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Universidade Federal de Campina Grande
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Cálculo de Reatores I

Prof. Antonio Tavernard
Prof. Antonio Tavernard
Universidade Federal de Campina Grande Cálculo de Reatores I Prof. Antonio Tavernard 1

1

Universidade Federal de Campina Grande Cálculo de Reatores I Prof. Antonio Tavernard 1
Os Objetivos
Os Objetivos

Cálculo de Reatores I

Desenvolver uma compreensão dos fundamentos de engenharia das

reações químicas e suas aplicações em reatores químicos.

uma compreensão dos fundamentos de engenharia das reações químicas e suas aplicações em reatores químicos. 2

2

uma compreensão dos fundamentos de engenharia das reações químicas e suas aplicações em reatores químicos. 2

Cálculo de Reatores I

Velocidade de Reação
Velocidade de Reação
Cálculo de Reatores I Velocidade de Reação 3

3

Cálculo de Reatores I Velocidade de Reação 3
Definição
Definição

Cálculo de Reatores I

-rA é definido como o número de moles do reagente sendo consumido por unidade

de tempo por unidade de volume

(mol/m 3 s)

r

A

dC

A

dt

-rA

é o número de moles do reagente

sendo consumido por unidade de tempo

por unidade de massa do catalisador

(mol/s g cat)

dC

A

r

A

dt

do reagente sendo consumido por unidade de tempo por unidade de massa do catalisador (mol/s g

4

do reagente sendo consumido por unidade de tempo por unidade de massa do catalisador (mol/s g
-rA é função de que?
-rA é função de que?

Cálculo de Reatores I

É uma quantidade intensiva e depende da

temperatura e da concentração

É uma equação algébrica

Exemplo:

• É uma equação algébrica • Exemplo: A     produtos r A r

A

produtos

r

A

r

A

r

A

5

k C

A

2

k C

A

k C

1

A

1k

C

2

A

• Exemplo: A     produtos r A r A r A  

Cálculo de Reatores I

Equação Geral do Balanço Molar
Equação Geral do Balanço Molar
Cálculo de Reatores I Equação Geral do Balanço Molar 6

6

Cálculo de Reatores I Equação Geral do Balanço Molar 6

Balanço Molar

vazão molar

de j para

o sistema

(moles/temp o


entrada

velocidade de

geração de

por

j

reação


química no sistema

(moles/tempo)

geração

  química no sistema (moles/tempo)  geração F j  0 G j 7 Cálculo

F

j


0

G

j

7

Cálculo de Reatores I

vazão molar

de j para fora

do sistema

(moles/tempo)



-

saída

F

j

velocidade de

acumulação

de j no

sistema

(moles/tempo)

acumulação

dN

j

dt

  de j no  sistema   (moles/tempo)  acumulação dN j dt 

Balanço Molar

Termo de geração

Cálculo de Reatores I

Se todas as variaveis do sistema forem uniformes no espaço, então

as variaveis do sistema forem uniformes no espaço, então G j  r V j moles

G

j

r V

j

moles

tempo

moles

.volume

tempo.volume

8

as variaveis do sistema forem uniformes no espaço, então G j  r V j moles

Balanço Molar

Cálculo de Reatores I

Se a velocidade de reação varia com a posição no volume

do sistema

G

G

j

j

1

r

j

1

V

1

M

G

ji

M

r

j 1

V

1

i

1

i

1

fazendo

M



e

 

V

0

 r j 1  V 1 i  1 i  1 fazendo M 

G j

V

r dV

j

9

 r j 1  V 1 i  1 i  1 fazendo M 
Balanço Molar Substituindo G j   V em F G j 0  r

Balanço Molar

Substituindo

G

j

V

em

F G

j

0

r dV

j

j

F

j

tem - se

F

j

0

F

j

V

dN

j

dt

r dV

j

10

dN

j

dt

Cálculo de Reatores I

em F G j 0  r dV j j  F j tem - se
Balanço Molar
Balanço Molar

Cálculo de Reatores I

Reator em batelada
Reator em batelada
Balanço Molar Cálculo de Reatores I Reator em batelada 11

11

Balanço Molar Cálculo de Reatores I Reator em batelada 11
Características:
Características:

Cálculo de Reatores I

O reator é carregado através da parte superior do tanque; quando a reação for realizada, nada mais é posto ou removido de dentro do reator até que a batelada esteja completa; estes tanques são facilmente aquecido ou

resfriados com camisa de resfriamento.

Tipo de Fase

Aplicação

Vantagens

Desvantagens

Gás

Produção da pequena

Conversão elevada por unidade de volume por passe.

