LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I FUNÇÕES DA LINGUAGEM E LINGUAGEM FIGURADA VOCABULÁRIO FONOLOGIA, ACENTUAÇÃO, ORTOGRAFIA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS ARTIGOS, SUBSTANTIVOS, ADJETIVOS VERBOS E ADVÉRBIOS PRONOMES INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II FIGURAS DE LINGUAGEM PERÍODOS SIMPLES E COMPOSTO PONTUAÇÃO CONCORDÂNCIA E REGÊNCIA CRASE FUNÇÕES DE “QUE” E “SE”

NOÇÕES DE LITERATURA LITERATURA NO PERÍODO COLONIAL HUMANISMO, QUINHENTISMO, BARROCO E ARCADISMO ROMANTISMO CLASSICISMO

REALISMO/ NATURALISMO PARNASIANISMO/ SIMBOLISMO

PRÉ-MODERNISMO/ MODERNISMO

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LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I
1. U. Católica de Brasília-DF Assinale V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A figura ao lado trata-se de uma charge, cujo tema versa sempre sobre algum acontecimento que já foi veiculado na mídia. Dessa forma a charge não é responsável por uma nova notícia, mas é uma releitura de uma notícia ou de um fato. ( ) Observando os elementos que compõe a charge, é correto afirmar que ela se refere a alguma notícia sobre aviação. Isso é comprovado pelos elementos icônicos, pois nenhum elemento verbal faz referência à aviação. ( ) O verbo ter, utilizado na fala do passageiro, poderia ser substituído pelo verbo haver, o que configuraria o uso do nível formal da linguagem. ( ) A opção de reserva de um lugar na caixa-preta, que em caso de sinistro com a aeronave, é um instrumento que pode ajudar a identificar as causas, é a responsável pelo humor na charge e, ao mesmo tempo, permite inferir que a charge foi feita depois de algum desastre aéreo. ( ) As palavras “algum”, “vago” e “caixa-preta” são respectivamente, adjetivo, advérbio, adjetivo e substantivo. ( ) Caixa-preta, sob o ponto de vista de sua estrutura, contém dois radicais, por isso, quanto ao processo de formação, é considerada uma palavra derivada. 2. Analise a charge que segue, publicada na revista Veja, de 07. jun. 2000.

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GABARITO

A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) nos desenhos humorísticos, a caricatura é uma representação gráfica de uma pessoa ou situação que explora aspectos ridículos ou grotescos. ( ) a legenda, texto curto que, às vezes, acompanha o desenho, tem a finalidade de determinar para o leitor o sentido da charge. ( ) o cartunista interpreta uma idéia presente no imaginário do torcedor brasileiro: os técnicos de futebol, quando cometem erros, são chamados de burros. ( ) a frase “O técnico Wanderley Luxemburgo examina as condições do gramado” funciona de modo redundante, visto que repete o significado contido no desenho.

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3. Uneb-BA

O equilíbrio da pressão nas membranas celulares dos tecidos nervosos, sem variação nos níveis de sódio e potássio, provoca impulsos que vão do córtex cerebral até o sistema nervoso central, confirmando uma sensação agradável e sem grandes alterações. De tão relaxado, você pode até tirar um cochilo.

“O Humanismo Lírico de Guignard”. Um dos maiores pintores do modernismo brasileiro.

Folha Ilustrada. Folha de São Paulo, 14 de julho 2000, p. 34.

No texto do convite para ver a exposição de Guignard, no MASP, passa-se a idéia de que: a) ver Guignard é ter uma aula de como funciona o sistema nervoso humano; b) a emoção provocada pela arte nem sempre pode ser traduzida com palavras; c) a arte causa, no homem, uma sensação de leveza tal, que o adormece para a realidade; d) o sentimento gerado pela obra de arte lírica é constante e equilibrado em cada ser humano; e) o humanismo lírico de Guignard está na sua capacidade de associar a arte ao equilíbrio das sensações humanas. 4. UFPE Observe os quadrinhos abaixo e responda à questão.

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GABARITO

Ziraldo. O Menino Maluquinho.

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Assinale a alternativa em que se faz um comentário inaceitável com relação aos quadrinhos de Ziraldo. a) O menino tinha idéia clara acerca da finalidade apelativa do seu texto. b) Os termos do cartaz reproduzem a sintaxe típica desse gênero de texto. c) O menino demonstra inabilidade para ajustar-se às exigências de textos publicitários. d) As incorreções gramaticais do segundo quadro vão da ortografia à sintaxe. e) Os erros do cartaz constituíram uma estratégia para atrair possíveis consumidores.

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Em exposição até 13/8, das 11 às 18h. Av. Paulista, 1578 Informações: www.zip.net/guignard

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5. Univali-SC A leitura dos quadrinhos abaixo remete-nos à seguinte conclusão: HUMOR EM TIRAS

Márcio Kühner

a) Os ditados não estão sempre certos. d) Devemos rir dos nossos percalços. b) Errar é fundamental para crescer. e) É preciso sempre acertar. c) Tirar o proveito de todas as situações. 6. PUC-RS Instrução: Responder às questões 2 e 3 com base no texto abaixo.

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Considerando as atitudes e falas dos personagens, é correto concluir que: a) a mãe já sabia que Calvin havia decidido não ir mais à escola, como se depreende da expressão “Sei”, no primeiro quadrinho; b) a mãe de Calvin, indecisa sobre o que fazer com o filho, viu-se obrigada a consultar o pai; c) Haroldo, o tigre presente no último quadrinho, demonstra apoio incondicional à atitude do menino, pelo fato de estar disposto a acompanhá-lo à escola; d) não havendo outra saída, foi necessário usar a força física para mandar Calvin à escola, como se depreende da expressão “esmagar”, do último quadrinho; e) as expressões “os pais” e “uma criança”, no último quadrinho, indicam que Calvin generalizou a conclusão a que chegou. 7. PUC-RS Instrução: Responder à questão 3 com base nas idéias abaixo, que completam a frase sublinhada. Pela leitura da tira, é correto afirmar que Calvin: 1. Demonstra temer uma vida adulta em meio à poluição. 2. Usa sua fantasia para tentar convencer sua mãe do acerto de sua decisão. 3. Considera-se injustiçado pelos pais. 4. Conclui que seu projeto para o futuro foi rejeitado por ser ambicioso. As idéias que complementam adequadamente a frase sublinhada, de acordo com o sentido da tira, estão na alternativa: a) 1 e 2. b) 1, 2 e 3. c) 2 e 3. d) 2, 3 e 4. e) 3 e 4.

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GABARITO

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8. U.F. Goiânia-GO Leia as tiras do cartunista Angeli, publicadas no caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, em 29. jul. 1999. Depois assinale V, para os itens verdadeiros, e F para os falsos.

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Sansão e Dalila são personagens do universo gráfico de Angeli. Eles formam um casal sem charme, cujo cotidiano é retratado de forma ridícula pelo cartunista. De acordo com os elementos que constituem as tiras acima: ( ) as expressões crak, flap e tuf! são consideradas onomatopéias, porque procuram representar, na escrita, sons naturais. ( ) a falta de diálogo entre o casal, durante a refeição, indica uma vida monótona, propensa às explosões agressivas. ( ) a sigla TPM – que significa tensão pré-menstrual – opõe-se à expressão kung fu, arte marcial desenvolvida na antiga China. ( ) o humor das tiras tem função social, pois procura descontrair o leitor, com a representação caricaturesca de cenas do cotidiano dos personagens. 9. UFMS Observe a tira humorística que segue e marque a(s) opção(ões) verdadeira(s).
URBANO, o aposentado A.Silvério

GABARITO

Globo, 22/09/2000.

01. A frase apresentada no balão 3 pode ser associada à profissão da personagem que a enuncia. 02. Atribui-se a uma dada estação do ano a capacidade de influenciar o estado de alma das pessoas em geral. 04. Em Todos mesmo (balão 4), o advérbio em negrito é usado como reforço, indicando que não há exceção à regra. 08. O uso do artigo definido em a outra metade (balões 1 e 3) está equivocado, uma vez que se trata de referentes que aparecem pela primeira vez no texto. 16. Os enunciados Encontrei a outra metade da minha laranja! (balão 1) e Encontrei a outra metade do meu comprimido! (balão 3) retomam, através de figuras distintas, o enunciado mais genérico “Encontrei a companheira ideal.” 32. O efeito humorístico da tira advém do fato de que se a personagem hipocondríaca leva sua obsessão às últimas conseqüências, associando-a inclusive ao campo amoroso. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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10. UFMA

Jaguar.

Na tira acima, o autor: a) trabalha a fala das personagens no contexto, relacionando termos que não possuem nada em comum; b) subverte a lógica homonímica através da utilização de um jogo de palavras marcado pela sonoridade, num tom de humor;

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c) aproxima palavras heterógrafas (termos de grafias diferentes) e heterófonas (termos de sons diferentes) que, apesar de sugerirem humor, não subvertem a lógica homonímica; d) usa sua criatividade e faz uma brincadeira lingüística com Há fogo / Afogo para demonstrar que ambos os termos possuem o mesmo significado; e) considera os termos grifados acima como palavras sinônimas que não possuem outra relação a não ser a própria referência. 11. UFMA

GABARITO

Revista Veja, de 19/04/2000.

Sobre a propaganda acima, é correto inferir que: a) inanição gera morte e morte gera imobilidade. Logo, os usuários da Internet estão condenados a morrer;

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b) ir ao supermercado implica, infelizmente, em deslocamento e deslocamento implica em não morrer de fome. Logo, sem se mexer, a Internet é a solução; c) não comer implica em não se mexer e não se mexer implica em não sair de casa. Logo, para não morrer, é preciso ir ao supermercado; d) a Internet possibilita a compra e a compra implica em deslocamento. Logo, é preciso se mexer para não morrer de inanição. e) para consultar a fatura da compra pela Internet, é preciso se mexer e se mexer implica em ir ao supermercado. Logo, o ideal é não acessar a Internet.

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12. UFMG
“Com o Document Centre a Xerox reinventa a copiadora O mercado evolui. A Xerox revoluciona. Todo o poder da tecnologia digital chega ao seu escritório com o mais avançado sistema de processamento de documentos: Document Centre. Uma copiadora que também é impressora, fax e scanner, com capacidade de realizar as operações simultaneamente. Para você copiar, imprimir, receber, enviar, criar, transformar, alterar, arquivar e recuperar documentos com mais facilidade, menor manuseio de papel e maior segurança. O novo software Centreware permite explorar e gerenciar o equipamento de acordo com as suas necessidades, a partir do seu computador, via rede e até mesmo via Internet. Document Centre é tudo isso e mais a garantia e a assistência técnica que só a Xerox pode lhe oferecer.”
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Todas as afirmativas apresentam recursos lingüísticos que estão presentes nesse texto de propaganda, exceto:

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a) Articulam-se a linguagem verbal e a não-verbal. b) Impessoaliza-se o tratamento do leitor. c) Enumeram-se cumulativamente as características do produto. d) Recorre-se não só à conotação, mas também à denotação. 13. UERJ

GABARITO

Ziraldo, Jornal do Brasil, 11/11/1999.

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Na tira de Ziraldo, os personagens mudam de atitude do primeiro quadrinho para o segundo. Pelo terceiro quadrinho, pode-se deduzir o que não está escrito: um pensamento teria provocado a mudança. Esse pensamento poderá ser traduzido como: “E se os caras dentro do espelho... a) ...estivessem rindo deles?” b) ...fossem reais e eles o reflexo?” c) ... pudessem trocar de lugar com eles?” d) ... duvidassem da realidade do mundo?”

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14. U.F. Pelotas-RS A compreensão de um texto não decorre apenas da decodificação pura e simples dos itens lingüísticos neles contidos. Na realidade, ao ler, o leitor deixa aflorar seu conhecimento de mundo, suas crenças, suas vivências, que possibilitam conexões entre os Contrariar enunciados e o levam a construir o sentido do texto que leu. Uma das características do leitor proficiente é a capacidade de interpretar gráficos. Demonstre que você domina a habilidade de leitura, inferindo corretamente os resultados expressos no gráfico ao lado: Uma pesquisa encomendada pela entidade Parceria Contra as Drogas entrevistou 700 pessoas, entre 13 e 21 anos, de cinco cidades há três anos e obteve os seguintes resultados: De acordo com os dados representados no gráfico, pode-se dizer que: a) a descoberta do novo sempre atraiu o homem a aventuras cujas conseqüências, muitas vezes, são desconsideradas em virtude do prazer do desconhecido, sendo esse o motivo para que de noventa a cem jovens recorram às drogas; b) como todo ser em formação, a maior parte dos jovens procura uma maneira de afirmase em seu grupo, recorrendo, para isso, ao uso de psicotrópicos;

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c) não é verdadeira a argumentação de que o maior contingente de jovens, rebeldes por natureza, procura nas drogas formas de transgredir normas sociais; d) a orientação familiar não seria uma das primeiras providências no combate ao vício, uma vez que não está na família a causa principal de o jovem se envolver com drogas; e) são de toda ordem as causas que levam o jovem ao consumo de drogas; com exceção dos problemas com a família, essa diversidade, somada, representa mais de 3/4 do total de entrevistados. 15. UFPR Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que a descrição da foto abaixo vem expressa de acordo com as normas de escrita do português padrão. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, onde é mostrado da cintura para baixo, segura um tipo de facão com a mão direita. Abraçado a sua perna há uma criança, que a expressão Foto: Paula Simas denota raiva e medo. O homem apóia sua outra mão na cabeça da criança, como se protegesse ela. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, mostrado da cintura para baixo, segura uma espécie de facão. Abraçado a sua perna há um menino, cuja expressão denota raiva e medo. A outra mão do homem repousa sobre a cabeça da criança, como se protegendo-a. ( ) A foto mostra um menino abraçado às pernas de um homem vestido como um trabalhador rural, onde está segurando uma espécie de facão com a mão direita. A expressão da criança é de medo e raiva, e é como se o homem estivesse protegendo a ela de alguma ameaça. ( ) Na foto, mostra um homem, que está segurando uma espécie de facão e vestido como trabalhador rural. Uma criança está abraçada à perna dele, que apóia a mão sobre sua cabeça, como se estivesse protegendo. E onde o olhar da criança exprime medo e raiva. ( ) Na foto, aparecem um menino e um homem. O enquadramento destaca a criança, mostrando o homem apenas na altura da cintura. A ele está abraçada a criança, cujo olhar é de medo e raiva. O homem, que, em traje de trabalhador rural, empunha um facão, parece estar protegendo o menino, sobre cuja cabeça pousa a mão. ( ) A foto mostra, da cintura para baixo, um homem que traja roupa de trabalhador rural e empunha uma espécie de facão. Uma criança, com expressão de medo e raiva, está abraçada à perna do homem. Ele apóia a mão sobre a cabeça do menino, como se o estivesse protegendo.

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GABARITO

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16. UEGO A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) o título “A República do Mau Humor” funciona como indicador de leitura, pois dá ao leitor a oportunidade de interpretar tanto o texto verbal como o não-verbal; ( ) o mau humor dos aliados do governo nos permite deduzir que os políticos aderem ao poder visando apenas ao seu benefício próprio; ( ) a parte inferior da charge remetenos ao contexto social brasileiro, onde a população, em sua maioFolha de São Paulo, 11.09.99 ria, sofre os efeitos; ( ) a frase de 2º balão “Um dia, só eles vão rir de tudo isso!”, proferida pelo personagem que representa o povo, deixa transparecer o humor e o descompromisso com que o brasileiro encara seus problemas; ( ) a frase “Não esquenta, mulher!”, proferida pelo personagem denuncia a ineficiência do cobertor com que ele se agasalha, uma vez que o frio é intenso. 17. UnB-DF
“ACREDITAMOS EM OPORTUNIDADES IGUAIS INDEPENDENTEMENTE DE RAÇA, CREDO, SEXO, REINO, TRIBO, CLASSE, ORDEM, FAMÍLIA, GÊNERO OU ESPÉCIE.

GABARITO

Os seres vivos são interdependentes. Dessa forma, sem apoio de milhões de espécies, a sobrevivência humana não estaria garantida. Essa variedade e a dependência entre as espécies interessa especialmente à nossa empresa. Pois o nosso trabalho depende de descobertas no mundo das informações genéticas. Informações que se perdem para sempre quando as espécies são extintas. Informações que oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição e a medicina. Para atender a uma população que está crescendo. Em um planeta do mesmo tamanho.”

Isto é. nº 1.575. 8/12/99. p. 125 (com adaptações).

Considerando as informações prestadas pelo anúncio acima, o sentido da mensagem e a correção gramatical dos itens a seguir, julgue-os. ( ) A figura explora e exemplifica a biodiversidade. ( ) Mesmo sabendo que nem todos os reinos estão representados na figura, isto não contradiz o argumento principal da propaganda, colocado acima da ilustração. ( ) Devido à interdependência dos seres vivos, a sobrevivência da espécie humana não estaria garantida sem apoio de milhões de espécies. ( ) O trabalho desenvolvido pela empresa depende de descobertas no mundo das informações genéticas e, quando as espécies são extintas, se perdem para sempre. ( ) As informações genéticas oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição, a medicina, a população que está crescendo e o planeta, que tem o tamanho da população.

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18. UFPB-PSS
Texto I “Diogo Mainardi Índios furibundos invadiram o Congresso Nacional para protestar contra as comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil. Paramentados com seus tradicionais cocares, calções de banho e tênis Nike, foram até o senador Antonio Carlos Magalhães e apontaram-lhe uma lança. Foi bonito ver todos aqueles índios lutando juntos – 500 anos atrás, eles provavelmente estariam devorando uns aos outros. Pois eu concordo com os índios: não há o que comemorar. Em 500 anos de História, não fizemos nada que justificasse uma festa. A meu ver, deveríamos ficar recolhidos num canto, chorando pelo joelho de Ronaldinho. Foi o que fiz.” Texto II

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Lendo o texto I e relacionando-o com a charge (texto II), conclui-se: a) O selvagem da charge não é o índio, mas sim a respeitável autoridade brasileira. b) Os índios continuavam lutando entre si. c) O índio da charge é mais autêntico porque não usa tênis Nike e veste calça comprida. d) O objetivo de Mainardi e Chico é o mesmo: registrar a política favorável do Congresso Nacional às causas indígenas. e) As comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil representaram um momento de alegria para os índios. 19. UFMA
“O chinês anônimo desafia os tanques Nunca se soube o nome daquele jovem alto e magro vestido como milhões de chineses, de camisa branca e calça de tergal. Ninguém ouviu sua voz. Jamais se soube o paradeiro do solitário rebelde que barrou uma coluna de 17 tanques naquela manhã de junho de 1989. Sozinho, nas fotografias e no balé diante das câmeras de vídeo – os tanques se deslocavam e a silhueta se movia, simultaneamente, para a esquerda e para a direita – o chinês anônimo fez mais, em seu grande momento, do que muitos líderes revolucionários do milênio. É certo que foi visto por mais gen5 de julho de 1989. te, nas telas de TV, dentro dos lares, do que personalidades como o mongol Kublai Khan, o francês Maximilien de Robespierre ou o mexicano Emiliano Zapata.”

GABARITO

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Depreende-se da compreensão do texto acima que há uma gradação ascendente do personagem envolvido, que assim passa do anonimato de um momento para a fama de um milênio. Isso fica evidente através dos seguintes itens lexicais: a) jovem alto e magro solitário rebelde silhueta líder revolucionário personalidade; b) silhueta solitário rebelde sem paradeiro sozinho personalidade; c) jovem alto e magro sem voz solitário rebelde líder revolucionário sozinho; d) sem paradeiro silhueta solitário rebelde chinês anônimo líder revolucionário; e) solitário rebelde líder revolucionário sozinho personalidade chinês anônimo.

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d) imprimir maior velocidade ao carro para escapar dos quebra-molas. d) ao bom relacionamento entre homem e macaco. a vida é cruel. c) corrigir a mensagem da placa para retificar informação incompleta. UFR-RJ No texto Homem Primata. a comparação estabelecida entre o homem e macaco alude: a) a uma das teorias sobre a origem da espécie humana. b) ao comportamento irracional do homem na sociedade moderna. eu não sabia Que o homem criava e também destruía. Logo depois. ô Eu aprendi A vida é um jogo Cada um por si E Deus contra todos Você vai morrer e não vai pro céu É bom aprender. Sérgio. Voltar Língua Portuguesa . Texto para as questões 21 e 22. Ciro. Marcelo. b) ler a mensagem da placa como uma ordem para acelerar. esta se baseia em um equívoco. UERJ Leia a piada reproduzida a seguir. REIS. quando se deparou com uma placa de sinalização: Imediatamente. 5 GABARITO 10 15 20 IMPRIMIR 21. ô. e) ao capitalismo selvagem da sociedade contemporânea. voltou a pé para o local da placa e nela escreveu.Interpretação de texto I Avançar . Vinha o motorista dirigindo o seu carro. “Homem Primata Desde os primórdios Até hoje em dia O homem ainda faz O que o macaco fazia Eu não trabalhava. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. ô.20. Do CD Cabeça de dinossauro. PESSOA. Nando. eu me perdi” BRITTO. FROMER. O comportamento do motorista que explica mais adequadamente o efeito cômico da piada é: 10 a) voltar a pé ao local da placa para efetuar uma correção. ô Eu me perdi na selva de pedra Eu me perdi. para corrigi-la: Como muitas piadas. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. ele acelerou o seu veículo. c) às semelhanças biológicas entre os dois seres.

e) passado X presente. Instrução: Responder às questões de 23 a 25 com base no texto. 4 e 5. Os itens 2 a 5 do cartum apresentam o homem como o responsável pelas ações bélicas. III. III e IV. e poderiam ser retiradas sem prejuízo para a clareza do texto. 2. Os itens 1 e 2 apresentam ao leitor os personagens. Conclui-se que a alternativa que apresenta a numeração correspondente às afirmativas corretas é: a) 1 e 2. Concluí-se que as afirmativas corretas encontram-se na alternativa: a) I e II. O militarismo. respectivamente. I. p. 166-167. IV. UFR-RJ A oposição entre os quatro primeiros versos de Homem primata e o texto Pecados do século XXI (questões 101 a 103) envolve. A vestimenta dos personagens ilustra cronologicamente o desenrolar dos fatos apresentados. 4. b) atraso X progresso. Voltar Língua Portuguesa . As ilustrações são um recurso para chamar a atenção do leitor. b) I. é causa principal do desfecho presente no cartum. IMPRIMIR GABARITO II. A absolescência das armas utilizadas pelo homem levam-no a um final trágico. 2 e 4. 5. Átila. 1. A estrutura narrativa e as ilustrações têm efeito argumentativo marcante.22. PUC-RS Instrução: Responder à questão analisando a veracidade das afirmativas abaixo. os antônimos: a) lentidão X velocidade. As armas apresentam-se em gradação ascendente quanto ao seu poder letal. c) I.Interpretação de texto I Avançar . Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. A simplicidade da linguagem contrasta com a seriedade do tema. você é barbaro. d) II. b) 1. d) estagnação X mudança. III e IV. 24. 3. enquanto o 9 prepara-o para o desfecho da história. II. e) III e IV. c) santidade X pecado. c) 2 e 4. PUC-RS Instrução: Responder à questão com base nas afirmativas a seguir. d) 3 e 5. 23. III e IV. e) 3. simbolizado pelos uniformes que os personagens vestem. enquanto nos itens 6 a 10 essa responsabilidade é atribuída apenas aos armamentos. 11 JAGUAR. 1968.

o adjetivo novo apresenta sentido igual ao do título do texto. GABARITO 27. INSTRUÇÃO: Com base no texto. julgue os itens da questão 27. ( ) A leitura do texto desfaz a polissemia do título atribuindo-lhe o sentido da morte. 23/06/99. associadas a tabagismo. d) inadvertidamente o compositor apresenta situações nas quais os ditos populares vão de encontro à realidade.Interpretação de texto I Avançar .” 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. UFMT ( ) A polissemia presente no título do texto se revela pelos sentidos diversos que ele sugere.25. Não seja mais uma vítima II das doenças cardiovasculares. Milhares de brasileiros pendurarão que correspondem a 32% de todos os óbitos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) enfatizar a sabedoria que se exprime através de provérbios. ( ) Na última parte do texto. o pronome possessivo sua provoca certa ambigüidade que pode ser desfeita se substituído por dele.” d) “Quando um não quer. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I e vida sedentária levam ao óbito E não foi só ele. por problemas cardiovasculares. PUC-RS O ditado popular que melhor sintetiza as idéias expressas no cartum é: a) “O feitiço virou contra o feiticeiro. Hoje. estresse Líder em soluções Veja. Procure seu médico e siga a sua orientação. dois não brigam. prepara-te para a guerra. 153. Univali-SC “BOM CONSELHO Faça como eu digo Faça como eu faço Aja duas vezes antes de pensar Corro atrás do tempo Vim de não sei onde Devagar é que não se vai longe Eu semeio o vento Na minha cidade Vou para rua e bebo a tempestade” Chico Buarque Ouça um bom conselho Que lhe dou de graça Inútil dormir Que a dor não passa Espere sentado Ou você se cansa Está provado Quem espera nunca alcança Ouça meu amigo Deixe esse regaço Brinque com meu fogo Venha se queimar 12 Ao compor o texto. obesidade. ( ) O sentido da palavra hoje é encontrado na primeira parte do texto.” b) “Quem tudo quer tudo pode. p. daí ser um elemento anafórico.” 26. e) através de um jogo de palavras. o autor se preocupou em: a) contradizer sistematicamente os conselhos populares em situações absurdas. c) utilizar-se de provérbios para expressar sua concordância ou discordância diante de fatos da vida.” c) “Se queres a paz. o autor procura confundir o leitor. ( ) Em Ele é um novo homem.” e) “Devagar se vai ao longe. as chuteiras mais cedo por IV problemas cardiovasculares. III Essas doenças. 20% da população adulta V brasileira é hipertensa.

Aponte-a: a) De um lado. A vida moderna em favor da vida de verdade. b) Num momento. meu anjo lindo! Por ti – as noite eu velei chorando. CELULAR. autor que. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Jeep Grand Cherokee. em seguida. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. 29... de outro lado. d) deixa claro que suas opções estéticas coincidem com as dos poetas concretistas. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar! na escuna fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Quem em sonhos se banhava e se esquecia! Era mais bela! o seio palpitando.. sofre muito o prestígio romântico da mulher. O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. 11/10/98. à luz da lâmpada sombria. O amor sexual lhe repugnava. Há no soneto uma contradição entre as imagens que caracterizam a mulher. duplo air-bag.400. GABARITO 30. “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. c) opõe a poesia que ele faz à poesia dos que se preocupam com temas políticos. num segundo momento. a revelação de que apenas é uma lavadeira.” Veja. a surpresa da visão da mulher amada.Interpretação de texto I Avançar .. Unifor-CE “Façam a festa cantem dancem que eu faço o poema duro o poema-murro sujo como a miséria brasileira. e) adota uma visão de mundo muito semelhante à da poesia de Manuel Bandeira. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. 13 28. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão “Up Country” para você chegar onde ninguém chegou. Formas nuas no leito resvalando. segundo Mário de Andrade. Potiguar-RN “Soneto Pálida.. UFMT ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. Não te rias de mim. b) expõe sua condição de artista marcado pelo desejo de participação social. U. Jeep Grand Cherokee. A partir de R$ 55. pela nudez e sensualidade. anjo entre nuvens.” Nos versos acima. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. julgue os itens da questão 8. a mulher caracteriza-se pela pureza e. o sofrimento das noites de vigília.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que se a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir. em outro momento. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. a mulher é pálida sobre o leito e. Jeep® Só Existe Um. c) Em princípio.. o poeta Ferreira Gullar: a) defende uma poesia voltada para o canto e a exaltação dos sentimentos líricos.0L High Output. Sobre o leito de flores reclinada Como a lua por noite embalsamada. Negros olhos as pálpebras abrindo. Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!” O texto acima é um poema de Álvares de Azevedo. d) Inicialmente. Ele tem motor 4. a fuga pelo sonho e pela morte. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO.

” Manuel Bandeira. A mesa posta. e a segunda. que apresenta certeza expressa pelo tom afirmativo dos verbos.. iniludível! O meu dia foi bom. Talvez eu sorria. b) Visita. c) Porque aparece toda noite.... pode-se afirmar que: a) os dois textos são ambíguos na abordagem do tema. ou diga: – Alô. nas mulheres. a primeira. o poema pode ser dividido em duas partes: I. O item que melhor caracteriza essa divisão é: a) I. E depois não há só as bonitas: Há também as simpáticas. In: Libertinagem. c) III. Uniube-MG Por que o poeta cumprimenta a Indesejada das gentes. “Consoada Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou coroável). Com cada coisa em seu lugar. que mostra incerteza do poeta. E as feias. e a segunda. II. 14 GABARITO “Receita de mulher As muito feias que me perdoem Mas beleza é fundamental. 32. Uniube-MG Para o poeta a palavra Indesejada se refere à: a) Amada. que mostra coragem e segurança para enfrentar o desconhecido. sobre o tema: Mulheres. Voltar Língua Portuguesa . que revela sua ousadia e destemor diante da vida. e) os textos abordam temáticas diferentes. 31. (A noite com seus sortilégios. os dois textos revelam posicionamentos antagônicos. pode a noite descer. Uniube-MG Com relação à estrutura. a primeira. d) Noite. que revela segurança e certeza quanto ao futuro. IMPRIMIR Sobre os textos. a primeira. c) enquanto o primeiro texto fala só na beleza infantil. São Paulo: Global. 33.Interpretação de texto I Avançar . IV.1984.) Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e Seja leve como um resto de nuvem. chamando-a de iniludível? a) Porque ela é fácil de se enganar. “Mulheres Como as mulheres são lindas! Inútil pensar que é do vestido. certas feias em cujos olhos vejo isto: Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha. b) Porque não poupa ninguém. É preciso Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso. e a segunda. embora diferentes. d) Porque é amiga do poeta. d) embora falem sobre o mesmo assunto.) encontrará lavrado o campo. a primeira. o segundo aborda a beleza da mulher madura. Univali-SC Compare os versos de Manual Bandeira e Vinícius de Moraes. III. Talvez eu tenha medo... In: Os melhores poemas de Manuel Bandeira. expressa pelos advérbios de negação e dúvida. que apresenta dúvida e descontrole emocional. que revela a felicidade de um dia de trabalho. b) II. (. e a segunda.” Vinícius de Moraes. 34. a casa limpa. que mostra o poeta despreparado para o que lhe espera. d) IV. Manuel.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 31 a 33. Como deve ser bom gostar de uma feia!” BANDEIRA. b) ambos os textos vêem apenas belezas. c) Morte.

IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . serve para destacar a atitude desejável de um consumidor ideal. estabelecem relação de causa e conseqüência. pois não remete a nenhum termo explicitamente presente no texto. O biscoito abriu as portas do tempo – do tempo perdido. Se abria alguma coisa era o espaço – até então. ao passado ‘ao lado’ do passado. ( ) os vocábulos “elas” e “se”. remetem à expressão “as crianças”. ao passado depois do passado. 15 O texto publicitário que você lerá abaixo foi extraído de Isto é. pode-se afirmar que: ( ) liberdade de ação e aprendizagem infantil. ao passado anterior ao passado. UFGO Acerca da organização das frases. d) É um caso de referencialidade porque faz referência a um livro do passado. apresentado na abertura do texto.” Assinale a alternativa que identifica e explica a referência feita ao episódio da “madeleine” na obra de Proust. PUC-PR “Nada mais diferente (. UFGO Além de veicular informações sobre o produto. no único personagem. muito menos o tempo. que seu filho precisa de liberdade para aprender. nunca pensara organizadamente na única pessoa. apresentados no primeiro período do texto. ou melhor. o ‘meu’ embrulho não abre nada. Ora. ou seja. de 7 jun. em “Omo Multi Ação está ainda mais eficiente”. a linguagem publicitária procura persuadir o consumidor. removendo manchas de gordura como nenhum outro. o meu caso. b) É uma comparação que demonstra as leituras do autor. ( ) o vocábulo manchas aparece no texto com dois sentidos diferentes. pelo fato de causar incoerência. criando uma relação com Quase memória.” 36. A madeleine trouxe o gosto que leva ao passado geral. Novo Omo Multi Ação.35. É por isso que estamos lançando o novo Omo Multi Ação. Omo Multi Ação está ainda mais eficiente porque sabe. ( ) a palavra ainda. ( ) a oração “Porque não há aprendizado sem manchas” estabelece uma relação de dependência com frase “Novo Omo Multi Ação”. refere-se a um elemento extratextual. Uma fórmula inovadora que age nos primeiros instantes da lavagem. 2000. conotativo.) entre o biscoito de Proust e o embrulho do pai. 37. não sendo eu. era o tempo do qual eu mais participara. indica que. se sujarem. só a partir de agora. assim como você. o produto foi aprovado pelo consumidor. Com base nessa informação e na leitura do texto. “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. se sujarem”. Porque não há aprendizado sem manchas. de Carlos Heitor Cony: a) É uma similaridade e provoca a percepção de que tempo e espaço são valores diferentes.Interpretação de texto I Avançar . c) É um caso de intertextualidade e serve para estabelecer relações na cadeia de leituras e de escrita literária. ( ) o vocábulo outro. no único tempo de um homem que. em “como nenhum outro”. idéias deduzidas do início do texto. As questões 36 e 37 referem-se a ele. o primeiro é denotativo e o segundo. e) É um caso de associação de idéias. elas aprendem mais e se desenvolvem melhor.. é possível afirmar que: ( ) o trecho “removendo manchas de gordura como nenhum outro” NÃO pode ser substituído por “que remove manchas como nenhum outro”. pois a noção de passado é a mesma nos dois autores.. ( ) o segmento “Quando a gente deixa as crianças experimentarem.

“Língua Gosto de sentir minha língua roçar A língua de Luís de Camões Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódia E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade E quem há de negar que esta lhe é superior E quem há de negar que esta lhe é superior E deixa os portugais morrerem à mingua Minha pátria é minha língua Fala Mangueira Fala! Flor do Lácio sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode esta língua (.. Língua. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) 2. ( ) O lugar comum investir no social tem o sentido usual reiterado por referir-se a conselho.) A língua é minha Pátria E eu não tenho Pátria: tenho mátria Eu quero frátria” GABARITO VELOSO. PolyGram. 1984. Está(ão) correta(s) apenas: a) 1. Caetano. confusão: espere até poder expressar suas idéias. julgue os itens da questão 38. Com Marte transitando em seu signo.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. sendo “pátria”. 2. c) 2 e 4. o autor alude à idéia de que. Utilizando a expressão “Fala mangueira”. e) 3 e 4. UFMT ( ) A organização desse texto se calca em conselhos. é expressa com os verbos “ser” e “estar”. desejada pelo autor. maio de 1998. 39. Vida íntima em alta: dê vazão à sua sensualidade. É tempo também de investir “no social”: lute com a velha preguiça de sair e vá ao encontro das pessoas.Interpretação de texto I Avançar . ( ) Há no texto uma única marca lingüística que mostra ser o interlocutor você feminino. a idéia de plenitude. 4. que implicam o aspecto do ser permanente e do ser transitório. Em “Gosto de ser e de estar”. 38. 1. No trabalho. A dinâmica do mês é o aprofundamento das relações e a expressão das emoções. 3 e 4. UFPE Leia as afirmativas abaixo sobre as idéias apresentadas no texto. 3. “TOURO De 21/4 a 20/5 Você está curando suas velhas feridas e aprendendo a confiar de novo na vida. 2 e 3. o que lhe trará entusiasmo. Para isso. Os neologismos “mátria” e “fátria” disfarçam o sentimento de união que o autor pretende esteja envolvido na sua percepção de “língua”. b) 1.. O verso “Lusamérica latim em pó” alude não só à pulverização do latim que deu origem às línguas latinas como à divisão-união de Portugal e Brasil. este é um mês de ação e decisões: hora de colocar projetos em prática. ampliando a intimidade e a cumplicidade do casal. 16 Texto para as questões 39 e 40. uma língua expressa os valores culturais de seu povo. Você poderá contribuir com o parceiro. grito de guerra de uma escola de samba. conte com os amigos. Terá que enfrentar algum mal-estar passageiro que a obrigará a ter mais cuidado com a saúde.” Marie Clarie. Velô-Caetano e a Banda Nova. ora implicitamente ora diretamente.

A glória indevidamente conquistada rebaixa o indivíduo em vez de exaltá-lo. Estão corretas: a) 1. Em terra de incompetentes. 2. e) 3 e 4 apenas. b) 1 e 4 apenas. GABARITO IMPRIMIR O discurso da sátira contida no soneto pode ser assim sintetizado: 01. Voltar Língua Portuguesa . 3 e 4. do que burro em cima. 08. 1. “cores”. Quem sobe a alto lugar. O autor incorpora à sua canção elementos relacionados à expressão sensorial. É preferível o anonimato a um destaque que desabone o homem. 63. Nos versos “Gosto do Pessoa na pessoa/Da rosa no Rosa” o autor utiliza o recurso da inversão. UFPE Os enunciados abaixo referem-se aos recursos utilizados na criação de Língua. “profusão de paródias” e “furtem cores como camaleões”.” MENDES. 04. Quando o pisava da Fortuna a Roda. 2. o menos incompetente reina. 17 41. que é discreta a fortuna em seus reveses. 16.Interpretação de texto I Avançar . Burro foi ao subir tão alto clima. 4. Desanda a roda. Homem sobe. d) 2 e 4 apenas. a soma das alternativas corretas. Um mau governo é fruto da falta de senso do povo que o escolhe. UFBA “À despedida do seu mau governo Senhor Antão de Souza de Menezes. Nas expressões “confusões de prosódia”. 1996. p. verá quanto melhor se lhe acomoda ser homem em baixo. “dores”. 64. que não merece. Senhora Dona Bahia: poesia satírica de Gregório de Matos. burro parece. A irracionalidade em proveito de alguns representa a satisfação de muitos. É tão fácil conquistar um alto posto quanto é fácil dignificá-lo. onde jazia. Cleise Furtado. Pois vá descendo do alto. A fortunilha autora de entremezes Transpõe em burro o herói. que indigno cresce. c) 1. Dê. 32. como resposta. como “roçar”. o autor estabelece uma relação de proporcionalidade. 3. que subir é desgraça muitas vezes. Com os versos “E sei que a poesia está para a prosa/Assim como o amor está para a amizade”. perpassa a idéia comum de “pluralidade”. 02. e logo o homem desce. Homem sei eu que foi Vossenhoria. asno vai. Salvador: EDUFBA.40. À ascensão social deverá corresponder o mérito pessoal. 2 e 3 apenas.

II e IV. 15. Uniube-MG A expressão “seu jeito” (verso 6) tem como referente: a) o narrador. Vinícius de e HOLANDA. 5. 26. b) o gesto amoroso da dança começa no interior da casa e atinge o mundo. nos versos 8 e 9. Uniube-MG Leia as asserções a seguir para responder à questão abaixo: I. c) o gesto amoroso da dança produz o efeito de instaurar a paz entre os seres humanos. d) o conceito de amor implícito no texto não inclui o prazer físico entre os personagens. Uniube-MG Sobre o texto. traz marcas de oralidade. 25. 6. no verso 21. 7. A expressão “pra”. 1980. Abril Educação. p. d) ela. 19. 12. 28. 3. 24. b) o autor. 14. 44. A alternativa que traz os números das asserções corretas é: a) I e II. c) ele. 29. Este é um texto narrativo que relata uma transformação. (Literatura Comentada). Nos versos 21 e 22 estabelece-se uma relação de conseqüência. IV. E ali dançaram tanta dança Que a vizinhança toda despertou E foi tanta felicidade Que toda a cidade se iluminou E foram tantos beijos loucos Tantos gritos roucos Como não se ouviam mais Que o mundo compreendeu E o dia amanheceu em paz. 11.” MORAES. II. 16. 18 1.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 42 a 44. 20. E nem deixou-a só num canto Pra seu grande espanto Convidou-a pra rodar. só não se pode afirmar que: GABARITO a) o texto estabelece uma relação de semelhança entre a dança. o jogo amoroso e as relações humanas. São Paulo. A expressão “ali”. b) III e IV. c) I. 43.Interpretação de texto I Avançar . 27. 17. refere-se à palavra cidade. Então ela se fez bonita Como há muito tempo não queria ousar Com seu vestido decotado Cheirando a guardado De tanto esperar Depois os dois deram-se os braços Como há muito tempo Não se usava dar E cheios de ternura e graça Foram para a praça E começaram a se abraçar. Olhou-a de um jeito muito mais quente Do que sempre costumava olhar E não maldisse a vida tanto Quanto era seu jeito de sempre falar. 2. Chico Buarque de Holanda. III e IV. 8. 21. Chico Buarque de. “Valsinha Um dia ele chegou tão diferente Do seu jeito de sempre chegar. 4. 42. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 10. 22. 13. 9. d) I. 30-I. 18. 23. III.

III e IV. o texto 2 pretende mobilizar seu humor. é necessário levar em conta dados contextuais. Para uma adequada compreensão do texto 2. estilizando a rotina do campo para o fascínio de legiões urbanas. b) o obstinado apego do homem do campo às suas tradições.” Adaptado de: Época – Especial “Nós. 45. Apesar de não utilizar frases exclamativas como o gaúcho da charge. Zero Hora. 24/01/99. Instrução: Responder à questão 15 analisando as afirmativas sobre os textos 1 e 2.. b) I e III.) É uma multidão de turistas vestidos a caráter e apelidados de “peões de butique”. d) I. a 44ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está para abrir as porteiras. No Carnaval. e) a saudável popularização dos costumes gaúchos em outros centros do Brasil. TEXTO 1 “A vida em Barretos nunca mais foi a mesma depois que peão de boiadeiro virou caubói e música caipira passou a ser chamada de country. II e III. 24/05/99.. imaculadas botas de couro.Interpretação de texto I Avançar . Em Barretos. PUC-RS A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. II. a partir de uma informação que esse já tem. PUC-RS A problemática comum aos textos 1 e 2 é: a) a crescente valorização da vida rural no Brasil. III. Os boiadeiros urbanos capricham na indumentária (chegam a importá-la) e vivem uma fantasia que só fica a dever ao Carnaval carioca em termos de público e opulência. pois faz alusão a um fato recente de repercussão regional. II. I. Porto Alegre. enfiados em calças jeans. Chegam de todos os cantos do país. c) II e IV. IV. Enquanto o texto 1 visa principalmente a informar o leitor. cintos e chapéus vistosos. Integrada ao calendário das maiores comemorações nacionais. imagina-se domar perigosos touros e potros ariscos. (. local e data. GABARITO c) a evidente influência do que vem de fora sobre o brasileiro. 102. d) a pacífica convivência entre o antigo e o novo Brasil moderno. reis e princesas sonham até a Quartafeira de Cinzas. p. 46.Instrução: Responder às questões de 45 a 46 com base nos textos 1 e 2. e) I. A charge (texto 2) destina-se a um público mais restrito. brasileiros”. o autor do texto 1 expressa um grau de indignação equivalente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . TEXTO 2 19 Charge de lotti. como veículo de divulgação.

Assinale o número de pontos que você tem em cada fator e some tudo no final para obter sua pontuação no teste. informações coerentes com o teste do texto. • um curso de especialização. • pós-graduação lato-sensu. ( ) Todo candidato que tiver conhecimentos técnicos ruins e domínio de informática médio terá “pontuação no teste” inferior a dez. ( ) A pontuação atribuída a uma boa imagem perante os colegas de trabalho corresponde: a de um curso de mestrado ou a de uma boa fluência em inglês acrescida da de um bom domínio de conhecimentos de informática. • doutorado. acrescente 20 pontos se tem um bom domínio dela. “TESTE Avalie suas chances de obter um emprego. • boa – 30 pontos • média – 15 pontos • ruim – zero Seus conhecimentos técnicos dentro da profissão. se tem um domínio regular. CURSOS COMPLEMENTARES Você fez.Texto para a questão 47.. • até o ensino médio – 40 pontos • até a faculdade – 60 pontos INGLÊS Sua fluência é. • boa – 15 pontos • média – 8 pontos • ruim – zero Caso você fale uma terceira língua. mas se forem substituídos por outro idioma – como. • mestrado. por meio de estruturas gramaticalmente corretas. espanhol – a valorização será maior..... • bom – 15 pontos • médio – 8 pontos • ruim – zero FORMAÇÃO ACADÊMICA Você completou. ( ) quem tiver cursos complementares de pós-graduação será menos valorizado no mercado de trabalho..Interpretação de texto I Avançar . CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA Seu domínio é.. Voltar Língua Portuguesa .. • bons – 25 pontos • médios – 13 pontos • ruins – zero” 20 GABARITO IMPRIMIR 47. UnB-DF Julgue se os itens a seguir apresentam. por exemplo. Sua imagem perante os colegas de trabalho é... Existem vários fatores que fazem uma pessoa ter maior ou menor facilidade para encontrar um bom emprego... ou 10 pontos. ( ) Conhecimentos de inglês são importantes.

senão pela sua precisão. c) somente I e III. Marcelo. as belas plantas flutuantes que aparecem em bandos. Tome Vossa Excelência minha ignorância por boa vontade e creia bem por certo que. quanto à relação entre o pronome possessivo e o pronome de tratamento. Uma outra diferença importante é que o Universo está em expansão. Unifor-CE “Uma nova carta de Caminha Senhor. E que não houvesse mais que uma pousada. enquanto. “As maiores estruturas do Universo”. III. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. Águas são muitas. c) a emoção em face da semelhança entre o mundo da fantasia e o real. mas os poucos que existem são confortáveis. considerando-se o uso atual. 29. ausente no relato da carta original de Pero Vaz de Caminha. metafórico. U. não deixarei também de dar conta disso a Vossa Excelência. Salvador-BA Por inferência. ao englobar duas realidades antagônicas na busca da harmonia universal. esse é um modelo bidimensional do Universo. o que se afirma em: a) somente II. pelo seu poder evocativo. querendo-a aproveitar. em relação ao texto. Moacyr. Cada planta é uma galáxia. b) O espaço físico do mundo palpável é uniforme. as distâncias entre galáxias e seus aglomerados. Está correto. gosto de viabilizar o Universo como a superfície de uma lagoa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) a preocupação com questões de ordem ecológica e transcendental. é só estimular o turismo. o melhor que eu puder. arquipélagos de ilhas verdes de tamanhos e formas variados. em geral. Hotéis não há muitos. no primeiro período. a imagem vale. uma infração à norma culta. E em tal maneira é graciosa que. pois estou me restringindo a visualizar a superfície da lagoa. p. isso bastaria. 17/05/99. Paulo. infindas. Há. d) A amplitude do universo é inversamente proporcional à imaginação do homem. através de um discurso poético. e) O cosmo é constituído de espaços específicos para serem contemplados pelo artista.” GLEISER. especialmente o que nos foi oferecido. II e III. Registra-se um propósito do narrador no sentido de se ater a um relato fiel a suas constatações e impressões pessoais.Texto para as questões 48 e 49. c) As lagoas e as vitórias-régias são a síntese de um universo delimitado. Claro. há uma referência nova. In: Folha de S. Folha de S. De qualquer forma. 27 ago. o texto permite afirmar: a) Há múltiplas formas de enxergar o mundo. “Às vezes. e) a exuberante natureza amazônica. sempre aumentando. A terra em si é de muitos bons ares. U. Paulo. d) somente II e III. Mais! 48. lagoas não costumam estar em expansão. b) um momento de percepção da realidade. Salvador-BA A confissão do autor tem por objetivo revelar: a) uma grande sensibilidade. 21 49. b) somente I e II.” SCLIAR.Interpretação de texto I Avançar . não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu. 2000. e cada grupo de plantas é um agregado de galáxias. 50. cheia de vitóriasrégias. GABARITO Considere as seguintes afirmações: I. e) I. para alindar ou afear. Posto que outros escreveram a Vossa Excelência sobre a nova do achamento dessa vossa terra nova. II. No segundo parágrafo.

São Paulo: Melhoramentos. GABARITO IMPRIMIR 52. Texto 1 “Se um certo homem vem a ter cem ovelhas e uma delas se perder. e) preocupação especial de Deus com os que pecam e desviam-se do caminho divino. Do mesmo modo.51. mas não porque hei pecado. não é algo desejável para meu Pai. que exclui da salvação os que se desviam do santo caminho. Se basta a vos irar tanto um pecado. F. recuperando o episódio em que o herói come carne da perna de Curupira. Vos tenho a perdoar mais empenhado. Mateus 18:12. que pereça um destes pequenos. Triângulo Mineiro-MG A idéia do Texto 1. ouvir. Para responder às questões de números 52 a 54. U. Senhor. b) O poema refere-se à obra Macunaíma. se por acaso a encontrar. à qual Gregório de Matos recorre. Porque. A abrandar-vos sobeja um só gemido. Da vossa piedade me despido. Voltar Língua Portuguesa . Pastor Divino. c) O título do poema está na 1ª. Senhor. que vos ha ofendido. Considerando que o sujeito lírico expõe sentimentos que poderiam ser nossos o título do poema não está inadequado.Interpretação de texto I Avançar . como afirmais na Sacra História: Eu sou. e prazer tão repentino Vos deu. b) ira que Deus mostra em relação aos que pecam e deixam de seguir o caminho divino. d) exaltação da sabedoria de Deus. e não queirais. metáfora de uma situação ou de um ente abominável. pessoa do singular. quanto mais tenho delinqüido.M. Gregório de. pessoa do plural. Poesia Barroca. Perder na vossa ovelha a vossa glória. tem-nos espoliado bens físicos e espirituais: a capacidade de andar.” Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras. “Macunaíma nos ajude na barriga do gorila Cabeça do meu pau? na barriga do gorila Meu alegre coração onde estás? na barriga do gorila” Barriga de minha perna onde estás? na barriga do gorila Dedos de minha mão onde estão? na barriga do gorila Lobos de minha orelha onde estais? SCHWARZ. certamente vos digo que se alegrará mais com ela do que com as noventa e nove que não se perderam.F. Vos tem para o perdão lisonjeado. c) expiação dos pecados para aqueles que ferem os ensinamentos do Criador. que está no céu. Uberlândia-MG Leia o poema seguinte e assinale a alternativa incorreta. corresponde à: a) preocupação de Deus com todos os que seguem os seus ensinamentos. 26 poetas hoje. a) O poema não se refere à obra Macunaíma. 22 d) O poema sugere que o “gorila”. não deixará ele as noventa e nove sobre os montes e irá à procura daquela que se perdeu? E. enquanto o poema em sua totalidade está escrito na 1ª. leia os textos a seguir. Se uma ovelha perdida. e já cobrada Glória tal. Que a mesma culpa. a ovelha desgarrada Cobrai-a.” MATOS. Roberto. Texto 2 “Pequei. é tão somente uma brincadeira que o poeta faz. escrever. dentro do universo irreverente da poesia marginal. pensar e sentir. de Mário de Andrade.

os religiosos. d) peque. c) suplica pela salvação divina. chantageando o Senhor. Muitos museus são dedicados à história de cidade na qual estão sediados. mas não se arrepende deles. Triângulo Mineiro-MG O verbo destacado no Texto 1 significa: a) morra. explicando-lhe que é uma ovelha tão importante quanto as demais e. e) O texto sugere que os museus de Santa Catarina não são valorizados. histórico e técnico”. b) O texto preocupa-se em lembrar a importância de todas as datas comemorativas. talvez não precise de uma grande festa nacional. E as musas escolhidas nos municípios catarinenses são as mais variadas. os que reverenciam a colonização ou profissões.” SILVA. vem do grego “mouseon”. 23 d) argumenta. Univali-SC “Opções diferentes no Estado Entre tantas datas comemorativas.M. O Dia do Museu. estudar. Eles estão espalhados por pelos menos 50 cidades. visitados e respeitados pelos catarinenses porque não há quem os preserve. valorizar pelos mais diversos modos. do texto 2. algumas passam quase em branco e outras são exaustivamente lembradas. merece a salvação. entre tantos outros que chegam a impressionar pela variedade de temas científicos e culturais. de acordo com um levantamento da Gerência de Organização de Museus da Fundação Catarinense de Cultura. c) se perca. que Gregório Matos: a) reconhece seus pecados. “para conservar. antropológicos. por isso. que significa templo de musas. se Ele não o salvar entrará em contradição com a Sagrada Escritura. Triângulo Mineiro-MG Pode-se entender. A palavra museu. mas pode servir de momento de reflexão sobre a existência dessas instituições surgidas na antigüidade. Mas há também os arqueológicos. e sobretudo expor para deleite e educação do público. conforme a definição do dicionário Aurélio. GABARITO Sobre o texto. pois.M. 54. e) submete-se à vontade de Deus. F. de artes. ao vinho ou aos insetos. b) sofra. erguidos em homenagem à cerveja. e) padeça. b) conversa com o Senhor. de armas. razão pela qual acredita que não será salvo. 55. oceanográficos. ecológicos. F. pois está arrependido de todos os pecados que cometeu durante a sua vida. assinale a alternativa correta. comemorado hoje. deixando que Ele decida se o salva ou não.53. coleções de interesse artístico. Jornal de Santa Catarina. a) O objetivo do texto é explicar morfologicamente o significado da palavra museu. c) É um texto informativo sobre uma data comemorativa pouca lembrada. 18/05/00. Santa Catarina possui cerca de 100 museus. d) O autor se utiliza da narração para argumentar sobre a necessidade dos museus.Interpretação de texto I Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Marco Aurélio.

01. Em E eles entraram. nem de falar ao Capitão. e o da cabeleira esforçavase por não a estragar. como se davam ouro por aquilo. Isto tomávamos nós nesse sentido. 1999. as quais não eram fanadas. como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. Isto tomávamos nós nesse sentido. isto não queríamos nós entender. assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s). IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . falaram aos marinheiros que havia muita riqueza na terra descoberta. entende-se que os tupiniquins estavam dentro da embarcação portuguesa. Mas nem sinal de cortesia fizeram. 08... Fanadas – murchas. pareceu despertar o interesse dos tupiniquins. como resposta. D.E também olhou para um castiçal de prata. 08. 04. O Capitão mandou pôr por baixo de cada um seu coxim. evidencia que havia problemas de comunicação entre portugueses e tupiniquins. a soma das alternativas corretas.Texto para as questões 56 e 57: “A carta de Pêro Vaz de Caminha Num dos trechos de sua carta a D. e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra. pode ser substituída por divertiu-se muito com as contas do rosário. com um colar de ouro.folgou muito com elas. Manuel. E então estiraram-se de costas na alcatifa.. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. Os tupiniquins ficaram constrangidos com a presença dos portugueses e logo abandonaram o navio. e depois para o colar.. muito grande. nem a ninguém. 02. aconchegaram-se e adormeceram. Coxim – almofada que serve de assento. aos pés de uma alcatifa por estrado. Pelo trecho . na embarcação portuguesa. E eles entraram.) Viu um deles umas contas de rosário. Nada. fez sinal que lhas dessem. e as cabeleiras delas estavam raspadas e feitas. relatando como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. como se lá também houvesse prata! (. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. 02. UFSC A propósito do texto. Mas nem sinal de cortesia fizeram.. por assim o desejarmos. bastante comunicativos.” COLEÇÃO BRASIL 500 ANOS. nem de falar ao capitão. um dos escrivães da armada portuguesa. é correto afirmar que: 01.Interpretação de texto I Avançar . Dê. ao pescoço (. quando eles vieram. e assim mesmo acenava para a terra. a dormir sem procurarem maneiras de esconder suas vergonhas. e bem vestido... SP. brancas. Fasc. Os tupiniquins. Pêro Vaz de Caminha descreve como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. escreve para o Rei de Portugal. 04. Dê. 57. A expressão . fica implícito que os tupiniquins desconheciam hierarquia ou categoria social lusitanas. O trecho . carpete. e. Pêro Vaz de Caminha.. como resposta. como se davam ouro por aquilo. UFSC De acordo com o texto... Abril. e assim mesmo acenava para a terra. 24 Vocabulário: Alcatifa – tapete. folgou muito com elas... I. e lançou-as ao pescoço. nem a ninguém.. por que não lho havíamos de dar! E depois tornou as contas a quem lhas dera. e novamente para o castiçal. Todavia um deles fitou o colar do Capitão.) Acenderam-se tochas.. por assim o desejarmos! Mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar. Manuel. estava sentado em uma cadeira. a soma das alternativas corretas. E deitaram um manto por cima deles. E também olhou para um castiçal de prata. 56. e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço. que aconteceu em 24 de abril de 1500: “O Capitão. consentindo.

(. Ainda hoje. Como você pensa essa relação? Kaká . “A história oficial tem sido contada do ponto de vista dos dominadores e não dos dominados. preferem recolher a sua palavra-alma. em grandes áreas do País. uma palavra pode proteger ou destruir uma pessoa. 04. Desencontro que provocou e continua provocando situações gravíssimas. Para os povos indígenas. É preciso que a civilização olhe para os índios com menos prepotência. Por aí você pode ver que a relação da linguagem com a cultura é muito profunda para o tupi-guarani. 01. que significa o som que se expande. ser e linguagem são uma coisa só. a tensão entre índios e brancos é um problema deste final de século. ver o índio de forma menos prepotente levaria a civilização atual a voltar o olhar sobre si mesma para avaliar sua própria situação. ISTOÉ . Essa perspectiva se inverte na entrevista abaixo. O pajé é aquele que fala com o coração. (. Os 500 anos de Brasil significam.. 02. Um dos nomes da alma é neeng. um tom de uma grande música cósmica. o qual chamamos de Namandu-ruetê. O brasileiro não sabe da sua própria cultura. trechos dessa entrevista. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). a noção de progresso está a ver ao seu redor o acúmulo de bens materiais.Há um trecho em seu livro. ter a percepção desse patrimônio. em que o índio tapuia Kaká Werá Jecupe analisa os 500 anos do descobrimento do Brasil. A noção do progresso relacionada ao ser desloca a questão do acúmulo de bens materiais para a do aprimoramento da criatividade. A terra dos mil povos.. a soma das alternativas corretas. Tem todo um modelo insistindo no imaginário que vê o índio como um pobre coitado. A própria palavra tupi significa em pé.. ISTOÉ . A representação do índio como “pobre coitado” é um dos estereótipos cultivados pelo imaginário nacional. regida por um grande espírito criador. como resposta.Interpretação de texto I Avançar . Para Kaká Jecupe. Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. são anos de descoberta ou de invasão? Kaká .O Brasil está se preparando para comemorar seus 500 anos. com o desaparecimento de centenas de etnias.Para o tupi-guarani. por ilusão dessas relações com os brancos.” O que significa exatamente a palavra para o índio? Kaká . Porque fala e alma são uma coisa só. Na opinião do escritor tapuia. a sua expressão no mundo. 16. qual foi o maior patrimônio que o Brasil já perdeu? Kaká . 64. e fala do seu livro A terra dos mil povos. roubando todo o conhecimento ancestral que os povos indígenas detêm a respeito de ervas medicinais. Esses 500 anos oferecem a possibilidade de rever as suas raízes. em Mato Grosso do Sul) porque a garganta é a morada do ser. Dê. é na base do tiro. A noção de progresso dos indígenas está em desenvolver a sua capacidade criativa. A realidade atual indígena não é fácil.) ISTOÉ . sob a ótica dos que habitavam o Novo Mundo quando os colonizadores europeus aqui chegaram. A base do desencontro entre índios e brancos está nos valores assumidos por cada uma dessas culturas.A semente desse desencontro está na sociedade que tem na sua estrutura de cultura a questão do ter e encontrou uma cultura aqui voltada para o ser. Nosso povo enxerga o ser como um som.De desencontro. A biopirataria mencionada na entrevista consiste no roubo de ervas medicinais indígenas pelas indústrias farmacêuticas multinacionais. p. motivado pelo acirramento de interesses econômicos. que são respectivamente o ter e o ser. Não no sentido de retórica. ISTOÉ . É por isso que os guaraniscayowas. aquele que emite belas palavras. Um pajé é aquele que emite neeng-porã. ISTOÉ . ou Tupã. 08.Os europeus chegaram trazendo o progresso. Se matam enforcados (como vem acontecendo há cerca de dez anos.E qual é a razão desse desencontro? Kaká . A palavra tupuy designa ser.Nesses 500 anos. a seguir. publicada na revista Isto é (21/7/99. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 32. que também significa fala. a oportunidade de resgatar sua raízes culturais dilapidadas pelo progresso. Os interesses que provocam essas ações continuam os mesmos interesses econômicos: Hoje há um elemento a mais que são as indústrias farmacêuticas multinacionais que estão praticando a biopirataria.Para quem fundamenta a sua cultura no teor. em Dourados..)” 25 GABARITO 58. Apresentamos. para as etnias indígenas desaparecidas. 7-11).Texto para as questões 58 e 59. até para perceber que ela está em colapso. em que você escreve: “De acordo com a nossa tradição.O patrimônio da sabedoria. de acordo com os trechos da entrevista que você acabou de ler. trataram aqui como primitivos.

Emprego de termos de origem indígena. 04. 1982). Alusão ao “grande espírito” criador do Universo. significa “som em pé”. 61. palavra. 64. exceto: 01. UFMS-MS Com base no trecho em que se discorre sobre a linguagem na visão do índio. em tupi. 08. Referência à violência praticada pelo branco contra o índio. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 16. 02. a partir da relação com o branco. na tradição indígena. presença de um forte sentimento ufanista. 32. Dê. os guaranis-cayowas da região de Dourados. é correto afirmar que: 01. Indicação da(s) razão(ões) que explica(m) as divergências entre brancos e índios. vêem no gesto de pôr fim à vida a forma de fazer calar a palavra-alma. Dê. entendendo alma e fala como “uma coisa só”. e Quyquyho. mas que se combinam harmoniosamente na constituição da “grande música cósmica”. 16. enquanto som. provocado pela discórdia.Interpretação de texto I Avançar . Dê. 16. 08. noção que a terra pertence aos indígenas. a seguir. 08. nos primeiros tempos. denominado Namandu-ru-etê ou Tupã. emoção. ilustrada pela aglutinação dos termos índio e América. cuja letra reproduzimos abaixo. a palavra é vista como uma forma de poder nas relações interpessoais. “Quyquyho nasceu no centro entre montanhas e o mar Quyquyho viu tudo lindo tudo índio por aqui Indiamérica deu filhos foi Tupi foi Guarani Quyquyho morreu feliz deixando a Terra para os dois Guarani foi pro Sul. a soma das alternativas corretas. a soma das alternativas corretas. 02. 32. menção à origem comum das tribos Tupi e Guarani. Texto para as questões 60 e 61. alusão ao deslocamento geográfico das duas tribos. 32. Uso da narração como forma de estruturação das idéias no texto.” 26 GABARITO 60. o termo “neeng-porã” não significa “belas-palavras” enquanto mero ornamento do discurso. e o ser são elementos distintos. UFMS Os aspectos apontados. Também o compositor Geraldo Espíndola retrata os fatos a partir do ponto de vista do índio na canção “Quyquyho” (LP Prata da Casa. sugestão de uma relação harmoniosa entre a terra e o índio. como resposta. Visão ingênua e idealizada do índio. 04. a soma das alternativas corretas. 04. 01. a metáfora usada cria um efeito de sentido de realidade ao identificar a linguagem com uma arma de caça e guerra. oposição índio feliz. pois a eles foi legada. 02. na frase “Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. como resposta.59. podem ser encontrados em “Quyquyho”. UFMS Reconheça abaixo o(s) item(ns) que representa(m) pontos comuns entre os textos 1 (entrevista) e 2 (letra de música). a principal causa apontada por Kaká para justificar os suicídios ocorridos em Dourados é o desencanto que os índios passam a ter com sua própria língua e cultura. depois do contato com a língua e a cultura do homem branco. Tupi foi pro Norte e Formaram suas tribos cada um no seu lugar Vez em quando se encontravam pelos rios da América E lutavam juntos contra o branco em busca de servidão E sofreram tantas dores acuados no sertão Guarani foi pro Sul Tupi entrou no Amazonas Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani. tendo a ver com sentimento. versus índio sofredor.”. a linguagem. como resposta. em Mato Grosso do Sul.

Interpretação de texto I Avançar . 27 62. e) uma estrebaria a um boi branco e um burro cansado. Os soldados de Herodes distribuem elementos radioativos a todos os meninos de menos de dois anos. b) II. c) descritiva. com narrador em terceira pessoa. o reduzido espaço narrativo obriga o narrador a selecionar e a concentrar as ações essenciais de suas poucas personagens num tempo quase sempre bastante limitado. S. II. adaptando o sentido da paixão cristã às duras condições de vida nas grandes cidades. II e III. e) II e III. d) I e II. 1. 1944. Poesia completa e prosa.m. somente. Atualiza a história de Cristo. No romance. GABARITO 64. Unifor-CE Atente para as seguintes afirmações: I. o que importa são as emoções profundas e intemporais do homem. sobretudo nos três últimos parágrafos. Está correto o que se afirma em: a) II. Murilo. o autor se vale intencionalmente de um anacronismo quando associa: a) a Virgem e o carpinteiro José à cidade de Belém. b) narrativa. somente. e) dissertativa. “Não há lugar para essa gente”. c) I e III. III. II. Faz ver que. p. Está correto somente o que se afirma em: a) I. Unifor-CE Pode-se inferir que o autor do texto: I. com narrador em primeira pessoa. 1486. b) a fala do dono de um hotel à realização de um congresso. e) I. 65. Unifor-CE Anacronismo. III. grita o dono do hotel onde se realiza um congresso internacional de solidariedade. do Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. o advento de um Cristo seria impossível. anotadas em estilo elegante. 63. Confusão de data quanto a acontecimentos ou pessoas. as personagens ganham amplo desenvolvimento. Na crônica moderna. em nossa era. Conversa portátil. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . recebido por um boi branco e um burro cansado do trabalho. Uma poderosa nuvem em forma de cogumelo abre o horizonte e súbito explode. pois se apóia em argumentos encadeados. No conto. mais do que no conto ou na novela. O casal dirige-se a uma estrebaria. Ironiza a corrida armamentista. Unifor-CE O texto apresenta-se de forma predominantemente: a) narrativa. d) II e III. somente. Rio de Janeiro: Nova Aguilar.As questões de números 62 a 64 referem-se ao texto que segue. d) nuvem em forma de cogumelo a súbita explosão.” MENDES. o cotidiano pouco ou nenhum interesse tem. somente. d) descritiva. Com base na definição acima. b) I e II. O menino nasce morto. sobretudo nos três primeiros parágrafos. comparando-a a fatos narrados em passagens bíblicas. em vista das atrocidades em que os homens se especializaram. “Natal 1961 Deslocados por uma operação burocrática – o recenseamento da terra – a Virgem e o carpinteiro José aportam a Belém. as tramas se cruzam e os espaços de ação se multiplicam. c) soldados de Herodes a elementos radioativos. c) III.

Os dois formavam um maravilhoso ser único. A menina não voltou. Durou um ano o amor sem palavras. ela poderia utilizar a seguinte construção: a) “Toda traição envolve outro amor. Morreu só.” (Casimiro de Abreu). Aquela beleza absurda. eu não amo você”. Desce e percorre. porém. por toda a parte. vê surgir. c) negar um amor para afirmar outro. como num milagre. parecia um delírio. Não temos nenhum amor a trair”. mas a infiel disse-lhe sem medo: – “Eu não amo você. Quando embarcou. Não houve uma palavra entre os dois. Um dia. b) “Que não seja imortal. b) “Só se trai a quem se ama. eu amo outro. apanhou o automóvel e correu como um louco. Um amor que não tinha fim. nem você a mim. súbito. Mas. logo. tens amor – eu medo! . O marido baixou a cabeça. logo. eu não te amava nem você me amava. Um não conhecia a língua do outro. o brasileiro teve que voltar para o Brasil. cada um deve seguir a sua vida”. Doeu-lhe. c) “e se te fujo é que te adoro louco és bela – eu moço. logo.” RODRIGUES. no meio de sordidez tamanha. 1995. 67. Até que. UERJ O pequeno conto de Nelson Rodrigues narra o improvável encontro entre um milionário brasileiro e uma menina miserável do interior da China. posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure” (Vinícius de Morais). eu não te trai”. Tinha sede e queria beber. certo de que a distância é o esquecimento. d) ressaltar a dificuldade dos encontros amorosos. ninguém tem culpa dessa traição. Olhou aquela miséria abjeta. A cabra vadia: novas confissões. ora. você não se deve sentir traído”. Nelson. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . nunca. Essa função é a de: a) revelar as obsessões do autor. UERJ Há uma contradição aparente entre as passagens “um amor que não tinha fim” e “durou um ano o amor sem palavras”. que começara muito antes e continuaria muito depois. linda. E. nem princípio. Depois não viu mais o junco.. UERJ A esposa do milionário convenceu o marido. Essa aparente contradição se desfaz se procurarmos interpretar o texto relacionando-o aos seguintes versos da poesia brasileira: a) “quando o amor tem mais perigo é quando ele é sincero” (Cacaso). uma menina linda. pouco a pouco. 28 66. o escândalo. ora. as faces escavadas da fome. c) “Na dívida entre o amor e a traição eu escolhi. Foi também um adeus sem palavras. Quis gritar.Interpretação de texto I Avançar . O amor começou ali. Viu. tão só. Para apresentar o seu argumento de uma forma completa. a pé. Até que entra na primeira porta. São Paulo: Companhia das Letras. uma aldeia miserável. b) marcar as repetições da narrativa. o brasileiro foi percebendo esta verdade: – são as palavras que separam. ele a viu num junco que queria seguir o navio eternamente. o amor. e mais aguda seta que o destino?” (Carlos Drummond de Andrade). Foi parar quase na fronteira com a China. Ele ficou muito tempo olhando. 68. Resolveu viajar para a China. d) “Como você não me amava nem eu a você.Texto para as questões de 66 a 69.. como mulher. Primeiro. andou em Hong Kong. logo. Passou de um silêncio a outro silêncio mais profundo. “Certo milionário brasileiro foi traído pela esposa. d) “não é pois todo amor alvo divino. O caráter improvável desse encontro pode ser lido como uma metonímia que tem função central na constituição do sentido do texto. de repente.

há três meses. de 2 anos. (. No colo dele.. e do filho Bryan Jr. é quase desconhecida. Ninguém sabe se a data e o local estão corretos. Lá. morreu nos braços de Garibáldi. de olhos semicerrados. Na imagem. musculoso e de farta cabeleira loira aparece com o filho pequeno nos braços. c) somente a III. Estão de acordo com o texto: a) somente a II. O texto é um relato poético da vida de Anita Garibáldi. b) expressa de maneira indireta o ponto de vista da personagem chinesa. em 4 de agosto de 1849 – há exatos 150 anos –. O documento afirma que Ana Maria de Jesus Ribeiro nasceu em Laguna. c) É um texto jornalístico com elementos descritivos para caracterizar a situação do doente. b) I e III. o retrato de sua morte espalhou-se pelo mundo. Enquanto agonizava. Às 11h56. quando abandonou o primeiro marido. pedindo a presença de um fotógrafo. Em poucos dias. um americano de 34 anos devastado pelo câncer nos pulmões. agosto de 1999. ao lado da mãe. Virou Anita. III. UERJ O narrador de um conto assume determinados pontos de vista para conduzir o seu leitor a observar o mundo sob perspectivas diversificadas. um sapateiro. um homem robusto. a boca aberta no esforço desesperado por ar. Petersburg. II.. Bryan morreu em casa. na Flórida. 400 quilômetros ao nordeste de Roma. Univali-SC “Agonia pública Na cama. da mulher. Univali-SC “A reconstrução de Anita Ana Maria de Jesus Ribeiro mudou de nome e carimbou seu passaporte para a História aos 18 anos. 29 Sobre o texto acima pode-se afirmar: a) Observa-se a predominância de figuras de linguagem que realça a narrativa. No conto de Nelson Rodrigues. onde nasceu e combateu ao lado de rebeldes republicanos na Revolução Farroupilha (1835–1845). Dez anos depois. d) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o da personagem chinesa. expediu o chamado mandado de registro de nascimento tardio. d) II. oficialmente. O autor chama a atenção para a desvalorização em relação à história de Anita Garibáldi. 30 de junho de 1999. em 3 de junho. para embarcar no navio comandado pelo revolucionário italiano Giuseppe Garibáldi (1807–1882). Bobbie. a cabeça sem cabelos. O autor isenta-se de opinar a respeito do assunto. na Itália. o cartório de Laguna. em 30 de agosto de 1821. IV. jornal da cidade de St. Paulo. por iniciativa da Câmara Municipal.69. a narrativa busca emocionar o leitor por meio do seguinte recurso: a) expressa diretamente o ponto de vista do personagem milionário. Mas. Este trecho sintetiza um pouco a vida heróica de Anita. IV e V. numa fazenda em Mandriole.” MARKUN. c) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o do narrador. O motivo para tornar pública a própria agonia foi a esperança de servir de alerta sobre os malefícios do cigarro. é venerada como heroína da unificação. Os parágrafos narram a trajetória da heroína catarinense Anita Garibáldi. Superinteressante. Petersburg Times. Bryan Lee Curtis. V.)” Revista Veja. no Brasil. sua mãe ligou para o St. os olhos salientes pela magreza do doente terminal. b) É um texto poético com intuito de relatar o drama vivido por um paciente terminal. Naquela época não existia certidão de nascimento e o chamado “assento de batismo” jamais foi encontrado.Interpretação de texto I Avançar . em Santa Catarina. e) É pura e simplesmente uma narração. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . uma fotografia tirada apenas dois meses antes daquele momento final. 71. A divulgação das fotos chocantes foi o último desejo do moribundo. d) É um pequena dissertação argumentativa contra o uso do tabaco. GABARITO Observe as afirmações abaixo: I. Tanto que só passou a existir.. e) somente a V. com a cabeça a prêmio e perseguida pelo Exército austríaco. Só no último dia 11 de maio. 70.

anunciou peremptoriamente. que podia ser rigoroso mas não impermeável a um bom argumento. retirado da revista Superinteressante de maio de 1999. é este que fundamenta aquele. porém. Aborrecido com o mau desempenho de seus discípulos. “Parece-me justo”. c) reafirmar que o “aluno sempre tem razão”. ficariam prejudicados os demais dias da semana. contrariando mais uma vez a regra imposta”. com 48 horas disponíveis. contrariando sua própria norma de termos no máximo um dia de preparo”. manteve a impassividade de quem tinha a certeza de ter encontrado uma brecha lógica. raciocinou. Depois de esperar que o evidente mau humor do mestre passasse. pode-se pressupor que o autor pretende: a) fazer que os professores não se utilizem da “prova” para forçar seus alunos a estudar. d) provar que o cálculo realizado pelo aluno está equivocado.Interpretação de texto I Avançar . o jovem ponderou: “Professor. “Se o senhor concorda. vocês terão uma prova toda semana”. financeira e política da mensagem. um dia perdeu a paciência: “A partir de agora. Relacionando essa observação ao texto acima. “O senhor. como ele é o último dia com aulas na semana. rigoroso. Antes que todos saíssem do estado de curiosidade e espanto. portanto.) Ele lecionava lógica de segunda a sábado para uma turma..72. Assim. (. ( ) O modo como foi desenhada a letra inicial de “Clichetes” permite a leitura musical. ( ) Esse é um texto característico da literatura que se propagou no Brasil a partir de 1922 como uma espécie de crítica ao imperialismo norte-americano. então saberemos com 48 horas de antecedência que ela só poderá ser no sábado. os senhores terão no máximo 24 horas para se preparar. que a prova será na sexta-feira. os jovens se remexeram em suas carteiras. Não foi necessário prosseguir. quero acreditar que nunca poderá nos dar tal prova”. ainda não tinha terminado. logo descobriremos. digamos. E ressaltou: “Como na vida o tempo é escasso e bem determinado. ( ) No texto. 73. ao terminarmos as aulas da quinta-feira e percebermos que não nos avisaram da prova da sexta-feira. O estudante.. “Assim. então. Unb-DF O texto poético pode servir de base ao texto publicitário. porém justo e lógico como o senhor tem sido. julgue os itens que se seguem. ao terminar a nossa aula de quarta-feira. eu só avisarei de véspera que o teste será realizado.. isso significa que sexta-feira é o último dia para aplicar o teste”. afirmou o professor. no entanto. emendou. “MASCARAR” está para mascar assim como “MENTAL” está para menta. b) mostrar que há lógica matemática até em pequenas situações do dia-a-dia. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . GABARITO e) chamar a atenção para a lógica como armadilha. não deve ser usada em todos os casos. para ser coerente.. Univali-SC “As armadilhas da lógica (. às vezes. Um deles. efervescente. ( ) O texto é uma paródia da embalagem original de um produto. se o senhor não nos avisar do teste na quinta. Assustados. Pelo mesmo critério. porém.)” Luiz Barco. que o sábado está descartado. 30 Após a leitura do trecho acima. nunca poderá reservar o sábado para nos testar. O mestre percebeu que havia caído numa armadilha da lógica ao formular uma regra impossível de ser coerentemente seguida. e nada mais”. pois.

“À IMPROPRIEDADE De cearense sedentário baiano lacônico mineiro perdulário Deus nos guarde. assim como estes.” Interpretando-se os sentimentos do poema..74. o sentido da vida para o eu lírico. predomina a narração com a manutenção da unidade temática. ( ) O texto ressalta a uniformidade da formação cultural brasileira: branca.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . pode-se perceber que a imagem de vida do eu lírico permanece inalterada mesmo com a proximidade do século vinte e um. concretiza-se uma paródia do célebre poema de Bandeira: “a onda anda/aonde anda/a onda?”. ( ) o poema é bem-humorado por causa das inversões de sentido utilizadas pelo autor.66583624 (Chico Amaral) GABARITO Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete.cadeiras. UFMT ( ) Na primeira estrofe. ou toma um café Hoje bobagem. ( ) O espraiar das ondas é sugerido pela reiteração de fonemas nasais em toda a estrofe primeira. por exemplo. onde as ondas se amansam. revelando.. européia e cristã. sem manter assim relações de sentido com o poema. pode-se afirmar que: ( ) em seu sentido global. ( ) No texto. UFGO O poema abaixo é de José Paulo Paes. 76.. ( ) Há também na primeira estrofe um traço erotizante traduzido pela imagem . ( ) A linguagem do texto é marcada pela logicidade e linearidade. 31 “UM DIA QUALQUER . De carioca cerimonioso gaúcho modesto paulista preguiçoso Deus nos livre e guarde. opõe-se “cearense migrante”. o poema reafirma os estereótipos a respeito dos diversos tipos de brasileiro.Interpretação de texto I Avançar . ( ) o título “À impropriedade” funciona como um ornamento dispensável ao texto. ( ) o poema construído com antíteses parcialmente implícitas: ao conceito de “cearense sedentário”. ( ) A última linha do texto estabelece intertextualidade com os versos “Navegar é preciso/ viver não é preciso”. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens das questões de 75 a 77. UFMT ( ) Lendo somente as palavras em negrito. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” (CD–SKANK) 75.

falar-lhe de minhas dúvidas. não revolve os intestinos da vida. Minha natureza cria embaraços à aproximação de uns aos outros. Entretanto. e) II e III. c) I e II. porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos. III. Unifor-CE “Bem quisera ter mais intimidade com ela. escrever exige predisposição e inspiração. Narração em primeira pessoa. Unifor-CE De acordo com o último parágrafo do texto: a) momentos de reflexão são importantes para que o assunto venha a ocupar a mente daquele que escreve. Os dedos sobre o teclado. Revolto-me contra mim mesmo. Impede a conjugação de tantos outros verbos. o que se afirma em: a) somente II. mas com igual indiferença pelo que vão dizendo. por vezes.. e) I. b) II. aí está você. vedada a você. de falta de apetite para os milhares de assuntos. em relação ao texto. apoiada em figuras de linguagem e empenhada na expressão do mundo imaginário em que vive o autor. d) a falta. d) I e III. que está de olho na maquininha. II. Não basta haver variedade de assunto.” O trecho acima apresenta características evidentes de: I. Ou. assuntando. c) somente I e III. Assalta-me freqüentemente a impressão de que vivemos num alojamento de emigrantes. enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza. inclusive a simples claridade da hora. que só a língua têm em comum. II e III. Escrever é triste. Está correto.Interpretação de texto I Avançar . as letras se reunindo com o maior ou menor velocidade. de minhas fraquezas. e você não sabe ir além disso. como que em presença de um inválido. pois suponho ser em parte o causador desse mal-estar.77. d) somente II e III. não corta na verdade a barriga da vida. Dissertação. 78. c) a indisposição para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos é própria das pessoas casmurras. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . sem liberdade. Está correto somente o que está caracterizado em: a) I.) Que é isso. Conclui que não há assunto. bem como a abundância de assunto. quer dizer: que não há para você. voltada para a exterioridade das ações e marcada por um tom de convicção. O escritor empenha-se em produzir textos de qualidade superior à daqueles escritos por simples falantes da Língua. Prosa poética. Então hoje não tem crônica. A ação de escrever priva. purê de palavras. fica em sua cadeira assuntando. Mas somos nesta casa uma família de estranhos.. o escritor de usufruir de coisas simples do cotidiano. depende das condições intelectuais daquele que escreve. As questões de números 78 a 80 baseiam-se no texto abaixo. II. rapaz. III. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. de meus receios. e) letras e escritor embaralham-se no momento de passarem a expressão das idéias para o papel. 79. Vivem constrangidos. casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos. b) somente I e II. b) escrever bem implica sensibilidade e talento na percepção da matéria a ser explorada na escrita.” Carlos Drummond de Andrade. mais propriamente. “Hoje não escrevo 32 Chega um dia de falta de assunto. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. com predomínio do tom reflexivo e de marcas de análise psicológica. (.

É preciso gostar da vida. luz cheia de sombras de asas. com qualquer coisa de gato e de mulher. Tão sossegados! Só nos jardins há amores-perfeitos. que enche de ar refrigerante os meus sentimentos. nas árvores. c) pouco desconfiado e muito observador. Semanticamente.” Álvaro Moreyra. Ah! dormir com o sentimento de pôr. Tinha uma árvore. O cheiro de terra. talvez. Cesgranrio A caracterização do jardineiro “com qualquer coisa de gato e de mulher” corresponde. GABARITO IMPRIMIR d) fantasia e a irrealização pessoal do narrador. 33 81. A vida arranja tudo pelo melhor. c) sensibilidade e o contraste do sentimento com a razão. 82. Lembro-me dela. Uma voz de água no silêncio.80. d) proteção e felicidade. mas triste.. Sábado. um jardineiro risonho. logo mais. as palavras destacadas conotam. c) solução e realidade. d) “céu imenso perdido”. Cesgranrio “Eles são as minhas aldeias. Veio. e) com certa melancolia e pouca sinceridade. “ir para fora” tem um sentido mais libertador. semanticamente. 83. às vezes na realidade. As questões de 81 a 84 referem-se ao seguinte texto: “Os Jardins Sempre olhei para os jardins com doçura e gratidão. uma vez contextualizadas. e) “luz cheia de sombras de asas”. e) o escritor não pode dispensar o auxílio do dicionário – o que lhe garante a perfeição do texto. Unifor-CE No fragmento “reflexos no espelho (infiel) do dicionário”. d) bastante descrente e desiludido. d) há matizes de significado entre as palavras arroladas na mesma série sinonímica. b) lugarejo e beleza natural. Voltar Língua Portuguesa . Tão sossegados! Só nos jardins há amoresperfeitos. do tempo. E tinha canteiros de rosas. c) “cheiro de terra”. Quem pode vai para fora. A noite caindo sem desastres. b) muito arredio e pouco confiável. Hoje. depois até a gente tão simples. Cesgranrio O texto estrutura-se com períodos curtos. b) narração e a relação realidade-imaginação. 84.Interpretação de texto I Avançar . respectivamente: a) esconderijo e flor silvestre. não veio da cidade. a: a) meio arredio e misterioso.. b) “Sábado”. bem cedo a luz que desce de um céu imenso perdido. como se dissesse – Bom-dia! Chega. e) reflexão e a progressiva introspecção do narrador. c) o emprego adequado da palavra decorre da atividade de consulta ao dicionário. Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!. e) segurança e incerteza. com certeza. tão igual. b) as palavras dicionarizadas perdem a essência de seu significado.” No texto. Os outros ficam aqui mesmo. Imagine o campo. Às vezes na imaginação. Aquele jardim era meu amigo. Era um Jardim sereno. Cesgranrio A palavra ou expressão que marca o ingresso no imaginário é: a) “amores-perfeitos”. nos olhos e nas mãos. como se convidasse – Não quer andar? Este desejo de viver no campo. o adjetivo infiel denota que: a) nem sempre o significado dicionarizado das palavras satisfaz plenamente a busca daquele que escreve. essa construção caracteriza a: a) realidade e a expressão dos anseios do narrador. Eles são as minhas aldeias. amanhã. realidade de uso interno. primeiro. Ela pousa.

(. b) O telefone. atualmente. é uma máquina nunca desligada: isto provoca circuito e. afirma Aldo Colombo. c) II. fax ou telefone.. A culpa para o estresse é não saber fazer uma coisa de cada vez. e) todos os itens. inventou a Internet. b) II. O homem é uma máquina que nunca desliga. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Ingo Tirgarten. IV.Interpretação de texto I Avançar . e) A apresentação dos produtos que serão vendidos aos clientes devem ser apresentado via e-mail. O estresse é uma doença moderna. o ser humano rende maravilhosamente durante algum tempo. o celular.. As novas tecnologias da informação têm modificado a forma de os empresários apresentarem seus produtos ao mercado potencial e fecharem negócios. II e III. trocou o dia pela noite. 30% dos brasileiros sofrem de estresse. empresa especializada em sistemas de automação comercial.85. fax ou e-mail”. III e V. para o Terceiro Milênio. “Hoje em dia muitos negócios são fechados por telefone. As idéias contidas no texto estão nos itens: a) I. A psicóloga Marilda Lipp afirma: “Sob tensão pesada. uma sociedade totalmente estressada. Será que é mesmo? Será que não é o resultado de uma certa maneira de viver? O homem. desliga mesmo! O homem desaprendeu a viver.. não sabe mais distribuir corretamente as 24 horas. a partir daí. III. Os pobres humanos que estão no limiar do terceiro milênio devem reaprender a viver para não prepararem. uma das tantas doenças modernas. aboliu o Domingo. O desafio para o Terceiro Milênio é reaprender a viver. Uns dizem que o culpado é o trabalho. Os almoços e jantares com clientes são cada vez menos freqüentes. 86. c) Há novas tecnologias no mercado que substituem o e-mail. II. afirma que jantares e almoços funcionam com mais eficiência no pós-venda (. fazendo uma coisa de cada vez.. (. 34 GABARITO Observe as afirmações: I. IV e V. Hans Dieter Didjurgeit. II e IV. o fax e o e-mail têm substituído muitos encontros com o cliente para fechamento de negócios... É mais um desafio!” Missão Jovem.. como almoços e jantares com o cliente em potencial. garante o sócio gerente da Mega Sul Informática. mantendo assim o humor e a alegria de viver. Univali-SC “Atenção ao estresse! Mas será que isso leva ao estresse? Estatísticas confiáveis dizem que pelo menos 30% dos brasileiros sofrem de estresse.. o fax e o telefone são usados para manter contato permanente até o fechamento do negócio. o e-mail.) A Mega Sul costuma apresentar seu produto na empresa do cliente em potencial e. d) I. agosto de 1999. d) Todos os empresários.) O presidente da empresa de seguros ADD Makler. sempre utilizam a tecnologia (telefone e internet) na hora de fechar negócios. sendo substituídos por apresentações e reuniões na empresa do futuro cliente. por vezes.. e não desliga mais. Depois capota”. o fax e o telefone. V.)” A idéia central do texto está na opção: a) Não se fazem mais negócios pelos métodos antigos. Univali-SC “A Tecnologia aproxima os empresários Telefone e Internet são importantes ferramentas na hora de fechar negócios.

pois qualquer conclusão que obtemos dessa maneira pode acabar sendo falsa: não importa quantas ocorrências de cisnes brancos possamos ter observado. b) I.. tais como hipóteses ou teorias.) Na Europa. IV e V. a gata transformou-se na representação da deusa Bastet. c) I. e) todos os itens. e apreciado ainda no século XI quando o rato negro invadiu a Europa. o gato foi honrado e enaltecido. Ele foi admirado por sua beleza e dupla personalidade (ora um selvagem independente. ( ) Uma leitura possível dos versos Era um filme domingo/Penas do paraíso volta-se aos filmes vistos aos domingos que versavam sobre a dualidade sofrimento e felicidade. V. III e VI.87. Dos itens acima. fêmea do deus sol Rá. por mais elevado que seja o número destes últimos. ( ) A passagem de enunciados particulares a universais através de um inferência. ( ) Na estrofe 8. Sendo considerado como um animal santo. “Costuma-se chamar de “indutiva” a uma inferência se ela passa de enunciados singulares (também chamados. ( ) Um raciocínio cuja justificação lógica não é evidente. 35 88. Exemplificar as várias concepções a respeito dos gatos. III e VI.Interpretação de texto I Avançar . UFPR Leia com atenção esta passagem introdutória de A Lógica da Investigação Científica (1934). pintores e escritores que prestam homenagem à sua graça e à beleza de seu corpo.” Revista DC – Diário Catarinense – 25 de abril de 1999. No século XIII desenvolveramse as superstições e o gato passou de criatura adorada a infernal. Justificar a importância dos gatos e dos ratos. a enunciados universais. Citar superstições acerca dos gatos. algumas vezes. percebe-se a preocupação do produtor do texto em registrar o sentido literal das palavras e expressões. ( ) Na estrofe 6. Nesta mesma época. UFMT ( ) Ações corriqueiras são usadas no texto (estrofes 5 e 6) com intenção de apontar as alterações provocadas pela chegada do novo século.. A igreja lhe virou as costas. ( ) Um método físico para o exame tanto das partículas quanto do universo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . III e IV. Descrever a história dos gatos ao longo dos tempos.. de Karl Popper. d) I. “indução” é: marque V (verdadeiro) ou F (falso). ( ) Um método impróprio no caso da zoologia. o gato se desenvolveu com as conquistas romanas. IV. ora um animal doce e afável). 89. os que realmente caracterizam o texto são: a) II. está longe de ser óbvio que se justifique inferir enunciados a partir dos singulares. ( ) Um método lógico que nos permite concluir com segurança se certas teorias são validadas pela observação. ( ) Os sentidos das estrofes 6 e 7 contradizem a postura revelada até então pelo eu lírico de atribuir desimportância à mudança de século. de um ponto de vista lógico. enunciados “particulares”). (. III. São idéias presentes no texto: I. tais como as descrições dos resultados de observações ou experimentos. mas não das demais ciências.) No século XVIII ele voltou majestoso e em perfeito acordo com os poetas. Ora. o verso Com os pés no século vinte e um revela o jogo feito ao longo do texto entre mudanças e não-mudanças pelo passar do século. II. Univali-SC “No antigo Egito.. Enaltecer a figura do gato no mundo atual. (. associada aos cultos pagãos e à feitiçaria. VI. II.” Segundo Popper. Metaforizar sobre os poderosos nos dias atuais. isto não justifica a conclusão de que todos os cisnes são brancos.

. 31 mãos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis.. 10 Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças 11 terão as cores das profissões e regiões. “OUTRO BRASIL QUE VEM AÍ (Gilberto Freyre) 1 Eu ouço as vozes 2 eu vejo as cores 3 eu sinto os passos 4 de outro Brasil que vem aí 5 mais tropical 6 mais fraternal 7 mais brasileiro.. pardas. 29 ânimo de viver pelo Brasil. 32 . 27 ouvidos para ouvir pelo Brasil. 12 As mulheres do Brasil em vez das cores boreais 13 terão as cores variamente tropicais.. morenas. pretas. 28 coragem de morrer pelo Brasil.. roxas 52 tropicais 53 sindicais 54 fraternais. 16 o preto. o pardo....Texto para as questões 90 e 91.... 14 Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil 15 todo brasileiro e não apenas o bacharel e o doutor. brancas. 8 O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados 9 terá as cores das produções e dos trabalhos. morenas. 17 Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil 18 lenhador 19 lavrador 20 pescador 21 vaqueiro 22 marinheiro 23 funileiro 24 carpinteiro 25 contanto que seja digno do governo do Brasil 26 que tenha olhos para ver pelo Brasil. 30 mãos para agir pelo Brasil. 34 pretas. 35 de artistas 36 de escritores 37 de operários 38 de lavradores 39 de pastores 40 de mães criando filhos 41 de pais ensinando meninos 42 de padres benzendo afilhados 43 de mestres guiando aprendizes 44 de irmãos ajudando irmãos mais moços 45 de lavadeiras lavando 46 de pedreiros edificando 47 de doutores curando 48 de cozinheiros cozinhando 49 de vaqueiros tirando leite das vacas chamadas comadres de homens... 55 Eu ouço as vozes 56 eu vejo as cores 57 eu sinto os passos 58 desse Brasil que vem aí. pardas. roxas.. 50 Mãos brasileiras 51 brancas.” 36 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 33 Mãos todas de trabalhadores.Interpretação de texto I Avançar . o roxo e não apenas o branco e o semibranco.

usa terno branco. em relação à semântica e à estilística. de Moacyr Scliar. 12) alude à cor mestiça das mulheres brasileiras. salienta o desejo de que a mudança esperada esteja em andamento. 4) para “desse Brasil que vem aí” (l. 92. Voltar Língua Portuguesa . não. AEU-DF Julgue os itens abaixo.” 37 GABARITO IMPRIMIR Pela leitura do fragmento acima: ( ) a narrativa organiza-se entre dois movimentos: um antes (o bucolismo) e um depois (a aparição do casal). no vestido da mulher. de idade.” e “Pobres larvas. pobre substância. vocês sabem.) A mulher também é gorda. ( ) Ao se referir aos “Brasis” (l. a brisa. o riacho. os pássaros. mas o acontecimento. e depois esticada. resmunga constantemente. ( ) A ação de cada profissional no seu trabalho é realçada no poema pelas formas pleonásticas e cognatas de verbos no infinitivo (l.Interpretação de texto I Avançar . aproximando-se. ( ) As qualidades necessárias para se chegar à presidência do país deixam de ser a cultura e a cor da pele e passam a ser os valores intrínsecos a um cidadão patriota. ( ) O texto é uma apologia ao patriotismo.. Trata-se de um casal. na história.90. por fim se definem. pobre substância.” (l. ( ) Com “Todo brasileiro poderá. o seu emprego propicia a expansão da narrativa.. pobres plantas. no texto. é situado no presente. revela a crença do escritor em um Brasil mais justo e democrático. gravata vermelha e chapéu panamá. ( ) o narrador. 53) está associado à consciência de classe dos trabalhadores brasileiros. AEU-DF Julgue os itens seguintes. de 1ª pessoa. ( ) “Qualquer” (l. 31). substância extraída do casulo de larvas. 31. ( ) no fragmento. 58). ( ) As “mãos” (l.que revela o sentimento de compaixão do narrador. da técnica cinematográfica. um homem gordo. esse envolvimento tem como principal conseqüência o uso da repetição: “Pobres fibras. Por exemplo: dois pontos aparecem no horizonte. Vão se aproximando lentamente. “todo brasileiro e não apenas. e depois tingida. tenta envolver o leitor no episódio que está sendo narrado. Pobre seda. antes. a descrição é uma modalidade discursiva que permite a criação de visões de conjunto e de detalhe. Pobres fibras. Agora. seda. ( ) O termo “sindicais” (l. 91. acontecem coisas. o poema expõe o seu desejo de que a eqüidade sempre supere as desigualdades. e baixota. dirigindo-se a ele. 14). UFGO “Segue-se um trecho. Gilberto Freyre alude às tão diferentes realidades que formam este país. ( ) A passagem do verso “de outro Brasil que vem aí” (l. 40 a 48).. e costurada. Pobre seda. cujas exigências se baseiam inicialmente no trabalho e no amor à prática e a seu povo. pobres plantas. 26 e 27) e no gerúndio (l. A campina. Agora.” . Pobres larvas. e depois cortada. fibras de plantas que uma vez cresceram num prado igual a este.. extraído do conto “Ecológica ”. em relação à compreensão e à interpretação do texto. no quarteto repetido que abre e encerra o poema. enxuga com um grande lenço o rosto vermelho e suarento. Ele. Isto aqui já foi muito bucólico. conotação pejorativa. 17) tem. mas não se enxuga. ( ) De tom otimista. 15). às vezes. (No terno branco reconheço o linho. 33 e 50) metonimicamente representam o labor e a solidariedade dos brasileiros.” (l. 30. ( ) a metalinguagem é o processo que o narrador utiliza quando descreve o linho e a seda. Também está suada. ( ) O termo “boreais” (l. Reconheço. Muito tranqüilo.

há uma intencional desconsideração pela vida da criança. ( ) “Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama!” – a frase está empregada em seu sentido denotativo. Conta-se que um redator do Diário estava visitando o zoológico quando viu um menino cair num lago onde havia um jacaré. 94. — Morra o cáften! João Coqueiro presenciara tudo aquilo. entrevistado. pensava ele desesperado. ( ) O uso dos dois pontos. O redator imediatamente recriou a manchete: ‘Camarada intrépido salva miúdo que ia ser comido por jacaré’. Casa de Pensão. — Era demais tanta injúria! — Se Amâncio estivesse ali. Infelizmente. ( ) Das três manchetes criadas pelo redator. 38 93.” Isto é. pois indica situações diferentes. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. vozeando furiosos contra semelhante berraria. serve para introduzir uma explicação.’ De repente. E formidável matacão foi de encontro à vidraça iluminada do chalé de Amélia. ( ) Há no texto marcas de diferenças lexicais entre o português do Brasil e o de Portugal. porém. — É o que sucede a quem mora perto de um João Coqueiro! bradou um da turma.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. UFSE-PSS “Os vizinhos chegavam às janelas. um cidadão arranca a camisa e atira-se na água. — Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama! gritou um segundo. grudado a um canto da janela. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . no texto. 11/02/1981. — Oh! Era demais. Aluísio. — Queixe-se à Câmara Municipal! acudiu outro. p. GABARITO Com base no texto. para o redator do Diário. por Deus que o estrangulava!” AZEVEDO. o camarada intrépido. julgue os itens da questão 93. p. ( ) Um da turma bradou que era o que sucedia a quem morava perto de um João Coqueiro. com várias personagens e as alterações decorrentes dos fatos apontados.15. já de carreira para o Largo do Machado. Ouviu-se logo o estardalhaço impetuoso dos gritos. naquela ocasião. — Morra o infame! bramia a malta. “O menino e o jacaré Uma piada que circulou por aqui nos últimos dias dá a medida do engajamento político-ideológico dos portugueses. ( ) Confere vivacidade e veracidade à afirmação do autor em “vozeando furiosos contra semelhante berraria” o uso do discurso direto que se segue a ela. ( ) O trecho apresenta uma estrutura narrativa. 15” torna ambíguo o sentido da palavra aqui na primeira linha. Essa é a transposição correta da 1ª fala do texto para o discurso indireto.Interpretação de texto I Avançar . UFMT ( ) O humor contido no texto apresenta um aspecto caricatural. revelou-se salazarista. somente a primeira mantém relação de sentido com um contexto político português. ( ) As formas verbais chegavam e vozeando indicam ações pontuais ou que se efetuam rapidamente. A manchete mudou para: ‘Fascista desumano tira alimento de jacaré faminto. os olhos injetados. 11/02/81. ( ) Na terceira manchete. ( ) A referência “Isto é. Imediatamente imaginou a manchete: ‘Administração incompetente dos socialistas de Mário Soares provoca morte de miúdo no parque. o sangue a saltar-lhe nas veias. Um dos vizinhos apitou e outro despediu um jarro de água sobre os desordeiros. mordendo os nós da mão. das descomposturas e do crepitar dos vidros que se partiam sob um chuveiro de pedras.

no prazo de doze meses. Tinha a aparência de estar calma.Interpretação de texto I Avançar . passadas algumas semanas. com seis espécies conhecidas. Tem as asas atrofiadas. ( ) A fertilidade de um avestruz é. p. cada fêmea gera em média quinze filhotes por ano. apenas dois dedos em cada pé e é onívora. cujo preço varia de 1. Voltar Língua Portuguesa . todos rodearam-na com uma atenção especial. 18 out. bois e vacas começaram a dividir espaço com exóticos exemplares de um novo investimento: a estrutiocultura (é assim que se chama a criação de avestruzes). mamãe. U. O animal estava sozinho no mundo. 77. Mas. percebe-se claramente que: IMPRIMIR a) Os referentes semânticos e os signos estéticos são portadores de sons e formas que se desvendam.95. 39 Com base no texto. 96. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. ela pôs um ovo! Ela quer nosso bem! Diante do fato novo. Estava viva ainda porque não passava de nove horas da manhã.500 reais. depois do acontecido. mata e come a galinha. caso aquela fosse morta. Potiguar-RN “Uma galinha Era uma galinha de domingo. em ambos os textos.” GABARITO No texto “Uma galinha”. pois desde o sábado se encolhera num canto da cozinha. o filhote. Avestruz. em muito. Uma pequena menina nota o fato e começa a gritar: — Mamãe. sempre teve como carro-chefe a criação de gado. ( ) O segundo texto. d) Mostra a personagem disposta numa determinada situação cotidiana que se prepara para um evento pressentido até ocorrer o desfecho. no município de Simião Dias. Ave estrutioniforme. já que correspondem a explicações inseridas pelo autor do texto. Atualmente é a maior das aves. já esquecidos do fato. o adulto – dezesseis vezes mais que o preço de uma vaca. parte de um verbete de dicionário. ( ) A função da linguagem. superior a de uma vaca. indiferente. A cozinheira deu um grito e o dono da casa levado pela necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar começa a captura da galinha. na Arábia e na África. vive em zonas semidesérticas. após o evento. analisando as características estilísticas. UFSE-PSS “O avestruz está em alta. Veja. Já são 800 animais. é a mesma: predominantemente referencial. – Não é necessário o emprego do sinal de crase na palavra em negrito. Até vinte avestruzes podem ser criados no espaço de um hectare. a família. b) Perfeito domínio do Português arcaico e contemporâneo.5 quilo. Entretanto. número idêntico ao de toda a vida produtiva de uma vaca – e o período de fertilidade de um avestruz é superior a trinta anos. de Clarice Lispector.” Adaptado. compreendendo a fusão entre o real e o mágico. os animais são um negócio de altíssimo rendimento. a 8. é eminentemente descritivo. nos últimos cinco anos.000 reais. A mãe é vencida pela filha e a galinha foi deixada viver. fugindo sem saber pra onde. Compridos e desengonçados. o avestruz atinge o peso de abate. interior de Sergipe. Além disso. no qual se considera a situação da vida da personagem. Uma fêmea começa a produzir aos 3 anos e é tratada apenas com capim e ração à base de soja e milho. não mate mais a galinha. área ocupada por um único boi na pecuária extensiva. a menina prometia nunca mais comer galinha. c) A tendência regionalista acaba assumindo a característica de experiência estética universal. 2000. Até que finalmente foi alcançado: entretanto logo que foi levado de volta para a cozinha põe um ovo. Foi uma surpresa quando os elementos da casa viram a galinha abrir as asas de curto vôo e alcançar a murada do terraço e fugir vacilante para a liberdade. ( ) Os dois segmentos introduzidos por um travessão são exemplos de oralidade. A fazenda Chalé da Serra. em torno de 110 quilos. ( ) Negócio e fêmea são palavras que recebem acento gráfico pela mesma razão gramatical. Nascido de um ovo que pesa aproximadamente 1.

lá num inverno dos antigos. tudo era do meu avô. passei os anos de pequenice. coronel de patente. em jeito de moça. sem medir consideração. UERJ Estabeleça uma comparação entre os textos quanto ao tratamento dado ao tema. seja em compartimento do governo. pasto do mais fino. de cacete na mão. Não podia haver nada que não fosse do meu avô. Como fosse dado a fazer garatujações e desabusado de boca. gado do mais gordo. O sol nascia. UERJ Descreva a caracterização que o texto faz da autoridade.)” 40 LINS DO REGO. Só de uma regalia não abri mão nesses anos todos de pasto e vento: a de falar alto. lá saíam os carros-de-boi a gemer pela estrada ao peso das sacas de lã ou dos sacos de açúcar. e tudo era dele. de olhos miúdos. O seu grito estrondava até os confins. de corpo alto. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Fixara-se em mim a certeza de que o mundo inteiro estava ali dentro. pois sou sujeito lavado de vaidade. as águas do céu se derramavam na terra. Sim. o velho Bubu. o papai da Tia Maria. UERJ Identifique o foco narrativo adotado nos textos. UERJ Transcreva a passagem do texto em que o personagem-narrador informa que ficou órfão. o Dr. modéstia de lado. (. Voltar Língua Portuguesa . C. seja em sala de desembargador. 1976. 1978. o meu pai da Tia Iaiá. Tudo era do meu avô Bubu. 98. Se não recebo cortesia de igual porte. responda às questões de números 99 e 100. Digo. e era dele. Ouvia apitar o trem na linha de ferro.Compare os textos 1 e 2 e responda às questões de números 97 e 98.. Rio de Janeiro: José Olympio. Trato as partes no macio. 97. os trabalhadores do eito. de palavra educada.. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. É invencioneiro e linguarudo. (. A minha impressão firme era de que nada havia além dos limites do Corredor. com uns padres-mestres a dez tostões por mês. só havia de concreto mesmo o Engenho Corredor. abro o peito: – Seu filho da égua. A grandeza da terra era a sua grandeza.. no debaixo do capotão de meu avô. Apesar de tudo. sou Ponciano de Azeredo Furtado. In: Ficção completa. de barbas. GABARITO TEXTO 2 “A bem dizer. e a água boa e doce nas suas vertentes. Leio no corrente da vista e até uns latins arranhei em tempos verdes da infância. O coronel e o lobisomem. Mas disso não faço glória. Já morreu o antigamente em que Ponciano mandava saber nos ermos se havia um caso de lobisomem a sanar ou pronta justiça a ministrar. e tudo era dele. do que tenho honra e faço alarde. o “Velho” da boca dos trabalhadores. lá estavam as negras da cozinha.Interpretação de texto I Avançar . e tudo era dele.. que pensa que é? Nos currais do Sobradinho. “Meus verdes anos”. J. os moleques da estrebaria. Simeão coçou a cabeça e estipulou que o neto devia ser doutor de lei: – Esse menino tem todo o sintoma do povo da política. Lá ia o gado para o pastoreador. sem freio nos dentes. José Maria mandava buscar lenha para a sua cozinha no Corredor. Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas. o rio corria. 99. José. que já discuti e joguei no assoalho do Foro mais de um doutor formado. Chegavam de longe portadores de outros engenhos. IMPRIMIR 100. os cabras do eito lhe tiravam o chapéu. TEXTO 1 “Olhava eu o meu avô como se fosse ele o engenho. o Cazuza da velha Janoca.)” CARVALHO. mimoso no trato. Com base no texto 2.

b) levar o receptor (leitor) a rejeitar as opiniões do pesquisador Eduardo Losicer. o orgulho. equivalente ao inferno. O pecado da luxúria. roupas. sem noção de valores materiais. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. adotada por ídolos do esporte. prazeres e lucro. Vivemos hoje como se cada indivíduo fosse apenas um conjunto de leis. “Pecados do Século XXI As versões modernas para a luxúria. A aparência do bom moço. sob pena de exclusão do sistema.) Os indivíduos contemporâneos vêm sofrendo de ausência cada vez maior de vida interior. d) refletir sobre a natureza do código lingüístico.O Globo. Vivemos sob a moralidade dos mandados.Leia o texto a seguir e responda às questões.. É preciso preencher um vazio existencial e afetivo. praticamente superado por uma legião de mulheres que buscam um corpo cada vez mais magro e mais jovem. d) a modernidade se caracteriza por ser um paraíso. que levava homens e mulheres a pensar ou a fazer sexo em excesso. sucesso. bem como sobre sua relevância na caracterização do homem do século XXI. 102. ira. Márcia . c) informar o receptor (leitor) sobre o trabalho do psicanalista Eduardo Losicer. o autor pretende: a) expressar suas opiniões pessoais sobre a pesquisa desenvolvida pelo psicanalista Eduardo Losicer.. orgulho e luxúria – adquiriram novas versões neste final de século. Para o antigo pecado capital da avareza. tão elogiada pelos defensores da vida contemplativa.. UFR-RJ A pesquisa do psicanalista Eduardo Losicer. transformou-se em mania de trabalho. do time rival ou do parceiro que lhe deu um fora debocha. Não resistir ao apelo de uma caixa de bombons importados. explica que o indivíduo contemporâneo obedece essencialmente a ordens externas. avareza. b) a grande ameaça da sociedade está na subversão dos valores individuais. UFR-RJ Os valores dos indivíduos contemporâneos. c) Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade. b) compulsão cada vez maior pela vida interior. irreal. se possível. Pouca gente se orgulha de si mesmo ou da vida que leva (. Quem tem ódio do Governo. encobre um sujeito dissimulado que cumpre um papel preestabelecido. gula. atesta que: a) o homem contemporâneo se empenha em mudar os valores do século passado. é hoje um hábito do telespectador: o voyeurismo. (. Este era o pecado da gula. c) a punição da modernidade é a exclusão do sistema. – Este vazio na alma dá origem a condutas compulsivas para preencher este vazio afetivo com dinheiro. a inveja. que está à frente da pesquisa sobre as novas psicopatologias.. Já não há mais lugar para a ira. imagens de jornais. estão sendo determinados pelo(a): a) conflito interno entre ceder ou não à tentação. enquanto suas demandas internas caem no vazio e dão origem às compulsões: – O paraíso atual é obrigatório. O orgulho está em baixa. trabalho. e) as novas versões para os sete pecados capitais apenas se explicam no campo do imaginário. Não há possibilidade de escolha entre o céu e o inferno. a preguiça e a gula. relatando suas conclusões. à qual o artigo se refere.. e) sensação de um vazio existencial e afetivo. cinema e TV. um dos membros do Aspas (Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade). É a nova versão do invejoso.. d) determinação de alcançar o paraíso celeste. 41 101. um superego.Interpretação de texto I Avançar . Esta é a ameaça. a avareza. 103. 16/05/99. que já não deseja ser o outro. prazerosa e lúdica. segundo o texto.) todo mundo sabe que hoje em dia é fundamental se autopromover. A criativa preguiça. temos hoje o seu avesso: o consumismo desenfreado e compulsivo do perdulário contemporâneo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” CEZIMBRA. Os setes pecados capitais do cristianismo – inveja... portanto. para quem o que importa não é ser alguém. São ordens que devem ser obedecidas. preguiça. consumo. a ira. A maioria movida a compulsões por trabalho. UFR-RJ No texto “Pecados do século XXI”. todos à sua volta.) O psicanalista Eduardo Losicer. e) elaborar uma mensagem rica em musicalidade e figuras de linguagem. Não há mais a moralidade do pecado. mas algo imaginário e. executivos de empresas e apresentadores de TV. (. bebida ou drogas pesadas. ironiza e ridiculariza estes desafetos. mas ter tudo e. valores de uma sociedade que trocou a existência natural pelo acúmulo de sensações e de bens materiais.

Unioeste-PR Leia o texto a seguir: “Rudimentos em Inteligência Social É hora do recreio e um bando de meninos atravessa correndo o gramado. Só ele notou a situação de dor de José. 16. ’O homossexualismo é apenas um dos assuntos que vamos atacar‘. crianças como Roberto tendem a ser melhores na interpretação de expressões faciais. Os psicólogos não têm compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. e adaptado. 105. pois simulou a própria dor. crianças como Roberto se dão bem praticamente só com crianças problemáticas. para o autor. de Daniel Goleman. que pára. a paulista Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. Não se trata de uma medida isolada. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Desde que um deputado distrital de Brasília propôs a criação de banheiros separados para homossexuais (o primeiro deles será inaugurado no próximo mês numa cidade-satélite). Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP). ’É tão absurdo quanto querer criar banheiros especiais para deputados‘. como resposta. Essas aptidões em pré-escolares são os botões de talentos que desabrocham pela vida afora. a soma das alternativas corretas. p. machuca o joelho e começa a chorar. Univali-SC “Guerra ao preconceito Psicóloga diz que sociedade precisa respeitar os gays. Serão criados banheiros especiais para deputados. do texto “Rudimentos em Inteligência Social”. a preocupação de Roberto com o colega indica o grau elevado de sua inteligência emocional. 32. protesta a psicóloga. a atitude de Roberto não condiz com o esperado pelo coleguinha.” Fragmento retirado. Enquanto diminuem os soluços de José. porque centram o problema unicamente em sua própria pessoa. e só ele tentou oferecer algum consolo. III.104. inserido no Capítulo “A Arte de Viver em Sociedade”. do livro Inteligência Emocional. Poderia. 08. por exemplo. diz. Mesmo que não concorde com eles.” Veja. GABARITO Analise as afirmações abaixo: I. d) nenhuma das afirmações. em vez de ter oferecido ajuda concreta. Ana Bock tem sido convocada pelas rádios para explicar como e por que isso está ocorrendo na capital da República. Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. Roberto curva-se e massageia o próprio joelho. José tropeça.Interpretação de texto I Avançar . ter chamado a professora. 26 de abril de 2000. gritando: – Eu também machuquei o joelho! Roberto possui uma inteligência interpessoal exemplar. Parece que é extraordinariamente capaz de reconhecer os sentimentos dos coleguinhas de brincadeiras e de estabelecer rápidas e suaves ligações com eles. com amigos ou numa parceria comercial. Está(ão) de acordo com o texto: a) a primeira afirmação. Dê. motivos e preocupações dos outros. mas os outros continuam a correr – menos Roberto. Ela está começando a sentir as conseqüências do vespeiro em que está se metendo. Seu objetivo é envolver os psicólogos numa espécie de compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. 02. c) a terceira afirmação. b) a segunda afirmação. 04. uma aptidão emocional essencial para a preservação de relacionamentos estreitos. 42 É possível concluir. Esse pequeno gesto revela um talento para o relacionamento. II. a atitude de Roberto demonstra que o mesmo não se adapta a algumas brincadeiras e se sente feliz por assim proceder. crianças como Roberto conseguem detectar e intuir sentimentos. a partir do excerto exposto acima. o relacionamento que Roberto estabeleceu com o coleguinha ferido indicou uma preocupação que foi altruísta. 131. que: 01. ainda que o máximo que pudesse fazer fosse esfregar o próprio joelho. seja no casamento. 64. e) todas as afirmações.

