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Acompanhamento de Crianças -Técnicas de Animação

UFCD 3244

ACOMPANHAMENTO DE CRIANÇAS
Técnicas de Animação

Diagnóstico:

O que é um Animador/a?
• Um educador;
• Explorador das realidades sociais;
• Provocador;
• Consciencializador;
• Mobilizador;
• Dinamizador;
• Facilitador;
• Mediador de conflitos;
• Organizador e gestor;
• Pedagogo…

O PERFIL DO ANIMADOR E AS SUAS TAREFAS

A figura do animador desempenha um papel central no método da animação. É ele


quem assume a responsabilidade de promover a vida do grupo ou do indivíduo, através
do uso dos instrumentos que dinamizam as pessoas envolvidas por este método.
Para que desempenhe eficazmente as suas funções, existem três áreas de competências
fundamentais, que o animador deve ter em conta:

O saber-saber

O saber ser

O saber-fazer

- O ser, é constituído pela identidade pessoal, pelas nossas características próprias, ou

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seja, saber ser e saber estar, diante das mais diferentes situações. É reagir de forma
assertiva e com uma postura exemplar às situações difíceis.

- O saber, refere-se aos conhecimentos que deve possuir para desempenhar


convenientemente a sua tarefa formativa. Além disso, um animador, conforme a área
específica do seu desempenho, terá uma formação consoante o seu sector, o contexto e o
conteúdo respectivos. Aqui vamos tratar mais de crianças, mas poderia ser idosos,
adultos, grupos risco…

- O saber-fazer, reporta-se à metodologia que usa para dar vida ao grupo que anima, a
qual é sempre o reflexo do seu ser e do seu saber.

É complicado fazer uma única definição do perfil do animador social, visto que este não
tem um perfil perfeitamente delineado. Para referir o perfil do animador é preciso ter em
conta as diferentes classificações que lhe são atribuídas, ou seja, este pode ser visto
como um animador generalista e/ou animador especializado. Quanto ao primeiro pode
dizer-se que é alguém possuidor de capacidades e competências organizacionais que lhe
faculta a coordenação de actividades numa equipa, de um centro, de uma instituição,
entre outros. O animador especializado é aquele que pelas suas competências de
formação está destinado e capacitado a trabalhar com um determinado grupo, como por
exemplo: grupos que envolvam pessoas da mesma idade ou grupos de risco.
Relativamente a este assunto podemos encontrar ainda outras propostas de definição do
mesmo perfil, tais como: o facto do animador ser de certo modo um irradiador de
cultura e desenvolvimento crítico; o animador como monitor, que tem como objectivo o
desenvolvimento por via da representação pessoal; o animador de grupo, que tal como o
nome indica trabalha com e dentro de um grupo, atendendo às dificuldades, problemas,
necessidades desse mesmo grupo; o animador coordenador está ligado a uma instituição
e tem a função de coordenar as actividades ali desenvolvidas. Enfim, um animador
poderá ser chamado de “pau para toda a colher”.

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Ao animador, compete dar tempo e espaço para que a vida desabroche nos animandos.
Através das suas atitudes, o animador promove o protagonismo, a liberdade, a
responsabilidade e o crescimento do destinatário.

Tendo em conta que a animação socioeducativa/sociocultural abrange várias áreas de


intervenção, o animador tem também ele mesmo várias áreas de intervenção, logo a sua
definição vai ser também muito vaga. Seguindo este fio condutor, ligado à acção
cultural, temos o animador que se dedica essencialmente aos acontecimentos e
actividades culturais; o animador que abarca as suas actividades ao extra-escolar, está
ligado à actividade de formação, por fim o animador que tem como objectivos as causas
sociais, está presente na animação/acção social..

RESUMINDO,

Podemos dizer que o animador é o pilar central de toda a actividade da animação, uma
vez que é ele quem assume a responsabilidade de promover a vida do grupo,
dinamizando deste modo as vidas dos “animandos”. Para que o animador possa
desempenhar da melhor maneira as funções que lhes estão determinadas devem ter em
conta o ser, o saber e o saber-fazer, de que já falámos, os conhecimentos que possui,
que pode e deve partilhar e, claro, ter em atenção os métodos que irá utilizar para atingir
os seus objectivos através das actividades predefinidas. O animador é o indivíduo que
deve promover da melhor forma o bem-estar, o conhecimento, a responsabilidade, a
autonomia, o sentido crítico da vida e de tudo o que a envolve.

Com todas estas tarefas, só quem trabalha todos os dias no terreno é que se apercebe
que às vezes são exigidas muito mais do que actividades.
O animador é muitas vezes o confidente, o conselheiro, o amigo, e com o decorrer do
tempo, torna-se em alguém muito próximo (isto é mais notório, essencialmente quando
se trata de idosos ou pessoas mais carentes). É necessário que o animador tenha muita
estabilidade afectiva e emocional, para poder desempenhar este papel de disponibilidade
e presença, atenção e afecto, que lhe é exigida.
Embora o trabalho de grupo seja muito importante, na animação o indivíduo é também
muito importante. Se houver um único que goste muito de fazer uma determinada coisa,

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o que fazemos? É preciso apoiar e facilitar essa opção. É preciso o animador estar
disponível e propor actividades adaptadas ao gosto e desejos dos participantes.

ACTIVIDADES PRINCIPAIS DO ANIMADOR

As actividades principais a desempenhar por este técnico são:

- Diagnosticar e analisar, em equipas técnicas multidisciplinares, situações de risco e


áreas de intervenção sob as quais actuar, relativas ao grupo alvo e ao seu meio
envolvente;

- Planear e implementar em conjunto com a equipa técnica multidisciplinar, projectos de


intervenção sócio-comunitária;

- Planear, organizar, promover e avaliar actividades de carácter educativo, cultural,


desportivo, social, lúdico, turístico e recreativo, em contexto institucional, na
comunidade ou ao domicilio, tendo em conta o serviço em que está integrado e as
necessidades do grupo e dos indivíduos, com vista a melhorar a sua qualidade de vida e
a qualidade da sua inserção e interacção social;

- Promover a integração grupal e social;

- Fomentar a interacção entre os vários actores sociais da comunidade;

- Acompanhar as alterações que se verifiquem na situação dos clientes/utilizadores que


afectem o seu bem-estar;

- Articular a sua intervenção com os actores institucionais nos quais o grupo


alvo/indivíduo se insere;

- Elaborar relatórios de actividades.

