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SET 2003 NBR 10285 Válvulas industriais - Terminologia Origem: Projeto NBR 10285:2002 ABNT/CB-04 - Comitê

SET 2003

NBR 10285

Válvulas industriais - Terminologia Origem: Projeto NBR 10285:2002 ABNT/CB-04 - Comitê Brasileiro de Máquinas e
Válvulas industriais - Terminologia
Origem: Projeto NBR 10285:2002
ABNT/CB-04 - Comitê Brasileiro de Máquinas e Equipamentos Mecânicos
CE-04:009.17 - Comissão de Estudo de Válvulas
NBR 10285 - Valves - Terminology
Descriptors: Valve. Terminology of valve
Esta Norma substitui a NBR 10285:1988
Válida a partir de 30.10.2003
Palavra-chave:
Válvula
28 páginas

Prefácio

A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ABNT/ONS, circulam para Consulta Pública entre os associados da ABNT e demais interessados.

As figuras de válvulas desta Norma são para fins de ilustração e nomenclatura somente, sem qualquer finalidade normativa, e não representam o desenho de nenhum fabricante.

Introdução

As válvulas de que trata esta Norma são aquelas utilizadas em tubulações e equipamentos.

1 Objetivo

Esta Norma estabelece os termos e conceitos empregados nas válvulas para tubulações e equipamentos, destinadas ao bloqueio, regulagem e controle de fluidos de modo geral.

2 Definições

Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes definições:

2

NBR 10285:2003

2.1 adufa: Espécie de válvula-gaveta instalada em pequenas represas ou canais. Ver figura 1.

instalada em pequenas represas ou canais. Ver figura 1. 2.2 alavanca: Ver figuras 2 e 3.

2.2 alavanca: Ver figuras 2 e 3.

Figura 1 - Adufa

pequenas represas ou canais. Ver figura 1. 2.2 alavanca: Ver figuras 2 e 3. Figura 1

Figura 2 - Válvula-esfera

NBR 10285:2003

3

Figura 3 - Válvula-borboleta 2.3 altura da gaxeta: Altura total da gaxeta, depois de prensada,

Figura 3 - Válvula-borboleta

2.3 altura da gaxeta: Altura total da gaxeta, depois de prensada, somando-se todos os seus anéis dentro da câmara.

2.4 agulha: Tipo de obturador usado normalmente nas válvulas-globo, onde se deseja uma regulagem mais precisa.

Ver figura 4.

normalmente nas válvulas-globo, onde se deseja uma regulagem mais precisa. Ver figura 4. Figura 4 -

Figura 4 - Obturador tipo agulha

4

NBR 10285:2003

2.5 anel bipartido: Anel usado para fixar o obturador à haste, em algumas válvulas. Ver figura 5.

o obturador à haste, em algumas válvulas. Ver figura 5. Ref. Nome do componente Ref. Nome

Ref.

Nome do componente

Ref.

Nome do componente

1

Corpo

16

Porca de retenção da bucha da haste

2

Flange da extremidade

17

Preme-gaxeta, peça única

3

Ressalto para dreno do corpo

18

Flange do preme gaxeta

4

Flange da tampa

19

Preme-gaxeta, duas peças sobrepostas

5

Flange do corpo e tampa

20

Haste

6

Tampa

21

Bucha de contravedação

7

Anel de sede apoiado na borda

22

Porca do disco

8

Anel de sede apoiado no fundo

23

Porca do disco, tipo bucha de contravedação

9

Junta de vedação da tampa

24

Anel lanterna

9a

Junta tipo anel da tampa

25

Gaxeta

10

Disco, tipo esfera

25a

Excêntrico

10a

Disco, tipo cônico

26

Parafuso prisioneiro do preme-gaxeta

10b

Disco cônico/sede reduzida

27

Porca do parafuso prisioneiro do preme-gaxeta

10c

Disco, tipo plano

28

Parafuso de olhal

11

Castelo

29

Parafuso prisioneiro da tampa

12

Anel bipartido

30

Porca para parafuso prisioneiro da tampa

13

Volante

31

Bujão

14

Porca do volante

32

Ressalto

15

Bucha da haste

33

Anel de vedação

Figura 5 - Válvula-globo de padrão reto

NBR 10285:2003

5

2.6 anel de gaxeta: Componente que, alojado na câmara da gaxeta, propicia a vedação entre a haste e a tampa da

válvula.

2.7 anel de vedação: Componente de algumas válvulas onde se localiza a sede. Ver figura 5.

2.8 anel-lanterna: Luva espaçadora, colocada entre grupos de anéis de gaxeta. Ver figura 6.

