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Autoeuropa

Nome: Autoeuropa – automóveis,Lda

Denominação social: limitada

Ramo de actividade: indústria automóvel

Nº de trabalhadores directos: 2990

Nº de trabalhadores indirectos: 2350

Inicio de actividade: 26 de Abril de 1995

Cede em Portugal: Concelho de Palmela, Distrito de Setúbal

Volume de vendas em 2007: 1.617 milhões de EUR.


INFORMAÇÕES GERAIS

A Volkswagen Autoeuropa é uma unidade industrial do grupo Volkswagen


instalada desde 1992 em Palmela – Distrito de Setúbal.

São produzidos os modelos Volkswagen Sharan, Seat Alhambra, Volkswagen


Eos e Volkswagen Scirocco.

Na fábrica existem quatro processos de produção que aliam a mais moderna


tecnologia da indústria à especialização humana:

• Nave das prensas


• Nave das carroçarias
• Nave da Pintura
• Nave da Montagem Final

O Conselho de Gerência é constituído pelo Director-geral eng. Andreas


Hinrichs, pelo Director de Recursos Humanos, Dr. Julius von Ingelheim e
pela Directora Financeira eng. Dinah J. Kamiske.

INÍCIO DA VOLKSWAGEN AUTOEUROPA

A fábrica da Volkswagen Autoeuropa em Palmela representa a realização de


um projecto que é o investimento estrangeiro industrial mais importante até
hoje executado em Portugal.

Em Julho de 1991 a Volkswagen e a Ford criaram a Autoeuropa, uma joint-


venture em partes iguais, tendo como objectivo produzir um novo veículo: o
MPV (Multi-Purpose Vehicle). O valor global do investimento realizado no
arranque do projecto foi de 1970 milhões de euros, montante que inclui o
desenvolvimento dos modelos a fabricar.

Em 1995 foram eram produzidos os primeiros VW Sharan, Ford Galaxy


seguidos pelo Seat Alhambra.
Janeiro de 1999, o Grupo Volkswagen assumiu 100% do capital social da
Autoeuropa, esta operação não afectou a actividade produtiva da fábrica,
que manteve o fabrico dos mesmos modelos nos anos seguintes. A
produção do Ford Galaxy terminou apenas em Fevereiro de 2006.

Em Dezembro de 2003 foi feito um novo investimento de 600 milhões de


euros, destinados à preparação das linhas de produção e instalação de
equipamento e infra-estruturas para a produção de novos modelos. Deste
montante, 12 milhões foram destinados para formação.

Neste mesmo ano a Autoeuropa alcança 1 milhão de unidades.

Em 2004, é anunciada a produção do Volkswagen Cabrio Eos na


Autoeuropa, o primeiro carro de luxo e desportivo da Volkswagen a ser
produzido em Portugal, saindo para o mercado em 2006.

Em Março de 2007 foi anunciado mais um investimento de 541milhões de


euros na fábrica de Palmela para reestruturação das linhas de produção de
forma a tornar-se uma linha multi-produto. Neste mesmo ano é anunciada a
produção do novo Volkswagen, coupé Scirocco terceira geração deste
modelo desportivo.

Em Setembro de 2008 começa a ser comercializado o Volkswagen Scirocco


e neste mesmo ano é alcançado o marco histórico de 1 500 000 unidades.

Neste momento a VW Autoeuropa emprega directamente cerca de 3000


pessoas, às quais acrescem cerca de 2500 de colaboradores indirectos que
trabalham no Parque Industrial e outras empresas que prestam serviço nas
nossas instalações.

A Volkswagen Autoeuropa tem um impacto positivo muito assinalável na


economia portuguesa.

VISÃO

A Autoeuropa pretende ser a fábrica da Volkswagen mais atractiva na


Europa. Neste sentido, a Autoeuropa visa atingir a qualidade e
produtividade máxima baseada na flexibilidade dos produtos, de infra-
estruturas e dos seus colaboradores.

MISSÃO

A VW Autoeuropa procura a excelência no fabrico de veículos de alta


qualidade em Portugal, e está perfeitamente consciente de que o êxito, num
mercado cada vez mais competitivo, depende dessa filosofia.

