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Métodos de Energia

Capítulo 14

Profª Cristina Almeida Magalhães

TRABALHO EXTERNO E ENERGIA DE DEFORMAÇÃO

Antes de desenvolver qualquer um dos

métodos de energia que serão usados ao longo das próximas aulas, vamos primeiro definir o trabalho provocado por uma força externa e por um conjugado e, além disso,

mostrar como expressar o trabalho em termos

da energia de deformação do corpo.

TRABALHO EXTERNO E ENERGIA DE DEFORMAÇÃO

T RABALHO E XTERNO E E NERGIA DE D EFORMAÇÃO • À medida que as estacas

À medida que as

estacas são cravadas, suas extremidades sofrem cargas de

impacto. É preciso compreender a natureza do impacto

e a energia produzida,

a fim de determinar a tensão desenvolvida

em cada estaca.

Trabalho de uma Força

Na mecânica, uma força realiza trabalho

quando sofre um deslocamento dx na mesma direção dela.

O trabalho realizado é um escalar definido como dU e = F dx. Se o deslocamento total é x, o trabalho torna-se:

O trabalho realizado é um escalar definido como dU e = F dx. Se o deslocamento
O trabalho realizado é um escalar definido como dU e = F dx. Se o deslocamento

Trabalho de uma Força

Para explicar como se usa essa equação,

vamos calcular o trabalho realizado por uma

força axial aplicada na extremidade da barra

mostrada na Figura 14.1a.

Como a grandeza de força F aumenta gradualmente de zero até algum valor limite F = P, o deslocamento final da extremidade

da barra torna-se . Se o material comportar- se de maneira linear-elástica, a força será diretamente proporcional ao deslocamento;

ou seja, F = (P/A)x.

se de maneira linear-elástica, a força será diretamente proporcional ao deslocamento; ou seja, F = (P/A)x.

Trabalho de uma Força

Substituindo na Equação 14.1 e integrando de

0 a , obtemos:

na Equação 14.1 e integrando de 0 a ∆ , obtemos: • Portanto, como a força

Portanto, como a força é aplicada à barra

gradualmente, sua intensidade aumenta de

zero a algum valor P e, consequentemente, o trabalho realizado é igual à intensidade média

da força, P/2, multiplicado pelo deslocamento

total .

Trabalho de uma Força

Podemos representar essa condição graficamente como a área do

triângulo com o sombreamento mais

claro da figura 14.c.

Suponhamos, entretanto, que P já esteja aplicada à barra e que outra força P' seja também aplicada, de modo que a extremidade da barra desloque-se uma quantidade

adicional ' (Figura 14.b). O trabalho

realizado por P (não P') quando a barra sofre o deslocamento adicional

' é, então:

14.b). O trabalho realizado por P (não P') quando a barra sofre o deslocamento adicional ∆
14.b). O trabalho realizado por P (não P') quando a barra sofre o deslocamento adicional ∆
14.b). O trabalho realizado por P (não P') quando a barra sofre o deslocamento adicional ∆

Trabalho de uma Força

Aqui o trabalho representa a área retangular sombreada da Figura 14.1c. Nesse caso, P não muda sua intensidade, uma vez que o deslocamento ' é provocado somente

por P'. Portanto, o trabalho aqui é simplesmente a

intensidade da força P multiplicada pelo deslocamento '.

Em resumo, quando se aplica uma força P à barra e em

seguida uma força P', o trabalho total realizado por

ambas as forças é representado pela área de todo o triângulo da Figura 14.1c. A área triangular com o sombreamento mais claro representa o trabalho de P,

provocado por seu deslocamento . A área triangular

com o sombreamento mais escuro representa o trabalho de P', uma vez que essa força desloca-se '; finalmente, a área retangular sombreada representa o trabalho

adicional realizado por P quando P desloca-se ', em

virtude de P'.