2.9 área de passagem: Área da seção do corpo da válvula por onde passa o fluido.

2.10 arruela de trava: Ver figura 4.

2.11 atuador: Equipamento usado para acionar as válvulas. São as alavancas, os volantes com ou sem mecanismos de

redução e os dispositivos eletromecânicos, hidráulicos ou pneumáticos, instalados sobre o castelo ou externamente ao corpo.

2.12 bóia: Peça usada no interior de algumas válvulas para abrir e fechar a saída de fluidos, ou peça usada na extremidade

da alavanca de algumas válvulas destinadas a controlar o nível de fluidos em recipientes.

2.13 borboleta: Ver “válvula-borboleta”.

2.14 bucha de contravedação: Ver “contravedação”.

2.15 bucha da haste: Ver figuras 5 e 6.

2.16 bujão do dreno: Ver figura 7.

2.17 bujão do anel-lanterna: Ver figura 6.

2.18 braço da portinhola: Ver figura 8.

2.19 by-pass: Ver “circuito de alívio”.

6

NBR 10285:2003

1 Porca do volante 13 Junta da tampa 2 Volante 14 Parafusos e porcas da

1

Porca do volante

13

Junta da tampa

2

Volante

14

Parafusos e porcas da tampa

3

Bucha da haste

15

Gaveta

4

Haste

16

Anel da sede

5

Flange do preme-gaxeta

17

Corpo

6

Preme-gaxeta

18

Ressalto para dreno

7

Gaxeta da haste

19

Extremidade soldada

8

Anel lanterna

20

Orifício de passagem da válvula

9

Bujão

21

Parafusos e porcas do preme-gaxeta

10

Limpador de gaxeta

22

Parafusos do preme-gaxeta ou parafusos de olhal e porcas do preme-gaxeta

11

Bucha de contravedação

23

Parafusos do castelo

12

Tampa

24

Castelo

Figura 6 - Válvula-gaveta

NBR 10285:2003

7

Figura 7 - Ressaltos dos corpos das válvulas Figura 8 - Válvula de retenção com

Figura 7 - Ressaltos dos corpos das válvulas

Figura 7 - Ressaltos dos corpos das válvulas Figura 8 - Válvula de retenção com portinhola

Figura 8 - Válvula de retenção com portinhola

8

NBR 10285:2003

2.20 cabeçote de manobra: Adaptador para acoplamento da haste ao sistema de acionamento. Ver figura 9.

da haste ao sistema de acionamento. Ver figura 9. Figura 9 - Cabeçote de manobra 2.21

Figura 9 - Cabeçote de manobra

2.21 câmara de condensação: Espaço entre a parte inferior da câmara de gaxeta e a bucha de contravedação.

2.22 câmara de entrada: Espaço compreendido entre o plano da entrada da válvula e a sede.

2.23 câmara de gaxeta: Espaço onde são alojados os anéis de gaxeta, destinados à vedação em torno da haste.

2.24 câmara de saída: Espaço compreendido entre a sede e o plano de saída da válvula.

2.25 castelo: Peça fixada à tampa onde é montada a bucha da haste. Em alguns casos, o castelo é integral à tampa.

Ver figura 6.

2.26 classe de pressão: Ver “pressão nominal”.

2.27 circuito de alívio: Derivação externa ao corpo da válvula, para facilitar a sua abertura e/ou propiciar alívio para

sobrepressões exercidas a jusante da válvula no sistema. Ver figura 10.

NOTA - Corresponde ao termo by-pass do inglês.

figura 10. NOTA - Corresponde ao termo by-pass do inglês. Figura 10 - Circuito de alívio

Figura 10 - Circuito de alívio by-pass

2.28 componentes internos: Diversos componentes do interior da válvula que entram em contato com o fluido. Consideram-se como componentes internos, por exemplo, a haste, o anel de vedação, o obturador e a bucha de contravedação.

NOTA - Este conceito coincide com a denominação TRIM do inglês.

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9

2.29 cone: Ver “obturador cônico”.

2.30 contrapeso: Tipo de atuador por gravidade utilizado no esforço de fechamento de alguns tipos de válvulas. Ver figura 11.

de fechamento de alguns tipos de válvulas. Ver figura 11. Figura 11 - Válvula de retenção

Figura 11 - Válvula de retenção de portinhola com contrapeso

2.31 contravedação: Sistema existente na parte interna de alguns tipos de válvulas, que permite a desmontagem da

gaxeta para substituição, mesmo com a linha operando e com a válvula totalmente aberta. Pode ser obtido por uma bucha ou diretamente na tampa/corpo.

