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V Congresso Internacional de Literatura Infantil e Juvenil

Presidente Prudente de 02 a 04 de agosto de 2017


ISBN: 978-85-69697-02-2
V Congresso Internacional de Literatura Infantil e Juvenil
Presidente Prudente de 02 a 04 de agosto de 2017
ISBN: 978-85-69697-02-2
Livro de resumos

(Trans)formação
deleitores: travessias
e travessuras

V Congresso Internacional de
Literatura Infantil e Juvenil
CILJ/2017

ISBN: 978-85-69697-02-2

Renata Junqueira de Souza


Berta Lúcia Tagliari Feba
Juliane Francischeti Martins Motoyama
Marisa Oliveira Vicente
(Organizadoras)

Presidente Prudente
Ninfa Brisa – Assessoria em Educação LTDA - ME
2018

V Congresso Internacional de Literatura Infantil e Juvenil


Presidente Prudente de 02 a 04 de agosto de 2017
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COMISSÃO CIENTÍFICA
(formada por coordenadores dos eixos temáticos)

Eixo Temático 1: Experiências na educação básica com a


escrita do texto literário
 Cláudio José de Almeida Mello (Universidade Estadual do
Centro-Oeste - UNICENTRO)
 Dagoberto Buim Arena (Universidade Estadual Paulista Júlio
de Mesquita Filho - Marília)
 Elisa Maria Dalla-Bona (Universidade Federal do Paraná)

Eixo Temático 2: Literatura Infantil para crianças pequenas


 Mônica Correia Baptista (Universidade Federal de Minas
Gerais – UFMG)
 Renata Nakano (editora)
 Cyntia Graziella Guizelim Simões Girotto (Universidade
Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Câmpus de
Marília)
 Cinthia Magda Fernandes Ariosi (Universidade Estadual
Paulista)

Eixo Temático 3: Poesia e oralidade


 Flávia Brochetto Ramos (Universidade de Caxias do Sul)
 José Hélder Pinheiro Alves (Universidade Federal de Campina
Grande)

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 Daniela Padilha (Editora)

Eixo Temático 4: A literatura juvenil e jovens leitores


 Thiago Alves Valente (Universidade Estadual do Norte do
Paraná - UENP-Cornélio Procópio)
 Elianeth Dias Kanthack Hernandes (Universidade Estadual
Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP - Campus de
Marília)
 Berta Lúcia Tagliari Feba (Faculdade de Presidente Prudente)

Eixo Temático 5: Literatura infantil e as relações com a imagem


 Marta Passos Pinheiro (Centro Federal de Educação
Tecnológica de Belo Horizonte - Cefet/MG)
 Hércules Tolêdo Corrêa (Universidade Federal de Ouro Preto
– UFOP)
 Rogério Barbosa da Silva (Centro Federal de Educação
Tecnológica de Minas Gerais)

Eixo Temático 6: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas


linguagens
 Fabiane Verardi Burlamaque (Universidade de Passo Fundo)
 Diogenes Buenos Aires de Carvalho (Universidade Estadual
do Piauí)
 Zíla Letícia Goulart Pereira Rêgo (Universidade Federal do
Pampa – Unipampa)

Eixo Temático 7: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos

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 Rosa Maria Hessel Silveira (Universidade Federal do Rio
Grande do Sul)
 Sandra Franco (Universidade Estadual de Londrina/UEL)
 Eduardo Augusto Werneck Ribeiro (Instituto Federal
Catarinense - Campus São Francisco do Sul (SC))

Eixo Temático 8: Literatura infantil e ensino


 Daniela Segabinazi (Universidade Federal da Paraíba)
 Rosana Rodrigues da Silva (Universidade do Estado do Mato
Grosso)
 Elizabeth da Penha Cardoso (Pontifícia Universidade Católica
de São Paulo – PUC/SP)

Eixo Temático 9: Os espaços de leitura literária


 Alcione Santos (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul)
 Rovilson José da Silva (Universidade Estadual de Londrina)
 Antônio Cézar N. de Brito (Faculdade Projeção)

Eixo Temático 10: Formação de leitores e mediação de leitura


 Eliane Santana Dias Debus (Universidade Federal de Santa
Catarina)
 Silvana Augusta Barbosa Carrijo (Universidade Federal de
Goiás)
 Danglei de Castro Pereira (Universidade de Brasília)

Eixo Temático 11: Literatura e estratégias de leitura


 Ana Crelia Penha Dias (Universidade Federal do Rio de
Janeiro)

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 Sílvia de Fátima Pilegi Rodrigues (Universidade Federal de
Mato Grosso)
 Joice Ribeiro Machado da Silva (Universidade Federal de
Uberlândia/ESEBA).

Eixo Temático 12: Literatura infantil e juvenil e outras


áreas do conhecimento
 Maria Helena Hessel (Universidade Federal do Ceará)
 Paulo Cesar Raboni (Universidade Estadual Paulista)
 Alberto Albuquerque Gomes (Universidade Estadual Paulista)

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COMISSÃO ORGANIZADORA
Ana Laura Garro dos Santos
Anderson Flávio Piovesan
Anny Gonçalves
Berta Lúcia Tagliari Feba
Berta Lúcia Oliveira
Cinthia Magda Fernandes Ariosi
Clara Cassiolato Junqueira
Claudia Leite Brandão
Eduardo Peinado
Elianeth Kanhack Hernandes
Fernando Teixeira Luiz
Franciela Sanches da Silva
Gabriele Goes da Silva
Gislene Aparecida da Silva Barbosa
Helen Favareto
Izabele Dias dos Santos
Joyce Araújo Reinol
Juliane Francischeti Martins Motoyama
Kenia Adriana de Aquino Modesto Silva
Luana Neves
Lucimara Miqueloti
Mariana Revoredo
Márcia Regina Mendes Venâncio
Renata Junqueira de Souza
Robson Guimarães
Rogério Eduardo Garcia
Silvana Ferreira de Souza Balsan
Sílvia de Fátima Pilegi
Thiago Moessa Alves
Vania Kelen Belão Vagula
Victor Hugo Casagrande

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APRESENTAÇÃO

O CELLIJ (Centro de Estudos em Leitura e Literatura Infantil e Juvenil


―Maria Betty Coelho Silva"), de Presidente Prudente/São Paulo,
tradicionalmente promove o Congresso Internacional de Literatura Infantil e
Juvenil desde 1999. Trata-se de um evento que discute com professores,
livreiros, autores e pesquisadores brasileiros e de diferentes países o ensino da
leitura, a qualidade da produção dos livros infantis e juvenis e a importância da
literatura infantil e juvenil como material de leitura. A edição de 2017 do
Congresso tem como tema (Trans)formação de leitores: travessias e
travessuras, tal tema centra-se nas estratégias de leitura do texto literário.
TRAVESSIAS como caminhos, trilhas, percursos, trajetos, veredas e múltiplas
possibilidades de conduzir crianças e adolescentes ao encontro com o livro. As
TRAVESSURAS, por sua vez, remetem à natureza da literatura como arte.
O centro foi criado em 1995, com o objetivo principal de formar leitores a
partir do texto literário e de proporcionar um diálogo direto com professores,
jovens alunos, instâncias governamentais responsáveis pela implementação de
políticas públicas no campo da Educação, bem como com discentes do curso
de Pedagogia e seus docentes e, posteriormente, com o Programa de Pós-
Graduação em Educação. O Centro atende crianças e jovens da Educação
Infantil aos anos finais do Ensino Fundamental. Com vários projetos
financiados, nacional e internacionalmente, o CELLIJ atua com políticas
públicas de leitura, pesquisando e comparando índices de desempenho de
estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental e da Educação Infantil e
com ações que possam diminuir os déficits de aprendizagem desses alunos.

Comissão Organizadora

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PROGRAMAÇÃO
02 de Agosto
MANHÃ TARDE NOITE

08:00-09:00 - Retirada do 13:30-15:00 – Mesa redonda 1 19:00 –


material Palavras Aladas: poesia e Lançamento de
narração oral na escola livros e coquetel
Gilka Girardello (UFSC)
José Hélder Pinheito (UFCG)
09:00-09:30 – Abertura Oficial 15:00-15:30 – Intervalo

09:30-11:30 – Palestra de 15:30–17:00 – Mesa redonda 2


abertura ―Puntos Cardinales Lectores:
Opening Dialogic Space in Creacion de vínculos espacios,
Literature Discussions: Talk, necesidades y atmósferas
Text, and Tools for Promoting lectoras” Constanza Mekis
Argument Literacy Universidad de Zaragoza,
Ian Wilkinson (Ohio State Presidenta IBBY Chile
University).
11:30-13:30 – Almoço

03 de Agosto

Apresentações de Apresentações de comunicações 19:00 –


comunicações orais e pôsteres orais e pôsteres Apresentação
cultural
04 de Agosto

09:00-12:00 – Mesa redonda 3 14:00-15:30 – Encerramento:


Livros infantis: do berço ao e- Práticas pedagógicas que
book incentivam a competência e o
Ana Paula Paiva (escritora) prazer pela leitura: um estudo
Anna Cláudia sobre escolas públicas
Ramos (escritora) alternativas nos Estados Unidos.
Edgar Roberto Lucila Rudge (University of
Kirchof (Universidade Luterana Montana)
do Brasil)
15:30 – Show cultural de
encerramento

OBSERVAÇÃO: Os textos apresentados neste material, afirmações e conceitos expostos são


de responsabilidade exclusiva dos autores.

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PALESTRANTES CONVIDADOS

Ian A. G. Wilkinson

Ian A. G. Wilkinson é professor na Escola de Ensino e


Aprendizagem da Ohio State University, onde ministra cursos de
leitura e letramento argumentativo. Dr. Wilkinson foi membro do
corpo docente da Universidade de Auckland, Nova Zelândia. Seus
interesses de pesquisa são cognição, ensino e metodologia de
pesquisa relacionados ao estudo da leitura. Atualmente, ele conduz
pesquisas sobre contextos escolares e alfabetização, com especial
atenção ao trabalho em grupo em sala de aula e às práticas de
discussão destinadas a promover a compreensão do texto por
parte dos alunos.

Constanza Mekis
Bibliotecária, graduada na Universidade do Chile, trabalha há
30 anos na área da biblioteca escolar. Trabalhou na
Coordenação Nacional de Bibliotecas Escolares / CRA
Educação Básica do Ministério da Educação do Chile por 20
anos e é ex-Diretora da Associação Internacional da Escola
de Biblioteconomia (IASL). Especialista em leitura oral, realiza
regularmente sessões de contação de histórias com crianças,
jovens, professores e pais. Em 2004, recebeu o Prêmio Anual
Câmara Livro chileno para o compromisso excepcional para a
promoção da leitura, trabalhou no Programa de Mestrado em
Promoção da Leitura, coordenado pela Universidade Alcalá
de Henares e Fundación Germán Sánchez Ruipérez. Atuou
como professora no Programa de Pós-Graduação em
bibliotecas escolares, cultura escrita e da sociedade em rede,
da Universidade Autônoma de Barcelona e do Centro de
Superiores (CUEA), Estudos Universitários da Organização
dos Estados Americanos (OEI), em Barcelona no ano de
2012. Atualmente, é estudante e professora associada do
Mestrado em Leitura e Literatura infantil da Universidade de
Zaragoza. É Co-autora do documento coletivo por bibliotecas
escolares na América Latina (CERLALC), participante do Grupo Gestor do Projeto de
Bibliotecas Escolares do Mercosul e membro da equipe de consultoria da OEI / Espanha em
"Leitura e Bibliotecas Escolares".
Lucila Rudge
Professora no Departamento de Ensino e Aprendizagem da
University of Montana, onde atua na graduação e na pós
graduação com as disciplinas: Ensino e Aprendizagem,
Psicologia Educacional e Desenvolvimento Infantil. Estudiosa da
educação holística, um paradigma educacional que integra as
ideias idealistas da educação humanista com ideias filosóficas
espirituais. Lucila tem se dedicado à pesquisas que exploram a
aplicação pedagógica da educação holística em sistemas
escolares alternativos, como as escolas: Waldorf, Montessori e
Reggio Emilia.

Ana Paula Paiva


Professora, escritora, formadora e consultora em literatura
infantil (MEC, 2010-2015). Doutora em Educação pela UFMG
(FAE, 2013). Mestrado em Comunicação Social pela UFMG
(FAFICH, 2002). Graduação em Comunicação Social pela
UFRJ (ECO, 1998). Atuação principal: Formadora de
professores de Educação Infantil na PBH (Prefeitura de Belo
Horizonte/UMEIS, 2016) e oficineira profissional em
confecção de livros infantis pedagógicos (PBH/MinC). Autora
de A aventura do livro experimental (Edusp e Autêntica,
2015) e Professor criador: fabricando livros para a sala de
aula (Autêntica Editora, 2016).

Anna Cláudia Ramos


Carioca, escritora, graduada em Letras pela PUC-Rio e
mestre em Ciência da Literatura pela UFRJ. Viaja mundo
afora ministrando palestras e oficinas sobre sua
experiência com leitura e como escritora e especialista em
literatura infantil e juvenil.

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Edgar Kirchof
Possui graduação em Letras (Português/Alemão) pela
Universidade do Vale do Rio dos Sinos (1995), graduação em
Teologia pela Escola Superior de Teologia (1998), mestrado em
Ciências da Comunicação pela Universidade do Vale do Rio dos
Sinos (1997) e doutorado em Linguística e Letras pela Pontifícia
Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2001), tendo
realizado um Pós-Doutorado na área da Biossemiótica na
Universidade de Kassel, Alemanha. Atualmente é coordenador
do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEDU) e
professor adjunto da Universidade Luterana do Brasil, atuando,
como docente e pesquisador, no PPGEDU e no Curso de
Letras. Tem experiência na área de Letras e Educação, atuando
principalmente nos seguintes temas: Teoria da Literatura,
Estudos Culturais, Semiótica e Cibercultura.

Eliane Debus
É graduada em Letras (FUCRI, 1991), mestre em Literatura
(UFSC, 1996) e doutora em Teoria Literária (UCRS, 2001).
Professora da Universidade Federal de Santa Catarina, na
graduação atua no Departamento de Metodologia de Ensino
junto aos Cursos de Pedagogia e Letras; na Pós-graduação
atua no programa de Pós-Graduação em Educação, na linha
Ensino e Formação de educadores. É líder do Grupo de
pesquisa Literalise: pesquisas sobre literatura infantil e
juvenil e práticas de mediação literária e tutora do
PET/Pedagogia.

Gilka Girardello
Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da
Universidade Federal de Santa Catarina, é doutora em
Ciências da Comunicação (USP), mestre em Ciências
Humanas (New School for Social Research, NYC/EUA).
Coordena o Núcleo de Pesquisas Infância, Comunicação e
Arte da UFSC. Realizou pós-doutorado em Educação na City
University of New York em 2010, desenvolvendo a pesquisa
―Cultura nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental: autoria
narrativa infantil e imaginário midiático‖ (Fulbright/Capes).
Entre os livros que organizou e escreveu se destacam Liga,
Roda, Clica: estudos sobre infância, cultura e mídias (em co-
autoria com Monica Fantin, Papirus, 2008), Uma Clareira no
Bosque; contar histórias na escola (Papirus, 2014).

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Hélder Pinheiro
José Hélder Pinheiro Alves é professor de Literatura
brasileira na Universidade Federal de Campina Grande,
Paraíba. Publicou, dentre outras obras, Poesia na sala de
aula (2007), e, com Ana Cristina Marinho Lúcio Cordel no
cotidiano escolar. Atua no mestrado em Linguagem e
Ensino, da Unidade Acadêmica de Letras da UFCG, onde
orienta pesquisas voltadas para a prática da leitura
literária em sala de aula. Já orientou vários trabalhos
voltados para Literatura de Cordel e seu ensino. Tem
artigos publicados em revistas e livros voltados sobretudo
para o trabalho com poema no contexto escolar.

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ANAIS DE RESUMOS V CONGRESSO
INTERNACIONAL DE LITERATURA INFANTIL E
JUVENIL

(Trans)formação de leitores: travessias e travessuras

A ESCRITA LITERÁRIA COM ALUNOS DO CURSO TÉCNICO INTEGRADO EM


EDIFICAÇÕES: DESAFIOS E POSSIBILIDADES
Andreia Dos Santos Oliveira
Eixo Temático 01: Experiências na educação básica com a escrita do texto literário -
Apresentação de Pôster
Propor situações que contribuam com o desenvolvimento de habilidades de escrita é
um desafio no primeiro ano do ensino médio, pois recebemos muitos alunos com
dificuldades em utilizar estratégias de escrita básica, tais como a constituição de
parágrafos, elementos de coesão e coerência textual. O desafio torna-se ainda maior,
quando pretende-se trabalhar com a escrita de textos literários, haja vista que exige
maiores habilidades dos alunos por se tratar da composição de um gênero especial: o
literário, com todas as suas especificidades. O resumo em questão pretende expor a
experiência de um trabalho desenvolvido no ano de 2016 com 40 alunos do curso
integrado em Edificações do Instituto Federal de Rondônia, campus Porto Velho
Calama. Durante o 4º bimestre, os alunos tiveram que demonstrar o conhecimento
adquirido ao longo do ano sobre os textos narrativos e as especificidades do texto
literário e produzirem livros ilustrados. No momento, em que o trabalho foi proposto,
muitos alunos reclamaram da atividade, e demonstraram muitas dúvidas em como ele
deveria ser procedido. Entretanto, à medida que os dias iam passando e as
orientações eram feitas em momentos diferenciados dos das aulas regulares, eles
deixavam a angústia de lado e começaram a perceber o prazer de compor seus
primeiros livros literários. A única exigência foi que os livros fossem de narrativas
literárias, porém o público destinado, o enredo, a linguagem escolhida e o formato dos
livros seriam de escolha dos próprios alunos. Ao final da atividade, surpreendi-me com
a qualidade da produção. Livros com histórias surpreendentes, instigantes e
convidativas foram produzidos e muitos alunos sentiram-se tão encantados com essa
atividade que pretendem dedicar-se ainda mais à atividade de escrita literária.

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(Trans)formação de leitores: travessias e travessuras

ESCRITA LITERÁRIA NAS AULAS DE LITERATURA NO ENSINO MÉDIO: A


INTERLOCUÇÃO COM CONTOS DE MARIANA COLASANTI
Rosana Carvalho Dias Valtão, Eudma Poliana Medeiros Elisbon
Eixo Temático 01: Experiências na educação básica com a escrita do texto literário -
Apresentação de Pôster
Este artigo pretende apresentar os resultados de um trabalho que articulou leitura
literária e escrita literária desenvolvido com alunos do ensino médio a partir dos contos
A moça tecelã e Para que ninguém a quisesse de Marina Colasanti. Uma proposta
que, inicialmente, focalizava o caráter humanizador da literatura, que visava a
emancipação do leitor, sua formação ética, o desenvolvimento da autonomia
intelectual e do pensamento crítico conforme sentido atribuído por Antonio Candido
(2015), possibilitou aos alunos também a legitimação do seu posicionamento de autor
– um processo que influi tanto na sua autonomia escritora quanto leitora de textos
literários. Além disso, os contos escolhidos apresentaram-se como uma possibilidade
de estabelecer uma relação entre a autoria feminina e as representações femininas
que circulam na sociedade contemporânea pela voz de uma autora que busca
evidenciar, numa ótica contra-hegemônica, tanto a violência simbólica quanto a
emancipação e o autoconhecimento feminino; que assume, deliberadamente, uma
perspectiva feminista/feminina e seus resultados e que, sobretudo, reconhece a força
das representações reproduzidas/construídas/disseminadas pela literatura sem
desejar ser didática.

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(Trans)formação de leitores: travessias e travessuras

PRODUÇÃO ORAL E ESCRITA: O USO DA FÁBULA EM SEQUÊNCIA DIDÁTICA


Taila Paulina Pereira
Eixo Temático 01: Experiências na educação básica com a escrita do texto literário -
Apresentação de Pôster
No contexto escolar, os gêneros textuais são comumente trabalhados em sala de aula,
porém o seu uso sem a concepção de um instrumento de comunicação é uma
necessidade a se preocupar tanto na formação continuada do professor, quanto na
sua prática em sala de aula. A fábula é um gênero textual que traz inúmeras
contribuições para o contexto educacional atual. Muito além de transmissão de valores
ideológicos, numa perspectiva sociológica, são narrativas de fácil compreensão que
contribuem para o ensino da língua portuguesa. Tem-se por objetivo trabalhar a
sequência didática como facilitadora do entendimento sobre o gênero textual fábula
nas séries finais do Ensino Fundamental. Dentro dos estudos do Interacionismo Sócio
Discursivo (ISD), agir no mundo é saber ler e escrever linguisticamente. Desse modo,
a perspectiva da teoria do ISD acerca do uso dos gêneros textuais como reflexão e
transformação é o que impulsiona esse trabalho. Para este trabalho a metodologia
pretendida é do tipo da pesquisa-ação. Os passos para a pesquisa e os instrumentos
utilizados na mesma, podem ser divididos em: levantamento das dificuldades de
aprendizagem; levantamento de referencial bibliográfico; modelização didática do
gênero fábula; progressão curricular das capacidades de linguagem e
desenvolvimento das sequências didáticas com enfoque nas séries finais do ensino
fundamental I

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(Trans)formação de leitores: travessias e travessuras

SEQUÊNCIA DIDÁTICA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA A PARTIR DO GÊNERO


TEXTUAL AUTOBIOGRAFIA
Maria Vagna Da Silva Rbeiro, Camila Pereira Dos Santos Medalha, Juciléia Steffen
Pereira Dos Santos, Patrícia Motokio Leite
Eixo Temático 01: Experiências na educação básica com a escrita do texto literário -
Apresentação de Pôster
O ensino de gêneros textuais não se dá no instante em que o educando entra em
contato com a necessidade de produção ou mesmo quando este tem acesso à leitura.
É preciso uma sistematização deste processo de forma gradativa que possa conduzir
o estudante a reflexão, compreensão das ideias do texto e ao desenvolvimento da
habilidade de produção do gênero em questão dentro de um contexto social. Para isso
são sugeridas as sequências didáticas dos pesquisadores Dolz e Schneuwly (2011),
em que o docente, a partir de um contato organizado entre o aluno e o gênero, estuda
as características e particularidades do texto e planeja o processo de produção
textual. Neste estudo, apresentamos e analisamos um relato de experiência
desenvolvido em uma escola pública da cidade de Adamantina, no interior do Estado
de São Paulo. O objetivo do trabalho desenvolvido em três salas do quinto ano do
ensino fundamental I foi criar um espaço no qual os alunos não apenas lessem
autobiografias, mas que pudessem refletir sobre as características do gênero textual e
produzir seus próprios textos, tornando-se assim, protagonistas do processo de
criação e, ao mesmo tempo, objeto de análise para a criação textual. Analisando a
realidade escolar, Lerner (2002) postula que as práticas de leitura e escrita escolares
estão muito afastadas das práticas sociais, isso possibilita que os educandos criem
representações controversas sobre o ato da escrita. A partir da experiência aqui
relatada, foi possível verificar que, desde que o trabalho seja planejado e executado
com respeito aos saberes dos discentes e as suas produções, é possível romper com
essa dissociação entre a produção escolar e a social. Palavras-Chave: SD

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(Trans)formação de leitores: travessias e travessuras

TEXTO LITERÁRIO E A IMAGINAÇÃO INFANTIL: ESCRITAS QUE CRIAM E


RECRIAM A REALIDADE
Paula Gomes De Oliveira
Eixo Temático 01: Experiências na educação básica com a escrita do texto literário -
Apresentação de Pôster
Este trabalho trata do trabalho pedagógico com textos literários e as expressões dos
processos imaginativos nas crianças. O referencial teórico fundamenta-se na
perspectiva histórico-cultural, em especial, nos estudos de Vigostski sobre a
imaginação criadora, linguagem e infância. Realizamos uma pesquisa qualitativa, na
perspectiva da Epistemologia Qualitativa de González Rey. Utilizamos como
instrumentos a observação participante, entrevistas semiestruturadas com as
professoras e oficinas com as crianças do 1º ao 5º ano do ensino fundamental da rede
pública. Por meio da recepção, apreensão e produção dos textos literários,
percebemos que a realidade não é apenas representada ou reproduzida pelas
crianças, por vezes, ela é questionada, subvertida e até recriada. Essa relação com a
realidade faz-se no plano do imaginário, configura-se como um arranjo que demonstra
a autonomia e a imaginação das crianças em confrontar-se com o real, já que a
linguagem disputa com o real outras possibilidades de existir, de pensar a existência
do mundo e de outros mundos a serem criados. Além disso, a imaginação está ligada
simultaneamente à realidade e à afetividade das crianças, o que permite a ampliação
de elementos da experiência de seu contexto para reorganizá-los em novas
combinações e em outro campo de entendimento – o campo imaginativo, tal como
propõe Vigotski, apresentando a imaginação como um complexo sistema psicológico
que integra várias funções mentais. Nesse sentido, a boa notícia é que a recepção e
produção de textos literários pelas crianças possibilita a ampliação de seus processos
imaginativos. Atividade tão importante e cara nos primeiros anos de escolarização e
na vida... Palavras-Chave: Texto Literário. Imaginação. Trabalho Pedagógico.