Trabalho de um Momento (Conjugado)

Um momento (conjugado) M realiza trabalho

quando sofre um deslocamento de rotação dθ ao longo de sua linha de ação. O trabalho

realizado é definido como dU e = M dθ (figura). Se o ângulo total de deslocamento é θ

radianos, o trabalho torna-se:

é definido como dU e = M d θ (figura). Se o ângulo total de deslocamento
é definido como dU e = M d θ (figura). Se o ângulo total de deslocamento

Trabalho de um Momento (Conjugado)

Como no caso da força, se o momento

(conjugado) for aplicado a um corpo feito de material com comportamento linear-elástico, tal que sua intensidade aumente gradualmente de

zero em θ = 0 para M em θ, o trabalho será:

de zero em θ = 0 para M em θ , o trabalho será: • Entretanto,

Entretanto, se o momento (conjugado) já estiver aplicado ao corpo e outras cargas girarem esse corpo uma quantidade adicional θ’, então o trabalho será:

estiver aplicado ao corpo e outras cargas girarem esse corpo uma quantidade adicional θ’ , então

Energia de Deformação

Quando aplicadas a um corpo, as cargas

deformam o material.

Desde que não haja perda de energia sob a

forma de calor, o trabalho externo por elas

realizado será convertido em trabalho interno

denominado energia de deformação.

Essa energia, sempre positiva, armazena-se no corpo e é provocada pela ação da tensão

normal ou da de cisalhamento.

Energia de Deformação

Tensão Normal

Se o elemento de volume mostrado na figura for submetido à tensão normal σ z , a força criada nas faces superior e inferior será dF z = σ z dA = σ z dx dy.

Se essa força for aplicada gradualmente ao elemento,

como a força P já discutida, sua intensidade aumentará de zero até dF z , enquanto o elemento sofrerá um deslocamento dz = σ z dz.

sofrerá um deslocamento d ∆ z = σ z dz. • O trabalho realizado por dF

O trabalho realizado por dF z será, portanto, dU i = ½ dF z d z = ½ [σ z dx dy] ε z dz.

Como o volume do elemento é dV = dx dy dz,

= ½ dF z d ∆ z = ½ [ σ z dx dy] ε z

temos:

Energia de Deformação

Tensão Normal

Observar que U i , é sempre positivo, mesmo que σ z seja de compressão, uma vez que σ z e ε z sempre atuam na mesma direção.

Em geral, então, se o corpo estiver submetido apenas a

uma tensão normal σ uniaxial, atuando em uma

direção específica, a energia de deformação nele armazenada será, portanto:

a energia de deformação nele armazenada será, portanto: • Além disso, se o material comporta-se de

Além disso, se o material comporta-se de maneira linear-elástica, a lei de Hooke, σ = Eε, aplica-se e podemos, portanto, expressar a energia de deformação

em termos da tensão normal, assim:

σ = E ε , aplica-se e podemos, portanto, expressar a energia de deformação em termos

Energia de Deformação

Tensão de Cisalhamento

Uma expressão deformação-energia semelhante à tensão normal também pode ser estabelecida para o material quando ele está submetido a

tensão de cisalhamento.

quando ele está submetido a tensão de cisalhamento. • Consideremos o elemento de volume mostrado na

Consideremos o elemento de volume mostrado na figura.

Nesse caso, a tensão de cisalhamento provoca

deformação no elemento tal que somente a força

de cisalhamento dF = τ(dx dy), que atua sobre a face superior, desloca-se γ dz em relação à face inferior.

Energia de Deformação

Tensão de Cisalhamento

As faces verticais apenas giram e, portanto, as

forças de cisalhamento nelas desenvolvidas não realizam trabalho.

Dessa maneira, a energia de deformação

armazenada no elemento é:

ou

Dessa maneira, a energia de deformação armazenada no elemento é: ou onde dV = dx dy

onde dV = dx dy dz é o volume do elemento.

Energia de Deformação

Tensão de Cisalhamento

Integrando em todo o volume do corpo para obter a

energia de deformação nele armazenada, temos:

para obter a energia de deformação nele armazenada, temos: • Como no caso da tensão normal,

Como no caso da tensão normal, a energia de

deformação por cisalhamento é sempre positiva, uma

vez que τ e γ estão sempre na mesma direção.