O que a empresa exige de si reflecte esse desafio: integridade, respeito


pelas pessoas e pelas suas capacidades, excelente trabalho em equipa,
responsabilidade e autonomia, capacidade de liderança, excelentes
qualificações profissionais, e empenho para alcançar um objectivo comum.

Estamos organizados, a todos os níveis e em todas as áreas, em equipas de


trabalho, onde as ideias de todos se combinam na procura contínua das
melhores soluções para os objectivos propostos.

Acredita firmemente no desenvolvimento pessoal e profissional. Por isso


concebeu o Plano de Desenvolvimento Pessoal e de Carreira, que permite
identificar e implementar medidas concretas adequadas ao desenvolvimento
de cada indivíduo. Esta abordagem tem levado, por exemplo, a um
investimento considerável em formação profissional.
A Autoeuropa quer ser líder no investimento que faz na Formação, com um
programa que está dirigido para a obtenção de um produto "Best in Class",
através do incremento de uma mão-de-obra cada vez mais especializada.
Os colaboradores da VW Autoeuropa dão vida à sua visão e missão. Ao
trabalhar connosco, estará em contacto com uma equipa motivada e
extremamente competitiva, que partilhará consigo o seu "Know How" e
experiência. Em troca, verá o seu empenho valorizado.

OS PRODUTOS

Os veículos produzidos nesta fábrica foram principalmente desenvolvidos no


Centro de Investigação e Desenvolvimento da Volkswagen na Alemanha,
envolvendo fornecedores altamente experimentados do Grupo Volkswagen,
com vista à criação de produtos de elevada qualidade e de grande valor
para os seus clientes (a nível de qualidade, conforto e tecnologia
sofisticada) a um preço competitivo.

O Volkswagen Sharan e o SEAT Alhambra, fabricados pela Volkswagen


Autoeuropa, pertencem à classe dos MPV (do inglês Multi Purpose Vehicle,
veículo para múltiplos fins). Este conceito combina as vantagens de um
automóvel de passageiros com as de um mini-bus, sem as desvantagens de
um e de outro. Graças à flexibilidade do seu conceito interior, o MPV
responde às necessidades de transporte das famílias ou de pequenos
grupos, adaptando-se na perfeição a situações muito diversas no quadro de
utilizações quer profissionais, quer de lazer.

MONOVOLUME - VOLKSWAGEN SHARAN

SEAT ALHAMBRA
VOLKSWAGEN EOS

VOLKSWAGEN SCIROCCO
PROCESSOS DE PRODUÇÃO COM AS TECNOLOGIAS
MAIS AVANÇADAS

NAVE DAS PRENSAS

Caso único na indústria automóvel em Portugal.

É a primeira fábrica do país a ter uma unidade de prensagem, onde se


produz a maior parte das peças do carro.

A nave das prensas (23000 m2) produz 138 peças para os MPV Sharan e
Alhambra e 78 para o Eos e 70 peças para o VW Scirocco, a partir de
bobinas de aço, trabalhando em regime de 2 turnos.

O aço é importado de países como Alemanha ou Espanha. Existem duas


máquinas de corte, que cortam o aço em formato regular ou irregular dando
origem às platinas que são posteriormente armazenadas em paletes.

As paletes são depois introduzidas nas prensas para ganhar a forma


pretendida. O equipamento de prensas é composto por 5 prensas tri-axiais
sendo uma delas a linha tandem composta por um conjunto de 6 prensas
individuais que podem operar simultânea ou alternadamente, dependendo
do painel que estiver a ser prensado. A linha tandem é a maior da Europa e
é auxiliada no seu funcionamento pelas aranhas modulares que permitem a
substituição rápida e eficaz das platinas ao longo da linha. Utilizada para a
produção de painéis mais complexos como é o caso do tejadilho, do painel
do piso e dos painéis laterais dos nossos carros.