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Vamos falar de Animação


A Origem da Palavra

Animação tem uma dupla origem, assente no latim


ANIMA – vida; sentido
ANIMUS – Movimento; Dinamismo; Acção

Breve História da Animação

• A ASC, evidencia-se na Europa em meados dos anos 60 do século XX e, em


particular em Portugal, a partir da segunda metade dos anos 70

• Tentativa de resposta à anomia social e às desigualdades de oportunidades


sociais, consequência das transformações sociais da época.

A Animação contempla duas vertentes: a Sóciocultural e a Sócioeducativa, embora não


existam grandes diferenças de conceitos e metodologias, porque “cultura” também é
“educação”.

A ASC é uma modalidade de intervenção no âmbito da educação social e pessoal, e


assenta principalmente numa Pedagogia Participativa, procurando estimular os sujeitos
a desenvolver as suas capacidades e competências, atingindo níveis satisfatórios de
protagonismo visando o seu bem-estar e a mudança social.
A ASC é um método de intervenção natural porque respeita sempre todo o contexto
envolvente, incutindo a integração, comunicação e participação do indivíduo, imbuindo-
os da autonomia necessária à construção do seu futuro, adaptando-o à sociedade em que
está inserido, desenvolvendo competências, capacidades e auto-estima, que
indubitavelmente levarão à mudança e à transformação social.
Todas as acções de ASC têm uma intenção educativa, direccionada para a necessidade
do desenvolvimento pessoal e social do indivíduo. Este é o centro de tudo, é a sua
participação, socialização e auto-estima que estão a ser incentivadas, pretendendo-se
acima de tudo elevar o indivíduo ou a criança.

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Todas as pessoas podem ser potenciais destinatários de acções de ASC, mas estas
também pode ser dirigidas a alguns grupos específicos, como é o caso dos idosos,
crianças, ou pessoas com necessidades especiais, tendo em conta o facto de poderem ser
desenvolvidas nas mais variadíssimas formas, modalidades ou infra-estruturas.
(Depois de tudo o que eu disse atrás, digam palavras ou conceitos em que assentam os
pressupostos da Animação.)
 Socioeducativa
 Sociocultural
 Participação
 Comunidade
 Indivíduo
 Intervenção Grupo
 Desenvolvimento
 “Empoderamento”
 Integração
 Autonomia
 Comunicação
 Protagonismo
 Criatividade
 Realização
 Acção
 Reflexão
 Cultura…

Afinal o que é a Animação?


“A Animação é a vida, é acção que permite dar à vida mais vida, para facilitar o
desenrolar da vida, para facilitar os desafios crescentes da vida”.
(Ambles, 1974)

“Animar é dar Vida


ou fazer Reviver
alguma parte perdida.”
( Mouliniére 1974)

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FORMAS DE ANIMAÇÃO

A primeira questão que devemos formular, é acerca do porquê das actividades sociais
nos programas de animação…Do que se trata é de tentar alternativas contra a
passividade e o individualismo, favorecer os contactos humanos e, na medida do
possível, espicaçar para que as pessoas “aumentem” o seu esforço, as suas capacidades
e o seu entusiasmo para realizar tarefas de interesse comum. Todas vós sabeis como
estão a morrer as tradições, festas…

No caso da criança:

O que faz uma criança? Brinca. Certamente brinca. Até aos 6 anos, a criança viverá uma
das mais complexas fases do desenvolvimento humano, nos aspectos intelectual,
emocional, social e motor, que será tanto mais rica quanto mais qualificadas forem as
condições oferecidas pelo ambiente e pelos adultos que a cercam.

Para isso, uma criança necessita de ser estimulada através de um quotidiano rico e
diversificado de situações de aprendizagem, planeadas para desenvolver as linguagens e
as emoções e estabelecer os pilares para o pensamento autónomo.

A animação apresenta actividades diversificadas que podem servir como complemento


para a educação e desenvolvimento de uma criança. Para tal, é fundamental:

- Criar lugares e ocasiões de encontro (creche, jardim, escola, mas também com outras
crianças)
- Constituir um ponto de partida para depois empreender tarefas de maior amplitude
- Criar espaços e lugares para a participação intergeracional, familiar e social.

Ora convém não esquecer, que este tipo de actividades está com frequência associadas
a actividades lúdicas: teatro, dança, canto, música, trabalhos manuais, etc..

Erikson baseia-se na teoria psicossocial do desenvolvimento, que defende, que cada


indivíduo molda a sua vida de acordo com as suas experiências. Para este autor, todas as

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pessoas atravessam oito momentos, que levam a que o indivíduo, consecutivamente, vá


acumulando experiências, e isso pode ser um ponto a seu favor, se o indivíduo,
continuadamente, for fazendo a actualização dos seus conhecimentos. Nunca nos
devemos contentar apenas com o que adquirimos anteriormente, é importante saber e
constatar que temos necessidade de adquirir novos conhecimentos. E as crianças
também são assim, com a fase dos porquês e sempre a quererem saber tudo…
Todo o desenvolvimento psicológico ocorre sempre num contexto sociocultural,
o que nos leva a perceber que nos desenvolvemos em conjunto com a natureza em que
nos encontramos inseridos e que o que pode ser importante para uma dada cultura, pode
não o ser para outra, uns gostam de uma coisa, outros de outra, conforme o que lhe foi
transmitido e ensinado, e com tudo o que possa ter de positivo ou negativo. Exemplo: os
ciganos, os chineses…

(O que é que isto quer dizer? Para o mesmo problema, as pessoas ou as crianças reagem
de maneira diferente, de acordo com as marcas e os conhecimentos que adquiriram ao
longo da vida).
Por isso, a animação deve ser intergeracional e não sectária. Por isso mesmo, a maior
parte das dinâmicas que se utilizam, podem ser adaptadas a todas as faixas etárias. É
evidente, que ao trabalhar com crianças ou com idosos, ou grupos específicos, temos
que ter em consideração o seu grau de autonomia, idade, etc, adaptando os exercícios, se
necessário.
A animação pode actuar em todos os campos, quer seja mental, física ou afectiva,
incitando a uma melhor participação e inserção na comunidade ou no grupo.
A animação deve centrar-se sempre, sobre as necessidades, os desejos e os problemas
vividos por cada membro do grupo (fala-se em grupo porque só em casos especiais é
que se trata de forma individual), ninguém pode ficar de fora ou estamos a contrariar
precisamente aquilo que serve de base à animação.
Ao propor qualquer actividade, (o que é preciso ter em conta, para começar?) o
animador tem que primeiro avaliar as condições físicas e psicológicas dos beneficiários,
perceber as suas capacidades e motivações, e dar-lhes também oportunidade de eles
proporem alguma actividade de que gostem

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As actividades propostas pelo animador, a nível físico, devem estimular a motricidade.


