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As novelas e a educação

Provavelmente não há outro país onde as novelas, esta atração televisiva de


presença mundial, tenham caído tanto no gosto popular como no Brasil.

Do ponto de vista da influência nos costumes, ouso dizer que esse tipo de
programa foi, entre nós, mais benéfico que maléfico. Se analisarmos os
efeitos sobre a visão de mundo do brasileiro médio que as novelas já
exerceram, concluiremos que hoje somos (até certo ponto, ao menos) um
país melhor também graças a elas.

Ideias como a da emancipação feminina se disseminaram no Brasil com a


ajuda das novelas. Em anos recentes, abordaram outras questões
importantes, como o combate ao racismo e o respeito aos deficientes
físicos. E até a demografia do país parece ter sofrido alguma influência. As
famílias nas novelas são, quase sempre, pequenas e foi por meio delas que
muita gente teve, pela primeira vez, contato com noções de planejamento
familiar.

Mas é inescapável reconhecer que também há os efeitos nocivos, em


especial sobre os jovens. A contínua irradiação de modismos tolos e a
tendência (talvez inerente ao gênero) de exploração nos enredos de
algumas das piores fraquezas humanas, como a traição e a ganância,
conferem certa razão àqueles que as apontam como algo pouco educativo.

O fato é que, com o potencial de influência que têm, as novelas podem ser
mais do que mero entretenimento e se tornar instrumentos eficazes de apoio
à formação das pessoas.

Ao falar em formação, penso no incentivo à agregação familiar, na


disseminação de valores, enriquecimento cultural e motivação aos jovens
para que estudem, se desenvolvam e empreendam.

Nossos autores, tão talentosos, poderiam usar o meio para inserir (ou
reforçar) no ideário do país a crença no trabalho duro e honesto como
forma de ascensão social e nos benefícios que isso representa para o
indivíduo e para a coletividade.

Tais programas também poderiam servir para orientar a escolha


profissional de rapazes e moças. Para tanto, bastaria que mostrassem, de
modo consistente, a realidade das várias ocupações do mundo do trabalho –
o que seria de enorme valia para muitos jovens brasileiros.
O incentivo a comportamentos éticos e os conteúdos que formam a cultura
dos indivíduos não devem ficar restritos aos canais educativos, às escolas
ou às famílias.

As novelas, forma de arte na qual somos mestres, podem contribuir e muito


para elevar os brasileiros a mais altos padrões de princípios morais e
cívicos, conhecimento e desenvolvimento pessoal.