As prensas contêm no seu interior as ferramentas denominadas matrizes,


as quais permitem dar forma ao componente do carro pretendido.
No fim de cada linha de prensas a qualidade das peças é verificada por
técnicos especializados que fazem a verificação visual dos painéis que estão
a sair prensados e os encaminham para o processo de reparação ou para
armazenamento.

A área de cunhos e cortantes (nave com 3500 m2) faz manutenção


preventiva e correctiva a 513 ferramentas de estampagem incorporando
também todas as alterações de design requeridas para o produto final. O
seu equipamento inclui prensas de teste e máquinas fresadoras de CNC, 3 e
5 eixos.

Trabalham em sistema de laboração contínua nesta área 110 pessoas,


engenheiros e técnicos especializados de cunhos e cortantes.

A Unidade de Negócio incluída na área de cunhos e cortantes dedica-se à


construção de ferramentas de estampagem novas não só para a Autoeuropa
mas para todo o grupo Volkswagen. Entre 2001 e 2005, esta Unidade de
Negócios teve uma facturação de 5,5 milhões de euros, graças ao
fornecimento a outras fábricas do grupo Volkswagen de novas matrizes para
o Touran, Passat, Golf A5 e o novo Caddy.

NAVE DAS CARROÇARIAS

As carroçarias são construídas segundo a mais avançada tecnologia. A fim


de optimizar o manuseamento do material, o edifício encontra-se localizado
precisamente ao lado da nave das prensas.

A área possui aproximadamente 500 robots – braços mecânicos de auxilio à


produção. Para o fabrico do Volkswagen Sharan e do SEAT Alhambra, 292
robots aplicam automaticamente 94% dos 5745 pontos de soldaduras,
numa secção com uma área de 35 mil m2. Para o Eos são utilizados 116
robots, que aplicam 4825 pontos de soldadura numa área de 12 530 m2. Os
robots destas duas linhas são na sua maioria de origem alemã e da marca
kUKA.

Os restantes localizam-se na área do VW Scirocco, dotada de uma estrutura


automatizada inovadora com a intervenção dos robots FANUC, de origem
japonesa. Este modelo é constituído por 303 peças e leva 4373 pontos de
soldadura.

Existem três fases essenciais de produção, a preparação dos diversos


conjuntos de peças com os respectivos reforços da carroçaria, a construção
em si da carroçaria, na qual é feita a união das peças através da soldadura,
e a linha final de verificação de qualidade onde é avaliada a superfície do
carro antes de seguir para a pintura.

Antes da zona final de qualidade existem ainda diversas salas de medição


tridimensional onde se faz o controlo de aplicação dos pontos de soldadura
verificados diariamente por ultra-sons por amostragem (mais ou menos 60
carroçarias) e de acordo com um plano pré estabelecido.
Mensalmente também é completamente destruída uma carroçaria para
avaliar a integridade dos pontos de soldadura.

NAVE DA PINTURA

A Nave de Pintura utiliza tintas de base aquosa e opera em dois turnos,


numa semana de trabalho de 5 dias (8 equipas por turno). O tempo de
processo na pintura é de aproximadamente 6,5 horas e nas suas diversas
fases são usadas tecnologias inovadoras e amigas do ambiente, como por
exemplo:

separação dos óleos residuais das águas de lavagem; protecção


anticorrosiva isenta de chumbo e de crómio; primário e esmaltes de base
aquosa; aproveitamento das águas das lavagens em sistemas de cascata.

A nave tem 10 robots de aplicação de PVC, 2 máquinas automáticas de


aplicação electrostática de primário e 3 máquinas de aplicação de esmaltes.
Estes equipamentos asseguram uma transferência de cerca de 80% da tinta
para a carroçaria no processo de pulverização, permitindo um menor
desperdício de tinta. Na aplicação manual, as mudanças de tinta têm um
sistema de recuperação que minimiza o desperdício.