Custos de operação elevados

Liquida

escala

Solido-liquido

O intermediário ou um

A flexibilidade de operação: um

Qualidade de produto

dispararam na produção

mesmo reator pode produzir um

mais variável do que

Farmacêutica

produto uma vez e um produto diferente na batelada seguinte

com operação contínua

Fermentação

 

Fácil limpeza

diferente na batelada seguinte com operação contínua  Fermentação    Fácil limpeza 12

12

diferente na batelada seguinte com operação contínua  Fermentação    Fácil limpeza 12

Balanço Molar

 Reator em batelada dN V j F  F  r dV  j
 Reator em batelada
dN
V
j
F
F
r dV
j
0
j
j
dt

Para o reator em batelada tem - se :

Cálculo de Reatores I

Para o reator em batelada tem - se : Cálculo de Reatores I F j 0

F

j 0

F

j

0,

então

dN

j

dt

dN

j

dt

V

r dV

j

V

r dV

j

r V (mistura perfeita)

j

r V

j

expresão diferencia l

dN j dt    V r dV j  V r dV j 

13

dN j dt    V r dV j  V r dV j 

CSTR

Cálculo de Reatores I

Continuously Stirred Tank Reactor (CSTR) Reator de Tanque-Agitado Contínuo
Continuously Stirred Tank Reactor (CSTR)
Reator de Tanque-Agitado Contínuo
CSTR Cálculo de Reatores I Continuously Stirred Tank Reactor (CSTR) Reator de Tanque-Agitado Contínuo 14

14

CSTR Cálculo de Reatores I Continuously Stirred Tank Reactor (CSTR) Reator de Tanque-Agitado Contínuo 14
Características:
Características:

CSTR

Cálculo de Reatores I

Opera em de estado estacionário com fluxo contínuo dos reagentes e dos produtos; a composição é uniforme em todo o reator e a corrente de saída tem a mesma composição que a do interior do tanque agitado.

Tipo de Fase

Aplicação

Vantagens

desvantagens

líquida

Quando a agitação for

Operação contínua

conversão mais baixa por unidade de volume

Gás-liquido

exigida

Fácil controle de temperatura

Solid-liquido

Configurações em série para diferentes correntes de concentração

Adapta-se facilmente ao funcionamento bifásico

Fácil implementação de controle

 

Simplicidade de construção

baixos custos de operação

Fácil limpeza

de controle    Simplicidade de construção  baixos custos de operação  Fácil limpeza 15

15

de controle    Simplicidade de construção  baixos custos de operação  Fácil limpeza 15

Balanço Molar

 CSTR V F  F  r dV j 0 j  j
 CSTR
V
F
F
r dV
j
0
j
j

dN

j

dt

Cálculo de Reatores I

não há acúmulo :

(Estado estacionário)

mistura perfeita :

dN

j

dt

0

V

r dV

j

r V

j

mistura perfeita : dN j dt  0  V r dV j  r V

V

F

F

j

0

j

 

r

j

16

e

F

j

C

j

mistura perfeita : dN j dt  0  V r dV j  r V

Balanço Molar

Cálculo de Reatores I

Reator Tubular - PFR
Reator Tubular - PFR
Balanço Molar Cálculo de Reatores I Reator Tubular - PFR 17
Balanço Molar Cálculo de Reatores I Reator Tubular - PFR 17

17

Balanço Molar Cálculo de Reatores I Reator Tubular - PFR 17

Cálculo de Reatores I

Arranjado como um reator longo ou muitos reatores curtos em um tubo

deposite; nenhuma variação radial na taxa da reação (concentração);

mudanças da concentração com comprimento abaixo da reacção

Tipo de Fase

Aplicação

Vantagens

desvantagens

Gás-liquido

Larga escala

Conversão elevada por unidade de volume

Gradientes de temperatura indesejados podem existir

Gas

Reações rápidas

Gas-solido

Reações homogêneas

Baixo custo de operação

Reações heterogêneas

Operação contínua

Difícil controle de temperatura

Operação contínua

Boa transferência térmica

Alta temperatura

A parada programada e

 

limpeza podem ser caras

Boa transferência térmica  Alta temperatura  A parada programada e   limpeza podem ser caras

18

Boa transferência térmica  Alta temperatura  A parada programada e   limpeza podem ser caras

Balanço Molar

 Reator tubular
 Reator tubular

F

j

0

F

j

V

r dV

j

dN

j

dt

Cálculo de Reatores I

estadoestacionari o :

dN

j

dt

0

Cálculo de Reatores I estadoestacionari o : dN j dt  0   V F

V

F

j

r dV

j

 

r

j

V

y

F

j

y

    0

r

V

y

j

o : dN j dt  0   V F j  r dV j

19

o : dN j dt  0   V F j  r dV j

Balanço Molar

Cálculo de Reatores I

Reator tubular F  y   F  j j
Reator tubular
F
y
F
j
j

y

    0

r

V

y

j

  F  j j y      0 r V y

Se   

V

A

y

F

j

y

F

j

y



y

y

 Ar

j

Lim

  0

y

F

j

y

F

j

y



y

y

 Ar

j

dF

j

dy

Ar

j

ou

20

dF

j

dV

r

j

   F j  y   F j  y  y 

Balanço Molar

Cálculo de Reatores I

Reator de leito recheado - PBR
Reator de leito recheado - PBR
Balanço Molar Cálculo de Reatores I Reator de leito recheado - PBR 21
Balanço Molar Cálculo de Reatores I Reator de leito recheado - PBR 21