Casou-se a noiva com um primo. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram esquecendo do jovem soldado que não voltou. b) quem nasce no Espírito Santo é chamado de fluminense. é correto afirmar que: a) os hábitos antigos é que eram bons.. mesmo que se vão perdendo certos hábitos. ( ) Fidelidade. quebra a seqüência narrativa e inicia o conflito da história. na maior alegria. Tudo em vão. o jovem foi convocado. ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. mas quem esse cachorro está esperando?. “A disciplina do amor Foi na França. ( ) O narrador é onisciente – intruso: conhece todos os eventos e presentifica-se no enunciado. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . cremos. começava muito antes. o focinho voltado para aquela direção. Então. Cefet-PR Leia o seguinte trecho e.. distraí-lo.”. Assim que anoitecia. atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. um pouco antes das seis da tarde. Com relação ao texto. disciplinadamente. pontualmente. ia correndo ao seu encontro e. houve mudança nos festejos do Espírito Santo. ( ) As personagens não são nomeadas porque o narrador quer evidenciar uma idéia mais que uma história em particular. Quiseram prendê-lo. Mas eu avisei que o tempo era de guerra. acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. “na maior alegria”. As pessoas estranhavam. c) com o passar do tempo. depois. fazendo a crônica da fidelidade. A festa não começava no domingo marcado pela folhinha.Interpretação de texto I Avançar . ( ) A personificação do cachorro se concretiza por expressões como: “o olhar ansioso”. Os familiares voltaram-se para outros familiares. mas no coração do cachorro não morreu a esperança”. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto abaixo e julgue os itens das questões 107 a 109. chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Como todos sabem. 108. O jovem morreu num bombardeio. Extraído de Memórias de um Sargento de Milícias.. Uma tarde (era inverno) ele lá ficou. para que tivessem lugar as novenas”.” Lygia Fagundes Telles. em “Mas eu avisei que o tempo era de guerra. UFMT – Modificada ( ) Com a frase “Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo?”. a autora busca maior envolvimento do leitor na narrativa. ( ) O tempo da narração é o mesmo dos eventos narrados. nove dias. UFMT ( ) O artigo indefinido. nas expressões “um jovem” e “um cachorro”. responda: “Era esse dia domingo do Espírito Santo. Assim que via o dono. durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias. afeição são as idéias centrais do texto. para outros amigos. ( ) Os elementos lá e aquela (última frase do texto) remetem à mesma significação. de Manuel Antônio de Almeida. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia. ia esperá-lo voltar do trabalho. 109. ainda essa festa é motivo de grande agitação. e) as novenas começavam sempre no domingo. Postava-se na esquina. Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina. outros maus. o jovem foi convocado.106. ( ) A ênfase dada à persistência nas ações do animal contraria a idéia contida no título. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. a orelha em pé. UFMT – Modificada ( ) O texto pertence ao gênero narrativo. Os amigos. fixo o olhar ansioso naquele único ponto. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido. uns bons. introduz as personagens na narrativa. longe porém está o que agora se passa daquilo que se passava nos tempos a que temos feito remontar os leitores. Hoje. ( ) O tom poético do texto pode ser exemplificado pela metáfora presente em “. todos os dias. d) durante a festa havia muita confusão.. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. como se tivesse um relógio preso à pata. ( ) O uso de mas. amizade. mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. “correr animado”. voltava ao seu ponto de espera. 43 107. a festa do Espírito Santo é uma das festas prediletas do povo fluminense. “era jovem”.

O menino tinha pavor da leprosa. c) inseguro de seu objetivo. não era sombrio como a outra sala que só se abria quando havia visitas. Tinha um lenço encardido em volta do rosto. era uma forma de estar metade protegido pela casa.” CONY. 1999. ou em dias especiais. A alternância de hábitos dentro da casa é proporcionada por acontecimentos de rotina. Uneb-BA Sobre o menino. Um dia o menino cresceu. À noite. O menino gostava. o menino mostra-se: a) realista quanto a seu futuro. do bonde que cortara a perna do seu Almeida. tão-somente no seu caráter externo. 3. mas nada tinha a ver com ele. dos mascarados do Carnaval. Uneb-BA No segundo parágrafo. c) passividade. mas tinha medo da rua. II. e) “fascinado”. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e II. 250-1. IV. Da janela. a lata que servia de fogareiro despejando fagulhas. os termos que semanticamente se aproximam são: a) “descobriu”. À tarde. Podia ficar ali. revela: a) medo. d) imprudente na escolha da realidade a ser observada. Duas ficavam fechadas. c) A violência da rua acaba inviabilizando a sua vida de reclusão. IMPRIMIR GABARITO 113. “A Janela e o Menino (Resumo dos anos mais antigos do passado) A casa tinha um jardim e três janelas que davam para a rua. “gostava” e “cresceu”. Como a baratinha que encontrou o dinheiro e foi para a janela. e) comprometimento. b) alienação. Na tradução do relacionamento do menino com o mundo. “continuou” e “esperando”. imaginava o que elas continham.Texto para as questões de 110 a 113. p. ou quando alguma coisa de extraordinário acontecia no mundo ou dentro da própria casa. d) deslumbramento. c) II e III. “imaginava” e “levaria”. Pelas manhãs. I. mas continuou na janela. Um dia. b) A janela tem uma função unilateral em sua existência. A casa focalizada é apresentada como uma realidade física. b) I e IV. ao escolher o seu espaço.Interpretação de texto I Avançar . da carrocinha de cachorro. ed. III e IV. escondendo o nariz deformado. passava o moleque vendendo amendoim torradinho. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. quando todos começavam a ir para a cama. c) “envolvido”. quando crescesse. passava a leprosa que pedia esmolas. via passar o leiteiro. o homem que afiava tesouras e facas. vendo a vida passar. mas ficava fascinado pela pontualidade com que ela ia ao portão e apanhava a moedinha que o pai sempre deixava para ela. ele gostava de ficar ali. 111. 44 110. d) “tinha”. Carlos Heitor. Uneb-BA A expressão “vendo a vida passar”. 112. “invejava” e “crescesse”. O menino descobriu a janela e a escolheu como seu lugar predileto. os outros meninos que iam para a escola levando merendeiras – ele invejava as merendeiras dos outros meninos. pode-se afirmar: a) Ele não interage com o mundo real. metade envolvido com o mundo. do homem que deu um tiro na mulher que o traíra. e) II. levaria sempre uma merendeira consigo. só se abriam aos domingos. III e IV. passava o sorveteiro. como as estrelinhas de São João. Voltar Língua Portuguesa . Ao meio-dia. e) auto-suficiente para definir sua relação com a realidade circundante. e) A sua forma de agir sobre o mundo se modifica quando ele se torna adulto. In: Os anos mais antigos do passado – crônicas. esperando a hora em que avisassem que era tarde e o chamassem para dentro. d) O seu caráter questionador leva-o a ser incompreendido por todos. A outra dava para um aposento que era uma espécie de hall. d) I. em relação ao menino. ele sabia de tudo. b) “protegido”. III. O narrador restringe a utilidade de duas das três janelas. numa reentrância da grade. Os moradores da casa são sistemáticos e conservadores quanto à vida social. Era da janela que o menino via o mundo e dele participava sem se contaminar. b) revoltado com a sua condição de aprisionado. “via” e “participava”. Uneb-BA Identifique as afirmativas verdadeiras referentes ao primeiro parágrafo do texto.

Formação técnica X Formação humanística. 114. e) descrição argumentativa. o cidadão. diz-se. atualmente. “Sobre a formação de técnicos Interessado em se fazer profissional. O texto deixa em aberto a questão da integração entre formação técnica e formação humanística. p. no mínimo menos perigoso. de preferência ministradas diretamente nas oficinas. 1996. O avanço atual da tecnologia explica o especial interesse do estudante pelas escolas técnicas.Interpretação de texto I Avançar . Seriam efetivamente formações distintas?” 45 GERALDI. b) II. As condições oferecidas pelas escolas técnicas não correspondem às expectativas do estudante. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . busca cursos oferecidos pelas escolas técnicas. Unifor-CE A coesão do segundo parágrafo decorre: a) do uso de reticências. b) exposição argumentativa de idéias.As questões de números 114 a 116 referem-se ao texto que segue. d) I e II. bom. e) do emprego de orações reduzidas.. está de acordo com o texto o que se afirma somente em: a) I. Campinas: Mercado de Letras. 115. que mais lhe interessam. III. c) da ausência de conectivos. d) integração descritivo-narrativa. ora movido pelos sonhos do mercado: uma vez profissional. ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos: são as chamadas disciplinas técnicas. Afinal. o resto é apenas um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver: passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades” para satisfazer exigências formais de uma formação que se quer técnica. o texto organiza-se como: a) simples narração de fatos. d) da freqüência de preposições. c) exposição descritiva de idéias. 117-8. b) da ligação adequada das orações. João W. Tecnologia X Humanismo. e) II e III. 116. E. ora premido pelas circunstâncias imediatas da vida. c) III.. O resto. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência em face da “competência técnica” que um curso de formação proporcionaria. entrando para a escola. II. mas também as primeiras dispensas quando os “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações do sistema de produção. Unifor-CE Quanto à estrutura. Linguagem e ensino. a mão-de-obra nãoespecializada sofre não só os baixos salários. sonha o estudante de agora com um futuro se não promissor. Unifor-CE I. A respeito dos enunciados acima. Profissional especializado.

Univali-SC “A hora de dizer não Há quem afirme que a atual geração de filhos vem recebendo dos pais uma educação mais conservadora do que estes receberam dos avós. discurso indireto e discurso indireto livre. Os jovens libertários da década de 70. apesar de subscrevê-lo. Nunes teria ditado o texto para Brito que. reclamam dos pais: os pais não confiam neles. c) 1 e 2. horários e deveres. existe quase um consenso: é preciso proibir. Implica amor e firmeza. não interessou-se em saber onde seria publicado. criam-se distorções. ’Eu não sabia de que maneira isso seria feito‘. nem quanto custaria. os pais conhecem os erros que eles mesmos cometeram e querem evitar que isso aconteça aos filhos. Voltar Língua Portuguesa . hoje e sempre – implica conjugar liberdade e responsabilidade. 30/1/98. por sua vez. a desobediência civil e o consumo de drogas. Os filhos. estão sempre desafiando os limites. Educar é também conceder liberdade. ao Ensino Fundamental e Ensino Médio. como autor da nota. agosto de 1999. Alfenas-MG “Brito. passam horas falando ao telefone ou na Internet. Educar é trazer para fora as possibilidades existentes na criança e no adolescente. mas apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura. sobretudo. c) “Educação” diz respeito à Educação Infantil. IMPRIMIR b) “Uma educação mais conservadora” significa mais proibições.” Missão Jovem.Interpretação de texto I Avançar . são pais que optam por uma educação mais conservadora. não entendem seus problemas e tratamos como crianças diante dos amigos. Educar é. em seu depoimento. Quando apenas um dos termos vale. São estes pais que reclamam dos filhos: eles não aceitam ouvir um “não”. Mas isto deve ser progressivo. 118. não sabem o que querem. exercitar o diálogo.’ No texto. que pregavam o amor livre. Educação – ontem. C1. 46 ‘Para dar-nos a conhecer os pensamentos e as palavras de personagens reais ou fictícios. Henrique Nunes. GABARITO Deduz-se do texto que: a) “É proibido proibir” era o grito de libertação dos jovens da década de 70. os trajes nem sempre asseados. hoje. disse Brito ao juiz. e) Só liberdade e só responsabilidade produzem jovens mais livres e responsáveis. são agressivos. dispõe o narrador de três moldes lingüisticos diversos conhecidos pelos nomes de discurso direto. de trajar e com suas amizades. para que o jovem forme seu caráter e suas convicções. Porque experientes... U. implicam com sua maneira de falar. estão sempre de mau humor. d) “Exercitar o diálogo” subentende-se discutir o problema entre duas pessoas. e) 2 e 4. ’E desconhecia que a resposta implicaria gastos públicos. d) 3 e 4. Pais e educadores estão redescobrindo a dimensão educativa de uma palavra antipática e necessária: não! Ainda é recente o grito de libertação: É proibido proibir! No entanto. o repórter fez uso do discurso direto nos períodos: a) 1 e 4.117.‘” O Estado de S. Educar é ensinar que existem limites. só sabem dar broncas e impor regras. disse que recebeu autorização de Pitta para responder às reportagens que tratavam da não aplicação dos 30% em Educação. Paulo. só vêem o erro e não os acertos. b) 2 e 3.

Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. de tardinha. Depois de muito farejar descobre o corpo. E o homem continua achando que um banho. como convém a um coelho cardíaco. Mário. O meu pastor é filhote. o protagonista da história. Julgamos os outros pela aparência. parecia vivo. Pasmo. Coitados de nós. Como o coelho não estava muito estraçalhado. Imagina o pobre do cachorro que. Trazia o coelho entre os dentes. E lá foi colocado. o animal desconfiado que tem dentro de nós. Juntos cresceram e amigos ficaram. Eram dois vizinhos. Lembrou? Agora pintou uma nova. – O que tem o coelho? – Morreu! – Todos: – Morreu? Inda hoje de tarde parecia tão bem. lambendo as pancadas. Ficou lindo. morto. Vamos dar um banho no coelho. o dono do cachorro e a família tomavam um lanche. o coelho. lívido. Coitado do dono do cachorro. é o cachorro. procurava em vão pelo amigo de infância. arrebentado.. animais racionais. E parece que o dono do cachorro tinha razão. depois a gente seca com o secador da sua mãe e coloca na casinha dele no quintal.. assim fizeram.. – O vizinho estava certo. escorraçar o animal. Isso na sexta-feira.Interpretação de texto I Avançar . desde sexta-feira. Sim. – Já pensaram como vão ficar as crianças? – Cala a boca! Não se sabe exatamente de quem foi a idéia. assustado. 47 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . O cachorro é o herói. deixar ele bem limpinho.. Morto. meu Deus? – E agora? A primeira providência foi bater no cachorro. com as perninhas cruzadas. Imagina. E agora. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. felizes.. Problema nenhum. Provavelmente estivesse até chorando. “O coelho e o cachorro (fragmento) De vez em quando surgem umas histórias que todos que contam juram ser verdade e até dizem que têm um primo que conheceu a vizinha da sobrinha da pessoa com a qual aconteceu. No domingo. Até perfume colocaram no falecido. Isto é. Branco.Texto para as questões 119. Vão crescer juntos. nós mesmos. Papo de vizinho: – Mas ele vai comer o meu coelho. pegar amizade.” PRATA. 120 e 121. Notam o alarido e os gritos das crianças. O bandido é o dono do cachorro. O cachorro rosnando lá fora. Quem me contou garante que aconteceu na Granja Viana. Entendo de bicho. só podia dar nisso. diziam as crianças. todo imundo. – Morreu na sexta-feira! – Na sexta? Foi. sujo de terra e. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia.) O personagem que mais me cativa nesta história toda. O ser humano. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. bairro de classe média alta em São Paulo.. A mais célebre é aquela do sapatinho vermelho da sogra que desliza debaixo do banco do carro. Descobriram! Não deram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta. Para nós o cachorro é o irracional. para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido. Simplesmente genial.. quando começou a levar porrada de tudo quanto é lado. na semana passada. Maquiada. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. Claro. Parecia que tinha visto um fantasma. mas era infalível. que não pensamos duas vezes. Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. O coelho.. o assassino confesso. – De jeito nenhum. As crianças. desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. Coitado do cachorro. é claro. Antes de a gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal! (. 22/04/98.. Enterrado.. quando entra o pastor alemão na cozinha. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. Quase mataram o cachorro. O doido comprou um pastor alemão. – O que foi? Que cara é essa? – O coelho. E agora? Todos se olhavam.

e) Nova lei regulamenta a profissão de professor de Educação Física. 22 de março de 2000.E. 3-18. com uma disposição que parece não terminar nunca e ter sempre à mão – com justificativas científicas – a série ideal de exercícios para deixar o corpo do aluno próximo da perfeição. portanto. a) Identifique. e) de propaganda. U. O bom-humor e a disposição podem ser autênticos. a) Depois de dois anos. de 1998. Univali-SC “Ordem na malhação Professor de ginástica costuma ser daquelas pessoas eternamente bem-humoradas. A abrangência da legislação vai além dos limites da academia. a) Cite a modalidade predominante no texto de Mário Prata. Mais. os Conselhos Regionais e Federal de Educação Física prometem acabar com essa espécie de professor de fachada. Norte Fluminense-RJ O texto de Mário Prata nos conta uma história em tom de fábula. no entanto. U. 121. que serão obrigados a registrar o profissional como funcionário. 123. 122. U. U. Paulo. os conselhos estão preparados para fiscalizar a aplicação da lei. p. que regulamenta a profissão (só agora.” O Estado de S. clubes e até condomínios. b) O cachorro é o protagonista da história. Ela estabelece que só poderá trabalhar na área aquele que for registrado no conselho e. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 120. Alfenas O excerto pode ser considerado como um texto: a) argumentativo. hotéis. Norte Fluminense-RJ O autor utiliza expressões da linguagem coloquial. Reescreva as passagens abaixo. GABARITO Assinale a alternativa que está de acordo com o texto acima. A lei vale para clínicas. Nas fábulas. reforma de prédios. Norte Fluminense-RJ Entre as modalidades discursivas – dissertativa. incentivos fiscais para quem recupera patrimônio tombado. Todos os estabelecimentos que tiverem como principal atividade a educação física deverão ser registrados no conselho. no texto. b) narrativo.E.” Isto é. depois de anos. As entidades colocarão em prática a lei. Identifique o antagonista. A partir deste mês. b) Bom-humor é uma das características de todos os professores de Educação Física. mas centenas de jovens belos e musculosos que comandam animadíssimas aulas nas academias nunca passaram nem perto de uma faculdade de Educação Física. c) Há tanta autenticidade na disposição e no bom-humor como no conhecimento para a malhação. d) Conselhos Regionais de Educação Física prometem acabar com a ginástica como atividade profissional. o critério de julgamento utilizado pelos seres humanos. b) “As crianças enterraram ele no fundo do quintal”. c) descritivo. mas o conhecimento adequado para preparar a receita da malhação não necessariamente. b) Transcreva dos três últimos parágrafos do texto uma frase completa que justifique a resposta anterior.Interpretação de texto I Avançar .119. os conselhos estão preparados para fiscalizar sua aplicação). 16/05/99. narrativa. costuma haver um final moralizante. d) épico. descritiva – uma delas apresenta estrutura com enredo e personagens. Excerto (de texto que trata da mudança de localização do Palácio dos Bandeirantes) para a questão 122: 48 “É uma parceria que implica da mudança de zoneamento. até cuidar de meninos de rua ou dos jardins. Deveria ser o requisito básico.E. formado em Educação Física. substituindo os termos sublinhados por outros do padrão mais formal da língua: a) “Agora pintou uma nova”. onde deveriam ter aprendido o que ensinam.

fazendo-se o ajuste devido entre o pronome e o verbo. dentro de uma Ferrari. Era o inverno que estava começando. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. tomando uma cervejinha. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. e um produtor gostou da minha voz. IMPRIMIR 125. dançou. “sempre”. apesar de usual na língua falada. ( ) Nas linhas 8 e 9. sem se preocupar com o inverno que estava por vir. http://www. Voltar Língua Portuguesa . reelaborada. E a cigarra falou para a formiguinha: — Olá. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. ( ) O gênero fábula é uma narrativa breve tradicional que apresenta duas características básicas: personificação ou antropomorfismo. já que dá a animais ou a seres inanimados voz e comportamento similares aos humanos.com/soho/Atrium/8069/Fabulas/fabula2. amiga. um preceito ou uma lição de vida. Não aproveitou nada do Sol. o ensinamento principal mudou. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. Seleção de Walnice Galvão. A propósito. a formiguinha trabalhou sem parar. Em relação ao texto acima. Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca. GABARITO INSTRUÇÃO: Leia o texto de Clarice Lispector e jugue os itens da questão 125. ( ) São claros os limites entre eventos vividos e a reflexão sobre eles. Seu nome era “trabalho” e seu sobrenome. pois mudou a maneira de se enxergar a relação lazer/trabalho. e o vento: uma picada. Então. não? No Rio de Janeiro. ( ) A modalidade discursiva utilizada é o monólogo interior. Enquanto isso. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris. armazenando comida para o período de inverno. Global. Quando abriu a porta para ver quem era. julgue os itens a seguir. sem problema! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu grana pra ir a Paris e comprar esta Ferrari? — Imagine você que eu estava cantando em um bar. Tem sido sábado. enquanto a cigarra é considerada como boa-vida. a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade. a formiga é vista como uma trabalhadora-modelo. Será que você poderia cuidar da minha toca? — Claro. entrou em sua singela e aconchegante toca repleta de comida. Clarice. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã.Interpretação de texto I Avançar . e intenção de transmitir um ensinamento. Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá. mas já não me perguntam mais. Se chovia só eu sabia que era sábado. as relações semântico-sintáticas estão organizadas de tal forma que a vírgula é desnecessária ( ) Na linha 10. manda ele pro DIABO QUE O CARREGUE! MORAL DA HISTÓRIA: Aproveite sua vida. não desperdiçou um minuto sequer. UnB-DF “A formiga e a cigarra Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. verifica-se que. vou passar o inverno em Paris.. começou a esfriar. não atende às exigências da escrita culta: para tal. ( ) A personagem é caracterizada por traços realistas visando retratar a realidade brasileira. A formiguinha. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. vejo que é sábado de tarde. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. o rosto inchado..html (com adaptações). escrita por La Fontaine. Domingo de manhã também é a rosa da semana. uma rosa molhada.” 49 Fábula de La Fontaine reelaborada. Então eu não digo nada. nesta versão. a significação de “o que” está expressa depois dos dois-pontos. da brisa suave do fim da tarde nem do bate-papo com os amigos ao final do expediente de trabalho. Os melhores contos de Clarice Lispector. São Paulo. 1997. pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine. esse pronome deveria ser substituído por “o”.geocities. de súbito. sangue e mel. antes do vento espantado poder recomeçar. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. nós já tínhamos tomado banho.” LISPECTOR.124. a abelha no quintal. na fábula original. com um aconchegante casaco de visom. passados alguns dias. ( ) O emprego dado ao pronome “ele”. saiba dosar trabalho e lazer. aparentemente submissa. na semana passada. quando se pensa que a semana vai morrer. sim. Durante todo o outono. a amiga deseja algo de lá? —Desejo. exausta. sábado de manhã. curtiu para valer. aproveitou o Sol. UFMT ( ) A apresentação das ações respeita uma ordem cronológica e espacial. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. cantou durante todo o outono. ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra. último período do texto. ( ) Considerando que.

)” VERÍSSIMO. Não. ( ) De acordo com o texto. O triunfo da língua reflete o triunfo o futebol. Algumas poucas palavras inglesas ainda não caíram em completo desuso. atualmente. é. embora um tanto jocoso.. b) 1. ao texto. A Confederação Brasileira de Futebol. Estão corretos apenas: a) 1. UFPE No texto. ( ) Na opinião da leitora de Veríssimo. p. o basquete.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 126: “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estanhando que “brasileiro” seja o único adjetivo pátrio conhecido em “eiro” que. A aclimatação deu-se às vezes por simples aportuguesamento das palavras. Entrava. CBF. não compliquemos. mas o “goalkeeper” não o zagueiro. Eis que agora se tenta entregar o futebol de volta à língua inglesa – e. Seria um caso incurável de carência de colonizador. Existem suecos. c) acabaram por subverter. no regulamento do atual campeonato. suecos e ingleses estão para médicos e terapeutas.. Nós é que nos oferecemos. empresário. b) rompem. “Disputam-se “play-offs”. entre outras coisas. ao longo de algum tempo. (. Chamemos o fenômeno por seu nome. A escolha de expressões como “um caso incurável de carência do colonizador” e “é bobeira. com a cultura colonizadora. Mostra que o futebol se enraizou a tal ponto. uma história de triunfo da língua portuguesa. UFMT ( ) Segundo a leitora. mas dos Estados Unidos. a imposição de estrangeirismos no campo do futebol. Entre a assistência e o play-off. e com termos emprestados de outro esporte. e os basbaques foram atrás. terapeutas e curandeiros. como existem médicos. É bobeira mesmo. O texto demonstra que. (. “Play-off” é um termo importado do basquete americano que ultimamente passou a integrar o repertório da crônica esportiva. Jornal do Brasil. segundo ela. mas o “back”. como “corner”. por cúmulo. 50 Texto para as questões 127 a 129.) Isto se dá quando nem estão nos pedindo nada. referentes às idéias expressas no texto. houve mudanças de atitude do brasileiro em relação ao uso de termos estrangeiros no futebol. caso se recorresse ao par banqueiro/bancário. O futebol. assim como brasileiros estão para curandeiros. 128. 3 e 4. que o povo acabou por revesti-lo com o que tem de mais particular e íntimo. no campeonato nacional. d) retrocederam na sua disposição de incorporar o vocabulário do futebol à língua portuguesa. 7/10/95. UFPE Leia os enunciados abaixo. A história do futebol.. Roberto Pompeu.. Veja. há políticos e politiqueiros.” GABARITO TOLEDO. e) 2 e 4. em virtude de irrefreável impulso de submissão. introduzido por ingleses no país. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 2. grande investidor ou latifundiário.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. 1. no início era jogado em inglês. facilmente. 127. O tema da submissão brasileira à cultura estrangeira foi abordado sob o ponto de vista da prática esportiva. d) 2 e 3. (. Coube à Confederação Brasileira de Futebol a adaptação dos termos ingleses à língua portuguesa. 09/12/1998. ( ) O jornalista apresenta argumentos que contrariam a hipótese levantada pela leitora. Há o importador e há o muambeiro. no Brasil. Aliás. um dos únicos países do mundo que não tem nada a ver com futebol. ( ) A teoria da leitora ganharia força. “Se você começou como padeiro. alguns morfemas funcionariam como indicadores de status.Interpretação de texto I Avançar . definitivamente.. 4. Luís Fernando. timbaleiro ou seresteiro. é um sufixo pouco nobre. c) 1 e 3. não à língua inglesa da Inglaterra. mesmo” confere um tom de repreensão. açougueiro ou carvoeiro” – escreve Elza – “as chances são mínimas de acabar como advogado.. como no “goal” que virou “gol”. em campo não o goleiro. ingleses e brasileiros. 2 e 4. que é o idioma. esporte inglês. 126. 3. nestas terras. mas “corner” já está perdendo feio para “escanteio”. o autor admite que os brasileiros: a) reagem contra todo tipo de submissão. o ciclo da pobreza poderia ser rompido por meio da carreira política. 198. e) rejeitam influências do inglês europeu sobre o vocabulário do futebol. resolveu rotular as finais de “play-offs”.

‘mesmo’ foi aí inserido para reforçar a avaliação do autor. a palavra em negrito constitui um recurso de coesão que relaciona o núcleo da expressão a ‘futebol’. a) Na expressão ‘outro esporte’. indicando que o autor não tem certeza de que a ação possa realizar-se.Interpretação de texto I Avançar . Quando em meu mal pondero. 51 130. b) os dois se mostram desiludidos em face da impossibilidade de amar. adoro a tua formosura. b) Nesse trecho. busca. Relacionando-se as situações vividas pelo menino do texto de Carlos Heitor Cony e pelo eu-lírico do poema de Tomás Antônio Gonzaga. d) a condição do menino é fruto de sua opção existencial.129. UFPE Assinale a alternativa em que se faz uma afirmação inaceitável em relação aos recursos gramaticais em negrito no texto. e aperto sobre o peito em vão os braços. que me cerca e mata. Tomás Antônio. o pronome de 1ª pessoa do plural. 127. já o eu-lírico se sente subjugado pela tirania do amor. e) Na última oração do texto. c) um e outro sofrem pela incapacidade de romper as barreiras que os isolam do mundo. de um semivivo corpo sepultura. indica que o autor preferiu não ser taxativo em sua apreciação. s/d. então mais vivamente te diviso: vejo o teu rosto e escuto a tua voz e riso. Marília de Dirceu. referido anteriormente. Marília. Uneb-BA Este exercício. d) O verbo ‘chamar’ encontra-se no modo subjuntivo.” GABARITO GONZAGA. enquanto a do sujeito poético é resultado de uma imposição circunstancial. e) o menino vivencia uma experiência de opressão social. tem como referente os brasileiros em geral. ‘nós’. inda. São Paulo: Círculo do Livro. c) Em “Seria um caso incurável de carência de colonizador”. Movo ligeiro para o vulto os passos: eu beijo a tíbia luz em vez de face. o verbo ser. “Nesta triste masmorra. extremoso. que eu assim resista à dor imensa. no futuro do pretérito. Amor na minha idéia te retrata. constata-se que: a) ambos se sentem aprisionados e tristes. p. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . refere-se também ao texto “A Janela e o Menino” (das questões de 110 a 113).

” c) “Nada justifica a agressão física” / “Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem?” d) “É esse o papel de um educador” / “Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. “Cartas de leitores Já conhecemos nossos governantes e políticos. responda às questões de números 131 a 134.Interpretação de texto I Avançar . “O país está chocado com as agressões que os representantes do povo estão sofrendo. Arthur. c) propor uma reflexão acerca da atitude dos agressores. afirmando que a última manifestação transpusera os limites do tolerável. 52 131. Nada justificará. Nada justifica a agressão física. em 1º de junho. estamos vivendo? Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” COSTA DA SILVA. seus defeitos. UERJ O fragmento que expõe a tese de cada uma das cartas. seja quem for o agredido ou o agressor. O Globo. 132. os dois textos apresentam como traço comum: a) combate a pontos de vista de outros leitores. UERJ Em geral. As autoridades e a imprensa nacional têm-se manifestado severamente contra esses atos. é possível afirmar que as perguntas nela presentes têm o seguinte significado: a) questionar as atitudes dos políticos brasileiros. d) mostrar solidariedade ao comportamento dos manifestantes. O que causa espanto é que se tratava de uma manifestação de professores. b) construção de comprovações por meio de silogismos. d) escolha de assunto segundo o interesse do editor do jornal. Em função desse limite de espaço. respectivamente. suas capacidades limitadas para soluções e amplas para confusões. Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. É esse o papel de um educador?” ÁVILA. esse tipo de carta no jornal busca convencer os leitores de um dado ponto de vista.” IMPRIMIR 134. por mais digna que fosse a manifestação. Voltar Língua Portuguesa .03/06/2000. depois um ovo no ministro da saúde e. Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes. Por causa dessa intenção. Marcelo Maciel. UERJ Pela leitura da carta de Arthur Costa da Silva. O vice-presidente da república disse que o governador merece respeito. c) expressão de opinião sem fundamentos desenvolvidos. c) utilizar orações de estruturação negativa para defender a posição de outros. a agressão sofrida pelo governador Mário Covas. outro ataque ao governador Mário Covas.Com base nos textos abaixo. jamais. b) apontar falhas no discurso de autoridades brasileiras. UERJ As duas cartas acima são de leitores expressando suas opiniões sobre o episódio de agressão ao governador de São Paulo em manifestação de professores em greve. se é que assim se pode dizer. é possível verificar que ambas as cartas transcritas se caracterizam por: a) finalizar com perguntas retóricas para expressar sua argumentação. O veículo de publicação das cartas – o jornal – impõe um limite de espaço para os textos. suas índoles.03/06/2000. pode ser identificado em: a) “Já conhecemos nossos governantes” / “Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” b) “Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes” / “a última manifestação transpusera os limites do tolerável. E a situação de extrema violência que nós. O Globo. cariocas. 133. Concordo. b) iniciar com considerações gerais para contestar opiniões muito difundidas. GABARITO d) empregar estruturas de repetição para reforçar idéias centrais da argumentação. seja qual for a manifestação. Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem? O ministro da justiça cobrou punição judicial para os agressores.

Estaremos chegando mais perto de nós mesmos? Há uma abissal distância entre o que somos e o que queremos ser. 7. c) a sociedade deveria procurar “nascer de novo” num plano espiritual. Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante. UFR-RJ O texto é uma dissertação argumentativa que parte da tese de que: a) o homem busca o progresso espiritual. Despir-nos do lobo voraz que na arena competitiva do mercado nos faz estranhos a nós mesmos. Braços e corações abertos também ao semelhante. 01 de janeiro de 1998. mais democracia. Ano de comemorar 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. abastece o crime ao consumir drogas. Ou a opção de um momento de silêncio. os propósitos altruístas. c) existencial e política. a rede educacional. o serviço de saúde. em vez de competir com o próximo? Ano novo de eleições. Feliz mulher nova. mas está condicionado às limitações materiais. e comunicar nossa disposição de cancelar o consumo de seus produtos? Por que não competir mais conosco em busca de melhores índices de virtudes e de valores morais. O mesmo executivo que teme o seqüestro e brada contra os bandidos. Olhamos para trás: a infância que resta na memória com sabor de paraíso perdido. Ano de nova qualidade de vida. b) social e econômica. UFR-RJ Pode-se afirmar que o autor do texto “Ano Novo. Dentro do coração o medo de quem vive numa cidade que lhe é hostil. em janeiro. a solidão entre matas. a adolescência tecida em sonhos e utopias. e) política e econômica. 53 GABARITO 135.” Frei Beto. noite após noite. uma vida nova” propõe à sociedade uma renovação: a) política e material. Voto é delegação e. O Globo. e) o homem busca a plenitude. as ruas são limpas. como se a alegria saísse do forno e a felicidade viesse engarrafada. A começar pelo réveillon. o gesto solidário que ameniza a dor de um enfermo. em dezembro. a própria humanidade. a efusão de espíritos em abraços afetuosos. Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces. pedir colo a Deus e resgatar boas coisas: uma oração em família. Feliz homem novo. se teremos de parar no próximo sinal vermelho? Por que não escrever ao patrocinador do programa de violência e de pornografia na TV. sem projeto. há áreas de lazer? Participamos do debate sobre o uso de verbas públicas? O político em quem votamos teve desempenho satisfatório? Prestou contas de seu mandato? Em política. d) o homem tem buscado a renovação política com base na democracia. a violência da paisagem urbana e nossa dificuldade de conectar efeitos e causas. IMPRIMIR 136. Reencontrar. a realidade desfilar nos ilusórios devaneios de uma telenovela. os filhos. p. Como se meninos de rua fossem cogumelos espontâneos e não frutos do darwinismo econômico que segrega a maioria pobre e favorece a minoria abastada. de Chico Mendes. Mergulhar em nós. Em volta. d) pessoal e financeira. Por que acelerar tanto. No fundo da garganta. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população? Melhoraram o transporte público. os apetrechos eletrônicos que perenizam a criança que ainda existe em nós. enquanto tantos celebram a pós-modernidade. o salário exíguo num pais tão caro.Leia o texto a seguir e responda às questões de 135 a 138. da ressurreição de Henfil e. a leitura espiritual. b) a sociedade tem buscado a espiritualidade no fim do segundo milênio. uma oração. no ano que se inicia. os sacolões? Nosso bairro tem um bom sistema sanitário. Ano Novo.Interpretação de texto I Avançar . Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. Aceitar a proposta de Jesus a Nicodemos: nascer de novo. apegados à casa. uma vida nova Hoje estamos ingressando em 1998. Olhemos a cidade. tolerância é cumplicidade com maracutaias. na verdadeira democracia. governa o povo através de seus representantes e de mobilizações diretas junto ao poder público. como se a vida fosse uma janela da qual contemplamos. De celebrar dez anos. mas se esquece do material. Um apetite do Absoluto e a consciência aguda de nossa finitude. encharcando-se de bebidas alcoólicas. abrir espaço à presença do Inefável. “Ano Novo. nas atuais circunstâncias. um travo. Agora. Vontade de remar contra a corrente e. vida nova. um gesto litúrgico. De menos ansiedade e mais profundidade. Voltar Língua Portuguesa . Quanto mais cidadania. livre de pasteurização que nos massifica na mediocridade bovina de quem rumina hábitos mesquinhos.

inquietas sombras?.” A “luta terrível” na alma do sobrinho. Leia as afirmações a respeito do texto. b) somente a II é correta. desistir da herança e chorar a perda do tio. b) apenas a afirmativa II está correta. extraído de Machado de Assis. consiste em: I. e) Trata-se de uma citação de frase empregada anteriormente em obra literária. como ao poeta.”: a) Indica a citação da obra “Fausto” escrita pelo poeta do trem.. II. e) II e III são corretas. III. Sendo assim: a) apenas a afirmativa I está correta. de que fala o autor. UFF-RJ “Talvez a narração me desse a ilusão. que nada sugere. d) Trata-se de um meio de o poeta do trem se libertar da lembrança de outro poeta. Só formar uma visão crítica do mundo não resolve. c) apenas a afirmativa III está correta. Está de acordo com o texto a alternativa: a) I e II são corretas. desistindo o sobrinho do dinheiro herdado. ninguém sabe o que se passa no interior de um sobrinho.. c) somente a I é correta. II. contestando as teorias do passado forma uma geração de contestadores que nada constrói.” Stephen Kanitz. c) Corresponde a uma explicação sobre o valor de uma narração literária. d) estão corretas as afirmativas I e II. nada sugere. Univali-SC “Volta às aulas (. ah! mas então seria chorar duas coisas: o tio e o dinheiro. e as sombras viessem perpassar ligeiras..” Os dois pontos e o recurso gráfico do itálico no trecho acima permitem-nos a seguinte interpretação da frase “Aí vindes outra vez. Não. inquietas sombras?. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. Cefet-PR Leia o seguinte trecho.. nem um curso de lógica consegue formar jovens críticos. ao se libertar de memórias antigas. lamentar a morte do tio e alegrar-se com a herança deixada por ele. Não é um curso de lógica nem uma questão de formar uma visão crítica do mundo. Aprender a pensar e a tomar decisões é uma das competências mais importantes para o mundo moderno. e) estão corretas as afirmativas I e III. tendo de chorar a morte de um tio e receber-lhe a herança.” b) “Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces (.Interpretação de texto I Avançar . É impossível ensinar a pensar... d) somente a III é correta.). contraste maldito! Aparentemente tudo se recomporia.. e depois responda: “Há dessas lutas terríveis na alma de um homem. não constrói.” c) “Olhamos para trás: a infância que resta na memória (.) Ensinar a pensar também não é tão fácil assim. Oh. I. 16 de fevereiro de 2000.” e) “Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio.. 54 139.. não o do trem. b) Refere-se a um desabafo proferido pelo narrador. Veja. achando que isso resolve a questão.). Minha recomendação ao jovem de hoje é para que se concentre em uma das competências mais importantes para o mundo moderno: aprender a pensar e a tomar decisões. tolerância é cumplicidade com maracutaias... IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .137. Sair criticando o mundo. III. amaldiçoar a herança deixada pelo tio e recompor-se da perda o parente.).” 138.” d) “Em política.. UFR-RJ Fica evidente a proposta de sermos sujeitos do nosso tempo em: a) “Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante (. GABARITO 140.

29/12/1999. com sucesso. e. Jornal de Santa Catarina. Sobre o texto.. Esse é o único meio de participar de valores culturais globais sem comprometer os locais. e tentassem descobrir as suas virtudes. e) Pode-se ser tudo usando marketing pessoal. Jaime. incentivando os colegas e chamando para si a responsabilidade de determinadas tarefas inclusive aquelas que ninguém se propõe a fazer? Pois é. mas sem xenofobismo ou intolerância de nenhuma espécie. não pode parar no século passado. É preciso inovar. a globalização. 55 GABARITO A melhor interpretação para o texto é: a) O funcionário deve fazer só o que os outros não querem. 19 e 20 de setembro de 1999. marketing pessoal não é tentar passar uma boa imagem daquilo que você não é. d) O marketing pessoal deve ser uma preocupação na hora de procurar emprego. está correta a alternativa: a) Certos modos de dizer. Segundo ele. Univali-SC “Um investimento que vale a pena Sabe aquele funcionário que está sempre de bom humor. e claro que desejável. 142. Álvaro. mas passar bem uma imagem daquilo que você realmente é’. gastamos muito tempo em busca de sermos o que não podemos ser’. a qualquer preço. c) Investir no marketing pessoal é muito penoso. A propósito. conscientizar a nação de que é preciso agir em prol da língua pátria. d) A língua portuguesa. CASTRO. afirma o gerente de marketing da Karsten e professor do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Santa Catarina (SENAC). a seguinte lição: ‘Não há dúvida que as línguas se aumentam e se alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes’. função etc. ‘Diferente do que muitas pessoas pensam. esse funcionário está em alta nas empresas que pretendem sobreviver no próximo milênio. Por quê? Simplesmente porque investe no seu marketing pessoal. “Protegendo a língua nacional”. já em 1873. isso seria uma tarefa fácil se as pessoas não ficassem tentando imitar o modelo de outras pessoas. para enfrentar – com conhecimento. em decorrência do acréscimo de termos estrangeiros e das necessidades dos usos e costumes.Interpretação de texto I Avançar . necessita de mudança de humor. ‘Cada um deve investir naquilo que faz e que os outros não fazem’. c) Não é condenável praticar o xenofobismo ou a intolerância de qualquer espécie no que se refere à língua pátria. nosso escritor.)” AVENDANO. b) As línguas mudam com o passar do tempo e o número de vocábulos aumenta. sensibilidade e altivez – a inevitável. Voltar Língua Portuguesa . Univali-SC “Parece-me que é chegado o momento de romper com tamanha complacência cultural. interpenetração cultural que marca o nosso tempo globalizante. voltando a valorizá-la e eliminando as contribuições estrangeiras. argumenta. Jornal de Santa Catarina. muitas vezes. IMPRIMIR b) Deve-se passar a imagem daquilo que se é ao invés de imitar outras pessoas. É preciso agir com espírito de abertura e criatividade. segundo Machado de Assis. ‘Se pensarmos bem. ao abordar o problema da globalização atual na língua pátria. assim. (. veremos que a vida é mais simples do que nós a encaramos e. locuções novas e novas palavras são características do estilo de Machado de Assis.. só com a abertura a todo e qualquer termo estrangeiro seremos capazes de acompanhar. Nelson Marinho Teixeira.141. deixou-nos. e) É preciso acabar com a complacência que cerca a língua pátria. Machado de Assis. porque a América foi incapaz de produzir riquezas novas.

O texto utiliza uma linguagem informal. Quanto à estruturação formal. nascida de modo espontâneo e totalmente indiferente a tudo que seja imposto pela cultura oficial. UFMS O termo popular. é porque a cultura popular é algo muito mais rico do que podemos imaginar. 32.” MACHADO. todo o texto antes de resolvê-las: “A importância do conto popular em nossa cultura é tão forte que precisamos ter muito claro o que se deve entender por popular. Scipione. possui um caráter eminentemente regional. caráter espontâneo. Com isso. 04. Elas estão acima de qualquer tipo de aprovação social. Em alguns momentos. indiferença às imposições da cultura oficial. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que completa(m) corretamente a frase: O conto popular é um gênero narrativo que: 01. Dê. Leia. manifestação culturalmente rica. pois discorre sobre o conto popular. tal como aparece no texto. mas também em caracterizar o termo popular. A autora se preocupa não apenas em definir o conto popular enquanto gênero narrativo. 1994. 08. é possível dizer que o conto popular é um gênero narrativo que desenvolve traços que se repetem em histórias criadas nos mais variados locais e épocas. quando se trata de estudar gêneros literários. 144. 145. pois isto eliminaria a tendência universalizante das manifestações populares. portanto. 16. tendência à universalização. como resposta. como resposta. 08. 16. não se prende a um autor específico. a soma das alternativas corretas. inclusive aquelas de caráter eminentemente técnico? Se este legado existe. obediência às normas socialmente aprovadas. Talvez você mesmo pense assim. 02.Interpretação de texto I Avançar . 08. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu e continua exercendo sobre a literatura e as outras manifestações artísticas e culturais. 04. 04. Trata-se de um texto literário. a soma das alternativas corretas. 02. a soma das alternativas corretas. Quer dizer. a autora estabelece uma interlocução com o leitor. 56 143. veja bem. as criações populares não conhecem normas nem limites. Também não pode ser entendido como sinônimo de regional. O texto pode ser classificado como opinativo. já que se trata de uma criação coletiva.As questões de 143 a 145 baseiam-se no texto abaixo. Popular é. Mas. não pode ser considerado como um gênero literário devido a sua simplicidade e pobreza expressiva. visto que a autora apresenta seus próprios pontos de vista sobre o assunto. Literatura e redação. 32. caracterizada pela simplicidade e pobreza expressiva. 16. é correto afirmar: 01. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . como resposta. o texto segue o esquema básico introdução – desenvolvimento – conclusão. se assim fosse. Dê. Irene. apresenta um modo narrativo que o singulariza diante de outros tipos de narrativas. Geralmente se entende por popular um tipo de criação rústica. criação rústica. embora tenha um caráter universal. apresenta características composicionais que variam no tempo e no espaço. atentamente. Suas características composicionais não conhecem fronteiras de tempo nem de lugar. 02. pode ser associado à(s) seguinte(s) características(s): 01. próxima da variante popular. sobrevive até hoje apenas por força da transmissão oral. uma manifestação cultural de caráter universal. 28. UFMS Em relação ao texto lido. São Paulo. desenvolve traços próprios que o distinguem de outros tipos de narrativas. seja uma criação coletiva e tenha vivido muito tempo graças à transmissão oral. 32. p. O conto popular. Dê.

que determina o prestígio de uma língua sobre as outras. é a ascendência cultural.) Hoje aportuguesamos termos que nem sonhavam figurar no Aurélio. seu cinema. Uma é o prestígio.Interpretação de texto I Avançar . sua televisão. 1948). Dad. conseqüentemente. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. como a realização dos postulados da justiça social’. sua tecnologia e o american way of life. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. p. A informática serve de exemplo. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão mas também’ com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. UFMT ( ) O aportuguesamento do vocabulário da informática em deletar.” 57 146. IMPRIMIR 148. Printar expulsou o imprimir. ( ) O preconceito sexual ou religioso enquadra-se no campo das liberdades políticas. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. O que vem de fora é melhor. Deletar tomou a vez do velho apagar. Quem não aderiu se tornou out. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. Que corra atrás do prejuízo. ( ) A concessão dos direitos civis à mulher enquadra-se no âmbito dos direitos humanos.“ SQUARISI. Superior de Brasília-DF Julgue os itens a seguir. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’.. 1998. compreensão e interpretação textuais.E. Além disso. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. printar e startar é meramente semântico. e não econômica. (. O inglês avançou nas nossas fronteiras porque é falado pela maior potência do planeta.Texto para a questão 146. E vire in. ( ) A Organização dos Estados Americanos foi criada especificamente para proteger os direitos fundamentais do homem. É isso. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. no livre exercício de suas próprias soberanias. que vende como ninguém sua música. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. Colômbia. Outra é a receptividade. GABARITO 147. ( ) As expressões “se tornou out” e “vire in” significam respectivamente “estar por fora” e “ficar por dentro”. já dizia Gláuber Rocha. temos complexo de vira-lata. cuja Carta proclama os “direitos fundamentais da pessoa humana” como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. Startar cassou o começar. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. 170. Revista Exame. de acordo com a leitura. ( ) As obrigações do Estado não se limitam ao campo da cidadania. ( ) O léxico do português brasileiro tem sido ampliado pela entrada e acomodação de estrangeirismos. I. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. Voltar Língua Portuguesa . sua literatura. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. Peça help. UFMT – Modificada ( ) Dizer que os brasileiros têm complexo de vira-lata significa dizer que eles sofrem de xenofobia.. ( ) Segundo Squarisi. 18 de nov. ( ) Infere-se do texto que os direitos da mulher estão dissociados dos direitos do homem. Nós. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 147 e 148: “Invasão de língua estrangeira tem várias razões.

e) A linguagem dos dois textos apresenta pontos em comum. d) No texto I. frio. a que os índios chamam “aí”. 150. MENDES. com o título de seu poema.). Voltar Língua Portuguesa .” SOUSA. e os portugueses preguiça. Org.149. que o faça mover uma hora mais que outra. Salvador: EDUFBA. Mas a intenção era diversa: o primeiro queria encantar. qual uma harpia.. e saístes do intento tosqueado. o de tomar a literatura quinhentista como fonte de inspiração temática e formal. e para a ceia (. paradisíaca.) e são estes animais tão vagarosos que posto um ao pé de uma árvore. qual alternativa é incorreta? a) O texto de Gabriel de Sousa utiliza o recurso da comparação para dar conta da realidade com que se defronta na terra ultramarina e transmiti-la aos europeus. nome certo mui acomodado a este animal. pois ficando faminto. seduzir. c) É inegável o tom jocoso e irônico de Oswald de Andrade ao fazer.)” IMPRIMIR MATOS. que quem ousadamente se adianta em vez de tosquear fica em pêlo? Intentastes sangrar toda a comarca. o objetivo é ressaltar as peculiaridades da terra tropical.. Gleise F. como se fosseis voraz lobo? Quisestes tosquear o vosso gado. não só no léxico como também na sintaxe. que a pura excomunhão meteis no saco: já diz a freguesia que tendes de Saturno a natureza. e tendo tão larguíssimas orelhas. UFPE Texto I “Capítulo CVII (em que se declara que bicho é o que se chama preguiça): Nestes matos se cria um animal mui estranho. e roubais. e sem sustento. não vos cai em capelo o que o provérbio tantas vezes canta.. Gabriel S. água. parodiar. Oswald de. pois os filhos tratais com tal crueza que os comeis. uma alusão à suposta preguiça do brasileiro. Texto II “Festa da Raça Hu certo animal se acha também nestas partes A que chamam Preguiça Tem hua guedelha grande no toutiço E se move com passos tam vagorosos Que ainda que ande quinze dias aturado Não vencerá a distância de hu tiro de pedra” ANDRADE. 1587. mas quem digo que vos valha? Valha-vos ser um zote. b) O poema de Oswald de Andrade ilustra um procedimento comum aos nossos modernistas de primeira hora.. fogem vossas ovelhas de vós. calma. fogo. 58 Sobre os textos I e II. Poesias Reunidas. de. conhecido por ser muito ambicioso Reverendo vigário. Tratado Descritivo do Brasil. Sois tão grande velhaco. pois não há fome. como sendo tão bobo.Interpretação de texto I Avançar . Valha-vos. que é título de zotes ordinário. já no texto II. ontem um passa-aqui do Arcebispo! (. (. heis de buscar a dente qual jumento erva para o jantar. Uneb-BA GABARITO Texto I “A um vigário de certa freguesia.. mas ela vos sangrou na veia d’arca. e um canalha: mixelo hoje de chispo. 1996. Gregório de.. 171-2. nem outro perigo que veja diante. não chega ao meio dela desde pela manhã até as vésperas. recém-descoberta. In: Senhora Dona Bahia – Poesia Satírica de Gregório de Matos. o poeta busca resgatar a língua original do Brasilcolônia. p. e o segundo.

.. Ele gosta de me chamar Manuel ou Emanuel. pois vão ser julgados. 146-8. porque pensa que assim pode se persuadir de que sou somente homem....) Oh! não! Mil vezes não! O poeta Americano Vos deve sepultar no verso soberano – Pano negro que tem por lágrimas de prata As lágrimas que a Musa inspirada desata!!! Se aqui houve cativos – eles os libertaram.. de costas. atrevido. mas se não me engano aquele sujeito acaba de chamar o senhor de Manuel. a gemonia.Texto II “Jesuítas e Frades Que o mundo antigo s’erga e lance a maldição Sobre vós. a gemer Galileu.. Você estava mais espantado do que ele e escondeu essa admiração por prudência mundana. Sou. JOÃO GRILO Apesar de ser um sertanejo pobre e amarelo. Seu tempo já passou. Auto da Compadecida.” SUASSUNA. se quiser. Mas você.. o Filho de Davi. grande grito. p.. de Senhor.. Muita oportunidade teve de exercer sua autoridade. BISPO Cale-se. 9 ed. autoritário. soberbo. o Leão de Judá.. 17. mais generosidade e virtude requer. santificando-se através dela. Não quero faltar com o respeito a uma pessoa tão importante. Se lá carrascos foram – cá mártires morreram. por quê? JOÃO GRILO Porque.. o azeite. pode me chamar de Jesus. Se aqui houve selvagens – eles os educaram.. Arbues – foi Anchieta!” ALVES. remembrando a negra Inquisição. de Deus. Que o Germano a sangrar maldiz em feros hinos. Sevilha e Nantes na tortura. Rio de Janeiro: Agir. com o braço ocultando os olhos. Na fogueira Grandier. É justo!. mas você pode me chamar também de Jesus. João. 1972. De mil autos-da-fé o fumo enchendo o céu. mundano. Que direito tem você de repreender João porque falou comigo com certa intimidade? João foi um pobre em vida e provou sua sinceridade exibindo seu pensamento. GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Com que autoridade está repreendendo os outros? Você foi um bispo indigno de minha Igreja.. MANUEL Foi isso mesmo. O Santo Ofício. Tours.. 59 IMPRIMIR Texto III “ENCOURADO. porque quanto mais alta é a função. Ariano. sinto perfeitamente que estou diante de uma grande figura. as provas. Sua obrigação era ser humilde. Lisboa. mas eu pensava que o senhor era muito menos queimado. 145-6. Em vez de Inquisidor – tivemos a vedeta. Colombo a soluçar. p. (Coleção Prestígio). A hidra escura e vil da vil Teocracia. JOÃO GRILO Aquele Jesus a quem chamavam Cristo? JESUS A quem chamavam. Castro. 1995. Loiola – aqui foi Nóbrega. Se aqui houve fogueiras – eles nelas sofreram.. MANUEL Cale-se você. Levantem-se todos. Quem é? É Manuel? MANUEL Sim. não é lhe faltando com o respeito não. (. Que a maldição vos lance a pena do Gaulês Tendo por tinta a borra das caldeiras de pez. que era Cristo.. não. In: Poesias completas de Castro Alves. Rio de Janeiro: Ediouro. ed. O tempo da mentira já passou. Esse é um de meus nomes.Interpretação de texto I Avançar . João Huss na sepultura. é Manuel..

mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. no tempo em que os eventos narrados ocorreram. vida diferente não quer dizer vida pior. p. pensei em fazer uma História dos subúrbios menos seca que as memórias do padre Luís Gonçalves dos Santos relativas à cidade. mas não a mim. como se diz nas autópsias. 810-11. III. 1. Dom Casmurro. vá. Pois. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e V. A certos respeitos. pretende reconstituir os eventos ocorridos em seu passado. e as sombras viessem perpassar ligeiras. Rio de Janeiro: José Aguilar 1971. é outra coisa. embora de épocas diferentes. expressa no fragmento acima. como todos os documentos falsos. V. Em verdade. como tudo cansa. O Texto II evidencia um contraste entre as ações dos religiosos na Europa e na América. e que apenas conserva o hábito externo. se o rosto é igual. interrelacionam-se. Entretanto. Machado de. 151. Os Textos I e III apresentam um ponto em comum: um enfoque crítico do comportamento dos representantes do clero. IV e VI. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. não o do trem. b) II e III. v. como ao poeta. UFF-RJ “A certos respeitos. 152 e 153. Capítulo II. e.Os três textos. O que aqui está é. a ação do representante terreno do clero é voltada para a defesa de valores essencialmente cristãos. d) II. e) A análise dos encantos da vida antiga parte dos mesmos pressupostos que o narrador tinha. conservo alguma recordação doce e feiticeira. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. jardinar e ler. d) O narrador. mas exigia documentos e datas como preliminares.. a ação dos religiosos no continente americano é amaldiçoada devido ao seu caráter opressor. b) O narrador aspira a uma reconstrução textual do passado. Ora. pouco apareço e menos falo. na época em que antigamente vivia. Depois. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Duas ou três fariam crer nela aos outros. uma vez que focalizam a ação do clero na realidade do Brasil. conclui-se que: a) A narrativa é feita a partir das mesmas idéias sobre si que o narrador possuía no momento mesmo em que os episódios da vida antiga ocorreram. No Texto I. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. Texto para as questões 151. tal como ocorreram então. mal comparando. e) II. Em tudo. mas falto eu mesmo. III e VI.. esta monotonia acabou por exaurir-me também. outras de menos. Sobre eles. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falarme e a dizer-me que. No Texto III. como bem e não durmo mal. II. de suas reais funções. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. c) O julgamento sobre a vida antiga não é o mesmo que o narrador tinha. IV e V. o pastor religioso é apresentado como um exemplo de comportamento mundano. tudo árido e longo. o interno não agüenta tinta. ignorando o ponto de vista do momento em que o texto é escrito. de memória. e quase todas crêem na mocidade. e esta lacuna é tudo. VI. algumas datam de quinze anos. e restaurar na velhice a adolescência. Os amigos que me restam são de data recente. III. conservo alguma recordação doce e feiticeira. c) I. I. Quis variar. mas não me acudiram as forças necessárias. a fisionomia é diferente. identifique as afirmativas verdadeiras. e tal freqüência é cansativa. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários.” Em relação à posição do narrador. era obra modesta. filosofia e política acudiram-me. O mais do tempo é gasto em hortar. Jurisprudência. não consegui recompor o que foi nem o que fui. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. e. IV.” ASSIS. senhor. 60 GABARITO “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida. inquietas sombras ?. distanciando-se. e lembrou-me escrever um livro. em determinado momento de sua vida. No Texto II. assim. Se só me faltassem os outros. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. Talvez a narração me desse a ilusão. evidencia-se uma crítica à hipocrisia religiosa. Tanto no Texto I quanto no II. Quanto às amigas. Distrações raras. de memória. pegasse da pena e contasse alguns.Interpretação de texto I Avançar . aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei.

semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. Assinale a Opção em que.” 153. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários.” a) b) c) GABARITO d) IMPRIMIR e) Caulos. UFF-RJ O narrador do texto pouco aparece e menos fala. não tem amigos de longa data. senhor. Porto Alegre: L&PM. UFF-RJ Uma das características da prosa de Machado de Assis é a presença de referências ao leitor de seus textos. algumas datam de quinze anos. sobretudo no seguinte trecho: 61 “Se só me faltassem os outros. mal comparando. e tal freqüência é cansativa. percebe-se um certo humor semelhante ao que constitui o texto de Machado de Assis. o interno não agüenta tinta. mas falto eu mesmo. O que aqui está é. outras de menos.” e) “Quanto às amigas. e tenta. através de outra linguagem – o cartum –.” b) “Em tudo. mas não a mim. em sua narrativa. e quase todas crêem na mocidade. Voltar Língua Portuguesa . vá. não consegui recompor o que foi nem o que fui. Identifique o fragmento em que o narrador emprega uma forma lingüística que expressa o leitor a quem se dirige: a) “Pois. como se diz nas autópsias. e que apenas conserva o hábito externo. sd. se o rosto é igual. Só dói quando eu respiro. “atar as duas pontas da vida”. como todos os documentos falsos. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde.152. a fisionomia é diferente. com certo humor.” c) “Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos.” d) “Duas ou três fariam crer nela aos outros. e esta lacuna é tudo.Interpretação de texto I Avançar .

até agora. tinham os beiços furados e nos buracos uns espelhos de pau. nem lho vimos Porém a terra em si é de muito bons ares. Aí andavam outros. 1999. porque. Marília. 5. / Onde canta o sabiá” (Gonçalves Dias). que pareciam espelhos de borracha”: associação de imagem com a tampa de um vasilhame de couro. “espelhos de pau. com cabelos muito pretos. 4.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. no meu braço” (Tomás Antônio Gonzaga) e) “Todos cantam sua terra / Também vou cantar a minha” (Casimiro de Abreu). “escaques”: quadrados de cores alternadas como os do tabuleiro de xadrez. tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que. de que nós deste porto houvemos vista. De ponta a ponta. UFF-RJ Assinale o fragmento que representa uma retomada modernista da Carta de Pero Vaz de Caminha. nalgumas partes. “parma”: lisa como a palma da mão. Senhor me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até a outra ponta que contra o norte vem. para transportar água ou vinho. a) “O Novo Mundo nos músculos / Sente a seiva do porvir”. infindas. / sustentada. e outros quartejados de escaques. assim frios e temperados. b) “Minha terra tem palmeiras. muito chã e muito formosa. Nela. delas brancas. não podíamos ver senão terra com arvoredos. Rio de Janeiro: Lacerda. 3. Esta terra. E alguns. a estender olhos. p 39-40. 154. 2. nem coisa alguma de metal ou ferro. bem moças e bem gentis. é toda praia parma. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . vista do mar muito grande. nem prata. a saber. “Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços. outros traziam três daqueles bicos. grandes barreiras. Águas são muitas. querendo-a aproveitar.” (Murilo Mendes).” Carta de Pero Vaz de Caminha in: ROBERTO. “chã”: terreno plano. que pareciam espelhos de borracha. ao longo do mar. d) “Irás a divertir-te na floresta. a saber. delas vermelhas. por bem das águas que tem. compridos pelas espáduas. que nos parecia muito longa. Paulo Pereira (org. não pudemos saber que haja ouro. que andavam sem eles.Interpretação de texto I Avançar . metade deles da sua própria cor e metade de tintura preta. E em tal maneira é graciosa que. Tem. quartejados de cores. a modos de azulada”: é uma tintura feita com o sumo do fruto jenipapo. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. como os de Entre Douro e Minho. Pelo sertão nos pareceu. planície. um no meio e os dois nos cabos. “tintura preta. a modos de azulada. que recebia o nome de “espelho” por ser feita de madeira polida.Texto para as questões 154 e 155. Ali andavam entre eles três ou quatro moças. (Castro Alves). de as muito bem olharmos. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. c) “A terra é mui graciosa / Tão fértil eu nunca vi. dar-se-á nela tudo. 62 GABARITO Vocabulário: 1. não tínhamos nenhuma vergonha. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. e suas vergonhas tão altas.

b) A seqüência “o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte de nossa cultura” pode ser substituída. entre as classes sociais mais ricas e.) O pior é que a responsabilidade da cultura da repetência é atribuída. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. d) As expressões “volte a ser” e “deixe de ser” levam. agora já faz parte de nossa cultura”. respectivamente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A verdade é que o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte da nossa cultura. “Os altos índices de repetência escolar só não são mais perversos que o conformismo de nossa sociedade com esse absurdo que está presente. dando títulos nacionalistas às estrofes. 80. 1978. e) O conformismo de nossa sociedade é menos perverso que os altos índices de repetência escolar. de forma tão natural quanto a chuva. por “como o fracasso na escola passou a ser encarado de forma muito natural. U. entre as classes mais pobres. Pelotas-RS Na imprensa brasileira.Interpretação de texto I Avançar . de modo significativo. de modo esmagador. advertem os eleitores a respeito do cuidado com a escolha dos seus candidatos. e) identificar e recusar os processos de colagem modernistas. 5 10 63 O procedimento poético empregado por Oswald de Andrade em seu texto é: a) reconhecer e adotar a métrica parnasiana. UFF-RJ “Pero Vaz Caminha a descoberta Seguimos nosso caminho por este mar de longo Até a oitava da Páscoa Topamos aves E houvemos vista de terra os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam pôr a mão E depois a tomaram como espantados primeiro chá Depois de dançarem Diogo Dias Fez o salto real 15 as meninas da gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito olharmos 20 Não tínhamos nenhuma vergonha” ANDRADE. em algumas experiências.F. Oswald de. sob o título “Você acha normal que uma criança carente fracasse na escola? Nós não. via-de-regra. o calor e o frio. dando-lhes títulos novos.) A vontade política e a criatividade do povo comprovam. por ocasião das eleições de 1994.” GABARITO Marque a alternativa que não está de acordo com o texto. Poesias reunidas. que é possível o Brasil mudar esse quadro.. b) recortar e recriar em versos trechos da carta de Caminha.. quase sempre às duas grandes vítimas desse monstrengo caótico que virou o ensino brasileiro: a criança e o professor. a) Para o autor do texto. (. à dedução de que a escola já foi a grande solução do Brasil e de que há necessidade de que não seja mais um problema. d) reconhecer e retomar a prática romântica. p.. o problema da repetência será resolvido com vontade política e criatividade por parte do povo brasileiro.”. o sol. c) A expressão “duas grandes vítimas desse monstrengo caótico” remete a termos posteriores a ela. sem prejuízo do sentido global. criando estrofes simétricas e com títulos. c) imitar e refazer em prosa a Carta de Caminha criando títulos para as várias seções.. Estamos às vésperas de uma eleição e o nosso voto pode contribuir decisivamente para que a escola volte a ser a grande solução do Brasil e deixe de ser apenas mais um problema. dando-lhes novos títulos. (. 156. a UNICEF e a Fundação Odebrecht.155.

em flagrante. o dos macacos do Novo Mundo. depois que o zoológico municipal fechou. diz Eduardo Ottoni. além do homem e do chimpanzé. O apetite insaciável. em fevereiro de 1999. interior de São Paulo. observa Ottoni. Os outros primatas normalmente se organizam em torno de um macho dominante que controla o abastecimento do grupo. Os mandachuvas dividem a própria comida com os seus subordinados. Tiveram de apelar para o crime. “São os únicos. “Eles podem andar sobre duas patas e também são perfeitamente capazes de aprender por observação”. Com relações tão complexas. o macaco-aranha e o muriqui são macacos africanos. Parente mais próximo do homem. 16. na sociedade dos macacos-prego não existe a noção de poder e liderança. Se não houver frutas nem insetos à mão.” Superinteressante. Duas delas são fisiológicas. a primeira palavra que vem à cabeça é o chimpanzé. A sociedade dos micos também é mais democrática que a média. usam uma ferramenta: ajeitam o fruto cuidadosamente numa pedra e jogam uma outra em cima.72. Apesar da distância. Ele consegue pescar.E. a soma das alternativas corretas. O caso foi resolvido em março. Para comer coquinhos. Onívoros de carteirinha. As razões desse desenvolvimento cognitivo só começaram a ser compreendidas muito recentemente. aliás. eles mudam a dieta e podem atacar plantações ou mesmo assaltar casas. um bando bem organizado de 55 micos assaltantes. da Universidade de São Paulo. da mesma forma que o macaco-prego. quando a Polícia Florestal prendeu. esse macaco africano consegue aprender por observação. proporcionalmente maior nesses micos do que nos outros macacos americanos. Sem precisar disputar o coquinho de cada dia a mordidas. como resposta. que dá uma destreza enorme ao animal. A outra é o chamado polegar pseudoopositor. sobra tempo para atividades sociais e para cultivar amizades. Os macacos-pregos pertencem a um grupo menos evoluído de primatas.Interpretação de texto I Avançar . é marca registrada dos espertos macacos-prego. e estavam com fome. Dê. abrir latas e frutas e escavar a terra movido pelo ímpeto de encontrar comida. A população da cidade entrou em pânico com uma misteriosa quadrilha que aproveitava a ausência dos moradores para roubar comida. 08. julho/00. Voltar Língua Portuguesa . existem duas razões fisiológicas para o desenvolvimento cognitivo do macaco-prego. 04. com força. Não é para menos. o macaco-prego é o parente mais próximo do homem e pertence a um grupo menos evoluído de primatas. ressalta o etólogo Eduardo Ottoni. o macaco-prego só podia mesmo ser um sujeito muito esperto. Os coitados haviam sido soltos numa mata na vizinhança da cidade. capazes de partilhar alimento”. A primeira é o tamanho do cérebro. As chefias são formadas por até três animais”. 02. como o macaco-aranha e o muriqui. Entre os macacos-prego o poder é diluído. 64 GABARITO IMPRIMIR De acordo com o texto: 01. Foi isso o que aconteceu em Fernandópolis. o macaco-aranha e o muriqui são espécies de macacos da América. Maringá-PR Leia o texto a seguir: “Gênio da selva Apetite favorece a inteligência Quando se fala em bicho inteligente. eles são capazes de procurar comida nos lugares mais improváveis. usar ferramentas e se reconhecer no espelho. são muito mais parecidos com seus primos de terceiro grau da África do que com seus conterrâneos.157. U. seu prato preferido. p. diferente dos outros primatas. “Não existe um único líder no bando.

( ) É notória a sua preferência pelo aristocrático e o tradicional e o seu desprezo pelo popular e o moderno. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. Há portanto certos modos de dizer. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. A influência popular tem um limite. b) A mulher. Nem tudo tinham os antigos. Cada tempo tem o seu estilo. uma certa magia. ( ) Machado de Assis. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. é a cor. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. apenas suporta a dor de viver. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. A opção que melhor sintetiza o trecho da canção é: a) Todas as mulheres merecem ser amadas. apenas agüenta. a mulher da canção. Pelo contrário.” GABARITO 159. entre a tradição e a modernidade. o que é um mal. e) A mulher brasileira. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. o autor se opõe à tácita aceitação de modismos. outros há que os adotam por princípio. Em geral. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. Feitas as exceções devidas.Interpretação de texto I Avançar . e segue sua vida. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. c) Maria. porém. locuções novas. E não vive. por intermédio dos escritores. Maria É um dom. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. não se lêem. Uma força que nos alerta. em seu texto. 65 “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. desentranhar delas mil riquezas que. no texto. AEU-DF Julgue os itens abaixo. simboliza os seres humanos que lutam. Maria É o som. ( ) Ele é de opinião que se pode muito bem prescindir do conhecimento dos clássicos para se saber corretamente a língua culta. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. o capricho e a moda inventam e fazem correr. a lágrima em riso.158. mas que sabem perfeitamente os clássicos. Maria. em relação à compreensão e à interpretação do texto. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. se fazem novas. nem tudo temos os modernos. – não me parece que se deva desprezar.” Milton Nascimento e Fernando Brandt. porque. à força de velhas. apesar de defender a preservação da essência lingüística do Português. não imputa aos literatos tal responsabilidade. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. ( ) Machado. Uma mulher que merece viver e amar Como outra qualquer do planeta. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) Maria. transforma a dor em alegria. é uma combinação de força e resistência. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. Texto para as questões 159 e 160. É a dose mais forte e lenta De uma gente que ri. é o suor. sofrem e resistem à dor de viver. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. Univali-SC “Maria Maria Maria. não se lêem muito os clássicos no Brasil. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. quando deve chorar. A este respeito a influência do povo é decisiva. representada pela Maria da canção. ( ) Conquanto reconheça a necessidade de atualização da língua. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. principalmente por parte dos escritores. Maria. Divergência digo. propõe a mediação. ou antes por uma exageração de princípio. como são todas as mulheres do planeta. Mas se isto é um fato incontestável.

identificados abaixo. Um aventureiro que assistiu às notas de mil réis acenderem os charutos e confirmou de cabeça que a lenda requentou. In: Obra completa. até. Porto Alegre: Mercado Aberto. Érico. nem pestes. festeiro. um povo prestativo. Carvalho. Voltar Língua Portuguesa . neste intricado caldeamento a miragem fugitiva de uma sub-raça. 3ª ed. na face e nas vidas das gentes que hoje se acham no réveillon do Comercial? E se eu vos assegurar que neste clube se agita uma espécie de microcosmo do Rio Grande? (. Descemos por umas grotas. nem lutas fratricidas. As circunstâncias históricas. Rio de Janeiro: Marco Zero. econômica ou política nacional. Definamos rapidamente os antecedentes históricos do jagunço. Para isso. Manual de literatura brasileira. era o sertão churro. após apresentação de uma tese. ed. o texto lido pode ser classificado como crônica. visto que aqui o preconceito é econômico. com sua dialética irresistível. 5ª. ( ) Evitando o estilo fácil e superficial. Machado de Assis faz um ensaio crítico em que. ( ) De roupagem metalingüística. porém. 158. IMPRIMIR Em cada um dos itens seguintes. p. de coração bondoso.Interpretação de texto I Avançar . CUNHA. Fragmento III “E se eu lhe disser que vossa História está toda escrita. 626.” ROSA. p.. originaram diferenças iniciais no enlace das raças. p. UnB-DF “Um grupo de alunos de uma escola de propaganda e marketing recebeu a tarefa de criar textos publicitários a partir de fragmentos de textos da literatura brasileira. efêmera talvez. AEU-DF Julgue os itens que seguem. Rio de Janeiro: Record. Galvez. O tempo e o vento.se diz . julgue se o(s) fragmento(s) acima poderia(m) subsidiar a elaboração de um texto publicitário com a temática apresentada abaixo. o mesmo. – lançamento de uma fábrica brasileira de cigarros. 227. no meio de serras de parte-vento e suas mães árvores. Sertão. em grande parte oriundas das circunstâncias físicas. do Maranhão à Bahia. o autor leva constantemente o leitor à reflexão. 161. em magnífico resumo. – valorização das idiossincrasias regionais. De repente. aonde lá. um país feliz! E mais! Um povo que nunca enfrentou guerras. Ante o que vimos a formação brasileira do norte é mui diversa da do sul. 1984. 66 Fragmento II “Quadrante que assim viemos. Literatura brasileira.” SOUZA. nem furacões.) Ali estão dois representantes do clã pastoril. A marcha do povoamento. por si.o senhor querendo se procurar.160. 162. Guimarães. Apud Sergius Gonzaga. Apud SANTOS.. que o nome não se soubesse. pois desconhece o preconceito racial.. revela-as. Fragmento IV “Agora estamos fartos de aventuras exóticas e mesmo de adjetivos clássicos e é possível dizer que este foi o último aventureiro exótico da planície. Os sertões. o grupo escolheu fragmentos que apresentam temáticas e enfoques diferenciados da realidade sociocultural. muitos deles descendentes dos primeiros sesmeiros. nem vulcões. 1984. . Mas.” GABARITO VERÍSSIMO. os senhores de terras e gados. Inaptos para discriminar as nossas raças nascentes. p. o imperador do Acre. que dribla todas as dificuldades com o célebre jeitinho. II. A estrada de todos os cotovelos. Viva o povo brasileiro. Depois dele: o turismo multinacional. pela abertura de rodovias.. Volnir e Adão E. nunca não encontra. perfazendo indagação. o sertão vem. o próprio. Márcio. ( ) Toda a fundamentação lingüística de Machado é profundamente influenciada pelas premissas saussurianas. Até. p. 12ª ed. 1989. em que todas as cores e raças se misturam livremente. porto Alegre: Sulina. em relação à teoria e aos estilos de época na Literatura Brasileira. acolhamo-nos ao nosso assunto. 1995. prolongando-as até ao nosso tempo. ( ) Nele.” Fragmento I Procuremos. por esses lugares. Euclides da. ( ) fragmento II ( ) fragmento V ( ) fragmento I e III ( ) fragmento II e IV – integração nacional. Ia fazendo receios.” RIBEIRO. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. quando a gente não espera. Grande sertão: veredas. vol. que então vigoravam no Brasil do século XIX. João Ubaldo. nem terremotos. expõe os elementos que a compõem. 1997. 13. E mais! Um povo que convive em amenidade e cortesia. – divulgação de qualidades do país com vistas à atração de turistas para a festa de comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil. Fragmento V “E mais! Um país de povo alegre.

Leia o texto abaixo para responder a questão 41. por iniciativa própria. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. sem rede de segurança . os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. a mudança é um sacolejo completo na vida. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. ( ) Para ele.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. b) A Renault construiu uma colônia de franceses no Paraná. com a sua livre poética. e) Todas as 400 empresas transnacionais instaladas no Brasil trouxeram seus executivos da matriz. na incauta adolescência. graças à Renault. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. “roubada” do Rio Grande do Sul. procurar emprego em nosso país. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. c) As multinacionais empregam executivos estrangeiros. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. Quanto a estes. entre novos e velhos. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. também foi responsável pelo aprendizado dos modernistas. Para as companhias. Acontece que. Desde 1990. Em São Paulo. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. 162. Anna Paula. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. jamais fiz distinção entre uns e outros. Hoje. 26/04/2000. Veja. Quanto a mim. ( ) Ao apontar os novos como herdeiros. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. Texto para a questão 163. ( ) Depreende-se de todo que Quintana não estabelece relação direta entre a qualidade do poeta e sua faixa etária. em relação à compreensão e à interpretação do texto. não existe geração espontânea. ressuscitada a cada geração. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. E. além de tudo. mais de 400 estão instaladas no país. AEU-DF-Modificada Julgue os itens abaixo. Os (ainda) chamados modernistas. são por natureza os nossos filhos naturais. Das 500 maiores companhias transnacionais.” 67 GABARITO 163. embora sem querer.” BUCHALLA. em prol do equilíbrio universal. ( ) No primeiro parágrafo diz que a poética parnasiana. com os espetáculos de circo dos parnasianos. o ímpeto da loucura é exclusivo da senilidade. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. Para os executivos e a família. ( ) Para Mário Quintana. existem colônias de franceses no Paraná. essa transferência representa um reforço na filial. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. d) As multinacionais transferem executivos da matriz para o Brasil objetivando reforçar sua filial. é latente a contenda entre novos e velhos poetas. E assim. sem querer. apesar de equivocada. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . já que aqui não há executivos preparados. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. por sua vez. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. UEMS De acordo com o texto é correto afirmar que: a) Os estrangeiros têm vindo.Interpretação de texto I Avançar . “No Brasil. deixa subjacente a condição de inferioridade deles em relação aos velhos. em massa. Tanto de um como de outro grupo etário.

. Banana que nem chuchu. No chão espeta um caniço. d) II e IV. Ficarei muito saudoso Se for embora daqui. tem-nos muitos. verifica-se que Murilo Mendes ironiza a exaltação da terra feita por Caminha. Quanto aos bichos. Esmeralda é para os trouxas. Salvo o devido respeito. c) I. faz críticas explícitas ao aspecto ufanista da Carta. III. Como será esse país no futuro.” 68 164...Interpretação de texto I Avançar . melancias. embora escrita no mesmo estilo. árvores. nas praias douradas desse novo país. rios. Essa relação pode dar-se em forma de paráfrase ou de paródia. a terra em si. tem-nos muitos. Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. cristalinos e plenos de peixes. Águas são muitas e infindas.. como os de Entre-Douro e Minho. Cruzados não faltarão. Bengala de castão de oiro. A gente vai passear. GABARITO 165. porque. Tão fértil eu nunca vi. um número sem fim de animais povoavam as selvas e constelações de pássaros enfeitavam os céus sem fumaça do novo mundo descoberto. UFPB-PSS A intertextualidade é a relação que ocorre entre dois ou mais textos. melancias. mantém o mesmo olhar positivo de Caminha sobre o futuro da terra brasileira. De plumagens mui vistosas. Havia outra raça bronzeada que corria nua pelas matas e florestas e pelo litoral. é muito boa de ares.55. assim os achávamos como os de lá. neste tempo de agora. nem surfistas. Araras. e) III e IV. b) I e III. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s): a) I. Senhor. Reforçai. Edição Zero. nem biquínis. Tem goiabas. Texto I “Fragmento da Carta de Pero Vaz de Caminha . quando for a vez desses meninos? Riachos. Rios e riachos corriam límpidos. O corpo do texto é uma paráfrase da Carta de Caminha pois: I. araras e papagaios. s/d. Vossa perna encanareis. Tão fértil eu nunca vi. já quinhentos anos passados. II e III.Textos para a questão 164. Texto para as questões 41 e 42. De tal maneira é graciosa que. Fortaleza: Editora RISO. No dia seguinte nasce e) Quanto aos bichos. mangueiras. Era assim o Brasil de Cabral. ainda haverá?” Texto extraído da revista Rivista. UFPB-PSS Após a leitura dos textos I e II.” Texto II “Carta de Pero Vaz (Murilo Mendes) A terra é mui graciosa. Banana que nem chuchu. c) Tem goiabas. cajueiros. papagaios. a arca. Diamantes tem à vontade. “Ainda não haviam louras. critica de modo disfarçado a visão de Caminha sobre a terra descoberta. IV. II. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Essa ironia é traduzida claramente pelo(s) verso(s): a) A terra é mui graciosa. tão frios e temperados. d) Diamantes tem à vontade. confirma a visão de Caminha sobre a terra descoberta. querendo aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. capivaras. nem mulatas. onças e capivaras. onças. Tem macaco até demais. p. b) No chão espeta um caniço. palmeiras. No dia seguinte nasce Bengala de castão de oiro. apesar da leve mudança no estilo.

e) usar a paronímia a fim de confundir o leitor. b) sentido excepcional. como se o bom e o interessante não tivessem presente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . niilismo e revolta. “Ser”. d) I e II. b) é tendência própria da natureza humana a visão fantasiosa do passado. nem futuro. d) explorar a sinonímia das palavras. ligado à classificação morfológica do verbo ser. Unifor-CE I. e) II e III. é sempre menos. corresponde à nossa existência que é o estado transitório. c) III. e) ar misterioso. III. Nessa operação mental. Unifor-CE De acordo com o texto: a) as noções de presente. que é de ligação. b) II e IV. estamos mais próximos da morte. Os relatos das décadas de 60 e 70 limitam-se a um registro dos fatos sociais mais notáveis.166. c) usar a homonímia para causar um efeito humorístico. GABARITO 170. “É próprio da natureza humana olhar o passado com melancolia.” 69 167. c) halo de encantamento. d) o saudosismo é sentimento característico daqueles que usufruíram de um passado agradável. Desde o instante em que se nasce já se começa a morrer. Existe um tipo de operação mental capaz de transfigurar os acontecimentos do passado. Entre o saudosismo e a mitificação não há distância. III. está correto o que se afirma somente em: a) I. a cada instante que passa. e não do ser.” Cassiano Ricardo. a passagem do saudosismo para a mitificação é instantânea. Cada minuto de vida Nunca é mais. A respeito dos enunciados acima. Unifor-CE A expressão aura mágica denota no texto um: a) passado feliz. b) dizer que Cabral descobriu o caminho que o levaria para as Índias. Perpassam. 169. d) sentimento saudosista. d) III e IV. O relógio faz pensar na efemeridade de nossa existência na Terra. IV.Interpretação de texto I Avançar . em todo o poema. e) IV. UFPB-PSS A respeito da manchete: Cabral descobre o caminho das Índias. como demonstram os relatos das décadas de 60 e 70. As questões de números 167 e 169 referem-se ao texto abaixo. Unifenas “O Relógio Diante de coisa tão doída conservemo-nos serenos. c) os relatos das décadas de 60 e 70 revelam uma nota da melancolia reinante na época. Considere as seguintes afirmações a respeito do texto: I. Os versos 3 e 4 expressam a idéia de que. Está correto o que se afirma apenas em: a) I e III. passado e futuro fundem-se simultaneamente na mente humana. sentimentos de angústia. e) o bom e o interessante representam-se como alvo permanente da ambição humana. II. até o ruim de outrora ganha uma aura mágica. no verso 5. Ser é apenas uma face Do não ser. b) II. c) II e III. Em suas reminiscências. é correto afirmar que o autor pretendia: a) dizer que havia muitas índias na terra descoberta. II. 168.

Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas e. repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP. digo os motivos por que silenciei e por que me decido. com os nomes que têm no registro civil.” Graciliano Ramos. contra a existência de uma censura prévia. com intenção de dar veracidade aos fatos. que o impediria de publicar seu livro. ou alguém em quem não se pode confiar. o escritor é como um cego. Também me afligiu a idéia de jogar no papel criaturas vivas. dar-lhes pseudônimo. antes de começar. é incorreta: a) existia uma censura prévia. e disto escasso prejuízo veio à produção literária. me impediram o trabalho. assim. perderemos qualquer vestígio de autoridade e. “Resolvo-me a contar. c) a força policial e a ausência de anotações que sirvam de apoio à narrativa. com o decorrer do tempo. como adiante se verá. Unifor-CE Infere-se do final do texto que: GABARITO a) sempre há pessoas que aceitam a opressão política e se beneficiam dela. Isto. a polícia. os hábitos de um decênio de arrocho. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade – talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. Unifor-CE O autor enumera razões que justificam um silêncio de dez anos. depois de muita hesitação. palavras de ordem. mas foram raríssimos esses autos-de-fé. 172. caso o escrevesse. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. b) julgava-se incapaz de colocar num livro os acontecimentos que vivenciara. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos. d) a impossibilidade de escrever com clareza. ia-me parecendo cada vez mais difícil. inibe também a capacidade de criação literária.Interpretação de texto I Avançar . Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos. mas nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei. sem romanceá-los. em qualquer época ou lugar. Voltar Língua Portuguesa . casos passados há dez anos – e. d) escrever romances só é possível em determinadas situações políticas. principalmente escrita: IMPRIMIR a) os fatos reais em oposição à invenção literária. ainda nos podemos mexer. e) as normas gramaticais e as ações da força policial. seria injustiça. redigir esta narrativa. indulgentes ou cegos. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício. com o uso de pseudônimos ou de outros disfarces. b) um depoimento verdadeiro. ninguém nos dará crédito. realizando atos esquecidos. 173. Efetivamente se queimaram alguns livros. Repugnava-me deformá-las. mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas. porém. Unifor-CE O autor situa num mesmo plano. b) a falta de liberdade política. 70 171. para publicar suas obras. como limites à liberdade de expressão. Entre elas. quando formos verazes. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a delegacia de Ordem Política e Social. c) sentia-se desautorizado a relatar fatos sobre pessoas reais e identificá-las por seu verdadeiro nome. tiradas demagógicas. como realmente haviam ocorrido. De fato ele não nos impediu escrever. Além disso. sem disfarces. julgando a matéria superior às minhas forças. e) sem liberdade de criação. e) tencionava prender-se aos fatos. e a proibição de usar nomes verdadeiros. esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. quase impossível. c) numa época de força policial. enfim. d) perdera as anotações que havia feito. Não vai aqui falsa modéstia. fazer do livro uma espécie de romance. às vezes com louvores de sustentáculos dela. os civis não conseguem fazer-se ouvir pelas autoridades do poder.As questões de números 171 a 173 baseiam-se no texto abaixo.

perigoso. “Ciúme. A mulher é honesta. desde os tempos bíblicos. 71 174. A tragédia. as ruas não estão coalhadas de corpos adúlteros ou apaixonados desprezados. c) as crianças serão sempre mais felizes e saudáveis se crescerem em contato com a natureza. “Antes de lançares a semente no chão. insuportável para quem sente e doído. mas as tragédias clássicas acabam sendo a melhor tradução para a força destruidora e devastadora desse sentimento. Assim foi descrita magistralmente por William Shakespeare. no texto em que Otelo. a sobrevivência do bom senso mesmo que o cotovelo doa colocam freios em boa parte das pessoas que dele sofrem – por isso. doente. A realidade. vê através do pequeno embrião de árvore: a sombra. c) cultivado pelas elegias pastoris. IMPRIMIR 176. Rio de Janeiro: Aguilar. e) O cultivo da terra garante os alimentos de toda a população. antes de calculares os lucros da seara. o trai com um amigo. e) a árvore é sinônimo de vida. e sempre galhos subindo para a glória de Deus e sempre galhos descendo para a fome da terra. o pastor tocando a sua gaita e a virgem derrubada debaixo da fronde. mata a doce Desdêmona.)” Veja: 14/06/2000. e o Bem e o Mal sempre brotando da árvore. UFSE A idéia central do poema está em: a) Uma semente é a síntese da vida individual. um sentimento insano. são símbolos do poder divino. por aquilo que produz. no ritmo lento da natureza. Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas. A morte é uma atitude extrema. transtornado. no seu cruel desenrolar. o amigo é sincero. desde que eles estejam floridos. Por fim. d) inerente a qualquer manifestação literária. paranóico. v. Antes dele e depois dele. b) A árvore sempre foi e continuará associada à noção da bondade divina. e os ramos benfazejos descendo sobre novos berços. 1974... homens e mulheres mataram (e matam) pelo mesmo motivo: o ciúme. b) recorrente na literatura universal. GABARITO Texto para as questões 176 e 177. e) próprio da literatura socialmente engajada. d) O Bem e o Mal fazem parte da vida. d) a simplicidade da vida campestre. b) os pássaros. é velha como o mundo. (. Poesias Completas. considere o poema que segue. como lidar com esse veneno Marido apaixonado desconfia que a mulher. Jorge de. e as sementes. tanto espiritual.Para responder às questões de números 174 a 175. e o neto do pastor subindo nos galhos à procura dos ninhos escondidos. familiar e do mundo todo. 57. p. no século XVII. simplesmente.” LIMA. por elevar seus galhos ao céu. 2. linda. o general mouro. e só por isso. induz a uma acomodação do homem à rotina diária. como nas parábolas sagradas dando de comer aos pássaros ou secando nas pedras. Voltar Língua Portuguesa . mata a mulher e se mata. o verniz civilizatório ou. UFSE Infere-se corretamente do poema que: a) os galhos de uma árvore podem simbolizar mais as coisas boas que as más. para quem é alvo dele.Interpretação de texto I Avançar . mas o marido só enxerga à sua volta indícios da traição inexistente. quanto terrestre. ou os cofres que tu vais encher e as coisas que tu vais transformar. c) A árvore que brota da semente é o símbolo da riqueza material. 175. mesmo aqueles que prejudicam uma plantação comendo as sementes. e antes de somares o valor da jóia que vais dar a tua noiva. UFR-RJ A narração que dá início ao texto aborda um tema: a) ausente nas obras clássicas. no mundo inteiro.

179. d) o adultério. como fizeram os alunos de Odontologia no ano passado. no início do ano. E no entanto o vento uiva. 26 de abril de 1999.Interpretação de texto I Avançar . USU-RJ O vento só não causa no poeta: a) postura nostálgica em relação ao tempo. (. Em vez de cumprir tarefas vexatórias. o vento chega arrefecido na cidade.177. Ninguém precisou pedir dinheiro na esquina ou teve os cabelos pintados. Mais estranho: o mundo é redondo. unidos. b) a influência maléfica de uma obra literária.” VIEIRA. divirto-me como os desenhos abstratos Que desenha em gotas na vidraça. Uma rês geme. E no entanto o tempo passa: Do campo. d) nasce. Escolas como a FGV. 72 178. d) Os trotes tradicionais podem virar trotes solidários. a Faculdade de Economia e Administração (FEA) e a PUC. do Rio de Janeiro. Voltar Língua Portuguesa . na árvore dobrada. Lembrança – o vento pertence ao campo. c) As universidades têm obrigação de criar trotes sociais. 180. os calouros ensinaram crianças de favelas a escovar dentes. Protegido no copo de conhaque.” Flávio Aguiar. como tema constante das tragédias gregas. transformaram a recepção em coleta de sangue. gotejante: o vento a corta. “(minuano) A chuva escorre na vidraça: na rua o vento uiva. Para participar da festa.427 bolsas de sangue. e) a importância do século XVII para a literatura brasileira. E geme. ou recolher lixo nas praias. e) Os calouros são a favor dos trotes independentemente do tipo. Em outros estados há iniciativas de trote solidário semelhantes ao da UERJ. E sempre prossegue rumo ao norte. os calouros só precisaram levar 1 quilo de alimento não perecível. c) desligamento da realidade. que serão doados para obras sociais.. IMPRIMIR A idéia central do texto é: a) O trote aos calouros deve ser. GABARITO Há caminhos suaves para abolir o trote violento. Em todo o país começa a vir à tona uma série de boas idéias que pode transformar o ritual de entrada na universidade um momento agradável – e não em festivais de estupidez. Univali-SC “Calouros como gente As boas iniciativas que transformam o ritual de entrada na faculdade num momento feliz. Marceu . Arrecadou-se mais de 200 quilos. Texto para as questões 178 e 179.) A solução encontrada pela UERJ foi transformar o trote em atividade cívica. 3. Há 15 dias. O hemocentro de São Paulo recebeu. como faca. de uma vez por todas. b) intenso questionamento sobre tempo. d) medo da fugacidade do tempo. O vento nasce e morre no horizonte: o mundo é redondo. abolido. b) lembrança. Estranha faca: gelo e água. USU-RJ Marque a opção que apresenta a palavra que primeiro marca o tempo no poema: a) chuva. c) vento.. alunos do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Veiga de Almeida. b) Há várias maneiras de camuflar o trote tradicional. e) curiosidade quanto à origem do vento.Época. o vento nasce e morre no horizonte. vagabunda. e) passa. c) os perigos do verniz civilizatório para o homem. promoveram o “trote solidário”. levam os calouros para a rua e. UFR-RJ O comentário sobre o ciúme chama a atenção do leitor para: a) a ação inibidora das convenções sociais. todas de São Paulo. tarefa dos novatos de Oceanografia. mesmo na cidade: tem presente seu passado.

” Ícaro Brasil. Quero aprender com a indústria da moda. ingênua e. ( ) Na linha 4. que ficam diante da televisão vendo as representantes da inconseqüência nesse vale-tudo sombrio. você tem que ser sexy.” CAMARGO. 1998. Num dia. Então fica assim: de um lado. Quero voltar ao Brasil. o termo “muito”. É como vida de atriz. a passarela. amanhã uma perua no shopping. em Nova York Trabalho e prazer. são apresentadoras dos programas infantis. pessoas que conseguem imprimir um ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução. e. mas. só que o palco é a capa da revista.. ( ) Infere-se da leitura do texto que a intensidade e o tempo aplicados ao trabalho são fatores relacionados ao “ritmo pessoal”. ( ) O texto “ainda que” confere à oração subordinada uma idéia de conseqüência e admite ser corretamente substituído por já que. em tese. que poderiam contribuir para a educação infantil. E depois? Daqui a cinco anos. UnB-DF Julgue os itens que se seguem. 73 182. e) Algumas crianças têm tudo: casa. São Paulo: Moderna. no Bubby’s. 1/2000 (com adaptações). depois. têm família. p. b) Os programas infantis ensinam às crianças danças constrangedoras e escandalosas. casar. a dança da garrafa. essas coisas constrangedoras para um país que se diz sério e pretende crescer a começar por sua infância. a grande legião de crianças abandonadas à própria sorte neste país absurdo. A idéia central do texto é: a) As crianças. família. uma exceção válida para muito poucos. ( ) O texto demonstra que a tese de que somente o trabalho lúcido dignifica o homem não é comprovada na prática. esportistas. “Confissões de Gisele Bündchen para o editor-chefe da revista Ícaro Brasil. e vivem nas ruas. São alguns privilegiados – como artistas. c) A responsabilidade das apresentadoras de programas infantis nem sempre é o ponto forte da programação das emissoras. Hoje uma soldada na guerra. Univali-SC “.. a respeito da organização das idéias do texto. Texto para a questão 183. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . assistência. de outro lado.. d) Uma crítica às apresentadoras de programas infantis. Texto para as questões 182. ter filhos e uma fazenda. In: Educação para o lazer. as outras crianças que têm casa. no outro. podem ser vistas como pertencentes a dois grandes grupos.março de 1999. “É difícil ser faber e ludens ao mesmo tempo Somos sempre faber e ludens. São apresentadoras medíocres interessadas apenas em ensinar a dança da bundinha.Interpretação de texto I Avançar . não me destruir com ela. ambos desamparados. é uma palavra invariável quanto a gênero e número. na prática. Não quero trabalhar para sempre. em muito poucas circunstâncias. mesmo quando dispõem de outras alternativas e as aproveitam.181. artesãos profissionais e alguns executivos e empresários –. Divertir-se trabalhando ou trabalhar divertindo-se é. ainda que dificilmente ao mesmo tempo. Com o tempo. penso em cair fora. enquanto outras nada têm. Lygia – texto de Álvaro de Alves de Faria. Algumas pessoas dizem que o trabalho é sua principal diversão. mas pouco ou nada fazem nesse sentido. que intensifica “poucos” e “poucas”. no Brasil. ( ) Depreende-se do texto que “pessoas que conseguem imprimir ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução” são aquelas que alcançam o “objetivo de todos”. 22. No começo eu confesso que trabalhava mais pelo dinheiro. destinados às crianças. o objetivo de todos. Luiz Octávio de Lima. comecei a levar o trabalho numa boa. Introdução. maluquete.” Revista Caros Amigos .. Mac Margolis.

apesar de simbólicos a princípio. já que estas representam o trato com o novo. 1999. o tempo. ( ) No fragmento do texto. Cabe à escola o esclarecimento das relações existentes. com o desconhecido que amedronta. os múltiplos aspectos que caracterizam a vida do homem. espelham. com cautela e moderação. a consciência de sua existência. Serão 16 sessões de uma análise completa e descomplicada dos livros indicados para os vestibulares da Federal. corresponde tanto a eu. adequando-as às suas possibilidades e às exigências do mercado de consumo. p. estas ainda resistem ao seu uso por falta de conhecimento sobre o assunto. Fique esperto! Toda 2ª vai ter um novo livro pra você! IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . As tecnologias não são apenas produtos de mercado.” 74 184. você vai ficar mais relaxado e em boa companhia. e responda à questão proposta. 02. a democratização de seus usos. Dê. apesar de conviverem com ela. A organização de seus gêneros. formatos e recursos procura reproduzir as dimensões da vida no mundo moderno. Gisele Bündchen. UnB-DF Com relação ao texto e ao fragmento de texto acima.183. ( ) Para que o fragmento de texto obedeça às exigências da norma culta formal. em primeiro lugar. Embora hoje as tecnologias de comunicação e informática façam parte do cotidiano das pessoas. publicada em O Popular. com atenção. respectivamente. a indagação de suas fontes. por carregar bem o trabalho e precipitar-me. Leia-o. se mostram nos processos comunicativos derivados das necessidades sociais. em seguida. UFMS Assinale a(s) alternativa(s) que se mostra(m) ao texto lido. 32. como resposta. 04. 185. em 1º ago. as expressões “levar o trabalho numa boa” e “cair fora” devem ser substituídas. 16. ( ) No fragmento de texto. 1999. Texto para a questão 184: “O trecho abaixo foi retirado dos PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – ENSINO MÉDIO (Brasília. Elas fazem parte da vida das pessoas. o movimento: o mundo plural hoje vivido. a soma das alternativas corretas. é correto concluir que a entrevistada admite que deixou de ser muito faber para se tornar mais ludens. viver e ser. para depois haver uma adaptação mercadológica. acabam por concretizar-se. UFGO Leia a mensagem publicitária abaixo. resultam de processos sociais e negociações que se tornam concretas. As tecnologias em questão podem ser tomadas como máquinas. o espaço. 08. a trabalho e divertimento. DF: Ministério da Educação. Seus padrões são arquitetados simbolicamente como conteúdos sociais. o reconhecimento de suas possibilidades. Os processos comunicativos têm sua origem nas necessidades sociais e. portanto. vestibulando e stress dão uma mistura explosiva. como a qualquer pessoa nas mesmas circunstâncias.Interpretação de texto I Avançar . ainda não a entendem. A escola não deve opor-se às tecnologias de comunicação e informática. Novos modos de sentir. DIA 9. O sentimento experimentado por aqueles que ainda não entendem as inovações tecnológicas é de desconfiança. toda segunda-feira. da Católica e outras faculdades. construídos historicamente. julgue os itens seguintes. Os padrões das inovações tecnológicas adaptam-se. pensar. mas produtos de práticas sociais. respectivamente. ( ) Considerando que as expressões “faber” e “ludens” correspondem. as expressões “Quero aprender” e “não me destruir” são empregadas como semanticamente equivalentes. pois resultam de processos históricos e sociais que. não invadem a vida das pessoas. atender às demandas sociais. 01. mas utilizálas. Afinal. Qualquer inovação tecnológica traz certo desconforto àqueles que. 133-4). às exigências do mercado de consumo para. o pronome pessoal “você” está empregado como indicador de um sujeito indeterminado. SAIA DO STRESS A partir do dia 9. na atualidade. pela significação textual. É só ler e relaxar que você tira de letra qualquer questão de literatura. As tecnologias da comunicação e informação não podem ser reduzidas a máquinas.

o vestibulando estará valendo-se de um meio de atenuação do stress decorrente das muitas exigências do vestibular.’ Considere as seguintes atitudes: 1. IMPRIMIR GABARITO “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. 3. não apenas de relaxar-se e ler a análise dos livros indicados. Ed.. a soma das alternativas corretas. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. explicitado pela palavra você. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. tudo muito morno e quente. O mate é o principal ingrediente tanto do chimarrão quanto do tereré. ( ) a metonímia utilizada na última frase do texto pode induzir o leitor a um equívoco intelectualmente danoso. mas o espírito de serenidade e união que se cria entre os participantes. para o vestibular. ótimo. 02. como resposta. 08. O uso de palavras ou expressões em guarani faz parte de um ritual mágico inerente à tradição. Se houver os serviços de alguma bugra para “carregar mate”. “Carregar mate” significa alguém ficar segurando a chaleira. A expressão na hora do quiriri. para não azedar o mate. devido à predominância da função fática.” (Lourenço Diaféria) Voltar Língua Portuguesa . Raquel. vestibular e leitura dos livros. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. para “tirar de letra qualquer questão de literatura”. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. como chê-kambá ou cunhataí. Chimarrão é o mate cevado. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que NÃO está(ão) de acordo com o texto. alguma palavra em guarani. Texto para a questão 187.Interpretação de texto I Avançar . Leia o texto que segue para responder a questão 186. de uma boca para a outra. Dê. O ideal é tomá-lo numa grande roda. respeitando a vez de cada um. O arado e a estrela. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. pode-se afirmar que: ( ) se depreende do texto uma associação entre stress. sob um laranjal. recebe a ênfase nessa comunicação. Tereré é o refresco. UCDB. sem açúcar. (. 1996. bem gelado.. Os serviços de uma bugra para “carregar mate” são indispensáveis. tal como aparece no 6º (sexto) parágrafo. tudo semelhante a “um coração verde com uma artéria de prata”. Campo Grande. Você corrige um erro. 4. 75 186. 04. 16. 32. com sol forte e poeira envolvendo tudo. pode ser associada à chegada da noite. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. é oportuno perguntar-se: no cumprimento desse dever que se impõe ao vestibulando? Analisando-se os efeitos de sentido que a linguagem permite criar no referido anúncio. p. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. daí se sugere que. a conversa será mais lenta. ( ) o canal. ( ) o vestibulando terá. Você corrige dois erros. senão a erva pode azedar. passar a cuia de uma mão para a outra. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. uma bomba ou bombilha e a erva moída. Se alguém falar alguma frase. de cachimbo da paz. As duas bebidas – o chimarrão e o tereré – são tomadas sempre durante o dia. lendo o material anunciado. 2. regado a água quente.Considerando-se que. dará mais sabor à erva. passa-se do chimarrão ao tereré. De acordo com o clima. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. o de acreditar que a análise do livro dispensa a leitura do mesmo. Você fica louco da vida. mas também de ler os próprios livros.)” NOVEIRA. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. 01. 23. O que importa realmente para quem toma mate não são as condições atmosféricas. a leitura obrigatória de livros da literatura brasileira tem um propósito pedagógico. morena e matuta.

Imagina se. Ficamos nas adaptações tipo “futevôlei”. “meio-de-campo”. Mas não pega. que não se pode traduzir literalmente por “arte teatral”.. nós a recebemos do colonizador luso. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão “centroavante”. Os índios têm lá os jogos deles. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. o pataxó. por exemplo. já que a gente não os conhece nem de nome. toma um susto. ou. uma de aceitação e outra de não-aceitação de problemas relativos à ortografia. e F. c) O português é língua oficial do Brasil e o inglês. chamando-o de ‘desporto’. é estrangeira imposta pelo colonizador. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). deixando de lado os índios que nós. pretendemos ser. permitem que o falante invente e importe as palavras que melhor lhe convier. tudo é show.187. mas devem ser chatos ou difíceis. é possível inferir que: a) A autora defende a utilização de uma “língua geral” dos índios como língua oficial do brasileiro. como um peru de farofa. Pegue um jornal. E o leitor do noticiário. o preto e o branco. etc. soap-opera. que. tem significação mais extensa. especialmente o futebol (não mais foot-ball).. contrapõem-se duas cores. Nas páginas dedicadas ao show business. ou pior. d) Os neologismos impostos pelos jornalistas esportivos deveriam ser banidos do nosso idioma. onde as melodias podem ser originalmente nativas. pelo menos. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. b) O fato do inglês “rechear” os jornais. por exemplo: é todo recheado de inglês. etc. cada uma fala o seu dialeto. A começar que a nossa língua oficial. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. inclui as apresentações em várias espécies de salas. é engraçado. Cantor de forró do Ceará. se fosse realidade a falada “língua geral” dos índios. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. o que foi uma bênção. ( ) Escrever em muros e paredes e aplicar piche são acepções do verbo pichar e ambos cabem no texto. ( ) O texto faz alusão à escola pela escolha tanto da forma de dizer quanto daquilo que diz. para falso: ( ) Na expressão pichar em muro caiado. punk. a todo instante tropeça e se engasga com rap. como as do texto. literalmente. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. Mas. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. então. como na África.” Rachel de Queiroz.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. se não for escolado no papo. ( ) As opções 3 e 4 refletem posturas diferentes em face da escrita. se você for a fundo no assunto. e) Palavras estrangeiras. Leia os textos que seguem. No esporte é a mesma coisa. pelo menos. Pois aqui no Brasil. ou até na rua. demonstra a intenção do jornalista em impor aquela língua.. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. 76 GABARITO Texto II 188. por exemplo. falemos de nós. o português. UFMT Assinale V. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. para verdadeiro. back é beque. Eles servirão de base para as questões 188 e 189: Texto I “(. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. por exemplo. que alguns tentaram. pelo menos é o que informam os especialistas.Interpretação de texto I Avançar . etc. os brasileiros. UEMS No texto I. funk.

p. Salvador-BA 77 “Ofendido vos tem minha maldade. Luz que claro me mostra a salvação. Uneb-BA Texto I “O sujeito fez sinal aos dois urbanos. 1993. d) II e III. à frente deles. quando viu parar defronte dela aquele grupo sinistro. ( ) Estruturação do poema segundo padrões clássicos: soneto. c) I e II. II. Os polícias. que a sua carta de alforria era uma mentira. e chegaram finalmente à cozinha. restituía-a ao cativeiro.” E depois emborcou para a frente. dai-me os braços. 191. não tendo coragem para matá-la. vendo que ela se não despachava. estava de cócaras no chão. desembainharam os sabres. a rigidez métrica e a regularidade das rimas. então. que hei delinqüido. Jesus. Misericórdia. Botelho. e) e as coisas que tu vais transformar. Bertoleza.Interpretação de texto I Avançar . São Paulo: FTD. antes que alguém conseguisse alcançá-la. Estão corretas: a) I. Arrependido estou de coração. Abraços que me rendem vossa luz. já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado. III. São Paulo: Círculo do Livro. Em virtude de tantas palavras importadas. Vaidade que todo me há vencido. 229-30. João Romão ia atrás. b) antes de calculares os lucros da seara. falar português é como falar inglês. e encaminharam-se todos para o interior da casa. para as não comprováveis. É verdade. adivinhou tudo com a lucidez de quem se vê perdido para sempre: adivinhou que tinha sido enganada. escamando peixe. com as mãos cruzadas nas costas. UEMS A respeito do texto II. d) ou os cofres que tu vais encher. e um calafrio percorreu-lhe o corpo. Assinale V para as afirmativas comprováveis no texto e F. é possível concluir que: I. e ofendido. Vencido quero ver-me e arrependido. Quando necessárias. Reconheceu logo o filho mais velho do seu primitivo senhor. as palavras estrangeiras são bem-vindas à língua portuguesa. b) I e III. U. ensinava-lhes o caminho. e) III. amor. ( ) Dualidade entre o profano e o sagrado. Bertoleza. e que o seu amante. c) o valor da jóia que vais dar a tua noiva. recuou de um salto e. rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue. s/d. Soneto. pálido. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Delinqüido vos tenho. ( ) Consciência da efemeridade das coisas. que havia já feito subir o jantar dos caixeiros. Maldade que encaminha a vaidade. Arrependido a tanta enormidade. Ofendido vos tem minha maldade. UFSE “vê através do pequeno embrião de árvore” O verso em que o poeta emprega a palavra correspondente à expressão em negrito é: a) antes de lançares a semente no chão. Atravessaram o armazém. Gregório de. ( ) Relação de causa e efeito apresentada no verso 3. 281. para a ceia do seu homem. Aluísio. Senhor. O inglês é tão usado no Brasil que algumas palavras acabam sendo incorporadas ao nosso idioma. In: Poemas escolhidos. ( ) Relação de equivalência semântica entre os versos 6 e 7. De coração vos busco. depois um pequeno corredor que dava para um pátio calçado. erguendo-se com ímpeto de anta bravia. O cortiço.189. que o acompanharam logo. A salvação pretendo em tais abraços. Num relance de grande perigo compreendeu a situação.” AZEVEDO. p. GABARITO 192. ( ) Predominância do hipérbato na primeira estrofe. Jesus!” MATOS. 190.

analise a coerência das seguintes afirmações: 1. ed. os ossos. sentem-se luzes acesas. O fato apreciado pelo autor constitui uma particularidade da língua portuguesa em solo americano. ao contacto do senhor com o escravo. 3. tirou-lhes as espinhas. é uma das falas mais doces deste mundo. pensam? Mostram livros proibidos? Lêem notícias nas Gazetas? Terão recebido cartas de potências estrangeiras?” (Antiguidades de Nimes em Vila Rica suspensas! Cavalo de La Fayette saltando vastas fronteiras! Ó vitórias. do escravo preto junto ao filho do senhor branco. Voltar Língua Portuguesa . flores das lutas da Independência! Liberdade – essa palavra que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique. Estão corretas apenas: a) 2. A linguagem infantil brasileira. festas. a fala séria. Cecília. – e há indagações minuciosas dentro das casas fronteiras. Rio de Janeiro: José Aguilar. A que evidencia uma idéia comum aos dois textos é: a) Morte vista como libertação.. Efeitos semelhantes aos que sofreram o inglês e o francês noutras partes da América. GABARITO Com base na compreensão do texto.. bumbum. Daí esse português de menino que no Norte do Brasil. principalmente. 193. Casa-Grande & Senzala. um amolecimento de resultados às vezes deliciosos para o ouvido. Obra Poética. solene. O autor demonstra perceber que há níveis distintos de formalidade entre o falar da criança e aquele do adulto. 78 d) Denúncia da exploração do homem pelo homem. do princípio ao final do texto. 1972. “esse português de menino”. as sílabas finais moles. p. inaugurado com a ama negra. E não só a língua infantil se abrandou desse jeito. O autor põe em paralelo os campos da linguagem e da gastronomia brasileiras. e) Liberdade como valor imprescindível à condição humana. tão tarde? Que escrevem. destacando. 4. c) Liberdade. pipi. UFPE “Abrasileiramento da língua portuguesa no Brasil dos primeiros tempos A ama negra fez muitas vezes com as palavras o mesmo que com a comida: machucou-as. 1958. 3 e 5. nenen. d) 4 e 5. b) Liberdade enfocada no plano individual. imagina. e mesmo a portuguesa. e) 1. a influência da cultura africana. indistintamente. lili (.” MEIRELES. tem um sabor quase africano: cacá. da gente. fruto da luta política. palavras que só faltam desmanchar-se na boca da gente. IMPRIMIR 5. as durezas. toda ela sofreu no Brasil. mas a linguagem em geral. 2 e 4. Sem rr nem ss. 3 e 5.. nesses campos. A escolha das palavras. sob a mesma influência do africano e do clima quente. 9ª ed. 2.” FREYRE.Texto II “Através de grossas portas. 3. 2. conversam. bem coletivo. firmou-se em todas as regiões do Brasil. reforça a convergência encontrada pelo autor entre ‘falar’ e ‘saborear’. c) 1. 3 e 4. As afirmativas a seguir referem-se ora ao texto I. inventa. tatá. e ninguém que não entenda!) E a vizinhança não dorme: murmura. Rio de Janeiro: José Olympio.) Esse amolecimento se deu em grande parte pela ação da ama negra junto à criança.Interpretação de texto I Avançar . 151-2. O falar “doce”. Gilberto. só deixando para a boca do menino branco as sílabas moles. Não fica bandeira escrita. b) 1. ora ao texto II. mas fica escrita a sentença. “Que estão fazendo.

orgulhoso: de ferro. que tanto me diverte. tive fazendas. tive gado. mais forte que seu espírito. sem mulheres e sem horizontes. Tive ouro. A Moreninha. Principalmente nasci em Itabira. 197. A vontade de amar. estendido no sofá da sala de visitas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” 195.” d) “de suas noites brancas. Mas como dói!” c) “Oitenta por cento de ferro nas almas. tive gado. esperando-o em cima do rochedo. “Confidência do Itabirano Alguns anos vivi em Itabira. orgulhoso: de ferro. 1997 p. esta cabeça baixa. abandona a postura crítica. ao se tornar funcionário público. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. 79 194. tive fazendas. e pela primeira vez em sua vida. exercia nele um poder absoluto e invencível. por esse mar imenso da imaginação.” d) “Tive ouro. e suas lágrimas queimavam-lhe o coração. reprimido. o nosso encarcerado estudante soltou as velas da barquinha de sua alma. pois.F.” MACEDO. Oitenta por cento de ferro nas almas. Juiz de Fora-MG Assinale a única alternativa correta: a) no poema. não há idéias mais livres que as do preso. Noventa por cento de ferro nas calçadas. com seu vestido branco. este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. de suas noites brancas. d) o poeta expressa seu entusiasmo por ser itabirano. Principalmente nasci em Itabira. Hoje sou funcionário público.F. São Paulo: Ática. que me paralisa o trabalho. futuro aço do Brasil. e o amor. sem mulheres e sem horizontes. U.Leia o texto abaixo para responder às questões de 194 a 196.F. 125. b) o orgulho faz com que o poeta renegue sua terra natal.” b) “Noventa por cento de ferro nas calçadas.” b) “Itabira é apenas uma fotografia na parede. Viu-a. no entanto. Joaquim Manuel de. Itabira é apenas uma fotografia na parede. Ora. Hoje sou funcionário público. Juiz de Fora-MG Assinale a alternativa que melhor expressa uma relação de causa e conseqüência: a) “Alguns anos vivi em Itabira.. delineia-se o impulso erótico que é. que voou.” c) “este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. este couro de anta. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. Juiz de Fora-MG Assinale o verso que melhor o explica o título do poema: a) “Por isso sou triste. c) o poeta. E o hábito de sofrer. então começou a criar mil sublimes quadros e em todos eles lá aparecia a encantadora Moreninha. Por isso sou triste. toda cheia de encantos e graças. e. Mas como dói!” Carlos Drummond de Andrade. Augusto amava deveras.. U. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro.” 196. PUC-RJ Texto 1: “Já era tarde. é doce herança itabirana. vem de Itabira. viu-a chorar por ver que ele não chegava.Interpretação de texto I Avançar . U. este orgulho. atrevida.

pois que tenho um amor. percebe-se a utilização de uma mesma temática mas com tratamentos distintos. Enquanto a outra acaricia os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura e o mistério que além faz os seres preciosos à visão extasiada. o sagrado terror converto em jubilação. 5 80 10 15 20 GABARITO 25 30 35 IMPRIMIR 40 Voltar Língua Portuguesa . Carlos Drummond de. Deus me deu um amor porque o mereci. ou triunfantes e ao vê-los amorosos e transidos em torno. o sumo se espremeu para fazer um vinho ou foi sangue. 161-3. Texto para as questões de 198 a 201. 32. Reunião. um sistema de erros. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história. E o tempo que levou uma rosa indecisa a tirar sua cor dessas chamas extintas era o tempo mais justo. Hoje tenho um amor e me faço espaçoso para arrecadar as alfaias de muitos amantes desgovernados. João foi para os Estados Unidos. com suas próprias palavras. Explique. De uma grave paciência ladrilhar minhas mãos. Seu grão de angústia amor já me oferece na mão esquerda. Em ambos os textos. talvez. 1996. Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Teresa para o convento. p. há que amar diferente. Raimundo morreu de desastre. “Campo de Flores Deus me deu um amor no tempo de madureza. Mas sou cada vez mais. porque me tocou um amor crepuscular. Rio de Janeiro: Record. Mas. Carlos Drummond de.Texto 2: “Quadrilha João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. pois jamais me sorriram. ed. ANDRADE. e a um e outro agradeço. Há que amar e calar. 1973.Interpretação de texto I Avançar . Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra imensa e contraída como letra no muro e só hoje presente. Antologia Poética. Onde não há jardim. volto aos mitos pretéritos e outros acrescento aos que amor já criou. Amanhecem de novo as antigas manhãs que não vivi jamais. que se armou em coágulo. as flores nascem de um secreto investimento em formas improváveis. 19.” ANDRADE. eu que não me sabia e cansado de mim julgava que era o mundo um vácuo atormentado. Maria ficou para tia. Rio de Janeiro: José Olympio. mas sou. quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme. p. no mundo. Pois que tenho um amor. Era tempo de terra. Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso e talhado em penumbra sou e não sou. E talvez a ironia tenha dilacerado a melhor doação. a concepção de amor presente nos textos de Joaquim Manuel de Macedo e de Carlos Drummond de Andrade. Deus – ou foi talvez o Diabo – deu-me este amor maduro. Para fora do tempo arrasto meus despojos e estou vivo na luz que baixa e me confunde. De tantos que já tive ou tiveram em mim.

declara-se ansioso por recuperar o tempo perdido. o eu-lírico: 01. “e”. 32. 64. Dê. decorrentes da ação do tempo. “sou cada vez mais” conota um redimensionamento da capacidade de perceber o mundo. dando-lhe. no presente. O jogo do amor está ligado a questões essencialmente culturais. contudo. O sentimento amoroso submete o indivíduo a situações de caráter paradoxal. “que baixa e me confunde” refere-se a “tempo”. 08. O enunciado do verso 18 está constituído de idéias que se excluem. na tentativa de atingir a plenitude amorosa. 02. 64. O tempo atual é de crescimento pessoal do sujeito poético. relativizando a força demoníaca com que ele atua. tende a se repetir. a soma das alternativas corretas. UFBA Com referência ao texto. 08. “desgovernados” e “triunfantes” expressam estados de espírito experimentados pelos que amam. passa de um estado contemplativo e melancólico para outro de renovação e de redescoberta. 02. Dê. é correto afirmar: 01. enfatiza a origem divina do amor. relata um desencanto amoroso passado que. 200.198. articula sua experiência individual a outras vivências amorosas. “tive” expressa a indeterminação do sujeito. insere a sua realidade amorosa na realidade preexistente. 16. 201. 32. 02. Dê. UFBA No poema. como resposta. 32. 04. relaciona enunciados sintaticamente equivalentes. “ao vê-los amorosos e transidos em torno” indica circunstância de tempo. 04. 16. como resposta. a soma das alternativas corretas. 02. 16. A experiência do amor é diferenciada em função do momento da vida em que ela ocorre. a soma das alternativas corretas. “um amor” e “amor” referem-se.Interpretação de texto I Avançar . como resposta. 64. O período constituído pelos versos 5 e 6 é construído pelo processo de coordenação e subordinação. dimensão nova. em relação ao tempo em que o sentimento amoroso estava hibernando em seu interior. 04. 199. “Onde não há jardim” determina o período em que as flores nascem. como resposta. a soma das alternativas corretas. Há uma explicação correta em: 01. 08. o que é um recurso do poeta para não se revelar amador. ao amor vivenciado pelo eu-lírico e ao sentimento amoroso sem objeto determinado. 81 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 08. “ou” e “ou” ligam idéias indicativas de situações contrastantes. O pensamento que se expõe do verso 9 ao verso 11 tem como declaração principal: “sou cada vez mais”. O título alegoriza um momento em que a vida pode brotar rejuvenescida pelo amor. servindo para especificá-lo. Dê. 16. “pois” introduz um enunciado de valor argumentativo. no verso 26. 04. respectivamente. esboça um projeto de vida voltado para a superação da amargura e do sofrimento que até então o haviam dominado. “há que” indica possibilidade com relação à declaração anterior. A racionalidade bloqueia a expectativa de eternizar o presente. UFBA Constitui declaração comprovável no texto: 01. 32.