O conceito usado para os materiais é o de "single sourcing", em que um


único fornecedor é responsável pela gestão e controlo dos materiais até à
sua aplicação na unidade. Na Nave de Pintura o conceito é o de "lean
production", não existem stocks intermédios entre processos, o que obriga
a uma grande rapidez na resolução de problemas e dedicação total ao
melhoramento contínuo.
MONTAGEM FINAL

A Nave da Montagem Final possui uma área de aproximadamente 52 542


m2. Para além de ser a maior nave da fábrica em superfície é também a
área com maior número de colaboradores pois o processo de montagem das
cerca de 5500 peças é essencialmente manual. A montagem final dispõe de
cerca de 1000 colaboradores organizados em equipas em cada um dos dois
turnos existentes.

De forma a optimizar os recursos disponíveis e à redução de custos, optou-


se por implementar o conceito logístico “just in time”, um princípio de
gestão de stocks aplicado com grande sucesso em numerosas organizações
japonesas, que se caracteriza pela manutenção de matérias-primas e
componentes em stock apenas em quantidade suficiente para manter o
processo produtivo no momento.

Desta forma, existe um sistema informatizado que indica aos fornecedores,


quando e quais os componentes que devem ser entregues na Autoeuropa
com o fim de facilitar a entrega sequencial e directa à linha de montagem,
de grandes subconjuntos, como é o caso da capota do Eos e os “cockpits”.

Assim, quando cada veículo chega ao ponto de instalação de um


determinado equipamento, o material que lhe é destinado chega também,
automaticamente, para que o operador apenas se limite a retirá-lo do
transportador e montá-lo no veículo.

Este conceito é visível também do ponto de vista da produção dos nossos


automóveis. Cada carro já tem um destino e um cliente final. A montagem é
feita de acordo com as características finais encomendadas.

A aplicação deste conceito permite a redução do investimento em stocks,


libertando liquidez para outros fins e na redução dos custos de
armazenamento, espaço e pessoal. Contudo, para que funcione eficazmente
e sem estrangulamentos no processo produtivo, o JIT obriga à manutenção
de relações privilegiadas com os fornecedores.

À saída da pintura, as carroçarias são preparadas para entrarem na


montagem final num esquema “first in/first out” sequencial. É-lhes atribuído
um número (VIN-Vehicle Identification Number) e a partir daí seguem todo
o processo de montagem de forma ininterrupta. Este é o último processo de
produção onde se faz a montagem da carroçaria já pintada com a parte
mecânica e restantes acessórios pedidos. No final do processo os carros
são devidamente testados e preparados para entrega.

TESTES DE QUALIDADE

No sentido de apoiar os objectivos de melhor qualidade na sua classe,


existe uma zona de preparação para entrega que inclui instalações de
reparação, alinhamento de direcção e faróis, ensaio dinâmico sobre rolos,
testes de ABS/ESP, testes de emissão de gases, testes eléctricos e linhas de
inspecção. Existe ainda um Túnel de Água para verificação de
estanquicidade a 100% dos veículos fabricados.

Todos os modelos produzidos na Volkswagen Autoeuropa passam por uma


prova de estrada numa Pista de Testes com três quilómetros, simulação de
todas as condições de piso, zona de travagem, testes de torção, curvas em
oito, entre outros. Quando esta prova termina, a plataforma inferior é
inspeccionada num fosso especial. Diariamente, são ainda testados no
exterior da fábrica cerca de 30% de veículos, fazendo um percurso de
40 km em estradas seleccionadas para simular todas as condições de
condução.

No Centro de Testes da Qualidade, anexo à zona de preparação para


entrega, procede-se à verificação das especificações dos veículos, através
de um sistema de amostragem. Estas verificações incluem variadíssimas
especificações técnicas, respeito pelos requisitos legais, especificações de
produção e de marketing e conformidade com as normas internas de
Qualidade do Grupo Volkswagen.

MELHORIA CONTINUA DA QUALIDADE


Para a fabricação de um produto de alta qualidade e níveis de produtividade
compatíveis com o grau de competitividade crescente da indústria
automóvel, exige-se que se assegurem soluções logísticas muito avançadas.

A produção na fábrica da Volkswagen Autoeuropa está largamente


alicerçada na aplicação rigorosa dos mais modernos conceitos de
organização e racionalização de métodos e procedimentos. Em todas as
áreas se aplica o conceito do trabalho em equipa, com aplicação prática da
estratégia de Kaizen com vista ao melhoramento contínuo e ao controlo da
Qualidade Total.