2.32

corpo: Parte da válvula por onde passa o fluido e onde normalmente se alojam a sede e o obturador. Ver figuras 5

e 6.

2.33

corpo bipartido: Tipo de construção em que, para facilitar a montagem dos componentes internos, o corpo é

constituído de duas peças flangeadas ou roscadas entre si. Muito usado em válvulas de esfera. Ver figura 12.

peças flangeadas ou roscadas entre si. Muito usado em válvulas de esfera. Ver figura 12. Figura

Figura 12 - Corpo bipartido

10

NBR 10285:2003

2.34 corpo curto: Solução construtiva do corpo das válvulas, em que a sua dimensão face a face é inferior à dimensão

convencional (corpo longo).

2.35 corpo integral: Corpo constituído de uma única peça. Ver figuras 5 e 6.

2.36 corpo longo: Tipo de construção do corpo das válvulas em que a dimensão face a face é considerada a convencional.

2.37 corpo LUG: Tipo de construção de corpo guarnecida de orelhas para alojamento de parafusos. Ver figura 3.

2.38 corpo oblíquo: Aquele em que a haste da válvula fica inclinada em relação ao eixo de entrada e saída das válvulas.

Ver figura 13.

ao eixo de entrada e saída das válvulas. Ver figura 13. Figura 13 - Válvula-globo com

Figura 13 - Válvula-globo com corpo oblíquo

2.39

corpo partido: Tipo de construção em que o corpo da válvula é constituído de duas ou mais partes. Ver figuras 2

e 12.

2.40

corpo soldado: Construção do corpo em que ele é constituído de partes soldadas.

2.41

corpo tripartido: Tipo de construção em que, para facilitar a montagem dos componentes internos, o corpo é

constituído de três peças flangeadas ou roscadas entre si. Muito usado em válvulas de esfera. Ver figura 2.

2.42 corpo wafer: Corpo de válvula desprovido de flange, para ser inserido entre dois flanges. Ver figura 3.

2.43 corpo “Y”: Ver “corpo oblíquo”.

2.44 cunha: Tipo de obturador das válvulas-gaveta, com faces convergentes. Ver “obturador” e figura 6.

2.45 cunha bipartida: Tipo de cunha constituída de duas partes articuladas. Ver figura 14.

2.46 cunha de expansão: Elemento do obturador tipo disco duplo, que promove o deslocamento dos discos contra as

sedes. Ver figura 15.

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11

    Nome dos componentes     Nome dos componentes   1 Porca do volante
    Nome dos componentes     Nome dos componentes   1 Porca do volante
   

Nome dos componentes

   

Nome dos componentes

 

1 Porca do volante

 

1 Porca do volante

 

2 Placa de identificação

 

2 Placa de identificação

 

3 Volante

 

3 Volante

 

4 Haste

 

4 Haste

 

5 Porca da gaxeta

 

5 Porca da gaxeta

 

6 Preme-gaxeta

 

6 Preme-gaxeta

 

7 Gaxeta

 

7 Gaxeta

 

8 Tampa

 

8 Tampa

 

9 Cunha bipartida

 

9 Disco duplo

10 Corpo

   

10 Cunha de expansão

 

11 Corpo

 

Figura 14 - Válvula-gaveta - Cunha bipartida

Figura 15 - Válvula-gaveta - Cunha de expansão

12

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2.47 cunha flexível: Tipo de cunha cuja construção lhe confere flexibilidade. Ver figura 16.

2.48 cunha integral: Tipo de cunha feita de uma única peça maciça.

2.49 curso da haste: Deslocamento da haste entre as posições fechada e de máxima abertura, nas válvulas de haste

ascendente. Ver figura 6.

2.50 curso do obturador: Deslocamento máximo do obturador em relação à sede.

Deslocamento máximo do obturador em relação à sede. Figura 16 - Válvula-gaveta - Cunha flexível 2.51

Figura 16 - Válvula-gaveta - Cunha flexível

2.51 diafragma: Tipo de obturador que consiste em uma placa de material elástico, geralmente material elastomérico,

presa pelo centro ao mecanismo de acionamento e pelas bordas ao corpo. Ver figura 17.

presa pelo centro ao mecanismo de acionamento e pelas bordas ao corpo. Ver figura 17. Figura

Figura 17 - Válvula-diafragma

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2.52 diâmetro nominal DN: Designação numérica do tamanho que é comum a todos os componentes do sistema de

tubulação que não sejam os componentes designados por diâmetros externos ou por tamanhos de rosca. É um número redondo conveniente para fins de referência e normalmente não é rigidamente relacionado às dimensões de fabricação.

