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COMUNIDADE,

SOCIEDADE E
CIDADANIA

Carlos Rodrigues
Aula 7
COMUNIDADE
CARACTERÍSTICAS DA COMUNIDADE
 Nitidez – São os limites territórios da comunidade.
 Pequenez – A comunidade é uma unidade de
pequenas dimensões, limitando-se quase sempre a
uma aldeia ou conjunto de aldeias.
 Homogeneidade – As atividades desenvolvidas
por pessoas de mesmo sexo e faixa de idade,
assim como seu estado de espírito são muito
parecidos entre si; o modo de vida de uma geração
é semelhante ao da precedente.
 Relações pessoais – Em comunidade, as pessoas
se relacionam por meio de vínculos pessoais,
diretos e geralmente de caráter afetivo ou
emocional.
A INTERNET E AS
COMUNIDADES VIRTUAIS
 Nessas novas
“comunidades” ocorre a
inversão do processo de
formação de afinidade
social.
 As primeiras interações
são realizadas a partir de
interesses comuns,
previamente
determinadas.
 A presença física deixa
de ser, assim, uma das
precondições para a
realização do contato.
O QUE MANTÉM AS COMUNIDADES
 As comunidades se
mantém unidas mais por
uma necessidade imposta
socialmente – quando não
por coerção – do que por
aquilo que seus integrantes
tinham em comum.
 O desaparecimento
gradativo das formas de
comunicação tradicionais e
de um modo de vida
comunitário obriga as
pessoas a criar novas
formas de relacionamento,
novas associações, um
outro tipo de organização
social.
SOCIEDADE
 Sociedade seria uma associação humana
caracterizada por relações baseadas em
convenções e não em laços afetivos.
 Segundo o sociólogo alemão Ferdinand Tönnies
(1855-1936), enquanto a comunidade está ligada
internamente por uma vontade coletiva natural, na
sociedade predomina a vontade artificial,
deliberada, proposital.
 Veja o box da página 47 do livro didático
Introdução à sociologia – série brasil. Autor: Pérsio
Santos de Oliveira, Ed. Ática.
SOCIEDADE SOCIETÁRIA
 Ao nos referirmos às
comunidades camponesas
que serviam de fonte de
observação para Ferdinand
Tönnies, utilizamos a
expressão sociedade
comunitária.
 Em oposição a ela, alguns
sociólogos utilizam o
conceito de sociedade
societária, para designar as
sociedades modernas.
Outros, contudo, preferem
manter as designações
tradicionais de comunidade
e sociedade.
 Na sociedade
societária, os
interesses comuns
muitas vezes entram
em conflito, e perde-se
em grande parte a
força da tradição.
 Os mores (do latim,
costumes) são
enfraquecidos e a lei
formal emerge para
regular o
comportamento e
governar o intercâmbio
social.
UMA TRANSIÇÃO DOLOROSA
 Com o avanço da
industrialização e da
globalização, as sociedades
comunitárias tendem a se
transformar rapidamente em
sociedades societárias.
 Tais mudanças conduzem,
de um lado, ao conflito, à
instabilidade, à ansiedade e
às tensões psicológicas; de
outro, à liberação dos
sistemas de controle e de
coerção, e as novas
oportunidades para o
desenvolvimento humano.
A CULTURA DO INDIVIDUALISMO
 Um exemplo de um novo
tipo de vida, que se
baseia em relações
sociais acentuadamente
indiretas, são os
chamados singles
(pessoas que preferem
viver sozinhas).
 A tendência para o auto-
isolamento vem se
verificando
principalmente nas
cidades grandes: é cada
vez maior o número de
pessoas que moram
sozinhas.
UMA INTERPRETAÇÃO SOCIOLÓGICA
DA “TENDÊNCIA SINGLE”
 Constatações sociais que fomentam a tendência single:
1. As pessoas se casam menos e com mais idade;
2. Cerca de 150 mil pessoas se divorciam anualmente no
Brasil;
3. O aumento da expectativa de vida do brasileiro faz com
que o número de idosos também aumente;
4. Os próprios singles confessam certa intolerância para
com o outro, prevalecendo o egoísmo.
 O sociólogo alemão Stefan Hradil afirma que eles são
os “sismógrafos” do nosso tempo: “Os singles colocam
em relevo a relação extremamente instável que é
própria das sociedades contemporâneas em geral (...).
INDAGAÇÕES, MUDANÇAS E
DESAFIOS
 Como será a sociedade no futuro?
 Qual será a base do consenso e da estabilidade na
sociedade pós-industrial urbana?
 Será necessário, para resolver nossos problemas
econômicos e sociais, retornar os valores tradicionais e
os modos mais antigos de organização?
 Serão as formas sociais alternativas (como a dos
singles) apropriadas a uma sociedade complexa como o
a nossa, com valores muitas vezes conflitantes, como o
da liberdade, da oportunidade e da individualidade?
 Será possível conciliar, de alguma forma, os diferentes
e, muitas vezes, conflitantes tipos de vida que se
estabelecem no centro e nos bairros das grandes
metrópoles e em suas periferias?