Você está na página 1de 14

Faculdades Integradas de Itararé FAFIT-FACIC Itararé SP Brasil v. 03, n. 02, jul./dez. 2012, p. 01-14.

REVISTA ELETRÔNICA FAFIT/FACIC

Leitura e interpretação de gráficos: uma análise do desempenho de estudantes do 7° ano do Ensino Fundamental

Reading and interpretation of graphs: an analysis of student performance of 7° year of Elementary School

Danieli Walichinski Programa de Pós- Graduação em Ensino de Ciência e Tecnologia da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, campus Ponta Grossa PPGECT UTFPR- Ponta Grossa Brasil dani.walichinski@gmail.com

Guataçara dos Santos Junior Programa de Pós- Graduação em Ensino de Ciência e Tecnologia da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, campus Ponta Grossa PPGECT UTFPR- Ponta Grossa Brasil

Resumo Este trabalho destaca a relevância da formação estatística para a vida na sociedade. Assim, o desempenho de alunos dos anos finais do Ensino Fundamental diante de questões que envolvem a leitura e a interpretação de gráficos é objeto de investigação do presente trabalho. Para tal, foi desenvolvida uma pesquisa qualitativa com análise interpretativa. Os sujeitos da pesquisa foram 22 alunos de uma turma de 7° ano (terceiro ciclo) do Ensino Fundamental de um colégio público estadual do município de Ponta Grossa, Estado do Paraná, localizado próximo ao centro da cidade e, outros 24 alunos também de uma turma de 7° ano de um colégio público estadual localizado no mesmo município, porém distante do centro da cidade. Aplicou-se um instrumento diagnóstico em ambas as turmas, composto por questões que dizem respeito à leitura e interpretação de gráficos. Em seguida realizou-se uma análise do desempenho dos alunos de cada turma, e também se comparou o desempenho de ambas às turmas. Com base na análise realizada pode-se considerar como insatisfatório o desempenho dos estudantes de ambos os colégios em relação à leitura e a interpretação de gráficos. Palavras-chave: Ensino Fundamental, leitura de gráficos, interpretação de gráficos.

Abstract This work highlights the importance of statistical training for life in society. Thus, the performance of students in the final years of the elementary school on issues that involve reading and interpretation of graphs is object of investigation of this work. To this end, was developed a qualitative research with interpretive analysis. The research subjects were a group of 22 students from year 7 (third cycle) of elementary a State public College of the city of Ponta Grossa, Paraná State, located near the city centre and other 24 students is also a class of 7° year of a State public college located in the same municipality, but far from the city centre. Applied a diagnostic instrument in both classes, composed of issues that concern the reading and interpretation of graphs. Then there was a review of the performance of students in each class, and also compared the performance of both the classes. Based on the analysis carried out can be considered as unsatisfactory performance of the students of both schools in relation to reading and interpreting graphs. Keywords: Elementary School, reading of graphs, interpretation of graphs.

1. Introdução

Tendo em vista a importância da Estatística na interpretação e na análise de informações veiculadas, na previsão de situações e na tomada de decisões, esse tema foi incluído nos Parâmetros Curriculares Nacionais (1998a) específicos para a disciplina de Matemática em um bloco de conteúdos denominado Tratamento da Informação, com destaque para a relevância de sua utilização na sociedade moderna. Em Castro e Cazorla (2007) percebe-se a preocupação quanto à formação estatística do cidadão em geral, pois, para essas autoras, os dados estatísticos podem passar para o cidadão a ideia de cientificidade e de neutralidade. Essas pesquisadoras observam ainda que para atingir seus objetivos, os donos ou os veiculadores das informações não necessitam mentir, nem maquiar os dados, apenas escolhem as estatísticas, tabelas e gráficos que mais lhe convém para convencer os consumidores a escolherem sua causa, seu bem ou serviço. Com isso, no entender de Cazorla e Castro (2008) faz-se necessário romper o

hiato existente entre palavra e número, com o intuito de letrar e numerar todo cidadão. Assim, espera-se que o indivíduo tenha maiores condições de tomar uma decisão mais adequada por si só, sem deixar influenciar-se por razões alheias. Ainda Megid (2002) considera que o ato de aprender/ensinar Estatística não é um mero recurso de alfabetização matemática. Para a autora, apropriar-se da linguagem

normalmente privilégio das classes dominantes, permite que se diminua a

chance de a pessoa ser enganada, propiciando, talvez, maiores condições para ela exercer sua cidadania” (MEGID, 2002, p. 11). Dessa forma, pode-se dizer que o ensino de Estatística ajuda a preparar o aluno para atuar conscientemente na sociedade em que está inserido. Também Costa (2007) observa que a Estatística é uma linguagem presente nos mais diversos meios de comunicação, utilizando-se de estimativas, gráficos e tabelas para

