordem dos sentimentos. A subjetividade presente no texto é marcada pela presença do pronome de tratamento Senhora. A. esquecido na conversa da esquina. conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. como a última luz na varanda. a imagem de relance no espelho. O texto apresenta uma visão da vida cotidiana de um homem que. para dizer a verdade. PUC-SP Assinale a alternativa correta: a) O autor do texto explicita seu sentimento de liberdade por perceber que. c) O autor do texto explicita seu sentimento de solidão por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma desordem em sua vida cotidiana. sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia. Acaso é saudade. c) Apenas II está correta. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. Senhora. e) O autor do texto explicita seu apelo por perceber que. 1997. não senti falta. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço. desorganiza-se ao estar sozinho por um período superior a uma semana. E comecei a sentir falta das primeiras brigas por causa do tempero na salada — o meu jeito de querer bem. o leite pela primeira vez coalhou. 29 61.” TREVISAN. acostumado a viver com uma mulher. Para não dar parte de fraco. sozinho. 190. d) O autor do texto explicita seu sentimento de alegria por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma inversão de valores em sua vida cotidiana. fui beber com os amigos. São Paulo: Cultrix. PUC-SP Considere as seguintes afirmações: I. Uma hora da noite eles se iam e eu ficava só. bom chegar tarde. (org. calço a meia furada. e) Apenas III está correta. sem a Senhora. Toda a casa era um corredor deserto. pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. tanto no que diz respeito às camisas e meias. a) Apenas I está correta. Não tenho botão na camisa.Texto para as questões 61 e 62. Com os dias. Senhora? Às suas violetas. Senhora. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. d) Apenas II e III estão corretas.

foi a forma que fez. 595-6. In: Obra Completa. p. ( ) a criação da poesia como um processo cuja marca é a fluência das palavras.Interpretação de texto II Avançar . ( ) a ação de forjar ligada à marca da pessoalidade no processo criativo. Conhece a Giralda em Sevilha? Decerto subiu lá em cima. Não há nele a queda-de-braço e o cara-a-cara de uma forja. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . então. não a mão. ( ) uma analogia entre o ofício do ferrageiro e o do poeta. Reparou nas flores de ferro dos quatro jarros das esquinas? Pois aquilo é ferro forjado. Só trabalho em ferro forjado que é quando se trabalha ferro. dobro-o. até o onde quero. 1994. O poema mostra: ( ) o fazer poético como um processo racional. Existe grande diferença do ferro forjado ao fundido. corpo a corpo com ele. ao senhor que dizem ser poeta: o ferro não deve fundir-se nem deve a voz ter diarréia. Flores criadas numa outra língua.” NETO. ( ) a “flor” forjada como exemplo de obra de arte criativa. ( ) a verossimilhança. ( ) a relação criador-criatura enfocada sob uma perspectiva irônica. é só derramá-lo na forma. sem controle seletivo. fundamentado em modelos preexistentes. João Cabral de Melo. domo-o. ligada à ação persuasiva do artefato sobre o objeto natural. O ferro fundido é sem luta. contrapondo-se ao plano do fundir. Nada têm das flores de forma moldadas pelas das Campinas. mas ao que pode até ser flor se flor parece a quem o diga. não até uma flor já sabida. Organizada por Marly de Oliveira com assistência do autor. Dou-lhe aqui humilde receita. é uma distância tão enorme que não pode medir-se a gritos. U. cuja marca é a ausência do sujeito. Salvador-BA “O Ferrageiro de Carmona Um ferrageiro de Carmona que me informava de um balcão: ‘Aquilo? É de ferro fundido.63. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. o efeito de verdade na obra de arte. 30 GABARITO Forjar: domar o ferro à força.

Na mesa ao lado está o sujeito que é casado com a Miss Brasil. “Os Músicos Faz calor. ele tocou Strauss no restaurante com o coração cheio de alegria — Elpídio na bateria. Nesse instante chegam os músicos. visto que o afeto antes é de boa sorte. ainda tem um restinho mas sabe que vai perdê-las num dia de calor tocando os Contos dos Bosques de Viena. O único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. Durante. vontade de vencer. bateria. Todas as mesas estão ocupadas. e) Toda essa história de carinho acaba quando boto as lutas onde o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. c) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. Respondo: ‘Minha avó nunca viu esse espelho. principalmente no que diz respeito à caracterização física dos músicos. só sinto vontade de ganhar.Texto para a questão 64. Durante. o pianista tem quarenta anos. Lúcia McCartney. que nada de mau aconteça. o elemento determinante do texto é a narração. e tudo continua no mesmo. parabéns. desse modo. tem oito filhos. trancado no banheiro. em que as personagens se colocam vivas diante do processo narrativo.Interpretação de texto II Avançar . que nada de mau aconteça. mas sou pobre e faço na minha mesmo’ — e todos começam. meio século atrás: espancado com uma vara fina. de forma mais concisa e coesa. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . um rosto de quem vai perder as últimas esperanças. privado de comida ‘nem que eu morra você vai ser um grande concertista’ e quando Sara. O afeto antes é de boa sorte. parabéns. No ar. Os grandes espelhos da parede vieram da Europa no fundo do porão. Durante. que nada de mau aconteça. quanto ao afeto. Rubem. que nada de mau aconteça. é: a) Toda essa história de carinho quando boto as lutas. 65. as idéias discutidas ao longo dele. se fosse rico — ‘fazia filho na mulher dos outros. antes é de boa sorte. continue. 31 64. o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. Durante. parabéns. o mais moço. mas é também o mais triste. parabéns. já que o afeto antes é de boa sorte e que nada de mau aconteça. três: piano. só sinto vontade de ganhar. ‘Tua vó fez risinhos e boquinhas. Depois da luta. continue. continue. continue. só sinto vontade de ganhar e vencer porque o afeto antes é de boa sorte. embora o único afeto que sinto pelos meus adversários seja antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. Depois de terminada a luta. coloca um lenço no pescoço para proteger o colarinho. ela veio noutro porão’. Depois da luta. UFMA “Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. que nada de mau aconteça e. namorou dentro desse espelho’. d) predomina o caráter descritivo. ainda que antes o afeto seja de boa sorte. Depois da luta. só sinto vontade de ganhar e de vencer. a fim de que o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. a tocar a valsa da Viúva Alegre. Durante a luta. não exatamente ao mesmo tempo. cinqüenta anos. continue. o que se constata sobretudo pelos substantivos. um grande borborinho. o gerente não gosta mas ele não pode mudar de camisa todos os dias. b) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas e. parabéns. e) apesar dos aspectos descritivos. Os garçons passam apressados carregando pratos e travessas. sua mãe.” A alternativa que melhor expressa a idéia contida na fala do lutador de boxe Acelino — Popó — de Freitas. só sinto vontade de ganhar. o que lhe confere teor dissertativo. parabéns. Ceetps-SP Com base nesse texto é correto afirmar que a) as ações ganham relevo e determinam a estrutura do texto. cristal puro. d) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. adjetivos e mesmo verbos que auxiliam na caracterização do ambiente. Durante a luta.” FONSECA. depois da luta. mulato. enquanto lá embaixo as pessoas comem bebem suam sem ao menos por um instante levantar os olhos para o balcão onde ele trabalha com os outros dois: Stein. pois o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. vontade de vencer e. vontade de vencer. sinto vontade de ganhar e vontade de vencer. depois. c) trata-se de um misto de narração e dissertação em que as ações das personagens servem como apoio para as argumentações do comentarista. no violino — cinqüenta e seis anos. violino. b) o que mais determina o texto são as reflexões. morreu.

que por mais de 25 anos mapeou a saúde de 17 530 funcionários públicos e constatou que. 9 jun. quanto mais alto o nível hierárquico.. c) Porque haviam repousado bastante na areia do rio seco. Fazia horas que procuravam uma sombra. mantém-se o sentido original apenas em: a) A viagem progredira bem três léguas. afastando-se do fumo e de outras drogas. pela saúde das camadas mais pobres. dado que ordinariamente andavam pouco. estavam cansados e famintos. Voltar Língua Portuguesa . entre elas o cigarro. Fuvest-SP Reestruturando-se o terceiro período do texto. saudáveis’ consideram o saldo bancário. E. (. Um clássico do tema é a pesquisa do médico inglês Michael Marmot. Graciliano. n. a prática de exercícios e a exposição a substâncias tóxicas. e) mostra como saúde e qualidade de vida estão vinculadas a variáveis socioeconômicas e culturais. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro. Eduardo. os exames mais sofisticados e os hospitais mais bem estruturados. d) Ainda que ordinariamente andassem pouco. p. e a viagem progredira bem três léguas.Interpretação de texto II Avançar . uma vez que haviam repousado bastante na areia do rio seco. como se sabe... Os registros de morte entre os trabalhadores menos qualificados. Vidas secas. respeitados centros de pesquisas científicas do mundo produziram nada menos do que 193 estudos sobre a relação entre condição socioeconômica e saúde (. b) haviam repousado bastante na areia do rio seco. b) destaca o grande desenvolvimento da atividade de pesquisa científica nos últimos anos. o currículo escolar e o sucesso profissional tão importantes — ou até mais — quanto a genética. c) objetiva conscientizar a população da necessidade de levar uma vida saudável. 134. A ciência descobriu uma realidade mais complexa. e) Em virtude de andarem ordinariamente pouco e de haverem repousado bastante na areia do rio seco. pois haviam repousado bastante na areia do rio seco. In: Veja. mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco.). 32 66. Estudos conduzidos nos Estados Unidos chegaram a conclusões semelhantes: (. educação e status social pesam quando o assunto é qualidade de vida e longevidade. 23. Texto para as questões de 67 a 68: “Rico vive mais Nos últimos cinco anos. ano 32.. A princípio pode parecer óbvio: os ricos dispõem de mais recursos para pagar os melhores médicos.. a viagem progredira bem três léguas. importantes e portanto. (. a viagem progredira bem três léguas..) Todos tinham emprego garantido e contavam com o mesmo padrão de assistência médica..) quanto menor o nível social. 1999.” RAMOS. a viagem progredira bem três léguas. por parte das autoridades. a viagem progredira bem três léguas porque ordinariamente andavam pouco. Pequenas diferenças de salário. eram três vezes maiores do que os anotados entre os de cargos superiores. Católica de Salvador-BA O texto: a) evidencia a existência de diferenças abismais entre as várias classes sociais.” JUNQUEIRA..Texto para a questão 66: “Na planície avermelhada. a dieta alimentar. Até entre pessoas do mesmo estrato social. d) visa demonstrar a existência de uma preocupação.) Médicos conscientes da tese ‘ricos. F. A folhagem dos juazeiros apareceu longe. porém. maior o desgaste emocional e maior o número de situações estressantes. GABARITO IMPRIMIR 67. Ordinariamente andavam pouco. o esgotamento psíquico mina o sistema imunológico do organismo humano. ordinariamente andavam pouco. menor a taxa de mortalidade. através dos galhos pelados da caatinga rala. os juazeiros alargavam duas manchas verdes.

tão negra como a outra. minutos depois. Era tarde. e) As condições ambientais em que trabalham as classes privilegiadas as tornam menos vulneráveis às doenças. Não era. pode-se inferir: a) A facilidade de acesso aos melhores hospitais pela classe privilegiada pode ser um fator importante. braços. e na dignidade que. não teria mais segura a vida. Não caiu morta. dous palmos de linho cru. A idéia subjugou-a. pois sabem que. e voou a pedir-lhe misericórdia. que me aborreceu muito. “A borboleta preta NO DIA SEGUINTE.68. a principal causa da mortalidade.Interpretação de texto II Avançar . mas não é determinante quando se trata de saúde. a saber. espairecendo as suas borboletices. um ar divino. para recreio dos olhos. conservar melhor suas defesas. que tinha olhos. assim. e beijou-me na testa. b) Os que têm cargos superiores são menos atingidos por preocupações de ordem financeira. que é também sugestivo. não sabia. c) A classe operária é mais propensa à doença por herança porque nela são mais freqüentes os maus hábitos. senti um repelão dos nervos. desde a invenção das borboletas. d) As pessoas com cargos de menor responsabilidade não se estressam tanto e. aí vinham já as próvidas formigas… Não.” ASSIS. d) O grau de escolaridade é o que realmente faz diferença quando se fala em saúde. e não é impossível que descobrisse meia verdade. — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo. nem a alegria das flores. não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete. bati-lhe e ela caiu. pode-se afirmar: a) Os abastados são mais otimistas. invariavelmente. ela foi pousar na vidraça. 33 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque. mesmo trabalhando sob maior pressão. ou cor de laranja. porque eu a sacudisse de novo. saí do quarto. pois as pessoas cultas se cuidam mais. para todas as asas. descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo. e. com dinheiro. Esta última idéia restitui-me a consolação. apesar dele. uma estatura colossal. O gesto brando com que. entra e dá comigo. confesso. lancei mão de uma toalha. incomodado. contra uma toalha de rosto. no susto que tivera. creio que para ela era melhor ter nascido azul. — me consolou do malefício. pernas. E esta reflexão. tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa. Texto para responder a questão 70. como eu estivesse a preparar-me para descer entrou no meu quarto uma borboleta. Eusébia. mas o medo. Católica de Salvador-BA Ao analisar os resultados das pesquisas a que o texto se refere. aterrou-a. Machado. depois de esvoaçar muito em torno de mim. começou a mover as asas. ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. vivem mais. se ela fosse azul. entrei logo a pensar na filha de D. uma vez posta. a infeliz expirou dentro de alguns segundos. mas tornando lá. sob a vasta cúpula de um céu azul. pousou-me na testa. e achando-a ainda no mesmo lugar. b) O que faz uma pessoa desfrutar de uma boa saúde é a adoção de hábitos físicos e alimentares sadios. o que era o homem. Fiquei um pouco aborrecido. e viu que me movia. Era tempo. Apiedei-me. tinha um certo ar escarninho. Quando enxotada por mim. Sacudi-a. e muito maior do que ela. F. almoçada e feliz. que é sempre azul. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Lembrou-me o caso da véspera. Católica de Salvador-BA Da leitura do texto. têm mais acesso à medicina preventiva e a outras válvulas de escape. Suponho que nunca teria visto um homem. por isso. uni o dedo grande ao polegar. acabarão resolvendo seus problemas de saúde. que estava ali o pai do inventor das borboletas. — uma das mais profundas que se tem feito. Dei de ombros. A borboleta. A manhã era linda. Passa pela minha janela. c) A falta de cuidados adequados com a saúde é. podendo. Então disse consigo: ‘Este é provavelmente o inventor das borboletas’. Pois um golpe de toalha rematou a aventura. F. Deixei-me estar a contemplar o cadáver. e) Os empresários. nem a pompa das folhas verdes. Não lhe valeu a imensidade azul. saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. volto à primeira idéia. 69. Era negra como a noite. portanto. e ri-me. Imaginei que ela saíra do mato. é justo dizê-lo. foi pousar na vidraça. que é maior entre as pessoas de poucos recursos. modesta e negra. com alguma simpatia. e me reconciliou comigo mesmo. Veio por ali fora. soube conservar. viu dali o retrato de meu pai.

uma vez que ele sempre pode contar com a economia informal. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. 1999. um mês atrás. (. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. Para garantir a sobrevivência. por uma ironia do seu passado recente. ano 32. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1º grau completo ou nem isso. para o país. d) se surpreende com a relatividade das coisas. o horizonte é desolador. F.70. é alentadora. c) elabora uma comparação entre o susto que tivera ao ver a borboleta e o que tivera ao ver a filha de D. Católica de Salvador-BA De acordo com o texto. com a modernização. o governo abandonou estradas. embora difícil. p. será otimizado com: a) a manutenção da economia informal. Texto para as questões 71 e 72: “Eles sobraram Os números do IBGE. talvez. 72. uma vez que o trabalho físico tende a desaparecer. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que é o que eles têm a oferecer se não forem educados.. e) se sente desorientado com a borboleta que descreve infinitas voltas em torno de seu corpo. pelo menos na área de construção civil. Foram selecionados apenas os chefes de famílias numerosas. Uma multidão de 460 000 pessoas lotou os locais de inscrição.. In: Veja. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. recebendo salário mensal de 150 reais. um deus em relação à borboleta. pode-se afirmar: a) A realidade do trabalhador brasileiro era desconhecida até a formação das frentes de trabalho. assim que a economia brasileira voltar a crescer. no Brasil. Eusébia. não serão sanadas a longo prazo. Fatec-SP Da leitura do texto é correto afirmar que o narrador a) se vale da imagem de uma borboleta para mostrar tanto as ações impulsivas do homem como sua capacidade de racionalização. no Brasil. 29.Interpretação de texto II Avançar . pode-se inferir que o problema de emprego. deixou ruas se esburacarem. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. ao constatar-se um gigante e. b) As dificuldades do trabalhador desqualificado. Isso porque as empresas. o principal órgão de pesquisas sociais do país. c) a implementação de um programa de educação. Católica de Salvador-BA A partir da leitura do texto. e) a criação de postos de trabalho na área da construção civil. c) A situação do trabalhador braçal. Para os outros. Assim que a economia voltar a crescer. A idéia era selecionar 50 000 pessoas para cumprir um contrato de seis meses. E o desafio. para as chamadas frentes de trabalho. d) A infra-estrutura deficiente do Brasil possibilitará trabalho constante. n.) O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. F. já não precisam tanto de força física. cesta básica e seguro de acidentes pessoais. 34 71. O rosto dessa gente apareceu quando o governo de São Paulo abriu inscrições. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente.” VALENTINI. querendo confundi-lo. e) Os problemas de mão-de-obra desqualificada — frutos da atual conjuntura econômica do País — se resolverão definitivamente. Segundo o Instituto. d) o controle da natalidade nas camadas mais baixas. 105. os mais velhos e aqueles que estavam por mais tempo na fila do desemprego. Exigências: ter acima de 16 anos de idade e estar desempregado há mais de um ano. Durante mais de uma década. 21 jul. b) a abertura de constantes frentes de trabalho. Cíntia. b) fala de uma borboleta para representar a importância de pequenos momentos na vida dos homens. viadutos.

Nós auxiliamos várias famílias importantes na América do Norte. F. enche os porões dos navios. todas essas famílias assim são sustentadas pela nossa família. levanta os prédios. F. no Japão. U. na França. faz os jornais. São Carlos-SP A leitura do texto permite afirmar que o autor a) quis desqualificar as famílias não importantes. e) retomar e explicar informações anteriores. A família Crespi. em todo lugar onde se trabalha. Na seção dos ‘Fatos Diversos’ do Diário de Pernambuco. 1984. Você não possuía sangue azul. (…) João da Silva — Nunca nenhum de nós esquecerá seu nome. Morava na rua da Alegria. Nossa família é feito Maria Polaca: faz tudo. sugeridas também pelos nomes de família. João da Silva. entretanto. e) desprezo. nos pastos. nas usinas. nas fazendas. F. é que trabalha para os homens importantes. Rubem. A gente de nossa família trabalha nas plantações de mate. p. nós temos de enterrar você é mesmo na vala comum. c) explicitou a submissão dos países da América do Sul aos da América do Norte. Apesar disso. conduz os bondes. Sempre por baixo. Na vala comum da glória. laça os bois. d) explicar e comentar informações anteriores. U. Nossa família. conta o dinheiro dos bancos. Veio tinindo. leio o nome do sujeito: João da Silva. a família Guinle. b) retomar e sintetizar informações anteriores. a família Pereira Carneiro. c) expandir e explicar informações anteriores. enrola o tapete do circo. nos balcões. U. Na vala comum da miséria. São Carlos-SP O texto estrutura-se na oposição entre os Silva e as demais famílias. na Inglaterra.Interpretação de texto II Avançar . e) “vermelho” e “vermelhinho da silva”. 44-5. faz telhas de barro. Apud: Para gostar de ler.INSTRUÇÃO: As questões de números 73 a 76 referem-se ao seguinte texto de Rubem Braga: “Luto da família Silva A Assistência foi chamada. como a Silva. São Paulo: Ática. ed. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . nas fábricas. 75. 76. d) propôs uma reflexão sobre diferenças sociais. nas cozinhas. v. Luto da família Silva. nas minas. no mato. Nossa família. vai mal em política. O homem estava morto. Um homem estava deitado na calçada. Essa relação releva-se em a) “vai mal em política” e “há de subir na política”. b) pretendeu enaltecer a tradição de famílias importantes na história brasileira. Porque nossa família um dia há de subir na política…” BRAGA. F. c) pequenez. Nossa família quebra pedra. 35 73. O cadáver foi removido para o necrotério. Sangue de nossa família. São Carlos-SP No texto. 74. Uma poça de sangue. nas praias. d) “vala comum da miséria” e “vala comum da glória”. João da Silva. São Carlos-SP A oração faz tudo. a família Matarazzo. b) “em todo lugar onde se trabalha” e “a gente de nossa família trabalha nas plantações de mate”. O sangue que saía de sua boca era vermelho — vermelhinho da silva. U. em destaque no texto. c) “vermelhinho da silva” e “sangue azul”. serve no Exército e na Marinha. A Assistência voltou vazia. b) carinho. a família Rocha Miranda. Morreu de hemoptise. assume a função de a) resumir e comentar informações anteriores. e) enfatizou a importância de se melhorarem os Silva para entrarem na política. a expressão “vermelhinho da silva” traduz a idéia de a) intensidade. 5. 4. João. d) ironia.

