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FEDERAÇÃO NACIONAL DOS SOCIÓLOGOS

O SOCIÓLOGO E SUA CONTRIBUIÇÃO


NA IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA ÚNICO
DE ASSISTÊNCIA SOCIAL - SUAS

Documento apresentado no
Congresso Regional de
Sociólogos, realizado em
Belo Horizonte-MG, em 22
de setembro de 2009.
FEDERAÇÃO NACIONAL DOS SOCIÓLOGOS

Apresentação

Tendo como parâmetro o trabalho realizado


pela equipe de sociólogos atuantes na Secretaria
Municipal de Desenvolvimento Social do Divinópolis-
MG, atendendo as prerrogativas da Política Nacional
de Assistência Social, a FEDERAÇÃO NACIONAL DOS
SOCIÓLOGOS, vem referendar este documento,
tendo em vista a atuação dos sociólogos nas
diversas realidades de nosso país.

Desta forma, este documento tem por


objetivo, explicitar com clareza o papel deste
profissional, na construção, implantação e
efetivação de políticas públicas, que assegurem
espaços democráticos de acesso aos direitos de
cidadania, estando comprometidos com a
efetivação de um caráter civilizatório da sociedade
brasileira, em específico na política de assistência
social.
FEDERAÇÃO NACIONAL DOS SOCIÓLOGOS

O SOCIÓLOGO E SUA CONTRIBUIÇÃO NA


IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA ÚNICO DE
ASSISTÊNCIA SOCIAL - SUAS

COMPETÊNCIAS E PRINCÍPIOS ÉTICOS

Pelo disposto na Lei Federal nº 6.888, de


10/12/1980 e Decreto nº 89.531, de 05 de abril de 1984,
que disciplinam o exercício da profissão do
Sociólogo, estabelecem em seu artigo 2º e 1º
respectivamente, dentre outras, as competências:

I – elaborar supervisionar, coordenar, planejar, programar,


implantar, controlar, dirigir, executar, analisar ou avaliar
estudos, trabalhos, pesquisas, planos programas e projetos
atinentes à realidade social;

II - ensinar sociologia geral ou especial nos estabelecimentos


de ensino, desde que cumpridas às exigências legais;

III - assessorar e prestar consultoria a empresas, órgãos da


administração pública direta ou indireta, entidades e
associações, relativamente à realidade social;

IV - participar da elaboração , supervisão, orientação,


coordenação, planejamento, programação, implantação,
direção, controle, execução, análise ou avaliação de
qualquer estudo, trabalho, pesquisa, plano, programa ou
projeto global, regional ou setorial, atinente à realidade
social.
FEDERAÇÃO NACIONAL DOS SOCIÓLOGOS

Em consonância com o Código de Ética do


Sociólogo, cabe a esses profissionais, pautar sua
atuação profissional pelos Princípios Éticos e
Fundamentais, que são:

Art. 3 - O compromisso fundamental do Sociólogo é o de


interpretar a realidade dos fatos e das relações sociais através
da aplicação de métodos científicos e técnicas sociológicas,
buscando contribuir, a partir desses estudos, sua aplicação e
divulgação para melhorar a qualidade de vida social do homem.

Art. 4 - O compromisso com a produção de informações com


base científica a respeito da realidade social e sua divulgação
pública precisa e correta é um direito inerente à condição atual
de vida em sociedade, é um direito do cidadão que não pode ser
impedido por nenhum tipo de interesse, é uma obrigação social
que o Sociólogo deve assumir e defender.

Art. 5 - O Sociólogo tem o compromisso de lutar pelo exercício


da soberania nacional em seus aspectos políticos econômicos e
sociais.

Art. 6 - O Sociólogo tem o compromisso de opor-se ao arbítrio,


ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios
expressos na Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Em referência a Política Nacional de Assistência


Social e sua materialização e efetiva implantação
através do Sistema Único de Assistência Social -
SUAS, tem sido criados mecanismos de gestão para que sua
realização aconteça de forma descentralizada, participativa e com
primazia da responsabilidade do Estado na sua condução.
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Nesse sentido, a Política Pública de Assistência Social marca sua
especificidade no campo das políticas sociais, pois configura
responsabilidades de Estado próprias a serem asseguradas aos
cidadãos brasileiros.

