PREFEITURA MUNICIPAL DE MOCOCA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO SEÇÃO DE EDUCAÇÃO INFANTIL SEGMENTO: CRECHE (0 A 3 ANOS

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CURRÍCULO EDUCAÇÃO INFANTIL CRECHE - 0 a 3 anos

O homem visto como um ser histórico, se torna humano em função de ser social, pois ele é um conjunto de suas relações sociais. Vivendo em sociedade o homem produz, reproduz e é produto da cultura e se desenvolve pela mediação da educação.

MARISA LAMBARDOSSI FINARDI

MOCOCA/SP 2001-2008

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PREFEITO MUNICIPAL DE MOCOCA APARECIDO ESPANHA

DIRETORA DO DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO MARIA ISABEL GERALDO CALIÓ

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL CRECHE – 0 A 3 ANOS MARISA LAMBARDOSSI FINARDI

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COLABORAÇÃO

Revisão da Proposta Pedagógica e do Projeto Conhecer Professora Diana Aparecida Cassemiro Professora Fátima Maria Delfino Professora Ivana Marques Biajoti Professora Maria Nilza de Castro Geraldo Professora Mônica Elisa Monteiro Professora Raquel Santolin Professora Rosana Ecilda Dias Professora Rosilda Aparecida Maurício Professora Tatiana Oliveira de Carvalho Orientadora Pedagógica: Marisa L. Finardi Revisão das Regras internas de funcionamento funcionamento/atendimento das creches para os pais e das Regras de

Diretora Cláudia Helena Spina Altomani Diretora Cláudia Manzini Dreibi Diretora Eraceli Codógno Diretora Giselle Maria Gonçalves Diretora Idalina Marques Vilas Boas Diretora Leonilda Destro Chagas Diretora Márcia Divina Zanetti Diretora Rita Maria Cotrin Martinelli Diretora Silvana Marques Bernardes Orientadora Pedagógica: Marisa L. Finardi Assistente de Direção do Departamento de Educação: Luciene Castelli Zeferino Parte Nutricional das rotinas Nutricionista: Sandra Sampaio Piegas ESPECIAL Todos os funcionários (de todas as Creches) que participaram no processo de formação das crianças e da História que vem sendo construída nas Creches Municipais de Mococa Creche Archibald Rehder Creche Sílvia Helena Dias Soares Creche José Manuel Luchesi Creche Lúcia Seixas Pinto “Tia Lúcia” Creche Maria Belomo Zanetti Creche Madre Carmem de Jesus Salles Creche Lýdia Pereira Lima Taliberti Creche Olga Raimundo Vieira Guerra Creche Yvette Olyntho Rehder

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“No Brasil”, com a nova LDB, de 1996, finalmente menciona a creche dentro do sistema de Educação Infantil, para atendimento da criança de zero a três anos, completando-se com a educação pré-escolar, que visa à criança de quatro a seis anos e define a educação infantil como sendo a primeira etapa da educação básica, tendo como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade; estabelecendo o vínculo entre o atendimento e a educação. A inserção da educação infantil na educação básica, como sua primeira etapa, é o reconhecimento de que a educação começa nos primeiros anos de vida e é essencial para o cumprimento de sua finalidade, afirmada no Art.22 da Lei: “a educação básica tem por finalidade desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores”.

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Jornada de Trabalho 13. Os dez aspectos de uma Educação Infantil de qualidade 11. Relação das Creches de Mococa 13.2. Quadro de pessoal 13. Histórico da Expansão das Creches no Brasil 12.5. A Educação Infantil na Legislação 4.0 A 3 ANOS INDICE 1.6.6.3. Questionário a ser respondido pelos pais 13. Apresentação 2. Fundamentação Filosófica 6.6. Ficha de identificação da criança para o professor 13. Fundamentação Teórica 9. Fundamentação Legal 4. Matrícula 13. Modelo de ficha de matrícula 13.2. Considerações 4. Fundamentação Psicológica 7. Função de cada um dentro da escola: papel e responsabilidades 13.1. Introdução 3. Ficha de identificação para a Secretaria 8 9 10 11 15 16 18 19 21 23 27 29 37 5 .1.1.2. Funcionamento das Creches Municipais nos dias de hoje 13.5. Função da Educação Infantil 10.4. Fundamentação Pedagógica 8.CRECHE .1.CURRÍCULO EDUCAÇÃO INFANTIL . Diretrizes 5. Um pouco da nossa história 13.

Brincadeira é Coisa Séria 20. Conteúdos (conhecimentos e habilidades) 21. O espaço da creche – Que lugar é este? 15.1. Recursos materiais 80 82 86 97 67 58 65 103 107 107 112 119 6 .3.4.1.1.2. Recursos materiais 22. Organização de espaços e tempos 20. Orientações metodológicas 22.1. Sugestões de atividades 22.1. Berçário/Maternal 18.13. Recursos materiais 22. Sugestões de Atividades 22.3. Estimulação 19. Grupamentos 14.1.5. Sugestões de Atividades 22.1. Regras de funcionamento/atendimento das creches 13.8.1.1.1. Sugestões de Atividades 21.3.1.2. Formação Pessoal e Social 21.1. Objetivos 22. Conteúdos (conhecimentos e habilidades) 22.3. Objetivos específicos 16.1. Proposta Pedagógica e seus Eixos Norteadores 20.3.1. O Perfil do Professor da Criança de 0 a 3 anos 16.2.4. Objetivos 21.2. Objetivos Gerais da Educação Infantil – Creche/0 a 3 anos 15.4. Objetivos 22.3. Movimento 22.3. Identidade e Autonomia 21.3. Artes Visuais 22.5. Convivendo com a Criança de 0 a 3 anos 18. Conhecimento de Mundo 22.2. O papel do professor em cada fase do desenvolvimento 17.1. Conteúdos (conhecimentos e habilidades) 22. Organização do trabalho pedagógico 21. Objetivos 22. Orientações metodológicas 22.2.1.7.2.2.1.1.8.1. Recursos materiais 22.2.2.4.1. Conteúdos (conhecimentos e habilidades) 22.2. Música 22.3. Estrutura Operacional 13.

Ética.4.6.3. Sugestões de materiais: CDs e DVDs para crianças Conclusão 126 134 142 148 207 213 217 218 219 225 241 246 7 .4. cuidar e brincar 23.3. Valores e Atitudes 28.3. Pedagogia de Projetos 25. Avaliação 26.1.8. Objetivos 22. Projeto Conhecer 23. Sugestões de Atividades 22.6.6.6.5. Orientações metodológicas 22.5.1.22.5.5. A criança construindo conhecimento 23.5.4. Conteúdos (conhecimentos e habilidades) 22.4.5. Sugestões de Atividades 22. Relação Família e Creche 27. Planejamento na Creche 23.5. Orientações metodológicas 22. Objetivos 22. apostilas e textos usados na Formação de 2001 a 2008 pela Orientação Pedagógica 30.3.4. Natureza e Sociedade 22.6.2.1.1.4.6. Relação dos livros. O papel do educador em cada momento da rotina 23. Conteúdos (conhecimentos e habilidades) 22. Documentação pedagógica 24. Recursos materiais 22.6.4. Bibliografia 29.2.3. Concepção de criança 23.4. Linguagem Oral e Escrita 22.4.1. Orientações metodológicas 23.4.2. A sala de aula 23. Objetivos 22. Conteúdos (conhecimentos e habilidades) 22.4. Orientações metodológicas 22.5. Rotina na Creche 23. Adaptação 23.6.2.5. Pensamento Lógico-Matemático 22.1.1. Recursos materiais 22.5. Metodologia 23. Educar. Recursos materiais 22. Sugestões de Atividades 22.7.

Marisa Lambardossi Finardi Orientadora Pedagógica/ Educação Infantil Creche – 0 a 3 anos 8 . cuidar e brincar. Este currículo servirá para direcionar e reorganizar o fazer pedagógico. possibilitando o desenvolvimento de uma Educação Infantil de qualidade. E. sob o prisma de um desenvolvimento global e o respeito às suas especificidades . que é o resultado do trabalho desenvolvido durante os anos de 2001 à 2008 junto às crianças. Tentar compreender a escola e a trama das relações que definem o seu papel nos remete à visão de mundo que direciona essas mesmas relações e esse mesmo papel. emocionais. Montar um currículo para as escolas de educação Infantil de 0 a 3 anos implica resgatar as concepções de mundo. É importante ressaltar que este documento é fruto de discussões e reflexões sobre a ação pedagógica. sem dúvida. diretores e comunidades das unidades escolares de 0 a 3 anos. enriquecidas pela prática de cada envolvido na formação destas crianças de 0 a 3 anos nos anos de 2001 a 2008. políticas e sociais onde a prática educacional se concretiza. devendo ser lido e discutido visando a eqüidade em todo o Município nesta modalidade de ensino. a integração de seus aspectos físicos. pais. Espero que este currículo represente como um instrumento democrático resultado de um trabalho articulado entre as ações de educar. mas educar as crianças. APRESENTAÇÃO A formação do cidadão hoje. para o desenvolvimento da criança.de homem e de educação que subjazem à escola que temos e que queremos contextualizando-as sobre as condições históricas. Consciente desta importância. sob pena de deixar de exercer sua principal função de preparar o aluno para a vida. a partir do momento em que os estudiosos do assunto concluíram que a educação infantil objetiva não apenas cuidar. de uma base sólida. nas crianças. compete à educação acompanhar o desenvolvimento do país e se adequar às suas exigências. Que ele possa atender às expectativas de todos que trabalham com esta faixa etária e promova. Tendo em vista a melhoria da produtividade do sistema de ensino nesta faixa etária. cognitivos e sociais. afetivos.1. que deve começar a se sedimentar desde os seus primeiros momentos de vida. passo às mãos de todos os profissionais envolvidos no trabalho da educação infantil este currículo. professores. O reconhecimento do valor da educação nessa fase de desenvolvimento do ser humano se evidencia. precisa acompanhar as transformações sociais. políticas e econômicas para conviver com a complexidade do mundo moderno.

O desenvolvimento da ciência moderna e da tecnologia nos fez conhecer mais profundamente as crianças. através da qual a Educação Infantil recebeu destaque. aceitação e segurança. uma vez que numerosas investigações demonstram que a infância é uma etapa decisiva na formação do indivíduo. das mulheres e das próprias crianças como uma exigência da vida social. impôs-se a necessidade do estabelecimento de proposta curricular norteadora do atendimento em creches e pré-escolas com vistas a assegurar a qualidade dos serviços prestados. amor. que constituem um forte alicerce para suportar as fases posteriores de desenvolvimento. cognitivo. uma substituirá a outra. As instituições cada vez mais vão se tornando importantes como realizadoras dos direitos das famílias.2 . Assim sendo. inexistente nas legislações anteriores. O Currículo se reveste de grande importância como norteador da ação pedagógica voltada para o desenvolvimento físico. motor. emocional. atribua-se um papel educativo complementar junto às famílias. anteriormente direcionado somente aos cuidados para com a criança. lingüístico e social da criança de 0 a 3 anos e pretende contribuir para o planejamento. Em momento algum. as crianças têm direito a saúde. pois são de grande importância para a Educação Infantil. desenvolvimento e avaliação das práticas educativas em execução no interior destas instituições de ensino voltadas para Educação Infantil de 0 a 3 anos. 9 . surge uma nova concepção de creche-ambiente de educação e cuidados que sinaliza para a fundamental importância de que a este espaço. buscando-se alternativas que proporcionassem às crianças de zero a três anos um atendimento de qualidade fora da família. as instituições e a sociedade como um todo são responsáveis pela infância e realizam ações que se complementam. Com a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB nº 9394/96). fez-se necessário reorganizar a estrutura familiar. culminando com aprendizagem satisfatória e significativa das crianças. As famílias. Ao iniciar sua trajetória de vida. plena de êxito e alegria. INTRODUÇÃO Decorrente da significativa e crescente participação da mulher no mercado de trabalho. Daí a importância do papel ativo e criativo do adulto no sentido de propiciar estímulos favoráveis ao desenvolvimento integral da criança.

dentre as incumbências dos Municípios.349. mesmo para o acesso ao Ensino Fundamental. estabelece a Educação Infantil como a primeira etapa da Educação Básica. no art. 10 . e do Respeito ao Bem Comum.4º. de 20 de dezembro de 1996. A Lei Federal nº 9. 211. instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil afirmando que as Propostas Pedagógicas das escolas de Educação Infantil devem respeitar os fundamentos norteadores: a) Princípios Éticos da Autonomia. O Estatuto da criança e do adolescente. no art. do Exercício da Criticidade e do Respeito à Ordem Democrática. II – Pré-escolas para crianças de 4 a 6 anos de idade. de 7 de abril de 1999. a Constituição Federal afirma também. da Criatividade. inciso IV. em seu art. no Ensino Fundamental e na Educação Infantil. § 2º. Art. no art. em seu artigo 11. prioritariamente. e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. que os Municípios atuarão. Art. Lei 9. psicológico. intelectual e social. 1ª etapa da Educação Básica.3. consagra as crianças a partir de zero ano como sujeitos de direito. artigos 29. Destaca. Lei Federal nº 8.. oferecer a Educação Infantil em creches e pré-escolas e. ou que venham a ser criadas deverão.30 e 31. garantem como dever do estado o atendimento às crianças em creche e pré-escola..Creches ou entidades equivalentes para crianças de até 3 anos de idade. pela Resolução CNE/CEB nº 1. com prioridade. inciso IV. na Seção II. 89. O Conselho Nacional de Educação. Art.394.). assevera que as creches e pré-escolas existentes. 31 – Na Educação Infantil a avaliação far-se-á mediante acompanhamento e registro do seu desenvolvimento. complementando a ação da família e da comunidade. em seus artigos 53 e 54. c) Princípios Estéticos da Sensibilidade. tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até 6 anos de idade em seus aspectos físico. A EDUCAÇÃO INFANTIL NA LEGISLAÇÃO A Constituição Federal de 1988. inciso V. da Solidariedade. da Responsabilidade. da Educação Infantil. A LDBEN. e pelo Parecer CNE/CEB nº 22/98. a contar da publicação desta Lei. 208. integrar-se ao respectivo sistema de ensino. define as faixas etárias e o processo de avaliação. b) Princípios Políticos dos Direitos e Deveres de Cidadania. o ensino Fundamental (. 30 – A Educação Infantil será oferecida em: I. no prazo de três anos. sem o objetivo de promoção. da Ludicidade e da Diversidade de Manifestações Artísticas e Culturais.069/90. 29 – A Educação Infantil.

também é necessário considerar os desafios impostos para o efetivo atendimento desse direito. A nova LDB. A Constituição ampliou significativamente o que a CLT. tendo como finalidade o desenvolvimento integral da criança de até seis anos de idade. e em préescolas. diferente do da família. É definida como a primeira etapa da Educação Básica. durante a educação infantil”. a expansão e a melhoria da qualidade da Educação Infantil exigem a integração entre as instâncias federal. o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei 3069. cujo artigo 54. então. O artigo 7º. “O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de (. enfatiza a Educação Infantil como dever do Estado. estabelece como direito dos trabalhadores urbanos e rurais a assistência gratuita aos filhos e dependentes entre zero e seis anos de idade em creches e pré-escolas. a distinção entre creches e préescolas é feita exclusivamente pelo critério de faixa etária. depende da definição de normas e 11 . seu interesse pelo ser humano. capítulo V. Recebe um destaque inexistente nas legislações anteriores.. inciso XXV.1. Pode-se considerar esses marcos legais como avanços no reconhecimento do direito da criança à educação nos seus primeiros anos de vida. artigo 58. por inclusão.sancionada em dezembro de 1996. sendo tratada numa seção específica. A garantia.) atendimento em creche e préescola às crianças de zero a seis anos de idade”. já consagrara como direito das mulheres trabalhadoras: contarem com espaço e horário na jornada de trabalho para a amamentação de seus filhos. inciso IV. para crianças de até 3 anos de idade. Considerações Destaca-se na Constituição (art. pelo processo de transformação da natureza e pela convivência em sociedade.. Segundo o artigo 208.4 . dever constitucional do Estado. o que implica em papel específico das instituições desse segmento. § 3º. que podem ser resumidos em duas grandes questões: do acesso e da qualidade do atendimento.LDB . sendo ambas instituições de Educação Infantil. Portanto. A Lei também estabelece que a Educação Infantil será oferecida em creches. conforme prevê a LDB. também das crianças de zero a seis anos. com o mesmo objetivo —desenvolvimento da criança. de 1942. distrital e municipal na articulação das políticas e dos programas destinados à criança. estadual. em seus diversos aspectos. A LDB afirma ainda que a ação da Educação Infantil é complementar à da família e à da comunidade.. A expressão “Educação Infantil” aparece pela primeira vez na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional . insere na Educação Infantil a oferta da Educação Especial: “.. para crianças de quatro a seis anos. A real inserção das creches e pré-escolas no sistema educacional. tem início na faixa etária de zero a seis anos. FUNDAMENTAÇÃO LEGAL 4. no sentido de ampliação das experiências e conhecimentos da criança. Resultado da pressão exercida por diversos grupos sociais surge. 205) que a educação é direito de todos e.

a Educação Infantil é considerada a primeira etapa da educação básica. 12 .. tanto as creches para crianças de zero a três anos como a pré-escola..) estabelecer. Esse atendimento também é enfatizado no Estatuto da Criança e Adolescente de 1990 e reafirmado pela Lei de Diretrizes e Bases 9394/96 promulgada em dezembro de 1996. capítulo II. da qual todos os brasileiros são titulares. são consideradas instituições de Educação Infantil. art. A Lei de Diretrizes e Bases. 89.. Diretrizes I – Educar e cuidar de crianças de zero a três anos supõe definir previamente para que isto será feito e como se desenvolverão as práticas pedagógicas. estabelece que “as creches e pré-escolas existentes. constituída pela Educação Infantil. Ensino Fundamental e Médio. inciso IV afirma que: “O dever do Estado com a educação escolar pública será efetivada mediante a garantia de (. 9º. Das disposição Transitórias. art. A Proposta também está respaldada nas Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil estabelecidas na Resolução CEB nº 1/99 e nos Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil que define as linhas norteadoras da ação educativa. diferenciando-se pela idade da criança atendida. Também o art. elencadas sob a forma de princípios norteadores. competências e diretrizes para a Educação Infantil (.) oferecer a Educação Infantil em creches e préescolas. 11 inciso V: estabelece que: “ Os municípios incumbir-se-ão de: (. 29. ou que venham a ser criadas deverão no prazo de três anos. para o que é imprescindível um conhecimento da situação da área. Título III.2. visando à inclusão das crianças e de suas famílias em uma vida de cidadania plena.em colaboração com os Estados. art. Também no título IX. 4..art.) atendimento gratuito em creches e pré-escolas às crianças de zero a seis anos de idade”. É assegurado pela Constituição de 1988 o atendimento da criança em creche e préescola como um dever do Estado e direito da criança.. seção II. Visando atingir os objetivos vinculados à fase desencadeadora da educação formal. o acesso à Educação Básica.diretrizes pelos Conselhos de Educação. tendo como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade.. Conforme estabelece a LDB no título V. de modo a assegurar a formação básica comum”. inciso IV afirma que: A União incumbir-se-á de (. do Direito à Educação e do Dever de Educar. entre outros aspectos. para as de quatro a seis anos. supõe. a partir da publicação desta lei integrar-se aos respectivos sistemas de ensino”. 4º. A conquista da cidadania plena. o Distrito Federal e os Municípios. iniciada pela Educação Infantil. O Título IV trata da Organização da Educação Nacional.. foram propostas orientações básicas para sua condução.) que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos..

com as pessoas ou coisas e com o ambiente em geral. é de fundamental importância que propostas pedagógicas contemplem e acatem as identidades de crianças e suas famílias em suas diversas manifestações. organizar-se. que aprendem a ser e conviver consigo próprias. Ao iniciar sua trajetória na vida. cuidar-se. professores e outros profissionais e a identidade de cada unidade educacional e de seus respectivos sistemas. às diversidades religiosas. sem exclusões devidas a gênero masculino ou feminino. como é o caso de deficientes de qualquer natureza. à aceitação e segurança. da Responsabilidade. suas famílias. da Solidariedade e do Respeito ao Bem Comum. em suas práticas de educação e cuidados. tão cruciais para a inserção numa vida de plena cidadania. brincar. II – As instituições de Educação Infantil deverão explicitar o reconhecimento da importância da identidade pessoal dos alunos. cognitivos. por intermédio de estruturas e funcionamento adequados. desde bebê. expressar-se. nas escolas de Educação Infantil. IV – Ao reconhecer as crianças como seres íntegros. ambiente físico e humano. sentir. mover-se. as quais devem articular-se num contexto em que cuidados e educação se 13 . as crianças têm direito à saúde. as propostas pedagógicas devem buscar a interação entre as diversas áreas do conhecimento e os aspectos da vida cidadã. relacionar-se. ao amor. educar e cuidar constituem as preocupações básicas dentro da proposta curricular. Princípios Estéticos da Sensibilidade. que propicie experiências e situações planejadas intencionalmente.Para que isso aconteça de forma satisfatória é importante que as Propostas Pedagógicas de Educação Infantil definam-se a respeito dos seguintes princípios norteadores: a) b) c) Princípios Éticos da Autonomia. completo e indivisível. econômicas. da Criatividade. ser. emocionais. Portanto. de modo a democratizar o acesso de todos aos bens culturais e educacionais que proporcionam uma qualidade de vida mais justa. transmitindo conteúdos básicos para a constituição de conhecimentos e valores. III – As instituições de Educação Infantil devem promover. às múltiplas etnias presentes na sociedade brasileira. vai gradual e articuladamente aperfeiçoando esses processos nos contatos consigo próprio. do Exercício da Criticidade e do Respeito à Ordem Democrática. Porque influem as crianças pequenas mais do que em qualquer outra etapa da vida. lingüísticos e sociais da criança. a integração entre os aspectos físicos. equânime e feliz. culturais e às peculiaridades no desenvolvimento em relação às necessidades especiais de educação e cuidados. à confiança de sentir-se parte de uma família e de um ambiente de cuidados e educação. definindo suas identidades. com os demais e com o próprio ambiente de maneira articulada e progressiva. agir e responsabilizar-se são parte do todo de cada indivíduo que. entendendo que ela é um ser total. Princípios Políticos dos Direitos e Deveres de Cidadania. afetivos. da Ludicidade. Desta forma. da Qualidade e da Diversidade de Manifestações Artísticas e Culturais. As crianças pequenas e suas famílias devem encontrar.

é função do professor de Educação Infantil mediar o processo de ensino e aprendizagem. execução e avaliação das ações educativas desenvolvidas na escola. nutrição e higiene das crianças. Portanto. Os objetivos serão diferentes para os distintos níveis de desenvolvimento e de situações específicas. tanto o presente documento quanto o projeto educativo de cada instituição compõem propostas curriculares que devem ser abertas. o exercício de tarefas rotineiras cotidiano e as experiências que ligam o conhecimento dos limites e alcance das ações crianças e adultos estejam contemplados. 14 . sobre tudo o que ocorre com cada uma. mas apontar direções que possam se adequar a cada realidade escolar. É preciso que os educadores tenham uma intenção educativa. Logo. quer seja sozinhos.realizem de modo prazeroso. Para Machado (2004). com seus pares. especialmente acerca de quais atividades poderão favorecer uma aprendizagem mais prazerosa e significativa para o desenvolvimento infantil. ou envolvendo a participação das crianças. potencialidades. Em função disso o caráter avaliativo deve ser a criança em relação a si mesma. lúdico. O esforço não está em adaptar as orientações a um único padrão de instituição de ensino. cujo trabalho deve ser intencional e sistematizado. de de do de V – As propostas pedagógicas para a Educação Infantil devem organizar suas estratégias de avaliação por meio do acompanhamento e registro de etapas alcançadas nos cuidados e na educação para crianças de zero a seis anos. Isto significa que a criança deve ser o foco de todo o trabalho pedagógico para a tomada de decisões . as múltiplas formas comunicação. Assim sendo. de maneira diagnóstica e processual . considerando-se os estados de saúde. onde as brincadeiras espontâneas. “o caráter pedagógico da Educação Infantil não está na atividade em si. No entanto. expectativas. as danças e cantos. criação e movimento. para que essa avaliação oriente as decisões pedagógicas. artigo 31. Sendo assim. em seus aspectos individual e social.394/96. desejos e necessidades infantis. “sem o objetivo de promoção. como afirma a Lei 9. mas na postura do adulto frente ao trabalho que realiza”. Seção II. flexíveis e constantemente atualizadas. a partir das concepções e experiências possibilitam instruir as ações educativas dos profissionais de Educação Infantil. as comidas e roupas. comprometido com a integridade e o desenvolvimento das crianças. propondo atividades e lançando desafios ajustados às características. o uso materiais. mesmo para o acesso ao ensino fundamental”. registre e reflita continuamente. planejamento. está a compreensão acerca do mundo infantil. o documento produzido. de modo que o educador observe. é por meio da avaliação. mais importante do que a definição de áreas de conhecimento. os jogos. que os educadores poderão verificar a qualidade de seu trabalho e das relações com as famílias das crianças. expressão. entendida como instrumento de diagnose e tomada de decisões. Esta medida é fundamental para qualificar as propostas pedagógicas para as crianças de zero a três anos. organizem o ambiente onde atuam e planejem as situações de aprendizagem.

deve ser ofertada com padrões de qualidade. a serviço das transformações sociais. intelectual e social contribuindo para que a interação e convivência na sociedade seja produtiva e marcada por valores de solidariedade. Através da interação em diferentes situações. atravessa a fase da heteronomia. valores e as perspectivas pessoais e do outro. Autonomia é. com o intuito de superar as desigualdades sociais e promover o exercício da cidadania. Para tanto. A criança nesta faixa etária. sentirem. a Educação Infantil como a 1ª etapa da Educação básica e direito constitucional da criança e da família. levando em conta regras. portanto. políticas e econômicas. O processo de construção de aprendizagens significativas requer da criança uma intensa atividade interna. a fim de direcionar suas ações.). Desde o início dos anos 80. na intermediação das diferentes linguagens e na ação pedagógica do professor. Aspectos Filosóficos A Educação Infantil numa visão sociocultural tem por finalidade “favorecer o desenvolvimento infantil nos aspectos motor. Em suma. em busca da maturidade. Daí a necessidade das atividades desenvolvidas serem envolventes e dinâmicas.. a partir da interação adultocriança. cooperação e respeito”. E. o que leva Constance Kamii a afirmar que “a essência da autonomia é que as crianças tornem-se aptas a tomar decisões por si mesmas (. Tendo em vista que o principal objetivo da educação é formar cidadãos autônomos. assistimos a uma grande mobilização dos educadores na busca de uma educação crítica.. sociabilidade.5. É necessário que o professor compreenda os modos próprios de as crianças se relacionarem. etc. agirem. liberdade. 15 . considerar a Educação Infantil em direção à autonomia significa conceber as crianças como seres com vontade própria. renovada e a tecnicismo. ou seja. pois consiste em estabelecer relações entre o que a criança já sabe e aquilo que é novo. pensarem e construírem conhecimentos. que pensam e são capazes de construir o seu saber. Hoje a educação visa à adequação dos conteúdos para a participação ativa e crítica do cidadão na sociedade. levando em consideração os fatores para agir da melhor forma para todos” (1996). em busca do conhecimento das reais condições sócio-afetivas e intelectuais de cada criança. faz-se necessário que as práticas pedagógicas e sociais das escolas provoquem a reconstrução crítica do pensamento e da ação na sala de aula. (Política Nacional de Educação – MEC 1994) O pressuposto filosófico presente no Currículo passa pelo pensamento dialético. não esquecendo os limites essenciais do ambiente e o que ela tem internamente como: afetividade. proporcionando ao aluno a interação e a construção do conhecimento. ela compreende que as regras são passíveis de discussões e reformulações. a criança irá se apropriando das idéias previamente estabelecidas e adequadas ao seu contexto social. a capacidade de se conduzir e tomar decisões. em que ela respeita regras e valores que vêm de fora. FUNDAMENTAÇÃO FILOSÓFICA Diversas tendências pedagógicas marcaram a tradição da educação brasileira: a tradicional. emocional. de um adulto. conhecimento. no qual conhecimento é construído a partir da interação sujeito e objeto.

É um ser completo. sem imposições autoritárias. que age sobre o mundo e estabelece interações com o meio e com os adultos. isto porque trabalhar a concepção de criança numa perspectiva histórica demanda compreendê-la como fruto das relações sociais de produção que engendram as diversas maneiras de ver a criança e produzem a consciência da especificidade da infância. devem se oferecer condições favoráveis para que ela se desenvolva de maneira natural e equilibrada. Por acreditar nas possibilidades e no potencial que toda criança tem. a criança estabelece interações com o meio físico e com os objetos do meio físico. a criança se desenvolve intelectualmente e afetivamente. Para ele. interagindo nela. existe uma assimilação progressiva do meio ambiente que implica uma acomodação das estruturas aos dados do mundo exterior. a criança constrói e reconstrói continuamente as estruturas que a tornam cada vez mais apta ao equilíbrio. 16 . para que possa crescer como cidadã com direitos reconhecidos. explorar. Essa construção inclui os conhecimentos prévios e a contribuição ativa do aluno. descobrir. ansiedade. “Apreendendo a realidade. à medida que age. pois o que está em jogo “ é a construção do conhecimento científico. isto é. construir. A criança com quem trabalhamos é entendida como um ser social e histórico que necessita ser respeitada e valorizada nas instituições de Educação Infantil. ser livre. Piaget nos seus estudos demonstrou que existem formas de perceber. onde o professor permite que a ação pedagógica aconteça numa relação de maior intimidade intelectual com as crianças em cada momento do desenvolvimento e de suas condições de pensamento. O meio cultural é mediador do processo de desenvolvimento por estar em jogo a construção do conhecimento social. portanto a concepção de criança varia em decorrência da sociedade onde ela é concebida. Assim. transforma-se. As teorias fornecem instrumentos que contribuem para a formulação de uma pedagogia de orientação construtivista e sociointeracionista. que tem o direito de viver com plenitude cada instante de sua vida. construído por cada pessoa. FUNDAMENTAÇÃO PSICOLÓGICA A Criança / Desenvolvimento e Aprendizagem A Educação Infantil pode ter um significado particularmente importante. física ou mentalmente. tendo em conta as características sociais e culturais. valores e atitudes a partir desse contato com a realidade. sobre as coisas que estão no mundo. 1993). permitindo-se o seu desenvolvimento harmônico e integral. próprias de cada faixa etária. Nessa atitude de busca de relações e de formulação de hipóteses sobre a essa realidade. onde essas interações são importantes porque contribuem para o desenvolvimento do pensamento. transformando-a. Ela não é um vira-ser: ela é desde sempre uma pessoa. a criança se desenvolve. como sujeito ativo da construção do conhecimento. habilidades. um ser pensante. compreender e se comportar diante do mundo. Não oportunizar a ela o direito de imaginar. Pensar o significado de “ser criança” não é tarefa fácil num contexto tão diversificado e contraditório como é a sociedade contemporânea. participativa e criativa é negar-lhe sua condição de ser humano com capacidades e potencialidades a serem desenvolvidas. Para Vygotsky.6. a criança é um ser ativo. constrói conhecimentos e amplia sua consciência”(GARCIA. o meio ambiente e as outras pessoas. onde a aprendizagem é vista como um processo realizado. Um processo no qual o indivíduo adquire conhecimentos. em relação ao mundo que a cerca. quando se fundamenta numa concepção de criança como cidadã. criar. uma atividade que poderia ser definida como um diálogo constante. pulsante. como pessoa em processo de desenvolvimento. que faz parte de uma sociedade com determinada cultura e possui. medo e dependência.

o desafio apresentado pelos conteúdos. a adequação dos conteúdos ao nível de desenvolvimento e a interação como fatores de promoção da aprendizagem. 17 . aproveitamento dos conhecimentos prévios.Os pressupostos psicológicos definidos no Currículo podem ser assim expressos: atividade como fator de aprendizagem e desenvolvimento.

o professor deve observar e conhecer suas necessidades para que o seu trabalho atinja objetivos em relação à preservação da vida e ao desenvolvimento das diversas capacidades infantis. o cuidar e o brincar. FUNDAMENTAÇÃO PEDAGÓGICA Vendo a criança como um ser íntegro e sujeito de sua história e em consonância com o estabelecido na Resolução nº 1/99/CEB. Para que isto ocorra. de maneira integrada. Neste currículo. sente e sabe de si e do mundo. Com base nestes princípios. crenças e conhecimentos que já traz. às ações de educar. somando-se a uma série de valores. sendo a família o seu primeiro grupo de socialização. a contextualização. gradativamente. Ao entrar na escola. portanto. A origem da identidade está no grupo de pessoas com quem a criança convive e interage desde o início da vida. compreender sua singularidade e interessar-se sobre o que ela pensa. que fixa as Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil. associando estas funções a padrões de qualidade que visem inserir a criança no seu contexto social. feira onde tem outras experiências. busca-se incorporar. 18 . etnia diferente e conhecimentos de outras realidades distantes. atitudes de aceitação. o desenvolvimento das capacidades de conhecimento e das potencialidades. Educar envolve. afetivas. A diversidade deve ser tratada de forma a ajudar as crianças a valorizarem suas características étnicas e culturais. aos poucos. Educar. igreja. toma-se como princípios pedagógicos norteadores do currículo o respeito à identidade da criança. Através das interações sociais.7. visando ao desenvolvimento das capacidades de relação com o outro. a interdisciplinaridade. como também possibilitar o acesso ao conhecimento da realidade social e cultural. A criança participa de outros universos sociais. respeito. à medida que propicia o desenvolvimento da identidade das crianças. dar atenção a ela como pessoa que está em crescimento. emocional e intelectual da criança. ambiental e cultural. o respeito às diversidades e a inclusão. portanto a escola cumpre o seu papel socializador. e não contribuir para a formação de preconceitos. até porque sua identidade está em construção. pois. ainda. acima de tudo. torne-se independente e autônoma. estéticas e éticas. ao cuidar das crianças pequenas. vai construindo sua identidade pela imitação e/ou oposição e vai diferenciando-se dos outros. confiança. por meio da aprendizagem diversificada e realizada em situações de interação. como festas populares de sua cidade ou bairro. para que. A atitude de aceitação é positiva para todas as crianças. orientadas de forma integrada. significa propiciar situações de cuidado. corporais. como qualquer criança. O modo como cada criança é recebida pelo professor e pelo grupo tem grande impacto na formação de sua personalidade e de sua auto-estima. a criança. brincadeiras e aprendizagem. suas atitudes e procedimentos devem basear-se no conhecimento específico do desenvolvimento lógico. os cuidados com as crianças ganham outra amplitude e sentido. a criança alarga suas experiências devido à convivência com outras crianças e com os adultos de origens e hábitos culturais diversos. pois ela possui. competências próprias para interagir com o meio. Cuidar da criança é. visto que aprenderão sobre a diferença e a diversidade que constituem o ser humano e a sociedade. emocionais. visando ampliar seus conhecimentos e habilidades.

dá o peso maior do desenvolvimento do ser.8. De seus estudos. nossa crença corrobora uma prática pedagógica que. à igualdade social. seguindo essa linha. Tal concepção de educação inspirou Darcy Ribeiro. readaptação da proposta dos CIEPs. Temos então uma teoria que. político e administrador da educação) e Darcy Ribeiro (antropólogo. As visões de mundo e os projetos educacionais desses teóricos. desenvolvida através da reflexão. Portanto. Nessa perspectiva teórica. e a importância desse profissional estar em constante reflexão sobre sua prática. recorremos a Henri Wallon. hoje CAICs . da importância da relação interpessoal e da afetividade no processo educativo. entendendo a afetividade como processo de construção subjetiva do indivíduo. psicólogo francês. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O currículo da creche está apoiado nas concepções de homem. ensaísta. revendo 19 . à ruptura com modelos sociais excludentes e segregacionistas. Ainda dentro da psicologia. implícita ou explicitamente. Outra questão fundante de sua obra é a importância do papel do professor. dividido entre razão e emoção. à democracia. cujo objetivo seja o êxito do aluno em termos de aprendizagem. para além da genética. quando lançamos mão de seus estudos sobre como acontece a aprendizagem. Lev Vygotsky. da relação cultura e educação. Entre eles. pensador. Jean Piaget. ajustada às situações de aprendizagem e das características da atividade mental construtiva do aluno em cada momento de sua escolaridade. psicólogo russo. Entre eles destacam-se Anísio Teixeira (discípulo de Dewey. em Salvador–BA . adotamos a concepção de afetividade como um refinamento das emoções. Também dão suporte ao embasamento teórico das concepções da Creche. Paulo Freire deixou-nos grande legado no sentido do trabalho crítico com educação. Para ele. entra como nosso grande referencial. Antes do surgimento dessa idéia. com seus estudos sobre como o indivíduo constrói o conhecimento. ou seja.-a Escola-Parque. a visão do indivíduo como ser monista (único). ela alavanca o desenvolvimento do indivíduo. temos as contribuições de alguns teóricos. direcionados principalmente à população de baixa renda do Estado do Rio de Janeiro. profissionais da psicologia. psicólogo suíço. este autor centra suas discussões na importância mais do processo que do produto em termos de aprendizagem. em 1950 . e advinda desses estudos. tendo-as como ponto de partida para a estruturação do quadro curricular Embasando essas concepções. com sua teoria sobre a psicogênese da pessoa completa. num processo indissociável. na década de 1980 . a aprendizagem acontece nas interações com o meio social e. E é proveniente dessa teoria também a afirmação que afetividade e aprendizagem caminham juntas. na cultura. sociedade e cultura dentro da perspectiva histórico-cultural. o homem era entendido como ser dualista. dessa forma. trazendo aspectos relevantes para o entendimento e compreensão das relações entre desenvolvimento e aprendizagem. indicando o processo de como a criança constrói a escrita. estão voltados à emancipação humana. a contribuição da psicolingüista Emília Ferreiro. possuidor de razão e emoção. que acontece nas relações do sujeito com o meio. na criação dos CIEPs – Centros Integrados de Educação Pública (escolas em tempo integral ).Colaborou ainda com o Governo Federal na condução pedagógica dos CIACs . Anísio Teixeira implantou a primeira escola pública de tempo integral. abordando a questão da consciência emancipadora do sujeito. romancista e político) que lutaram em defesa da escola pública e da educação como direito de todos. Somos partidários da idéia de que a cultura e o meio têm papel crucial na constituição do indivíduo. tenha a preocupação de um fazer planejado e sistematizado.

Rompe-se com a idéia de linearidade do desenvolvimento e entende-se que ele acontece em espiral.em um processo contínuo de aprendizagem. afetivos. O conhecimento historicamente construído pela humanidade. reflexões e práticas pedagógicas. ele desenvolveu o método que priorizava o conhecimento da realidade do aluno para depois. 20 . Para ele.emocionais. Embora muitos outros teóricos permeiem nossos estudos. culturais. a partir dos dados obtidos.seus saberes e fazeres. abordado de maneira interdisciplinar pelos eixos do currículo da Educação Básica. trabalhar a partir da realidade do aluno para que ele reflita sobre aspectos relevantes a sua vida e seja agente transformador dessa realidade. é uma de nossas metas. Em seu trabalho como educador. Assim sendo. ninguém se universaliza a partir do todo. os grandes pilares da estrutura deste currículo são os estudiosos citados anteriormente. propomos um currículo interdisciplinar e por eixos. e sim de um local. contemplando os aspectos cognitivos. sociais. elaborar material que permitisse um trabalho de alfabetização que possibilitasse aprendizagem com reflexão. permitem que a aprendizagem aconteça de forma significativa. Baseado nestas idéias. gerando alfabetização com significado.

ao conviver com outras crianças e adultos. em fase de adaptação à vida escolar. que as crianças têm necessidades físicas e emocionais imprescindíveis à construção de vínculos afetivos. linguagem.9. sexualidade. na instituição de Educação Infantil a criança tem a oportunidade de se tornar cada vez mais independente. nutrição. a função da Educação Infantil é de complementaridade à educação da família. os tipos de aprendizagem que realizam e os tipos de relações que estabelecem com as outras crianças e com os adultos.. ela aprende a lidar com as frustrações e limites. e fantasia. FUNÇÃO DA EDUCAÇÃO INFANTIL A Educação Infantil constitui uma etapa educativa de caráter não obrigatório. fortalecendo a sua auto-estima. A autora enfatiza que não se pode cometer o equívoco de pensar que o conhecimento e a aprendizagem não se apresentam no âmbito da Educação Infantil.. É preciso considerar. brincadeira. A experiência escolar inicial pode ser determinante para a vida escolar de um indivíduo. tendo como objeto as relações educativas que se estabelecem na socialização escolar. visto que a construção de conhecimentos ocorre em relação estreita e diretamente vinculada aos processos constitutivos da criança: expressividade. Cabe à escola da Educação Infantil manter acessível o diálogo e a participação dos pais na vida escolar das crianças. uma vez que ele está intrinsecamente presente nas múltiplas relações estabelecidas ou experienciadas pela criança com o meio natural e social. são elementos de um processo de construção de um conhecimento mútuo e contribuem para aprimorar o trabalho desenvolvido. através de tudo o que a Educação Infantil proporciona às crianças: a maneira como vivenciam essa etapa educativa. é prioritário considerar as especificidades e necessidades infantis para atender as suas singularidades. Em relação às instituições que atendem outras etapas de ensino. socialização. Rocha também explica que não é objetivo final da Educação Infantil o conteúdo escolar. A parceria e a cumplicidade entre pais e escola.] É preciso que professores (adultos) e crianças aprendam juntos a perceber e a respeitar 21 . Não se admite mais uma Educação Infantil sem vida. afetividade. Rocha (2003) comenta que o Ensino Fundamental tem uma função historicamente construída. Esse é um dos motivos pelo qual é comum se encontrar crianças no primeiro ano de escolaridade. consigo mesma. além da Educação Infantil. o respeito por si e pelos outros. segura e capaz de construir sua autonomia através de decisões e iniciativas pertinentes à sua idade. Como educar crianças sem permitir que elas possam expressar seus sentimentos? “[. com as outras crianças e adultos. garantindo o seu apoio nas ações educativas. a expor o que pensa e sente e a definir suas preferências. os quais se consolidam através das demonstrações sinceras de afeto e atenção às características individuais. movimento. Desse modo. cuidar e brincar e estabelecendo parceria com a família. no trabalho pedagógico das instituições escolares. Nesse sentido. Nesse contexto. integrando as funções de educar. convivendo com outras crianças que já vivenciaram essa experiência e que já alcançaram uma série de aprendizagens proporcionadas pela educação institucionalizada. visando aprendizagens específicas para o domínio de conhecimentos básicos. concorrendo para sentirem-se especiais e respeitadas. Dessa forma. por outro lado. fazendo-as constar na elaboração e efetivação dos seus projetos educacionais. torna-se de fundamental importância compreender as diferenças entre as funções de cada uma delas.

O desenvolvimento infantil pleno e a aquisição de conhecimentos acontecem simultaneamente e caminham no sentido de construir a autonomia. buscando compreender o universo infantil. 22 . O que se explicita no Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI) é a necessidade de se oferecer condições para que a criança possa aprender a ler e a escrever. Lembre-se. é função da Educação Infantil pensar a própria criança. através de sua participação em situações que envolvam práticas sociais de letramento. subjetivas e fascinantes linguagens das crianças. ainda. 2001. principalmente. Para tanto. p. em ritmos e intensidades diferentes. suas capacidades físicas. presentes em diferentes culturas e contextos sociais. Diante disso. pensam ou sentem. Uma creche ou uma pré-escola sem sentimentos é uma instituição morta” (Marinho. a educação tem como função criar condições para que todas elas possam ter o desenvolvimento de suas potencialidades. proporcionando um ambiente rico em interações e situações de desafios. que as crianças desenvolvem suas capacidades de maneira heterogênea. Na abordagem educativa para a primeira infância é fundamental compreender as múltiplas. cognitivas. o educador precisa estar atento ao que elas dizem. expressivas e emocionais. no qual ela amplia gradativamente a compreensão acerca de si mesma e do mundo. promovendo experiências e desafios que as façam progredir e. estéticas. éticas. permitindo-se aprender com elas. 55). É igualmente preciso esclarecer que a Educação Infantil não tem obrigação de garantir que a criança esteja alfabetizada ao final desta etapa de ensino. considerando seus processos singulares.os sentimentos dos outros. procurando ‘auscultá-las’. mesmo que elas ainda não saibam falar. apesar dessa diversidade. a cooperação e a atuação crítica e criativa.

as professoras também precisam considerar e garantir momentos nos quais o trabalho esteja orientado para o desenvolvimento das competências específicas.vão reconhecendo cada vez mais as suas emoções e sendo capazes de controla-las gradativamente). Também é importante que exista um espaço onde possam ser realizadas tarefas conjuntas de todo o grupo:como dramatizações.principalmente.mediante os diversos mecanismos expressivos.de fácil acesso e especializados(facilmente identificáveis pelas crianças tanto do ponto de vista da sua função como das atividades que se realizam nos mesmos). não da sua posição na lista.além disso. A necessidade de garantir o equilíbrio deve ser garantido. Já a insegurança provoca medo.Autonomia que é combinada com períodos de trabalho dirigido destinados a abordar as atividades da rotina.o ser capaz de assumir riscos e enfrentar o desafio da autonomia.mas porque.etc.Tudo na Educação infantil é influenciado pelos aspectos emocionais:desde o desenvolvimento psicomotor. O planejamento em nenhuma situação pode desconsiderar o valor educativo da autonomia e da iniciativa própria das crianças. OS DEZ ASPECTOS DE UMA EDUCAÇÃO INFANTIL DE QUALIDADE A importância de cada um dos aspectos mencionados deriva do seu conteúdo. ou seja a ordem não é importante. A emoção age.aumenta a tendência a condutas defensivas. 2-Equilíbrio entre a iniciativa infantil e trabalho dirigido no momento de planejar e desenvolver as atividades Diferentes modelos de Educação infantil insistem muito na necessidade de deixar espaços e momentos ao longo do dia nos quais cada criança vai decidir o que fazer.até o intelectual.no nível de segurança das crianças.10.o sentir-se bem.As aulas convencionais com espaços indiferenciados são empobrecidos e tornam impossível(ou dificultam seriamente)uma dinâmica de trabalho baseada na autonomia e na atenção individual de cada criança.leva a padrões de relacionamentos dependentes. 3-Atenção privilegiada aos aspectos emocionais Não apenas porque nesta etapa do desenvolvimento os aspectos emocionais desempenham um papel fundamental.constituem a base ou a condição necessária para qualquer progresso nos diferentes âmbitos do desenvolvimento infantil.que é a plataforma sobre a qual se constroem todos os desenvolvimentos.poder assumir gradativamente o princípio de realidade. 23 .bem diferenciados. 1-Organização dos espaços A Educação infantil possui características muito particulares no que se refere à organização dos espaços:precisa de espaços amplos. Do ponto de vista prático.Ligado à segurança está o prazer. O espaço acaba tornando-se uma condição básica para poder levar adiante muitos dos outros aspectos.Mas ao mesmo tempo.aceitar as relações sociais.a atenção à dimensão emocional implica a ruptura de formalismos excessivos e exige uma grande flexibilidade nas estruturas de funcionamento.o social e o cultural.dificulta a disposição de assumir os riscos inerentes a qualquer tipo de iniciativa pessoal.etc.Requer também que sejam criadas oportunidades de expressão emotiva(de maneira que as crianças.

)Neste sentido. A aprendizagem de normas requer processos diferentes dos necessários para a aprendizagem de movimentos psicomotores finos.É sobre a linguagem que vai sendo construído o pensamento e a capacidade de decodificar a realidade e a própria experiência. todas essas capacidades estão vinculadas (neurológica. intelectual.criar um ambiente no qual a linguagem seja a grande protagonista:tornar possível e estimular todas as crianças a falarem. Explicar o que vai ser feito.Mas exercitá-la não é o suficiente. substituem a incerteza do futuro (principalmente em relação às crianças com dificuldade para construir um esquema temporal de médio prazo) por um esquema fácil de assumir. Cada área do desenvolvimento exige intervenções que o reforcem e vão estabelecendo as bases de um progresso equilibrado do conjunto. Isso. 6-Rotinas estáveis As rotinas desempenham. estaremos reforçando.então. etc. Sem dúvida. num projeto reúne muitas atividades diferenciadas.dispositivos expressivos e referências cada vez mais amplas. não se produz nem de maneira homogênea nem automática. o que tem importantes efeitos sobre a segurança e a autonomia.) bem diferenciados de ação didática.etc. então.buscar novas possibilidades de expressão(vocabulário mais preciso. esses 24 . Contudo.relatar experiências. materiais. É preciso. de uma maneira bastante similar aos espaços. a ser algo previsível. obviamente. ainda. orientações. no fundo.criar oportunidades para falas cada vez mais ricas através de uma interação educador(a)-criança que a faça colocar em jogo todo o seu repertório e superar constantemente as estruturas prévias.a interação com os educadores(as) é fundamental. não impede que diversas dessas atividades especializadas estejam reunidas em uma atividade mais global e integradora: em um jogo podemos incorporar atividades de diversos tipos. A dimensão estética é diferente da psicomotora. elas possuem também outras dimensões que precisam ser destacadas.. As rotinas atuam como as organizadoras estruturais das experiências cotidianas.construções sintáticas mais complexas. O cotidiano passa. um papel importante no momento de definir o contexto no qual as crianças se movimentam e agem. elas costumam ser um fiel reflexo dos valores que regem a ação educativa nesse contexto.ou seja.descrever os processos que a levaram ao resultado final(como e para que).a capacidade de aprender.Qualquer oportunidade é boa para exercitar a linguagem.a idéia fundamental é aperfeiçoa-la.4-Utilização de uma linguagem enriquecida Todos somos conscientes de que a linguagem é uma das peças-chave da educação infantil. ou no estilo de relação criança-adulto. ou na revisão-avaliação do que foi realizado em cada fase. portanto. emocionalmente). No fundo. se reforçamos rotinas baseadas na ordem ou no cumprimento dos compromissos. mas pertencem a âmbitos diferentes e requerem . 5-Diferenciação de atividades para abordar desenvolvimento e todas as capacidades todas as dimensões do Embora o crescimento infantil seja um processo global e interligado.estabelecer hipóteses(por que). etc. O desenvolvimento da linguagem avança por caminhos diferentes dos da sensibilidade musical. pois esclarecem a estrutura e possibilitam o domínio do processo a ser seguido e. É muito importante analisar o conteúdo das rotinas. embora estejam relacionadas. etc.construir fantasias.contar o que foi feito. além desse aspecto sintático das rotinas (a organização das atividades). processos (atividades.etc.

de orientar o seu trabalho e dar-lhe pistas novas. sim. é preciso manter. 8-Atenção individualizada a cada criança Pensar que é possível dar atenção a cada criança de maneira separada durante todo o tempo é uma fantasia. mesmo que seja parcialmente ou de tempos em tempos. antes de mais nada. 25 . 9-Sistemas de avaliação. nem tampouco de formalizar o processo. Não se trata de coisificar as intenções educativas. do ponto de vista organizacional. de saber o que se quer (idéia geral) e quais são as grandes linhas do processo estabelecido para alcançá-lo. Deve conter materiais de todos os tipos e condições. etc. de alta qualidade ou descartáveis. contatos individuais com cada criança. alguns mais formais e relacionados com atividades acadêmicas e outros provenientes da vida real. etc. de todas as formas e tamanhos. as suas vivências de descobrimento e consolidação de experiências (de aprendizagem. 4 e 5 sejam possíveis.aspectos sobre os quais as rotinas são projetadas. mesmo que não seja possível desenvolver uma atenção individual permanente. um cenário muito estimulante. capaz de facilitar e sugerir múltiplas possibilidades de ação. destinados a registrar processos e resultados visando a que sua análise posterior permita incorporar os reajustes que forem necessários. de reconstruir com ela os procedimentos de ação. etc. anotações. além disso. tal modalidade é contraditória a este princípio. 7-Materiais diversificados e polivalentes Uma sala de aula de Educação Infantil deve ser. Mas será preciso também ter a capacidade de planejar e avaliar os processos e a forma como cada uma das crianças vai progredindo no seu desenvolvimento global. ampliando assim. afinal). de superar a idéia de que não basta ter boa vontade. trabalhar com todo o grupo de uma vez só (todos fazendo a mesma coisa). um pouco de intuição e capacidade para improvisar experiências e jogos. no qual uma única professora atende a um grupo de 15-20 alunos(as) por sala de aula. É justamente com um estilo de trabalho que atenda individualmente ás crianças que poderão ser realizadas experiências de integração.. Isso nos permite “ler” qual é a mensagem formativa de nosso trabalho. No entanto. de apoiá-la na aquisição de habilidades ou condutas muito específicas. Costuma –se dizer que uma das tarefas fundamentais de um professor(a) de Educação Infantil é saber organizar um ambiente estimulante e possibilitar às crianças que assistem a essa aula terem inúmeras possibilidades de ação. Ainda mais em contextos. É preciso ter uma orientação suficientemente clara e avaliar a cada passo se está havendo um avanço em direção aos propósitos estabelecidos. comerciais e construídos. Os materiais constituem uma condição básica para que os aspectos expostos nos itens 3. Trata-se. que permitam o acompanhamento global do grupo e de cada uma das crianças Uma condição importante para o desenvolvimento de um programa profissional de educação Infantil é a sistematização do processo em seu conjunto. A atenção individualizada está na base da cultura da diversidade. Trata-se. É o momento da linguagem pessoal. Embora seja mais cômodo. Os diferentes modelos de Educação Infantil costumam ser acompanhados por seus próprios instrumentos de acompanhamento. Todas essas coisas são competências inestimáveis de todo bom educador(a) infantil.

Apesar das limitações impostas pelo tempo disponível e pela quantidade de crianças que devem ser atendidas parece fundamental fazer um acompanhamento individualizado de cada aluno(a) mesmo que seja através de constatações periódicas. é um imenso salão de recursos formativos. etc.. 10-Trabalho com os pais e as mães e com o meio ambiente (escola aberta) Embora muitas vezes a escola possua uma capacidade de ação limitada pelo espaço e pelo tempo. é muito importante que se tenha a participação dos pais na escola. 26 . enriquece os próprios pais e mães (vão sendo conhecidos aspectos do desenvolvimento infantil. dois tipos de análise que devem ser realizadas: -a análise do funcionamento do grupo em seu conjunto. descobrindo características formativas em materiais e experiências. Haveria muito mais a dizer em relação à abertura ao ambiente. Esta consideração tem relação com o desenvolvimento do programa ou projeto educativo. aprendendo questões relacionadas com a forma de educar) e enriquece a própria ação educativa que as famílias desenvolvem depois em suas casas (ou como podem continuar em casa as atividades iniciadas na escola). Há. Essa participação enriquece o trabalho educativo que é desenvolvido na escola (a presença de outras pessoas adultas permite organizar atividades mais ricas e desenvolver uma atenção mais personalizada com as crianças). etc.tanto no que se refere à atenção a alunos(as) concretos como no que se refere à modificação de algumas das atividades do grupo. Alguns desses recursos são especializados (museus. no mínimo. O que fazemos é facilitar o cumprimento de um dos objetivos básicos da educação Infantil: que as crianças conheçam cada vez melhor o seu meio de vida e tornem-se donas do mesmo para ir crescendo com autonomia. monumentos. ao ver como eles enfrentam os dilemas básicos da relação com crianças pequenas. pois o meio social. com o funcionamento dos dispositivos montados (espaços. bibliotecas. Outros constituem elementos comuns da vida das crianças. natural. experiências) e com a atuação do próprio docente. ao incorporá-los ao trabalho formativo. inclusive o jogo. materiais.) e incorporam-se como “material” ampliado para as experiências formativas. conhecendo melhor os filhos. -a análise do progresso individual de cada criança. Também os professores(as) aprendem muito com a presença dos pais e das mães. cultural.

em razão do qual se ampliaram seus objetivos e responsabilidades junto à criança. Assim. com propostas que partiam de uma idéia de carência e deficiência. Mais tarde. nas creches e préescolas. tendo processo dinâmico de viver e se desenvolver. Tal concepção muda a visão de creche: ela deixa de ser apenas um lugar de cuidados assistencialistas para ser também um espaço de crescimento e desenvolvimento integral da criança. Em meados dos anos 60. bem como a respectiva resposta dos Sistemas de Ensino. uma opção da família e um dever do Estado”. aumenta a reivindicação popular por creches nos grandes centros urbanos. que por meio do artigo 227 coloca a criança e o adolescente como prioridade nacional. Os resultados desses movimentos foram o aumento significativo de creches geridas pelo poder público e a participação das mães no trabalho ali desenvolvido. Elas adquirem novas conotações e tornam-se um direito do trabalhador. Depois da segunda metade da década de 70. Do nascimento da primeira creche às atuais houve uma sensível mudança de conceito. crianças de diferentes grupos sociais eram submetidas a contextos de desenvolvimento diferentes e desiguais nas famílias. A Constituição a reconhece como uma instituição educativa. são fenômenos comuns a diversos países. por parte da sociedade. sem submeter precocemente as crianças a um modelo escolar rígido.11. para garantir um atendimento de qualidade. a participação crescente da mulher trabalhando fora de casa. culminando com a Constituição de 1988. 27 . Tal solicitação é encabeçada pelos movimentos populares e pelos movimentos feministas dessa época. Pressupõe-se hoje que o ambiente ideal de creche seja um local onde se incorpore a preocupação em cuidados e de segurança básica onde ocorra o desenvolvimento infantil integral. sobre o direito da criança à educação em seus primeiros anos de vida. “um direito da criança. a consciência social sobre o significado da infância e o reconhecimento. as mais abastadas eram colocadas em ambientes estimuladores. É importante conhecermos esta evolução e transformação para entendermos os conceitos e preconceitos que envolveram e nortearam as expectativas a respeito do que seria fazer pela infância.HISTÓRICO DA EXPANSÃO DAS CRECHES NO BRASIL A demanda por creches. Daí a urgência em responder as questões envolvidas no desenvolvimento de crianças e de como promovê-lo. Enquanto as crianças pobres eram atendidas em creches. discute-se com maior rigor o papel social da creche. Vários fatores contribuem para a expansão da Educação Infantil no mundo entre os quais se destacam o avanço do conhecimento científico sobre o desenvolvimento da criança. a creche tem sido cada vez mais reivindicada por um número crescente de famílias de diferentes camadas sociais.

28 .

Para que isso fosse possível. ignoravam-se as demais necessidades da criança.12. Os grupos atendidos por cada uma variava em média de 40 a 50 crianças.Também foi criado os módulos funcionais de atendimento respeitando a faixa etária e o número de criança por sala. para que estas não ficassem em casa e fossem maltratadas. as auxiliares começaram a receber formação.dormir e tomar banho). já que a Lei é clara quando diz:que a educação é um direito da criança. em português. companhia.segurança física e psicológica. lugar para substituir a mãe enquanto estivesse ausente.o Estatuto da criança e do adolescente de 1990 e a LDB de 1996. E atendiam crianças. E também atendiam somente as mães que apresentassem suas carteiras de trabalho assinadas. estas eram efetivas nas Pré- 29 . Em 1994. refeitório e enfermaria. As atividades a serem dadas estavam relacionadas ao trabalho com desenho. ou seja.ficando assim a divisão dos grupos: GRUPO BERÇÁRIO I MINI GRUPO MATERNAL I MATERNAL II JARDIM I JARDIM II PRÉ NÚMERO DE CRIANÇAS 15 15 20 20 24 24 24 IDADE De 4 meses a 1 no De 1 a 2 anos De 2 a 3 anos De 3 a 4 anos De 4 a 5 anos De 5 a 6 anos De 6 a 7 anos E as creches passam a não ser só para as mães que trabalham fora de casa. Sendo este um dos fatores para que não fosse desenvolvido nenhum trabalho pedagógico. atendendo somente as necessidades físicas das crianças(comer. ou seja as crianças eram colocadas nestes espaços não se pensando em quantidade. Em Mococa as plantas das creches também eram assim.como abrigo. A partir daí começaram-se as mudanças. em 1993. consagra a criança de 0 a 6 anos como sujeito de direitos e a Educação infantil concebida como o 1º segmento do ensino básico. começaram a ficar meio período com as auxiliares de creche e meio período com professoras. dentro do Estatuto Municipal foi criado o cargo de professora para as creches (embora este cargo só tenha mudado num concurso público no ano de 2000). Em 1988 com a Constituição Federal. E o objetivo da creche passa a ser o desenvolvimento integral da criança considerando tanto o físico (alimentação/banho/repouso).cujo significado é. UM POUCO DA NOSSA HISTÓRIA Foi em 1844. música. Com o passar do tempo estes espaços chamados creches foram evoluindo e passaram a ser para as mães que precisavam trabalhar fora de casa. contar história e brincadeiras. como a educação(psicológico/intelectual e social). Com este objetivo. manjedoura. lugar onde os animais recebem comida para comer. carinho. com uma equipe de assessoria da Escola da Vila de São Paulo. proteção do adulto e brinquedo. as crianças de 4 a 6 anos. Prova deste atendimento assistencialista são as plantas de construção destas creches que continham salas destinadas a serem usadas como: rouparia. mas o objetivo continuava o mesmo. O objetivo desta formação era para que começassem a desenvolver atividades com as crianças. por Firmim Marbeau. na parte pedagógica. As pessoas que olhavam essas crianças eram chamadas de auxiliares de creche do qual não era exigida formação mínima para trabalhar. repouso. faixa etária ou ambiente estimulador. criada a primeira creche.

escolas. mas prestavam serviço dentro do espaço creche. não podendo ser considerado a divisão por faixa etária. às crianças menores tinham que ficar todas juntas. ao invés das professoras terem que usar os espaços da creche e assim cada grupo volta a ter o seu espaço.foi em julho de 2000. para que pudessem trabalhar com esta faixa etária.Algumas auxiliares se formaram e prestaram um concurso interno. Com toda esta mudança em relação à educação. A partir de 1998.Isto aconteceu através de reuniões com os pais para que estes pudessem compreender o que estava acontecendo e assim poder se organizar para terem com quem deixar seus filhos caso trabalhassem fora. os sistemas de ensino tiveram que promover a valorização destes profissionais e a exigir a formação mínima:Magistério (Habilitação em Educação Infantil). as creches deveriam atender somente a faixa etária de 0 a 3 anos. começaram a freqüentar meio período na Pré-escola. as crianças de 4 a 6 anos. E as auxiliares de creche que quisessem permanecer no seu trabalho. Devido a este problema. legalizando assim sua função como professora e as auxiliares que optaram em não estudar continuam trabalhando dentro das Creches junto com as professoras e recebendo a mesma formação pedagógica. Primeiro deixamos de atender a sala do Pré (6 anos) e o Jardim II(5 anos) e no outro ano o Jardim I(4 anos). Até que as creches passaram a ser somente para as crianças de 4 meses a 3 anos e 11 meses. que ocorreu o primeiro concurso público para professor de creche.começamos a tirar as crianças de 4 a 6 anos das creches pois de acordo com a Lei criada pela Prefeita Martha Suplicy nesta época. a partir de 1995. teriam o prazo até 2006 para receberem a mesma formação. Em Mococa. Mas para que isto fosse possível devido aos espaços. A formação que este grupo recebeu nos ano de 2001 à 2008 foi: CURSOS: BREVE HISTÓRICO E CONCEITO ATUAL Marisa Lambardossi Finardi Março a Junho de 2001 PCN Marisa Lambardossi Finardi Rita Maria Cotrin Martinelii Béo Julho de 2001 a dezembro de 2003 ASSESSORIA: AVISALÁ Elza Corsi Junho a dezembro de 2001 OFICINAS: *MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Adriana Silva Valença de Oliveira 03/04/05 de Dezembro de 2002 *O LÚDICO NA SALA DE AULA Rosele Martins Batista 09/10/11 de Junho de 2003 30 .

.2008 Marisa Lambardossi Finardi 31 . estimulações e saúde.2006 Marisa Lambardossi Finardi Material em apostila *USO DE FANTOCHES Ana Paula Hortelan Mariana Panizza 2007 *AFETIVIDADE .2005 Marisa Lambardossi Finardi Material em apostila *FANTOCHES – Criar e brincar é só começar Ana Paula Hortelan Mariana Panizza 04. 05. 08 e 10 de maio de 2006 *A VIDA DO BEBÊ DE 0 A 1 ANO – desenvolvimento. Madeira Márcia Brígida (professora contratada) 24.25 e 26 de Novembro de 2004 *PLANEJAMENTO Marisa Lambardossi Finardi 11 DE Abril de 2005 *JOGANDO. AS CONTRIBUIÇÕES DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA EDUCAÇÃO INFANTIL . BRINCANDO E APRENDENDO.*COMO CONTAR HISTÓRIAS Béldia Cagnoni Setembro de 2003 *BERÇÁRIO-AMBIENTE ESTIMULADOR INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NO PRIMEIRO ANO DE VIDA Paula Gisele da Silva Rosana Ecilda Dias de Faria 26 de Março de 2004 *FAMÍLIA NA ESCOLA Alexandra Vecchio Sacramento Aline Delfino Cruz Patrícia Maria de Oliveira Prates 20/21/27/28 de Maio de 2004 *MÃOS DE FADA: ARTE DE CONTAR E EXPLORAR AS HISTÓRIAS Ana Paula Hortelan Mariana Panizza Ferreira da Silva (professora contratada) 26/27 de Agosto de 2004 *PROBLEMAS DE MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: POR ONDE COMEÇAR? Eliete A.

uma professora de cada creche esteve reunida com a orientadora no Departamento de Educação para analisar. os professores se reuniram junto com a orientadora e as diretoras para discutir. As professoras foram: Creche Archibald Rehder – Fátima Creche José Manuel Luchesi – Maria Nilza Creche Lúcia Seixas Pinto – Raquel Creche Lýdia Pereira Lima Taliberti – Rosana Creche Madre Carmem de Jesus Salles– Ivana Creche Maria Belomo Zanetti – Diana Creche Olga Raimundo Vieira Guerra – Mônica Creche Sílvia Helena Dias Soares – Rosilda Creche Yvette Olyntho Rehder . *Nos meses de Novembro e meados de dezembro de 2008. *Estudo: Rotina Nos dias 12 e 13/11. No primeiro momento a orientadora discutiu sobre a importância da rotina para a criança.Tatiana 32 . discutir e intervir caso fosse necessário nas propostas curriculares que estariam neste documento. professor e escola. o vídeo que concorreu e o prêmio recebido: Selo/Baú de Possibilidades. O texto usado para discussão encontra-se neste documento. E quais aspectos devem ser considerados para a elaboração desta. Ribeiro 4-DESCOBRINDO O MUNDO ATRAVÉS DA LUDICIDADE .“O brincar se transforma” Paula Gisele da Silva 5-TRABALHANDO A REELEITURA NAS ARTES VISUAIS Béldia Cagnoni ENCONTROS COM PROFESSORES *Apresentação do prêmio recebido pela Creche Yvette Olyntho Rehder/ Diretora Eraceli Codógno – Selo aqui se brinca/ Outubro 2008/ Patrocinado pela Instituição Sidarta e Omo – Diretor Foi apresentado para os professores os pontos discutidos na entrega do Prêmio sobre a importância do brincar. já que seria colocada no Currículo.*OFICINAS SIMULTÂNEAS/2006 12 de Setembro 24 e 31 de Outubro 07 e 28 de Novembro 1-A HISTÓRIA DA ARTE COMPARADA Luiz Antônio Scarparo Maciel 2-A LUDICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL Rosilda Ap. Maurício 3-EU ESTOU FALANDO Ariane Cesário de Souza Joelma R. analisar e sugerir alterações ou modificações caso necessário nas rotinas das Creches.

onde são discutidos teoria e prática através de textos.Foi apresentado atividades relacionadas a todas as áreas do conhecimento *2006 . *2004 . vídeos.enquanto o outro fica com o restante do grupo. HORÁRIO O horário das professoras para a realização do seu trabalho junto às crianças é: -período da manhã:das 7:15 às 12:15h. E pensando desta forma nossas creches contam hoje com: GRUPO NÚMERO DE NÚMERO DE PROFESSORAS ESTAGIÁRIAS BERÇÁRIO 2 manhã 2 tarde MINI GRUPO 2 manhã 2 tarde MATERNAL I 2 manhã 2 tarde MATERNAL II 1 manhã 1 manhã 1 tarde 1 tarde Obs: Dentre estas professoras existem ainda algumas auxiliares e o número varia de creche para creche.SIMPÓSIO (Encontro entre professoras de todas as Creches do Município. para que realize sua reunião com professores. atividades. ampliem suas idéias e seus conhecimentos e a interação das Creches).o estabelecimento de dois adultos para cada grupo. desde o início. experiências e práticas realizadas pelos professores.a fim de que seja possível a qualquer um deles afastar-se para prestar auxílio a uma criança. algumas pautas.Foi apresentado atividades relacionadas a todas as áreas do conhecimento REUNIÕES DE FORMAÇÃO As reuniões de diretoras com seus professores acontecem toda terça-feira das 17:00 às 19:00 com estudo de textos relacionados ao trabalho desenvolvido e atividades que fazem o professor refletir sobre sua prática. NÚMERO DE PROFISSIONAIS QUE ATENDEM AS CRIANÇAS O número de profissionais para atender estas crianças dentro da sala foi pensado levando em consideração.Foi apresentado atividades relacionadas a todas as áreas do conhecimento *2007 – Foi apresentado apenas atividades relacionadas a Formação Pessoal e Social *2008 . livros. -período da tarde:das 12:00 às 17:00h.das 8:00 às 11:00 no Departamento de Educação. Já as reuniões que as diretoras participam junto à orientação pedagógica acontece toda quarta-feira. Umas já receberam formação e passaram a ser professoras através 33 . Elas apresentam uma atividade do planejamento bimestral (por sala ou por período) que tenha sido desenvolvida com as crianças. O objetivo do encontro é que as professoras troquem experiências entre si. que trabalham com a mesma faixa etária no ano que se segue.

outras estão estudando e algumas optaram em esperar até que se resolva o que será feito delas pois optaram em não voltar a estudar. R. ROCHA MARCELINO (diretora efetiva) LUCILENI C. SANTOS (diretora substituta) 2002 MARIA LUISA C. DOMINGUES (diretora substituta) LAURA F. VILAS BOAS MARIA LUISA C. artes e brincadeiras. 2007 e 2008 2001 JOSÉ MANOEL LUCHESI 2002 34 .e através deste o professor juntamente com a realidade de sua creche montaria as suas rotinas. De 2001 a 2008 os estudos de formação foram voltados para os seguintes temas: -concepção de educação -características de desenvolvimento de 3 meses a 3 anos e 11 meses -função social da escola -relação família e escola -desempenho de grupo -adaptação -o papel do professor e da criança em cada momento da rotina -registro -rotina -avaliação individual da criança -reunião de pais -relação entre teoria e aprendizagem -portfólios -ambiente enquanto espaço lúdico e estimulador E as diretoras que ficaram responsáveis pela formação nas creches durante os anos de 2001 a 2008 foram as seguintes: CRECHE ANO DIRETORA ARCHIBALD REHDER 2001 KERLI C. Através de estudos e muita experiência e observações. Foi em 2001 que também iniciamos a reformulação de nossas rotinas que até então não se trabalhava com atividades através das modalidades organizativas:projetos.de concurso interno. DE S. GERALDO (diretora substitua) 2003 e 2004 2005 e 2006 (até julho) 2006 (após julho).Não se realizava um planejamento bimestral e sim uma organização de atividades relacionadas aos momentos trabalhados. brincadeiras. RIBEIRO (diretora substituta) IDALINA M. seqüências e atividades permanentes e sim com momentos que contemplavam a música.chegamos a montar um quadro com as atividades que deveriam conter na rotina e o tempo destinado a cada uma. M.Também foi elaborado a estrutura do planejamento a ser trabalhado pelos professores junto às crianças e a forma de registro do professor. M. DOMINGUES (diretora substituta) MARIA NILZA DE C.

