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N

. C bam .

628 . 3 A3 51 c 2 . e d .

Autor: Alem Sobrinho, Pedr Título: Coleta e transporte de esgoto

Pedro Alem Sobrinho Milton Tomoyuki Tsutiya

1.\ IU~~!~I~~~II

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MILTON TOMOYUKI TSUTIYA

\

CA PÍ TULO 1

Sistemas de Esgotos

SUMÁRIO

J Engenheiro civil, formado em 1975 pela Escola Politécnica da Universidade

1.1.

l.2.

- Introdução

"

 

"

1

- Tipos de sistemas de esgotos

 

2

J de São Paulo, Recebeu os títulos de Mestre em Engenharia, em 1984 e de Doutor

J

)(

)

y "

em Engenharia em 1990 pela Escola Politécnica da USP. Iniciou suas atividad e s

l.3. - Situação do esgotamento sanitário no Brasil

CA P ÍTU L O 2

4

\ Referências bibliográficas

 

""

4

acadêmicas em 1982, no Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária da Escola Politécnica daUSP ; onde atualmente ocupa o cargo de Professor Doutor

 

na Área de Saneamento: Ministrou vários cursos de aperfeiçoamento e de exten-

são em várias cidades do Est a do de São Paulo, principalmente para os e ngenhei- ros da SABESP. Tem mais de setenta trabalhos publicados nos mais variados

Concepção d e Sistemas de Esgoto San i t ário

 

assuntos referentes aos sistemas de esgoto sanitário e sistemas de abastecimento

2.1 . - Definição e objetivos "."""."

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5

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,

de água.

2

2

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É funcionário da SABESP desde 1976, onde iniciou como engenheiro júnior,

. 2 . -

. 3. - Regime hidráulico do escoamento em sistemas de esgoto

Part e s de um sistema de esgoto sanitário

 

5

6

ocupando posteriormente os cargos de coordenador de projeto, coordenador de

2.4. - Normas

para projetos de sistemas de esgoto sanitário

 

6

J

)

planejamento e coordenador de pesquisas e desenvolvimento tecnológico. Parti-

,

executivo

de sistemas de abastecimento de água e de esgotos sanitários e também

2.5. - Estudo de concepção de sistemas de esgoto sanitário

 

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".". 7

cipou de um grande número d e estudos de concepção, projeto básico e projeto

2.5.1

-

Dados e caract e rísticas da comunidade ."""

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7

2.5.2 - Análise do sistema de esgoto sanitário existente

2.5

. 5

- Critérios e parâmetros de projeto """

-

Cálculo das contribuições

"

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". 7

J

)

:

de Planos Diretores. Na área de pesquisa, tem atuado em temas relacionados com

esgoto.

2.5.3 - Estudos demográficos e de uso e ocupação do solo "

" """"

7

a redução de custos operacionais e melhoria de eficiência dos sistemas de água e

2.5.4 "

"

8

8

j.

2.5.6 - Formulação criteriosa das alternativas de concepção

- Estudo de corpos receptores

9

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2.5.7 "

9

2.5

. 8 - Pré-dimensionamento das unidades dos sistemas

desenvolvidos para a escolha da alternativa

"

 

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9

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2.5.8.1

-

Rede coletora

"

"

9

) ,

2

. 5 . 8.2

- Coletor

tronco, intercepto r e emissário

 

9

2.5

. 8.3

- Estação

elevatória e linha de recalque

 

" 1O

y

2.5.8.4

- Estação de tratamento de esgoto

10

)

) ,

2.5.9 - Estimativa de custo das alternativas estudad a s

2.5.10 - Comparação técnico-econômica e ambiental dasalt e mativas 11 2.5.11 "

11

11

- Alternativa escolhida

""

]i

2.5.12 - Pe ç as gráficas do estudo de concepção

 

"

12

2.5.13 - Memorial de cálculo

 

13

)

2.6. - Concepção da rede de esgoto sanitár io

"

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"

"

13

)

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)

io " "   " " 13 ) ) ) \' 2.6.1 - Desenvolvimento da concepção

\'

2.6.1 - Desenvolvimento da concepção nas diversas fases do projeto 13

2.6.2 - Órgãos acessórios da rede

14

2.6.3 - Concepção do t r açado da rede de esgotos

15

Xll

Xl11

 

2

. 6 . 3 . 1

- Tipos de traçado de rede

 

15

CAPÍTULO 4

 

2.6.3

. 2 - A influ ê ncia dos órgão s ace s sórios da rede no seu

 
 

tr a çado

1 7

Projeto de Redes Coletoras de E s goto Sanit ár io

 
 

2.6

. 3 . 3 - Localização d a tubu l ação na via pública

 

18

2

. 6 . 3 . 4 - Outros fatores que interferem no tra çado da rede de

 

4

. 1

- I n troduç ã o

 

,

65

 

coletores

;

,

21

4.2 - Cá l culo das vazões d e dimensionamento

 

:

6 7

2.7. - Conc e p ção dos i nterceptores

· 23

4.2.1

- Cálc u l o das vazõ e s totais

 

67

2.8

. - Sistem a s alternati v os para co l eta e tr a nsporte de esgoto s anitário

24

4

. 2.1 . 1 - Procedimento qu a nd o n ã o ex i s tem m e dições de

 
 

2

. 8 . 1 - Si s tema co n dominial

 

24

vaz ã o utiliz á v eis no projeto

 

6 7

 

2

.8. 1. 1

- O r igem e apl i cação

24

4

. 2 . 1.2 - Pro ce dimento qu a ndo e x istirem hid r ogramas

 

2

. 8.1 . 2

- Car a cterísticas técnicas

 

27

utili zá veis no projeto

 

68

2

. 8 . 1 . 3 - Comp a r a ção entre o sist e ma condominial e o

 

4.2.1

. 3 - Processo d a s áreas edificada s

 

70

 

conv e ncional

 

:

27

4.2.2

- D e terminaç ã o das ta x as de c o ntribuição p a r a cá l c ulo das r e des

 

2

. 8 . 2

- Redes

de col e ta e transporte d e esgo t o dec a ntado

 

28

coletoras

 

71

2

. 8.3 - R e des

pressurizadas e a vácuo

 

29

4.2

. 2. 1 - Cálcu l o da s taxas de contrib u ição p a ra r e d e s simples 72

 

2

. 8 . 3 . 1

- Redes pressurizadas

 

29

4

. 2.2 . 2 - Cálculo das taxas de contribuição p a ra r e des dupl a 72

2

. 8.3 . 2 - Red e s a v ácuo

31

4

p a r a redes simples e

 

2

. 8 . 4 - R e de col e to r a de b a i x a declividade com autiliza ç ã o

do

. 2 . 2 . 3 - Cálc u l o d as ta x as de c o ntribui ç ão dupla

 

73

 

di

s positi v o ger a dor

 

32

4

. 2 . 3 - Determinaç ão d a s vaz õ e s de dimens i on a m e nt o

 

d e c a d a

Referên c ia s bibl i ográ f i c as

de descarga (DGD) •

3 4

.

tr e cho

:

77

 

4.3-

Hidráulica dos col et o re s d e e sgoto

 

7 7

C A PÍTULO 3

 

4

. 3 . 1

- Equações

g era is

 

77

 

4

. 3 . 2 - Equações

para cálculo das p er d a s de carga

 

7 9

Va zões de Esg oto s

 

4.3.2.1

- Equações gerais p a ra condutos li v r e s

 

79

 

4

. 3.2.2

- Perdas de carga l ocaliz ad a s

 

85

3.1

- Introduçã o

 

'

37

4

. 4 - Considerações sobre o critério da ten sã o trativa e aut o limpeza dos

3

. 2

- Esg oto doméstico

 

37

coletores

86

 

3

. 2 . 1 - População d a ár e a de projeto

 

3 7

4

. 5 - Con s id era ções

sob r e a v elocidade crí tic a e o arrast e d e a r para o

 
 

3

. 2 .1 . 1

-

Métodos para o e s tudo demo g r á fic o

 

39

líquido

 

94

3

. 2 . 1 . 2

- Popul a ç ã o flutuant e

 

4 5

4

. 6

- Critérios de dimensioname n t o

 

10 2

3

. 2 . 1 . 3 - D is t r ibui ç ão d e m ogr á f ica

 

47

4.6

. 1

- Regime hidr á ulico d e e s co a m e n t o

 

10 2

 

3

. 2 . 2

- C ontribui çã o p e r capita e por e conomia

 

4 8

4.6

. 2 - Va z ão mínim a cons i d e rada p ara dimensi o n a m e n t o

 

3

.2 .3

- Co efici e nt e de retorno: rel a ção e s goto / á gu a

52

hidráulico

:

102

3

.2 . 4 - Coeficientes d e variação de v az ão

 

53

4

. 6 . 3

- Diâmetro mínimo

 

102

3.3

- I nfiltr a ções

 

57

4.6

. 4

- Dec1ividade

mínima

103

3

. 4

- D es p e jos industriais

 

58

4.6

. 5

- Dec1iv i dade

máxima

103

3.5

- V a z ão d e e sgoto sanit á rio

60

4.6

. 6

- L â mina

d'á g u a má x ima

 

103

Refer ê nci as bibliográfic a s

61

4

. 6 . 7

- L â mina

d 'á gu a mínima

10 4

 

4

. 6 . 8

- Velocidade crític a

 

1 0 4

4

. 6.9

- Condições de c o nt r ole d e r ema n s o

 

10 4

 

4.7 - Órgãos acessórios d as r e d e s coleto ras

 

,

105

 

4

. 7.1 - Poços de vi s ita

 

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J

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X I V

4

. 7. 2

- Tu bo d e i ns peç ão e limpe za ou poço

d e in s p eçã o

4

. 7 . 3

- Termin a l d e l i mp eza

4.7

. 4

- Cai xa d e p assage m

4

. 7 . 5

- D eg r a u

 

4

. 7 .6

- Tub o d e qu e d a

 

4.