Se o material é linear-elástico, então, aplicando a lei de

Hooke, γ = τ/G, podemos expressar a energia de deformação em termos da tensão de cisalhamento, assim:

a lei de Hooke, γ = τ /G, podemos expressar a energia de deformação em termos

Energia de Deformação

Usaremos as equações:

Energia de Deformação • Usaremos as equações: para obter expressões formais da energia de deformação armazenada
Energia de Deformação • Usaremos as equações: para obter expressões formais da energia de deformação armazenada

para obter expressões formais da energia de deformação armazenada em elementos sujeitos a

vários tipos de carga.

Uma vez feito isso, poderemos desenvolver os métodos de energia necessários para determinar o

deslocamento e a inclinação em pontos do corpo.

Energia de Deformação

Tensão Multiaxial

Podemos ampliar os desenvolvimentos anteriores

para determinar a energia de deformação em um corpo quando ele está sujeito a um estado geral de tensão (Figura).

ele está sujeito a um estado geral de tensão (Figura). • As energias de deformação associadas

As energias de deformação associadas a cada componente

das tensões normal e de

cisalhamento são obtidas pelas equações:

energias de deformação associadas a cada componente das tensões normal e de cisalhamento são obtidas pelas
energias de deformação associadas a cada componente das tensões normal e de cisalhamento são obtidas pelas

Energia de Deformação

Tensão Multiaxial

Como a energia é um escalar, a energia de

deformação total no corpo é:

é um escalar, a energia de deformação total no corpo é: • As deformações podem ser

As deformações podem ser eliminadas usando-se a

fórmula generalizada da lei de Hooke.

Depois de substituir e combinar os termos, temos:

ser eliminadas usando-se a fórmula generalizada da lei de Hooke. • Depois de substituir e combinar

Energia de Deformação

Tensão Multiaxial

Se apenas as tensões principais atuam sobre o

elemento (figura), essa equação reduz-se a uma forma mais simples, ou seja:

apenas as tensões principais atuam sobre o elemento (figura), essa equação reduz-se a uma forma mais
apenas as tensões principais atuam sobre o elemento (figura), essa equação reduz-se a uma forma mais

ENERGIA DE DEFORMAÇÃO ELÁSTICA PARA VÁRIOS TIPOS DE CARGA

Usando as equações desenvolvidas, vamos

deduzir a fórmula da energia de deformação armazenada em um elemento quando ele está

submetido a carga axial, momento fletor,

cisalhamento transversal e momento de torção.

Serão dados exemplos para mostrar como

calcular a energia de deformação nos

elementos submetidos a esses carregamentos.

ENERGIA DE DEFORMAÇÃO ELÁSTICA CARGA AXIAL

Consideremos uma barra de seção transversal variável,

levemente cônica, submetida a uma carga axial que coincide com seu eixo central (figura).

A força axial interna em uma seção localizada a uma

distância x de qualquer das duas extremidades é N.

Se a área da seção transversal nessa seção for A, a

tensão normal na seção será σ = N/A.

Aplicando a equação, temos:

transversal nessa seção for A, a tensão normal na seção será σ = N/A. • Aplicando
transversal nessa seção for A, a tensão normal na seção será σ = N/A. • Aplicando

ENERGIA DE DEFORMAÇÃO ELÁSTICA CARGA AXIAL

Se escolhermos um elemento ou uma lâmina

infinitesimal com volume dV = A dx, concluiremos

que a fórmula geral da energia de deformação na barra é:

que a fórmula geral da energia de deformação na barra é: • Para o caso mais

Para o caso mais comum barra prismática com

área da seção transversal A, comprimento L e carga

axial constante N (figura) a equação, depois de integrada, resulta em:

transversal A, comprimento L e carga axial constante N (figura) — a equação, depois de integrada,
transversal A, comprimento L e carga axial constante N (figura) — a equação, depois de integrada,

ENERGIA DE DEFORMAÇÃO ELÁSTICA CARGA AXIAL

Vê-se, por essa equação, que a energia de deformação

elástica aumentará se o comprimento da barra aumentar ou se o módulo de elasticidade ou a área da seção transversal diminuir.