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(Trans)formação de leitores: travessias e travessuras

A ESCRITA LITERÁRIA A PARTIR DE EXPERIÊNCIAS DO ENSINO MÉDIO


Sarah Vervloet Soares
Eixo Temático 01: Experiências na educação básica com a escrita do texto literário -
Comunicação Oral
Por meio de um grupo de leitura e escrita composto de alunos com idades entre 14 e
17 anos, algumas experiências suscitaram a pensar acerca da escrita literária no
âmbito do Ensino Médio. A partir da descrição de algumas dessas experiências,
propõem-se questões com a finalidade de refletir sobre a importância dessa escrita
para a (trans)formação do sujeito e de suas capacidades cognitivas, pensando em sua
constituição como autor. Vislumbrar a escrita literária como parte de um ensino
significa apontar que a prática dessa escrita carrega valores que podem subsidiar
diferentes vínculos com a aprendizagem. Escrever deixa de ser um conteúdo restrito à
dimensão técnica ou aos anos iniciais da escola para assumir um sentido social,
afetivo, estético, cultural e político. O trabalho será amparado pelos estudos de
Vygotsky (1987, 1988, 1999), Catherine Tauveron (2005, 2007, 2014), Christine Barré-
De Miniac (2015), Roger Chartier (2001, 2002), entre outros.

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(Trans)formação de leitores: travessias e travessuras

ALFABETIZAÇÃO E A DESCOBERTA DO TEXTO LITERÁRIO


Márcia Martins De Oliveira Abreu, Adriana Pastorello Buim Arena
Eixo Temático 01: Experiências na educação básica com a escrita do texto literário -
Comunicação Oral
RESUMO O presente artigo é resultado de reflexões acerca da relação entre
alfabetização e literatura, construídas por meio de alguns estudos que apresentam
contribuições sobre a temática e ainda de algumas das experiências vivenciadas em
um processo de pesquisa-ação, desenvolvido com uma turma de 1º ano, em uma
escola pública. Na tentativa de buscar subsídios para uma melhor compreensão sobre
esta relação, buscou-se um diálogo com alguns teóricos dentre eles destacam-se
Bernardin, Bajard, Jolibert, e Smolka. O plano de ação, desenvolvido no contexto da
investigação, teve como objetivo elucidar algumas possibilidades de um trabalho
qualitativo com a literatura no contexto escolar, especialmente com alunos na fase de
alfabetização. Durante o ano letivo muitas atividades diferentes foram desenvolvidas,
mas devido ao espaço concedido para esta publicação serão descritos e analisados
apenas os dados referentes a uma atividade de leitura, a descoberta do texto.
Conclusões preliminares destacam o envolvimento dos alunos na atividade proposta e
demonstram que as ações desenvolvidas auxiliam tanto na aprendizagem da leitura
quanto na da escrita. O trabalho convida o leitor para uma reflexão sobre a relação da
criança com o livro na escola e o seu processo de alfabetização. Palavras-Chave:
Literatura. Descoberta do texto. Ação pedagógica.

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(Trans)formação de leitores: travessias e travessuras

ALGUMAS CONTRIBUIÇÕES DO CÍRCULO DE BAKHTIN PARA O ENSINO DE


ATOS DE ESCRITA
Erika Christina Kohle
Eixo Temático 01: Experiências na educação básica com a escrita do texto literário -
Comunicação Oral
Este trabalho teve como objetivo tecer discussões sobre contribuições, advindas dos
estudos do Círculo de Bakhtin, para o ensino de atos de escrita, tendo em vista as
possibilidades de prática pedagógica para a produção de textos. Sabe-se que, ao
longo da história, houve uma evolução no modo de conceber os atos de escrita, no
entanto, nas escolas, ainda hoje, é forte a presença de práticas rudimentares de
escrita que se efetivavam em sociedades antigas, em momentos em que seus atos
eram submetidos à oralidade. Essa forma de ver os atos de escrita era aceitável numa
sociedade com outros modos de pensar, de agir e de viver, entretanto, atualmente, ela
não condiz com a realidade da vida dos sujeitos dentro e fora da escola. Isso acontece
porque se carrega princípios de determinados momentos da história pedagógica que
não evoluíram e que atravancam o ensino inserido em situações reais de existência,
que priorizam função social dos textos e as necessidades discursivas dos sujeitos. A
partir do diálogo entre os dados de uma pesquisa-ação de mestrado, as obras de
Bakhtin e Volochínov e o cotejamento de seus estudos com outras vozes, elencou-se
alternativas, para o problema da formação do sujeito autônomo na autoria de suas
produções textuais. Longe de propor uma solução única para esse problema, buscou-
se priorizar atos de escrita presentes no dia a dia das crianças, porque por meio deles,
tem-se acesso aos inúmeros gêneros discursivos e os resultados demonstraram que
eles as impulsionaram a produzir algo endereçável ao outro, passível de resposta,
imerso em uma situação de troca verbal, inserido no grande e no pequeno tempo.
Palavras-Chave: Ensino de atos de escrita. Gêneros do discurso. Situação de troca
verbal.

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A (RE)ESCRITA NO PROCESSO DE PRODUÇÃO TEXTUAL: CONTRIBUIÇÕES DE


CLÁSSICOS DA LITERATURA INFANTIL
Vanessa Helena Seribelli, Cinthia Magda Fernandes Ariosi
Eixo Temático 01: Experiências na educação básica com a escrita do texto literário -
Comunicação Oral
Esse relato baseia-se no projeto intitulado ―Oficina de Redação‖ desenvolvido com
uma turma de 4° ano do ensino fundamental da Escola Municipal Odette Duarte da
Costa – Presidente Prudente – SP. O bairro onde a escola está localizada, é marcado
por um histórico de vulnerabilidade social, fato que contribui para que o acesso à
literatura infantil esteja restrito na maioria dos casos, apenas à instituição escolar. O
objetivo principal do projeto, deu-se a partir da observação da rotina e a maneira como
a escola estava configurada, trazendo assim, o desejo de contribuir com uma proposta
que despertasse nos alunos, a sensibilidade e o prazer pela leitura, possibilitando que
eles participassem de situações de comunicação oral e escrita, como contar, recontar
e escrever histórias, o que foi o mais desafiador, já que grande parte dos alunos, ainda
cometia muitos erros de ortografia e gramática, além de não conseguirem organizar as
ideias no texto. A formação de leitores é algo que requer condições favoráveis, tanto
no que diz respeito aos materiais, como na maneira que o professor irá conduzir o
processo. Portanto, pensamos em uma estratégia em que os momentos de leitura,
escrita e interpretação, sejam considerados pelos alunos como uma atividade
prazerosa e não algo convencional, mecânico e maçante como anteriormente. O
trabalho foi de grande relevância no processo de ensino e aprendizagem, uma vez
que as produções textuais dos alunos, evoluíram gradativamente. Além disso,
passaram a ter mais interesse pela literatura infantil e pela produção escrita,
organizando melhor as ideias no texto, redigindo-os com maior coerência e coesão.
Notou-se também uma melhora nas questões ortográficas e gramaticais.

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A RELAÇÃO CONSTITUTIVA ENTRE METODOLOGIA E TEORIA NA PRÁTICA


DOCENTE DE MIKHAIL BAKHTIN: A CONSTITUIÇÃO LEITORA E AUTORA NO
ENSINO FUNDAMENTAL
Fernando Ringel, Angela Machado De Paula
Eixo Temático 01: Experiências na educação básica com a escrita do texto literário -
Comunicação Oral
O presente trabalho é uma reflexão teórica sobre a relação constitutiva entre
metodologia e teoria no pensamento bakhtiniano para a constituição leitora e autora. O
objetivo principal é investigar como a escrita, na elaboração do conto com as crianças,
pode provocar o desenvolvimento de sua consciência como ser humano, tendo como
referência para a elaboração do texto, sua vida concreta, de forma a levar o aluno a ler
e escrever com autonomia, tornando-se sujeito dessas duas atividades interligadas
para a constituição de sua condição de cidadão. Para alcançar esse objetivo,
buscamos ir além do embasamento teórico de Bakhtin (1997, 2006), investigando a
relação constitutiva entre metodologia e teoria no pensamento bakhtiniano e sua
prática como professor de língua no ensino médio na constituição leitora e autora de
seus alunos da 8ª e décima séries. Para isso propomos a utilização dos postulados
teóricos de Bakhtin e também sua prática como docente, explicitados na obra
Questões de estilística no ensino da língua (2015), onde o autor aborda a metodologia
aplicada e os dados apurados no experimento. Historicamente o relato de Bakhtin
contido nessa obra é relevante por sintetizar tanto o desenvolvimento de seus
postulados teóricos, como no caso dos conceitos de relações dialógicas e interação
verbal, quanto em sua constituição como pesquisador de forma a levar o sujeito a ler e
escrever com autonomia. Ressaltamos que o presente artigo é fruto de pesquisas
anteriores sobre o contexto histórico e a prática docente de grandes teóricos na área
da Educação.

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CONCURSOS LITERÁRIOS OFICIAIS NO BRASIL E EM PORTUGAL E A


EDUCAÇÃO LITERÁRIA
Joana D‘Arc Batista Herkenhoff, Fernando José Fraga De Azevedo, Renata Junqueira
De Souza
Eixo Temático 01: Experiências na educação básica com a escrita do texto literário -
Comunicação Oral
Análise de propostas de concursos literários oficiais votados para alunos da educação
básica, ―Olimpíada de Língua Portuguesa‖ do Brasil e ―Concurso Inês de Castro‖ e
―Faça lá uma poema‖ de Portugal, buscando identificar a sua relação com as Metas
Curriculares Nacionais, no caso português e os Parâmetros Curriculares Nacionais, no
Brasil. Tomaremos como corpus, os regulamentos dos concursos, propondo uma
reflexão sobre seus critérios, sua construção discursiva e as concepções teóricas que
os fundamentam. Amparamo-nos em estudos sobre escrita literária de Tauveron
(2014), Dalla-Bona (2013) e constatamos, preliminarmente, que os concursos
analisados estão articulados aos documentos oficiais nacionais, constituindo-se
estratégias para a promoção da leitura e da escrita, com potencial de contribuir para a
educação literária dos alunos da educação básica.

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CRÔNICAS DIGITAIS: A MULTIMODALIDADE NA ESCOLARIZAÇÃO DA


LITERATURA
Nilze Maria Malaguti
Eixo Temático 01: Experiências na educação básica com a escrita do texto literário -
Comunicação Oral
A forma como a sociedade passou a se relacionar com a leitura e a escrita, após as
atuais transformações tecnológicas, trouxe alterações profundas nas práticas sociais
de uso da linguagem, especialmente entre o público mais jovem. De uma relação
pautada na materialidade impressa, para o mundo virtual, as ferramentas eletrônicas
ampliaram as possibilidades de exploração da multimodalidade nos textos e
redimensionaram as formas usuais de ler e de escrever. Ancorados em abordagens
teóricas de Rouxel et al. (2013) e Paiva et.al (2017), apresentamos, neste trabalho, os
resultados alcançados a partir de uma proposta de leitura e de produção de crônicas
com alunos da educação básica. A experiência teve por objetivo sistematizar
mecanismos que favorecessem a leitura do texto literário e a produção de crônicas
digitais. O aporte metodológico foi fundamentado em Cosson (2006) para a promoção
do letramento literário e no método de Sequência Didática, esquematizado por
Schneuwly, Dolz e Noverraz (2004). Um repertório de crônicas da literatura escrita em
Mato Grosso e imagens da obra intitulada Grande Sertão Veredas, do artista Lester
Scalon serviram para estabelecer a relação entre a sensibilidade do olhar do fotógrafo
com a do cronista em ambas as formas de representar a paisagem, a vida e os fatos
corriqueiros. A produção inicial desenhou os aspectos necessários de serem
articulados nas atividades, não para o ensino do gênero, mas a partir do gênero.
Dinâmicas de leitura e produção auxiliaram o aluno a reconhecer os elementos
comuns que enquadram uma narrativa à crônica e os recursos utilizados para trazer à
tona sons, imagens, gostos e aromas, sentidos possíveis de serem construídos pela
linguagem literária. Palavras-Chave: Literatura. Multimodalidade. Crônicas

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ENSINO DA ESCRITA LITERÁRIA: POSSIBILIDADES E DESAFIOS


Raquel Pereira Soares, Adriana Pastorello Buim Arena
Eixo Temático 01: Experiências na educação básica com a escrita do texto literário -
Comunicação Oral
Este texto é parte de uma pesquisa de doutorado, em andamento, cujo objetivo é
apresentar uma proposta de ensino da escrita literária com crianças do 4° ano do
ensino fundamental da cidade de Uberlândia – Minas Gerais. Para concretização de
tal proposta optou-se pela pesquisa-ação porque é um caminho investigativo que
conduz o pesquisador a uma nova atitude e a uma nova inscrição na sociedade,
tornando-se um sujeito autônomo, autor de sua prática e de seu discurso. As
pesquisas sobre o ensino da escrita e, principalmente da escrita de texto, já evoluiu
muito em nosso país. No entanto, as discussões e pesquisas em torno do ensino da
escrita literária ainda necessitam de estudo e de metodologias para que os alunos se
apropriem desta modalidade de escrita. Essa investigação toma como base o trabalho
desenvolvido por Liev Tolstói com crianças em sua propriedade rural Iásnaia Poliana e
a proposta de ensino da leitura e da escrita de Jolibert para ensinar as crianças a
escrever textos. As atividades didáticas serão planejadas a partir de um projeto de
escrita de texto literário que organiza as aprendizagens dos alunos em torno da leitura
de contos de Tolstói, do ensino das características do texto literário e por meio de
registros que promovam uma atitude reflexiva, metacognitiva e metalinguística. Devido
ao espaço concedido para esta publicação, será apresentada e analisada apenas uma
das sessões realizada com as crianças sobre questionamento de texto literário.

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FÁBULAS: POVOANDO O IMAGINÁRIO, INSTIGANDO A AUTORIA DAS


CRIANÇAS
Maria Luciana Scucato Benato, Elisa Maria Dalla-Bona
Eixo Temático 01: Experiências na educação básica com a escrita do texto literário -
Comunicação Oral
Trata-se de pesquisa etnográfica desenvolvida em 2015, numa turma de 3º ano do
ensino fundamental de escola municipal de Curitiba. O objetivo do trabalho foi
acompanhar a escrita de fábulas pelos alunos-autores relacionada às estratégias da
professora para a superação dos desafios impostos pela escrita literária. Essas
estratégias foram: a imersão na leitura de fábulas; a compreensão de elementos
narrativos; a interpretação solidária, que valoriza contribuições individuais e supera
leituras superficiais; o estabelecimento de conexões entre fábulas, leituras anteriores e
conhecimentos de mundo para a construção do texto; o acolhimento das ideias
individuais na contribuição da escrita coletiva; a formação de grupos cooperativos para
a construção do texto; a inclusão de todos os alunos no processo de escrita, mesmo
os ainda não-alfabetizados; o desenvolvimento de etapas num crescente para
culminar no texto integral. Foram analisadas 11 fábulas escritas pelos alunos-autores
e, em decorrência do encaminhamento pedagógico realizado, constatou-se que eles
conseguiram envolver o leitor na atmosfera da narrativa ao caracterizar o tempo, o
espaço, os personagens; ao criar um argumento motivador de conflito; ao possibilitar a
construção de imagem mental da cena; ao produzir efeitos de suspense e de humor;
ao utilizar recursos próprios do discurso direto; ao mesclar a realidade e o imaginário;
ao surpreender o leitor com desfechos inusitados e quebra de estereótipos. Conclui-se
que a produção de texto efetivou-se como um processo contínuo, complexo e de
negociação, que requer planejamento e revisão. O prazer estético ofertado pelos
textos dos alunos-autores foi reflexo da interação proposta pela professora. Palavras-
Chave: Fábula. Escrita literária. Ensino fundamental.

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FORMAÇÃO DA AUTORIA: A ESCRITA DE CONTOS MARAVILHOSOS


Angela Machado De Paula, Fernando Ringel
Eixo Temático 01: Experiências na educação básica com a escrita do texto literário -
Comunicação Oral
Apresentam-se neste texto, os resultados parciais de uma pesquisa realizada em 2013
com alunos de 4º ano do ensino fundamental, de uma escola pública no interior do
estado de Minas Gerais, com o objetivo de analisar a formação autora por meio de
sete sequências didáticas em contos latino-americanos. Os recursos metodológicos
foram observações e um experimento pedagógico com atividades organizadas.
Fundamenta-se em estudos da Escola de Vigotski e na teoria da enunciação, de
Bakhtin. Ao elaborarem as narrativas/ contos, os sujeitos da pesquisa evidenciaram
em seus enunciados tanto a reprodução como a criação de narrativas/contos, bem
como a reestruturação de outros dizeres. Demonstraram, portanto, as vozes que
permeiam a interlocução existente na esfera cultural em que estão inseridos,
comprovando que a autoria também se dá na inter-relação do seu dizer com o dizer de
outrem, revelando seu conhecimento de mundo numa atitude responsiva.

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LER PARA ESCREVER. RELATO DE UM PROJETO DE PRODUÇÃO TEXTUAL


Renata Daniela Silva De Cristo
Eixo Temático 01: Experiências na educação básica com a escrita do texto literário -
Comunicação Oral
Relatamos aqui os resultados e o desenvolvimento de um projeto de letramento
articulado com o uso de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Destacamos
que o projeto mencionado é fruto dos estudos e leituras vinculados ao grupo de
pesquisa ―Formação de Professores e Práticas de Ensino na Educação Básica e
Superior‖ do qual fazemos parte. Realizado de março a maio de 2016, foi
desenvolvido em uma sala de 3º ano do Ensino Fundamental I, de uma escola
Municipal de Presidente Prudente/SP. Sabendo que nessa fase escolar deve ocorrer a
consolidação da alfabetização, desafiamos os alunos a um projeto que sedimentasse
e ampliasse as habilidades de leitura e escrita adquiridas nas séries anteriores.
Objetivou-se promover o letramento; integrar a educação às TICs e fomentar um
espaço de interação entre escola, família e comunidade. Em específico almejamos
que os alunos percebessem a leitura como repertório para a escrita e
compreendessem esta como uma das formas de registrar experiências e sentimentos;
que conhecessem as características do gênero Diário e que o produzisse. Por fim os
textos compuseram um diário digital, o blog da turma. Todo projeto foi desenvolvido
com as seguintes etapas: Sensibilização; Produção; Correção; Digitação e Publicação.
Ao finalizarmos o projeto, avaliamos a superação da resistência em produzir textos, os
avanços nas habilidades de escrita e o apreço pela leitura. O uso do blog garantiu o
registro dos textos de forma significativa e a interação com as famílias e a
comunidade. Concluímos que há eficiência no trabalho de leitura como repertório para
a produção textual garantindo a ressignificação da ação de ler e escrever. É possível
visualizar os resultados deste projeto no endereço
http://blogueandocomoterceiroanoc.blogspot.com.br/.

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O DIÁRIO DE LEITURA COMO PRÁTICA NAS AULAS DE LITERATURA INFANTIL


E JUVENIL
Izabel Cristina Marson, Luciana Brito
Eixo Temático 01: Experiências na educação básica com a escrita do texto literário -
Comunicação Oral
Este trabalho tem por objetivo apresentar a pesquisa de mestrado intitulada ―Didática
da leitura subjetiva: o sujeito leitor no ensino de leitura na escola‖, que propõe um
plano de trabalho docente e oficina para professores da rede básica a partir da análise
e leitura de quatro livros do Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE): O que a
terra está falando, de Ilan Brenman, 2011; Nenhum peixe aonde ir, de Marie-Francine
Hébert, 2013; A chegada, de Shaun Tan, 2006; e Guerra dentro da gente, de Paulo
Leminski, 2006. Partindo do diálogo intertextual baseado no tema ―conflitos sociais‖,
tem-se como intuito pesquisar a depreensão do texto literário por meio de elementos
que revelam a subjetividade do leitor, bem como sua competência estética (Rouxel:
2014, p.28). Plano de trabalho e oficinas para professores aqui integram proposições
de formas de avaliação diagnóstica dos saberes de alunos e educadores, sendo o
primeiro composto por treze encontros em sala de aula e as oficinas contando com
nove atividades. Deste modo, as propostas visam indicar que o ensino de leitura
requer, para professores, formação e capacitações; e, para os alunos, atividades
coerentes, com avaliações diagnósticas que apontem direções pertinentes a novas
leituras emancipatórias no campo do literário. A pesquisa justifica-se pela
subjetividade da leitura estar inserida de forma constitutiva no ato de ler, como
questão contextual, sociocultural e identitária do leitor em formação (Jouve: 2013,
p.65). Com o delineamento do ensino de leitura a partir do texto literário no contexto
de atividades formadoras para professores e alunos estima-se apresentar práticas
avaliativas que contribuam para a aprendizagem da Língua Portuguesa por meio da
leitura.

