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editorial

Uma rede social

especial para quem cria e produz joias

Uma rede social especial para quem cria e produz joias Neste mês de março estamos comemorando

Neste mês de março estamos comemorando o lançamento do site da revista Joias&Design, que ao mesmo tempo é uma rede social onde você pode fazer amigos do setor joalheiro, participar de discussões, obter infor- mações técnicas, divulgar seus trabalhos e ampliar seu networking. Convidamos você para ser membro de nossa rede social e participar de nossas atividades. Além da rede social, o site da revista permite que você leia as revistas no site ou baixe as revistas em seu computador. Além dessas atividades esperamos que você participe das pautas de nossas edições dando sua opinião, fazendo críticas e elogios. Tudo isso servirá para aprimorarmos nosso trabalho e alcançar nosso objeto que é levar à você informações técnicas e de mercado, sobre tudo que envolve o setor joalheiro. Esperamos você em nosso site e rede social. Para nós será uma grande conquista ter você como membro da rede social da revista Joias&Design.

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Fiquem com Deus! Até a próxima!

Rene Carlos Cruz Rodrigues e Amanda Rodrigues Editores

Rene Carlos Cruz Rodrigues e Amanda Rodrigues Editores Rene Carlos Cruz Rodrigues Diretor - Editor Chefe

Rene Carlos Cruz Rodrigues Diretor - Editor Chefe

Amanda Borges Rodrigues Diretora - Editora

Márcia Pompei

Colaboradora

Livi Pires

Colaboradora

Luciana Preuss

Colaboradora

Keila Redondo

Colaboradora

Erika Vanessa de Oliveira Andrade Juliana Arone Assistentes

Projeto Gráfico Equipe Editora Leon

A Revista “Joias & Design” não se res-

ponsabiliza por eventuais mudanças

na programação de pauta, bem como

pelas opiniões emitidas por colabora- dores, colunistas emitidas em suas edições.

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ciante. Se você tem alguma crítica, suges- tão ou elogio, escreva para o email:

editor@editoraleon.com.br. Sua opinião é muito importante para nós. Se você é designer e quer ver seu trabalho divulgado na revista escreva para: editor@editoraleon.com.br

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Elizabeth - Bragança Paulista - SP - CEP 12903-374 Telefone (11)2473-3187 2 Revista Joias & Design

destaque

Fotos: Editorial e Still de Pedro Wilson Moura Modelo: Alessandra Dias

Adeguimar Arantes

da natureza ao luxo

Adeguimar Arantes é um grande exemplo de sucesso.

Aliás, um não

vários.

E de diversos prismas! Como cidadã, mulher,

goiana, designer e mãe! Sua trajetória é um exemplo para todos que iniciam no ramo joalheiro. Uma história de sucesso, alimentada por muita dedicação, estudo, trabalho, respeito e admiração pela natureza e, principalmente, amor pelo que faz. Esperamos que você possa se inspirar na história de Adeguimar e, ainda, conhecer as peças inéditas da coleção Cafféh do Brazil, uma parceria com a filha Ioná Arantes.

Ao pesquisar sobre o trabalho da designer Adeguimar Arantes fi- camos encantados com sua trajetó- ria e, como sempre, gostaríamos de compartilhá-la com vocês, nossos leitores. Essa matéria de destaque vem num formato diferente - como entrevista, pois acreditamos que nada melhor do que as palavras de alguém de sucesso para incentivar os iniciantes e, até mesmo, os ex- perientes na arte da joalheria.

3 Revista Joias&Design - Março 2015

Atuando em Caldas Novas, Goiás, a designer conta que seu encantamento e interesse pela arte foi adquirido do pai, notável artesão de metais. Ainda criança começou seus primeiros esboços, consolidando sua arte através dos estudos e da dedicação. Segue a entrevista que fizemos com ela:

Joias&Design – Por quais dificul- dades você passou no início de sua carreira? Adeguimar - Fui treinada, desde cedo, a enfrentar dificuldades de tal forma que dar a volta por cima - a resiliência de hoje -, sempre foi um modo de vida. Gostaria de rela- tar uma dificuldade mais significativa - que acon- teceu 10 (dez) anos após meu início. Esta experien- cia consta do manual do EMPRETEC do SEBRAE, no Brasil, como case, onde os empreendedo- res aprendem com esta situação, então, imagino

Esmeralda fraca, brilhantes incolores, linha de algodão vintage, prata com liga de paládio. Reciclada e rodinada.

Adeguimar

é formada

em Joalhe-

ria, Design

de Joias

e História

da Joa-

lheria pelo

Centro de

Gemologia

de Goiás. Suas joias são únicas, produzidas com, no mínimo, dois anos de pesquisa, com conceitos, imagens e projetos registrados de forma individual, em parceria com seu marido, Wilson Moura, ourives

e escultor principal da marca. Outra parceria de sucesso é com a filha Ioná Arantes, com quem desenvolve coleções contemporâneas.

Arantes, com quem desenvolve coleções contemporâneas. que seja proveitosa a todos, em especial pelo momento

que seja proveitosa a todos, em especial pelo momento econômico do país creio que seja relevante pois vivi a joalheria antes do plano real. No auge do caos econômico, acreditei que deveria continuar tra- balhando sem muitos ajustes e foi uma aposta que me levou a perder todos os bens, inclusive os pesso- ais, e ainda ficar no negativo em 25.000 dólares - certamente este fora o momento de maior dificul- dade que passei. Hoje, por expe- riência, posso afirmar que vender ouro dentro da cultura brasileira de parcelamentos longos - numa infla- ção alta - é falência, pois à medida que se dispõe de um bem que é moeda internacional, desejado, raro e com cotação de fora não há lucro

que valha, portanto, aconselho o pequeno empreendedor a rever seus conceitos em período infla -

que valha, portanto, aconselho o pequeno empreendedor a rever seus conceitos em período infla- cionário, talvez o scambo, permuta, lucro menor à vista e toda redu- ção de custo no operacional. Per- cebo, também, que os meios hoje são mais dinâmicos e mais demo- cráticos como o mercado on line, através de sites, páginas de redes sociais, vitrines em grandes marcas como a solidariium e outras mais Mas afirmo, com muita clareza e experiência de cinco anos que, no Brasil, ele ainda não flui. Perma- nece no físico a venda de joias atra- vés da experiência de compra. Mui- tos podem discordar, mas desafio a apresentarem resultados pois não são percebidos, embora eu esteja muito interessada neles. Tenho uma loja virtual e a mantenho, mas o meu retorno é físico.

suas

Joias&Design – Como enfrentou esses desafios? Adeguimar - Mudamos de cidade, inserimos a cultura local regio- nal em nossa joia e passamos a

oferecê-la ao turista, pois a cultura local não era valorizada, na época, no estado de Goiás. Daí, tudo pas-

sou a fluir estudamos, sempre há uma inovação, pesquisas, adequa- ção ao mercado, isto é tarefa diá- ria em nosso ateliê e, por fim, tra- balhamos dois anos só para pagar dívidas, pois eram acrescidas de

juros e tudo o mais. E vivíamos desta arte, toda a família. Foi um marco divisor de nossa carreira.

toda a família. Foi um marco divisor de nossa carreira. Coador de tecido usado, gema de

Coador de tecido usado, gema de obsidia- na, brilhantes incolores, prata com paládio. Reciclada e rodinada.

Por sermos ganhadores do prêmio top 100 de artesanato, em todas as edições, significa que fomos auditados em todas as edições nos tópicos abaixo, in loco e através de documentos. Na 3ª edição, as 100 unidades produtivas mais competiti- vas no Brasil foram selecionadas de acordo com 11 critérios de mercado:

- Grau de inovação dos produtos;

- Adequação econômica;

- Adequação ergonômica dos pos- tos de trabalho;

- Adequação ambiental;

- Eficiência produtiva;

- Adequação cultural;

- Embalagem;

- Qualidade percebida - valor intan- gível;

- Práticas comerciais;

- Responsabilidade social;

- Gestão estratégica.

Joias&Design – Em que momento você descobriu que ele- mentos da natureza como sementes, flo- res, raízes poderiam compor suas cria- ções? Adeguimar - Estes materiais sempre estiveram presen- tes em minha vida, desde a infância, eu os contemplava e sempre os apre-

ciei - até mais que os metais. Para mim eles são mais preciosos, acho que contribuem muito para a valo- rização do meu trabalho, pois me ajudam a validar os sentimentos que expresso em palavras pelo cer- rado de Goiás. É um jeito suassuna de ser, eu pertenço ao cerrado, amo seus frutos, suas águas crista-

linas

flores, seu cheiro. Aqui

é meu mundo, meu habitat, a hospi- talidade, as pessoas simples.

Joias&Design – quais as vanta- gens de utilizar esses materiais, em termos de custo, design e processo de trabalho? Adeguimar - Em termos de custo nenhum. No design é identidade. As pessoas veem e linkam em meu trabalho e no bioma. O processo artesanal tem três pilares:

1 - método tra-

dicional de fei- tio.

2 - cultura local. 3 - produção para venda.

Sem preencher estes três requi- sitos, um ofício não pode ser considerado “artesanato”.

três requi- sitos, um ofício não pode ser considerado “artesanato”. 4 Revista Joias&Design - Março 2015

4 Revista Joias&Design - Março 2015

Joias&Design – E a questão da responsabilidade social? Adeguimar - Temos várias ações como modo

Joias&Design – E a questão da responsabilidade social? Adeguimar - Temos várias ações como modo de vida, sempre estive- mos no voluntariado como família, porém, considero a mais abran- gente o fato de sermos “multipli- cadores culturais”, isso acontece à medida que mostro o país, o estado, o cerrado, a cidade de Cal- das, num foco positivo e duradouro, pois a joia de arte não é um item de descarte, pelo menos não vejo o recipiente de coleta seletiva para joias (risos), nunca vi. Então, consi- dero esta a minha maior contribuição porque todos se beneficiam; os lojistas, os hoteleiros, os outros artistas, os vendedores ambulantes, as cons-

trutoras

pois tenho consciência e conhecimento que muitos visitaram, investiram e até a colocaram em seu roteiro turístico, através de nosso trabalho.

toda

a

cadeia,

Joias&Design – Como se inicia e desenvolve seu processo de criação? Adeguimar - São concei- tos reais, a partir de expe- riências que observamos ou vivemos. Normal- mente, demora dois anos em pesquisas, entrevis-

tas, fotografias e iconografias para construir- mos uma cole- ção e, quando registramos uma, temos mais cinco em estudo. Há um meticuloso pla- nejamento e investimento em imagens profissionais, viagens, incur- sões no cer- rado por quilô- metros a fio, às vezes percorremos mais de 500 km em busca de uma imagem. Espera- mos as épocas da natureza, acom- panhamos as fases, as luas enfim, quando se vê uma joia e um con-

ceito nosso, saiba que milhares de horas de trabalho foram dedicadas e de uma equipe mínima de 6 pes- soas, até a embalagem, a comuni-

estrategi-

cação, divulgação

camente e meticulosamente pen- sado para cada coleção.

tudo

e meticulosamente pen- sado para cada coleção. tudo 5 Revista Joias&Design - Março 2015 Fio de

5 Revista Joias&Design - Março 2015

coleção. tudo 5 Revista Joias&Design - Março 2015 Fio de couro rústico tingido com café so-

Fio de couro rústico tingido com café so- lúvel, brilhante, quartzo fumê cabochão, ouro branco.

Joias&Design – Como esse pro- cesso ocorreu na coleção Cafféh do Brazil? Adeguimar - Além de todo o pro- cesso que falei, essa coleção foi uma proposta de interação e cocria- ção do conceito que fora proposto pela fanpage no facebook. Convi- damos os fãs a contarem suas his- tórias reais com o café e tivemos relatos magníficos. A ideia era pre- miar a melhor. Embora elegemos como a melhor história a de Ivan Miglioranza pelo fato dele ter não só degustado, mas por ter produzido café no Brasil e ser de uma famí- lia produtora que, ainda possui o sitio, e nos enviou imagens Outras foram muito interessantes e resol- vemos premiar 12 histórias, mas a dele é a vencedora.