Por exemplo, uma haste de alumínio [E al = 10(10 3 ) ksi] armazena aproximadamente três vezes a energia de uma

haste de aço

submetida à mesma carga.

[E aço

= 29(10 3 ) ksi] de mesmo tamanho e

Por outro lado, dobrar a área da seção transversal de dada

haste diminuirá sua capacidade de armazenar energia pela metade.

diminuirá sua capacidade de armazenar energia pela metade. • O exemplo a seguir ilustra numericamente essa

O exemplo a seguir ilustra

numericamente essa questão.

Exemplo 1

Um dos dois parafusos de alta resistência A e B mostrados na figura deve ser selecionado para

suportar uma carga de tração súbita. Para fazer a

escolha, é necessário determinar a maior quantidade de energia de deformação elástica que cada parafuso pode absorver. O parafuso A tem diâmetro de 0,875pol

por 2 pol de comprimento e diâmetro da rosca (menor

diâmetro) de 0,731 pol em 0,25 pol da região

rosqueada. O parafuso B tem rosca reforçada, de forma

que o diâmetro em todo o comprimento de 2,25 pol é considerado como sendo de 0,731 pol. Em ambos os casos, desprezar o material extra das roscas. Adotar E aço = 29(10 3 ) ksi e σ E = 44 ksi.

Exemplo 1

Adotar E aço = 29(10 3 ) ksi e σ E = 44 ksi.

Exemplo 1 • Adotar E a ç o = 29(10 3 ) ksi e σ E

Exemplo 1

Solução:

Parafuso A. Se o parafuso estiver sujeito à sua tração máxima, a tensão máxima σ E = 44 ksi ocorrerá na região de 0,25 pol. Essa força de tração é:

na região de 0,25 pol. Essa força de tração é: • Aplicando a equação a cada

Aplicando a equação a cada região do parafuso, temos:

na região de 0,25 pol. Essa força de tração é: • Aplicando a equação a cada

Exemplo 1

Solução:

Parafuso B. Nesse caso, supõe-se que o parafuso tenha diâmetro uniforme de 0,731 pol ao longo do comprimento de 2,25 pol. Além disso, pelo cálculo anterior, ele suporta uma força de tração máxima P máx = 18,47 kip. Assim:

tração máxima – P m á x = 18,47 kip. Assim: • Verifica-se, por comparação, que

Verifica-se, por comparação, que o parafuso B

absorve 36% mais energia elástica que o A, apesar de ter uma seção transversal menor ao longo do corpo.

ENERGIA DE DEFORMAÇÃO ELÁSTICA MOMENTO FLETOR

Como o momento fletor aplicado a um elemento prismático reto desenvolve tensão normal nele, podemos usar a mesma equação usada anteriormente para determinar a energia de deformação armazenada nesse elemento em virtude da flexão.

Como exemplo, consideremos a viga simétrica em

relação aos eixos mostrada na figura.

em virtude da flexão. • Como exemplo, consideremos a viga simétrica em relação aos eixos mostrada

ENERGIA DE DEFORMAÇÃO ELÁSTICA MOMENTO FLETOR

Aqui o momento interno é M, e a tensão normal que atua sobre o elemento arbitrário a uma distância y do eixo neutro é σ = My/I. Se o volume do elemento for dV = dA dx, onde dA é a área da face exposta e dx é seu comprimento, a energia de deformação elástica na viga será:

ou

dx, onde dA é a área da face exposta e dx é seu comprimento, a energia

ENERGIA DE DEFORMAÇÃO ELÁSTICA MOMENTO FLETOR

Compreendendo que toda a área representa o

momento de inércia da viga em torno do eixo neutro, o resultado final pode ser escrito como:

do eixo neutro, o resultado final pode ser escrito como: • Portanto, para calcular a energia

Portanto, para calcular a energia de deformação, devemos primeiro expressar o momento interno como função de sua posição x ao longo da viga e depois integrar em todo o comprimento da viga. Os exemplos a seguir ilustram esse procedimento.