Emílio Odebrecht
1- O tema do texto é:
a) a importância artística das novelas
b) a influência das novelas na educação e costumes dos brasileiros
c) as famílias representadas nas telenovelas
d) a conduta dos atores na vida real
e) a repercussão das telenovelas no Brasil
2- No texto, o autor:
a) apresenta fatos que orientam como as personagens devem agir em cada
capítulo da novela.
b) defende a ideia de que as novelas devem ir além da mera função de
entretenimento.
c) descreve em detalhes o perfil do brasileiro médio e de sua preferência
pelas telenovelas.
d) informa a respeito dos efeitos positivos que as telenovelas têm
provocado nas decisões políticas do país.
e) divulga resultados de um estudo acerca dos efeitos nocivos das
telenovelas sobre o comportamento das famílias brasileiras.
3- O autor reconhece que, graças às telenovelas:
a) as pessoas adotam comportamentos mais maléficos do que benéficos em
suas vidas.
b) todas as pessoas puderam adotar padrões de comportamento éticos e
morais.
c) temas importantes puderam ser debatidos, tais como o planejamento
familiar e a participação da mulher no mercado de trabalho.
d) a divulgação de novos hábitos e modismos estendeu-se a todas as
regiões do país.
e) foram implantados mecanismos eficazes de apoio à formação
educacional dos jovens brasileiros.
4- Em: “Ao falar em formação, penso no incentivo à agregação familiar,
na disseminação de valores…”, sem alteração de sentido, a palavra em
destaque poderia ser substituída por:
a) dispersão
b) propagação
c) recuperação
d) declínio
e) vulgarização
5- Todas as opções se referem à novela, exceto:
a) “esta atração televisiva de presença mundial”
b) “esse tipo de programa”
c) “Tais programas”
d) “canais educativos”
e)” forma de arte na qual somos mestres”
6- Há ERRO de concordância em:
a) atos e coisas más
b) serraria e estábulo conservados
c) cercas e trilhos abandonados
d) dificuldades e obstáculo intransponível
e) fazendas e engenho prósperas
7- Enumere a segunda coluna pela primeira (regra do adjetivo posposto):
(1) velhos (2) velhas
( ) camisa e calça …………..
( ) chapéu e calça ………….
( ) calça e chapéu ………….
( ) chapéu e paletó ………..
( ) chapéu e camisa ……….
a) 2 – 1 – 1 – 1 – 2
b) 2 – 2 – 1 – 1 – 2
c) 1 – 2 – 2 – 2 – 2
d) 1 – 2 – 1 – 1 – 2
e) 2 – 1 – 1 – 1 – 1
8- A flexão MASCULINA do adjetivo só é admissível em:
a) Entrego-lhe inclusas as cópias solicitadas.
b) Vi o mercado e as ruas repletas de gente.
c) É necessária a paciência.
d) Enviam-lhe anexas as folhas de pagamento.
e) É proibida a entrada.
9- Todas as concordâncias estão corretas, EXCETO:
a) Nosso time teve menas chances de gols.
b) É necessário serenidade.
c) Eles adquiriram bastantes posses.
d) Elas próprias confessaram a verdade.
e) É meio-dia e meia.
10- Marque a opção que preenche corretamente as lacunas:
(I) Era aproximadamente meio-dia e …….. quando a ambulância chegou.
(II) Decepção é ……… para aprender.
(III) Apesar da superpopulação do alojamento, havia ……. acomodações
para os homens.
(IV) Os documentos dos candidatos seguiram……… às fichas de inscrição.
a) meia – bom – bastantes – anexos
b) meio – bom – bastantes – anexo
c) meia – boa – bastante – anexo
d) meio – boa – bastante – anexos
e) meia – bom – bastantes – anexas
11- Todas as palavras grifadas admitem as duas concordâncias indicadas,
EXCETO:
a) Dei-lhe um vestido e uma blusa vermelhos. (ou vermelha)
b) Conservo um nome e um amor guardado. (ou guardados)
c) Aquele foi um beijo e um abraço demorado. (ou demorados)
d) Tratava-se de um ladrão e assassino perigoso. (ou perigosos)
e) Explicada a teoria e os métodos, passemos ao trabalho. (ou explicados)
12- Assinale a frase correta:
a) Ela mesmo confirmou a realização do encontro.
b) A reedição da obra é necessário urgentemente.
c) Ela ficou meia preocupada com a notícia.
d) Muito obrigado, meu amor! – falou emocionada.
e) Em anexo vão nossas últimas fotografias.
13- “É …… discussão entre homens e mulheres …… ao mesmo ideal, pois
já se disse …… vezes que de uma discussão, ainda que …… acalorada,
nasce a luz.”
a) bom – voltados – bastantes – meio
b) bom – voltadas – bastante – meia
c) boa – voltadas – bastantes – meio
d) boa – voltados – bastante – meia
e) boa – voltados – bastantes – meias
14- Ainda …… furiosa, mas com …… violência, proferia injúrias ……..
para escandalizar.
a) meia – menas – bastantes
b) meia – menos – bastante
c) meio – menos – bastante
d) meio – menos – bastantes
e) meio – menas – bastantes
15- “Entrada é ……, mas a permanência é …….”
a) permitida – proibida
b) permitido – proibido
c) permitida – proibido
d) permitido – proibido
e) permitido – proibida
16- “Os cientistas encontraram …… fórmulas e meios para realizar a
experiência.”
a) novo
b) nova
c) novos
d) novas
e) n.d.a.
17- Aponte a alternativa em que a concordância está incorreta:
a) Seguem anexas as fotos solicitadas.
b) As cartas seguirão em anexas.
c) As cartas seguirão em anexo.
d) Todos estavam presentes, menos as pessoas que deviam estar.
e) Vinha com bolsos e mãos cheios de dinheiro.
18- Assinale a frase que contraria a norma culta quanto à concordância
nominal.
a) Falou bastantes verdades.
b) Já estou quites com o colégio.
c) Nós continuávamos alerta.
d) Haverá menos dificuldades na prova.
e) Como não tinham outra companhia, os irmãos viajaram sós.
19- Observe as frases:
I. Simpáticas dançarinas e malabaristas animavam a festa.
II. Muito obrigada! – disse a moça.
III. É necessária liberdade de expressão.
IV. A pobre senhora ficou meio confusa.
V. São muito estudiosos os alunos e as alunas deste curso.
Há concordância inaceitável em:
a) I e II
b) II, III e IV
c) II
d) III
e) IV
20- A frase deste aviso está correta? Justifique.
Gabarito:
1- B
2- B
3- C
4- B
5- D
6- E
7- E
8- B
9- A
10- A
11- E
12- E
13- A
14- D
15- E
16- D
17- B
18- B
19- D
20- Não. A expressão “permitido” deve ser invariável quando o sujeito não
é determinado por artigo ou por certos pronomes. O correto seria
“Permitido entrada somente de funcionários”.
TEXTO 1:
A liberdade e o consumo
Quantos morreram pela liberdade de sua pátria? Quantos foram presos ou espancados
pela liberdade de dizer o que pensam? Quantos lutaram pela libertação dos escravos?