representar dados, e que no seu ferramental dispõe de amparo para outras disciplinas do currículo escolar. Observa-se assim, a necessidade de se dominar esse tipo de linguagem. Ainda nesse sentido, Turik, Viali e Moraes (2012) afirmam que de modo geral, o aprendizado de Estatística é necessário para que as pessoas possam ter um entendimento mais crítico das informações quantitativas divulgadas por diversos meios de comunicação. Kataoka et al. (2011) consideram que o ensino de Estatística se constitui como um importante papel no que se refere ao processo de formação do cidadão em geral. Esses autores afirmam que devem ser empregados todos os esforços a fim de que o ensino de Estatística seja implementado de modo eficaz e efetivo no meio escolar. Da mesma forma, Castro e Cazorla (2007) ressaltam que, a formação estatística contribui para uma forma de melhor ler e compreender o mundo, de modo que os indivíduos se tornem leitores e construtores e não somente meros sujeitos alheios ao mundo. Reforçando essas idéias, Campelos e Moreira (2011) observam que atualmente assiste-se a uma valorização social das pessoas pelas suas competências no tratamento de situações que envolvem informações numéricas, o que faz com que a Estatística se torne parte integrante da cultura de qualquer país, sendo essencial para a formação dos cidadãos. Esses autores destacam a necessidade de se desenvolver diferentes abordagens no ensino de conteúdos estatísticos, que assegurem a compreensão, a interpretação e a manipulação de dados estatísticos, por parte da população em geral, promovendo assim a literacia estatística. Com base no exposto, percebe-se o quanto a linguagem estatística é necessária para a formação dos educandos. Assim, o desempenho de alunos dos anos finais do Ensino Fundamental diante de questões que envolvem a leitura e interpretação de gráficos é objeto de investigação da presente pesquisa.

estatística, “[

]

2. Revisão da literatura

Pelo fato de que a sociedade contemporânea é repleta das mais variadas informações, antes mesmo de chegar à escola pela primeira vez, as crianças já se depararam com certos tipos de gráficos. Porém, sem um contexto escolar de aprendizagem, a maioria dos alunos não sabe o que é um gráfico, qual o significado e a importância desses para a sociedade moderna (CARVALHO, 2009). Os gráficos estatísticos, por sua vez, fazem parte de um conjunto de conteúdos da disciplina de Matemática, pertencentes ao Bloco de Conteúdo denominado Tratamento da Informação. Uma das justificativas apresentadas para a inclusão desse Bloco de Conteúdo trata-se de que a compreensão e a tomada de decisões dependem muitas vezes, da leitura crítica e da interpretação de informações, que incluem dados estatísticos (BRASIL, 1998a). Observa-se que a leitura e a interpretação de gráficos e/ou tabelas tem se constituído objeto de estudo de diversos pesquisadores, tais como, Curcio (1987), Monteiro e Selva (2001), Cazorla (2002), Flores e Moretti (2005), Monteiro (2006), Lima e Magina (2007), Araujo (2008), Vieira (2008), Carvalho, Monteiro e Campos (2010a; 2010b), Morais e Fernandes (2011), Freitas (2011), Conti e Carvalho (2011), dentre outros, nos vários níveis de ensino. Em relação ao estudo de gráficos, para o primeiro ciclo do Ensino Fundamental (1°, 2° e 3° ano do Ensino Fundamental), é esperado que os alunos sejam capazes de identificar essas formas de representação, como facilitadores de leitura e interpretação de informações. Para o segundo ciclo (4° e 5° ano), é recomendado que os alunos sejam capazes de comunicar idéias e resultados, utilizando-se de diferentes registros (gráficos e tabelas) (BRASIL, 1998b). O trabalho com o tratamento de dados, começado nos anos iniciais deve ser reforçado e ampliado nos anos finais do Ensino Fundamental. Assim, para o terceiro ciclo (6° e 7° ano do Ensino Fundamental), espera-se que os estudantes sejam capazes de coletar, organizar e analisar informações; construir e interpretar gráficos e tabelas; formular argumentos convincentes, tendo por base a análise de dados. Ainda é esperado que os alunos do quarto ciclo (8° e o 9° ano) estejam aptos a construir tabelas de frequência; representar graficamente dados estatísticos; elaborar conclusões a partir da leitura, análise e interpretação de informações apresentadas em gráficos e tabelas (BRASIL, 1998a). Também, de acordo com a proposta curricular do Estado Paraná é importante que ao final do Ensino Fundamental o aluno tenha condições de:

conhecer fundamentos básicos de Matemática que permitam ler e interpretar

tabelas e gráficos, conhecer dados estatísticos, conhecer a ocorrência de eventos

em um universo de possibilidades, cálculos de porcentagem e juros simples. Por isso, é necessário que o aluno colete dados, organize-os em tabelas segundo o conceito de frequência e avance para as contagens, os cálculos de média, frequência acumulada, mediana e moda (PARANÁ, 2008, p. 61).