Em referência ao disposto na Lei Federal 8.742, de 07/12/1993 -


LOAS, capítulo II, seção I, artigo 4º, a Política Nacional de
Assistência Social rege-se pelos seguintes princípios
democráticos:

I – Supremacia do atendimento às necessidades sociais sobre as


exigências de rentabilidade econômica;

II - Universalização dos direitos sociais, a fim de tornar o


destinatário da ação assistencial alcançável pelas demais políticas
públicas;

III - Respeito à dignidade do cidadão, à sua autonomia e ao seu


direito a benefícios e serviços de qualidade, bem como à
convivência familiar e comunitária, vedando-se qualquer
comprovação vexatória de necessidade;

IV - Igualdade de direitos no acesso ao atendimento, sem


discriminação de qualquer natureza, garantindo-se equivalência às
populações urbanas e rurais;

V – divulgação ampla dos benefícios, serviços, programas e


projetos assistenciais, bem como dos recursos oferecidos pelo
Poder Público e dos critérios para sua concessão.

Também estabelece as diretrizes quanto a organização da


Assistência Social, baseadas na LOAS:

I - Descentralização político-administrativa para os Estados, o


Distrito Federal e os Municípios e comando único das ações em
cada esfera de governo, respeitando-se as diferenças e
características socioterritoriais locais;
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II - Participação da população, por meio de organizações


representativas, na formulação das políticas e no controle das
ações em todos os níveis;

III - Primazia da responsabilidade do Estado na condução da


política de assistência social em cada esfera de governo;

IV - Centralidade na família para concepção e implementação dos


benefícios, serviços, programas e projetos.

A Política Nacional de Assistência Social - PNAS, em sua página


36, explicita de tal forma a questão dos recursos humanos:

“A inexistência de debate sobre os recursos humanos tem


dificultado também a compreensão acerca do perfil do servidor
da assistência social, da constituição e composição de equipes,
dos atributos e qualificação necessários às ações de
planejamento, formulação, execução, assessoramento,
monitoramento e avaliação de serviços, programas, projetos e
benefícios, do sistema de informação e do atendimento ao
usuário desta política.

Além da pouca definição relativa às atividades de gestão da


política, outro aspecto relevante é o referente ao surgimento
permanente de novas “ocupações/funções.

O dinamismo, a diversidade e a complexidade da realidade


social pautam questões sociais que se apresentam sob formas
diversas de demandas para a política de assistência social, e que
exigem a criação de uma gama diversificada de serviços que
atendam as especificidades da expressão da exclusão social
apresentada para esta política.

Tais funções/ocupações necessitam ser definidas e estruturadas


na perspectiva de qualificar a intervenção social dos
trabalhadores.
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A nova forma de conceber e gerir esta política estabelecida,


pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei Orgânica da
Assistência Social – LOAS, exige alterações no processo de
trabalho dos trabalhadores de modo que a prática profissional
esteja em consonância com os avanços da legislação que regula
a assistência social assim como as demais políticas sociais
(Couto, 1999).”

Citando também a Norma Operacional Básica de Recursos


Humanos – NOB-RH, cabe salientar em seu texto:

“ as diretrizes para a gestão do trabalho pressupõem, entre


outras dimensões:

“ conhecer os profissionais que atuam na Assistência Social,


caracterizando suas expectativas de formação e capacitação
para a construção do SUAS; vislumbrar o desafio proposto,
para esses profissionais, a partir dos compromissos dos entes
federativos com os princípios e diretrizes da universalidade,
eqüidade, descentralização político-administrativa,
intersetorialidade e participação da população”

E quanto à “ equivalência dos cargos ou empregos: para efeito


da elaboração dos PCCS, na área da Assistência Social, as
categorias profissionais devem ser consideradas, para
classificação, em grupos de cargos ou carreira única
(multiprofissional), na observância da formação, da
qualificação profissional e da complexidade exigidas para o
desenvolvimento das atividades que, por sua vez, desdobram-se
em classes, com equiparação salarial proporcional à carga horária
e ao nível de escolaridade, considerando-se a rotina e a
complexidade das tarefas, o nível de conhecimento e experiências
exigidos, a responsabilidade pela tomada de decisões e suas
conseqüências e o grau de supervisão prestada ou recebida.
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Instituir, em seu âmbito e em consonância com as diretrizes
nacionais das diferentes formações profissionais e com as leis
que regulamentam as profissões, política de estágio curricular
obrigatório no SUAS, com supervisão, em parceria com as
instituições de ensino superior e entidades de representação
estudantil, buscando fundamentalmente o apoio e cooperação de
seu Estado.”

