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Mestrado de Engenharia Civil

Hidrogeologia

Relatório da Visita de Estudo ao Observatório Meteorológico do


Funchal
Instituto de Meteorologia, I. P.

Gilberto Laranja – 2010004

Professora Susana Prada


2008/2009
Hidrogeologia – Eng. Civil

RESUMO

Neste relatório da visita técnica ao Centro de Observação Meteorológica do Funchal


abordamos introdutoriamente a breve história do surgimento da Observação
Meteorológica em Portugal. É apresentado a evolução da rede internacional de
Observação Meteorológica. Por fim é apresentado a instrumentação existente no Centro
de Observação Meteorológica e abordado alguns assuntos onde a Observação
Meteorológica é influente.

Palavras Chaves: Observação Meteorológica, Instrumentos, Rede Mundial.

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LISTA DE FIGURAS

Figura 1 – Rede de estações de observação meteorológica terrestre, a nível


internacional, referentes aos anos 1875 e 1975 respectivamente. .................................... 6
Figura 2 – Fontes de observação, in situ, do Centro Europeu a quando ano 2007........... 7
Figura 3 – Localização de observação meteorológica na Região Autónoma da Madeira
(R.A.M.). [2] ..................................................................................................................... 7
Figura 4 – Instrumentos na estação clássica. .................................................................... 8
Figura 5 – Termómetro de profundidade e de solo de superfície ..................................... 8
Figura 6 – Termómetro de solo de superfície, electrónico. .............................................. 8
Figura 7 – Pluviómetro ..................................................................................................... 9
Figura 8 – Pluviógrafo ...................................................................................................... 9
Figura 9 – Pluviómetro electrónico .................................................................................. 9
Figura 10 – Piranómetro com tela semi-circular ............................................................ 10
Figura 11 – Anemómetro e rumo do vento, sistema electrónico e sistema mecânico. ... 10
Figura 12 – Estação automática com vários instrumentos. ............................................ 11
Figura 13 – Instrumento de medição de partículas PM 10. ............................................ 11
Figura 14 – Medidor de radioactividade......................................................................... 12
Figura 15 – Antena de recepção dos dados enviados pela sonda. .................................. 12
Figura 16 – Colector de precipitação sólida. .................................................................. 12
Figura 17 – Sala de recolha de dados e tratamento. ....................................................... 13

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Í.DICE

1. Introdução ..................................................................................................................... 5
1.1. Delimitação do tema .............................................................................................. 5
1.2. Objectivos .............................................................................................................. 5
2. História Breve da Observação Meteorológica em Portugal ......................................... 5
3. Rede Internacional de Observação Meteorológica ....................................................... 6
4. Pontos de Observação Meteorológica na Região Autónoma da Madeira .................... 7
5. Observatório Meteorológico do Funchal ...................................................................... 8
5.1. Instrumentação....................................................................................................... 8
5.2. Centro de recolha e tratamento de dados ............................................................. 13
6. Considerações finais ................................................................................................... 13
7. Bibliografia ................................................................................................................. 14

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1. I.TRODUÇÃO

1.1. Delimitação do tema


A Meteorologia sendo a parte física que trata dos fenómenos atmosféricos é uma
ferramenta importante para caracterização climatérica das várias partes do planeta. O
maior número de registos guardados ao longo do tempo é fulcral para essa
caracterização. A criação e desenvolvimento dos postos de observação para possibilitar
a recolha de dados de forma rigorosa fez crescer a rede mundial de Observação
meteorológica.

1.2. Objectivos
A visita ao Observatório meteorológico tem como objectivo familiarizar-se com os
processos de observação meteorológica e os instrumentos utilizados para tal.