As actividades cognitivas ou mentais, visam desenvolver o cérebro e o sistema nervoso
activo. As expressivas, são actividades manuais e artísticas onde dão largas à
imaginação,
As lúdicas, pode ser divertimento puro e simples, o que não quer dizer que não sejam
também educativas; que seja ao gosto dos participantes, dança, teatro ou outras.
E as actividades comunitárias são aquelas que criam e dinamizam as relações
interpessoais e sociais dos mais pequenos com a comunidade. Exemplos: festa natal,
carnaval… onde as crianças interagem com a comunidade e a família.

Porque as crianças e os jovens ficam encantados com a Animação

Creio que este encantamento é um resultado da própria técnica de animação. É um


fenómeno que permite conseguir coisas que de outra maneira seria impossível. Por meio
da animação, podemos dar vida às coisas que não têm. E também podemos dar corda à
nossa imaginação por meio da animação. É por isso que ela exerce uma forte atracção
não somente em relação às crianças e jovens, mas também, eu diria, em relação aos
adultos.
A animação é algo que sempre surpreende. Usando o recurso mágico da animação,
creio que podemos, por meio dele, divulgar determinadas mensagens, como por
exemplo, as mensagens que têm uma relação directa com os direitos das crianças, pode
ser usada a animação no sentido de promover a auto-estima dos indivíduos e o respeito
para com as crianças.
A primeira coisa que decidimos quando produzimos qualquer actividade é o público-
alvo. Dependendo dele, vamos desenvolver uma determinada actividade.

Materiais lúdicos e Brinquedos

Ás vezes, no jogo utilizam-se alguns elementos que o completam, enriquecem e


estimulam. De facto, existe uma relação entre o jogo e o material que se vai usar. Estes
elementos podem ser:

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-Materiais de natureza tais como a água, a terra, barro, folhas, pedras, ossos, entre
outros.

-Objectos e materiais variados destinados a ser usados como objectos lúdicos, tais como
cortiças, caixas, cordéis, trapos, entre outros.

-Objectos quotidianos que se transformam automaticamente em brinquedos com a ajuda


da imaginação e criatividade da criança: um desses exemplos pode ser o facto de uma
vassoura se converter num cavalo, entre muitos outros exemplos.

-Criações artesanais ou industriais especialmente desenhados e confeccionados para um


fim. Estes elementos são os brinquedos.

Para que servem os brinquedos?

O primeiro objectivo dos brinquedos é conseguir que a criança jogue; é fazer com que o
brinquedo seja visto pela criança como um objecto de jogo. O brinquedo faz com que a
criança se entretenha, se divirta, de maneira a que esta não perca a imaginação e não a
impeça de se expressar.

Nem todos os brinquedos cumprem os seus objectivos nem apresentam as mesmas


possibilidades lúdicas e educativas. Entre outros aspectos, os adultos julgam que no
geral, quanto menos estruturado e complexo é um brinquedo, maiores são as
probabilidades de interacção.

A evolução dos brinquedos através do tempo

Os brinquedos estão directamente ligados ao universo infantil, estão presentes desde os


tempos remotos através da sua estética e dos valores da sociedade.
Os brinquedos acompanham não só as crianças e adolescentes, como também os
adultos, e oferece a cada idade o elemento que mais se ajusta aos interesses e
capacidades das pessoas.

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-Existiu um período em que o brinquedo era fabricado em casa e manualmente, a partir


de materiais quotidianos.
Este sistema predomina desde a Antiguidade até à Idade Média. Assim, na cultura
Persa, encontram-se pequenas figuras de pedra ou de barro; no Egipto, bonecas de trapo
e esferas de papiro; na Grécia, jogos de pratos de barro e mármores; em Roma, bonecas
de marfim e jogos de mesa. Jogos como damas e xadrez foram introduzidos em
Espanha pela civilização árabe e da Idade Média chegaram-nos os cavalos e cavaleiros
feitos de argila.

-O segundo período de fabricação artesanal e manufactura, são os brinquedos que são


elaborados para vender. Aparecem soldados de ligação do séc. XIII, também surgem
bonecas de madeira e posteriormente de porcelana, cavalos e bonecas de cartão, etc.
Mais à frente, aparecem brinquedos de lata e em muitos casos com mecanismos
incorporados que deram lugar aos autómatos, chamados agora, os brinquedos
tecnológicos.

-Com a fabricação industrial dos brinquedos, incorpora-se um terceiro período e o


actual. É na metade do séc. XX quando se generaliza o acesso aos brinquedos por parte
das crianças nas sociedades industrializadas, comportando uma fabricação industrial de
grande escala. Espanha é um dos países pioneiros na indústria de brinquedos com uma
larga tradição de indústrias concentradas em Alicante e Valência, a metade das quais são
pequenas empresas com menos de dez trabalhadores.

O acesso generalizado aos brinquedos traduz-se no desenvolvimento da fabricação


industrial.

Classificação dos brinquedos

Existem várias formas de classificar os brinquedos. Existem classificações concentradas


no brinquedo, outras baseadas no tipo de jogo que proporcionam, outras que se apoiam
na etapa evolutiva, outras segundo o seu valor educativo, também segundo os aspectos
da personalidade que desenvolvem, entre outros. Em seguida, classificam-se algumas
delas:

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 Segundo a idade

A maioria dos catálogos de brinquedos baseia a sua classificação na idade de quem o


usa. Todos os fabricantes são obrigados a indicar de forma visível em etiquetas, a idade
mínima de referência a que o seu produto se destina, com a seguinte frase:

“Brinquedo recomendado a partir de… anos”

 Segundo o âmbito de desenvolvimento que fomentam

A variável em que se baseia esta classificação é: sensorial, motricidade, cognitiva social


ou emocional.

 Sensorial ou de desenvolvimento da criatividade

Este tipo de brinquedos facilita o conhecimento e domínio do próprio corpo e ajuda a


criança desde a primeira infância a entrar em contacto com o que o rodeia a partir da
estimulação dos sentidos, favorecendo o descobrimento e o prazer de novas sensações.

Jogos tais como: moldar plasticina, os jogos de pinturas, criações de moda, bijutaria,
maquilhagem ou até mesmo os jogos de disfarce.

