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Relatório de Impacto Ambiental - RIMA

NASSIF
Construtora e
Incorporadora Ltda

Estudo de Impacto Ambiental para
implantação de um Aterro Sanitário
para Resíduos Sólidos no Município
de Araguaina - TO

VOLUME II – RIMA

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Relatório de Impacto Ambiental - RIMA

Sumário
1. APRESENTAÇÃO..................................................................................................................... 9
2. INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 10
3. INFORMAÇÕES GERAIS........................................................................................................ 12
3.1. Informações do Empreendedor .......................................................................... 12
3.2. Informações da Equipe Multidisciplinar Responsável pelo Licenciamento
Ambiental 13
4. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO ........................................................................ 14
4.1. Justificativa para implantação do empreendimento ....................................................... 15
4.2. Alternativas tecnologias e locacionais ............................................................................. 17
4.2.1. Tecnologias empregadas ........................................................................................... 17
4.2.2. Alternativas de concepção, de localização, tecnológicas e construtivas .................. 18
4.2.3. Justificativa da Alternativa adotada .......................................................................... 19
4.3. Descrição do empreendimento ........................................................................................ 21
4.3.1. Considerações iniciais ............................................................................................... 21
4.3.2. Escolha da área do aterro ......................................................................................... 22
4.3.3. Localização ................................................................................................................ 33
4.3.4. Concepção tecnológica ............................................................................................. 35
4.4. Detalhamento do Projeto do Aterro ................................................................................ 38
4.4.1. Conformação geométrica do aterro.......................................................................... 38
4.4.2. Estimativa da produção de RSU e Estimativa da vida útil ......................................... 43
4.5. Disposição final de resíduos sólidos de serviços de saúde – RSSS ................................... 52
4.5.1. Considerações sobre resíduos de serviços de saúde ................................................ 53
4.5.2. Classificação dos Resíduos de Serviços de Saúde ..................................................... 56
4.5.3. Valas Sépticas ............................................................................................................ 59
4.5.4. Tecnologia de disposição proposta – valas sépticas ................................................. 59
4.6. Descrição e Especificação dos elementos de projeto ...................................................... 61
4.6.1. Sistema de Drenagem Superficial ............................................................................. 61
4.6.2. Drenagem de Águas sub-superficial .......................................................................... 62
4.6.3. Drenagem do Lixiviado .............................................................................................. 63
4.6.4. Sistema de tratamento dos líquidos lixiviados.......................................................... 66
4.6.5. Descrição e dimensionamento do sistema de tratamento proposto ....................... 67
4.6.6. Impermeabilização superior...................................................................................... 86
4.6.7. Drenagem e tratamento de gases ............................................................................. 86
4.6.8. Impermeabilização de fundo..................................................................................... 89
4.6.9. Sistema viário ............................................................................................................ 94
4.6.10. Solo de cobertura .................................................................................................... 95
4.6.11. Planos de operação e avanço do aterro .................................................................. 95
4.6.12. Unidades de apoio................................................................................................. 100
4.6.13. Equipamentos ....................................................................................................... 110
4.6.14. Sinalização ............................................................................................................. 111
4.6.15. Utilização futura da área do aterro ....................................................................... 112
4.7. Unidade administrativa .................................................................................................. 115
4.8. Unidade de manutenção de máquinas e equipamentos (galpão de máquinas e
equipamentos) ...................................................................................................................... 116
4.9. Guarita de acesso à área do aterro ................................................................................ 117
4.10. Abastecimento de água................................................................................................ 118
4.11. Canteiro de obra .......................................................................................................... 118
5. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL ............................................................................................... 119
5.1. Área de Influência ............................................................................................. 119
5.1.1. Área Diretamente Afetada (ADA) ...................................................................... 120

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5.1.2. Área de Influência Direta (AID) ......................................................................... 120
5.1.3. Área de Influência Indireta (AII) ........................................................................ 121
5.2. Meio Físico ........................................................................................................ 121
5.2.1. Características Climáticas e Aspectos Meteorológicos ..................................... 130
5.2.2. Características Geológicas e Pedológicas e das águas subterrâneas– Laudo
Geológico e Hidrogeológico .............................................................................................. 131
5.2.3. Hipsometria e corpos hídricos (Hidrografia) ..................................................... 146
5.2.4. Aspectos Geotécnicos ....................................................................................... 149
5.2.5. Conclusão sobre o terreno ................................................................................ 151
5.2.6. Parecer Técnico ................................................................................................. 151
5.2.7. Relatório Fotográfico do Laudo Geológico e Hidrogeológico ........................... 152
5.3. Laudo Arqueológico – Relatório de levantamento não interventivo / Diagnóstico
Arqueológico da área de implantação do Aterro Sanitário de Araguaina ............................ 160
5.3.1. Sítios Arqueológicos Cadastrados na Região .................................................... 162
5.4. Meio Biótico ...................................................................................................... 167
5.4.1. Flora................................................................................................................... 167
5.4.2. Fauna ................................................................................................................. 176
5.4.5. Relatório Fotográfico da Fauna ............................................................................... 190
5.5. Meio Antrópico ................................................................................................. 202
5.5.1. Dados Gerais ..................................................................................................... 202
6. IDENTIFICAÇÃO, ANÁLISE E/OU AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS (PROGNÓSTICO
AMBIENTAL) .............................................................................................................................. 212
6.1. Metodologia de Avaliação de Impactos Ambientais ......................................... 213
6.1.1. Método de Matriz de Interação ........................................................................ 213
6.1.2. Ações Impactantes na Fase de Implantação ..................................................... 215
6.1.3. Ações Impactantes na Fase de Operação ......................................................... 218
6.2. Avaliação dos Impactos Ambientais por meio do Método Matriz de Interação
222
6.2.1. Meio Sócio-Econômico “Antrópico”.................................................................. 222
6.2.2. Meio Biótico ...................................................................................................... 223
6.2.3. Meio Físico ........................................................................................................ 229
7. PROPOSIÇÃO DE MEDIDAS DE CONTROLE E MITIGAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS . 231
7.1. Meio Biótico ...................................................................................................... 231
7.1.1. Flora................................................................................................................... 231
7.1.2. Fauna ................................................................................................................. 233
7.2. Meio Antrópico e Físico ..................................................................................... 235
Medida de Redução das Interferências e Incômodos da Obra na População .................. 235
Medida de Recuperação e Recomposição Paisagística das Áreas de Bota-fora e das áreas
de Material de Recobrimento ........................................................................................... 236
Medida de Minimização dos Impactos Decorrentes da Desapropriação de Imóveis e
Remoção da População ..................................................................................................... 238
Medidas para Garantir a Qualidade da Água especialmente as Alternativas de Tratamento
do Percolado, Avaliando sua Eficiência em Relação aos Padrões de Lançamento de
Efluentes Líquidos ............................................................................................................. 239
Medidas de Proteção da Qualidade da Água do Lençol Freático ..................................... 242
Medidas e/ou Equipamentos para Controle de Emissões Atmosféricas, Inclusive Odores
........................................................................................................................................... 243
Medidas para Prevenção e Controle dos Impactos Associados à Proliferação de Vetores
........................................................................................................................................... 244
Medidas para Prevenção de Risco à Saúde Especialmente Decorrente do
Acondicionamento, Transporte e Disposição Final do Resíduo Patogênico ..................... 245

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Medidas e/ou Dispositivo para Prevenção de Acidentes, Especialmente nos Casos de
Aterro, Incluindo Faixas de Segurança e Disciplinamento do Uso do Solo no Entorno do
Empreendimento .............................................................................................................. 247
Medidas para Redução dos Impactos na Paisagem .......................................................... 248
8. Planos Básicos Ambientais – Acompanhamento e Monitoramento................................. 250
8.1. PBA de Educação Ambiental ............................................................................. 250
8.1.1. Objetivo ............................................................................................................. 250
8.2. PBA de Comunicação Social .............................................................................. 250
8.2.1. Objetivo ............................................................................................................. 251
8.3. PBA de Monitoramento Geotécnico ................................................................. 251
8.3.1. Objetivo ............................................................................................................. 251
8.4. PBA de Qualidade do Ar .................................................................................... 251
8.4.1. Objetivos ........................................................................................................... 251
8.5. PBA de Proteção Arbórea .................................................................................. 252
8.5.1. Objetivo ............................................................................................................. 252
8.6. PBA de Gerenciamento dos Resíduos de Serviço de Saúde .............................. 252
8.6.1. Objetivo ............................................................................................................. 252
8.7. PBA de Gerenciamento de Resíduos Sólidos .................................................... 252
8.7.1. Objetivo ............................................................................................................. 252
8.8. PBA de Gerenciamento de Efluentes Líquidos (Chorume)................................ 253
8.8.1. Objetivo ............................................................................................................. 253
8.9. PBA de Conservação do Solo ............................................................................. 253
8.9.1. Objetivo ............................................................................................................. 253
8.10. PBA de Controle a Doenças e Vetores .............................................................. 253
8.10.1. Objetivo ............................................................................................................. 253
8.11. PBA de Compensação em Unidades de Conservação ....................................... 254
8.11.1. Objetivo ............................................................................................................. 254
8.12. PBA de Gestão e Supervisão Ambiental ............................................................ 254
8.12.1. Objetivo ............................................................................................................. 254
8.13. PBA de Construção e Implantação .................................................................... 254
8.13.1. Objetivo ............................................................................................................. 254
8.14. PBA de Ação Emergencial.................................................................................. 255
8.14.1. Objetivo ............................................................................................................. 255
8.15. PBA de Controle Médico de Saúde Ocupacional............................................... 255
8.15.1. Objetivo ............................................................................................................. 255
8.16. PBA de Prevenção de Riscos Ambientais .......................................................... 255
8.16.1. Objetivo ............................................................................................................. 255
8.17. PBA de Qualidade das Águas ............................................................................. 255
8.17.1. Objetivo ............................................................................................................. 255
9. Referências Bibliográficas ................................................................................................. 257

Lista de Tabelas
Tabela 1. Produção per capita de lixo domiciliar em kg/d segundo os extratos populacionais
dos municípios brasileiros ........................................................................................................... 17
Tabela 2. Comparativo de sistemas de tratamento de resíduos. ............................................... 18
Tabela 3. Principais características da área do empreendimento. ............................................. 22
Tabela 4. Previsão de mão-de-obra para o Aterro sanitário....................................................... 22
Tabela 5. Sistema de Pontuação para Avaliação das Áreas Pesquisadas.................................... 30
Tabela 6. Matriz de caracterização e avaliação da área. ............................................................ 32

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Tabela 7. Coordenadas geográficas da área do Aterro Sanitário................................................ 34
Tabela 8. Evolução populacional e geração de resíduos sólidos domiciliares para o municipio de
Araguaina e o tempo de vida útil do aterro sanitário. ................................................................ 49
Tabela 9. Capacidade de recebimento de resíduos sólidos da célula de disposição .................. 51
Tabela 10. Níveis de tratamento. ................................................................................................ 69
Tabela 11. Disposição de Resíduos Domésticos – Equipe e pessoal a utilizar .......................... 107

Lista de Figuras
Figura 1. Visualização das 3 áreas pré-selecionadas. .................................................................. 26
Figura 2. Área 1 em detalhe. ....................................................................................................... 27
Figura 3. Área 2 em detalhe. ....................................................................................................... 28
Figura 4. Área 3 em detalhe. ....................................................................................................... 30
Figura 5. Área do Aterro Sanitário. ............................................................................................. 34
Figura 6. Entrada da área do aterro. ........................................................................................... 35
Figura 7. Seção esquemática do sistema de drenagem do lixiviado e do gás. ........................... 64
Figura 8. Concepção mais comuns de lagoas de estabilização. .................................................. 70
Figura 9. Lagoas de Estabilização no sistema Australiano. ......................................................... 73
Figura 10. Funcionamento de uma lagoa facultativa. ................................................................. 77
Figura 11. Argila de proteção na base da wetland. ..................................................................... 80
Figura 12. Rachão distribuído em toda wetland. ........................................................................ 80
Figura 13. Desenho esquemático do sistema de drenagem de gás (esq.) e foto, com exemplo,
de dreno vertical para descida do lixiviado e subida do gás. ...................................................... 88
Figura 14. Disposição dos drenos de gases com seu raio de influência...................................... 89
Figura 15. Instalação da geomembrana. ..................................................................................... 91
Figura 16. Ancoragem da geomembrana. ................................................................................... 92
Figura 17. Demonstração de como ficará a vala séptica para disposição final dos RSS. ............ 92
Figura 18. Proteção física da geomembrana após sua instalação. ............................................. 93
Figura 19. Geomembrana e drenos de líquidos e gases instalados. ........................................... 93
Figura 20. Operação do Aterro sanitário..................................................................................... 94
Figura 21. Geometrização da Rede de iluminação.................................................................... 103
Figura 22. Ilustração da altura do cinturão verde ..................................................................... 103
Figura 23. Localização da área de implantação do aterro sanitário. ........................................ 120
Figura 24. Mapa de localização da área de implantação do Aterro Sanitário de Araguaina. ... 124
Figura 25. Região onde sera instalado o Aterro Sanitário de Araguaina. ................................. 126
Figura 26. Imagem aproximada da área onde se intalará o Aterro Sanitário de Araguaina. .... 128
Figura 27. Mapa Topográfico Hidrográfico da área de implantação do Aterro Sanitário de
Araguaina. ................................................................................................................................. 129
Figura 28. Mapa geológico do município de Araguaina. ........................................................... 133
Figura 29. Mapa Geológico da área do Aterro Sanitário de Araguaina. ................................... 136
Figura 30. Mapa geomorfológico do município de Araguaina. ................................................. 138
Figura 31. Mapa geomorfológico da área do Aterro Sanitário de Araguaina. .......................... 140
Figura 32. Mapa de declividade do município de Araguaina. ................................................... 142
Figura 33. Mapa de solos para o município de Araguaina. ....................................................... 143

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...... 159 Figura 58................................................................................ ..... 153 Figura 40............ .................................................... 171 Figura 65............................ 159 Figura 59.................................................... 147 Figura 36........... Bacia Hidrográfica do Rio Lontra.. UTM 22L – 791404E / 9179280N ..... ................. 160 Figura 61.. Limite sul da área de estudo .................. 155 Figura 47..... 157 Figura 54........................................................ Solo desnudo com fragmentos de sílex.. 174 Figura 68................................... ............................. Coleta de dados de CAP............................................................... 158 Figura 56....... Relatório de Impacto Ambiental .. 153 Figura 41............ Vista geral da area para sul... .................... Pastagem em terreno plano no centro sul da área ........... Vista longitudinal da escavação................................................. 145 Figura 35..................................................................................... 190 6 .... Mapa Hipsométrico do município de Araguaina.............................................................................................. ...................................... 153 Figura 42............................................. Argilitos róseos na parte superior da parede ........................................... 156 Figura 51...... Poço/cisterna existente na área UTM 791894E/9179174N ....... Rede de energia na parte centro norte da área ................................................................... . Mata preservada à direita na parte norte da área. ....................... 156 Figura 49................................................ 155 Figura 48................... Esvação para acumular água feita pelo antigo proprietário no centro sul da área........................................................ 152 Figura 37................................................................................. 175 Figura 69................................ Mapa Pedológico da área em que será implantado o Aterro Sanitário de Araguaina.... Solo na parte noroeste da área. Solo na entrada da área.............................................................................. 155 Figura 46........................................................................ 156 Figura 50.. 171 Figura 66................................................................. 158 Figura 57............................... 162 Figura 62............ Sílex no argilito na parede da escavação........ 154 Figura 45........................ 172 Figura 67....................... Fragmentos de sílex na formação pedra de fogo ........................ Indivíduos presentes na fitofisionomia Cerradão apresentando fustes pouco tortuosos........ ............. 159 Figura 60............. 154 Figura 44..... Estrada no centro da área ............................................... Phyllomedusaazurea . 169 Figura 64................... . Camada de sílex nos argilitos ................................................................... Parede lateral mostrando camadas de argilito.................. Mapa da Área de Influência Direta (AID) obedecendo a uma faixa de 200 metros ao redor da propriedade destinada à construção do Aterro Sanitário........................................................... ....................................... Água retida pela impermeabilização das argilas o que caracteriza o solo argiloso favorável ao empreendimento .......................................................... (Imagem de Gustavo Lopes da Silva – Setembro de 2012). ...... 152 Figura 38............... ..................... Outra escavação para acumular água realizada pelo antigo proprietário .......................... ....................................... Argilitos e Siltitos amarelados na base da parede ..... (Imagem de Gustavo Lopes da Silva – Setembro de 2012)........................ Outra escavação mais a norte da primeira .......... 157 Figura 52............................ 158 Figura 55.... (Imagem de Gustavo Lopes da Silva – Setembro de 2012).....................RIMA Figura 34............................ 157 Figura 53.............................................................................................................. ... Delimitação e distancia de Araguaina do Monumento Natural das Árvores Fossilizadas................................................................... Escavação para acúmulo de água......................... Detalhde das paredes da escavação............................................... (Imagem de Adriano Alba Bataglin – Setembro de 2012)............................................. Argilitos e Siltitos .................. Indivíduos presentes na fitofisionomia Cerrado Ralo........................... (Imagem de Gustavo Lopes da Silva – Setembro de 2012)..... Foto da Área Diretamente Afetada (ADA) com pastagem de Braquiarão (Brachiaria brizantha)..................................... 168 Figura 63.... Levantamento Florístico na fitofisionomia Cerrado Denso........................................................ 154 Figura 43........................... 152 Figura 39...............

......................................................... Dasyproctaazarae Cutia Registrada em câmera-trap............................................ 192 Figura 76.................. Busca de vestígios (toca de tatu)............................ ...................... 192 Figura 74Barycholosternetzi ........... Milvagochimachima .............................................. Montagem de armadilha tipo CDC............. Ensino Educacional no Tocantins ... 200 Figura 100.................................... Sítios cadastrados no banco de dados do IPHAN.................................. Hypsiboasmultifasciatus ............. Paleosuchuspalpebrosus ............................ Avistamento de aves com binóculo . 194 Figura 81........................................................................................................ Todirostrumcinereum . Tersinaviridis ............ 195 Figura 84........................................................................................................................................................... 199 Figura 95.... 194 Figura 82.......... 201 Figura 102......................................................................................................... Representação dos níveis de declividade do terreno e a correlação como índice de vulnerabilidade..................... 200 Figura 99........................................................ .................................................... ..................... Caracterização dos pontos de Amostragem da fauna.. Rophalurusamagemmon(Escorpião imperial) ........................................ 196 Figura 87......... 192 Figura 75......................... 198 Figura 94..................................... ........ 178 7 ..rostratus .......... 196 Figura 88..... Procura ativa em buritizal............ Gonatodeshumeralis ..................................................................RIMA Figura 70............. 200 Figura 98..................................................... 141 Quadro 2.... 199 Figura 97. Tamanduatetradactyla (Tamaduá-mirim) atropelado na rodovia BR153 na AID do empreendimento....................... Varredura com gancho herpetológico .................................................................................................................. 164 Quadro 3.............................. ....................................................................................... Montagem de câmera-trap ....................... Chelonoidiscarbonaria ... Pseudopaludicola falcipes ....................................... Registro deTamanduatetradactyla atropelado na BR 153........................................................... 197 Figura 89........................................................................ 191 Figura 73Rhinellaschineideri ....................................................................................... Leptodeiraannulata ........... Dados quantitativos e qualitativos dos anfíbios das áreas de influência do Aterro Sanitário de Araguaina – TO................... 198 Figura 93.................................................................. 198 Figura 92............. 199 Figura 96. 193 Figura 79....................................................... Gymnodactylusamarali ... Ramphastostucanus ....................................................................... Grilo (Endecoussp.. 191 Figura 72.......................... Registro deIguana iguana atropelada na BR 153.......................................................... 201 Figura 101................................................................................................ Cornitermescumulans(Rainha de cupim) ............... 196 Figura 86... Amblipigio (Heterophrynussp.....................................................).............................................................................. 176 Quadro 4.......................................................... 210 Lista de Quadros Quadro 1..................... ................................................................................... 197 Figura 90.. 195 Figura 83................ 193 Figura 77.................... 194 Figura 80...................... Bando de Nasuanasua registrados em câmera-trap............................ 195 Figura 85.......................................................................................... ... 191 Figura 71......................................... 193 Figura 78....................................................... ................................... Lixão de Araguaina ................................................................................ 205 Figura 103..................................... Scinaxcf. 197 Figura 91.................................................................. ............. Thraupispalmarum...........................................) ............... ................. Ameivaameiva .............. Monasanigrifrons .................................... Relatório de Impacto Ambiental ...........................................................

.. Média (B) e Longa (C)..... Dados quantitativos e qualitativos dos répteis das áreas de influência do Aterro Sanitário de Araguaina – TO. Tabela de Impactos Ambientais quanto a fauna .... 179 Quadro 6............. Número total de insetos registrados na área de influência do Aterro Sanitário..... Moderada (II).. Curta (A)....... .. 187 Quadro 9. Baixa (I)......... 227 Quadro 13.............................................. ........ Mamíferos identificados para o EIA – Estudo de Impacto Ambiental do Aterro Sanitário...... ................................................ Curta (A)....................... 190 Quadro 10.............. Número total de insetos por ordens........ total geral................... Alta (III)................................................. número total de famílias e espécies coletadas......................................................... Relatório de Impacto Ambiental . Araguaina-TO..... 180 Quadro 7......... área......RIMA Quadro 5................... .... Média (B) e Longa (C)....... Tabela de Impactos Ambientais quanto a flora ........................................ Baixa (I)............. Avifauna identificada na camapanha realizada na área de influência do Aterro Sanitário...................................................................... ..Pequena (P)...... 222 Quadro 11............... ....................... 224 Quadro 12. Grande (G).....Pequena (P)... Araguaina-TO...................................................... Média (M)...... .. 185 Quadro 8...... Grande (G).................................. Matriz de Interação dos Prováveis Impactos Ambientais Identificados no Meio Físico........................................ Araguaína – TO. Alta (III).. Matriz de Interação dos Prováveis Impactos Ambientais Identificados no Meio Sócio-Econômico.............................................................................................................................. Moderada (II)....................................................................... 229 8 ................ Média (M).

Volume III – Pranchas. uma vez que. O documento é composto por quatro volumes: Volume I . Volume II – Relatório de Impacto Ambiental – RIMA. 9 . Relatório de Impacto Ambiental .Estudo de Impacto Ambiental – EIA. tendo em vista que os impactos positivos também devem ser destacados. no estado do Tocantins. e da Legislação Ambiental vigente no País. O documento atende aos preceitos do Termo de Referência expedido pelo Instituto Natureza do Tocantins – NATURATINS. e no município de Araguaína. Propõe-se a partir do presente EIA soluções que visam atenuar e compensar os impactos ambientais negativos advindos da implantação e operação do empreendimento. Volume IV – Pranchas. a partir da implantação e operacionalização de um aterro sanitário em conformidade com as diretrizes e normas técnicas será possível obter a correta disposição final para os resíduos sólidos do município em questão. APRESENTAÇÃO O presente Estudo de Impacto Ambiental – EIA é um documento técnico por meio do qual se avaliou as consequências para o ambiente decorrente do projeto de implantação do aterro sanitário de Araguaína – TO.RIMA 1.

a qualidade dos recursos naturais. resultantes das atividades humanas que direta ou indiretamente afetam: saúde. o presente empreendimento ora apresentado ao NATURATINS visa expor o método de implantação do aterro sanitário.RIMA 2. as atividades sociais e econômicas. desencadeando os impactos ambientais. Sedo assim. o presente Estudo de Impacto Ambiental – EIA foi elaborado a fim de cumprir com a legislação ambiental brasileira. segurança e bem-estar da população. Impacto Ambiental está definido como qualquer alteração das propriedades físicas. o EIA foi elaborado de acordo com Termo de Referência fornecido pelo Instituto Natureza do Tocantins – NATURATINS. além da Resolução Estadual COEMA no 07/05. INTRODUÇÃO A crescente necessidade do homem em utilizar os recursos naturais de que se dispõe faz com que alterações no meio ocorram. o Aterro Sanitário de Araguaina. químicas e biológicas do meio ambiente. aos empresários e à sociedade como um todo no equacionamento dos problemas. órgão estadual cuja competência está ligada aos assuntos ambientais no Estado do Tocantins. não se pode deixar de expor os inúmeros impactos ambientais positivos advindos da implantação e da operação correta e seguindo as diretrizes e normas técnicas para um aterro sanitário. bem como as medidas adotadas para atenuar ou compensar os impactos ambientais negativos provenientes da implantação do empreendimento. E em cumprimento a Resolução COEMA no 07/05 este empreendimento proposto. Todavia. assim como os ganhos ambientais que o município de Araguaina terá com a implantação de um aterro sanitário. causado por qualquer forma de matéria ou energia. uma vez que atualmente existe no município um lixão. Certos da grave problemática quanto à disposição final adequada que deve ser desenvolvida com os Resíduos Sólidos Urbanos no país e do desafio colocado aos municípios. passível de licenciamento ambiental enquadra-se no grupo Saneamento como Aterro de Grande Porte por ser considerado um empreendimento que poderá ser enquadrado como na região norte do estado. Relatório de Impacto Ambiental . em especial as Resoluções Federais CONAMA no 01/86 e CONAMA no 237/97. as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente. dos quais se pode destacar a melhoria da qualidade de vida da população do município de Araguaina. Dessa forma. No artigo l0 da Resolução CONAMA 001/86. podendo a partir da implantação e operação do presente empreendimento contar com um local adequado para dispor de 10 .

Evitar que o local onde atualmente encontra-se inserido o lixão do município continue em funcionamento. tendo em vista ser um empreendimento que visa operar por mais de 3 décadas. para o estado e para o meio ambiente. Relatório de Impacto Ambiental . médio e longo prazo para a população atual e para as próximas gerações. A gestão de resíduos sólidos no município será favorecida. os ganhos serão a curto. tendo em vista existir atualmente no município um lixão a implantação de um aterro sanitário será e deve ser vista como um ganho para o município. sendo que no estado de Tocantins essa realidade não é diferente. ou seja. será evitado o prolongamento da contaminação que o lixão provoca no meio ambiente. tendo em vista atuar com materiais altamente ofensivos ao meio ambiente quando dispostos de maneira inadequada o empreendimento em questão apresenta-se para resolver o problema que protagoniza a maioria esmagadora dos municípios do Brasil. ou seja. podendo contar com melhorias na coleta e transporte dos resíduos sólidos. Logo. O ganho social para o população do município irá atingir as 3 distinções de tempo. buscar-se-á implantar e operar o aterro sanitário de Araguaina de acordo com as diretrizes e normas de engenharia e de boa conduta com o meio ambiente. 11 . Destaca-se a partir do presente estudo que embora um aterro sanitário seja um empreendimento com alto potencial poluidor.RIMA maneira correta os seus resíduos sólidos.

634/0001-20  Inscrição Estadual: 420.6776 12 .RIMA 3. Informações do Empreendedor  Nome / Razão Social: Nassif – Construtora e Incorporadora Ltda  CNPJ: 10.145.1. Bairro Aterrado. Quadra A.062.113  Representante Legal: Renato Basto Nassif  Endereço: Rua 02. Residencial Dr. João Aldo Nassif. INFORMAÇÕES GERAIS 3. CEP 12600-000. Relatório de Impacto Ambiental . Cond. n° 02. Lorena – São Paulo  Telefone : (63) 3224 .712.

CEP 77016-330. Lote 06.002. Sala 02.245/D-TO o ART n° 00007590 2012 034302 10  Endereço: Avenida Teotônio Segurado.86  Representante Legal: Vinicíus Simonetti Bacellar  Representante Técnico: Engenheiro Ambiental Thaysi Castro Coelho . Plano Diretor Sul.000.CREA 205. Quadra 601 Sul. Informações da Equipe Multidisciplinar Responsável pelo Licenciamento Ambiental Elaboração do EIA/RIMA  Nome / Razão Social: Simonetti Ambiental Ltda  CNPJ: 13. Relatório de Impacto Ambiental . S/N.2.245/D ART n° 00007590 2012 034302 10 13 .543. Palmas-TO.  Telefone: (63) 3224 – 6776 Thaysi Castro Coelho Engenheiro Ambiental CREA-TO 205.660/0001-60  Inscrição Estadual: 176.RIMA 3.

respeitadas as normas ambientais. No Brasil. A disposição final do lixo urbano é um dos graves problemas ambientais enfrentados pelos grandes centros urbanos em todo o mundo e tende a agravar-se com o aumento do consumo de bens descartáveis. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO De acordo com dados das Nações Unidas. Pela primeira vez. 2003). que passam cada vez mais a compor os grandes volumes de lixo gerados pela população (ENSINAS. 2009). grande parte dos resíduos sólidos ainda é descartada sem nenhuma forma de tratamento. a sociedade e a administração pública. os resíduos sólidos urbanos sem disposição adequada consistem uma fonte significativa das emissões de metano (CH4) (ICLEI. uma em cada duas pessoas vive em cidades. quase o dobro do crescimento esperado para a população mundial como um todo. se deparam com um grande desafio quanto à gestão dos resíduos sólidos. no ano de 2007 atingiu-se um marco emblemático referente à população mundial urbana. Relatório de Impacto Ambiental . a população das cidades deve crescer em uma média anual de 1. Esse aumento da população urbana – que se acelerou nos últimos 50 anos graças às inovações tecnológicas na área da saúde e da produção de alimentos – deverá ocorrer principalmente nos países em desenvolvimento (ICLEI. Despejos clandestinos estão presentes na maioria dos municípios e os aterros verdadeiramente sanitários são poucos. Sua produção vem aumentando devido à intensificação das atividades humanas nas últimas décadas.RIMA 4. os aterros sanitários. 14 . Além dos diversos impactos ambientais locais e sobre a saúde e qualidade de vida dos cidadãos. Os novos hábitos de consumo aliados ao crescimento populacional e às melhorias na situação econômica do pós-guerra causaram um aumento vertiginoso na geração de resíduos. principalmente aqueles com grande extensão territorial e densidade populacional mais baixa (ICLEI. Dentre as soluções.78% ao ano. Entre 2005 e 2030. 2009). são uma alternativa viável para reduzir os impactos decorrentes da disposição sem controle de resíduos nos países em desenvolvimento. 2009). dificultando o manejo e disposição correta dos mesmos. Atualmente.

Ele completa que essa situação gera riscos ambientais e de saúde pública para a população. Justificativa para implantação do empreendimento Nenhum município do Tocantins possui sistema adequado de destinação dos resíduos sólidos (lixo urbano). instalação totalmente adequada às normas técnicas e legislação aplicada ao tema. Situação No município de Fortaleza do Tabocão. lagos. além de uma cabana construída no interior do lixão.RIMA 4. Essa é a conclusão de um procedimento do Ministério Público Estadual (MPE-TO). lagoas e oceano. em virtude das irregularidades na destinação do lixo urbano. o lixão está há poucos metros de um rio. a rigor. De acordo com o MPE-TO. nos 138 municípios vistoriados e que já contam com Relatório de Vistoria. Ao todo. Relatório de Impacto Ambiental . Entre as principais irregularidades encontradas pelo Caoma. pontuou o procurador de Justiça. a equipe do MPE-TO encontrou suínos se alimentando de resíduos domésticos. 32 municípios foram alvo de procedimentos do órgão. não existe. aterro sanitário em operação. está a falta de licenciamento ambiental. todos apresentando irregularidades que acabam por descaracterizá-los como aterro sanitário”. o descarte dos resíduos sólidos sem separação de lixo doméstico do comercial. tais como: rios. Embora se tenha alguns licenciamentos que foram iniciados. que vistoriou ao longo do ano de 2011 a situação da disposição dos resíduos sólidos nos 139 municípios do Estado. “Esses depósitos de resíduos sólidos operam com diferentes graus de adequação. 15 . que diz que as áreas de aterros sanitários não podem se situar a menos de 200 metros de qualquer curso de água. indicando a presença contínua de catadores. Em Itaguatins. sucatas e restos de árvores e o depósito irregular de lixo. que produziu relatório para 138 deles. restando finalizar o Relatório de Vistoria para o aterro de Palmas. contrariando a NBR 13896/1997. ou seja. José Maria da Silva Júnior. “Percebemos que a grande maioria dos municípios têm a disposição do lixo inadequada. relata a avaliação prévia do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente do MPE- TO (Caoma). coordenador do Caoma. que oferece risco de contaminação do lençol freático pelo chorume.1. os gestores municipais não deram andamento no processo de licenciamento ambiental da área adequada para destinação desse lixo”.

especialmente quanto à sua disposição. A composição do lixo urbano depende dos hábitos da população entre outros fatores. terra.RIMA Em Esperantina. verifica-se que quanto maior a comunidade. deram origem a diversos resíduos com as novas atividades do homem. maior a produção de resíduos. (baixo potencial de reciclagem) e materiais com potencial poluidor. couro. A devastação dos recursos naturais e a urbanização poluidora que se segui à Revolução industrial a partir do século XVIII. A produção per capita dos resíduos sólidos nos municípios brasileiros oscila entre 0. 7% de plásticos. neste contexto passaram a gerar cada vez mais embalagens. metais e alumínios. A mudança de hábitos culturais das sociedades modernas também trouxe um aumento na quantidade de resíduos sólidos. abóbora e banana para o consumo. principalmente plásticos. baterias e lâmpadas fluorescentes. a maioria dos quais bio-degradáveis ou de degradação extremamente lenta. 2% de vidros. o complexo onde se localiza o aterro já foi vistoriado pelo MPE restando apenas a elaboração do relatório. O crescente processo de industrialização dos alimentos e a incorporação de novos hábitos alimentares. que passou a utilizar os mais variados materiais em seus hábitos de consumo. Relatório de Impacto Ambiental . De acordo com a Tabela 1.46 e 1. ambos apresentando irregularidades que acabam por descaracterizá-los como aterro sanitário. como pilhas. 16 . e por se tratar de um local insalubre estão expostos a diversas doenças e tal situação é agravada pelo cultivo de mandioca. segundo aponta o MPE-TO (Jornal do Tocantins). Na Capital. com diferentes tipos de materiais. louça. 15% de papel e papelão. aliado ao desenvolvimento tecnológico. sendo que as proporções encontradas na literatura giram em torno de 65% de matéria orgânica. borracha. 3% de metais (materiais recicláveis) e o restante entre outros materiais como trapos. o Caoma constatou que uma família reside dentro da área do lixão.29 kg. Os depósitos de Araguaína e Gurupi operam com diferentes graus de adequação. Grande parte do problema da degradação ambiental é ocasionada pelo tratamento inadequado dos resíduos sólidos nos centros urbanos.

419 (1983).999 0.999 0. Ainda segundo PNSB (2000). Alternativas tecnologias e locacionais 4.9% deste total e 68. doméstica.2. 4.16 Fonte: IBGE ( 2007) A coleta de lixo no Brasil.1.000 a 999.2. Relatório de Impacto Ambiental .000 a 199. agrícola.56 De 100. Produção per capita de lixo domiciliar em kg/d segundo os extratos populacionais dos municípios brasileiros População (hab) Produção de resíduo (kg/hab/d) Até 9. 63. Dos 5.48 De 50.999 0.999 0. 17 .000 a 99.507 municípios pesquisados.29 Mais de 1 milhão 1. 2000).000 a 499.999 0. dos 5. sem causar danos à saúde pública e sua segurança. método este que utiliza princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos a menor área possível e reduzí-lo ao menor volume permissível.RIMA Tabela 1.42 De 20.000 a 19.999 1.5% dos resíduos gerados nas grandes cidades brasileiras são jogados nos lixões e alagados (PNSB.026 (73. minimizando os impactos ambientais.507 municípios.78 De 500. As 13 maiores cidades do país são responsáveis por 31. 68.999 0. Tecnologias empregadas Os resíduos sólidos são conceituados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT em sua Norma Regulamentadora NBR n° 10.6% depositam lixo a céu aberto em lixões. 4. segundo o IBGE (2012). comercial. Segundo a ABNT em sua NBR n° 8.5% dos resíduos sólidos são despejados diretamente em lixões. apenas 13% tem seu destino em Aterro Sanitário. cresceu 0. o quadro também é assustador. Onde 70% do lixo são dispostos inadequadamente e.000 a 49.1%) tem população inferior a 20 mil habitantes. Nestes municípios.6 ponto percentual de 2007 para 2008 e hoje atende mais de 50 milhões de domicílios. que resultam de atividades de origem industrial. Nas cidades menores. cobrindo-os com uma camada de terra na conclusão de cada jornada de trabalho ou a intervalos menores se for necessário. o aterro sanitário é uma técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos no solo.46 De 10.69 De 200. de serviços e de varrição. hospitalar.004 (2004) segundo resíduos no estado sólido e semi-sólido.

Geração de resíduos orgânicos é emprego e renda. Os aterros de resíduos de Classe IIA dispõem de dispositivos de impermeabilização da base através de manta de PEAD e camada de solo argiloso compactado. redução de material cartuchos e tonners. plástico. sucata . Economia de ferrosa. Relacionou-se algumas: recuperação.2. tratamentos térmicos. A implementação destes elementos propicia a minimização da proliferação de micro e macro vetores. ferrosa. sendo elas a classe I ou resíduos perigosos. e os resíduos classe IIB ou inertes. reciclagem. das águas superficiais e subterrâneas. Compostagem A decomposição dos . recursos naturais.2. A Tabela 2 analisa os principais sistemas de tratamento de resíduos aplicados no Brasil. que demanda o aterro).RIMA A classificação dos resíduos segundo a ABNT 10004 (2004) é diferenciada em duas classes. além de permitir o controle da poluição do ar e odores. de coleta e queima ou aproveitamento energético dos gases gerados e de sistema de drenagem superficial de águas pluviais. . Relatório de Impacto Ambiental . de localização. tecnológicas e construtivas Muitas são as tecnologias relacionadas ao tratamento e disposição final de resíduos. Alternativas de concepção. reprocessamento. Comparativo de sistemas de tratamento de resíduos. . Tabela 2. seus custos de implantação e operação e suas implicações ambientais. 18 . tratamentos físico-químicos. diminuindo os riscos de contaminação do solo.Preservação dos papel. e a classe II ou resíduos não perigosos. madeira. SISTEMA DESCRIÇÃO VANTAGENS DESVANTAGENS RECICLAGEM Resíduos indicados: . A classe II possui ainda uma outra subdivisão que é a dos resíduos classe IIA ou não inertes. descontaminação e descaracterização de embalagens e disposição em aterros. papelão. pilhas. Geração de emprego e renda.Conscientização da população para as questões ambientais. de sistema de coleta dos líquidos percolados (chorume). transporte (pela baterias. Economia de catalisadores. tratamentos biológicos. sucata não energia. Todas são avaliadas considerando suas eficiências. . 4.

Pode ser utilizado Gera um passivo os resíduos que para grande variedade ambiental que precisa sobram no processo de resíduos.Transformação do material orgânico em composto adequado para solo agrícola.3. ser continuamente de reciclagem. solo e fertilizante. Além de ser a alternativa econômica. Além de ser a alternativa econômica. Vantagens ambientais e econômicas importantes obtidas nos centros de triagem e compostagem. técnica e ambientalmente viável.Baixo custo em . Aterro Sanitário Técnica de disposição . monitorado. operação.Necessita de uma final de resíduos relação a outras grande área física sólidos no solo que opções de tratamento para construção e pode ser amplamente e disposição final.Menor volume de ecossistema e o resíduos disposto em composto orgânico. incineração e compostagem precisam de um local para ser descartados de forma apropriada. Economia da resultante. 4. . Mesmo os resíduos que sobram no processo de reciclagem.RIMA parte integrante do . . Justificativa da Alternativa adotada O aterro sanitário é uma técnica de disposição final de resíduos no solo que pode ser amplamente empregado. Mesmo . técnica e ambientalmente viável. O local onde se pretende implantar o aterro sanitário possui características físicas e ambientais adequadas. aterros. se comparada às demais. Relatório de Impacto Ambiental .2. com baixa interferência aos recursos hídricos 19 . incineração e compostagem precisam de um local para ser descartados de forma apropriada. tem sido energia que gasta na usado como transformação da condicionador do matéria prima. material dela . se comparada às demais.- empregado.

numa região carente de oferta de empregos. sociais. Haverá investimentos da ordem de aproximadamente R$ 3. Desta forma. A modalidade de disposição dos resíduos no solo será utilizando o método de célula e área.856.080. Logo. Logo.3.00 (três milhões de reais) nos primeiros anos de implantação do empreendimento. Relatório de Impacto Ambiental . 4. ambientais e sócio-econômicas sejam investigadas no intuito de evitar ou 20 .4 m³. dando prioridade a utilização de mão de obra local. reduzindo assim o seu volume.2. saúde pública.000. comerciais) da classe IIA e IIB e RSS gerados no município de Araguaína e cidades circunvizinhas. considera-se justificada a escolha da implantação do aterro sanitário como alternativa tecnológica e locacional mais viável para a disposição dos resíduos sólidos (domésticos.7 ton/m³. o total de resíduos que a célula irá receber será de 4. Alternativa de Concepção e Construtiva A topografia e o solo da área de implantação do aterro oferecem com vantagem a possibilidade de dispor os resíduos em aterro em camadas. Será desenvolvida uma única célula que contará com a formação de 5 bermas ou taludes.RIMA superficiais ou subterrâneos. Alternativa de localização Buscou-se uma área com características ambientais nas proximidades do município de Araguaína. como: Área de Proteção Permanente (APP) ou Unidades de Conservação.2. Pretende-se garantir e até mesmo ampliar o número de empregos. utilizando o sistema de coleta e queima dos gases e drenagem. Para a escolha da área foi considerado fatores econômicos.466. espaciais. sendo compactado em células e em área com sobreposição das camadas ao final do preenchimento de cada célula.1. retirada e tratamento dos líquidos lixiviados. o total de resíduos sólidos a serem recebidos na célula completa será maior que o valor informado.326. uma vez que a compactação que o lixo irá receber fará com que seu volume reduza para 0. De forma que o volume total da célula será de 2. 4. uma vez que ao chegar na área de disposição o resíduo é compactado.000. bem como nenhuma interferência com áreas protegidas.3.2 ton. A implantação de um aterro sanitário em uma determinada área requer que variáveis tecnológicas. de segurança.2. e principalmente ambientais.

Lei Federal n° 12.RIMA minimizar os impactos negativos que possam vir a comprometer o empreendimento ou causar danos ao meio ambiente. 2012). O município de Araguaína atualmente possui um lixão ou vazadouro que se encontra localizado de maneira totalmente irregular. em critérios de engenharia e normas específicas operacionais. uma vez que não atende á legislação ambiental brasileira. Descrição do empreendimento 4. Aliado à problemática da disposição inadequada que os resíduos do municipio de Araguaina recebe em função do lixão. A concepção do projeto do aterro sanitário fundamentou-se. contemplando os seus princípios fundamentais (BRASIL.404 de 23 de dezembro de 2010. Boas perspectivas de sustentabilidade ambiental estão em curso por meio da implantação de projetos que atendam a Política Nacional de Resíduos Sólidos. disposição e monitoramento. Com esse intuito foi realizada uma árdua busca utilizando-se de diversos meios para que fosse encontrada a área mais adequada para o empreendimento. chegando-se a uma vida útil de 39 anos. Os impactos do lixão municipal nas áreas circunvizinhas são eminentes. existe ainda a implantação de um empreendimento de grande porte vizinho à área do atual lixão de resíduos do município. O aterro sanitário poderá receber os resíduos do município de Araguaína até o ano de 2052. bem como não existe nenhum tipo de monitoramento dos parâmetros ambientais e sociais.3. considerando a taxa linear de crescimento populacional. vai em desacordo com todas as recomendações e normas técnicas. Relatório de Impacto Ambiental .3. bem como o funcionamento do mesmo é irregular. assim como a degradação ambiental que o mesmo provoca ao meio diante de seu funcionamento sem nenhuma forma de restrição ou controle de resíduos. objetivando minimizar os impactos ambientais e sociais causados pela disposição inadequada dos resíduos nos 21 .305 / 2010 e Decreto n° 7.1. assim como não existem nenhum tipo de operação do mesmo. Considerações iniciais A implementação do Aterro Sanitário em Araguaína vem atender a uma necessidade básica de infraestrutura para o município. Tem-se vivenciado nos últimos anos no Brasil algumas mudanças caracterizadas como benéficas no setor do saneamento ambiental no que a temática dos resíduos sólidos urbanos. essencialmente. 4.

Principais características da área do empreendimento.RIMA municípios. km 168. Área de Reserva Legal 19. A seguir a Tabela 3 contendo as características do aterro: Tabela 3. Tabela 4. para atender à demanda de lixo urbano da população dos municípios por um período mínimo de mais de 30 anos.48 hectares Tipo de resíduo Classe IIA e B e RSS Vida útil estimada >30 anos Na Tabela 4 é apresentada a previsão de mão-de-obra para o funcionamento do aterro sanitário. CARACTERÍSTICAS ATERRO SANITÁRIO Localização Rodovia BR – 153. Previsão de mão-de-obra para o Aterro sanitário. ÁREA QTDE/SETOR FUNÇÃO SETOR Consultor Terceirizado Ambiental 3 Engenheiro Contrato Ambiental/Sanitarista Jurídico Ambiental Terceirizado Auxiliar de escritório Administração Administrativo 3 Financeiro/comercial Administração Ajudante geral Administração 1 Operador de pá Aterro carregadeira 1 Vigia Aterro Aterro 1 Motorista Aterro 1 Operador de trator Aterro esteira 1 Operador de balança Aterro 4. Escolha da área do aterro 22 . Relatório de Impacto Ambiental . sentido Palmas – Araguaína Área total do aterro 55.50.17 há (cinquenta e cinco hectares.3.2. cinquenta ares e dezessete centíares).51hectares Área de Proteção Permanente 0. A alternativa adotada para a destinação final dos resíduos teve por objetivo a implantação de uma aterro sanitário projetado dentro da concepção da disposição do mínimo possível de resíduos.