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O ENSINO DE LITERATURA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: UMA


ANÁLISE DOS ASPECTOS INCLUSIVOS
Clarice Karen De Jesus
Eixo Temático 01: Experiências na educação básica com a escrita do texto literário -
Comunicação Oral
Este artigo visa relatar algumas observações das aulas de Literatura na Educação de
Jovens e Adultos (EJA) no ensino médio, na qual está matriculado um estudante com
surdez. Para desenvolver esta pesquisa foi feito o levantamento bibliográfico,
observação das aulas e entrevistas semiestruturadas com os professores da
disciplina. Como resultado foi possível concluir que o ensino de Literatura ainda não
está atingindo resultados satisfatórios na escolarização do estudante com surdez, pois
em vários momentos o aluno não conseguiu compreender os conceitos abordados ou
participar dos debates sugeridos pela professora. Outros recursos utilizados na aula
também não contemplavam a inclusão do estudante, por exemplo, atividades com
música e correção por meio de ditados. Para embasar este artigo foram utilizados os
autores: Fukushima (2008), Rijo (2009) e Rocha (2012). Palavras-Chave: Inclusão.
Escolarização. Literatura.

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O USO DO COMPUTADOR NA ESCRITA DE NARRATIVAS


Sonia De Oliveira Santos, Dagoberto Buim Arena
Eixo Temático 01: Experiências na educação básica com a escrita do texto literário -
Comunicação Oral
Este trabalho tem como proposta apresentar dados de uma pesquisa maior intitulada
apropriação da linguagem escrita por meio de aplicativos em dispositivos digitais, que
tem por objetivo geral compreender as relações entre as crianças e os aplicativos
presentes em dispositivos digitais no processo de apropriação da linguagem escrita. A
pesquisa vem sendo desenvolvida desde 2015, em uma escola pública da rede
estadual do Estado de São Paulo, localizada na cidade de Marília. Participam da
pesquisa crianças que cursam o 1º e 2º ano das séries iniciais do Ensino
Fundamental. A pesquisa-ação é utilizada como metodologia de base por possibilitar
intervenções diretas com os sujeitos da pesquisa e os dados são gerados nos
momentos de construção de narrativas, de comunicação instantânea, utilizando os
dispositivos digitais e de interação com a pesquisadora. Para que a linguagem escrita
seja desenvolvida em um contexto significativo é utilizada a escrita de mensagens
utilizando o aplicativo WhatsApp e de narrativas baseadas nos contos dos irmãos
Grimm, utilizando o programa Word e o aplicativo bookwright. O uso de novas
tecnologias e de instrumentos digitais altera as concepções sobre os atos de ler e de
escrever e modifica a relação que o sujeito estabelece com a linguagem escrita. As
ações realizadas pelos sujeitos ao utilizar os instrumentos digitais demonstram a
riqueza de gestos que são característicos da escrita contemporânea.

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PROJETO POESIA CONSCIÊNCIA - EXPERIÊNCIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA COM


ESCRITA DO TEXTO LITERÁRIO
Shirley Dos Santos Lira
Eixo Temático 01: Experiências na educação básica com a escrita do texto literário -
Comunicação Oral
O presente trabalho tem por objetivo partilhar uma experiência na Educação Básica,
anos iniciais do ensino fundamental, que buscou viabilizar a escrita do texto literário, a
produção textual de vários tipos de texto, em especial a poesia, através de uma
prática de leitura e reflexão desenvolvidas em um laboratório de Ciências, com o uso
de gêneros textuais diversos (sem se prender aos textos informativos, científicos),
nada convencionais para o espaço citado, proporcionando com isso pensar, repensar
e ressignificar tanto o lugar da produção poética quanto a natureza da Ciência e o
espaço/fazer científico. Para tanto, dividimos essa experiência - ou projeto, como
queiram chamar – em duas partes: a primeira, intitulada ―A Ciência da Poesia‖, na qual
buscamos trabalhar com músicas, entre outros textos, que nos trouxessem condições
de discutir, refletir, analisar, questionar e comtemplar a ciência da vida e dar luz à vida
da ciência nas coisas mais corriqueiras, cotidianas, atendendo as demandas dos
assuntos abordados no currículo da escola, de acordo com cada ano; e a segunda,
denominada de ―ConsCiência Poética‖, cujo intuito fora trabalhar com produção textual
a partir das reflexões, leituras, experiências propostas nas aulas de ciências (no
laboratório ou em sala de aula) e expor tais textos de autoria em um mural feito na
parte externa do Laboratório de Ciências, no corredor do colégio. Em ambas as
partes, seguimos três etapas distintas para a realização das atividades/experiências
científico-literárias, ou lítero-científicas, aos moldes do que propõe o texto ―Procurando
pelo poema na sala de aula‖, da poeta e professora Gláucia de Souza, retirado do livro
―Poesia para crianças: conceitos, tendências e práticas‖.

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REESCRITA: IDAS E VINDAS ENTRE O TEXTO E O ALUNO-AUTOR


Pamela Zibe Manosso, Elisa Maria Dalla-Bona
Eixo Temático 01: Experiências na educação básica com a escrita do texto literário -
Comunicação Oral
A experiência relatada é fruto de uma pesquisa etnográfica, em uma turma de 4º ano
do ensino fundamental, com crianças de 8 a 10 anos, em escola municipal de Curitiba.
Nas aulas de Literatura, durante o ano de 2016, a pesquisadora/professora
desenvolveu atividades com o objetivo de sistematizar a leitura literária e iniciar a
formação do aluno-autor. O aspecto selecionado foi a reescrita, devido às dificuldades
dos alunos ao retomarem seus escritos. Dos 27 textos reescritos foram selecionados
três, por apresentarem da sua versão inicial para a final refinamento do enredo, da
verossimilhança, da criatividade, da linguagem e dos elementos que indicam a
intenção de provocar efeitos no possível leitor. A metodologia adotada para as aulas
foi o Método Recepcional, de Bordini e Aguiar, que prevê cinco etapas: determinação,
atendimento, ruptura, questionamento e ampliação do horizonte de expectativas. Na
etapa de ampliação do horizonte de expectativas, ao ser observada a conquista de um
novo repertório de leitura foi possível propor aos alunos uma situação de escrita
autoral. A versão inicial destas escritas era muito próxima dos textos de referência,
limitação superada com a adoção de algumas medidas, como: estudo dos recursos
utilizados pelos autores nas obras literárias trabalhados nas etapas anteriores (uso de
pontuação, ilustração, diálogo), troca dos textos entre os alunos para leitura e
sugestões de reescrita, análise minuciosa do texto feita entre o aluno-autor e a
professora, e durante a reescrita a livre consulta às obras de referência e ao
dicionário. Nas versões finais é possível perceber a originalidade dos textos e o
desenvolvimento da habilidade dos alunos-autores em criar efeitos no leitor. Palavras-
Chave: Reescrita. Texto literário. Ensino Fundamental.

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RICARDO AZEVEDO E O DESPERTAR DOS PEQUENOS ESCRITORES: UMA


SEQUÊNCIA DIDÁTICA PARA O LER E O ESCREVER TEXTOS LITERÁRIOS
Fabiana Goes Da Silva Agostinho
Eixo Temático 01: Experiências na educação básica com a escrita do texto literário -
Comunicação Oral
Ricardo Azevedo, com sua linguagem simples e leve, produz uma energia contagiante
que faz com que as crianças se sintam próximas a ele e ao universo da leitura e
escrita. Dessa forma, a sequência didática desenvolvida tem o autor como ator
principal e contou com os seguintes objetivos: possibilitar o acesso à leitura de textos
literários, apresentar o gênero textual conto, criar condições para que as crianças
pudessem produzir seus próprios textos inspirados na temática do livro trabalhado,
utilizar o computador e as ferramentas de texto para a escrita de seus textos, mostrar
a importância de suas produções disponibilizando-as para acesso de toda a escola,
por meio de um mural. A metodologia utilizada foi o uso de Sequência Didática (Dolz,
Schneuwly, 2004) destinada ao gênero conto: Primeira produção para reconhecimento
dos conhecimentos prévios em relação ao gênero; acesso aos textos por meio da
leitura diária dos contos do livro ―Conto de enganar a morte‖, de Ricardo Azevedo,
para reconhecimento da estrutura do gênero, criação de repertório, conhecimento da
temática; a análise linguística destinada a sanar dúvidas relacionadas ao gênero; nova
produção textual, em duplas; troca em duplas para a correção, com intervenção
docente; reescrita dos contos com as correções e a adequação quanto aos
apontamentos para a melhoria do texto; escrita usando a ferramenta de texto no
computador; ilustração do texto; produção do mural com o título do livro inspiração. Os
objetivos estipulados foram contemplados. Em especial, compreenderam a
importância de suas produções e como elas podem despertar o interesse de outros
leitores, dessa forma, perceberam-se jovens escritores. A visibilidade de suas
produções fez com que passassem a se dedicar mais ao processo de produção de
texto.

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(Trans)formação de leitores: travessias e travessuras

SELF-REGULATED STRATEGIES DEVELOPMENT (SRSD) E A


AUTORREGULAÇÃO DA ESCRITA
Simone Alves Pedersen
Eixo Temático 01: Experiências na educação básica com a escrita do texto literário -
Comunicação Oral
Muitos acreditam que a escrita é uma habilidade nata e o uso de estratégias e
ferramentas impediria a criatividade na produção textual. Todavia, escritores
renomados nem sempre podem esperar indefinidamente pela inspiração. A produção
escrita envolve dimensões psicológicas, cognitivas e ambientais. Considerando essa
realidade, pela perspectiva da Teoria Social Cognitiva, esse estudo é um recorte de
uma pesquisa sobre programas de escrita autorregulada aplicados com sucesso no
contexto escolar. Após levantamento intencional da literatura, selecionou-se o SRSD
para aprofundamento, por tratar-se de um programa aprimorado em mais de 30 anos.
Os resultados de pesquisas em diversos países comprovam a eficácia do programa
em diferentes países e em todos os níveis escolares. O programa ajuda professores
darem o apoio necessário ao desenvolvimento da autorregulação, motivação e
atitudes positivas em relação à escrita de seus alunos ao trabalhar três dimensões da
escrita: estratégias genéricas, específicas e de autorregulação. Não foi identificado o
uso do SRSD para escrita, em nosso país. Um dos possíveis motivos pelos quais
muitos alunos não consigam escrever melhor é o fato de que eles nunca foram
ensinados estratégias autorreguladoras da escrita e o fracasso em suas primeiras
tarefas tenha infringido um impacto prejudicial em toda sua trajetória. Todavia, o
SRSD demonstrou que alunos sem ou com dificuldade em aprendizagem podem
melhorar sua produção textual. O aluno que escreve bem tem melhores chances de
alcançar o sucesso escolar, e alunos com bom desempenho escolar têm mais
chances de chegar ao ensino superior. Palavras-chave: Autorregulação da
Aprendizagem. Autorregulação da Escrita. Autorregulação. Escrita. SRSD.

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A LITERATURA E A EDUCAÇÃO INFANTIL: A CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS


ATREALADA À LUDICIDADE
Izabele Dias Dos Santos, Paula Cristina Dantas Dos Santos
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Apresentação de Pôster
Desde os primórdios da humanidade existe a brincadeira para entreter e divertir o ser
humano. Ela é necessária tanto para os adultos como para as crianças. Ao brincar, a
criança assume um papel social na brincadeira e, dessa forma, também aprende. Para
o adulto, a brincadeira assume um papel de distração e é relacionada diretamente ao
prazer. A contação de histórias acontece desde a racionalidade do homem, quando
várias pessoas se sentavam ao redor do fogo para se distrair e dar asas à imaginação.
A escola é um local de formação do leitor e, visando essa formação, este trabalho
pretende colaborar diretamente para o contato da criança com a literatura, e despertar
nelas o interesse pela leitura através da contação de histórias. Este texto é um relato
de experiência de uma das autoras em seu trabalho com as crianças de um colégio
particular de Martinópolis (SP). O objetivo é ´despertar da criança pelos livros
literários, a ampliação de repertório e a colaboração para a formação do futuro leitor. A
metodologia consiste em pesquisas bibliográficas na área em teses, dissertações e
artigos científicos que contribuem para o embasamento teórico. Como resultado, foi
possível observar o aumento substancial do interesse das crianças da Educação
Infantil por histórias e livros, visto que elas pesquisavam e traziam ao professor o
material literário que elas possuíam em casa. Deste modo, as histórias foram
relacionadas diretamente ao prazer pelos pequenos, visto que juntamente após a
narrativa, eram realizadas brincadeiras com relação ao tema tratado nas narrativas,
interiorizando a contação de histórias e os livros e relacionando-os diretamente à
diversão. Palavras-Chave: Contação de histórias. Literatura. Ludicidade.

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A PRODUÇÃO LITERÁRIA PARA CRIANÇAS EM TRATAMENTO DE SAÚDE E A


EDUCAÇÃO SOCIAL
Ana Claudia Dos Santos Garcia, Ercilia Maria Angeli Teixeira De Paula
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Apresentação de Pôster
O adoecimento para crianças gera muitas implicações nas suas vidas. A
hospitalização produz angústias, ansiedades e, em alguns casos, distanciamento de
aspectos da cultura infantil. A convivência com procedimentos dolorosos para as
crianças que precisam receber tratamento cotidianamente faz com que elas
amadureçam precocemente. Nesse sentido, a literatura possibilita o contato com o
imaginário infantil e oportuniza meios para que elas possam enfrentar essas
dificuldades da vida de forma mais agradável. Este trabalho teve como objetivos:
analisar a produção literária destinada a crianças em tratamento de saúde e a relação
com a Educação Social, discutir as representações de infância nesses livros e as
contribuições da literatura infantil para essas pessoas. A metodologia utilizada foi
revisão de literatura sobre produções literárias para crianças em tratamento de saúde
e a relação com as perspectivas teóricas da Educação Social. Foram selecionados
sete livros de literatura infantil que discutem essa temática. As análises dos livros
foram baseadas em quatro categorias: valorização da auto estima, auxílio para
enfrentamento da tristeza, tratamento da criança como ativa e prevenção de doenças
e acidentes. Como resultados verificou-se que esses livros contribuem para as
crianças que realizam tratamentos de saúde pois são transmitidas mensagens
otimistas e estratégias de superação das situações adversas da vida. Palavras-Chave:
Literatura Infantil. Tratamento de Saúde. Educação Social.

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BRINQUEDOTECA HOSPITALAR: A IMPORTÂNCIA DA LITERATURA E DO


BRINCAR PARA A CRIANÇA
Ágatha Fagundes Lamas
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Apresentação de Pôster
O objetivo desse trabalho é retratar através de pesquisas bibliográficas a importância
da literatura e o brincar infantil no ambiente hospitalar no intuito de melhor
compreender os desafios, afim de minimizar nos pacientes os sofrimentos produzidos
pelo aspecto psicológico do adoecer. A literatura e o brincar desenvolvido nestes
espaços são um dos recursos que tem a contribuir para a formação, o
desenvolvimento da criança, minimizar a dor física e psicológica, além da
possibilidade de sonhar, viajar por mundos jamais vistos, promover a interação de
maneira espontânea entre a mediação do psicólogo e a criança e até entre as próprias
crianças. É através do brincar e da literatura infantil que a criança também vem a
expressar de forma simbólica o que está sentindo, bem como favorece no processo de
subjetivação e conhecimento, o desenvolvimento da linguagem, principalmente de
forma simbólica, quando esta entra em contato com a fantasia produzida por um
conto, ela pode elaborar hipóteses para resolução de problemas dos personagens e
construir novas histórias, no faz de conta, os desejos podem ser realizados e pode ser
manifestado o mundo interior da criança, permitindo a criação e recriação de situações
que ajudam a satisfazer alguma necessidade presente no mundo interno. Acreditamos
que quando se pensou na implantação de brinquedotecas em hospitais um dos
objetivos foi respeitar a condição peculiar de pessoa em desenvolvimento e tornar o
ambiente mais humanizado, onde fosse oferecido para a criança um espaço
acolhedor, descontraído e lúdico, criando condições para que a mesma busque a
compreender a realidade vivida por ela – a hospitalização, uma vez que se encontra
em um espaço fora de seu habitat. Palavras – Chave: Brinquedoteca hospitalar.
Literatura infantil. Brincar.

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ERA UMA VEZ: ANÁLISE DO LIVRO PREMIADO EM 2016 PELA FUNDAÇÃO


NACIONAL DO LIVRO INFANTIL E JUVENIL
Luana Silva Neves, Juliane Francischeti Martins Motoyama
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Apresentação de Pôster
Este estudo teve como objetivo analisar o livro ―Era uma Vez...‖ (LACOMBE, 2009). O
material é constituído por pop-ups criados e ilustrados por Benjamin Lacombe, com a
arquitetura de papel José Pons, posfácio Jean Perrot e, no Brasil, a tradução foi
realizada por Lavínia Fávero. O livro contém recortes do clímax de 8 contos das mais
diversas épocas e países, dispostos em páginas duplas de modo que, o leitor tem uma
cena para recriar a história, ou seja, não há uma narrativa linear e tão pouco texto
escrito, há um mundo de possibilidades que se abre a cada virada de página. O livro
foi premiado em 2016 pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) na
categoria livro-brinquedo, considerando os elementos intratextuais que caracterizam o
conteúdo como literário. Nesta análise observamos as dimensões do livro infantil
como: dimensão material, dimensão verbal e dimensão não verbal (FEBA, VALENTE,
2016). Neste sentido, comprovamos que, para além dos critérios literários da FNLIJ
que tornaram o livro apto a receber o prêmio, o material é rico em recursos para uso
em sala de aula trabalhando, principalmente, com o conhecimento prévio dos leitores
e suas inferências. Tal análise foi importante, do ponto de vista pedagógico, pois se
faz necessário instrumentalizar os docentes para com as práticas literárias, o chamado
professor mediador, construindo-se uma ponte entre o aluno e o objeto livro. Assim,
para além de analisar o livro, este estudo apresenta também possibilidades de uso do
material em sala de aula através das estratégias de leitura como, por exemplo, meios
de relacionar o texto verbal com o não verbal. Palavras-Chave: Educação. Literatura
Infantil. Livro-Brinquedo.

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FORMANDO PROFESSORES FORMADORES DE LEITORES NA EDUCAÇÃO


INFANTIL: A HTPC COMO ESPAÇO DE FORMAÇÃO DE PEQUENOS LEITORES.
Raquel Depolito Gomes De Oliveira
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Apresentação de Pôster
O presente relato tem por objetivo apresentar uma experiência de formação de
professores da Educação Infantil para práticas de formação de pequenos leitores em
uma escola no município de Presidente Prudente. Ao longo de alguns anos, enquanto
orientadora pedagógica, minha inquietação era no fato de não ter um projeto
específico para leitura e contação de histórias na Educação Infantil. Apesar de
entender o momento da roda como um espaço de leitura com e para os alunos, ainda
sentia que faltava uma lacuna na formação de leitores desde o Pré I. Foi então, num
momento de leitura e discussão em HTPC (Horário de Trabalho Pedagógico Coletivo)
sobre as Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil, onde discutimos sobre os
direitos da criança à sua cultura, inclusive a leitura e escrita, que nasceram dois
projetos de estímulo à leitura e contação de histórias na Unidade Escolar. O primeiro
projeto, famoso em vários lugares, é a ―Sacola de Leitura‖, onde dois alunos levam
uma sacola com um livro para casa e a partir da leitura feita com e pela família, a
criança registra através de várias linguagens, sua impressão sobre a história lida. Um
segundo projeto foi pensando a partir da necessidade em transformar o HTPC em, de
acordo com Nóvoa, um espaço de troca e formação mútua. Daí criamos em nossa
escola um espaço de contação de histórias pelos professores e equipe gestora. Nas
HTPC’s estudamos sobre a importância da linguagem oral e escrita e literatura
infantil, para em seguida criar diversos materiais para realizar a contação de histórias
para todos os alunos presentes. Acredito que, enquanto formadora de professores, a
teoria e prática se fazem presentes nas HTPC’s onde o resultado esperado
seja o estímulo à leitura pelas crianças da Educação Infantil.

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O DESENVOLVIMENTO DAS FUNÇÕES PSICOLÓGICAS SUPERIORES A PARTIR


DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS COM BEBÊS: UMA EXPERIÊNCIA NO CENTRO
DE EDUCAÇÃO INFANTIL JACÍ CAMBUÍ FERREIRA
Paulo Roberto Friosi, Ana Cláudia Bazé De Lima, Mayara Dos Santos Araujo
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Apresentação de Pôster
Esta pesquisa surgiu em virtude de diálogos com profissionais que atuam com bebês,
onde percebemos que pouco acreditam na capacidade produtora e de leitura de
mundo das crianças muito pequenas. Sabemos que o conhecimento de mundo chega
para elas por meio dos sentidos, do afeto e, a leitura atende estas duas necessidades.
Os bebês podem não entender todo o enredo de uma história, porém, é no momento
em que se oportuniza a contação de histórias que eles se apropriam da leitura, por
meio dos sentidos. Eles são curiosos, inventivos, cantantes, dançantes, gostam de
ouvir histórias e manusear livros, não sendo este apenas instrumento para brincar.
Nesse sentido, a proposta é evidenciar as melhores "travessias" de
condução da leitura com crianças muito pequenas, inserindo-as como co-autoras. A
leitura na primeira infância é essencial para o desenvolvimento das linguagens, das
funções psicológicas superiores e afinar a sensibilidade. Oportunizar a leitura desde o
berçário insere a criança nesta prática social e pode ser o caminho para a formação
de um futuro leitor. É deste lugar que analisaremos as práticas que são desenvolvidas
em uma turma de 0 a 1 ano na Rede Municipal de Ensino de Três Lagoas,
especificamente, com uma professora que já atua com estratégias de leituras para
essa turma, afim de levantarmos como as crianças recepcionam este momento e
como elas se relacionam com o livro. Os resultados são preliminares, porém já
apontam que os bebês nos momentos de ouvir histórias contadas direcionam seu foco
de atenção para a professora, essa atitude dos pequeninos nos levou a este interesse
de pesquisa para que possamos contribuir com os demais professores que atuam com
esta faixa etária quanto as possibilidades e potencialidades nesta prática.