As peças que você viu aqui são inéditas da coleção Cafféh do Brazil, com exceção do anel verde da abertura da matéria.

É isso aí pessoal! Esperamos que a história de Adeguimar traga inspiração e conhecimento.

Saiba mais em:

http://adeguimararantes.com/

https://www.facebook.com/pages/

Adeguimar-Arantes-ECO-Cultu-

ral/169023133206442

http://iona.adeguimararantes.com/

https://www.facebook.com/pages/ Adeguimar-Arantes-ECO-Cultu- ral/169023133206442 http://iona.adeguimararantes.com/
Curso Básico de Joalheria Com o objetivo de divulgar a fascinante arte da Joalheria e
Curso Básico de Joalheria Com o objetivo de divulgar a fascinante arte da Joalheria e
Curso Básico de Joalheria Com o objetivo de divulgar a fascinante arte da Joalheria e

Curso Básico de Joalheria

Curso Básico de Joalheria Com o objetivo de divulgar a fascinante arte da Joalheria e suas
Curso Básico de Joalheria Com o objetivo de divulgar a fascinante arte da Joalheria e suas
Curso Básico de Joalheria Com o objetivo de divulgar a fascinante arte da Joalheria e suas
Curso Básico de Joalheria Com o objetivo de divulgar a fascinante arte da Joalheria e suas
Curso Básico de Joalheria Com o objetivo de divulgar a fascinante arte da Joalheria e suas

Com o objetivo de divulgar a fascinante arte da Joalheria e suas especializações o Atelier Márcia Pompei oferece diversos cursos. A intenção é tornar acessível, a todos os interessados, uma atividade que, até algumas décadas atrás, era passada de pai para filho.

até algumas décadas atrás, era passada de pai para filho. O curso tem como objetivo aplicar
até algumas décadas atrás, era passada de pai para filho. O curso tem como objetivo aplicar
até algumas décadas atrás, era passada de pai para filho. O curso tem como objetivo aplicar
O curso tem como objetivo aplicar técnicas básicas de Joalheria em projetos desenvolvidos pelos alunos,
O
curso tem como objetivo aplicar técnicas
básicas de Joalheria em projetos desenvolvidos
pelos alunos, respeitando o processo
criativo de cada um.
1 aula por semana com duração de 3 horas.
Duração média de 6 meses. 24 aulas -
72 horas/aula.
Com certificado de conclusão.
Não há necessidade de experiência anterior.
O aluno pode iniciar em qualquer época do ano.
É um curso "livre", o atendimento é individual
por professor e assistentes, as faltas podem ser
repostas, assim como os feriados.
as faltas podem ser repostas, assim como os feriados. www.joia-e-arte.com.br tel: 11 5181-7968 São Paulo -

www.joia-e-arte.com.br tel: 11 5181-7968 São Paulo - SP - Brasil atelier@joia-e-arte.com.br

tel: 11 5181-7968 São Paulo - SP - Brasil atelier@joia-e-arte.com.br Escola de Joalheria Atelier Márcia Pompei
tel: 11 5181-7968 São Paulo - SP - Brasil atelier@joia-e-arte.com.br Escola de Joalheria Atelier Márcia Pompei
tel: 11 5181-7968 São Paulo - SP - Brasil atelier@joia-e-arte.com.br Escola de Joalheria Atelier Márcia Pompei

Escola de Joalheria

tel: 11 5181-7968 São Paulo - SP - Brasil atelier@joia-e-arte.com.br Escola de Joalheria Atelier Márcia Pompei
tel: 11 5181-7968 São Paulo - SP - Brasil atelier@joia-e-arte.com.br Escola de Joalheria Atelier Márcia Pompei

Atelier Márcia Pompei

capa

Rene Rodrigues

Bijuteria

ou fashion jewelry

capa Rene Rodrigues Bijuteria ou fashion jewelry Que todas as mulheres adoram bijuterias todo mundo sabe.

Que todas as mulheres adoram bijuterias todo mundo sabe. Então, porque nem toda bijuteria vende tanto quanto outras? E, porque alguns designers de bijuterias conseguem se destacar e outros nem tanto se, afinal, tudo é bijuteria? Talento? Habilidade comercial? Nem sempre! Conceito - Design - Look - Moda - esse é o principal diferencial.

Assim como a arte do ourives e do autor de joias, que transforma o metal precioso e a pedra preciosa em obras de arte, usando técnicas milenares ou técnicas pessoais desenvolvidas com a experiência, agregando à joia, além do valor material o valor de sua criação, quero destacar neste arti- go a arte de designers que transfor- mam materiais de menor valor físico em acessórios pessoais sofisticados, cheios de glamour, vivendo um mo- mento contemporâneo onde a criativi- dade se destaca e ganha, a cada dia, mais adeptos e consumidores. Da mesma maneira que uma joia demonstra status social, poder finan- ceiro e bom gosto, os adornos sofis- ticados incluídos na classificação de bijuteria demonstram a identidade, a criatividade e o bom gosto de quem as produz e as usa. Pelo que tenho vivido e visto nas passarelas de moda, nos shoppings e nas ruas, estamos vivendo um mo- mento mágico em termos de merca- do (deixando de lado nossos proble- mas políticos e econômicos). Seja a joia, a semi-joia, a bijuteria, como o acessório pessoal sofisticado, todos tem seu público, seus fãs e seus con- sumidores.

7 Revista Joias&Design - Março 2015

Não há mais preconceitos ou distinções. Usa quem quer, compra quem pode e consome quem se iden- tifica. É assim que eu vejo o mercado de joias ou de adorno pessoais. Independente da classificação de mercado que qualquer produto pos- sa ter, o importante é saber se existe consumidor para ele. Se esse consu- midor está satisfeito com o produto e se pretende consumir mais desse produto. Isso é mercado. O aspecto mais interessante des- sa observação é que as consumi- doras ou consumidores não querem mais usar uma coisa que imita outra. Elas querem é se destacar e mostrar sua verdadeira identidade, tendo or- gulho do que são e fazendo questão de mostrar isso. Todo tipo de produto tem seu con- sumidor, desde que ele tenha iden- tidade e atenda as necessidades e valores desse público consumidor, independente do material do qual ele é feito. Com essa visão muito particular do mercado, isto é, o que eu penso, quero mostrar para você o que, na minha opinião, está destacando o tra- balho desses designers audaciosos e competentes.

blog.londonjewelleryschool.co.uk/

Fashion Jewelry um acessório sofisticado

Um exemplo da dinâmica interna- cional das semi-joias ou bijuterias é o termo “fashion jewelry”. Esse termo sim, traduz o conceito atual: joia de moda. Mas, como se chega lá? Principal- mente quem está começando? Produzir um adorno pessoal é coi- sa fácil e muito simples. Até um pe- daço de couro torcido pode se trans- formar em um adorno interessante. No entanto, se esse couro torcido for ide- alizado com estilo e técnica pode se transformar em uma Fashion Jewelry.

No entanto, se esse couro torcido for ide - alizado com estilo e técnica pode se

Como chegar lá?

Este artigo não é um manual de sobrevivência para que produz bijute- rias. Nem de longe pretendo ensinar como fazer peças que vendem, pois isso depende de muitos outros fato- res. A minha proposta é mostrar à você características de mercado, de observação e de conhecimentos que podem agregar valor ao seu trabalho

e destacá-lo de outros. Muita gente acredita que seu tra- balho só será valorizado se na sua peça houver algumas gramas de ouro ou pedras preciosas. Isso é um enga- no! Mesmo uma joia de ouro, cheia de pedras preciosas, mas sem con- ceito, design ou técnica pode ser não ser valorizada. Suponhamos que você produza bijuterias e as venda para suas ami- gas e amigos. Mas, você mesmo per- cebe que falta alguma coisa. Você entra na concorrência com outras pessoas que fazem a mesma coisa e precisa baixar o preço pois, caso con- trário, elas não vendem. Digamos que, mesmo assim, esse processo aumenta um pouco a sua renda. Ótimo, mas será que é só isso que você quer? Será que esse é o

Do alicate à bancada

Tanto aqui no Brasil, como no res- to mundo, o processo de montagem de joias, usando apenas algumas fer- ramentas, tem crescido muito. Tem gente fazendo sucesso, destacando suas criações e ganhando dinheiro com isso. No entanto, é necessário observar que a maioria dessas pes- soas se fundamentam nos princípios básicos da fashion jewelry: Conceito

- Design - Look e Moda. Isso é mercado. Mas, fatalmente, essas pessoas, em algum momento de sua criação ou execução se senti- ram limitadas. Sentiram a necessida- de de mais conhecimentos para por no papel a ideia que tem na cabeça. Nesse momento, os conhecimentos sobre design de joias farão diferença. Formação nessa área pode definir o sucesso do produto. Em outro momento a ideia é clara, o esboço bem definido, mas a execução

8 Revista Joias&Design - Março 2015

limite de sua capacidade? Será que você não pode ganhar muito mais e ter suas peças destacadas e deseja-

das? Aí está o centro da questão. Co- nhecimento, criatividade, dedicação

e muita, mas muita pesquisa. Os designers de joias mais expe- rientes entendem bem esse proces- so. Muitas vezes é necessário me- ses de pesquisa e esboços para se chegar ao final de uma coleção que tenha um conceito bem definido, um design adequado ao conceito e uma execução primorosa que traduza fa-

cilmente a ideia do autor e conquiste

o desejo do consumidor.

Francesca Romana Diana, uma das mais famosas designers de biju- teria e fashion jewelry do Brasil e do mundo, mostra em seu site os concei- tos de suas coleções. Veja no box ao lado como a coleção “Pindorama” é apresentada no site da designer.

Conhecimentos das técnicas, mui-

ta e muita pesquisa, definição do con-

ceito e, design adaptado ao conceito,

é o caminho para transformar simples bijuterias em peças desejadas.

quer um tratamento ou uma técnica mais apurada. Aí, a formação em técni- cas de joalheria fará a diferença. Assim como em qualquer profis- são, o designer de joias ou de bijute- ria precisa de formação, conhecimen-

tos e técnica para criar e executar seu trabalho com facilidade e, obter com ele, os resultados comerciais que

a criação demonstrou ser possível.

Certamente, aqueles que dedicam seu tempo ao aprendizado adquirem know-how. Até a maneira como se pesquisa necessita de técnica. Um exemplo bem definido de co- nhecimento, técnica e conceito está

no trabalho de Beatriz Cominatto que você pode ver nas próximas páginas. Ela tem formação, se especializou

e explorou uma técnica na qual se

transformou em referência no Brasil. Esse é um caminho de sucesso. Mas,

é necessário tempo e dedicação.

COLEÇÃO PINDORAMA:

O ORGULHO DE SER BRASILEIRO!

A brasilidade está em alta e, com esta coleção, Francesca cele- bra a história do Brasil e faz uma homenagem ao povo mais feliz do mundo.

A coleção resgata os clássicos da cultura brasileira com materiais, formas e cores típicas do Brasil. Suas formas e texturas são inspi- radas em diversos elementos da natureza: colares lembram cachos de frutas ou grãos de café e pul- seiras ilustram imagens de plantas exóticas como bromélias e coquei- ros. Madrepérolas e drusas repro- duzem a luz e os reflexos da lua. Mais uma vez, Francesca Romana Diana traduz em suas peças o jeito brasileiro de ser, com sua ousadia no estilo e capacidade de misturas.

Romana Diana traduz em suas peças o jeito brasileiro de ser, com sua ousadia no estilo
Romana Diana traduz em suas peças o jeito brasileiro de ser, com sua ousadia no estilo
Romana Diana traduz em suas peças o jeito brasileiro de ser, com sua ousadia no estilo
– Inclusão – Transferência de imagem (xerox P&B) – Falsas superfícies: Couro, mar - fim

– Inclusão

– Transferência de imagem (xerox

P&B)

– Falsas superfícies: Couro, mar- fim e Paua Shell

– Aproveitamento de sobras: Mar-

morização, Fra i vetri, Espelhado, Moldagem e Douração.