] [

Contudo, conforme afirma Carvalho (2006), a literatura tem revelado que a construção dos conceitos estatísticos pelos estudantes de diferentes níveis de escolaridade, não está isenta de dificuldades. Como exemplo disso, pode-se citar a pesquisa realizada por Santana (2007), o qual aplicou um questionário de perguntas abertas a 231 estudantes de nível médio de quatro escolas públicas da zona metropolitana da Cidade do México, que teve como objetivo identificar as dificuldades que os alunos apresentam em relação à compreensão de gráficos estatísticos. O pesquisador concluiu que apesar se ter a ideia de que a compreensão de gráficos é um processo fácil, na realidade é um processo complexo que apresenta muitas dificuldades aos alunos. O

autor elencou as principais dificuldades apresentadas pelos alunos:

Confundem os eixos; Não identificam as unidades de medida de cada eixo; Estabelecem relações icônicas; Não especificam as variáveis em questão; Omitem as escalas nos eixos vertical, horizontal ou em ambos; Não especificam a origem das coordenadas; Não sabem trabalhar com escalas. Também, Morais e Fernandes (2011) realizaram um estudo que teve como objetivos descrever e compreender o desempenho, as dificuldades e erros de alunos do 9.º ano em relação à construção, leitura e interpretação de gráficos estatísticos. No estudo desses pesquisadores, participaram 108 estudantes do 9.º ano de uma escola do distrito de Braga, a quem foram aplicadas duas atividades, uma delas envolvendo a construção de gráficos e a outra envolvendo leitura e interpretação de gráficos. Os autores concluíram que de modo geral, os alunos que participaram da pesquisa revelaram um fraco desempenho na construção, leitura e interpretação de gráficos e que, contrariamente à visão de muitos professores, os resultados da pesquisa mostraram que a construção, a leitura e a interpretação de gráficos é um tema difícil para os estudantes. Da mesma forma, Cazorla (2002, p. 5) ressalta que embora os gráficos sejam amplamente utilizados “existem evidências de que nem todo indivíduo consegue extrair informações e captar as mensagens neles contidas”. Ainda Flores e Moretti (2005) entendem que ler uma tabela ou um gráfico, não é uma tarefa imediata, pois é necessária certa desenvoltura visual e também um empenho cognitivo. Além disso, esses autores consideram que:

] [

de representação utilizado. Ler, interpretar, analisar e julgar, ou organizar dados

em gráficos e tabelas significa, antes de tudo, dominar o próprio funcionamento

A leitura exige por parte do leitor certa intimidade, e também domínio, do modo

representacional. [

]

(FLORES; MORETTI, 2005, p. 2).

A habilidade de interpretar um gráfico, por exemplo, requer muito mais que apreender as informações, uma vez que o indivíduo desenvolve um processo dinâmico, de modo a estabelecer interações entre os aspectos visuais e conceituais (CARVALHO, MONTEIRO; CAMPOS, 2010a). Ainda segundo esses autores (2010b), o processo de interpretação de gráficos não é espontâneo e por essa razão, os gráficos não podem ser entendidos como facilitadores da leitura e interpretação de dados, devendo ser trabalhados de maneira intencional no âmbito pedagógico. Para realizar a leitura de um gráfico, o leitor deve rapidamente executar três operações sucessivas (BERTIN, 1967, apud CAZORLA, 2002, p. 55):

Identificação externa: identificar, através de rótulos alfanuméricos, os referentes conceituais ou do mundo-real relativos à informação que o gráfico está transmitindo. Identificação interna: identificar as dimensões relevantes de variação no conteúdo pictórico do gráfico e determinar quais as dimensões visuais que correspondem a qual variável conceitual ou escala. Percepção de correspondência: usar um nível particular de cada dimensão visual para tirar conclusões sobre os níveis particulares de cada escala conceitual.

Bertin (1967, apud CAZORLA, 2002, p. 55-56) também nomeou três níveis de leitura de gráficos: elementar, médio e superior:

Nível elementar ou extração de dados quando a informação se refere a relação entre um elemento de X e um elemento de Y. Por exemplo: “qual é o total de vendas do mês de janeiro?”. Esse nível ajuda a prevenir a construção de maus gráficos. Nível médio ou extração de tendências quando a informação se refere

a relação que existe entre subconjuntos de dados. Por exemplo: “qual é a tendência de vendas durante o inverno?” Estes subconjuntos podem ser definidos de duas maneiras: a priori e verbalmente (o que ocorre no inverno?) ou a posteriori e visualmente (quais são as características do sistema trimestral construído pelos dados?). Isto, segundo o autor, mostra que os tratamentos gráficos aceitam as hipóteses, mas também podem funcionar sem hipóteses prévias. Nível superior ou entendimento profundo da estrutura dos dados geralmente comparando tendências e agrupamentos, estabelecendo relações e inferindo comportamentos futuros. Por exemplo: “como se comportaram as vendas no período em estudo?” Este nível é necessário para a tomada de decisão.

De acordo com Cazorla (2002), Curcio (1987) revisou os níveis de leitura de dados propostos por Bertin (1967), apresentando a seguinte classificação:

Leitura dos dados: esse nível de compreensão requer a leitura literal do gráfico; não se realiza interpretação da informação contida nele; Leitura dentro dos dados: que inclui a interpretação e integração dos dados no gráfico, requer a habilidade para comparar quantidades e o uso de outros conceitos, além das habilidades matemáticas; Leitura além dos dados: requer que o leitor realize predições e inferências a partir dos dados, sobre informações que não se refletem diretamente no gráfico (CURCIO, 1987, apud CAZORLA, 2002, p. 57-58).