É importante mencionar que no texto da Política Nacional de


Assistência Social-PNAS, Norma Operacional Básica- NOB
SUAS e Norma Operacional Básica Recursos Humanos –
NOB RH, são utilizadas as expressões abaixo para clarear o
aspecto multidisciplinar das funções, competências e
responsabilidades atinentes aos recursos humanos que compõem a
gestão desta política nas esferas de governo.

“TRABALHADORES: é a expressão utilizada, normalmente,


para designar e especificar os trabalhadores, em relação a outros
recursos necessários ao desenvolvimento de uma ação, uma
operação, um projeto, um serviço, etc., tais como os recursos
físicos, recursos materiais, recursos financeiros, dentre outros.

TRABALHADORES DA ASSISTÊNCIA SOCIAL: são todos


aqueles que atuam institucionalmente na política de assistência
social, conforme preconizado na LOAS, na PNAS e no SUAS,
inclusive quando se tratar de consórcios intermunicipais e
entidades e organizações da assistência social.”

Desta forma, este documento tem como objetivo pautar as


competências do Sociólogo e suas responsabilidades no que se
refere a sua atividade profissional na implantação e efetivação no
Sistema Único de Assistência Social – SUAS:
I –elaborar, coordenar, supervisionar executar, controlar e avaliar
a formulação e implementação da Política de Assistência Social,
observando o Plano de Assistência Social, as deliberações das
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Conferências de Assistência Social e do Conselhos de
Assistência Social;
II – elaborar, coordenar, supervisionar, programar, implantar,
dirigir, monitorar e avaliar a implementação de programas,
projetos, serviços e benefícios de proteção social básica e especial
a fim de prever e reverter situações de vulnerabilidade, riscos
sociais e desvantagens pessoais;
III – planejar, implantar, dirigir, executar, coordenar, monitorar e
avaliar os sistemas de informação, monitoramento e avaliação das
ações da assistência social, no âmbito de sua competência;
IV - elaborar, planejar, coordenar, implantar, monitorar e avaliar o
sistema de informação da assistência social com vistas ao
planejamento, controle, monitoramento das ações e avaliação dos
resultados da Política Municipal de Assistência Social;
V – planejar, coordenar e formular diretrizes e participar das
definições sobre o financiamento e orçamento da assistência
social, através dos instrumentos legais do Ciclo Orçamentário
(PPA-LDO-LOA- FMAS);
VI – acompanhar, orientar, coordenar e analisar a execução
orçamentária e financeira no desenvolvimento dos programas,
projetos, serviços e benefícios, tendo em vista avaliar os ganhos
sociais mediante a eficácia, eficiência e efetividade;
VII – orientar, acompanhar e avaliar a gestão do Fundo Municipal
de Assistência Social quanto a sua execução orçamentária e
financeira;
VIII - atuar no âmbito das políticas sócio-econômicas setoriais
com vistas à integração das políticas sociais para atendimento das
demandas de proteção social e enfrentamento da pobreza;
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IX - produzir, analisar e divulgar informações, estudos e
pesquisas para fundamentar as análises, necessidades e
formulação de proposições referentes à assistência social, em
conjunto com outras esferas de governo, instituições de ensino e
de pesquisa;
X – elaborar, produzir, planejar, coordenar, supervisionar,
monitorar indicadores de vulnerabilidade social específicos do
município e acompanhar os indicadores pactuados nas Comissões
Intergestoras Bipatite e Tripartite;
XI – orientar, assessorar, elaborar, programar, avaliar os
Conselhos Municipais na estrutura do órgão gestor da política de
assistência social, quanto aos seus aspectos legais,
organizacionais, regulação e deliberação;
XII – articular, orientar, assessorar, coordenar a interface dos
Conselhos Municipais vinculados à estrutura do órgão gestor da
política de assistência social e outros que estejam em consonância
com a realidade social, para propiciar uma interlocução e
resolutividade mais efetiva nas deliberações referentes à política
