Capítulo

6

Os grupos de plantas e seus ciclos de vida
As plantas estão presentes na Terra há milhões de anos, em praticamente todos os biomas do planeta. Desempenhando papel fundamental na produção de matéria orgânica e de gás oxigênio, juntamente com as algas e cianobactérias, elas são as principais responsáveis pela nutrição dos demais seres vivos da Terra. Além disso,
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Neste capítulo
ƒƒ Características

gerais e classificação do reino das plantas. ƒƒ As briófitas. ƒƒ As pteridófitas. ƒƒ As gimnospermas. ƒƒ As angiospermas.

as plantas são importantes em diversas atividades humanas, como a medicina, a indústria farmacêutica, cosmética e moveleira. Neste capítulo, você estudará as características das plantas e sua classificação em quatro grupos, dentre os quais o das angiospermas será visto com mais detalhes.

As florestas tropicais mantêm uma grande biodiversidade de plantas, com as quais milhares de espécies de seres vivos interagem. Nesta fotografia, plantas de diferentes grupos formam diversos níveis na floresta, desde as rasteiras e trepadeiras, passando pelos arbustos até as árvores mais altas.

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Reino Planta
Muitos cientistas defendem a ideia de que todas as plantas provavelmente evoluíram de ancestrais protoctistas pluricelulares, como as algas verdes. Existem evidências de que, a partir deles, as plantas se diversificaram em grupos e desenvolveram inúmeros mecanismos anatômicos e fisiológicos, como sistemas de condução da seiva, produção de flores, frutos e sementes, entre outros. Atualmente, há cerca de 280 mil espécies de plantas catalogadas e, com base em características comuns, é possível dividi-las em quatro grandes grupos: briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas.

flor e fruto

gimnospermas

angiospermas

  Características gerais
As plantas são organismos eucariontes, pluricelulares e autótrofos. Diversos pigmentos, como os fotossintetizantes (clorofilas a e b) e os acessórios (carotenoides e ficobilinas, entre outros), estão presentes nesses organismos. A realização da fotossíntese, fenômeno biológico crucial para a vida na Terra, é uma das características mais marcantes das plantas. No entanto, a fotossíntese também é realizada por representantes de outros reinos, como Monera e Protoctista. A característica que distingue plantas de algas é que todos os membros do reino Planta possuem embriões multicelulares e nutricionalmente dependentes das plantas que os originaram. Existem representantes desse reino em praticamente todos os ambientes de nosso planeta, tanto terrestres quanto aquáticos, incluindo algumas espécies marinhas e de água salobra. Entre as plantas que se desenvolvem em ambientes terrestres, algumas árvores como a sequoia e o eucalipto australiano são os maiores seres vivos em altura e biomassa da Terra. A variação de formas, cores e estruturas vegetativas e reprodutivas é imensa. Quanto ao tamanho, a diferença entre as plantas é muito grande: eucaliptos australianos podem atingir mais de 100 m de altura, enquanto certas espécies de plantas aquáticas são minúsculas e atingem apenas 1 mm de comprimento. Uma observação mais atenta de um simples jardim ou do interior de uma mata ou outra formação vegetal provavelmente revelará a grande diversidade desses organismos. Todas as plantas possuem como reserva energética nutritiva o amido, substância resultante da união de milhares de moléculas de glicose (produto da fotossíntese), e a celulose como o principal componente da parede celular. Embora nem todas as plantas possuam flores, sementes e frutos, essas estruturas constituem importantes estratégias reprodutivas originadas em grupos mais recentes, como as gimnospermas e angiospermas. As plantas podem reproduzir-se de forma assexuada ou sexuada. No primeiro caso, estão envolvidos mecanismos de multiplicação vegetativa, apresentados no volume 1 desta coleção. No segundo caso, ocorrem complexos ciclos envolvendo diversas estruturas, como veremos adiante.
semente

briófitas

pteridófitas

vaso condutor organismo ancestral Esquema simplificado da evolução das plantas. Os círculos indicam o surgimento de características evolutivas importantes.

Saiba mais
As plantas e o registro fóssil
A Paleobotânica é uma área da Biologia que tem como principal objetivo o estudo dos fósseis de plantas. Ao investigar os fósseis de plantas primitivas e extintas, os paleobotânicos tentam utilizar características evolutivas para estabelecer relações de parentesco entre os diversos grupos de plantas, em diferentes momentos geológicos. Além disso, esse estudo também permite imaginar como seriam os ambientes onde essas plantas provavelmente se desenvolveram milhões de anos atrás. No Brasil, existem diversos sítios paleobotânicos importantes nas Regiões Nordeste e Sul.

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Mais importante. 112 > > . que incluem as samambaias. 2. ƒƒ angiospermas. são utilizados até hoje. relações de parentesco entre mo reino que as plantas. mais recentemente. Com os avanços da microscopia eletrônica e pesquisas demusgos filicíneas coníferas eudicotiledôneas talhadas em filogenia (estudo das linhas evooutrosƒ monocotiledôneas outrosƒ outrosƒ lutivas entre os seres vivos. Alguns desses modelos. Questões de revisão 1. o grupo das angiospermas é o magnoliídeas mais intensamente investigado. novos sistemas têm sido propostos para este grupo. como Aristóteles. existem subgrupos com muitas divisões. A classificação é uma das áreas da Biologia continuamente atualizadas de acordo com as contribuições resultantes de novas pesquisas. a classificação é importante para as demais áreas do conhecimento. algumas das quais PLANTAS serão estudadas neste capítulo. as plantas estão divididas em quatro grandes grupos: ƒƒ briófitas. como a ecologia. como anatomia. propuseram modelos ou sistemas de classificação para os seres vivos.6 Os grupos de plantas e seus ciclos de vida   Os sistemas de classificação e os grandes grupos de plantas A classificação das plantas baseia-se em diversos parâmetros ou categorias. 80 milhões de anos atrás. embriologia. Atualmente. ecologia e. que memorizar nomes complicados é conhecer as principais características de cada grupo e as relações entre eles. Quais são os grandes grupos de plantas? 3. Muitos pensadores antigos. de 1758. das angiospermas em três subgrupos principais (e não dois. que incluem os musgos e as hepáticas. Briófitas Pteridófitas Gimnospermas Angiospermas Por sua importância tanto numérica quanto econômica. como cosomente o subgrupo com maior número mumente eram classificadas): monocotiledôneas. por exemplo. A velocidade das novas descobertas e propostas é tão grande que os cientistas precisam se esforçar para acompanhá-las de perto. Nas O sistema conhecido como APG-II. genética molecular e bioquímica. entre outras coisas. Além de padronizar um conjunto de dados relacionados a determinados grupos. embora muitas vezes não encontrem respaldo nas descobertas científicas atuais. Os registros Em muitos desses sistemas. ƒƒ pteridófitas. embora hoje seja consenso remanejá-las para o as plantas. ƒƒ gimnospermas. porém. Dentro de cada grupo. Por que as angiospermas representam o grupo mais intensamente investigado entre as plantas? 4. que incluem os pinheiros. Cite três características comuns às plantas. pteridófitas e gimnospermas. que incluem as plantas com frutos. criado em 2003. as algas multicelulares são incluídas no mesfósseis são importantes para traçar. Nos dois séculos seguintes. No século XVIII ocorreu um grande marco na história do sistema classificatório. procurando suas grupos grupos grupos relações de parentesco). magnoliídeas e eudide espécies foi representado. reino Protoctista. Esses sistemas representaram importantes avanços para o conhecimento daquela época. criados nos primitiva extinta. propôs a divisão briófitas. Esquema representativo dos grupos de plantas e seus maiores subgrupos. cotiledôneas. juntamente com as algas unicelulares e os protozoários. baseado nas propostas do naturalista sueco Lineu (1707-1778). Explique por que os cientistas continuamente modificam e propõem novos sistemas de classificação das plantas. diversos sistemas foram extensaRepresentação da flor de uma angiosperma mente utilizados pelos cientistas. que em parte ficou conhecido devido ao seu sistema binomial. de aproximadamente séculos XIX e XX.

Nas briófitas. contudo. e phyto. > filoide cauloide Musgo preso ao solo. porém. seres vivos cuja presença ou ausência permite avaliar a qualidade do ar ou da água em certa região ou ecossistema. sendo o grupo dos musgos o maior em número de espécies. etc. caule e folha não são aplicados às briófitas. a água e os sais minerais absorvidos do ambiente passam de célula a célula até atingir toda a planta. sendo muito raras as espécies cujos indivíduos alcançam 20 cm ou mais. como o interior de matas e áreas próximas a rios. As briófitas são frequentemente encontradas sobre folhas. “planta”. > 113 . como desertos. as estruturas vegetativas que se assemelham à raiz são denominadas rizoides: filamentos diminutos que prendem a planta ao substrato (rocha. Espécies marinhas. Assim. embora ainda dependam da água para a reprodução. O mesmo ocorre com os produtos da fotossíntese. A planta prende-se ao substrato por meio de filamentos chamados rizoides. As plantas deste grupo foram as primeiras a se desenvolverem completamente em ambiente terrestre. “vegetal”) são plantas de tamanho reduzido. desprovidos de um sistema condutor de seiva e. As briófitas formam um grupo com aproximadamente 25 mil espécies distribuídas em todo o mundo. como as pteridófitas. Em áreas sujeitas a esse poluente. Essa estrutura é o cauloide. Estudos comprovaram que musgos e hepáticas toleram apenas quantidades muito baixas de poluentes atmosféricos. não foram encontradas até o momento. Esse processo é relativamente lento e. algumas espécies também são encontradas em ambientes secos. São organismos vegetais muito simples. Há algumas espécies de água doce. Além dos musgos. são denominadas epífitas.). As estruturas em forma de folhas são denominadas filoides (pequenas lâminas verdes e delgadas). por esse motivo. existe um cordão central de células condutoras que se assemelham àquelas encontradas em plantas vasculares primitivas.Briófitas As briófitas (do grego. ou seja. Em algumas espécies de musgos. plantas que utilizam outras plantas apenas para suporte e fixação. por essa razão. principalmente o dióxido de enxofre (SO2). Os musgos também representam as briófitas mais conhecidas e mais comuns. as briófitas são muito raras ou praticamente inexistentes. ou seja. muitas vezes ficando abaixo de camadas de neve durante o inverno rigoroso. Entretanto. bryo. Assim. frequentemente encontradas em ambientes úmidos. uma pequena haste geralmente vertical é bastante evidente. as briófitas são plantas de pequeno porte: a maioria não ultrapassa poucos centímetros de altura. “musgo”. Mas isso não significa que elas sejam parasitas: pelo contrário. troncos e outras espécies de plantas. as hepáticas e os antóceros também são representantes das briófitas. solo. tronco de árvore. Biologia no cotidiano Briófitas como bioindicadores As briófitas. Nos musgos. são extremamente sensíveis à poluição atmosférica. hepática (ao centro) e antócero (à direita). essas plantas atuam como bioindicadores. não dispõem de um sistema especializado que conduza seiva. Os termos raiz. um poluente comum originado de diversas atividades industriais. e em regiões frias. já que são relacionados às plantas vasculares.   Organização geral do corpo As briófitas são plantas avasculares. assim como os liquens. Os três representantes do grupo das briófitas: musgo (à esquerda). sem prejudicá-las. em analogia ao caule das plantas vasculares. raramente ultrapassam alguns centímetros de comprimento.