No plano intelectual, o tema da liberdade ocupa as melhores cabeças, desde Platão e


Sócrates, passando por Santo Agostinho, Spinoza, Locke, Hobbes, Hegel, Kant, Stuart
Mill, Tolstoi e muitos outros. Como conciliar a liberdade com a inevitável ação
restritiva do Estado? Como as liberdades essenciais se transformam em direitos do
cidadão? Essas questões puseram em choque os melhores neurônios da filosofia, mas
não foram as únicas a galvanizar controvérsias.

Mas vivemos hoje em uma sociedade em que a maioria já não sofre agressões a essas
liberdades tão vitais, cuja conquista ou reconquista desencadeou descomunais energias
físicas e intelectuais. Nosso apetite pela liberdade se aburguesou. Foi atraído
(corrompido?) pelas tentações da sociedade de consumo.

O que é percebido como liberdade para um pacato cidadão contemporâneo que vota,
fala o que quer, vive sob o manto da lei (ainda que capenga) e tem direito de mover-se
livremente?

O primeiro templo da liberdade burguesa é o supermercado. Em que pesem as


angustiantes restrições do contracheque, são as prateleiras abundantemente supridas que
satisfazem a liberdade do consumo (não faz muitas décadas, nas prateleiras dos nossos
armazéns ora faltava manteiga, ora leite, ora feijão). Não houve ideal comunista que
resistisse às tentações do supermercado. Logo depois da queda do Muro de Berlim,
comer uma banana virou ícone da liberdade no Leste Europeu.

A segunda liberdade moderna é o transporte próprio. BMW ou bicicleta, o que conta é a


sensação de poder sentar-se ao veículo e resolver em que direção partir. Podemos até
não ir a lugar algum, mas é gostoso saber que há um veículo parado à porta, concedendo
permanentemente a liberdade de ir, seja aonde for. Alguém já disse que a Vespa e a
Lambretta tiraram o fervor revolucionário que poderia ter levado a Itália ao comunismo.

A terceira liberdade é a televisão. É a janela para o mundo. É a liberdade de escolher os


canais (restritos em países totalitários), de ver um programa imbecil ou um jogo, ou
estar tão perto das notícias quanto um presidente da República – que nos momentos
dramáticos pode assistir às mesmas cenas pela CNN. É estar próximo de reis, heróis,
criminosos, superatletas ou cafajestes metamorfoseados em apresentadores de TV.

Uma ”liberdade” recente é o telefone celular. É o gostinho todo especial de ser capaz de
falar com qualquer pessoa, em qualquer momento, onde quer que se esteja. Importante?
Para algumas pessoas, é uma revolução no cotidiano e na profissão. Para outras, é
apenas o prazer de saber que a distância não mais cerceia a comunicação, por boba que
seja.