7

.7 - Di s t â n c i a e n t r e sing u la r e s

4.8 - Ma t er i ais d as tub u l ações de e s go to

4

. 8. 1

- Tu b o

ce r â mi co

4.8

.2

- Tub o

de co ncreto

4

. 8 .3 - Tubo

d e pl ást ic o

 

4

. 8. 3 . 1-Tub osd e PVC

 

4

. 8.3 . 2

- T u b o s d e poli e til e no d e alta

densid a d e

4

.8. 3 . 3 - Tub os d e poli é st e r armado c o m f i os d e vidro

4

. 8 . 4

- Tub os

d e f err o f und id o

4.8.5

- Tubos

de fibr o cimento

4

. 8.6 - Tubos

d e a ço

4 .9 - L i gaçõ e s p r edi a i s

4. 9.1 - Si s t e m a s de l igações

4

. 9 . 1 . 1 - Si s t ema o r t og o na l - l i gaç ã o sim p l es

4

. 9 .1 . 2 - Si stem a

o r to g o na l - li gaç õ es múlt i pl as

4

. 9. 1 . 3 - Si s t e m a r a di a l - l i g aç õe s mú lti pl as

105

106

110

110

110

1 1O

112

112

113

114

11 4

114

114

115

115

1 1 5

115

115

116

117

11 9

4 .9 . 1 . 4 - Li g a ções utili zadas n a B a i xa d a S a nt ista, E s tad o d e

ã o Pa ul o

4 .9 . 2 - Di mensio n ame nt o da li gaç ã o p re di a l

S

4 . 9 . 2 . 1 - Critér i os d e d i m e n si on amen to

1 2 1

121

1 21

4. 9 .3 - D e t erm i nação da p rofu nd idad e m í ni m a d o co l etor públic o

) - '

\

) :

)

)

y

)

);

p a r a a t ender à li gação pr e d ia l

4

. 10

- P ro j et o exe cu tiv o d e r e des

d e esg ot os

4

. 1 1

- So ftwa r e p a r a p ro j e t o d e r e d e col e to ra d e e sg oto

 

4

.12 - Pr og ra ma p a r a di me n s i o n a m e n to d a r e d e c o l e tora

d e e s g o t o

 

4

. 12.1

- Pr ogra m a e m exce l

4

. 12 . 2 - P r o gra m a e m

vis u a l basi c

 

4

.13 - E x empl o d e d i m e n s i o n a m e nto de uma r e d e coletor a

\ CAPÍT U LO 5

Re f erênci a s b i bl iográficas

Intercepto re ~ de Esgoto

5.

1 . - I ntroduç ã o

5.

2. - D e termina çã o d e va z ões

5 . 2.1 - Va zões d e esgo t os

12 6

127

132

1 3 2

133

141

141

156

1 61

1 61

161

XV

 

5.2

. 2 - Co ntribu i ção plu v i a l p aras it ár i a

 

1 66

5

.3. - D im e n sio n ame nt o h i d rá uli c o

 

1 6 7

5

. 4 . - Traça d o d o in t er ce p t or

 

168

5

.5 . - Co n dições es p ec ífic as a se r e m a t e n d i das e m p rojeto

 

1 69

5

. 6. - D imensionamento d e u m i n t e r ce p tor de esgo t os

1 69

5.7

. - Rema n so e m interce pt ares

 

1 7 7

 

5

. 7 .1

- Int rod u ção

 

177

5

. 7. 2

- Equaciona m e nt o b ás i c o

 

17 7

5

. 7 . 3

- Tipos d e cu rva d e rem a n s o

 

1 80

5.

7 . 4 - D eter min ação d a c ur va de r e m ans o

1 8 1

 

5

. 7 . 4 . 1 - Dete rmin açã o d as cara ct er í st icas geo m é t ri c as d a

s

e ção

1 82

 

5.7

. 4 . 2 - Determin açã o

d a pro f undid a de n o rm a l

1 8 2

5

. 7 . 4 . 3

- Determin a ção

d a pro f undid a d e c r ítica

1 8 3

5

. 7 . 4 . 4

- Dete rminação

d a s profundid a des

nas seções

1 8 4

5

. 7 . 4 . 5 - Determinação

d e p e rd a s loc a li za das

1 8 4

5

.8 . - M ate ri a i s utili z ados em int er c e ptor es

 

1 86

5.9

. - Po ço s d e visit a

 

1 86

5

.1 0 . - D iss ip a d ores d e ener g i a

 

1 8 7

 

5.10

. 1 - A l te r na t ivas a d o t a d as p a r a a di ss ip açã o d e e ner g i a

1 88

. 11 - I nter li gação d e c ol eto r es d e esgo to s ituad o s em c o tas disti ntas Referê nci as b i bl iog r áf i cas

5

19 2 1 99

C

APÍTULO 6

 

Sifões Invertidos

6

.1 . - I ntro du ção

 

2 01

6

. 2.

- Hidrá ul ica do s if ã o in verti do

 

~2 01

6.3.

- Velo cid ades

 

: :

2 0 4

6

. 4.

- Diâmet r o m ín i m o

 

206

6

. 5 . - Núm er o de t ub ul aç õ es

 

2 0 6

6.6.

- P erfi l d o s i fão

 

:

2 06

6

. 7 . - Câmara s visitáveis

 

207

6

. 8 . - V e ntila ç ão

 

;

207

6

. 9 . - Ex t ravasor

 

20 9

6

. 10.

- Mater i ais

20 9

6.

11.

- C on s id eraçõ es compleme n t are s

 

20 9

. 12 . - E xe mpl o d e cál c ulo - P roj e to de um sif ã o in ve rtido Referê n c i as b ibliográf i ca s

6

21 0 2 2 1

XVI

XVII

C

A PÍTULO 7

 

8 . 2 . 3 . 4

262

 

8

- Aplicabilidade dos medidore s á rea - ve l ocid a d e ~

. 3 . - Medido r es de vazã o e m condu t os forçados

264

Corrosão e Odor em Sistem a s de Coleta e Transporte de Esgoto Sanitá rio

 

8.3

. 1 - Medidor Ve n turi

264

 

8

. 3 . 2 - Outro s s ist e m a s de m e diç ã o em condut o s forçado s

2 65

 

7

. L -

Introdu ç ão

.

"

:

223

~

. R ~ f e rências bibliogr áf icas

266

7

. 2 . - Su l fetos e m esgoto san i tário

 

:

224

 

7

. 2 . 1 - Origem

 

224

CAPITULO 9

 

7.2

. 2 -

Forma s de s ul fetos dissol v idos

 

225

7

. 2 . 3

- Propri e d a d e s f ísico-químicas do H 2 S

 

2 2 6

Ele v ató rias de E s goto S a nitário - Sis tem a s de Bombe a mento

 

7

. 2 . 4 - Proc e sso d e form a ção de sul fet o s na co l eta e transporte de esgoto sanitário

226

9

. 1 . - Introdução

 

267

7

. 2.5 - Pre v i são de ocorr ê ncia de sufetos em tubula ções de e s g oto 228

 

9

. 2. - P e ríodo d e proj e to

26 8

 

7

. 3. - Corro sã o c a us a da por s ulf e to d e hid r og ê nio

 

229

9

. 3 . - Va z ões

de proj e to

2 69

 

7.

3 . 1 - O proc e sso de corrosão por sulfeto d e hidro g ê nio

 

229

9

. 4 . - B o mb a s utiliz a d a s em e l ev a tórias d e es g oto

269

7

. 3.2 - C ontrole de corro são por s u lf e to de hidro gê nio

231

9

. 4 . 1

- Bombas ce n trífugas

269

 

7.

