Você está na página 1de 9
UNIVERSIDADE FEDERAL DA INTEGRAÇÃO LATINO AMERICANA CALOR ESPECÍFICO DE SOLIDOS Integrantes: CARLSON FELIPE DO NASCIMENTO NICULAU

UNIVERSIDADE FEDERAL DA INTEGRAÇÃO LATINO AMERICANA

CALOR ESPECÍFICO DE SOLIDOS

Integrantes:

 

CARLSON FELIPE DO NASCIMENTO NICULAU JESSICA PENAYO CHAVEZ JOSE ANTONIO BASANO JOSUEL BARBOSA VICTOR M. MERELES GAVILAN

Professor:

Drº LUCIANO LAPAS

LABORATORIO DE FISICA TERMICA E ONDULATORIA

Foz do Iguaçu- Junho 2015

1.

OBJETIVO

O objetivo desta pratica é determinar a capacidade térmica de um calorímetro especifico do alumínio e cobre.

e

o

calor

  • 2. INTRODUÇÃO

Em condições especiais é possível conhecer a quantidade de calor cedida a um sistema, determinando a capacidade térmica de um sistema termicamente isolado sendo contida uma massa no seu interior minimizando a troca de calor com o meio externo. A capacidade termiônica se da pela equação;

Q = C. T Se o aquecimento não for muito grande a variação de temperatura será proporcional ao calor cedido sendo também que a transferência de calor pode prosseguir sem limite quanto for mantida a variação de temperatura necessária. A propriedade de uma substancia é definida como o calor específico que varia geralmente com a temperatura. Denomina-se capacidade calorífica por unidade de massa que se refere à massa unitária do material que é feito, também, é definida como uma grandeza física que define a variação térmica de uma substancia ao receber uma determinada quantia de calor sendo que quanto maior o calor específico mais sensível à variação térmica é o solido. Para um sistema bem isolado não ocorre nenhuma transferência de energia na forma de calor entre o sistema e o seu ambiente, sendo que a quantidade de calor é nula sendo que a variação da energia interna é igual ao trabalho (negativo), sendo que a energia interna do sistema diminui de uma quantidade igual ao trabalho, isto se denomina processo adiabático. Na primeira parte deste relatório possui os fundamentos teóricos que sustentam o experimento, em seguida o procedimento experimental executado. Após é apresentado os resultados e discussões e a conclusão, seguido da referência teórica.

  • 3. MATERIAIS UTILIZADOS.

1 calorímetro de mistura com agitador

1 termômetro com erro de 0,1°C

Amostras de cobre e alumínio

Estufa à temperatura de 300 °C ± 25 °C

Balança analítica com erro de 0,1 g

Becker de 500 ml

4. PROCEDIMENTO.

Para a determinação da capacidade térmica do calorímetro se procedi da seguinte maneira:

  • 1. Primeiramente pegou água da torneira em um Becker, pesou-se e obteve-se a massa da água ( ) em temperatura ambiente (Ta), colocou-se a água após ser pesada no calorímetro;

  • 2. em um Becker aqueceu-se água em conjunto com o termômetro obteve-se a maior temperatura (T l ), em seguida acrescentou-se no calorímetro junto com a água à temperatura ambiente, tampou-se o calorímetro e introduziu o termômetro no orifício da tampa agitando até entrar em equilibro;

  • 3. anotou-se a temperatura final (Tf) indicada no termômetro, logo, foi pesada a massa da água em equilíbrio térmico as quais foram pesadas na balança analítica, Uma vez obtida os dados é possível calcular a capacidade térmica do calorímetro, que será utilizado para a determinação do calor específico dos sólidos:

(1)

Sendo:

= massa água fria = massa água quente = calor específico da água = temperatura maior do sistema = temperatura final = temperatura inicial

Para a determinação do calor específico dos sólidos procedeu-se da seguinte maneira:

  • 1. Como no procedimento anterior pesou-se a água ( ) em um Becker, despejou-se no calorímetro, tampou-se e introduziu o termômetro no orifício da tampa para medir a temperatura inicial (Ta);

  • 2. em uma estufa encontram-se os sólidos cobre e o alumínio, primeiramente tomou-se o cobre, cuidadosamente com uma pinça e jogou-se no calorímetro, tampou-se e agitou-se com o termômetro introduzida no orifício da tampa até um equilíbrio térmico para a obtenção da temperatura final. Na estufa indicou-se a temperatura com que o cobre estava ;

  • 3. após a medição das temperaturas correspondentes, pesou-se o sólido ;

  • 4. para o alumínio procede-se da mesma maneira citada anteriormente para o cobre.

O calor específico do solido (alumínio/cobre),

é dado pela seguinte relação:

(2)

Onde

é o calor especifico da água e C é a capacidade térmica do calorímetro.

= massa do solido = massa água = calor específico da água = temperatura do solido = temperatura final

= temperatura inicial

  • 5. As fórmulas do calor especifico juntamente com seus erros, foram programadas no computador usando a ferramenta Excel, a fim de facilitar os cálculos. 4.1 Diagrama de montagem

    • a) Determinação da capacidade térmica do calorímetro

2. em uma estufa encontram-se os sólidos cobre e o alumínio, primeiramente tomou-se o cobre, cuidadosamente
  • b) Determinação do calor especifico dos sólidos

b) Determinação do calor especifico dos sólidos 5. DADOS EXPERIMENTAIS A seguir a Tabela 1 nos

5. DADOS EXPERIMENTAIS

A seguir

a

Tabela 1

nos traz os dados obtidos para encontrar a capacidade térmica do

calorímetro e a Tabela 2 para encontrar o calor específico do cobre e alumínio

Experimento

(g)

(g)

(g)

(°C)

(°C)

(°C)

T

(°C)

Calorímetro

97,5

86,2

0,1

95,7

26,4

0,1

55,5

Tabela 1- Medidas de massa e temperatura obtidas, assim como seus respectivos erros para o Calorímetro.