 Motricidade ou de desenvolvimento da mesma

A experiência, diz que a prática melhora qualquer habilidade de maneira a que haja uma
forma estupenda de dominar o próprio corpo, ganhando destreza, coordenação,
equilíbrio, exercitada através dos jogos. Este âmbito pode dividir-se em motricidade
global (coordenação de movimentos de todo o corpo) e motricidade fina (exercitação
precisa das mãos e dedos).
-Motricidade global: bicicletas, triciclos, patins, cordas, malabares, bolas, entre outros.
-Motricidade fina e habilidade manual: yo-yos, construções, miniaturas, fantoches,
entre outros. Assim como os brinquedos de coser, recortar, tecer e tricotar ou vestir os
vestidos às bonecas.

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 Cognitivos ou de desenvolvimento da inteligência

Estes brinquedos ajudam no desenvolvimento intelectual, no raciocínio, na lógica, na


atenção, no domínio da linguagem, etc.
Brinquedos de construção, como puzzles, associações, jogos de cartas, dominós, montar
e desmontar, jogos de perguntas e respostas, jogos de linguagem, etc., são alguns
exemplos de jogos relacionados com a cognição e de desenvolvimento da inteligência.

 Relação social ou de desenvolvimento da sociabilidade

São brinquedos que favorecem as relações entre as pessoas. A participação de mais do


que um jogador, ajuda a criança a relacionar-se com os outros e a comunicar,
favorecendo o intercâmbio de ideias, materiais ou experiências.

Também os brinquedos que requerem acordos entre diferentes jogadores ajudam na


assimilação de normas sociais, no respeito pelos outros e na aceitação de regras,
conceitos que integram todos os aspectos básicos das relações interpessoais.

Formam parte desta tipologia todos os brinquedos que colaboram com jogo simbólico:
bonecas e bonecos, veículos, garagens, cozinhas, hospitais, escolas, disfarces, etc.
também os jogos desportivos, de mesa entre outros.

 Desenvolvimento afectivo e emocional

O jogo é uma actividade que deve proporcionar prazer, alegria e satisfação, permite à
criança que se expresse livremente e a descarregar tensões, garantido um equilíbrio
emocional e afectivo são:

Os disfarces e as representações em miniaturas de elementos do mundo real (carros,


lojas, cozinhas…), permitem representar e imaginar diversas situações do mundo
adulto, experimentando diferentes papéis que ajudam a configurar a própria
personalidade.

Outro tipo de jogos como os de peluche, as bonecas ou as figuras de acção, promovem a

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expressão e manifestação de sentimentos, desejos, medos e emoções.


Por outro lado, as crianças gostam de se colocar sobre aprovação. Os desafios que lhes
propõem jogos como quebra-cabeças, jogos de habilidade ou de mesa, favorecem a
experimentação do êxito pessoal e social, que é a base da auto-estima.

O brinquedo como transmissor de valores

Os brinquedos são representações em miniatura do mundo real, que brindam as crianças


com a possibilidade de imitar, reproduzir e representar as actividades de
desenvolvimento dos adultos que as rodeiam. No entanto, deve-se ter em conta que as
crianças jogam e reproduzem aquilo que vêm, naquilo que lhes é dito que está bem ou
não, o que terá que ser, e assim, vão construindo a sua identidade de acordo com a
cultura que lhes é transmitida. Normalmente levam a cabo esta construção a partir da
imitação dos modelos que têm por perto (a mãe, o pai, as amizades, os professores e
também através da televisão).

É do dever dos adultos facilitar às crianças brinquedos que transmitam, através da sua
forma e do jogo que compõem, atitudes de respeito para com os outros, evitando todos
aqueles que transmitam valores não recomendáveis para a sua formação. As mensagens
sexistas e violentas, ou as que são pouco respeitosas, podem ser representadas através
de objectos que estão destinados ao jogo, e portanto, à educação das nossas crianças

O Jogo Sexista

Podem-se afirmar que não existem brinquedos sexistas, sendo que o adulto é que pode
converter o brinquedo em algo sexista, ao dizer que as bonecas são para as meninas e os
bonecos para os meninos.
Porquê fomentar que as capacidades como a audácia, a valentia e a iniciativa, são
estimulados nos jogos dirigidos a rapazes? Eles são também património das meninas, se
elas assim o desejarem. Porque não permitir que os meninos ensaiem e exercitem
atitudes como a sensibilidade, o sentido da estética ou mesmo a ternura, através de jogos
considerados tradicionalmente de meninas?

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Não se trata de impor nada, nem forçar nada a ninguém, nem tão pouco proibir; de
facto, o que interessa é considerar espontâneo e inato algo que é aprendido, educado e
cultural. Se aprenderem isso naturalmente, se não lhe for dito que isso é das meninas ou
vice-versa, a criança desenvolver-se-á sem ideias de sexismo. As crianças imitam vias
de conduta através dos adultos, assumem as suas vivências nas suas próprias casas, nas
escolas, nas ruas e reproduzem-nas fielmente. Do mesmo modo, interiorizam a
valorização que estes ensinamentos adquirem na sua sociedade.

O importante é oferecer-lhes padrões e modelos novos de relação entre géneros, onde a


igualdade de direitos e oportunidades seja ensinada e estimulada. É igualmente
importante que os brinquedos sejam jogados por ambos os géneros, ou seja, os meninos
podem brincar com bonecas e as meninas com carros, e deixar a dualidade tradicional
«isto é das meninas e isto dos meninos», de parte. Seria convincente fomentar o desejo
nos pequenos, de romper barreiras, assim como a curiosidade pelo desconhecido, o
novo, experimentar e comprovar vivencialmente o quão atractivas podem resultar estas
novas actividades.

Os jogos sexistas não existem: é a forma como se usam e o papel que o adulto lhes
atribui convertendo-os em sexistas.

Os brinquedos e os jogos violentos

Existem argumentos científicos que defendem a ideia de que o jogo e o brinquedo


canalizam a violência e a agressividade, proporcionando uma eficaz válvula de escape a
essa energia interior, servindo para se libertar da agressividade natural.

É indiscutível que todas as crianças têm uma carga de agressividade que é necessária
exteriorizar e canalizar. Existem muitas maneiras de faze-lo sem que isso implique
participar num jogo violento. Com recurso a este tipo de jogo, corre-se o risco de que
esta seja a única estratégia que a criança tem para resolver conflitos em situações reais.
Não há dúvida que as brincadeiras violentas servem de meio para uma conduta violenta.