São projetos que vão do básico

ao avançado, passando pela teoria

e combinação de cores, escolha da

massa e seleção de outros materiais e ferramentas. Tudo muito ilustrado e impresso em papel couchê, com inúmeras fo-

tos e textos bastante explicativos, di- cas e muito mais! O fascinante mundo da cerâmica plástica encanta porque é possível usá-la como hobby, profissão ou um negócio próprio. Não se esqueça! É importante co- nhecer a técnica, pesquisar mercado

e desenvolver um estilo.

a técnica, pesquisar mercado e desenvolver um estilo. Esta peça foi produzida com a téc -

Esta peça foi produzida com a téc- nica de inclusão de gemas de vidro, predominando massa em tom bege claro, com efeitos perolados, doura- dos e envelhecidos. Inclusão de duas gemas de vidro na cor âmbar escuro espelhado.

Finalizações em metal na cor ouro velho e cordão de seda na cor capuc- cino.

A força do design na manipulação dos materiais

Um bom exemplo da criatividade aplicada ao design, explorando o potencial do material, é o da artista plástica Beatriz Cominatto que se especializou na cerâmica plástica (polymer clay).

Para quem não conhece, a cerâ- mica plástica é uma massa de mode- lar extremamente versátil que permite criar peças com design e cores sur- preendentes. Com mais de 20 anos de experi- ência no uso da cerâmica plástica, Beatriz se especializou e desenvol- veu muitas técnicas, algumas mos- tradas nas imagens desta página. É realmente incrível o que ela faz com o polymer clay. Dá para ver que não há limites para o uso da cerâmica plástica. Isso permite a criação de peças únicas cheias de charme, como podemos ver nas peças criadas por Beatriz. Aqui está o conceito, que comentei sobre “Fashion Jewelry”. Beatriz tornou-se referência na- cional quando o assunto é polymer clay. Ela também ministra cursos que ensinam as diferentes técnicas. Para saber mais sobre os cur- sos acesse o link a seguir: www.

eduk.com.br/cursos/628-bijuterias-

-em-ceramica-plastica-polymer-

-clay?a=elo7&c=blog.

Beatriz também é autora do livro “Fazendo arte com Cerâmica Plástica”. É o primeiro livro em português

Cerâmica Plástica”. É o primeiro livro em português sobre cerâmica plástica! São 88 páginas, onde Beatriz

sobre cerâmica plástica! São 88 páginas, onde Beatriz apresenta 13 projetos completos, onde são empregadas quase 20 téc- nicas diferentes para a criação e exe- cução de bijuterias até peças decora- tivas e utilitárias. Entre outras coisas, encontram- -se passo a passos ilustrados das se- guintes técnicas:

- Millefiori: rocambole, xadrez, margarida, crisântemo, folha, orquí- dea e caleidoscópio. – Skinner Blend (degradê)

orquí - dea e caleidoscópio. – Skinner Blend (degradê) Esta peça foi produzida com a técnica

Esta peça foi produzida com a técnica Skinner Mokume com textu- ra, predominando massas em tons de laranja, lilás, verde, branco e preto.

Não é pintura, as cores são traba- lhadas com as próprias tonalidades das massas.

são traba - lhadas com as próprias tonalidades das massas. Esta peça foi produzida com a

Esta peça foi produzida com a técnica flocadinho, predominando massas em tons de branco, verde, laranja com efeitos pretos. Finalizações em metal na cor pra- ta e cordão de seda preto.

9 Revista Joias&Design - Março 2015

Esta peça foi produzida com a técnica Vagens Peroladas, predomi - nando massa em tom
Esta peça foi produzida com a técnica Vagens Peroladas, predomi - nando massa em tom

Esta peça foi produzida com a técnica Vagens Peroladas, predomi- nando massa em tom de bronze, com aplicações metalizadas nas cores ouro, cobre e prata.

Esta peça foi produzida com a téc- nica Textura metalizada, predominan- do massas em tons de coral e creme com aplicações em dourado.

Esta peça foi produzida com a técnica Tde Gel com tinta à óleo, predominando massa na cor verde perolado com nuances de pintura em amarelo, branco e dourado.

Peça flexível, leve, que envolve bem o pescoço de maneira confortá- vel.

Finalizações em metal na cor ouro velho e cordão de seda na cor capuc- cino.

Conceito e estilo

Conceito

Não importa se você é designer e autor de joias ou de bijuterias. Em algum momento do seu trabalho, sentirá a necessidade de produzir ou criar suas peças com conceito e estilo, pois verá que elas podem traduzir o verdadeiro desejo de seu público alvo. Aí entra o profissionalismo acompanhado de resultados.

Não tenho a pretensão de ensinar aqui como desenvolver conceito e estilo, mesmo porque são áreas que requerem estudo, mas pretendo abrir seus olhos para a grande necessida- de desse item no processo de criação e execução de uma joia ou bijuteria. Pode-se definir estilo como o que dá coesão e significado à um objeto. Isso pode ser obtido através de uma

linguagem visual traduzida pelo tema escolhido e pelo arranjo da imagem propriamente dita. Muitas vezes, esse processo se dá de forma simples, como no caso da peça ao lado da designer Ann Marie.

A peça em destaque trata-se de

um pingente em filigrana com estilo vintage, onde ela usou vidro como fundo. Ann é apaixonada por arte desde sua formação universitária. Segundo ela, seu amor pela arte e

pintura à óleo a levaram para a pai- xão pelas técnicas manuais em vidro.

O pingente ao lado, intitulado “Ár-

vore da vida” chama a atenção e des- perta interesse, pois une o conceito, ao estilo e ao design. O azul em vidro completa o clima.

10 Revista Joias&Design - Março 2015

o clima. 1 0 Revista Joias&Design - Março 2015 O loja de Ann Marie no Etsy,
o clima. 1 0 Revista Joias&Design - Março 2015 O loja de Ann Marie no Etsy,

O loja de Ann Marie no Etsy, mostra claramente sua preocupação com con- ceito e estilo. www.etsy.com/shop/colorshoppestudio

Como você vê, Ann tem preocupa- ção com o conceito e estilo em cada uma de suas peças. Se ela vende muito ou pouco é outra questão. Mas, seu caminho profissional está bem definido. Esse processo de definição de conceito e estilo deve ser aplicado a qualquer peça, seja ela uma joia so- fisticada ou uma peça simples de joa- lheria de moda (fashion jewelry). Os materiais a serem usados tam- bém estão dirigidos ao público alvo do designer. A mesma peça intitulada “Árvore da vida” poderia ser produzida em ouro e pedras preciosas que teria seu conceito preservado, talvez apenas com alteração do estilo devido ao uso do metais preciosos e pedras precio- sas, como podemos ver no pingente da Like Necklaces na imagem da pró- xima página. Isso é que leva a consu- midora a se interessar pela compra.

Com muito dinheiro para comprar a peça em ouro ou com menos dinheiro para uma bijuteria. Precisaríamos de centenas de páginas para mostrar

detalhes sobre conceito e estilo, mas o exemplo da “Árvore da vida” mostra

a importância do conceito. Essa peça

poderia ter sido feita apenas com o

uso de um alicate e fios de prata. O conceito seria o mesmo. No entanto,

o tipo de material usado e a quali-

dade da execução da peça poderiam interferir no estilo, mas com o mesmo conceito. Veja no exemplo ao lado. O con- ceito de “‘Árvore da vida” continua o mesmo, no entanto, a designer Salma Sitara usou a técnica de fios. Já na imagem da Jewelry Boom podemos ver o mesmo conceito numa peça feita em ouro. Apesar do exemplo simples da “Árvore da vida”, espero ter sido claro com a ideia de conceito. Isso deve ser aplicado em todos os seus trabalhos. Uma peça com história tem outro ní- vel de criação. Assim, não crie uma

tem outro ní - vel de criação. Assim, não crie uma Like Necklaces Salma Sitara J

Like Necklaces

ní - vel de criação. Assim, não crie uma Like Necklaces Salma Sitara J e w

Salma Sitara

criação. Assim, não crie uma Like Necklaces Salma Sitara J e w e l r y

Jewelry Boom

peça simplesmente porque acha ela bonitinha. Dê conceito à sua peça. Em ouro e pedras preciosas, ou em prata e vidro, uma peça com con- ceito tem maior valor agregado. Parece fácil, mas não é! Criar pe- ças com conceito requer pesquisa, muito trabalho, técnica aprimorada na execução, originalidade e design.

O principal conceito da “Árvore da vida” está fundamentado no fato de que, segundo a Bíblia, a “Árvore da Vida” é

uma das duas árvores especiais que Deus colocou no centro do jardim chamado Éden.

É evidente que esse exemplo de conceito é bastante simples, mas experimente digitar no Google “tree of life

jewelry”, em Inglês porque os resultados são mais abrangentes, e veja o que acontece. O conceito/tema é explorado por muitos designers de joias. Cada uma aplicando seu design ao mesmo conceito.

O conceito pode ser algo especificamente seu, o que pode agregar ainda mais valor à peça. Todavia, esse tipo

de conceito, como eu disse anteriormente, deve ser bem fundamentado e bem definido para que seu público alvo se identifique com o conceito e o entenda rapidamente.

Estilo

Os estilos no mundo da joalhe- ria se misturam com a própria idade desse mercado. Nos primórdios da humanidade, os seres humanos já utilizavam adornos pessoais para mostrar poder, como é o caso de den- tes de animais para mostrar o poder de quem o matou e para se sobres- sair perante outros membros da co- munidade. Fatores sociais, econômicos po- líticos, culturais e comportamentais influenciaram e, ainda influenciam, os seres humanos com relação ao esti- lo de preferência quando se trata de adorno pessoal - seja ele uma joia, bijuteria ou fashion jewelry. Esses estilos vão se modificando, se aprimorando conforme surgem novas tecnologias, novos materiais e novas tendências de moda.

11 Revista Joias&Design - Março 2015

Tudo tem acontecido de forma bastante democrática, pois hoje a discriminação é muito menor compa- rada com outras épocas e décadas. O punkfashion é um bom exem- plo desse processo democrático. Os anéis no estilo rock chic da Delanlex são outro exemplo. É quase impossível relacionar todos os estilos, pois eles surgem a

impossível relacionar todos os estilos, pois eles surgem a todo momento em função de novas tribos

todo momento em função de novas tribos ou divisões dentro das tribos já existentes. Comercialmente isso é uma mara- vilha, pois não há limites de formas, ideias ou materiais.

tribos já existentes. Comercialmente isso é uma mara - vilha, pois não há limites de formas,

Os usuários de joias ou bijuterias, independente de sexo ou idade, pos- suem sua identidade fundamentada em seus valores pessoais, sociais e

Design

O “conceito” é bem mais amplo e

flexível do que o design. Como vimos, o tema “Árvore da vida” pode ser usa- do como tema dentro de vários esti- los. Seja apenas para uma peça ou para uma coleção completa. Um conceito pode atender muitos públicos diferentes, no entanto, preci- sará de um novo design para agradar públicos diferentes. O caso da “‘Ár- vore da vida” no estilo Céltico pode não agradar o público que usa o estilo Boho e muito menos quem é adepto ao estilo minimalista.

culturais. Assim, procuram se cercar de objetos que fortaleçam sua iden- tidade. Na joalheria, o design é a ferra-

menta emblemática que identifica seus consumidores. Você já ouviu o termo “isso é a minha cara”? Cada consumidor tem isso na cabeça.

é a minha cara”? Cada consumidor tem isso na cabeça. Estilo Céltico Estilo Boho Estilo Minimalista

Estilo Céltico

Estilo Boho

consumidor tem isso na cabeça. Estilo Céltico Estilo Boho Estilo Minimalista Um mesmo estilo pode ainda

Estilo Minimalista

Um mesmo estilo pode ainda ter muitos designs diferentes que visam agradar os segmentos desse estilo. Nova- mente - parece simples mais não é. É necessário conhecer o público para quem você oferece o seu produto.

conhecer o público para quem você oferece o seu produto. Estilo Art Deco Se você está

Estilo Art Deco

Se você está começando no mer- cado de joalheria siga o princípio de

que qualquer trabalho profissional re- quer conhecimentos. Isso não signi- fica que você deve montar um ateliê cheio de recursos. Seus conhecimen- tos valem muito mais do que isso. Com eu disse anteriormente, é pos- sível criar uma peça de grande valor agregado usando apenas um alicate.