por acaso. Jorge de. 1997. a todos os homens da terra numa só língua — a [linguagem do Espírito? Se por acaso viveis mergulhados no momento e no [limite. o poeta não falará. como promotora do entendimento entre os homens. E o Verbo de Deus é uno mesmo com a profanação [dos homens de Babel. por acaso. Organização de Alexei Bueno. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Voltar Língua Portuguesa . não foi ele apontado para restituir-lhe a sua essência. mesmo com a profanação dos homens de hoje. as palavras se mumificaram na boca dos legisladores. por acaso. ( ) o homem comum como elemento responsável pela perda do poder expressivo da palavra no seu uso cotidiano. do ponto em que se encontrar. quando o homem reconquistar os atributos perdidos [com a Queda. U. as grandes palavras semitas podem [desaparecer? E. o poeta não foi designado para vivificar a [palavra de novo? Para colhê-la de cima das águas e oferecê-la outra vez [aos homens do continente? E. ( ) o poder mágico da palavra só atingível por aquele que ultrapassar a compreensão do “Verbo de Deus”. ( ) o poeta como reinventor da linguagem. construtor da palavra perene. 36 GABARITO O poema apresenta: ( ) a poesia como instrumento de redenção do homem. In: Poesia Completa. as palavras apodreceram nas promessas dos tiranos. a palavra imortal há de adoecer? E. Quando toda a confusão for desfeita.77. as palavras nada significam nos discursos dos homens [públicos. irmão!” LIMA.Interpretação de texto II Avançar . na sua universalidade. p. e reconstituir seu conteúdo mágico? Acaso o poeta não prevê a comunhão das línguas. E. 388-9. não me compreendereis. IMPRIMIR ( ) a linguagem poética. ( ) a palavra divina tornada vazia de significação para o homem. Salvador-BA “As Palavras Ressuscitarão As palavras envelheceram dentro dos homens separadas em ilhas. e quando se desfizerem as nações instaladas ao depois [de Babel.

fútil. “Lisbon Revisited Não: não quero nada. quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto. leia os versos de Fernando Pessoa. da civilização moderna! Que mal fiz eu aos deuses todos? Se têm a verdade. pois ela tirou-lhe todos os bons sentimentos. 37 GABARITO 78. d) uma mágoa de sua cidade (Lisboa). São Carlos-SP A penúltima estrofe do poema permite considerar que o eu-lírico sente a) uma saudade carinhosa da infância. Deus meu. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. fazia-lhes. F. Quero [ser sozinho. Obra Poética. Fernando. que eu nunca tardo… E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero [estar sozinho!” PESSOA. não me [enfileirem conquistas Das ciências (das ciências. ouviram? Não me macem. Assim.INSTRUÇÃO: Para responder às questões de números 78 a 81. Já disse que sou sozinho! Ah. Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) uma saudade melancólica da infância. b) uma mágoa de Lisboa. a todos.Interpretação de texto II Avançar . 1981. c) um medo de revisitar Lisboa. das ciências!) Das ciências. Já disse que não quero nada. nada me tirais. Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer. pois lá passou uma infância vazia e sem sentimentos. que maçada quererem que eu seja da companhia! Ó céu azul — o mesmo da minha infância — Eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo. pois trata-se de uma época remota e irrecuperável. Fora disso sou doido. p. mas tenho técnica [só dentro da técnica. o contrário [de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa. tenham paciência! Vão para o diabo sem mim. guardem-na! Sou um técnico. Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos? Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. Pequena verdade onde o céu se reflete! Ó mágoa revisitada. Deixem-me em paz! Não tardo. das artes. nada sois [que eu me sinta. [a vontade. 290-1. pois a cidade nunca lhe proporcionou boas lembranças. pois em Lisboa ainda pode viver bons momentos. U. como sou. com todo o direito a sê-lo. Lisboa de outrora de hoje! Nada me dais. Com todo o direito a sê-lo. por amor de Deus! Queriam-me casado.

destacada no poema. para agradar a todos. e) a inquietude gerada na alma do poeta. U. F.. d) o desejo do poeta de manter-se afastado e isolado das pessoas. ed. achou-se ao pé da janela e cobriu de beijos as mãos da sua amada.. c) a vontade do poeta de poder compartilhar da paz que outras pessoas sentem. que por pouco talvez o houvesse estendido por terra. ( ) Escapismo para o sonho. ímpetos tão desconhecidos e violentos. pode-se dizer que o poeta a) recusa-se a aceitar os valores que a sociedade tenta inculcar-lhe. b) encontra na morte a única solução para os problemas. b) a irritação do poeta com aqueles que pretendem ajudá-lo em seus problemas. fui ver no laranjal. e) abandonem. ( ) Íntima relação entre o nome da personagem feminina e o seu jeito de ser. a única que vi era você. São Carlos-SP Pela leitura do poema. a gente em tudo vê maravilhas. c) tenta tornar-se uma outra pessoa. quem sabe? verificar se por aí não andava rondando aquele que no seio lhe inoculara tamanho desassossego. 80. A princípio tomei também um grande susto. Salvador-BA “Passava as noites em claro. F. por essa razão. como a que balbuciam duas cândidas almas na eterna e sempre nova declaração de amor. em virtude da sua solidão... para desenvolver sua arte. U. d) sente-se solitário e. queria respirar o ar da noite e beber na viração do sertão um pouco de tranqüilidade para sua alma não afeita ao tumultuar dos sentimentos que a agitavam e. no último parágrafo. à sombra das maravilhosas árvores do Éden.. ( ) Atitude de irreverência do narrador. Que foi? — Ah! não foi nada. — Deveras? perguntou ela incrédula. b) importunem. respondeu apressadamente Cirino. A pobrezinha. — O grito? balbuciou ela. F. Dois gritos. Inocência. significa a) desprezem. era um macauã. viu afinal reabrir-se a janela de Inocência. c) ofendam d) maltratem. 99-100. U. São Carlos-SP A forma verbal macem. Cirino. 38 GABARITO Marque V para as afirmativas que podem ser comprovadas com o texto e F para as que não podem. O que pareceu pedrada era um noitibó que frechou para mim e veio dar com a cabeça na parede. Para mim.. verifiquei que não passava de miragem.” TAUNAY. minha vida. ( ) Atitude de vassalagem amorosa. 24.Interpretação de texto II Avançar . desde que Adão e Eva a trocaram. 1996. São Paulo: Ática. Visconde de. rápido como aquela pedra arrojada tão rigorosamente. rápido como uma seta.. abrasada também de amor. e a pedrada. superiores a todas as suas tentativas de resistência. atordoavam-no ainda aqueles dois assobios que não podia explicar e sobretudo aquela pedrada tão bem dirigida. e) aparta-se da sociedade.. 81. U.. meu anjo do céu. — Deveras. em face do religioso. São Carlos-SP Os dois últimos versos do poema revelam a) a conscientização do poeta em relação a seus problemas e à breve solução que lhes dará. 82. Depois. ( ) Concepção idealizada de mulher. metido no laranjal e procurando uma solução a tanta dificuldade. ( ) Dimensão hiperbólica do sentimento amoroso. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Com este madrigal encetou Cirino uma conversação como a da primeira noite..79. De noite. p. almeja fazer parte da companhia. Numa dessas noites de ansiedade.

é função do escritor: a) inovar sempre a língua — registro de suas obras — criando as novidades a partir da influência popular. mas que sabem perfeitamente os clássicos. pois a leitura se torna mais agradável e compreensível. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) dominar com segurança a norma culta da língua e empregá-la fluentemente. pois somente eles. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) o reconhecimento de um escritor nem sempre se baseia em sua competência. e) a ausência de mérito literário em muitas obras consagradas pelo público. pois muitos deles até mesmo ignoram as estruturas da língua que utilizam. d) as opiniões divergentes entre escritores a respeito do uso correto da língua em suas obras. d) usar exclusivamente a linguagem do povo. e o escritor não está obrigado a receber e a dar curso a tudo o que o abuso. que devem ser incorporadas pelos escritores em suas obras. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. são os modelos adequados para a produção das obras consideradas modernas. Cada tempo tem seu estilo.” Machado de Assis. Querer que a nossa pare no século de quinhentos. poderia eu citar até alguns escritores cuja opinião é diversa da minha neste ponto. o que vai permitir uma aceitação maior de suas obras. 39 83. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. ele exerce também uma grande parte de influência a este respeito. não se lêem muito os clássicos no Brasil. e) a língua reflete a história de cada época e sujeita-se a receber tanto a influência de seus escritores quanto a popular. Feitas as exceções devidas. é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. não admitindo as alterações que ocorrem por influência popular. não se lêem.Texto para as questões de 83 a 85: “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. A influência popular tem um limite.Interpretação de texto II Avançar . Pelo contrário. Entre as exceções. portanto. c) a divulgação das obras de escritores que gozam da aceitação popular. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. sempre atual. que é importantíssima nesse processo. sem as indevidas interferências surgidas em cada época ou de acordo com a vontade de seu autor. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. 84. A este respeito a influência do povo é decisiva. e) estudar sempre os autores clássicos. dos autores clássicos da língua. acompanhando sua época e abandonando o estilo de autores antigos e defasados. Há. d) o mérito de um livro será maior quanto mais inovações ele apresentar. porém. um controle sobre elas e inibindo os abusos. o capricho e a moda inventam e fazem correr. Unifor-CE A idéia central do texto é: a) a influência. com seus ensinamentos. locuções novas. Em geral. porém. c) o povo de uma nação é a fonte incontestável de todas as alterações da língua. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. certos modos de dizer. 85. Mas se isto é um fato incontestável. b) a necessidade de um equilíbrio entre tradição e renovação na língua. o que é um mal. b) as obras clássicas são aquelas em que a linguagem é imutável. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. c) aceitar as inovações trazidas pelo povo — aquelas que dão vivacidade à língua — exercendo. Unifor-CE De acordo com o texto.

Em todo o ano passado foram registradas 33 ocorrências e. só no período de janeiro a abril. Francisco. no primeiro semestre de 2000. só no período de janeiro a abril.Interpretação de texto II Avançar .86. p. 34. 1988. o lápis o papel. Unicamp-SP Considere o poema a seguir: “Inventário Povoam o escritório vários utensílios uns bastante sóbrios outros indiscretos Por exemplo: a mesa é sóbria. In: Poesias Reunidas (1968-1988).” “Não seria o caso de a Prefeitura pagar por cada nova pichação feita na cidade? É claro que sim. de Rubem Tavares. neste ano. Amostra Grátis. Vide sugestão na nota anterior que também poderia ser aplicada nestes casos. Rumina todos os papéis no oco das gavetas O que a mesa expele para a superfície é simples dejeto livre de mistério O arquivo também é móvel discreto e diz muito pouco de interesse humano A caneta. já foram 31. Aparentemente peças quase iguais às demais: os mesmos modos funcionais Contudo é preciso vê-las em sua marca: no rastro dos dedos no selo do gesto Ali onde transgridem a ética da classe que proíbe os objetos de serem pessoais Onde desconhecem o acordo em vigor que as coisas transforma em armas submissas Não pactuam — hostis minhas duas mãos acidulam o ar da repartição” 40 GABARITO a) De qual critério se serve o poeta para classificar as diferenças entre os “vários utensílios” que “povoam o escritório”? Por que essa classificação destoa tanto da nossa percepção habitual? b) Como aparece a presença humana em meio ao ambiente da repartição? 87. publicada na revista Business Travell. Voltar Língua Portuguesa .” IMPRIMIR a) Qual é a conclusão implícita na seqüência “neste ano. o cesto são só instrumentos sem vontade própria Dois os indiscretos: minhas duas mãos — úlcera no estômago da repartição ALVIM. já foram 31”. Se todos entrassem com uma ação simultaneamente. Unicamp-SP Na coluna “De zero a dez”. 13. que se encontra na primeira nota? b) Explicite a sugestão dada no final da segunda nota. as seguintes notas. As autoridades deveriam enquadrar os responsáveis por crime inafiançável e trancafiá-los em presídios por longos anos. com certeza o prefeito encontraria novas atribuições para a Guarda Municipal. encontram-se. em 1998 foram registradas 99 ocorrências em Guarulhos. causando incêndios e sérios riscos à segurança dos vôos: segundo o Controle de Tráfego Aéreo. São Paulo: Duas Cidades. parcialmente adaptadas: “Para os lunáticos que insistem em soltar balões de grande porte. entre outras.

que. d) “Enquadrei o Chopin na minha tristeza”. 41 88.” GABARITO Neste texto divulgado na Internet. d) é atraída pela música de um provável Chopin. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. estrangeiros residentes. A existência de uma fronteira terrestre muito vasta para evitar contrabando. afasta o narrador de suas preocupações cotidianas. e) se fixa na tristeza e na solidão. apesar dos apelos tristonhos que a música de um piano lhe fazia do fundo da sala. 89. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza e na dentadura amarela e preta maus cuidados voaram como borboletas. apesar de triste. os passos que era preciso dar. Fatec-SP A expressão que mais claramente remete à liberação das preocupações do narrador. c) “meus cuidados voaram como borboletas”. impossibilitam qualquer aparato de fiscalização. “Música Uma coisa triste no fundo da sala.” ANDRADE. b) “sob o lustre complacente”. c) foi despertada pela relação material entre as teclas de um piano (“dentadura dura”) e sua própria dentadura (“dentadura amarela e preta”). além do fluxo de brasileiros para o exterior. Carlos Drummond de. professores e consultores. levando-o ao desatino da existência.Interpretação de texto II Avançar . b) a reiteração das situações apresentadas. o que se constata pela evocação de um “lustre complacente”. Fatec-SP A leitura de Música torna possível afirmar que a atenção do narrador a) tem suas preocupações ordinárias postas de lado pela sensualidade da música e da pianista de braços redondos. d) somente a ratificação das situações já apresentadas. b) se apega aos “passos que era preciso dar”. Eu considerei as contas que era preciso pagar.Texto para a questão 88. sob o efeito da música de Chopin é: a) “braços redondos que nem coxas”. c) a retificação das situações anteriores. e) a exclusão das situações expostas. a presença de turistas internacionais. o coesivo “além” possibilitou: a) a inclusão de mais uma situação. estudantes e pesquisadores estrangeiros que vêm desenvolver pesquisas. Alguma Poesia. e) “as dificuldades…” 90. na enumeração de situações que favorecem a biopirataria na Amazônia. UEPA “É nesse aspecto que a histeria sobre a biopirataria na Amazônia corre o risco de não levar a lugar nenhum. Me disseram que era Chopin.

UFBA O texto sugere que “um mergulho no Brasil”: (01) revelaria a distorção das teorias dos sociólogos. Os cientistas sociais que tentam mergulhar na realidade brasileira produzem teorias conforme imaginam que seus colegas desejam. Mesmo quando se atrevem a desnudar o real. Temem abrir as janelas e demonstrar a todos a incompetência de formulações.’ Como aquele motorista. Como o homem dentro de um carro fechado.Texto para as questões de 91 a 93: “UM MERGULHO NO BRASIL Manaus 42 GABARITO Às duas da tarde do verão de 1984. (08) implicaria uma avaliação de como o brasileiro age e de como ele se auto-avalia.Interpretação de texto II Avançar . usam linguagens especiais. Como gostaria que os outros o vissem: como o confortado dono de um carro com ar condicionado. o que constituiria entrave cultural. (04) traria à tona subsídios para uma insurreição do povo brasileiro contra teorias sociais acadêmicas em prática na sociedade atual. tentando usar o sentimento. para descrever e entender o país. Mesmo que às custas de sofrer um calor maior. trabalhando na inconseqüência. (16) denunciaria o artificialismo das teorias utilizadas pelos cientistas sociais por vaidade intelectual e busca de prestígio acadêmico. Tem que entender como o Brasil vê o Brasil. Não pode se limitar a ver o Brasil. influi na divulgação e na legitimação do absurdo. teorias e linguagens pouco acuradas. em território tropical. como resposta. a partir de valores desvinculados das reais necessidades do indivíduo. Pervertendo o processo econômico.” BUARQUE. Cristovam. 1993. A inconseqüência não é apenas do consumidor. A realidade de um motorista suando para dar a impressão de que não sente calor não pode ser explicada buscando uma lógica no seu comportamento. Para tanto é preciso desvencilhar-se dos preconceitos. desvinculada de sua cultura. no meio de um longo engarrafamento no centro da cidade. Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto. aventurando-se. (02) desvendaria submissão a comportamentos sociais padronizados. 4. Prendem-se a modelos já preparados. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. eles não têm teorias alternativas. Mergulhar na realidade do país exige um mergulho nas teorias que mais fortemente vêm influenciando a consciência dos brasileiros. para dar a impressão do bemestar do progresso. o caos e a irracionalidade. p. Dê. Não apenas os consumidores se comportam como gostariam de ser vistos. Tem que ser um mergulho na lógica que faz o Brasil mover-se. Tomar contato com aquela realidade foi como mergulhar no âmago da lógica da economia brasileira. além de dúvidas. no meio de um engarrafamento. arriscando incoerências. denunciar que o carro não tem ar condicionado e estamos todos morrendo de calor. 91. o motorista apontou para o carro à frente. (32) evidenciaria a necessidade de se promover a reabilitação das profissões diretamente relacionadas com o desenvolvimento socioeconômico e científico do país. os cientistas tendem a não expor as idéias que pareçam romper com o comodismo teórico do consumismo de escolas estabelecidas. e perguntou: ‘O senhor sabe por que aquele Volks está com todos os vidros fechados?’ Antes que eu dissesse não. os demais brasileiros sacrificam demais o conforto possível. mas sim mostrando que por trás deste há uma loucura geral. deve começar pelo entendimento da alma do conjunto de sua população. com a finalidade de dar ao mundo a impressão de riqueza. Sobretudo quando. Um mergulho no Brasil que. a soma das alternativas corretas. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. A teoria econômica diria que o consumidor obtém. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . no calor sem ar condicionado. ed. com o carro e as janelas fechadas. permitiu um conhecimento maior da realidade brasileira do que quadros estatísticos e formulações teóricas da economia. no sentido de apreender a lógica que rege suas ações. para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial. construídas em torno de questões ultrapassadas. graças ao fato de se ver pelos olhos dos outros. Fazendo do ar que deveria ser usado para dominar o calor da tarde o símbolo do poder de não sentir calor. como se tivessem lógica. A Desordem do Progresso. 5-6. Aquele encontro. ele respondeu: ‘Para que todos pensem que tem ar condicionado. Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. (64) subentenderia uma análise criteriosa dos fatores que contribuem para que se passe uma visão fantasiosa do país e dos seus habitantes. incompatível com seus recursos. como em qualquer mergulho. São Paulo: Paz e Terra. A teoria que se diz científica. vê a si mesmo.

(08) “Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. (64) “É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. incompatível com seus recursos” — O autor se fundamenta num fato para avaliar criticamente o comportamento do povo brasileiro no seu todo.” — Isso significa que uma análise da identidade do povo brasileiro deve fundamentar-se. com argumentos falseadores. (04) “não sentir calor” e “sofrer um calor maior” — As expressões estão usadas para enfatizar o contraste existente no comportamento do brasileiro.43 92. (04) A forma verbal “entender” tem o mesmo sentido de “Mergulhar”. dentro da ótica do consumismo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a soma das alternativas corretas. (64) A expressão “Para tanto” estabelece um relação de conseqüência com referência a “mergulho” (2o destacado). Dê. (02) A expressão “Tem que” remete a uma possibilidade remota de análise da realidade. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. (16) O uso do “escafandro” sugere mascaramento do real objetivo do “mergulho” (1o destacado). falso.” — Isso quer dizer que o “caos e a irracionalidade” são uma conseqüência do ilogismo das teorias que se propõem interpretar a índole do povo brasileiro. com o carro e as janelas fechadas.” — A resposta do motorista demonstra seu ponto de vista preconceituoso. no desvendamento dos fatores externos que a constroem. (32) Os pontos de vista dos economistas e do autor coincidem com relação ao grau de funcionalidade das “janelas fechadas” e “das janelas abertas”. para dar a impressão do bem-estar do progresso. a respeito do fato que então se comenta.” — Os economistas. em território tropical. como resposta. (32) “A teoria econômica diria que o consumidor obtém. 93.Interpretação de texto II Avançar . a soma das alternativas corretas. UFBA Há uma explicação coerente em: (01) O termo “ar condicionado” (1o destacado) está usado em sentido denotativo. (08) A expressão “se ver pelos olhos dos outros” conota um falseamento da realidade individual. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. antes. o caos a irracionalidade. como resposta. como se tivessem lógica. (16) “Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. Dê. UFBA O sentido do enunciado está devidamente apreendido em: (01) “Para que todos pensem que tem ar condicionado. (02) “para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto” e “para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial” — Indicam que o objetivo do consumidor e do cientista social decorrem de pressões que os manipulam. subestimam a aparência em favor da realidade. diferentemente de “ar condicionado” (2o destacado).