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A LITERATURA PARA OS PEQUENOS: DOS ESPAÇOS, DAS OBRAS E DAS


INTERAÇÕES
Maria Laura Pozzobon Spengler, Fernanda Gonçalves, Thamirys Frigo Furtado
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Comunicação Oral
A literatura infantil, como já sabido, é encontro entre leitor, arte e mundo, por meio da
experiência literária. O presente texto apresenta discussões realizadas a partir de três
pesquisas que se entrelaçam quando focam a relação das crianças pequenas e dos
livros literários, e a formação do leitor desde os primeiros contatos com os livros.
Assim apresentaremos inicialmente um mapeamento dos espaços e tempos coletivos
de leitura literária nas instituições de Educação Infantil da Rede Municipal de Ensino
de Florianópolis (SC). Conhecidos esses espaços, refletiremos sobre a presença do
livro objeto nesses contextos, primeiramente, tomaremos como objeto o livro de
imagem adotando como corpus de análise os livros de imagem que compõem os
acervos do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) para a Educação Infantil,
dentre os anos 2008 e 2014, selecionando, para tanto, os títulos Ida e Volta (2001),
Brinquedos (2009), Abaré (2009), É um gato? (2002) e É um ratinho? (1998).
Posteriormente, pensando o objeto livro em suas múltiplas possibilidades nas relações
dos bebês no contexto da Educação Infantil, entendendo a materialidade do livro como
possibilidade para o encontro inicial com a leitura literária. Percebemos as instituições
de Educação Infantil como fundamentais para a formação do leitor literária, quando
promove interações das crianças com o objeto livro.

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A NARRAÇÃO DE CONTOS PARA CRIANÇAS EM IDADE PRÉ-ESCOLAR: UM


RECURSO PEDAGÓGICO FUNDAMENTAL PARA PROMOVER O
DESENVOLVIMENTO INFANTIL
Dulciene Anjos De Andrade E Silva
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Comunicação Oral
Apoiando-se nas contribuições de Piaget e nas recentes pesquisas das neurociências,
este texto tem por objetivo refletir sobre as evidências neurológicas que se mostram
significativas para a compreensão das diferenças estruturais e funcionais entre o
cérebro de uma criança pequena e o cérebro de uma criança com maior idade,
identificando porque a narração de contos para crianças em idade pré-escolar é um
recurso potencialmente fértil para favorecer o seu desenvolvimento e, inclusive, o seu
pensamento abstrato. Neste sentido, coloca em questionamento um fenômeno comum
nas instituições pré-escolares no Brasil, conforme atestam pesquisas realizadas no
Departamento de Educação II da Universidade do Estado da Bahia - UNEB: a
tendência cada vez mais recorrente (e contrária às contribuições daqueles estudos) de
restringir, na educação infantil, os momentos de fantasia imaginativa, como aqueles
que acontecem quando as crianças são envolvidas nas narrativas de contos de fadas,
em prol da precoce iniciação das crianças em habilidades acadêmicas, baseados na
crença de que quanto mais cedo elas se desenvolvam intelectualmente, mais
inteligentes se tornarão - tendência que denota o quão desconhecida é compreensão
de que é no pensamento simbólico-metafórico que estão os gérmens de todo o
raciocínio abstrato posterior.

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A PERSPECTIVA VIGOTSKIANA DA LITERATURA INFANTIL: FORMAÇÃO DO


PROFESSOR E EDUCAÇÃO INFANTIL
Cleonice Marçal, Tamara Cardoso André
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Comunicação Oral
Esta pesquisa discute a concepção vigotskiana sobre a literatura infantil e o processo
de ensino e de aprendizagem na Educação Infantil. Vigotski, Luria e Leontiev
elaboraram o método experimental para entender as funções psíquicas superiores que
distinguem os homens dos animais. Defenso da educação artística, denominou de
catarse o processo de fruição estética. A questão que este trabalho visa responder é:
no cotidiano da sala de aula da Educação Infantil, como incentivar o interesse literário
desde a mais tenra infância? A justificativa desta pesquisa está na importância de
refletir acerca das relações entre a perspectiva vigotskiana da literatura infantil e o
processo de ensino e aprendizagem na Educação Infantil. O objetivo geral é:
compreender a perspectiva vigotskiana da literatura infantil e a sua relação com a
educação estética na educação infantil. A pesquisa é qualitativa e bibliográfica, com
referencial teórico respaldado na concepção vigotskiana. Conclui-se que, no processo
de ensino e aprendizagem na Educação Infantil, a perspectiva vigotskiana contribui na
formação do professor quanto à prática metodológica e pedagogia. Para que
professores não tenham uma visão empobrecedora da literatura infantil, a fim de que
promovam a catarse e a fruição estética, é preciso que conheçam a experiência de
fruição estética, ou seja, que tenham contato com literatura infantil em sua formação
profissional. Palavras-Chave: Teoria Histórico-Cultural. Educação Infantil. Literatura
Infantil.

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AS CONTRIBUIÇÕES DA LITERATURA INFANTIL PARA O DESENVOLVIMENTO


DA IMAGINAÇÃO E CRIAÇÃO NA INFÂNCIA
Paula Gonçalves Felicio, Marta Chaves, Patrícia Laís De Souza, Vinícius Stein
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Comunicação Oral
Neste trabalho objetivamos estudar as contribuições do ensino e vivências com a
Literatura Infantil para o desenvolvimento da imaginação e criação na infância. Esta
elaboração, com delineamento bibliográfico, ampara-se nos pressupostos da Teoria
Histórico-Cultural, que, em nosso entendimento, apresenta subsídios teórico-
metodológicos para refletirmos sobre os desafios da educação na atualidade e
possibilidades para a realização de intervenções educativas afetas à Literatura Infantil
na perspectiva de uma educação humanizadora. Situamos esta pesquisa nos dois
primeiros capítulos da obra ―Imaginação e Criação na Infância‖ (VIGOTSKI, 2009),
sistematizando os principais conceitos e as proposições de L.S. Vigotski (1896-1934)
para o desenvolvimento da imaginação e criação nas crianças pequenas. Verificamos
que o professor pode contribuir para o desenvolvimento dessas capacidades na
medida em que realize intervenções pedagógicas que articulem as experiências
imediatas das crianças com modelos e referências literárias. Palavras-Chave:
Literatura Infantil. Teoria Histórico-Cultural. Imaginação e criação.

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A UTILIZAÇÃO DA LITERATURA INFANTIL NA FORMAÇÃO DE LEITORES NA


EDUCAÇÃO INFANTIL
Gilvane Reinke, Silvia Cristina Fernandes Paiva
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Comunicação Oral
A proposta deste trabalho a ser submetido ao V Congresso Internacional de Literatura
Infantil e Juvenil, no Centro de Estudos em Leitura e Literatura Infantil e Juvenil –
CELLIJ, na Universidade Estadual Paulista – UNESP, reflete o interesse em
compartilhar práticas pedagógicas significativas de professores Pedagogos que atuam
na Educação Infantil no município de Primavera do Leste, Mato Grosso. Diante das
observações e registros das práticas pedagógicas percebe-se a frequente utilização
da literatura infantil em inúmeras atividades no ensino aprendizado das crianças
pequenas. O objetivo geral deste trabalho consiste em analisar a importância da
literatura infantil na formação do leitor e o uso de metodologias para trabalhar com
textos literários, que se apresentam como importantes materiais que devem ser
priorizados nas escolas. Analisaremos como as práticas pedagógicas contemplam
experiências e aprendizagens significativas no uso da literatura infantil norteadas
pelas interações e brincadeiras, de acordo com as orientações das Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Palavras-Chave: Educação Infantil.
Práticas Pedagógicas Significativas. Literatura Infantil.

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BEBÊS E LIVROS: SUTILEZA, VÍNCULO E RECIPROCIDADE


Nazareth Salutto
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Comunicação Oral
O que revelam os bebês nas suas ações e interações com os livros? Essa é uma das
perguntas que embasa o presente artigo - parte de uma tese em andamento - que tem
como objetivo apresentar e discutir uma das categorias construídas na empiria. O
campo foi realizado entre os meses de fevereiro e agosto de 2015, em uma creche
filantrópico-conveniada, situada em uma comunidade de um grande centro
metropolitano e contou com a participação de dezoito bebês de 4 a 11 meses, três
educadoras, a pesquisadora e uma bolsista de iniciação científica. A pesquisa tem
como referencial teórico-metodológico os estudos de Martin Buber (1974, 1991, 1987,
2003, 2013, 2009) e D. D. Winnicott (1975, 1983, 2012, 2014) que, em diálogo,
apontam para a concepção de bebê como pessoa que manifesta seus desejos e
amadurecimento de modo singularmente criativo na imersão e interação com
situações e objetos da cultura. A relação dos bebês com os livros de literatura infantil é
tomada a partir dessa perspectiva e, nas análises, tem apontado para a dimensão da
sutileza, do vínculo e da reciprocidade como modos subjetivos de encontros, buscas,
interações e partilhas dos bebês com o livro e as outras pessoas – bebês e adultos. O
artigo está organizado da seguinte forma: i) contextualização da pesquisa; ii) breve
apresentação do referencial teórico; iii) análises de elementos do campo empírico e iv)
alguma considerações.

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CONHECENDO AUTORES DA LITERATURA INFANTIL


Ana Verucia Silva Dantas, Nassara Maia Cabral Cardoso Gomes
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Comunicação Oral
O presente trabalho abordará o Projeto Literário promovido por uma Instituição
Privada da Cidade de Fortaleza/Ce. A abertura do Projeto aconteceu no dia 26 de
Setembro de 2016 e sua culminância no dia 22 de Outubro do mesmo ano.
Participaram desse projeto: coordenação pedagógica, professoras, crianças e os pais.
O Projeto abordou alguns autores da Literatura Brasileira: Mary França e Eliardo
França, Eva Furnari, Ana Maria Machado, Ruth Rocha) , autores cearenses (Flávio
Paiva, Tamara Bezerra, Fabiano dos Santos, Tino Freitas, Almir Mota, Fabiana
Guimarães, Rachel de Queiroz) e autores de cordel: (Ariovaldo Viana, João
Melchiades, Patativa do Assaré, dentre outros), possibilitando a inserção da criança
neste mundo maravilhoso da leitura. As etapas metodológicas foram: conhecer a
biografia do autor, construir a biografia das crianças, desenhar o autor da obra
trabalhada e o seu autorretrato na tela, um mural com fotos, um painel que foi inserido
na frente das salas com as imagens do livro, construção da produção individual do
personagem do livro, representação gráfica da história e produção coletiva. Na
culminância, as crianças apresentaram o que foi construído pela turma aos visitantes
(pais, avós, tios), recontando a história que foi elaborada pelas crianças acerca da
obra escolhida, autografando os livros que escreveram. Os livros foram produzidos da
seguinte forma: Berçário (livro de pano), Infantil 1 e Infantil 2 (histórias sequenciadas
contadas pelos pais), Infantil 3 e Infantil 4 (histórias construídas pelas crianças e
escrita pelas professoras) e Infantil 5 e Ano 1 (histórias construídas e escritas pelas
próprias crianças). Palavras-Chave: Produção literária infantil. Autores Infantis.
Atividades significativas.

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CONTAR E DIZER NA PRIMEIRÍSSIMA INFÂNCIA: DIFERENÇAS E BENEFÍCIOS


Kenia Adriana De Aquino Modesto Silva, Renata Junqueira De Souza
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Comunicação Oral
A prática da linguagem estabelece a condição mais significativa para o
desenvolvimento das estruturas psicológicas superiores, principalmente, nos bebês e
crianças pequenas (VIGOTSKI,2007),logo, precisam vivenciar experiências de
narração de histórias, pois iniciativas como compartilhar livros, ―ler em voz alta‖ e
contar narrativas, além de serem humanizadoras, proporcionam intimidade com a
literatura e formam atitudes leitoras nas crianças.A partir de pesquisas realizadas em
uma Bebeteca de Presidente Prudente/SP,este texto propõe-se a discutir as
diferenças e os benefícios entre os atos de ―ler em voz alta‖/dizer e contar histórias
para crianças na primeiríssima infância.Para tanto, o artigo embasa-se em
Bajard(2014), Faria e Vita(2014), Reyes(2010 e 2012), Matos e Sorsy(2013). Os
dados revelam que a leitura partilhada, entre adulto e bebê ou criança com até 3 anos,
atrai os pequenos para o livro, promove habilidades de concentração e de escuta do
outro, aos bem pequenininhos demonstra como se deve segurar um livro, a forma de
folheá-lo e a direção que o olho costuma seguir, além de mostrar que a linguagem
utilizada no livro é distinta daquela usada corriqueiramente; enquanto os momentos de
contar histórias favorece a disposição dos pequenos comunicarem seus sentimentos e
pensamentos, incentiva sua participação na sessão de narração, aumenta a
imaginação, além de tantos outros benefícios. Os estudos de campo, com cunho
etnográfico, evidenciam a necessidade de adultos contarem histórias, mas também
dizerem os textos dos livros e assegurarem que estes estejam disponíveis aos
pequenos, o que pode ser realizado de diversas maneiras, em diferentes lugares e em
grupos grandes, pequenos ou individualmente. Palavras-Chave:Contar histórias.Dizer
histórias.Formação do leitor.

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CONTOS E ENCANTOS DESDE AS PRIMEIRAS PALAVRAS- MOMENTOS DE


APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVAS!
Vanessa Maria Redígolo Castilho, Gilza Maria Zauhy Garms, Thiago Castilho
Clemente, Uillians Eduardo Dos Santos
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Comunicação Oral
Esse artigo teve como finalidade demonstrar as diversas maneiras satisfatórias de
trabalhar a literatura infantil com crianças de pouca idade, mais precisamente na faixa
etária de dois e três anos. O objetivo norteador da pesquisa é compreender como a
literatura infantil é apresentada às crianças e quais benefícios a mesma apresenta na
formação da aprendizagem e de futuros leitores. Por meio de estudos de bibliografias
referentes ao tema, nos baseamos em diversos autores como: Abramovich, (1997);
Coelho (2000); Arce (2007); Lajolo (2008); Souza (2009) e outros. Os procedimentos
metodológicos se deram por meio de uma entrevista estruturada e pequenos relatos
de dez professoras que atuam em uma Escola Municipal de Educação Infantil que
funciona em período integral no município de Dracena. Os resultados obtidos
revelaram que na visão das docentes, a hora da história se constitui em um rico
momento de interação, participação mútua, aprendizagem, descoberta e brincadeira.
Ainda segundo as mesmas, há a necessidade de haver cursos de formação que
envolvam essa temática e discussões voltadas para a literatura com crianças não
leitoras. Em relação a variedade dos livros,( fato discutido por todas), as professoras
destacam que os mesmos são importantes, contudo, é essencial que o professor seja
um mediador da leitura e perceba que os grupos de crianças, ainda que pequenas,
são heterogêneos, podendo haver necessidades e gostos específicos.

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CRITÉRIOS DE QUALIDADE PARA SELEÇÃO DE LIVROS PARA A PRIMEIRA


INFÂNCIA
Mônica Correia Baptista, Bruna Leire
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Comunicação Oral
Para assegurar uma adequada interação entre bebês e literatura, torna-se procedente
refletirmos sobre a produção, edição, distribuição, indicação e escolhas de livros de
literatura destinados à primeira infância. Este trabalho apresenta resultados de uma
pesquisa monográfica cujo objetivo foi estabelecer critérios de seleção de livros de
literatura infantil para crianças menores de seis anos e propor a aplicação de alguns
destes critérios na composição de acervos, tomando como base o acervo literário de
uma UMEI de Belo Horizonte. O referencial teórico adotado apoia-se na Psicologia
Histórico-Cultural, nos Estudos da Linguagem, na Sociologia da Infância, nas reflexões
sobre letramento literário e literatura infantil, bem como sobre trabalhos que buscam
problematizar a experiência dos bebês e das crianças com o objeto livro. A criança é
compreendida como um ser de ação e pensamento e argumenta-se sobre a afinidade
existente entre infância e literatura, evidenciando, assim, a necessidade da oferta de
um acervo literário que considere as especificidades da infância e que não reduza
suas potencialidades e desconsidere suas particularidades. A pesquisa foi realizada a
partir da elaboração de uma ficha no contexto da pesquisa Letramento Literário na
Educação Infantil - FAPEMIG/CAPES, Edital 13/2012, empregada para avaliação dos
livros que compunham o acervo de uma UMEI de Belo Horizonte. As análises dos
dados desta pesquisa indicaram a pertinência e a possibilidade de se criarem critérios
de qualidade, coerentes com a teoria estudada, que visem a construção de um acervo
diverso e provedor de experiências literárias estéticas significativas.

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ENTRE LEITURAS E BRINCADEIRAS: BEBÊS LEITORES


Fernanda Gonçalves, Eliane Santana Dias Debus
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Comunicação Oral
O presente trabalho é um recorte de uma pesquisa de doutorado (PPGE/UFSC), que
tem como objetivo analisar se existe e como acontece a interação dos bebês com o
objeto livro e o livro-brinquedo no contexto coletivo da creche e as suas possibilidades
de mediação. Para tanto, realizamos a pesquisa de campo em uma instituição de
educação infantil da rede municipal de Florianópolis (SC), junto a um grupo de bebês
na faixa etária de 11 meses a 1 ano e 4 meses e as suas professoras, durante o
período de 7 meses. A fim de trazer uma descrição que se aproxime da perspectiva
das crianças, lançamos mão dos procedimentos metodológicos provenientes da
etnografia, como registros escritos, fotográficos e fílmicos. Já que na etnografia
procura-se descrever e compreender as significações das ações e das relações
interativas a partir do ponto de vista dos seus atores (BUSS-SIMÃO, 2012). Para a
realização do estudo aqui proposto efetuamos observações sistemáticas em distintos
períodos na instituição participante, junto aos grupos de bebês, de modo a buscar a
auscuta (ROCHA, 2008) dos pequenos e dos múltiplos modos de se expressarem,
como seus gestos, olhares, sorrisos e balbucios, por exemplo. É nessa perspectiva,
que o presente trabalho apresentará as analises parciais da pesquisa de campo, as
quais têm demonstrado e reafirmado a potencialidade dos bebês em suas leituras,
quando exploram o objeto livro com todos os seus sentidos

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“EU SOU DA COR DA FARINHA DE TRIGO! E EU SOU DA COR DO


CHOCOLATE...”: A IMPORTÂNCIA DA LITERATURA INFANTIL NA EDUCAÇÃO
PARA AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS
Mariane Del Carmen Da Costa Diaz, Carla Beatriz Coelho De Lima
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Comunicação Oral
Em um certo dia, na nossa roda inicial, algumas crianças conversavam sobre suas
cores de pele. Os questionamentos e as afirmações foram o fio condutor de um
trabalho iniciado sobre ancestralidade, valor civilizatório de extrema importância na
educação para as relações étnico-raciais. Com o intuito de problematizar e ampliar o-
debate acerca da questão, trouxemos alguns livros infantis que abordam a temática
como ―A menina bonita do laço de fita‖ de Ana Maria Machado e ―Obax‖ de André
Neves, além do longa metragem do herói africano, ―Kiriku‖. Ao longo de dois meses
problematizamos com as crianças de três anos da educação infantil, numa escola
localizada no município de Nova Iguaçu/RJ, os motivos pelos quais uma criança tinha
a pele preta e outra, a pele rosada, porque o cabelo de um é todo ―cheio de molinhas‖
e outro bem liso. Identidade étnica, estética, ancestralidade, origem e histórias das
famílias foram algumas das questões abordadas a partir de reconhecimentos e falas
das crianças. Compreendendo a urgente necessidade de uma educação para as
relações étnico-raciais, utilizamos a literatura infantil como principal abordagem
proporcionando vivências e experiências para as crianças e suas famílias acerca de
seus conhecimentos étnicos a partir de oficinas de bonecos, em que buscavam,
experimentavam e criavam suas cores de pele e pesquisa de família, com a
construção da árvore genealógica. O presente trabalho narra uma experiência
pedagógica tendo a literatura infantil como uma grande aliada para a educação das
relações étnico-raciais e destaca a importância e potencialidades da leitura literária no
combate ao racismo desde a educação infantil.

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LEITURA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: POSSIBILIDADES E PRÁTICAS


FORMADORAS DO LEITOR AUTÔNOMO
Denise Alexandre Perin
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Comunicação Oral
O livro infantil oferece vivências e experiências que colaboram para que a criança o
compreenda como objeto cultural com função social, desde a Educação Infantil.
Pensar o desenvolvimento infantil como processo envolve considerar a criança
aprendiz e produtora de cultura, significada nas interações que lhe forneçam o acesso
às diversas linguagens e a variados conhecimentos e que lhe possibilitem a
construção da sua identidade autônoma, mediada pela cultura histórica e socialmente
construída. Assim posto, requer considerar que a aprendizagem, seja por imitação de
práticas presenciadas ou vivenciadas, se constitui na rotina por meio da interação
entre adulto, crianças e crianças entre si. O artigo de cunho bibliográfico, tem por
objetivo revisar evidências contidas nos documentos oficiais para a Educação Infantil
acerca das orientações didáticas destinadas à práticas de leitura e escrita, convidando
professores a refletir sobre as possibilidades de autonomia (escolha dos livros e
situações de leitura e escrita) implícitas em sua prática, destacando a sua função
como promotor de situações que facilitem o acesso, o encontro da criança com o livro
e a autonomia leitora. Revisar, na mesma medida, concepções e ações orientadas nos
documentos oficiais se faz necessário, uma vez que as diretrizes norteadoras atuais,
definem a criança como sujeito de direitos e capaz. Palavras-Chave: Literatura Infantil.
Leitura. Autonomia leitora

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LITERATURA DE TRADIÇÃO ORAL E O CONTADOR DE HISTÓRIAS EM RUTH


ROCHA
Ana Cláudia Dos Santos
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Comunicação Oral
O presente trabalho tem por objetivo apresentar a relevância da literatura oral para
formação do leitor ativo proporcionando o primeiro contato com a literatura e também
a representatividade da figura do contador de histórias na obra ―O reizinho mandão‖.
Para uma das mais importantes escritoras brasileira de livros infantis Ruth Rocha, a
literatura oral foi um dos impulsionadores que favoreceu positivamente a aquisição do
gosto pela leitura, tendo como motivador o seu avô, um narrador completo e, também
aprendeu a prática narrativa com escritor renomado de literatura infantil e juvenil
Monteiro Lobato. Para Darnton (2014) os contadores de histórias são os narradores
que transmitem os relatos deixando-os instalados em cada cultura e perpassando as
gerações subsequentes. A metodologia utilizada será a obra ―O reizinho mandão‖ com
recortes na figura do ―Avô e o velho sábio‖ Rocha (2013), dialogando diretamente com
―Mitos e arquétipos do homem contemporâneo‖ Boechat (1996) basicamente no
arquétipo do velho sábio. Os dados da pesquisa expõem a importância da inserção da
literatura oral em fazer parte da vivencia da criança, Ruth Rocha presenciou-a na
infância resultando inconscientemente na implantação dessas vivências para a obra.
Palavras-Chave: Velho sábio. Avô. Contador de História.