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Por outro lado, é conveniente reflectir sobre os brinquedos que suscitam estes jogos.
Assim, é certo, que quando uma criança não tem armas para jogar, inventa-as
convertendo por exemplo, o cabo de uma vassoura numa espada, ou até mesmo o
próprio dedo numa pistola. Também é de referir que é preferível a criança criar as suas
armas com objectos quotidianos, que brincar com armas que mesmo sendo de brincar,
são influenciáveis na sua conduta. Também temos que tomar consciência que muitas das
imagens violentas a que as crianças assistem também se devem ao faço dos jogos de
consola, por exemplo, que os próprios pais compram, e que por vezes nem sabem o que
nele contém.
Apesar destes argumentos, é importante evitar por parte dos adultos uma rejeição
radical pelo brinquedo, e tentar evitar as proibições severas, que podem alimentar
caprichos e curiosidades maliciosas. (o fruto proibido).
Existem peritos que recomendam oferecer às crianças, jogos que tenham modelos
pacíficos de brincadeira saudável, para que as mesmas o depreendam dessa forma.

O consumo sustentável

Nem sempre os melhores brinquedos são adquiridos em lojas.


A grande quantidade de brinquedos elaborados pela nossa sociedade de consumo supõe
um impacto meio-ambiental importante, e uma grande parte desses materiais é feito de
plástico. É necessário transmitir aos pais das crianças hábitos de consumo sustentável
em pró de uma consciência de respeito em torno dele mesmo, segundo a regra dos três
R’s:

-Reciclar os brinquedos, para que possam ser feitos outros novos através de material já
usado;

-Reutilizar os brinquedos dando a familiares e amigos, oferecendo-os a quem lhe dê


utilidade;

-Reduzir o consumo de brinquedos desnecessários;

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O consumo solidário

As condições de trabalho que existe nalguns dos países onde se fabricam muitos
brinquedos, levam alguns consumidores responsáveis a preocuparem-se pela forma
como estes são fabricados, mantendo assim uma atitude solidária.

Os brinquedos e a publicidade

O bombardeamento publicitário que liga o mundo infantil e familiar através dos meios
de comunicação de massas, provoca nas crianças uma manipulação que em muitos
casos, o desejo de se ter aquilo que se anuncia, por vezes não corresponde às
necessidades que de facto a criança pode ter.

Assim, os brinquedos que só servem para observar, brinquedos de funcionamento


complicado, brinquedos delicados que restringem a acção, brinquedos não adequados à
sua idade, brinquedos que alimentam e exercitam valores não desejados, são requeridos
pelas crianças e comprados pelos adultos.

O excesso de brinquedos provoca a indiferença da criança. É exagerada a obtenção de


brinquedos em grande quantidade como ocorre em festas de aniversário, e no Natal. Por
isso, convém espaçar a oferta de brinquedos durante o ano todo.
Tão pouco é conveniente comprar todos os brinquedos que as crianças pedem sem
selecciona-los, é necessário que pais e professores se unam e se informem, e juntos
possam avaliar que existem muitos outros jogos que normalmente não aparecem nas
televisões ou revistas, e que são muito úteis. Dar-se-ão também conta de que a
publicidade pode ser enganosa.

TIPOS DE TÉCNICAS DE GRUPO


Técnicas de animação de grupos

Segundo estudos, o comportamento do indivíduo é diferente quando está sozinho e


quando está acompanhado. Nas crianças isto é ainda mais notório. A dinâmica de

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grupos estuda o funcionamento do grupo, que não é só um conjunto de pessoas, mas sim
estas e os seus objectivos, finalidades…
Dinâmica de grupo é uma ferramenta de estudo de grupos e também um termo geral
para processos de grupo. Em psicologia e sociologia, um grupo são duas ou mais
pessoas que estão mutuamente conectadas por relacionamentos sociais. Por interagirem
e se influenciarem mutuamente, os grupos desenvolvem vários processos dinâmicos
que os separam de um conjunto aleatório de indivíduos.( No final da missa… ou todos
estes miúdos estão no mesmo jardim). Estes processos incluem normas, papéis sociais,
relações, desenvolvimento, necessidade de pertencer, influência social e efeitos sobre o
comportamento. O campo da dinâmica de grupo preocupa-se fundamentalmente com o
comportamento de pequenos grupos e um conjunto de outros indivíduos. Membros e
grupo são indissociáveis e não existem dois grupos iguais. Os membros de um grupo
têm objectivos comuns, reconhecem quem pertence ou não ao grupo, têm o seu estilo
próprio de comunicação, desaprovam quem desrespeite as suas regras e desenvolvem
sistemas de hierarquização.
Todas as pessoas pertencem a grupos, e estes são usados para nos definirmos: “sou
estudante do curso de Animação”…Ser membro de um grupo é uma relação de
influência recíproca entre um indivíduo e o grupo.
As pessoas passam a maior parte do tempo em grupo, nascemos e vivemos em pequenos
grupos mas a educação e a socialização normalmente ocorre em grupos maiores, como
as escolas, clubes, instituições sociais e até o trabalho e as actividades são realizadas em
grupo, exigindo uma grande interdependência.
No entanto, por vezes a integração não acontece de forma perfeita, devido a problemas
de relacionamento, que acontecem onde existe mais de uma pessoa.
O Homem é um ser social, a coexistência é a estrutura das relações humanas, mas
poucas vezes paramos para observar o que está a acontecer num grupo e reconhecer
qual é o nosso comportamento grupal.
A dinâmica de grupos pretende criar um clima de relações verdadeiramente humanas do
indivíduo com o grupo, e vice-versa, e dos indivíduos entre si, e também do grupo com
outros grupos. OS Grupos podem ser classificados como sendo de REFERÊNCIA E DE
PERTENÇA.

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Grupo de pertença: Pertence-se a um grupo, não só por o dizermos, mas sim se a
globalidade dos membros desse grupo nos reconhecer como um dos seus, o que
acontece quando respeitamos todas as normas e regras desse grupo.

Devemos ter sempre presente que somos um SER para os demais, um SER em relação,
que depende dos demais e que está feito para os demais. Disto temos muito pouca
consciência, mas podemos adquiri-la através da vivência e da convivência.