O sistema da qualidade da Autoeuropa foi inicialmente certificado, em 1995,


de acordo com os requisitos da norma ISO 9002. Em Dezembro de 2002, a
VCA (Vehicle Certification Agency) certificou o sistema da qualidade de
acordo com os requisitos da norma ISO 9001:2000. Em Dezembro de 2004,
a Volkswagen Autoeuropa atinge a certificação na norma ISOTS
16949:2002.

A plena satisfação do cliente com os produtos e serviços fornecidos pela


Volkswagen Autoeuropa é o indicador principal do seu grau de sucesso.
Melhorar o desempenho e torná-lo superior ao da concorrência é a chave de
uma liderança estável e competitiva no mercado. A Volkswagen Autoeuropa
incluiu nos seus objectivos estratégicos o Modelo de Excelência como uma
medida que assegura um crescimento lucrativo e sustentado a longo prazo.
Para este fim, as áreas de produção estão organizadas em unidades
reguladoras de qualidade, a quem se atribui a responsabilidade de controlo
de qualidade de todo o processo em que estão envolvidas.

No entanto, a exigência de qualidade começa muito antes dos processos de


produção se iniciarem. Na Volkswagen Autoeuropa, a qualidade e a
satisfação do cliente são preocupações que antecederam a concepção dos
produtos.

Um produto final de alta qualidade exige componentes de qualidade. O que


implica que a exigência com a qualidade interna tenha de ter continuidade
nas exigências em relação aos bens e serviços que são fornecidos
externamente. É assim que aos fornecedores da Volkswagen Autoeuropa se
exige a implementação de sistemas operacionais eficazes para o controlo e
reforço da qualidade dos seus processos e produtos. Não só com vista ao
cumprimento das especificações técnicas, mas também melhorando
continuamente produtos e serviços.

Todos os fornecedores da Volkswagen Autoeuropa são certificados de acordo


com padrões muito exigentes, para além de lhes ser exigida regularmente a
apresentação de elementos de prova sobre o desempenho dos seus
sistemas de qualidade.
IMPORTÂNCIA DOS FORNECEDORES E LOGÍSTICA PARA A
QUALIDADE - PARQUE INDUSTRIAL

A filosofia que inspira as relações com os fornecedores da fábrica da


Volkswagen Autoeuropa em Palmela serve o objectivo de garantir alta
qualidade numa base de aprovisionamento de reduzido custo, operando
num ambiente fabril dentro do conceito lean organisation. Este objectivo
atinge-se com o desenvolvimento de relações a longo prazo com os
fornecedores, baseadas em princípios de confiança e benefício mútuo.

Para minimizar os elevados custos de transporte devido às barreiras


geográficas é preciso tentar criar sistemas de fornecimento de componentes
a partir de localizações mais próximas da Autoeuropa, nomeadamente do
Parque Industrial da Autoeuropa, Região de Palmela, Portugal, Península
Ibérica e Europa Ocidental. Nesse sentido, encoraja-se fornecedores
nacionais e internacionais a considerarem a hipótese da instalação de novas
unidades industriais junto à Volkswagen Autoeuropa, nomeadamente no
Parque Industrial, com o qual se criam condições para a implementação de
um sistema de entregas de componentes mais sofisticado e eficiente –
nomeadamente o fornecimento just in time e em sequência.

Este Parque Industrial é hoje uma realidade e nele se instalam 14 das 76


empresas portuguesas que fazem fornecimentos à fábrica da Volkswagen
Autoeuropa, incluindo um centro de pintura – SPPM – com a característica
de pintar tanto metal como plástico.

A área de Logística e o Controlo Ambiental da Volkswagen Autoeuropa tem


vindo, desde 1998, a actuar por influência sobre os fornecedores do Parque
Industrial e próximos, incentivando-os, partilhando experiências e
estimulando-os (através de um sistema de avaliação) para que eles
obtenham a sua própria Certificação Ambiental.