pública da área social;
XIII – contribuir, orientar, assessorar e desenvolver estudos,
pesquisas e avaliações que subsidiem o poder Executivo,
Legislativo e Ministério Público nos aspectos legais, técnicos,
organizacionais e outras matérias que forem necessárias, quanto à
implantação do Sistema Único de Assistência Social;
XIV - orientar a rede socioassistencial e grupos sociais, quanto as
suas organizações e inserção à política de assistência social, em
seus aspectos legais, técnicos e administrativos;
XV – acompanhar, analisar, avaliar, orientar em âmbito municipal
o processo continuado de atualização do arcabouço legal da
Política de Assistência Social, referentes à esfera estadual e
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federal e dos Conselhos Estadual e Nacional de Assistência
Social.
XVI – subsidiar, orientar, avaliar e propor ao Órgão Gestor e
Conselho Municipal de Assistência Social, a deliberação de
critérios de partilha e transferência dos recursos dos Fundos de
Assistência Social as Entidades de Assistência Social e àquelas
que de forma continuada desenvolvem ações especificas desta
política pública;
Cabe portanto, a partir de agora, delimitar e clarear as
competências deste profissional especificamente, nos processos
de Gestão, nos Centros de Referência de Assistência Social –
CRAS e CREAS e junto aos Programas, Projetos, Serviços e
Benefícios da assistência social, o que enumeramos a seguir.
1 – Competências nos Processos de Gestão
As doze competências já explicitadas anteriormente, e que
demarcam a atuação deste profissional no âmbito da política
pública de assistência Social.
2 – Competências no Centro de Referência de Assistência
Social – CRAS
I – elaborar, coordenar, supervisionar executar, controlar e avaliar
a formulação e implementação da Política de Assistência Social,
observando os Planos de Assistência Social, as deliberações das
Conferências de Assistência Social e dos Conselhos de
Assistência Social no âmbito territorial deste equipamento
público;
II – elaborar, coordenar, supervisionar, programar, implantar,
dirigir, monitorar e avaliar a implementação de programas,
projetos, serviços e benefícios de proteção social básica a fim de
fortalecer os laços familiares e comunitários no território de
abrangência deste equipamento público;
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III – planejar, implantar, dirigir, executar, coordenar, monitorar e
avaliar o sistema de informação, monitoramento e avaliação das
ações da assistência social, no âmbito de sua competência, com
vistas ao planejamento, controle das ações e avaliação dos
resultados das atividades do CRAS;
IV - produzir, analisar e divulgar informações, estudos e
pesquisas para fundamentar as análises, necessidades e
formulação de proposições referentes à atuação do CRAS;
V – contribuir, orientar, assessorar e desenvolver estudos,
pesquisas e avaliações que subsidiem a equipe do CRAS nos
aspectos legais, técnicos, organizacionais e outras matérias que
forem necessárias, quanto às competências estabelecidas para este
equipamento público;
VI - orientar a rede socioassistencial e grupos sociais, quanto as
suas organizações e inserção à política de assistência social, em
seus aspectos legais, técnicos e administrativos, e na perspectiva
de estabelecer as parcerias necessárias para potencializar a oferta
de programas, projetos e serviços a população deste território;
VII – contribuir, propor, referenciar, assessorar, orientar, avaliar
as ações desenvolvidas junto a Coordenação e demais
profissionais deste equipamento público, no sentido de:
- unificar os conceitos da política de assistência social /
desenvolver estudos e qualificações, com o objetivo de fortalecer
a atuação técnica da equipe de profissionais;
- construir, implantar, dirigir, avaliar no âmbito territorial a coleta
e tratamento das informações necessárias para que este
equipamento público possa ser efetivador das Seguranças de
Sobrevivência, Convívio e de Acolhida, Vigilância Social e da
Defesa Social e Institucional;