Relatório de Impacto Ambiental .RIMA A realidade nacional torna-se um grande desafio aos gestores municipais. Tal fato será terminantemente proibido no presente aterro sanitário que se apresenta. A estética da paisagem também deve ser levada em consideração. em áreas já degradadas que permitam a recomposição da área. dando-se prioridade a locais que possibilitem a implantação de aterros com uma vida útil de. que novas áreas venham a ser impactadas. Deve ser dada preferência a áreas que. no mínimo. A utilização desse artifício não foi possível em Araguaína. Devem ser evitadas áreas cujo tamanho só viabilize a disposição dos resíduos por um curto período de tempo. recuperando-as e ampliando-as adequadamente. uma vez que se sabe que nas proximidades dos aterros sanitários e lixões criam-se invasões que podem tornar-se uma malha urbana inadequada. possibilitem a obtenção interna de solo adequado para cobertura dos resíduos. Deve-se selecionar um local de preferência que já tenha algum grau de degradação. uma vez que a área em que encontra-se inserido o atual lixão de resíduos sólidos é muito pequena. conforme NBR 13. ou então. bem como áreas localizadas.  Ambientais: As formas de destino devem garantir a qualidade do meio ambiente urbano. uma vez que o projeto existente no município é que ocorra o seu crescimento urbano para próximo da região em que encontra-se inserido o lixão. deve ser priorizada a utilização de áreas já ambientalmente impactadas.896.  Econômicas: Os gastos com a limpeza pública e estocagem são elevados e devem ser bem planejados. das águas e do solo e muito menos servir de habitat para insetos e animais nocivos ao homem. que já tenha sido desmatado. dando-se preferência a terrenos sem mata nativa e/ou nascente e sem uso econômico definido. além de ser uma área muito próxima ao centro urbano da cidade e ser objeto de desejo de grandes projetos de loteamento. que têm de levar em conta algumas questões básicas antes da implantação de um aterro sanitário. 10 anos. a 40 km dos principais centros geradores de resíduos. evitando assim. não podendo comportar a implantação de um empreendimento para um longo prazo de vida útil como oque que se propõe no presente projeto. por suas características geomorfológicas. Se possível.  Espacial: As formas de disposição dos resíduos não devem comprometer a ocupação do espaço urbano. não devendo gerar fontes de poluição do ar. uma vez que tal procedimento seria caracterizado 23 . no máximo.

resultando em um processo anormal no sistema. Diante dessa complexidade de processo. Nesse sentido.896 e das restrições da legislação pertinente. Nesse sentido. Essa avaliação preliminar levantou várias condicionantes naturais e antrópicas. devido aos problemas de odor. Na realidade. Naturalmente os sistemas ambientais estão em condições de estabilidade. em conjunto 24 .896/1997 da ABNT. mas a intervenção humana provoca o desequilíbrio.5 m. faz-se necessário desenvolver um conhecimento sobre os elementos componentes desse sistema e perceber a significância dos estudos ambientais e seu inter-relacionamento com outros elementos do sistema ambiental. Relatório de Impacto Ambiental .RIMA como indo contra a legislação ambiental brasileira e da política nacional de resíduos sólidos. A implantação de um aterro sanitário em uma determinada área requer que variáveis tecnológicas. causando alterações na entrada de matéria e energia. ou seja.  Social: Um planejamento de limpeza pública jamais deverá facilitar o convívio homem – lixo. barulho e impacto visual que o aterro poderá causar. tais estudos consistem no processo de predizer e avaliar os impactos de uma atividade humana sobre condições naturais e delinear os procedimentos a serem utilizados preventivamente para mitigar ou evitar tais efeitos. por estrada pavimentada de boa capacidade de tráfego e desprovido de rampas íngremes. o impacto ambiental. criando riscos de acidentes com aeronaves. o ideal é que o solo onde o aterro será implantado tenha permeabilidade inferior a 10-6 cm/s. o primeiro passo deste trabalho foi realizar a avaliação prévia da área disponível para ver se atende a todas as exigências da NBR 13. Devem ser evitadas áreas localizadas junto a aglomerações urbanas. com uma zona não saturada com espessura maior que 1. pois os resíduos depositados podem atrair urubus e outras aves. conforme dispõe a NBR 13. quando não bem operado. Também. devem ser evitados locais próximos a aeroportos.  Segurança e saúde pública: O local deve contar com boas condições de acesso. ambientais e sócio-econômicas sejam investigadas no intuito de evitar ou minimizar os impactos negativos que possam vir a comprometer o empreendimento ou causar danos ao meio ambiente. O subsolo local deve possuir características geo-hidrológicas que minimizem a dispersão de eventuais contaminantes a jusante do local do aterro e que dificultem a contaminação dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos.

a) Foi demandado a empresas imobiliárias a busca por áreas contendo área superior a 50 hectares nas proximidades de Araguaína e de preferência próximo à BR 153 para facilitar o transporte dos resíduos sólidos. justifica-se a escolha da área em questão para o presente estudo. não apenas do ponto de vista ambiental. todavia a área escolhida foi a que mais se apresentou viável para implantação do empreendimento. 25 .RIMA com as questões relacionadas à viabilidade econômica e da própria concepção do aterro sanitário. Esta metodologia visa descartar áreas inadequadas e sugerir locais de menor impacto possível. o que impossibilitava a concretização do estudo. mas também do ponto de vista técnico. Os principais aspectos considerados foram as restrições legais. operacional e social. A avaliação de alternativas para seleção de áreas envolveu o levantamento de várias condicionantes naturais e antrópicas. e diante das características. foi realizado o estudo comparativo entre a área escohida e outras 2 áreas para se determinar qual seria a mais viável para implantação do empreendimento. a condição de preservação da área. Na Figura 1 pode-se observar a imagem das 3 áreas pré-selecionadas como disponíveis á implantação do aterro sanitário. econômico. sendo discutidas separadamente as características de cada uma delas. b) Foi verificado problemas em documentações em uma das propriedades que apresentaram interesse. para se evitar o desmatamento de uma área ainda preservada. Foram indicadas 3 áreas próximas à BR 153 e com o tamanho solicitado. os condicionantes ambientais. A seguir são apresentadas as 3 áreas que foram pré-selecionadas. apresentando-se os pontos fundamentais que desencadearam a escolha da área 3 para implantação do empreendimento. Portanto. os condicionantes tecnológicos. em conjunto com as questões relacionadas à viabilidade econômica e da própria concepção do aterro sanitário. favorecendo-se as áreas que já possuam um nível de antropização e que de preferência já tenha sido desmatada. Relatório de Impacto Ambiental .

1. Uma vez possuir uma nascente 26 . 4. sendo a área remanescente pertencente à área de reserva legal.6% desse total é área destinada ao uso alternativo. A nascente dentro da propriedade encontra-se na coordenada UTM 790953 – E/9180124 – S.RIMA Figura 1. no sentido Palmas- Araguaina com coordenada UTM localizada a 791335 . Relatório de Impacto Ambiental .3. sendo que 52.E / 9179830 – S.1 km. Uma vez que possui uma nascente na área sendo necessária a preservação da área de proteção permanente. A área possui o total de 55. A distância da área para o inicio do perímetro urbano do município de Araguaina é de 24. Chegou-se à conclusão em relação à presente área que a mesma não seria proveitosa para a implantação de um aterro sanitário.2. Visualização das 3 áreas pré-selecionadas. Área 1 – Descartada A área 1 encontra-se na margem esquerda da BR 153.25 hectares.

E / 9178030 – S. o que caracteriza uma área muito bem preservada. A área possui o total de 58. Observou-se que a área possuía boa localização. por estar situada às margens da BR 153.08 hectares.2.3. Foi possível averiguar também a presença de dois corpos d’água que se cruzam no meio da 27 . impossibilitando o seu uso. todavia a extensão de área que poderia ser utilizada era muito pequena.S sendo necessária a preservação da área de proteção permanente. A distância da área para o inicio do perímetro urbano do município de Araguaina é de 26 km.RIMA d’água dentro de sua limitação. no sentido Palmas- Araguaina com coordenada UTM localizada a 791086 . o que poderia influenciar negativamente no tempo de vida útil do aterro sanitário. Figura 2. totadia. 4. e outro ponto negativo dessa área foi que boa parte da área que poderia ser utilizada encontra-se averbada como área de reserva legal. Área 1 em detalhe. Área 2 – Descartada A área 2 encontra-se na margem esquerda da BR 153. muito próximo ao centro da área.2. Na Figura 2 é possível observar a área 1 em detalhe. Relatório de Impacto Ambiental . Observou- se ainda a presença de uma nascente localizada na coordenada UTM 790693 – E/9178184 . grande parte da sua área é representada por vegetação bastante densa.

Figura 3.3. Observou-se que a área possuía boa localização. Além das áreas de proteção permanente soma-se ainda a área de reserva legal. Área 3 – Área escolhida 28 . o que reduz ainda mais a área útil dentro da propriedade para implantação do aterro sanitário. todavia a extensão de área que poderia ser utilizada era muito pequena.3. Relatório de Impacto Ambiental . Área 2 em detalhe. sendo necessário mantê-la assim.RIMA propriedade. por estar situada às margens da BR 153. Chegou-se à conclusão em relação à presente área que a mesma não seria proveitosa para a implantação de um aterro sanitário.2. e outro ponto negativo dessa área é que a mesma encontra-se muito bem preservada. o que reduziria ainda mais área do terreno que não poderia ser utilizado. o que poderia influenciar negativamente no tempo de vida útil do aterro sanitário. 4. além de possuir alto grau de preservação da vegetação. em preservação. Uma vez por possuir uma nascente d’água dentro de sua limitação. Na Figura 3 é possível observar a área 2 em detalhe. muito próximo ao centro da área.

uma vez que ambas apresentavam nascentes dentro do seu perímetro. Chegou-se à conclusão em relação à presente área que a mesma seria proveitosa para a implantação de um aterro sanitário. dento em vista ter sido outrora área para prática da pecuária pelo antigo proprietário. Dentre as vantagens observadas nessa área.RIMA A área 3 encontra-se na margem direita da BR 153. tendo em vista a dificuldade encontrada para se promover a compra de áreas em Araguaína que atendam as exigências referentes à distância de centros urbanos. por se tratar de terreno próximo à rodovia. de forma que são apresentadas todas as suas informações relevantes.7 km. destaca-se que praticamente toda sua área que pode ser utilizada. ou seja. cinquenta ares e dezessete centíares).50. Assim como as demais áreas a localização do terreno é bastante favorável. A caracterização da área escolhida é mais detalhada nos próximos pontos do estudo. com ótimo acesso e fácil localização para o transporte da coleta dos resíduos sólidos urbanos. Foi possível averiguar que não há a presença de nascentes na área. Relatório de Impacto Ambiental . A área 3 é apresentada em maior detalhe na Figura 4 abaixo: 29 . aeroportos e área suficiente para se ter uma prazo de vida útil proveitoso para o empreendimento. já encontra-se desmatada. no sentido Palmas- Araguaina com coordenada UTM localizada a 791314 . o que já se caracteriza como um ponto favorável em relação às áreas 1 e 2. A distância da área para o inicio do perímetro urbano do município de Araguaina é de 24. A área possui o total de 55. corpos hídricos. a excetuando-se a área de reserva legal.E / 9179245 – S.17 há (cinquenta e cinco hectares.

Apresenta-se na Tabela 5.D Pontuação máxima de 200 pontos D > 10 km 0 pontos 10 < D < 20 km 100 pontos D < 10 km 200 pontos Vias de acesso Pontuação máxima de 200 pontos Pavimentadas em boas condições: Asfaltada 120 pontos Encascalhada 80 pontos 30 . Sistema de Pontuação para Avaliação das Áreas Pesquisadas. para hierarquização e seleção de áreas. o sistema de pontuação adotado.P Pontuação máxima de 50 pontos P > 3 km 50 pontos 1 < P < 3 km 30 pontos P < 1 km 10pontos Distância do aterro ao centro de massa . Tabela 5. Com os pontos que foram dados a cada item nas áreas pesquisadas. foi feita a análise para a escolha de uma área que melhor alocasse o aterro sanitário. Proximidade de perímetro urbano . Área 3 em detalhe.RIMA Figura 4. Relatório de Impacto Ambiental .

com média a 30 pontos baixa capacidade de suporte e média a alta permeabilidade Disponibilidade de solo para cobertura Pontuação máxima de 200 pontos No local da obra 200 pontos Num raio de 10 km 100 pontos A mais de 10 km 50 pontos Profundidade do lençol freático .RIMA Com exigências de melhorias 30 pontos Inexistente 0 pontos Planas ou sem rampas fortes 80 pontos Com rampas médias 40 pontos Muito íngremes 0 pontos Disponibilidade de infraestrutura Pontuação máxima de 100 pontos De água no local 50 pontos  Facilidade/custo de captação-baixo 30 pontos  Alto 10 pontos De esgoto 30 pontos De energia 20 pontos Impacto visual da paisagem Pontuação máxima de 100 pontos Pequena interferência 100 pontos Média interferência 50 pontos Grande interferência 0 pontos Topografia Pontuação máxima de 50 pontos Ondulado com alta declividade 30 pontos Ondulado com baixa declividade 50 pontos Plana 10 pontos Condições climáticas (Direção do vento) Pontuação máxima de 100 pontos A direção dos ventos afeta os núcleos 0 pontos urbanos A direção dos ventos não afeta os núcleos 100 pontos urbanos Condições geotécnicas dos solos Pontuação máxima de 100 pontos Profundos com boa capacidade de suporte e 100 pontos baixa permeabilidade Rasos com boa capacidade de suporte e 50 pontos média a baixa permeabilidade Arenosos. rasos a profundos.H Pontuação máxima de 100 pontos H > 10 m 100 pontos 5 < H < 10 m 50 pontos H<5m 0 pontos Susceptibilidade a contaminação de Pontuação máxima de 100 pontos manancial Alta 0 pontos Média 50 pontos Baixa 100 pontos Uso atual Pontuação máxima de 100 pontos Terra sem uso 100 pontos Utilizada com pastagem 50 pontos Utilizada com agricultura 30 pontos Utilizada com indústria ou urbanizada 0 pontos Titularidade Pontuação máxima de 100 pontos 31 . Relatório de Impacto Ambiental .

O instrumento balizador foram os parâmetros das condicionantes ambientais. como por exemplo. Com esse intuito elaborou-se a Tabela 6 seguinte que apresenta o resultado da matriz de caracterização e avaliação para a área. Matriz de caracterização e avaliação da área. visto que medir.2. a distância do centro gerador e o custo que cada município terá com o deslocamento até a área escolhida. Tabela 6.3. além de definições já tomadas em relação a regiões onde deve ser implantado o aterro sanitário. Ao mesmo tempo prever se a instalação causará pontos positivos à qualidade ambiental e à qualidade de via da população envolvida no processo. uma fosse eleita para a implantação do Aterro Sanitário . PARÂMETROS DE AVALIAÇÃO ÁREA PONTOS Proximidade com perímetro >20 km do perímetro urbano 50 urbano do município Distância do aterro ao centro >30 km 0 gerador de massa Condições das vias de acesso Pavimentação asfáltica sem 200 rampa forte Disponibilidade de Facilidade para captação 80 32 .4. se a área avaliada contempla os pré-requisitos para a integração do aterro Sanitário. a ponderação dos impactos ambientais que esse empreendimento possa a vir causar no meio natural. mapas de localização.RIMA Pertencente à prefeitura 100 pontos Particular. Relatório de Impacto Ambiental . disponível para venda 50 pontos Não disponível para venda 10 pontos TOTAL MÁXIMO DE PONTOS 1500 pontos A escolha da área para o Aterro Sanitário busca o aproveitamento das vias existentes em relação ao crescimento urbano da área metropolitana. A aplicação de tal metodologia torna-se complexa. Avaliação A avaliação da área foi baseada nos relatórios técnicos. 4. as restrições legais e os condicionantes tecnológicos apresentados no quadro anterior. uso e ocupação do solo. pesar e avaliar os elementos da natureza requer antes de qualquer coisa. onde cada área recebeu uma pontuação individual para que no final. dados bibliográficos e levantamentos de campo.

50. onde a profundidade desses poços pode variar de 100 a 1500 metros.715.00 m².RIMA infraestrutura Impacto visual na paisagem Pequena interferência 100 Topografia Ondulado com baixa 50 declividade Direção dos ventos Não afeta núcleos urbanos 100 Condições geotécnicas do Solos profundos areno. uma vez que todo o município é abastecido por água de poços subterrâneos distintos.3. e de áreas de proteção ambiental não indicam restrições institucionais. Localização A área total da propriedade em que será implantado o aterro sanitário é de 55. 50 solo argilosos com boa capacidade suporte e baixa e média permeabilidade Disponibilidade de solo para No próprio local do 200 cobertura empreendimento Profundidade do lençol Entre 5 e 10 metros 50 freático Susceptibilidade de Média 50 contaminação de manancial Uso atual Pastagem e pecuária 50 Titularidade Particular 50 Total 1030 A partir da análise da Tabela 6 concluiu-se que a área é adequada à implantação do aterro sanitário.15 hectares. embora sejam tomadas todas as medidas de segurança necessárias. Todavia á área em que será implantada a célula de disposição final dos resíduos sólidos será de aproximadamente 120. o que impossibilita a contaminação desses mananciais. Relatório de Impacto Ambiental .3. para que nem o solo tampouco a água sejam contaminados por efluente do empreendimento. ponto esse positivo ao empreendimento. 33 . A área selecionada não corresponde à zona de recarga de aquífero e esta a jusante de qualquer poço subterrâneo que promove o abastecimento de água ao município de Araguaina. não sendo utilizado nenhum manancial superficial para o abastecimento. Logo. 4. os pontos de captação são realizados por poços subterrâneos do tipo semi artesiano. As informações prestadas pelas instituições envolvidas nas questões legais de uso do solo.

21 S 9180304.050 P004 22M E791455.08 P006 22M E791434. Coordenadas geográficas da área do Aterro Sanitário.140 S 9178683. indicando-se seus acessos. Na Tabela 07 apresentam-se as coordenas geográficas que formam o polígono da propriedade em questão.640 S 9179245.RIMA Ressalta-se que na presente área foi atendida a reserva legal exigida pela legislação. Na Figura 5 mostra-se uma vista da área onde será implantado o aterro sanitário.310 P005 22M E791603. Tabela 7.230 P003 22M E791601.69 A Figura 6 consta com uma vista da BR 153 nas proximidades da entrada do Aterro Sanitário.420 S 9180366.780 P002 22M E791314.208 S 9180311. Figura 5.15 S 9180366. Coordenadas UTM do empreendimento P001 22M E792563. Relatório de Impacto Ambiental . 34 . Área do Aterro Sanitário.

fundamentalmente. compatibilizando os tempos necessários para os serviços de escavação e aproveitamento dos solos locais como material de cobertura com os serviços de disposição de resíduos. O dimensionamento das etapas utilizadas para receber os resíduos domiciliares e de serviço de saúde do aterro sanitário baseou-se no principio de maior aproveitamento da área para obtenção de uma vida útil. do escoamento superficial da água. Concepção tecnológica A concepção do aterro sanitário se embasou. de forma mais natural possível. 4. Entrada da área do aterro. de tal forma que sua implantação deverá atender. da vegetação existente e do alto nível de degradação da área. além de considerar que a quantidade de 35 . sem interferência em cursos d’água ou encostas.4. Relatório de Impacto Ambiental . Para efeito de projeto foi considerado a evolução populacional do município de Araguaína para efeito de cálculo da geração de resíduos sólidos domiciliares (RSD) urbanos. foi concebida toda a drenagem sub- superficial. em função da qual. a disposição das células de lixo da área. as características originais do terreno. a drenagem de lixiviados.3.RIMA Figura 6. na topografia original da área.

vias de acesso principais e secundárias e colocação de cerca em toda extensão do empreendimento.  Sistema de drenagem de água pluviais.  Sistema de drenagem e tratamento de líquidos lixiviados. compreendendo o chorume oriundo do processo de decomposição dos resíduos.7 kg/hab/dia para geração de resíduos sólidos domiciliares e públicos. Relatório de Impacto Ambiental . social e ambiental de sistemas integrados de destinação de resíduos sólidos urbanos.RIMA resíduos de serviço de saúde (RSS) gerados equivale a aproximadamente 2% do total de RSU.  Para a determinação do volume de resíduos sólidos domiciliares foi considerado o peso específico aparente de 0. Essas premissas envolvem desde concessões públicas ou parcerias público- privada para exploração de unidades rentáveis do empreendimento. sendo que esse aumento provocara concomitantemente o aumento na geração dos resíduos sólidos.  Dotação de infraestrutura na área. envolvendo a instalação de rede de energia elétrica.  Planejamento da utilização e plano de encerramento do aterro sanitário. Nesse sentido foram realizadas as seguintes considerações:  Para o cálculo de geração de resíduos foi considerada a geração per capita média do município de Araguaína de 0. além da infraestrutura e logística necessárias para a boa operação do aterro. Será considerado um aumento da população de acordo com a taxa de crescimento. A concepção do aterro sanitário baseou-se nos conceitos da sustentabilidade econômica. O aterro deverá contar com todos os sistemas e instalações necessários à sua adequada operação e controle técnico e ambiental.70 ton/m³ referente ao lixo compactado dentro da célula de resíduos sólidos domiciliares. até políticas e ações públicas voltadas para solucionar os problemas sócio-ambientais. envolvendo (Ver prancha 02/28 e 03/28):  Áreas específicas para disposição e tratamento de resíduos sólidos domiciliares. Os componentes do sistema integrado de destinação final de resíduos sólidos são descritos a seguir: 36 .

desde o inicio até o final de plano do aterro.000 mg/l. b) Unidade de tratamento de líquidos percolados A unidade de tratamento dos líquidos percolados foi dimensionada para receber uma vazão de até 5. o sistema de tratamento estará preparado para receber todo líquidos percolado gerado . todo volume de percolado gerado será tratado considerando uma eficiência mínima de 90%.00 mm que recebem os resíduos de saúde e logo após uma cobertura de cal para 37 . onde se instalará toda infraestrutura necessária para o funcionamento do aterro sanitário e se promoverá a operação do mesmo com o recebimento dos resíduos sólidos. refeitório. d) Unidade de disposição de RSS A unidade de tratamento e disposição final do RSS consistira de valas sépticas que é caracterizada como o método de destinação final específico para o aterramento da fração infectante do RSS.  Guarita de controle de entrada e saída. Consiste em valas escavadas em local isolado no aterro.00 m² e foi dimensionada para uma vida útil de 38 anos. c) Unidades de infraestrutura O aterro sanitário contará com unidades de apoio às atividades de disposição final dos resíduos sólidos. onde ficarão instalados os sanitários e vestiários. ou seja. constando de:  Uma central de apoio aos funcionários.000 mg/l e uma DQO de 12.RIMA a) Célula de Disposição e Tratamento de RSU A unidade de destinação final dos resíduos domiciliares ocupará uma área de 120. O empreendimento será composto em duas etapas.  Galpão de armazenamento de máquinas e equipamentos. uma DBO igual a 6. Estimou- se.  Rede de iluminação. para o lixiviado afluente. revestidas por material impermeável constituído de manta geo sintética do tipo PEAD 2. Nessa unidade de tratamento. e sala administrativa.81 l/s que se caracteriza como a vazão de final de plano. Relatório de Impacto Ambiental .715.

sendo constituída de 5 taludes superiores. devendo os mesmos ser pesados. Enquanto que os resíduos de serviço de saúde serão destinados à vala séptica. Conformação geométrica do aterro A conformação topográfica do aterro será definida como célula e área. 4.RIMA eliminação de patógenos através da rápida variação de pH e posteriormente uma cobertura de solo. somando-se os cinco taludes.00 metros de altura. 1. e) Inspeção e Controle dos Resíduos Sólidos Urbanos O controle dos resíduos será feito na chegada dos veículos ao aterro. Detalhamento do Projeto do Aterro O Aterro Sanitário será implantado em uma área de 55. por esse motivo. Os resíduos domésticos serão destinados à célula de disposição e compactação de lixo. Inicialmente serão escavados 2 metros (abaixo do nível do solo) e depois de finalizada essa etapa.00 m² serão destinados à disposição final dos RSS. possuindo 150. fazendo-se a separação dos mesmos por tipo – domésticos ou resíduos de serviço de saúde. a trincheira também será alargada. com altura de 5.00 metros na largura da parte superior do terreno e 222. a célula será composta acima do nível do solo. sendo que apenas 120. Relatório de Impacto Ambiental .25 m² destinados ao sistema de tratamento de líquidos percolados.715.4. A conformação geométrica no final de plano do aterro sanitário deverá atingir a altura total de 25. 4.50. observando um plano de evolução do aterro.1.00 m² serão destinados à disposição final dos Resíduos Sólidos Domiciliares. A variação na largura da trincheira se deve ao fato do alargamento do terreno no sentido inferior da área.00 de largura na parte inferior do terreno. 38 . de forma que o comprimento total será de 650.680. A célula terá formato de tronco de pirâmide com a conformação geométrica semelhante a um retângulo. de modo a promover o aumento da vida útil da mesma.098. para as devidas anotações e controle.17 ha (cinquenta e cinco hectares. Na vala séptica não se promove a coleta do lixiviado.00 metros em cada lateral de forma a possibilitar o transporte de veículos na camada dos taludes devidamente compactados e plantados por gramíneas.4.00 metros na trincheira. cinquenta ares e dezessete centiares). e 26.00 metros cada e bermas de 5.

5H e bermas intermediárias de 5. Relatório de Impacto Ambiental . se formará com a execução da célula com início na 276.00 metros. após compactação e cobertura sanitária deverá ser de 5. O aterramento do aterro sanitário deverá ocupar as áreas escavadas e preparadas para o recebimento dos resíduos. garantindo o seu fornecimento ininterruptamente. principalmente em épocas de chuva.00 metros na célula. ao mesmo tempo. a proteção superficial com grama nas áreas de platôs e taludes que ficarem expostos por períodos longos.00 metros de largura. até o fechamento. ainda. com taludes externos com inclinação mínima de 1H:1V e máxima de 1V:2. Os serviços de escavação deverão ser executados por todo o período de implantação e operação do aterro sanitário. A primeira fase será aquela que estará vinculada à obtenção das licenças prévia e de instalação.087. concatenando às etapas de disposição de resíduos.359. A configuração geométrica. O plano de escavação consiste na escavação de 2. que consistirão na retirada de solo para conformação da fundação do aterro sanitário. as dimensões foram definidas para receber aproximadamente 4.550 (ver Prancha 01/28). Prevê-se. Sendo assim.550. será a fase vinculada à obtenção da licença de operação. para se retirar o solo de superfície e aproveitamento desse solo para a realização dos taludes laterais.00 toneladas de RSD. O empreendimento possuirá basicamente duas fases para seu pleno funcionamento. otimizando as áreas de estocagem de material de cobertura e.RIMA A área prevista para a disposição dos resíduos sólidos será também a área limitada para a execução dos serviços de escavação. bem como para fornecimento de material de cobertura e demais serviços inerentes à operação do empreendimento. as fases de funcionamento do aterro é composta distintamente pelas duas fases que seguem: Primeira Fase 39 . na cota 301. Conforme observado na Prancha 02/28. Na segunda fase. em forma piramidal. que possuirão inclinação máxima 1V:1H. quando o aterro sanitário entrará em operação após estar com toda implantação necessária para o seu funcionamento em conformidade. onde será implantado o aterro sanitário e instalada toda infraestrutura necessária. A altura final da célula. com os devidos caimentos para os elementos de drenagem de líquidos percolados que serão implantados em toda a superfície da célula.

Logo.RIMA A fase de implantação da infraestrutura do aterro sanitário consistirá na instalação de toda infraestrutura física e operacional necessária para dar suporte à operação do mesmo. (Vide prancha 02/28 e 03/28). Não havendo a necessidade de se abrir toda a trincheira de uma só vez.500. será utilizado o próprio solo retirado durante a escavação da trincheira. uma vez que o mesmo é dimensionado para o tempo de vida útil final do aterro que é de 38 anos. serão realizadas as seguintes obras:  Cercamento da área. será construído em etapas.00 m².  Construção de unidade administrativa de apoio aos funcionários. não havendo necessidade de que todo o sistema seja construído na primeira etapa. (Vide prancha 12- 16/28). Relatório de Impacto Ambiental . (Vide prancha 09-10/28)  Construção do sistema de drenagem de água pluvial.00 metros no seu comprimento. O sistema de tratamento de líquidos percolados. (Vide pranchas 17-22/28.00 metros na largura da área. por 150. Sabendo-se que é necessário um prazo de no mínimo 1 ano para que os líquidos gerados infiltrem pela massa de lixo. consequentemente maior quantidade de solo será retirada. Nessa fase. (Vide prancha 01/28 e 02/28). perfazendo a utilização de 150. será realizada a abertura inicial da trincheira. sendo que à medida que a trincheira for aumentando. 26-27/28)  Construção de guarita de segurança. (Vide prancha 11/28)  Implantação da abertura parcial da trincheira para disposição final dos resíduos sólidos domiciliares.  Plantação do cinturão arbóreo em todo o aterro.  Abertura da primeira vala séptica para RSS. (Vide prancha 04-08/28)  Construção do sistema de tratamento de líquidos percolados. Quanto ao material de cobertura para o aterro. (Vide prancha 02-03/28)  Construção da drenagem sub-superficial de líquidos percolados. contando com a área de 22. (Vide pranchas 17/28 e 23-27/28)  Instalação da rede de abastecimento de água por meio de poço semi artesiano e de adaptação da rede de distribuição de energia elétrica já existente. assim como a célula de deposição dos resíduos sólidos domiciliares. alcancem a drenagem e sejam transportados até o sistema de tratamento. e será sempre 40 .

Após o enchimento ou finalização de uma vala séptica será aberta a outra. camada de solo argiloso compactado na fundação. por já estar completamente preenchida. tendo em vista que o aterro sanitário.em sua máxima vazão. contará com a execução do sistema de drenagem de águas sub-superficiais. os 3 elementos do projeto que estarão sendo ampliados ao longo de tempo e do recebimento dos resíduos sólidos são:  Valas sépticas para RSS Na primeira fase será implantada uma vala séptica. A segunda fase será a etapa de operação do aterro sanitário. por meio da qual o aterro sanitário estará autorizado para receber os resíduos de serviço de saúde e os resíduos sólidos domiciliares. Logo. além dos acessos operacionais e coletores de gases. A fase inicial de implantação deverá ter duração de cerca de seis meses.RIMA esse solo o utilizado para realização da cobertura do lixo que ocorrerá no findar de cada frente de trabalho. Relatório de Impacto Ambiental . que 3 elementos do projeto da primeira fase serão implantados de maneira parcial. Segunda Fase Após ser finalizada a primeira etapa de instalação da infraestrutura para operação do aterro sanitário. A implantação da primeira etapa do sistema de tratamento de líquidos percolados será realizada nessa fase e poderá receber 0. em função de sua utilização periódica estará em constante evolução. com a devida impermeabilização e meios de operação necessários.968 l/s. A implantação dos sistemas de proteção ambiental na área que irá receber os resíduos da primeira etapa. conforme 41 . À medida que forem sendo recebidos RSS e esses estiverem sendo depositados na vala séptica será possível observar quando a mesma deverá ser finalizada. mediante a disposição dos resíduos na célula de lixo e será distribuída e irá evoluir periodicamente à medida que os resíduos forem ocupando os espaços já abertos na célula. será solicitado junto ao órgão ambiental competente a obtenção da Licença de Operação (LO). instalação de manta de PEAD com a respectiva camada superior de solo visando a proteção mecânica e execução do sistema de drenagem de lixiviado na fundação. Cabe ressaltar ainda.

inicialmente será aberta a área de 150. não se faz necessário que todas as valas sépticas sejam imediatamente abertas e instaladas. inicialmente. por meio da construção de taludes com 5. Sabendo-se que a área total ocupada pela trincheira será de 120. isso poderia prejudicar os sistemas de drenagens instalados em função da exposição excessiva e desnecessária ao solo. cuja 42 . e à medida que os resíduos forem ocupando o espaço na trincheira. que será preparada para o recebimento imediato dos resíduos sólidos domiciliares. Tal procedimento se deve ao fato de que não haverá a necessidade de abertura de toda a trincheira com 120.715. uma vez que sua utilização se fará de acordo com o tempo de operação. se iniciara a deposição dos resíduos sólidos verticalmente.  Célula de deposição de resíduos sólidos domiciliares Como já é sabido. conforme pode ser observado na Pranchas (02- 07/28).00 metros de altura de lixo cada e o total de 5 taludes. o aterro sanitário contará com a implantação de uma única célula. e posteriormente.00 metros de altura.00 x 150.00 m². que contará inicialmente com uma trincheira com 2. acredita-se que para inicio de operação a implantação da primeira lagoa. De forma que ao final de operação o aterro sanitário estará com 25. bem como toda a infraestrutura que se torna necessário nela. Sendo assim.00 m² de área.  Sistema de tratamento de líquidos percolados O sistema de tratamento de líquidos percolados será composto por lagoas de estabilização. chuva. o resíduos sólido leva um tempo expressivo para iniciar o processo de geração de líquidos e para que esses líquidos comecem a criar o volume suficiente para ser drenado para o sistema de drenagem subsuperficial e posteriormente para o sistema de tratamento.00 metros de profundidade. após a deposição e compactação. na primeira fase do empreendimento será aberta e instalada a trincheira com a drenagem de líquidos percolados. Por esse motivo.00 x 150.500 m². vento e demais condições climáticas.00 metros. além do que. representando a ocupação de uma área de 150. Por esse motivo. Relatório de Impacto Ambiental . após a utilização de toda essa trincheira.00 m². a mesma será ampliada.715.RIMA pode ser observado na prancha (02-03/28 e 11/28). Sabendo-se que. drenagem de gases e impermeabilização de base com apenas 22. uma vez que toda essa área não seria preenchida com resíduos sólidos rapidamente.

Todavia. seguida por manta de PEAD 2.7 kg/hab/dia. considerou-se ainda a taxa de crescimento apontada pelo IBGE como sendo de 2. o sistema de tratamento será composto unicamente pela primeira lagoa de tratamento. Após 1 ano de operação será terminado o sistema de tratamento de líquidos percolados. com estimativa para o ano de 2012. inicialmente. A Tabela 8 apresenta a evolução populacional do município de Araguaina com a produção de resíduos a cada ano. Espera-se que seja gerado de RSS aproximadamente 2% da massa de resíduos sólidos urbanos conforme informa a bibliografia especializada da área. Logo.RIMA característica será anaeróbia seja o suficiente para comportar a vazão inicial de líquidos percolados que serão gerados.00 mm. Iniciou-se os cálculos de dimensionamento para o ano de 2013. 4.8% ao ano para o municipio de Araguaina. Estimativa da produção de RSU e Estimativa da vida útil O aterro sanitário poderá operar com o recebimento de aproximadamente 150 toneladas de Resíduos sólidos domiciliares por dia. Considerou- se também que todo o resíduo gerado no município seja coletado. que será constituído por 3 lagoas de estabilização e uma lagoa de infiltração no solo do efluente tratado. Considerando que no município de Araguaina a geração per capita de acordo com a bibliografia especializada é de 0. FREEDMAN (1994). conforme consta em bibliografia especializada para os resíduos sólidos urbanos e de 350 kg/m³ para os resíduos sólidos de serviço de saúde.4. e que o solo de cobertura represente 20% do total de lixo que é aterrado. tendo em vista ser praticamente esse o prazo para que os resíduos líquidos comecem a chegar ao sistema de tratamento. a primeira lagoa a ser instalada. 43 . Relatório de Impacto Ambiental .2. contando com impermeabilização de base composta por argila compactada. contará com toda a infraestrutura necessária e de segurança para o tratamento do resíduo líquido que iniciar a aparecer no sistema. O peso específico considerado foi de 700 kg/m³. contando com o número de habitantes conforme consta o Censo do IBGE do ano de 2010. estabelecendo-se o prazo de 1 ano.

dia) (t/ano) ano (t/ano) ano (t/ano) Item (m³/ano) (m³/ano) 1 2013 156123 0.7 48396 48396 48396 69137 82965 8 2020 194721 0.7 44548 44548 44548 63640 76368 5 2017 179239 0.7 58717 58717 58717 83881 100657 15 2027 236246 0.7 52576 52576 52576 75109 90131 11 2023 211539 0.7 62051 62051 62051 88644 106373 17 2029 249661 0.7 67410 67410 67410 96301 115561 20 2032 271225 0.7 65574 65574 65574 93678 112413 19 2031 263837 0.7t/m³ de cobertura (kg/hab.7 73233 73233 73233 104618 125542 23 2035 294651 0.7 63788 63788 63788 91126 109351 18 2030 256651 0.7 69298 69298 69298 98997 118796 21 2033 278819 0.7 39889 39889 39889 56985 68382 2 2014 164988 0.7 57117 57117 57117 81596 97916 14 2026 229811 0.TO Volume de RSU Volume de RSU Geração "per Massa de RSU Massa de RSU Massa de RSU População aterrados a compactado + Solo Tempo capta" de RSU gerada por ano coletada por aterrada por urbana 0. Relatório de Impacto Ambiental .7 55562 55562 55562 79374 95249 13 2025 223551 0.7 47078 47078 47078 67254 80705 7 2019 189417 0.7 71238 71238 71238 101769 122123 22 2034 286626 0. Evolução populacional e geração de resíduos sólidos domiciliares para o municipio de Araguaina e o tempo de vida útil do aterro sanitário.RIMA Tabela 8.7 77391 77391 77391 110559 132671 49 .7 42155 42155 42155 60221 72265 3 2015 169608 0.7 51144 51144 51144 73063 87676 10 2022 205778 0.7 60361 60361 60361 86230 103476 16 2028 242860 0.7 49751 49751 49751 71073 85288 9 2021 200173 0.7 54048 54048 54048 77212 92654 12 2024 217462 0. PLANILHA DE ESTIMATIVA DO TEMPO DE VIDA ÚTIL DO ATERRO SANITÁRIO DE ARAGUAINA .7 45796 45796 45796 65422 78507 6 2018 184258 0.7 43335 43335 43335 61907 74288 4 2016 174357 0.7 75283 75283 75283 107548 129057 24 2036 302902 0.

7 79558 79558 79558 113655 136386 26 2038 320102 0.7 93895 93895 93895 134136 160964 32 2044 377787 0.7 88850 88850 88850 126929 152315 30 2042 357487 0. Relatório de Impacto Ambiental .7 99227 99227 99227 141753 170104 34 2046 399239 0.7 91338 91338 91338 130483 156579 31 2043 367497 0.7 110816 110816 110816 158309 189971 38 2050 445867 0.7 86430 86430 86430 123472 148166 29 2041 347750 0.RIMA 25 2037 311383 0.7 107798 107798 107798 153997 184796 37 2049 433723 0.7 104862 104862 104862 149802 179763 36 2048 421909 0.7 81786 81786 81786 116837 140205 27 2039 329064 0.7 96524 96524 96524 137892 165471 33 2045 388365 0.7 113919 113919 113919 162741 195290 Volume total de lixo aterrado com compactação e cobertura 3907596 50 .7 84076 84076 84076 120109 144130 28 2040 338278 0.7 102006 102006 102006 145722 174867 35 2047 410418 0.

5 Talude 4 121.838. A previsão da produção volumétrica total de RSD a ser disposto no aterro sanitário foi especificado na Tabela 8. 1995 apud Machado Santos. pretende-se alcançar com o aterro sanitário o prazo de vida útil de 38 anos.7 kg/m³) 689.3 5.00 Talude 2 140.00 Talude 1 150 650 222 5. De forma que o 5° talude só será preenchido por volta de 2050.250.4 5.900. dependendo do inicio da operação do aterro.682.00 (0. 1997).8 Talude 3 131 630 200.00 (0. estabeleceu-se como premissa de projeto um recalque médio de 30%.00 (0. Tabela 9.7 kg/m³) 344. Relatório de Impacto Ambiental . conforme a Tabela 7.080.7 kg/m³) 803.00 (0.5 640 211.RIMA Por ser um aterro sanitário.9 Talude 5 112.07 Total de resíduos recebidos: 4.2 610 179. considerando a mesma taxa de crescimento populacional.544. o mesmo deve garantir uma vida útil mínima de 20 anos para atender os critérios e exigências da norma e da resolução do CONAMA.00 (0. 1987 e Wall e Zeiss.27 toneladas Realizando-se a comparação entre a geração de resíduos sólidos no prazo de 38 anos.6 620 190.8 5. Os recalques em aterros sanitários variam da ordem de 25 a 50% (Stearns. que estima- se começar em 2013.7 kg/m³) 634.7 kg/m³) 862. Capacidade de recebimento de resíduos sólidos da célula de disposição Estrutura Dimensões (m) Profundidade Grau de Toneladas /Altura (m) compactação recebidas Largura Comprimento Largura superior inferior Trincheira 150 650 222 2. que por sinal é bastante alta para o município.250.7 5. na Tabela 9 a seguir encontra-se ilustrado a capacidade que a célula terá de recebimento dos resíduos sólidos domiciliares que serão gerados.7 kg/m³) 745.00 (0. e a capacidade de recepção desses resíduos por parte da célula total. conforme encontra-se apresentado na Tabela 7. uma vez que o total gerado observado na 51 .466. Nesta caso. Para o projeto em questão será adotada uma vida útil muito superior a 20 anos. conforme observado na Tabela 8 permite-nos concluir que o aterro sanitário estará preparado para receber os resíduos sólidos durante esse tempo de operação com muita tranquilidade em relação ao espaço.

Assim.27 toneladas de resíduos.00 toneladas. “Cabe aos geradores de resíduos de serviço de saúde e ao responsável legal.466.856. que equivalem a 2.RIMA Tabela 7 foi de 3.1.550 na lateral superior. Dimensionamento da célula de destinação final A geometria final dos taludes de um aterro sanitário está intimamente ligada às condições de controle da estabilidade dos taludes. onde se desenvolverá a primeira fase de implantação do projeto e a cota de finalização da célula contendo os 5 taludes será de 301. para o layout apresentado para o aterro é de 4. considerando-se.2. de forma a atender aos requisitos ambientais e de saúde pública e saúde ocupacional.907. Será uma célula que terá como cota de base do aterro o nível do solo a 276. 1 desta Resolução.466. que também reforça a ideia da responsabilidade pelo tratamento dos resíduos de serviço de saúde serem atribuídas ao gerador.5. Relatório de Impacto Ambiental . ou seja. que destaca no Art. principalmente.326. A célula tera na sua parte enterrada o formato piramidal invertido e a sua parte em área no formato piramidal. pessoas 52 .5 (V:H) e bermas intermediárias com 5 metros de largura.596. em função do diagnóstico do monitoramento geotécnico específico do empreendimento. 4. §3°.080.856. sem prejuízo de responsabilização solidária de todos aqueles.45 m³. o que equivalem a 2.4. sendo que o empreendedor é isento dessa responsabilidade. a geometria definida preconiza a implantação de células de resíduos que deverão ser executadas com 5 metros de altura. além dos critérios operacionais e construtivos. com taludes externos na inclinação máxima de 1:2. A capacidade final de armazenamento de resíduos sólidos. e também o Art.326. Disposição final de resíduos sólidos de serviços de saúde – RSSS É importante ressaltar que o empreendimento em questão irá promover a disposição final dos resíduos de serviço de saúde. 3° o que encontra-se transcrito abaixo.080. não será disposta de nenhuma tecnologia para promover o tratamento do resíduo de serviço de saúde.45 m³. Essa geometria poderá vir a ser ajustada em etapas subsequentes. por meio da Resolução CONAMA n° 358/2005.550. o gerenciamento dos resíduos desde a geração até a disposição final. e o total que a célula possui capacidade para receber é de 4. de drenagem interna de gases e de lixiviado. a grande deformabilidade do maciço de resíduos sólidos. referidos no art. 16°.27 toneladas. nas etapas operacionais iniciais. adicionalmente. 4.

que reforça a informação de que o tratamento deve ser de inteira responsabilidade do seu gerador. todavia. serviços de acupuntura. de 31 de agosto de 1981”. Por outro lado. 16°. direta ou indiretamente. 4. o responsável técnico que trata a lei. drogarias e farmácias inclusive as de manipulação. como ressalta o Art. refere-se aos responsáveis técnicos dos referidos estabelecimentos de saúde informados acima. que incluem praticamente todos os resíduos sólidos gerados em estabelecimentos prestadores de serviços de saúde são tradicionalmente conhecidos como lixo hospitalar. unidades móveis de atendimento à saúde. funerárias e serviços onde se realizem atividades de embalsamamento (tanatopraxia e somatoconservação). Logo.938.305/2010.1. 1° da CONAMA 358/05. Quando no começo do texto é passada a responsabilidade para os geradores e responsável técnico. esta se referindo ao seguinte trecho transcrito abaixo: “Esta Resolução aplica-se a todos os serviços relacionados com o atendimento à saúde humana ou animal. necrotérios. irá promover sua responsabilização solidária. centros de controle de zoonoses. Embora constituindo pequena parcela do total dos resíduos urbanos produzidos. §3°. serviços de medicina legal. laboratórios analíticos de produtos para saúde. estabelecimentos de ensino e pesquisa na área de saúde. são particularmente importantes pelo risco potencial que apresentam como fonte de proliferação de microorganismos causadores de doenças. distribuidores de produtos farmacêuticos. inclusive os serviços de assistência domiciliar e de trabalhos de campo. a heterogeneidade que caracteriza sua composição. não se responsabilizará pelo tratamento do mesmo.RIMA físicas e jurídicas que.5. sendo que irá dispor de local adequado. O presente empreendimento. inflamáveis ou radioativas contribuem para 53 . distribuidores e produtores de materiais e controles para diagnóstico in vitro. em especial os transportadores e operadores das instalações de tratamento e disposição final. como a presença frequente de materiais perfurantes e cortantes e a existência de substancias químicas tóxicas. serviços de tatuagem. uma vez que deve-se ressaltar a Lei n° 12. no Art. importadores. nos termos da Lei no 6. contendo a segurança necessária para a disposição final do resíduo de serviço de saúde. Relatório de Impacto Ambiental . Considerações sobre resíduos de serviços de saúde Os resíduos de serviços de saúde. causem ou possam causar degradação ambiental. entre outros similares”.

objetos perfurocortante efetiva ou potencialmente contaminado e mesmo rejeitos radioativos. bem como evitar sua má destinação e ainda propiciar recursos que façam seu tratamento antes do seu destino final. como externamente no meio ambiente. possuindo potencial de risco. Tendo como definição usual. bancos de sangue. principalmente no que concerne à destinação final. importadores. serviços de tatuagem. tanto dentro do estabelecimento de saúde. para Resíduos de Serviço de Saúde. armazenagem. Mesmo aqueles onde estão sendo apresentadas propostas e metodologias de coleta diferenciada. serviços de acupuntura. um dos problemas mais sérios enfrentados pela humanidade é o manejo e destino correto dos resíduos de serviço de saúde. drogarias e farmácias inclusive as de manipulação. distribuidores e produtos de materiais e controles para diagnóstico in vitro. coleta e tratamento (MOREL. a todos os serviços relacionados com o atendimento à saúde humana ou animal. em função da presença de materiais biológicos capazes de causar infecção. laboratórios analíticos de produtos para saúde. unidades móveis de atendimento à saúde. centros de controle de zoonoses. 54 . Este panorama induz à necessidade de encontrar medidas para preservar a saúde das pessoas que os manuseiam. produtos químicos perigosos. Os resíduos de atividade hospitalar. distribuidores de produtos farmacêuticos. No entanto. estabelecimentos de ensino e pesquisa na área de saúde. transporte. sendo desta forma de responsabilidade da empresa geradora do resíduo. coletados diariamente e proveniente dos 5507 municípios brasileiros: apenas 14% das prefeituras pesquisadas afirmam tratar desses resíduos de forma adequada. Relatório de Impacto Ambiental . direcionam seus trabalhos apenas a hospitais e centros de saúde da pública. entre outros. necrotérios. 1991). serviços de medicina legal. inclusive os serviços de assistência domiciliar e de trabalhos de campo. necessitando de cuidas específicos de acondicionamento.RIMA o incremento dos riscos e problemas que podem acarretar. por em sua terminologia não englobar todos os estabelecimentos que são fontes potenciais de contaminação como ambulatórios. teve que haver uma mudança em sua nomenclatura. funerárias e serviços onde se realizem atividades de embalsamento (tanatopraxia e somatoconservação). Em uma pesquisa do IBGE (2000) colheu dados alarmantes quanto ao destino dos resíduos produzidos pelos serviço de saúde. entre outros similares. São poucos os municípios brasileiros que reconhecem a importância do saneamento dos Resíduos de Serviço de Saúde – RSS e poucos são aqueles que se preocupam com seu gerenciamento.

garantindo a sua sustentabilidade. Embora essas resoluções sejam de responsabilidades dos Ministérios da Saúde e Meio Ambiente. da porta de entrada do agente às condições de defesas naturais do receptor. tendo em vista possuírem um percentual atrativo de materiais recicláveis (MONTEIRO. é a disposição final em lixões. só nos últimos anos iniciou-se uma discussão mais consistente do problema. Considerando esses conceitos. apenas uma fração inferior a 2% é composta por RSS. Relatório de Impacto Ambiental . à orientação para os resíduos que necessitam de tratamento e à possibilidade de solução diferenciada para disposição final. Desde o inicio da década de 90. ambos hegemônicos em seus conceitos. os catadores disputam esses resíduos. a implantação de processos de segregação dos diferentes tipos de resíduos em sua fonte e no momento de sua geração conduz certamente à minimização de resíduos. de forma a separar os com real potencial de contaminação daqueles que podem ser considerados lixo comum. foram publicadas as Resoluções RDC ANVISA n° 306/04 e CONAMA n° 358/05 que dispõem.RIMA Com relação aos resíduos dos serviços de saúde. desde que aprovada pelos órgãos de meio ambiente. definir regras e regular a conduta dos diferentes agentes. No Brasil. e.000 toneladas de resíduos residenciais e comerciais gerados diariamente no Brasil. refletem a integração e a transversalidade no desenvolvimento de trabalhos complexos e urgentes. Portanto. Dentre os vários pontos importantes das resoluções destaca- se a importância dada à segregação na fonte. atacar o ponto mais delicado da questão: a manipulação correta dos resíduos dentro das unidades de trato de saúde. 2001). limpeza urbana e de saúde. na maioria dos municípios. sem.et al. A forma adequada de destinação final ainda não é consensual entre os técnicos do setor. que envolve características do agente agressor. a prática. deve-se considerar o conceito de cadeia de transmissibilidade de doenças. em especial àqueles que requerem um tratamento prévio à disposição final. no que se refere à geração e ao manejo dos resíduos de serviços de saúde. entretanto. destes. apenas 10 a 25% necessitam de cuidados especiais. com o objetivo de preservar a saúde e o meio ambiente. vêm empregando esforços no sentido da correta gestão. sobre o gerenciamento interno e externo dos RSS. É importante salienta que das 149. Algumas prefeituras já implantaram sistemas específicos para a coleta destes resíduos. órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA e o Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA têm assumido o papel de orientar. tais como capacidade de sobrevivência. virulência. respectivamente. do correto gerenciamento 55 . Nos resíduos onde predominam os riscos biológicos. concentração e resistência.

que definiu a obrigatoriedade dos serviços de saúde elaborarem o Plano de Gerenciamento de seus resíduos. na atualidade. e 4) quanto à origem. direta ou indiretamente. são definidos como geradores de RSS todos os serviços relacionados com o atendimento á saúde humana ou animal. De acordo com a RDC ANVISA n° 306/04 e a Resolução CONAMA n° 358/05. Relatório de Impacto Ambiental . de forma a atender aos requisitos ambientais e de saúde pública e saúde ocupacional. 4. no sentido de estabelecer um novo modelo de gestão. unidades móveis de atendimento à saúde. drogarias e farmácias inclusive as de manipulação. importadores. uma opção para a disposição final dos resíduos de serviço de saúde do município. os resíduos sólidos podem ser classificados de várias formas: 1) por sua natureza física: seco ou molhado. nos termos da Lei no 6. laboratórios analíticos de produtos para a saúde.5. distribuidores e produtores de materiais e controles para diagnóstico in vitro. pessoas físicas e jurídicas que. funerárias e serviços onde se realizem atividades de embalsamento. no qual os resíduos não serão mais descartados clandestinamente por meio de lixões. Uma vez que no artigo 3 da Resolução CONAMA 358/05. em especial os transportadores e operadores das instalações de tratamento e disposição final. cabe aos geradores de resíduos de serviço de saúde o gerenciamento dos resíduos desde a geração até a disposição final. Dentro desta linha. 56 . Este esforço se reflete.2. promovendo riscos potenciais para quem os manipula. dentre outros similares. inclusive os serviços de assistência domiciliar e de trabalhos de campo. com as publicações da RDC ANVISA n° 306/04 e 358/05. 2) por sua composição química: matéria orgânica e matéria inorgânica. serviços de medicina legal. necrotérios. Classificação dos Resíduos de Serviços de Saúde De acordo com IPT/Cempre (2000).RIMA dos resíduos de serviços de saúde e da responsabilização do gerador. estabelecimentos de ensino e pesquisa na área da saúde.938. centro de controle de zoonoses. serviços de acupuntura. 3) pelos riscos potenciais ao meio ambiente. distribuidores de produtos farmacêuticos. serviços de tatuagem. sem prejuízo de responsabilização solidária de todos aqueles. o presente aterro sanitário vem oferecer. Um marco deste esforço foi a publicação da Resolução CONAMA n° 005/93. causem ou possam causar degradação ambiental. de 31 de agosto de 1981.