ou talvez mesmo antes. b) os cães. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Folha de S. ‘garod’. Cada atitude e cada declaração eram pensadas com um racionalismo típico de sua família. sua terra natal.Interpretação de texto II Avançar . ITA-SP NÃO se pode afirmar que a noção do sentimento saudade no texto seja a) atribuída exclusivamente ao ser humano. Trata-se de uma grande e pretensiosa balela. armênios. d) há línguas que são mais sintéticas que outras para exprimir os sentimentos. Leão não dava um passo em falso. Unicamp-SP Quando o treinador Leão foi escolhido para dirigir a seleção brasileira de futebol.” Saudade. Um desses casos é o que envolve a palavra ‘saudade’. existem outros idiomas que o fazem de forma até mais sintética que o português. Os russos têm ‘tosca’. que seria uma exclusividade mundial da língua portuguesa. iniciada no Comercial de Ribeirão Preto. Ora. ‘sóvárgás’. o jornal Correio Popular publicou um texto com muitas imprecisões. efetivamente. Desde que o homem é homem. a tese é que a) todos os povos têm os mesmos sentimentos e têm palavras para designá-los. desde que aprendeu a falar aprendeu também.” Correio Popular. b) A expressão “por outro lado”. 53 anos. E seria uma grande pretensão acreditar que o sentimento que batizamos de ‘saudade’ seja exclusivo dos povos lusófonos. 58. Ao chegar à seleção brasileira em 1970. Em uma de suas colunas semanais nesta Folha. Pode-se ainda acrescentar a essa lista o ‘desiderium’ latino. Edmílson. e Édson. Todas as línguas do mundo exprimem com maior ou menor grau de complexidade todos os sentimentos humanos. alemães. d) comum a todos os seres humanos e remonta aos tempos antigos. de uma forma ou de outra. Por outro lado. são médicos. já que seus outros dois irmãos. ‘jal’. sentem saudade. contribui para tornar o trecho incoerente. 44 GABARITO 95. sempre impôs seu estilo ao mesmo tempo arredio e disciplinado. árabes. japoneses. 20/10/2000. Por quê? c) Por que o emprego da palavra “racionalismo” é inadequado nessa passagem? As questões 95 a 97 referem-se ao seguinte texto: “Certos mitos são repetidos tantas e tantas vezes que muitos acabam se convencendo de que eles são de fato verdadeiros. b) uma prova de que a espécie humana é fruto da mutabilidade de espécies. a dizê-lo. 6/4/1996. ‘Sehnsucht’. letões. o professor Josué Machado lembrou pelo menos dez equivalentes da palavra ‘saudade’. ele sente saudade. 96. adaptado. seria de um etnocentrismo digno de fazer inveja à Alemanha nazista acreditar que esse sentimento é próprio apenas aos que falam português. Campinas. sérvios e croatas. do qual consta a seguinte passagem: “Durante sua carreira de goleiro. ‘nedôstatok’. ficasse aprimorando seus defeitos”? Reescreva o trecho de maneira a eliminar o equívoco. se até os cães demonstram sentir saudades de seus donos quando ficam separados por um motivo qualquer. Embora línguas que nos são mais familiares como o inglês e o francês tenham de recorrer a mais de uma expressão (seus equivalentes de ‘nostalgia’ e ‘falta’) para exprimir o que chamamos de saudade em todas as circunstâncias. Leão. o ‘póthos’ dos antigos gregos e sabe-se lá quantas mais expressões equivalentes nas cerca de 6 mil línguas atualmente faladas no planeta ou nas 10 mil que já existiram. de 51 anos. assim como os seres humanos.94. quando fez parte do grupo que conquistou o tricampeonato mundial. e) há línguas que são mais sintéticas que o português para expressar o sentimento que os povos lusófonos designam “saudade”. costumava ficar horas aprimorando seus defeitos após os treinos. macedônios. e húngaros. ‘shauck’ e também ‘hanim’. c) comum a todos os seres humanos. c) trata-se de um mito a crença de que apenas os povos lusófonos têm uma palavra para designar o sentimento “saudade”. ‘natsukashi’. Paulo. ‘ilgas’. e) talvez anterior à razão. no início do segundo período. mas a maneira de expressá-lo é diferente. a) O que aconteceria com Leão se ele. ITA-SP No texto.

evitando-se assim reações negativas do leitor diante desse tema. os vícios de linguagem que costumam prejudicar as reportagens. em estilo preciso. redundam em más reportagens. a repetição da palavra “louco” é redundante. e) em II. talvez nem tivesse graça. e) analisar casos nebulosos e apresentá-los em matérias de redação clara e precisa. b) contornar as histórias mal contadas. que a revista Veja se dispõe a a) corrigir a redação confusa de notícias publicadas em outros periódicos. já que não acrescenta nenhum sentido à frase. “/…/ você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa /…/”. b) a imagem da criança reforça uma sugestão já presente no texto e no nome do produto.97. por “delinqüente”. sem prejuízo do sentido. II. d) em II. o autor sugere a idéia de longevidade do titular do seguro.” Assinale a alternativa correta em relação ao fragmento acima. é correto afirmar que a) em II. que funcionam como argumentos para a tese defendida. 45 Quanto ao sentido que o vocábulo “louco” assume nas três ocorrências destacadas no quadro acima. utilizando a seguinte frase: “Histórias muito mal contadas em reportagens muito bem escritas” Está implícito. 98. b) Na estrutura sintática predomina a subordinação. focalizando o principal beneficiário do seguro. predicativos do sujeito moça. d) no trecho “você faz um seguro de vida que pode durar sempre”. sintaticamente. os cabelos caíam despenteados. e) exemplos de vocábulos de outras línguas para designar o sentimento “saudade”. ITA-SP NÃO se pode dizer que no texto haja a) uma declaração inicial que sintetiza a tese a ser defendida. b) em I. nesse anúncio. d) a generalização de uma idéia após a apresentação de exemplos. b) a exclusividade da forma impessoal. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) nas três ocorrências. não é louco de deixar essas coisas para amanhã”. o segundo uso da palavra “louco” assume sentido negativo. Mackenzie-SP “A moça não era formosa. d) criticar certas histórias que. a palavra destacada tem o mesmo sentido. por serem mal contadas. GABARITO 100. Fuvest-SP I. a) Formosa e graça são. c) uma equiparação do sentimento saudade dos cães ao dos seres humanos. 101. e) a fotografia e a frase em maiúsculas desviam a atenção do leitor da idéia de morte. a palavra “louco” pode ser substituída. Para as questões 98 e 99 considere o texto das questões de 27 a 29. e) O ponto e vírgula estabelece a relação de concessão entre as orações.Interpretação de texto II Avançar . que é marcada apenas pelo emprego de orações na voz passiva. “Porque quem é louco por alguém. por meio da clareza e da elegância do estilo. d) O pronome oblíquo refere-se a lágrimas. 99. os usos da palavra “louco” assumem sentido oposto àquele verificado em I. c) denunciar. e as lágrimas faziam-lhe encarquilhar os olhos. PUC/Campinas-SP A revista Veja anunciou-se a si mesma. Fuvest-SP Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre o texto: a) a única palavra que se refere diretamente à idéia de morte é “inventários”. c) o autor usa conotativamente a palavra “noite” para simbolizar a idéia da morte. c) A anteposição do adjetivo despenteados ao verbo alteraria o sentido da oração.

” Folha de S. b) a relação de dependência econômica do país. ambas do dia 15/5/ 2000: “Governo suspende verba para a reforma agrária. Metodista-SP Observe a imagem que segue: A partir da composição acima. Está correto. sob idêntico ponto de vista. Paulo. d) de forma criativa o progresso econômico que a abertura ao capital estrangeiro trouxe ao país. c) que a independência política é responsável indireta pela verdadeira revolução industrial que se desencadearia no país no século XX. às vezes literalmente. em relação às manchetes. o fato parece mais grave que na segunda. II. b) sentam tijolos na parede. o autor demonstra a) que a independência política possibilitou a autonomia econômica do país com o ingresso das multinacionais e do capital estrangeiro. II. estabelecendo um paradoxo com a data da independência em 1822. c) III. e) que as origens do mercado publicitário no Brasil remontam à época de sua independência em 1822. invadido pelas multinacionais e pelo capital estrangeiro. b) II. Fuvest-SP I. em II. a) O advérbio “literalmente” está adequadamente empregado nos dois textos? Justifique sua resposta. O jovem. III. 104. a partir de 1822. Na 1ª manchete. sem experiência. arrogante. Na 2ª manchete. 46 Considere as seguintes afirmações: I. U.” O Estado de S. e) sentam orgulhosamente. o recém-formado compete com levas de executivos de altíssimo gabarito. GABARITO 105. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . pode-se considerar que seu equivalente mais próximo seria: a) sentam a pua em alguém. apenas o que se afirma em a) I. “Incra suspende crédito para assentamentos. embora empregando palavras diferentes. b) A que palavra. Fuvest-SP Leia as seguintes manchetes de dois jornais paulistas. Para se candidatar a um emprego. Fatec-SP Para determinar o valor sintático-semântico do substantivo “poltrona” na expressão “sentam poltrona”. e) II e III. c) sentam-se numa poltrona. d) sentam praça em algum lugar. Paulo. exibida. d) I e II. mulheres dos dirigentes do Kremlin.102. dança. Acostumados às apagadas. desempregados. As duas manchetes apresentam o mesmo fato. os russos achavam que ela era influente demais. se refere a expressão “às vezes literalmente”? Qual o duplo sentido produzido pela relação que aí se estabeleceu? 103. literalmente. o emprego dos termos “INCRA” e “assentamento” particularizam a informação.Interpretação de texto II Avançar .

Ondequer que certos homens se sentem nas nádegas da alma. b) O modo de reproduzir a cantiga indica sua variação rítmica à medida que a cena se desenvolve. 47 106. e) o poema satiriza a prepotência de certos homens. João Cabral de Melo. confere ao homem uma postura universalizante. por ser anatômica. Sentam poltrona: ou tábua-de-latrina. tomando como ponto central as oposições entre o sentir e o sentar. Mackenzie-SP A característica da poesia modernista que NÃO se encontra no texto é: a) liberdade formal. b) Expressa por meio de clichê o movimento dado à saia. d) a tábua-de-latrina. apesar de aproximar-se da prosa. pode-se afirmar que a) o sentido nuclear do poema se dá na relação entre poltrona e banco de colégio.Texto para as questões de 106 a 108: “A menina e a cantiga 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 … trarilarára… traríla… A meninota esganiçada margirça com a sáia voejando por cima dos joelhos em nó vinha meia dansando cantando no crepúsculo escuro. d) linguagem coloquial.Interpretação de texto II Avançar .” NETO. sentam poltrona. onde cabe qualquer homem e a contento. se sentam mal sentados. sentam bancos ferrenhos. de colégio. e) Tem a coerência prejudicada por falta de pontuação. c) recriação de cena cotidiana. 108. a) O título já anuncia a importância da relação entre as duas mulheres. Texto para responder a questão 109. e mesmo a tábua-de-latrina lhes nega assento além de anatômico. exemplo único de concepção universal. A educação pela pedra. Fatec-SP Da leitura de Sobre o Sentar-/Estar-no-mundo. 107. enorme trouxa de roupas na cabeça: — Qué mi dá. b) aponta para os incômodos causados pelos bancos de colégio que são pouco anatômicos. a) Revela-se poético. qualquer o assento. como compete à poesia. GABARITO “Sobre o sentar-/estar-no-mundo Ondequer que certos homens se sentem por afetuoso e diplomata o estofado. b) sintaxe elíptica. 109. e) ironia. e) Há total descaso pela oralidade da expressão. … trarilarára… traríla… De repente voltou-se prá negra velha que vinha trôpega atrás. c) A resposta da avó explicita a sua indiferença para com a menina. c) Apresenta erros de ortografia que impedem a clareza do texto. as curvas de afeto. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o fragmento que vai da linha 2 à linha 3. o abaulado amigo. senão pregos. … trarilarára… traríla…” Mário de Andrade. Batia compasso com a varinha na poeira da calçada. vó? — Naão. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . os ferem nós debaixo. c) revela que o fato de certos homens ficarem a vida toda sentados causa-lhes um malestar indescritível para o corpo e para a alma. e mesmo de pé algum assento os fere: * eles levam em si os nós-senão-pregos. d) Enriquece a descrição da menina por meio de prefixos ligados a nomes. A vida toda. ecumênico. d) A expressão enorme trouxa justifica o adjetivo trôpega que caracteriza negra velha. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta. em efes e erres.

o filho continua não podendo escolher os pais que o terão. não poderia fazer uma encomenda melhor ao laboratório: os óvulos da bela e inteligente Liv Ullmann fertilizados pelos genes geniais do Ingmar Bergmann. Mesmo com toda reação contra e a discussão ética. Para começar. encontrarão uma forma de assegurar que os genes comprados tenham o destino desejado. Não sei o que herdou do pai.Interpretação de texto II Avançar . que os bebês serão o que o mundo fizer deles. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . se fosse nascer hoje. As pessoas pedirão: ‘Quero um surfista loiro bom em física quântica e uma modelo com PhD – mas um tem que ser de Capricórnio e o outro de Libra’.” 48 110. Juiz de Fora-MG Indique a única alternativa incompatível com a interpretação global do texto: a) a beleza de Linn Ullmann deve-se ao fato de ela ser fruto de reprodução programada. U. as questões 110 e 111. d) a reprodução programada permite que os pais escolham o filho que querem ter. Pela fotografia no jornal. implícitas nessa questão de engenharia genética. Juiz de Fora-MG O principal objetivo comunicativo do autor do texto é: a) ironizar a comercialização de genes no Brasil. a qualidade do sangue ou do ambiente. se esta é a palavra. depois. 111. ou aquela respeitabilidade forçada do inevitável. E pensei: está aí. d) argumentar que entre óvulos e espermatozóides de modelos. atletas e gênios há sempre um simpatizante do nazismo. li no Libération uma matéria sobre Linn Ullmann. “O que vem por aí Pouco depois de ler a notícia sobre o americano que está oferecendo óvulos de modelos na Internet para quem quer ter filhos bonitos. foi publicado no Jornal O Globo. a comercialização de genes de pessoas saudáveis e bonitas. mesmo que fosse eu. mas não o inverso. Mas esta vitória da mentalidade ‘de direita’ redime a tese da ‘esquerda’ na velha discussão sobre o que determina caráter e destino. Ela é filha da Liv Ullmann e do Ingmar Bergmann. F. de 28/10/99. Eu. E um mundo só de gente bonita e inteligente não seria necessariamente um mundo de gente melhor. b) questionar a reprodução programada e. Os pais já podem escolher o tipo de filho que querem. Se alguém quisesse planejar uma loira superior. preferiria ter os tipos de pais que nunca escolheriam um filho de um catálogo. U. que não tem qualquer opinião no assunto. Linn Ullmann teve sorte: herdou a beleza da mãe. que promete ser a questão do novo milênio. Há algumas ironias. em especial. Mas desconfio que. pelo menos no Brasil. F. que está em Paris para lançar um livro. que no passado era coisa de cientistas loucos e fascistas. o cientificismo totalitário para fins de ‘melhorar a raça’ mudou de vocabulário e ganhou respeitabilidade. b) a reprodução programada baseada em genes de indivíduos saudáveis e bonitos é uma nova edição do cientificismo totalitário para fins de “melhorar a raça”. atletas e gênios não exista um serial killer. Como dizem que Bergmann é um gênio com um gênio violento e difícil – e a última é que ele foi um simpatizante do nazismo até o fim da Segunda Guerra – Linn pode ter herdado mais do que queria. está redimida a eugenia. GABARITO c) na comercialização de genes saudáveis e bonitos subentende-se que apenas as características físicas são geneticamente transmitidas. a genética ou a cultura. Não há garantia que entre os óvulos e os espermatozóides de modelos. Todos os avanços na área da reprodução programada não mudam a situação da criança. escrito por Luís Fernando Veríssimo. Na comercialização de genes saudáveis e bonitos está subentendido que a personalidade não vai junto. c) demonstrar que a engenharia genética promete ser a questão do novo milênio. Leia-o e responda. um cantor country – ou um simpatizante do nazismo.O texto seguinte.

Interpretação de texto II Avançar . 08 set. E um nariz enorme. nervos diferentes dos nervos dos outros homens. c) retrata o conflito íntimo da personagem. as crianças são levadas precocemente ao consumo. encoste a cabeça à mesa e descanse uns minutos. E a desconfiança terrível. e) enfatiza as dificuldades de relacionamento da personagem com as pessoas que a cercam. In: A Gazeta. até que. Cesgranrio Analisando o texto. Lá fora há uma treva dos diabos. sem sonhos. Memórias de um Dinossauro.” Graciliano Ramos. isso ocorre em: a) ‘suficiente discernimento’ – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso. c) Os tempos modernos eliminam os sonhos da criança. c) ‘embotelhada em danças’ – especialista em danças. Mormente por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos.” Excerto de BETO. eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distancia a idade fisiológica da psicológica. O sonho é substituído pela TV. Voltar Língua Portuguesa .. às escuras. podemos afirmar que se trata de um texto psicológico porque: a) mostra a solidão em que vive o narrador. Julgo que delirei e sonhei com atoleiros. Nem sequer tenho amizade a meu filho.. aos brinquedos eletrônicos. Se ao menos a criança chorasse. Texto para a questão 114: “Madalena entrou aqui cheia de bons sentimentos e bons propósitos. com certeza me achava extraordinariamente feio. que me aponta inimigos em toda a parte! A desconfiança é também conseqüência da profissão. dedos enormes. 05. Que miséria! Casimiro Lopes está dormindo. d) caracteriza o mundo exterior como hostil. e) ‘indigência intelectual e espiritual’ – pobreza de cultura e de espírito. p. Fecho os olhos. um grande silêncio. Creio que nem sempre fui egoísta e brutal. Emescam-ES A frase que melhor sintetiza as idéias do texto acima encontra-se em: a) Hoje. A vela está quase a extinguir-se. lacunas no cérebro. É horrível! Se aparecesse alguém. uma boca enorme. b) ‘insistência pirralha’ – teima persistente da criança. Sou um aleijado. rios cheios e uma figura de lobisomem.) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto. IMPRIMIR GABARITO 114. d) ‘ritmo da esquizofrenia’ – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais.. Foi este modo de vida que me inutilizou. Devo ter um coração miúdo..Texto para as questões 112 e 113: “Hoje. Frei. 49 113. Patifes! E eu vou ficar aqui. d) As crianças engordam muito porque ficam muito tempo em frente da tevê. e as fadas. b) Os adultos cedem facilmente aos desejos das crianças. a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. Os sentimentos e os propósitos esbarraram com a minha brutalidade e o meu egoísmo. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. A profissão é que me deu qualidades tão ruins. corpo de criança e alma de mulher. bruxas e reis. sem afeto e sem cultura. agito a cabeça para repelir a visão que me exige essas deformidades monstruosas. 112. Emescam-ES Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto. cansadas perante um futuro que ainda não viveram. que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. no seu sentido geral. viciadas em indigência intelectual e espiritual. até não sei que hora. morto de fadiga. Vitória. e) Atualmente as crianças não se preocupam com o futuro. (. 98. Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão. as histórias cedem lugar aos programas de auditório. Aos quatro anos. Marciano está dormindo.. b) contrasta o modo de ser de Madalena com as ações do narrador.. Se Madalena me via assim. Estão todos dormindo.

em relação ao humor de Drummond pode-se afirmar que é um riso: a) que assinala uma ruptura com a geração que o antecede. decidida. São Paulo: Cultrix. bosques enluarados. da qual fazia parte. nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele. relatou a seguinte experiência. chamado Jean Baptista von Helmont. para comprovar a tese da geração espontânea: “Faça um buraco num tijolo. Alfredo. Namorado é a mais difícil das conquistas. d) tímido. História concisa da literatura brasileira. A proteção dele não precisa ser parruda. saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. ponha ali erva de manjericão bem triturada. caso. c) o químico não tinha competência para a realização da experiência. ‘expressão duma alma muito pessoal.” Hoje.) Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado. p. Paquera. é poesia objetiva.115..Interpretação de texto II Avançar . aquela de chita. Namorado não precisa ser o mais bonito. Rio de Janeiro: Aguillar. transa. semelhante ao de Gregório de Matos. ruas de sonhos ou musical da Metro. abobalhados de alegria pela lucidez do amor. atividade da razão. b) escarnecedor. brisa ou filosofia. fliperamas. e) característico da primeira geração modernista. mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme. 1989.. fruto da inspiração poética. Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. distanciado e lúdico. Enlou-cresça. mesmo assim pode não ter namorado. de pele. de saliva.. lágrima. Carlos Drummond de. De alma escovada e coração estouvado. ponha a saia mais leve. Texto para as questões 117 e 118: “Namorado: ter ou não.) Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques. Definindo-lhe lucidamente o caráter. Se você tem três pretendentes. gabiru. envolvimento. UFR-RJ “O primeiro grande poeta que se firmou depois das estréias modernistas foi Carlos Drummond de Andrade. sabemos que escorpiões não nascem assim. 50 BOSI. até paixão é fácil. é uma questão Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. A conclusão do químico pode ser refutada logicamente pelo argumento indicado em: a) a experiência não resistiu à passagem do tempo. UERJ Em 1648. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . quindim. flerte. Necessita de adivinhação. c) irônico. nuvem. Aplique um segundo tijolo sobre o primeiro e exponha tudo ao sol. fazer compra junto. b) uma hipótese alternativa para o fenômeno não foi lembrada.) Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. beira d’água. d) a geração espontânea não pode ser comprovada com experimentos. Mas namorado. sem qualquer reflexão. ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.’ Parece-me que alma muito pessoal significa. 1982. é muito difícil. Obra completa. traço constante na poesia de Drummond”.” ANDRADE. 494.. (. 116. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. fazer sesta abraçado. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. disse Otto Maria Carpeaux da sua obra que. argumentando indutivamente. um químico holandês. dois paqueras. (. sua frio e quase desmaia pedindo proteção. tendo o manjericão agido como fermento.. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor. você verá nascer pequenos escorpiões. Segundo Bosi. aquele hiato entre o parecer e o ser dos homens e dos fatos que acaba virando matéria privilegiada do humor. Alguns dias mais tarde. no caso. (. a aguda percepção de um intervalo entre as convenções e a realidade.. e passeie de mãos dadas com o ar. um envolvimento e dois amantes. show do Milton Nascimento. mesmo.