Experimento

     

(°C)

 

Ta

 

Tf (°C)

(g)

(g)

(g)

(°C)

(°C)

(°C)

Cobre

28,4

115,8

0,1

   
  • 25 25,5

0,1

  • 213 29,5

Alumínio

8,2

142,8

0,1

   
  • 25 25,8

0,1

  • 218 27,9

Tabela 2- Medidas de massa e temperatura obtidas, assim como seus respectivos erros para os metais.

  • 6. RESULTADOS E CALCULOS.

Para a determinação da capacidade térmica do calorímetro utiliza-se a equação (1) com os seguintes dados:

= 86,2g ±0,1g = 97,5 g ±0,1g = 1 cal/(°C.g) = 95,7°C = 55,5°C = 26,4°C

Substituindo na equação temos;

]

Analises de erro.

Capacidade térmica C (cal / °C)

48,49 ± 1,35

Para a determinação do erro associado a capacidade térmica, foi encontrado através de derivadas parciais

Tendo em vista que a diferença entre a temperatura de equilíbrio e a temperatura quente é negativa, teremos um erro negativo que já vem da própria equação. Portanto:

Para a determinação do calor específico dos sólidos (cobre e alumínio) determina-se pela formulação (2), sendo que as amostras estavam em estufa a uma temperatura T1, a seguir apresentam-se os dados;

ALUMINIO

= 142,8g ±0,1g = 8,2 g ±0,1g

= 1 cal/(°C.g) = 218°C±25°C = 27,9°C = 25,8°C C = 48,49 cal/°C

= 401,71

= 0,257 cal/ g°C ± 0,006

COBRE

= 115,8g ±0,1g = 28,4 g ±0,1g = 1 cal/(°C.g)

= 213°C±25°C = 29,5 °C = 25,5°C C = 48,49 cal/°C

= 657,16

Analise de erro

= 0,126 cal/ g°C ± 0,001

Para cálculo do erro

, temos que:

Em seguida obtive-se a relação do calor especifico com a massa molecular das amostras:

Metal

Calor Específico (cal/g°C)

Massa Molecular (g/mol)

Cobre

0,126 ± 0,001

63,546 ± 0,003

Alumínio

0,257 ± 0,006

26,981539 ± 0,0000008

Gráfico 1 - Calor Especifico x Massa Molecular

Calor específico (cal/g°C) 0 10 20 60 30 50 70 40 0 0,05 0,1 0,15 0,2
Calor específico (cal/g°C)
0
10
20
60
30
50
70
40
0
0,05
0,1
0,15
0,2
0,25
0,3
Cobre
Aluminio

Massa Molecular (g/mol)

Massa molecular do elemento, é a soma dos valores das massas atômicas da molécula. Uma razão pela qual o calor específico tem valores diferentes para diferentes substâncias é a diferença de massas molares (massa de um mol de qualquer elemento) que é diretamente proporcional a massa molecular. Tendo em vista que a energia térmica é armazenada pela existência de átomos ou moléculas de vibração, quanto menor for sua massa molecular, maior seu calor especifico, ou seja são inversamente proporcionais.

7. CONCLUSÃO

Portanto através desse experimento evidenciou-se um melhor entendimento sobre transferência de calor e calorimetria, demonstrando que é válida a relação, e atingiram-se os objetivos desejados, os quais eram a determinação da capacidade térmica do calorímetro e o calor especifico do alumínio e cobre. Entretanto evidenciamos não conformidades nos valores obtidos para o calor especifico tanto do cobre como o do alumínio, 0,126 ± 0,001 e 0,257 ± 0,006 cal/ g°C

respectivamente, pois os valores tabelados são para o cobre 0,093 cal/ g°C e para alumínio 0,219 cal/g°C. As hipóteses para a possível fonte destas não conformidades é o espaço da tampa em que o termômetro é encaixado, pois havia um espaço maior do que este, podendo ter uma transferência de calor não identificada, alterando assim os resultados, e/ou o erro dos operadores no levantamento dos dados experimentais. Como forma de aprimorar o experimento é a utilização de mais materiais, metais, para uma melhor visualização da relação da capacidade térmica com a massa molecular destes. Enfim na engenharia civil esses conceitos podem ser aplicados em especificações gerais, no tratamento de isolamento térmicos, revestimentos, tempo de pega dos concretos e argamassas dentre outros.

  • 8. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICA

  • - Halliday, D; Resnick, R. Fundamentos de Física Gravitação, Ondas e termodinâmica Vol 2, 6ª edição Rio de Janeiro, LTC, 2002.

  • - Chaves, Alaor Física Básica Gravitação, Fluidos, Ondas e Termodinâmica, Vol 2, LTC.

  • - EXPERIENCIA 8 CALOR ESPECÍFICO DE SÓLIDOS - Material de apoio de Laboratório.