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LITERATURA INFANTIL E EDUCAÇÃO AMBIENTAL: UMA EXPERIÊNCIA DO


PROJETO LABINTER
Suelen Regina Patriarcha Graciolli, Ana Paula Gaspar Melim, Angela Maria Zanon,
Neli Porto Soares Betoni Escobar Naban
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Comunicação Oral
O Laboratório Pedagógico Interdisciplinar das Licenciaturas (Projeto Labinter) da
Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) é um espaço de desenvolvimento de
atividades educacionais que visa propiciar aos acadêmicos dos cursos de licenciatura
(Ciências Biológicas, Pedagogia e Letras) práticas pedagógicas em uma perspectiva
socioeducativa, com articulação entre ensino, pesquisa e extensão. No ano de 2016, o
projeto iniciou a proposta de trabalho com literaturas infantis e Educação Ambiental
(EA), tendo como um dos objetivos promover contações de histórias. A EA deve
pautar-se por uma abordagem sistêmica e exige a perspectiva da complexidade, que
implica compreender que no mundo interagem diferentes níveis da realidade (objetiva,
física, abstrata, cultural, afetiva) e se constroem diferentes olhares decorrentes das
diferentes culturas e trajetórias individuais e coletivas. Neste contexto, as literaturas
infantis escolhidas para o desenvolvimento do trabalho sob a perspectiva da visão
socioambiental foram: Coach!; Você quer ser meu amigo?; Diversidade; Não quero... ir
à escola; todas da editora FTD Educação. Na construção coletiva da perspectiva
socioambiental, os acadêmicos extensionistas e professoras responsáveis pelo projeto
analisaram e estudaram as histórias, bem como avaliaram suas possibilidades de
trabalho interdisciplinar. Posteriormente foram confeccionados recursos e técnicas
para contação das histórias. Em um primeiro momento as oficinas foram internas para
construção coletiva do saber e em seguida, os acadêmicos foram a campo, realizando
momentos de contação de histórias para crianças da educação infantil (de um a cinco
anos), principalmente em duas escolas de Campo Grande/MS, onde puderam
vivenciar o lúdico, a arte da literatura e o universo infantil.

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LITERATURA INFANTIL E FORMAÇÃO LEITORA NA EDUCAÇÃO INFANTIL:


CONTRIBUIÇÕES DA TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL
Cleonice Marçal, Tamara Cardoso André
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Comunicação Oral
Esta pesquisa discute a Teoria Histórico-Cultural da escola de Vigotski com relação à
literatura infantil e a formação leitora da criança pequena da Educação Infantil de 0 a 5
anos de idade. A questão da pesquisa é: Como a Teoria Histórico-Cultural contribui no
processo de ensino e de aprendizagem da literatura infantil e na formação leitora? O
objetivo geral é: Estabelecer relações entre a Teoria Histórico-Cultural e a literatura
infantil, quanto à formação leitora na Educação Infantil. Vigotski aprofundou a
compressão sobre o pensamento e a linguagem, o adulto, ao contar ou ler uma
história para a criança, está ensinando novas palavras. A criança passa a efetuar
generalizações, sendo o passo seguinte a formação de conceitos científicos. A
justificativa desta pesquisa é a importância do manejo da literatura infantil no ambiente
escolar para a formação leitora. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e bibliográfica
com referencial teórico principal em Vigotski. Conclui-se que a Teoria Histórico-
Cultural apresenta contribuições à formação leitora da criança, o ensino deve ser
pautado por motivos e interações ricas, o que abre precedente para a elaboração de
várias atividades em torno da literatura na educação infantil, que potencializam a
formação leitora e a aprendizagem da educação estética. Palavras-Chave: Teoria
Histórico-Cultural. Literatura Infantil. Educação Infantil.

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LIVRO-BRINQUEDO: ANÁLISE DOS MATERIAIS PREMIADOS PELA FNLIJ DE


1998 A 2016
Luana Silva Neves, Juliane Francischeti Martins Motoyama, Renata Junqueira De
Souza
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Comunicação Oral
O livro-brinquedo tem ganhado espaço no mercado editorial brasileiro, pois atua de
maneira dinâmica na formação de leitores, convidando as crianças pequenas, que
ainda não decodificam o signo linguístico, a uma experiência diferenciada de leitura na
qual ela possa brincar, ler, tocar, morder, dentre outras reações e relações possíveis
de se criar no contato com o objeto. Diante da descoberta desta rica experiência
estética que o material proporciona, desde 1998, a Fundação Nacional do Livro Infantil
e Juvenil (FNLIJ) começou a premiar as melhores publicações na categoria Livro-
Brinquedo. Vale destacar que tal premiação é algo inovador, pois conceito é
relativamente novo em solo brasileiro. Estabelecendo-se no mercado editorial,
principalmente, a partir da década de 1990, o livro-brinquedo é um material que
abandona o formato tradicional do já conhecido livro impresso para trabalhar
expandindo a curiosidade e o interesse da criança para além das peripécias
reservadas pelo texto verbal. Assim sendo, este estudo analisa as relações entre o
texto verbal, a imagem e os apelos lúdicos dos livros que foram premiados no período
de 1998 (primeiro ano da premiação) a 2016. Neste prisma, temos uma pesquisa
bibliográfica e documental a medida que analisa o material e o relaciona com
princípios teóricos da teoria literária. O que avaliamos é que, nos últimos dez anos, a
produção vem evoluindo do ponto de vista estético e os livros, que a priori focavam
nos movimentos e materiais lúdicos, começam a se constituir de modo harmônico
entre as três dimensões aqui analisadas (texto verbal, imagem e ludicidade). Palavras-
Chave: Literatura Infantil. Livro-Brinquedo. Formação do leitor.

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LIVROS PARA UM CORPO EM EXPANSÃO: ESTUDOS SOBRE A LEITURA NA


PRIMEIRA INFÂNCIA
Camila Feltre
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Comunicação Oral
Este artigo narra sobre o livro e a leitura na primeira infância a partir de oficinas que
aconteceram em um espaço de educação não formal na cidade de Campinas – SP,
em novembro de 2016. Voltada para crianças de 0 a 6 anos e seus acompanhantes, a
proposta ―Livro-objeto: mar de afetos‖ envolveu ações como leituras de livros e
atividades artísticas. Os livros utilizados eram livros-objetos, cuja materialidade estava
presente na narrativa, apresentando diferentes tipos de papel, tamanhos, formatos e
imagens, e possibilitando leituras para além da palavra. O objetivo do texto é discutir
algumas questões como: O que o livro e a leitura representam nos primeiros anos de
vida da criança? Qual o papel das famílias e quais as aproximações criadas durante a
leitura? O texto aborda também sobre as linguagens artísticas que são apresentadas
às crianças neste período, que podem propiciar a experimentação de diferentes
materiais e técnicas. O suporte metodológico é baseado na revisão bibliográfica e na
observação dos participantes durante as oficinas. A leitura, como base simbólica e
emocional da criança é discutida a partir de pesquisadores como Yolanda Reyes,
Evelio Cabrejo Parra e Juan Mata e a criatividade é fundamentada por Anna Marie
Holm e Lev Vigostki. O resultado almejado é uma reflexão acerca da experiência da
criança pequena com o livro e a leitura e como isso contribui para o seu
desenvolvimento e formação. Palavras-Chave: Leitura na 1ª infância. Livro-objeto.
Criatividade.

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MEDIAÇÃO DO LIVRO SEM PALAVRAS COM AS CRIANÇAS: PERSPECTIVAS


DOS CONTADORES DE HISTÓRIA EM LONDRINA
Sueli Bortolin, Lucia Helena Sanaiotti
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Comunicação Oral
Os livros sem palavras, nos últimos anos, têm proliferado em nosso país, mas não são
valorizados na mesma proporção, muitos pais e professores desconhecem esta rica
literatura. O objetivo deste trabalho foi analisar a mediação dos livros sem palavras
com crianças realizada pelos contadores de histórias de Londrina-Paraná, tendo como
suporte quatro obras da Coleção Bons Tempos de Rogério Borges. Para tanto, iniciou-
se com uma revisão bibliográfica relacionada a vários conceitos, entre eles: leitura,
livros sem palavras, a interferência dele no desenvolvimento intelectual e cognitivo das
crianças. Discutiu-se também a mediação da leitura, a importância do mediador, do
ato de leitura no exercício da cidadania, o porquê da falta de leitura e a influência da
mediação da leitura literária no gosto pela leitura, sempre na perspectiva do livro sem
palavras. A investigação teve como base a pesquisa exploratória de natureza
qualitativa, utilizando a entrevista narrativa, mais especificamente a questão gerativa
de narrativa, que foi respondida por sete participantes. Concluiu-se que as respostas
seguiram três vertentes: pedagógica, lúdica e psicológica. Outro aspecto que se deve
destacar é que apesar dos contadores de histórias terem formações diferentes,
percebeu-se em suas narrativas que gostam e valorizam os livros sem palavras.
Palavras-chave: Livro sem palavras. Mediação da leitura. Leitura para criança.

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NARRATIVAS JUVENIS: FRACASSOS E ÊXITOS NA FORMAÇÃO DE LEITORES


Marta Helena Cocco
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Comunicação Oral
NARRATIVAS JUVENIS: FRACASSOS E ÊXITOS NA FORMAÇÃO DE LEITORES
Este artigo apresenta os resultados de um projeto de formação de leitores juvenis,
desenvolvido em uma escola pública, no município de Tangará da Serra - MT, com
alunos de 7ºs, 8ºs e 9ºs anos. As narrativas trabalhadas foram: Super Silva, de Ivan
Jaff, O Preço da Liberdade, de Saaly Grindley e A outra face, de Deborah Ellis.
Propusemos estratégias que principiavam pela conscientização da importância da
leitura, com exibição comentada de filmes sobre o tema e contextualização do espaço
geográfico e sócio-cultural de cada narrativa (Brasil - RJ, China e Vietnã). Os livros
foram lidos de modo individual e coletivo, em sala de aula. Na sequência, foram
apresentadas, para toda escola, produções alusivas às leituras, por meio de
performances cênicas, cartazes, vídeos, etc. A escolha das narrativas atendeu aos
critérios de adequação à faixa etária, temática alusiva a direitos humanos e texto
esteticamente bem construído. O objetivo geral do trabalho foi o de despertar o prazer
pela leitura do texto literário. Também objetivou-se desenvolver habilidades cognitivas
dos alunos, especialmente as linguísticas, para melhorar o desempenho na produção
escrita e na produção da leitura (interpretação), bem como criar uma cultura de prazer
pela leitura e de valorização do livro. Os resultados do projeto sinalizam alguns
fracassos derivados da cultura familiar e social dos envolvidos, em que o livro não
consta como valor, e alguns sucessos que apontam para a necessidade de
persistência nesses projetos. Como fundamentação teórica, seguimos alguns
postulados da Estética da Recepção, proposta por Jauss, e consideramos a leitura do
texto literár

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O FIO TEMÁTICO DE CINDERELA PRESENTE NO CONTO NATIKI


Bruna Dos Santos Evangelista, Lany Link Bezerra Moura
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Comunicação Oral
Este trabalho teve como finalidade analisar o conto africano Natiki, comparando-o com
outras narrativas do mesmo gênero, conto de fadas. Para atingir esse objetivo
recorremos as funções de Propp. O conto de fadas representa uma das formas mais
antigas de narrativas, tendo sua origem nos mitos primordiais, e sendo impossível
definir em qual data surgiram, temos a partir do século XVII as primeiras compilações,
mas as histórias já existiam há séculos. Nos contos podemos encontrar símbolos que
são recorrentes em diferentes culturas e épocas, desse modo, foi possível traçar um
paralelo entre a narrativa e a versão clássica conhecida pela maioria. Dessa maneira,
assim como Nobréga (1986) compara duas obras brasileiras que se inscrevem no
ciclo da Cinderela, buscamos analisar as semelhanças entre cinco versões e a obra
africana. Fez-se necessário explicitar o que a literatura africana e apresentar cenário
que compõe a narrativa Natiki, uma vez que, se trata de um continente muito grande e
com culturas, hábitos e consequentemente narrativas diferentes. Por fim, discorremos
especificamente dos contos, analisando a convergência entre eles e ressaltando as
divergências encontradas em Natiki, devido as questões culturais locais. Dessa forma,
intentou-se instigar a leitura das narrativas africanas, que despertam encantamento e
magia não apenas nas crianças, mas em todo leitor ávido de narrativas fantásticas.
Palavras-chave: Conto de fadas; narrativas africanas; Natiki.

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O LIVRO NAS MÃOS DOS BEBÊS: TOCAR, CONTER, ABRIR, FOLHEAR, LER,
PRESERVAR, FECHAR, GUARDAR...
Cristina Maria Rosa
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Comunicação Oral
A partir de estudos com bebês desde o nascimento, no artigo descrevo a educação
para o gosto ofertada a um grupo de bebês. Parto do princípio de que a leitura,
habilidade adquirida de crucial importância para a vida dos humanos em sociedade,
deve ser apresentada à infância logo que nossos filhotes indiquem suportar a própria
cabeça: quando conseguem ficar eretos, sentados sozinhos ou em nossos colos. É
nesse momento que podem ser apresentados ao comportamento leitor que é aqui
descrito como um grupo encadeado de atitudes que se sucedem e do qual faz parte o
observar, ouvir, conter, abrir, folhear, ler, preservar, fechar e guardar. Se bebês não
têm manual de uso, como muitos de nós poderíamos desejar, por que não apresentar
a eles o livro e a literatura desde tenra idade e em seus atributos? Por que não inseri-
los no mundo da cultura letrada desde os primeiros contatos? No artigo argumento
que essa ―apresentação‖, no entanto, não pode ser eventual, aleatória, desorganizada,
espontânea. Como fonte teórica para o diálogo com as descobertas que realizo desde
maio de 2015, utilizei-me de pensadores para quem as práticas formadoras do leitor
são definidas pelo conteúdo – o que ler – e pelos procedimentos ou ―como‖ ler. No
primeiro aspecto, Cademartori (2014), Machado (2002), Paulino (2014) e Zilberman
(2005), concordam que o texto literário deve ser ponto de partida para a alfabetização
literária. Com relação aos procedimentos, Tzvetan Todorov (2010) nos ensina que a
principal função de um professor é iniciar os seus ―nessa parte tão essencial de nossa
existência que é o contato com a grande literatura‖ e que à escola deveria ―ensinar os
alunos a amar a literatura‖. Entre os resultados, meninas e meninos bem pequenos e
seus modos de ler literatura.

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O PROCESSO DE FORMAÇÃO DO LEITOR LITERÁRIO NA ESCOLA DA


PEQUENA INFÂNCIA
Greice Ferreira Da Silva
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Comunicação Oral
A formação de crianças leitoras, a leitura literária e as relações com o trabalho
pedagógico são alvo de pesquisas e discussões por parte de professores e estudiosos
sobre o tema. Pensar a atuação docente na formação leitora das crianças e a
valorização do livro de literatura como uma forma específica de produção cultural traz
possibilidades para ressignificar o lugar da literatura infantil na escola, suas
implicações no desenvolvimento infantil e na formação humana. Compreender o papel
educativo da literatura infantil na formação da criança como sujeito de suas
aprendizagens e de sua própria história torna-se cada vez mais essencial nos dias
atuais. Este trabalho pretende refletir sobre o processo de formação do leitor e do
leitor literário desde a Educação Infantil e discutir como a escola da pequena infância
– destinada às crianças de zero a seis anos – pode atuar nesse processo de modo a
promover intencionalmente que os objetos da cultura sejam apropriados pela criança,
colaborando para o seu processo de humanização. Ao entender a leitura como
compreensão, interlocução, produção de sentido e prática cultural, a discussão
apresentada se fundamenta na Teoria Histórico-Cultural preconizada por Vygotsky e
seus colaboradores, em diálogo com Bakhtin e com estudiosos sobre a leitura e a
literatura infantil. Em suma, este texto busca repensar aspectos do papel do professor
como mediador da leitura literária e da escola como um lugar privilegiado, em que as
relações com a cultura escrita e com a literatura infantil se estabelecem. Nesse
contexto, pretende-se fazer apontamentos sobre a forma pela qual a literatura infantil,
como produção cultural, pode contribuir para o desenvolvimento da criança. Palavras-
chave: Formação de leitores. Leitura literária. Educação Infantil.

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Presidente Prudente de 02 a 04 de agosto de 2017
ISBN: 978-85-69697-02-2
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INTERNACIONAL DE LITERATURA INFANTIL E
JUVENIL

(Trans)formação de leitores: travessias e travessuras

PROGRAMA BEBETECA: UMA BIBLIOTECA PARA A PRIMEIRA INFÂNCIA


Anna Carolyna Franco Américo, Celia Abicalil Belmiro, Mônica Correia Baptista
Eixo Temático 02: Literatura Infantil para crianças pequenas - Comunicação Oral
Instalada na Sala de Leitura da biblioteca Alaíde Lisboa, o Programa Bebeteca da
Faculdade de Educação da UFMG se organiza em dois eixos. O primeiro se destina à
capacitação e formação de professores e demais profissionais, por meio de ações no
âmbito dos cursos de graduação e pós-graduação, stricto e lato sensu, bem como em
cursos e ações de extensão abertos à comunidade externa. O segundo atua na
promoção da leitura junto a crianças de seis meses a seis anos. Seus dois objetivos
principais são: potencializar a formação de alunos da graduação, da pós-graduação,
professores, bibliotecários e outros profissionais que atuam ou atuarão como
promotores de leitura junto a crianças dessa faixa etária; viabilizar o acesso das
crianças de seis meses a seis anos a livros infantis de qualidade, promovendo a
experiência artística, estética, emocional e cognitiva. Foram realizados dois projetos
de extensão neste ambiente. O projeto PROLLEI - Oficinas de formação de
mediadores e promotores de leitura, vinculado ao primeiro eixo. Nesta formação foram
realizados encontros que trataram temas como: a criança e a literatura, por que e
como trabalhar temas delicados nos livros infantis, livros de imagens, entre outros.
Outro projeto de extensão, Tertulinha, relacionado ao segundo eixo, proporcionou às
crianças de três anos em diante, de uma UMEI, conhecer o acervo e vivenciar
experiências de leitura nesse espaço específico. Comprometido com a promoção de
práticas de leitura para a primeira infância, o programa Bebeteca considera a literatura
como arte, a leitura e a escrita como linguagens, e a biblioteca como um ambiente
privilegiado para ampliar as experiências das crianças em relação à cultura escrita.

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POESIA, FORMAÇÃO DE LEITORES E ESTRATÉGIAS DE LEITURA: UM


ENCONTRO POSSÍVEL E NECESSÁRIO.
Lucimara Miqueloti Da Silva Neves, Elianeth Dias Kanthack Hernandes, Luana Silva
Neves, Renata Junqueira De Souza
Eixo Temático 03: Poesia e oralidade - Apresentação de Pôster
O presente trabalho traz o relato de uma experiência de leitura de poesias com
crianças de Educação Infantil (pré-escola) da rede pública, realizado no primeiro
semestre de 2016, tem a opção pelo texto poético, pois vem da nossa concepção de
que a poesia tem uma importância fundamental para a formação do sujeito-leitor. A
presente pesquisa pretende analisar a importância da poesia na formação de leitores,
bem como, propiciar às crianças de escolas públicas de Educação Infantil, um espaço
de conhecimento poético, a fim de aprofundar a relação afetiva e intelectual com esse
gênero textual e as estratégias de leitura, em especial a ―conexão‖, a fim de poder
construir, progressivamente sua história de leitor, desenvolvendo autonomia face ao
conhecimento. Nossa opção metodológica é a da pesquisa-ação, entendida como uma
tentativa continuada, sistemática e empiricamente fundamentada de aprimorar a
prática. É possível perceber que o projeto tem contribuído para a formação das
crianças, ampliando seus repertórios intelectuais e suas capacidades leitoras. Além
disso, ficou evidente que existe uma relação importante entre a compreensão e
apropriação das características do gênero poético e a utilização das estratégias de
leitura pela criança. Palavras-Chave: Estratégias de Leitura. Formação de leitores.
Poesia.

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BRINCANDO DE POESIA: REFLEXÕES SOBRE A CRIANÇA, O BRINQUEDO E A


POESIA, A PARTIR DO POEMA "O POETA APRENDIZ", DE
VINICIUS DE MORAES
Ângela Da Silva Gomes Poz
Eixo Temático 03: Poesia e oralidade - Comunicação Oral
Vinicius de Moraes figura entre os maiores representantes da literatura brasileira,
tendo produzido uma vasta obra que abrange variados temas, em verso e prosa. Em
seu rico universo poético – composto também de canções, dedicou privilegiada
parcela ao público infantil, como na célebre obra ―A arca de Noé‖. Tomando como eixo
norteador seu poema ―O poeta aprendiz‖, de 1958, publicado em 1962 no livro ―Para
viver um grande amor‖ e, anos depois, numa parceria com Toquinho, adaptado para
música, regravada e ilustrada por Adriana Calcanhoto em um livro (com CD), em
2013, este trabalho objetiva analisar a importância da poesia e dos brinquedos para as
crianças, e como nesse ―brincar‖ a criança deleita-se em seu mundo de fantasias e
aprende valores essenciais a uma formação humana e solidária. Refletindo sobre a
ludicidade, as cores, a sensibilidade, a imaginação, a exploração do sentimento e do
sensorial, o ritmo, a estrutura, a linguagem poética e as imagens que dela advêm,
visa-se à percepção da importância da atividade lúdica para o desenvolvimento
cognitivo infantil, e como o brincar, o fazer poético e a oralidade se inter-relacionam
quer na poesia falada, quer na poesia cantada para crianças. A poesia, como fruto da
sensibilidade, visa à sensibilidade do leitor (aqui também considerada leitora a criança
que ouve, recita ou canta o poema ou a canção). Com aporte teórico em Benjamin
(2014), entre outros estudiosos, verificar-se-á como a poesia pode remeter-se à
criança, despertando nela o interesse pela palavra escrita, pelos livros e pela arte, cujo
poder lhe oportunizará inúmeras aprendizagens até a fase adulta, quando poderá
constatar, através da memória, que a realidade começou a se construir em seus
sonhos infantis. Palavras-Chave: Poesia. Brinquedo. Criança.

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CAUSOS PERDIDOS: RESGATANDO A TRADIÇÃO DA CONTAÇÃO DE


HISTÓRIAS NO BRASIL PARA A CRIAÇÃO DE UMA NOVA NARRATIVA COM
IMAGENS.
Giovanna Corrêa Lucci
Eixo Temático 03: Poesia e oralidade - Comunicação Oral
A ideia desta pesquisa surgiu do interesse em produzir um livro ilustrado que
resgatasse a memória das narrativas orais e que conseguisse refletir tanto no texto
quanto nas imagens características próprias da cultura brasileira. Assim, foi com o
intuito de homenagear a linguagem popular brasileira que surgiu o trabalho intitulado
―Causos Perdidos‖. Este projeto contou com uma pesquisa não apenas acerca da
oralidade, dos ritmos e compassos, mas também sobre a tradição da contação de
histórias no Brasil, e possibilitou a construção de uma narrativa inédita. Após esta
etapa da pesquisa, optou-se por utilizar a estrutura de linguagem própria do ―causo‖
mineiro para contar tal história, na tentativa de abordar temas cotidianos de uma parte
específica da cultura brasileira. O resultado foi um pequeno livro com um texto autoral,
onde o som e a dinâmica das palavras são os verdadeiros protagonistas. Além de
explorar questões da oralidade da língua portuguesa, a pesquisa também permitiu
estudar a relação entre palavra e imagem, uma vez que o processo criativo por trás
das ilustrações envolveu uma investigação sobre a representação imagética nacional.
Estas ilustrações, elaboradas em xilogravura, possuem formas orgânicas e sintéticas,
que visam a simplicidade e em muitos momentos se entrelaçam com o texto, criando
uma relação tão próxima que as palavras também passam a ser formas visuais. Tal
dualidade, onde o palavra e imagem se confundem, se encontra muito presente neste
trabalho e reflete a importância da criação de ilustrações e diagramações que
instiguem a imaginação e que realmente contribuam para a unidade do livro, criando
novos caminhos de leitura e novas possibilidades interpretativas.