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- elaborar instrumentais que visem a uniformização de ações,
coleta, monitoramento e avaliação de informações, tendo como
objetivo a construção e atualização continuada do diagnóstico
social deste território;
VIII - atuar no âmbito das políticas sócio-econômicas setoriais
com vistas à integração das políticas sociais para atendimento das
demandas de proteção social básica e enfrentamento da pobreza,
na perspectiva da formação e fortalecimento da rede pública e
privada em sua base territorial;
IX – divulgar, esclarecer, orientar as famílias, organizações
sociais, rede pública e demais organizações desta base territorial
quanto aos aspectos do SUAS e do papel do CRAS;
XI = orientar, assessorar e acompanhar a Coordenação do CRAS
em assuntos relativos ao papel deste equipamento público, em
reuniões informativas, de organização, técnicas e avaliativas que
se fizerem necessárias;
XII = orientar, assessorar e acompanhar a Coordenação do CRAS
quando se fizer necessário uma interlocução com os Poderes
Judiciário, Legislativo e Ministério Público, tendo como objetivo
a informação das ações desenvolvidas no âmbito de atuação
deste equipamento público;
XIII = orientar, assessorar, acompanhar, desenvolver, analisar e
avaliar a interlocução do CRAS com os demais, CREAS, Órgão
Gestor, Conselho de Assistência Social e demais Conselhos afins,
visando a informação, transparência, reflexão e alterações que se
fizerem necessárias para o bom desenvolvimento das atividades
em seu âmbito de atuação.
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3 – Competências no Centro de Referência de Assistência
Social – CREAS
I – elaborar, coordenar, supervisionar executar, controlar e avaliar
a formulação e implementação da Política de Assistência Social,
observando o Plano de Assistência Social, as deliberações das
Conferências de Assistência Social e do Conselho de Assistência
Social no âmbito de atuação deste equipamento público;
II – elaborar, coordenar, supervisionar, programar, implantar,
dirigir, monitorar e avaliar a implementação de programas,
projetos, serviços e benefícios de proteção social especial a fim de
resgatar e fortalecer os laços familiares e comunitários no âmbito
de atuação deste equipamento público;
III – planejar, implantar, dirigir, executar, coordenar, monitorar e
avaliar o sistema de informação, monitoramento e avaliação das
ações da assistência social, no âmbito de sua competência, com
vistas ao planejamento, controle das ações e avaliação dos
resultados das atividades do CREAS;
IV - produzir, analisar e divulgar informações, estudos e
pesquisas para fundamentar as análises, necessidades e
formulação de proposições referentes à atuação do CREAS;
V – contribuir, orientar, assessorar e desenvolver estudos,
pesquisas e avaliações que subsidiem a equipe do CREAS nos
aspectos legais, técnicos, organizacionais e outras matérias que
forem necessárias, quanto às competências estabelecidas para este
equipamento público;
VI - orientar a rede socioassistencial e grupos sociais, quanto as
suas organizações e inserção à política de assistência social, em
seus aspectos legais, técnicos e administrativos, e na perspectiva
de estabelecer as parcerias necessárias para potencializar a oferta
de programas, projetos e serviços de proteção social especial;
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VII – contribuir, propor, referenciar, assessorar, orientar, avaliar
as ações desenvolvidas junto a Coordenação e demais
profissionais deste equipamento público, no sentido de:
- unificar os conceitos da política de assistência social /
desenvolver estudos e qualificações, com o objetivo de fortalecer
a atuação técnica da equipe de profissionais;
- construir, implantar, dirigir, avaliar no âmbito do CREAS a
coleta e tratamento das informações necessárias para que este
equipamento público possa ser efetivador das Seguranças de
Sobrevivência, Convívio e de Acolhida, Vigilância Social e da
Defesa Social e Institucional junto a famílias e indivíduos que se
encontram em situação de risco pessoal e social;