Os contratos de aprovisionamento são adjudicados aos fornecedores com


apropriada habilitação técnica, que demonstram capacidade para a
produção de componentes de alta qualidade a preços competitivos e que
apresentam os mecanismos de entrega mais favoráveis à Volkswagen
Autoeuropa. O número total de fornecedores é de 706, dos quais 62 são
nacionais e os restantes localizam-se em várias partes do mundo.
O Governo Português sempre manifestou o seu interesse em assegurar ao
país os máximos benefícios económicos dos investimentos realizados e dos
incentivos que lhe são proporcionados. Neste sentido, a Volkswagen
Autoeuropa tem promovido a ligação de fornecedores baseados em Portugal
com as organizações de aprovisionamento da Volkswagen do Grupo
Volkswagen.

É fundamental assegurar a sustentabilidade e promover a competitividade


da indústria automóvel nacional.

Neste sentido a Autoeuropa está directamente envolvida no projecto GTDIA


- Gabinete Técnico para o Desenvolvimento da Indústria Automóvel, para
criar relações próximas e de confiança com os fornecedores fomentando
uma consolidação e crescimento dos mesmos.

RECRUTAMENTO E FORMAÇÃO

• CRIAÇÃO DE EMPREGO - TRABALHO EM EQUIPA

No ano de 2008, o número médio de empregados directos da Volkswagen


Autoeuropa foi de 2990. Há ainda mais 2350 trabalhadores indirectos que
prestam os mais variados serviços à Autoeuropa.

A Volkswagen Autoeuropa encara os seus trabalhadores como a chave do


seu sucesso. Atendendo ao facto de que, as metodologias de trabalho se
baseiam exaustivamente no conceito do trabalho em equipa, a todos os
níveis e em todos os departamentos. A Volkswagen Autoeuropa promove de
forma sistemática a responsabilização individual e a passagem das tomadas
de decisão às equipas.
Para trabalhar na Volkswagen Autoeuropa exige-se capacidade de
melhoramento contínuo, espírito de equipa, preocupação constante com a
qualidade e forte motivação. A empresa garante, por seu lado, aos seus
colaboradores boas perspectivas de desenvolvimento e progressão, além de
mecanismos de recompensa pelos esforços desenvolvidos no quadro do
melhoramento contínuo, tanto a nível individual como a nível de equipa.
Todos os trabalhadores da Volkswagen Autoeuropa, de todos os sectores e
categorias profissionais, passam por programas de formação, com duração
variável.

Foram recebidas desde Fevereiro de 1992 mais de 136 mil candidaturas.


Todos os candidatos são sempre sujeitos a um processo de selecção global
que envolve testes de avaliação psicotécnicos, entrevistas finais e exames
médicos.

É feito também, um grande investimento na formação técnica e


comportamental daqueles que conduzem o processo de fabrico, de forma a
responderem eficazmente à sofisticação dos meios e à metodologia de
trabalho.

Na força de trabalho da Volkswagen Autoeuropa foram investidas, até ao


momento, mais de 7 milhões de horas de formação, a maior parte das quais
em Portugal. Mais de mil técnicos receberam formação no estrangeiro, em
fábricas da Volkswagen e da Ford (até 1999) e de alguns dos seus principais
fornecedores. A duração destes programas de formação variou entre 1 dia e
2 anos.

Todos os colaboradores recrutados desde 1992 foram formados nas áreas


de novas tecnologias (automação, PLC, hidráulica, robótica, pneumática),
de novos métodos de trabalho (trabalho em equipa, controlo de qualidade,
Kanban, TPM, melhoria contínua), gestão da qualidade, logística, idiomas e
técnicas de gestão.

Para desenvolver a melhoria contínua (em qualidade, produtividade, etc.) e


para manter uma circulação constante de informações, são promovidas
sessões de comunicação semanais para todas as equipas, e reuniões gerais
periódicas. Paralelamente, existem outros suportes de comunicação interna:
boletim semanal, jornal interno, Intranet, etc.