SPINA ALTOMANI (diretora efetiva) GISELLE MARIA GONÇALVES (diretora efetiva) RITA MARIA C. M. DOMINGUES (diretora substituta) CLÁUDIA H. DE SOUZA (diretora substituta) CLÁUDIA H. o que ainda não havia sido realizado até 2007 e era considerado como prioridade na creche por todos os envolvidos. ROCHA MARCELINO (diretora substituta) LEONILDA DESTRO CHAGAS (diretora substituta) ERACELI CODÓGNO (diretora efetiva) CLÁUDIA M. não tenha que pensar tudo novamente o que será trabalhado e sim poder pensar e planejar em como propor estes objetivos através do lúdico e em ambientes organizados e estimuladores. seria a construção de uma proposta curricular com objetivos e conteúdos por grupo. MANZINI DREIBI (funcionária do artesanato) 2005 2006 2007 e 2008 LÚCIA SEIXAS PINTO 2003 a 2008 (A creche foi inaugurada em 2003 2001 a 2008 2001 a 2008 2001 LYDIA PEREIRA LIMA TALIBERTI MADRE CARMEM DE JESUS SALLÉS MARIA BELOMO ZANETTI 2002 a 2006 2007 e 2008 SÍLVIA HELENA DIAS SOARES 2001/2004 2005 2006-2008 YVETTE OLYNTHO REHDER OLGA RAIMUNDO GUERRA (Creche filantrópica) 2001 a 2008 2001 a 2008 Por tudo que vimos e estudamos. ZANETTI (diretora efetiva) CLÁUDIA H. G. o professor no início do ano ao entrar em sua sala. MARTINELLI BÉO (diretora substituta) SILVANA MARQUES BERNARDES (diretora substituta) BÉLDIA CAGNONI (diretora substituta) ELIZABETE GÔNGORA (diretora substituta) MÁRCIA D. SPINA ALTOMANI (diretora efetiva) MARTA H.ou mudar de grupo de faixa etária.a forma como o professor poderia desenvolver estes conteúdos para alcançar os objetivos traçados(procedimentos didáticos) e os critérios de avaliação para o trabalho a ser desenvolvido.2003 e 2004 MARIA LUISA C. Pois até então os professores planejam o seu trabalho para ser realizado com as crianças a cada bimestre mas sem uso de uma 35 . DE S. Pois assim. SPINA ALTOMANI (diretora efetiva) LAURA F.

mas fruto de um trabalho de estudos da orientadora. porque o que temos como material e referência ainda é o Referencial Curricular recebido pelo Ministério da Educação.proposta curricular definida pelo Departamento. 36 . Nesta proposta que será enviada as creches terá uma outra referência. discussões com o grupo de diretoras e da coleta de materiais de atividades trabalhadas pelas professoras.

130 Rua Antônio Amádio. para a relação positiva com as diferenças.145 Rua:Afrosina Baldino de Siqueira.os cuidados básicos de saúde(física e mental) e educação da criança dos 3 meses até os 3 anos de idade. FUNCIONAMENTO DAS CRECHES MUNICIPAIS NOS DIAS DE HOJE A concepção que temos de creche hoje é que seja um ambiente especialmente criado para: *oferecer condições que propiciem e estimulem o desenvolvimento integral (cuidar e educar) e harmonioso da criança.s/n Rua:Coronel Custódio Pinheiro. desenvolve e se modifica no processo de interação que estabelece com outras pessoas e com o ambiente. E o profissional que trabalha nela seja um sujeito participativo.alimentação. Jardim Santa Clara. para a tolerância e para o respeito mútuo. *exercer pela família.prestando-lhe assistência integral em qualquer parte do dia.90 Cohab II Distrito de são Benedito das Areias Nelson Niero Cohab II Jardim Santa Clara Distrito de Igaraí Nenê Pereira Lima Vila Santa Rosa 36568234 36950505 36650392 36650227 36650232 36950205 36650205 36650250 37 .embora não assumindo o seu lugar.13. A criança seja um ser que nasce.121 Avenida da Saudade.1. Estas creches estão situadas em vários bairros da cidade como: Cohab II. Nenê Pereira Lima.cuidando de sua segurança física e emocional.272 Rua:Dr. 13.afeto e educação.s/n Rua:Milton Gonçalves Dias. cresce.296 Rua:Zequinha de Abreu.Humberto Cunali. RELAÇÃO DAS CRECHES DE MOCOCA A Prefeitura Municipal de Mococa atende hoje a 8 creches municipais e uma filantrópica todas em período integral. São Domingos e duas sendo localizadas nos distritos de Igaraí e São Benedito das Areias. Quanto as relações dentro da creche é feita num ambiente muito favorável para a construção da cidadania e que faz parte das responsabilidades educacionais ensinar às crianças as habilidades para o diálogo.com a inclusão de todos os cuidados relativos a higiene. Vila Santa Rosa. ENDEREÇO BAIRRO TELEFONE NOME DA CRECHE Archibald Rehder José Manoel Luchesi Lúcia Seixas PintoTia Lúcia Lydia Pereira Lima Taliberti Madre Carmem de Jesus Salles Maria Belomo Zanetti Sílvia Helena Dias Soares Profª Yvette Olyntho Rehder Avenida Francisco José Dias Lima. Francisco Garófalo.durante o horário de afastamento dos pais.

E desta forma foi acrescentado o número I no Berçário. O planejamento sobre o que será trabalhado com as crianças no bimestre é feito pelos professores junto com o diretor da Creche. a cidade de Mococa não voltou atrás. Figueiredo. Esta inscrição vai para uma lista de espera e a criança é chamada quando surge a vaga. É a data da inscrição que determina a ordem para ser chamada. pois tínhamos um outro objetivo:tentar atender toda a demanda de 0 a 3 anos e para isso acontecer não era possível reconsiderar a Lei devido aos espaços físicos das creches. A forma como a mãe consegue a vaga na creche é através de uma inscrição onde é deixado o nome de seu filho e o endereço. passa a ser uma continuidade do I. Quanto a faixa etária atendida. passando a ser chamado de Berçário I. E todas as salas possuem sua rotina de trabalho com horários definidos.Filantrópica NOME DA CRECHE Olga Raymundo Vieira Guerra ENDEREÇO Rua:Major Adalberto S. mesmo com a prefeita Martha Suplicy voltando atrás na Lei que regulamentava a creche sendo para atender a faixa etária de 0 a 3 anos novamente para atender de 0 a 6 anos. hoje não é mais exigido carteiras de trabalho das mães. estagiárias e professoras c)Equipe de apoio: cozinheiras e serventes(do qual podem fazer serviço de limpeza ou lavanderia).75 BAIRRO São Domingos TELEFONE 36564524 A creche por ter sido considerada através da Lei como um direito da criança. O horário de atendimento das crianças no espaço da Creche é das 7:30 às 17:00 horas. que após discussões sobre o currículo. Estas regras fazem parte das normas de atendimento e funcionamento. Contamos com uma equipe de trabalho dentro de cada creche dividida em: a)Equipe técnica de direção: secretária e diretora b)Equipe técnica docente: auxiliares de creche.acreditando que nesta faixa etária de 1 a 2 anos a criança ainda precisa continuar recebendo estimulações como no Berçário. Temos regras internas para um bom desenvolvimento do trabalho entre a equipe escolar e também regras que são dadas para os pais. resolvemos mudar o nome dado para a sala do Mini-Grupo para Berçário II. Em relação ao atendimento das crianças seguimos os módulos a seguir: NÚMERO DE IDADE NÚMERO DE NÚMERO DE CRIANÇAS PROFESSORAS ESTAGIÁRIAS BERÇÁRIO 15 De 3 meses a 1 2 manhã I CRIANÇAS ano 2 tarde BERÇÁRIO 15 De 1 a 2 anos 2 manhã II CRIANÇAS 2 tarde MATERNAL 20 De 2 a 3 anos 2 manhã I CRIANÇAS 2 tarde MATERNAL 20 De 3 a 3 anos 1 manhã 1 manhã II CRIANÇAS e 11 meses 1 tarde 1 tarde Obs: Foi em 2008. E com este novo nome dado de Berçário II. embora flexíveis. GRUPO 38 . para cada momento a ser desenvolvido com as crianças.

Em relação ao envolvimento dos pais na creche.Desde 2006 o primeiro planejamento do ano que sucede o período da adaptação chamamos de Projeto Conhecer e este surgiu da necessidade devido a faixa etária com a qual trabalhamos. 13.3. *de eventos realizados na creche. só algumas Creches é que possuem 1 na sala do Maternal II 2 cozinheiras 1 lactarista 3 ( sendo duas na limpeza e uma na lavanderia) DENTRO DA ESCOLA: PAPEL E Auxiliares de creche Estagiárias Cozinheiras Serventes 13. FUNÇÃO DE RESPONSABILIDADES DIRETOR CADA UM *determinar o projeto pedagógico da creche *desenvolver seu trabalho de forma a manter e promover a filosofia e imagem institucional. QUADRO DE PESSOAL As creches contam com uma equipe de trabalho distribuída nas seguintes funções: Creches municipais Função Diretora Secretária Professoras Quantidade por Creche 1 1 2 por período em cada grupo (com exceção do Maternal II) Como não existe mais esta função. *de reuniões para saberem do trabalho da creche. de ser realizado um diagnóstico das crianças para os professores saberem o que as crianças já sabem ou seja ter um conhecimento mais aprofundado para que os próximos planejamentos aconteçam de modo satisfatório a atender as necessidades das crianças. estes são convidados a participar: *de reuniões de início de ano para saberem da adaptação de seus filhos que antecede o primeiro dia de aula. assegurando o cumprimento das diretrizes pedagógicas 39 . *de fechamento de semestre para verem de perto o resultado do trabalho desenvolvido com seus filhos.2. *de reuniões para saberem de seus filhos. *de projetos realizados pelo professor onde são convidados a participar de algumas atividades junto com seus filhos.

coordenar.acompanhar e avaliar as ações pedagógicas *participar de ações de capacitação como atitude necessária a seu aperfeiçoamento profissional *gerar clima organizacional favorável à manifestação e discussão de idéias com ética *refletir junto com os professores. atitudes a serem tomadas frente a problemas de: aprendizagem. entre todos os seus membros. objetivando o estabelecimento de parcerias no processo educativo *assegurar a aprendizagem e o ensino orientando as ações dos professores *avaliar o desempenho da escola e de toda equipe escolar incluindo o seu *desenvolver estudos para aprimoramento da formação de sua equipe escolar *ler e intervir nos diferentes instrumentos do trabalho docente (relatórios. todo o trabalho da creche *coordenar a execução dos projetos institucionais aprovados pela equipe sugerindo modificações quando necessárias *promover reuniões seja individual. com a finalidade de enriquecer o trabalho pedagógico da creche *selecionar e providenciar materiais de limpeza e pedagógicos *prestar esclarecimentos aos estagiários sobre os objetivos e atividades psicopedagógicas da creche *responder documentos enviados pelo departamento de educação direcionados ao diretor *estudar e elaborar estratégias de estudo para as reuniões pedagógicas. professores. bem como textos.*liderar o trabalho de equipe de professores no sentido de levá-los a determinarem os objetivos. suas estratégias e formas de avaliação de modo a manter integrado.coordenar. desempenho e comportamento das crianças *facilitar o relacionamento entre os envolvidos do dia-a-dia da Creche(crianças. recados e enunciados em painéis e murais *zelar pela manutenção de um bom clima de relações humanas dentro da creche. serventes. de grupo ou com toda equipe escolar *estabelecer o calendário dos eventos e atividades da creche e zelar pelo seu cumprimento *estabelecer os horários das atividades diárias da rotina para cada grupo para que a organização da escola seja garantida *estabelecer horários da equipe escolar (cozinheiras.orientar e acompanhar os registros de observação do desenvolvimento das crianças *planejar. planejar suas ações.orientar. demais funcionários) *zelar pela manutenção do material pedagógico de propriedade da creche ou por ela tomado emprestado *zelar pela manutenção das comunicações entre os membros de toda a equipe *selecionar textos e temas de leitura e sugestões de atividades e divulga-los entre os professores. registros e avaliações) *supervisionar toda a comunicação escrita produzida pelo corpo docente. as crianças e seus pais ou responsáveis *planejar. lavadeira e estagiários) *promover reuniões periódicas e extraordinárias com responsáveis e familiares das crianças *desenvolver intervenções pedagógicas planejadas junto às famílias. individuais ou de grupo tanto com os professores quanto com os demais funcionários *participar das reuniões da orientação pedagógica no departamento de educação *receber visitas na creche *estar sempre preocupado com os resultados da aprendizagem participar do planejamento e fazer o acompanhamento do trabalho docente *conversar com as crianças e funcionários para detectar problemas e níveis de satisfação e ouvir sugestões 40 .

aceitando opiniões e novas propostas *ser audacioso o suficiente para fazer as mudanças necessárias visando sempre melhorar a qualidade do ensino *realizar a atribuição de salas *zelar pela limpeza da Escola e encaminhar pedido para reparo e consertos de equipamentos. com a criança. pela higiene e alimentação da criança *oferecer satisfação às necessidades básicas afetivas e intelectuais da criança *estabelecer laços de comunicação. contato físico carinhoso e emprego de voz suave *estimular experiências físicas. de ordem afetiva. marcação de entrevistas. sociais e intelectuais através de atividades lúdicas e prazerosas em decorrência das quais a criança deverá conseguir: -construir e ampliar o seu mundo de idéias -concretizar a imagem do seu “eu” social -descobrir e ampliar aptidões e interesses -organizar a sua própria atividade *observar. criteriosa e continuamente. expressões e diversos tipos de choro *estimular a comunicação da criança nas suas mais diversas manifestações: corporal. via receita. mas estar sempre aberto às novas idéias e a diversidade. base sobre a qual deverá se assentar o seu desenvolvimento intelectual *zelar pela segurança física. pelo médico *prestar primeiros socorros. procurando interpretar seus gostos. matrícula. cada criança e fazer registro do seu desenvolvimento *participar na elaboração dos planejamentos *planejar. plástica e verbal *participar de ações de capacitação como atitude necessária a seu aperfeiçoamento profissional *estimular a investigação por iniciativa da criança e sua capacidade de exploração (dos objetos. *efetuar algum pagamento *receber mensalidades *solicitar a diretora a compra de materiais quando necessário *controlar o ponto dos funcionários *verificar os atestados de freqüência dos funcionários para serem enviados ao departamento de educação *verificar e manter organizado o estoque de material de consumo administrativo e pedagógico *administrar somente medicamentos solicitados por escrito. sempre que necessário *participar de reuniões administrativas relacionadas as suas funções EDUCADOR *estabelecer como prioridade do seu trabalho o desenvolvimento da auto-estima e da segurança emocional da criança. etc. musical. instalações e materiais *documentar e analisar criticamente os resultados dos trabalhos desenvolvidos na Escola SECRETÁRIO *lidar diretamente com o público para efeito de inscrição. realizar e avaliar atividades de estimulação que propiciem o desenvolvimento integral e harmonioso da criança 41 .*ser um construtor de consensos. pessoas e elementos da natureza) *tentar obter reações de prazer da criança no contato com sua pessoa *despertar a atenção da criança através do uso de brinquedos. mudanças de horário.

*prever estratégias e recursos didáticos necessários ao desenvolvimento dos trabalhos pedagógicos *realizar estudos e pesquisas necessárias ao desempenho de sua prática pedagógica e à educação de maneira geral *selecionar temas/projetos adequados. e fazer-se acompanhar. por meio de registros semanais *participar ativamente nos eventos da creche *organizar reuniões sistemáticas com as famílias. participar ativamente. sempre que necessário *manter atualizados todos os registros *administrar somente quando a secretária não estiver na creche. o auxílio das serventes. com delicadeza. na realização das atividades com a criança *solicitar. para serem trabalhados em sala de aula *estudar e conhecer o processo de aprendizagem *conduzir o processo de ensino *incentivar a participação de todas as crianças no desenvolvimento das atividades *incentivar o desenvolvimento da capacidade de refletir e agir das crianças de forma autônoma *promover e acompanhar a interação das crianças *estar alerta para detectar eventuais desvios de comportamento e desenvolvimento e leva-los ao conhecimento da direção da creche através de registros escritos e contatos pessoais *planejar as rotinas semanais de atividades e entrega-los á direção. identificando as necessidades como temas de discussão *manter boas relações com os pais *respeitar as regras internas da creche e promover um trabalho de qualidade *zelar pelos equipamentos e materiais de suporte da atividade. oficinas e reuniões pedagógicas *solicitar. sempre que necessário *receber estagiários e prestar eventuais esclarecimentos durante sua presença *realizar a lavagem e desinfecção dos brinquedos caso não haja funcionário disponível para tal tarefa *estimular o bem estar e autonomia da criança no respeito da sua pessoa e da sua história *gostar de brincar *sentar no chão com as crianças quando necessário *acolher todas as crianças da mesma maneira sem discriminação e de forma positiva *conhecer cada criança e chamá-las pelo seu nome desde o início *realizar as atividades previstas do seu planejamento seja ele bimestral ou anual *ser lúdico e criativo *integrar-se positivamente junto a equipe *observar e registrar a evolução emocional. cozinheiras ou lavadeira. recuperando-os quando necessário *zelar pela manutenção da organização e limpeza da sala *estabelecer uma relação de parceria e participação ativa com a auxiliar e toda equipe escolar 42 . com delicadeza. por seu exemplo. social e cognitiva da criança *documentar sua prática pedagógica. de cursos. medicamentos solicitados em receitas pelo médico da criança *prestar primeiros socorros. a cooperação da auxiliar. conforme o estabelecido na creche *selecionar ou adaptar métodos de estimulação e materiais pedagógicos *responsabilizar-se pela conservação do material pedagógico utilizado nas atividades *ter a preocupação de formar-se.

ajudando a dar o alimento às crianças que ainda não comem sozinhas ou no servir as maiores *auxiliar o educador na hora do repouso das crianças. procurando manter a mesma linha de ação na realização das atividades *auxiliar o educador nas providências. do seu desempenho. de forma autônoma *participar da avaliação dos vários processos de aprendizagem das crianças. lençóis. fronhas e ajudar arrumar esse material após uso *ajudar na lavagem e desinfecção dos brinquedos *zelar pelos equipamentos e materiais de suporte da atividade. controle e guarda de material pedagógico *colaborar com o educador no planejamento das atividades e na avaliação das crianças. travesseiros. professores e toda equipe escolar *auxiliar no incentivo à participação de todas as crianças no desenvolvimento das atividades 43 . do desempenho da equipe e da Escola com vistas à melhoria da ação pedagógica *participar da elaboração de registros da prática pedagógica desenvolvida *participar de todo o processo de reuniões pedagógicas e das reuniões com as famílias *discutir e participar da elaboração dos registros de avaliação do desempenho das crianças *participar de reuniões periódicas ou extraordinárias convocadas pela direção *auxiliar prontamente o professor na higiene pessoal das crianças sempre que necessário e nos horários estabelecidos pela creche *auxiliar o professor quando necessário a acompanhar a criança ao banheiro *auxiliar o educador para realização de suas necessidades *auxiliar o educador na hora das refeições. sempre que solicitado *participar da seleção de temas/projetos adequados.necessário ao desenvolvimento da atividade *auxiliar a professora no desenvolvimento de todas as atividades junto à criança *substituir o educador no atendimento à criança. para serem trabalhados em sala de aula *incentivar a participação de todas as crianças no desenvolvimento das atividades *incentivar o desenvolvimento da capacidade de agir nas crianças.necessário ao desenvolvimento da atividade *auxiliar a professora no desenvolvimento de todas as atividades junto à criança *zelar pelos equipamentos e materiais de suporte da atividade.AUXILIAR DE CRECHE *acompanhar e participar do planejamento pedagógico *participar do planejamento da rotina e da preparação do material. sempre que necessário. recuperando-os quando necessário *zelar pela manutenção da organização e limpeza da sala *estabelecer uma relação de parceria e participação ativa com a professora e toda equipe escolar *participar de ações de capacitação como atitude necessária a seu aperfeiçoamento profissional ESTAGIÁRIOS *acompanhar e participar do planejamento pedagógico *participar do planejamento da rotina e da preparação do material. recuperando-os quando necessário *zelar pela manutenção da organização e limpeza da sala *estabelecer uma relação de parceria e participação ativa com o diretor. providenciando colchonetes (caso isto não seja feito pelas serventes da creche).

devem ser determinadas por setor e discriminadas como rotinas com horários e materiais cuidadosamente determinados e especificados pela direção. conhecê-las o máximo possível chamando-as pelo nome e não hesitar em falar com elas *manter a higiene e a boa utilização dos alimentos *integrar-se bem com toda equipe da creche *ser criativa na preparação das refeições *participar ativamente nos eventos da creche *participar de formações quando solicitada *manter boas relações com pais e responsáveis pelas crianças *respeitar os horários das refeições *atender alguma solicitação de professora caso esta esteja desenvolvendo algum projeto relacionado a alimentação desde que seja comunicada com antecedência pela direção LACTARISTA(caso tenha na creche) *cumprir as determinações da nutricionista *zelar para que o lactário (caso tenha) se mantenha sempre em rigorosas condições de higiene *preparar sucos. portanto. para que se possa ter um controle eficiente sobre todo o serviço de limpeza da creche. variam de acordo com o tamanho da creche e por isso não podem ser descritas de uma forma comum a todas. lavar e passar ferro.Algumas responsabilidades em comum: -assegurar um ambiente limpo -participar em todos os eventos da creche 44 . eventualmente. desinfetar. tirar o pó.as atribuições a cada um. papinhas. fazendo uso de avental e mantendo os cabelos presos em touca *manter constante entrosamento com a nutricionista e diretora da creche *colaborar. eventualmente. no cuidado direto com a criança *ter um comportamento aberto com todas as crianças. pastosos ou líquidos de acordo com as prescrições da nutricionista *controlar o estoque de alimentos e prestar contas a nutricionista sobre seus gastos *manter todos os utensílios e aparelhos da cozinha em rigorosa condições de limpeza *manter rigorosa higiene pessoal *manter constante entrosamento com a nutricionista e diretora da creche *colaborar.*participar da elaboração de registros da prática pedagógica desenvolvida dentro e fora da sala de aula *participar da elaboração dos registros de avaliação do desempenho das crianças COZINHEIRA *cumprir as determinações da nutricionista no que se refere aos cardápios e alimentos em geral *zelar para que a cozinha e despensa se mantenham sempre em rigorosas condições de higiene *preparar alimentos sólidos. no cuidado direto com a criança *controlar o estoque de alimentos do lactário e prestar informação a nutricionista sobre o gasto do material *ajudar quando solicitada a servir refeições para os bebês DEMAIS FUNCIONÁRIOS (SERVENTES E LAVADEIRA) *As tarefas que consistem em varrer. chás e água para os bebês de acordo com o cardápio da creche *fazer a limpeza e esterilização das mamadeiras e utensílios do bebê *manter rigorosa higiene pessoal.

leituras e preparação de atividades (Neste caso é feito um acordo com as auxiliares.4.-participar de reuniões quando solicitada -assegurar a boa utilização dos produtos de limpeza -não deixar produtos de limpeza no alcance da criança.5. fazem o mesmo horário das professoras) Estagiárias 40 horas semanais Cozinheiras 40 horas semanais Serventes/ajudante de serviços gerais 40 horas semanais 13. pois o certo é cumprirem 6 horas direto. cuidar da sua segurança -manter boas relações com toda equipe -manter boas relações com as mães e crianças 13. * 5 horas semanais de formação divididas em: 2 horas semanais de reunião pedagógica com a diretora 3 horas semanais para registros. JORNADA DE TRABALHO Diretoras: 40 horas semanais 2 horas semanais de reunião de formação (para cada segmento de sua Escola) Secretárias: 40 horas semanais Professoras: 30 horas semanais. ou seja. sendo: *25 horas semanais com as crianças distribuídas em 5 horas diárias. GRUPO Berçário I Berçário II Maternal I Maternal II NÚMERO DE VAGAS 15 15 20 20 45 . mas se quiserem participar da formação. sendo: 25 horas semanais com as crianças distribuídas em 5 horas diárias 5 horas semanais de formação divididas em: 2 horas semanais de reunião pedagógica com a diretora 3 horas semanais para registros.leituras e preparação de atividades Auxiliares de creche: 30 horas semanais. MATRÍCULA As vagas oferecidas para as creches seguem uma regra de número por módulo atendido de acordo com a faixa etária.

Conforme é pedido é colocada a data do dia de inscrição. E por essa data é seguida a lista.5.1.Modelo de ficha de matrícula CRECHE:________________________________________________________ FICHA DE MATRÍCULA Nº _____________ Nome do aluno: Sexo: Nascimento: Nacionalidade: Nome do Pai: Nome da Mãe: Residência: Bairro: Cor/Raça: Estado: Dia: Mês: Ano: Cidade: PROCEDÊNCIA DO ALUNO Nº: Tel: Escola/Creche: Estado: Localidade: Sexo: Ano: Ano: MATRÍCULA Solicito matrícula na classe de________________________________________ Declaro acatar as normas regimentais desse estabelecimento de ensino Mococa. Os pais e ou responsáveis precisam deixar o nome de seus filhos e o endereço.____de________________ 20___ ____________________________ Assinatura do responsável RENOVAÇÃO DE MATRÍCULA Assinatura do Responsável Ano Local de trabalho do Pai: Local de trabalho da mãe: Tel: Tel: 46 . não é considerado o nível econômico ou se a mãe trabalha para ser chamado. E conforme diz a Constituição. Após a matrícula os pais ou responsáveis deverão responder um questionário junto ao secretário ou grupo de professores. Após esta data é considerado desistente e é chamado o próximo da lista. já que a Creche é um espaço educacional de direito da criança.As creches possuem um caderno ou fichas de pedido de vagas que são separadas por módulos de acordo com a idade. Quando a criança a ser chamada não tem irmão ou parente na creche é enviada uma carta para o endereço deixado pelos pais ou responsáveis e estes terão um prazo de 3 dias para comparecerem caso queiram a vaga. 13.

Isto foi feito para atender as expectativas e necessidades das Creches.2 – Composição Familiar (S ou N ) ___ O casal vive junto? Obs:_____________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ Quais pessoas moram com a criança? ____________________grau de parentesco ____________________grau de parentesco ____________________grau de parentesco ____________________grau de parentesco ____________________grau de parentesco ____________________grau de parentesco 3.Observações:____________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ ____________________________ Assinatura do Diretor 13.1.6. Em 2006 em algumas reuniões de formação entre diretores e orientadora pedagógica esta ficha foi discutida e chegou-se a conclusão que deveria ser repensada. QUESTIONÁRIO A SER RESPONDIDO PELOS PAIS OU RESPONSÁVEIS Até 2005 outra ficha era preenchida.6. Ficha de identificação da criança (para o professor): 1-DADOS GERAIS Nome da criança:___________________________________________________________ Data de Nascimento:__________/__________/___________ Responsáveis: ________________________________________________ ________________________________________________ 2-ESTRUTURA FAMILIAR 2. pensando em uma para a Secretaria e uma para o professor.1 – Moradia ( S ou N ) ___ Luz ___ Água 2. RENDA FAMILIAR ___ menos de um salário mínimo ___ de 1 a 3 salários mínimos ___ de 3 a 5 salários mínimos 47 . E neste mesmo ano esta fichas já começaram a ser feitas para as crianças novas que foram entrando. E desta forma uma nova foi elaborada por este mesmo grupo. 13.

1.1.2. Atividades de lazer e cultura Jornal____________________________________________________________________ Revistas__________________________________________________________________ Livros____________________________________________________________________ Música___________________________________________________________________ Cinema___________________________________________________________________ Viagens___________________________________________________________________ TV_______________________________________________________________________ Esportes__________________________________________________________________ Chácaras/fazendas__________________________________________________________ Churrascarias/lanchonetes/restaurantes/sorveterias________________________________ _________________________________________________________________________ Festas populares____________________________________________________________ Praças____________________________________________________________________ Casa de parentes e amigos___________________________________________________ Bailes e bingos_____________________________________________________________ Outras____________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ 6. Desenvolvimento maturacional da criança ( S ou N ) Ouve bem________________________________________________________________ Enxerga bem _____________________________________________________________ Fala de acordo com seu desenvolvimento_______________________________________ _________________________________________________________________________ Locomove-se de acordo com seu desenvolvimento________________________________ 48 .2. RELIGIÃO _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ 5.___ mais de 5 salários mínimos 4. INFORMAÇÕES PARTICULARES DA CRIANÇA 6. Gestação e Nascimento: a) Como foi a gestação______________________________________________________ _________________________________________________________________________ b) Como foi o nascimento____________________________________________________ _________________________________________________________________________ c) Amamentação / Até quando________________________________________________ _________________________________________________________________________ 6. HISTÓRICO CULTURAL FAMILIAR 5. Formação Escolar da Família (Quantas pessoas) ___ Sabe ler e escrever ___ Tem o 1º grau ___ Tem o 2º grau ___ Tem ensino superior 5.

Coloca algum complemento alimentar? Qual?_________________________________ 8. Chupa chupeta ou dedo _________________________________________________________________________ 7.9.4. canecas ou mamadeiras?__________________________ 8.1._________________________________________________________________________ Usa fraldas_______________________________________________________________ Faz uso do sanitário _______________________________________________________ 7.3. Sono: a) Segura objeto de acalento (Qual?) __________________________________________ b) Horário de sono diurno ___________________________________________ c) Horário de sono noturno __________________________________________ 7.1. Qual o alimento que não gosta ____________________________________________ 8. Toma leite na mamadeira ou no copo? A mamadeira precisa ser específica?__________ _________________________________________________________________________ 8. Qual o local que se alimenta ______________________________________________ 8.7.3. Pessoas importantes para a criança ________________________________________ _________________________________________________________________________ 8. Médico responsável _____________________________________________________ Telefone _____________________________________ 49 . SAÚDE 9. ALIMENTAÇÃO 8.2.6.5. Possui alergia ou intolerância a algum alimento _______________________________ _________________________________________________________________________ 8.1. Consegue segurar talheres. Banho / horário e forma _________________________________________________________________________ 7.2.5. Mama no peito? Quais horários? ___________________________________________ 8. HÁBITOS DA CRIANÇA 7. Quais são seus alimentos preferidos ________________________________________ 8.4. Objetos preferidos da criança _____________________________________________ _________________________________________________________________________ 7.8. Toma café ou mamadeira antes de vir para a creche?__________________________ 9.

2. II. No ato da matrícula o pai ou responsável deverá responder um questionário a respeito de seu filho. Maternal II – de 3 a 4 anos. REGRAS DE FUNCIONAMENTO/ATENDIMENTO DAS CRECHES Regras internas para pais I.7.6. Responder S ou N ___ Tem ou teve crise convulsiva? – Ano ___________________ ___ Toma algum remédio regularmente? – Qual(is)? ______________________________ _________________________________________________________________________ ___Tem alergia? – A que? ___________________________________________________ ___ Já fez alguma cirurgia? – Qual? ___________________________Idade____________ ___ Tem algum problema de saúde? – Qual? ____________________________________ ___ Já teve alguma doença? Qual(is)? __________________________Ano _____________________ __________________________Ano _____________________ __________________________Ano _____________________ ___ Faz algum tratamento (fono. outros) – Qual(is)? ____________________ _________________________________________________________________________ Assinatura do responsável ___________________________________________________ Data:_________________________ 13. apresentando os documentos solicitados pela Escola. Ficha de identificação da criança (para a Secretaria): Creche: __________________________________________________________________ Nome:____________________________________________________________________ Nome do Pai:______________________________________________________________ Nome da Mãe:_____________________________________________________________ Endereço:______________________________________________Nº_________________ Bairro:____________________________________________________________________ Tels:__________________________________Cor/Raça:___________________________ Caso de dor ou febre. obedecendo o calendário próprio. medicar com:____________________________________________ Quantidade:____________________ Tem alergia (S ou N) ______A que?____________________________________________ Já teve ou tem convulsão?____________________________________________________ Data:_____/______/______ _____________________ Assinatura do Responsável 13. III. Maternal I – de 2 a 3 anos.2.9.4 meses a 1 ano. A Escola Municipal de Educação Infantil I funciona de segunda a sexta-feira das 7:30h às 17:00h. Os documentos são: 50 . fisioterapia. Berçário II . A organização das crianças por sala é feita considerando as seguintes faixas etárias: Berçário I .1 a 2 anos.

O horário de entrada das crianças matriculadas nas creches da cidade é das 7h:30m. VI. sendo que todos os pertences da criança deverão estar identificados com o nome da mesma. VIII. 51 . Os pais também serão notificados por três vezes pela direção e na quarta advertido quando: • • • XIV. A criança deverá ser entregue ao professor na porta da sala.. VII. faltarem de reuniões marcadas sem comunicar o motivo da ausência. Nos Distritos o horário pode ter alterações. Assim estes serão registrados em livro próprio para devidas providências caso ultrapassem o limite de até três por mês. É vedado à mãe. São considerados atrasos quando a criança chegar após o horário de tolerância. não atualizarem o endereço da residência ou do trabalho. O horário de saída das crianças matriculadas será das 16h:45m às 17:00h. Nos casos de conversas mais prolongadas com o professor da sala. não mandarem as roupas pedidas Os pais deverão providenciar semanalmente e/ou sempre que necessário toalha de banho e diariamente trocas completas de roupas. XI. com tolerância até às 8:00h. sendo que as conversas informativas deverão ser breves. V. XII. A criança somente é entregue a outra pessoa se não o responsável se for comunicado anteriormente na Secretaria.*xerox da certidão de nascimento *declaração de vacina *xerox do comprovante de residência *atestado médico recente. XIII. Podendo também ter alteração nos Distritos. X. às 7h:45m. ou seja. IX. os pais deverão solicitar agendamento de reunião em horário específico na direção. ao pai ou responsável a entrar sem autorização prévia nas salas e demais dependências da Escola. No ato da matrícula os pais receberão uma lista de materiais de uso coletivo e individual para o uso na Escola. A necessidade esporádica da entrada ou saída em horários diferentes deverá ser previamente comunicada à Secretaria. próximo aos dias que a criança irá começar a freqüentar a creche IV.

salgados assados e bolos feitos no dia sem recheios e coberturas que levem ovo cru. iogurte. A partir da sala do Berçário I. A criança deverá freqüentar diariamente a Escola. guardanapos e colheres ( de acordo com a quantidade passada pela direção). Para a organização da festa. da mãe ou responsável que deverá trazê-los a Escola pela manhã. XXII. XXIV. Após 10 dias consecutivos de falta da criança sem a devida justificativa é considerado abandono e a vaga será preenchida por outra criança. o pai. salgados e refrigerantes. servir. XVIII. XXI. não será permitido a entrega de convites e a criança não receberá presente. pratos. alguns cuidados devem ser observados: *início:15hs 30min. No caso de afastamento por saúde. A direção deverá ser avisada com antecedência mínima de dois dias. Os pais ou responsáveis poderão agendar atendimentos individuais com a direção e educador da sala de seu(sua) filho(a) para esclarecimentos quanto ao relatório de avaliação . 52 . bem como os educadores de seu/sua filho(a) para autorização prévia. XXIII. quando fornecerá a quantidade necessária de bolo. Quando for faltar por algum motivo. duração de aproximadamente 1h 15min. sendo que as sobras serão devolvidas). a mesma deverá consultar a direção. O pai ou responsável deverá deixar o medicamento junto com a receita médica na Secretaria XIX. apresentar atestado médico. preferencialmente. Caso a resposta seja afirmativa providenciar o transporte das crianças até o local. XVII. como por exemplo. XXV. Caso a mãe opte pela realização de festas externas à Escola. etc. os enfeites decorativos ficarão sob a responsabilidade do pai. lanchonete. A festa é para as crianças da escola (a combinar com os pais se para a sala ou toda a Escola). bem como outras informações que julgar necessário sobre a dinâmica da sala. A APM solicita dos pais ou responsáveis uma contribuição que será usada para a compra de materiais que visam melhorias para seu atendimento. Não é permitido trazer alimentos de casa para Escola como balas. XX. ambos de procedência conhecida. a mãe ou responsável poderá comemorar o aniversário do(a) seu/sua filho(a) na Escola. chicletes. * fornecimento de materiais descartáveis como: copos. Após concluída a programação. os pais ou responsáveis deverão comunicar sobre a ausência. XVI.XV.

XXXII. Regras internas para funcionários I. XXVI. de maneira a preservar a boa qualidade do mesmo. Caso a criança esteja com alguma doença infecto contagiosa como: catapora. a mãe terá acesso ao banheiro para trocar seu filho antes de deixar com a educadora. II. Lembrando que a retirada destes é de responsabilidade dos responsáveis e deve ser feito em casa. Apresentar-se de forma a considerar os cuidados com higiene e vestuário adequado e o uso de uniforme. rubéola. V. conjuntivite. Os pais devem comunicar na entrevista o antitérmico indicado para o seu filho em caso de febre. herpes. IV. XXXI. Comunicar as abonadas com antecedência. III. escabiose. tendo em vista as atividades e o tipo de cargo que ocupa. XXVIII.sacola)contendo: *01 toalha de banho *01 pente ou escova de cabelo *troca de roupa limpa (a combinar com a educadora da sala) *uma sacola plástica (para acondicionamento de roupas usadas) XXXIII. Para que o banho aconteça de maneira satisfatória e organizada na Creche é necessário que os pais mandem para a Escola uma mochila (bolsa. XXXIV. horário e o transporte que utilizará para a festa. à direção a ocorrência de faltas justificadas. alergias. quando esta apresentar algum problema de saúde e necessitar de tratamento. sempre que possível. caxumba. Comunicar. escarlatina ou estomatite. Evitar faltas ao trabalho sem justificativas legais. 53 . Manter sua concentração no trabalho. deverá ficar em casa aos cuidados dos pais até que se tenha alta médica ou seja uma declaração dizendo que já pode voltar a freqüentar. Como as crianças na creche convivem em grupos. A família deverá se responsabilizar pelos cuidados da criança. não será permitido os responsáveis (família) medicarem. A cada ano o pai ou responsável deverá trazer a Declaração da vacina.a mãe deverá informar a Escola sobre a data. XXVII. Todas as roupas e objetos das crianças deverão ter seu nome marcado para evitar que sejam trocados. previamente. XXIX. Estando a criança sob a responsabilidade da creche (no período em que se encontra dentro dela). XXX. quando for o caso.Caso a criança no caminho para a creche faça xixi ou cocô. pedimos aos responsáveis uma atenção especial a infestação de piolhos e/ou lêndeas já que estes ocasionam graves doenças e se propagam com muita facilidade.

digitação de atividades e bilhetes para os pais. xerox. XVII. fotografia das atividades pedagógicas. XIII. Cumprir com pontualidade os horários de entrada e saída do trabalho. XII.VI. As solicitações de digitação de comunicados para os pais. XXII. XXIII. quando solicitado pela direção e/ou em reuniões para este fim. de atividades para as crianças. Comunicar à direção ou secretaria qualquer problema que surgir internamente. XVIII. Estar sempre a serviço das crianças Assinar o AF diariamente Receber e encaminhar os pais para serem atendidos na diretoria ou secretaria. XVI. 54 . entre outros. A entrada e permanência no almoxarifado é permitida somente aos funcionários da secretaria e a direção. A entrada e permanência na Secretaria deverá acontecer somente em casos de necessidade e na presença de um funcionário do setor. Não é permitido que seja feito o preparo de alimentos diferenciados do cardápio das crianças para os funcionários. XI. O uso do computador e o acesso a Internet por funcionários deverá restringir-se à trabalhos da área de atuação. XXI. Não é permitido comer da merenda que é feita para as crianças. Acatar as orientações e/ou ordens recebidas. Cuidar e preservar os bens da Escola e de terceiros. XV. Cumprir. XXVI. de forma responsável. Não será permitido comércio dentro da escola sem autorização da direção. Os equipamentos que deverão ser encaminhados para conserto deve ser comunicado imediatamente a Direção. inclusive conservação. Cumprir com pontualidade os horários de reuniões . O uso do telefone deverá ser breve e em casos de urgência. condições de uso e utilização racional dos instrumentos de trabalho. Ocupar-se da realização dos trabalhos previstos no seu setor. Solicitar com antecedência de 24h a reposição de material. entre outros. XIX. observando a qualidade do trabalho e respeitando prazos (quando for o caso) para a realização das tarefas solicitadas. assim como a organização do ambiente. XXIV. deverão ser primeiro encaminhadas à Direção. IX. VII. XX. suas funções. a fim de garantir a qualidade do trabalho realizado no setor. X. XIV. É proibido a permanência de crianças na secretaria. VIII. manifestando-se a respeito do funcionamento geral da Escola. XXV.

13. As crianças do berçário passam para o Mini-Grupo quando começam a andar.1 – GRUPAMENTOS No caso de nossas creches formamos os grupos de acordo com a faixa etária: GRUPO BERÇÁRIO I BERÇÁRIO II MATERNAL I MATERNAL II NÚMERO DE CRIANÇAS 15 CRIANÇAS 15 CRIANÇAS 20 CRIANÇAS 20 CRIANÇAS IDADE De 3 meses a 1 ano De 1 a 2 anos De 2 a 3 anos De 3 a 3 anos e 11 meses Assim.8 – ESTRUTURA OPERACIONAL As creches atendem hoje em torno de 570 crianças e a filantrópica atende 130 crianças. nessa fase. nos mesmos momentos. E são oferecidas 15 vagas para o período integral e são atendidas por 4 professoras/ou auxiliares de creche sendo 2 no período da manhã e 2 no período da tarde. A proporção é de 7 a 8 crianças por professora/auxiliar de creche.). pasta de AF. 13.8. o desenvolvimento das crianças se dá num ritmo bastante acelerado. sob a direção de professores. do educador. XXVIII. Não retirar da Secretaria os materiais de uso comum (lista telefônica. 55 . por sua fragilidade. que passarão a ser suas referências. situação que deverá ser compensada com uma relação de carinho e atenção da mãe e. Nesta idade. a cada dia.XXVII.com os quais o grupo deverá estabelecer relações de afinidade. participam das mesmas atividades. deverá ser encaminhada à direção antes de mandar para os pais.etc. entre outras. festas. E por entendermos grupo como um conjunto de crianças que freqüentam a mesma sala. A solicitação de materiais para a realização de atividades pedagógicas. XXIX. A opção por dividir o atendimento As creches municipais atendem de crianças na creche em grupos por faixa etária justifica-se na medida em que a criança passa por processos biopsicossociais distintos. A medicação das crianças será ministrada pela Secretária. o grupamento das crianças dessas faixas etárias poderá efetivar-se conforme a seguir: Berçário I: No Berçário. são incapazes de sobreviver por recursos próprios. são agrupados os bebês de 3 meses a 1 ano aproximadamente(dependendo do desenvolvimento individual da criança podendo variar de doze/quinze meses ). Isso leva a um atendimento permanente e individualizado por parte do professor que deverá trabalhar com cada bebê. observando suas reações e seus progressos pois. no caso da creche.

a criança ainda tem dificuldade em repartir seus brinquedos. a suas escolhas e atitudes e a produções diversas. Ela está ficando mais sociável e esporadicamente consegue ser cooperativa no grupo de convívio. Nessa fase. ajudar-lhes-á a sair do egocentrismo. já caminha. ainda que com pouca duração. agarrões. Maternal I: No Maternal I são agrupadas as crianças as crianças de dois a três anos. com freqüência. literalmente “fisicamente e oralmente” com o conhecimento. necessidades e desafios que estejam demandando. por meio dos jogos simbólicos do faz-de-conta. Elas agora já possuem maior maturidade motora. empurrões). O trabalho em grupo. os atropelos físicos (mordidas. aceleram o desenvolvimento da linguagem e da representação. são capazes de extraordinárias observações sobre o que ocorre à sua volta. As crianças dessa idade. deslocando-se pelo espaço físico disponível. fica em pé e. Por volta dos dois anos de idade surge um novo componente – a oralidade. A proporção é de 10 crianças por professora/auxiliar de creche e a estagiária. são agrupados os bebês de doze/quinze meses a dois anos(dependendo do desenvolvimento individual da criança). Esta proporção de professoras/auxiliares de creche e estagiárias para cada grupo é devido ao trabalho desenvolvido com as crianças e para que possa ser assegurado os 56 . essas crianças encontram-se necessitadas de novos e mais complexos desafios. procurando muitas vezes infatigavelmente suas causas. as coisas a sua volta e a necessidade de fazer algumas negociações. para que se possa identificar desejos. A proporção é de 7 a 8 crianças por professora/auxiliar de creche. a seus gestos. interagindo. que já andam e se movimentam livremente. Com o movimento tornamse interessantes apenas os objetos que podem ser carregados de um lado para o outro.E são oferecidas 20 vagas para o período integral e são atendidas por 2 professoras/ou auxiliares e 2 estagiárias sendo 1 professora/ou auxiliar e uma estagiária no período da manhã e 1 professora/ou auxiliar e 1 estagiária no período da tarde. há necessidade de atenção às reações de cada criança e ao grupo como um todo. Usufruindo das conquistas realizadas. na maioria dos casos. A criança agora já se movimenta com mais autonomia. E são oferecidas 15 vagas para o período integral e são atendidas por 4 professoras/ou auxiliares de creche sendo 2 no período da manhã e 2 no período da tarde. Sua oralidade está se desenvolvendo bastante e ela se interessa cada vez mais pelas histórias contadas e/ou representadas. é também nessa fase que acontecem. É preciso estar atento a suas falas. É no plano das ações que elas começam a perceber o outro. E são oferecidas 20 vagas para o período integral e são atendidas por 4 professoras/ou auxiliares de creche sendo 2 no período da manhã e 2 no período da tarde. A proporção é de 10 crianças por professora/auxiliar de creche. mesmo quando estão em grupos. Nessa fase. que lhes permite explorar objetos e tudo o mais que existir ao seu redor. Maternal II: No Maternal II são agrupadas as crianças com três anos de idade que estão em franca expansão do ponto de vista físico. As crianças estão na fase egocêntrica e brincam individualmente. costumam fazer relações entre as concepções que têm do mundo exterior e as imagens do próprio corpo.Berçário II: No Berçário II. emocional e cognitivo.

vestir.objetivos norteadores do trabalho de formação integral(cuidar e educar) das creches.) menor é o número de crianças por grupo.enquanto o outro fica com o restante das crianças. E quanto mais a criança depende do adulto (para comer.devemos assegurar alguns momentos de interação dentro da escola. Acreditamos na importância do contato das crianças de diferentes faixas etárias e como ainda mantemos um critério de separação por idades. 57 . a fim de que seja possível a qualquer um deles afastar-se para prestar auxílio a uma criança.movimentar-se.etc.ir ao banheiro.

exige que incluamos as crianças. sendo a creche o lugar por excelência de suas trocas e vivências. O espaço físico da Creche Pensar o espaço da creche. e que facilite a interação criança- 58 . promotor de aventuras. modificando o que foi planejado. Seu convívio familiar restringe-se ao final do dia e aos finais de semana e as possibilidades que tem de conviver noutros espaços. em período integral. o espaço. sendo a creche o lugar por excelência de suas trocas e vivências. a forma como ele se torna lugar socialmente construído pelas crianças e adultos que o habitam. com especificidades próprias desta etapa da vida. Tal trabalho baseia-se na escuta. e também o rigor e a imaginação metodológicas para a criação de mecanismos de participação. aprendizagens. o lugar se constrói. sujeitos de direitos. junto com as crianças. que consideremos suas manifestações e expressões e seus pontos de vista. criatividade desafios. das relações que ali são travadas e a partir do espaço como suporte. a forma como ele se torna lugar socialmente construído pelas crianças e adultos que o habitam. as creches compartilham com as famílias a tarefa de cuidar e educar as crianças de 0 a 3 anos. com outras pessoas são reduzidas. para ser construído.14. quarto mês de vida da criança. com especificidades próprias desta etapa da vida. concebendo-as como seres sociais plenos. Este trabalho. diálogo e observação das necessidades e interesses expressos pelas crianças. organizá-lo a partir do que sabe que é bom e importante para o desenvolvimento de todas e incorporar os valores culturais das famílias em suas propostas pedagógicas. recriar e explorar o ambiente. está sempre disponível e disposto para converter-se em lugar. vivendo nela boa parte de sua infância. A criança pode e deve propor. descobertas. portanto. com outras pessoas são reduzidas. fazendo-o de modo que as crianças possam ressignificá-lo e transformá-lo. quarto mês de vida da criança. Seu convívio familiar restringe-se ao final do dia e aos finais de semana e as possibilidades que tem de conviver noutros espaços. Assim a professora. O ingresso nas creches se dá por volta do terceiro. portanto.Constrói-se a partir do fluir da vida. têm para viver sua infância na contemporaneidade. A creche apresenta-se como um espaço em que as crianças que nele está. ficam aí todo o seu dia. Isso desafia nosso poder adulto ao incluir a racionalidade infantil. espaço onde ela passa a permanecer em tempo integral. O ingresso nas creches se dá por volta do terceiro. pois as crianças que a freqüentam. exige que incluamos as crianças. que consideremos suas manifestações e expressões e seus pontos de vista. O ESPAÇO DA CRECHE – Que lugar é este? O espaço se projeta ou se imagina. Acredita-se que ambientes variados podem favorecer diferentes tipos de interações e que o professor tem papel importante como organizador dos espaços onde ocorre o processo educacional. visando construir o ambiente físico destinado a esta faixa etária. e também o rigor e a imaginação metodológicas para a criação de mecanismos de participação Como instituições sociais coletivas. Pensar o espaço da creche. sujeitos de direitos. têm para viver sua infância na contemporaneidade. por isso devemos compreender que nela a urgência de refletir sobre seus espaços é maior. Isso desafia nosso poder adulto ao incluir a racionalidade infantil. espaço onde ela passa a permanecer em tempo integral. busca ampliar os diferentes olhares sobre o espaço. de segunda a sexta-feira. A creche apresenta-se como um espaço em que as crianças que nela estão. deve preparar o ambiente. transformando-as em objetivos pedagógicos. concebendo-as como seres sociais plenos .

brincadeiras. A Sala deve estar organizada de forma estimulante. sala de televisão. como alternativa para biblioteca. dentre outros. Refeitório Além de se constituir em um espaço para alimentação. jogos. ensaiar os primeiros passos. Os projetos pedagógicos e os espaços para esta faixa etária devem considerar a diversidade étnica e cultural da comunidade que atende bem como as condições socioeconômicas do município. ressaltamos a importância da organização de um espaço destinado a atividades diferenciadas. incentivando o seu pleno desenvolvimento. aconchegante. vídeo ou DVD e som. prevendo-se a organização de cantos de leitura. o refeitório deve ainda possibilitar a socialização e a autonomia das crianças. adequada à proposta pedagógica da instituição e que permita o desenvolvimento da criança. confiança. O espaço deve comportar colchonetes amplos para as crianças engatinharem. observar. satisfazendo. dandolhe suporte para a realização de explorações e brincadeiras. garantindo-lhe identidade. histórias que expressam a especificidade do olhar infantil. planejadas de acordo com a proposta pedagógica da instituição. promovendo oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento. para tanto. que possibilite à criança a realização de explorações e brincadeiras. Espaço para crianças de 1 a 3 anos O espaço destinado a esta faixa etária também deve ser concebido como local voltado para cuidar e educar crianças pequenas. ter contato com bons livros de história. É recomendável que a sala esteja localizada de maneira que facilite o acesso dos pais. brincadeiras. interações sócio-educativas e privacidade. transformável. alimentar-se. dormir. necessitam de espaços para engatinhar. mesa com cadeirinhas. com seus ritmos próprios.criança. segura. O espaço físico para a criança de 1 a 3 anos deve ser visto como um suporte que possibilita e contribui para a vivência e a expressão das culturas infantis – jogos. tocar o outro. Espaço para crianças de 0 a 1 ano O espaço destinado a esta faixa etária deve ser concebido como local voltado para cuidar e educar crianças pequenas. visando estimular a amamentação. As crianças de 0 a 1 ano. Sala multiuso Embora as salas de atividades sejam concebidas como espaços multiuso. Considerar também que nesta sala as crianças serão alimentadas pelos professores e. repousar. tomar banho. suas necessidades essenciais.carrinhos de bebê ou bebê conforto para os menores e para os que já conseguem sentar-se sozinhos. 59 . almofadas e brinquedos de porte médio e grande. “brincável”. assim. É importante prever local para o aleitamento materno. rolar. confortáveis. músicas. ouvir boas músicas. O espaço lúdico infantil deve ser dinâmico. são necessárias cadeiras com bandeja. explorável. deve-se organizar um ambiente adequado à proposta pedagógica da instituição. segurança. explorar materiais diversos. se possível provido de cadeiras ou poltronas com encosto. incentivando o seu pleno desenvolvimento. Assim. É recomendável que tenha capacidade mínima para atendimento à maior turma da instituição. vivo. confortável. criança-adulto e deles com o meio ambiente. e acessível para todos. brincar.

no seu brincar. cheiros. desafia-nos em nossa adultez controladora. para que possamos pluralizar. 60 . convencem de que a vida é agora. dando novos significados aos arranjos e objetos.Indicações das crianças para o espaço físico da creche Um lugar de brincadeira Um espaço que lhes garanta o direito à brincadeira. cheio de ritmo e harmonia. sob o jugo da lógica capitalista do acumular. ônibus. com pequenos grupos ou observar as crianças. vemos na brincadeira um local de grandes potencialidades para este encontro. visões. Nestes outros sentidos e significados que vão empregando no espaço e em tudo que nele está contido. que permitam a visualização do adulto sem que este tenha de ter interferência direta. enriquecer as interações com culturas diversas. mar. textura. encontrando novos jeitos de se relacionar com seus objetos e pessoas. filhinha. mas aquela criança que todos fomos mora em nossos corpos. caixas por vezes são carros. normalizadora. a partir do que está disponibilizado materialmente e imaterialmente. coração e alma nos apontam querer um espaço/lugar de brincadeira. em consonância com o que os estudos vêm indicando para a prática na educação infantil. tapetes se transformam em lagoa. as crianças vão indicando para o espaço da creche um lugar para brincar. explorando-o de outras formas. outros jeitos de se relacionar com o espaço. vira do avesso. comovem. entre estas diferentes racionalidades. zonas espaciais com maior grau de definição. colegas tornam-se mãe. na traçam planos ou esperam o amanhã. convidando-nos a resgatarmos nosso homo ludens. mente. a vivacidade e a inteireza com que as crianças vivem seus momentos de brincadeira na creche nos ensinam. cor. É preciso observar a variedade desses brinquedos no que diz respeito ao material. com imaginação e deleite sem estarem. As crianças. ou seja. com marcas e cicatrizes. irmã. com muitos e diversos brinquedos e que estes estejam acessíveis. máscaras. a adulta e a infantil. têm urgência de viver plenamente o momento. em nossas lembranças. Salientamos aqui a importância de planejar e organizar o espaço da creche de forma que as crianças que ali passam o dia todo em todos os dias durante a semana. com brincadeira. onde o sonho e a fantasia são possíveis. professora. Considerando o brincar como a atividade essencial da infância. limpos. a imaginação. tamanho. Também deve ser ressaltado a importância do resgate de brincadeiras populares e de outros lugares. dando outros sentidos. mexe. casinha. sons que insistentemente nos convidam a deixar-nos seduzir. com emoções. buscando saídas criativas e humanizadoras. aguçando em nós o desejo de que elas nos enfeiticem. ao fazê-lo. imprimindo suas marcas no espaço e. preconceituoso e excludente. em pequenos grupos e em espaços circunscritos. piscina. Vemos que as crianças em sua inteireza. demonstram que têm outro jeito. ainda. lixeiros viram chapéus. imaginações e fantasias. fascinando-nos e cativando-nos. impositora. A alegria. dando-lhe possibilidades de trabalhar individualmente. embriagar pela magia da fluidez e da autenticidade infantil. disponibilizados de forma criativa e convidativa. sua organização. para além do convencionalmente instituído: vão inventando. cuidando para não valorizarmos brinquedos estereotipados que reafirmam a lógica e os discursos de um sistema consumista. remexe. lançando sobre nós seu feitiço. inovando. pensamentos. vão indicando que gostam muito de estar entre seus pares. pai. corpo. As crianças vão interagindo com o espaço dando a ele significados diferentes. tenham o seu direito à brincadeira garantido. criando o novo. para brincadeira. Entendo ser possível e viável aproveitar ao máximo materiais de reciclagem e elementos da natureza. Pensar os espaços da creche a partir do que as crianças nos indicam revoluciona. inteiros. Presenciamos várias situações em que as crianças em suas relações com e no espaço recorrem ao faz-de-conta. que são suas idéias.

ir ou ficar. o livre arbítrio para os espaços construídos. bebê-conforto. lança.A vida na creche é marcada pelo movimento. oportunidades para movimentos amplos. No solário. plurais em suas formas. pendura-se. Movimentando-se. inventam passagens estreitas e escuras para se rastejar. salta. as aves. instigando-nos a tentar entender essa preferência. experimentam o se movimentar no mundo. ou mesmo quando é transgressão. é uma forma de linguagem. baseando 61 . o frio. É possível observar dentro da creche várias situações em que crianças sobem e descem de mesas e cadeiras. o vento.. é o parque. chuva. fortuitos e inusitados ou aqueles combinados. seus limites e possibilidades. lidando com o convívio e o confronto. criam lugares. deita. sempre que a oportunidade se apresenta. Nele é possível ir e vir de forma mais fluida. situação que exige movimentos mais difíceis e elaborados. onde o adulto é fugazmente um olho vigilante. Um lugar para se movimentar Anda. planejados e pensados entre as diferentes crianças. o calor. uma pressa urgente. pulando e caindo incessantemente. Com isso conhecem mais seus corpos. lugar de exercício do livre arbítrio. As crianças através de sua plasticidade corpórea precisam de um espaço da creche como um lugar para se movimentar. correndo. Os adultos têm um papel fundamental no parque. dando possibilidades de expressão corporal infantil e adulta. Observamos a alegria. se agarram ao alambrado para escalá-lo. corre . dança. senta. outras alturas para pular. . engatinha. em suas formas de se apropriar do espaço. trepa. potencializa as chances de algo ou alguém chegar ou passar. o espaço escolhido para estar. flexibilidade. nas marcas que nele imprimem.. brincar ou não brincar. permitida da brincadeira livre. agilidade. temos um contato direto com os espaços naturais. pega. onde neles as crianças pulam. pula. interagir com o mundo. puxa. As crianças exploram muito o potencial do parque como espaço para os movimentos amplos e suas possibilidades de lugar de novidades. andam por cima delas e às vezes rastejam-se por baixo. urgentíssima. mesas e cadeiras. nos faz compreender o parque como o espaço da creche de grande expressão e encontro de liberdade. seus movimentos. onde algo inusitado pode acontecer. num pleno exercício de desafio. organizando e propondo brincadeiras. Os colchões viram um desafio. combatendo a lógica do retilíneo e plano. no pátio ou em ambientes onde estes móveis estão disponíveis. Nele as crianças encontram a chance instituída. convívio/confronto com as diferenças. ao ar livre. participando nas propostas feitas pelas crianças. empurra. empurram e puxam cadeiras. que as crianças tinham de ir a seu lugar preferido. expressar-se. subindo. Neste reino da brincadeira livre e da liberdade as crianças demonstraram que gostam e necessitam da participação e colaboração do adulto. um balanço pendurado alto vira um cipó delicioso para experimentar os ares. para além do cuidado com a segurança das crianças. tudo de novo. o contato direto com a vizinhança. buscando incessantemente outros jeitos de explorar. sobe.. Estar ou não estar. trepam nos bancos e deles saltam. Nessa busca por se movimentar as crianças organizam espaços. experimentar decisões. cai. As crianças. Nas salas é possível observar várias situações em que enfileiram as cadeiras de pernas pro ar..Um lugar de liberdade Na vida da creche. povoando-o com novidades e trazendo novos elementos para habitálo. sempre mais alto. desce. Nesses espaços não construídos. aviões. movimentar-se para as crianças é comunicar-se. pulam. rola. outras óticas de ver e se posicionar no mundo. Isso nos desafia a pensar em espaços para as instituições de educação infantil ricos em desafios. rasteja. ficar só ou acompanhado. que precisam estender o lugar de viver a liberdade. equilíbrio. A alegria e a satisfação na ida para o parque por elas manifestada. Logo depois. exigindo mais destreza. escorrega. etc. fazer escolhas por si só.. espia. é explorar e conhecer o mundo e o próprio corpo.

Um lugar para se encontrar Nessa busca pelo outro o outro. basta que abramos espaços para que elas possam anunciá-lo. tornando nossas vidas mais plurais. gestos e buscas desse outro nossa humanidade social. branco ou negro. compreensão e respeito pelas diferenças entre crianças. Por isso o espaço da creche tem de propiciar um ninho seguro. homogêneo e autoritário que temos pesando sobre nossas corpos e sentimentos. diferentes das que elas têm em casa. realidade e fantasia. reafirmando em suas ações. colega ou desconhecido. mas muitas vezes nos surpreendemos com situações nas quais nos deparamos com alguma criança sozinha num canto. com outras crianças e adultos. intimidade. ricas e heterogêneas nesse encontro de diferentes racionalidades. recepção e reconstrução de saberes gerados na diversidade cultural. espaço e tempo de se encontrar. menina. pequeno. acompanhadas de brinquedos. se transformando em lugares para se movimentar em retas e curvas. momentos de quietude. Neste espaço a criança busca para ter privacidade. comunicação e participação de todos os envolvidos com a creche num exercício de respeito mútuo. planos e acidentados. fica o convite e o desafio deste encontro. grande. Também poderá proporcionar pleno exercício de solidariedade e cooperação. (Sarmento 2000). dos sonhos. num encontro com o que lhe é mais profundo e íntimo. oportunidades sociais novas e diferenciadas para as crianças que a freqüentam. oportunizando sentido de pertencimento e lhe seja assegurada sua identidade pessoal. onde possam estar sozinhas ou na companhia de algum brinquedo. pulsações e sentimentos. A garantia de um lugar para se encontrar na creche possibilita que esta se torne um espaço de intercâmbio. num encontro íntimo com seus ritmos. possa estar consigo mesma. tem de incorporar meios de intensificar os relacionamentos entre os três protagonistas centrais – crianças. baseado no relacionamento. Um lugar em que ela tenha segurança e confiança. e de interrogação crítica do mundo.suas práticas nos princípios de inteireza humana. Esse espaço pode estar organizado do jeito da criança. pela presença de diversos adultos que não fazem parte do espaço doméstico. professores e famílias. chão e ar. profissionais e famílias. seja esse menino. para exercitar a solidariedade e as regras de convívio social. ou até ser algum canto já organizado na sala para tornar seu ninho seu canto. um lugar com aspecto aconchegante. Um lugar para mim No dia-a-dia da creche o ritmo que a marca é dinâmico. contrapondo-se à dicotomia corpo-mente instaurada em nossa sociedade. um lugar que a criança possa considerar seu. as crianças vão dispondo cada vez menos de espaços para viver coletivamente. Encaminhamento este que já vem sendo apontado como frutífero e necessário para as práticas na educação infantil. reverberando para o mundo um projeto de sociedade que se contraponha ao modelo hegemônico. Enfim. de trocas. enquanto adultos responsáveis pelas instituições de educação infantil temos a tarefa de pensar o espaço da creche como um lugar de encontro. Na creche as crianças ficam de dez a doze horas de 62 . resguardada sua individualidade. no e com o mundo das coisas. para trocas e partilhas. Interessante notar que as crianças estão a nos apontar as pistas que precisamos para construir um projeto de mundo verdadeiramente humanista. das pessoas. térreos e altos. é possível perceber o movimento das crianças indo à busca de encontros. A creche como instituição coletiva de educação de crianças de zero a três anos possibilita. que tenha direito a estar só. Em nossa sociedade. num pleno exercício de humanidade. um lugar onde todos tenham direito.num processo de abertura à participação dos diversos membros desses segmentos e mantendo entre eles uma rede de intercomunicação. Então.

chão e teto dos espaços/lugares que habitamos. FINAIS Seja dada ou não a vez para que as crianças participem da organização do espaço. Sorrisos.seu dia. com toda sua carga de subversão e inefabilidade. aspirante de uma vida feliz e justa para todos. a vida em comunidade. nas suas formas de perceber. Transformam. revoluciona. vão dando a ele novos sentidos e significados. ao mesmo tempo em que são frutos de um contexto histórico-social. Assim. as crianças nos apontam um caminho de pluralidade e diversidade. captar e utilizar o espaço. As crianças. originalidade. trazem a marca da geração a que pertencem. As crianças desejam a creche como um lugar de viver a liberdade. olhar. precisando de espaço/tempo para ficar a sós. Com toda sua inventividade. rico em desafios. mesmos materiais. gestos. sentimentos e idéias. pelo menos aparentemente. é alguém que interage com essas categorias. Constrói-se a partir do fluir da vida. segundo o qual “a vida é a arte do encontro”. aprendemos pelos seus modos de ser. paredes. respira e é dinâmico. adultos e crianças. longe do barulho e das pessoas. presenças de luzes. que quanto mais dermos a elas espaço e tempo para que expressem seus saberes infantis. sentimentos e idéias. realizando uma (re) produção da cultura na qual estão imersas. consolidando uma cultura de humanização. mesma configuração. Esse lugar é encontrado. teto. Assim o lugar da creche tem de ser um lugar de respeito profundo à infância. cheio de fantasias. movimento. impregna de vida. de sonhos e imaginação. emoções. mais conheceremos suas manifestações. fazendo coisas para além da imposição do traço arquitetônico e do que o adulto propõe. criando soluções. Um espaço torna-se lugar socialmente construído. plural e diverso. imposta por um projeto padrão. visualmente. autenticidade. ainda que repetindo a lógica da mesmice. indicando para as instituições de educação infantil um lugar lúdico. num lugar de sossego. Desejam que o espaço da creche intensifique encontros. encontro e de quietude. elas o modificam. mas sempre com a companhia do seu mundo interior. Querem ainda um lugar para 63 . objetos. Subvertendo o instituído. Assim. entre as crianças. A criança é profundamente enraizada em um tempo e um espaço. tocar. em que os ritmos individuais devem ser respeitados como também suas pulsações. CONSIDERAÇÕES. confirmando que o espaço vive. para viver um lugar de brincadeira. pois em algumas situações podem estar acompanhadas de brinquedos. influenciando-as e sendo influenciada por elas. Assim. Reafirmam o poeta. entre elas e os profissionais e adultos e entre estes últimos. contagia. tendo o espaço como suporte. às suas muitas expressões e dimensões. mais elas nos apontarão novidades. faz pulsar os átomos das paredes. sentir. imaginação. perceber o mundo. teima em ser diferente na forma de apropriação desse espaço pelas pessoas que o habitam. sonhos. imaginação. ludicidade imprimem no espaço seus saberes. Ao observar as crianças com todos os seus sentidos e sensibilidades. arranjos. Um lugar que aposte no heterogêneo. é possível confirmar que o espaço se projeta ou se imagina e o lugar se constrói. construído ou ressignificado por elas para estarem sozinhas. inventando outros jeitos de lidar com o chão. mudam o espaço. mesma cor. liberdade. para este tempo. também subvertem a ordem. As crianças. fortalecendo o coletivo. imprimindo nela os seus modos infantis de ser. novidade. pensar. colocando nele marcas de seus jeitos de ver. colegas e adultos. luzes/lugares nos mostram que nosso potencial criador. apontam um repensar sobre esse espaço e suas proposições. noutras não. de brincadeiras e fantasias. ao se apropriarem do espaço da creche. sensibilidades e vontades. cheirar.