o protonema em um gametófito masculino ou feminino desenvolvido. Representação da alternância de gerações em um musgo. Em presença de água. A fase assexuada inicia-se no esporófito maduro. Nos esporângios ocorre meiose. > gametófito (n) esporângio esporos caliptra meiose esporófito adulto (2n) anterozoide anterídios gametófito (n) zigoto oosfera arquegônios fecundação caliptra esporângio A caliptra é uma estrutura que recobre o esporângio dos musgos. Assim. Cores-fantasia. o arquegônio. porém. também entre as briófitas a reprodução ocorre através de um processo composto de duas fases. O gameta masculino. fecundando-a. O gameta feminino. liberando os esporos.6 Os grupos de plantas e seus ciclos de vida   Ciclo de vida das briófitas No início do módulo. Ao germinarem. presente na parte final do esporófito. uma sexuada e outra assexuada. Somente em algumas espécies ocorrem gametófitos hermafroditas. Observe o esquema abaixo. os esporângios rompem-se. 114 . Desse processo surge um zigoto. os esporos dos musgos originam pequenos filamentos que constituem o protonema. o anterozoide locomove-se em direção à oosfera. Como nos demais grupos de plantas. reiniciando o ciclo. > A fase sexuada desse ciclo inicia-se com a produção dos gametas nos gametófitos. por isso ele é a fase duradoura dessas plantas. a oosfera. A reprodução de briófitas que habitam locais mais secos depende da água da chuva ou do orvalho. denominado metagênese ou alternância de gerações. Estruturas representadas fora de escala. representando a metagênese em um musgo. é formado em uma estrutura especial chamada anterídio. é formado no interior de uma estrutura pluricelular. Quando completamente maduros. O anterozoide tem flagelos que o auxiliam na locomoção em meio líquido. foi visto que as briófitas dependem da água para se reproduzirem. e acompanhe as explicações no texto a seguir. O esporófito. Mitoses contínuas transformam. denominado anterozoide. gradativamente. cobertas por uma espécie de tampa chamada caliptra. Os gametas masculinos dessas plantas somente alcançam os gametas femininos em meio aquoso. que podem germinar e originar novos gametófitos. que dá origem a um esporófito jovem diploide. Nas briófitas o gametófito persiste durante toda sua vida. é bastante efêmero. Os esporos são formados dentro de estruturas denominadas esporângios. que são haploides e geralmente dioicos. ele é a fase passageira ou efêmera das briófitas.

os filoides possuem células clorofiladas intercaladas com células sem cloroplastos. os rizoides do protonema são unicelulares. Uma das formas mais comuns de reprodução vegetativa é a fragmentação. Um deles está em destaque no círculo branco. Essas estruturas são especialmente comuns entre as hepáticas. exceto nos rizoides. 2. Explique os termos: filoide. Mas as briófitas também se reproduzem vegetativamente. A fotografia ao lado representa musgos sobre solo e rochas.Outras formas de reprodução das briófitas O anterídio e o arquegônio. locais de produção de gametas. 3. e antóceros As briófitas são divididas em três subgrupos. etc. As hepáticas são consideradas as briófitas mais primitivas e. com aproximadamente 100 espécies. e o protonema é bastante reduzido. Além disso. O gênero mais conhecido é Marchantia. Em diversas espécies. Questões de revisão 1. >   Musgos.). As hepáticas formam outro subgrupo com cerca de 9 mil espécies. em forma de taça. cauloide e rizoide. representam importantes avanços na sobrevivência das briófitas em meio terrestre. mantêm a superfície do solo úmida pelo acúmulo de água das chuvas em seus vacúolos e pela retenção da umidade. 5. pois evitam a dessecação dos gametas que ser formam em seu interior. Nessas plantas. hepáticas Importância das briófitas As briófitas são consideradas plantas pioneiras. quais são suas fases? 4. e muitas são usadas comercialmente em floriculturas. ou seja. são vistos vários conceptáculos da hepática do gênero Marchantia. O gametófito é semelhante ao das hepáticas e cresce paralelamente ao substrato. Em locais úmidos. é o maior e mais facilmente observável. As briófitas ainda apresentam outras formas de reprodução vegetativa. As hepáticas não possuem estômatos em nenhuma estrutura corporal. Quais são os subgrupos representativos das briófitas? > 115 . sem envolvimento de gametas. os propágulos originam novos indivíduos (fotografia abaixo). Algumas espécies servem de combustível. chamadas conceptáculos. pedra. que lembra a de um fígado. em certos aspectos. O termo “hepática” tem relação direta com a forma de seu corpo. Nessas plantas não há protonema. o esporófito desenvolve-se sem que haja fecundação. Tais processos ainda não são totalmente compreendidos. semelhantes a diversas algas verdes. A formação de gemas ou propágulos ocorre em estruturas especiais. os rizoides são pluricelulares. Os antóceros ou antocerotas são um pequeno subgrupo dentre as briófitas. Neste grupo de briófitas. desconhecido da maioria das pessoas. com aproximadamente 15 mil espécies conhecidas. Nessa fotografia. o protonema é uma característica comum. como rochas nuas. Os estômatos estão presentes em todo o corpo da planta. O subgrupo dos musgos. A partir delas. Cite algumas formas de reprodução vegetativa presentes nas briófitas. os musgos podem recobrir o solo e as rochas. O que é metagênese? Nas briófitas. exceto nos rizoides. Geralmente são encontrados em ambientes com pH ligeiramente ácido. os rizoides são unicelulares e os estômatos ocorrem no gametófito. pela qual fragmentos do corpo da planta desenvolvem-se em outro indivíduo. Nos musgos. Cite três características comuns às briófitas. desenvolve-se rente ao chão ou a outro substrato (tronco. pois estabelecem-se em locais inóspitos. e o esporófito geralmente é uma longa haste que se desenvolve na parte de cima do gametófito. a estrutura folhosa vertical é a mais frequente. Em certos casos. O corpo dessas plantas é prostrado. cujo vacúolo pode armazenar grandes quantidades de água. colonizando-os.

encontram-se bastante desenvolvidos. principalmente do grupo das samambaias. Alguns de seus representantes extintos eram bem maiores que as maiores pteridófitas atuais. 116 > . Algumas samambaias possuem folhas com mais de 2 m de comprimento. geralmente são subterrâneos. e apresenta características evolutivas novas. “planta”) e possivelmente foi dada em razão de algumas espécies apresentarem as folhas jovens enroladas. Evidências paleobotânicas sugerem que as primeiras pteridófitas tenham surgido no período Devoniano (408 a 360 milhões de anos atrás). >   Organização geral do corpo As pteridófitas são plantas vasculares. como algumas espécies de samambaias e samambaiaçus. das quais as pteridófitas evoluíram. que assume diferentes tamanhos e formas. denominadas folíolos. há cerca de 65 milhões de anos.6 Os grupos de plantas e seus ciclos de vida Pteridófitas Este grupo de plantas compartilha algumas características em comum com as briófitas. chamadas báculos. Em relação ao tamanho. como ocorre nas briófitas. as pteridófitas ocupavam extensas áreas e formavam florestas imensas. Há aproximadamente 13 500 espécies de pteridófitas dispersas pelo mundo todo. ao contrário das briófitas. As estruturas presentes nas pteridófitas são raízes. À época da extinção dos dinossauros. Duas diferentes pteridófitas: à esquerda. Entre as pteridófitas também podem ser citadas as cavalinhas. planta delicada e de pequeno porte. como a aquática Salvinia. porém. enroladas em sua posição característica. O subgrupo das samambaias é o mais conhecido e com o maior número de espécies. O aparecimento dos sistemas especializados no transporte da seiva é considerado uma grande novidade evolutiva. As pteridófitas também apresentam alternância de gerações. A samambaia arborescente (fotografia ao lado) apresenta folhas compostas. e à direita. como a dependência da água para a reprodução. “feto”. há maior eficiência no fluxo de água e de nutrientes no interior do indivíduo. denominados rizomas. que. e árvores de mais de 10 m de altura. pois permitiu às plantas atingir tamanhos maiores. nos mais variados ambientes. e phyto. apareceram há mais de 450 milhões de anos. aquáticas. As pteridófitas diferenciam-se das outras plantas vasculares pela ausência de flores e sementes. que possuem caules aéreos. Como a água não tem de passar de célula a célula por todo o corpo da planta. uma avenca. em que a lâmina foliar pode ser dividida em inúmeras partes. sendo algumas delas árvores com mais de 25 m de altura. como o desenvolvimento completo de um sistema vascular. caules e folhas. nas pteridófitas a fase duradoura é o esporófito. em alguns subgrupos. os licopódios e as selaginelas. desde as mais simples (sem divisão da lâmina foliar) às recortadas e compostas. As folhas das pteridófitas podem apresentar uma grande variedade de formas. Essas folhas jovens são denominadas báculos. à semelhança da posição dos fetos humanos. Há pteridófitas. uma samambaia arborescente com vários metros de altura. existem representantes pequenas. trepadeiras e também epífitas. A denominação do grupo é de origem grega (pterís ou pteridós. As primeiras plantas vasculares. Folhas jovens de samambaia. Os caules das pteridófitas. e a fase passageira ou efêmera é o gametófito. São conhecidas espécies terrestres.