O design é outro aspecto que re-

quer conhecimentos pois, sem eles, seu conceito pode ser bom e seu de- sign prejudicado. Ninguém pode alegar dificuldades para incrementar seus conhecimen- tos sobre design, pois existem muitos cursos, livros e informações disponí-

12 Revista Joias&Design - Março 2015

disponí - 1 2 Revista Joias&Design - Março 2015 Estilo Art Deco veis na Internet que

Estilo Art Deco

veis na Internet que podem auxiliar nessa empreitada. Eu, particularmente associo o de- sign à cultura. Ninguém consegue aprimorar seus conhecimentos em design se não souber quais foram suas origens e seus processos evo- lutivos. Aconselho a leitura de obras

de Dijion

como: “Limites do design

de Moraes publicado pela Studio No- bel. “Design do OBjeto”, “Gestalt do objeto” e “Ergonomia do objeto” de João Gomes Filho publicados pela “Escrituras”, pois são obras que con- ceituam o design e dão visão bem ampla de seu uso. Nenhum deles é específico sobre joalheria, mas todos eles dão a visão que se precisa.

joalheria, mas todos eles dão a visão que se precisa. Estilo Art Deco Muitas outras obras,

Estilo Art Deco

Muitas outras obras, cursos, arti- gos e textos podem auxiliar na difícil tarefa do desenvolvimento do design. Digo difícil porque atender as neces- sidades de um determinado público consumidor não é fácil. Tente aprimorar seus conhecimen- tos sobre design e coloque-os em prática. Tenho absoluta certeza que sua maneira de ver seu trabalho será alterada a cada novo conhecimento e o caminho a percorrer ficará cada vez mais claro e definido. Veja que os profissionais de su- cesso e destacados levaram décadas estudando esses aspectos e, na mi- nha opinião, continuarão a estudá-los por muito mais tempo.

Look

A joia de moda ou fashion jewelry estará sempre coordenada com o look. Esse é um segmento extrema- mente dinâmico que exige atualiza- ção constante. Bina Abling, em seu livro “Dese- nho de Moda” publicado no Brasil pela Blucher, diz: “A moda começa em um pedaço de papel, em um ca- derno de anotações, em um guarda- napo de papel, em um “Post-it” ou apenas em qualquer coisa que se te- nha à mão no momento. Você ficaria surpreso com o que poderia ser usa- do para motivar sua inspiração.” Em seu livro, ela descreve a ne- cessidade mínima de domínio do de- senho para representar a ideia que surge a qualquer momento. Para quem desenha joias ou joias de moda esse processo se amplia, pois a peça (de adorno) deve ter uni- dade com a peça de vestuário. O uni- verso é bem mais amplo e versátil. Pode parecer mais simples, mas não é. Acompanhar a moda e, principal- mente o look que está na moda, é ta- refa que também exige constante atu- alização dos mecanismos da moda, o que rola nas passarelas e uma ante- na (ou satélite) ligado em novos mate- riais, tecnologias e tendências. Para acompanhar estilistas é ne- cessário conviver com eles. Muita gente que produz joias de moda trabalham em conjunto com

gente que produz joias de moda trabalham em conjunto com marcas de empresas que produzem moda.

marcas de empresas que produzem moda. Isso facilita o trabalho. É um segmento da joalheria que também requer especialização. Muitos desig- ners de joias de moda também são designers de moda. Quando falamos em joia combina- da com o look, é importante lembrar que muitos designers de joias tem ha- bilidade e conhecimento de mercado

suficiente para desenvolver coleções que se adaptam ao look da moda. Aí entra os conhecimentos e especiali- dade do designer. Novamente bato na mesma tecla. Se você pretende ser uma designer de joias de moda, prepare-se para estudar e pesquisar muito. Não existe outro caminho.

moda, prepare-se para estudar e pesquisar muito. Não existe outro caminho. 1 3 Revista Joias&Design -

13 Revista Joias&Design - Março 2015

moda, prepare-se para estudar e pesquisar muito. Não existe outro caminho. 1 3 Revista Joias&Design -
Explorando os materiais A bijuteria, fashion jewelry ou joa - lheria de moda tem grande

Explorando os materiais

A bijuteria, fashion jewelry ou joa-

lheria de moda tem grande flexibilida- de na exploração de novos materiais. Mesmo assim, é necessário conheci- mento e experiência de bancada para produzir peças como a da Okajewelry, como a que vemos ao lado.

É uma peça em acrílico que exigi-

rá técnicas de joalheria na bancada para o seu processo produtivo, desde

o corte de materiais, solda para os tu-

bos de metal, polimento, furação, etc. Note que a peça tem estilo e o conceito está dirigido para a geome- tria, uma conceito bastante usado pe- los designers que exploram materiais como o acrílico, resina, etc.

Em muitos casos é necessário téc- nicas especiais dependendo do ma- terial usado. O acrílico, por exemplo, depende de pastas especiais para o polimento.

por exemplo, depende de pastas especiais para o polimento. Observe a peça em estilo tribal da

Observe a peça em estilo tribal da ZOZi- Jewelry De- sign and Metal Crafting nos brincos de couro e pena.

Neste caso, a produção tem menor exigência do traba- lho de bancada. Observe que a combinação de cores está puxada para tonalidades de marrom.

Já nos brincos da Tzain o estilo é o mesmo, a cor pre-

dominante é vermelha com detalhes dourados. Observe que o estilo é o mesmo e o design diferenciado.

O couro é um material bastante usado na joalheria

de moda.

O couro é um material bastante usado na joalheria de moda. Outro exemplo da exploração de
O couro é um material bastante usado na joalheria de moda. Outro exemplo da exploração de

Outro exemplo da exploração de materiais é o trabalho de Cécile Ber- trand. Suas peças são feitas todas em tecido. É um exemplo interessante de estilo, principalmente quando se fala em joia de moda. São peças que com- binam facilmente com looks atuais e modernos, esnobando estilo.

Outro exemplo de estilo associado a

um design incrível é a pulseira da Ten Thousands Things produzida em prata

e esmalte, tendo como destaque do de-

sign um pinho de demolição, encontra- do no Brooklyn com 300 anos de idade. Observe na imagem ao lado a com- binação da joia com o look.

O tamanho da pulseira segue a ten-

dência maxi. Outro exemplo é o da direi- ta da Close Up Jewelry onde a madeira torna-se o principal elemento do design.

A criatividade, aliada ao conceito e

estilo, cria peças de grande valor agre- gado.

14 Revista Joias&Design - Março 2015

aliada ao conceito e estilo, cria peças de grande valor agre- gado. 1 4 Revista Joias&Design
aliada ao conceito e estilo, cria peças de grande valor agre- gado. 1 4 Revista Joias&Design
aliada ao conceito e estilo, cria peças de grande valor agre- gado. 1 4 Revista Joias&Design
aliada ao conceito e estilo, cria peças de grande valor agre- gado. 1 4 Revista Joias&Design
aliada ao conceito e estilo, cria peças de grande valor agre- gado. 1 4 Revista Joias&Design

design

Márcia Pompei

design Márcia Pompei Protegendo meu design sem gastar uma fortuna Essa questão preocupa 99,9% dos designers

Protegendo meu design

sem gastar uma fortuna

Essa questão preocupa 99,9% dos designers de joias e joalheiros brasileiros. Vemos, hoje, uma “festa” no que se refere ao direito autoral no nosso setor. Mesmo grifes famosas, grandes empresas e joalheiros conceituados, veem suas criações circulando nas banquinhas de camelôs em versão bijuteria, quando não, nas vitrines do concorrente!! O que se dirá dos pequenos? Do profissional autônomo? Do autor de Joias? Mas não é preciso desanimar. Existem soluções!!!

Quando ouvem o termo “Direito Autoral” muitos pensam que isso é coisa de empresa grande. Acreditam que o investimento é alto e inacessí- vel aos pequenos, que também preci- sam preservar seu direito de criação. Mas não é bem assim.

Assisti à algumas palestras, den- tro do próprio IBGM (Instituto Brasi- leiro de Gemas e Metais); pude ler ar- tigos de profissionais especializados em Direito Autoral; já consultei uma advogada que trabalha especifica- mente com isso e aprendi “algumas coisinhas”.

O processo entre a criação e a comercialização da joia é longo. Existem várias possibilidades no meio desse caminho, desde a venda

direta para o consumidor final até a produção em série por uma indústria ou a revenda das peças por um co- merciante, enfim. Mas, independente de qual caminho sua joia vai trilhar existem algumas providências que podem ser tomadas e que são muito baratas e simples.

1- A primeira, mais “rústica” e

15 Revista Joias&Design - Março 2015

e 1 5 Revista Joias&Design - Março 2015 simples é aquela que está protegida pelo carimbo

simples é aquela que está protegida pelo carimbo dos Correios. Isso mes- mo! Numa folha de sulfite deve ser colocado o desenho ou a foto da joia. Nessa mesma folha devem constar o nome do autor e número de um docu- mento pessoal (RG ou CPF). Se qui- ser enriquecer o “documento” podem

ser inclusos outros itens da peça:

metais, gemas, lapidações, peso, etc. Esse sulfite deve ser colocado num envelope e lacrado. Envie pelos Cor- reios para você mesmo e não abra!. A data do carimbo dos Correios é

a prova de que a partir daquele dia

você é o autor daquele design. Claro que você vai querer proteger mais de um design. Sendo assim faça uma pequena marca na parte de fora do envelope, a lápis, com um código que você vai criar para identificar cada design de joia. Se houver necessi- dade de provar que aquela peça co- piada é sua, essa carta lacrada pode ser apresentada em juízo onde será aberta na frente de um juiz que vai atestar o seu direito como autor. É simples, é barato, mas segundo ad- vogados especialistas é uma prova válida.

2- A segunda começa da mes-

ma forma. Desenho ou foto da joia num sulfite. Inclua o nome do autor, documento pessoal. Esse papel deve

ser levado a um Cartório para que seja autenticado. O carimbo de au- tenticação do Cartório é a prova de que você é o autor daquele design. Você pode, inclusive, apresentar mais de uma peça nessa folha de sulfite.

Essas são as formas mais sim- ples e baratas para preservar seu direito de autor.

É importante saber que a joia

pode ser protegida legalmente por duas naturezas jurídicas:

- Registro do Desenho Industrial

(protege uma forma nova e original que poderá ser produzida industrial- mente, ela não tem apenas um cará- ter artístico).

- Registro de Direito de Autor

(protege uma forma de expressão

artística original, não é necessário

o requisito de que ela seja fabricada industrialmente).

A proteção do Desenho Industrial

necessita que o desenho seja regis- trado no Instituto Nacional da Pro-

priedade Industrial (www.inpi.gov.br)

e se dá a partir da data do depósito no INPI.

Já a proteção do Direito Autoral se dá desde a criação da obra. Por

isso a necessidade de provar desde quando você é o autor de um design,

e isso pode ser feito pelo carimbo

dos Correios ou pela autenticação

16 Revista Joias&Design - Março 2015

1 6 Revista Joias&Design - Março 2015 em Cartório. Além das formas apre- sentadas aqui existe
1 6 Revista Joias&Design - Março 2015 em Cartório. Além das formas apre- sentadas aqui existe

em Cartório. Além das formas apre- sentadas aqui existe também a possi- bilidade de registro através da Escola de Belas Artes da Universidade Fe- deral do Rio de Janeiro – EBA/UFRJ

– (www.eba.ufrj.br)

Quando o negócio começa a se expandir e as possibilidades de pro- dução em série começam a bater na sua porta, sem dúvida, será necessá- rio consultar um especialista. Ele está preparado para analisar corretamen- te e avaliar essa relação autor/indús- tria ou autor/comércio, entre outras. Cada caso é um caso e, quando as oportunidades se diversificam, é pre- ciso conhecer todos os detalhes le-

gais para a preservação dos direitos sobre a criação.