Entende-se que o nível de leitura de dados não exige um alto nível cognitivo, sendo que o leitor apenas retira as informações contidas na representação. Para realizar a leitura entre os dados, é necessário que seja feita uma comparação entre os valores assumidos pelas variáveis, o que requer um desenvolvimento cognitivo maior do que o esperado para a leitura de dados. Para realizar a leitura além dos dados, o leitor já deve possuir domínio no que se refere aos níveis anteriores, para que possa ainda inferir sobre os dados, o que exige maior desenvoltura cognitiva. Para que isso ocorra, acredita-se que seja necessário o desenvolvimento de um trabalho escolar contínuo envolvendo o Bloco de Conteúdo Tratamento da Informação, conforme preconizam os PCN, tanto os dos anos iniciais, quanto os dos anos finais do Ensino Fundamental. Assim como Freitas (2011), acredita-se que a evolução na habilidade de compreensão de dados deve acontecer por meio de um processo contínuo entre os níveis descritos, percorrendo desde o nível de leitura de dados, onde leva-se em conta o que está visível em um gráfico, até o nível mais avançado, quando são retiradas informações cada vez mais abstratas. Ainda segundo Guimarães et al. (2009), a interpretação de dados, seja por meio de gráficos ou de tabelas, exige dois tipos diferentes de análise: análise pontual e análise variacional. Na análise pontual, ocorre a análise de pontos isolados da representação, como por exemplo, a localização de pontos extremos. Já na análise variacional, é necessário que ocorra a análise de uma relação entre os dados, como por exemplo, as variações de aumento ou decréscimo. Da mesma forma que Carvalho (2009), acredita-se que trabalhar com a leitura e com a construção de gráficos trata-se de um processo que exige tempo e envolvimento em diferentes tipos de atividades, cabendo ao professor, o papel fundamental de preparar atividades que sejam determinantes para a qualidade do desempenho dos alunos.

3. Metodologia

Para verificar o desempenho de alunos dos anos finais do Ensino Fundamental diante de questões que envolvem a leitura e a interpretação de gráficos, foi desenvolvida uma pesquisa qualitativa com análise interpretativa. As pesquisas qualitativas, não seguem um padrão único, pois admitem que a reali-

dade é fluente e contraditória. Numa pesquisa qualitativa, o pesquisador adota multimétodos de investigação para estudar um certo fenômeno, de modo a encontrar o sentido desse fenômeno e interpretar os seus significados, traduzindo em um texto, zelosamente escrito, com perspicácia, os significados do seu objeto de pesquisa (CHIZZOTTI, 2008). Os sujeitos da pesquisa foram 22 alunos de uma turma de 7° ano (terceiro ciclo) do Ensino Fundamental de um colégio público estadual do município de Ponta Grossa, Estado do Paraná, localizado próximo ao centro da cidade e, outros 24 alunos também de uma turma de 7° ano de um colégio público estadual localizado no mesmo município, porém distante do centro da cidade. Para efeitos de análise e discussão de dados, a turma composta pelos 24 alunos será denominada turma A e a turma com os 22 alunos será designada por turma B. Por se tratar de alunos do 7° ano do Ensino Fundamental, presumiu-se que os mesmos já haviam adquirido algum conhecimento estatístico nos anos anteriores, visto que os documentos oficiais recomendam o trabalho com esse tema desde os anos iniciais do Ensino Fundamental. Aplicou-se então um instrumento diagnóstico as referidas turmas, composto por questões que dizem respeito à leitura e interpretação de gráficos, que podem ser observadas nos quadros 1 e 2 da seção seguinte. As questões aplicadas aos estudantes foram adaptadas de um livro didático elaborado para a antiga 6ª série do Ensino Fundamental, hoje 7° ano. Portanto se encontram adequadas ao nível cognitivo dos sujeitos da pesquisa. Em seguida realizou-se uma análise do desempenho dos alunos de cada turma, procurando-se também fazer uma análise comparativa do desempenho de ambas às turmas.

4. Análise dos dados

4.1. Análise da questão 1

A questão 1 teve por objetivos verificar a habilidade do aluno em fazer a correspondência entre um valor numérico e seu respectivo setor circular em um gráfico de setor e, verificar se o aluno identifica um gráfico de setor. No quadro seguinte, pode-se observar a questão aplicada aos alunos das turmas A e B:

Quadro 1 Questão 1 do instrumento diagnóstico

Em uma escola com 800 alunos, realizou-se uma pesquisa sobre o esporte

preferido dos estudantes. Os resultados estão representados no gráfico abaixo:

Os resultados estão representados no gráfico abaixo: Gráfico 1 – Esporte preferido pelos alunos Fonte:

Gráfico 1 Esporte preferido pelos alunos Fonte: Andrini e Vasconcellos (2006)

1.1)Observando o gráfico, é correto dizer que:

A ) O futebol foi escolhido por 400 alunos;

(

B ) O basquete foi escolhido por 210 alunos;

(

C ) O vôlei foi escolhido por 120 alunos;

(

D ) O xadrez foi escolhido por 90 alunos.