2. HISTÓRIA BREVE DA OBSERVAÇÃO METEOROLÓGICA EM PORTUGAL

A observação meteorológica em Portugal começa a partir da conferencia internacional


de meteorologia marítima em Bruxelas 1853, com o objectivo de criar cooperação
internacional na meteorologia. Resultado da conferência iniciou-se observações
meteorológicas nos navios da armada e comerciais ainda em 1853. Começando assim a
contribuição de Portugal para a rede mundial de observação atmosférica com a criação
do Instituto do Infante D. Luís na Escola Politécnica de Lisboa, começando observações
regulares a 1 de Outubro de 1854, de seguida também estabeleceram-se Observatórios
para observações regulares no Funchal, Madeira, em Ponta Delgada e Angra do
Heroísmo, Açores.
Apesar das observações oficiais terem começado em 1854, a título particular
primeiramente, de 1816 a 1855 o brigadeiro da Brigada Real de Marinha e major do
Real Corpo de Engenheiros Consº Marino Miguel Franzini realizou e registou
observações meteorológicas de confiança.
Portugal assim deu inicio à contribuição para o serviço de meteorologia internacional
em 1857.
A partir deste momento começou a abrir-se novos observatórios ao longo de todo o país.
Outros postos de observadores particulares ou instituições particulares também
colaboraram para o registo de mais observações.
A maior expansão da rede meteorológica em Portugal deu-se nos anos de 1930 com a
organização de diversos serviços com intuito de uma monitorização climática.
Por fim em 1946 houve uma necessidade de transformar a observação realizada em
Portugal, por vários organismos, numa observação de uma só organização para um
melhor controlo. Assim foi criado o Serviço Meteorológico Nacional. [1]

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3. REDE I.TER.ACIO.AL DE OBSERVAÇÃO METEOROLÓGICA

A rede internacional de observação meteorológica tem evoluído desde o inicio da


criação das primeiras estações de observação meteorológica. São consideradas estações
pertencentes a rede internacional as estações que trocam dados entre sim de forma
regular.
Nas figuras 1 observamos a distribuição da rede de observação meteorológica ao longo
do planeta. Figura 2 representa a evolução da distribuição até ao ano 2007, com 600 000
observações processadas a cada 12 horas.

Figura 1 – Rede de estações de observação meteorológica terrestre, a nível internacional,


referentes aos anos 1875 e 1975 respectivamente.

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Figura 2 – Fontes de observação, in situ, do Centro Europeu a quando ano 2007.

4. PO.TOS DE OBSERVAÇÃO METEOROLÓGICA .A REGIÃO AUTÓ.OMA


DA MADEIRA

Figura 3 – Localização de observação meteorológica na Região Autónoma da Madeira


(R.A.M.). [2]

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Na figura 3 é indicado a localização dos postos de observação meteorológica da R.A.M.


com a actualização das novas estações automáticas, Santa do porto Moniz e Ponta de
São Lourenço.

5. OBSERVATÓRIO METEOROLÓGICO DO FU.CHAL

5.1. Instrumentação

Estação clássica, Abrigo

A estação clássica, Figura 4, contem vários instrumentos de medição, que são


respectivamente os seguintes:

Figura 4 – Instrumentos na estação clássica.


- Termógrafo-Higrógrafo;

-Termómetro de máxima e de mínima (na horizontal);


- Psicrómetro (na vertical), constituído por dois termómetros um molhado um seco;
- Evaporímetro de Piche;

Termómetro de Solo e Profundidade

Figura 5 – Termómetro de profundidade e de


solo de superfície Figura 6 – Termómetro de solo de
superfície, electrónico.

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Figura 5 mostra à esquerda Termómetros de profundidade, estes devem ser colocados a
profundidades compreendidas entre 10 a 100 cm e medem a temperatura do solo a
vários níveis.
À direita, na Figura 5, estão os termómetros de solo de superfície, podem ser instalados
a pequenas profundidades. Na Figura 6 podemos ver termómetro eletronico

Pluviómetro e Pluviógrafo

Figura 7 – Pluviómetro Figura 8 – Pluviógrafo

Figura 9 – Pluviómetro electrónico


O Pluviómetro, Figura 7, mede a precipitação caída numa determinada área. Pluviógrafo
é um pluviómetro dotado de mecanismo de registo, através de gráfico, a precipitação
caída no local. A Figura 9 mostra um pluviómetro electrónico.
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Piranómetro

Figura 10 – Piranómetro com tela semi-circular


Na Figura 10 apresenta o aparelho mede a radiação difusa ao longo do dia. Este
aparelho é de registo automático, digital.

Anemómetro e direcção do vento

Figura 11 – Anemómetro e rumo do vento, sistema electrónico e sistema mecânico.