As crianças nos mostram que mesmo com suas suaves mãos são capazes de traçar outros contornos para o espaço. o lugar do mundo como um lugar de gente. 64 . para um encontro consigo mesmas.estar sós. que a creche tenha um espaço para a quietude. e que suas peraltices o povoam de magia e felicidade. convidando-nos a construir e sonhar o lugar da creche.

Descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo. Observar e explorar o ambiente com atitude de curiosidade. respeitando a diversidade e desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração. de forma a compreender e ser compreendido. os objetivos para uma Educação Infantil de qualidade devem perpassar todas as ações realizadas entre o educar.15. valorizando atitudes que contribuem para sua conservação. enriquecendo cada vez mais sua capacidade expressiva. expressar suas idéias e avançar no seu processo de construção de significados. fortalecendo sua autoestima e ampliando gradativamente suas possibilidades de comunicação e interação social. musical. confiante em suas capacidades e percepção de suas limitações. Expressar emoções. desejos e necessidades. interagindo com os demais. o cuidar e o brincar. contemplando a construção da sociabilidade. de interesse. atuando de forma cada vez mais independente. sentimentos. ampliando assim permanentemente os conhecimentos sobre natureza e a cultura. percebendo-se cada vez mais como integrante. Estabelecer e ampliar cada vez mais as relações sociais. Desenvolver a imaginação. Estabelecer vínculos afetivos e de troca entre adultos e crianças. plástica. da identidade. Conhecer algumas manifestações culturais. a curiosidade e a capacidade de expressão. OBJETIVOS GERAIS DA EDUCAÇÃO INFANTIL – CRECHE / 0 A 3 ANOS As crianças desta faixa etária devem ser apoiadas em suas iniciativas espontâneas e incentivadas a: • Desenvolver uma imagem positiva de si. Brincar e movimentar-se em espaços amplos. oral e escrita) ajustadas às diferentes intenções e situações de comunicação. Utilizar as diferentes linguagens (corporal. realizando os cuidados necessários para a participação em brincadeiras. suas potencialidades e seus limites. valorizando a diversidade. pensamentos. desenvolvendo e valorizando hábitos de cuidado com a própria saúde e bem-estar. da autonomia e dos vínculos afetivos para o desenvolvimento de aprendizagens significativas. aprendendo aos poucos a articular seus interesses e pontos de vista. respeito e participação. • • • • • • • • • No trabalho pedagógico com as crianças pequenas. dependente e agente transformador do meio ambiente. 65 .

Estabelecer novas relações com o mundo físico e social que o cerca. Apropriar-se das diferentes formas de representação verbal e visual. fortalecendo sua autoestima e ampliando suas possibilidades de comunicação. necessárias a uma vivência saudável. pesquisas e projetos educativos. cognitivas. Ampliar gradativamente as relações sociais. Ampliar experiências e conhecimentos. Estabelecer relações afetivas com os adultos e crianças. possibilitando articular seus interesses através de atitudes de respeito à diversidade. de modo a interagir com os outros através da linguagem oral e escrita e de outras formas de interação social. 66 . permitindo o prazer da busca e o interesse pelo conhecimento.15. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • • • • • • • Explorar o ambiente numa atividade investigativa através da realização de experiências. Desenvolver habilidades motoras. afetivas e sociais.1. interessando-se pelo processo de transformação da natureza e pela convivência em sociedade. ajuda e colaboração.

Por isso.o sorriso) -oferecer oportunidades de realizar experiências visuais e táteis -oferecer uma variedade moderada de objetos para que a criança olhe.16 . tornando-se um parceiro dessa criança na busca do conhecimento de um mundo repleto de descobertas e interações.a tristeza e PAPEL DO PROFESSOR -brincar e conversar mais com o bebê -proporcionar momentos de afetividade(na hora do banho. 16. O profissionalismo docente e suas exigências se aplicam a todos os educadores. tanto da Educação Infantil quanto dos demais.as canções de ninar. a intensificação de conhecimentos sobre o desenvolvimento em educação infantil.o embalo.ao dormir. o recurso fundamental no trabalho com crianças pequenas. estabeleceu um desenvolvimento elevado nos fazeres pedagógicos e tendências educacionais devido à conjunção de três fatores: • • • um intenso aumento da demanda. no caso da Educação Infantil. O peso do componente das relações é muito forte. onde. a importância de um profissional comprometido e identificado com o trabalho de Educação Infantil. a criança generaliza esses sentimentos positivos para sua aprendizagem. de segurança que vai se estruturando pouco a pouco.O PERFIL DO PROFESSOR DA CRIANÇA DE 0 A 3 ANOS A Educação Infantil de 0 a 3 anos. autêntico.a carícia. ao longo das três últimas décadas. Ele deve ter o papel de mediador da interação criança – meio. com formação específica e atualizada.1. Por causa desses avanços ocorridos nos últimos anos e do alto grau de criação existente em sua prática. polivalente. O PAPEL DO PROFESSOR EM CADA FASE DO DESENVOLVIMENTO De 3 a 12 meses IDADE CARACTERÍSTICAS DE DESENVOLVIMENTO 3 meses -o bebê pode exibir uma variedade de reflexos motores -os movimentos mais comuns são de pernas. valorizando seu potencial.braços e sucção -começa o processo de interação quando sinaliza suas necessidades(começa pelo choro e depois quando é pego no colo) -aparece o primeiro sorriso social -já sente perfeitamente a alegria. estabelecer uma relação de confiança. Esse profissional deve ser capaz de construir uma relação que transmita segurança para a criança. onde se permite através da formação de um vínculo afetivo. a educação de crianças de 0 a 3 anos exige um profissional dinâmico. provavelmente. A mediação é o próprio diálogo. as competências que definem a atuação desse profissional possuem perfis próprios. a partir disso. Precisa ser sincero. respeitando suas opiniões. ao desenvolvimento de políticas públicas na área. A relação e o estabelecimento de vínculo constitui. Porém.toque 67 .

etc.palmas.pernas e corpo inteiro para incentivar o movimento dos dedos deve-se colocar objetos na palma de sua mão -realizar massagens -com a criança de costas.tocar e pegar -deve participar da brincadeira recolhendo objetos que a criança jogou fora -incentivar a repetição dos balbucios da criança para transformar-se numa brincadeira -imitar os sons que a criança emiti pois colaboram com seu desenvolvimento -oferecer na mão da criança objetos que produzem sons De 4 a 6 meses -mais expansivo e expressivo -imita caretas -reconhece as pessoas e as vozes da família -sorri com facilidade e espontaneidade -responde as carícias com alegria -balbucia -busca o lugar de onde vem o som -balança brinquedos sonoros -rola sobre si mesmo -brinca com as mãos.não tem consciência de distância nem de profundidade -responde aos estímulos com sorrisos e gritinhos ou brinque -saber que para oferecer um outro brinquedo.na cama) -alterar as posições para amamentar trocando de lado uma qualidade de -oferecer interação(sinceridade.estruturar e diferenciar -manifesta aos toques -diferencia as pessoas pela visão -brinca sensibilidade à estimulação -tem proveniente das pessoas -responde mais facilmente aos sons que têm o timbre semelhante ao da voz humana -ela faz sons com a garganta -percebe os sons(os suaves lhe agradam e os fortes e os repetitivos o assustam) -apresenta ações reflexivas de movimento -já consegue por pouco tempo. reciprocidade. -oferecer liberdade para que realizem movimentos de braços.consolando-o.mostrando-lhe o rosto.objeto ou cor.logo voltar ao normal -oferecer oportunidades para que ele possa vivenciar experiências espaciais e temporais -colocar a criança em lugares com alturas diferentes(no chão.segurar suas mãos e estender os braços paralelos à cabeça.cantar principalmente antes de dormir -introduzir aos poucos outros efeitos sonoros como chocalhos. sincronia.manter sua cabeça firme -tentará fechar a mão.pois mudanças muito bruscas não são recomendadas nesta fase -falar com ele durante toda a rotina. afeto.falar quando ele chora.o prazer -o mundo afetivo tende a se ampliar.no sofá.dobrar suas pernas até que os joelhos toquem o abdômen.pegar suas mãos e estender os braços por cima do corpo na posição cruzada.ainda sem o uso do polegar -brinca com as mãos tentando levar a boca -fica de bruços e tenta apoiar-se nos antebraços para observar o que se passa ao seu redor -sente apenas o espaço imediato onde está.voltar. apoio.juntando uma com a outra -inicia suas explorações agarrando objetos -tenta colocar ainda objetos na boca -mantém a cabeça erguida sem apoio -fica de pé se segurada pela cintura -separa os objetos do seu corpo 68 . -oferecer objetos e brinquedos atraentes e coloridos para que ele possa ver. a criança deve estar bem familiarizada com um brinquedo.voltando à posição paralela ao corpo.

falam e cantam para eles -adquire maior domínio dos músculos que sustentam a cabeça.-a visão e a audição já estão mais coordenadas -ao ouvir um som.demonstrando que já tem consciência do objeto -a interação com o meio adquire um caráter pessoal -os reflexos aos poucos vão sendo substituídos por ações -o conhecimento do meio vai se estendendo progressivamente -já senta.fixa-se nos objetos demonstrando uma crescente discriminação visual -agarram os objetos que podem ver.acompanha tal movimento com o olhar.sentir e pegar objetos -seu olhar é mais expressivo.que são suas primeiras tentativas de expressão verbal -a unidade mão/olho/boca estão estabelecida -todo objeto visto é apanhado e levado a boca -a coordenação motora se apresenta cada vez melhor -aos 5 ou 6 meses descobre seus pés e tenta leva-los a boca -locomove-se no berço -descobre a posição sentada com apoio -deixar a criança ouvir música suave -conversar e cantar durante as rotinas -deixar que a criança manipule uma colher pequena ou uma caneca.uma vez que esses objetos são de seu cotidiano -levar as crianças para outros ambientes amplos para que possa perceber os elementos de sus ambiente -saber que a rotina diária pode ser um mecanismo que vai orientar a ação da criança e possibilitar que ela perceba e se situe na relação espaço e tempo.mas dificilmente procuram aqueles que estão fora de seu campo visual imediato -não adquiriram ainda a permanência do objeto.e essa nova posição lhe proporciona ver o mundo de outra forma.olha -se um objeto ou pessoa se movimenta na sua frente.apenas tem consciência de que ele existe -percebe que de seu corpo sai sons e também que ele é capaz de repeti-los com balbucios.higiene e sono sejam respeitadas -cantar para a criança em diferente momentos -anunciar a chegada das pessoas deixar que ele coloque objetos(limpos) na boca para que comece a adquirir a noção de espaço interno -explorar a exploração do pé.os objetos são vistos sob um novo ângulo.assim é importante que as rotinas de alimentação.podendo relacionar-se melhor com o meio ambiente.movimentos rotativos de um lado para o outro -movimenta melhor os braços.seus dedos são mais ágeis.podendo tocar.para que conheça os limites do corpo -movimentar objetos em várias direções 69 .possibilitando que faça com mais facilidade.portanto uma nova dimensão espacial se configura -gosta das pessoas que lhe dão atenção.não mais horizontal.

a textura e o peso das coisas que manuseia -gosta de apalpar tudo que está a sua volta -sua ânsia de tocar nos objetos é tão grande que é capaz de brincar sozinho durante um certo período de tempo -gosta das pessoas que cuidam dele -a criança tem apenas uma pessoa a quem está primeiramente ligado.como estalar a língua.sendo essa a sua base de segurança/é o alvo de sua ligação afetiva -sente-se tímido com a presença de pessoas estranhas de 8 a 12 meses: -passa por um período de retraimento e embora goste da companhia de outras pessoas.estabelecendo regras referentes ao que se pode e não pode fazer -não ficar mudando as regras colocadas para as crianças.para não confundir a criança.através de experiências concretas do cotidiano De 7 a 12 meses 7 meses -é comunicativo e expansivo -gosta de ficar sentado -gosta de manusear objetos -consegue passar objetos de uma mão para a outra -está descobrindo o tamanho.movendo –se em volta dela para que acompanhe a localização do som -cantar colocar música para que ela possa ouvir -as intervenções feitas não podem ser mecânicas ou descontextualizadas.etc.ela vai procurar colocar um objeto dentro do outro repetidamente -brinca de esconder objetos embaixo dos lugares -começam as tentativas para andar que se completam por volta de um ano e dois meses -seu deslocamento no espaço é constante -por volta de 10 a 12 meses engatinha com facilidade e tem domínio do ambiente -pode estabelecer ligações a múltiplas pessoas -já é capaz de procurar um objeto oculto -começa a noção da permanência de objeto -começa ver o “outro” como fonte de ação -seus movimentos e percepções são -manter uma boa relação com as crianças pois o importante não é a quantidade de tempo que fica com elas e sim a qualidade da ligação afetiva -iniciar colocando alguns limites -ter sensibilidade para entender o ponto de vista da criança.de folhear e de rasgar revistas -já começa a dizer algumas palavras é a fase do encaixe.-já tem maior domínio sobre o corpo conseguindo rolar e arrastar-se pelo chão -a construção das noções de espaço e tempo requer uma longa preparação que começa pelo uso dos sentidos. e assim as experiências se tornem agradáveis e duradouras -incentivar as crianças na comunicação emitindo sons diferentes para que ela possa imitar.pois nestas as crianças confiam -ter a sensibilidade de dizer sim ou não na hora certa -brincar de esconde-esconde -brincar de juntar e entregar a ela os objetos que jogam fora -falar com as crianças fora de seu campo visual -fazer sons em diferentes posições -falar claro o nome de pessoas e objetos -fazer sons em diferentes objetos.e assim os limites se estabelecem -são as pessoas que mantém ligações afetivas com as crianças que deverão colocar os limites. -mostrar objetos do seu 70 .a forma.para que a criança sinta prazer.mas através de brincadeiras.pode facilmente excitar-se em demasia reagindo entre choro e riso -senta sozinho.engatinha e faz força para se pôr de pé -gosta de objetos em desordem.os lábios.uma vez determinadas deverá ser sempre as mesmas.e assim encontrar a melhor forma para mediar tais interações.

por último.embora de uma forma embrionária -saber que as rotinas diárias constituem- 71 .-a imitação de palavras poderá acontecer .separado .embaixo. oferecer objetos de formas.em cima.engatinha e anda com o auxílio do adulto e.ela será incentivada a passar da posição”sentada” para de “pé”.relacionados com as pessoas e objetos presentes dos 7 aos 12 meses: .segurando-a pelas duas mãos.começando lentamente e chegando a correr.que pode ser relativo a pessoas estranhas ou a acontecimentos -aparecem também as frustrações ou a ira.poderá aos poucos imita-lo.dentro.fora.pois se ouvir o som da voz do adulto e vir os movimentos de sua boca.suas mãos funcionam como ganchos pegando.sente e vê a forma.passando por obstáculos contexto. pois levam a criança a ter noções de oco.junto..após só pelo dedo e.sempre evoluindo mais na experiência.possibilitando a rapidez de sua linguagem na fase posterior -oferecer oportunidades de experiências práticas que desenvolvam as habilidades motoras -deixar a criança sentada sem apoio durante um certo tempo para que exercite sua coluna na posição ereta -coloca-la em lugar seguro para que possa arrastar-se pelo chão pondo objetos próximos para incentivar o deslocamento -brincar de engatinhar.ir soltando uma e outra -ajudar a criança a dar seu primeiro passo.que ocorre quando uma atividade prazerosa é interrompida ou lhe tomam os brinquedos ou algum alimento preferido.manifestando sentimentos de raiva -manifesta tristeza se forem separados das pessoas com as quais mantêm ligações afetivas .assim.até sozinho dos 7 aos 9 meses: -a criança evolui do sentar-se com apoio ao sentar-se sozinho por um curto período de tempo dos 9 aos 10 meses: -a crianças vai arrastar-se com o abdome em contato com o chão ao engatinhar sobre as mãos e o joelho.depois aos poucos.depois só uma.para que ela o s pegue com a ponta dos dedos..deixa-la sem apoio -estar preparada para amparar a criança caso ela caia ao tentar andar pois se cair poderá ter medo de continuar tentando -para os movimentos das mãos.pois é da apropriação desses elementos do cotidiano que a criança estrutura a sua forma de se comunicar e expressar -saber que quando conversamos bastante com as crianças elas podem balbuciar mais cedo e mostrar desenvolvimento intelectual mais rápido. em muitos casos.amassando e rasgando -explora sensações táteis.colocando-a perto de móveis.incentivando a preensão -oferecer brinquedos com buracos e cavidades.-as primeiras palavras são fragmentadas -a criança senta.há uma demarcação bastante nítida no processo das ligações afetivas -aparecem os medos e são evidenciados pelo desconhecido.tamanhos e texturas diferentes.elas já são capazes de entender ordens simples -a visão e olfato são os órgãos do sentido mais aguçados -elas pegam tudo o que está ao seu redor.primeiro segurando suas mãos.maciço.o tamanho e a cor dos objetos -a capacidade auditiva aprimora:a habilidade de determinar a localização do som -continua com os balbucios.isso é favorável à construção da palavra -as ações tornam-se mais coordenadas -a percepção visual e auditiva á mais acurada .fica de pé.nomeando-os repetidamente -falar com diferentes entonações -conversar -sorrir -falar em tom agradável interpretar verbalmente para ela.engatinhando junto -dar apoio para que se levante.

por isso ao anunciarmos as atividades que serão realizadas dentro da rotina estamos incentivando as noções de tempo.agora vamos brincar. Dos 12 aos 24 -É importante que passe por todas as meses emoções.depois vamos passear -permitir que a criança toque com as mãos alimentos líquidos e pastosos -brincar de encher e esvaziar copos -fazer objetos cair para que ela observe em cima e embaixo -proporcionar o encaixe de objetos -fazer a criança acompanhar o ritmo de músicas. -Observa e examina tudo o que vê. -Já manifesta sentimento de raiva. -Propor atividades com o uso do espelho para que a criança possa se reconhecer. -Saber que a arte é uma estratégia importante para o desenvolvimento .fica em pé sozinho por alguns instantes -vira páginas de um livro -já abre gavetas aos 12 meses: -já é capaz de dar os primeiros passos sem apoio -seu interesse pelo ambiente aumenta -ela começa a exercitar-se física e mentalmente -bate palmas -pega brinquedos -anda de um lado para o outro -revela um sentido bem maior de direção -tende rejeitar lugares fechados -gosta de lugares amplos para poder explorar e realizar suas conquistas -a noção de espaço e tempo(dentro e fora.em cima e embaixo)é adquirida pela criança.medo. -Acontece o desenvolvimento do autoconceito (a criança começa a se ver como existindo continuamente no tempo e espaço).inicialmente.como:vamos tomar banho. -Modificar o ambiente para que a exploração seja contínua ajudando na construção do eu.afeto e simpatia.batendo palmas De 1 a 2 anos IDADE 12 meses CARACTERÍSTICAS DE DESENVOLVIMENTO -Não significam grandes mudanças da fase anterior.pelo seu próprio deslocamento -tem interesse pelas cores -coopera para vestir-se -sua linguagem fica mais apurada se num excelente instrumento de preparo às relações de antes e depois.para que aos poucos descubra como poderá satisfazer seus desejos e contentar os adultos.cor e forma que estão no 72 -Ter tolerância e compreensão.tanto de satisfação como de sofrimento. -Com a habilidade de enxergar as coisas:seu tamanho. -Oferecer diferentes texturas para as crianças manipularem pois assim estarão tendo condições de conhecer e perceber diferenças e semelhanças dos objetos e pessoas. PAPEL DO PROFESSOR Dos 15 aos 18 -Ocorre a transição de bebê para meses criança(difere de criança para criança). -Chamar a criança sempre pelo nome.-repete sílabas -já pode falar dissílabos aos 11 meses: -começa a andar segurado pelas mãos.

papéis.mas se o professor usar de maneira adequada diante dela. -proporcionar espaços amplos e ao ar livre.que muitas vezes não é compreendido.contar histórias.alguém que possa dividir com ela as emoções da leitura.. visual e tátil. -Saber que a compreensão das palavras desenvolve-se mais cedo que a produção.mas sim perceber o efeito que o material utilizado produz.água.ler histórias mostrando as figuras. -Saber que quando a criança começa a desenhar seu interesse não é representar uma figura ou objeto. -Criar situações de conversas.olhar gravuras. -Faça com que a criança veja os livros como se fossem brinquedos. -Dar atenção à criança sempre que ela falar e responder todas as suas perguntas. -A natureza da criança é lidar com o mundo de modo lúdico. -O balbucio evolui para as falas. -Suas palavras são de uma ou duas sílabas.por isso é preciso colocar a disposição das crianças materiais para que possam “rabiscar”. fará com que estabeleça uma relação entre o eu e o objeto. -Gosta de explorar espaços pequenos como caixas e recipientes onde possa colocar objetos dentro.acompanhadas de gestos e entonações. 73 .ambiente.como lápis de cera grosso. -Que o mesmo acontece com os materiais que provocam sensações táteis. -Manter um relacionamento sincero com a criança.Sua intenção é deixar uma marca.contar histórias. -A criança conhece e entende mais palavras do que na realidade pode exprimir.mostrar revistas e figuras mencionando o nome. -Levar a criança passeios.leia-os com entusiasmo.argila e os materiais de texturas diferentes.assim como grandes espaços.fazer perguntas que exijam poucas palavras como resposta.valorizando as coisas que ela pode fazer sozinha. -Ainda tem uma percepção vaga de tempo e espaço.pois assim expressa seus desejos e experiências. .dizer nomes de pessoas e objetos que estão ao seu redor. -Ouvir histórias. -Saber que de início as crianças vão explorar os materiais artísticos como os outros objetos . -Tudo que vê pega .etc.O livro infantil é um material essencialmente lúdico..para aumentar seu vocabulário. -é importante para a criança sempre ter um interlocutor.passará a imitar seus gestos.como areia.Por isso é importante que o professor realize junto com a criança as atividades de arte. -Com a capacidade de ver e perceber as coisas do mundo externo leva a criança ao desenvolvimento de sua imaginação. -Uma criança que fala pouco pode entender mais do que uma que produz muitas palavras.para que entre em contato com outras crianças e adultos.ajudam a criança a falar e aumenta seu vocabulário de forma prazerosa.acompanhadas de mímicas expressivas.

inclusive dos seus deslocamentos no espaço. -O objeto mesmo longe de seu campo visual. -Realiza ações sem ajuda do adulto. -Rabisca no papel. -Saber que a fixação da rotina constituise em estratégia adequada para o 74 . -Já pode andar sozinha. -Sua capacidade de largar e pegar está bem elaborada.como algo separado do sujeito. -Explora o mundo de modo novo. -Evitar muitas ordens ao mesmo tempo. -Aprimora sua coordenação no ato de comer.mas como sabe andar precipita-se sobre eles sem uma direção definida. -A elaboração da noção de objeto. -Começa abandonar a mamadeira. -Quer saber o nome de tudo.pois só quando a criança sente-se indivíduo tem a possibilidade de um relacionamento social mais consistente. -Gosta de fazer rabiscos no chão. -O sim e o não devem estar presentes na vida da criança pois preparam para o conhecimento de suas possibilidades e limitações.que nessa idade lhe proporcionam muito prazer.frustrações e prazer.Sua atenção se volta principalmente para os ruídos.ordens simultâneas confundem a criança. -Adora escalar móveis. -Usa bastante a palavra “não” Dos 18 aos 24 -Sua atenção ainda é dispersa mas a criança meses está atenta para o aqui e agora.move todo o braço. -Proporcionar brincadeiras de montar e desmontar -A colocação de limite deve ser feito com base na compreensão da funcionalidade.por isso apóia-se num vocabulário mais abundante de gestos expressivos.As mãos ainda não tem muita agilidade nos pulsos.subir e descer escadas. -Brinca sozinha.pois é capaz de pegar a colher pelo cabo. -Tem pouca percepção dos objetos. -Ter uma atitude firme.é concluída nessa fase. -Gosta de imitar os adultos. -As tentativas de imitar o adulto abrem caminho para a independência. -A criança gosta de sair de seu ambiente.com lápis de cor.alegrias.continua existindo em sua mente. -Consegue empilhar mais blocos. -Não esperar resultados imediatos em relação à colocação de limite.facilitando os jogos com bola.mas carinhosa. -Já é capaz de construir imagens dos objetos.e isto faz parte da formação de sua personalidade.de cera ou caneta -Para “desenhar e pintar”.acompanhadas de palmas.ela escuta tudo. -Gosta de atirar objetos.incentivando a criança fazer o mesmo -Colocar músicas para escutarem(o ouvir é uma habilidade que ajuda a criança a apreciar o som e desperta e sentido musical).utilizar copos para beber. -Quando fala tem a seu dispor um número reduzido de palavras. -É necessário calma e paciência.Dos 15 aos 24 -Se revela na mudança da postura para a meses posição ereta. -Está afirmando sua auto-confiança.para explorar o mundo exterior. -Ocorre a articulação de palavras. -Os alicerces da confiança e autonomia são -Cantar canções infantis. -Criar situações que levem ao fortalecimento da individualidade.

-O sentido da autonomia inicia-se.consciente de que logo irá comer.reagindo apenas à palavra “agora”. PAPEL DO PROFESSOR -Oferecer brincadeiras em espaços amplos para que a criança possa correr.tendo pouca ou nenhuma noção do passado e do futuro.elas estão juntas. -Consegue cantarolar as músicas de que gosta. puxar e meio empurrar. pular. mudando com facilidade para a outra.ela começa a projetar-se para o futuro. -O sentimento de confiança aumenta e muito mais pela qualidade do que pela quantidade. -Repete tudo o que ouve. arrastar. -Quanto maior a sua confiança maior a sua autonomia . -Aprende a montar quebra-cabeça.sapato). -Oferecer blocos ou materiais que possam ser empilhados. -Manter diálogo com a criança durante as atividades. -É essencialmente egocêntrica. 75 desenvolvimento da noção do tempo e espaço.embora as brincadeiras não sejam compartilhadas.a sentar-se à mesa e também espera. -Colocar músicas e cantar para as crianças em diversas situações e momentos.sendo capaz de obedecer a ordens como colocar um brinquedo em cima da mesa.mas ao mesmo tempo ignoram-se.Usa também a expressão “foi embora” quando sai alguém de perto dela ou um brinquedo está distante. -se tiver medo de ficar sozinha ou no escuro. -Em relação à noção de tempo. pular.implantados. -Demonstra habilidade de pegar objetos só com uma mão. -Gosta de desmanchar coisas e arrumar tudo novamente. -Ela gosta de brincar com outras crianças. faça saber que você está por perto e nada irá lhe acontecer. -Prefere brinquedos de ação. -Empilha vários objetos. -As brincadeiras de encaixe são suas preferidas. -Já aos 21 meses. etc. -Permitir que a criança manifeste seus sentimentos.a criança vive no momento imediato. -A motricidade fina é mais apurada. -Aprende a usar objetos como o telefone.pois é capaz de saber esperar quando lhe dizem “já volto”. -Já internalizou algumas noções espaciais.por isso ao mudar a rotina é importante que seja comunicado às crianças. -Deixar que a criança faça algumas . -Já consegue tirar uma peça de roupa(peças simples do vestuário-calcinha.pois entende e faz uso de expressões como “para cima”. -Criar situações de brincadeiras que envolvam o uso do telefone.”para baixo” e “para fora”. -Oferecer brinquedos de encaixe. De 2 a 3 anos e 11 meses IDADE CARACTERÍSTICAS DE DESENVOLVIMENTO 2 a 2 anos e -Gosta de correr.

Por isso vê as coisas a partir de sua própria perspectiva e não imagina que possa haver outros pontos de vista que não o seu. ela poderá estar desenhando antes dessa idade). mesmo que esteja errada. “eu posso”. sendo capaz de modelar e rabiscar com mais firmeza. prestando favores. a 3 anos e 11 -Já tem maior capacidade de pensamento e linguagem. -Gosta de participar das atividades domésticas. -Continuar o estabelecimento de limites. -Começa a fase do “é meu” e usa toda a sua energia para ficar com a posse do objeto.brincadeiras interativas. E fazendo-a descobrir e explorar o que se pode fazer com esses materiais constitui-se também numa forma prazerosa de ajudá-la a desenvolver sua capacidade criadora. determinando regras básicas sobre o que ela pode ou não fazer. pois adora se sentir útil e também ajuda na conquista de sua autonomia. pois representa o início da expressão que conduzirá não só o coisas sozinhas. -Deixar que a criança auxilie nas pequenas tarefas. -Oferecer atividades com o uso de argila e massinha. -Gosta de brincar sozinha ou em companhia de outras crianças.-Ocorre uma organização de seu aparelho fonador. -Maneja mais facilmente suas mãos. Uma boa alternativa é propiciar relacionamentos constantes entre as crianças. -O sentimento de posse que adquire em relação a seus brinquedos começa a aparecer. -Age de acordo com suas necessidades e não tem consciência de que os outros possam ter idéias os sentimentos opostos. -Dar a criança objetos para que possa brincar. -Evidencia também um sentimento mais forte do “eu”. -É mais hábil com os músculos dos olhos e do rosto e seu controle motor é mais apropriado. “eu não gosto”. mantendo-se firme nestas regras e explicando o porquê. -Deixar que a criança siga o seu percurso normal das fases do desenho. montando e desmontando. o que lhe permite falar mais facilmente. -É mais sociável. meses -É egocêntrica e autoconcentrada. pois começará a dar vida com o uso de sua imaginação naquilo que produzir. se interessa mais pelo efeito que o material produz do que pelo resultado do desenho. onde ela possa perceber a existência do outro e os pontos de vista diferenciados. -Realizar atividades no sentido de tomar a criança descentrada. A criança diz muitas vezes por dia “eu quero”. -Colocar objetos numa caixa ou saco para a criança tirá-los sem olhar e identificá-los pelo tato. tanto para a negação como para a afirmação. buscando objetos ou guardando tudo o que lhe é solicitado. O primeiro rabisco é um importante passo para o seu desenvolvimento. pois enriquecem a sensibilidade da criança e lhe causam prazer. -Inicia o seu processo gráfico no desenho (lembrando que dependendo das oportunidades que lhe forem dadas no manuseio de materiais como o papel e lápis. como na organização da sala ou entrega de materiais para seus colegas. -Quando começa fazer suas garatujas. sempre usa a palavra eu. articulando melhor as palavras. -Refere-se às pessoas e aos objetos pelo nome. pois a forma de como as primeiras 76 . -Não necessita da presença constante do 2 anos e meio adulto.

por exemplo: imitar os sons de animais ou sons feitos pelas pessoas. pois é capaz de manejar objetos pequenos usando o polegar e o indicador. -Se estes sons produzidos pelas crianças forem ignorados pelos adultos. com os dois. -Oferecer segurança para a criança poder explorar. -Com dois anos a criança forma frase com múltiplas palavras. tanto que no final desta etapa a criança já elabora combinações cada vez mais complexas para ordenar suas sentenças. anda na ponta dos pés e. atirando com a mão e com o pé. e assim o mundo se recria e suas representações e experiências se expandem). dessa forma usa o lápis e executa suas garatujas. pular dentro de círculos. elas contém somente as palavras essenciais que são portadoras de significado. Com dois anos e meio expandem suas frases com palavras menos importantes. procure seus pontos de apoio e defesa e encontre sozinha a maneira de enfrentar uma situação nova. mas também à palavra escrita. frase formada por substantivo e verbo e alguns adjetivos. -Brincar de caminhar. com passos grandes e pequenos.. É importante destacar que qualquer interferência no sentido de “ensinar” a desenhar ou de apressar essas etapas poderá acarretar sérios prejuízos. ritmos e músicas. usando artigos e preposições. o desejo para descobertas e a vontade de vencer obstáculos.. por alguns segundos. saltar com um pé. -O desenvolvimento motor se dá pela aprendizagem constante. -Deixar que a criança faça sozinha algumas coisas. Com 3 anos as frases são gramaticalmente mais corretas. -Ajudar a criança ter uma expressão sonora própria.uma bola como se fosse comida. -Já tem a plena capacidade de andar. ou seja. principalmente a música pois sabemos desta importância propor situações onde ela própria produzirá seus sons com o seu corpo e com o uso de materiais. (O simbolismo significa que a criança é capaz de tratar um objeto como se fosse algo diferente do que realmente é iniciandose assim no mundo do faz-de-conta. além de fazer a criança ouvir sons. -Imitar sons através de jogos. andar na ponta dos pés. se forem valorizados. -Fazer a criança escutar com atenção os ruídos e sons ao seu redor. começando com apenas duas ou três. Ao contrário. seguindo uma linha. -Correr e mexer são suas atividades principais. -Apresenta características de curiosidade.desenho e à pintura. -Elabora suas primeiras sentenças. através de brincadeiras.Neste caso o professor pode tornar-se o receptor. -Brincar com bola. decida suas tentativas. e por isso esse período é marcado pela explosão motora. onde o erro é muito mais praticado. -Deixar que a criança explore o ambiente. -Identificar sons iguais através de jogos. -Brincar de andar de diferentes maneiras. vão se organizando. -O pensamento simbólico que caracteriza a criança neste período influencia suas construções. -Já entrou no mundo dos sons. Ela corre. -Sua motricidade fina está mais apurada. e esta é produto de erros e acertos. ouvidos e repetidos. equilibra-se num pé só. não só retirando do 77 . ouvindo e repetindo os sons emitidos por ela. Ex: usa a xícara como se fosse o chapéu da boneca. poderão se transformar em experiências gratificantes para elas. poderão “cair no vazio”. o vocabulário aumenta garatujas forem recebidas pelo adulto. poderá ou não acarretar um avanço no crescimento emocional e intelectual da criança. sobe e desce escadas. -A linguagem nessa fase evolui rapidamente. pois ela está recebendo e registrando tudo o que ouve desde o início de sua vida. mesmo que esteja errada. pega as coisas do chão sem se desequilibrar. Ela precisa dar-se conta disso. que aos poucos. surgindo cantos.

-Ainda é imatura. -Ensinar a criança a tomar banho. Isso ocorre normalmente quando ela começa a freqüentar a escola e precisa se comunicar com alguém. Ex: O que é isto? Se ela não souber.As crianças nessa fase repetem palavras e frases como se estivessem pensando em voz alta ou descrevendo suas ações. e sim ter a presença do adulto. correr e parar. Mesmo estando juntos e falando. quando duas ou mais crianças falam uma para a outra sem intenção de se comunicar: cada uma diz alguma coisa. -Ensinar com paciência pequenas tarefas de casa como: guardar os brinquedos. -Ver o erro da criança como um processo construtivo e saber administrálo. onde a criança vai substituir as ações e objetos por símbolos. dizer e perguntar novamente para ela responder. -Permitir que a criança manifeste o que sente. -Quando a criança falar errado. -Fazer perguntas que exijam poucas palavras nas respostas. -Acontece a manifestação da função simbólica. Isso leva às noções do espaço representativo por meio de palavras e desenhos. ou seja. quando cai normalmente fere a testa. pegar e largar. -a criança necessita saber o nome das coisas e pessoas que estão ao seu redor. dar e receber. como “já vou” e “daqui a pouco”. -Sua capacidade de escolha ainda é fraca. Aos poucos. amor e compreensão. -Ainda demonstra características dos dois anos. ir e vir. conversa sempre com outras pessoas. etc. -Responder e fazer perguntas sobre as atividades que ela realiza. mas ao mesmo tempo tem domínio do sim e do não. puxar e empurrar e do atacar e recuar. Com essa idade que aparece e fala egocêntrica que é um modo de falar para si própria e consiste na repetição de palavras por simples prazer. como “espere um pouco” ou “não demore”. -Quando corre sua posição é inclinada para frente. Mostrar e dizer o nome. -Adora mexer nas gavetas e deixar tudo em desordem. começar a cuidar de si mesma. -Falar com a criança sobre tudo que a rodeia. embora ainda de forma rudimentar. -Introduzir jogos de memória com poucas peças e ampliar o número de peças dependendo do desempenho e interesse da criança. trocar. A fala socializada só vai aparecer quando ela sentir necessidade de comunicação. não corrigir. Aparece com freqüência no vocabulário da criança palavras que denotam tempo futuro. ela própria se dá conta. independente de respostas e intervenções. organizar seus pertences. -Já fala seu nome e sobrenome. seja coma professora ou com as outras crianças. imaginação. por isso ainda escolhe qualquer uma das alternativas. incluindo todas as partes da fala. com seus brinquedos e ambiente tudo o que pode oferecer perigo. pentear e comer. tais falas não consideram os pontos de vista de outras crianças. ela pode perder o interesse pela fala. seu apoio. -Cantar canções infantis. -Também já reage prontamente às ordens. Esse falar consigo mesma evolui para o monólogo coletivo. -Permitir que a criança participe de conversas com o maior número de pessoas possível (crianças e adultos). acompanhadas por palmas e incentivá-las a fazer o mesmo. mas sua energia. Deve-se repetir corretamente as palavras. incentivo. -Aumentar o vocabulário da criança mostrando revistas e perguntando: O que é isto? -Perguntar sobre as atividades que ela realiza durante o dia.consideravelmente e as frases são bem mais longas. -Já realiza o controle de esfíncteres. -A linguagem vem a tona. caso contrário. -Escutar a criança com atenção e conversar com ela. -Ensinar jogos de palavras e rimas simples. 78 . curiosidade e sociabilidade estão emergindo com toda força. -Oferecer jogos como o quebra-cabeça.

pela qual passa a maioria das crianças. nunca se sabe como vai reagir a presença de estranhos. pode ser uma agradável brincadeira que ajudará a criança a ter consciência dos aspectos que envolvem a dominação e o autoritarismo. obedecendo suas ordens. gosta de dar ordens aos outros e fica brava se não cumprem. embora demonstre interesse para desenvolver atividades com esses materiais. -Ela apresenta momentos de timidez e retraimento. -O professor ter cautela ao lidar com os momentos de agressividade ou timidez das crianças. -No manuseio de alguns materiais ainda tem dificuldades. assim como desafiam sua paciência com birras. etc. -Ler histórias e depois pedir para ela contar. é o caso do uso da tesoura e do lápis. -Na brincadeira do faz-de-conta é aonde a criança pode aprender muita coisa sobre o comportamento social.com ela mesma. antes e depois. mantendo-se firme nestas regras e explicando o porquê. -Manter um diálogo sempre que possível. -Propor momentos que envolvam o fazonde a criança pode de-conta representar papéis se colocando no lugar dos outros. -Deve entender que a característica da criança de ser dominadora. -Nesta fase testam o quanto podem ultrapassar os limites colocados pelo adulto. aproximação e agressividade. pois as medidas tomadas pelos adultos podem atenuar ou agravar esse confronto. é natural. pois ajudará a compreender o seu próprio comportamento. agressões e oposições. -Colocar a criança em situações de rotina onde tenha que saber e lidar com os conceitos: em cima. e ficar brava com quem não cumpre. determinando regras básicas sobre o que pode ou não fazer. embaixo. Aceitar este fato e colaborar. -Contar história para a criança e depois perguntar sobre a mesma. fazendo também que ela obedeça a outras. -Proporcionar vivências verbalizadas sobre o dia e a noite. -É dominadora. -Reconhece cores. e ao mesmo tempo. dar ordens. -Estabelecer limites. 79 .

Esse processo envolve. É importante saber que esta criança está em franca aquisição de conhecimento do seu universo e. ela começa a adquirir alguma autonomia para realizar determinadas ações como engatinhar. porém seus desenhos ainda são formas primitivas que não estabelecem compromisso com o real. enquanto ele não anda. e objetos que produzam sons (como chocalhos.17 . o bebê se comunica com seu mundo por meio dos sentidos.). ele vai interagindo e estabelecendo relações com o mundo que o cerca. Além das massagens pelo seu corpo. andar. verde. entra gradativamente no mundo das artes. no chão. roxo. do sono. passando pelo rosto. Por meio dos ouvidos. emocionais e afetivos (relacionais). nesta fase. de modo que. o corpo dessas crianças é algo muito frágil. Com isto. este bebê vai gradativamente conhecendo o seu corpo e as suas possibilidades. Por isso mesmo o bebê necessita que o adulto o estimule corporalmente. da troca. momentos em que o corpo do adulto está diretamente em contato com o do bebê. não senta e não engatinha.. preto). de preferência com cores bem marcantes (amarelo. Mas essas garatujas em breve se transformarão em formas eficazes de comunicação com o mundo. CONVIVENDO COM A CRIANÇA DE ZERO A TRÊS ANOS A criança. Cabe ao adulto que com ela se relaciona criar condições para que haja organização e realização das conquistas que sua maturidade biológica lhe permite. limitado a uns poucos movimentos. sem estímulos visuais ou sonoros. que se entrelaçam na construção da identidade específica de cada pequeno ser humano. mais ou menos. dedos dos pés e das mãos. Utilizando-se do paladar. sola dos pés. das brincadeiras. nos três primeiros anos de vida. desenvolvemos um trabalho onde os educadores conversam. ao mesmo tempo. beijar. Ela começa a pegar os pincéis. olhando para o teto ou para a parede. Construção da Oralidade A criança está imersa em um universo sonoro desde o seu nascimento. do tato. Assim. ela recebe desde vozes humanas até ruídos do ambiente onde vive (cozinha. é importante também abraçar. aspectos cognitivos. É nesse período que se estabelece o processo que a leva a constituir-se como ser independente. barriga etc. da audição. isto é. da alimentação. móbiles suspensos etc. 80 . cuidar com afeto nas horas do banho. vá descobrindo o seu corpo por meio de toques afetuosos e estimulantes. encaixar. laranja. cantam com ela. Por isso ao invés de deixá-la confinada ao berço. giz de cera e outros instrumentos afins. no colchonete. Do nascimento aos oito meses. braços. A criança. dos pés à cabeça. da visão e do olfato. Ao nascer. azul. capaz de estabelecer relações diversas com pessoas diferentes e de interagir de maneira autônoma. A maturidade biológica dessa criança se expande a cada dia. visto que os tons pastéis dificultam a discriminação visual. por isso. empilhar e controlar suas necessidades fisiológicas. orelhas. vermelho. segurar os objetos. embalar. passa por um processo acelerado de desenvolvimento e interação psicossocial. e construindo as sinapses em seu cérebro. apresentam brinquedos articulados e objetos coloridos. o estímulo se faz muito importante. joelhos. costas.

mais que isso. é quando surgem os “bababa”. as histórias contadas. “nenê qué” etc. Daí as longas seqüências de “aaaaaaa” que os bebês promovem.banheiro. As crianças começam com estas frases simples e gradativamente ampliam seu vocabulário. telefones etc. sala. A gestualidade tem a ver com o corpo. uma criança fala e compreende com perfeição a sua língua. “dá colo”. social e cognitivo. apontando objetos. rádio. São muito importantes nessa fase os momentos de brincadeiras. 81 . Mas. e produzindo o desejo de tornar-se falante. ouvindo e gradativamente entendendo as diversas utilizações da fala pelos adultos que interagem com esta criança é que ela vai construindo o sentido. A criança sente a chegada dos dentes lhe rasgando as gengivas. Até então ela usava a linguagem dos gestos. também. tudo isso traz excelentes ganhos na oralidade das crianças e. e aí começam. pois ela é um importante canal de exploração do mundo. Assim. Percebendo. Em seguida. televisão. A boca tem um papel fundamental na vida das crianças até aproximadamente os dois anos de idade. “dadada”. até dominar a linguagem oral. Os primeiros sons percebidos e produzidos pelos bebês são as vogais (principalmente A e E). ouvidas e representadas. “papá”. as crianças vão ampliando o seu vocabulário e vão fazendo construções mais complexas. são fundamentais e devem ser garantidos diariamente em suas rotinas pois lhes asseguram melhor desenvolvimento emocional. a gestualidade passa a funcionar como um acessório da fala e não mais como a linguagem principal. a partir do momento em que ela começa a organizar intencionalmente a fala. percebendo a necessidade da fala. Pouco a pouco. e assim por diante. “mamama”. animais domésticos. ela vai se organizando e compreendendo esse universo e com ele interagindo. ocorre a percepção das consoantes e os bebês passam a produzir seqüências mais complexas. falando com as mãos. aproximadamente. Aos três anos.). as famosas e tão recorrentes mordidas. “papapa”. enquanto a fala tem a ver com a boca. de faz-de-conta. como “nenê”. período no qual elas levam tudo que pegam até a boca.

com seus pares e com o ambiente. É importante que os procedimentos iniciados junto à criança (rolamentos. ações e reflexões. Os objetivos traçados para o berçário e maternal partem do princípio de que a criança é um sujeito ativo na construção do seu conhecimento. voltada para a frente. na interação com o adulto. do brincar livremente e com segurança. 18. Para isso.1. Toda proposta de trabalho destinada tanto para o berçário quanto para o maternal deve levar em consideração a fragilidade e a particularidade de seres ao mesmo tempo tão pequenos e tão ávidos de conhecimentos e descobertas. sujos e cortantes. por meio da interação harmoniosa com o adulto. ou então acomodá-la de bruços. Por isso.18. o desenvolvimento do pensamento lógico-matemático. que aprende por meio de suas experiências. pois assim ela terá uma maior amplitude visual. É melhor executar as atividades por poucos minutos e várias vezes ao dia para que sejam respeitados seus momentos de concentração. mesmo sem a sua colaboração. É importante que. Daí a importância do estabelecimento de vínculos afetivos adulto/criança e criança/criança. é de certa forma a mesma dispensada à criança em idade pré-escolar. priorize-se a construção da autonomia. cabe ao educador tomar cuidados com objetos muito pequenos. que deve ser buscado e ampliado à medida que a criança cresce e se desenvolve. carregar a criança nos braços. 82 . Estimulação As crianças aprendem a conhecer o mundo e se desenvolvem na interação que estabelecem com o meio. A repetição e os elogios são muito importantes para que as crianças se sintam estimuladas a avançar na construção do seu conhecimento. para a estruturação de uma personalidade sadia e feliz. formando uma cadeira com seus próprios braços. Não esquecer que é normal que a criança menor leve à boca todo objeto que consegue segurar. que nesta faixa etária são muito curtos. trabalhos com as articulações. BERCÁRIO/MATERNAL A atenção pedagógica dispensada às crianças de zero a três anos. devendo ser respeitado como cidadão que tem o direito de viver o seu próprio tempo. A lida cotidiana com essas crianças deve ocorrer em um ambiente acolhedor e estimulante. a relação entre a criança e o adulto que dela cuida deve ser rica em estímulos para que esse desenvolvimento ocorra de forma eficiente. na estruturação de sua inteligência. com outras crianças e o ambiente. toques das extremidades etc. É seu jeito de conhecer as coisas. A grande diferença é o grau de complexidade e a maneira de se conduzir o trato didático. o educador pode utilizar atividades de estimulação como as seguintes: • • levar a mão da criança a acariciar o seu rosto e fazer o mesmo com sua mão no rosto da criança. hoje atendidas em creches e distribuídas em berçário e maternal.) sejam finalizados. a interação com o meio social e cultural etc. o desenvolvimento das diferentes linguagens.

bater palmas. pão etc. segurando a criança firme. que se levante apoiando-se nas grades do berço. sobre um tapete ou cobertor. fazer gestos para que a criança o acompanhe já que ela gosta de imitar gestos. metal. a criança para passear. levantar os braços. com vários objetos coloridos ou que façam barulho à sua frente. que ela mexa na comida e não se importe se ela se sujar (esta atividade é importante para que mais tarde a criança aprenda a comer sozinha). apresentar o objeto em outra ocasião e em outro contexto. pegando com as próprias mãos. fazer. Se a criança não entender a brincadeira. a criança sentar-se sozinho. permitir que a criança vá. para que a criança possa sentir gostos e cheiros diferentes. sal. observe e acompanhe. do quadrado. recomeçar tampando somente a metade do seu rosto. pedaços de frutas. que façam barulho.• • • • • • • • • • • • • • • • • • fazer movimentos com objetos coloridos. cantar e repetir sons ou gestos emitidos pela criança na hora da troca de fraldas ou do banho. chamando ou mostrando um brinquedo interessante. Esta brincadeira deve ser acompanhada de risos e gritos de alegria. quando acordado. estimulando-o para que ele se mova em direção aos objetos. apoiando as mãos na frente do corpo. procurando fazê-la passar de uma à outra mão. ela só olhará para eles. brincar de “cuca-achou” ou “achou-sumiu” com a criança. para que a criança ouça. lixa. apoiado em travesseiro e com suas próprias mãos colocadas à frente. sempre que possível. gradativamente. oferecer a mamadeira para a criança. colocar a criança de pé (depois dos oito meses) sobre suas próprias pernas. em posição de ioga. em posição reclinada.. Depois. procurar tornar a hora do banho bem agradável. chamando a sua atenção e levando-o a retirar o pano. esconder o rosto da criança e esperar que ela retire o pano. Repetir esta brincadeira escondendo objetos de que a criança goste. acariciar. também. Fazer brincadeiras como bater as mãos e os pés na água. aproximar um chocalho de seus pés e fazê-lo dar chutes para movimentá-lo e produzir sons. borracha e outros. toalha. pendurar objetos coloridos e sonoros (sem exagerar na quantidade) em posições diferentes e na altura que a criança possa alcançar (no início. acomodar a criança no chão. Olhar sempre nos olhos dessa criança e conversar com ela. mais tarde. em posição reclinada. numa mesinha. Se ele estranhar. dar dois objetos pequenos a criança para que segure um em cada mão. fazer a criança rolar de um lado para o outro. fazer com que ele impulsione seu corpinho para cima e para baixo. 83 . permitir. Procure imitar o som produzido. procurar deixar a criança entre 3 e 6 meses. colocar objetos que fiquem boiando na banheira para chamar atenção da criança etc. talco. a partir dos sete meses. sempre mostrando algum objeto colorido que possa interessá-la.. para que se sinta seguro. perfume etc. Exemplo: açúcar. madeira.. segurando-lhe as mãos. de bruços. fazer um pequeno rolo com uma toalha e colocá-lo debaixo do peito do nenê. dar à criança um objeto pequeno. tentará tocá-los). cantar para ela e mostrar-lhe coisas diferentes. cobrindo o seu rosto com um pano. oferecer a criança objetos de vários tipos como: espuma. tentar fazê-lo bater um no outro. Oferecer também alimentos ou objetos variados. levar. ajudando-o a segurá-la com as duas mãos. limão. deitar a criança de costas.

colocar o bebê em frente a um espelho durante algum tempo. produzir um som. acariciar e/ou jogar. passeios a diferentes locais. 84 .• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • enfiar vários objetos num barbante e ensinar a criança a puxá-los (esta atividade deve ser feita com as crianças que já engatinham ou que já andem). exploração dos sentidos. estimular a ficar em pé segurando-a nas duas mãos. colocar anéis em pinos. com os pés encostados no chão. fazendo com que ela vire o peito para um lado. tirar e colocar objetos em recipientes. apertar. preparação para andar: segurar a criança pela bacia ou pelos rins. depois para outro. o corpo ligeiramente projetado para a frente. brincar na areia. conversar o mais possível com as crianças para estimular a linguagem. etc). deixar a criança brincar no chuveiro ou banheira. salgado. confeccionar túneis com caixas de papelão. esconder objetos e fazer com que a criança encontre-os. estender os braços. Mostrar o nariz. fazer 2 riscas no chão e colocar um brinquedo no final das riscas. chocalhos. estimulação através de conversas e do próprio ambiente. ajudá-la. ácido. sorrir para que a criança imite. piscar. chamando-lhe a atenção para que se olhe. bonequinhos ou animais de material macio). através do contato físico. manusear a mão da criança e fazê-la que sinta a do adulto.movimentando seu corpo. com brinquedos durante 10 a 15 minutos. apresentar à criança objetos sonoros para brincar (sininhos. dar adeus. apontar. o dedo no seu nariz. velas. através do contato de dois objetos e fazer com que a criança reproduza-os. repetindo algumas vezes. encaixar peças. amargo) para que possa desenvolver o sentido do paladar. bater palmas. utilizar alimentos de diferentes sabores (doce. exercícios de enfileirar e empilhar cubos. estimular a criança a conhecer as partes de seu corpo. Permitir-lhe que explore a face do adulto e a sua própria. conversar sobre ações que estão sendo realizadas. procurar que a criança cheire o sabonete. colocar músicas suaves para repouso ou no horário das refeições ( o som deve ser baixo). enfiar barbantes nos carretéis. tomar sol. Pedir à criança que caminhe dentro das linhas e pegue o brinquedo. se não conseguir da primeira vez. dar papel macio para que as crianças rasguem ou amassem. movimentos com brinquedos (argolas de borracha. soprar penas. na grama. proporcionar o prazer das cócegas. azedo. algodão. talco ou loção na hora do banho ou na troca das fraldas. dar revistas para a criança folhear á vontade. mandar um beijo. repetir nome de objetos e pessoas. encaixe de figuras geométricas. assim como outras partes do corpo. para que possa adquirir percepção do ambiente que a rodeia e o movimento dos objetos. cantar canções de ninar. deixar brinquedos à disposição. fazer caretas. colocar açúcar ao redor dos lábios. colocado ao alcance das mãos da criança para que possa segurar. para a criança atravessar engatinhando. colocandose na primeira vez. apitos. canudos.

subir e descer escadas com auxílio. chamar a criança sempre pelo nome.• • • brincar com bolas livremente. 85 . Lembrando que aqui estão listados apenas alguns exemplos de estimulações que são possíveis de serem desenvolvidas com as crianças.

A criança estará aprendendo a engajar-se..da sua felicidade. Quando a criança brinca. quando ela mergulha em sua atividade lúdica. se o fizermos. tranqüilamente. reúnem-se potencialidades num exercício mágico e prazeroso. e é somente quando brinca que ele existe na completa acepção da palavra: Homem" Friedrich Schiller Talvez tenhamos parado poucas vezes para observar crianças brincando. o momento em que a criança brinca. O interesse provoca o fenômeno. exercendo seu direito e seu dever de crescer harmoniosamente desenvolvendo o potencial que Deus lhe deu. Permeando tudo isto está a aprendizagem do fazer pelo sentir e não para obter um determinado resultado. de permanecer em atividade. 86 . mas. do seu conhecimento e. de criar e especialmente. BRINCADEIRA É COISA SÉRIA "O homem só é inteiro quando brinca. Por esta razão este momento é um momento sagrado: estão sendo aí cultivadas qualidades raras e fundamentais. vamos aprender muito sobre elas. psíquico e cognitivo.. dormir. É por meio dessa atividade que a criança alimenta seu sistema emocional. pela atividade em si. mas principalmente sobre os caminhos que levam o ser humano à construção da sua inteligência. A função do brincar na infância é tão importante e indispensável quanto comer. gratuitamente. perdeu-se quando desrespeitou a importância deste momento. para possuir alguma coisa. de descobrir. E quanto mais a criança mergulhar mais estará exercitando sua capacidade de concentrar a atenção. A sabedoria. falar etc.19. não somente sobre elas. organiza-se todo o seu ser em função da sua ação. que deveria iluminar os processos educacionais. seriamente.

Este processo tão lindo. a criança utiliza-se dessa linguagem para se expressar e para compreender o mundo e as pessoas. ela age em função de sua própria iniciativa. É brincando que manifesta suas potencialidades e assim. A criança sabe que não é um nenê de verdade. com o qual se conversa. uma pedra vira um chocolate. O brincar é para a criança uma possibilidade de se ter um espaço onde a ação ali praticada é de seu domínio. a brincadeira marcada pelo faz-de-conta e pela magia é uma atividade que contribui para uma passagem harmoniosa da criança pelo mundo das atividades reais da vida cotidiana.vai ou não brincar. isto é.” (Gorki) 87 . No faz-de-conta ela realmente tem a chance de construir sua própria realidade. durante os primeiros anos de vida. porém. Impedi-lo é uma violência de conseqüências imprevisíveis. enfim. Ela desenvolve. ao mesmo tempo que põe em prova seus conhecimentos. vai aprendendo a viver. Forma de comunicação integrada. a boneca vira um nenê de verdade. monta e desmonta “geringonças”. da sua realidade cotidiana e lhes atribui outro sentido. ela manipula todas as possibilidades dos objetos de seu universo de acesso. ela utiliza-se de elementos concretos. Ela elabora hipóteses e as coloca em prática. mas fazde-conta. gradativamente. sendo capaz de imaginar. “O brinquedo é realmente o caminho pelo qual as crianças compreendem o mundo em que vivem e que serão chamadas a mudar. pode pensar mais além do mundo da experiência direta. tão mágico tem seu ritmo próprio.Ela elabora e reelabora toda sua existência por meio da linguagem do brincar. Acelerá-lo é prejudicá-lo. com outros significados. Segundo Gardner (1993) tratar um objeto como se fosse um outro (jogo simbólico) é uma forma de “metarrepresentação”. Esse é sem dúvida um elemento importante: a criança toma a decisão para si . do lúdico e das interações com seus pares. É brincando que ela experimenta suas habilidades. devagarzinho e com segurança que só as coisas naturais e verdadeiras oferecem. através de experiências das mais variadas. A brincadeira permeia a própria existência humana. É brincando que ela expressa sentimento e emoções que ela mesma desconhece. Na esfera do faz de conta. Ao brincar a criança entra definitivamente no mundo das aprendizagens concretas. libertando-se de seus medos e amadurecendo de dentro para fora. constrói objetos. ela é seu próprio guia. isto lhe dá a chance de experimentar sua autonomia perante o mundo. já que a criança conhece o objeto mas atribui-lhe outras propriedades para obter os efeitos desejados. competências para compreender e/ou atuar sobre o mundo.

durante o período em que joga ela está sempre além da sua idade real. explorar. faz com que ela entre em um mundo de comunicações complexas. onde poderão coordenar suas próprias ações com a dos companheiros de jogo (jogos esportivos. Os jogos vão se estruturando conforme o estágio evolutivo da criança. O brincar proporciona esse desenvolvimento. que permite entender diferentes tipos de comunicação . se misturam num eterno novo fazer todos os dias. Assim a criança passa pela infância. novas aprendizagens. o jogo cria uma zona de desenvolvimento própria na criança. de simulação e de ficção). pelo simples prazer. de competição etc. No jogo da brincadeira a criança toma suas próprias decisões. É aí que se estabelece a forma de comunicação que pressupõe um aprendizado. experimentar e. aprende e aproxima os objetivos com intenções diversas e com fantasia. Segundo Vygotsky. de jogar por jogar. Ela decide se está na hora do nenê/boneca dormir. as pessoas e os objetos que a rodeiam. essa ausência de exigências externas que faz com que se aflore e estimule a iniciativa. assim. provar. aprende a coordenar variáveis para conseguir um objetivo. não por obrigação. É importante que o adulto saiba e compreenda que a criança tem necessidade de brincar. No começo. O jogo constitui-se. mudam-se os jogos. interagir com as pessoas e com os objetos que estão ao seu redor. Na Educação Infantil a criança se percebe como sujeito de direitos e de deveres. com o passar do tempo. a criança será capaz de participar de jogos que envolvem regras. Brincando a criança toma decisões. a criatividade e a invenção. Por seu intermédio. de cooperação.em um mundo de invenção e de imaginação. Os jogos sociais favorecem e incrementam novos repertórios. com hora marcada ou para conseguir objetivos alheios.reais. ele está num grupo. 88 . ela explora o meio. predominam os jogos sensório-motores. ao final. de caráter manipulativo e exploratório. uma fonte muito importante de desenvolvimento. de maneira que. que mais tarde serão utilizadas na educação formal. dando e imprimindo sua própria marca e significado à vida. por se tratar de uma atividade que possibilita espaço para ensaiar. chega na vida adulta. É essa liberdade. Mais adiante ainda. Ao mesmo tempo em que o brincar permite que a criança construa e domine cada vez melhor sua comunicação. desenvolve sua capacidade de liderança e trabalha de forma lúdica seus conflitos. realistas ou fantasiosas . além de serem estímulo à aprendizagem. A brincadeira e/ou o jogo proporciona benefícios indiscutíveis no desenvolvimento e no crescimento da criança. seus objetivos e seus fins (jogo de construção. dirigidas ou não.O brinquedo e as brincadeiras são fontes de interação lúdica e afetiva.). acordar. comer etc. tem que conviver e negociar com ele o tempo todo e as brincadeiras e as interações.

coordenação e memória.Escolha em revistas fotos grandes com expressões diferentes. Depois dê-lhe algo para segurar para melhorar a apreensão. Quando estiver 89 . a vontade de manipular os objetos: tudo isso é "jogo". tentando capturar sua atenção. Uma sugestão é a canção: "Se eu fosse um peixinho e soubesse nadar. brinque com cada dedo chamando-o pelo nome: mindinho. Para abrií-las. seu vizinho. Pegue um dos lados do cobertor e levante devagar. Mais tarde. o seu modo de brincar se transforma. que resistem às suas inúmeras experiências e que tenham cores atraentes. é um excelente exercício físico e psíquico: desenvolve músculos e cérebro. o seu interesse por tudo aquilo que está ao seu redor.Deite-o no chão e sente-se de frente para ele.SUGESTÃO DE BRINCADEIRAS Divertir e Aprender Para um bebê. segure firmemente pelas axilas e brinque de "cavalinho" para estimular o equilíbrio da cabeça. E o primeiro e mais divertido brinquedo de um recém nascido é o seu próprio corpo. E a medida que as suas habilidades aumentam. .Fale com ele enquanto. Faça com que ele role suavemente. As brincadeiras e seus significados: no primeiro ano de vida. uma tarefa fundamental para explorar o ambiente e aprender com isso. . . Eles adoram ver rostos. . Até 6 meses A grande curiosidade do bebê.. capacidades sensoriais e inteligência. quando aprende a engatinhar. o jogo ou a brincadeira é um verdadeiro "trabalho". na cama. animadamente. Mostre-as uma a uma para o bebê. brincar significa aprender a crescer. a sua aprovação.Escolha uma música que permita incluir o nome do bebê e cante. pai de todos.Recém-nascido mantém as mãos fechadas por reflexo.. Brincadeiras . fazendo com que o bebê incline para um dos lados. Ofereça um brinquedo. Para os bebês. Os brinquedos mais legais para ele são aqueles que podem ser explorados. . tem ao seu redor todo um mundo de objetos a explorar e começa então a colocar em prática o que já sabe fazer e a desenvolver o que ainda tem que aprender.Deite-o com a barriguinha para baixo sobre um cobertor macio. Não aceita mais a sua ajuda. move seu rosto para a direita ou para a esquerda. apoiando com a mão. isso inclusive dá um sentido afetivo aos seus progressos e às suas conquistas.Coloque-o apoiado sobre o joelho. quer isso sim o seu encorajamento. fura-bolo. eu tirava o (nome da criança) do fundo do mar". . que ele tateia e descobre com verdadeiros gritinhos de alegria. mata-piolho.

bolas e objetos de espuma. A forma correta de ensinar a bater palma é colocar suas mãos sobre as dele. que o ajudam a coordenar olho e mão e também a segurar os objetos com os dedos. acomode a criança sobre os joelhos e mova-os ao ritmo da música preferida. .Com suavidade. fale. Varie o tom e a altura de sua voz enquanto estiver falando. Ofereça seu dedo indicador para que ele agarre.Use palavras e expressões faciais engraçadas para fazer o bebê sorrir. como os móbiles pendurados. ele prefere os objetos coloridos e em movimento. prefere os brinquedos que pode "bater". . como se fosse um 90 . Perto dos 4 meses. Limite-se a três brinquedos para que ele não perca o interesse.Recite versos simples enquanto faz seu nenê bater palma ritmadamente. Os jogos mais aptos de acordo com a idade Nesta primeira fase de seu desenvolvimento. Lembre-se que os brinquedos devem ser resistentes e grandes o suficiente para evitar acidentes quando ele inevitavelmente tentará saboreá-los.Coloque seu rosto encostado na barriguinha do nenê. cante e recite algum versinho infantil. Ele já é capaz de fazer isso por volta dos quatro meses. animais de plástico. chame-o e ofereça outro. o nenê já é capaz de enxergar cores. . segurando pelo dedão. como os cubos de borracha. Preocupe-se em dar a ele brinquedos que caibam na sua mãozinha e não sejam muito pesados.Bebês adoram surpresas como caixas coloridas de onde saltam bichinhos. Coloque em suas mãozinhas uma bola de tecido macia e de cores vibrantes para que ao mesmo tempo desenvolva o tato e a visão. . ou que tocam músicas alegres ao serem abertas. Sugestões de brinquedos: Tapetes de atividades com sons e espelho. . . .A visão melhora a cada dia e. com dois ou três meses. pois aqui o bebê já é capaz de se reconhecer Brinquedos que emitam sons De 6 meses a 1 ano Brincadeiras .Preste atenção aos sons e expressões que seu bebê faz e imite.entretido. enquanto faz o movimento.Sente-se no chão e deite o bebê sobre suas pernas esticadas de uma forma que possa fitar seu rosto. . Uma sugestão de versinho: "Quem será que pendurou/ Tanta estrelinha no céu?/ Eu também vou fazer estrelinhas/ recortadas de papel".Ajude o bebê a passar um brinquedo de uma mão para outra.

Sugestões de brinquedos: Livrinhos de banho Jogos de interação do tipo que se aperta algum botão e há emissão de som Bichos de pelúcia e bonecos Livros com grandes figuras e pouco texto que retratem objetos de seu dia-a-dia: mamãe. Vá narrando o percurso: "a formiguinha está subindo uma montanha. coloque-o no chão. e deite-se ao lado dele. A criança já pode interagir com jogos simples e buscar por algum objeto de desejo. Brinquedos de borracha que pode morder também são importantes nesta fase em que começam a aparecer os primeiros dentinhos. Os jogos mais aptos de acordo com a idade Agora a criança já sabe fazer muitas coisas. Vá mudando de posição e chame sua atenção. E a dona aranha continua a subir. o sol já vem surgindo.Estimule a curiosidade da criança com brinquedos que abrem portas e janelas. papai. . Está já sentada e se diverte em segurar os objetos e atirá-los para longe: é o primeiro sinal que a levará a movimentar-se. Quando ele olhar diga "Achou!". Livros com fotos ou desenhos de bichinhos Telefones 91 . Ela é teimosa e desobediente. Depois acompanhe o restante da música com mímicas: "Veio a chuva forte e a derrubou. Quando começar a rolar no chão ou tentará engatinhar. . sobe. carro. pois estimulará a coordenação de seus movimentos nas tentativas de buscá-los de volta ou de lançá-los mais para frente. Sobe. Quando consegue equilibrar-se bem a bola também é um elemento inseparável. chegou!!!".espelho. está descendo.Com seus dedos. faça uma trilha de formiguinha que começa na coxa e termina nos pezinhos. Já consegue concentrar-se por um pequeno período de tempo ouvindo uma história. mesmo se não a vê por alguns instantes.Use o polegar de uma das mãos e o indicador da outra para simular uma aranha subindo uma teia invisível e cante "A dona aranha subiu pela parede". Livros plásticos para o banho também são uma ótima pedida. nunca está contente". Tudo muito colorido. pois se você se esconder e reaparecer. aos poucos ele irá entender um conceito fundamental: que você está sempre presente. mamadeira. . Uma brincadeira importante é o "achou!!!". etc. Gosta de reproduzir as palavras que aprendeu com o telefone ao ouvido. Tibum! Já passou a chuva. Gosta de bichinhos de pelúcia e bonecos. . ofereça brinquedos com rodas ou bolas. sobe. Repete tudo o que escuta.Quando o bebê aprender a se sentar. A linguagem está em pleno desenvolvimento.