UFMG Em todas as alternativas. os gramáticos não passam de meros guardiães de uma inutilidade consagrada pelo poder constituído. De outro. Os artistas da língua não passam para a posteridade porque rompem com a norma. Observa-se o mesmo nas normas da gramática. clamando por liberdade. d) vivencia as sensações do amor sem se entregar. está corretamente explicado pela frase entre parênteses. Na maioria dos casos. destacado. Tanto no texto como no comportamento. Pela perspectiva dos artistas. Para eles. não dá. os artistas.117. para ser bem-sucedida. deve possuir função estrutural. de ambigüidade. A transgressão. c) distingue o que é concreto do que é abstrato. (Remete à efemeridade do conhecimento do código de trânsito). contrariar as regras da gramática? Essa é uma das principais questões levantadas pelo poeta português Fernando Pessoa. A língua existe para servir o indivíduo. em nome de sua arte. de precisão. na próxima semana. A resposta à questão inicial é simples. c) os escritores contrariam as regras gramaticais porque as desconhecem. d) o sentido da vida se dá pela tensão entre crescimento e loucura. por natureza convencional e efêmero: num dia. pensa o poeta. c) Para eles. em valor. dominar a norma culta do idioma não excede.. ficam os gramáticos. dominar a norma culta do idioma não excede. e não para escravizá-lo.Interpretação de texto II Avançar . e) o sentido da vida é construído por meio da loucura. guardiães da língua). é correto afirmar que: a) a língua não oprime os artistas quando os submete à vontade do Estado. (Refere-se à transgressão de função estrutural). que variam conforme as convenções gerais de cada época. 120. Acontece que os artistas pretendem escrever para as gerações futuras. UFR-RJ “Enlou-cresça. o emprego do termo. d) os gramáticos impõem normas para os artistas não as transgredirem. UFR-RJ Para o autor. ou expressão. c) o crescimento e loucura são considerados processos incompatíveis. d) Observa-se o mesmo nas normas da gramática. Esse tipo de postura gerou um impasse. o conhecimento do código de trânsito. indica novas propostas para o futuro. mas porque sabem tirar proveito da ruptura. exceto em: a) … assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. o ato de grafar não deveria submeter-se à vontade unificadora do Estado. UFMG De acordo com o texto. certa rua dá mão. b) Ela pode dar impressão de firmeza. só sabe o que é namorar quem: a) cultiva o hábito de fazer poesia.” 51 GABARITO 119. Ela pode dar impressão de firmeza. 118. que variam conforme as convenções gerais de cada época. De um lado. […] de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo.. (Refere-se aos gramáticos. e) sabe teorizar sobre os seus sentimentos. (Introduz uma comparação). IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. Textos para as questões 119 e 120: “Pode um escritor. Sendo uma aventura intelectual. assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. b) os artistas revelam o caráter transitório da norma culta ao infringirem-na. b) entra em sintonia com o outro no plano das sensações. o conhecimento do código de trânsito. no outro. pode ser que a mesma rua não exista. impondo normas. e. em valor. b) o sentido da vida se constrói a partir do crescimento intelectual.” O neologismo em questão sintetiza o seguinte pensamento: a) só é possível crescer se a vida não fizer nenhum sentido.

então. Em compensação. 121. então. então.Interpretação de texto II Avançar . é preciso resistir a apelos emocionais da sociedade. adultos e responsáveis são os que defendem o reajuste possível. Dedução formal tal que. oportunismo político ou desinformação. ‘não percebi o que estava fazendo’. ‘perdi a cabeça’. b) Precisamos manter nosso prestígio com a comunidade financeira internacional. Nova Fronteira. ‘vi que todo o mundo fazia a mesma coisa’. quando o pote da geléia que estava em cima do armário cai e quebra. Do mesmo modo. d) O salário-mínimo não garante vida digna para a maioria da população. ‘é mais forte do que eu’. sensatos. Não há pior castigo do que perceber que por nossos atos estamos boicotando o que na verdade queremos ser. nem se daria ao trabalho de dizer nada. então. ao fazer um desenho muito bonito essa mesma criança irá proclamar: ‘Fiz sozinho. m.. Lóg. Como boa parte da população brasileira vive de um mínimo que não dá para viver e as circunstâncias que o impedem de ser maior não vão mudar tão cedo. o sensato é insensato.. chamada conclusão. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Por isso. ninguém me ajudou!’ Do mesmo modo. Se não fôssemos livres. quando sabemos que fizemos algo vergonhoso procuramos afirmar que não tivemos outro remédio senão agir assim. mesmo reconhecendo que é pouco. Grita exatamente porque sabe que foi ela.) Veja: alguém pode lamentar ter procedido mal mesmo estando razoavelmente certo de que não sofrerá represálias por parte de nada nem de ninguém. de Holanda. A. São Paulo: Martins Fontes. compreendemos que já estamos sendo castigados. inviabilizaria o país e provavelmente desmancharia o penteado do Malan. O país só é viável se metade da sua população não for. 1986. B. quebraria a Previdência. c) Um salário-mínimo maior prejudicaria o país. que não pudemos escolher: ‘cumpri ordens de meus superiores’. é claro) de nada e evitaríamos os remorsos. Trad. etc. 1997. mantêm uma política econômica solidamente fundeada na miséria alheia e uma admirável coerência baseada na fome dos outros. Novo Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa. Texto para as questões 122 e 123: GABARITO “Ética para meu filho (. Rio de Janeiro. ou talvez até risse e pronto. L. UERJ silogismo. temos homens honrados e capazes. S. O Globo. mas preferimos confessar-nos ‘escravos das circunstâncias’ quando nossos atos não são exatamente gloriosos. comprometeria o programa de estabilização do Governo. Quem prega um salário-mínimo maior o faz por demagogia. De onde vêm os remorsos? Para mim está claro: de nossa liberdade. resistindo a apelos emocionais. Monica Stahel. (. o salário não aumenta mais por exigência do mercado internacional.. Aqui o sério é temerário. 52 Considerando essa definição.)” VERÍSSIMO. É que. se não fosse assim. ao agirmos mal e nos darmos conta disso. que lesamos a nós mesmos — pouco ou muito — voluntariamente. Ética para meu filho. nas circunstâncias. o país necessita da miséria de grande parte da sua população. não nos poderíamos sentir culpados (nem orgulhosos. eis-nos num silogismo bárbaro: se o país só sobrevive com mais da metade da sua população condenada a uma subvida perpétua.. a criança pequena grita chorosa: ‘Não fui eu!’. o adulto é irreal e o responsável é criminoso. Fernando. postas duas proposições. é preciso alterar esse modelo econômico. Sérios. 24/03/2000. A nossa estabilidade e o nosso prestígio com a comunidade financeira internacional se devem à tenacidade com que homens honrados e capazes. estamos todos condenados a uma lógica do absurdo. chamadas premissas. o salário-mínimo impõe miséria a grande parte da população. delas se tira uma terceira.. pode-se concluir que o silogismo a que se refere o título do texto é encontrado em: a) Boa parte da população sobrevive com apenas um salário-mínimo e o salário-mínimo não dá para viver. queremos sempre ser livres para nos atribuir o mérito do que realizamos. F. nelas logicamente implicada. ao crescermos. há circunstâncias que impedem o salário de ser maior.Texto para a questão 121: “Silogismo Um salário-mínimo maior do que o que vão dar desarrumaria as contas públicas.” SAVATER. FERREIRA..

não basta dizer que a cor surge da luz. incluindo lagos. A sina dele era correr mundo.122. 123. W. considerando-se o sentido do texto II. c) ambos os textos propõem o uso racional das terras no Brasil. M. J. rios e montanhas. de abandono. embora as críticas de Goethe se revelassem posteriormente inconseqüentes. o que distingue basicamente a abordagem de Newton daquela de Goethe.’ A identidade da cor varia de acordo com os critérios estabelecidos para sua compreensão enquanto fenômeno de consciência.. A respeito dos textos. d) revelar opiniões compartilhadas pelos interlocutores.Interpretação de texto II Avançar . actualmente. Nesse aspecto.” GIANNOTTI. uns 400 milhões de hectares. c) diminuir a assimetria entre o filósofo e o leitor. Para ele. 53 “Entristeceu. IMPRIMIR No que diz respeito ao fenômeno da cor. Essa estratégia tem o seguinte objetivo: a) provocar a resposta direta do interlocutor. e) as perspectivas pessimistas quanto ao uso do solo brasileiro. José Saramago. Prefácio à edição brasileira de A Doutrina das Cores. sendo provocadas por sua vez por processos físicos. São Paulo: Nova Alexandria. d) destaca a palavra dos outros como argumento de autoridade. d) o texto I discorre sobre o aproveitamento agrícola das terras brasileiras. andar para cima e para baixo. Mais ou menos metade desta superfície. Um vagabundo empurrado pela seca”. F. de GOETHE. à toa! Como judeu errante. é geralmente apropriada ao uso e ao desenvolvimento agrícola. M. mas como aparece junto à luz. o principal mérito de sua análise é ter mostrado que a cor também existe como fenômeno que escapa à física.) encontra-se em estado de improdutividade. inteiramente distintos. c) identifica um embate como reforço do campo da sinceridade. Newton. preocupou-se somente em estabelecer os critérios para a produção da cor enquanto fenômeno físico. PUC-RJ Leia o texto abaixo. de Graciliano Ramos. continuando o caminho de Goethe. Assim. Considerar-se plantado em terra alheia! Engano. Vidas Secas. é de 850 milhões de hectares. o autor obtém o seguinte efeito: a) valoriza o argumento das outras falas. luz e cores são fenômenos de consciência (sensações e percepções) cujas condições são ocorrências fisiológicas na retina e no sistema nervoso. em que se comenta o modo como o escritor alemão J. Ora. UERJ O texto lido faz parte de um ensaio filosófico sobre ética. 124. ao contrário de Goethe e Schopenhauer. Na verdade já estava procurando distinguir as condições ou esferas mediante as quais o fenômeno da cor se apresenta. b) delimita o que é defendido e o que é atacado. sem fruto”. b) ressaltar uma discussão teórica entre iguais. ou métodos de comparação. mas como pontos de vista que se baseiam em critérios. Goethe e o físico inglês Isaac Newton compreenderam o fenômeno da cor. que é negado no texto II. mais tarde desenvolvida por Schopenhauer? Voltar Língua Portuguesa .. caem por terra. UERJ Ao trazer para seu texto a citação de outras falas — por meio do emprego das aspas —. Schopenhauer. Triângulo Mineiro-MG “A superfície do Brasil. 1993. essas duas interpretações diversas do fenômeno cromático não devem ser pensadas como necessariamente incompatíveis. apenas uns 60 milhões desses hectares estão a ser utilizados na cultura regular de grãos. GABARITO 125.. no qual o autor expõe seus argumentos em tom de conversa. no texto I. é o primeiro a distingui-las claramente: ‘Do ponto de vista do sentido visual. fenômeno na retina ou fenômeno físico. “Goethe estava interessado nas condições necessárias para que o fenômeno das cores se manifeste. pode-se afirmar que: a) o texto II constitui uma representação estética da realidade contida no texto I. W. O restante (. b) o texto II faz uma reflexão sobre os fatos narrados no texto I.

pela primeira vez na História. O presente é tão grande. como a grega. de uma história. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. UnB-DF “O trabalho é a principal atividade do ser humano? Quase todas as pessoas responderiam afirmativamente a essa questão. destruíram-se símbolos preciosos da civilização e as cidades passaram a ser vistas apenas como espaços de trabalho e produção. surgiram jornadas de trabalho brutais. Não nos afastemos muito. pode-se incluir a de buscar meios de viabilizar o acesso da população. pois. Mas será que sempre foi assim? Sem dúvida. não haverá mais quem trabalhe. o entretenimento — ideais de vida de algumas civilizações antigas. a romana e. A diversão. não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida. ( ) Entre as “preocupações novas” das autoridades. d) O poeta busca a convivência com os outros homens à sua volta. F. assustando algumas autoridades. estamos chegando ao final de um ciclo civilizatório durante o qual nunca se trabalhou tanto e em que. Não serei o cantor de uma mulher. devastou-se a natureza. Rio de Janeiro: Record. porque isso significa que. os homens presentes. fortaleza francesa que foi destruída em 1789. Vivemos hoje um modelo de vida tão assentado sobre o trabalho. U. trazendo preocupações novas. 1998. não direi os suspiros ao anoitecer. Antologia poética.” ANDRADE.126. Também não cantarei o mundo futuro. nesse texto. exceto: a) O autor de “Mãos dadas” quer unir-se a seus semelhantes para libertar-se do passado. em breve. 54 Todas as alternativas seguintes correspondem a uma leitura possível do poema drummondiano. Estou preso à vida e olho meus companheiros. Carlos Drummond de. O tempo é a minha matéria. de certa forma. voltam com força total. Nesse período. julgue os itens que se seguem. e) Ao voltar-se para a vida presente o poeta demonstra uma preocupação maior com o seu momento histórico. Luiz Octávio de. p. ( ) Algumas autoridades estão assustadas com a possibilidade de que o homem atual possa vir a ter diversão. opta por conhecer a realidade de seu próprio tempo. a chinesa — foram esquecidos. não nos afastemos. c) O poema revela-nos um eu-lírico que. entregar-se aos devaneios e à solidão. In: Educação para o lazer. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 1998. o autor tece comentários acerca de fatos históricos ocorridos na segunda metade do século XVIII. o tempo presente. a vida presente. Entre eles. principalmente a urbana. ao lazer. o lazer. lazer e entretenimento como ideais de vida. São Paulo: Moderna. p. a paisagem vista da janela.Interpretação de texto II Avançar . Mas. não pretendendo. como a recessão e a violência. do presente. tendo em vista que as “jornadas de trabalho brutais — fazem alusão ao início da Revolução Industrial na Inglaterra e que os “símbolos preciosos da civilização” incluem a Bastilha. dos quais não pretende mais se afastar. ( ) O autor responsabiliza as jornadas de trabalho brutais pela devastação da natureza. não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. 127. GABARITO A partir do texto. ao entretenimento. tendo em vista a existência de graves problemas. Viçosa-MG Leia atentamente o texto: “Mãos dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. as cidades apresentam dificuldades de se organizarem em formas que não sejam pelo trabalho. muito novas mesmo…” LIMA CAMARGO. 118. ignorando o passado e o futuro. b) O poeta renuncia ao isolamento voluntário e reafirma sua solidariedade aos companheiros. “Introdução”. o trabalho converteu-se efetivamente na primeira necessidade humana. ( ) Atualmente. à diversão. considero a enorme realidade. ( ) Infere-se que. vamos de mãos dadas. neste final de milênio. 9. não! Ou que sempre será assim? Esperemos que não! Na verdade. e do futuro de um mundo caduco que o sufoca. que raramente o questionamos.

o leitor competente deve saber ler nas entrelinhas. p. Lá vêm outra semana.: Antes a Internet era novidade e 5 milhões de brasileiros podiam viver sem computador. especialmente por um ex-colega de magistério. 6/10/99. eis que. 5/7/99. p. p. (32)“Max Floc. Antônio Carlos. se bem que ele próprio aposentado. Quis muitas vezes descondicionar-me. também padeço de segundafeirite que acomete todos os trabalhadores. que me conhece desde rapazinho (eu. pondo a mão no meu ombro. como sabemos. começam a ficar macambúzios na hora em que ouvem a musiquinha de encerramento do Fantástico. ago. quando João Ubaldo diz “…se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados…”. Dê. quem lê deve ser capaz de inferir que a memória do escritor já o traiu pelo menos uma vez antes. O único clarificante e floculante de piscina com a garantia HTP. UFMS Na construção do sentido de um texto. E o dr. já está em outonos e. como resposta.” (Época. Argentina em primeiro lugar e Brasil em terceiro são premiados na Turquia. sempre é afável comigo. lá vem a segunda-feira. 1998. eu também podia recorrer ao dr. Opinião. Cad. 7) – Inf. jun. se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados. Opinião.” (Revista do Mercosul. deve ser capaz de fazer inferências.” (Raça. 27/9/99. não. 28) – Inf. (16)“Sem alarde. mas não só levantar a papelada me infunde pânico. não ele). argumentando comigo mesmo que desfruto de certa liberdade. se o ex-ministro Magri. chegou a verões.: Os outros produtos do mesmo tipo não têm a garantia HTP. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Nada de aposentadoria.” (Veja.Interpretação de texto II Avançar . 29/9/99./jul. outros compromissos. 55 Trabalho desde os 17 anos — já lá se vão 41 do que começou como primaveras. o ministro Ornélas ou foi meu aluno ou quase foi — é o segundo ou terceiro ministro que foi meu aluno. 29) – Inf. enfim. logo.: Quando usava outros tipos de vestimentas. nem de tentar facilitar a vida.: Para o autor. 103) – Inf. a fim de recuperar o que não foi dito explicitamente. me chama de ‘ilustre representante da esquerda democrática’.: Os demais países do Mercosul não se inscreveram no Festival de Vinhos na Turquia. pôde.” (Roberto Campos. fico um pouco melancólico. sem muito sucesso. como não está a meu alcance aspirar ao marajanato (sei que esta palavra não existe. entre as alternativas apresentadas abaixo. E manda a ética que me recuse a recorrer a pretensas vantagens derivadas de relacionamentos pessoais. p. 128. a Internet deixou de ser novidade e 5 milhões de brasileiros já não podem mais viver sem computador. dos saudosos 30 mil dólares. Podia estar aposentado. procurando pistolões. ou seja. o povo era elegante. onde certa feita interpretei ‘Tatu subiu no pau’. 1999. Cad. reconheça. nada disso. Além disso.: O leitor lê Veja porque a revista não traz notícias ruins. (04)“A dupla jeans e camiseta e roupa feita em série acabaram com a elegância do povo. mas não adianta. começo na manhã da própria segunda. eu também posso). Por exemplo. mas a verdade é que. (…)” O Globo. p. aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô ou a pleitear uma vaguinha no Retiro dos Artistas. mas com inquestionável empenho. Alguns. apesar de não sofrer as mesmas pressões que um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas. que não os mencionados. Eu. (01) “Veja: uma revista tão boa que as notícias nem precisam ser ruins.” (Istoé. a síndrome ataca de igual maneira. com base em minha memorável participação nas peças do jardim de infância em Aracaju. outras chateações. Não tenho queixa. se transmuta em invernos. p. como também não quero ser chamado de vagabundo. (08)“Continuamos incapazes de duas coisas: ligar causa e efeito e aprender do passado. mas posso perfeitamente inventá-la. com meus próprios horários e sem chefe ou patrão por perto.Texto para as questões de 128 a 131: “Segunda-feirite aguda João Ubaldo Ribeiro. 7. 57) – Inf. a soma das alternativas corretas. Antônio Carlos. O Globo. p. Com base nessas explicações. já depois de muito tempo trabalhando em casa. aquela(s) em que a inferência feita não se sustenta a partir do fato mencionado. a incapacidade de ligar causa e efeito e aprender do passado são características imutáveis de nossa mentalidade. morre de rir quando o crítico e. 5/9/99. Ao trabalho. é necessária na atual conjuntura. logo. 84) – Inf. e. Não. outra crônica. (02)“Vinho Mercosul no mundo.

Antônio Carlos. o que significa que poderia ser substituída por pode indiferentemente. como resposta. uma vez que foi usada uma palavra no lugar de outra. como em baronato. como resposta. (16)O escritor não admite recorrer a favores de ex-alunos ilustres. (01)Os conectores não só… como também e além disso são utilizados para ligar enunciados que constituem argumentos para uma mesma conclusão. que indica inflamação e que está presente também em bronquite. 56 GABARITO 130. sujeitos a horários e normas rígidas. que não a do locutor. Dê. (32)A palavra macambúzio significa revoltado. (04)A forma verbal pôde é um dos casos de palavras que admitem dupla acentuação. rinite e gastrite. identifique aquele(s) que seja(m) adequado(s) ao texto lido. a de escritor. (04)Embora a peça “Tatu subiu no pau” tenha tido êxito de público. (01)Sendo quase sexagenário. (16)Para construir o vocábulo marajanato. UFMS Assinale abaixo a(s) alternativa(s) verdadeira(s). ou seja. como resposta. a performance do menino João Ubaldo não foi das melhores. (64)Pessoas que exercem determinadas profissões. inconformado. Dê.Interpretação de texto II Avançar . pelo fato de obedecer a princípios éticos. (08)Em “…eu também podia recorrer ao dr. (08)O direito de inventar palavras que o autor se atribui apóia-se no exemplo do exministro Magri. João Ubaldo Ribeiro faz uso do sufixo latino ato que forma substantivos a partir de adjetivos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFMS Marque a(s) proposição(ões) que não está(ão) correta(s). e na necessidade da situação atual.”. o conector se estabelece uma relação de condicionalidade com o que foi dito anteriormente. por exemplo. também ele inventor de palavras. (01)No início do primeiro parágrafo. (32)Já para criar segunda-feirite. o verbo morrer pelo advérbio de intensidade muito. desesperado. (02)O autor afirma que ainda não pediu aposentadoria apenas porque não tem condições financeiras para se sustentar. o escritor admite estar caminhando para o inverno da vida. 131. que me conhece desde rapazinho (eu. Antônio Carlos. acabam sendo menos afetadas pela síndrome da segunda-feira do que os trabalhadores comuns. o resultado seria “…não está ao meu alcance aspirar-lhe…”. identificam-se as várias fases da vida humana às estações do ano. como. como o dr. a soma das alternativas corretas. ou seja. (16)A figura de linguagem presente em “…morre de rir quando o crítico…” é a metonímia. (04)As aspas em “ilustre representante da esquerda democrática” têm por função indicar uma expressão atribuída a uma outra voz. (64)Se em “…não está ao meu alcance aspirar ao marajanato…” utilizássemos um pronome pessoal para substituir o objeto indireto. eles somam argumentos para apoiar ou justificar a não-aposentadoria do autor. UFMS Dentre os enunciados abaixo. (08)Em “…um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas…”. a soma das alternativas corretas. não ele)…” a informação entre parênteses vem corrigir uma possível ambigüidade de sentido.129. no caso do texto. a concordância do adjetivo com os substantivos que o antecedem poderia ter sido feita também no masculino plural. (32)A segunda-feirite ataca todos os trabalhadores já no final da noite de domingo. a soma das alternativas corretas. (02)Em “…se bem que ele próprio aposentado. o autor emprega o sufixo grego -ite. (02)Em “…aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô…” o advérbio provavelmente acrescenta ao conteúdo proposicional do enunciado a indicação da modalidade sob a qual ele deve ser interpretado. Dê. (64)João Ubaldo Ribeiro assume um tom irônico que perpassa todo o texto.