4 . - Od o r e o utros e feitos d ev idos aos g ase s e m esg oto sa n i tário

235

9

. 4.1 . 1

- C l as s ificaç ã o d a s b o mb as centrífu gas

2 70

 

7

. 4 . 1 - Ocor r ê nci a dos gase s e odor e s c a r a ct e rísticos

 

235

9

. 4.1 .2 - Recom e ndaçõe s p a r a o r e calqu e d e esgotos com

7

. 4.2 - Outro s e f e itos do s gases no esgoto s an itário

235

bomb a s c e ntrífu gas

2 7 4

7

. 4 . 3 - Controle dos gase s de e s goto

 

236 .

9

. 4 . 2

-

Bomb a s parafu s o

, 275

 

R

e f e r ê n c ias bi blio g r á fic a s

 

238

9

. 4 : 3

- E je tor e s pneum á ti c o s

2 7 6

 

9

. 4 . 4 - Limite s de apli ca ç ã o p a r a os v á r i os di spos itiv os de

C

A PÍ T ULO 8

 

b

o mb ea mento de esg oto

2 7 8

 

9

. 5 . - M o tores p a ra o acondicion a mento das bomba s

27 8

M

ediç ã o d e Vazão de l!: s~o to

 

9

. 5 . 1 - Motor es de c o rr e nt e a lt e rn a da

2 7 9

 

9

. 5 . 1 . 1

- M otor s íncr o no

279

 

8

. 1 . - Introduç ã o

 

239

9

. 5. 1 . 2 - Motor d e induç ã o

28 0

8

. 2 . - Medid o res d e vaz ã o em condutos livres

 

239

9

. 5 . 2 - Motores de combustã o interna

2 88

 

8.

2.1 - V e rt e dores

 

2 39

9

. 6. - S e l e ção de conjuntos e l e vat ó rio s

2 89

 

8

. 2 . 1 . 1

- Cl a s s ificaçã o do s vertedor es

 

2 4 1

9

. 6 . 1

- Bomba s centrífugas

289

8

.2 . 1 . 2

- V e rtedor e s de s o l e ira

esp e ssa

243

9.6

. 1 . 1

- Grandezas e c ur va s c a r a cterís ticas d as b o mb as e dos

8

.2 . 1.3

- Ver te dores

de s ol ei ra

delgad a

245

siste mas

2 8 9

8

. 2 . 1 . 4

- V e rtedores

tri a ngulares

24 8

9

. 6. 1 . 2 - Escolha da s bomb a s

e d e termi n ação do p o nt o d e

8

.2.1 . 5

- V e rt e dor tr a pe z oid a l

 

2 5 1

op e r a ç ã o d o s i s t e ma

ele va t ó rio

2 98

8.

2 . 1 . 6

- V e r te dor s utro ou proporci o n a l

 

252

9.

6 . 2

- Bomb a s parafu s o

300

 

8

.2.2 - Calh a s

 

253

9

. 6 . 3 - S e l eção de motores

302

 

8.

2 . 2 . 1

- I ntroduç ã o

253

9

. 7 . - Núm e ro de conjuntos e levatório s

305

8.2.

2 . 2

- Calh a s P a r s hall

 

254

9

. 8.

- Sist e ma de contro l e

d e oper açã o d as b o mba s

3 0 6

8.

2. 2 . 3 - Calh a s P a lmer-Bowlus

256

9

.9. - Va r iador d e rot a ção

da s bombas

310

 

8.

2 . 3 - Medidores área x ve l ocidade

257

9

. 10. - P a inel d e com a ndo e l é trico

31 2

 

8

. 2 . 3 . 1

- Ef e ito Dopller

258

R

e f e rências bibliog rá ficas

313

8.

2 . 3 . 2

- E l e tr o m ag nético s

2 5 9

8.2

. 3 . 3 - T e m p o d e t râ n s ito

2 6 0

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XViII

C APÍTU LO 10

Pr o j e to de Estações E l e vatór ias d e E sgoto Sanitário

10.

1

-

Loca li zação d a s est açõ e s e levatórias

"

"

3 1 5

10

. 2

- C l assifi c ação

das eleva t órias

 

"

315

10

. 3

- T i pos de el e va t ór i a s

 

"

"

316

10

. 4

-

E l evatór i a s . com ej e tore s pne u mát i cos

 

"

317

10

. 5 - El ev atóri a s c o m bomba s p a rafu s o

 

" . " "

3 2 1

10

.6 - Elcv a t ó ria s c o n v enci o n a i s

 

"

"

3 2 1

 

"

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"

"

"

"

 

10.

10

6. 1

-

C l assi f i c a ção

. 6 . 2 - E l eva tór i a s co n ve n c ion a i s de p oç o

sec o

"

3 2 1 3 24

10

10

. 6 . 3 - E l eva tóri as con ve n c ionais d e p oç o "

"

. 7 - Po ç o d e S u c ç ão

úmido

 

"

324

343

 

1

0.7.1 - Dimensi onam e nto do poço de sucção

 

"

""

344

10 . 7.1 . 1 - Dimensi onam e nto do poço de sucção para bombas

d e rot a ç ã o constante . "

"

"

344

1 0 . 7.1 . 2 - Dim e nsionamento do poço de s u cç ã o p a r a bombas

.

 

d

e r o t açã o variá v el

"

10

. 7 . 2 -

Formas e dimen s õ e s do poço d e s ucção

 

' ;

"

10

. 7 .3 - Vór t i c es em p oço d e su c ção

 

" ."

: "

10

. 7 . 3 .1

-

G e r açã o d e vó r t i ce s

" . "

10.7

. 3.2

-

Tip os d e vó rtice s

"

"

" " "

1

0.7 . 3 . 3 - Mét o do s p a ra o control e dos vórti c e s -

e sucçao

. 4 - Projeto . "

d

o poço

"

d

"

"

"

0.8 . 1

1

1

10

10

- T u b ul a ções de s u cção

0 . 8 . 2 - Barri l e t e

. 8 . 3

. 8 . 4 - Materiai s da s tubul aç õ es

- Tubu l a çõe s de recalq u e

"

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de sólido s grosseiros

"

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35 6 3 6 2 3 6 3

364

" 3 66 3 69

,, "

392

392

393

3 9 5

402

40 4

409

10.7

10.8 - Tub ul aç ões

3 7 4

10

10

10

10

10

sanitário Referê nc ias b i bliog r áficas

. 9 _ Vál v ulas . 10 - R e moção

. 11- Unid a d es complem e ntare s . 12 - Soluçõe s d e emerg ê nci a na falta de energia elétrica

. 13 - Ex e mp l o de d i men s ion a men t o de um a estação e l evatória de esgoto

41 · 7

417

4 1 9 44 7

"

CAPÍTU L O 11

Xl X

Transit órios Hidráulicos e m Estaçõ e s E le v a t órias

11

. 1 . - Intro d ução

 

"

""

45 1

11

. 2. - Desc r ição d o fenô m eno

 

"

4 51

 

1

1.2. 1

- Fechamento

instant â n e o

da v á lvu l a

 

"

" "

452

 

11

. 2 . 2

-

Fech a m e n t o

não in s t a nt â n eo

d a v á l v ul a "

 

"

"

"

454

 

1

1. 2 . 3

- P a r a da d e uma b o mb a

 

" . "

"

4 5 5

1

1 . 2 . 4 - S e p a ra çã o de colun a l í quida

 

4 5 6

11

. 3 . - E qu a çõ es b ás i cas

 

"

460

11

. 4 . - Mé to dos d e con tr o l e d e tr a nsit ór i o s hid rá ulico s

 

"

465

 

11

. 4 . 1

- V á l v ul a

de ret e n ção jun to à bomb a

 

"

"

466

 

1

1. 4 . 2

- Vá l v ula

reguladora de pr e ssão

 

467

1

1 . 4 . 3 - Vá l vu l a s de admissão e saída de ar

 

467

 

11.

4 .4 - Volante

de in érc i a

 

4 68

 

1

1. 4.5 - Tanqu e al im entador un i direciona l (TAU)

 

"

470

 

11

. 4.6 - Chamin é de equi l íbrio

 

"

472

 

1

1. 4.7 - R e ser va tór i o hidropn e umático (RHO)

 

"

474

Refer ê ncias biblio g r á fi c a s

 

: "

477

CAPÍTULO 12

 

Gis e Mod e lagem H idráu l ica - Gerenciando o Sistema de Coleta e Transporte de Esgotos

 

1

2 . 1 . - Mode l agem h i d r áu l ic a

 

"

4 7 9

12

. 2 . - Sis tema de informaç õe s g eo g ráfica s - GIS

4 8 2

 

12

. 2 . 1

- Con c eito

482

12

. 2.2

- Aplica ç õe s dó GIS n a engenhari a

 

483

12

. 2 . 3 - Utilizaç ão de mod e l age m hidr á ulica assoc i ada a um sistema

d

e informações geogr á ficas (GIS) . :

 

:

:."