é hora de começar a jogar bola. . pois não é mais suficiente explorar nos mínimos detalhes os objetos.. .Use dedoches para criar historinhas. entendendo o processo de causaefeito. Mas principalmente. na areia do playground. Brincadeiras . Ele vai tentar pronunciá-la. Dê a ela um ou mais cestos e bolinhas para lançar dentro deles.Quando o andar estiver um pouco mais firme. a imitação é uma ótima forma para inventar novos jogos. Uma brincadeira que o diverte muito é reunir e organizar os objetos. Os primeiros rabiscos são círculos. um irmãozinho ou outra pessoa pegar na outra e formarem um círculo. colocando em fila os cubos coloridos. xilofones com teclas coloridas. . É uma forma de atiçar a curiosidade e o tato. . Pegue a criança por uma das mãos e peça para o papai.. o bebê se transforma de explorador em pesquisador. Os jogos mais aptos de acordo com a idade Agora o bebê já aprendeu a andar. por exemplo. .Brincadeiras de roda são uma delícia. cirandinha" é a clássica. .Com 13 ou 14 meses. na terra. empurrá-las para perceber as diferenças de peso. . um importante exercício de criatividade e de desafio para consigo próprio. É o momento de estimular sua criatividade.. deixe outras vazias. "Ciranda.Pegue caixas de papelão de diferentes tamanhos. outra com pequenas pedras. mas na realidade está elaborando conceitos. pianinhos. cante para o bebê sua canção favorita. . é dono do espaço. Durante horas ele pode ficar repetindo os mesmos gestos. e pronto a transformar qualquer coisa em um brinquedo. 92 .Leve-o para cavar buracos na praia.Amarre uma cordinha em carrinhos ou outros brinquedos com rodas para que ela puxe pela casa.A criança pode começar a treinar a pontaria. Incentiveo a chutá-la. mas quer também saber o que pode fazer com ele. e aprendendo a inventar algo mais.Pegue um tubo de papel higiênico ou de papel toalha e ensine a criança a usá-lo como megafone. mas deixe de falar a última palavra. decore-as e convide a criança a manuseá-las.Ofereça papel e giz de cera e mostre como rabiscar. Feche-as. . Sente-se também atraído pelos sons: gosta de tambores. encha algumas com papel.. o que aumenta o equilíbrio. mas dá para inventar. Girem cantando.Bolas De 1 a 2 anos Depois do primeiro aniversário. mas também servem as panelas que ele adora bater com alegria.

. E assim. com você por perto. Cubos.Retire os objetos perigosos da sala. Sabe procurar e encontrar objetos que guardou. Uma realidade feita de eventos que nem sempre ele consegue entender mas que tem que aprender a adaptar-se e a conviver (quando por exemplo. simulando um mundo onde é ele quem decide. encaixar e explorar com os dedos. puxar. A criança já reconhece algumas cores e formas. Adora tentar descobrir como as coisas funcionam. . . .Organize um baile de máscaras. Claro que a seu modo. Imita sons e reconhece objetos. a mãe se ausenta e ele não entende o porque ela foi embora). Brincadeiras . Apague a luz e dê uma lanterna para a criança explorar o ambiente.tomando os cuidados necessários para que não se machuque. o bebê precisa do jogo para dominar a realidade.Massa de modelar é uma grande diversão. Sugestões de brinquedos: Caixote com objetos de formas geométricas. Gosta de brinquedos que possa empurrar. Dê rolinhos e forminhas de biscoito para que 93 . Adora brincar de espalhar e guardar tudo.Lembra-se dos dedoches? Agora é hora de colocá-los nos dedinhos de suas crianças e ajudá-lo a montar a própria história. o jogo e as brincadeiras se transformam em um instrumento para desabafar a sua agressividade e as pequenas frustrações. círculos e triângulos de plástico ou feltro Potes e tampas Panelinhas Brinquedos de montar Bichinhos de plástico Cubos com formas vazadas para encaixar peças similares Carrinhos e caminhões Chaves De 2 a 3 anos Depois do segundo aniversário. principalmente nessa idade em que a criança já corre.Animais de estimação são ótimas companhias de brincadeira.

Agora ela já adquiriu um certo raciocínio lógico e se diverte com os brinquedos de causa-efeito.Forre uma parte do chão com papel liso. e outra brincadeira muito instrutiva é folhear um livro ilustrado. . Mas tome cuidado para a criança não colocar a massinha na boca. a criança já consegue reconhecer muitos objetos. De 3 a 4 anos Brincadeiras . Por exemplo: a chegada dos convidados. das casas. Mas é de gosto comum os brinquedos de encaixe.. Escolha fotos que apresentem começo. Possui quadrados. círculos. Após os 2 anos a criança começa a descobrir o prazer em brincar com o outro. Os jogos mais aptos de acordo com a idade A criança é cada vez mais autônoma e agora apreciará os brinquedos com rodas. . onde ele demonstra toda a sua capacidade de localizar estes objetos.. é provável que ele invente um amigo imaginário e fale com ela em voz alta enquanto brinca sozinho. Até os 2 anos e ½ a criança assimila centenas de palavras em pouco tempo. por exemplo. Aproveite um passeio em volta da escola para observar as cores dos carros. Sugestões de brinquedos: Blocos lógicos . Observe a posição da sombra e vá comparando com o horário 94 . Escolha um lugar ao ar livre e enfie no chão uma estaca ou uma régua. Monte um chá da tarde de mentirinha. abertura dos presentes. Classifica formas. do tipo que se você aperta um botão se abre uma porta. Dê tintas atóxicas para que ele faça pinturas com os dedos. O egocentrismo começa a sair de cena e então começa o processo de socialização. etc.Brincadeiras de faz de conta são ótimas para essa idade. Compreende perfeitamente o significado da palavra "NÃO".Construam juntos um relógio solar.. As brincadeiras dos meninos e das meninas começam a se diferenciar: os meninos preferem os carrinhos e as meninas se divertem com panelas e bonecas. como aniversário. como por exemplo os quebra-cabeça. Nesta fase. Aos 2 anos. Não se preocupe.. Reconhece cores e formas. . excelentes para desenvolver a atenção e as habilidades manuais. . meio e fim.Selecione fotos ou imagens.crie desenhos. parabéns. a criança já é capaz de reconhecer cores. triângulos e retângulos nas cores primárias. uma série de quatro fotografias ou imagens de um determinado evento. com diferentes tamanhos e espessuras Blocos de madeira com diferentes formas e tamanhos para fazer torres e pequenas construções. é um acontecimento comum e pode demonstrar a vontade de estar com outras crianças. comendo o bolo.Próximo aos três anos. Convide a criança a ordená-las. Já é capaz de construir frases simples completas.encontrados em lojas de brinquedos educativos. dando o nome correto para cada um deles. tricíclos e bicicletas são os favoritos. cores e espessuras.

. Sugestões de brinquedos: Cubos de tecido. peça para que a criança encontre pedras lisas. seu vocabulário já é bastante extenso. formando um V e dê a ele uma bolinha de tênis. Depois. .Cubra os olhos da criança.Objetos e figuras com formatos inusitados.Com essa idade a criança já interage com outras da mesma idade.O raciocínio já está bastante desenvolvido e a criança já é capaz de competições mais simples. será a vez dela imitar e você adivinhar. . papais e mamães ou educadores precisam ter bastante disponibilidade para responder a todos os questionamentos da criança . Consegue comunicar-se com perfeição.Como? Quando? E a preferida: Por quê? . colocados em círculo. de preferência bem liso. mais ou menos do tamanho da mão fechada. ajudam a desenvolver o raciocínio. botões e ganchos 95 . Encha um deles de água. . faça a brincadeira dos baldes: pegue um grupo de crianças e igual número de baldes. Faça a imitação de um bicho e peça que ela adivinhe o que é. Os jogos mais aptos de acordo com a idade Nesta fase. Coloque-os no chão e convide seu filho a juntar os pares. Sorteie uma cor e o participante que a tiver marcará um X. sapato e meia. pasta e escova de dentes. lápis e papel. Quando parar a música. com essa idade. Dê a ela objetos de texturas diferentes para que adivinhe o que é. Veja quantas ele consegue derrubar de uma só vez. Coloque-as no chão. garfo e prato. como jogo da velha ou dominó adaptado à idade. Prepare cartelas com cartolina. Em um dia quente. Sugira que desenhe sobre a pedra e você terá um belo peso de papel. Uma vai se molhar.Em um passeio por um parque ou praça ou até mesmo em volta da escola.Desde pequenininha a criança já imita mas.Crie um boliche com latinhas de refrigerante vazias e bem limpas. . onde cada lado existe um treino motor como zíperes. elas devem se sentar sobre eles. Cada cartela deverá ser dividida em quatro partes com diferentes cores que não podem repetir na mesma quantidade de uma cartela para outra. . Coloque uma música e faça com que as crianças andem em volta do balde. por exemplo. Sua coordenação fina está mais segura. é capaz de idéias e movimentos mas elaborados.Reúna algumas crianças e faça um bingo de cores. .Escolha como itens que combinam. .mostrado pelo relógio. Escolha coisas que ela saiba nomear.Apesar da linguagem ainda estar em desenvolvimento. sabonete e esponja. . É nesta fase que a lateralidade (destra ou canhota) normalmente se define. Ao chegar na escola lave-a e dê a ele tinta atóxica. Coloque em uma sacola pedaços de papel com as cores usadas nas cartelas. para serem encaixados ou ligados entre si de alguma forma (como por meio de ímãs).

para serem empilhados.para abrir e fechar. Cubos com tamanhos decrescentes e que encaixam-se um dentro do outro. 96 .

vivências e atividades de aprendizagem convergentes para objetivos educacionais (MASETO. 1983). mas auxiliando-a a encontrar meios de fazer as coisas a seu modo. Ser independente e curiosa. não desencorajando diante dos obstáculos. ter iniciativa própria para satisfazer sua curiosidade. PROPOSTA PEDAGÓGICA E SEUS EIXOS NORTEADORES Diante dos desafios da sociedade contemporânea e das definições da LDB. Kamii (1991) aponta ações educativas no sentido de encorajar essa população infantil a: Tornar-se cada vez mais autônoma em relação aos adultos. que oportunizem o diálogo e os estímulos através das situações de aprendizagem propostas pelos educadores. procurando não fazer por ela. possibilitando a realização de atividades desafiadoras. através de ações intencionais e da organização de espaços e tempos. a proposta pedagógica deve garantir as conexões entre a vida das crianças de 0 a 3 anos e suas famílias. à ética e ao conhecimento. que não se pode limitar suas oportunidades de descoberta.Enfim. Autonomia Capacidade de tomar decisões segundo sua própria concepção de mundo e critérios éticos. de desenvolvimento e de aprendizagem. a proposta pedagógica é entendida como o “conjunto de experiências. cooperação e conhecimento. Independência ou liberdade são apenas parte do que chamamos de autonomia. Ter confiança e habilidade para formar idéias próprias e expressá-las com convicção. A diversidade e as possibilidades de integração das diferentes áreas de conhecimento na construção dos saberes sobre o mundo físico e social serão viabilizadas. respeita a criança como um ser social. em função dos objetivos e níveis de desenvolvimento da criança. diversidade e participação. constituindo assim ponto chave para a concretização de procedimentos favoráveis ao desenvolvimento das capacidades. é deixá-la ser criança. Comungando com as idéias citadas e com respaldo das Diretrizes Curriculares reconhece-se que as crianças são seres íntegros que aprendem a ser e conviver na interação com os outros e com as diversas áreas de conhecimento. há que se pensar a proposta pedagógica em função da concepção de criança. Está vinculada à personalidade moral. considerar o seu caráter ativo de criança como aspecto relevante. que é necessário conhecê-la verdadeiramente. nem 97 . Essas ações devem ser organizadas em função de três valores centrais: autonomia. Não basta que a criança faça as coisas por si mesmo. ainda. significativas e prazerosas. em função de seus valores e conhecimentos. A proposta pedagógica da creche e com fundamentação sociocultural reconhece e valoriza as diferenças existentes entre as crianças de distintas faixas etárias. moral e intelectual das crianças da faixa etária de 0 a 3 anos e sobre a interação adulto/criança e criança/criança. Significa. integral e em franco desenvolvimento e acredita na interação entre os indivíduos. 1994) ou “conjunto de atividades nucleares desenvolvidas pela escola” (SAVIANI. Interagir com outras crianças e resolver os conflitos entre elas mesmas. contextualização. tomando a realidade das crianças como ponto de partida para o trabalho.20. para proporcionar-lhe experiências de vida ricas. Numa perspectiva sociocultural. Partindo de estudos científicos sobre o desenvolvimento físico. primando pela viabilização dos princípios pedagógicos da interdisciplinaridade. Num contexto em que cuidados e educação devem acontecer de forma prazerosa.

aos afetos. produzindo conhecimento cada vez mais significativo. afetivo e social. sociais. ao pensamento. Cooperação Manifesta-se no plano intelectual. O conhecimento acumulado pela humanidade tem papel central na construção destas capacidades pessoais. é preciso que o indivíduo equacione os conflitos éticos. e por isso valoriza o processo de apropriação desses conhecimentos. como forma particular de expressão. as Creches pretendem fazer conhecer e instrumentalizar a criança. e possa atuar de maneira crítica e criativa. à comunicação. E os princípios educativos que devem nortear essas ações e valores são: Acesso das crianças aos bens socioculturais disponíveis. pensamento e comunicação infantil. Conhecimento A escola é um espaço social em que os indivíduos desenvolvem suas capacidades através da aprendizagem. à interação social. levando em conta a visão de mundo da criança. Para ser considerado autônomo. é a possibilidade de situar-se em diferentes papéis. 98 .tampouco que faça o que lhe der na cabeça. Cooperar não se resume em ajudar. treinar seus primeiros passos. aquisição de conhecimento e vínculos afetivos. para tanto. que considere os demais seres humanos e que articule seus conhecimentos para poder escolher. ampliando o desenvolvimento das capacidades relativas à expressão. encorajando-as. Aprendizagem desenvolvida a partir da problematização de situações contextualizadas. explorar objetos. Além de informar. é importante o oferecimento de espaços amplos. Direito das crianças em brincar. construído mediante permanente problematização da realidade e busca de soluções. Busca-se com tais ações compreender como as crianças constroem o seu conhecimento. Ter atenção especial por parte do adulto em momentos peculiares de sua vida. Ser atendidas em suas necessidades de segurança. nutrição. étnicas. Não se pode perder de vista que crianças dessa faixa etária encontram-se em permanente atividade e descoberta do mundo. higiene e saúde. econômicas. Saber reflexivo. estando permanentemente atentas a elas. aceitando suas diferentes manifestações e propondo atividades para a ampliação de descobertas em todas as áreas do conhecimento (físico. pular. pois tudo é feito para que a criança compreenda como a relação com o outro (diferente dele) pode ser fundamental para que avance e se desenvolva como indivíduo. criar seus próprios cantinhos e brincadeiras de faz-de-conta. à ética e à estética. para que continue a aprender de modo consistente e verdadeiro ao longo do tempo. Como valor educacional é o oposto da competição. onde possam engatinhar. mas relacionar-se de modo positivo com a diversidade de indivíduos que convivem numa comunidade em situações e contextos singulares. E como as crianças de 0 a 3 anos são seres humanos em uma fase de vida na qual dependem intensamente do adulto. A construção da autonomia é um processo contínuo que implica reflexão. sem perder a individualidade. culturais. E sempre através do respeito à dignidade e aos direitos da criança. etc. correr. No processo de aprendizagem. elas precisam: Ser auxiliadas nas atividades que não podem realizar sozinhas. lógico-matemático e social). considerando suas diferenças individuais.

bem como na introdução de novos materiais para a reorganização da sala ou de áreas externas.1. Segundo as orientações do Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil.. do meio social onde seus pais e ela mesma vivem. os locais devem ser disponibilizados de modo que contemplem diversas possibilidades. agir. Nela se dá o cuidado e a educação de crianças pequenas que aí vivem. para cada trabalho realizado com as crianças é preciso planejar a forma mais adequada de organizar o espaço onde as atividades se desenvolverão. dando oportunidade à criança para explorar. mas como ambiente socializador diferente do familiar. luzes e cores. Na definição e construção de espaços para crianças. sons e palavras. marcando nossas descobertas.. convivem. 20. há a indicação de como os ambientes podem ser divididos para estruturar os espaços destinados às crianças pequenas. Carvalho & Rubiano (2001) salientam que. Para tanto. exploram. lúdicas e relacionais. Além de prestar cuidados físicos. equipamentos e ritmos de vida”. sem com isso estabelecer rotinas rígidas ou atitudes disciplinares que retirem ou limitem a alegria ou a espontaneidade própria da criança.. Barbosa & Horn (2001) compartilham a idéia de que o espaço físico e social são fundamentais para o desenvolvimento infantil. destacando os recursos materiais necessários e os aspectos infantis desenvolvidos. nosso crescimento. simbólico. selecionar objetos e áreas para a realização de atividades em um espaço-tempo que é parte integrante da ação pedagógica. 73) enfatizam a necessidade de se considerar que “o ambiente é composto por gosto. regras de uso do espaço. sensoriais.. Neste documento. Barbosa & Horn (2001. Organização de espaços e tempos A organização espacial é um dos aspectos que favorece ou dificulta as interações. uma vez que elas interagem melhor em ambientes menores e mais aconchegantes. Porém. construindo uma visão de mundo e de si mesmas. ela cria condições para seu desenvolvimento cognitivo. toque. construindo-se como sujeitos. nossas dúvidas. Construir um currículo para as crianças atendidas nas creches implica em conhecimento prévio da realidade em que estão inseridas. principalmente em ambientes infantis coletivos.) e organização (dos materiais. descobrir. nos quais a criança é sujeito de conhecimento. em geral. desconsiderando as necessidades próprias das crianças. p.) a nossa maneira de viver esta relação (FREIRE. conhecem. na medida em que ajuda a estruturar as funções motoras. 99 . oportunizando-lhe o maior número possível de experiências e descobertas. p 96). da realidade cotidiana da criança. social e emocional. os ambientes infantis planejados são orientados para atender às necessidades dos adultos. através de sua arrumação (dos móveis. concretamente. Nele é que o nosso conviver vai sendo registrado. uma vez que influencia o modo de pensar ou se comportar. mobílias. O espaço retrata a relação pedagógica. simbólicas. O Quadro a seguir sintetiza uma proposta (sugestão) de organização para a Educação Infantil. 1993. A creche constitui-se em um dos ambientes de desenvolvimento da criança.As atividades dirigidas para a criança pequena precisam respeitar seu tempo e espaço. odores. Ela não pode ser pensada como instituição substituta da família. caracterizando-se como ambientes de alto grau de controle e limitação das oportunidades para a escolha pessoal das mesmas. O espaço é o retrato da relação pedagógica porque registra.

é necessário o cuidado para não superdividir o espaço. atrativos e seguros. labirintos e caminhos). · Sala de vídeo. é importante considerar três aspectos que servem de direcionamento e apoio para a organização institucional: o tipo de atividades propostas. os momentos mais adequados e os locais onde serão melhor realizadas.espaço para recorte e colagem. com manilhas).PROPOSTA DE ORGANIZAÇÃO ESPACIAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL ORGANIZAÇÃO ESPACIAL RECOMENDAÇÕES E RECURSOS MATERIAIS ASPECTOS INFANTIS DESENVOLVIDOS Á R E A S I N T E R N A S · Ambientes de caráter lúdico. · Estímulo à preservação do meio ambiente. · Pneus de diversos tamanhos. a seqüência de atividades e 100 . · Mobiliário adequado. · Parque de madeira. Á R E A S E X T E R N A S · Pátios abertos e áreas sombreadas. · Casinha. etc. · Salas amplas. O encadeamento de ações pode ocorrer em três grandes modalidades de organização de tempo. · Paisagismo (plantas diversas). · Percursos (trilhas. pequenas estantes. para pinturas .espaço de leitura . · Capacidade de estimular a construção do conhecimento. autonomia e independência). que podem ser demarcados através de tapetes. placas informativas etc. etc.espelho . psicológicas. · Segurança. · Espaços livres cobertos para atividades em dias de chuva. a organização da sala em ‘espaços’.espaço para repouso . como indica o RCNEI: atividades permanentes. biombos. O desenvolvimento das atividades deve considerar as necessidades biológicas. dessa forma. Portanto. Sugere-se. · Caixa de areia higienizada.TV.espaço para o faz-de-conta. sociais e históricas das crianças. de forma que se torne impossível a realização de atividades coletivas ou de movimento amplo. · Adaptação dos espaços à escala da criança (adequação de tamanho). · Túneis (por exemplo. como sugerem Barbosa & Horn (2001). · Adequação às características das crianças com necessidades especiais. · Desenvolvimento físicomotor. · Desenvolvimento sócioemocional. etc. Contudo. de modo a facilitar brincadeiras espontâneas e interativas: . (movimentação. de ferro ou plástico resistente e seguro.

PROPOSTA DE ORGANIZAÇÃO TEMPORAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL ORGANIZAÇÃO TEMPORAL MODALIDADE RECOMENDAÇÕES ASPECTOS INFANTIS DESENVOLVIDOS ATIVIDADES · Rotina pertinente ao BÁSICAS grupo. Vale reafirmar que as rotinas da Creche não significam repetições sucessivas de atividades mecanizadas e desprovidas de sentido para as crianças. na organização de conteúdos. aprendizagens em diversos alimentação e repouso. fornecendo subsídios para prever a seqüência do trabalho. requerem flexibilidade e criatividade para adaptá-la ao contexto de cada turma e de cada escola. Logo. cujos conteúdos necessitam de uma constância. · Desenvolvimento de ·Momentos de higiene. atividades seqüenciais e construção coletiva de projetos) e indicando quais os aspectos infantis desenvolvidos. modelagem. diminuindo a ansiedade acerca do desconhecido e organizando o tempo e os espaços disponíveis. orientação temporal. A primeira modalidade refere-se às atividades básicas de cuidados. as brincadeiras e as situações de aprendizagem. que será discutida adiante. · Rotina estruturante e consonante com os objetivos propostos no · Desenvolvimento da Projeto Político-Pedagógico percepção. · Atividades diversificadas. apresenta-se no Quadro. considerando as três modalidades de organização do trabalho pedagógico (atividades básicas. linguagens. através de múltiplas desenho e música.projetos de trabalho. · Roda de conversa. envolvendo situações de aprendizagem. organização e da escola. A construção dessa rotina pedagógica de uma turma estrutura o cotidiano escolar e representa para professores e crianças uma fonte de segurança. ·Desenvolvimento · Contação de histórias. A seguir. a crianças possam ficar partir do estabelecimento 101 . níveis de complexidade. A última modalidade refere-se à construção coletiva de projeto de trabalho. Outra modalidade de seqüência de atividades refere-se àquelas planejadas e orientadas de modo a promover aprendizagens específicas e são seqüenciadas com intenção de oferecer desafios em diferentes níveis de complexidade. · Atividades com o corpo. deve ser estabelecida uma rotina na qual será organizado o tempo do trabalho educativo realizado com as crianças e nela devem ser contemplados os cuidados. aprendizagem e prazer para as crianças. recomendações para uma organização temporal adequada à Educação Infantil. Ainda segundo as orientações do RCNEI. · Desenvolvimento da ·Ateliês ou oficinas de identidade e autonomia. · Ampliação de idéias sobre ·Momentos em que as um assunto específico. sócioafetivo. internos e externos. pintura. · Planejamento do previsível · Segurança e previsão dos para lidar com o inesperado. mas uma referência para acomodar uma diversidade de situações educativas em uma lógica adequada às características infantis. cuidados e brincadeiras. acontecimentos e · Brincadeiras em espaços seqüência de trabalhos.

uma vez que são as próprias crianças que participam do processo de construção de conhecimentos. Ex: apropriação do esquema corporal. a organização em âmbitos e eixos objetiva abranger diversos e múltiplos espaços de elaboração de conhecimentos e de diferentes linguagens. constituído. Organização do trabalho pedagógico O currículo tradicional afasta as crianças do mundo real. em sua maioria. os tempos não podem ser rígidos e imutáveis. artes visuais. visto que a rotina necessita envolver flexibilidade e limites.2. enquanto que um currículo pautado na valorização da infância promove essa aproximação. a construção de identidade. O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI) sugere que a integração curricular se desenvolva pelo entrelaçar dos objetivos gerais da Educação Infantil com os objetivos específicos de diferentes eixos de trabalho. 20. de crianças que devem ser respeitadas em suas especificidades. mediado pelo professor. 102 . com ou sem espelho. Os eixos estão dispostos de maneira aparentemente fragmentada apenas por uma questão didática. CONSTRUÇÃO COLETIVA DE PROJETOS · Partir de hipóteses a serem testadas e de conhecimentos prévios do grupo. linguagem oral e escrita. os processos de socialização e o desenvolvimento da autonomia das crianças em aprendizagens consideradas essenciais. ATIVIDADES SEQÜENCIAIS assim · Atividades planejadas. natureza e sociedade e matemática. · Desenvolvimento do espírito investigativo de um pesquisador. pois contempla a subjetividade de um grupo. orientadas e seqüenciadas. etc. observação de pessoas. uma vez que os mesmos estão interrelacionados nas ações pedagógicas desenvolvidas. movimento. apreciação de imagens etc. observação de si mesmo. o de múltiplas relações.sozinhas se desejarem. através de desenhos. para que as crianças avancem em relação à representação da figura humana. Apesar da relevância de uma rotina estruturante na Educação Infantil. música. de modo a se obter coerência entre objetivos e conteúdos em dois âmbitos de experiência: Formação Pessoal e Social e Conhecimento de Mundo. · Hipóteses significativas para o grupo. Esses âmbitos de experiência são contemplados e constituídos pelos seguintes eixos de trabalho: formação pessoal e social -identidade e autonomia. com excelentes resultados. Nesse documento.

A maneira como cada um se vê depende também do modo como é visto pelos outros. Identidade e Autonomia . o desenvolvimento da sua autonomia a levará a uma condição de cooperação. ela aprende a respeitar e a cooperar com o outro.FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL 21. bem como a do outro. uma vez que. Conceber uma educação em direção à autonomia significa considerar as crianças como seres com vontade própria. Processos como fusão e diferenciação. porque para tornar-se consciente de si. Em consonância com o desenvolvimento da identidade.1. a criança desenvolve a capacidade de se conduzir e de tomar decisões. uma vez que o contato com outras crianças e com adultos de origens e hábitos culturais diversos proporciona chances de aprender novas brincadeiras e de adquirir conhecimentos sobre diferentes realidades. interferir no meio em que vivem. valores. Os traços particulares de cada criança. percebendo-se e percebendo os outros como diferentes. Piaget (1994) comenta que enquanto a criança não dissociar o seu eu do mundo físico e social ela não irá cooperar. já que sua identidade está em construção. sendo a autonomia definida como a capacidade de se conduzir e tomar decisões por si própria.Formação Pessoal e Social Identidade Autonomia Convivência Social Jogos e brincadeiras O ingresso da criança pequena na instituição de ensino (escola/creche) amplia e alarga o seu universo inicial. construção de vínculos e expressão da sexualidade são considerados como experiências essenciais ao processo de construção da identidade e da autonomia. ou seja. ou seja. Exercitando o auto-governo em questões situadas no plano das ações concretas. dentro de suas possibilidades. o jeito de cada uma e como isso é recebido pelo professor e pelo grupo em que se insere. acionando seus próprios recursos. A construção da identidade e da autonomia é para a criança o grande salto para a independência. levando em conta regras. ampliando. a sua perspectiva pessoal. 103 . precisará libertar-se da coação exercida pelo adulto desde o seu nascimento. gradativamente. gradativamente. tem grande impacto na formação de sua personalidade e de sua auto-estima. a sua perspectiva do outro. quando a criança gerencia suas ações e julgamentos.21 . ao ser respeitada. As crianças vão. o que representa uma condição essencial para o desenvolvimento de sua autonomia. capazes e competentes para construir conhecimentos e. sai de uma condição de heteronomia – legitimidade de regras e valores oriundos do adulto – para uma condição de autonomia. poderão gradualmente fazê-lo no plano das idéias e dos valores.

desenvolve sua imaginação. ao nascerem. Dentre esses recursos destacam-se a imitação. atenção. A fantasia e a imaginação são elementos fundamentais para que ela aprenda mais sobre a relação entre as pessoas. Podem ficar frustradas quando a mãe ou o adulto que delas cuidam não agem conforme seus desejos. afirmar o seu ponto de vista. Opor-se. a linguagem representa também um potente veículo de socialização. Para se desenvolver a criança precisa aprender com os outros por meio dos vínculos que estabelece. conseqüentemente. brinca com o imaginário: às vezes é mãe. a oposição. significa. a criança desenvolve a capacidade de observar. diferenciar-se do outro. do contato físico com outras pessoas. das observações que faz do mundo. A observação auxilia a criança na fase de construção do processo de diferenciação dos outros e. Na brincadeira do faz-de-conta a criança assume papéis. ser aceita e diferenciar-se. Se as aprendizagens acontecem na interação com as outras pessoas. É entendida como um mecanismo de reconstrução interna e não meramente uma cópia ou repetição mecânica. Por meio de explorações. troca experiências. O uso e a ampliação gradativa da linguagem é outro fator muito importante na aquisição da identidade e da autonomia visto que. interagindo com o outro. entende e se faz entender. a criança. a linguagem e a apropriação da imagem corporal.O processo de fusão e diferenciação caracteriza-se pelo fato de que as crianças. médico. As experiências de frustrações são bons momentos para favorecer a diferenciação entre o eu e o outro e. Nas brincadeiras. A oposição é outro recurso fundamental no processo de construção do sujeito. na sua identidade. não diferenciam o seu próprio corpo e os limites de seus desejos. sua capacidade de representação. 104 . imitação. a criança constrói sua aprendizagem. a importância do conhecimento do desenvolvimento infantil por profissionais que atendem a crianças dessa faixa etária. sejam adultos ou crianças. memória etc. organiza suas emoções e amplia seus conhecimentos sobre o mundo. ao mesmo tempo que enriquece e amplia as possibilidades de comunicação e expressão em sua forma mais ampla. Na imitação. Brincar é uma das atividades de fundamental importância no desenvolvimento da identidade e da autonomia. essas aprendizagens também dependem dos recursos de cada criança. contribuem muito para o desenvolvimento pessoal da criança. bombeiro etc. daí. sobre o eu e sobre o outro. em certo sentido. As crianças começam observando e imitando as pessoas e coisas existentes a sua volta. quando inseridas num clima de afeto e atenção. o faz-de-conta. os seus desejos e objetivos. principalmente as pessoas de seu círculo afetivo. pai. A linguagem corporal é outro veículo importante no desenvolvimento global da criança. aprender com os outros e identificar-se com eles. É por meio dos primeiros cuidados que a criança percebe seu próprio corpo como separado do corpo do outro.

demonstrando suas necessidades e interesses.21. Sugestões de atividades • • • Cantar para os bebês as mesmas canções de ninar que seus pais ou parentes cantam e gradativamente introduzir outras.2. Escolha de brinquedos. Interessar-se gradualmente pelo cuidado com o próprio corpo. executando ações simples relacionadas à saúde e higiene. Ações de higiene com ajuda. expressando seus desejos. sobre o escuro.1. sonhos e fantasias.1.. Valorizar e reconhecer sua própria identidade • • • • • • 21. Identificação progressiva de algumas singularidades próprias e das pessoas com as quais convivem no seu cotidiano em situações de interações. vontades e desagrados e agindo com progressiva autonomia. sócio-afetivos e psicomotores Relacionar-se progressivamente com mais crianças. sobre o dormir etc. Interesse pelas brincadeiras e pela exploração de diferentes brinquedos. sentimentos. Realização de pequenas ações cotidianas ao seu alcance para que adquira maior independência. 105 . Participação em brincadeiras de “esconder e achar” e em brincadeiras de imitação.1. 21. ninar. Expressão e manifestação de desconforto relativo à presença de urina e fezes nas fraldas. Apropriar-se gradativamente do autocontrole das necessidades fisiológicas Brincar. Interesse em experimentar novos alimentos e alimentar-se sem ajuda. necessidades. embalar. Interesse em desprender-se das fraldas e utilizar o penico e o vaso sanitário. massagear e acalentar os bebês que desejem ou necessitem desses cuidados para dormir. garantindo oportunidades para que ela seja capaz de: • Experimentar e utilizar os recursos de que dispõe para a satisfação de suas necessidades essenciais. desagrados. Conteúdos (conhecimentos e habilidades) • • • • • • • • • • • • • • • Comunicação e expressão de seus desejos. conversar e propor atividades que falem sobre os medos.3. Reconhecimento gradativo do próprio corpo e das diferentes sensações e ritmos que produz. Iniciativa para pedir ajuda nas situações em que isso se fizer necessário. preferências e vontades em brincadeiras e nas atividades cotidianas. conhecendo progressivamente seus limites. Familiarizar-se com a imagem do próprio corpo. contemplando os aspectos cognitivos. objetos e espaços para brincar. com seus professores e com os demais profissionais da instituição. Objetivos O estabelecimento de ensino que atende a população compreendida entre zero e três anos deve criar um ambiente de acolhimento que dê segurança e confiança à criança. Ex:lavar as mãos. Participação e interesse em situações que envolvam a relação com o outro.1. Respeito às regras simples de convívio social. sua unidade e as sensações que ele produz. tocar. Identificação de situações de risco no seu ambiente mais próximo.

para favorecer diversas interações que a criança possa estabelecer. em contexto lúdico e afetivo. instituir passatempos para que as crianças possam brincar sozinhas. tais como fantasias. de roda. argolas.1. Ter o dia do brinquedo de casa. ações de alimentação e higiene. supermercado. criação de cenários etc. brincadeiras e cantigas. brinquedos emborrachados. panos.4. organizar o ambiente para possibilitar a exploração livre por parte dos bebês. folclóricas. situações de imitação de ações de pessoas. máscaras. bem como pluralidade cultural. objetos coloridos. nome. animais e personagens. envolvendo temas do folclore local. danças e brincadeiras de faz-de-conta para que a criança reconheça e explore seu corpo. exercitando o poder de escolha. brincadeiras de faz-de-conta. tanto em relação às atividades quanto aos parceiros. pintura etc. banheiras ou piscinas plásticas. blocos e brinquedos de encaixe. salão de beleza. músicas diversas (de ninar. para a consulta. biblioteca. sugestões e questionamentos das crianças. histórias clássicas. Os “espaços” podem ser: casinha de boneca. elaborar brincadeiras que visem a discussão da identidade cultural brasileira. marionetes. 106 . em quadros ou tabelas da rotina e organização da seqüência das atividades fixas de cada dia da semana. fantoches. acompanhadas. objetos de higiene pessoal. criar “espaços” que favoreçam a dinâmica da turma e ajudem a diminuir conflitos internos. roupas e acessórios. cubos etc. inserindo o nome das crianças. clássicas.. sonoros e seguros. Brincar de desfilar. filmadora. espelho. registros.) para reconhecimento de todos. caixas e brinquedos pessoais.. com objetos coloridos. equipamento de som. com acompanhamento e intervenção educativa realizada pelo professor. Recursos materiais • • • • • • • • • • • • • Nome grafado e fotos das crianças. referência às crianças e adulto pelo nome para reconhecimento individual e dos outros. disponibilizar caixas. instrumentos para higiene. atividades com: instrumentos musicais. utilizar músicas. etnias etc. instrumentos musicais. material para atividades do faz-de-conta. 21. bambolês. pessoal e do meio. jogos diversos que contemplem o desenvolvimento da identidade e da autonomia. etc. fantoches. Jogos das expressões (carinhas de expressões para identificação de sentimentos). espelho.• • • • • • • • • • • • • • • • • • desenvolver brincadeiras de faz-de-conta. utilização do espelho na construção da identidade por meio de brincadeiras em frente a ele. identificação dos pertences pessoais com marca (foto. no grupo ou fora dele. etc). contos. blocos e brinquedos de encaixe..

Para a motricidade da criança. afetivos. Movimento As crianças se movimentam desde a vida intra-uterina. desfrutando da sua linguagem corporal e capacidade motora através de brincadeiras. presente em todas as culturas. nas mais diversas situações. a aquisição da capacidade de andar representa uma grande conquista. cada vez mais. visto que a criança o utiliza para expressar-se. enfim. danças. O movimento é muito mais que simplesmente mexer partes do corpo ou deslocar-se no espaço. Muitas vezes. Diante disso. da interação e expressão do seu corpo em movimento que ela interage com o outro. soltar pipa. Artes Visuais. estéticos e cognitivos e contemplando aspectos motores através das danças ou rituais. reproduções e imitações comportamentais.22 .CONHECIMENTO DE MUNDO O âmbito de experiência Conhecimento de Mundo é constituído pelos eixos de trabalho: Movimento. jogar e dançar. Natureza e Sociedade e Pensamento Lógico-Matemático. a criança está se apoderando da cultura corporal da sociedade que se encontra inserida. É por meio da imitação. etc. o andar propicia grande independência pois ela passa a explorar e a pesquisar o mundo a sua volta com mais liberdade e amplitude.1. Elas vão gradativamente aumentando as possibilidades de amplitude de seu corpo em interação com o mundo a sua volta. O movimento infantil está presente em toda a manifestação da criança. jogar bola. Constitui-se em uma linguagem que permite à criança crescer nessa interação . A criança se expressa e se comunica com o mundo. Linguagem Oral e Escrita. é imprescindível que ela possa vivenciar a sua mobilidade.1. As brincadeiras que se encontram presentes no universo infantil e que variam de uma cultura para outra apresentam-se como oportunidades privilegiadas para desenvolver habilidades no plano motor como pular amarelinha. ela comunicando-se com o mundo. parada.meio físico e social . o domínio de seu próprio mundo. bem como agir de maneira cada vez mais independente sobre o mundo à sua volta.1. criando e imitando ritmos. jogos.ao brincar. Música. desenvolvendo a sua autonomia. atividades esportivas. integrando aspectos lúdicos. da mímica. exploram o ambiente e adquirem. mesmo quando está quieta. primeiramente. associado ao movimento infantil encontra-se a linguagem musical. Objetivos A prática educativa deve ampliar-se e organizar-se de forma que as crianças desenvolvam as seguintes capacidades: 107 . por meio do seu próprio corpo. 22. 22. demonstrações de afeto. atirar com estilingue etc.

a coordenação de seus movimentos e o seu equilíbrio. os limites e as potencialidades do seu corpo. Expressão de sensações e ritmos corporais por meio de gestos.1. escorregar. Valorização de suas conquistas corporais. utilizar movimentos variados em jogos. como sentar-se em diferentes inclinações. brincadeiras e danças. 108 . deitar-se em diferentes posições. • • • • • • • • Exploração de diferentes posturas corporais. o traçado no desenho. posturas. 22. etc. explorar as possibilidades de gestos e ritmos corporais para expressar-se nas brincadeiras. engatinhar. linguagem oral e música. Ampliação progressiva da destreza para deslocar-se no espaço por meio da possibilidade constante de arrastar-se. soltar etc. subir. explorar e utilizar os movimentos de preensão. de forma global e harmoniosa. assim como em outras situações. conhecendo. rolar. pular. dançar. andar.. das brincadeiras. danças. gradativamente. Participação em brincadeiras e jogos que envolvam correr. Ampliação gradual do conhecimento e controle sobre o corpo e o movimento. do uso do espelho e da interação com os outros. limites. lançamento para o uso de objetos diversos. ficar ereto apoiado na planta dos pés com e sem ajuda etc. o encaixe. o lançamento etc. Percepção das sensações. explorar e controlar movimentos como força. pendurar-se. movimentar-se. encaixe. jogos e nas demais situações de interação. velocidade. correr. Aperfeiçoamento dos gestos relacionados com a preensão.potencialidades e integridade do próprio corpo. Conteúdos (conhecimentos e habilidades) Os conteúdos estão organizados em dois blocos.. Expressividade • • • Reconhecimento progressivo de segmentos e elementos do próprio corpo por meio da exploração. sensibilidade e flexibilidade. Expressão corporal por meio de danças e brincadeiras cantadas. apropriar-se da imagem corporal.• • • • • • • familiarizar-se com a imagem do próprio corpo.. Utilização de movimentos em situações cotidianas e em brincadeiras – intencional e espontânea. por meio da experimentação e utilização de suas habilidades manuais em diversas situações cotidianas. descer. resistência. correr. desenvolvendo atitudes de interesse e cuidado do próprio corpo. Equilíbrio e Coordenação A escola deve proporcionar à criança oportunidades para desenvolver. deslocar-se com destreza progressiva no espaço ao andar. desenvolvendo atitude de confiança nas próprias capacidades motoras. privilegiando as brincadeiras desta faixa etária. O primeiro refere-se às possibilidades expressivas do movimento e o segundo ao seu caráter instrumental.2. etc.

. alguém carregando uma coisa muito pesada. de modo a garantir o acompanhamento seguro das atividades de movimento. coelhinho na toca etc. imitar animais. • • • • • • • • • • • • • 109 . objetos e brinquedos diversos para aperfeiçoamento de suas habilidades manuais. estimulação das palmas das mãos e dos pés. mímicas. enfim.1. fazendo caretas. proporcionar brincadeiras de estátua. na hora do banho.) onde a criança possa manipular grandes e pequenos objetos. sentar-se.. expressando através da música. um pneu. empurrar objetos. imitar a forma de andar dos animais: andar como gato. fique onde está. proporcionar brincadeiras de roda. almofadas. túneis e labirintos construídos com tecidos e caixas. trabalhando a expressividade de cada um e os diversos sentimentos: as crianças farão caretas.. bolas. correr etc. uma bola. brincadeiras e atividades em cabanas. propor brincadeiras que estimulam o contato físico. fazer uso de atividades no espelho. brincar em rodinhas levando a criança a levantar-se. favorecer o desenvolvimento oral (articulação da fala) e corporal por meio da música. veio uma formiga e subiu na minha mão. movimentos na água junto com a criança etc.Manipulação de materiais. garrafas plásticas. uma mãe carregando o filho no colo.. corre-cotia. deitar. Sugestões de atividades Expressividade / Equilíbrio e Coordenação • • • • Realizar. juntamente com as atividades. andar para frente e para trás.”. etc. propor atividades de deslocamento com bambolês. pois a criança age por imitação do adulto).pular como um sapo. andar. • 22. • Exploração do espaço através de atividades com o corpo e objetos. brincar com mímicas faciais. cordas e brinquedos (respeitando a sensibilidade corporal). tapetes.3. colchonetes. organizar atividades envolvendo o jogo simbólico (Ex: circuito – passeio num sítio onde a mesa é a caverna. andar imitando pessoas e objetos: um velhinho. a corda é a ponte.. utilizar brincadeiras para estimular as crianças na manutenção de boa postura (importante que o professor tome cuidados com sua própria postura. contar histórias e pedir que as crianças participem com gestos e mímicas. minhocão. massagens. como por exemplo: “Fui à feira comprar mamão.. brincarão com a própria imagem. esconde/esconde e outras para permitir o desenvolvimento da espontaneidade e da socialização da criança. encaixar etc. etc. proporcionar jogos de imitação (Ex: o sombra). alguém com muita pressa. dramatizando-as. pular obstáculos.

Ao movimentar-se. brincadeiras com água.. banheira ou piscininha plástica. virando a cabeça para o lado. andar sobre a risca. As outras crianças reproduzem as suas posições. atividades e brincadeiras de exploração de características físicas de textura.. levantando um braço ou uma perna. brinquedos sonoros e instrumentos musicais. caixas. material para atividades do faz-de-conta. roupas e acessórios. Recursos materiais • • • • • • • • • • • • • • • • • materiais de diversas texturas. tapetes. etc. corda. pendurar roupas no varal da “casinha”. em fila. bambolês. marionetes. reproduzindo as suas posições. músicas diversas (de ninar. usando todo o corpo: uma criança se movimenta.4. tamanhos. 110 . confeccionados com respeito à sensibilidade corporal. A outra criança faz o papel do espelho. etc. buracos para encaixe de brinquedos e objetos). boliche. argila. caixa de areia higienizada. etc. colocar pregadores de roupa em volta da borda de uma caixa de sapatos. tecidos de diversas texturas. temperatura e plasticidade da terra. brincadeiras de roda ou danças circulares que favorecem o desenvolvimento da noção de ritmo individual e coletivo. brincar de espelho (em par).1. tais como fantasias. virando a cabeça para o lado. pendurar os desenhos e os crachás. formas e cores. como: “ciranda-cirandinha”..) equipamentos de som. TV. clássicas. acertar a boca do palhaço. pesos. fantoches. um atrás do outro. deve obedecer aos sinais. usando todo o corpo: uma criança se movimenta. folclóricas. câmeras e filmadoras. máscaras. argila e água. fazer movimentos como andar. colchonetes. etc. almofadas. 22. torneira externa. encher e esvaziar garrafas. da areia. levantando um braço ou uma perna. levantar objetos leves e pesados. ao som de um estímulo sonoro. pneu. com os braços para a frente a as mãos segurando a cintura do que está à frente. saltar. brincadeiras como: atira lata. água em chuveiro.• • • • • • • • • • • • • • • brincar de seu mestre. imitar a centopéia ou um trem. garrafas. brinquedos. de roda. cabo de guerra. brincadeiras com caixas (entrar e sair da caixa. para exploração de sensações e possibilidade de movimento. brincadeiras com bolhas de sabão. etc. latas. atividades de alongamento muscular e relaxamento psicofísico. bola. quando este cessar. as crianças cessam o movimento.

latas e vidros. 111 . arrastando-se. favorecem o reconhecimento do corpo são os jogos e brincadeiras que envolvam a interação e a imitação como: Siga o mestre. intencionalmente. de combinar o ritmo de seu corpo com o da corda.. flutuar como um floco de algodão.1.. corra!. sem derramar.. Seu lobo. podem-se utilizar vasilhas como garrafas. construindo a sua própria imagem corporal. pedalando. assim como pedir que elas percorram um trajeto com um pé. Podem-se propor jogos de acertar o alvo: lançar bola com uma mão.. personagens de histórias ou músicas.. pular. executando movimentos rítmicos livres.. As cantigas de roda. depois com o outro. também. Desenvolver atividades com a corda é muito importante na medida em que oferece oportunidades de a criança dominar o corpo e o espaço. na dança. puxar.. bem como os efeitos que sua ação pode produzir.5. Para desenvolver habilidades com mãos e dedos. tocando-os. amarrar.. a representação com o corpo . etc.. acrescentando um sentido socializador e estético.. o que o professor deve aproveitar. O professor deve propor exercícios de pular em diversos sentidos. tampar e destampar também são excelentes para o desenvolvimento da coordenação. em que as crianças observem seu próprio corpo e os de outras crianças. também. abotoar. com os pés juntos. correr como um rio. a orientação espacial. sua cadência e seu desembaraço. pule!. sempre tentando acertar dentro de um cesto colocado a alguns metros. • Equilíbrio e coordenação Os exercícios de equilíbrio e coordenação têm um valor para explorar e exercitar os movimentos do próprio corpo. rebole!. são ótimas atividades para desenvolver a percepção de um ritmo comum e a noção de conjunto. como também as percepções visuais. O professor deve propiciar atividades. O espelho constitui-se em uma ótima atividade na qual as crianças aprendem a se conhecer. A representação das experiências observadas e vividas pode se transformar numa atividade bastante divertida e significativa para as crianças como: derreter como sorvete. dance!.. de pernas abertas sobre uma corda esticada etc. desenhando-os. favorecendo a conquista da confiança em si mesma. andar em cima da corda. na ponta dos pés.. etc. brincando. seu ritmo. oportunidades para que as crianças desenvolvam esses movimentos expressivos. saltar. etc. criando. modelar. etc. O professor pode sugerir que as crianças andem livremente para frente. fantasiando e assumindo papéis diversos. com as mãos na cabeça. balançar como as folhas de uma árvore. como também proporcionar atividades lúdicas e prazerosas que exercitem o corpo como um todo.. chutar a bola. para transferir líquidos de um para outro. nas brincadeiras. imitando animais.andar de cócoras engatinhando. jarras. correr. na sua postura. Estátua. etc. voar como uma gaivota. de costas.. dirigidos e espontâneos. etc. A criança pode passar de movimentos espontâneos para atividades integradoras respondendo: a dados verbais ande!.. jogar por cima da cabeça. de forma sistemática. trabalham a coordenação motora....22. pintando-os. sobre figuras desenhadas no chão. são exercícios que desenvolvem a imaginação e a criatividade. Orientações metodológicas • Expressividade Comunicar-se e expressar-se através de movimento faz parte do dia-a-dia da criança nos seus gestos. Atividades que. As atividades de andar.

pintar. sai dela”. contemplar. aberto a perceber. Essa passagem é possível graças à interação da criança com o ato de desenhar e o desenho de outras pessoas. O desenho tem sua importância no fazer artístico da criança e. As modalidades artísticas que podem ser contempladas. pintura. bordados. espaço e volume em produções de desenho. e. reflexão e a sua sensibilidade. Artes Visuais As artes visuais são linguagens e formas importantes da expressão humana. No fazer artístico e no contato com os objetos de arte. ) apresenta um desenvolvimento progressivo que vai da passagem dos rabiscos iniciais da garatuja para construções mais ordenadas (símbolos e figuras). daí ser vista como testemunha da história construída através dos tempos e das influências da cultura. forma. modelagem. esmiuçar. uma linguagem de características e estrutura próprias. cuja aprendizagem acontece na articulação do fazer artístico. dança. pode-se contemplar na Educação Infantil os seguintes aspectos: o fazer artístico. buscar o belo.22. o prazer e o interesse pelo conhecimento e o incentivo à criação. montagens e justaposição de sucata. permitindo. propiciando a criação dos sentidos que o objeto propõe.2. individualmente. a reflexão sobre os conteúdos do objeto artístico que se manifesta. teatro. através da utilização de diferentes materiais que permitem a transformação. estabelecendo novas relações com o que a cerca. entre outros. ampliem e enriqueçam suas experiências. Convém ressaltar que a educação estética não deve limitar-se ao ambiente escolar. observem e atribuam sentido às imagens. Expressam e comunicam sentimentos e idéias através de traço. a imaginação e a cognição da criança. escultura. a criança cria e recria. forma. com o olhar curioso. volume e textura. ou para a construção de produtos decorativos. descobridor. também. cor. brinquedos. na construção das demais linguagens visuais(pintura. expressão e comunicação. as suas emoções e pensamentos. na Educação Infantil. a fim de diversificar a ação da criança na experimentação e na ampliação do repertório de imagens. etc. É preciso sair da escola e ir ver o mundo. Contribuir para a formação da sensibilidade das crianças significa incentivar e criar oportunidades para que elas se expressem. Por meio do desenho. pintura. Piaget afirma que “a arte não entra na criança. a sensibilidade. 112 . a percepção.ponto. Elas integram o pensamento. É concebida como linguagem com estrutura e características próprias. compreensão e expressão. aumentando suas possibilidades de entendimento da realidade. Ela emerge como componente curricular no sentido de promover o desenvolvimento cultural e propiciar abertura para a vivência da afetividade. buscando novos conhecimentos. colagem. comparar. As artes visuais colocam a criança diante de inúmeras possibilidades de comunicação e expressão. pois é uma das formas mais significativas da comunicação humana. utilizando os elementos da linguagem das artes visuais . apreciar e conhecer. colar. formas expressivas. muitas vezes em atividades mimeografadas. com a apreciação e a reflexão. A arte está presente no dia-a-dia da criança. centrado na exploração. sendo as artes visuais um modo de expressão. são as artes plásticas: desenho. Porém. construção tridimensional. com o objetivo de descobrir. estimulando sua imaginação. para que as crianças reconheçam e estabeleçam relações com o seu universo. construção. as produções e os artistas que as produziram. cor. Infelizmente em muitas propostas pedagógicas as artes visuais foram compreendidas como meros passatempos em atividades de modelar. É importante que a criança conviva com produções ricas e desafiadoras e seja capaz de ir além. colagens. perceber e partilhar. a reutilização e a construção de novos elementos e formas. desenhar. a criança revela o seu potencial. linha. A apreciação das artes visuais deve ser fomentada.

pois. apreciação. idéias e interpretações de arte e do fazer artístico. surgindo o “fazde-conta” e verbalizam a respeito de suas criações. As Artes Visuais são a expressão natural da criança. As crianças têm suas próprias impressões. Mesmo assim. ela metaboliza suas experiências e desenvolve sua visão de mundo por meio do cotidiano e do contexto sociocultural no qual se encontra inserida. o que. sentimentos. a faixa etária e as peculiaridades de cada criança para que ocorra o desenvolvimento de suas capacidades criativas. reflexão. pensamentos e realidade por meio da organização de linhas. é possível identificar espontaneidade e autonomia na exploração e no fazer artístico das crianças. Para isso. assim como seu potencial para refletir sobre ela. mas o desenho se destaca por ter uma importância no fazer artístico e na construção de outras linguagens visuais. a repetição e exploração desses movimentos vai proporcionando a construção do conhecimento de si próprio. ela precisa vivenciar. Antes de saber representar graficamente o mundo visual. surgindo os primeiros símbolos. suas idéias ou representações sobre o trabalho artístico que realizam e a produção de arte à qual têm acesso. comunicam e atribuem sentido a sensações. cor. luz. utilizá-lo como passatempo ou reforço de aprendizagem. por si só. do mundo e das ações gráficas. porém. As Artes Visuais devem ser concebidas como uma linguagem que tem características próprias no âmbito prático e reflexivo cuja aprendizagem se dá através dos seguintes aspectos: • • • fazer artístico. Oferecer ao trabalho com Artes Visuais uma conotação decorativa. A fase dos rabiscos e garatujas já se inicia ao final do 1º ano de vida da criança. A Criança e as Artes Visuais Na Educação Infantil. O desenho da criança evolui e passa das garatujas para formas mais ordenadas. suas oportunidades de aprendizagem. formas. são algumas das práticas correntes que devem 113 . justifica sua presença no contexto da educação e de modo especial na Educação Infantil. antes. pontos. o trabalho com Artes Visuais deve acontecer respeitando o nível de desenvolvimento. Nas atividades com desenhos ou criações artísticas as crianças brincam. que desde cedo sofrem influências da cultura. identificar e reconhecer diferentes objetos e funções. sendo. seus trabalhos revelam o local e a época histórica em que vivem. portanto. apreciar e aprender ludicamente o que a arte lhe proporciona em termos de desenvolvimento global. a criança necessita associar.As Artes Visuais são linguagens que expressam. Várias modalidades artísticas são trabalhadas na Educação Infantil. uma das maneiras mais importantes de se expressar e se comunicar.

brincar ao ar livre com areia. explorando suas características. manipulando diferentes objetos e materiais. cheirar etc. O primeiro refere-se ao fazer artístico e o segundo à apreciação em Artes Visuais. colagens e construção produzir trabalhos criativos nas diversas modalidades de artes visuais. água e outros materiais. visto que o interesse e a atenção das crianças dessa faixa etária é de curta duração. materiais industrializados e de confecção caseira. • • • • • • • • 22. explorar materiais. representar idéias e sentimentos. instrumentos e suportes necessários para produções artísticas. observar os interesses e as necessidades do bebê. apreciar os trabalhos umas das outras. 114 .2. propriedades e possibilidades de manuseio e entrando em contato com formas diversas de expressão artística. também. comunicação e produção.2. de meios e de variados suportes gráficos. ampliar o conhecimento de mundo que possuem. a partir do momento em que as crianças possuam condições motoras para manuseá-los. utilizar em trabalhos práticos. desenvolver a expressão artística bidimensional e tridimensional. Conteúdos relacionados ao fazer artístico: • exploração e manipulação de materiais de diferentes texturas e espessuras. considerando-as na proposta de novas ações. as vivências do cotidiano através de desenhos e pinturas.2.1. As Artes Visuais devem visar a um trabalho que cumpra o seu papel de auxiliar no desenvolvimento pleno das capacidades criadoras da criança. É necessário. Conteúdos (conhecimentos e habilidades) Os conteúdos estão organizados em dois blocos. atentar-se para as atividades propostas. interessar-se pelas próprias produções e de outras crianças e pelas obras artísticas apresentadas. materiais e suportes. construindo objetos e maquetes. utilizar diversos materiais gráficos e plásticos sobre diferentes superfícies para ampliar suas possibilidades de expressão.. morder. O Fazer Artístico Para o fazer artístico faz-se necessária a utilização de instrumentos. observar e identificar imagens visuais diversas e imagens artísticas. 22. e o prazer da atividade advém exatamente da ação exploratória. valorizando os trabalhos realizados coletivamente ou individualmente.ser evitadas. Objetivos A prática do aprendizado em artes deve ser organizada de forma a proporcionar às crianças oportunidade de: • • • • • explorar objetos de diferentes matérias-primas por meio dos sentidos: agarrar.

• exploração e reconhecimento de diferentes movimentos gestuais, visando a produção de marcas gráficas; • cuidado com o próprio corpo e o dos colegas no contato com os suportes e materiais de artes; • cuidado com os materiais, com os trabalhos e com os objetos produzidos individualmente ou em grupo; • criação de desenhos, pinturas, colagens e modelagens, a partir de seu próprio repertório e observação do ambiente; • utilização de tintas e massas caseiras confeccionadas pelas crianças ou educadores e obtidas da natureza; • valorização de suas próprias produções, das outras crianças e produção de arte em geral. Apreciação em Artes Visuais Com relação à leitura das imagens, deve-se dar preferência a materiais bastante diversificados e que tenham significado para as crianças, para que estas possam reconhecer e estabelecer relações com seu universo. É aconselhável que as crianças tenham liberdade para realizar tais observações e tecer os comentários que desejarem. Ao realizar tais atividades, o professor pode atuar como incentivador da apreciação e da leitura da imagem. Conteúdo relacionado à apreciação em Artes Visuais: • • • • • • • observação e identificação de imagens diversas; conhecimento da diversidade de produções artísticas como desenhos, pinturas, esculturas, construções de fotografias, colagem, ilustrações, etc; observação dos elementos constituintes da linguagem visual: ponto, linha, forma, cor, volume, textura, etc; leitura de obras de arte, observando, narrando, e descrevendo; interpretação de imagens e objetos; apreciação de suas produções e as dos outros, através da observação dos elementos da linguagem plástica (cor, textura, forma, etc.); apreciação das artes visuais comparando-as com as experiências pessoais.

Reflexão • Compartilhar perguntas e afirmações no contato com as próprias produções e de outros artistas

22.2.3. Sugestões de Atividades • • • • • Levar a criança a imitar formas e figuras por meio da representação; proporcionar exploração de marcas, gestos e texturas; confeccionar tintas e massas com a participação das crianças para observação das propriedades, possibilidades de registro, além de observar transformações; propiciar o contato e a exploração dos elementos da natureza como folhas, sementes, gravetos, flores, insetos etc.; promover excursões aos locais próximos à instituição para extrair materiais para desenvolver atividades;

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• • • • • • • •

• • • •

propor desenhos sobre diversos tipos de superfície como lixa, argila, papel liso, rugado etc.; propor desenhos com uso dos dedos, lápis, pincéis; desenhar livremente, sem intervenção direta, explorando diversos materiais; utilizar técnicas variadas para realização de trabalhos com tinta como esponjas, canudos, carimbos, rolinhos, etc.; realizar com a criança trabalhos de colagem com revistas, papéis diversos, gravuras etc.; propor trabalhos tridimensionais por meio da colagem, montagem e justaposição de sucata selecionada, limpa e organizada provenientes de embalagens diversas; favorecer a articulação das sensações corporais e das marcas gráficas; promover impressão de marcas em papel comprido ou no chão, para que as crianças caminhem e percebam suas marcas (claras/escuras), permitindo percepções das variadas possibilidades de impressão; imprimir com as crianças marcas gráficas utilizando o próprio corpo; proporcionar a confecção de desenhos a partir da observação das situações (cenas, pessoas e objetos), de imagens significativas (histórias), etc; estímulo à observação do sentido narrativo na construção da leitura e apreciação de imagens; exposição dos trabalhos realizados, propiciando a leitura dos objetos por outras crianças e estimulando a valorização das produções.

Sugestões de Técnicas • De desenho: Utilizando carvão para desenhar, “borrar” com o dedo ou chumaço de algodão; Desenho coletivo, utilizando lápis de cera cortado / raspado e cobrir a pintura com tinta guache; Fixar papel pardo na parede e pedir a 3 ou a 5 crianças para desenharem livremente onde uma começa e a outra termina; Desenho com giz molhado / desenho sobre a lixa; Desenho surpresa com lápis de cera branco ou vela, passando uma aguada de anilina por toda a superfície do papel. De pintura: Pintura com esponja molhada em tinta, onde se bate no papel; Pintura direta com Pintura tipo ladrilho – pincel ou sobre desenhos vazados; pingando gotas de tinta guache de várias cores sobre ladrilho ou vidro e cobre-se com o papel, pressionando levemente. A tinta se espalha e a impressão marmoreada fica no papel; Pintura soprada com canudos de refrigerante e tinta guache (com pequeno grupo); Pintura a dedo com goma colorida. Pintura com carbono e água, Pinturas com tintas caseiras feitas por alimentos ( beterraba, repolho roxo, couveflor, etc.) Impressões com uso de carimbos feitos com legumes, objetos, etc.; De recorte e colagem Utiliza-se material diversificado (papel, gravuras, fios de lã, retalhos de tecido, folhas de plantas, palitos, etc.); Quebra-cabeça selecionando figuras de revistas coladas em cartolina e recortadas em formas geométricas;

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Serragem, sementes, areia, casca de ovo quebrado para colar e deixar secar, etc. • De modelagem: Argila, barro, massa de modelar (caseira industrial). De dobraduras Utilizando papel chamex / papel pardo, laminado e seda. As técnicas sugeridas serão integradas aos temas trabalhados de forma interdisciplinar.

22.2.4. Recursos materiais • • • • • • • • • Lápis (coloridos, de cera) e pincéis de diferentes texturas e espessuras; Brochas, carvão, carimbo e rolinhos; Água, areia, terra, argila; Jornal, papel, carbono, papelão, parede, chão, caixas, madeiras, bexiga, barbante, saco plástico, etc.; Cola, massas, folhas, sementes, grãos, flores, caroços, esponja, canudos; Sucata limpa e selecionada; Imagens: ilustrações, desenhos, fotografias, recortes de revistas e propagandas; Objetos artísticos para apreciação: quadros, esculturas, vasos; Máquina fotográfica, filmadora, TV e DVD.

22.2.5. Orientações metodológicas O FAZER ARTÍSTICO É de grande importância o manuseio e a utilização de instrumentos para a construção do fazer artístico pelas crianças da Educação Infantil, tais como: lápis, tintas, papéis, colas e outros, por permitir que as crianças percebam marcas, cores, texturas, além de favorecer a construção de objetos variados a partir do seu repertório e da exploração e utilização dos elementos das artes visuais. O professor deve oferecer oportunidades diversas para que as crianças possam criar suas produções, bem como familiarizá-las com os procedimentos ligados aos materiais a serem utilizados. É necessário oferecer às crianças a possibilidade de contato, uso e exploração de materiais, como caixas, latinhas, diferentes tipos de papéis, papelões, plásticos, embalagens de produtos, pedaços de panos etc., para descobrir as mais diferentes formas de construção. O desenho deve ser livre, sem intervenção direta, explorando e utilizando, em suas criações, os diversos materiais como: lápis preto, lápis de cor, lápis de cera, canetas, carvão, giz, penas, gravetos, papéis, cartolinas, lixas, areia, terra, etc.. As intervenções realizadas contribuem bastante para o desenvolvimento do desenho da criança e devem partir das suas produções já feitas, sugerindo-lhes, por exemplo, que copiem seus próprios desenhos em escala maior ou menor. Esse tipo de atividade serve para a criança refletir sobre sua produção e organizar, de maneira diferente, os pontos, as linhas e os traçados no espaço do papel. Uma intervenção que pode ser feita para que a criança desenhe a partir do que já existe é propor que faça desenhos observado as mais diversas situações, fatos do cotidiano, cenas, pessoas e objetos a fim de ampliar as suas possibilidades de escolher temas para trabalhar, desenvolvendo seu repertório oral e visual e sua linguagem pessoal.

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A confecção de tintas e massas com elementos da natureza (folha, flores, semente, terras) proporciona às crianças excelente oportunidade para que elas descubram propriedades, cores, texturas e possibilidades de registro, além de observarem as transformações ocorridas. As massas caseiras com corantes comestíveis, também são excelentes para modelagens e possibilitam pesquisas com as crianças da existência de locais próximos à instituição, onde possam ser extraídos tipos de barro, como a tabatinga (argila), para trabalhar com as modelagens. Nas atividades de desenho ou pintura, é aconselhável que o professor esteja atento para oferecer sugestões de suportes variados de diferentes tamanhos e formas para serem utilizados, individualmente ou em pequenos grupos, como panos, madeiras, papéis, que possam permitir à criança o gesto solto, o movimento amplo e favoreçam um trabalho de exploração da dimensão espacial, tão necessária a esta fase de desenvolvimento. Com as atividades propostas propicia-se o desenvolvimento da criatividade, da percepção das relações de causa e efeito, das semelhanças e diferenças entre materiais. Outras atividades que devem ser realizadas são as marcas gráficas, trabalhadas em diferentes superfícies, inclusive no próprio corpo, pois permitem a percepção das diversas formas de impressão. Trabalha-se, também, uma mesma informação de diversas formas, elegendo um instrumento, como o pincel, para usá-lo em diferentes superfícies (papel, lixa, argila, etc.) ou um mesmo meio, como a tinta, em situações diversas (soprada em canudo, com esponjas, com carimbo, etc.). As estruturas tridimensionais podem ser desenvolvidas através da colagens, montagens e justaposição de sucatas previamente selecionadas, limpas e organizadas. Os materiais devem ser adequados ao trabalho que se quer desenvolver. É importante que se dê um bom suporte de materiais diferentes para evitar a construção de modelos padronizados. As criações tridimensionais devem ser feitas por etapas, pois exigem diversas ações, como colagem, pintura, montagem, etc. Sugerem-se os projetos como formas de trabalho integrador (a construção de maquetes da cidade, da escola, do bairro, da rua onde mora), para proporcionar atividades que envolvam composição de volumes, equilíbrio, etc. A seleção e a organização de materiais devem ser feitas com muito cuidado, preservando a segurança das crianças, evitando objetos cortantes, tóxicos, ou outros que possam causar danos à saúde das mesmas. Contudo, os recursos devem ser organizados de forma que todos tenham acesso livre e manuseio à escolha dos alunos. Isso contribui para o cuidado individual e coletivo, dando, assim, noções de responsabilidade e conservação. Ao término dos trabalhos, o professor não poderá esquecer, em hipótese alguma, de comentar sobre as produções de cada criança, pois isso colabora com a auto-estima e estimula as criações mais evolutivas, além de fortalecer o reconhecimento, a singularidade de cada um, mostrando que não existe um jeito certo ou errado de fazer arte. APRECIAÇÃO EM ARTES VISUAIS Apreciar artes visuais é fazer leitura de imagens e interpretar ao seu modo. É assim que as crianças fazem a sua construção. Para a leitura de imagens, deve-se eleger a maior diversidade possível de materiais, que façam parte do seu universo, podendo conter animais, plantas, pessoas, objetos específicos às culturas regionais, cenas familiares, cores, formas, linha, etc., muito embora as imagens abstratas ou renascentistas devam ser mostradas, porém é aconselhável que se observe o sentido narrativo que elas atribuem a essas imagens. O professor deve atuar como provocador da apreciação e da leitura das imagens, devendo acolher e socializar as falas das crianças, registrar e acompanhar a sua evolução.