NOTAS

1 O diâmetro nominal é designado pelas letras DN seguidas de um número, por exemplo DN 100.

2 Os diâmetros nominais em valores de DN devem ser os seguintes: 10; 15; 20; 25; 32; 40; 50; 65; 80; 100; 150; 200; 250; 300; 350; 400; 450; 500; 600; 700; 800; 900; 1 000; 1 100; 1 200; 1 500 etc.

2.53 disco duplo: Nome dado ao obturador das válvulas-gaveta, quando ele tem faces paralelas que se posicionam pela

ação de uma cunha de expansão ou por planos inclinados opostos. Ver figuras 15 e 18.

ou por planos inclinados opostos. Ver figuras 15 e 18. Figura 18 - Obturador com disco

Figura 18 - Obturador com disco duplo e plano inclinado

2.54 distância centro a face: Nas válvulas angulares e de segurança/alívio, são as distâncias entre cada uma das

extremidades e o eixo da outra extremidade.

2.55 distância centro a topo: Maior altura da válvula medida a partir do eixo da tubulação.

2.56 distância face a face: Excetuando-se as válvulas angulares, é a distância entre as extremidades da válvula.

2.57 dreno: Orifício, geralmente na parte inferior das válvulas, para permitir drenagem. Ver figura 7.

2.58 eixo da portinhola: Em alguns tipos de válvulas de retenção, é a peça onde está articulado o braço da portinhola.

Ver figura 8.

2.59 entrada da válvula: Abertura na extremidade da válvula por onde entra o fluido.

2.60 esfera: Tipo de obturador usado em algumas válvulas. Figura 19-a).

2.61 esfera aliviada: Tipo de obturador constituído de uma única peça fundida com passagem cilíndrica com alívios

internos para redução de massa. Ver figura 19-b).

2.62 esfera com cavidade selada: Tipo de obturador constituído sob a forma de casca para redução de massa, com

passagem cilíndrica. Ver figura 19-b).

2.63 esfera maciça: Tipo de obturador constituído de uma única peça maciça. Ver figura 19-a).

2.64 esfera oca: Tipo de obturador constituído sob forma de casca, para redução de massa.

2.65 esfera revestida: Aquela em que a superfície externa é revestida por outro material, para melhorar determinadas

características.

14

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Figura 19 - Disposição construtiva da esfera 2.66 extremidades: Regiões das válvulas destinadas a sua

Figura 19 - Disposição construtiva da esfera

2.66 extremidades: Regiões das válvulas destinadas a sua conexão com tubulação ou equipamento.

2.67 extremidade com bolsa: Tipo de extremidade para conectar com a ponta de tubos ou de conexões, nas ligações tipo

ponta e bolsa. Ver figura 20.

conexões, nas ligações tipo ponta e bolsa. Ver figura 20. Figura 20 - Extremidade com bolsa

Figura 20 - Extremidade com bolsa

2.68 Extremidade com encaixe para solda: Tipo de extremidade em que o tubo penetra na extremidade da válvula e

recebe um cordão de solda, para fixação e vedação. Ver figura 21.

cordão de solda, para fixação e vedação. Ver figura 21. Figura 21 - Extremidades com encaixe

Figura 21 - Extremidades com encaixe para solda

2.69 extremidade flangeada: Tipo de extremidade que possui flange para ligação a outro flange existente na tubulação.

Ver figuras 5 e 6.

2.70 extremidade com ponta: Tipo de extremidade para conectar com a bolsa de tubos ou de conexões, nas ligações tipo

ponta e bolsa. Ver figura 22.

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Figura 22 - Extremidade com ponta 2.71 extremidade roscada: Tipo de extremidade cuja ligação à

Figura 22 - Extremidade com ponta

2.71 extremidade roscada: Tipo de extremidade cuja ligação à tubulação é feita por rosca. Ver figuras 13 e 14.

2.72 extremidade para solda de topo: Extremidade preparada para ser soldada de topo com a tubulação (pode ser

biselada ou não). Ver figura 23.

a tubulação (pode ser biselada ou não). Ver figura 23. Figura 23 - Válvula com extremidades

Figura 23 - Válvula com extremidades para solda de topo

2.73 flange: Elemento de fixação nas ligações flangeadas. Ver figura 6.

2.74 fole externo: Componente externo usado em válvulas para impedir o contato da haste com o ambiente externo.

2.75 fole interno: Componente interno usado em válvulas para impedir vazamentos e o contato do fluido com a haste.