Em 2003, foi implementado um programa de desenvolvimento estruturado


para todos os quadros técnicos e de gestão. Hoje, 85% dos quadros da
Volkswagen Autoeuropa são portugueses. Em paralelo, e por forma a
providenciar um acompanhamento dos planos de desenvolvimento que
surgiram neste processo, foram concebidos programas de formação para
todos os níveis de gestão da fábrica, com temas desde os conceitos básicos
de liderança até à implementação de estratégias. Tanto estes programas
como os processos de avaliação de potencial, foram desenvolvidos em
parceria com a casa mãe – um aspecto que contribui para a uniformização
de processos e programas em todo o Grupo Volkswagen.

Em 2004, a preparação do lançamento da produção de um novo carro – o


VW Eos - na Volkswagen Autoeuropa originou o início de um novo ciclo
formativo, com a renovação da aposta nas qualificações técnicas,
especificamente voltadas para as novas tecnologias de produto e de meios
de produção entretanto surgidas no seio da indústria automóvel.

A unidade de cunhos e cortantes, única no seu género em Portugal, resulta


precisamente de um esforço de formação e flexibilização de recursos e
métodos de forma a potenciar a capacidade produtiva da fábrica. No mesmo
espírito se enquadra uma estratégia recente que aposta na integração
rápida das pessoas em todo o processo de desenvolvimento dos produtos.

O esforço de formação desenvolvido na Volkswagen Autoeuropa tem


reflexos benéficos em muitos outros sectores da indústria portuguesa.

Enquanto reforça os seus planos de formação técnica e profissional a


Volkswagen Autoeuropa colabora com o Governo Português e com as
autoridades da União Europeia com vista ao desenvolvimento de projectos
de troca de know-how e tecnologia com outras empresas da Indústria
Automóvel do continente europeu. Neste sentido, foi assinado em 1998, um
Protocolo de Cooperação com a Escola Superior de Tecnologia de Setúbal e
com o Institut für Fahrzeugbau da Fachhochschule de Braunschweig.

Este prestigiado instituto alemão e a Volkswagen Autoeuropa disponibilizam


pessoal especializado em engenharia automóvel para desenvolver sessões
de formação no recém-criado Curso de Engenharia Mecânica (Ramo
Automóvel) da escola superior setubalense. A Volkswagen Autoeuropa
disponibiliza ainda equipamento e instalações para ensaios práticos, assim
como estágios profissionais para os estudantes deste curso.

Outros protocolos de cooperação semelhantes, no âmbito da formação


superior em tecnologias e métodos de gestão para a indústria automóvel,
foram já assinados com a Faculdade de Ciências e Tecnologia da
Universidade Nova de Lisboa e com a Escola Superior de Ciências
Empresariais.

No final de 2003, a Volkswagen Autoeuropa criou, em colaboração com


outras entidades e com o apoio do Estado português, a ATEC – Academia de
Formação. Esta academia, em cujo capital a Volkswagen Autoeuropa é
maioritária, tem por objectivo dar resposta não só às necessidades
formativas dos seus promotores, mas também, num sentido mais lato, às
necessidades formativas da indústria portuguesa identificadas pelo Estado.

Desde 1995, 2000 profissionais formados dentro da Volkswagen Autoeuropa


tiveram oportunidades de emprego noutras empresas, um contributo
assinalável para o desenvolvimento da indústria portuguesa.

INFRA-ESTRUTURAS DE APOIO

• CENTRO MÉDICO:

Os Serviços Médicos da Volkswagen Autoeuropa estão muito bem


apetrechados e podem dar resposta eficaz às várias situações eventuais de
emergência numa fábrica desta natureza e dimensão. Criado com espírito
inovador, quer no âmbito da Medicina do Trabalho, quer da Medicina
Curativa, o Centro Médico da Volkswagen Autoeuropa tem equipamentos
sofisticados para acções imediatas ou de rotina. Os seus meios humanos
(pessoal médico, pessoal de enfermagem e técnicos auxiliares de
diagnóstico) foram recrutados com a exigência de qualificações elevadas.

Estes serviços funcionam 24 horas por dia, sendo o período nocturno


assegurado por um enfermeiro.