Grupo de referência: O Sujeito não pertence ao grupo, mas este influencia as suas
atitudes, se houver uma ou outra pessoa exterior ao grupo, que considere o
comportamento destes para definir os seus próprios.”Eu uso esta crista porque o tipo
dos Morangos também usa”. “Aquele grupo é uma referência para mim, quero ser como
eles…”

Então o que é um grupo? É um conjunto de indivíduos que partilham os mesmos


valores, que têm objectivos comuns e em que todos interactuam para alcançar esses
objectivos.
Existem diferentes técnicas que permitem animar os grupos, de acordo com os
objectivos que se pretendam alcançar. Estas são instrumentos de ajuda para conseguir o
que nos propomos, mas não existem técnicas infalíveis que resolvam todos os
problemas

Técnicas de sensibilização e integração grupal


Destinada a todas as pessoas que se integram como novos membros na vida de um
grupo. Na primeira vez há sempre nervosismo, ansiedade e insegurança. O clima
afectivo-social que se cria nas primeiras sessões é fundamental e definitivo na futura
marcha do grupo.

Técnicas grupais de dinamização e comunicação


A dinamização exige um conhecimento profundo das necessidades da comunidade e
apoios metodológicos, sendo a comunicação uma das vias mais válidas. Todos nós nos
movemos motivadas por algo, porém esse algo nem sempre aparece claro nas nossas
actuações, necessitando da ajuda dos demais. Dinamizar uma comunidade exige um
grande esforço criativo por parte do animador. Sem comunicação não é possível fazer

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qualquer avanço, por isso estas actividades para além da dinamização têm que apostar
na comunicação, utilizando áudio-visuais, posters, colagens, teatro, música, etc.

Técnicas grupais de participação/cooperação


Implica maturidade nas relações humanas no grupo, para que sejam capazes de
colaborar em assuntos comuns mesmo que as opiniões sejam diferentes. Participar com
os demais é sempre uma renúncia á opinião pessoal em favor do bem do grupo, sendo
por isso necessário, desprender-nos do individualismo que tem minado as relações
humanas.

Técnicas grupais para o desenvolvimento da criatividade


A criatividade exige abertura à novidade. O animador deve ser uma pessoa criativa,
imaginativa e capaz de improvisar. O temor do ridículo, a insegurança pessoal, inibe
muitas vezes. Deve-se lutar contra o conformismo, a passividade e a comodidade,
buscando novas alternativas para a comunidade.

Técnicas grupais de avaliação de aprendizagens e da vida intra-grupal


Avaliação do grupo, da sua integração, da participação dos membros, das atitudes e do e
interesse demonstrado em todas as actividades que se executaram, ou seja, avaliar o
clima social do grupo.
Também resulta interessante avaliar as aprendizagens, sempre que os conteúdos sejam
propícios para isso.
A avaliação da vida do grupo e de cada um dos seus membros, é o melhor termómetro
para indicar como temos caminhado, que tipo de dificuldades surgiram e como é que se
resolveram. Podem avaliar-se os conhecimentos apreendidos e também o clima social
na vida interna do grupo.

MOTIVAÇÃO

As novas perspectivas sintetizam uma série de princípios psicopedagógicos comuns a


todas as tarefas de ensino-aprendizagem e chamam a atenção para a existência de
diferentes tipos de aprendizagem consoante a natureza da tarefa a aprender.

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Estes princípios básicos são um esforço de conciliação entre as várias teorias,


funcionando também como estratégias de motivação:
 Estabelecer a ideia de conjunto da tarefa a aprender;
 Relacionar os conhecimentos e as habilidades a adquirir com os já adquiridos;
 Orientar a atenção das crianças para os elementos novos da tarefa a aprender;
 Fomentar a participação das crianças;
 Nos primeiros momentos da aprendizagem orientar as crianças, mas retirar
progressivamente essa orientação, a fim de permitir que se responsabilizem pela
sua própria aprendizagem;
 Criar condições que desenvolvam a capacidade de transferência de
conhecimentos e habilidades para novas situações;
 Dar feedback desenvolvendo nas crianças a capacidade de se auto-avaliarem;
 Criar um clima afectivo conducente à aprendizagem;
 Avaliar as aprendizagens das crianças e a eficácia do desempenho do
educador/animador

ANIMAÇÃO INDIVIDUAL

O processo de animação para pessoas especiais consiste, inicialmente, na construção


individual de personagens por cada participante, que é feita através do seu desenho e
também da imaginação do seu universo particular. Essa construção dá-se através do
incentivo e suporte da equipe de animadores, alunos e professores e permite a cada
pessoa tratar, através da fantasia, seus maiores sonhos e medos, resolvendo na ficção o
que é tão difícil e trabalhoso de se elaborar na realidade, superando assim as suas
dificuldades e limites.
A partir deste contexto, as narrativas individuais são observadas e cruzadas, para juntas
compor um roteiro comum para a animação. Com a narrativa pronta, são então
construídos os cenários e os objectos necessários para compor o conjunto visual da
história, sendo os mesmos recortados para criar articulações e sobreposições de
personagens sobre cenários. O sóciodrama ainda não é muito conhecido em Portugal,
mas está a dar os primeiros passos. Neste ponto o trabalho em grupo é incentivado e as
pessoas especiais tomam contacto com a realização de algo colectivo.

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Plano de Desenvolvimento Individual (PDI)

O que é o PDI?
É um instrumento que visa os serviços prestados ao cliente, que promovam a sua
autonomia e qualidade de vida, respeitando o seu projecto de vida, hábitos, gostos,
confidencialidade e privacidade.
Elaboração do PDI
A elaboração do PDI deve ser adequada às necessidades, hábitos, interesses e
expectativas de cada cliente, na medida em que este é um ser único e individual
Objectivos
Conhecer o utente e definir áreas de intervenção a desenvolver de acordo com as suas
necessidades e vivências

TÉCNICAS DE ANIMAÇÃO PARA CRIANÇAS - ACTIVIDADES

Podemos dividir as técnicas de Animação em sete grandes classes:

 Lúdico – Recreativas
 Sociais
 Espiritual/religioso
 Quotidianas
 Culturais
 Desportivas
 Intelectual/formativo

ACTIVIDADES – A Actividade é o que acontece. É a estratégia escolhida para expor


ou vivificar o Tema: Uma história, uma dramatização, um jogo, um filme, etc.