Relatório de Impacto Ambiental - RIMA

Com relação aos riscos potenciais ao meio ambiente e à saúde pública a NBR
10.004/2004 classifica os resíduos sólidos em duas classes: classe I e classe II.
Os resíduos classe I, denominados como perigosos, são aqueles que, em função
de suas propriedades físicas, químicas ou biológicas, podem apresentar riscos à saúde e
ao meio ambiente. São caracterizados por possuírem uma ou mais das seguintes
propriedades: inflamabilidade, corrossividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade.
Os resíduos classe II, denominados não perigosos são subdivididos em duas
classes: classe II-A e classe II-B. Os resíduos classe II-A – não inertes podem ter as
seguintes propriedades: biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água.
Os resíduos classe II-B – inertes, não apresentam nenhum de seus constituintes
solubilizados a concentrações superiores aos padrões de potabilidade de água, com
exceção dos aspectos cor, turbidez, dureza e sabor.
Com relação a origem e natureza, os resíduos sólidos ao classificados em:
domiciliar, comercial, varrição e feiras livres, serviços de saúde, portos, aeroportos e
terminais rodoviários e ferroviários, industriais, agrícolas e resíduos de construção civil.
Com relação à responsabilidade pelo gerenciamento dos resíduos sólidos pode-
se agrupá-los em dois grandes grupos.

O primeiro grupo refere-se aos resíduos sólidos urbanos, compreendido pelos:

 Resíduos domésticos ou residenciais;
 Resíduos comerciais;
 Resíduos públicos.

O segundo grupo, dos resíduos de fontes especiais, abrange:

 Resíduos industriais;
 Resíduos da construção civil;
 Resíduos radioativos;
 Resíduos de portos, aeroportos e terminais rodoferroviários;
 Resíduos agrícolas;
 Resíduos de serviços de saúde.

57

Relatório de Impacto Ambiental - RIMA

A classificação dos RSS vem sofrendo um processo de evolução contínuo, na
medida em que são introduzidos novos tipos de resíduos nas unidades de saúde e como
resultado do conhecimento do comportamento destes perante o meio ambiente e a
saúde, como forma de estabelecer uma gestão segura com base nos princípios da
avaliação e gerenciamento dos riscos envolvidos na sua manipulação.
Os resíduos de serviço de saúde são parte importante do total de resíduos sólidos
urbanos, não necessariamente pela quantidade gerada (cerca de 1% a 3% do total), mas
pelo potencial de risco que representam à saúde e ao meio ambiente.
Os RSS são classificados em função de suas características e consequentes riscos
que podem acarretar ao meio ambiente e à saúde.
De acordo com a RDC ANVISA n° 306/04 e Resolução CONAMA n° 358/05,
os RSS são classificados em cinco grupos: A,B,C, D e E.
 Grupo A – engloba os componentes com possível presença de agentes biológicos
que, por suas características de maior virulência ou concentração, podem
apresentar risco de infecção. Exemplos: placas e lâminas de laboratório,
carcaças, peças anatômicas (membros), tecidos, bolas transfusionais contendo
sangue, dentre outras.
 Grupo B – contém substâncias químicas que podem apresentar riscos à saúde
pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas características de
inflamabilidade, corrossividade, reatividade e toxicidade. Ex.: medicamentos
apreendidos, reagentes de laboratório, resíduos contendo metais pesados, dentre
outros.
 Grupo C – quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que contenham
radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de eliminação
especificados nas normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN,
como, por exemplo, serviços de medicina nuclear e radioterapia etc.
 Grupo D – não apresentam risco biológico, químico ou radiológico à saúde ou
ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares. Ex.:
sobras de alimentos e do preparo de alimentos, resíduos das áreas
administrativas etc.
 Grupo E – materiais perfuro-cortantes ou escarificantes, tais como lâminas de
barbear, agulhas, ampolas de vidro, pontas diamantadas, lâminas de bisturi,
lancetas, espátulas e outros similares.

58

Relatório de Impacto Ambiental - RIMA

4.5.3. Valas Sépticas

A técnica de aterramento dos resíduos sólidos de serviços de saúde, por meio de
valas sépticas, consiste no uso do método de trincheiras. A área escolhida para tal
finalidade deve possuir as seguintes características: o terreno deve ser alto e argiloso, o
lençol freático deve estar bem abaixo da superfície.
A vala séptica, esta técnica, com a impermeabilização do solo de acordo com a
norma da ABNT, é chamada de célula especial de RSS. Consiste no preenchimento de
valas escavadas impermeabilizadas, com largura e profundidade proporcionais à
quantidade de lixo a ser aterrado. A terra é retirada com retroescavadeira ou trator que
deve ficar próxima às valas e, posteriormente, ser usada na cobertura diária dos
resíduos. Os veículos de coleta depositam os resíduos sem compactação diretamente no
interior da vala e, no final do dia, é efetuada sua cobertura com terra, podendo ser feita
manualmente ou por meio de máquina.
A cobertura da massa de resíduos com cal é pratica comum, a principio vista
como medida de efeito bactericida. Estudos desenvolvidos por REGO & NODA (1993)
, em experimentos de bancada, mostraram que a utilização de cal sobre resíduos sólidos
de serviços de saúde dispostos em valas foi ineficiente na eliminação de patogênicos,
como vírus, bactérias, fungos, protozoários, entre outros. Já BRACHT (1993) sugere a
disposição final em valas com cal ou valas sépticas como uma alternativa para os
municípios pequenos e acrescenta que, nestes municípios, a incineração é impraticável
devido às condições econômicas e que a vala séptica é uma opção perfeitamente viável.
A disposição dos resíduos sólidos de serviços de saúde com resíduos sólidos
urbanos é uma alternativa de tratamento e disposição final bastante questionada. Porém
alguns autores concordam que, na inexistência de outro método de tratamento, a
disposição final dos resíduos sólidos de serviços de saúde em valas sépticas constitui
uma alternativa emergencial podendo ser aceita quando as condições econômicas dos
municípios forem desfavoráveis e o volume dos resíduos gerados for pequeno
(TAKAYANAGUI, BRACHT, 1993).

4.5.4. Tecnologia de disposição proposta – valas sépticas

59

Relatório de Impacto Ambiental - RIMA

Vala Séptica é o método de destinação final específico para o aterramento da
fração infectante dos RSS. Consiste em valas escavadas em local isolado no aterro,
revestidas por material impermeável que será constituído por uma manta de Polietileno
de Alta Densidade (PEAD) com espessura de 2 mm, que recebem os resíduos de saúde
e logo após uma camada de cal, que uma técnica utilizada para exterminar os
microorganismos patogênicos contidos no RSS, posteriormente uma cobertura de solo,
de forma que após . Devem ser executadas em locais onde o nível freático seja mais
profundo. Nas valas sépticas os resíduos dispostos não são compactados, diminuindo,
assim, sua vida útil em comparação a de um aterro sanitário.

4.5.4.1. Descrição da vala séptica

O acesso às valas se fará pela guarita de entrada do Aterro Sanitário. A
localização das valas de resíduos sólidos encontra-se descrita nas Pranchas (02-03/28),
sendo que a descrição detalhada da vala encontra-se na Prancha (11/28). Serão no total,
28 valas de resíduos de serviços de saúde, distribuídas na lateral do terreno, conforme
pode ser observado na Prancha (02/28), a conformação das valas serão de 3,00 metros
de largura, 3,00 metros de profundidade e 20,00 metros de comprimento. As valas serão
realizadas em escavações do tipo caixote, sem a ocorrência da inclinação do talude, o
que não se faz necessário, uma vez que devido à pequena dimensão não promoverá
nenhum tipo de risco de trabalho, além de promover o maior aproveitamento da área
para disposição desses resíduos.

4.5.5.3. Operação do sistema

A Operação da Vala Séptica é realizada através do lançamento dos RSS pelos
equipamentos coletores e posteriormente um adensamento dos mesmos pela concha da
retroescavadeira, com o objetivo de maximizar sua vida útil. A infraestrutura dessa vala
contará com a drenagem de águas pluviais de modo a evitar o contato dessas águas com
o resíduo, tal procedimento será realizado durante a implantação da vala, promovendo a
elevação das laterais, de modo a evitar fisicamente a entrada água para a vala,
impermeabilização da base e das laterais utilizando argila compactada e geomembrana
de PEAD 2,00. A cobertura dos resíduos com solo deverá ser diária e após o
fechamento da célula deverá ser realizada a impermeabilização superior da célula com

60

Relatório de Impacto Ambiental - RIMA

manta de PEAD 2,00 mm de modo a evitar a infiltração de água pluvial. Também será
realizada a segurança e proteção da área, através da implantação de cercas e fixação de
placas indicativas de alerta, com a discriminação da natureza dos resíduos ali
depositados. Logo, conclui-se que a técnica de aterramento empregada será o método de
trincheira. O solo retirado da vala aberta será armazenado na área de armazenamento de
solo, sendo os resíduos lançados e espalhados na trincheira com a ajuda de um trator de
esteiras.Na sequência será realizado o processo de desinfecção usual, realizado através
da técnica denominada caiação, que consiste na formação de uma camada de óxido de
cálcio – CaO (cal virgem) sobre os resíduos previamente acomodados e espalhados,
funcionando como uma camada selante e protetora.Imediatamente após a desinfecção os
resíduos serã cobertos pela terra retirada da vala.

4.6. Descrição e Especificação dos elementos de projeto

4.6.1. Sistema de Drenagem Superficial

Neste item apresentam-se os elementos básicos utilizados na elaboração do
Projeto de Drenagem Pluvial da área onde será implantado o Aterro Sanitário. Tais
elementos compreendem a apresentação dos modelos hidrológicos e hidráulicos,
adotados no dimensionamento das estruturas do sistema e a descrição de sua concepção
integrada. O sistema de drenagem superficial terá a função de recolher e desviar as
águas da bacia de contribuição para fora do aterro sanitário, reduzir o volume de
percolado gerado, melhorar as condições de operação do aterro durante chuvas intensas
e evitar eventuais erosões e deteriorações nos taludes e acessos (Ver pranchas -04-
08/28).
A drenagem de escoamento será em superfície livre, por ser mais econômica e
mais eficientes na solução dos problemas com obstruções, que são facilmente
identificadas e solucionadas. Os elementos do sistema de drenagem utilizados no aterro
sanitário constam das plantas de detalhe do Projeto, compreendendo canaletas e canais
com diferentes geometrias e dimensionamentos, descidas hidráulicas em colchão reno,
caixas de passagem em gabião e alvenaria, galerias em tubos de concreto nas travessias
e dissipadores em pedra rachão.

61

na seção considerada. Dimensionamento Hidráulico das diversas unidades foi realizado utilizando a fórmula de Manning. estabelecido pela Norma 13896/97). Aqui. a avaliação das descargas é feita por meio de métodos empíricos que correlacionam as precipitações às descargas. e a permeabilidade d solo não saturado que será utilizado para a impermeabilização de fundo é de 10-9 cm/s (inferior a 5x10-5 cm/s. Drenagem de Águas sub-superficial Um dos principais aspectos geotécnicos a ser considerado para a implantação de um aterro sanitário é a permeabilidade do solo de fundação. 62 . podem-se utilizar vários métodos hidrológicos para a avaliação das descargas de projeto. Esse critério é atendido na proposta do presente aterro sanitário. geralmente disponíveis.2. foi escolhido o método racional. Tal previsão pode ser feita. Segundo a Norma da ABNT NBR 13896/97 “Aterros de resíduos não perigosos – Critérios para projeto. No presente contexto. a partir de duas fontes de informações: os dados pluviométricos históricos na seção considerada. Deste modo. ou. De um modo geral. a partir das precipitações. entre a superfície inferior do aterro e o mais alto nível do lençol freático deve haver uma camada natural de espessura mínima de 1. implantação e operação”. o que torna a aplicação deste método um procedimento seguro. o que é mais comum.50 m de solo não saturado. Relatório de Impacto Ambiental . foi adotado o Método Racional. basicamente. as observações pluviométricas feitas na área. para um dado período de retorno. Neste caso. que pelas características do sistema a projetar. de acordo com os critérios que serão apresentados.6. encontrando-se em posição mais profundo que 5 (cinco) metros. Os drenos sub-superficiais terão a finalidade de reduzir as sub-pressões que poderão ocorrer nas camadas inferiores ao sistema de impermeabilização e atuarão quando da ocorrência de elevações do nível freático. na falta destes. apenas canaletas superficiais. 4. pois as bacias a serem drenadas têm áreas de contribuição muito reduzidas. um estudo hidrológico tem como objetivo principal a previsão de descargas prováveis em uma determinada bacia. o nível do lençol freático foi detectado em sondagens realizadas na área.RIMA Trata-se de Modelos Hidrológicos empregados na determinação das vazões de projeto.

será realizada uma escavação de 2. Relatório de Impacto Ambiental .00 mm para aumentar a segurança e diminuição dos riscos de contaminação do lençol freático. onde se construirá na base desse o sistema de drenagem de água pluvial com o transporte até o sistema de tratamento. com permeabilidade inferior a 10-6 cm/s. Porém por medidas de segurança.RIMA Pelas características naturais. para o sistema de tratamento. Será instalada a manta de geomembrana PEAD 2. evitando o comprometimento do aquífero e corpos hídricos superficiais. Drenagem do Lixiviado O sistema de drenagem de lixiviado terá como objetivo coletar e encaminhar. conforme rege as diretrizes da engenharia. esse sistema somente se fará necessário e a sua construção será viável somente após a finalização do primeiro talude vertical. será realizada a compactação do terreno com trator compactador até se alcançar o nível máximo de compactação. por motivos de segurança. a drenagem de água pluvial será feita por meio da elevação da parte superior externa das laterais. devido à elevada carga poluidora presente no mesmo. a água coletada por esse sistema será lançada no sistema de tratamento de líquidos percolados. no terreno utilizado para implantação das célula de resíduos domiciliares e públicos.3. Tais serviços também serão fundamentais para permitir uma eficiente operação do aterro (Ver pranchas 09-10/28). 4. onde será realizada a estocagem do solo que será utilizado para realizar a impermeailização da base e as camadas de cobertura de solo sobre o lixo posteriormente. Os dispositivos de drenagem são basicamente dos seguintes tipos: 63 . uma vez que no uso da trincheira.6. com a finalidade de prevenir qualquer infiltração através de possíveis fraturas geológicas e/ou heterogeneidades granulométricas. onde se promoverá a retirada desse solo e o acondicionamento do mesmo em uma área para esse fim. todavia. a água coletada por esse sistema estará totalmente separada. os líquidos percolados por meio da massa de resíduos mais o chorume produzido. Após a escavação. dessa forma. todavia. não seria necessário a construção de uma camada de solo impermeabilizante na fundação do aterro. que é uma permeabilidade melhor que a preconizada pela NBR 13896/97.0 (dois) metros. evitando-se assim que a água da chuva entre na trincheira. possivelmente existentes no maciço rochoso subjacente. O sistema de drenagem estará desvinculado do lixo disposto na célula e.

por gravidade. Seção esquemática do sistema de drenagem do lixiviado e do gás. drenos secundários e poços verticais de drenagem. eles também propiciarão que o lixiviado que a eles se dirija seja conduzido. certamente gás. Tais drenos principais reunirão. Relatório de Impacto Ambiental . todo o lixiviado e o encaminharão até a mesma caixa de saída do sistema. indo. levando o lixiviado até a base do aterro. que coletarão lixiviado e. 64 .  Drenos horizontais de lixiviado. então. Tais drenos se interligam com os drenos verticais de gás.RIMA  Drenos de lixiviado na fundação (base). daí. para o sistema de tratamento de lixiviado (Figura 7). caindo no interior das chaminés até uma rede de drenos principais que se situará na fundação do aterro. Figura 7. drenos coletores. A concepção do sistema de drenagem de lixiviado se baseia na execução de drenos horizontais a serem construídos na base da célula de resíduos. Apesar de esses poços trabalharem com a função de permitir o escape de gás contido na massa de resíduos para a atmosfera. a) Sistema de Drenagem de Lixiviado na Fundação A drenagem geral do lixiviado na fundação do aterro sanitário será constituída de drenos principais.

na montante. impedindo a ocorrência de acúmulo de lixiviado junto à base do talude e posterior passagem para a área externa da camada de cobertura do talude (drenos anelares). uma vez que facilitará o escoamento do lixiviado para o sistema de drenagem de lixiviado.5 metros de profundidade por 1. ao iniciar a implantação da drenagem nas cotas mais elevadas (montante da área). à medida que a trincheira for aumentando. Além disso. expandindo-se assim também o sistema de drenagem de lixiviados e gases. de maneira a coletar os líquidos lixiviados. às intempéries e ao trânsito de máquinas. poderá vir a prejudicar a operação da célula nas cotas mais baixas (jusante da área).RIMA Esses drenos horizontais serão implantados na base do aterro com as seguintes características:  Uma linha de drenos ao longo da parte interna do pé do talude da célula. Relatório de Impacto Ambiental .20 metros de comprimento e largura e tempo total de acumulação de lixiviado de 1 hora. Será implantado o sistema de drenagem de lixiviado de base da célula. Por esse motivo o sistema será instalado em etapas. Inicialmente. Adotar-se-á uma declividade inferior a 1%. esse sistema deverá ser implantado nas cotas mais baixas da área. b) Coleta e Encaminhamento do Lixiviado O lixiviado coletado pelos drenos de fundação serão conduzidos a poços de visita localizados nas adjacências das vias. Cada poço de visita terá dimensão de aproximadamente 2. A implantação do sistema de drenagem de lixiviado acorrerá por etapas. a fim de direcionar o lixiviado para o sistema de tratamento de lixiviado. bem como evitar a superexposição do sistema. A concepção adotada baseia-se na espinha de peixe. Deverá 65 . a drenagem será implantada na Primeira fase com a implantação da primeira fase da trincheira de disposição final de resíduos sólidos. Inicialmente.  Linha de drenos destinados a interligar os drenos horizontais com os drenos de gás. assim que iniciar a Segunda fase e os resíduos começarem a ser depositados no aterro e a área usada for diminuindo seu tamanho a trincheira será expandida. A função desses poços será de recepcionar as vazões geradas e encaminhá-los para a estação de tratamento de lixiviado.

é diretamente proporcional à chuva incidente e à evapotranspiração. A partir dos resultados obtidos nas inspeções. 4. independentemente do método como é calculada. No caso do aterro sanitário. identificando-se a necessidade de reparos civis em todos os componentes do sistema de drenagem de lixiviado.6. serão identificadas e programadas as ações necessária à manutenção do sistema existente. considera-se o chorume que é gerado na decomposição da matéria orgânica e pelo lixiviado. verifica-se um regime de chuvas pelo qual as precipitações são concentradas em alguns meses do ano.  Avaliação semanal das condições físicas e operacionais das caixas de passagem e do sistema de tratamento de lixiviado. Do último poço sairá a tubulação até a unidade de tratamento de lixiviado. Sistema de tratamento dos líquidos lixiviados Para a previsão do volume de líquidos a ser tratado.RIMA ser revestido interna e externamente com argamassa impermeabilizante.  Avaliação dos recalques e identificação de eventuais deslizamentos que possam ter comprometido o sistema de drenagem e execução da manutenção dos mesmos. Se a este fenômeno é somado o efeito da evapotranspiração. sendo que no restante ocorrem eventos pluviométricos pouco significativos. Relatório de Impacto Ambiental . A vazão de lixiviado (percolado+chorume) gerada em um aterro sanitário. decorrente da percolação de líquidos no interior do aterro.4. c) Manutenção do Sistema de Drenagem de Lixiviado Deverão ser realizadas 3 operações básicas para realização da manutenção do sistema de drenagem de lixiviado:  Realização semanal de inspeções visuais em todo o sistema de drenagem e de recalque de lixiviado. o resultado observado na prática é que a produção de lixiviado se concentra em poucos meses do ano. 66 .

As características do chorume são alteradas em função das características dos resíduos dispostos no aterro (composição. idade do aterro) e de fatores climáticos (regime de chuvas. com produção de gás carbônico (CO2) e grande liberação de calor.6. Como descrito por Almeida e Vilhena (2000). enquanto ainda há oxigênio na região aterrada. de líquidos de origem externa: águas de chuva. temos o fenômeno oposto de redução do volume armazenado e de uma concentração do chorume com relação aos parâmetros poluidores. Descrição e dimensionamento do sistema de tratamento proposto Líquidos Percolados O chorume gerado em aterros sanitários é decorrente da percolação. O processo de decomposição dos resíduos acontece em três fases: a primeira. 4. aeróbia. escoamento superficial.5. A fase acetogênica começa quando há redução do oxigênio disponível e passam a atuar as bactérias anaeróbias e facultativas. através das camadas do aterro. nos quais prevalece a evapotranspiração. nos meses de precipitações fortes tem-se um aumento significativo do volume de chorume armazenado pela chuva incidente. a decomposição aeróbia ocorre num curto espaço de tempo (aproximadamente um mês).RIMA De fato. alterando a composição do percolado. a suscetibilidade das substâncias químicas à lixiviação é modificada. águas subterrâneas e fontes. acetogênica e a terceira. juntamente com o efeito de diluição. a segunda. escoamento superficial. metanogênica. principalmente ácidos graxos voláteis. Bactérias aeróbias iniciam a decomposição da matéria orgânica presente nos resíduos. da água gerada no processo de decomposição dos resíduos orgânicos e da umidade inicial do lixo. enquanto nos meses de seca. Relatório de Impacto Ambiental . Em cada fase. de fatores relativos à área de disposição de resíduos (permeabilidade do aterro. temperatura). grau de compactação). No processo de percolação de líquidos através das camadas de lixo no aterro. ocorre a solubilização de substâncias orgânicas e inorgânicas. formando um novo líquido de composição bastante variável. teor de umidade. São produzidos compostos orgânicos simples e de alta solubilidade. e nitrogênio 67 .

Relatório de Impacto Ambiental - RIMA

amoniacal. Os ácidos reduzem o pH do percolado, liberando assim gases, como o gás
sulfídrico (H2S).
Esta fase pode durar alguns anos. O chorume apresenta aí, grande quantidade de
matéria orgânica, com altos valores de DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) e
DQO (Demanda Química de Oxigênio).
Na última fase de decomposição, as arqueas metanogênicas, na ausência de
oxigênio, consomem os compostos orgânicos simples formados na fase anterior. Há
formação de metano (CH4) e gás carbônico (CO2). Devido ao consumo dos ácidos
voláteis, o pH se eleva para próximo da neutralidade.
Durante a vida de um aterro, é usual se ter as três fases de decomposição da
matéria orgânica acontecendo simultaneamente, uma vez que coexistem resíduos
depositados há muitos anos e outros vazados recentemente.
O tratamento do líquido percolado pode se dar no próprio aterro e através da
descarga do mesmo em um sistema externo de tratamento. As tecnologias utilizadas são
similares às de tratamento de esgotos. As diferenças estão nos valores dos parâmetros
envolvidos que, na composição do chorume, têm concentrações significativamente mais
altas do que nos esgotos domésticos.

Nível de Tratamento

A remoção dos poluentes no tratamento, de forma a adequar o lançamento a uma
qualidade desejada ou ao padrão de qualidade vigente está associada aos conceitos de
nível do tratamento e eficiência do tratamento.
O tratamento dos esgotos é usualmente classificado através dos seguintes níveis:
 Primário;
 Secundário;
 Terciário
O tratamento primário visa a remoção de sólidos sedimentáveis e parte da
matéria orgânica, predominando os mecanismos físicos de remoção de poluentes. O
tratamento secundário, no qual predominam mecanismos biológicos, o objetivo é
principalmente a remoção de matéria orgânica e eventualmente nutrientes (nitrogênio e
fósforo). O tratamento terciário objetiva a remoção de poluentes específicos ou ainda, a
remoção complementar de poluentes não suficientemente removidos no tratamento
secundário. A Tabela 10 informa a remoção nos níveis de tratamento.

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Relatório de Impacto Ambiental - RIMA

Tabela 10. Níveis de tratamento.
Nível Remoção
Primário  Sólidos em suspensão sedimentáveis
 DBO em suspensão (matéria orgânica componente dos sólidos em
suspensão sedimentáveis)
Secundário  DBO em suspensão (matéria orgânica em suspensão fina, não
removida no tratamento primário)
 DBO solúvel (matéria orgânica na forma de sólidos dissolvidos)
Terciário  Nutrientes
 Patogênicos
 Compostos não biodegradáveis
 Metais pesados
 Sólidos inorgânicos dissolvidos
 Sólidos em suspensão remanescentes

Tratamento Biológico do chorume

O tratamento biológico tem por objetivo estabilizar os constituintes orgânicos do
chorume (líquidos percolados), reduzindo a sua DBO a valores compatíveis com o meio
ambiente e com a legislação. Os tratamentos biológicos podem ser aeróbios ou
anaeróbios. Dentre os tratamento biológicos destaca-se nesse estudo a utilização de
lagoas de estabilização

Lagoas de estabilização

As lagoas de estabilização são reservatórios de pequena profundidade,
construídos em diques de terra e com o fundo compactado e impermeabilizado, nos
quais as águas residuárias são tratadas por “processo naturais”.
A origem dessa modalidade de tratamento não está claramente identificada,
devido principalmente à sua semelhança física com reservatórios de águas naturais.
Relatos de uso de lagoas para criação de peixes, na China, alimentados por resíduos
orgânicos e mais recentemente, na Alemanha, para depuração adicional de efluentes
tratados com o auxílio de peixes, já em fins do século passado, constituíram,
provavelmente, as primeiras experiências sobre esse processo. Cabe também citar o
emprego de lagoas para fins de armazenamento de água no estado do Texas, EUA,
seguidas por ações mais sistematizadas, com o emprego de lagoas para depuração de

69

Relatório de Impacto Ambiental - RIMA

águas residuárias, a partir de demandas impostas pela Segunda Guerra Mundial
(Gloyna, 1971).
O avanço dos conhecimentos nas áreas de microbiologia e bioquímica de
tratamento de águas residuárias contribuiu decisivamente para o entendimento dos
diversos mecanismos de depuração bioquímica que ocorrem nas lagoas, permitindo,
dessa forma, identificar em bases racionais os critérios de aplicação dessa tecnologia no
tratamento de águas residuárias das mais diversas origens.
Lagoas de estabilização consistem em reservatórios de pequena profundidade,
construídos em diques de terra e fundo compactados e impermeabilizados. Devido à
simplicidade construtivas e ausência de equipamentos mecânicos, apresentam baixos
custos de investimentos e operação. Lagoas são consideradas, atualmente, a tecnologia
de tratamento que mais se aproxima de ambientes hídricos naturais e, portanto,
reconhecidas como as de menor impacto ao ambiente sob o ponto de vista das reações
de depuração de águas residuárias.
Entretanto, esse processo requer áreas significativamente maiores que processos
mecanizados de tratamento de efluentes. O procedimento mais usual para redução da
área requerida consistem na associação em série de diferentes modalidades de lagoas,
como o sistema desenvolvido na Austrália, em 1950, por Parker e colaboradores, tendo,
no Brasil, a designação de Sistema Australiano (Victoretti, 1973). Sua característica
básica consiste no emprego de um conjunto de unidades em série, constituído por lagoa
anaeróbia, facultativa e de maturação. A Figura 8 ilustra as concepções mais
comuns desenvolvidas para lagoas de estabilização.

Figura 8. Concepção mais comuns de lagoas de estabilização.

70

Relatório de Impacto Ambiental - RIMA

Concepção do sistema proposto

Estações de tratamento que incluem como uma de suas unidades a lagoa
anaeróbia, geralmente são aquelas que, junto com outras lagoas (facultativa e de
maturação), formam um sistema denominado Australiano, sendo esse o sistema
proposto.

4.6.5.1. Lagoa anaeróbia – Tratamento primário

As lagoas anaeróbias são projetadas para recebimento de elevadas cargas
orgânicas em relação à sua superfície, o que resulta em ausência de oxigênio dissolvido
na massa líquida. Nesse caso, a remoção de poluentes é obtida pela sedimentação e ação
de microorganismos anaeróbios, eliminando a necessidade de algas para produção de
oxigênio do meio líquido. Portanto, lagoas anaeróbias são projetadas com
profundidades maiores que as recomendadas para lagoas fotossintéticas.
As lagoas anaeróbias são reconhecidas atualmente como excelente opção para
remoção de poluentes orgânicos, porém devem ser considerados como etapa inicial do
tratamento, pois, como qualquer outro reator anaeróbio, produzem efluentes com
ausência de oxigênio dissolvido, concentrações indesejáveis de amônia e sulfetos,
fazendo-se necessária uma etapa posterior de tratamento, usualmente baseada em
processos biológicos aeróbios. Lagoas fotossintéticas (facultativas) são recomendadas
para tratamento adicional do efluente de lagoas anaeróbias.
As lagoas anaeróbias são classificadas como unidade em que ocorre processo
biológico de tratamento devido à intensa atividade bioquímica que naturalmente se
desenvolve nesses reatores, devido à ausência de oxigênio dissolvido na massa líquida a
matéria orgânica carbonácea é convertida em biogás, o qual pode ser facilmente
observado na superfície líquida da lagoa pela liberação intensa de bolhas de gás.
Entretanto, a etapa inicial de remoção dos poluentes ocorre pela ação de forças
físicas, que fazem com que os poluentes com densidade superior à da água, designados
sólidos sedimentáveis, se depositem no fundo das lagoas formando banco de lodo e, por
outro lado, partículas menos densas se acumulam na superfície.
Os microorganismos responsáveis pela degradação da matéria orgânica podem
ser encontrados em qualquer ponto da massa líquida, porém é no lodo acumulado no
fundo da unidade que se encontra a maioria da biomassa ativa e, portanto, concentra-se

71

Relatório de Impacto Ambiental - RIMA

nessa zona a produção de biogás. A liberação do gás a partir da camada de lodo, sob a
forma de pequenas bolhas, contribui para a mistura na camada líquida, promovendo o
contato entre bactérias e poluentes presentes na água. Dessa forma, nas lagoas
anaeróbias é possível atingir eficiência de remoção de poluentes superior à obtida em
decantadores primários.
Na camada flotante também ocorrem reações de degradação da matéria orgânica,
e sua espessura e área de recobrimento das lagoas são bastante variáveis e dependem da
carga orgânica aplicada e das condições ambientais, como insolação, temperatura e
principalmente ventos. Há duas correntes de opinião a respeito da conservação ou
retirada dessa camada flotante, conforme discutido por Hess (1980):
 A camada flotante deve ser mantida para diminuir o contato entre a
massa líquida e o oxigênio atmosférico, a fim de reduzir as perdas de
calor do líquido e minimizar a emissão de odores.
 A camada flotante deve ser removida para evitar a proliferação de
mosquitos e atenuar os aspectos visuais indesejáveis de lagoas
anaeróbias.
A decisão final sobre a conveniência ou não da remoção da camada flotante
acumulada nas lagoas anaeróbias está relacionada às condições ambientais da região.
Em regiões de clima frio, os benefícios obtidos pela proteção superficial contra perdas
de calor para a atmosfera justificam a não remoção dessa capa. Cabe também salientar
que, devido à progressiva estabilização dos materiais constituintes dessa camada, como
gorduras e fibras de celulosa, estas camadas tendem a se romper e sedimentar nas
lagoas, amenizando eventuais aspectos estéticos desagradáveis.
Caso seja necessário controlar a presença de materiais flutuantes em lagoas, o
uso de jatos de água permite a sua fragmentação, ou podem ser utilizados raspadores
manuais para sua fragmentação e remoção.
As lagoas anaeróbias, quando comparadas a uma estação de tratamento
convencional, podem substituir, com vantagem, em termos de eficiência, custos e
facilidade operacional, as seguintes unidades:
 Decantadores primários;
 Adensadores de lodos;
 Digestores anaeróbios;
 Unidades de desaguamento de lodos;

72

Relatório de Impacto Ambiental - RIMA

 Bombas, tubulações e dispositivos de transferência de lodos.
Lagoas de estabilização, se adequadamente projetadas e operadas, permitem
integração harmoniosa ao ambiente, como elemento paisagístico natural. Na Figura 9 é
apresentada a vista aérea de conjunto de lagoas de estabilização.

Figura 9. Lagoas de Estabilização no sistema Australiano.

Vantagens

 Tecnologia consolidada;
 Geralmente apresentam menor custo;
 Simplicidade construtiva;
 Não requer equipamentos especiais;
 Facilidade operacional;
 Não necessitam de decantador primário, adensador de lodo e unidades de
desaguamento de lodo (o volume de lodo acumulado é muito baixo).

Descrição do processo

 Sedimentação de materiais pesados;
 Flotação de materiais leves;
 A maior parte da biomassa encontra-se no fundo;
 Matéria carbonácea é convertida em biogás;
 Na superfície podem-se encontrar bactérias facultativas;

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5 metros Crista do talude 5. Relatório de Impacto Ambiental . A matéria orgânica dissolvida (DBO solúvel). sendo convertido em gás carbônico.5 metros Borda livre 0.00 metros 4. que define o próprio nome da lagoa).00 metros Largura e comprimento no fundo 39. alcançada através da respiração. A sua facultativa se dá através de bactérias facultativas. metano e outros.5 metros Largura e comprimento no espelho 48.5. O esgoto afluente entra em uma extremidade da lagoa e sai na extremidade oposta. assim.RIMA  No fundo. água. Apenas a fração inerte (não biodegradável) permanece na camada de fundo. vindo a constituir o lodo de fundo. há a necessidade da presença de oxigênio. 74 . um perfeito equilíbrio entre o consumo e a produção de oxigênio e gás carbônico. Na respiração aeróbia.2. A matéria orgânica em suspensão (DBO particulada) tende a sedimentar. Ao longo desse percurso.5 metros Largura e comprimento no meio 44.6. o processo de lagoas facultativas é o mais simples. há predominância de bactérias estritamente anaeróbias. conjuntamente com a matéria orgânica em suspensão de pequenas dimensões (DBO finamente particulada) não sedimenta. Essas bactérias utilizam-se da matéria orgânica como fonte de energia. Há. permanecendo dispersa na massa líquida.5 metros Largura e comprimento com borda livre 49. Dados da lagoa anaeróbia Parâmetro Dimensão Altura 4. Lagoa facultativa – Tratamento secundário Dentre os sistemas de lagoas de estabilização. dependendo unicamente de fenômenos puramente naturais. e que é suprido ao meio pela fotossíntese realizada pelas algas. uma série de eventos contribui para a purificação dos esgotos. que tem a capacidade de sobreviver tanto na presença quanto na ausência de oxigênio (daí a designação de facultativas. que demora vários dias. Este lodo sofre o processo de decomposição por microorganismos anaeróbio.

como comentado. A fotossíntese. O esgoto bruto entra numa lagoa de menores dimensões e mais profunda. Para a ocorrência da fotossíntese é necessária uma fonte de energia luminosa. Por outro lado. é essencial que as principais bactérias responsáveis pela estabilização da matéria orgânica sejam facultativas. também implicando na necessidade de grandes unidades. implicando na necessidade de um elevado período de detenção na lagoa. a estabilização da matéria orgânica se processa em taxas mais lentas. para poder sobreviver e proliferar. necessita de uma elevada área de exposição para o melhor aproveitamento da energia solar pelas algas. Uma destas soluções é a do sistema de lagoas anaeróbias seguidas por lagoas facultativas. tanto na presença. Por esta razão. a área total requerida pelas lagoas facultativas é a maior dentre todos os processos de tratamento dos esgotos. apesar de possuir uma eficiência satisfatória. a fotossíntese só ocorre durante o dia. muitas vezes não disponível na localidade em questão. portanto. a fotossíntese praticamente não ocorre. Desta forma. uma grande área. requer. A fotossíntese. o que ocasiona a predominância do consumo de oxigênio (respiração) sobre a sua produção (fotossíntese).  Algas – Fotossíntese o Produção de oxigênio. Devido às menores dimensões dessa lagoa. quanto na ausência de oxigênio. Na medida em que se aprofunda na lagoa. Devido a estes fatos. neste caso representada pelo sol. o fato de ser um processo totalmente natural está associado a uma maior simplicidade operacional. No 75 . o Consumo de gás carbônico. Ademais.RIMA  Bactérias – Respiração o Consumo de oxigênio. Há. a penetração da luz é menor. com a eventual ausência de oxigênio dissolvido a partir de uma certa profundidade. para que seja efetiva. Por esta razão. O processo de lagoas facultativas é essencialmente natural. locais com elevada radiação solar e baixa nebulosidade são bastante propícios à implantação de lagoas facultativas. por depender da energia solar é mais elevada próximo à superfície. fator de fundamental importância em nosso meio. fazendo com que durante a noite possa prevalecer a ausência de oxigênio. O processo de lagoas facultativas. Relatório de Impacto Ambiental . o Produção de gás carbônico. não necessitando de nenhum equipamento. a necessidade de se buscar soluções que possam implicar na redução da área total requerida.

Basicamente as lagoas facultativas são aquelas nas quais ocorrem. Relatório de Impacto Ambiental . podendo ter. lagoa anaeróbia.RIMA balanço entre o consumo e a produção de oxigênio. Mesmo assim. em decorrência.  A matéria orgânica sedimentável é digerida por bactérias anaeróbias. oxidação aeróbia e redução fotossintética.  Efluente com elevado teor de oxigênio. a Figura 16 ilustra o funcionamento de uma lagoa facultativa. simultaneamente. Assim sendo. situada a jusante. processos de fermentação anaeróbia. aliviando sobremaneira a carga para a lagoa facultativa. as bactérias facultativas tem importante papel na remoção da matéria orgânica solúvel e finamente particulada. essa remoção da DBO. representa uma grande contribuição. a decomposição da matéria orgânica é apenas parcial. portanto. para um período de permanência de apenas 3 a 5 dias na lagoa anaeróbia. apesar de insuficiente. o consumo é amplamente superior. Durante a noite. 76 . As bactérias anaeróbias tem uma taxa metabólica e de reprodução mais lenta do que as bactérias anaeróbias. A lagoa facultativa recebe uma carga de apenas 40 a 50% da carga do esgoto bruto.  Durante o dia. dimensões bem menores. Predominam. da ordem de 50 a 70%.  Menor risco de liberação de odores. denominada. a matéria orgânica solúvel e finamente particulada é removida por bactérias aeróbias supridas com oxigênio liberado pelas algas durante seu processo de fotossíntese. portanto.  Apresentam maior confiabilidade de operação. condições anaeróbias nessa primeira lagoa. Em comparação com as lagoas anaeróbias apresentam algumas vantagens.  São mais eficientes.

5 metros 4.RIMA Figura 10.5 metros Comprimento médio 204 metros Comprimento fundo 202.5 metros Largura média 102 metros Largura de fundo 100.5 metros Borda Livre 0. Lagoa de maturação – Tratamento terciário – Wetland No Reino Unido a técnica de “Wetlands” tem sido muito utilizada. Funcionamento de uma lagoa facultativa. Relatório de Impacto Ambiental . Dados da lagoa facultativa Parâmetro Dimensão Altura 1.5.5 metros Largura no espelho 103.6. Sendo assim. O uso de leitos com plantas aquáticas tem demonstrado bons resultados na remoção de componentes orgânicos e na remoção de nitrogênio amoniacal quando associada ao seu tratamento encontram-se lagoas anaeróbias e facultativas antecedendo sua utilização.5 metros Comprimento com borda livre 206.3. que tenha sido previamente tratado em sistemas biológicos aeróbios.5 metros Largura com borda livre 104.5 metros Comprimento no espelho 205. Há uma proposta de um projeto de pesquisa do governo Inglês para 77 . tais sistemas têm sido considerados potenciais como tratamento secundário ou terciário de chorume.

as plantas tem um efeito positivo na biodegradação aeróbia de orgânicos e tem o potencial de mudar a reação redox causando a solubilização/precipitação de metais. como também promovem a transferência de oxigênio do ar atmosférico para o substrato. 1991). efluentes do tratamento secundário de esgotos e chorume de aterros sanitários (Bobberteen e Nickerson. A capacidade de acumulação de metais por diferentes espécies de plantas de wetlands pode influenciar na seleção das plantas a serem colocadas em wetlands construídos. Nessas condições. Efluentes tratados em wetland incluem os resíduos líquidos drenados de minas ácidas. 1994). Relatório de Impacto Ambiental . interface aeróbica e anaeróbica e uma ativa população microbiológica (Urbanic-Bercic. 1996). nutrientes e metais pesados. tais como a alta produtividade das plantas. O aumento da temperatura pode ter um efeito benéfico no resultado do desempenho das plantas no tratamento. proporcionando assim. brita ou outro material inerte. Como consequência. de sistemas de drenagem de águas pluviais. Benefícios do uso de Wetland Construídas Compostos orgânicos 78 . possibilidades de nitrificação. absorvem material orgânico. Já que essas condições resultam em altas taxas de atividades biológicas. fornecendo oxigênio. superfícies de grande adsorção em sedimentos e plantas. químicos e biológicos. Além disso. resíduos de animais. As características do ecossistema são atribuídas a uma combinação de fatores. trata o chorume através de processos físicos. o wetland reproduz a atuação da natureza. Os wetlands construídos tratam-se de um sistema artificialmente construído com diferentes tecnologias constituído de plantas aquáticas em diferentes substratos tais como: areia. cascalho. elas dão a oportunidade de transforma poluentes comuns como esgotos municipais em produtos menos danosos ou nutrientes essenciais que podem ser utilizados pela biota (Kadlec e Knight. As plantas aquáticas têm funções definitivas neste processo de tratamento. As raízes e rizomas das plantas excretam substâncias de ações biológicas.RIMA estudar o tratamento de chorume através de um sistema composto de uma lagoa aerada (artificialmente) seguida pela passagem do efluente num leito de pedregulho onde crescem plantas aquáticas “wetland”. wetlands construídos tem sido usado para imitar wetlands naturais no tratamento de chorume.

mas a diferença é compensada pelo longo tempo de retenção. entretanto. o cromo é reduzido em 70% em aproximadamente 70 horas em wetlands de fluxo superficial (Srinivasan e Kadlec. o arsênio e o selênio. Diversas pesquisas utilizando-se de wetland mostram remoções devido à volatilização e a degradação biológica no ambiente de wetland. O efeito de armazenamento na planta ocorre basicamente pelas raízes (Surface et.. Áreas recomendadas para redução de ferro e manganês estão por volta de 100 a 500 m² por quilo de metal removido por dia (US Bureau of Mines. Boas remoções ocorrem para outros metais. os precipitados como sulfídricos e outros sais insolúveis. al. Pouco é conhecido sobre alguns elementos tais como o boro. Em consequência. Os wetlands podem apresentar tanto zonas aeróbicas como anaeróbias muito próximas. Um wetland raso oferece a oportunidade de retirada de substâncias voláteis pelo ar. boas remoções de metais são relatadas operando-se wetlands. Os sedimentos anaeróbios provocam a redução do sulfato a sulfito e facilitam a precipitação química.RIMA O número de compostos orgânicos que podem potencialmente criar problemas ambientais é muito grande. Isso corresponde a tempo de retenção de 1 a 10 dias. sabe-se que as condições corretas para a remoção podem intencionalmente ser projetadas no wetland (Masscheleyn et al. 1995). 1991). A eficiência não é tão grande como sistemas mecânicos. Relatório de Impacto Ambiental . Metais Metais são removidos por troca de cátions para os sedimentos do wetland. 79 . por exemplo. 1993). o que fornece diferentes processos microbiológicos ao longo do gradiente redox. 1991).