A velocidade do vento é medida por um anemómetro, os mais usuais são os de rotor
horizontal com três conchas. Na Figura 11 podemos ver o dispositivo que regista os
valores captados pelo sistema mecânico.

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Estação automática electrónica

Figura 12 – Estação automática com vários instrumentos.


A estação automática tem capacidade de registar várias características meteorológicas,
tais como, respectivamente ilustradas na figura 12, pressão atmosférica, varias
temperatura do ar, humidade relativa do ar e a hora da queda das primeiras gotas da
precipitação.

Medidor de partículas PM 10

Figura 13 – Instrumento de medição de partículas PM 10.


Este instrumento tem como objectivo medir as partículas com 10 micrómetros. Este
aparelho está associado a qualidade do ar.

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Medidor de radioactividade

Figura 14 – Medidor de radioactividade.

Balão meteorológico

Figura 15 – Antena de recepção dos dados enviados pela sonda.


Para uma melhor avaliação meteorológica é enviado todos os dias as 12 horas uma
sonda para medir as varias características da atmosfera. Esta sonda é perdida para tal é
enviado os dados via “wireless” e captados pela antena respectiva da foto da Figura 15.

Colector

Figura 16 – Colector de precipitação sólida.

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Colector de precipitação sólida que recolhe amostras da precipitação para analisar a sua
composição química. Recolhe também poeiras.

5.2. Centro de recolha e tratamento de dados

Figura 17 – Sala de recolha de dados e tratamento.


Centro de aquisição de dados e tratamento 24h por dia. Os dados recolhidos dos
instrumentos do próprio observatório, da sonda e de todas as estações espalhadas pela
R.A.M. estão sujeitos a tratamento e verificações para evitar a comunicação de dados
erróneos.
Depois de completa, todas as verificações dos dados, são enviados para a sede em
Lisboa e de seguida para Redding (Londres).

6. CO.SIDERAÇÕES FI.AIS

A importância do centro meteorológico é crucial para a compreensão dos vários


fenómenos meteorológicos e a evolução dos mesmos ao longo dos tempos.
A nível da Engenharia Civil e da sociedade a influência é óbvia, assim há uma maior
facilidade de planeamento espacial e temporal das actividades sociais e para a tomada
de certas decisões.
Ainda na área da engenharia civil a observação meteorológica é importante para a
obtenção de alguns parâmetros de cálculo como por exemplo caudais, onde estes podem
ser calculados, ou estimados com algum rigor, a partir de registos de precipitações nas
determinadas zonas.
Com a necessidade de boa gestão de recursos e de poupança de energia o conhecimento
das características achadas pelas observações meteorológicas é essencial. Para uma
maior eficiência térmica, que é responsabilidade da Engenharia Civil, a classificação

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das regiões segundo as observações realizadas possibilita a escolha da melhor solução a


adoptar.
No âmbito das energias renováveis, tais como, Energia Solar e Energia Eólica a
necessidade de conhecer vários parâmetros do meio é fundamental para a sua correcta e
rentável aplicação.
A relação da observação meteorológica e a Hidrogeologia é fundamental. Os fenómenos
e áreas que a Hidrogeologia trata necessitam do conhecimento das características
meteorológicas. Temos por exemplo um Balanço Hidrológico que requer conhecimento
de temperaturas, horas de luz solar diárias e precipitação. Também será muito útil para a
avaliação dos recursos Hídricos disponíveis ou através de uma previsão os que poderão
estar disponíveis num intervalo de tempo próximo.

7. BIBLIOGRAFIA

[1] – CONSELHO NACIONAL DA ÁGUA; Monitorização de Recursos Hídricos em


Portugal – Instituto da Água - Direcção dos Serviços de Recursos Hídricos,
Lisboa, 1998
[2] – PEREIRA, S.C.; DE LIMA, M.I.P.; DE LIMA, J.L.M.P. – Teste À
Homogeneidade Das Séries De Precipitação Do Arquipélago Da Madeira.
Coimbra
[3] – Meteoiberia, Histórico das Observações Meteorológicas;
http://meteoiberia.com/forum/index.php?topic=954.0
[4] – ESAC, Escola Superior Agrária de Coimbra; Visita Virtual à estação Agro-meteorológica;
http://www.esac.pt/estacao/instrumentos.htm

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