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CHAPEUZINHO VERMELHO E OS VERSOS DE CORDEL


Aira Suzana Ribeiro Martins
Eixo Temático 03: Poesia e oralidade - Comunicação Oral
Este trabalho pretende fazer relato de projeto de leitura e produção textual em
desenvolvimento, com alunos do sexto ano do Ensino Fundamental. A partir das
leituras de várias versões de ― Chapeuzinho Vermelho‖, será proposta, em duplas de
alunos, a reescritura dessas histórias em versos de cordel e sua posterior
apresentação. Como produção final, será proposta a elaboração, em versos de cordel,
de uma versão contemporânea da mesma história por cada dupla. Nosso objetivo é
levar nossos alunos a conhecer várias versões do conto, cuja origem está nas
narrativas orais, e sua correlação com a sociedade. É objetivo também do projeto
levar o aluno a conhecer o cordel, outro gênero surgido do popular, tão apreciado em
diversas regiões do Brasil e sempre bem-vindo em espaços de sala de aula.
Pretendemos também, com as atividades propostas, desenvolver nos alunos sua
competência oral, bem como o trabalho com o léxico, com os recursos sonoros da
língua, além de levá-lo a ampliar seu conhecimento enciclopédico, conhecer as
histórias infantis clássicas , apreciar e respeitar as diversas formas de manifestações
artísticas. Como referencial teórico temos o auxílio de autores como Bakhtin (1989),
Todorov (1982), Sant‘Anna (1992), Goldstein (2006) e Cosson (2014), entre outros.
Palavras- Chave: Oralidade. Contos maravilhosos. Cordel

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COMO E POR QUE TRABALHAR O TEXTO POÉTICO EM SALA DE AULA? DO


LETRAMENTO LITERÁRIO À PRODUÇÃO ESCRITA
Thiago Henrique Da Silva De Sales
Eixo Temático 03: Poesia e oralidade - Comunicação Oral
Embora a relevância do contato com a poesia seja do conhecimento de todos,muitas
escolas ainda insistem em não trabalhá-la, escolhendo abordar temas e estruturas
considerados mais relevantes, em especial nas séries iniciais. E ainda, quando se
trabalha a literatura na escola, tende-se a apresentar os textos atentando-se apenas a
aspectos linguísticos e/ou questões sociais, o que tem privado o aluno de uma
experiência única. Muitas vezes, isso se dá devido ao próprio despreparo do professor
no trato com o texto poético, usando-o apenas como subterfúgio para discussões
extratexto, esquecendo-se que se trata de um emaranhado de estruturas e
significações que se amalgamam em um todo repleto de subjetividade.Portanto, esta
pesquisa se justifica pela necessidade de verificar e eventualmente responder à
questão: como e por que trabalhar a poesia na escola?,tendo por base a proposta de
um conjunto de atividades a ser realizado com alunos do nono ano do ensino
fundamental, partindo da concepção de letramento literário até a conscientização do
processo de escrita e produção literária. Para tanto, foram utilizados poemas
selecionados da antologia As palavras voam (2005), de Cecília Meireles. Desse modo,
visa contribuir para a sedimentação da leitura literária nas escolas, bem como para a
percepção da palavra poética como reflexo das diferentes formas de expressão e
enfrentamento do mundo.

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COMO E POR QUE TRABALHAR O TEXTO POÉTICO EM SALA DE AULA?DO


LETRAMENTO LITERÁRIO À PRODUÇÃO ESCRITA
Patrícia Josiane Tavares Da Cunha Fuza, Thiago Henrique Da Silva De Sales
Eixo Temático 03: Poesia e oralidade - Comunicação Oral
Embora a relevância do contato com a poesia seja do conhecimento de todos, muitas
escolas ainda insistem em não trabalhá-la, escolhendo abordar temas e estruturas
considerados mais relevantes, em especial nas séries iniciais. E ainda, quando se
trabalha a literatura na escola, tende-se a apresentar os textos atentando-se apenas a
aspectos linguísticos e/ou questões sociais, usando-a apenas como subterfúgio para
discussões extratexto, esquecendo-se que se trata de um emaranhado de estruturas e
significações que se amalgamam em um todo repleto de subjetividade. Portanto, esta
pesquisa objetivou verificar e eventualmente responder à questão: como e por que
trabalhar a poesia na escola, tendo por base metodológica os pressupostos de
Cosson, Abramovich, Quadros, entre outros. Para tanto, oferece a proposta de um
conjunto de atividades realizado com alunos do nono ano do ensino fundamental,
tendo como corpus poemas selecionados da antologia As palavras voam (2005), de
Cecília Meireles, partindo da concepção de letramento literário até a conscientização
do processo de escrita e produção literária. Ao longo desse processo, foi possível
observar que o letramento literário não se trata apenas de uma habilidade pronta e
acabada de ler textos literários; pelo contrário, requer do leitor uma atualização
permanente em relação ao universo literário e, por assim dizer, espera-se que esse
leitor dê sentido ao mundo por meio das palavras que falam de palavras, que têm o
poder de transcender os limites do tempo e espaço. Desse modo, a proposta de
atividade com o texto poético aqui apresentada contribuiu para a disseminação da
leitura literária como instrumento fundamental de formação e humanização do sujeito.

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LEITURA E APRECIAÇÃO DE TEXTOS POÉTICOS NA ALFABETIZAÇÃO: UMA


EXPERIÊNCIA COM SARAU DE POESIAS
Keila Antônia Barbosa Souza, Silvia De Fátima Pilegi Rodrigues
Eixo Temático 03: Poesia e oralidade - Comunicação Oral
RESUMO Este artigo apresenta as contribuições da leitura de textos poéticos para o
ensino da língua materna a partir de uma experiência com o ―sarau de poesias‖ no
ciclo de alfabetização. A atividade desenvolvida com as crianças objetivou criar
situações de leitura utilizando recursos da oralidade por meio de textos poéticos. O
enfoque principal foi na leitura, apreciação, declamação e dramatização de poesias.
Através de uma escolha criteriosa, foram priorizados textos poéticos para crianças de
autores consagrados como: Elias José, Cecília Meireles, Pedro Bandeira, Vinícius de
Moraes, José Paulo Paes e outros, visando estimular o gosto pela leitura e o
desenvolvimento da linguagem por meio da poesia. A análise dos dados, coletados
pela observação direta da participação dos estudantes e realização das atividades
propostas no sarau de poesias, pautou-se principalmente em Abramovich (1994),
Colomer (2007), Averbuck (1986) (2009), Pinheiro (2002), Silva (2005; 2008) e
Zilberman (2005). Essa experiência se revelou como estratégia colaborativa para
estimular a leitura e a oralidade no ciclo de alfabetização, possibilitando a percepção
de sentimentos e emoções que o texto poético transmite além de colaborar para o
desenvolvimento de habilidades linguísticas importantes no processo de ensino-
aprendizagem da língua materna. Sobretudo, o trabalho com o sarau de poesias
despertou o gosto por conhecer outros textos de forma lúdica e prazerosa,
contribuindo para a ampliação do repertório de leitura e para a formação leitora dos
alunos. Palavras-chave: Leitura. Poesia. Alfabetização.

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PÊ DE PAI: PALAVRAS, IMAGENS E POESIA


Helder Pinheiro, Marcela De Araujo Lira
Eixo Temático 03: Poesia e oralidade - Comunicação Oral
Embora seja corriqueira a presença de ilustrações em livros destinados ao público
infantil, o status e função dessas podem variar. Há casos em que as imagens se
fazem presentes meramente como acompanhantes do texto escrito, funcionando
como elementos decorativos ou de suporte. No entanto, há livros em que o sentido da
narrativa emerge da leitura simultânea, do encontro das duas linguagens. É o caso de
Pê de Pai (2006), de Isabel Minhós Martins e Bernardo Carvalho. Nessa obra,
palavras e imagens se completam de tal modo que, na ausência de qualquer uma
delas, toda a carga significativa enfraqueceria. Aqui, a poesia emerge das metáforas
verbais que se materializam nas ilustrações. À vista disso, o presente trabalho se
propõe a analisar a obra em questão, bem como apresentar uma proposta de leitura
em sala de aula de modo que sejam contemplados os aspectos verbais e visuais
fornecidos pelo livro, enfatizando, assim, a importância das duas linguagens
apresentadas. Para tal, serão utilizados conceitos teóricos de Nikolajeva e Scott
(2011), Linden (2011) relativos à ilustração e Pinheiro (2007) voltado para
possibilidades de abordagem do poema na escola. Palavras-chave: Poesia infantil;
Ilustração; Ensino.

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POESIA E VOZES DAS CRIANÇAS: ÊNFASE NA PASSAGEM DA EDUCAÇÃO


INFANTIL PARA O ENSINO FUNDAMENTAL
Fabiana Fiorim Checconi, Maria Betanea Platzer
Eixo Temático 03: Poesia e oralidade - Comunicação Oral
A partir de pesquisa desenvolvida sobre a transição da criança da Educação Infantil
para o Ensino Fundamental, focamos no presente trabalho a poesia e suas
contribuições para o desenvolvimento da criança, em especial, como possibilidade de
expressar sua visão em relação a esse período de mudança, bem como a construção
de sua identidade e conceitos de determinadas situações no novo contexto escolar
que ingressará. Objetivamos, assim, investigar os sentimentos e os anseios que as
crianças de pré-escola revelam acerca do ingresso no ensino fundamental.
Desenvolvemos uma pesquisa qualitativa, envolvendo 16 crianças de pré-escola, com
05 anos de idade, de uma instituição municipal de Educação Infantil, localizada no
interior do Estado de São Paulo. Utilizamos como procedimentos metodológicos
situações lúdicas, destacando a poesia, para dialogarmos com os educandos sobre a
transição para o ensino fundamental. Os dados revelam que as crianças expressam
seus sentimentos sobre essa nova etapa do ensino, apontando a relação de amizade
e acolhimento relacionados aos amigos e professores e a insegurança e o medo de
ingressarem em um local desconhecido. Afirmam também que esperam encontrar o
brincar no ensino fundamental. A interação das crianças com a poesia, tipo de texto
que utilizamos para dialogarmos com as crianças sobre essa mudança escolar,
permite compreender sua visão em relação ao período de transição. Por meio da
expressão oral, manifestaram seus sentimentos e anseios nesse período. Essas
manifestações realizadas pelas crianças revelam reflexões sobre a passagem desses
dois segmentos de ensino, merecendo discussões com afinco na área da educação
escolar. Palavras-Chave: Escolarização, Criança, Poesia.

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“POMAR DE BRINQUEDOS” E “CANTORIAS DE JARDIM”: CONSIDERAÇÕES


SOBRE A POÉTICA DE ELOÍ BOCHECO
Fabiano Tadeu Grazioli, Alexandre Leidens, Rodrigo Da Costa Araujo
Eixo Temático 03: Poesia e oralidade - Comunicação Oral
A literatura de Eloí Bocheco é carregada de afeto e memórias. Percorrendo as páginas
de suas obras, que não são poucas e que não seguem uma única vertente de gênero,
público ou estilo, fica claro que é a partir desses ingredientes que a sua escrita literária
se organiza. Em ―Pomar de brinquedos‖ (2009) e ―Cantorias de Jardim‖ (2012), o afeto
pelas frutas e flores, respectivamente, trazido ao texto pelas memórias da autora,
transfigura-se em poemas lúdicos e sensíveis, inspirados na poesia folclórica, marca
evidente da autora, acostumada desde muito cedo com o repertório da poesia oral.
(Cabe lembrar que Eloí teve a obra ―Batata cozida, mingau de cará‖, inspirada na
tradição oral, selecionada para o projeto Literatura para todos, do MEC). Nos poemas
das obras que compõem o corpus de análise desta comunicação as frutas e flores são
celebradas em suas cores, formatos, sabores, perfumes, mistérios e encantos. E tal
celebração, impulsionada pela memória e pelo afeto, alcança o auge no manejo da
linguagem literária, a nosso ver exemplar, por articular os elementos de Staiger (1997)
enumera para a poesia lírica, adaptando-os para a poesia lírica infantil. Os poemas de
Eloí estão a nos lembrar, a todo momento, que o gênero lírico é o gênero da
recordação, como postula o teórico. A poética infantil de Bocheco, como era de se
esperar, também encontra correspondência nos parâmetros para poesia para a
infância e sua relação com o folclore elencados por Pondé (1982), alguns dos quais
traremos à discussão. Trata-se de um estudo com características exploratório-
descritivas e de abordagem qualitativa, e o procedimento técnico envolve pesquisa
bibliográfica e documental, partindo de conhecimentos já produzidos e explorando
materiais que não receberam tratamento analítico específico.

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A BELA E A FERA EM TRÊS VERSÕES


Ariéli Leite Farias
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Apresentação de Pôster
Este estudo tem como objetivo analisar o conto de fada A Bela e Fera. A pesquisa
caracteriza-se como bibliográfica e utiliza análises com base nas obras Psicanálise
dos Contos de fadas, de Bruno Bettelheim, e Fadas no Divã, de Mário Corso e Diana
Corso. Serão analisadas versões do conto de Madame de Beaumont e Madame de
Villeneuve, assim como será efetuado um cotejo com o filme homônimo de 2017.

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CORALINE: A REPRESENTAÇÃO DA CRIANÇA NA LITERATURA FANTÁSTICA


Larissa De Oliveira
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Apresentação de Pôster
Este estudo tem como objetivo analisar a representação da criança na literatura
fantástica contemporânea sob a influência coercitiva dos adultos. A pesquisa
caracteriza-se como bibliográfica e a partir de fundamentos acerca do gênero
fantástico e da teoria da personagem foi verificado como tais elementos aparecem no
conjunto da obra Coraline, do escritor Neil Gaiman, que aborda os conflitos interiores e
também exteriores vividos por uma criança. Destaca-se nesse trabalho monográfico,
principalmente, a relação que a obra ficcional estabelece com a realidade e para isso
foram analisados trechos relevantes do corpus de análise em questão. Além disso, foi
observada também a importância do gênero fantástico para crianças, pois a literatura
fantástica é intrinsecamente fonte de maravilhas e de observação pessoal, revelando
encantos e belezas que tornam os leitores rigorosos e críticos diante do mundo. Em
suma, os resultados mostram como a narrativa fantástica de Gaiman aponta caminhos
para a formação e o autoconhecimento das crianças, além de explicitar a importância
do gênero fantástico dentro da literatura juvenil para a formação do jovem leitor.
Palavras-Chave: Coraline. Literatura fantástica. Protagonista.

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O LEITOR COTUCA, QUEM É ELE?


Simone Rodrigues Vianna Silva, Gabriel Ambrósio Vargas, Nicolas Pereira Tavares,
Thaís De Oliveira Rocha
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Apresentação de Pôster
Conhecer os hábitos de leitura dos jovens estudantes sempre foi uma das grandes
inquietações de professores: por que muitos jovens abandonam suas práticas de
leitura? Pais leitores realmente formam filhos leitores? A partir de questionamentos
básicos sobre o leitor jovem, o projeto visa mapear o perfil literário dos alunos do
Colégio Técnico de Campinas (COTUCA), com reflexões que versam sobre seu
contexto social e suas influências leitoras pessoais e dentro do ambiente escolar.
Assim, alguns de seus objetivos fundamentais são: 1) estabelecer o perfil-leitor na
comunidade em questão; 2) constatar se o público da pesquisa é consumidor da
literatura destinada a jovens e 3) verificar se a literatura juvenil brasileira é conhecida
pelos alunos questionados. A partir dos dados coletados com o questionário piloto,
observou-se que: o público do Cotuca não conhece a Literatura Brasileira juvenil, mas
sim as Norte-americana e Inglesa; e a leitura é afetada pela realidade técnica do
colégio. O questionário piloto foi então modificado, para melhor analisar: as
singularidades de um colégio técnico na formação de jovens leitores; o que realmente
os alunos do colégio conhecem sobre literatura juvenil nacional; e, como contraponto
às turmas de Ensino Médio e Técnico, optou-se por adicionar uma turma que possui
apenas o ensino técnico, em Segurança do Trabalho, para apontar possíveis
diferenças na formação desse leitor. Para tal estudo, o projeto pautou-se,
especialmente, nas seguintes leituras: a) FAILLA, Zoara. (org.) Retratos da leitura no
Brasil 3. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo: Instituto Pró-Livro, 2012
e b) BRITTO, Luiz Percival Leme. No lugar da leitura - biblioteca e formação [recurso
eletrônico]. Rio de Janeiro: Edições Brasil Literário, 2015.

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QUANDO PERSONAGEM E CRIADOR SE COMPLETAM: UMA ANÁLISE DA


BONECA EMÍLIA NA OBRA DE MONTEIRO LOBATO
Aline Da Veiga
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Apresentação de Pôster
Quando se trata de Literatura Infanto-juvenil brasileira, o nome de Monteiro Lobato é
um dos lembrados com maior ênfase. Isso porque, além de ter sido um grande
escritor, foi também um homem amplamente engajado em causas sociais no país,
nunca desassociando o contexto sócio histórico e cultural do mundo literário. Assim,
suas obras agradam o mais variado público – de crianças à adultos –, marcando
gerações com personagens inesquecíveis, como é o caso da boneca Emília. Esta, por
sua vez, é conhecida por ser porta-voz de seu criador que, através da tagarelice da
boneca, encontrou uma maneira de exprimir sua própria visão de mundo de forma
autêntica e memorável. De personalidade incomum para a época, Emília retrata tanto
a figura feminina quanto a infantil – duas vozes pouco valorizadas no século XX, mas
que apesar dos empecilhos faz sua opinião valer tanto quanto a dos demais, de uma
forma ou de outra. Portanto, este estudo faz um levantamento bibliográfico a fim de
analisar as relações entre o contexto sócio histórico de Lobato e suas obras infanto-
juvenis. Como também, estabelece diálogo entre a boneca Emília e a obra Emílio
(1762), de Jean-Jacques Rousseau, traçando um paralelo entre as personagens e
seus idealizadores, suas aproximações e distanciamentos. Afinal, a boneca, mais do
que uma personagem entretente, também reflete o ideal de educação de Monteiro
Lobato e, apesar de divergirem em algumas questões, ambos os escritores, cada um
em seu tempo, apostaram em uma educação à frente daquilo que a sociedade
esperava, elucidando isto de maneira que envolve o leitor mais jovem ao passo que
faz o mais experiente refletir. Palavras-Chave: Literatura infanto-juvenil. Monteiro
Lobato. Jean-Jacques Rousseau.

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REPRESENTAÇÕES FEMININAS EM CONTOS DE MARINA COLASANTI


Maisa Barbosa Da Silva Cordeiro, Rauer Ribeiro Rodrigues
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Apresentação de Pôster
Esta comunicação analisa a representação de mulheres nos contos ―São os cabelos
das mulheres‖ e ―A primeira só‖, do livro Para sempre tenho amor (2013), de Marina
Colasanti. A autora realiza, em seus contos, rupturas quanto à estrutura dos contos
tradicionais, tendo em vista perspectivas propostas pela crítica literária
contemporânea. Esses contos encenam debates acerca da emancipação feminina
tanto no que se refere aos contos maravilhosos quanto no que diz respeito a
propostas feministas. Para verificarmos essas questões temáticas, estudamos as
construções literárias, simbólicas e metafóricas utilizadas para tecer as personagens e
estruturar as narrativas. Utilizamos, como referencial teórico, os estudos A psicanálise
dos contos de fadas, de Bruno Bettelheim, A enunciação poética nos contos de Marina
Colasanti, de Nilda Maria Medeiros, e O conto de fadas, de Nelly Novaes Coelho.

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A CONFIGURAÇÃO DO NARRADOR EM O CASAMENTO DE MINHA MÃE (2005),


DE ALICE VIEIRA: CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO DE LEITORES
Jucimar Lopes
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
RESUMO O objetivo desse trabalho é analisar a categoria narrador na obra O
casamento de minha mãe (2005), de Alice Vieira, a fim de vislumbrar quais aspectos
da configuração narrativa poderiam contribuir para a formação de jovens leitores. O
estudo será desenvolvido a partir da exploração dos elementos narrativos que
contribuem na construção de sentido do narrador personagem. Para tanto, será
abordado o modo como o narrador se apropria das anacronias temporais na
configuração narrativa para caracterizar o eu protagonista. Na trama, o casamento da
mãe de Vera a motiva reviver o passado pelo filtro da memória seletiva. Nesse
sentido, o presente e flashes do passado se entrecruzam num jogo temporal
arquitetado pelo narrador autodiegético, revelando uma personagem complexa,
marcada por dramas existenciais advindos das relações humanas. Por meio da visão
crítica desenvolvida no presente, Vera reflete sobre o passado no intuito de superá-lo,
na esperança de um futuro melhor. Desse modo, a estrutura narrativa apresenta uma
tensão temporal que no nível temático é representada pelas angústias da personagem
protagonista. Nessa perspectiva, os elementos narrativos se entrelaçam e abordam
típicos problemas do universo dos jovens, contribuindo para que a verossimilhança
aproxime o livro de seu público alvo. Palavras-chave: Literatura infanto-juvenil. Alice
Vieira. Formação de leitores.

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A FORMAÇÃO DO LEITOR MIRIM EM QUESTÃO: ANÁLISE DA OBRA ADIVINHA


O QUANTO EU TE AMO, DE SAM MCBRATNEY
Eliane Aparecida Galvão Ribeiro Ferreira, Vitoria Maria Manarin De Oliveira
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
Sam McBratney, escritor irlandês, destaca-se pela grande quantidade de obras
publicadas, mais de cinquenta livros em sua maioria infantis sendo poucos textos
destinados ao público juvenil. Em sua obra Adivinha quanto eu te amo, em que os
personagens centrais são dois coelhos – pai e o filho –, o autor constrói um mundo
lúdico, repleto de magia, o qual tem potencialidades para despertar o interesse do
leitor mirim. Além disso, sua ilustradora, Anita Jeram, apresenta cores e traços
sensíveis, capazes de ampliar o imaginário do pequeno leitor, bem como prender sua
atenção ao relato. Justifica-se, então, que este texto tenha por objetivo apresentar
uma análise da obra de Sam Mc Bratney, a partir do aporte teórico da Estética da
Recepção, visando detectar se sua narrativa estabelece comunicabilidade com seu
leitor implícito, levando-o ao rompimento de conceitos prévios, com consequente
ampliação de seus horizontes de expectativa. Além disso, busca-se interpretar como
se estabelece na obra a relação entre texto verbal e imagético, e se este diálogo entre
ambos também favorece a formação do leitor.