A alternância de gerações das pteridófitas pode ser observada na ilustração abaixo. fase duradoura do ciclo. do gametófito. desenvolver folhas e raízes. os esporângios ficam reunidos em conjuntos chamados soros. Em algumas pteridófitas. nos quais são produzidos esporos. e os infratores respondem judicialmente pelo crime. > 117 . novos indivíduos podem ser originados. nas pteridófitas. Estruturas representadas fora de escala. que pode atingir mais de 5 m de altura e possui folhas compostas de até 2 m de comprimento. Cores-fantasia. A extração do xaxim está proibida no Brasil. é clorofilado e pode ser monoico ou dioico. e heterosporadas quando os esporos são de dois tipos: um maior (megásporo) e outro menor (micrósporo). A samambaiaçu já é considerada extinta nos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. soro esporângio Representação da alternância de gerações em uma samambaia.  Ciclo de vida das pteridófitas Assim como nas briófitas. um material fibroso utilizado em vasos ornamentais e encontrado frequentemente em floriculturas e lojas de jardinagem. é nativa da Mata Atlântica. O gametófito. folha com soros meiose esporos arquegônio esporófito (2n) anterídio oosfera zigoto fecundação anterozoide gametófito (n) Biologia no cotidiano Xaxim Você provavelmente já ouviu falar em xaxim. o rizoma se parte e cada fragmento dá origem a plantas independentes. os anterozoides das pteridófitas também necessitam de um meio aquoso para poder alcançar e fecundar a oosfera. em determinados pontos. A extração desenfreada e criminosa do xaxim levou a espécie praticamente à extinção. Observe como os processos de formação do esporófito. Assim como acontece nas briófitas. apresenta esporângios. que recebe o nome de protalo. o gametófito é extremamente reduzido em relação ao esporófito. Essa medida mostra que o ser humano pode encontrar alternativas que assegurem o uso sustentável dos recursos. Uma diferença em relação à metagênese das briófitas é que. o rizoma que cresce paralelamente à superfície do solo pode. Dessa forma. os gametas das pteridófitas estão sempre protegidos no interior dos arquegônios e anterídios. O xaxim é um conjunto de fibras oriundas do caule da samambaia arborescente conhecida como samambaiaçu ou samambaia-imperial (Dicksonia sellowiana). O esporófito. Atualmente vasos feitos da casca do coco ou de pneus reciclados são usados no lugar do xaxim. dos esporos e dos gametas são semelhantes aos que ocorrem nas briófitas. Reprodução vegetativa em pteridófitas Em muitas espécies de pteridófitas. Essa samambaia. Ao apodrecer em certos pontos. As pteridófitas são denominadas isosporadas quando os esporos produzidos são idênticos.

um subgrupo com características muito particulares. por exemplo. licopódios e selaginelas As pteridófitas são divididas em diversos subgrupos. como a samambaia-de-metro. Que diferenças há entre o gametófito e o esporófito das pteridófitas e os das briófitas? 3. cavalinhas. Existe. ainda. 4. chifre-de-veado e cavalinha. Fotografias fora de escala. utilizado atualmente como combustível. avencas. Cada soro tem a aparência de um ponto acastanhado ou da cor de ferrugem e apresenta diversos esporângios reunidos. São pteridófitas menos conhecidas e possuem uma estrutura corporal bastante interessante. cujo resultado é a produção de glicose. Muitas espécies aquáticas de pequeno porte. extrai-se uma substância empregada contra certas verminoses. Entre as pteridófitas. denominado floema. Da esquerda para direita: licopódio. samambaiaçus. As licopodíneas formam um pequeno subgrupo. Explique as diferentes funções desempenhadas pelas folhas das pteridófitas. compondo arranjos e vasos vendidos em floriculturas e casas do gênero. representado por espécies do gênero Psilotum. como salvínia. o feto-macho (Athyrium filix-mas). as folhas podem desempenhar funções vegetativas e reprodutivas. Importância das pteridófitas As pteridófitas são comercializadas devido à beleza de suas folhagens. Elas dominaram diversas áreas no mundo inteiro durante o período Carbonífero e. O subgrupo das filicíneas inclui as plantas conhecidas como samambaias. pertencem a este subgrupo. Esses dois sistemas serão estudados em maiores detalhes no próximo capítulo. O licopódio é uma planta encontrada frequentemente em locais de altitude moderada e em condições especiais de solo. no qual se destacam as espécies licopódio e selaginela. com folhas diminutas e semelhantes a escamas. azola e marsília. Nas folhas. Quais são os principais subgrupos de pteridófitas? 118 > . De uma espécie de samambaia. 2. Muitas espécies de filicíneas são utilizadas decorativamente em vasos. Nas folhas de samambaias e avencas. podem existir soros. Saindo das folhas. sob condições especiais. ocorre a fotossíntese. transformaram-se em carvão mineral (o chamado “carvão-de-pedra”).6 Os grupos de plantas e seus ciclos de vida   Transporte de seiva e folhas especiais A água e os sais minerais que são absorvidos do ambiente pelas pteridófitas fluem pelo interior do corpo da planta em direção às folhas através de um sistema de células especializadas que formam uma rede de pequenos tubos. a água e a glicose fluem para todas as partes da planta no interior de outro sistema de vasos igualmente especializado. Veja nas fotografias ao lado alguns representantes dos diversos subgrupos de pteridófitas. As cavalinhas pertencem ao subgrupo das equisetíneas. Alguns pesquisadores consideram tais pteridófitas as mais primitivas ainda existentes. rendas-portuguesas e chifres-de-veado (estas últimas possuem folhas simples e alongadas). >   Samambaias. Esse sistema é denominado xilema. Questões de revisão 1. Cite três características comuns às pteridófitas. As filicíneas formam o subgrupo mais numeroso em espécies entre as pteridófitas. Esporângios reunidos em soros na parte inferior da folha de samambaia. As selaginelas são muito comuns em locais sombreados e úmidos.

  Organização geral do corpo Assim como ocorre nas pteridófitas. em zonas subtropicais. localizada na Sibéria e no Canadá. Essas plantas apresentam. Além disso. O termo gimnosperma deriva de duas palavras gregas: gymné. Além dessas regiões. A Welwitschia mirabilis é uma gimnosperma encontrada em regiões desérticas da África. uma espécie de gimnosperma encontrada na costa oeste da América do Norte. o embrião desenvolve-se dentro de uma estrutura protetora. e sperma. a Mata de Araucárias. árvores de médio e grande porte. as gimnospermas representam um importante passo evolutivo das plantas. é uma gimnosperma comum na Região Sul do Brasil. estruturas exclusivas das angiospermas.Gimnospermas As gimnospermas provavelmente foram as primeiras plantas com sementes que apareceram em terra firme. As gimnospermas não apresentam frutos nem flores. De suas pinhas originam-se. em sua grande maioria. porém as mais comuns são as folhas alongadas e em forma de agulha. são as árvores mais abundantes em alguns biomas terrestres como a taiga. com menor frequência. após a fecundação. As folhas das plantas deste grupo podem ter inúmeras variações de formato. Representação de Pteridospermae (“samambaias com sementes”). De algumas folhas se extraem óleos aromáticos e medicinais. estão entre as maiores árvores do mundo. Essa denominação se deve ao fato de as gimnospermas produzirem sementes. que se assemelhavam às samambaias arborescentes. As gimnospermas são plantas muito comuns nas regiões frias e temperadas. As coníferas formam o maior grupo das gimnospermas. há cerca de 350 milhões de anos. representado principalmente pelos pinheiros. “semente”. também conhecida como floresta de coníferas. o pinhão. Originadas de plantas ancestrais com características ainda comuns às das pteridófitas. As estruturas reprodutivas das gimnospermas reúnem-se geralmente em estróbilos. tamanho e cor. pois sua reprodução não depende mais diretamente da água para ocorrer. As sequoias. A planta mantém-se viva absorvendo água do orvalho matutino. e existe uma espécie. o esporófito é a fase duradoura das gimnospermas. em geral. De fato. a Welwitschia mirabilis. um interessante grupo extinto de gimnospermas do Carbonífero. 119 . como árvores com troncos fortes e resistentes. que é encontrada em desertos da África. mas não frutos. Ela deu nome a um dos ecossistemas brasileiros. > A araucária. > > O pinheiro-do-paraná é uma gimnosperma nativa do Brasil. ou pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia). “nua”. uma semente comestível apreciada tanto pelos seres humanos quanto por aves como a gralha-azul. denominadas folhas aciculadas. As gimnospermas são plantas vasculares que se apresentam. a semente. conhecidos popularmente como pinhas ou cones. em perigo de extinção devido ao desmatamento. as gimnospermas também ocorrem. ao final do período Devoniano.

Observe a ilustração abaixo e acompanhe os detalhes do ciclo no texto a seguir. o estróbilo feminino. Por meio da meiose. que originam. Este contém. No interior do gametófito feminino será formada a oosfera. que é o esporófito. Estruturas representadas fora de escala. formam-se esporângios. por meiose. Essa estrutura é responsável pela formação dos gametas masculinos da araucária. os megásporos. que é o gameta feminino. Note que. No estróbilo masculino. esses estróbilos são popularmente conhecidos como pinhas. 120 > . têm sexos separados. que é menor que o feminino. ou seja. denominados núcleos espermáticos. denominado megaprótalo. o gametófito feminino. Na página seguinte é explicado como o encontro do tubo polínico com o gametófito feminino levará à formação do embrião. No caso da araucária. o masculino. Cores-fantasia. nas gimnospermas. há diferenças de tamanho nos estróbilos e também nos esporos (micrósporos e megásporos). Os elementos reprodutivos das gimnospermas são formados em estruturas chamadas estróbilos. denominados megasporângios.6 Os grupos de plantas e seus ciclos de vida   Ciclo de vida das gimnospermas O ciclo vital das gimnospermas será explicado com base na reprodução do pinheiro-do-paraná (araucária). em seu interior. O gametófito masculino é o grão de pólen em germinação e é chamado microprótalo. formam-se esporângios denominados microsporângios. No estróbilo feminino. Representação da alternância de gerações em uma araucária. O megásporo fica retido no interior do esporângio feminino formando uma estrutura pluricelular. > microsporângio araucária (esporófito) (2n) micrósporos (n) estróbilos megasporângio megásporo (n) oosfera (n) araucária (esporófito) (2n) araucária jovem grão de pólen semente (pinhão) gametófito grão de pólen em germinação (gametófito) embrião tubo polínico núcleos espermáticos (n) Dois estróbilos de pinheiro: à esquerda. espécie na qual as plantas são dioicas. que se desenvolvem em grãos de pólen. Algumas gimnospermas possuem órgãos reprodutivos masculinos e femininos na mesma planta: são monoicas. o óvulo (que não é o gameta feminino). Os estróbilos crescem no indivíduo adulto. e à direita. cada saco polínico produzirá micrósporos.