UnB-DF “Notícias da Califórnia Aqui são quatro horas mais cedo. é lindo! He’s pretty and pink diz a nurse. a polícia passa a cada instante. o chicano passa a cada instante. classic music to help stimulate your baby’s brain development. o neném nasce e chora. tudo aqui tem o mesmo gosto. o suco de laranja (que tem gosto de beterraba que tem gosto de pastel) vem num galão. as frutas são coloridas mas sem sabor. por causa dos terremotos. as geladeiras são repletas de guloseimas. o texto de Ana Miranda classifica-se como crônica. o imigrante e o chicano passam a cada instante. o desodorante era maior do que um pão de forma que era maior do que a presuntada que era maior do que um garrafão de suco de tomate maior do que o vidrão de peanut butter. o imigrante passa a cada instante. tomamos vinho e comemos bolo de nozes. nº 30. por a polícia. comem-se muita verdura e fruta. um sentimento vitorioso. eu me sentia uma liliputiana no país de Gulliver. tudo aqui é em quantidades vertiginosas. de Ana Miranda. a mãe sofre dores atrozes e mia feito um gatinho abandonado. e as estruturas levíssimas. GABARITO ( ) Assim como Gregório de Matos Guerra fez uma crítica da sociedade baiana do século XVII.132. escritora brasileira. com vantagem estilística e sem prejuízo de qualquer natureza. a garrafa de champagne era mais alta do que eu. Ana. apenas alguns. a massa de pizza vem num saco com sessenta. tudo era apavorante. (…) eles mesmos lavam o carro num posto de gasolina. hot-dogs e fumamos charutos e tudo nos embriaga de felicidade. assim como o leite. ( ) A exemplo da tipologia textual. pagam 1. de eternidade. o chicano passa a cada instante” pode ser substituída. a nurse midwife chamada Joyce faz o parto. faz calor mas não muito. claro. entre outros romances. ‘Empurra!’ Fotografo até cansar de gastar os sessenta filmes do pacote. em vez de dizer Push diz Purra! Purra! pois ouviu meu filho dizer. fomos a um mercadão de varejo. autora de Boca do Inferno.Interpretação de texto II Avançar . poeta. a autora faz uma crítica da sociedade californiana do século XX. enquanto ouço vou também desenvolvendo o meu cérebro e aprendendo a aferir os encantamentos na máquina de um amigo. 57 A partir do texto acima. ouvindo música clássica de um disco que o Raphael ganhou na maternidade given to over a million new parents in hospitals across America. parece uma cidade de papel onde tudo é florido e arrumado e limpo e vigiado. ( ) A menção reiterada de grandes quantidades e o uso do grau comparativo de superioridade constituem um recurso estilístico que demonstra a profunda admiração da autora pelos hábitos californiamos. a autora informa ao leitor que ela escreve seu texto ouvindo música. todo mundo de carro. a arquitetura do medo. associada a Rubem Braga. o tubo de pasta de dentes era maior do que um tênis do Shaquille O’Neal. a maçã tem gosto de melancia que tem gosto de cereais que têm gosto de macarrão que tem gosto de waffle que tem gosto de vinho de Napa Valley que tem gosto de graveto que tem gosto de pão que tem gosto de ceasar salad que tem gosto de syrup que tem gosto de nescafé. não há edifícios de mais de três andares. Caros Amigos. 9/99. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Smart Symphonies. o imigrante passa a cada instante. ah. a cidade é calmíssima. fazemos de noite uma ceia para comemorar o nascimento. ameaçador. p.75 dólar. ( ) Com a metáfora final do texto. julgue os itens seguintes. as ruas espalhadas.” MIRANDA. corta o meu coração. (…) filmo o nascimento do Raphael. de noite esfria. os dias estão azuis dignos de uma crônica de Rubem Braga. 19 (com adaptações). ( ) A seqüência “a polícia passa a cada instante.

o narrador faz três investidas sucessivas que podem ser assim resumidas: elogio da beleza física da mulher. Meu Deus que mulher durinha! Foi um buraco na minha vida.19) há a mesma informação semântica. 406-7. Pastilhas purgativas: É impossível que não faça efeito!” BANDEIRA.Interpretação de texto II Avançar . Me rasguei todo. em “À toa” (v. 1974. o autor emprega. ( ) No verso 9. Rio de Janeiro: Aguilar. Falei de macumba. duas figuras de linguagem da retórica tradicional: um hipérbato e um clímax. Então banquei o sentimental Fiquei com olheiras. Virei pirata: Dei em cima dela de todas as maneiras. Mas eu mato ela na cabeça: Vou lhe mandar uma caixinha de Minorativas. Fiz versinhos. o passeio a pé. Ajoelhei. Que ela era bonita pra burro: Não fez efeito.133. UnB-DF “Rondó de Efeito Olhei pra ela com toda a força. simultaneamente. 58 Com base no texto acima. Manuel. fica claro que o narrador oferece à jovem uma caixa de pó-de-arroz. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . produto de maquilagem muito usado pelas moças de pele alva. In: Poesia completa e prosa. Utilizei o bonde. Chorei. li Elvira a Morta [Virgem. ofereci pó… À toa: não fez efeito. ( ) Para conquistar sua amada. Que ela era gostosa. Escrevi cartinhas e pra acertar a mão. Disse que ela era boa. ( ) Entre os versos 11 e 15. ( ) Apesar de se tratar de construções sintáticas diferentes. p. Mafuá do malungo. julgue os itens que se seguem. o automóvel.10) e “Perdi meu tempo” (v. romance primoroso e por tal forma comovente [que ninguém pode lê-lo sem derramar copiosas lágrimas… Perdi meu tempo: não fez efeito. oferecimento de vantagens materiais e chantagem emocional. Cantei as modinhas mais tristes do repertório do Nôzinho.

para o país. Para garantir a sobrevivência. d) o desaquecimento da economia que não permite a contratação da força física do trabalhador. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. o papel e função atribuídos pela sociedade à instituição em que ensino e aprendizagem ocorrem. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . uma perspectiva psicológica. Apud: BASTOS. p. as condições sociais daqueles a quem se destina o ensino e daqueles encarregados de ensinar. 59 134.Texto de referência para as questões 134 a 136: ”ELES SOBRARAM Os números do IBGE. O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. única saída para os desempregados. as expectativas. b) desemprego. ensino. deixou ruas se esburacarem. as necessidades do grupo cultural a que se destina seu ensino. a palavra que melhor traduz “enorme problema” é: a) sobrevivência. e) o descompasso entre modernização e economia. 1999. vai-se constituindo em disciplina curricular. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. com a modernização. Assim que a economia voltar a crescer. Concepções de linguagem e o ensino da língua portuguesa. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. Fempar Segundo o texto. a principal causa do “retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro” é: a) a existência de quase metade da população brasileira sem escolaridade mínima e. Neusa (org. à qual o texto se refere. empregam menos trabalhadores com escolaridade mínima. ”Uma reflexão sobre o ensino de todo e qualquer conteúdo pode e deve ser feita de várias e diferentes perspectivas: a perspectiva da própria ciência de que se recortou o conteúdo para constituir uma disciplina curricular. Durante mais de uma década. c) a intervenção do governo na economia ter sido devastadora. uma perspectiva social. o governo poder oferecer trabalho para a massa de subtrabalhadores. a escola. o governo abandonou estradas. INSTRUÇÃO: Responder às questões 137 a 139 com base no texto. o horizonte é desolador. 21 de julho. que relaciona a disciplina e seu conteúdo com as características. hoje. Isso porque as empresas. perspectivas. b) a economia brasileira ter estagnado e voltado a crescer pela influência do governo. b) o avanço da economia informal. 135. Para os outros. ao longo do tempo. que busca identificar os pressupostos ideológicos que levam a instituir um certo conteúdo em disciplina curricular e que subjazem aos objetivos e procedimentos de ensino dessa disciplina. subempregada. uma perspectiva histórica. Cintia. 1998. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. 53. Magda. está no fato de: a) graças a sua ineficiência.“ SOARES. c) globalização. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1o grau completo ou nem isso. por isso. d) educação. uma perspectiva cultural. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. por uma ironia de seu passado recente. Veja. isto é. São Paulo: Educ.“ VALENTINI. e) modernização. que considera as condições sociais de produção de um determinado conhecimento. viadutos. que considera os processos de aprendizagem de um conteúdo específico. Segundo o Instituto. Língua portuguesa: história. conseqüentemente.Interpretação de texto II Avançar . mas que os deixa desassistidos. p. já não precisam tanto de força física. uma perspectiva política. o principal órgão de pesquisas sociais do país. e) o governo ter aquecido e desaquecido a economia. Fempar A ironia. c) a modernização das empresas que. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. 105. Fempar Pela essência do texto. E o desafio.). que reconstrói os processos por meio dos quais um certo conhecimento vai-se configurando como saber escolar e. 136. d) empregar e desempregar serem tarefas do governo.

só não é correto afirmar que a perspectiva: a) histórica precisa o momento em que determinado conteúdo passou a ser ensinado. 139. ou seja. Pela análise das afirmativas. 138. Pelotas-RS Sobre as diferentes perspectivas apresentadas no texto. b) 1 – 2 – 4. F. aluno e o contexto em que interagem. b) I e III. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) I e II. 3. e) III. U. U. “objetivos e procedimentos” correspondem. d) II e III. e) 3 – 4.137. d) psicológica diz respeito. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) 1 – 2 – 3 – 4. Cada uma das perspectivas é caracterizada por uma ou mais orações adjetivas. “ensino e aprendizagem” relacionam-se como causa-conseqüência. sobre a forma como as perspectivas são apresentadas. prioritariamente. 4. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão com base nas afirmativas abaixo. d) 2 – 3 – 4. A estrutura do parágrafo apresenta paralelismo.Interpretação de texto II Avançar . “pode e deve” sugere uma gradação. c) I. a metas e ações. O uso do ponto-e-vírgula entre as diferentes perspectivas hierarquiza as informações. c) 1 – 2 – 3. I. b) social envolve professor. F. 60 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . respectivamente. e) da própria ciência se relaciona à área de conhecimento específica do conteúdo a ser ensinado. III. U. 2. II e III. c) política se refere ao modo de pensar dos responsáveis pela definição dos conteúdos a serem ensinado. ao “como” se aprende determinado conteúdo. estruturas de natureza semelhante. II. F. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão considerando a veracidade das afirmativas apresentadas de 1 a 4. facilitando a leitura. Pela análise das afirmativas. “todo e qualquer conteúdo” equivale à totalidade de um conteúdo. 1.

um significado preciso. F..” Revista Galileu.Interpretação de texto II Avançar . e) a expressão “energia solar” remete à idéia de energia proveniente da reflexão total dos raios luminosos por parte da Terra.) A energia solar é outra fonte a ser considerada. Pelotas-RS O título do texto — Um túnel no fim da luz – inverte uma expressão de uso popular. Pelotas-RS De acordo com o texto e seus conhecimentos.As questões 140 e 141 baseiam-se no texto a seguir: ”Um túnel no fim da luz O fantasma do blecaute ronda o Brasil.). essas usinas deverão somar mais de 15 mil MW ao sistema elétrico. contendo informações cientificamente corretas. conduz a uma leitura oposta a essa expressão popular. isso é o que o governo federal dá a entender. d) Os programas do governo federal representam a esperança de que o blecaute não chegue ao Brasil. (. 61 GABARITO a) A inevitável falta de energia não virá de imediato. F. A iniciativa vem sendo debatida por especialistas da área. Nesse caso.) O programa de gás natural.. (. (. fornece uma quantidade significativa de gás natural. e) O problema da falta de energia. que significa “embora não declare explicitamente”. porque a Bolívia. remete à necessidade de a população encarar a possibilidade de um blecaute. por causa do não aproveitamento de todos os nossos recursos energéticos. o Ministro das Minas e Energia quer antecipar as datas do programa de implantação de termelétricas. Para exorcizar a ameaça. (Adaptado). b) A energia eólica e a energia solar – provenientes de combustíveis fósseis – não evitarão o blecaute no Brasil. no total da produção de energia brasileira. país não limítrofe com o Brasil. na expressão “combustível fóssil”. prevê a utilização de um combustível fóssil.. Alimentadas principalmente pelo gás natural boliviano (... Segundo afirmam. o que. para os críticos do programa de gás natural..). Assinale a alternativa com a frase que. é possível afirmar que: a) o pronome “isso” remete a uma expressão que aparece depois dele. existem dois tipos de solução: as células fotovoltaicas e os aquecedores solares de água (.. para certos críticos. 141. equivale a embarcar com todas as malas numa canoa furada. c) a existência de nexos de concessão ao longo do texto justifica-se pela necessidade de o autor apresentar apenas argumentos convergentes às idéias apresentadas. 140. A palavra fóssil tem. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .) Sem dizer com todas as letras. embora ela diminua o peso das hidrelétricas. c) O fantasma do blecaute ronda o Brasil. porque são ilimitadas as reservas desse combustível.. U. ficará sob controle com a aplicação de programas adequados. defendido por muitos especialistas. no Brasil.. b) a palavra “fóssil”. a iniciativa tende a levar o país a utilizar um combustível cuja queima deverá lançar na atmosfera grandes quantidades de poluentes. para eles. d) a expressão “sem dizer com todas as letras”.. tem. um significado preciso. U.

as inferências são duvidosas. e um psicólogo que nem o conhecia decretou: o candidato não tinha a agilidade. ganhou menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo por denunciar o escândalo do Banco Marka. 04) As inferências são duvidosas porque alguns psicólogos condenam o uso da grafologia como técnica de avaliação. Portanto. Pronto. Unioeste-PR Observe que a expressão essas inferências duvidosas retoma um recorte textual anterior. 64) a forma como lírio escreve.“ Superinteressante. como podia estabelecer seu perfil negativo? Por isso. como resposta.Texto para as questões 142 e 143. Lírio hoje trabalha em um dos maiores jornais do país. 62 142. a 2000 quilômetros da sede de A Tribuna. As linhas de Lírio não chegavam ao fim da folha. 143. Mas errou com Sérgio Lírio. cerca de 30% das empresas grandes e médias usam grafologia para filtrar o preenchimento de cargos executivos. 02) Se o psicólogo não conhecia Lírio. a criatividade e a intuição que o cargo exigia. Pois Lírio acabou reprovado. Francisco Lopes. muito pelo contrário. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . p. a pressão da caneta no papel não era suficiente para um repórter audacioso. 08) As inferências são duvidosas porque o teste de caligrafia não é um dispositivo científico. Este ano. Seu caso está longe de ser isolado – segundo pesquisa da empresa de consultoria Deloitte Touche Tohmatsu. 04) a denúncia sobre o Banco Marka. suas letras não se curvavam impetuosamente. Tarefa simples. feita por Lírio. 32) o tipo de letra é um item que deve ser considerado somente durante a entrevista. 55. técnicos e administrativos. fez com que se sobressaísse a ponto de ganhar menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo. Sérgio Lírio tinha 23 anos e era tido como um repórter promissor. Lírio foi descartado. procurou dar contornos mais adequados a sua letra. indique a(s) alternativa(s) incorreta(s). 01) As inferências duvidosas atribuídas a Lírio decorrem da sua pouca idade. de Vitória. Como ele soube? Simples. ”O que diz a letra Em 1995. o mesmo deve ter melhorado suas potencialidades como repórter após ter se submetido ao teste da grafologia. como resposta. Dê. Dê. 02) Lírio deve ter melhorado a forma de escrever. 08) o êxito de Lírio comprova que a grafologia não é um método justo de avaliação. Unioeste-PR Segundo o texto. foi um sinal de audácia. 32) As inferências são duvidosas mediante o que está disposto na análise da letra de Lírio. a soma das alternativas corretas. Ou seja. A grafologia pode até acertar algumas vezes. Com essas inferências duvidosas. 16) As inferências não são duvidosas porque 30% das empresas grandes e médias usam a grafologia para selecionar candidatos. 16) as habilidades das pessoas para as mais diversas profissões não podem ser avaliadas exclusivamente pelo tipo de letra. é correto afirmar que: 01) a grafologia é um teste altamente eficaz para avaliar a profissão de repórter. Faltava apenas uma etapa: escrever um texto de trinta e poucas linhas com tema livre. a soma das alternativas corretas.Interpretação de texto II Avançar . Com base nessa afirmação. pois conseguiu emprego em um jornal importante. julho de 2000. aquele que culminou com a queda do presidente do Banco Central. A folha foi enviada a uma empresa do Recife. Estava prestes a ser contratado pelo diário A Tribuna. Um diretor do jornal gostara dele e do seu currículo e a vaga parecia certa.

In: Folha de S. c) A massificação do conhecimento. pouco se preocupando com o ‘como’. onde a troca de informação entre diferentes culturas e pessoas do mundo é mais fácil e barata do que era em qualquer outro período da história humana. A julgar por esses livros. Ou as pessoas de Deus. O acesso fácil aos computadores e às telecomunicações criou uma aldeia global. merecidamente!) perde a sua credibilidade. Observamos também o crescimento do desprezo pela ciência e pelo que ela tem a dizer sobre o mundo. Ela é encontrada no próprio ato criativo. necessariamente. como a televisão ou o cinema. proporcionada pelas telecomunicações. Caderno 5. a resposta deve revolver em torno de uma reconciliação entre ciência e espiritualidade. Ela é encontrada na paixão com que os cientistas devotam toda uma vida na tentativa de desvendar os mistérios do mundo à sua volta. Folha Mais. podemos reconciliar a ciência com o grande público. desenvolvendo-lhe a espiritualidade. de suas idéias e descobertas. tem levado o homem a aprofundar o seu autoconhecimento.” GLEISER. sem dúvida.Interpretação de texto II Avançar . Enquanto a ciência tenta entender o ‘como’. mas também de produzir armas que poderiam aniquilar a vida na Terra. claro. Parte da culpa pertence. Paulo. na maior parte desses veículos. O resultado é uma sensação de pânico e abandono avidamente explorada por oportunistas que se apresentam como a única alternativa em um ‘mundo louco’. anjos. Esse excesso de informação. Inevitavelmente. Com isso. suas diferentes missões e o simples fato de elas serem necessárias para a nossa existência. ao público. p. e) Os governos têm sido intolerantes com a comunidade científica. enquanto uma intolerância generalizada ameaça polarizar ainda mais a sociedade. 63 GABARITO 144. não creio que o caminho usado por esses autores revele a espiritualidade da ciência de forma correta. 1999. fazendo com que sua divulgação não traga. mas muito ainda precisa ser feito. A espiritualidade da ciência não é encontrada através de comparações entre suas descobertas e as práticas e ensinamentos de diversas religiões. à comunidade científica: historicamente. O que ainda vemos. depende do sensacionalismo barato e de distorções da imagem do cientista ou de seu trabalho. como nas religiões orientais. 12. não creio que a ciência esteja simplesmente redescobrindo ‘verdades’ descobertas através da meditação ou de uma conexão mística com o mundo. de várias superstições (gnomos. Infelizmente. dedicada a tirar Deus das pessoas. Ela é encontrada em sua humanidade e na poesia que revela. ao mesmo tempo inspirador e aterrorizador. a religião aceita o ‘porquê’ baseada na fé. capaz de curas milagrosas e de viagens interplanetárias. 18 jul. Uneb-BA É comprovável no texto a afirmação: a) O homem da virada do milênio está ávido por uma compreensão da realidade metafísica. observamos a proliferação de seitas da ‘Nova Era’.Texto para as questões de 144 a 146: “Nestes tempos ‘pré-milenares’. especialmente nos meios de comunicação de maior penetração. então. o apetite das pessoas por verdades e certezas mais permanentes vem atingindo níveis jamais vistos ou mesmo previstos. causa muita confusão e estresse na cabeça das pessoas. aquele momento de autotranscendência que desafia qualquer explicação racional. Marcelo. fadas e outras criaturas fantásticas) e de pregadores da ‘verdade’. como ‘O Tao da Física’ de Fritjot Capra. deixando de lado o ‘porquê’. O fundamental é saber discernir os limites de ambas. descontados os fãs. em que tudo se transforma tão rapidamente. Como. A ciência é considerada a antítese da espiritualidade. b) Os diferentes períodos históricos vividos pelo homem têm sido marcados por uma constante necessidade de integração cultural entre diferentes povos. Certas questões são exclusivas da ciência. Acredito que essa concepção completamente errônea do que é a ciência e de como ela funciona seja a responsável por sua impopularidade. enquanto outras pertencem somente à religião. d) O avanço tecnológico propicia ao ser humano uma melhor qualidade de vida. surgem teorias de conspirações clandestinas e o governo (em muitos casos. Ciência e espiritualidade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Essa situação está gradualmente se transformando. sua distorção? Vários livros de divulgação científica tiveram sucesso por revelar uma conexão entre ciência e espiritualidade. A tecnologia é muitas vezes percebida como uma espécie de monstro. poucos cientistas dedicaram parte do seu tempo à divulgação. uma atividade fria e manipuladora.