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A criança que está em processo de desenvolvimento a traduz como forma de comunicação oral e expressão corporal para interagir com o mundo. ainda. 119 . que o professor trabalhe temas significativos para que os trabalhos de artes visuais aconteçam em atividades interdisciplinares. oportunizando à criança o contato com artistas locais. quando não sofrem pressões ou inibições por parte do adulto. que poderão servir de apreciação para outras séries. Por meio da música são expressos todos os ritmos existentes na vida em geral.3. O professor poderá explorar cenas ou personagens de historinhas já trabalhadas. Mesmo nos seres inanimados como os do reino mineral há um ritmo nos seus movimentos quando são atingidos externamente. o professor estará promovendo as relações entre as representações gráficas e suas vivências pessoais ou grupais. Música É a linguagem que se traduz em formas sonoras de expressar e comunicar sensações. utilizando espaço e objetos do próprio ambiente. A música é uma combinação de sons e está presente em todas as culturas.É importante elaborar perguntas que instiguem a observação. ou um grande motivo para se preparar uma mostra de trabalhos artísticos dentro ou fora da instituição. também. percepção. onde as informações poderão ser ampliadas de acordo com as possibilidades do grupo. utilizando-os tão logo a atividade termine. As produções das crianças podem virar brinquedos. para dramatização na sala. prazer e ritmo. enriquecendo o seu conhecimento sobre as linguagens das artes. uma vez que o desenvolvimento da auto-expressão é marcante e todas as crianças são capazes de se expressar livremente e de forma original. visitas a exposições. As técnicas a serem aplicadas devem constituir meios de encaminhar as crianças para a criação de sua própria obra e para apreciação e valorização do trabalho do outro. cognição e intuição de forma integrada. A sua utilização na Educação Infantil propõe uma íntima vinculação entre sensações. além de poderem ser arquivadas e documentadas até que percebam seu processo criativo e o montante dos trabalhos produzidos. assim. por meio da organização e do relacionamento expressivo entre o som e o silêncio. Daí a necessidade de o educador não interferir na atividade criadora. podendo ser aproveitadas. É necessário. É importante que o professor esteja atento às particularidades e esquemas de conhecimentos específicos a cada faixa etária e ao nível de desenvolvimento das crianças. sensibilidade. imaginação. procurando trabalhar pensamento. o professor pode descobrir o tema mais significativo para as crianças e criar um espaço para a construção de uma observação mais apurada onde possam observar detalhes. 22. sentimentos e pensamentos. É interessante fornecer dados sobre autores das obras observadas. O trabalho com objetos e imagens da produção artística local ou regional poderá ser feito. pois as crianças sentirão prazer em identificá-las. a descoberta e o interesse das crianças como: O que você mais gostou? Como será que o artista conseguiu estas cores? Que instrumentos usou? A partir dos questionamentos.

afetivo e cognitivo. cantigas de ninar. inicia um processo de musicalidade de forma intuitiva. etc. assim. sendo estes momentos significativos no desenvolvimento afetivo e cognitivo. Nessa faixa etária a criança não deve ser treinada para a leitura e escrita musical. duração. das pedras. chorar os mortos. Não há como conceber a existência da criança sem a música em suas diversas maneiras de acontecer.A musicalidade está no movimento do mar. pois as crianças. tem revelado sua importância singular. O que caracteriza a produção musical das crianças nesse estágio é a exploração do som e de suas qualidades. que ofereça brincadeiras cantadas. nesta fase. A música não deve servir apenas para formar hábitos. Por si só ela contribui para o pensamento criativo. apreciação e reflexão. Os bebês estimulados por estes jogos tentam imitar e responder. ela não pode ser vista como um produto pronto e acabado que serve para ser reproduzido mas sim como uma linguagem cujo conhecimento se constrói e que abre espaço para atividades de criação. O uso da música. parlendas. o ambiente sonoro. integrando-se às outras 120 . a criança explora o meio circuncidante e cresce. portanto. como auxiliar no desenvolvimento da criança. Existe música para ninar. na Educação Infantil. fazer-se ouvir. através das canções. onde expressa e comunica sentimentos e pensamentos na interação entre o som e o silêncio. do ponto de vista emocional. Entendendo a música como meio de expressão e uma forma de conhecimento acessível às crianças de 0 a 3 anos. percepção. possuem um verdadeiro fascínio por tais atividades e sons. de acordo com os costumes e momentos próprios de cada povo. Para SNYDERS. É necessário que o adulto cante melodias curtas. do pulsar do coração. A Criança e a Música A música é um dos diferentes recursos que contribuem para o desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. com rimas. que são a altura. desenvolvendo. criando formas de notações musicais com a orientação dos educadores. do vento. pois é uma linguagem rica e dinâmica que se traduz através de sons. O mais importante é que ela possa ouvir. dançar. um vínculo com o adulto e com a música. atitudes e comportamentos ou para outros propósitos (realização de comemorações e memorização de conteúdos). intensidade e o timbre. cantar e tocar muito. etc. Para as crianças de 0 a 3 anos.. em diferentes e variadas situações.. Está presente em todas as culturas e em todas as situações da vida humana. pois. o ensino da música pode fazer ouvir e. mas para relacionar-se ao contexto educacional de forma prazerosa. brincar. Proporcionar a escuta de diferentes sons ambientais ou de brinquedos sonoros é uma fonte de observação e descoberta do bebê.

ouvir e apreciar produções musicais atuais e antigas. deve reportar-se ao contato com a música em suas diversas formas e estilo. MPB.3.de diferentes materiais.1. brincar com a música.3. ela. infantis etc. que deverão ser alcançadas com o trabalho de musicalidade. recriar. participação em brincadeiras e jogos cantados e rítmicos. estimulando o gosto pela música no sentido de propiciar o desenvolvimento de habilidades. sem deixar de lado questões especificamente musicais. composição e da interpretação. Fazer Musical O Fazer Musical ocorre por meio da improvisação. afetivo e motor. expressão e produção do silêncio e de sons com a voz. sendo trabalhada de forma criativa. • • • Exploração. de forma integral. brincar com a música. o entorno e materiais sonoros diversos. A observação da espontaneidade da criança frente à música pode proporcionar excelente material de estudo de seu desenvolvimento cognitivo. inventar e reproduzir criações musicais. imitar. Podem ser usadas músicas do cancioneiro popular. interpretação de músicas e canções diversas. 121 .áreas de conhecimento. perceber e ouvir eventos sonoros diversos. imitar e reproduzir canções. Apreciação Musical A Apreciação Musical refere-se à audição e interação com músicas diversas. Conteúdos (conhecimentos e habilidades) Os conteúdos estão organizados em dois blocos. o ser humano. Objetivos O desenvolvimento das capacidades e possibilidades da criança de 0 a 3 anos. compondo. pois.2. A construção do conhecimento dessa arte. explorar e expressar sensações. O primeiro refere-se ao Fazer Musical e o segundo à Apreciação Musical. sentimentos e pensamentos. além de provocar movimentação interna ou externa. pois ela é uma arte que pode atingir. A escuta musical deve fazer parte do cotidiano e deve integrar várias atividades. ampliar repertório musical. formulação de hipóteses e de elaboração de conceitos. produzir música com instrumentos existentes ou construídos. o corpo. improvisando e interpretando músicas variadas. erudita. fontes e produções musicais em diferentes ambientes e situações. permitindo-se à criança vivenciar e refletir sobre questões musicais. regionais. 22. 22. são: • • • • • • • Observar. provocará respostas criativas das crianças. em qualquer proposta de trabalho.

chocalhos. guizos. brincadeiras com água e brinquedos sonoros alternando som e silêncio. músicas infantis etc. audição de música sem texto. percussão e sopro). populares. jogos de mãos. com cantigas de letras simples. promover passeios pelo ambiente escolar oferecendo oportunidades de ouvir e explorar os sons de cada espaço. levar a criança a ouvir e aprender canções. gravação das produções e interpretações das crianças.3. cancioneiro infantil. brincadeiras com palmas e gestos sonoros e corporais. imitação de sons vocais. apreciação. jogos que integram músicas e movimentos corporais/dança. composição e criação de pequenas canções/rimas. em atividades externas. violão. participar de situações que integrem músicas. Sugestões de Atividades • • • • • • • • • comunicação e expressão do som e do silêncio. vivência musical por meio de atividades lúdicas (Ex: dobradura). apreciação e manuseio de materiais sonoros (corda. MPB.). fracos e fortes e o timbre. interação e escuta de músicas variadas (gêneros. confecção de instrumentos e materiais sonoros com as crianças. realizar. sonorização de histórias (contos de fada.. brinquedos sonoros e instrumentos musicais tais como: tambores. durante o banho. integrando melodia. deve-se utilizar esse espaço para cantar e brincar com sons próprios das crianças. pesquisa sobre os instrumentos musicais pesquisa sobre os valores musicais de sua cultura. promover a escuta e a exploração de sons: graves e agudos. sinos. levando em consideração o nível de habilidade de cada turma. reconhecimento dos sons da natureza. apitos. pratos. corporais e produzidos por instrumentos musicais. harmonia e ritmo. para o desenvolvimento da imitação e audição. • • • • • • • • • • • • • • • • • • 122 . estimular a produção de sons diversos por meio da imitação (vozes de animais. brinquedos cantados e rítmicos. 22. canções e movimentos corporais.3. criações do grupo) através de sons vocais. jogos de improvisação. corporais. os sons da natureza. contar histórias enfatizando os sons existentes. propiciar a escuta de diferentes sons produzidos por brinquedos sonoros. batidas de pés. ruídos. gravação de diversos sons. produção literária.. inclusive a voz das crianças para reconhecimento posterior. construção de bandinhas. regional. etc. pesquisa sobre as obras ouvidas e seus compositores.Não se deve ouvir rádios comerciais de interesse exclusivo do adulto durante o trabalho na rotina das creches. • • • Escutar e apreciar obras musicais variadas. exploração. atividades de canto. curtos e longos. palmas.. povos. rodas e cirandas. de outros países. etc. clássicas. estilos) – Ex: eruditas.. atividades lúdicas e embalo com canções de ninar.

• • • • proporcionar a participação em jogos e brincadeiras cantadas. brilha estrelinha Dorme. tê. 123 . Exemplos: Acalantos Boi da cara-preta Brilha. tério. salamê. Lá em cima do piano. Fui no cemitério.. ladrão. upa.. brincos e parlendas. canções.. Rei capitão. curtos ou longos (duração). Doce perguntou ao doce.. dune... serra.. acalantos. cavalinho Parlendas Hoje é Domingo. Tempo perguntou ao tempo.. pé de cachimbo.. brincar de karaokê Reflexão • Os acalantos e brincos são formas de brincar musical característico da primeira fase da vida da criança. soldado. neném Mamãe Brincos Serra. promover a exploração livre dos sons graves e agudos (altura)... proporcionar brincadeiras que envolvam melodias. forte ou fraco (intensidade)... serrador Palminhas de guiné Dedo mindinho Upa.. Uni. tério.

para a direita e para a esquerda. • Coco – Cortar um coco pela metade (limpar. pa (forte) pa. de modo que fiquem soltas e possam soar. como se fosse eco. Construir instrumentos musicais: • Pratinelas . • O som do carro que passou. o seu pezinho bem juntinho com o meu.... com tampinhas amassadas. pa. os pares movimentam-se de braços enlaçados. • Chocalho – Encher latas de cerveja com sementinhas ou pedrinhas. não vá dizer que você já me esqueceu.(silêncio). • Um relógio fazendo o seu tic-tac. • Um passarinho cantando. ri. depois. porque fizemos silêncio! Expressão corporal com jogos e cantos regionais folclóricos Ai bote aqui. • bater com algum objeto em algum lugar. • Guizo – Tampinhas amassadas. • Pa... pa. movimentando o pé direito para frente e para trás. Criança com as mãos na cintura. E depois. No segundo verso. Pendurá-las num arame.. (fraco) • Ma. não vá dizer que você já me esqueceu. lá. presas em aberturas nas laterais.Quando o relógio bate a uma. a (forte) Ma. (dança da caveira) Todos atentos. Explorar sons fortes e fracos no ambiente da sala de aula Bater de duas maneiras nos objetos da sala de aula: . pessoas falando. • Pandeiro – Lata de goiaba sem um lado. tumba. Formação: Roda. pa. Emitir sons fortes com a voz e. • Crianças gritando. ouvindo os sons e ruídos que vêm lá de fora. Movimentação: Pular de acordo com o ritmo. O professor pergunta aos alunos quais foram os sons ouvidos. ah. • Vozes. ah. • A campainha tocando. ah. ai bote ali o seu pezinho. a (fraco) 124 .. ri. • Pau de rumba – Dois pedaços de cabo de vassoura. Foi possível ouvir. catumba. E depois. ou criar um modelo diferente. • Tambor – Latas vazias sem um dos lados – pintar. pintar). suave.Amassar tampinhas de garrafa e prender numa madeira com um prego.. • Reco-reco – Fazer caneluras em um pedaço de cabo de vassoura. (fraco) • ah. ah (forte) ah.Três vezes forte – três vezes fraco: • no chão com os pés. • batendo palmas.

pratos. garrafas de plásticos. para estimular apreciação e produção musical. músicas infantis. devem ser realizados nas escolas. ti. O brincar com a música. na (fraco) 22. grãos. É necessário que o professor de Educação Infantil. deve fazer parte de um todo. ritmos folclóricos. emoções e a criatividade da criança. tampas de panela). latas. tambores. Deverão ser organizadas oficinas para a construção de instrumentos musicais que estimulem a pesquisa.3.4. etc. cantando e brincando com as crianças. Músicas diversas (músicas de ninar. O ato de escutar músicas variadas. para que elas sejam capazes de ouvir sons ao seu redor com atenção. Instrumentos musicais (chocalhos. além de confeccionar os instrumentos. Jogos com movimentos. especialmente sem legenda.5. através da música. criem músicas com eles. Orientações metodológicas Nas Instituições de Educação Infantil. através da dança. falando. buscando valorizar a linguagem musical. integrando. 22. a imaginação e a capacidade criativa das crianças. pedrinhas.).• Pau. etc. ti. o valor expressivo e cultural. lo (forte) Pau. etc. cantigas de roda. Os conteúdos apresentados. intensidade e timbre. músicas clássicas. Cantar e ouvir músicas. Material de sucata para confecção de instrumentos musicais (tampinhas. cabo de vassoura.Recursos materiais • • • • • • • • Brinquedos sonoros. os costumes e os hábitos. discriminação. comunicando e expressando. apitos.). cornetas. intencionalmente ou não. sinos. selecionando e utilizando materiais diversos. etc. respeitando-se o nível de desenvolvimento mental das crianças. etc. para fazer a sonorização. Equipamento de som. pois a escuta é uma das ações fundamentais para a construção do conhecimento referente à música. os conteúdos devem ser organizados. Outra atividade também interessante é utilizar histórias infantis. reconheça. o que os meios de comunicação estão transmitindo e os diversos estilos de música (erudita. O conto de fada e as próprias criações das crianças são materiais 125 . Microfone e gravador. como: caixas de papelão. tubo de PVC. os sentimentos. junto com as crianças.. violão. É importante que o professor aproveite a experiência dos artesãos locais para que. na área de música. trabalhando a percepção auditiva. entenda e respeite como as crianças se expressam musicalmente. sensibilizese. MPB.3. a grande diversidade cultural de nosso país. ou com os jogos e brinquedos musicais constitui importante fonte para o desenvolvimento da expressão musical.) são oportunidades significativas de resgatar o repertório musical da comunidade. A regionalização. estão organizados em dois blocos: o fazer musical e a apreciação musical. ao trabalhar o fazer musical. gaitas. das comemorações de datas festivas e das apresentações teatrais. na (forte) Cris. o interesse demonstrado diante de situações criadas. guizos. lo (fraco) • Cris. quanto à musicalidade de nosso povo. Colheres.

e que a sua evolução oral vai do balbucio à articulação correta das palavras. cores. uma vez que ela está presente no cotidiano da criança e na prática escolar. rimas com os próprios nomes dos colegas. Na Educação Infantil. etc. de frases completas. observando que qualquer trabalho que possibilite o incentivo à criatividade das crianças exige. a fala tem a ver mais especificamente com a boca.4. o trabalho com a linguagem constitui-se em um dos seus eixos básicos. transformando-se em atividades ricas e prazerosas. a construção de conhecimentos e o desenvolvimento das estruturas de pensamento. ensinadas uma a uma. descobrindo sons.ótimos para sonorizar com a voz. a boca tem um papel fundamental na vida da criança até os 2 anos aproximadamente. A música contribui para esse processo de construção. O professor poderá utilizar jogos musicais variados para que a criança improvise. é necessário que o professor respeite o modo de perceber. E esta ampliação das possibilidades e capacidades de comunicação e expressão e o acesso ao mundo letrado se dá por meio do desenvolvimento gradativo de quatro competências lingüísticas básicas: falar. ao favorecer a recepção de informações de modo espontâneo e internalizá-las de modo fácil e significativo. o bebê está imerso num mundo de sons que lhe chegam em forma de vozes humanas e ruídos do ambiente. nas canções. 22. desejando ser falantes e necessitando se expressarem por intermédio da fala (até então se expressavam por meio de gestos e choros para demonstrar as suas necessidades). É fundamental que o adulto estimule a fala e valorize suas diferentes produções orais. percebendo a necessidade da fala. como também estimulando a criação de pequenas canções com base nas experiências musicais que já possuem.Como também a linguagem escrita não pode se restringir à cópia de vogais ou consoantes. Linguagem Oral e Escrita Desde o nascimento. escutar. imitando e acompanhando ritmos diversos. 126 . Aprender a linguagem oral e escrita é ampliar as possibilidades e capacidades de participação nas práticas sociais. devido à importância da apropriação da língua com seus significados culturais para a interação social. nos significados culturais pelos quais se interpreta e representa a realidade. sentir e pensar da criança em cada momento de sua vida. Como a gestualidade tem a ver com o corpo todo. O trabalho com a linguagem oral não pode se restringir a rodas de conversa ou a algumas atividades dirigidas. Para realização de um trabalho comprometido. o corpo e objeto. nomes de frutas. sendo estimulado e organizado em relação a si mesmo e ao mundo com o qual está interagindo. podendo utilizar. Com isso. Por meio das diversas utilizações da fala dos adultos é que as crianças vão construindo o sentido. ler e escrever. do professor. esforço e competência para tornar as atividades prazerosas para as mesmas. mas não se reduz a ela. Damos conta que a construção da oralidade pela criança passa pela conquista da fala.

“não esperando a permissão dos adultos para começarem a pensar sobre a escrita e seus usos”(Brasil. A emissão dos primeiros sinais comunicativos da criança ocorre por meio do choro.. Quanto mais as crianças forem estimuladas a falar em diferentes situações. Por meio da interação entre adulto e criança. antes de expressar-se oralmente. explicar regras de um jogo ou brincadeira. dar um recado. por meio do diálogo. nas situações que tenham significado para a criança.. etc.O aprendizado da linguagem oral ocorre dentro de um contexto. histórias em quadrinhos. A criança se expressa por meio de vocábulos que se iniciam com o balbucios que passam por emissão de certos sons como: “aaa. p. “eee. o que se dá na medida em que todos se comunicam e expressam seus sentimentos e idéias. Linguagem A linguagem. placas de ônibus. etc. pois a competência lingüística abrange as capacidades de entender como de ser entendida.3. contar o que aconteceu em casa ou o que fez no fim de semana. seja oral ou escrita. transmitir um recado. sorriso e gestos. fatos.. 2001. mais elas poderão desenvolver a sua capacidade comunicativa. jornais. Além da linguagem 127 . que são fases distintas até chegar à articulação correta das palavras no processo do desenvolvimento da linguagem oral. tais como: letreiros. contar uma história. livros. Em relação à leitura e à escrita. como contar histórias. antes mesmo de ingressarem na escola. explicar uma brincadeira. para formas mais complexas e abstratas. A linguagem infantil vai evoluindo de um sistema de formas muito rudimentares e concretas. vivenciada em diversos contextos. embalagens. propiciará o desenvolvimento de sua linguagem de forma significativa.”. As crianças estão em constante contato com a linguagem escrita através de diferentes tipos de textos. A aprendizagem da fala pelas crianças não se dá de forma desvinculada das suas sensações e desejos... a linguagem vai sendo construída e evoluindo gradativamente dentro de uma estrutura lingüística. o processo de letramento se dá em situações significativas no brincar. v. Dar oportunidade à criança de relatar experiências. pedir informação. dentre elas. tanto nas suas relações sociais do cotidiano. sendo que desta forma ela estabelece uma interação com o adulto e o mundo. comentadas anteriormente. constitui-se num dos elementos que mais possibilita à criança sua inserção e participação nas práticas sociais. O recém-nascido desenvolve sua capacidade de comunicação que antecede o desenvolvimento da linguagem.122). cartazes. A criança e a linguagem A linguagem está presente na vida das crianças.”. quanto na prática das instituições de educação infantil. em atividades lúdicas em ambiente letrado. as que a criança pode vivenciar a imitação e recriação da realidade e utilizar recursos da linguagem oral e escrita.

o que é interpretado e compreendido pelos adultos. Portanto. idéias e desejos nas aproximações sucessivas com a fala do outro. para serem ouvidas. gradativamente. nas músicas. já iniciam o seu entendimento da função e significado da escrita e quando são desprovidas desse ambiente letrado cabe à escola suprir as lacunas com diversos portadores de texto e atividades estimuladoras do hábito de leitura. escreve uma carta. vão se desenvolvendo. no escrito. escrita de leitura de textos e histórias. Para cada necessidade ele exprime um som diferente. Esses contatos não se fazem apenas no nível oral. num processo de aproximações sucessivas com a fala do outro. Sua participação em atos de linguagem propiciará a construção da linguagem oral. mas ocorre de forma articulada com o pensamento e explicitação de atos. ao se comunicar com os bebês. A língua falada antecede a escrita e desde muito cedo os pequenos se comunicam articulando sons e gesticulando.falada. que é diferente de quando é por fome. por intermédio também de gestos. Nas brincadeiras de faz-de-conta. elaborando hipóteses sobre os processos de leitura e escrita que variam dentro da mesma faixa etária. as crianças vão experimentando suas descobertas e enriquecendo-as para estabelecer sua comunicação. por desconforto. A partir daí vão testando suas hipóteses e associando outros dados para a elaboração da sua linguagem. Elas vão. Aos poucos eles vão se apropriando da fala do adulto que. Deve-se então propiciar à criança um contato rico com materiais escritos. Neste processo. a partir daí. aprender a falar não consiste apenas em memorizar sons e palavras. por dor. gibis e rótulos. por meio do choro. compreendidas e obterem respostas. rimas. o processo comunicativo ocorre também por meio da linguagem gestual. utiliza desde uma linguagem breve. dependendo do grau de experiência que cada uma tem com a linguagem escrita. livros. linguagem corporal etc. A partir do 1º ano de vida a criança já tenta entender os significados dos sons que ouve e procura utilizá-los para se fazer entender.. ou por sono. parlendas. corporal e escrita. até se apropriarem da fala. sentimentos. É nessa interação que o bebê constrói sua linguagem. A ampliação dessas capacidades dar-se-á gradativamente por meio de sua participação nas conversas cotidianas. A partir de 2 ou 3 anos de idade a criança pode começar sua reflexão sobre o mundo da escrita. no diálogo com outras crianças e com os adultos. simples e repetitiva até frases mais complexas. a participação oral das crianças deve ser estimulada de formas variadas em diferentes contatos propiciados pelo professor. lê uma notícia de interesse das crianças. escuta e canto de música. de falar no telefone. A necessidade de se comunicar do bebê inicia-se muito cedo. revistas. nas situações cotidianas. Assim. mas também. jogos verbais. os bebês vão estabelecendo suas vocalizações e tentativas de comunicação. propagandas. suas necessidades. Ele se esforça para expressar seus desejos. em brincadeiras. jornais. sinais. Surgem as perguntas: O que está escrito aqui? Lê uma história prá mim? É a percepção de que a escrita está representando alguma coisa. Quando as crianças vivem em ambiente letrado. Quando o educador prepara um convite para reunião de pais. lê um bilhete deixado por outro professor está 128 .

Conversar e cantar. necessidades e sentimentos por meio da linguagem oral contando suas vivências. familiarizar-se aos poucos com a escrita por meio de participação em situações nas quais se faz necessário o contato cotidiano com livros. participação em situações cotidianas nas quais se faz necessário o uso da leitura e da escrita. valorizar a relação adulto–criança e criança. levando a criança a reconhecer-se como ser que interage consigo e com outros elementos.4. trava-línguas etc. que é ainda mais importante para as crianças provenientes de comunidades onde tiveram pouca oportunidade de presenciar atos de leitura e escrita. 22. necessidades e sentimentos. como contos. interessar-se pela leitura e contação de histórias. nas diversas situações de interação presentes no cotidiano. Objetivos • Participar de várias situações de comunicação oral. Para isso. ao trabalho desenvolvido nas diferentes faixas etárias. Sugestões de Atividades • Conversar com os bebês e crianças pequenas.3. com o bebê para intensificar a relação afetiva e desenvolver a linguagem. e à diversidade de situações pedagógicas em um nível crescente de desafios. etc. relatar suas vivências e expressar desejos.criança para o desenvolvimento da linguagem.4. etc. O desenvolvimento da linguagem pressupõe interações com outros falantes da língua materna do sujeito com os quais ele possa se comunicar e a apresentação das diversas formas de linguagem. sentem. revistas. comunicar-se. histórias em quadrinhos. • • • 22. Instigar a emissão de sons e a pronúncia de pequenas palavras carregadas de significado para o bebê. músicas.integrando atividades de exploração dos recursos da leitura e escrita e proporcionando às crianças um ambiente alfabetizador.2. a continuidade em relação às propostas didáticas. histórias em quadrinhos etc. feita pelos adultos.1. ao mesmo tempo. necessitam. Conteúdos (conhecimentos e habilidades) A organização dos conteúdos de linguagem oral e escrita deve-se subordinar a critérios que possibilitem. • • • 22.4. poemas. para interagir e expressar desejos. revistas. parlendas. frequentemente. são propostos eixos de conteúdos como: • uso da linguagem oral para conversar. observação e manuseio de materiais impressos como livros. ajudando-os a expressarem-se e apresentando diversas formas de comunicar o que desejam. participação em situações de leitura de diferentes gêneros. vontades. 129 • • ..

Incentivar a fala da criança nos diálogos. bilhetes. fantoches e mímicas. passeios realizados. cenas. dessa forma a expressão de seus pensamentos. personagens. anúncios. canções. deixando que as crianças criem diversas situações. Situações de identificação do nome falado e escrito quando se fizer necessário. a roda de conversa.. entrevistas com as crianças. Dialogar. bolsas e outros objetos de adulto. Direcionar a ação pedagógica de forma a criar situações de fala e compreensão da linguagem (gravar fala. Incentivar a criança a recontar pequenas histórias ou contar uma notícia. títulos.) Atividades de canto e escuta musical.dor. contando os acontecimentos vividos no seu dia-a-dia. nos diálogos criados. etc. Atividades em que a criança descobre o sentido do texto apoiando-se nos mais diversos elementos. argumentar. etc. Proporcionar dramatizações de histórias com máscaras. como figuras. parlendas. música. com a escuta de histórias. Contar histórias e levar a criança a comentar. trava-línguas etc. Disponibilizar livros e revistas para folhear e nomear figuras. ainda que não o façam de forma convencional. Participação em situações nas quais as crianças leiam. revistas. placas. gravuras. conhecimentos prévios. pelas crianças. Estimular a interação com outras crianças e adultos. em parlendas. Participação em situações de atenção aos aspectos sonoros da linguagem. rótulos. Conhecimento e reprodução de jogos verbais: travalínguas. etc. Participação em situações cotidianas nas quais se faz necessário o uso da leitura e escrita (o professor sendo escriba) como: recados. história em quadrinhos. Valorizar as conversas com os colegas. poesias. Descrição de personagens. escuta e compreensão da linguagem. Imitação de personagens e animais. como por exemplo. Propiciar brincadeiras de teatrinho usando roupas. letreiros. Participação em experiências que envolvam situações de explicar. Uso da linguagem oral em situações práticas do cotidiano (regras de convivência). 130 .. previamente selecionadas. permitindo. tristeza. objetos e gravuras. com ou sem reprodução oral. sapatos. nas rodinhas etc. Gravação de diversas situações de oralidade para escuta e identificação posterior de quem e do quê foi produzido. quadrinhas. etc. Observação e manuseio de materiais impressos como livros. revistas.. informativos. notícias ou curiosidades. quadrinhas. adivinhas e poemas. emitir idéias e pontos de vista. casos e histórias ouvidas em casa. avisos. bulas.• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Atividades com criação de diversas situações de fala. Uso da linguagem oral e escrita em situações diversas. do que foi escutado. notícias de jornais. como ritmo e rimas. Atividades de momento de leitura. etc. na troca de roupas e na hora do banho. Aprender a ouvir e respeitar as opiniões dos outros.. Participação nas situações em que os adultos lêem textos de diferentes gêneros como: contos. quadrinhas. Adquirir o gosto pela leitura a partir da diversidade de textos e das diferentes técnicas favoráveis a compreensão. deixando a criança expressar verbalmente suas idéias e conhecimento do mundo com liberdade. fato que viu na TV etc. Representação das emoções: alegria.

Exemplo: Um..Explicação sobre o que é parlenda. .• • • • • • • Deixar a criança transmitir recados simples. Levar a criança a falar o nome das pessoas. Levar livros para casa. .Cantar a partir das imagens (se for desenho). Trabalho com Música Trabalho com a música a partir de um filme ou texto no papel pardo. feijão no prato Cinco. Cartão de rotina(na roda). Exemplo: A casa Era uma casa Muito engraçada Não tinha teto Não tinha nada. . . quatro. . através da recitação. Atividades: . . comer biscoito Nove.Pesquisa de outras parlendas. É um tipo de texto que permite elaborar inúmeras atividades de leitura. a construção da leitura e da escrita. rápido).. . em forma de pequenos versos rimados do nosso folclore que têm como objetivo facilitar. explorando quadro a quadro. interpretação e produção de texto. feijão inglês Sete. 131 .Ilustração da parlenda.Apresentação da parlenda (cartaz ilustrado).Brincar com a parlenda repetindo até as crianças memorizarem.Dramatização da parlenda. pronunciando corretamente as palavras.Leitura em forma de jogral.Leitura do texto pelo professor – para identificação das palavras. dois. Brincadeiras de adivinhas. dez. . objetos e locais que estão por perto. comer pastéis Atividades: . feijão com arroz Três. . seis.Leitura do texto e conversa com a criança sobre sua casa. Hora da novidade (roda). Incentivar o reconhecimento de rótulos. Trabalho com parlendas • As parlendas são lendas cantadas ou faladas. oito.Apresentação do filme ou do texto. .Trabalho com a tonicidade e ritmo (recitar devagar.

Aparelho de som com gravador e microfone. histórias em quadrinhos. suportes de leitura e escrita. primeiro das imagens. Acervo para brincadeiras no faz-de-conta (roupas.4. cantigas de roda. organizados com a ajuda das crianças. acessórios. . -Vivência e dramatização da história. Atividades: . por ti e por mim. . Poesia: O Espantalho Maria Cândida Mendonça Olá. clima emocional.Trabalho com história Com o livro infantil NOME DO LIVRO: O aniversário AUTOR – Mary e Eliardo França EDITORA – Ática Atividades: -Apresentação do livro a partir da capa explorando os personagens (Os Pingos) e o autor. ritmos folclóricos.Apresentação de poesia no papel pardo ilustrado. Espantalho. são vividos e revividos ao serem trabalhadas as poesias.Leitura feita pela professora. TV e DVD. 132 . espantalho. Deixas-me tão triste. pelo humor e pelo lúdico perpassado pela comunicação. vivenciando o conteúdo da poesia. Figuras diversas. pela emoção que imprime. -Criação de suspense a partir de cada página. musicalidade. força persuasiva. -Recriação da história com os mesmos personagens. etc. máscaras.)..Dramatização com mímicas. revistas. espantalho! Que fazes aí? Espanto os pardals daqui e dali Não te sentes tristes no mesmo lugar? É o meu destino não posso mudar. etc.. músicas clássicas. enciclopédias.). Recursos materiais • • • • • Acervo de livros e outros materiais como histórias infantis. jornais. Trabalho com poesia A poesia tem papel fundamental na formação do homem criativo. Músicas diversas (músicas de ninar. -Ilustração da história. 22. motivos. O tempo. beleza de forma e de conteúdo. -Ouvir as sugestões e respostas das crianças sobre o título: o que vai acontecer? Aniversário de quem? -Leitura. espaço. não fales assim. fantasias. fantoches.4. pela harmonia que espalha. depois do texto pelo professor. músicas infantis.

desde muito pequenas. uma das tarefas da educação infantil é ampliar. A importância dos livros e demais portadores de textos é incorporada pelas crianças. dando um sentido mais amplo para a leitura. para ser lido junto com seus familiares. de troca de fraldas são exemplos dessas situações. ele permite às crianças construírem um sentimento de curiosidade pelo livro (ou revista. revistas. Nesses momentos. no parque debaixo de uma árvore. sem infantilizações e sem imitar o jeito de a criança falar. o significado que o adulto atribui ao seu esforço de comunicação fornece elementos para que ele possa. etc. aos poucos. em situações que permitem a atenção e a escuta das crianças. numa atividade específica para tal fim. etc. gibis. deixando-se envolver por ela. necessitam. A ampliação da capacidade das crianças de utilizar a fala de forma cada vez mais competente em diferentes contextos se dá na medida em que elas vivenciam experiências diversificadas e ricas envolvendo os diversos usos possíveis da linguagem oral. escuta e compreensão da linguagem. etc. As crianças. independentemente da idade delas. a música e a escuta de histórias também propiciam o desenvolvimento da oralidade. perceber a função comunicativa da fala e desenvolver sua capacidade de falar. fornece às crianças um repertório rico em oralidade e em sua relação com a escrita. apresentando-lhes diversas formas de comunicar o que desejam. O ato de leitura é um ato cultural e social. gibi. Nessas interações.22. que seja aconchegante e no qual as crianças possam manipulá-los e "lê-los" seja em momentos organizados ou espontaneamente. Além da conversa constante. ressignificando-a e resgatando-a sempre que necessário. deve escutar a fala da criança. também. Isso significa que o professor deve ampliar as condições da criança de manter-se no próprio texto falado. A leitura pelo professor de textos escritos. Compartilhar essas descobertas com seus familiares é um fator positivo nas aprendizagens das crianças.4. etc. integrar e ser continente da fala das crianças em contextos comunicativos para que ela se torne competente como falante. dando atenção para a inteligibilidade e riqueza do texto. é importante que o adulto utilize a sua fala de forma clara. sentem.) e pela escrita. ajudando-os a se expressarem. o canto. em voz alta. Deixar as crianças levarem um livro para casa.. As diversas situações cotidianas nas quais os adultos falam com a criança ou perto dela configuram uma situação rica que permite à criança conhecer e apropriar-se do universo discursivo e dos diversos contextos nos quais a linguagem oral é produzida. Orientações metodológicas A aprendizagem da fala se dá de forma privilegiada por meio das interações que a criança estabelece desde que nasce. Para tanto. Quando o professor faz uma seleção prévia da história que irá contar para as crianças. Portanto. eleger a linguagem oral como conteúdo exige o planejamento da ação pedagógica de forma a criar situações de fala. podem construir uma relação prazerosa com a leitura. Considerando-se que o contato com o maior número possível de situações comunicativas e expressivas resulta no desenvolvimento das capacidades lingüísticas das crianças.5. de alimentação. As conversas com o bebê nos momentos de banho. É importante que o professor converse com bebês e crianças. é um fato que deve ser considerado. para a nitidez e beleza das ilustrações. seja na sala. antes de dormir. E estar sempre atento e 133 . quando o professor organiza o ambiente de tal forma que haja um local especial para livros.

interessado. faz-se necessário respeitar as especificidades das fontes. Natureza e Sociedade As crianças. culturais. porém. o que prejudica a construção de conhecimentos sobre a diversidade de realidades sociais. Isso. Ouvir atentamente o que a criança diz para ter certeza de que entendeu o que ela falou. aprendem sobre o mundo por meio de sua interação com o meio natural e social em que vivem. É necessário que as crianças tenham contato com diferentes elementos. sempre buscando trabalhar com a interlocução e a comunicação efetiva entre os participantes da conversa. Os professores devem funcionar como apoio ao desenvolvimento verbal das crianças. 22. presente e passado. dependendo da situação. desde muito pequenas. Os mitos e as lendas. fenômenos e acontecimentos do mundo. se entendeu mesmo o que ela quis dizer. como "água". O conhecimento científico socialmente construído e acumulado historicamente se difere das outras formas de explicação e representação do mundo. o trabalho a ser realizado dentro desse eixo deve proporcionar às crianças experiências e comparações que possibilitem uma aproximação do conhecimento das diversas formas de representação e explicação do mundo social e natural para que assim 134 . que através do tempo. apresentando diferentes respostas para as perguntas sobre o mundo social e natural. O trabalho a ser realizado com os conhecimentos derivados das Ciências Naturais e Humanas deve ser voltado para a ampliação das experiências das crianças e para a construção de conhecimentos diversificados sobre o meio social e natural no qual estão inseridas. Para as crianças muito pequenas uma palavra. Alguns conhecimentos sociais e culturais são difundidos por povos de diversos lugares e de épocas variadas. O trabalho a ser realizado dentro do eixo denominado Natureza e Sociedade deve reunir de forma integrada temas relacionados aos mundos social e natural vivenciados pelas crianças. podendo checar com ela. pode ser significada pelo adulto. além de difundir estereótipos culturais. por exemplo. são uma das muitas formas de explicar os fenômenos da sociedade e da natureza. por meio de perguntas ou repetições. que permitem identificar semelhanças e diferenças entre conhecimentos construídos por diversos povos e culturas. devido ao fato de que muitas vezes os temas abordados não ganham profundidade e tampouco a importância necessária. ou "Você derrubou água no chão". visto que apresenta um modo particular de produção de conhecimento de muita importância para o mundo atual. auxiliando na construção conjunta das falas das crianças para torná-las mais completas e complexas. geográficas e históricas. conta a história de um povo. ajudará a continuidade da conversa. abordagens e enfoques advindos dos diferentes campos das Ciências Humanas e Naturais. que sejam incentivadas por questões significativas para observá-los e compará-los e que tenham acesso a modos diferentes de compreendê-los e representá-los.5. outro bom exemplo é a música popular. Enfim. pois as descobertas científicas marcam a relação entre o homem e o mundo. como: "Ah! Você quer água?".

arriscando respostas e explicações para os fenômenos apresentados no seu cotidiano. odores. veremos que suas ações. Pode-se afirmar que as crianças são pesquisadoras em potencial. expressando sentimentos etc. a Natureza e a Sociedade A criança vive em um mundo onde ocorrem fenômenos naturais e sociais indissociáveis. vão desenvolvendo suas capacidades afetivas. sua auto-estima. A Criança. 135 . formas. considerando as especificidades dos diferentes campos das ciências humanas e naturais. por meio do contato com seu próprio corpo. O contato com o mundo permite à criança construir conhecimentos práticos à sua volta. seres. servindo de intérpretes entre a criança e o mundo ao seu redor. de movimentar-se nos espaços e manipular objetos. têm por objetivo explorar a realidade que os cerca para melhor conhecê-la. lendas. Desde pequenas. o raciocínio. com as coisas do seu ambiente. Os educadores que têm a responsabilidade de cuidar/educar crianças nessa faixa etária desempenham um papel fundamental no processo de desenvolvimento infantil. a linguagem e o pensamento. com outras crianças e adultos. sua sensibilidade. perceber os fenômenos naturais com curiosidade e dinamismo e pela interação com o meio natural e social no qual vivem. os adultos devem nomear objetos. as crianças já começam a explorar o seu espaço. pois estão atentas a tudo que está à sua volta e.possam estabelecer as diferenças existentes entre mitos. diante do qual elas se mostram curiosas e investigativas. descobrir o seu próprio corpo. a criança tem uma necessidade natural de conhecer. organizar situações. Neste início de vida. como olhar de onde está vindo o som ou algo que se movimenta quando tenta pegar. descobrir e construir hipóteses novas. cores. atentando-se para a construção da sua auto-estima. Por isso. a proposta para o eixo natureza e sociedade reúne temas pertinentes ao mundo social e natural que devem ser trabalhados de forma integrada. Para que as crianças compreendam o meio em que vivem e as normas da cultura na qual estão inseridas. fazendo perguntas e procurando respostas às suas indagações e questões. som. virar a cabeça e outras atitudes desse tipo. elas aprendem sobre o mundo. explicações provenientes do “senso comum” e conhecimentos científicos. Nesse processo de desenvolvimento é fundamental que a criança seja aceita e se sinta querida e respeitada pelo adulto. experimentando expressar e comunicar seus desejos e emoções sobre o seu mundo. empurrar. reconhecer vozes de pessoas. relacionados à sua capacidade de perceber a existência de objetos. Observando-se com bastante atenção os bebês. vislumbrar possibilidades de descobertas.

passa também pelo cognitivo. Dia do Índio. Carnaval. de refutação e de reformulação de explicações para a diversidade de fenômenos e acontecimentos do mundo social e natural. manifestando curiosidade e interesse. Em relação aos conteúdos naturais estes. conhecer o próprio corpo. valorizando os hábitos e cuidados com a saúde e bem-estar. pois a observação de seres. as histórias.1. para que. desconsiderando o conhecimento que as crianças possuem e a possibilidade de formularem hipóteses para serem investigadas posteriormente. com plantas e com objetos diversos. objetos e do próprio meio oportunizam a análise comparativa das características percebidas. quando as crianças colorem desenhos mimeografados. as relações estabelecidas entre o ambiente e o homem. notícias da atualidade.5. descobrindo suas habilidades físicas. entre outros) e cantam músicas. A natureza e o mundo construídos pelo homem oferecem um rico material para o ensino-aprendizagem de ciências. É lamentável que em muitas práticas pedagógicas os conteúdos sociais estejam relacionados apenas às datas comemorativas (Dia das Mães. os modos de vida. perceptivas. discussão e reflexão crítica sobre os temas. dinossauros. histórias de outros tempos. ampliar as possibilidades de relações. etc. tempestades. estabelecer contato com pequenos animais. etc. para que possam se relacionar com diferentes pessoas. à sua preservação e conservação. Páscoa. Dia da Bandeira. limitam-se a noções sobre o corpo humano e características dos seres vivos (animais e plantas). Objetivos A ação educativa com crianças de 0 a 3 anos deve ser organizada de forma que elas desenvolvam as seguintes capacidades: • explorar amplamente o ambiente. identificar as suas necessidades e características. pois é preciso respeitar a espontaneidade da criança e sua lógica de interpretação própria. índios. tubarões. os sentimentos e o pensamento. programas de TV. • • • • • 136 . valorizar os modos de vida de diferentes grupos sociais: como se relacionam com o espaço e a paisagem onde vivem. e percebam as funções relacionadas a sensações. sem aprofundamento. 22. soldados. são fantasiadas (coelhinhos. O educador deve ter claro que esses domínios e conhecimentos não se consolidam nessa etapa mas que são construídos à medida em que as crianças desenvolvem atitudes de curiosidade. as crianças manifestem o produto de sua aprendizagem. muitas vezes. As vivências sociais. bichos de jardim. Muitos são os temas pelos quais as crianças se interessam: pequenos animais. as emoções. ter atitudes positivas em relação ao ambiente.).O respeito vai além do aspecto emocional. comparações e explorações com objetos e seres vivos existentes em seu meio ambiente. bem como as semelhanças e diferenças entre as pessoas. castelos. ao espaço e ao tempo em que vivem. Dia do Soldado. os lugares e o mundo natural são para as crianças parte de um todo integrado. heróis. através da linguagem verbal. as hipóteses que elabora e a forma como resolve conflitos de seu cotidiano. festas da cidade. a transformação dos objetos ao meio ambiente.

22.5.2. Conteúdos (conhecimentos e habilidades) Os conteúdos a serem desenvolvidos deverão ser organizados de forma a atender as diferentes realidades e necessidades significativas para as crianças. Os conteúdos deverão ser selecionados em função dos seguintes critérios: • • • • relevância social e vínculo com as práticas sociais significativas; grau de significado para a criança; possibilidade de oferecer a construção de uma visão do mundo integrada e relacional; possibilidade de ampliação de repertório, de conhecimento, a respeito do mundo social e natural.

O trabalho relativo à natureza e à sociedade, nessa faixa etária, acontece inserido e integrado no cotidiano da criança; por isso, não são selecionados blocos de conteúdos. Porém, destacam-se idéias relacionadas aos objetivos definidos anteriormente e que podem estar incluídos nas atividades da rotina infantil, tais como: • • • • • participação em atividades que envolvam histórias, brincadeiras, jogos e canções que digam respeito às tradições culturais de sua comunidade e de outros grupos; exploração de diferentes objetos, de suas propriedades e de relações simples de causa e efeito; contato com pequenos animais e plantas; conhecimento do próprio corpo por meio do uso e da exploração de suas habilidades físicas, motoras e perceptivas; Participação em atividades que envolvam a valorização do meio ambiente.

22.5.3. Sugestões de Atividades • • • • • • • Propiciar às crianças a observação da diversidade de pequenos animais presentes no ambiente; situações de contato com pequenos animais (formigas, peixes, tartarugas, passarinhos, etc.) para observação, comparação, com ajuda do educador; criar alguns animais na instituição, como tartarugas, passarinhos, peixes etc., com a ajuda das crianças; trocar idéias com as crianças quanto aos cuidados para criação de alguns animais domésticos com a ajuda do adulto; levar as crianças a identificar os perigos que cada animal oferece, como mordidas, bicadas etc.; ensinar a criança segurar cada animal de forma adequada; incentivar a participação e envolvimento das crianças em atividades relacionadas à alimentação e à limpeza dos seres vivos, com noções básicas necessárias ao trato com animais, como por exemplo: lavar as mãos após o contato com eles propiciar o acompanhamento do crescimento de plantas (cultivar pequenos vasos ou floreiras); observando as transformações e participando nos cuidados necessários; proporcionar a participação na preparação para plantio de uma horta coletiva no espaço externo;

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• •

• • • •

ampliar o repertório histórico e cultural (valorização) das crianças por meio de músicas, jogos e brincadeiras, histórias dos tempos de seus pais e avós; e das danças tradicionais da comunidade; oportunizar o manuseio de diferentes tipos de objetos; para a construção das noções relacionadas às suas propriedades (textura, peso, tamanho, cor, etc.) e possibilidades de transformação através da liberdade de exploração e utilização no brincar (Ex: mistura de cores, modelagem com massinha, afunda e não afunda, etc.); atividades que permitem observar e lidar com transformações decorrentes de misturas de elementos, tais como: receitas culinárias, massas caseiras, tintas não tóxicas ou misturas pelo simples prazer do manuseio; propiciar a exploração dos diversos órgãos sensoriais e suas funções como a visão, a audição, o tato, o olfato e o paladar para percepção do corpo e das interações que ele estabelece (colocar vendas nos olhos para a criança, descobrir qual é o alimento, tapete das sensações); atividades que desenvolvam a percepção integrada do próprio corpo por meio de seu uso em situações reais e cotidianas, nomeando as partes e algumas funções, de forma contextualizada; promover excursões pelos arredores da instituição para identificação e reconhecimento de animais, a fim de que as crianças percebam os sons produzidos, onde se abrigam, como se locomovem, como se alimentam etc.; excursões no espaço externo da instituição para observação da diversidade de plantas existentes; aproveitar as situações que surgem, os relatos de excursões e as brincadeiras (um inseto que entra na sala de aula, a gravidez da professora, novelas, filmes, animais vistos no trajeto para a escola); formular questões provocadoras para que as crianças manifestem suas hipóteses e encadeiem novas questões (Ex.: chuva caindo, relâmpagos, caule das plantas, tronco quebrado ou apodrecido etc.); oportunizar informações em fontes variadas (livros, revistas, jornais, filmes etc.); promover excursões ao zoológico, chácaras, sítios, que possibilitem suscitar compreensão e reconhecimento da fauna e flora; valorizar o relato das experiências dos pais ao falarem do nascimento de seus filhos, de seu trabalho etc.; realizar exercícios físicos e brincadeiras com o corpo e utilizar vários materiais com texturas, sabores, sons diferentes para desenvolver a capacidade de observação, o hábito de empregar os órgãos dos sentidos e estabelecer controle sobre eles, por meio do qual as crianças possam conhecer o funcionamento do seu corpo, aprendendo, também, a evitar acidentes e cuidar do seu bem-estar. selecionar, junto com as crianças, materiais a serem expostos como fotos, gravuras, ilustrações, desenhos das crianças, maquetes, para que possam ser socializados, também, para outros grupos da instituição, como resultado de uma pesquisa vivenciada.

Exemplos de Atividades: • Chazinho da vovó Material: plantas medicinais ou chás, etc. Desenvolvimento: pergunte às pessoas conhecidas sobre os chás que podem ser usados para os diversos males. Faça alguns para experimentação e elabore um livro de receitas para os pais.

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Primavera na sala

Material: potes, terra preta, semente de flor, água. Desenvolvimento: semeie, observe e anote os resultados. Cuide de seu vasinho.
A cor da flor

Material: flores brancas com o caule, anilina, água, recipiente de vidro. Desenvolvimento: mergulhe o caule na água com anilina e observe, durante
alguns dias.Converse a respeito. Sementeca Material: vidros transparentes com tampa, sementes variadas. Desenvolvimento: faça “coleção” de sementes.Observe e compare as características de cada uma. Arca de Noé.

Material: faça um cartaz com diversas figuras de animais. Desenvolvimento: Observe os animais e realize comparações entre eles.
É isso aí, bicho!

Material: fotos, figuras, reportagens, cartazes. Desenvolvimento: faça um mural sobre os animais peçonhentos. Conversar sobre
as maneiras de prevenção às picadas destes animais. Espelho

Preparação: crianças em duas rodas, uma à frente da outra. Na primeira rodada,
as crianças de fora serão os “espelhos” das outras. Depois, trocam-se os papéis.

Desenvolvimento: a criança que é o “espelho” procurará imitar os movimentos da
outra. • Brincando com o espelho Material: um espelho grande para ver o corpo inteiro. Desenvolvimento: trazer, de casa, roupas do pai, da mãe, enfeites e chapéu, para se caracterizarem. Deixar que as crianças criem expressões em frente ao espelho: de alegria, tristeza, medo. No final, poderão fazer uma dramatização ou, então, um grande baile, com todos fantasiados. Voadores

Formação inicial: sentar à vontade na sala. A professora combina com as crianças a
regra: toda vez que for falado o nome de um animal que voa, elas devem levantar o braço. Se for citado o nome de um animal que não voa, devem abaixar o braço. Desenvolvimento: a professora diz o nome de vários animais como, por exemplo: cachorro, borboleta, pato, leão, mosquito, gato, elefante, pardal, beija-flor, cavalo, porco, sapo, papagaio, urubu, cobra, morcego, lobo, tigre, boi, mosca, canário, sabiá, tartaruga, etc. As crianças, seguindo a regra, devem levantar o braço quando for pronunciado o nome de um animal voador e conservar os braços abaixados, quando for mencionado um animal que não voa.

Observando o arco-íris

Material: um espelho pequeno, uma tigela com água. (Observação: Deverá ser
feito num dia de sol).

Desenvolvimento: deixe a tigela perto da janela onde esteja batendo o sol.

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Ponha o espelho dentro da água, encostado na borda da tigela ou da assadeira. Olhe para a parede e observe o que acontece. • Mas que fogo! Material: recortes, figuras, reportagens. Desenvolvimento: faça um mural mostrando o uso do fogo. Mostre as conseqüências do uso indevido do fogo para o ambiente e para as pessoas. Converse sobre o assunto. Jornalzinho das Ciências

Material: figuras, reportagens de jornal e revista, cartazes, folhetos. Desenvolvimento: faça um mural na sala de aula com notícias da Ciências.
Excursão Fazer excursão ao redor da escola, em grupo, para observar os seres vivos. Ao retornar à sala, conversar e descrever sobre o que viram, oralmente. Prendendo o ar Nós não podemos segurar o ar com as mãos, mas podemos mostrar que ele existe. Mergulhe um copo vazio na água, de boca para baixo, e observe o que acontece.

22.5.4. Recursos materiais • • • • • • • • • • • • • • • • Pátio com areia higienizada, tanque com água, torneira, pedras, chuveiro; Binóculo, lupa, microscópio; Corpo da criança; Animais pequenos e plantas; Histórias, músicas, jogos, danças e brincadeiras tradicionais da comunidade; Aparelho de som com gravador e microfone; Máquina fotográfica; Objetos diversos; Livros, papel, lápis diversos, fotografias, maquetes; Elementos da composição de receitas culinárias; Elementos de misturas diversas; Material de higiene corporal e do ambiente; Material para cuidados e alimentação de plantas e animais pequenos; Fantasias; Sucatas Bacias ou baldes.

22.5.5. Orientações metodológicas Na Educação Infantil, é possível realizar um trabalho por meio do qual as crianças possam manter o contato com animais e plantas, possibilitando a observação, comparação e estabelecimento de relações, ampliando, assim, o conhecimento acerca dos seres vivos. Partindo sempre das idéias e representações que as crianças possuem, o professor pode fazer perguntas instigantes e oferecer meios para que busquem maiores informações e possam reformular suas idéias iniciais.

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jogos e brincadeiras do tempo que seus pais e avós eram crianças pode ser uma atividade interessante que favorece a ampliação do repertório histórico e cultural das crianças. Pesquisas de gravuras que demonstrem a utilidade. por exemplo. através do contato direto com o objeto que está sendo observado. utilização da bandinha para produção de sons. o cuidado e a criação com ajuda do adulto. criação de mensagens. verificar a presença de pragas. histórias. passarinhos. quando o objeto encontra-se representado através de diferentes linguagens como vídeos. tartarugas. propiciando às crianças acompanhar suas transformações e participar dos cuidados que exigem. com o auxílio do professor. valores das crianças e da comunidade através de campanhas. como: o cozimento de alimentos para observar as transformações ocasionadas pelo calor. A criação de alguns animais na instituição. ainda. gravuras.Há muitas atividades que oportunizam a aprendizagem e a ampliação da compreensão que a criança tem sobre o mundo social e natural de maneira bem prática e prazerosa. limpeza. inserindo-os nas atividades e no cotidiano da instituição. Por meio desse contato. como regar. patos. gradualmente. etc. a exploração do espaço. Se houver possibilidade. como formigas e tatus-bola. mapas ou mesmo através de instrumentos ou aparelhos. nessa faixa etária. jogos e danças tradicionais da comunidade favorece a ampliação e a valorização da cultura de seu grupo pelas crianças. que sejam enfatizadas em atividades que possibilitem mudança de atitudes. promover algumas excursões ao espaço externo da instituição com o objetivo de identificar e observar a diversidade de pequenos animais presentes ali. músicas. Também é dessa forma que poderão. o contato com a natureza. a troca de idéias entre as crianças. a identificação dos perigos que cada um oferece. as crianças poderão. O trabalho com as brincadeiras. 141 . A interação com adultos e crianças de diferentes idades. slogans que abordem cuidados. Fazer um levantamento das músicas. se constituem em experiências necessárias para o desenvolvimento e aprendizagem infantis. É manipulando e observando que as crianças começam a construir suas noções e idéias sobre as coisas. uma vez que através dela é possível aos alunos comprovarem as hipóteses. participar de partes do processo de preparação e plantio de uma horta coletiva no espaço externo. as variações de tempo. como a necessidade de lavar as mãos antes e depois do contato com eles. as crianças poderão aprender algumas noções básicas necessárias ao trato com os animais. como mordidas. etc. também pode ser realizada com a participação das crianças nas atividades de alimentação. pode ser proporcionado por meio de atividades que envolvam a observação. etc. como tartarugas. e do contato indireto. passarinhos ou peixes. brincadeiras com a sombra. A observação e a exploração do meio constituem duas das principais atividades e possibilidades de aprendizagem para crianças. do seu grupo social e das relações humanas. etc. preservação e conservação do meio ambiente. peixes. construir as primeiras noções a respeito das pessoas. as brincadeiras nas suas mais diferentes formas. É necessário. bicadas. a possibilidade ou não de segurar cada animal e as formas mais adequadas para fazê-lo. Cuidar de plantas e acompanhar seu crescimento podem se constituir em experiências bastante interessantes para as crianças. O professor pode cultivar algumas plantas em pequenos vasos ou floreiras. O professor pode. dramatizações. A experimentação tem papel importante. contribuindo para a qualidade de vida e para sobrevivência do homem em relação à natureza. O professor deve propiciar o acesso das crianças a esses conteúdos. O contato com pequenos animais.

desde cedo. ocasionando diferentes resultados. Não se trata. como água. simplesmente. limita-se à memorização de algarismos isolados. manipulando dinheiro. É importante que elas possam perceber seu corpo como um todo integrado que envolve tanto os diversos órgãos e funções como as sensações. farinha. errar. brinquedos. contando pontos em jogos. etc.. parece pronto e acabado. Devem ser evitadas as atividades que focalizam o corpo de forma fragmentada e desvinculada das ações que as crianças realizam. como terra. como chocalhos de vários tipos. repartindo balas. 22. 142 . livros. etc. As crianças podem. descobrir que o conhecimento que.. Portanto. passam por processos de transformação. os sentimentos e o pensamento. relações entre quantidades. almofadas. Elas participam de diversas situações em seu cotidiano. de lidar com números e fazer contas. materiais para construção. pois aprender matemática é um processo contínuo de abstração no qual as crianças atribuem significados e estabelecem relações com base nas observações. proporciona às crianças experiências interessantes. misturados entre si ou com diferentes meios. experiências e ações que fazem. etc. O saber matemático é fundamental para a compreensão da realidade e está.Para desenvolver noções relacionadas às propriedades dos diferentes objetos e suas possibilidades de transformação. é possível imaginar.6. dispostos de forma acessível: objetos que produzem sons. leite. tais como: conferindo objetos (tampinhas. criar modelos e representações. tambores com baquetas. brincar com eles. figurinhas). intimamente articulado às atividades cotidianas que cada sociedade desenvolve. as emoções.. por meio de situações reais e cotidianas. fazer massas caseiras. gradativamente desenvolver uma percepção integrada do próprio corpo por meio de seu uso na realização de determinadas ações pertinentes ao cotidiano. colagem de bolinhas de papel em numerais. As atividades que permitem observar e lidar com transformações decorrentes de misturas de elementos e materiais são sempre interessante para crianças pequenas. óleo. cópias repetidas de um mesmo numeral ou de sucessão numérica ou com associação entre numerais e desenhos com quantidades. criticar. às vezes. A aprendizagem dos nomes das partes do corpo e de algumas de suas funções também deve ser feita de forma contextualizada. que. Elaborar receitas culinárias. etc. etc. é necessário que as crianças possam. as crianças estão imersas em um universo do qual os conhecimentos matemáticos são parte integrante. sobre o ambiente físico e sociocultural. O professor pode colocar diversos materiais e objetos na sala. em muitas práticas. neste sentido. areia. No campo da Matemática. cobrir pontilhados. não é uma verdade absoluta. O trabalho com a matemática. oferecer diversos materiais. e utilizando muitas vezes recursos próprios e não convencionais na resolução de problemas. tintas que não sejam tóxicas ou as mais diversas misturas pelo simples prazer do manuseio são possibilidades de trabalho. pigmentos. As crianças devem ter liberdade para manusear e explorar diferentes tipos de objetos. noções sobre o tempo e o espaço. descobrindo caminhos. muitas vezes grafados com características humanas ou de animais. explorá-los e utilizá-los de diversas formas. que possam ser empilhados e justapostos. desde pequenas. envolvendo números. Pensamento Lógico-Matemático Desde pequenas.

A Criança e a Matemática Por meio da interação das relações que a criança estabelece com o meio são construídas as noções matemáticas. considerando os recursos de que dispõem. A vivência e a manipulação de material concreto. não são inatas e sim desenvolvidas por princípios. manipular e pensar. bem como proporcionar-lhes condições para aquisição de novos conhecimentos matemáticos. Nesta faixa etária . pesado” – e coordenando essas relações de forma cada vez mais complexas. interativa e reflexiva. bem como a estruturação do pensamento lógico. o trabalho com a Matemática pode contribuir para a formação de cidadãos autônomos capazes de pensar por conta própria. Pode ser construído por meio de objetos externos instigantes. O pensamento lógico-matemático é um dos atributos do desenvolvimento cognitivo de cada pessoa. como mediador desse processo. estabelecendo aproximações entre o cotidiano e as noções matemáticas.29) nos mostra que.As atividades desenvolvidas na Educação Infantil de 0 a 3 anos devem constituir um contexto favorável para estimular a criança começar construir seu conhecimento. p. o conhecimento matemático é também um saber historicamente em construção que vem sendo produzido na escola e pelas relações sociais.a criança passa por um intenso processo de mudança e estabelece diversos tipos de relações com o conhecimento lógico-matemático. Daí a necessidade de uma apropriação gradativa. 143 . pois sabemos que a fonte do conhecimento da criança é a própria variedade de situações que ela vivencia. sabendo resolver quaisquer problemas. na Educação Infantil de 0 a 3anos. Um dos objetivos da matemática. Portanto. representações mentais. aproximando-se das noções matemáticas. mesmo tanto. ampliá-los ou diferenciá-los. CARRAHER (1995. elas estão fazendo uso do conhecimento lógico-matemático. devem superar a preparação e o simples treino para os conhecimentos futuros. tratar os erros da criança como hipóteses.35). As construções internas não são espontâneas. de forma compreensiva. De acordo com FIORENTINI (1995. além de procurar selecionar problemas que estimulem o raciocínio ao invés de sobrecarregar a memória. construir. p. A criança vai estabelecendo relações entre os objetos – “mais. O professor. mas provocadas. deslocamento no espaço etc. sejam eles de ordem numérica ou não. com situações matemáticas. A instituição de Educação Infantil pode ajudar as crianças a organizarem melhor as suas informações e estratégias. A integração desse processo possibilitará às crianças modificarem seus conhecimentos prévios. iguais. pois o conhecimento relevante é aquele que é capaz de desenvolver as capacidades cognitivas da criança. a educação precisa começar onde a criança se encontra. é lidar. expressão de quantidade.de zero a 3 anos . no modelo cognitivo de conhecimento. como: comparações. deve fornecer situações práticas significativas que permitam à criança ter esta aproximação. Quando as crianças respondem a pergunta “quantos?” ou “quando?” mesmo que a resposta seja aleatória. menos. com os quais as crianças possam interagir. diferentes.

6. de forma a existirem quantidades individuais suficientes para que cada criança possa descobrir as características principais e suas possibilidades associativas: empilhar. Desenvolver uma atitude de interesse e curiosidade com a matemática. movimentar-se. formular hipótese. • Utilização de contagem oral. deve-se levar em conta que: • aprender Matemática é um processo contínuo de abstração no qual as crianças atribuem significados e estabelecem relações com base nas observações. levando as crianças a se interessarem e estabelecerem relações sobre várias áreas. Os conceitos matemáticos não são a finalidade do trabalho com este grupo de crianças. 22. desenhar. brincadeiras. rolar. Manipulação e exploração de objetos e brinquedos. • Os conteúdos citados a seguir foram são propostos a fim de que a criança desenvolva idéias matemáticas elementares que digam respeito a conceitos aritméticos e espaciais. de tempo e de espaço em jogos. formas geométricas.6. problemas não-convencionais e músicas junto com o professor e nos diversos contextos nos quais as crianças reconheçam essas utilizações como necessárias. • 22. Conforme desenvolvem-se. falar. Objetivos A abordagem da matemática na Educação Infantil tem como finalidade proporcionar oportunidades para que as crianças desenvolvam as capacidades de: • Estabelecer correlações entre a realidade e as noções matemáticas construídas no seu cotidiano. opinar. São muitas as formas de se trabalhar esses conceitos. ler. Habilidade para selecionar. cantar etc. desde cedo. de noções de quantidade. investigar. sobre elementos do seu ambiente físico e sociocultural. relações espaciais e temporais. problemas não-convencionais. argumentar. experiências e ações que fazem. que devem estar sempre inseridos e integrados no cotidiano das crianças.1. entre outros. pensar. estimar e arriscar soluções em situações e atividades que envolvam a matemática. a construção de competências matemáticas pela criança ocorre simultaneamente ao desenvolvimento de inúmeras outras competências de naturezas diferentes e igualmente importantes. em situações organizadas. • • 144 . transvasar. através de atividades lúdicas que envolvam: contagem oral.revelando algum discernimento sobre o sentido de quantidade e tempo. agrupamentos de objetos. ouvir.2. tais como comunicar-se oralmente. escrever. vão conquistando maior autonomia e estabelecendo relações mais elaboradas com as noções matemáticas. encaixar etc. Conteúdos (conhecimentos e habilidades) Na seleção e organização dos conteúdos matemáticos. A ação do educador deve ter um caráter múltiplo.

envolvendo contagem e números utilizados como forma de aproximação com a seqüência numérica oral. passando por dentro.Entendimento da história... possibilitando a representação do espaço em outra dimensão). subindo. de maquetes.Nome da história “Galinha Choca” . pistas para carrinhos e cidades. através de figuras . caixas. mesas. sucata. utilização de parlendas e rimas que envolvam a contagem e números que podem ser utilizadas como aproximação à seqüencia numérica oral. como festas. contendo a data do aniversário e a idade de cada criança. em blocos de madeira ou encaixe. elaboração de receitas culinárias. organizar um quadro de aniversariantes. propor brincadeiras e cantigas que incluam diferentes formas de contagem (Ex.Autor – Mary França e Eliardo França – Editora Ática .. possibilitar a representação do espaço numa outra dimensão (construir torres. de rimas infantis. principalmente jogos e brincadeiras. como telefone.). construir diferentes circuitos com obstáculos(com cadeiras. pneus e panos) por onde as crianças possam engatinhar ou andar.: a galinha do vizinho bota ovo amarelinho.3. • • • • • • • • • • Exemplos de atividades: Com História Infantil: . problemas não-convencionais (simulação da realidade.). bota dois. com quantidades distintas. . oportunizar à criança audição de músicas do folclore brasileiro. estimular a representação por meio de desenho para expressar suas idéias e registrar informações. propor brincadeiras com lançamentos. etc. encher garrafas e transpor para outro recipiente. • • • • • • Trabalhar a função social do número. painéis etc. histórias e. relógio. máquina de calcular. enquanto espera os outros se posicionarem. Sugestões de Atividades Situações cotidianas para o trabalho com a especificidade das idéias matemáticas. sem imposição. etc. etc. bota um. descendo. propor representações tridimensionais como construções com bloco de madeira. que permitem a familiarização com elementos espaciais e numéricos. oportunizar à criança brincadeiras como jogos de esconder ou de pega-pega onde um dos participantes deverá contar. por cima. . entre outros. quebra-cabeça.6.Questionamento sobre: o que veio primeiro? Depois e por último? Quantos animais havia na história? 145 . por baixo. cenários.22.Leitura da história.. brincadeiras no faz-de-conta enriquecidas com a organização de espaço e brinquedos que contenham números.

há várias fichas com os desenhos das formas geométricas virados (poderá haver mais de uma ficha com a mesma forma). as histórias e.Assim que o professor ditar qual a forma e a cor. etc.No centro do círculo.Cada criança receberá uma mãozinha de papelão colorido com palito de churrasquinho colado. podendo pegar mais de uma. . pedaços de isopor). fazer relações sobre várias áreas e comunicá-las. a criança deverá bater com a mãozinha sobre a ficha. Orientações metodológicas Os bebês e as crianças pequenas estão começando a conhecer o mundo e a estabelecer as primeiras aproximações com ele. por exemplo. Procedimentos: . 22. retângulo. relógio etc. tampinhas.5.6. Bola. . parlendas e rimas folclóricas. cenários.Fichas com o desenho das formas geométricas (quadrado. Recursos materiais • • • • • • • • • • • Brinquedos que contenham número como: telefone. de transvasar. os jogos e as brincadeiras permitem a familiarização com elementos espaciais e numéricos. Diferentes objetos para construção de trilhas e circuitos como: pneus. panos. círculo) em diferentes cores. Calendário. apenas deverão contar quantas fichas com quadrado amarelo pegaram. ou com triângulo azul ou com círculo vermelho. se houver duplicatas. pedrinhas. Não haverá ganhadores. móveis. para que as crianças observem que alguns afundam e outros não. se o jogo for em grupos. As festas. principalmente. . Ingredientes de receitas culinárias. coloque vários objetos (bolinhas de vidro. Brinquedos de encaixe..Com objetos: • Num recipiente com água.Mãozinha confeccionada com papelão colorido e palito de churrasquinho: . máquina de calcular. Músicas. As situações cotidianas oferecem oportunidades privilegiadas para o trabalho com a especificidade das idéias matemáticas. Jogo do tapa – certo Materiais: . Assim. Poderá ser uma mãozinha por equipe. os conceitos matemáticos não são o pretexto nem a finalidade principal a ser perseguida. 22. sem imposição. pregos.. Cartazes. As situações deverão ter um caráter múltiplo para que as crianças possam interessar-se. Sucata limpa e selecionada. Caixas e embalagens de diferentes tamanhos.4. 146 . de montar.6. livros de histórias. Dado. triângulo.As crianças são organizadas em círculo.

ampliando experiências. a construção de diferentes circuitos de obstáculos com cadeiras. máquina de calcular. possibilitam representar o espaço numa outra dimensão. pistas para carrinhos e cidades. mas ele sempre deve acontecer inserido e integrado no cotidiano das crianças.As modificações no espaço. O faz-de-conta das crianças pode ser enriquecido. As brincadeiras de construir torres. São muitas as formas possíveis de se realizar o trabalho com a Matemática nessa faixa etária. mesas. As situações de festas de aniversário podem constituir-se em momento rico de aproximação com a função dos números. 147 . por baixo — permitem a construção gradativa de conceitos. Pode-se organizar um painel com pesos e medidas das crianças para que elas observem suas diferenças. Pode também acompanhar a passagem do tempo. organizando-se espaços próprios com objetos e brinquedos que contenham números. utilizando o calendário. dentro de um contexto significativo. O folclore brasileiro é fonte riquíssima de cantigas e rimas infantis envolvendo contagem e números. As crianças por volta dos dois anos já podem. descendo. por cima. que podem ser utilizadas como forma de aproximação com a seqüência numérica oral. com blocos de madeira ou encaixe. relógio. passando por dentro. As crianças podem comparar o tamanho de seus pés e depois olhar os números em seus sapatos. etc. O professor pode organizar junto com as crianças um quadro de aniversariantes. pneus e panos por onde as crianças possam engatinhar ou andar — subindo. como telefone. com ajuda do professor. contar quantos dias faltam para seu aniversário. contendo a data do aniversário e a idade de cada criança.