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A GUERRA DE PERMEIO NO TEXTO JUVENIL


Thiago Alves Valente
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
O objetivo deste trabalho é apresentar uma análise da narrativa No rastro dos
barrigas-verdes (2009), de Eliana Martins, com foco sobre a abordagem do tema
―guerra‖. O enredo policial, com dois adolescentes como protagonistas, leva o leitor a
acompanhar as buscas de Luana e Kio, que acabam encontrando na história brasileira
explicações para um código usado por traficantes em Florianópolis. A obra apresenta,
então, o embate entre o caudilho José Gervásio Artigas e o governo português,
situado na primeira metade do século XVIII, oferecendo uma explicação para o termo
―barrigas-verdes‖. Assim, ainda que tenha no título um indiciamento de referência a
um conflito bélico, bem como a ilustração da capa reforce essa ideia, o tema não é um
elemento central para a estrutura narrativa, servindo, antes, como um apêndice
informativo que instrumentaliza os protagonistas frente à aventura que vivenciam. A
análise embasa uma reflexão a respeito da ―guerra‖ como tema na literatura para
jovens, no Brasil, destacando a ausência de textos que tomem as guerras nacionais
como matéria-prima da ficção, as quais poderiam ofertar uma experiência de leitura
mais densa no contexto dessa vertente temática. Para efeito de análise, recorre-se
aos estudos de Mortatti (2001), Martha (2008), Ceccantini (2010) e Hunt (2010).

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ANÁLISE DA CONFIGURAÇÃO TEXTUAL DE NÓS TRÊS, DE LYGIA BOJUNGA.


Ana Estela Ferreira
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
O objetivo deste trabalho é analisar a configuração textual do livro Nós Três de Lygia
Bojunga, publicado em 1987, considerada uma obra de literatura Infantojuvenil com
potencial a ser apresentada à leitores em formação. O método de análise baseia-se no
conceito de configuração textual, proposto pela Prof.ª Dr. ª Maria do Rosário Longo
Mortatti, o qual parte do texto, e para ele volta ao fim de um processo de restituição e
interpretação. As informações acerca da autora do livro Nós Três, dão início a análise,
na sequência, aspectos gerais e estruturais do livro, seguido da contextualização no
momento histórico, e a busca de alguns sentidos possíveis como considerações finais.
A análise permite perceber que a obra se mantem atual, pela potencialidade temática,
e em sua maneira de dirigir-se ao leitor que está na passagem da fase da infância
para adolescência. No entanto, permanece a incógnita de ser está uma das obras
menos conhecidas por professores e estudantes desta faixa etária.

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ANÁLISE E RECEPÇÃO DA OBRA JÚLIA TEM UMA ESTRELA, DE EDUARD


JOSÉ, EM ÂMBITO ESCOLAR
Thais Oliveira Kalil Modesto, Eliane Aparecida Galvão Ribeiro Ferreira
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
Este texto tem por objetivo apresentar, por meio do aporte teórico da Estética da
Recepção, uma análise, bem como a recepção da obra Júlia tem uma Estrela, de
Eduard José (Barcelona, 1948). Essa recepção ocorreu no âmbito de uma escola do
município de Assis, Estado de São Paulo, com crianças do 5º ano do Ensino
Fundamental. Para tanto, construiu-se a hipótese de que a temática da morte de um
ente próximo e querido, aliada ao tratamento sensível e estético poderia ser
emancipatória para esse público. Trata-se de uma história comovente e metafórica,
em cujas páginas são retratadas a mudança da vida de Julia, uma menina de apenas
cinco anos, que enfrentará de forma inocente a morte de sua mãe, vitimada com
câncer. Eduard José, além de se destacar na literatura infantil, evidencia-se na
literatura juvenil. Com essa obra, ganhou o prêmio Cumpe Kurt, para contos infantis
da língua catalã. As ilustrações de Valenti Gabianas, que acompanham a narrativa,
estabelecem relação de complementariedade e de colaboração com o texto verbal,
envolvendo ainda mais a criança com a história. A temática da morte e seu tratamento
de forma natural e sensível foram eleitos, pois podem romper com os conceitos
prévios dos leitores e, assim, assegurar sua ampliação de horizontes de expectativa,
permitindo-lhes voltar um crítico sobre suas vivências.

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A NARRATIVA POLICIAL JUVENIL: LEITURA, CRIAÇÃO E PRAZER


Marcos Aparecido Pereira
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
Na primeira parte deste artigo procura-se discutir a visão dicotômica da literatura ao
considerar algumas obras como sendo literatura enquanto exclui outras do status de
arte. A literatura infantil e juvenil, por exemplo, que já foi considerada ―mero
entretenimento‖, entretanto, a partir dos apontamentos de Nelly Novaes Coelho,
Regina Zilberman e Antonio Candido é possível perceber a relevância dessa forma de
literatura na vida das pessoas. Em seguida, trata-se recepção de obras do gênero
policial juvenil pelo jovem leitor, além de ponderar sobre do papel do leitor frente uma
obra literária e a relação de prazer entre eles, para tal apoiamo-nos em Hans Robert
Jauss, Roland Barthes, Cecília Almeida Salles e Jean-Paul Sartre, sobretudo. Ao final
foram utilizados livros de Lucia Machado de Almeida e Marcos Rey e os apontamentos
de Vera Teixeira Aguiar e Maria da Glória Bordini a fim de exemplificar sugestões de
leituras na fase dos 12 aos 14 anos de idade. Percebeu-se, ao final dessa trajetória, a
importância de buscar alternativas metodológicas que tornem as atividades em sala de
aula e o incentivo à leitura em determinada série/ idade mais eficientes a fim de formar
leitores literários.

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A REPRESENTAÇÃO DA PERSONAGEM AFRODESCENDENTE NA OBRA


MENINA BONITA DO LAÇO DE FITA, DE ANA MARIA MACHADO.
Amanda Da Silva Oliveira, Eliane Aparecida Galvão Ribeiro Ferreira
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
Ana Maria Machado, uma das maiores escritoras brasileiras contemporânea de
literatura infantil, reconhecida internacionalmente, e ganhadora de diversos prêmios
literários importantes, como o Prêmio Hans Christian Andersen, considerado o Nobel
da literatura infantil, apresenta em sua obra Menina bonita do laço de fita (1986) a
história de uma menina linda, de pele e olhos negros, e cabelos trançados, envoltos
em fitas coloridas. A trama é contada por um coelho branco, que se apaixona pela
beleza da menina e tenta descobrir durante toda história, como a garota consegue ter
a pele com uma pigmentação tão bonita. O livro é conhecido por tratar de questões
como a construção da identidade e o enaltecimento da beleza negra a partir da figura
feminina. Desse modo, construímos a hipótese de que, pela leitura dessa obra
literária, podemos discutir de forma crítica, em sala de aula, com as crianças, temas
sociais, como: diversidade, respeito às diferenças, identidade, autoestima e aceitação
do próximo. Assim, promovemos nesses leitores mirins a reflexão, contribuindo para
sua formação como leitores críticos e desenvolvemos suas percepções e emoções em
relação à diversidade e pluralidade de identidades. Para a análise da obra de
Machado, utilizaremos como suporte teórico os pressupostos da Estética da
Recepção, visando detectar se possui potencialidades emancipatórias que rompam
com os conceitos prévios do leitor, ampliando, assim, seus horizontes de expectativa.

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A REPRESENTAÇÃO DA VELHICE NOS CONTOS DE "QUANDO A


PRIMAVERA CHEGAR", DE MARINA COLASANTI
Catia Toledo Mendonça
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
A REPRESENTAÇÃO DA VELHICE NOS CONTOS DE ―QUANDO A PRIMAVERA
CHEGAR‖, DE MARINA COLASANTI Comunicação- Literatura Infantil e Juvenil e
outras áreas do conhecimento Profª Drª Catia Toledo Mendonça UNESPAR- Campus
Paranaguá RESUMO A obra de Marina Colasanti tem sido estudada, principalmente,
sob a perspectiva da representação feminina. Lá se vão quarenta anos desde a
publicação de ―Uma ideia toda azul‖, o primeiro livro de contos de fadas. A autora está
com quase oitenta anos (completos em setembro de 2017), e a representação da
mulher em sua obra ganha uma variante: a figura da velha. Velhos e velhas passam a
fazer parte de suas histórias como protagonistas, assim como a morte e a solidão se
avizinham. ―Quando a primavera chegar‖, livro de contos de fadas publicado em 2015,
chama atenção pela presença marcante da morte, da solidão e protagonistas velhos.
Dois contos trazem a velha como protagonista e outros tantos falam de solidão, tanto
do homem quanto da mulher. Nos contos de fadas tradicionais, a velha está
geralmente ligada à bruxa, ao mal, à feiura. Marina Colasanti mantém o ambiente
feérico em seus contos, suas personagens transitam por castelos e reinos, há reis,
príncipes e princesas, mas não há bruxas. Como então se dá a representação da
velhice em sua obra? De que forma a solidão e a morte se articulam nesses contos?
Esta comunicação, a partir dos textos de Vladimir Propp, Célia Cristina da Silva e Nelly
Novaes Coelho, pretende apresentar os resultados da investigação sobre a presença
de temas como a velhice, a solidão e a morte no livro de Marina Colasanti, de modo a
identificar alterações presentes, marcada pela maturidade da escritora e da mulher.
Palavras-chave: Marina Colasanti; Quando a primavera chegar; velhice.

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AS NARRATIVAS MÍTICAS RESSIGNIFICADAS EM BORGES E HAWTHORNE:


UMA ANÁLISE DE LEITURAS JUVENIS NA EDUCAÇÃO BÁSICA
Graciane Cristina Mangueira Celestino, Robson Coelho Tinoco
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
A problematização acerca da Literatura na formação leitora e consciência de sua
importância para a percepção do texto literário é o objeto de estudo deste trabalho. Na
escola, em alguns casos, coexistem diferenciadas concepções de leitura, muitas
vezes, limitada à decodificação de signos, o que minimiza o caráter social, cultural,
cognitivo e intelectual das estruturas textuais. Nesse sentido o objetivo desta
comunicação é refletir acerca das definições de literatura juvenil e como os jovens
leitores são estimulados nesse processo, utilizando para tal análise narrativas míticas
dispostas em dois livros. Os dois textos citados serão; quatro lendas do livro Mitos
Gregos, de Nathaniel Hawthorne, e quatro, das 116 lendas que estão inseridas no
Livro dos Seres Imaginários, de Jorge Luís Borges e Marguerita Guerrero. Por ser a
leitura literária um elemento indispensável para o reconhecimento crítico da escrita e
leitura em cada época, busca-se aqui comparar as possíveis análises que referendam
ambos os autores. Será realizado um apanhado teórico sobre o assunto em que serão
abordados, primeiramente, o aspecto social da leitura, evidenciando as contribuições
do ato de ler e os aspectos políticos que a envolvem. Em seguida, será discutida a
característica da Literatura de (trans) formar concepções de leitura, demonstrando
porque as leituras empreendidas por esses jovens leitores podem colaborar para a
sua formação acadêmica e social. Por fim, será apresentada uma pesquisa realizada
com jovens leitores, analisando algumas das problemáticas acerca do assunto e
relacionando suas compreensões e percepções de uma necessidade da leitura
independente.

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A UM BRUXO COM CARINHO: MACHADO DE ASSIS SE APROXIMA DOS


JOVENS LEITORES.
Camila Augusta Valcanover, Elisa Maria Dalla-Bona
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
A crítica a adaptações dos cânones para o público jovem é bastante ácida por julgar
que estas obras perdem em literariedade, distanciam-se dos seus originais e apenas
cumprem um papel comercial. No caso da obra Dom Casmurro, de Machado de Assis,
esta crítica, em alguns, casos é procedente. Mas em tantos outros, encontram-se
textos de boa qualidade e comprometidos com o original. Neste trabalho, por meio da
Literatura Comparada, serão analisadas 4 obras que ilustram as duas vertentes da
crítica. De um lado, boas adaptações que foram selecionadas por apresentarem o
universo ficcional machadiano: Ciumento de carteirinha, Moacyr Scliar, paródia que
homenageia a obra e aproxima o jovem leitor do texto original, incluindo citações do
texto machadiano. Machado e Juca, de Luiz Antonio Aguiar, em que Machado de
Assis é uma personagem que dialoga, de modo poético, com o menino Joaquim, para
explicar-lhe e inseri-lo no universo ficcional de Dom Casmurro. De outro lado,
adaptações superficiais e apartadas da obra original: de Ivan Jaf, Dona Casmurra e
seu Tigrão, banaliza o romance machadiano, reduzindo-o a uma mera briga conjugal,
não possuindo eixo narrativo consistente e acumulando citações da obra original, sem
conectá-las de modo eficiente, perdendo a literariedade. Em Dom Casmurro e os
Discos Voadores, de Lucio Manfredi, há apenas o título e algumas personagens
originais para lembrar ao leitor que se trata de uma adaptação de um cânone. A obra
se distancia tanto da original que é preciso esquecê-la para chegarmos ao final da
leitura. Palavras-Chave: Machado de Assis. Adaptação. Literatura comparada.

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A VOZ DO LEITOR: UMA ANÁLISE DA OBRA PAISAGEM, DE LYGIA BOJUNGA


Eliane Aparecida Galvão Ribeiro Ferreira, Cecilia Barchi Domingues
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
Lygia Bojunga, reconhecida escritora de literatura infantil e juvenil, em sua obra
Paisagem apresenta a história de Lourenço, um jovem leitor que resolve questionar o
desfecho das obras de sua autora preferida: a própria Bojunga. O livro é conhecido
por fazer parte de uma ―trilogia do livro‖, ou seja, de um trabalho autorreflexivo
pautado pela metalinguagem: Livro – um encontro, Fazendo Ana Paz e Paisagem, que
embora sejam independentes retratam a alma literária da autora. Em Paisagem, leitura
e escrita se fundem e apresentam o processo de criação do escritor e a recepção do
leitor. Acreditamos que essa obra possui potencialidades para atrair o jovem leitor,
uma vez que este poderá identificar sua própria voz dentro do texto. Desse modo,
construímos a hipótese de que a obra pode levá-lo à reflexão sobre a produção
literária e seu processo de recepção, ampliando, assim, seus horizontes de
expectativa. Para a consecução do objetivo de se realizar uma análise crítica da obra
de Bojunga, utilizaremos como aporte teórico os pressupostos da Estética da
Recepção. Justifica-se o exercício crítico dessa obra literária, tendo em vista que faz
parte dos acervos do Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE), destinados ao
Ensino Médio. O que implica na sua disponibilidade em Salas de Leitura e/ou
bibliotecas das escolas públicas.

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CONJUNTURA DA SAGA ÉPICA FANTÁSTICA: UMA ANÁLISE DA OBRA


“TIEMPO DE DRAGONES” DE LILIANA BODOC
Elisa Ines Christ Dill
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
Este trabalho tem por finalidade analisar a obra Latino Americana, da escritora
Argentina Liliana Bodoc. ―El tiempo de Dragones‖, e verificar como se define o estilo
literário ―saga épica fantástica‖. Verificar quais características do gênero podem ser
encontradas na obra. E, ainda, verificar se o estilo e a obra seriam uma possível porta
de entrada para formação de futuros leitores. Na análise, o método utilizado foi
qualitativo, onde foram utilizados materiais bibliográficos para fundamentação teórica
do trabalho. Na pesquisa foram utilizados três autores: TODOROV (2006), SODRÉ
(1988) e PROPP (2001). Durante a análise observou-se que as sagas épicas foram
classificadas dentro do gênero ficção científica, como um subgênero, podendo este
andar e dialogar com outros gêneros. Todorov; classifica as estruturas narrativas, e
colabora para uma fundamentação gramatical. Sodré; traz uma reflexão a respeito da
literatura de massa, ele, utiliza-se de aspectos estruturais, estéticos e específicos.
Propp; dará subsidio para entender os esquemas narrativos através trajetória do herói.

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DESCIFRANDO ÂNGELO: UM ROMANCE PARA JOVENS LEITORES


Aline Barbosa De Almeida
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
Luís Dill é um escritor gaúcho e contemporâneo, que estreou sua carreira em 1990
com a obra A caverna dos Diamantes. Atualmente possui mais de quarenta livros
publicados e de acordo com Martha (2015, p. 213) é o escritor que mais retrata a
violência urbana nas suas diversas produções e desenvolve temas polêmicos,
―considerados tabus pela sociedade‖, mas com a sutileza de não ultrapassar ―os
limites do universo dos jovens leitores‖. Assim, através dessa ótica, a pesquisa visa
trazer algumas concepções estéticas e socais a partir da análise do romance juvenil
Decifrando Ângelo (2012) de Luís Dill. Trata-se de um enredo singular em forma de
documentário, ressaltando as percepções que os amigos de Ângelo têm sobre sua
personalidade assassina, representada no contexto escolar. Desse modo, a
perspectiva fragmentada de diversas vozes na onipresença, é uma porta de entrada
para o jovem leitor decifrar Ângelo, uma vez que o mesmo configura-se na ausência
de voz própria. A pesquisa é bibliográfica e de abordagem qualitativa, no que diz
respeito à análise da obra literária, bem como as manifestações do efeito estético que
se manifestam para a recepção do leitor. Os principais teóricos abordados são:
Albuquerque (1979), Benjamin (2002), Morin (1977), Eco (2001), Candido (2000), Iser
(2002), Ceccantini e Valente (2015) entre outros que abordam a temática da Literatura
contemporânea, especificamente, a juvenil.

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ENTRELAÇAMENTOS ENTRE FICÇÃO E HISTÓRIA EM A LINHA NEGRA, DE


MÁRIO TEIXEIRA
Silvani Lopes Lima
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
Toda vez que nos deparamos com uma obra ficcional com fundo histórico, notamos o
quanto as fronteiras entre historiografia e ficção são flexíveis, por isso mesmo, nas
últimas décadas, elas parecem ter encontrado pontos de intersecção que apontam
para uma redefinição do que seja história e do que seja ficção. Na obra em análise no
presente estudo, A linha negra (2014), de Mário Teixeira – a qual foi vencedora, em
primeira colocação, do prêmio Jabuti de 2015 na categoria Juvenil –, o material
histórico permeia a construção ficcional. Sendo, assim, temos como objetivo identificar
como a narrativa de Teixeira ultrapassa a proposta de ser apenas uma narrativa
ficcional de cunho histórico, na acepção de Romance Histórico proposta por Lukács,
para alcançar traços da ―metaficção historiográfica‖, conforme proposição de Linda
Hutcheon (1991). Na obra, evidencia-se a intertextualidade, seja com a história, seja
com a literatura, onde personagens inventados e outros recolhidos da história
convivem dentro da trama ficcional que traz como pano fundo o combate do Brasil na
Guerra do Paraguai. Nessa releitura do episódio histórico, a atuação do jovem
protagonista Casimiro e o auxílio de forças sobrenaturais são decisivos para por fim ao
confronto e deixar o Brasil em uma posição de destaque.

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E O FILME GEROU O LEITOR: UM ESTUDO SOBRE O PERFIL DO LEITOR DO


OBRA CRÔNICAS DE NÁRNIA NO BRASIL
Cristiano Camilo Lopes
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
Esta comunicação tem por objetivo discutir a sociologia da leitura na obra Crônicas de
Nárnia: o leão, a feiticeira e o guarda-roupa, de C. S. Lewis. A obra literária foi
adaptada para o cinema e, desde então, o livro ganhou maior circulação entre o
público juvenil. Por meio desta pesquisa, pôde-se contatar a Editora Martins Fontes,
responsável pela publicação da obra no Brasil, a fim de se obter o número de tiragem
da obra. Com essas informações verificou-se o impacto que a adaptação fílmica
trouxe para a geração de novos leitores do livro. Em decorrência disso, esta
comunicação também se propõe a discutir como uma arte pode impulsionar uma outra
arte e seu público.

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FACES DO NARRADOR E DO LEITOR EM O PEQUENO PRÍNCIPE: O ADULTO E


A CRIANÇA
Janeffer Desselman
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
O presente estudo tem como objetivo analisar as imagens do leitor e do narrador
encontradas em O pequeno príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry. Nosso intuito é
analisar as faces do leitor que se depreendem do próprio texto, observar o leitor
inscrito na própria narrativa ─ um leitor que engloba a criança e o adulto. Faz-se
necessário estudar também o narrador, considerando-o na complexidade que o divide
entre adulto e criança. Essa análise acontecerá através do processo interpretativo das
obras e teorias escolhidas. A partir dessa discussão tomamos também por
questionamento refletir quem seria o leitor visado por esse texto. A criança? O adulto?
O adulto com olhar de criança? São essas as questões que motivam essa pesquisa.
Essas imagens do leitor e do narrador construídas no texto situam-se entre o adulto e
a criança. Palavras-Chave: Leitor. Narrador. Criança; Adulto.

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FANFICTION: LEITURA E ESCRITA INFANTOJUVENIL


Rosemari Pereira Dos Santos Alves, João Arlindo Dos Santos Neto, Regiana Pleis
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
Apresenta as práticas de leitura e escrita dos adolescentes e jovens na internet, tendo
como foco as fanfiction. Por fanfiction, compreende-se o hobby literário que tem como
finalidade reescrever ou recontar histórias já existentes baseadas em universos
ficcionais criados pelos fãs. Como objetivos, caracteriza este fenômeno por meio da
literatura; descreve as principais comunidades de fanfiction presentes na web;
identifica as obras que mais inspiraram os fãs a expandirem seu universo literário;
discute os desafios encontrados pela autoria na era digital. A pesquisa segue os
preceitos do estudo exploratório, por meio de uma revisão bibliográfica e documental,
com abordagem qualitativa, adotando como delineamento de pesquisa a observação
de três plataformas de autopublicação de livros. Conclui que os espaços virtuais
funcionam como dispositivos de treinamento que estimulam as práticas de leitura e
escrita, bem como contribuem na formação de novos escritores.

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LIS NO PEITO: UM LIVRO QUE PEDE PERDÃO - A QUESTÃO EMBLEMÁTICA DA


LITERATURA JUVENIL
Andréia De Oliveira Alencar Iguma
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
O presente estudo integra a tese de doutoramento que está sendo gerada sob
orientação da Profa. Doutora Marisa Martins Gama-Khalil, no PPG em Estudos
Literários da Universidade Federal de Uberlândia – UFU, que tem como objetivo maior
mapear as representações das personagens jovens dentro das obras premiadas pela
Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – FNLIJ a partir do ano de 2000. Nesse
prisma, para esse estudo, selecionamos a narrativa Lis no peito: um livro que pede
perdão (2005), de autoria de Jorge M. Marinho, que recebeu com a referida prêmios
importantes: Prêmio livro juvenil Lessa/FNLIJ - melhor livro juvenil no ano de 2006;
Prêmio Jabuti/CBL – melhor livro juvenil do ano 2006 (projeto gráfico) e o Altamente
Recomendável/FNLIJ 2006, o que justifica sua inserção em nosso corpus de análise.
No presente estudo, iremos analisar a construção de duas personagens, Marco César
e Clarice, jovens que atuam como protagonistas. Caminharemos entre alguns
conceitos de juventude, recebendo apoio de Groppo (2000) a fim de discutir esse
campo tão tênue entre a divisão cronológica e psicológica no que tange categorizar a
juventude. Ademais, a obra é rica em intertextualidade com a produção estética
Clariciana, o que amplia a discussão acerca de representativa, uma vez que é de
nosso interesse validar a importância da literatura juvenil na construção da identidade
do jovem leitor, uma vez que por meio da leitura literária há uma fusão entre o mundo
ficcional e o real, desse modo, se faz indispensável construir sentidos e destacar
diferentes linguagens e olhares dentro de uma mesma narrativa. Ainda é importante
ressaltar que há toda uma discussão acerca da produção literária juvenil em relação a
sua esteticidade, pois o campo é fértil para a indústria mercadológica.