Não posso deixar de mencionar a opinião de alguém que está envolvida profissionalmente com o setor joa- lheiro há anos: Keila Redondo, jorna- lista especializada em joias e gemas. Keila é colaboradora da revista Joias & Design e do portal InfoJoia. Segun- do ela, nada melhor do que publicar, mostrar na mídia o seu trabalho. Quer prova melhor do que sua peça apa- recendo num site, num blog, numa rede social? Já está registrado!!! Concordo com Keila. Muita gente se preocupa em expor sua criação com medo da cópia. A cópia existe e vai

sempre existir, o que precisamos fa-

Gosto de lembrar também do que

copia não tem outra opção a não ser

Márcia Pompei – Atelier Márcia

zer é proteger nossa criação de todas

copiar

eu não, eu posso criar, sem-

Pompei – www.joia-e-arte.com.br –

as formas e, sem dúvida, essa é uma

pre e sempre

”.

Concordo também

atelier@joia-e-arte.com.br

delas.

com Moreno, novas ideias podem surgir todos os dias, a criatividade não tem limites.

www.ateliermarciapompei.com.br – ateliermarciapompei@gmail.com www.joalherianatela.com.br – joa-

sempre diz Antonio Moreno, joalheiro

lherianatela@gmail.com

e professor de joalheria: “

Da onde

Então, manda o medo pra bem

tel.: 55 11 5181-7968 – WhatsApp

veio essa ideia virão outras

quem

longe, crie muito e proteja suas ideias.

55 11 96246-2226

quem longe, crie muito e proteja suas ideias. 55 11 96246-2226 1 7 Revista Joias&Design -

17 Revista Joias&Design - Março 2015

quem longe, crie muito e proteja suas ideias. 55 11 96246-2226 1 7 Revista Joias&Design -

tudo joia

Keila Redondo

Queremos dar as boas vindas à nossa amiga e reconhecida profissional, jornalista

e escritora do setor joalheiro - Keila Redondo, agora também como nossa colaborado-

ra. Para não perder tempo coluna “Tudo Joia”.

vamos direto ao assunto que Keila traz este mês na sua

Rene Rodrigues - Amanda Rodrigues Editores

Tempo, tempo, tempo

“De modo que o meu espírito, ganhe um brilho definido

Tempo tempo tempo tempo

E

eu espalhe benefícios”

Caetano Veloso, em Oração ao Tempo

Democrático e não renovável, o tempo é o mais precioso de todos os recursos. O que fazemos dele deter- mina, em essência, a nossa própria existência. O estadista norte-ame- ricano Benjamin Franklin definiu o tempo como “a substância de que é feita a vida”. O tempo de todos - po-

bres e ricos, jovens e anciãos, negros

e brancos, poderosos e miseráveis –

acaba quando a própria vida termina. Todos nos queixamos de que ele

é escasso. Se quase não lemos, é

por falta de tempo. Se pouco desfru- tamos da companhia dos entes que- ridos, é por falta de tempo. Se quase não vamos ao teatro ou ao cinema, ou se deixamos o esporte de lado, a culpa é, novamente, do tempo.

Dizem que ele “voa”.

Essa sensação, tão real, provavel- mente resulte do fato do tempo ser, sem dúvida, um recurso não reno- vável, que não se recupera. Ele se esvai, independentemente do bom ou do mau uso que fazemos dele. E para desespero geral, ele não pode ser emprestado, comprado, vendido, estocado ou multiplicado. Mas nosso tempo pode – e deve – ser bem divi-

19 Revista Joias&Design - Março 2015

dido, ou bem distribuído entre os di- ferentes “departamentos” de nossas vidas.

Trabalhando o tempo

Não perder tempo já é uma boa forma de “ganhar” tempo.

No trabalho, então, onde “tempo é dinheiro”, devemos ficar atentos para evitarmos uma série de circunstân- cias que nos fazem chegar ao final do dia com aquela famigerada sensação de que “o dia hoje não rendeu nada”, embora estejamos pra lá de exaustos.

O telefone: responsável número 1 pelas interrupções, deve ser aten- dido ao primeiro toque. Sempre que possível, delegue essa tarefa a ou- tra pessoa, que “filtre” as ligações. Quem atende deve evitar dizer “alô”, “pois não”, “pronto”, “sim”: basta falar o nome da empresa ou o da própria pessoa, seguido, quando muito, de um bom dia (ou boa tarde/boa noite). Seja breve, objetivo, evite atividades paralelas de forma a concentrar ple- namente a sua atenção na conver- sa, evitando dispersões. Anote tudo, de preferência num único caderno,

dispersões. Anote tudo, de preferência num único caderno, Keila Redondo é escritora especializada em criação

Keila Redondo

é escritora

especializada

em criação de conteúdo para

a

área de joias

e

gemas, onde

atua há mais de duas décadas.

É também atriz,

diretora de teatro e autora do texto “Crônica de Uma Joia Anunciada”, teatro-treinamento sobre comunicação para joalheiros. Email - kpredondo@gmail.com

agenda ou algum tipo de arquivo eletrônico, fugindo dos papéis soltos que invariavelmente desaparecem, fazendo você perder mais tempo ain- da atrás deles. Destaque um período do dia para retornar as ligações não atendidas, ou para fazer as suas. Tenha sempre à mão uma pequena “pauta” para cada telefonema, assim como todos os dados de que precisa- rá para um ótimo aproveitamento da conversa.

Reuniões: só convoque reuniões realmente indispensáveis. Sempre que possível, resolva os problemas de outra maneira. Procure não mar- car ou participar de mais de uma reunião por dia. Se for você que a estiver convocando, estabeleça bem

os objetivos da reunião, chame e con- firme a presença das pessoas certas

e fundamentais (quanto menos gen-

te, melhor). Prepare uma pauta com

horário de início e término, os itens que serão abordados e a seqüência dos mesmos (do mais importante para o menos importante) e tempo de dedicação a cada item. Ao final, anote uma síntese das discussões que aconteceram e as decisões que foram tomadas, os responsáveis e

o prazo pelo cumprimento de cada

decisão e a data da próxima reunião (se for o caso). Envie uma cópia para cada uma das pessoas envolvidas.

Se você estiver sendo convocado a

participar de uma reunião, procure conhecer antecipadamente a pauta e

os objetivos da mesma.

Infinitas prioridades “zero”: se você anda tendo que apagar vários

incêndios por dia, é sinal de que pla- nejou mal e não soube distinguir “a tempo” entre o “urgente” e o “impor- tante”. O importante não realizado em tempo hábil fatalmente será o urgen-

te de amanhã. Treinar pessoas, por

exemplo, é uma atividade importante que, quando adiada, pode desenca- dear resultados desastrosos, como

a impossibilidade de delegação de

tarefas (outro fator de desperdício de tempo), ou mesmo a desmotivação da equipe. Acostume-se a fazer uma

relação de atividades a serem reali- zadas no dia seguinte ou na semana, classificando-as entre “urgentes” e “importantes”, e empenhe-se em se desincumbir também das classifica- das como “importantes”.

O ótimo é inimigo do bom: em- bora o chamado “perfeccionismo” soe, a princípio, como atributo posi- tivo, no dia-a-dia pode se tornar um entrave para um fluxo adequado e satisfatório de produtividade. O per- feccionista tende a se prender em

detalhes, na essência, irrelevantes

para o resultado final. As vítimas do perfeccionismo trabalham mais horas

e geralmente não terminam a tempo,

mantendo-se em estado latente de

insatisfação – para consigo próprio

e para com o resto da equipe. Isso

quando não desistem no meio do ca- minho, sendo vítimas constantes do cansaço provocado pelo peso das ta- refas inacabadas.

Autoconhecimento e autodisci- plina: saiba observar os períodos da jornada de trabalho nos quais a sua produtividade costuma estar no nível excelente, e execute, nesses perío- dos, as tarefas que exijam rapidez de raciocínio, criatividade e concentra- ção, como diagnosticar problemas e tomar decisões importantes. Reserve os períodos em que o seu fluxo de energia não está a todo vapor para atividades rotineiras ou menos im- portantes, como deletar e-mails ou arrumar os seus papéis. Organização ajuda a poupar tempo. Papéis que ficam “rolando” sobre a mesa muito tempo devem ser logo “arquivados” no cesto de lixo. Se você se flagrar questionando se determinado papel deve ser guardado ou não, desfaça- -se imediatamente dele. Faça do planejamento uma realidade, e não

apenas um conceito. E, por planejar, entendamos: ter objetivos claramente definidos; analisar se os mesmos são viáveis e realistas; identificar possí- veis obstáculos e fatores que impe- dem a execução das metas e definir estratégias e alternativas claras para se chegar a esses objetivos.

Uma coisa de cada vez: não se atropele. Procure executar uma tare- fa de cada vez. Se for interrompido, retorne a ela assim que possível, e só sossegue quando se desincumbir dela. Liste suas tarefas pendentes, e vá riscando as executadas. Sofis- ticando esse controle, você pode in- cluir, ao lado da descrição da tarefa, uma coluna com o tempo previsto e outra com o tempo efetivo de execu- ção de cada tarefa.

Internet: e-mails indesejados e desejados em profusão; redes so-

ciais com tentadoras opções de lazer, de informação e consumo. A internet

é uma faca de dois gumes. Quando

bem usada, pode economizar tempo

e energia, mas também pode ser fa-

tor de muita dispersão. Racionalize

e controle o tempo que você e sua

equipe gastam na internet, fazendo dessa rede uma aliada, e não uma inimiga do seu tempo.

dessa rede uma aliada, e não uma inimiga do seu tempo. Mídia Social a revolução da

Mídia Social a revolução da comunicação

Expansão - Alcance - Direcionamento Controle - Resultado

A mídia social é o maior mecanismo de comunicação de todos os tempos. Você consegue avaliar tudo sobre sua participação nas redes sociais, por exemplo, e obter resultados positivos.

Se não, você precisa saber mais sobre mídia social.

Se não, você precisa saber mais s o b r e m í d i a

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20 Revista Joias&Design - Março 2015

Desenho de Joias Luciana Preuss Atelier
Desenho de Joias
Luciana Preuss
Atelier
Desenho de Joias Luciana Preuss Atelier Cursos Ilustração de Joias Módulo I e II Design de
Desenho de Joias Luciana Preuss Atelier Cursos Ilustração de Joias Módulo I e II Design de
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Desenho de Joias Luciana Preuss Atelier Cursos Ilustração de Joias Módulo I e II Design de
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Cursos

Desenho de Joias Luciana Preuss Atelier Cursos Ilustração de Joias Módulo I e II Design de
Desenho de Joias Luciana Preuss Atelier Cursos Ilustração de Joias Módulo I e II Design de

Ilustração de Joias Módulo I e II

Design de Joias Módulo Básico e Avançado

Módulo I e II Design de Joias Módulo Básico e Avançado Ideal para quem está iniciando
Módulo I e II Design de Joias Módulo Básico e Avançado Ideal para quem está iniciando
Módulo I e II Design de Joias Módulo Básico e Avançado Ideal para quem está iniciando
Módulo I e II Design de Joias Módulo Básico e Avançado Ideal para quem está iniciando
Módulo I e II Design de Joias Módulo Básico e Avançado Ideal para quem está iniciando
Módulo I e II Design de Joias Módulo Básico e Avançado Ideal para quem está iniciando
Módulo I e II Design de Joias Módulo Básico e Avançado Ideal para quem está iniciando

Ideal para quem está iniciando seus estudos na área de Design de Joias, com uma introdução às técnicas de desenho, materiais e processos que compõem a idealização e produção de uma joia.

que compõem a idealização e produção de uma joia. Representação grá ca da joia. Desenho Técnico

Representação grá ca da joia.

Desenho Técnico para Joalheria

Básico de Design de Joias.