Assim. pensamos em formar uma criança ativa que aprende em um ambiente que privilegia o “ser criança”. a descoberta do outro e a participação de projetos comuns. propiciarão melhor crescimento cognitivo e emocional das crianças. portanto. seqüências e projetos. que diz respeito à postura perante a atividade cultural e implica a vivência de princípios e valores éticos. requer um planejamento do trabalho que deve compreender a organização de rotina e. Planejar resulta de reflexão sobre o mundo. que visa não só a aquisição de saberes. levando em consideração os conteúdos que garantam: o saber. É um meio orientador do trabalho que indica “o que se pretende atingir” e de “como fazer” na dinâmica da sala de aula. Planejar pressupõe conhecimentos anteriores. O professor não pode deixar de planejar o seu trabalho para não cair na rotina e na improvisação. que vê na criança um ser tão biológico quanto social.23 – PLANEJAMENTO NA CRECHE O olhar atento às transformações do mundo e à formação continuada de nossa equipe são o nosso mais valioso recurso para a realização do trabalho. Pensar as atividades intercalando-as com os momentos de cuidados pessoais (alimentação. sobre a relação do homem-mundo e sobre a prática pedagógica necessária a determinado momento. embora realizados também de forma planejada e intencional. mas o saber fazer. banhos. etc. Elas são. o prazer de aprender. mas o domínio dos próprios instrumentos para a aquisição do conhecimento. O saber conhecer. Tendo no currículo à concepção sóciointeracionista. sono. onde brincar constitui a principal atividade de nossas crianças. o saber ser e principalmente o saber conviver. Apesar de o planejamento ser feito para cada faixa etária. com características próprias. que objetiva o desenvolvimento de habilidades para pôr em prática conhecimentos. assim. O saber ser. no decorrer do ano. intencionalidade e articulação integrada de situações que foram vivenciadas pelas crianças.). dentro dela. Neste contexto. que abarca os três outros saberes. pela interação entre as diferentes idades. cada professor o fará para a sua turma. Existe uma intencionalidade nesse brincar que tem seu momento espontâneo. a especificidade da esfera pedagógica. O saber conviver. o saber fazer e o ser. a instrumentalização da ação. O saber fazer. Ressalte-se que atividades e rotinas. Partindo do pressuposto fundamentado na abordagem sociointeracionista e nas teorias psicológicas do desenvolvimento e/ou da aprendizagem que preconizam que a criança constrói seu conhecimento mediante sua ação. a ludicidade. as tarefas escolares revelam critérios na sua objetivação. elaboradas ou propostas para propiciar o desenvolvimento e o exercitar o uso das funções cognitivas das crianças. as atividades em dois grandes campos: dirigidas e livres. nossas atividades são proporcionadas através de atividades. principalmente planejar atividades para crianças tão pequenas e que passam até duas mil horas dentro da creche. o planejamento não privilegia só o saber. seleção. como também ser organizadas de modo a possibilitar às crianças a ter uma ação reflexiva sobre si 148 . É preciso que se planeje pensando “para” e “com” essas crianças. mas que também tem seu papel formativo ligado à tomada de atitudes e aquisição de hábitos informativos ligados aos conteúdos caracterizando. de forma integrada. onde os diferentes grupos se encontrem em atividades interessantes e variadas. A melhor forma de garantir uma ação pedagógica efetiva é planejar. suas competências e suas diferentes necessidades conforme a faixa etária.

e. É importante que o professor faça do planejamento um instrumento que facilite sua ação pedagógica tendo claro os seguintes aspectos: • O que fazer? – Atividades a serem desenvolvidas com as crianças. desafios. a intenção do que se quer desenvolver na criança ao realizar cada atividade. participação. articulando-se a quantidade e qualidade. as relações conteúdos x objetivos: o que trabalhar – conteúdo e com que finalidade. a ouvir de forma a realmente ”escutar” o que se quer dizer. priorizados e explicitados no planejamento e trabalhados de forma integrada. O planejamento deve considerar as necessidades das crianças e ser desenvolvido a partir de três vertentes: os conteúdos que julgamos necessários para o desenvolvimento da criança. Sabe-se que atitudes e práticas interdisciplinares. sobre o mundo em que vivem e sobre a realidade possibilitando a autonomia do pensamento. e esta última. para nós. A organização das atividades devem ocorrer de forma interdisciplinar e contextualizada. 1994). estimuladores de habilidades e de atividades lúdicas e de auto-expressão. 3.mesmas. os conhecimentos e as técnicas em função dele. estamos sempre dispostos a essa troca. diretrizes que podem ajudar no tratamento de questões. realizadas pela criança. explicitações. a habilidades. Os objetivos precisam ser definidos com clareza. mas. Diante disso. exigem que o professor elimine as barreiras entre as pessoas de modo a buscarem alternativas coletivas de organização do tempo e espaços escolares. técnicas e estratégias que a criança deve adquirir com predomínio de habilidades motoras. há momento ou etapa que devem ser levados em consideração como norteadores da ação de planejar: 1. • Para que fazer? – São os objetivos. 2. • Com que fazer? – São os recursos necessários para a realização das atividades. • Como fazer? – É a forma como se desenvolve cada atividade. conhecimento do aluno: sua bagagem cognitiva. a qual damos tanta significância. O caráter global do desenvolvimento infantil requer a integração das atividades desenvolvidas a partir de assuntos significativos para as crianças. Tais conteúdos deverão ser selecionados. contribuindo para garantir o desenvolvimento amplo e integral das capacidades necessárias ao exercício da cidadania. daí tornar-se necessário ver o objetivo como ponto de chegada. democracia. social e afetiva que traz para a escola e não pode ser ignorada na previsão das atividades. Estamos vivenciando tempos de abertura para o outro. problemas. recursos. Os conteúdos referem-se ao conhecimento e outras informações que a criança precisa saber. reunindo as áreas de conhecimentos cujos conteúdos permitem um tratamento pedagógico-didático integrado. Precisamos trabalhar numa tríade escola/criança/família. onde se trabalham os desafios. Devem estar bem relacionados em linguagem clara e compreensível. necessidades. que sejam provocadores da pesquisa. mas sim. Os 149 . a valorizar a criança dentro desse contexto familiar. O planejamento deve ocorrer permanentemente e ser visto como um momento de decisão sobre o “fazer pedagógico”. características. não existe receita pronta. valores e normas considerados necessários para o convívio em uma sociedade democrática. as vivências infantis que venham contribuir para a sua formação cultural e os interesses e assuntos sugeridos pelas crianças. é de suma importância dentro do desenvolvimento do processo educativo de nossas crianças. a colaborar. Na elaboração do planejamento. Trabalhar com o cotidiano de interações é muito rico. etc. como propõe (FAZENDA. conhecimento da realidade: onde está inserida a comunidade escolar (possibilidades. Podem ser mediadas por algum adulto. pela variabilidade de situações e as diferentes formas de se lidar com elas.). e as atitudes.

seleção e descrição de atividades: adequadas aos conteúdos. decisões sobre a avaliação: apresentando uma visão do progresso das crianças e do próprio professor. justifica-se pela importância da ação educativa que se deseja desenvolver. A importância de um planejamento flexível. 6. sendo possível que em uma mesma cidade existam diferentes maneiras de se considerar as crianças pequenas dependendo da classe social a qual pertencem. é preciso que se deixe de lado a listagem de conteúdos fragmentados e sem significado. registrando os avanços e dificuldades. É preciso que se contemple a pluralidade de espaços e tempos socioculturais do qual participam as crianças e professores. É possível determinar e quantificar atividades para crianças pequenas. desafiadoras e motivadoras da aprendizagem para que as crianças participem efetivamente da descoberta e da construção do saber. que contemple o desenvolvimento da clientela que atende. cultural e histórico e faz parte de uma organização familiar que está inserida em uma sociedade. portanto não se apresenta numa forma homogênea em nenhuma sociedade e/ou época. com uma determinada cultura. propiciando uma aprendizagem significativa. Boa parte das crianças pequenas brasileiras enfrentam um cotidiano bastante adverso que as conduz desde muito cedo a precárias condições de vida e ao trabalho infantil. CONCEPÇÃO DE CRIANÇA A concepção de criança muda ao longo dos tempos. exigindo que práticas e posturas sejam revistas. Essa dualidade revela a contradição e conflito de uma sociedade que não resolveu ainda as grandes desigualdades sociais presentes no cotidiano. educativo e muito feliz. do grupo étnico do qual fazem parte. pois a cada ano vêm outras crianças com novos hábitos e costumes. onde o professor avalia observando. Além de flexível. é um sujeito social. É profundamente marcada pelo meio social em 150 . onde o lúdico e o prazeroso sejam determinantes no fazer pedagógico. A criança como todo ser humano. Esse trabalho precisa estar sempre sendo avaliado. ao abuso e exploração por parte de adultos. recebendo de suas famílias e da sociedade em geral todos os cuidados necessários ao seu desenvolvimento. em um determinado momento histórico. deve ser adequado à realidade local. 5. Outras são protegidas de todas as maneiras. previsão de uso de recursos: meios que proporcionem desafios necessários para o enriquecimento das atividades e prendam o interesse da criança ao conteúdo. Os planejamentos são: *Período de adaptação *Primeiro Bimestre: Projeto Conhecer (diagnóstico das crianças) *Segundo Bimestre *Terceiro Bimestre *Quarto Bimestre Sempre considerando o educar-cuidar-brincar como indissociável. No dia do planejamento os professores dos dois períodos se reúnem para planejar já que a criança freqüenta a Creche em período integral. Esse trabalho ajuda o professor a conhecer o desenvolvimento da criança e o seu desempenho em sala de aula. 23.1.critérios a serem observados na seleção são: conteúdos significativos. às possibilidades da instituição. 4. seguro. ao momento histórico e à dinâmica das relações ali estabelecidas. de maneira que estas crianças possam crescer em ambiente estimulador. logicidade e continuidade. Para que contemple todas essas dimensões e se adapte à proposta curricular.

durante muito tempo. O conhecimento não se constitui em cópia da realidade mas sim fruto de um intenso trabalho de criação. A criança vive em um momento sociohistórico e cultural e seu desenvolvimento não pode ser considerado como independente do contexto no qual este processo ocorre. aprendem e revelam seu esforço para compreender o mundo em que vivem. por meio das brincadeiras. predominante até meados do século XX. As crianças possuem uma natureza singular. Nessa perspectiva as crianças constroem o conhecimento a partir das interações que estabelecem com as outras pessoas e como o meio em que vivem. artística. É na dinâmica do seu pensar que passa a compreender o mundo em função das relações que estabelece com a realidade e com o seu cotidiano. salienta Ladéia (2001). As crianças possuem uma natureza singular. na qual se pode examinar as condições objetivas da vida da criança. buscando reconhecer e valorizar a infância como uma das fases criativas do ser humano. biológica ou não. A criança tem na família. Quem convive com as crianças percebe que elas têm quereres e desejos. Essa criança. na qual os professores podem contar com uma grande aliada que é a curiosidade natural infantil. deve ser pensada como alguém real e a Educação Infantil como sendo um segmento tão complexo quanto qualquer outra instância educativa. apresentar consenso conceitual na sociedade contemporânea. apesar da multiplicidade de interações sociais que estabelece com outras instituições sociais. entre outras) e exercem a capacidade que possuem de terem idéias e hipóteses originais sobre aquilo que buscam desvendar. as relações contraditórias que presenciam e. afetivas. com outros indivíduos. suas dúvidas e anseios. interage e modifica a sociedade. psicológicas. crianças e/ou adultos. foi sendo modificado sem. visto que esse objeto é um objeto cultural. a exemplo da Constituição Brasileira. mas também o marca. sentindo e pensando o mundo de um jeito só delas. as crianças experimentam. com necessidades biológicas. referendada em documentos oficiais. lúdicas e cognitivas pertinentes à sua natureza específica. Nas interações que estabelecem desde cedo com as pessoas que lhe são próximas e com o meio que as circunda. pensando o mundo de um jeito muito próprio e especial. as crianças se utilizam das mais diferentes linguagens (pictórica. Até pouco tempo. Compreender essa situação favorece uma aproximação com a infância real. inclusive aquelas com necessidades educativas especiais. significação e ressignificação. Toda criança. sociais. corporal. A concepção de criança esteve atrelada. esperando-se delas um amanhã melhor. No processo de construção do conhecimento. verbal. como informa Vygotsky (1998). bem como para a construção de conhecimentos. é sujeito de direito. é fundamental que a interação da criança ocorra não só com os objetos de conhecimento. Hoje. Nele. O caráter assistencialista. usuária de múltiplas linguagens. principalmente. que vivencia uma etapa singular de desenvolvimento. mas. à compreensão de infância como objeto de assistência. que se referem a ela como criança cidadã. que as caracteriza como seres que sentem e pensam o mundo de um jeito muito próprio. mesma sendo alguém que age. no entanto. explicitam as condições de vida a que estão submetidas e seus anseios e desejos. 151 . o papel do outro é da maior relevância para o desenvolvimento da linguagem. Por isso. conhecendo suas hipóteses de mundo. não se considerava a criança como um sujeito participante da história. um ponto de referência fundamental. emocionais. enfatizam Aquino & Vasconcellos (2005). desmistificando uma imagem idealizada. do Estatuto da Criança e do Adolescente e das Diretrizes Curriculares Nacionais. oral.que se desenvolve. a concepção de criança é uma realidade legal.

ou seja. através do uso de diferentes canais expressivos e lingüísticos. precisa ter tempo para brincar. constrói sua cidadania e. de elementos. 136). 2005. o seu conhecimento de mundo. a interiorização de certos estados emocionais socialmente elaborados em uma cultura. eventos ou situações. Embora os conhecimentos derivados da psicologia. pois. mas com a ação mediada por alguém.O sujeito. para Piaget (1987). 152 . Compreender. A ZDP é justamente a distância entre o real e o potencial. conhecer e reconhecer o jeito particular das crianças serem e estarem no mundo é o grande desafio da educação infantil e de seus profissionais. O diferencial da teoria vygotskiana é o foco naquilo que está por vir no desenvolvimento infantil e não apenas o nível em que a criança se encontra. muitas vezes interpretada equivocadamente como uma teoria espontaneísta. criador de cultura. facilita a construção dos vínculos entre a criança e o professor. tem-se adotado a teoria de Vygotsky. seus colegas e objetos de conhecimento. que propõe inversão desse raciocínio. Ele propôs o conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) que se refere a dois outros conceitos: o nível de desenvolvimento real. entre aquilo que está consolidado e aquilo que está em processo. tempo para poder ser criança. que são as conquistas do desenvolvimento já consolidadas na criança.Ser considerada uma cidadã. p. As interações vivenciadas pela criança em um meio sociocultural específico podem ser conflituosas. uma vez que a afetividade regula as ações. A vivência contínua de interações permeadas de afeto e a diversidade experiencial possibilitam à criança construir e reconstruir. valorizando a intervenção pedagógica. Para Vygotsky (1988). ela precisa ser compreendida como um ser complexo e contextualizado frente à realidade em que vive. afeto e cognição são inseparáveis. para eliminar essa distância o professor tem um papel fundamental. precisa ser criança. porém excluem-se nessa abordagem a cultura e a história social dos homens. neste processo. em qualquer atividade humana. Por isso. para que o professor possa atuar como recurso de desenvolvimento para a criança é preciso que ele seja capaz de estabelecer relações afetivas positivas. o potencial que ainda não se apresenta autonomamente. ou seja. por parte das crianças. permitem ao indivíduo construir noções sobre objetos. a escola e o professor. A criança é um ser que se constrói. sociologia. a todo o momento. um sujeito histórico. O afeto inclui expressividade. possam ser de grande valia para desvelar o universo infantil apontando algumas características comuns de ser das crianças. Neste sentido. Oliveira (2005) salienta a importância do afeto nas interações infantis. influencia na escolha ou rejeição de determinados objetivos e na valorização. O afeto. Comenta Oliveira (1998) que depois de um período de adesão à teoria piagetiana. conferindo-lhes atributos e valores (Oliveira. em seu cotidiano escolar. pessoas e situações. significando as conquistas que serão consolidadas em um futuro próximo. a criança não precisa se desenvolver primeiro para depois aprender. na qual a criança se desenvolve sem a necessidade de um sujeito exterior. e o nível de desenvolvimento potencial. Dessa maneira. medicina etc. Embora presentes em proporções variáveis. constrói o conhecimento interagindo com o meio. regras e valores nele vigentes. A aprendizagem e o desenvolvimento estão inter-relacionados desde o primeiro dia de vida do ser humano e o seu conhecimento é construído na interação socialmente mediada entre o sujeito e o mundo. em função das normas. uma vez que os processos de aprendizagem movimentam os processos de desenvolvimento. elas permanecem únicas em suas individualidades e diferenças. antropologia. Contudo.

significa propiciar situações de cuidados. considerando de forma democrática as diferenças individuais e. de 07/04/1999).1. 23. é preciso refletir como educar. a natureza complexa da criança. ao mesmo tempo. afetivas. e o acesso.23. aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural. revisar suas produções inúmeras vezes. nesse contexto. Acerca da necessidade de haver uma ação pedagógica integrada. estéticas e éticas. para garantir que a qualidade de seu trabalho se assemelhe ou até supere as formas socialmente aceitas. motivando-se a investigar.2. De acordo com as Diretrizes Nacionais para a Educação Infantil (Resolução CNE/CEB Nº 1. A mesma autora recomenda que 153 . com diferentes enfoques e abordagens. emocionais. na perspectiva de contribuir para a formação de crianças felizes e saudáveis. CUIDAR E BRINCAR A indissociabilidade entre educar. o que garante que estabeleçam o máximo de relações possíveis entre os conteúdos. o RCNEI (2001) orienta que o ato de educar significa propiciar situações de cuidados e brincadeiras organizadas em função das características infantis.1 A CRIANÇA CONSTRUINDO O CONHECIMENTO No processo de construção do conhecimento. de forma a favorecer o desenvolvimento e a aprendizagem. tampouco como um lugar apenas de guarda e proteção. resultando em conhecimento real. como o papel significativo da interação social no processo de aprendizagem e desenvolvimento da criança. esses conhecimentos que apresentam tanto convergências como divergências. As teorias construtivistas preconizam tanto a ação do sujeito. têm influenciado o campo da educação. que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal. O desafio de produzir ou elaborar algo a ser utilizado em situações reais faz com que os alunos sintam-se desafiados a se apropriar do conhecimento. na Educação Infantil. cuidar e brincar implica em promover uma ação pedagógica respaldada em uma visão integrada acerca do desenvolvimento infantil. brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada. por vários autores. de ser e estar com os outros em uma atitude básica de aceitação. sob o argumento de que a Educação Infantil não pode ser compreendida como uma instância de aprendizagem que só instrui. dentre eles: Jean Piaget. Assim. As situações de aprendizagem são sempre significativas. Lev Semionovitch Vygotsky e Henry Wallon. Já as seqüências didáticas são atividades organizadas segundo as possibilidades de compreensão dos alunos. arriscar. respeitando as peculiaridades de cada criança e oportunizando situações de aprendizagem significativas e prazerosas. Educar. Kramer (2003) enfatiza a intrínseca relação entre educar e cuidar. A concepção de construção de conhecimentos pelas crianças em situações de interação social foi pesquisada. pelas crianças. Nesse processo. respeito e confiança. podem auxiliar o desenvolvimento das capacidades de apropriação e conhecimento da criança em relação a si e ao mundo. EDUCAR. a educação poderá auxiliar o desenvolvimento das capacidades de apropriação e conhecimento das potencialidades corporais. cuidar e brincar. cuidar e brincar. as crianças se utilizam das mais diferentes linguagens e exercem a capacidade que possuem de terem idéias e hipóteses originais sobre aquilo que buscam desvendar. Nas últimas décadas. o educar e o cuidar devem caminhar juntos. Compreender a indissociabilidade entre educar. Nesse sentido.

As situações de educar remetem às situações de cuidado. Em determinados contextos socioculturais. habilidades e instrumentos que extrapolam a dimensão pedagógica. Em outras culturas. podem ser modificadas e acrescidas de outras de acordo com o contexto sociocultural. proteger-se. Contemplar o cuidado na esfera da instituição da educação infantil significa compreendê-lo como parte integrante da educação. ou que peguem-no imediatamente no colo. independentemente do nível de ensino em que se está atuando. como a qualidade da alimentação e dos cuidados com a saúde. Essa qualidade dar-se-á em função das concepções. As atitudes e procedimentos de cuidado são influenciadas por crenças e valores em torno da saúde. bem como das potencialidades afetivas. o embalo tem uma grande importância no cuidado de bebês. A base do cuidado humano é compreender como ajudar o outro a desenvolver-se enquanto ser humano. embalando-o. auxiliando o desenvolvimento das capacidades cognitivas infantis. corporais. interações e ações sociais e pedagógicas. e portanto não considerem o embalo como um cuidado. cooperação e cumplicidade de todos os envolvidos. da educação e do desenvolvimento infantil. Ou seja. o que sabe sobre si e sobre o mundo. as formas de identificá-las. buscando-se entender e valorizar o que cada criança sente e pensa. tendo como base concepções de desenvolvimento e aprendizagem infantis. Cuidar significa valorizar e ajudar a desenvolver capacidades. A identificação dessas necessidades sentidas e expressas pelas crianças. sociais. O cuidado é um ato em relação ao outro e a si próprio que possui uma dimensão expressiva e implica em procedimentos específicos. etc. 154 . emocionais. acredite que os bebês devem aprender a permanecer no berço. Pode-se dizer que além daquelas que preservam a vida orgânica. Embora as necessidades humanas básicas sejam comuns. mas como uma ação que pode "acostumar mal" a criança. como alimentar-se. Forest & Weiss (2003) explicam que as instituições de Educação Infantil devem incorporar. quanto da forma como esses cuidados são oferecidos e das oportunidades de acesso a conhecimentos variados. tanto que existem berços próprios para embalar. As necessidades básicas. que ocorrem em todos os ambientes da escola. de educação e saúde.o cuidado com o outro deve se fazer presente no ato de educar. de modo integrado. depende também da compreensão que o adulto tem das várias formas de comunicação que elas. Prestar atenção e valorizar o choro de um bebê e responder a ele com um cuidado ou outro depende de como é interpretada a expressão de choro. e dos recursos existentes para responder a ele. É possível que alguns adultos conversem com o bebê tentando acalmá-lo. que envolvem a dimensão afetiva e dos cuidados com o aspectos biológicos do corpo. embora possa exigir conhecimentos. após serem alimentados e higienizados. dedicação. O desenvolvimento integral depende tanto dos cuidados relacionais. as necessidades afetivas são também base para o desenvolvimento infantil. em cada faixa etária possuem e desenvolvem. as funções de educar e cuidar com qualidade advinda de estudo. é possível que o adulto que cuida da criança. estéticas e éticas. valorizá-las e atendê-las são construídas socialmente. cuidar de uma criança em um contexto educativo demanda a integração de vários campos de conhecimentos e a cooperação de profissionais de diferentes áreas.

Disso depende a construção de um vínculo entre quem cuida e quem é cuidado. comenta Lima (1991). A brincadeira e o jogo são processos que envolvem o indivíduo e sua cultura. manifesto em diversas produções culturais. É através do afeto que garantimos a construção e fortalecimento da autoconfiança da criança e a descoberta de que ela é capaz de realizar qualquer ação obtendo êxito. confiando em suas capacidades. 155 . meios de reconstrução da identidade cultural. O brincar não se constitui em atividade frívola. Assim. ouvidas e respeitadas. respeitando os limites naturais Para compreender a criança e criar condições para o seu desenvolvimento. presentes no educar e cuidar. 2001. reitera-se o respeito às singularidades infantis. identificando e atendendo as suas necessidades específicas. O jogo e a brincadeira podem ser estratégias educacionais integradas às diversas experiências vivenciadas através da linguagem do brincar. emocional. que quando observadas. desenvolvendo a confiança nas próprias capacidades e expressandose com a autenticidade que lhe é inerente. comentada por Behenck (2004). o que ela sabe sobre si e sobre o mundo. é importante considerar a atitude de seriedade com que a criança se dedica à brincadeira. em diferentes períodos históricos. visando à ampliação deste conhecimento e de suas habilidades. mas respeitá-la e valorizá-la para o seu enriquecimento sociocultural e pessoal. A valorização da afetividade. pensa. Isso não significa marcar ou estigmatizar cada criança. compreendendo sua singularidade. identificando e respondendo às suas necessidades. sendo. podem dar pistas importantes sobre a qualidade do que estão recebendo. Para se atingir os objetivos dos cuidados com a preservação da vida e com o desenvolvimento das capacidades humanas. é necessário que as atitudes e procedimentos estejam baseados em conhecimentos específicos sobre o desenvolvimento biológico. Além do prazer que a atividade lúdica promove. “A brincadeira favorece a auto-estima das crianças.27). que implica na garantia e estímulo ao lúdico na vida escolar. principalmente. Para cuidar é preciso antes de tudo estar comprometido com o outro. Os procedimentos de cuidado também precisam seguir os princípios de promoção à saúde. p. É através da linguagem do brincar que as crianças são motivadas a pensar de maneira autônoma. assim como atendê-las de forma adequada. Isto inclui interessar-se sobre o que a criança sente. é tão necessária quanto os cuidados básicos de uma boa alimentação e conforto. Além da dimensão afetiva e relacional do cuidado. necessárias à construção dos vínculos afetivos imprescindíveis ao desenvolvimento do educando. ser solidário com suas necessidades. levando em consideração as diferentes realidades socioculturais. é preciso que o professor possa ajudar a criança a identificar suas necessidades e priorizá-las. pois se trata de uma atividade universal encontrada nas várias sociedades. É preciso que os educadores considerem e compreendam as dimensões afetiva e relacional. portanto.O cuidado precisa considerar. que aos poucos a tornarão mais independente e mais autônoma. auxiliando-as a superar progressivamente suas aquisições de forma criativa” (RCNEI. e intelectual das crianças. e que adquirem especificidades e transformações de acordo com cada grupo. com sua singularidade. as necessidades das crianças. cuidar da criança é sobretudo dar atenção a ela como pessoa que está num contínuo crescimento e desenvolvimento. bem como ampliem o entendimento acerca das singularidades de cada criança.

do relato de um colega ou de um adulto. no âmbito de grupos sociais diversos. Ao brincar as crianças recriam e repensam os acontecimentos que lhes deram origem. compreender-se. está orientando sua ação pelo significado da situação e por uma atitude mental e não somente pela percepção imediata dos objetos e situações. transferindo e substituindo suas ações cotidianas pelas ações e características do papel assumido. assim. 156 . 139). mas é muito mais que isso. A brincadeira favorece a auto estima das crianças. ação voluntária (Fontana & Cruz. é o papel que assumem enquanto brincam. tomando consciência disto e generalizando para outras situações. imaginar-se. A fonte de seus conhecimentos é múltipla mas estes encontram-se. Na escola. de uma realidade anteriormente vivenciada. Nesse sentido. p. a despeito dos objetivos do professor e de seu controle. Isto quer dizer que é preciso haver consciência da diferença existente entre a brincadeira e a realidade imediata que lhe forneceu conteúdo para realizar-se. bate ritmicamente com os pés no chão e imagina-se cavalgando um cavalo. emoção. Essas significações atribuídas ao brincar transformam-no em um espaço singular de constituição infantil. expressar-se. É criação. os objetos e os espaços valem e significam outra coisa daquilo que aparentam ser. os sinais. as crianças transformam os conhecimentos que já possuíam anteriormente em conceitos gerais com os quais brinca. Brincar é. Toda brincadeira é uma imitação transformada. Ao adotar outros papéis na brincadeira. Para brincar é preciso que as crianças tenham certa independência para escolher seus companheiros e os papéis que irão assumir no interior de um determinado tema e enredo. É prática social. implica a constituição do sentido. auxiliando-as a superar progressivamente suas aquisições de forma criativa. utilizando-se de objetos substitutos. as crianças agem frente à realidade de maneira não-literal. para assumir um determinado papel numa brincadeira. No ato de brincar. entre as crianças. etc. negociar. no cinema ou narradas em livros. ainda. fragmentados. Nas brincadeiras. a brincadeira não envolve apenas a atividade cognitiva da criança. forma de interação com o outro. Brincar contribui. Acontece no âmago das disputas sociais. por exemplo. O principal indicador da brincadeira. Seus conhecimentos provém da imitação de alguém ou de algo conhecido. os gestos. sabendo que estão brincando. Essa peculiaridade da brincadeira ocorre por meio da articulação entre a imaginação e a imitação da realidade. Se a brincadeira é uma ação que ocorre no plano da imaginação isto implica que aquele que brinca tenha o domínio da linguagem simbólica. Envolve a criança toda. suas competências e as relações que possuem com outros papéis. desejo. Isso significa que uma criança que. a criança deve conhecer alguma de suas características. ser. de cenas assistidas na televisão. de uma experiência vivida na família ou em outros ambientes. atividade simbólica. no plano das emoções e das idéias. É no ato de brincar que a criança estabelece os diferentes vínculos entre as características do papel assumido. uma forma de aprender.A brincadeira é uma linguagem infantil que mantém um vínculo essencial com aquilo que é o "não-brincar". sem dúvida. transformar-se. para brincar é preciso apropriar-se de elementos da realidade imediata de tal forma a atribuir-lhes novos significados. 1997. Por exemplo. confrontar-se. Brincar é experimentar-se. relacionar-se. cujos desenvolvimentos dependem unicamente da vontade de quem brinca. para a interiorização de determinados modelos de adulto.

É o adulto. como os jogos de sociedade (também chamados de jogos de tabuleiro). utilizar os jogos. Pode-se. considerada como atividade fundamental da qual se originam todas as outras. corporais.. Nessa perspectiva não se deve confundir situações nas quais se objetiva determinadas aprendizagens relativas a conceitos. brinquedos ou jogos. os sentimentos e os diversos conhecimentos. constituindo-se em um recurso fundamental para brincar. e assim elaborarem de forma pessoal e independente suas emoções. os limites definidos pelas regras. finalmente. Propiciando a brincadeira. jogos tradicionais. didáticos. valores e atitudes que se referem à forma como o universo social se constrói. a relação com os objetos e suas propriedades físicas assim como a combinação e associação entre eles. fantasias.Pela oportunidade de vivenciar brincadeiras imaginativas e criadas por elas mesmas. papéis. portanto. na figura do professor. que. quais sejam. O brincar apresenta-se por meio de várias categorias de experiências que são diferenciadas pelo uso do material ou dos recursos predominantemente implicados. Cabe ao professor organizar situações para que as brincadeiras ocorram de maneira diversificada para propiciar às crianças a possibilidade de escolherem os temas. sentimentos. É preciso que o professor tenha consciência que na brincadeira as crianças recriam e estabilizam aquilo que sabem sobre as mais diversas esferas do conhecimento. por meio da oferta de determinados objetos. Essas categorias incluem: o movimento e as mudanças da percepção resultantes essencialmente da mobilidade física das crianças. da delimitação e arranjo dos espaços e do tempo para brincar. na instituição infantil. entretanto. conhecimentos e regras sociais. Conseqüentemente é ele que organiza sua base estrutural. Estas categorias de experiências podem ser agrupadas em três modalidades básicas. como papéis. as crianças podem acionar seus pensamentos para a resolução de problemas que lhe são importantes e significativos. brincar de faz-de-conta ou com papéis. objetos e companheiros com quem brincar ou os jogos de regras e de construção. situações. propiciam a ampliação dos conhecimentos infantis por meio da atividade lúdica. e. oferecendo-lhes material adequado assim como um espaço estruturado para brincar permite o enriquecimento das competências imaginativas. em uma atividade espontânea e imaginativa. brincar com materiais de construção e brincar com regras. procedimentos ou atitudes explícitas com aquelas nas quais os conhecimentos são experimentados de uma maneira espontânea e destituída de objetivos imediatos pelas crianças. especialmente aqueles que possuem regras. registrando suas capacidades de uso das linguagens assim como de suas capacidades sociais e dos recursos afetivos e emocionais que dispõem. como atividades 157 . a linguagem oral e gestual que oferecem vários níveis de organização a serem utilizados para brincar. os conteúdos sociais. criativas e organizacionais infantis. As brincadeiras de faz-de-conta. etc. os jogos de construção e aqueles que possuem regras. Por meio das brincadeiras os professores podem observar e constituir uma visão dos processos de desenvolvimento das crianças em conjunto e de cada uma em particular. ajuda a estruturar o campo das brincadeiras na vida das crianças. A intervenção intencional baseada na observação das brincadeiras das crianças. cria-se um espaço no qual as crianças podem experimentar o mundo e internalizar uma compreensão particular sobre as pessoas. portanto.

O jogo simbólico é considerado por Vygotsky (1988) como uma atividade típica da infância e essencial ao desenvolvimento infantil. -tornem acessível a todas as crianças que a freqüentam. elementos da cultura que enriquecem o seu desenvolvimento e inserção social. nas interações e práticas sociais para a construção de uma identidade autônoma. sob o risco de descaracterizar-se. Compreender a relevância do brincar possibilita aos professores intervir de maneira apropriada. por meio de aprendizagens diversificadas. o brincar utilizado como recurso pedagógico não deve ser dissociado da atividade lúdica que o compõe. p. por si só já favorece este processo de descaracterização. 2001. 2005. mesmo que não haja quantidade e/ou variedade de materiais disponíveis. -tenham um papel socializador. que o professor tenha consciência que as crianças não estarão brincando livremente nestas situações. sem interferir e descaracterizar o prazer que o lúdico proporciona. a brincadeira favorece o desenvolvimento individual da criança. visto que permite. ambientais. realizadas em situações de interação. pois a criança transforma o significado das coisas de acordo com seus desejos. na rotina escolar. que propicie o desenvolvimento da identidade das crianças. “O professor precisa estar intimamente envolvido com as crianças enquanto elas trabalham e brincam. 158 . pois há objetivos didáticos em questão. porém. aprofundando o seu conhecimento sobre as dimensões da vida social. Sendo assim. através do lúdico. indiscriminadamente. É preciso. É no brincar que a criança conhece os diferentes vínculos entre as características do papel assumido. suas competências e as relações que possuem com outros papéis. tempo e espaço para o brincar. p. associadas a padrões de qualidade. visto que o jogo simbólico acontece independentemente desses recursos. ser capaz de ouvir em vez de falar para as crianças e de observar e analisar as evidências das aprendizagens” (Anning. 90). visto que promove o desenvolvimento da criança para além do patamar por ela já consolidado. conforme ocorre ao transformar um cabo de vassoura em um cavalo. A vida escolar regida por normas e tempos determinados.28). ajuda a internalizar as normas sociais e a assumir comportamentos mais avançados que aqueles vivenciados no cotidiano. É necessário que as instituições de educação infantil: -incorporem as funções de educar e cuidar. Ele constitui-se em uma Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP). Por isso é imprescindível garantir. regido por regras semelhantes ao mundo adulto real. e principalmente na Educação Infantil o brincar é um potente veículo de aprendizagem experiencial. culturais. Portanto.didáticas. fazendo do brincar na escola um brincar diferente das outras ocasiões. sendo a submissão às regras de comportamento e normas sociais a razão do prazer que ela experimenta no brincar. No brincar do jogo do faz-de-conta a criança age em um mundo imaginário. vivenciar a aprendizagem como processo social. tomando consciência disto e generalizando para outras situações (RCNEI. Na educação de modo geral. que considerem as crianças nos seus contextos sociais.

necessidades e possibilidades da criança. a mediação do educador é determinante. Para a adaptação ser completa. ADAPTAÇÃO É TUDO NOVIDADE Até ir para a creche. Por isso. em um processo onde o erro é parte do avanço. O sucesso desse processo depende do acolhimento que a instituição oferece. É importante ressaltar. porém. a Creche deve realizar estratégias 159 . o seu conhecimento do mundo. 23. a estrutura dos conhecimentos de área e os processos de construção de conhecimentos nas crianças. interesses. As novas funções para a educação infantil devem estar associadas a padrões de qualidade.3. experimentando. Ou seja. questionando. ambientais.-ofereçam às crianças condições para as aprendizagens que ocorrem nas brincadeiras e aquelas advindas de situações pedagógicas intencionais ou aprendizagens orientadas pelos adultos. de natureza diversa. pois a ele compete introduzir a criança no grupo. 23. Cada um desses eixos deve articular-se em uma metodologia de trabalho que tem como base conhecimentos já produzidos em diferentes perspectivas. ela precisa de um período para se adaptar ao espaço. é importante que um dos pais ou um responsável acompanhe os primeiros dias na creche: além de mostrar ao educador aspectos relevantes da rotina familiar. Essa qualidade advém de concepções de desenvolvimento que consideram as crianças nos seus contextos sociais. METODOLOGIA O nosso fazer pedagógico consiste em desenvolver atividades que sejam significativas. é fundamental também o educador compartilhar com a família as experiências inéditas que os pequenos vivenciam na escola. ocorrem de maneira integrada no processo de desenvolvimento infantil.E para que as crianças possam exercer sua capacidade de criar é imprescindível que haja riqueza e diversidade nas experiências que lhes são oferecidas. ao entrar na creche e freqüentar um novo ambiente. e a alguns familiares. A ação pedagógica deve estar articulada em torno de três eixos: o contexto sóciocultural. dialogando. Este processo e adaptação é gradual. explorando. manipulando e comparando os elementos do ambiente que as crianças constroem. ajudando-a no avanço efetivo do seu processo de desenvolvimento global. às pessoas e às novas relações que vão surgir. discutindo. pesquisando. com os seus pais ou responsáveis. culturais e. Por isso.lúdicas e prazerosas. nas interações e práticas sociais que lhes fornecem elementos relacionados às mais diversas linguagens e ao contato com os mais variados conhecimentos para a construção de uma identidade autônoma. o que traz à tona uma reflexão sobre os limites e possibilidades para os conteúdos das diversas áreas na educação infantil. mais concretamente. ele vai transmitir à criança segurança até que ela consiga ficar sozinha. a criança tem um relacionamento social restrito à sua casa. portanto. centradas nas curiosidades. constante e individualizado para a criança e sua família. que essas aprendizagens. É. sejam elas mais voltadas às brincadeiras ou às aprendizagens que ocorrem por meio de uma intervenção direta. Na escola. O ideal é manter os cuidados específicos e individuais que a criança está acostumada a ter em casa.4.

Durante o primeiro ano de vida do bebê. há a introdução de novos parceiros. para uma situação onde há uma separação freqüente da díade. angústia e culpa. formando conceitos. valorizadas e eventualmente modificadas. apesar de representarem também um motivo de alegria. Estão lhe sendo retribuídos novos significados. Elas próprias trazem suas experiências anteriores de maternidade. através desse contato íntimo. defronta-se também com a aquisição de novas competências. certamente estarão expressos em sua relação com a creche. que a criança se desenvolverá. o apoio aos esforços de adaptação certamente influenciará e será influenciado pelas reações da criança.” O estudo da adaptação à creche vem no sentido de investigar um período crítico para todos os elementos envolvidos (bebês.onde haja uma colaboração entre os pais e a equipe de trabalho para que este processo aconteça da forma mais tranqüila possível. por ser incapaz de sobreviver e interagir no mundo sem a ajuda e mediação de outros indivíduos mais experientes de sua espécie. em um processo recente de adaptação às condições extra-uterinas. 1986). a partir desses significados vivenciados emocionalmente com os outros. na forma como vão introduzi-la às crianças e no significado que lhe será dado. com 160 . O bebê humano. provocando uma intensa união e desenvolvendo um forte vínculo afetivo em relação àqueles que com ele interagem e cuidam. além da ampliação da rede de interações e da adaptação a novos espaços e rotinas. O desafio torna-se mais significativo quando se considera as características da criança em seu primeiro ano de vida. sentir e reagir. o bebê apreende os significados apresentados e vivenciados pelos outros. entrando em contato com a cultura do grupo. Nesse momento desafiador para todos. com uma forma sincrética e fusionada de perceber. sem capacidade de estabelecer distinção entre ambos. adaptando-se às diferentes situações. onde havia uma maior intimidade e exclusividade. apresenta um prolongado período de aprendizagem. geradoras de dúvida. de um novo ambiente com novas rotinas. Nesse contexto. por suas experiências anteriores e pelas suas expectativas. confundindo-se com ele. está assumindo a primeira vez seu papel de mãe. De qualquer forma. em especial a do primeiro filho. então. Será. pois implica num conjunto de reorganizações. Todo esse processo provoca inicialmente e com freqüência. que passa a realizar os cuidados e a educação da criança. já que há um conjunto de características pessoais dessa criança e família que são específicas e devem ser respeitadas. crianças. efetivadas ou não. conquista ou alívio por se conseguir uma vaga na creche. famílias e educadoras). Assim. situações de grande tensão entre pais e educadoras. além de um conjunto de conceitos culturais e expectativas quanto ao seu papel de educadora ou de funcionária na instituição. o encontramos em um profundo estado de fusão emocional com o meio. num sistema de valores e conceitos compartilhados pelos adultos com seu grupo social em determinado contexto sócio-histórico. pelas necessidades emergenciais do bebê. A educadora. relacionadas aos conceitos de obrigações da maternidade e de educação dos filhos. O bebê. A mãe. de cuidados com filhos. também deve conhecê-la. com o adulto. numa época em que uma série de transformações pessoais e coletivas também se manifestam. o estabelecimento de novas relações e o fim da exclusividade de cuidados realizados por um familiar. papéis e responsabilidades associados a um conjunto contraditório de regras e condições ditadas pelo meio. os conceitos que trouxerem de sua experiência de vida. A interação mãe-bebê sofre transformações ao passar do espaço domiciliar. como sendo dele próprio (WEREBE & NADELBRULFERT.

Nessa fase. tanto a criança. Essas interações ocorrem em ambientes sociais e historicamente organizados. favorecendo assim a integração e o estabelecimento de vínculos entre eles e as educadoras. sobre seu desenvolvimento e sobre seu próprio papel com relação a ela. Vai ser através da mediação do meio. Os familiares deverão ser solicitados a permanecerem junto à criança na creche caso necessário. nas e através das múltiplas interações que estabelece. suas características evolutivas e ter informações quanto aos aspectos de saúde. pouco a pouco. programa cuidadosamente o ingresso das crianças e das famílias à creche. progressivamente. colocadas no colo de modo que se sintam mais tranqüilas e seguras. 1992). Sendo 161 . Os primeiros dias na escola é extremamente importante. das quais ele se apropriou através de suas experiências anteriores. conforme as representações e expectativas que tem sobre ela. 1984). que deverá conhecer suas necessidades básicas. onde. VYGOTSKY. ressignificando-o. devendo por isso ser muito bem preparado pelo educador. a possibilidade de ser influenciada pelo meio e também de atuar sobre ele. que desempenha um papel importante nas interações (VYGOTSKY. com aquelas com as quais mantém um maior vínculo afetivo (OLIVEIRAl. com outras pessoas. como o adulto. numa construção mútua. ou seja a permanência das crianças vai acontecendo de maneira gradual considerando a individualidade e necessidade de cada uma. As creches devem compreender a necessidade de que o processo de adaptação ocorra da forma mais adequada possível para a criança e sua família. higiene e nutrição infantil (todas estas informações devem ser passadas pelos pais em entrevista prévia com a direção através de anamnese). cada pessoa interage com a criança e organiza seus ambientes. podendo depois ser encaminhadas para atividades estimulantes. procurando fazer com que ela se sinta bem acolhida. As crianças que choram devem ser protegidas. com a apresentação de significados que. 1984). assim. desenho e modelagem. Isso significa que o seu desenvolvimento vai se dar através de um processo de construção social. e particularmente. brinquedos. por exemplo. A adaptação da criança está na dependência da orientação da educadora. A inserção é feita.seus próprios sentimentos e comportamentos. A criança. preparando de forma cuidadosa o ambiente nos primeiros dias e procurando cativá-las com atividades atrativas e um lanche especial. A criança tem. Se tratando de bebês brinquedos de estimulação. desde o seu nascimento. simplesmente moldado pelo meio. até o bebê poder ficar sem eles o período integral. desenvolvem-se (WALLON. de forma a promover o conhecimento e confiança mútua. no entanto. modificados pelo adulto conforme as concepções sobre desenvolvimento e educação infantil próprias daquela cultura. os signos existentes nessas atividades sociais variadas vão sendo incorporadas pela criança e passam a se tornar mediadores simbólicos de sua relação com o mundo. Assim. sempre com o apoio do educador. atua nesse processo não como um sujeito passivo. A sala deve ter disponível materiais de pintura. O tempo de permanência vai aumentando e os pais deverão ser orientados a afastarem-se progressivamente. mas como um ser ativo. transformando-o. que deve informar-se previamente sobre os gostos e preferências de cada criança. 1966. Toda a atenção deve estar voltada para a criança.

favorecendo a aproximação da criança à realidade escolar. oportunidade para a criança ter experiências sociais diferentes da experiência familiar. Geralmente. em que criança. Mas. além de contribuir para o seus desenvolvimento global. Os momentos iniciais na creche exigem sempre um esforço de adaptação da criança. fazendo contatos com outras crianças em um ambiente estimulante. Saliento que o desenvolvimento da criança deve ser acompanhada principalmente pelos pais pois a escola é apenas um suporte facilitador para todo o processo. Caberá à creche estimular e orientar a criança. favorecendo o estabelecimento de vínculos afetivos entre as crianças. assim. Existem crianças que já no primeiro dia se despedem da mãe e se integram com as outras crianças. família e educador estão se conhecendo. Vale lembrar que o fato de ter uma pessoa familiar junto à criança. adaptabilidade e rendimento intelectual. certamente. possibilita à família conhecer melhor o local e o educador com quem a criança vai ficar. experimentar. confiança em si. No 4o. da família e daqueles que assumem seus cuidados. É importante. Dá-se. pode durar dias. compreendam e respeitem o momento da criança de conhecer o novo ambiente e de estabelecer novas relações. nunca termina. As atividades programadas devem basear-se em suas necessidades e interesses. O ambiente que estimule a atividade criadora da criança. Todos desejam que ela caminhe da melhor forma. ao 3o. neste caso não há necessidade do programa de adaptação. que todos. dia 2hs junto no pátio e visível à entrada da sala de atividades. em parte. dia a mãe pode se distanciar um pouco e observar de longe e no 5o. eles sempre estarão se conhecendo. nessa fase. imprevisível. aceitando-a e desafiando-a a pensar. aprendem depressa e desejam exibir suas habilidades. Esse período de adaptação pode ser cuidadosamente planejado para promover a confiança e o conhecimento mútuos. as famílias e os educadores. esse processo ocorre de uma maneira ligeiramente diferente e. seguro e acolhedor. meses ou melhor. pais e educadores.assim. nesse período inicial. colecionar. para cada criança e cada família. dia ausentar-se 1 hora após a entrada. considerando os estágios de seu desenvolvimento. na creche. É preciso respeitar esse momento. perguntar. de certa forma. 162 . Você pode (e deve!) participar desse dia-a-dia. Digamos que há uma fase em que o desafio é maior. semana o horário deverá ser normal sem a presença da mãe. Na 2a. No programa de adaptação a mãe pode ficar do 1o. A época de adaptação é muito especial. a socialização da criança desenvolve-se harmoniosamente adquirindo superioridade sob o ponto de vista da independência. Por isso se diz que a adaptação. crianças são ávidas para explorar. isso faz com que todos adquiram maior segurança. Essa fase inicial. estará.

Se esse período de adaptação for bem conduzido, possibilitará que pais e educadores, por meio de sua convivência, estabeleçam uma relação produtiva, de confiança e respeito mútuo. ADAPTAÇÃO (texto para pais) “Primeiro dia na creche é extremamente importante devendo por isso ser muito bem a criança ser preparada pelo pais.” Em muitas famílias a adaptação gera apreensão. É a fase da adaptação, que vem se tornando cada vez mais suave, com novas estratégias para cativar as crianças e, principalmente, para diminuir a ansiedade dos pais. Na creche, para as crianças, os primeiros dias são de reconhecimento do espaço e de alguns momentos da rotina. Nas atividades de Artes, Música, tudo pode se resumir a uma só palavra: encantamento. A segurança da família é decisiva para um bom andamento da adaptação. Dúvidas de Adaptação no Berçário: No Berçário é freqüente o aparecimento de sentimentos de culpa, insegurança, ansiedade e ciúmes pelo "abandono" do filho na escola. Se você estiver deprimida por esse sentimento procure discuti-lo com a diretora da escola ou educadora do seu filho. A grosso modo, até os sete meses não há apresentação de problemas de adaptação, pois o bebê não distingue, visualmente, a sua mãe de outros adultos estranhos, sugere-se dois ou três dias para adaptação da mãe. A partir dos 8 meses verifica-se o "estranhar" (nível de maturação que permite ao bebê distinguir a diferença visual entre o conhecido e o desconhecido). Nessa época a adaptação pode ficar mais difícil e levar alguns dias. Será feito um programa de adaptação que consiste em um horário especial nos primeiros dias ou semanas, no qual haverá um gradual aumento no tempo de permanência da criança considerando as suas necessidades. A mãe ou responsável, deverá estar atenta e de fácil contato, pois sua presença poderá ser solicitada. Em caso de dúvidas quanto ao comportamento de seu filho ou quanto às condutas adotadas pela escola, procure a direção que estará à sua disposição para esclarecê-la e ajudá-la sempre que necessário. Algumas dicas que podem ajudar os pais no período de adaptação: A decisão de colocar seu filho na escola deve resultar de atitude pensada, consciente e segura; A vinda da criança para a escola deve ser preparada; entretanto, evite longas explicações para ela, pois isso pode despertar suspeitas e insegurança; A separação, apesar de necessária, é um processo doloroso tanto para a criança quanto para a mãe, mas é superado (o tempo de superação pode variar de criança para criança); Apenas uma pessoa deve ficar encarregada de levar a criança à escola. Atitudes diferentes podem dificultar o processo; Sejam breves na despedida. Às vezes, a criança acaba chorando ao perceber que a separação está sendo difícil também para os pais.

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É necessário extremo cuidado com os horários. Um pequeno atraso na hora de vir buscar uma criança em fase de adaptação pode deixá-la insegura. É preciso usar sempre a verdade. "Enganar" pode ser mais fácil naquele momento, porém, com certeza atrapalhará as negociações futuras. Ex: “Eu vou embora, mas já volto”. Nada de chantagens! Ex: “Se você ficar bonitinho e não chorar, a hora que sair compro doce”. Evite interrogatórios. Algumas crianças não gostam de contar suas experiências na escola. Ex: “O que você fez hoje?”; “O que comeu?”. Deixar que a criança leve algum objeto que use diariamente em casa, caso queira, para que se sinta num ambiente mais familiar. Ex: “ Um ursinho”. Este objeto lhe dará mais segurança. Este objeto é chamado de transicional. Quanto mais tranqüilos e mais seguros os pais estiverem mais rápida será a adaptação dos filhos. Evitem falar de que não gostou de algum ponto da creche na frente das crianças, tal atitude pode influenciar no comportamento da criança e criar uma barreira.Não deixe de participar da 1ª reunião de pais que tiver na Creche (muitas vezes acontece antes de iniciar as aulas). Nesta reunião terá a oportunidade de já conhecer os educadores de seu filho, os espaços que a Creche tem e outras coisas que quiser saber. E assim, ficará mais segura e você transmite isto para seu filho. Converse com ele em casa contando sobre o que viu, como chama a educadora, fale dos espaços que a escola tem... Assim quando ele for, estará mais tranqüilo e confiante, ajudando no processo de sua adaptação. Cuidados devem ser tomados nesse período de adaptação em relação a: troca recente de residência, retirada de chupeta ou fraldas, troca de mobília do quarto da criança, perda de parente próximo ou animalzinho de estimação; O choro na hora da separação é freqüente e nem sempre significa que a criança não queira ficar na escola; A ausência do choro não significa que a criança não esteja sentindo a separação; Não force com violência e ansiedade a criança a ficar na escola; Evite comentários sobre a adaptação da criança em sua presença; Cabe à mãe entregar a criança ao educador, colocando-a no chão e incentivando-a a ficar na escola. Não é recomendável deixar o educador com o encargo de retirar a criança do colo da mãe; Nunca saia escondido de seu filho. Despeça-se naturalmente. A sala de atividades é um espaço que deve ser respeitado e sua presença nela, além de dificultar a compreensão da separação, fará as outras crianças cobrarem a presença de suas mães; Incentive a criança a procurar a ajuda do seu educador quando necessitar algo, para que crie laço afetivo com ele; Lembre-se que o educador atende às crianças em grupo, procurando distribuir sua atenção, igualmente, promovendo junto com a mãe a integração da criança; Se os pais confiam na escola, sentirão segurança na separação e esse sentimento será transmitido à criança, que suportará melhor a nova situação; O período de adaptação varia de criança para criança, é único e deve ser avaliado individualmente; Evite interrogatórios sobre o dia da criança na escola; Poderão ocorrer algumas regressões de comportamento durante o período de adaptação, assim como alguns sintomas psicossomáticos (febre, vômitos etc.) É comum verificar-se nessa fase uma ambivalência de sentimentos. O desejo de autonomia da criança e a necessidade de proteção ocorrem simultaneamente;

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Cuidado com a aparente adaptação. Os pais devem respeitar o período estabelecido pela escola. As vezes não chora num primeiro momento, mas depois começa a sentir a separação dos pais; A adaptação das crianças de período integral inicialmente deve ser feita em um turno (manhã ou tarde); É aconselhável levar para a escola algum objeto que a criança use diariamente em casa, para que se sinta num ambiente mais familiar Faltas e atrasos nos primeiros dias atrapalham a nova rotina da criança em formação Atraso na busca da criança no momento da saída gera ansiedade e insegurança A fase de adaptação da criança à Creche é importante para o resto da vida e merece todo cuidado da família e da instituição escolhida. Confiança é fundamental! 23.5. PROJETO CONHECER Este Projeto é desenvolvido no 1º Bimestre JUSTIFICATIVA: A idéia de se realizar este projeto como o planejamento do 1º bimestre está em fazer com que os professores conheçam as particularidades física, psicológica, emocional e de aprendizagem de cada criança do grupo que vai trabalhar, antes de pensar num planejamento bimestral com objetivos de aprendizagem, pois desta maneira está sendo considerado às aprendizagens já adquiridas por elas. E além de estar respeitando cada criança em suas especificidades, o professor estará conhecendo cada uma, sendo esta uma das primeiras condições para que possa agir de maneira eficiente e adequada. OBJETIVOS: Exercitar o olhar do professor para: Ter claro que é preciso pensar e planejar atividades não para ensinar a criança e sim para saber o que ela já sabe. E para facilitar no planejamento destas atividades, o professor deve se perguntar: Eu quero saber se a criança... Planejar, preparar e desenvolver as atividades com as crianças Observar cada criança no momento das atividades realizadas dentro de cada área do conhecimento. Registrar o comportamento, atitude e habilidade de cada criança na realização das atividades propostas. Valorizar a criança em suas particularidades. OBJETIVO COMPARTILHADO: elaboração do diagnóstico CONTEÚDO: Atividades elaboradas para o diagnóstico Observação e escuta de cada criança para diagnosticar o que já sabem Registros das ações das crianças de forma a viabilizar a construção do próximo planejamento Conhecimento do jeito próprio de cada criança ETAPAS PROVÁVEIS 1- Selecionar os itens da listagem que vem a seguir que irão diagnosticar, por área de conhecimento.

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2- Planejar as atividades que irão realizar de acordo com os itens selecionados 3- Preparar e selecionar os materiais para o desenvolvimento das atividades antecipadamente. 4- Realizar a observação e registro das atitudes, habilidades e comportamentos de cada criança das atividades realizadas. BIBLIOGRAFIA: -Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil – MEC -Livro: Aprender e ensinar na Educação Infantil – Capítulo 5: Avaliação e observação Isabel Sole e outras -Currículo de Educação Infantil – 0 a 3 anos – Distrito Federal BERÇÁRIO - De 0 a 12 meses Eu quero saber se a criança... LINGUAGEM ORAL -Manifesta interesse e iniciativa em comunicar-se com as outras pessoas. -Comunica-se gestualmente. -Solicita coisas chorando,indicando, apontando ou gritando. -Diz que não e sim com a cabeça/E verbalmente? -Faz ruidinhos para escutar e para chamar a atenção. -Reconhece a voz da educadora e das pessoas mais próximas. -Responde quando ouve seu nome, não responde ou ás vezes. -Pára ante a proibições. -Diferencia intenções na fala dos adultos (aborrecida, contente,etc.). -Solicita coisas verbalmente. -Repete sons imitando. -Balbucia com entonação. -Gesticula enquanto fala. -Diz algumas letras ou palavras. -Imita palavra que lhe dissemos. -Denomina os objetos que lhe indicamos. -Fala sozinha e com as bonecas enquanto brinca. -Entende ordens simples (vem aqui, me dá, etc.). -Entende somente ordens quando estão acompanhadas de gestos. -Fala muito baixinho/Grita. -Gosta de ouvir histórias. -Gosta de manusear livros. MÚSICA -Utiliza o corpo para expressar-se. -Agrada-lhe escutar canções e músicas. -Reage diante de estímulos sonoros. -Agrada-lhe imitar os movimentos e gestos que observa. -Demonstra interesse pelos objetos sonoros. -Explora os materiais sonoros. -Agrada-lhe dançar e participar quando dançam. -Produz diferentes ruídos e sons musicais (com objetos, instrumentos, etc.). -Acompanha o ritmo do corpo. -Pede música, indicando o rádio ou outro tipo de aparelho.
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-Levanta-se.)/tem medo -Não pára. segurando-se na beira do berço. -Caminha quando lhe seguramos pelas duas mãos. rodas. -Caminha sozinha. -Sobe nas mesas e nas cadeiras para pegar os objetos. triciclo.) e nos objetos habituais (carrinhos. quando lhe oferecemos condições. quando lhe pedimos/chuta-a. consegue começar a engatinhar. -Vira-se de barriga para baixo e desvira-se. ARTES -Agrada-lhe mexer com tinta -Irrita-lhe estar lambuzada. -Desloca-se arrastando-se/sentada/apoiando-se. caminhando. -Atira a bola. -Quando está sentada em uma cadeirinha. -Perde o equilíbrio facilmente/às vezes.etc. -Agrada-lhe atirar os objetos ao chão e ver como caem. segurando-se nos móveis. etc.etc. -Quer subir as escadas sendo segurada por nós/sobe de gatinho/sobe quando lhe seguramos e coloca os dois pés em cada degrau. -Tem cuidado com os materiais produzidos. etc. -Consegue relaxar. levante-se sozinha. -Explora os objetos com o dedo indicador/com a boca/chupa todos os dedos. -É capaz de experimentar durante pequenos momentos os materiais propostos -Agrada-lhe marcar os papéis e fazer rabiscos e garranchos -Explora o espaço físico. -Quando está sentada. -Desloca-se segurando por uma só mão/pelas duas mãos/sem apoiar-se/apoiada nos móveis.-Produz algum som com próprio corpo. etc. -Levanta-se sozinha. -Equilibra-se de pé por um momento.) ou fica observando -Escolhe brincadeiras de movimento (engatinhar. inclina-se para a frente e apóia-se nas mãos. -Quer subir nas coisas (mesa. -Abaixa-se para juntar um objeto do chão. escorregador. -Gosta de ouvir músicas variadas/Tem preferência por alguma. -Agrada-lhe muito estar de pé. etc. boneca. pincel. -Aceita as diferentes técnicas ou materiais que são utilizados nas atividades -Gosta de observar e apreciar imagens. -Explora o espaço. 167 . -Pode ficar um momento sentada/apoiando-se ou sem apoiar/cai em seguida/cansa-se rápido/agrada-lhe estar sentada. como: canetinha. -Desloca-se engatinhando em frente/engatinhando para trás. caminhões. -Sabe sentar-se sozinha/senta-se e levanta-se sozinha. -Quando está sentada. -Preferencialmente brinca com baldinhos e pazinhas. subir e descer. -Empurra uma cadeira.)ou fica observando. caixas. -Tem condição motora para segurar os materiais usados. cadeira. MOVIMENTO -Agrada-lhe sair ao pátio ou solário -Sente-se insegura ao sair da sala -Escolhe brincadeiras tranqüilas (areia. -Atira os brinquedos/arrasta brinquedos.

-Necessita trazer algum objeto de casa (carrinho. -Fica tranqüila para dormir. -Põe os brinquedos dentro de uma caixa. -Sabe se localizar nos espaços -Gosta e tem interesse em sentir e explorar as cores. mandar beijos. -Explora e utiliza os movimentos de encaixe e preensão. -Segura os objetos com as duas mãos/segura um objeto em cada mão. -Agrada-lhe sair ao pátio ou solário -Mostra-se tranqüila nos espaços habituais e com as pessoas conhecidas. -Segura uma colher e a leva junto á boca. Orientação no espaço e no tempo -Conhece a sala. -Mostra interesse pelas outras crianças/observa-as/imita-as/toca-as/sorri para elas/bate nelas/morde-as. -Afasta um objeto para alcançar em outro por baixo. quando o tiram do seu alcance de visão. quando vê a comida. -Põe as mãos em volta da mamadeira/quer agarrar o bico da mamadeira/tira-o da boca. -Começa a procurar e a querer alcançar objetos distantes. -Bebe no copo com ajuda. -Participa de atividades que envolvem a contagem oral(brincadeiras e músicas) -Participa de atividades que envolvem o circuito na sala onde é preciso passar por baixo. -Tira seus sapatos/tenta tirá-los. -Abre uma caixa para examinar o que tem dentro. embalar a boneca.). -Mostra-se contente na maior parte do tempo. -Abre uma bala. MATEMÁTICA -Manipula e explora brinquedos e objetos empilhando ou encaixando. -Procura um objeto escondido.-Custa-lhe largar o objeto que tem na mão. -Separa-se da pessoa que a acompanha na escola sem dificuldade -Adapta-se rapidamente na rotina após ser deixado na Escola -Quando a criança chora ela aceita o consolo da educadora. -Põe um baldinho. -Antecipa alguma situação ou atividade cotidiana a partir de determinados indícios ou sinais (quando vê o carrinho. -Custa-lhe ficar na escola depois de um período sem freqüentar. Interação com outras pessoas -Procura ou aceita a relação com as outras crianças. -Explora as possibilidades dos seus gestos como dá tchau. NATUREZA E SOCIEDADE Adaptação -Entra contente na escola. 168 . etc. dentro. um copinho dentro do outro.). boneca. -Interessa-se pelas mais velhas -Agrada-lhe impor seus desejos. etc. -Tem curiosidade em explorar outros espaços da escola -Localiza alguns objetos habituais na sala. -Passa um objeto de uma mão para outra. etc. -Amassa papéis/explora-os e manipula-os/faz ruído com eles. formas e texturas. -Procura o objeto com o qual estava brincando.

-Começa a compartilhar pequenos períodos de jogos com a intervenção de outra pessoa adulta. -Agrada-lhe as atividades de grupo propostas (canções, jogos, etc.) -Mostra-se tranqüila no grupo ou se aborrece com freqüência -Quando lhe incomodam: chora/defende-se/procura a educadora/vai para um cantinho. -Manifesta preferências por algumas crianças. -Solicita a atenção da educadora frequentemente. -É muito dependente da educadora e chora quando desaparece. -Chora quando lhe seguram no colo. -Custa-lhe compartilhar a educadora com as outras crianças -Reclama a sua atenção. -Comunica suas necessidades e emoções (mesmo através de gestos e expressões). -Aceita as propostas da educadora. -A relação costuma ser espontânea/afetuosa/distante/dependente. -Aceita a relação com as outras pessoas adultas conhecidas ou desconhecidas. -Distingue as pessoas conhecidas entre as desconhecidas. Jogo, experimentação e exploração -Agrada-lhe manipular os objetos que tem ao seu alcance (agrupar, bater, atirar, acariciar, etc.). -Faz atividades complexas de exploração e manipulação: empilha os objetos, ajuntaos, espalha-os, oferece-os, joga-os e os recolhe, arrasta-os, põe dentro de um recipiente, põe e tira,abre e fecha, enrosca-os, etc. -Tem iniciativa. -Observa as outras crianças e imita-as. -Quando quer um objeto que não alcança: a criança excita-se, olha-o, tenta pegá-lo, chora, estica o braço, indica-o à pessoa adulta, pede-o verbalmente ou grita. -Quando um objeto desaparece de sua visão: esquece-se/tenta encontrá-lo no lugar em que desapareceu/procura-o em outro lugar -Brinca com os jogos na água/ na areia/ de massinha de modelar, etc. -Joga um momento sozinha. -Entretém-se com qualquer brinquedo/nunca se entretém sozinha. -Toma os brinquedos dos amigos. -Quais os objetos ou brinquedos que prefere -Tem curiosidade por tudo que a envolve. -Mostra-se observadora e receptiva. -Agrada-lhe os animais, chama-os. -Estabelece contato com pequenos animais e plantas. FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL O próprio corpo. Sensações, percepções e necessidades -Reconhece algumas partes do seu corpo (boca, nariz, mãos, etc.). -Agrada-lhe fazer movimentos diante do espelho. -Manifesta prazer diante de determinadas situações (massagem, toque ou afeto).. -Como reage as situações que não lhe agradam. -Consegue esperar um pouco para que sejam cumpridas suas necessidades. -Reconhece algumas situações de perigo e as evita. -Relaxa quando o ambiente está propício. -Reclama a atenção dos adultos, quando é necessário, gesticulando ou verbalmente. -Como reage a diferentes ruídos e intensidade de som. Sentimentos e emoções -Expressa suas emoções e seus sentimentos. -Faz birra.

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-Aceita as demonstrações de afeto das pessoas adultas conhecidas. -Manifesta o seu estado de ânimo de maneira não-verbal. -Manifesta suas preferências. -Aceita que intervenhamos em certas emoções negativas (agressividade, oposição, etc.) para controlá-la. -Acalma-se facilmente quando a consolamos. -Habitualmente mostra-se tranqüila/irritada/inquieta/controlada. -Manifesta medo diante de determinadas situações ou objetos (quais?). Confiança e segurança -Experimenta e realiza as tarefas ao seu alcance. -Necessita de ajuda. -Chora ao ficar sozinha -Esforça-se para vencer as dificuldades que é capaz de vencer. -Reclama a nossa ajuda mesmo que não necessite dela. -Mostra-se contente quando a felicitamos. -Agrada-lhe ser o centro de atenção em determinadas situações. Higiene, limpeza e troca -Participa quando limpamos seu rosto ou as suas mãos. -Aceita que lhe limpemos e mostra satisfação quando o fazemos/não lhe agrada. -Mostra-se inquieta quando está suja. -Colabora quando a vestimos e a trocamos. -Quer tirar as meias e touca. -Reconhece algum pertence seu. -Gosta de tomar banho. Alimentação -Agrada-lhe este momento. -Come sozinha determinados alimentos. -Tem apetite. -Agrada-lhe provar coisas novas ou aceita pouca variedade. -Come os alimentos amassados ou em pedaços. -Come somente o primeiro prato ou pede o segundo e o terceiro. -Tem vômitos com freqüência. -Manifesta as suas preferências e as suas necessidades. -Usa a colher para comer. -Segura a mamadeira ou copo sozinho. -Permanece sentada enquanto come. -Respeita a comida das outras crianças quando lhe pedimos. Soneca -Dorme muito ou pouco.Em que período? -Dorme sozinha. -Chora para dormir. -Dorme tranqüila. -Desperta-se tranqüila e com facilidade. -Dorme com chupeta ou põe o dedo na boca ou ainda precisa de outros objetos para dormir. -Balbucia para dormir

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MINI GRUPO - De 1 a 2 anos Eu quero saber se a criança ... LINGUAGEM ORAL -Manifesta interesse e iniciativa em comunicar-se com as outras pessoas. -Comunica-se gestualmente. -Diz não/diz sim. -Reconhece a voz da educadora e das pessoas mais próximas. -Responde quando chamam o seu nome/ainda não. -Indica com o dedo o que quer. -Diferencia intenções na fala dos adultos (aborrecida,contente,etc.). -Mostra os sapatos ou outros objetos, quando solicitado. -Solicita coisas verbalmente (como água). -Repete sons imitando/Balbucia com entonação/Gesticula enquanto o faz. -Diz algumas palavras. -Imita palavra que lhe dissemos. -Nomeia os objetos que lhe indicamos. -Conversa sozinha com as bonecas enquanto brinca. -Combina duas palavras. -Faz frase com dois elementos ou com mais. -Entende ordens simples (vem, tem, me dá, etc.). -Quando fala, esforça-se com o gesto. -Fala muito baixinho ou grita. -Conta algo que fez. -Interessa-se pela leitura de história. -Observa e manuseia materiais escritos ou impressos. -Interage com o professor através da fala. MÚSICA -Reproduz gestos e coreografias com todo o corpo ou com partes do corpo. -Imita animais, personagens, sensações (frio, calor, cansaço, etc.) e estados de ânimo (aborrecido, triste, contente, etc.) -Utiliza o corpo para expressar-se. -Agrada-lhe escutar canções e músicas. -Agrada-lhe dançar e participar quando dançam. -Agrada-lhe cantar. -Imita diferentes ruídos e sons musicais (com objetos, instrumentos, etc.) -Segue o ritmo que escuta. -Solicita música, indicando o rádio ou outro tipo de aparelho. -O seu ritmo pessoal é lento, rápido ou normal. -Percebe diferentes tipos de sons. -Inventa música. -Explora os materiais sonoros. -Produz sons vocais diversos. ARTES -Agrada-lhe mexer com tinta. -Irrita-lhe estar lambuzada. -Tem condição motora para segurar os materiais usados, como: canetinha, pincel, etc. -Aceita as diferentes técnicas ou materiais que são utilizados nas atividades. -Gosta de observar e apreciar imagens. -É capaz de experimentar durante pequenos momentos os materiais propostos. -Agrada-lhe marcar os papéis e fazer rabiscos e garranchos/não lhe interessa.