Vi logo que Ermê havia recebido a aprovação de todas. ao revelar conhecimentos sobre as primeiras causas das coisas. Na mesa grande do Salão de Banquetes. subir o caminho ladeado de hortênsias e parar em frente à alta casuarina que se erguia no centro do gramado. onde as tias estavam. para preservá-los. e trataram-na com muito carinho. UFBA 64 GABARITO “Da janela do meu quarto vi. não importando. 147. contrastando com o espaço interior sombrio das personagens. b) aplicar. pregadas por diferentes religiões. como mandava o Decálogo. (02)A cena em destaque é ilustrativa do momento de passagem do protagonista para um outro estágio de vida: o de auto-afirmação através do casamento. a não ser dentro dela. e esperei que me viessem chamar. Elas ficaram impressionadas com a beleza e a educação de Ermê.” 146. e) ultrapassa os limites do racional. como as outras. sentada. avise às outras. fazendo brilhar os negros trajes a rigor que as tias e dona Maria Nunes usavam. eu disse a tia Helena. com muita pompa e cerimônia. Eu queria terminar logo a minha missão. na ciência. Vesti minha casaca. e) ter ela por objetivo a busca do desvendamento de um mundo desconhecido. eu disse. …………………………………… Da janela do meu quarto vi que a madrugada começava a raiar. Dê. e o final da narrativa é maniqueísta. A brisa fresca da noite de maio punha em desalinho os seus finos cabelos louros. 1989. não sei por que mas estou com medo. ela é muito bonita mas é tão sombria! Você está com medo é das tias. acelerou o carro e partiu. em volta da mesa. p. iluminado pelo claro brilho da lua cheia. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 135 e 136. As luzes do imenso lustre estavam todas acesas. …………………………………… Quando engoli o primeiro bocado. Com um gesto abrupto. Desci para recebê-la. varada por um frio que não existia. em direção à casa. disse Ermê. (04)O texto se estrutura dentro de uma ambivalência traduzida no espaço físico iluminado. São Paulo: Companhia das Letras. como resposta. c) distancia-se cada vez mais do homem. a ciência: a) caracteriza-se por ser uma atividade exercida pelo cientista com impessoalidade e impassibilidade. In: Feliz ano novo. através de ações não só de caráter objetivo. Uneb-BA Segundo o autor. que me observava atentamente. já que está se perdendo no materialismo científico. (08)A luta entre as forças do bem e do mal é evidente. Levei Ermê para a Sala Pequena. agora resolutamente. (64)O fato de a tia Julieta passar o anel para o dedo do primogênito simboliza o rompimento de uma tradição familiar prescrita no Decálogo. a soma das alternativas corretas. a espiritualidade da ciência consiste em: a) haver a necessidade de os cientistas serem religiosos. pois busca o desvendamento do desconhecido através “do ato criativo.145. depois olhou na direção da casa. o carro de Ermê. Nau Catrineta. Estou com medo.Interpretação de texto II Avançar . conhecimentos do mundo oriental. retirou o Anel de seu dedo indicador. de caráter inteiramente voltado para a essência das coisas. ações ardilosas e desumanas. (32)O Salão de Banquetes é um espaço sombrio destinado à prática de ações humilhantes contra os transgressores da hierarquia familiar. b) é mal interpretada pelas pessoas por causa da ação exclusiva dos oportunistas. mas também subjetivo. Acho que é esta casa. como se soubesse que eu a estava observando. Uneb-BA Para o autor. c) criar ela o seu próprio universo. tia Julieta. e passou o cachecol em torno do pescoço. com a capota arriada. ligados à meditação. Rubem. (16)As personagens membros da família estão presas a princípios conservadores. Por instantes Ermê pareceu ouvir o som do vento na árvore. d) comprovar as verdades de natureza mística. que eu nunca vira ser usado em toda minha vida. foi cumprida a minha missão. entrar lentamente pelo portão de pedra. d) cria uma situação de desconfiança entre os homens. Será nesta noite mesmo. Os fragmentos acima e a trama do conto permitem afirmar: (01)O narrador-personagem evidencia plena consciência e domínio da situação em que Ermê se vai envolver. 129. colocando-o no meu.” FONSECA.

é correto afirmar que Getúlio: (01)cede aos apelos da Igreja e reafirma a sua religiosidade salvadora. (32)mantém. Essa terra. mais sensibiliza a opinião pública americana. pois está imbuído de valores relegados pelo processo civilizatório. (04)tem um caráter de herói épico e simboliza uma cultura em processo de destruição. 17 ago. O principal tema do governo dos Estados Unidos é. In: Folha de S. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. muito mais do que aquelas intervenções militares causadoras de algum amargor. Quem some é os outros. João Ubaldo. A criação da nova agência — IPI. região que.” FREITAS. O caráter do serviço a ser feito pela IPI (o nome lembra. porque eu sou Getúlio Santos Bezerra e igual a mim ainda não nasceu. a agência UPI. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a soma das alternativas corretas. Paulo. Porque. se primeiro eu sou eu e fico aí me vendo sempre. porque lá está uma novidade de gente e uma porção de jornais e dizem que quando vosmecê chegar vão lhe encher o couro e soltar o homem. Não sei. e enfiou as duas mãos pelo meio da batina. peça de destaque na engrenagem da Guerra Fria) já se denota nos setores do governo incumbidos por Clinton de formulá-lo: CIA. mas não o inibiu: Panamá. Quintal embora. que muda por questões de ordem religiosa. a América Latina. diz ele depois de muito tempo. em que europeus se sujeitaram à pressão para integrar-se às ações militares. ao perceber que está se distanciando do seu espaço de origem. a gente nunca. eu sumir? Como que eu posso sumir. UFBA “E se benzeu e disse que não precisava dizer aquilo. que se mostre contra intervenções militares e outras operações do poder americano. disse o padre. sem contar as muitas intervenções menos demonstradas. Janio de. o que é que me sustenta? Não sei. desde o esmorecer da Guerra Fria afinal extinta. Desde o genocídio que foi a guerra do Vietnã e. Nem da Europa. (64)age com determinação e rejeita imposições de qualquer natureza por valorizar sua liberdade. 5. 1982. a opinião pública tomou consciência da desumanidade implícita nas intervenções militares e da costumeira falsidade de suas motivações. É que a situação mudou. Iugoslávia. Iraque. É possível que isso tenha contido o ímpeto americano uma ou outra vez. não fizesse disso um problema interno. é América ainda. anterior à guerra do Vietnã. já foi uma boa terra. mas não de conseqüências na política ou na sociedade dos Estados Unidos. Vozes conhecidas. não vale quase mais nada. nunca que eu posso sumir. apropriadamente. (16)simboliza o indivíduo que tem a violência como afirmação de sua identidade. nem merecedora de maior divulgação. (08)não consegue acompanhar a transformação por que passa o mundo. não sei se vosmecê vai poder levar o homem para Aracaju. lá e no mundo. 65 Com base no fragmento e no romance como um todo. e isso não é vida de homem. uma relação de dependência econômica. o que é que deixam com o homem? Nada. como resposta. Dê. que o governo dos Estados Unidos decide criar um serviço oficial de notícias para combater reações da opinião pública. com maus pressentimentos mesmo. Sargento Getúlio. 83-4. Texto para as questões de 149 a 151: “Vozes conhecidas É assim como quem tomasse uma providência banal. (…) Quero ver esse bom em Aracaju que me diz que eu não posso. 1999. Pentágono e Departamento de Estado.Interpretação de texto II Avançar . p. se Antunes não me sustenta. sacudindo a cabeça e fazendo um bico com a boca. FBI.148. Ainda mais com tão grande presença índio-latina em sua população. é um enterro. diz o padre. depois da Europa. ainda mais acentuadamente. Temos o que esperar com apreensão. com intermediação do padre. com as pernas escarranchadas e ficou com a cabeça pendurada. (02)tenta reatar o seu passado ao presente. passando do discurso à ação. se tiram os recursos do homem. isso não. Uma vida. Não acredito que Antunes possa lhe sustentar. porque havia mais homens e quem era homem não tinha de que temer. Haiti. está uma frouxidão e um homem não sabe de quem depende e querem mudar tudo e nunca vai adiantar. não vão ter surpresas com a IPI. Hoje essa terra não vale mais nada. diz o padre. possa ser. Por que vosmecê não some? Eu sumir. Granada. com Ancrísio Antunes. não sei. International Public Information — sugere projetos tendentes a chocar a opinião pública e suscitar reações. Caderno 1. Iraque e Iugoslávia.” RIBEIRO. agora. nos dois casos. p. Ah. Um governo esperto tomaria precauções para que. Os jornalistas que viveram as redações no período da Guerra Fria. não posso sumir de mim e eu estando aí sempre estou. diante de um impasse de ordem política.

globalizada a partir do tupi. coligindo nada menos do que 3000 palavras que mantêm a grafia e o significado de origem em publicações de outras nacionalidades. U. 22/03/2000. na afirmativa a) As experiências passadas podem ser indícios de que os Estados Unidos querem angariar solidariedade para novas intervenções militares. prima pelo reconhecimento da democracia autêntica. durante dois anos. Imaginava-se que a hegemonia americana já se tivesse estendido ao universo das línguas. a julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (Editora Record). se a maioria das palavras globalizadas seguiu o rastro dos conquistadores. e) todos conhecem a fundo a estrutura dos governos dos países latino-americanos no contexto atual. houve aquelas que andaram na contramão. sem a criação de um “serviço oficial de notícias” sob controle americano. o autor faz uma declaração que é justificada. Nada disso. b) os vários órgãos de imprensa ligados ao jornalismo internacional estão mais voltados para as questões latino-americanas. Se a surpresa quanto ao número de palavras foi grande. de acordo com a sua visão.Interpretação de texto II Avançar . Consuelo. c) Os exemplos do Vietnã e da Guerra Fria são indicativos de quanto o futuro é incerto. hambúrguer. Salvador-BA Com base no ponto de vista do autor. Quem não entende o que é pizza. c) Uma política inteligente e nacionalista deveria coibir a intervenção estrangeira em assuntos latinoamericanos.” DIEGUEZ. ‘Neste fin-de-siècle high tech. Salvador-BA A leitura do texto permite inferir que os jornalistas referidos no quinto parágrafo “não vão ter surpresas com a IPI” porque a) a tendência atual é de um futuro sem conflitos significativos para a imprensa mundial. (…) Ainda no campo das surpresas. São as chamadas ‘palavras universais’. ele já existia. Mas é bom notar que. Veja. d) A importância alcançada pela América Latina. o levantamento não deixa dúvida. alguns termos pelo menos conseguiram escapar da ira divina. pode-se inferir: a) O poder americano. diz Corrêa da Costa. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. o espanto foi ainda maior quando ele se deu conta de que as palavras francesas continuam a superar as inglesas. b) O mundo caminha para um estado de guerra. pode vir a desmoronar. iogurte ou caviar? (…) Corrêa da Costa. Elas mostram que. do ensaísta e ex-diplomata brasileiro Sergio Corrêa da Costa. Salvador-BA No segundo parágrafo. é consenso nos Estados Unidos. U. d) A América Latina. de certa forma. em face de uma vivência com a prática da ideologia americana. Texto para as questões de 152 a 154: “Cidadãs do mundo 66 GABARITO As línguas mais globalizadas. Uma prova de que o reinado das palavras não segue rigorosamente a lógica do poder político e econômico. no mundo.149. superando a Europa. consultou 130 publicações de quinze países. sem o paternalismo americano. brincando com os estrangeirismos. aquelas usadas em vários idiomas além daquele que lhes deu origem. tende a se manter afastada de conflitos ideológicos. e) O mundo. muito antes de o conceito de globalização entrar em voga nos campos da política e da economia. 151. pois se vive uma nova Guerra Fria. b) O intervencionismo americano tem-se caracterizado como extremamente necessário. Mas. segundo o levantamento de um ensaísta brasileiro Diz a lenda que Deus condenou os homens a falar diversas línguas em Babel para puni-los pelo desejo de atingir o paraíso construindo uma enorme torre. É o caso de ‘piranha’. c) o mundo globalizado não acredita haver possibilidade de conflitos de proporções alarmantes. no plano lingüístico. 150. Embora Corrêa da Costa acredite que os fast foods e scanners surgidos na vida moderna levarão a língua inglesa à liderança. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . U. d) eles sabem das intenções da criação do IPI. ainda é o clássico francês que causa frisson’. e) Os Estados Unidos vêm mudando as suas estratégias no sentido de reativar a Guerra Fria. conseqüente de um desequilíbrio de forças entre países periféricos. por ser ainda um território de relações amistosas com outros continentes.

” O autor do comentário introduz o tema a ser tratado com apoio de argumentos científicos. UFPE A alternativa que corresponde à estratégia utilizada pelo autor na passagem destacada é: GABARITO a) “Deus condenou os homens a falar diversas línguas. conforme as perspectivas do poder político e econômico. 4) O ‘mas’ com que se inicia o segundo período aponta a direção contrária em que prosseguirá a argumentação.152. iogurte ou caviar?” A pergunta do autor constitui uma estratégia retórica para confirmar o argumento em questão. na íntegra. as pegadas dos povos conquistadores. UFPE Considerando aspectos globais da composição do texto. 3) O título personaliza o objeto de que trata o comentário. 2) O texto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) “Quem não entende o que é pizza. globalizada a partir do tupi. 5) ‘globalização’. UFPE Assinale a alternativa que corresponde ao tema central do texto. 3. prevalece a linguagem figurada. pode-se afirmar que: 1) O texto tem uma função predominantemente expressiva. o que está indicado no subtítulo. Estão corretas: a) 2. d) “Ainda no campo das surpresas. Por isso. d) As palavras superam fronteiras geográficas e culturais.” O comentarista declara que as expectativas do autor em relação a sua pesquisa se confirmaram. se estendeu também ao universo das línguas. 3 e 5 67 153.” O autor reitera sua crença no poder absoluto de Deus sobre todas as palavras. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo.Interpretação de texto II Avançar . e) “houve aquelas (palavras) que andaram na contramão. b) A globalização lingüística é um fato e antecede a outra globalização em voga nos campos da política e da economia. ‘atravessar barreiras’ são expressões cujos significados estão em harmonia com a temática do texto. c) A hegemonia americana. alguns termos pelo menos escaparam da ira divina. 4 e 5 b) 1. como se pôde constatar. a) A diversidade lingüística proveio da ira divina contra a pretensão do homem de alcançar o paraíso. É o caso de “piranha”. 154. e) A globalização das palavras respeitou.” O autor reitera argumento de que as palavras emigraram conforme a rota dos colonizadores. tem como suporte um outro texto anterior. b) “A julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (…). 4 e 5 c) 2 e 3 d) 1 e 2 e) 1. 2. hambúrguer. na verdade. ‘mundo’. ‘palavras universais’.

que não nos será possível sequer desligá-los. eles não precisarão da ajuda humana para se reproduzir. Ou seja. o homem estará entrando no inferno quando os computadores forem capazes de: a) prejudicar os seres humanos. máquinas de orgasmo ou naves para viajar no tempo.” [Adaptado de] Especial do Milênio (parte integrante da Veja. 1998. U. já existe um metal. na segunda oração apenas um. Basta aplicar um pouco de calor. Computadores já ensaiam formas primitivas de pensamento autônomo. viver em Marte.Interpretação de texto II Avançar . pela primeira vez na história da humanidade. Assumem. UFRN Para alguns cientistas. Também não sabemos se será possível reanimar alguém que já morreu. são até conservadoras. Para alguns cientistas. b) avanço da tecnologia. O dia chegará em que substituir órgãos humanos defeituosos será rotina. Pouca coisa se pode dizer com certeza sobre o futuro. que consegue desamassar sua própria superfície sem esforço. Talvez estejam apenas sonhando.Texto para as questões de 155 a 157: “Uma visão do futuro Estamos às portas de um milênio miraculoso. Talvez não. b) os cientistas perderam o controle sobre o computador. b) Tudo. ano 31. c) o homem vem perdendo sua inteligência aos poucos. mas. Um alimento em pó incolor com 90% de proteína em sua fórmula poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. Não sabemos quando teremos robôs escravos. Membros reimplantáveis? Os cientistas começaram a regenerar a pele humana ainda nos anos 70. sejam quais forem os milagres que o próximo milênio trouxer. A pessoa tem a mão decepada por uma serra elétrica. Na primeira oração há um só adversário. c) progresso da Medicina. na segunda oração há dois. Será uma época em que. 23 dez. Para outros. c) suplantar a inteligência humana. c) Nada. A comida milagrosa? Já existe. d) otimização dos laboratórios. Sabemos apenas que. Assustador? Talvez.” “É uma medida favorável ao professor e diretor. 157. d) desenhar cópias de si mesmos. 158. e atualmente alguns laboratórios conseguem produzir válvulas cardíacas com base em algumas poucas células. Na primeira oração há um adversário. É um derivado da soja produzido pela empresa Archer Daniels Midland desde meados dos anos 80. eles serão possíveis graças ao mesmo gênio: o computador. 156. na segunda oração apenas um. não seremos os seres mais inteligentes sobre a face do planeta. 126. Estamos chegando bem próximos de uma época em que os computadores serão capazes de desenhar cópias de si mesmos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . p. assim. no inferno. Na primeira oração há dois adversários. No campo dos materiais. UFRN O milênio miraculoso será fruto do(a): a) genialidade dos homens. um dia. Casas e carros serão feitos de materiais que podem consertar-se a si próprios. Todos concordam que estamos cruzando rapidamente a fronteira do desconhecido. estaremos entrando no paraíso. e os médicos conseguirão fazer crescer uma nova no mesmo lugar. Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em sua programação um chip da bondade que os impeça de fazer mal à humanidade. 51. As previsões acima podem parecer ousadas. Não sabemos se nossos bisnetos vão passear ou. d) os cientistas temem cruzar fronteiras desconhecidas.) 68 155. n. b) aprimorar formas de pensamento. o nitinol. UFRN De acordo com o texto: a) o homem tem pelo menos uma certeza acerca do futuro. d) Nada.” Ambas têm em comum: a) Tudo. no fundo. Potiguar-RN Observe estas duas orações: “Tive de lutar contra o técnico e contra o pugilista. na segunda oração há dois. Na primeira oração há dois adversários.

UFSE Considerando-se o primeiro e o segundo parágrafos. por exemplo em “crime culposo”. Mas o educador que parasse para observar um pouco mais de perto o futebol profissional brasileiro provavelmente proibiria os jovens até de pisar num gramado. não do seu desejo de praticar um ato não legal. contrato de vinculação exclusiva de um atleta profissional a um clube. b) comprova que os “problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade”. uma falta bem menos grave do que a sonegação. o então treinador da seleção brasileira. E Luxemburgo confessou seus crimes fiscais para rebater a acusação de que recebia comissão sobre a venda de jogadores. Talvez seja exagero. dirigentes providenciaram para que toneladas de bagagem trazidas pela vitoriosa seleção brasileira não fossem objeto de vistoria alfandegária. tornou-se público que uma associação de grandes times brasileiros mantinha acordo para. A principal queixa relaciona-se ao anacrônico e absurdo instituto do passe. d) afirma que receber comissão sobre a venda de jogadores é. significa o que é resultante de imprudência. Há pouco. “em termos penais. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. Para coroar.Interpretação de texto II Avançar . 160.” Editorial da Folha de S. concluir que o esporte não cumpre os propósitos apregoados por educadores. Mas. Paulo. baseado apenas no futebol. b) demonstra uma certa reserva ao fato de existir nas escolas a disciplina Educação Física. UFSE Percebe-se o tom irônico do autor quando ele: a) dá uma informação. olhando para o futebol. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética. Wanderley Luxemburgo. Esse tipo de raciocínio faz com que a prática de esportes nas escolas leve o nome até um pouco pomposo de Educação Física. “o que leva o nome técnico de contrabando”. anticonstitucionalmente. e) avalia que o passe. O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa. que recende a escravismo. Em 94. declarando que não tivera a intenção de burlar a lei. o que leva o nome técnico de contrabando. sonegação e formação de quadrilha. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) deixa transparecer que sua defesa da proibição de os jovens freqüentarem campos de futebol se deve ao fato de o esporte ter sido profissionalizado. e) evidencia que os crimes recentemente cometidos no futebol chocam pelo seu ineditismo. Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade. é correto afirmar que o autor: a) partilha da crença de que o esporte é comprovadamente útil para desenvolver nos jovens valores como a disciplina e companheirismo. Com adaptações. 29/8/2000. boicotar jogadores que fossem à Justiça defender seus direitos. d) assinala que os educadores exaltam o valor educativo do esporte baseados numa hipótese que nem sempre é comprovada na prática.Texto para as questões 159 a 162: “Onde a lei não vale É comum que educadores louvem o esporte por uma suposta capacidade de transmitir ao jovem as virtudes da disciplina e do companheirismo. mas de forte estigma ético no meio futebolístico. Culposo. valores úteis para a vida em sociedade. é anacrônico e absurdo. uma falta bem menos grave do que a sonegação”. 69 GABARITO 159. Em termos penais. para indicar que tudo o que veio antes na frase corresponde a um eufemismo para suavizar o significado do ato praticado. explicando detalhada e tecnicamente tudo o que ocorreu com a seleção brasileira vitoriosa em 94. na linguagem do Direito. c) cita que Wanderley Luxemburgo “admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais”. negligência ou imperícia da pessoa. Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam: tráfico de influência.