(

1.2) Como se chama esse tipo de gráfico?

Fonte: Adaptado de Andrini e Vasconcellos (2006)

A tabela 1 seguinte mostra o percentual das respostas apontadas pelos alunos da turma A para a questão 1.1:

Tabela 1 Resultado da questão 1.1 para a turma A

Percentual das respostas dadas pelos alunos

A

B

C

D

Total

70,83%

8,33%

4,17%

16,67%

100,0%

Fonte: Autoria Própria (2012)

Observa-se que a maioria dos alunos da turma A fez a correspondência entre o valor numérico (quatrocentos) e seu respectivo setor circular (180°), identificando a informação correta (O futebol foi escolhido por 400 alunos) representada no gráfico de setor. Para isso, acredita-se que foi fundamental a leitura do enunciado da questão, o qual informava o total de alunos pesquisados, aliada a percepção do espaço ocupado pelos setores. Porém observa-se que embora pareça uma questão de fácil leitura, praticamente 30% dos alunos dessa turma não responderam essa questão de modo satisfatório. Verificou-se que o desempenho dos alunos da turma B para a questão 1.1 foi semelhante ao da turma A, sendo que na turma B, 27,3% dos alunos não identificaram a informação correta, como se pode melhor observar na tabela 2 a seguir:

Tabela 2 Resultado da questão 1.1 para a turma B

Percentual das respostas dadas pelos alunos

A

B

C

D

Total

72,7%

9,1%

9,1%

9,1%

100,0%

Fonte: Autoria Própria (2012)

Em relação à questão 1.2, esperava-se que a maioria dos estudantes soubesse nomear um gráfico de setores, por ser esse tipo de gráfico um dos mais comuns. Entretanto, na turma A, apenas 16,67% dos alunos nomearam tal gráfico como “gráfico pizza”, o que se considerou como correto. Dez alunos (41,67%) não responderam essa questão. Outros 16,67% dos estudantes relacionaram o tipo do gráfico com o título do mesmo e, 25% dos alunos, apresentaram nomes diferentes como, “redondo”, “circular”, “de círculo”. Na figura 1 a seguir, pode-se melhor observar esses resultados:

Figura 1 Desempenho da turma A na questão 1.2

16,67% 41,67% 16,67% 25%
16,67%
41,67%
16,67%
25%

deixou em branco16,67% 41,67% 16,67% 25% apresentou nomes diferentes respondeu corretamente relacionou com o título

apresentou nomes16,67% 41,67% 16,67% 25% deixou em branco diferentes respondeu corretamente relacionou com o título

diferentes

respondeu16,67% 41,67% 16,67% 25% deixou em branco apresentou nomes diferentes corretamente relacionou com o título

corretamente

relacionou com o16,67% 41,67% 16,67% 25% deixou em branco apresentou nomes diferentes respondeu corretamente título

título

Fonte: Autoria Própria (2012)

Na turma B, verificou-se que apenas uma aluna nomeou corretamente o gráfico de setor. Observou-se que praticamente a metade dos alunos dessa turma deixaram a questão em branco, percentual bastante próximo ao da turma A. Os demais alunos da turma B apresentaram respostas tais como, “gráfico geográfico”, “retangular”, ‘gráfico geométrico”, “de jogos”, “redondo”, “gráfico de esportes” e “legal”. Na figura 2 seguinte, pode-se melhor observar esses resultados:

Figura 2 Desempenho da turma B na questão 1.2

4,45%

50% 45,45%
50%
45,45%

respondeu4,45% 50% 45,45% corretamente deixou em branco apresentou nomes diferentes

corretamente

deixou em branco4,45% 50% 45,45% respondeu corretamente apresentou nomes diferentes

apresentou nomes4,45% 50% 45,45% respondeu corretamente deixou em branco diferentes

diferentes

Fonte: Autoria Própria (2012)

Embora saber nomear os tipos de gráficos possa parecer uma habilidade sem muita importância, a distinção dos tipos de representações gráficas faz parte da

linguagem estatística, e também se trata de uma habilidade necessária para o prosseguimento dos estudos referentes a Estatística, como por exemplo, saber analisar que tipo de gráfico mais convém para representar cada tipo de variável. Além disso, de acordo com o quadro de Conteúdos Básicos proposto nas Diretrizes Curriculares Estaduais do Paraná (2008), identificar os diferentes tipos de gráficos é uma das expectativas de aprendizagem a ser desenvolvida já por alunos do 6° ano do Ensino Fundamental. Assim como Cazorla (2002), considera-se necessário que seja melhor trabalhada a leitura de gráficos, a linguagem apropriada, a escolha do tipo de gráficos a serem utilizados para a representação de dados, a fim de que os estudantes, enquanto cidadãos possam estar capacitados para realizar uma leitura adequada das informações que lhes possam chegar.