/ Ter os olhos de Marília / Para cismar e cismar. / ou esgueirado pelas bordas / do poço do mundo estéril. no país do ‘homem cordial’.” c) “Minha terra tem macieiras da Califórnia / Onde cantam gaturamos de Veneza. vemos esse bem ser atingido em seu âmago. Uniube-MG “Um dos critérios básicos dos conquistadores europeus para se imporem sobre os colonizados foi forçar o uso de sua língua. apareceu o seguinte texto: “Tem coisa que se a gente que é uma das mais avançadas empresas de energia elétrica do mundo não fala.” e) “Quisera pascer cuidados. na Folha de São Paulo de 25 de julho de 2000. ficamos tão perplexos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palavreia no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” 204. na linguagem informal. No caso do Brasil. UFMA Considere a fala abaixo do economista Cláudio de Moura Castro: 82 “Porque. no país do ‘homem cordial’. É a língua cotidiana. Pode-se inferir que o autor do trecho acima considera: a) imperiosa a proliferação de termos da língua inglesa em nossa língua. no país do ‘homem cordial’. Voltar Língua Portuguesa . sem comprometer o sentido do texto: a) “Por que. no país do ‘homem cordial’. Esse mesmo nível de linguagem é encontrado no fragmento: a) “Toda paisagem tem um ar de sonho.” GABARITO d) “Por que. Paulo. Uneb-BA Numa propaganda da empresa paulista de eletricidade. melhor traduz a formalidade do discurso acima.” b) “Por que. com a proliferação das formas da língua inglesa imperando sobre as coisas mais simples do nosso dia-a-dia. no país do ‘homem cordial’. eu perdi o medo do mundo e do vento..Interpretação de texto I Avançar .” e) “Por que. somos tão atabalhoados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés palra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” Observe que a linguagem utilizada tem a marca do coloquialismo. A língua materna é o bem mais caro a que um povo livre pode aspirar. d) que um povo livre não usa a língua de seu colonizador.” Revista Veja. 05/08/00. Assinale a alternativa que.” 203.” b) “Tendo-a ao meu lado. ficamos tão aturdidos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e adulações conversa no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. ficamos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e bajulações tagarela no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. de 19/04/2000. com objetivo de atingir o maior número possível de falantes. ninguém fala. ficamos tão embaraçados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés chalra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. / fecundar óvulos mortos. b) que devemos evitar o uso excessivo de termos da língua inglesa. nestes tempos neoliberais. somos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palestra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes..” IMPRIMIR Folha de S. c) que a nossa língua materna está sendo a língua inglesa.” c) “Por que.202. no país do ‘homem cordial’.” d) “Ó cidade de Ouro Preto / Boa da gente morar! / Numa casa com mirantes / Entre malvas e gerânios.

opondo-se. 83 Texto 2 “Você não faria a menor falta Num dia de domingo no Beach Park Eu não te levaria nem morta para passear comigo no Iguatemi Eu não me atreveria a passar vexame Perante os meus amigos lá da Aldeota Pois agora eu tenho o maior respaldo Nas altas paneladas da alta sociedade Eu sei que a burguesia fede Mas tem dinheiro pra comprar perfume. b) o texto de Falcão tende a ser uma exaltação aos valores burgueses. Triângulo Mineiro-MG A leitura permite afirmar que: a) ambos os textos criticam os hábitos e valores burgueses.” Um bodegueiro na FIEC.” IMPRIMIR d) “A burguesia não tem charme nem é discreta.) A burguesia não tem charme nem é discreta Com suas perucas de cabelo de boneca A burguesia quer ser sócia do Country Quer ir em Nova Iorque fazer compras.142. 1989. 205. lindo e joiado. 1993. LP 838 448-1. porém apontam para a impossibilidade de rompê-los.” c) [A burguesia] “Quer ir em Nova Iorque fazer compras. In: Bonito. são apresentados dois trechos de músicas. pela ironia. o segundo. VAT. Triângulo Mineiro-MG A idéia de falta de autenticidade à burguesia pode ser comprovada pelo seguinte verso do texto 1: a) “A burguesia fede!” b) “Com suas perucas de cabelo de boneca. GABARITO c) no texto de Cazuza a crítica feita à burguesia é branda. Texto 1 “A burguesia fede! A burguesia quer ficar rica! (. Israel/Cazuza/E. d) ambos os textos fazem uma crítica social explícita à burguesia. F. pelo sarcasmo e pela denúncia explícita. de Falcão/Tarcísio Matosin Falcão. o que não ocorre no de Falcão.” e) “A burguesia quer ficar rica!” Voltar Língua Portuguesa . e) os dois textos criticam os hábitos e valores burgueses: o primeiro.” Burguesia.. F. In: Burguesia. 206. no qual está camuflada uma crítica. questionando de forma contundente os seus valores. que a denuncia em tom de sarcasmo.M. pois. Neves. de G.A seguir.Interpretação de texto I Avançar . Leia-os atentamente para responder às questões de números 205 e 206. CD 804. PolyGram..M. ao de Cazuza.

pela melhoria das condições de vida das mulheres. a luta fundamental para as mulheres é: a) de cada mulher. UFF-RJ Assinale a opção que transcreve a passagem do texto. Porque. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) ironia. c) dos companheiros de trabalho. contra todos os governos que as oprimem. cumprindo a sua vida.Interpretação de texto I Avançar . 1986. fora dos jornais. É uma luta mais intimista de um lado. Os salários não são iguais. de formiguinha. amigos e marido. 209. Unifor-CE Há conotação em: a) “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações no sistema de produção. A luta de base. a) “Nunca esteve tão bom para nós. o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher: fonte de culpa e medos.” SUPLICY. Muito está colocado. amigos e marido. abordado nas questões de 62 a 64. b) de todas as mulheres. p. Marta. não se sentem cumprindo à perfeição aquelas que são consideradas suas atribuições primordiais.” b) “o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais” c) “Os salários não são iguais. d) Uma vez profissional. Mulher daqui pra frente. mulheres. o sexo é uma confusão total entre o agir e o sentir. para conscientizar os colegas. para exigir seus direitos publicamente em passeatas. mas basicamente com os companheiros de trabalho. a fala do dono do hotel e a menção ao congresso internacional de solidariedade articulam-se de modo a constituir uma: a) metáfora. as creches continuam insuficientes.As questões 207 e 208 referem-se ao seguinte texto: “Nunca esteve tão bom para nós. onde sempre lhes disseram que deveriam estar. Sinto que existe todo um trabalho a ser feito de conscientização feminina – pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais – já que as lutas não serão primordialmente mais no nível do “queremos”. Porque não estão à disposição dos maridos. c) Ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos. mas tudo está por fazer. e) das mulheres todas. por melhores salários.” COLASANTI. d) comparação. UFF-RJ Segundo o texto. 124-5. mulheres. amigos e marido. onde o confrontamento não será mais com a polícia e o governo somente. o que conseguimos. 1981. 208. fora dos jornais” As questões 209 e 210 referem-se ao texto “Natal 1961”. Nem tão difícil. e) hipérbole. c) metonímia. mais difusa na realidade. as creches continuam insuficientes” d) “o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher” e) “É uma luta mais intimista de um lado. Pensar pelo que brigamos até agora. o que deu errado. mas da prática do obter e do ser. Porque não estão em casa. Esta é uma hora para se parar e pensar. Porque não estão coladas nos filhos. Nunca foi tão difícil. onde fomos usadas pelo sistema. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo. 210. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência. 84 d) dos governos. “exigimos”. Marina. São Paulo: Linoart. Unifor-CE No segundo parágrafo. 207. Reflexões sobre o cotidiano. cujo sentido corresponde ao fragmento de Marina Colasanti: “Culpadas estão quase todas as que trabalham. o que fazer de agora em diante. b) Passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades”. e) Um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver. das passeatas.

de 20 de dezembro de 1999. de neblinas!. c) Não corta na verdade a barriga da vida..Interpretação de texto I Avançar .. de neves. c) catacrese. ‘Uma das primeiras coisas de que tomamos consciência quando nos tornamos conscientes é a passagem do tempo’. parece que foi ontem. e) antonomásia. 213. b) O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. Ó Formas vagas. maus tempos. Unifor-CE Muitas vezes. O lapso de tempo corresponde à expectativa média de vida entre as mulheres (79 anos). Impede a conjugação de tantos outros verbos.211. b) Vossa Senhoria demonstra ser a mais preparada das concorrentes. c) “bons tempos” está no sentido denotativo e “parece que foi ontem” no sentido conotativo. bons tempos. É possível afirmar. a presença de algumas das muitas expressões lingüísticas nas quais o fator tempo aparece. o tempo trabalha a nosso favor. o que nos deixa agradecidos. “Eis uma definição ampla de tempo. resultante do cruzamento de sensações. d) Escrever é triste. por exemplo. autor de um livro sobre a evolução dos calendários. chamada: a) metáfora. há muito tempo que não o vejo.. Voltar Língua Portuguesa . 212. no sentido conotativo. publicado na Revista Época. ‘A razão é simples: nascemos e depois morremos. no campo da concordância. c) Fomos ouvidos com atenção. UEPI Em: “Ó Formas alvas. UFMA Considere o trecho do ensaio “O fascínio do calendário”. d) sinestesia. não revolve os intestinos da vida. Desse fato resulta a substituição da concordância formal pela concordância ideológica.’ E cedo cedo incorporamos a consciência do tempo em nossa vida e em nossa cultura. no sentido denotativo. 214. opera-se uma integração entre os mecanismos gramaticais da Língua e a significação de palavras e expressões. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. brancas. participou do concurso e espera ser aprovado. da leitura do fragmento acima.” 85 GABARITO Pode-se observar. IMPRIMIR b) “há muito tempo que não o vejo” e “parece que foi ontem” estão.” Encontra-se uma figura de linguagem.. d) Todos farão o possível para que as realizações correspondam à esperança geral. ambas. ou do mosquito Anopheles (de 7 a 10 dias). diz David Ewing Duncan. fluídas. b) metonímia. Incensos dos turíbulos das aras.. Denominase silepse esse tipo de concordância. somos seres lineares. extraída do Oxford English Dictionary: ‘Uma extensão finita de uma existência contínua’. Formas claras De luares. e) Os escritores não desconhecemos as dificuldades daquele que escreve. e) Purê de palavras. que: a) “tempo de vida” e “o tempo trabalha a nosso favor” estão. a) Alguém. e) “há muito tempo que não vejo” está no sentido denotativo e “bons tempos” no sentido conotativo. d) “tempo de vida” está no sentido conotativo e “maus tempos” no sentido denotativo. cristalinas. com base nas expressões suscitadas nas três últimas linhas do trecho. Unifor-CE O segmento em que uma metáfora está explicitada em outra metáfora é: a) A vida estoura em bombas como também em dádivas de toda natureza. Assinale a alternativa que contém silepse.. ambas. Nosso linguajar cotidiano está cheio disto: tempo de vida.

a nomes de medicamentos. fazendo-a crer que é rainha. Nísia. joguete ou escrava. boa e providente mãe”. cujo expoente é Oswald de Andrade. d) ironizam a linguagem rebuscada de determinadas pessoas que utilizam uma fala empolada no seu dia-a-dia. considere-a desde o berço até seu leito de morte. Cessai aqueles tolos discursos com os quais atordoais sua razão. Cintilações de uma alma brasileira. e a mulher será como deve ser. na sua grande maioria. purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz. Pode-se depreender que os termos selecionados: a) ligam-se ao movimento antropofágico da 1ª geração modernista. Florianópolis / Santa Cruz: Ed. mas a mulher que deve progredir com o século dezenove. e) o homem ser a fonte das alegrias e desventuras dela. terna e pudica esposa. da UNISC. boa e providente mãe. como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dele. UFF-RJ “Educai o coração da mulher. 1997 p. 86 b) são neologismos criados intencionalmente na língua e possuem comprovada significação. 216. nem muito menos a mulher da Idade Média: da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo. Guarde-se bem o homem de ter a mulher para seu joguete. Mulheres / Ed. por último. filha e irmã dedicadíssima.” FLORESTA. a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela. dedique-lhe. 115-7. d) o homem evitar vê-la como objeto e procurar tê-la como sua companheira de vida. GABARITO A condição indispensável para que ocorra uma mudança no papel que a mulher exerce como “filha e irmã dedicadíssima. é: IMPRIMIR a) o homem exercer uma influência real sobre o destino dela e sobre o destino das nações.215. rumo à regeneração dos povos. UFMA Considere o texto: “Fui fazer um samba Na mesa de um botequim Depois de umas e outras O samba ficou assim Estrambonático Palipopético Cibalenítico Estapafúrdico Protopológico Antropofágico Presolopépico Atroverático Batulitrético Pratofinâmbolo Calotolético Carambolâmbolo Posolométrico Pratofilônica Protopolágico Canecalônica É isso aí É isso aí Ninguém entendeu nada Eu também não entendi” “Idioma Esquisito”. de Nelson Sargento. c) o homem vê-la como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dela. inspirando nela o deleite que se experimenta ao cumpri-los. preocupando-se com a tonicidade e a economia das palavras. terna e pudica esposa. de acordo com o texto. desde o berço até o leito de morte. ao lado do homem. b) o homem guardar-se de tratá-la como companheira da sua vida. devendo ela participar de suas alegres e tristes aventuras. e por conseguinte sobre o destino das nações. esclarecei seu intelecto com o estudo de coisas úteis e com a prática dos deveres. trate-a como uma companheira da sua vida. uma educação como exige a grande tarefa que ela deve cumprir na sociedade como o benéfico ascendente do coração. Não façais dela a mulher da Bíblia. quando nada mais é que a escrava dos vossos caprichos. e) enfatizam o uso de vocábulos estranhos e esdrúxulos.Interpretação de texto I Avançar . c) são palavras que fazem parte do cotidiano da língua e relacionam-se. com claro conteúdo semântico. Voltar Língua Portuguesa . ou sua escrava.

87 218. o amarelo. é branca. acabam trombando e se desviando. Lendo-se o trecho. as cores formadas por ondas de maior amplitude contornam essas partículas e as moléculas.M. GABARITO Assinale a idéia não contida no texto. o azul e o anil) não conseguem se desviar e trombam. c) As cores.” Superinteressante . da Universidade de São Paulo. e) Ao pôr-do-sol. o amarelo. espalhando-se.Interpretação de texto I Avançar . a distância a ser percorrida pelos raios solares aumenta. Setembro/99. Triângulo Mineiro-MG “Antes de tudo a atenção médica como uma forma de relação entre pessoas é provida do atributo mágico da afeição pela condição humana. prenhe de respeito e carinho pelo semelhante. ao trombarem. Com isso. separando as cores. Afinal. colidindo com mais obstáculos. a) A tonalidade azul do céu se deve à ação da atmosfera sobre as cores cujas ondas têm menor amplitude. Cesgranrio “O Sol muda de cor por causa da atmosfera ?Por que o Sol muda de cor durante o dia? !A luz solar não é amarela nem vermelha. o azul. poluição e gotículas d’água infiltradas entre as moléculas de gás que compõem a atmosfera. dão à luz solar a cor branca. O branco resulta da soma das sete cores do arco-íris – o violeta. À medida que o Sol vai se pondo. Quando o Sol está alto. b) entre médico e paciente deve prevalecer um código humano de fraternidade. Por fim. b) A ação da atmosfera sobre os raios solares é responsável pelas diferentes tonalidades do Sol. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o laranja e o vermelho. por isso o astro-rei fica vermelho no pôr-do-sol. o céu fica preto com a ausência de luz: não chega mais nenhuma cor e nem se vê mais nenhum espalhamento. Nós enxergamos o Sol com tonalidades diferentes. que é a soma das cores restantes: o verde. ao longo de um dia. F.” Jornal do Conselho Federal de Medicina. dão aos raios solares as respectivas tonalidades. d) As cores do arco-íris. conclui-se que: a) a conhecida máxima cristã norteia qualquer forma de relação entre as pessoas. e repousa no preceito basilar do cristianismo: ‘ama a teu próximo como a ti mesmo’. “A nossa percepção do Sol muda por causa das irregularidades na camada de ar que envolve a Terra e pela distância que a luz percorre na atmosfera”. o laranja e o vermelho. tingem o céu de azul e o Sol fica amarelo. somadas. até as ondas longas. seus raios têm que atravessar um pedaço maior da atmosfera. explica o físico Henrique Fleming. o tratamento médico fica comprometido. c) a consulta médica deve incorporar as práticas de um ritual religioso. Mas as menores (o violeta. A vermelha é a última onda de luz que consegue cruzar a atmosfera e nos atingir. pois o Sol está abaixo do horizonte. o anil. porque a atmosfera filtra os seus raios. laranja e vermelho. d) o sucesso do diagnóstico médico depende da empatia com o cliente.1997. Existem partículas de poeira.217. avermelhando gradativamente o horizonte (embora o resto do céu continue azul). o verde. e) sem uma certa dose de magia. no crepúsculo.

não o compreendemos. para a autora.. só podemos ler textos escritos e esses textos precisam ter uma relação direta com a nossa realidade.) (. Falando em leitura. histórias em quadrinhos. Um discurso político. pois. pode-se concluir que o ato de ler é. Reagimos assim ao que não nos interessa no momento. Ler é interpretar. um quadro. (. IMPRIMIR c) certa. ele pode ser considerado leitor. a fazer sentido para nós. 7-10. 220. ‘vive lendo’. O que é leitura. as imagens.Interpretação de texto I Avançar . Neste sentido. Quer dizer: não o lemos. 88 219. a cor. Outra coisa: às vezes passamos anos vendo objetos comuns. Maria Helena. UFR-RJ Partindo-se das reflexões da autora. Sentimonos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. ou de franca defesa. e) modo de perceber as relações sintáticas que constroem o texto. (. em relação ao texto.. Bastará porém decifrar palavras para acontecer a leitura? Como explicaríamos as expressões de uso corrente ‘fazer a leitura’ de um gesto. na medida em que interpreta o que observa. d) ato prazeroso de decodificar romances. Se é sonoro. ficamos cegos a ele. um: a) gesto mecânico de decifrar sinais. uma língua estrangeira. a leitura é uma atividade que se constrói através de um diálogo entre quem lê e o que é lido. Sobretudo se esses sinais não se ligam de imediato a uma experiência.. talvez seja rato de biblioteca ou consumidor de romances.. o leitor é visto como um decifrador da letra se contenta em ler superficialmente. o ridículo ou adequação ao ambiente em que se encontra. p. para a autora. está: a) certa. revista. basta que se decifrem as palavras para acontercer a leitura. ‘ler o olhar de alguém’. limitamo-los à sua função decorativa ou utilitária. melhor. um cinzeiro. por motivos os mais diversos. E consideramos sua beleza ou feiura. c) ato de construir sentido para aquilo que se lê. por economia ou preguiça. de uma situação. um livro. GABARITO b) gesto rotineiro de “passar os olhos”.) Será assim também que acontece com a leitura de um texto escrito? Com freqüência nos contentamos. pois. ‘ler o espaço’. Minha resposta a esse incidente revela meu modo de lê-lo. podemos ter em mente alguém lendo jornal. E a tendência natural é ignorá-las ou rejeitá-las como nada tendo a ver com a gente. nos encontramos diante de um deles como se fosse algo totalmente novo.“ MARTINS. uma fantasia.Leia o texto a seguir e responda às questões 219 a 221. Voltar Língua Portuguesa . ao começarmos a pensar a questão da leitura.” Pode-se dizer que a afirmativa acima... o material e as partes que o compõem.) Sem dúvida. Um dia. pois. UFR-RJ “Ler não é uma atividade restrita ao ato de decifrar um código escrito. a figura que representa. surdos. E quando se diz que uma pessoa gosta de ler. diante de uma batida casual. e o leitor visto como decodificador da letra. uma aula expositiva. uma conversa. “Falando em leitura. ainda que o indivíduo não saiba decodificar a escrita. São Paulo. um vaso. fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’. b) errada. para a autora. sem jamais tê-los de fato enxergado. pois a autora afirma que o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. pois. diante de um empurrão proposital. minha reação pode ser de mero desagrado. ‘passar os olhos’. ainda que nossos olhos continuem a fixar os sinais gráficos. uma necessidade nossa. como se diz. impossível dar-lhe sentido porque ele diz muito pouco ou nada para nós. e) certa. Se o texto é visual. Por essas razões. em última análise. o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. Só então se estabeleceu uma ligação efetiva entre nós e esse objeto. seu conteúdo passam a ter sentido. mas o mais comum é pensarmos em leitura de livros. ‘ler o tempo’. uma peça musical. fotonovelas. O formato. Ática. em ler superficialmente.. indicando que o ato de ler vai além da escrita? Se alguém na rua me dá um encontrão. para a autora.. d) errada. folheto. Não acrescentamos ao ato de ler algo mais de nós além do gesto mecânico de decifrar os sinais. fotonovelas e histórias em quadrinhos.

UERJ O fotógrafo. nos diz que: a) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. b) quando se começa a ler o mundo não se pode deixar de ler a palavra. c) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o texto. responda às questões de números 222 e 223. b) o real e o imaginário. pois a leitura do mundo depende da leitura da palavra. em 1994. d) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. UFR-RJ Paulo Freire. e) quando se começa a ler o texto não se pode deixar de ler cada palavra.Interpretação de texto I Avançar . Êxodos. 222. pois a leitura de cada palavra depende da leitura do texto. d) refletir sobre o desamparo da criança. b) admirar a composição com o fundo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . São Paulo: Companhia das Letras. 223. ressalta o contraste entre: a) o metal e a terra. ao afirmar que “a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e que a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”. pois a leitura do texto depende da leitura da palavra.” 89 SALGADO. c) o progresso e a guerra. Assim como textos. c) surpreender-se com o gesto do menino. pois a leitura da palavra não depende da leitura do mundo. Com base na foto abaixo. ao enquadrar o trem parado ao fundo. UERJ A escolha da figura humana no primeiro plano busca provocar no espectador a seguinte atitude: a) questionar a opção pelo tema. onde os refugiados se encontravam instalados. fotografias podem ser lidas: o menino que aparece no primeiro plano funciona como o tema da foto. “O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado fez esta foto num campo de refugiados instalados em equipamentos ferroviários na fronteira da Croácia com a Sérvia e a Bósnia.221. Sebastião. 2000. d) a infância e o mundo adulto. pois a leitura da palavra depende da leitura do mundo. enquanto o trem no segundo plano comenta este tema.

c 64. c 36. 25 62. c 57. V – V – F – V 9. c 5. e 53. a 20. c 47. V – F – V – F – V – F 94. d 44. d 73. e 7. d 56. a 78. b 31. d 66. a 52. V – V – F – V – F 96. V – V – F – F – F 29. a 26. b 30. b 21. V – V – V – F – F 17. 01 50. 02 49. b 11. c 27. V – V – F – V 37. e 51. V – V – F – V – F 92. V – V – F – F – V 95. 56 59. 56 42. c 70. V – V – F – V – F 91. c 8. c 32. a 81. V – V – F – F – V 90. d 23. V – V – V – F 75. V – V – F – F – V 28. a 19. F – F – F – V 48. d IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b 14. b 13. F – V – F – F – V – V 16. b 67. V – F – V – F – F 18. b 46. c 54. V – F – F 39. c 41. a 83. 54 10. 28 60. b 12. b 79. V – F – F – F 76. V – F – V – V – F – F 2. d 43. b 25. b 87. 07 58. 34 61. b 63. V – V – F – V 93. b 4.Interpretação de texto I Avançar . a 34. F – V – V – V 77. e 89. b 85. d 82. F – V – V – V 38. d 35. a 40. b 88. c 24. d 86. b 33. e 84. e 80. c 15. c 45. b 22. a 65. 05 71. d 55.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I 1 1. V – F – V – F 3. c 72. c 6. d 69. b 68. V – V – V – F 74.

• Julgamos os outros pela aparência.ou O ser humano. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. A autoridade se considera digna de trato respeitoso e cordial. . a 133. a 113. podendo ser caprichosa. V – F – V – V – V 125. V – V – F – V 110. 101. d 131. • As crianças o enterraram no fundo do quintal. d 130.2 97. Nos currais do Sobradinho. c 107. b) O(s) dono(s) do cachorro. c 114. c 102. 98. a) Agora surgiu uma nova. a 106. 122. Uma dentre as formulações: • Os textos são ambos narrados em primeira pessoa. . V – F – V – V 109. 100. a) Julgamento pela aparência. b) Uma dentre as frases: • E o homem continua achando que um banho. V – V – V – F 108. e não impõe a si mesma limites para reagir ao que julgue falta de consideração. • O ponto de vista é interno à narrativa. c 104. b 117. o animal desconfiado que tem dentro de nós.Interpretação de texto I Avançar . passei os anos de pequenice. 80 105. d 116. O primeiro texto apresenta um tom nostálgico e respeitoso diante do poder e da autoridade do patriarca. 99. avô do personagem-narrador. d 119. 120. a 111. c 124. b) Uma dentre as reescrituras: • As crianças enterram-no no fundo do quintal.ou Agora apareceu uma nova. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 121. a 129. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. V – F – V – F – V 127. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. • As crianças enterraram o coelho no fundo do quintal. a 123. arbitrária e violenta. O segundo satiriza a família e os representantes da ordem social com quem o narrador travou contato. no debaixo do capotão de meu avô. b 118. a) Narrativa. • Maquiada. c 115. e 103. c 132. c 134. F – F – F – V 126. e 112. d 128.

26 146. a 197. F – F 148. V – F – V – F – V 164. F – V – V – F – F 147. V – F – V – V 188. d 223. e 175. b 207. c 152. 198. V – V – F – F – F 160. apontando o desencanto e o desencontro entre as personagens. a 170. c 167. d 217. 22 187. b 143. c 166. a 195.3 135. a 205. V – F – V – F – F – V 192. d 209. a 138. 43 145. 09 158. e 212. 51 201. e 221. e 173. d 154. b 191. c 203. V – V – V – F 161. b 165. Pinto Fernandes. a 176. Resposta: A concepção de amor no texto 1 indica idealização do sentimento amoroso e da mulher amada. e 168. b 204. b 180. a 171. b 218. e 193. V – F – F – V 186. a 178. c 213. c 220. c 219. e 214. d 182. O tema é tratado no texto 2 a partir de um tom crítico e irônico. F – V – V 149. V – V – V – F 162. b 157. 08 185. 34 144. c 196. e 179. V – F – V – F 184. 04 202. F – V – V – F – F 183. d 215. caracterização do poder absoluto do amor sobre as personagens. a “que não amava ninguém”. b 177. uma personagem fora da quadrilha. b 156. a 140. c 151. c 169. c 155. é a única do grupo que ironicamente encontrou um par.Interpretação de texto I Avançar . a 222. c IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d 211. a 216. c 189. 54 199. e 206. a 153. a 174. a 208. Diferente dos outros que cumpriram um destino solitário ou trágico. e 210. Lili. d 159. d 181. d 150. e 137. a 141. b 172. d 163. valorização da fantasia e da imaginação. ela se casou com J. b 194. b 190. 46 200. b 142. e 139. c 136.

. significa: “descobrir pelo tino. não era de ninguém. repetiu Natividade. Estavam então longe um do outro. discurso ou conversa. Relia a frase da carta e a do discurso e tinha medo de o ver perder a carreira política. era expressiva. e continuou a viver sem mácula.” ( ) “Trinta mil expressões de ternura”. e vai levá-las à feira. Cada um pega delas.. onde todos as têm por suas. no dia 20 de maio: “A abolição é a aurora da liberdade. ( ) Atinar.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . são: metáfora em “A abolição é a aurora da liberdade”. Cap. era uma ameaça ao imperador e ao império.” Esaú e Jacó. Não achava explicação. UEGO Assinale V. as opiniões é que não. as opiniões é que não. metonímia em “esperemos o sol“. Paulo. à semelhança das idéias. pág 59 – 60. pelo raciocínio. até que muita gente a fez sua. nascidas de nada e de ninguém. mamãe. dar com. repetiu Natividade acabando de ler a carta. 37. pegou da pena e escreveu uma carta longa e maternal. A data explica o fato: foi a emancipação dos escravos. ‘Não. para os itens verdadeiros. ficou sendo patrimônio comum. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . concluindo um discurso em S. em 1888. Não atinou. Como então não sacrificar?. 1 GABARITO 1. como no caso de Aires. ‘Emancipado o preto. era expressiva” – constituem exemplos de gradação de idéias. mas a opinião uniu-os. por conjetura ou por indício.’ — As opiniões é que não. gravíssima” e “Era nova. uma questão grave e gravíssima os fez concordar também. Não atinou que a frase do discurso não era propriamente do filho. estão governando o mundo. e F.” Natividade ficou atônita quando leu isto. Outrem a repetiu. antítese. Ele mesmo o disse. ainda que por diversa razão. emancipando o preto. Paulo respondeu com trinta mil expressões de ternura. “Essas definições encaixam-se perfeitamente à interpretação que Natividade deu ao contexto e à frase.. caracteriza um hipérbato. resta emancipar o branco’. em gazeta ou em viagem de terra ou de mar. ( ) “– As opiniões é que não.” ilustra um discurso indireto. Era nova. resta emancipar o branco. esperemos o sol. Nascem modestamente. ela que sacrificara as opiniões aos princípios. para os falsos: ( ) A citação: “uma questão grave. A diferença única entre eles dizia respeito à significação da reforma. declarando no fim que tudo lhe poderia sacrificar. e.. Alguém a proferiu um dia. como a gente pobre. conforme o dicionário Aurélio.. acertar com. muitas aparecem órfãs. As próprias idéias nem sempre conservam o nome do pai. em “preto e branco. ( ) As figuras de linguagem presentes na frase do discurso. Há frases assim felizes.. achar. era enérgica. Natividade não acabava de entender os sentimentos do filho. era enérgica. Nem sempre as mães atinam. verteas como pode. e para Paulo era o início da revolução.LÍNGUA PORTUGUESA FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A Texto para a questão 1. inclusive a vida e até a honra. que para Pedro era um ato de justiça. quando menos pensam. se era a política que o faria grande homem. “Desacordo no Acordo Não esqueça dizer que.

sais. Memorial de Aires. Portugália. por isso. sob um luar generoso e branco de camélia.”. à esquerda. Antonio. pois na água também há um lugar para a tragédia humana. Reduzida a vapor. com as mãos sobre os joelhos. É um bom dissolvente. Ao transpor a porta para a rua. se denominam máquinas de vapor. A mudança de tempo verbal na poesia simboliza a passagem de uma linguagem pretensamente denotativa para uma linguagem que relata ações humanas. achei aberta a porta do jardim. Rio de Janeiro. c) conotativa. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. 2.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . há uma leitura denotativa da realidade (propriedade e funções da água. d) as afirmativas II e III. D. Fui a pé. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. 244-5. U. lição pretendida pelo eu-lírico. p. embora incorreta. o autor está empregando a linguagem: a) denotativa. “Sem data Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. d) paradoxal. dissolve tudo bem. Machado de. à entrada do saguão. b) as afirmativas I e III. 1972.Leia o texto a seguir e responda a questão.” GEDEÃO. tinha os braços cruzados à cinta. Embora com exceções. e) somente a afirmativa I. Carmo. ácidos. há uma informação físico-química que. analise as seguintes afirmativas: I. Congela a zero graus centesimais e ferve a 100. que. disse comigo. No texto. move os êmbolos das máquinas. mas de um modo geral. e) sinestésica. apareceu a boiar o cadáver de Ofélia com um nenúfar na mão. Quando pura é inodora. Aguiar estava encostado ao portal direito. Consolava-os a saudade de si mesmos.F. bases. II. In: Obra Completa. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. Pelotas-RS Leia atentamente o poema abaixo: “Lição sobre a água Este líquido é água. Poesias completas (1956–1967).” ASSIS. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. ciclo hidrológico) mesclada a uma leitura conotativa. quando a pressão é normal. Na segunda estrofe. olhando um para o outro. 1989. entrei e parei logo. dei com os dois velhos sentados. GABARITO Após a leitura do poema. Lisboa. 2 3. III. b) coloquial. insípida e incolor. Com relação às afirmativas acima. Ao fundo. permite constatar o descompasso existente entre o mundo da ciência e o mundo da poesia. UFR-RJ Em “Consolava-os a saudade de si mesmos. c) as afirmativas I e II. Aguilar. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. ‘Lá estão eles’. sob tensão e a alta temperatura. pode-se dizer que está(ão) correta(s): a) somente a afirmativa III. Foi nesse líquido que numa noite cálida de verão. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

Sentaram-se à mesa. nem pão. IV. E ele chegou. Estão corretas as afirmações dos itens: a) I e III. nem peixe. Olhou-os nos olhos. De seda. foi usada a linguagem de nível técnico. c) II e IV.11) configuram oposição em nível conotativo. b) I e II. Na branca toalha. II. compreensão e interpretação textuais. Alforjes tão cheios Os olhos tão ávidos. 5. 10. Predomina no texto o nível elevado de linguagem por situar-se acima da linguagem padrão. caracterizada por um léxico próprio das áreas da ciência e da filosofia. Cansados. conseqüência. Serviu-lhes a paz. Sentiu-lhes o frio. Alforjes vazios. ( ) O terceiro movimento da leitura do texto apresenta intertextualidade com o texto bíblico. Vieram vestidos De linho. 20.” Neusa Peçanha.Texto para a questão 4: “A Paz 1. Nem água. Os olhos opacos. Na redação do texto. IESB Julgue os itens. d) III e IV. ( ) O verso 21 poderia ser escrito assim: “Chamou-os de meus filhos”. Nem vinho. Ao longo estendida. sem incorrer em qualquer erro gramatical. ocorre a figura de construção chamada polissíndeto. Vieram famintos. ( ) Nos versos 16 e 17. pois é do seu trabalho que resulta a força propulsora que impulsiona o sangue através de toda a rede vascular.5) e olhos tão ávidos (v. I. 15. Alfenas-MG Considere as seguintes afirmações a respeito do excerto acima. Sentaram-se à mesa. 3 4. entre outras.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Desnudos. U. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . III. GABARITO Texto para a questão 5. A palavra “pois” introduz oração que indica conclusão. Chamou-os meus filhos. e) I e IV. “O sistema circulatório sangüíneo é um vasto e complexo circuito de vasos que tem como peça principal o coração. ( ) olhos opacos (v.” 5. A função de linguagem predominante no excerto é a referencial. segundo os critérios da leitura. Sentiu-lhes a fome. ( ) Os dois primeiros movimentos do texto juntam indivíduos de diferentes classes sociais.

.’” ALMEIDA. tão do gosto do romance romântico da época. uma vida tão regular e tão lícita. *Incunábulo: [do lat.m. ed. intitulado Escapula. b) eufórico. 1 – Diz-se do livro impresso até o ano de 1500. 2 – Começo. Rio de Janeiro./S. o sentimento do Major frente à situação.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . e degradá-lo diante dos granadeiros. d) desanimar. muitas vezes. c) envaidecido. indica que o Major ficara: a) indiferente. FTD. de ser seu amigo. “Esparadrapo”. fosse qual fosse a sua natureza. pois certas palavras e expressões apresentam significados novos ou fora do comum. 8. IMPRIMIR Identifique entre as alternativas abaixo. “Prodígio de humor e ironia. “Esparadrapo Há palavras que parecem exatamente o que querem dizer. O trecho abaixo reproduzido é parte desse capítulo e aborda. por isso. Berta. São Paulo.” QUINTANA. 83.. “Memórias de um Sargento de Milícias (fragmento) No capítulo XIII. lhe havia podido escapar. 1992. era realmente um mal naquele tempo ter por inimigo o Major Vidigal. O vocábulo que melhor traduz o emprego conotativo dessa expressão é: a) fracassar. tinha-o por seu inimigo irreconciliável enquanto não lhe desse desforra completa. na 1ª linha. isento de qualquer traço idealizante. sob pena de a compreensão do texto como um todo ficar prejudicada. retiradas do fragmento transcrito do romance. d) fosse qual fosse a sua natureza. citada. e entretanto aquele lhe viera pôr sal na moleira. No entanto. UFR-RJ A expressão “quebrar a cara” é largamente empregada na língua portuguesa com sentido conotativo. que parecem estar insinuando outra coisa. no caminho para a prisão. a quem uma vez tivesse posto a mão. a) se o Leonardo (. Nesse sentido.) arranjasse depois a soltura.” WALDMAN. ‘O Major Vidigal fora às nuvens com o caso: nunca um só garoto. a expressão fora às nuvens. uma leitura nos surpreende. Texto para as questões 7 e 8. mas tendo-o deixado mal. d) enfurecido. Quem pregava ao Major Vidigal um logro. driblando a escolta. extraído de um ensaio sobre Memórias de um Sargento de Milícias. c) desistir. Mário. e devem ser entendidas no contexto em que se encontram. 4 GABARITO 7.. e) meditativo. b) em sua vaidade de bom comandante de polícia. o Vidigal era até capaz. Já se vê pois que as fortunas do Leonardo redundavam-lhe sempre em mal. e tinha-o consigo em todas as ocasiões. por fim de contas. ofendê-lo em sua vaidade de bom comandante de polícia. de. b) machucar-se. há outras. ficava-lhe sob a proteção. Incunabulu: berço] Adj. Memórias de um Sargento de Milícias. no romance não há lugar para as tintas sentimentais e heróicas nem para o abuso de peripécias inverossímeis.. como o Leonardo. ‘incunábulo*’. c) uma vida tão regular e tão lícita. o Leonardo havia sido detido pelo Major Vidigal. 6. principalmente quando se tinha. Quem quebrou a cara fica mesmo com cara de esparadrapo. origem. e) destruir. Se o Leonardo não tivesse fugido. entre outras coisas. a seqüência que apresenta sentido claramente irônico. UFMS O texto literário utiliza a língua de maneira criativa e original. Manuel A. Por exemplo. aliás de nobre sentido. em Memórias de um Sargento de Milícias. por exemplo. e) inimigo irreconciliável. UFMS Leia o texto abaixo. Voltar Língua Portuguesa . mas. Da preguiça como método de trabalho. e arranjasse depois a soltura por qualquer meio. consegui fugir.Leia o texto a seguir e responda a questão. O romântico fruto de uma pisadela e de um beliscão. Globo 1987 p.

” Carlos Drummond de Andrade. retirada do texto acima. II e III. c) . cremos. b) em II e III. O texto constrói-se basicamente no uso de sinestesias e prosopéias. e) apenas em II. U. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade.. Jornal de Santa Catarina. que acreditavam poder aqui edificar uma sociedade livre. d) apenas em I. Esta base. PUC-PR Considerando apenas o sentido próprio. tem especial relevância a existência da imprensa livre. d) . Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. com boas intenções. 22 de setembro de 1999.. II. e) A continuação do exercício desta prática jornalística. b) casa. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . cremos. conotativo. o desejo de interferir ativamente no comando dos destinos da comunidade. Egon José. assinale a alternativa que contenha um sinônimo para a palavra senda: a) vereda.. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. 11. tem especial relevância a existência da imprensa livre. e) companhia. Está correto o que se afirma: a) em I. acreditamos. c) em I e II. 5 Indique a opção. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. denotativo. que possibilite o trânsito correto da informação.) Mas a cidadania não se constrói apenas com palavras. da difusão da informação de interesse público. b) Esta base. Na construção de uma sociedade justa e democrática.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o autor premia os cinco sentidos do corpo humano.. interpreta e explica os dados da realidade.. indispensável para a afirmação da cidadania. 10.. se vale do sentido como conotativo da linguagem: a) Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente.9. c) banda. é uma das boas notícias que aguardamos para o próximo século... d) turma. Considere as seguintes afirmações: I. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite.. cuja frase. foi a formação moral herdada de nossos fundadores... Univali-SC “Visões de um novo tempo (. participativa e laica. pluralista. A continuação do exercício desta prática jornalística. e não o sentido figurado. Nas referências descritivas de seres inanimados.” SCHRAMM. É o tipo de texto que analisa.. III.. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. da difusão da informação de interesse público.

“A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. o interno não agüenta tinta. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. UFF-RJ Assinale a opção em que os elementos grifados nos trechos a seguir exemplificam a figura de linguagem apresentada. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. entendemos os anos de mil e quinhentos. mas que sabem perfeitamente os clássicos. é outra coisa. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. esta monotonia acabou por exaurir-me também. / “O que aqui está é. / “Ora. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. como se diz nas autópsias. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. / “Os amigos que me restam são de data recente. Mas se isto é um fato incontestável. ( ) Há silepse de pessoa em “nem tudo temos os modernos”. Divergência digo. vida diferente não quer dizer vida pior.” d) Metonímia é a designação de um objeto por palavra designativa de outro objeto que tem com o primeiro uma relação. Nem tudo tinham os antigos. ( ) Por “no século de quinhentos”. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. outros há que os adotam por princípio. em relação à semântica e à estilística. Quis variar e 1embrou-me escrever um livro. não se lêem muito os clássicos no Brasil. – não me parece que se deva desprezar. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. ou antes por uma exageração de princípio. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. AEU-DF Leia o texto “A língua na literatura brasileira” e depois julgue os itens seguintes. A este respeito a influência do povo é decisiva. pegasse da pena e contasse alguns. Em geral. GABARITO 13. porque.” 6 ( ) Os “solecismos” de que nos fala no texto. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. Feitas as exceções devidas.” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ou de dois ou mais versos. pela qual se pode evitar usar expressões mais diretas ou chocantes.” b) Eufemismo é uma substituição de um termo.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . à força de velhas. mal comparando. de membros da mesma frase.12. Há portanto certos modos de dizer. Cada tempo tem o seu estilo. se fazem novas. Pelo contrário. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas.” e) Onomatopéia é o emprego de palavra cuja pronúncia imita o som natural da coisa significada. não se lêem. para referir-se a determinados fatos. e que apenas conserva o hábito externo. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. o capricho e a moda inventam e fazem correr. são os erros de grafia e de pronúncia das palavras. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. a) Paronomásia é o emprego de palavras semelhantes no som. como tudo cansa. / “Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falar-me e a dizer-me que. / “Entretanto. A influência popular tem um limite. desentranhar delas mil riquezas que. ( ) A expressão “ganham direito de cidade” alude à irrefutável inserção de novos termos na língua e sua conseqüente aceitação por parte de todos que a utilizam. porém de sentido diferente. ( ) “Divergência” não implica diferentes posturas diante do tema abordado por Machado. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. nem tudo temos os modernos.” c) Anáfora é a repetição de uma ou mais palavras no princípio de duas ou mais frases. porém. locuções novas. o que é um mal. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos.

São também utilizadas expressões populares no texto. ( ) A expressão Tem sido sábado deixa de indicar um dado sobre o tempo e descreve o estado de espírito da personagem. nós já tínhamos tomado banho. Global. Univali-SC “Paciência Até quando o corpo pede um pouco mais de alma A vida não pára Enquanto o tempo acelera e pede pressa Eu me recuso faço hora.” LISPECTOR. não? No Rio de Janeiro. 7 ( ) Sábado ao vento e grande esforço metálico são construções de valor denotativo e monossêmico. Clarice. I. trancados na ilha do nosso egoísmo”. vou na valsa A vida é tão rara Enquanto todo mundo espera a cura do mal E a loucura finge que isso é normal Eu finjo ter paciência O mundo vai girando cada vez mais veloz A gente espera do mundo e o mundo espera de nós Um pouco mais de paciência” Lenine.14. 16. A palavra paciência tem um sentido denotativo. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. e) II. F. de súbito. GABARITO Analise as afirmações abaixo com base no texto apresentado. ( ) Ocorre personificação em a semana vai morrer e antes do vento espantado. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. Então eu não digo nada. leia o texto “Atenção ao sábado”. 1997.. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. quando se pensa que a semana vai morrer. A alternativa correta considerando o texto apresentado é: a) nenhuma está correta. São Paulo. a) ironia e hipérbole. Os melhores contos de Clarice Lispector. vejo que é sábado de tarde. Itajubá-MG “Motivos de alegria e de tristeza” – “. e o vento: uma picada. d) I e IV estão corretas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. c) todas as afirmações estão corretas. a abelha no quintal.M. b) apenas a III está correta. UFMT-Modificada Antes de julgar os itens abaixo.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . sangue e mel. e) contraste e alusão. aparentemente submissa. 15. c) antítese e metáfora. O autor se utiliza de prosopopéia em alguns versos. III e IV estão corretas. d) ênfase e comparação. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. e F para os falsos. II. antes do vento espantado poder recomeçar. Se chovia só eu sabia que era sábado. Domingo de manhã também é a rosa da semana.. Reconheça as figuras de linguagem que aparecem nestas duas frases. o rosto inchado. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. Tem sido sábado. sábado de manhã. IV. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. Use V. para os verdadeiros. b) eclipse e paralelo. III. uma rosa molhada. Há antíteses na letra da música acima. Seleção de Walnice Galvão. mas já não me perguntam mais.

” 8 ( ) No texto “geração espontânea” reporta-se a criação súbita.)” NOVEIRA. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. entre novos e velhos.” 02. Ed.17. explosão criadora. “O ideal é tomá-lo numa grande roda. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. p.” Dê. Tanto de um como de outro grupo etário. E assim. ótimo. dará mais sabor à erva. passa-se do chimarrão ao tereré. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. com os espetáculos de circo dos parnasianos.” 04. Chimarrão é o mate cevado. sem querer. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. morena e matuta. Acontece que. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. além de tudo. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. regado a água quente.. respeitando a vez de cada um. (. Se alguém falar alguma frase. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. 1996. Tereré é o refresco. De acordo com o clima. não existe geração espontânea. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. a conversa será mais lenta. uma bomba ou bombilha e a erva moída. retirados do texto de Raquel Noveira. passar a cuia de uma mão para a outra. em relação à semântica e à estilística. entre os trechos abaixo. ( ) Os “acrobatas” são os poetas parnasianos em oposição aos nefelibatas simbolistas.. ( ) Ao colocar entre parênteses a palavra “ainda” . Quanto a mim.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. próprio. habitual). sem rede de segurança . sob um laranjal. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. identifique. UCDB. E. Campo Grande. Raquel. jamais fiz distinção entre uns e outros. ( ) Há ironia em “a sandice não constitui privilégio de ninguém”. de cachimbo da paz. regado a água quente. “Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfumarem a tarde com suas pontas de lata. aquele(s) em que há presença de conotação.” 16. Os (ainda) chamados modernistas.” 08. 23. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. UFMS A conotação ocorre quando as palavras ganham. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. AUE-DF Leia o texto “Novos & velhos” e julgue os itens seguintes. ‘Carregar mate’ significa alguém ficar segurando a chaleira. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. embora sem querer. IMPRIMIR GABARITO 01. para não azedar o mate. sob um laranjal. Voltar Língua Portuguesa . um outro sentido que se acrescenta ao seu sentido primeiro (sentido denotativo. O arado e a estrela. “Chimarrão é o mate cevado. “. de uma boca para a outra. O ideal é tomá-lo numa grande roda. 18. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. sem açúcar. Quintana alude ao sentido denotativo da palavra modernista. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. a soma das alternativas corretas. no texto em que estão inseridas. Sendo assim. Quanto a estes. alguma palavra em guarani. Se houver os serviços de alguma bugra para ‘carregar mate’.. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. sem açúcar. como resposta. são por natureza os nossos filhos naturais..Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . em prol do equilíbrio universal. “É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. a conversa será mais lenta. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. como chê-kambá ou cunhataí. na incauta adolescência. ( ) A expressão “sem rede de segurança” significa sem as amarras da técnica poética tradicional. bem gelado. com a sua livre poética. tudo muito morno e quente. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. ressuscitada a cada geração. por sua vez. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não.

19. 14/04/99 (PLEONASMO). é correto afirmar: I.. Univali-SC Indique o item em que a figura de linguagem existente nas manchetes. agosto/99 (PROSOPOPÉIA). sujou. – Podes crê. sem mudar o sentido. e) I e II... Leia o texto abaixo e responda às questões 21 e 22. b) “A supermoeda murchou“ – Veja. 30/06/99 (METÁFORA). agosto/99 (ANTÍTESE). com vocabulário rico. O guarda se afasta. c) Tu trazes o revólver que vais dominar o caixa. na passagem do guarda. Pra arejá.. e) ironia. ou seja. e outro culto. c) “A canoa furada dos impostos” – Veja.. – Ih. – Então vamlá. Engrossou. A linguagem utilizada pelos assaltantes pode ser considerada correta apenas no segundo momento de suas falas.. por: a) Você traz o revólver que nós vamos dominar o caixa bonito. enche o cara de chumbo.. c) I. retiradas de revistas de circulação nacional. Estão corretas: a) II e III. cheio de gírias. “. Servicinho manero. Alfenas-MG “Os prédios são altos e se espreitam traiçoeiramente com binóculos na sombra”..Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .” Luís Fernando Veríssimo.. Foram utilizados dois níveis de linguagem.. II e III. – Valeu.. b) Me traga o revólver que nós vamos dominar facilmente o caixa. UEMS Sobre a linguagem utilizada nesse trecho. Dois homens tramando um assalto. Apareceu um guarda. b) I. O guarda passa por eles. d) I e III. está denominada corretamente entre parênteses: a) “O pai do ciberespaço” – Isto é. – O berro. Ou que os iluministas do século 18. U. sendo um popular.. d) “Um passado escrito por pólen e lascas de madeira” – Superinteressante. tá recheado? – Tá. É só entrá e pegá. – Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com algumas sílabas a mais. poderia ser substituída. 27/01/99 (METONÍMIA). mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho. Predomina nessa frase a figura de linguagem denominada: a) metáfora. Disfarça. O conteúdo e o vocabulário da linguagem dos assaltantes não está de acordo com os níveis de linguagem empregados. O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela fenomenologia de Feurbach.. c) hipérbole.. em linguagem formal. 9 GABARITO 21. – Discordo terminantemente. UEMS A expressão “Tu traz o berro que nóis vemo rendê o caixa bonitinho”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. d) Traga-me o revólver que vamos dominar de maneira bela o caixa. – Tá com o berro aí? – Tá na mão. II. disfarça. 20. d) eufemismo. 22. e) “O gigante e os anões” – Superinteressante. e) Traga o revólver que vamos dominar facilmente o caixa. b) prosopopéia.. III...

Assinale a alternativa em que esse tipo de figura acontece. A figura de linguagem em questão é a: a) catacrese. é correto afirmar: a) Ambos redimensionam a desilusão amorosa tanto através da elevação espiritual quanto do recurso a elementos prosaicos. mas com a idéia a eles associada em nossa mente”. Rio de Janeiro: 7 letras. 25. 10 Na composição do excerto. e) “Quando a gente é novo. embora continuem professando a fé no amor definitivo que não será superado sequer pela morte.” 24. Alfenas-MG “Ninguém coça as costas da cadeira. b) Vi com meus próprios olhos.)” José Paulo Paes. d) relação entre percepção de sentidos diferentes. IMPRIMIR Sobre os poemas. U. U. preferindo dar ênfase aos assuntos cotidianos.” d) Toda profissão tem seus espinhos. Ninguém chupa a manga da camisa.23. Londrina-PR Leia os poemas abaixo: “Pronto pra outra gravei seu olhar seu andar sua voz seu sorriso. b) Ambos focalizam a temática amorosa. que sofre transformações decisivas do passado para o futuro. c) Ambos enfocam a temática amorosa. presente e futuro. você foi embora e eu vou na papelaria comprar uma borracha. despertando atenções para o eu-lírico. e) Ambos ridicularizam a desilusão amorosa. b) relação de termos que consiste no uso do todo pela parte. Alfenas-MG Definição: “Silepse é uma figura de linguagem que ocorre quando efetuamos a concordância não com os termos expressos. 1984. (.” CHACAL. “Happy End o meu amor e eu nascemos um para o outro agora só falta quem nos apresente” GABARITO CACASO. Voltar Língua Portuguesa . d) Ambos ignoram a temática amorosa. c) suavização de uma idéia através da substituição de uma palavra. espere um pouco / Que é pro meu samba poder chegar. UFR-RJ No fragmento “que bom passar a mão no som da percalina” percebe-se: a) a correlação entre o sentido próprio e o sentido figurado das palavras. através da ironia que minimiza diferenças entre passado.E. 2ª ed. 87. Beijo na boca. 26. São Paulo: Brasiliense. gosta de fazer bonito.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .. U. b) sinestesia. d) metonímia. 2000. p. p. 13. e) emprego de termos que se referem a conceitos contrários. c) metáfora. Drops de abril. c) “Luar.. a) Aos amigos faltou-lhes coragem. como na poesia marginal em geral. e) perífrase. o poeta emprega termos figurados por falta de palavras mais apropriadas.

27. UFGO-Modificada
“Mestre do Coro Quem te ensinô essa mandinga? - Foi o nego de sinhá. O nego custô dinhero, dinhero custô ganhá, Camarado. Coro Cai, cai, Catarina, sarta de má, vem vê Dalina. Mestre do Coro Amanhã é dia santo, dia de corpo de Deus Quem tem roupa vai na missa, quem não tem faz como eu.”

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O fragmento transcrito apresenta um registro lingüístico próprio também das rodas de capoeira, conforme pode ser atestado em O pagador de promessas, de Dias Gomes. Sobre a linguagem do trecho citado, pode-se afirmar que: ( ) a variedade não-padrão cumpre seu papel comunicativo, desde que pautada pela clareza e coerência. ( ) na 1ª estrofe, o vocábulo custô tem o mesmo sentido, nas duas construções em que foi usado. ( ) a palavra camarado apresenta uma flexão de gênero, imprópria, de acordo com a norma padrão. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 28.
“O samba do Ernesto O Arnesto nos convidô prum samba Ele mora no Brás Nóis fumo e não encontremos ninguém Nóis vortemos com uma baita duma reiva Da otra vez nóis num vai mais Nóis num semos tatu Notro dia encontremos co’ Arnesto Qui pidiu discurpa mas nóis num aceitemos Isso num si faiz Arnesto nóis num s’ importa Mais você devia ter ponhado um recado na porta Ansim Óia turma num deu pra espera Aduvido que isso num faiz már Num tem importância nóis si habitua”
Adoniran Barbosa e Nicola Caparrino.

GABARITO

28. UFMT ( ) O texto retrata um pedido de desculpas de amigos que não se vêem há muito tempo. ( ) “Aduvido, vortemos, ponhando, ansim, óia” são marcas de uma variedade lingüística utilizada por pessoas de pouca ou nenhuma escolaridade. ( ) “Prum, num, cuma, duma, pra” marcam a moralidade oral do texto. ( ) Sempre que é usada a primeira pessoa do plural, no texto, a desinência verbal é adequada.

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29. Uniube-MG
“Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. Chegou-se à beira do rio. A areia fofa cansava-o, mas ali, na lama seca, as alpercatas dele faziam chape-chape, os badalos dos chocalhos que lhe pesavam no ombro, pendurados em correias, batiam surdos.”
RAMOS, Graciliano, Vidas secas.

Observando-se, neste excerto de Vidas secas, a linguagem do autor, pode-se afirmar que a expressão grifada é uma figura de linguagem denominada: a) onomatopéia. b) pleonasmo. c) aliteração. d) eufemismo. 30. U.E. Londrina-PR Observe os quadros abaixo.

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GABARITO

O comentário irônico de Mafalda no último quadro refere-se, fundamentalmente, a uma figura de linguagem presente nos quadros anteriores, que é: a) hipérbole. b) metáfora. c) aliteração. d) metonímia. e) pleonasmo. 31. Uniube-MG Há figuras de linguagem em: I. antítese em “o meu dia foi bom, pode a noite descer”; II. prosopopéia em “a noite com seus sortilégios encontrará lavrado o campo, a casa limpa, a mesa posta”; III. metáfora em “com cada coisa em seu lugar”; IV. comparação em “quando a indesejada das gentes chegar / (não sei se dura ou coroável)”. Estão corretas as afirmativas: a) I e II. b) I e III. c) I e IV. d) II e IV.

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Leia, a seguir, o fragmento retirado do livro Macunaíma, de Mário de Andrade, e responda a questão 32.
“– Meu avó, dá caça pra mim comer? – Sim, Currupira fez. Cortou carne de perna moqueou e deu pro menino, perguntando. – O que você está fazendo na capoeira, rapaiz! – Passeando. – Não diga! – Pois é, passeando... Então contou o castigo da mãe por causa dele ter sido malévolo pros manos. E contando o transporte da casa de novo pra deixa onde não tinha caça deu uma grande gargalhada. O Currupira olhou pra ele e resmungou: – Tu não é mais curumi, rapaiz, tu não é mais curumi não... Gente grande que faiz isso...”

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32. UFGO Uma característica importante das línguas é o fato de que elas não são uniformes nem estáticas. Fatores como região, classe social, idade, entre outros, explicam suas variações. Tendo em vista o comentário que você acabou de ler e as particularidades lingüísticas do trecho de Macunaíma, julgue os itens. ( ) A construção “dá caça pra mim comer” é típica da linguagem oral, representado, portanto, uma variação de “dê-me caça para eu comer”, própria da norma padrão. ( ) O emprego de palavras como “rapaiz” e “faiz”revela variação no nível dos sons, indicando pronúncia de um falante, no caso o Currupira, que utiliza a variedade padrão língua. ( ) Em “por causa dele ter sido malévolo”, ocorreu uma variação no nível sintático, uma vez que esse enunciado, na norma padrão, corresponde a “por causa de ele ter sido malévolo”. ( ) O enunciado “Tu não é mais curumi”, apesar de ser um exemplo de falar informal, está de acordo com a língua padrão, como se pode verificar pela concordância verbal. 33. Cesgranrio Assinale a opção em que há correspondência entre o período e o recurso estilístico a ele atribuído. a) “Quem pode vai para fora” – hipérbato. b) “Aquele jardim era meu amigo” –metonímia. c) “Eles são as minhas aldeias” – metáfora. d) “Uma voz de água no silêncio” – anáfora. e) “Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!” – anástrofe. 34. U. Santa Ursula-RJ-Modificada Primeiramente, nos versos “de carne e de memória” / “de osso e de esquecimento” e nos versos “bocas bafos bacias” / “bandejas bandeiras bananeiras”, o autor se utiliza dos seguintes recursos de linguagem: a) metáfora e comparação; b) metonímia e aliteração; c) antítese e aliteração; d) comparação e hipérbato; e) paradoxo e aliteração.

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LÍNGUA PORTUGUESA

1

FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. V–V–F–F–F c d V–V–V–V–V a a d c d c d F–F–V–V–V b F–V–V c c V–V–F–V–V 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 18 b a b e e a a d V–F–V F–V–V–F a c a V – F –V – F c c

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LÍNGUA PORTUGUESA

V O C A B U L Á R IO
1. UFRN-Adaptada Essas previsões podem parecer ousadas, mas, no fundo, são até conservadoras” Assinale a opção em que o vocábulo traduz o sentido de ousadas: a) audaciosas. b) magníficas. c) impulsivas. d) duvidosas. 2. Unifor-CE Assinale a alternativa em que se substitui uma frase por outra de sentido equivalente. a) os videogames induzem à passividade = os videogames não permitem o isolamento. b) a ponto de não ter de esforçar-se = tanto que não precisa de muita vontade. c) porque inibem a vontade = porque estimulam o desejo de brincar. d) o jovem tende ao retraimento = o jovem procura distrair-se. e) Atividades físicas e em grupo são um antídoto = exercícios físicos comuns são a solução. 3. Emescam-ES
“Hoje, a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. Momento por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos, que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. Aos quatro anos, eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distância a idade fisiológica da psicologia, corpo de criança e alma de mulher. O sonho é substituído pela TV, as histórias cedem lugar aos programas de auditório, e as fadas, bruxas e reis, aos brinquedos eletrônicos. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. (...) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto, cansadas perante um futuro que ainda não viveram, viciadas em indigência intelectual e espiritual.”
Excerto de “Memória de um Dinossauro”, de Frei Betto. A Gazeta, Vitória, 08. set. 98 p. 05.

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GABARITO

Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto; isso ocorre em: a) “suficiente discernimento” – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso; b) “insistência pirralha” – teima persistente da criança; c) “embotelhada em danças” – especialista em danças; d) “ritmo da esquizofrenia” – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais; e) “indigência intelectual e espiritual” – pobreza de cultura e de espírito. 4. UFF-RJ No fragmento “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência.”, pode-se substituir a palavra em negrito, sem alteração de sentido, por: a) limite. b) momento final. c) término. d) objetivo. e) ponto extremo.

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5. Univali-SC
“Retrato do Brasil quando ainda jovem Como se explica o otimismo de nosso povo? Algumas pesquisas e levantamentos recentes, tenham ou não a ver com as comemorações dos 500 anos de Descobrimento, revelam um Brasil cuja ambigüidade torna cada vez mais difícil decifrá-lo e defini-lo em termos de personalidade e temperamento. De um país em crise e cheio de mazelas, onde, segundo o IBGE, quase um quarto da população ganha R$ 4,00 por dia, o que se esperaria? Que fosse a morada de um povo infeliz, cético e pessimista, não? Não. Por incrível que pareça, não. Os brasileiros não só consideram seu país um lugar bom e ótimo para viver, como estão otimistas em relação ao seu futuro e acreditam que ele se transformará numa superpotência em cinco anos. Pelo menos essa é conclusão de um levantamento sobre a “utopia brasileira” realizado há pouco pelo Data Folha.”
VENTURA, Zuenir. Época, 08/05/2000.

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Os sinônimos que poderiam ser utilizados para substituir as palavras destacadas no texto encontram-se, respectivamente, na opção: a) impressão / descrente / fantasia; b) equívoco / duvidoso / infelicidade; c) incerteza / seco / irrealização; d) indeterminação / cego / quimera; e) que tem dois sentidos / que não crê / felicidade. 6. Unifor-CE Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases apresentadas. Sem ..............., a criança ............... os comandos do jogo eletrônico, em que ............... eram perseguidos. a) hesitar – compulçava –animaizinhos b) hesitar – compulsava – animaisinhos c) hesitar – compulsava – animaizinhos d) exitar – compulsava – animaisinhos e) exitar – compulçava – animaizinhos 7. Unifor-CE Uma sociedade ............... é aquela em que os ............... têm ............... dos problemas que atingem todos aqueles que a compõem. As lacunas serão corretamente preenchidas com: a) armonioza – previlegiados – consciência b) armoniosa – privilegiados – conciência c) harmonioza – privilegiados – conciência d) harmoniosa – previlegiados – consciência e) harmoniosa – privilegiados – consciência 8. U.F. Juiz de Fora-MG “...Sou adepto do voto inútil! Vote inútil!!!” (Luiz Eurípedes Massiére) Um significado alternativo para a palavra acima destacada é: a) partidário. b) contrário. c) representante. d) rebelde. 9. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Para se restringir a compreensão das mensagens a uns poucos detentores do código lingüístico...” = limitar. b) “O uso correto do idioma não é um refinamento...” = requinte. c) “Porém, o oficialismo deveria, pelo menos, abster-se de usar estrangeirismos para evitar o ridículo de ser brega...” = impedir. d) “Não se trata de xenofobia.” = aversão a coisas estrangeiras.

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10. UFPR Leia o texto abaixo:
“A referência a Xuxa, além de providencial, é pertinente. Ela é pioneira nesse fenômeno, tão característico do Brasil de hoje, que é a erotização das crianças. Faz anos que, consciente ou inconscientemente, lhes dá aulas de sedução. Outras a seguiram na TV, entre louras que a imitam e reboladoras profissionais, mas Xuxa detém a palma do pioneirismo. Merece ser considerada um símbolo da permissividade da televisão brasileira.”
Veja, 18/08/1999.

Marque V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que todas as expressões são apropriadas para substituir as expressões em negrito, sem prejuízo para o sentido do texto. ( ) menção – apropriada – interrompe – da licenciosidade. ( ) convocação – irritante – conserva – da abertura. ( ) observação – relevante – possui – da liberalidade. ( ) menção – apropriada – conserva – da falta de limites. ( ) saudação – obrigatória – interrompe – do vale-tudo. ( ) alusão – relevante – ostenta – da liberalidade. 11. Unifor-CE O solecismo ou erro de sintaxe torna a linguagem ...............ou ..............., por estar em ............... com as normas do padrão culto da língua. As lacunas da frase apresentada estão corretamente preenchidas em: a) incompreencível – imprecisa – dezacordo b) incomprensiva – imprescisa – desacordo c) incomprensiva – imprecisa – dezacordo d) incompreensível – imprecisa – desacordo e) incompreensível – imprescisa – desacordo 12. Unifor-CE O vocábulo em negrito está corretamente substituído por outro, sem prejuízo do sentido original, em: a) a influência do povo é decisiva = prejudicial. b) não lhe inseriu riquezas novas = descobriu. c) a receber e dar curso a tudo = ensinar. d) depurando a linguagem = purificando. e) se isto é um fato incontestável = divergente. 13. U. Alfenas-MG-Adaptada A palavra “então” do trecho “apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura como autor da nota” tem o sentido de: a) naquela ocasião. b) nesse caso. c) além disso. d) nesse tempo. e) naquele lugar. 14. PUC-RJ-Adaptada
“Se além das prendas (...), D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência...”
Machado de Assis.

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GABARITO

As expressões abaixo estão dicionarizadas como acepções possíveis para preterir. Qual delas melhor poderia substituir o verbo no contexto em que é empregado no texto? a) ultrapassar. b) omitir. c) deixar de parte. d) ir além de. e) ser ilegalmente promovido.

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15. Unifor-CE A expressão em negrito está corretamente substituída por outra, sem prejuízo do sentido original, em: a) provocam cíclicas retrações = periódicas diminuições. b) premido pelas circunstâncias = decepcionado. c) para satisfazer exigências formais = leis costumeiras. d) mão-de-obra não-especializada = trabalho incomum. e) um futuro se não promissor = de desesperança. 16. Uniube-MG-Adaptada A expressão “dia-a-dia” no trecho “as coisas mais simples do nosso dia-a-dia”, pode ser substituída, sem que se altere o sentido da frase, apenas pela expressão grifada em: a) Não há trabalho para se fazer de supetão, mas dia a dia. b) Dia após dia aumenta a violência em nosso país. c) Obras de Machado de Assis fazem parte de meu cotidiano. d) A insegurança do brasileiro aumenta a cada dia. 17. Uniube-MG “Se pintar um clima, você pode caprichar no estilo, descolar um gato e curtir um papo legal.” Considerando-se a variedade lingüística que se pretendeu reproduzir nessa frase, é correto afirmar que a expressão proveniente de variedade diversa é: a) pintar um clima; b) caprichar no estilo; c) descolar um gato; d) curtir um papo legal. 18. Univali-SC
“Notas de um Nobel A julgar pelas últimas declarações do escritor português José Saramago, o Prêmio Nobel de Literatura que lhe foi atribuído em 1998 tornou-se um fardo difícil de ser carregado. Saramago reclama de falta de tempo para escrever. Hoje ele é uma espécie de arauto da língua portuguesa que percorre os quatro cantos do mundo propagandeando o idioma de Camões. Os recém-lançados Cadernos de Lanzarote II, segundo volume de seus diários, vão de 1996 a 1997 e mostra um Saramago andarilho, que deixa seu lar em Lanzarote, uma das Ilhas Canárias, dá voltas pela Europa, circula no Brasil e ainda tem tempo de salpicar as páginas de seu diário com observações perspicazes e poéticas. Para quem conhece os romances de Saramago, o estilo pode parecer frugal. Mas é aquele tipo de simplicidade que só alguém que pensa e escreve bem sabe fazer. Não faltam ao escritor o senso de humor, a ironia e uma delicadeza especial na percepção das coisas. (...)”
VOLPATO, Cadão – Época, 26 de abril de 1999.

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GABARITO

No texto, os vocábulos arauto, perspicazes e frugal podem ser substituídos, respectivamente, pelos sinônimos: a) mensageiro – inteligentes – modesto. b) representante – talentosas – insosso. c) que sabe – que observam – parco. d) eminente – sagazes – exagerado. e) propagandista – complicadas – sóbrio. 19. F. Católica de Salvador-BA-Adaptada A substituição proposta à direita mantém o significado do contexto em que o termo transcrito aparece em: a) “toda” em “metade de toda a força” – qualquer. b) “algum” em “com algum êxito” – pouco. c) “apenas” em “foram selecionados apenas os chefes” – mal. d) “ainda” em “O Brasil ainda tem uma vantagem” – afinal. e) “Assim que” em “Assim que a economia voltar a crescer, isso vai ser consertado” – Quando.

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20. Uniube-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está corretamente interpretada de acordo com seu sentido. a) “E só estando ao abrigo das necessidades (e do mau tempo) é que poderemos, com calma e sapiência, manipular os peões...” = sabedoria. b) “Pena que os bispos sejam tão renitentes.” = teimosos. c) “Acho que nenhum patriota sincero se oporia a esta medida tão salutar e higiênica” = moralizadora. d) “Conto com teu bom senso para tratar com severidade os trabalhadores, sem deixar-te levar por pieguices.” = sentimentalismos. 21. F.M. Triângulo Mineiro-MG-Adaptada “... uma relação é provida do atributo mágico...” “... prenhe de respeito e carinho...” “... repousa no preceito basilar do cristianismo...” Os sinônimos mais adequados para as palavras em negrito nos trechos acima são, respectivamente: a) dotada, repleta, fundamental; b) portadora, isenta, simples;

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c) concebida, marcada, único; d) destituída, madura, básico; e) incentivadora, plena, indiscutível. 22. U.E. Maringá-PR Assinale a(s) alternativa(s) em que as palavras em destaque podem ser substituídas pelas palavras que estão em itálico, respectivamente. 01. “A conclusão da primeira etapa de decodificação do genoma humano...” – o epílogo – leitura. 02. “A complicação é que se desconhecem quantas casas e edifícios existem de fato na metrópole e qual a função de cada um dos imóveis.” – o obstáculo – ignoram. 04. “As estimativas variam de 38.000 a 120.000” – as avaliações. 08. “As poderosas máquinas da Celera Genomics e do Projeto Genoma Humano ordenaram as seqüências de letras...” – prostraram – as apreensões. 16. “Identificar os genes será uma tarefa árdua e mais complexa do que foi decifrar o próprio genoma.” – um trabalho – desviar.

GABARITO

32. “...os geneticistas ainda são incapazes de encontrar a padaria ou a delegacia de polícia no complexo DNA do ser humano.” – hábeis – no elucidado. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas. 23. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Quis continuar a falar, para escrutar-lhe bem a alma; não pude, ele esquivou-se, e fiquei outra vez só.” = sondar. b) “...ninguém me dava o direito de presumir intenções e intervir nos negócios particulares de uma família...” = vangloriar.

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c) “Bastou que uma idéia se me afigurasse possível para que eu a acreditasse certa.” = parecesse. d) “...Félix achara um modo de conciliar umas e outras, amando sem casar.” = harmonizar.

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24. PUC-RS
“Não vai dar certo Outro dia, dois cientistas americanos apresentaram um pedido ao Serviço de Marcas e Patentes dos Estados Unidos para registrar uma criatura que estão produzindo em laboratório. A tal criatura seria uma mistura de homem com animal. Não se sabe direito que animal é este, mas deram a entender que tanto pode ser um macaco como um camundongo. É fácil imaginar um homem-macaco. Afinal, todos nós, no passado, já protagonizamos essa dobradinha. E nem faz tanto tempo. Conheço gente que ainda se lembra de quando o avô desceu da árvore (...) Já cruzamento de um homem com camundongo é mais difícil de visualizar. O único parâmetro conhecido é o Mickey, o rato mais bem-sucedido da história. Em cima dele, construiu-se um império que é, na verdade, uma ratoeira humana (...). A idéia de cruzar artificialmente seres humanos com animais não é nova. Já foi imaginada no começo do século pelo inglês H. G. Wells, em A Ilha do Dr. Moreau e, nos anos 50, pelo americano James Clavell, em A Mosca da Cabeça Branca. Ambas as histórias renderam vários filmes. Em todos eles, a parte humana levou um baita prejuízo. No filme do homem que virou mosca, o pobre Vincent Price ficou desesperado porque, com seu corpinho de mosca, não conseguia chamar a atenção de sua mulher, para que esta o fizesse voltar ao normal. E olhe que ele foi o cientista que resolveu fazer a experiência. Boa idéia. O ideal seria se os dois cientistas se oferecessem como cobaias de suas experiências. Um cruzaria o outro com o macaco. E o outro cruzaria o um com o camundongo.”
CASTRO, Ruy. Manchete, 19/04/98 (adaptado)

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Se as expressões “Outro dia”, “A tal criatura”, “dobradinha” e “corpinho”, características da linguagem coloquial, fossem substituídas por expressões do português culto formal, sem alteração básica no significado, seria correto utilizar, respectivamente: a) Uma vez – a experiência – par – figura diminuta. b) Dia desses – este monstro – dualidade – corpo minúsculo. c) Certo dia – o experimento – dupla – silhueta pequena. d) Há pouco tempo – o resultado – casal – corpete. e) Recentemente – esse ser – parceria – corpúsculo.

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6.Vocabulário Avançar . 16. b c c d e c e a c F-F. 17. a c a c b a b c a 01 b e IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 20. 9. 18. 2. 24. 19. 4. 3. 11. 8.LÍNGUA PORTUGUESA V O C A B U L Á R IO 1 1. 14. 23. 12.F-V-F-V d d 13. 22. 15. 10. 5. 21. 7.

Unifor-CE “Vejam que país. b) A EMESCAM fica situada na Avenida Nossa Senhora da Penha. enviavam-se muitas cartas em mão. ortografia e formação das palavras Avançar .a lavadeira cheira a gim. e F. na Língua Portuguesa. dígrafo e ditongo.. “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. uma separação formal e intransponível. acentuação. para os itens verdadeiros. entre mim e eles. nenhuma fonema. c) ditongo. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro.” Nas palavras em negrito observa-se uma seqüência de: a) hiato. c) científicas e biogenética. em: a) Dadas as nossas origens e objetivos. Use V.’ Considere as seguintes atitudes: 1. b) biologia e adquirida.” Lourenço Diaféria. para agradecer-lhe a gentileza do gesto. ( ) As letras x e ch podem representar o mesmo fonema. ( ) Poderia ser acrescentada à “questão de múltipla escolha” mais uma alternativa: Você corrige três erros. 2. b) hiato. e) ditongo. encontro consonantal e hiato.. para os falsos. dígrafo e ditongo. UFSE Os encontros vocálicos das palavras SEARA e GLÓRIA encontram-se. mas é usada em palavras que a trazem da etimologia. 2. como humano. Emescam-ES O emprego da expressão abaixo em negrito vai de encontro ao “bom uso” da nossa língua.Fonologia. e) Antigamente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFMT Leia o texto de Lourenço Diaféria e julgue os itens a seguir. d) negociação e países. o que ocasiona certa dificuldade na escrita de palavras como pichar e xícara. existe. d) Aproveito-me desta oportunidade. Você corrige um erro. d) ditongo. c) Daqui há pouco tempo estaremos iniciando o século vinte e um.. nas palavras: a) ameaças e contrário.. GABARITO 3. 4. e) polícia e principais. 1 ( ) A letra h não representa.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . Você corrige dois erros. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. 4. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1.” “. respectivamente. dígrafo e hiato. 3. encontro consonantal e ditongo. Você fica louco da vida.

. acentuação. tranqüilo. O advérbio derivado de “notável” deveria estar grafado no texto como “notavelmente”. adquiri.. atenção. 7.” – fonemas /ku/. agüei.” – fonema /k/. Está(ão) correta(s): a) apenas I. b) apenas II. aguei. III. b) II e III. d) apenas I e II. “Nevascas.” – fonema /k/. Anhanguera.Fonologia. e) I e III. Santa Maria-RS “Ele domina a número cinco. Anhanguera. d) III e IV. II e IV. adqüiri. 02. guaraná.. vai marcar.. “Séculos quentíssimos. distingui. 01. U. A separação silábica das palavras “machadiano“ e “assinalada” é. agüei. III.F. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “Os americanos acham. Dê. e) apenas II e III. De acordo com as regras de acentuação gráfica.. 2 GABARITO 8. 04. adquiri. II. formando um ditongo crescente. c) apenas III. Anhangüera.. Anhangüera.” I. II. e) Ambigüidade. distingui. agüei. furacões. houve simplificação de um ditongo decrescente em vogal simples. tranqüilo.. São corretas as afirmações: a) I. distingüi.. Maringá-PR-Modificada Assinale a(s) alternativa(s) em que a(s) letra(s) destacada(s) corresponde(m) adequadamente ao(s) fonema(s) propostos(s). Sem contração de preposição com artigo.a velocidade da rotação.” – fonemas / ku/.5.um pião enlouquecido.. tranquilo.. aguei. Anhangüera. “. notavelmente aqueles que se concentram na chamada fase realista de sua obra. houve substituição da consoante final por semivogal.” – fonema /k/. adquiri. Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam também corretamente grafadas. algumas palavras sofreriam alterações. b) Anbiguidade. Em chalera. a) Ambigüidade. houve queda de consoante final e deslocamento da sílaba tônica. É goooool... güaraná.. guaraná. sensacional!” Se essa fala fosse transcrita em nível coloquial.. Em sensacionau. tranqüilo. adqüiri.” – fonema /k/.” – fonemas /kw/. como: marcar → marcá chaleira → chalera sensacional → sensacionau Analise as afirmações relacionadas com essas alterações fonéticas. 6.enquanto dá voltas. 32. como resposta a soma das alternativas corretas. IV. tranquilo. guaraná. ortografia e formação das palavras Avançar . 08. a expressão “pelos estudiosos” deveria grafar-se “pôr estudiosos”. dá de chaleira.. distingüi. ma-cha-di-a-no e as-si-na-la-da. o verbo “constituir” escreve-se “constituía” em uma das formas do passado. Em marcá. c) Ambigüidade... FGV-SP A palavra língua está corretamente escrita com acento agudo e sem trema.. “.E. U. PUC-RJ Leia o período abaixo e as afirmações relacionadas às expressões nele contidas: “O ceticismo constitui uma marca característica do conto machadiano que vem sendo amiúde assinalada pelos estudiosos da literatura brasileira. 16. “Daqui a alguns milênios. 64. “.. distingui. respectivamente. d) Ambiguidade.. c) I e II. güaraná. I.

( ) As palavras estrangeiras funcionam. a Parker do Brasil ha portato a tutti noi a crème de la crème das Parkers do mundo: Duofold Centennial. Voltar Língua Portuguesa . como argumentos a favor da simplicidade do produto anunciado. no texto. Premier. c) ditongo – dígrafo – hiato. Gracias à abertura da nossa economia. asterisco. assim como o português. vultosa. e) recorria. I tutto para você pagar com money brasileiro. frustado. ( ) Na Babel global. venga a buscar la suya. Perché si non vous puede ficar sem. d) Sicrano. serem línguas neo-latinas facilita a compreensão da mensagem pela propaganda. asterístico. U. UFMT ( ) A fábrica de canetas Parker explorou o fenômeno. 95. Alfenas-MG O acento gráfico em “conferência” tem a regra de emprego assim expressa: a) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em a(s). ( ) O sentido de money e come on é evidente no texto. c) confessar. e) Eletrecista. UEPI Marcar a opção em que o segmento em negrito não forma dígrafo. c) Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a(s). d) Acentuam-se todas as palavras paroxítonas. FGV-SP Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam corretamente grafadas. prazeiroso. cultural e econômica para lançar seu produto no mercado brasileiro. a) qualquer. beneficiente. d) dígrafo – ditongo – ditongo. la mejor Parker Collection du monde.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 9. celebral. “Agora in Brasile. ( ) As palavras gracias. d) velho. e) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente. auto-falante. celebral. b) Eletricista. capisci?” Revista Veja/SP. o italiano e o francês. tutto e monde são formadas a partir de radicais presentes nas palavras correspondentes do português. ascenção. losango. porque a língua inglesa é também uma língua neo-latina. acentuação. c) Assessores. através. 10. da globalização lingüística. recriada por esse texto. extrangeiro.Fonologia. pretenção. ocorrem. e) ditongo – dígrafo – ditongo. 3 9. previlégio. ( ) O fato de o espanhol. prazeiroso. despercebido. b) Acentuam-se as palavras proparoxítonas terminadas em ditongo crescente. ortografia e formação das palavras Avançar . Come on. pretensão. a) Empolgação. alto-falante. b) adivinhar. IMPRIMIR GABARITO 13. 180 e mucho más. Paraíba e caudal. b) dígrafo – hiato – ditongo. 88. a confusão de línguas também impede a comunicação. Unifor-CE Nas palavras Paquequer. 11. entitular. 12. respectivamente os seguintes encontros: a) ditongo – hiato – hiato.

. O vocábulo “observação” tem quatro sílabas. 16.. Uniube-MG São acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.. aliás..” Dê.. como resposta. como resposta. “. acentuação. “A prosa literária brasileira começa no Romantismo.. 01. país. c) calabr.. A alternativa em que este valor está presente é: a) Ao revisar a prova..cujo ócio permitia a leitura de romances e folhetins.... ridicularizando ou ironizando a idéia expressa. “Esse público buscava na literatura apenas distração. “é” e “dá” porque devem ser acentuados todos os monossílabos tônicos terminados em a.” 08.. 17.. 4 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. São acentuados graficamente os vocábulos “só”. 08.. “. c) supérfluo – incêndio.esperando o próximo.passando o tempo a torcer e a chorar por seus heróis.... ortografia e formação das palavras Avançar .... FUVEST-SP Os sufixos aumentativos têm. Maringá-PR-Modificada O fonema /s/ é expresso... necessária.” 16... U. lingüística.. “... O vocábulo “evoluído” tem cinco sílabas. b) Ora! Você fez um dramalhão por coisa tão insignificante.. 02.. Ponta Grossa-PR Tendo em vista a acentuação gráfica e a separação silábica dos vocábulos. U. sentido pejorativo. b) cert. Assinale a(s) alternativa(s) em que todas as letras destacadas representam na escrita o fonema /s/. d) óbvio. que lhe ofereceria praticamente as mesmas emoções. alguém.. c) português.. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo várzea.. assinale o que for correto.. na grafia da língua portuguesa. d) O casacão da noite envolveu a cidadezinha.” 04. “primata” e “apetite” não recebem acento gráfico porque não se acentuam os paroxítonos terminados em o. às vezes. e e o. 15...... obrigatório.. O vocábulo “muriqui” não é acentuado pois não levam acento gráfico os oxítonos terminados em i.14. Dê... 18.E.tão logo chegava ao final.. U... 04. d) viuv. b) exímio – vírus........” 32... de várias maneiras. influência. úteis. 16..... e) estranh. c) Feriadão começa com o 2º maior congestionamento. as palavras da alternativa: a) língua. 19. a soma das alternativas corretas...” 02... completará corretamente a grafia de: a) bel. “.. 01. O sufixo ESA... e) límpido – vôo..E. a soma das alternativas corretas...... percebemos que havia um problemão a resolver..Fonologia.. usado nessa palavra em negrito na citação acima. a) cândido – armário.... b) filológica... d) incluído – sandália.. Alfenas-MG “Fernando Henrique fez a defesa dos países em risco”. a e e. e) Um carro! Presentão como esse você só ganha uma vez na vida. Os vocábulos “macaco”.. fechava o livro e o esquecia.

UEMS Leia o texto de Rachel de Queiroz e. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões....Fonologia. (descriminar – discriminar) expressão escolhida: descriminar.. pelo menos. e) São estrangeirismos e por isso não contribuem para a boa linguagem.. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos.. a todo instante tropeça e se engasga com rap... o pataxó. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. já que a gente não os conhece nem de nome. Correio do Estado 21/05/2000. d) tórax – ingênuo. soap-opera. GABARITO 21.. se não for escolado no papo. cada uma fala o seu dialeto.. Nas páginas dedicadas ao show business. Mas. iria passar . c) colégio – sério. Imagina se. especialmente o futebol (não mais foot-ball). segundo a gramática normativa. mas Camarões venceu.. pelo menos... inclui as apresentações em várias espécies de salas.. depois.. (a par – ao par) expressão escolhida: a par.. como um peru de farofa.. b) ônibus – ígneo. por exemplo: é todo recheado de inglês. etc. 5 Palavras como show.. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. os brasileiros... d) São galicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. No esporte é a mesma coisa... Ficamos nas adaptações tipo ‘futevôlei’. .. (inverter – reverter) expressão escolhida: reverter. então.. etc.. (despercebido – desapercebido ) expressão escolhida: desapercebido d) Ele pensa exatamente como eu. acentuação. minhas.. Todos pensaram que ele fosse ... funk e hot dog. ou até na rua.. que alguns tentaram. funk. rap. o português.. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. sem guarda-chuva.. hamburger. mas devem ser chatos ou difíceis.. ou pior.. assinale a alternativa correta. chamando-o de ‘desporto’. c) São anglicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos.. Mas não pega. a escolha inadequada para o preenchimento da lacuna: a) O Brasil perdia para Camarões nas Olimpíadas. A começar que a nossa língua oficial. pelo menos é o que informam os especialistas. se fosse realidade a falada ‘língua geral’ dos índios.. toma um susto. incapaz de formar palavras para designar aqueles elementos. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão ‘centroavante’. F. back é beque.” Rachel de Queiroz. c) Quando a chuva começou. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos.. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa).. as drogas mais leves. falemos de nós. “(. se você for a fundo no assunto. são termos necessários que assumem forma da língua portuguesa e podem ser usados quando necessários. o placar. nós a recebemos do colonizador luso. e) Não estou ______ desses problemas políticos. punk.. b) Atestam a pobreza lingüística da língua portuguesa.... por exemplo... ele viu que.20. 22. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade..... pretendemos ser. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo.. como a maconha.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. etc. Pois aqui no Brasil. Pegue um jornal. Os índios têm lá os jogos deles. onde as melodias podem ser originalmente nativas. ‘meio-de-campo’. E o leitor do noticiário. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de Vitória-ES Assinale a opção em que se fez.. (ao encontro das – de encontro às) expressão escolhida: ao encontro das. o que foi uma bênção.. milk shake: a) São estrangeirismos que.. deixando de lado os índios que nós. ortografia e formação das palavras Avançar . Suas idéias vão . ou.. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. que não se pode traduzir literalmente por ‘arte teatral’... como na África. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. Cantor de forró do Ceará. tudo é show.I. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. b) Há gente que pretende . a) sacrário – difícil. que. entre as expressões entre parênteses.... Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo ignorância... e) convênio – válido. tem significação mais extensa. é engraçado.

( ) O morfema -eiro é usado exclusivamente para formar adjetivos a partir de substantivos. segundo ela.23.. c) “jamais o cruzei a nado”. açougueiro ou carvoeiro’ – escreve Elza – ‘as chances são mínimas de acabar como advogado. Os vocábulos “tecnologia” e “inimaginadas” têm cinco e seis sílabas respectivamente. ingleses e brasileiros. U. Voltar Língua Portuguesa . Santa Maria-RS Em qual alternativa os pares de palavras não seguem a mesma regra de acentuação? a) “pátria” – “próprio”. Há duas sílabas em “ruas” e quatro em “aparelhos”. empresário. 08. são monossílabos átonos. d) “na minha longa descida”. de adubar nem de regar. Luís Fernando. Há o importador e há o muambeiro.E. ( ) A forma -eiro tem o mesmo significado em todas as suas concordâncias. 26.Fonologia. grande investidor ou latifundiário. não se precisa de limpa. por isso jamais recebem acento gráfico. 6 O mesmo processo de formação da palavra sublinhada em “não se precisa de limpa” ocorre em: a) “no mesmo ventre crescido”. Em “química” se usa acento gráfico no “i” pelo mesmo motivo por que se acentua o “i” de “dirigíveis”. jornaleiro. Jornal do Brasil. FUVEST-SP “Só os roçados da morte compensam aqui cultivar. ortografia e formação das palavras Avançar . terapeutas e curandeiros. “a capital” e “o ar”. U. Use V.. 02. Os artigos definidos. e cultivá-los é fácil: simples questão de plantar. b) “iguais em tudo e na sina”. 01. é um sufixo pouco nobre. para os falsos. como existem médicos. e dão lucro imediato. leia o texto “Eiros”. como resposta. a soma das alternativas corretas. nem é preciso esperar pela colheita: recebe-se na hora mesma de semear. Os vocábulos “século” e “inédito” acentuam-se graficamente pelo mesmo motivo por que se acentua “câmera”. (. 24. UFMT Para julgar os itens que seguem.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. (.F.. 25. “os parisienses”. d) “só” – “três”. 16.” NETO. timbaleiro ou seresteiro. as estiagens e as pragas fazem-nos mais prosperar. Morte e vida severina. Existem suecos. “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estranhando que ‘brasileiro’ seja o único adjetivo pátrio conhecido em ‘eiro’ que. b) “Até” – “propôs”. como em “as páginas”.)” VERÍSSIMO. e F. João Cabral de Melo. 04. IMPRIMIR GABARITO ( ) Os termos jornalistas. e) “áreas” – “Mário”. c) “espécie” – “idéias”. Ponta Grossa-PR-Modificada Assinale o que for correto. e) “todo o velho contagia”. acentuação. Dê. para as verdadeiras. Aliás.. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes’. ‘Se você começou como padeiro. há políticos e politiqueiros. terapeutas e curandeiros são formados pelo processo de derivação parassintética. 7/10/95.

FUVEST-SP O prefixo assinalado em “tresvariando” traduz idéia de a) substituição. b) mágoa. c) princípio. d) lêem. b) Apelar. e) I. Unifor-CE A série em que se observa a mesma regra de acentuação da palavra em negrito no segmento “uma escolta de professores e funcionários” é: a) contemporânea – provável – contrário. a) Apogeu.F. c) árvore. domínio e até. b) hífen – apóia – além. II e III. e) vírus – fáceis – país. até. d) Apenas II e III. e) porém. e) compreensível – artístico – várias. há. “memória” e “atrás”. I. heróico. b) artística – compreensível – contemporânea. heroísmo. e) Apedrejar. línguas e contrário. c) Circular. c) caráter – cárie – até. em: a) América. c) obrigatória – contrário – circunstâncias. véu. só. Quais estão corretas? a) Apenas I. clássicos e século. respectivamente. c) privação. e) místico. pelas mesmas regras de “possível”. b) contigüidade. d) difícil – idéia – vocês. d) provável – várias – obrigatória. réu. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações sobre a acentuação gráfica. 31. d) Crucifixo. A palavra possuído recebe o acento gráfico pela mesma regra de aí. baú. U.27. Cesgranrio-Modificada As palavras que se acentuam. insuportável e dúvida. 7 GABARITO 32. pára. acentuação. 33. e) intensidade. b) aceitável. b) Apenas II. também e incontestável. a) fácil – vôlei – caí. ortografia e formação das palavras Avançar . c) Apenas I e III. II. 28. A palavra risível recebe o acento gráfico pela mesma regra que preceitua o uso do acento em ridículo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . aí. Unifor-CE Todas as palavras estão acentuadas pela mesma razão que justifica o acento no vocábulo influência. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. pública e está. respectivamente. pelas mesmas regras de água. céu e pôr são: a) sábado. 29. III.Fonologia. ocorreria mudança de significado e de classe. d) silêncio. 30. d) inferioridade. Se fosse retirado o acento gráfico das palavras várias. Santa Maria-RS Assinale a alternativa cujas palavras devem ser acentuadas.

respeito da mente humana”. a) a – à – acender d) a – à – ascender b) à – a – acender e) à – à – ascender c) a – a – assender 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. • “Uma pessoa excessivamente tímida ou muito agressiva terá problemas para conseguir um bom emprego. 39. (Hertz – Locadora de Veículos) 37. d) ureter. o vocábulo “compreenção”. (Renault) d) Ele faz dois anos e nós a diferença... capacidade de raciocínio lógico”.... cartomancia. UFRS-Modificada Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das frases abaixo: • “Ele se baseia numa idéia ultrapassada . UFSE A afirmação correta é: a) “Há pouco” está corretamente empregado na frase: Daqui há pouco eu o verei. U.... e) Foi esquecido um item na prova por falta de atenção.. c) Quê! Ela também estava lá? d) São os sábios que constróem a verdadeira paz... 35... o termo em destaque foi formado por qual dos processos de formação das palavras? a) Derivação prefixal b) Derivação regressiva c) Derivação parassintética d) Derivação sufixal e) Derivação imprópria 38. ingreme. antifrase. (Revista Forbes) b) Espaço de sobra para esticar as pernas. Alfenas-MG A alternativa em que todas as palavras devem ser acentuadas graficamente é: a) pudico. c) tênis. ortografia e formação das palavras Avançar ...Fonologia.. b) O encontro “sc”.. os jovens”.. Quando mais longe for. d) público. a) Existem coisas que o dinheiro não compra. melhor. b) É preciso que se averigúe todas as alternativas.. bimano. Unifor-CE A mesma regra de acentuação da palavra infância observa-se em: a) indivíduo. c) prototipo.. (Publicidade do Toyota Corolla feita pela Savoy Sul e Motors Shopping) e) Para conquistar você cada vez mais. 40. “admitiu” está corretamente grafado.. Mas a gente promete não falar delas. Assinale aquele que apresenta erro segundo a norma culta... erudito. e) A forma “influência” completa corretamente a frase “O educador.34. Motor de sobra para esticar o pé. b) econômico. como em “disciplina”. ocorre corretamente em “ascensão”.. (Audi) c) Chegou o Renault Clio Sedan. como em “sonegação”.. Hungria.. na profissão ou ter bom relacionamento familiar”. a Hertz não para de conquistar o Brasil. FEI-SP Em “É impossível esquecer as profecias de Aldous Huxley em seu Admirável Mundo Novo”. c) Grafa-se corretamente com “ç”. e) latex.. U. acentuação.. interim. Alfenas-MG Assinale a frase em que há erro de acentuação gráfica. de 19/09/2000... d) Assim como “advinhar”... .. a) Você tem o dever de pôr as coisas no lugar.. e) flâmula. • “A inteligência não se limita . b) rubrica... tulipa..... crisantemo. flacido.. Cefet-PR Os textos publicitários abaixo foram retirados da Folha de São Paulo.. 36..

Alfenas-MG O erro ortográfico está em: a) catequizar. admitem grafia ou pronúncia distintas. Guimarães. pelos entrefios: — ‘Tanto chove. III e IV. FUVEST-SP “A gente via Brejeirinha: primeiro. 44. ascensão. ortografia e formação das palavras Avançar . c) trabalho. d) abstenção. Explique o processo de formação dessa palavra. Primeiras estórias. U. Indique resumidamente o sentido dessa palavra no texto. um hiato e um ditongo oral crescente. explicando-a brevemente. Se a palavra “jeans”. III. b) “Andorinhava” é palavra criada por Guimarães Rosa. Identifique essa atitude. exceção.41. II. e. calabreza. Aos tantos. e “butique”. em “apelidados de peões de butique”. UFSE-PSS Analise se é V (verdadeiro) ou F (falso): ( ) Na palavra pecuária encontram-se. compreensão.Fonologia. um narizinho que-carícia. II. As palavras “caubói”. Se a palavra “chantilly” do trecho anterior fosse corretamente aportuguesada. do trecho “Cê vai querer a costela com chantilly ou creme de leite?”. b) este. os cabelos. em “peão de boiadeiro virou caubói”. e) prática. b) I e III. que me gela!’” ROSA. “Cê”. Se comparadas às palavras que lhes deram origem. sofreu um processo de redução semelhante ao ocorrido com a expressão de assentimento “tá”. seria grafada chantilí. Porém. 9 a) Os diminutivos com que o narrador caracteriza a personagem traduzem também sua atitude em relação a ela. U. “Partida do audaz navegante”. c) empresa. ( ) Abate é exemplo de derivação regressiva. louro-cobre. compridos. b) poetisa.” De acordo com essa definição. não parava. obsessivo. A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. ( ) Assessórios feitos de couro de avestruz atingem preços exorbitantes –Todas as palavras assinaladas estão corretamente grafadas. possivelmente seria grafada jins. 43. coisicas diminutas: a carinha não-comprida. qual é a palavra que admite forma variante? a) cotidiana. andorinhava. 42. fosse adaptada ao português. PUC-RS-Modificada I. Alfenas-MG-Adaptada “Formas variantes são as palavras que com a mesma significação. do trecho “enfiados em calças jeans”. ( ) A correta separação das sílabas das palavras período e dezesseis é pe-río-do e dezes-seis. lisos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . espiava agora — o xixixi e o empapar-se da paisagem — as pestanas til-til. II e III. 45. d) país. o perfilzinho agudo. e) excesso. c) II e IV. d) I. pouco se vê. acentuação. em seqüência. ( ) Nas palavras hectare e filhote há em comum um encontro consonantal. no meio deles. disse-se-dizia ela. IV. e) I. apresentam-se de acordo com os padrões fonéticos e gráficos da língua portuguesa.

51. Está correto que se afirma em: a) I. por quê não aproveitaram para importar outro povo? c) Com a abertura da nossa economia. c) I e II. com a abertura da nossa economia. não aproveitaram para importar outro povo. somente. U. b) deter. mudança. e) I. d) conseguir. são desconhecidas para mim. O prefixo – também de origem grega – significa afastamento. e) transmissão. Santa Maria-RS-Modificada Assinale a alternativa em que a palavra em itálico foi corretamente grafada: a) Porquê. 52. Alfenas-MG O substantivo derivado dos seguintes verbos que tem grafia diferente dos demais é: a) reter. c) pirogravura. com a abertura da nossa economia.46. e) ceder. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. e) As razões porque não importaram outro povo. d) domingueira. 50. II e III. 47. UERJ Quanto ao processo de formação. somente. 10 48. e) Apedrejar. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) III. 49. O radical da palavra tem origem grega.Fonologia. acentuação. b) desconhecida. somente. UERJ Observe as seguintes palavras: lobisomem linguarudo Identifique o processo de formação de cada uma delas. não aproveitaram para importar outro povo? b) Com a abertura da nossa economia. O sufixo empregado forma substantivo. a palavra “estatuária” é classificada do mesmo modo que: a) algarismo. Por quê? d) Não entendi o porque de não importarem outro povo. a) Apogeu. indicando resultado da ação. II. somente. U. b) Apelar. c) significativo. Unifor-CE Observe que se afirma a respeito da formação da palavra anacronismo.F. b) endoculturação. d) infância. com a abertura da nossa economia. c) trair. d) Crucifixo. d) II e III. I. ortografia e formação das palavras Avançar . Unifor-CE Só não se encontra o mesmo processo de formação da palavra comportamento em: a) integração. III. c) Circular.

As palavras irracionais e indispensáveis apresentam o mesmo prefixo. 57.” IV. a) inexpressiva – exportados. a soma das alternativas corretas. 11 IMPRIMIR GABARITO 58.Fonologia. “Talvez apenas desconheçam a própria língua. o substantivo “fundação” é formado por sufixação a partir do verbo “fundar”. c) o mesmo prefixo de origem grega que denota negação. c) multiforme – policromo. c) Os afixos têm sentido semelhante em II e IV. Uberlândia-MG-Modificada Observe os afixos em destaque nos fragmentos abaixo: I.” II.as contribuições já incorporadas e a serem incorporadas ao nosso idioma. b) Os afixos têm sentido semelhante I. 02. U. b) o mesmo prefixo de origem latina que denota afastamento. referente aos afixos em destaque. Voltar Língua Portuguesa . a) Os afixos têm sentido semelhante em I e IV. b) injusto – descomunal. “. II e III. 56.E. respectivamente. 08. U.” A seguir. “simultaneamente” é vocábulo formado por parassíntese a partir de um adjetivo na forma feminina... Unifor-CE Os verbos alindar e afear apresentam: a) o mesmo prefixo de origem latina que denota transformação. UFRS Abaixo são feitas três afirmações sobre formação de palavras: I. Nas palavras mental e sexual.. b) Apenas II.. o prefixo indica negação nos vocábulos “impossíveis” e “inimaginados”. As palavras justificável e admirável são adjetivos formados a partir de verbos. o sufixo utilizado forma adjetivos a partir de substantivos. é prova do despreparo de algumas pessoas. Dê. Juiz de Fora-MG Marque a alternativa em que os elementos destacados. 54. acentuação. U. ortografia e formação das palavras Avançar .53.F. “parisiense” é vocábulo composto formado por justaposição. d) Apenas II e III. a) altiplano – acrobata.. d) Os afixos têm sentido semelhante em III e IV. assinale a seqüência correta.. d) dissílabo – bisavô. II e III. d) preconceitos – descabidas. Ponta Grossa-PR Quanto à formação de vocábulos. Quais estão corretas? a) Apenas I. 16. é certo que: 01.”. e) filosofia – dicotomia. nas duas palavras. c) recolocava – reconhecemos. III. possuam o mesmo significado de (in-) em: “Talvez até seja politicamente incorreto dizer. d) radicais que mantêm entre os dois verbos uma relação sinonímica. como resposta. 55. 04.” III. e) I.F. b) psicultura – ictiologia. II. Unifor-CE Assinale a alternativa em que não ocorrem. “. “glamourizou” é forma de pretérito perfeito de um verbo criado por derivação sufixal a partir de um estrangeirismo. c) Apenas I e III. e) radicais que definem os dois verbos como cognatos entre si. um radical latino e um radical grego. “Virou praga o uso indevido do gerúndio.

pois ambas as palavras remetem à energia da luz. pequenino por dentro. ortografia e formação das palavras Avançar . a) “Hidrelétrica” relaciona-se com “hidratante”. Dê. porque ambas as palavras representam uma ação. 62. a) tribunal – tributador – tribal. 08. U.Fonologia. 61. prática. Você é diferente. com uma fome danada? Dê. apesar de o elemento em comum significar “grande”. 02. b) resistência. ainda que as duas palavras remetam à idéia de calor. 60. regularmente. representada pelo elemento “foto”. d) fumaça. d) régulo. para expressar a idéia de carinho. 08. seja contra alguma coisa (al). a soma das alternativas corretas. b) “Termelétrica” relaciona-se com “termologia”. b) suas em “chorando as dores das heroínas de romance. 16. parecia sentir alívio às suas”. c) facilidade. sofrimento. Ponta Grossa-PR Analisou-se corretamente a formação dos vocábulos em: 01. destreza – substantivo formado por derivação sufixal com base em adjetivo. macaco-prego – substantivo composto formado pela justaposição de duas bases nominais. intimidade. 65. como resposta. c) regulador. que nos deu tanta alegria. embora essas palavras tenham o mesmo elemento de composição. 16. c) “Energia” relaciona-se com “alergia”. Não é que o canário tinha ressuscitado. angustiado. seja dentro de (en). e) lhe em “bastaria que um homem lhe tocasse”. 02. mofino. achando a condição humana uma droga. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os três vocábulos são cognatos de tributário. como resposta. e) explicável. e) atribulação – atribular – atribulado. recentemente – advérbio formado por sufixação a partir de um adjetivo. mandachuvas – substantivo composto formado pela junção de uma base verbal a uma nominal. U. acentuação. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. ventania. d) onde em “aquele aspecto da sua casa. Alfenas-MG O sentido do radical da palavra “regularidade” não é o mesmo em: a) desregrado. e) “Fotovoltaica” relaciona-se com “fotossíntese”. 04. regressar. preocupação. U. ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. pacificar. d) tributo – tributar – tributável.E. inexplorado. c) devorar em “durante meses um devorar constante de romances”. extinção. c) atributo – atribuição – atributivo. pode ser notado em: 01. uma força. a soma das alternativas corretas. E saiu para a rua. alimentício. Ponta Grossa-PR-Modificada O potencial de afetividade do sufixo diminutivo..E.a um radical. b) régua. contemplação. e) regularização.. U.59. de afeto. reluzia vivinho da silva. relações – substantivo formado por derivação pelo acréscimo do prefixo re. sob todos os pontos de vista. 12 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Embebeu de éter a bolinha de algodão. cerebral. a) abandono em “morrera de um abandono”. b) tribuna – contribuição – tributal. d) “Megawatt” relaciona-se com “megalomania”. PUC-RJ Assinale a alternativa em que todos os itens são formados a partir de um verbo. 04. 63. onde encontrava. Pelotas-RS-Modificada Assinale a alternativa correta. UFPI-Adaptada Marque a alternativa que contém exemplo de derivação imprópria. perdão.F. a) sentimento. sabedor. 64.”.

e) desigual – dades. d) impossível – é uma palavra derivada por prefixação. d) irradiar – imigrar.66. Cefet-RJ Em “Como por socorro. Alfenas Assinale a palavra cujo significado do radical não corresponde ao do vocábulo “PATRIMÔNIO”. b) des – igual – dade – s. que se caracteriza pela facilidade de invenção de palavras novas. neste exemplo. ação contrária. b) arcaísmo. Santa Maria-RS Nas palavras “intocado” e “irreconhecível”. o que prova que os falantes da língua portuguesa. acentuação. b) invalidar – inativo – ingerir. c) padronizar.Fonologia. e o prefixo indica negação. d) arcaísmo. U. UFPE Assinale a série de palavras cujos prefixos indicam negação. uso típico da região sertaneja. 13 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .”. d) padroeiro. e) incriminar – imiscuir – imanente. obtido pela repetição de um elemento morfológico. d) des – i – gual – da – des. d) ateu – incoercível – imerso. 71. 70. muito usado pelo autor para mostrar a força inovadora da língua portuguesa. principalmente os sertanejos. 68. a) paterno. escritores e escrever são vocábulos que possuem o mesmo radical. a) inaproveitável –irremovível – irromper. intugidos até então. e) arcaísmo. 67. Assinale a alternativa em que todos os elementos constituem partes significativas da palavra desigualdades: a) de – si – gual – da – des. de relevante valor expressivo. e) padre. em seus cavalos. c) irrestrito – improfícuo – imberbe. a palavra destacada é um: a) neologismo. Unifor-CE A alternativa incorreta em relação à formação de palavras é: a) criaturas. b) apadrinhar. c) autos-de-fé – ocorre. mumumudos. composição por justaposição. como em ‘ilógico’. PUC-PR Na palavra infelizmente temos três partes com um significado próprio: in. c) neologismo. c) impuro – ilícito. c) desi – gual – da – des. há prefixos com o mesmo sentido. b) ataques – é uma palavra formada por derivação regressiva.F. espiei os três outros. são conservadores. U. 69. b) irreal – influir. ortografia e formação das palavras Avançar . Em qual das alternativas a seguir as duas palavras apresentam os prefixos com esse mesmo sentido? a) incluir – irregular. feliz e mente. em relação icônica com o determinado. criação de intensa produtividade neste tipo de texto em que predomina a informalidade. e) pseudônimo – a composição desse vocábulo é feita por um radical de origem grega. agregado à base um novo sentido. e) inflamar – irretocável.

d) movimento para além de. d) prefixo e sufixo que exprimem ação freqüentativa. Me firmo. UFR-RJ-Adaptada “aporrinhado devendo prestação mais prestação da casa que não comprei mas compraram para mim. c) prefixo e sufixo que denotam ação momentânea. d) deixou de ser favelado.” Assinale a opção em que a palavra em negrito exemplifica este procedimento de conversão de substantivo em adjetivo. respectivamente. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) enxergado. o neologismo “desfavelado” significa pessoa que: a) mora próximo à favela. pode-se afirmar que foi criado através da utilização de: a) prefixo que indica negação. O sufixo tem o sentido de “lugar que contém”. Santa Maria-RS Na palavra “chaleira”. a) E depois a tomaram como espantados.” tem.F. e) consumidor. U. isto é. 76. b) poeira. constitui um procedimento comum em língua portuguesa. 74. e) movimento intermitente. e) prefixo que indica repetição e sufixo que denota ação. b) movimento em torno. 77. c) Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis. a) cafeteira. b) Fez o salto real. 14 Tendo em vista o conteúdo do texto e o sentido do prefixo des-. d) impossível. c) amamenta. ortografia e formação das palavras Avançar . c) nunca morou na favela. acentuação. tomar uma palavra designadora (substantivo) e usá-la como caracterizadora (adjetivo). c) posição além do limite. UFR-RJ “Sentimo-nos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. e) cabeleira. d) Com cabelos mui pretos pelas espáduas. houve a intercalação de uma consoante entre a raiz “chá” e o sufixo “eira”. Uneb-BA Com referência ao termo “rerregulação”.. triste e chateado desfavelado” Carlos Drummond de Andrade. UFR-RJ O prefixo da palavra em negrito na oração “ao transpor a porta para a rua. 75.Fonologia.” O mesmo processo de formação da palavra desligados ocorre em: a) superficialmente. UFF-RJ “A conversão de substantivos em adjetivos. o significado de: a) movimento através de. b) sufixo que expressa intensidade.72.. e) trabalha em prol da favela. b) é contrária à favela. 73. e) E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas. d) brasileira. c) laranjeira. Identifique a palavra que passou pelo mesmo processo de formação.

c 25. 13. c 23. espiando até “pelos entrefios”. 16. V–V–V a a c e a 105 e V–F–V–V–F–F b c b e a 54 b 23 c c a 21. 17. 48. c 22. c 24. 45. 7. a 35. Eles podem traduzir a idéia de intensidade (“Os dois estavam agarradinhos”). b) “Andorinhava” é um verbo criado a partir de um substantivo. ligeira e perspicaz como uma andorinha. 20. sendo tão pequena. 47. V – F – F – V – V a) Nem sempre os diminutivos traduzem apenas uma idéia de pequenez (valor objetivo). ortografia e formação das palavras Avançar . como é o caso. 46. 52. podem ter um sentido pejorativo (“Que novelinha mais boba!”) ou ainda. dinâmica. em um dado momento. 42. 50. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1 1.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . b 33. d e e 19 GABARITO IMPRIMIR 43. e 37. 26 26. 3. b 39. 5. e 29. transmitir afetividade (valor subjetivo). O valor subjetivo se soma ao objetivo. a palavra mudou de classe gramatical (andorinha > andorinhar). 44. 19. 2. d 31.Fonologia. 12. Linguarudo: derivação sufixal. d 41. 51. 53. 4. c 36. 18. ou seja. d 40. F – F – F 27. Trata-se de um processo neológico conhecido como derivação imprópria. um comportamento semelhante ao do pássaro andorinha. 49. Voltar Língua Portuguesa . c 28. e 32. 14. significa que Brejeirinha tinha. 6. a 38. a 30. a e b c d e Lobisomem : composição por aglutinação. 8. d 34. 9. acentuação. 10. No texto. 15. 11.