Relatório de Impacto Ambiental . Figura 12. Argila de proteção na base da wetland.RIMA Figura 11. Rachão distribuído em toda wetland. 80 .

(1998). 81 .00 metros Vegetação Para o preenchimento da wetland será utilizada a vegetação próxima à área do aterro. Enquanto que a coleta do efluente se dará de maneira submersa.50 metros borda livre Largura 43. A entrada do afluente será por meio disperso e distribuído acima da vegetação. que segundo Bernard. as dimensões adotadas para a wetland que servirá como lagoa de polimento do sistema de tratamento de chorume do aterro regional de Porto Nacional sãs as que seguem abaixo: Comprimento 45.5 metros Profundidade 2.50 metros livre Borda Livre 0. Relatório de Impacto Ambiental .RIMA Sendo assim. (1998) e Maurice & Lager. tem alcançado bons resultados quando aplicada para o sistema de wetlands construídas.00 metros Comprimento com 46. onde a percolação se dará ao longo da extensão do wetland por entre o meio filtrante. Tipo de operação Quanto ao tipo de fluxo hidráulico o fluxo do afluente ocorrerá de maneira subsuperficial. Johnson et al.00 metros Largura com borda 44. A vegetação utilizada será da Juncus geradii spp. tendo contato com as raízes e rizomas da vegetação. Os detalhes da Lagoa de maturação “wetland” encontram-se na Prancha (14/28). (1999).

5. na entrada da lagoa anaeróbia. Desidratação do lodo da lagoa anaeróbia Os lodos gerados no tratamento biológico da lagoa anaeróbia serão enviados para a desidratação e secagem em leitos de secagem. Os leitos serão cobertos com telhas em polipropileno translúcidas. A eficiência do tratamento. que garantirá as condições para o lançamento dos líquidos será confirmada por meio dos resultados das análises do sistema de tratamento.5. que após succionar o lodo em excesso irá realizar a acomodação do mesmo nos leitos de secagem. ou seja. Será construído um único leito de secagem. Relatório de Impacto Ambiental . 4. Portanto. Valas de decantação . a construção dos leitos de secagem será realizada após 5 anos. Na prancha (16/28) encontra-se representado o leito de secagem.6.Lançamento do efluente tratado Depois de realizado o tratamento dos líquidos percolados oriundos da decomposição dos resíduos sólidos os mesmos estarão totalmente qualificados para serem dispostos em um curso hídrico ou em solo. tendo em vista que a geração do lodo faz-se em quantidade bastante reduzida na lagoa anaeróbia e o tempo de retirada ser bastante prolongado de uma limpeza para outra.RIMA 4. contado do inicio de operação da lagoa anaeróbia do aterro sanitário de Araguaina. para evitar a incidência de chuva sem prejuízo da ação solar sobre a camada de lodo. contendo as seguintes dimensões: Largura 5 Comprimento 12 Profundidade 1 Superfície unitário 60 de secagem O lodo desidratado será disposto no aterro sanitário na célula de resíduos sólidos domiciliares. e outra análise será feita 82 .6.5. que será realizada por meio da coleta do lodo em acúmulo localizado na base da lagoa utilizando-se de caminhão limpa fossa. que por meio da introdução do equipamento acoplado à mangueira de sucção do caminhão limpa fossa.4. Estima-se que a partir do 5° ano de operação a lagoa anaeróbia passe por uma limpeza. as análises serão realizadas no afluente na entrada do sistema.

que se encontra anexo ao presente projeto. Detalhes referentes à qualidade da água subterrânea encontram-se detalhados no Plano Básico Ambiental referente ao tema. o pequeno remanescente de contaminantes que ainda existirem no efluente após a passagem pelas lagoas serão removidos por meio do sistema de valas de percolação no solo. o mesmo será disposto em valas de percolação. fato que é comprovado no solo em que se localizará o aterro sanitário. A concepção construtiva das valas refere-se à busca da melhor maneira possível obtida e que é utilizada para se dispor os efluentes líquidos de forma que esses não influenciem negativamente ao sistema. N e P.RIMA para o efluente na saída do tratamento. Características e vantagens do uso de valas de decantação A literatura comprova que ocorre em valas de decantação a remoção de DBO. Relatório de Impacto Ambiental . tendo em vista que o tratamento alcançara quase que a totalidade do tratamento. O uso de valas de decantação é largamente utilizado principalmente em locais que não dispõe de curso hídrico para o lançamento do efluente. entretanto prefere-se realizara a infiltração desse efluente no solo ao invés de lançá-lo no curso hídrico. Preconiza-se ainda que o solo utilizado para o desenvolvimento do presente sistema de disposição final de efluente possua características argilosas. o que favorecerá a evapotranspiração e dificultará a ocorrência de infiltração. sendo que o remanescente que existir de contaminantes serão 100% tratados nas valas de percolação. Constituintes do sistema Entrada do efluente 83 . na saída da lagoa de maturação “wetland”. uma vez que. Ocorre a presença das valas de decantação também em locais onde existe o curso hídrico. ou seja. todavia estima-se que a remoção desses componentes no tratamento das lagoas de estabilização obtenha eficiência de mais de 90%. Tendo em vista não existir na área do aterro sanitário nenhum curso hídrico para que se efetue o lançamento do efluente tratado. DQO. que embora não irá proporcionar nenhuma desvantagem para o solo do local ou para as águas subterrâneas. perfazendo quase que 100% na remoção de contaminantes.

Logo. A tubulação de entrada nas valas sairá da lagoa de acumulação e chegará às valas à altura de 10. possa distribuir o efluente às valas. Relatório de Impacto Ambiental . Logo. naturalmente será conduzido para a tubulação. com linhas diferenciadas por cota. 1° Constituinte – Lagoa de acumulação O primeiro constituindo do sistema será a lagoa de acumulação. de 40. sendo que uma ficará localizada do lado direito e outra do lado esquerdo à lagoa de acumulação. Todas as valas terão a mesma profundidade. Sendo que as tubulações de distribuição para as valas ficarão à profundidade de 20. A distribuição será equilibrada e ocorrerá por gravidade.RIMA Após sair da 3 ª lagoa. 1ª Linha da espinha de peixe A primeira linha da espinha de peixe estará localizada na mesma cota. a lagoa de maturação “wetland”. sendo de 1.00cm. A distribuição será feito por meio de tubulações que fará a ligação do efluente da lagoa de acumulação para as valas. todas as valas terão a mesma profundidade.50 metros. e por sua vez direcionado até as valas.00cm. E a tubulação de saída que conduzirá o efluente para a segunda linha da 84 .00 cm.00 metros. 2° Constituinte – Valas de decantação Após ser distribuído da lagoa de acumulação o efluente alcançará as valas. As valas serão distribuídas na conformação de espinha de peixe conforme pode ser observado na Prancha 15/28 que descreve o sistema. mesmo comprimento. para que assim. A lagoa de acumulação ficará em uma cota topográfica acima das valas. de 50.00 metro. Quando o efluente alcançar essa altura. que distribuirá para as valas o efluente a ser disposto. A profundidade total da lagoa de acumulação será de 1. O que diferenciará as valas não será a profundidade e sim a cota em que as mesmas estarão localizadas. o efluente será conduzido pela tubulação de saída da 3ª lagoa para a vala de decantação. Um conjunto de tubulações que conduzirá o efluente da lagoa de maturação para as valas de decantação. esse será o sistema de entrada às valas. e a mesma largura. no caso.

que será mais baixa que da primeira linha da espinha de peixe. diferenciando-se unicamente a cota de localização da vala. Diferenciando-se unicamente a cota de localização que deverá estar mais baixa que da 2ª linha. 3ª Linha da espinha de peixe O processo da 2ª linha de espinha de peixe será a mesma para a 3ª linha.RIMA espinha de peixe ficará localizada a 20. Diferenciando-se unicamente a cota de localização que deverá estar mais baixa que da 3ª linha. 85 . Sendo assim.00 cm de profundidade. 5ª Linha de espinha de peixe Essa será a última linha da espinha de peixe e funcionará como uma válvula de escape pois o objetivo é que essa linha não seja utilizada. Tal procedimento é necessário para que o efluente não volte. a última linha que contará com 2 espinhas de peixe será uma medida de segurança que existirá no sistema. Relatório de Impacto Ambiental . 4ª Linha de espinha de peixe De maneira similar à 3ª linha de espinha de peixe será a mesma para a 4ª linha. 2ª Linha da espinha de peixe A tubulação de saída da primeira linha da espinha de peixe conduzirá o efluente para a segunda linha da espinha de peixe. A profundidade da vala será a mesma. sendo que a vala da primeira linha da direita conduzirá para vala da direita localizada na segunda linha e na vala da esquerda o mesmo processo ocorrerá. excetuando-se eventos raros que precisam ser previstos. da vala de decantação para a lagoa de acumulação.

diminui odores. A maior 86 . nas atividades normais de deposição de lixo e a cobertura final do aterro. a ser nos locais onde a deposição já se encerrou. Neste sentido. a cobertura final do aterro deverá ter no mínimo 60 cm de espessura de solo compactado. reduz a ocorrência de pontos de foto e ajuda na atenuação do percolado. Assim se impõe a execução de um sistema de drenagem provisória ao longo do perímetro da célula. já que esta camada servirá de base para a operação das células subsequentes.RIMA 4. deve-se colocar uma camada de solo orgânico. a) Cobertura diária São muitos os benefícios advindos da execução da cobertura diária dos resíduos. 4.7. Esse solo de cobertura ocupa aproximadamente 10% do volume total da célula. o qual será utilizado como elemento adubador. Impermeabilização superior Existem dois tipos de cobertura de resíduos em um aterro sanitário. Assim sendo. reduzo os riscos de transmissão de doenças por vetores. Relatório de Impacto Ambiental . Drenagem e tratamento de gases Os gases produzidos nos processos de decomposição do lixo apresentam uma composição variada de acordo com a fase em que o processo se encontra. Tal cobertura promove uma melhor apresentação visual do aterro. b) Cobertura final A cobertura final de solo deve ser encarada como fator decisivo no sucesso da operação do aterro.6. Tal cobertura diária será executada no aterro com espessura máxima de 20 cm. Esta camada de solo adubador será colocada após o uso da referida célula como via de acesso para a célula que estará em operação. aquela que se processa diariamente. por erosões provocadas por águas superficiais não controladas. principalmente.) pelo vento. melhora as condições de acesso à célula de lixo. reduz significantemente o transporte de lixo leve (papel. etc.6.6. que controle as águas de chuva durante a implantação do depósito. é importante que tal camada funcione adequadamente e não seja destruída. No que se refere a revegetação do aterro.

Portanto. Os drenos verticais (Figura 13) projetados para este aterro são constituídos por peças ou tubos perfurados de concreto armado (CA-2) envolvidos por pedras britadas e por um queimador tipo flare devidamente adaptado aos diferentes tamanhos diametrais 87 . Além desta função principal. Nesta fase. O sistema de drenagem de gases a ser implementado no Aterro Sanitário terá por finalidade retirar os gases gerados no processo de degradação. A concepção deste sistema consiste na implantação de drenos verticais que permitirão a drenagem dos gases e sua combustão em queimadores diretamente instalados nos drenos. contribuição para a deterioração da camada de ozônio. de forma a aliviar as pressões internas que ocorrem no maciço. Esse sistema possibilitará queima dos gases nos níveis superiores. cada dreno poderá ter sua eficiência monitorada isoladamente. Os queimadores ou flares serão colocados individualmente em cada dreno vertical. consequentemente a segurança da obra. etc. a maneira mais rápida e de custo mais baixo para minimizar estes problemas é a drenagem e a queima destes gases. desta maneira. portanto. Inicialmente. A liberação destes e outros gases para a atmosfera provocam alguns impactos como a ocorrência de odores. controlando a emissão dos mesmos à atmosfera. Caso os gestores do aterro sanitário optem pela coleta do biogás numa fase mais avançada da operação. nas áreas onde foram depositados resíduos deverão ser instalados drenos de gases e queimadores. além de permitir uma melhor investigação na massa de lixo circundante. Relatório de Impacto Ambiental . garantindo a estabilidade geotécnica dos taludes e.RIMA quantidade de gás gerada durante a vida útil do aterro é resultado da decomposição anaeróbia do resíduo. Desta forma. Desta maneira. o sistema de drenagem não terá contrapressão (extração forçada). o sistema será projetado de modo a funcionar também como facilitadores ao escoamento vertical dos líquidos no interior da massa de lixo. os principais gases emitidos são o metano e o dióxido de carbono. utilizar os gases para aproveitamento energético ou queima em um único ponto central. A interligação do sistema de drenagem de gases e de chorume sendo realizada na base do aterro é de grande importância para a não obstrução e comprometimento dos drenos de gases pelo percolado. os gases serão drenados livremente à pressão atmosférica. o sistema poderá ser adaptado sem necessidade de grandes alterações à concepção inicialmente prevista e será possível. em um queimador do tipo “enclausurado”. É importante destacar ainda a presença de drenos horizontais de chorume que facilitarão o fluxo de gás para os drenos verticais tendo em vista que também estarão interligados.

Na Figura 14 está apresentada a disposição dos drenos de gases na célula.RIMA encontrados. uma forma cilíndrica quando em relação à sua profundidade. Desenho esquemático do sistema de drenagem de gás (esq. A interligação do sistema de drenagem de gases e de lixiviado. O sistema será projetado de modo a funcionar também como facilitador do escoamento vertical dos líquidos no interior da massa de lixo. Relatório de Impacto Ambiental . tendo em vista o biogás iniciar sua geração efetiva e a utilização dos flares ser efetivamente necessária e possuir vazão de biogás para queimar. com base na estimativa da vazão gerada na massa de lixo. perfazendo. Os parâmetros de produção de biogás por tonelada de lixo dependerão de estudos futuros. Todavia. Figura 13. todavia. constituída de maneira vertical serão implantadas de imediato para o inicio de operação do aterro sanitário. de dreno vertical para descida do lixiviado e subida do gás.) e foto. assim. A influência do dreno nos resíduos se dá radialmente ao seu eixo vertical. com exemplo. semelhante à geração do líquido. a implantação dos queimadores ou flares que irão queimar o biogás gerado serão instalados somente após 1 ano de operação do aterro sanitário. é de grande importância para a não obstrução e comprometimento dos drenos de gases pelo percolado. junto à base do aterro. na base do aterro. É evidente que no inicio de operação a geração de gás irá ocorrer de maneira bastante lenta. a drenagem de gases. bem como a drenagem de líquidos horizontal. Serão implantados drenos verticais e queimadores (ou flares) diretamente instalados em cada um dos drenos. 88 .

inferior. Em relação à drenagem sub-superficial. depressões e mudanças abruptas de 89 . será colocada uma camada de 50. Impermeabilização de fundo A impermeabilização de base com a implantação de uma camada de argila compactada e com mantas sintéticas impermeáveis (geomembranas) terá por finalidade evitar a contaminação das águas subterrâneas. Relatório de Impacto Ambiental . compactos e isentos de qualquer tipo de material contundente. serão consideradas as diretrizes seguintes:  O sistema composto geomembrana/solo. com a finalidade de prevenir qualquer infiltração. por medida de segurança.6. 4. ou seja. no terreno utilizado para implantação das células de resíduos domiciliares e públicos.8. Disposição dos drenos de gases com seu raio de influência. Porém.00 mm e recobrirão toda a superfície definida pelo projeto. para a implantação das mantas. controlada pelo monitoramento periódico de sua qualidade. não seria necessário a construção de uma camada de solo impermeabilizante na fundação do aterro. Considerando que a permeabilidade do solo não saturado que será utilizado para a impermeabilização do fundo do aterro será superior a 10-9 cm/s.RIMA Figura 14. com permeabilidade de 10-6 cm/s.896/97 (5x10-6 cm/s). que indicará a possibilidade de ocorrência de rasgos e/ou furos nas referidas mantas (Ver Prancha 06/28). As mantas em PEAD terão espessura de 2.00 cm de solo argiloso compactado. compactado e a superfície de apoio (fundo e taludes da escavação) devem estar nivelados. melhor que a estabelecida pela norma da ABNT – NBR 13.

Antes do inicio da instalação da geomembrana devem ser verificadas as condições da superfície de apoio das canaletas de ancoragem:  Os painéis devem ser posicionados de acordo com a sua numeração. para evitar os levantamento dos painéis pelo efeito do vento. mecanicamente. a abertura deve ser iniciada a partir da crista dos taludes e feita.  Antes do início da solda. que poderá ser feita. largura de 30. perda de umidade do solo e trânsito local.  Para evitar qualquer tipo de dano à geomembrana.  Caso seja inevitável o trânsito de veículos sobre a geomembrana instalada. todo cuidado deve ser tomado para evitar danos causados por queda de objetos ou movimentação de pessoas 90 . a fim de evitar a deterioração do terreno produzida por chuva. vento. de tal forma que o equipamento avance sobre a camada já colocada.00 cm. que não causem danos à geomembrana.  A geomembrana deve ser aplicada no sentido da máxima inclinação do talude e ser posicionada de forma a ter o mínimo possível de rugas ou ondas. Quando os painéis são as próprias bobinas. porém com um mínimo de desbarrancamento dos lados. Os painéis constituídos pela emenda de várias bobinas na fábrica devem ser posicionados conforme estabelecido no projeto.  As canaletas devem ser escavadas nas dimensões adequadas. e a partir daí é que deve ser iniciada a sua abertura.  A colocação da geomembrana deve ser realizada imediatamente após os serviços de preparação da superfície de apoio. Recomenda-se promover a limpeza da superfície imediatamente antes da colocação da geomembrana.  As canaletas de ancoragem devem ser executadas previamente. sendo recomendado os seguintes valores mínimos: distância da borda do talude de 60.00 cm e profundidade de 30.00 cm. os traspasses devem estar limpos e isentos de umidade. pelo efeito da chuva ou do trânsito local. com um geotêxtil espesso ou ser executada através de uma via de circulação.RIMA inclinação do terreno não previstas no projeto.  Devem ser previstas ancoragens temporárias como sacos de areia. por exemplo. deve ser prevista uma proteção. Estes valores devem ser função da altura e da inclinação do talude. Relatório de Impacto Ambiental . por exemplo. de preferência.

Instalação da geomembrana.RIMA sobre a manta. Figura 15. e na Figura 17 encontra-se ilustrada a concepção de como deverá ficar a célula de RSS após a preparação do terreno e colocação da geomembrana. 91 . sendo também realizada nessa a ancoragem da geomembrana. Nas Figuras 15 e 16 ilustra-se como deverá ser feita a colocação da geomembrana e o detalhe da sua ancoragem. No fundo.  As emendas devem sempre ser executadas no sentido da máxima inclinação do talude. assim como na célula de resíduos domiciliares. Nenhum objeto deve ser posicionado sobre a manta sem proteção e os soldadores devem utilizar calçados especiais.50 m do pé do talude.00 cm do seu pé. Caso seja inevitável. Relatório de Impacto Ambiental . recomenda-se que a emenda não esteja localizada na parte superir do talude e nem a uma distância menor que 15. não sendo aconselhável executar emendas horizontais ao longo do talude. a emenda deve estar a uma distancia de 1.

92 . Figura 17. Após a instalação da geomembrana na célula de resíduos domiciliares e sua devida ancoragem. deverá ser acrescentada uma cama da de solo argiloso sobre a mesma. Demonstração de como ficará a vala séptica para disposição final dos RSS. Ancoragem da geomembrana. As Figuras 18.RIMA Figura 16. 19 e 20 ilustram o resultado. cuja finalidade é promover a proteção física da geomembrana durante a colocação dos resíduos sólidos sobre a mesma por máquinas como caminhões e tratores. Relatório de Impacto Ambiental .

Figura 19. 93 . Proteção física da geomembrana após sua instalação. Geomembrana e drenos de líquidos e gases instalados.RIMA Figura 18. Relatório de Impacto Ambiental .

de modo a assegurar o acesso seguro às áreas de disposição de lixo e a interligação entre todas as outras unidades existentes no aterro sanitário sob quaisquer condições climáticas. Relatório de Impacto Ambiental . A via principal circundara toda a extensão do terreno e dará acesso às vias secundárias que.00 metros.RIMA Figura 20. que após o corte e regularização da camada de lixo seja executada uma camada de solo misturada com “cascalho” compactada com 40 cm de espessura. 94 .9. portanto. serão utilizadas para o acesso direto às áreas de descarrego de lixo e do local de estocagem de solo. podendo ser substituídas e modificadas em função dessa operação. As vias de acesso serão destinadas ao trânsito de equipamentos e veículos em operação. Operação do Aterro sanitário. por sua vez. por se tratarem de vias provisórias e que terão o lixo como suleito do pavimento. As vias secundárias serão construídas conforme plano de operação do aterro. Sistema viário O acesso à área é realizado pela rodovia BR – 153 no sentido Palmas – Araguaína com entrada logo após o km 169. 4. Recomenda-se. É importante ressaltar que a declividade longitudinal da via não deverá ser superior a 10% e a largura da pista terá no mínimo 6. apenas para garantir as condições de tráfego da via.6. Essas vias não serão dimensionadas pelos métodos tradicionais.

Ao longo das etapas de evolução do aterro. função da necessidade da obra. Esta proteção será efetuada por canaletas retangulares (lado interno da pista) e semicirculares (lado externo – cinturão verde) nas laterais da pista. 4.6. quando da implantação da mesma. principalmente. talude de células em execução ou conformação natural. praticamente sem interrupção. manter as características de largura. Relatório de Impacto Ambiental . O solo escavado da célula será utilizado como material de cobertura. para servir como uma espécie de pulmão de material de cobertura. Um sistema de drenagem ineficiente é um dos principais fatores na formação de falhas em estradas não-pavimentadas em épocas de chuvas. evidentemente.11. Desta maneira. Dessa forma não será necessária a utilização de solo externo da área do aterro. bem como as águas que escoarem no sentido do cinturão verde para a via principal. o próprio solo de escavação será utilizado como material de cobertura. constituindo as 95 . na velocidade de obtenção de material terroso. deve-se evitar que águas de chuva oriundas dos taludes da área de disposição de lixo cheguem à pista de rolamento.6. de 0.RIMA Todas as vias.10. terão um sistema de manutenção visando. Solo de cobertura Os serviços de escavação da célula de deposição de resíduos sólidos serão realizados no decorrer da via útil do empreendimento. O solo da primeira etapa será depositado em um local apropriado no interior da área do aterro.4 m de diâmetro. sendo dispostos de montante para jusante da área. Planos de operação e avanço do aterro A construção da célula se dará após o espalhamento e compactação dos resíduos. contra os taludes resultantes de escavação. A canaleta a ser utilizada será a semicircular. principal e secundárias. pré-moldada de concreto. O solo proveniente da escavação da primeira lagoa (lagoa anaeróbia) que ocorrerá na primeira fase de implantação do aterro também irá compor esse pulmão de reserva de material. pavimentação e drenagem existentes. Estima-se que aproximadamente 20% do volume da célula será composta por material de cobertura que é utilizado para cobertura diária do lixo. 4. declividade longitudinal e transversal da via. com variação.

RIMA células de lixo com altura de cerca de 5. Relatório de Impacto Ambiental . paralelamente ao serviço de disposição e compactação dos resíduos. a camada de cobertura da célula. Tanto para os taludes de alteamento de resíduos. O lixo. O recobrimento das células com material inerte ocorrerá continuamente. canais e descidas hidráulicas em concreto e alvenaria. como para os taludes em solo resultante das atividades de escavação. Periodicamente. À medida que as células forem sendo executadas. para o controle da emissão dos mesmos à atmosfera e de odores. que permanecerão expostos por um grande período de tempo. constituindo. serão realizadas as seguintes obras: 96 . os drenos verticais de gás deverão ser alterados antecipadamente à subida da próxima célula. drenagens internas de efluentes líquidos e de gás. além do plantio de grama. Este solo será espalhado por trator equipado com lâmina. Conforme definido no modelo tecnológico proposto para o aterro sanitário. compactado conforme descrito anteriormente permitirá o tráfego e descarga de caminhões basculantes que trarão o solo de cobertura sanitária necessários. devendo-se promover a queima dos gases nesses drenos. como canaletas de berma. deverão ser protegidos por elementos de drenagem provisórios. O dimensionamento das etapas utilizadas para receber os resíduos domiciliares e públicos do aterro sanitário baseou-se no principio de maior aproveitamento da área para obtenção de uma vida útil de 38 anos. com o propósito de manter a sua integridade. dessa forma. acessos construtivos e de acesso às áreas de disposição de resíduos. Os taludes em solo resultantes dos serviços de escavação. o mesmo será operado em duas fases distintas: Primeira Fase A fase de implantação da infraestrutura do aterro sanitário consistirá na instalação de toda infraestrutura física e operacional necessária para dar suporte à operação do mesmo. deverão ser efetuados serviços topográficos com a atualização do “as bulit” de implantação das células de lixo e de todos os elementos de drenagem superficial. Nessa fase. No topo das células o recobrimento se dará sucessivamente ao avanço da frente de operação.00 metros. sem que ocorram riscos de instabilidade ou incidência de erosão. será necessária a execução de proteção superficial dos mesmos.

 Construção do sistema de tratamento de líquidos percolados. será solicitado junto ao órgão ambiental competente a obtenção da Licença de operação (LO). será construído em etapas.00 metros no seu comprimento. Logo.  Plantação do cinturão arbóreo em todo o aterro.  Construção da drenagem sub-superficial de líquidos percolados. O sistema de tratamento de líquidos percolados. assim como a célula de deposição dos resíduos sólidos domiciliares. Não havendo a necessidade de se abrir toda a trincheira de uma só vez. Sabendo-se que é necessário um prazo de no mínimo 1 ano para que os líquidos gerados infiltrem pela massa de lixo. contando com a área de 22. 97 . inicia-se a disposição de resíduos da segunda fase.  Instalação da rede de abastecimento de água por meio de poço semi-artesiano e de adaptação da rede de distribuição de energia elétrica já existente.  Construção de unidade administrativa de apoio aos funcionários. Segunda Fase Após ser finalizada a primeira etapa de instalação da infraestrutura para operação do aterro sanitário.  Abertura da primeira vala séptica para RSS. por meio da qual o aterro sanitário estará autorizado para receber os resíduos de serviço de saúde e os resíduos sólidos domiciliares. Ao término da primeira fase e com os serviços de implantação concluídos.  Construção do sistema de drenagem de água pluvial. perfazendo a utilização de 150.  Construção de guarita de segurança. não havendo necessidade de que todo o sistema seja construído na primeira etapa.00 metros na largura da área.RIMA  Cercamento da área.500. por 150.00 m².  Implantação da abertura parcial da trincheira para disposição final dos resíduos sólidos domiciliares. uma vez que o mesmo é dimensionado para o tempo de vida útil final do aterro que é de 38 anos. será realizada a abertura inicial da trincheira. alcancem a drenagem e sejam transportados até o sistema de tratamento. Relatório de Impacto Ambiental .

715. após a utilização de toda essa trincheira. representando a ocupação de uma área de 150. em função de sua utilização periódica estará em constante evolução.715. que 3 elementos do projeto da primeira fase serão implantados de maneira parcial.00 metros de altura. Logo.00 x 150.00 metros.00 m². Tal procedimento se deve ao fato de que não haverá a necessidade de abertura de toda a trincheira com 120. À medida que forem sendo recebidos RSS e esses estiverem sendo depositados na vala séptica será possível observar quando a mesma deverá ser finalizada.00 m².00 metros de profundidade.  Célula de deposição de resíduos sólidos domiciliares Como já é sabido. Cabe ressaltar ainda. os 3 elementos do projeto que estarão sendo ampliados ao longo de tempo e do recebimento dos resíduos sólidos são:  Valas sépticas para RSS Na primeira fase será implantada uma vala séptica. conforme pode ser observado na Prancha (11/28). os equipamentos de proteção ambiental como drenagens e tratamentos irão evoluir também. uma vez que sua utilização se fará de acordo com o tempo de operação. tendo em vista que o aterro sanitário. o aterro sanitário contará com a implantação de uma única célula. inicialmente. que contará inicialmente com uma trincheira com 2. na primeira fase do empreendimento será aberta e instalada a trincheira com a drenagem de líquidos percolados.00 metros de altura de lixo cada e o total de 5 taludes. drenagem de gases e impermeabilização de base com apenas 22. Após o enchimento ou finalização de uma vala séptica será aberta a outra. De forma que ao final de operação o aterro sanitário estará com 25. uma vez que toda essa área não seria preenchida com resíduos sólidos rapidamente. Por esse motivo. conforme pode ser observado na Prancha (02- 03/28). com a devida impermeabilização e meios de operação necessários. não se faz necessário que todas as valas sépticas sejam imediatamente abertas e instaladas. além do que. isso poderia prejudicar os sistemas de drenagens instalados em função da exposição excessiva e desnecessária ao 98 .RIMA À medida que o aterro for evoluindo. se iniciara a deposição dos resíduos sólidos verticalmente.500 m². e posteriormente. por já estar completamente preenchida. por meio da construção de taludes com 5. Sabendo-se que a área total ocupada pela trincheira será de 120. Relatório de Impacto Ambiental .

Relatório de Impacto Ambiental . que será preparada para o recebimento imediato dos resíduos sólidos domiciliares. Sabendo-se que. cuja característica será anaeróbia seja o suficiente para comportar a vazão inicial de líquidos percolados que serão gerados. o sistema de tratamento será composto unicamente pela primeira lagoa de tratamento. contando com impermeabilização de base composta por argila compactada. tendo em vista ser praticamente esse o prazo para que os resíduos líquidos comecem a chegar ao sistema de tratamento. Sendo assim. que provavelmente será em 2050.RIMA solo. Durante a operação do último talude. acredita-se que para inicio de operação a implantação da primeira lagoa. a primeira lagoa a ser instalada. contará com toda a infraestrutura necessária e de segurança para o tratamento do resíduo líquido que iniciar a aparecer no sistema. inicialmente. seguida por manta de PEAD 2. Essa logística operacional preconizada visa minimizar a ocupação da área de disposição de resíduos.00 x 150. contando com camadas de cobertura mais espessas e demais sistemas que deverão ser apresentados e discutidos com os órgãos ambientais de controle ambiental da época. bem como toda a infraestrutura que se torna necessário nela. Após 1 ano de operação será terminado o sistema de tratamento de líquidos percolados. deverão ser iniciados os serviços de encerramento do aterro sanitário. uma vida útil adequada para o empreendimento. inicialmente será aberta a área de 150. chuva. a mesma será ampliada.  Sistema de tratamento de líquidos percolados O sistema de tratamento de líquidos percolados será composto por lagoas de estabilização. Por esse motivo. Busca-se definir toda a rotina operacional básica do Aterro Sanitário.00 mm.00 m² de área. vento e demais condições climáticas. Todavia. que será constituído por 3 lagoas de estabilização e uma lagoa de infiltração no solo do efluente tratado. estabelecendo-se o prazo de 1 ano. e à medida que os resíduos forem ocupando o espaço na trincheira. o resíduos sólido leva um tempo expressivo para iniciar o processo de geração de líquidos e para que esses líquidos comecem a criar o volume suficiente para ser drenado para o sistema de drenagem subsuperficial e posteriormente para o sistema de tratamento. garantindo portanto. após a deposição e compactação. Logo. Estão descritas todas as operações básicas para o desenvolvimento de ações de 99 .

nas suas varias atividades. Sendo assim. com 2. O cercamento de todo o perímetro da propriedade já existe. a todas as instalações que apoiarão a atividade fim de destinação final dos resíduos.12. No local onde haja esquina na cerca.6. fixadas ao solo por fundação de concreto. ou seja. necessário para a avaliação do comportamento dos sistemas envolvidos. 4.6.00 metros para cada lado. descarga e decomposição do lixo. ao estoque de materiais. da movimentação.50 metros de altura. A fiação é em arame liso. apresenta-se a seguir os procedimentos operacionais a serem implementados no aterro. o empreendedor substituirá as estacas de madeira por estacas de concreto da ponta virada. A cerca de concreto terá 8 fiadas de arame farpado nacional galvanizado ou arame liso e fixado nas estacas usando arame galvanizado.RIMA acompanhamento da operação e da manutenção do aterro sanitário. afastando-se 50. compostos de Atividades Administrativas e Atividades Operacionais necessárias ao pleno funcionamento de forma integrada entre as ações de controle e as ações de operação. espaçada a cada 2. Atividades administrativas a) Sistema de Proteção e Segurança Como unidades de proteção e segurança do aterro serão implantadas cerca e alambrado reforçado. sendo que esse será mantido. com 6 (seis) fiadas Futuramente. 4. b) Cerca de Proteção A cerca a ser construída terá estacas de cerca de 2. O alambrado reforçado será implantado na entrada da guarita principal.1. Relatório de Impacto Ambiental . 100 . O aterro sanitário.50 e assentadas sobre o solo. deve possuir uma rotina para a ordenação dos trabalhos e uma consequente eficiência operacional.12. Unidades de apoio As unidades de apoios são componentes do projeto que dizem respeito à segurança. ou quaisquer outros acontecimentos que tenham uma capacidade real ou potencial de afetar a operação do aterro sanitário. será necessária a colocação de uma estaca de reforço junto à que fica na esquina.00m de comprimento. a manutenção. ao controle. como uma obra de engenharia.

Relatório de Impacto Ambiental . o controle dos materiais que serão utilizados para uma operação integrada. Podem-se destacar entre as atividades mais comuns em termos administrativos do funcionário que ficar localizado na guariata as seguintes ações: o controle de pessoas que chega ao aterro e entram o controle dos resíduos a serem dispostos no aterro. Para tanto. onde conste neste cadastro os nomes das pessoas. RG. deverão ser vistoriados por fiscais treinados. data de treinamentos operacionais. de forma a ser delegada a autoridade de liberar ou não o ingresso de caminhões na área. de modo a permitir ou não a entrada ao aterro sanitário. para que o controle da segurança do aterro tenha facilidade de localização. d) Controle de Entrada e de Passagem de Resíduos O controle do recebimento dos resíduos consiste na operação preliminar de vistoria. antes de se dirigirem a balança para pesagem. Tal anotação se dará eletronicamente por meio de cartão de ponto. Os fiscais serão instruídos para não permitir que determinados tipos de resíduos e/ou firmas não autorizadas adentrem ao sistema do aterro sanitário. Será realizado um cadastro das pessoas que efetivamente trabalham na operação e na manutenção do aterro sanitário. que será efetuada na portaria. sendo que estes apontamentos serão realizados no inicio e término dos seus turnos. 101 . A capacidade da balança será de 60 toneladas. após o descarregamento. Para a verificação da distribuição dos funcionários no aterro serão feitas quatro anotações de apontamento dos funcionários em serviços. A todas as pessoas cadastradas será então fornecido um crachá de identificação. etc. que será de uso obrigatório para se entrar na área. com capacidade de pesar o caminhão+lixo. respectivas funções. grau de instrução. data de admissão. os fiscais da portaria deverão passar por um treinamento inicial. controle de imunização. Este cadastro deverá ficar em local de fácil acesso. Será implantar uma balança rodoviária eletrônica para pesagem dos resíduos na entrada e na saída. onde os caminhões que transportam resíduos.RIMA c) Controle de acesso A portaria que será implantada para permitir o controle de entrada das pessoas e veículos ao empreendimento constara de uma edificação composta por uma sala de operação da balança para atender aos fiscais de pesagem e uma balança eletrônica rodoviária.

após inspeção pelo corpo de fiscais. O passo seguinte será a liberação pelo fiscal para o descarregamento dos resíduos em área previamente definida. O local de descarregamento dos resíduos será comunicado diariamente aos fiscais de controle de entrada de resíduos no inicio de cada turno para que só se disponha os resíduos em áreas autorizadas. só será permitido à entrada de veículos que tenham adesivos de identificação da prefeitura a qual pertence. Após a fiscalização do veículo que adentra ao resíduos. ficando tal documento sempre disponível na portaria para consulta pelos fiscais. Relatório de Impacto Ambiental . Será cadastrado no sistema de Controle de Pesagem de Resíduos e receberá uma autorização para poder adentrar ao aterro sanitário. sendo neste instante emitido o ticket para controle. salvo liberação do Engenheiro residente. desde que não contenha carga inadequada ao depósito. O controle de origem. Em todos os veículos deverão ser primeiro tirado a sua tara. Qualquer veiculo que conste da relação terá acesso garantido ao aterro. para preservar a constância nas pesagens com pesos reais de lixos.RIMA As balanças deverão ser aferidos a cada seis meses. será realizada automaticamente a pesagem do veículo com os resíduos.  Resíduos de Serviços de Saúde. e) Rede de iluminação 102 . a qual se destina a controlar todo e quaisquer resíduo disposto no aterro. não entrarão sob hipótese alguma. para melhor controle de resíduos. Além deste controle. Os seguintes tipos de resíduos terão acesso livre a área do aterro sanitário:  Resíduos domésticos (Classe IIA). pelo órgão responsável – INMETRO. Para que tal operação de controle seja a mais efetiva possível. qualidade e quantidade de resíduos destinados ao sistema será efetuado por balança rodoviária. Após o descarregamento dos resíduos. após a liberação. sempre com o tanque complementar cheiro.  Podas de árvores. será realizado a fiscalização do tipo de resíduo e. ele retorna à balança para pesar novamente. Outros veículos que cheguem ao aterro sem estes requisitos. é necessário que seja feito um cadastro de todos os veículos que deverão se utilizar o aterro para deposito de resíduos.

quando atingirem a fase adulta. É importante também ressaltar que as árvores do cinturão verde não deverão interferir na luminosidade da via. Figura 21.00 metros. Relatório de Impacto Ambiental . as normas técnicas recomendam que para uma altura de montagem de aproximadamente 9. pode-se determinar a linha de corte (poda) medindo a distancia “D” do poste até os galhos mais baixos da árvore. no local onde se localizara a guarita e unidade de apoio aos funcionários. o fluxo luminoso deve ser superior a 25. Caso seja necessário realizar serviços de poda. e proceder ao cálculo da altura da linha de corte pela expressão (H = h – 0. Em relação ao tipo de lâmpada adotado na rede.500 lumens (lm). As Figuras 21 e 22 ilustram a geometrização deste cálculo. Geometrização da Rede de iluminação Figura 22. assim como a altura “h” em que estará montada a luminária. não funcionando durante a noite.RIMA Uma rede de iluminação foi concebida na entrada do aterro sanitário. tendo em vista que o aterro apenas irá funcionar no período diurno.26D). Ilustração da altura do cinturão verde 103 .

RIMA f) Unidade Administrativa Consistirá na implantação de uma unidade administrativa para apoio às atividades do aterro sanitário. complementados com emprego de serviços manuais. Limpeza do local As operações de limpeza serão executadas mecanicamente e/ou manualmente. antes de se proceder ao inicio da disposição dos resíduos domésticos na célula do aterro sanitário. masculino e feminino.2. contando também com vestiários. Atividades operacionais Geralmente. 2. uma série de atividades preliminares devem ser executadas. um conjunto de banheiros. Esse galpão contará com um local para higienização das mãos do funcionário que estiver no local. 1 pá carregadeira e 1 caminhão basculante. Relatório de Impacto Ambiental . uma copa e um refeitório.6. Constará de uma edificação composta por uma sala gerencial onde se manterá os serviços administrativos. g) Unidade de manutenção de máquinas e equipamentos Haverá um galpão modulado e pré-fabricado para suporte a manutenção das máquinas e equipamentos do empreendimento. além do sistema de tratamento de separação de água e óleo.12. As principais atividades preliminares são: 1. no presente projeto. no presente projeto. com utilização de equipamentos adequados. O solo será impermeabilizado com o uso de concreto e sistema de drenagem que conduzirá a água resultante da limpeza do local para o sistema de tratamento. bem como evitar problemas ambientais. visando otimizar as atividades de deposição que se seguirão. O projeto dessa unidade encontra-se detalhado mais adiante. O projeto dessa unidade encontra-se detalhado mais adiante. 4. tais como: 1 trator de esteira. Terraplenagem de confinamento da célula 104 .

Relatório de Impacto Ambiental . tanto quanto possível. etc. considerando-se então que todas as obras de terraplanagem necessárias já foram executadas. bem como da área de deposição. evitando-se assim a ocorrência de processos erosivos. Instalação de rede de drenagem superficial provisória Os projetos previamente elaborados de drenagem e revestimento vegetal. monitoramento.RIMA Configuram-se como as atividades de corte e aterro. A implantação da impermeabilização de base das células dos resíduos domésticos do aterro sanitário se dará através de uma camada de argila devidamente 105 . Instalação de proteções ambientais (impermeabilização. a harmonia ecológica nas relações solo/água/flora. permitindo assim o desenvolvimento da natureza por meio da disseminação natural das espécies nativas circundantes. consiste inicialmente em se alcançar a consolidação de um tipo de revestimento vegetal constituído por gramíneas. No presente caso. todas essas atividades listadas abaixo estão sendo consideras como executadas quando da implantação do aterro sanitário. 3. o que é caracterizado como muito difícil de acontecer. 4. sistema de drenagem de percolados. necessárias à obtenção dos platôs projetados. as quais passarão a encontrar então as condições mínimas de sobrevivência nesta área. drenagem de gás.). tendo em vista ser as condições pedológicas do local muito boas. o que resultará numa massa verde como proteção mínima e inicial das superfícies expostas pelas obras. só desempenharão as suas funções quando consolidados. o que implica necessariamente na adoção de um conjunto de medidas. O projeto de controle das obras consiste essencialmente em conseguir que o carregamento dos grãos de material seja. Este revestimento de proteção inicial será o responsável pela reconstituição do solo. isoladamente ou em conjunto. Tal drenagem provisória é fundamental para permitir que a célula tenha condições operacionais de funcionamento mesmo sob condições adversas de clima como de chuvas intensas. Por outro lado. que visa objetivamente controlar a erosão na região da célula de disposição até a conclusão das obras de drenagem e que o revestimento vegetal se consolide. diminuído e se produza uma deposição muito próxima do local onde se deu o carregamento.

A compactação do lixo é realizada à medida que se forma as células. 5. de percolado e de gases totalmente executada.12. Sobre o solo compactado se implantará a geomembrana de polietileno de alta densidade (PEAD) de 2. O detalhamento dessas unidades encontram-se detalhadas à frente ao presente projeto. Disposição dos resíduos sólidos domésticos A implantação correta do aterro sanitário depende de algumas operações. de acordo com o projeto em questão. Construção das edificações de apoio (unidade administrativa. Tal sistema de impermeabilização é fundamental para garantia das condições ambientais do local e considera-se que toda essa impermeabilização de base já se encontre executada quando da implantação do aterro sanitário. considerando-se que todas estas áreas de deposição já devem estar protegidas com sistema de impermeabilização de fundo. guarita e galpão de equipamentos) São obras de infraestrutura necessárias as atividades de suporte à operação do aterro sanitário.6.60 cm de argila para a completa impermeabilização do fundo da célula. Não se concebe qualquer disposição de lixo numa célula sem que ela esteja com toda a sua rede de drenagem. assegurar acesso à célula.00 mm de espessura. Considera-se que os drenos de gás e de percolado que se situam sobre o aterro de base já se encontram executados quando da implantação do Aterro Sanitário. com o objetivo de além de reduzir o volume. 106 . Será usada uma camada de 0. Preparo das entradas de acesso principal e secundárias São os acessos destinados a permitir o transito de equipamentos e veículos em operação.RIMA compactada. Relatório de Impacto Ambiental . resumidas na compactação e cobertura das células. considera-se que toda esta infraestrutura viária já se encontra executada quando da implantação do aterro sanitário. 4. No caso em questão. considerando-se então que todas as áreas de deposição sobre o aterro de base já devam estar dotadas de redes de drenagem. 6. com as finalidades de interligar cortes e aterros.3.

Para obtenção de bons resultados. formando rampas. latas. Dessa forma. o peso do trator. garrafas. a equipe irá realizar a conferencia topográfica da base Encarregado Responsável pelo controle das 107 . bem como reduzir o rebaixamento futuro da massa aterrada. Disposição de Resíduos Domésticos – Equipe e pessoal a utilizar Equipamento a Uso do Mão de obra a Uso da mão de obra utilizar Equipamento utilizar Trator de esteira Espalhamento e Operador de Operação da D6-E com lâmina compactação do máquina máquina lixo Caminhão Transporte de solo Motorista Operação do basculante 6 m³ caminhão Pá carregadeira Escavação da célula Operador de Operação da durante sua máquina máquina evolução Caminhão pipa Umedecimento da Motorista Operação do (eventualmente) cobertura em caminhão épocas secas Encostador Controle dos caminhões na frente de descarga Auxiliar de serviços Limpeza geral gerais Auxiliar Responsável pelo administrativo correto desempenho dos serviços administrativo Equipe de À medida que a topografia célula for (eventualmente) crescendo. etc. Tabela 11. A técnica correta estabelece que o lixo seja descarregado no solo. concentrando-se na traseira do sistema de esteiras quebra e amassa caixas.RIMA possibilitar o tráfego dos veículos de coleta carregados e dos equipamentos utilizados na operação do aterro. e empurrado por trator de esteira. Na Tabela 11 são apresentados os equipamentos e equipe a ser utilizada. reduzindo o volume do lixo de maneira mais eficiente. recomenda-se que a compactação se desenvolva no sentido ascendente e que seja repetida de três a cinco vezes sobre cada camada de lixo. Relatório de Impacto Ambiental . no sopé do inicio do descarregamento anterior.. com inclinação correspondendo a 1(V):1(H).

tirando-os do prumo.60cm a 1. etc.12. em todos os lados simultaneamente. e que estejam já na conformação (posição.4. Feito o dreno vertical o lixo deve ser encostado a ele. declividade. auxiliar de serviços gerais e encostador Engenheiro Responsável Ambiental técnico pela operação do aterro sanitário 4. d) Descrição geral dos serviços a serem controlados 108 . deverá ser feito o recobrimento periódico da camada de cobertura com água (caminhão pipa).6.00m. largura. A espessura compactada de recobrimento com solo deverá ser de 0. podem existir drenos de gás que precisam ser elevados juntamente com o lixo que os rodeia. com o objetivo de não provocar a inclinação do dreno. Relatório de Impacto Ambiental . Atividades concomitantes a) Drenagem de gases No local em que se processa a disposição. Tal encosto deve ser feito com cuidado. que então são colocadas no espaço anelar entre a parede do tubo e a tela.) e cotas definitivas. c) Execução de Proteção de Taludes – Cobertura Vegetal (gramíneas) Nos taludes de lixo onde a disposição já se encerrou.00m nas áreas da célula onde a superfície ficara exposta permanentemente (bermas e taludes definitivos). evitando-se o ressecamento excessivo do solo. visando a estabilização geotécnica dos taludes.RIMA atividades dos motoristas. b) Cobertura dos Resíduos nas Células O topo da célula que for sendo encerrada deverá ser executado a camada final de cobertura argilosa na espessura compactada de 15. Essa elevação deve se proceder com a colocação da tela metálica para suportar as pedras da Mao. deverá ser efetuado de imediato a plantação de gramíneas. se sugerindo que seja feito de modo natural. Em época de estiagem.00 cm. já dotados da cobertura argilosa de 0.60m até 1.