tão prejudicial para a formação da criança e do jovem. apesar do que se vê no futebol. os videogames: a) transformaram-se. Wanderley Luxemburgo. p. d) o futebol mostra que a Educação Física defende valores éticos. ‘Em um videogame. usar a cabeça só atrapalharia. e) o Fisco não sabe que Luxemburgo recebeu milhares de reais. estimulando sua atenção. 32. Atividades físicas e em grupo são um antídoto. esta frase significa que: a) os jogadores de futebol deixam muito a desejar no que se refere a “bom comportamento”. O pior é que isso pode levar a uma espiral sem fim. c) a seleção brasileira é hoje diferente daquela do tempo de Luxemburgo. ‘Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado a ponto de não ter de esforçarse para continuar jogando. Na verdade. por isso é inadmissível que os jogadores não os garantam na prática. É necessário ter rapidez de reflexos para dar conta de atirar primeiro e nunca fazer perguntas. Está subentendido na frase acima que: a) faz pouco tempo que Wanderley Luxemburgo deixou de reconhecer sua omissão. os videogames induzem à passividade porque inibem a vontade: com movimentos repetitivos e predefinidos.Interpretação de texto II Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . numa época caracterizada pelo desenvolvimento tecnológico. não se raciocina. Uma troca perigosa. diz o professor. d) representam o mais eficiente tipo de exercício para o desenvolvimento da agilidade mental de crianças e jovens. exemplificando a tese de que não há ética na vida nacional.” Adaptado de Superinteressante. b) a seleção brasileira não tem mais treinador. o então treinador da seleção brasileira. Desde que esses brinquedos foram substituídos por escopetas eletrônicas e inimigos que sangram. Ele vai se acostumando a um certo padrão de excitação e. UFSE … “olhando para o futebol. junho/99. diz o professor de Ciência da Computação Valdemar Setzer. ele precisa de empenho para parar’. mesmo quando não se pode garantir sua eficácia entre os praticantes de futebol. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética”. Para Setzer. brincar passou a ser uma atividade passiva e solitária. Assim. Unifor-CE De acordo com o texto. atualmente. d) Wanderley Luxemburgo não é mais treinador da seleção brasileira. o jovem vira um autômato que transforma impulsos visuais em movimentos motores limitados’. Aliás. Vista no contexto. o jovem tende ao retraimento. que pesquisa efeitos da informática no comportamento. 70 GABARITO 163. As vantagens são tanto físicas quanto emocionais. b) é inaceitável a tese de que esportistas nem sempre apresentam comportamento ético. e) é importante a defesa da idéia de que o esporte desenvolve valores úteis para a cidadania. Texto para as questões 163 e 164: “Bons tempos aqueles em que espadas de pau e pistolas de plástico garantiam uma distância saudável entre a inocência e a malícia. UFSE Há pouco. A diversão em grupo ensina o jovem a se relacionar. inclusive com o risco de vício. quanto qualquer outro instrumento. precisa de jogos cada vez mais violentos e cruéis. c) constituem-se no melhor exemplo de brincadeiras infantis. e) podem causar aborrecimentos e frustrações em jovens e crianças que não possuam a necessária rapidez de reflexos para esse divertimento. 162. para provocar sensações mais intensas. b) podem tornar-se facilmente um vício. isolando-se e trocando o mundo real pelo virtual. c) a atuação dos profissionais brasileiros do futebol comprova a idéia de que o esporte nem sempre assegura a seus praticantes comportamentos desejáveis de um ponto de vista moral.161. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. em excelentes meios de controle do comportamento de crianças e jovens muito agitados.

esse ofício absurdo e vão de dizer coisas. entre grilos e vozes distantes de animais noturnos. como os bois. e) de evasão para um mundo de sonhos. Uneb-BA No texto. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio. dá na gente um sonho de simplicidade. dizer coisas… Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo. e) requer da sociedade uma postura mais solidária no convívio social. para o narrador. b) revela-se cauteloso na defesa de um outro estilo de vida. Voltar Língua Portuguesa . Unifor-CE Infere-se do texto que: a) no mundo atual. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha. entrando numa loja para comprar uma gravata. cuidando tão-somente de um viver filantrópico. o narrador: a) questiona o artificialismo do convívio social. Por que beber uísque. meu trago de cachaça. Uneb-BA “Um sonho de simplicidade”. tive de repente um ataque de pudor. não assim. me surpreendendo. d) é possível desenvolver-se um tipo de videogame que ensine às crianças como viver e divertir-se em grupo. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome. Quando ficamos bem cansados. Que prazer em comer aquele peixe. algo de útil e concreto. então seria preciso ganhar a vida de outro jeito. e isso era bom. 71 GABARITO 165.Interpretação de texto II Avançar . que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome. a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço. IMPRIMIR 166. que me fatigasse o corpo. E quando precisava de um pouco de evasão. A vida bem poderia ser mais simples. ……………………………………… Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia. muitas vezes. assim. nem frio. para me fazer essa pergunta. no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana. Puxamos a rede afundando os pés na lama. tanto dos adultos quanto dos outros jovens como ele. saber intrigas? Uma vez. 3267. e) o relacionamento social é necessário para que se desenvolvam comportamentos considerados normais e sadios. c) em que o relacionamento entre as pessoas atendesse a convenções. marcado por situações de extrema violência. s/d.” BRAGA. Ele acendeu um fogo. apenas me fazem falta. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum. uma simples mulher. subimos a barranca. fortes. no meio do mato. que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar. doces. nem número. de repente. de noite. e a água era boa. mas deixasse a alma sossegada e limpa. por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs. c) o costume de não fazer perguntas induz o jovem a isolar-se do mundo. seria ter uma vida: a) ligada aos bens/riquezas materiais. lavrar a terra. 200 crônicas escolhidas. O telefone toca. p. os videogames significam proteção para os jovens. a um tipo de diversão violento e cruel. b) despojada. um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada. É apenas um instante. d) em que a atividade física fosse intensa e servisse de bálsamo para a alma. Texto para as questões de 165 a 168: “Um sonho de simplicidade Então. nem sede. São uma necessidade que inventei. depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. São Paulo: Círculo do Livro. Será um sonho vão? Detenho-me um instante. na noite escura. em detrimento do mundo real. brilhar um pouco. meio molhados. comida. entre duas providências a tomar. com frio. as mangueiras e o ribeirão. b) a tendência a viver em grupo leva o jovem. bons. Todo mundo.164. distraídos. esquentamos um pouco junto do fogo. cortar lenha. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. Rubem. nesse comércio de pequenas pilhas de palavras. tem de repente um sonho assim. c) cobra do ser humano uma atitude em face da vida que coincide com o Carpe Diem. e chegamos à choça de um velho seringueiro. precisamos apenas viver — sem nome. Precisamos de uma casa. d) estabelece proximidade entre o viver urbano e o viver rural. tirar areia do rio. com certeza.

o verso / (E. In: Antologia poética. o exílio sem água e palavra. o enredo.167. um início. 234-5. sem dúvida. o pequenino. não respirado. já sem ornato ou comentário melódico. o eco já não correspondendo ao apelo. o tempo elidido. enfatiza as dificuldades que o homem enfrenta na vida rural. b) no segundo parágrafo. ausência deles. a fuga da fuga.Interpretação de texto II Avançar . a fuga de si mesmo. 72 Texto para as questões de 169 e 170: “Vida menor A fuga do real. sobretudo o verso) / É o que pode lançar mundos no mundo”. a perda voluntária de amor e memória. um sono. sem documento / No sol de quase dezembro / Eu vou”. nenhum gasto de tecidos. d) “Enquanto os homens exercem seus podres poderes / Índios e padres e bichos. a mão tornando-se enorme e desaparecendo desfigurada. mais me envolva. o conceito. mais longe de tudo. apresenta a quebra da rotina da vida como inviável. já sem dor. Isso eu procuro. calado. apenas o vivo. Uneb-BA O narrador: a) no primeiro parágrafo. b) “Porque a frase. indiferente e solitário vivo.” ANDRADE Carlos Drummond de. sem calor. sem ciência nem ironia. senão inúteis. a limpeza da cor. 1993. c) “Caminhando contra o vento / sem lenço. contudo. porque o tempo não mais se divide em sessões. afirma a inutilidade de sonhar com outras formas de viver. Uneb-BA A alternativa cujo fragmento apresenta a mesma idéia do narrador no parágrafo final. vida mínima. vida a que aspiramos como paz no cansaço (não a morte). c) no terceiro parágrafo. essencial. e este fundindo-se. p. 168. o que se possa desejar de menos cruel: vida em que o ar. e) “Sei que a arte é irmã da ciência / Ambas filhas de um Deus fugaz / Que faz num momento e o mesmo momento desfaz”. revela uma consciência crítica do seu comportamento urbano. ainda mais longe a fuga do feérico. Não o morto nem o eterno ou o divino. todos os gestos afinal impossíveis. negros e mulheres / E adolescente / Fazem o carnaval”. Não a morte. confusão entre manhã e tarde. Rio de Janeiro: Record. a desnecessidade do canto. d) no quarto parágrafo. domado. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . põe em destaque a necessidade de afeto no relacionamento humano. é: a) “Os livros são objetos transcendentes / Mas podemos amá-los do amor táctil”. nem braço a mover-se nem unha crescendo. e) no penúltimo parágrafo. menos que terra. Mas a vida: captada em sua forma irredutível.

político. pela transmissão por agentes sociais significativos (aqueles que têm autoridade — e esta autoridade é reconhecida pela pessoa sobre a qual a exercem. como pais. amigos. U. Texto para as questões de 171 e 172: 73 “Quando a aprendizagem. ( ) funções emotiva e poética da linguagem. vizinhos. b) enfatiza a importância dos representantes do poder público. c) compara o indivíduo ao grupo social de que faz parte. eliminando. d) centraliza-se na definição de endoculturação. c) pais e professores são os responsáveis mais diretos pela formação do indivíduo. É evidente que ninguém aprende toda a cultura. numa mesma sociedade. o comportamento. a integração nela é denominada endoculturação: cada indivíduo adquire. ( ) constitui-se um breve espaço da vida humana marcado pela vulgaridade. 170. desde a infância. e) a aquisição da cultura depende do grau de socialização. e) encara a diversidade de modos de vida da sociedade. a educação e a socialização se verificam. visando à expressividade.169. a existência humana: ( ) deve ser simples e desapegada de valores materiais. representantes do poder público. os modos de vida da sociedade a que pertence. Salvador-BA O poema apresenta: ( ) enumeração e reiteração de idéias. ( ) liberdade formal. daí a objetividade no enfoque do tema. ( ) temática de caráter social. b) os grupos sociais se firmam à sombra do comportamento dos indivíduos. econômico etc). IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” 171. professores. as crenças. ( ) tem seu verdadeiro sentido quando associada à realidade sobrenatural e divina. assim. Unifor-CE De acordo com o texto: a) a educação integral do indivíduo está condicionada a diversas influências. as angústias do homem. ( ) deve ser desvinculada de envolvimentos com a realidade social. mas encontrase condicionado a certos aspectos particulares da transmissão realizada pelos grupos de que faz parte. representando bem uma arte engajada. ( ) uma linguagem referencial. U. 172. d) a transmissão da cultura é dever de qualquer educador. Unifor-CE Este texto: a) valoriza a aprendizagem ligada à educação.Interpretação de texto II Avançar . ( ) deve estar isenta da preocupação com a passagem do tempo. Salvador-BA De acordo com o ideal de vida do sujeito poético.

Lasar. Ao visitante dos museus é transmitida a noção de que nesse local carregado de responsabilidade o melhor a ser feito é observar ‘muito respeito’. mas o aumento da população e a melhoria do nível de vida. Essas razões levaram à ‘transição demográfica’ que se iniciou há mais de um século na Europa e estabilizou a taxa populacional nas nações mais ricas. que levaria ao planejamento familiar. ‘pouca conversa’ e lembrar que ‘esse é um lugar de contemplação’. 1988. reduzindo suas oportunidades de obter melhor educação. como a mortalidade infantil. Texto para as questões de 175 a 178: “Lasar Segall: um museu de portas abertas É bem provável que grande parte dos freqüentadores de museus no Brasil não procure voluntariamente essa instituição artístico-cultural. parece estar levando a melhor.Texto para as questões de 173 e 174: “A tecnologia pode fazer muito para atenuar os problemas decorrentes da poluição. era muito grande. em que a economia se baseia especialmente na agricultura. José. então. 1/1/2000. melhor educação e melhores expectativas de sobrevivência. sobretudo nas grandes cidades.” Trecho adaptado de GOLDEMBERG. b) a explosão populacional. os agrava e. as visitas a museus. no Brasil. um dos resultados decorrentes do uso da tecnologia tem sido: a) o aumento da exploração da mão-de-obra infantil nas zonas rurais. parecem estar invariavelmente associadas a trabalhos e obrigações escolares. a demanda por muitos filhos diminui e a ênfase passa a ser melhor qualidade de vida para eles. combustível para cozinhar ou para aquecimento — utilizam o trabalho das crianças. só que nesse caso esse conjunto de normas várias vai contribuir decisivamente para estabelecer preconceitos em relação à obra de arte que dificilmente serão eliminados. Contudo. c) o controle da população nas regiões mais desenvolvidas do planeta. p. Unifor-CE De acordo com o texto. e) a falta de conhecimento que atinge as zonas rurais dificulta o progresso da agricultura. É compreensível. na medida em que limita o uso da tecnologia.Interpretação de texto II Avançar . mesmo em alguns países mais adiantados. Fatores culturais são também importantes. Unifor-CE Conclui-se do texto que: a) a agricultura sempre exigiu e continua exigindo mão-de-obra numerosa. tornando-as mão-de-obra desejável. Atitude semelhante à que se tem numa igreja.” SEGALL. no passado. A razão pela qual a população nas sociedades rurais primitivas aumenta — o que ocorreu até recentemente. c) a prática de uma agricultura mecanizada tem como conseqüência o aumento da mãode-obra avulsa. África e América Latina. 74 173. Além disso exigem das mulheres um esforço desnecessariamente grande. porque certas tarefas essenciais para a sobrevivência — tais como obter água potável. em excursões ‘protegidas’ por uma escolta de professores e funcionários em missão obrigatória. Movimento n. em vários países. d) o controle da população mundial baseia-se numa educação mais ampla e no uso da tecnologia nas tarefas cotidianas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Ao contrário. Um museu de portas abertas. ter muitos filhos era uma garantia para o futuro. O Estado de S. 31-2. À medida que as sociedades se tornam mais ricas. até o momento. b) os idosos recebem mais apoio familiar em zonas rurais. nos vários continentes. o resto dessa disposição vai ser pulverizado por todo um aparato que sugere quais devem ser as atitudes e comportamentos adequados ao ambiente. Um número menor de filhos significa maior cuidado com cada um. principalmente. d) a participação maior e mais efetiva das mulheres nas tarefas rotineiras da família. que nessas circunstâncias reste pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus. 174. o uso de máquinas na agricultura reduz a necessidade de mão-de-obra. especialmente nas grandes cidades. sem ocupação fixa. e) o desenvolvimento acelerado de todas as regiões do globo. e ainda ocorre em algumas regiões — é bem compreendida: nas zonas rurais muitos filhos são a garantia de mais braços para ajudar na agricultura e uma forma de apoio aos velhos quando não puderem mais trabalhar. a transição demográfica ainda não atingiu boa parte da Ásia. Paulo. por conseguinte. 3. Contudo. o que vai salvar a humanidade da bomba populacional é o efeito que o uso de melhores tecnologias tem no próprio aumento populacional.

b) II. e) pela impressão de se sentir como se estivesse numa igreja. d) pelo cunho de obrigatoriedade de que se revestem as visitas aos museus. Professores e funcionários representam a classe que freqüenta de maneira regular e voluntária os museus. 75 177. e) II e III. GABARITO 178. II. Unifor-CE O texto: a) prova que o acervo dos museus reúne condições insatisfatórias para atrair a atenção dos visitantes.Interpretação de texto II Avançar . Não há espontaneidade de iniciativa em relação a visitas a museus no Brasil. “pouca conversa”. d) eliminar qualquer tomada de posição do narrador. Unifor-CE I. e) encara o museu como elemento mistificador da criação artística. c) III. como instituição artísticocultural. no Brasil. está correto o que se afirma SOMENTE em: a) I. pelos órgãos governamentais. b) pelo fato de ser o museu um “lugar de contemplação”. c) define os museus no Brasil como instituições artístico-culturais desprovidas do apoio dos governantes. III. b) caracteriza as circunstâncias que. Unifor-CE A pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus explica-se: a) pela abundância de preconceitos em relação ao valor da obra de arte. vêm sendo pouco prestigiados. mais comumente levam aos museus seus freqüentadores habituais. “esse é um lugar de contemplação” estão empregadas para: a) distinguir a citação do resto do contexto. c) acentuar o valor significativo das expressões no contexto. Unifor-CE As aspas em “muito respeito”.175. b) realçar ironicamente as metáforas. d) I e III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A respeito dos enunciados acima. c) pelo excesso de tarefas impostas a partir de visitas aos museus. no Brasil. Os museus. d) condena os preconceitos ligados ao acervo artístico-cultural dos museus. e) fazer sobressair expressões pouco usuais. 176.

superior à própria vida e à morte. completo e confortável corpo. olhando um para o outro. 76 d) Para o autor.” ASSIS. à esquerda. Carlos Drummond de Andrade: poesia e prosa. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. a poesia não deve limitar-se a uma temática voltada para os simples acontecimentos da vida.179. In: Obra Completa. não aquece nem ilumina. Diante dela. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. Aguiar estava encostado ao portal direito. D. os aniversários. Fui a pé. intensamente elaborado. à entrada do saguão. Ao transpor a porta para a rua. Texto para a questão 180: “Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. As afinidades. c) desgosto e censura.Interpretação de texto II Avançar . Consolava-os a saudade de si mesmos. a poesia ultrapassa os limites do corpo e da própria vida cotidiana. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma leitura correta do poema “Procura da poesia”. Memorial de Aires. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a vida é um sol estático. Rio de Janeiro: Aguilar. d) velado humorismo. GABARITO 180. dei com os dois velhos sentados.” ANDRADE. Não há criação nem morte perante a poesia. preocupado em exaltar os mais nobres sentimentos humanos. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. 1989. tinha os braços cruzados à cinta. em seu discurso metalingüístico. U. Ao fundo. e) O poeta. esse excelente. trata da essência da própria poesia. de Carlos Drummond de Andrade: a) O autor defende um lirismo subjetivo. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. Carlos Drummond de. Não faças poesia com o corpo. Viçosa-MG Leia atentamente os seguintes versos: “Não faças versos sobre os acontecimentos. b) Segundo o poeta. Machado. ‘Lá estão eles’. 1992. disse comigo. UFR-RJ No texto o narrador descreve o quadro formado pelo casal de velhos com: a) impaciente ironia. e) ceticismo e desesperança. p. b) suavidade e melancolia. com as mãos sobre os joelhos. achei aberta a porta do jardim. c) O autor defende a transcendência da poesia. os incidentes pessoais não contam. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. tão infenso à efusão lírica. F. 95s. entrei e parei logo. Carmo.