68. 64.Fonologia. ortografia e formação das palavras Avançar . 60. 67. 65. e b b d a e 31 e d c c 09 66. 56. acentuação. 75. 71. 70. 76. 73. 69. 77. 61. 55. 74.54. 57. 59. 63. 58. 62. b a c c a c a d d e d c 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 72.

sem modificação sintática ou semântica. ( ) Em “. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. d) a questão da engenharia genética é a única questão do novo milênio.” o artigo em destaque poderia ser eliminado. ( ) Em “. Em 1994.Artigos..” a expressão em destaque poderia ser permutada por centrando. ( ) Em “. sem alteração sintática ou semântica. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. adjetivos.. 2. IESB-DF Julgue os itens a seguir segundo critérios sintáticos e semânticos. o Centro aumentou consideravelmente as suas atividades em termos de serviços de consultoria e assistência técnica para programas na área dos direitos humanos..) nessa questão de engenharia genética. ( ) Fosso. verbos e adverbios Avançar ..F. Para tal. poderia ser permutado por hiato sem alteração de sentido. o artigo definido “a” indica que: a) a questão da engenharia genética será apenas uma das questões do novo milênio. A D JE T IV O S .” GABARITO 1. sem alteração de sentido. a melhorar a vida quotidiana de cada ser humano. a definir melhor os direitos econômicos.. pode ser permutado por particularizar. ( ) Individualizar.as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária. que promete ser a questão do novo milênio”. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação eficaz do direito ao desenvolvimento.. S U B S T A N T IV O S . Juiz de Fora-MG Considerando-se o fragmento “(.. O fosso entre as aspirações internacionais ao gozo dos direitos humanos e a realidade das violações generalizadas desses direitos constitui o desafio básico que deverá ser enfrentado pelo programa das Nações Unidas em matéria de direitos humanos.. O Centro de Direitos Humanos do Secretariado contribui para a execução do programa de direitos humanos das Nações Unidas... mediante projetos concretos que têm por objeto ajudar a estabelecer e reforçar as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária para a proteção dos direitos humanos. no primado do direito.. substantivos. V E R B O S E A D V É R B IO S Texto para a questão 1: 1 “Direitos Humanos no Mundo Os trágicos acontecimentos ocorridos em Ruanda e noutras partes do mundo realçam a necessidade de fortalecer a capacidade que a comunidade internacional tem para adotar medidas preventivas. a fim de evitar as violações dos direitos humanos.” o adjetivo em destaque poderia estar no plural.. U.. sociais e culturais e a conseguir que sejam mais respeitados. c) a questão da engenharia genética será a principal questão do novo milênio. e. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. Para eliminar esse fosso. no nível mais fundamental. b) a questão da engenharia genética apresenta ironias implícitas.LÍNGUA PORTUGUESA A R T IG O S . a comunidade mundial deve individualizar e eliminar as causas iniciais das violações.

d) É trágico verificar que. que alguns técnicos denominam como a da rerregulação. 6. que aparece destacado./ Onde o rouxinol não canta.000 reais está longe de ser popular. em “o brasileiro era um envergonhado”. d) envergonhado. d) “Meu amigo. e) brancos. adjetivos. no trecho anterior. e) combate. b) criadores. O único substantivo que não faz parte desse grupo é: a) busca. Uneb-BA “O desenvolvimento das telecomunicações entra em nova fase. 5.F. brancos e índios”. no contexto. em “deixou de ser um peso para os criadores”. Santa Maria-RS-Modificada Identifique a alternativa que contém uma palavra formada por derivação sufixal que se classifica.” e) “A questão mais premente é a de evitar que aumente a exclusão social”. c) grito. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” A partir desse conceito. e) O Brasil será um grande parceiro e não apenas um parceiro grande. b) O novo novo: será que tudo já não foi feito antes? c) O carro popular a 12. em “a mistura entre negros.F. só o trágico é que faz sucesso. c) “Sou um homem comum/ de carne e de memória/ de osso e de esquecimento” (Ferreira Gullar). FUVEST-SP A frase em que os vocábulos sublinhados pertencem à mesma classe gramatical. a) brasileiro.Artigos. b) “Paisagens da minha terra. a palavra sublinhada que admite flexão de gênero é: a) “Fez-se de triste o que se fez amante” (Vinícius de Moraes). possui o mesmo valor morfológico no fragmento: a) “os gastos públicos com tecnologias relacionadas à Internet chegam anualmente (. exercem a mesma função sintática e têm significado diferente é: a) Curta o curta: aproveite o feriado para assistir ao festival de curta-metragem. 2 4. verbos e adverbios Avançar . como adjetivo. U. para nele expressar dadas categorias gramaticais como gênero e número. b) “Um dos instrumentos é a criação de fundos.” Observe a informação divulgada por um dos editoriais da Folha de São Paulo de 9 de julho de 2000. d) “No Brasil. em sua estrutura interna.. já há uma proposta de legislação prevendo a criação de um fundo dessa natureza. c) brasileiro. Santa Maria-RS-Modificada Os substantivos derivados de verbos denotam ação e são chamados deverbais. a partir de contribuições das operadoras de telecomunicações”. c) “É pouco perto do desafio monumental que se abre com a atual revolução da informação digitalizada”./ vamos chorar de mansinho/ e ouvir muita vitrola” (Carlos Drummond de Andrade). U. b) conquista.3..” (Manuel Bandeira). na televisão brasileira. UERJ “Flexão é o processo de fazer variar um vocábulo. em “o artista brasileiro dos dias atuais”. vamos cantar. O termo “a”. 7.) a nada menos que US$500 milhões”. d) século. substantivos.

adjetivos. não-específico. Voltar Língua Portuguesa . são pronunciadas de igual modo. “UM DIA QUALQUER . pois o verbo ir tem a mesma regência do verbo chegar em chego na barra do céu (verso 12). as duas ocorrências do termo “gênio” apresentam. UFMT Leia o texto “Um dia qualquer” antes de avaliar os itens abaixo. substantivos. nessa estrofe. para os itens verdadeiros. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” CD–SKANK. ( ) A oração Você vai ao cinema (verso 19) equivale a Vai-se ao cinema. ou toma um café Hoje bobagem. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete.F. IMPRIMIR 9.8. Use V. 5 10 15 3 20 25 30 GABARITO 35 ( ) As palavras mal e mau. e F. tem sentido indeterminado.66583624 (Chico Amaral) Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. em termos de sentido.Artigos. U. ( ) A regência verbal em Você vai ao cinema. em várias regiões do país. c) a mesma forma e o mesmo significado. respectivamente: a) formas diferentes e o mesmo significado. d) a mesma forma e diferentes significados. mas o uso. Juiz de Fora-MG Em “Como dizem que Bergaman é um gênio com um gênio violento e difícil”. para os falsos. é sempre diferente. pois a forma de tratamento você. está incorreta. verbos e adverbios Avançar . segundo a gramática normativa do português culto. b) formas e significados diferentes.

assim. c) apenas I e III. e) colherezinhas – floreszinhas.10. O artigo indefinido uns poderia substituir o definido os. e) particípio e substantivo. substantivos. e) Uma árvore carregada de folhas e frutos constitui uma obra-prima da natureza. II e III. o uso coloquial.. verbos e adverbios Avançar . respectivamente: a) adjetivo e substantivo. 4 GABARITO A expressão paciente inglês do trecho é formada por duas palavras que são. Isto é.”.” Trecho do texto “O Paciente Mosoró” de Adriane Araújo.a capacidade recém-adquirida do homem” O plural da palavra em negrito em cada uma das frases abaixo se faz de modo idêntico ao de recém-adquirida em: a) Havia um cofre boca-de-lobo numa das salas da velha casa. uma versão nordestina para o Paciente Inglês. e) I. d) substantivo e substantivo. adjetivos. no trecho “Os candidatos à ansiedade são. 11. b) apenas II. I.Artigos. c) florezinhas – mulherezinhas. se dão ao luxo de ‘olhar para dentro’ e criar medos irracionais”. Caso tivéssemos uma condição em vez de condição. sem que houvesse alteração no sentido. não haveria alteração no sentido global da frase. b) adjetivo e adjetivo. bem mais numerosos e bem menos ociosos do que pensam o psicoterapeuta e o sociólogo. As duas ocorrências do artigo definido o anteposto às palavras psicoterapeuta e sociólogo. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações acerca do uso de artigos. d) O pássaro-preto costuma alimentar-se das sementes encontradas em roças. b) Um abaixo-assinado solicitava ao proprietário do terreno que não derrubasse as árvores.”. Quais estão corretas? a) apenas I. UFF-RJ Na flexão dos diminutivos. UFSE “.. se diferencia do uso prescrito pela gramática normativa. onde o aviador sobrevive à queda. em “o primeiro descreve ‘ansiedade como condição dos privilegiados’ que. com freqüência. PUC-PR-Modificada “Podia ser roteiro de filme. na frase “Peritos dizem algo mais ou menos assim: os americanos estão nadando em riqueza. 24/11/1999. 13. III. II. poderiam ser substituídas por um indefinido sem mudar o sentido da frase. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) mulherzinhas – coraçãozinhos. Assinale o par de palavras em que os dois usos ocorrem: a) colherzinhas – florzinhas. b) mulherzinhas – coraçõezinhos. c) substantivo e adjetivo. c) Naquele sítio havia uma antiga árvore-mãe. cujas sementes deram início a este bosque. livres de ameaças reais. d) apenas II e III. 12.

. e) pintura. b) designação de seres e conceitos – expressão de um fenômeno... houvesse alteração para “Construindo o cidadão futuro”. 02. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros”. c) termo gerador de nomes derivados – resultado de uma derivação. FUVEST-SP Nas expressões “triste espetáculo”. No trecho “Mas.. verbos e adverbios Avançar . 04.14. como resposta.. Construindo o cidadão do futuro.” 5 No enunciado acima. Em “.. o subjuntivo e o imperativo.. justifica-se a próclise do pronome oblíquo pela presença da conjunção subordinativa.. extraído de um folheto de divulgação deste vestibular.. FEI-SP Observe o texto: “Se as pedras da mesma casa em que viveis.. o uso da crase é facultativo. os elementos sublinhados a) alteram o sentido mais usual dos nomes que qualificam. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu. como na expressão perigo eminente.. d) acrescentam informações que esvaziam o sentido dos nomes a que se referem. UERJ “Vestibular UERJ 2001.. O advérbio eminentemente é derivado do adjetivo eminente. No segmento indiferente a tudo. caráter e épocas estão acentuadas corretamente.. que ameaça acontecer breve.. entretanto. sobretudo. Se. veja bem. base. que significa que está em via de efetivação.. 16..” estão corretamente preenchidas em: a) alunos-educandos – escola-modelos b) aluno-educandos – escolas-modelos c) alunos-educando – escolas-modelo d) alunos-educandos – escolas-modelo e) alunos-educando – escolas-modelos 17. d) papel sintático de termo núcleo – papel sintático de modificador de outro nome.. a mesma palavra seria um adjetivo. se assim fosse. Casos como esse permitem considerar substantivos e adjetivos como nomes.. substantivos.. de modo que seria igualmente correta a forma indiferente à tudo... UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). 16. quando se trata de estudar... adjetivos. “alegria feroz” e “cidadãos que se dizem democratas”.. b) chão. 15. segundo a gramática normativa. c) produzem efeito estilístico desvinculado do desenvolvimento da argumentação. por serem todas elas proparoxítonas. 01. O substantivo em destaque tem como sinônimo: a) parede.. b) promovem um contra-senso que prejudica a objetividade dos argumentos.” estão presentes os três modos verbais da língua portuguesa: o indicativo. 08.. procuram .Artigos.”... que se diferenciam. a soma das alternativas corretas. As palavras rústica. c) fundação. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . pelas respectivas características a seguir: a) invariabilidade mórfica – variabilidade em gênero e número.. Dê.. Unifor-CE As lacunas da frase “Os . 18... o vocábulo futuro classifica-se gramaticamente como substantivo.. e) reforçam qualidades já pressupostas nos nomes a que se referem. d) acabamento..

os porteiros usavam ternos cinza-chumbo e as recepcionistas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . estresse e vida sedentária levam ao óbito por problemas cardiovasculares. saias verdes-olivas. substantivos. a) Na Aliança Lusa-brasileira. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. p. 20. d) 6. c) Na Aliança Luso-brasileira. e F. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbos e as recepcionistas. 21.” Veja. os porteiros usavam ternos cinza-chumbos e as recepcionistas. b) Na Aliança Luso-brasileira. b) 5. Milhares de brasileiros pendurarão as chuteiras mais cedo por problemas cardiovasculares. 23/06/99. O emprego de adjetivos e de locuções adjetivas é uma características da descrição. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbo e as recepcionistas.19.” Carlos Drummond de Andrade. d) Na Aliança Lusa-brasileira. que correspondem a 32% de todos os óbitos. ( ) A palavra composta cardiovasculares pode também ter seus elementos usados separadamente: cardíacos e vasculares. e) Na Aliança Luso-brasileira. II Hoje. ( ) As formas verbais foi e é são. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. adjetivos. U.Artigos. No poema há quantos adjetivos? a) 3. III Essas doenças. V Procure seu médico e siga a sua orientação. 3ª pessoa do singular e podem ser entendidas como um conselho ao interlocutor. 20% da população adulta brasileira é hipertensa. verbos e adverbios Avançar . saias verde-olivas. 6 GABARITO Líder em soluções cardiovasculares ( ) As formas verbais seja. 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. os poteiros usavam ternos azuis-marinhos e as recepcionistas. 153. ( ) A palavra vítima possui um só gênero gramatical para indicar tanto seres do sexo feminino quanto do masculino. associadas a tabagismo. para assinalar os itens verdadeiros. saias verdes-oliva. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I E não foi só ele. respectivamente. para os falsos. IV Não seja mais uma vítima das doenças cardiovasculares. c) 4. saias verde-oliva. Use V. FGV-SP Assinale a alternativa gramaticalmente correta. e) 2. UFMT Esta pergunta refere-se ao texto “Tão novo e já pendurou as chuteiras”. dos verbos ir e ser. a primeira no pretérito e a segunda no presente. obesidade. procure e siga estão no imperativo. o que abre a possibilidade de o interlocutor do texto ser tanto homem quanto mulher. saias azuis-pavões.

28/06/2000. Tradução: menos modelos e atrizes de biotipos esbeltíssimos. o significado dos adjetivos foi intensificado com o objetivo de fazer uma avaliação pessoal da democracia inglesa e descrever o tipo físico de prestígio. ato contínuo. A ministra Tessa. as altas e magras são insubstituíveis na frente das câmeras. o Senado argentino aprovou um projeto de lei que obriga as fábricas a fazer roupas em ‘tamanhos verdadeiros’. é convidada para desfilar e posar em editoriais de moda.Artigos. Em “já que toda altíssima e magérrima”. Também apontaram a falta. que ditam o padrão de beleza de nossos tempos. respectivamente. como os que vêem nas passarelas e fotos de moda. na voz de Theresa May. Na quinta-feira. substantivos. jornalistas. Ou seja: dê menos destaque a silhuetas. atesta o fotógrafo paulistano André Schiliró. 7 GABARITO Considere as afirmativas a respeito do emprego do grau superlativo. I. desde que moda é moda. digamos. a spice girl que emagreceu 7 quilos (confessados) e. representantes de agências de modelos e um seleto grupinho de adolescentes normais. normais. fez um apelo à indústria de vestuário para que conserte a situação. até porque. o que ocorre em “seca como uma uva passa”. que ocupa cargo equivalente ao de Tessa no fictício gabinete conservador. Previsivelmente. “Vamos esmagar as imagens estereotipadas das mulheres na mídia”. ‘A foto sempre engorda um pouco. e por isso a magra fotografa melhor. e mais silhuetas.F. logo de quem. a ministra inglesa pediu à comissão que fiscaliza a televisão britânica que vigie ‘o grau de diversidade de formas das mulheres nos programas de TV’. b) apenas II.22. c) apenas I e III. Por birra. Santa Maria-RS “Fofas vingadas Governo inglês faz campanha contra magreza excessiva Têm os governos o direito de determinar quem é magro. e para a imensa maioria das mortais. Todas reclamaram da figura ‘impossível’ das modelos — impossível para elas. sob o impacto do alerta dado no mês passado pela Associação Médica Britânica: pela primeira vez. que equivale a muito seca. convocou uma entusiasmada ministra. principalmente em democracias solidíssimas como a inglesa. a Inglaterra contaria com a companhia. Em “solidíssimas” e “esbeltíssimos”. Quem quiser que acredite que vai funcionar. Da reunião em Londres participaram produtores de moda. e) I. depois de uma reunião promovida pela ministra para Mulheres da Inglaterra. II. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . no caso. verbos e adverbios Avançar . Do lado das gordinhas está a nova esquerda do governo Tony Blair. quem diria. A ‘patrulha da gordura’ foi criada. Mas. nas butiques. adjetivos. independentemente dos hambúrgueres que consuma. no contexto. no máximo 42. claro. alinhou-se à facção das magérrimas. d) apenas II e III. Tem de ser naturalmente magra’. o papel de substantivos. muito a contragosto por parte das revistas. as qualidades das modelos passaram a representar as próprias modelos. sob suspeita de anorexia. as palavras sublinhadas desempenham. sequíssima. quem deve sair nas páginas das revistas? Não têm. III. U. as revistas de moda inglesas concordaram na semana passada em criar um código de conduta destinado a promover a exibição de modelos de pesos e alturas variados em seus ensaios fotográficos. para quem tudo não passa de ‘loucura politicamente correta’. Todas as medidas inglesas têm aplicação voluntária. seca como uva passa. estão. doenças que em casos extremos podem ser letais) com a busca incessante das adolescentes por um corpinho de sílfide. Incitadas pelo governo trabalhista. acima de tudo. Está(ão) correta(s): a) apenas I. que estão tentando dar um jeitinho.” Veja. E não adianta a menina perder 20 quilos. de tamanhos acima de 40. já que toda altíssima e magérrima que se preza nasceu assim e assim continuará pelo resto de seus dias. É possível elevar uma qualidade ao seu grau máximo por um processo de comparação. Nesse departamento. II e III. quem é gordo e. a direita. a intervenção oficial animou o eterno debate ideológico. Tessa Jowell. um estudo científico relacionou o aumento dos distúrbios alimentares (anorexia e bulimia. da Argentina. como a de Victoria Adams. Embalada em sua cruzada. Difícil dar certo.

São substantivos abstratos os elementos itálicos em: 01. adjetivos. 02. não existia nódoa. o emprego de artigos definidos e a omissão de artigos indefinidos têm como efeito. c) III. e) monumento de rocha – monumento rupestre. b) II. Emescam–ES A relação de equivalência de sentido entre as expressões não está adequada em: a) dor no abdome – dor abdominal. verbos e adverbios Avançar . as espalhadoras de todas as maledicências. Embebeu de éter a bolinha de algodão. pequenino por dentro. II. III. a soma das alternativas corretas. Realizou-se um congresso de solidariedade internacional. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. marcar a generalidade das situações que são objeto de seus comentários. achando a condição humana uma droga. não comentasse com malícia estridente. vulto a uma esquina. angustiado. bolo encomendado nas Matildes. 08. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . E saiu para a rua. escuras e gárrulas como cigarras.23. b) nervo da audição – nervo auditivo.Artigos. Uma poderosa nuvem abre o horizonte. É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. Eça de. sensação. enfatizar seu livre acesso a qualquer ambiente na cidade. 25. janela entreaberta. como resposta. algibeira arrasada. c) xampu de capelo – xampu capilar. tirou o canário para fora com infinita delicadeza. desde longos anos. d) I e II. as tecedeiras de todas as intrigas. b) acentuar a exclusividade do comportamento típico das personagens. Realizou-se um congresso internacional de solidariedade. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. Uma nuvem poderosa abre o horizonte. Ponta Grossa-PR Os substantivos abstratos designam ação. situá-las numa cidade onde são famosas pela maledicência. d) água de rio – água pluvial. A ilustre Casa de Ramires. a) atribuir às personagens traços negativos de caráter. Dê.” QUEIRÓS. FUVEST-SP “As duas manas Lousadas! Secas. E na desditosa cidade. 04. coração dorido. O menino pobre nasceu morto. 16. substantivos. entre os dentes ralos. estado ou qualidade dos seres. A alteração na posição das palavras provocou alteração de sentido somente em: a) I. respectivamente. poeira a um canto. em Oliveira. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura. e) associar as ações das duas irmãs. bule rachado. pecha. e) I e III. apontar Oliveira como cidade onde tudo acontece. 8 GABARITO No texto. 26. que nos deu tanta alegria. d) particularizar a maneira de ser das manas Lousadas.E. colocá-las como responsáveis pela maioria dos acontecimentos na cidade. U. 24. c) definir a conduta das duas irmãs como criticável. O pobre menino nasceu morto. Unifor-CE Considere as seguintes construções: I. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho.

Alfenas-MG Assinale a alternativa cuja palavra composta é pluralizada da mesma forma que “Ibero-americanos”. 2000. vives. não fora o trabalho desenvolvido pelos filósofos iluministas. substantivos. Estava com muito apetite! Hoje percebi quanto tempo deixei de viver.. o lugar.C. pois ambas pertencem a tempos verbais do passado. “O diário de P. 1 biscoito da sorte 3 colheres de sopa de arroz frito 2 camarões com alho 1 um pedaço de peixe frito 1 buquê de brócolis (Adorei. 01/01/2000 . IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .S. mas (por causa) de todo o ritual que envolve uma refeição: conversar. adjetivos. e) ao menos uma tonelada”. publicado em uma reportagem na revista Isto é.) 21h30 .Leia abaixo o trecho do diário de P. ele que viesse falar comigo. de verdade do processo expresso pelo verbo. d) tanto quanto uma tonelada”. U.Artigos. verbos e adverbios Avançar . Unifor-CE Há analogia de sentido entre a frase “Pesem em torno de uma tonelada” e “Pesem: a) apenas uma tonelada”. não houve argumento capaz de convencer a imprensa paulista de que seria de interesse geral a 1ª Bienal Internacional do Livro. c) Em 1970. É como se eu estivesse congelada.. ( ) em “É como se eu estivesse congelada”.. comunicar-se.C. 29. c) aproximadamente uma tonelada”. e) guarda-noturno.S. UFGO Considerando-se a importância da escolha das expressões verbais para a construção do sentido do texto. sem que a idéia básica do período seja modificada. A questão 27 refere-se a ele. b) Os ideólogos do capitalismo usam todos os apelos populistas de que se pudessem valer para introduzir um forte golpe. apreciar a música. d) azul-marinho. é possível substituir a forma verbo ser de “é” para “era”. ( ) o uso do subjuntivo no final do texto deve-se ao caráter de certeza. e se a tua consciência reouver um instante de sagacidade. d) Todos seríamos escravos de idéias maniqueístas. FUVEST-SP Está INCORRETA a articulação de tempos e modos verbais em: a) Se por acaso eu importunara o General. de aproveitar a vida. rir. as formas verbais “tinha estado” e “estava” indicam fatos situados no mesmo momento. em jun. ( ) a forma verbal “estava” indica um momento anterior àquele expresso pela forma verbal “percebi”. c) cívico-religioso. Foi maravilhoso!” 9 27. b) justo uma tonelada”.Restaurante chinês. a) surdo-mudo. comi super bem!) Nunca tinha estado num restaurante chinês. Não só por não ter me permitido comer. 30.Las Vegas (. b) verde-oliva. tu dirás que queres viver. e) Vives: agora mesmo que ensandeceste. pode-se afirmar que: ( ) em suas duas primeiras orações. 28.

o Brasil ainda estará muito longe de tornar-se um participante ativo do jogo mundial. d) Saveiro Geração III. no texto de Carlos Drummond de Andrade. e) O nome secreto de Deus era o princípio ativo da criação. c) O primeiro-ministro e o presidente devem ser do mesmo partido. U. amar? Sempre e até de olhos vidrados.E. Tarifas que podem chegar a zero. pode ser substituído. 33. Amar e malamar. transpondo-a para a voz ativa. até agora. não conseguiu capturar os fugitivos. 35. d) sem mistério – enigmaticamente. b) não obstante. senão. 32. Amar. declarou o médico. até a você. c) com liberdade – libertinamente. Reescreva a frase acima. verbos e adverbios Avançar . adjetivos. combinação de princípos da economia. b) como amante – adulteramente. amar?” A palavra até. Reescreva a frase acima. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mas dizê-lo por completo equivalia a um sacrilégio.. embora nenhum fará a sociedade em que eu acredito. a) com verdade – sinceramente. b) A polícia. e) sem virtude – desvirtuadamente. b) A econologia. mesmo que for adotado algum tipo de ajuste fiscal imediato. 10 GABARITO 34. d) A inteligência é como um tigre solto pela casa e só não causará problema se o suprir de carne e o manter na jaula.” O advérbio talvez nos versos. c) ainda que. é defendida por ambientalistas como maneira de se viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. Uniube-MG-Adaptada “Talvez eu tenha medo / Talvez eu sorria. c) As apurações estaduais foram suspensas até segunda ordem. substantivos. Londrina-PR “Que pode uma criatura.. desamar. Resiste a tudo. o paciente teria morrido”. FUVEST-SP A única frase em que as formas verbais estão corretamente empregadas é: a) Especialistas temem que órgãos de outras espécies podem transmitir vírus perigosos. amar? Amar e esquecer. e) 12 até 18 dias sem juros no cheque especial. por: a) embora. d) pode ser que. FUVEST-SP a) “Se eu não tivesse atento e olhado o rótulo.31. sem perda de sentido. UFPI Marque a alternativa que substitui corretamente a locução adjetiva por um advérbio. entre criaturas. corrigindo a impropriedade gramatical que nela ocorre. b) Além disso. tem o mesmo valor semântico que em: a) O marinheiro chegou até o porto ao amanhecer.Artigos. sociologia e ecologia. ao pecado de saber mais do que nos convinha.

c) Ouviu-se / se trata / exista / confirmem / sobrou.” e) “. b) Ouviu-se / se tratam / exista / confirme / sobrou. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . é mais sombrio. PUC-RJ Assinale a alternativa em que o termo em negrito é um advérbio que marca claramente uma opinião: a) “. há motivo para otimismo”. adjetivos. e) hoje os testes de QI não são melhores do que no passado para avaliar a inteligência.” GABARITO Utilizando-se o advérbio “só”.36. além dos testes de QI. d) no passado. e) Ouviram-se / tratam-se / existam / confirme / sobraram.. embora não __________ provas que __________ isso: não __________ objetos para exames periciais.” 11 No texto. 38. U.” c) “para que ele tenha novamente a possibilidade de novas produções normativas” d) “Na esquizofrenia. infelizmente.. verbos e adverbios Avançar . será conveniente que você __________ (manter-se) a uma boa distância. UFRS-Modificada “Os testes de QI. substantivos.” b) “. FUVEST-SP Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas abaixo. Quando as __________ (ver).. 39. já não servem mais para avaliar a capacidade cerebral de uma pessoa. para medir a inteligência. Potiguar-RN “O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. o advérbio mais deixa pressuposta a idéia de que: a) os testes de QI serviram.” 40. d) Ouviram-se / se trata / existam / confirmem / sobraram. c) O único jornal que pode oferecer ao público só as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. outros parâmetros serviram para medir a inteligência. no passado. poderá notar duas grandes fotos iluminadas. 37. a) Ouviram-se / trata-se / existam / confirme / sobraram. d) O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é só de minha propriedade... poderá adotar outra perspectiva... Creio que __________ de problemas causados por falta de manutenção. b) O único jornal que só pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. FGV-SP Complete as frases com os verbos indicados entre parênteses. Para bem comparar a técnica utilizada. observe seus efeitos de luz e sombra. __________ três explosões na plataforma de petróleo. o quadro. aponte a opção que ainda mantém o mesmo sentido da oração acima: a) Só um jornal pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber: o de minha propriedade. e sair dela desejando um equilíbrio diferente do que tinha antes.Artigos.. b) hoje os testes de QI são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. c) os testes de QI nunca serviram para medir a inteligência. o sofrimento das pessoas que estão atingidas mentalmente. Se isso não __________ (satisfazer) sua curiosidade. “Se você __________ (vir) à exposição e se __________ (dispor) a visitar o terceiro andar. um dos antigos parâmetros usados para medir a inteligência.

os que forem espertos saberão quando for a hora de partir. e) conseguiu responder – sentiu – tinha marcado. c) Fui até o hotel para encontrá-lo. só conseguiu responder que começaria o mais breve possível a ladainha das entrevistas que tinha marcado nas clínicas que visitara há meses. mas se deteu.. II. substantivos. PUC/Campinas-SP “Naquele exato momento. FGV-SP Assinale a alternativa em que não haja erro de conjugação de verbo. ao verbo “ser” e ao verbo “ir” a) somente na frase I. Sabia que o pai o chamara para aquela conversa com a intenção de saber dele o que pretendia fazer da vida. UFMA Considere o seguinte trecho “A favela invisível se debruça sobre o Rio”. esperando oportunidade melhor. mas ele já havia saído. 42. 12 Assinale a alternativa em que o termo em negrito aparece com o mesmo sentido empregado no texto acima: a) Até que ponto poderemos aceitar tal proposta? b) Pensando nisso.. IV. haveremos de descer a serra antes de o sol nascer. c) Se a Patrícia previr tempo seco para o litoral. b) somente na frase II. III. verbos e adverbios Avançar . as locadoras de vídeo e os cursos de informática. se ele manter adequadamente o tratamento. a) sabia – sentiu – chamara.” e) Até que enfim o governo reconheceu o direito dos manisfestantes. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) “Até Madonna quis interpretar o papel de Frida Kahlo no cinema. será o momento de todos o aplaudirmos. e) Quando o negociador propor uma saída honrosa. do articulista Marcos Sá Corrêa: “. a) Em pouco mais de três meses. a lesão do jogador poderá estar curada. São inumeráveis as academias de ginástica. as vacas que forem para o brejo serão contadas quando eu for à Brasília. que vende e revela material fotográfico para amadores. d) Leocádia estava terrivelmente irritada. como a De Plá. e) em todas as quatro frases. aquele que for culpado confessará tudo quando for à prisão. 43. c) somente na frase III. passados os primeiros dias de euforia pela conclusão do curso. NESSA ORDEM. d) somente na frase IV. c) tinha marcado – sentiu – visitara. d) chamara – sentiu – começaria. até que poderíamos programar um passeio para este final de semana. Há lugares carentes que necessitam até de vagas para automóveis. sentiu o peso da responsabilidade. Feita a pergunta. b) pretendia – sentiu – sabia. b) O moderador interviu assim que ficou a par dos problemas técnicos.” Revista Época. de modo claro e objetivo. quando eu for presidente.” GABARITO Os verbos que indicam corretamente a sucessão cronológica dos fatos narrados são. respectivamente.Artigos. CEETPS-SP Considere as seguintes ocorrências de “for”: I. 44. mandarei prender os que forem inimigos do país.41.Brotou nos morros cariocas franquias de supérfluos. Tinha ganas de dizer a Alberto tudo o que ele merecia.” Dessas ocorrências. adjetivos. “for” equivale. de 24/01/2000.

A ilustre Casa de Ramires. substantivos. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. pecha. não teria comentado. não tinham descortinado. poeira a um canto. a) “Do querer até o poder vai larga distância”. não comentasse com malícia estridente. Paulo. de Rita Lee e Roberto de Carvalho: “Não me cobre ser existente Cobra de mim que sou serpente” 13 Com relação ao emprego do imperativo nos versos.” QUEIRÓS. b) Juntou até 10 mil reais. Voltar Língua Portuguesa . não tiver comentado. descortinassem e comentasse. não comentava.Artigos. bolo encomendado nas Matildes. podemos afirmar que a) a oposição imperativo negativo e imperativo afirmativo justifica a mudança do verbo cobre/cobra. portanto há inadequação na flexão do segundo verbo (cobra). entre os dentes ralos. verbos e adverbios Avançar . FUVEST-SP A correlação de tempos que. e) “Respiravam e até transpiravam” 46. 48. em Oliveira. FGV-SP Observando os três primeiros quadrinhos. desde longos anos. Trata-se de: a) Ides. as tecedeiras de todas as intrigas. não comente. neste texto. não teriam descortinado. mantém-se apenas em: a) não existe. pode-se perceber que. Texto para a questão 47.45. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. não existia nódoa. não tinha comentado. as espalhadoras de todas as maledicências. não descortinem. janela entreaberta. escuras e gárrulas como cigarras. b) não existiu. b) a diferença de formas (cobre/cobra) não é registrada nas gramáticas normativas. b) Tenhais. uma das formas verbais não condiz com as demais.” Assinale a frase em que a palavra até expressa o mesmo sentido que tem no fragmento acima. U. portanto o emprego está adequado. A questão 48 tem por base a história em quadrinhos abaixo apresentada. d) Arrastou-se até o quarto onde desmaiou. e) Segui. bule rachado. E na desditosa cidade. e) não existiria. IMPRIMIR GABARITO O Estado de S. e) o primeiro verbo no imperativo negativo opõe-se ao segundo verbo que se encontra no presente do indicativo. no diálogo entre Calvin e sua mãe. d) o sujeito verbal (3ª pessoa) mantém-se o mesmo. Eça de. c) Bebeu tanto até cair. se verifica entre as formas verbais existia. vulto a uma esquina. coração dorido. d) Pretendes. c) não existira. algibeira arrasada. adjetivos. ITA-SP Os versos abaixo são da letra da música Cobra. c) a diferença de formas (cobre/cobra) deve-se ao deslocamento da 3ª para a 2ª pessoa do sujeito verbal. não tiverem descortinado. d) não existirá. 14 de abril de 2001. c) Julgais. 47. “As duas manas Lousadas! Secas. não descortinavam. Alfenas “Uma parceria implica até em cuidar de meninos de rua.

c) O estrangeiro tem mais e melhores dentes. Para diferenciar o verbo do substantivo. não tem gente parada. há uma tendência de uso do verbo ter como impessoal. por exemplo. U. d) anteposição de um substantivo. em relação às palavras. b) desejar. com as mesmas características do verbo haver no sentido de existir. GABARITO 52. 51. teríamos: a) previer. 18/08/1999. b) preveria. Passeemos pelo seu vocabulário e creiamos nisso.) poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. d) desejaria. Os brasileiros nem sempre se precavêm diante de influências lingüísticas estrangeiras. Quem se propor a estudar as línguas faladas na América pode constatar isso. U. modo e pessoa. UERJ “Os aliados não querem romper o namoro com o FHC – querem é namorar mais. d) prever. UFSE Os verbos que aparecem nos enunciados abaixo estão corretamente flexionados em: a) As influências africanas manteram-se. a forma verbal deseje deverá ser substituída por: a) desejasse. Não pôde ser diferente. 50..” Veja.” Para se manter a correspondência temporal no período. e) Influências estrangeiras também norteam o destino das línguas. Assim crêem os estudiosos dos fatos que intervêem na história das línguas. verbos e adverbios Avançar . e) previr. já que namoro consta do dicionário como “ato de namorar”.49. Voltar Língua Portuguesa . c) desejará. Santa Maria-RS-Modificada Na linguagem coloquial.Artigos. IMPRIMIR “Um alimento em pó incolor (. d) Ele tem como equipamento standard o que aqui é opcional. a) Sabe que você tem razão. principalmente. substantivos. nas frases abaixo a alternativa em que ocorre esse emprego. Assinale. c) previera. a seguinte característica que só os verbos possuem: a) terminação em r. seria necessário considerar.. adjetivos. abrandando-lhe a linguagem. 14 A comparação entre as palavras sublinhada acima demostra que o significado geral de “expressar ação” não é suficiente para identificar o verbo como classe gramatical. c) Muitas palavras do português provieram do contacto com línguas estrangeiras. b) A ama negra interviu junto ao filho do senhor branco. Alfenas-MG Fragmentos para a questão: “Especialistas contestam argumento do governo de que privatização não estaria sujeita à regra que prevê isonomia entre os candidatos” Caso transpuséssemos a forma verbal “prevê” para o futuro do subjuntivo. 53. além do sentido de ação. b) flexão de tempo. Mirtes? b) Nos Estados Unidos. d) Propusemo-nos a analisar a língua sem preconceitos e vimos que as influências estrangeiras são inevitáveis. UFRN Considere o período a seguir. creiamos.F. e) Vi um catálogo na Amazon que tem uns dinamarqueses bem acessíveis. c) presença indispensável à frase.

.. Identifica-se corretamente a forma verbal vê em negrito nos versos acima como: a) 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo ver.54.. cativa-me!. reouvesse 57. U... vires. quando previr o temporal”. interviesse. e seu amigo .. “Quando puseres a foto no álbum. intervisse. a São Paulo.. interviesse.. UFSC Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s): 01. não são regidos por preposição. requeresse. “Se você . “Se ele propuser um acordo. por isso ninguém interviu para liberá-los”. comunica-me imediatamente”... Os verbos lembrar e esquecer. Alfenas-MG Considere as seguintes frases: I. requisesse.Artigos..... o modo verbal é o imperativo.. 08. 02......... respectiva e corretamente.. vê através do pequeno embrião de árvore (. Estão corretas as formas verbais só nos itens: a) I e III... vires.. II.... e seu plural é vêem. o acento nos verbos ver e ter é justificado pela mesma regra de acentuação gráfica.. c) III e IV.. c) 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo do verbo ver.só se vê bem e os homens não têm mais tempo. substantivos.. a vírgula é utilizada para isolar o sujeito do verbo. 16. verbos e adverbios Avançar . fará com que eu me lembre de ti.. reouvesse e) vier.... Em . vires.. que é dourado... |-a-| vogal temática.. que isso é necessário. sendo vinde a forma do plural. traga seu irmão”... Em O trigo.... Em Mas se tu me cativas. |começa-| tema. 56. II.. b) II e III. sendo o plural vede... d) I e IV. requeresse. vires. adjetivos.. “Se . esses bens”. III..... cujo plural é vêm.. reavesse d) vier. como resposta.. reavesse c) vir.. ela ficará contente”. III. IV.) Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas” 15 Jorge de Lima. a soma das alternativas corretas. |-ra-| desinência modo-temporal e |-m| desinência número-pessoal.. d) 3ª pessoa do presente do indicativo do verbo vir. No trecho . b) 2ª pessoa do singular do imperativo do verbo vir. que faz a 3ª pessoa do plural vêm. vieres. “Quando .. Assinale a alternativa cujas formas verbais preencham. requeresse. o verbo começaram apresenta a seguinte estrutura: |começ-| radical.. talvez você .. as lacunas das frases acima: a) vieres... “Ele voltará. reouvesse b) vier. começaram a se tornar realidade. e) II e IV. 55... intervisse. “Retiveram os documentos porque supuseram que fossem úteis..... 32... Alfenas-MG Observe: I.. interviesse... requisesse. aceitaríamos todas as condições”. e) 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo do verbo ver. Em Por favor. ao contrário de lembrar-se e esquecer-se. Dê. 04..... IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . UFSE-Adaptada “e as coisas que tu vais transformar... U.. o verbo cativar classifica-se como transitivo direto.

. d) Alguns dos envolvidos nos episódios de 94 absteram-se de comentar o fato. mesmo que se .... e) Nenhuma das afirmações.. F. UFSE A forma verbal em negrito está corretamente flexionada em: a) Todos desejam que a imprensa continui a defender um esporte ético.. c) Cada uma das afirmações.. substantivos. 61..... 62... d) Os crimes fiscais foram confessados porque o técnico temia outra acusação..F... O verbo morrer tem dois particípios.... PUC-PR-Modificada Considere estas afirmações: I... Tem de ser naturalmente magra (. UFSE A frase que apresenta voz passiva é: a) As pessoas nem tinham se recuperado do susto quando surgiu outra denúncia. b) O editorial afirma que o educador que se detesse sobre o futebol ficaria desapontado.. a) perda – fosse – fosse d) perda – seja – seja b) perde – seja – seja e) perca – seja – fosse c) perda – fosse – seja 59. A palavra morto é particípio do verbo morrer...I... b) Apenas a afirmação II. a seguir o conselho.... Vitória-ES O seguinte período apresenta lacunas: “Se você ... diga-lhe que seria bom que ele .... b) Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade........... II.... ele.Artigos... E não adianta que a menina .... e) O jornalista se baseou em fatos bastante conhecidos para escrever o editorial. Emescam-ES As lacunas de : “Os médicos sempre ... complete corretamente as lacunas. É preciso que .. “E não adianta a menina perder 20 quilos.. U.. III. É verdadeira: a) Apenas a afirmação I.....” As formas verbais que preenchem adequadamente essas lacunas são: a) vir – intervisse – obtivesse b) vir – intervisse –obtesse c) vir – interviesse – obtivesse d) ver – intervisse – obtivesse e) ver – interviesse – obtesse 16 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .... Seria preciso que ... adjetivos..... Santa Maria-RS Observe as formas verbais utilizadas nos períodos a seguir........ verbos e adverbios Avançar . porém.” serão adequadamente preenchidas com: a) solicitam – abstenha – dispunha – volta b) solicitaram – abstivesse – dispusesse – voltava c) solicitam – abstém – disposse – voltava d) solicitam – abstivesse – disponha – volta e) solicitavam – abstesse – disposse – voltava 63... a João que se ..... naturalmente magra. naturalmente magra. o professor. do cigarro e do álcool..... 60... e) Todos lêem o código de ética de seu clube... para que você .. c) Se a opinião pública intervir......)” Considerando as transformações propostas..58........ d) Apenas a afirmação III......... mas alguns talvez não o entendam bem.. c) O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa. A palavra morto é particípio do verbo matar. a bolsa de estudos.................. no processo. a fumar e a beber... a prática do esporte poderá ser moralizada. eventualmente .. 20 quilos..........

) fosse muito mais poderoso e criativo do que um outro já maduro e desgastado pela idade. UFRS-Modificada Em: “Até algum tempo atrás.” c) “Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. “Mas convém que Gaspar não desconfie absolutamente destes nossos projetos. admitiremos que o desejo de destruição do outro só não é posto em prática por repressão. b) tivesse sido. e) deve ser substituído por “ao que”.. o segmento em negrito na frase “Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam...” Os tempos verbais assinalados acima estão correlacionados: a forma escolhida para o verbo seguir limita as possibilidades de flexão de admitir.. para apresentar correção. d) seguíssemos – admitíssemos. para apresentar correção. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 66. para apresentar correção. já quinhentos anos passados.64. verifica-se erro em: a) “. e) seguiremos – admitiremos. 67.” Considerando-se o verbete.. b) Os jornais não deram a notícia. substantivos. sem acarretar mudança no significado da frase. d) deve ser substituído por “isto que”. UFPB-PSS Levando-se em conta a norma culta da língua. b) seguíssemos – admitiríamos. e) Esse dinheiro não dá. pois trata-se de outro sentido do verbo desconfiar. c) tivéssemos seguido – vamos admitir. – intransitivo. adjetivos. – intransitivo.. d) possa ser.. – transitivo indireto.” a) está correto. b) deve ser substituído por “aquilo de que”. mantendo a correlação exigida pela norma culta. 65. d) Quem dá aos pobres empresta a Deus. a) pudesse ser. “É prudente desconfiar de quem é desconfiado”. imaginava-se que um cérebro jovem (. UFSE Um verbete de dicionário registra exemplos de uso correto do verbo desconfiar.. verbos e adverbios Avançar . nem surfistas.. nem mulatas. e) tenha sido. empregado com o sentido de não ter confiança. a) seguirmos – admitíssemos.. c) O relógio deu onze horas.” 17 Assinale a alternativa que substitui a forma verbal fosse. UFR-RJ A alternativa em que está correta a classificação do verbo dar quanto à predicação é: a) Dei com os dois velhos sentados.” e) “.” d) “Era assim o Brasil de Cabral. quando for a vez desses meninos?”. c) está correto. 68.” b) “Ainda não haviam louras. duvidar.. Indique a alternativa em que os respectivos verbos podem substituir as formas sublinhadas na citação acima. um número sem fim de animais. – transitivo direto. UEL-PR “Se seguirmos Freud. pois o emprego do verbo desconfiar está de acordo com os exemplos... – transitivo direto e indireto.Artigos. c) teria sido.

. e) vão projetar-se. 73.).”. e) foi queimado.Artigos. os auditivos (que prestam mais atenção no que vêem). UFR-RJ “(. d) eram queimados. uma ambigüidade gerada pela locução sua mãe. a palavra “vêem” é empregada com o mesmo valor em: a) Não consigo concordar com isso. haja prejuízo do significado. GABARITO 72. Unifor-CE “Efetivamente se queimaram alguns livros.” “Mas leio. está na alternativa: a) projetam-se. o verbo cheirar foi utilizado com a mesma transitividade de: a) Pelas análises que fizemos. equivalente a em negrito acima. Unifor-CE Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado. c) é projetado.. c) transitivo indireto e verbo de ligação..” A forma verbal equivalente a em negrito na frase está em: a) queimou.69. essa história está cheirando mal. com isso. o que deixou sua mãe extremamente preocupada. e) verbo de ligação e transitivo direto. b) transitivo direto e transitivo indireto. d) Olhava para os cantos sem saber o que viera cheirar ali. c) O enunciado é composto de duas orações que encerram uma relação de causa e conseqüência.. b) A forma verbal havia partido expressa uma ação anterior à forma verbal deixou. e) Os alunos viram o professor chegar e dirigir-se à secretaria da escola. Tenho de ler tudo. respectivamente.. PUC-PR “O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho.. PUC-RS-Modificada De acordo com o sentido que tem no trecho “Há basicamente três tipos de alunos: (.. d) intransitivo e transitivo indireto. c) tinham queimado.” 18 Considerando o que está dito no enunciado acima. porque vejo a questão de outra maneira.).. cavalgo de novo” Os empregos do verbo ler nos versos acima permite classificá-los. b) Eles se calaram porque viram que a discussão não levaria a nada. d) A forma verbal havia partido pode ser substituída por partira sem que. no enunciado. b) O vento que impelia aquela chuva cheirava a almíscar. Em filosofias / tropeço e caio. 70. c) No jardim pôs-se diante da roseira e ficou cheirando a rosa. e) Há. Outra forma verbal. substantivos. leio. como: a) transitivo direto e intransitivo. c) Vê se não te esqueces do livro – advertiu o jovem. b) foram queimados. Uniube-MG-Adaptada No trecho “Com seu vestido decotado / cheirando a guardado”. 71. verbos e adverbios Avançar . Voltar Língua Portuguesa . assinale a alternativa que contém uma afirmação falsa: a) As formas verbais havia partido e deixou expressam ações simultâneas. d) Os alunos foram à biblioteca ver se encontravam o livro indicado. d) tinham projetado... b) projetam. adjetivos. IMPRIMIR 74.

no qual lança o desafio da possível construção de um novo Brasil. . para sempre. Desse texto. naqueles tristes momentos. a) encontraríamos – perdera – viríamos b) encontrássemos – perdeu – veríamos c) íamos encontrar – tinha perdido – havíamos visto d) encontraríamos – havia perdido – teríamos visto e) encontrássemos – perderia – viríamos 76. 02.. adjetivos. Quando registrarem a infância da aviação. a soma das alternativas corretas.. d) Não é muito o que se lê dos clássicos no Brasil. b) No Brasil nunca se leu muitos os clássicos.. F.Artigos. e) terá descoberto..” Assinale a alternativa com as formas verbais que preenchem as lacunas de acordo com a norma padrão... do Império da República Velha. foi retirado o fragmento a seguir: “Para nós durante a ditadura. Dê.75.. c) Pouco se lê os clássicos no Brasil.. 01.. os fotógrafos a popularizaram. Se os fotógrafos tivessem registrado a infância da aviação. não se lêem muito os clássicos no Brasil... em: a) Os clássicos não são muito lidos no Brasil. eles a teriam popularizado. estava apenas exilado temporariamente: ele voltaria nos braços da democracia restabelecida. que o Brasil nunca foi muito diferente do que hoje é. e) Não se faz a leitura dos clássicos no Brasil.. Católica de Salvador-BA-Adaptada Há correspondência modo-temporal entre a forma verbal simples “descobriu” no trecho “A ciência descobriu uma realidade mais complexa” e a composta: a) tivesse descoberto. Não sabíamos que o país .... d) ocorrerá trabalhos. U. ao longo da qual todos os problemas seriam resolvidos..E. U. a inocência. 08. como tantos brasileiros. c) terão trabalhos. b) tinha descoberto. 77.” IMPRIMIR GABARITO A forma verbal da frase acima está corretamente substituída por outra.... Quando os fotógrafos registraram a infância da aviação.” A única variação estrutural correta para expressão destacada na oração em evidência é: a) haverão trabalhos... Pensávamos. substantivos. Se tivéssemos prestado mais atenção à história da Colônia... eles a tinham popularizado. gramaticalmente equivalente.. Ponta Grossa-PR Escolha as estruturas aceitáveis considerando a perfeita correlação entre os tempos verbais....F. de novo a estrada interrompida. derrubado o muro da ditadura... 79. Voltar Língua Portuguesa . os fotógrafos a popularizarão. que.... Se tivessem registrado a infância da aviação. 78. Católica de Salvador-BA 19 “haverá trabalho para essa massa de gente. b) existirão trabalhos.. Pelotas-RS O cineasta Cacá Dieguez escreveu um artigo sob o título “O futuro passou”. eles a popularizaram. Quando os fotógrafos tiverem registrado a infância da aviação. verbos e adverbios Avançar .. c) teria descoberto. e) existirá trabalhos.. como resposta... d) tem descoberto. 04.. 16.... Unifor-CE “... . F.. o futuro.

as formas verbais em negrito estão corretamente transpostas para o mesmo tempo e modo da forma em negrito acima.. Nova antologia poética. explique o que é a infância na concepção do poema.’” (versos 27 a 30) Observando o emprego dos tempos verbais nos vocábulos sublinhados acima.. “O circo o menino a vida A moça do arame equilibrando a sombrinha era de uma beleza instantânea e fulgurante! A moça do arame ia deslizando e despindo-se.. exceto em: a) Meu amigo não gosta de que o chamem de boa-vida. UFRJ Releia os versos 9 a 17. 82.. E eu com os olhos cada vez mais arregalados até parecerem dois pires.Artigos.’ Ah... substantivos. meu Deus. Lentamente.) Sim! Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?.. 5 10 15 20 20 25 30 GABARITO 80. Agora não sei esperar mais nada Desta nem da outra vida. essas crianças!” QUINTANA. e) Deve ser sempre louvado alguém que sofre com os problemas alheios. adjetivos. quem sabe?. 81. b) Espera-se que ele passe a vida lutando por seus ideais. No entanto o menino (que não sei como insiste em não morrer em mim) ainda e sempre apesar de tudo apesar de todas as desesperanças.. verbos e adverbios Avançar . o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio. São Paulo: Globo. 1997.. p..’ Eu tinha oito anos e sabia esperar.’ (versos 14 a 17) “o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio. Meu tio dizia: ‘Bobo! Não sabes que elas sempre trazem uma roupa de malha por baixo?’ (Naqueles voluptuosos tempos não havia maiôs nem biquinis.. 86/87. Só para judiar.. Mário.As questões 80 e 81 referem-se ao texto abaixo.” Nas frases abaixo. UFRJ . d) Não me admira que eles queiram morar em belas cidades.“Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Unifor-CE “. explique o emprego dos parênteses no verso 13. quem sabe?... Considerando essa posição do eu-lírico em relação ao passado. A expressão “Naqueles voluptuosos tempos” (verso 13) marca uma posição do eu-lírico em relação ao passado. 6ª ed. c) A melhor sociedade deve ser aquela em que todos tenham vida boa. insultuoso é que ela o seja apenas para alguns.

( ) o tempo verbal denota um fato passado que poderia ter acontecido após outro fato passado. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. 04. a forma “eram invadidas”. a frase “Cada proeza dos aviadores era narrada em detalhe” ficaria “Narrava-se em detalhe cada proeza dos aviadores”. o verbo haver foi empregado no pretérito perfeito do indicativo.” IV. nas formas destacadas. A forma verbal simples empregada em “Paris virara a capital mundial da aviação desde a fundação do Aéro-Club de France. “Por exemplo. podem-se desenvolver espécies de milho (. d) que vão se realizar num futuro bem próximo.. c) passadas mas que têm validade permanente.) ponha a saia mais leve. U. indiscutível. IV.. e) passadas que negam o aspecto durativo do verbo. “(. I. I. na voz passiva. c) ordem. b) presentes e posteriores ao momento da fala. no imperativo. 01.E. tendo em vista o emprego de verbos. como resposta. U.” II. Uberlândia-MG Numere a 2ª. III. d) II. UFR-RJ-Adaptada “Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre (. “(. foi empregado para expressar ações: a) presentes e simultâneas ao momento da fala. corresponde à forma composta “havia virado” ou “tinha virado”. b) aconselhamento.” ( ) o tempo verbal indica uma verdade universal. ou um tipo de tomate que cresce mais rápido e é mais produtivo.. 85.F. c) I.).Artigos. d) solicitação. I. “Todos sabem que cães e gatos são espécies diferentes e que não se misturam.. e) ponderação.. com o sentido de existir. b) I. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. 02. III. aquela de chita. “voar” está empregado em função substantiva.. Em “Voar era um ideal delirante e dândi”.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa por meio da manipulação genética. verbos e adverbios Avançar . A seguir..” III. II. No trecho acima a seqüência de formas verbais. Ponta Grossa-PR Marque as alternativas corretas. 16. em 1898”. substantivos.) virologistas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA desenvolveram experiência em que um gene causador de câncer em ratos..” Carlos Drummond de Andrade. Com o verbo na voz ativa. O verbo usado em “As formas estranhas dos aeroplanos experimentais invadiam as páginas dos jornais” assumiria. IV. denota um(a): a) treinamento. Dê. a soma das alternativas corretas.. UFR-RJ No verso “Você sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada?”. IV. ( ) o tempo verbal denota um fato que provavelmente acontecerá. 08. assinale a alternativa que apresenta a seqüência correta: a) II.. Em “Nos dez primeiros anos deste século havia uma mania pop em Paris – voar”. e passeie de mãos dadas com o ar. o presente do indicativo.. adjetivos. 84. 86.83. coluna de acordo com a 1ª.

b) não há nenhum termo que expresse progressão temporal dos fatos. Olhemos a cidade.) como bem o sabiam os romanos (. substantivos. o pequeno rio. Unifor-CE “De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio d’água que se dirige para o norte. as três construções destacadas.” ALENCAR. d) tinha – tem. José de. e ainda ocorre em algumas regiões” Observe. O Guarani. e) “rio caudal”. “vassalo e tributário” exercem a mesma função sintática.” – O futuro do presente está sendo utilizado para indicar um fato provável. enroscando-se como uma serpente. é correto afirmar que: a) os três parágrafos inscrevem-se num momento estático do tempo. c) a freqüência dos verbos de ação personifica o rio Paquequer. UFR-RJ-Adaptada “Ano novo de eleições. d) a relação entre os parágrafos marca-se pela comparação. b) “Se não zelássemos por nós. que está corretamente reproduzida nas formas: a) pôde – pode.. Unifor-CE “o que ocorreu até recentemente.. GABARITO Em relação ao texto. UERJ Classifique. c) sugestão. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população?” Tendo em vista o contexto que envolve a frase “Olhemos a cidade”. verbos e adverbios Avançar . 22 Leia os versos abaixo para responder às questões de números 89 e 90. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) “(. Descreva essa mudança. Uniube-MG Assinale a alternativa em que o emprego do tempo verbal não está adequadamente explicado. b) era – são. b) reflexão. e) solicitação. altivo e sobranceiro contra os rochedos. adjetivos. vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba. 92.Artigos. posterior ao momento em que se fala. 88. d) certeza. pode-se afirmar que o uso da forma verbal destacada expressa uma: a) ordem. e engrossando com os mananciais. curva-se humildemente aos pés do suserano. me dou... a seqüência dos tempos verbais em negrito..) o povo é ignorante. na frase acima.)” – O pretérito imperfeito do indicativo está sendo utilizado para indicar um fato passado não concluído.” – O presente do indicativo está sendo utilizado para indicar uma verdade científica. 91. e) exigiam – exigem. c) “(. que rola majestosamente em seu vasto leito. com minha secretária Eunice. quanto às vozes do verbo. quem zelaria por este pobre povo?” – O futuro do pretérito está sendo utilizado para indicar surpresa e indignação. “Onde avanço. c) obteve – obtenha. Dir-se-ia que vassalo e tributário desse rio das águas. que recebe no seu curso de dez léguas. 90.87. torna-se rio caudal. UERJ A seqüência das construções verbais em negrito retrata uma mudança na participação do “eu” que se expressa no texto. É o Paquequer: saltando de cascata em cascata. a) “Pelo Natal estarei aí. e o que é sugado ao mim de mim em ecos se desmembra” 89..

) poderemos transformar a manipulação genética em um dos maiores benefícios da ciência ....F.ninguém supera a televisão.. obtém-se a forma verbal: a) vem sendo dominado..) não compreende ele as coisas do Brasil.” d) “(..) nada adiantava esse dinheiro. Uniube-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “(.) manipular os peões (...” d) “. substantivos.“ 95.” b) “(..93. adjetivos..” d) “(... Uniube-MG Assinale abaixo a única alternativa correta: Transpondo-se para a voz passiva a oração “As grandes corporações multinacionais vêm dominando o consumo da população das cidades”. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não admite passagem para a voz passiva: a) “essa liberdade só pode funcionar se submetida a intensa supervisão da comunidade científica.... U.. b) vêm dominando.) Trunte retrucou que já era alguma coisa.” c) “Talvez apenas desconheçam a própria língua.” b) “.)” 94.) a manipulação genética de alimentos e animais não poderá gerar efeitos danosos à nossa saúde..uma escola escreve ‘College’ ao lado de sua marca... Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “Virou praga o uso indevido do gerúndio...” b) “(. verbos e adverbios Avançar ..) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa.” c) “(.. U.... 23 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... c) dominam.Artigos.) poderemos (....” c) “(.F.. d) vem dominando...” 96.

19. e 46.LÍNGUA PORTUGUESA 1 A R T IG O S . 20. A D JE T IV O S . d 41. vir. d 37. V–V–V–V–F c e d a d e V–V–F d b d c c a 13 d d 18. d 43. 28. 32. 27. 14. V E R B O S E A D V É R B IO S 1. a 38. 29. c 45. d Voltar Língua Portuguesa . 33. c 47. 23. 21. 3. 31.” b) Ambientalistas defendem a econologia. verbos e adverbios Avançar .Artigos. 36. 7. 12. dispuser. sociologia e ecologia. S U B S T A N T IV O S . adjetivos. 13. satisfizer. a 39. 5. 25. como uma maneira de viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. Vier. 4. 17. 9. 16. 2. se mantenha. 15. 8. 11. 26. 6. c c c V–F–V–V e d d a b F–V–V–F c b c d e d d GABARITO IMPRIMIR 35. a 44. 40. a) “Se eu não estivesse atento e não tivesse olhado o rótulo. 34. o paciente teria morrido. 10. b 42. combinação de princípos da economia. 22. a 48. substantivos. declarou o médico. d 49. 24. 30.

78. 60. verbos e adverbios Avançar . 90. 73. 91. o que é sugado ao mim de mim: voz passiva. 82. Onde avanço: voz ativa. 57. 62. 59. 55. 64. 71. e 83. A partir do emprego dos tempos verbais. 69. 58. em o que é sugado ao mim de mim é apenas o lugar em que a ação acontece. me dou: voz reflexiva. 53. Em avanço o “eu” é agente. 74. 79. a 88. a 95. c 85. verifica-se que. 68. 81. 72. c 87. 15 86. c 89. adjetivos. 66. na concepção do poema. 56. a 96. b 84. do qual se distancia. 75. 67. no verso 13. 52. a Voltar Língua Portuguesa . 77. 63. 54. O emprego dos parênteses revela que. b 94. a infância é um estado permanente no eu-lírico. b e b b e e d b e c e d b c b 65. 70. substantivos.Artigos. 51. c 92. a b e e a a e b a b d b b 28 a IMPRIMIR GABARITO 80. em me dou é agente e paciente. a 93. 61. 76.2 50. o eu-lírico faz um comentário (ou dá uma explicação) sobre o passado.

a) Apenas I é verdadeira. falta o hífen em “interamericano”.. para os verdadeiros. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. no livre exercício de suas próprias soberanias..LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. julgue os itens a seguir segundo os critérios da morfologia. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos.. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos.E. b) Apenas II é verdadeira. UFPI Na frase “A realidade tornava-se-lhe odiosa. Assinale a alternativa correta. c) Apenas III é verdadeira. ( ) Por equívoco do redator. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) Em “da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos” é possível permutar-se a expressão destacada pela contração das. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. Use V.”.” 1 GABARITO ( ) Os verbos existentes no trecho que vai de “Os Estados. para os falsos. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. até . favorece uma tonicidade não usual em português. como a realização dos postulados da justiça social’. e) I e III são verdadeiras. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. modo e pessoa. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais.” estão flexionados no mesmo tempo. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. I. Além disso. Colômbia. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção.Pronomes Avançar . considerados não como cidadãos mas como ‘pessoas’ e. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’ mas também com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. 1948). é correto afirmar que a ênclise: I. é própria de linguagem formal no Brasil. conseqüentemente. foi usada como recurso obrigatório por se tratar de dois pronomes.. Superior de Brasília-DF Após ter lido atentamente o texto “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos”. ( ) Em que e na qual são pronomes relativos. e F. II. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem.. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. d) I e II são verdadeiras.. ( ) As duas ocorrências do pronome se classificam-se da mesma forma. 2.desses direitos. III. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito.

. U. e) à forma verbal acrescentando.Pronomes Avançar . falou-me também da piedade e saudade da viúva. b) “Mascarenhas fez-me notar à esquerda da capela o lugar em que estava sepultado o ex-ministro.. acontece um erro quanto à norma culta da Língua. d) Os substantivos próprios estão com letra maiúscula. de Assis).F. em vez de ficar séria e pensar em Deus. das alusões freqüentes na conversão. beleza e ritmo. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que os elementos em destaque não podem ser substituídos por onde.” (M. em que caía a cadeira” a expressão em negrito pode ser substituída por: a) onde d) com as quais b) enquanto e) entre as quais c) nos quais 4. Exemplos: Tô. A cadeira em que se sentou era uma velha cadeira de espaldar de couro lavrado e pés em arco. da veneração em que tinha a memória dele.. enfiou a cabeça por entre as cortinas para fora. não deixaria de comparecer. das relíquias que guardava. beleza e ritmo. c) Quando os viste? d) Não concordarei com o que nos dirão. Voltar Língua Portuguesa . 7. de Assis) c) “Lalau sentou-se. PUC-PR-Modificada Observe: IMPRIMIR “Revolucionou a forma de tocar violão.” (M. dessas súbitas fadigas de todo o seu ser. UFPI Na frase “mas tinha desses abatimentos.” (M. de Assis) d) “.” (M. b) à forma de tocar violão.quando estava quase a suceder um desastre na entrada. 5. entre o carro de bois e a sege em que a senhora vinha. b) É bom que falemos-lhes toda a verdade. acrescentando-lhe saudade.. Univali-SC 2 GABARITO Nos quadrinhos. Emescam–ES A posição do termo sublinhado em relação ao verbo não está adequada à norma culta brasileira em: a) Se me tivesse convidado. pessoa do singular com a 3ª.. b) A personagem mistura. pra.” O pronome lhe do exemplo refere-se: a) ao sujeito do verbo “revolucionou”. na sua fala. à qual está ligado por hífen. a senhora. de Assis) 6. c) a saudade.. c) Há erro de grafia ao reproduzir as falas coloquiais das personagens. e) Não se falou coisa alguma sobre a prometida reforma. Identifique-o: a) Falta vírgula depois do vocativo. a 2ª. rindo. d) somente à palavra mais próxima: saudade.3. a) “. pessoa do singular. e) Há pontos de exclamação e interrogação demais nos trechos.

.) D. a expressão a gente. 3 8.” Observando-se apenas o correto uso dos pronomes. ( ) no enunciado C. já que substitui um grupo nominal anteriormente expresso. Leitor. Comprove estimado leitor. te. b) teu. ( ) no enunciado B. no seu trabalho. nos negócios. ou o próprio mal não deixa. Onde é que a gente se encontra? C. em qualquer assunto que lhe preocupe. você é testemunha disto. Toda a gente voltou da ilha com o baile na cabeça. você vai compreender porque ela é a mais célebre da América do Sul. nos negócios. UFGO A. mau olhado no amor. c) teu.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . mau olhado no amor. referindo-se ao emissor-personagem e seus comparsas. te. ( ) no enunciado D. ou até mesmo por não acreditar. o. muita sonhou com ele. É por que é um mal espiritual latente e você não sabe. mas o mal existe e a solução do mal também e as vezes a cura está perto e a gente não vê. BETE é resolvido em uma simples consulta de poucos minutos. deve-se substituir as palavras grifadas. 9. vossa. Tire um tempo para você mesmo e faça uma consulta com a PROFa. faça isso agora. Considerando-se os elementos em negrito. (. a PROFa. muita inveja. Todos se habituariam e pensar coletivamente. Porquê? Ela tem um trabalho honesto e certeiro.. tens amor não correspondido ou rompido. desconfiasse de toda a gente (. fazer voltar alguém em sua companhia. desorientado. as palavras muita e alguma estão sendo usadas inadequadamente.. a expressão em destaque pode ter o sentido de “nós”. B.Pronomes Avançar . em qualquer assunto que lhe preocupe. tens caso íntimo à resolver. pois ambas necessitam da explicitação do termo gente. desorientado. faça uma consulta. d) vosso.) fazia que ela evitasse a companhia das outras. muitas vezes a gente sofre sem ter necessidade. não é uma novata na sua especialidade (cientista em grafologia e astrologia) é a mais célebre da América do Sul. tem o sentido de “nós”. por a) teu. a palavra todos tem valor anafórico. muita inveja. tens caso íntimo à resolver. 817”. tua. os. BETE. Muitas vezes. BETE mora no endereço abaixo a muitos anos. de Machado de Assis e Érico Veríssimo.. com a PROFa. lhes.. FUVEST-SP “/…/ estás desiludido. um problema que para muitos é um problemão. tens amor não correspondido ou rompido. alguma dormiu mal ou nada. respectivamente. fazer voltar alguém em sua companhia. ( ) no enunciado A. E as pessoas aprenderiam a gostar menos dessas coisas que representam luxo e conforto. tua. desanimado. estás desiludido. respectivamente. e) vosso. C e D). “Solução Você que muitas vezes pegou este anúncio e nunca teve tempo para ler com mais atenção. desanimado. Não fique na dúvida. vossa. Os enunciados acima foram retirados dos livros Esaú e Jacó (A) e O resto é silêncio (B. no seu trabalho. emitido por uma voz narrativa onisciente.Texto para a questão 8. tua. Joga-se búzios e tarô Avenida Jabaquara. Muitas vezes não acha solução.

10. UFPI Marque a alternativa em que o pronome lhe é empregado com o valor semântico de pronome possessivo. a) Tudo de repente (...) lhe pareceu lúgubre. b) Os seus deveres (...) eram-lhe pesados como fardos injustos. c) A realidade tornava-se-lhe odiosa. d) Veio-lhe o nojo das engarrafadas dos emplastros (...). e) — dous lábios de fogo que, num beijo, lhe chupassem a alma. Texto para as questões 11 e 12.
“Que me enganei ora o vejo: Nadam-te os olhos em pranto Arfa-te o peito, e no entanto Nem me podes encarar.”

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11. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome substitui toda uma oração. Aponte-o: a) que. b) me. c) o. d) te. 12. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome pessoal oblíquo está substituindo um pronome possessivo. Aponte-o: a) te. b) me. c) o. d) que. 13. U.F. Uberlândia-MG Todas as alternativas abaixo podem ser preenchidas por cujo(a), exceto: a) “Lalau não demorou muito. (...) Vinha um pouco esbaforida, voando-lhe os cabelos, ............... eram curtinhos e em cachos...” (M. de Assis) b) “A casa ............... lugar e direção não é preciso dizer, tinha entre o povo o nome de Casa Velha...” (M. de Assis) c) “Não estava contente comigo. Tinha-me deixado resvalar a uma promessa inconsiderada, ............... execução parecia complicar-se de circunstâncias estranhas...” (M. de Assis) d) “Voltei-me para D. Antônia; esta, depois de hesitar um pouco, deliberou entrar na sacristia, ............... porta estava aberta.” (M. de Assis) 14. UFF-RJ A colocação do pronome pessoal no português do Brasil, no uso coloquial, apresenta, em algumas circunstâncias, tendências diferentes da de Portugal. Identifique o par de orações em que ocorrem, quanto a colocação do pronome pessoal no português do Brasil, o uso culto e o uso coloquial, respectivamente: a) “da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo;”/ da qual estamos todas tão distantes que nos não poderia servir de modelo; b) “Esta é uma hora para se parar e pensar.”/ Esta é uma hora para parar-se e pensar-se; c) “pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais –”/ pois o que passase no Piauí não é o mesmo das grandes capitais; d) “purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz.”/ purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que acha-se rodeada mal abre os olhos à luz; e) “a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela;”/ a mulher de hoje em dia pode se sair melhor do que aquela.

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15. U.E. Londrina-PR-Modificada
“... Stingo descobre as verdades escondidas sobre as quais eles estão encobrindo...”.

Esse trecho se torna adequado à norma culta se a expressão em destaque for substituída por: a) onde. b) que. c) cujas. d) das quais. e) entre as quais. 16. Univali-SC Assinale, dentre as frases a seguir, retiradas de jornais de circulação regional, a que está de acordo com as normas da Língua Portuguesa. a) É outra daquelas questões onde não é certo optar por uma alternativa, excluindo a outra. b) Além dos efeitos sociais e econômicos referidos, um plano de retomada da indústria de construção fere uma carência objetiva do país, onde há necessidade de milhões de casas... c) Um reflexo na pupila (menina dos olhos), em um recém-nascido poderá revelar problemas na retina, tumores intra-oculares, ou até catarata congênita onde realizar-se-á cirurgia o mais breve possível. d) A surpresa aconteceu na sétima prova, onde houve a divergência sobre a terceira cidade mais antiga do país. e) Participaram todos os 540 alunos distribuídos em 8 equipes, onde se buscou equilibrar a força, unindo os alunos maiores com os menores. 17. FEI-SP Em “as paredes vejo-as”, os termos em destaque são classificados respectivamente como: a) artigo definido e pronome pessoal do caso reto. b) artigo definido e pronome demonstrativo. c) artigo definido e pronome pessoal do caso oblíquo. d) pronome pessoal e artigo definido. e) preposição e pronome pessoal do caso oblíquo. 18. FGV-SP A propósito do segmento de frase “Ser-me-ia impossível descobrir entre mim e elas pontos de identificação…”, atenda ao que se pede abaixo. a) Explique o uso do pronome mim em vez do pronome eu. b) Se, no lugar de elas, que é pronome pessoal de terceira pessoa do plural, utilizássemos outro, de segunda pessoa do singular, qual seria ele? 19. UFGO Considere os enunciados abaixo. A. Os atletas não se prepararam bem, onde se saíram mal nas competições. B. Onde há fumaça, há fogo. C. Vivemos numa economia globalizada, onde os produtos industrializados não têm uma só nacionalidade. D. Saiu da casa cedinho onde só voltou depois que todas dormiam. Segundo a norma padrão da língua portuguesa: ( ) o relativo onde pode ser empregado, estabelecendo relação conclusiva entre orações, como no enunciado A. ( ) o empregado do relativo onde, no enunciado B, está inadequado, porque ele não tem um referente explícito. ( ) o relativo onde, no enunciado C, está empregado adequadamente, porque se refere a uma expressão com valor de lugar virtual. ( ) o verbo voltar, no enunciado D, exige que o relativo onde seja precedido por “a” ou “para”.

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20. UP-RN
“Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro.” “O grande mal desse povo brasileiro é ter nascido pobre.”

Se uníssemos as duas orações com pronome relativo, teríamos: a) Sem a reforma agrária cujo grande mal do povo brasileiro é ter nascido pobre, não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. b) Sem a reforma agrária cujo grande mal é ter nascido pobre não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. c) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição do povo brasileiro que ter sido pobre é o seu grande mal. d) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro cujo grande mal é ter nascido pobre. 21. F.M Triângulo Mineiro-MG
“Incontestável representante do bom gosto, a escritora e colunista Danuza Leão não tem vergonha de aplaudir o Show do Milhão. (...) Da mesma franqueza de Danuza comunga o plubicitário Roberto Justus. ‘A atração educa quem não teve acesso àquelas informações e diverte quem quer testar seus conhecimentos’, argumenta.”
Telejornal. O Estado de S. Paulo. 03/09/2000, p. T8-T9.

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Seguindo as convenções da norma culta, a oração destacada no texto pode ser substituída por: a) Quem não teve-lhe acesso. b) Quem não as teve acesso. c) Quem não teve-as acesso. d) Quem não teve acesso a elas. e) Quem não teve-lhes acesso. 22. F.M. Triângulo Mineiro-MG Una as frases por um pronome relativo e assinale a alternativa correta, de acordo com a norma culta. “A Lagoa Rodrigo de Freitas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. As águas da Lagoa continuam malcheirosas.” a) D. Pedro II já havia chamado a atenção para as águas malcheirosas da Lagoa Rodrigo de Freitas. b) A Lagoa Rodrigo de Freitas, cujas águas continuam malcheirosas, já havia chamado a atenção de D. Pedro II. c) D. Pedro II afirmara que as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam mal cheirosas. d) A Lagoa Rodrigo de Freitas que as águas continuam malcheirosas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. e) As águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam malcheirosas e elas já haviam chamado a atenção de D. Pedro II. 23. PUC-PR-Modificada
“O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho, o que deixou sua mãe extremamente preocupada”.

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Considerando o trecho acima, pode-se afirmar que a expressão o que tem como antecedente os termos: a) O pai; b) havia partido; c) ao filho; d) nenhum recado; e) toda a parte do enunciado que antecede à própria expressão o que.

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Língua Portuguesa - Pronomes

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24. PUC-PR Assinale a alternativa em cujo enunciado o pronome que está entre parênteses pode ser colocado corretamente em qualquer um dos pontilhados. a) Ninguém ..... irá ..... esquecer ..... tão cedo. (te). b) ..... Estou ..... dizendo ..... a pura verdade. (lhe). c) Ela ..... quer ..... dizer ..... o que aconteceu de fato. (me). d) ..... Haviam ..... encontrado ..... até então duas vezes. (se). e) ..... Mandou ..... vir ..... mais cedo no dia seguinte. (me). 25. FUVEST-SP
“‘As pessoas ficam zoando, falando que a gente não conseguiria entrar em mais nada, por isso vamos prestar Letras’, diz a candidata ao vestibular. Entre os motivos que a ligaram à carreira estão o gosto por literatura e inglês, que estuda há oito anos.”
Adaptado da Folha de S. Paulo, 22/10/00.

No trecho que não está entre aspas ocorre um desvio em relação à norma culta. Reescreva o trecho, fazendo a correção necessária. 26. PUC/Campinas-SP

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“No centro da Convenção sobre Mudança Climática esteve o reconhecimento de que o planeta pode passar por mudanças catastróficas no próximo século, com o agravamento do efeito estufa. A delegação brasileira na reunião de Buenos Aires, onde se deu o encontro, assim como em Kyoto, foi chefiada pelo ministro da Ciência e Tecnologia. Ela teve um papel destacado no Japão, ao apresentar proposta que desembocou no “mecanismo de desenvovimento limpo” (MDL), questão central na pauta na Argentina.”

Os pronomes grifados referem-se a outras palavras do texto. São elas, respectivamente: a) o centro – Mudança Climática. b) Buenos Aires – a delegação brasileira. c) o planeta – a reunião. d) Kyoto – estufa. e) a Convenção – mudanças catastróficas. 27. UFMT-Adaptada Julgue as afirmações a seguir. Use V, para assinalar os itens verdadeiros, e F, para os itens falsos. ( ) Substituindo o pronome lhe por dele na oração Ousou o escrevente namorar-lhe a filha, as duas formas pronominais funcionam como objeto indireto. ( ) Na maioria das variedades do português falado no Brasil, empregam-se as formas de tratamento você/vocês para designar o interlocutor do discurso ao invés das formas tu/vós. ( ) Quando se usa você/vocês no lugar de tu/vós, o verbo, os pronomes oblíquos e possessivos continuam na segunda pessoa. 28. U. Potiguar-RN Os trechos que seguem mostram que certas construções típicas do português falado, são utilizadas na modalidade escrita, exceto um deles. Aponte-o: a) Procure preocupar-se com os problemas que você tem maior dificuldade. b) Uma escola, onde na frente havia uma lanchonete, deverá ser totalmente reformada. c) Sempre me pareceu muito severo aquele diretor sob cujas ordens trabalhei muitos anos. d) Consideramos propícia a escolha do momento dele falar.

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29. U. Alfenas-MG Assinale a opção onde o pronome pessoal está empregado incorretamente. a) Para mim, cumprimentá-la seria uma ofensa. b) Entre eu e ela já não há mais nada. c) Viram-nos, mas não os chamaram. d) Permitiu-lhe, a ele, fazer a ronda. e) Aquele era o carro para mim; comprá-lo com que dinheiro?

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30. U. Alfenas-MG Dadas as sentenças: I. Os projetos que me enviaram estão em ordem; devolvê-los-ei ainda hoje. II. Não te conto toda a verdade já que preocupo-me demais com tua situação. III. “Esses são os livros que se acham à disposição do público, mas acredita-se que poucos procurá-los-ão”. IV. Quero que você se habitue com minhas falhas, eu deveria preparar-me melhor. A seqüência que contém as frases corretas quanto à colocação dos pronomes átonos é: a) II e III. b) I e II. c) I e III. d) II e IV. e) I e IV. 31. Univali-SC Identifique a opção correta quanto à colocação pronominal nos trechos retirados de jornais de circulação regional: a) Que todo pai sinta-se imensamente feliz na comemoração de seu dia. b) Por que todos os dias perdem-se tantos blocos de notas fiscais em Blumenau? c) Preserve-a a todo custo. Não esqueça que para seu filho você é o maior herói. d) O “Bem” do título acima, se expressa pela existência de postos de trabalho na quantidade e qualidade requeridos por uma população... . e) ... utilizando a imagem do “Zé Carioca” e outras, que mostram-nos menores e menos capazes. 32. PUC/Campinas-SP Observe a seguinte passagem do texto: “‘Pare aí’, me diz você. ‘O escrevente escreve antes, o leitor lê depois.’ ‘Não!’ lhe respondo, ‘Não consigo escrever sem pensar você por perto, espiando o que escrevo.’” Nela, o autor, utilizando o discurso direto, apresenta um diálogo imaginário entre o autor e seu leitor, introduzindo a linguagem oral no texto escrito. Por essa razão, a) os pronomes oblíquos átonos foram colocados depois do verbo. b) os pronomes oblíquos átonos são enclíticos. c) os pronomes oblíquos átonos não foram utlizados no diálogo. d) os pronomes oblíquos átonos são proclíticos. e) os pronomes oblíquos átonos são mesoclíticos. 33. UFMT-Modificada Julgue as seguintes afirmações. Use V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A norma gramatical contrariada em Para mim brincar é Não se deve usar pronome pessoal da forma oblíqua na função sujeito. ( ) A norma gramatical contrariada em Me dá um cigarro é Não se deve iniciar um período com pronome oblíquo átono. 34. UFSE
“... tu vais encher os cofres ... derrubada debaixo da fronde ... dando de comer aos pássaros”

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GABARITO

Substituindo corretamente as formas substantivas pelos pronomes pessoais correspondentes, obtém-se: a) encher-lhes – debaixo dela – dando-os de comer; b) encher-lhes – debaixo a ela – dando-lhes de comer; c) enchê-los – debaixo dela – dando-lhes de comer; d) enchê-los – debaixo a ela – dando-os de comer; e) encher-los – debaixo dela – dando de comê-los.

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35. F.M. Itajubá-MG Marque a opção que pode preencher corretamente as lacunas da seguinte afirmativa: Em “Dir-se-á que, até certo ponto, a felicidade se constrói”, segundo a norma culta, é um caso de ............... obrigatória por se tratar de um verbo no ..............., em ............... de período. a) Mesóclise – futuro do presente simples – início. b) Separação – infinitivo – exórdio. c) Próclise – imperativo positivo – começo. d) Silepse – presente do subjuntivo – abertura. e) Zeugma – futura do subjuntivo – princípio. 36. F.I. Vitória-ES O seguinte período apresenta algumas lacunas: “Ela ficou em casa ............... dois, para conversar ............... sobre o livro, mas disse ao meu irmão que era difícil para ............... ler aquele livro sozinho, porque as letras eram pequenas demais para ............... ler, sem forçar meus olhos hipermetropes.” Os pronomes de 1ª pessoa que completam adequadamente as lacunas são, respectivamente: a) conosco – conosco – mim – mim b) conosco – conosco – eu – eu c) com nós – conosco – eu – mim d) conosco – com nós – eu – eu e) com nós – conosco – mim – eu

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37. PUC-PR Observe a colocação dos pronomes átonos destas orações: I. O T-6 de Mororó, deixando uma asa pelo caminho, partiu-se. II. Depois de arrastá-lo até sua casa, o colocou na rede. III. Há cinco anos, no entanto, os dois se reencontraram. Seria possível, sem erro de sintaxe, adotar outra ordem pronominal: a) Apenas para a oração I. b) Apenas para a oração II. c) Apenas para a oração III. d) Para todas as orações. e) Para nenhuma das orações. 38. VUNESP Leia o texto que segue.
“Não digo com isto que um e outro dos gêmeos não soubessem agredir e dissimular, a diferença é que cada um sabia melhor o seu gosto, coisa tão óbvia que custa escrever.”

GABARITO

In: ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. São Paulo: Editora Mérito, 1962. p. 78.

No segundo período desse texto reconheça as classes de palavras a que pertence o a, respectivamente, em “a fruta” e “a ia buscar”. 39. UEMS Ao comparar as diversas cidades do mundo com a cidade do Rio de Janeiro, defendia com ardume e paixão a beleza... sobre cada uma... a) dessa – daquelas. b) daquelas – destas. c) destas – dessa. d) desta – daquelas. e) desta – dessas.

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40. UFPB-PSS No verso “Ao coração que sofre, separado...”, o vocábulo que refere-se ao termo antecedente. Observa-se esta mesma relação em: a) “Não me basta saber que sou amado.” b) “...no exílio em que a chorar me vejo.” c) “Não há que a terra pelo céu trocar.” d) “Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza.” e) “Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras...”

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41. Unifor-CE “É bem provável que freqüentadores de museus não procurem essa instituição.” Substituindo-se a expressão em negrito na frase acima pelo pronome que lhe é correspondente, obtém-se: a) não lhe procurem; b) não a procurem; c) não procurem-a; d) não procurem-lhe; e) não procurem-na. 42. UFF-RJ Assinale a opção em que a reformulação da frase abaixo apresenta um emprego de pronome não compatível com o uso formal da língua: “E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.” a) E em tal maneira é graciosa que, se a quisermos aproveitar, dar-se-á nela tudo por causa das águas que tem. b) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem. c) E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, tudo nela se dará, por causa das águas que tem. d) E em tal maneira é graciosa que, ao querer-se aproveitá-la, tudo dar-se-á nela, por bem das águas que tem. e) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitar ela, tudo dar-se-á por bem das águas que tem. 43. UFF-RJ Assinale a opção em que a palavra em negrito é um pronome pessoal. a) “Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços.” b) “E alguns, que andavam sem eles, tinham os beiços furados.” c) “outros traziam três daqueles bicos, a saber, um no meio e os dois nos cabos.” d) “assim frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho.” e) “porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.” 44. UFSC Observe o período abaixo e assinale a(s) proposição(ões) em que ele foi reescrito corretamente.
“— Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

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GABARITO

01. — Os homens esqueceram dessa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 02. — Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não deves esquecêla. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 04. — Disse a raposa: —Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. 08. — Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que você cativa. Os homens esqueceram-se essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. 16. — Os homens esqueceram essa verdade: tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecê-la. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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45. Unifor-CE-Adaptada
“Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas, em todos eles, um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens...”

O pronome os em “que os impeça” refere-se a: a) alguns cientistas; b) robôs do futuro; c) seus programas; d) todos eles; e) homens. 46. Emescam-ES A substituição do termo em negrito não se fez adequadamente em: a) Acharam os livros muito interessantes. Acharam-los muito interessantes. b) Fizemos o trabalho como você orientou. Fizemo-lo como você orientou. c) Daremos a ele todas as oportunidades. Dar-lhe-emos todas as oportunidades. d) Refiz a lição que estava errada. Refi-la, que estava errada. e) Enviamos cartas a vocês. Enviamos-lhes cartas.

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47. UFR-RJ “...fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo parece sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’” Uma das funções dos pronomes demonstrativos é retomar, dentro de um enunciado, elementos anteriormente citados. A análise do fragmento acima revela que os demonstrativos esta e aquele referem-se, respectivamente, aos vocábulos: a) palavra e mote. b) leitura e mote. c) palavra e mundo. d) leitura e daquele. e) continuidade e mundo. 48. Univali-SC Ao ler jornais de circulação regional, percebe-se, algumas vezes, a incorreção no emprego do pronome oblíquo átono. Dentre as frases a seguir, assinale aquela em que o pronome foi empregado adequadamente. a) A ativação desse setor da economia, conhecido por seus efeitos rápidos na área de emprego e por seu contágio imediato sobre áreas de indústria e de serviços, se aproveitará dos atuais sinais de aquecimento da atividade econômica. b) Informamos que encontra-se em fase de conclusão uma nova escola. c) Felizmente, ao ver minha caixa de correspondência, havia um e-mail do promotor público de Itapema, me informando que iria nesta segunda-feira pela manhã receber a nós pais para conversar. d) Ele vai ocupar a vaga aberta pelo advogado que também já se desincompatibilizou do cargo. e) O comportamento dos jovens é um sintoma. Impõe-se que, sem descuidar-se das conseqüências, ataque-se primordialmente as causas. 49. UEMS I. O lugar...moro é muito pacato. II. Esse foi o número...gostei menos. III. A peça ...enredo é humorístico, tem sido sucesso. a) onde - que - cujo. b) em que – de que – cujo o. c) no qual – o qual – do qual o. d) que – que – cujo o. e) em que – de que – cujo.

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50. Unifor-CE Na frase “não tivessem presente, nem futuro”, as palavras em negrito estão corretamente substituídas pelo pronome que lhes é correspondente em: a) não os tivessem; b) não tivessem-los; c) não o tivessem; d) não tivessem-o; e) não tivessem-no. 51. UFR-RJ
“O homem ainda faz O que macaco fazia”

Do ponto de vista morfológico, o termo destacado no verso acima é um: a) pronome de tratamento; b) artigo definido; c) pronome oblíquo átono; d) pronome oblíquo tônico; e) pronome demonstrativo.

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A questão 52 refere-se ao texto a seguir.
“O Padeiro (fragmento) (Rubem Braga) Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando: – Não é ninguém, é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a idéia de gritar aquilo? ‘Então você não é ninguém?’. Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou uma pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era: e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: ‘Não é ninguém, não senhora, é o padeiro’. Assim ficara sabendo que não era ninguém... Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.”

GABARITO

In: Ai de ti, Copacabana, 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1964, pp. 44, 45.

52. UFRJ a) Que sentido assume o pronome indefinido ninguém no texto? b) Quando esse pronome indefinido é usado na função sintática de sujeito, a dupla negação pode ou não ocorrer. Justifique essa afirmativa, exemplificando-a. 53. U.E. Londrina-PR Assinale a alternativa que está estruturada de acordo com a norma culta. a) Originárias da África do Sul, as abelhas africanas são agressivas, cuja criação é feita geralmente em apiários. b) As agressivas abelhas africanas, cuja criação é feita geralmente em apiários, são originárias da África do Sul. c) As agressivas abelhas africanas, que a criação delas é feita geralmente em apiários, originaram-se na África do Sul. d) As agressivas abelhas africanas, cuja a criação é feita geralmente em apiários, originou-se na África do Sul. e) As abelhas africanas, cujas quais são agressivas e criadas em apiários, originaram-se na África do Sul.

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Texto para a questão 54.
“Música Uma coisa triste no fundo da sala. Me disseram que era Chopin. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. Eu considerei as contas que era preciso pagar, os passos que era preciso dar, as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza meus cuidados voaram como borboletas.”
ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma Poesia.

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54. FATEC-SP O tratamento poético da linguagem apresenta, por vezs, certas possibilidades que a norma gramatical não admite ou não recomenda; é possível afirmar que, no poema Música, é exemplo disso: a) “Me disseram que era Chopin”. b) “dentadura dura”. c) “enquadrei o Chopin”. d) “que era preciso pagar”. e) “braços redondos”. 55. Unifor-CE O período cuja redação está inteiramente clara e correta é: a) Todos os meninos menores de dois anos sofreram os efeitos dos elementos radioativos que lhes foram distribuídos a mando de Herodes. b) A recepção que a Virgem e o carpinteiro José puderam desfrutar ironicamente, foi de um boi branco e de um burro cansado. c) A poderosa nuvem que o autor se refere foi a visão que também vitimou os habitantes das duas cidades japonesas que recaíram as bombas atômicas.

GABARITO

d) Nem bem chegaram ao hotel em cujo se realizava um congresso internacional o dono escorraçou os viajantes. e) A súbita explosão de cuja se formou uma poderosa nuvem em forma de cogumelo deve de ter sido uma visão aterrorizadora. 56. UFRJ
“Esaú e Jacó (fragmento) (Machado de Assis) – Que estranhos? Não vou viver com ninguém. Viverei com o Catete, o Largo do Machado, a Praia de Botafogo e a do Flamengo, não falo das pessoas que lá moram, mas das ruas, das casas, dos chafarizes e das lojas.”

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In: Obra Completa. vol. 1. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985, p. 987.

Vimos que, no texto da questão 52, Rubem Braga fez uso expressivo do indefinido ninguém. Diga com que sentido o mesmo termo é usado por Machado de Assis no texto acima, relacionando tal significado com um posicionamento marcante na obra do autor.

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Rio de Janeiro: José Olympio. 1982. O poema de Bandeira constrói-se com base na relação entre o eu-lírico e seu interlocutor. a) Identifique essas duas classes gramaticais. eu não quero contar-te o meu desejo Quero apenas contar-te a minha ternura Ah se em troca de tanta felicidade que me dás Eu te pudesse repor – Eu soubesse repor– No coração despedaçado As mais puras alegrias da tua infância!” BANDEIRA. p. UFRJ “O impossível carinho Escuta. Estrela da vida inteira. 118.Pronomes Avançar . A existência desse interlocutor é evidenciada em vocábulos que pertencem a duas diferentes classes gramaticais. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 9ª ed. Manuel. b) Diga que traço gramatical comum aos vocábulos indica a presença do interlocutor.57.

desta forma. b) Na função completiva. 18. 32. está correto o uso do pronome mim. 20. 6. 13. 14. o pronome adequado da 2ª pessoa do singular a ser empregado é o ti. 25. o a é artigo definido feminino e em “a ia buscar”. 26. 17. 22. 21. d GABARITO IMPRIMIR 19. pronome pessoal do caso oblíquo. 33. 16. Voltar Língua Portuguesa . que é o caso. a é pronome pessoal do caso oblíquo (retomando fruta). 8. 15. 2. 4. 35. 23. 5. 31. 29. que estuda há oito anos. 37. 30. 36. e por literatura. 24. 11.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1 1. pode-se reescrever o trecho da seguinte forma: Entre os motivos que a ligaram à carreira está o gosto por inglês. 9. F–F–V–V d d b c c A fim de desfazer o desvio em relação à norma culta. b F–V–F c c e c d V–V c a c c Em “a fruta”. 39. 34. 3. sendo regido pela preposição entre. 38. 28. 10. F–F–V–V–F d d b d b b c F–V–F–V c a d a e b b c a) Só se emprega o pronome pessoal do caso reto eu na função de sujeito.Pronomes Avançar . 7. O pronome em questão possui função completiva. 12. 27.

50. 43. 47. 41. porém. a dupla negação ocorre: “Não veio ninguém”. 51. b a a No texto de Machado. 57. o autor revela seu ceticismo em relação ao ser humano.Pronomes Avançar . b) O traço gramatical comum é a 2ª pessoa. uma atitude marcante na sua obra madura. 46. 55. 49. o pronome é usado com o sentido de ‘pessoa alguma’ / ‘pessoa nenhuma’.40. ele é posposto ao verbo. 42. Ao preferir a paisagem física da cidade aos seus semelhantes. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a) Classe gramatical dos verbos e classe gramatical dos pronomes. 52. 45. b) Se o pronome (sujeito) é anteposto ao verbo. 56. 44. 2 53. não ocorre a dupla negação: “Ninguém veio”. b b e b 06 b d c d e a e a) O pronome “ninguém” significa “pessoa sem importância”. 48. 54. Se.

Matéria de Poesias. A fala de furnas brenhentas de Mário-pega-sapo era na rua. portanto. teréns de rua e de música. A expressão mesmo sem fome muda a situação. uma tomada de posição ante o fazer poético. isolado na neve e não tendo com que se alimentar. (Colhida em Rimbaud) Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se. “Muita coisa se poderia fazer em favor da poesia: Esfregar pedras na paisagem. e) isolar-se do resto da humanidade. poeta francês do século passado.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A Texto para as questões 1 a 3. d) alimentar-se bem para ter boas idéias. 1999. deixando de lado o sujeito que olha. com fome. Deixar os substantivos passarem anos no esterco. comer as botas” é uma referência a Carlitos que. deitados de barriga. moscas de pensão. cisco de olho.” BARROS. d) vaga. até que eles possam carrear para o poema um gosto de chão – como cabelos desfeitos no chão – ou como uma bule de Braque – áspero de ferrugem. 2. b) apropriar-se de realidades aparentemente estéreis.Noções de literatura Avançar . personagem dos filmes de Charles Chaplin. em favor da poesia. d) pelo ponto de vista do especialista. c) sofrer privações materiais. em um filme. o verso 10 ressalta que na poesia a palavra deve ser: a) exata. automatizados. e) cristalina. mistura de azuis e ouro – um amarelo grosso de ouro da terra. comer as botas. 3. Perder a inteligência das coisas para vê-las. “Perder a inteligência das coisas para vê-las”. UFMS “Mesmo sem fome. O resto em Carlitos. cozinhou as botas e as comeu. propõe que a palavra seja descarregada de seus significados já prontos. e) sem se preocupar com sua carga simbólica. Manoel de. Nos versos mais transparentes enfiar pregos sujos. até os cadarços. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de acordo com o texto de Manuel de Barros é olhar as coisas: a) em seu significado mais moderno... Rio de Janeiro/São Paulo: Record. Aprender a capinar com enxada cega. Perguntar distraído: – O que há de você na água? Não usar colarinho duro. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 11 GABARITO 1. Se consideramos o poema uma espécie de “conselho a um aprendiz de poeta”. Por isso as crianças e as putas no jardim o entendiam. carvão de folhas. c) fecunda. Jogar pedrinhas nim moscas. e Carlitos. UFMS Esse poema é uma espécie de manifesto. Nos dias de lazer compor um muro podre para os caramujos. UFMS O poema cita Rimbaud. b) com objetividade. 3 ed.. o verso citado propõe que.. b) impermeável. c) recusando seu invólucro utilitário. Nessa concepção. Mesmo sem fome. é necessário: a) duvidar das imagens carregadas de sugestões.

b) A realidade é diferente para quem ama pouco. presente na saudade. UFPI Dos versos 3 e 4.Noções de literatura Avançar . b) pureza – impureza. 336. e) O artista recria a realidade usando palavras de amor. “Soneto do amor total 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 Amo te tanto. UFPI Sobre a última estrofe é correto afirmar que: a) o amor culmina com a morte. não cante O humano coração com mais verdade. d) O amor do amigo vale mais que a paixão do amante. 1986. e) o amante vive a descrever o ser amado. existe: a) a surpresa de se ver amando tanto. b) o amor destrói o corpo amado. enfim. RJ: Nova Aguilar. de um calmo amor prestante. simplesmente. Poesia completa e prosa.. c) O amante experimenta formas diferentes de amar.. UFPI Completam-se no soneto os elementos do dualismo: a) amizade – inimizade. meu amor. 7. De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. e) o temor de que outro poeta cante o amor mais fielmente..Texto para as questões 4 a 7.. b) a sensação de que o amor é indescritível.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) o desencanto com a impossibilidade de cantar o amor. Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade. e) vida – morte. d) vício – virtude.. Vinícius de. Amo-te. 5. c) a pretensão de cantar como ninguém o amor. 2 4... d) o amor se esgota no próprio desejo. com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. Amo-te afim. c) verdade – mentira.” MORAES. pode-se inferir que: a) O poeta confunde as formas de amar. p. UFPI Na seqüência “. 6. E te amo além.”. Amo-te como um bicho. c) o amante dá a vida pela amada. E de te amar assim muito e amiúde. É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude. não cante / O humano coração com mais verdade.

típico de sua poesia. fundindo-as... a) octossílabos – amoroso – 06 d) octossílabos – despojado – 07 b) heptassílabos – social – 07 e) decassílabos – sensual – 06 c) decassílabos – moralizante – 08 Voltar Língua Portuguesa . c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si. / Como estrelas e nuvens e mulheres... que intitulei – As Ave-Maria – a saudade havia sido a minha primeira musa. de Vinícius de Moraes.... d) onomatopéia modernista... em alguns momentos... 3 8.. / e sem fazer esforço ou maravilha.. . UERJ A repetição da palavra “homem” na segunda estrofe exemplifica a seguinte característica: a) variação semântica. Rio de Janeiro: José Olympio...Texto para as questões 8 e 9. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. 9.. “POÉTICA 1 Que é Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. outra no céu... b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas. b) vício de linguagem....) tive saudades da casa paterna e chorei. Vinícius de Moraes aproxima a mulher e a lua.. foi quando.” (Gonçalves Dias).. Cassiano....” (João Cabral de Melo Neto). 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto..” IMPRIMIR GABARITO Por meio de versos .” RICARDO.. em que é perceptível um lirismo .. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida. porque foram compostas em épocas diversas – debaixo de céu diverso – e sob a influência de impressões momentâneas. Larguei-as pela jovem madrugada ambas cheias e brancas e sem véu perdida uma. 01 02 03 04 05 06 07 08 “Uma lua no céu apareceu cheia e branca. e a afirmação que as segue.. 10.. d) “Um dia (.. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento: a) “Como varia o vento – o céu – o dia. UFRS Leia as estrofes abaixo...Noções de literatura Avançar .. 1964. emocionada a mulher a meu lado estremeceu e se entregou sem que eu dissesse nada... c) reiteração expressiva. a outra abandonada uma nua na terra. Um homem que tem fome como qualquer outro homem...” (Casimiro de Abreu). / Pela regra geral de todos seres.. Jeremias Sem-Chorar.. como acontece no verso de número .. / Minha lira também seus tons varia..” (Álvares de Azevedo)...

I. Das aves no sentimento.) Ah! vem! amemos! vivamos! O enlevo do amor bebamos Nos perfumes do sertão!” 4 Analisar as afirmativas que seguem. alude à capacidade que o ser humano tem de fazer. III. IV. o poeta alude à importante conquista científica obtida por Thomas Edison na primeira metade do século XIX: a lâmpada fluorescente. Toda poesia. 4 7 10 GABARITO 13 16 19 Relacionando as idéias do texto a outras áreas do conhecimento. o que esta rapidamente consegue realizar. determina o tom pessimista do texto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) A distribuição dos versos no espaço de papel. O ritmo cadenciado do poema sintoniza-se com o tom melancólico das imagens. inserem o texto no conjunto de obras literárias do Modernismo. nos versos 14 e 15. Pela análise das afirmativas. julgue os itens a seguir. II.. da boca mas quando for tempo E é tempo todo tempo mas não basta um século para fazer a pétala que um só minuto faz ou não mas a vida muda a vida muda o morto em multidão” GULLAR. Ferreira. sobre o texto.. ( ) No verso 7.11. III e IV c) II e IV 12. entre outros recursos poéticos. as imagens utilizadas e o uso recorrente de repetições. As metáforas associadas aos elementos da natureza expressam o extravasamento do sentimento amoroso. II. PUC-RS-Modificada “Donzela! Se tu quiseras Ser a flor das primaveras Que tenho no coração! E se ouviras o desejo Do amoroso sertanejo Que descora de paixão! Se tu viesses comigo Das serras ao desabrigo Aprender o que é amar Ouvi-lo no frio vento. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II d) III e IV b) II e III e) I. em muito mais tempo que a natureza. há uma homenagem explícita a Carlos Drummond de Andrade.Noções de literatura Avançar . O medo da rejeição amorosa. ( ) No verso 8. tema reincidente na poesia romântica. A mulher é convidada a buscar nos elementos circundantes o sentido do amor. pelo poema Rosa do Povo. ( ) O poeta. UnB-DF 1 “A vida muda como a cor dos frutos lentamente e para sempre A vida muda como a flor em fruto velozmente A vida muda como a água em folhas o sonho em luz elétrica a rosa desembrulha do carbono o pássaro. Nas águas e no luar! (. com que se inaugura a poesia moderna brasileira.

que foi cobrindo a sua face.” GABARITO ANDRADE. por parte do sujeito poético. como foi que ele descobriu o meu endereço? ‘Doutor. não faça isso de novo comigo. ele me acompanhando. São Paulo: Companhia das Letras. Fui na direção da minha casa. o rosto fixo virado para o meu. Eu disse. ‘espere aqui’. Carlos Drummond de. identifique apenas uma única alternativa correta e marque o número correspondente. 1997.Questões de 13 a 17. a) Sentimento de angústia. abri a porta e ele ao me ver disse ‘não faça isso.” GONZAGA. ‘Só tenho o senhor no mundo. Ele era mais alto do que eu. até que chegamos na minha casa. conseguia esconder. em face de um mundo conturbado. e de uma palidez tão grande que nem mesmo o sangue. Marília. Org. Em seguida.” FONSECA. implacável. pelo autor). e eu podia sentir o seu hálito azedo e podre de faminto. maus poemas. cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra. forte e ameaçador. ou da minada serra. c) Alusão a uma natureza não convencionada pelo estilo árcade. associe os fragmentos transcritos em cada uma às afirmativas apresentadas nas alternativas indicadas em destaque. Ele caiu no chão. Devo seguir até o enjôo? Posso. e já brilharem os granetes de oiro no fundo da bateia. mercadorias espreitam-me. enquanto caminhávamos. 90. ed. vou de branco pela rua cinzenta. Não acabou de falar. p. nem espremer entre as dentadas rodas da doce cana o sumo. p. não me abandone!’ Sua voz era de mágoa e ressentimento. Não verás enrolar negros pacotes das secas folhas do cheiroso fumo. só tenho o senhor no mundo’. Fechei a porta. eu juro!’ – e ele encostou o seu corpo bem junto ao meu. revoltar-me? Olhos sujos no relógio da torre: Não. O tempo é ainda de fezes. alucinações e espera. de espinhas no rosto. estou precisando de um dinheiro. 2.Noções de literatura Avançar . Rio de Janeiro São Paulo: Record. 24. In: Tomás Antônio Gonzaga. fui ao meu quarto. b) Personagem-narrador movido por um sentimento que provoca a distorção da realidade. Uneb-BA “Tu não verás. Melancolias. 85-6. ed. Tomás Antônio. doutor. sem armas. Feliz ano novo. o tempo não chegou de completa justiça. Uneb-BA “Um dia saí para o meu passeio habitual quando ele. Introdução: Para responder a essas questões. Inferno. (Nossos Clássicos. me vigiando curioso. 36. então vi que era um menino franzino. ou se falou eu não ouvi. ou dos cercos dos rios caudalosos. 1997. Rio de Janeiro: Agir. 1985. Não verás separar ao hábil negro do pesado esmeril a grossa areia. Rubem.) 5 14. por Lúcia Helena. o pedinte. p. Voltei. com o barulho do tiro. surgiu inesperadamente. d) Acontecimento circunstancial como revelador de estados psicológicos. e) Personagem consciente da necessidade de igualdade social. esta é a última vez. Uneb-BA “Preso à minha classe e a algumas roupas. In: Antologia poética (Org. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 114. 15. desconfiado. v. 13.

. mas terá sido uma perda irreparável? Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material.. p. UERJ Por causa da perda das anotações. mas espero que não recusem as minhas” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . gestos. tintos de luz. Laços e família: contos. 1996. cresceram.)” GABARITO RAMOS. Ah! ah!. ver-me-ia propenso a consultá-lo a cada instante. Rio de Janeiro: Record.. O trecho que melhor representa um exemplo dessas dúvidas é: a) “Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material” b) “Outras. completam-se e me dão hoje impressão de realidade. E Catarina? Catarina olhava a mãe. mas espero que não recusem as minhas: conjugam-se. neste esmiuçamento. Um homem comprou cocada. responda às questões de números 18 a 20. recomeçou a mãe. 111. quantas demoradas tristezas se aqueciam ao sol pálido. de repente envelhecida e pobre. conservaram-se. Graciliano. Jorge.) Nesta reconstituição de fatos velhos. 19.Noções de literatura Avançar . e é inevitável mencioná-las. (. 18. pelo menos imagino que valiam pouco. 1982. o que julgo ter notado” d) “Não as contesto. Pedro Bala olhou mais uma vez os homens que nas docas carregavam fardos para o navio holandês.” AMADO. E os guindastes rodavam ruidosamente. Não as contesto. Uneb-BA “– Não esqueci de nada. ed. ah! dizia balançando a cabeça em surpresa.” 6 LISPECTOR. e também a Catarina acontecera um desastre? seus olhos piscaram surpreendidos. No que diz respeito às relações entre escrita literária e realidade. ela ajeitava depressa as malas. procurando o mais rapidamente possível remediar a catástrofe. e a mãe olhava a filha. exponho o que notei. relatada pelo narrador.. como contavam a de seu pai. Afirmarei que sejam absolutamente exatas? Leviandade. Memórias do cárcere. São Paulo: Record. Clarice. Um dia um homem assim como João de Adão poderia contar a outros meninos na porta das docas a sua história. cresceram... Uneb-BA “Boa-Vida estendeu a mão numa saudação quando ela falou em Omolu. b) representa uma conscientização do artista sobre a realidade. quando uma freada súbita do carro lançou-as uma contra a outra e fez despencarem as malas. d) constitui uma interpretação de dados da realidade conhecida. Outras. exponho o que notei. o deus da bexiga. c) dispensa elementos da realidade social exterior à arte literária.) Não resguardei os apontamentos obtidos em largos dias e meses de observação: num momento de aperto fui obrigado a atirá-los na água. p. Nas largas costas negras e mestiças brilhavam gotas de suor. e é inevitável mencioná-las” c) “neste esmiuçamento. o texto é impregnado de dúvidas acerca da exatidão do que será levantado no livro. associaram-se. UERJ O fragmento transcrito expressa uma reflexão do autor-narrador quanto à escrita de seu livro contanto a experiência que viveu como preso político. Mas que significa isso? Essas coisas verdadeiras podem não ser verossímeis. Com base no texto abaixo. a bolsa. em manhã de bruma. A negra se levantou.. gemidos. durante o Estado Novo. Lutar pelo direito. a forma dos montes verdes. Se ele existisse. “(. a seguinte característica da literatura: a) revela ao leitor vivências humanas concretas e reais. a cor das folhas que tombavam das árvores. A tarde caía. mortificar-me-ia por dizer com rigor a hora exata de uma partida. porém. Seus olhos tinham um intenso brilho na noite recém-chegada.. associaram-se. deixá-las no esquecimento: valiam pouco. Rio de Janeiro: José Olympio. Pirulito apontava com o Querido-de-Deus. da leitura do texto. Os pescoços musculosos iam curvados sob os fardos. gritos. exclamou a mãe como a um desastre irremediável. Rio. (. porém..16. Ao longe. num pátio branco. 79.. As luzes se acenderam de repente.. 85. E se esmoreceram. Boa-Vida ajudou a que ela botasse o tabuleiro na cabeça. Outros devem possuir lembranças diversas. Certamente me irão fazer falta.. Capitães da areia. frases autênticas.. conservaram-se. 1984. 12. o que julgo ter notado. ed. Um dia iria fazer uma greve como seu pai. é possível depreender. 17.

narrador e personagem principal. A que dava ocasião minha brandura. c) o sujeito lírico. Leia o seguinte poema para responder às questões 21 e 22. a presença de antítese. d) notoriedade do autor e de sua história junto ao público e à sociedade. 22. Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. que vence os tigres por empresa Tomou logo render-me. UERJ A relação entre autor e narrador pode assumir feições diversas na literatura. e) o sujeito lírico usa as pedras como símbolo do amor à pátria e como seu próprio símbolo. a exemplo do livro de Graciliano Ramos.20. c) rima e versos alexandrinos (11 sílabas).” 7 21. constituem uma autobiografia – gênero literário definido como relato da vida de um indivíduo feito por ele mesmo. Que não me foi bastante a fortaleza. U. U. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Onde há mais resistência. ele declara Contra o meu coração guerra tão rara. c) possibilidade de comprovação histórica de contextos e fatos narrados. e) rima e versos decassílabos. a) há presença de um elemento típico da paisagem natural mineira. A partir dessa definição. penhas. temei. é possível afirmar que o caráter autobiográfico de uma obra é reconhecido pelo leitor em virtude de: a) conteúdo verídico das experiências pessoais e coletivas relatadas. b) identidade de nome entre autor. Temei. nos versos 9 e 11. que representa seu berço. o que mostra a influência do Barroco na lírica do poeta mineiro. mostrando que há obediência à regra principal do Arcadismo. que é a exaltação dos penhascos. Nunca pude fugir ao cego engano: Vós. d) os versos dos tercetos em redondilha maior. mais se apura. um peito sem dureza! Amor. d) o sujeito lírico se compara aos penhascos de Minas. que amor tirano. b) versos brancos e decassílabos (10 sílabas). um elemento típico da paisagem mineira. Podese dizer que tal relação tem papel fundamental na caracterização de textos que. Por mais que eu mesmo conhecesse o dano. dirige-se aos penhascos.Noções de literatura Avançar . Santa Maria-RS Nesse poema. que ostentais a condição mais dura. pois é tão duro quanto elas. nos versos 12. b) nota-se.F.F. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Vocabulário: penhas – penhascos ”Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! oh quem cuidara. 13 e 14. pois é tão duro e resistente quanto eles. a pedra. de Cláudio Manuel da Costa. Santa Maria-RS Esse poema árcade é um soneto que apresenta: a) os quartetos com rima alternada.