487

 

12.2

. 4 - Facilid a des alcançad as com o uso dos Softwar e s de .

 
   

:

490

mode l a gem associados a um GIS "

Referênc i as bi b l iográficas

 

4 92

,"

xx

Anexo I Ve l oc i dade de A ut o l impeza p ara o Dimen sion amento d as Tubulações de Esgo t o

49 3

Anexo II

C

o m paração en t re o Critério da T en s ão T rativa e o da Velo cidade

 
 

d

e Auto l impeza

503

Anexo II I Veloci d a d e Crítica - Aplicações para o D im e n sionamento das Tub ul ações de Esgoto

513

Anexo IV

Programa para Dimensionamento da Rede Coletora de Esgoto em

 
 

Vi

su al Basic

5 2 5

SISTEMAS DE ESGOTOS

1 . 1 . INTRODUÇÃO

CAP Í TULO

1

As referências re l at i vas a esgotame n to sa n itário c onsideram a Cloaca Máxima de Roma, construí d a no sécul o 6 ante s de Cristo como o primeiro sistema de esgoto pl anejad o e i m p l antado no mundo . A C l oaca Máx i ma receb i a par t e dos esgotos domésticos das áreas ad j acentes ao fór u m Romano e prop i ciava a drenagem su - perficial de uma área bem m aior, essencia l para o controle da ma l ária. Ao l ongo do te m po, o crescimento das comunidades, particularmente na I ngla - terra e no continen t e europe u levou a uma situação em que a d i sposição dos excretas das populações se tomou imprat i cáve l. Isto levo u ao uso de privadas onde o s excretas se acumulavam. Esta so lu ção apresentava problemas de odores indesejáveis e t am- bém criou sérios prob l emas de disposição dos excre t as ac u m ul ados nessas pr i va - das.

Estru turas simi l ares aos drenos Romanos eram utilizados na Europa med i eva l , porém, o lançamen t o de excretas humanos nesses condutos era terminantemente proibido. Como result ado, os excretas eram dispostos n as ruas, até que a próxima chuva , ou lavagem das ruas os levasse para os condutos de drenagem pluv i al e os descarregassem no curso de água ma i s próx i mo . Embora a privada com desca r ga hídrica tivesse sido inventada em 1596, por Sir

J ohn Harington, o seu uso generaliza d o demorou bastante a ocorrer. O uso de

privadas com descarga hídrica, associada à produção industr i a l de t u bulações de

ferro fundido, agravaram os prob l emas de disposição dos esgotos e, juntamente

co m as epidemias ocorridas no sécu l o 19, foram fatores fundamentais para que a

cole t a e o afastamento de esgotos domésti cos merecessem autoridades.

Segui n do a práti c a Romana, os primeiros s i stemas de esgotos, tanto na Europa como nos Estados Unidos foram construí dos para co l eta e transporte de águas

p l uviai s . Foi some n te em 1915 q u e se autorizou, em Londres , o lançamento de

eflue n tes domésticos nas galerias de águas p l uviais e, em 1847 tomo u -se compu l só- rio o l ançamento de todas as águas res i duárias das habitações nas galerias púb l icas de Londres (Azevedo Ne t to, et a I. 1 983). O sistema de galerias de Londres, cons-

t ru ido se m p l anejamento, a presentou sérios problemas operacionais e em 1 855 se

iniciou o de se n vo l vimento de um sistema coletor de esgo t os adequado para a cidade.

a adequada atenção das ' ,

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2

CO L ETA E TRANS P ORTE [)E E SGO T O SAN I T t \R I O

)

U m dos m ais s i gn i f i ca ti vos ava n ç os e m pro jeto e c o n s tru ção d e s i s t e m a d e

) esgo to s s e d e u e m 1 842, em H amb ur g o , n a A l e m a nh a . Ap ós um i nc ên d i o q u e

)

)

)

j

d es truiu parte d a cid a de, p e la prim e ir a v ez um novo s ist e ma d e cole t a e tra n s po r t e

de esgotos (p lu vi al m a i s d o m ésti co ) f oi pro j e t a d o d e ac ord o co m as m o de r n as

t eori as d a época.

E sses si s tem as d e esgo tos , rec e bendo co n tribuiçõ e s pluviai s , d o més tica s e e ve n-

u al m en t e i ndust r ia i s, d eno mi na d os d e p o i s d e sist ema un i t á rio d e esg ot a m e nt o, fo -

a m r apida m e nt e send o i m pl a n tados e m cid ades i mp or t antes d es t aca nd o - se Bosto n

t

r

)

) .

( 18 33) , Ri o d e J a neir o (1 8 57) , Pari s (1 8 80) , Bueno Air es, Vi e na e tc.

O s i s t e m a d e e sgotam e n to

un itár i o f o i d ese n v ol v ido e t eve b o m d esemp enho,

em reg i ões fr ia s e subtrop icai s, c om b a i x o í n d ice d e pluvios idad e, ate nd e nd o cid a -

) des com ru as p av im e ntadas e com bom ní v el e c on ô mico , que p er mit i a asse gurar

r ecu r sos fi n a n ce iro s imp o rt a nt es p a r a o b ras públicas . P a r a i mpla nt ação n a cid ade do R i o d e J a n e ir o , q u e tinh a lim i t ações d e rec ursos fin a n c eir os, muitas áreas não

) pav im e ntad a s , c asas ocupan d o gr a nd es lot es, com á reas e pátios inter n os de difi c il

e s go t a m e n to p l u v i a l e p a rt i cul a rm e nt e c o m c h uvas d e a l t a i nt e n sid a d e, os i n g l eses se vi r am o b r i ga do s a impl a nt a r u m s i s t e m a d e esgo tos mai s eco n ô mic o , fazen do mo difi caç ões e m r e l ação a o s i s t e m a d e e sgo tam e nt o unitá rio t r adic ion a l.

)

) ~

J

)

D e acordo co m Azevedo Ne t to et al ( 1 98 3) o sis t ema impl a n tad o n o R i o d e

) Janeir o, q ue foi p ost e ri or m e nt e d esi g n a d o do " S e p a r a d o r Par c ial " r ece bi a e c on d u- zia a s ág u as de c huv a pr e cipitad as n o int e rior d os pr é dio s , em ár eas p a vime nt a d as,

)

a l ém d e esgo t os d o m ést icos. Em 1 879, n os estad os Unido s, o E n g . Ge o rge Wa rin g foi co ntra t a d o p a r a pr o j e -

t a r o s i s t e m a d e esgo to s d e M e mphis e, ap ós concluir que o sis t e m a d e es go t a m e n-

) to sanitá r io teria u m c u s t o d e i m pla nt ação muit o eleva d o p a r a as cond i ções l ocais,

)

p r o p ôs qu e a s águas r esidu á ri as urb a n as f osse m co l e tad as e tran sport adas e m um

sis t e m a t o t a lm e nt e sep a r a do d a qu e l e d estinado às ág u as plu v iai s . E ste sistema de

) esg ot os veio a ser d eno mi na d o d e sep ara d o r ab s oluto e p e rmi tia o esgo t a m e nt o d as

)

] I

)

ág u as r e si d u á r ias , c o m v azões b em m e nor es, r es ulta ndo em o br as de m e n or p o rte e co n se qu e n te m e nt e de m e nor cu s to , r esol ve ndo o p r obl e m a mai s g r a ve d e sa n e a- me nt o da cid ade .

O su c ess o d o s i s tema s e p ara d o r a b s ol ut o d e es go tos f o i ampl a m e n t e reco nh e ci-

)

d o e m uit os d os si s t e ma s impla n t a d os a p a rtir d e e ntão foram d esse t ip o.

) ,

)

Co n forme a p rese n tado a nt er i or m e n te, os s i s t e m as d e e sg ot os u rba n os p ode m ) se r d e trê s ti p os:

1. 2 . T I PO S DE S I S TEM A S D E ESG OTOS

) '

,

}

a) Si s t e m a d e esgo t a m e nto unit á rio , o u s i s tema combin a do , em qu e as ág u as

res idu á ri a s (dom éstic a s e ind ustri a i s ) , á g ua s de infiltraç ão (á g u a d e sub s olo

S I S TEMAS [ ) E ESGOTOS

qu e p e n e tr a no s i s t e ma a tr a v és d e tubula ções e ó r gãos acessó ri os ) e áuuas plu via i s ve i c ul a m p o r um úni co sis t e m a.

b

3

b)

Si st em a d e esg ot a m e nto se p a r a d o rpar c i a l, e m q ue u m a p a rc e l a d as á g u as d e chu va, p r ove n ie nt es d e t e lh a d os e p á ti os d as eco n omias são e n ca m i nh adas jun ta m e nt e c om as águas r es idu ár i as e ág u as d e inf i lt r a ção d o sub so l o p a r a um úni c o s i s t e m a d e col e ta e tra ns por te d os e sgo to s.

c)

Sis t e m a s e p a r a d o r a b s oluto, e m qu e as á guas r es i d u á ri as (do m és tic as e in- du s triais) e as ág u as d e inf i ltraç ã o (á g u a d o s ub so l o qu e p e n et r a a tr avés d as tu b ul açõ e s e órgã o s acessór i os), qu e co n st it uem o esgo t o sanitário, ve i cu l am em um s i s t e m a ind e p e nd e nt e, d e n o mi nado s i ste m a de esgo t o s a n i t á ri o . As

á

g uas plu v i ai s sã o co l e t a d as e tr a nsp o rtad as e m um s i s t e m a d e dr e n age m

p

luvia l t ota lm e nt e i ndepe nd e nt e.