As Actividades não são mais do que estratégias para se trabalhar /ensinar um assunto.
Devem ser sempre escolhidas em função das pessoas e não do Educador, pelo que se
deve ter em conta:

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• A idade do grupo a quem se destina

• Os interesses desse grupo

• Os objectivos a que nos propomos

• O material que a actividade exige

• O tempo disponível para a sua execução

• Onde vão decorrer os trabalhos

• Todos os recursos exigidos e disponíveis

MATERIAL – Para a realização de qualquer actividade é necessário material para a


executar. Logo devemos ter em conta:

 O tipo de material

 A Idade de quem o vai usar

 O grau de perigosidade

 A sua manipulação

 O seu desgaste

 E o número suficiente de material face ao grupo

TEMPO – A duração das actividades deve ser prevista face ao grupo, às suas
capacidades, ao trabalho e aos conteúdos, ao material a usar e à idade dos membros do
grupo.

A planificação de actividades deve ser flexível de modo a proporcionar reestruturações


ou até reorientação sempre que necessário, mediante os obstáculos ou dificuldades
encontradas, aquando do momento de reflexão que o grupo deve fazer periodicamente.

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TÉCNICAS E ACTIVIDADES

 RECORTAR
 COLAR
 ESTAMPAR ( com batatas, rolhas de cortiça, esponjas...)
 IMPRESSÃO (de diferentes objectos)
 MODELAGEM: barro, pasta de papel, madeira, moldar, plasticina, massas de
cor...
 TÉCNICAS DE PINTURA
 TÉCNICAS DE DESENHO
 TÉCNICAS DE COLAGEM (diferentes materiais)
 EXPRESSÃO DRAMÁTICA; TEATRO
 EXPRESSÃO MUSICAL
 EXPRESSÃO PSICOMOTORA
 EXPRESSÃO PLÁSTICA, CONSTRUÇÕES
 JOGOS PEDAGÓGICOS
 DANÇA
 HISTÓRIAS E CONTOS POPULARES
 POEMAS; RIMAS; ANEDOTAS
 VISITAS Á COMUNIDADE, PASSEIOS, VISITAS DE ESTUDO
 CIÊNCIA DIVERTIDA
 CULINÁRIA
 JOGOS DE MESA
 JOGOS POPULARES
 JARDINAGEM
 LEITURA DE LIVROS
 PEQUENA AJUDA NAS TAREFAS DA INSTITUIÇÃO
 VISIONAMENTO DE FILMES

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ATELIERS
A programação dos ateliers procura a integração e o desenvolvimento das crianças em
diferentes áreas:

Desenvolvimento físico e movimento – Expressão corporal


O objectivo é experimentar os sentidos e distribuir e canalizar a energia para actividades
que exercitam e mexem com o corpo...ginástica, dança, jogos rítmicos, mímica.

Desenvolvimento sensorial e exploração do mundo – Expressão plástica


As crianças irão estabelecer contacto com diferentes materiais e texturas (gesso, papel,
cartão, cartolina, algodão, tecido, etc), cujas aplicações tão distintas serão convertidas
em objectos divertidos e úteis, tais como molduras, ímans, máscaras, fantoches, álbuns,
quadros, e muito mais.

Desenvolvimento emocional e representação mental – Expressão dramática


As crianças são chamadas a participar em todas as fases de uma peça de teatro: a criação
de um argumento, a construção do cenário, a exploração das personagens, a elaboração
do guarda roupa, a distribuição dos papeis, a contra-cena, o gesto, a fala, a mímica, etc.

Possibilidades de Ateliers e de actividades grupais:

 Jogos de Mesa Diversos


 Mesa de Desenhos
 Bolas de Sabão Gigantes
 Histórias Enfeitadas (PowerPoint, teatro de fantoches, contos através de
objectos e através de imagens)
 Atelier de Artes Plásticas (decoração de objectos com colagens e pinturas em
relevo)
 Atelier de Esponjas Mágicas (Construções com colagem de esponjas mágicas e
coloridas)

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 Jogos Tradicionais
 Jogo Humano ( jogo de equipas onde as crianças são os próprios peões, tendo
de realizar diferentes tarefas para alcançar a meta)
 Jogos Duplos: “Bowling” e “Peixe Voador”
 Karaoke
 Danças com coreografias diversas
 Pinturas Faciais
 Caça ao tesouro as crianças adoram revirar o parque ou o jardim à procura de
pequenos tesouros em forma de guloseimas.
 Princesas e Piratas (as crianças são caracterizadas de princesas e piratas através
de pinturas, adereços e vestuário)
 Hip-Hop uma aula de hip-hop, que as crianças a partir dos 6 anos adoram
 Escultura de Balões (cães, flores e espadas são um sucesso garantido junto de
todas as crianças)
 Festa Fashion (caracterização dos participantes através de pinturas faciais,
modelação de cabelos e adereços)
 Aprendizes de culinária: as crianças vão ter oportunidade de aprender como
utilizar alguns utensílios de cozinha, a reconhecer os alimentos e as suas
propriedades, e a realizarem e criarem algumas receitas (bolachas artesanais,
super-sandwiches, bebidas coloridas, saladas, sobremesas deliciosas, decoração
de bolos)
 Educação ambiental: conhecer os recursos da terra, a sua importância e
aproveitamento. Técnicas de reciclagem e bons hábitos de defesa do ambiente.
 Os animais nossos amigos: aprender sobre as características e hábitos dos
animais domésticos e selvagens, o seu tratamento, higiene e cuidados de saúde.
 Riscos e rabiscos: um momento criativo, no qual se estimula a elaboração de
desenho e pintura livre ou orientada para determinado tema.

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 Conto um conto: o gosto pela leitura surge muitas vezes através da arte de saber
contar uma história seja ela fantasia ou realidade. Aqui contam-se histórias do
imaginário e do quotidiano. Cada criança terá oportunidade de ouvir e contar, de
reinventar as histórias, de reflectir sobre os significados, o enredo e as
características das personagens.
 Os meus filmes: altura para o visionamento de um filme cuidadosamente
escolhido em função do seu conteúdo lúdico-didáctico e das preferências das
crianças.
 Jardinagem: as diferentes espécies, o calendário, a plantação, as ferramentas e
muito mais curiosidades sobre este tema. A cada criança será dada a tarefa de
manter e cuidar da sua planta.
 Corpo Humano: como se constitui, a pele, o esqueleto, os orgãos e como
funcionam os diferentes sistemas que o compõem. Os cuidados de higiene e
alimentação.
 Momentos musicais: aprender os sons. Os diferentes géneros musicais. Os
nossos instrumentos (sons que fazem as mãos, a boca, os pés). Construção de
instrumentos com diferentes materiais.
 Hora do faz-de-conta: aqui as crianças podem ser o que quiserem. Entre
monstros e fadas, reis e rainhas, criam-se trajes e adereços, faz-se maquilhagem
e pinturas, penteados radicais, trancinhas e tótós e enfeitam-se as unhas das
meninas.
 Foto-mania: contar uma história por meio de imagens. Recolher fotografias
sobre um tema é o desafio que se lança às crianças.
 Construção de Bijouteria: para usar ou oferecer. Massa de moldar, missangas e
outros materiais irão ser convertidos em pulseiras, colares, anéis, porta chaves,
cintos, alfinetes, etc.
 Poesia: iremos aprender a fazer poesia de pequenas coisas. Rimas, lengas-
lengas,
 Países do mundo: Serão abordadas de uma forma divertida as características de
cada país, os seus povos e raças, o seu clima e os seus costumes.
 As profissões: conhecer os diferentes oficios, o que fazem os familiares, as
profissões de antigamente e as de hoje.