( ) O “eu-lírico” do texto II projeta sua passividade. Me ateia o sangue. 24. E quando a fada Que diviniza meu pensar ardente Um instante em seus braços me descansa E roça a medo em meus ardentes lábios Um beijo que de amor me turva os olhos. Bernardes e Schiavon. não sei aonde vou chegar Que será essa ilusão Que eu vivo a buscar Diz pra mim se é você Esse alguém que eu tanto quero Eu preciso descobrir Se é você meu doce mistério de amor O que eu quero é viver você Quero sorrir o teu sorriso Quero pensar os pensamentos teus Você é tudo que eu preciso” BARBOSA. colocando-se como sujeito submisso em seu desejo de amor. Álvares de Azevedo apresenta. Foram sonhos contudo. 10. ( ) São características do “eu-lírico” do texto I a realização pelo sonho e a inadaptação à realidade. In: Leandro & Leonardo. 1997. Aqui lânguido à noite debati-me Em vãos delírios anelando um beijo. O encanto do meu sonho se evapora E das nuvens de nacar da ventura Rolo tremendo à solidão da vida!” Álvares de Azevedo . me enlanguece a fronte. Texto II “Doce Mistério Eu não sei de onde vem Esse amor que chega e domina Viva luz a brilhar. nesse texto. Vol. ( ) A mulher do texto II é apresentada por meio de seus atributos físicos. Voltar Língua Portuguesa .. UFMT ( ) Figura central da 2ª geração romântica. No doce berço do moreno seio Minha vida embalou estremecendo.. a figura feminina se constrói entre dois pólos. 8 GABARITO IMPRIMIR 23. Texto I “VIII O pobre leito meu desfeito ainda A febre aponta da noturna insônia. ( ) Esse caráter de duplicidade é incomum na produção da geração “mal-do-século”. o da virgindade idealizada e o da projeção da sensualidade do “eu-lírico”. A minha vida Se esgota em ilusões. ( ) No texto I. E a donzela ideal nos róseos lábios. julgue os itens das questões de 23 a 26.INSTRUÇÃO: A partir da leitura dos dois textos. Nesse olhar que o meu ilumina Vou flutuando na paixão Não. Um espírito negro me desperta. UFMT ( ) Os dois textos apresentam temática comum: a busca da realização amorosa..Noções de literatura Avançar .Lira dos Vinte Anos.. exemplo da tendência mórbida desse movimento.

Só meu ventre Te espera cheio de raízes e de sombras. ( ) Nos textos I e II. Vem. 196. c) A mulher. Voltar Língua Portuguesa . Questões de 27 a 29. infinitamente amiga Em algum lugar teu coração bate por mim Em algum lugar teus olhos se fecham à idéia dos meus Em algum lugar tuas mãos se crispam. Amiga. São Paulo: Companhia das Letras.. ocorrem rimas pobres organizadas irregularmente. ( ) Neles. o eu-lírico: a) queixa-se de um amor não correspondido. ( ) Em ambos.. “A Ausente Amiga. e) vê a figura feminina sob uma perspectiva dualista: angelical e sensual. 26. cada estrofe é independente nos planos semântico e sintático. ed. Vem mergulhar em mim Como no mar. os dois poemas são decassílabos. UFMT ( ) Quanto à métrica. Meus músculos estão doces para os teus dentes E áspera é minha barba. amiga minha Em mim como no mar. d) A voz poética não encontra eco no coração do ser desejado. e) O sujeito poético – com a lembrança do mar – reprime a intensidade de seu desejo. d) invoca a mulher para compartilhar de seus apelos sensuais. Vinícius de. frases em ordem indireta. 11. F.. c) assemelha-se à “amiga”. Católica de Salvador-BA No poema. 9 GABARITO 27. amiga Minha nudez é absoluta Meus olhos são espelhos para o teu desejo E meu peito é tábua de suplícios Vem. ( ) Escritos em séculos diferentes. b) A realidade focalizada é vista de uma forma objetiva. Antologia Poética. IMPRIMIR 28. Católica de Salvador-BA Sobre o poema. b) demonstra sentimento de possessividade amorosa. o desejo de encontrar a amada é enfatizado pela repetição do verbo querer. F. ambos os textos primam pela obediência às normas da variedade culta da língua portuguesa. p. vem nadar em mim como no mar Vem te afogar em mim. tu desfaleces e caminhas Como se cega ao meu encontro.. 1992. teus seios Se enchem de leite. última doçura A tranqüilidade suavizou a minha pele E os meus cabelos. é correto afirmar: a) O amor físico revela-se isento de sofrimento. ( ) Ambos os textos apresentam construções metafóricas. há ocorrência de inversão sintática. como um espelho e sua imagem. UFMT ( ) No texto II.Noções de literatura Avançar . aparece envolta em sensualidade e erotismo.25.” MORAES. como “vou flutuando na paixão” (texto II) e “no doce berço do moreno seio” (texto I). na visão do eu-lírico.

você é engraçada! Você parece louca. I. Texto para as questões 30 e 31. b) a lembrança de um certo namorado de infância. à beira do fogão encostei meu umbigo temperando as sopas dos meninos e pondo o leite pra ferver. e) I e II são corretas. também. que ainda falava e orava com um fio da voz e se cobria num canto do quarto escuro.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) um brilho amargo e saudoso no olhar de menina. 10 30. d) um retorno ao comportamento infantil diante do inusitado. como uma mancha no ermo. c) tenta conciliar o presente com o passado. d) busca a originalidade a qualquer preço. O rapaz prosseguiu com muita doçura: – Antônia. Católica de Salvador-BA Do ponto de vista estético. deitei-me naquele dia sob a telha de vidro da gaiola. F. fresca e furta-cor. esfumaçados pela neblina que saía da chaminé daquela casa onde. 31. UFR-RJ Analise as afirmativas a seguir e depois assinale a opção correta.” BANDEIRA.. porque minha bisavó. a) I e III são corretas. ainda não me acostumei com o seu corpo. José Olympio. – Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada? A moça se lembrava: – A gente fica olhando. Manuel. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. c) II e III são corretas. A meninice brincou de novo nos olhos dela. b) adota uma atitude combativa a valores considerados falsos. levantando a voz como se nascesse rei e o bando de filhos seus primeiros súditos. Rio. pois não há no texto o lirismo que caracteriza as composições poéticas românticas. A moça arregalou os olhos. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela vida afora.29. e) valoriza fatos e coisas do cotidiano. Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte. Foi esse o início de um destino esquerdo. e meus olhos acharam por bem esburacarem-se parecendo por fim a dois lagos meio verdes meio azuis. põe dentro e fora de tanto arrancarem pedacinhos de carne e sustança do suco de ossos e sangue para sovar o dia do marido que vem chegando. livre de rima e de métrica. trata-se de um texto modernista porque: a) apresenta uma linguagem aproximada à da prosa. Lançando mão de um procedimento moderno. na longa rede cheirosa de sabão preto feito em casa mesmo. UFR-RJ A pergunta feita pelo rapaz provocou na moça: a) a constatação da fugacidade do tempo. A métrica rígida do poema é um procedimento comum do estilo de época ao qual se filia o texto. d) somente I é correta. Texto para as questões 32 e 33: “Porque minhas tranças estavam macias e lustrosas. O rapaz concluiu: – Antônia. e) a descoberta da efemeridade dos namoros da sua infância. o poeta torna tênue o limite entre prosa e poesia. a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa.Noções de literatura Avançar . O título do poema encerra uma ironia. dizia e repetia que crianças de dentes fortes e olhos devem beber leite de cabra já que as mães se secam muito cedo. 1979. você parece uma lagarta listada. “Namorados O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: – Antônia. com a sua cara. b) somente III é correta.. III. II. fez exclamações. A moça olhou de lado e esperou. porque desde cedo me secaram as tetas e o jeito era recorrer ao leite das cabras do quintalão de pedras e.

nem sabia mais se seria eu aquela de tranças macias. continuava a ser uma pessoa vaidosa. a personagem..”. 33. marcado pelos verbos de elocução e pelas orações substantivas. ‘que’ (= destino esquerdo) e ‘como um toco de carne’. porque me secaram as tetas.” Percebe-se nessa frase. ( ) De acordo com o texto. de acordo com as normas da língua padrão.”. ( ) A personagem demonstra que. portanto... obrigatoriamente. a quem todos deveriam se submeter e jamais questionar. é correto afirmar que predominam o nível padrão e a denotação. são respectivamente: hipérbole. e que se preocupava em tingir os cabelos com tons mais claros... é correto afirmar que. o verbo saber foi usado no mesmo sentido que na frase seguinte: “Naquele atropelo... e o bando de filhos seus primeiros súditos. apesar de trabalhar muito. com enormes riscos de ouro. embora incapaz de modificar uma situação socialmente imposta às mulheres.. ( ) Em “a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. a elipse do verbo ser. U. Católica-GO ( ) No texto. a vida de sofrimento iniciou-se com o casamento. estar no mais-que-perfeito do subjuntivo e. faz também um desabafo de uma mulher que teve sua vida destruída pelo casamento.. pois afirma: “Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte. metáfora e prosopopéia. ( ) Em “Foi esse o início de um destino esquerdo. levantando a voz como se nascesse rei”. fresca e furta-cor. ‘destino esquerdo’. Caso o verbo estivesse presente deveria.. a utilização do verbo nascer no subjuntivo e do operador como se permite a leitura de uma crítica ao estereotipo do homem como senhor absoluto da casa. Católica-GO ( ) Pela leitura do texto.. marcado por expressões como “. ( ) “. ( ) Em relação à linguagem utilizada no texto.”.. sovar o dia do marido que vem chegando. na terceira pessoa do singular. ( ) De acordo com o que se lê no período do texto. foram utilizados dois tipos de discursos: o indireto. claramente. ao mesmo tempo em que descreve suas mudanças físicas.Noções de literatura Avançar ... a personagem deitou-se em uma rede preta e cheirosa. ter como agentes tanto “meninos” como “tetas”. é correto afirmar que a personagem. levantando a voz como se nascesse rei. que ocorreu porque a personagem era jovem e bela. ( ) Em “.” considerando-se o contexto.” ( ) Para expor a opinião da bisavó da personagem. que ainda demonstra sua submissão ao homem.. e o indireto livre.32. cuidar dos filhos e dos afazeres domésticos.” ( ) Na frase “.. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela a vida a fora. U. não se mostra tão conformada como a avó. o verbo secaram usado na terceira pessoa do plural pode estar relacionado e.. 11 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ..

1998. pelo trabalho estético e jogo verbal estabelecido.. F. decassílabos. é branco. Língua vernácula entre os dentes. não há remate. recursos de estilo a esmo destilo e figuras de linguagem pra tratar de teu sorriso eletrônico e teu cabelo. c) é literário.. d) não é literário. com exceção de: a) é literário.Noções de literatura Avançar . vulgares. b) não é literário. / A túnica nupcial que em níveas dobras desce / Pelo teu corpo. Salvador-BA “Enche de estranhas vibrações sonoras a tua Estrofe. 58.. ao suplício. predominantemente.I.. e me livre de ti em paralelo. pois não é prosa nem poesia.” ( ) “O luar. Vitória-ES Quanto ao gênero e modalidade literária. e) não é um soneto. As questões 35 e 36 referem-se ao seguinte texto: “Com que gana me entrego. é leve. / A água e o reptil. pela intensidade do sentimento do eu poético. / Aroma de argental caçoula. pela linguagem coloquial e referencial. só é possível afirmar sobre o texto acima: a) é lírico.” 12 Identifique com V os fragmentos que pertencem à mesma estética da estrofe em evidência e com F os demais. / – Tudo vozeia e estala em estos de pletora. Reinaldo Santos. com que ânsia. dor no cotovelo e tu. (sororal) vibrante como um sino. – o ar e o chão. a pedra e o tronco. Vitória-ES Pode-se afirmar a respeito do texto acima.. à tarefa.. c) é dramático.I. In: Muito Soneto por nada. E eu quero? É Sísifo o meu modelo. Tem cheiro a luz.” ( ) “Entre as trêmulas mornas ardentias. que me livre de vez desses poemas. entre sombras.. Ei-la que assoma / Pelo ar sutil. a flor e a fera. na voz.. José. Com que gana! E que suplício: não há ponto final. p. U. azul em fora. de outro poema preto em verso branco. tem a brancura sagrada / Dos alvos corporais do altar exposto à prece. merda: Amo o poema assim como ele ama a pedra. / A noite no alto-mar anima as ondas. Vitória: Cultural. põe nela todo o incêndio das auroras para torná-la emocional e ardente. pela presença de termos chulos. a luz tem cheiro. / É transparente. // Como lençóis claros de neve. e) é um misto de literário e não literário. / Azul. GABARITO 35. / Despertar-me no leito: ouro em tudo.34. a manhã nasce. construído em prosa poética. b) é narrativo. – na face / De anjo morto. sonora barcarola. na mente. / Que o sol filtrando em luz esteve. ou por outra. um poema épico. pois os versos não estão distribuídos em tercetos e quartetos. a folha e o inseto. a fauna e a flora / A erva e o pássaro. F.” NEVES. ( ) “Tudo.” ( ) “Ela vem.. as nereidas frias. IMPRIMIR 36. no olhar sobredivino. // Nasce a manhã. os ninhos e a hera. próprio do texto contemporâneo. d) é lírico. Voltar Língua Portuguesa . um soneto de versos. / Oh sonora audição colorida do aroma!” ( ) “Foste de branco e vens de branco ainda trajada. merda. / Pérolas vivas. majestosamente. / Sobem das fundas úmidas Golcondas..

e) I. julgue os itens a seguir. UFRS Leia os dois fragmentos abaixo: I.. talvez. ( ) O poeta utiliza a figura de linguagem denominada prosopopéia quando afirma que a moenda “tem alma adivinha e desvenda” (v. ( ) A época áurea da cana-de-açúcar. Considere as seguintes afirmações sobre os fragmentos acima. respectivamente. da canção de Caetano. 38. E ringindo e rangendo. Ringe e range.. causar. a cana a triturar Parece que tem alma adivinha e desvenda A ruína. 9).. há uma preocupação com os procedimentos poéticos. o mal que vai.. O verbo “como” (v. ( ) O poema alude a problemas que podem advir do consumo de bebida alcoólica. Vive como a expiar uma culpa tremenda. O engenho de madeira a gemer e a chorar. I. À luz quente do sol e à fria luz do luar. Considerando o poema acima. dessa atividade extrativa vegetal. é o assunto desse poema.7). Poemas. II. principalmente. 13 “quando eu chego em casa nada me consola você está sempre aflita com lágrimas nos olhos de cortar cebola você está tão bonita você traz a coca-cola eu tomo você bota a mesa eu como eu como eu como eu como eu como você não tá entendendo nada do que eu digo eu quero é ir-me embora eu quero é dar o fora (. repetições e paralelismos.. ( ) Os dois primeiros versos da segunda estrofe recuperam. a tematização do cotidiano e dos atos automatizados da existência banal.8 ) e o pronome “você” (v.)” Caetano Veloso. Nos versos selecionados. permitem uma dupla leitura.Noções de literatura Avançar .7) mantém a correção gramatical sem alterar o sentido do verso. rouquenha. UnB-DF GABARITO “A moenda Na remansosa paz da rústica moenda. a dor. ( ) A inserção de uma vírgula após “alma” (v.” Da Costa e Silva. II e III. 1 2 3 4 5 6 7 8 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 “Todo dia ela faz tudo sempre igual me acorda às seis horas da manhã Me sorri um sorriso pontual E me beija com a boca de hortelã Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar E essas coisas que diz toda mulher Diz que está me esperando pro jantar E me beija com a boca de café (.)” Chico Buarque de Holanda. em comum. quanto ao significado e à função sintática. Quais estão corretas? a) Apenas I. d) Apenas II e III. III. As duas canções apresentam. com a repetição de recursos poéticos. a sonoridade da moenda a trabalhar. a rígida moenda. b) Apenas II. II. como rimas.37. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) Apenas I e II. em que a economia brasileira dependia..

esse cristal de fluida transparência: verde. os cabelos postos em à maneira do tempo. disposto a esquecê-la e a matá-la. Em filosofias tropeço e caio. (Orgulho. 1 5 10 GABARITO 15 20 25 IMPRIMIR 30 Voltar Língua Portuguesa . com os seus magníficos braços nus. demais. reclinada no camarote. a despenteá-la com as minhas mãos sôfregas e lascivas. São Paulo: Ática. era dar prova de fraqueza. pensava eu. com vestido soberbo que havia de ter. 1983. Depois. eu cresço logo. e doía-me que a vissem outros. Rio de Janeiro. Quando crescer eu compro. compra. e sair. ( ) Atitude reflexiva do narrador em face da realidade. unicamente minha. que bom passar a mão no som da percalina. Via-a assim. pai. Não podendo dormir. me compra a Biblioteca Internacional de Obras de Célebres. medievo. Compra assim mesmo.672-673. O que saberei. Carlos Drummond de. menino. Sou o mais rico menino destas redondezas. “Biblioteca verde Papai. ( ) Sublimação do amor. U. 18 ed. está na Biblioteca em verde murmúrio de flauta-percalina eternamente. ( ) Imagem da mulher amada envolvida pelo tom irônico. o colo de leite. p. Virgília começava a aborrecer-se de mim. Compra. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta à casa a qualquer hora num fechar de páginas? Tudo que sei é que ela que me ensina. 1992.” ANDRADE. São só 24 volumes encadernados em percalina verde. Marque com V as características comprováveis com o texto e com F.” ASSIS. 14 Leia o texto a seguir e responda às questões de 40 a 42. atirei-me a ler e escrever. – fascinando os olhos de todos.. verde. compra. poemas me vejo viver. começava a despi-la. porém. – braços que eram meus. quis vestir-me. É em percalina verde.) Ninguém mais aqui possui a coleção das Obras Célebres. verde pastagem. – não sei se mais bela. eu vou comprar. Evidentemente. Fica quieto. Papai me compra agora. Chega cheirando a papel novo. em contos. em cavalarias me perco. Machado de. o que não saberei nunca. Antes de ler. menos luzidios que os olhos dela. – torná-la minha. Às onze horas estava arrependido de não ter ido ao teatro. ( ) Relação amorosa caracterizada pela possessividade. Amanhã começo a ler. Tenho de ler tudo. e os brilhantes. consultei o relógio. as demais. somente minha. leio. só 24 volumes. a pôr de lado as jóias e sedas.39. que chegaria tarde.Noções de literatura Avançar . ( ) Ser humano revelado como contraditório. José Olympio. a torná-la. não. Como te devoro. Via-a dali mesmo. cavalgo de novo meu verde livro. Meu filho. p. é livro demais para uma criança. Salvador-BA “A Transação Vaguei pelas ruas e recolhi-me às nove horas. Agora não.. E esta idéia fez-me sucessivamente desesperado e frio. Mas leio. 96. se mais natural. Agora não. mata de pinheiros toda verde. inveja de mim mesmo. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Julguei. Reunião.

b) “coleção/ de Obras Célebres. 42. Não fosse ele.F. se bispo. c) “cristal/ de fluida transparência” -v.” -v. c) é machista e culpa as mulheres pelas mudanças nos destinos dos homens que não querem escrever romances. pois ela depende da capacidade do leitor de atribuir sentidos ao que lê. esse cristal”. a não ser que ambos formem duas metades de um só. 10-11. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta”. c) “Tudo que sei é ela que me ensina.” 47 15 GABARITO Vocabulário: Encíclica – Carta solene dirigida pelo Papa ao clero do mundo católico ou unicamente aos bispos de uma nação. de Machado de Assis: “LXIII Metades de um Sonho Fiquei ansioso pelo sábado. e no menor número de palavras. Agora não”. e) do uso do pronome oblíquo na primeira pessoa do singular. culpando as mulheres de terem perturbado sua adolescência e mudado. porque um nasceu de outro. dona leitora. d) em primeira pessoa dirige-se a uma leitora. b) “Antes de ler. U. e tio Cosme. O(s) verso(s) que melhor traduz(em) esta afirmação é (são): a) “ Meu filho. nesse caso. por outro lado. e) em primeira pessoa culpa as mulheres por não ter sido Napoleão. 4-5. se eu fosse padre. UFR-RJ No texto deparamo-nos com um leitor que “devora” os livros que lê.Noções de literatura Avançar . 14-15. 17-18. Um só ponho. por tê-lo induzido a casar cedo. como me recomendara tio Cosme. 43. -v. torna-se também culpada pelo destino dele. decifrar o que nela está escrito não assegura a seu leitor um conhecimento de tudo o que ela traduz. ou uma pastoral. Mas se a biblioteca é para esse eu-lírico um manancial de saber. 29-32. o que não saberei nunca. dirigindo-se a uma leitora que. 25-26. mas a culpa é do vosso sexo. volta-me papa!’ Ah! por que não cumpri esse desejo? Depois de Napoleão. como era seu sonho de adolescência. e) “Amanhã começo a ler. UFR-RJ O recurso gramatical utilizado pelo autor para reproduzir um diálogo pode ser demonstrado através: a) do emprego de verbos irregulares.) Como te devoro. como também o enredo da narrativa. d) do emprego de verbos no modo imperativo. 41. e) “carruagem/ de fugir de mim” -v. é livro demais para uma criança Compra assim mesmo. 25-26. está na biblioteca em verde murmúrio”. tenente e imperador. -v.E. todos os destinos estão neste século. ainda acordado. ou antes porei dois. d) “verde pastagem” -v. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . verde pastagem. b) das construções com uso de vocativos. UFR-RJ A expressão que se refere à Biblioteca Verde no plano denotativo é: a) “mata/ de pinheiros toda verde” -v. que bom passar a mão no som da percalina. Até lá os sonhos perseguiam-me... A leitura não está unicamente inscrita no texto. Santa Maria-RS Observe a postura do narrador no seguinte fragmento de Dom Casmurro. por ter sido escritor de romances. (N. se papa. b) Machado de Assis culpa as mulheres. 25.” -v. e não os digo aqui para não alongar esta parte do livro. Tudo isto é obscuro. não só a sua vocação. 19. d) “(. e este livro seria talvez uma simples prática paroquial. pai eu cresço logo. c) da predominância de orações coordenadas. ou uma encíclica47. O que saberei. -v. meu rapaz. 6-7.40. -v. ‘Anda lá.) É correto afirmar que o narrador: a) em terceira pessoa culpa a leitora por ele não ter sido padre e não ter escrito uma encíclica. que perturbava assim a adolescência de um pobre seminarista.

( ) De acordo com a acepção 1 do verbete. Relação. ou conversa longa e fastidiosa. Canto do ritual de abertura de uma roda de capoeira.As questões 44 e 45 referem-se ao seguinte texto: “2ª Ladainha Por que o raciocínio. a “labutar no campo. da seguinte forma: primeira estrofe. (Sin. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Noções de literatura Avançar . desvela a ironia com que se estrutura o poema. uma oração. imaginar? A máquina o fará por nós. Por que subir a escada de Jacó? A máquina o fará por nós. Por que pensar. Oração formada por uma série de invocações curtas e respostas repetidas. Ó máquina. discurso. 85-6. quarta e quinta. que aparece várias vezes no poema.) nesta acepção: reza da capoeira. ( ) Todas as ocorrências do vocábulo “máquina” desempenham a função de vocativo. 45. orai por nós. p. digestivo e respiratório. UnB-DF Acerca das idéias do texto. ( ) O pronome “o”. no verso 21. no verso 15. sistema circulatório. na cidade? A máquina o fará por nós. ( ) Como obra poética. Bras. ( ) A voz do poeta. O cérebro eletrônico. imaginar”. pelo lat. ( ) Segundo a acepção 1 do verbete. no verso 19. (ant. UnB-DF “Ladainha (a-í) (Do grego litaneia. 2. a “pensar. Rio de Janeiro: José Olympio. refere-se. 1972.” RICARDO. Por que fazer um poema? A máquina o fará por nós. 1 4 7 10 13 16 16 19 22 44. segunda. o texto 2ª Ladainha tem a forma de uma prece.1. a “fazer um poema” e.)” Considerando o verbete acima. os músculos. ao “ritual de abertura” mencionado na acepção 2 do verbete. Por que o coração? O de metal não tornará o homem mais cordial. sistema neurovegetativo. o texto estabelece ambigüidade de sentido entre as acepções 1 e 2 do verbete. Por que labutar no campo. julgue os itens que se seguem. sistema lingüístico. a “subir a escada de Jacó”. na cidade”. o músculo mecânico mais fáceis que um sorriso. dando-lhe um ritmo estracorporal? Por que levantar o braço para colher o fruto? A máquina o fará por nós. sistemas motor. corresponde. no verso 17. os ossos? A automação. na forma como se apresenta. litania) S. INL. ( ) Esse poema. Fig. e o texto III. Seleta em prosa e verso. no poema a resposta repetida é o refrão “A máquina o fará por nós”. narração.f. Cassiano. o autor vai associando partes da anatomia humana aos sistemas fisiológicos por ela dinamizados. Cap. ócio dourado. julgue os itens seguintes. ( ) Ao longo do poema. reproduzido do Novo Aurélio Século XXI: dicionário da língua portuguesa. lengalenga. em um contexto de capoeira. cantilena. terceira. no último verso.

Antônio Carlos Jobim. Luísa me dá tua mão o teu desejo é sempre o meu desejo vem. brasileiro. percebendo-se a sua influência ainda hoje. Vem cá. então.46. GABARITO b) Esta é uma composição escrita nos moldes camonianos de Os Lusíadas. 17 Indique a opção que apresenta uma afirmação correta: a) Antônio Carlos Jobim apresenta grandes influências da literatura ocidental em seus versos. agora. no silêncio. Luísa eu sou apenas um pobre amador apaixonado um aprendiz do teu amor acorda.Noções de literatura Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Potiguar-RN “Luísa Rua espada nua bóia no céu imensa e amarela tão redonda.. a lua como flutua vem navegando o azul do firmamento e. que descreve a paisagem. me exorciza me dá tua boca e a rosa louca vem me dar um beijo e um raio de sol nos teus cabelos como um brilhante que partindo a luz explode em sete cores revelando. lento um trovador cheio de estrelas escuta. que também é conhecida como influência da Geração de Orpheu.. os costumes e tradições do indianismo. os sete mil amores que eu guardei somente pra te dar Luísa. c) O autor. amor que eu sei que embaixo desta neve mora um coração. sofre a forte influência poética de Lord Byron e Musset. como vemos nesta canção de Antônio Carlos Jobim. a fauna e flora. conseqüentemente. U. d) O lirismo amoroso constitui a fonte de todo o lirismo europeu e. a canção que eu fiz pra te esquecer.” Antônio Carlos Jobim. já que os mesmos são inspirados na produção poética greco-parnasiana.

vão num bolso. a saltação que ela guarda. IMPRIMIR de operário que executa seu martelo regular proibido (ou sem querer) do mínimo variar. Umas vezes. se pássaros. GABARITO têm sempre o mesmo compasso horizontal e monótono. outras vezes. que não são artistas nem artesãos. mas operários para quem tudo o que cantam é simplesmente trabalho. 18 e de pássaro cantor. desconhecem as variantes e o estilo numeroso dos pássaros que sabemos. num dos pulsos. estejam presos ou soltos. pelo tamanho e quebradiço da forma. Rio de Janeiro: Nova Aguilar.Noções de literatura Avançar . 2 O que eles cantam. p. mais perto estão das gaiolas ao menos.” NETO. trabalho rotina. em nenhum momento. tais gaiolas vão penduradas nos muros. com voz de pássaro rouco. 324-6. Voltar Língua Portuguesa . Mas onde esteja: a gaiola será de pássaro ou pássara: é alada a palpitação. não pássaro de plumagem: pois delas se emite um canto de uma tal continuidade que continua cantando se deixa de ouvi-lo a gente: como a agente às vezes canta para sentir-se existente. Se são jaulas não é certo. como em jaula. dentro das quais. e nunca. variam de repertório: dir-se-ia que não importa a nenhum ser escutado. impessoal. não assinado. 1994.Texto para as questões 47 e 48: “O relógio 1 Ao redor da vida do homem há certas caixas de vidro. João Cabral de Melo. em série. é diferente de todos: cantam numa linha baixa. mais privadas. Obra completa. Assim. se ouve palpitar um bicho.

prestígio. De seu calmo esconderijo. em função de seu assunto e da linguagem despojada. deve existir sempre uma margem de flexibilidade em conseqüência da multiplicidade de sentidos. infinitas galerias penetram morros profundos. as duas ocorrências da expressão “a gente” podem ser interpretadas como nós (eu lírico e leitores) ou como as pessoas. seu foco principal está na mensagem que é transmitida. ( ) A utilização de estrofes que são quartetos e de versos de sete sílabas (redondilha maior) comprova que o Modernismo desprezou totalmente as formas tradicionais de construção de poemas. “canto”. “canta” e “cantar” constitui um recurso próprio da construção em versos que intensifica a sonoridade. ( ) Na interpretação de poemas. UnB-DF Em relação ao texto. “gaiolas”. 19 GABARITO Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta em relação ao que se observa no trecho acima e como falsas aquelas em que isso não ocorre. UnB-DF Ainda em relação ao texto. ( ) A linguagem é poética.Noções de literatura Avançar .. o ouro vem. considerando-se o número de sílabas em cada verso. ( ) Quanto à posição da sílaba tônica.47. esses versos são graves e redondilha maior é o nome dado a eles. na sexta estrofe. ( ) Na 2ª estrofe encontram-se metáfora (3º e 4º versos) e antítese (5º verso). o povo. julgue os itens que se seguem.. produção variada. amor e pensamento. folha. É tão claro! – e turva tudo: honra. Cecília. Assim. ( ) A noção de trabalho no texto apresenta as oposições: artistas e artesãos versus operários. rotineira. por ser átona. criativa versus produção em série. UFSE-PSS Considere as seguintes estrofes do Romanceiro da Inconfidência: “Mil bateias vão rodando sobre córregos escuros. “cantando”. quer dizer. a produção pessoal versus produção impessoal. ( ) No primeiro verso do poema. “gaiola” e “pássaro” e das palavras com o mesmo radical “cantor”. barra. torna-se pó. ( ) Em ambas as estrofes predominam tanto aspectos descritivos quanto líricos. Romance II. 48. “jaulas”. a terra vai sendo aberta por intermináveis sulcos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) O entendimento do poema é facilitado pelo fato de o título permitir que o sentido metafórico da terceira estrofe se associe à idéia de relógio. 49. ( ) A ocorrência próxima dos substantivos “jaula”. dócil e ingênuo. a contagem das sílabas métricas exige a elisão de uma das vogais idênticas em “do homem” e a desconsideração da última sílaba gramatical do verso. a coesão e também a convergência e a densidade semântica do texto. engenho. julgue os itens seguintes. em ordem direta. poder. ( ) As estrofes acima comprovam que o poema de onde eles foram extraídos é uma obra do Arcadismo brasileiro.” MEIRELES.

amigo.Noções de literatura Avançar . de táxi. 1987. maior. 20 GABARITO 50. de avião e a vida sopra dentro de mim pânica feito a chama de um maçarico e pode subitamente cessar. senão lutarmos juntos por um mundo melhor. e) da beleza dos substantivos saudosistas. Ando a pé. o autor não se utiliza: a) de comparações. Civilização Brasileira. 51. Santa Úrsula-RJ Nos últimos 5 versos. p. casado. defuntas alegrias flores passarinhos facho da tarde luminosa nomes que já nem sei bocas bafos bacias bandejas bandeiras bananeiras tudo misturado essa lenha perfumada que se acende e me faz caminhar sou um homem comum brasileiro. o guarda-sol vermelho ao meio-dia em Pastos-Bons. b) do efeito dos adjetivos. e) sermos gente. 229. Ferreira.Texto para as questões 50 e 51. e não vejo na vida. c) da construção de versos livres. o poeta faz um hino de louvor a: a) sermos pessoas comuns. c) não nos desesperarmos. d) da força dos verbos. do dia-a-dia. povo solidário e unido.” GULLAR. de ônibus. “Homem comum Sou um homem comum de carne e de memória de osso e esquecimento. nenhum sentido. d) sermos pessoas ajustadas e felizes. U. b) vermos algum sentido na vida. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Santa Úrsula-RJ Para alargar e definir a imagem de “homem comum”. Rio de Janeiro. Toda Poesia. Sou como você feito de coisas lembradas e esquecidas rostos e mãos. reservista. U.

que são conseqüências diretas do processo de introspecção do “eu”. 08. A arte pode ser “inverossímil”. De muito inverossímil se perfuma o lábio fatigado de ais. Os versos “De muito inverossímil se perfuma / o lábio fatigado de ais” fazem referência à própria criação artística. Talvez nós não sejamos nós.52. “Interpretação As palavras aí estão. O verso “Talvez nós não sejamos nós” revela o estado de total conflito em que se encontra o eu-lírico. Isso porque. 02. U. o eu-lírico só poderia falar sobre si mesmo e não sobre “nós”. há uma constatação de que a linguagem não é um instrumento suficiente para expressar aquilo que habita o universo interior do eu-lírico. revelado em expressões como “alma” e “tédio sem voz”. conseqüentemente.” MEIRELES. 16.Noções de literatura Avançar . O eu-lírico volta-se para dentro de si mesmo.E. Maringá-PR Leia o poema a seguir e assinale o que for correto. mesmo chamando o interlocutor pelo tratamento cerimonioso “vós”. Falai! meu mundo é feito de outra vida. Obra poética. nesse poema. Esta insuficiência sugere que a vida humana marca-se. 1977. Há. com meu tédio sem voz. existe uma intenção de busca da verdade subjetiva. ou seja. profundamente interiorizado. quando afirma: “meu mundo é feito de outra vida”. revelando seu egoísmo e seu desinteresse para com as necessidades do “outro”. Dê. O eu-lírico experimenta uma introspecção tão imensa que. Pode-se dizer que. e o da interioridade. no poema. 01. a existência de dois universos: o da exterioridade. portanto. Falai! que estou distante e distraída. trata-o com desdém. a soma das alternativas corretas. no poema. O verso “Falai! que estou distante e distraída”. 256. Rio de Janeiro. 32. pelo isolacionismo e pela solidão – aspectos que caracterizam o sentido deste poema. por vezes. uma por uma: porém minha alma sabe mais. pela incomunicabilidade e. Cecília. Nova Aguilar. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . daquilo que não pode ser observado no mundo exterior. portanto. um “eu” bipartido entre dois mundos e que se reconhece como ser diferenciado dos demais seres. ela se permite dizer “inverdades”. promovendo uma espécie de autosondagem no domínio do mundo interior. p. O último verso indica. indica o desrespeito do eu-lírico para com as outras pessoas. o delírio. Nos dois primeiros versos. a perda da percepção dos limites da realidade. representado por expressões como “palavras” e “Falai!”. como resposta. Percebe-se. O poeta pode criar mundos e fingir sentimentos – o que fica evidenciado na expressão “lábio fatigado de ais”. 04.

Velhacamente o velho cortou-lhe o fio das expansões. moço. . repetiu a boa lição da sua gramática matrimonial. — . Ousou o escrevente namorar-lhe a filha. da terceira pessoa – de quem se fala. diálogos de flores – o que havia de inocente e puro.. sondando uma retirada estratégica.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 53 a 56. e desd’aí transformou-se no tutu da terra. essa. ergueu o braço para defender a cabeça e relanceou os olhos para a rua. da segunda pessoa – a quem se fala. O Colocador de pronomes.. Escrevente. sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. desdobrou-o.. Triburtino não era homem de brincadeiras. batendo-lhe no ombro paternalmente. bilhetinho perfumado. balbuciou medrosa confirmação. cozinheira. In: Contos pesados.. histérica. depois de três dias de sobrecenho carregado. nem tufos de cabelos no nariz. — É sua esta peça de flagrante delito? O escrevente. comoveu-se e com lágrimas nos olhos disse gaguejante: — Beijo-lhe as mãos. e neste caso Maria do Carmo. com o Acorda. manca da perna esquerda e um tanto aluada. Objeto amado: a filha mais moça do coronel Triburtino.. mas o amor. moço. quer o coronel dizer. Negrinha e O macaco que se fez homem. São Paulo: Editora Nacional. com bastante sucesso. tornando a si. 1940. é casar! concluiu de improviso o vingativo pai. afora pontos exclamativos e reticências: Anjo adorado! Amo-lhe! .Noções de literatura Avançar . a tremer... que é mais forte que a morte. o coronel trancou o escritório. com a pulga atrás da orelha. Silenciaram ambos. apesar da distância hierárquica que os separava. coronel! Nunca imaginei tanta generosidade em peito humano! Agora vejo com que injustiça o julgam aí fora!. Monteiro. não permitirei nunca.. ponta de lenço de seda a entremostrar-se no bolsinho de cima e medição de passos na rua d’Ela. a qual não pode ser senão a Maria do Carmo. — Nada de frases. gritou: — Do Carmo! Venha abraçar o teu noivo! O escrevente piscou seis vezes e.. — Sei onde trago o meu nariz. O escrevente. Urupês. a serenata fatal à esquina. Salvo se declara amor à minha mulher!. vesga. Ar um tanto palerma. Parou.. Escolha!” LOBATO. Vivia em paz com as suas certidões quando o frechou venenosa seta de Cupido. Vinte e três anos.. Abriu os olhos e a boca. ouviu? que contra ela se cometa o menor deslize.. já se vê. com uma lágrima a escorrer rumo à asa do nariz. e neste caso Laurinha. Pois agora. 22 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. aconteceu que o pai do anjo apanhou o bilhetinho celestial e. Namoro à moda velha. que nesse tempo não existia a gostosura dos cinemas. o moço veio um tanto ressabiado... derrubou a cabeça. nos dias de folga. e eu. minha mulher ou a preta.. Ama. Laurinha. roupa nova. por instinto.. Mal o pilhou portas aquém. Depois. minha filha e tem a audácia de o declarar. então nos dezessete. então. Magro. bastava esse movimento de peão. — Oh. Ledor de versos lacrimogêneos e pai duns acrósticos dados à luz no Itaoquense. vencido. mandou chamá-lo à sua presença. Para abrir o jogo. Se amasse a ela deveria dizer amo-‘te’. com disfarce de pretexto – para umas certidõezinhas. Encontros na igreja.. fechou a carranca e disse: — A família Triburtino de Mendonça é a mais honrada desta terra. Depois. — Muito bem! continuou o coronel em tom mais sereno. e a do Carmo. corrigiu o erro.. O velho fechou de novo a carranca. num pasmo. e neste caso vassuncê.. Por fim o coronel. Depois. do escrevente. donzela. Abriu uma gaveta.. — Os pronomes. entretanto. o qual tinha duas. apenas quatro palavras. Dizendo amo-‘lhe’ declara que ama a uma terceira pessoa. ou à preta Luzia. O escrevente ressuscitou. em pausa de tragédia. explicou. – nunca. encalhe da família.. não receia sobrecenhos enfarruscados. madurota. à missa. Ora. Apesar disso. vamos ao que serve: declaro-o solenemente noivo de minha filha! E. voltando-se para dentro. Toda a gente lhe tinha um vago medo. seu chefe natural. como sabe. Esgüelara um vereador oposicionista em plena sessão da câmara. troca de olhares. Escrevera nesse bilhetinho. “O Colocador de Pronomes Havia em Itaoca um pobre moço que definhava de tédio no fundo dum cartório.. Depois. coronel. Escolha! O escrevente. Vassuncê escreveu este bilhete à Laurinha dizendo que ama‘lhe’.. — . Aqui se estrepou. são três: da primeira pessoa – quem fala. enchendo-se de coragem. — Laurinha. Tirou de dentro um bilhetinho cor-de-rosa. Não lhe erravam os pressentimentos.

UFMT ( ) Monteiro Lobato usa a forma frechou para transgredir as normas ortográficas. ( ) O narrador pode ser classificado como objetivo ou neutro. interrompendo o fluxo da narrativa. ( ) A troca de (l) por (r) é a troca de uma consoante lateral por consoante vibrante. ( ) O uso da letra maiúscula na forma Ela sugere o endeusamento da mulher amada. “Meu Deus. ó Deus grande! cobriste o teu rosto Com denso velâmen de penas gentis. Vinte e três anos. ( ) Nessa narrativa. UFMG Leia estes trechos de dois poemas de Gonçalves Dias. UFMT ( ) A intercalação do parágrafo descritivo entre “Pois agora.. ( ) O narrador é contemporâneo dos acontecimentos e os relata à medida em que vão ocorrendo. 54.Noções de literatura Avançar . ( ) O adjetivo celestial descreve objetivamente o aspecto sublime e superior da linguagem e do conteúdo do bilhetinho. UFMT ( ) A narrativa de Lobato explora caricatualmente o mundo dos coronéis – forças políticas locais caracterizadas pelo autoritarismo e arbitrariedade. d) o eu poético se refere a uma situação que não é apenas individual. as frases nominais são usadas para compor o perfil da personagem. ó Deus grande! teu rosto descobre: Bastante sofremos com tua vingança! Já lágrimas tristes choram teus filhos. ( ) As expressões pai duns acrósticos e quando o frechou venenosa seta de cupido são casos de metáfora. Voltar Língua Portuguesa . há um exemplo de metonímia. E sofre até morrer! (Sofrimento) Tupã. b) o eu poético se dirige a Deus. Magro. mas cordial e receptivo a bajulações. Ar um tanto palerma. ( ) A substituição de (l) por (r) é um fenômeno comum no português não-padrão.53. é incorreto afirmar que. é casar!” .. pois apresenta personagens e acontecimentos sem manifestar opinião. ( ) No trecho sapecado a medo num velho pinho de empréstimo.. 56. a) o eu poético enuncia uma proposta de mudança. a seqüência temporal é interrompida pelas constantes evocações da memória das personagens.. ( ) O namoro entre o escrevente e Laurinha é descrito pelo narrador por meio de estereótipos e clichês. com o intuito de criar uma escrita brasileira. Senhor meu Deus. c) o eu poético fala de um estado de sofrimento. Teus filhos que choram tão grande mudança. ( ) A interpretação que o coronel dá ao bilhete mostra que equívocos gramaticais podem resultar em equívocos de sentido. parma.” (Deprecação) IMPRIMIR Com base nessa leitura. ambas dicionarizadas. E jazem teus filhos clamando vingança Dos bens que lhes deste da perda infeliz! Tupã. ( ) Na narrativa. sar. é um recurso usado pelo narrador para recriar a ansiedade do escrevente e para produzir um efeito de suspense. o que há no mundo Que não seja sofrer? O homem nasce. craru. e vive um só instante. em ambos os trechos. o coronel Triburtino é uma personagem contraditória: colérico. UFMT ( ) No trecho Escrevente. 23 55. produzindo formas como ingreis. e. ( ) A forma frechou é uma variante ortográfica de flechou. GABARITO 57.

Farsa da Boa Preguiça. para dar ao ouvinte/leitor a idéia da rotina contra a qual ele se revolta. tornar seu mundo musical leve. a) No Barroco a religiosidade aparece como em um cenário idealizado onde todos são felizes e os poetas são pastores. ( ) Há indicações. tempo e espaço são elementos que não podem entrar na composição de um texto do gênero lírico. e) São versos dodecassílabos. entre outras tantas letras para suas músicas. também musicado. através da repetição de alguns versos. d) Enredo. U. Rio de Janeiro. fatos passíveis de serem verdade. 1979.” 24 Sobre o texto está correto a alternativa: a) Embora massacrado pela rotina. o operário da construção civil consegue. o poema a seguir. metaforizando tal passagem com a morte. ( ) O narrador utiliza-se do discurso direto para registrar a fala espontânea das personagens.Noções de literatura Avançar . que eu estou no banco. d) O início de alguns versos se repete. José Olympio. de que as personagens pertencem à elite burguesa. e a poesia. 60. a falta de perspectivas de um operário da construção civil. para a criação de personagens. INSTRUÇÃO: Leia o texto e julgue os itens da questão 59. Ariano. nos últimos instantes de sua vida. com severa crítica social. o sonho e a fantasia fazem com que o operário se transporte para um mundo mágico. Uberlândia-MG Assinale a alternativa correta. provocando a própria morte para interromper a repetição do seu dia-a-dia. “Está tudo muito bem. no texto. c) O amor. 59. estou muito esperançado Mas.58. segue o modelo clássico de composição poética para falar da rotina de um operário e de seus sonhos não-realizados. isto é. enquanto não aparece negócio. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .F. deitado!” GABARITO SUASSANA. pessoal. traz meu lençol. Univali-SC Chico Buarque de Holanda compôs. b) A ficção é um produto da imaginação criadora que lida com fatos verossímeis. ô mulher. “Construção E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago Morreu na contramão atrapalhando o público Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contramão atrapalhando o sábado. c) A prosa existe em função da confissão amorosa. b) Escrito em versos alexandrinos. UFMT ( ) O texto defende a idéia de que o valor do ócio é superior ao do trabalho. destacando.

não mais. No silêncio da noite o bosque exala. U. Correm perfumes no correr da brisa. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. Onde o frouxo luar brinca entre flores. à pessoa amada. Já solta o bogari mais doce aroma.. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. 25 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 (.F. Do tamarindo a flor abriu-se. não desempenha nenhuma função específica. Também meu coração. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Jatir. que não chega. Agir. no poema. Rio de Janeiro. Brilha a lua no céu. brilham estrelas. Já nos cimos do bosque rumoreja. movendo as folhas. Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor. Jatir! nem tardo acordes À voz do meu amor. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. o verso 27. ao rival de Jatir.Noções de literatura Avançar . Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas.) 21 22 23 24 25 26 27 28 Pode-se afirmar sobre o poema: GABARITO a) O verso 24 faz referência ao eu-lírico. como estas flores. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” DIAS. d) O eu-lírico é masculino e espera a sua amada. o verso 20. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. Gonçalves.. como estas preces. Santa Maria-RS Leia o poema que se segue. e) A natureza. há pouco. Poesia. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. b) É registrada a passagem do tempo na natureza: desde a noite até a manhã seguinte. c) O poema é todo escrito em versos brancos e pode ser classificado como poesia simbolista. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d’alva Um só giro do sol. “Leito de folhas verdes Por que tardas.61.

ficará inteiramente boa. o teu. Pela manhã.A questão 62 reporta-se ao romance Lucíola.. que não poderia amá-la. casar com Ana! — Não tratemos disso agora.. ( ) Estas frases: “E o copo que Lúcia sustentava ..” Neste período. — Iremos juntos!. Lúcia tomou os sacramentos com uma resignação angélica. desde o primeiro dia em que nos encontramos. não engana. porque ele era mais teu do que meu. Quero confessar-me. — Queres acompanhar teu filho. uma febre intensa que a fez delirar. A febre lavrava com intensidade: eu já não tinha esperanças. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e a mim. Vive por mim!” e em: “O dia se passou. Paulo. e F. ela olhou-me tristemente: Era o primeiro! Mas o tato das entranhas maternas. — O remédio de que eu preciso é o da religião. Uma tarde em que o médico apresentou a Lúcia um remédio: — Para que é isso? perguntou ela com brandura. exemplificando assim um caso de próclise. os termos grifados exemplificam metáforas. a surpresa e estupefação da personagem ante a situação nova com que se defronta. Maria. viram finar-se gradualmente uma vida querida. Sua mãe lhe servirá de túmulo. achei-a mais tranqüila: — Tu me prometes. e sempre mais graves.. De joelhos à cabeceira eu suplicava-lhe que bebesse o remédio que a devia salvar. Maria. a palavra “só” tem equivalente função morfológica em ambas as situações. UEGO Assinale V. impelido com violência. esse casamento nos tornaria infelizes a ti. Ama-o por ele. — Juro-te! Beijou-me as mãos: — Ela vai ter tanta necessidade de um pai! Os acessos da febre repetiram-se durante três dias. para as falsas: ( ) Em “– Pois bem.. na cruel agonia que só compreendem aqueles. mesmo por causa dessa semelhança! Tu viverias sempre entre mim e ela! — Pois bem. e abandonar-me só neste mundo. e abandonar-me só neste mundo. já não existe. que nenhum efeito produziu.. voou pelo aposento. que também ilustra a oralidade ou a espontaneidade da fala. disse-lhe: — Perdes uma irmã. Logo que lançar o aborto. Sinto que a vida me foge! A instâncias minhas bebeu finalmente o remédio. Expelir meu filho de mim? E o copo que Lúcia sustentava na mão trêmula.. Paulo. ajoelhados à borda de um leito. — Para aliviá-la do seu incômodo. por ti e por mim. elas foram usadas por duas vezes indicando então que o narrador imprime ao enredo a hesitação... Vive por mim! — Se eu pudesse viver. ( ) É artifício da produção de textos o uso das reticências. de José Alencar. promete-me que se ela não for tua mulher. ( ) O texto apresentado enquadra-se como narrativo-descritivo. depois de um sono curto e agitado. sejam elas virgens ainda. Nesse texto em foco...”. tudo o que tu quiseres eu farei para a tua felicidade. ( ) Nos trechos: “– Queres acompanhar teu filho. fica-te um pai. promete-me que se ela não for tua mulher. lhe servirás de pai.. Ana. Maria. “Apenas o médico saiu.” e em “Sua mãe lhe servirá de túmulo”. haveria forças que me separassem de ti? Haveria sacrifício que eu não fizesse para comprar mais alguns dias da minha felicidade? Mas Deus não quis..” 26 GABARITO 62. à tua irmã.”. — Mas essa promessa me daria tanto alívio agora! — Escuta. Nosso filho. O dia se passou na cruel agonia que só compreendem aqueles que. murmurou descaindo inerte sobre as almofadas do leito. À noite declarou-se a febre. lhe servirás de pai. “A febre lavrava com intensidade. e abraçando a irmã. evidencia-se um desrespeito às convenções gramaticais quanto ao uso do pronome oblíquo “lhe”. Foi então que conheci quanto eu vivia no seu pensamento: ela não disse no delírio uma só palavra que não se referisse a mim e alguma circunstância de nossa vida mútua. voou pelo aposento e espedaçou-se de encontro à parede. minha amiga! Quando ficares boa. Paulo. para as afirmações verdadeiras.Noções de literatura Avançar . — Lançar!.

não tinham.. Naziazeno interroga o datilógrafo: — O diretor saiu? O funcionário levanta os olhos do livro.. ordenado e sistemático como ‘um jogo de armar’. Ele já se ‘refugiou’ nesse trabalho em outras ocasiões. ( ) Pelo texto apresentado. decifrando-lhe pensamentos. O serviço. Ambos muito quietos. que penetra na mente da personagem. não exige pressa.. uma acusação contra si mesmo. É preciso classificar as notas.. lembranças.. São Paulo: Ática. estará aí ’ – conjetura mentalmente Naziazeno.. bate muitos carimbos. O primeiro escriturário confere contas. Dyonelio. pousa-os no escriturário: — Está na Secretaria – responde este. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . não necessita ‘estar em dia’. Não tarda.. UnB-DF “O Horácio prepara o cafezinho.Noções de literatura Avançar . ‘segundas’ e ‘terceiras vias’ nos dedos – que ele a cada passo molha nos lábios com um certo ruído. Naziazeno não quer café. Custa um tostão. É um serviço que faz há muito tempo. sentimentos e sensações. ‘— O Cipriano certamente foi buscá-lo. O datilógrafo. Mesmo assim. Desde que o governo suspendeu a verba pra o cafezinho. injustiça ou grosseria dos homens. porém. em forma de faturas. ver se as operações de cálculo estão certas. uma preterição. essa compreensão inteligente e leviana das coisas. Ele hoje não tem ‘assento’ pra um serviço desses. infere-se que a obra da qual ele foi retirado é um romance rural. contra esse espírito inferior de esquecer prontamente. emperrados. 27 De acordo com o texto acima. O trabalho de Naziazeno é monótono: consiste em copiar num grande livro cheio de ‘grades’ certos papéis. É preciso antes submetê-los a uma conferência. trabalham mais dois: o primeiro escriturário e o datilógrafo. Dispõe de grande prática. que este é custeado pelos funcionários. ( ) O texto é construído pelo foco de um narrador onisciente. de ‘achar’ no ambiente aspectos compensadores. calcular. ergue-se e repassa-as uma a uma (com todas as suas ‘primeiras’. quadros risonhos... depois então ‘lançá-las’ com capricho. seu valor ou sua magnanimidade.. lê um livro. quando tem já um grupo de contas respeitável. Ele se dirige para a sua carteira. Depois. Faz cálculos. 1992. não se destaca pelas características elevadas de homem extraordinário por seus feitos. aberto dentro da gavetinha ao lado. Os ratos. mas por sua mediocridade. há sempre multiplicações e adições a fazer. embora seja o protagonista. –Naziazeno ‘leva um atraso’ de uns bons dez meses. ( ) A narrativa focaliza uma personagem que se opõe ao herói tradicional. pequena. ( ) Muitas das aspas utilizadas no texto revelam a intenção do narrador de ironizar a atividade pelo uso do jargão burocrático ou de destacar um segundo sentido para as expressões utilizadas. Todos aqueles indivíduos que lhe pareciam realizar o tipo médio normal eram obstinados. quando. relanceia-os lentamente pela janela..63. dispô-las por ordem cronológica e pelas várias ‘verbas’. Na sala. Era então uma simples contrariedade a esquecer. usa tinta encarnada. ‘puxar’ cuidadosamente as somas. não. sem interromper a conferência das contas. se surpreendia ‘entusiasmado’ nesse trabalho. ( ) O último parágrafo do texto revela um conceito de trabalho como momento de evasão dos problemas individuais.” MACHADO. seu anonimato e sua alienação. p. nesses momentos. não era raro vir-lhe um remorso. Já tomou um há pouco. julgue os seguintes itens.. 26-7. pois. São ‘notas’ de consumo de materiais. quando não está ‘batendo’. 12ª ed.

62. V–F–F–V–V–F V–V–F–V–F–F V–V–V–F–F c d a V–V–F–F–V F–V–V–F–F c b b d V–V–V–V F–F–V–V d F–F–V F–F–V V–V–F–V–F a b 10 V–V–F–V V–F–F–F V–V–V–F–V F–V–V–V a e F–V–F b e V–V–V–V–F F–V–V–V–V IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 12. 50.Noções de literatura Avançar . 35. 57. 48. 41. 49. 37. 34. 20. 46. 54. 51. 47. 4. 52. 19. 61. 44. 17. 53. 55. 38. 59. 14. 43. 40.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A 1 1. c c b b c c d c b e e V–F–F–V a b e d d d c b d e F–V–F–V V–V–F V–F–V F–V–F–V d a c d d 32. 63. 31. 16. 11. 3. 26. 7. 58. 22. 8. 9. 56. 27. 15. 23. 42. 25. 30. 6. 33. 60. 13. 2. 28. 45. 5. 39. 10. 18. 29. 24. 21. 36.

LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1. O descobrimento do Brasil: A Carta de Pero Vaz de Caminha. 87.. notificando a chegada da primeira missão jesuítica. do que eles dariam se os levassem. pela manhã. 1997.. 64. UFBA A idéia do trecho transcrito de A Carta de Pero Vaz de Caminha está devidamente indicada em: 01. por mais pergunta que lhe fizéssemos com respeito a ouro. relato de viagem e pregação religiosa. de muito bons palmitos.” – Submissão religiosa. b) A das relações estabelecidas entre os românticos. d) A das influências que Luís de Camões exerce sobre os escritores de Língua Portuguesa.. porque então logo se esquivam” – Animosidade inter-racial.” – Interesse mercantil. 85. estavam assim como nós olhando para o nosso pregador. Estão corretas somente as características indicadas em: a) I. 1 2. por ser gente que ninguém entende. que a muitas mulheres de nossa terra. p. diante de nós.Literatura no período colonial Avançar . provocaria vergonha” – Idealização da mulher indígena. como resposta. porque desejávamos saber se o havia na terra. 16. Ninguém não lhe deve falar de rijo. II. “melhor e muito melhor informação da terra dariam dois homens dentre os degredados que aqui fossem deixados. Porto Alegre: L & PM. III. “No domingo de Páscoa. Nem certamente eles aprenderiam a falar como nós” – Dominação lingüística. chamava alguns para que viessem até ali. mas ninguém o entendia e nem ele a nós. Potiguar-RN A carta escrita pelo Padre Manuel da Nóbrega. determinou o Capitão de ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu (. 08.” – Difusão do cristianismo.) tão graciosa. 32.) Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu e dentro dele foi levantado um altar muito bem preparado. que estiveram sempre presentes à pregação. com medo do cevadoiro. por ele chefiada. a soma das alternativas corretas. 88 e 96.” – Visão paradisíaca. como pardais. “Aqueles outros. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . não muito altas. 83. c) Informativa dos jesuítas no Brasil. vendo-lhes tais feições. b) II. 3. “eles passavam de uma confraternização a um retraimento. UFSE Nas manifestações literárias dos dois primeiros séculos de nossa história podem estar presentes as seguintes características: I. intenção catequética e informação sobre a terra. Colhemos e comemos muitos deles. “E uma daquelas moças era toda tingida (. 02. “O velho falou enquanto o Capitão estava com ele. em 1549. Sílvio. CASTRO. d) I e II.. e) II e III. 04. GABARITO Dê. sentimento nacionalista e participação em campanha republicana. inaugura que tipo de literatura no Brasil? a) Hábitos da cultura européia. c) III. Ao longo dele há muitas palmeiras. “Andamos por ali vendo o ribeirão o qual é de muita água e muito boa. U. E aquele de quem falei antes.

e) O temor. a carne. uns dão a culpa total à Câmara. é coisa que me não toca: Ponto em boca. Décimas. b) A sensatez do povo da Bahia por defender as riquezas da terra.4. distribuídas em períodos diversos. d) reflexos de princípios estéticos do Barroco e do Arcadismo europeus e manifestação de sentimentos nativistas. b) Manifestação de sentimentos nacionalistas e consolidação do romance de temática urbana. p. a imitação dos modelos greco-latinos e o ideal de uma vida simples. ( ) Na poesia arcádica observa-se. 46-7. b) constituem o que se costuma caracterizar como literatura de informação. que entrando co’a vela cheia. buscar a espiritualidade. Unifor-CE No período colonial. plena de inversões e de figuras. A fome me tem já mudo. ( ) Na época colonial. d) A denúncia da omissão do poder político em face do problema da cidade. outra parte se destaca desse conjunto. In: Poemas escolhidos. d) representam os momentos mais altos do estilo barroco. como os escritores tinham a formação cultural da metrópole. que se manifesta na preocupação com o conteúdo e o desdobramento das idéias por meio do jogo de contrastes. José de Anchieta insere-se no objetivo geral da literatura dos jesuítas: informar aos superiores da Companhia de Jesus a situação geral do Brasilcolônia. o peixe.Literatura no período colonial Avançar . s/d. e se a Câmara olha e ri. ( ) Encontra-se nos Sermões do Padre Antônio Vieira a tendência conceptista do Barroco. São Paulo: Círculo do Livro. Mas ao mesmo tempo. 5. c) O equilíbrio de interesses pautando o comércio da Bahia com o exterior. por que razão leva tudo? Que o povo por ser sisudo largue o ouro e largue a prata a uma frota patarata. porque anda farta até aqui. outros à frota: a frota tudo abarrota dentro dos escotilhões. c) constituem obras do mesmo gênero. as manifestações literárias foram marcadas pela necessidade de se libertarem dessas raízes culturais e criarem uma literatura de acordo com a realidade brasileira. Unifor-CE A obra catequética de José de Anchieta. ao mesmo tempo. o perdão divino. mas se a frota não traz nada. apesar da linguagem rebuscada. verificam-se os seguintes fenômenos de nossa vida literária: a) Constituição de um exigente público leitor e surgimento das primeiras editoras nacionais. IMPRIMIR É uma idéia comprovável no texto: a) A indiferença do sujeito poético diante do que ocorre na cidade. junto à natureza. Gregório de. por lastro de açúcar troca: Ponto em boca. produzidas no século XVII. que é muda a boca esfaimada. o lastro que traz de areia. o andamento e as condições da obra de catequese. ( ) No Barroco brasileiro observa-se a consciência de que a vida é efêmera. declarando daí: “Ponto em boca”. c) Surgimento dos nossos primeiros grandes críticos literários e consolidação de um público de leitores. por parte do sujeito poético. e) surgimento dos primeiros manifestos românticos e exploração de temas indianistas. da reação do povo faminto. ( ) Parte da obra do Pe. Voltar Língua Portuguesa . porque se reveste em muitos casos de verdadeiro valor literário. os sermões do Padre Antônio Vieira e a lírica de Tomás Antônio Gonzaga: a) representam gêneros e estilos diversos da literatura do período colonial. com as dificuldades e os sucessos. 6. e) constituem obras de gêneros diferentes. os feijões. 7. Uneb-BA 2 GABARITO “Toda a cidade derrota esta fome universal. UFSE Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre.” MATOS. o que se traduz num problema para os poetas: gozar intensamente as delícias da vida terrena e.

e) I e III. o estilo: a) barroco. A utilização do recurso da hipérbole para melhor traduzir o sofrimento dos escravos. 1981. d) barroco. 9. b) III e IV. os senhores em pé apontando para o açoite. ( ) A problemática focalizada no texto restringe-se a uma esfera particular. ou seja. Vim sem considerar. o que lograva. adotado por Gregório de Matos nesses versos satíricos. valendo-se de antíteses (“contra mim” / “para mim”. e tanto cresce. que passo. Padeça agora. b) neoclássico. Sermões. Que quem podia. U. ( ) O sujeito poético revela consciência do motivo que o levou ao sofrimento. Que quem errou. p. c) barroco. o bem. v. Sermão vigésimo sétimo. In: AMORA. UFPB-PSS “Sermão vigésimo sétimo Os senhores poucos. procedimento que costuma estruturar os poemas realizados nesse estilo de época. “alta desgraça” / “alta ventura”). adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. ( ) A saudade do bem perdido serve de consolo e de compensação para o eu-lírico.Literatura no período colonial Avançar .” MATOS. 10. e) neoclássico. os senhores banqueteando. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. que me embaça: Se cresce contra mim. ed. Deixei sem atender. e não quis. Quando não me aproveita a pena minha. IV. Se cresce para mim. os senhores nadando em ouro e prata. ( ) A dor daquele que. Confesse. Deixei como ignorante o bem. In: Obras completas de Gregório de Matos. s/d. alta ventura. Pe. e morra suspirando O mal.” VIEIRA. marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. Ou entendia pouco. A presença de um grande número de antíteses. dirige-se o poeta à sua amada Babu. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 2. org. 58. quando menos confessado. viver gozando. o que gozava. Pague no mal presente o bem passado.” Na estrofe acima. Salvador: Janaína. Unifor-CE “Cada dia vos cresce a formosura. o que convinha. d) I e IV. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. Babu. os escravos prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão e espetáculos da extrema miséria. os senhores tratando-os como brutos. os escravos despidos e nus. II. ( ) O sujeito poético desconhecia os riscos que envolviam a sua escolha. verificam-se os seguintes traços do barroco: I. p. como estátuas da soberba e da tirania. por ignorância. ( ) A trajetória do eu-lírico é caracterizada pela busca incessante do prazer. Gregório de. IV. que esta pena merecia. os escravos perecendo à fome. Suspiro agora em vão. 1015. afastou-se da felicidade é injusta para o sujeito poético. c) II e III. os escravos carregados de ferros. que possuía. 3 De acordo com o texto. alta desgraça. A predominância dos aspectos denotativos da linguagem. o que deixava. O envolvimento político do jesuíta. aonde vinha. Antônio. sem ver. III.8. ( ) O poema enquadra-se no Barroco por apresentar o jogo de contrastes e o rigor formal. Antônio Soares. São Paulo: Cultrix. GABARITO No texto. os escravos muitos. ou pouco amava. que tinha. E morra. Soneto. os senhores rompendo galas. Salvador-BA “Porque não conhecia.

que estima por cabedal Pretos. 4 Quais são os seus doces objetos? Tem outros bens mais maciços? Quais destes lhe são mais gratos? Dou ao demo os insensatos. Senhora Dona Bahia. 12. financeiros e étnicos. em cada verso. Cleise Furtado. 08. Poesia satírica de Gregório de Matos. Verdade Honra Vergonha. desenvolve-se em pares de estrofes. tanto no aspecto formal quanto ideológico. que então viviam na cidade de Salvador. mestiços e mulatos são o alvo preferido pelo autor. UFBA “Volta a criticar o mau governo da Bahia Que falta nesta cidade? Que mais por sua desonra? Falta mais que se lhe ponha? O demo a viver se exponha. b) revolução industrial e à ascensão do capitalismo. (. Dê. são retomadas e confirmadas nas conclusões dos quartetos.. como resposta. Vergonha. 32.. que não sabe que o perdeu Negócio. e sandeu”. A expressão “povo néscio. O ritmo do poema. Usura. enquanto o conteúdo. Mulatos. Negócio Ambição Usura. um retorno à: a) ciência impulsionada pela Física de Newton. 04. A leitura do fragmento e os conhecimentos sobre o autor e sua obra satírica permitem afirmar: 01. Por mais que a fama a exalta. O autor se identifica com os poetas de sua época pelo uso da sátira e pelo exercício da crítica aos costumes da sociedade em que vive.)” Pretos Mestiços Mulatos. U. nos tercetos. é uma alusão aos portugueses e seus descendentes. com fatos e comentário. por rimas internas. Honra. dou ao demo a gente asnal. 02. procura. nos tercetos. inicialmente abordando aspectos éticos. nesse contexto. Quem a pôs neste socrócio? Quem causa tal perdição? E o maior desta loucura? Notável desaventura de um povo néscio. 64.11. Salvador: EDUFBA. 16. ameaçando sua própria posição. Esse fragmento inicial do poema tem como conteúdo uma crítica ao governo da Bahia. p.Literatura no período colonial Avançar . c) antecipação da estética do Romantismo. 54. As respostas. MENDES. por constituírem um grupo em franco processo de ascensão social e econômica. d) simplicidade clássica. é marcado. A estrutura formal dos tercetos organiza-se em perguntas e respostas. e sandeu. Numa cidade onde falta Verdade. Pretos. 1998. ao longo do poema. Ambição. a soma das alternativas corretas. Mestiços. Potiguar-RN O Neoclassicismo ou Arcadismo que representa na literatura uma reação aos excessos do movimento Barroco. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

c) romântica. somente. somente. vivo contente Ao trazer entre a selva florescente A doce companhia dos meus gados. b) barroca. II e II. A poesia de Tomás Antônio Gonzaga.” IMPRIMIR GABARITO A estrofe acima ilustra o cenário e o modo de viver idealizados na poesia: a) que José de Anchieta dedicou à Virgem. b) lírica barroca de Gregório de Matos. a matutina aurora o negro manto. UFSE “Sou pastor. sufocando do sol a face pura. IV. por te não ver. o teatro catequético de Anchieta e a poesia de Gregório de Matos são criações culturais exemplares do estilo barroco. d) simbolista. em Marília de Dirceu. que sonora. III e IV. O último verso apresenta uma hipérbole. No soneto de Cláudio Manuel da Costa.” COSTA. tanto mais aborrece a luz do dia. 16. II e III. UFPB-PSS Leia o terceto extraído de um soneto de Cláudio Manuel da Costa. c) I e III. Voltar Língua Portuguesa . d) II e III. aquela fontezinha aqui murmura! E nestes campos cheios de verdura. os meus montados São esses. os temas históricos e os detalhes de época são mais visíveis na poesia satírica do que na lírica. a amada representada por uma pastora. II. 15. Nise. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. b) I e II. b) II e III. A ordem inversa do último verso confirma o traço neoclássico do poema. U. afirma-se: I. e) II. quanto a sombra da noite mais lhe agrada. 14. somente. que coisa é alegria. que avultado prazer tanto melhora? Só minha alma em fatal melancolia. não te nego. III. no espaço de uma natureza amena. c) III e IV. III. E a suavidade do prazer trocada. com que a noite escura. Na obra de Gregório de Matos. A carta de Caminha. d) I.13. Está correto o que afirma em: a) I. que é o gozo do tempo presente. A referência à natureza relaciona-se ao Carpe diem. vale-se do bucolismo arcádico ao colocar. a oposição claro/escuro e a antítese dia/noite revelam a permanência de características da estética: a) realista. Potiguar-RN “Já rompe. somente. e) épica de Basílio da Gama. “Oh quão lembrado estou de haver subido Aquele monte. Que alegre. Nise adorada não sabe inda. II. que suave. que aí vês. e às vezes. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. sem qualquer identificação com o espírito do eu-lírico.Literatura no período colonial Avançar . tinha escondido a chama brilhadora. Cláudio Manuel da. e) I. que baixando Deixei do pranto o vale umedecido!” 5 Com relação ao fragmento apresentado. c) em que foi mestre o árcade Cláudio Manuel da Costa. A natureza é descrita de forma objetiva. d) amorosa do indianismo de Gonçalves Dias.

d 6. c 2. d 11.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1 1. d 15. F – V – V – F – V 7. c 10. 58 12. b 14. d 4. b 5. d 8.Literatura no período colonial Avançar . d 13. 62 3. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . V – F – V – F – F – F – V 9. c 16.

Esta terra. nem vaca. E. se homem os entendesse e eles a nós. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. Andam nus. não podíamos ver senão terra com arvoredos. bem feitos. nem qualquer outra alimária. hoje esquecidos. Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas. assim frios e temperados. ( ) Diferentemente de outros documentos do século XVI acerca da descoberta do Brasil. nem coisa alguma de metal ou ferro.Humanismo. os habitantes da Ilha de Vera Cruz eram desavergonhados. delas brancas. e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. que nesta navegação agora se achou. 1 GABARITO 1. Senhor. nem prata. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. Eles não lavram. Rio de Janeiro: Livros de Portugal 1943. também. ao longo do mar. Senhor. pois o desejo que tinha de tudo vos dizer. Pelo sertão nos pareceu. nem galinha. nem lho vimos. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. vista do mar. Coleção Clássicos e Contemporâneos. muito grande. julgue os itens abaixo. que nos parecia muito longa. primeiro dia de maio de 1500. Pero Vaz de Caminha.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . De ponta a ponta. nem cabra. que a terra e as árvores de si lançam. nalgumas partes. querendo-a aproveitar. Q U IN H E N T IS M O . sem cobertura alguma. não pudemos saber que haja ouro. me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. como os de Entre-Doiro-e-Minho. e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova. é tudo praia-palma. maneira de avermelhados. A carta de Pero Vaz de Caminha. Deste Porto Seguro. UnB-DF Evidenciando a leitura compreensiva do texto. sexta-feira. de bons rostos e bons narizes. hoje. por conter elementos da função poética da linguagem. ( ) Segundo Caminha. E nesta maneira. o melhor que eu puder. E em tal maneira é graciosa que. de que nós deste porto houvemos vista. delas vermelhas. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta terra vi. Nela. até agora. Parece-me gente de tal inocência que. Ela me perdoe. A feição deles é serem pardos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . porque eles. nem criam. infindas. com quanto trigo e legumes comemos. Barroco e Arcadismo Avançar . Águas são muitas. por bem das águas que tem. Porém o melhor fruito que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. ( ) A carta de Pero Vaz de Caminha é considerada pela história brasileira o primeiro documento publicitário oficial do país. segundo parece.” CORTESÃO. e dessa semente e fruitos. não têm nem entendem em nenhuma crença. seriam logo cristãos. dar-se-á nela tudo. Tem. ( ) Pero Vaz de Caminha foi o único português a enviar notícias da descoberta do Brasil ao rei de Portugal. ( ) A carta de Caminha é um texto essencialmente descritivo. 199-241. Não há aqui boi. se algum pouco me alonguei. grandes barreiras. porque. que aqui há muito. muito chã e muito formosa. B A R R O C O E A R C A D IS M O Texto para as questões 1 e 2: “Senhor: Posto que o Capitão-mor desta vossa frota. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto. Beijo as mãos de Vossa Alteza. que costumada seja ao viver dos homens. da vossa Ilha de Vera Cruz. Nem comem senão desse inhame. Jaime. Porém a terra em si é de muito bons ares. Quinhentismo. p. mo fez pôr assim pelo miúdo. a carta de Pero Vaz de Caminha continua a ser lida devido à sua importância histórica e. a estender olhos. nem ovelha. não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza.

Representa a transição da Idade Média para o Renascimento. c) A sátira social se liga de modo nítido ao objetivo de edificação espiritual. ( ) As expressões de tratamento com que a correspondência é aberta e fechada revelam o respeito e a sujeição do remetente ao destinatário. III. pois. a primeira contém a segunda. ( ) Substituindo-se “Posto que” por Haja vista. considere as seguintes afirmações. d) As personagens são personificações alegóricas (tipos reais caricaturizados). substitui o propósito de edificação espiritual. II e III. ao julgar justos e pecadores. mantêm-se as mesmas relações de idéias. de Gil Vicente. mesmo sendo estes mais bem alimentados. Trata-se de um grande painel que satiriza a sociedade portuguesa do seu tempo. e) I. guardando traços dos dois períodos. Quinhentismo. que a derruba. Identifique a alternativa que não corresponde ao provérbio. UFRS Em relação ao Auto da Barca do Inferno. as expressões “inhame” e “semente e fruitos” são repetitivas. de Gil Vicente. colocandose a questão da salvação post mortem (após a morte). c) O segundo casamento exemplifica o primeiro termo. d) Apenas II e III. apesar dessa prática. Além disso. que era a única forma de obtenção dos alimentos necessários à subsistência. 2 IMPRIMIR GABARITO b) O escudeiro Brás da Mata corresponde ao cavalo. Barroco e Arcadismo Avançar . asno que a carrega. tem poderes maiores que Deus.Humanismo. para a Biologia. d) O asno corresponde a Pero Marques. b) Apenas I e II. nesta peça. 3. a) A segunda parte do provérbio ilustra a experiência desastrosa do primeiro casamento. julgue os seguintes itens.2. um quadro exterior para a apresentação no palco de sátiras ou caricaturas profanas. Uniube-MG Assinale a afirmativa correta a respeito do Auto da Barca do Inferno. ( ) O nono parágrafo do texto ressalta uma prática dos silvícolas brasileiros: o extrativismo vegetal. Ressalta também que. UnB-DF Ainda com relação ao texto. 4. Quais estão corretas? a) Apenas I. ( ) No nono parágrafo do texto. Sugere que o diabo. pois legumes são sementes e trigo é fruto. b) O elemento religioso oferece apenas um pretexto. animal nobre. 5. e) Cavalo e asno identificam a mesma personagem em diferentes momentos de sua vida conjugal. Voltar Língua Portuguesa . primeiro pretendente e segundo marido de Inês. na construção da farsa. c) Apenas I e III. de Gil Vicente: a) O que mais se evidencia é o propósito de sátira social. II. o que evidencia o propósito de sátira social que. I. o que demostra que a intenção religiosa é ainda aqui dominante. consiste na demonstração do refrão popular “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”. PUC-SP O argumento da peça A Farsa de Inês Pereira. de tal modo que a intenção religiosa vê-se sufocada ou pelo menos minimizada pelo gosto de sátira da própria sociedade. os silvícolas aparentavam ser mais fortes e bonitos que os conquistadores. a associação estabelecida entre “semente e fruitos” e “trigo e legumes” é biologicamente incoerente.

que haver nela. mesmo que Portugal não explorasse e colonizasse a nova terra. por se tratar de uma missiva. parece-me que será salvar esta gente. ( ) Por não terem os portugueses se aventurado. primeiro dia de maio de 1500. AEU-DF Julgue os itens abaixo em relação à compreensão e à interpretação do texto. Águas são muitas. dar-se-á nela tudo. tamanha a sua abundância na nova terra. d) Simbolismo. quase já uma transição do Renascimento para o Barroco. Caminha menciona as duas principais finalidades das expedições marítimas portuguesas: a expansão da fé católica e a descoberta de ouro e prata. acrescentando da nossa fé! E desta maneira. que constituem a “Literatura de Informação” do Brasil. Ela me perdoe. e) Modernismo. até então. é certo que tanto neste cargo que me elevo como em outra qualquer coisa que de Vossos serviços for.Texto para as questões 6 e 7. é toda a praia muito chã e muito formosa. Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida. E que não houvesse mais do que ter Vossa alteza aqui esta pousada para esta navegação de Calicute bastava. o melhor fruto que dela se pode tirar. Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela.” O fragmento destacado reflete uma temática recorrente durante o: a) Barroco. até outra ponta que contra o norte vem. será tamanho. da ponta que mais contra o sul vimos. c) Realismo. tê-la unicamente como suporte das viagens às Indias. Pelo sertão. porque a estender olhos. da Vossa Ilha de Vera Cruz. umas vermelhas e outras brancas. por me fazer singular mercê. a saber. porque neste tempo de agora assim os achávamos como os de lá.Humanismo. terra a dentro. tem característica oratórias. 8. AUE-DF Julgue os itens que seguem. porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer. ( ) O “será salvar a gente” é o que os soldados portugueses deveriam fazer para evitar que tribos indígenas mais fortes dizimassem outras menores e mais frágeis. nos pareceu vista do mar. Barroco e Arcadismo Avançar . Beijo as mãos de Vossa Alteza.” 3 GABARITO 6. infinitas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como o de Entre-Douro-e-Minho. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. meu genro .o que d’Ela receberei em muita mercê. mande vir a ilha de São Tomé a Jorge Osório. É pois que. já seria uma grande dádiva. hoje. ( ) No entender do autor. querendo a aproveitar. ( ) Nele. vemos a preocupação de Caminha com o silvícola brasileiro e a preservação de sua cultura. nem lha vimos. sexta-feira. Senhor. Quinhentismo. Senhor. ( ) Este texto. 7. muito grande. ( ) A Carta. por causa das águas que tem! Contudo. e esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. parece-me que. De ponta a ponta. toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. senão terra e arvoredos terra que nos parecia muito extensa. “CARTA (Pero Vaz de Caminha) Esta terra. ( ) As constantes inversões e a sintaxe rebuscada da Carta é uma característica da literatura clássica do período. ou outra coisa de metal ou ferro. b) Arcadismo. ( ) Ainda dentro do Humanismo renascentista. é o primeiro de uma série de textos no nosso primeiro século. UFR-RJ “Não há mais a moralidade do pecado. Em tal maneira é graciosa que. em relação à teoria literária e aos estilos de época na Literatura Brasileira. ( ) O texto lido é uma descrição bem objetiva da terra descoberta. Deste Porto Seguro. de que nós deste porto houvemos vista. quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. que tinha o homem no centro de tudo. de Pero Vaz de Caminha. as únicas informações que nos dá do interior são as transmitidas pelos indígenas. a Ela peço que. E se a um pouco alonguei. mo fez pôr assim pelo miúdo. e a terra de cima. ( ) Para Caminha. Traz ao longo do mar em algumas partes longas barreiras. o maior bem a que se deviam dedicar os portugueses é aquele que deriva das águas. não podíamos ver.

Texto III “Papoula. suas liras são destinadas a afirmar a dignidade e a valia do pastor Dirceu. para dar a idéia do clima da nova terra. em relação à semântica e à estilística. e) do “Diário de Navegações”. Os teus cabelos são uns fios d’ouro. 11. ou rosa delicada. o de Martim Afonso de Souza. Sobrancelhas arqueadas. ( ) Ao citar o “Entre-Douro-e-Minho”.9. 10. (.” GABARITO O texto acima apresenta fragmentos: IMPRIMIR a) do “Diálogo sobre a conversão dos gentios”.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. ligado à vida do poeta. de Pero Lopes de Souza. estão empregados em sentido figurado. caracterizado como pastor. A oscilação que se observa nas descrições de Marília permite ao leitor concluir que: a) Embora Marília corresponda a um ser real. c) da “Carta” de Pero Vaz de Caminha a El-Rey D. exigida pelas convenções neoclássicas. Manuel da Nóbrega. e estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto. que são cor de neve. Barroco e Arcadismo Avançar . Cefet-RJ “A feição deles é serem pardos. sem nenhuma cobertura. Andam nus. ( ) A palavra chã que aparece no texto em “toda chã” e “muito chã” é a grafia da época para chão. estabelece-se um raciocínio analógico. As descrições mostram a intenção do autor em não revelar o objeto de seu amor. por isso a amada do poeta deixa de ser associada à figura convencional da pastora. ( ) Os termos “fruto” e “semente”. d) da “Narrativa Epistolar e os Tratados da Terra e da Gente do Brasil”. darse-á nela tudo.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. sem equívoco semântico. conforme é apresentada nas liras de Tomás Antônio Gonzaga.). Uniube-MG Compare as descrições de Marília: Texto I “Vivos olhos. Voltar Língua Portuguesa .) ( ) Por “contra o sul vimos. 4 b) O autor das liras está preocupado com a coerência dessas descrições. querendo-a aproveitar. Negros e finos cabelos.) Porém a terra em si é de muito bons ares. de bons rostos e bons narizes. A pastora Marília. e faces cor-de-rosa. na atmosfera atormentada dos conflitos da paixão. Manuel. Quinhentismo. Te cobre as faces. escrivão do primeiro colonizador. (Para esta questão.. Maria Dorotéia. uma idealização poética. Com crespos fios de ouro: Meus olhos se vêem graças e loureiros. E em tal maneira é graciosa que. fugindo às convenções bucólicas e pastoris do Arcadismo.Humanismo. por bem das águas que tem. Texto II “O seu semblante é redondo. utilize o texto das questões 6 e 7.. com o padrão poético realizado em cada composição. descreve sua amada. do jesuíta Fernão Cardim. referindo-se ao descobrimento de uma nova terra e às primeiras impressões do aborígene.. b) das “Cartas” dos missionários jesuítas. AEU-DF Julgue os itens seguintes. ora loiros. ora é descrita como tendo cabelos negros. bem feitos. d) Apesar de o autor invocar a pastora Marília. no texto. Carnes de neve formadas. e fina. ( ) A expressão “pelo miúdo” poderia. deduzimos que os conquistadores se movimentaram do litoral norte para o sul. contra o norte vem”. Teu lindo corpo bálsamo vapora. carece de unidade de enfoques.. a pastora Marília.. do Pe. escritas nos dois primeiros séculos. Nem estima nenhuma coisa cobrir nem mostrar suas vergonhas. (. As descrições apenas atendem à idealização da mulher.. ele é. antes de tudo. ser substituída por detalhadamente. c) O sujeito lírico. maneira de avermelhados.

voltamse para a natureza em busca de uma nova vida simples. Marília de Dirceu. de tosco trato. José de. In: NICOLA. d) F – F – V – V – V. de que me visto. a) Tematiza motivos de Minas Gerais. 1999. “O Arcadismo. ( ) A produção satírica de Gregório de Matos e o tom dos sermões do Padre Vieira representam duas faces da alma barroca no Brasil. b) V – V – V – V – F. é uma postura típica também dos árcades. Marília bela. bucólica. ( ) A obra poética de Gregório de Matos oscila entre os valores transcendentais e os valores mundanos. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. c) V – V – F – V – F. é: a) V – F – F – F – F. d) O uso de pseudônimos pastoris transparece: o pobre pastor Dirceu é o Dr. b) Os árcades.p. Graças à minha estrela. a) Os modelos seguidos são os clássicos greco-latinos e os renascentistas.” GONZAGA. embora a mitologia pagã não venha a construir-se como elemento estético. 14. que consiste no princípio de viver o presente.Humanismo. pastoril. Marília. fugere urbem (“fugir da cidade”). não sou algum vaqueiro. 116. Quinhentismo. de cima para baixo. ( ) O poeta e o pregador alertam os contemporâneos para o desvio operado pela retórica retumbante e vazia. A seqüência correta de preenchimento dos parênteses. frutas. U. São Paulo: Scipione. 1999. José de. Setecentismo ou Neoclassicismo é o período que caracteriza principalmente a segunda metade do século XVIII. exemplificando as tensões do seu tempo.” NICOLA. e mais as finas lãs. onde o poeta viveu. São Paulo: Scipione. mostram exacerbados sentimentos patrióticos expressos em linguagem barroca. e) Apresenta uma divisão entre prazeres terrenos e salvação eterna. em seus poemas e sermões. UFRS Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo sobre os dois grandes nomes do barroco brasileiro. e) F – F – F – V – V. ( ) Os sermões do Padre Vieira caracterizam-se por uma construção de imagens desdobradas em numerosos exemplos que visam a enfatizar o conteúdo da pregação. 5 Assinale a alternativa que não caracteriza este período literário.F. d) O lirismo amoroso é marcado por sensível carga erótica.p. Tomás Antonio. Cefet-RJ “Lira I (1ª parte) Eu. ( ) Gregório de Matos e o Padre Vieira. Tomás Antonio Gonzaga. tingindo as artes de uma nova tonalidade burguesa. e) O carpe diem (“gozar o dia”) horaciano. Graças. de expressões grosseiro. das brancas ovelhinhas tiro o leite. assinale a alternativa incorreta. 106. que viva de guardar alheio gado. b) A lírica religiosa apresenta culpa pelo pecado cometido.12. c) O fingimento poético justifica-se pela contradição entre a realidade do progresso urbano e o mundo bucólico idealizado pelos árcades. dos frios gelos e dos sóis queimado. legume. tenho próprio casal e nele assisto. Santa Maria-RS A respeito da poesia de Gregório de Matos. c) As composições satíricas atacam governantes da colônia. 13. dá-me vinho. inspirados na frase de Horácio. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . azeite. Barroco e Arcadismo Avançar . Literatura brasileira: das origens aos nossos dias.

mas vós não ofendeis a Deus com as palavras. Voltar Língua Portuguesa . mas vós não ofendeis a Deus com o entendimento. Júpiter: a) conclama os deuses a auxiliarem os portugueses na Ásia. GABARITO b) clássico-renascentista. na passagem que narra o concílio dos deuses. explique por que essa peça de Gil Vicente pode ser considerada uma sátira moral. de Camões. revela uma atitude contrária a uma característica atribuída ao seu primeiro marido. eu quero. e) romântico. significa “bravo”. que se encontram em passagens diversas de A farsa de Inês Pereira. no caso. pelo bucolismo. de Gil Vicente: “Inês: Andar! Pero Marques seja! Quero tomar por esposo quem se tenha por ditoso de cada vez que me veja.I. por sua religiosidade. IMPRIMIR b) encontra acolhida a suas palavras entre os deuses maiores e menores. UNICAMP-SP Leia agora as seguintes estrofes. mas vós não ofendeis a Deus com a memória. dirigida a Inês. A vossa bruteza é melhor que o meu alvedrio. eu discordo. 17. UFRS Assinale a alternativa correta. como recompensa pelos ásperos perigos da viagem.Humanismo.. 16. Com que podeis vós folgar que eu não deva consentir?” (nota: folão. Pero: I onde quiserdes ir vinde quando quiserdes vir. c) barroco.15. d) aceita as justificativas de Baco para impedir a chegada dos navegadores portugueses à Índia. antes lebre que leão. Quinhentismo. pelo conceitismo e cultismos. Qual é essa característica? c) Considerando o desfecho dos dois casamentos de Inês. que enfrenta o mar desconhecido em frágeis embarcações. estai quando quiserdes estar. Eu falo. No canto I. asno que leve quero. Por usar de siso mero. Instrução: As questões de números 16 e 17 referem-se a Os Lusíadas. mas vós não ofendeis a Deus com a vontade”. antes lavrador que Nero.. c) reconhece a grandeza do povo lusitano. “fogoso”) 6 a) A fala de Inês ocorre no momento em que aceita casar-se com Pero Marques. Viória-ES –“Ah! Peixes. Barroco e Arcadismo Avançar . Há um trecho nessa fala que se relaciona literalmente com o final da peça. e) mostra dúvidas quanto à possibilidade de que os feitos do povo lusitano venham a suplantar a glória dos gregos e romanos. eu lembro-me. pelas comparações. pelo sentimentalismo. Que trecho é esse? Qual é o pormenor da cena final da peça que ele está antecipando? b) A fala de Pero. d) árcade. quantas invejas vos tenho a essa natural irregularidade!. e não cavalo folão. após o malogrado matrimônio com o escudeiro. O fragmento é próprio do estilo: a) medieval. F.

. Quinhentismo. 22.. d) crítica a Diogo Álvares Correia. de Basílio da Gama.. Barroco e Arcadismo Avançar . a natureza mineira. como resposta. pois foi a precursora das Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa... da qual participou. fazendo ressaltar . Cláudio Manuel da Costa 08. c) Contraste – Barroco – Gregório de Matos. episódios da Inconfidência Mineira.18.. e) a voz de “tom horrendo e grosso” do gigante Adamastor. 19.. No canto V de Os Lusíadas.... a soma das alternativas corretas.. a) Adamastor representa os perigos enfrentados pelos navegadores lusitanos na travessia do oceano Atlântico para o oceano Índico. d) se insere no Barroco brasileiro e sua produção literária abrange. uma nova tendência... F. e) exaltação à índia Lindóia. sobretudo. 20. e) A métrica – Concretismo – Caetano Veloso. de traços bem definidos. pintura. é uma: a) composição que narra as lutas dos índios de Sete Povos das Missões. U. Entre as vozes do Barroco brasileiro figuram: 01. c) pertenceu ao Barroco brasileiro e sua veia crítica valeu-lhe a alcunha de “Boca do Inferno”.. Marque a opção que preenche adequadamente o enunciado. que ajudava os espanhóis na luta contra os índios...M. por ser um poeta de transição.. tem como representante maior no Brasil o poeta baiano ... Ponta Grossa-PR O termo Barroco denominou manifestações artísticas dos anos 1600 e início dos anos 1700. basicamente. bem como aspirações religiosas. c) exaltação à terra brasileira. estende-se à música. no Uruguai.... 7 GABARITO b) pertenceu ao Barroco brasileiro e tematizou. Manuel Botelho de Oliveira Dê..F... ao qual imprimiu características barrocas.M. Triângulo Mineiro-MG Sobre Gregório de Matos. . Padre Antônio Vieira 04. IMPRIMIR b) das obras mais importantes do Arcadismo no Brasil. contra o exército espanhol.. escultura e arquitetura da época. Itajubá-MG Na fase quase inicial de nossa literatura. Tomás Antônio Gonzaga 02. antes associada ao Cabo das Tormentas. b) os portugueses assistem à transformação do gigante Adamastor em penedo quando tentam ultrapassar a parte mais meridional da África.. d) Silepses – Parnasianismo – Castro Alves.. Além da literatura.. Voltar Língua Portuguesa . textos em prosa... o que pode ser comprovado nas descrições.... F.. nos seus poemas de contestação social. abre novas esperanças em relação aos objetivos da viagem.Humanismo.. sediado lá para pôr em prática o Tratado de Madri. Gregório de Matos 16. que comanda um dos maiores extermínios de índios da história. d) a nuvem negra que se desfaz. que o poeta compara ao paraíso. os navegantes prosseguem. 21. a) Sonhos – Romantismo – Bento Teixeira.. c) apesar das ameaças do gigante. deixa ver aos navegadores que o perigo já foi afastado. que morre após Diogo Álvares decidir-se por Moema.. Santa Maria-RS O poema épico O Uraguai.. ao dar lugar a um “medonho choro”. e) narra. misto de missionário e colono português.. principalmente do Ceará e da Bahia... e que se convencionou chamar de . b) Figuras – Dadaísmo – Emiliano Perneta. é correto afirmar que: a) se insere no Arcadismo brasileiro.E. U. UFRS Assinale a alternativa incorreta... esperando ardentemente que os perigos e castigos profetizados sejam afastados.

limpo e gracioso. Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis. I. b) Apenas III. é incorreto afirmar que: a) o eu poético. c) a manifestação de apego a Portugal. que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote. O poeta sugere o desejo erótico ao referir a figura mitológica de Circe. um despejo quieto e vergonhoso. um ar sereno. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. “Um mover de olhos. e tanto negociante. II e III. A mim foi-me trocando. II. b) o poema compara o presente e o passado da cidade. d) Apenas I e III e) I. no poema. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. tu a mi empenhado. e o mágico veneno que pôde transformar meu pensamento. um desejo gravíssimo e modesto. que se contrapõe à solenidade do poema épico. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. brando e piedoso. O poeta não se deixa seduzir pela beleza feminina. tu a mi abundante. Que em tua larga barra tem entrado. Rica te vi eu já. Oh se quisera Deus. de Luís de Camões. um medo sem ter culpa. uma brandura. e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti.Humanismo. Barroco e Arcadismo Avançar . c) Apenas I e II. um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste formosura da minha Circe. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. sem ver de quê. e tem trocado Tanto negócio. III. 25.23. um encolhido ousar. assumindo uma atitude de insensibilidade. idealizando a figura feminina. Quais estão corretas? a) Apenas I. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. 8 c) o futuro desejado revela. UFMG Leia o poema de Gregório de Matos. O poeta elabora um modelo de mulher perfeita e superior. A ti trocou-te a máquina mercante. um doce e humilde gesto. Quinhentismo. UFRS Leia o soneto abaixo. que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote!” Com base nessa leitura. d) o poema faz referência ao contexto da época. de qualquer alegria duvidoso. um riso brando e honesto.” IMPRIMIR GABARITO Em relação ao poema acima. no poema. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. considere as seguintes afirmações. quase forçado. “Triste Bahia! Oh quão dessemelhante Estás. 24. a presença de uma voz moralizadora. Voltar Língua Portuguesa . mantém-se distanciado do objeto criticado. uma pura bondade manifesto indício da alma.

ed. MATOS GUERRA. passarinho. trazendo pelos pés os homens nobres: posta nas palmas toda a picardia. que guardais no passarinho melhor! Se me dais este favor. ao autor e à sua obra. décima – composição poética de 10 versos. 1977. Heitor e MATSUOKA. Barroco e Arcadismo Avançar . que satirizando a delgada fisionomia do poeta lhe chamou “Pica-flor” Décima Se Pica-flor me chamais. e seus Costumes A cada canto um grande conselheiro. se no nome que me dais. 4. Marilena. 1) “A uma freira. 2) Aos Senhores Governadores do Mundo em Seco da Cidade da Bahia. claro fica. meteis a flor. s. patifaria. juro excessivo. 9 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . usura – juro de capital. escuta. In: MEGALE. espreita e esquadrinha para a levar à praça e ao terreiro Muitos mulatos desavergonhados.Humanismo. 179-80. que fico então Pica-flor. Quinhentismo. e o mais vosso. p. pesquisa. muito pobres: eis aqui a cidade da Bahia. Nacional. Gregório de. e querem governar o mundo inteiro! Em cada porta um bem freqüente olheiro da vida do vizinho e da vizinha.26. U. Vocabulário: pica-flor – beija-flor. Pica-flor aceito ser. Maringá-PR Assinale o que for correto em relação aos poemas. picardia – velhacaria. Estupendas usuras nos mercados: todos os que não furtam.E.” Vocabulário: vinha – terreno plantando de videiras (uvas). Sendo só de mim o Pica. mas resta saber. São Paulo. que nos quer governar cabana e vinha: não sabem governar sua cozinha.

a descrição dos tipos humanos e dos costumes que caracterizam a cidade da Bahia revela a ironia do poeta para com uma sociedade marcada pela incompetência dos governantes. extravagante. c) a técnica da disseminação e recolha.10 GABARITO 01. e) Gênero lírico.Humanismo. são comuns durante o período colonial. Os dois poemas pertencem à poesia cultista cultivada por Gregório de Matos Guerra. No primeiro poema. às poesias religiosa e lírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. Voltar Língua Portuguesa . querendo-a aproveitar. 32. 08. dar-se-á nela tudo. que variam entre a redondilha maior (7 sílabas poéticas) e o verso de 8 sílabas poéticas. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaabbddb. 4. ocorrem elisões nos versos 2. corrupção e roubo generalizados. caracterizados pelo uso da redondilha maior (verso de 7 sílabas poéticas). o melhor fruto que dela se pode tirar pareceme que será salvar esta gente. infinitas. Barroco e Arcadismo Avançar . b) Sermões eucarísticos. 9 e 10. notam-se as seguintes características: a) o gosto por jogos de palavras. 04. Tais características tornam-se evidentes no jogo poético realizado com o termo “Pica-flor”. Assinale a alternativa que identifica os textos que transmitiam esse tipo de mensagem. Isso faz que o poema apresente versos heterométricos. há um jogo poético com o termo “Pica-flor” que marca a harmonia do relacionamento estabelecido entre o poeta (representante do mundo profano) e a freira (representante do mundo sagrado). Santa Maria-RS “As águas são muitas. usados para expressar a tensa harmonia de aspectos contrários da vida humana. d) Literatura informativa. b) a forte presença do paradoxo e do oxímoro. notam-se as seguintes características do Cultismo: a) linguagem rebuscada. 02. e na utilização de palavras rebuscadas e extravagantes que caracterizam o segundo poema. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metáfora e a ironia.” IMPRIMIR Visões otimistas sobre as potencialidades da natureza e dos indivíduos. por causa das águas que tem! Contudo. culta. Os dois poemas pertencem. Em tal maneira é graciosa que. Neles. estrutura característica da décima. pela prática cotidiana da fofoca e da bisbilhotice. sobretudo. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metonímia e a ironia. 5 e 6. No primeiro. ocorre elisão apenas no verso 2. 5 e 6.F. U. já que é dirigido a uma freira. Dê. 27. às poesias religiosa e satírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. que ganha o sentido de um convite erótico claramente profano. No segundo. Quinhentismo. evidentes. Tais elisões fazem que o poema apresente versos isométricos. como resposta. gosto pela maledicência. há um jogo poético com o termo “Pica-flor”. b) a tentativa de conciliar pólos opostos da experiência humana (o sagrado e o profano). Os dois poemas pertencem à poesia satírica cultivada por Gregório de Matos Guerra. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaccdde. respectivamente. pela desonestidade e pela prática generalizada do roubo no comércio. No primeiro. há uma crítica ácida aos tipos humanos e aos costumes que caracterizam a cidade da Bahia: incompetência das autoridades. b) valorização de pormenores (detalhes) mediante jogos de palavras. c) a tensão entre o teocentrismo e o antropocentrismo. No primeiro. estrutura comumente utilizada na composição da décima. sobretudo. a exemplo do que se verifica no trecho transcrito. evidentes. notam-se os seguintes recursos: a) a ênfase no uso do verso decassílabo para a composição de sonetos. No segundo. respectivamente. a) Biografias de santos. No primeiro poema. a soma das alternativas corretas. característica do Barroco. no conjunto formado pelos versos 3. c) Ficção regionalista. no conjunto formado pelos versos 3. Os dois poemas pertencem. no primeiro poema. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve alcançar. 16. 4. No segundo.

A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. II. c) Apenas I e III. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. 29. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. c) Cláudio Manuel da Costa. III. Está(ão) correta(s): a) Apenas I. b) Apenas II. pode ser definido como uma época em que: I. U. Está correto apenas o que se afirma em a) I. d) Apenas II e III. III. Quinhentismo. II.28. 24 de maio de 2000. Santa Maria-RS O Quinhentismo. e) Bento Teixeira Pinto. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. GABARITO A crítica a personagens baianas com influência nos meios políticos pode também ser identificada na poesia satírica de: a) Padre José de Anchieta. d) Gregório de Matos Guerra. uma produção informativa e doutrinária. b) Tomás Antonio Gonzaga. b) II. Barroco e Arcadismo Avançar . não se pode falar. e) I e III. U. c) III. a produção escrita se prende à descrição da terra e do índio ou a textos escritos pelos jesuítas. os textos mostram um forte instinto de nacionalidade. existe alguém mais ACM do que eu? Veja. ainda. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ao descreverem o Brasil. d) I e II. em Os Lusíadas: I. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. Santa Maria-RS Observe a charge de Chico Caruso: 11 – Espelho meu. se pode falar na existência de uma literatura brasileira porque. enquanto manifestação literária. e) Apenas III. na existência de uma literatura brasileira. na medida em que todos os escritores eram nativos da terra. ou seja.Humanismo. já velho e com um “saber só de experiência feito”.F.F. pois a cultura portuguesa estabelecia as formas de pensamento e expressão para os escritores na colônia. 30.

e começou de acenar com a mão para a terra e depois para o colar.Humanismo. b) celebra os amores secretos de Inês e de D. e lançou-as ao pescoço. Mas não fizeram sinal de cortesia. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. brancas. posta em sossego. Se dizem fero Amor. De teus fermosos olhos nunca enxuito. áspero e tirano. II e III. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. bem vestido. “O Capitão. como dizendo que dariam ouro por aquilo. folgou muito com elas. Nos saudosos campos do Mondego. e aos pés uma alcatifa* por estrado. III. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. d) retrata a beleza de Inês. 32. (. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. quando eles vieram. A interpretação que o escrivão dá aos gestos do índio em relação ao colar do Capitão corrobora a intenção dos portugueses em explorar as possíveis jazidas de ouro da terra recém descoberta. II. estava sentado em uma cadeira. PUC-SP “Tu. Que a fortuna não deixa durar muito. No trecho selecionado. GABARITO Considere as seguintes afirmações sobre o texto. De teus anos colhendo doce fruito. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. d) Apenas II e III. Barroco e Arcadismo Avançar . Porém um deles pôs olho no colar do Capitão. Estavas. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. b) Apenas II.” Vocabulário: *alcatifa – tapete. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. puro amor. extraído da Carta de Pero Vaz de Caminha.” 12 Os Lusíadas. Quais estão corretas: a) Apenas I. Tuas aras banhar em sangue humano. Aos montes ensinando e às ervinhas. com um colar de ouro mui grande ao pescoço.. humanizando os versos. Quinhentismo. oferecem momentos em que o lirismo se expande. posta em sossego. linda Inês. Como se fora pérfida inimiga. Depois tirou-as e enrolou-as no braço e acenava para a terra e de novo para as contas e para o colar do capitão. legítima herdeira do trono de Portugal. nem de falar ao Capitão nem a ninguém. O episódio de Inês de Castro.31. Entretanto. acenou que lhas dessem. do qual o trecho acima faz parte. Deste causa à molesta morte sua. como um todo.) Entraram. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. O nome que no peito escrito tinhas. como que nos dizendo que ali havia ouro. As palavras de Caminha evidenciam o confronto entre civilização e barbárie vivenciado pelos portugueses na chegada ao Brasil. só tu. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. Caminha sugere uma prática que viria a se tornar corrente nas relações entre portugueses e selvícolas: o escambo (a permuta) de produtos da terra por artigos manufaturados europeus. UFRS Leia o texto abaixo.. I. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica. obra de Camões. É porque queres.. e) I. Naquele engano da alma ledo e cego. Desse episódio. c) Apenas I e II. (.) Viu um deles umas contas de rosário.

Vossa santa vinda O diabo espanta. na sua viagem de descobrimento do caminho marítimo da Índia. orientação. Porém. E em tal maneira é graciosa que. pousada – local onde se descansa durante uma viagem.E. muito grande. muito numeroso. adição. Com prazer. 1) “Águas são muitas. São Paulo. lume: luz.Humanismo. infindas. o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. ANCHIETA. E que não houvesse mais que ter aqui esta pousada para esta navegação de Calecute. A Carta de Pero Vaz de Caminha. Moderna. 5. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Barroco e Arcadismo Avançar . ed. In: TUFANO.” Vocabulário: folgar: alegrar. Londrina-PR Leia os fragmentos a seguir e assinale o que for correto. Moderna. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. Douglas. Porque vossa vinda Lhe dá lume novo. a saber. acrescentamento da nossa santa fé. 1998. In: TUFANO. Douglas. Como folga o povo Porque vossa vinda Lhe dá lume novo! Cordeirinha santa. querendo-a aproveitar. isso bastaria. acrescentamento – aumento.33. Poesia. dar-seá nela tudo. acréscimo. em 1498.” 13 Vocabulário: infindo – infinito. ed. 1998. José de. De Jesus querida. Quinhentismo. GABARITO 2) “À Santa Inês Cordeirinha linda. 5. por bem das águas que tem. Calecute – primeira cidade da Índia em que desembarcou Vasco da Gama. U. São Paulo. Quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. Estudos de Língua e Literatura. Estudos de Língua e Literatura. o povo. Por isso vos canta.

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . GABARITO “Que falta nessa cidade? Verdade. mais parecia um paraíso intacto (“Águas são muitas. III. c) apenas I. III. infindas. as reais intenções de expansão do comércio. fica muito evidente o objetivo maior do expansionismo marítimo de Portugal e da Espanha: “dilatar a fé e o império”. O poema I. a terra brasileira confrontada com a paisagem desoladora da África. paralelamente às obras dos cronistas e viajantes. desse modo. E em tal maneira é graciosa que. por bem das águas que tem”). como resposta. IV. Rio de Janeiro: Record. FGV-SP Leia o texto abaixo e as afirmações que a ele se seguem. Numa cidade onde falta Verdade.” MATOS. a conquista e a colonização dos territórios ultramarinos. Então. No primeiro excerto. o primeiro escrito por Pero Vaz de Caminha e o segundo pelo Padre José de Anchieta. O que existia eram relatos de viagem (de escasso valor literário). refere-se à cidade de São Paulo. Falta mais que se lhe ponha? Vergonha. b) apenas I. a cruz do cristianismo e a preocupação em “dilatar a fé” escondem objetivos mercantilistas e expansionistas da coroa portuguesa. moral e cristã. 04. portanto. o índio. V. IV. No primeiro. 16. Nos dois excertos. honra. as obras dos jesuítas aparecem. Os melhores poemas de Gregório de Matos Guerra. Que mais por sua desonra? Honra. II. a soma das alternativas corretas. Caracterizam esses fragmentos: 1) a beleza da nova terra descoberta. documentando o processo de conquista e colonização. ao mesmo tempo. as informações que a Coroa Portuguesa desejava obter. mas acrescidas de um dado novo: a intenção pedagógica. catequizar os índios. Os dois fragmentos pertencem à chamada literatura informativa que representa o Brasil do século XVI. Pero Vaz de Caminha nos permite perceber as expectativas dos portugueses com relação ao Brasil (“dar-se-á nela tudo. Por mais que a fama a exalta. Quinhentismo. enfatiza as idéias opostas. Tais características esclarecem os objetivos dos primeiros colonizadores portugueses: usufruir das riquezas e. a vida no mar e as conseqüências morais e políticas desses fatos. de conquista de novas fontes de riquezas e de trabalho escravo. 08. V. já conhecida dos portugueses.Humanismo. evidenciam-se as primeiras manifestações literárias do BrasilColônia. Os dois fragmentos pertencem à literatura informativa e jesuítica do Brasil do século XVI. denominado “ciclo dos descobrimentos”. compreendido por um conjunto de obras cujo objetivo era divulgar os descobrimentos marítimos e terrestres. pode-se dizer que são verdadeiras a) apenas I. No segundo. querendo-a aproveitar. IV. Nos dois excertos. Nos dois excertos. 1990. 2) a necessidade de revigorar a fé cristã do povo que aqui habitava. não se pode falar em literatura no Brasil. II. emprega a gradação. confirmando. e) todas. igualmente ricas de informações. V. Gregório de. 02. Evidenciam-se. José de Anchieta exalta a figura de Santa Inês e incentiva o povo a praticar a fé religiosa cristã (“Cordeirinha linda. Barroco e Arcadismo Avançar . emprega a ordem direta. confirmam-se as afirmações dos historiadores: nos primórdios do século XVI. dar-se-á nela tudo. No segundo excerto. V. d) apenas I. mantém uma estrutura formal e rítmica regular.14 01. 34. / como folga o povo / porque vossa vinda / lhe dá lume novo”). vergonha. II. informando sobre a natureza. por bem das águas que tem”). Dê. O demo a viver se exponha.

do Padre Antonio Vieira. A seqüência correta é: a) F – F – V. como costumava em semelhantes dias. não haverá quem entre nelas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Neste canto do Brasil. na medida em que tanto a “tribo de brancos” quanto o escrivão da esquadra de Cabral mostram preocupação com os índios do Xingu. no sentido de salvação da alma. Silvio. ou seja. nascerá erva nas igrejas. e) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da amada. usa “salvação” no sentido religioso. como nos campos.” GABARITO 37. Assinale a alternativa que identifica esse autor.F. mingau de amendoim e frutas. Ver-se-ão ermas e solitárias.” FERRAZ. Do Xingu. d) Basílio da Gama – inspiração religiosa. U. várias vezes. ( ) O texto não tem o mesmo objetivo da carta pois Caminha. 15 Relacione o texto com a carta de Pero Vaz de Caminha e indique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas quanto à preocupação do homem branco em relação ao índio: ( ) O texto tem o mesmo objetivo da carta. b) dirige-se a Deus e prevê o esvaziamento da religião católica. o orador: a) considera os holandeses hereges e violentos com aqueles que não fossem seus compatriotas. U. Chorarão as pedras das ruas como diz Jeremias que chorava as de Jerusalém destruída: chorarão as ruas de Sião. Os moradores do parque. e) dirige-se ao rei de Portugal. corretamente. passará a Quaresma e a Semana Santa. O foco agora é preparar os índios para o inevitável confronto com a civilização que um dia ocorrerá. 30 de junho de 1999. Quase sempre de forma violenta. enfermeiras. associando. Leia o seguinte fragmento do “Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda”. Boa parte da engenhosa engenharia social e cultural que mantém o Parque do Xingu funcionando em harmonia se deve ao trabalho desses especialistas. em suas composições. seu nome à característica presente nessa obra. de converter o índio à fé católica. um punhado de brancos está conseguindo driblar essa inevitabilidade. e que as não pisa a devoção dos fiéis. que já começava a destruir as igrejas da cidade. caso o Brasil fosse entregue aos holandeses. c) F – V – F. biólogas e engenheiros agrônomos. d) é um profeta e previu o que realmente aconteceria com a religião católica no Brasil. pois ambos destacam.Humanismo. a fim de salvar o país da invasão holandesa.F. b) Basílio da Gama – preocupação com feito histórico. É a tribo dos brancos composta de cientistas sociais. 36. d) V – F – V. Esguios. quase três séculos depois. motivos árcades. b) V – V – F. que o rei de Portugal deveria cuidar da salvação dos índios. a fim de preservar o patrimônio da Igreja. Santa Maria-RS O texto relaciona-se à invasão holandesa no Brasil. porque não há quem venha à solenidade. Quinhentismo. a urbanização baterá às portas da reserva. In: Veja. Santa Maria-RS Leia o texto a seguir. Em todos os momentos da humanidade. acabar-se-á no Brasil a cristandade católica. a) Cláudio Manuel da Costa – desencanto e brevidade do amor. Barroco e Arcadismo Avançar . elas têm cabelos compridos e tranças. em 1640. o mais forte sobrepujou o mais fraco. dependerão de produtos fabricados pelo branco. para responder às questões 128 e 129: “Enfim. e não se celebrarão os mistérios de vossa Paixão. Passará um dia de Natal.F. As cidadezinhas vizinhas do parque vão transformar-se em municípios de porte médio. ( ) O texto tem o mesmo objetivo que a carta de Caminha. Senhor. Procuram transformar o abraço sufocante em um caminhar de mãos dadas de culturas tão diferentes. Santa Maria-RS Autor de Obras Poéticas. acabar-se-á o culto divino. alimentados a peixe moqueado com biju.35. c) pede a Deus que evite a invasão de ervas nos templos. despojados os templos e derrubados os altares. “Eles não usam barba. apresenta. ao destacar que o rei deveria cuidar da salvação dos índios. cada vez mais. e não haverá memória de vosso nascimento. sempre que o choque ocorreu. c) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da natureza. e) F – V – V. dormem cedo e só têm uma conversa: índio. nele. médicos. U. Falam baixo. vindos de diversas regiões brasileiras. pedagogos.

d) onomatopéia. Se bem rei mais propício. A esse cede amor em mil ternezas. IMPRIMIR d) Nas figuras de Cacambo e Sepé Tiaraju está representado o povo autóctone que defende o solo natal. por lustrosa. como a Odisséia. a mariposa. GABARITO Porque quanto mais tenho delinqüido. soberba. ao afirmar que “Chorarão as pedras das ruas”. momento em que os ideais da Reforma entram em confronto com a Contra-Reforma católica. Barroco e Arcadismo Avançar . Londrina-PR O Barroco manifesta-se entre os séculos XVI e XVII. U. ocasionando no plano das artes uma difícil conciliação entre o teocentrismo e o antropocentrismo. por densa. a luz lhe enfada. Que ele estrelas desterra em régio estado. a névoa. mas não porque hei pecado. acentuando seu caráter bárbaro. U. (Botelho de Oliveira) c) Fábio. (Gregório de Matos) b) Temerária. 39. única figura feminina do poema. Quinhentismo. (Gregório de Matos) d) Luzes qual sol entre astros brilhadores.F. b) antítese. e) Lindóia.38. e) prosopopéia. A alternativa que contém os versos que melhor expressam este conflito é: a) Um paiá de Monal.Humanismo. bonzo bramá. c) gradação. nascendo cá. Primaz da Cafraria do Pegu. Que sem ser do Pequim. (Gregório de Matos) 40. Governador do Rio de Janeiro. morre de amor após o desaparecimento de seu amado Cacambo. Da vossa alta clemência me despido. c) Basílio da Gama expressa uma visão européia em relação aos indígenas. Voltar Língua Portuguesa . às missões jesuíticas espanholas da banda oriental do rio Uruguai. 16 Sobe ao sol. utiliza uma: a) ironia. A exaltação. incapaz de sentimentos nobres e humanitários. e mais amado. Santa Maria-RS Padre Antonio Vieira. Vos tenho a perdoar mais empenhado. cobre o dia. que pouco entendes de finezas! Quem faz só o que pode a pouco obriga: Quem contra os impossíveis se afadiga.E. Por altiva. (Botelho de Oliveira) e) Pequei Senhor. de Basílio da Gama. Quer ser filho do sol. a) O poema narra a expedição de Gomes Freire de Andrada. UFRS Assinale a afirmativa incorreta em relação à obra O Uraguai. Em régio estado não desterras flores. a Eneida e Os Lusíadas. confiada. b) O Uraguai segue os padrões estéticos dos poemas épicos da tradição ocidental. por ser do Açu.

por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol. E na alegria sinta-se tristeza. GABARITO e) todas estão corretas. CEETPS-SP Sobre as características barrocas desse soneto.Texto para responder às questões 41 e 42: “Nasce o Sol. por que nascia? Se é tão formosa a Luz. d) O poema focaliza e acentua a ignorância do ser humano que. Em contínuas tristezas a alegria. se desfrutem as alegrias e. 42. que se opõe à degradação dos bens materiais. b) O alternar de dias e noites serve de expressão a um estranho desejo do poeta de que. e) O poema toca também na questão da inocência. Barroco e Arcadismo Avançar .. está fazendo referência à pureza primordial da infância. c) O tema central do soneto de Gregório de Matos revela-se em sua última estrofe. por “ignorância do mundo” e “qualquer dos bens”. Porém. CEETPS-SP Assinale a alternativa que aponta a afirmação correta a partir do que se lê no texto. O tema do eterno combate entre elementos mundanos e forças sagradas é indicado. II. considere as afirmações abaixo: I. de outro. 17 41. que são: rimas ricas. III. por um lado. luz/sombra. deve-se dizer que: a) somente I está correta. “alegria” e “firmeza”. preferindo. diante do curso seguido pelas forças naturais. c) somente III está correta. esconder-se nos próprios sofrimentos. expresso por pares antagônicos como Sol/ Lua. Em tristes sombras morre a formosura. Há nele um jogo simétrico de contrastes. a formosura do dia. e pode ser definido como uma reflexão acerca da transitoriedade dos bens do mundo. b) somente II está correta. nas sombras da noite. não sabe retê-la. Esse é um soneto oitocentista. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Depois da Lua se segue a noite escura. E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. e por “constância”. Começa o mundo enfim pela ignorância. que compõem a figura da antítese. ali. tais como o findar do dia e o início da noite. dia/noite. devido ao desapontamento sentido pelo poeta. tristeza/alegria.” Gregório de Matos. e não dura mais que um dia. d) somente I e III estão corretas. ao vivenciar a alegria. interpoladas nas quadras (“A-B-A-B”) e alternadas nos tercetos (“AB-B-A”). cuja última firmeza é a inconstância. ao falar do mundo que se inicia pela ignorância. A respeito de tais afirmações. e na Luz falte a firmeza. Na formosura não se dê constância. como o Sol.Humanismo. pois. etc. que cumpre os padrões da forma fixa. a) O texto afirma que a alegria é encontrada em contínuas tristezas. na tristeza. se acaba o Sol. Quinhentismo.

foram adquiridas com tanta injustiça ou crueldade. e) segundo o autor. pertence à escola literária conhecida como: a) Baroco. e. as paredes vejo-as cobertas de ricos tapizes. em que predomina o desenvolvimento de um único conflito.Humanismo. d) Carlos Drummond de Andrade. c) união de duas idéias contrárias em um único pensamento. e) Romantismo. (…) Entremos e vamos examinando o que virmos. vejo galas. Quinhentismo. busquemos esta fé em alguma casa grande e dos grandes. a fé não tem qualquer relação com as ações desenvolvidas pelos homens. se queriam ir buscar a vida a outra parte. e ao longe quintas. liteiras e coches. e) Fernando Sabino. das janelas vejo ao perto jardins. Deus me guie. nem têm nome de casas. Padre Vieira. ou no Reino. outros sem ela. c) Arcadismo. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros. 45. b) Trovadorismo. parte por parte. d) soneto com versos decassílabos. FEI-SP O autor do texto. vejo todo o palácio e também o oratório. e as sedas se se espremeram. a risco de quebrar. como se há de ver a fé na vossa família? Se as galas. d) composição de cantigas de amor e cantigas de amigo. b) uso constante da metáfora e da antítese. onde das casas dos pequenos não se faz caso. vejo baixelas. d) Realismo. do Padre Antônio Vieira: “Como estamos na corte. e) utilização de muitas frases interrogativas. é possível afirmar que: a) o autor discorre sobre a inabalável fé da corte e da nobreza. FEI-SP Padre Vieira é freqüentemente estudado como um autor contemporâneo a: a) Luís de Camões. a quem não fazíeis a féria.O texto abaixo refere-se às questões de 43 a 48. Barroco e Arcadismo Avançar . Primeiro que tudo vejo cavalos. e no princípio do ano lhe pagais com esperanças e no fim com desesperações. como se há de ver a fé. os prendíeis e obrigáveis por força. Se o que vestem os lacaios e os pajens. b) texto curto. b) Gregório de Matos. como se há de ver a fé nessa falsa riqueza? Se as pedras da mesma casa em que viveis. Trata-se de um sermão do quinto domingo da Quaresma. FEI-SP Sobre o fragmento do sermão acima transcrito. uns com libré. enfim. que o ouro e a prata derretidos. haviam de verter sangue. as jóias e as baixelas. vejo jóias. e) discurso religioso cujo objetivo principal é a edificação moral dos ouvintes. dignificandoos e humanizando as relações entre os nobres e o povo. c) narrativa longa em que são apresentados diversos conflitos paralelos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . vejo criados de diversos calibres. FEI-SP Não é característica da escola literária a que Padre Vieira pertence: a) emprego freqüente de palavras que designam cores. 47. 46. d) o sermão é um elogio à corte pela maneira como trata os seus serviçais. mas não vejo a fé. nem sombra dela na vossa casa?” Vocabulário: libré: uniforme de criados de casas nobres os socorros do outro exército doméstico: a vestimenta dos outros serviçais jornaleiros: trabalhadores que recebiam pagamento ao final do dia a quem não fazíeis a féria: a quem não concedíeis dias de folga 18 43. FEI-SP O sermão pode ser definido como: a) composição em versos recitados nos palácios para divertir os nobres. c) José de Alencar. e os socorros do outro exército doméstico masculino e feminino depende do mercador que vos assiste. ou fora dele. E por que não aparece a fé nesta casa: eu o direi ao dono dela. c) o autor conclui que não é possível encontrar a fé em uma casa onde se encontram aqueles que exploram e maltratam os homens do povo. b) Padre Vieira critica o povo por não ter a fé que os nobres possuem. perfumes e sensações táteis. 44.