Exemplo 2

Determinar a energia de deformação elástica

devida à flexão da viga em balanço, supondo que ela seja submetida à carga uniforme distribuída w (figura). Considerar EI constante.

viga em balanço, supondo que ela seja submetida à carga uniforme distribuída w (figura). Considerar EI

Exemplo 2

Solução:

Determina-se momento interno na viga definindo a coordenada x com origem no lado esquerdo, lado este representado na figura. Temos:

no lado esquerdo, lado este representado na figura. Temos: • Aplicando a equação de energia de
no lado esquerdo, lado este representado na figura. Temos: • Aplicando a equação de energia de

Aplicando a equação de energia de deformação temos:

no lado esquerdo, lado este representado na figura. Temos: • Aplicando a equação de energia de

Exemplo 2

Podemos também obter a energia de deformação

usando uma coordenada x que se origine no lado direito da viga e prolongue-se como positiva para

a esquerda (figura). Nesse caso:

como positiva para a esquerda (figura). Nesse caso: • Aplicando a equação de energia de deformação,
como positiva para a esquerda (figura). Nesse caso: • Aplicando a equação de energia de deformação,

Aplicando a equação de energia de deformação,

obtemos um resultado igual ao anterior.

(figura). Nesse caso: • Aplicando a equação de energia de deformação, obtemos um resultado igual ao

Exemplo 3

Determinar a energia de deformação por

flexão na região AB da viga mostrada na figura. Considerar EI constante.

Determinar a energia de deformação por flexão na região AB da viga mostrada na figura. Considerar

Exemplo 3

Solução:

Um diagrama de corpo livre da viga é mostrado na figura. Para obter a resposta, expressamos o momento

interno em termos de qualquer uma das três

coordenadas x e depois aplicamos a equação de energia de deformação. Cada uma dessas soluções será

considerada agora.

x e depois aplicamos a equação de energia de deformação. Cada uma dessas soluções será considerada
Exemplo 3 • Pelo diagrama de corpo livre da seção na figura, temos:

Exemplo 3

Pelo diagrama de corpo livre da seção na

figura, temos:

Exemplo 3 • Pelo diagrama de corpo livre da seção na figura, temos:
Exemplo 3 • Pelo diagrama de corpo livre da seção na figura, temos:

Exemplo 3

Pelo diagrama de corpo livre da seção na

figura, temos:

Exemplo 3 • Pelo diagrama de corpo livre da seção na figura, temos:
Exemplo 3 • Pelo diagrama de corpo livre da seção na figura, temos:

Exemplo 3

Pelo diagrama de corpo livre da seção na

figura, temos:

Exemplo 3 • Pelo diagrama de corpo livre da seção na figura, temos:

ENERGIA DE DEFORMAÇÃO ELÁSTICA FORÇA CISALHANTE

A energia de deformação devida à tensão de

cisalhamento em um elemento da viga pode ser determinada por meio da equação:

elemento da viga pode ser determinada por meio da equação: • Aqui vamos supor que a

Aqui vamos supor que a viga é prismática e tem um eixo de simetria em torno do eixo y como o da figura.

equação: • Aqui vamos supor que a viga é prismática e tem um eixo de simetria

ENERGIA DE DEFORMAÇÃO ELÁSTICA FORÇA CISALHANTE

Se o cisalhamento interno na seção x é V, a tensão de

cisalhamento que atua sobre o elemento de volume do material, com comprimento dx e área dA, é τ =

VQ/It. Substituindo na equação, vemos que a energia

de deformação por cisalhamento torna-se:

e área dA, é τ = VQ/It. Substituindo na equação, vemos que a energia de deformação

ENERGIA DE DEFORMAÇÃO ELÁSTICA FORÇA CISALHANTE

A integral entre parênteses é calculada na área da seção

transversal da viga. Para simplificar essa expressão, definiremos o fator de forma para cisalhamento como:

definiremos o fator de forma para cisalhamento como: • Substituindo na equação anterior, obtemos: • O

Substituindo na equação anterior, obtemos:

como: • Substituindo na equação anterior, obtemos: • O fator de forma definido consiste em um

O fator de forma definido consiste em um número

adimensional único para cada área de seção transversal específica.