adormecida durante meses ou até anos. ao lado). A gralha-azul. Se sobreviver e crescer. O grão de pólen da araucária. > 121 . o grão de pólen desenvolve-se e dá origem ao tubo polínico. que dará origem ao futuro esporófito. temperatura e luz. são comidas posteriormente. Esses núcleos espermáticos são correspondentes aos anterozoides encontrados nas briófitas e pteridófitas. em diferentes locais. tecido materno haploide utilizado como reserva nutritiva pelo embrião durante a germinação. assim como em praticamente todas as gimnospermas. que dará origem ao esporófito. > Saiba mais Pinhões e gralhas-azuis A gralha-azul (Cyanocorax caeruleus). é leve e facilmente transportado de uma planta a outra pelo vento. uma parte externa. mesmo que sejam mantidas as condições ideais ou próximas das encontradas nos ambientes de origem da planta matriz. O outro núcleo gamético degenera e morre. Por exemplo: a parte comestível do pinhão é formada pelo embrião e pelo endosperma. que se torna mastigável após cozimento. em início de desenvolvimento) de araucária. Nem todas as sementes enterradas. a semente pode germinar. Atingidas as condições adequadas. é uma novidade evolutiva importante das gimnospermas. plântula (planta jovem. O embrião das gimnospermas apresenta folhas especiais chamadas cotilédones. como a gralha-azul (ver boxe abaixo. o óvulo converte-se em semente. As sementes das gimnospermas podem cair no solo por gravidade ou ser dispersas pelo vento ou por animais. ƒƒ O embrião. como visto anteriormente. originando o futuro esporófito. devido à morte do embrião ou inaptidão do ambiente de laboratório para a germinação da semente. colocando em risco a perpetuação da espécie. A disseminação das sementes é um fator importante para a sobrevivência das espécies: se as sementes continuamente caírem em locais inapropriados ou forem destruídas por quaisquer outros fatores. Apenas um desses núcleos espermáticos irá fecundar a oosfera. Germinação da semente Após a fecundação e a formação do embrião. Dessa maneira. que são núcleos gaméticos haploides. A semente é formada por três partes. origina o embrião. Muitas sementes tratadas em experimentos de laboratório não germinam. ƒƒ A casca ou tegumento. Dentro do tubo polínico há dois gametas masculinos. essa plântula poderá originar uma árvore com dezenas de metros de altura. novos indivíduos não nascerão. A semente. é um animal com um curioso hábito: ela coleta os pinhões da araucária e os enterra no solo. alguns pinhões acabam germinando e originando novos indivíduos adultos do pinheiro-do-paraná. casca endosperma embrião Pinhão aberto para mostrar as partes da semente. para ingeri-los depois. ave símbolo do Paraná. a germinação pode ocorrer. portanto. pois ela protege o embrião. é geralmente dura e resistente. Uma vez junto ao óvulo. A fecundação dá origem ao zigoto que. Dependendo da espécie e das condições ambientais. ƒƒ O endosperma. À esquerda. entretanto. desempenha importante papel na disseminação e germinação das sementes dessa importante gimnosperma representativa dos ecossistemas sulinos brasileiros. a semente pode ficar em estado de latência. após sucessivas mitoses. Ao encontrar condições ideais de umidade.Polinização e fecundação Polinização é o transporte do grão de pólen até o óvulo.

o cone. 122 . havendo muitas espécies nas regiões tropicais. As fotografias ao lado mostram alguns representantes desses subgrupos. insetos e outros organismos agora extintos ficaram imersos nessas substâncias. ciprestes. Gingko biloba.) são coníferas nativas do Brasil. cedros e sequoias são coníferas bastante conhecidas e abundantes principalmente nas regiões ao norte do hemisfério Norte. o rápido crescimento urbano e rural também tem levado ao desmatamento da Mata de Araucárias.). possuem resinas com aplicações terapêuticas. ou sequoia gigante. O nome é dado em função da estrutura reprodutiva típica de seus representantes.6 Os grupos de plantas e seus ciclos de vida   Principais representantes das gimnospermas Importância das gimnospermas Muitas gimnospermas têm aplicação industrial. De diferentes partes da árvore se extraem compostos com propriedades medicinais. como desinfetantes e bactericidas. abetos. Atualmente há apenas uma espécie de gingkoácea. Há milhões de anos. sendo subdividido em coníferas. com plantas cujas folhas se assemelham às de diversas samambaias. que se solidificaram. gomas e colas. Esses animais viveram há 20 milhões de anos. Os gêneros Ephedra. Zamia e Encephalartos são representativos desse subgrupo. remédios e diversos produtos antissépticos. gingkoáceas e cicadáceas. que cresce principalmente na Ásia oriental (China. As gimnospermas também têm importância para a reconstituição do passado da Terra. A Sequoiadendron giganteum. De cima para baixo: pinheiro. O grupo das gimnospermas é formado por aproximadamente mil espécies. Algumas dessas árvores possuem a maior biomassa. Por outro lado. sequoia (encontrada somente na costa oeste dos EUA). gnetáceas. Os gêneros Cycas. As coníferas formam o maior subgrupo. a resina. folhas de Gingko biloba e exemplar de Cycas revoluta. O pinheiro-do-paraná e o podocarpo (Podocarpus sp. volume de madeira dentre todas as árvores da Terra. aprisionando-os e conservando-os. Explique os termos: megásporo. Os pinheiros. isto é. especialmente da fauna da época (como na fotografia ao abaixo). etc. As cicadáceas formam um importante subgrupo de gimnospermas. os cientistas obtêm importantes pistas sobre o passado de nosso planeta. Gnetum e Welwitschia fazem parte das gnetáceas. Cite alguns representantes do grupo das gimnospermas. Insetos fossilizados em âmbar. como os pinheiros. As folhas e os estróbilos de seus representantes possuem semelhanças com as folhas e as flores encontradas no grupo das angiospermas. com aproximadamente 550 espécies. Qual é a importância evolutiva da semente para as plantas terrestres? 4. solidifica-se em contato com a atmosfera. Uma substância viscosa produzida por diversas gimnospermas. formando o âmbar. Japão. utilizada na indústria madeireira e de mobiliário. > > Algumas espécies. micrósporo e grão de pólen. arbusto de Ephedra em ambiente desértico. Que características evolutivas distinguem uma gimnosperma de uma pteridófita? 2. Ao estudá-los. Além do pinheiro-do-paraná. Papéis. As gnetáceas formam um subgrupo com características muito particulares. com destaque para os pinheiros. principal representante vegetal desse ecossistema. podem ser obtidos de diversas espécies. diversos animais também são afetados pelo desmatamento. um ecossistema brasileiro. 3. Questões de revisão 1. As árvores de algumas gimnospermas apresentam madeira de boa qualidade. pode atingir mais de 100 m de altura.

e com frequência os botânicos anunciam descobertas de novas espécies em locais remotos. etc. trepadeiras e cipós. Atualmente. gramas. as angiospermas apresentam duas estruturas muito importantes para sua adaptação e diversificação: a flor e o fruto. > 123 . Elas podem ser árvores imensas. As angiospermas ocupam praticamente todos os ambientes de nosso planeta. répteis. estimulada por um catalisador. etc. um bom suco de laranja. ou então plantas minúsculas como algumas espécies de água doce. O biodiesel substitui total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo em motores ciclodiesel automotivos (de caminhões. A mistura de 2% de biodiesel ao diesel de petróleo é chamada de B2 e assim sucessivamente. tais como mamona. com várias dezenas de metros de altura e vários metros de diâmetro.). > Saiba mais Plantas como combustível alternativo Biodiesel é um combustível biodegradável derivado de fontes renováveis. Um campo florido pode conter dezenas ou centenas de espécies de angiospermas. produto com aplicações diversas na indústria química. calor. Pode ser usado puro ou misturado ao diesel em diversas proporções.biodiesel. automóveis. etc. limão ou manga e um prato com arroz. tratores. dendê (palma). “urna”. Além da glicerina. uma cesta de frutas. sejam de água doce.gov. “semente”. da qual também se extrai a glicerina. O que elas têm em comum? Todas essas situações envolvem plantas que pertencem ao grupo vegetal com maior número de espécies dentre todos os demais grupos: as angiospermas.br>. A urna. A especialização de certas flores é tão grande que algumas orquídeas têm cores e formas que lembram vespas ou abelhas. como as gramíneas. usando-as para fins decorativos ou como matéria-prima para perfumes.Angiospermas Pense nestas cenas: um jardim florido. Consiste numa reação química dos óleos vegetais ou gorduras animais com o álcool comum (etanol) ou o metanol. denominado B100. A interdependência entre organismos polinizadores. como a gigante brasileira sumaúma (uma das maiores árvores da Amazônia). farelo.) que podem agregar valor e se constituir em outras fontes de renda importantes para os produtores. Evolutivamente. As angiospermas também incluem ervas. Pode ser produzido a partir de gorduras animais ou de óleos vegetais. amendoim. São consumidos por insetos. e sperma. incluindo ambientes aquáticos. como insetos e aves. refere-se ao fruto. De fato. As flores das angiospermas podem ser grandes ou pequenas. existindo dezenas de espécies vegetais no Brasil que podem ser utilizadas. a palavra angiosperma vem do grego angiós. […] A transesterificação é o processo mais utilizado atualmente para a produção de biodiesel. salgada ou salobra. Algumas angiospermas. podem possuir aromas perfumados. camionetas. ou então odores fétidos que atraem moscas e besouros. e certas angiospermas fez com que ambos evoluíssem concomitantemente. pinhão-manso e soja. dentre outras. aves. Os frutos das angiospermas são igualmente variados em cores. girassol. arbustos. medicamentos e outros produtos. estima-se que existam aproximadamente 250 mil espécies. Há milhares de anos o ser humano parece manter uma relação estreita com as flores. as angiospermas já eram as plantas mais abundantes em todas as partes do mundo há pelo menos 100 milhões de anos. como o interior da floresta Amazônica. tamanhos. feijão e salada de tomate com alface. a cadeia produtiva do biodiesel gera uma série de outros coprodutos (torta. nesse caso. peixes e mamíferos. sabores e texturas. que encerra em seu interior uma ou mais sementes. até o biodiesel puro. babaçu. são polinizadas pelo vento. Acesso em: 19 maio 2009. um vaso com rosas ou margaridas. que pode ser obtido por diferentes processos […]. Disponível em: <http://www. A mamona é uma planta promissora para a produção de biodiesel. Surgidas provavelmente há mais de 120 milhões de anos.) ou estacionários (geradores de eletricidade. Governo Federal. formas. brancas ou multicoloridas.