Nas que chamam da China Grande sabor se afina. E delas por adorno apetecido Faz a divina Flora seu vestido. e melhores. Tomo I. E são tão deleitosas. p. sempre ledos. Açúcar.” 19 OLIVEIRA. nas águas frias. e são sadias. VUNESP A técnica de disseminação e recolha. Analise o procedimento na passagem mencionada e responda: a) Qual a assimetria que se observa entre o processo de disseminação e recolha utilizado pelo poeta? b) O que levou o poeta a essa solução? IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Tem o terceiro A. Esmeraldas de Abril em seus verdores. Mais que as da Europa doces. …………………………………………… Tenho explicado as fruitas e legumes. Lhes dá salgado o mar o sal do gosto. Rio de Janeiro: INL. E se pode dizer em graça rara Que a mesma natureza os temperara. …………………………………………… As plantas sempre nela reverdecem. têm mais valia. E para preferir a toda a terra. todas azedas. aparece em À Ilha de Maré a partir do verso 31: consiste em alinhar palavras e descrever poeticamente seus conceitos. E têm sempre a vantagem de maiores. e) confundir seus ouvintes. no final. certa assimetria entre a disseminação e a recolha. nos arvoredos Sempre verdes aos olhos. Mas as de Portugal entre alamedas São primas dos limões. Que refrescam o peito.Humanismo. FEI-SP Verifica-se nesse fragmento a franca intenção de o autor: a) divertir a platéia. Que sem tempero algum para apetite Faz gostoso convite. Que como junto ao mar o sítio é posto. Que dão a Portugal muitos ciúmes. Que é do Mundo o regalo mais mimoso. E nas folhas parecem. característica do estilo barroco. b) convencer e ensinar o seu público. “À Ilha de Maré – Termo desta Cidade da Bahia Aqui se cria o peixe regalado Com tal sustância. antes se encerra Tal doce nestes pomos. Desterrando do Inverno os desfavores. Manuel Botelho de. Música do Parnasso. nos ares puros Na tempérie agradáveis e seguros. Tem o primeiro A. Tem o segundo A. Barroco e Arcadismo Avançar . Que o têm clarificado nos seus gomos. no açúcar deleitoso. Tenho recopilado O que o Brasil contém para invejado. Um exame atento desse procedimento no poema revela. …………………………………………… As laranjas da terra Poucas azedas são. As fruitas se produzem copiosas. para recolhê-las num só verso. e gosto preparado. d) provocar fortes emoções em seu público. 1953. O quarto A. c) afastar os homens da verdadeira fé cristã. Quinhentismo. 127-135. Ares. GABARITO 49. todavia. Como maiores são. Em si perfeitos quatro AA encerra. São pois os quatro AA por singulares Arvoredos.48. E nesta maioria. Águas.

LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . c 12. colaborando. na vida privada. Não sabe. a IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Quinhentismo. Seu primeiro marido era um repressor proibindoa de sair de casa até mesmo para ir a igreja. Pero Marques diz dar plena liberdade à esposa. e 19. e 6. b) A característica contrária à do primeiro marido é o fato de que. 18 20. e 14. para o qual ela se encaminha. c) A Farsa de Inês Pereira é considerada uma sátira moral porque reflete. Barroco e Arcadismo Avançar . a 4. c 31. c 17. c 15. d 28.Humanismo. c 21. a 24. a leva em seus ombros para que atravesse o rio. mas o encontro com o ermitão. e por não ter conhecimento dessa traição. F – F – V – V – V 11. Pero Marques se comporta como um asno: por servir de montaria à mulher. 04 27. b 23. ingenuamente. na cena final. a 13. a decadente sociedade portuguesa. B A R R O C O E A R C A D IS M O 1 1. pois para conseguir uma vida folgada abandona seus próprios ideais. a 9. F – F – F – V 3. b 25. é um encontro adúltero. para ser traído por ela. a 10. V – F – V – F – F 2. Q U IN H E N T IS M O . Pode-se dizer que Inês comporta-se maquiavelicamente (os fins justificam os meios). b 18. F – V – F – F 8. b 26. O marido de Inês. e 5. e 29. c 22. 16. em sua fala. F – V – F – V – F – F 7. d 30. a) Trata-se do seguinte trecho: “asno que me leve quero”.

(…) O quarto A. no açúcar deleitoso” No momento de recolha o poeta não manteve a mesma ordem da disseminação. a) Disseminação: “Tem o primeiro A. 24 34.2 IMPRIMIR GABARITO 32.Humanismo. a 44. nos ares puros (…) Tem o terceiro A. ou seja. nos arvoredos (…) Tem o segundo A. b 46. Voltar Língua Portuguesa . a 37. pode-se dizer que o poeta agiu dessa forma com o intuito de preservar a rima. a 42. e 33. b 38. e 40. c 48. c 43. e 36. Ou ainda. retomou os elementos assimetricamente. Quinhentismo. nas águas frias. b) Como se trata de um poema. d 45. b 35. Barroco e Arcadismo Avançar . b 49. pode-se também dizer que ele optou por seguir a seqüência Terra (arvoredos e açúcar) — Água — Ar. e 47. c 41. e 39.

e aum.d. não me deixes. Texto para as questões 2 e 3.) O povo que chupa o caju. e) desejo de morte pelo amor não correspondido. através da luta pela emancipação da língua e da literatura nacionais. Massaud. Voltar Língua Portuguesa . ‘Ai. IMPRIMIR 2. não me deixes. e sempre embalde: ‘Ai. onde bela se mirava. não me deixes. não!’” GABARITO DIAS. São Paulo: Melhoramentos. Católica de Salvador-BA O lamento da flor representa fielmente o sentimento romântico de: a) evasão no tempo. ed. pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo. não! Por fim desfalecida e a cor murchada. rev. São Paulo: Cultrix.Romantismo Avançar . p. Quase a lamber o chão. “Não me Deixes! Debruçada nas águas dum regato A flor dizia em vão A corrente. a bandeira da ruptura com o princípio da imitação aos clássicos é empunhada por todas as escolas literárias..LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 1.. José de. E a flor sempre a dizer curva na fonte: ‘Ai. Gonçalves. Leva-a do seu torrão. metonimicamente. 1998. A Literatura Brasileira através de textos. o ambiente brasileiro ao ambiente europeu. te amarei constante ‘Mas não me deixes. Alencar opõe. s. UFMT ( ) Envolvidos pelo ideário político da independência. 1 1. ( ) Na história da literatura brasileira. o damasco e a nêspera?” ALENCAR. Buscava inda a corrente por dizer-lhe Que a não deixasse.. c) supervalorização da natureza. A afundar-se dizia a pobrezinha: ‘Não me deixaste. o cambucá e a jabuticaba. ou calem-se como lhes aprouver. b) amor incondicional ao outro. a manga. ( ) O texto dá a entender que a língua se adapta ao meio para onde foi levada. Censurem. (. “Portanto. a pêra. F. não! ‘Comigo fica ou leva-me contigo ‘Dos mares à amplidão. In: Sonhos de Ouro. 21. não. Não alcançarão jamais que eu escreva neste meu Brasil cousa que pareça vinda em conserva lá da outra banda. piquem. ilustres e não ilustres representantes da crítica. 135-6. como a fruta que nos mandam em lata.. não!’ E das águas que fogem incessantes À eterna sucessão Dizia sempre a flor. não!’ E a corrente passava. novas águas Após as outras vão. Alencar e outros escritores românticos empenham-se na construção da nação brasileira. Límpido ou turvo. In: MOISÉS. mais precisamente aos órgãos fonadores e à alma do povo que fala. por meio das frutas. no percurso que vai do Romantismo ao Modernismo. da fantasia. A corrente impiedosa a flor enleia. não se constranjam. Benção Paterna. ( ) No segundo parágrafo. d) exaltação do sonho.

GABARITO 4. F.” Tomás Antônio Gonzaga. como resposta. o eu refere-se ao passado a partir da dor do presente.. busca. 16. meus tristes ais vão revelando Que peno e morro de amorosas dores.Romantismo Avançar . Minha febre noturna delirando. Se eu pensava num beijo desmaiando Gozar contigo uma estação de flores! De minhas faces os mortais palores. b) No poema de Gonzaga. c) No poema de Álvares de Azevedo.F. e sempre embalde” e) “Leva-a do seu torrão” Para responder as questões 4 e 5. Amor na minha idéia te retrata.” c) “E a corrente passava” d) “Dizia sempre a flor. adoro a tua formosura.. visão de meus amores Perdoa-me. U. d) Em ambos os poemas.E. não. visão dos meus amores. imaginação criadora e amor à natureza. extremoso. Católica de Salvador-BA Observa-se a inversão. leia atentamente os textos abaixo: “Lira XXII Nesta triste masmorra. c) “Nesta triste masmorra”. apresenta como características: 01. que me cerca e mata. Meus ais. Dê. U. Ponta Grossa-PR A poesia romântica brasileira. Se a ti ergui meus olhos suspirando!. no verso: a) “A flor dizia em vão” b) “Mas não me deixes. 02. inda. d) “Se a ti ergui meus olhos suspirando”.3. assinale a alternativa inaceitável: a) Em ambos os poemas o eu sucumbe e morre em conseqüência do sofrimento amoroso. 08. a soma das alternativas corretas. b) “À dor imensa que me cerca e mata”. 6. 5. de um semi-vivo corpo sepultura. que eu assim resista À dor imensa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . como recurso estilístico. a idéia funciona como uma tentativa racional de vencer a dor. Juiz de Fora-MG Depois de ler comparativamente os dois textos acima.” Álvares de Azevedo. a razão nada pode contra o sentimentalismo exacerbado. 04.. 2 “Perdoa-me. naturalismo e pitoresco. U. Juiz de Fora-MG Em que verso se encontra referência direta ao contexto histórico biográfico? a) “Que peno e morro de amorosas dores”. Marília. nacionalismo e religiosidade. em seus diversos momentos. escapismo e subjetivismo.. socialismo e ilogismo.F.

‘Saúde. Idealiza a função do poeta.. II. d) III e IV. meu irmão! Eu sou a Fome. III. meu irmão! Eu sou a Morte.. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II. PUC-RS Pela análise das afirmativas. com a fome e com a morte.. vão sombrias Rindo colar um beijo as bocas frias. Volve ao nada! Não sentes neste enleio Teu cântico gelar-se no meu seio?!’ – ‘Eu cantarei no céu’ – diz-lhe o Poeta!” 3 GABARITO Instrução: Para responder à questão 7... IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Mostra a estreita convivência do poeta com a indiferença. depois (qu’importa?) Virei sempre sentar-me à tua porta. Fui eu que te vesti do meu sudário.. analisar as afirmativas que seguem. III e IV.. PUC-RS O texto pode ser vinculado a uma tendência de expressão poética denominada: a) subjetivismo. Que vais fazer tão triste e solitário?. Suspende em meio o hino augusto e forte. Sou eu quem te sepulta a idéia imensa.. O teu mísero pão.. 7.Romantismo Avançar .. ler o texto que segue.. 8. “As Três Irmãs do Poeta É noite! As sombras correm nebulosas. c) II e IV..’ – ‘Eu lutarei’ – responde-lhe o Poeta. Sou eu quem o teu negro pão consome. c) nacionalismo. uma vez que esta ultrapassa a condição humana. Quem no teu nome a escuridão projeta. IV.. d) futurismo. ‘Saúde. e) I.. II. Vão três pálidas virgens. depois.Instrução: Para responder às questões 7 e 8. – ‘Eu sofrerei’ – responde-lhe o Poeta.. e) condoreirismo. Vão três pálidas virgens silenciosas Através da procela irriquieta. irmão! Eu sou a Indiferença. I... b) ufanismo. Pertence ao movimento literário denominado Romantismo. Na fronte cismadora do – Poeta – ‘Saúde. sobre o texto. amanhã. Expressa a força do poeta através de sua capacidade de superar mesmo a morte. b) II e III. mísero atleta! Hoje.

movendo as folhas. não mais. Jatir. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. b) O poema romântico indianista recupera as antigas cantigas de amigo medievais. Não sentiram meus lábios outros lábios. Jatir. Vai seguindo após ti meu pensamento. No silêncio da noite o bosque exala. “Leito de folhas verdes Por que tardas. Outro amor nunca tive: és meu. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. Onde quer que tu vás. recebida principalmente de Camões. Onde o frouxo luar brinca entre flores. Sejam vales ou montes. Também meu coração. notam-se ainda no poema. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper dalva Um só giro do sol. principalmente no que diz respeito ao bucolismo. Nem outras mãos. ou dia ou noite. Já nos cimos do bosque rumoreja. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. “vales”. 4 GABARITO 9. Do tamarindo a flor abriu-se. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” Gonçalves Dias. como estas preces.Romantismo Avançar . há pouco. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o poema em questão já se aproxima do parnasianismo. d) Apesar da intensa presença da natureza. pela presença dos elementos mitológicos. Brilha a lua no céu. como estas flores. Já solta o bagari mais doce aroma! Como prece de amor. Jatir! nem tardo acodes À voz do meu amor. Correm perfumes no correr da brisa. lago ou terra. pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista. sou tua! Meus olhos outros olhos nunca viram. e) Mesmo sendo romântico. brilham estrelas. c) O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista. os aspectos marcantes do Arcadismo. para expressar o amor por meio da espera.Texto para a questão 9. a) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos. “bosque” e “perfumes”. tais como “luar”. Já solta o bogari mais doce aroma. que não as tuas A arasóia na cinta me apertaram.

UFSE No período romântico brasileiro. como nunca ouviste falar de outro: guerreiros diabólicos. para os falsos. Escolha a alternativa correta que define essas duas paisagens: a) A paisagem romântica é amena e monótona e a paisagem árcade é sempre graciosa e fulgurante. ( ) O amor é visto unicamente sob o aspecto da sexualidade e apresentado como uma mera satisfação de instintos animais. e isto basta para não ir buscar entre as tribos vencidas os títulos da nossa personalidade literária. UEGO Assinale V. d) na lírica confidencial de Álvares de Azevedo e de Casimiro de Abreu. 13. de Maria da Glória e da cortesã. como na força incompreensível de uma natureza constantemente mutável em seus fenômenos.” (Machado de Assis). uma Ilídia Brasileira.” (Gonçalves Dias).. dos dois autores citados. e) “O maravilhoso. b) A paisagem árcade é bucólica e a paisagem romântica é ainda mais bucólica. para os itens verdadeiros. b) nos romances urbanos da primeira fase de Machado de Assis. um gênesis americano. e menos ainda para que apaixonados declamemos contra selvagens que por direito natural defendiam a sua liberdade. c) Ressurreição e O Navio Negreiro. U.F. mulheres feiticeiras. os aspectos estéticos e os históricos ligaram-se de modo especialmente estreito e original: entre nós. 11. 14. O romance Lucíola. 5 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) Observa-se neste romance a atitude romântica de eleger a prostituta como centro da narrativa.” (José de Alencar). alheia ao eu-lírico. c) nos romances de costumes de Joaquim Manuel de Macedo. de José de Alencar permite entrever várias características do Romantismo: ( ) Observa-se uma preocupação em não ferir o tradicionalismo e as convenções familiares da época. c) A paisagem romântica reflete os sentimentos do eu-lírico. colocando na mesma mulher as imagens de virgem. respectivamente. à afirmação de uma nova Nação e à busca das raízes históricas e míticas de nossa cultura – características que se encontram amplamente: a) na poesia de Gonçalves de Magalhães influenciada pela de Gonçalves Dias.Romantismo Avançar .10. É o que se pode verificar quando se lêem. Unifor-CE Nossos primeiros escritores nacionalistas – Gonçalves Dias e José de Alencar entre eles – voltaram seus olhos sobre nossas raízes históricas-culturais. realçando seus preceitos e preconceitos. as obras: a) Senhora e Lira dos Vinte Anos. d) O Mulato e Canção do Exílio. uma criação recriada. Uberlândia-MG Existem diferenças básicas entre a paisagem retratada pelos árcades e a paisagem retratada pelos românticos. tão necessário à poesia. Lúcia. e) I . devido aos exageros do eu-lírico. sapos e jacarés sem conta: enfim.. d) “É certo que a civilização brasileira não está ligada ao elemento indiano nem dele recebeu influxo algum.” (Gonçalves de Magalhães). UFF-RJ Assinale o fragmento que não corresponde ao indianismo romântico: a) “As leis da cavalaria no tempo em que floresceu em Europa não excediam por certo em pundonor e brios à bizarria dos selvagens brasileiros. c) “Imaginei um poema. enquanto a paisagem árcade é harmoniosa. e) na ficção regionalista e indianista de José de Alencar. encontrar-se-á nos antigos costumes desses povos [indígenas]. ( ) O romance Lucíola ambienta-se na época do autor e retrata os costumes da sociedade carioca do Segundo Reinado. procurando justificar suas dores e compreendendo o tipo de vida que levava. o Romantismo deu expressão à consolidação da Independência. e F. b) Quincas Borba e Os Escravos.Juca Pirama e O Guarani. d) A paisagem árcade é mais visual enquanto a paisagem romântica só é perceptível através da leitura. independência e as terras que ocupavam. foi trabalhar a dualidade. 12. dignos de alta expressão literária.” (Ferdinand Denis). buscando nelas aspectos heróicos. ( ) Uma das formas com que Alencar conciliou a impossibilidade de união entre os dois grupos distintos. b) “Não há hoje a menor razão porque desconheçamos a importância da parte indígena na população do Brasil. o marginal e o burguês.

rainha da festa.. As paixões vivifica.” 6 Dos exemplos citados abaixo. e) I. que usa ...15. UFRS Leia o texto abaixo. quando fala... b) Apenas II... identifique aquele(s) que expressa(m) a concepção acima. nela.... excita o pasmo. UFRS Leia o texto abaixo... dono de uma sensibilidade extraordinária. é um tema dominante na poesia ... Se assentou sobre o grande jirau.. ...... Se é vate quem do mundo o movimento Co’o movimento das canções governa.” (Laurindo Rabelo) III... “Se é vate quem acesa a fantasia Tem de divina luz na chama eterna.. a) O amor – nacionalista – homenageada – a religião b) A pátria – sentimental – martirizada – o mito c) O amor – intimista – idealizada – a natureza d) A infância – histórica – divinizada – a Idade Média e) A morte – nacionalista – humilhada – a música 16.... “Tenho medo de mim. do silêncio ou vozes.... da sombra... IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. Isso faz com que ele expresse suas idéias e emoções de uma forma original e seja capaz de revelar realidades inacessíveis ao homem comum. E a velhinha. Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas desse texto..... “Uma das facetas do Romantismo é conceber o poeta como um gênio inspirado........ de cunho romântico no Brasil. (. de ti. de tudo.... (. “Meia-noite soou na floresta No relógio de sino de pau.. Das horas longas a correr velozes.. Da luz. Das folhas secas. A luz da aurora me intumesce os seios.) O véu da noite me atormenta em dores.. I..) Se é vate quem dos povos.” (Bernardo Guimarães) II.. sob o olhar apaixonado do poeta. d) Apenas II e III..” (Casemiro de Abreu) Quais exemplos correspondem à concepção citada? a) Apenas I. c) Apenas I e II.... a mulher é freqüentemente . do chorar das fontes.... II e III.. como termo de comparação capaz de expressar a intensidade dos seus sentimentos.Romantismo Avançar ..

vê-se desprezado e humilhado pela esposa. Senhora completa a série considerada de perfis femininos que o autor utiliza para a composição da crônica de costumes brasileiros. “Logo após a vitória. assim. Outra vez sua graça encheu os olhos do cristão. constrói uma personagem feminina sem tantas idealizações e já indica o caminho da crítica social. UEMS Assinale a única alternativa verdadeira sobre José de Alencar e sua obra Senhora: a) ainda que considerando romântico. …………… amava. 56. recebe uma herança e vinga-se: “compra” de volta o ambicioso noivo. p. vinga. São Paulo: Scipione. talvez um dia cope a verde folhagem e enflore. José de. numa tentativa de representar por completo o Brasil. Diogo.Romantismo Avançar . Mas basta um sopro do mar. Lúcia Camargo que. o narrador caracteriza os diferentes tipos de amor que três personagens masculinas do romance sentem por Ceci. era o coração do guerreiro branco na terra selvagem. os trechos pontilhados serão preenchidos corretamente com os nomes de a) Álvaro / Peri / D. filho da serra. c) O enredo de Senhora baseia-se na história de uma moça pobre. Mantida a seqüência. é desfeito. Texto para as questões 19 e 20. trabalha e consegue juntar os mil contos do dote para devolução. mas embalde. De novo sentiu em sua alma a sede do amor. após o casamento. quando parece que o tempo nunca poderá estancar o coração. O amigo e a esposa não bastavam mais à sua existência. d) Álvaro / D. sentia-se no ermo. b) juntamente com Diva e Iracema. 7 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o cristão tornara às praias do mar. Diogo / Peri. na praia.17. e) Loredano / D. leva-as a brisa. após ser abandonada por Fernando Seixas. para tudo murchar. e) Alencar. Neste excerto de O Guarani. …………… adorava. Com os olhos engolfados na imensidade do horizonte. 18. c) Loredano / Peri / D.” (*organizações = personalidades) ALENCAR. Iracema. a formosa filha do sertão com a volta do esposo reanimou-se. 1994. O Guarani. não atingiu seu intento. José de. arrependido. Mas breves sóis bastaram para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria. escreveu romances indianistas e urbanos. através da Senhora. b) Loredano / Álvaro / Peri. já comprometido. e tremia de pensar que Iracema houvesse partido. o outro uma paixão. Passava os já tão breves. e a alegria voltou a habitar em sua alma. as flores. O cristão amou a filha do sertão como nos primeiros dias. buscava. d) Fernando. Alencar revela traços realistas.” ALENCAR. Como a seca várzea com a vinda do inverno reverdece e se matiza de flores. A amizade e o amor o acompanharam e fortaleceram durante algum tempo. deixando ermo aquele sítio tão povoado outrora pela felicidade. porém nunca se valeu da composição regionalista e. Diogo. mas o casamento. e sua beleza esmaltou-se de meigos e ternos sorrisos. Como o imbu na várzea. agora longos sóis. As folhas lastram o chão. que apresentava três sentimentos bem distintos: um era uma loucura. onde havia construído sua cabana e onde o esperava a terna esposa. cheia de grandes desejos e nobres ambições. se nasce da várzea porque o vento ou as aves trouxeram a semente. o amor se transformava tão completamente nessas organizações*. O imbu. descobrir no azul diáfano a alvura de uma vela perdida nos mares. mas agora longe de sua casa e de seus irmãos. Diogo / Peri. ouvindo gemer o vento e soluçar as ondas. achando boa terra e fresca a sombra. FUVEST-SP “Assim. …………… desejava. o último uma religião.

a soma das alternativas corretas. seguindo uma tendência da época em que a obra foi escrita.19.. O trecho “os já tão breves. As palavras “diáfano” e “alvura” referem-se a um mesmo nome. 20. Mas cantava. senão em vós se uniformara. UFBA A leitura do fragmento e do romance de onde foi extraído permite afirmar: 01.. já que a primeira dá idéia de concretude.. existe uma explicação adequada em: 01. e Anjo juntamente: Ser Angélica flor e anjo florente. evidencia a fragilidade do amor do guerreiro por sua pátria e a resistência do imbu na várzea. 16. Assinale a opção em que a visão da mulher não se enquadra nesta característica: a) “Ah! Vem. O termo “embalde” expressa a incerteza da realização da ação de “buscava”.” (Gregório de Matos) d) “Minha mãe cozinhava exatamente: arroz. Angélica na cara! Isso é ser flor. a visão romântica representativa da mulher é a de uma figura idealizada. a soma das alternativas corretas. 04. enquanto a segunda. à chegada do inverno e à volta do esposo.” (Castro Alves) 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . como resposta. O aproveitamento da fauna e da flora americana fixa e valoriza a cor local.. 04. e morre amando. ambas com função revitalizadora. 32. 64. molho de batatinhas. Dá vida em teu alento à minha vida.” (Adélia Prado) e) “Baixas do céu num vôo harmonioso! .Romantismo Avançar . A atitude contemplativa de Martim pode ser considerada fortuita. UFF-RJ Na literatura. O movimento da narrativa é retardado pela inserção desse episódio de reencontro entre Iracema e Martim. pálida virgem. se tens pena De quem morre por ti. a firmeza de permanecer em terra estranha. como resposta. feijão-roxinho. 32. Dê. agora longos sóis” contém idéias antitéticas que estão relacionadas com a mudança de estado de espírito experimentada pelo cristão. respectivamente. para ambos. Dê. respectivamente. 64. Une nos lábios meus minha alma à tua!” (Álvares de Azevedo) b) “Anjos longiformes De faces rosadas E pernas enormes Quem vos acompanha?” (Vinícius de Moraes) c) “Anjo no nome. onde ocorre o desfecho da história de amor de que trata o romance. A oração “para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria” exprime a conseqüência da ação do tempo no estado de ânimo do guerreiro branco. 02. A amizade entre Poti e Martim é reveladora do objetivo do autor de mostrar o colonizador como amistoso e cordial. A ação se transfere das praias do mar para o seio da floresta. sem qualquer conseqüência para o desenrolar da trama. fato inteiramente alheio à seqüência dos acontecimentos que constituem o enredo. 08. de abstração do sentimento amoroso. 02. como heróis ou como vilões. frágil e inatingível. 21. A comparação entre a várzea e a filha do sertão remete. A razão que leva a filha da floresta e o guerreiro branco a se exilarem justifica. 16. UFBA Com relação à linguagem. A expressão “sede do amor” difere de sede de amor. Em quem. Quem és tu bela e branca desposada? Da laranjeira em flor a flor nevada Cerca-te a fronte ó ser misterioso! . Os personagens atuam impulsionados por sentimentos que os levam à prática de atos grandiosos ou de ações aviltantes que os caracterizam. 08. A comparação presente no primeiro período do penúltimo parágrafo.

Quais estão corretas? a) Apenas I. c) Apenas I e II. III. FEI-SP Sobre o romance. A heroína de A Escrava Isaura. c) defende a união entre negros e índios contra os colonizadores portugueses. de Joaquim Manuel de Macedo. em que as personagens vivem em contato constante com a natureza. e) I. urataí e outras árvores aromáticas. é a novela picaresca espanhola. referentes ao romance romântico no Brasil. e sobretudo os répteis. d) José de Alencar. c) O aproveitamento da linguagem do sertão é um dos traços marcantes da obra do Visconde de Taunay. são destacadas sua tez clara “como marfim” e sua beleza “branca”. na sua apresentação inicial. O autor desse romance é: a) Machado de Assis. b) Bernardo Guimarães foi o primeiro escritor regionalista brasileiro com o romance Ermitão de Muquém. II e III.Romantismo Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . II. o rio de um lado. porém. o fumo odorífero que se escapava das fogueiras afastaria até mesmo os insetos.” 9 GABARITO 24. O fragmento abaixo foi retirado do romance O Guarani. Leia-o com atenção e responda às questões 24 a 27. antes de partir. Uma das fontes de inspiração do romance Memórias de um Sargento de Milícias. d) A Moreninha garante a Joaquim Manuel de Macedo o pioneirismo na prosa romântica brasileira. circulou a alguma distância o lugar onde se achava Cecília. UFRS Considere as afirmações abaixo. d) reconstitui acontecimentos históricos verídicos do período inicial da colonização do Brasil. 25. c) José Lins do Rego. e) Gonçalves Dias. b) Álvares de Azevedo. de canela. A Moreninha.22. a) O romance indianista de José de Alencar representa contestação política ao domínio português. região tida por ele como a mais autenticamente brasileira. b) Apenas II. e) pretende narrar a fundação de uma nova nação a partir da miscigenação entre brancos e indígenas. FEI-SP O Guarani foi publicado em 1857 e na época gerou uma grande repercussão. de Bernardo Guimarães. Desta maneira tornava aquele retiro impenetrável. de uma corda de pequenas fogueiras feitas de louro. por isso tomara todas essas precauções. é mestiça. é possível afirmar que: a) projeta um futuro trágico para o Brasil. e do outro as chamas que afugentariam os animais daninhos. I. 23. insere-se na linha primitivista da corrente romântica. e sugasse uma gota desse sangue precioso. de Manuel Antônio de Almeida. Peri não sofreria que uma vespa e uma mosca sequer ofendesse a cútis de sua senhora. e) Franklin Távora é considerado o criador da Literatura do Norte. Cefet-PR Assinale a alternativa incorreta sobre o Romantismo. d) Apenas II e III. b) aponta para um tempo em que os indígenas recuperarão o território brasileiro e expulsarão os brancos e negros. “O índio.

UEMS 10 “Maldição baudelaire macalé luiz melodia/ quanta maldição/ o meu coração não quer dinheiro/quer poesia/ baudelaire e macalé luiz melodia/ rimbaud a missão/ poeta e ladrão/ escravo da paixão sem guia/ edgar allan poe tua mão na pia/ lava com sabão/ tua solidão/ tão infinita quanto o dia/ vicentinho van gogh luiza erundina/ voltem pro sertão/ pra plantar feijão/ tulipas para a burguesia/ baudelaire macalé luiz melodia/ waly salomão/ itamar assumpção/ o resto é perfumaria” BALEIRO. O trecho descreve os conflitos entre o homem branco e o negro.26. Voltar Língua Portuguesa . imprudência a que pusera remate o pedido do casamento. fatal. Fernando. O rompimento deste enlace irrefletido era para ele uma coisa irremediável. 27. é correto afirmar que: I. na narrativa. In: Vô imbolá. GABARITO 29. 1999. Fernando disfarçou. o autor procura valorizar as origens do povo brasileiro e transformar certos personagens em heróis. José de. a moça não insistiu. Referimo-nos a: a) Álvares de Azevedo. Uma das obras em que podemos observar tal influência é Noite na taverna e seu autor foi um dos mais influenciados por Poe. c) I e II estão corretas. e) poemas históricos. Zeca Baleiro menciona Edgar Allan Poe (grande influência para muitos escritores brasileiros. Uma noite porém. e) II e III estão corretas. a) somente I está correta. e inquiriu do motivo. em que Seixas se mostrara mais preocupado. e até pareceu esquecer a sua observação. c) A obra. p. enfocados como pessoas comuns. FEI-SP Em O Guarani. mas o seu procedimento o indignava. b) Gonçalves Dias. Em sua música “Maldição”. 28. d) Os personagens são desprovidos de idealizações. FEI-SP A propósito do trecho transcrito. sem força de vontade. d) I e III estão corretas. 104-6. 1992. A descrição do amor que Peri nutre por Ceci visa a criar uma imagem idealizada do índio brasileiro. valentia e brio. na despedida ela disse-lhe: — A sua promessa de casamento o está afligindo. III. b) Aurélia Camargo. São Paulo: FTD. eu lha restituo.” ALENCAR. já lho disse uma vez. e) Olavo Bilac. O autor pretende demonstrar a inferioridade do indígena brasileiro frente ao colonizador europeu. d) Castro Alves. vê com naturalidade o casamento de conveniência. especialmente para uma das gerações do Romantismo). Essa tendência é típica do: a) romance urbano. c) Casimiro de Abreu. Não se perdoava a imprudência de apaixonar-se por uma moça pobre e quase órfã. o papel da mulher fraca. d) poemas épicos. e) A obra apresenta o final feliz. A mim basta-me o seu amor. típico desfecho da narrativa romântica. c) romance indianista. revoltou-se contra si próprio. não lhe pedi nada mais. enquanto romântica. com traços do caráter do “bom selvagem”: pureza. Aurélia percebeu imediatamente a mudança que se havia operado em seu noivo. IMPRIMIR Considerando-se o fragmento inserido no contexto da obra. b) romance regionalista. desempenha. II.Romantismo Avançar . é verdadeira a afirmativa: a) O personagem Seixas revela-se guiado por sentimentos nobres. quanto à relação amorosa. Uneb-BA “Quando Seixas convenceu-se que não podia casar com Aurélia. b) somente III está correta. Senhora: perfil de mulher. desde que mo deu. Zeca.

IMPRIMIR A característica que situa o fragmento dentro da poética romântica é: a) evasão no espaço. Viver é lutar. Quer seja tapuia. Meus brios reveste. especialmente nos índios e em sua civilização. Gonçalves. Se o duro combate Os fracos abate. meu filho. como se pode observar abaixo: “Se Se Morre de Amor! Sentir. A vida é combate Que os fracos abate.30. Poesia Completa. representam um momento da literatura brasileira em que se buscou. inspiração em elementos nacionais. e) idealização da mulher. UFF-RJ As estrofes abaixo. 1959. Compr’ender. Tamoio nasceste.Romantismo Avançar . Penetra na vida: Pesada ou querida. 11 GABARITO Identifique o momento literário a que pertence o poema Canção do Tamoio. sem ousar dizer que amamos. Que os fortes. Gonçalves. 372. os bravos. Amá-la. Cultrix. Condor ou tapir.” DIAS. fragueiro. sem lhe ouvir. Poemas de Gonçalves Dias. b) forte subjetivismo. Rio de Janeiro: José Aguilar Ltda. sem que se veja. Arder por afogá-la em mil abraços: Isso é amor. transcendendo os limites da vida física. Aos fortes. [s/d]. Segui-la. E pois que és meu filho. Só pode exaltar. através do sentimento nativista. UFF-RJ O sofrimento amoroso é freqüente nas obras dos poetas românticos. junto à natureza. Só pode exaltar. Não chores. valorizando o idioma nacional. p. c) idealização do amor. transportando o eu-lírico para um lugar ideal. Brasão dos tamoios Na guerra e na paz. Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. c) Modernismo. “Não chores. aos bravos. sem poder fitar seus olhos. revelando uma visão pessimista da vida. E.. As armas ensaia. a) Barroco. conduzindo o eu-lírico à depressão. que a vida É luta renhida. d) realização de poemas lírico-amorosos. b) Realismo. partes do poema Canção do Tamoio. a quem se adora. Só teme fugir. e) Romantismo. 31. São Paulo. Viver é lutar. No arco que entesa Tem certa uma presa. temendo roçar os seus vestidos. d) Naturalismo. e desse amor se morre!” DIAS. Valente serás. Voltar Língua Portuguesa . Sê duro guerreiro Robusto. seus pensamentos.

mulheres numa casa. 02.32... pode pôr a perder a honra familiar.. independente do julgo da metrópole portuguesa. Segundo Pereira: “Ih. sob a influência das culturas européias. palco da história do amor de Inocência e Meyer. mais precisamente no Rio de Janeiro. d) Apenas II e III. b) Apenas II. à míngua... 08. 33. tentanto tirá-la dos braços de seu amado. é coisa de meter medo. são ressaltados aspectos pitorescos do sertão brasileiro.. Essa exaltação dos recursos alimentares do país.. uma ... Em Iracema. são destruídos. experimentando. por obra de qualquer descuido. 01. de José de Alencar.. as personagens indígenas – Peri e Iracema – morrem em circunstâncias trágicas.. quanto os Aimorés.” 04. I. representante dos valores lusitanos.. c) Apenas I e II... misturam-se cenas da Guerra do Paraguai.. conflito que traz para a cena do romance o soldado Cirino. o homem branco por quem se apaixonara. em contraste com a vida na corte. apaixona-se por um provinciano recém chegado ao Rio de Janeiro.São redomas de vidro que tudo pode quebrar. é um reflexo da busca e aclamação dos elementos constitutivos de uma nação brasileira. José de Alencar propõe uma interpretação de Brasil em que o índio exerce um papel central... no empenho de construir uma visão do período pré-cabralino? 35. a guardiã do “segredo da jurema” abandona sua tribo para seguir Martim.. de José de Alencar. e) Senhora – adolescente – ascensão social. c) Lucíola – aristocrata – degradação moral.. Pereira enaltece a fartura do Brasil. Em O Guarani e Iracema... UFRS Leia as afirmações abaixo sobre os romances O Guarani e Iracema. II. ela é motivo de constante preocupação para o pai......... Essa comparação visa a demonstrar a superioridade do modo de vida na corte e a pobreza e a ignorância do sertanejo.... sinônimo dos recursos naturais do Brasil. d) Senhora – adolescente – enriquecimento material. um processo gradativo de . meu Deus. Apesar do afeto que Pereira sente pela filha. 34. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . tanto a casa de Mariz. a) Que sentido têm as sucessivas mudanças de nome do protagonista no romance? b) Qual o papel das notas explicativas nesse romance? Do que elas tratam em sua maior parte? c) Como o romance e suas notas tratam o ritual antropofágico. Quais estão corretas? a) Apenas I. durante o inverno europeu.. assinale a(s) alternativa(s) correta(s). na certeza de que serão vingadas. ao ouvir de Meyer notícias sobre a morte de pessoas. b) A Pata da Gazela – camponesa – degeneração física.. Durante um almoço. tal como em Iracema e em O Guarani. Em O Guarani. do Visconde de Taunay.Romantismo Avançar . UFMS Considerando a leitura do romance Inocência. aliás uma opinião estendível a outras mulheres em idade casadoura.. Às descrições da natureza típica do cerrado brasileiro. Unicamp-SP Em Ubirajara. em especial a francesa. que retratam o lado negativo da terra americana.. De acordo com a narrativa.. II e III.. No romance . que se apaixona pela bela sertaneja. III.. a partir daí. uma vez que. a) Lucíola – cortesã – purificação espiritual... 12 Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto acima.. UFRS Leia o texto abaixo..... e) I...

37. o texto segue o padrão literário romântico? Justifique a resposta. e confesso francamente que a palmatória não me deixou grandes saudades. GABARITO 39. ( ) Heroína romântica. oferecendo condições para um desfecho feliz ao lado de Aurélia. Rio de Janeiro: Edição de Ouro. onde se morre abafado. de José de Alencar. ligado por laços afetivos sinceros. é correto afirmar. vi quase ao mesmo tempo o céu e o mar. Não foi na cidade. e ao desprender-me das faixas infantis. ( ) Em sua trajetória ao longo da narrativa. b) II. Que deliciosa vida aquela! Como eu corria por aqueles prados! Que colheita que fazia de flores! Que destemido caçador de borboletas! Ah! meus oito anos! Quem me dera tornar a tê-los!. de José de Alencar: I. o que o opõe aos autores da geração literária que sucedeu à sua.” ABREU. UFRJ Associado ao tema da infância. Mas. infante ainda. ( ) A escassez de detalhes descritivos e a incorporação de elementos da cultura popular são algumas das características fundamentais do estilo de Alencar. ( ) A transação que resulta no vínculo entre Aurélia e Fernando acaba por permitir que outro casal. os campos e as matas. nada. 38. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . os valores e a cultura do índio real estão fielmente retratados. e) II e III. mas divididos por razões econômicas.Romantismo Avançar . os costumes. com suas palavras. III. 13 “Nasci no campo. senti a brisa da praia brincar com meus cabelos e o vento da montanha trazer-me de longe o perfume das florestas. leia os textos a seguir: “Meus oito anos Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida. A abordagem desse tema é integralmente feita de acordo com o padrão romântico na literatura brasileira? Justifique a resposta. II. UFRJ O texto de Casimiro de Abreu apresenta um tema relevante no Romantismo: a infância.. Ao tratar desse tema. foi ao ar livre. Obras completas. diferentemente do que ocorre na obra de Gonçalves Dias.. não. Aurélia recusa-se a utilizar-se do dinheiro para alcançar seus objetivos. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso).36. com suas palavras.. não. o texto de Casimiro de Abreu aborda ainda outro tema significativo na literatura romântica: a relação entre o homem e a natureza. o romance apresenta os fatos do enredo em ordem cronológica. p. trata-se de caso de exceção na ficção do autor. Fernando passa por uma transformação que o redime de suas atitudes iniciais. Para responder às questões 37 e 38. Ao apresentar esta obra como “lenda do Ceará”. Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!” Casimiro de Abreu. ao saltar do berço. mas não deixou de explorar sistematicamente recursos típicos da linguagem poética. Aqui. e. Está correto somente o que se afirma em: a) I. o autor já indica a combinação que fará entre elementos históricos e fantasia. O autor valeu-se de uma narrativa. d) I e II. UFPR Sobre o romance Senhora. Casimiro de. servindo como porta-voz direta das críticas do autor aos valores burgueses. ( ) Ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império. aos oito anos ia eu para a escola. o autor consegue sustentar a atenção dos leitores. ( ) Até o final do romance.. a personalidade. ( ) Escrito na forma de um relato de memórias da protagonista. ocultando habilmente as razões que levaram ao desentendimento entre os protagonistas. uma vez que o restante de sua obra romanesca é dedicado à reelaboração das origens históricas do país ou à apresentação romântica de cenários regionais. c) III. iniciando-se a narrativa com as recordações da infância de Aurélia. não queria. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações sobre o romance Iracema. 203. possa encontrar sua felicidade. 1965.

resgate. 16. em oposição à vilania e à maldade. UFMS Sobre o romance Inocência. A descrição que o narrador faz de Álvaro (cap. é um dos tipos humanos descritos por Taunay que dá à narrativa um colorido especial. d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro. reforça a grandeza do índio Peri. porque. no entanto. o amor tudo vence. PUC-SP A questão central proposta no romance Senhora. V. por isso. de Visconde de Taunay. como resposta. Dê. indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance. a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e. incorporado a uma atmosfera metaforicamente medieval. Unioeste-PR Com respeito à leitura de O Guarani. 42. 32. por promessa de seu pai. A natureza age como mediadora: o óleo da cabuíba. no cap. preterida por Fernando Seixas. 02. 08. o romance estrutura-se em quatro partes: preço. cuja linguagem possui os elementos necessários para a descrição da paisagem do interior brasileiro. visto que resulta de acordo no qual as aparências sociais devem ser mantidas. 02. Inocência é noiva de Manecão. O brasão escondido de Loredano e sua devoção a Dom Antônio de Mariz são exemplos da presença do medievalismo na literatura romântica. a soma das alternativas corretas. 04. 04. assinale a(s) alternativa(s) procedente(s). a soma das alternativas corretas. posse. a austeridade do pai de Inocência é quebrada pela intensidade do amor que a filha devota a Cirino. A ação do romance. de José de Alencar. nele. b) Aurélia Camargo. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . salva Peri da morte. sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse. e) O romance gira em torno de intrigas amorosas. apesar do autor ter escrito a obra na segunda metade do século XIX. Pereira. Considerando a obra como um todo. Tico. A jovem. intitulado “Loura e Morena”. 01. c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma. o anão que vigia Inocência o tempo todo. 64. como também as relações do homem com essa mesma natureza.Romantismo Avançar . 16. é correto afirmar que: 01. de desigualdade econômica. transcorre no século XVII. é um romance regionalista. com final feliz. uma espécie de curandeiro ambulante que tenta salvá-la da febre. além de explorar o conflito amoroso próprio da vertente romântica. como resposta. levando-o a acobertar a fuga dos amantes da ira de Manecão. é ilustrada através da oposição entre Cecília e Isabel. focalizado em primeira pessoa. A apresentação que o narrador faz do rio Paquequer registra um típico processo de animização. quitação. Dê. mas. O tom confidencial da narrativa. inclusive através de nomes científicos em notas de rodapé. de tendência sertanista. como um bálsamo poderoso. 41. é a do casamento. A elevação de sentimentos e nobreza de caracteres. 08. apaixona-se por Cirino. em termos históricos. compra-o e ele contumaz caça-dote. o pitoresco da paisagem sertaneja recebe especial atenção do narrador: os elementos da natureza são descritos minuciosamente.40. III – “A Bandeira”) é representativa da tese de Rousseau sobre a bondade natural do selvagem.

“Após a independência. romântica e exaltada. e a civilização não tivera tempo de penetrar o interior. d) A expressão “barca de granito” é uma metáfora de “Palmares”.. Cefet-RJ “Iracema. 125. José de. 15 44. ler o texto que segue. e) São versos típicos de uma poesia que. 10. Antônio de Mariz. Solta a flâmula agitada aos uivos da marujada.. o lugar que acabamos de descrever estava deserto e inculto.” Está incorreta a seguinte afirmação sobre a estrofe acima: a) O tom. que tinha os cabelos mais negros do que a asa da graúna. Iracema. nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. que corria no meio das arcarias de verdura e dos capitéis formados pelos leques das palmeiras. Instrução: Para responder às questões 45 e 46. d) bucolismo neoclassicista. onde campeava sua guerreira tribo..43. alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 1994. construída sobre uma eminência e protegida de todos os lados por uma muralha de rocha cortada a pique. E provocaste a rajada. b) O estilo e o elemento histórico remetem ao autor de Navio Negreiro e Vozes d’África. a virgem dos lábios de mel. 1998.’” NICOLA. mal roçando. da grande nação tabajara. e) nativismo modernista. (. (. b) sentimentalismo realista.Romantismo Avançar .. O pé grácil e nu. a nova nação ‘precisava ajustar-se aos padrões de modernidade da época.) A habitação (. a cidade do Rio de Janeiro tinha-se fundado havia menos de meio século. a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu. No ano da graça de 1604. com versos de sete sílabas que cumprem um padrão de rimas. Nas ondas da escravidão. o tema e o sentimento predominante indicam tratar-se de versos de Álvares de Azevedo. sintetizado pelo: a) realismo naturalista. O favo da jati não era doce como o seu sorriso. “(. No texto de José de Alencar. Entretanto. barca de granito. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. José de.) florestas virgens se estendiam ao longo das margens do rio. via-se à margem direta do rio uma casa larga e espaçosa. Mais rápida que a ema selvagem. a comunidade dos escravos que resistiram ao cativeiro.... Que no soçobro infinito Abriste a vela ao trovão. c) romantismo indianista. p.. Unifor-CE “Palmares! A ti meu grito! A ti. Tudo era grande e pomposo no cenário que a natureza. e mais longos que seu talhe de palmeira. século XIX.) pertencia a D. sublime artista. temos uma das formas significativas do nacionalismo. em que o homem é apenas um simples comparsa. tinha decorado para os dramas majestosos dos elementos. São Paulo: Scipione. São Paulo: Scipione. fidalgo português cota d’armas e um dos fundadores da cidade do Rio de Janeiro.) Havia a necessidade de auto-afirmação da Pátria que se formava. identificou-se plenamente com a causa dos abolicionistas.. c) Essa estrofe é uma oitava.” ALENCAR. p.

Vem tu agora. (…)” AZEVEDO. nele. possui pouco valor como documentário ou crônica de uma época.. ........ através da fundação daquela que se tornaria a sua capital. em relação ao processo de . Se pranteia por Deus de amor suspira. c) o eu-lírico rejeita a literatura e os demais poetas porque se identifica inteiramente com a natureza... é correto afirmar: a) Memórias de um sargento de milícias. mas isso não era coisa em que alguém fizesse conta.... Memórias de um sargento de milícias está totalmente de acordo com as características do momento..... da ideologia dominante. própria da ironia romântica.. Basta de Shakespeare.... . Lira dos vinte anos.....Romantismo Avançar .... a) rejeita – pessimista – adaptação b) redimensiona – inovadora – rejeição c) enaltece – ufanista – conformação d) idealiza – conservadora – rejeição e) recupera – comprometida – adaptação Texto para a questão 47... de José de Alencar.. GABARITO 47. A personagem referida... por exemplo.. como se pode observar..... b) Romance de Manuel Antônio de Almeida... a) O Guarani – irmão – mitifica b) Iracema – tutor – critica c) O Guarani – pai – representa d) Iracema – tio – retrata e) Ubirajara – progenitor – rejeita 46. c) A crítica vê em seu romance um caráter regionalista. FUVEST-SP Considerando-se este excerto no contexto do poema a que pertence (“Idéias íntimas”).... o passado histórico por meio de uma visão . d) Escrito na época do Romantismo. poeta ardente Que ilumina o clarão das gotas pálidas Do nobre Johannisberg! Nos teus romances Meu coração deleita-se… Contudo.. e) Lamartine é criticado por sua irreverência para com Deus e a religião... 16 “Ossian o bardo é triste como a sombra Que seus cantos povoa.. à cultura europeizada por que passa Peri. Parece-me que vou perdendo o gosto.45... o poder e a audácia dos novos habitantes... foi o primeiro escrito no Brasil. Como a lua no mar e o som das ondas… Mas pranteia uma eterna monodia.... e) Não há como negar o tom realístico do qual se carrega a narrativa... IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .... O Lamartine É monótono e belo como a noite.. de Cecília. a) o eu-lírico manifesta tanto seu apreço quanto sua insatisfação em relação aos escritores que evoca..... exprime-se na métrica irregular dos versos. Fibra de amor e Deus que um sopro agita: Se desmaia de amor a Deus se volta.. b) a dispersão do eu-lírico.. só algum mal-intencionado poderia notar em casa de Vidinha uma certa fartura desusada na despensa. Com base no texto acima.. UEMS “O major tinha razão: o Leonardo não parecia ter nascido para emendas. Tem na lira do gênio uma só corda..... PUC-RS A obra em questão ..” Memórias de um sargento de milícias.. PUC-RS O Brasil português revela-se no trecho da obra . é correto afirmar que.. Fantástico alemão.. Álvares de. que é a protagonista da obra. de Manuel Antônio de Almeida.... evidenciado na linguagem simples e na representação de pessoas comuns.. 48.. Durante o primeiros tempos de serviço tudo correu às mil maravilhas.. d) a recusa dos autores estrangeiros manifesta o projeto nacionalista típico da segunda geração romântica brasileira. muito respeitados pela segunda geração romântica.....

..... c) A Escrava Isaura – regionalista – diversidade. ato contra o qual se tinham pronunciado os capitães da frota de Pedro Álvares. José de Alencar retratou. b) seria conduzida por personagens da mais alta idoneidade moral. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .... condenados à morte... e) valoriza e confirma a iniciativa de alguns órgãos de imprensa que celebram a conquista portuguesa como fator importante para nosso posterior desenvolvimento como nação. em obras como ..Romantismo Avançar . cometera a violência de arrancar de suas terras. e) seria causada pelos condenados à morte. PUC-RS Além dos romances históricos e/ou indianistas. b) Senhora – abolicionista – simplicidade.. c) seria arquitetada por colonos degradados. 4º trim. A preocupação em retratar a . contextos e temáticas urbanas. 17 49.. como se o consenso de todos estes comandantes justificasse a atitude de enviar os dois índios ao rei português... condenados à morte ou espíritos baixos. 51. . UFF-RJ A visão de Gonçalves Dias no texto: a) reforça a posição dos brasileiros que desejam comemorar os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil. à liberdade dos índios... a) A Moreninha – realista – desigualdade.As questões 49 e 50 referem-se ao seguinte texto: “O primeiro navio destacado da conserva para levar a Portugal a notícia do descobrimento do Brasil. d) seria derivada da cobiça disfarçada com pretextos da religião. Gonçalves Dias afirma que “fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia” porque aquela história: a) seria produzida por pessoas moralmente condenáveis. p. que buscavam no Brasil a redenção de seus pecados. c) recusa a idéia da violência que teria caracterizado a colonização portuguesa no Brasil. 50... que alegavam razões religiosas para seus atos.... do país através de temas nacionais configura-se como um dos aspectos mais significativos do Romantismo brasileiro. eram colonos degradados. No texto.. Gonçalves. d) ressalta a concordância a que os capitães da frota de Pedro Álvares teriam chegado. Fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia: era a cobiça disfarçada com pretextos da religião. era o ataque aos senhores da terra. como se a esquadra de Pedro Álvares não houvesse enviado dois índios a Portugal.. como elemento motivador para um distanciamento e uma diferenciação em relação a Portugal.... sem que a sua vontade fosse consultada... bem como criou romances de tendência . 1867. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para se redimirem... que evitava o ataque dos colonos degradados aos senhores da terra e à liberdade dos índios.... mas que eram movidas pela ganância. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para darem largas às depravações do instinto bruto. d) O Moço Loiro – realista – complexidade.. apesar do tom artificial de alguns romances..” DIAS.. convertendo os índios.. b) insere-se no contexto do Romantismo. como se esta tivesse sido um evento relevante e benéfico para os habitantes de nossa terra. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro..... UFF-RJ Índice é tudo aquilo que indica ou denota uma qualidade ou característica especial. que busca ressaltar os aspectos negativos da colonização portuguesa. 274. e) Lúciola – regionalista – diversidade. contra a vontade deles.. e com instâncias ao rei de Portugal para que por amor da religião se apoderasse d’esta descoberta. a dois índios. que se dedicavam intensamente à causa da conversão do indígena brasileiro.

o personagem principal. 54. como resposta. comentando as ações dos personagens. que previa heróis moralmente elevados. é um romance urbano que apresenta grande variedade de tipos humanos (a parteira. que aqui gorjeiam. o narrador interrompe com freqüência a narrativa. e) fuga romântica para o sonho. destacando-se pela temática regionalista. Leonardo. Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá. é um anti-herói. Onde canta o Sabiá. 08. FUVEST-SP “Teu romantismo bebo. c) melancolia romântica. Lira dos vinte anos. Sem qu’inda aviste as palmeiras. Leonardo. e) os versos da última estrofe acentuam o sentimento do exílio e expressam o desejo do poeta de morrer em Portugal. o eu-lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala. o barbeiro. torna-se sargento. 16. “Luar de verão”. b) se trata de um soneto clássico que celebrizou o poeta como um dos mais importantes do Romantismo brasileiro. (. a soma das alternativas corretas. o chefe de polícia) e os problemas morais e sociais do Rio de Janeiro sob o reinado de D. ó minha lua. o personagem central. o Romantismo. Nosso céu tem mais estrelas. é filho de Leonardo Pataca e de Maria da Hortaliça. A teus raios divinos me abandono. Dê. Essa atitude do eu-lírico manifesta a a) ironia romântica. característica das classes de alta cultura e condição social confortável. 53. Nossas várzeas têm mais flores. mas revela. Nossos bosques têm mais vida. fruto de “uma pisadela e de um beliscão”. o compadre. que mais tarde se casa com Vidinha e.” AZEVEDO. Onde canta o Sabiá. Torno-me vaporoso… e só de ver-te Eu sinto os lábios meus se abrir de sono. desinteresse e tédio..) Não permita Deus que eu morra. Álvares de. referidas na segunda estrofe. tornando a obra uma espécie de crônica da época.Romantismo Avançar .. UFMS Com relação às Memórias de um Sargento de Milícias. simbolizam a falta de preocupação com os problemas do período colonial. é correto afirmar que: 01. capazes de atos de bravura e coragem. Nossa vida mais amores. João VI. “Minha terra tem palmeiras. aproximando-a da estética realista. a comadre. UFRS Leia as estrofes seguintes. um aventureiro. b) tendência romântica ao misticismo. Neste excerto. Sem que eu volte para lá. 04. c) é um canto de amor à pátria e teve alguns dos seus versos incorporados à letra do Hino Nacional. As aves. contrariando as convenções literárias da época. Não gorjeiam como lá. de imediato. 02. d) as estrelas e as flores. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .52. por méritos próprios. d) aversão dos românticos à natureza. extraídas do poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias.” 18 Em relação à Canção do Exílio é correto afirmar que: a) exalta a natureza brasileira em sua fauna e sua flora. uma das características da obra é a utilização da linguagem oral.

a: a) idealização da amada.Juca -Pirama No meio das tabas de amenos verdores.. In: RIEDEL. São muitos seus filhos. solene e distante. São rudos. nos ânimos fortes.Juca-Pirama. 57. pela qual se rebaixa a linguagem ao plano do cômico. I.)” DIAS. sedentos de glória. a um tempo temida e desejada.. c) O poema gonçalvino enalteceu e preservou as tradições indígenas brasileiras. b) projeção da própria morte. de glória e terror! (. c) sátira impiedosa. já cantam vitória. d) à vertente romântica indianista. d) insegurança amorosa. atribuiu-lhe também alguns distúrbios de personalidade. Vitória-ES Observe com atenção o fragmento abaixo: “I. UFMG Em relação ao poema “Canção do exílio”. guerreiros valentes! Seu nome lá voa na boca das gentes. 56. UFSE “Quando junto de ti sinto às vezes Em doce enleio desvairar-me o siso. Já meigos atendem à voz do cantor: São todos Timbiras. U. Condão de prodígios. retratada como musa etérea. Literatura brasileira em curso. 1969. por temor de que a realidade rechace o devaneio lírico. severos. Cercadas de troncos – cobertos de flores. de Álvares de Azevedo.Romantismo Avançar . Temíveis na guerra que em densas coortes Assombram das matas a imensa extensão.F. incorporando-as ao orgulho nacional. e) A poesia romântica indianista resgatou o passado histórico do Brasil e valorizou a bravura de seus habitantes naturais.. expressa num detalhismo quase realista. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . revela-se um traço forte de sua poesia. Já prélios incitam. d) O poeta romântico transformou o silvícola em um dos símbolos da autonomia cultural e da superioridade da nação brasileira. e) força material do cotidiano. Nos meus olhos incertos sinto lágrimas. c) à temática romântica da nostalgia. Gonçalves. que.55. é incorreto afirmar que ele pertence: a) ao projeto nacionalista romântico. b) à tendência romântica para a utopia. mas da lágrima em troca eu temo um riso!” Na estrofe acima.. Rio de Janeiro: Bloch. Alteiam-se os tetos d’altiva nação. Dirce. p. b) “I-Juca-Pirama” expressa o nacionalismo de seu autor. ao idealizar a coragem e o heroísmo do índio brasileiro. 311 19 Reflita sobre as tendências da poesia romântica indianista e assinale a alternativa que não confirma a visão idealizada do poeta em relação ao indígena brasileiro: a) O índio de Gonçalves Dias ganhou o tom dos valorosos cavaleiros medievais e reafirmou o sentimento nacionalista de nosso Romantismo. de Gonçalves Dias.

De bela adormecida. o sonho. ideal mimoso. criam efeitos sinestésicos. como resposta. “rompeu a tela”. Tapir – anta. 08. U. Nos lábios frios comprimir chorando. confirmando a filiação do poema à estética simbolista. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. Não poderei na sepultura. Conforme os versos transcritos. de Gonçalves Dias. de Castro Alves. o poema recorre a imagens nebulosas e sugestivas. Santa Maria-RS Considere os versos de “Canção do Tamoio”. o poema denuncia sua familiaridade com relatos infantis. em negro quadro Havia uma outra imagem que eu sonhava A minha amante dorme. sedento e arquejante. Dê. a presença da morte. e) As marcas do erotismo. E essas violetas inodoras. “Idéias Íntimas (fragmento) VII XIII Em frente do meu leito. satanismo. d) As referências ao universo da pintura. revelam o seu caráter romântico de segunda geração. Texto para a questão 60. c) a covardia é o único sentimento a ser temido pelos fortes. 16. b) os índios estão em guerra contra os tapuias.Romantismo Avançar . murchas. “negro quadro”. U. No poento vidro que te guarda o sono! Álvares de Azevedo. da loucura e do sonho presentes no poema serão retomadas de maneira similar na poesia parnasiana. A rósea face Mas ela não o quis… rompeu a tela Parece em visos de um amor lascivo Onde eu pintara meus doirados sonhos. exaltação da natureza. É uma estampa No meu peito na vida e no sepulcro. De fogos vagabundos acender-se… Se posso no viver sonhar com ela. c) Ao dizer “É uma estampa/de bela adormecida”. vida e morte. No arco que entesa Tem certa uma presa. tais como: ventura e tristeza. “Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte.F. 02. é um conjunto de poemas que apresentam: 01. Condor ou tapir. “onde eu pintara”. 04.58. 20 59. e) o bom índio se conhece pela qualidade do seu arco. Condor – ave semelhante à águia. imaginação criadora. Meus tristes lábios imprimi ardentes Sua imagem divina ter no peito. Não encheste minh’alma de ventura. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a) quem erra o alvo precisa fugir da caça. (…) GABARITO 60. E com a nívea mão recata o seio… Essa trança beijar de seus cabelos Oh! quantas vezes.E. b) Filiado ao Simbolismo. presentes no poema. linguagem coloquial. a imagem da mulher amada. a soma das alternativas corretas. expressão de ideais românticos.” Vocabulário: Tapuia – identificação dada a tribos inimigas. ao menos. a) O idealismo. Quando louco. característica primordial do Romantismo. Só teme fugir. Quer seja tapuia. d) quem não tem boa pontaria é excluído do grupo de guerreiros. Ponta Grossa-PR Espumas flutuantes.

. 16. vulneráveis e desonestas. a coragem e a fidelidade.representação de pessoas comuns. Dentre as proposições abaixo. c) a linguagem é um misto de narração e descrição lírica. o mestiço povo brasileiro. de José de Alencar.” IMPRIMIR GABARITO Assinale a alternativa que identifica. o nascido do meu sofrimento.61. b) Iracema entrega-se a Martim sem resistência.. as mulheres são devassas. Dê. características da estética romântica. b) Castro Alves – O Navio Negreiro – Romantismo. As personagens do romance pertencem à classe dominante. Estreitou-se com a haste da palmeira. seja no plano da forma . na perspectiva do idealismo romântico. U. 63. título da obra e período literário dos versos citados. (. Voltar Língua Portuguesa . José de.Romantismo Avançar . U. O tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho. Iracema.. Apresenta-se. seja no processo de construção das personagens . entre os anos de 1852 e 1853. assinale a(s) correta(s) em relação ao romance em questão. de baixa renda e seus dramas cotidianos -. assinale a alternativa incorreta: a) O amor entre Iracema e Martim desculpa simbolicamente a colonização.F. U. Embora o romance esteja inserido entre as produções do Romantismo. Legiões de homens negros como a noite Horrendos a dançar. estalar do açoite. b) o sentimento amoroso justifica as duras ações colonizadoras. contrariando todo o desenvolvimento orientado pela narrativa. Tinir de ferros.linguagem simples e direta -. a retidão de caráter. Juiz de Fora-MG A partir do fragmento acima. c) Aluísio Azevedo – O Mulato – Naturalismo.. d) é uma obra de teor nacionalista em que há uso da cor local. a seu modo. e vivem situações idealizadas. A dor lacerou suas entranhas. é incorreto afirmar que: a) destaca o elemento indígena como a verdadeira origem do povo brasileiro. como resposta. c) A expressão “nascido do meu sofrimento” pode ser lida como índice da origem violenta da formação social brasileira. Em sangue a se banhar. seja no espaço onde essas personagens circulam . Santa Maria-RS “Era um sonho dantesco. a soma das alternativas corretas. e) Castro Alves – Vozes d’África – Romantismo. 64.” ALENCAR. porém logo o choro infantil inundou sua alma de júbilo..) – Tu és Moacir. Juiz de Fora-MG Sobre o romance Iracema. tradições e falas de pessoas simples.. a morte da terra virgem pela necessidade se implantar nela uma civilização. autor.F. UFMS Memórias de um sargento de milícias.. de Manuel Antônio de Almeida. O desfecho da obra apresenta histórias de luto. não se pode negar o teor realístico do qual se carrega a narrativa. à elite de sua época. 01. a) Álvares de Azevedo – Noite na Taverna – Romantismo.F. foi uma obra inicialmente publicada em folhetins. uma vez que registra traços dos hábitos. 02. corretamente. A obra pode ser classificada como um romance de costumes. no romance. do povo que vivia no Rio de Janeiro no começo do século XIX. As questões 62 e 63 referem-se ao fragmento abaixo: 21 “Iracema. buscou a margem do rio onde crescia o coqueiro. dor e sofrimento. 62.. 08. 04. e considerando a obra como um todo.a periferia do Rio de Janeiro. d) Álvares de Azevedo – Conde Lopo – Romantismo. consciente da sua missão de gerar a nova raça. um nítido contraste entre as personagens masculinas e as femininas: enquanto os homens se distinguem pela honestidade. d) Alencar justifica. sentindo que se lhe rompia o seio.

ao contrário. Desta forma. o disfarce e o erro de identificação. recursos ostensivamente colhidos nos romances de folhetim da época. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Dei um último olhar àquela forma nua e adormecida com a febre nas faces e a lascívia nos lábios úmidos. c) I. ( ) a utilização de recursos dramáticos considerados primários.Romantismo Avançar . as grinaldas da morte na fronte dela.. Aquele branco da mortalha. mas um ser venal inferior como é o caso de Seixas.” 22 Com relação ao fragmento acima. como o subjetivismo. eu ignoro por quê. – era o anjo do cemitério! Cerrei as portas da igreja. eu deixara dormida no leito dela a condessa Bárbara. para os itens verdadeiros. presente em grande parte da obra do autor. Tomei o cadáver nos meus braços para fora do caixão. 66. d) Apenas I e II estão corretas. ainda. e após uma orgia. naquela tez lívida e embaçada. que se casa pelo dote.. afirma-se: I. As luzes de quatro círios batiam num caixão entreaberto. sempre se salva a dignidade última dos protagonistas. demonstrando a ingenuidade e a simplicidade que permeiam a edificação da trama. como o esconderijo. o amor platônico não é superado pelo amor físico. Era uma defunta!. a punição do violão. ( ) Nesta obra.. ( ) Este romance testemunha que Alencar crê nas “razões do coração” e se seu moralismo se abate sobre as mazelas de um mundo antinatural (o casamento por dinheiro). c) V – F – F – V. de José de Alencar e (F) para as que não se aplicam adequadamente ao romance: ( ) O autor coloca no centro do romance não mais um herói. e aqueles traços todos me lembravam uma idéia perdida. o vidrento dos olhos mal-apertados. o que leva ao efeito cômico desejado. no 1º. direcionando-os para a vida religiosa. rompido temporariamente. b) V – V – F – F. e se redimem as transações vis repondo de pé herói e heroína. gemendo ainda nos sonhos como na agonia voluptuosa do amor. e F para os falsos) ( ) o predomínio da caricatura na concepção das personagens. Nessa obra. mulheres incorpóreas ou virgens. As taças tinham ficado vazias na mesa: aos lábios daquela criatura eu bebera até a última gota o vinho do deleite. a) Apenas I está correta. o egocentrismo e o sentimentalismo. idealizado na literatura ultra-romântica. 67. Cefet-PR O excerto a seguir foi extraído da obra Noite na Taverna. por exemplo). que.. e) Apenas I e III estão corretas. Saí. baseada na exploração de tipos sociais facilmente identificados. o equilíbrio. Quando dei acordo de mim estava num lugar escuro: as estrelas passavam seus raios brancos entre as vidraças de um templo. Assinale a alternativa correta. Tematiza a morte. uma vez que a resolução dos conflitos se encaminha para o final feliz e a conseqüente realização amorosa dos dois jovens e. Pesava como chumbo.65. em virtude da educação que recebera. na economia e principalmente na educação dos jovens. d) F – V – V – F. pois Alencar acredita que pode operar-se nesse caráter uma transformação capaz de restituí-lo gradualmente à sua natureza generosa. Abri-o: era o de uma moça. sei apenas que a cabeça me escaldava de embriaguez. Não sei se a noite era límpida ou negra. época em que a influência jesuítica foi decisiva na política. III. b) Apenas II e III estão corretas. parágrafo.. despreza o nacionalismo e o indianismo.. II. eu achara abertas. ( ) Embora existam personagens más em seu romance (Seixas. acaba por restabelecer-se na medida em que o autor arranja uma solene redenção fazendo Seixas resgatar-se na segunda parte da história.. ( ) o Brasil Colonial como pano de fundo histórico-social. II e III estão corretas. temas característicos da primeira geração romântica. personagens que confirmam o amor inatingível. Idealiza figuras imaginárias. livro de contos escrito pelo poeta ultra-romântico Álvares de Azevedo (1831 – 1852). “Uma noite.. Uniube-MG Marque (V) para as declarações que estão de acordo com o romance Senhora. A alternativa que contém a seqüência correta é: a) F – V – V – V. da qual faz parte a peça O Noviço. pode-se encontrar (Assinale V. Acentua traços característicos da literatura romântica. elas só o são aparentemente. UFGO Martins Pena foi o fundador da comédia de costumes do teatro brasileiro... ( ) uma vinculação nítida com o contexto romântico.

Caracterizam duas faces diferentes da obra do poeta. bucolicamente ingênua e inocente. “Se eu morresse amanhã. o poeta figura a mulher adormecida e a toma como objeto de amor jamais realizado. como resposta. a análise crítica e científica dos fenômenos sociais brasileiros. ao substituir a musa virginal pela lavadeira entretida com o rol de roupa suja. 04. 02. à aflição e à busca da solidão. pastoril. porém. não se caracteriza o rebaixamento do tema amoroso. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 16. atribui à mulher traços de idealização iguais aos do primeiro fragmento. como: 01. Comparando os dois fragmentos. viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã. o poeta confere ao tema amoroso tratamento idêntico ao verificado no primeiro fragmento. é um dos poemas mais lembrados de Álvares de Azevedo.E. Mas cantou nesse instante uma coruja… Abri cioso a página secreta… Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!” GABARITO Os fragmentos acima são de Álvares de Azevedo e desenvolvem o tema da mulher e do amor. com certeza. Dê. E o eco ao longe murmurou — é ela! Eu a vi — minha fada aérea e pura — A minha lavadeira na janela! (…) Esta noite eu ousei mais atrevido Nas telhas que estalavam nos meus passos Ir espiar seu venturoso sono. o poeta expressa as condições mais rasteiras de seu cotidiano. c) no primeiro. Vê-la mais bela de Morfeu nos braços! Como dormia! que profundo sono!… Tinha na mão o ferro do engomado… Como roncava maviosa e pura!… Quase caí na rua desmaiado! (…) É ela! é ela! — repeti tremendo. Como a lua por noite embalsamada. 69. o desajustamento do indivíduo ao meio social. apesar de haver um tom de humor e sátira. Sobre o leito de flores reclinada.Romantismo Avançar . a morte como alívio para o “mal-do-século”.68. Ponta Grossa-PR “Se eu morresse amanhã”. em poesia simples. a soma das alternativas corretas.. manifesta-se o desejo de amar e a realização amorosa se dá plenamente entre os amantes. U. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Fragmento II É ela! é ela! — murmurei tremendo. que conduz à dor. a) no primeiro. com desespero e pessimismo. a valorização de elementos ligados à natureza. o dolorido afã. Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! Que céu azul! Que doce n’alva Acorda a natureza mais louçã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã! Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória. e) no segundo. d) no segundo. a exaltação de sentimentos pessoais.. 08. A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã!” 23 Nele estão contemplados temas recorrentes em sua poesia e na estética romântica. podemos afirmar que. PUC-SP “Fragmento I Pálida à luz da lâmpada sombria. b) no segundo.

( ) na poesia lírico-amorosa.” Considere as afirmações abaixo sobre o comentário feito em relação à palavra ingenuamente na última frase do texto. b) Apenas II. detectado no sentimentalismo exagerado. 2. 3 e 4 estiverem corretas. 3 e 4 estiverem corretas. a história de amor entre Iracema e Martim e as manifestações de ódio das tribos tabajara e potiguara. Ela é o refúgio acolhedor e o ideal de evasão do eu-poético. 4. porque tudo é narrado de forma explícita. II e III. de José de Alencar. 3. assim. O narrador aponta para a ingenuidade da personagem frente à vida e às experiências desconhecidas do primeiro amor. UFRS Leia o texto abaixo. Moacir é o filho nascido da união de Iracema e Martim. vieram de mãos dadas muito familiar e ingenuamente. moldada por um cenário natural tipicamente brasileiro.F. numa representação quase sempre épica. A produção poética desse autor pode ser caracterizada da seguinte forma: ( ) na poesia indianista. ( ) em todas as vertentes da poesia de Gonçalves Dias. a saudosista e a lírico-amorosa. Assinale: a) se apenas 2 e 4 estiverem corretas. como a exaltação do pitoresco nacional. o poeta demonstra acentuadas marcas do nacionalismo vigente no Romantismo. e em lamentos melodramáticos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . não é dizer que vieram de braço. põe em dúvida o caráter da personagem e as suas intenções. O narrador acentua o tom irônico que caracteriza o romance. c) se 2. 24 GABARITO “Desta vez.Romantismo Avançar . o índio. foram mais adiante do que isso. d) Apenas II e III. uma interdependência entre paisagem e estado de alma. a natureza tem um caráter expressivo e dinâmico. 71. no qual está inserido o primeiro habitante do País. de Manuel Antônio de Almeida.70. em Iracema temos o nascimento lendário do Ceará. em que se sobressai o tratamento exótico da natureza tropical. I. Uberlândia-MG-Modificada Sobre Iracema. UFGO A poesia de Gonçalves Dias pode ser dividida em três grandes vertentes temáticas: a indianista. II. Quais estão corretas? a) Apenas I. extraído do romance Memórias de um Sargento de Milícias. embora o texto esteja em prosa. d) se 1. que deforma os encantos da mulher amada. De maneira simbólica ele representa o homem brasileiro. predomina uma sensibilidade plástica singular. U. provocados pelo sofrimento do amor irrealizado. III. 72. E ingenuamente não sabemos se se poderá aplicar com razão ao Leonardo. O narrador. A linguagem do romance Iracema é altamente poética. podemos dizer que: 1. pode-se encontrar um ultraromantismo já convencional. as cenas de amor carnal entre Iracema e Martim são de tal forma construídas que o leitor as percebe com vivacidade. porém. estabelecendo. fruto do negro e do branco. b) se apenas 2 e 3 estiverem corretas. por saber quem é Leonardo. c) Apenas III. Luizinha e Leonardo. comparações sobre comparações. ( ) na poesia saudosista. como este último tinha querido quando foram para o Campo. Alencar consegue belos efeitos lingüísticos ao abusar de imagens sobre imagens. e) I.

06 a Não segue integralmente. d 30. 41. c 33. pode-se dizer que servem de complemento à narrativa. 49. 37. 44. mas com benevolência. 6. 8. Voltar Língua Portuguesa . a a) Como todo povo. 15. a natureza é lugar paradisíaco. O romance confirma isso quando Pojucã pergunta se não é digno deste sacrifício. 16.Romantismo Avançar . 36. o índio brasileiro também tem suas tradições. 2. 05 21. e não européia. 11. segue. 3. 45. F–F–V–F–F–F–V 50 c 27 d c c a a e b GABARITO IMPRIMIR 35. a 29. pois a relação entre o homem e a natureza é apresentada de forma idealizada. Tais estágios são refletidos na mudança de nome do protagonista: Jaguaré é o nome do caçador. Sim. que desmitificam sua imagem de passado idealizado a que se desejaria retornar. V–F–V–V d e a c 21 e a e V–F–V–V–V e c c d c d 17. e 23. 10. Ubirajara é o nome do guerreiro e Jurandir é o nome do hóspede. e 31. b 18. c 28. e 26. no texto. tendo sido derrotado no combate com Ubirajara. 9. 12. 46. 48. atribuem-se à infância traços negativos. 47. d 25. d 24. a 27. b) As notas tratam da língua e dos costumes dos índios. c) O ritual antropofágico é tratado sob a perspectiva indígena. 38. Considerando-se que as notas são objetivas e a narrativa é subjetiva. de experiências positivas. 43. 13.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O 1 1. já que. c 32. sua cultura. a escravidão causaria mais vergonha que a própria morte. 14. 5. não com o preconceito europeu. 23 20. d 22. 40. a qual passa por diferentes estágios. 34. pois. 42. já que. no último parágrafo. a 19. 4. As notas contribuem tratando o ritual. 7. 39.

67. 68. 59. 63. a e c a 14 a b b c 13 a 05 62. 56. 66. 51. 53. 72. 61. 65. 54. 71. 58. 60. a b e c V–F–V–V a 17 c V–V–F–V a e 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .50. 69. 55. 64. 70. 57. 52.Romantismo Avançar .

No seu teor de crítica às navegações e conquistas. 3. Está correto apenas o que se afirma em a) I. c) a manifestação de apego a Portugal. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. Como se fora pérfida inimiga. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. Voltar Língua Portuguesa . A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou.LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. e) I e III. 2. como um todo. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. De teus fermosos olhos nunca enxuito. Tuas aras banhar em sangue humano. II. O episódio de Inês de Castro. inserido em sua narrativa épica.Classicismo Avançar . oferecem momentos em que o lirismo se expande. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano. em Os Lusíadas: I. Aos montes ensinando e às ervinhas. d) retrata a beleza de Inês. III. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. tu. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. c) III. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. Deste causa à molesta morte sua. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. puro amor.” 1 GABARITO Os Lusíadas. d) I e II. Nos saudosos campos do Mondego. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. Estavas. posta em sossego. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. Que a fortuna não deixa durar muito. Entretanto. legítima herdeira do trono de Portugal. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. posta em sossego. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. Se dizem fero Amor. Desse episódio. É porque queres. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. Naquele engano da alma ledo e cego. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. áspero e tirano. O nome que no peito escrito tinhas. já velho e com um “saber só de experiência feito”. obra de Camões. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. que se contrapõe à solenidade do poema épico. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. De teus anos colhendo doce fruito. humanizando os versos. do qual o trecho acima faz parte. linda Inês. IMPRIMIR b) celebra os amores secretos de Inês e de D. b) II. PUC-SP “Tu só.

a 1 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b 2.LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1.Classicismo Avançar . e 3.

Também é comum — e fato antigo — que os vocábulos a atravessar fronteiras venham. em que João Gabriel de Lima discute o projeto de lei nº 1676. Está certo que os abusos beiram o ridículo. de autoria do deputado Aldo Rebelo (PC do B. (32) no terceiro período: A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada de nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). No entanto. (04) os lojistas que exibem cartazes com termos estrangeiros em suas vitrines prejudicam apenas a si mesmos. ser multados. multar um lojista por uma caipirice que depõe unicamente contra ele próprio é um exagero. em geral. americano naturalizado brasileiro. (16) ao contrário dos lojistas. não devendo. que proíbe o uso de palavras estrangeiras. é correto afirmar que: (01) o exemplo utilizado pelos defensores da pureza do idioma — os cartazes de lojas de shopping centers — não prima exatamente pela originalidade. e só alguém que não entende nada do assunto pode achar que é possível bloquear esse intercâmbio’. Seria mais ou menos como cobrar uma pena pecuniária (gostou dessa. de uma cultura dominante. 1 Trecho 1: “O projeto é fruto de uma idéia fora do lugar (mais uma): a de que o português falado no Brasil estaria ameaçado de extinção.” Trecho 2: “Para os especialistas. (08) é possível detectar a presença de duas “vozes” que dialogam com o discurso sobre a língua: a “voz” da ecologia e a “voz” da economia. assim como o mico-leão-dourado e a arara-azul. era o francês o responsável pela maior parte das palavras ditas internacionais. estampar nas vitrines “sale” e “50% off” em vez de “liquidação” e “50% de desconto”. Agora. Rebelo?) de pagodeiros a cada erro de gramática que cometem. O texto traz a opinião do articulista de Veja. não fazendo qualquer referência ao emprego de tais termos na língua escrita. como resposta. UFMS Apresentamos. a seguir. A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert adotassem o termo ‘week-end’ para fim de semana. p. dois trechos de uma reportagem publicada na revista Veja (30/08/00. É normal que uma língua se nutra de outras. Entre eles. (02) o projeto de Aldo Rebelo limita-se a tentar impedir que a língua falada seja invadida por estrangeirismos. essa primazia pertence ao inglês. ‘Um idioma evolui quando entra em contato com outros. Repete-se no terreno do idioma a mesma lengalenga que se desenrola no campo da economia. por isso. São Paulo). a soma das alternativas corretas. os pagodeiros deveriam ser penalizados porque cometem erros absurdos de gramática que corrompem o idioma. seus defensores sempre utilizam o mesmo e surrado exemplo: cartazes de lojas de shopping centers (ops.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II 1. Até o início do século XX. Para ilustrar essa tese.Interpretação de texto II Avançar . A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada da nossa inculta e bela língua (a empresa nacional).” GABARITO Segundo o texto. Dê. 86-7). diz o professor John Robert Schmitz. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . As informações entre parênteses têm por função explicar os termos que os antecedem. que leciona Lingüística Aplicada na Universidade de Campinas. o projeto mostra total ignorância do fenômeno lingüístico. centros comerciais).

estão corretas. a soma das alternativas corretas. exceto: (01) a evolução de um idioma. tendo sido. que não vem explicitado no texto. como resposta. é um processo normal. através do intercâmbio com outras línguas. (04) os vocábulos de uma dada língua que se incorporam a outras originam-se sempre de uma cultura dominante. a evolução das línguas. a partir de então. ao passo que Machado de Assis assume uma atitude complacente em relação a seus opositores. UFMS Veja. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. (32) o trecho atribuído ao professor John Robert Schmitz vem em discurso direto. (04) afirma-se categoricamente que as mudanças ocorrem primeiro na fala para. “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. com naturalidade. serem incorporadas à escrita. (02) tanto Machado de Assis quanto especialistas aceitam.” In: Crítica literária. 3.Interpretação de texto II Avançar . (16) enquanto Machado de Assis vincula as alterações por que um idioma passa ao fator tempo e às necessidades advindas dos usos e costumes. mas pode ser facilmente recuperado pelo leitor. 47. Há. (16) até o início do século XX. (08) em A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert…. 2 Entre o ponto de vista do escritor e a opinião de especialistas. o que pode ser observado desde tempos mais remotos. já explorada no texto acima. a expressão em negrito remete ao termo franceses. com isso. Dê. especialistas enfocam a questão do ponto de vista do intercâmbio com outras línguas. agora. podemos fazer as seguintes comparações: (01) da mesma forma que o escritor fala de riquezas que se acrescentariam à língua. o francês foi o principal idioma a “exportar” palavras para os demais porque pertencia à cultura dominante da época. criando. como resposta. que não se pode impedir. certos modos de dizer. portanto. referentes aos trechos da questão 1. A este respeito a influência do povo é decisiva. (08) ignora-se a influência do povo como propulsor das transformações ocorridas na língua. suplantado pelo inglês. (02) para os especialistas. só então. um efeito de sentido de verdade e constituindo um importante argumento de autoridade para fundamentar a tese do intercâmbio lingüístico. como o escritor Machado de Assis aborda a questão da língua. p. (32) posições contrárias à evolução de uma língua são duramente criticadas. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. Dê. locuções novas.2. os estudiosos tomam os estrangeirismos como elementos positivos que fariam o idioma evoluir para melhor. projetos e atitudes como os de Aldo Rebelo revelam-se absurdos porque traduzem um desconhecimento completo sobre a língua portuguesa e suas origens. UFMS Todas as proposições a seguir. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a soma das alternativas corretas.

b) Quais os traços de caráter das mulheres em relação aos quais os homens deveriam se precaver. Uma flor ainda desbotada Ilude a polícia. esta carta dá uma notável demonstração de machismo e desprezo pelas mulheres. ônibus. Fingem acreditar que elas estão aí por amá-los. Pior ainda. paralisem os [negócios. A durabilidade de tais ligações. Seu nome não está nos livros. gosta de passar aos demais uma imagem de eterna juventude e virilidade. em relação às mulheres. o tédio. rompe o asfalto. d) nada pode interferir no fluxo da vida urbana. Sua cor não se percebe. […] Furou o asfalto. meios artísticos. Transcreva uma frase em que o termo ocorre. quando essa fêmea mostra também intelecto e capacidade de sobrevivência sem seu protetor. e lhes atribui um comportamento que as desqualifica. e) a convivência do homem com a natureza não deve ser estimulada. bondes. c) a capacidade de resistência possibilita o inusitado surgimento da flor. Suas pétalas não se abrem.” ZANINI. e muitas pela fama. o assassino foge ao perfil comum de tais tipos. Mas é realmente uma flor. Referida a um crime que teve repercussão na imprensa escrita e falada. Sublinhe o termo em questão na sua frase. 5. mas certas situações que levam a isso estão aí. no geral. Duro. o nojo e o ódio. Paulo de 30/08/2000. Há milênios.Interpretação de texto II Avançar . Façam completo silêncio. SP. na frase “o homem não aprende”? Voltar Língua Portuguesa . Laércio. esportivos e de poder. GABARITO IMPRIMIR a) O texto usa. termina quando tal fêmea atinge seu objetivo.4. Garanto que uma flor nasceu. “A recente morte violenta de uma jornalista choca a todos porque. ITA-SP O texto a seguir foi publicado na seção “Cartas do leitor” da Folha de S. rio de [aço do tráfego. real. b) a flor nasce sem as marcas da urbanidade. um termo fortemente conotado. São poucas vezes atraídas pelo seu intelecto. É feia.” 3 O texto sugere que: a) as plantas não devem ser cultivadas nos centros urbanos. segundo o autor dessa carta? c) A quem se refere o autor da carta. Garça. PUC-RS Texto Carlos Drummond de Andrade “Uma flor nasceu na rua! Passem de longe. poder e dinheiro. Tudo porque o homem não aprende. triste. nos círculos milionários. nesse fato. Sento-me no chão da capital do país às [cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma [insegura. posando com fêmeas muito mais jovens. associado à descrição de comportamentos que desqualificariam as mulheres.

reformularam a economia. as ‘infovias’. Unicamp-SP (nota: o título de “ministro” é dado aos juízes do Supremo Tribunal Federal) “Pela diferença de um voto. c) “reformularam a economia”. Transcreva pelo menos três. Fuvest-SP A expressão “revoluções não são sutis” indica a) a natureza efêmera das revoluções. que corria o risco de ficar impedido de aplicar cortes de despesas com folha de pagamento previstas na lei. reordenaram prioridades. Uma retificação no voto do ministro Marco Aurélio de Mello garantiu a decisão do STF. 12/10/2000. d) o caráter radical das revoluções. c) a natureza precária das revoluções. “A explosão dos computadores pessoais. Paulo. b) a negação dos benefícios decorrentes das revoluções. 4 Texto para as questões 7 e 8. diante de telas de computadores. o governo saiu vitorioso ontem no julgamento do pedido de liminar contra o artigo 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal. e) “desafiaram constituições”. com base no texto. redefiniram os locais de trabalho. Não há dúvida de que vivemos a revolução da informação e. ocorrem vários termos de jargão técnico que remetem a diversas fases do andamento de um processo no judiciário. diz o professor do MIT. que confirmou a constitucionalidade do artigo que estabelece os limites de gastos com pessoal para os três poderes. desafiaram constituições. Tornaram as leis antiquadas. especialmente em relação aos Poderes Legislativo e Judiciário no âmbito dos Estados e Municípios. d) “redefiniram os locais de trabalho”. enquanto o CD-Rom trabalha. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mudaram o conceito de realidade e obrigaram as pessoas a ficar sentadas. A revisão promovida pelo ministro Marco Aurélio favoreceu o governo. b) O que os termos “retificação” e “revisão” informam sobre a participação do juiz Marco Aurélio de Mello no julgamento da questão? c) Do que trata o artigo 20 da lei de Responsabilidade Fiscal? Responda.Interpretação de texto II Avançar . a expressão que sintetiza os efeitos da revolução operada pela informática é a) “atropelaram o mundo”. as grandes redes — a Internet e a World Wide Web — atropelaram o mundo.” Jornal do Brasil. revoluções não são sutis. durante longos períodos de tempo. Existem ainda no STF outras cinco ações propostas pela oposição contra dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal. e) o traço progressista das revoluções. a) No texto acima. Nicholas Negroponte. GABARITO 7. 8. 13/02/96. Fuvest-SP No texto.6.” O Estado de S. b) “tornaram as leis antiquadas”.

motor com 5 válvulas por cilindro. também conhecido como Cinderela. Mas a tecnologia é imensa. Tem carroceria 100% galvanizada. ar-condicionado inteligente. para um segmento específico da sociedade. É o primeiro carro brasileiro com acoustic parking system. freios ABS de 5ª geração. estimulandoo a adquirir um produto ou a contratar um serviço. a valorização dos calçados anunciados.9. recorre-se à intertextualidade com o popular conto de fadas Gata Borralheira. anúncios que apresentam apenas informações verídicas. apesar de gostar de homens de verdade. O design é compacto. Tendo em vista essa observação. Voltar Língua Portuguesa . ( ) No trecho final. a mensagem do anúncio estaria preservada. 53 (com adaptações). é incorreto afirmar que: (01) no primeiro período. XYZ. leia o anúncio que se segue. ( ) O primeiro período do anúncio não apresentará alteração de sentido se for assim reescrito: O XYZ é o primeiro na categoria e tem airbags laterais. É o maldito sapatinho que não serve para você. são proibidos pelo Código Brasileiro de Defesa do Consumidor. Alguns anúncios são sabidamente enganosos. Dê. UFMS Leia o seguinte texto da propaganda de calçados da coleção Primavera-Verão da Picadilly: “Chega um momento que você pára de acreditar em príncipes encantados e passa a exigir homens de verdade. p. que a interlocutora anteriormente acreditava em príncipes encantados. “O XYZ é o primeiro com airbags laterais na categoria. 12 anos de garantia anticorrosão” permite dupla interpretação: ou todas as peças metálicas do XYZ têm 12 anos de garantia anticorrosão ou apenas a carroceria a tem. Dessa forma. Todavia. UnB-DF Um anúncio publicitário tem por finalidade influenciar o público. direção hidráulica e coluna de direção ajustável em altura e profundidade. por oposição. uma vez que se toma o todo (a pessoa) pela parte (os pés). 13/12/99. 5 De acordo com o material publicitário reproduzido acima. 10. sugerindo maior proximidade com o interlocutor/leitor. E ainda foi considerado o carro mais seguro do segmento pelo Clube do Automóvel. é possível considerar que o anúncio poderá ludibriar o consumidor que der a ele a primeira interpretação. a soma das alternativas corretas. (08) a figura de linguagem que aparece no segundo período é a metonímia. (32) a atribuição de uma qualidade negativa ao sapatinho (de cristal) sugere. (16) os anunciantes da coleção Primavera-Verão da Picadilly utilizam argumentos genéricos para seduzir o grande público. Há. ( ) Se o trecho “Tem carroceria 100% galvanizada” estivesse redigido como Tem 100% da carroceria galvanizada. 15/9/00. (02) com o objetivo de opor realidade e fantasia. (04) o uso de você é um recurso típico do texto publicitário. nº 82.Interpretação de texto II Avançar . que acaba comprando gato por lebre. e. como resposta. ludibriando involuntariamente o consumidor.” Época. por isso. mesmo um anúncio honesto pode apresentar alguma impropriedade lingüística que comprometa a qualidade da mensagem transmitida. ( ) O trecho “Tem carroceria 100% galvanizada. entretanto.” Caras. pois ludibriam o cliente. como conteúdos pressupostos. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. 12 anos de garantia anticorrosão. iniciado em “E ainda” o anúncio afronta o Código Brasileiro de Defesa do Consumidor porque lança uma auto-avaliação sem informar que sistema antifurto a sustenta. GABARITO IMPRIMIR Com relação a esse anúncio. portanto. Tem um momento que você percebe que não é você que não entra no sapatinho de cristal. os verbos parar (de) e passar (a) indicam. não se voltando.

Para julgar o crime. b) O professor Francisco Platão Savioli explica em um texto descritivo a origem da expressão. 6 Podemos concluir do texto acima que: a) Eumênides é a peça escrita por Ésquilo. 230. marcas de oralidade. pintou confusão. Agamênon. 12. II. 07. 6. 5. em Atenas). cit. 24.35. IV. Ana Rosa Ferreira.91. estão corretas a) todas as afirmações.91.C. na Antigüidade. uma oralidade bem marcada da qual se projetam elementos emocionais para envolver o leitor. p.91. 27.11. b) somente III e IV.” GABARITO NP. c) O texto contém uma explicação histórico-científica para a expressão “voto de Minerva”. passou para outras civilizações. para resolver os pepinos em tempo. U. pode-se dizer que. três monstruosas divindades aladas que puniam os criminosos. 27. em que não faltam.” Superinteressante. da Universidade de São Paulo. V. apud. Atena virou Minerva e a instituição do voto de desempate. c) somente I e IV. Os malacos chegaram junto dela e mandaram-na passar as chaves. IV e VI. dado pelo presidente de um tribunal. e) I.07. Egisto. Considerando somente os fragmentos de Notícias Populares acima. d) Atualmente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . predomina I. a empresa está informatizando todo o seu sistema. Texto 4 “Um aviãozinho monomotor (de um motor só) caiu ontem de manhã na Baía da Guanabara…” NP. 4. no discurso jornalístico em questão. julho de 1998. Só que o julgamento terminou empatado e a deusa decidiu pela absolvição de Orestes. ajudada pelo amante. F. o preso entrou no carro de polícia para voltar ao distrito. O cara morreu na hora. Atena funda um tribunal chamado Areópago (que realmente existiu. conta o professor de Língua Portuguesa Francisco Platão Savioli. grande dramaturgo grego. uma preocupação de fundo metalingüístico. Minerva é o nome romano da deusa da sabedoria. A tragédia de Ésquilo.)’. Atena.Interpretação de texto II Avançar . p. que inventou a expressão. III. S. o filho dela. 2 F. Metodista-SP Texto 1 “Por isso. 339. o malaco tentou roubar o revólver de Antônio Carlos. p. apud.91. uma tendência para a hipérbole. Orestes. cit. 298.456 a. o primeiro dos grandes dramaturgos clássicos gregos. ‘O episódio que deu origem à expressão está narrado na peça Eumênides. Texto 3 “Liberado pelos médicos. p. d) I. fugiram. IV e V. de Ésquilo (525 a. Nessa hora. o juiz se utiliza do voto de Minerva para absolver o réu.07. Rolou uma briga e Eudes sacou o berro.” NP. detonando três pipocos em Cícero. a transformação de notícias em narrativas. a mistura freqüente de linguagem culta e popular (oral). para melhor se aproximar da língua padrão. Christi estava tirando seu Santana da garagem. cit. III. II. op. que fica na mesma rua. Com a posterior elaboração e consolidação da jurisprudência romana. perceptível em nível morfológico. Quanto às afirmações anteriores. ou de linguagem popular e técnica. inclusive. quando acontece empate em julgamento. uma deformação dos significantes. O discurso da violência — as marcas da oralidade no jornalismo popular.” NP. projetou o mito muito além da sua época. Quando sacaram que pintou sujeira.C. op. 1996 Texto 2 “Os malacos tinham arrombado a escola Paradigma. Segundo os soldados. F. assassina o marido. Paulo: editora EDUC/Cortez. mata os dois para vingar o pai e é perseguido pelas Fúrias. VI. Univali-SC “Deusa grega decidia julgamentos empatados De onde veio a expressão ‘voto de Minerva’? Da Grécia antiga. II. apud DIAS. Nessa tragédia. e) Tudo o que foi narrado pelo escritor do artigo não passa de ficção. III. Aí. . op. F. apud.07. Clitemnestra.07.

III. Se essa ‘esquiva retórica’ fosse uma disciplina acadêmica. inteligente frente aos obstáculos impostos pelo cotidiano. I. a) o homem capaz de empreender encontros amistosos. podem ser classificados como ‘morde-e-assopra brasiliensis’. intencionalmente incapaz de magoar os outros. ‘vamos ver’. um tipo de enganador charmoso. U. (…). Membros dessa espécie híbrida. II e III somente. O tema é a prática da má política. b) aquele que. 1996. PUC/Campinas-SP “Na prática política. 14. Veja as expressões propositadamente vagas como ‘pode ser’. está correto o que vem afirmado em a) b) c) d) e) II somente. por essa razão. ‘a gente se vê’ e ‘apareça lá em casa’ normalmente são escapadas e não promessas de um novo encontro. Michael.” KEPP. Em relação ao texto. está honestamente preocupado com as regras sociais. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto II Avançar . d) um “camaleão social”.” Considere as seguintes afirmações sobre o texto acima: I. e) um “camaleão social” ironicamente analisado pela sua conduta. ‘se der’. a palavra negociação associa-se ora ao requisito clássico da democracia. que é a busca do ‘acordo entre partes’. meio diplomata. os brasileiros seriam PhDs nela. espertos negociantes. justificam-se como hábeis negociadores. É por essa razão que frases igualmente descompromissadas como ‘eu te ligo’. O tema explorado é o do duplo sentido que a palavra negociação ganha no âmbito da prática política. I e II somente. pela gentileza de seus atos. II e III. II. I e III somente. A tese defendida é a de que a acepção mercantilista do termo negociação pode ser maliciosamente encoberta pela acepção democrática. as pessoas se escondem atrás de expressões comprometedoras para evitar a responsabilidade pelos atos ou opiniões e para fugir dos confrontos embaraçosos. Sérgio Buarque de Holanda os flagrou mais de meio século atrás no seu estudo do ‘homem cordial’. c) o homem perspicaz. ou mesmo das ‘negociatas’. Eles se comunicam por meio de frases como ‘eu fico devendo’. e a tese é a de que as palavras deixam de ter sentido por causa dessa prática. híbrido e. Vários políticos valem-se dessa duplicidade de significados: sendo. (…). das quais os brasileiros diariamente se apropriam para desviar da palavra ‘não’. ora ao fundamento mercantilista dos ‘negócios’. “Modos brasileiros de escapar do ‘não’ Universalmente. In Folha de São Paulo. de Londres e da Fairchild Publications. Metodista-SP Assinale a alternativa que mais traduz o conceito de homem cordial no texto. 7 13. Esses hábitos já estão enraizados nessa cultura. Seu talento nesse campo vem de eles terem aprendido como navegar em torno dos negativos. Essa declaração faz com que qualquer trato não cumprido soe como um acordo amistoso. correspondente no Brasil do jornal dominical The Observer.Texto para a questão 13. meio malandra. de fato.

Durante muito tempo. E também não nos ensinará o valor das emoções. A memória do computador nos dará todo tipo de informações.Instrução: as questões de números 15 e 16 referem-se ao texto. isto é. Nós nunca tínhamos ido à Amazônia. U. Assim mesmo: calor – flechinha – dilatação. e memorizavam — porque aquilo caía no exame. em geral. equivalente a: a) Nada é mais enfatizado. e que foi cercada da maior expectativa: como tinha fama de ralador. Informação memorizada é algo que. entendimento e emoção. c) Nada é comparável. e) Segundo o texto. é criticado o ensino que visa. Ele pousou o giz. mesmo. 8 15. e portanto cheio de afluentes. da vida? No futuro. todos nós estávamos ansiosos.Interpretação de texto II Avançar . não cumpre seu real objetivo. 26 set. Por que é um mistério que nunca esclareci. mas sabíamos seus nomes. como vivem os habitantes da região. b) Entre outras idéias. os escolares saberão dos afluentes do Amazonas não recitando os nomes. O professor então passou o resto da aula explicando: é mais importante entender do que copiar. ficará cada vez mais por conta do computador. que lecionava Física no Julinho. d) Numa perspectiva otimista e confiante. Eu perguntaria ao leitor. como se chamam os afluentes da margem direita?” Zero Hora. A pergunta que. que o conceba como alguém dotado de inteligência e afetividade. Lembro muito bem a primeira aula que nos deu. o texto aponta o computador como o grande mestre do futuro. E todos nós imediatamente copiamos: calor – flechinha – dilatação. o comentário do autor faz referência a um futuro em que inovações metodológicas tornarão o ensino mais produtivo e eficaz. nunca tínhamos visto os rios da região. a esse respeito. ou liam nos livros. Nada mais paradigmático a esse respeito do que a lista de afluentes do Amazonas. c) O texto é portador da idéia de que o ensino desvinculado da realidade e das vivências do aprendiz. A propósito. olhou-nos e fez uma pergunta que nos deixou a todos perplexos. ensino foi sinônimo de informação: nomes. está o objetivo maior da educação. O professor Alfredo entrou na sala. lugares. O que o computador não nos ensinará é como entender as coisas. daqui em diante. Exemplar. Ninguém soube responder. Rio Grande-RS Assinale a alternativa cujo teor é incompatível com as idéias veiculadas pela crônica. os da margem esquerda e os da margem direita. é o ensino da literatura. é essencial que a educação contemple globalmente o ser. Rio Grande-RS A expressão Nada mais paradigmático é. Era preciso recitá-los de memória. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Trata-se de um rio longo. 16. b) Nenhuma idéia é mais relevante. U. foi direto para o quadro e escreveu: Calor → dilatação. Texto “Quais são. batalhas. basicamente. os afluentes do Amazonas? Há pouco tempo faleceu um dos melhores professores que tive. Alfredo Steinbruch. F. em primeiro lugar: o que sentiste lendo esse texto? Em que ele aumentou a tua compreensão do mundo. para a qual o próprio escritor muitas vezes não tem resposta. Não é preciso lembrar. conhecendo como é o lugar. ao acúmulo de informações memorizadas. 1999. Não sei como será a escola no futuro. ao qual caberá a intransferível tarefa de educar gerações. Nesse binômio. datas. e) Nenhuma informação memorizada é mais importante. é preciso saber como acessar. Perguntou por que havíamos copiado aquilo. no contexto. d) Não há exemplo mais adequado. a) No texto. mas indo até lá. F. Revista ZH. se faz a respeito de um texto é: o que quis o autor dizer com isso? Pergunta difícil. mas de uma coisa estou seguro: a regra do professor Steinbruch será mais válida do que nunca. Coisas que os alunos copiavam. E aí os nomes surgirão naturalmente.

Paulo César Garcez. resultou de projetos governamentais. por mais que avance tecnologicamente. d) o abastecimento de água das grandes cidades. b) o crescente avanço da técnica terminará por superar o atraso das relações políticas. Fuvest-SP No contexto em que ocorrem. embora realizado de maneira desordenada. uma informação manipulada que. e) é próprio da informação atualizada que ela seja acessível somente às minorias mais ricas. 18. dos objetos que o formam. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) punhado de atores / objetivos particulares. decorrente da industrialização. Essas técnicas da informação (por enquanto) são apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas. estruturados segundo os padrões da época.” SANTOS. Milton. confunde. Espaços públicos e privados passaram a se fundir a contragosto das intenções normativas. (…) As novas condições técnicas deveriam permitir a ampliação do conhecimento do planeta. de fato. a) as novas formas de vizinhança e de moradia resultaram de uma política de urbanização progressiva e organizada. aprofundando assim os processos de criação de desigualdades.Interpretação de texto II Avançar . Por uma outra globalização. e) a violência urbana. Texto para a questão 19: “O processo intenso de metropolização sofrido no Brasil a partir da instalação dos parques industriais e os surtos migratórios a eles associados inviabilizariam qualquer projeto de perpetuar o controle das formas de moradia e vizinhança nas grandes capitais. estão em relação de oposição os segmentos transcritos em: a) novas condições técnicas / técnicas da informação. c) as mudanças na organização de espaços públicos e privados foram conseqüência da industrialização e da migração. Fuvest-SP Deduz-se corretamente do texto que a) a humanidade.” MARINS. d) apropriadas por alguns Estados / criação de desigualdades. 9 17. nas condições atuais. não será capaz de superar o egoísmo. intensificou-se nos bairros mais populares. em lugar de esclarecer.Texto para as questões 17 e 18. as técnicas da informação são principalmente utilizadas por um punhado de atores em função de seus objetivos particulares. b) a urbanização das grandes metrópoles originou-se em modelos institucionais. corresponda um retrocesso político. c) é da natureza do progresso que. Fuvest-SP Segundo o texto. O que é transmitido à maioria da humanidade é. É desse modo que a periferia do sistema capitalista acaba se tornando ainda mais periférica. seja porque não dispõe totalmente dos novos meios de produção. seja porque lhe escapa a possibilidade de controle. d) o alcance universal do progresso técnico está em oposição à sua utilização para fins particulares. chuveiros e vasos sanitários das cidades — ou na própria violência que passaria a assaltar ruas e casas. e) atual período histórico / periferia do sistema capitalista. mas no avanço sobre mananciais — fonte para todas as pias. c) ampliação do conhecimento / informação manipulada. GABARITO 19. não apenas nas ruas e na configuração heterogênea dos bairros. “Um dos traços marcantes do atual período histórico é (…) o papel verdadeiramente despótico da informação. Todavia. a cada avanço tecnológico. das sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrínseca. História da vida privada no Brasil.

E este ano foi mesmo. Gastou tudo na festa e ainda ficou devendo. 30 de maio de 1893 Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. eu gosto ainda mais.Interpretação de texto II Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Eu acho graça é no entusiasmo dos pretos neste reinado tão curto. as quais. Até parece que a festa é nossa. da qual. no Brasil do século XIX. a qual. a incorreta. “quando” e “que” podem ser substituídas. respectivamente e sem prejuízo do sentido. as palavras “mas”. Foi sorteada para rainha do Rosário uma ex-escrava de vovó chamada Júlia e para rei um negro muito entusiasmado que eu não conhecia. “Domingo. Fuvest-SP Leia.Texto para as questões 20 e 21. Minha vida de menina. se. c) Desvenda-se no discurso da menina narradora uma ótica de classe que parece apontar para a idéia de que os pobres não sabem como usar o dinheiro. A rainha tem uma caudatária que vai atrás segurando na capa que tem uma grande cauda. Helena.” Nesse primeiro período do texto. caso. Esta também é negra da Chácara e ajudou no jantar. a qual. eu gosto ainda mais. d) As situações pitorescas de uma festa servem como pano de fundo às reflexões da narradora sobre o desejo de propriedade da gente-livre recém-liberta e as dificuldades para sua realização. 21. d) entretanto. a) O texto põe a nu os desdobramentos de um sistema de desigualdades marcado por bloqueios e limitações sociais impostos a escravos recém-libertos. c) porém. Agora é que vi como fica caro para os pobres dos negros serem reis por um dia. Júlia com o vestido e a coroa já gastou muito. ao reconhecer a festa popular como possibilidade imaginária de redefinição social pela superação fantasiosa das barreiras advindas da escravidão. algumas afirmações críticas acerca do texto. na época em que. b) pois. Fuvest-SP “Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. Nenhum rejeita o cargo. mas quando são na Igreja do Rosário. que é quase pegada à Chácara de vovó. se. Assinale. entre elas. Coitada de Júlia! Ela vinha há muito tempo ajuntando dinheiro para comprar um rancho. a seguir. e) Observa-se uma mescla de compaixão e ironia no discurso da narradora. na qual. mesmo sabendo a despesa que dá!” MORLEY. se. b) A narradora descreve em seu diário a possibilidade de efetiva ascensão social propiciada pelo regime político do Império. Além disso teve de dar um jantar para a corte toda. por: a) contudo. mas quando são na Igreja do Rosário. 10 GABARITO 20. que é quase pegada à Chácara de vovó. e) porque.

