Reutilização de Radiofrequências

Resumo  Este artigo disserta sobre o atual sistema de cobertura celular aplicado em comunicações móveis, suas definições e o processo de otimização através do reuso de radiofrequência utilizado no panorama brasileiro de telecomunicações. Palavras-chaves  Reutilização de Radiofrequências, telefonia celular.

I. INTRODUÇÃO A telefonia celular foi projetada tendo em vista a necessidade de comunicação entre duas unidades móveis. Ou uma unidade móvel e uma unidade fixa, denominada Radio Base Station (RBS). A operadora de telefonia através disto será capaz de localizar e rastrear uma chamada, e fazer a comutação entre RBS’s proporcionado ao usuário a possibilidade de se comunicar em movimento continuo alternando entre células de cobertura de acordo com o seu movimento [1]. Para que seja possível localizar e rastrear o usuário através de sua unidade de comunicação móvel cada área de cobertura celular é dividida em pequenas regiões denominadas células, cada célula é composta por uma RBS controlada por uma central de comutação que além de definir qual célula deverá atender o usuário ainda tem como atribuições verificar se o usuário é cliente pré ou pós-pago, se o saldo disponível é suficiente para realizar a ligação e qual tarifação que será aplicada ao usuário (ligações locais, interurbanos e etc.). [2]

De modo geral, células vizinhas não podem operar no mesmo conjunto de frequências, pois cria interferências nas chamadas localizadas próximas da fronteira entre células. Devido ao limitado numero de frequências disponíveis surge a necessidade de reuso de frequências. Um padrão de frequências em reuso é um conglomerado de N células (cluster), onde N representa o fator de reuso, nas quais o grupo de frequências pode ser reutilizado. Existem diversas configurações de cluster. [1]

Fig. 2. Exemplos de cluster

As células dispostas com o mesmo numero no cluster podem utilizar o mesmo grupo de frequências, são denominadas co-células. Como mostra a figura o cluster com fator de reuso 4, uma única célula separa as células usando o mesmo grupo de frequências. No cluster com fator de reuso 7, duas células separam as co-células. II. OBSERVAÇÕES FINAIS A divisão da área de cobertura em células propicia uma melhor distribuição dos usuários descentralizando clientes atendidos por uma mesma RBS evitando problemas de excesso de usuários atendidos por uma mesma célula, ao comutarmos de um local para o outro, o padrão de cluster definido na região possibilita fazer esta troca sem interferências entre células, pois determina que células vizinhas atuem com grupos de frequências diferentes. III. REFERÊNCIAS

Fig. 1. Exemplo de RBS Ericsson GSM/WCDMA - 2012.

O tamanho da célula é definido de acordo com a densidade populacional, considerando também possíveis obstáculos ao sistema irradiante como edifícios, montanhas, lagos e etc. O raio típico de uma célula gira em torno de 2 a 15 km. Uma vez determinado, o tamanho de uma célula pode ser otimizado para evitar interferências de células adjacentes, como novas RBS’s adicionadas a área de cobertura. [1]

[1] Behrouz A. Forouzan, “Comunicação de Dados e Redes de Computadores ”, Bookman, 2006, 3° Edição, pp. 371-373. [2] Workshop Engenharia, Ericsson Telecomunicações Ltda. – Centro Ericsson/São Paulo – SP, 17/05/2012.

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