extremamente duras e resistentes. originando novos indivíduos. > A caule de outra planta planta matriz estolho Plantas como a fortuna e a begônia dão origem a novos indivíduos a partir de gemas localizadas nas folhas. os brotos destacam-se das folhas da planta-mãe. etc. Observando tais mecanismos naturais. o ser humano desenvolveu técnicas para propagar vegetativamente as plantas. diversos enxertos em uma planta matriz. toca o solo.. ao ser inseridos na planta matriz (“cavalo”). caules e folhas no corpo da planta é muito diversificada: algumas angiospermas possuem raízes profundas e de grosso calibre. brácteas. (B). morangueiro. a estaquia. diversos novos indivíduos podem se desenvolver em um espaço amplo ao redor da planta-mãe devido ao desenvolvimento das gemas presentes no caule subterrâneo. Parte do tronco da árvore está enterrado. Note que o caule lateral pode enraizar-se no solo. >   Reprodução assexuada As angiospermas podem reproduzir-se de forma assexuada utilizando mecanismos de propagação vegetativa. gavinhas. Esse caule é denominado estolho ou estolão e permite a propagação vegetativa. serão comentadas ainda neste capítulo. como os da bananeira e do bambu. Essas técnicas incluem. Algumas espécies apresentam ainda variações dessas estruturas. envolvendo principalmente caules e folhas. originando um novo morangueiro. ou então finas e frágeis. subterrâneo ou aquático.6 Os grupos de plantas e seus ciclos de vida   Organização geral do corpo As angiospermas são consideradas plantas completas. A disposição de raízes. a mergulhia e a enxertia. fruto e semente). o morangueiro e outras cresce horizontalmente e. Por exemplo: de uma única bananeira. em certos pontos. pois possuem todos os órgãos vegetativos (raiz. enquanto outras têm raízes superficiais e finas. O objetivo dessas técnicas é melhorar o rendimento agrícola e econômico de certas espécies. podem crescer. Ao atingir certo tamanho. enraíza-se e dá origem a novas plantas. Cajueiro em Natal. B Em (A). caule e folha) e todos os órgãos reprodutivos (flor. Essas características serão discutidas em detalhes no capítulo 8. As sementes. pois possui gemas ou botões que podem originar novos indivíduos. Os enxertos são cortes de caules que. como estípulas. que serão comentadas em outros capítulos. Alguns caules subterrâneos. O caule pode ser aéreo. desenvolvem raízes e crescem. As folhas podem ser simples ou compostas. entre outras. O caule de plantas como a grama. que podem ser únicas ou ocorrer às dezenas por fruto. também podem originar novos indivíduos a partir do desenvolvimento das gemas. Rio Grande do Norte. As flores e os frutos das angiospermas apresentam uma extensa lista de tipos e subtipos. 124 .

  Flor Assim como o fruto. denominado receptáculo. é possível ver sépalas e pétalas. Nem todas as flores possuem todos os verticilos. apresentam-se fundidas. Essas folhas são denominadas estame e carpelo: ƒ Estame. > 125 . gineceu filete antera estame Flor de lírio. anthós. uma antera do estame com sua estrutura interna. Os verticilos partem de um local geralmente mais largo. que podem ser de proteção (como pétalas e sépalas). Os carpelos são folhas modificadas que. estilete pólen > Os verticilos de reprodução incluem folhas muito modificadas e especializadas na produção dos gametas masculinos e femininos. “planta”). que formam os verticilos de proteção. Carpelo. O conjunto de sépalas de uma flor recebe o nome de cálice. embora as gimnospermas já apresentem estruturas compostas de folhas modificadas. > sépala estame receptáculo antera pistilo estigma Ilustração de uma flor completa de angiosperma mostrando suas diferentes estruturas. visão geral do gineceu. Por esse motivo. os estróbilos. na ponta do qual se encontra uma estrutura dilatada. e phytos. embora a maior parte das angiospermas filete ovário oosfera saco embrionário óvulo No esquema à esquerda. Cada pistilo é constituído de um estigma. por exemplo. dentro do qual se encontram óvulos e. ao passo que o conjunto de pétalas recebe o nome de corola. Note os estames ao redor do gineceu. em algumas plantas. que corresponde à estrutura que origina o gameta masculino. O conjunto de pistilos de uma flor é denominado gineceu. como formatos e cores. “flor”. Na ilustração abaixo. também. a flor é uma estrutura característica das angiospermas. que corresponde à estrutura que origina o gameta feminino. são importantes para atrair insetos polinizadores. a antera. O conjunto de estames de uma flor recebe o nome de androceu. O estame é formado por um filamento denominado filete. à direita. Carpelos isolados ou fundidos formam uma estrutura chamada pistilo. o gameta feminino (oosfera). Algumas flores possuem um único estame. localizado na base da flor. flor completa gineceu pétala estame ƒ possua dois ou mais estames. antófitas (do grego. ou de reprodução (como estames e pistilos). que originam os gametas femininos e masculinos. existem flores sem pistilos ou sem estames. como veremos mais adiante no ciclo de vida dessas plantas. dentro destes. As flores das angiospermas apresentam ampla complexidade e variedade. A flor é um conjunto de folhas modificadas que podem ser agrupadas em subconjuntos denominados verticilos. um estilete e um ovário. por exemplo. Características específicas do cálice e da corola. as angiospermas são denominadas.

F = flor. No esquema. Em algumas espécies. F = flor. Nas plantas dioicas. F = flor. Em muitas angiospermas. No esquema. quando cada indivíduo apresenta apenas um sexo.6 Os grupos de plantas e seus ciclos de vida Diversidade de flores e inflorescências As angiospermas podem ser dioicas. flor hermafrodita de hibisco. a planta produz flores hermafroditas. cada indivíduo apresenta apenas flores masculinas ou femininas. a mesma planta produz gametas masculinos e femininos. > 126 . a inflorescência do tipo espiga encontrada na grama (Stryphnodendron sp. espécies nas quais o mesmo indivíduo apresenta ambos os sexos. seus polinizadores. F = flor. A parte amarela é formada por minúsculas e numerosas flores. Ao lado de cada fotografia há um esquema representando a posição das flores em cada tipo de inflorescência. pistilo estame À esquerda: flor da Rafflesia arnoldii. como certas palmeiras. As flores do gerânio (acima) estão reunidas em uma inflorescência denominada umbela. Nas plantas monoicas. As inflorescências das angiospermas são muito diversificadas. que têm estames e pistilos na mesma flor. P = pétala maior da margem. em que todas as flores partem do mesmo ponto. À direita. Alguns exemplos são apresentados nas fotografias abaixo. o mesmo indivíduo apresenta flores unissexuadas. E = eixo (expandido lateralmente). as flores encontram-se reunidas em grupos denominados inflorescências. há indivíduos que produzem apenas flores com estames e outros que produzem apenas flores pistiladas. No esquema. > espádice F bráctea F F E F F F F F F F E F F F F F F F O espádice do antúrio (à esquerda) é um tipo de espiga com eixo carnoso. E = eixo. À direita. Observe os estames ao redor dos pistilos. encontrada em Sumatra e Bornéu. atraindo moscas. masculinas e femininas. como a roseira.). No esquema. ou monoicas. protegida por folhas especiais denominadas brácteas. como acontece com certas figueiras. Em outras. > P F F E F F F F A margarida (à esquerda) possui flores reunidas em uma inflorescência complexa denominada capítulo. exala odor de carne em decomposição. Ou seja.

Assim. originando um tecido triploide (3n). chamadas antípodas quando localizadas no lado oposto da oosfera e sinérgides quando localizadas ao lado da oosfera. ƒ dois núcleos polares (secundários). o ovário da flor ganha volume e cresce. o gameta feminino das angiospermas. O tubo polínico cresce por dentro do estigma e atravessa o estilete até alcançar a abertura do megagametófito. originada do desenvolvimento do óvulo. que é o gameta feminino das angiospermas. e a semente é originária do óvulo. O outro núcleo irá fundir-se aos dois núcleos polares. Um dos núcleos espermáticos irá fecundar a oosfera. As outras células do saco embrionário degeneram e morrem. O tubo polínico (ampliado no detalhe acima) cresce pelo estilete da flor. pelo qual os núcleos espermáticos migram em direção ao óvulo. A ilustração abaixo apresenta o ciclo em uma planta com flor hermafrodita. nas angiospermas. as anteras dos estames produzem grãos de pólen. que são os gametas masculinos das angiospermas. em que um dos núcleos espermáticos degenera e morre. Cores-fantasia. dando origem ao fruto das angiospermas.  Ciclo de vida O ciclo de vida das angiospermas é muito semelhante ao encontrado entre as gimnospermas. Após a fecundação. grão de pólen tubo polínico núcleos espermáticos núcleos polares óvulo saco embrionário oosfera Representação da fecundação nas angiospermas. que nutre o embrião durante a germinação. Cada grão de pólen possui dois núcleos espermáticos haploides. dando origem ao embrião diploide. dentro do qual se encontra a semente. denominado albúmen ou endosperma. Ao chegar ao estigma da flor. ƒ cinco células. o grão de pólen desenvolve o tubo polínico. o fruto é originário do ovário. ocorre um fenômeno biológico exclusivo desse grupo de plantas: a dupla fecundação. Entre as angiospermas. Estruturas representadas fora de escala. como representado na ilustração ao lado. > 127 . fruto albúmen (3n) embrião da semente (2n) dupla fecundação esporófito diploide ovário antera formação de saco polínico núcleos polares núcleos haploides grãos de pólen núcleos haploides megásporo saco embrionário > núcleo da oosfera núcleos que degeneram Ao se tornarem maduras. No saco embrionário existem oito células. semente (degeneram) Representação da alternância de gerações em uma angiosperma. representado por uma estrutura multicelular denominada saco embrionário e localizado no interior do ovário da flor. geradas por meiose da célula-mãe do megásporo: ƒ uma oosfera. nas angiospermas os dois núcleos são funcionais. alcançando o saco embrionário. Diferentemente das gimnospermas.