21

Balanço Molar Cálculo de Reatores I Reator de leito recheado - PBR 21

Balanço Molar

Reator de leito recheado
Reator de leito recheado

V

'

dV

j

F

F

j

r

 

j

0

dN

j

dt

V

'

r

j

0

'

 

r

A

dV

W

dN

j

dt

F

A

W

F

A

W



W

'

 

r

j

  r A dV W  dN j dt F A  W  

22

Cálculo de Reatores I

W

0

  r A dV W  dN j dt F A  W  

Balanço Molar

Cálculo de Reatores I

Reator de leito recheado
Reator de leito recheado
Molar Cálculo de Reatores I Reator de leito recheado F A F A  W 

F

A

F

A

W

W

F

A

F

A

W

W





W

W

 

W

 

dF

A

'

r

dW

A

 

23

'

r

j

'

r

j

W

0

   W   dF A  ' r dW A   23  ' r
Cálculo de Reatores I Balanço Molar Resumo Reator Balanço Molar Comentário Batelada dN j  

Cálculo de Reatores I

Balanço Molar Resumo

Cálculo de Reatores I Balanço Molar Resumo Reator Balanço Molar Comentário Batelada dN j  

Reator

Balanço Molar

Comentário

Batelada

dN

j

 

Não há variação

dt

r V

j

espacial

CSTR

 

F

j 0

F

j

Não há variação espacial, regime

V

r

j

estacionário

PFR

dF

 

Regime

j

dV

r

j

 

estacionário

PBR

 

dF j

 

Regime

´

r

 

estacionário

 

dW

j

24

estacionário PBR   dF j    Regime ´ r   estacionário   dW j 24

Cálculo de Reatores I

Que hipóteses foram feitas na derivação da equação

de projeto para:

a)

O reator de batelada?

b)

O CSTR?

c)

O reator de escoamento contínuo (PFR)?

d)

O reator de leito de recheio (PBR)?

b) O CSTR? c) O reator de escoamento contínuo (PFR)? d) O reator de leito de

25

b) O CSTR? c) O reator de escoamento contínuo (PFR)? d) O reator de leito de

Exercício - 1

(a) A reação em fase gasosa

A B C

Cálculo de Reatores I

É conduzida isotermicamente em um reator batelada de volume constante

de 20dm 3 . 20 moles de A são inicialmente colocados no reator. O reator é bem misturado.

r k C

A

A

com k 0,865 min

-1

Calcule o tempo necessário para reduzir o numero de moles de A no reator para 0,2 mol.

C A A com k  0,865 min -1 Calcule o tempo necessário para reduzir o

26

C A A com k  0,865 min -1 Calcule o tempo necessário para reduzir o

t

nf

ni

1

dN

r V

j

cf

ci

1

dC

r

j

j



j

ci

cf

cf

ci

1

r
j

d


N

j

V

cf

ci

1

dC

r

j

j

1

dC

r

j

j

propriedad es integral

t

t

CAi

CAf

1

dC

kC

A

A

k

ln

C

0.865ln1

ln0.01

A

1

0.001

0.865  ln  1   ln  0.01   A  1 0.001

27

Cálculo de Reatores I

t

 

ci

cf

1

dC

r

j

 ln  1   ln  0.01   A  1 0.001 27

j

Exercício - 1

(b) Se a reação for de segunda ordem:

2

r k C

A

A

com

k

Cálculo de Reatores I

2

dm

3

mol min

Calcule o tempo necessário para consumir 19,0 mol de A

k C A A com k  Cálculo de Reatores I 2 dm 3 mol min

28

k C A A com k  Cálculo de Reatores I 2 dm 3 mol min

Exercício - 2

A reação:

A B

Cálculo de Reatores I

É conduzida isotermicamente em um reator de escoamento contínuo. Calcule o volume de

ambos os reatores CSTR e PFR necessários para consumir 99% de A quando a vazão molar

de entrada for de 5 mol/h assumindo que a velocidade da reação é de:

a)

b)

c)

r

A

r

A

r

A

k

k C

k C

A

2

A

com

com

k

k

0.05

mol

dm

3

h

0,0001

s

1

com

k

3

dm

3

mol h

A vazão volumétrica de entrada é de 10dm3/h, considere a vazão volumétrica constante.

1 com k  3 dm 3 mol h  A vazão volumétrica de entrada é

29

1 com k  3 dm 3 mol h  A vazão volumétrica de entrada é