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Jornalinho: em grupo, iremos criar um jornalinho interno com histórias, notícias
locais, técnicas de ilustração, curiosidades, receitas, anedotas e adivinhas e muito
mais.
 Actividades ao ar livre: Ao longo do ano poderão ser organizadas algumas
visitas, passeios ou actividades ao ar livre, como por exemplo visitas a
monumentos. A sua realização será sempre programada e comunicada com
antecedência. A participação da criança estará dependente da autorização
antecipada do encarregado de educação.

ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE ACTIVIDADES – PARA QUÊ?

Um Plano poderá ser um instrumento muito útil quer no domínio da organização do


tempo quer na definição dos objectivos das actividades.
Deve conter uma série de elementos de fácil interpretação para quem lê e para quem o
utiliza. Plano anual e flexibilização.

ELEMENTOS DE UM PLANO

. Conteúdo da planificação: O Quê…?

• Objectivos: Para Quê…?

• Local: Onde…?

• Metodologia: Como…?

• Actividades e Tarefas: o que se pretende desenvolver

• Calendarização, Cronograma: dias, horários, duração da actividade

• Destinatários: sala, idades, número de participantes

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• Recursos Humanos: quem promove e participa na Actividade

• Recursos Materiais e Financeiros

• Avaliação

PLANIFICAÇÃO
É usar procedimentos para introduzir organização e racionalidade à acção, com vista a
alcançar determinadas metas e objectivos.

AS ACTIVIDADES DEVEM:

 promover a inovação e novas descobertas

 valorizar a formação ao longo da vida

 proporcionar uma vida mais harmoniosa, atractiva e dinâmica com a


participação e envolvimento da pessoa

 incrementar a ocupação adequada do tempo livre para evitar que o tempo de


ócio seja alienante, passivo e despersonalizador

 rentabilizar os serviços e recursos comunitários para melhorar a qualidade de


vida dos beneficiários

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A EXECUÇÃO DAS DIFERENTES TÉCNICAS devem ser aproveitadas para


trabalhar alguns temas básicos:

 Trabalhar os hábitos de higiene e limpeza


 Utilizar diferentes materiais e técnicas
 Estimular a actividade cognitiva através da observação directa, manipulação e
experimentação;
 Reforçar a autonomia
 Boa planificação da sessão, actividades e material a utilizar, muito importante
 Motivar, explicar o que vão fazer e porquê
 Tentar realizar as actividades no mesmo horário no mesmo dia, não alterando
muito as rotinas
 Criar um ambiente sereno, descontraído e aberto às experiências estéticas
 Despertar a curiosidade e a vontade
 Dar importância aos interesses, motivações e estado de espírito dos
participantes. Não forçar.

DEVERES DO ANIMADOR

1. Entusiasmo: motivar idosos;


2. Empatia: compreender os idosos, colocar-se no lugar deles;
3. Atitude construtiva: ser positivo, demonstrar seriedade, comentários positivos;
4. Ter espírito de adaptação;
5. Organizar o espaço;
6. Possuir uma grande variedade de actividades/jogos;
7. Planificar e preparar os jogos /actividades com antecedência;
8. Apresentar os jogos/actividades com clareza;
9. Observar e acompanhar os idosos durante os jogos/actividades.

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OS OBJECTIVOS E A SUA FORMULAÇÃO

O objectivo deve ser o mais específico possível de modo a que qualquer pessoa perceba
o que se pretende. Os objectivos gerais devem ser acompanhados pelos objectivos
específicos.

O objectivo é uma intenção em relação à modificação que se pretende que a pessoa


tenha: É a descrição de um conjunto de comportamentos que a pessoa deverá manifestar
depois da actividade.

Os Objectivos devem ser definidos em função do utente e não do Educador. Algumas


regras:

• Deve identificar um comportamento terminal;

• Utilizar verbos que indicam a acção global;

• Verificar se os objectivos específicos utilizam verbos de acção: usar,


seleccionar, fazer, manipular, cortar, pintar, identificar, correr, separar,
recortar, planificar, promover, estimular, construir, trabalhar..

• Deve descrever comportamentos que as pessoas devem exibir quando


atingirem o objectivo geral;

• Deve ser estabelecido em termos de comportamentos directamente


observáveis;

• Distinguir a meta (objectivo geral) e comportamentos observáveis (objectivo


especifico);

• Atender à necessidade de os objectivos serem definidos em termos de produto:


o que a pessoa deverá ser capaz de fazer e não do processo (o que vai fazer);

• Salientar a importância de definir a meta e não o conteúdo;

• Desdobrar os objectivos e não os conteúdos;

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RECURSOS HUMANOS E MATERIAIS

Na planificação de actividades, os recursos humanos e materiais têm que merecer uma


atenção especial por parte de quem programa as actividades. Se não é possível fazer
tudo sozinha, é preferível contar com a ajuda de uma colega ou funcionária, para que a
actividade decorra sem percalços. Os materiais têm que ser suficientes para todos os
participantes, e atempadamente requisitados e adquiridos. (Se for um passeio ao
exterior, é necessário requisitar um autocarro e motorista). Muito importante também, é
saber qual a disponibilidade da instituição, relativamente a este assunto.

Para actividades de maior envergadura, algumas perguntas se impõem:

 Existem recursos necessários?

 É preciso recorrer a parceiros externos?

 Quais os recursos disponíveis na comunidade, próxima e alargada?

 Quais os recursos disponibilizados pelos parceiros, formais e informais?

Não esquecer que tem que existir sempre a possibilidade e a flexibilidade suficiente,
para em caso de necessidade, reformular o plano inicial.

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