4.2. Análise da questão 2

A questão 2 do instrumento diagnóstico aplicado aos alunos teve por objetivos, verificar a habilidade do aluno em realizar a leitura dos dados e a leitura entre os dados em um gráfico de barras duplas e, verificar se o aluno identifica um gráfico de barras duplas. A questão 2 pode ser observada no quadro 2 a seguir:

Quadro 2 Questão 2 do instrumento diagnóstico

Numa escola há 120 alunos. O gráfico indica o número de alunos inscritos em cada modalidade esportiva praticada na escola. Cada aluno só pratica um tipo de um esporte.

na escola. Cada aluno só pratica um tipo de um esporte. Gráfico 2 – Modalidades esportivas

Gráfico 2 Modalidades esportivas praticadas na escola Fonte: Andrini e Vasconcellos (2006)

2.1) Quantos meninos praticam vôlei? 2.2) Em qual modalidade esportiva o número de meninas é maior que o número de meninos? 2.3) Como é o nome desse tipo de gráfico?

Fonte: Adaptado de Andrini e Vasconcellos (2006)

Com base na análise das respostas da questão 2.1, verificou-se que 62,5% dos alunos da turma A realizaram a leitura dos dados e que os outros 37,5% dos alunos marcaram 8 como resposta, ou seja, apresentaram a quantidade de meninas e não de meninos, como se pedia. Acredita-se que esses alunos não prestaram atenção na legenda. Já na turma B, pode-se observar um rendimento ainda inferior em se tratando da

leitura de dados se comparado com a turma A, pois verificou-se que apenas a metade dos alunos realizaram a leitura de dados. Na questão 2.2 referente à leitura dentro dos dados, verificou-se que exatamente a metade dos alunos da turma A realizaram tal leitura em um gráfico de barras duplas. Novamente na turma B, o desempenho dos alunos foi ainda menos satisfatório, onde somente 45,45% dos alunos realizaram a leitura dentro dos dados. Tanto na turma A, quanto na turma B, os demais alunos deram como resposta o basquete, o futebol, nenhum esporte. Aqui se conclui que além de não prestar atenção na legenda, os alunos também não têm desenvolvida a habilidade de realizar leitura dentro dos dados em um gráfico de barras duplas. Quanto à identificação do gráfico de barras duplas, na questão 2.3, esperava-se que a maioria dos estudantes, pelo menos, identificasse que se tratava de um gráfico de barras. No entanto, na turma A, somente 16,67% dos estudantes nomearam corretamente o gráfico de barras duplas e, apenas 8,33% dos alunos nomearam o gráfico como gráfico de barras, o que também se considerou como correto. Observou-se também a associação que os estudantes fazem entre o título do gráfico com tipo de gráfico, o que totalizou em 75% nessa turma. Nesse sentido, Monteiro e Selva (2001) observam a importância do título e das legendas no processo de compreensão de dados, considerando que esse aspecto precisa ser melhor investigado, uma vez, que aparentemente esses elementos essencias dão suporte ao processo interpretativo. Mais uma vez, na turma B, o desempenho dos alunos foi inferior aos da turma A, sendo que nenhum aluno identificou o gráfico como gráfico de barras duplas. Apenas 18,18% dos alunos nomearam o gráfico como gráfico de barras. Verificou-se que 36,36% dos alunos deixaram em branco ou afirmaram não saber. Observaram-se também respostas já apresentadas para a questão 1.2 como: “gráfico geográfico” e “gráfico de porcentagem”. Outras denominações surgiram como: “matemático” e “quadrado”. Ainda 18,18% dos alunos dessa turma responderam com o título do gráfico. Com base na análise realizada em cada uma das questões, considerou-se que ambas as turmas apresentaram um desempenho insatisfatório diante de questões que envolvem a leitura, interpretação e identificação de gráficos. Na tabela 3 a seguir, pode-se melhor observar os dados discutidos anteriormente:

Tabela 3 Análise comparativa do desempenho dos alunos das turmas A e B em relação as respostas corretas

Questão

Turma A

Turma B

1.1

70,83%

72,70%

1.2

16,67%

4,45%

2.1

62,50%

50,00%

2.2

50,00%

45,45%

2.3

25,00%

18,18%

Fonte: Autoria Própria (2012)

Uma vez ainda, que a média de respostas corretas na turma A foi de 45% e, que na turma B foi de 38,16%, evidencia-se o baixo rendimento no desempenho dos estudantes do 7° ano do Ensino Fundamental de ambos os colégios em relação à leitura, interpretação e identificação de gráficos. Observa-se que também nas pesquisas desenvolvidas por Santana (2007) e por Morais e Fernandes (2011), foi apontada a grande dificuldade que os estudantes apresentam em relação à temática discutida.