ENERGIA DE DEFORMAÇÃO ELÁSTICA FORÇA CISALHANTE

Por exemplo: se a viga tiver seção transversal

retangular de largura b e altura h (figura), então:

C ISALHANTE • Por exemplo: se a viga tiver seção transversal retangular de largura b e
C ISALHANTE • Por exemplo: se a viga tiver seção transversal retangular de largura b e
C ISALHANTE • Por exemplo: se a viga tiver seção transversal retangular de largura b e

Exemplo 4

Determinar a energia de deformação na viga

em balanço em virtude do cisalhamento, supondo que a viga tenha seção transversal quadrada e esteja submetida a uma carga uniformemente distribuída w (figura).

Considerar EI e G constantes.

quadrada e esteja submetida a uma carga uniformemente distribuída w (figura). Considerar EI e G constantes.

Exemplo 4

Solução:

Pelo diagrama de corpo livre de uma seção arbitrária (figura), temos:

de corpo livre de uma seção arbitrária (figura), temos: • Como a seção transversal é quadrada,
de corpo livre de uma seção arbitrária (figura), temos: • Como a seção transversal é quadrada,

Como a seção transversal é quadrada, o fator de forma é f c = 6/5 e, portanto, a equação torna-se:

temos: • Como a seção transversal é quadrada, o fator de forma é f c =
temos: • Como a seção transversal é quadrada, o fator de forma é f c =

Exemplo 4

Usando os resultados do Exemplo 2, com A = a 2 , I = (1/12)a 4 , temos que a relação cisalhamento-energia de deformação por flexão é:

cisalhamento-energia de deformação por flexão é: • Como G = E/2(1 + ν ) e ν

Como G = E/2(1 + ν) e ν ≤ 1/2, então, como limite superior. E = 3G, de modo que:

1/2 , então, como limite superior. E = 3G, de modo que: • Observa-se que a

Observa-se que a relação aumenta à medida que L decresce.

Entretanto, mesmo para vigas muito curtas, onde, digamos, L

= 5a, a contribuição devida à energia de deformação por

cisalhamento representa somente 8% da energia de deformação por flexão. Por essa razão, a energia de deformação por cisalhamento armazenada nas vigas geralmente é desprezada nas análises de engenharia.

ENERGIA DE DEFORMAÇÃO ELÁSTICA MOMENTO DE TORÇÃO

Para determinar a energia de deformação interna em

um eixo ou tubo circular provocada por um momento de torção, devemos aplicar a Equação:

por um momento de torção, devemos aplicar a Equação: • Consideremos o eixo levemente cônico da
por um momento de torção, devemos aplicar a Equação: • Consideremos o eixo levemente cônico da

Consideremos o eixo levemente cônico da Figura.

Uma seção extraída dele a uma distância x da extremidade está sujeita ao torque interno T.

ENERGIA DE DEFORMAÇÃO ELÁSTICA MOMENTO DE TORÇÃO

A distribuição da tensão de cisalhamento que

provoca esse torque varia linearmente a partir do centro do eixo.

Em um elemento arbitrário de comprimento dx e

área dA, a tensão é τ = Tp/J.

A energia de deformação armazenada no eixo é, então:

comprimento dx e área dA, a tensão é τ = Tp/J . • A energia de

ENERGIA DE DEFORMAÇÃO ELÁSTICA MOMENTO DE TORÇÃO

Como a área total representa o momento de inércia

polar J do eixo na seção, o resultado final é escrito como:

J do eixo na seção, o resultado final é escrito como: • O mais comum é

O mais comum é o eixo (ou tubo) ter área da seção transversal constante (figura). Nesse caso, a integração da equação resulta em:

o eixo (ou tubo) ter área da seção transversal constante (figura). Nesse caso, a integração da
o eixo (ou tubo) ter área da seção transversal constante (figura). Nesse caso, a integração da

ENERGIA DE DEFORMAÇÃO ELÁSTICA MOMENTO DE TORÇÃO

Por essa equação podemos concluir que, como ocorre com

elementos submetidos a carga axial, a capacidade de absorção de energia de um eixo submetido a carga de

torção decresce quando seu diâmetro aumenta, uma vez

que este aumenta J.