Há ainda uma última liberdade, mais nova: a internet e o correio eletrônico. É um


correio sem as peripécias e demoras do carteiro, instantâneo, sem remorsos pelo
tamanho da mensagem (que se dane o destinatário do nosso attachment megabáitico) e
que está a nosso dispor, onde quer que estejamos. E acoplado a ele vem a web, com sua
cacofonia de informações, excessivas e desencontradas, onde se compra e vende,
consomem-se filosofia e pornografia, arte e empulhação.

Causa certo desconforto intelectual ver substituídas por objetos de consumo as


discussões filosóficas sobre liberdade e o heroísmo dos atos que levaram à sua
preservação em múltiplos domínios da existência humana. Mas assim é a nossa
natureza, só nos preocupamos com o que não temos ou com o que está ameaçado. Se há
um consolo nisso, ele está no saber que a preeminência de nossas liberdades
consumistas marca a vitória de havermos conquistado as outras liberdades, mais vitais.
Mas, infelizmente, deleitar-se com a alienação do consumismo está fora do horizonte de
muitos. E, se o filósofo Joãozinho Trinta tem razão, não é por desdenhar os luxos, mas
por não poder desfrutá-los.

Cláudio de Moura Castro


1- O primeiro parágrafo do texto apresenta:
a) uma série de perguntas que são respondidas no desenrolar do texto;
b) uma estrutura que procura destacar os itens básicos do tema discutido no texto;
c) um questionamento que pretende despertar o interesse do leitor pelas respostas;
d) um conjunto de perguntas retóricas, ou seja, que não necessitam de respostas;
e) umas questões que pretendem realçar o valor histórico de alguns heróis nacionais.
2- O item abaixo que indica corretamente o significado da palavra em maiúsculas no
texto é:
a) ”…mas não foram as únicas a GALVANIZAR controvérsias.” – discutir;
b) ”…comer uma banana virou um ÍCONE da liberdade no Leste europeu.”- fantasia;
c) ”…consomem-se filosofia e pornografia, arte e EMPULHAÇÃO.”; grosseria;
d) ”…cafajestes METAMORFOSEADOS em apresentadores de TV.” – desfigurados;
e) ”…que a distância não mais CERCEIA a comunicação…”- impede.
3- ”Como conciliar a liberdade com a inevitável ação restritiva do Estado?”; nesse
segmento do texto, o autor afirma que:
a) o Estado age obrigatoriamente contra a liberdade;
b) é impossível haver liberdade e governo ditatorial;
c) ainda não se chegou a unir os cidadãos e o governo;
d) cidadãos e governo devem trabalhar juntos pela liberdade;
e) o Estado é o responsável pela liberdade da população.
4- ”O primeiro templo da liberdade burguesa é o supermercado. Em que pesem as
angustiantes restrições do contracheque, são as prateleiras abundantemente supridas que
satisfazem a liberdade do consumo…”; o segmento destacado corresponde
semanticamente a:
a) as despesas do supermercado são muito pesadas no orçamento doméstico;
b) os salários não permitem que se compre tudo o que se deseja;
c) as limitações de crédito impedem que se compre o necessário;
d) a inflação prejudica o acesso da população aos bens de consumo;
e) a satisfação de comprar só é permitida após o recebimento do salário.
5- O item em que NÃO está presente uma crítica do jornalista é:
a) “Foi atraído (corrompido?) pelas tentações da sociedade de consumo.”
b) “…vive sob o manto da lei (ainda que capenga)…”
c) “…de ver um programa imbecil ou um jogo,…”
d) “…consomem-se filosofia e pornografia, arte e empulhação.”
e) “O primeiro templo da sociedade burguesa é o supermercado…”
6- Observe a frase ”Não houve ideal comunista que resistisse às tentações…”. Se
colocássemos ideal no plural, quantas outras palavras sofreriam alteração?
a) uma
b) duas
c) três
d) quatro
e) nenhuma
7- “Os esgotos ………. grandes causadores de poluição, pois ao não receberem o
tratamento adequado, liberam à natureza diversos poluentes que ………. a deterioração
dos rios, lagos e oceanos. É no esgoto, também, que se ………. bactérias, vírus e larvas