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-Explora o espaço físico. -Tem cuidado com os materiais produzidos. -Explora características dos objetos e materiais. -Tem cuidado com seu corpo no contato com os materiais. -Consegue construir algo com sucata empilhando ou encaixando. MOVIMENTO Jogo motriz (no pátio ou nas atividades de movimento) -Agrada-lhe sair ao pátio ou solário -Sente-se insegura ao sair da sala -Prefere brincadeiras tranqüilas (areia,boneca,etc.) ou de movimento(correr, saltar, subir e descer,etc.). -Sobe e desce nas coisas (mesa, cadeira, etc.) e nos objetos habituais (carrinhos, triciclo, escorregador,etc.). -Não pára. -Explora o espaço. -Reconhece o seu corpo no espelho. Caminhada, deslocamento, equilíbrio e postura -Caminha com objetos nas mãos. -Salta sobre a plantas dos pés. -Equilibra-se sobre um pé só por um pequeno momento. -Abaixa-se para juntar um objeto no chão ou precisa de apoio. -Coloca-se em pé sozinha ou necessita de apoio. -Caminha com segurança. -Corre sem cair. -Sobe ou desce os degraus apoiando os dois pés em cada um. -Sobe na mesa e nas cadeiras para conseguir os objetos. -Empurra uma cadeira caminhando. -Levanta e senta em uma cadeira pequena. -Joga ou chuta a bola, quando pedimos. -Perde o equilíbrio com freqüência. -Consegue relaxar, quando lhe fornecemos as condições. Habilidade manual -Explora os objetos com os dedos ou com a boca. -Agrada-lhe os jogos de construção. -Folheia um livro. -Procura um objeto desaparecido. -Destapa caixas e volta a tapá-las. -Coloca objetos dentro de uma caixa. -Enche baldinhos de areia e os esvazia. -Amassa papéis ou rasga-os. -Tira seus sapatos. -Usa talher sem ficar lambuzada. -Consegue tomar algo sozinho segurando o copo. -Explora as possibilidades dos seus gestos como dá tchau, mandar beijos, embalar a boneca. -Explora e utiliza os movimentos de encaixe e preensão. MATEMÁTICA -Empilha e encaixa brinquedos e objetos. -Sabe se localizar nos espaços. -Faz construções de torres com blocos de madeira ou sucata. -Gosta e tem interesse em sentir e explorar as cores, formas e texturas. -Participa de atividades que envolvem a contagem oral (brincadeiras e músicas).
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-Relaciona-se para pedir ajuda. -Comunica suas necessidades e emoções (mesmo através de gestos e expressões). -Chora se a educadora desaparece. -Participa das atividades coletivas. jogos. -Interessa-se pelas mais velhas -Agrada-lhe impor seus desejos. etc. -Agrada-lhe sair ao pátio ou solário -Mostra-se tranqüila nos espaços habituais e com as pessoas conhecidas. dentro. etc. -Identifica diferentes espaços da sala. -Aceita a relação com as outras pessoas adultas conhecidas ou desconhecidas. Orientação no espaço e no tempo -Conhece os espaços habituais da escola.-Participa de atividades que envolvem o circuito na sala onde é preciso passar por baixo. NATUREZA E SOCIEDADE Adaptação -Entra contente na escola. -Reclama a sua atenção.). Mostra sentimentos de ciúmes quando a educadoras pega outras crianças. -A relação costuma ser espontânea/afetuosa/distante/dependente. quando vê a comida. -Custa-lhe compartilhar a educadora com as outras crianças. -Começa a compartilhar pequenos períodos de jogos com a intervenção de outra pessoa adulta. -Custa-lhe ficar na escola depois de um período sem freqüentar. -Tem curiosidade em explorar outros espaços da escola. -Sabe onde são guardados os objetos e os materiais da sala. Hábitos sociais e de convivência -Está aprendendo a compartilhar os objetos. -Antecipa situações ou atividades cotidianas a partir de determinados indícios ou sinais(quando vê o carrinho. os espaços e a atenção da educadora. -É muito dependente da educadora e chora quando desaparece. -Mostra interesse pelas outras crianças/observa-as/imita-as/toca-as/sorri para elas/bate nelas/morde-as. etc. -Solicita ajuda e a aceita quando necessita. etc. -Separa-se da pessoa que a acompanha na escola sem dificuldade -Adapta-se rapidamente na rotina após ser deixado na Escola -Quando a criança chora ela aceita o consolo da educadora. boneca. Interação com outras pessoas -Procura ou aceita a relação com as outras crianças.) -Mostra-se tranqüila no grupo ou se aborrece com freqüência -Quando lhe incomodam: chora/defende-se/procura a educadora/vai para um cantinho. -Relaciona-se bastante com a sua educadora por iniciativa própria. -Fica tranqüila para dormir.). -Participa das atividades de grupo propostas (canções. -Solicita a atenção da educadora frequentemente. -Colabora com a educadora ao recolher os brinquedos. -Aceita as propostas da educadora. 173 . -Manifesta preferências por algumas crianças. -Necessita trazer algum objeto de casa (carrinho. -Mostra-se contente na maior parte do tempo. -Sabe esperar a sua vez. -Chora quando lhe seguram no colo.

põe e tira. -Acalma-se facilmente quando a consolamos. -Tem iniciativa. nariz. oposição. -Observa as outras crianças e imita-as. -Aceita que intervenhamos em certas emoções negativas (agressividade. -Inicia um jogo simbólico com objetos. -Chora ao ficar sozinha 174 . ajunta-os. estica o braço. -Reconhece sua imagem no espelho. -Quais os objetos ou brinquedos que prefere -Tem curiosidade por tudo que a envolve. tenta pegá-lo. bater.. -Estabelece contato com pequenos animais e plantas. -Reclama a atenção dos adultos. -Necessita de ajuda. -Faz atividades complexas de exploração e manipulação: empilha os objetos. -Quando quer um objeto que não alcança: a criança excita-se. chama-os. Jogo. -Manifesta suas preferências. experimentação e exploração -Agrada-lhe manipular os objetos que tem ao seu alcance (agrupar. enrosca-os. espalha-os. -Como reage a diferentes ruídos e intensidade de som. atirar. -Como reage as situações que não lhe agradam. -Mostra-se observadora e receptiva. põe dentro de um recipiente. FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL O próprio corpo. Confiança e segurança -Experimenta e realiza as tarefas ao seu alcance. etc. -Aceita as demonstrações de afeto das pessoas adultas conhecidas. -Relaxa quando o ambiente está propício. quando é necessário. -Quando um objeto desaparece de sua visão: esquece-se/tenta encontrá-lo no lugar em que desapareceu/procura-o em outro lugar -Brinca com os jogos na água/ na areia/ de massinha de modelar. Sensações. etc. percepções e necessidades -Reconhece e nomeia algumas partes do seu corpo (boca. -Consegue esperar um pouco para que sejam cumpridas suas necessidades. -Nomeia e reconhece algumas funções do seu corpo. -Entretém-se com qualquer brinquedo/nunca se entretém sozinha. Sentimentos e emoções -Expressa suas emoções e seus sentimentos. -Manifesta medo diante de determinadas situações ou objetos (quais?). -Reconhece e nomeia algum animal. etc.abre e fecha. arrasta-os. olha-o.) para controlá-la. -Reconhece algumas situações de perigo e as evita.-Distingue as pessoas conhecidas entre as desconhecidas. -Habitualmente mostra-se tranqüila/irritada/inquieta/controlada. acariciar.). -Manifesta prazer diante de determinadas situações (massagem. indica-o à pessoa adulta. -Faz birra. mãos. -Toma os brinquedos dos amigos. etc. joga-os e os recolhe. chora. -Agrada-lhe fazer movimentos diante do espelho. -Agrada-lhe os animais. pede-o verbalmente ou grita. toque ou afeto). oferece-os. -É capaz de concentrar-se um momento no jogo sozinha. gesticulando ou verbalmente.). etc. -Manifesta o seu estado de ânimo de maneira não-verbal.

Soneca -Dorme muito ou pouco. -Diferencia se fez xixi ou cocô e já começa a controlar-se. -Respeita a comida das outras crianças quando lhe avisamos. Alimentação -Colabora ativamente nas situações de refeições. -Toma leite no copo sozinho. -Come sozinha determinados alimentos. -Mostra-se inquieta quando está suja. -Permanece sentada enquanto come. -Agrada-lhe provar coisa novas ou aceita pouca variedade. -Desperta-se tranqüila e com facilidade. -Agrada-lhe este momento. -Dorme com chupeta ou põe o dedo na boca ou precisa de outros objetos para dormir. -Escolhe o lugar para sentar no refeitório. -Agrada-lhe ser o centro de atenção em determinadas situações. 175 . -Mostra-se contente quando a felicitamos. -Manifesta as suas preferências e as suas necessidades. -Reconhece alguma peça de roupa sua. -Aceita que lhe limpemos e mostra satisfação quando o fazemos. -Usa os talheres (colher ou garfo) para come. -Tira sozinha alguma peça de roupa. -Reclama a nossa ajuda mesmo que não necessite dela. -Come os alimentos amassados ou em pedaços. -Dorme tranqüila. limpeza e troca -Participa quando limpamos seu rosto ou as suas mãos. -Precisa ser acalentada para dormir.-Esforça-se para vencer as dificuldades que é capaz de vencer. -Tem apetite. -Come somente o primeiro prato ou pede o segundo e o terceiro. Higiene. Em que período? -Dorme sozinha. -Chora para dormir. -Adora tomar banho. -Colabora quando a vestimos e a trocamos.

parlendas. -Utiliza estruturas afirmativas. -Solicita que coloquemos música às vezes.). -Escuta os contos e histórias ou as pequenas explicações que a professora faz. etc. -Interessa-se pela leitura de história. LINGUAGEM ORAL Comunicação -Comunica-se verbalmente ou através de gestos. -Associa situações atuais com experiências anteriores. etc. levantar-se.). -Fala seu nome e de alguns colegas. -Conta suas vivências. -Canta as canções trabalhadas. trabalhos. -Conversa para expressar suas necessidades. -É capaz de responder perguntas. -Entende ordens simples. interrogativas. -Utiliza o corpo para expressar-se. emoções ou vivências. -Quando fala. -Nomeia os objetos habituais quando lhes indicamos ou quando mostramos uma imagem.. -Utiliza a linguagem habitual nas diferentes situações (jogos. -É capaz de prever acontecimentos cotidianos: recolher os brinquedos. -Agrada-lhe escutar canções e músicas. 176 . -Começa a memorizar canções. -Observa e manuseia materiais escritos ou impressos. -Fala enquanto brinca. -Sabe imitar ruídos dos animais e diferentes onomatopéias. -Faz cantarolas de bebê. -Imita e produz diferentes ruídos e sons musicais (com objetos. poesias. -Utiliza nomes. -Explica alguma seqüência de um conto ou história e recorda alguns personagens. -É capaz de solicitar ajuda verbalmente quando necessita. tu. instrumentos. -Possui um vocabulário amplo ou reduzido. Compreensão e expressão oral -Entende o que lhe é dito em sala. -Sabe explicar as coisas. -Utiliza o pronome pessoal: eu. -Diferencia: som/silêncio e forte/fraco. rotinas. etc. -Aceita ser corrigido. -Denomina o que vê ou o que faz. -Agrada-lhe dançar e participar das danças. -Fala muito baixinho ou fala gritado.. -Utiliza diminutivos. reforça com gestos. imitações e coreografias e acompanha o ritmo que escuta com todo o corpo ou com as partes do corpo. etc.MATERNAL I De 2 a 3 anos Eu quero saber se a criança . ele. -Expressa-se de maneira compreensível. -Agrada-lhe cantar. adjetivos e verbos. imperativas. -Sabe localizar o lugar de onde provém o ruído/som. -Tem interesse por expressar-se melhor. MÚSICA -Reproduz gestos. negativas. poesias e reproduzir partes.

MOVIMENTO Jogo motriz (no pátio ou nas atividades de movimento) -Agrada-lhe muito sair ao pátio ou parque. -Explora características dos objetos e materiais. -Consegue rasgar um papel em pedacinhos ou amassa-os. colar. -Caminha e corre com segurança/cai às vezes. -Não pára. -Mostra curiosidade e interesse por aquilo que se envolve. deita. ARTES -Agrada-lhe as atividades plásticas: desenhar. -Gosta de observar e apreciar imagens e obras de arte. etc. -Explora materiais sonoros.etc.). -Inventa música.-Acompanha o ritmo que escuta com todo o seu corpo ou com partes do seu corpo. -Permanece sentada. -Consegue relaxar. -Chuta a bola. -Normalmente brinca sozinha ou com outras crianças. -Aceita as diferentes técnicas utilizadas na sala. levanta. pintar.etc. -Põe os pés alternativamente nos degraus.boneca. deslocamento. -Prefere atividades ao ar livre ou prefere voltar à sala. -Consegue parar quando é dado um sinal. -Salta de um degrau. etc. -Prefere jogos tranqüilos (areia. quando lhe oferecemos condições. -Atira os objetos no ar sem perder o equilíbrio. Caminhada. -Explora o espaço físico. rápido ou normal. -Sobe ou desce os degraus apoiando os dois pés em cada degrau com suporte. -Salta quase meio metro a frente. -Participa de jogos dirigidos. escorregador. -Imita e realiza diferentes posturas corporais (senta-se. Tem cuidado com os materiais produzidos seus e dos colegas -Tem cuidado com seu corpo no contato com materiais.). -Explora e desloca-se por todo espaço -Reconhece o seu corpo no espelho. subir e descer. etc. -Consegue construir objetos com uso variado de materiais. -O seu ritmo pessoal é lento. equilíbrio e postura -Desloca-se com objetos nas mãos. -Gira-se com ajuda. saltar. -Caminha nas pontas dos pés. -Folheia as páginas de um livro uma a uma. -Perde o equilíbrio frequentemente. -Consegue construir algo com sucata empilhando ou encaixando. triciclo. Habilidade manual -Agrada-lhe os jogos de construção. -Caminha de costas. -Equilibra-se sobre um pé. -Salta com os dois pés ou com um pé só.). 177 . -Sobe nos brinquedos sem dificuldade (carrinhos.) ou de movimento(correr. -Sobe na mesa e nas cadeiras para conseguir os objetos desejados. -É capaz de experimentar durante breves momentos os materiais propostos.

-Agrada-lhe explicar o que fez na escola a quem vem buscá-la. -Sente-se insegura com as mudanças de espaço. -Custa-lhe ficar depois de um período ou alguns dias sem vir à escola. -Às vezes chora e aceita o consolo da educadora. NATUREZA E SOCIEDADE Adaptação -Chega e entra contente na escola. etc. -Consegue beber sozinha segurando o copo. -Consegue desatar laços simples. -Faz desenho numa superfície com pintura. -Consegue montar os quebra-cabeças. -Sabe abrir sua mochila.). temperatura. embalar a boneca. -Agrada-lhe sair para outros espaços da escola. -Manipula e explora brinquedos e objetos de forma a existir quantidade (empilha blocos. -Consegue montar algo usando a massa de modelar.). -Classifica objetos segundo alguma qualidade proposta. -Mostra-se contente na maior parte do tempo. -Explora e utiliza os movimentos de encaixe e preensão. longo/curto. ao lado/em frente/atrás em relação com o próprio corpo. a partir da manipulação e da observação. -Participa de situações diárias que envolvem números como calendário e cartaz de aniversário. mandar beijos. sonoridade.-Faz torres de cubos e pilhas com pequenas peças. boneca. -Gosta e tem interesse em sentir e explorar as cores. 178 . -Compreende o que é: dentro/fora. -Explora as possibilidades dos seus gestos como dá tchau. de noções de quantidade. -Sabe citar algumas características dos objetos ou elementos (cor. -Sabe diferenciar: grande/pequeno. acima/abaixo.). -Necessita trazer algum objeto de casa (carrinho. -Tira seus sapatos. -Faz construções de torres com blocos de madeira ou sucata. -Compara elementos ou objetos a partir de semelhanças ou diferenças. brincadeiras e músicas junto com o professor e em outros contextos que julgue necessário. medida. conta lápis). -Tampa e destampa caixas e potes fáceis de abrir. etc.etc. -Sabe utilizar talher. -Lança a bola a um determinado lugar. todos/um/pouco/muitos. -Agrupa objetos por semelhanças e os critérios que utiliza para fazê-lo (forma. muito/pouco. -Coloca objetos dentro de uma caixa. MATEMÁTICA -Interessa-lhe observar as coisas e descobrir às qualidades. -Fica tranqüila ao ser deixada na escola -Adapta-se rapidamente na escola quando a deixam e separa-se da pessoa que a acompanha sem dificuldade. formas e texturas. -Utiliza da contagem oral. derruba boliches. -Enche baldinhos de areia e os esvazia. -Abre as torneiras habituais. -Fica tranqüila para dormir. lápis de cor. medida. uso. de tempo e espaço em jogos. cor. etc.

179 . -Sabe onde são guardados os objetos e os materiais da sala.). -Agrada-lhe impor seus desejos. -Aceita bem as propostas da educadora. -Mostra-se tranqüila/nervosa. -Sabe localizar diferentes materiais e objetos da sala. -Sabe esperar a sua vez. -Conhece todos os companheiros e os seus nomes. pessoas e fenômenos. -Mostra sentimentos de ciúmes quando a educadora brinca com outras crianças. massa de modelar. refeitório. -Agrada-lhe manipular os objetos que tem ao seu alcance (agrupar. -Participa das atividades coletivas/por um momento. etc. -Quando lhe incomodam: chora/defende-se/procura a educadora/vai para um cantinho. etc -Brinca sozinha ou com os colegas. -A relação costuma ser espontânea . biblioteca). -Gosta de chamar atenção. -Aceita a relação com as outras pessoas adultas da escola. -Cumpre pequenas responsabilidades ou pedidos que lhe sejam atribuídos. corredores. etc. -Faz o que lhe é proposto.etc. -Tem iniciativa ao brincar com os colegas e explorar os espaços. encaixes. -Mostra-se observadora e faz perguntas sobre os seus objetos. -Tem curiosidade em explorar outros espaços da escola/não lhe interessa. -Solicita a atenção da educadora frequentemente. bater. distante ou dependente. os espaços e a atenção da educadora. -Colabora com a educadora para recolher e guardar os brinquedos. -Relaciona-se para pedir ajuda. atirar. -Orienta-se em relação às rotinas (hora do café. -Conhece e adapta-se bem á organização do horário. -Discute ou aborrece-se seguidamente. de médico.Orientação no espaço e no tempo -Conhece os diferentes espaços da escola. -Manifesta preferências por certas crianças. almoço. -Integra-se em atividades de grupo propostas. mosaicos. -Solicita ajuda e a aceita quando necessita. situações. -Explora os espaços. -Começa a compartilhar jogos e brinquedos com a intervenção do adulto. Interação -Procura ou aceita com tranquilidade a relação com as outras crianças. hora do parque. -Sabe deslocar-se sozinha pelos lugares da escola (pátio. areia. -Distingue as pessoas conhecidas entre as desconhecidas. etc. -Sente prazer nos jogos com água. -Brinca reproduzindo papéis sociais (mamãe na casinha. -Compartilhar os objetos. acariciar. afetuosa.).E quais ela prefere?. repouso. -Conhece os espaços da sala (casinha. Jogo.) com ou sem uma finalidade concreta . Hábitos sociais e de convivência -Conhece as normas básicas da escola.experimentação e exploração -Tem curiosidade por tudo o que a envolve. -Comunica suas necessidades e emoções (através de gestos e expressões ou verbalmente). -É capaz de concentrar-se no jogo que faz sozinha (quebra-cabeça. etc.). construção/de montar.

-Agrada-lhe cumprir pedidos e ter responsabilidades. desejos. etc. -Manifesta suas preferências . -Mostra-se tranqüila. -Controla as suas emoções negativas (agressividade. materiais como potes.livros de história. -Agrada-lhe fazer movimentos diante do espelho. -Expressa e manifesta as suas necessidades pessoais (vontades. -Observa as outras crianças ou imita-as. -Manifesta medo diante de determinadas situações ou objetos (quais?). -Mostra-se contente quando a felicitamos. tampas. caixas. -Nomeia algumas partes do corpo e de algumas sabe suas funções. -Observa e conhece alguns fenômenos atmosféricos. etc. -Reconhece a sua imagem no espelho. -Esforça-se para vencer as dificuldades que é capaz de superar. -Escolhe brinquedos e espaços para brincar. -Agrada-lhe explicar as experiências pessoais.. etc. -Insiste em conseguir o que quer. -Quer fazer as coisas sozinha. -Tem curiosidade por tudo que está a sua volta. -Toma os brinquedos dos amigos. -Conhece os objetos da sua sala e a sua função. -Brinca de faz-de-conta imitando pessoas e animais. Higiene.) aos adultos de maneira gestual ou verbal. -Manifesta o seu aborrecimento e o seu prazer diante de determinadas situações. -Aceita e reconhece as demonstrações de afeto das pessoas conhecidas. sede. -Conhece os nomes dos colegas. -Mostra-se observadora e receptiva. -sabe esperar sua vez. irritada. -Reconhece algumas situações de perigo habituais. -Solicita ajuda mesmo que não necessite.). jogos didáticos. FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL O próprio corpo. -Protesta e tenta evitar as situações que não lhe agradam. -Necessita de ajuda frequentemente. cansaço. -Relaxa quando o ambiente está propício. -Acalma-se facilmente quando intervimos nas discussões. -Que objetos ou brinquedos prefere: materiais de construção/de montar. Aceitação e confiança em si mesmo -Experimenta. etc. -Manifesta o seu estado de ânimo de maneira não-verbal ou verbalmente. Sentimentos e emoções -Expressa suas emoções e seus sentimentos. inquieta ou controlada. -Agrada-lhe participar de festas. medos. reconhece e estabelece contato com alguns animais e plantas. -Mostra-se impaciente. Sensações e percepções e necessidades -Conhece algumas partes do seu corpo e nomeia algumas. realiza e mostra confiança nas tarefas habituais. carrinhos. -Nomeia. -Mostra satisfação por suas ações ou produções. -Escolhe com quem quer brincar. bonecas. oposição. -Agrada-lhe ser o centro das atenções em determinadas ocasiões/evita-o.-Muda muito de espaços ou brinquedos. limpeza e aspecto pessoal 180 .

distribuir os talheres. -Dorme com chupeta/sem chupeta/põe o dedo na boca/precisa de outros objetos para dormir. Ordem e realização de tarefas -Recolhe os brinquedos. quando a educadora pede. -Acorda-se tranqüila/brava/contente/chorando. -Gosta de tomar banho Alimentação -Agrada-lhe colaborar ativamente nas situações de refeições (arrumar a mesa. -Limpa as mãos e a boca se o pedimos. -Em geral. -Agrada-lhe este momento. -Come somente o primeiro prato ou pede o segundo e o terceiro. -Reconhece alguma peça de roupa sua ou o seu sapato. -Consegue tirar os sapatos e começa a calçá-los. -Já se serve sozinho e define a quantidade que quer comer. respeita a sua comida e/ou a dos demais.-Colabora quando limpamos seu rosto ou as suas mãos. -Permanece sentada enquanto come. -Sabe enxugar-se após tomar banho. -Adormece sozinha. -Encontra os seus objetos pessoais (mochila. -Escolhe o lugar para sentar-se no refeitório. -Muda constantemente de atividades. -Agrada-lhe provar alimentos novos. 181 . sapato. -Colabora quando a vestimos e a trocamos.) e coloca-os em seu lugar. -Sabe usar os talheres(colher ou garfo). -Não quer dormir. -Tem apetite para comer. -Tira sozinha alguma peça de roupa. Soneca -Dorme muito ou pouco.servir etc. -Lambuza-se ao comer. etc. -Come sozinha. -Precisa ser acalentada para dormir. -Sabe usar o banheiro. -Sabe colocar as coisas nos seus devidos lugares. -Não lhe agrada estar lambuzada. -Colabora ao assoar o nariz.). -Manifesta as suas preferências e as suas necessidades. -Sabe utilizar o sabonete e enxugar a mão. -Guarda suas roupas e sapato. -Dorme tranqüila.

-Faz grafismo imitando a escrita. -As suas produções orais não apresentam dificuldade de compreensão. LINGUAGEM ORAL E ESCRITA Comunicação -Comunica-se verbalmente ou através de gestos. -Interessa por livros de histórias. -Relaciona o texto escrito com os desenhos e as imagens que acompanham (propagandas.MATERNAL II De 3 a 4 anos Eu quero saber se a criança . imperativas e interjeições. -Reconhece o seu nome/alguma letra. -Sabe participar de um diálogo com um adulto.) espontaneamente. -Compreende as ordens. -Tem dificuldade para pronunciar alguns sons (quais?). Aproximação à linguagem escrita -Faz de conta que lê. do título. -Entende regras simples e ordens complexas. -Conta suas vivências. Expressão -Utiliza variações morfológicas de gênero e nome. -Sabe associar situações atuais com experiências anteriores. -Utiliza a linguagem em diferentes situações (jogos. -Possui um vocabulário amplo ou reduzido. -Tem uma linguagem fluida. -Sabe explicar as coisas Compreensão -Geralmente compreende o que se diz na sala. -Solicita ajuda verbalmente quando necessita.. MÚSICA 182 . vai adquirindo o vocabulário básico trabalhado em sala. -Faz hipóteses sobre o que pode estar escrito a partir do desenho. rotinas. etc. necessidades e sentimentos. etc. quando observa um texto. da fotografia.. -Constrói pequenos discursos bem-estruturados. gesticula muito.). -Sabe imitar ruídos dos animais e diferentes onomatopéias. -Escuta contos e histórias ou pequenas explicações. -Agrada-lhe ouvir os contos e histórias lidas por um adulto. expressão) para reforçar o significado de suas mensagens. -Agrada-lhe olhar os livros e os contos da sala. -É capaz de responder perguntas. interrogativas. entonação. adjetivos e verbos. etc. -Solicita que seja lido. -Nomeia as coisas apropriadamente ou utiliza diminutivos -Quando fala. -Participa de situações variadas de comunicação oral para interagir-se -Expressa desejos. -Utiliza estruturas afirmativas. -Quando a linguagem da escola não coincide com a sua. -Mostra interesse pelas explicações da professora. pronomes. trabalhos. cartazes. -Utiliza sinais extralingüísticos (gesto. poesias e parlendas. -Fala baixo ou grita. negativas.

etc. -Necessita da constante proximidade da educadora. -Brinca sozinha ou com outras crianças. -Segue ritmos com todo o corpo/é difícil para ela. escorregador. -Diferencia: som/silêncio e forte/fraco. ARTES -Agrada-lhe as atividades plásticas ou não lhe interessam. pintar. -Imita e produz diferentes ruídos e sons musicais (com objetos. -Localiza de onde vem o ruído/som. -Respeita as regras do jogo. -Agrada-lhe ouvir canções e músicas. instrumentos. etc. -Aceita os diferentes materiais utilizados na sala. -Sempre quer ser a primeira.)/causa-lhe medo/não lhe agrada/pede ajuda. colar. -Canta as canções trabalhadas. -Agrada-lhe os jogos tranqüilos (areia. -Utiliza o corpo para expressar-se. imitações e coreografias e acompanha o ritmo que escuta com todo o corpo ou com as partes do corpo. -Agrada-lhe as atividades plásticas: desenhar. MOVIMENTO Jogo motriz (no pátio ou nas atividades de movimento) -Agrada-lhe muito sair ao pátio ou parque. -Sobe na mesa e nas cadeiras para conseguir os objetos desejados. -Mostra-se contente com as suas produções. -Sobe nos brinquedos sem dificuldade (carrinhos. -Reconhece as cores (quais?) -Quando desenha: faz garatuja/enche a folha sem expressar intencionalidade/faz desenho figurativo. -Tem cuidado com os materiais.)/de movimento (correr.-Reproduz gestos. -Inventa música. -Tem cuidado com os materiais produzidos seus e dos colegas -Tem cuidado com seu corpo no contato com materiais. pegar. rápido/lento. -Consegue construir algo com sucata empilhando ou encaixando.).). -Agrada-lhe dançar e participar das danças. -Sabe localizar o lugar de onde provém o ruído/som. -Participa de jogos dirigidos. -Agrada-lhe cantar. -Aceita as diferentes técnicas utilizadas na sala ou rejeita algumas. subir. etc. -Tem condições motoras para manipular objetos e materiais. -O seu ritmo pessoal é lento/rápido/normal. -Manipula bem os instrumentos que utiliza. etc. etc. -Explora materiais sonoros. -Explora características dos objetos e materiais. saltar. triciclo. -É capaz de experimentar. imitando a professora. durante um momento os materiais propostos. 183 . -Gosta de manusear instrumentos musicais. bonecas. -Gosta de observar e apreciar imagens e obras de arte. -Consegue construir objetos com uso variado de materiais. -Prefere as atividades ao ar livre ou prefere voltar à sala. -Explora o espaço físico. -Solicita que coloquemos música às vezes. -Mostra curiosidade e interesse pelo que a envolve.

-Sabe utilizar talheres(garfo ou a colher). -Enche baldinhos de areia e os esvazia. Expressão corporal e ritmo -Reproduz gestos. -Consegue parar quando é dado um sinal. -Consegue rasgar papéis em pedacinhos ou amassa-os. -Consegue montar algo usando a massa de modelar. -Coloca objetos dentro de uma caixa. imitações e movimentos com todo o corpo ou com algumas partes. -Salta do primeiro degrau/salta dois degraus/tem medo. -Perde o equilíbrio frequentemente. contente. -Sabe pedalar. consegue parar ou girar de vez sem cair. -Imita e realiza diferentes posturas corporais (senta-se. -Tira seus sapatos. -Lança a bola a um determinado lugar. -Consegue relaxar. etc. -Quando corre. -Abre as torneiras. -Salta com os dois pés/é difícil para ela. -Salta num pé só.etc. -Agrada-lhe remexer e tirar coisas dos armários e gavetas/não a atrai. personagens. -Ficar sentada por um tempo. -Manipula com cuidado os objetos delicados. -Faz torres de cubos. etc. Habilidade manual -Agrada-lhe os jogos de construção. -Salta quase meio metro a frente. -Equilibra-se sobre um pé só por um momento. -Chuta a bola. quando lhe oferecemos condições. -Consegue desatar laços simples. equilíbrio e postura -Desloca-se e mantém o equilíbrio com objetos nas mãos. -Caminha nas pontas dos pés e do calcanhar. triste. -Atira os objetos sem perder o equilíbrio. Caminhada. cansaço.) e estados de ânimo (aborrecida. constrói casinhas e pontes com peças de montar. -Sabe abrir sua mochila. calor. embalar a boneca. levanta. mandar beijos. -Tampa e destampa caixas e potes.). -Consegue desenhar numa superfície com pintura. 184 . -Caminha e corre com segurança/cai às vezes. -Sobe e desce as escadas alternando os pés. -Imita animais. -Consegue beber sozinha segurando o copo. deita. -Folheia as páginas de um livro uma a uma sem amassá-las. sensações (frio. -Consegue abotoar botões grandes. -Caminha de costas. -Consegue montar os quebra-cabeças. -Explora as possibilidades dos seus gestos como dá tchau. -Acompanha o ritmo que escuta.-Explora e desloca-se por todo espaço -Reconhece o seu corpo no espelho. etc.). deslocamento.lápis de cor. -Explora e utiliza os movimentos de encaixe e preensão. -Pões cola numa superfície delimitada.

etc. -Sabe deslocar-se sozinha pelos lugares da escola (pátio. muito/pouco. -Tem curiosidade em explorar outros espaços da escola/não lhe interessa. -Utiliza da contagem oral. -Manipula e explora brinquedos e objetos de forma a existir quantidade (empilha blocos. longo/curto. formas e texturas. -O seu ritmo é lento/rápido/normal. temperatura. -Aceita a presença de outras crianças na sala e dos outros adultos da escola. cumprido/curto. biblioteca)./agrada-lhe contar. almoço. cor. repouso. etc. -Custa-lhe ficar depois de um período ou alguns dias sem vir à escola. -Sente-se segura nas outras dependências da escola.. -Sabe localizar diferentes materiais e objetos da sala. etc. etc. finais de semana/dias de escola. -Sabe descrever algum atributo de determinado objeto/é preciso ajuda-la.). brincadeiras e músicas junto com o professor e em outros contextos que julgue necessário. de tempo e espaço em jogos. de noções de quantidade. etc. todos/um/pouco/muitos. refeitório. -Agrada-lhe explicar o que fez na escola a quem vem buscá-la.. -Consegue fazer comparações a partir de semelhanças e/ ou diferenças. -Fica tranqüila para dormir. hora do parque. a partir da manipulação e da observação. -Diferencia: dia/noite. -Sabe diferenciar: grande/pequeno. quadrado. acima/abaixo. -Participa de situações diárias que envolvem números como calendário e cartaz de aniversário.medida. corredores. 185 . NATUREZA E SOCIEDADE Adaptação -Chega e entra contente na escola. -Agrada-lhe sair para outros espaços da escola. derruba boliches. seguindo as combinações. conta lápis). sonoridade.mais/menos. -Orienta-se em relação às rotinas (hora do café.).). -Fica tranqüila ao ser deixada na escola -Adapta-se rapidamente na escola quando a deixam e separa-se da pessoa que a acompanha sem dificuldade. Orientação no espaço e no tempo -Conhece os diferentes espaços da escola. antes/depois.).-Segue o ritmo com todo o corpo ou com algumas partes. -Gosta e tem interesse em sentir e explorar as cores. boneca. -Interessa-lhe observar as coisas e descobrir às qualidades/não se fixa. -Sabe citar algumas características dos objetos ou elementos (cor. -Pode ir depressa ou aos poucos.uso. -Necessita trazer algum objeto de casa (carrinho. MATEMÁTICA -Agrupa objetos semelhantes: que critérios utiliza? (forma. -Faz construções de torres com blocos de madeira ou sucata. -Não mostra interesse em estar na escola. -Conhece os espaços da sala (casinha. -Consegue contar os objetos até. -Convence-se facilmente de ficar. -Às vezes chora e aceita o consolo da educadora. medida. -Compreende o que é: dentro/fora. ao lado/em frente/atrás em relação com o próprio corpo. -Mostra-se contente na maior parte do tempo. -Reconhece: redondo. -Sabe diferenciar: grande/pequeno.).

-É capaz de concentrar-se no jogo que faz sozinha (quebra-cabeça. -Aceita a relação com as outras pessoas adultas da escola. E quais ela prefere?. -Compartilha os objetos. tampas. -Conhece e adapta-se bem à organização do horário. -Que objetos ou brinquedos prefere: materiais de construção/de montar. -Solicita ajuda e a aceita quando necessita. -Constantemente procura chamar a atenção. -Aceita bem as propostas da educadora. -Sabe onde são guardados os objetos e os materiais da sala. -Brinca sozinha ou com os colegas. -Agrada-lhe impor seus desejos. -Solicita a atenção da educadora frequentemente. -Sente prazer nos jogos com água. pessoas e fenômenos. carrinhos.etc.). os espaços e a atenção da educadora. -Quando lhe incomodam: chora. mosaicos. -Toma os brinquedos dos amigos. -Estabelece afinidades segundo o tipo de jogo. -Observa as outras crianças ou imita-as. distante ou dependente. -Conhece todos os companheiros e os seus nomes.livros de 186 . -Comunica suas necessidades. -Estima mais colegas tranqüilos ou agitados. materiais como potes. -Quer chamar atenção sobre si. -Mostra-se observadora e faz perguntas sobre os seus objetos. -Discute. -Relaciona-se bastante com a educadora. intenções e desejos (através de gestos e expressões ou verbalmente). -Interessa-se pelas outras crianças. Jogo. -Coopera quando lhe solicitamos ajuda. Interação -Procura e aceita com tranquilidade a relação com as outras crianças.Hábitos sociais e de convivência -Conhece as normas básicas da escola. -Relaciona-se para pedir ajuda. jogos didáticos. bonecas.experimentação e exploração -Tem curiosidade por tudo o que a envolve. -Explora os espaços. encaixes. -Colabora com a educadora para recolher e guardar os brinquedos. -Agrada-lhe manipular os objetos que tem ao seu alcance. afetuosa. -Cumpre pequenas responsabilidades ou pedidos que lhe sejam atribuídos -Participa das atividades coletivas. -Sabe esperar a sua vez. -Faz o que lhe é proposto. -A relação costuma ser espontânea . -Manifesta preferências por certas crianças. briga ou aborrece-se seguidamente. -Mostra sentimentos de ciúmes quando a educadora brinca com outras crianças. -Integra-se em atividades de grupo propostas.. construção/de montar. areia. -Distingue as pessoas conhecidas entre as desconhecidas. etc. -Começa a compartilhar jogos e brinquedos com a intervenção do adulto. emoções. -Mostra-se tranqüila/nervosa. etc. situações. -Muda muito de espaços ou brinquedos. caixas. massa de modelar.

-Reclama a atenção dos adultos. -Manifesta suas preferências. brigas.irritada. -Esforça-se para vencer as dificuldades que tem ao seu alcance. etc. . fome. choros. Aceitação e confiança em si mesmo -Mostra confiança em suas possibilidades nas tarefas habituais. oposição. quando é necessário. sede. -Nomeia.). etc. cansaço. -Escolhe com quem quer brincar. 187 . -Constrói objetos com diferentes materiais da natureza. FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL O próprio corpo. -Conhece os objetos da sua sala e a sua função.). -Observa e conhece alguns fenômenos atmosféricos. “Tenho 3 anos”.Sabe esperar sua vez. medos. reconhece e estabelece contato com alguns animais e plantas. -Brinca de faz-de-conta imitando pessoas e animais. -Mostra satisfação por suas ações ou produções (em que aspectos?). -Normalmente mostra-se tranqüila. -Relaxa quando o ambiente está propício. -Gosta de ficar diante do espelho. -Aborrece-se sem motivo. -Brinca reproduzindo papéis sociais (mamãe na casinha. sono.). -Aceita e reconhece as demonstrações de afeto das pessoas conhecidas.) e movimentos ou expressões faciais (brava. -Agrada-lhe fazer movimentos diante do espelho. de médico. -Expressa e manifesta as suas necessidades pessoais (vontades. Sentimentos e emoções -Expressa suas emoções e seus sentimentos. etc. etc. -Tem curiosidade por tudo que está a sua volta. etc.) aos adultos de maneira gestual ou verbal. -Acalma-se facilmente quando intervimos nas discussões. etc. -Conhece os nomes dos colegas. -Agrada-lhe explicar as experiências pessoais.). -Mostra-se observadora e receptiva. “Sou uma menina”. -Quando quer um objeto que não alcança ou está com outra criança pede ajuda para a educadora. -Nomeia algumas partes do corpo e de algumas sabe suas funções.história. -Tem iniciativa ao brincar com os colegas e explorar os espaços. desejos. -Controla as suas emoções negativas (agressividade. -Reconhece as situações de perigo habituais. inquieta ou controlada. deitada. -Manifesta medo diante de determinadas situações ou objetos (quais?). -Consegue esperar um pouco para lhe atenderem e satisfazerem suas necessidades. -Procura evitar as situações que não lhe agradam. -Imita diferentes posturas corporais (sentada. etc. (É preciso observar a sua percepção e precisão visual e auditiva para poder descartar possíveis problemas e dificuldades). -Agrada-lhe participar de festas. -Consegue descrever características e circunstâncias pessoais (“Eu me chamo Amanda”. Sensações e percepções -Indica as partes principais do corpo e as nomeia. bufando. -Manifesta o seu aborrecimento ou prazer diante de determinadas situações. -Manifesta o seu estado de ânimo de maneira não-verbal ou verbalmente. de pé. -Sente prazer e diverte-se nos jogos com água e areia.

-Sabe usar os talheres (colher/garfo). -Precisa ser acalentada para dormir. -Gosta de tomar banho -Guarda suas roupas e sapato. limpeza e aspecto pessoal -Sabe lavar as mãos. -Limpa-se. Soneca -Dorme muito ou pouco. -Dorme tranqüila. -Tem apetite para comer. -Experimenta e realiza as tarefas e as condutas ao seu alcance. é ordenada. prestar ajuda e ter responsabilidades. Alimentação -Agrada-lhe colaborar ativamente nas situações de refeições (arrumar a mesa. distribuir os talheres. -Dorme com chupeta/sem chupeta/põe o dedo na boca/precisa de outros objetos para dormir. -Sabe usar o banheiro.). -Agrada-lhe provar alimentos novos. -Colabora quando a vestimos e a trocamos. -Manifesta as suas preferências e as suas necessidades. Higiene. -Lambuza-se ao comer. -Tira sua roupa sozinha.servir etc. -Já se serve sozinho e define a quantidade que quer comer. -Solicita que lhe ajudem a assoar o nariz. -Não quer dormir. -Permanece sentada enquanto come. -Sabe utilizar o sabonete e enxugar a mão. -Em geral. Ordem e realização das tarefas -Tem cuidado com os materiais da sala e os pessoais. -Mostra satisfação por suas ações ou produções. -Sabe enxugar-se após tomar banho. -Adormece sozinha. -Mostra-se contente e satisfeita quando a felicitamos.-Necessita de ajuda frequentemente. -Quando se suja ou se lambuza nem se dá conta ou irrita-se. -Agrada-lhe cumprir pedidos. -Insiste em conseguir o que quer. -Recolhe os brinquedos quando a educadora pede. -Come somente o primeiro prato ou pede o segundo e o terceiro. 188 . caprichosa ou exigente. -Agrada-lhe este momento. -Come sozinha. quando lhe pedimos. -Em geral. -Quer fazer as coisas sozinha. -Acorda-se tranqüila /brava /contente/chorando. -Mostra-se impaciente. -Consegue tirar os sapatos e já está conseguindo calçá-los. -Agrada-lhe ser o centro das atenções em determinadas ocasiões. -Escolhe o lugar para sentar-se no refeitório. -Reconhece suas roupas e sapato. respeita a sua comida e/ou a dos demais. -Solicita ajuda mesmo que não necessite.

as propostas devem ser desafiadoras. com o objetivo de possibilitar segurança. se acontece uma festa.. a diferenciação das realidades e a disponibilidade de materiais e espaços. -Conclui os trabalhos ou as atividades que começa ou muda constantemente de atividade. pode-se dividir os trabalhos organizados das creches nas seguintes atividades: • de organização coletiva: momentos de entrada e saída da creche. • • • A rotina. dormir. Para que estas atividades diárias sejam desenvolvidas é considerado o andamento do grupo.-Guarda e organiza os seus objetos pessoais (pertences na mochila) no seu devido lugar/também os materiais da escola/ e encontra quando preciso. Segundo o grau de desenvolvimento das crianças e os objetivos propostos. trocar fraldas. lanche. durante e depois e ao educador uma direção para o trabalho que se propõe a fazer. ela deve ser flexível. excursões. hora de atividade. podem acontecer nos pequenos grupos e nas brincadeiras espontâneas. arrumação. dar banhos etc. brincar. com as crianças do maternal. bem como o local das atividades são os adultos. já é possível envolvê-las na organização. Com as crianças do berçário. pode-se alterar alguma etapa na rotina. no entanto. Essa seqüência de acontecimentos é de grande ajuda para a organização de todo o trabalho na escola. entrevistas que proporcionem maior interação e diferentes leituras do mundo. no pequeno e no grande grupo. hora da história. realização de festas e comemorações. • • 189 . trabalhar com tinta. possibilitando novas descobertas. oportunizando passeios. ROTINA NA CRECHE Por meio da organização das atividades no tempo e no espaço estabelece-se o que se chama de rotina. ou seja de que estamos em um mundo organizado e que as coisas ocorrem em uma determinada ordem de sucessão: antes. os horários de alimentação podem ser alterados. e arrumação final – incluindo questões como a limpeza dos ambientes. descanso e sono. não deve ter uma estrutura rígida. autonomia da criança e a construção da orientação. “livres”: menos dirigidas pelo educador. etc. organização do espaço para repousar. se acontece uma visita na escola. A construção da rotina deve ser feita pela escola levando-se em conta os seguintes aspectos: • • o cotidiano na escola está impregnado de vínculos e afetos nas atividades como comer. significativas e prazerosas.) e coloca-os em seu lugar. Por exemplo. 23. parque. e resulta na estruturação de uma rotina que implica uma seqüência de momentos – roda. alimentação. preparo dos alimentos. acompanhadas e coordenadas pelo educador. abrindo espaço para modificações de acordo com o planejamento pedagógico. suas necessidades e interesses. o educador deve diversificar quando possível o lugar das atividades. dirigidas: organizadas. -Sabe colocar as coisas nos seus devidos lugares. -Encontra os seus objetos pessoais (mochila. sapato. de cuidados pessoais: higiene. pois geralmente quem organiza os pertences. atividades de organização são quase impossíveis.6. etc. de arrumação da sala.

os cenários. são em sua maioria produzidos pelas próprias professoras de cada creche.sem invenção(por parte dos professores e das crianças).Isto é.alegre e prazerosa. o que os torna mais adequados aos propósitos pedagógicos.a rígida.Também proporciona á criança maior facilidade de organização espaço-temporal. lembrar que a “dinâmica de um grupo de crianças é maior que a rotina da creche”.O tempo de duração das atividades é adaptado à faixa etária e a rotina do dia é partilhada com a turma.pois a melhor rotina para cada grupo de crianças só pode ser estabelecida pelo seu professor.no contato diário com as crianças. e a liberta do sentimento de estresse rotina que não uma precisa rotina ser desestruturada espaço pode para causar. ainda. as atividades propostas para a rotina e o tempo previsto é apenas uma sugestão. Os materiais didáticos.proporcionando espaço para a construção diária do projeto político pedagógico da instituição de educação Infantil.Entretanto.Vale. A rotina é um elemento importante da educação Infantil. os espaços montados dentro da sala montado de acordo com o planejamento e para atender o faz-de-conta da criança.Pelo contrário a rotina pode ser rica.por proporcionar à criança sentimentos de estabilidade e segurança. 190 . de modo que as crianças possam se situar na seqüência de trabalho. como jogos.

A atividade diversificada pode aparecer nos dois períodos 6.A atividade orientada deve acontecer de uma a duas por período 4.Respeitar o horário de no mínimo de 2 horas e no máximo de 3 horas entre cada refeição 3.Quando a criança estiver em aleitamento materno não há necessidade da introdução do leite de vaca sendo esta refeição substituída por fruta. almoço.A partir dos 10 meses dependendo do desenvolvimento da criança a papa salgada (almoço) poderá ser substituída pelo almoço dos maiores e a papa de fruta por fruta em pedaço 2.A higiene das mãos deve acontecer antes e depois das refeições se necessário (suco.No momento da despedida a educadora poderá cantar com as crianças.A fruta da tarde deverá ser oferecida quando o intervalo entre o almoço e a alimentação láctea for superior a 2:30. 191 . 5. fruta.O tempo destinado a soneca pode estar dividido em 2 ou 3 momentos 5. etc.Quando o intervalo entre o leite. a colação e o almoço for menor que 2 horas a colação deverá ser servida a tarde 4. conversar. etc. Recomendações da Nutricionista: 1.) – 10 a 15 minutos 2. brincar.Quando a criança acorda também é necessário a higiene – 10 a 15 minutos 3.SUGESTÕES DE ATIVIDADES E TEMPO PARA CADA GRUPO BERÇÁRIO I ATIVIDADES Acolhida Leite Atividade extra sala Atividade orientada Colação: Suco ou fruta Atividade diversificada Almoço: Papa salgada Soneca Fruta no período da tarde (opcional) Alimentação láctea no período da tarde Organização das crianças antes de irem embora Despedida Banho ou troca Observações: TEMPO 15 a 20 minutos 20 a 30 minutos 15 a 30 minutos 10 a 20 minutos 10 a 20 minutos (suco) 20 a 30 minutos(fruta) 20 a 30 minutos 40 minutos a 1 hora 1 a 2 horas 20 a 30 minutos 30 a 40/30 a 1/40 a 1(2) 30 a 40 minutos 15 minutos Sempre que necessário 1. lanche.

brincar.A roda de organização do trabalho deve acontecer nos dois períodos 8.BERÇÁRIO II ATIVIDADES Acolhida Atividade diversificada Organização da sala Roda de organização do trabalho Café Parque/Tanque Atividade orientada Colação: Suco Momento para se refrescar ou Higiene corporal Almoço/sobremesa(opcional) Escovação Soneca Organização das crianças após a soneca Fruta(opcional) Lanche Organização das crianças antes de irem embora Despedida Observações: TEMPO 15 a 20 minutos 20 a 30 minutos 5 a 10 minutos 10 a 15 minutos 20 a 30 minutos 30 a 50 minutos 15 a 20 minutos 10 a 15 minutos 50 minutos a 1 hora 30 a 40 20 a 30 1a2 15 a 20 15 a 20 20 a 30 minutos minutos horas minutos minutos minutos 15 a 20 minutos 10 a 15 minutos 1.O parque ou tanque deve aparecer nos dois períodos 6. etc. fruta. Recomendações da Nutricionista: 1.A higiene das mãos deve acontecer antes e depois das refeições se necessário (suco.A atividade diversificada deve acontecer nos dois períodos 5.) – 10 a 20 minutos 2.A escovação fará parte da rotina como atividade permanente após um trabalho realizado entre educadora e crianças em Formação Pessoal e Social 7. almoço. 192 .A atividade orientada deve acontecer de uma a duas por período 3.O tempo destinado a soneca pode estar dividido em 2 momentos 4. a colação e o almoço for menor que 2 horas a colação deverá ser servida a tarde.Quando o intervalo entre o leite.No momento da despedida a educadora poderá cantar com as crianças. conversar. etc. lanche.

almoço. conversar. etc.A higiene das mãos deve acontecer antes e depois das refeições se necessário (suco.A roda de organização do trabalho deve acontecer nos dois períodos 6. etc. fruta. 193 . brincar.A atividade diversificada deve acontecer nos dois períodos 4.) – 10 a 15 minutos 2.MATERNAL I ATIVIDADES Acolhida Atividade diversificada Organização da sala Roda de organização de trabalho Café Parque/Tanque Atividade orientada Momento para se refrescar ou Higiene corporal Almoço/sobremesa(opcional) Escovação Soneca Organização das crianças após a soneca Fruta (opcional) Lanche Organização das crianças antes de irem embora Despedida Observações: TEMPO 15 a 20 minutos 20 a 30 minutos 5 a 10 minutos 10 a 20 minutos 20 a 30 minutos 30 minutos a 1 hora 20 a 30 minutos 40 minutos a 1 hora 30 a 40 minutos 20 a 30 minutos 1:30 a 2 horas 15 a 20 minutos 20 a 30 minutos 15 a 20 minutos 15 a 20 minutos 15 minutos 1.A atividade orientada deve acontecer duas por período 3.No momento da despedida a educadora poderá fazer cantar com as crianças.O parque ou tanque deve aparecer nos dois períodos 5. lanche.

194 . lanche. brincar.) – 10 a 15 minutos 2. etc.No momento da despedida a educadora poderá fazer cantar com as crianças.O parque ou tanque deve aparecer nos dois períodos 5.A atividade diversificada deve acontecer nos dois períodos 4.A atividade orientada deve acontecer duas por período 3.A roda de organização do trabalho deve acontecer nos dois períodos 6. conversar. fruta. almoço.A higiene das mãos deve acontecer antes e depois das refeições se necessário (suco.MATERNAL II ATIVIDADES Acolhida Atividade diversificada Organização da sala Roda de organização do trabalho Café Parque/Tanque Atividade orientada Momentos para se refrescar ou Higiene corporal Almoço/sobremesa(opcional) Escovação Soneca Organização das crianças após a soneca Fruta (opcional) Lanche Organização das crianças antes de irem embora Despedida Observações: TEMPO 15 a 20 minutos 20 a 30 minutos 5 a 10 minutos 15 a 20 minutos (período da manhã) 5 a 10 minutos (período da tarde) 15 a 20 minutos 25 a 35/30 a 50/30 a 40 20 a 30 minutos 40 minutos a 1 hora 20 a 30 minutos 15 a 20 minutos 1:30 a 2 horas 15 a 20 minutos 10 a 15 minutos 15 a 20 minutos 15 a 20 minutos 15 m inutos 1. etc.

6. O professor pode oferecer atividades como: -marcação do dia do calendário. para que todos os que desejam possam falar. acima de tudo.o professor pode receber as crianças.segurança àquele grupo.músicas e o desenvolvimento das crianças. e promovendo o conhecer cada uma de suas crianças. Na roda.1. ritual de promovendo um chegada.proporcionando acolhimento. Através das falas. estimulando as 195 . pertencer Para a roda de conversa cabe ao professor organizar o espaço. além de fomentar as conversas. As crianças identificam nos adultos posturas semelhantes. Abaixo você terá os objetivos de cada momento da rotina e o papel do professor em cada um Momento da rotina Hora da roda Objetivos Papel do professor É um dos momentos mais importantes Para a roda de chegada o professor para a organização do trabalho pedagógico pode utilizar de jogos de mímica. O PAPEL DO PROFESSOR EM CADA MOMENTO DA ROTINA O professor é. Na roda o professor pode desenvolver e sensações de de e mesmo brincadeiras verdadeiro tradicionais. A roda também é usada para as conversas iniciais. discursos convergentes e reconhecem progressivamente que todos fazem parte de um mesmo time.o professor pode crianças a falarem. observar quais são os temas e assuntos de interesse destas.23.para que todos estejam sentados de forma que possam verem-se uns aos outros.e respeito pela fala de cada um. um educador cujas ações estão voltadas para a formação geral do indivíduo e não apenas para o ensino de conteúdos acadêmicos.onde as crianças podem trocar idéias e falar sobre suas vivências.

conhecimento acerca de diversos códigos e linguagens.além de se apresentar às crianças as atividades do dia. discussões acerca de projetos que estão sendo trabalhados pela sala. -conhecimentos lógico matemáticos 196 .explorando as suas propriedades). (O tempo de às duração atividades e a da a roda serem deve ali de -e outras equilibrar desenvolvidas capacidade concentração/interação das crianças neste tipo de atividade). -conhecimentos físicos (cuja fonte é a observação e interação com os mais diversos objetos. Hora da atividade Proporcionar a construção de Organizar atividades onde a criança conhecimentos relacionados às áreas de através de ações (mentais e concretas) conhecimento poderá construir conhecimentos de diferentes naturezas. -jogos dos mais diversos tipos (visando apresentá-los às crianças para que.atividades que estimulam a construção do -brincadeiras com crachás.abrindo também um espaço para que elas possam participar do planejamento diário.depois Na roda também deverão ser feitas possam brincar sozinhas).

estimulando a capacidade destas de realizar a apreciação artística e de leitura dos diversos tipos de artes plásticas (escultura. produzidos pelo homem ao longo da história – a cultura.instalações). repertório de imagens das crianças. etc. estabelecendo relações entre eles). Também poderão conhecer obras e histórias de artistas onde apreciarão e poderão emitir suas idéias sobre estas produções.(resultado de ações mentais e reflexões sobre os objetos.estimulando o senso estético e 197 . esculturas. As atividades que proporcionam a construção destes tipos de conhecimentos podem estar ligadas aos temas dos projetos desenvolvidos pela sala ou através de uma seqüência de atividade significativa ou até mesmo de atividades permanentes. -conhecimentos sociais (de natureza convencional e arbitrária. livros de pintores.pintura. O professor pode pesquisar e levar para No trabalho com artes visa ampliar o a sala obras de vários pintores.

Quanto a exploração de materiais e técnicas na sala a criança vai experimentálas. flexibilidade. subir em árvores. oferece(força. Quanto corporal é ao movimento proporcionar do e à Proporcionar atividades. uma Organizar e planejar. circuitos. entre etc.Assim. Organizar o ambiente das para e o a Quanto ao ambiente organizado da sala desenvolvimento atividades para o desenvolvimento das atividades deve disposição dos móveis e objetos da sala proporcionar às crianças a possibilidade de de modo que torne possível que as trocarem informações umas com as outras e crianças sentem próximas umas das de se movimentarem e de atuarem com outras. ioga. conhecimento próprio corpo. fora e dentro da expressão sala.como: Se o grupo crianças usarão para desenvolver as 198 . equilíbrio. onde a criança possa se movimentar criança o como: alongamentos. interagindo com elas a seu modo. jogos de regras.Isto proporcionará a ela integrá-lo e aceitá-lo. brincadeiras livres.que haja espaço para circulação na autonomia. e produzindo as suas através próprias das artes suas e Também deve levar para a sala diversas técnicas e materiais.tomar experimentando as possibilidades que ele banho de mangueira. outras).Também podem ser realizadas sala de aula e que os materiais que as em espaços fora da sala.crítico. mas sempre com auto-imagem um espaço para a invenção e colaboração da criança. obras.elas possibilidades de aumentarão comunicação compreensão acerca das artes plásticas.expressando-se plásticas.construindo positiva e confiante.

Hora da história É um momento valioso para a educação Quando a criança ainda não lê. O professor pode incrementar este momento com fantasias. Hora da brincadeira Brincar é a linguagem natural da criança. e com insetos. creche. músicas. Planejar as atividades cada vez mais adequadas as necessidades da crianças. Em todas as culturas atividade essencial na Educação infantil. de sonhar) e professor deve ler para ela e mesmo para a alfabetização. mostrando a função quando a criança já tem autonomia na social da escrita. ouvindo assim e auxiliando-as. Pode ser organizado uma biblioteca na sala. 199 .está desenvolvendo um projeto sobre atividades estejam ao seu alcance. fazer empréstimos de livros para que as crianças leiam em casa.pois a criança não perde o interesse de ouvir histórias contadas pelo adulto. uma infinidade de possibilidades. mas pode descobrir o prazer de contá-las aos colegas.pode dar uma volta dentro da fácil acesso.à procura de exemplares. enfim.etc.pois somente o poderá compreender desenvolvimento delas. fornecer materiais necessários para a realização e sobretudo estar presente.e Acreditar que a brincadeira é uma mais importante delas. de pensar. leitura o professor deve ler . o integral (de ouvir.

desenvolvendo as bases as sua personalidade. 200 . etc.máscaras e sucatas para os brinquedos de dia. ou uma copa do mundo. futebol. ensinando a reciclar o que seria lixo. pique-pega. superando progressivamente o seu egocentrismo os característico. etc. escolinha. colegas como é o seu mundo. Organizar. médico. que de tradicionais com as crianças. o seu dia-a. tornando-se autônoma. para a criança. com pessoas muito diferentes entre si. propor e resgatar jogos de e jogos tradicionais:queimada. fantasias.que podem ser e de diversos tipos. etc. regras.espaços para que o jogo simbólico aconteça.carrinhos.e momentos históricos as crianças brincam.etc. objetos e amarelinha. Realizar diversas brincadeiras fora da sala de aula. fazer uma olimpíada na creche. Através da brincadeira a criança pode expressar suas idéias. Confeccionar vários brinquedos brinquedos. Ele pode fornecer conflitos. solucionar conflitos surgem. e despertando o prazer de confeccionar bola de o próprio . A brincadeira é. sentimentos Fomentar as brincadeiras.peteca. brinquedo: meia pião. mostrando ao professor e aos seus espelhos. Trabalhar com projetos como: pesquisar brinquedos antigos. pinturas de rosto. como: casinha. salão de beleza. de regra compartilhar idéias. Pesquisar. de experimentar papéis.etc. a mais valiosa oportunidade de aprender a conviver faz-de-conta:casinha. polícia-e-ladrão. bonecas. fantoches.na sala de aula.

de aprender a preparar e cuidar do alimento com independência. de partilhar e trocar alimentos entre colegas. almoço ou lanche (momentos de refeição) Devemos lembrar que comer não é A professora deve organizar este apenas uma necessidade do organismo. pesquisar os alimentos mais saudáveis. etc. são atividades que o professor pode organizar de forma que possibilite às crianças a participarem ativamente.Hora do café. dentre outras. de Colocar lixeiras e material de limpeza por perto para que as crianças possam participar da higiene do local. mas também às psicológicas e sociais:de sentir prazer e alegria durante uma refeição. plantar uma horta. escovar os 201 . A hora do lanche ou refeições não deve Organizar a disposição dos móveis para atender apenas às necessidades nutricionais facilitar as conversas entre as crianças. produzir um livro de receitas. também uma necessidade psicológica e social. de se servirem sozinhas.mas momento. fazer atividades de culinária. fazer comprar no mercado para adquirir os ingredientes de uma receita. das crianças. Hora da higiene O professor deve demonstrar e proporcionar às crianças hábitos saudáveis de higiene antes e depois do lanche ou refeições (lavar as mãos. roda de experimentação de alimentos. O lanche também pode fazer parte dos desenvolvidos pela turma: adquirir hábitos de higiene que preservem a projetos boa saúde.

árvores. precisam ser trocados sempre que Com os menores é preciso verificar sempre se estão sujos e trocar sempre que necessário. O professor organizar brincadeiras e brinquedos diferenciados neste espaço. cordas. Atividades extra-classe A sala e o espaço físico da escola não são Estar atento à vida da comunidade e da onde atua. etc. Também é possível necessário porque ainda não têm controle de esfíncteres. no tanque de areia fazer bolo de aniversário. Ex: o escorregador virar cabana. buscando os únicos espaços pedagógicos possíveis na cidade 202 . mangueira. Já com os maiores (Maternal I e II) o oferecer momentos que tenha água como objetivo é que tenham momentos com a bacia com água. ajudando que também surgem porventura. seja no chuveiro. etc. pneus.) Hora de se refrescar Com os menores (Berçário I e II) além de É um momento que precisa ser ser um momento de se refrescar é porque organizado anteriormente. afinal há brinquedos. É mais um momento de e socialização. baldes. etc. areia. resolver baldinhos. brincadeiras quando. conflitos bolas.dentes. água. auxiliando e estimulando Hora do parque ou tanque de areia ou o solário Não deve ser visto apenas como um intervalo para descanso das crianças e a criança a desenvolver a sua motricidade professores. a nas as desafio. los sozinhas. bambolês e tantas brincadeiras que esses crianças não forem capazes de solucionámateriais oferecem. Com os maiores proporcionar momentos de brincadeiras que envolva a água. etc. pás. Estar próximo.

ou que possam ser o início de novos Praças. relacionem aos projetos desenvolvidos na dependendo do uso que fazemos dele. museus. Nenhuma proposta de organização do trabalho pedagógico está completa sem expressar sua concepção sobre avaliação. Podem haver até mesmo intercâmbios com outras instituições educacionais. Concepção/Objetivo Proporcionar compreensão ao sobre professor a uma melhor Papel do professor Partir do acompanhamento aprendizagem das permanente da ação da criança e 203 . pode Em princípio. É um momento onde a criança vai relaxar. Não fechar toda a sala (porta e vitrôs) pois é preciso ter ventilação. sala. teatro. projetos.(interação com a comunidade) Educação espaço infantil. que se tornar-se pedagógico. Caso a criança não queira dormir. é preciso oferecer algo para ela fazer.qualquer oportunidades interessantes. Enriquecer e ampliar o projeto político pedagógico da instituição. que não precisa ser confinado à área da escola. Hora da soneca Para que este momento aconteça de maneira favorável é necessário que seja organizado. cinema. supermercados e tantos outros. Ficar atento observando as crianças. Não deixar as crianças sozinhas mesmo que estejam dormindo.

Desta forma podem ser utilizados relatórios descritivos e portfólios. espaço e segurança em suas experiências.crianças.o professor não é a única “fonte” de conhecimento.O conhecimento surge da relação que a criança estabelece com as outras crianças(da mesma idade ou idades diferentes e ).Por isto. estes devem ser elaborados de maneira que “ao mesmo tempo que refaz e registra a história 204 .Acompanhamento próprio e individual em termos de estágios evolutivo sentido de mediar a sua ação. tempo.professores outros)com ambiente e com a cultura. no período descrito. de pensamento.de suas relações interpessoais Não é esperado que a criança reproduza os conhecimentos que o professor transmitiu. O registro da avaliação deve ser o registro da história vivida pela criança.avaliando constantemente o trabalho da confiança na evolução do seu pedagógico por ele oferecido às crianças. Buscar estratégias de A avaliação mediadora parte do princípio de que acompanhamento da história que cada momento de sua vida representa uma etapa cada criança vai constituindo ao altamente significativa e precedente as próximas longo de sua descoberta do no conquistas. Quanto aos relatórios descritivos.a fim de pensamento. não há como avaliar a criança de acordo com expectativas preestabelecidas pelo adulto.com o os meio favorecendo-lhes desafios.devendo ser analisado no seu significado mundo. adultos(pais. poder superar as dificuldades encontradas.Pois aqui. por exemplo.

mas sob a forma de atividades a oportunizar. Diria até mesmo que apontar caminhos possíveis e necessários para trabalhar com ela é o essencial num relatório de avaliação. é registrada periodicamente. possibilidades da sugere.” (HOFFMANN. 23. 53) Enfim. materiais a lhe serem oferecidos. jogos. o tempo. pontual. educativa para aponta pais. A SALA DE AULA A sala de aula é o espaço privilegiado para o desenvolvimento das atividades de aprendizagem escolar. 1996. esta é uma proposta de avaliação em que não apenas a criança é avaliada. para que as atividades em sala aconteçam com qualidade. repensado e modificado sempre que necessário. o agrupamento de trabalho e os materiais usados devem ser previamente 205 . que. mas todo o trabalho pedagógico oferecido a ela também é avaliado. retratando um único momento da criança. Não é uma avaliação final. Na Escola. educadores e para a própria criança. o espaço.7. As atividades propostas são situações planejadas especificamente para a faixa etária e garantem as aprendizagens básicas de cada etapa. mesmo que a escola como um todo esteja preparada para promover situações de aquisição de conhecimento.do seu processo dinâmico de construção do conhecimento. Mas uma avaliação processual. entretanto. ação encaminha. posturas pedagógicas alternativas na relação com ela. p. não como lições de atitudes à criança ou sugestões de procedimentos aos pais.

A sala de aula é um cenário mutável. Funções da documentação pedagógica: . As rodas de conversa acontecem no chão.As aprendizagens das crianças. . 206 . . O objetivo é produzir um conjunto de textos.Outras escolhas da professora. DOCUMENTAÇÃO PEDAGÓGICA O que é documentação pedagógica na Educação Infantil? . imagens e objetos que revelem: . .planejados. Aprendizagens e vivências a serem observadas: . .Desenvolvimento da linguagem oral e narrativa das crianças.informar sobre o cotidiano escolar.preferências.Não é uma representação direta da realidade. .É um processo de visualização construído coletivamente. limpar a mesa. suas roupas. A organização para o trabalho é fundamental. onde crianças.brincadeiras. . . guardar os pincéis ou canetas no lugar adequado. O cuidado com o material individual e coletivo começa na Educação Infantil. quando os pequenos aprendem a guardar seus pertences como a mochila. .enxergar o que a criança é capaz de fazer sem qualquer predeterminação de expectativas ou atribuição de juízo de valor. famílias e professoras significam a realidade. . 23.suas experiências individuais e coletivas.interações.8.Construir uma prática reflexiva e comunicativa.entender o que está acontecendo no trabalho pedagógico. ou se preferir pode ser em outros ambientes da escola desde que preparadas para que todos possam se ver e dialogar. flexível e adaptado ao tipo de interação que se deseja promover em cada proposta de trabalho atendendo aos objetivos listados no planejamento de cada bimestre tanto relacionado a formação pessoal e social como ao conhecimento de mundo.memória e avaliação. mas a seleção de algo valioso a ser documentado. .A participação da família e da comunidade escolar. . .A interpretação que cada professora dá a esses processos e seus registros. Desafios para a professora: .fonte de pesquisa e reflexão para professoras.

cujo desenvolvimento pode ocorrer em tempo variável. pois o conteúdo a ser aprendido não se restringe só a conceitos e fatos mas também procedimentos e às atitudes. 2005. espírito de investigação (pesquisa) e incorporação natural de novos dados do conteúdo novo aos conhecimentos dos conteúdos prévios do aluno sobre o tema a ser desenvolvido no projeto. é necessário que ele desperte a curiosidade por novos conhecimentos atrelados aos eixos de trabalho. No projeto as crianças participam ativamente das etapas de planejamento. construção. que sejam ricas em linguagens e instigantes do pensamento infantil é a utilização de projetos de trabalho. possibilitando a articulação de várias linguagens. através das quais a criança se expressa dizendo coisas para o mundo. oportunizando explorar diferentes materiais e situações de forma criativa e investigativa. avaliação e socialização do produto gerado pelo grupo. uma etapa importante é a do levantamento das dúvidas e hipóteses sobre o que se quer saber do assunto escolhido. mas a emoção. Em seu desenvolvimento. sensibilidade e flexibilidade para que não finde em procedimentos enfadonhos e repetitivos. do interesse que desperta nas crianças. Em um projeto de trabalho cada criança é mobilizada em sua totalidade. desenvolver sua autonomia. cujo percurso é determinado pela interação com os conteúdos e pessoas. capacitando-as a experimentar a alegria da aprendizagem independente. visto que todo projeto possui uma dose de imprevisibilidade. sem tempo determinado para acabar. por meio de múltiplas atividades oferecidas às crianças. Não se pode negar às crianças a oportunidade de se 207 . São atividades encadeadas por seu significado para a pesquisa das crianças acerca dos temas e conteúdos de seu interesse legítimo. Implica numa concepção de como se trabalhar a construção de conhecimentos a partir de pesquisa realizada coletivamente.23). investigação. p. normas e valores que devem estar previstos na definição dos objetivos. o sentimento e o prazer de realizá-lo. tornando-se aventuras em que tanto crianças como professores embarcam com satisfação (Hell. Permite à criança confrontar suas idéias com as das outras. Uma das maneiras de se operacionalizar uma proposta curricular. Os projetos abrem espaços nos quais a curiosidade das crianças pode ser comunicada com maior espontaneidade. respeitando as características de cada idade e as necessidades do grupo. uma vez que não é apenas o aspecto cognitivo que está envolvido. Os projetos bem desenvolvidos levam a criança a usar sua mente e suas emoções. Por isso. exigindo do professor organização. tomarem iniciativas. Tais reformas pretendem favorecer mudanças nas concepções e no modo de atuar dos professores. em grande parte. Não basta que o tema do projeto seja apenas do gosto das crianças.24. curiosidade. a todo tempo. PEDAGOGIA DE PROJETOS A Pedagogia de projetos é uma metodologia que possibilita a inclusão de crianças de qualquer idade. propiciando oportunidades para as crianças experimentarem. e depende. “Projetos de trabalho” é a denominação de uma prática educacional que está sendo associada a algumas propostas de reformas na escola brasileira. como destaca o RCNEI. estabelecimento de relações. há processos de criação individual e coletivo.