Se a seção transversal do eixo tem outra forma que não circular ou tubular, a última equação deve ser modificada.

Por exemplo: se sua seção for retangular, com dimensões

h> b, então, usando uma análise matemática baseada na

teoria da elasticidade, pode-se mostrar que a energia de deformação no eixo é determinada por:

baseada na teoria da elasticidade, pode-se mostrar que a energia de deformação no eixo é determinada

onde

baseada na teoria da elasticidade, pode-se mostrar que a energia de deformação no eixo é determinada

Exemplo 5

O eixo tubular da Figura a está engastado na

parede e sujeito a dois torques como mostrado. Determinar a energia de deformação nele armazenada em virtude do carregamento. Adote G = 75 GPa.

como mostrado. Determinar a energia de deformação nele armazenada em virtude do carregamento. Adote G =

Exemplo 5

De acordo com o método das seções, primeiro se

determina o torque interno nas duas regiões do eixo

em que ele é constante (Figura b).

Apesar de os torques (40 N.m e 15 N.m) terem direções opostas, essa condição não cria qualquer

consequência na determinação da energia de deformação, visto que o torque é elevado ao quadrado.

Em outras palavras, a energia de deformação será

sempre positiva.

visto que o torque é elevado ao quadrado. Em outras palavras, a energia de deformação será

Exemplo 5

O momento de inércia polar do eixo é:

Exemplo 5 • O momento de inércia polar do eixo é: • Aplicando a Equação de

Aplicando a Equação de Energia de deformação, temos:

Exemplo 5 • O momento de inércia polar do eixo é: • Aplicando a Equação de

PONTOS IMPORTANTES

Uma força realiza trabalho quando se move por

meio de um deslocamento. Se a força aumenta gradualmente em intensidade de zero até F, o trabalho é U = (F/2)A; se ela permanece constante quando o deslocamento ocorre, então U = FA.

Um momento (conjugado) realiza trabalho

quando se move por meio de uma rotação.

A energia de deformação é provocada pelo trabalho interno das tensões normal e de

cisalhamento. É sempre uma quantidade positiva.

PONTOS IMPORTANTES

A energia de deformação pode ser relacionada

aos carregamentos internos resultantes N, V, M e T.

À medida que a viga torna-se mais longa, a

energia de deformação devida à flexão torna-

se muito maior que a energia de deformação

devida ao cisalhamento. Por essa razão, a energia de deformação por cisalhamento das

vigas geralmente é desprezada.

Exercício 1

Determinar a energia de deformação por

torção no eixo de aço A-36 e raio de 30 mm.

Exercício 1 • Determinar a energia de deformação por torção no eixo de aço A-36 e

Exercício 2

Determinar a energia de deformação total, axial e por flexão na viga de aço A-36. A = 2.300 mm 2 , I = 9,5(10 6 ) mm 4 .

de deformação total, axial e por flexão na viga de aço A-36. A = 2.300 mm

Exercício 4

O parafuso tem diâmetro de 10

mm, enquanto o elo AB tem seção transversal retangular de 12 mm de largura por 7 mm de

espessura. Determinar a energia

de deformação no elo devida à flexão e no parafuso devida à força axial. O parafuso está

apertado de modo que sofre uma

tensão de 500 N. Ambos os elementos são feitos de aço A-36.

Desprezar o furo do elo.

apertado de modo que sofre uma tensão de 500 N. Ambos os elementos são feitos de

Exercício 3

Determinar a energia de deformação total,

axial e por flexão, na viga de aço estrutural A- 36 construída com perfil W8 X 58.

a energia de deformação total, axial e por flexão, na viga de aço estrutural A- 36