N

o Br asi l , ba s i c am e nt e utili z a- se o s i s t e m a se par a d o r abso lut o e es t e li v r o tr a t a

exc lu s iv a m e nt e do s i s t e m a d e co l e t a e t ra n s p or t e de esgo t o sa n itário .

Os p r incipai s as p e cto s que l e var a m à pr e d o m i n â n c i a da con s tru ção d e si s tem as

d e esg oto sa nit á r io, s ão o s qu e se seg u e m. ( Azeve d o N et to e t al, 19 8 3): ·

N o sis t e m a un i tá ri o, ou co mb i n ado a mi st ur a d e ág u as r esi du ár i as co m as plu-

viai s pr e judi ca e o n e r a con s id e r a v e lment e o t ra t a m e nt o d e esgo t os . Toma - se

s ária a c o n s tru ção de g r a nd es se dir ne n tad or es p a r a u ma g r a nd e p arte do ca ud a l qu e

deixa d e s o fre r a d e pur ação b io l óg i ca, e nqu an t o q u e a out r a p a r ce l a s u b m e ti d a ao tratame nto se cund á ri o s e a pre se nta com v a ri a d os g rau s d e di lu ição , o qu e é pr e judi- cia l.

.

n e c es -

Al é m d ess e as p ec to h á outro s f a tor es r e lati vos ao s i s t e m a c om b in a do qu e d e -

v em se r co n s id e r a d os:

• O s i s t e m a ex i ge d es de o iní c io inve s time nto s e le va do s, d ev ido às g r a nd es dim e n s õe s d os c o nduto s e d as obr as c ompl e m e nt a r es;

• A a pli cação d os r ec u rsos p re ci sa ser f e it a d e m a n e i ra m ais c once ntra da,

r e du z indo a fl ex ib i lid a d e de ex e c u ç ã o pro g r a m a d a p o r s i s tem a;

• As g a l er i as d e águas pluvi a i s, qu e e m n ossas cid a d es s ão exec ut adas e m 50 %

ou m e no s d as v i as públi cas, t erão d e se r co n st ruída s e m t o d os os l og r a d o ur os;

• O sis te ma não f un c ion a b e m em vi as públic as n ão p a vim e nt a d a s, qu e s e

a pre se nt a m c o m el ev ad a freqü ê n c ia e m n ossas c i d ades;

• As obr a s sã o d e e x ec uç ão m a i s dific i l e m a i s d e m ora d a.

4 C O L E TA E TR A N S PORTE D E ESGOTO S AN IT Á RIO

o sistema s e parador a bso l uto, ao contrário, oferece re c onhecidas v a n tag ens ;

,

Cust a m e nos, p e lo f a to de empr ega r tubos m a is b a r a t o s , d e fabric a ç ã o indu s tri a l (manilh as, tubo s d e PVC e t c. ) ;

.

'

Oferece m a is flexibilid a de p a ra a execuçã o por et a p a s , de acordo com a s priori- dades (p r io r idad e m a ior para a re de s anitári a ); . e , .

Redu z conside r avelm e nte o custo do afastam e nto da s ág ua pluviais, pe l o fato de permitir o se u lanç a m e nto no cur s o de á g u a m a is próximo , s e m a n ece ssid a d e d e tr a t a m e nto ;

N ã o s e c ondicio n a e n e m obri g a a pa v iment a ç ã o d as v i a s públicas;

Reduz muito a ex te nsão das c a n a liz a çõ e s de g r a nde d i â metro e m um a cid a d e , pelo fat o d e não e x i g ir a con s trução de ga leri as em t o d as as ru as;

Não prej u dica a d e pur a ção dos e s gotos s a nit á rios.

Po

r outro l a do , pa r a o suc e sso d o s i s t e ma de e sg oto s anitário impl an t a do é n e c es s á -

rio um e fici e nte c o n t r o l e p a r a se e v it ar q u e a ág u a plu v ial , p rin c ipalme nt e pro ven i e nte dos t e lh a do s e p á t i o s d as ec onomi as e s g otad a s , s e jam e n cami nh a d as , junto co m a s ág u as resi du á r ia s , para ess e siste m a d e esg oto . Tem - se n o tado que, e m g r a nde p a rt e das cid a d e s bras i l e i ra s , tal c o ntro le nã o existe: .

1 . 3 . SITU A Ç Ã O DO ESGOT AM ENTO S A NITÁRIO NO BR A SIL

O Brasil , com p opul açã o tot a l de . ce rc a d e 160 milhõ e s & ha b i t a nt e s a pre se n t a um

im e n s o defi c it d e ate ndimen t o no qu e r e f e re a o e sgotamento sa n itá r io . Estima - se que , já ao fin a l do sé cul o 2 0 , pou c o m a i s d e 30% da p o pul a ç ã o se j a a t e ndid a p o r sis t e m a de col e ta e af a st a m e nto d e e s g oto , s endo que m e nos de 10 % d a p opul ação tem es goto

tr a tado. No Estad o de São P au lo, o m a is b e m servido por si s t e m a s de e s g o to san i t á rio do

p a ís , c erca d e 6 5 % de s u a p o pul a ç ã o é a t e ndid a por red e s c ol e tora s d e esg ot os .

E sses núm e ros indic a m que m u i t as o bras d e coleta e tr a n s p or te d e esgoto s deve r ã o

se r c o n st ruí das no p a í s , p a r a a melhor ia d e qu a l i d a de d e vid a d e sua p o p u l a ç ã o .

REFER Ê N C IAS B ff i UOG RÁ FI C A S

AZE V E DO N ET O , J . M. ; BOT E LHO , M . H . C . ; G A RCIA, M. - A Evolu çã o d o s Si s t e m a s de E s g ot os - E n g enh a ri a S a nit á ri a, v oI . 2 2 , n " 2 , p. 22 6 - 2 2 8 - 19 8 3 . I '.

FUHR MAN, R. E . - Hi sto r y of Wa t e r P o llution C on troI . JWP CF, v oI . 5 6, n0 4 , p . 3 0 6 -

3 13, 19 84 .

M ETCALF & E DDY , 1 NC. - Wast e w a ter En gi ne e rin g: Co lletio n a n d Pumpin g of

W as tew a t er . McGr aw- Hill Book C o mpany, N e w York , 1 98 1 .

CAPíTULO

2

CONCEPÇÃO DE SISTEMAS DE ESGOTO SANITÁRIO '

2.1 . DEFINIÇÃO E OBJETIVOS

Ent e nde-se por conc e pção d e um si s tema de es go to san i t á r io, o conjunto de

e

e d e fini ç õ e s n e c e ssári a s e s ufici e nt e s par a a ca ract e ri z a ção c o mpl e t a do sis t e ma a

pr o j e t a r .

s tudos e con c lu s ões r e ferente s ao e stab e l ec im e nto d e t odas as dir etr i zes , p a r â m e tros

. No conjunto de a tividad e s que cons t itui a e l abor a ç ã o do proj e to de um s i s tema

d e e sg oto sa nit á rio, a c o ncepção é elabor a d a na fase inici a l do p roj e to. Basi c am e nte , a c oncepç ã o tem c o m o obj e ti v os:

'

. id e ntificação e qu a ntific açã o ma de e sgoto s;

de t o dos os f a t o r e s int e r ve ni e nte s c o m o sis t e - .

.

• di ag nóstic o do si s tema exi s t e nte, c o n s iderando a s ituaç ã o at u a l e fu tur a ,

• esta belecimento de todo s os parâmetros bás i c o s d e p r ojeto ;

• pré dimensionamento d as unid a d e s dos si ste mas , p a r a as alt er n a ti vas

s

e

lec ion a das;

.