Arrumou as coisas assim na base do mais ou menos. ( ) Quando não estava em frente das câmaras de televisão. em pó. não o tomara pela manhã. quando ela voltou para o seu apartamento com sala. Se fosse branco. o teleteste que distribui brindes para você. boxe. facilmente removível e lavável. de 8 e meia às 10. É só até o dia 30. O vestido não estava no armário. Já eram quase três da matina. Dentro não havia leite: — Não faz mal — pensou. Foi quando o relógio despertador começou a tilintar irritantemente. quitinete e área interna. fez todas as coisas que precisava fazer em uma velocidade espantosa e entregou-se ao suplício de almoçar com o diretor de TV. além disso. In: Primo Altamirando e elas. tinha de almoçar com um diretor de TV. Tomou então um cafezinho mesmo e correu ao quarto para se vestir e arrumar o cômodo o mais depressa possível. Foi botar na boca e ver logo que era leite em pó. UnB-DF A partir da leitura compreensiva do texto. ( ) A garota é chamada de “coitadinha” por ser vítima constante do assédio sexual dos patrocinadores. De 5 às 8. Lembrou-se então que o deixara na véspera dentro da pia. ( ) A garota-propaganda. Iria à cidade apanhar os textos de uma outra agência que precisavam ser decorados até as três. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. toda impermeável. e procurou o vestido verde que comprara no Credifácil. naturalmente).Texto para a questão 22: “A garota-propaganda.) O diabo é que também não tinha Pulvolaque. em pó… Às três horas o programa das donas-de-casa. um lindo móvel que ocupa muito menos espaço em sua residência. tudo conjugado. a garota-propaganda passava seu tempo correndo de um lado para outro. decorando textos. mas muito bonzinho. abriu a cortina do boxe. Boa noite. do ‘Espetáculo Biscoiteste’. mas também não achou. embebida na água com Rinso e o diabo é que o vestido. Abriu a geladeira de 7 pés. Aceite o meu conselho e vá verificar pessoalmente. como ficou dito. aos pés do sofá-cama. Às quatro. 11 GABARITO 22. saindo com pessoas desagradáveis e dormindo pouco. Comeu rapidamente e aceitou o copo de leite que o garçom sugeriu. ( ) O nível de abrangência e a forma da narrativa permitem que se caracterize a postura do narrador como externa e restrita. Garota-propaganda não pode engordar. Procurou no armário uma lata daquele outro que se dissolve sem bater. O diabo era aquele perfume que saía do cangote do seu par. (Você nunca dará corda num Mido). onde você adquire agora e só começa a pagar muito depois. que não enruga nem encolhe. E. Rio de Janeiro: 1962 (com adaptações). decorar outros textos. mas preferiu outra coisa. (Tudo que se faz com leite. banheiro. que comprara dando apenas trinta por cento na entrada e começando a pagar as prestações na entrega das chaves. quando voltaremos com novas atrações. Ele pediu massa e perguntou se ela também queria (Aimoré você conhece — pensou ela). com Pulvolaque se faz. Mas note bem. Eram onze e meia quando chegou à cidade. colocou pasta de dentes na escova e pôs-se a escovar com força. Saltou da camioneta com tração dianteira e muito mais resistente. a jurar que a liquidação anunciada era uma ma-ra-vi-lha. Estremunhada. macio e confortável. faz a oração da noite: ‘Padre Nosso. levantou-se meio tonta. Um perfume inebriante. que deixa saudade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A pobrezinha. entrou no banheiro. Afinal. Fechou o sofá-cama. não conseguia mais separar sua vida privada de sua vida profissional. para decorar páginas e páginas de texto que apanhara na véspera. no departamento comercial da televisão. era verde. vítima da sociedade de consumo. caso ela ficasse efetiva na programação. Stanislau.Interpretação de texto II Avançar . que estais no Céu. vai poder dormir um pouquinho. Tinha de estar pronta em seguida. Ali estão os dois escolhendo o menu. com muito mais espaço interior e que você pode adquirir dando a sua velha de entrada (a sua velha geladeira. tome de sorriso na frente da câmara. Ah… que agradável sensação de bem-estar! Depois do banho. depois ficaria explicado porque a roupa dela é muito mais branca do que a minha. Finalmente. graças à carona que pegara. que tivera de agüentar a cantada de um patrocinador de programa (Agência Galo de Ouro — quem não anuncia se esconde) que prometera um cachê melhor. coitadinha! Já passava das oito horas da manhã e a garota-propaganda dormia gostosamente sobre o seu colchão Vulcaspuma. quarto. que parece linho mas é linholene. Um velho chato. Fora dormir inda agorinha.’” PONTE PRETA. e foi até a cozinha tomar um copo de leite. a quem fingia aceitar a corte para poder ser escalada nos programas. copa. muito obrigada pela atenção dispensada e até amanhã. Quase meia-noite e ela tendo de dançar com ‘seu’ Pereira.

você conta com mais de 300 salas VIP em aeroportos no mundo todo e pode acumular e utilizar pontos no seu programa de milhagens voando com qualquer linha aérea da aliança oneworld. 16/7/2000. Fuvest-SP Entre os recursos de persuasão empregados no texto verbal do anúncio.Interpretação de texto II Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) “programa de milhagens”. c) “Mais espaço entre as poltronas”. Texto para as questões de 24 a 26: 12 “Business Intercontinental da Iberia. mas não essenciais. b) trocadilhos. da radioatividade natural e da história da ilha baiana para defender uma tese: a de que homens e mulheres podem ser igualmente grandes em suas realizações e virtudes. Caderno 2/Cultura. d) “aeroportos no mundo todo”. se se querem grandes. b) Os pequenos erros são importantes. c) apelo direto ao leitor. não contribuem para a grandeza de homens e mulheres. para a grandeza de homens e mulheres. D. ITA-SP Assinale a opção que melhor traduz o trecho em destaque do texto abaixo: ”O novo livro de Ubaldo pode ser visto como um belo exercício de retórica. e) pelo sensacionalismo. 26. Utiliza-se de Itaparica. Viajar virou sinônimo de relaxar. 25. c) Ainda que os pequenos erros sejam inevitáveis. Paulo. a imagem fotográfica associa-se mais diretamente à palavra sorria e à expressão a) “mais de 300 salas VIP”. Business Intercontinental da Iberia. b) “acumular e utilizar pontos”. mas não podem escapar de seus pecadilhos e prevaricações. a relação entre o texto verbal e a imagem fotográfica caracteriza-se principalmente a) pelo sarcasmo.23. Mais espaço entre as poltronas. a) Os pequenos erros são inevitáveis e essenciais para a grandeza de homens e mulheres. Sorria.” SEREZA. c) pela incoerência. d) enumeração acumulativa de vantagens. e) Os pequenos erros são inevitáveis para a grandeza de homens e mulheres. Principalmente quando você tem à sua disposição uma poltrona de design ergonômico com maior capacidade para reclinar e 132 cm de espaço entre a sua poltrona e a da frente. d) pelo humor. Além disso. H. Fuvest-SP Neste anúncio.” GABARITO 24. b) pelo sentimentalismo. só NÃO ocorre o uso de a) termos técnicos. e) expressões em inglês. O Estado de S. Fuvest-SP No mesmo anúncio. d) Não são os pequenos erros que tornam homens e mulheres grandes em suas realizações e virtudes.

preço acessível. d) apresentação das vantagens oferecidas pelo produto. recorrência no uso da hipérbole e da metáfora. e o débito é automático para os correntistas do Itaú. predomínio de verbos no futuro do indicativo. 29. e) “alguém que não sabe nada sobre segurança”. seleção de imagens sensacionalistas para mobilizar a emoção do leitor. apelo à sensibilidade do leitor. possibilidade de escolha quanto à duração do plano (mensal.Interpretação de texto II Avançar . desvinculação entre indenização e inventário. b) “menos trabalho do que trocar um bebê”. Porque o Itauvida dispensa exame médico (basta uma declaração de saúde na proposta).” Texto publicitário produzido pela Agência DM9. o SOS Seguro Itaú é como um pediatra: sabe tudo. Um Itauvida não rouba suas noites de sono. é só ligar para ele a qualquer hora do dia ou da noite. Procure o seu corretor ou uma agência Itaú e faça hoje mesmo o seu Itauvida. baixo custo e facilidades de pagamento. opção dupla para a forma de pagamento. tirou seu sossego e ainda vive nos braços da sua mulher? Então faça um Itauvida. Pelo contrário: suas garantias são válidas 24 horas por dia em qualquer parte do mundo. desobrigação da realização de exame médico prévio. b) débito automático em conta para correntistas de diversos bancos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . opção pelos verbos no modo imperativo. anual ou vitalício). Precisou de ajuda. você faz um seguro de vida que pode durar sempre. mensal ou anual. não é louco de deixar essas coisas para amanhã. Porque quem é louco por alguém. facilidade de pagamento. c) “equivalente a um pacote de fraldas descartáveis”. enumeração acumulativa das qualidades e vantagens oferecidas pelo produto. com todos os valores do seguro atualizados pelo TRD. E dá menos trabalho do que trocar um bebê. repetição exaustiva do nome do produto. d) baixo custo. Por uma mensalidade equivalente a um pacote de fraldas descartáveis. 28. Fuvest-SP A única alternativa em que aparece um trecho do texto que NÃO remete ao campo semântico mais diretamente sugerido pela fotografia é a) “o SOS Seguro Itaú é como um pediatra”. além de a indenização não ficar presa a inventários nem responder por eventuais dívidas do segurado. criativo e de fácil memorização. d) “deixar essas coisas para amanhã”. definição e explicitação do público-alvo (no caso. c) presença funcional de um slogan curto. as crianças).Texto para as questões de 27 a 29: “Uma pessoa que não sabe nada sobre segurança convenceu-me a fazer um Itauvida Responda sinceramente: você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa. você escolhe a forma de pagamento. b) uso sistemático da linguagem denotativa. são vantagens de quem adquire o seguro anunciado: a) dispensa de exame médico pré-contratação. E para esclarecer suas dúvidas. Fuvest-SP No texto encontram-se as seguintes estratégias de persuasão: a) recurso à complementação de sentido pela relação entre texto verbal e imagem. possibilidade de o segurado vincular eventuais dívidas a seu inventário. grande número de postos de venda/contratação. garantia de agilidade e segurança na indenização. serviço de informações 24 horas. comparação com produtos similares. c) preço acessível. Fuvest-SP Segundo o texto. escolha da forma de pagamento. e) presença de verbos no modo imperativo. apelo direto ao leitor pelo uso repetido do pronome “você”. 13 27. e) garantia de a indenização ser vinculada a inventários.

dependerá de autorização do comando. agora. IV. III.Interpretação de texto II Avançar . F. a ambulância não será usada em serviço. como as que seguem. um ciclista atravessou a pista e foi colhido pelo carro. dentre tantas outras possíveis. dos itens mais explícitos aos menos explícitos. podemos fazer leituras com diferenciados graus de profundidade. O texto foi construído para informar que a nova UTI Móvel da PRF ficou danificada em acidente. b) I. É o procedimento adotado neste tipo de situação. atropelado pelo veículo enquanto transitava no quilômetro 512 da BR-116. III. que resultou na morte de um ciclista sexta-feira à noite. “UTI-Móvel sofre acidente/Veículo-ambulância usado em socorro atropela ciclista O acidente envolvendo a nova UTI Móvel da PRF (Polícia Rodoviária Federal). O texto refere-se a um acidente que envolveu a nova UTI Móvel da Polícia Rodoviária Federal e um ciclista. IV. III. Os danos na UTI Móvel foram de pequena CARRO da PRF mata ciclista e fica bastante monta. mas da vítima não sabemos sequer o nome: é apresentada apenas como ‘um ciclista’. Se reordenássemos os itens acima expressos. II. também. mas as demais unidades da PRF estão em condições de transportar feridos. Por enquanto. O texto permite-nos inferir que provavelmente um policial rodoviário estivesse conduzindo o veículo. U. No deslocamento. A matéria não coloca a vida humana em primeiro lugar. a ambulância não será usada em serviço. II. Em virtude do acontecimento. IV. na parte dianteira do veículo. IV. O conserto. 8/6/1999). I. III. que receberá. III. I. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) III. houve. a ordem seria: a) I. II.” 14 Quando lemos um texto. Pelotas-RS Leia o texto a seguir (Diário Popular. do nível de leitura menos profundo ao mais profundo. I. A ambulância havia sido acionada para atender a acidente no quilômetro 524. II. em conseqüência do acidente. o pára-brisa ficou quebrado. ou seja. resultará em inquérito para averiguar as circunstâncias do caso. que morreu vítima do atropelamento. e) IV. O texto acima comporta leituras. IV. II. morrendo na hora. informou o inspetor Carlos Alberto Bahr Fernandes. As demais unidades da frota da PRF dispõem de equipamentos para o transporte de feridos. I. d) II. No texto fica implícito que o motorista não ficou ferido. Há muitas informações sobre a ambulância. danos de pequeno valor no veículo. relatório e fotos do acidente. Segundanificado do o policial rodoviário.30.

uma propaganda encomendada para divulgar as qualidades do principal produto de uma fábrica de refrigerantes. 85. ( ) O poema foi construído a partir de alterações semânticas decorrentes de inversões fônicas de um grupo pequeno de fonemas. babe cola e excrete caco pela cloaca. (08) O conector desde que impõe uma negação do que foi dito anteriormente. (01) Em A informação há uma remissão para um dado que está fora do texto. é arriscada: o submarino pode rachar no processo. 1950-1960.2). Unb-DF “beba babe beba babe caco cola coca coca cola cola cola caco cloaca” PIGNATARI. Voltar Língua Portuguesa . 52. Coca-Cola. originalmente.7) têm em comum um sentido negativo. agosto de 2000. 32. A profundidade em que se encontra a embarcação. In: PIGNATARI. o melhor a fazer com o Kursk é deixá-lo onde está: no fundo do oceano. retirado da Revista Veja. ( ) Uma síntese possível do texto é Beba coca. e os primeiros testes apontam para isso. principalmente. como resposta. Unioeste-PR “O destino do Kursk A informação é triste para os parentes dos marinheiros. IMPRIMIR Em relação ao texto. Nesses lugares não foram detectados traços perigosos de radiação. a até 20 metros da superfície. (64) O pronome isso retoma a idéia de que há vazamento de radiação vindo dos reatores do Kursk. (02) A carcaça do Kursk não será uma preocupação constante para o governo russo. A razão é simples. ( ) Pode-se inferir que o texto foi. além de muito cara. Décio. 1975. p. (04) A informação triste para os parentes significa que o não resgate dos corpos é necessário para o bem comum. do ponto de vista ambiental. o ideal é não mexer na carcaça naufragada. “caco” (v. 2ª ed. Há lixo nuclear suportável em águas bem mais rasas. 15 A partir das informações do poema acima. Augusto e CAMPOS. ( ) Os vocábulos “babe” (v. Teoria da poesia concreta: textos críticos e manifestos. mas. Décio.5) e “cloaca” (v. 108 metros. São Paulo: Duas Cidades. Desde que não haja vazamento de radioatividade vindo dos reatores do Kursk. dê. A conclusão segue as recomendações da Agência Internacional de Energia Atômica e baseia-se em estudo realizado com outros dejetos nucleares que repousam no fundo de mares árticos. Haroldo de. (16) A expressão além de muito cara é um argumento a mais para contrariar a solicitação de retirada dos corpos. o que provocaria vazamento perigoso para as pessoas envolvidas e para o meio ambiente. o que se sobrepõe às expectativas dos parentes. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. Uma operação de resgate.Interpretação de texto II Avançar . a soma das afirmações corretas.31. pelas famílias das vítimas. porque é impossível ocorrer vazamento de radioatividade. também é segura. (32) O adjetivo perigosos deixa subentendido que existem traços de radiação.” GABARITO Fragmento de texto. p. CAMPOS. desejada pela opinião pública e.

Em energizês. UnB-DF Com referência às idéias do texto e sua relação com outras áreas do conhecimento. Lá não temos problema de emagrecer.Texto para a questão 33: “Idéias sustentáveis A biodiversidade. Tudo é feito de acordo com o movimento da noite. 6/9/2000. 16 33. Há um cálculo mundial para detectar a probabilidade de um país ficar no escuro. o espírito da sabedoria com quem os pajés podem conversar. o país não pode crescer.Interpretação de texto II Avançar . o país tem sete vezes mais possibilidade de sofrer com a falta de energia do que seria aceitável. a alimentação e.” MORIN. os seres humanos. Quando falta luz em casa. É difícil prever por quanto tempo a humanidade poderá contar com o fornecimento de petróleo a um custo compensador. Dificilmente a falta de energia atinge as pessoas diretamente. que estamos cuidando deste patrimônio ao longo do tempo. A prova de que há uma certa angústia no ar em relação ao suprimento energético é a atitude dos grandes consumidores. Simples assim. para que nós. Texto para as questões 34 e 35: “O Brasil precisa arrumar novas fontes de energia para ver a luz no fim do túnel A relação entre crescimento econômico e energia é direta. Estes podem compreender e transformar aquelas plantas no nosso sustento. O que pesa são os gastos industriais. as olhemos e dali tiremos a água.” RAMIRO. Denise. Desde que o preço do petróleo começou a subir teimosa e implacavelmente. no meio do mato. da capacidade de produção e do crescimento do consumo. p. No que diz respeito ao petróleo. ( ) o culto do corpo são em mente sã. quem realmente precisa aprender com os indígenas é a “ciência do homem branco”. no sentido de mostrar que a ciência do homem branco precisa conversar com a ciência indígena. a magia de tentar entender este Criador: o espírito da floresta. uma nação está segura quando há três chances em 100 de faltar energia. a economia pára. em geral. Lá. em termos de vida. Rio de Janeiro: Garamond. Ou seja. ( ) Pelo segundo período do texto. comum entre os vikings. há plantinhas e árvores grandes. que não está nas terras indígenas no momento da fala. o mundo parece ter atentado para o problema da extrema dependência em relação a poucas fontes de energia. lá. não temos academia de ginástica. pois o consumo doméstico é irrisório no cômputo geral. que estão nas mãos de um número reduzido de controladores e que ninguém sabe por quanto tempo serão suficientes para suprir as necessidades globais. é correto concluir que. copiaram e discutiram. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Se ela faltar. ( ) O texto é narrado em primeira pessoa. principalmente (o que às vezes vocês não percebem). 135 (com adaptações). Cada um deles está em busca da chamada luz no final do túnel. essa taxa no Brasil era de 5%. os índios. pelo foco do silvícola. Em nossas aldeias. Em 1997. O sistema brasileiro opera próximo ao limite da capacidade instalada. O índice internacionalmente aceitável é de 3%. Edgard. contraria os hábitos das colônias indígenas remanescentes no território nacional. estudaram. a magia da vida. nunca tivemos a oportunidade de contar e de compartilhar o que significa para nós esse patrimônio. Subiu para 15% no início de 2000 e deve chegar a 20% no fim do ano. são todas meio improvisadas as estimativas a respeito das reservas. as águas doces estão todas nas terras indígenas. Queremos dizer isso a vocês. Se a geração de energia não for suficiente. o motivo é uma falha nas linhas de transmissão. não um colapso na geração. do dia e do tempo. Saberes globais e saberes locais — o olhar transdisciplinar. mesmo com novas tecnologias de extração sendo desenvolvidas a cada dia. Veja. no canto das terras indígenas. no ano passado. o remédio. com uma pequena margem de sobra. Muitos pesquisadores já foram a nossas aldeias. Nós. 2000 (com adaptações). entra em colapso. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. ( ) Infere-se do texto que viver de acordo com o movimento do dia e da noite deu origem a academias de ginástica para emagrecer. na opinião do autor.

36. arrebitado de beiços. ( ) No terceiro período. Cara de gente.” 17 GABARITO IMPRIMIR Assinale a afirmativa correta em relação ao trecho. Mesmo que. a falta deverá atingir 33. Todo dia isso faço. se vai ver se deu mortos. “— Nonada. b) As palavras do narrador indicam que o “senhor” compreendeu adequadamente o ocorrido. pois aquilo que ele pensou não poderia ocorrer no sertão. cedi. ainda não-explorados. eu não quis avistar. Voltar Língua Portuguesa . primeiro a cachorrada pega a latir. ( ) Ao mencionar “a geração de energia”. a expressão “luz no final do túnel” foi explorada duplamente: com o sentido conotativo. Não tenho abusões. cara de cão: determinaram — era o demo. o pronome “ela” pode referir-se tanto a “energia” como a “geração”. UnB-DF No que se refere às idéias do texto e sua vinculação com outras áreas do conhecimento. 35. UFRS Leia o trecho abaixo de Grande Sertão: Veredas. a situação brasileira é altamente favorável. O senhor ri certas risadas… Olhe: quando é tiro de verdade. pressuposta no início do romance. Mataram. Alvejei mira em árvores no quintal. d) O aparecimento do bezerro com máscara de cachorro não causa estranhamento entre os sertanejos. para uma população estimada em 167 milhões no final de 2000. ( ) No período final. o texto argumenta contrariamente ao princípio da Física segundo o qual energia não pode ser criada.4 milhões de pessoas. Povo prascóvio.34. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. Daí. Vieram emprestar minhas armas. O senhor tolere. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. então. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não. de Guimarães Rosa. isto é o sertão. Deus esteja. ( ) O tom de preocupação acerca do tema e a redação de trechos como “Simples assim” e “busca da chamada luz no final do túnel” indicam que a linguagem predominante no texto é a coloquial. erroso. ( ) O termo “energizês” é uma criação vocabular formada a partir de energia para designar a linguagem técnica internacional do setor da Bolsa de Valores de São Paulo que trata da economia de energia. os tiros sempre indicam que houve morte de homens. esse figurava rindo feito pessoa. e) Para o narrador. Me disseram. mas apenas transformada. com referência à luz como energia luminosa. e com máscara de cachorro. no baixo do córrego. ( ) As porcentagens no primeiro parágrafo permitem afirmar que. instantaneamente — depois.Interpretação de texto II Avançar . por defeito como nasceu. desde mal em minha mocidade. sobre a qual o narrador e o ouvinte estariam conversando. UnB-DF A propósito das idéias e expressões do texto. havia chance de faltar energia para 7 milhões de pessoas. pois o país conta com potenciais energéticos imensuráveis. ( ) As idéias do texto permitem inferir que os colapsos na geração de energia estão relacionados ao consumo industrial. vieram me chamar. Causa dum bezerro: um bezerro branco. c) A interpretação do interlocutor sobre os tiros está equivocada. Dono dele nem sei quem for. gosto. se em 1997 a população brasileira era de 140 milhões de habitantes. os olhos de nem ser — se viu —. significando solução para o problema. Por meu acerto. a) “Nonada” remete a uma situação anterior. ( ) Devido a novas tecnologias. e denotativamente.

Texto para a questão 38: “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. foi publicado na TVFolha.Interpretação de texto II Avançar . ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. “Muito do que se condena na televisão brasileira como sendo obtuso. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. Jeep Grand Cherokee. mas durante muito tempo aparelhos de TV foram privilégio das classes alta e média. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO.37. 38. então predominantemente rural.400 O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. no Brasil. de 30 jul. UFGO O trecho abaixo. consideradas num certo período e em determinado lugar. ( ) o argumento de que. 11/10/98. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. Jeep® Só Existe Um. ( ) a ordenação por tempo e espaço favorece um raciocínio que opera com noções de transformação e mudança. no fragmento.” 18 A respeito da forma de ordenação de idéias empregada pelo autor. UFMT Com base no texto acima. um tipo de ordenação muito utilizado nos textos jornalísticos: a ordenação por contraste de conceitos. CELULAR. Ele tem motor 4. duplo air-bag. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 2000. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão ‘Up Country’ para você chegar onde ninguém chegou. ( ) sobressai. a especificação de conceitos. é possível afirmar que ( ) prevalece. A vida moderna em favor da vida de verdade.” GABARITO Veja. Jeep Grand Cherokee. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. demasiadamente popular. apenas os mais ricos possuíam um televisor. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir dela. no fragmento. No início da década de 60. já que o autor define a TV como um meio de comunicação demasiadamente popular. A partir de R$ 55. julgue os itens que seguem como verdadeiros ou falsos: ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. no interior do país. A televisão foi implantada no Brasil em 1950. a televisão esteve associada a privilégio de classe é demonstrado por meio de um tipo de ordenação: a enumeração de fatos.0 L High Output. reacionário ou malfeito é apenas popular. de Alcino Leite Neto. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos.

marcado por uma das características fundamentais do romantismo: a solidão do homem que. Abotoaduras. cheques. projetor de filmes. Prova disso é que todos os elementos da narrativa (personagem. Creme para cabelo. Dê. J. marcado por uma das características fundamentais da arte moderna e contemporânea: a pesquisa de novas formas de expressão estética criadas a partir do experimentalismo lingüístico. quadro-negro. água. relógio. espaço. camisa. como resposta. água quente. vaso com plantas. chaves. creme dental. Cueca. Televisor. Prova disso é o fato de que a primeira contrapõe a rotina massacrante do trabalho à imprevisibilidade característica da vida doméstica. (08) Trata-se de um texto em prosa em que as ações e a situação dramática são reduzidas ao contato com objetos do cotidiano. fósforo. fósforo. Vaso. copos. fósforo. canetas. água. caneta. caixa de fósforos. toalha. 19 (01) Trata-se de um texto em prosa. sabonete. telefone. descarga. pente.” RAMOS. Pasta. que exerce uma função criativa. pastas. cavalete. cadeiras. sabonete. singular e diferenciado dos demais. níqueis. Quadros. a falta de nome próprio e de descrição física do personagem. garrafa. Prova disso é que o que se destaca são os sentimentos do personagem. de saída. a soma das alternativas corretas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . espuma. pia. paletó. construídas por meio do uso exclusivo de substantivos. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. caixa de fósforos. U. folheto. Cigarro e fósforo. copo de papel. Poltrona. papéis. fósforo. xícara pequena. papéis. Pia. de G. xícara. In: LADEIRA. cinzeiros. Xícaras. prato. esboços de anúncios. meias. xícara. pia. marcada pela solidão e pelo automatismo. Bandeja. evidenciando a passividade (não-ação) e a desumanização do personagem. relógio. giz. cigarro. no isolamento de sua casa e do escritório da agência de publicidade em que trabalha. papel e caneta. quadros. prova de anúncio. papéis.) do que a determinação que o personagem principal sofre do meio social. pincel. telefone. 1995. Provas disso são. espuma. bule. tempo. guardanapos. copo com lápis. chinelos. toalha. notas. Papéis. (32) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a antítese e a metáfora. não consegue adaptar-se à mediocridade que caracteriza a vida dos seus semelhantes. espuma. Tal isolamento é necessário para que o personagem desenvolva suas idéias e realize as suas obras. guardanapo. espátula. marcado por uma das características fundamentais do realismo do século XIX: o determinismo social. copos. papéis. Ricardo. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. sapatos. telefone interno. Prova disso é o fato de que a primeira enfatiza a idéia de rotina. Prova disso é o fato de que importa menos a forma pela qual são construídos os elementos da narrativa (personagem. água fria. Quadros. esclarecendo o título do texto. revista. cigarro. maço de cigarros. escova. Paletó. gravata. Cigarro e fósforo. E. Mesa. cadeiras. travesseiro. pijama. cigarro. fotos. pratos. creme de barbear. Carro. Mesa. livro. externo. Carteira. carro. papéis. Escova de dentes. fósforo. meias. Mesa. água. (02) Trata-se de um texto em prosa. Táxi. cigarro. (64) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a repetição e a metonímia. xícara. Mictório. Maço de cigarros. bloco de papel. vales. Relógio. vaso. convertem-se no seu contrário. cadeiras. tempo. água. guardanapo. lenço. Mesa. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. pasta. 71. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. creme dental. Maringá-PR Leia o texto a seguir e assinale o que for correto. lápis. etc. cigarro. talheres. Escova. caixas de entrada. camisa. telefone. caneta e papel. cartas. pratos. provavelmente artística. “Circuito fechado Chinelos. Mesa e poltrona. São Paulo: Moderna. (16) Trata-se de um texto em prosa em que a construção do personagem não permite uma universalização da experiência por ele vivida. a explicação do comportamento humano baseada na idéia de que o homem é um produto do meio em que vive. sapatos. papel. cadeira. cadeiras. Contos brasileiros contemporâneos. cueca. pasta. p. Jornal.Interpretação de texto II Avançar . talheres. Cigarro e fósforo. caixa de fósforos. exemplificado pelo escritório da agência de publicidade em que trabalha e pela classe social a que pertence: a classe média. Prova disso é o fato de que as ações e a situação dramática. caneta e papel. telefone. telefone. espaço. água. poltrona. Chinelos. gilete. por exemplo. cinzeiro. cigarro. copo. fósforo. Poltrona.39. água. talheres. Mesa e poltrona. bilhetes. Água. calça. cartaz. abotoaduras. Coberta. cortina. Maço de cigarros. memorandos. telefone. limitada à rotina da polaridade casa-trabalho. Cigarro. bloco de notas. revista. papéis. papel. papel e caneta. etc. caneta.) são construídos a partir do uso exclusivo de substantivos. Cigarro e fósforo. calça. evidenciando que o personagem vive uma vida tediosa e aborrecida. cama. (04) Trata-se de um texto em prosa. agenda. fósforo. jornal. descarga. documentos. no caso. relatórios. xícara e pires. gravata.

estão em escolas desse nível de instrução. A reação imediata diante desse tipo de iniciativa é lembrar aos parlamentares que universidade é centro de excelência. pois os políticos só se interessam por soluções paliativas e que provocam impacto. 1. 20 GABARITO 40.Texto para as questões 40 e 41: “Escola Pública e Demagogia O Senado acaba de reservar 59% das vagas das universidades públicas para estudantes que fizeram seus cursos fundamental e médio apenas nas escolas públicas.Interpretação de texto II Avançar . a partir do segundo. USP e Unicamp.” Folha de S. Há cinco anos. eles eram 32%. Apenas 25% dos brasileiros. Com a nova lei. 2. a oposição estabelecida nos dois primeiros. De resto. de formação dos melhores e mais capacitados quadros do país. Cad. ademais se considerada a ambição de propósitos senatoriais. deve ser excluído? É uma minoria seleta de grandes escolas privadas que coloca seus alunos nas melhores universidades. como justifica o projeto do Senado. em 98. Há 20 anos eles foram 57%. 27% dos novos alunos da USP vieram de escola pública. cursaram o ensino médio. ( ) falta vontade política para a solução de problemas cruciantes da sociedade brasileira. 05/09/99. o enunciador constrói argumentos que se apóiam em comprovações que. Voltar Língua Portuguesa . permite-nos estabelecer a oposição “democracia versus demagogia”. UEGO A partir da leitura do texto. alega-se que a lei é ‘medida de ação afirmativa’ que quer ‘atenuar a discriminação imposta às camadas mais pobres’. Resta a aprovação da Câmara para que a criação de cotas no ensino superior e uma benevolência demagógica se tornem lei. IMPRIMIR ( ) a frase “Reservar cotas para estudantes… pode reservar votos para os defensores de tal projeto” (último parágrafo) é sinônimo de democracia. Reservar cotas para estudantes do Estado não ataca o problema. Os ainda poucos brasileiros que chegam ao ensino médio público estudam em escolas cujo nível claramente se degrada. na Unicamp e nas instituições federais que matriculam por ano 107 mil novos alunos. em idade de estudar no ensino médio. podemos afirmar que ( ) a palavra demagogia. justificam. Um exame em detalhe da questão revela as inconsistências do projeto. em escola do Estado. Paulo. Alguma aritmética pode dar ainda a medida da inocuidade do projeto de cotas. ( ) nos cinco parágrafos entre o início e a conclusão do texto. ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo e já. presente no título. ainda assim ela não basta para pagar mensalidades de escolas de elite. mas pode reservar votos para os defensores de tal projeto. São poucos os de fato pobres que furam a barreira da ‘discriminação’. num processo decrescente vão reafirmar. no parágrafo final. Parece evidente que o enfoque sério do problema deve ser o da melhoria da educação pública. Apenas 45% dos alunos das universidades federais viriam de escolas públicas. de resto em detrimento de estudantes mais preparados. 20% dos estudantes da Unicamp provêm de famílias com rendimento inferior a dez salários mínimos. Em 1999. nas quais apenas 25% dos aprovados no vestibular.000 o número de alunos de escolas públicas na USP. uma vez que são elas que lhes renderão votos nas urnas. auxiliam as escolas até com dinheiro e participam da comunidade escolar. uma vez que a escola pública concretiza o termo democracia. aumentaria em 7. Segundo o Mec. começa construir a oposição ao que foi afirmado. Mesmo assim. Na justificação do projeto senatorial. Por que as vagas serão reservadas apenas aos que fizeram integralmente seus estudos na escola pública? Quem a duras penas teve estudos pagos por um ou dois anos em uma barata e ineficaz escola privada. que há aos milhares. 53% estão atrasados nos estudos. Os senadores poderiam até acenar com dados de duas das melhores universidades do Brasil. vestibulandos bem-sucedidos de escolas públicas cursaram estabelecimentos que muitas vezes estão em bairros de classe média. Vale lembrar ainda que são 5 milhões os que cursam o ensino médio público. Embora a grande maioria dos brasileiros tenha renda inferior a essa. cujos pais têm boa formação educacional. p. Mas apenas esse argumento não mostra quão desinformada é a atitude dos que defendem tal medida.

41. Colômbia. Voltar Língua Portuguesa . UEGO Em relação à estrutura e ao conteúdo dos parágrafos. temos uma primeira oposição ao proposto no primeiro e uma introdução ao terceiro. de acordo com a leitura. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. mas também ‘com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. como tal. ao mesmo tempo em que acena com a possibilidade de que a proposta não chegue a ser lei. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. uma vez que sua conclusão é incontestável. ( ) Cada país membro encarrega-se.” GABARITO IMPRIMIR Julgue os itens a seguir. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção.E. a resolução sobre ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’.Superior de Brasília-DF 21 “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. pode-se afirmar que: ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo. como a realização dos postulados da justiça social’. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’. fatores de coesão textual.Interpretação de texto II Avançar . Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. quinto e sexto parágrafos são fornecidos detalhamentos da afirmação feita no terceiro e esses detalhamentos contribuem para dimensionar a inocuidade do projeto. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. I. 1948). o enunciador apresenta os argumentos de seu opositor. comprovando o caráter demagógico da medida. 42. conseqüentemente. no livre exercício de suas próprias soberanias. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. esclarecendo e conquistando a adesão do leitor às suas idéias. ( ) no último parágrafo. esses são anafóricos e. ( ) no quarto. ( ) no segundo parágrafo. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. de velar pela observância das normas criadas internacionalmente. ( ) Infere-se que se estabele uma diferença entre liberdade política e liberdade de espírito. Além disso. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. no interior de suas fronteiras. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. compreensão e interpretação textuais: ( ) Desses. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. ( ) Infere-se que os direitos configurados na Carta Internacional de Garantias Individuais sofrem alguma espécie de limitação. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. ( ) Os membros da OEA se obrigam a seguir as normas de promoção e proteção dos direitos do homem. o autor apresenta a degradação crescente do nível de ensino da escola pública. ( ) no terceiro parágrafo.

desmoralizar. arruinar. U. Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. O nível formal evidencia-se pela predominância de uma construção sintática adequada à norma padrão. mais utilizado na linguagem oral: Eu tinha deixado o visitante falar… IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . qualquer pessoa ou instituição que tem força e sacaneia os outros. que era um anão. ‘Eu me preparei para enfrentar a adversidade. ( ) O uso da palavra “ainda”. era um pouco mais negro do que o rosto. ( ) Em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. sem interrompê-lo. imposto de renda. a loja comercial. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. o qual se constrói com uso do discurso direto. Seu nariz imenso. basta terem o poder. introduz o pressuposto de que Nariz de Ferro não escreveu o Manual. de linhas perfeitas. a intromissão do narrador apresenta sutilmente uma característica negativa do caráter da personagem. a polícia. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. aniquilar. Pela sua cara vejo que não gosta de mim’. virando sua enorme cabeça de cabelos encarapinhados. percebe-se. é ambíguo e provoca um efeito de sentido que permite uma referência tanto a aspectos psicológicos quanto físicos. (…)” 22 43. companhias de cartões de crédito. mas também das que ainda pretendia fazer. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas.Interpretação de texto II Avançar . que era um anão. ( ) O pronome “me” em “Em me preparei para enfrentar a adversidade” teria de vir.) ‘Está enganado. (Esse livro. em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. de acordo com a regra de colocação pronominal. o predomínio do diálogo. os métodos mais sujos e destruidores para se ir à forra de qualquer inimigo.Católica-GO Levando em consideração as relações de sentido na construção do texto. Nariz de Ferro. ( ) À fala de Nariz de Ferro aplica-se a conhecida expressão “olho por olho. minuciosa e sistematicamente. mostro como atacar saindo das sombras. ( ) No fragmento em análise. Ensino a técnica adequada para devassar. bancos. há a mistura dos dois níveis de linguagem: o formal e o informal. embora tivesse a postura de um gigante presunçoso… ( ) O vocábulo “altura” em “Gosto de pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas”.” não teria o sentido de contraposição alterado. Essa afirmação é reforçada por meio do vocábulo “jactar-se”. pela presença de alguns vocábulos mais utilizados na linguagem oral. forças armadas. se fosse assim reescrito: Nariz de Ferro. que era um anão. vangloriar-se”. companhias de serviços públicos. o nível informal. o referido Manual é escrito para as pessoas que têm poderes — como financeiro e político — e apresenta métodos para destruir aqueles que não têm esses poderes. depois do verbo por anteceder a preposição “para”. fodidos e oprimidos. ( ) De acordo com o texto. nunca foi escrito. os nossos inimigos podem ser pessoas ou instituições. na verdade. levantou-se e. U. exterminar indivíduos e organizações odiosas. exibiu o perfil para mim. o verbo “deixara” poderia ser substituído por seu correspondente composto. ( ) O período “Nariz de Ferro. fodidos e oprimidos”. ( ) Em “Eu deixara o visitante falar…”. Nele descrevo. os verbos em destaque exercem a função sintática de predicativo do sujeito. ( ) No fragmento em análise. com relação ao modo de narrar. eu disse. que significa “gabar-se. ( ) De acordo com a fala da primeira personagem. com relação ao modo de citação do discurso. como atormentar e destruir sem misericórdia. ( ) Em “Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. o proprietário senhorio.Texto para as questões 43 e 44: “(…) Eu deixara o visitante falar. seja ele quem for.Católica-GO Com base na construção e organização gramatical do texto. 44. a presença de um narrador personagem e. dente por dente”. mas também das que ainda pretendia fazer. mas também das que ainda pretendia fazer”. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. levando-se em consideração outras informações contidas no texto. Gosto das pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas’. mas admite a possibilidade de o livro ser escrito futuramente. Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados.

Interpretação de texto II Avançar . louro… Aqui diz que situação de crítica ao apeas pessoas que passam muito tempo conectadas à Internet go excessivo das pessoas acabam menosprezando seus ao mundo virtual e um laços de amizade… alerta em relação à utilização das informações que deveriam servir para colocá-las em sintonia com seu mundo real. U. No entanto.”. tanto que até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. Macunaíma. o brasileiro falado e o português escrito”. de acordo com as normas da língua padrão. o brasileiro falado e o português escrito. ( ) Em “Foi e viu um despropósito de coisas”. Parava em cada vitrina. no texto verbal da charge. ( ) A palavra “vitrina”. ( ) O imperativo do verbo “imaginar” e o pronome “seus”. 23 ( ) Em “se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. ( ) Em … “até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. festa inventada pros brasileiros serem caridosos…” ( ) A mocica fez ele parar… O uso do pronome do caso reto como complemento não é adequado. ( ) O emprego do acento grave em “conectadas à Internet” está adequado por ter a palavra — “Internet” — sido considerada do gênero feminino em língua portuguesa. ( ) Em “Aqui diz que as pessoas que passam…”. festa inventada pros brasileiros serem caridosos e tinha tantos mosquitos carapanãs que Macunaíma largou o estudo e foi na cidade refrescar as idéias. falando: Custa mil réis. o complemento verbal refere-se aos dois verbos empregados: foi e viu.Católica-GO As proposições que se seguem referem-se ao texto. e examinava dentro dela aquela porção de monstros. Uma feita era dia da Flor. Foi e viu um despropósito de coisas. ( ) A referência à festa da Flor configura-se no texto como uma crítica ao sentido capitalista da criação de determinadas datas comemorativas. exerce função sintática na frase em que aparece. ( ) A expressão facial do internauta e outros elementos icônicos presentes na charge reforçam e exemplificam a mensagem verbal. “Macunaíma aproveitava e esperava se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. têm como referente um mesmo elemento nominal: a palavra “louro”. Julgue-as. em contraposição ao conceito inicial dado à festa da Flor. dividindo a língua em dois registros: o falado e o escrito. o emprego dessa forma contraria uma característica do texto — a oralidade — uma vez que a forma utilizada na linguagem coloquial é vitrine. 46. em “Parava em cada vitrina”.Católica-GO Considere a charge que segue e julgue as afirmativas como verdadeiras ou falsas. Mário. ( ) No texto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . é de origem francesa e está grafada de acordo com a regra ortográfica vigente. observa-se uma intertextualização com a passagem bíblica referente ao Dilúvio.45. Essa afirmação confirma-se nos dois últimos períodos do texto. ( ) A charge apresenta uma Imagina. percebe-se uma referência explícita às variedades lingüísticas em nosso país. fica clara a consideração e a amizade do internauta por seu animal de estimação. Macunaíma passeava e encontrou uma cunhatã com uma urupema carregadinha de rosas. A mocica fez ele parar e botou uma flor na lapela dele.” ANDRADE. U. o segundo “que” é pronome relativo e. Já sabia o nome de tudo. como pronome relativo. “Uma feita era dia da Flor.

nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. mas possui significação. essa transferência representa um reforço na filial”.Texto para as questões 47 e 48: “No Brasil. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. essa transferência representa um reforço na filial.” BUCHALLA. existem colônias de franceses no Paraná. b) o governo da Bahia ofereceu mais incentivos à Ford. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. por isso esta empresa instalou-se lá. ao construir um poema. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. O mundo não é o que pensamos.” GABARITO IMPRIMIR Carlos Drummond de Andrade. d) o governo do Rio Grande do Sul não quis a Ford em seu estado. graças à Renault. O orangotango é profundamente solitário. transferência dos brasileiros. UEMS “Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. a mudança é um sacolejo completo na vida. 47. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. e) o governo do Rio Grande do Sul não colocou guardas na Ford. pois não possui “elos” entre um verso e outro. Podemos inferir que: a) o governo da Bahia convenceu o governo do Rio Grande do Sul a deixar a Ford naquele Estado. Para os executivos e a família. companhias transnacionais. UEMS A partir da leitura do poema abaixo podemos afirmar: “Cobras cegas são notívagas. Macacos também preferem o isolamento.Interpretação de texto II Avançar . a) b) c) d) e) o poema não é coerente. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. Para as companhias. transferência dos brasileiros. b) mudança dos executivos. Desde 1990. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. c) empresas da Ford. por isso a Bahia rouboulhe esta empresa. mais de 400 estão instaladas no país. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. os termos sublinhados referem-se respectivamente às seguintes passagens do texto: a) companhias transnacionais. pois as frases estão soltas. Voltar Língua Portuguesa . não se preocupa com sua coerência. Das 500 maiores companhias transnacionais. Em São Paulo. o poema não possui “elos” conectivos. c) o governo da Bahia trapaceou o governo do Rio Grande do Sul. 26/04/2000. Andorinhas copulam no vôo. UEMS Na passagem A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. Veja. Para as companhias. Certas árvores só frutificam de 25 em 25 anos. mudança dos executivos estrangeiros. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. Hoje. 24 No fragmento anterior. os versos do poema estão justapostos. um poeta. e) companhias transnacionais. 49. o poema é coerente. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. Anna Paula. e isto garante a sua coerência. 48. d) empresas da Renault. mudança dos executivos estrangeiros.

Marque a(s) alternativa(s) que aponta(m) corretamente essas ligações. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. d) a possibilidade de que. Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros do período jurássico.” GABARITO 51. ( ) Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. quando a cidade inteira estava muito ocupada em se divertir.50. fazendo o que pareceu. a revista Popular Mechanics escreveu que a nova maravilha eletrônica tinha 18 mil válvulas e pesava 30 toneladas. Esperou o Carnaval. Texto para as questões 51 e 52: “Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas. Mas o padre-cientista não se abalou. → os répteis que habitavam a região. um dos maiores paleontólogos do mundo. que o guarda até hoje.Interpretação de texto II Avançar . no Rio de Janeiro. nos arredores da cidade. b) a crítica que considera tresloucada a previsão da revista Popular Mechanics em 1946. As lajes tinham sido arrancadas das rochas de uma pedreira. reparou em algo estranho. em todos eles. → o interior paulista. no futuro. ( ) Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros… → rochas de uma pedreira. nos arredores da cidade.” Superinteressante. que o guarda até hoje. uma previsão tresloucada: ‘Os computadores do futuro talvez usem apenas mil válvulas e pesem em torno de uma tonelada’. Ficou tão entusiasmado que até se esqueceu de ir ao dentista. Hoje. foi produzido. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 25 ( ) Ali estavam impressas pegadas de répteis… → lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. Abril. o Eniac. todos os robôs venham a ser desligados. em 1946. Unifor-CE O texto explora como idéia central: a) a incerteza que envolve o julgamento de alguns acerca da garantia dos cientistas a respeito dos robôs do futuro. que supera o Eniac. no Rio de Janeiro. que o guarda até hoje. assinalando V (verdadeira) ou F (falsa). um computador bem mais poderoso do que o Eniac cabe no bolso da camisa. Talvez não. que não seja possível sequer desligá-los. UFPR No texto abaixo. O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. um dos primeiros computadores do mundo. Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade reparou em algo estranho. “A cidade das calçadas jurássicas O padre italiano Giuseppe Leonardi. um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens. assumindo. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. ( ) O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. como pensam alguns. na época. no Rio de Janeiro. Leonardi explicou ao prefeito que precisava arrancar os trechos de calçadas com pegadas de dinos. 1999. para meter a picareta no calçamento e levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. Esse fato autoriza a reiteração da dúvida: estarão os cientistas sonhando? Talvez sim. → Rio de Janeiro. Ali estavam impressas pegadas de répteis que habitaram a região de Araraquara 180 milhões de anos atrás. Talvez não. → pegadas de répteis. Lembremos: quando um dos primeiros computadores do mundo. e) a comparação entre o peso dos primeiros computadores do mundo e o dos computadores na atualidade. → o padre Giuseppe Leonardi. c) a potência do computador de hoje. ( ) … quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. assim. A análise das marcas confirmou o seu palpite. Talvez estejam sonhando. estava viajando pelo interior paulista em 1976 quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. várias expressões retomam ou antecipam outras para conferir coesão ao texto.

políticos e jornalistas que se dizem democratas. tendo em vista a influência que já exerce em nosso país. sofre todas as privações e. b) os entusiastas de um conceito superado de democracia. para esses críticos eufóricos o que funciona é a ‘democracia’ brasileira. d) os defensores de uma falsa democracia.Interpretação de texto II Avançar . cuja principal preocupação é gerar a instabilidade do regime socialista.” CANDIDO. Fuvest-SP O autor identifica os opositores do regime cubano entre a) os membros da oligarquia cubana. mas cultivado e agravado a miséria de um povo que. graças à aquisição dos requisitos indispensáveis — saúde. alimentação. 54. Note-se que isso não é uma vaga esperança: é uma realidade. os jornais. a fim de pagar os sustos que deu. pois tem não apenas mantido. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) qualquer ameaça dos robôs do futuro ao homem será detida pelo simples gesto de desconectá-los.52. mas se submetem a todo e qualquer tipo de ditadura. e) robôs e computadores condicionam o poder da tecnologia. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. b) a eficiência do computador independe de suas dimensões. d)“na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime” = em face da intuição de que o regime está perdendo força. Parece que lhes dá prazer noticiar e comentar que falta alimento e roupa. a bicicleta substitui o automóvel. quando as classes dominantes não resolvem salvar a pátria por meio do singular instrumento ‘democrático’ que são os golpes mais ou menos militares. E mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. que impede o povo de superar a opressão social e política. a frase que está reconstruída de modo a preservar seu sentido é: a)“Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona” = pressupõe-se que essa atitude implique o funcionamento do socialismo. Isso. ao invés da opressão política imposta pelas elites. o rádio. permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias. na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime. a TV descrevem as dificuldades de Cuba. b)“tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade” = livrar o povo de quem o sujeita e fazê-lo crer na ilusão de que seja digno. Fuvest-SP Considerando-se o contexto em que aparece. segundo o qual as eleições consolidam o poder político do povo. c) ainda hoje há previsões tresloucadas a respeito dos computadores. Com certeza esperam que o regime odiado acabe na fome. cinco séculos depois do Descobrimento. e)“que só pode ser mencionada entre aspas” = cuja menção deve vir sempre ressalvada. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . portanto. Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona. e) os cidadãos. Texto para as questões de 53 a 56: “Um triste espetáculo é a alegria feroz com que os políticos e cidadãos que se dizem democratas. vive doente. c)“permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias” = possibilitando uma vida menos humanitária. afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos. c) todos os que sentem prazer em derrotar o socialismo cubano. serve de boa massa para os demagogos elegerem quanto aventureiro consiga vender a sua deteriorada mercadoria política. que só pode ser mencionada entre aspas. d) o computador é a expressão mais aprimorada do avanço da tecnologia. Recortes. relativa equivalência de oportunidades. 26 53. não sabe ler. ele terá mostrado que o socialismo é possível nesta parte do mundo. Mas o fato é que (repita-se pela milésima vez) o regime cubano conseguiu o que nenhum outro tinha conseguido na América Latina: tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade. Antonio. na miséria e na desgraça coletiva. Provavelmente.

a iniqüidade mantida pelas oligarquias.. a não ser ‘social’ seja tomado no sentido de ‘mundano’. no texto. e se chamava Bernard Shaw. Vejam que país. II.. II. b) I. deve-se à convicção de que eles avaliam com pessimismo as possibilidades da democracia no Brasil. Ele nos fala de alguns homens ricos: ‘Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida — homens como Ruskin. d) uma possibilidade de exploração. II. IMPRIMIR c) a discrepância entre a visão que um escritor tem da vida em sociedade e a realidade vivida por algumas camadas sociais. a costureira é anêmica. o que é insultuoso é que ela o seja apenas para alguns. atribuída a “esses críticos”. Em relação ao texto. queixam-se porque a operária está mal vestida. que situação! A vida deveria ser boa para toda gente. tirar o povo da sujeição torpe: II... para tornar melhor a sociedade em que vivia — e em certa medida o conseguiu. os elementos sublinhados indicam a preocupação do autor em manter sua objetividade diante dos dados que analisa. a seu modo. não apenas o daqueles mais ricos. não se contentam com esposas cheias de diamantes e filhas em flor. terá mostrado que o socialismo é possível.55. II. que não é percebido como suficiente. estão articuladas numa relação de causa (I) e efeito (II) as seguintes expressões: a) I. mas um homem de vigorosa fé social. na posse de bens particulares e influência pessoal. não se contentam com belas casas. sofrem com a arquitetura da casa do vizinho. da mão-de-obra oferecida por algumas profissões bastante desvalorizadas. III.’ Quem escreveu isso não foi nenhum de nossos estimados agiotas. William Morris.. terá mostrado que o socialismo é possível. aquisição dos requisitos indispensáveis. d) I. II. que passou a vida lutando. que tempo. a lavadeira cheira a gim. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. Unifor-CE A expressão “apetite social” significa. A veracidade das informações de que em Cuba “falta alimento e roupa. mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. a qualificação de “eufóricos”. c) I.’ Esse ‘apetite social’ é raríssimo entre os nossos homens ricos. aquisição dos requisitos indispensáveis. para alguns homens: a) o usufruto de uma condição econômica bastante favorável. Não era um cínico. Texto para as questões de 57 a 60: “Um amigo meu estava ofendido porque um jornal o chamou de boa-vida. GABARITO 57. querem belas cidades. está correto somente o que se afirma em a) I.Interpretação de texto II Avançar .. Kropotkin — têm enormes apetites sociais. e) II e III. Fuvest-SP No terceiro parágrafo. Nas expressões “relativa equivalência de oportunidades” e “afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos”. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. No segundo parágrafo. tirar o povo da sujeição torpe.. pela camada mais alta da população. e porque todo homem que encontram não é um amigo e toda mulher não é romance. e) I. E nossos homens de governo têm uma pasmosa desambição de governar. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. ‘Dinheiro é a coisa mais importante do mundo. d) I e II. tendo em vista o bem da sociedade em geral. 27 56. Voltar Língua Portuguesa . a bicicleta substitui o automóvel” é contestada pelo autor.” Rubem Braga. além daquilo que já faz parte de seu patrimônio.. Foi um homem que a vida inteira viveu de seu trabalho. c) III. b) uma preocupação mais ampla. b) II. e) a ambição de possuir sempre mais. Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações: I.

b) não há mérito social algum em pessoas que vivem apenas de seu trabalho. no texto. especialmente os considerados pouco dignos dentro da sociedade. b) prestação de serviços básicos e trabalho intelectual. único meio de as pessoas desfrutarem de uma vida digna na sociedade. habitualmente. e) compartilha a opinião de Bernard Shaw. 59. e) agiotas e escritores podem ter opiniões idênticas quanto ao real valor do dinheiro. sem se deixar expor pela imprensa à opinião pública. GABARITO 60. o objetivo principal e a forma de que dispõem os homens ricos de exibir tudo aquilo de que desfrutam. 28 d) aceita a postura de várias figuras ilustres. Unifor-CE Depreende-se corretamente do texto que o cronista: a) defende sua própria opinião de que as pessoas mais ricas só vivem preocupadas com sua vida particular e com o bem-estar de sua família. de que ricos são aqueles que buscam melhorar as condições de vida para todos os que compõem uma sociedade. b) enfatiza a necessidade do dinheiro. estabelecer condições para a igualdade social. de que tomar-se rico deve ser o objetivo final daqueles cujo trabalho é reconhecido publicamente. sem preocupar-se com sua sobrevivência. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) a vida mundana se torna. c) senso estético de determinados grupos sociais e seu poder econômico. d) relacionamento afetivo e condições socioeconômicas de preservá-lo. c) reconhece as razões de pessoas que preferem viver sua vida discretamente. c) caberia à camada mais rica da sociedade. d) jornalistas devem ter sempre o cuidado necessário para não expor publicamente a situação econômica e social de algumas pessoas. Unifor-CE “Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida têm enormes apetites sociais. inclusive Bernard Shaw.” Essa afirmação estabelece..58. que possibilita a um escritor dedicar-se plenamente ao seu trabalho. a par dos órgãos governamentais. um paralelo positivo entre: a) percepção das dificuldades de algumas camadas sociais e justiça social. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa ..Interpretação de texto II Avançar . e) propriedades particulares e vida familiar organizada.

Senhora. O texto apresenta uma visão da vida cotidiana de um homem que. Não tenho botão na camisa. sem a Senhora. para dizer a verdade. 29 61. Acaso é saudade. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão. a) Apenas I está correta.) O conto brasileiro contemporâneo. A subjetividade presente no texto é marcada pela presença do pronome de tratamento Senhora. São Paulo: Cultrix. Dalton. acostumado a viver com uma mulher. Assinale a alternativa correta. b) Os interlocutores do texto são os amigos do autor que conversam com ele na esquina. PUC-SP Considere as seguintes afirmações: I. 62. o prato na mesa por engano. bom chegar tarde. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Senhora. e) O autor do texto explicita seu apelo por perceber que. Venha para casa. conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe. “Apelo Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. III. calço a meia furada. A. ninguém os guardou debaixo da escada. Toda a casa era um corredor deserto. II. quanto ao que diz respeito à organização do convívio dele consigo mesmo e dele com os demais. Com os dias. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço. e até o canário ficou mudo. bebem com ele à noite no bar e acompanham-no nas refeições diárias. E comecei a sentir falta das primeiras brigas por causa do tempero na salada — o meu jeito de querer bem. (org. PUC-SP Assinale a alternativa correta: a) O autor do texto explicita seu sentimento de liberdade por perceber que. não pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. p. In BOSI. a imagem de relance no espelho. tanto no que diz respeito às camisas e meias. na janela. d) O autor do texto explicita seu sentimento de alegria por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma inversão de valores em sua vida cotidiana. esquecido na conversa da esquina. por favor. c) Apenas II está correta. quanto ao que diz respeito às pessoas e aos animais. Primeiros dias. c) O autor do texto explicita seu sentimento de solidão por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma desordem em sua vida cotidiana. Para não dar parte de fraco. A ausência da Senhora desencadeia um processo de descontentamento para o autor que menciona problemas com a ordem da casa e com a desordem dos sentimentos. tanto no que diz respeito à organização da casa. não senti falta. fui beber com os amigos. não lhes poupei água e elas murcham. b) Apenas I e III estão corretas. sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia.” TREVISAN. d) Apenas II e III estão corretas. pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. Senhora? Às suas violetas. como a última luz na varanda. Uma hora da noite eles se iam e eu ficava só. sozinho. o leite pela primeira vez coalhou. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. e) Apenas III está correta. 1997.Interpretação de texto II Avançar . Senhora. ah. sozinho. desorganiza-se ao estar sozinho por um período superior a uma semana. 190.Texto para as questões 61 e 62.

é uma distância tão enorme que não pode medir-se a gritos. Reparou nas flores de ferro dos quatro jarros das esquinas? Pois aquilo é ferro forjado. é só derramá-lo na forma. João Cabral de Melo. não a mão. domo-o. ( ) a criação da poesia como um processo cuja marca é a fluência das palavras. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) a ação de forjar ligada à marca da pessoalidade no processo criativo. dobro-o. 30 GABARITO Forjar: domar o ferro à força.63. In: Obra Completa.” NETO. corpo a corpo com ele. não até uma flor já sabida. ( ) a “flor” forjada como exemplo de obra de arte criativa. mas ao que pode até ser flor se flor parece a quem o diga. Não há nele a queda-de-braço e o cara-a-cara de uma forja. então. p. O ferro fundido é sem luta. ( ) a verossimilhança. Salvador-BA “O Ferrageiro de Carmona Um ferrageiro de Carmona que me informava de um balcão: ‘Aquilo? É de ferro fundido. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Existe grande diferença do ferro forjado ao fundido. Flores criadas numa outra língua. cuja marca é a ausência do sujeito. ( ) a relação criador-criatura enfocada sob uma perspectiva irônica. 1994. Nada têm das flores de forma moldadas pelas das Campinas.Interpretação de texto II Avançar . ligada à ação persuasiva do artefato sobre o objeto natural. o efeito de verdade na obra de arte. até o onde quero. foi a forma que fez. contrapondo-se ao plano do fundir. fundamentado em modelos preexistentes. 595-6. Conhece a Giralda em Sevilha? Decerto subiu lá em cima. Só trabalho em ferro forjado que é quando se trabalha ferro. O poema mostra: ( ) o fazer poético como um processo racional. sem controle seletivo. ( ) uma analogia entre o ofício do ferrageiro e o do poeta. U. ao senhor que dizem ser poeta: o ferro não deve fundir-se nem deve a voz ter diarréia. Dou-lhe aqui humilde receita. Organizada por Marly de Oliveira com assistência do autor.

é: a) Toda essa história de carinho quando boto as lutas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Rubem. violino. 65. continue. cristal puro. antes é de boa sorte. o que se constata sobretudo pelos substantivos. 31 64. enquanto lá embaixo as pessoas comem bebem suam sem ao menos por um instante levantar os olhos para o balcão onde ele trabalha com os outros dois: Stein. Durante a luta. vontade de vencer e. Os garçons passam apressados carregando pratos e travessas. só sinto vontade de ganhar e de vencer. principalmente no que diz respeito à caracterização física dos músicos. Os grandes espelhos da parede vieram da Europa no fundo do porão.” A alternativa que melhor expressa a idéia contida na fala do lutador de boxe Acelino — Popó — de Freitas. só sinto vontade de ganhar. privado de comida ‘nem que eu morra você vai ser um grande concertista’ e quando Sara. b) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas e. parabéns. “Os Músicos Faz calor. c) trata-se de um misto de narração e dissertação em que as ações das personagens servem como apoio para as argumentações do comentarista. bateria. Durante. parabéns. parabéns. o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. Ceetps-SP Com base nesse texto é correto afirmar que a) as ações ganham relevo e determinam a estrutura do texto. visto que o afeto antes é de boa sorte. continue. parabéns. parabéns. pois o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. Lúcia McCartney. depois da luta. O único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. o que lhe confere teor dissertativo. que nada de mau aconteça. o pianista tem quarenta anos. ainda que antes o afeto seja de boa sorte. Durante a luta. No ar. desse modo. não exatamente ao mesmo tempo. ele tocou Strauss no restaurante com o coração cheio de alegria — Elpídio na bateria. sua mãe. sinto vontade de ganhar e vontade de vencer. Nesse instante chegam os músicos. mas é também o mais triste. vontade de vencer. a tocar a valsa da Viúva Alegre. embora o único afeto que sinto pelos meus adversários seja antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. um grande borborinho. três: piano. em que as personagens se colocam vivas diante do processo narrativo. ela veio noutro porão’. tem oito filhos. só sinto vontade de ganhar e vencer porque o afeto antes é de boa sorte. o mais moço. e) Toda essa história de carinho acaba quando boto as lutas onde o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. d) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. no violino — cinqüenta e seis anos. morreu. se fosse rico — ‘fazia filho na mulher dos outros. Na mesa ao lado está o sujeito que é casado com a Miss Brasil. c) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. e tudo continua no mesmo. só sinto vontade de ganhar. Depois da luta. e) apesar dos aspectos descritivos. cinqüenta anos. Depois de terminada a luta. meio século atrás: espancado com uma vara fina. que nada de mau aconteça. Durante. continue. que nada de mau aconteça. namorou dentro desse espelho’.” FONSECA. vontade de vencer. o gerente não gosta mas ele não pode mudar de camisa todos os dias. o elemento determinante do texto é a narração. mulato. de forma mais concisa e coesa. ‘Tua vó fez risinhos e boquinhas. as idéias discutidas ao longo dele. já que o afeto antes é de boa sorte e que nada de mau aconteça. que nada de mau aconteça e. b) o que mais determina o texto são as reflexões. que nada de mau aconteça. UFMA “Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. ainda tem um restinho mas sabe que vai perdê-las num dia de calor tocando os Contos dos Bosques de Viena. mas sou pobre e faço na minha mesmo’ — e todos começam. d) predomina o caráter descritivo.Texto para a questão 64. trancado no banheiro. O afeto antes é de boa sorte. quanto ao afeto. só sinto vontade de ganhar. Respondo: ‘Minha avó nunca viu esse espelho. depois. coloca um lenço no pescoço para proteger o colarinho. um rosto de quem vai perder as últimas esperanças. continue. adjetivos e mesmo verbos que auxiliam na caracterização do ambiente. Todas as mesas estão ocupadas. a fim de que o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. Durante. parabéns. continue.Interpretação de texto II Avançar . Depois da luta. Durante. Depois da luta.

a viagem progredira bem três léguas porque ordinariamente andavam pouco.” RAMOS. n. Graciliano. 32 66.. os juazeiros alargavam duas manchas verdes. que por mais de 25 anos mapeou a saúde de 17 530 funcionários públicos e constatou que. o esgotamento psíquico mina o sistema imunológico do organismo humano. 1999.. Vidas secas.. pela saúde das camadas mais pobres. c) Porque haviam repousado bastante na areia do rio seco. A princípio pode parecer óbvio: os ricos dispõem de mais recursos para pagar os melhores médicos. Texto para as questões de 67 a 68: “Rico vive mais Nos últimos cinco anos.Texto para a questão 66: “Na planície avermelhada. ordinariamente andavam pouco. a viagem progredira bem três léguas.) Todos tinham emprego garantido e contavam com o mesmo padrão de assistência médica. entre elas o cigarro. Um clássico do tema é a pesquisa do médico inglês Michael Marmot. GABARITO IMPRIMIR 67.). menor a taxa de mortalidade. 134. a viagem progredira bem três léguas. porém. e) Em virtude de andarem ordinariamente pouco e de haverem repousado bastante na areia do rio seco. (. d) visa demonstrar a existência de uma preocupação. dado que ordinariamente andavam pouco. d) Ainda que ordinariamente andassem pouco. afastando-se do fumo e de outras drogas. o currículo escolar e o sucesso profissional tão importantes — ou até mais — quanto a genética. Fuvest-SP Reestruturando-se o terceiro período do texto. estavam cansados e famintos. e) mostra como saúde e qualidade de vida estão vinculadas a variáveis socioeconômicas e culturais. através dos galhos pelados da caatinga rala. 9 jun. como se sabe. ano 32..Interpretação de texto II Avançar . e a viagem progredira bem três léguas. F. A ciência descobriu uma realidade mais complexa. 23. mantém-se o sentido original apenas em: a) A viagem progredira bem três léguas. mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco. Os registros de morte entre os trabalhadores menos qualificados. pois haviam repousado bastante na areia do rio seco. Eduardo. b) destaca o grande desenvolvimento da atividade de pesquisa científica nos últimos anos. a prática de exercícios e a exposição a substâncias tóxicas. b) haviam repousado bastante na areia do rio seco. Voltar Língua Portuguesa . Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro. por parte das autoridades. A folhagem dos juazeiros apareceu longe.) Médicos conscientes da tese ‘ricos. Pequenas diferenças de salário. Católica de Salvador-BA O texto: a) evidencia a existência de diferenças abismais entre as várias classes sociais.” JUNQUEIRA. In: Veja. Até entre pessoas do mesmo estrato social. quanto mais alto o nível hierárquico. importantes e portanto. educação e status social pesam quando o assunto é qualidade de vida e longevidade. (. eram três vezes maiores do que os anotados entre os de cargos superiores.. maior o desgaste emocional e maior o número de situações estressantes. c) objetiva conscientizar a população da necessidade de levar uma vida saudável. p. E. Fazia horas que procuravam uma sombra. os exames mais sofisticados e os hospitais mais bem estruturados... uma vez que haviam repousado bastante na areia do rio seco.) quanto menor o nível social. Ordinariamente andavam pouco.. a viagem progredira bem três léguas. respeitados centros de pesquisas científicas do mundo produziram nada menos do que 193 estudos sobre a relação entre condição socioeconômica e saúde (. Estudos conduzidos nos Estados Unidos chegaram a conclusões semelhantes: (. saudáveis’ consideram o saldo bancário. a dieta alimentar.

e ri-me. A borboleta. pode-se inferir: a) A facilidade de acesso aos melhores hospitais pela classe privilegiada pode ser um fator importante. não sabia. lancei mão de uma toalha. e não é impossível que descobrisse meia verdade. nem a alegria das flores. invariavelmente. ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. “A borboleta preta NO DIA SEGUINTE. que é também sugestivo.Interpretação de texto II Avançar . Veio por ali fora. com alguma simpatia. nem a pompa das folhas verdes. portanto. Não lhe valeu a imensidade azul. entra e dá comigo. Suponho que nunca teria visto um homem. c) A classe operária é mais propensa à doença por herança porque nela são mais freqüentes os maus hábitos. Então disse consigo: ‘Este é provavelmente o inventor das borboletas’. um ar divino. que tinha olhos. contra uma toalha de rosto. Fiquei um pouco aborrecido. Dei de ombros. depois de esvoaçar muito em torno de mim. O gesto brando com que. como eu estivesse a preparar-me para descer entrou no meu quarto uma borboleta. pois as pessoas cultas se cuidam mais. — me consolou do malefício. Passa pela minha janela. F. não teria mais segura a vida. e na dignidade que. Apiedei-me. Lembrou-me o caso da véspera. Texto para responder a questão 70. Imaginei que ela saíra do mato. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque. minutos depois. tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. assim. mesmo trabalhando sob maior pressão. saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. mas o medo. espairecendo as suas borboletices. viu dali o retrato de meu pai. 33 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . pousou-me na testa. aterrou-a. é justo dizê-lo. e beijou-me na testa. entrei logo a pensar na filha de D. Sacudi-a. Memórias Póstumas de Brás Cubas. c) A falta de cuidados adequados com a saúde é. para recreio dos olhos. Quando enxotada por mim.” ASSIS. a infeliz expirou dentro de alguns segundos. senti um repelão dos nervos. despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. porque eu a sacudisse de novo. pernas. confesso. Católica de Salvador-BA Ao analisar os resultados das pesquisas a que o texto se refere. soube conservar. aí vinham já as próvidas formigas… Não. incomodado. b) O que faz uma pessoa desfrutar de uma boa saúde é a adoção de hábitos físicos e alimentares sadios. Era tempo. conservar melhor suas defesas. a principal causa da mortalidade. — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo. Católica de Salvador-BA Da leitura do texto. têm mais acesso à medicina preventiva e a outras válvulas de escape. e. pode-se afirmar: a) Os abastados são mais otimistas. e me reconciliou comigo mesmo. no susto que tivera. com dinheiro. e viu que me movia. acabarão resolvendo seus problemas de saúde. e) As condições ambientais em que trabalham as classes privilegiadas as tornam menos vulneráveis às doenças. modesta e negra. e achando-a ainda no mesmo lugar. mas tornando lá. saí do quarto. uma estatura colossal. por isso. Eusébia. começou a mover as asas. A idéia subjugou-a. braços. d) As pessoas com cargos de menor responsabilidade não se estressam tanto e. que é maior entre as pessoas de poucos recursos. Era tarde. Deixei-me estar a contemplar o cadáver. Machado. e) Os empresários. creio que para ela era melhor ter nascido azul. tão negra como a outra. tinha um certo ar escarninho. Esta última idéia restitui-me a consolação. almoçada e feliz. pois sabem que. o que era o homem. — uma das mais profundas que se tem feito. para todas as asas.68. vivem mais. que estava ali o pai do inventor das borboletas. descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo. que é sempre azul. podendo. apesar dele. que me aborreceu muito. A manhã era linda. se ela fosse azul. F. desde a invenção das borboletas. a saber. foi pousar na vidraça. sob a vasta cúpula de um céu azul. 69. ou cor de laranja. mas não é determinante quando se trata de saúde. dous palmos de linho cru. Não caiu morta. volto à primeira idéia. uni o dedo grande ao polegar. Não era. insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa. Pois um golpe de toalha rematou a aventura. b) Os que têm cargos superiores são menos atingidos por preocupações de ordem financeira. uma vez posta. não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete. d) O grau de escolaridade é o que realmente faz diferença quando se fala em saúde. e muito maior do que ela. bati-lhe e ela caiu. ela foi pousar na vidraça. Era negra como a noite. e voou a pedir-lhe misericórdia. E esta reflexão.

) O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. Católica de Salvador-BA De acordo com o texto. 1999. Uma multidão de 460 000 pessoas lotou os locais de inscrição. ano 32. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. será otimizado com: a) a manutenção da economia informal. para as chamadas frentes de trabalho. um deus em relação à borboleta. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. d) se surpreende com a relatividade das coisas. 21 jul. Isso porque as empresas. Texto para as questões 71 e 72: “Eles sobraram Os números do IBGE. para o país. E o desafio. assim que a economia brasileira voltar a crescer. já não precisam tanto de força física. p. no Brasil. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. c) elabora uma comparação entre o susto que tivera ao ver a borboleta e o que tivera ao ver a filha de D. ao constatar-se um gigante e. e) Os problemas de mão-de-obra desqualificada — frutos da atual conjuntura econômica do País — se resolverão definitivamente. In: Veja. Cíntia. Foram selecionados apenas os chefes de famílias numerosas. c) a implementação de um programa de educação. 72. um mês atrás. Católica de Salvador-BA A partir da leitura do texto. F. não serão sanadas a longo prazo. viadutos. Durante mais de uma década. o principal órgão de pesquisas sociais do país. b) As dificuldades do trabalhador desqualificado. n. pelo menos na área de construção civil. pode-se afirmar: a) A realidade do trabalhador brasileiro era desconhecida até a formação das frentes de trabalho. b) a abertura de constantes frentes de trabalho. por uma ironia do seu passado recente. no Brasil.” VALENTINI. 34 71. c) A situação do trabalhador braçal. embora difícil.Interpretação de texto II Avançar . uma vez que o trabalho físico tende a desaparecer. querendo confundi-lo. Eusébia. (. deixou ruas se esburacarem. Exigências: ter acima de 16 anos de idade e estar desempregado há mais de um ano. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. recebendo salário mensal de 150 reais. Segundo o Instituto. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1º grau completo ou nem isso. com a modernização. e) se sente desorientado com a borboleta que descreve infinitas voltas em torno de seu corpo. O rosto dessa gente apareceu quando o governo de São Paulo abriu inscrições. cesta básica e seguro de acidentes pessoais.. Assim que a economia voltar a crescer. b) fala de uma borboleta para representar a importância de pequenos momentos na vida dos homens. o horizonte é desolador. Fatec-SP Da leitura do texto é correto afirmar que o narrador a) se vale da imagem de uma borboleta para mostrar tanto as ações impulsivas do homem como sua capacidade de racionalização. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. 29. e) a criação de postos de trabalho na área da construção civil. o governo abandonou estradas. os mais velhos e aqueles que estavam por mais tempo na fila do desemprego. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. uma vez que ele sempre pode contar com a economia informal. Para os outros.. d) A infra-estrutura deficiente do Brasil possibilitará trabalho constante. d) o controle da natalidade nas camadas mais baixas. Para garantir a sobrevivência.70. 105. é alentadora. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. pode-se inferir que o problema de emprego. talvez. A idéia era selecionar 50 000 pessoas para cumprir um contrato de seis meses. F.

nos balcões. vai mal em política. em destaque no texto. c) “vermelhinho da silva” e “sangue azul”. São Paulo: Ática. no Japão. U. faz telhas de barro. a expressão “vermelhinho da silva” traduz a idéia de a) intensidade. Nossa família. Nós auxiliamos várias famílias importantes na América do Norte. Na vala comum da glória. Porque nossa família um dia há de subir na política…” BRAGA. A gente de nossa família trabalha nas plantações de mate. conta o dinheiro dos bancos. a família Matarazzo. d) “vala comum da miséria” e “vala comum da glória”. todas essas famílias assim são sustentadas pela nossa família. Apesar disso. Você não possuía sangue azul. Sempre por baixo. e) retomar e explicar informações anteriores. Morava na rua da Alegria. d) explicar e comentar informações anteriores. conduz os bondes. levanta os prédios. nas fazendas. Um homem estava deitado na calçada. Apud: Para gostar de ler. nas cozinhas. A família Crespi. e) desprezo. 74. U. Uma poça de sangue. nós temos de enterrar você é mesmo na vala comum. 1984. João da Silva. 44-5. entretanto. nas fábricas. leio o nome do sujeito: João da Silva. assume a função de a) resumir e comentar informações anteriores. São Carlos-SP A oração faz tudo. O homem estava morto. é que trabalha para os homens importantes. 5. nos pastos. b) retomar e sintetizar informações anteriores. nas minas. no mato.INSTRUÇÃO: As questões de números 73 a 76 referem-se ao seguinte texto de Rubem Braga: “Luto da família Silva A Assistência foi chamada. Veio tinindo. F. d) propôs uma reflexão sobre diferenças sociais. nas usinas. Nossa família. Luto da família Silva. enrola o tapete do circo. O cadáver foi removido para o necrotério. 35 73. U. U. b) “em todo lugar onde se trabalha” e “a gente de nossa família trabalha nas plantações de mate”. e) enfatizou a importância de se melhorarem os Silva para entrarem na política. na Inglaterra. João da Silva. Morreu de hemoptise. São Carlos-SP O texto estrutura-se na oposição entre os Silva e as demais famílias. 75. Rubem. e) “vermelho” e “vermelhinho da silva”. d) ironia. São Carlos-SP A leitura do texto permite afirmar que o autor a) quis desqualificar as famílias não importantes. a família Guinle. João. F. nas praias. em todo lugar onde se trabalha. São Carlos-SP No texto. na França. Na seção dos ‘Fatos Diversos’ do Diário de Pernambuco. c) expandir e explicar informações anteriores. a família Rocha Miranda. serve no Exército e na Marinha. faz os jornais. b) pretendeu enaltecer a tradição de famílias importantes na história brasileira. b) carinho. O sangue que saía de sua boca era vermelho — vermelhinho da silva. enche os porões dos navios. 4. F. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . F. p. como a Silva. v. sugeridas também pelos nomes de família.Interpretação de texto II Avançar . Nossa família é feito Maria Polaca: faz tudo. Sangue de nossa família. (…) João da Silva — Nunca nenhum de nós esquecerá seu nome. 76. a família Pereira Carneiro. Essa relação releva-se em a) “vai mal em política” e “há de subir na política”. ed. A Assistência voltou vazia. c) explicitou a submissão dos países da América do Sul aos da América do Norte. Nossa família quebra pedra. laça os bois. c) pequenez. Na vala comum da miséria.

E. 1997. na sua universalidade. por acaso. In: Poesia Completa.Interpretação de texto II Avançar . IMPRIMIR ( ) a linguagem poética. irmão!” LIMA. U. 36 GABARITO O poema apresenta: ( ) a poesia como instrumento de redenção do homem. as palavras apodreceram nas promessas dos tiranos. as grandes palavras semitas podem [desaparecer? E. não foi ele apontado para restituir-lhe a sua essência. construtor da palavra perene. Salvador-BA “As Palavras Ressuscitarão As palavras envelheceram dentro dos homens separadas em ilhas. Quando toda a confusão for desfeita. do ponto em que se encontrar. como promotora do entendimento entre os homens. o poeta não falará.77. por acaso. Organização de Alexei Bueno. por acaso. 388-9. a palavra imortal há de adoecer? E. e quando se desfizerem as nações instaladas ao depois [de Babel. ( ) a palavra divina tornada vazia de significação para o homem. as palavras se mumificaram na boca dos legisladores. quando o homem reconquistar os atributos perdidos [com a Queda. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Jorge de. E o Verbo de Deus é uno mesmo com a profanação [dos homens de Babel. as palavras nada significam nos discursos dos homens [públicos. mesmo com a profanação dos homens de hoje. p. ( ) o poder mágico da palavra só atingível por aquele que ultrapassar a compreensão do “Verbo de Deus”. ( ) o homem comum como elemento responsável pela perda do poder expressivo da palavra no seu uso cotidiano. ( ) o poeta como reinventor da linguagem. Voltar Língua Portuguesa . não me compreendereis. o poeta não foi designado para vivificar a [palavra de novo? Para colhê-la de cima das águas e oferecê-la outra vez [aos homens do continente? E. e reconstituir seu conteúdo mágico? Acaso o poeta não prevê a comunhão das línguas. a todos os homens da terra numa só língua — a [linguagem do Espírito? Se por acaso viveis mergulhados no momento e no [limite.

Interpretação de texto II Avançar . São Carlos-SP A penúltima estrofe do poema permite considerar que o eu-lírico sente a) uma saudade carinhosa da infância. Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer. Já disse que não quero nada. Obra Poética. com todo o direito a sê-lo. fútil. leia os versos de Fernando Pessoa. ouviram? Não me macem. e) uma saudade melancólica da infância. Já disse que sou sozinho! Ah. Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos? Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. pois trata-se de uma época remota e irrecuperável. c) um medo de revisitar Lisboa. Pequena verdade onde o céu se reflete! Ó mágoa revisitada. pois ela tirou-lhe todos os bons sentimentos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . pois a cidade nunca lhe proporcionou boas lembranças. Quero [ser sozinho. [a vontade. F. Lisboa de outrora de hoje! Nada me dais. 37 GABARITO 78. como sou. Deixem-me em paz! Não tardo. por amor de Deus! Queriam-me casado. pois em Lisboa ainda pode viver bons momentos. p. o contrário [de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa. 1981. fazia-lhes. Assim. Com todo o direito a sê-lo. nada sois [que eu me sinta. tenham paciência! Vão para o diabo sem mim. Fora disso sou doido. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Deus meu. das ciências!) Das ciências. que maçada quererem que eu seja da companhia! Ó céu azul — o mesmo da minha infância — Eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo. das artes. da civilização moderna! Que mal fiz eu aos deuses todos? Se têm a verdade. pois lá passou uma infância vazia e sem sentimentos. Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos. Fernando. quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto. não me [enfileirem conquistas Das ciências (das ciências. que eu nunca tardo… E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero [estar sozinho!” PESSOA. a todos. U. nada me tirais. mas tenho técnica [só dentro da técnica. “Lisbon Revisited Não: não quero nada. d) uma mágoa de sua cidade (Lisboa).INSTRUÇÃO: Para responder às questões de números 78 a 81. 290-1. guardem-na! Sou um técnico. b) uma mágoa de Lisboa.

99-100. para agradar a todos. desde que Adão e Eva a trocaram. queria respirar o ar da noite e beber na viração do sertão um pouco de tranqüilidade para sua alma não afeita ao tumultuar dos sentimentos que a agitavam e. pode-se dizer que o poeta a) recusa-se a aceitar os valores que a sociedade tenta inculcar-lhe. ( ) Íntima relação entre o nome da personagem feminina e o seu jeito de ser. abrasada também de amor. verifiquei que não passava de miragem. destacada no poema.. e) aparta-se da sociedade. a única que vi era você. A pobrezinha. em face do religioso. U. rápido como uma seta. 81. ( ) Escapismo para o sonho.. meu anjo do céu. significa a) desprezem.. almeja fazer parte da companhia. ( ) Atitude de vassalagem amorosa. superiores a todas as suas tentativas de resistência. b) importunem. d) o desejo do poeta de manter-se afastado e isolado das pessoas. U.. minha vida. rápido como aquela pedra arrojada tão rigorosamente. ( ) Atitude de irreverência do narrador. metido no laranjal e procurando uma solução a tanta dificuldade. ed. Numa dessas noites de ansiedade. São Paulo: Ática. d) sente-se solitário e. a gente em tudo vê maravilhas.79. Com este madrigal encetou Cirino uma conversação como a da primeira noite. — Deveras.. — Deveras? perguntou ela incrédula. F. Visconde de. Inocência. era um macauã. em virtude da sua solidão. São Carlos-SP Os dois últimos versos do poema revelam a) a conscientização do poeta em relação a seus problemas e à breve solução que lhes dará. Depois. à sombra das maravilhosas árvores do Éden. ( ) Concepção idealizada de mulher... ímpetos tão desconhecidos e violentos. O que pareceu pedrada era um noitibó que frechou para mim e veio dar com a cabeça na parede. respondeu apressadamente Cirino. São Carlos-SP A forma verbal macem. 38 GABARITO Marque V para as afirmativas que podem ser comprovadas com o texto e F para as que não podem. para desenvolver sua arte. achou-se ao pé da janela e cobriu de beijos as mãos da sua amada. como a que balbuciam duas cândidas almas na eterna e sempre nova declaração de amor. quem sabe? verificar se por aí não andava rondando aquele que no seio lhe inoculara tamanho desassossego. e) a inquietude gerada na alma do poeta. Para mim. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 80. 24. b) encontra na morte a única solução para os problemas. Cirino. São Carlos-SP Pela leitura do poema. De noite.. e a pedrada. p. Salvador-BA “Passava as noites em claro. b) a irritação do poeta com aqueles que pretendem ajudá-lo em seus problemas.. no último parágrafo. 82. e) abandonem. F. Dois gritos. 1996. c) tenta tornar-se uma outra pessoa. U. c) a vontade do poeta de poder compartilhar da paz que outras pessoas sentem. viu afinal reabrir-se a janela de Inocência. F. que por pouco talvez o houvesse estendido por terra. por essa razão.” TAUNAY. — O grito? balbuciou ela. U.Interpretação de texto II Avançar . c) ofendam d) maltratem. Que foi? — Ah! não foi nada.. fui ver no laranjal. A princípio tomei também um grande susto. atordoavam-no ainda aqueles dois assobios que não podia explicar e sobretudo aquela pedrada tão bem dirigida. ( ) Dimensão hiperbólica do sentimento amoroso.

e) a língua reflete a história de cada época e sujeita-se a receber tanto a influência de seus escritores quanto a popular. d) as opiniões divergentes entre escritores a respeito do uso correto da língua em suas obras. pois somente eles.Texto para as questões de 83 a 85: “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. Entre as exceções. 84. locuções novas. Unifor-CE A idéia central do texto é: a) a influência. sem as indevidas interferências surgidas em cada época ou de acordo com a vontade de seu autor. pois muitos deles até mesmo ignoram as estruturas da língua que utilizam. poderia eu citar até alguns escritores cuja opinião é diversa da minha neste ponto. pois a leitura se torna mais agradável e compreensível. e) a ausência de mérito literário em muitas obras consagradas pelo público. são os modelos adequados para a produção das obras consideradas modernas. sempre atual. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. ele exerce também uma grande parte de influência a este respeito. mas que sabem perfeitamente os clássicos. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. é função do escritor: a) inovar sempre a língua — registro de suas obras — criando as novidades a partir da influência popular. b) a necessidade de um equilíbrio entre tradição e renovação na língua. não se lêem. não admitindo as alterações que ocorrem por influência popular. Unifor-CE De acordo com o texto. b) as obras clássicas são aquelas em que a linguagem é imutável. 39 83. um controle sobre elas e inibindo os abusos. Mas se isto é um fato incontestável. que é importantíssima nesse processo. porém. 85.Interpretação de texto II Avançar . c) o povo de uma nação é a fonte incontestável de todas as alterações da língua. Pelo contrário. porém. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. portanto. não se lêem muito os clássicos no Brasil.” Machado de Assis. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . com seus ensinamentos. c) aceitar as inovações trazidas pelo povo — aquelas que dão vivacidade à língua — exercendo. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. e o escritor não está obrigado a receber e a dar curso a tudo o que o abuso. A este respeito a influência do povo é decisiva. o que vai permitir uma aceitação maior de suas obras. b) dominar com segurança a norma culta da língua e empregá-la fluentemente. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) o reconhecimento de um escritor nem sempre se baseia em sua competência. o capricho e a moda inventam e fazem correr. Feitas as exceções devidas. d) o mérito de um livro será maior quanto mais inovações ele apresentar. que devem ser incorporadas pelos escritores em suas obras. d) usar exclusivamente a linguagem do povo. e) estudar sempre os autores clássicos. dos autores clássicos da língua. Há. o que é um mal. certos modos de dizer. é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. c) a divulgação das obras de escritores que gozam da aceitação popular. Querer que a nossa pare no século de quinhentos. Em geral. A influência popular tem um limite. acompanhando sua época e abandonando o estilo de autores antigos e defasados. Cada tempo tem seu estilo. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma.

13. Rumina todos os papéis no oco das gavetas O que a mesa expele para a superfície é simples dejeto livre de mistério O arquivo também é móvel discreto e diz muito pouco de interesse humano A caneta.Interpretação de texto II Avançar . In: Poesias Reunidas (1968-1988). Em todo o ano passado foram registradas 33 ocorrências e. já foram 31”. neste ano.” IMPRIMIR a) Qual é a conclusão implícita na seqüência “neste ano. Voltar Língua Portuguesa . já foram 31. Unicamp-SP Na coluna “De zero a dez”. o lápis o papel. o cesto são só instrumentos sem vontade própria Dois os indiscretos: minhas duas mãos — úlcera no estômago da repartição ALVIM. 34. Vide sugestão na nota anterior que também poderia ser aplicada nestes casos. 1988. causando incêndios e sérios riscos à segurança dos vôos: segundo o Controle de Tráfego Aéreo. só no período de janeiro a abril. Francisco. encontram-se. em 1998 foram registradas 99 ocorrências em Guarulhos. São Paulo: Duas Cidades.” “Não seria o caso de a Prefeitura pagar por cada nova pichação feita na cidade? É claro que sim. entre outras. as seguintes notas. que se encontra na primeira nota? b) Explicite a sugestão dada no final da segunda nota. só no período de janeiro a abril. Se todos entrassem com uma ação simultaneamente. As autoridades deveriam enquadrar os responsáveis por crime inafiançável e trancafiá-los em presídios por longos anos. Unicamp-SP Considere o poema a seguir: “Inventário Povoam o escritório vários utensílios uns bastante sóbrios outros indiscretos Por exemplo: a mesa é sóbria. no primeiro semestre de 2000. p. com certeza o prefeito encontraria novas atribuições para a Guarda Municipal. Aparentemente peças quase iguais às demais: os mesmos modos funcionais Contudo é preciso vê-las em sua marca: no rastro dos dedos no selo do gesto Ali onde transgridem a ética da classe que proíbe os objetos de serem pessoais Onde desconhecem o acordo em vigor que as coisas transforma em armas submissas Não pactuam — hostis minhas duas mãos acidulam o ar da repartição” 40 GABARITO a) De qual critério se serve o poeta para classificar as diferenças entre os “vários utensílios” que “povoam o escritório”? Por que essa classificação destoa tanto da nossa percepção habitual? b) Como aparece a presença humana em meio ao ambiente da repartição? 87. publicada na revista Business Travell.86. Amostra Grátis. de Rubem Tavares. parcialmente adaptadas: “Para os lunáticos que insistem em soltar balões de grande porte.

A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. Alguma Poesia. apesar dos apelos tristonhos que a música de um piano lhe fazia do fundo da sala.” GABARITO Neste texto divulgado na Internet. sob o efeito da música de Chopin é: a) “braços redondos que nem coxas”. 41 88. Eu considerei as contas que era preciso pagar. A existência de uma fronteira terrestre muito vasta para evitar contrabando. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “Música Uma coisa triste no fundo da sala. Carlos Drummond de. e) a exclusão das situações expostas. o coesivo “além” possibilitou: a) a inclusão de mais uma situação. c) a retificação das situações anteriores. a presença de turistas internacionais. que. Me disseram que era Chopin. levando-o ao desatino da existência. UEPA “É nesse aspecto que a histeria sobre a biopirataria na Amazônia corre o risco de não levar a lugar nenhum. c) foi despertada pela relação material entre as teclas de um piano (“dentadura dura”) e sua própria dentadura (“dentadura amarela e preta”). b) se apega aos “passos que era preciso dar”.Interpretação de texto II Avançar . impossibilitam qualquer aparato de fiscalização. e) se fixa na tristeza e na solidão. estudantes e pesquisadores estrangeiros que vêm desenvolver pesquisas. os passos que era preciso dar. na enumeração de situações que favorecem a biopirataria na Amazônia. afasta o narrador de suas preocupações cotidianas. d) “Enquadrei o Chopin na minha tristeza”. d) somente a ratificação das situações já apresentadas. apesar de triste. 89. Fatec-SP A expressão que mais claramente remete à liberação das preocupações do narrador.Texto para a questão 88. as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza e na dentadura amarela e preta maus cuidados voaram como borboletas. além do fluxo de brasileiros para o exterior. professores e consultores. estrangeiros residentes. c) “meus cuidados voaram como borboletas”. d) é atraída pela música de um provável Chopin. Fatec-SP A leitura de Música torna possível afirmar que a atenção do narrador a) tem suas preocupações ordinárias postas de lado pela sensualidade da música e da pianista de braços redondos.” ANDRADE. o que se constata pela evocação de um “lustre complacente”. b) “sob o lustre complacente”. e) “as dificuldades…” 90. b) a reiteração das situações apresentadas.

É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. Não apenas os consumidores se comportam como gostariam de ser vistos. a partir de valores desvinculados das reais necessidades do indivíduo. Os cientistas sociais que tentam mergulhar na realidade brasileira produzem teorias conforme imaginam que seus colegas desejam. Prendem-se a modelos já preparados. (64) subentenderia uma análise criteriosa dos fatores que contribuem para que se passe uma visão fantasiosa do país e dos seus habitantes. como resposta. tentando usar o sentimento. Temem abrir as janelas e demonstrar a todos a incompetência de formulações. Tem que entender como o Brasil vê o Brasil. Como gostaria que os outros o vissem: como o confortado dono de um carro com ar condicionado. (08) implicaria uma avaliação de como o brasileiro age e de como ele se auto-avalia. graças ao fato de se ver pelos olhos dos outros. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. Cristovam. Fazendo do ar que deveria ser usado para dominar o calor da tarde o símbolo do poder de não sentir calor. arriscando incoerências. ele respondeu: ‘Para que todos pensem que tem ar condicionado. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. Para tanto é preciso desvencilhar-se dos preconceitos. desvinculada de sua cultura. no meio de um engarrafamento. além de dúvidas. trabalhando na inconseqüência. ed. A teoria econômica diria que o consumidor obtém. Aquele encontro. teorias e linguagens pouco acuradas. no calor sem ar condicionado. no meio de um longo engarrafamento no centro da cidade. para dar a impressão do bemestar do progresso. A inconseqüência não é apenas do consumidor. permitiu um conhecimento maior da realidade brasileira do que quadros estatísticos e formulações teóricas da economia. (32) evidenciaria a necessidade de se promover a reabilitação das profissões diretamente relacionadas com o desenvolvimento socioeconômico e científico do país. Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. São Paulo: Paz e Terra. para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial. UFBA O texto sugere que “um mergulho no Brasil”: (01) revelaria a distorção das teorias dos sociólogos. A Desordem do Progresso. Um mergulho no Brasil que.Interpretação de texto II Avançar . (04) traria à tona subsídios para uma insurreição do povo brasileiro contra teorias sociais acadêmicas em prática na sociedade atual. com a finalidade de dar ao mundo a impressão de riqueza. p. A teoria que se diz científica. e perguntou: ‘O senhor sabe por que aquele Volks está com todos os vidros fechados?’ Antes que eu dissesse não. (02) desvendaria submissão a comportamentos sociais padronizados. vê a si mesmo.Texto para as questões de 91 a 93: “UM MERGULHO NO BRASIL Manaus 42 GABARITO Às duas da tarde do verão de 1984.” BUARQUE. mas sim mostrando que por trás deste há uma loucura geral. 5-6. aventurando-se. Pervertendo o processo econômico. Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. 91.’ Como aquele motorista. 1993. usam linguagens especiais. em território tropical. para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . para descrever e entender o país. como se tivessem lógica. eles não têm teorias alternativas. como em qualquer mergulho. 4. construídas em torno de questões ultrapassadas. A realidade de um motorista suando para dar a impressão de que não sente calor não pode ser explicada buscando uma lógica no seu comportamento. a soma das alternativas corretas. denunciar que o carro não tem ar condicionado e estamos todos morrendo de calor. Dê. Mesmo quando se atrevem a desnudar o real. deve começar pelo entendimento da alma do conjunto de sua população. Sobretudo quando. Mesmo que às custas de sofrer um calor maior. Não pode se limitar a ver o Brasil. com o carro e as janelas fechadas. os cientistas tendem a não expor as idéias que pareçam romper com o comodismo teórico do consumismo de escolas estabelecidas. incompatível com seus recursos. Tomar contato com aquela realidade foi como mergulhar no âmago da lógica da economia brasileira. Como o homem dentro de um carro fechado. Mergulhar na realidade do país exige um mergulho nas teorias que mais fortemente vêm influenciando a consciência dos brasileiros. (16) denunciaria o artificialismo das teorias utilizadas pelos cientistas sociais por vaidade intelectual e busca de prestígio acadêmico. no sentido de apreender a lógica que rege suas ações. os demais brasileiros sacrificam demais o conforto possível. o que constituiria entrave cultural. influi na divulgação e na legitimação do absurdo. Tem que ser um mergulho na lógica que faz o Brasil mover-se. o caos e a irracionalidade. o motorista apontou para o carro à frente.

como resposta. como se tivessem lógica. (64) “É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. dentro da ótica do consumismo.” — Os economistas. (32) “A teoria econômica diria que o consumidor obtém. a soma das alternativas corretas. diferentemente de “ar condicionado” (2o destacado). (02) “para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto” e “para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial” — Indicam que o objetivo do consumidor e do cientista social decorrem de pressões que os manipulam.43 92. subestimam a aparência em favor da realidade. com o carro e as janelas fechadas.Interpretação de texto II Avançar . 93. (04) “não sentir calor” e “sofrer um calor maior” — As expressões estão usadas para enfatizar o contraste existente no comportamento do brasileiro.” — Isso significa que uma análise da identidade do povo brasileiro deve fundamentar-se. a soma das alternativas corretas. em território tropical. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a respeito do fato que então se comenta. (16) O uso do “escafandro” sugere mascaramento do real objetivo do “mergulho” (1o destacado). (04) A forma verbal “entender” tem o mesmo sentido de “Mergulhar”. (64) A expressão “Para tanto” estabelece um relação de conseqüência com referência a “mergulho” (2o destacado). como resposta. falso. UFBA Há uma explicação coerente em: (01) O termo “ar condicionado” (1o destacado) está usado em sentido denotativo. com argumentos falseadores. (08) A expressão “se ver pelos olhos dos outros” conota um falseamento da realidade individual. no desvendamento dos fatores externos que a constroem. Dê. (08) “Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. incompatível com seus recursos” — O autor se fundamenta num fato para avaliar criticamente o comportamento do povo brasileiro no seu todo. (02) A expressão “Tem que” remete a uma possibilidade remota de análise da realidade.” — A resposta do motorista demonstra seu ponto de vista preconceituoso. UFBA O sentido do enunciado está devidamente apreendido em: (01) “Para que todos pensem que tem ar condicionado. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. Dê.” — Isso quer dizer que o “caos e a irracionalidade” são uma conseqüência do ilogismo das teorias que se propõem interpretar a índole do povo brasileiro. antes. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. (32) Os pontos de vista dos economistas e do autor coincidem com relação ao grau de funcionalidade das “janelas fechadas” e “das janelas abertas”. o caos a irracionalidade. (16) “Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. para dar a impressão do bem-estar do progresso.

e) há línguas que são mais sintéticas que o português para expressar o sentimento que os povos lusófonos designam “saudade”. d) comum a todos os seres humanos e remonta aos tempos antigos. b) os cães. quando fez parte do grupo que conquistou o tricampeonato mundial. se até os cães demonstram sentir saudades de seus donos quando ficam separados por um motivo qualquer. Um desses casos é o que envolve a palavra ‘saudade’. de uma forma ou de outra. a) O que aconteceria com Leão se ele.” Saudade. assim como os seres humanos. sentem saudade. o ‘póthos’ dos antigos gregos e sabe-se lá quantas mais expressões equivalentes nas cerca de 6 mil línguas atualmente faladas no planeta ou nas 10 mil que já existiram. efetivamente. mas a maneira de expressá-lo é diferente. desde que aprendeu a falar aprendeu também. b) uma prova de que a espécie humana é fruto da mutabilidade de espécies. armênios. ficasse aprimorando seus defeitos”? Reescreva o trecho de maneira a eliminar o equívoco. b) A expressão “por outro lado”. Trata-se de uma grande e pretensiosa balela. Leão não dava um passo em falso. letões. seria de um etnocentrismo digno de fazer inveja à Alemanha nazista acreditar que esse sentimento é próprio apenas aos que falam português. 20/10/2000. árabes. que seria uma exclusividade mundial da língua portuguesa. d) há línguas que são mais sintéticas que outras para exprimir os sentimentos. ‘sóvárgás’. Unicamp-SP Quando o treinador Leão foi escolhido para dirigir a seleção brasileira de futebol. e Édson. ‘shauck’ e também ‘hanim’.Interpretação de texto II Avançar . Desde que o homem é homem. Leão. sua terra natal. de 51 anos. 44 GABARITO 95. c) comum a todos os seres humanos. japoneses. Embora línguas que nos são mais familiares como o inglês e o francês tenham de recorrer a mais de uma expressão (seus equivalentes de ‘nostalgia’ e ‘falta’) para exprimir o que chamamos de saudade em todas as circunstâncias. ele sente saudade. Em uma de suas colunas semanais nesta Folha. 58. E seria uma grande pretensão acreditar que o sentimento que batizamos de ‘saudade’ seja exclusivo dos povos lusófonos. Paulo. Ora. e húngaros. Folha de S. e) talvez anterior à razão. costumava ficar horas aprimorando seus defeitos após os treinos. a tese é que a) todos os povos têm os mesmos sentimentos e têm palavras para designá-los. ‘ilgas’. Todas as línguas do mundo exprimem com maior ou menor grau de complexidade todos os sentimentos humanos. existem outros idiomas que o fazem de forma até mais sintética que o português. ou talvez mesmo antes. Pode-se ainda acrescentar a essa lista o ‘desiderium’ latino. alemães.94. ‘nedôstatok’. Por outro lado. Cada atitude e cada declaração eram pensadas com um racionalismo típico de sua família. adaptado. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ‘natsukashi’. Campinas. do qual consta a seguinte passagem: “Durante sua carreira de goleiro. 53 anos. iniciada no Comercial de Ribeirão Preto. ITA-SP NÃO se pode afirmar que a noção do sentimento saudade no texto seja a) atribuída exclusivamente ao ser humano. o professor Josué Machado lembrou pelo menos dez equivalentes da palavra ‘saudade’. 6/4/1996. contribui para tornar o trecho incoerente. a dizê-lo. sempre impôs seu estilo ao mesmo tempo arredio e disciplinado. macedônios. o jornal Correio Popular publicou um texto com muitas imprecisões. ‘jal’. c) trata-se de um mito a crença de que apenas os povos lusófonos têm uma palavra para designar o sentimento “saudade”. Por quê? c) Por que o emprego da palavra “racionalismo” é inadequado nessa passagem? As questões 95 a 97 referem-se ao seguinte texto: “Certos mitos são repetidos tantas e tantas vezes que muitos acabam se convencendo de que eles são de fato verdadeiros. no início do segundo período. Ao chegar à seleção brasileira em 1970. sérvios e croatas. ITA-SP No texto. ‘garod’. são médicos. 96.” Correio Popular. ‘Sehnsucht’. Os russos têm ‘tosca’. Edmílson. já que seus outros dois irmãos.

é correto afirmar que a) em II. c) denunciar. Para as questões 98 e 99 considere o texto das questões de 27 a 29. e) exemplos de vocábulos de outras línguas para designar o sentimento “saudade”. não é louco de deixar essas coisas para amanhã”. os vícios de linguagem que costumam prejudicar as reportagens. e as lágrimas faziam-lhe encarquilhar os olhos. b) em I. 99. 98. d) O pronome oblíquo refere-se a lágrimas. que a revista Veja se dispõe a a) corrigir a redação confusa de notícias publicadas em outros periódicos. e) a fotografia e a frase em maiúsculas desviam a atenção do leitor da idéia de morte. d) no trecho “você faz um seguro de vida que pode durar sempre”. sintaticamente. a palavra “louco” pode ser substituída. utilizando a seguinte frase: “Histórias muito mal contadas em reportagens muito bem escritas” Está implícito.97. c) nas três ocorrências. nesse anúncio. por “delinqüente”. 101. por meio da clareza e da elegância do estilo. a) Formosa e graça são. b) a exclusividade da forma impessoal. c) uma equiparação do sentimento saudade dos cães ao dos seres humanos. PUC/Campinas-SP A revista Veja anunciou-se a si mesma.” Assinale a alternativa correta em relação ao fragmento acima. a palavra destacada tem o mesmo sentido. d) a generalização de uma idéia após a apresentação de exemplos. ITA-SP NÃO se pode dizer que no texto haja a) uma declaração inicial que sintetiza a tese a ser defendida. e) analisar casos nebulosos e apresentá-los em matérias de redação clara e precisa. talvez nem tivesse graça. 45 Quanto ao sentido que o vocábulo “louco” assume nas três ocorrências destacadas no quadro acima. c) A anteposição do adjetivo despenteados ao verbo alteraria o sentido da oração. “Porque quem é louco por alguém. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . sem prejuízo do sentido. GABARITO 100. o autor sugere a idéia de longevidade do titular do seguro. Mackenzie-SP “A moça não era formosa. o segundo uso da palavra “louco” assume sentido negativo. e) O ponto e vírgula estabelece a relação de concessão entre as orações.Interpretação de texto II Avançar . a repetição da palavra “louco” é redundante. d) em II. II. evitando-se assim reações negativas do leitor diante desse tema. já que não acrescenta nenhum sentido à frase. em estilo preciso. c) o autor usa conotativamente a palavra “noite” para simbolizar a idéia da morte. predicativos do sujeito moça. que funcionam como argumentos para a tese defendida. que é marcada apenas pelo emprego de orações na voz passiva. d) criticar certas histórias que. por serem mal contadas. os cabelos caíam despenteados. “/…/ você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa /…/”. b) Na estrutura sintática predomina a subordinação. redundam em más reportagens. os usos da palavra “louco” assumem sentido oposto àquele verificado em I. focalizando o principal beneficiário do seguro. e) em II. b) a imagem da criança reforça uma sugestão já presente no texto e no nome do produto. Fuvest-SP I. b) contornar as histórias mal contadas. Fuvest-SP Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre o texto: a) a única palavra que se refere diretamente à idéia de morte é “inventários”.

apenas o que se afirma em a) I. O jovem. estabelecendo um paradoxo com a data da independência em 1822. sem experiência. Paulo. II. Acostumados às apagadas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto II Avançar . literalmente. d) de forma criativa o progresso econômico que a abertura ao capital estrangeiro trouxe ao país. e) II e III. Metodista-SP Observe a imagem que segue: A partir da composição acima. e) que as origens do mercado publicitário no Brasil remontam à época de sua independência em 1822. d) I e II.” Folha de S. 46 Considere as seguintes afirmações: I. arrogante. se refere a expressão “às vezes literalmente”? Qual o duplo sentido produzido pela relação que aí se estabeleceu? 103. mulheres dos dirigentes do Kremlin. U. exibida. Está correto. II. sob idêntico ponto de vista. c) III. desempregados. o fato parece mais grave que na segunda. Fuvest-SP Leia as seguintes manchetes de dois jornais paulistas. pode-se considerar que seu equivalente mais próximo seria: a) sentam a pua em alguém. b) II. b) A que palavra. c) que a independência política é responsável indireta pela verdadeira revolução industrial que se desencadearia no país no século XX. Fuvest-SP I. As duas manchetes apresentam o mesmo fato. a) O advérbio “literalmente” está adequadamente empregado nos dois textos? Justifique sua resposta. o autor demonstra a) que a independência política possibilitou a autonomia econômica do país com o ingresso das multinacionais e do capital estrangeiro. o emprego dos termos “INCRA” e “assentamento” particularizam a informação. dança. invadido pelas multinacionais e pelo capital estrangeiro. os russos achavam que ela era influente demais. Na 2ª manchete. a partir de 1822. em II. Na 1ª manchete. Paulo. b) a relação de dependência econômica do país. às vezes literalmente. em relação às manchetes. d) sentam praça em algum lugar. Fatec-SP Para determinar o valor sintático-semântico do substantivo “poltrona” na expressão “sentam poltrona”. 104.” O Estado de S. c) sentam-se numa poltrona. b) sentam tijolos na parede. ambas do dia 15/5/ 2000: “Governo suspende verba para a reforma agrária. embora empregando palavras diferentes. Para se candidatar a um emprego. “Incra suspende crédito para assentamentos. III. e) sentam orgulhosamente.102. GABARITO 105. o recém-formado compete com levas de executivos de altíssimo gabarito.

d) Enriquece a descrição da menina por meio de prefixos ligados a nomes. 108. e mesmo de pé algum assento os fere: * eles levam em si os nós-senão-pregos. apesar de aproximar-se da prosa. d) A expressão enorme trouxa justifica o adjetivo trôpega que caracteriza negra velha. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o fragmento que vai da linha 2 à linha 3. qualquer o assento. e) ironia. d) linguagem coloquial. pode-se afirmar que a) o sentido nuclear do poema se dá na relação entre poltrona e banco de colégio. b) sintaxe elíptica. sentam poltrona. 107. vó? — Naão. c) A resposta da avó explicita a sua indiferença para com a menina. A educação pela pedra. os ferem nós debaixo. … trarilarára… traríla… De repente voltou-se prá negra velha que vinha trôpega atrás. e) o poema satiriza a prepotência de certos homens. d) a tábua-de-latrina. por ser anatômica. Sentam poltrona: ou tábua-de-latrina. Texto para responder a questão 109. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Texto para as questões de 106 a 108: “A menina e a cantiga 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 … trarilarára… traríla… A meninota esganiçada margirça com a sáia voejando por cima dos joelhos em nó vinha meia dansando cantando no crepúsculo escuro. e) Tem a coerência prejudicada por falta de pontuação. e) Há total descaso pela oralidade da expressão. o abaulado amigo. 47 106. Fatec-SP Da leitura de Sobre o Sentar-/Estar-no-mundo. onde cabe qualquer homem e a contento. GABARITO “Sobre o sentar-/estar-no-mundo Ondequer que certos homens se sentem por afetuoso e diplomata o estofado. ecumênico. enorme trouxa de roupas na cabeça: — Qué mi dá. confere ao homem uma postura universalizante. senão pregos.” NETO. se sentam mal sentados. exemplo único de concepção universal. como compete à poesia. c) recriação de cena cotidiana. c) revela que o fato de certos homens ficarem a vida toda sentados causa-lhes um malestar indescritível para o corpo e para a alma. Batia compasso com a varinha na poeira da calçada. e mesmo a tábua-de-latrina lhes nega assento além de anatômico. a) O título já anuncia a importância da relação entre as duas mulheres. sentam bancos ferrenhos. c) Apresenta erros de ortografia que impedem a clareza do texto. Ondequer que certos homens se sentem nas nádegas da alma. b) Expressa por meio de clichê o movimento dado à saia. a) Revela-se poético. em efes e erres. Mackenzie-SP A característica da poesia modernista que NÃO se encontra no texto é: a) liberdade formal. b) O modo de reproduzir a cantiga indica sua variação rítmica à medida que a cena se desenvolve. João Cabral de Melo. A vida toda. tomando como ponto central as oposições entre o sentir e o sentar. de colégio. as curvas de afeto. … trarilarára… traríla…” Mário de Andrade.Interpretação de texto II Avançar . b) aponta para os incômodos causados pelos bancos de colégio que são pouco anatômicos. 109. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta.

Há algumas ironias. depois. que promete ser a questão do novo milênio. Na comercialização de genes saudáveis e bonitos está subentendido que a personalidade não vai junto. mas não o inverso. c) demonstrar que a engenharia genética promete ser a questão do novo milênio. implícitas nessa questão de engenharia genética. preferiria ter os tipos de pais que nunca escolheriam um filho de um catálogo. Juiz de Fora-MG Indique a única alternativa incompatível com a interpretação global do texto: a) a beleza de Linn Ullmann deve-se ao fato de ela ser fruto de reprodução programada. a genética ou a cultura. Juiz de Fora-MG O principal objetivo comunicativo do autor do texto é: a) ironizar a comercialização de genes no Brasil. mesmo que fosse eu. foi publicado no Jornal O Globo.Interpretação de texto II Avançar . d) a reprodução programada permite que os pais escolham o filho que querem ter. Eu. pelo menos no Brasil. se esta é a palavra.O texto seguinte. o cientificismo totalitário para fins de ‘melhorar a raça’ mudou de vocabulário e ganhou respeitabilidade. Leia-o e responda. d) argumentar que entre óvulos e espermatozóides de modelos. U. de 28/10/99. a comercialização de genes de pessoas saudáveis e bonitas. F. Não há garantia que entre os óvulos e os espermatozóides de modelos. um cantor country – ou um simpatizante do nazismo. Mas esta vitória da mentalidade ‘de direita’ redime a tese da ‘esquerda’ na velha discussão sobre o que determina caráter e destino. encontrarão uma forma de assegurar que os genes comprados tenham o destino desejado. se fosse nascer hoje. está redimida a eugenia. atletas e gênios não exista um serial killer. Todos os avanços na área da reprodução programada não mudam a situação da criança. o filho continua não podendo escolher os pais que o terão. 111. E um mundo só de gente bonita e inteligente não seria necessariamente um mundo de gente melhor. E pensei: está aí.” 48 110. U. em especial. ou aquela respeitabilidade forçada do inevitável. que no passado era coisa de cientistas loucos e fascistas. li no Libération uma matéria sobre Linn Ullmann. Ela é filha da Liv Ullmann e do Ingmar Bergmann. Os pais já podem escolher o tipo de filho que querem. as questões 110 e 111. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que está em Paris para lançar um livro. não poderia fazer uma encomenda melhor ao laboratório: os óvulos da bela e inteligente Liv Ullmann fertilizados pelos genes geniais do Ingmar Bergmann. As pessoas pedirão: ‘Quero um surfista loiro bom em física quântica e uma modelo com PhD – mas um tem que ser de Capricórnio e o outro de Libra’. F. Mesmo com toda reação contra e a discussão ética. Mas desconfio que. escrito por Luís Fernando Veríssimo. GABARITO c) na comercialização de genes saudáveis e bonitos subentende-se que apenas as características físicas são geneticamente transmitidas. Não sei o que herdou do pai. Como dizem que Bergmann é um gênio com um gênio violento e difícil – e a última é que ele foi um simpatizante do nazismo até o fim da Segunda Guerra – Linn pode ter herdado mais do que queria. b) questionar a reprodução programada e. a qualidade do sangue ou do ambiente. Se alguém quisesse planejar uma loira superior. Para começar. Linn Ullmann teve sorte: herdou a beleza da mãe. Pela fotografia no jornal. que os bebês serão o que o mundo fizer deles. que não tem qualquer opinião no assunto. b) a reprodução programada baseada em genes de indivíduos saudáveis e bonitos é uma nova edição do cientificismo totalitário para fins de “melhorar a raça”. “O que vem por aí Pouco depois de ler a notícia sobre o americano que está oferecendo óvulos de modelos na Internet para quem quer ter filhos bonitos. atletas e gênios há sempre um simpatizante do nazismo.