DQO. tais como insetos. canaletas meia cana. aves e roedores estarão devidamente controlados. a camada final de lixo ficará coberta com espessura mínima de 0. pH. c) Controle de vetores O recobrimento diário dos resíduos. no encerramento do aterro. Relatório de Impacto Ambiental .. os vetores. de imediato. evitará a proliferação de vetores durante a operação e. pedras.  Cobertura de lixo com solo. a execução das canaletas de berma.5. ferro.  Confecção de drenos de gás e execução de aterros. visando preservar os taludes. e que estejam já na conformação e cotas definitivas. etc.  Abertura de drenos.  Fechamentos de drenos. DBO. 4.RIMA  Disposição de lixo.  Carregamento de terra. carbono orgânico total.60m de terra. Atividades posteriores a) Execução do sistema de drenagem definitiva nas áreas de deposição já encerrada Nos taludes de lixo onde a deposição já se encerrou. b) Monitoramento do lençol freático A cada dois meses serão coletados amostras para análise laboratorial dos seguintes parâmetros: nível estático do poço.6. etc.  Carregamento de tubos. fósforos. e já devidamente gramados. coliformes totais e fecais (ver locação dos poços na Prancha 02-03/28). nitrogênio amoniacal. deverá ser feito.12. 109 . sólidos totais.  Manutenção de taludes. Com esta medida. confecção de acessos principais e secundários.  Transporte de terra.

Caso se detecte anomalia serão executados todos os serviços necessários. declividade longitudinal e transversal. troca da base. que porventura tenham sido destruídos ou erodidos. com operação de 8 horas/dia. etc. 4. re-execução de pavimento. reconformar as declividades transversais.6. 110 .13. Equipamentos indispensáveis: a) Trator Esteira D6 – E com lâmina Para o volume de resíduos a serem dispostos diariamente no aterro. Equipamentos Os equipamentos operacionais do aterro foram dimensionados para uma taxa de rendimento de 150 ton/dia. Relatório de Impacto Ambiental . procurando detectar a ocorrência de algum dano nos mesmos. tipo CASE WA 180 ou similar. pavimentação de drenagens existentes quando da implantação da mesma. será necessário o uso de 1 trator de esteira do tipo D6 – E ou similar. ou mesmo estejam apresentando o fenômeno denominado “solo borrachudo”. visando principalmente manter as características de largura. à medida que esta for expandindo sua área inicial. de modo a recompor as características da via.RIMA d) Manutenção do sistema viário Os acessos em geral terão um sistema de manutenção. Em termos de recuperação. tais como re-execução da sub-base. para as operações de carregamento de solo no caminhão basculante e promover a escavação para ampliação da célula. canaletas. b) Pá carregadeira sobre pneus Será necessário somente uma pá carregadeira. o qual será utilizado nas atividades de espalhamento e compactação dos resíduos e cobertura do lixo com solo. Deverão ser desenvolvidos trabalhos de inspeção ao longo dos acessos (uma vez por semana). desobstrução de bueiros. as principais ações a serem tomadas dizem respeito à reconstituição do subleito e do pavimento que suportam a camada rolante.

Comunicação: Saída de dados compatível para interligação com computador. Equipamentos cujo uso é facultativo e eventual: a) Escavadeira Para as funções de abertura de valas e drenos na fase inicial de implantação do aterro.6. ou similar.00m x 20. onde se iniciará a escavação. com auto diagnóstico indicando qualquer eventual problema técnico antes que gere pesagens erradas. Proteção total contra sobre e subtensões.00m. Sistema gerenciador: Permite o total controle de todos os veículos que entrarem e saírem do local. Alimentação: 110/220 V. Sistema de leitura: Indicador digital. Sinalização 111 . Plataforma de pesagem: cobertura de concreto. Instalação: Totalmente sobre o piso. Sistema de impressão: Impressora de tíckts em papel liso. Célula de carga: 06 (seis) células de carga. 4.RIMA c) Caminhão basculante de 6m³ Os volumes de solo necessários para a cobertura de lixo são pequenos. Relatório de Impacto Ambiental . formulários contínuos.14. deve ser prevista a utilização de 1 escavadeira tipo SH 200 com concha de 60cm de largura. Dimensões da plataforma de pesagem: 4. b) Balança Capacidade: 60 toneladas. o que implica na necessidade de apenas 1 caminhão basculante de 6 m³ de capacidade. fichas ou formulários pré-impressos.

deverão ser previstas placas de sinalização que serão afixadas interna e externamente ao aterro. As placas de advertência serão afixadas nos acessos e lugares sujeitos a riscos por tráfego pesado ou danos estruturais. para direcionar o fluxo de veículos às células e outras unidades do aterro. As placas de localização serão afixadas em todos os sistemas. unidade gerencial e administrativa. desde que os gases definitivamente canalizados por drenos adequados. etc. pois não há impedimentos no sentido de se utilizar as áreas encerradas para a implantação de parques com atividades de lazer.15. as quais serão do tipo: de localização. de direção e de advertência. indicando a localização do empreendimento. as quais são classificadas em duas categorias: a) Placas de Regulamentação São placas a serem utilizadas nas vias externas de acesso ao aterro. bem como pelo recalque diferencial elevado no solo. Utilização futura da área do aterro Sabe-se que áreas utilizadas para aterros sanitários não são adequadas para construção de edificações de grande porte pela presença de emanações de biogás. cujas descrições e afixações deverão estar de acordo com as normas do órgão de trânsito competente.RIMA Para que se organize o fluxo de veículos e equipamentos. estação de tratamento de lixiviado. as áreas poderão ser utilizadas para fins de recreação. 4. Relatório de Impacto Ambiental . com os respectivos dizeres de identificação como: aterro sanitário. b) Placas de orientação São placas que serão usadas internamente. a qual deverá ser afixada junto à entrada. No entanto. e desde que a cobertura final seja suficiente para isolar os resíduos sólidos dispostos no terreno. Inclui-se também nesta categoria a placa de licenciamento e operação do empreendimento. As placas de direção serão afixadas em pontos estratégicos do sistema viário. 112 . em local visível.6. células de resíduos.

o que não se configura como núcleos populacionais e sim a apenas uma residência.896. recomenda-se a realização de acompanhamento sistemático da estabilidade do maciço. é necessária a implantação de uma camada de cobertura final com aproximadamente 60 cm de espessura e o plantio de gramíneas e árvores de pequeno e médio porte. e que após o seu término permanece sob acompanhamento técnico e ambiental. Para tanto. As análises de água subterrânea continuaram a ser realizadas a cada 2 meses. após a finalização da vazão dos líquidos e gases. Sendo assim. Relatório de Impacto Ambiental . de modo que o acompanhamento e a 113 . o que acarreta no seu monitoramento por um prazo de no mínimo 30 anos. além do acompanhamento geotécnico e de qualidade do efluente do sistema de tratamento de líquidos percolados. embora a população vizinha ao aterro encontra-se a uma distancia maior que 500. deverão ser tomadas medidas para evitar impactos no que se refere à erosão. a partir do monitoramento dos poços piezométricos. o empreendedor continuará tendo a responsabilidade de realizar análises por mais um período de 15 anos. essa distancia não é para núcleos populacionais. e avaliação das pressões internas de gases e do percolado. garantindo assim a segurança do meio ambiente. No local após o término do seu funcionamento funcionará ainda a unidade administrativa onde 2 funcionários permanecerão para garantir a segurança do local evitando-se a entrada de estranhos à área.00 metros. e sim à fazendas da região. por meio da qual. Após o encerramento da disposição dos resíduos sólidos devem ser realizadas atividades de manutenção e controle para viabilizar a utilização da área e garantir a segurança da vizinhança do aterro. enquanto esses estiverem tendo vazão. todavia. conforme recomenda a ABNT NBR 13. sobretudo resistentes às temperaturas elevadas. Recomenda-se ainda o uso da área para atividades de educação ambiental. Muito se fala que após o encerramento das atividades e recebimento de lixo os aterros sanitários continuam a gerar gases e líquidos por cerca de 15 anos. e promovendo o controle visual do local.RIMA Para garantir a segurança da população vizinha ao aterro. Para isto acontecer. É importante ressaltar que a reutilização da área para a implantação de um parque de lazer não deverá ocorrer imediatamente após o término da operação do aterro. desestabilização dos taludes e ao comprometimento das áreas situadas a jusante do aterro. não demarcando-se assim uma data ou um período de anos específicos. escolas e a comunidade acadêmica poderão agendar e realizar visitas à área do aterro com o intuito de apresentar o local onde outrora se realizava a disposição final dos resíduos.

zonas de transição). Um profissional da área de gestão ambiental irá ministrar a palestra de educação ambiental aos estudantes. pode-se citar:  Projeto da camada de cobertura de selagem. Sendo assim. próximo ao seu fechamento. Tem que se assinalar que o fechamento de um aterro sanitário é uma atividade separada do projeto e da operação do mesmo. uma vez que o presente projeto volta-se à implantação e operação do aterro sanitário de Araguaina-TO. Relatório de Impacto Ambiental . após seu encerramento não possui muitas alternativas para uso. e recreação (parques. Possíveis usos futuros A área de um aterro sanitário. sendo que as atividades de monitoramento e acompanhamento técnico das ferramentas ambientas continuaram a ser desenvolvidas pelo espaço de tempo estimado de 15 anos após a finalização da geração de líquidos e de gases. Na visita os alunos receberam material educativo e de conscientização e educação ambiental. o empreendedor deverá apresentar um projeto detalhado para o desenvolvimento do seu fechamento. Basicamente realizando-se uma prévia do que deverá conter em tal projeto de encerramento. campos de futebol). trilhas. 114 . praças. Tais atividades serão desenvolvidas por meio de palestras e visitas técnicas que estudantes e acadêmicos poderão realizar na área do aterro sanitário. contendo os detalhes do mesmo. o uso futuro da área do aterro será de um local de visitação e desenvolvimento de educação ambiental. considerando-se três anos antes do seu fechamento. Uso futuro para a área do aterro sanitário de Araguaina Finalizando-se o uso do aterro sanitário para disposição de resíduos sólidos. o uso do local será para realização de atividades educativas. sendo que as mais viáveis são: paisagismo (espaço aberto. Logo. Os acadêmicos e docentes das instituições de ensino superior que demonstrarem o interesse no desenvolvimento de pesquisas na área do aterro poderão desenvolvê-las mediante a autorização do empreendedor.RIMA segurança do empreendimento sejam mantidos mesmo após a finalização de suas atividades.

 Sistema de monitoramento ambiental.RIMA  Sistema de controle de águas e drenagem. 4. O refeitório contará ainda com mesas e cadeiras para a acomodação dos funcionários. banho e uso de sanitários e serviços administrativos. hidráulico. sendo que as demais vagas serão para visitantes que estiverem presentes e para o caso de ampliação do quadro de funcionários o local já estará preparado para recebê-los.  Controle dos gases do aterro.14m². bem como em períodos de descanso realizar lanches.20m² que ficará localizada na coordenada UTM Longitude 791329 m E e Latitude 9179284 m S. também chamada de unidade administrativa. Relatório de Impacto Ambiental . Ele estará preparado para receber 15 pessoas. Unidade administrativa No aterro sanitário existirá uma unidade de apoio aos funcionários. Refeitório O refeitório será um local arejado e em perfeitas condições de higiene para os funcionários realizarem suas refeições. Sala de administração 115 . elétrico e sanitário encontram-se localizadas sob os n°s: Pranchas 17-28/28. compondo um ambiente mais organizado para o ambiente de trabalho. Essa unidade será composta por uma edificação em alvenaria de 104. A área do refeitório é de 36. sendo que todas as repartições e componentes dessa unidade serão separados por paredes e janelas. sendo que o aterro esta com expectativa de compor o quadro de funcionários com 5 funcionários.  Controle do tratamento dos percolados.7. refeições. arquitetônico. As pranchas referentes ao projeto estrutural. Componentes da unidade administrativa A unidade administrativa irá compor um ambiente onde os funcionários poderão realizar horário de descanso.

Esses funcionários irão desempenhar serviço como checagem de tickets. e 1 caminhão basculante. além do controle e auxilio técnico aos balanceiros. 3 mictórios e 1 bacia sanitária. Unidade de manutenção de máquinas e equipamentos (galpão de máquinas e equipamentos) Esta previsto para o empreendimento a instalação de uma unidade de manutenção de máquinas e equipamentos. A área da sala de administração é de 12. O sanitário feminino possuirá a área de 20. O sistema de tratamento dos efluentes líquidos da copa e dos sanitários será compartilhado.57m². Contará com uma geladeira. arquivamento de tickets. O tratamento do efluente gerado na pia da copa encontra-se descrito em um item abaixo.RIMA A sala de administração estará preparada para receber 2 funcionários do setor administrativo. distinguindo-se que a copa possuirá a caixa de gordura antes do tanque séptico e sumidouro. contando com 3 chuveiros e 3 bacias sanitárias. contando com 3 chuveiros. Sendo que haverá o sanitário feminino e o sanitário masculino.25m² Copa A copa será o local onde os funcionários poderão armazenar e aquecer os alimentos para o consumo. 4.8. possuindo também banco e armários. 1 pá carregadeira sobre pneus. 116 . um micro-ondas e um armário. A área da copa é de 7. uma pia. O sanitário masculino possuirá a área de 20. As máquinas que estarão constantemente trabalhando no aterro sanitário será: 1 trator de esteira do tipo D6-E ou similiar.00m². Sanitários Os sanitários contarão com instalações sanitárias além de vestiários para os funcionários promoverem a troca de roupas e banhos. Relatório de Impacto Ambiental . Por meio dessas ferramentas os funcionários poderão guardar seu alimento e retirá-los posteriormente para realizar o consumo.54m².

00 metros de largura. Funcionará como local para se realizar a identificação e autorização de entrada para caminhões contendo resíduos sólidos e visitantes. No local do armazenamento de máquinas e equipamentos também será realizado o abastecimento dos motores das máquinas. tendo em vista ser uma estrutura de grandes dimensões. tendo em vista que o combustível virá de veículos devidamente autorizados para esse fim. e 5. de forma que o abastecimento será realizado no galpão de máquinas e equipamentos. 10. de forma que pessoas não autorizadas e devidamente registradas não poderão entrar. o local servirá unicamente como transferência do combustível. com 9. Guarita de acesso à área do aterro A guarita de acesso à área do aterro contará com uma edificação em alvenaria. possuirá a dimensão de: 30. o galpão estará preparado para comportar as 3 máquinas. Relatório de Impacto Ambiental . Tal procedimento torna- se indispensável para a operação adequada do aterro sanitário e controle de pessoas dentro do empreendimento. o combustível será fornecido pelo posto de gasolina. Dentro da guarita haverá computadores e um armário para arquivamento de materiais. O sanitário ficará localizado concentrado na unidade administrativa de apoio aos funcionários. A estrutura em concreto armado se faz necessária. O material que constituirá o galpão será em estrutura de concreto armado. sendo que não haverá nenhum tipo de armazenamento de combustível no local.RIMA Dessa forma.9. Não haverá nenhum tipo de lavagem de peças ou máquinas nesse local.00 m². uma vez que a mesma ficará próximo à 117 . sendo que esses veículos serão de responsabilidade do posto que estará disponibilizando o combustível.00 metros de altura. logo. Haverá também a presença de um bebedouro contendo água mineral para o consumo dos funcionários. e o telhado em telha de fibrocimento estrutural – brasilit. Ou seja. e esse por meio de contrato firmado com o empreendedor será o responsável pelo transporte e abastecimento das máquinas no aterro sanitário. 4. logo não será utilizado nenhum tipo de produto químico ou solvente no galpão de máquinas e equipamentos. e que a presença de ventos poderia afetar a estabilidade da estrutura caso essa fosse em material metálico.00 metros de comprimento.

O poço semi artesiano terá a profundidade de aproximadamente 100. e posteriormente será realizada a outorga para uso desse recurso hídrico. O uso da água proveniente do poço semi-artesiano se limitara a serviços de limpeza e uso dos sanitários não sendo utilizada para o abastecimento humano. tal outorga será solicitada ao órgão ambiental competente. tão logo o NATURATINS autorize por meio da LI a instalação do aterro sanitário de Araguaina (Vide Prancha 02-03/28).83 x 1.28 x 1.RIMA guarita. Logo depois de obtida a anuência para perfuração do poço. estará sendo também realizada a instalação do poço semi-artesiano. composta por material em fibra de vidro com as seguintes dimensões: 2. A água a ser utilizada para consumo dos funcionários do aterro sanitário será água mineral. uma vez que as atividades humanas no meio podem provocar impactos ambientais tanto para o meio biótico.10. NATURATINS. Aliado a esse fato deve-se também promover a garantia da melhoria das condições ambientais. Canteiro de obra Existem diversas regulamentações voltadas para a prevenção de riscos de acidentes de trabalho e a garantia da segurança do trabalhador nesse ambiente. O armazenamento da água será realizado por meio do uso de uma caixa d’água com capacidade de 5000 m³ de água. 4.64 metros. 4. (Vide Pranchas 17/28 e 23-27/28). Relatório de Impacto Ambiental . abiótico e antrópico. tornando-se desnecessário a presença de outro sanitário na guarita. durante a implantação do aterro sanitário.00 metros. Segue anexo ao presente projeto a solicitação de anuência que solicita a autorização para perfurar o respectivo poço semi-artesiano para o setor de outorga do NATURATINS.11. que estará disponível por meio de bebedouros com galões de água mineral de 20 litros. a saber. 118 . o mesmo ficará localizado na coordenada UTM Longitude 791324 m E e Latitude 9179275 m S. Abastecimento de água Visando o abastecimento de água para as instalações que necessitam desse recurso será realizado por meio do uso da água de um poço semi-artesiano. será realizada a perfuração. Portanto.

A área de influência indireta contempla basicamente o município de Araguaina. localizada. 200. a cobertura vegetal e a fauna associada. Área de Influência Para definição das áreas de influência do empreendimento foram consideradas as especificidades da mesma. particularmente no que se refere aos aspectos socioeconômicos.  Área de Influência Direta (AID): Representada por um espaço geográfico ampliado. os raios de alcance das suas consequências sob esses diferentes pontos de vista.RIMA Com o objetivo de propor melhorias nas condições de trabalho e de minimizar ao possível os riscos de impactos ambientais. 119 .1. apresenta-se as instalações que irão compor o canteiro de obras do Aterro Sanitário de Araguaína 5. as tipologias dos impactos.definido pela equipe como suficiente para representar os efeitos das alterações ambientais decorrentes dos impactos previsíveis para o aterro.00m ao redor do perímetro do aterro. aproximadamente entre as coordenadas geográficas 10°32’15” S e 48°21’51” W (Figura 23).  Área de Influência Indireta (AII): Foi caracterizada por ser real ou potencialmente sujeita aos impactos indiretos da implantação e operação do empreendimento. Para a Área de Influência Indireta. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL 5. Relatório de Impacto Ambiental . foi considerado todo o município onde se localizará o empreendimento. Com base nesses pressupostos foram definidas as seguintes áreas de influência:  Área Diretamente Afetada (ADA): Representada pelo perímetro do aterro sanitário. o relevo. suas fases de desenvolvimento e as ações envolvidas em cada uma dessas fases: Como Área de Influência Direta (AID) considerou-se os meios físicos e biótico e os principais elementos ambientais a serem afetados: a água superficial e subterrânea.

RIMA Figura 23. Esta faixa abrange uma área de terra com o mesmo perfil da propriedade diretamente afetada.2. Área de Influência Direta (AID) A Área de Influência Direta esta demarcada por uma faixa de 200. Localização da área de implantação do aterro sanitário.00 metros no entorno da propriedade do aterro.1. Relatório de Impacto Ambiental .1. 5.1. Esta área basicamente apresenta uma paisagem simplificada. Tratam-se de propriedades pequenas com alto índice de intervenção humana. com pastagem dominante de Braquiarão ( Brachiaria brizantha). com arbustos de vegetação pioneira espalhadas pela pastagem em toda a extensão da Área Diretamente Afetada. 5. com parte do terreno ocupado por Braquiarão 120 . Área Diretamente Afetada (ADA) A área destinada à construção do Aterro Sanitário é ocupada atualmente por pastagem.

latossolos e crostas lateríticas.3. 5. e também se objetivou a avaliação da inserção do aterro sanitário na região e os reflexos dos conflitos ambientais no meio biótico. segundo a Resolução do CONAMA 0001/86. movimentos de terra para escavação da trincheira e cobertura de resíduos.RIMA (Brachiaria brizantha). com cotas medias entre 200 e 250m. deverá: “Definir os limites da área geográfica a ser diretamente ou indiretamente afetada pelos impactos. como canteiro de obras. denominada área de influência do projeto. entre outros. cobertura vegetal que cobre a maior parte do Estado do Tocantins e está bem representada no Município de Araguaína. onde predominam cerrados. considerando. dando origem a um relevo mais acidentado onde se destacam os declives abruptos em forma de cuestas nas chapadas lateríticas e as pequenas cristas suavemente onduladas. constituídas por interflúvios semi-aplainados. levou-se em consideração pontos do empreendimento. obras de apoio. tendendo a cerradões nas áreas aplainadas cobertas por solos arenosos. Para a determinação da AII. Relatório de Impacto Ambiental . Área de Influência Indireta (AII) A Área de Influência Indireta (AII) é definida como a área que potencialmente será afetada pelos impactos indiretos da inserção do empreendimento. abiótico e antrópico.2. Meio Físico A região onde está situada a cidade de Araguaína caracteriza-se por possuir uma fisiografia marcada pela presença de pedimentos cobertos por arenitos e lateritas e couraças limoníticas. típicas de floresta tropical. Esses pedimentos ocupam extensas áreas e estão em muitos locais bastante dissecados. desmatamentos. utilizada pastoreio como principal atividade econômica dos proprietários afetados. 5. a bacia hidrográfica na qual se localiza”. sendo que esta área. em todos os casos. Esse clima é o principal responsável pela savana. formam manchas isoladas ou matas galerias. abrangendo os ecossistemas que poderão ser atingidos com o funcionamento do aterro na área diretamente afetada. 121 . Árvores de maior porte.1.

formando o cerrado. 25 e 26 os mapas de localização da área do Aterro Sanitário de Araguaína. a imagem da área do aterro sanitário e logo mais adiante na Figura 27 o mapa topográfico hidrográfico da região em que se encontra inserida a área do Aterro Sanitário. Apresenta-se a seguir nas Figuras 24. 122 .RIMA A savana tropical apresenta árvores de pequeno a médio porte. o mapa contendo a imagem da região em que será implantado o aterro sanitário. Relatório de Impacto Ambiental . característicos de clima quente e com média taxa pluviométrica. os cerradões e os campos limpos.

Relatório de Impacto Ambiental .RIMA 123 .

Mapa de localização da área de implantação do Aterro Sanitário de Araguaina.RIMA Figura 24. Relatório de Impacto Ambiental . 124 .

Relatório de Impacto Ambiental .RIMA 125 .

Região onde sera instalado o Aterro Sanitário de Araguaina.RIMA Figura 25. Relatório de Impacto Ambiental . 126 .

RIMA 127 .Relatório de Impacto Ambiental .

128 .RIMA Figura 26. Imagem aproximada da área onde se intalará o Aterro Sanitário de Araguaina. Relatório de Impacto Ambiental .

129 . Relatório de Impacto Ambiental .RIMA Figura 27. Mapa Topográfico Hidrográfico da área de implantação do Aterro Sanitário de Araguaina.

1.500 a 2. 5. da classificação de Koeppen. caracterizado pela alternância de duas estações características. As informações sobre os Aspectos Climáticos na área do Aterro Sanitário foram embasadas na coleta de informações junto à população sobre a predominância de ventos na região. 130 . Os levantamentos das informações referentes à área buscaram a obtenção do máximo de dados disponíveis. próxima da transição para o clima Equatorial. Para o Tocantins (1999). A precipitação media anual esta entre 1. sendo uma seca de maio a setembro e outra chuvosa de outubro a abril. Características Climáticas e Aspectos Meteorológicos A caracterização climática caracterizou-se pela busca dirigida do conhecimento da realidade ambiental e de dados disponíveis nas áreas influenciadas pela implantação do Aterro Sanitário e onde se farão sentir os impactos. 2012). com mínima de 19ºC em junho e julho e a máxima de 32ºC em agosto e setembro. bem como concessionários de serviços do Estado do Tocantins foram feitos para o levantamento de informações pertinentes ao projeto do Aterro Sanitário. havendo uma certa irregularidade em termos absoluto na precipitação total de ano para ano com 270 dias de chuva e umidade relativa de 60% (INMET. O clima Aw (tropical úmido) se caracteriza por apresentar duas estações bem definidas: verão chuvoso (Novembro a Maio) e inverno seco (Junho a Outubro). visto que a mesma não possui dados científicos relacionados a este elemento e comprovação desta predominância junto aos profissionais responsáveis nas entidades oficias do Estado do Tocantins. Relatório de Impacto Ambiental .1.1. que adota a classificação de KOPPEN o clima da região de Araguaína é AWI e caracteriza-se por apresentar: O clima da região de Araguaína é tropical úmido ou de savana tropical (AW) de Koppen. A temperatura média anual oscila entre 25 a 26 ºC.2. complementados por visita técnica no local do empreendimento e seu entorno. A pluviosidade média da região é normalmente superior a 1500 mm.000 mm e a temperatura media em torno dos 25° C. ligado a Secretaria de Agricultura e Instituições de Pesquisas (UNITINS e EMBRAPA). Contatos com o órgão Governamental (NEMET). Clima A região está inserida nos domínios do clima Aw.2.RIMA 5.

podendo ser apresentada ao presente órgão caso seja solicitada. a Oeste. 5.22-Z-D) e Conceição do Araguaia (SB. com o rio Araguaia 5. Umidade relativa do ar A região do Município de Araguaína apresenta umidade relativa média anual de 66%. 5. 131 . Santa Fé do Araguaia. embora não estejam assinados no presente estudo.1.2.22-X-B).5. 5. Wanderlândia e Piraquê.RIMA O município de Araguaína está caracterizado nas Folhas cartográficas Araguaína (SB. com Nova Olinda e Pau d’Arco. Pluviometria O regime de chuvas é sazonal e tipicamente tropical. a Leste.3. Limita-se ao Norte com os municípios de Aragominas.2. As precipitações máximas anuais variam de 1. encontra-se junto ao empreendedor uma via do mesmo laudo. A calmaria é explicada pela homogeneidade geomorfológica. com direção predominante no sentido Leste para Oeste.2. 5. Temperatura O clima da cidade de Araguaína é caracterizado por temperaturas médias anuais que variam de 24 C e 34º C.854 (mm). Muricilândia. Direção dos ventos O regime de ventos predominante no Município de Araguaína é de calmaria com quase inexistência de ventos fortes. Relatório de Impacto Ambiental .2. Características Geológicas e Pedológicas e das águas subterrâneas– Laudo Geológico e Hidrogeológico Os laudos apresentados pelo Geólogo Ismael Nunes que serão dispostos no decorrer do Laudo Geológico e Hidrogeológico.1.500 (mm) a 1.2.2. com o período chuvoso de novembro a abril e o período de estiagem de maio a outubro.1.2.4. com os municípios de Babaçulândia. idêndita à que se apresenta abaixa e devidamente assinado. Carmolândia. ao Sul.1.

2.1.). foram registrados outros eventos deposicionais mais recentes. representados pelas coberturas arenosas e/ou detrítico. agrupadas nas unidades designadas Coberturas Tércio-Quaternárias e Depósitos Aluvionares. cit. 132 .2. Neossolos.RIMA 5. utilizando-se de todos os dados geológicos. geoquímicos. correspondendo ao domínio cratônico de Silva & Sá (op. bacias sedimentares. 5. Possui solos dos tipos Latossolos. depósitos sedimentares inconsolidados. foi possível subdividir em três unidades tectônicas: Domos Gnáissicos. embasamentos em estilos complexos e faixas orogênicas. Relatório de Impacto Ambiental . Faz parte da Bacia Sedimentar do Parnaíba. Faixa Orogênica Tocantins-Araguaia (grupos Estrondo e Tocantins) e Sinéclise do Parnaíba. geocronológicos e petroquímicos existentes na área. com compartimentos geoambientais dos domínios das Bacias Sedimentares Paleo- Mesozóica e Meso-Cenozóica (Depressões e Patamares).2.2. Relevo O relevo apresenta-se de forma estrutural com declive suave igual ou inferior a 5%. de idade terciária e quaternária e aluviões quaternárias.2. 1999). Argissolos e Plintossolos (EMBRAPA. geofísicos. com Superfície Tabulares e Patamares Estruturais. Na Figura 28 estão representadas 4 unidades Geologicas para o município de Araguaína. Capeando essas unidades.lateríticas. Geologia Na Folha Araguaína.

Na área do estudo a porção superior da sequencia. folhelhos.1. A Formação Pedra de Fogo.RIMA Figura 28.2. tem idade Permiana e é constituída por uma seqüência cíclica de arenitos.2. Geologia local O local onde será implantado o Aterro Sanitário do Município de Araguaína está posicionado diretamente sobre sedimentos paleozóicos da Formação Pedra de Fogo da Bacia do Maranhão. conforme é mostrado no relatório fotográfico.2. brechas intraformacionais e folhelhos carbonosos. Relatório de Impacto Ambiental . 5. algumas vezes dolomiticos. blocos e concreções arredondadas de chert. argilas e arenitos finos é predominante. composta principalmente por siltes. 133 . calcários. com intercalações de leitos. siltitos. unidade que engloba a área do Aterro Sanitário de Araguaína. contendo no topo madeira petrificada(psaronius). Mapa geológico do município de Araguaina.

São sedimentos geralmente inconsolidados que formam extensas coberturas normalmente nas áreas mais baixa do relevo. A fração pelítica com intercalações de sedimentos químicos e psamíticos indica mudanças cíclicas no regime de fluxo que propiciou a deposição dessas rochas. Coberturas Cenozóicas . em finas camadas. siltitos e arenitos. Na base da sequencia é comum um sedimento argilo siltoso. Estão capeando os sedimentos da Formação Pedra de Fogo. em meio a intercalações de coberturas de cascalhos laterizados. que normalmente se distribuem nas partes mais elevadas do relevo aplainado. Na Figura 29 encontra-se o mapa geológico da região em que encontra-se inserido o Aterro Santário de Araguaína. ricas em cascalho laterítico ou crostas endurecidas. geralmente como crostas laterizadas que apresentam cores avermelhadas. amareladas e amarronzadas.RIMA É freqüente a presença de leitos irregulares e descontínuos de sílex branco. intercalados nos folhelhos. listrado nas cores vermelha e creme amarelado com aleitamento irregular. creme esbranquiçadas com tonalidades amareladas e granulação fina a média. 134 . como solo laterítico de coloração vermelha. estando entretanto totalmente estabilizada. São formadas por areias. Ocorrem normalmente sob a forma de canga laterítica e crostas limoníticas duras. Quanto à estruturação tectônica da área e seu entorno. onde ocorrem as concreções esféricas e achatadas totalmente silicificadas. Raros vestígios de cobertura Terciária estão presentes. Relatório de Impacto Ambiental . está relacionada à tectônica regional que afetou a Bacia do Maranhão. com variações para frações argilosas. rico em concreções limoníticas.

RIMA 135 .Relatório de Impacto Ambiental .

136 . Relatório de Impacto Ambiental .RIMA Figura 29. Mapa Geológico da área do Aterro Sanitário de Araguaina.

(1995): (I) a Depressão do Baixo e Médio Araguaia. Refere-se à abertura dos relevos dobrados e à interferência de uma movimentação tectônica recente sobre a drenagem e a superfícies aplanadas (SEPLAN 2004). Reconhece várias fases erosivas. veredas e buritizais (SEPLAN 2004). caracterizando vasta superfície rebaixada no sentido centro-leste e centro oeste com altimetria que varia de 200 a 300m (apresentando bastante regularidade que confere um aspecto de um intenso corredor) (Figura 30). (VII) e o Patamar Rebaixado de Colinas do Tocantins (SEPLAN 2004).2. Geomorfologia O município de Araguaína está inserida dentro dos domínios da unidade geomorfológica denominada a leste pela Depressão do Araguaia (médio e baixo). delineadas por DEL’ARCO et al.2. (IV) as Serrarias e Depressão de Xambioá.RIMA 5. (V) a Depressão de Palmeirante-Tupiratins. 137 . Nos vales aprofundados que dissecam a área ocorrem faixas contínuas de florestas de galerias. resultando na elaboração dos pediplanos. (II) a Depressão do Médio Araguaia (Seção III). Na área em estudo estão presentes sete Regiões geoambientais. (VI) o Interflúvio da Serra do Estrondo.3. a oeste pela Depressão do Tocantins (médio). associados praticamente a paisagens de cerrado. onde observa-se relevo suavemente dissecado em forma de topo convexo e formas de topo tabular. Relatório de Impacto Ambiental . (III) os Planaltos do Interflúvio Tocantins- Araguaia (Barrolândia). As Regiões geomorfológicas constituem grupamentos de Unidades geomorfológicas que apresentam semelhanças resultantes da convergência de fatores de sua evolução. separadas centralmente pelos Patamares do Araguaia.

RIMA Figura 30. Relatório de Impacto Ambiental . 138 . Mapa geomorfológico do município de Araguaina.

RIMA 139 .Relatório de Impacto Ambiental .

Relatório de Impacto Ambiental . 140 .RIMA Figura 31. Mapa geomorfológico da área do Aterro Sanitário de Araguaina.

Relatório de Impacto Ambiental . Representação dos níveis de declividade do terreno e a correlação como índice de vulnerabilidade.7 Baixa-Média 25-35% 2. Quadro 1. 141 . Observa-se que no município predomina de baixa a média declividade e vulnerabilidade.RIMA 5.4.2. Declividade Quanto a declividade foi registrada 5 níveis (Quadro 1 e Figura 32).5 Baixa 12-25% 1.4 Média-alta  35% 2.8 Alta Fonte: Adaptado e modificado de CREPANI et al. restringindo a média e alta vulnerabilidade para os Patamares do Araguaia. A Depressão do Tocantins apresenta as mais baixas declividades e vulnerabilidades em relação a Depressão do Araguaia. Declividade Índice de Vulnerabilidade Descrição 0-5% 1.0 Muito Baixa 5-12% 1.2. (1998). Entende-se como vulnerabilidade o grau de estabilidade do relevo com relação à maior ou menor energia erosiva e está correlacionada a percentagem de declividade.

típicas formas de acumulação.56%. Latossolo Vermelho Amarelo com 18. não se enquadram nessa classificação. As restrições nessa classe. Mapa de declividade do município de Araguaina. entretanto. Plintossolos Pétrico com 8.10% em áreas. Argissolos Vermelho-Amarelo. Neossolo Lítico com 4. Plintossolos Pétrico e Latossolo Vermelho Amarelo. Na Figura 33 estão representados os solos segundo Embrapa em 4 grandes grupos Neossolo Quartzarênico. Pedologia As classes de solo são representadas por Neossolo Quartzarênico com 41. Solos Hidromorficos com 1. 5.5.2. mas às inundações periódicas frequentes ou eventuais que dificultam as atividades agrícolas de culturas permanentes. não se devem a erosão.71%. As planícies e os terraços fluviais.15% (SEPLAN 1999). 142 . que abrange somente os relevos dissecados. Relatório de Impacto Ambiental .30%.01% e Argissolo Vermelho com 0.17%. Argissolos Vermelho-Amarelo com 26.2.RIMA Figura 32.

RIMA Figura 33. Mapa de solos para o município de Araguaina. 143 . Na Figura 34 encontra-se localizado o mapa pedológico da região em que encontra-se inserida a área do Aterro Sanitário de Araguaina. Relatório de Impacto Ambiental .

Relatório de Impacto Ambiental .RIMA 144 .

Mapa Pedológico da área em que será implantado o Aterro Sanitário de Araguaina.RIMA Figura 34. 145 . Relatório de Impacto Ambiental .

de cor amarelo avermelhado são encontrados nos leitos das drenagens. Relatório de Impacto Ambiental . espesso.RIMA 5. Caracteriza-se por ser solo desenvolvido sobre rochas de natureza sedimentar pelítico psamitica da Formação Pedra de Fogo.2. tendo sido utilizados amplamente no passado como pastagem. tendo ao sudeste as maiores altitudes e diminuindo no sentido norte. Apresentam-se geralmente bem drenados. pequena. no sentido dos Patamares do Araguaia (central-leste) para oeste até chegar no rio Araguaia (Figura 35). estrutura franca. São solos de fertilidade média a baixa. vegetação de cerrado.2. de consistência pouco friável.3. Hipsometria e corpos hídricos (Hidrografia) Quanto a hipsometria observasse claramente que a região apresenta a partir dos Patamares do Araguaia na porção centro-leste que corta o município. Solos locais O solo existente é do tipo argilo síltico arenoso. com textura argilosa. mal selecionados. areias finas e médias. 5. siltes. compostos basicamente por quartzo e alguns minerais opacos.5. as maiores altitudes e no seu entorno a leste formado pela Depressão do Tocantins sua redução mas com uma certa heterogeneidade. em grande parte da área e é composto por argilas. ligeiramente plástico a plástico e medianamente pegajoso a pegajoso. que é atestado pela característica argilo-síltico arenosa e cor vermelha amarelada.2. 146 . Cascalho principalmente laterítico.1. Já na Depressão do Araguaia percebesse as menores altitudes e maior homogeneidade das mesmas apresentando uma vasta superfície com altitudes entorno de 200 a 300m.

Os córregos que cortam a cidade fazem parte da Bacia do Rio Araguaia e tem direção predominante leste oeste e norte sul. estando na maior parte de seus cursos. os córregos Tiúba. Jardim. localmente assumindo aspecto retangular. Na área de litologias paleozóicas. Mapa Hipsométrico do município de Araguaina. O Córrego Grota Grande. percebe-se o modelado de vertentes suaves 147 . Quanto à classificação genética dos cursos d’água. Neblina. De modo geral o padrão de drenagem é retangular e os vales são relativamente incisos. sendo cortado pelo Rio Lontra que é afluente do Rio Araguaia pela margem direita. são em geral do tipo conseqüentes. Relatório de Impacto Ambiental . A cidade é cortada também por vários cursos d’água dentre os quais o Rio Pontes. controlados por fraturas em padrão retangular meandriforme. Gurguéia e outros menores.RIMA Figura 35. afluente do Rio Lontra pela margem esquerda é o coletor das águas provenientes da área do estudo. O período chuvoso vai de outubro a abril. O Município de Araguaína está localizado na parte norte do estado do Tocantins. pode ser considerado dentrítico. numa área que se estende desde a Rodovia Belém Brasília até a margem direita do Rio Araguaia. O padrão de drenagem na região onde esta a área de estudo.

a unidade recebeu a adjetivação de Ortoclinal do Médio Tocantins. eventualmente apresentam bancos de areia ao longo de seu leito e frequentemente o seu curso é interrompido por travessões e corredeiras. é.40m.1. constituindo um corredor deprimido. Relatório de Impacto Ambiental .RIMA com declividades claramente direcionadas para o eixo das drenagens em sistema de rampa bem definido. A área estudada.99m.78m. assim com os principais cursos d’água que cortam o município. A vegetação dominante é de Savana desenvolvida sobre Latossolos Vermelho Amarelos e Areias Quartzosas (RADAMBRASIL. O Rio Lontra. destacando-se apenas o pequeno declive no sentido norte nordeste em direção aos vales das pequenas drenagens que forma o Córrego Grota Grande que corre de sul para norte. Isto se devia a sua posição em relação às escarpas cuestiformes do Planalto Sedimentar Piauí – Maranhão. Essas seções aplanadas bordejam áreas serranas. predominando extensivamente as formas tubulares. SPT 10 = 4. ocorrem trechos de relevos aplanados ainda conservados. com altimetria de 220 a 300 m (RADAMBRASIL. 148 .2. SPT 06 = 5. ainda não urbanizada. SPT 09 = 5.85m.12m. topograficamente plana. ou mesmo trechos marginais aos rios na região. e ao fato de ocorrer transversalmente à estrutura monoclinal que a truncava (RADAMBRASIL.97m. 5. com grande diversidade de expressão areolar. a unidade apresenta relevo de dissecação suave. SPT 12 = 4. O nível freático foi possível ser alcançado através de sondagem que apresentaram as seguintes profundidades: SPT 01 1ª etapa = 6.38m. Hidrografia local Quanto aos recursos hídricos. SPT 13 = 4. em direção ao Rio Lontra.83m e SPT 02 = 5. uma vez que todo o produto gasoso e líquido do aterro passará por processo de tratamento adequado. A área em estudo está no denominado Interflúvio do Tocantins Araguaia que é definida como a área que ocorre ao entre os vales dos rios Tocantins e Araguaia.3. Em menor escala.20m. SPT 03 = 4. em sua maior parte.27m. 1981). 1981).85m. Segundo o autor. SPT 04 = 5. Em mapeamentos anteriores. SPT 08 = 5. 1981). SPT 11 = 4. A unidade constitui um conjunto homogêneo. SPT 07 = 4. SPT 05 = 5. o local escolhido para a implantação do Aterro Sanitário do Município de Araguaína.22m.19m. está numa região relativamente plana e distante o bastante para evitar poluição do curso de drenagem mais próximo.

poços tubulares profundos produzem água subterrânea de excelente qualidade.000 litros por hora com nível estático (freático) de aproximadamente 10.00metros.00 metros.2. A parte mais baixa do terreno tem cotas próximas de 254 metros.00 metros de profundidade.1. que está sobrejacente as formações Piauí. com vazões variando de 8. facultativa e de maturação e da célula (vala ou trincheira).4. 5.2.4. 5. portanto.2.2. uma a oeste e outro a leste. Estudos hidrogeológicos já realizados na região reconhecem estes terrenos inseridos na unidade litogica denominada Formação Pedra de Fogo. 149 . No projeto está programada a perfuração de um poço tubular profundo no ponto de coordenada UTM 22L 07 91 324E/91 79 275N. Relatório de Impacto Ambiental . As cotas relativas mais altas em torno de 277 metros e situam-se na parte oeste da área. A região mais baixa constitui-se de uma convergência dos pontos de maiores elevações na área. estando ausente qualquer ondulação brusca no terreno. descritas no item geologia. em direção ás águas do Córrego Grota Grande.00 metros abaixo do fundo das valas ou trincheiras que serão escavadas e que de acordo com o projeto terão 2. mas em fazendas próximas situadas no mesmo contexto geológico. como promissores para captação de água subterrânea através de poços tubulares profundos. limítrofe com a rodovia BR-153.4. que condiciona a direção do fluxo das águas do lençol freático no local. As águas superficiais são drenadas para a parte norte. Aspectos Geotécnicos 5.000 a 15. localmente possuindo dois braços. Na área não existe nenhum poço tubular profundo. diminuindo predominantemente para leste. Longá e Cabeças. Na parte sudeste da área também há uma diferença de nível com caimento para leste/nordeste. Cortes Os cortes necessários na implantação do projeto serão as escavações das lagoas anaeróbia. 3.RIMA São medidas de profundidade do nível freático com a média 5. para deposição dos resíduos sólidos. Declividade Natural A área destinada à implantação do Aterro Sanitário do Município de Araguaína está assentada sobre uma superfície relativamente plana.

O solo e o subsolo possuem sustentação lateral e vertical. Fundações de obras A área escolhida para a implantação do Aterro Sanitário do Município de Araguaína oferece plenas condições para a construção e implantação dos módulos de disposição e tratamento de resíduos sólidos.2.5. devido à área ser relativamente plana. com a recuperação e revegetação da área. Erosão Os processos de erosão no local. Essa sede será demolida e desativada. pois a textura do solo no local garante alta resistência a desabamentos e deslizamentos. 5.4.4. 5.4.00m. Habitações Na etapa de campo foi constatado que existe atualmente a sede da Fazenda Bela Vista dentro do perímetro da área destinada a Implantação do Aterro Sanitário. 5.00 + 222. tais como. usando-se para isso o próprio material retirado quando da sua escavação e que será devidamente depositado para esse fim.00 + 650. resistência a desabamentos e deslizamentos. 150 . O solo tem as todas as características favoráveis. 5.2. No entanto é necessário que se faça um adequado escoamento das águas superficiais quando da abertura das valas ou trincheiras. o aterro necessário será para o recobrimento das vala ou trincheira. até o seu enchimento. Relatório de Impacto Ambiental . são muito incipientes.RIMA A primeira vala terá 120.6. Aterros Na área em estudo para a implantação do Aterro Sanitário do Município de Araguaína.3. para se evitar problemas futuros de erosão.00 + 150.2. conjugado ainda com a baixa declividade. Deslizamentos são descartados. devido ao fato dos solos apresentarem um baixo potencial erosivo.715m² com o perímetro medindo 650. podendo ser construídas as obras civis que compõem o projeto do Aterro Sanitário. para o tipo de escavação projetada com o talude inclinado. na sua camada de impermeabilização e na deposição após cada camada de detritos depositada.00 metros.4.4.2. com profundidade de 2. e ainda não habitada. alta porosidade e baixa permeabilidade. principalmente no período chuvoso.

Conclusão sobre o terreno Após os estudos foi constatado que a área de 55.7. as sugestões e as recomendações deste laudo. como também na analise da planta topográfica e do Projeto do Aterro Sanitário de Araguaína e considerando o objetivo proposto para a utilização do terreno.5.7583 hectares. foram importantes para a descrição detalhada da composição do solo como também sua granulometria. estando. não apresenta solos compressíveis e/ou corrosivos. hidrológicas (águas superficiais). observadas no local e seu entorno. quais sejam: não apresenta locais alagadiços e nem sujeitos à inundações.RIMA 5. apresenta parâmetros positivos para a implantação do ATERRO SANITÁRIO DO MUNICIPIO DE ARAGUAÍNA.2. uma de 3 furos para a determinação da viabilidade da área e outra com 13 furos abrangendo toda à área e principalmente o local onde serão construídas as obras do Aterro Sanitário.2. como pela concepção técnica do projeto que possa desaconselhar a sua aprovação para uso sanitário pela comunidade. não sendo encontrados os principais fatores negativos que poderiam causar restrições ao seu uso. 151 . geológicas (solo e sub-solo). seja pela sua natureza. portanto apta a ser usada para o objetivo proposto. Algumas dessas sondagens atingiram o lençol freático. pedológicas (solo). Foram realizadas duas etapas de sondagem. Parecer Técnico Baseado nas condições geomorfológicas (formas de relevo).6. que podem provocar afundamento e consequentemente desabamentos. com beneficio para a população do Município de Araguaína. não apresenta litologias cársticas (calcário) que possibilitem a formação de grutas e/ou cavernas. tendo sido utilizado até o momento como pastagem.2.4. não foi e nem é usado como deposito de materiais nocivos. hidrogeológicas (águas subterrâneas) e geotécnicas (condições geotectônicas). Relatório de Impacto Ambiental . 5. desde que sejam seguidos e respeitados os pareceres. 5. Sondagens para verificação do lençol freático As sondagens SPT usadas para caracterizar o grau de compactação do solo. definindo assim o local da implantação das células de deposição dos resíduos sólidos. nada existe.

Figura 37.RIMA 5.2. Relatório de Impacto Ambiental . Solo na entrada da área. Escavação para acúmulo de água.7. 152 . Figura 38. Relatório Fotográfico do Laudo Geológico e Hidrogeológico Figura 36. Vista geral da area para sul.

Figura 41. Mata preservada à direita na parte norte da área. Solo na parte noroeste da área.RIMA Figura 39. Figura 40. 153 . Relatório de Impacto Ambiental . Esvação para acumular água feita pelo antigo proprietário no centro sul da área.