Essa estratégia aumenta a variabilidade genética das populações de plantas. o inseto roça nos estames da flor. aves. realizam a polinização. os grãos de pólen são transportados dos estames até os estigmas das flores. ƒ Ornitofilia: as flores são polinizadas por aves. como ocorre com espécies polinizadas exclusivamente por um tipo de polinizador. pétalas. aparelho sugador de inseto > estame murcho nectário pistilo maduro Abelha polinizando flor. ƒ Mastofilia: mamíferos.6 Os grupos de plantas e seus ciclos de vida Polinização Na polinização. Esse processo é pouco frequente entre as angiospermas. como vento. 128 > . como borboletas. moscas. Ao sugar o néctar. A polinização é fundamental para que ocorra a fecundação e a formação do zigoto. sépalas e outras estruturas adaptaram-se a mecanismos específicos de polinização. órgãos presentes em certas plantas. As estratégias de polinização recebem nomes específicos. Estames. > Exemplo de entomofilia: abelha transporta grãos de pólen de uma flor a outra. beija-flores e outros seres vivos transportam grãos de pólen ao visitar diversas plantas em busca de néctar. dependendo do agente polinizador envolvido. abelhas e vespas. A autopolinização ocorre quando o grão de pólen alcança o estigma da mesma flor ou de flores situadas na mesma planta. seu alimento. ƒ Anemofilia: o vento é o agente polinizador. O néctar é um líquido açucarado produzido em nectários. no qual o grão de pólen alcança o estigma de flores pertencentes a outros indivíduos. como morcegos. pistilo imaturo autopolinização polinização cruzada Representação de autopolinização e polinização cruzada. como os beija-flores. Muitas plantas apresentam mecanismos que evitam a autopolinização. na qual ocorre anemofilia. insetos e mamíferos. Um deles é o desenvolvimento de pistilos e anteras em momentos diferentes: enquanto o pistilo está maduro. > estames espiga estigma flor de trigo Representação de uma flor de trigo (muito ampliada). e grãos de pólen aderem ao seu corpo. ƒ Entomofilia: a polinização é realizada por insetos. as anteras ainda estão imaturas. a polinização das flores das angiospermas envolve estratégias muito variadas e por vezes complexas. A polinização cruzada envolve diversos agentes polinizadores. O mecanismo mais comum é o da polinização cruzada. fecundando-a. Embora pareça ser um processo simples. Abelhas.

amido e proteínas. as angiospermas são plantas antófitas. Antófitas – plantas que produzem flores. dará origem ao esporófito jovem ou plântula. com ou sem frutos. raspagem ou trituração por algum animal). Eles são bem visíveis durante a germinação do feijoeiro. Cormófitas – plantas que possuem órgãos vegetativos (raiz. A parte entre o tegumento e o embrião é denominada albúmen ou endosperma. Alguns autores. Em outras espécies. A parte mais externa. Os cotilédones são formados durante o desenvolvimento do embrião. então. a plântula cresce e desenvolve um novo indivíduo. ou então por algum mecanismo traumático (por exemplo. Saiba mais Alguns termos utilizados em Botânica Diversos termos são utilizados para descrever os grupos de plantas. como as monocotiledôneas (milho. Para que o embrião germine. classificadas entre os protoctistas. Fanerógamas – designa as plantas com gametas aparentes. a reserva nutritiva fica armazenada em folhas especiais. As pteridófitas. gimnospermas e angiospermas são plantas cormófitas. Por exemplo. Espermatófitas – plantas que produzem sementes.Estrutura e germinação das sementes As sementes das angiospermas são formadas por três partes. É ele que. Nesse caso. por exemplo) ou mesmo físico (em diversas plantas do Cerrado. umidade. ele tende a ser substituído por espermatófitas. é denominada casca ou tegumento. pois quase não há diferenciação de tecidos vegetais. cormófitas. O termo é geralmente aplicado somente às angiospermas. Somente as gimnospermas e as angiospermas são plantas espermatófitas atualmente. arroz e trigo). Essa parte é responsável pela nutrição do embrião nos primeiros estágios de desenvolvimento. Traqueófitas – tradicionalmente. os cotilédones. evitando também que ele fique desidratado. Criptógamas – plantas historicamente definidas como produtoras de gametas não contidos em flores ou estruturas evidentes. o tegumento das sementes se rompe após incêndios ou temperaturas altas no solo). Em geral. nutrientes necessários. como feijão. químico (contato com enzimas digestivas no interior do trato digestório de aves. são apresentados a seguir. pois possuem sistemas vasculares. porém. entretanto. como o feijão. O capítulo 8 apresenta mais detalhes sobre a estrutura das sementes das angiospermas. ser definida com diversas combinações dos termos acima. criados em diferentes momentos históricos. radícula ápice restos do tegumento meristema apical cotilédones primeiras folhas Representação da germinação de uma semente de feijão. entre outros. Esses termos. definem certas hepáticas e antóceros como plantas talófitas. gimnospermas e angiospermas. Isso pode ocorrer em contato com água ou umidade no solo. soja e amendoim. O endosperma é reduzido em algumas sementes. As briófitas e pteridófitas são plantas criptógamas. > 129 . caule e folha) bem desenvolvidos. Algumas angiospermas possuem apenas um cotilédone. No interior da semente está o embrião. possuem dois cotilédones. quebra. ao germinar. outras. Talófitas – termo geral que tem sido atribuído somente às algas pluricelulares. Embora esse termo seja criticado por alguns pesquisadores e ainda seja encontrado com frequência na literatura. o endosperma é rico em óleos. Se encontrar condições favoráveis de temperatura. é necessário que a casca se rompa. geralmente dura e resistente. Uma mesma planta pode. como os estróbilos das gimnospermas. A concentração de cada nutriente varia de acordo com a espécie. as traqueófitas incluem as pteridófitas. até que a plântula se desenvolva e passe a realizar fotossíntese. espermatófitas e traqueófitas. os cotilédones ficam enterrados durante a germinação. É essa estrutura que protege o embrião contra possíveis choques mecânicos.

soja. Alguns frutos possuem espinhos na parte externa. > . as raízes. Cosméticos e perfumes são produzidos a partir das propriedades medicinais e aromáticas dessas plantas. sabores e texturas: há frutos carnosos. o que reduz a competição por água e nutrientes e permite que a espécie colonize outros lugares. A pecuária depende diretamente das angiospermas para existir. os legumes e as hortaliças que fazem parte de nossa alimentação são. “tratamento”). amendoim. folhas. como as gramíneas. Biologia e Química Fitoterapia Há muito tempo o ser humano utiliza as plantas como remédios. raízes e caules comestíveis de angiospermas. o fruto é uma importante estrutura presente em todas as angiospermas. cores. flutuar na água. São muitos os preparados medicinais utilizando flores. Importância das angiospermas Cruas. feijão. refogadas ou fritas – as angiospermas estão nos pratos do mundo 130 Medicamentos à base de plantas medicinais. inteiro. ser ingeridos por animais ou simplesmente se abrir e expulsar as sementes de seu interior. Qualquer que seja a estratégia desenvolvida. a semente permanece protegida e pode também ser dispersa para locais distantes da planta-mãe. São extremamente variados em formas. batata-inglesa e cereais como aveia. arroz. “planta”.6 Os grupos de plantas e seus ciclos de vida   Fruto Os frutos das angiospermas originam-se do desenvolvimento do ovário da flor. angiospermas. Boa parte dos alimentos de origem vegetal que consumimos todos os dias inclui frutos. > Juntamente com a flor. A indústria farmacêutica fabrica medicamentos variados tendo como matéria-prima diversas angiospermas. trigo e centeio são apenas alguns exemplos. phytos. As flores das angiospermas são utilizadas decorativamente em ambientes internos e externos. > O carrapicho é um fruto que se prende ao pelo dos animais ou às roupas dos seres humanos. Milho. O emprego de preparados medicinais à base de plantas é conhecido como fitoterapia (do grego. No fruto. e frutos duros e secos. na maioria. O capítulo 8 apresenta a classificação dos frutos em maiores detalhes. raízes e caules de plantas. aderir-se ao corpo de diversos seres vivos. como o carrapicho da fotografia abaixo. folhas. Fósseis demonstram uma transição entre gimnospermas primitivas que possivelmente apresentavam estruturas semelhantes a frutos. o fruto é uma grande novidade evolutiva das angiospermas. Os frutos podem ser disseminados por diversos mecanismos: eles podem cair junto à planta-mãe por ação da gravidade. e therapía. pois o gado alimenta-se principalmente de plantas desse grupo. Os frutos. com polpa doce e líquida. cozidas.