• e s colh a d a a ltern a ti v a m ais ad e quad a m e di a nt e a c o m p a r ação t éc n i c a, eco -

n ô mica e am bi e nt a l , entr e a s a lt e rn a ti vas;

s tabele cimento d ás dir e triz es ger a i s d e projeto e es tima ti va d as qu an tid a d es de s e rv i ços que devem ser exe cut a dos na fase de projeto .

e

O

e s tu d o de conc e pção pod e, às ve zes , se r pr e c e dido de um d iag nó s ti c o t é cni-

co e a mbie nta l da á r ea e m e s tudo o u , at é m es mo,

hidrográ fic a .

.

.

d e um Pla n o D i ret o r d a bac i a /

2

. 2 . PA RTES D E U M SISTEMA D E E SGOTO S AN I TÁ RIO

A

copcepção do sistema deve rá estender- se às su a s diversa s partes, rel a ciona-

d

as e definida s a s eg uir :

• r e d e c ol e tor a : conjunto d e ca n a liza çõe s destin a d a s a r ece b e r e co n duz ir o s

e s gotos dos e dificios ; o s i s t e ma d e esg otos p re di a l s e li g a dir e t a m e nt e à r e d e

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6 COLETA E TRANSPORTE D E ESGOTO S t \ N I TAR I O

co l e to r a po r u ma t u bu lação c h a m a da co l e t o r p r e di a l , A r e d e c o l eto r a é c om -

p osta d e c o l eto r es secu nd á ri os, que r ece b e m d i r e t a m e nte as l igações pred i -

) ais, e, c ol e t o r es t ro n co. O co l e t or tro n c o é o c o l etor princip a l d e um a b ac i a

d e dr e n agem , q u e r ece b e a c o ntri b ui çã o do s co l e to re s secund á rios, condu -

) j

)

f

)

z indo s eus etlu e ntes a u m int e r ce pt or ou em i ss á rio.

i n te r c epto r : c an a li zaç ão qu e r ece b e c o l e t ore s a o l o n go de seu c o mprime nto ,

n

o

ão r ece b e n do l iga ç ões predi a i s dire t as;

)

• e m iss ário: ca n a li za ç ão d estin a d a a co ndu z ir o s esgo tos a um d es tin o co n ve - ni e nt e ( est a ção d e tr a t ame n to e / o u l a n ça m e nto ) se m r e c e b e r co n tribuiç õ es

y em m arch a;

)

obra d estin ada à transposi ção d e obstá culo pe l a tub ul ação d e

sifão in ver t i d o:

e s goto , fu n c i on a ndo so b pr ess ão ;

• corpo de á g u a r ece pt o r: corpo de ág u a on de s ã o l a nçad os o s esgo t os;

• e s t aç ã o el ev atár i a: c o nju n to d e in sta l açõ e s d es t i n ada s a transf e rir o s esg ot os

)

)

I

d e uma cot a m a i s b a i x a par a o utr a m a i s a l ta;

• estação de tratamento: conjunt o de in s t a l a çõ es d es tinada s à d e pur a ção dos

) esgotos, a nt es d e seu l a nçam e nt o.

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2

. 3. REGIME HID R ÁULICO DO ESCO AMENT O EM S ISTEMAS D E ESGOT O

As can a l izações dos c o l e t ores e i nt e r ceptor e s deve m se r pr o j e t ada s pa r a fu ncio-

n

are m se mp re co m o co ndut os l ivre s. O s sifões e linh as d e reca i qu e d as e s tações

e l evatóri as fu n c i o n a m co m o c ondut os força do s. O s e missário s po d e m fu nc i o n ar com o co n du t os Ii v r es o u f o r ç ado s, n ão r ece b e nd o contribuiçõ es e m m a r c h a; são

con d ut os

forçado s n o caso d e l inh as d e r eca l qu e e emissários subma rin os.

2 . 4. NORMAS PARA P RO JE T OS DE SISTEMAS DE E SGO T O SAN I TÁ RIO

No ano d e 1 985 , a ABNT i niciou a r ev i são d e pr ojet os d e n o rmas pa r a os

si s tema s d e esgo t o s a n i tário po r comi s sões d e t éc ni cos d e d i ve r sas e nt i d ades co m o

a SABES P , CETESB , CE D AE , SANE P A R , C OP ASA etc . , d a n do o r igem às Nor -

m as B r as il e i ras da ABNT qu e est ão r e l ac i ona d as a seg uir:

• N B R 964 8 - Est ud o de Con ce pç ão d e Si s t e m as d e Esg o to Sa nitá rio , qu e es t a belece t e rminolo g ia e cond i ç õ es ge rais par a es t e tipo de e s tudo, pro m u l- ga d a e m 1 9 86;

• N BR 9649 - Pr oje t o d e Red es Co l e t o ra s d e Esgo t o S a n i tár io , qu e e sta b e lece te rminol og i a e crit é rio s d e dim e n sio n a ment o p a r a e laboraç ã o d e pr ojeto hi - dráu li co -sanit á ri o d e r e d es c o l etoras d e esg ot o sa nitár io , promul ga d a e m 19 86;

)

CO NC EPÇÃO D E S I S T EMA S D E ESGOTO SAN ITAR I O

7

• NB 5 68 - P rojeto d e Int e r ce p to r es d e Esgoto S a ni t á rio, q ue es t a b e l ece con -

di ções d e el abor a ção de pr o j e t o e d i me n s ion am e n to de i n te rc e pt o r e s de g r a nd e

po r te, p r omul g a d a e m 1 98 9 ;

• NB 5 69 - P ro j e t o d e Es t a çõ es Ele v ató ri a s d e Esgo t o S a nitário , qu e es t a b e l e - ce cond i ções p a r a a elaboraç ão d e projeto h idr á u l i c o san i tário d e es taçõe s

l e v at ória s d e esgoto sa nitário co m e mprego d e b o m bas centríf u gas , promul-

e

ga d a e m 19 89;

• NB 5 7 0 - Proje t o d e E s t aç õ es d e T r a t a men to de Esgo t o Sa ni tár i o, qu e es t a -

b e l e ce co ndi ç ões p a ra a e lab ora ç ão d e p rojeto hi drá ul ic o- sa nit á r io d e esta - ções d e tr atame n to de e s go t os , p ro m ulga d a e m 1 990 .

2. 5 . ESTUD O D E CONCEPÇ Ã O D E S I S TEMAS DE ESG OT O SAN I TÁ R IO

P a r a o es tudo d ~ co n ce p çã o d e s i s t e m as de e sg ot o s a nit á rio, são n ecessá r i o s o

de se nv o l v imento d e um a sé rie de at i v i d a d es , sendo as princip a i s li s t a d as a s egu i r .

2. 5 .1. Da d os e c a r a ct er í s tic a s da comuni da de

• in fra - estru tura ex i stente ;

• ca d ast r o a t ua li z ado d os s i s t e m as d e a b astec i me n to de ág u a, de esgoto sanitá -

ri o.de gale r ia s d e á guas pl uv i a i s , de p av im e nt ação, d e t e l efo n e , de e n erg i a

e l étr i ca et c . :

• co ndi ções sa n itár i as a tu a i s ; í nd ices es tatí st i cos d e sa úd e; o corrê n c i as d e

locali zação ;

moléstais d e or i ge m hídrica;

• es tudo s , proj e t os e l e vantame nt os ex iste n t e s.

2

. 5 . 2. A n á li se do s i s t e m a de es g oto sanitá rio e x i s t e nt e

D esc r ição d o s i s t ema id e ntifi ca nd o to dos o s el e m e n tos , co m a n á l ise p o r me n or i-

za d a da s p artes co n s tí tui nt es, ba sea d a s n o c a d as tr o e i n fo r maç õ es ex i s t e nte s . D e - verá c ons t a r t a m bém: área a t e ndid a, p o pul açã o e s go t á ve l po r b aci a co n tr i b~

o u n íve l d e a t e ndim e n to; a co ntr ih lú ç . ã~ç - ª p itã " : ' c f i~e -

ser c ' ! lc . i !l ªçt a _ e . JI L . fu n @Q ,

d º . ~ co n S Ul ' n ofatur a d o seu co n s umo .

_

Identificar

o número d e lig ações p o r ca t eg o r i a, ass im co mo o

2

.5.3 . Es tud os d em o gráf ieos

e de u s o e ocupa ç ã o d o s o l o

P a r a a d e finição d a á r ea de a t e ndim e nto de verão se r o b serva d os os seg u i nt es

aspec t os:

1

1

8 COLETA E TRANSPORTE

DE ESGOTO SANITÁRIC

dados censitários; catalogação dos estudos populacionais existentes;

pesquisa de campo;

levantamento da evolução do uso do solo e zoneamento dacidade; análise sócio-econômica do município, bem como o papel deste na região;

plano diretor da cidade, sua real utilização e diretrizes futuras;

projeção da população urbana baseada em métodos matemáticos, analíticos, comparativos e outros (ano a ano);

análise e conclusão das projeções efetuadas; distribuição da população e suas respectivas densidades por zonas homogêneas e por sub-bacias de es- gotamento.