Texto para as questões 112 e 113: “Hoje. b) Os adultos cedem facilmente aos desejos das crianças. E a desconfiança terrível. 08 set. IMPRIMIR GABARITO 114. rios cheios e uma figura de lobisomem. e) Atualmente as crianças não se preocupam com o futuro. até não sei que hora.” Excerto de BETO. viciadas em indigência intelectual e espiritual. Creio que nem sempre fui egoísta e brutal. Sou um aleijado. Foi este modo de vida que me inutilizou. Devo ter um coração miúdo. as crianças são levadas precocemente ao consumo. c) ‘embotelhada em danças’ – especialista em danças. dedos enormes. Cesgranrio Analisando o texto. Estão todos dormindo. Texto para a questão 114: “Madalena entrou aqui cheia de bons sentimentos e bons propósitos. no seu sentido geral. isso ocorre em: a) ‘suficiente discernimento’ – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso. A profissão é que me deu qualidades tão ruins. Vitória. Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão. b) contrasta o modo de ser de Madalena com as ações do narrador. d) caracteriza o mundo exterior como hostil. aos brinquedos eletrônicos. Lá fora há uma treva dos diabos. d) ‘ritmo da esquizofrenia’ – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais. (. um grande silêncio. Voltar Língua Portuguesa . Os sentimentos e os propósitos esbarraram com a minha brutalidade e o meu egoísmo.. 112. Emescam-ES Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto. Julgo que delirei e sonhei com atoleiros. e) ‘indigência intelectual e espiritual’ – pobreza de cultura e de espírito. corpo de criança e alma de mulher. c) retrata o conflito íntimo da personagem. In: A Gazeta. Frei. Mormente por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos.. com certeza me achava extraordinariamente feio. E um nariz enorme. 98. A vela está quase a extinguir-se. 49 113. encoste a cabeça à mesa e descanse uns minutos. lacunas no cérebro.Interpretação de texto II Avançar . Nem sequer tenho amizade a meu filho.. Emescam-ES A frase que melhor sintetiza as idéias do texto acima encontra-se em: a) Hoje. às escuras. p. que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha.” Graciliano Ramos. a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. c) Os tempos modernos eliminam os sonhos da criança. até que.. 05. É horrível! Se aparecesse alguém. nervos diferentes dos nervos dos outros homens. podemos afirmar que se trata de um texto psicológico porque: a) mostra a solidão em que vive o narrador. cansadas perante um futuro que ainda não viveram.) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto. Memórias de um Dinossauro. d) As crianças engordam muito porque ficam muito tempo em frente da tevê. eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distancia a idade fisiológica da psicológica.. Aos quatro anos. sem sonhos. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. agito a cabeça para repelir a visão que me exige essas deformidades monstruosas. Fecho os olhos. que me aponta inimigos em toda a parte! A desconfiança é também conseqüência da profissão. Marciano está dormindo.. O sonho é substituído pela TV. e) enfatiza as dificuldades de relacionamento da personagem com as pessoas que a cercam. Se Madalena me via assim. e as fadas. Se ao menos a criança chorasse. sem afeto e sem cultura. Que miséria! Casimiro Lopes está dormindo. Patifes! E eu vou ficar aqui. b) ‘insistência pirralha’ – teima persistente da criança. uma boca enorme. bruxas e reis. as histórias cedem lugar aos programas de auditório. morto de fadiga.

nuvem. fliperamas. traço constante na poesia de Drummond”. ruas de sonhos ou musical da Metro. relatou a seguinte experiência. saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.. para comprovar a tese da geração espontânea: “Faça um buraco num tijolo. show do Milton Nascimento. Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. decidida. c) irônico. ‘expressão duma alma muito pessoal. abobalhados de alegria pela lucidez do amor. b) escarnecedor.’ Parece-me que alma muito pessoal significa. fazer compra junto. Enlou-cresça. p. sua frio e quase desmaia pedindo proteção. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques. e passeie de mãos dadas com o ar. e) característico da primeira geração modernista. é uma questão Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. A proteção dele não precisa ser parruda. 494. dois paqueras. a aguda percepção de um intervalo entre as convenções e a realidade. São Paulo: Cultrix. Paquera.” ANDRADE. (. Namorado não precisa ser o mais bonito. (. 1982. De alma escovada e coração estouvado. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor. flerte. fazer sesta abraçado.) Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo.Interpretação de texto II Avançar . Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. fruto da inspiração poética. b) uma hipótese alternativa para o fenômeno não foi lembrada.) Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. Necessita de adivinhação. distanciado e lúdico. transa. Namorado é a mais difícil das conquistas. Segundo Bosi. 116. ponha ali erva de manjericão bem triturada. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. um químico holandês. mesmo. 50 BOSI.. de saliva. envolvimento.. argumentando indutivamente. Alguns dias mais tarde. aquele hiato entre o parecer e o ser dos homens e dos fatos que acaba virando matéria privilegiada do humor. c) o químico não tinha competência para a realização da experiência. tendo o manjericão agido como fermento. beira d’água. mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme. Se você tem três pretendentes. Rio de Janeiro: Aguillar. lágrima. sabemos que escorpiões não nascem assim. ponha a saia mais leve. Mas namorado. d) a geração espontânea não pode ser comprovada com experimentos. bosques enluarados. nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele. no caso.115. semelhante ao de Gregório de Matos. ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. de pele.” Hoje. da qual fazia parte. mesmo assim pode não ter namorado. gabiru. caso.. Alfredo. é poesia objetiva. Definindo-lhe lucidamente o caráter. 1989. Aplique um segundo tijolo sobre o primeiro e exponha tudo ao sol.. até paixão é fácil. quindim. sem qualquer reflexão. UERJ Em 1648. atividade da razão. (. em relação ao humor de Drummond pode-se afirmar que é um riso: a) que assinala uma ruptura com a geração que o antecede.) Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado. disse Otto Maria Carpeaux da sua obra que. aquela de chita. chamado Jean Baptista von Helmont. você verá nascer pequenos escorpiões.. um envolvimento e dois amantes. UFR-RJ “O primeiro grande poeta que se firmou depois das estréias modernistas foi Carlos Drummond de Andrade. brisa ou filosofia. Carlos Drummond de. Obra completa. A conclusão do químico pode ser refutada logicamente pelo argumento indicado em: a) a experiência não resistiu à passagem do tempo. Texto para as questões 117 e 118: “Namorado: ter ou não. d) tímido. é muito difícil. História concisa da literatura brasileira.

ficam os gramáticos. ou expressão. o ato de grafar não deveria submeter-se à vontade unificadora do Estado. Observa-se o mesmo nas normas da gramática. Ela pode dar impressão de firmeza. e) o sentido da vida é construído por meio da loucura.” 51 GABARITO 119. de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. A língua existe para servir o indivíduo. A transgressão. mas porque sabem tirar proveito da ruptura. na próxima semana. b) Ela pode dar impressão de firmeza. 118. Sendo uma aventura intelectual. dominar a norma culta do idioma não excede. […] de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. De outro. só sabe o que é namorar quem: a) cultiva o hábito de fazer poesia. (Refere-se aos gramáticos. 120. o conhecimento do código de trânsito. que variam conforme as convenções gerais de cada época. guardiães da língua). d) Observa-se o mesmo nas normas da gramática. os gramáticos não passam de meros guardiães de uma inutilidade consagrada pelo poder constituído. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A resposta à questão inicial é simples. deve possuir função estrutural. certa rua dá mão. no outro. Os artistas da língua não passam para a posteridade porque rompem com a norma. é correto afirmar que: a) a língua não oprime os artistas quando os submete à vontade do Estado. dominar a norma culta do idioma não excede. c) distingue o que é concreto do que é abstrato. clamando por liberdade. assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. Para eles. destacado.. pensa o poeta. d) o sentido da vida se dá pela tensão entre crescimento e loucura. b) o sentido da vida se constrói a partir do crescimento intelectual. em valor. exceto em: a) … assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. de precisão. indica novas propostas para o futuro. d) os gramáticos impõem normas para os artistas não as transgredirem. d) vivencia as sensações do amor sem se entregar. Acontece que os artistas pretendem escrever para as gerações futuras. contrariar as regras da gramática? Essa é uma das principais questões levantadas pelo poeta português Fernando Pessoa. b) os artistas revelam o caráter transitório da norma culta ao infringirem-na. em valor. os artistas. e não para escravizá-lo. (Introduz uma comparação). UFR-RJ “Enlou-cresça. c) o crescimento e loucura são considerados processos incompatíveis.117. impondo normas. c) Para eles.Interpretação de texto II Avançar . de ambigüidade.. para ser bem-sucedida. Pela perspectiva dos artistas. Tanto no texto como no comportamento. UFR-RJ Para o autor. UFMG Em todas as alternativas.” O neologismo em questão sintetiza o seguinte pensamento: a) só é possível crescer se a vida não fizer nenhum sentido. e. não dá. pode ser que a mesma rua não exista. Esse tipo de postura gerou um impasse. está corretamente explicado pela frase entre parênteses. Na maioria dos casos. o conhecimento do código de trânsito. Textos para as questões 119 e 120: “Pode um escritor. e) sabe teorizar sobre os seus sentimentos. c) os escritores contrariam as regras gramaticais porque as desconhecem. por natureza convencional e efêmero: num dia. UFMG De acordo com o texto. que variam conforme as convenções gerais de cada época. em nome de sua arte. De um lado. b) entra em sintonia com o outro no plano das sensações. (Refere-se à transgressão de função estrutural). (Remete à efemeridade do conhecimento do código de trânsito). o emprego do termo.

(. A nossa estabilidade e o nosso prestígio com a comunidade financeira internacional se devem à tenacidade com que homens honrados e capazes. não nos poderíamos sentir culpados (nem orgulhosos. O país só é viável se metade da sua população não for. comprometeria o programa de estabilização do Governo. F.. ao crescermos. temos homens honrados e capazes. nas circunstâncias. sensatos. ao agirmos mal e nos darmos conta disso. A. É que. se não fosse assim. é preciso resistir a apelos emocionais da sociedade. nelas logicamente implicada. ao fazer um desenho muito bonito essa mesma criança irá proclamar: ‘Fiz sozinho. UERJ silogismo. que não pudemos escolher: ‘cumpri ordens de meus superiores’. é preciso alterar esse modelo econômico. Por isso. Não há pior castigo do que perceber que por nossos atos estamos boicotando o que na verdade queremos ser. estamos todos condenados a uma lógica do absurdo. queremos sempre ser livres para nos atribuir o mérito do que realizamos. O Globo. Trad. Rio de Janeiro. d) O salário-mínimo não garante vida digna para a maioria da população. S.Texto para a questão 121: “Silogismo Um salário-mínimo maior do que o que vão dar desarrumaria as contas públicas. Lóg. ‘é mais forte do que eu’. delas se tira uma terceira. 1986. a criança pequena grita chorosa: ‘Não fui eu!’. Se não fôssemos livres. L. então.. 1997.” SAVATER. inviabilizaria o país e provavelmente desmancharia o penteado do Malan. então. 24/03/2000. pode-se concluir que o silogismo a que se refere o título do texto é encontrado em: a) Boa parte da população sobrevive com apenas um salário-mínimo e o salário-mínimo não dá para viver. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .) Veja: alguém pode lamentar ter procedido mal mesmo estando razoavelmente certo de que não sofrerá represálias por parte de nada nem de ninguém. ‘não percebi o que estava fazendo’. então. etc.Interpretação de texto II Avançar . B. chamada conclusão.. De onde vêm os remorsos? Para mim está claro: de nossa liberdade. ninguém me ajudou!’ Do mesmo modo. mas preferimos confessar-nos ‘escravos das circunstâncias’ quando nossos atos não são exatamente gloriosos. Sérios. Como boa parte da população brasileira vive de um mínimo que não dá para viver e as circunstâncias que o impedem de ser maior não vão mudar tão cedo. nem se daria ao trabalho de dizer nada. São Paulo: Martins Fontes. oportunismo político ou desinformação. chamadas premissas. Aqui o sério é temerário. Ética para meu filho. Dedução formal tal que. c) Um salário-mínimo maior prejudicaria o país. o salário não aumenta mais por exigência do mercado internacional. Texto para as questões 122 e 123: GABARITO “Ética para meu filho (. quando sabemos que fizemos algo vergonhoso procuramos afirmar que não tivemos outro remédio senão agir assim. que lesamos a nós mesmos — pouco ou muito — voluntariamente.. eis-nos num silogismo bárbaro: se o país só sobrevive com mais da metade da sua população condenada a uma subvida perpétua. 121. Do mesmo modo. o país necessita da miséria de grande parte da sua população. Novo Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa. adultos e responsáveis são os que defendem o reajuste possível. quebraria a Previdência. resistindo a apelos emocionais. Grita exatamente porque sabe que foi ela. Em compensação. ou talvez até risse e pronto. compreendemos que já estamos sendo castigados. m. Monica Stahel. mesmo reconhecendo que é pouco. o sensato é insensato.. de Holanda. então. Quem prega um salário-mínimo maior o faz por demagogia. quando o pote da geléia que estava em cima do armário cai e quebra.)” VERÍSSIMO. é claro) de nada e evitaríamos os remorsos. ‘perdi a cabeça’. o adulto é irreal e o responsável é criminoso. Fernando. o salário-mínimo impõe miséria a grande parte da população.. ‘vi que todo o mundo fazia a mesma coisa’. b) Precisamos manter nosso prestígio com a comunidade financeira internacional. FERREIRA. há circunstâncias que impedem o salário de ser maior. 52 Considerando essa definição. mantêm uma política econômica solidamente fundeada na miséria alheia e uma admirável coerência baseada na fome dos outros. postas duas proposições. Nova Fronteira.

São Paulo: Nova Alexandria. c) ambos os textos propõem o uso racional das terras no Brasil. IMPRIMIR No que diz respeito ao fenômeno da cor. Triângulo Mineiro-MG “A superfície do Brasil. caem por terra. de GOETHE.. mas como aparece junto à luz. b) delimita o que é defendido e o que é atacado. no texto I. é de 850 milhões de hectares. O restante (. PUC-RJ Leia o texto abaixo. o que distingue basicamente a abordagem de Newton daquela de Goethe. W. que é negado no texto II. é o primeiro a distingui-las claramente: ‘Do ponto de vista do sentido visual. ao contrário de Goethe e Schopenhauer. continuando o caminho de Goethe. M.. luz e cores são fenômenos de consciência (sensações e percepções) cujas condições são ocorrências fisiológicas na retina e no sistema nervoso. F. é geralmente apropriada ao uso e ao desenvolvimento agrícola. Mais ou menos metade desta superfície. J.’ A identidade da cor varia de acordo com os critérios estabelecidos para sua compreensão enquanto fenômeno de consciência. à toa! Como judeu errante.122. Essa estratégia tem o seguinte objetivo: a) provocar a resposta direta do interlocutor. d) o texto I discorre sobre o aproveitamento agrícola das terras brasileiras. ou métodos de comparação. Schopenhauer. preocupou-se somente em estabelecer os critérios para a produção da cor enquanto fenômeno físico. no qual o autor expõe seus argumentos em tom de conversa. b) ressaltar uma discussão teórica entre iguais. rios e montanhas.) encontra-se em estado de improdutividade. considerando-se o sentido do texto II. mais tarde desenvolvida por Schopenhauer? Voltar Língua Portuguesa . 53 “Entristeceu. Goethe e o físico inglês Isaac Newton compreenderam o fenômeno da cor. Um vagabundo empurrado pela seca”. uns 400 milhões de hectares. c) diminuir a assimetria entre o filósofo e o leitor. e) as perspectivas pessimistas quanto ao uso do solo brasileiro.” GIANNOTTI. não basta dizer que a cor surge da luz. Considerar-se plantado em terra alheia! Engano. o principal mérito de sua análise é ter mostrado que a cor também existe como fenômeno que escapa à física. José Saramago. inteiramente distintos. Para ele. M. essas duas interpretações diversas do fenômeno cromático não devem ser pensadas como necessariamente incompatíveis. A sina dele era correr mundo. Na verdade já estava procurando distinguir as condições ou esferas mediante as quais o fenômeno da cor se apresenta. pode-se afirmar que: a) o texto II constitui uma representação estética da realidade contida no texto I. 123. “Goethe estava interessado nas condições necessárias para que o fenômeno das cores se manifeste. d) destaca a palavra dos outros como argumento de autoridade. A respeito dos textos. GABARITO 125. sem fruto”. em que se comenta o modo como o escritor alemão J. UERJ O texto lido faz parte de um ensaio filosófico sobre ética. o autor obtém o seguinte efeito: a) valoriza o argumento das outras falas. fenômeno na retina ou fenômeno físico. de abandono. incluindo lagos. Newton. W. Ora. 1993. apenas uns 60 milhões desses hectares estão a ser utilizados na cultura regular de grãos. Prefácio à edição brasileira de A Doutrina das Cores. mas como pontos de vista que se baseiam em critérios. andar para cima e para baixo. de Graciliano Ramos. Assim. embora as críticas de Goethe se revelassem posteriormente inconseqüentes. d) revelar opiniões compartilhadas pelos interlocutores. 124.Interpretação de texto II Avançar . Vidas Secas.. c) identifica um embate como reforço do campo da sinceridade. Nesse aspecto. b) o texto II faz uma reflexão sobre os fatos narrados no texto I. UERJ Ao trazer para seu texto a citação de outras falas — por meio do emprego das aspas —. sendo provocadas por sua vez por processos físicos. actualmente.

do presente. a paisagem vista da janela. c) O poema revela-nos um eu-lírico que. julgue os itens que se seguem. Mas. 118. Estou preso à vida e olho meus companheiros. Rio de Janeiro: Record. a romana e. b) O poeta renuncia ao isolamento voluntário e reafirma sua solidariedade aos companheiros. lazer e entretenimento como ideais de vida. ( ) O autor responsabiliza as jornadas de trabalho brutais pela devastação da natureza. fortaleza francesa que foi destruída em 1789. ( ) Atualmente. entregar-se aos devaneios e à solidão. o entretenimento — ideais de vida de algumas civilizações antigas. 127. destruíram-se símbolos preciosos da civilização e as cidades passaram a ser vistas apenas como espaços de trabalho e produção. In: Educação para o lazer. dos quais não pretende mais se afastar. GABARITO A partir do texto. tendo em vista que as “jornadas de trabalho brutais — fazem alusão ao início da Revolução Industrial na Inglaterra e que os “símbolos preciosos da civilização” incluem a Bastilha. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . à diversão. O presente é tão grande. pode-se incluir a de buscar meios de viabilizar o acesso da população. ao entretenimento. Entre eles. devastou-se a natureza. surgiram jornadas de trabalho brutais. e do futuro de um mundo caduco que o sufoca. não nos afastemos. a chinesa — foram esquecidos. não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida. e) Ao voltar-se para a vida presente o poeta demonstra uma preocupação maior com o seu momento histórico. UnB-DF “O trabalho é a principal atividade do ser humano? Quase todas as pessoas responderiam afirmativamente a essa questão. Vivemos hoje um modelo de vida tão assentado sobre o trabalho. considero a enorme realidade.Interpretação de texto II Avançar . A diversão. as cidades apresentam dificuldades de se organizarem em formas que não sejam pelo trabalho. vamos de mãos dadas. Viçosa-MG Leia atentamente o texto: “Mãos dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. não! Ou que sempre será assim? Esperemos que não! Na verdade. que raramente o questionamos. o lazer. o trabalho converteu-se efetivamente na primeira necessidade humana. ( ) Algumas autoridades estão assustadas com a possibilidade de que o homem atual possa vir a ter diversão. exceto: a) O autor de “Mãos dadas” quer unir-se a seus semelhantes para libertar-se do passado. o tempo presente. como a grega. a vida presente. Antologia poética. porque isso significa que. 9. d) O poeta busca a convivência com os outros homens à sua volta. Carlos Drummond de. não pretendendo. Mas será que sempre foi assim? Sem dúvida. O tempo é a minha matéria. 1998. p. o autor tece comentários acerca de fatos históricos ocorridos na segunda metade do século XVIII. estamos chegando ao final de um ciclo civilizatório durante o qual nunca se trabalhou tanto e em que. muito novas mesmo…” LIMA CAMARGO. ( ) Infere-se que. principalmente a urbana. assustando algumas autoridades. Luiz Octávio de. ao lazer. tendo em vista a existência de graves problemas. nesse texto. pois. não haverá mais quem trabalhe. de uma história. em breve. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. voltam com força total. Nesse período. trazendo preocupações novas. não direi os suspiros ao anoitecer. p. 54 Todas as alternativas seguintes correspondem a uma leitura possível do poema drummondiano. pela primeira vez na História. F. ( ) Entre as “preocupações novas” das autoridades. “Introdução”.” ANDRADE. como a recessão e a violência. Também não cantarei o mundo futuro. Não nos afastemos muito. U. Não serei o cantor de uma mulher. neste final de milênio. ignorando o passado e o futuro. de certa forma.126. São Paulo: Moderna. 1998. opta por conhecer a realidade de seu próprio tempo. não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. os homens presentes.

eis que. 7) – Inf. nem de tentar facilitar a vida. como também não quero ser chamado de vagabundo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ago. Opinião. com base em minha memorável participação nas peças do jardim de infância em Aracaju. dos saudosos 30 mil dólares. deve ser capaz de fazer inferências./jul. Podia estar aposentado. Dê. como resposta. se o ex-ministro Magri.” (Roberto Campos. 27/9/99. (02)“Vinho Mercosul no mundo. a síndrome ataca de igual maneira.” (Istoé. outra crônica. Lá vêm outra semana. 128.: Os outros produtos do mesmo tipo não têm a garantia HTP. p. se bem que ele próprio aposentado. E manda a ética que me recuse a recorrer a pretensas vantagens derivadas de relacionamentos pessoais. (08)“Continuamos incapazes de duas coisas: ligar causa e efeito e aprender do passado. Além disso. mas posso perfeitamente inventá-la. 103) – Inf. (01) “Veja: uma revista tão boa que as notícias nem precisam ser ruins. sempre é afável comigo. a Internet deixou de ser novidade e 5 milhões de brasileiros já não podem mais viver sem computador. lá vem a segunda-feira. argumentando comigo mesmo que desfruto de certa liberdade. 84) – Inf. 55 Trabalho desde os 17 anos — já lá se vão 41 do que começou como primaveras.” (Raça.: Quando usava outros tipos de vestimentas. 29/9/99. 57) – Inf. se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados. UFMS Na construção do sentido de um texto. onde certa feita interpretei ‘Tatu subiu no pau’. como sabemos. Eu.: Antes a Internet era novidade e 5 milhões de brasileiros podiam viver sem computador. p. p. Quis muitas vezes descondicionar-me. me chama de ‘ilustre representante da esquerda democrática’. o povo era elegante. Antônio Carlos. eu também podia recorrer ao dr. entre as alternativas apresentadas abaixo. que não os mencionados. p. também padeço de segundafeirite que acomete todos os trabalhadores. aquela(s) em que a inferência feita não se sustenta a partir do fato mencionado. sem muito sucesso. com meus próprios horários e sem chefe ou patrão por perto. apesar de não sofrer as mesmas pressões que um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas. Não. 5/9/99. como não está a meu alcance aspirar ao marajanato (sei que esta palavra não existe. eu também posso).” (Época. a fim de recuperar o que não foi dito explicitamente. mas não só levantar a papelada me infunde pânico. Cad.: Os demais países do Mercosul não se inscreveram no Festival de Vinhos na Turquia. já depois de muito tempo trabalhando em casa.: O leitor lê Veja porque a revista não traz notícias ruins. não. é necessária na atual conjuntura. Cad. mas não adianta. Ao trabalho. o leitor competente deve saber ler nas entrelinhas. 6/10/99. Argentina em primeiro lugar e Brasil em terceiro são premiados na Turquia. p. mas com inquestionável empenho. Opinião.Interpretação de texto II Avançar . o ministro Ornélas ou foi meu aluno ou quase foi — é o segundo ou terceiro ministro que foi meu aluno. ou seja.: Para o autor. 29) – Inf. morre de rir quando o crítico e. 28) – Inf. Por exemplo. Alguns. aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô ou a pleitear uma vaguinha no Retiro dos Artistas. a incapacidade de ligar causa e efeito e aprender do passado são características imutáveis de nossa mentalidade. começo na manhã da própria segunda. mas a verdade é que. jun. Antônio Carlos. já está em outonos e. procurando pistolões.Texto para as questões de 128 a 131: “Segunda-feirite aguda João Ubaldo Ribeiro. nada disso.” (Veja. Nada de aposentadoria. quem lê deve ser capaz de inferir que a memória do escritor já o traiu pelo menos uma vez antes. quando João Ubaldo diz “…se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados…”. não ele). pôde. 1999. chegou a verões. se transmuta em invernos. O único clarificante e floculante de piscina com a garantia HTP. Com base nessas explicações. (04)“A dupla jeans e camiseta e roupa feita em série acabaram com a elegância do povo. p. 1998.” (Revista do Mercosul. (…)” O Globo. que me conhece desde rapazinho (eu. e. logo. outras chateações. (16)“Sem alarde. reconheça. enfim. O Globo. E o dr. (32)“Max Floc. p. a soma das alternativas corretas. 7. começam a ficar macambúzios na hora em que ouvem a musiquinha de encerramento do Fantástico. logo. 5/7/99. especialmente por um ex-colega de magistério. pondo a mão no meu ombro. Não tenho queixa. outros compromissos. fico um pouco melancólico.

Dê. (16)Para construir o vocábulo marajanato. Dê. o que significa que poderia ser substituída por pode indiferentemente. identificam-se as várias fases da vida humana às estações do ano. UFMS Marque a(s) proposição(ões) que não está(ão) correta(s). UFMS Assinale abaixo a(s) alternativa(s) verdadeira(s). (01)Sendo quase sexagenário. inconformado. eles somam argumentos para apoiar ou justificar a não-aposentadoria do autor. (32)A palavra macambúzio significa revoltado. como resposta. o resultado seria “…não está ao meu alcance aspirar-lhe…”. como resposta. pelo fato de obedecer a princípios éticos. a concordância do adjetivo com os substantivos que o antecedem poderia ter sido feita também no masculino plural. (64)Se em “…não está ao meu alcance aspirar ao marajanato…” utilizássemos um pronome pessoal para substituir o objeto indireto. identifique aquele(s) que seja(m) adequado(s) ao texto lido. (01)Os conectores não só… como também e além disso são utilizados para ligar enunciados que constituem argumentos para uma mesma conclusão. (02)Em “…se bem que ele próprio aposentado. UFMS Dentre os enunciados abaixo. como em baronato. (32)Já para criar segunda-feirite. (02)O autor afirma que ainda não pediu aposentadoria apenas porque não tem condições financeiras para se sustentar. (08)Em “…eu também podia recorrer ao dr. (08)Em “…um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas…”. não ele)…” a informação entre parênteses vem corrigir uma possível ambigüidade de sentido. (64)João Ubaldo Ribeiro assume um tom irônico que perpassa todo o texto. (04)Embora a peça “Tatu subiu no pau” tenha tido êxito de público. (01)No início do primeiro parágrafo. ou seja. como o dr. que me conhece desde rapazinho (eu. sujeitos a horários e normas rígidas. João Ubaldo Ribeiro faz uso do sufixo latino ato que forma substantivos a partir de adjetivos. uma vez que foi usada uma palavra no lugar de outra. também ele inventor de palavras. ou seja. a de escritor. a soma das alternativas corretas. o autor emprega o sufixo grego -ite. (04)A forma verbal pôde é um dos casos de palavras que admitem dupla acentuação. acabam sendo menos afetadas pela síndrome da segunda-feira do que os trabalhadores comuns. (08)O direito de inventar palavras que o autor se atribui apóia-se no exemplo do exministro Magri. Antônio Carlos. (64)Pessoas que exercem determinadas profissões.129.Interpretação de texto II Avançar . a soma das alternativas corretas. e na necessidade da situação atual. (02)Em “…aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô…” o advérbio provavelmente acrescenta ao conteúdo proposicional do enunciado a indicação da modalidade sob a qual ele deve ser interpretado. Dê. a soma das alternativas corretas. no caso do texto. (16)O escritor não admite recorrer a favores de ex-alunos ilustres. rinite e gastrite. a performance do menino João Ubaldo não foi das melhores. (32)A segunda-feirite ataca todos os trabalhadores já no final da noite de domingo. (04)As aspas em “ilustre representante da esquerda democrática” têm por função indicar uma expressão atribuída a uma outra voz. como.”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que indica inflamação e que está presente também em bronquite. por exemplo. 131. (16)A figura de linguagem presente em “…morre de rir quando o crítico…” é a metonímia. desesperado. o verbo morrer pelo advérbio de intensidade muito. que não a do locutor. o escritor admite estar caminhando para o inverno da vida. o conector se estabelece uma relação de condicionalidade com o que foi dito anteriormente. Antônio Carlos. como resposta. 56 GABARITO 130.

as geladeiras são repletas de guloseimas. fomos a um mercadão de varejo. entre outros romances. de noite esfria. tudo aqui tem o mesmo gosto. 19 (com adaptações). o desodorante era maior do que um pão de forma que era maior do que a presuntada que era maior do que um garrafão de suco de tomate maior do que o vidrão de peanut butter. classic music to help stimulate your baby’s brain development. UnB-DF “Notícias da Califórnia Aqui são quatro horas mais cedo. claro. tudo era apavorante. pagam 1. a massa de pizza vem num saco com sessenta. apenas alguns. o imigrante passa a cada instante. o tubo de pasta de dentes era maior do que um tênis do Shaquille O’Neal. a maçã tem gosto de melancia que tem gosto de cereais que têm gosto de macarrão que tem gosto de waffle que tem gosto de vinho de Napa Valley que tem gosto de graveto que tem gosto de pão que tem gosto de ceasar salad que tem gosto de syrup que tem gosto de nescafé. não há edifícios de mais de três andares. poeta. fazemos de noite uma ceia para comemorar o nascimento. todo mundo de carro. ouvindo música clássica de um disco que o Raphael ganhou na maternidade given to over a million new parents in hospitals across America. ( ) A seqüência “a polícia passa a cada instante. escritora brasileira. assim como o leite. comem-se muita verdura e fruta. (…) eles mesmos lavam o carro num posto de gasolina. a autora informa ao leitor que ela escreve seu texto ouvindo música. é lindo! He’s pretty and pink diz a nurse. 57 A partir do texto acima. a nurse midwife chamada Joyce faz o parto. Caros Amigos. corta o meu coração. ameaçador. de eternidade. o imigrante passa a cada instante. o chicano passa a cada instante” pode ser substituída. GABARITO ( ) Assim como Gregório de Matos Guerra fez uma crítica da sociedade baiana do século XVII. eu me sentia uma liliputiana no país de Gulliver. a arquitetura do medo. a autora faz uma crítica da sociedade californiana do século XX. e as estruturas levíssimas. autora de Boca do Inferno. Smart Symphonies. por a polícia. o neném nasce e chora. nº 30.75 dólar. Ana. enquanto ouço vou também desenvolvendo o meu cérebro e aprendendo a aferir os encantamentos na máquina de um amigo. por causa dos terremotos. ( ) Com a metáfora final do texto. em vez de dizer Push diz Purra! Purra! pois ouviu meu filho dizer. parece uma cidade de papel onde tudo é florido e arrumado e limpo e vigiado. p. tudo aqui é em quantidades vertiginosas. a garrafa de champagne era mais alta do que eu. o imigrante e o chicano passam a cada instante. o texto de Ana Miranda classifica-se como crônica. julgue os itens seguintes. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a cidade é calmíssima. faz calor mas não muito. hot-dogs e fumamos charutos e tudo nos embriaga de felicidade. o suco de laranja (que tem gosto de beterraba que tem gosto de pastel) vem num galão. com vantagem estilística e sem prejuízo de qualquer natureza. o chicano passa a cada instante. um sentimento vitorioso. de Ana Miranda.132. a mãe sofre dores atrozes e mia feito um gatinho abandonado.Interpretação de texto II Avançar . as frutas são coloridas mas sem sabor. ( ) A menção reiterada de grandes quantidades e o uso do grau comparativo de superioridade constituem um recurso estilístico que demonstra a profunda admiração da autora pelos hábitos californiamos. associada a Rubem Braga. 9/99. ( ) A exemplo da tipologia textual.” MIRANDA. as ruas espalhadas. ah. ‘Empurra!’ Fotografo até cansar de gastar os sessenta filmes do pacote. (…) filmo o nascimento do Raphael. os dias estão azuis dignos de uma crônica de Rubem Braga. tomamos vinho e comemos bolo de nozes. a polícia passa a cada instante.

Rio de Janeiro: Aguilar. julgue os itens que se seguem. o passeio a pé. ( ) No verso 9. Ajoelhei. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Utilizei o bonde. Virei pirata: Dei em cima dela de todas as maneiras. Manuel. 1974. p. 406-7. romance primoroso e por tal forma comovente [que ninguém pode lê-lo sem derramar copiosas lágrimas… Perdi meu tempo: não fez efeito. fica claro que o narrador oferece à jovem uma caixa de pó-de-arroz. Pastilhas purgativas: É impossível que não faça efeito!” BANDEIRA. Então banquei o sentimental Fiquei com olheiras. oferecimento de vantagens materiais e chantagem emocional. em “À toa” (v. Mas eu mato ela na cabeça: Vou lhe mandar uma caixinha de Minorativas. ( ) Para conquistar sua amada. Chorei. o autor emprega. Que ela era gostosa. Disse que ela era boa. o narrador faz três investidas sucessivas que podem ser assim resumidas: elogio da beleza física da mulher. simultaneamente. o automóvel. Que ela era bonita pra burro: Não fez efeito. ( ) Apesar de se tratar de construções sintáticas diferentes. li Elvira a Morta [Virgem. ofereci pó… À toa: não fez efeito. In: Poesia completa e prosa. Escrevi cartinhas e pra acertar a mão. ( ) Entre os versos 11 e 15. duas figuras de linguagem da retórica tradicional: um hipérbato e um clímax. produto de maquilagem muito usado pelas moças de pele alva.19) há a mesma informação semântica. Fiz versinhos. Meu Deus que mulher durinha! Foi um buraco na minha vida. Cantei as modinhas mais tristes do repertório do Nôzinho.133. Mafuá do malungo.Interpretação de texto II Avançar . Falei de macumba. 58 Com base no texto acima. Me rasguei todo.10) e “Perdi meu tempo” (v. UnB-DF “Rondó de Efeito Olhei pra ela com toda a força.

Magda. viadutos. uma perspectiva política. uma perspectiva histórica. c) a modernização das empresas que. 21 de julho.“ SOARES. o principal órgão de pesquisas sociais do país. e) o governo ter aquecido e desaquecido a economia. a palavra que melhor traduz “enorme problema” é: a) sobrevivência. que busca identificar os pressupostos ideológicos que levam a instituir um certo conteúdo em disciplina curricular e que subjazem aos objetivos e procedimentos de ensino dessa disciplina. Cintia. Fempar Pela essência do texto. ”Uma reflexão sobre o ensino de todo e qualquer conteúdo pode e deve ser feita de várias e diferentes perspectivas: a perspectiva da própria ciência de que se recortou o conteúdo para constituir uma disciplina curricular.Texto de referência para as questões 134 a 136: ”ELES SOBRARAM Os números do IBGE. Para garantir a sobrevivência. 105. à qual o texto se refere. Língua portuguesa: história. única saída para os desempregados. as necessidades do grupo cultural a que se destina seu ensino. para o país. Para os outros. E o desafio. Veja. d) educação. o papel e função atribuídos pela sociedade à instituição em que ensino e aprendizagem ocorrem. ao longo do tempo. o governo abandonou estradas. mas que os deixa desassistidos. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. INSTRUÇÃO: Responder às questões 137 a 139 com base no texto. e) o descompasso entre modernização e economia. 53. está no fato de: a) graças a sua ineficiência. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. subempregada. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . por isso. 1999. b) a economia brasileira ter estagnado e voltado a crescer pela influência do governo. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. ensino. c) a intervenção do governo na economia ter sido devastadora. empregam menos trabalhadores com escolaridade mínima. que considera os processos de aprendizagem de um conteúdo específico. b) desemprego. com a modernização. b) o avanço da economia informal. deixou ruas se esburacarem. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. hoje. o horizonte é desolador. o governo poder oferecer trabalho para a massa de subtrabalhadores. uma perspectiva social. Isso porque as empresas.Interpretação de texto II Avançar . 135. 136. Fempar Segundo o texto. Durante mais de uma década. c) globalização. Apud: BASTOS. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1o grau completo ou nem isso. Segundo o Instituto. perspectivas. d) empregar e desempregar serem tarefas do governo. conseqüentemente.“ VALENTINI. uma perspectiva psicológica. Fempar A ironia. e) modernização. uma perspectiva cultural. que reconstrói os processos por meio dos quais um certo conhecimento vai-se configurando como saber escolar e. 1998. Assim que a economia voltar a crescer. as expectativas. p. por uma ironia de seu passado recente. Concepções de linguagem e o ensino da língua portuguesa. O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. isto é. Neusa (org. 59 134. p. que relaciona a disciplina e seu conteúdo com as características. as condições sociais daqueles a quem se destina o ensino e daqueles encarregados de ensinar.). que considera as condições sociais de produção de um determinado conhecimento. vai-se constituindo em disciplina curricular. São Paulo: Educ. a escola. já não precisam tanto de força física. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. a principal causa do “retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro” é: a) a existência de quase metade da população brasileira sem escolaridade mínima e. d) o desaquecimento da economia que não permite a contratação da força física do trabalhador.

137. facilitando a leitura. d) psicológica diz respeito. F. III. d) II e III. prioritariamente. c) 1 – 2 – 3. 3. A estrutura do parágrafo apresenta paralelismo. Pela análise das afirmativas. F. e) 3 – 4. 139. d) 2 – 3 – 4. sobre a forma como as perspectivas são apresentadas. U. ao “como” se aprende determinado conteúdo. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão com base nas afirmativas abaixo.Interpretação de texto II Avançar . “ensino e aprendizagem” relacionam-se como causa-conseqüência. 4. Pela análise das afirmativas. II e III. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) 1 – 2 – 3 – 4. 138. Pelotas-RS Sobre as diferentes perspectivas apresentadas no texto. c) I. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) I e II. b) 1 – 2 – 4. ou seja. U. c) política se refere ao modo de pensar dos responsáveis pela definição dos conteúdos a serem ensinado. b) I e III. U. “objetivos e procedimentos” correspondem. F. b) social envolve professor. e) III. e) da própria ciência se relaciona à área de conhecimento específica do conteúdo a ser ensinado. “pode e deve” sugere uma gradação. estruturas de natureza semelhante. Cada uma das perspectivas é caracterizada por uma ou mais orações adjetivas. aluno e o contexto em que interagem. respectivamente. I. O uso do ponto-e-vírgula entre as diferentes perspectivas hierarquiza as informações. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão considerando a veracidade das afirmativas apresentadas de 1 a 4. só não é correto afirmar que a perspectiva: a) histórica precisa o momento em que determinado conteúdo passou a ser ensinado. “todo e qualquer conteúdo” equivale à totalidade de um conteúdo. a metas e ações. 1. II. 2. 60 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

Pelotas-RS O título do texto — Um túnel no fim da luz – inverte uma expressão de uso popular. A iniciativa vem sendo debatida por especialistas da área. U. no Brasil. Para exorcizar a ameaça..) A energia solar é outra fonte a ser considerada. embora ela diminua o peso das hidrelétricas.. tem. b) A energia eólica e a energia solar – provenientes de combustíveis fósseis – não evitarão o blecaute no Brasil.” Revista Galileu. (. é possível afirmar que: a) o pronome “isso” remete a uma expressão que aparece depois dele.).) Sem dizer com todas as letras. e) a expressão “energia solar” remete à idéia de energia proveniente da reflexão total dos raios luminosos por parte da Terra. no total da produção de energia brasileira. na expressão “combustível fóssil”. Pelotas-RS De acordo com o texto e seus conhecimentos. um significado preciso. Assinale a alternativa com a frase que. para certos críticos. A palavra fóssil tem. isso é o que o governo federal dá a entender. por causa do não aproveitamento de todos os nossos recursos energéticos. (. d) a expressão “sem dizer com todas as letras”. a iniciativa tende a levar o país a utilizar um combustível cuja queima deverá lançar na atmosfera grandes quantidades de poluentes. e) O problema da falta de energia. país não limítrofe com o Brasil. 141..As questões 140 e 141 baseiam-se no texto a seguir: ”Um túnel no fim da luz O fantasma do blecaute ronda o Brasil. 61 GABARITO a) A inevitável falta de energia não virá de imediato. ficará sob controle com a aplicação de programas adequados. existem dois tipos de solução: as células fotovoltaicas e os aquecedores solares de água (. essas usinas deverão somar mais de 15 mil MW ao sistema elétrico. conduz a uma leitura oposta a essa expressão popular. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 140..) O programa de gás natural. d) Os programas do governo federal representam a esperança de que o blecaute não chegue ao Brasil. um significado preciso. c) O fantasma do blecaute ronda o Brasil... porque a Bolívia. b) a palavra “fóssil”. Alimentadas principalmente pelo gás natural boliviano (. equivale a embarcar com todas as malas numa canoa furada. Segundo afirmam. prevê a utilização de um combustível fóssil. o que. (. (Adaptado). defendido por muitos especialistas.Interpretação de texto II Avançar . F. remete à necessidade de a população encarar a possibilidade de um blecaute. Nesse caso.. o Ministro das Minas e Energia quer antecipar as datas do programa de implantação de termelétricas. contendo informações cientificamente corretas. para os críticos do programa de gás natural. U.. c) a existência de nexos de concessão ao longo do texto justifica-se pela necessidade de o autor apresentar apenas argumentos convergentes às idéias apresentadas. F. para eles. que significa “embora não declare explicitamente”. fornece uma quantidade significativa de gás natural.). porque são ilimitadas as reservas desse combustível...

Sérgio Lírio tinha 23 anos e era tido como um repórter promissor. suas letras não se curvavam impetuosamente. Pronto. ganhou menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo por denunciar o escândalo do Banco Marka. Faltava apenas uma etapa: escrever um texto de trinta e poucas linhas com tema livre. 32) o tipo de letra é um item que deve ser considerado somente durante a entrevista. 08) o êxito de Lírio comprova que a grafologia não é um método justo de avaliação. 62 142. a soma das alternativas corretas. 01) As inferências duvidosas atribuídas a Lírio decorrem da sua pouca idade. Seu caso está longe de ser isolado – segundo pesquisa da empresa de consultoria Deloitte Touche Tohmatsu. como podia estabelecer seu perfil negativo? Por isso. A grafologia pode até acertar algumas vezes. Um diretor do jornal gostara dele e do seu currículo e a vaga parecia certa. ”O que diz a letra Em 1995. Este ano. Mas errou com Sérgio Lírio. Com base nessa afirmação. como resposta. feita por Lírio.“ Superinteressante. 32) As inferências são duvidosas mediante o que está disposto na análise da letra de Lírio. 64) a forma como lírio escreve. Portanto. a criatividade e a intuição que o cargo exigia. muito pelo contrário. como resposta. 02) Se o psicólogo não conhecia Lírio. Unioeste-PR Observe que a expressão essas inferências duvidosas retoma um recorte textual anterior. p. Unioeste-PR Segundo o texto. a 2000 quilômetros da sede de A Tribuna. Estava prestes a ser contratado pelo diário A Tribuna. 16) As inferências não são duvidosas porque 30% das empresas grandes e médias usam a grafologia para selecionar candidatos. de Vitória. Ou seja. 55. Lírio foi descartado. julho de 2000.Texto para as questões 142 e 143. as inferências são duvidosas. o mesmo deve ter melhorado suas potencialidades como repórter após ter se submetido ao teste da grafologia. 04) As inferências são duvidosas porque alguns psicólogos condenam o uso da grafologia como técnica de avaliação. pois conseguiu emprego em um jornal importante. Lírio hoje trabalha em um dos maiores jornais do país. indique a(s) alternativa(s) incorreta(s). 08) As inferências são duvidosas porque o teste de caligrafia não é um dispositivo científico. As linhas de Lírio não chegavam ao fim da folha. A folha foi enviada a uma empresa do Recife. Dê. e um psicólogo que nem o conhecia decretou: o candidato não tinha a agilidade. aquele que culminou com a queda do presidente do Banco Central. fez com que se sobressaísse a ponto de ganhar menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo. Dê.Interpretação de texto II Avançar . Tarefa simples. Francisco Lopes. 02) Lírio deve ter melhorado a forma de escrever. foi um sinal de audácia. a pressão da caneta no papel não era suficiente para um repórter audacioso. é correto afirmar que: 01) a grafologia é um teste altamente eficaz para avaliar a profissão de repórter. técnicos e administrativos. procurou dar contornos mais adequados a sua letra. a soma das alternativas corretas. Com essas inferências duvidosas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 143. Como ele soube? Simples. cerca de 30% das empresas grandes e médias usam grafologia para filtrar o preenchimento de cargos executivos. Pois Lírio acabou reprovado. 04) a denúncia sobre o Banco Marka. 16) as habilidades das pessoas para as mais diversas profissões não podem ser avaliadas exclusivamente pelo tipo de letra.

b) Os diferentes períodos históricos vividos pelo homem têm sido marcados por uma constante necessidade de integração cultural entre diferentes povos. aquele momento de autotranscendência que desafia qualquer explicação racional. 63 GABARITO 144. Paulo. Ela é encontrada no próprio ato criativo. como a televisão ou o cinema. 18 jul. Folha Mais. ao mesmo tempo inspirador e aterrorizador. O resultado é uma sensação de pânico e abandono avidamente explorada por oportunistas que se apresentam como a única alternativa em um ‘mundo louco’. Caderno 5. sem dúvida. ao público. Essa situação está gradualmente se transformando. O que ainda vemos. capaz de curas milagrosas e de viagens interplanetárias.” GLEISER. surgem teorias de conspirações clandestinas e o governo (em muitos casos. como nas religiões orientais. Como. A espiritualidade da ciência não é encontrada através de comparações entre suas descobertas e as práticas e ensinamentos de diversas religiões. O fundamental é saber discernir os limites de ambas. enquanto outras pertencem somente à religião. uma atividade fria e manipuladora. Uneb-BA É comprovável no texto a afirmação: a) O homem da virada do milênio está ávido por uma compreensão da realidade metafísica. necessariamente. suas diferentes missões e o simples fato de elas serem necessárias para a nossa existência. então.Texto para as questões de 144 a 146: “Nestes tempos ‘pré-milenares’. Acredito que essa concepção completamente errônea do que é a ciência e de como ela funciona seja a responsável por sua impopularidade. proporcionada pelas telecomunicações. na maior parte desses veículos. pouco se preocupando com o ‘como’. a religião aceita o ‘porquê’ baseada na fé. tem levado o homem a aprofundar o seu autoconhecimento. descontados os fãs. c) A massificação do conhecimento. poucos cientistas dedicaram parte do seu tempo à divulgação. fazendo com que sua divulgação não traga. como ‘O Tao da Física’ de Fritjot Capra. Ela é encontrada na paixão com que os cientistas devotam toda uma vida na tentativa de desvendar os mistérios do mundo à sua volta. Inevitavelmente. sua distorção? Vários livros de divulgação científica tiveram sucesso por revelar uma conexão entre ciência e espiritualidade. deixando de lado o ‘porquê’. observamos a proliferação de seitas da ‘Nova Era’. 12. 1999. Certas questões são exclusivas da ciência. em que tudo se transforma tão rapidamente. de várias superstições (gnomos. anjos. o apetite das pessoas por verdades e certezas mais permanentes vem atingindo níveis jamais vistos ou mesmo previstos. onde a troca de informação entre diferentes culturas e pessoas do mundo é mais fácil e barata do que era em qualquer outro período da história humana. In: Folha de S. fadas e outras criaturas fantásticas) e de pregadores da ‘verdade’. Ciência e espiritualidade. p. Enquanto a ciência tenta entender o ‘como’. a resposta deve revolver em torno de uma reconciliação entre ciência e espiritualidade. Marcelo. especialmente nos meios de comunicação de maior penetração. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . à comunidade científica: historicamente. não creio que o caminho usado por esses autores revele a espiritualidade da ciência de forma correta. claro. mas também de produzir armas que poderiam aniquilar a vida na Terra. Ela é encontrada em sua humanidade e na poesia que revela. Observamos também o crescimento do desprezo pela ciência e pelo que ela tem a dizer sobre o mundo. A ciência é considerada a antítese da espiritualidade. Com isso. de suas idéias e descobertas. Ou as pessoas de Deus. não creio que a ciência esteja simplesmente redescobrindo ‘verdades’ descobertas através da meditação ou de uma conexão mística com o mundo. mas muito ainda precisa ser feito. causa muita confusão e estresse na cabeça das pessoas. O acesso fácil aos computadores e às telecomunicações criou uma aldeia global. dedicada a tirar Deus das pessoas. enquanto uma intolerância generalizada ameaça polarizar ainda mais a sociedade. depende do sensacionalismo barato e de distorções da imagem do cientista ou de seu trabalho. e) Os governos têm sido intolerantes com a comunidade científica. A tecnologia é muitas vezes percebida como uma espécie de monstro. merecidamente!) perde a sua credibilidade. podemos reconciliar a ciência com o grande público. A julgar por esses livros. d) O avanço tecnológico propicia ao ser humano uma melhor qualidade de vida. Parte da culpa pertence. Esse excesso de informação.Interpretação de texto II Avançar . desenvolvendo-lhe a espiritualidade. Infelizmente.

(32)O Salão de Banquetes é um espaço sombrio destinado à prática de ações humilhantes contra os transgressores da hierarquia familiar. ações ardilosas e desumanas. …………………………………… Da janela do meu quarto vi que a madrugada começava a raiar. A brisa fresca da noite de maio punha em desalinho os seus finos cabelos louros. como mandava o Decálogo. colocando-o no meu. fazendo brilhar os negros trajes a rigor que as tias e dona Maria Nunes usavam. com muita pompa e cerimônia. não sei por que mas estou com medo. Nau Catrineta. 129. e) ter ela por objetivo a busca do desvendamento de um mundo desconhecido. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) aplicar. iluminado pelo claro brilho da lua cheia. (08)A luta entre as forças do bem e do mal é evidente. Vi logo que Ermê havia recebido a aprovação de todas. In: Feliz ano novo. como se soubesse que eu a estava observando. Estou com medo. 1989. o carro de Ermê. ela é muito bonita mas é tão sombria! Você está com medo é das tias. c) criar ela o seu próprio universo. pois busca o desvendamento do desconhecido através “do ato criativo. a espiritualidade da ciência consiste em: a) haver a necessidade de os cientistas serem religiosos. 147. Rubem. a ciência: a) caracteriza-se por ser uma atividade exercida pelo cientista com impessoalidade e impassibilidade. agora resolutamente. ligados à meditação. foi cumprida a minha missão. que eu nunca vira ser usado em toda minha vida. através de ações não só de caráter objetivo.” FONSECA. e passou o cachecol em torno do pescoço. de caráter inteiramente voltado para a essência das coisas. Levei Ermê para a Sala Pequena. como as outras. subir o caminho ladeado de hortênsias e parar em frente à alta casuarina que se erguia no centro do gramado. p. Uneb-BA Para o autor. As luzes do imenso lustre estavam todas acesas.145. c) distancia-se cada vez mais do homem. tia Julieta. onde as tias estavam. disse Ermê. e o final da narrativa é maniqueísta. pregadas por diferentes religiões. mas também subjetivo. a soma das alternativas corretas. Vesti minha casaca. em direção à casa. 135 e 136. (02)A cena em destaque é ilustrativa do momento de passagem do protagonista para um outro estágio de vida: o de auto-afirmação através do casamento. com a capota arriada. não importando. Dê. retirou o Anel de seu dedo indicador. e trataram-na com muito carinho. eu disse a tia Helena. acelerou o carro e partiu. b) é mal interpretada pelas pessoas por causa da ação exclusiva dos oportunistas. entrar lentamente pelo portão de pedra. em volta da mesa. Acho que é esta casa. …………………………………… Quando engoli o primeiro bocado. a não ser dentro dela. d) comprovar as verdades de natureza mística. Os fragmentos acima e a trama do conto permitem afirmar: (01)O narrador-personagem evidencia plena consciência e domínio da situação em que Ermê se vai envolver. Eu queria terminar logo a minha missão. e) ultrapassa os limites do racional. na ciência. Desci para recebê-la. que me observava atentamente. UFBA 64 GABARITO “Da janela do meu quarto vi. contrastando com o espaço interior sombrio das personagens. como resposta. Será nesta noite mesmo. (04)O texto se estrutura dentro de uma ambivalência traduzida no espaço físico iluminado. ao revelar conhecimentos sobre as primeiras causas das coisas. avise às outras.” 146. Com um gesto abrupto. já que está se perdendo no materialismo científico. São Paulo: Companhia das Letras. varada por um frio que não existia.Interpretação de texto II Avançar . Elas ficaram impressionadas com a beleza e a educação de Ermê. e esperei que me viessem chamar. (16)As personagens membros da família estão presas a princípios conservadores. d) cria uma situação de desconfiança entre os homens. Na mesa grande do Salão de Banquetes. Uneb-BA Segundo o autor. conhecimentos do mundo oriental. eu disse. sentada. Por instantes Ermê pareceu ouvir o som do vento na árvore. (64)O fato de a tia Julieta passar o anel para o dedo do primogênito simboliza o rompimento de uma tradição familiar prescrita no Decálogo. depois olhou na direção da casa. para preservá-los.

Caderno 1. Quintal embora. Os jornalistas que viveram as redações no período da Guerra Fria. não vale quase mais nada. é um enterro. O principal tema do governo dos Estados Unidos é.148.Interpretação de texto II Avançar . Iugoslávia. Hoje essa terra não vale mais nada. a América Latina. com as pernas escarranchadas e ficou com a cabeça pendurada. (32)mantém. com maus pressentimentos mesmo. mas não o inibiu: Panamá. O caráter do serviço a ser feito pela IPI (o nome lembra. diz o padre. (64)age com determinação e rejeita imposições de qualquer natureza por valorizar sua liberdade. Um governo esperto tomaria precauções para que. Pentágono e Departamento de Estado. não vão ter surpresas com a IPI. apropriadamente. não fizesse disso um problema interno. Temos o que esperar com apreensão. porque lá está uma novidade de gente e uma porção de jornais e dizem que quando vosmecê chegar vão lhe encher o couro e soltar o homem. UFBA “E se benzeu e disse que não precisava dizer aquilo. muito mais do que aquelas intervenções militares causadoras de algum amargor. que muda por questões de ordem religiosa. Iraque e Iugoslávia. a agência UPI. em que europeus se sujeitaram à pressão para integrar-se às ações militares. já foi uma boa terra. p. a soma das alternativas corretas. nunca que eu posso sumir. nos dois casos. Vozes conhecidas. Sargento Getúlio. é correto afirmar que Getúlio: (01)cede aos apelos da Igreja e reafirma a sua religiosidade salvadora. mais sensibiliza a opinião pública americana. Ainda mais com tão grande presença índio-latina em sua população. Nem da Europa. diante de um impasse de ordem política. João Ubaldo. Iraque. Essa terra. Dê. Ah. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . É que a situação mudou. se Antunes não me sustenta. sacudindo a cabeça e fazendo um bico com a boca. 83-4. lá e no mundo. (04)tem um caráter de herói épico e simboliza uma cultura em processo de destruição. nem merecedora de maior divulgação. diz o padre. isso não. 5. Não acredito que Antunes possa lhe sustentar. peça de destaque na engrenagem da Guerra Fria) já se denota nos setores do governo incumbidos por Clinton de formulá-lo: CIA. porque eu sou Getúlio Santos Bezerra e igual a mim ainda não nasceu. 65 Com base no fragmento e no romance como um todo. não posso sumir de mim e eu estando aí sempre estou. Porque. International Public Information — sugere projetos tendentes a chocar a opinião pública e suscitar reações. a gente nunca. o que é que me sustenta? Não sei. p. porque havia mais homens e quem era homem não tinha de que temer. (…) Quero ver esse bom em Aracaju que me diz que eu não posso. não sei se vosmecê vai poder levar o homem para Aracaju. mas não de conseqüências na política ou na sociedade dos Estados Unidos. ao perceber que está se distanciando do seu espaço de origem. e isso não é vida de homem. É possível que isso tenha contido o ímpeto americano uma ou outra vez. não sei. Paulo. desde o esmorecer da Guerra Fria afinal extinta.” FREITAS. anterior à guerra do Vietnã. diz ele depois de muito tempo. agora. que se mostre contra intervenções militares e outras operações do poder americano. FBI. A criação da nova agência — IPI. região que. (08)não consegue acompanhar a transformação por que passa o mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. Texto para as questões de 149 a 151: “Vozes conhecidas É assim como quem tomasse uma providência banal. disse o padre. eu sumir? Como que eu posso sumir. que o governo dos Estados Unidos decide criar um serviço oficial de notícias para combater reações da opinião pública. o que é que deixam com o homem? Nada. 1999. (02)tenta reatar o seu passado ao presente. a opinião pública tomou consciência da desumanidade implícita nas intervenções militares e da costumeira falsidade de suas motivações.” RIBEIRO. (16)simboliza o indivíduo que tem a violência como afirmação de sua identidade. com intermediação do padre. ainda mais acentuadamente. 17 ago. pois está imbuído de valores relegados pelo processo civilizatório. Por que vosmecê não some? Eu sumir. como resposta. Quem some é os outros. sem contar as muitas intervenções menos demonstradas. Haiti. depois da Europa. Não sei. se tiram os recursos do homem. está uma frouxidão e um homem não sabe de quem depende e querem mudar tudo e nunca vai adiantar. uma relação de dependência econômica. Desde o genocídio que foi a guerra do Vietnã e. 1982. Granada. se primeiro eu sou eu e fico aí me vendo sempre. é América ainda. Janio de. possa ser. com Ancrísio Antunes. In: Folha de S. e enfiou as duas mãos pelo meio da batina. Uma vida. passando do discurso à ação.

o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. c) o mundo globalizado não acredita haver possibilidade de conflitos de proporções alarmantes. ‘Neste fin-de-siècle high tech. pois se vive uma nova Guerra Fria. Quem não entende o que é pizza. d) A importância alcançada pela América Latina. Salvador-BA Com base no ponto de vista do autor. Elas mostram que. iogurte ou caviar? (…) Corrêa da Costa. superando a Europa. Salvador-BA A leitura do texto permite inferir que os jornalistas referidos no quinto parágrafo “não vão ter surpresas com a IPI” porque a) a tendência atual é de um futuro sem conflitos significativos para a imprensa mundial. na afirmativa a) As experiências passadas podem ser indícios de que os Estados Unidos querem angariar solidariedade para novas intervenções militares. 150. pode vir a desmoronar. a julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (Editora Record). do ensaísta e ex-diplomata brasileiro Sergio Corrêa da Costa. é consenso nos Estados Unidos. U. prima pelo reconhecimento da democracia autêntica. U. houve aquelas que andaram na contramão. aquelas usadas em vários idiomas além daquele que lhes deu origem. Nada disso. Uma prova de que o reinado das palavras não segue rigorosamente a lógica do poder político e econômico.Interpretação de texto II Avançar . sem o paternalismo americano.149. se a maioria das palavras globalizadas seguiu o rastro dos conquistadores. d) A América Latina. muito antes de o conceito de globalização entrar em voga nos campos da política e da economia. o autor faz uma declaração que é justificada.” DIEGUEZ. Mas é bom notar que. coligindo nada menos do que 3000 palavras que mantêm a grafia e o significado de origem em publicações de outras nacionalidades. Embora Corrêa da Costa acredite que os fast foods e scanners surgidos na vida moderna levarão a língua inglesa à liderança. d) eles sabem das intenções da criação do IPI. por ser ainda um território de relações amistosas com outros continentes. e) Os Estados Unidos vêm mudando as suas estratégias no sentido de reativar a Guerra Fria. o levantamento não deixa dúvida. b) O mundo caminha para um estado de guerra. sem a criação de um “serviço oficial de notícias” sob controle americano. É o caso de ‘piranha’. 22/03/2000. 151. b) os vários órgãos de imprensa ligados ao jornalismo internacional estão mais voltados para as questões latino-americanas. hambúrguer. o espanto foi ainda maior quando ele se deu conta de que as palavras francesas continuam a superar as inglesas. de certa forma. consultou 130 publicações de quinze países. b) O intervencionismo americano tem-se caracterizado como extremamente necessário. Se a surpresa quanto ao número de palavras foi grande. segundo o levantamento de um ensaísta brasileiro Diz a lenda que Deus condenou os homens a falar diversas línguas em Babel para puni-los pelo desejo de atingir o paraíso construindo uma enorme torre. Texto para as questões de 152 a 154: “Cidadãs do mundo 66 GABARITO As línguas mais globalizadas. em face de uma vivência com a prática da ideologia americana. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . pode-se inferir: a) O poder americano. Veja. ele já existia. Salvador-BA No segundo parágrafo. tende a se manter afastada de conflitos ideológicos. U. c) Os exemplos do Vietnã e da Guerra Fria são indicativos de quanto o futuro é incerto. Consuelo. brincando com os estrangeirismos. (…) Ainda no campo das surpresas. e) O mundo. Mas. Imaginava-se que a hegemonia americana já se tivesse estendido ao universo das línguas. alguns termos pelo menos conseguiram escapar da ira divina. no mundo. São as chamadas ‘palavras universais’. ainda é o clássico francês que causa frisson’. conseqüente de um desequilíbrio de forças entre países periféricos. globalizada a partir do tupi. e) todos conhecem a fundo a estrutura dos governos dos países latino-americanos no contexto atual. durante dois anos. diz Corrêa da Costa. c) Uma política inteligente e nacionalista deveria coibir a intervenção estrangeira em assuntos latinoamericanos. no plano lingüístico. de acordo com a sua visão.

2) O texto. como se pôde constatar.152. d) As palavras superam fronteiras geográficas e culturais. conforme as perspectivas do poder político e econômico. 3) O título personaliza o objeto de que trata o comentário.” O autor reitera sua crença no poder absoluto de Deus sobre todas as palavras.” O autor do comentário introduz o tema a ser tratado com apoio de argumentos científicos. globalizada a partir do tupi. as pegadas dos povos conquistadores. hambúrguer. na verdade. UFPE A alternativa que corresponde à estratégia utilizada pelo autor na passagem destacada é: GABARITO a) “Deus condenou os homens a falar diversas línguas. prevalece a linguagem figurada. 154. c) “Quem não entende o que é pizza. alguns termos pelo menos escaparam da ira divina. UFPE Assinale a alternativa que corresponde ao tema central do texto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ‘mundo’. ‘palavras universais’. a) A diversidade lingüística proveio da ira divina contra a pretensão do homem de alcançar o paraíso. 5) ‘globalização’. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. b) A globalização lingüística é um fato e antecede a outra globalização em voga nos campos da política e da economia. tem como suporte um outro texto anterior. c) A hegemonia americana. 4 e 5 c) 2 e 3 d) 1 e 2 e) 1.” O autor reitera argumento de que as palavras emigraram conforme a rota dos colonizadores. UFPE Considerando aspectos globais da composição do texto.Interpretação de texto II Avançar . Estão corretas: a) 2. o que está indicado no subtítulo.” O comentarista declara que as expectativas do autor em relação a sua pesquisa se confirmaram. d) “Ainda no campo das surpresas. ‘atravessar barreiras’ são expressões cujos significados estão em harmonia com a temática do texto. 3 e 5 67 153. É o caso de “piranha”. e) “houve aquelas (palavras) que andaram na contramão. 4) O ‘mas’ com que se inicia o segundo período aponta a direção contrária em que prosseguirá a argumentação. na íntegra. b) “A julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (…). 3. 4 e 5 b) 1. Por isso. pode-se afirmar que: 1) O texto tem uma função predominantemente expressiva. se estendeu também ao universo das línguas. 2. iogurte ou caviar?” A pergunta do autor constitui uma estratégia retórica para confirmar o argumento em questão. e) A globalização das palavras respeitou.

Estamos chegando bem próximos de uma época em que os computadores serão capazes de desenhar cópias de si mesmos. Para alguns cientistas. são até conservadoras. Membros reimplantáveis? Os cientistas começaram a regenerar a pele humana ainda nos anos 70. Casas e carros serão feitos de materiais que podem consertar-se a si próprios. Ou seja. no inferno. 156. mas. estaremos entrando no paraíso. Assumem. 51. A comida milagrosa? Já existe. É um derivado da soja produzido pela empresa Archer Daniels Midland desde meados dos anos 80. U. assim. Talvez estejam apenas sonhando. Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em sua programação um chip da bondade que os impeça de fazer mal à humanidade. Para outros. d) desenhar cópias de si mesmos. na segunda oração há dois. sejam quais forem os milagres que o próximo milênio trouxer. b) Tudo. Será uma época em que. No campo dos materiais. 23 dez. Na primeira oração há um adversário. 157. b) avanço da tecnologia.” [Adaptado de] Especial do Milênio (parte integrante da Veja. e atualmente alguns laboratórios conseguem produzir válvulas cardíacas com base em algumas poucas células. Um alimento em pó incolor com 90% de proteína em sua fórmula poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. Pouca coisa se pode dizer com certeza sobre o futuro. c) suplantar a inteligência humana. Na primeira oração há dois adversários. Potiguar-RN Observe estas duas orações: “Tive de lutar contra o técnico e contra o pugilista. na segunda oração apenas um. n. eles não precisarão da ajuda humana para se reproduzir. UFRN De acordo com o texto: a) o homem tem pelo menos uma certeza acerca do futuro. Não sabemos quando teremos robôs escravos. 158. d) otimização dos laboratórios. que consegue desamassar sua própria superfície sem esforço. c) Nada. Computadores já ensaiam formas primitivas de pensamento autônomo. d) os cientistas temem cruzar fronteiras desconhecidas. 126. Assustador? Talvez. d) Nada. eles serão possíveis graças ao mesmo gênio: o computador. b) aprimorar formas de pensamento. não seremos os seres mais inteligentes sobre a face do planeta. Talvez não. p. Na primeira oração há um só adversário. Também não sabemos se será possível reanimar alguém que já morreu. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Texto para as questões de 155 a 157: “Uma visão do futuro Estamos às portas de um milênio miraculoso. b) os cientistas perderam o controle sobre o computador. na segunda oração apenas um. As previsões acima podem parecer ousadas. ano 31. c) o homem vem perdendo sua inteligência aos poucos. UFRN O milênio miraculoso será fruto do(a): a) genialidade dos homens. que não nos será possível sequer desligá-los.” Ambas têm em comum: a) Tudo. pela primeira vez na história da humanidade. e os médicos conseguirão fazer crescer uma nova no mesmo lugar. A pessoa tem a mão decepada por uma serra elétrica. o homem estará entrando no inferno quando os computadores forem capazes de: a) prejudicar os seres humanos. Não sabemos se nossos bisnetos vão passear ou. no fundo.) 68 155.” “É uma medida favorável ao professor e diretor. O dia chegará em que substituir órgãos humanos defeituosos será rotina. Na primeira oração há dois adversários. Basta aplicar um pouco de calor. Todos concordam que estamos cruzando rapidamente a fronteira do desconhecido. UFRN Para alguns cientistas. máquinas de orgasmo ou naves para viajar no tempo. já existe um metal. na segunda oração há dois. 1998. o nitinol. c) progresso da Medicina. Sabemos apenas que.Interpretação de texto II Avançar . um dia. viver em Marte.

para indicar que tudo o que veio antes na frase corresponde a um eufemismo para suavizar o significado do ato praticado. dirigentes providenciaram para que toneladas de bagagem trazidas pela vitoriosa seleção brasileira não fossem objeto de vistoria alfandegária. Culposo. tornou-se público que uma associação de grandes times brasileiros mantinha acordo para. Paulo. e) evidencia que os crimes recentemente cometidos no futebol chocam pelo seu ineditismo. Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade. d) afirma que receber comissão sobre a venda de jogadores é. concluir que o esporte não cumpre os propósitos apregoados por educadores. na linguagem do Direito. uma falta bem menos grave do que a sonegação”.Texto para as questões 159 a 162: “Onde a lei não vale É comum que educadores louvem o esporte por uma suposta capacidade de transmitir ao jovem as virtudes da disciplina e do companheirismo. explicando detalhada e tecnicamente tudo o que ocorreu com a seleção brasileira vitoriosa em 94. sonegação e formação de quadrilha. b) comprova que os “problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade”. c) deixa transparecer que sua defesa da proibição de os jovens freqüentarem campos de futebol se deve ao fato de o esporte ter sido profissionalizado. Mas. o então treinador da seleção brasileira. Em 94. é correto afirmar que o autor: a) partilha da crença de que o esporte é comprovadamente útil para desenvolver nos jovens valores como a disciplina e companheirismo.” Editorial da Folha de S. 160. Em termos penais. por exemplo em “crime culposo”. declarando que não tivera a intenção de burlar a lei. Há pouco. Com adaptações. 69 GABARITO 159. “o que leva o nome técnico de contrabando”. UFSE Percebe-se o tom irônico do autor quando ele: a) dá uma informação. UFSE Considerando-se o primeiro e o segundo parágrafos. uma falta bem menos grave do que a sonegação. baseado apenas no futebol. e) avalia que o passe. é anacrônico e absurdo. anticonstitucionalmente. E Luxemburgo confessou seus crimes fiscais para rebater a acusação de que recebia comissão sobre a venda de jogadores. valores úteis para a vida em sociedade. o que leva o nome técnico de contrabando. significa o que é resultante de imprudência. O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa. A principal queixa relaciona-se ao anacrônico e absurdo instituto do passe. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Esse tipo de raciocínio faz com que a prática de esportes nas escolas leve o nome até um pouco pomposo de Educação Física. boicotar jogadores que fossem à Justiça defender seus direitos. c) cita que Wanderley Luxemburgo “admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais”. não do seu desejo de praticar um ato não legal. negligência ou imperícia da pessoa. Mas o educador que parasse para observar um pouco mais de perto o futebol profissional brasileiro provavelmente proibiria os jovens até de pisar num gramado. olhando para o futebol. mas de forte estigma ético no meio futebolístico. 29/8/2000. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética. Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam: tráfico de influência. b) demonstra uma certa reserva ao fato de existir nas escolas a disciplina Educação Física. d) assinala que os educadores exaltam o valor educativo do esporte baseados numa hipótese que nem sempre é comprovada na prática. contrato de vinculação exclusiva de um atleta profissional a um clube. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais.Interpretação de texto II Avançar . Wanderley Luxemburgo. Para coroar. “em termos penais. que recende a escravismo. Talvez seja exagero.

o então treinador da seleção brasileira. d) Wanderley Luxemburgo não é mais treinador da seleção brasileira. Para Setzer. numa época caracterizada pelo desenvolvimento tecnológico. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. inclusive com o risco de vício. e) o Fisco não sabe que Luxemburgo recebeu milhares de reais. Aliás. atualmente. c) constituem-se no melhor exemplo de brincadeiras infantis. quanto qualquer outro instrumento. brincar passou a ser uma atividade passiva e solitária. Wanderley Luxemburgo. Uma troca perigosa. diz o professor de Ciência da Computação Valdemar Setzer. para provocar sensações mais intensas.161. mesmo quando não se pode garantir sua eficácia entre os praticantes de futebol. Está subentendido na frase acima que: a) faz pouco tempo que Wanderley Luxemburgo deixou de reconhecer sua omissão. esta frase significa que: a) os jogadores de futebol deixam muito a desejar no que se refere a “bom comportamento”. d) o futebol mostra que a Educação Física defende valores éticos. junho/99. 70 GABARITO 163. por isso é inadmissível que os jogadores não os garantam na prática. os videogames: a) transformaram-se. 162. isolando-se e trocando o mundo real pelo virtual. Texto para as questões 163 e 164: “Bons tempos aqueles em que espadas de pau e pistolas de plástico garantiam uma distância saudável entre a inocência e a malícia. UFSE Há pouco. Na verdade. Unifor-CE De acordo com o texto. ‘Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado a ponto de não ter de esforçarse para continuar jogando. os videogames induzem à passividade porque inibem a vontade: com movimentos repetitivos e predefinidos. tão prejudicial para a formação da criança e do jovem. p. b) podem tornar-se facilmente um vício. e) podem causar aborrecimentos e frustrações em jovens e crianças que não possuam a necessária rapidez de reflexos para esse divertimento. e) é importante a defesa da idéia de que o esporte desenvolve valores úteis para a cidadania. que pesquisa efeitos da informática no comportamento. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética”. estimulando sua atenção. o jovem tende ao retraimento. Assim. exemplificando a tese de que não há ética na vida nacional. A diversão em grupo ensina o jovem a se relacionar. Vista no contexto. em excelentes meios de controle do comportamento de crianças e jovens muito agitados. precisa de jogos cada vez mais violentos e cruéis. ‘Em um videogame. ele precisa de empenho para parar’. apesar do que se vê no futebol. É necessário ter rapidez de reflexos para dar conta de atirar primeiro e nunca fazer perguntas.” Adaptado de Superinteressante. O pior é que isso pode levar a uma espiral sem fim. As vantagens são tanto físicas quanto emocionais. Desde que esses brinquedos foram substituídos por escopetas eletrônicas e inimigos que sangram. b) é inaceitável a tese de que esportistas nem sempre apresentam comportamento ético. diz o professor. o jovem vira um autômato que transforma impulsos visuais em movimentos motores limitados’. b) a seleção brasileira não tem mais treinador. c) a seleção brasileira é hoje diferente daquela do tempo de Luxemburgo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . usar a cabeça só atrapalharia.Interpretação de texto II Avançar . 32. não se raciocina. d) representam o mais eficiente tipo de exercício para o desenvolvimento da agilidade mental de crianças e jovens. UFSE … “olhando para o futebol. c) a atuação dos profissionais brasileiros do futebol comprova a idéia de que o esporte nem sempre assegura a seus praticantes comportamentos desejáveis de um ponto de vista moral. Ele vai se acostumando a um certo padrão de excitação e. Atividades físicas e em grupo são um antídoto.

por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs. c) o costume de não fazer perguntas induz o jovem a isolar-se do mundo. Voltar Língua Portuguesa . assim. Rubem. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha. b) a tendência a viver em grupo leva o jovem. e) o relacionamento social é necessário para que se desenvolvam comportamentos considerados normais e sadios. mas deixasse a alma sossegada e limpa. tirar areia do rio. dá na gente um sonho de simplicidade. tem de repente um sonho assim.164. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome. Precisamos de uma casa. Todo mundo. uma simples mulher. b) revela-se cauteloso na defesa de um outro estilo de vida. a um tipo de diversão violento e cruel. cuidando tão-somente de um viver filantrópico. as mangueiras e o ribeirão. doces. b) despojada. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum. Puxamos a rede afundando os pés na lama. c) em que o relacionamento entre as pessoas atendesse a convenções. A vida bem poderia ser mais simples. em detrimento do mundo real. 3267. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) no mundo atual. apenas me fazem falta. para o narrador. e chegamos à choça de um velho seringueiro. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. tive de repente um ataque de pudor. Que prazer em comer aquele peixe. bons. lavrar a terra. Uneb-BA “Um sonho de simplicidade”. de repente. d) é possível desenvolver-se um tipo de videogame que ensine às crianças como viver e divertir-se em grupo. marcado por situações de extrema violência. com certeza. que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar. nem sede. nesse comércio de pequenas pilhas de palavras. Quando ficamos bem cansados. São uma necessidade que inventei. ……………………………………… Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia.” BRAGA. e) de evasão para um mundo de sonhos. IMPRIMIR 166. não assim. com frio. na noite escura. comida. a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço. entrando numa loja para comprar uma gravata. saber intrigas? Uma vez. algo de útil e concreto. São Paulo: Círculo do Livro. e isso era bom. Será um sonho vão? Detenho-me um instante. nem frio. e) requer da sociedade uma postura mais solidária no convívio social. esse ofício absurdo e vão de dizer coisas. fortes. 200 crônicas escolhidas. distraídos. cortar lenha. no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana. no meio do mato. nem número. brilhar um pouco. s/d. e a água era boa. um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada. me surpreendendo. meio molhados. os videogames significam proteção para os jovens. que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome. Texto para as questões de 165 a 168: “Um sonho de simplicidade Então. depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. p. de noite. como os bois. tanto dos adultos quanto dos outros jovens como ele. d) estabelece proximidade entre o viver urbano e o viver rural. entre duas providências a tomar. que me fatigasse o corpo.Interpretação de texto II Avançar . c) cobra do ser humano uma atitude em face da vida que coincide com o Carpe Diem. o narrador: a) questiona o artificialismo do convívio social. 71 GABARITO 165. O telefone toca. precisamos apenas viver — sem nome. seria ter uma vida: a) ligada aos bens/riquezas materiais. meu trago de cachaça. então seria preciso ganhar a vida de outro jeito. entre grilos e vozes distantes de animais noturnos. dizer coisas… Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo. É apenas um instante. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio. Uneb-BA No texto. muitas vezes. d) em que a atividade física fosse intensa e servisse de bálsamo para a alma. esquentamos um pouco junto do fogo. Ele acendeu um fogo. subimos a barranca. Por que beber uísque. para me fazer essa pergunta. E quando precisava de um pouco de evasão.

indiferente e solitário vivo.167. vida mínima. b) no segundo parágrafo. domado. sem dúvida. a fuga da fuga.” ANDRADE Carlos Drummond de. negros e mulheres / E adolescente / Fazem o carnaval”.Interpretação de texto II Avançar . Não a morte. c) “Caminhando contra o vento / sem lenço. é: a) “Os livros são objetos transcendentes / Mas podemos amá-los do amor táctil”. a desnecessidade do canto. d) no quarto parágrafo. já sem dor. Rio de Janeiro: Record. p. essencial. confusão entre manhã e tarde. sobretudo o verso) / É o que pode lançar mundos no mundo”. o eco já não correspondendo ao apelo. 1993. nem braço a mover-se nem unha crescendo. o conceito. ausência deles. mais me envolva. enfatiza as dificuldades que o homem enfrenta na vida rural. apresenta a quebra da rotina da vida como inviável. e) “Sei que a arte é irmã da ciência / Ambas filhas de um Deus fugaz / Que faz num momento e o mesmo momento desfaz”. Mas a vida: captada em sua forma irredutível. o tempo elidido. Uneb-BA A alternativa cujo fragmento apresenta a mesma idéia do narrador no parágrafo final. porque o tempo não mais se divide em sessões. a perda voluntária de amor e memória. o que se possa desejar de menos cruel: vida em que o ar. sem ciência nem ironia. a mão tornando-se enorme e desaparecendo desfigurada. calado. vida a que aspiramos como paz no cansaço (não a morte). todos os gestos afinal impossíveis. apenas o vivo. ainda mais longe a fuga do feérico. já sem ornato ou comentário melódico. 168. c) no terceiro parágrafo. afirma a inutilidade de sonhar com outras formas de viver. o pequenino. Não o morto nem o eterno ou o divino. põe em destaque a necessidade de afeto no relacionamento humano. menos que terra. 72 Texto para as questões de 169 e 170: “Vida menor A fuga do real. e este fundindo-se. Uneb-BA O narrador: a) no primeiro parágrafo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . revela uma consciência crítica do seu comportamento urbano. 234-5. senão inúteis. o verso / (E. nenhum gasto de tecidos. mais longe de tudo. o enredo. sem documento / No sol de quase dezembro / Eu vou”. contudo. Isso eu procuro. um sono. a fuga de si mesmo. um início. sem calor. a limpeza da cor. In: Antologia poética. não respirado. d) “Enquanto os homens exercem seus podres poderes / Índios e padres e bichos. e) no penúltimo parágrafo. o exílio sem água e palavra. b) “Porque a frase.

a integração nela é denominada endoculturação: cada indivíduo adquire. Unifor-CE Este texto: a) valoriza a aprendizagem ligada à educação. ( ) temática de caráter social. ( ) constitui-se um breve espaço da vida humana marcado pela vulgaridade. d) a transmissão da cultura é dever de qualquer educador. c) compara o indivíduo ao grupo social de que faz parte.169. vizinhos. numa mesma sociedade. a existência humana: ( ) deve ser simples e desapegada de valores materiais. Unifor-CE De acordo com o texto: a) a educação integral do indivíduo está condicionada a diversas influências. a educação e a socialização se verificam. desde a infância. c) pais e professores são os responsáveis mais diretos pela formação do indivíduo.” 171. pela transmissão por agentes sociais significativos (aqueles que têm autoridade — e esta autoridade é reconhecida pela pessoa sobre a qual a exercem. professores. e) a aquisição da cultura depende do grau de socialização. as angústias do homem. Texto para as questões de 171 e 172: 73 “Quando a aprendizagem. U. político. b) enfatiza a importância dos representantes do poder público. eliminando. representando bem uma arte engajada. Salvador-BA O poema apresenta: ( ) enumeração e reiteração de idéias. U. e) encara a diversidade de modos de vida da sociedade. assim. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) tem seu verdadeiro sentido quando associada à realidade sobrenatural e divina. as crenças. ( ) deve ser desvinculada de envolvimentos com a realidade social. b) os grupos sociais se firmam à sombra do comportamento dos indivíduos. ( ) funções emotiva e poética da linguagem. É evidente que ninguém aprende toda a cultura. visando à expressividade. daí a objetividade no enfoque do tema. representantes do poder público. ( ) liberdade formal. Salvador-BA De acordo com o ideal de vida do sujeito poético. econômico etc). ( ) deve estar isenta da preocupação com a passagem do tempo. 172. 170. como pais.Interpretação de texto II Avançar . mas encontrase condicionado a certos aspectos particulares da transmissão realizada pelos grupos de que faz parte. d) centraliza-se na definição de endoculturação. amigos. os modos de vida da sociedade a que pertence. o comportamento. ( ) uma linguagem referencial.

porque certas tarefas essenciais para a sobrevivência — tais como obter água potável. À medida que as sociedades se tornam mais ricas. em que a economia se baseia especialmente na agricultura. no Brasil. tornando-as mão-de-obra desejável. os agrava e. a demanda por muitos filhos diminui e a ênfase passa a ser melhor qualidade de vida para eles. a transição demográfica ainda não atingiu boa parte da Ásia. por conseguinte. Movimento n. Atitude semelhante à que se tem numa igreja. A razão pela qual a população nas sociedades rurais primitivas aumenta — o que ocorreu até recentemente. ‘pouca conversa’ e lembrar que ‘esse é um lugar de contemplação’. era muito grande. que levaria ao planejamento familiar. então.Interpretação de texto II Avançar . até o momento.” SEGALL. b) os idosos recebem mais apoio familiar em zonas rurais. Texto para as questões de 175 a 178: “Lasar Segall: um museu de portas abertas É bem provável que grande parte dos freqüentadores de museus no Brasil não procure voluntariamente essa instituição artístico-cultural. e) a falta de conhecimento que atinge as zonas rurais dificulta o progresso da agricultura.Texto para as questões de 173 e 174: “A tecnologia pode fazer muito para atenuar os problemas decorrentes da poluição. Essas razões levaram à ‘transição demográfica’ que se iniciou há mais de um século na Europa e estabilizou a taxa populacional nas nações mais ricas. b) a explosão populacional. que nessas circunstâncias reste pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus. sem ocupação fixa. Ao visitante dos museus é transmitida a noção de que nesse local carregado de responsabilidade o melhor a ser feito é observar ‘muito respeito’. reduzindo suas oportunidades de obter melhor educação. como a mortalidade infantil. 174. Contudo. c) o controle da população nas regiões mais desenvolvidas do planeta. em excursões ‘protegidas’ por uma escolta de professores e funcionários em missão obrigatória.” Trecho adaptado de GOLDEMBERG. principalmente. d) a participação maior e mais efetiva das mulheres nas tarefas rotineiras da família. parece estar levando a melhor. p. José. Fatores culturais são também importantes. 3. combustível para cozinhar ou para aquecimento — utilizam o trabalho das crianças. Um museu de portas abertas. ter muitos filhos era uma garantia para o futuro. O Estado de S. mesmo em alguns países mais adiantados. 1/1/2000. Unifor-CE Conclui-se do texto que: a) a agricultura sempre exigiu e continua exigindo mão-de-obra numerosa. 31-2. as visitas a museus. Unifor-CE De acordo com o texto. sobretudo nas grandes cidades. e ainda ocorre em algumas regiões — é bem compreendida: nas zonas rurais muitos filhos são a garantia de mais braços para ajudar na agricultura e uma forma de apoio aos velhos quando não puderem mais trabalhar. no passado. nos vários continentes. parecem estar invariavelmente associadas a trabalhos e obrigações escolares. só que nesse caso esse conjunto de normas várias vai contribuir decisivamente para estabelecer preconceitos em relação à obra de arte que dificilmente serão eliminados. um dos resultados decorrentes do uso da tecnologia tem sido: a) o aumento da exploração da mão-de-obra infantil nas zonas rurais. Lasar. África e América Latina. 1988. em vários países. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) o controle da população mundial baseia-se numa educação mais ampla e no uso da tecnologia nas tarefas cotidianas. o uso de máquinas na agricultura reduz a necessidade de mão-de-obra. Paulo. Ao contrário. o resto dessa disposição vai ser pulverizado por todo um aparato que sugere quais devem ser as atitudes e comportamentos adequados ao ambiente. Além disso exigem das mulheres um esforço desnecessariamente grande. melhor educação e melhores expectativas de sobrevivência. o que vai salvar a humanidade da bomba populacional é o efeito que o uso de melhores tecnologias tem no próprio aumento populacional. especialmente nas grandes cidades. Contudo. É compreensível. c) a prática de uma agricultura mecanizada tem como conseqüência o aumento da mãode-obra avulsa. 74 173. Um número menor de filhos significa maior cuidado com cada um. mas o aumento da população e a melhoria do nível de vida. na medida em que limita o uso da tecnologia. e) o desenvolvimento acelerado de todas as regiões do globo.

Não há espontaneidade de iniciativa em relação a visitas a museus no Brasil. 75 177. “pouca conversa”. d) I e III. e) pela impressão de se sentir como se estivesse numa igreja. no Brasil. e) II e III. II. Professores e funcionários representam a classe que freqüenta de maneira regular e voluntária os museus. b) pelo fato de ser o museu um “lugar de contemplação”. c) III. Unifor-CE O texto: a) prova que o acervo dos museus reúne condições insatisfatórias para atrair a atenção dos visitantes. está correto o que se afirma SOMENTE em: a) I. mais comumente levam aos museus seus freqüentadores habituais. e) fazer sobressair expressões pouco usuais. vêm sendo pouco prestigiados.175. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) eliminar qualquer tomada de posição do narrador. e) encara o museu como elemento mistificador da criação artística. c) acentuar o valor significativo das expressões no contexto. como instituição artísticocultural. Unifor-CE I. pelos órgãos governamentais. Unifor-CE A pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus explica-se: a) pela abundância de preconceitos em relação ao valor da obra de arte. c) define os museus no Brasil como instituições artístico-culturais desprovidas do apoio dos governantes. “esse é um lugar de contemplação” estão empregadas para: a) distinguir a citação do resto do contexto. Unifor-CE As aspas em “muito respeito”. c) pelo excesso de tarefas impostas a partir de visitas aos museus. GABARITO 178. b) caracteriza as circunstâncias que. no Brasil. b) II. d) condena os preconceitos ligados ao acervo artístico-cultural dos museus. b) realçar ironicamente as metáforas. 176. Os museus.Interpretação de texto II Avançar . d) pelo cunho de obrigatoriedade de que se revestem as visitas aos museus. A respeito dos enunciados acima. III.

b) Segundo o poeta. Rio de Janeiro: Aguilar. b) suavidade e melancolia. trata da essência da própria poesia. os aniversários. não aquece nem ilumina. c) O autor defende a transcendência da poesia. esse excelente. achei aberta a porta do jardim. 1992. à esquerda. Machado. c) desgosto e censura. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. Fui a pé. p. Consolava-os a saudade de si mesmos. UFR-RJ No texto o narrador descreve o quadro formado pelo casal de velhos com: a) impaciente ironia. a vida é um sol estático. e) ceticismo e desesperança. Carlos Drummond de. tinha os braços cruzados à cinta. preocupado em exaltar os mais nobres sentimentos humanos.179. entrei e parei logo. In: Obra Completa.Interpretação de texto II Avançar . As afinidades.” ASSIS. Diante dela. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. Viçosa-MG Leia atentamente os seguintes versos: “Não faças versos sobre os acontecimentos. a poesia não deve limitar-se a uma temática voltada para os simples acontecimentos da vida. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. intensamente elaborado. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Não há criação nem morte perante a poesia. os incidentes pessoais não contam. olhando um para o outro. superior à própria vida e à morte. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Ao fundo. tão infenso à efusão lírica. 95s. 1989. Carlos Drummond de Andrade: poesia e prosa. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. Memorial de Aires. U. F. Texto para a questão 180: “Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. d) velado humorismo. completo e confortável corpo. de Carlos Drummond de Andrade: a) O autor defende um lirismo subjetivo. GABARITO 180. Ao transpor a porta para a rua.” ANDRADE. D. Carmo. a poesia ultrapassa os limites do corpo e da própria vida cotidiana. dei com os dois velhos sentados. disse comigo. com as mãos sobre os joelhos. ‘Lá estão eles’. e) O poeta. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma leitura correta do poema “Procura da poesia”. à entrada do saguão. Aguiar estava encostado ao portal direito. em seu discurso metalingüístico. Não faças poesia com o corpo. 76 d) Para o autor.

afastando-se do convívio social apontado por Gilberto Freyre e Mário de Andrade. Por isso mesmo.Interpretação de texto II Avançar . De outro. teríamos Guimarães Rosa como a hipotenusa fechando o triângulo. o Macunaíma. em nossa essência. Concordo com todas as opiniões emitidas e com as minhas em primeiríssimo lugar. c) O homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade não apresenta nenhuma oposição à concepção do brasileiro de Guimarães Rosa. 12. p. e uma antítese do brasileiro de Mário de Andrade. o personagem rosiano tem a ver com o homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade.Texto para a questão 181: “Acompanho com assombro o que andam dizendo sobre os primeiros 500 anos do brasileiro. por ser um refugo da casa-grande e da senzala. É também macunaímico. Ou seja. ou sem nenhum caráter — como queria o próprio Mário de Andrade. apesar do ressentimento social que o caracteriza. citemos a Capitu menina — e teremos como sempre a intervençao soberana de Machado de Assis.” CONY. b) O brasileiro de Guimarães Rosa se opõe ao de Freyre por não ter lugar nem na casagrande. mas foi a que me veio na hora — e acho que fui entendido. por ser sobretudo uma criação verbal. tomou sua própria vereda. Tenho para mim que há dois referenciais literários para nos definir. Fomos e seremos assim. Tomando Gilberto Freyre como a linha vertical e Mário de Andrade como a linha horizontal de um ângulo reto. São Paulo. GABARITO d) O homem de Guimarães Rosa. o produto daquilo que Gilberto Freyre chamou de casa-grande e senzala. e) O brasileiro de Guimarães Rosa se aproxima do de Freyre por sua exclusão social e se distancia de Macunaíma por não ter definição na escala de valores culturais. potente e tendendo a ser feliz. de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade explicitada no texto I. 77 181. Carlos Heitor. É um refugo consciente da casa-grande e da senzala. herói sem nenhuma definição. Evidente que o universo de Rosa é sobretudo verbal. um herói — ou heroína — sem nenhum caráter. nem na senzala e se aproxima de Macunaíma por sua indefinição na escala de valores culturais. o homem miscigenado. embora as circunstâncias mudem e nós mudemos com elas. pois sem definição catalogada na escala de valores culturais oriundos de sua formação racial. 5º Caderno. A imagem geométrica pode ser forçada. Um rapaz da platéia me perguntou onde ficaria o homem de Guimarães Rosa — outra coordenada que nos ajuda a definir o brasileiro. o opositor de uma e de outra. Nem por acaso um dos personagens mais importantes do mundo de Rosa é uma mulher que se faz passar por jagunço. criando a sua própria vereda mas sem esquecer o ressentimento social do qual se afastou e contra o qual procura lutar. 21/04/2000. De um lado. a) O homem de Guimarães Rosa. mas o homem é causa e efeito do verbo. Retomando a imagem literária. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Folha Ilustrada. torna-se um refugo da casa-grande e da senzala. UFF-RJ Assinale a opção que apresenta a afirmativa adequada sobre a relação entre o brasileiro de Guimarães Rosa.

mas de maneira muito romântica. flechas…” b) “… expõem a cultura indígena. UERJ A linguagem figurada. d) “500 anos”. mostra arcos. d) “deixando preconceitos de lado”. conhecida característica de textos literários. Fátima. ele fala para mais crianças e adultos. GABARITO 182. c) “mais de”. diz Ricardo Paes. UERJ Na construção “comemorações dos 500 anos”. de Pernambuco. ‘As comemorações dos 500 anos. no foyer do Centro Cultural Banco do Brasil. apresenta danças e ritos. crianças de diferentes idades vêm aprendendo história e deixando preconceitos de lado com a ajuda de Thini-á — um índio de 29 anos. Do massacre nasceu o desejo de falar aos pequenos homens brancos — os ‘filhos da elite’. mostra arcos. mas de maneira muito romântica…” c) “… uma programação alternativa está deixando de lado a caravela…” d) “… e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue…” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . até expõem a cultura indígena. 183. Há três anos Thini-á percorre escolas do Rio (…). UERJ O subtítulo do texto — “Histórias de um Brasil com mais de 500 anos” — é construído de modo a anunciar o caráter alternativo e mesmo crítico do evento que será comentado. que abandonou a aldeia ainda menino após uma invasão de terra em que perdeu vários parentes. nem sempre verdadeiro. Verifica-se um exemplo de metonímia no seguinte fragmento da reportagem: a) “… apresenta danças e ritos. b) “Brasil de antes de Cabral”. organizado pela Cineduc: Cinema e Educação. como centro dos 500 Anos de Resistência das Populações Indígenas no Brasil. no plural. Essa atividade pretende desmistificar isso e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue e se torne corriqueiro’. 184.Texto para as questões 182 a 184: “A estrela é o índio Histórias de um Brasil com mais de 500 anos 78 Na contramão do vento que move as comemorações dos 500 anos. b) “um”. Fala das tribos e da memória de seus ancestrais. revela que um discurso oficial. Veja. encontra-se também em outros tipos de texto. demonstra que a indefinida identidade social do país é formada pelo encontro de três raças. predomina na sociedade. flechas e seduz o público com a fala mansa e um ótimo humor. Agora. como dizia — e impedir conflitos futuros. Desde o início da semana. debates e uma exposição com trabalhos do fotógrafo Sebastião Salgado e textos do poeta Thiago de Mello.Interpretação de texto II Avançar . indica a necessidade de uma reflexão mais cuidadosa acerca de alguns dos marcos históricos do país. c) “crianças de diferentes idades”. As atividades incluem encontros com integrantes de tribos variadas. referindo-se ao nome “Brasil”. de certa forma. 22/03/2000. E está dando ao índio lugar de destaque na festa. antecedendo a expressão “500 anos”. da tribo fulni-ô. uma programação alternativa está deixando de lado a caravela para se embrenhar no Brasil de antes de Cabral. expressão ligada ao nome “Brasil”. coordenador do projeto. (…)” SÁ. contesta a prioridade dada à chegada do colonizador para a constituição do Brasil. O emprego da palavra ou expressão com essa finalidade está corretamente justificado em: a) “Histórias”. a expressão sublinhada mantém com o termo núcleo — “comemorações” — a mesma relação sintática verificada em: a) “uma invasão de terra”.

Continuará com pressa.Texto para as questões 185 e 186: “À televisão Teu boletim meteorológico me diz aqui e agora se chove ou se faz sol. um vidro. a criança já não enxerga o sorriso de orgulho ou de apreensão na face do pai. assumindo o papel de interlocutor do eu poético. sexo. vê apenas a handycam2 que mascara o seu rosto. que se reserva a chance do inesperado. Protegido por sua máscara eletrônica. Vou pregar minha porta: já não preciso do mundo. UERJ Indique o tema geral do poema e explique como ele é abordado criticamente por José Paulo Paes. Nas férias. São as imagens do espetáculo que não foi vivido. O turista é um apressado. 186. De bom grado. a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. claro. Sob o foco automático. como quem ainda tem uma longa lista a cumprir. por favor?).Interpretação de texto II Avançar . ele substitui a própria memória pela fita magnética. que vive. ele apenas grava imagens. Texto para as questões 187 e 188: “O Império das Lentes Nas cerimônias de casamento.” BUCCI. P. Identifique o elemento lingüístico que melhor caracteriza essa humanização e transcreva um verso em que ele apareça. 1 2 IMPRIMIR GABARITO camcorder – filmadora handycam – filmadora de mão Voltar Língua Portuguesa . pois quem poderia vivê-lo se ocupou em gravá-lo (ou em posar para a gravação). J. esporte — me dás tudo. São Paulo: Companhia das Letras. Veja. PAES. Prosas seguidas de odes mínimas. tudo. as câmaras de vídeo domésticas se tornaram o olhar autorizado da intimidade familiar (e de outras intimidades nem tão familiares assim). que o poupa de estar exposto ao destino. o estranho fenômeno se generaliza. enfim. Ali jaz a vida que poderia ter sido. escancarando em público o vazio em que existimos. guardando imagens sem nexo. Guerra. Eugênio. pois entre ele e o turista havia um muro transparente. e normalmente muito rápido. Se a televisão é a arena da história contemporânea. UERJ No poema. Depois. mas esta também logo se perderá numa estante empoeirada. Nas festas de escolas primárias. essa engenhoca que reina soberana no espaço exíguo que separa o homem de si mesmo. O viajante já não é aquele que contempla o desconhecido. 79 185. 1992. a televisão é humanizada. os alunos aprenderam a se apresentar para filmadoras e não mais para pais e mães. Para que ir lá fora? A comida suculenta que pões à minha frente como-a toda com os olhos. jamais terá tempo de rever o que filmou. Ali jaz o desejo que não se satisfez. uma câmara. Nos dramalhões que encenas há tamanho poder de vida que eu próprio nem me canso em viver. 03/12/1996. Aposentei os dentes. Cônscia de sua relevância mística. as retinas das testemunhas foram substituídas pela camcorder1 do sujeito de terno gasto que grava o enlace andando de um lado para o outro (o distinto padre pode dar licença.

187. UERJ Cônscia de sua relevância mística, a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. No trecho citado, o autor emprega a ironia para intensificar sua crítica à situação descrita. Explique como esse recurso de linguagem intensifica a referida crítica.

188. UERJ Ali jaz a vida que poderia ter sido. Esta sentença, no primeiro momento, parece uma contradição. Identifique, em uma frase completa, essa contradição aparente.

Texto para a questão 189:
“Poética I Que é a Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. Um homem que tem fome como qualquer outro homem.”
RICARDO, Cassiano. Jeremias Sem-Chorar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1964.

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189. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento:

GABARITO

a) “Como varia o vento – o céu – o dia, / Como estrelas e nuvens e mulheres, / Pela regra geral de todos seres, / Minha lira também seus tons varia, / e sem fazer esforço ou maravilha.” (Álvares de Azevedo) b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.” (João Cabral de Melo Neto) c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si, porque foram compostas em épocas diversas — debaixo de céu diverso — e sob a influência de impressões momentâneas.” (Gonçalves Dias) d) “Um dia (…) tive saudades da casa paterna e chorei. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida, que intitulei — Às Ave-Maria: — a saudade havia sido a minha primeira musa.” (Casimiro de Abreu)

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Texto para as questões 190 a 193:
“No Brasil das últimas décadas, a miséria teve diversas caras. Houve um tempo em que, romântica, ela batia à nossa porta. Pedia-nos um prato de comida. Algumas vezes, suplicava por uma roupinha velha. Conhecíamos os nossos mendigos. Cabiam nos dedos de uma das mãos. Eram parte da vizinhança. Ao alimentá-los e vesti-los, aliviávamos nossas consciências. Dormíamos o sono dos justos. A urbanização do Brasil deu à miséria certa impessoalidade. Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. Algo para ser visto pela janelinha do carro, ora esparramada sobre a calçada, ora refugiada sob o viaduto. A modernidade trouxe novas formas de contato com a riqueza. Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro. Os semáforos ganharam uma inesperada função social. Passamos a exercitar nossa infinita bondade pingando esmolas em mãos rotas. Continuávamos de bem com nossos travesseiros. Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. Aos poucos, foi perdendo a docilidade. A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. Os telejornais passaram a despejar violência sobre o tapete da sala, aos pés de nossos sofás. Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. Tão simples quanto virar uma torneira ou acionar o interruptor, bastava apertar o botão da TV. Embora violenta, a miséria ainda nos excluía. Súbito, a miséria cansou de esmolar. Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. A miséria não bate mais à nossa porta; invade. Não estende a mão diante do vidro do carro; arranca os relógios dos braços distraídos. Acuada, a cidade passou de opressora a vítima dos morros. No Brasil de hoje, a riqueza é refém da miséria. A constituição do perfil da miséria no Brasil está diretamente relacionada com a crescente modernização do país.”

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190. UFMG A partir da leitura desse texto, é CORRETO afirmar que ele tem por objetivo a) criticar a ação governamental no trato com a miséria. b) defender práticas de maior justiça social. c) denunciar a culpa sentida pelas classes privilegiadas. d) mostrar a evolução da situação de miséria no Brasil. 191. UFMG “Embora violenta, a miséria ainda nos excluía.” Essa frase é uma síntese de todas as seguintes passagens do texto, EXCETO a) A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. b) Continuávamos de bem com nossos travesseiros. c) Dormíamos o sono dos justos. d) Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. 192. UFMG O último parágrafo do texto tem todas as seguintes funções, EXCETO a) Ampliar o desenvolvimento das idéias. b) Reafirmar as idéias da introdução. c) Rearticular o parágrafo introdutório. d) Reorganizar as idéias desenvolvidas no texto. 193. UFMG De acordo com o texto, a miséria no Brasil assume uma posição crescentemente agressiva. Todas as seguintes passagens do texto comprovam essa afirmação, EXCETO a) Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. b) Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. c) Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. d) Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro.

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Texto para as questões 194 a 197:
“Troca de e-mails
THE NEW YORK TIMES

Seguem abaixo trechos das mensagens de e-mail trocadas na terça-feira e ontem entre o VicePresidente Al Gore e o Governador George W. Bush, do Texas: Do: Sr. Gore Para: Sr. Bush Assunto: Campanha eleitoral Congratulações por sua indicação partidária. Penso que as vitórias mútuas desta noite nos proporcionam uma chance rara para a mudança no modo de se conduzir campanhas eleitorais e de se restabelecer a confiança dos eleitores em nosso processo eleitoral. Assim sendo, eu o desafio a aceitar minha proposta de que nós dois rejeitemos o uso do chamado ‘dinheiro fácil’ na veiculação de propaganda eleitoral. Eu darei o primeiro passo pedindo ao Comitê Nacional Democrático para não veicular nenhuma propaganda eleitoral não regulamentada através do uso de verbas de procedência ignorada, a menos que o Partido Republicano passe a agir nesse sentido. Portanto, está nas mãos do senhor e de seu partido o início eventual de uma guerra acirrada de propaganda; o senhor tem o poder de unir-se a mim na proibição do ‘dinheiro fácil’. Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar a política para sempre.

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Do: Sr. Bush Para: Sr. Gore Assunto: Re: Campanha eleitoral Obrigado por seu e-mail e seus cumprimentos. Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões importantes do nosso tempo — a reforma educacional, a modernização de nossas forças armadas e o resgate de padrões de qualidade no nosso governo. O senhor e eu fizemos várias propostas de reforma de financiamento de campanha. Mas antes de debatermos estas mudanças, é importante que os americanos saibam se as leis de financiamento de campanha atuais foram obedecidas. Assim sendo, eu o desafio a esclarecer acusações graves. Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca e ao Departamento de Justiça para a liberação de todos os registros e fotos relativos à investigaçao sobre abusos no financiamento da sua própria campanha. Em seu e-mail, o senhor falou em restabelecer “a confiança em nosso processo eleitoral”. E isso é o ponto central da questão. São necessárias novas leis de financiamento de campanha. O que é até mesmo mais importante é o dever dos funcionários públicos de obedecer às leis existentes, e eu receio que seu próprio histórico não inspire confiança. Agradeço seu e-mail. Esta sua Internet é uma invenção maravilhosa.”
Traduzido do New York Times on-line, 16/03/2000.

GABARITO

194. UERJ O vice-presidente Gore propõe em seu e-mail uma rejeição, de parte a parte, do chamado “dinheiro fácil”, usado de maneira não regulamentada na veiculação de propagandas eleitorais. O tom da mensagem-réplica do governador Bush reflete basicamente as seguintes atitudes: a) crítica e desconfiança pela indicação do democrata Gore à sucessão presidencial. b) animosidade e distanciamento do processo de moralização da campanha eleitoral. c) ceticismo e ironia no tocante à seriedade das palavras e intenções de seu oponente. d) ressentimento e desdém quanto às instruções dadas por Gore ao Comitê Democrático. 195. UERJ O discurso político é marcado por estratégias de distanciamento que ressaltam a autoridade do locutor, e por traços de solidariedade que buscam o envolvimento dos interlocutores. Tais procedimentos retóricos são verificados em: a) “Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca…” b) “Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar…” c) “Eu darei o primeiro passo, pedindo ao Comitê Nacional Democrático…” d) “Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões…”

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196. UERJ A mensagem-desafio de Al Gore tem como destinatário o seu adversário político, mas é possível interpretar que ela tenha sido tornada pública propositalmente. Considerando o conteúdo da mensagem e o seu contexto, a melhor explicação para que Al Gore tenha desejado torná-la pública é: a) provocar uma declaração desastrada de George Bush. b) contribuir para a moralização da política através da Internet. c) acusar seu adversário do uso de dinheiro ilícito na campanha. d) convencer o eleitor do caráter desonesto do outro candidato. Texto para as questões de 197 a 200:
“A revolução digital Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro. Disse ‘pareciam’, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação. Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde. O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose. Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons. A mudança conduz a veredas ainda inexploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita. E isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma. Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos devãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de idéias que gera novos textos. A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente arriscar textos próprios. Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: ‘Mando-te uma carta qualquer dia desses’. Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla ‘enter’.”
SOUZA, Josias de. A revolução digital. In: Folha de São Paulo, São Paulo, 6 de maio de 1996. Caderno Brasil, p. 2.

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GABARITO

197. UFMG Observe as expressões destacadas nestas frases: … falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro… … vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação CORRETA dessas três expressões, na ordem em que aparecem nas frases acima. a) apesar de ser falada / apesar de ser impressa / se estivesse vivo. b) quando é falada / quando é impressa/ se estivesse vivo. c) porque é falada / porque é impressa / ainda que estivesse vivo. d) se é falada / se é impressa / ainda que estivesse vivo. 198. UFMG Com base na leitura feita, é CORRETO afirmar que o objetivo do texto é a) defender a parceria entre o papel e o texto como uma história de êxitos. b) discutir as implicações da era digital no uso da escrita. c) descrever as vantagens e desvantagens da Internet na atualidade. d) narrar a história do papel e do texto desde a antigüidade.

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199. UFMG Considerando a argumentação do autor quanto à relação entre palavra falada e palavra escrita, é CORRETO afirmar que, a) na comunicação interpessoal, a palavra falada pode emocionar, sensibilizar, convencer, fazer pensar e, com isso, suscitar um grande movimento de idéias e valores. b) no processo social de divulgação de conhecimentos, a palavra falada, associada à escrita, exerce um papel fundamental na educação e na formação de opiniões. c) na produção cultural de ciência e arte, a palavra escrita tem função marcante, porque sua permanência material independe da memória humana e sua circulação instiga a reflexão. d) no processo social de produção e circulação de crenças, a palavra escrita, ao lado da falada, tem papel significativo no desenvolvimento da espiritualidade. 200. UFMG Considerando os procedimentos lingüísticos de articulação entre o primeiro parágrafo e os outros parágrafos do texto, é INCORRETO afirmar que a) o segundo, o terceiro e o quarto parágrafos se articulam com o primeiro pelo emprego linear do tempo cronológico. b) o terceiro parágrafo está articulado com o primeiro pelo uso de palavras que explicitam significados presentes no primeiro. c) o segundo parágrafo está articulado com o primeiro pelo emprego de palavra que se repetem. d) o quarto parágrafo se articula com o primeiro pelo uso de frase que explicita uma idéia sugerida no primeiro. Texto para a questão 201:
“O idioma, vivo ou morto? O grande problema da língua pátria é que ela é viva e se renova a cada dia. Problema não para a própria língua, mas para os puristas, aqueles que fiscalizam o uso e o desuso do idioma. Quando Chico Buarque de Hollanda criou na letra de ‘Pedro Pedreiro’ o neologismo ‘penseiro’, teve gente que chiou. Afinal, que palavra é essa? Não demorou muito, o Aurélio definiu a nova palavra no seu dicionário. Isso mostra o vigor da língua portuguesa. Nas próximas edições dos melhores dicionários, não duvidem: provavelmente virá pelo menos uma definição para a expressão ‘segura o tcham’. Enfim, as gírias e expressões populares, por mais erradas ou absurdas que possam parecer, ajudam a manter a atualidade dos idiomas que se prezam. O papel de renovar e atualizar a língua cabe muito mais aos poetas e ao povo do que propriamente aos gramáticos e dicionaristas de plantão. Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o ‘erro’ propriamente dito e a renovação. O poeta é, portanto, aquele que provoca as grandes mudanças na língua. Pena que o Brasil seja um país de analfabetos. E deve-se entender como tal não apenas aqueles 60 milhões de ‘desletrados’ que o censo identifica, mas também aqueles que, mesmo sabendo o abecedário, raramente fazem uso desse conhecimento. Por isso, é comum ver nas placas a expressão ‘vendese à praso’, em vez de ‘vende-se a prazo’; ou ‘meio-dia e meio’, em vez de como é mesmo? O português de Portugal nunca será como o nosso. No Brasil, o idioma foi enriquecido por expressões de origem indígena e pelas contribuições dos negros, europeus e orientais que para cá vieram. Mesmo que documentalmente se utilize a mesma língua, no dia-a-dia o idioma falado aqui nunca será completamente igual ao que se fala em Angola ou Macau, por exemplo. Voltando à questão inicial, não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. Os intelectuais também o fazem, por querer ou por mera ignorância. E também nós outros, jornalistas, afinal, herrar é umano, ops, errare humanum est. Ou será oeste?”
SANTOS, Jorge Fernando dos. Estado de Minas, Belo Horizonte, 10 jun. 1996. (Texto adaptado)

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GABARITO

201. UFMG Em todas as seguintes passagens, o autor deixa transparecer idéias que ele mesmo considera puristas, EXCETO em a) Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o “erro” propriamente dito e a renovação. b) … não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. c) Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. d) Pena que o Brasil seja um país de analfabetos, […] Por isso, é comum ver nas placas a expressão “vende-se à praso”…

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Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

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Texto para as questões 202 e 203:
“Amor A verdade é que devemos tudo aos amores infelizes, aos amores que não dão certo. A poesia se faz antes ou depois do amor, ninguém jamais fez um bom poema durante um amor feliz. Pois se o amor está tão bom, pra que interrompê-lo? O amor feliz não é assunto de poesia. Literatura é quando o amor ainda não veio ou quando já acabou, literatura durante é mentira. Ou ela é empolgação ou é remorso, revolta, saudade, tédio, divagação desesperada — enfim, tudo que dá bom texto. Desconfie de quem explica um estado de exaltação criativa dizendo que está amando. Algo deve estar errado. — Você está amando, mas ela não está correspondendo, é isso? — Não, não. Ela também me ama. É maravilhoso. — É maravilhoso, mas você sabe que não pode durar, é isso? Seu poema é sobre a transitoriedade de todas as coisas, sobre o efêmero, sobre o fim inevitável da felicidade num mundo em que… — Não! É sobre a felicidade sem fim! — Não pode ser. — Mas é. Acabei o poema e vou fazer uma canção. Depois, talvez, uma cantata. E estou pensando num romance. Tudo inspirado no nosso amor. Não posso parar de criar. Estou transbordando de amor e idéia. Crio dia e noite. — E a mulher amada? — Quem? Ah, ela. Bom, ela sabe que a atenção que não lhe dou, dou ao nosso amor perfeito. Está explicado. Ele não canta a amada ou seu amor. Está fascinado por ele mesmo, amando. E o poema certamente é ruim. Porque o amor, para ser de verdade, tem de emburrecer. Só devem lhe ocorrer bobagens para dizer ou escrever durante um caso de amor. Ou é kitch, de mau gosto, piegas ou copiado, ou não é amor. Qualquer sinal de originalidade pode até ser suspeito. — Esses seus versos para mim… Estão ótimos. — Obrigado. — Essas juras de amor, essas rimas, essa métrica… De onde você tirou tudo isso? — Eu mesmo inventei. Pensando em você. — Seu falso! — O quê? — Só deixando de pensar em mim por algumas horas você faria uma coisa assim pensando em mim. Só tomando distância, escrevendo e reescrevendo, raciocinando e burilando, você faria isto. Um verso plagiado do Vinícius eu entenderia. Um verso original, e bom desse jeito é traição. Só não sendo sincero você seria tão inteligente! — Mas… — Não fale mais comigo. Pronto. O amor acabou, agora você pode ser criativo sem remorso. Você está infeliz, mas console-se. Pense em como isso melhorará o seu estilo.”
Adap.: VERÍSSIMO, Luís Fernando. O Estado de São Paulo: 25/07/1999.

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GABARITO

202. UFR-RJ