essa lista precisa ser homologada pelo Ministério do Meio Ambiente. Qual é a origem do fruto e da semente nas angiospermas? 4. a cada ano novas espécies são incluídas na “lista vermelha”. Na década de 1990. corola e elementos reprodutivos baseados em múltiplos de três (por exemplo. A magnólia apresenta muitos estames e verticilos de proteção. As principais características das magnoliídeas são mencionadas a seguir. o Brasil vem presenciando uma perda muito grande de espécies vegetais. 3. Folhas com nervuras que não seguem um padrão paralelo. > > O girassol possui sementes com dois cotilédones. formas e cores das flores e folhas. Saiba mais A orquídea é uma angiosperma do grupo das monocotiledôneas. etc. Algumas de suas características são citadas a seguir. (A estrutura e a classificação das raízes são apresentadas no capítulo 8. que praticamente não é mais encontrado em diversos ambientes onde existia naturalmente no passado. Explique os termos: androceu. com respectivos exemplos. Para que seja oficializada. A variação no número e disposição de elementos florais. margarida.  Classificação das ƒƒ angiospermas As angiospermas podem ser atualmente divididas em três grandes subgrupos com base em características evolutivas e filogenéticas. mas formadas por inúmeras raízes finas que se assemelham a fios ou cabelos. Também há grande variação no número de pétalas. Louro. e mesmo hoje ainda há intenso debate entre os pesquisadores a respeito de como interpretar a classificação desse imenso grupo de plantas. de acordo com dados divulgados pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). feijão. ƒƒ Raízes que não se assemelham a fios. por exemplo. o órgão ambiental divulgou um número 15 vezes maior. como o milho e as orquídeas. Fadadas ao desaparecimento Historicamente. Com pesquisas e levantamentos de campo. como é conhecida. superando 1 500 espécies. ƒƒ Flores com cálice. como as canelas e o jaborandi.) Nem todas as magnoliídeas possuem flores grandes e vistosas: algumas. com representantes presentes em diversos ecossistemas brasileiros. de acordo com as mais recentes propostas classificatórias. há exceções a todas essas regras. etc. predominância de uma raiz principal e presença de raízes secundárias. As eudicotiledôneas formam o maior subgrupo de angiospermas. Uma dessas espécies é o palmito-juçara. Na década seguinte. Euterpe edulis. 131 . Tanto magnoliídeas quanto eudicotiledôneas possuem sementes com dois cotilédones. sépalas e demais estruturas da flor. três ou seis pétalas. pouco mais de 100 espécies de plantas eram oficialmente listadas como ameaçadas de extinção no Brasil.). trepadeiras. Cite os três subgrupos de angiospermas. A “lista vermelha”. Que características evolutivas são exclusivas das angiospermas? 2. Esses subgrupos já estiveram classificados de maneiras muito distintas. três estames. A maior parte das orquídeas. ƒƒ Raízes sem um ramo principal. ƒƒ Folhas com nervuras paralelas. entre outras características. fazem deste subgrupo o mais diversificado entre todos os grupos de plantas existentes. gineceu. é uma lista com as espécies ameaçadas de extinção. cálice e corola. com representantes no mundo inteiro. O subgrupo das monocotiledôneas recebe esse nome porque suas sementes possuem apenas um cotilédone. possuem flores pouco vistosas e praticamente sem nenhum odor. As magnoliídeas formam um subgrupo grande. cipós. > Entretanto. Questões de revisão 1. pimenta e magnólia são exemplos de plantas pertencentes a esse subgrupo. as eudicotiledôneas são representadas por plantas como pau-brasil. No Brasil. apresenta um único estame unido ao estilete.

5. faça desenhos coloridos de tudo o que observar. Se preferir. raspar os soros sobre a folha de papel sulfite Resultados copo com terra úmida (manter em local com sombra) copo com terra seca (manter em local ensolarado) 1. C Procedimentos 1. observe diariamente o que ocorre com o experimento nos dois copos ou recipientes. Com cuidado. Deixe o copo com terra úmida em local sombreado. Utilize a lupa para enxergar detalhes. deixe alguns esporos caírem sobre a terra úmida. observe a aparência dos soros. Diariamente. Mais uma vez. coloque um pouco de água sobre a terra do copo ou recipiente. D com o pincel. 3. A terra do outro copo deve ser mantida seca e exposta à luz solar direta. 4. Molhe a terra em apenas um dos copos. Que tipo de estrutura germinou dos esporos? Cite o nome dessa estrutura e descreva-a com o máximo de detalhes possível. Faça um desenho em seu caderno registrando os dados observados. Prepare os copos plásticos ou recipientes com terra para a próxima etapa do experimento. Observe na ilustração ao lado. pois isso pode atrapalhar as observações posteriores. evitando luz solar direta. Se você continuar observando o desenvolvimento da estrutura descrita. mas não no escuro total. Desse ponto em diante. Mantenha a terra do outro copo completamente seca. A estrutura observada participa de qual etapa do ciclo reprodutivo das pteridófitas? 2. Houve diferenças na germinação dos esporos nos dois copos? Que diferenças foram essas? 2. Quantos esporos germinaram do total depositado em cada copo? 3. que etapa seguinte do ciclo das pteridófitas deverá ocorrer? 132 . observe-os com a lupa e registre suas conclusões no caderno. Anote tudo em seu caderno. Não encharque a terra. de modo que fique bem úmida. Com o pincel. Selecione uma ou duas folhas férteis de uma samambaia em que os soros estejam bem evidentes e maduros (a coloração em geral é castanho-escura ou cor de ferrugem). Com a lupa. raspe um dos soros de modo que os esporos caiam sobre a folha de papel sulfite. B Material ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ uma folha fértil de samambaia com os soros bem evidentes pincel lupa papel sulfite dois copos plásticos ou recipientes com um pouco de terra AtençãO Não coloque esporos demais sobre a terra.Práticas de Biologia Soros de samambaias A Objetivo Observar o desenvolvimento de um novo indivíduo de samambaia a partir de seus esporos. A que você atribui as possíveis diferenças de resultado nos dois copos? 3. Discussão 1. apenas mantenha-a úmida. 2.

Explique o papel desempenhado pelas substâncias de reserva na germinação da semente. a) Que condições seriam ideais para ele observar o desenvolvimento das plantas? b) Que fase de vida dos dois grupos ele verá com maior frequência? Justifique. e o esporófito. Em seu caderno. d) células do saco embrionário. Rosa pensou em condensar as informações que recebeu sobre a classificação das plantas na forma de um pequeno mapa conceitual. que podem ser simples ou compostas. Corrija os erros. 10. Dinorá vai participar de uma gincana cujo objetivo é elaborar charadas e enigmas para que os participantes os decifrem. Os esporos dos dois grupos localizam-se em estruturas denominadas soros. porém esqueceu o nome de alguns grupos. e) esporófito jovem. plantas dos dois grupos ocupam ambientes com condições semelhantes e dependem diretamente da água para se reproduzirem. III e IV? b) Em relação a I. c) Fusão da oosfera com o núcleo espermático. a) Que palavras substituem corretamente os símbolos da charada de Dinorá? b) A que grupo de pteridófitas pertence a planta descrita na charada? c) Cite outras plantas pertencentes ao mesmo grupo identificado no item acima. Esses musgos causarão algum mal às samambaias ou trarão algum benefício? Justifique sua resposta. da metagênese das plantas. o & originará um novo indivíduo. 3. Os dois grupos têm representantes vasculares. pois pretende observar como essas plantas se desenvolvem. a fase duradoura. 5. Finalmente. que segue abaixo: A fotossíntese é realizada pelas @. avenca. Em seu caderno. completando os pontos I. Durante a fase assexuada. Margarida cometeu alguns erros. As briófitas e as pteridófitas têm muitas características em comum. Ao copiar um resumo do quadro de giz. e) Estrutura que se forma quando o grão de pólen alcança o estróbilo feminino. completando-a com as características das briófitas presentes nos três principais subgrupos. ocorre o desenvolvimento de # no esporófito. Imagine esta situação: musgos crescem em abundância em um vaso com samambaias. Uma pessoa conta com as seguintes plantas em seu jardim: musgo. 7. b) Gameta masculino que se origina no tubo polínico. indique o tipo de ploidia (n. 9. Ela criou a “charada da samambaia”. c) Que características vegetativas importantes podem ser encontradas em III? d) Cite duas características reprodutivas presentes em IV. deseja fazer um arranjo de Natal utilizando apenas plantas vasculares. b) endosperma. 2n ou 3n) presente nas seguintes estruturas vegetais: a) embrião. porém. II e III com as palavras células haploides (esporos). pinheiro. Musgos Estrutura do gametófito Rizoides Estômatos //////////// //////////// //////////// 8. 6. samambaia-de-metro. nos quais o gametófito é a fase passageira. a) Estrutura que dá origem à oosfera. 133 III meiose adulto haploide II . Fabiano deseja plantar musgos e samambaias em um vaso. d) Estrutura formada no estróbilo masculino. Em geral. c) núcleos espermáticos. Copie o esquema representado abaixo. surge o *. geralmente em solo úmido. hepática e rosa. Como resultado da germinação dos esporos. identifique os termos a que se referem as definições a seguir. transcrevendo o parágrafo em seu caderno.Atividades 1. gametas masculinos e femininos e zigoto. 11. Quais plantas ela poderá utilizar em seu arranjo? 4. fusão I adulto diploide a) Que palavras substituem corretamente os pontos I. indique como ocorre o transporte de substâncias em seu organismo. Copie a tabela abaixo em seu caderno. Observe o que ela fez: avasculares I plantas II vasculares com sementes III sem frutos com frutos angiospermas IV Hepáticas //////////// //////////// //////////// Antóceros //////////// //////////// //////////// 2. II.

Formam estruturas haploides nos dois casos. 4. alunos do Ensino Médio coletaram diversas plantas em um ambiente de mata para posterior análise e identificação. Comente esta afirmação: “Nos musgos. Cultive-os em solo úmido para que o esporófito se origine. III e IV abaixo. Observe o esquema abaixo. Nenhum material reprodutivo foi coletado. 19. obtenção de explantes 2. Observe a ilustração e responda ao que se pede a seguir. isto é. aclimatação 1. tecidos ou órgãos de uma planta (no caso. 16. calcule o número de cromossomos encontrados em cada um dos tipos celulares abaixo. Qual delas é verdadeira? Explique sua resposta. Algumas foram estimadas em mais de 4 mil anos de idade. Cada grão de pólen possui duas “asas” laterais leves. micrósporos reprodução sexuada angiospermas metagênese megásporos a) Localize no mapa o momento em que ocorre a meiose nessas plantas. uma cenoura) para posterior cultivo em laboratório. 15. Se você pretende acompanhar o desenvolvimento de uma samambaia partindo de seu esporófito. I. Entre os organismos conhecidos atualmente. Ao final das observações. Com base nisso. Que características presentes nessas plantas levaram os alunos a chegar a tais conclusões? 14. . A respeito dos esporos de briófitas e pteridófitas foram feitas as afirmações I. II. Procedimento 2 — Retire os gametófitos. enraizamento dos explantes 18. qual dos dois procedimentos deve ser realizado? Justifique sua resposta. b) Célula do albúmen. II. uma gimnosperma encontrada nas montanhas do país cujo nome ela leva. c) Do ponto de vista evolutivo. IV. são certas gimnospermas encontradas no hemisfério Norte. 13. Existe algum fenômeno natural que também gera novos indivíduos a partir de brotos? Explique.6 Os grupos de plantas e seus ciclos de vida Atividades 12. 17. Analise os dois procedimentos abaixo: Procedimento 1 — Retire os esporângios. os mais longevos. Nessa técnica. uma divisão meiótica originará esporos. três pteridófitas e diversas angiospermas. e não anterozoides”. sob condições especiais. em um meio de cultura apropriado. resistentes e achatadas. Formam uma estrutura diploide nas briófitas e outra haploide nas pteridófitas. Você concorda com o pesquisador? Explique sua resposta. Formam estruturas diploides nos dois casos. obtêm-se células. Considere que o número diploide de cromossomos de uma espécie de feijão é 2n = 18. entre as plantas coletadas. c) Você acha que essa técnica pode ser utilizada em ampla escala? Justifique sua resposta. b) Que importância tem esse fenômeno para o ciclo de vida das angiospermas? 20. Cultive-os em solo úmido para que o gametófito se origine. 134 3. Ao verificar esses dados. Durante uma saída de campo. um pesquisador afirmou: “Essa longevidade é conseguida. III. multipicação dos brotos a) Que vantagens poderão existir nessa técnica? b) O procedimento 2 da ilustração é feito em laboratório. pela forma de reprodução dessas plantas e pela presença de sistemas vasculares eficientes”. A fotografia ao lado mostra quatro grãos de pólen do cedro-do-líbano. d) Célula-mãe do esporo. o que representa o grão de pólen entre as plantas? Justifique sua resposta. a) Que importância têm essas “asas” para a reprodução dessa planta? b) Identifique o tipo de polinização realizada com esse tipo de grão de pólen. A ilustração abaixo representa uma técnica de propagação vegetativa denominada “multiplicação de explantes in vitro”. os alunos notaram que havia. a) Oosfera. com ciclo de vida mais longo. Formam uma estrutura haploide nas briófitas e outra diploide nas pteridófitas. c) Célula do tegumento do óvulo. em parte. duas briófitas.