2.5.4.

Critérios e parâmetros de projeto

Os critérios e parâmetros de projeto a serem utilizados, listados a seguir, deve- rão ser considerados e devidamente justificados.

• consumo efetivo "per capita"- em função do consumo medido, efetuar a previsão da evolução desse parâmetro; coeficientes de variação de vazão (K 1 , K 2 , K 3 );

• coeficiente de contribuição industrial;

• coeficiente

• taxa de infiltração;

• carga orgânica dos despejos doméstico e industriais;

• níveis de atendimento no período de projeto;

• alcance do estudo igual a 20 anos (justificar nos casos excepcionais);

• coeficiente: habitantes/ligação.

de retomo esgoto/água;

Deve ser elaborada uma pesquisa das contribuições das indústrias existentes e em função desses valores estimar a sua evolução. Neste caso, o órgão ambiental também deverá ser consultado. Para áreas onde ainda não há indústrias implanta- das, deve-se adotar o coeficiente de vazão industrial (l/s x ha), verificando no Plano Diretor ou junto à Prefeitura Municipal, o tipo de indústria a ser implantado.

2.5.5. Cálculo das contribuições

Os cálculos das contribuições doméstica, industrial e de infiltração, deverão ser apresentadas ano a ano, e por bacia ou sub-bacia, quando pertinente. Esses cálcu- los serão detalhados no capítulo 3 referente a vazões de esgotos; bem como no capítulo 4 referente ao projeto de redes coletora e no capítulo 5 referente a interceptores.

INTERCEPTaRES

DE ESGOTO

9

2.5.6. Formulação criteriosa das alternativas de concepção

As concepções estudadas devem ser descritas apresentando todas as unidades componentes do sistema. Deverão ser analisadas alternativas de aproveitamento total e/ou parcial do sistema existente . Para cada alternativa devem ser levantados os impactos ambientais negativos e positivos, os quais deverão ser devidamente levados em consideração na seleção da alternativa, avaliando, também, os aspectos legais junto às entidades competentes . As desapropriações previstas deverão ser convenientemente avaliadas.

2.5.7. Estudo de corpos receptores

Caracterizar os possíveis

corpos receptores quanto a: vazões características,

cota de inundação, condições sanitárias e usos de montante c jusantc atuais e futu- ros. Devem ser verificados os aspectos lcgaisprcvistos na Resolução n° 20 do CONAMA e das legislações estaduais. Para a verificação das condições sanitárias, devem ser realizadas análises de laboratório nos pontos de interesse . Devem ser realizados estudos sobre a avaliação das cargas remanescentes do futuro tratamento de esgoto diante da capacidade assimiladora dos corpos recepto-

res (auto-depuração) e de seus usos ajusante, atuais e futuros.

2.5.8. Pré-dimensionamento escolha da alternativa

2.5.8.1. Rede coletora

das unidades dos sistemas desenvolvidos para a

• estudo das bacias e sub-bacias de contribuição;

• estudo de traçados de rede;

• pré-dimensionamento hidráulico-sanitário das tubulações principais;

• identificação de tubulações, peças e acessórios (definição do material).

2.5.8.2. ~oletor tronco, interceptor e emissário

• alternativas de traçado;

• estudo técnico-econômico de alternativas;

• definição do traçado;

• pré-dimensionamento hidráulico-sanitário de tubulação, peças e acessórios;

• identificação

• identificação de travessias de rios, rodovias, ferrovias, de faixas de servidão/ desapropriação e áreas de proteção ambiental;

• identificação de interferências e pontos notáveis.

das tubulações, peças e acessórios (definição do material);

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10 C O L ETA ETRA NS PORTE DE ESGOTO SA N ITÁR I O

 

)

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2.5

. 8 .3.

Estação c l evatória e lin ha de r e c a lqu e

 

)

es tu do t éc ni co - eco n ô mi co

d e a lt er nati vas;

)

pr é -di me n s i ona m e nto ge om é t r ic as;

d o p o ç o d e s u cção d a el eva tória ,

dim e n sões e form as

)

o p r é -dim e n s i o n a m e nto

dos conjunto s elev a tóri os incluindo curv as caracteri s-

)

 

ti

cas d a bom ba e do s i st em a;

 

.

 

p

r

é -d i m e n sio n a m e nt o

hidr á uli co - sa n i t á ri o

d e tu bul ações, p eças e acessó ri os;

)

i

de n t if icação

da s t u b ul açõe s, p eç a s e acessó r io s ( d ef ini ção d o m ate ri a l );

)

•• i dent ifi cação

de t r avessias de r i o s, ro d ov i as,

fe r r o v i as, de f a i xa d e se r v i dão /

 

d

e

sapropri a ção

e ár e as d e pro t eção a m bie nt a l ;

 

)

)

e ntificação d e r e de de e n e r g i a e l é t rica no l ocal, ind ica n do s u as carac t e rí s ti - ca s :

i

d

J.

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de n t i f i cação d e int e r fe r ê n c i as e p o n tos

n o t áve i s.

 

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) :

2.5. 8 .4.

E staç ã o de tr a t a mento d e e s go t o

i

de ntif i cação d o c or p o r ece p to r co m ca r ac t e ri zação

d e sua c l ass i ficaçã o ,

se -

 

gu

nd o a l eg i s l ação f e d e r a l , es t a du a l e mu nicip a l ;

. e s tudos h i drológicos

c o m caract er i zação

d e va z ões máximas, m é di as e m ín i-

ma s e ide nti f i cação d e n íve i s d e inu ndação;

e

s tudo d e auto -d e pu r ação

do cor p o r ece pt o r p a ra d e term i n ação

d e níve i s de

OBO e 0 0,

co lim e tri a

e outr o s parâme tr os

qua nd o n e ce ssá ri o,

a ju s ant e

d o

p

o n t o d e l an ç a m e n t o;

de

t e rmin ação d o g r a u d e t r a t a m e nt o d e e sgo t o;

 

r e latório d e s o nd age ns com p a r e c e r t é cnico;

pr

é -dime ns ion a m e nto

hidr á ulic o - sa nit ár io

d as unidades d as alt e rn a tivas

d e

E

T Es;

e

s t udo t éc ni co - eco n ô mi co

d e a l te rn a t ivas;

estu d o d a l ocação

da E T E e m f un ção d a top og r a fi a;

 

id

e nti f ic ação

d e re d e d e e n e r g i a e l étrica n o l oca l , indi ca nd o s u as c arac terí st i -

c

as ;

s t u d o d e j az id a s p ara pr iação e co n s id eraç õ es

e

empr ést im o: l oca li zação, a c e s s o , sond age n s, d esa pr o - sobre a r ec up e r ação d a á r e a envolvid a;

.

ava liação

qu a nt o a plan os e pr og r a ma s g ov e rnamentais

e x i s t e nt es

que p os -

s

am interf e rir com o futuro e mpr e endim e nt o;

id e ntifica ç ã o das á reas d e d esa propriação;

á

re a s de b o t a -f o r a;

id e ntifi cação d as t ubul aç õ es, p eças , aces s ó ri os, e quipam en to s e t c (d e fini ção

 

d

o m at eri a l) ;

t ratamento d os l o d os. c

CO N CEPÇ Ã O DE S I S TE MAS D E E SGOTO SAl\ :IT Á R I O

11

• aprovei t a m e n to e d i s p os i ção fin a l d os b iossó lid o s;

• d i s pos i ção fin a l d o e flu e n te t ra t ado;

i de n t ifi c a ção

o futuro e m pr e e n d im e nto ;

d e limit es d e á r eas d e pr o t e ç ã o a mb ie nt a l

e s u as int e rfaces c om

• de finiç ã o d e v i as d e a ces s o a o futuro empr ee ndim e nto.

2.5. 9 .

Es tima ti va de cu s to d a s a lt er nativ as est ud ada s

P ara a estima ti va d e c u s t o d as a lt e rn at i vas d everão ser c onsidera d as

a s ob r as de

I

" e t a pa , s u b d iv i dida s e m obra s d e impl a nt ação i med i a ta e ob r as d e comple r n e nt a ção

d

a I ' etapa , e t ambé m ,

obras d e 2 ' e t apa . As

pl an ilh a s d e orçame n to ,

m e r no ri a l de

m a t e ri ais e eq u ipa m e n tos ,

c

l culo d o o r ç a m e n to

u sto d as a lt e rn a ti va s .

e eve n t u a i s co m po s ição

d e c u stos d e se r v i ço s e pro p os t as

fa r ão p a r te da ap r e s entação

co m a d a t a ba s e d e finid a,

d e

d o

2.5. 1 0.