Ver figura 24.

NOTA - Em válvulas de alívio e em válvulas de segurança, o fole interno tem também a finalidade de evitar o efeito da contrapressão variável na pressão de abertura.

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Figura 24 - Válvula com fole 2.76 gaveta: Obturador das válvulas de mesmo nome. Ver

Figura 24 - Válvula com fole

2.76 gaveta: Obturador das válvulas de mesmo nome. Ver “válvula-gaveta”.

2.77 gaxeta: Conjunto de anéis de material deformável, usado para fazer a vedação junto à haste das válvulas. Ver

figura 6.

2.78 guilhotina: Obturador das válvulas de mesmo nome. Ver “válvula-guilhotina”.

2.79 haste: Peça cilíndrica cuja ação sobre o obturador promove a abertura e o fechamento das válvulas. Ver figuras 1 e 6.

2.80 haste ascendente: Tipo construtivo de válvula em que, durante a abertura, a haste se projeta para o exterior, aumentando, conseqüentemente, a distância centro a topo da válvula. Ver figura 26.

2.81 haste não ascendente: Tipo construtivo de válvula em que, durante a abertura, a haste não se projeta para o exterior,

permanecendo inalterada a distância centro a topo da válvula. Ver figura 27.

2.82 indicador de abertura: Dispositivo acoplado à haste nas válvulas de haste não ascendente, com o objetivo de indicar

as posições de abertura ou fechamento da válvula.

2.83 junta de vedação: Peça auxiliar na vedação entre dois componentes, geralmente usada entre corpo e tampa.

Ver figuras 5 e 6.

2.84 limitador de curso: Batente para a alavanca e outros atuadores, usado nas válvulas de esfera, macho, borboleta e

outras.

2.85 macho: Nome dado ao obturador das válvulas macho. Ver figura 25.

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Figura 25 - Obturadores de válvulas macho 2.86 obturador: Componente que, trabalhando junto à sede,

Figura 25 - Obturadores de válvulas macho

2.86 obturador: Componente que, trabalhando junto à sede, promove a abertura, fechamento e controle de fluxo das válvulas. Em função do tipo da válvula, os obturadores adquirem nomes e geometrias específicas, decorrentes de seus aspectos ou funcionalidade. Ver tabela 1.

Tabela 1 - Obturadores das válvulas

Válvula

 

Obturador

Tipo

Subtipo

Figura

   

Integral

6

Cunha

Flexível

16

Gaveta

Bipartida

14

Discos duplos

Cunha de expansão

15

Plano inclinado

18

 

Plano

13

Globo

Cônico

5

Agulha

4

Parabólico

Esférico

Esfera

Esfera

Integral

19

Oca

   

Simples

8

Portinhola

Dupla

44

Diafragma

41

Retenção

Esfera

-

42

 

Plano

-

Pistão

Cônico

21

Esférico

-

Parabólico

-

Guilhotina

Guilhotina

35

Macho

Macho

Cônico

25

Cilíndrico

Borboleta

Disco

Concêntrico

3

Excêntrico

-

Diafragma

Diafragma

17

18

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2.87 passagem plena: Característica de toda válvula tal que qualquer seção transversal, ao percurso do fluido, tenha uma

área de passagem maior ou igual à mínima estabelecida conforme o tipo de válvula.

2.88 passagem reduzida: Característica de toda válvula com passagem inferior à plena, estabelecida conforme o tipo de

válvula.

inferior à plena, estabelecida conforme o tipo de válvula. Nome dos componentes 1 Porca do volante

Nome dos componentes

1

Porca do volante

2

Placa de identificação

3

Volante

4

Haste

5

Porca do preme-gaxeta

6

Preme-gaxeta

7

Gaxeta

8

Tampa

9

Cunha sólida

10

Corpo

Figura 26 - Válvula-gaveta - Haste ascendente

10 Corpo Figura 26 - Válvula-gaveta - Haste ascendente Nome dos componentes 1 Porca do volante

Nome dos componentes

1

Porca do volante

2

Placa de identificação

3

Volante

4

Haste

5

Porca do preme-gaxeta

6

Preme-gaxeta

7

Gaxeta

8

Estojo da gaxeta

9

Tampa

10

Cunha sólida

11

Corpo

Figura 27 - Válvula-gaveta - Haste não ascendente

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19

2.89 passagem reta: Característica das válvulas com extremidades de entrada e saída coaxiais.

2.90 passagem venturi: Característica de toda válvula que sofre um afunilamento gradual da área de passagem.

2.91 porca do preme-gaxeta: Elemento que promove o aperto do preme-gaxeta. Ver figura 27.