Leia o parágrafo abaixo e observe o esquema que o acompanha.9 3. 23. O Brasil possui cerca de 50 mil espécies de angiospermas catalogadas. entreviste pessoas de sua família ou vizinhos para obter tais informações. 4 e 5. com destaque para o Cerrado. a floresta Amazônica e a Mata Atlântica.9 4.7 1. A plantinha resultante da semente foi observada durante esse período. b) Indique o nome das estruturas assinaladas com os números 1. b) Em sua opinião.5 3.9 5. pois ficou em dúvida se é uma pteridófita ou uma gimnosperma. A tabela a seguir mostra os dados de um experimento em que uma semente foi submetida à germinação durante duas semanas. Uma proporção ainda desconhecida das plantas brasileiras pode ter potencial farmacológico e ser matéria-prima para a produção dos mais variados medicamentos.. responda ao que se pede em seu caderno. 1 C 4 2 semente A B 3 5 pinha madura a) Reescreva o parágrafo em seu caderno. Como você poderia identificá-la? Que características em comum existem nos dois grupos? Que característica distintiva pode ser observada na fotografia? 22.2 4. Na tabela. Comente essa afirmação relacionando-a com a extensão territorial e as condições climáticas de nosso país.5 1. mas não soube identificá-la. Note que o parágrafo contém. seja por desmatamentos. Alfredo fotografou a planta ao lado em campo. B e C. c) Em seu caderno. As espermatófitas (angiospermas e gimnospermas) caracterizam-se pela presença de sementes encerradas no interior dos frutos. A dupla fecundação é um processo que ocorre entre as espermatófitas. 24. Pesquisas recentes demonstraram plantas com princípios ativos em praticamente todos os biomas brasileiros. cujo esquema é apresentado a seguir. propositalmente. 135 . erros conceituais que serão tratados nas questões. etc. ocupação urbana.5 2.5 Condições do meio úmido e com luz direta (8 horas) úmido e com luz direta (8 horas) úmido e com luz direta (8 horas) úmido e com pouca luz encharcado e com muita luz encharcado e com pouca luz úmido e com luz indireta flor masculina flor feminina a) Indique o dia em que ocorreu a germinação da semente. Nesta ilustração. O texto abaixo se refere ao potencial farmacológico das plantas medicinais brasileiras.9 4. a destruição das matas nativas. Depois. queimadas. c) Faça um comentário a respeito dos processos marcados com as letras A. c) Há alguma condição desfavorável à germinação e/ou ao desenvolvimento da plantinha? Explique. corrigindo os erros conceituais encontrados.9 Condições do meio encharcado e com pouca luz úmido e com luz indireta (6 horas) úmido e com luz direta (8 horas) úmido e com luz indireta encharcado e com pouca luz encharcado e com luz indireta úmido e com pouca luz Dia 8 9 10 11 12 12 14 A 2. 3. A 0 0 0 0. faça uma pequena lista com plantas medicinais e suas utilizações. pode alterar o pensamento contido na frase “Uma proporção ainda desconhecida das plantas brasileiras pode ter potencial farmacológico…”? Justifique. b) Discuta que condição ambiental favoreceu a germinação e/ou o desenvolvimento da plantinha. Leia o parágrafo e faça o que se pede a seguir. as flores das cicadáceas estão localizadas em estruturas denominadas pinhões.21. 2. Dia 1 2 3 4 5 6 7 a) O texto afirma que só no território brasileiro é encontrado um quinto das espécies de angiospermas do mundo. A = altura da planta (cm). o que representa aproximadamente 20% do total de angiospermas do mundo todo. Se preferir.

Atualmente. na indústria de refratários. Para pequenas propriedades onde se planta apenas cana. Dessa forma. inclusive com tingimento do material. 154. há um debate muito grande sobre os biocombustíveis como alternativa para a queima da gasolina e do diesel.. 95-97. chapéus. É possível colher em pouco tempo. Revista Pesquisa Fapesp. O objetivo da utilização da técnica é produzir grande quantidade de massa vegetal. Canavial queimado no interior do estado de São Paulo. e com baixa necessidade de água. Várias formulações já foram testadas pelos pesquisadores em parceria com um artesão. Para discutir 1. dez. vários grupos de pesquisa dedicam-se a estudar fins mais nobres para esse material que tem grande potencial para geração de energia elétrica. material que fica no campo após a colheita composto por folhas verdes. resultou na obtenção do carbeto de silício.. um estudo [.] de uma técnica chamada de forragem verde hidropônica. a palha cumpriria uma função social. em vez de ser queimada no campo. tecnologia e sociedade Palha de cana pode gerar diversos produtos A fuligem que sobe ao céu durante a queima da palha da cana-de-açúcar no campo durante a colheita e pousa no chão em forma de finos flocos escuros carrega em sua composição cerca de 70 produtos químicos. Integrar a cana-de-açúcar e a pecuária em pequenas propriedades rurais utilizando a palha que hoje é queimada durante a colheita é a proposta [. conduzida no Departamento de Engenharia de Materiais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).. Qual é a sua opinião a respeito das pesquisas sobre os biocombustíveis? 136 .Ciência. Uma das linhas de pesquisa. qual dos produtos apresentados poderia beneficiar economicamente populações de baixa renda? Por quê? 4. mostrada na fotografia. um processo de produção sem uso do solo.]. um versátil material sintético. ou FVH. Enquanto essa prática não é definitivamente banida da cultura canavieira.. porque não existem pesquisas agronômicas apontando a quantidade ideal de palha que deve ser deixada no campo depois da colheita. ErEno. a proposta é utilizar também a palha em vários tipos de produtos feitos artesanalmente. ao choque térmico e ao ataque de ácidos permitem o emprego desse material.]. A queima acontece antes da colheita manual.. As possibilidades de aproveitamento do palhiço de cana. que benefícios poderão advir para o meio ambiente e para a saúde da população que é afetada pela fumaça? 3. de boa qualidade e em curto espaço de tempo [..]. Propriedades como excelente resistência ao desgaste. prejudiciais ao ambiente pela liberação de gases que contribuem para o efeito estufa e causam sérios problemas respiratórios para a população exposta. desenvolvido anteriormente pelo mesmo grupo de pesquisa [. Quais deles têm aplicação direta no cotidiano das pessoas? Por quê? 2. produção de biocombustível e fabricação de produtos como bioplásticos.. de acordo com as tradições canavieiras ainda empregadas. vasos. Dinorah. em Foz de Iguaçu. um volume considerável de alimento de qualidade para animais a partir da palha da cana como substrato [. placas e outros. De tudo o que foi discutido no texto. em abrasivos. palha e restos do caule. Se a palha deixar de ser simplesmente queimada. microeletrônica e outras aplicações. gerando renda.. blindagem de aeronaves. 2008. funcionando durante o período de estiagem de maio a outubro apenas com a energia da biomassa do palhiço e do bagaço. revestimento de garrafas. como cachepôs para vasos.. apontam para várias aplicações no setor produtivo. a partir da sílica da palha da cana. que também é semicondutor. A inovação na escolha da matéria-prima e do processo utilizado para produção do carbeto de silício resultou em um pedido de patente pela universidade. n. > Poder calorífico Embora ainda não se saiba exatamente o potencial de geração de energia contida no palhiço. copiando-os em seu caderno. A descoberta surgiu como desdobramento de um projeto para a fabricação do carbeto de silício da palha de arroz. e resultaram em produtos que podem ser fabricados sem muita dificuldade. Extraia do texto alguns produtos tecnológicos que podem ser obtidos da cana-de-açúcar.. carvão para siderúrgicas e até cimento.] mostra que é possível manter uma hidrelétrica igual à de Itaipu. p.

Rede de conceitos possuem I como reserva energética e II como principal componente da parede celular PLANTAS são classificadas em são organismos I . Essas características são exclusivas do grupo das plantas? Justifique. 3. esporo e fruto em função dos grupos de plantas estudados. 4. Escreva em seu caderno as características representadas por I. Que palavras substituem I e II? Escreva-as em seu caderno. II e III briófitas pteridófitas gimnospermas angiospermas representadas por geralmente encontradas em locais úmidos representadas por representadas por possuem a semente como novidade evolutiva geralmente encontradas em locais A geralmente encontradas em locais úmidos e também em ambientes secos representadas por formam o maior grupo de plantas possuem grandes novidades evolutivas como B e C antóceros licopodíneas cicadáceas eudicotiledôneas gnetáceas hepáticas equisetíneas gingkoáceas magnoliídeas musgos filicíneas coníferas monocotiledôneas Questões 1. Que tipos de ambiente podem substituir a letra A? Esses ambientes existem no Brasil? Explique. 137 . representadas por B e C. Agora é a sua vez de fazer um resumo: proponha. aparecem nas angiospermas? 5. em seu caderno. II e III. sistema vascular. Quais novidades evolutivas. um quadro que relacione semente. 2.

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