de parasitas, considerados nocivos.”
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, no que se refere à concordância
verbal, as lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:
a) são considerado – provoca – encontram
b) é considerado – provoca – encontram
c) são considerados – provocam – encontram
d) são considerados – provoca – encontra
e) é considerado – provocam – encontra
8- Indique a opção correta:
a) Os Alpes é a maior cordilheira da Europa.
b) Ainda haviam pedaços de granizo na serra gaúcha.
c) Faz muitos anos que o IBGE não vem aqui.
d) Bateu três horas no relógio da escola.
e) Fui eu que abriu a porta para o agente do censo.
9- Assinale a frase em que há erro de concordância verbal:
a) Um ou outro escravo conseguiu a liberdade.
b) Não haviam dúvidas sobre a necessidade da imigração.
c) Faz mais de cem anos que a Lei Áurea foi assinada.
d) Há problemas nos seus documentos.
e) Mais de um aluno daquela turma foi reprovado.
10- A concordância do verbo está correta em:
a) Soava seis horas no relógio da matriz quando eles chegaram.
b) Apesar da greve, diretores, professores, funcionários, ninguém foram demitidos.
c) Haviam muitas ciladas em seu caminho.
d) Fomos nós quem resolvemos aquela questão.
e) Vossa Excelência enganastes vossos eleitores.
11- “É provável que ……. vagas na academia, mas não ……. pessoas interessadas: são
muitas as formalidades a ……. cumpridas.”
a) hajam – existem – ser
b) hajam – existe – ser
c) haja – existem – serem
d) haja – existe – ser
e) hajam – existem – serem
12- Indique a alternativa correta:
a) Tratavam-se de questões fundamentais.
b) Comprou-se terrenos no subúrbio.
c) Precisam-se de datilógrafas.
d) Reformam-se ternos.
e) Aqui, se obedecem aos severos regulamentos.
13- Indique a alternativa correta:
a) Filmes, novelas, boas conversas, nada o tiravam da apatia.
b) É cinco horas da tarde.
c) Da cidade à praia é dois quilômetros
d) Vossa Senhoria fará uma bela viagem.
e) O fazendeiro com os peões levantou a cerca.
14- “A apuração dos dois crimes ………… até que se ………… provas decisivas.”
a) vai continuar, encontrem
b) vão continuar, encontre
c) vai continuarem, encontrem
d) vai continuar, encontrarem
e) vai continuando, encontrassem
15- “Já ………. anos, ………. neste local árvores e flores. Hoje, só ………. ervas
daninhas.”
a) fazem, haviam, existe
b) fazem, havia, existe
c) fazem, haviam, existem
d) faz, havia, existem
e) faz, havia, existe
16- A alternativa aceitável é:
a) Mais de cem interessados na vaga enviaram currículo.
b) Precisa-se de motoristas experientes.
c) Canoas localizam-se no Rio Grande do Sul.
d) Telefone, computador, fax, tudo auxilia o homem.
e) Os Lusíadas tornaram Camões famoso.
17- “Além disso, as regras de como devemos nos comportar sexualmente prevalecem
em todos os discursos, o que se torna uma questão velada de repressão.” O
verbo prevalecer concorda com o termo:
a) as regras
b) nos
c) os discursos
d) uma questão
e) devemos
18- A alternativa onde a concordância está equivocada é:
a) Consertam-se televisores.
b) Precisa-se de técnicos em eletrônica.
c) Os pais, os avós, os vizinhos, ninguém percebeu a criança saindo.
d) Eu e você compraremos os ingressos amanhã.
e) Algum de vós conseguireis a bolsa de estudo?
19- Assinale a alternativa em que a concordância ficaria incorreta se o verbo destacado
fosse colocado no plural.
a) Já chegou o palestrante e seu assistente.
b) Uma manada escapou das jaulas.
c) Não foram nós quem decidiu a data do jogo.
d) A maioria das questões apresentava dificuldades.
e) A alegria e o contentamento marcou sua vida.
20- Observe:
I – Os Estados Unidos não divulgou a notícia.
II – Não fomos nós que atrapalhamos a reunião.
III – Os Sertões reconstitui a trágica história de Canudos.
IV – O aluno, o professor, funcionário, ninguém viu o diretor.
Estão corretas:
a) apenas I
b) I, II
c) I, III, IV
d) II, III, IV
e) todas