2.92 porca de união: Peça de ligação entre o corpo e tampa, usada em algumas válvulas.

2.93 portinhola: Nome dado ao obturador de certos tipos de válvulas de retenção. Ver figura 8.

2.94 preme-gaxeta: Peça colocada sobre as gaxetas, destinada a comprimi-las pelo aperto de uma porca ou de parafuso.

Ver figuras 6 e 27.

2.95 pressão de trabalho: Pressão de operação de um sistema.

2.96 pressão nominal (PN): Designação numérica expressa por um número inteiro, para fins de referência. Todos os

componentes do sistema de tubulação designados pela mesma pressão nominal devem ter as mesmas dimensões de acoplamento. A pressão de trabalho admissível depende do material, projeto e temperatura de trabalho e deve ser selecionada nas tabelas de pressão-temperatura. A correspondência entre os valores de pressão nominal (PN) e classe de pressão usada pela ANSI está apresentada na tabela 2.

Tabela 2 - Correspondência entre valores PN e ANSI

PN

2,5

6 16

10 20

25

40 50

 

100

150

250

420

ANSI

– 125

– 150

200

 

– 300

600

900

1 500

2 500

2.97 pressão máxima de trabalho: Pressão interna máxima admissível para cada valor de temperatura de trabalho,

enquadrada nas respectivas faixas de relação pressão-temperatura, segundo a respectiva classe de pressão.

2.98 pistão: Tipo de obturador da válvula de retenção tipo pistão. Ver “obturador” e figura 28.

de retenção tipo pistão. Ver “obturador” e figura 28. Figura 28 - Válvula de retenção horizontal

Figura 28 - Válvula de retenção horizontal tipo pistão (guia)

2.99 purgador: Tipo de válvula automática destinada à drenagem de líquidos de tubulações ou equipamentos com vapor

ou gases.

2.100 registro: Nome pelo qual são conhecidas algumas válvulas.

2.101 ressalto do flange: Pequena saliência na face dos flanges, onde se assentam as juntas. Ver figuras 5 e 6.

2.102 ressalto para dreno e circuito de alívio: Saliência no corpo da válvula que permite a conexão de dispositivos de

dreno e/ou circuito de alívio. Ver figuras 7 e 10.

2.103 relação pressão x temperatura: Correspondência entre pressão e temperatura de trabalho, que permite seleção

das válvulas dentro das PN existentes e dos respectivos materiais.

2.104 sede: Superfície de vedação no corpo da válvula que recebe o obturador. No caso de algumas válvulas, esta sede é

obtida no próprio corpo. Em outras é comum se fazer a sede em anel de vedação que é posteriormente montado no corpo da válvula, existindo também a construção da sede diretamente sobre o corpo, através de revestimento.

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2.105 sede de contravedação: Superfície de vedação na bucha de contravedação ou na tampa, que promove a

estanqueidade no espaço entre a haste totalmente aberta e o castelo, permitindo a troca de gaxeta. Ver figura 6.

2.106 sentido de fluxo: Sentido de passagem de fluxo ao qual alguns tipos de válvulas devem obedecer para o perfeito

funcionamento. Exemplo: válvulas-globo, retenção etc. É normalmente indicado por uma seta em relevo no corpo da válvula.

2.107 superfície de vedação: Superfícies da sede e do obturador que se encostam para promover estanqueidade.

2.108 superfície de vedação integral: Aquelas que são obtidas diretamente sobre o material do corpo.

2.109 superfície de vedação depositada: Aquelas que são obtidas por usinagem de material depositado.

2.110 tampa: Ver figuras 5, 6 e 27.

2.111 tampão: Ver figura 29.

Ver figuras 5, 6 e 27. 2.111 tampão: Ver figura 29. Figura 29 - Válvula angular

Figura 29 - Válvula angular de incêndio com tampão e corrente

2.112 torneira: Nome atribuído às válvulas utilizadas em ligações prediais.

2.113 trava: Ver arruela de trava.

2.114 trim: Ver “componentes internos”.

2.115 válvula: Nome de equipamento capaz de bloquear, regular, alterar ou controlar o fluxo de fluidos.

2.116 válvula de agulha: Válvula de regulagem e bloqueio, subtipo da válvula-globo, com obturador tipo agulha.

Ver figuras 4 e 30.

2.117 válvula angular: Tipo de válvula em que as extremidades de entrada e saída estão a 90º.

2.118 válvula de alívio: Dispositivo automático de alívio de pressão, atuado pela pressão estática na entrada, e que se

abre à medida que a pressão aumenta acima da pressão de ajuste, o que ocorre no trabalho com líquidos.