• CORPO DE BOMBEIROS

A fábrica de Palmela dispõe de um corpo privativo de Bombeiros, com


pessoal altamente treinado e recurso aos mais sofisticados meios de
prevenção e combate a incêndios e outros acidentes industriais.

O serviço do Corpo de Bombeiros é assegurado durante 24 horas por dia,


todos os dias do ano, por 33 profissionais com formação polivalente nas
áreas de intervenção e prevenção. Os Bombeiros Privativos da Volkswagen
Autoeuropa estão aptos a executar todo o tipo de serviços de salvamento, a
prestar primeiros socorros e a transportar feridos e doentes. Está ainda a
seu cargo assegurar o bom estado e condições de funcionamento de todos
os sistemas e equipamentos de prevenção fixos e portáteis: 1900
extintores, 390 caixas de mangueiras, 292 botoeiras de alarme e 42
hidrantes.

Em sectores especiais de produção e armazenagem há detectores de fumos,


de calor e de chama, além de instalações fixas de extinção por CO 2 em
áreas de alto risco. Todos estes equipamentos são continuamente
monitorizados através de um sistema automático e centralizado de detecção
de alarmes.

Os bombeiros dispõem de uma ambulância, de um auto-tanque pesado, de


um pronto-socorro ligeiro, de uma viatura de desencarceramento e de um
reboque para intervenção em situação de risco ambiental. São viaturas que
se encontram equipadas com tecnologia avançada no combate a incêndios,
derrames e prestação de primeiros socorros.

Em 2004, o Corpo de Bombeiros da Volkswagen Autoeuropa foi agraciado


pela Liga dos Bombeiros Portugueses com a Medalha de Ouro por serviços
distintos.

PROTECÇÃO AMBIENTAL

A fábrica da Volkswagen Autoeuropa é o complexo industrial mais moderno


de Portugal e, apesar das grandes dimensões envolvidas, tudo foi estudado
para minimizar o impacte ambiental da sua actividade. Muitas das suas
soluções de protecção ambiental foram implementadas ainda na fase do
projecto. Isto fez-se de forma integrada, perspectivando já no horizonte a
evolução esperada de um quadro legal mais exigente na União Europeia.
Esta política influenciou o projecto a níveis muito profundos, desde a
escolha dos materiais e tecnologias, até à definição de normas e
procedimentos de trabalho.

O Estudo de Impacte Ambiental, executado por uma empresa especializada,


diagnosticou as eventuais incidências sobre o meio hídrico, sobre os
parâmetros da qualidade do ar e solo e sobre o património cultural e sócio-
económico, tanto a nível local como a nível regional, e indicou as medidas
minimizadoras de impactes, que foram implementadas.

Ao nível das matérias-primas, uma equipa multidisciplinar analisa e aprova


internamente todos os produtos químicos usados na fábrica.
Conclusão

Apesar da crise a Autoeuropa tem o futuro assegurado por mais meia


geração. A Volkswagen atribuiu à Autoeuropa a construção do substituto do
mono-volume Sharan, prevendo-se que entre em produção corrente nos
próximos dois a três anos. É provável que na fase mais vigorosa do ciclo de
produção deste modelo a Autoeuropa recupere uma parte significativa do
relevo que já teve para o Produto Interno Bruto nacional.

A empresa fez ainda um recente acordo em que um dos principais


objectivos era que, ate 2010, comprometia-se a não realizar despedimentos
colectivos. Caso o cenário se modifique significativamente, ou seja, se o
volume de produção se alterar devido a reduções na ordem de encomenda,
a Administração e a Comissão de Trabalhadores comprometem-se a iniciar
negociações de modo a encontrar soluções.

Hans Dieter Põtsch, membro do conselho de administração do grupo


Volkwagen com o pelouro das finanças afirmou que “ as expectativas de
venda são significativamente mais baixas do que a planeada (…) vamos ter
que premir todos os botões vermelhos para assegurar a nossa liquidez. Isto
significa um corte drástico em custos e investimentos”

A situação não esta favorável mas o estado e a empresa estão a unir


esforços para manter a empresa assim como os seus fornecedores.
Adriana Lima Nº1 10ºD