Gabarito:
1- D
2- E
3- A
4- B
5- E
6- B
7- C
8- C
9- B
10- D
11- C
12- D
13- D
14- A
15- D
16- C
17- A
18- E
19- B
20- D
************************

TEXTO 2:
Química da digestão
Para viver, entre outras coisas, precisamos de energia. Como não podemos tirar energia
da luz do sol para viver, como os vegetais, essa energia usada pelo nosso organismo
vem das reações químicas que acontecem nas nossas células.

Podemos nos comparar a uma fábrica que funciona 24 horas por dia. Vivemos fazendo e
refazendo os materiais de nossas células. Quando andamos, cantamos, pensamos,
trabalhamos ou brincamos, estamos consumindo energia química gerada pelo nosso
próprio organismo. E o nosso combustível vem dos alimentos que comemos.

No motor do carro, por exemplo, a gasolina ou o álcool misturam-se com o ar,


produzindo uma combustão, que é uma reação química entre o combustível e o oxigênio
do ar. Do mesmo modo, nas células do nosso organismo, os alimentos reagem com o
oxigênio para produzir energia. No nosso corpo, os organismos são transformados nos
seus componentes mais simples, equivalentes à gasolina ou ao álcool, e, portanto, mais
fáceis de queimar. O processo se faz através de um grande número de reações químicas
que começam a se produzir na boca, seguem no estômago e acabam nos intestinos. As
substâncias presentes nesses alimentos são decompostas pelos fermentos digestivos e se
transformam em substâncias orgânicas mais simples. Daí esses componentes são
transportados pelo sangue até as células. Tudo isso também consome energia.

A energia necessária para todas essas transformações é produzida pela reação química
entre esses componentes mais simples, que são o nosso combustível e o oxigênio do ar.
Essa é uma verdadeira combustão, mas uma combustão sem chamas, que se faz dentro
de pequenas formações que existem nas células, as mitocôndrias, que são nossas
verdadeiras usinas de energia.