Desenho Técnico para Joalheria Básico de Design de Joias. Conceitos Criativos para o Desenho de Joias
Desenho Técnico para Joalheria Básico de Design de Joias. Conceitos Criativos para o Desenho de Joias

Conceitos Criativos para o Desenho de Joias

de Joias. Conceitos Criativos para o Desenho de Joias Propor exercícios de criação abrangendo as principais
de Joias. Conceitos Criativos para o Desenho de Joias Propor exercícios de criação abrangendo as principais
de Joias. Conceitos Criativos para o Desenho de Joias Propor exercícios de criação abrangendo as principais
de Joias. Conceitos Criativos para o Desenho de Joias Propor exercícios de criação abrangendo as principais
de Joias. Conceitos Criativos para o Desenho de Joias Propor exercícios de criação abrangendo as principais
de Joias. Conceitos Criativos para o Desenho de Joias Propor exercícios de criação abrangendo as principais
de Joias. Conceitos Criativos para o Desenho de Joias Propor exercícios de criação abrangendo as principais

Propor exercícios de criação abrangendo as principais temáticas em Design de Joias

abrangendo as principais temáticas em Design de Joias Revista Joias&Design - Março 2015 Cursos E.A.D. com
abrangendo as principais temáticas em Design de Joias Revista Joias&Design - Março 2015 Cursos E.A.D. com
Revista Joias&Design - Março 2015
Revista Joias&Design - Março 2015
em Design de Joias Revista Joias&Design - Março 2015 Cursos E.A.D. com utilização do Skype Atelier

Cursos E.A.D. com utilização do Skype

- Março 2015 Cursos E.A.D. com utilização do Skype Atelier Livre de Desenho Uma boa opção
- Março 2015 Cursos E.A.D. com utilização do Skype Atelier Livre de Desenho Uma boa opção

Atelier Livre de Desenho

Uma boa opção para quem se encontra em outros estados e não tem disponibilidade para vir ao Rio de Janeiro.

Espaço de discussão e desenvolvimento de formas buscando um estilo pessoal no desenho de joias.

Luciana Preuss Atelier
Luciana Preuss
Atelier

(21)99613-5817 / (21) 2556-2518 lucianapreuss@yahoo.com.br http://lucianapreuss.blogspot.com.br http://www.atelierlucianapreuss.blogspot.com.br

lucianapreuss@yahoo.com.br http://lucianapreuss.blogspot.com.br http://www.atelierlucianapreuss.blogspot.com.br 1 9

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símbologia

Livi Pires

Anéis de noivado

símbolo de compromisso

Por que usamos os anéis de noivado como símbolo de compromisso? Embora haja registros de algo parecido com anéis de noivado no Egito antigo, o anel de noivado como você conhece hoje é algo um pouco mais novo. A história começa com o Arquiduque Maximiliano, da Áustria, em 1477.

1477 – O Prim eiro An e l de Noivado da História

em 1477. 1477 – O Prim eiro An e l de Noivado da História http://talentojoias.com.br/ Em

http://talentojoias.com.br/

Em 1477, o Arquiduque Maximiliano, da Áustria, pediu a mão de Maria, a Duquesa de Borgonha, com um anel cravado com peque- nos pedaços de diamantes que formavam a letra “M”. Esse é o primeiro registro histórico de um anel de noivado. O anel de noivado logo virou costume en- tre a realeza, mas era algo inacessível para a maioria da população da Renascença, devi- do ao grande valor dos diamantes na época.

Séculos XV, XVI e XVII – An éis Posie

Os Anéis Posie (Posy, Posey ou Po- esy) eram anéis com mensagens ou poemas. O mais comum era que essas mensagens fossem escritas no exterior do anel, embora existissem muitos com

mensagens gravadas no interior do aro. Nos séculos XV, XVI e XVII, na Ingla- terra e na França, os anéis Posie eram um dos presentes mais comuns para re- presentar o amor. A grande maioria das

mais comuns para re- presentar o amor. A grande maioria das mensa- www.ebay.com gens está em

mensa- www.ebay.com

gens está em francês, inglês e latim. Alguns exemplos de mensagens são: “o amor é o bastante”, “a esperança é a vida do amor”, “nunca me esqueça”, “duas al- mas, um coração” ou “apenas seu”. Para quem tem curiosidade, o Museu Ashmole- an, em Oxford, na Inglaterra, possui uma invejável coleção de Anéis Posie.

www.amsterdamsauer.com.br/
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22 Revista Joias&Design - Março 2015

Liviane Pi- res é ourives, designer e de- senhista indus- trial. Desenvol- veu um blog para mostrar o resultado de suas pesqui- sas e história da joalheria.

o resultado de suas pesqui- sas e história da joalheria. Contato: livipires@livipires.com Blog: www.joialerismo.com

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Séculos XVII e XVIII Rubis e Diamantes

Durante os séculos XVII e XVIII, diamantes e rubis, tidos como sím- bolo de amor, eram comumente usados em anéis de noivado. Um dos estilos mais populares usavam gemas lapidadas em forma de co- ração.

em anéis de noivado. Um dos estilos mais populares usavam gemas lapidadas em forma de co-

http://quazare.com.br/

1886 – Tiffan y & Co e o Famoso An e l de

Seis Ga rras

1886 – Tiffan y & Co e o Famoso An e l de Seis Ga rras

Em 1886, a Tiffany & Co revo- lucionou o mundo das joias quan- do lançou o Tiffany Setting, um anel de noivado com um diamante solitário cravado com seis garras. Esse design clássico possuía seis pequenas garras de platina, que projetavam, absurdamente, o dia- mante para fora do aro. Além disso, o Tiffany Setting maximizava o bri- lho dos diamantes. Assim, embora simples, esse design genial logo se tornou um padrão na indústria das joias.

1930 – O An e l de Noivado Mod e rno

Antes de 1930, anéis de noivado com diamantes eram a exceção à regra. Outras pedras como rubis e safiras eram conside- radas mais exóticas e, portanto, mais admi- radas. Nessa época o grupo De Beers criou campanhas que ligavam o diamante ao ro- mance. O conceito, rapidamente, ganhou grande aceitação do público. Hoje, anéis de noivado e diamantes caminham lado a lado.

Hoje, anéis de noivado e diamantes caminham lado a lado. www.pinterest.com O Mito da Vena Amoris

www.pinterest.com

O Mito da Vena Amoris

Vena Amoris é um nome latino que significa “A Veia do Amor”. A crença popular diz que essa veia liga, diretamente, o coração ao anelar da mão esquerda. Essa teoria, enraizada na cultura ocidental, é tida como uma das razões para o uso da aliança ou do anel de noivado no anelar da mão esquer- da. No entanto, é válido mencionar que todos os dedos da mão possuem veias com as mesmas características da Vena Amoris.

An éis d e Noivado no Brasil

A biografia do anel de noivado tem pitadas de religião, mitos, campanhas de marketing, realeza e cultura. Embora essa joia tenha se moldado ao lon- go do tempo, trilhou a história com uma responsabilidade: carregar nossas emoções. No Brasil, as alianças ainda são predominantes nessa tarefa. As- sim, apesar de tradicionais em muitos países, aqui, o anel de noivado ainda não é algo muito comum. Nos últimos anos, entretanto, a sua popularidade tem crescido bastante.

Nos últimos anos, entretanto, a sua popularidade tem crescido bastante. 2 3 Revista Joias&Design - Março
Nos últimos anos, entretanto, a sua popularidade tem crescido bastante. 2 3 Revista Joias&Design - Março

23 Revista Joias&Design - Março 2015

2 4 Revista Joias&Design - Março 2015
2 4 Revista Joias&Design - Março 2015

24 Revista Joias&Design - Março 2015

design

Gabarito

design Gabarito de gemas comerciais De fácil manuseio e resistente, o gabarito de gemas comerciais produzido

de gemas comerciais

De fácil manuseio e resistente, o gabarito de gemas comerciais produzido pela SM Designer é uma ferramenta de desenho que reúne os formatos e tamanhos de pedras mais praticados no Brasil em diversas classificações: natural, sintética, strass, zircônia e cristal. Facilita muito o trabalho do desenho e a triagem de gemas, modelagem, trabalhos em bancada e outros projetos proporcionando economia de tempo e dinheiro.

Lapidação brilhante

Veja, a seguir, o passo a passo para utilização do Gabarito de Gemas Comerciais SM-T10.

1
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1 - Contorne o círculo.

4
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4 - Contorne o quadrado.

7
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7 - Realizar o zigue-zague saindo de um vértice encostando no círculo e finalizando no vértice seguinte.

2
2

2 - Marque os quadrantes.

5
5

5 - Repita o contorno do quadrado agora com vértices alinhados aos quadrantes.

8
8

8 - Finalização da representação das facetas.

3
3

3 - Posicione o quadrado alinhado aos quadrantes.

6
6

6 - Trace linhas que liguem os vérti- ces ao círculo.

9
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9 - Contorne a gema com caneta preta e apague o traçado a lápis.

25 Revista Joias&Design - Março 2015

10 10 - Ilustre com a cor dese- jada, lembrando que com a realização apenas
10
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10 - Ilustre com a cor dese- jada, lembrando que com a realização apenas do con- torno da gema e aplicação de luz e sombra temos a representação deste formato na lapidação cabochão.

Na imagem ao lado você vê o esquema de desenho para as lapidações oval e gota.

Lapidação navete facetada

1
1

1 - Contorne a navete escolhida.

4
4

4 - Resultado dos traços paralelos.

7
7

7 - Trace linhas que liguem os vérti- ces à navete.

10
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2
2

2 - Observe laterais e extremidades do desenho.

5
5

5 - Una as linhas paralelas com régua ou à mão livre.

8
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8 - Realize o zigue-zague saindo de um vértice e encostando na parede da navete e, deste ponto, para o vértice seguinte.

10 - Ilustre com a cor desejada, lembrando que com a realização apenas do contorno da gema e aplicação de luz e sombra temos a representação deste formato na lapidação cabochão.

3
3

3 - Trace linhas paralelas sem encostar na navete desenhada.

6
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6 - Observe o resultado.

9
9

9 - Contorne com caneta preta e apague o traçado à lápis.

26 Revista Joias&Design - Março 2015

Lapidação quadrada ou carrê

1
1

1 - Contorne o quadrado do tama- nho escolhido.

2
2

2 - Marque os quadrantes.

4
4

4 - Posicione e trace o número de

quadrados que desejar, lembrando de alinhar com quadrantes demar- cados.

5
5

5 - Apague os quadrantes.

7
7

7 - Contorne a gema com caneta

preta e apague o traçado a lápis.

8
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Na imagem ao lado você vê o esquema de desenho para as lapidações octo- gonal e triangular.

de desenho para as lapidações octo - gonal e triangular. 2 7 Revista Joias&Design - Março

27 Revista Joias&Design - Março 2015

3
3

3 - Observe o desenho.

6
6

6 - Ajuste as linhas utilizando o gabarito ou à mão livre.

8 - Ilustre com a cor desejada, lem- brando que com a realização ape- nas do contorno da gema e aplica- ção de luz e sombra temos a repre- sentação deste formato na lapida- ção cabochão.

No processo de acabamento você pode utilizar qualquer técnica de pintura como guache, marcadores, lápis de cor entre outros processos e recursos de pintura.

Para adquirir seu gabarito, visite o site:

www.smdesignerdejoias.com.br

entre outros processos e recursos de pintura. Para adquirir seu gabarito, visite o site: www.smdesignerdejoias.com.br

desenho

Luciana Preuss é designer e profes- sora de desenho e ilustrações de joias. Mestre em

Luciana Preuss é designer e profes- sora de desenho e ilustrações de joias. Mestre em Design. Atuou como professora de Ilustração de Joias, na PUC-RJ. É proprietá- ria do Atelier Luciana Preuss, que fundou para se dedicar a pequenos grupos de alunos. É autora do livro “Desenho Técni- co de Joias”.

Através dos séculos, a joia tem traduzido a necessidade da repre- sentação do homem, expressando seus conteúdos rituais, simbólicos e estéticos. Seja entre os egípcios, bizantinos, romanos ou hindus, os objetos preciosos que resistiram no tempo nos permitem delinear uma história da joia com a contribuição fundamental da documentação através dos retratos.

fundamental da documentação através dos retratos. Clouet - Retrato de Elizabeth da Áustria, Museu do Louvre,

Clouet - Retrato de Elizabeth da Áustria, Museu do Louvre, Paris.

28 Revista Joias&Design - Março 2015

Luciana Preuss

Desenho

breve história da representação gráfica de joias

Neste artigo, dividido em duas partes, estarei iniciando minha participação na revista com temas ligados ao desenho de joias, suas origens, funções, assim como técnicas de ilustração com materiais diversos.