Deve. pré – estabelecidos. filmes. como aponta o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI). com início e fim determinados. análise de imagens. Nesse processo. ao que sabe fazer e à imagem que vai formando de si como aprendiz. de interesse para os que o realizam . a visibilidade final do produto ou a solução do problema compartilhado e investigado pelas crianças. Os projetos aparecem como veículo para melhorar o ensino e como distintivo de uma escola que opta pela atualização de seus conteúdos e pela adequação às necessidades das crianças e dos diversos setores da sociedade. entrevistas com diferentes pessoas. visita a locais. O registro dos conhecimentos vai sendo construído pelas crianças. proporcionar atividades significativas para a apropriação do conhecimento de modo natural e prazeroso. sistematicamente. aprende a aprender e aprende que pode aprender. 208 . utilizando várias fontes de informação. Trabalhar com projetos é exercitar a compreensão de que os saberes são inesgotáveis e diferenciados. ao longo de todo o projeto. O trabalho não se torna atomizado e não se limita ao que a criança sabe. O projeto é uma intervenção pedagógica. em cada uma das etapas. O projeto avança à medida que as indagações são respondidas. A realização desse trabalho exige. As várias etapas de seu desenvolvimento possibilitam que as crianças estabeleçam múltiplas relações de conhecimento sobre o assunto. sentindo-se motivadas a acompanhar cada etapa. a criança aprende alguns conteúdos. Pode haver mais que um projeto em curso ao mesmo tempo. Esta é a característica principal dos projetos. o seu sentido é de um compromisso constante por construir certezas compartilhadas e por discutir as incertezas que permitirão a todos compreender o conteúdo e compreender-se melhor entre pares para realizar uma tarefa. Por ser um processo de elaboração coletiva (criança e professor). É um empreendimento único – não repetitivo.tornarem curiosas e de encontrarem respostas para seus questionamentos. tais como: livros. pelo qual se compreendam as estruturas internas de um conteúdo e que se dá através de atividades que trabalham com conhecimentos específicos construídos a partir de um dos eixos de trabalho que se organiza ao redor de um problema que se quer resolver. com objetivos precisos. desde que a sua curiosidade intelectual não seja tolhida. etc. O projeto é uma possibilidade de se estruturar o trabalho pedagógico. também. comparando-se a informação científica com os pressupostos levantados pelo grupo. formalmente organizado. que objetiva promover avanços dentro do processo ensinar a ensinar. mas. pelas mais diversas linguagens da realidade do universo infantil. contribuindo para a formação integral das crianças. Elas se perceberão como aprendizes de sucesso e irão considerar a escola como um lugar onde poderão aprender algo interessante. de hipóteses que se quer testar ou de um produto final que se quer obter. escolhas e tomada de decisões coletivas a partir da avaliação das possibilidades reais e das limitações.

pois eles devem possibilitar uma melhor forma de trabalhar os velhos conteúdos de maneira mais atraente e interessante. social.. Seguindo-se a etapa de execução / realização. estimulando experiências e vivências. afetiva. Ao contrário. entrevistar. procedimentais e atitudinais. dançar. modelar. desenhar. sempre envolvem os conteúdos conceituais. ecologia. os conceitos a serem descobertos. cantar. dos alunos que seguem a educação obrigatória (desde a escola infantil à secundária) e que afetam não só o que “têm que saber” para compreender o mundo. pois um projeto é sempre antecedido de uma necessidade. Não existem projetos desligados da ação. há que se observar algumas etapas como definição do tema e seleção dos conteúdos. observando o contexto social de que procedem os estudantes e as vias que podem tomar na busca de significados” para interpretar e compreender a realidade. mas. Mas o conceito de projetos não deve estar limitado à mera junção de atividades programadas. o que mais tem se evidenciado são as transformações no universo da socialização.Os projetos. sobretudo fora da escola. onde se coloca em prática aquilo que foi planejado. ficando atento ao processo motivacional. mostram a ampliação da bagagem informativa e o substancial aumento do repertório cultural por parte das crianças.). 209 . por mais específicos que sejam. sua relação natural com as novas tecnologias e outras transformações. O caráter global do desenvolvimento infantil requer que as atividades propostas sejam integradas de forma natural. etc. mesmo que não explicitem. No desenvolvimento de projetos. na motora. culminando com a apresentação em que se expõem as descobertas. está presente na maneira de encarar algumas das situações produzidas na escola. levando-se em conta as mudanças sociais e culturais que acontecem em cada época. A finalidade é “recriar” o papel da escola. Nos últimos vinte anos. De acordo com Kincheloe (1993). O interesse por temas que ultrapassam âmbitos disciplinares (as olimpíadas. e isso ocorre no planejamento. etc. pintar. O projeto ainda pode propiciar diferentes mecanismos de trabalhar o processo de aprendizagem não só na área cognitiva. emocional. A investigação na ação é uma estratégia que permite melhorar o conhecimento das situações-problema e introduzir decisões para as mudanças da prática. acima das modas e releituras. também. os dinossauros. auxiliando na disponibilização de recursos materiais e humanos necessários à realização das atividades e. uma vontade de conhecer mais e investigar sobre um tema e/ou assunto. representar. construir. onde se define o quê. mas também o que têm de saber para compreender a si mesmos. Ainda existe a etapa onde se provoca a melhoria da qualidade da aprendizagem dos projetos. através da interação nos atos de criar. também. hipóteses. as atitudes a serem apreendidas. as possibilidades de atividades lúdicas e de auto-expressão que os temas oferecem. o como. um interesse em projetar. criações e conclusões. etc. O professor atua como mediador e facilitador. o porquê. e possibilitar o desenvolvimento da autonomia da criança. “o melhor caminho para ensinar alguém a pensar é mediante a investigação. nunca desenvolvem apenas um tipo de conteúdo. o quando e com quê. Trata-se de um olhar que. daí a necessidade de observar-se os interesses sobre determinados assuntos.

de maneira a apropriar-se gradativamente destes.” (Adriana Klisys) Ao planejar a realização de um projeto o professor deve ter claro qual o objetivo a ser alcançado. “A atuação do professor. onde procura-se estudar e pesquisar com as crianças. Suas diferentes etapas devem ser planejadas e negociadas com as crianças. compartilhá-la com outros membros do conjunto da escola e da comunidade – mediante murais. Para tanto. conferências. ou seja. Essa educação organiza-se a partir de dois eixos que se relacionam: aquilo que as crianças aprendem e a vinculação que esse processo de aprendizagem e a experiência da escola têm com suas vidas. o que quer realmente que as crianças aprendam. conforme o seu objetivo. A proposta que inspira o trabalho com projetos favorece a criação de estratégias de organização dos conhecimentos escolares. um projeto. No caso dos menores muitas vezes as famílias são convidadas a participarem das atividades que envolvem as crianças. prosseguindo com o levantamento dos anseios e questionamentos dos alunos. O trabalho com projetos vislumbra um aprender diferente. 1985). de forma lúdica e prazerosa. e o interesse caminha para outro foco. onde a criança possa confrontar suas hipóteses espontâneas com hipóteses científicas. debates.. a socialização dos mesmos. inicialmente.Transformar em conhecimentos públicos essa indagação. deve propor desafios que questionem tais conhecimentos. trabalhos de artes. intercâmbios e/ou publicações – pode configurar um primeiro eixo inspirador dos projetos. painéis. pois a criança aprende de forma significativa e contextualizada. que embase a sua prática educativa. 210 . além de levar em conta os conhecimentos. Um projeto pode ter média ou longa duração. suas dúvidas etc. o levantamento dos conhecimentos prévios das crianças sobre o assunto a ser estudado e. precisa ter um sentido imediato para a criança e seu objetivo compartilhado com as crianças e nos caso dos menores num envolvimento com a família. O conhecimento é visto sob uma perspectiva construtivista. É necessário que o professor esteja atento. quer dizer. É por meio dele que se pode ensinar melhor. de modo que os mesmos tenham clareza de qual será o percurso para chegar-se ao produto final e sintamse motivados a participar intensamente do trabalho. Há normalmente atividades culminantes como exposições.. Eles terminam quando sua questão central é solucionada. É fundamental que o professor faça. O trabalho com projetos é amplo e norteia todo o âmbito da Educação Infantil. o desejo e o interesse das crianças pelo assunto estudado etc. a qual objetiva a compreensão das estruturas internas de um conteúdo que intencionalmente se quer ensinar às crianças. bem como pesquisas sobre o assunto. será necessário um planejamento prévio. prévios do aluno. posteriormente. pois. além de ter o propósito de ensinar. da produção do produto final ou do fechamento do projeto. encontros com algum especialista. o desenrolar das várias etapas. ele propicia a noção de educação para a compreensão (Elliot. visitas a museus. respeitando as características internas das áreas de conhecimento envolvidas no trabalho.

Alguns interesses são comuns entre crianças na mesma faixas etária. entendida como a construção de significados e conhecimentos de mundo. um ambiente estimulante. fitas gravadas. O registro dos conhecimentos que vão sendo construídos pelas crianças deve permear todo o trabalho. O objetivo do projeto de trabalho no Berçário não é um debate formal sobre os temas e tópicos de interesse das crianças. contemplar a esfera da socialização. No caso dos menores percebe-se claramente que estarem envolvidos em atividades significativas diminui a ansiedade e propicia a autonomia. mas prioritariamente o estímulo à aprendizagem. sempre tão coletiva. podendo incluir relatos escritos. de alguma maneira. e com materiais adequados influencia de forma positiva a socialização do grupo e a apropriação da cultura. no qual seja valorizada a expressão de cada um. movimento). exposições. e compartilhá-la e construí-la com as crianças. O educador atua também na organização da rotina e do espaço físico. Documentação O papel da documentação constante é fundamental para guiar o trabalho. portanto. etc. É preciso antes de tudo construir um vínculo. com atividades que sejam de interesse geral (histórias. músicas. produção das crianças. criar um ambiente favorável à exploração de diversos materiais a fim de enriquecer as brincadeiras. É importante que todo o possível seja feito junto com elas. Proporcionar o contato com a cultura. O papel do educador é o de observar o movimento do grupo e registrar os interesses. também. estimular a oralidade e as diversas outras linguagens (artes visuais. visitas a museus ou encontro com especialistas. avaliações das atividades propostas. desenhos etc. para se apropriarem verdadeiramente do trabalho. em busca de dicas que conduzam as atividades e o projeto. lembrando que eles entendem muito mais do que podem produzir oralmente.O projeto de trabalho com crianças tão pequenas e que ainda não falam exige observação e escuta sensíveis. O planejamento inicial conta. e que o trabalho com crianças de 0 a 2 anos deve contemplar sempre o cuidar como parte do educar. 211 . pois. música. Atividades culminantes como produção de livros. são entendidas como momentos necessários para que a experiência que determinado estudo concretiza seja completa. desafiador. onde serão tratadas as questões que trazem. A partir dessas observações é que o educador vai planejar e recriar o seu planejamento. Não se determina. não apenas do grupo coletivamente. brincadeiras ou contato com novos materiais). Na Creche hoje o registro dos projetos trabalhados com as crianças são organizados em Portfólios (pasta contendo todo o processo trabalhado e avaliado do projeto). em um projeto desta natureza. o adulto passa a ser menos solicitado para apartar disputas. fotos com legendas. mas de cada criança em particular. obras de arte. um produto final a priori. Durante a realização destas atividades o educador avalia e busca o interesse genuíno do grupo para a construção conjunta da próxima atividade e do projeto de trabalho em si. tudo isso se enquadra nos objetivos de um projeto de trabalho. Passam a entender que há um espaço na rotina.

músicas. uma compreensão significativa de seu universo. O espaço deve dar-lhes autonomia. apreciar produções de artes com todos "olha só como ela/ele fez. Para tanto. na perspectiva dos projetos de trabalho. O legal é assim construir um com eles um vínculo onde seja valorizada a expressão de cada um. o que usou” etc. tinta. 212 . de explorar movimento. O que se pretende com o trabalho pedagógico. mesmo que uma delas seja a proposta principal do ponto de vista do estudo e da observação para o projeto. O projeto. ensinar a emprestar brinquedos trazidos de casa.Sobre as crianças bem pequenas Crianças de zero a dois anos têm. por isso é necessário sempre ter três ou mais atividades em curso simultaneamente. por isso deve ser seguramente planejado e replanejado. como em toda faixa etária. nunca é igual. alguns interesses em comum. entretanto. apesar de dever englobar tudo isso. areia. pois as atividades seguem o nexo do grupo e cada grupo é diferente do outro. O encadeamento das atividades e sua seqüência são determinados por esse nexo. Dialogar com crianças que ainda não falam é fundamental: eles entendem muito mais do que podem produzir oralmente. de se esconder. que executem com facilidade articulações entre todas as áreas do conhecimento tendo assim. ensinar a guardar brinquedos junto com todo mundo. ter tudo ao seu alcance. A concentração deles é intensa e não duradoura. é construir mentes mais ágeis. além das atividades do Projeto. ritmos. Gostam de ouvir variados sons. melodias. vale nomear emoções. de histórias bem contadas etc.

adotada pelo professor e fundamentada na teoria sociointeracionista de Vygotsky. antes mesmo de fazermos a observação. importa uma postura avaliativa mediadora. O registro. juntamente com as interações sociais 213 .. segundo Valiati & Cairuga (2004). pelos quais se registram observações feitas. a escrita é.25. se constitui em uma série de estratégias que visam observar. interpretar. Isso significa buscar recursos que possam auxiliar a verificação de como está a criança em suas múltiplas formas de ser. É preciso aprender a olhar e a escutar cuidadosamente as crianças. refletir. analisando a dinâmica biopsicossocial da infância. Ao observar a aquisição e a construção do conhecimento nas diversas áreas. cognitiva e afetiva única. as observações e as impressões diárias em muito contribuirão para o planejamento educativo. estabelece. Esse processo favorece a ampliação do entendimento acerca da realidade infantil e permite ao professor construir novas experiências de crescimento para as crianças. que: “. percebe-se que a criança possui uma articulação mental. formas de expressão. cuidar e o brincar. através das diversas áreas de conhecimento e atividades realizadas em momentos e espaços diversos. colaborando com as crianças em suas vivências e descobertas acerca de si mesmo através de um processo no qual se encontram indissociáveis o educar. objetivos. construção de conhecimentos. na qual a mediação constitui-se em intervenção pedagógica desafiadora do potencial de cada criança. etc. referente à Educação Infantil. Para tanto. compreender e acompanhar as aprendizagens das crianças. documentar. Aprender a observar é saber que ao olharmos temos hipóteses. possibilitando a reorientação e qualificação da prática pedagógica. apreciando as suas capacidades e utilizando estratégias que ampliem o seu potencial na resolução de problemas. Ao professor importa buscar estratégias de acompanhamento da própria mediação ante o desenvolvimento infantil. conhecimento prévio sobre seu desenvolvimento e características singulares . certamente. do professor que a conduzirá pela vida escolar. como responde aos estímulos e como acontece o processo maturacional e social dessa criança. contraria os comportamentos padronizados e descritos em fichas de avaliação burocráticas. A avaliação. A prática de avaliação na Educação Infantil é de natureza diversa da avaliação no ensino fundamental. pois. AVALIAÇÃO A Lei de Diretrizes e Bases da Educação. sancionada em dezembro de 1996. É preciso saber como ela assimila os novos conhecimentos. a avaliação far-se-á mediante o acompanhamento e registro do seu desenvolvimento. o mais comum e o mais acessível. acompanhando o que ela já conhece e já sabe. artigo 31.. sem o objetivo de promoção. na Seção II. Avaliar a criança pequena requer. Isso. mesmo para o acesso ao ensino fundamental”. Pode-se utilizar métodos diferentes. Porém. É essa articulação.

Nesse contexto de avaliação formativa deve-se atentar para o fato de que essa criança está em processo de intenso aprender e interagir. esse professor pode fazer uma análise crítica do seu trabalho didático-pedagógico e. Por tudo isso. por isso cabe a ele investigar a adequação dos conteúdos escolhidos. contendo observações sobre as crianças. constitui um valioso recurso para diagnosticar e acompanhar o desenvolvimento da área cognitiva. que serão alvo de observação e análise. Portanto. a avaliação é um processo de reflexão em relação à aprendizagem da criança. A avaliação. há que se atentar para o fato de que objetivos e avanços no processo de aprendizagem acontecem e se manifestam em diferentes tempos e formas distintas para cada criança. as propostas lançadas. levando em consideração todos os processos vivenciados pelas crianças. no sentido de verificar a aquisição de conhecimentos pelas crianças no processo de aprendizagem e seus objetivos propostos. ela deve ser contínua. e não somente feita no final de um trabalho. que poderão contribuir qualitativamente para o processo de aprendizagem das crianças e professores. Para o professor. Na construção de conhecimentos significativos. Aquisição de conhecimentos não acontece de forma linear. a análise deve ser individual e gradativa. suas relações. sistematizador de sua própria ação e do processo vivido pelo seu grupo. como os avanços. conseqüentemente. a avaliação é tarefa permanente do educador e instrumento indispensável à constituição da prática educacional pedagógica verdadeiramente comprometida com o desenvolvimento integral da criança. a fim de buscar intervenções pedagógicas que respeitem à heterogeneidade do grupo. tem a oportunidade de distanciar-se de si mesmo para fazer uma análise mais profunda de todas as variáveis que permeiam uma situação” (J. sob pena de prejudicar sua vida escolar futura. seus objetivos e as ações desenvolvidas pela creche. as conquistas ou eventuais dificuldades. prevalecem as possibilidades de aprendizagem garantidas pelas abordagens interacionais. A comunicação formal da avaliação da criança (seu desenvolvimento integral) para os pais acontece no final de cada semestre através de reuniões individuais entre pais e professores. tida como processo contínuo.Hoffman). uma auto-avaliação coletiva na creche. a fim de redimensionar e redirecionar práticas pedagógicas.– realizadas principalmente na creche – transformadas em conhecimentos. 214 . Portanto. “Quando o professor relata por escrito. o ritmo do trabalho. cada criança tem seu tempo e faz sua própria leitura dos objetos. Por meio de observações e registros diários é que o professor elaborará avaliações significativas e contextualizadas. Os pais. afetiva e psicomotora da criança. a fim de compreender todo o processo educativo. não se deve fazer registros que venham denegrir ou rotular essa criança. onde é atribuído ao professor importante papel de mediador. Portanto. Na perspectiva histórico-cultural. Assim. interações e processos vivenciados em relação ao grupo. o tempo. Daí a necessidade da estruturação das formas de registro. têm o direito e o dever de acompanhar todo o desenvolvimento da aprendizagem de seus filhos.

devendo contar com a participação ativa das crianças 215 . pensam e observam e do que ainda lhes é difícil de entender. não deve ser composto unicamente da avaliação em relação ao aluno. é imprescindível que todos possam se ouvir. e processos vivenciados em relação ao grupo e às situações vividas no Para ser considerada uma avaliação mediadora precisa ser levado em consideração: a) a diversidade de interesses e possibilidades de exploração do mundo pela criança. e sobre o professor. O registro é o acervo de conhecimento do professor. pode-se conhecer mais acerca do que as crianças sabem fazer. promovendo redimensionamentos no contexto educacional. que aja como mediador. rico em materiais e situações a serem vividas. que lhe possibilita recuperar a história do que foi vivido. e proporcionando-lhe um ambiente interativo. etc. O trabalho de reflexão do professor se faz pela observação e pelo registro. apoie e favoreça novos desafios. uma vez que corresponde a uma etapa essencial do processo pedagógico. c) o processo avaliativo permanente de observação. pois é no entrecruzamento avaliativo.Concebe-se autonomia da reflexão sobre sua interação cotidiano. assim como conhecer mais sobre os interesses que possuem. Um relatório de acompanhamento da criança. a partir dos objetivos que pretende alcançar por meio deles. que se pode buscar. como forma de avaliação. respeitando sua própria identidade sociocultural de aprendizagem. auxiliando as reflexões sobre sua prática pedagógica desenvolvida e possibilitando novas perspectivas e tomadas de decisão sobre a mesma. 1996. avaliação de professores. através do registro. dos diferentes segmentos da comunidade escolar. encaminha. em seu processo de ensinar. e) as experiências que a criança traz consigo. coletivamente. sugere. uma proposta de avaliação como processo auxiliar na construção da criança. da escola. também deve ser planejada para que o professor possa perceber manifestações importantes das crianças. que acompanhe. d) a flexibilidade do planejamento. A prática de observar as crianças indica caminhos para selecionar conteúdos e propor desafios. p. O registro é entendido como fonte de informação valiosa sobre as crianças. que proporcione o repensar do professor sobre o seu fazer pedagógico. mas de toda a comunidade escolar. em seu processo de aprender. A observação. de suas diferenças culturais e de desenvolvimento. professores e para a própria criança (Hoffman. suas relações. ou seja. há a possibilidade de proceder a uma a ação pedagógica desenvolvida junto ao grupo de crianças. pois. servindo. O importante na concretização curricular é que o planejamento seja produzido numa relação dinâmica entre a teoria e a prática. soluções para a melhoria da qualidade do trinômio educar-cuidar-brincar. registro e reflexão acerca da ação e do pensamento da criança. da participação dos pais ou responsáveis.53) O processo de avaliação escolar. evitando que ele perca de vista as especificidades de cada criança e todas as suas manifestações significativas. Por meio dela. ao mesmo tempo que refaz e registra a história do seu processo dinâmico de construção de conhecimento. b) um professor curioso e investigador do mundo da criança. conforme Vasconcellos (1998). aponta possibilidades da ação educativa para pais. bem como suas características individuais. Portanto. diversidade das atividades e os conhecimentos adquiridos pelas crianças. tanto quanto lhe possibilita avaliá-la propondo novos encaminhamentos e também servindo de precaução à falha de memória.

envolvimento e desempenho da criança. E no final de cada bimestre é feito uma avaliação sobre os conhecimentos adquiridos em relação ao Projeto Conhecer e as situações ocorridas sobre a criança mas que não foram trabalhadas diretamente. pinturas. seus parceiros mais constantes. ficha informativa da criança. Assim sendo. Na Educação Infantil é imprescindível pensar sobre o que está sendo tomado como objeto de análise para o planejamento das situações de ensino-aprendizagem e como tais atividades estão sendo propostas e mediadas pelo professor. uma pergunta curiosa feita pela criança. Salienta Oliveira (2005) que a avaliação educacional de crianças pequenas requer do professor um olhar sensível e permanente em todas as atividades do contexto escolar. nas Creches a avaliação é feita em forma de portfólios. que é objeto de reflexão. etc. considerando a observação da participação. pois é muito importante para mostrar a evolução do desenvolvimento da criança. biofísico. como aprender a engatinhar. E estes devem ser compartilhados entre as crianças da sala. revelam vidas. respeito ao seu modo de ser e estar no mundo e com ele relacionar-se. Não esquecendo de que em todos os registros deve aparecer datas. com outras professoras da escola e com os pais. de análise e de avaliação contínua. a andar. a forma como a criança toma parte das atividades cotidianas. sociocultural e lingüístico. algumas atividades das crianças para depois perceber as diferenças entre seus desenhos. motivá-las a emitir opiniões baseadas em experiências anteriores. como se expressa. contam histórias. que são organizados através de: registros das atividades. São como álbuns de fotografias. fala da criança que chamou a atenção. cabe ao professor criar estratégias para incentivar as crianças a expressarem os seus interesses acerca dos conteúdos que querem conhecer e das atividades que desejam desenvolver. dinâmico. idealizado ou em um vir a ser. processual (de forma participativa e individualmente) e final. E a avaliação deve ser diagnóstica. também. A partir das observações haverá registros cotidianos do processo do desenvolvimento da criança e um relatório final sob os diferentes aspectos: cognitivo.na tomada de decisões conjuntas. O que não podemos esquecer: que um portfólio não deve ser visto como uma caixa onde se guardam coisas que não se usa mais. fotografias. Cabe. conceber a criança em sentido abstrato. o modo como ela resolve seus impasses. um comportamento que merece destaque. psico-afetivo. ajudando-as a fundamentar os seus argumentos. bem como. portanto. nem organizado de forma mecânica ou burocrática. O olhar sensível à criança implica em uma disponibilidade para com o mundo infantil. que se consulta sempre. É algo vivo. 216 . Evita-se. Hoje.. onde cada criança tem sua pasta ou caderno individual.. em considerá-la como alguém real que requer atenção para as suas necessidades específicas.

Receitas de chá para crianças que se encontra gripada.. A educadora registra fatos individuais da criança como: uma fala que surpreendeu. limites. Neste caderno ou pasta também são mandados textos informativos a respeito de algo que diz respeito a fase que a criança se encontra como: mordidas. RELAÇÃO FAMÍLIA E CRECHE A participação da família A convergência entre os valores da escola e os da família é essencial. Acolhimento das diferentes culturas. ética. valores e crenças. seja em relação às suas atitudes ou possibilidades de aprendizagem. questões para levantar conhecimentos prévios. meios mais ágeis. Ex: a criança está aprendendo uma música ou uma parlenda. Este caderno ou pasta é mandado para casa num tempo determinado na Escola entre diretora e educadoras. que mantém a relação entre família e escola. violência e outros. entrevistas a respeito do trabalho que está sendo desenvolvido para ser respondido pelos pais. a comunicação casa/escola também se dá por telefone ou caderno de recados.26. 217 . sexualidade. a importância da amamentação. É um material que tem como objetivo principal estreitar esta relação. elas são mandadas para casa neste caderno ou pasta para ser lida ou cantada com os pais e depois isto é registrado. etc. poderá ocorrer algumas palestras para os pais. Hoje nas creches também é feito pela educadora um caderno ou pasta individual (cada criança tem o seu). uma foto da criança realizando alguma atividade. controle de esfíncteres. como as possibilidades cognitivas. como ajudar a criança a superar algo. diretamente com a direção. Inclusão do conhecimento familiar no trabalho educativo. uma situação engraçada. Acolhimento de famílias com necessidades especiais. Acolhimento das famílias e das crianças na instituição. Convidados especialistas são chamados para tratar de temas como sexualidade. etc. Respeito aos vários tipos de estruturas familiares. E também é questões. E na Reunião Individual com a educadora de seu filho. Nas Reuniões de Pais de fechamento de semestre eles são informados sobre os diversos aspectos da aprendizagem das crianças. Além desses encontros. especialmente para as questões funcionais do dia-a-dia. por isso a participação dos pais acontece sempre e em diferentes instâncias. com debates sobre temas polêmicos e necessários para a formação das crianças. podem ter informações mais específicas. Anualmente. e entram em contato com a proposta pedagógica das diferentes áreas ou mesmo dos valores éticos com os quais se trabalha. etc. afetivas e sociais da faixa etária em que se encontram. Estabelecimento de canais de comunicação.

moralidade. É nesta fase da Educação Infantil. participação etc. do canto vão se estabelecendo as relações de amizade.conhecimento e valorização de seu corpo. questões como valores. proteção e preservação da natureza e da vida etc. está em constante relação com o mundo e nele ela nasce. convive e multiplica. Deseja-se salientar que até mesmo com pouca idade. limites. O objetivo é que as crianças se tornem envolvidas com questões morais. 218 . religiões e idéias. Na Educação Infantil. formação de hábitos. Por meio do diálogo. diversidade cultural etc. passeios para observar a natureza e a paisagens – criação de Deus.. De forma transversal e interdisciplinar. religião devem ser abordadas com naturalidade. da brincadeira. O êxito neste trabalho será avaliado nas ações das crianças com seus colegas. para que se desenvolvam esses princípios. Nestes primeiros anos de vida os sentimentos e a personalidade assentam suas bases e se solidificam. cidadania. auto-estima. ética. democracia. ser social. com autonomia e responsabilidade.. a chuva etc. da investigação e da experimentação a criança descobre o caminho para conviver na liberdade. VALORES E ATITUDES A criança. ser solidário etc. A escola tem então o importante papel de inserir a criança em um contexto de mundo que é diversificado em valores. Deseja-se que elas reconheçam a injustiça quando a vêem. socialização. ÉTICA. bem como desenvolvendo sua consciência crítica acerca da formação da cidadania. ensina. atitudes. das primeiras relações escolares. tais como respeito pela propriedade.27. hora do lanche – repartir. Por meio da reflexão. o desafio é oferecer condições para que a criança aprenda a conviver com sua própria cultura. aprende. descobre. orientações para não machucar os outros. respeito ao próximo. eventos festivos e comemorações-integração das famílias. culturas. que ocorrem a socialização. cresce.. observação dos fenômenos naturais – a beleza de um dia de sol. as crianças podem aprender questões morais. beleza da criança. existem vários momentos que podem ser explorados e trabalhados tais como: • • • • • • higiene pessoal . da dignidade. partindo sempre da realidade concreta da criança. valorizando e respeitando as demais. de valores e atitudes. que prefiram o justo ao injusto. seus trabalhos ou seja na interação e socialização que mantém dentro da escola. valorização da comunidade e sua cultura etc. solidariedade. recria. o encantamento. brincadeiras e jogos coletivos ou individuais (respeito ao outro. conhecimento de limites e regras. a admiração e o desabrochar da espiritualidade. do jogo.

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E. Avaliação da aprendizagem: práticas de mudança – por uma práxis transformadora. A Arquitetura e educação. Alfabetizar na pré-escola. VIGOTSKI. S... A cidade e a criança. Porto Alegre.São Paulo: Nobel. V. 1998.SOUZA LIMA. Abril/Julho. Gisela.I. Revista Criança.R. e LEONTIEV. In Revista Pátio Educação Infantil. VYGOTSKY. desenvolvimento e aprendizagem. Nº 4. M. D. VALIATI. Artes Médicas. e ZEN.S. C.M (ORG. (org. A. 2005. Brincar na pré-escola.1998. 224 ..1988.X. WEISZ. M. Linguagem. M. São Paulo: Martins Fontes. LURIA. Porto Alegre: Mediação. T.N. VASCONCELLOS. Porto Alegre: Artmed.M. & CAIRUGA. A formação social da mente. São Paulo: Nobel.).H. Dezembro/1998 ZABALZA. 1995. R. Ícone. Ensino da Língua Materna para além da tradição. 2ªed. 1998. WAJSKOP. Nº 29. A. S. São Paulo: Cortez. Qualidade em Educação Infantil. Educação da infância: história e política. M. 1995 (Coleção Questões de Nossa Época). A avaliação como uma experiência compartilhada. 2004. _______________. 6ª edição.). L. VASCONCELLOS. 1998. XAVIER. São Paulo: Libertad. Miguel. 1989 (Coleção cidade aberta). São Paulo. L. Rio de Janeiro: DP&A. Ano II. R.

ferreira) -Resolução de problemas de matemática na educação infantil (Kátia Stocco Smole) -A criança nos três -Etapas de desenvolvimento (Revista do professor-jan/mar 1994) -A construção do conhecimento na educação infantil de período integral (tirado do livro:rotina e projeto educacional/Clice Capelossi Haddad e M. RELAÇÃO DOS LIVROS. APOSTILAS E TEXTOS USADOS NA FORMAÇÃO DE 2001 A 2008 PELA ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA Ano: 2001 LIVROS -Brinquedo e infância (Santa Marli Pires dos Santos) -Referenciais Curriculares Nacionais TEXTOS -Os primeiros dias da criança pequena na creche (Irene Franciscato) -A psicologia do desenvolvimento (Jean Piaget) -Quando a criança começa a freqüentar a creche ou a pré escola (Maria Clotilde R. Virgínia Gastaldi Perassolo) -Banho: que delícia (tirado do livro: Os fazeres na Educação Infantil) -Bolinhas de sabão (tirado do livro: Os fazeres na Educação Infantil) -Formação do educador (de Rosana aparecida Dutoid) -Projeto pedagógico (TV escola MEC) -O que é um projeto pedagógico (TV escola MEC) -Alimentação infantil (Sandra Sampaio .29.nutricionista) 225 .

Q. Patton) -Relatórios de grupo (Centro de convivência infantil Instituto Adolfo Lutz) 226 .-Eu estou com medo (Cristina de Mattos Manier) -Autonomia-Processo requer relação de respeito e afeto (Revista do professor-out/dez. 96) -Entrada na escola Procedimentos que facilitam a adaptação (Revista do professor-abr/jun. 94) -Cuidados compartilhados Um planejamento para acolher os pais (Revista avisalá – nº 5) -10 motivos para ser professor (Roberta Bencini) -Avaliação A avaliação surge para fazer acontecer a própria qualidade da educação (M. 92) -Por que é preciso dizer não (Revista Veja-junho/99) -Fichas sobre desenvolvimento de 0 a 5 anos (Revista Veja – Edição Especial) -Vamos avaliar (Silvia Maria Graciosa Botelho) Ano:2002 LIVROS -O diálogo entre a teoria e a aprendizagem (Telma Weisz) -Referenciais Curriculares Nacionais TEXTOS -Um tremendo professor ou um professor tremendo (Celso Antunes) -Aula de educação Infantil (Celso Antunes) -Adaptação na escola Cuidados fundamentais com a criança nos primeiros dias de aula (Revista do professor – jan/mar.

-Avaliação (Hoffmann Freire) -O que observar num relatório individual da criança (Marisa L.../Regina Scarpa) -Por um espaço de qualidade (Ana Paula Yasbek) 227 . princípios e estratégias do projeto de formação (Capítulo II do Livro:era assim. Finardi) -O primeiro dia da professora (Revista Avisalá-nº 5) -Como saber o que as crianças sabem sobre a escrita (Revista Avisalá-nº 1) -Descobrindo o que a criança sabe na atividade inicial (Revista avisalá-nº2) -Análise do registro individual diário das atividades realizadas com as crianças (tirado do livro: Era assim. agora não. agora não-Regina Scarpa) -Diário de campo (Revista Avisalá – nº 1) -A importancia de saber como os docentes aprendem (Fernando Hernandez) -O ofício de ensinar (Fanny Abramovich) -Planejar é preciso (Maria Antunes de Barros) -Para que planejar (Delia Lerner) -Planejar O caminho para a boa aula (Revista nova escola-nº126) -O resgate social da criança na pré escola (Maria Helena Novaes Mira) -Rotina e projeto educacional (Clice Capelossi Haddad) -Rotina: equilíbrio entre os momentos de atividades livres e dirigidas (Rosana Aparecida Dutoid) -Concepção.

-O jogo como recurso privilegiado de desenvolvimento da criança pequena (Adriana Friedmann) -Os ambientes de aprendizagem como recursos pedagógicos (Zilma Ramos de Oliveira) -Por que trabalho diversificado? (Revista criança) -Tipologia dos conteúdos (Antoni Zabala) Ano:2003 LIVROS -Continuação do livro: O diálogo entre o ensino e a aprendizagem -Referenciais Curriculares Nacionais APOSTILA -Coletânea de relatos do 1º e 2º semestre – desempenho de grupo – material que é feito para apresentar para os pais em fechamento de semestre TEXTOS -Pressupostos para uma educação transformadora com crianças de 0 a 6 anos (Leni Vieira Dornelles) -Registro (Madalena Freire) -Registro reflexivo da prática pedagógica: uma possibilidade para a autoria de conhecimento/Revista criança-nº36 (Aricélia Ribeiro do Nascimento) -Avaliação (Parâmetros Curriculares Nacionais) -Planejar é preciso (tirado do livro: Política de creche) -Medidas preventivas que minimizam a disseminação de doenças/quando e como lavar as mãos (Folhetim informativo – criança é vida – A água é a base da higiene) -Uma mão lava a outra.Jeitos de cuidar/Revista avisalá (Damaris Maranhão) -A observação sistemática no cotidiano da pré escola/Revista Criança (Maria de Fátima Guerra de Souza) 228 .

comer.comer.. ”O prazer na literatura infantil” Revista criança. Signoreti e outras) -Da casa para a escola: uma transição importante para a criança e sua família/Revista criança-novembro 2002 (Alia Barros) -Folheto informativo da creche carochinha-adaptação -Literatura para bebês/Revista Pátio..Abr/2003 (Ana Araújo e Silva) -Dicas para a preparação da narrativa das histórias -Propostas para a atuação em sala de aula. nº 4 -Histórias.Poesias..Fev. de 03 (Maria Angélica do Carmo Zanotto) -Comer.comer.. Dona Maria Chicória (do livro:Os Fazeres da Educação Infantil) 229 .-Educação e cuidado Dimensões afetiva e biológica constituem o binômio de atendimento/Revista do professor/out-dez/2002 (Adriana Elizabeth R.. -Bem vinda.... relativas à leitura em voz alta (tirados dos livros: 1-Aprender a ler e a escrever/Ana Teberosky e Teresa Colomer 2-Literatura Infantil/Maria Antonieta Antunes Cunha 3-Curso:leitura e escrita entre 3 a 6 anos/Teca Antunes -Ler o mundo com olhos de criança. Luciana Hubner) -Trabalhando linguagem oral com crianças de três anos (Daniela Panutti e Maria Virgínia Gastaldi) -Ativando a leitura na sala de aula (MEC) -Conhecendo a criança Revista avisalá. S.nº 21 (Letícia Lima Mont’Alvão e Simone Maria de Souza) (Sílvia Carvalho e Regina Scarpa) -Despertando no aluno o gosto pela leitura Requisitos básicos para a escolha do livro Revista do professor -jul a set.é o melhor para poder crescer. de 89 (Ester Malamut) -Recontar histórias Atividade é importante para a formação das crianças pré-escolares Revista do professor -abr a jun...

de Gilda Rizzo/cap. contendo um texto sobre o Refeitório: *Local onde se come e aprende *aonde podemos chegar *a quem recorrer *quais ações desenvolver: um refeitório completo e agradável crianças com autonomia para se servirem e escolherem seu alimento refeitório:espaço de convívio cozinheiras que ensinam -Referências de projetos do centro de estudos da Escola da Vila (Dinossauros/Semana literária) -Planejamento (pressupostos pedagógicos/princípios educativos/objetivos gerais) Ano: 2004 TEXTOS -Periodo de adaptação a creche (Tirado do livro:Creche-organização. saber planejar José Cerchi Fusari • Planejamento.montagem e funcionamento.-Mistérios revelados (alimentação) (Tadeu Fernando Fernandes) -Alimentar a criança: o desafio do dia-a-dia/perguntas e respostas (Alba de Andrade Falcão e outras) -A Re-feição (tirado do livro do diretor.CEDAC) -Alimentação: modelo de alimentação saudável para crianças de 6 a 12 meses e de 1 a 6 anos (do artigo: Vencendo a Desnutrição do Centro de recuperação e educação Nutricional) -Higiene e procedimentos para higiene da entidade -Simulação de uma carta de uma professora “Nina” para uma revista pedindo informações sobre o trabalho de alimentação na creche -Simulação de uma carta da professora Sara para Nina. um ato coletivo Denise Pellegrini • Por dentro do universo mirim 230 ...currículo.respondendo sobre seus questionamentos. 6) -Planejamento: considerações sobre o planejamento (Gisela Wajskop/anete Abramowicz) -O planejamento escolar: revendo práticas e concepções -Planejamento: tirado da seguinte bibliografia: • Ensinar bem é.

Rego Parte II Tirado da seguinte bibliografia: • Escolas. neném. nº 29) -Sono e repouso (tirado do livro: Saúde da criança/UFMG – Alysson Carvalho e outros) (tirado do volume II do RCNEI/Formação pessoa e social-MEC) -Sono.Organização detalhada dos materiais e propostas de atividades diversificadas facilitam a formação das crianças menores Regina Scarpa Regina Zenti -Hora de re(planejar) Revista Nova escola. aniversário e alimentação (Tirado da revista Batata quente. faz de conta e cia Zilma de Moraes Oliveira e outros • Dicas para planejar o parque Revista avisalá.nº 3 Lino de Macedo • Escola.zzzzzzz (tirado do livro: Os fazeres na educação infantil/Editora cortez-Maria Clotilde Rossette Ferreira e outros) -A hora do sono (Tirado da revista criança. espaços e pessoas Livro do diretor-CEDAC • Creches:Crianças.1999/Creche Carochinha) -Vamos pra caminha (Folhetim informativo. espaços e pessoas Livro do diretor – CEDAC Idéias e práticas para aprimorar a escola • Brincar é coisa séria Teresa Cristina R.. Série carochinha) -Espaços externos Parte I Tirado da seguinte bibliografia • O papel do brincar na cultura contemporânea Revista Pátio.nº 5. nº 14.nº 5 • O valor de uma brincadeira Revista Nova escola.Agosto de 2001 (Luciana Zenti) -Uma primeira conversa: uma proposta de matemática para a Educação Infantil -Resolução de problemas de matemática na educação Infantil -Propostas de resolução de problemas (textos de Kátia Stocco Smole e outras) -Nana..especial educação infantil/outubro de 2002 231 .

faz de conta e cia Zilma de Moraes Oliveira e outros -O banho – Parte II Tirado da seguinte bibliografia: • Bolinhas de sabão.nº 6 Parte III • Que brinquedo escolher? Revista Pátio. Finardi) -Simulação de uma carta por uma professora chamada Ziza a um quadro da revista chamado Pede sugestões com questionamentos sobre o momento do banho (Marisa L.. nº 5 -Patio com objetos que possibilitam brincadeiras.Nylse Helena Silva Cunha) -Dicas para planejar o parque Revista avisalá. Finardi) -Simulação de uma carta por uma professora chamada Gilda a um quadro da revista chamado Pede sugestões com questionamentos sobre os momentos do repouso -O banho – Parte I Tirado da seguinte bibliografia: • Rotina e projeto educacional Clice Capelossi Haddad Virgínia Gastaldi Perassolo • Bolinhas de sabão.nº 3 (Imma Marin/Sílvia Penón) • Papel do brincar Aspectos relevantes a considerar no trabalho lúdico Revista do professor..nº 18 Tânia Ramos Fortuna • -Veja como o lúdico muda com a idade da criança -Saiba qual é a origem de brinquedos clássicos (artigos da Folha de São Paulo . um brinquedo • Tudo é festa nesta floresta (Brinquedoteca: um mergulho no brincar .do livro “A história do brinquedo” de Cristina Von) -Artigos: • Cada fase. desce.o banho das crianças na creche (Folheto-Creche Carochinha) • Creches:Crianças.Brinquedos-recursos com que o professor pode contar Artigo de Vera Aiub Lázaro • Sobe. agacha e pula Revista avisalá..o banho das crianças na creche (Folheto-Creche Carochinha) 232 .. interações e autonomia Do livro: Os fazeres na Educação Infantil -Simulação de uma carta por uma professora chamada Bia a um quadro da revista chamado Pede sugestões com questionamentos sobre os momentos do parque e tanque de areia (Marisa L.

Abr/jul 2004 (Macia Elisa Valiati e Rosana Rego Cairuga) -O acompanhamento das aprendizagens e a avaliação Revista Pátio Educação infantil. inventores. out. Zabalza) -Projeto: uma nova forma de organizar os conhecimentos na escola -Quantas intenções cabem em um projeto (Revista avisalá) -Entre! As portas estão abertas Trabalho com projetos Revista avisalá. que permitam o acompanhamento global do grupo e de cada uma das crianças (Do livro:Qualidade em educação infantil/Miguel A. anotações. nº 17 (Benedita Machado de Mello) -Referências de projetos: • Projeto Grafite/Artes (Revista avisalá) • A história de Embu/Natureza e sociedade (Revista avisalá) • Linguagem oral e escrita – gravação de um fita (Revista avisalá) • E viva o cordão azul(Revista avisalá) • Semana literária(Escola da vila) • Dança.• Higiene corporal Saúde da criança (Alysson Carvalho e outros) -Projeto de trabalho Revista do professor.nº 4.que eu conto!(Revista avisalá) • Jogos de percurso(Revista avisalá) • O pulo do sapo(Revista avisalá) • Dinossauros (Escola da Vila) • Álbum do bebê (Revista avisalá.nº 18-Cisele Ortiz e Denise Nalini) • Desenho com interferência (Revista criança) • Com a mão na massa (Revista avisalá. etc.. Abr/jul 2004 (Mara Carmem Silveira Barbosa) -Observação. a dez de 2003. engenhocas e cia (Revista Criança/Adriana Klisys) -Referência de seqüência didática • Ler o mundo com os olhos de crianças (Revista avisalá.nº 4-Luciana Hubner) • Lista de nomes da sala (Revista avisalá) 233 .nº 11) • Inventos..Instrumentos metodológicosI (Séries seminário/Madalena Freire) -Atenção individualizada a cada criança/Sistema de avaliação. nº 76 (Lúcia Bicalho de Lima Santos) -A avaliação como uma experiência compartilhada Revista Pátio Educação infantil.Registro reflexivo .nº 4.

jan.Confecção de fantoches (Professoras: Mariana Panizza e Ana Paula Hortelan) TEXTOS -Relação família e escola (tirado dos livros: As cem linguagens da criança/Lella Gandini e Brinquedo e Infância e do documento RCNEI) -Relatórios escritos (tirado do livro: Manual de portfólio de Elizabeth Shores e Cathy Grace) 234 . brincando e aprendendo . Náufel) -Calendário de desenvolvimento e segurança na infância e adolescência (Folhetim informativo da sociedade de pediatria de São Paulo) -Os dez passos da alimentação saudável para crianças brasileiras menores de dois anos (texto do Ministério da saúde) -Os dez aspectos-chave de uma educação infantil de qualidade –cap.-Cárie da mamadeira Revista Vida e saúde.Jogando.As contribuições do lúdico na aprendizagem da educação Infantil (Marisa) .3 (tirado do Livro: Qualidade em educação infantil/Miguel A. nº 12 (Lisany Contrera) -Leite de mãe Revista Vida e saúde. Zabalza) -Esta escola é nossa mesmo (artigo tirado da Revista nova escola. nº 12 (Fonte: Hospital Itapecerica da Serra) -O que dizem as paredes da escola (Revista avisalá) -A arte de criar ambientes que educam (Revista avisalá) -Outras possibilidades para alimentar o faz-de-conta (Revista avisalá) -Linguagem: evite e cuide dos problemas de linguagem na infância (Folhetim informativo do centro fonoaudiólogo – Daniela S.fev/2004 de Cristiane Marangon) Ano:2005 APOSTILAS .

abr 2002 235 .. nº 10. Marmem Diez Navarro) -Jeitos de cuidar .nº 6 (M.Jan/Mar.mais que a atividade. 2005 (Eliomar Inês Bedin e outra) -Espaços internos -as salas de atividades/tirado do livro: creches/atividades para crianças de zero a seis anos-Editora Moderna (Anete Abramowicz e Gisela Wajskop) -Análise de um caso: começando a refletir sobre o problema/ tirado do livro: Reunião de pais-sofrimento ou prazer?/Editora Casa do Psicólogo (Beate G.. (Luciana Esmeralda Ostetto) -Educação infantil para quem? A organização do trabalho pedagógico com crianças de 0 a 6 anos (Taicy de Ávila Figueiredo) -A importância do lúdico no desenvolvimento infantil (Maria do Rocio M.a criança em foco.do meu nariz cuido eu Revista avisalá. Buczek) -Atividades para crianças na faixa etária de 0 a 4 anos (site Meg) -O brincar e o pensar Organizando ambientes adequados às crianças de zero a três anos/Revista do professor.-Portfólio como recurso de avaliação O portfólio como recurso ou modalidade de avaliação vinculada à reconstrução do conhecimento -Planejamento como atitude (Warlen Fernandes Soares Maques) -Planejar é preciso (Rosa Maria Antunes de Barros) -Planejamento e construção do projeto de escola Tirado da coleção Raízes e asas -Planejamento (Maria Augusta Camargo Schimidt e Vera Maria Oliveira Carneiro) -Planejamento na educação infantil. Athuon e outros) -Reunião de pais-projeto institucional Revista avisalá (Irene Franciscato) -Perspectiva: Ajude-me a olhar Revista Pátio educação infantil.

inventores.nº 29 (Adriana Klisys) 236 . Helm e S. engenhocas e cia Revista Criança.-Escolha da forma de organização dos conteúdos Tirado do livro: É possível ler na escola/Artmed (Délia Lerner) -Gestão do tempo. Barbosa e Maria da Graça Souza Horn) -Trabalhando com projetos no berçário Tirado da revista: Projeto (Monique de Oliveira Zamboni) -Brincar com água na educação infantil: por que não? Brincar com a água e aprender na ação Revista avisalá/Julho de 2004 (Renata Frauendorf) -Água com educação é questão de moderação Revista avisalá/ Julho de 2004 (Damaris Maranhão) -Entre as sombras e as luzes: um contraste que diverte e ensina Revista avisalá/ Abril de 2005 (Clélia Cortez) -Projeto viver com arte (referência de projeto) -Seqüencia de observação (referência de seqüência didática) -Projeto: o valor de uma brincadeira (referência de projeto) -Projeto: inventos. apresentação dos conteúdos e organização das atividades Tirado do livro: É possível ler na escola/Artmed (Délia Lerner) -Concepções de projeto segundo: *Reggio Emilia *Fernando Hernadez *J. Beneke *Delia Lerner -Características de um projeto (Regina Scarpa) -O trabalho com projetos Tirado da apostila :Fundamentos teóricos e metodológicos da educação Infantil/IESDE (Márcia Teixeira Sebastiani) -Por uma pedagogia de projetos na escola infantil (Maria Carmem S.

I (Rheta de Vries e outros) -Adulto tem o dever de liberar brincadeiras infantis (Bell Kranz-da editora do equilíbrio) 237 .mar/98 Livro:Creche:organização. Finardi) -Encruzilhada de vozes. nº 8 -Desenvolvimento da criança-idade.a multiplicidade de discursos na comunicação oral entre crianças de 0 a 4 anos Revista avisalá (Regina Scarpa e Silvia Carvalho) -Conteúdos :quais. currículo.abr. características de desenvolvimento e papel do professor/De 0 a 3 anos (Marisa L.nº 4-Abr.jun/94 Revista do Professor .-Referencia de projeto -O que qualifica um bom projeto Da editora Por um triz.quando e quanto de cada Revista avisalá (Sílvia Pereira de Carvalho) -O que as instituições pensam e como se organizam para planejar Revista avislá (Sueli Ap.jan. de Campos Silva/Maria Virgínia Gastaldi) -O sentido da adaptação à creche e à pré-escola Revista Pátio.Jul/2004 (Maria Clotilde Rossetti Ferreira e Kátia de Souza Amorim) -O que é adaptação e sua importância na vida da criança Revista do Professor . montagem e funcionamento/Gilda Rizzo -Avaliar é acolher (Warlen Fernandes Soares Maques) -Como atrair os pais para a escola Veja como é possível estreitar a relação com a família e formar uma parceria produtiva (Roberta Bencini) -Portas abertas para lotar as reuniões de pais (Leonardo Carneiro) -Rituais de passagem Planejamento especial para quem entra e para quem sai de uma instituição educativa Revista avisalá -O brincar e a linguagem infantil: reflexões (Porfª Ordália Alves Almeida) -Quatro interpretações do brincar na educação infantil Tirado do livro: O currículo na educação infantil: práticas e atividades/cap.

Tempo de chegada na Creche: conhecendo-se e fazendo-se conhecer (Giandréa Reuss Strenzel) -O papel da Educação Infantil hoje (Vera Lúcia Melis) -A importância da relação família e escola (Patrícia Corsino e Maria Ap. de James Hunter. agora não. de Philippe Jonnaert e Cécile Vander Borght – Artmed 2002 – pg. uma proposta de formação de professores leigos – Regina Scarpa – fizemos o estudo dele durante o ano APOSTILA -Apostila de: brinquedos e brincadeiras através da sucata/Marisa L. Finardi –Out.2006 TEXTOS -Como se dá o desenvolvimento na criança (Piaget) -Texto para apoiar os esforços dos pais em proporcionarem aos filhos o melhor início da vida possível – Fazendo a diferença (Centro da infância – Governo do Canadá) -Cotidiano na Educação . Ed.-Técnicas ajudam a acalmar os bebês na escola (Fábio Takahashi) Ano:2006 LIVROS -Fizemos à leitura do livro: O Monge e o executivo – Uma história sobre a essência da liderança. 188) -A pessoa que sabe trabalhar em grupo – tirado do livro: O trabalho em pequenos grupos na sala de aula.Por que um contrato didático? Vamos responder nomeando as funções do contrato didático – tirado do livro: Criar condições para aprender: o sócio construtivismo na formação do professor.. Artmed. 2003 – pgs. Ed. de Joan Bonals. De 11 a 13 -Dois pontos devem ser trabalhados para se ter um planejamento com qualidade -Dez princípios para um bom professor (Vicente Martins) -O que todo pai ou educador deve saber antes de começar a ensinar Reflexões sobre atitudes que lapidam o comportamento -Trabalho com projetos – Os segredos de um bom projeto ( Tatiana Achar) 238 . Sextante – Toda reunião era lido uma parte como leitura compartilhada -Era assim.. Maistro) .

Cultura do riso (Adriana Friedmann) -Baú de idéias – Pedagogia de projetos: aprender com prazer – de Luciana Zenti. Junho/Julho de 2005 -Projetos extraídos do material – Leitura. escrita e comunicação oral – Educação Infantil – Cardápio de Projetos elaborado pela equipe pedagógica do CEDAC – Programa Escola que Vale -Recebendo os pais na escola (Paola Gentile) -O que são Portfólios?È hora de começar – passo-a-passo na construção de um projeto. extraído da revista: Aprende Brasil – Ano 2 – nº 5. (Samuel Ramos Lago) -Relação Família e Escola – tirado do livro: As cem linguagens da criança – Leela Gandini -Relatórios escritos – tirado do livro: Manual de Portfólio – Elizabeth Shores e Cathy Grace -Avaliação – Observação e Registro – Revista Nova Escola – Agosto 2006 -O brincar e a linguagem infantil: reflexões – Jornal Bolando aula – nº 75/Abril 2006 -Projeto: uma nova cultura de aprendizagem – Maria Elizabeth Bianconcini de AlmeidaPUC/SP -Algumas (boas) dicas para trabalhar com projetos – Lenarde N.-Projeto de trabalho – PCN na escola.Jornal Bolando Aula.tirado do livro: Manual de Portfólio – Elizabeth Shores e Cathy Grace 239 . dos Santos Mendes – Jornal Bolando Aula – nº 75. de Lúcia Helena Alvarez Leite e outros. nº 75 – Abril/2006 -O Portfólio e o compromisso do aluno com sua aprednizagem (Kátia Stocco Smole) -Compartilhar conquistas: cerne do Portfólio ( Cláudia Cavalcanti Pereira) -Brincar ao ar livre: nada mais gostoso (Bruno Thadeu) -Por que usar portfólios . Abril de 2006 -Registro – Luana Serra Elias . tirado do: Cadernos da TV escola/MEC -Reabilitando o lado criança (Tânia Ramos Fortuna) -Lúdico é parceiro do professor (Beatriz Kulisz) .

Aristeo Leite Filho -A avaliação. Gabriel Handel -Sugestão de brinquedo: boneco de meia – Revista Nova escola.-A Educação hoje é uma gincana/Antoni Zabala – Revista Idéia – nº 4 – Ano 2006 -Discutindo o planejamento e a avaliação (Madalena Freire) -Bebê adora ouvir história – Priscila Pastre – Revista Nova escola. Piccole Invenzioni -O eu e o outro: construindo identidades no desafio do grupo. 2006 240 . Jogo de varetas – Revista Nova escola.2006 -Oficina de idéias.Grandes invenções e criando espaços para brincar. Set. 195 /Setembro.Idéia de brinquedo. nº 195. Nov. Carolina e outras (acadêmicas) -Projeto: implantação de salas de leitura nas escolas – Noovha América Editora Distribuidora de livros Ltda -Avaliando nossas crianças – Jussara Hoffmann -Sabendo um pouco mais – proposições para uma Educação infantil cidadã. nº 197. 2006 -O lugar das brincadeiras nas aulas de matemática – Kátia Stocco Smole . Fabrícia.

br 3. Fio de linha. O telefone.br 4. Segredos. dançar com as crianças. Estrelinha que reluz. Pedalinho. Quintal.O melhor de Bia Bedran Coletânea (14 músicas): A cigarra. COCORICÓ – 23 SUCESSOS MUSICAIS Com os maiores sucessos! Canções do Hélio Ziskind. foi um sucesso! Agora.org.biabedran.br 241 . O relógio da vovó.br tear@institutotear. O primeiro LP foi lançado em 1980.angelsrecords. musicadas pela Denise Mendonça.30.com. São 21 músicas da Maria Mazzetti. segredos.org. O foguete. capitão Gordon.br 2. Tudo azul. Bonita e redonda. Pedalinho. BIA BEDRAN . Ciranda do anel. regravadas. Desengonçada. O anel. Ver de pertinho: www. Marinheiros do barco a vapor. OLÁ Do Grupo Olá. Dona Árvore. Pato injuriado. SUGESTÕES DE MATERIAIS CDs e DVDs para CRIANÇAS Toda criança merece músicas e imagens de qualidade! CDs INFANTIS Sugestões de CDs infantis p/ ouvir. BIA BEDRAN .Coletânea de Músicas Infantis Este CD traz as primeiras músicas da Bia em LP (87 e 91). 1. O foguete. O trem.com. Veja de pertinho no site da Cultura Marcas (da TV Cultura) http://www.culturamarcas. A história da coca.institutotear.com. Ver de pertinho: www. O videotinha. Se quiser saber mais: www. Faixas: Angelus. cantar. O trem. Quintal. É bom cantar. o CD traz todas as músicas do LP. porém com os mesmos arranjos da gravação original. Água terra fogo e ar. Dois irmãos. Traineira mágica.

dona Chica.br 242 .br 12.to/zezuca 11. PASSARIM O PALHAÇO CANTOR Para quem gosta de música tradicional infantil. de A a Zé. contos e parlendas. BIA BEDRAN . ele é show!!! São 28 faixas.com. vida. 8. Os velhinhos. tem parlendas e o conto popular “a resposta está em nossas mãos”. o pericaco. O menino que foi ao vento Norte. 6.. BELA ALICE. o sapo. A história da coca. das rodas de verso. Uma história sem fim.br e www. seu rosto. www. meus filhos.sonhosesons. A Polegarina. Cabeça de vento. BIA BEDRAN . brinquedos cantados. 7. Grupo Curupaco CD de cantigas e brincadeiras. pela beleza da simplicidade das músicas. o grilinho.. MURUCUTUTU (Eugenio Tadeu e Miguel Queiroz) Do selo Palavra Cantada. ABRA A RODA TIN DO LÊ LÊ Pesquisa de Lydia Hortélio. Conheça de pertinho: www. A casa que Pedro fez. A campo santo. Ô. também há músicas de autoria do RUBINHO DO VALE. Murucututu.. Ora bolas. São 42 faixas. Esse CD emociona pela delicadeza. do grupo).Fazer um bem Faixas: Fazer um bem. a pulguinha. o rato.BIA CANTA E CONTA 1 Bia conta histórias usando a música com recurso. O fogo. macaquinho. Carnaval no jardim.. O fazendeiro.. A velha a fiar. Ver de pertinho na Sonhos e Sons: www. Portugal (Olaré. Ver de pertinho: www.angelsrecords. o vai e vem.com. Feliz aniversário Lua. Um problema chamado coiote. Ano Novo. jacaré na lagoa. Pesquisa de Lydia Hortélio da música tradicional da infância do sertão da Bahia no começo do século XX. divertidas e as crianças adoram! Neste CD as faixas são: a janela. O tempo.5. Prato fundo.com. Balada do rei das sereias.DOBRA. ZÉ ZUCA – O que eu vejo da janela As músicas do Zé Zuca são muito legais. A nuvenzinha triste. pão pão pão..sonhosesons. ESTICA. São 42 faixas com músicas. Inglaterra (Estampie).´ É um CD p/ quem gosta de música folclórica infantil!!! 9. A sopa de pedra. Grupo Curupaco (Minas Gerais): (músicas folclóricas.com. Tadeu e Miguel são do Roda Pião (Minas Gerais). Meu anjo. O grande navio. A criança e a guerra. ró-ró). O pescador. São 24 faixas. parlendas.br 10. Repertório infantil: do Brasil (Borboletinha. BIA BEDRAN . participação especial de Antonio Nóbrega. Lubisome. O bem-te-vi e a sabiá... O sapato que miava.com.musicainfantil. A história do boi. A raposa e a cegonha. A história de Tatê calanquê Catacan Quixilá Calanquê. etc).BIA CANTA E CONTA 2 Faixas: Quem canta um conto.. Ver de pertinho: www. Qual é a cor?. Sem balões. a hora do repouso.. Faixas: Flor do Mamulengo.go.br 13. França (Estampie).musicainfantil.

O pato. BALANÇANDO O ESQUELETO – HAMILTON CATETE As crianças adoram a Dança das Caveiras!!! Hamilton é compositor. 2. VILLA-LOBOS & OS BRINQUEDOS DE RODA São 27 canções gravadas pelo Grupo de Percussão da UFMG & Coral Infantil da Fundação Clóvis Salgado.br 16. e outros no site: www. O caderno. Ver de pertinho: www. TOQUINHO NO MUNDO DA CRIANÇA . Pé com pé.com. A casa. professor e faz música para crianças há mais de 15 anos! Ver de pertinho: www. ouvir. A casa. PANDALELÊ Cd de brinquedos cantados (Minas Gerais).14. PALAVRA CANTADA Este selo traz CDs maravilhosos produzidos pelo Paulo Tatit e Sandra Peres. BARBATUQUES – CORPO DO SOM Cd com 12 músicas produzidas a partir da percussão corporal. Canções de Ninar.br 19.com. Se quiser conhecer mais:http://www. com 24 faixas.sonhosesons. Reconhecimento dos números.br 20. Os dedinhos. Ver de pertinho: www. Mundo da Criança. Frajolla é folclorista que canta e encanta crianças e adultos com suas folias circenses e cantigas de roda. Seqüência dos números até 10. Bicicleta.com.br Outro CD dele (imperdível): EU QUERO A MINHA MÃE 17.palavracantada.com. Aquarela.DVD e CD O DVD tem as animações das músicas: Errar é humano.sonhosesons. Encontra em lojas que vendam CD/DVD. Cantigas de Roda. PALHAÇO FRAJOLA: TINDOLELÊ e REMELEXO São dois CDs com as músicas cantadas pelo Palhaço Frajola (Minas Gerais). Machadinha. a história do Rei barbado (com o Gilberto Gil). www. ou pela internet.angelsrecords. O CD com as músicas. psicólogo. tem cenas na rua das crianças brincando. 3 . URSINHO POOH 1. 243 .br 2. 3. cantar e brincar! CDs: Canções de Brincar.barbatuques.Descobrindo os Números DVD Walt Disney Contagem até 10. Canções Curiosas. FILMES E DESENHOS INFANTIS 1. vale à pena conhecer. É uma experiência sonora. numa divertida releitura de nossa cultura popular. HOJE TEM ESPETÁCULO . etc.musicainfantil. HORA DA CRIANÇA – QUARTETO EM CY São 13 faixas com músicas como Bicharia.com. Sítio do Pica-pau Amarelo. Selo Palavra Cantada.DVD Palhaço Frajolla "Este DVD mostra como brincavam as crianças do interior do Brasil. toca também no computador e você pode ver algumas animações. O girassol. O pato." São brinquedos cantados.br 18.com. 15.

As mãos. Tem também o CD com as mesmas músicas.. 9. 4. A dança do macaco. 5. Músicas: Palavrinhas mágicas.com. LINÉIA NO JARDIM DE MONET (30 minutos) VHS e DVD "O filme conta a história de uma menina sueca que tem um amigo mais velho. Desenho animado. 10." Nos extras (do DVD) eles apresentam os moradores da Vila. A língua do P. Mundo encantado.20 histórias do folclore brasileiro (maravilhoso!!! Ela usa instrumentos musiciais) Oscar Simch . Tem o CD com as músicas. São 14 músicas: Se você quer sorrir.DVD Para quem gosta da Vila Sésamo. perto/longe.. Bia Bedran . Dá uma olhada no site da Cultura Marcas e veja de pertinho: http://www. COCORICÓ .. AS AVENTURAS DA TURMA DA MARÉ .. Ai meu nariz. 2. Meu cachorrinho. números. "Pode contar com o Ênio para fazer com que aprender os números se transforme em um musical divertido! Hoje ele vai passar pelo hotel para mostrar a todos como aprender a contar pode ser fácil e útil (. A bela e a fera. Hora da refeição. LÁ VEM HISTÓRIA . um jardineiro aposentado. 8. O trem da fantasia e um pot-pourri. Técnicas de memorização.20 histórias do folclore brasileiro (ele conta a história e toca músicas c/ violão. ELIANA É DEZ Tem os sucessos da Eliana.. É dez. notas musicais. 3 CONTE COMIGO OUTRA VEZ . São 6 episódios (cada um c/ uma música). que possui um fascinante livro sobre Monet.) Linéia aprende a se comportar num museu e faz muitas fotos da viagem.DVD ou VHS É da Paulinas." 244 . Chuveiro.)resolvem realizar seus sonhos: viajar para Paris! Chegando lá. Era um projeto da TV Cultura de contadores de histórias. formas geométricas.20 histórias do folclore mundial.culturamarcas. Nosso avião. etc. Trava-línguas.). eles conhecem a casa de Monet (. mas envolvidos por uma história. A grama foi crescendo.br 7. Comer comer.DVD DVD com os sucessos dos palhaços Patati e Patatá. Chulé. Pula corda..DVD São 4 DVDs (você pode adquirir juntos ou separados). Orquestra dos bichos e Dona Felicidade. Ele é cordelista e mamulengueiro).DVD Só tem os clipes das músicas.culturamarcas.20 histórias do folclore mundial Valdeck de Garanhuns . Entre no site e veja de pertinho: http://www.com. É tão lindo.28 clipes musicais . 1. letras. Os grandes sucessos de PATATI PATATÁ .br 6.Estratégia p/ contar. Encontra em loja de CD/DVD. Trabalha as noções: cores. claro/escuro. Linéia todas as tardes vai à sua casa tomar chá e se deliciar com as páginas do livro do seu amigo jardineiro (. Ilana Kaplan .

Desenho animado.br 14. o amor. enfrenta o poder de Karabá. é a peça do teatro gravada e a aparecem algumas imagens dos desenhos de Ziraldo. histórias.É um desenho animado que desperta as crianças para a obra do pintor Claude Monet. 13. 16. Kirikú aprende em sua luta que a origem de tanta maldade é o sofrimento e só a verdade.com." A história acontece na África. etc. CLIPES DO PALAVRA CANTADA . COCORICÓ TV Cultura . costumes e tipos humanos. alfabeto. A borboleta e a lagarta. 12. Veja no site da Cultura Marcas: http://www. "Kirikú. 11. A TURMA DO PERERÊ Musical de Tim Rescala (baseado nos personagens e histórias de Ziraldo). 245 . Rato. Ora bolas. também existe em VHS.palavracantada. Aprendem muitas coisas (tudo com música): cores. Tem em livro também. Noé.com. Veja de pertinho: http://www. suas danças. Fome come. aliados à inteligência.70 minutos Da Paulinas. Eu. são capazes de vencer a dor e as diferenças. Pindorama. Duração: 80 minutos. a feiticeira maldosa e seus guardiães. um menino que nasceu para lutar e combater o mal.paulinas. A turma resolve percorrer o Brasil em busca do “mais brasileiro” e nessa viagem vão conhecendo as regiões do Brasil.VHS e DVD Pra ver de pertinho: www. Irmãozinho. KIRIKÚ E A FEITICEIRA . TURMA DA MÔNICA As aventuras da turma da Mônica (Mauricio de Sousa) já estão disponíveis em DVDs.br São os clipes: Sopa.org. a generosidade e a tolerância. VHS e DVD... números.VHS e DVD (que é bárbaro!).br 15. VAMOS BRINCAR DE ESCOLA! Barney (50 minutos) Baby Bop vira "professora" e seus alunos (Barney e seus amigos) passam o dia com ela. formas. Criança não trabalha.culturamarcas.

necessariamente. Sem. porém. expressas em diferentes métodos.Conclusão “O fundamental para as crianças menores de seis anos é que elas se sintam importantes. jamais abdicar da procura por ampliar. às suas relações e vínculos afetivos. cada vez mais. A organização do trabalho o pedagógico visando alcançar estes objetivos pode assumir várias formas. desejos e expectativas. em todos os tipos de linguagem) e às suas idéias. livres e queridas. Mas. este mundo infantil. à sua expressa o (plástica. tem de ser pautada por uma postura de respeito à criança: ao seu ritmo de desenvolvimento. escrita. oral. 246 .” (LISBOA. à sua origem social e cultural. 2001) Este deve ser o objetivo fundamental de qualquer ação educativa voltada para as crianças de 0 a 6 anos.

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