Figura 44. Relatório de Impacto Ambiental . UTM 22L – 791404E / 9179280N 154 . Figura 43. Parede lateral mostrando camadas de argilito. Vista longitudinal da escavação.RIMA Figura 42.

Detalhde das paredes da escavação. Relatório de Impacto Ambiental . Argilitos e Siltitos Figura 47. Figura 46. Argilitos e Siltitos amarelados na base da parede 155 .RIMA Figura 45.

Pastagem em terreno plano no centro sul da área Figura 50. Relatório de Impacto Ambiental .RIMA Figura 48. Argilitos róseos na parte superior da parede Figura 49. Estrada no centro da área 156 .

Fragmentos de sílex na formação pedra de fogo Figura 52. Sílex no argilito na parede da escavação 157 . Relatório de Impacto Ambiental . Outra escavação mais a norte da primeira Figura 53.RIMA Figura 51.

Outra escavação para acumular água realizada pelo antigo proprietário Figura 56. Rede de energia na parte centro norte da área 158 .RIMA Figura 54. Relatório de Impacto Ambiental . Camada de sílex nos argilitos Figura 55.

Relatório de Impacto Ambiental . Limite sul da área de estudo 159 . Água retida pela impermeabilização das argilas o que caracteriza o solo argiloso favorável ao empreendimento Figura 58. Solo desnudo com fragmentos de sílex Figura 59.RIMA Figura 57.

RIMA Figura 60. Laudo Arqueológico – Relatório de levantamento não interventivo / Diagnóstico Arqueológico da área de implantação do Aterro Sanitário de Araguaina A arqueologia não se restringe a um estudo de vestígios materiais enterrados no solo. Relatório de Impacto Ambiental . A área de implantação do aterro possui características física tais como disponibilidade de recursos hídricos. e classificados como sendo de alta relevância científica. local de boa visibilidade e grande oferta de matéria prima para confecção de objetos (afloramentos). desenvolvimento de práticas de subsistência. Ela utiliza de diversas áreas do conhecimento para uma melhor compreensão de seu mais evidente objeto de estudo: o homem. Uma análise sobre a geomorfologia. além de possibilitar datações relativas e o conhecimento sobre eventos climáticos. bem 160 . Além dessas condicionantes que já caracterizam a área como sendo de alto potencial do ponto de vista arqueológico é necessário considerar a presença de sítios já registrados no banco de dados do IPHAN. O presente diagnóstico tem o objetivo de avaliar o potencial arqueológico da área diretamente afetada pela implantação do aterro sanitário localizado no munícipio de Araguaína – TO.3. recursos hídricos e vegetação pode trazer resultados diretamente ligados a atividades humanas como: exploração de recursos. Estudos que compõe uma caracterização ambiental são uma dessas importantes ferramentas que possibilitam uma melhor compreensão da associação do seu objeto de estudo e seu meio ambiente. Poço/cisterna existente na área UTM 791894E/9179174N 5. geologia.

Embora exista uma demarcação do parque esse tipo de material paleontológico é identificado em toda a região em abundância e pode ser identificado também no território do município de Araguaína. Foi criada pela Lei Estadual nº 1. conforme já foi identificado em varias regiões do Brasil. 12). 161 . Art. Além destas condicionantes. esfenófitas.179. O Monumento Natural das Árvores Fossilizadas tem este nome em função da existência de sítios paleontológicos e arqueológicos onde são encontrados os fósseis de árvores como pteridófitas.RIMA como a identificação de material arqueológico em superfície no momento da realização de caminhamento na área do empreendimento. coníferas e cicadácias (BRITO et al 2007). Outra condicionante é que Araguaína faz fronteira como o município de Filadélfia que possui o Monumento Natural das Árvores Fossilizadas que é o mais importante registro florístico tropical-subtropical permeano no hemisfério Sul. Do ponto de vista da pesquisa arqueológica estas jazidas de material fossilizado podem ter servido como áreas de coleta de matéria prima para confecção de objetos e instrumentos por grupos pretéritos. Esta Unidade de Conservação de uso integral possui 31. embora não tenha sido visualizado nesta pesquisa inicial.758 hectares. É uma UC de caráter especial pelo fato de ser uma Unidade de Proteção Integral e ter como objetivo básico a preservação de lugares singulares. Relatório de Impacto Ambiental . raros e de grande beleza da paisagem (SNUC. com o objetivo de preservar o patrimônio fossilífero presente na área. Abaixo segue mapa de localização do parque em relação ao município que dista aproximadamente 60km da entrada do parque no distrito de Bielândia (Figura 61). na qual vem sendo registrado gradativamente importantes sítios arqueológicos. de outubro de 2000. o território do município de Araguaína está localizado próximo à formação da Chapada das Mesas.

os recentes projetos de pesquisa arqueológica. em sua maioria. hoje. Relatório de Impacto Ambiental . Delimitação e distancia de Araguaina do Monumento Natural das Árvores Fossilizadas. resoluções do CONAMA e portarias do IPHAN. estão vinculados aos processos de licenciamentos ambientais respaldados legalmente pela constituição federal. portanto vem ocorrendo um aumento significativo no número de sítios arqueológicos registrados no CNSA do IPHAN. É 162 . Além das pesquisas pioneiras realizadas dentro do programa arqueológico do PRONAPA.1. Fonte: BRITO et al 2007 A vistoria foi realizada no mês de outubro de 2012 atendendo as normativas que regem a elaboração de levantamentos arqueológicos não interventivos conforme a portaria 230 do IPHAN em base aos artigos 1º ao 4º que tratam da pesquisa arqueológica vinculada a fase de Licença Prévia (LP) dos empreendimentos. Sítios Arqueológicos Cadastrados na Região Conforme descrito no capitulo anterior à região hoje denominada como município de Araguaína vem sendo ocupada por grupos pretéritos a milhares de anos. 5.3.RIMA Figura 61. Este respaldo legal fomentou as pesquisas e. Dessa maneira o diagnóstico arqueológico foi realizado com base na contextualização arqueológica e etno-histórica da área de influência do empreendimento como também no levantamento não interventivo de campo.

70 b.RIMA importante ressaltar que o contexto restrito ao território municipal. por isso no decorrer da presente pesquisa consideramos também os sítios cadastrados nos municípios circunvizinhos. Ainda se faz necessário ressaltar que foram listados aqui os sítios que já fazem parte do cadastro nacional de sítios arqueológicos.p.62). Relatório de Impacto Ambiental . mas que ainda não foram incluídos no banco de dados. É possível que já tenham sido identificados outros sítios. 2004. No que se refere ao município de Araguaína o sítio Lontra II possui datação de o sítio teve uma datação de 2. Dias et al. 163 .080 +/. p.(Beta 129032) ( apud Braga.

sua maior referencia esta ligada ao processo desenvolvimentista do pais que é fortemente marcada pela construção da estrada Belém-Brasília que trouxe uma perspectiva 164 . Babaçulândia 15 Sítio alto santarém I TO00321 Sítio Cerâmico a céu aberto e solo de terra preta Sítio esperança TO00322 Sitio em pequena elevação as margens do Rio Tocantins Sítio matrinxã TO00323 Sítio lítico em uma colina.1.1. Sítios cadastrados no banco de dados do IPHAN.torre 582 TO00247 Sítio lítico a céu aberto Araguaína 5 Lontra i . Sítio ribeirão de pedras TO00329 Sítio a céu aberto no terreiro da propriedade Sítio abrigo da matança TO00330 Formação arenítica com muita erosão na parte externa e um ação muito forte de vândalos Wanderlândia 1 TORRE I-C 487 (ou TO00244 202.Torre 658 TO01144 Sítio lito-cerâmico a céu aberto Abrigo do cajueiro II TO00315 Formação Arenítica com forte erosão e uma ação muito intensa de vândalos Abrigo cajueiroI TO00316 Formação arenítica com erosão e grande desmoronamento.2) Sítio Lítico a céu Nova Olinda 1 Olinda.RIMA Quadro 2.Torre 730 Aberto Fonte: IPHAN 5. Patrimônio Histórico Cultural de Araguaina O patrimônio histórico Cultural de um povo é constituído principalmente das estruturas afetivas que um determinado grupo elege para ser preservado pela memoria local. na margem direita do Córrego Raposa.2) TO01143 Sítio lítico a céu aberto Gurgéia .torre 607 TO00248 Sítio lítico a céu aberto Torre i-c 510 (ou 212.1) TO00246 Sítio lítico a céu aberto Lontra ii . No caso de Araguaína temos uma cidade que embora tenha tido seu inicio ainda no século XIX. RaposoI TO00327 Sitio a céu aberto na barranca. Sítio alto santarém II TO00325 Sítio Cerâmico a céu aberto no quintal da casa Mundo novo TO00326 Paredão com gravações rupestre em formação Arenítica.CNSA) Tocantins Município Numero Nome dos Sítios Sigla Descrição Sumária de sítios Torre i-c 509 (ou 212. Raposo II TO00328 Sitio a céu aberto em área de Capoeira e uma antiga moradia. Relatório de Impacto Ambiental . Abrigo do bacurí TO00318 Formação Arenítica em decomposição Abrigo do sol TO00319 Formação Arenítica destruída pela ação da natureza Abrigo dos coelhos TO00320 Pequeno abrigo com gravações no paredão de entrada com algumas gravações nas paredes. Sítios Cadastrados nos Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN . com declive bem acentuado para dentro de um córrego seco (hoje) Sítio ouro negro TO00324 Sítio cerâmico em mata muito densa.3.

que não são na realidade a memória em si. sendo que nenhum monumento foi tombado. todos se confraternizam em uma grande festa devocional onde se dá encerrada as manifestações daquele ano só retornando no próximo ano (SILVA 2009.RIMA diferente para a região. 165 . Relatório de Impacto Ambiental .3. neste sentido este elemento pode ser aqui compreendido como importante marco na história do município.p9) um sequestro hoje realizado pela história onde a memória enquanto construtora da identidade social seria vida e a historia uma construção problemática do que já não existe mais. que pode também ser compreendida neste contexto como parte de manifestações ordenadas na categorização de patrimônio imaterial. Na região norte existe cerca de 37 grupos de devoção e no domingo de pentecostes (50 dias após o domingo de páscoa). Os agentes que dão vida a esta manifestação possui em comum uma postura mantenedora de uma fé forte que ver sendo repassada de pai para filho ao longo do tempo e se configurando como uma tradição secular. existe um forte apelo ao que novo e moderno na cidade. A construção da estrada foi uma das prioridades do governo de Jucelino Kubitschek sendo que em 1958 é sancionado o decreto nº 3. assim como na vida sócio econômica das pessoas que se empenharam no processo mais intenso de ocupação destas áreas.). e é caracterizada pela reunião de várias pessoas denominadas de devotos. mas. de acordo com os interesses de cada grupo. mas pontos de ancoragem. neste sentido todos esses instrumentos que antes conferia aos grupos suas identidades sociais é segundo Norra (1981. Tanto o patrimônio material como o imaterial podem ser identificados como pontos de referencias constituídas pela sociedade. criando a Comissão Executiva da Rodovia Belém-Brasília (LOPES 2009). segundo Silva (2009). p. assim passa a se construir lugares de memória. Do ponto de vista arquitetônico modelo desenvolvimentista contribuiu para que remanentes do inicio da ocupação não ficasse de pé. A memória da construção desta estrutura viária esta fortemente arraigada nas lembranças das pessoas quando se fala de um passado do lugar.710. A rodovia serviu como um importante elemento de modificações do espaço. No que se refere as manifestações culturais a cidade ainda preserva os festejos da festa do Divino que é identificada também em varias regiões do país.

RIMA pois no momento que uma tradição da memória enquanto processo experimentado e vivenciado coletivamente começa se esvair é preciso se criar marcos para essa nova memória. pois o fato de a consciência individual dizer o que deve ser lembrado e o que deve ser esquecido. percebe-se uma manifestação cultural religiosa que configurou se como tradição de um povo que busca através da fé a solução para diversas situações do seu cotidiano. p. que fazem do festejo uma representação cultural. Neste sentido ela corresponde ainda. podendo ser considerada assim como uma festa do povo. Sendo assim. pois trata se de uma herança que vem ao longo do tempo sendo legada de pai para filho. uma vez que a cultura de um povo não se manifesta somente a partir dos bens físicos. onde os representantes são imagens de si e do outro e do mundo a que se insere. pode se considerar que a noção individual de algo ou alguma coisa que é importante para si transcende os interesses individuais. aos anseios de vários pesquisadores que a reconhece como um bem cultural. tornando se interesse comum. resultado de uma complexa relação entre duas modalidades de percepções. Na configuração do espaço urbano a festa do Divino se caracteriza como uma importante manifestação. pois suas aspirações estarão sempre ligadas aos simbolismos das representações culturais. Ao pensar a festa do divino na configuração do espaço urbano da cidade de Araguaína.129). constituindo se assim através da memória coletiva que a cada ano da formas a essa manifestação. que veem na preparação da festa uma forma de agradecer as graças recebidas. estes preparativos agregam pessoas de região vizinha. ou seja. A festa de um modo geral envolve vários ritos que vão desde a preparação da comida até a forma de se fazer às orações. de uma coletividade onde a noção de pertencimento une as pessoas em idéias comuns (DANTAS 2006). que agrupa um grande número de pessoas simples e de muita fé. implica distinções em um quadro de infinitas possibilidades sociais e experiências históricas (DAMATA 1983. o festejo do Divino Espirito Santo configura se dentro desta realidade. podendo assim ser considerado como 166 . Este festejo tem características eminentemente populares. toda essa movimentação que une as pessoas é segundo Damata. Relatório de Impacto Ambiental . Sendo assim.

seu dia a dia. Relatório de Impacto Ambiental . 167 . Meio Biótico 5. esconde por trás da modernidade. Finalmente o patrimônio são todas estas artes de fazer. o festejo se apresenta de forma eminente.199) o patrimônio não é feito dos objetos criados na cidade.4. representações sociais e todos estes conceitos. cultura popular.1. assim fica visível tão grande sua importância nas manifestações culturais da Cidade que .p. por traz da organização espacial da ordem estabelecida estão os agentes sociais que compõe neste espaço todo um cenário sócio cultural. Flora 5. reempregadas e politizadas. e também por símbolos alegorias rituais e mitos.1. Portanto. seus costumes e tradições. a pratica sutil e múltipla de um vasto conjunto de coisas manipuladas e personalizadas. falamos aqui de memória. pois na verdade segundo Certeau (1996. sendo que este é expresso por ideologias utopia. mas das capacidades criadoras e do estilo inventivo. dentro das definições aqui apresentadas a Festa do Divino deve ser pensada sob múltiplos aspectos. com pastagem dominante de Braquiarão (Brachiaria brizantha). O espaço urbano é um local de intensos conflitos. pois tudo se organiza e movimenta.4. identidade. ou seja toda a vida que da sentido a sua estrutura física.54) afirma que é por meio do imaginário é que se pode alcançar as aspirações medos e as esperanças de um povo.1. Backzo (1985. 5. com arbustos de vegetação pioneira espalhadas pela pastagem em toda a extensão da Área Diretamente Afetada (Figura 62). Levantamento da Vegetação Área Diretamente Afetada A área destinada à construção do novo aterro sanitário é ocupada atualmente por pastagem.4. tão grande é a dimensão do festejo. Esta área basicamente apresenta uma paisagem simplificada.RIMA práticas simbólicas que envolvem várias esferas de uma dinâmica que é o imaginário social de um grupo. que articula a maneira de uma língua falada. P.

Dominância Absoluta (DoA). Dominância Relativa (DoR).7 cm presentes em cada subdivisão (Figura 35). Frequência Relativa (FR). Foram amostrados com o auxílio de fitas métricas. (Imagem de Gustavo Lopes da Silva – Setembro de 2012). totalizando 1. todos os indivíduos com Circunferência a Altura do Peito (CAP – 1. Com esses dados foram calculados: Densidade Absoluta (DA). Foto da Área Diretamente Afetada (ADA) com pastagem de Braquiarão (Brachiaria brizantha). A distribuição das parcelas foi realizada de modo a maximizar a representatividade da área de estudo. Posteriormente os dados de CAP foram transformados em Diâmetro a Altura do Peito – DAP (m).RIMA Figura 62. Frequência Absoluta (FA).2 ha inventariados. Índice de Valor de Importância (IVI) e Índice de Valor Cobertura (IVC).30 m do solo) igual ou acima de 15. Foram distribuídas 12 parcelas de 20 x 50 m para os procedimentos de caracterização e coletas botânicas. 168 . Relatório de Impacto Ambiental . caracterizando todas as tipologias vegetais existentes na área. Densidade Relativa (DR). O levantamento florístico foi realizado através de visitas à área de coleta de material botânico para a identificação das espécies.

1. geomorfológicos. Coleta de dados de CAP. como registram Sano e Almeida (1998).RIMA Figura 63. o cerrado apresenta um mosaico de paisagens. foi realizada a coleta de material botânico para posterior consulta à literatura especializada. Vegetação presente na área do empreendimento Segundo Whittacker (1975) as diferentes formas de vegetação e suas distribuições na atmosfera obedecem um controle exercido pelo clima.4. onde a relação entre a pluviosidade e temperatura determina os padrões da vegetação por toda superfície da Terra. topográficos. com o auxilio de chaves para identificação. que conforme Coutinho (1978) essas variações se devem a fatores físico-químicos do solo. com acentuadas variações fitofisionômicas que acompanham gradientes em escala local. De acordo com Eiten (1984). O cerrado caracteriza-se pela presença de invernos secos e verões chuvosos. A identificação das plantas sempre que possível foi realizada durante o processo de amostragem pela equipe. 169 . pastoreio e queimadas. (Imagem de Adriano Alba Bataglin – Setembro de 2012). um clima classificado como Aw de Köpen (tropical chuvoso). Furley (1992).2. 5. as espécies que não foi possível realizar a identificação no local. Relatório de Impacto Ambiental .

Cega Machado (Physocalymma scaberrimum). 170 . encontram-se três destas formações na área de estudo distribuídas nas porções norte e sudeste da propriedade conforme Anexo I. Grão de Cavalo (Caryocar brasiliense).RIMA De acordo com Veloso (1991). é conceituada como uma vegetação xeromorfa. Pindaíba (Xylopia aromatica) e Cachamorra (Sclerolobium paniculatum). Relatório de Impacto Ambiental . No estrato inferior destaca-se a presença da palmeira Piaçava (Attalea funifera). Savana Arborizada. com copas bem ramificadas quase sempre se tocando. entre 5 e 9 m. Cerrado Denso (Savana Arborizada) Essa Formação caracteriza-se pela presença de indivíduos arbóreos de porte médio. Capitão do Campo (Terminalia argentea). Dentre os indivíduos encontrados com maior frequência nesta formação durante o levantamento florístico destacam-se em ordem de frequência: Pau D'água (Vochysia thyrsoidea). Desta forma. Savana Parque e Savana Gramíneo-Lenhosa. Vermelhinho (Cassia lucens). a Savana (Cerrado). com fustes tortuosos e classe de diâmetro variando de 15 cm a 40 cm. que vegetam sobre um estrato arbustivo/herbáceo denso com a presença de palmeiras (Figura 64). preferencialmente de clima estacional (mais ou menos seis meses secos). Cachimbeira (Cariniana rubra). sendo subdividida em quatro subgrupos de formação: Savana Florestada.

com destaque para a utilização de queimadas frequentes no período que antecede a estação chuvosa para a renovação da cobertura graminosa. Figura 65. Cerrado Ralo (Savana Parque) O Cerrado Ralo é constituído por uma vegetação de árvores e arbustos. Sambaíba (Curatella americana) – 3 indivíduos.8 ha desta fitofisionomia na área inventariada. a qual revelou segundo o inventário a presença dos seguintes indivíduos arbóreos com CAP maior que 15.RIMA Figura 64. (Imagem de Gustavo Lopes da Silva – Setembro de 2012). Ipê Branco (Tabebuia roseoalba) – 2 indivíduos. especialmente pela cobertura graminosa. (Imagem de Gustavo Lopes da Silva – Setembro de 2012). Levantamento Florístico na fitofisionomia Cerrado Denso. A camada de arbustos e ervas é a mais destacada se comparada aos demais subtipos do cerrado. onde recaiu uma parcela amostral para levantamento florístico. Grão de Cavalo (Caryocar brasiliense) – 1 indivíduo e Olho de Boi (Diospyros brasiliensis) – 1 indivíduo. Remanescem ainda 3. Indivíduos presentes na fitofisionomia Cerrado Ralo. 171 . Cega Machado (Physocalymma scaberrimum) – 1 indivíduo. No estrato inferior a dominância da vegetação fica por conta da presença do Braquiarão (Brachiaria brizantha) e grande quantidade de Piaçava (Attalea funifera) (Figura 65). Relatório de Impacto Ambiental . com cobertura arbórea de 5 a 20 %. Essa característica geralmente implica na utilização desta fitofisionomia para pastagem de bovinos.7 cm: Capitão do Campo (Terminalia argentea) – 3 indivíduos.

Grão de Cavalo (Caryocar brasiliense). Figura 66. Capitão do Campo (Terminalia argentea). alguns retilíneos (Figura 66). Itaipóca (Tabebuia odontodiscus). Gonçalo Alves (Astronium fraxinifolium). Mutamba (Guazuma ulmifolia). permitindo ainda o desenvolvimento de estratos inferiores. Observa-se uma vegetação com indivíduos de porte variando entre 8 a 12 m. Os indivíduos de maior porte possuem fustes pouco tortuosos. com eventuais exemplares sobressaindo o dossel. entremeado à outras formações de Cerrado (SEPLAN. Sangue de Tatu (Pterocarpus michelii) e Murici (Byrsonima sericea). 2005). Indivíduos presentes na fitofisionomia Cerradão apresentando fustes pouco tortuosos. (Imagem de Gustavo Lopes da Silva – Setembro de 2012). Área de Influência Direta (AID) 172 . Relatório de Impacto Ambiental .RIMA Cerradão (Savana Florestada) O Cerradão é uma tipologia florestal de feições xeromórficas que ocorre geralmente em forma de manchas ou maciços.50 ha. apresentando a dominância dos seguintes indivíduos arbóreos: Cega Machado (Physocalymma scaberrimum). Na área de estudo essa fitofisionomia pode ser observada na porção Sudeste da propriedade com uma área de 4.

com boa parte do terreno ocupado por Braquiarão (Brachiaria brizantha). 173 . utilizada pastoreio como principal atividade econômica dos proprietários afetados. 2005).RIMA A Área de Influência Direta da flora está demarcada por uma faixa de 200 metros no entorno da propriedade do aterro (Figura 67). Relatório de Impacto Ambiental . Foi encontrada uma pequena porção de cerrado típico (Savana Arborizada). Tratam-se de propriedades pequenas com alto índice de intervenção humana. apresentando semelhança as formações florestais apresentadas na Área Diretamente Afetada (ADA). As formações florestais seguem a mesma tendência. apresentando cobertura arbórea entre 20 e 30% (SEPLAN. Trata-se de uma fitofisionomia que se caracteriza por apresentar indivíduos com altura variando entre 4 e 8 metros. apenas com a presença de uma formação não identificada na ADA. pouco ramificadas. com aspecto esguio e copas geralmente verticalizadas. Esta faixa abrange uma área de terra com o mesmo perfil da propriedade diretamente afetada.

definiu-se como AII a Bacia Hidrográfica do Rio Lontra (Figura 68). como canteiro de obras. 174 . Mapa da Área de Influência Direta (AID) obedecendo a uma faixa de 200 metros ao redor da propriedade destinada à construção do Aterro Sanitário. uma vez que esta influencia diretamente sobre a diversidade biológica do meio ambiente. levaram-se em consideração pontos do empreendimento. Área de Influência Indireta (AII) A Área de Influência Indireta (AII) é definida como a área que potencialmente será afetada pelos impactos indiretos da inserção do empreendimento. processos erosivos. movimentos de terra para cobertura de resíduos. Neste contexto. obras de apoio. devido aos efeitos dos impactos não serem tão significativos quanto nas Áreas de Influência Direta (AID) e a Diretamente Afetada (ADA). abrangendo os ecossistemas que poderão ser atingidos com o funcionamento do aterro na área diretamente afetada. desmatamentos. em todos os casos. Para a determinação da AII. Relatório de Impacto Ambiental . deverá “definir os limites da área geográfica a ser direta ou indiretamente afetada pelos impactos. entre outros. considerando. a bacia hidrográfica na qual se localiza”. denominada área de influência do projeto. e também se objetivou a avaliação da inserção do aterro sanitário na região e os reflexos dos conflitos ambientais no meio biótico. segundo a Resolução do CONAMA 001/86. sendo que esta área.RIMA Figura 67.

Fonte: SEPLAN (2012). a única unidade de conservação dentro da Área de Influência Indireta (Bacia do Rio Lontra) é a Área de Preservação Ambiental (APA) das Nascentes de Araguaína. 175 . mas o empreendimento não afetará diretamente a mesma devido a distância entre elas. Relatório de Impacto Ambiental . Para efeito de preservação biológica.RIMA Figura 68. Bacia Hidrográfica do Rio Lontra.

Os pontos amostrados para a avaliação ecológica rápida envolvendo os diversos táxons estão indicados no Quadro 4 e visualizados no Anexo II. Para a caracterização regional dos ambientes foi utilizado um mosaico de Imagens de Satélite CBERS 2B de 2012 com confirmação em campo.I. cerrado e pastagens.AER. Quadro 3. Relatório de Impacto Ambiental . cerradão.AID e Indireta – AII do futuro Aterro Sanitário no município de Araguaina . um programa desenvolvido pela Conservation International (C. mamíferos e entomofauna. Área de GPS¹ Pontos Influência Drenagem Tipo de Formação UTM Fuso 22M FAU1 AID 791549 9180316 Rio Pontes Cerradão FAU2 AID 791483 9179427 Rio Pontes Pastagem FAU3 AID 792545 9178816 Rio Pontes Cerrado em Regeneração/Represa FAU4 AII 792133 9179742 Rio Pontes Matas de Galeria/Cerrado/Represa FAU5 AII 789212 9179930 Ribeirão Gurguéia Cerrado/Mata Galeria/Pastagem AII Mata de Galeria com FAU6 799513 9194111 Rio Pontes Buritis/Represa/Pastagem Legenda: ¹ .Sistema de coordenadas UTM. Para amostragem da biocenose e análise de seu levantamento foi aplicada a metodologia da Avaliação Ecológica Rápida .2. aves.4.RIMA 5.2.4. localizada no interflúvio das bacias do rio Pontes e ribeirão Gurguéia composta por um mosaico de paisagens de mata de galeria. Metodologia Árae de Estudo As áreas de amostragem que compõem a coleta de dados primários deste estudo compreendem localidades sob influência Direta . 1993) para avaliação biológica de situações onde se necessita de informações sobre o estado de uma dada área alvo. Fuso 22M. répteis. Caracterização dos pontos de Amostragem da fauna. Para este estudo considerou-se como áreas alvo as diferentes paisagens naturais ou não com suas variadas formações de borda sobre os seguintes temas. Para este estudo considerou-se como áreas alvo as diferentes paisagens naturais ou não com suas variadas formações de borda que constituem a Área de influencia 176 . Fauna 5.1. que tem como base o Rapid Assessment Program – RAP.TO. onde são trabalhados ao mesmo tempo e área uma massa de dados biológicos. nos quais se realizou levantamentos primários para anfíbios. DATUM SAD 69. buritizal.

na área de influência direta apresenta um pequeno remanecente. Ná região são frequentes os barramentos na formação de represas (RE). seus tributário que limitam o emprendiemnto se encontram com seu leitos secos. que varia de 3-5 m de altura. 177 . cerrado e pastagem. caracterizado por uma camada herbácea com predominância de gramíneas e por uma camada lenhosa. As formações de cerrado estão mais presentes na área de influência indireta em fragmentos matrizes em contato com matas de galeria e pastagens. Caracterização dos Ambientes Matas de galeria (MT ou MG). buritizal.São formações florestais ripárias sempre verdes ocupando áreas bem drenadas associadas aos cursos d’água. Gurguéia e rio da Ponte. cerrado em regeneração e pastagem e Área de Influência Direta nas paisagens de mata de galeria. Cerrado (CD). Veredas e Buritizais (BU) .caracterizadas pela supressão de vegetação original. substituída principalmente por áreas de pastagens. Cursos d’água – são duas as drenagens na área de influência o rio Pontes e o ribeirão Gurguéia. Estas matas apresentam certo grau de preservação na área de influência do empreendimento. Na área do empreendimento não foi identificada esta paisagem. Relatório de Impacto Ambiental . mas com efeito de borda entre paisagens de pasto presentes principalmente nos tributários das drenagens rib.RIMA direta com paisagens de cerrado. com cobertura arbórea de 10 a 60%. com pequenas manchas úmidas. Áreas modificadas (AM) . As duas camadas são ricas em espécies vegetais. que ainda retem o curso na forma lêntica.O cerrado sensu stricto é uma vegetação que ocorre geralmente em faixas extensas e contínuas neste Bioma (Ribeiro & Walter 1998).formação bastante representativa na região associada a áreas de brejos (BB) e matas de galeria de pequenos tributários. muitas vezes respeitando as dimensões de APP. Também se classificou como áreas modificadas as vias de acesso (estradas de fazenda) ao empreendimento e a rodovia pavimentada BR 153.

BU – Buritizal. F – Fossorial. Forma de registro: AV – Avistamento. Forma de Estado de TAXON Nome Comum AID AII RE BU BB MT AM AM/CT Hábito Registro Conservação CLASSE AMPHIBIA Ordem Anura Família Bufonidae Rhinella schneideri (Werner. AM – Área Modificada. nanus (Boulenger. SF – Semi-fossorial. 1862) Rã 7 40 33 7 7 AV TE/E NA Leptodactylus syphax Bokermann. 178 . Áreas: AID – Área de Influência direta. Hábito: AR – Arborícola. 1859″1858″) Perereca 1 1 AV AR/G NA Scinax cf.Curso Temporário. 1889) Perereca 1 1 AV AR/E NA Hypsiboas multifasciatus (Günther. 1867) Rãzinha 50 50 50 50 AV/VO SF/E NA Família Strabomantidae Barycholos ternetzi (Miranda Ribeiro 1937) Rãzinha-da-mata 2 3 3 2 AV TE/E NA/E N Total de espécies 12 10 8 5 2 4 1 2 7 Total de espécimes 210 94 115 91 2 27 3 8 79 Legenda: Ambientes: CT. RE – Represa. 1894) Sapo-cururu 10 15 3 15 7 AV TE/G NA Família Hylidae Dendropsophus cf. 1925) Raspa-cuia 1 1 1 1 VO AR/G NA Phyllomedusa azurea (Cope 1862) Perereca 3 1 2 AV/VO AR/E NA Família Leptodactylidae Leptodactylus fuscus (Schneider. 1799) Rã 16 16 AV/VO TE/G NA Leptodactylus labyrinthicus (Spix.RIMA Quadro 4. 1863) Perereca 2 3 3 2 AV AR/E NA Scinax fuscovarius (A. podicipinus (Cope. G – Generalista. Dados quantitativos e qualitativos dos anfíbios das áreas de influência do Aterro Sanitário de Araguaina – TO. 1824) Rã 4 4 AV TE/E NA Leptodactylus gr. VO – Vocalização. Lutz. NA – Não Ameaçada. AII – Área de Influência Indireta. rostratus (Peter. Estado de conservação: EN – Endêmico. BB – Brejo. TE – Terrestre. 1969 Rã 1 1 AV TE/G NA Família Leiuperidae Pseudopaludicola falcipes (Hensel. MT – Mata. Relatório de Impacto Ambiental . E –Especialista.

1925) Briba 3 1 4 AV I/SF/E NA Família Dactyloidae Norops chrysolepis (Duméril & Bibron. CD – Cerrado.RIMA Quadro 5. C – Carnívoro. VE – Vestígio. AR – Arborícola. 1758) Calango-verde 11 9 5 15 AV I/TE/G NA Tupinambis sp. RE – Represa. AM – Área Modificada. 1758) Camaleão 1 2 3 AT/AV H/SC/E NA Família Gymnophthalmidae - Lagartinho-de-rabo- 1 1 AV I/SF/E NA/E N Micrablepharus maximiliani (Reinhardt & Luetken. 1837) Papa-vento 1 1 AV I/AR/E NA Família Teiidae Ameiva ameiva (Linnaeus. Área de influência: AID – Área de Influência direta. Forma de Registro: AV – Avistamento. H – Herbívoro. SF – Semi-fossorial. Téiu 1 1 1 1 AV C/TE/E NA Família Tropiduridae Tropidurus oreadicus Rodrigues. O – Onívoro. Relatório de Impacto Ambiental . cabeças Subordem Lacertilia ou Sauria Família Iguanidae Iguana iguana (Linnaeus. G – Generalista.Curso Temporário. E – Especialista. EN-endêmica . Dados quantitativos e qualitativos dos répteis das áreas de influência do Aterro Sanitário de Araguaina – TO. TAXON Nome Comum AID AII BU RE MT CD CT AM Forma de Registro Guilda/Hábito Estado de Conservação CLASSE REPTILIA Ordem Squamata Subordem Anfisbaenia Família Amphisbaenidae Cobra-de-duas- 3 3 VE I/F/E NA Amphisbaena sp. BU – Buritizal.Ambientes: CT. TE – Terrestre. F – Fossorial. A – Aquático. 1862) azul Família Phyllodactylidae Gymnodactylus amarali (Barbour. 1824) Jabuti 1 1 AV O/TE/G NA Ordem Crocodylia Família Alligatoridae Paleosuchus palpebrosus (Cuvier. Estado de conservação: NA – Não Ameaçada. AT – Atropelado. Guilda/hábito: I – Insetívoro. MT – Mata. 1807) Jacaré-coroa 19 19 AV C/A/E NA Total de espécies 12 8 9 1 2 2 3 2 7 Total de espécimes 81 28 53 1 20 6 16 4 34 Legenda . 1855) Lagartixa 1 1 AV I/SC/E NA Subordem Serpentes ou Ophidia Família Dipsadidae Leptodeira annulata (Linnaeus. 1987 Calango 7 18 5 10 3 7 AV I/SC/G NA Família Sphaerodactylidae Gonatodes humeralis (Guichenot. AII – Área de Influência Indireta. 1758) Cobra-cipó 1 1 AV C/TE/G NA Ordem Chelonia Família Testudinidae Chelonoidis carbonaria (Spix. SC – Escansorial. 179 .

1789) coró-coró 1 1 R ON AV Theristicus caudatus (Boddaert. 1766) anhuma 2 2 R ON AV Ordem Ciconiiformes Família Ardeidae Egretta thula (Molina. 1815) Jaó 1 1 R ON Z Ordem Anseriformes Família Anhimidae Dendrocygna viduata (Linnaeus. 1782) garça-branca-pequena 2 2 R PS AV Ardea alba Linnaeus. 1758) urubu-de-cabeça-vermelha 2 4 6 R DT AV Coragyps atratus (Bechstein. 1783) curicaca 2 2 4 R ON AV Ordem Cathartiformes Família Cathartidae Cathartes aura (Linnaeus. Araguaina-TO. 1766) irerê 7 7 R ON AV Família Anatidae Anhima cornuta (Linnaeus. 1788) sovi 1 1 VN CA AV Gampsonyx swainsonii Gaviãozinho 2 2 R CA AV Heterospizias meridionalis (Latham. 1758) cabeça-seca 1 1 R ON AV Família Threskiornithidae Mesembrinibis cayennensis (Gmelin. 1827) inhambu-chororó 1 1 1 1 R ON AV Crypturellus undulatus (Temminck. Área de influência Ambientes amostrados Guilda Forma de Taxa Nome Comum Status AID AII CD RG REP AM BU MT Trófica Registro Ordem Tinamiformes Família Tinamidae Crypturellus parvirostris (Wagler. Avifauna identificada na camapanha realizada na área de influência do Aterro Sanitário. Relatório de Impacto Ambiental . 1790) gavião-caboclo 1 1 R CA AV 180 .RIMA Quadro 6. 1793) urubu-de-cabeça-preta 8 5 5 8 R DT AV Ordem Falconiformes Família Accipitridae Ictinia plumbea (Gmelin. 1758 garça-branca-grande 1 1 R ON AV Butorides striatus socozinho 1 1 R ON AV Tigrisoma lineatum socó-boi 1 1 R ON AV Família Ciconiidae Mycteria americana (Linnaeus.

1788) gavião-carijó 2 1 1 R CA AV Família Falconidae Caracara plancus (Miller. 1861) bacurauzinho 1 1 VS IN AV 181 . Relatório de Impacto Ambiental . 1776) periquitão-maracanã 16 10 6 R FR AV Brotogeris chiriri (Vieillot. 1792) pomba-galega 1 4 4 1 R GR AV Uropelia campestris (Spix. 1811) rolinha-roxa 69 7 62 R GR AV Patagioenas cayennensis (Bonnaterre. 1758) arara-canindé 8 8 R FR AV/Z Aratinga leucophthalma (Statius Muller. 1766) alma-de-gato 1 1 R ON AV/Z Ordem Caprimulgiformes Família Caprimulgidae Hydropsalis albicollis (Gmelin. 1758) anu-preto 13 5 8 R ON AV Guira guira (Gmelin. 1788) anu-branco 11 11 R ON AV Piaya cayana (Linnaeus. 1822) falcão-de-coleira 2 1 1 R CA AV Ordem Charadriiformes Família Charadriidae Vanellus cayanus (Latham. 1831) fogo-apagou 2 2 R GR AV Columbina talpacoti (Temminck. 1777) caracará 4 12 16 R ON AV Herpetotheres cachinnans (Linnaeus. 1782) quero-quero 6 1 2 5 R ON AV Ordem Columbiformes Família Columbidae Columbina squammata (Lesson. 1816) carrapateiro 1 1 1 1 R ON AV Falco femoralis (Temminck. 1818) periquito-de-encontro-amarelo 52 46 6 R FR AV Ordem Cuculiformes Família Cuculidae Crotophaga ani (Linnaeus. 1825) rolinha-vaqueira 2 2 R GR AV Ordem Psittaciformes Família Psittacidae Amazona amazonica (Linnaeus. 1790) batuíra-de-esporão 2 2 R IN AV Vanellus chilensis (Molina. 1766) curica 2 2 R FR AV/Z Ara ararauna (Linnaeus. 1817) corucão 5 5 R IN AV Chordeiles pusillus (Gould. 1789) bacurau 1 1 R IN AV/Z Chordeiles nacunda (Vieillot. 1758) acauã 1 1 R CR AV Milvago chimachima (Vieillot.RIMA Rupornis magnirostris (Gmelin.

1758) rabo-branco-rubro 3 2 3 2 R NC AV Ordem Galbuliformes Família Galbulidae Galbula ruficauda (Cuvier. 1824) chora-chuva-preto 4 4 1 3 4 R IN AV/Z Nystalus chacuru (Vieillot. 1816) ariramba-de-cauda-ruiva 3 6 3 2 4 R IN AV Família Bucconidae Monasa nigrifrons (Spix. 1818) arapaçu-de-cerrado 1 1 R IN AV Família Tyrannidae Elaenia spectabilis (Pelzeln. 1788) gibão-de-couro 2 2 R IN AV 182 . 1788) pica-pau-de-cabeça-amarela 1 1 R IN AV Dryocopus lineatus (Linnaeus. Relatório de Impacto Ambiental . 1766) pica-pau-de-banda-branca 1 1 R IN AV Veniliornis passerinus picapauzinho-anão 2 1 1 R IN AV Ordem Passeriformes Família Thamnophilidae Thamnophilus amazonicus (Sclater. 1868) guaracava-grande 1 1 R IN AV Elaenia flavogaster (Thunberg. 1788) beija-flor-de-garganta-verde 1 1 R NC AV Phaethornis ruber (Linnaeus. 1924) choca-do-planalto 2 2 R IN AV Família Furnariidae Furnarius rufus (Gmelin. 1858) choca-canela 1 1 R IN AV Thamnophilus pelzelni (Hellmayr.RIMA Ordem Apodiformes Família Trochilidae SubFamília Trochilinae Amazilia fimbriata (Gmelin. 1758 tucano-grande-de-papo-branco 2 4 2 4 R FR AV Família Picidae Celeus flavescens (Gmelin. 1822) araçari-miudinho-de-bico-riscado 2 2 2 2 R FR AV Ramphastos vitellinus (Lichtenstein. 1816) joão-bobo 1 1 R IN AV/Z Ordem Piciformes Família Ramphastidae Pteroglossus inscriptus (Swainson. 1823) tucano-de-bico-preto 1 2 1 1 1 R ON AV Ramphastos tucanus Linnaeus. 1822) guaracava-de-barriga-amarela 2 1 1 2 R IN AV Hirundinea ferruginea (Gmelin. 1788) joão-de-barro 1 2 3 R IN AV Família Dendrocolaptidae Lepidocolaptes angustirostris (Vieillot.

1766) Sanhaço-azul 1 1 2 R FR AV Família Fringillidae Euphonia chlorotica (Linnaeus. 1817) Balança-rabo-de-mascara 1 1 R IN AV Família Turdidae Turdus amaurochalinus Cabanis. 1766) Fi-Fi-verdadeiro 2 1 1 R FR AV Família Emberizidae Sporophila nigricollis (Vieillot. 1818) caneleiro-preto 2 2 R IN AV Família Corvidae Cyanocorax cyanopogon (Wied. Relatório de Impacto Ambiental .RIMA Legatus leucophaius (Vieillot. 1766) neinei 1 1 R ON AV Myiarchus ferox (Gmelin. 1818) bem-te-vi-pirata 1 1 VS IN AV Megarynchus pitangua (Linnaeus. 1821) gralha-cancã 7 7 R ON AV/Z Família Troglodytidae Troglodytes musculus (Naumann. 1811) saí-andorinha 4 2 6 VS FR AV Thraupis palmarum (Wied. 1823) Sanhaço-pardo 2 2 R FR AV Thraupis sayaca (Linnaeus. 1776) tempera-viola 1 1 R ON AV/Z 183 . 1766) Saí-azul 1 1 R FR AV Ramphocelus carbo (Pallas. 1850 sabiá-poca 2 2 VS ON AV Turdus leucomelas (Vieillot. 1766) bem-te-vi 4 10 6 4 2 2 R ON AV/Z Tyrannus melancholicus Vieillot. 1766) ferreirinho-relógio 2 2 R IN AV Família Tityridae Pachyramphus polychopterus (Vieillot. 1789) maria-cavaleira 4 3 4 3 R ON AV Pitangus sulphuratus (Linnaeus. 1764) pipira-vermelha 4 4 R FR AV Tersina viridis (Illiger. 1819 suiriri 6 6 6 6 VN IN AV Todirostrum cinereum (Linnaeus. 1766) tiziu 13 26 39 R GR AV Família Cardinalidae Saltator maximus (Statius Muller. 1818) Sabiá-pardo 2 2 R ON AV/Z Família Vireonidae Cyclarhis gujanensis (Gmelin. 1789) pitiguari 1 1 R IN AV Família Thraupidae Dacnis cayana (Linnaeus. 1823) cambaxirra 2 2 4 R IN AV Família Polioptilidae Polioptila dumicola (Vieillot. 1823) baiano 7 11 18 R IN AV Volatinia jacarina (Linnaeus.

VN (Migratórios visitantes do Norte). NC (Nectarívoros). DT (Detritívora). EN (Espécies Endêmicas do Cerrado) e EX (Espécies Exóticas). VS (Migratórios visitantes do Sul).área de influência direta.área de influência indireta. BU – Buritizal e MT – Mata. . 1850) polícia-inglesa-do-sul 20 20 R ON AV Família Passeridae Passer domesticus (Linnaeus. REP. GR (Granívoros). PS (Piscívoros).RIMA Família Icteridae Cacicus cela (Linnaeus. 1766) encontro 11 10 10 11 R ON AV Molothrus oryzivorus (Gmelin. AII.Represa. - Legenda: AID. Relatório de Impacto Ambiental . 1819) graúna 87 87 R ON AV/Z Icterus cayanensis (Linnaeus. 1816) iraúna-de-bico-branco 1 1 R FR AV Gnorimopsar chopi (Vieillot. AM – Área Modificada. 184 . 1788) iraúna-grande 4 4 R ON AV Molothrus bonariensis (Gmelin. Habitats de Ocorrência: CD – Cerrado. 1758) xexéu 1 1 R FR AV Procacicus solitarius (Vieillot. - Espécimes 611 208 403 59 23 17 432 59 21 . . STATUS: R (Espécies Residentes). 1789) vira-bosta 6 6 R ON AV Sturnella superciliaris (Bonaparte. RG – Regeneração. GUILDA TRÓFICA: ON (Onívoros). FR (frugívoros). Z (Espécies identificadas pela vocalização). IN (Insetívoros). CA (Carnívoros). Forma de Registro:A V (Espécies identificadas por avistamentos). 1758) Pardal 20 20 EX ON AV Espécies 85 44 66 21 9 7 43 22 12 .

. Geoffroy 1812) Sagui-do-cerrado 5 5 O/G VO NA Ordem Rodentia Família Dasyproctidae Dasyprocta azarae (Lichtenstein 1823) Cutia 1 2 1 2 H/E AV/CT NA Família Erethizontidae Coendou prehensilis (Linnaeus 1758) Ouriço-cacheiro 1 1 H/F/E AV NA Total de espécies 9 4 8 5 3 2 2 2 . - 185 . Araguaína – TO. Relatório de Impacto Ambiental .RIMA Quadro 7. Forma de Estado de Táxon/Espécies Nome comum AID AII AM CD BU MT RE/AM Guilda/Hábito Registro Conservação Ordem Carnívora Família Canidae Cerdocyon thous (Linnaeus 1766) Cachorro-do-mato 2 2 O/G AV/AT NA Família Procyonidae Nasua nasua (Linnaeus 1766) Quati 7 8 1 8 1 5 O/G AV/CT NA Ordem Artiodactyla Família Cervidae Mazama americana (Erxleben 1777) Veado mateiro 1 1 H/E VE NA Ordem Didelphimorphia Família Didelphidae Monodelphis domestica (Wagner 1842) Catita 1 1 O/I/G AV NA Ordem Cingulata Família Dasypodidae Euphractus sexcinctus (Linnaeus 1758) Tatu-peba 2 1 2 1 O/G AV/VE VU Ordem Pilosa Família Myrmecophagidae Tamandua tetradactyla (Linnaeus 1758) Tamanduá-mirim 1 1 M/E AV/AT VU Ordem Primatas Família Cebidae Callithrix penicillata (É. Mamíferos identificados para o EIA – Estudo de Impacto Ambiental do Aterro Sanitário.

- Legenda . Vestígios como fezes e pegadas (VE) e atropelamento (AT). Os campos indicados por números destacam a presença e quantidade de indivíduos nas localidades.RIMA Total de espécimes 32 11 21 7 10 3 6 6 . 186 .Área de Influencia Indireta. Mata (MT). Para os habitats foram consideradas as formações de Buritizal (BU). Quanto ao hábito Especialista (E) e Generalista (G). Quanto a Guilda: Herbívoros (H).Localidades com amostragem: AID . Quanto à situação de conservação: Não Ameaçados (NA) e Vulneráveis (VU). Vocalização (VO). . Represa em área modificada (RE/AM). Câmera-trap (CT). onívoros (O). Forma de registro: Avistamento (AV). Cerrado (CD) e Área Modificada (AM). Relatório de Impacto Ambiental .Área de Influencia Direta e AII . mirmecófagos (M) e frugívoros (F). insetívoros (I).