1 – O texto afirma que o nosso corpo pode ser comparado a uma fábrica porque:
a) reage quimicamente pela combustão
b) move-se a base de gasolina ou álcool
c) produz energia a partir dos alimentos
d) utiliza oxigênio como combustível
e) Funciona 22 horas por dia
2 – “Tudo isso também consome energia” (3º parágrafo ). No trecho, a expressão em
destaque se refere a:
a) Fermentos digestivos
b) combustíveis
c) reações químicas
d) usinas de energia
e) energia
3 – Depois de processadas pelos fermentos digestivos, as substâncias são levadas para:
a) a boca
b) as células
c) o estômago
d) os intestinos
e) o esôfago
4 – As mitocôndrias são essenciais para o funcionamento do nosso corpo porque são
responsáveis por:
a) digerir os alimentos
b) produzir energia
c) renovar as células
d) transportar o oxigênio
e) limpar nosso sangue
5 – Este texto pode ser considerado um artigo de divulgação científica porque apresenta:
a) explicação detalhada sobre um acontecimento recente
b) expressões coloquiais para exemplificar o processo da digestão
c) linguagem figurada para descrever o processo de combustão
d) vocabulário técnico para explicar a química da digestão
e) uma explicação muito complexa
6 – O texto trata:
a) da constituição do aparelho digestivo
b) da digestão como fonte de energia
c) dos cuidados para uma boa alimentação
d) dos elementos que compõem o corpo humano
e) do processo da degustação
7 – “Essa é uma verdadeira combustão, mas uma combustão sem chamas”. O termo
destacado poderia ser substituído por qualquer uma das expressões abaixo, exceto:
a) porém
b) contudo
c) todavia
d) entretanto
e) porque
8 – Leia a oração: “Divulgou-se muito a manifestação dos caras-pintadas”. Se
colocarmos manifestação no plural, quantas outras palavras serão alteradas?
a) uma
b) duas
c) três
d) quatro
e) nenhuma
9 – Assinale a alternativa CORRETA com relação à concordância verbal.
a) Quais de vocês cometeu o maior pecado?
b) Fui eu que pagou as despesas.
c) Falta três segundos para o término da partida.
d) Mais de cem pessoas foi testemunha do assalto.
e) Dezenas de estudantes foram prejudicados.
10 – Qual a alternativa em que a concordância está errada?
a) Precisam-se de funcionários.
b) Necessita-se de pedreiros.
c) Vende-se gelo cristal.
d) Compram-se revistas e jornais velhos.
e) Parabenizou-se a diretora.
11 – Qual a alternativa que completa as frases corretamente?
– O relógio ………….. sete horas.
– Naquela relojoaria ………… relógios.
– Ontem ………. bons filmes no cinema.
a) batem – consertam-se – havia
b) bate – consertam-se – havia
c) bateram – conserta-se – houveram
d) batem – consertam-se – haviam
e) bate – conserta-se – havia
12 – Em que item há um erro de concordância verbal?
a) Já soaram duas horas no relógio da torre.
b) Eu com o meu amigo Paulo entramos na sociedade.
c) Fazem dois meses que o visitei.
d) Fui eu quem apresentei esta solução.
e) Há muitos candidatos a essa vaga.
13 – Indique a alternativa que preenche adequadamente as lacunas da frase: “_________
anos que o homem se pergunta: Se não _______ medos, como _________ esperanças?”
a) Faz – houvesse – existiriam
b) Fazem – houvesse – existiriam
c) Fazem – houvessem – existiriam
d) Faz – houvesse – existia
e) Faz – houvessem – existiria
14 – Assinale a única frase que pode ser preenchida com a primeira forma verbal entre
parênteses.
a) O roqueiro e a atriz _____ o evento num grande espetáculo. (transformou –
transformaram)
b) A maioria dos indivíduos __________ com uma vida digna. (sonha sonham)
c) O chefe da seção com o gerente _______ a argumentos de força para estimular seus
funcionários. (recorreu – recorreram)
d) Já ________ dez horas e nada dele chegar. (é – são)
e) __________ se muitas mercadorias ruins. (Encontra Encontram)
15 – O enunciado “Vossa Excelência não deve fazer prevalecer os seus interesses sobre
os de vossos eleitores” foi usado por um deputado para criticar um colega de
parlamento. Quanto aos pronomes que compõem a forma de tratamento do período,
pode se afirmar que:
a) estão todos corretos;
b) está incorreto o emprego do possessivo vossos;
c) está incorreto o emprego do pronome de tratamento Vossa Excelência, para um
deputado;
d) está incorreto o emprego do possessivo seus;
e) estão todos incorretos.
16 – A alternativa que respeita a norma culta é:
a) Campinas ficam no Estado de São Paulo.
b) Os pedidos, as súplicas, o desespero, nada o comoveram.
c) Haviam muitas crianças no parque ontem.
d) Tempos atrás, viviam-se com mais tranquilidade.
e) Da cidade à ilha é uma hora e quarenta minutos.
17 – Leia as frases:
I. Infelizmente, há excessos no uso de agrotóxicos.
II. Consomem-se muitos alimentos com agrotóxicos.
III. Manaus são a campeã no abuso de agrotóxicos.
Está(ao) correta(s), quanto à concordância verbal:
a) I
b) II
c) III
d) I e II
e) II e III

18 – Lembrando-se das regras de concordância dos verbos HAVER e FAZER, marque a


opção incorreta:
a) Havia candidatos à espera do resultado.
b) Há tempos que não visito meus familiares.
c) Fazem meses que não chove o suficiente.
d) Ontem fez dez anos que casamos.
e) Essas crianças fazem muitas travessuras.
19 – “Não _____ ainda sete horas, e já _____ muitas pessoas que _____ o início do
expediente”.
a) eram – haviam – aguardava
b) eram – havia – aguardavam
c) era – haviam – aguardava
d) era – haviam – aguardavam
e) era – havia – aguardavam
20- Passe para o plural:
Gabarito:
1- C
2- C
3- B
4- B
5- D
6- B
7- E
8- B
9- E
10- A
11- B
12- C
13- B
14- B
15- B
16- E
17- D
18- C
19- B
20- Alugam-se apartamentos.