No período anterior ao Renas- cimento, por exemplo, observamos ilustrações de joias em pinturas e mosaicos retratando, geralmente, reis ou nobres, difundindo a ima- gem do poder e da posição social. Ao mesmo tempo, estas ima- gens também documentam a fun- ção mágica da joia como amuleto, além de suas funções de símbolo social e ornamento.

além de suas funções de símbolo social e ornamento. Retrato de Jane Pemberton, pergaminho montado em

Retrato de Jane Pemberton, pergaminho montado em carta de jogar, 5,3cm de diâmetro, em pendente de ouro com pérolas, c.1540. Victoria & Albert Museum.

de ouro com pérolas, c.1540. Victoria & Albert Museum. Escola de Fontainebleau: Mulher em sua toalete,

Escola de Fontainebleau: Mulher em sua toalete, Museu de Belas Artes, Dijon - Detalhe

Em vários períodos da história, as

joias possuíram, e ainda possuem, vir-

tudes talismânicas – afastam desgra-

ças e favorecem virtudes. Nos retratos, especialmente de crianças, encontra-

mos muitos exemplos de amuletos.

Um outro bom exemplo são as representações de Jesus menino, sempre com colares e pulseiras de coral, um amuleto muito usado na

época (Séc. XV) e, ainda hoje, con- tra o mau olhado. A partir do Séc.

XVI já podemos encontrar outros

objetivos da representação de uma

joia, além da pintura de retratos: a

documentação em forma de pin- turas ou gravuras do inventário de um nobre e estudos para joias sob encomenda. Assim, eram produzi- dos livros ilustrados com as joias de uma princesa, por exemplo, ou eram feitas gravuras e pinturas para uma futura produção da joia. Artis- tas como Albrecht Dürer, tem uma grande produção de desenhos de joias feitos com aquarela e bico de pena.

de desenhos de joias feitos com aquarela e bico de pena. Desenho de pendente de ouro

Desenho de pendente de ouro amarelo, es- meraldas, pérolas e esmalte. Hans Holbein, aquarela, 1533-36, Museu Britânico.

Nesta época os grandes artis- tas eram solicitados a produzir de- senhos para toda a sorte de orna- mentos, havendo uma ligação muito próxima entre pintura, escultura e a joalheria. Albrect Dürer assimilou o estilo de joias italiano, mas sem perder o seu toque pessoal, o mesmo ocor- reu com Hans Holbein que, mesmo tendo trabalhado sob a orientação de Henrique VIII na criação de joias, não podemos dizer que estes tra- balhos pertenceram à uma escola inglesa. Mesmo havendo um estilo internacional, não podemos isolar simplesmente as características de cada país, pois muitos artistas e ar- tesãos não eram nativos dos países

29 Revista Joias&Design - Março 2015

dos países 2 9 Revista Joias&Design - Março 2015 Hans Holbein, circa 1539, Anne de Cléves

Hans Holbein, circa 1539, Anne de Cléves Aquarela sobre pergaminho numa caixa de marfim

em que viviam. Os desenhos de Holbein eram executados por Hans de Antwerpia ( John Anwarpe). Podemos encontrar outros exemplos especialmente em Flo- rença que, junto com Veneza, eram as cidades italianas mais importan- tes em produção joalheira, de pin- tores, escultores e arquitetos que foram aprendizes em ourivesaria, como os grandes mestres protegi- dos de Cosimo dei Medici – Bru- nelleschi, Ghiberti e Donatello, e também como Botticelli, Pollaiuolo, Verrochio e Ghirlandaio. A maioria dos mestres citados passou alguns anos de sua juven- tude numa oficina de ourivesaria e o treinamento recebido foi de muita influência em seu trabalho artístico, como no caso da gravura em metal de Dürer. Podemos também cons- tatar o poder da guilda dos ourives de Florença e o respeito ao seu tra- balho e sua arte. A tradição florenti- na de perfeição técnica certamente influenciou estes artistas ainda jo- vens e suas pinturas refletem essa evidência, nas representações de joias e ornamentos factíveis, que podem ter influenciado artesãos em busca de aumentar seu repertório com elementos retirados destas pinturas. Posteriormente, a joalheria foi se subdividindo em diferentes es- pecializações, e o joalheiro não era

em diferentes es - pecializações, e o joalheiro não era Artista desconhecido do final do Séc.

Artista desconhecido do final do Séc. XVI, Anne Boleyn.

mais ourives/esmaltador/lapidador simultaneamente. A relação entre pintores e joalheiros se dilui com essa especialização, possibilitan- do uma nova concepção da função decorativa do ornamento, sem as referências literárias, históricas ou religiosas do período do Renasci- mento.

O Atelier Luciana Preuss fica no Rio de Janeiro. Acesse o blog:

http://atelierlucianapreuss.blogspot. com.br/ Tel. (21)99613-5817 e (21) 2556-

2518

lucianapreuss@yahoo.com.br

o blog: http://atelierlucianapreuss.blogspot. com.br/ Tel. (21)99613-5817 e (21) 2556- 2518 lucianapreuss@yahoo.com.br

tendência

Amanda Rodrigues

Hath Panja

a união da pulseira com o anel

Amanda Rodrigues Hath Panja a união da pulseira com o anel A mistura do anel com

A mistura do anel com pulseira vem de outras culturas e é usada há milhares de anos, também chamada de handflower, slave bracelet ou somente panja. Alguns a consideram extravagante, outros adoram. Porém, o que não se pode negar, é o toque de personalidade que este acessório é capaz de dar num look. E é exatamente por isso, que ele aparece nas tendências 2015. Nesta matéria, vamos falar sobre as diferentes misturas e um pouquinho da história dessa peça inusitada.

Não é segredo para ninguém que as tendências de moda são sempre impulsionadas pelas cele- bridades. Os hath panjas estão se tornando muito populares desde que começaram a aparecer nos pulsos e mãos dessas celebrida- des, principalmente as americanas. Mas, pesquisando sobre a origem dessa joia, vimos que elas eram fei- tas de cobre e muito usadas no Egi- to e na África Ocidental para desig- nar aqueles que tinham condição de escravo, daí o nome slave bracelet. Tinham uma combinação da pulsei- ra anexada ao anel com um pedaço de corrente ou cordão de contas,

normalmente

com pingente

sobre o dorso da mão. Há controvérsias sobre essa

denomina-

ção, pois al- guns artigos remetem o termo “escra- vo” ao anel estar preso à pulseira, fazendo com que essa conotação diminuísse no decorrer dos anos. Também pode se referir à uma pul- seira feita de

moedas e usa- da por trafican- tes de escra- vos nigerianos. De qualquer forma, esse acessório é, também, muito conhecido pelo termo hath pan- ja e por sua tra- dição na Índia e, também no Oriente Médio, onde são utili- zados nos ritu-

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www.fusionjewels.com/

ais de casamento. Essa versão é vista, geralmente, como um brace- lete e anéis sólidos, geralmente com três ou cinco anéis ao invés de um. Se tornou popular, na América do Norte na década de 20 e des- frutaram, ainda, de um breve res- surgimento na década de 70. Nes- sas épocas, o termo “flor de mão” (hand flower) também foi usado para descrevê-los em uma tentati- va de evitar as conotações de sub- serviência e servidão. Esses eram, normalmente concebidos em uma forma triangular, feito com a técnica chainmaille, com contas e corren- tes. Geralmente, tem uma corrente ou fio em torno do dedo, em vez de um anel sólido ou ajustável. História à parte, os designers

em vez de um anel sólido ou ajustável. História à parte, os designers 3 0 Revista

30 Revista Joias&Design - Março 2015

inventam e criam estilos diferen- tes, utilizando diversos materiais e adaptando o acessório à época e à moda. No Brasil, apareceu na épo- ca da novela “O clone” da emissora Globo e virou febre. Agora, ressur- ge com estilos mais delicados, com correntes finas, pequenas pedras, contas e miçangas que podem ser combinados com outros acessórios sem se tornar exagerados. É o tipo de acessório que pro- porciona uma incrível versatilidade no uso dos materiais e das técni-

incrível versatilidade no uso dos materiais e das técni- www.snapdeal.com/ cas. Podem ser simples ou luxuo

www.snapdeal.com/

cas. Podem ser simples ou luxuo- sos. Aceitam materiais nobres ou nem tanto. Vai depender do gosto e do bolso. Entretanto, para os desig- ners ou autores de joias é um gran- de estimulador da criatividade e do diferencial. E, o segredo de estarmos ante- nados com as tendências, é saber o que as mulheres (e os homens tam- bém) estão buscando nesse mundo eclético da joalheria, para sermos profissionais tão versáteis quanto os acessórios.

sermos profissionais tão versáteis quanto os acessórios. ASOS www.etsy.com - Sincerely Deligthful www.etsy.com -

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profissionais tão versáteis quanto os acessórios. ASOS www.etsy.com - Sincerely Deligthful www.etsy.com - Francis

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os acessórios. ASOS www.etsy.com - Sincerely Deligthful www.etsy.com - Francis Frank 3 1 Revista

www.etsy.com - Francis Frank

ASOS www.etsy.com - Sincerely Deligthful www.etsy.com - Francis Frank 3 1 Revista Joias&Design - Março 2015
ASOS www.etsy.com - Sincerely Deligthful www.etsy.com - Francis Frank 3 1 Revista Joias&Design - Março 2015

31 Revista Joias&Design - Março 2015

gemas

Jade

a pedra dos deuses

Jade é um mineral usado desde os tempos pré-históricos, devido à sua dureza, era apreciado para confecção de armas e instrumentos. Na China, seu uso fazia parte da fabricação de figuras e símbolos religiosos utilizados em cultos aos deuses. Na América Central pré-colombiana, a jade era mais valorizada que o ouro. Na joalheria, por volta do século XVII, descobriu-se que a jade era perfeita para compor adornos e acessórios.

que a jade era perfeita para compor adornos e acessórios. www.etsy.com - Nodeform O termo jade

www.etsy.com - Nodeform

O termo jade origina-se do espa- nhol “piedra de ijada”, que significa “pedra para dor do lado”. Recebeu esse nome quando os espanhóis, exploradores da América Central, viram que os nativos usavam a pe- dra para curar os rins. Os chineses se referem à jade como “yu”, que

significa “celestial” ou “imperial”, e

a tem como “pedra dos deuses”. Na China, a jade é considerada tão preciosa que há um ditado chi-

nês que diz: “o ouro é valioso; jade

é inestimável”. Eles acreditam que

ela tenha propriedades de fortaleci- mento da saúde e da longevidade. Os chineses frequentemente escul- pem a jade em figuras tradicionais que trazem ainda mais significado, tais como dragões, que são símbo- los de poder e prosperidade. Na Nova Zelândia, a jade tam- bém tem um papel importante. Foi usada por muitos anos na confec- ção de armas, formões e anzóis.

muitos anos na confec- ção de armas, formões e anzóis. www.overstock.com - Angelina D’andrea 3 2

www.overstock.com - Angelina D’andrea

32 Revista Joias&Design - Março 2015

Em 1863, foi descoberto, na França, que a pedra conhecida como jade é composta de duas es- pécies de minerais, que foram de- nominados jadeíta e nefrita. Como a distinção das duas é difícil, o ter- mo jade continua sendo utilizado para as duas formas.

ter - mo jade continua sendo utilizado para as duas formas. www.overstock.com - Angelina D’andrea tons

www.overstock.com - Angelina D’andrea

tons intensos e terrosos e o verde

mais conhecido. Na joalheria é mui-

to

utilizada e apreciada. No passado, algumas pessoas

se

encantaram tanto que se torna-

ram obcecadas por ela. Durante

os séculos, em relatos históricos, a

jade aparece com uma importante participação, pois essa obsessão inflamou guerras, como a do Impe- rador Chinês Qianlong que era fa- nático pela gema e invadiu a antiga Birmânia em busca de suas jazidas. A coleção de esculturas, peças e

joias da dinastia Qin, a qual faz parte o imperador, é conhecida como uma das mais maiores e mais valiosas. O valor da jade incentivou, tam- bém, os saques dos tesouros im- periais, por franceses, britânicos e japoneses, além de aventureiros e bandidos. Ela ainda cativou os ricos