2.119 válvula auto-operada: Tipo de válvula que apresenta elemento sensor integrado. A auto-operação pode ser feita

através de sensores integrados à válvula, trasmitindo energia ao elemento controlador, ou através do próprio elemento controlador que se desloca sobre efeito direto das condições controladas. Exemplo: termostáticas, de alívio, de retenção, reguladoras de pressão etc.

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Figura 30 - Válvula de agulha 2.120 válvula de bloqueio: Tipo de válvula que funciona

Figura 30 - Válvula de agulha

2.120

válvula de bloqueio: Tipo de válvula que funciona em condições de abertura ou fechamento total da passagem do

fluido.

2.121

válvula de bóia: Tipo de válvula auto-operada, caracterizada por seus movimentos de abertura e fechamento em

função de elemento flutuante que atua sobre o obturador. Ver figura 31.

flutuante que atua sobre o obturador. Ver figura 31. Figura 31 - Válvula de bóia 2.122

Figura 31 - Válvula de bóia

2.122 válvula-borboleta: Tipo de válvula de bloqueio ou controle, caracterizada pela rotação de uma peça circular (disco)

em torno de um eixo perpendicular à direção de escoamento do fluido. Ver figura 3.

2.123 válvula combinada: Tipo de válvula que, devido a sua forma construtiva, pode apresentar durante o seu funcionamento características relativas ao tipo de bloqueio, ao tipo de controle ou ao tipo auto-operada.

2.124 válvula de contorno: Ver “circuito de alívio”.

2.125 válvula de controle: Tipo de válvula que permite a modulação de características de fluxo, tais como vazão, pressão

e temperatura, sem intervenção manual. Em vários casos são de construção semelhante às válvulas de bloqueio, mas internamente concebidas para modulação. Suas características de controle são preestabelecidas, implicando repetibilidade.

2.126 válvula-diafragma: Tipo de válvula de bloqueio e/ou de controle cujo obturador é do tipo diafragma. Ver figura 17.

2.127 válvula-esfera: Tipo de válvula que, conforme a sua construção, pode ser de bloqueio ou de controle, caracterizada

pelo obturador tipo esférico. Ver figuras 2 e 12.

2.128 válvula de fecho rápido: Tipo de válvula de bloqueio, subtipo da válvula-gaveta de acionamento rápido por meio de

alavanca e com sistema obturador constituído por dois discos planos que se encaixam entre duas sedes em planos paralelos ou convergentes. Ver figura 32.

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2.129 válvula de fundo de tanque: Tipo de válvula de bloqueio usada em fundos de reservatórios de fluidos, com

possibilidade de precipitação de sólidos. Ver figura 33.

possibilidade de precipitação de sólidos. Ver figura 33. Figura 32 - Válvula de fecho rápido Figura

Figura 32 - Válvula de fecho rápido

Ver figura 33. Figura 32 - Válvula de fecho rápido Figura 33 - Válvula de fundo

Figura 33 - Válvula de fundo de tanque

2.130 válvula-gaveta: Tipo de válvula de bloqueio caracterizada pelo obturador que se encaixa, seguindo movimento

retilíneo perpendicular ao sentido do fluxo, entre duas sedes em planos paralelos ou convergentes. Ver figura 6.

2.131 válvula-globo: Tipo de válvula que, conforme sua construção, pode ser de bloqueio ou de controle, caracterizada por obturador que se desloca coaxialmente à direção do fluxo na passagem da válvula. Ver figura 5.

2.132 válvula-globo angular: Subtipo de válvula-globo em que as extremidades de entrada e saída estão a 90º.

2.133 válvula-globo tipo passagem reta ou “Y”: Subtipo de válvula-globo em que as extremidades são coaxiais e o

movimento da haste se processa a 45º em relação ao sentido geral do fluxo. Ver figura 13.

2.134 válvula-globo reta: Designação dada ao grupo mais comum das válvulas-globo, em que as extremidades são

coaxiais e o movimento da haste se processa perpendicularmente ao sentido geral do fluxo. Ver figura 5.

2.135 válvula-globo de retenção: Tipo de válvula combinada que pode operar como válvula-globo ou como válvula de

retenção. Ver figura 34.

2.136 válvula-guilhotina: Válvula tipo bloqueio, caracterizada pelo obturador constituído por uma lâmina plana que se

desloca perpendicularmente ao sentido do fluxo. Ver figura 35.