5. Considerações finais

O desempenho de alunos do 7° ano do Ensino Fundamental de dois diferentes colégios diante de questões que envolvem a linguagem estatística, mais particularmente,

a leitura de um gráfico de setor e a leitura e interpretação de um gráfico de barras duplas, constituiu-se em objeto de investigação do presente trabalho. Apesar de a investigação abranger apenas dois tipos de gráficos, considerados os mais comuns, foi possível verificar o quanto o desempenho de estudantes do terceiro ciclo do Ensino Fundamental (7° ano) está aquém do esperado, tomando por base as recomendações dos Parâmetros Curriculares Nacionais. O que chamou a atenção foi que nem a metade dos alunos pesquisados realizou a leitura dentro dos dados, e que muitos deles ainda apresentaram dificuldades quanto à leitura de dados, considerada uma atividade elementar, sendo recomendada a ser desenvolvida já nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Observou-se ainda a grande dificuldade dos alunos em identificar os tipos mais comuns de gráficos, atividade essencial para o prosseguimento dos estudos referentes ao Bloco de Conteúdo Tratamento da Informação. Verificou-se também que os estudantes fazem associação entre o título do gráfico com tipo de gráfico. Portanto, conclui-se que embora pareça uma atividade fácil, a leitura e a interpretação de gráficos constituem-se em uma atividade que apresenta dificuldades aos alunos. Dessa forma, acredita-se que é necessário investir mais em atividades que envolvem leitura e interpretação de dados em sala de aula, com vistas à formação da literacia estatística dos estudantes. Como sugestão de trabalhos futuros, acredita-se que seria interessante investigar o rendimento de outros estudantes do Ensino Fundamental, vindos de contextos diferentes,

e também pesquisar sobre a percepção que os professores de Matemática do Ensino

Fundamental têm em relação aos conteúdos do bloco Tratamento da Informação, para

melhor discutir a situação do ensino dos conteúdos referentes a esse bloco.

Referências

ANDRINI, A; VASCONCELLOS, M. J. C. de. Novo praticando matemática. v. 2, São Paulo: Editora do Brasil, 2006.

ARAUJO, E. G. de. O tratamento da informação nas séries iniciais uma proposta de formação de professores para o ensino de gráficos e tabelas. 2008. 178. f. Dissertação (Mestrado em Educação Científica e Tecnológica ) Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis. Disponível em < www.ppgect.ufsc.br/dis/71/disser.pdf>. Acesso em: 27 mar. 2011.

BRASIL.

curriculares nacionais: Ensino Fundamental (5ª a 8ª série): Matemática. Brasília:

MEC/SEF, 1998a.

Ministério

da

Educação.

Secretaria

de

Ensino

Fundamental.

Parâmetros

BRASIL.

curriculares nacionais: Ensino Fundamental (1ª a 4ª série): Matemática. Brasília:

MEC/SEF, 1998b.

Ministério

da

Educação.

Secretaria

de

Ensino

Fundamental.

Parâmetros

BERTIN, J. Semiologie graphique: les diagrames, les reseaux, les cartes. Paris: Mouton,

1967.

CAMPELOS, S.; MOREIRA, D. Planejamento estatístico: uma experiência de ensino no 8°

ano. XXII Seminário de Investigação em Educação Matemática, 2011, Lisboa. Anais Disponível em: <http://www.ie.ul.pt/pls/portal/docs/1/334358.PDF. Acesso em: 10 jun.

2012

CARVALHO, C. Desafios à educação estatística. In: Boletim da Sociedade Portuguesa de

Estatística,

<

2006,

Lisboa.

Anais

Disponível

em:

CARVALHO, C. Reflexões em torno do ensino e da aprendizagem da estatística: o caso

dos gráficos. In: FERNANDES et al.(Orgs). Actas do II Encontro de Probabilidades e

Estatística

Braga. 2009. Disponível em:<

EstatisticaEscola.pdf>. Acesso em: 10 jun. 2012.

na

Escola,

CARVALHO, L. M. T. L. ; MONTEIRO, C. E. F. ; CAMPOS, T. M. M. Refletindo sobre a interpretação de gráficos como uma atividade de resolução de problemas. In: LOPES, C. E. ; COUTINHO, C. de Q. e S. ; ALMOULOUD, S. A. (Orgs.) Estudos e Reflexões em Educação Estatística. Campinas: Mercado de letras, 2010a.

CARVALHO, L. M. T. L.; MONTEIRO, C. E. F.; CAMPOS, T. M.M. Aspectos conceituais e visuais envolvidos na interpretação de gráficos. Revista Iberoamericana de Educación Matemática, n. 24, p. 135-144, dez. 2010b. Disponível em: < http://www.fisem.org/web/union/revistas/24/Union_024_013.pdf>. Acesso em: 27 jul. 2012.

CASTRO, F. C. ; CAZORLA, I. M. As armadilhas estatísticas e a formação do professor.

16° Congresso de Leitura do Brasil, 2007, Campinas. Anais

>. Acesso em: 10 mai 2010.

Disponível

em:

<

CAZORLA, I. M. A relação entre a habilidade viso-pictórica e o domínio de conceitos estatísticos na leitura de gráficos. 2002. 315 f. Tese (Doutorado em Educação) Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas. Disponível em:

CAZORLA, I. M. ; CASTRO, F. C. O papel da estatística na leitura de mundo: o letramento estatístico. Publicatio UEPG: Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas, Linguística, Letras e Artes, Ponta Grossa, v. 16, n. 1, p. 45-53, jun. 2008. Disponível em: < http://www.revistas2.uepg.br/index.php/humanas/article/view/617/605>. Acesso em: 20 jun. 2010.