- elaborar instrumentais que visem a uniformização de ações,


coleta, monitoramento e avaliação de informações, tendo como
objetivo a construção e atualização continuada do diagnóstico
social das ações desenvolvidas neste equipamento público;
VIII - atuar no âmbito das políticas sócio-econômicas setoriais
com vistas à integração das políticas sociais para atendimento das
demandas de proteção social especial e resgate dos vínculos
familiares e comunitários, na perspectiva da formação e
fortalecimento da rede pública e privada em sua base de atuação;
IX – divulgar, esclarecer, orientar as famílias, organizações
sociais, rede pública e demais organizações desta base territorial
quanto aos aspectos do SUAS e do papel do CREAS;
X = orientar, assessorar e acompanhar a Coordenação do CREAS
em assuntos relativos ao papel deste equipamento público, em
reuniões informativas, de organização, técnicas e avaliativas que
se fizerem necessárias;
XI = orientar, assessorar e acompanhar a Coordenação do CREAS
quando se fizer necessário uma interlocução com o Sistema de
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Garantia ( Poderes Judiciário, Legislativo e Ministério Público e
outras ações do Poder Executivo ), tendo como objetivo a
informação das ações desenvolvidas no âmbito de atuação deste
equipamento público;
XII = orientar, assessorar, acompanhar, desenvolver, analisar e
avaliar a interlocução do CREAS com os demais, CRAS, Órgão
Gestor, Conselho de Assistência Social e demais Conselhos afins,
visando a informação, transparência, reflexão e alterações que se
fizerem necessárias para o bom desenvolvimento das atividades
em seu âmbito de atuação.
4 - Competências nos Programas, Projetos, Serviços e
Benefícios da Assistência Social
I –elaborar, coordenar, supervisionar executar, controlar e avaliar
a formulação e implementação da Política de Assistência Social,
observando os Planos de Assistência Social, as deliberações das
Conferências de Assistência Social e dos Conselhos de
Assistência Social;
II – elaborar, coordenar, supervisionar, programar, implantar,
dirigir, monitorar e avaliar a implementação de programas,
projetos, serviços e benefícios de proteção social básica e especial
a fim de prever e reverter situações de vulnerabilidade, riscos
sociais e desvantagens pessoais;
III – planejar, implantar, dirigir, executar, coordenar, monitorar e
avaliar os sistemas de informação, monitoramento e avaliação das
ações da assistência social, no âmbito de sua competência, com
vistas ao planejamento, controle, monitoramento das ações e
avaliação dos resultados da Política de Assistência Social;
IV – acompanhar, orientar, coordenar e analisar a execução
orçamentária e financeira no desenvolvimento dos programas,
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projetos, serviços e benefícios, tendo em vista avaliar os ganhos
sociais mediante a eficácia, eficiência e efetividade;
V - atuar no âmbito das proteções sociais básica e especial com
vistas à integração e uniformização dos princípios, objetivos e
diretrizes estabelecidas na Política Nacional de Assistência
Social, Órgão Gestor, Conselhos de Assistência Social e demais
Conselhos afins e normatização dos programas, projetos, serviços
e benefícios;
VI - produzir, analisar e divulgar informações, estudos e
pesquisas para fundamentar as análises, necessidades e
formulação de proposições referentes aos programas, projetos,
serviços e benefícios da assistência social;
VII – contribuir, propor, referenciar, assessorar, orientar, avaliar
as ações desenvolvidas no âmbito de sua atuação, no sentido de:
- unificar os conceitos da política de assistência social /
desenvolver estudos e qualificações, com o objetivo de fortalecer
a atuação técnica da equipe de multiprofissionais;
- construir, implantar, dirigir, avaliar no âmbito de atuação a
coleta e tratamento das informações necessárias para o bom
desenvolvimento das ações;
- elaborar instrumentais que visem a uniformização de ações,
coleta, monitoramento e avaliação de informações, tendo como
objetivo a atualização de dados do diagnóstico social;
VIII - orientar, assessorar, acompanhar, desenvolver, analisar e
avaliar a interlocução de sua base de competência com os, CRAS,
Órgão Gestor, Conselho de Assistência Social e demais
Conselhos afins, visando a informação, transparência, reflexão e
alterações que se fizerem necessárias para o bom
desenvolvimento das atividades em seu âmbito de atuação.
FEDERAÇÃO NACIONAL DOS SOCIÓLOGOS
Desta forma, esperamos ter cumprido objetivo
deste documento, de explicitar com clareza o papel
do Sociólogo, na construção, implantação e
efetivação de políticas públicas, em específico no
campo da política de assistência social, como
também, contribuir para que o Poder Executivo ao
instituir as prerrogativas da Norma Operacional
Básica de Recursos Humanos – NOB RH, referente
ao seu atual Nível de Gestão junto ao SUAS, possa
materializar de forma clara as funções/ocupações
definidas e estruturadas na perspectiva de qualificar
a intervenção social dos trabalhadores, objetivando
cumprir e consolidar a equivalência dos cargos para
efeito da elaboração dos PCCS, na área da
assistência social, considerando-se a rotina e a
complexidade das tarefas, o nível de conhecimento
e experiências exigidos, a responsabilidade pela
tomada de decisões e suas conseqüências e o grau
de supervisão prestada ou recebida.