A jadeíta é resistente e dura,

e

famosos que passaram a cole-

composta de silicato de sódio e alumínio, em forma de fibras. Já a

cionar peças com a gema -, tudo isso ajudou

nefrita é um silicato de cálcio, mag-

a

levar seu

nésio e ferro, mais resistente que a jadeíta, formada em cristais fibro- sos reticulados. Sendo mais rara, a jadeíta é

preço às al- turas. E todas essas histó-

mais valiosa. A jade imperial é uma

rias geraram

jadeíta de um verde impressionan-

a

ideia de

te, considerada a mais valiosa.

um

livro, ide-

Tanto a jade como a nefrita tem

alizado por

uma textura bonita, tenacidade e

dois jornalis-

cores, que vão dos tons pastéis a

tas

- Adrian

Levy e Cathy Scott-Clark, que fi- zeram um estudo ambicioso para mostrar a história intrigante dessa gema valiosa. Em 1997, a “Christie” vendeu o famoso colar de jade “Doubly For- tunate” por quase 10 milhões de dólares e, em 2014, esse recorde foi quebrado com a venda do colar Hutton Mdivani, com fecho de rubi da Cartier por mais de 27 milhões de dólares.

de rubi da Cartier por mais de 27 milhões de dólares. Colar Cartier Hutton Mdivani Características

Colar Cartier Hutton Mdivani

Características

gemológicas

Jadeíta

Sistema cristalino: monoclínico, agregados de intercrescimento de delicados grânulos e fibras. Fórmula química: NaAlSi 2 O6 Dureza: 6 1/2 a 7 mohs Densidade: 3,30 - 3,38 Transparência: translúcido, opaco. Cor: verde, amarela, branca, aver- melhada, lavanda, cinza e preta. Brilho: de gorduroso a nacarado. Fluorescência: verde fraca, azul acinzentada. Fratura: friável. Índice de refração: 1,652 - 1,688.

A jadeíta apresenta um carac- terístico espectro de absorção na

33 Revista Joias&Design - Março 2015

região da luz visível, observado através das bordas nas gemas mais opacas. Apresenta um brilho mate nas superfícies de fratura que, quando polido, se torna um brilho gorduroso.

Nefrita

Sistema cristalino: monoclínico, agregados emaranhados de delica- das fibras. Fórmula química: Ca2 (Mg, Fe)5 (Si 4 O11)2 (OH)2 Dureza: 6 a 6 /12 mohs Densidade: 2,90 - 3,03 Transparência: opaco. Cor: verde, amarela, branca, aver- melhada, cinzenta e parda. Com manchas frequentes. Brilho: de gorduroso a nacarado. Fluorescência: não há. Fratura: frágil, estilhaçada. Índice de refração: 1,600 - 1,627.

A nefrita é uma variedade agre-

gada fibrosa da série do mineral actinolita-tremolita, por isso sua es- trutura é mais forte que a da jadeíta. A maioria delas apresenta manchas e bandas, entretanto, podem ser encontrados exemplares com cores homogêneas.

podem ser encontrados exemplares com cores homogêneas. Colar Doubly Fortunate Os principais depósitos de jade-

Colar Doubly Fortunate

Os principais depósitos de jade- íta são encontrados em Myanmar (Birmânia), também é a única fon- te da jadeíta imperial - falaremos mais sobre ela mais adiante. Há, também, minas no Japão, Canadá, Guatemala, Cazaquistão, Rússia,

Turquia, Cuba e na Califórnia.

Os depósitos de nefrita são en- contrados na Nova Zelândia, com muitos exemplares verdes. E, tam- bém, na China, Birmânia, Austrália, Brasil, Canadá, Zimbábue, Rússia, Taiwan e Alaska.

Variedades de jadeíta e nefrita

A jadeíta pura é branca. Tanto a jadeíta como a nefrita, devido à pre-

sença de impurezas como por exemplo, ferro e manganês, podem se apre-

sentar em diversas cores como já citamos. As cores tendem a ser pastéis

e opacas, com exceção da jade imperial, que tem um brilho especial e é

translúcida ou semi transparente. As jadeítas com cores uniformes são mais

valorizadas. No Ocidente, verde esmeralda, espinafre e maçã verde são

consideradas particularmente valiosas. No Extremo Oriente, por outro lado,

o branco puro e o amarelo com um fundo rosa claro, são muito apreciados.

Jade imperial

um fundo rosa claro, são muito apreciados. Jade imperial michaelvonkrenner.com É uma jadeíta encontrada na

michaelvonkrenner.com

É uma jadeíta encontrada na Birmânia, em Myanmar. Tem uma cor verde esmeralda de translúcida a transparente. É a variedade mais apreciada e procurada, consequen- temente, a mais cara. Essa cor ví- vida se dá devido à presença de cromo. Alguns exemplares podem apresentar pequenas inclusões ne- gras. Em relação ao tamanho, são menores, porém perfeitas.

Jade yünan

Esse é o nome chinês dado à ja- deíta, devido ao nome da província chinesa pela qual a jade era impor- tada da Birmânia. São jadeítas de menor qualidade quando compa- radas à jade imperial. São encon- tradas no norte da Birmânia em de- pósitos secundários como conglo- merados ou seixos rolados. Apre- sentam-se, também, em camadas intercaladas com serpentina.

sentam-se, também, em camadas intercaladas com serpentina. Kenneth Jay Lane Jade cinza www.stanleykorshak.com Designer

Kenneth Jay Lane

Jade cinza

intercaladas com serpentina. Kenneth Jay Lane Jade cinza www.stanleykorshak.com Designer Monique Péan 3 4

www.stanleykorshak.com Designer Monique Péan

34 Revista Joias&Design - Março 2015

Jade albita

3 4 Revista Joias&Design - Março 2015 Jade albita regnasjewelry.com Duas variedades recebem esse nome. Uma

regnasjewelry.com

Duas variedades recebem esse nome. Uma é a mescla de jadeíta com albita, é verde com manchas negras, vem da Birmânia. A outra é uma cloromelanita. Composta de kosmoklor, uma material relaciona- do à jadeíta, combinada com albita, jadeíta e outros minerais. A presen- ça de clorita, dá à ela uma cor verde profunda, com veios e pontos ver- des escuros. Também é encontrada na Birmânia.

Jade nefrita

A nefrita é constantemente cha- mada somente de jade. As cores são menos delicadas e puras que da jadeíta. Vão de verde escuro (com presença de óxido de ferro) aos tons pastéis (ricos em magné- sio). Podem apresentar manchas, bandas ou serem homogêneas. O tom típico da nefrita é o verde sálvia ou espinafre. O verde muito escuro aparenta ser preto. Se as fibras da nefrita estiverem alinhadas parale- lamente é possível conseguir um efeito “chatoyance” (efeito olho de gato, brilho), que não se consegue na jadeíta por sua composição gra- nular.

se consegue na jadeíta por sua composição gra - nular. www.gladstonejewelry.com Design Gabriella Kiss Jades

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Jades coloridas

Jade amarela

Kiss Jades coloridas J a d e a m a r e l a m i

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Jade vermelha

J a d e a m a r e l a m i j a j

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Jade branca

Jade branca www.etsy.com Designer Maya Or Cor e Tingimento A jade é, frequentemente, sub - metida

www.etsy.com Designer Maya Or

Cor e Tingimento

A jade é, frequentemente, sub- metida à tratamentos. Pode ser branqueada com ácido para remo- ver os pigmentos ou manchas. Esse tratamento faz com que a gema se torne mais porosa e mais propensa à ruptura, então, geralmente é fei- to um preenchimento das fraturas com um polímero, que melhora a sua aparência. Esse tratamento ou até um tingimento pode ser verifica- do com um “filtro de Chelsea” (é um filtro que foi desenvolvido para dis- tinguir esmeraldas puras de imita- ções, porém é muito usado para ou- tras gemas). Apesar de uma grande quantidade de jade ser tratada, não é difícil encontrar jades naturais.

ser tratada, não é difícil encontrar jades naturais. www.mountainjade.co.nz/ 3 5 Revista Joias&Design -

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35 Revista Joias&Design - Março 2015

Jade preta

3 5 Revista Joias&Design - Março 2015 Jade preta goldendoor.com Designer Paula Crevoshay Classificação A

goldendoor.com Designer Paula Crevoshay

Classificação

A indústria de jade chinesa uti-

liza um sistema de classificação

para classificá-las, de acordo com

a quantidade de melhorias que re-

cebeu. Esse sistema é descrito em graus - de A a D:

Grau A - a jadeíta não é tingida nem preenchida, mas pode ter re- cebido um revestimento, é conside- rada estável. Grau B - pode ter sido preenchi- da e branqueada mas não é tingida. Grau C - tingida e preenchida. Drau D - não é uma jade natural.

Lapidação e Aplicação

A jade é extremamente versá-

til e pode ser tanto lapidada como

esculpida, até mesmo em formas intrincadas. É esculpida em uma variedade de figuras tradicionais chinesas, como Budas, cães, dra- gões, morcegos e borboletas mas também em formas arredondadas, geométricas, enfim, ela tem muitas possibilidades que variam de acor-

do com o design da peça que a uti- lizará. Outras opções, esculpidas

a partir de seixos e cascalhos, são

as miçangas, em forma de pérolas para anéis, broches e pingentes. Pulseiras inteiras também são fei- tas de jade. A maioria das jades são cortadas em Taiwan, China e Hong

Kong.

Jade lavanda

são cortadas em Taiwan, China e Hong Kong. Jade lavanda www.stoneandstrand.com Designer Dana Rebecca O cabochão

www.stoneandstrand.com Designer Dana Rebecca

O cabochão é uma das escolhas preferidas para jade, para os anéis, ou em esferas ou discos, para co- lares. Jade é ideal para homens e mulheres. Pode ser misturado com outras pedras preciosas, com ouro ou prata. Sua versatilidade é tão grande que pode ser utilizada em peças com preços acessíveis ou em peças sofisticadas e caras.

com preços acessíveis ou em peças sofisticadas e caras. www.donnsaltjade.com/ Para os homens, os itens mais

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Para os homens, os itens mais populares são anéis robustos, pren- dedores de gravata, abotoaduras e pingentes. Para as mulheres, a jade pode ser usada como pingentes, colares de contas ou braceletes, pulseiras, anéis, brincos e, até, en- feites de cabelo. No Oriente, os pais costumam dar pulseiras de jade para as crianças.

www.jadejewelryweb.com Cuidados A jade é um material resistente, porém, deve ser tratada com cuidado para

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Cuidados

A jade é um material resistente, porém, deve ser tratada com cuidado para manter seu brilho. Pode ser lavada com água e sa- bão neutro, deve ser bem enxaguada e seca com um pano macio. Produtos de limpeza e abrasivos não devem ser utilizados. Não deve ser usada ao fazer exercícios. E, como outras pedras preciosas, deve ser armaze- nada em caixas de veludo ou cobertas por um pano macio para evitar riscos.

Mitos e lendas

No período pré-colombiano, os maias, astecas e olmecas da- vam à jade importância maior que ao ouro. Os Maoris da Nova Zelândia entalhavam armas e instrumentos de culto acreditando no poder da gema. No antigo Egito, jade era considerada a pedra do amor, da paz interior, da harmonia e do equilíbrio. Por volta de 3000 aC, a jade era conhecida na China como “yu”, a “verda- deira jóia”. Além de usada em objetos e figuras de culto, as joias de jade eram usadas pe- los altos membros da família imperial. Hoje, a jade também é con- siderada como um símbolo do bem, do belo e do encantador. Na Antiguidade e na Idade Média, as pessoas acredita- vam que o cosmos é refletido em pedras preciosas, atribuin- do à jade as energias de Júpi- ter e Plutão. No esoterismo são atribu- ídos à ela, poderes de cura para doenças renais, que já eram mencionados durante sé- culos por curandeiros e pajés.

mencionados durante sé- culos por curandeiros e pajés. www.pinterest.com 3 6 Revista Joias&Design - Março

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