Compa r aç ã o técnico-ec o nômica e am b i e ntal d as altern a tivas

A d e fin içã o d a co n ce p çã o mais

Ó cotejo e n tre a s alt e rn ativa s

d

eco n ô mic a

Para a Caixa Eco n ô m ica

se r á efe tu a d a

at r avés d e in s truç ão

Fe d e ra l está em v i gor a in s tru ção

d o ó r gão f i n a n c i a d or ,

COSAN 1 (est u do t éc n ico-ec on ô m ico

e f i n a n cei r o ) .

eve r á ap r esentar

.

o e l e n co d e vant ag e n s

e arn bi e nt a l , a p re s entan d o - se

'.

e des-

as

vantagens eve n t u a i s

ex i s t e nt es d a ini cia t iv a pri va d a e / o u governa m e nt a l.

sobre o s a s pe ct os técn i co, econômico

int er f aces

com á r eas d e pr oteção

a mb ie nt a l

e / ou pl ano s e prog r a m as

Deve r á ser a pr ese n ta d a

e / ou co mpensatóri as .

par a ca d a a l te rn a ti va

o e l e n co d e m e di da s rniti g ador as

E s co lhida a alt e rn at iva , apr ese nt a r o di ag nó st i co

d a s ituaçã o a tu a l e o pro g nó s -

ti

t os n ega ti vos e p osit i vo s ass o c i a d os às fases d e co n s tru ção, o per ação, d e sa propri a ç ão,

i

co e s p e r a d o

nterferê n c i as

com e s e m a impl a nt ação

n o tr â n s it o, s inaliz ação

do e mpr ee nd ime nto ,

etc .

m os tr an d o o s imp ac -

O es tud o de concepção d e v e r á fo rn ece r in fo rm açõe s q u e su b s i di e m a eve ntu a l

ecessi d a d e d a ela b o r ação

n

ção d o li ce nci a m e nt o

d o R e la tó ri o Arnbi e n ta l

P r e li m in a r ( R AP), p ara a ob ten -

a mbient a l

do s i s t e m a d e esgo t o .

2.5. 1 1 .

Alt ern a ti va e s colhida

P ar a a a ltern a ti va esc olhida d e v e r á se r elabo r ad o o pr o jeto hidráulico-sanitário

d

as un i d a de s

d o s i s t e m a.

O pr o j e to d eve r á cont e r a l é m do s e s tud os j á e l a bor a d os,

o

s es tudo s d is crim i n a d os a s e g uir , o b e d ece nd o - se n o qu e c oub e r as n o rm as t éc ni-

c

as b ras il e ir as.

P a r a t o d as as unid a d es

d o si s tem a a se r p r oj e t a d o ,

d eve m s e r r ea li -

12 COL E T A E TR ANS P O RTE

DE E S GOTO S AN IT Á RIO

zados os levantam e ntos topo g ráficos e investig a ções geotécnicas acompanhados dos seus r e spe c ti v o s relatórios, bem como a delimitação de áreas a sere m desapro- pri a d a s, f aixas d e se r v id ã o e áreas d e p rot e ç ã o ambi e nta!. De v erão s e r ap re s entado s e m te x to e e m plant a s todos os e l e mentos constituin-

t e s d as unid a de s e d a s obra s lin ea res pr ev i s tas, d e modo a po s sibili t a r a car a cteri z a- çã o d a futura obra, d ev endo co nt e r informaçõ e s seguras como do tipo de fundaç ã o, movim e nto de terra, escor a m e ntos, equipamentos eletro-mecânicos, estrutura, mé- todo construtivo , j azid a s , permitindo a correta previsão orçamentária e visão global

d a s ativ i d a de s, r e l a ti v a s a futur a obr a.

2.5.12. Peç as g ráficas do estudo de concepção

• Pl a nta d a cid a d e ou do município com a l oca li z ação d a área de pl a n e j a mento

do si s tema - es cal a I: 10 000 ou

I: 5 000;

• Pl a nta do s i s t e ma d e a ba s t e cimento de água existente - e sc a l a I: 10 000 ou

1:5000;

• Pl an t a d o s i s t em a d e esgo t os sani t á r ios ex i s t e nt e - esc a l a 1: 10 000 o u 1: 5 000;

• Pl a nt a d e p avime n taçã o - esc a l a I: 10 000 ou 1: 5 000;

• Pl a nt a d e ga l e ri a s d e ág u as plu v iais e x i s t e nt e s - e s cal a 1: 10 000 o u 1: 5 000;

• Pl a nt a d o s ist e ma de en e rgia el é trica e x ist e nte - escal a 1: 1O 000 o u 1 :5.000;

• Pl a nta com c adastro d e dutos s ubterrâneos de outra s conce s sionárias de

s e r v iço s públi co s ( gás, t e l e fon e e t c) - 1: 1O 000 ou 1:5000;

• Pl a nt a d e l o c a li zaç ã o d e indú s tri as ou c argas de g rand e s co ntribuin tes - es c a -

l

a 1:1 O 000 o u 1:5000;

• Pl anta d e á r eas de pl anejamen t o co m d e limit açõe s do s s eto r e s - es c a l a I: 10000

o u 1:5000;

• Pl a nt a d e zo n a s d e d e nsidad es homog ê n ea s e de u s o e ocupaç ã o

a tu a l e futur a - escala 1: 10 000 ou 1:5 000;

do solo ,

• P l a nt a d a s co ncepçõ es co m as v á ri a s altern a tiv a s - escal a 1: 10 000 o u \:5000;

• Pl a nt a s e co rt es do pr é -dimen s i o n a m e nto hidráulico d a s par tes con s titutiv as das a lt e m ativa s es t u d a das - esc a l a con v eniente ;

• P e r f il h i d ráuli co d a est açã o d e tr ata me n to de esgoto e qu a ndo n e ce ss ário , d e o utr as unid a d e s - e s c a l a co n ve niente ;

• Pl a nt a de l o c a li z ação d a área d e j az ida d e empréstimo e bota-for a - escala

c o n v eni e nt e;

• P l a nta do s i s t e ma p ro p osto - e scal a I: 10 000 ou 1:5 000.

2.5 .1 3.

CO NCE P ÇÃ O

Memorial de cálculo

DE S IST EMAS D E ES GOTO S AN I TÁR lO

13

F a rão parte do estudo de concepç ã o, os m e moriais de cál c ulo de pré-dimen s io-

name nto da s unidades dos s i s t e m as d a s c o nc e pç õ e s e s tud a das . Abr a nge todas a s espec ial i d a des e nvolvid as:

• hidrolo g i a;

• hidrogeologia;

• hidráulic a;

• e letro-m ecâ nic a ;

proc essos;

o rçame nto e tc .

2.6. CO NCE PÇÃO D A R EDE D E ESGO T O

S A NlT Á RIO

2.6 . 1 .

Desenvolvim en to da conc e pção nas diversa s fases do projeto

As prin cip a i s a tivid a des desenvol v idas coleto ra são:

no es tudo d e concep çã o

re l a ti v a s à r e de

• s tudo d a popula çã o da c i d a d e e de s u a di s tribuiç ã o na á r ea; d e limi t ação e m plant a d os setores de densid a d es demo g ráficas di fe rente s ;

• estab e lecimento dos critérios para a previsão d e v a zõe s : quota de con s umo

e

de á g u a por habit a nte por di a; r e l açã o e ntre

contr i bui ç ão d e esg otos ; coef i c ient es do dia e h ora de mai o r c ontribuiç ã o ;

c o n s umo ef e ti v o d e ág ua e

v

a zão de in f iltraç ão (det a lh a d os no ca p í tulo 3) ;

• s tim a t i v a da s vaz ões dos gr a nde s c on t ribuint es; ind ú stri a s, ho s pit ais , g r a n-

e

des e dificios em ger a l. Est es c o ntribuint es d ev em se r loc a liz a dos

cidad e, com o v a lor da sua va z ão;

na pl a nt a da

• determin a ção, p a ra cada se t or de densid a de dem o gráfica , d a s ua va z ã o es pe-

c ífi ca de es goto, e m litro s por s eg und o p o r hect a r e, ou litro s por se g und o por

m e tro d e cana li za ç ão;

• divisã o d a cid a d e e m ba c i as e s u b -b ac i as de contribuição ;

• traç a do e pré-dim e n s ion a m e nto dos c o l e t o re s tr o nco;

• qu a nti f icação preliminar d as quant i d a de s de se rv iço s que se r ã o e xe cu~ a d os; para o s coletor es de esgoto s , s erá f e it a uma pr é - es timativ a d a e x ten s ao dos

diversos diâm e tro s, com b as e nas va z õ e s de esgot o s .

A a pr ese nt a ç ã o d esses trab a lhos deve se r fe ita em :

• m e m o ri a l descrit iv o e ju s ti f i ca ti v o , o nd e s ã o reunid o s t o d os o s cri t é r i os de cálc ul o , d e scriçã o do sistema, c á lcul os hidr á ulic o s e tc.; .

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