Mediante o exposto neste documento, fica claro que


a gestão da política de assistência social não cabe
mais a improvisação e a ausência de organização e
planejamento, uma vez que seu arcabouço legal
está consolidado com extrema clareza quanto às
competências das esferas de governo.

As complexidades de gestão requerem recursos


humanos continuamente qualificados e
competentes para formar as equipes
multidisciplinares que se fazem necessárias,
levando-se em conta que dado as complexidades
dos problemas sociais, não é fácil definir a causalidade da
pobreza, pois são diversos os vetores, imbricados e
interdependentes. Neste sentido o sociólogo atuará, aliado
ao projeto emancipatório de cidadania do Governo federal,
FEDERAÇÃO NACIONAL DOS SOCIÓLOGOS
nos processos preventivos das situações de vulnerabilidade
e risco social, a qual estão expostos o CIDADÃO.

Para tanto, incorporar o novo paradigma para a gestão social, de


que para se processar a inclusão social, um conjunto de
conhecimentos e práticas para intervenção mais qualificada dos
atores envolvidos com a questão de desenvolvimento social, é
extremamente importante e urgente de se conceber.

Cabe ao Estado, portanto, qualificar a gestão pública para cumprir a


norma Constitucional e consolidar a garantia do acesso aos direitos
sociais.
FEDERAÇÃO NACIONAL DOS SOCIÓLOGOS

Profissionais Participantes do processo de elaboração deste


documento:

Adriana Eva Cardoso - Reg. MtB 0963


Clayton Pereira Silva - Reg. MtB 0948
Eliane Alves Ferreira da Fonseca - Reg. MtB 0959
Fátima Pereira
Juarez Moreira da Silva
Lunamaris da Silva Moreira – Reg. MtB 227
Aparecida Gonçalves Oliveira Moreira – Reg. MtB 668
Patrícia Figueiredo
Renato Nunes
Rui Campos Tavares
Rose Souza e Silva
Manoel Matias Filho, Presidente- FNS
Dilma Mendonça Vinagre, Secretária Geral- FNS
Ricardo Antunes Abreu, Diretor- FNS
Gilmar Basso, Diretor- FNAS
Glaucia Chaves, Presidente - MQSSMG

Bibliografia

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil: 1988 - texto


constitucional de 5 de outubro de 1988 com as alterações adotadas pelas
Emendas Constitucionais de n. 1, de 1992, a 32, de 2001, e pelas Emendas
Constitucionais de Revisão de n. 1 a 6, de 1994, - 17. Ed. Brasília: 405 p. -
(Série textos básicos, n. 25).
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BRASIL (2007). Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à


Fome. Secretaria Nacional de Assistência Social. Cadernos SUAS. Nº 2.
Desafios da gestão do SUAS nos municípios e estados. Brasília: MDS; São
Paulo: IEE/ PUC-SP.

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pelo Conselho Nacional de Assistência Social por intermédio da Resolução
nº 130, de 15 de julho de 2005.

NORMA OPERACIONAL RECURSOS HUMANOS- NOB/RH, aprovada


pelo Conselho Nacional de Assistência Social por intermédio da Resolução
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PINHEIRO, Márcia Maria Biondi. A Implantação do Sistema Único de


Assistência Social – SUAS: Desafios para o exercício profissional. Palestra
proferida no Encontro Descentralizado da Região Sudeste em 06/08/2005,
em Belo Horizonte/MG.

POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL – PNAS, aprovada


pelo Conselho Nacional de Assistência Social por intermédio da Resolução
nº 145, de 15 de outubro de 2004, e publicada no Diário Oficial da União –
DOU do dia 28 de outubro de 2004.