RIMA Quadro 8. Família Scarabaeidae Subfamília Scarabaeinae Morfoespécie Besouro 3 3 Detritivo Morfoespécie Besouro 3 3 Detritivo Subfamília Rutelinae Morfoespécie Besouro 1 1 Detritivo Família Tenebrionidae Morfoespécie Besouro 1 1 cereais Morfoespécie Besouro 2 2 cereais Família Cucujidae Catarthus quadricollis Besouro 1 1 cereais Família Ptiliidae Morfoespécie Besouro 1 1 esporos de fungos Família Staphylinidae Morfoespécie Besouro 3 3 Predador Morfoespécie Besouro 1 1 Predador Morfoespécie Besouro 1 1 Predador Família Bostrichidae Rhysopertha dominica Besouro 1 1 cereais Ordem Blattodea Família Blattellidae Morfoespécie Barata 1 1 Detritivo 187 . AID AII CDC PITFAL CDC PITFAL CD/PASTO CD/PASTO TOTAL MATA MATA TAXON ESPÉCIE NOME COMUM GUILDA Ordem Lepidoptera Subordem Glossata Família Pyralidae Morfoespécie Mariposa 1 1 Fitófago Família Gelechiidae Morfoespécie Mariposa 2 2 Vegetais Morfoespécie Mariposa 1 1 Vegetais não identificado Morfoespécie Microlepdoptero 1 1 ? Ordem Coleóptera Família Chrysomelidae Morfoespécie Besouro 1 1 Vegetais Família Carabidae Morfoespécie Besouro 2 1 3 Predador Morfoespécie Besouro 1 1 Predador Família Silphidae Morfoespécie Besouro 1 1 Necrófago Família Dermestidae Morfoespécie Besouro 1 1 Detritivo. Araguaina-TO. peles. etc. Relatório de Impacto Ambiental . Número total de insetos registrados na área de influência do Aterro Sanitário. animais. vegetais.

RIMA Ordem Hemíptera Subordem Auchenorrhyncha Superfamília Membracoidea Família Cicadellidae Morfoespécie Cigarrinha 1 1 Fitófago Morfoespécie Cigarrinha 1 1 Fitófago Subordem Heteroptera Família Miridae Morfoespécie Percevejo 1 1 Fitófago Ordem Díptera Dípteros Família Cecidomyiidae Morfoespécie diminutos 12 2 14 Fitófago ou detritivo Dípteros Morfoespécie diminutos 4 4 Fitófago ou detritivo Stenodiplosis sorghicola Mosca do sorgo 2 2 Fitófago ou detritivo Morfoespécie Dípteros diminutos 1 1 Fitófago ou detritivo Família Chironomidae Morfoespécie Mosquito 2 2 Fitófago Morfoespécie Mosquito 8 8 Fitófago Morfoespécie Mosquito 3 3 Fitófago Família Psychodidae Subfamília Flebotominae Lutzomyia sp. Grilo 1 1 2 Onívoros Ordem Hymenoptera Família Formicidae Subfamília Myrmicinae Morfoespécie Formiga (alada) 2 2 ? Subfamília Formicinae Morfoespécie Formiga 3 1 4 onívoras Morfoespécie Formiga (alada) 1 1 2 ? Morfoespécie Formiga (alada) 1 1 ? Morfoespécie Formiga (alada) 2 2 ? Subfamília Ponerinae Morfoespécie Formiga 2 2 Insetívora (predadoras) Paraponera clavata Formiga 1 1 predadora Família Braconidae Morfoespécie Vespa diminuta 1 1 Parasitóides Ordem Embiidina 188 . Mosquito-palha 1 1 Fitófago e hematófago Ordem Orthoptera Subordem caelifera Família Phalongopsidae Endecous sp. Relatório de Impacto Ambiental .

Relatório de Impacto Ambiental . Desconhecido 3 3 6 Larvas detritiva adulto não alimenta Ordem Psocoptera Família Lachesillidae Morfoespécie Piolho-de-casca 1 1 Detritivo Ordem Isoptera Família Termitidae Cornitermes cumulans cupins 100 100 vegetais Total de espécimes 36 109 42 6 193 Total de espécies 15 6 23 6 44 189 .RIMA Família Oligotomidae Oligotoma sp.

02 HEMIPTERA 0 0 2 1 3 3 3 1.4.RIMA Quadro 9. área. número total de famílias e espécies coletadas. Phyllomedusaazurea 190 .52 EMBIIDINA 3 0 3 0 1 1 6 3. Número total de insetos por ordens. Relatório Fotográfico da Fauna Figura 69. AID AII CD/PASTO/PITFALL N° DE ESPÉCIMES N° DE FAMÍLIAS N° DE ESPÉCIES MATA/PITFALL CDASTO/CDC MATA/CDC ORDENS % LEPIDOPTERA 4 0 1 0 3 4 5 2.08 TOTAL 36 109 42 6 26 44 193 100 5.04 HYMENOPTERA 1 5 6 3 2 8 15 7.82 PSOCOPTERA 1 0 0 0 1 1 1 0. Relatório de Impacto Ambiental .23 BLATTODEA 0 0 0 1 1 1 1 0.52 ORTHOPTERA 0 1 0 1 1 1 2 1. total geral.5.6 COLEOPTERA 6 3 16 0 10 16 25 13.04 DIPTERA 21 0 14 0 3 8 35 18.13 ISOPTERA 0 100 0 0 1 1 100 52.

Scinaxcf.Relatório de Impacto Ambiental . Hypsiboasmultifasciatus Figura 71.rostratus 191 .RIMA Figura 70. Pseudopaludicola falcipes Figura 72.

RIMA Figura 73Rhinellaschineideri Figura 74Barycholosternetzi Figura 75. Todirostrumcinereum 192 .Relatório de Impacto Ambiental .

Monasanigrifrons Figura 77. Ramphastostucanus Figura 78. Tersinaviridis 193 .Relatório de Impacto Ambiental .RIMA Figura 76.

Gymnodactylusamarali 194 .RIMA Figura 79. Thraupispalmarum Figura 80. Milvagochimachima Figura 81.Relatório de Impacto Ambiental .

Ameivaameiva Figura 84. Leptodeiraannulata 195 .Relatório de Impacto Ambiental . Gonatodeshumeralis Figura 83.RIMA Figura 82.

RIMA Figura 85. Cornitermescumulans(Rainha de cupim) 196 . Relatório de Impacto Ambiental . Paleosuchuspalpebrosus Figura 87. Chelonoidiscarbonaria Figura 86.

RIMA Figura 88.) 197 . Rophalurusamagemmon(Escorpião imperial) Figura 90. Relatório de Impacto Ambiental .) Figura 89. Amblipigio (Heterophrynussp. Grilo (Endecoussp.

198 . Montagem de câmera-trap Figura 93. Avistamento de aves com binóculo . Varredura com gancho herpetológico Figura 92. Relatório de Impacto Ambiental .RIMA Figura 91.

RIMA Figura 94.Relatório de Impacto Ambiental . Busca de vestígios (toca de tatu). Procura ativa em buritizal. Montagem de armadilha tipo CDC. Figura 95. 199 . Figura 96.

Bando de Nasuanasua registrados em câmera-trap.RIMA Figura 97. Relatório de Impacto Ambiental . 200 . Registro deTamanduatetradactyla atropelado na BR 153. Figura 99. Registro deIguana iguana atropelada na BR 153. Figura 98.

Tamanduatetradactyla (Tamaduá-mirim) atropelado na rodovia BR153 na AID do empreendimento.RIMA Figura 100. Relatório de Impacto Ambiental . Figura 101. Dasyproctaazarae Cutia Registrada em câmera-trap. 201 .

Santa Fé do Araguaia e Wanderlândia. A densidade demográfica do município. 202 . Filadélfia.914 km².1. ou seja. suinocultura tradicional e aves. A pecuária se resume em bovinos/leite/corte. adquirindo recursos para comprar o necessário para satisfazer as necessidades básicas. até a criação do município de Araguaína (1958). Meio Antrópico 5. A região político-administrativa de Araguaína é composta por Aragominas. Sua extensão territorial é de 277. feijão. Do inicio da ocupação até os dias atuais a agricultura de subsistência constitui uma atividade importante no município. Nova Olinda. mandioca e outros. Caracterização Social e Econômica A caracterização sócio – econômica tem sua origem no inicio do processo de ocupação da região norte de Goiás.RIMA 5. Palmeirante. 5. Muricilândia e Santa Fé do Araguaia. Aragominas.620. O pequeno produtor rural não produz todos os produtos de que necessita. Carmolândia.62 hab/km². Wanderlândia e Filadélfia. Dados Gerais O estado do Tocantins está inserido entre os paralelos 5° 10’ 06” e 13° 27’ 59” de latitude sul.5.1. a quantidade de habitantes por km² é de 37. Araguaína.403 km².  Sul: Pau D’Arco e Nova Olinda.5. O município de Araguaína possui superfície total da unidade territorial de 4. Carmolândia. e por último com a criação do estado do Tocantins a partir da Constituição Federal do Brasil de 1988. A agricultura familiar ainda é mantida pelo plantio de arroz.  Leste: Babaçulandia. equivalendo a 1. com a construção da BR 153/Belém – Brasília (1958-1975). milho. Muricilândia.5. e entre os meridianos 45° 44’ 46” e 50° 44’ 33” de longitude oeste. Relatório de Impacto Ambiental .1.000. Tal fator provoca o incentivo da produção de produtos para o mercado local e regional. O município possui os seguintes limites municipais:  Norte: Piraquê. final do século XIX. Babaçulândia.  Oeste: Estado do Pará.45% do território do estado do Tocantins.

Nos anos 70. O número de industriais é pouco expressivo quando comparado com as outras unidades federais do pais. do Pará. embora continuasse com forte presença do setor rural na dinamização da economia local. apenas a partir de 1969 registrou-se crescimento expressivo do setor empresarial. Nesta década o processo de urbanização foi mais expressivo. o surgimento da cidade de Araguaina como pólo regional durante a ultima metade do século XX ocorreu por oferecer todo um aparato na área de comércio. O desenvolvimento local acabou por tornar a cidade de Araguaina um pólo regional de abastecimento e prestação de serviços para outras localidades. o setor terciário. representado pelo comércio e prestação de serviços sustentou a economia municipal. representado pelo comércio e prestação de serviços foi o pilar da economia municipal. em função do pouco crescimento econômico brasileiro. visto que a maior parte dos produtos provem dos estados de Goiás. já que os outros municípios eram desprovidos destes recursos. no estado do Tocantins as três cidades com maior concentração de população são Palmas. bancos e de prestação de serviços em geral. Nos anos 60 e 70 o setor terciário. a economia local continuou tendo o setor primário como área mais importante. De acordo com dados apresentados. O município de Araguaina possui a população mais expressiva dentre os município da região norte do estado. atingindo os estados de Mato Grosso. O crescimento do número de empresas no município de Araguaina também tem crescido consideravelmente.RIMA Até os anos 40 a e 50 do século XX. De acordo com o IBGE. Em função da infraestrutura nos diferentes setores da economia possui indicativo para o desenvolvimento local e regional. ultrapassando as fronteiras do estado de Goiás. que no conjunto vieram a constituir o motor da economia regional para atender o crescimento urbano e regional. Nos anos 80. Araguaina e Gurupi. Relatório de Impacto Ambiental . Nesse sentido. Nos anos 90 em função da criação do estado do Tocantins e da construção da capital do 203 . principalmente com os investimentos federais canalizados para a região Norte e Centro-oeste e no setor do comércio de gêneros alimentícios e vestuário. Minas Gerais e São Paulo inviabilizando a implantação de industrias no Tocantins. A caracterização sócio-econômica dos município do estado do Tocantins de uma forma geral pode ser definida com forte presença do setor rural do que no setor urbano. o desenvolvimento local apresentou irrelevante crescimento no setor empresarial. mas começou a desenvolver os primeiros passos para algumas atividades do setor terciário. do Maranhão e do Piauí.

bem como instalação de representantes comerciais de maquinas.970.2. No municipio de Araguaina.1. conservando muito do arcaico. a fronteira da soja nos Cerrados vem se estendendo no centro do estado do Tocantins. do Brasil rural sem emprego de tecnologias e informação. Nos últimos anos. a bovinocultura de corte disponibiliza poucos empregos comparada a outras atividades. e que podem necessitar de um número muito maior de vagas do que as que são oferecidas atualmente no município de Araguaína. 204 . sendo nos cursos pré-escolar 62.022 alunos matriculados. A pecuária é mais expressiva. Condições atuais dos serviços de Educação De acordo com o IBGE (2010) os dados do censo apontam um alto contingente de potenciais estudantes de nível superior num breve espaço de tempo. a cidade de Palmas concentrou o maior desenvolvimento do estado provocando diminuição e pouca perspectiva do crescimento econômico no município de Araguaina – TO. ou seja. 5. onde o setor rural exerce muita influencia no setor urbano. As empresas Agroindustriais que se encontram instaladas no Município são as que mais empregam trabalhadores.RIMA estado. em específico. o processo de urbanização esta em vias de desenvolvimento.1.1. alem de catalisar mais Mao-de-obra para trabalho. correspondendo a criação de empregos para absorver a mão-de-obra disponível que tende a ser crescente. que passa pela instalação de empresas e industrias. implementos agrícolas e insumos para o plantio.5. apresentando também na micro-região administrativa de Araguaina algumas áreas de plantio em conjunto com as lavouras de milho e arroz. Caracterização das Condições de saúde e educação da população 5.5. O desenvolvimento do setor urbano esta literalmente ligado a criação de infraestrutura. trazendo uma ligeira movimentação do comercio. Relatório de Impacto Ambiental . Um número reduzido de trabalhadores executa todo o trabalho da média e grande propriedade. Ainda de acordo com o IBGE (2010) a situação educacional do estado do Tocantins é de 740.2. refletindo num aspecto positivo para a sócio-economia regional.

contando no total com 62.932. existe atualmente no município 20 Centros de Educação Infantil – CEI que são diretamente mantidos pelo município. o número de escolas de nível fundamental no município de responsabilidade do mesmo é de 28 unidades e outras 2 unidades em situação de convêncio com o município. conforme pode ser observado na Figura 102. enquanto que os CEI que atuam em caráter de convênio entre o município e insituições particulares perfaz o número de 5 instituições. Relatório de Impacto Ambiental . Ensino fundamental O ensino fundamental.120 e ensino médio 131. Figura 102. também conhecido como educação primária são os primeiros seis anos de educação estabelecida e estruturada que ocorre entre as idades de aproximadamente cinco ou seis anos a aproximadamente 12 anos. Ensino Educacional no Tocantins Educação Infantil De acordo com dados da Prefeitura Municipal. As instituições 205 .970 alunos matriculados em todas essas instituições. sendo que atualmente de acordo com levantamento realizado pela Prefeitura no ano de 2012. As escolas de nível fundamental são de responsabilidade do município.RIMA ensino fundamental 545.

Gestão de cooperativas (tecnologia). 206 . Atualmente. essas estão atendendo parcela das exigências escolares. Ensino médio A educação no nível de ensino médio em Araguaina e em todos os municípios do estado do Tocantins são de responsabilidade do estado. O total de alunos que encontram-se distribuídos nessas unidades escolares de nível médio é de 131. de forma a possibilitar um desenvolvimento sustentado da região. porém com uma oferta de vagas inferior à demanda e sem a abrangência necessária de áreas do conhecimento. sendo esse contingente de alunos distribuídos nas instituições públicas e privadas. A maior parcela dos alunos do município encontram-se nessa faixa etária.932 alunos. sendo que dessa forma são sempre unidades bem localizadas e em menos número. Gestão de Turismo (Tecnologia). seja pela formação de recursos humanos qualificados. seja pela produção de conhecimento apropriável pela população. Geografia (Licenciatura). uma vez que possuem maior capacidade que as escolas municipais que atuam no nível fundamental. Ensino superior Quanto às Instituições de Ensino Superior – IES existentes no estado do Tocantins. sendo essas instituições e os referidos cursos oferecidos:  Universidade Federal do Tocantins – UFT – Biologia (Licenciatura).120 alunos encontram-se matriculados nas unidades escolares que oferecem o ensino fundamental. Física (Licenciatura). logo o número de escolas é maior. uma vez que 545. e aproximadamente 5 instituições particulares que atendem aos alunos do nível médio. no município existem 16 instituições de ensino médio cuja responsabilidade é do estado. sendo geralmente composto por unidades amplas e com alto número de salas e acomodações para os alunos. Letras (Português). Relatório de Impacto Ambiental . História (Licenciatura). O município de Araguaina conta atualmente com 3 IES realizando os cursos em regime presencial regular.RIMA particulares contam atualmente no município com aproximadamente 10 unidades intercalando-se em instituições religiosas e outras fora do cunho religioso.

1 Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).RIMA Letras (Inglês). Computação (Licenciatura). e o Centro de Educação à Distância UNIDERP – Universidade Anhanguera. Ciências Contábeis. Enfermagem.1. O município que coordena as unidades de saúde por meio da Secretaria Municipal de Saúde conta ainda com o apoio do governo federal por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e o do Programa de Saúde da Família (PSF). sendo elas a Fundação Universidade do Tocantins – UNITINS. Medicina Veterinária. Contando também com cusros de pós graduação na referida instituição. Odontologia.5.  Intituto Federal de Educação. Ciência e Tecnologia – Agronomia (Bacharelado). Educação Física. Farmácia.2. Contando também com cursos de pós graduação na referida instituição  Instituto Tocantinense Presidente Antônio Chagas – ITPAC – Administração. De acordo com a Vigilância Sanitária o município conta com 1 Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST). Condições atuais dos serviços de atendimento à Saúde O município de Araguaina conta com Unidades Básicas de Saúde (UBS) que geralmente sãos postos e centros de saúde com atendimento de urgências e emergências. Logística (Tecnologia). Zootecnia.  Faculdade Católica Dom Orione – Administração e Direito. Ciências Biológicas (Licenciatura). Medicina. Pedagogia e Sistemas de Informação. Química (Licenciatura). 207 . O município conta ainda com duas instituições que oferecem cursos superiores na modalidade de Educação à Distância – EAD. Matemática (Licenciatura). 5.2. Relatório de Impacto Ambiental . Direito. Núcleos hospitalares de Epidemiologia (NHE) e com unidade de Centro de Informação Estratégica em Vigilância em Saúde (CIEVS). contando também com cursos de pós graduação.

Condições atuais do serviço de limpeza urbana No Brasil. Os Centros de Saúde da Família ou Unidade Básica de Saúde perfaz o total de 17 unidades.TO ESPECIALIDADE LEITOS EXISTENTES LEITOS SUS Cirúrgico 113 113 Clínico 79 79 Complementar 32 32 Obstétrico 1 1 Pediátrico 1 1 Outras Especialidades 3 3 O HRA é o maior mantenedor de serviços de urgência e emergência no município. O Hospital Regional de Araguaína possui responsabilidade compartilhada entre o Governo Federal. de apoio e especialidades. então capital do Império. Pedro II assinou o Decreto n° 3024. mais tarde.RIMA O Hospital de Doenças Tropicais de Araguaina caracteriza-se como referência do ramo no cenário nacional. a esfera administrativa da gestão encontra-se centrado nas mãos do Governo Estadual. O município conta também com unidades de saúde particular e municipal. todavia. Clinicas e Laboratorios públicos e particulares também perfazer uma boa parcela das instituições voltadas à saúde no município. destacando-se o Hospital Oswaldo Cruz. Relatório de Impacto Ambiental . de cujo sobrenome origina-se a palavra gari. atendendo também para serviços ambulatoriais. por parte da Secretaria Municipal de Saúde. aprovando o contrato de “limpeza e irrigação” da cidade. na cidade de São Sebastião do Rio de Jeaneiro. 5. o imperador D. Instituto de Doenças Renais do Tocantins. que foi executado por Aleixo Gary e. por parte da Secretaria Estadual de Saúde e do Governo Municipal. o serviço sistemático de limpeza urbana foi iniciado oficialmente em 25 de novembro de 1880.3.5. Hospital Dom Orione. 208 . Os leitos existentes no Hospital Regional de Araguaina encontram-se dispostos na Tabela abaixo: HOSPITAL REGIONAL DE ARAGUAINA . Nesse dia. conforme descrito na Tabela acima. Hospital São Lucas de Araguaina e o Hospital Municipal. por parte do Ministério da Saúde. por Luciano Francisco Gary.1. que hoje denomina-se os trabalhadores da limpeza urbana em muitas cidades brasileiras. Governo Estadual.

informações sobre o grau de eficiência da varrição. atendendo todos os bairros do mesmo. A limpeza urbana do município de Araguaina engloba os seguintes serviços: coleta do lixo doméstico e comercial e público. com compactador para promover a redução do volume dos resíduos que são colocados no caminhão. Grande parte dos resíduos gerados no país não é regularmente coletada. entretanto. uma situação nada alentadora. prevalecendo. A varrição de vias e logradouros públicos é realizada utilizando-se de carrinhos manuais. varrição das ruas e logradouros públicos. O serviço de responsabilidade da Prefeitura Municipal foi transferido para uma empresa terceirizada. a saber. bem como.1. permanecendo junto às habitações (principalmente nas áreas de baixa renda) ou sendo vazada em logradouros públicos terrenos baldios. Hoje.RIMA Dos tempos imperiais aos dias atuais. os serviços de limpeza urbana vivenciaram momentos bons e ruins. O serviço de coleta dos resíduos sólidos domésticos é realizado em todo o perímetro urbano do município. Relatório de Impacto Ambiental . dispondo da capacidade de 15 m³. os resíduos provenientes da varrição das vias e logradouros públicos. Não há ferramentas e mecanismos para verificar o volume de lixo coletado. Não existe planejamento ou mecanismo de monitoramento e avaliação dos serviços. A empresa dispõe de caminhões compactadores cuja função é unicamente coletar os resíduos sólidos domésticos e comerciais.5.4. 5. a empresa Litucera Limpeza e Engenharia que desenvolve o referido serviço de limpeza urbana nos últimos anos no município. a situação da gestão dos resíduos sólidos se apresenta em cada cidade brasileira de forma diversa. com a finalidade específica de acondicionar por meio da colocação interna de sacos de lixo. Condições atuais da disposição final dos resíduos sólidos domésticos e de serviço de saúde em Araguaina 209 . encostas e cursos d’água. A coleta dos resíduos de serviço de saúde são realizados também pela Empresa que executa a coleta dos resíduos sólidos domésticos e comerciais. e ainda a coleta dos resíduos de serviços de saúde. equipados com duas rodas e em material plástico.

uma vez que com o descarte irregular de resíduos sólidos diretamente no solo torna-se evidente a possibilidade de contaminação do solo e das águas subterrâneas e superficiais.RIMA Atualmente a disposição final dos resíduos sólidos urbanos no município de Araguaina tem sido realizada utilizando-se um lixão a céu aberto. A localização do lixão de Araguaina é às margens da rodovia TO – 222 que dá sentido ao município de Araguanã. Além dos já citados alarmantes que torna a paralização do lixão emergencial. A área onde se encontra o lixão é um terreno municipal. Tal procedimento. o fato do lixão encontrar-se em desacordo com critérios e diretrizes estabelecidos pelo CONAMA transforma-o em um assunto que deve ser resolvido com a maior brevidade possível. Lixão de Araguaina Autoridades locais e regionais de Araguaina alertam que o crescimento populacional do município de Araguaina tende a ocorrer para próximo da localização em que encontra-se o lixão atualmente. e para o meio ambiente. A Figura 103 ilustra as condições do lixo no lixão de Araguaina. Figura 103. além de ser considerado crime ambiental é também vedado pela Resolução 416/2009 do Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA. favorecendo dessa forma a população por meio da melhoria na qualidade de vida. Relatório de Impacto Ambiental . maior prevenção de doenças relacionadas ao descarte e disposição final inadequado de resíduos sólidos. Fato que também preocupa a população do município e a população próxima ao lixão é o crescimento da cidade e o surgimento de loteamentos próximos ao lixão. Portanto. existe vizinho à área do lixão o projeto construção de um shopping Center. 210 .

que será implantado e operador pelo empreendedor NASSIF CONSTRUTORA E INCORPORADORA LTDA. o empreendedor não se responsabilizará pela desativação ou recuperação da área em que encontra-se o atual lixão do município. 211 . desativação e recuperação do então lixão existente no município em nada abrange o presente empreendimento. e tampouco transfere a responsabilidade de recuperar a área para o presente empreendedor.1. Portanto.1. Relatório de Impacto Ambiental . Responsabilidade pela desativação do atual lixão de Araguaina No presente Estudo de Impacto Ambiental encontra-se detalhado sistemáticamente os procedimentos de implantação e operação do Aterro Sanitário de Araguaina. Todavia.RIMA 5.4. sendo que a gestão.5. uma vez que o mesmo é de inteira responsabilidade do município e possívelmente também da empresa terceirizada que realiza a coleta e a disposição final desses resíduos sólidos coletados no lixão. o presente estudo visa promover uma alternativa para que se promova a correta disposição final dos resíduos sólidos de Araguaina a partir de sua operação.

o que ocasiona a geração de prováveis impactos ambientais no sítio do empreendimento e seu entorno. muitas vezes quantificada. aterro sanitário é uma técnica de engenharia que visa confinar resíduos sólidos no próprio solo. De acordo com a Norma NBR 8. afetam: a saúde. conclui-se que. ANÁLISE E/OU AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS (PROGNÓSTICO AMBIENTAL) A Resolução CONAMA 001/86 define impacto ambiental como: “Qualquer alteração das propriedades físicas. Toda esta técnica deverá ser utilizada sem causar danos ou riscos à saúde pública e à sua segurança. Portanto. causada por qualquer forma de matéria ou energia resultnte das atividades humanas que. Desta forma. químicas e biológicas do meio ambiente. medidas mitigadoras. indiretamente. ou em intervalos na jornada de trabalho se for necessário. compensadoras ou potencializadoras.RIMA 6. IDENTIFICAÇÃO. que levem a mudanças estruturais do mesmo. implantação e operação.419/84 da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. propondo assim. nas fases de planejamento (elaboração de projetos). ao entender as definições de impacto ambiental e aterro sanitário. vê-se a necessidade de identificar e avaliar as atividades impactantes juntamente com os prováveis impactos ambientais oriundos de sua implantação. impacto ambiental será relacionado diretamente em conformidade com o enfoque funcionalista. reduzindo-os ao menor volume permissível. Considerando um enfoque estruturalista. cobrindo-os com uma camada de terra na conclusão de cada jornada de trabalho. minimizando os impactos ambientais. Relatório de Impacto Ambiental . as atividades sociais e econômicas. ou condições de um sistema. a segurança e o bem estar da população. podendo ainda ser favorável ou desfavorável ao ecossistema ou à sociedade humana (TOMMASI. De acordo com a definição de Garcia (1987). como qualquer fator ou perturbação que tende a desequilibrar o estado de equilibrio instável em que se encontra um sistema. direta ou. dispondo-os em menor área possível. para a implantação deste empreendimento é necessário realizar algumas atividades impactantes ao meio ambiente. 1994). Essa alteração pode ser qualificada e. impactos ambientais são aqueles fatores. Outro autor define impacto ambiental como uma alteração física ou funcional em qualquer dos componentes ambientais. a biota e as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente”. 212 .

Outros foram concebidos no sentido de considerar os requisitos legais envolvidos.1. Relatório de Impacto Ambiental . A avaliação de impactos ambientais é um instrumento da política ambiental brasileira formada por um conjunto de procedimentos capaz de assegurar o exame sistemático dos impactos ambientais de determinada ação e de suas alternativas (MOREIRA. os métodos de análise de impacto ambiental tiveram origem na Lei “National Environmental Protection Act” (EUA).1. Na medida em que profissionais buscavam a compreensão das relações de causa e efeito das ações dos projetos e seus impactos. 1992. levando em conta a dinâmica dos sistemas ambientais.1. apud MILARÉ. Metodologia de Avaliação de Impactos Ambientais De acordo com Moreira (1992). Método de Matriz de Interação 213 . os métodos evoluíram na tentativa de alcançar a integração dos fatores ambientais e a abordagem holística do meio ambiente. Segundo Sousa (2004) a avaliação de impacto ambiental tem por objetivo contemplar diversas óticas – sociais. de estudos econômicos ou de ecologia. 6. 2005).RIMA visando diminuir as conseqüências negativas e ampliar ou potencializar os benefícios atingidos. biológicas e socioeconômicas – permitindo assim que as decisões sejam tomadas de forma lógica e racional 6. em sua maioria. que começou a vigorar em 1970. Segundo Braga et al. (2005) os métodos hoje correntemente disponíveis para a avaliação de impactos ambientais. com o intuito de qualificar e quantificar os impactos potenciais que o empreendimento poderá gerar. Os métodos de AIA foram se diversificando de acordo com os projetos propostos e com a diversidade de ambientes sujeitos a impactos. como é o caso dos Métodos das Matrizes e das Redes de Interação. físicas. Alguns são adaptações de técnicas de planejamento regional. resultam da evolução de outros existentes. Esses métodos envolvidos têm em comum a característica de disciplinarem os raciocínios e os procedimentos destinados a identificar os agentes causadores e as respectivas modificações decorrentes de uma determinada ação ou conjunto de ações. No presente estudo utilizou-se do Método de Matriz de Interação.

conforme Tomasi (1994) e Silva (1996):  Valor: o impacto é positivo ou benéfico quando uma ação causa melhoria da qualidade de um fator ou parâmetro ambiental. curto prazo/médio prazo/longo prazo. sendo a magnitude e a importância. adotou-se a matriz de interação simplificada. onde cada célula preenchida corresponde a um possível impacto ambiental identificado. cujo método facilita a identificação e avaliação das características pontuais de cada impacto identificado. ou quando é parte de uma cadeia de reações. Seu preenchimento caracteriza por apresentar na horizontal (linha) informações relativas ao impacto ambiental identificado em todas as fases do empreendimento (preliminar. Para o presente estudo. os impactos ambientais apresentam dois principais atributos. biótico ou antrópico). ou melhor. o 214 . apresentando as seguintes características: direto/indireto. podendo ser definida como a medida de alteração no valor de um fator ou parâmetro ambiental em termos quantitativos ou qualitativos.  Espacial: um impacto é considerado local quando a ação circunscreve-se ao próprio sítio e às suas imediações.RIMA O método Matriz de Interação consiste no preenchimento de uma matriz. Segundo Leopold et al. bem como o meio afetado (físico. obtendo como objetivo o cadastramento. Relatório de Impacto Ambiental . O impacto indireto resulta de uma reação secundária em relação à ação. Magnitude caracteriza por apresentar a grandeza de um impacto em termos absolutos (temporal e espacial). é designada da seguinte maneira. Já importância. A classificação qualitativa dos impactos ambientais. temporário/permanente. O impacto é negativo ou adverso quando uma ação causa um dano ou prejuízo à qualidade de um fator ou parâmetro ambiental. local/regional/estratégico. implantação e operação). O impacto regional é aquele que se propaga por uma área além das imediações do sítio onde se dá a ação e. a caracterização e a quantificação desses impactos. (1971). reversível/irreversível. caracteriza por ser a intensidade do efeito relacionado como um dado fator ambiental afetado com outros impactos. e na vertical (coluna) apresenta informações relativas à valorização dos atributos desse impacto. a valorização dos atributos.  Ordem: o impacto direto resulta de uma simples relação de causa e efeito.

quando cessada a ação. 215 . assistente social. 6. visto que. enfim.  Temporal: um impacto é considerado de curto prazo quando o efeito surge no instante em que se dá a ação. um item mal projetado pode causar danos irreparáveis. os efeitos não param de se manifestar num horizonte temporal conhecido. engenheiro florestal. o fator ambiental não retorna as suas condições originais. tais como: engenheiro sanitarista. geológico.  Plástica: o impacto é reversível quando uma vez cessada a ação.RIMA impacto é estratégico quando é afetado um componente ambiental de importância coletiva. o fator ambiental retorna as suas condições originais e. engenheiro ambiental. pelo menos num horizonte de tempo aceitável pelo homem. nacional ou mesmo internacional. profissionais capacitados e adequados para a elaboração do devido estudo. um impacto é considerado permanente quando uma vez executada a ação. um impacto de médio prazo ocorre quando o efeito ambiental se manifesta num tempo médio e. Ações Impactantes na Fase de Implantação Destaca-se a seguir as principais ações impactantes oriundas da fase de implantação do empreendimento: 1. um impacto é de longo prazo quando se manifesta a um longo tempo após a ação. um impacto é irreversível.1. Contratação de mão-de-obra especializada: Podemos considerar uma das atividades mais importante de todo o processo.2. Relatório de Impacto Ambiental .  Dinâmica: um impacto é temporário quando os efeitos de ação têm duração determinada e. biólogo. Então esta atividade consiste na contratação de uma equipe intelectual multidisciplinar consistindo em diversos profissionais.

Contratação da mão-de-obra: A primeira atividade impactante na ocasião da implantação do empreendimento é a contratação de mão-de-obra. Implantação do canteiro de obras: Destaca-se nessa etapa a implantação do canteiro de obras para auxiliar e dar apoio logístico na implantação do aterro sanitário. cimento. 8. ou melhor. 7. 216 . visando atender a demanda do aterro sanitário (galpão de guarda de máquinas. herbáceas. Construção do sistema viário: Caracteriza-se pela construção do sistema viário a ser implantado dentro do empreendimento. a fim de satisfazer a todas as etapas de implantação do empreendimento. etc. Aquisição de implementos e equipamentos: Refere-se à compra de implementos e equipamentos (manta PEAD. Planejamento de implantação do empreendimento: Esta etapa também apresenta uma grande importância no processo de implantação do empreendimento. da unidade gerencial e administrativa do empreendimento.) especificamente no início da etapa de implantação. Limpeza da área: Apesar de grande parte da área já apresentar a vegetação nativa suprimida anteriormente será necessário realizar a limpeza de gramíneas. mudas de espécies arbóreas de cerca viva.RIMA 2. Relatório de Impacto Ambiental . maquinarias. considerando que para obter sucesso é necessário obter um bom planejamento. 5. tijolo. guarita e unidade administrativa). com o auxilio da equipe multidisciplinar formada por profissionais habilitados e capacitados para tal atividade. tocos e raízes. tubulações de drenagem. 4. Esta representa a força de trabalho necessária para o cumprimento de todas as tarefas relacionadas ao empreendimento. visando aprimorar a logística de deslocamento dentro da área do aterro sanitário. 3. Implantação das estruturas físicas (edificações): Refere-se à implantação de toda estrutura física. 6.

Implantação de vala séptica: Consiste na implantação de valas sépticas do tipo trincheiras. modificação do relevo para implantação do empreendimento. 217 . onde são realizados cortes. 13. em conformidade com normas da ABNT. compactação do solo. 10. Implantação da rede de abastecimento de água: Refere-se à implantação de toda estrutura para fornecimento de água (poço semi artesiano.RIMA 9. 15. enfim. Implantação do sistema de drenagem pluvial e lixiviados: Refere-se na implantação do sistema hidráulica do sistema de drenagem pluvial em toda área do empreendimento. aterros. e do sistema hidráulico de drenagem de percolados (lixiviado e chorume). compactação do solo com argila e implantação da manta PEAD. objetivando o recebimento de resíduos sólidos urbanos. Relatório de Impacto Ambiental . caixa d água. 11. estruturação dos taludes. com objetivo de receber resíduos sólidos de serviço de saúde. 12. Implantação da unidade de tratamento de lixiviados: Esta etapa consiste na implantação do sistema de tratamento de lixiviado. etc). 14. onde são abertas diversas valas impermeabilizadas consecutivas. Cabe ressaltar que esta atividade será realizada na etapa de implantação e ao longo da etapa de operação. tubulações. Preparação da área (movimentação de solo): Esta etapa caracteriza por apresentar atividades de terraplanagem. Implantação da célula de disposição e tratamento de resíduos sólidos urbanos – RSU: Consiste na escavação do terreno conforme dimensões estipuladas no memorial de cálculo apresentado. Ressalta-se que esta atividade será realizada na etapa de implantação e ao longo da etapa de operação. Adequação da rede de energia elétrica: Consiste na adequação da rede de energia elétrica já existente na área do empreendimento.

17. Implantação da célula de disposição e tratamento de resíduos sólidos urbanos – RSU: Consiste na escavação do terreno conforme dimensões estipuladas. Implantação de proteções ambientais: Refere-se na implantação de sistemas de proteção que visam garantir as condições ambientais local. compactação do solo com argila e implantação da manta PEAD. tais como: impermeabilização das células de disposição final de resíduo sólido e de valas sépticas. 20. estruturação dos taludes.3. toda área será delimitada por espécies arbóreas (cerca viva). 218 . Implantação de Sinalização: Consiste na implantação de placas sinalizadoras. bem como insumos agrícolas para implantação do mesmo. Relatório de Impacto Ambiental . sistema de drenagem de percolado (lixiviado e chorume) e sistema de drenagem de gás. Implantação do sistema de drenagem de emissões gasosas: consiste na implantação de um sistema de drenagem de emissões gasosas. Implantação de valas sépticas: Consiste na implantação de valas sépticas do tipo trincheiras.RIMA 16. onde são abertas diversas valas impermeabilizadas consecutivas. Implantação do cinturão verde: Conforme designado pelo projetista. 6. oriundo da decomposição do resíduo sólido. Ações Impactantes na Fase de Operação Destaca-se a seguir as principais ações impactantes oriundas da fase de operação do empreendimento: 1. 2. Portanto.1. indicativas e educativas no empreendimento e seu entorno. 19. 18. Aquisição das espécies arbóreas e de insumos agrícolas para a implantação do cinturão verde: Consiste na aquisição de mudas de espécies arbóreas para cerca viva. esta etapa consiste na preparação do solo para recebimento das mudas de cerca viva. objetivando o recebimento de resíduos sólidos urbanos.

3. Despejo e acomodação do resíduo sólido: Refere-se na retirada do resíduo sólido do veículo transportador objetivando sua acomodação adequada conforme sua característica. 6. caminhoneta e automóvel utilitário) e/ou resíduo sólido de serviço de saúde. para plantio ao longo dos taludes. 4. bem como insumos agrícolas. 7. visando à estabilidade geotécnica dos mesmos. a fim de quantificar o peso da carga transportada. bem como controlar a capacidade de carga de cada célula de disposição de resíduo ou vala séptica. Refere-se também no transito de automóveis pequenos de passeio dentro do aterro sanitário oriundos de funcionários e visitantes. Manutenção dos taludes: Refere-se na proteção imediata dos taludes formados das células de disposição de resíduos e valas sépticas. 219 . 5. Aquisição de gramíneas e insumos agrícolas para manutenção dos taludes: Consiste na compra de gramíneas. Transito de veículos e maquinários dentro do empreendimento: Consiste no transito de veículos transportadores de resíduo sólido urbano (caminhão. Pesagem do resíduo sólido: Esta atividade consiste na pesagem do veículo transportador de resíduo sólido. 9. procurando implantar gramíneas visando à estabilidade geotécnica do talude. e maquinários dentro do empreendimento.RIMA em conformidade com normas da ABNT. Disposição final do resíduo sólido: Consiste na disposição final do resíduo sólido em células de disposição final de resíduo sólido urbano ou valas sépticas para resíduos de saúde. 8. Recobrimento das células de disposição de resíduos sólidos e valas sépticas: Referem-se no ato de recobrir diariamente as células e valas sépticas. Relatório de Impacto Ambiental . com objetivo de receber resíduos sólidos de serviço de saúde.

Operação do tratamento de lixiviados: Caracteriza por realizar o tratamento físico-químico e bacteriológico de todo material drenado para o mesmo. hidrogênio e dióxido de carbono). 14. Drenagem de percolados (lixiviado e chorume): Este consiste no ato de drenar os lixiviados. com material sólido (camada de solo orgânico). Relatório de Impacto Ambiental . 16. Operação de limpeza do empreendimento: Este consiste na limpeza mecânica e/ou manual com equipamentos adequados. 12. gerados na decomposição do resíduo sólido disposto no aterro sanitário. Preservação da área preservação permanente – APP: Refere-se na preservação da APP existente na área do empreendimento. Preservação da área de reserva legal – ARL: Refere-se na preservação da ARL existente na área do empreendimento. caracterizado por um córrego intermitente conforme previsto na Resolução CONAMA 303 de 20 de março de 2002. Recomenda-se a implantação de gramíneas na área do aterro objetivando transformar em jardins. complementados com emprego de serviços manuais. praças esportivas. 13. bem como chorume formado pela decomposição do resíduo sólido. gás sulfídrico. nitrogênio. Drenagem dos gases: Consiste na captura dos gases (metano. Revegetação do aterro: Destaca-se nesta etapa a necessidade de revegetar o aterro formado pelo fechamento da vala séptica e/ou célula de disposição de resíduo sólido. sendo eles: (01) diminuir seu lançamento na atmosfera diminuindo a poluição e o efeito estufa. 15. obtendo alguns objetivos. até o sistema de tratamento de lixiviados. parques. (03) diminuir o risco de explosão no aterro sanitário. 220 . conforme previsto na Lei Federal nº 4771 de 15 de setembro de 1965.RIMA imediatamente após o término da jornada de trabalho ou quando necessitar. 10. (02) diminuir o risco de incêndio no empreendimento e. áreas de lazer 11.

visando diminuir o quantitativo de emissão de gases poluentes. Implantação do programa de acompanhamento e monitoramento: Esta etapa consiste na implantação de vários programas de acompanhamento e monitoramento de diversos parâmetros ambientais. sistema de drenagem de gás.RIMA 17. 20. Manutenção preventiva e corretiva dos componentes do aterro sanitário: Destaca-se por apresentar um plano de monitoramento e manutenção periódica dos componentes do aterro sanitário. entre outros. 21. aprimorando a qualidade de vida dos colaboradores. vala séptica. Manutenção do sistema viário do aterro sanitário: Este caracteriza pelo monitoramento e reparação periódica do sistema viário do empreendimento. buracos. sistema de tratamento de lixiviados. a modificação de suas características naturais. evitando desta forma o surgimento de processos erosivos. diminuindo desta forma os riscos de acidente de trabalho. flora. sistema de drenagem pluvial e de lixiviados. solo. visando sempre o aprimoramento da logística de transporte e permanência de suas características de implantação. 18. água superficial. evitando desta forma. fauna. Relatório de Impacto Ambiental . enfim. Manutenção da sinalização: Consiste no monitoramento e reparação periódica de toda sinalização existente no aterro sanitário. ar. máquinas. o risco de acidente de trabalho e diminuir a poluição visual. anomalias. Manutenção do cinturão verde (cerca viva): Caracteriza-se no monitoramento e reparação periódica do cinturão verde no entorno do empreendimento. 19. sendo eles: célula de disposição de resíduo sólido. 221 . maquinários e veículos. Podemos destacar os seguintes parâmetros: água subterrânea.

o que não permite recomendar a escolha de um ou de outro para as avaliações ambientais. T. organizar e comparar dados sobre os impactos ambientais. R. R. R. além de uma pequena descrição do mesmo. P. T. M.2. Lo Provável aumento de incidência de intoxicação alimentar I. tendo por objetivo identificar. T. Po. Po. Matriz de Interação dos Prováveis Impactos Ambientais Identificados no Meio Sócio-Econômico. assim. o mesmo autor diz que nenhum método conhecido pode ser considerado o mais eficiente.1. T. Po. R. Re MEIO SÓCIO - ECONÔMICO Possível diminuição do número de pessoas desempregadas I. econômico e paisagismo. Re SOCIAL Provável aumento na qualidade de vida do população de Araguaina I. Quadro 10. foi possível identificar e avaliar os impactos pertinentes ao empreendimento. C. N. Lo Provável aumento da incidência de doenças respiratórias I. C. C. Relatório de Impacto Ambiental . Lo 222 . Neste contexto. A partir desta matriz. R. Meio Sócio-Econômico “Antrópico” Os impactos identificados no meio sócio-econômico teve os seguintes fatores ambientais: social. Lo Possível depreciação da qualidade de vida do trabalhador I. analisar. é possível observar a que meio pertence o impacto. se é positivo. P. Avaliação dos Impactos Ambientais por meio do Método Matriz de Interação De acordo com Moreira (1992). T. C. L. N. Lo Possível aumento da incidência de intoxicação I. prever e interpretar estes impactos de um empreendimento. ao mesmo tempo que se analisa sua importância. FATORES IMPACTO AMBIENTAL CLASSIFICAÇÃO AMBIENTAIS Risco de geração de conflitos I. C. a avaliação dos impactos ambientais. N. Lo Provável aumento da geração de empregos diretos e indiretos na região D. L. os procedimentos para a avaliação de impactos são mecanismos estruturados para identificar. 6. R. N. Desta forma. foi feita com base na matriz de Interação. magnitude e duração.2. Ir. sendo que esta sofreu alteração a fim de obter-se um resultado melhor. negativo ou indefinido. N. R. pois todos eles apresentam uma série de vantagens e desvantagens. T.RIMA 6.

R. 223 . R. I = Indireto. N. C. E = Estratégico. C = Curto Prazo. N. Lo Provável geração de transtornos e incomodações aos motoristas usuários da D. R. R. Re Possível desvalorização das terras a nível local D. Lo Legenda: D = Direto. R. R. 6. R = Reversível. Ir. M. Lo GISMO PAISA- Possibilidade de incidência de poluição visual D. os impactos ambientais identificados no meio biótico. C. Re ECONÔMICO Aumento do desemprego e redução do volume de renda em circulação na D. Po. Re da área de influência do empreendimento delegada pelo CONAMA Provável alteração das belezas cênicas naturais D. N. C. Lo rodovia BR 153. Re = Regional. N. T. L. L = Longo Prazo. T. Po = Positivo. via de acesso ao empreendimento Possível desapropriação de edificações civis (residências) situadas dentro da I. Ir. Ir = Irreversível. P. Ir.2. N. C. C. Relatório de Impacto Ambiental . T. Ir. Ir. Po. C. Meio Biótico Continuando a apresentação da matriz de interação. Po. N. Re economia local Provável remanejamento e/ou indenização dos moradores instalados dentro I. N. C. Re área de influência do empreendimento delegada pelo CONAMA Possível geração de incerteza para os moradores que habitarem no entorno D. P. T = Temporário. N. P.RIMA Possível aumento da possibilidade de contração de doenças transmitidas por I. C. P = Permanente. C. P. T. P. sendo que no Quadro 18 encontram-se os impactos sobre a flora e no Quadro 19 os impactos sobre a fauna.2. C. R. Lo vetores nas imediações do local Possível aumento na incidência de acidentes I. Lo = Local. T. T. estão relacionados no quadro a seguir. N. M = Médio Prazo. P. Re do empreendimento Provável promoção do desenvolvimento sustentável para o meio antrópico I. Lo Aumento da renda local D. N = Negativo.