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Figura 34 - Válvula-globo de retenção Figura 35 - Válvula-guilhotina 2.137 válvula macho: Tipo de

Figura 34 - Válvula-globo de retenção

Figura 34 - Válvula-globo de retenção Figura 35 - Válvula-guilhotina 2.137 válvula macho: Tipo de válvula

Figura 35 - Válvula-guilhotina

2.137 válvula macho: Tipo de válvula que, conforme sua construção, pode ser de bloqueio ou de controle, caracterizada

pelo obturador cônico ou cilíndrico vazado, inteiriço ou segmentado, que se desloca segundo movimento de rotação em torno do seu próprio eixo e perpendicular ao sentido de fluxo. Ver figura 36.

2.138 válvula-mangote: Tipo de válvula de bloqueio em que a obturação é propiciada pelo estrangulamento de um

elemento de mangueira. Ver figura 37.

2.139 válvulas de múltiplas vias: Tipo de válvula com mais de duas extremidades. Ver figura 38.

2.140 válvula ocular: Válvula do tipo de bloqueio, caracterizada pelo obturador que se desloca perpendicularmente ao

sentido do fluxo, seguindo movimento em torno de eixo externo ao seu campo de ação. Ver figura 39.

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Figura 36 - Válvula macho Figura 37 - Válvula-mangote

Figura 36 - Válvula macho

Figura 36 - Válvula macho Figura 37 - Válvula-mangote

Figura 37 - Válvula-mangote

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Figura 38 - Válvula de cinco vias Figura 39 - Válvula ocular

Figura 38 - Válvula de cinco vias

Figura 38 - Válvula de cinco vias Figura 39 - Válvula ocular

Figura 39 - Válvula ocular

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2.141 válvula de pé: Ver “válvula de retenção” de fundo de poço ou reservatório. Ver figura 40.

2.142 válvula para hidrante ou angular de incêndio: Válvula de bloqueio, geralmente subtipos das válvulas-globo

angulares ou das válvulas-gaveta, nas quais as extremidades de saída têm roscas próprias para acoplamento rápido em dispositivos contra incêndio. Ver figura 29.

2.143 válvula de retenção: Válvulas auto-operadas, de acionamento automático, proporcionado pelas diferenças de

pressão a montante e a jusante exercidas pelo fluido e em conseqüência do próprio fluxo. São utilizadas para impedir um

retorno dos fluidos nas tubulações. Conforme a construção, podem operar nas posições vertical, horizontal ou inclinada. Ver figuras 28, 41, 42, 43 e 44.

2.144 válvula de regulagem: Tipo de válvula com as características das válvulas de controle com atuação manual.

2.145 válvula de retenção de diafragma: Válvula de retenção de portinhola com obturador tipo diafragma. Ver figura 41.

de portinhola com obturador tipo diafragma. Ver figura 41. Figura 40 - Válvula de pé Figura

Figura 40 - Válvula de pé

com obturador tipo diafragma. Ver figura 41. Figura 40 - Válvula de pé Figura 41 -

Figura 41 - Válvula de retenção de diafragma

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2.146 válvula de retenção de esfera: Válvula de retenção com obturador tipo esfera. Ver figura 42.

2.147 válvula de retenção de disco e mola: Válvula de retenção com obturador tipo disco, auxiliado pela ação de mola.

Ver figura 43.

2.148 válvula de retenção de dupla portinhola: Válvula de retenção cujo obturador é constituído de dois semicírculos

articulados no diâmetro comum, funcionando como dobradiça. Ver figura 44.

diâmetro comum, funcionando como dobradiça. Ver figura 44. Figura 42 - Válvula de retenção tipo esfera

Figura 42 - Válvula de retenção tipo esfera

figura 44. Figura 42 - Válvula de retenção tipo esfera Figura 43 - Válvula de retenção

Figura 43 - Válvula de retenção de disco e mola

tipo esfera Figura 43 - Válvula de retenção de disco e mola Figura 44 - Válvula

Figura 44 - Válvula de retenção de dupla portinhola

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2.149 válvula de retenção de fundo de poço ou reservatório: Designação dada às válvulas de retenção aplicadas na

extremidade inferior das tubulações de sucção. Ver “válvula de pé”.

2.150 válvula de retenção de pistão: Válvula de retenção cujo obturador é do tipo pistão. Ver figura 28.

2.151 válvula de retenção de portinhola: Válvula de retenção com obturador tipo portinhola. Ver figura 8.

2.152 válvula de segurança: Dispositivo automático de alívio de pressão, atuado pela pressão estática na entrada e

caracterizado pela abertura instantânea (pop action). Isto ocorre quando o fluido é vapor ou gás.