CHIZZOTTI, A. Pesquisa qualitativa em ciências humanas e sociais. 2. ed. Petrópolis:

vozes, 2008.

CONTI, K. C.; CARVALHO, D. L. (2011). O letramento presente na construção de tabelas por alunos da educação de jovens e adultos. Bolema, Rio Claro, v. 24, n. 40, p. 637-658,

em: 18 jul. 2012.

COSTA, A. A educação estatística na formação do professor de matemática. 2007. 153 f.

Dissertação (Mestrado em Educação) Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Educação, Universidade São Francisco, Itatiba. Disponível em:

CURCIO F. R. Comprehension of mathematical relationship expressed in graphs. Journal for Research in Mathematics Education, v. 18, n. 5, p. 382-393, 1987.

FLORES, C. R. ; MORETTI, M. T. O funcionamento cognitivo e semiótico das

representações gráficas: ponto de análise para a aprendizagem matemática. In: 28ª

Reunião da Anped, Caxambu. Anais

Anais da 28ª Reunião da Anped. Rio de Janeiro:

Anped, v. 1. Disponível em: < http://www.anped.org.br/reunioes/28/gt19.htm>. Acesso em:

17 jul. 2012.

FREITAS, C. M. P. O desenvolvimento da literacia estatística no 5° ano uma experiência de ensino. 2011. 179 f. Dissertação (Mestrado em Educação) Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, Universidade de Lisboa, Lisboa. Disponível em: <

2012.

GUIMARÃES, G.; GITIRANA, V.; MARQUES, M.; CAVALCANTI, M. R. A educação

estatística na educação infantil e nos anos iniciais. Zetetiké, Campinas, v. 17, n. 32,

jul./dez.

<

2009.

Disponível

em:

KATAOKA, V. Y. et al. A educação estatística no ensino fundamental II em Lavras, Minas Gerais, Brasil: avaliação e intervenção. Revista Latinoamericana de Investigación en Matemática Educativa, v. 14, n. 2, p. 233-263, 2011. Disponível em: < http://redalyc.uaemex.mx/src/inicio/ArtPdfRed.jsp?iCve=33519238005>. Acesso em: 27 jul. 2012.

. Ler e Interpretar Gráficos Usando as Novas

Tecnologias: um estudo com alunos da 4a série do ensino Fundamental. In: IX Encontro

Diálogos entre a Pesquisa e

a Prática Educativa. Belo Horizonte : Dantas Projetos Digitais, v. 1. p. 1-16, 2007.

<

LIMA,

R.

C.

R.

;

MAGINA, S.

M.

P

Nacional de Educação Matemática, Belo Horizonte. Anais

Disponível

em:

MEGID, Maria A. B. A. Professores e alunos construindo saberes e significados em um projeto de estatística para 6ª série: estudo de duas experiências em escola pública e particular. 2002. 215 f. Dissertação (Mestrado em Educação) Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas. Disponível em: < http://biblioteca.universia.net/html_bura/ficha/params/id/10086355.html>. Acesso em 15 nov. 2010.

MONTEIRO, C. E. F. (2006). Investigando o senso crítico na interpretação de gráficos

entre professores em formação inicial. In: Reunião Anual da Associação Nacional de Pós-

Graduação em Educação, 2006, Caxambú. Anais

Anual da Associação

Nacional de Pós-Graduação em Educação, v. 1, p. 1-16. Disponível em: <

Acesso em: 17 jul. 2012.

Reunião

MONTEIRO, C. E. F.; SELVA, A. C. V. Investigando a atividade de interpretaçào de

gráficos entre professores do ensino fundamental. In: 24a. Reunião anual da ANPEd,

2001, Caxambu. Anais

24a. ANPEd. Disponível em:

Acesso em: 18 jul. 2012.

Anais

da

MORAIS, P. C; FERNANDES, J. A. Realização de duas tarefas sobre construção, leitura e interpretação de gráficos estatísticos por alunos do 9° ano. XXII Seminário de

Disponível em: <

Investigação em Educação Matemática, 2011, Lisboa. Anais

PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes curriculares da educação básica: matemática. Paraná: SEED/DEB, 2008.

SANTANA, R. M. Categorización de la comprensión de gráficas estadísticas en estudiantes de secundaria (12-15). Revista Electrónica De Investigación En Educación En Ciencias, Argentina, v. 2, n. 2, p. 29-38, dez. 2007. Disponível em: < http://reiec.sites.exa.unicen.edu.ar/ano-2-nro-2>. Acesso em: 30 abr. 2011.

TURIK, C.; VIALI, L.; MORAES, J. F. D. Análise de atitudes de alunos universitários em relação à estatística por meio da teoria de resposta ao item. Ciência & Educação, Bauru,

<

v.

18,

n.

1,

p.

231-243,

2012.

Disponível

em:

VIEIRA, M. Análise exploratória de dados: uma abordagem com alunos do ensino médio. 2008. 184 f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo. Disponível em: <

2012.