São Paulo. um herói — ou heroína — sem nenhum caráter. nem na senzala e se aproxima de Macunaíma por sua indefinição na escala de valores culturais. Por isso mesmo. É também macunaímico. b) O brasileiro de Guimarães Rosa se opõe ao de Freyre por não ter lugar nem na casagrande. ou sem nenhum caráter — como queria o próprio Mário de Andrade.” CONY. o produto daquilo que Gilberto Freyre chamou de casa-grande e senzala. 12. embora as circunstâncias mudem e nós mudemos com elas. Carlos Heitor. mas o homem é causa e efeito do verbo. 77 181. 21/04/2000. De um lado. Concordo com todas as opiniões emitidas e com as minhas em primeiríssimo lugar. citemos a Capitu menina — e teremos como sempre a intervençao soberana de Machado de Assis. herói sem nenhuma definição. o personagem rosiano tem a ver com o homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade. UFF-RJ Assinale a opção que apresenta a afirmativa adequada sobre a relação entre o brasileiro de Guimarães Rosa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o homem miscigenado. mas foi a que me veio na hora — e acho que fui entendido. Tenho para mim que há dois referenciais literários para nos definir. Ou seja. pois sem definição catalogada na escala de valores culturais oriundos de sua formação racial. a) O homem de Guimarães Rosa. De outro. criando a sua própria vereda mas sem esquecer o ressentimento social do qual se afastou e contra o qual procura lutar. É um refugo consciente da casa-grande e da senzala. Nem por acaso um dos personagens mais importantes do mundo de Rosa é uma mulher que se faz passar por jagunço. por ser sobretudo uma criação verbal. e uma antítese do brasileiro de Mário de Andrade. de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade explicitada no texto I. o Macunaíma.Texto para a questão 181: “Acompanho com assombro o que andam dizendo sobre os primeiros 500 anos do brasileiro. Retomando a imagem literária. o opositor de uma e de outra. p. apesar do ressentimento social que o caracteriza. por ser um refugo da casa-grande e da senzala. Fomos e seremos assim. Tomando Gilberto Freyre como a linha vertical e Mário de Andrade como a linha horizontal de um ângulo reto. e) O brasileiro de Guimarães Rosa se aproxima do de Freyre por sua exclusão social e se distancia de Macunaíma por não ter definição na escala de valores culturais. c) O homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade não apresenta nenhuma oposição à concepção do brasileiro de Guimarães Rosa. tomou sua própria vereda. GABARITO d) O homem de Guimarães Rosa. A imagem geométrica pode ser forçada. torna-se um refugo da casa-grande e da senzala. Um rapaz da platéia me perguntou onde ficaria o homem de Guimarães Rosa — outra coordenada que nos ajuda a definir o brasileiro. 5º Caderno.Interpretação de texto II Avançar . Folha Ilustrada. teríamos Guimarães Rosa como a hipotenusa fechando o triângulo. Evidente que o universo de Rosa é sobretudo verbal. potente e tendendo a ser feliz. em nossa essência. afastando-se do convívio social apontado por Gilberto Freyre e Mário de Andrade.

c) “crianças de diferentes idades”. Desde o início da semana. Verifica-se um exemplo de metonímia no seguinte fragmento da reportagem: a) “… apresenta danças e ritos. expressão ligada ao nome “Brasil”. As atividades incluem encontros com integrantes de tribos variadas. a expressão sublinhada mantém com o termo núcleo — “comemorações” — a mesma relação sintática verificada em: a) “uma invasão de terra”. flechas…” b) “… expõem a cultura indígena. organizado pela Cineduc: Cinema e Educação. nem sempre verdadeiro. debates e uma exposição com trabalhos do fotógrafo Sebastião Salgado e textos do poeta Thiago de Mello. d) “500 anos”. contesta a prioridade dada à chegada do colonizador para a constituição do Brasil. da tribo fulni-ô. revela que um discurso oficial. E está dando ao índio lugar de destaque na festa. UERJ O subtítulo do texto — “Histórias de um Brasil com mais de 500 anos” — é construído de modo a anunciar o caráter alternativo e mesmo crítico do evento que será comentado. mostra arcos. ele fala para mais crianças e adultos. apresenta danças e ritos. referindo-se ao nome “Brasil”. uma programação alternativa está deixando de lado a caravela para se embrenhar no Brasil de antes de Cabral. 184. que abandonou a aldeia ainda menino após uma invasão de terra em que perdeu vários parentes. mas de maneira muito romântica. UERJ Na construção “comemorações dos 500 anos”. UERJ A linguagem figurada. Do massacre nasceu o desejo de falar aos pequenos homens brancos — os ‘filhos da elite’. crianças de diferentes idades vêm aprendendo história e deixando preconceitos de lado com a ajuda de Thini-á — um índio de 29 anos. coordenador do projeto. até expõem a cultura indígena. Agora. mas de maneira muito romântica…” c) “… uma programação alternativa está deixando de lado a caravela…” d) “… e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue…” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . diz Ricardo Paes. de certa forma. Essa atividade pretende desmistificar isso e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue e se torne corriqueiro’. ‘As comemorações dos 500 anos. encontra-se também em outros tipos de texto. conhecida característica de textos literários. no plural. indica a necessidade de uma reflexão mais cuidadosa acerca de alguns dos marcos históricos do país. como dizia — e impedir conflitos futuros. como centro dos 500 Anos de Resistência das Populações Indígenas no Brasil.Interpretação de texto II Avançar .Texto para as questões 182 a 184: “A estrela é o índio Histórias de um Brasil com mais de 500 anos 78 Na contramão do vento que move as comemorações dos 500 anos. GABARITO 182. (…)” SÁ. c) “mais de”. no foyer do Centro Cultural Banco do Brasil. O emprego da palavra ou expressão com essa finalidade está corretamente justificado em: a) “Histórias”. Fala das tribos e da memória de seus ancestrais. demonstra que a indefinida identidade social do país é formada pelo encontro de três raças. predomina na sociedade. 22/03/2000. b) “um”. 183. flechas e seduz o público com a fala mansa e um ótimo humor. de Pernambuco. b) “Brasil de antes de Cabral”. Há três anos Thini-á percorre escolas do Rio (…). Fátima. mostra arcos. Veja. d) “deixando preconceitos de lado”. antecedendo a expressão “500 anos”.

um vidro. vê apenas a handycam2 que mascara o seu rosto. Se a televisão é a arena da história contemporânea. O turista é um apressado. Depois. escancarando em público o vazio em que existimos. a televisão é humanizada. pois quem poderia vivê-lo se ocupou em gravá-lo (ou em posar para a gravação).Texto para as questões 185 e 186: “À televisão Teu boletim meteorológico me diz aqui e agora se chove ou se faz sol. São as imagens do espetáculo que não foi vivido. ele apenas grava imagens. PAES. esporte — me dás tudo.Interpretação de texto II Avançar . jamais terá tempo de rever o que filmou. como quem ainda tem uma longa lista a cumprir. P. que o poupa de estar exposto ao destino. uma câmara. sexo. os alunos aprenderam a se apresentar para filmadoras e não mais para pais e mães. a criança já não enxerga o sorriso de orgulho ou de apreensão na face do pai. Ali jaz a vida que poderia ter sido. tudo. 03/12/1996. que vive. a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. Eugênio. Para que ir lá fora? A comida suculenta que pões à minha frente como-a toda com os olhos. J. claro.” BUCCI. Guerra. Protegido por sua máscara eletrônica. Prosas seguidas de odes mínimas. Vou pregar minha porta: já não preciso do mundo. as câmaras de vídeo domésticas se tornaram o olhar autorizado da intimidade familiar (e de outras intimidades nem tão familiares assim). o estranho fenômeno se generaliza. as retinas das testemunhas foram substituídas pela camcorder1 do sujeito de terno gasto que grava o enlace andando de um lado para o outro (o distinto padre pode dar licença. Cônscia de sua relevância mística. Nos dramalhões que encenas há tamanho poder de vida que eu próprio nem me canso em viver. guardando imagens sem nexo. De bom grado. assumindo o papel de interlocutor do eu poético. 1 2 IMPRIMIR GABARITO camcorder – filmadora handycam – filmadora de mão Voltar Língua Portuguesa . mas esta também logo se perderá numa estante empoeirada. por favor?). e normalmente muito rápido. Identifique o elemento lingüístico que melhor caracteriza essa humanização e transcreva um verso em que ele apareça. Texto para as questões 187 e 188: “O Império das Lentes Nas cerimônias de casamento. 79 185. Nas festas de escolas primárias. pois entre ele e o turista havia um muro transparente. São Paulo: Companhia das Letras. Sob o foco automático. ele substitui a própria memória pela fita magnética. 1992. O viajante já não é aquele que contempla o desconhecido. UERJ Indique o tema geral do poema e explique como ele é abordado criticamente por José Paulo Paes. Continuará com pressa. Nas férias. Ali jaz o desejo que não se satisfez. UERJ No poema. enfim. Veja. que se reserva a chance do inesperado. 186. essa engenhoca que reina soberana no espaço exíguo que separa o homem de si mesmo. Aposentei os dentes.

187. UERJ Cônscia de sua relevância mística, a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. No trecho citado, o autor emprega a ironia para intensificar sua crítica à situação descrita. Explique como esse recurso de linguagem intensifica a referida crítica.

188. UERJ Ali jaz a vida que poderia ter sido. Esta sentença, no primeiro momento, parece uma contradição. Identifique, em uma frase completa, essa contradição aparente.

Texto para a questão 189:
“Poética I Que é a Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. Um homem que tem fome como qualquer outro homem.”
RICARDO, Cassiano. Jeremias Sem-Chorar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1964.

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189. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento:

GABARITO

a) “Como varia o vento – o céu – o dia, / Como estrelas e nuvens e mulheres, / Pela regra geral de todos seres, / Minha lira também seus tons varia, / e sem fazer esforço ou maravilha.” (Álvares de Azevedo) b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.” (João Cabral de Melo Neto) c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si, porque foram compostas em épocas diversas — debaixo de céu diverso — e sob a influência de impressões momentâneas.” (Gonçalves Dias) d) “Um dia (…) tive saudades da casa paterna e chorei. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida, que intitulei — Às Ave-Maria: — a saudade havia sido a minha primeira musa.” (Casimiro de Abreu)

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Texto para as questões 190 a 193:
“No Brasil das últimas décadas, a miséria teve diversas caras. Houve um tempo em que, romântica, ela batia à nossa porta. Pedia-nos um prato de comida. Algumas vezes, suplicava por uma roupinha velha. Conhecíamos os nossos mendigos. Cabiam nos dedos de uma das mãos. Eram parte da vizinhança. Ao alimentá-los e vesti-los, aliviávamos nossas consciências. Dormíamos o sono dos justos. A urbanização do Brasil deu à miséria certa impessoalidade. Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. Algo para ser visto pela janelinha do carro, ora esparramada sobre a calçada, ora refugiada sob o viaduto. A modernidade trouxe novas formas de contato com a riqueza. Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro. Os semáforos ganharam uma inesperada função social. Passamos a exercitar nossa infinita bondade pingando esmolas em mãos rotas. Continuávamos de bem com nossos travesseiros. Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. Aos poucos, foi perdendo a docilidade. A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. Os telejornais passaram a despejar violência sobre o tapete da sala, aos pés de nossos sofás. Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. Tão simples quanto virar uma torneira ou acionar o interruptor, bastava apertar o botão da TV. Embora violenta, a miséria ainda nos excluía. Súbito, a miséria cansou de esmolar. Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. A miséria não bate mais à nossa porta; invade. Não estende a mão diante do vidro do carro; arranca os relógios dos braços distraídos. Acuada, a cidade passou de opressora a vítima dos morros. No Brasil de hoje, a riqueza é refém da miséria. A constituição do perfil da miséria no Brasil está diretamente relacionada com a crescente modernização do país.”

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190. UFMG A partir da leitura desse texto, é CORRETO afirmar que ele tem por objetivo a) criticar a ação governamental no trato com a miséria. b) defender práticas de maior justiça social. c) denunciar a culpa sentida pelas classes privilegiadas. d) mostrar a evolução da situação de miséria no Brasil. 191. UFMG “Embora violenta, a miséria ainda nos excluía.” Essa frase é uma síntese de todas as seguintes passagens do texto, EXCETO a) A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. b) Continuávamos de bem com nossos travesseiros. c) Dormíamos o sono dos justos. d) Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. 192. UFMG O último parágrafo do texto tem todas as seguintes funções, EXCETO a) Ampliar o desenvolvimento das idéias. b) Reafirmar as idéias da introdução. c) Rearticular o parágrafo introdutório. d) Reorganizar as idéias desenvolvidas no texto. 193. UFMG De acordo com o texto, a miséria no Brasil assume uma posição crescentemente agressiva. Todas as seguintes passagens do texto comprovam essa afirmação, EXCETO a) Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. b) Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. c) Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. d) Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro.

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Texto para as questões 194 a 197:
“Troca de e-mails
THE NEW YORK TIMES

Seguem abaixo trechos das mensagens de e-mail trocadas na terça-feira e ontem entre o VicePresidente Al Gore e o Governador George W. Bush, do Texas: Do: Sr. Gore Para: Sr. Bush Assunto: Campanha eleitoral Congratulações por sua indicação partidária. Penso que as vitórias mútuas desta noite nos proporcionam uma chance rara para a mudança no modo de se conduzir campanhas eleitorais e de se restabelecer a confiança dos eleitores em nosso processo eleitoral. Assim sendo, eu o desafio a aceitar minha proposta de que nós dois rejeitemos o uso do chamado ‘dinheiro fácil’ na veiculação de propaganda eleitoral. Eu darei o primeiro passo pedindo ao Comitê Nacional Democrático para não veicular nenhuma propaganda eleitoral não regulamentada através do uso de verbas de procedência ignorada, a menos que o Partido Republicano passe a agir nesse sentido. Portanto, está nas mãos do senhor e de seu partido o início eventual de uma guerra acirrada de propaganda; o senhor tem o poder de unir-se a mim na proibição do ‘dinheiro fácil’. Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar a política para sempre.

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Do: Sr. Bush Para: Sr. Gore Assunto: Re: Campanha eleitoral Obrigado por seu e-mail e seus cumprimentos. Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões importantes do nosso tempo — a reforma educacional, a modernização de nossas forças armadas e o resgate de padrões de qualidade no nosso governo. O senhor e eu fizemos várias propostas de reforma de financiamento de campanha. Mas antes de debatermos estas mudanças, é importante que os americanos saibam se as leis de financiamento de campanha atuais foram obedecidas. Assim sendo, eu o desafio a esclarecer acusações graves. Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca e ao Departamento de Justiça para a liberação de todos os registros e fotos relativos à investigaçao sobre abusos no financiamento da sua própria campanha. Em seu e-mail, o senhor falou em restabelecer “a confiança em nosso processo eleitoral”. E isso é o ponto central da questão. São necessárias novas leis de financiamento de campanha. O que é até mesmo mais importante é o dever dos funcionários públicos de obedecer às leis existentes, e eu receio que seu próprio histórico não inspire confiança. Agradeço seu e-mail. Esta sua Internet é uma invenção maravilhosa.”
Traduzido do New York Times on-line, 16/03/2000.

GABARITO

194. UERJ O vice-presidente Gore propõe em seu e-mail uma rejeição, de parte a parte, do chamado “dinheiro fácil”, usado de maneira não regulamentada na veiculação de propagandas eleitorais. O tom da mensagem-réplica do governador Bush reflete basicamente as seguintes atitudes: a) crítica e desconfiança pela indicação do democrata Gore à sucessão presidencial. b) animosidade e distanciamento do processo de moralização da campanha eleitoral. c) ceticismo e ironia no tocante à seriedade das palavras e intenções de seu oponente. d) ressentimento e desdém quanto às instruções dadas por Gore ao Comitê Democrático. 195. UERJ O discurso político é marcado por estratégias de distanciamento que ressaltam a autoridade do locutor, e por traços de solidariedade que buscam o envolvimento dos interlocutores. Tais procedimentos retóricos são verificados em: a) “Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca…” b) “Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar…” c) “Eu darei o primeiro passo, pedindo ao Comitê Nacional Democrático…” d) “Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões…”

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196. UERJ A mensagem-desafio de Al Gore tem como destinatário o seu adversário político, mas é possível interpretar que ela tenha sido tornada pública propositalmente. Considerando o conteúdo da mensagem e o seu contexto, a melhor explicação para que Al Gore tenha desejado torná-la pública é: a) provocar uma declaração desastrada de George Bush. b) contribuir para a moralização da política através da Internet. c) acusar seu adversário do uso de dinheiro ilícito na campanha. d) convencer o eleitor do caráter desonesto do outro candidato. Texto para as questões de 197 a 200:
“A revolução digital Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro. Disse ‘pareciam’, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação. Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde. O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose. Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons. A mudança conduz a veredas ainda inexploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita. E isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma. Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos devãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de idéias que gera novos textos. A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente arriscar textos próprios. Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: ‘Mando-te uma carta qualquer dia desses’. Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla ‘enter’.”
SOUZA, Josias de. A revolução digital. In: Folha de São Paulo, São Paulo, 6 de maio de 1996. Caderno Brasil, p. 2.

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197. UFMG Observe as expressões destacadas nestas frases: … falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro… … vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação CORRETA dessas três expressões, na ordem em que aparecem nas frases acima. a) apesar de ser falada / apesar de ser impressa / se estivesse vivo. b) quando é falada / quando é impressa/ se estivesse vivo. c) porque é falada / porque é impressa / ainda que estivesse vivo. d) se é falada / se é impressa / ainda que estivesse vivo. 198. UFMG Com base na leitura feita, é CORRETO afirmar que o objetivo do texto é a) defender a parceria entre o papel e o texto como uma história de êxitos. b) discutir as implicações da era digital no uso da escrita. c) descrever as vantagens e desvantagens da Internet na atualidade. d) narrar a história do papel e do texto desde a antigüidade.

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199. UFMG Considerando a argumentação do autor quanto à relação entre palavra falada e palavra escrita, é CORRETO afirmar que, a) na comunicação interpessoal, a palavra falada pode emocionar, sensibilizar, convencer, fazer pensar e, com isso, suscitar um grande movimento de idéias e valores. b) no processo social de divulgação de conhecimentos, a palavra falada, associada à escrita, exerce um papel fundamental na educação e na formação de opiniões. c) na produção cultural de ciência e arte, a palavra escrita tem função marcante, porque sua permanência material independe da memória humana e sua circulação instiga a reflexão. d) no processo social de produção e circulação de crenças, a palavra escrita, ao lado da falada, tem papel significativo no desenvolvimento da espiritualidade. 200. UFMG Considerando os procedimentos lingüísticos de articulação entre o primeiro parágrafo e os outros parágrafos do texto, é INCORRETO afirmar que a) o segundo, o terceiro e o quarto parágrafos se articulam com o primeiro pelo emprego linear do tempo cronológico. b) o terceiro parágrafo está articulado com o primeiro pelo uso de palavras que explicitam significados presentes no primeiro. c) o segundo parágrafo está articulado com o primeiro pelo emprego de palavra que se repetem. d) o quarto parágrafo se articula com o primeiro pelo uso de frase que explicita uma idéia sugerida no primeiro. Texto para a questão 201:
“O idioma, vivo ou morto? O grande problema da língua pátria é que ela é viva e se renova a cada dia. Problema não para a própria língua, mas para os puristas, aqueles que fiscalizam o uso e o desuso do idioma. Quando Chico Buarque de Hollanda criou na letra de ‘Pedro Pedreiro’ o neologismo ‘penseiro’, teve gente que chiou. Afinal, que palavra é essa? Não demorou muito, o Aurélio definiu a nova palavra no seu dicionário. Isso mostra o vigor da língua portuguesa. Nas próximas edições dos melhores dicionários, não duvidem: provavelmente virá pelo menos uma definição para a expressão ‘segura o tcham’. Enfim, as gírias e expressões populares, por mais erradas ou absurdas que possam parecer, ajudam a manter a atualidade dos idiomas que se prezam. O papel de renovar e atualizar a língua cabe muito mais aos poetas e ao povo do que propriamente aos gramáticos e dicionaristas de plantão. Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o ‘erro’ propriamente dito e a renovação. O poeta é, portanto, aquele que provoca as grandes mudanças na língua. Pena que o Brasil seja um país de analfabetos. E deve-se entender como tal não apenas aqueles 60 milhões de ‘desletrados’ que o censo identifica, mas também aqueles que, mesmo sabendo o abecedário, raramente fazem uso desse conhecimento. Por isso, é comum ver nas placas a expressão ‘vendese à praso’, em vez de ‘vende-se a prazo’; ou ‘meio-dia e meio’, em vez de como é mesmo? O português de Portugal nunca será como o nosso. No Brasil, o idioma foi enriquecido por expressões de origem indígena e pelas contribuições dos negros, europeus e orientais que para cá vieram. Mesmo que documentalmente se utilize a mesma língua, no dia-a-dia o idioma falado aqui nunca será completamente igual ao que se fala em Angola ou Macau, por exemplo. Voltando à questão inicial, não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. Os intelectuais também o fazem, por querer ou por mera ignorância. E também nós outros, jornalistas, afinal, herrar é umano, ops, errare humanum est. Ou será oeste?”
SANTOS, Jorge Fernando dos. Estado de Minas, Belo Horizonte, 10 jun. 1996. (Texto adaptado)

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GABARITO

201. UFMG Em todas as seguintes passagens, o autor deixa transparecer idéias que ele mesmo considera puristas, EXCETO em a) Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o “erro” propriamente dito e a renovação. b) … não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. c) Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. d) Pena que o Brasil seja um país de analfabetos, […] Por isso, é comum ver nas placas a expressão “vende-se à praso”…

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Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

Avançar

Texto para as questões 202 e 203:
“Amor A verdade é que devemos tudo aos amores infelizes, aos amores que não dão certo. A poesia se faz antes ou depois do amor, ninguém jamais fez um bom poema durante um amor feliz. Pois se o amor está tão bom, pra que interrompê-lo? O amor feliz não é assunto de poesia. Literatura é quando o amor ainda não veio ou quando já acabou, literatura durante é mentira. Ou ela é empolgação ou é remorso, revolta, saudade, tédio, divagação desesperada — enfim, tudo que dá bom texto. Desconfie de quem explica um estado de exaltação criativa dizendo que está amando. Algo deve estar errado. — Você está amando, mas ela não está correspondendo, é isso? — Não, não. Ela também me ama. É maravilhoso. — É maravilhoso, mas você sabe que não pode durar, é isso? Seu poema é sobre a transitoriedade de todas as coisas, sobre o efêmero, sobre o fim inevitável da felicidade num mundo em que… — Não! É sobre a felicidade sem fim! — Não pode ser. — Mas é. Acabei o poema e vou fazer uma canção. Depois, talvez, uma cantata. E estou pensando num romance. Tudo inspirado no nosso amor. Não posso parar de criar. Estou transbordando de amor e idéia. Crio dia e noite. — E a mulher amada? — Quem? Ah, ela. Bom, ela sabe que a atenção que não lhe dou, dou ao nosso amor perfeito. Está explicado. Ele não canta a amada ou seu amor. Está fascinado por ele mesmo, amando. E o poema certamente é ruim. Porque o amor, para ser de verdade, tem de emburrecer. Só devem lhe ocorrer bobagens para dizer ou escrever durante um caso de amor. Ou é kitch, de mau gosto, piegas ou copiado, ou não é amor. Qualquer sinal de originalidade pode até ser suspeito. — Esses seus versos para mim… Estão ótimos. — Obrigado. — Essas juras de amor, essas rimas, essa métrica… De onde você tirou tudo isso? — Eu mesmo inventei. Pensando em você. — Seu falso! — O quê? — Só deixando de pensar em mim por algumas horas você faria uma coisa assim pensando em mim. Só tomando distância, escrevendo e reescrevendo, raciocinando e burilando, você faria isto. Um verso plagiado do Vinícius eu entenderia. Um verso original, e bom desse jeito é traição. Só não sendo sincero você seria tão inteligente! — Mas… — Não fale mais comigo. Pronto. O amor acabou, agora você pode ser criativo sem remorso. Você está infeliz, mas console-se. Pense em como isso melhorará o seu estilo.”
Adap.: VERÍSSIMO, Luís Fernando. O Estado de São Paulo: 25/07/1999.

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GABARITO

202. UFR-RJ A partir da leitura do texto, depreende-se que a) os textos literários cujo tema é o amor tratam de um sentimento utópico. b) os poemas feitos nos momentos de amor são criativos e interessantes. c) fazer poemas sobre o amor exige um afastamento da relação amorosa. d) só a reciprocidade no relacionamento amoroso enseja um bom tex