224 . Grande (G). Entorno Modificação da paisagem com o depósito dos resíduos e os Alteração da Paisagem Biológico Flora X P I C movimentos de terra para cobertura dos mesmos. Instalação do Canteiro de Obras Implantação do Sistema Será necessária a remoção da vegetação para a instalação do INSTALAÇÃO Viário Interno canteiro de obras. Moderada (II). Média (M). Tabela de Impactos Ambientais quanto a flora . Curta (A). Baixa (I). Reflorestamento com espécies nativas das áreas degradadas que Recuperação das Áreas Biológico Flora X G II C não serão usadas no empreendimento (cinturão verde e reserva Degradadas Existentes legal). abertura de estradas internas. Instalação das Obras de Apoio Criação de um Cinturão Criação do Cinturão Verde Será criado um cinturão verde de 20 a 30 m de largura no entorno Verde de Isolamento no Biológico Flora X M II C no Entorno do aterro. biológico e antrópico. nos locais onde Remoção da Vegetação Biológico Flora X P I C Extração de Material para irão ficar as obras de apoio (administração. Alta (III).RIMA Impactos Ambientais sobre a Flora Quadro 11. DESCRIÇÃO PROJETO Levantamento de Campo Estudos de Campo Biológico X Estudos e levantamento dos meios físico. Funcionamento do Aterro Possível Desequilíbrio na O desmatamento e o aumento de insetos da área pode causar Biológico Flora X M II C Reprodução da Flora desequilíbrio ecológico.Pequena (P). AMPLITUD NATUREZA E Importância Magnitude Indefinido Negativo Duração Positivo FASE ATIVIDADE IMPACTO MEIO COMP. balança. guarita) e nas Cobertura de Resíduos áreas de empréstimo que servirão para cobertura de resíduos. Média (B) e Longa (C). Relatório de Impacto Ambiental . OPERAÇÃO Início do processo erosivo com a implantação do empreendimento Erosão Biológico Flora X P I A e suas características de abertura e movimento de terra.

Relatório de Impacto Ambiental .RIMA A recuperação das áreas degradadas resultará na proteção do solo Proteção do Solo Biológico Flora X M II C contra a erosão. O controle da preservação das áreas de reserva legal resultará em Controle da Preservação da Biológico Flora X M III C uma menor intervenção antrópica e consequente aumento da flora Área de Reserva Legal nativa. 225 . DESATIVAÇÃO Desativação e Recuperação Recuperação da Área do Na desativação do aterro. será recomposta a vegetação de toda a Biológico Flora X G III C do Lixão Atual Aterro Sanitário área com espécies nativas.

Relatório de Impacto Ambiental .RIMA 226 .

DESCRIÇÃO PROJETO Estudos e levantamento dos grupos da fauna terrestre vertebrados e Levantamento de Campo Amostragem de Campo Biológico X invertebrados. Relatório de Impacto Ambiental . Cobertura de Resíduos Instalação das Obras de Apoio Será criado um cinturão verde de 20 a 30 m de largura no entorno Criação de um Cinturão Criação do Cinturão Verde do aterro. Tabela de Impactos Ambientais quanto a fauna . Instalação do Canteiro de Obras Implantação do Sistema Com a remoção da paisagem atual natural ou antrópica haverá Viário Interno INSTALAÇÃO Remoção da Vegetação Biológico Fauna X M II B eliminação de habitats e alteração nos nichos. atração de espécies oportunistas. fuga e aumento da Extração de Material para predação por espécies oportunistas. Quadro 12. Alta (III). Funcionamento do Aterro Início do processo erosivo com a implantação do empreendimento Erosão Biológico Fauna X P I A e suas características de abertura e movimento de terra. Curta (A). Moderada (II). AMPLITUD NATUREZA E Importância Magnitude Indefinido Negativo Duração Positivo FASE ATIVIDADE IMPACTO MEIO COMP. Modificação da paisagem com o depósito dos resíduos e os OPERAÇÃO Alteração da Paisagem Biológico Fauna X M I C movimentos de terra para cobertura dos mesmos.Pequena (P).RIMA Impactos Ambientais sobre a Fauna Considerações Gerais de impactos por mudanças nas paisagens e eliminação de habitas e nichos sobre a comunidade faunística. 227 . Média (M). Grande (G). o mesmo facilitará a conexão de remanescentes de Verde de Isolamento no Biológico Fauna X G III C no Entorno paisagens naturais. Baixa (I). aumentando a conectividade e fluxo de grupos Entorno da fauna. Média (B) e Longa (C). na diminuição e alteração de habitas.

A recuperação das áreas degradadas resultará na proteção do solo Proteção do Solo Biológico Fauna X M II C contra a erosão. O controle da preservação das áreas de reserva legal resultará em uma menor intervenção antrópica e consequente aumento da flora Controle da Preservação da Biológico Fauna X M III C nativa. Criação de novos habitats e ampliação dos nichos tróficos. na manutenção dos habitats e nichos tróficos. diminuição do Área de Reserva Legal efeito de borda. aumento de habitas e nichos tróficos a do Lixão Atual Aterro Sanitário serem colonizados. com o aumento de habitats e nichos tróficos. aumento da conectividade e dispersão das espécies.auna DESATIVAÇÃO Na desativação do aterro. 228 . será recomposta a vegetação de toda a Desativação e Recuperação Recuperação da Área do Biológico Fauna X G III C área com espécies nativas. Relatório de Impacto Ambiental . aumento no recrutamento e colonização das áreas. com alta pressão nas espécies especialistas de habitat Biológico Fauna X M II C Reprodução da Flora e nicho.RIMA Alteração das estruturas tróficas favorecendo espécies Possível Desequilíbrio na oportunistas. Reflorestamento com espécies nativas das áreas degradadas que Recuperação das Áreas não serão usadas no empreendimento (cinturão verde e reserva Biológico Fauna X G II C Degradadas Existentes legal).

N. Ir. C. R. N. T. N. R. N. P. R. Lo 229 . Lo Provável retorno da fertilidade do solo situado na área das células de D. Lo das células de disposição de resíduos e valas sépticas Possível alteração da qualidade física da água em função da turbidez I. T. N. T. R.3. Lo Provável incidência da poluição sonora D. P. P. R. T. T. bem como a possibilidade de permanência de suas características físicas Possível redução da qualidade do ar e alteração das características químicas D. Po. P. Lo Provável retorno da fertilidade do solo situado na área do antigo lixão D. M. M. Ir. Re Provável redução do assoreamento do corpo hídrico adjacente ao D. R. Lo disposição de resíduos e valas sépticas Possibilidade de retorno da capacidade do solo em servir de substrato para D. N. N. Lo antigo lixão Possibilidade de retorno da capacidade do solo em servir de substrato para D. R. M. C. T. Lo do ar AR Provável geração e/ou aumento do efeito estufa local D. R. M. L. Lo Modificação da paisagem cênica natural D. Lo como habitat da microfauna local Possível desestruturação e descaracterização do solo D. Po. M. Lo Risco da redução da capacidade física do solo de sustentar a flora terrestre D. Meio Físico Quadro 13. N. T. T. T. N. Lo MEIO FÍSICO flora terrestre nas áreas das células de disposição de resíduoas e valas sépticas Possibilidade de retorno das características físicas do solo presente nas áreas D. R. C. Re CLIMA Provável promoção do desenvolvimento sustentável para o meio físico I. Lo Possível redução da translocação da luz D. R. R. Lo do solo Possível redução da capacidade de permeabilidade do solo D. Lo Provável alteração na topografia do solo D. Po. P. Lo Risco de alteração do micro-clima regional I. T. M. P. C. Lo Possível redução da disponibilidade de água no corpo hídrico I. M. C. N. P. Re RECURSO HÍDRICO Possibilidade de alteração da capacidade de irradiação solar I. N. R. N. N. L. T. Lo empreendimento. T. C. M. Lo Provável alteração da composição química da água I. M. R. R. C. C. M. R. Lo como habitat da microflora local RECURSO EDÁFICO Possível redução do potencial da capacidade produtiva do solo em funcionar D. C. R. Po. Po. P. N. R. M. R. R. Ir. Lo Modificação da paisagem cênica atual da área do antigo lixão D. T. N. C. Po. P. R. P. R. R. R. Lo flora terrestre Risco de alteração das propriedades químicas dos solos D. P. N. M. Relatório de Impacto Ambiental . T. C. Lo flora terrestre na área do antigo lixão Possibilidade de retorno das características físicas do solo presente na área do D. Lo Provável redução da capacidade física do solo em servir de substrato para D. N. N.2. R.RIMA 6. C. C. FATORES IMPACTO AMBIENTAL CLASSIFICAÇÃO AMBIENTAIS Provável aumento da deterioração da fertilidade e das características físicas D. R. M. N. M. Lo Risco da depreciação na tensão superficial da água I. R. T. N. T. N. T. N. R. P. M. Po. Lo Possível redução do potencial da capacidade produtiva do solo em funcionar D. Po. T. R. Re Risco de alteração nas qualidades físicas das águas subterrâneas I. T. Po. Re Risco de alteração nas qualidades químicas das águas subterrâneas I. M. Matriz de Interação dos Prováveis Impactos Ambientais Identificados no Meio Físico.

N = Negativo. M = Médio Prazo. I = Indireto. R = Reversível.RIMA Legenda: D = Direto. L = Longo Prazo. Relatório de Impacto Ambiental . 230 . Lo = Local. C = Curto Prazo. E = Estratégico. T = Temporário. Po = Positivo. P = Permanente. Ir = Irreversível. Re = Regional.

Flora 231 .1. Meio Biótico 7. maior probabilidade de sucesso.  Potencialização: que correspondem a ações que visam priorizar e intensificar positivamente o impacto identificado. quando são avaliadas suas potencialidades e estudada a sua viabilidade econômica. 7. A execução de tais medidas deve ser aplicada de acordo com o cronograma estabelecido para as atividades em conformidade com a necessidade e a urgência da mitigação dos impactos.RIMA 7.  Reabilitação: que correspondem a ações que visam reintegrar os ambientes à condição original.1. Relatório de Impacto Ambiental .  Compensação: que são ações no sentido de compensar impactos que não podem ser minimizados. aliado a um significativo ganho ambiental. tem em princípio. Cabe lembrar que as medidas de controle ambiental podem ser apresentadas em quatro níveis. a saber:  Minimização: que correspondem a ações que visam reduzir ou eliminar impactos.1. definindo-se medidas para sua implantação e operação que reduzam ao mínimo a geração de impactos ambientais negativos. PROPOSIÇÃO DE MEDIDAS DE CONTROLE E MITIGAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS Um empreendimento planejado desde a fase de sua concepção.

Extração de Material para Cobertura de Resíduos e Instalação das Obras de Apoio. Relatório de Impacto Ambiental . b) Alteração da Paisagem: A mudança da paisagem é inevitável e irreversível em um empreendimento deste tipo. a arborização do interior do aterro pode amenizar esta alteração paisagística. minimizadora ou potencializadora. impedindo a erosão. faz-se necessário o controle dos agentes causadores da alteração e a inserção dos que fazem a manutenção do equilíbrio. assim. c) Erosão: Os processos de erosivos estão relacionados com o escoamento de águas superficiais. d) Possível Desequilíbrio na Reprodução da Flora: Uma das formas mais eficazes para o controle do desequilíbrio da flora é o acompanhamento e avaliação periódica dos níveis dos agentes disseminadores. Implantação do Sistema Viário Interno. sendo que quando estes índices chegam a limites críticos. sendo que foram propostas as seguintes medidas de mitigação para cada uma delas:  Como forma de compensar a retirada da vegetação para a instalação do aterro. é possível fazer o plantio de espécies nativas ao redor das mesmas para diminuir a poeira e barulho resultante da movimentação de veículos. com o plantio de árvores ao redor do empreendimento.  Na criação de estradas internas.  Também pode ser ampliada a Reserva Legal a fim de compensar os locais das obras de apoio. no entanto. podendo ser. 232 .  A Reserva Legal poderá ser ampliada para compensar as áreas que servirão de empréstimo. pode-se criar um cinturão verde. o que irá propiciar um corredor ecológico para a fauna e ajudará na contenção de possíveis problemas ambientais. respectivamente.RIMA As medidas mitigadoras descritas abaixo foram propostas conforme o impacto ambiental possuir caráter negativo ou positivo. faz-se necessária a drenagem de toda a área do aterro para que estas sejam conduzidas de forma correta e para o local certo. conforme segue abaixo: a) Remoção da Vegetação: A retirada da vegetação ocorrerá nas atividades de Instalação do Canteiro de Obras. aliando a preservação ecológica e desenvolvimento social.

que não haja obstrução dos sistemas naturais de drenagem. Relatório de Impacto Ambiental . estas medidas deverão ser contempladas. Pau D’óleo (Copaifera langsdorffii).1. As medidas de mitigação dos impactos ambientais negativos decorrentes da limpeza da área e supressão da vegetação (memos que pequena) na implantação da planta do Aterro Sanitário e seu funcionamneto deverão evitar um impacto de maior intensidade. indica-se para efeito potencializador. foi concebido para a fauna terrestre e organismos aquáticos programas que abrangem indistintamente todas as etapas do empreendimento. aconselha-se o enriquecimento destas áreas com o plantio de espécies nativas. estabelecendo obrigatoriedade ao empreendedor do seu cumprimento.RIMA e) Criação do Cinturão Verde no Entorno: Como forma de melhorar a finalidade da criação deste cinturão. evitando os cursos d’água. indica-se o plantio de árvores nativas do cerrado. f) Recuperação das Áreas Degradadas Existentes: A fim de potencializar a recuperação das áreas degradadas. solo com vulnerabilidade 233 . Estudar o melhor traçado possível nas intervenções de supressão da paisagem (limpeza e ou desmatamento). o plantio de espécies nativas do bioma do aterro. incorporadas e programadas a todas as ações da implantação. Ainda. g) Proteção do Solo: Visando aumentar o efeito de proteção do solo contra a erosão. entre outras. Fauna Dado que muitos dos impactos prognosticados tendem a se reproduzir ou mesmo a se agudizar para as etapas de implantação e operação. o acompanhamento de profissionais da área ambiental. h) Controle da Preservação da Área de Reserva Legal: Para ter um maior controle da Reserva Legal. a área pode ser cercada e ter sua entrada proibida. como: Gonçalo-Alves (Astronium fraxinifolium). Xixá (Sterculia striata). poderá ser feito com o aumento da densidade dos indivíduos arbóreos. manutenção e operação do empreendimento. e compensar restaurando o impacto ocorrido. 7.2. relevo acidentado. o reflorestamento das áreas degradadas. i) Desativação e Recuperação do Lixão Atual: Na recomposição da vegetação de toda a área. adubação prévia para melhor pegamento das mudas do reflorestamento e irrigação das mesmas quando necessária.

é cabível penalidades). Para mitigar os impactos ambientais onde o foco principal é a fuga e ou não fuga (fauna impossibilitada da fuga) principalmente direcionado para mamíferos. está sendo proposto a implantação de algumas medidas. restrições ou obrigações.605. (cuidado posso atravessar “figura de um animal”). tamanho. É importante lembrar que a instalação de placas em rodovias deverão obedecer sua normatização segundo DNIT (quanto ao local. (cuidado por onde passa-travessia de animais). a ser previsto nas normas internas para colaboradores e terceirizados. no fim do período da seca e ou fim do período de chuvas. não a mate). Quanto à mortalidade da fauna por atropelamento também são aplicados instrumentos de sinalização ressalvando os cuidados com a velocidade nas áreas de acesso com os dizeres (preserve a vida. relativas à utilização das vias públicas. (a caça é proibida pela Lei 9. anfíbios e artrópodes quanto da limpeza e supressão da vegetação na área e o contato com as vias de acesso está sendo proposto um Subprograma de salvamento da fauna (etapa de limpeza e supressão da vegetação) ainda o reforço como tema para o Programa de Educação Ambiental. que o delineamento da limpeza e supresão sejam em faixas sequênciais ascendentes e descendentes para permitir a fuga e facilitar a operação de resgate da fauna (um subprograma da fauna) e período sazonal. Para mitigar os impactos ambientais gerados que trata também aumento da interferência humana. (Atenção: passagem de animais sobre a pista). (cuidado travessia de animais silvestres). distância do acostamento e outros) e a sinalização de regulamentação é composta de sinais normatizados pelo CONTRAN/ DENATRAN com o objetivo de organizar a circulação viária. 234 .RIMA média a alta. (placas com apenas figuras dos animais). indicando aos condutores de veículos proibições. répteis. (velocidade máxima permitida entre 30 e 40Km/h. caça e maus tratos). implantação de placas informativas/educativas com dizeres (é crime contra a fauna sua apanha. As ações são temas também do Programa de Educação Ambiental junto com os cuidados e acidentes com animais peçonhentos (subprograma da fauna). obras de drenagem e circulação de veículos entre outros afetando as populações da biota terrestre e aquática na sua redução e perda de habitat. como ainda a simplificação da fauna através morte por atropelamento e provável ações de caça. Relatório de Impacto Ambiental . Para a fauna terrestre a medida de mitigação mais usual adotada tem sido erradicar o uso ilegal (caça e apanha para xerimbabo) com a implicação da perda do emprego.

7. para auxílio na execução do Programa de Comunicação Social e Educação Ambiental. Portanto.  Estabelecer um relacionamento construtivo com instituições governamentais. Meio Antrópico e Físico Medida de Redução das Interferências e Incômodos da Obra na População Esta medida visa reduzir transtornos e incômodos a população vizinha.  Criar um Programa de Comunicação Social e Educação Ambiental para funcionar como um canal de comunicação entre a comunidade e o empreendedor. em relação ao empreendimento. para prestar esclarecimento sistemático a comunidades vizinhas. e conflitos com o empreendedor.  Implantar nas imediações do empreendimento placas educativas e indicativas.RIMA Os demais impactos sobre a fauna. 235 . quanto à eliminação de corredores e uso e ocupação dos habitats pela fragmentação da paisagem não são mitigáveis e está sendo proposto um Subprograma “Levantamento da Ocupação e Uso da Fauna Silvestre das Áreas Impactadas” para minimizar seu efeito e poder avaliar e planejar futuros manejos desta fauna afetada. propõem-se as seguintes ações:  Implantar instrumentos de comunicação.  Criar um canal de comunicação entre a comunidade e o empreendedor para consolidar formas de convivência adequada na fase de operação do empreendimento. Relatório de Impacto Ambiental .2. visando diminuir a emergência de boatos que possam interferir negativamente no processo de implantação do empreendimento.

Relatório de Impacto Ambiental - RIMA

Medida de Recuperação e Recomposição Paisagística das Áreas de Bota-fora e das
áreas de Material de Recobrimento

Várias são as medidas de recuperação e recomposição paisagística das áreas de
bota-fora, dentre as mesmas, destaca-se algumas alternativas técnicas e procedimentos
operacionais para tal atividade.

Práticas de Caráter Geotécnico

Os trabalhos precedentes de recuperação do meio físico desempenham papel
primordial para dar sustentação à atividade de revegetação, e não devem ser
negligenciados. A desestruturação do solo oriunda da atividade de extração mineral, ou
melhor, extração de cascalho e do próprio material solo, precisa de um trabalho de
estabilização para evitar processos erosivos e de escorregamentos em conseqüência das
chuvas.
Para tanto, recomenda-se o nivelamento dessas áreas degradadas com intuito de
harmonizar ou reconformar o solo local com a superfície, promovendo a formação das
características necessárias e adequadas para a atividade de recomposição vegetal. Em
certos casos, recomenda-se a formação de taludes com certo grau de declividade,
geralmente 1:1,5, para manter a estabilidade do terreno e facilitar a recomposição
vegetal.

Práticas de Caráter Edáfico

As práticas de caráter edáfico visam criar as condições necessárias ao
desenvolvimento das plantas no solo. Embora que na exploração do material mineral
haja a retirada de solo orgânico e seu uso seja uma prática comum, existem muitos
fatores que podem ajudar na preservação deste solo e que ainda não são postos em
prática.
Por outro lado, muitas vezes se faz necessário o acondicionamento de um
substrato para a sua utilização como meio de crescimento das plantas para suprir a falta
do solo. Neste caso, o interesse primordial de qualquer estratégia de recuperação de área
degradada é interferir em um ou mais fatores de formação de solo e acelerar sua gênese.

236

Relatório de Impacto Ambiental - RIMA

Por este motivo, tal como assevera Sánchez (2000), a recuperação do solo, como
substrato da vegetação, é um dos aspectos mais importantes da recuperação de áreas
degradadas, tanto assim, que é entendido por muitos como o próprio objetivo da
atividade.
Levando em consideração a necessidade de recuperação do solo, na ocasião da
remoção do solo orgânico, recomenda-se preservar um material sólido que possa servir
como agente de propagação das plantas e da fauna ou como abrigo da vida animal. Esse
material é conhecido como serrapilheira, que caracteriza por armazenar sementes,
rizomas, tubérculos em todo seu horizonte em aproximadamente 20 cm.
Após retirado este material, deverá ser armazenado em cordões ou leiras
atingindo máximo 1,5 m de altura, com objetivo de criar uma situação tal, que o solo
mantenha sua atividade microbiana e se conserve, e na medida do possível local arejado
e úmido.
O local de armazenamento deve ser preservado contra a luz direta do sol,
considerando a possibilidade de aumento de temperatura ocasionando a morte da
microfauna, e o local também deve ser bem drenado, a fim de evitar umidade excessiva
e carreamento pelas águas pluviais.
Tendo em vista que muito das vezes o solo a ser recuperado apresente
características de ausência de porosidade (compactação), em decorrência do trânsito de
veículos pesados, necessitando realizar a subsolagem do mesmo, com a finalidade de
afrouxar o solo incrementando sua porosidade, favorecendo o escoamento da água,
aeração e o desenvolvimento das raízes vegetais.
Feito a subsolagem, acomoda-se o solo orgânico na área degradada, adotando
uma relação mínima de 1 x 4 (1m² de solo orgânico cobrindo 4m2 da área degradada,
com espessura média de 5cm).
Para a eficaz do manejo e recomposição desse substrato, considerando as
possíveis carências ou limitações de micronutrientes e macronutrientes do solo,
recomenda-se que faça análise do solo local, com intuito de corrigir estas deficiências,
por meio de fertilizantes, adubos e/ou corretivos agrícolas.

Práticas de Caráter Vegetativo

Juntamente ao manejo do substrato, é preciso definir os fatores relativos às
plantas em si. Algumas das atividades a desenvolver são: seleção da espécie, produção

237

Relatório de Impacto Ambiental - RIMA

de mudas ou outro tipo de material de propagação, escolha dos fornecedores,
determinação dos cuidados necessários para o plantio, manutenção, etc.
Considerando as condições geralmente encontradas em áreas de bota-fora,
recomenda-se o recobrimento rápido do solo estéril com um consórcio entre gramíneas
e espécies leguminosas (capins Brachiaria humidicola, Brachiaria Decumbens e
Calopogonium mucunoides), e caso a área comporte uma vegetação de maior porte,
utilizar espécies arbóreas nativas, conforme a característica fitofisionômica local,
favorecendo o processo sucessional de regeneração natural da área.
Para a recomposição via consórcio, recomenda-se uma densidade de sementes de
7 Kg/ha para as brachiárias, e 7 Kg/ha de calipogônio, podendo ser semeadas via
plantadeira ou a lanço, incorporando ao solo com uma grade leve. A função específica
da leguminosa é enriquecer o solo com a fixação de nitrogênio e fornecimento de
matéria orgânica em maior volume, visando reativar a microfauna do mesmo de forma
mais acelerada. Recomenda-se também que se plante a uma profundidade de 2 a 6 cm,
em sulcos horizontais com espaçamento de 0,15 m entre eles. Ressalta-se que essa
medida proporcionará um efeito de microterraceamento, que, além de favorecer a
permanência das sementes no local desejado, favorece a redução da velocidade de
escoamento da água superficial. Recomenda-se que o plantio seja realizado no período
chuvoso para evitar maiores custos, dando condições para o estabelecimento das
espécies.
E para a recomposição vegetal utilizando espécie nativa, será necessário realizar
um levantamento das espécies vegetais presentes no entorno da área, para a aquisição de
mesmas espécies, o qual serão plantadas manualmente até a altura do colo da muda e
levemente compactadas de modo a favorecer sua fixação, em covas de 0,216 m2 (0,60 m
x 0,60 m x 0,60 m). Lembrando que o plantio deverá ocorrer no período chuvoso para
evitar maiores custos, e dando condições de estabelecimento das espécies, e que a
escolha do espaçamento, bem como as espécies adotadas (pioneiras, secundárias), serão
conforme a característica de cada área.

Medida de Minimização dos Impactos Decorrentes da Desapropriação de Imóveis
e Remoção da População

238

Relatório de Impacto Ambiental - RIMA

Procurando minimizar os impactos decorrentes da desapropriação de imóveis e
remoção da população, recomendam-se as seguintes medidas:

 Para implantação do empreendimento, promover estudo de área, visando assim
eliminar este tipo de impacto ambiental;

 Verificar atentamente os limites estipulados pela resolução CONAMA, que se
torna obrigatório a desapropriação do imóvel e/ou remoção da população vizinha
ao empreendimento;

 Contratar profissional devidamente qualificado para promover a avaliação das
benfeitorias e do imóvel rural;

 Promover indenizações obtendo valores reais de mercado local;

 Não descumprir prazos estipulados e/ou combinados para pagamento da
indenização;

 Caso haja remoção, remover para áreas que no mínimo se assemelham com as
áreas desapropriadas, bem como áreas que sejam produtivas.

Medidas para Garantir a Qualidade da Água especialmente as Alternativas de
Tratamento do Percolado, Avaliando sua Eficiência em Relação aos Padrões de
Lançamento de Efluentes Líquidos

Visando garantir a qualidade das águas recomenda-se as seguintes medidas:

 Realizar corretamente a implantação do sistema de drenagem de água pluvial;

 Promover um programa de manutenção periódica do sistema de drenagem de
água pluvial, a fim de evitar acidentes e/ou danos no funcionamento do sistema,
o que ocasionaria no carreamento do mesmo;

 Realizar corretamente a implantação do sistema de drenagem de lixiviados;

239

Relatório de Impacto Ambiental - RIMA

 Promover um programa de manutenção periódica do sistema de drenagem de
lixiviados, a fim de evitar acidentes e/ou danos no funcionamento do sistema, o
que ocasionaria no carreamento do mesmo;

 Contratar profissional devidamente qualificado (engenheiro sanitarista ou
engenheiro ambiental) para dimensionamento do sistema de tratamento de
lixiviados;

 Contratar mão-de-obra devidamente qualificada para implantação do aterro
sanitário e demais atributos;

 Realizar corretamente a implantação do sistema de tratamento de lixiviados,
verificando atentamente as dimensões propostas pelo projetista;

 Promover um programa de manutenção periódica do sistema de tratamento de
lixiviados, a fim de evitar acidentes e/ou danos no funcionamento do sistema, o
que ocasionaria no carreamento do mesmo;

 Realizar corretamente o processo de impermeabilização do fundo das células de
disposição de resíduo, valas sépticas e lagoas de estabilização;

 Verificar atentamente a estrutura implantada e promover testes de
impermeabilização de fundo dos componentes do aterro sanitário citados acima,
antes do inicio de suas atividades, para que não ocorra vazamento e carreamento
do percolado;

 Preservar a APP do corpo hídrico intermitente existente na área, conforme
diretrizes da Resolução CONAMA º 303 de 20 de março de 2002 que cita as
distâncias mínimas de preservação, objetivando diminuir ou anular o
escoamento superficial e carreamento de material particulado e sólido do
empreendimento;

 Recuperação da APP (quando necessário) do corpo hídrico em questão,
adotando as técnicas de recomposição de vegetação mencionado no item 4.5.3;

240

onde serão recolhidos e terão destinação adequada. suportar possíveis processos erosivos. adotando esta atividade em locais devidamente adequados para tal. Relatório de Impacto Ambiental . graxas e etc.896/97 da Associação Brasileira de Normas Técnicas.  Implantação adequada do sistema de tratamento de efluente doméstico (fossa séptica e sumidouro) em conformidade com as diretrizes da NBR nº 7.  Realizar o controle de efluentes graxos (óleos combustíveis.  Elaboração de um Plano de Emergência conforme diretrizes da NBR 13. bem como possíveis massas de resíduo sólido carreado. que dispõe sobre critérios técnicos para elaboração.RIMA  Recompor imediatamente os solos nus e dispostos a ações de intempéries. 241 .969/1997 da Associação Brasileira de Normas Técnicas. veículos e equipamentos. evitando o derramamento no solo e o carreamento dos mesmos. que dispõe sobre implantação desse sistema de tratamento. com vegetação de crescimento rápido (gramíneas e leguminosas). para que sejam adotados os procedimentos indicados em caso de emergência. implantação e operação de aterros sanitários. diminuindo assim o possível carreamento de material particulado e sólido para o corpo hídrico. lubrificantes.) gerados pela manutenção das máquinas.  Promover campanhas periódicas de coleta do efluente gerado ao final do sistema de tratamento a fim de verificar suas características física química e bacteriológica estão dentro dos padrões aceitável para a infiltração do efluente.229/1993 e NBR nº 13.  Implantar um dique de proteção ao final do sistema viário em direção ao corpo hídrico. visando impedir o carreamento de percolados da célula de disposição de resíduo. a fim de evitar acidentes e/ou danos no funcionamento do sistema. o que ocasionaria no carreamento do mesmo.

 Promover um programa de manutenção periódica do sistema de drenagem de lixiviados.  Promover um programa de manutenção periódica do sistema de drenagem de água pluvial.  Promover um programa de manutenção periódica do sistema de tratamento de lixiviados. o que ocasionaria na percolação do lixiviado.  Realizar corretamente a implantação do sistema de drenagem de lixiviados. sendo eles:  Contratar profissional devidamente qualificado (engenheiro sanitarista ou engenheiro ambiental) para o correto dimensionamento do sistema de tratamento de lixiviados. a fim de evitar acidentes e/ou danos no funcionamento do sistema. o que ocasionaria na percolação do lixiviado.  Contratar mão-de-obra devidamente qualificada para implantação correta do aterro sanitário e demais atributos. a fim de evitar acidentes e/ou danos no funcionamento do sistema.RIMA Medidas de Proteção da Qualidade da Água do Lençol Freático Tem-se que grande parte das medidas propostas no item anterior. o que ocasionaria na percolação do lixiviado. verificando atentamente as dimensões propostas pelo projetista. serão adotadas para minimizar os impactos relativos à qualidade da água do lençol freático.  Realizar corretamente o processo de impermeabilização do fundo das células de disposição de resíduo. a fim de evitar acidentes e/ou danos no funcionamento do sistema. valas sépticas. Relatório de Impacto Ambiental . lagoas de estabilização e tanques de decantação.  Realizar corretamente a implantação do sistema de tratamento de lixiviados.  Realizar corretamente a implantação do sistema de drenagem de água pluvial. 242 .

 Elaboração de um Plano de Emergência conforme diretrizes da NBR 13. evitando vazamentos e a percolação de lixiviados.RIMA  Verificar atentamente a estrutura implantada e promover testes de impermeabilização de fundo dos componentes do aterro sanitário citados acima. onde serão recolhidos e terão destinação adequada.) gerados pela manutenção das máquinas. que dispõe sobre implantação desse sistema de tratamento. a fim de evitar acidentes e/ou danos no funcionamento do sistema. Inclusive Odores Como medida de controle de emissões atmosférica e odorífera.  Medidas e/ou Equipamentos para Controle de Emissões Atmosféricas.896/97 da Associação Brasileira de Normas Técnicas.229/1993 e NBR nº 13. graxas e etc. adotando esta atividade em locais devidamente adequados para tal. antes do inicio de suas atividades. visando reduzir as emissões de materiais particulados.  Implantação adequada do sistema de tratamento de efluente doméstico (fossa séptica e sumidouro) em conformidade com as diretrizes da NBR nº 7.969/1997 da Associação Brasileira de Normas Técnicas. lubrificantes. implantação e operação de aterros sanitários. promover aspersão de água periodicamente. Relatório de Impacto Ambiental . recomenda-se as seguintes ações:  Caso o sistema viário do empreendimento não seja pavimentado ou calçado. para adotar as medidas propostas em caso de emergência. o que ocasionaria na percolação do lixiviado. 243 . evitando o derramamento no solo e o carreamento dos mesmos. veículos e equipamentos. que dispõe sobre critérios técnicos para elaboração.  Realizar o controle de efluentes graxos (óleos combustíveis.

máscara.  Implantação e manutenção do sistema de drenagem de gases oriundos da decomposição do resíduo sólido. reduzindo a emissão de materiais particulados. caminhões e veículos automotivos que pertencerem a empresa. capacete. calça. de acordo com a Resolução nº 739/89 do CONTRAN.  Realizar manutenção periódica nas máquinas.RIMA  Implantar placas reguladoras de velocidade dentro do empreendimento. a fim de manter o perfeito funcionamento ocasionando na redução de emissão de gases poluentes.  Implantação e manutenção do cinturão verde (cerca viva) no entorno do empreendimento.  Cobrir diariamente e rigorosamente as células de disposição de resíduos e as valas sépticas como o material sólido. luva. camisa de manga comprida.  Orientar os trabalhadores quanto à importância do uso de EPI (botas. funcionamento como barreira de emissões de material particulado e névoas de poeira. conforme especificado no projeto. uma forma evitar a propagação dos maus odores. protetor auricular para operadores de máquinas e maquinário) e exigir que os mesmos utilizem na operação da atividade.  Implantar um programa de manutenção da sinalização do aterro sanitário. objetivando regular a velocidade do trânsito de veículos dentro do aterro sanitário. para posterior queima. Medidas para Prevenção e Controle dos Impactos Associados à Proliferação de Vetores Como medida para prevenção e controle desse impacto. Relatório de Impacto Ambiental . sugere-se as seguintes ações: 244 .

 Fiscalizar diariamente as imediações do empreendimento.  Orientar os trabalhadores quanto à importância do uso de EPI (botas. Medidas para Prevenção de Risco à Saúde Especialmente Decorrente do Acondicionamento. dentre as quais se destacam:  Instalação de lixeiras ao longo do empreendimento. apenas nos locais necessários para implantação do empreendimento. camisa de manga comprida.  Cobrir diariamente e rigorosamente as células de disposição de resíduos e as valas sépticas como o material sólido.RIMA  Cobrir diariamente e rigorosamente as células de disposição de resíduos e as valas sépticas como o material sólido.  Realizar a supressão da vegetação e/ou limpeza de área. o que poderá provocar a proliferação de vetores. 245 . calça. luva. Transporte e Disposição Final do Resíduo Patogênico Várias serão as medidas que o empreendedor terá que tomar para a devida proteção da saúde de seus colaboradores e clientes. Relatório de Impacto Ambiental . máscara. protetor auricular para operadores de máquinas e maquinário) e exigir que os mesmos utilizem na operação da atividade. uma forma evitar a proliferação de vetores. com a finalidade de verificar disposições inadequadas de resíduos ao longo da área do aterro sanitário. utilizar técnicas de afugentamento de animais.  Ao encontrar animais transmissores de doença no aterro sanitário. capacete. uma forma evitar a proliferação de vetores.

o que poderá provocar focos de dengue. por parte do empreendedor.  Realizar corretamente a implantação do sistema de drenagem de lixiviados e promover um programa de manutenção periódica deste sistema.  Fiscalizar diariamente as imediações do empreendimento. o aparecimento de casos de febre amarela e outras doenças decorrentes do desequilíbrio ambiental. o que poderia ocasionar no contato primário e possíveis intoxicações.  Restringir o máximo possível a retirada da vegetação nativa nas imediações do empreendimento. a fim de evitar acidentes e/ou danos no funcionamento do sistema. para que possa identificar possíveis acomodações irregulares do resíduo sólido. de água potável (filtrada ou mineral). carreamento da massa de resíduo sólido. para posterior queima.  Contratar profissional devidamente qualificado (engenheiro sanitarista ou engenheiro ambiental) para dimensionamento correto do sistema de tratamento de lixiviados. conforme especificado no projeto. evitando possível intoxicação pelas vias respiratórias. Relatório de Impacto Ambiental .  Implantação e manutenção do sistema de drenagem de gases oriundos da decomposição do resíduo sólido.  Contratar mão-de-obra devidamente qualificada para implantação correta do aterro sanitário e demais atributos. de forma a evitar. adequada para o consumo humano. lixiviado e gases).  Fornecimento. seguindo atentamente as diretrizes da legislação vigente. 246 . para que não ocorram vazamentos de percolados.RIMA  Dimensionar e construir adequada os componentes do aterro sanitário. danos nos sistemas de drenagem (pluvial. o que possa ocasionar no contato direto com o homem e provocar doença.

antes do inicio de suas atividades. promover testes de impermeabilização de fundo dos componentes do aterro sanitário citados acima. 247 . verificando atentamente as dimensões propostas pelo projetista e promover um programa de manutenção periódica desse sistema. evitando vazamentos e a percolação de lixiviados o que poderia ocasionar no contato primário e possíveis intoxicações. sugerem-se as seguintes ações:  Orientar os trabalhadores quanto à importância do uso de EPI (botas. a fim de evitar acidentes e/ou danos no funcionamento do sistema.  Verificar atentamente a estrutura implantada para disposição final de resíduos e o sistema de tratamento de lixiviados. capacete. para adotar as medidas propostas em caso de emergência.  Realizar corretamente o processo de impermeabilização do fundo das células de disposição de resíduo. camisa de manga comprida. luva.RIMA  Realizar corretamente a implantação do sistema de tratamento de lixiviados. o que poderia ocasionar no contato primário e possíveis intoxicações. Incluindo Faixas de Segurança e Disciplinamento do Uso do Solo no Entorno do Empreendimento Para proposição e adoção de medidas e/ou dispositivo para prevenção de acidentes. Portanto. protetor auricular para operadores de máquinas e maquinário) e exigir que os mesmos utilizem na operação da atividade. valas sépticas e lagoas de estabilização.896/97 da Associação Brasileira de Normas Técnicas. implantação e operação de aterros sanitários. será adotado a legislação vigente quanto à segurança e saúde do trabalho. máscara. Relatório de Impacto Ambiental . Especialmente nos Casos de Aterro.  Capacitar os trabalhadores para exercício da função. que dispõe sobre critérios técnicos para elaboração. calça. Medidas e/ou Dispositivo para Prevenção de Acidentes.  Elaboração de um Plano de Emergência conforme diretrizes da NBR 13.

(05) NR – 21: Trabalho a Céu Aberto. odores e poeira. ou na parte externa de qualquer máquina. minimizando poluição visual. ruídos. (06) NR – 24: Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho.  Capacitar os trabalhadores por meio do Plano de Emergência.  Aquisição do Kit de primeiros socorros.RIMA  Capacitar os operadores de máquinas para o exercício da função. Relatório de Impacto Ambiental . para procedimentos em situação de emergência. (07) NR – 26: Sinalização de Segurança.  Não permitir o transporte de trabalhadores dentro de caçambas. onde deverá ser acomodado em local de fácil acesso e disponível a todos os trabalhadores.  Implantação e manutenção de sinalização (placas sinalizadoras e indicativas) dentro e nas imediações do empreendimento. (02) NR – 6: Equipamentos de Proteção Individual (EPI). propõem-se algumas medidas para minimizar os impactos no ambiente:  Implantação e manutenção do cinturão verde (cerca viva) no entorno do empreendimento. 248 .  Aquisição de extintores de incêndio.  Cumprir as diretrizes das seguintes Normas Regulamentadoras (NR): (01) NR – 5: Comissão Interna de Prevenção de Acidente (CIPA). (03) NR – 7: Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional. (04) NR – 18: Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção. Medidas para Redução dos Impactos na Paisagem Considerando que o empreendimento modifica toda paisagem local.

com vegetação de crescimento rápido (gramíneas e leguminosas) e onde suportar uma vegetação de maior porte. Relatório de Impacto Ambiental . 249 . conforme diretrizes da Resolução CONAMA º 303 de 20 de março de 2002. conforme diretrizes da Lei Federal nº 4. que cita as porcentagens de área para preservação.  Preservar a APP do corpo hídrico intermitente.  Preservar a Reserva Legal do imóvel rural do empreendimento. que cita as distâncias mínimas de preservação. implantar espécies nativas.RIMA  Recompor imediatamente áreas degradadas ou áreas que se encontram solo nu.771 de 15 de setembro de 1965.

Dessa forma. PBA de Educação Ambiental 8.1. o conhecimento dos impactos negativos decorrentes da implantação do aterro sanitário incluindo as ações mitigadoras que serão desenvolvidas para minimizá-los. o empreendedor apresenta-se à disposição do órgão ambiental competende para solicitar a exclusão de algum PBA citado.RIMA 8. a versão completa de cada PBA será apresentado logo após a emissão da LP por parte do órgão ambietal. sendo que alguns terão sua execução ocorrendo a partir da emissão de LI e outros a partir da operação do aterro sanitário. cuja finalidade será o desenvolvimento de medidas que promovam a mitigação dos impactos ambientais negativos e a potencialização dos impactos ambientais positivos. 8.2. apresenta-se a seguir os objetivos dos Planos Básicos Ambientais. Apresenta-se a seguir a lista de PBAs que se pretende colocar em ação.1.1. Relatório de Impacto Ambiental . os PBAs que se pretende executar. e a conscientização ambiental de toda comunidade envolvida a fim de promover a adoção de novas atitudes e práticas que contribuam para a melhoria da qualidade de vida e ambiental. Apresenta-se portanto. a apresentação dos PBAs na sua versão completa caracterizar-se-ão como o pedido formal da LI do empreendimento. PBA de Comunicação Social 250 . Planos Básicos Ambientais – Acompanhamento e Monitoramento De acordo com a identificação e avaliação dos impactos ambientais provenientes da implantação e operação do empreendimento Aterro Sanitário de Araguaina. Diante dos PBAs apresentados em seguida. Objetivo O objetivo geral deste programa é propor ações pedagógicas e educativas que propiciem a compreensão da importância do Aterro Sanitário de Araguaina para sociedade e o ambiente. 8. ou a inclusão de algum PBA que não tenha sido citado no presente estudo.

Objetivo Este programa de monitoramento tem como principal objetivo geral desenvolver atividades que permitam acompanhar e avaliar o comportamento geotécnico e a estabilidade dos maciços de resíduos do aterro sanitário de Araguaina (TO).3. Especificamente. Objetivo O objetivo geral deste programa é dar suporte para a implementação do Programa de Educação Ambiental e das ações de Educação em Saúde.1.RIMA 8. PBA de Monitoramento Geotécnico 8. PBA de Qualidade do Ar 8.4.1. ● Fortalecer os canais de comunicação diretos entre a sociedade local de Araguaina e a Nassif Construtora e Incorporadora Ltda. Relatório de Impacto Ambiental .4. distribuição de folders sobre o empreendimento para a comunidade. mediante o envolvimento da população direta e indiretamente atingida pelas intervenções e das áreas de influência. o programa deverá contemplar os seguintes aspectos: ● Repassar informações reais sobre os objetivos do projeto do aterro sanitário de Araguaina e suas interferências sobre o meio ambiente e a paisagem local por meio de reuniões. para o melhor entendimento do complexo comportamento dos Resíduos Sólidos. palestras. desta forma.3. de modo a esclarecer a população da região sobre a importância projeto do aterro sanitário.1.2. contribuindo. ● Favorecer à implementação do Projeto. 8. Objetivos Controlar a geração e migração de gases no aterro sanitário de Araguaina (TO) seguindo-se os seguintes passos: 251 . 8. ● Incentivar a adoção de práticas compatíveis com a conservação e recuperação do meio ambiente.

1. PBA de Proteção Arbórea 8.1. 8. 8.5. Objetivo Este programa tem como objetivo promover a Proteção Arbórea (cinturão verde) do aterro sanitário de Araguaina. como as respiratórias. PBA de Gerenciamento dos Resíduos de Serviço de Saúde 8. através de drenos específicos.7.  Monitorar a qualidade do ar no entorno do aterro sanitário.  Preservar a qualidade do ar para dessa forma evitar doenças. Objetivo A execução do programa de gerenciamento de resíduos sólidos tem como objetivo principal a correta disposição final dos resíduos depositados no 252 .6.5. PBA de Gerenciamento de Resíduos Sólidos 8.RIMA  Quantificar quantitativamente e qualitativamente os gases produzidos no aterro sanitário.6.7. utilizando-se para tanto o plantio com espécies recomendadas pela literatura para esse fim. Relatório de Impacto Ambiental . A implantação desse PBA buscará promover a estabilização destas áreas e melhorar o seu aspecto paisagístico. Objetivo O objetivo geral do Programa de Gerenciamento dos Resíduos dos Serviços de Saúde (PGRSS) é estabelecer as condições necessárias para a segurança do processo de disposição final dos resíduos.1. 8.

de forma a proceder a recomposição paisagística com características próximas à situação original reduzindo os impactos ambientais negativos. bem como a recomposição e/ou recuperação das áreas degradadas pelas obras de implantação e operação do mesmo. 8.1.RIMA empreendimento durante a fase de Implantação quanto na Operação. 8. Objetivo O Programa de Gerenciamento de Efluentes Líquidos tem como objetivo principal o gerenciamento e controle dos efluentes líquidos gerados no aterro sanitário de Araguaina de forma a minimizar os impactos potenciais associados a qualidade das águas superficiais e subterrâneas. Objetivo O objetivo do presente programa baseia-se em promover procedimentos de modo a evitar a ocorrência de vetores de doenças no empreedimento.10.9.9.8.1. mapeamento.10. PBA de Controle a Doenças e Vetores 8. PBA de Conservação do Solo 8. cadastramento. em conformidade com a legislação ambiental.1. de forma a garantir o controle efetivo durante toda a vida útil do aterro. para que dessa 253 . monitoramento dos solos e focos de erosões na área do Aterro Sanitário de Araguaina. PBA de Gerenciamento de Efluentes Líquidos (Chorume) 8. Objetivo O objetivo geral deste programa será a identificação. 8. Relatório de Impacto Ambiental .8.

RIMA forma o empreendimento não promova ou facilite a ocorrência de doenças relacionadas à vetores que possam estar presentes no ambiente do aterro sanitário.13.11. Objetivo Estabelecer mecanismos eficientes para garantir a execução das obras com o total controle.11.1.1. PBA de Compensação em Unidades de Conservação 8. em especial a Lei nº 9985/2001 que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação. Relatório de Impacto Ambiental . indicando novas áreas para implantação destas unidades ou direcionando recursos para unidades de conservação já estabelecidas. 254 . PBA de Construção e Implantação 8. 8.1.12. minimizar.12. PBA de Gestão e Supervisão Ambiental 8. 8. Objetivo O Programa de Gestão e Supervisão Ambiental tem como objetivo geral dotar o empreendimento de mecanismos eficientes que garantam a execução de todas as ações planejadas para controlar. observando a legislação vigente. monitoramento e mitigação dos impactos gerados. Objetivo Atender à legislação ambiental. 8. monitorar e compensar os impactos gerados. de forma a manter um elevado padrão de qualidade ambiental na implantação e operação do Aterro Sanitário de Araguaina.13.

15. em função de suas atividades. através da antecipação.17. de mundaça de função e retorno ao trabalho.RIMA 8.1. PBA de Prevenção de Riscos Ambientais 8. Objetivo 255 .1.1. e promover a realização de exames médicos admissionais.17. demissional. Objetivo O Programa de Conotrle Médico de Saúde Ocupacional terá como objetivo estabelecer o controle de saúde física e mental do trabalhador. 8. 8.14.16. como forma de proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. avaliação e controle da ocorrência de riscos ambientais no ambiente de trabalho. PBA de Controle Médico de Saúde Ocupacional 8.16. e exames médicos periódicos. reconhecimento. proteger as propriedades circunvizinhas e as operações essenciais do Aterro Sanitário de Araguaina.15. Objetivo O PBA de Ação Emergencial tem como objetivo geral garantir a segurança dos funcionários e comunidade em geral. Objetivo Objetiva preservar a saúde e integridade dos trabalhadores. PBA de Ação Emergencial 8. 8.1.14. Relatório de Impacto Ambiental . PBA de Qualidade das Águas 8.

Relatório de Impacto Ambiental .RIMA Monitorar a qualidade das águas superficias mais próximas e subterrâneas dentro da área com vistas a identificar eventuais alterações na qualidade dos recursos hídricos em decorrência da implantação do Aterro Santiário de Araguaina. 256 .

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