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LITERATURA JUVENIL EM RITMO DE PÓS-MODERNIDADE: ALGUNS PONTOS


DE CONTATO EM APENAS TIAGO
Alán De Luna Ribeiro Fernandes
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
Este trabalho, fundamentado nas considerações de Linda Hutcheon e Andreas
Huyssen sobre o pós-modernismo, tem por objetivo demonstrar algumas
características da literatura pós-moderna que permeiam a narrativa juvenil Apenas
Tiago de Caio Riter. O escritor tem se destacado no cenário juvenil nos últimos dez
anos apresentando uma produção vasta com vários títulos premiados e indicados a
importantes prêmios nacionais. A narrativa Apenas Tiago, publicada em 2014 pela
Editora Positivo, insere-se no conjunto de títulos premiados do autor: foi finalista do
prêmio Jabuti e Prêmio Açorianos em 2015, recebeu o Selo Altamente Recomendável
para jovens em 2015 (FNLIJ) e selecionado para compor o Catálogo de Bolonha
(FNLIJ) em 2015. O trabalho busca analisar, principalmente, o narrador da obra com a
intenção de investigar o discurso da memória e seus pontos de contato com as
postulações teóricas acerca da pós-modernidade.

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LIVRO-JOGO: CONHECIMENTO, AVALIAÇÃO E DESEJO DO JOVEM LEITOR


Pedro Panhoca Da Silva
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
No final da década de 70 os livros-jogos encontravam-se em formação, até que no
início da década de 80 o modelo do que hoje é seguido e tem sido sucesso é criado,
atingindo um sucesso inesperado devido a sua experimentação e boa aceitação de
público. Mesmo tendo passado por anos difíceis e caído no esquecimento de novos
leitores, o mesmo fenômeno da literatura de massa volta à cena. Desde a década de
90 aplicados em salas de aula por diversos autores e pesquisadores do tema, pode se
conhecer novos caminhos para atingir o público jovem que tem seu primeiro contato
com ele ainda na infância/adolescência devido a seu gosto e sua necessidade. Numa
análise de caso em sala de aula foi feita a presente pesquisa que muito contribuiu
para entender o que o jovem leitor busca para si, tanto num livro-jogo como ao que
acha prazeroso e proveitoso ao seu universo literário em construção. Um passo
importante para melhor se aplicar projetos escolares os quais utilizam o livro-jogo em
aula como também o que atrai o jovem leitor a trocar distrações diárias por uma leitura
que lhe parece significativa.

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MENINOS NÃO CHORAM?: A RECEPÇÃO DO LEITOR INFANTOJUVENIL NO


CONTO "NÓS CHORAMOS PELO CÃO TINHOSO", DE ONDJAKI
Ângela Da Silva Gomes Poz
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
A obra do escritor angolano Ondjaki tem como uma das principais marcas a narrativa
sob a perspectiva infantojuvenil, o que lhe confere um singular lirismo e originalidade.
Em seu livro de contos ―Os da minha rua‖, publicado pela primeira vez no Brasil no
ano de 2007, seguindo essa marca, há um - ―Nós choramos pelo cão tinhoso‖ - que se
destaca por, além de trazer o narrador adolescente, também denotar a recepção do
leitor infantojuvenil à obra literária: nesse caso, um clássico da literatura
moçambicana, o conto ―Nós matamos o cão tinhoso‖, de Luís Bernardo Honwana,
publicado em 1964. Neste trabalho, fundamentado em estudos sobre a Estética da
Recepção, pretende-se analisar como o leitor adolescente recepciona uma obra
literária clássica, como a de Honwana, em uma conjuntura coletiva, em sala de aula,
quando a professora de Português da oitava série solicita que os alunos leiam o conto
em voz alta. A sensibilidade, a emoção, a construção da identidade, a formação da
memória coletiva e a busca pela autoafirmação, típicas dessa faixa etária, serão temas
salientados na análise dessa recepção. Outrossim, para a realização deste estudo,
serão consideradas as características do referido texto clássico que envolvem o
público infantojuvenil, como a identificação com o narrador e os protagonistas também
adolescentes. Embora produzidos em países e épocas distintas, ao abordar a
intertextualidade, serão observadas quais relações entre texto e leitor interferem na
interpretação da obra. A partir deste estudo, pretende-se possibilitar ilações aos que
se dedicam à formação de leitores infantojuvenis, no intuito de despertar sua atenção
ao relacionamento íntimo entre o texto literário e a representação do leitor. Palavras-
Chave: Recepção. Leitor. Infantojuvenil.

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NARRATIVA JUVENIL CONTEMPORÂNEA: A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE


JUVENIL EM OBRAS BRASILEIRAS E PORTUGUESAS
Andressa Fajardo
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
A narrativa juvenil produzida nas últimas décadas tem mostrado diferentes facetas
temáticas e formais, inclusive no que diz respeito à inserção de assuntos, os quais
buscam enfatizar a construção da identidade juvenil, o que tem contribuído, cada vez
mais, na aproximação e recepção dos jovens leitores desse subsistema literário. A
partir dessa perspectiva, o presente trabalho tem como objetivo analisar, com respaldo
teórico nos Estudos Comparados e nas Teorias da Estética da Recepção e do Efeito
Estético, os pontos de contato entre a literatura juvenil contemporânea brasileira e a
sua vertente portuguesa, para compreender como se dá o desenvolvimento dessa
linha temática em ambas as produções. Para tanto, foi necessário a seleção de
narrativas juvenis contemporâneas dos dois países, as quais trabalhassem não
apenas a linha temática em questão, mas também que a fizesse com base em um
subtema específico, no caso, o relacionamento familiar. Ademais, a escolha do
conteúdo visa a estabelecer não apenas uma relação interliterária entre as produções
de ambos os países, mas também observar aquilo que ultrapassa o elemento
meramente literário. Logo, o corpus constitui-se de uma obra juvenil brasileira, O rapaz
que não era de Liverpool (2006), de Caio Riter, e de uma portuguesa, Meia hora para
mudar a minha vida (2014), de Alice Vieira. Pretende-se observar ainda, por meio do
cotejamento crítico entre os textos selecionados, a pluralidade de sentidos
encontrados na tessitura textual, bem como investigar estilos e formas empregados
por cada autor, no decorrer de cada uma das criações literárias.

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NO DIVÃ E NA ESCRIVANINHA: BREVE ANÁLISE PSICANALÍTICA E


ESTILÍSTICA DO CONTO “COMO SE FOSSE", DE MARINA COLASANTI
Alexandre Leidens, Fabiano Tadeu Grazioli
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
A obra ―23 histórias de um viajante‖, de Marina Colasanti, apresenta ao leitor 23
breves contos, narrados pelo estrangeiro viajante ao seu interlocutor principal: o
príncipe de um reino não nomeado. Enquanto atravessam as terras, único pedido do
viajante ao príncipe: a passagem, o príncipe, que resolve acompanhá-lo, vai tornando-
se cúmplice de seus relatos. ―Como se fosse‖ é a 12ª história do viajante e nela um rei
é abatido em combate, rei esse bastante estimado por seus companheiros de guerra e
demais súditos. Houve uma grande comoção provocada por sua morte, além disso,
outra questão assolava repentinamente os capitães: o tão querido rei deixara apenas
um sucessor ainda criança e inexperiente para essa tão importante jornada. Em meio
a profusão de acontecimentos, não podiam eles esperar para a tomada de uma
decisão sobre o que fazer com a corte e sobretudo com a coroa. O ciclo, então,
recomeça e esse menino rei, como seu pai, governou e obteve sucesso, compartilhou
também o seu destino. O conto ―Como se fosse‖ será analisado a partir de dois
enfoques: a psicanálise e a estilística. No que concerne à psicanálise, os autores que
subsidiarão o trabalho serão Lacan (2003), com o qual serão buscadas as temáticas
da demanda e do desejo, e Bettelheim (2007), no que se refere à psicanálise aplicada
às histórias para jovens e crianças. A análise estilística se baseará nos estudos de
Reis (1981), sob a ótica da particularização do estilo, da criação da técnica literária e
do significado a partir do caráter conotativo da linguagem. Para a realização das
reflexões aqui propostas, será utilizada a abordagem qualitativa, ademais, os
procedimentos técnicos se darão na forma de pesquisa bibliográfica e documental,
objetivando uma análise inédita sobre este conto de Marina Colasanti.

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O CONTO DE MATRIZ AFRICANA NA BIBLIOTECA ESCOLAR: ANÁLISE DA


OBRA SIKULUME E OUTROS CONTOS AFRICANOS, DE JÚLIO EMÍLIO BRAZ
Eliane Aparecida Galvão Ribeiro Ferreira, Uiara Cristina De Andrade Ruiz
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
O autor Júlio Emílio Braz, em seu livro Sikulume e outros contos africanos (2005),
apresenta sete histórias recolhidas da tradição oral africana. O conto que dá título ao
livro circula em torno do filho rejeitado que, depois de grandes conquistas, retorna
como herói da tribo. Essa história remete-nos aos contos clássicos em que a
personagem passa por uma situação de desprestígio e, após sucessivas tentativas de
superação, regressa com maturidade ao seu núcleo familiar. Assim, neste texto,
objetivamos, a partir do aporte teórico da Estética da Recepção (ISER, 1999 e 1996;
JAUSS, 1994), analisar esse conto de matriz oral africana, disposto em uma obra
destinada à leitura de jovens leitores. Nesta análise, visa-se detectar se o conto
apresenta lacunas em sua estruturação narrativa, as quais asseguram
comunicabilidade com o jovem leitor. Além disso, busca-se observar se a sua história
rompe com os conceitos prévios desse leitor, permitindo-lhe a ampliação de seus
horizontes de expectativa. Também, vale destacar que a presente obra compõe os
acervos do Programa Nacional Biblioteca da Escola – PNBE (2006), destinados às
séries finais do Ensino Fundamental, portanto, foi distribuída para a maioria das
escolas públicas. Justifica-se, então, que devido à possibilidade de acesso da obra
pelo jovem, debrucemos nossas análises sobre suas potencialidades estéticas e seu
discurso ideológico, a fim de verificar se ela transmite uma representação positiva da
cultura de tradição africana, contribuindo para a formação de uma identidade étnica e
plural.

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O DISCURSO DIALÓGICO NO ROMANCE ILUMINURAS, DE ROSANA RIOS


Queila Da Silva Gimenez
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
O presente trabalho analisa aspectos relacionados à dialogicidade do discurso
observáveis no romance juvenil Iluminuras, da escritora Rosana Rios. Para tanto,
recorre-se à teoria do romance desenvolvida por Mikhail Bakhtin em Questões de
Literatura e de Estética (Bakhtin, 1988), texto em que o filósofo discorre acerca da
estratificação interna da linguagem na prosa romanesca, o que a torna um fenômeno
plurilíngue, plurivocal e pluriestilístico. São analisadas sob essa perspectiva sobretudo
as vozes presentes na narrativa de Iluminuras e como elas colaboram para fazer deste
um romance rico no diálogo dessas linguagens.

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O ENSINO DE LITERATURA E A PROPOSTA DE ENSINO DOS PROFESSORES


DAS ESCOLAS ESTADUAIS DO PARANÁ
Itamara Peters
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
O presente artigo tem como foco os desafios do ensino da literatura no ambiente
hospitalar a partir das atividades de literatura encaminhadas pelos professores das
escolas públicas do Paraná. O objetivo central da análise é observar se há uma
metodologia de ensino explicita ou implícita nas atividades que são encaminhadas
para o estudante hospitalizado. Trata-se de um artigo desenvolvido na disciplina de
literatura e ensino no Mestrado Profissional em Letras (PROFLETRAS) desenvolvido
na Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). O estudo tem como
metodologia o estudo de caso, e analisa as atividades de literatura propostas por sete
(07) professoras para os estudantes em tratamento de saúde. O texto pauta-se
teoricamente nos estudos conceituais de literatura e nos estudos sobre literatura e
ensino.

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O MENINO, A LINGUAGEM E A POESIA: UMA POSSIBILIDADE DE LEITURA DE


O FANTÁSTICO MUNDO DE BOBBY (1990)
Fernando Teixeira Luiz
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
A presente comunicação constitui um recorte de uma pesquisa maior, intitulada
Poéticas do cinema de animação, e que tem como meta mapear as propostas
estéticas veiculadas pelo desenho animado ao longo do século XX. Para tanto, o
trabalho se fixará nas décadas de 1980 e 1990, marcados pela ascensão de estúdios
como a Filmation, a Rankin e Bass e a Marvel. Em linhas gerais, a pesquisa apontou
para um quadro curioso, se comparado às décadas anteriores, marcado,
predominantemente, pelo hibridismo. Assim, lançavam mão de uma teia de signos
típicos de circuitos específicos, como o universo da mitologia, o substrato medieval, a
fantasia futurista, o faroeste norte-americano e as fontes lendárias dos samurais.
Ademais, ganhava força uma produção paralela, em que crianças e jovens assumiam
o palco de grandes protagonistas, em absoluta sintonia com os avanços da literatura
infanto-juvenil e o ideário da pós-modernidade. Caudatários de Charlie Brown, figuras
como Mafalda, Mônica e Bobby Generic edificavam uma considerável filmografia
pautada no cotidiano dos heróis mirins, abordando elementos da realidade com base
no ponto de vista da criança. Nesse sentido, a comunicação contemplará a série O
fantástico mundo de Bobby (1990), que tematizava o cotidiano de uma criança criativa
e envolvente, bem como suas relações com a polissemia dos signos verbais e a
significação conotativa e denotativa exaltada no ato de comunicação. Com o propósito
de estabelecer a análise, a pesquisa recorrerá às contemporâneas teorias do texto e
da linguagem que enfocam a escritura visual não somente em sua imanência, mas,
sobretudo, a partir das relações firmadas no contexto histórico-social de produção do
discurso.

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O QUE É MESMO LITERATURA JUVENIL?


Eliana Guimarães Almeida, Maria Zélia Versiani Machado
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
O presente trabalho propõe uma discussão em torno da expressão ―literatura juvenil‖,
considerando o levantamento de pesquisas que têm se debruçado sobre essa
temática e uma análise de títulos premiados na categoria ―jovem‖ pela Fundação
Nacional do Livro Infantil e Juvenil – doravante FNLIJ – nos últimos cinco anos. A
proposta é parte de uma pesquisa de doutorado em andamento cujo objetivo principal
é conhecer as tendências da produção literária voltada para jovens e compreender os
modos de recepção da chamada literatura juvenil por leitores adolescentes que
residem em bairros considerados periféricos da região metropolitana de Belo
Horizonte ou que estudam em escolas públicas situadas nesses locais. O percurso
metodológico da pesquisa consiste em um levantamento inicial e breve análise de
obras premiadas na categoria ―Jovem‖ pela FNLIJ seguido da aplicação de
questionários que visa coletar uma série de dados ligados às leituras literárias de
adolescentes leitores. Os próximos passos da metodologia proposta, que não estarão
contemplados nesse trabalho, serão compostos por entrevistas, que permitirão
conhecer trajetórias peculiares de alguns leitores, seguidas de grupos de discussão
que darão voz ao leitor para falar sobre obras literárias que eles apreciam e também
para que possam tecer considerações acerca de determinadas obras premiadas. O
levantamento feito até o momento, embora não seja conclusivo, permite perceber que
não há um consenso entre o que se compreende como ―literatura juvenil‖,
especialmente quando se busca uma interlocução com o próprio leitor adolescente.

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OS CONTOS DE FADAS CONTEMPORÂNEOS: UM OLHAR ATENTO PARA O


PROTAGONISMO DAS PRINCESAS AFRICANAS
Jhennefer Alves Macedo, Daniela Maria Segabinazi, Jaine De Sousa Barbosa
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
Os contos de fadas têm se propagado durante séculos e suas histórias continuam a
enriquecer o imaginário de crianças e jovens que se deleitam nos encantamentos das
narrativas de princesas como Branca de Neve, Cinderela e Rapunzel, por exemplo.
Através de um olhar atento para esses clássicos, é perceptível observar que os traços
europeus sempre nortearam a caracterização da imagem das princesas, bem como a
estrutura dessas narrativas. No intuito de buscar um distanciamento desse padrão
tradicional, têm surgido obras contemporâneas que propagam o mundo encantado das
princesas a partir de um novo modelo de conto de fadas; dessa vez as protagonistas
são negras e algumas desconhecidas em decorrência do longo processo de
branqueamento que se consolidou durante séculos nas narrativas clássicas. Porém,
ao lado de publicações, que contribuem para o (re)conhecimento da memória africana,
estão outras que precisam de atenção e uma análise aprofundada, porque
protagonizam princesas negras apenas pela cor de pele. Então, reconhecendo a
relevância das questões expostas, o presente artigo investiga as recentes publicações
em que princesas negras são protagonistas nos enredos literários e realiza uma
análise comparativa entre o conto de fadas Branca de neve, do século XIX, e as
narrativas contemporâneas, particularmente, Pretinha de neve e os sete gigantes
(2013). Objetivando averiguar como se dá a construção da identidade dessa ―nova‖
princesa africana, nos atentaremos no estudo acerca dos elementos estéticos que
constituem essas obras, como a originalidade das temáticas que as norteiam e os
textos visuais que apresentam. Para dar suporte a essa discussão, recorremos a
teóricos como Zilberman (1987); Coelho (1991); Pinguilly (2005); Oliveira (2008),
Debus (2012) e Faria (2012).

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OS CONTOS DE GRIMM ENTRE OS JOVENS: A TRAJETÓRIA DOS IRMÃOS


GRIMM NO BRASIL E SUAS MÚLTIPLAS LEITURAS.
Lucila Bassan Zorzato
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
O presente trabalho objetiva discutir a trajetória dos Contos de Grimm no Brasil,
assinalando algumas mudanças conferidas ao trabalho de tradução/adaptação dos
títulos ao longo do tempo e, sobretudo, o perfil da produção contemporânea, tendo em
vista um público específico: o jovem. Nesse contexto, é possível afirmar a recepção
dos escritores vincula-se, num primeiro momento, a mudanças no ensino, à
familiaridade dos leitores com o conto popular (nacional ou importado) e aos avanços
do mercado livreiro, barateando a produção e despertando o interesse pela publicação
das obras. Com isso, além de escritores, a exemplo de Monteiro Lobato, que conferem
aos contos identidade nacional através de uma linguagem acessível, abrasileirada, e
de um tratamento gráfico inovador, observa-se a intensa circulação de traduções cuja
simplificação compromete o estilo original das narrativas. Com a expansão da
indústria livreira (1950-1970) são poucas as editoras que não incluem em seu catálogo
títulos dos Grimm, em versões bastante desiguais. A partir da década de 2000,
contudo, cresce o número de obras fiéis ao texto de origem, traduzidas direto do
alemão, em edições ilustradas, comentadas por especialistas e assinadas por nomes
de referência no cenário literário. Na atualidade, submetidos à avaliação e/ou inseridos
em programas de fomento à leitura, a circulação dos títulos retrata não apenas o valor
histórico-cultural da obra dos Irmãos Grimm, como se detêm em critérios que
justificam o trabalho estético: qualidade textual, das ilustrações e do projeto gráfico.
Além disso, através de novas roupagens, buscam um diálogo com o leitor jovem,
despertando seu interesse pelos contos clássicos.

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OS MANUSCRITOS DE HISTÓRIAS DE ALEXANDRE, DE GRACILIANO RAMOS: A


OBRA INFANTOJUVENIL DO AUTOR E O FILHO MAIS VELHO QUE NÃO É DE
FABIANO
Carlos Benites De Azevedo
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
O presente trabalho representa um dos capítulos do projeto de doutorado em
Literatura Brasileira que desenvolvemos na UFRJ. No citado capítulo estudamos os
elos coesivos entre as obras de Graciliano Ramos que recebem mais atenção de
críticos e estudiosos e sua produção para o público juvenil, em especial o livro
Histórias de Alexandre (RAMOS, 2007), com 1ª edição em 1944, e que serve de base
para o estudo aqui apresentado. Assim, além de identificarmos, na obra corpus do
estudo, as marcas literárias, que aparecem também nas obras mais famosas de
Graciliano, trabalhamos com os manuscritos da obra para verificarmos as
modificações que o autor efetuou no texto até ele ser publicado. Nesse trabalho
pudemos verificar uma das características de Graciliano: a constante preocupação
com o aprimoramento de seus textos. Ao compararmos os manuscritos com o texto
final da obra, percebemos trechos cortados e substituídos e alteração de títulos de
algumas histórias. Também identificamos duas importantes descobertas: na versão
final do conto ―História de um bode‖ o autor substitui o personagem Libório pelo cego
Firmino em todas as ações do primeiro no texto inicial; e nos manuscritos de duas das
histórias aparece o personagem identificado como o Filho mais Velho de Alexandre
que, na versão final, Graciliano não o inclui. Entendemos que essas revelações, além
do fato de serem inéditas, têm importância pelo caráter literário. Assim, procuramos
estudar o que pode ter levado o autor a excluir o Filho de Alexandre das histórias além
de trocar os citados personagens, assim como os efeitos causados por tais decisões
na obra que, assim como toda sua produção juvenil, ficou esquecida por muitos anos
como parte da obra de Graciliano.

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PROTAGONISTAS DE LYGIA BOJUNGA “EM TRÂNSITO”


Berta Lucia Tagliari Feba
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
As personagens de Lygia Bojunga vivenciam conflitos ao longo de sua trajetória que
lhes propiciam um amadurecimento psicológico e um aprendizado sobre a vida. Desse
modo, para expressar a fase de mudanças pela qual as personagens passam, como a
entrada na adolescência, e a busca de si mesma, este trabalho apropria-se da
expressão "em trânsito" feita pelo narrador à personagem Petúnia do livro
A cama. Assim como a garota, outros protagonistas das narrativas de Bojunga
modificam-se no decorrer de sua caminhada, tais como Raquel, de A bolsa amarela, e
Lucas, de Seis vezes Lucas. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho é analisar o
momento de transição pelo qual passam as personagens bojunguianas, procurando
verificar quais os motivos que desencadeiam a turbulência de sentimentos. Como
resultados, destacam-se o amadurecimento das personagens e a transferência ao
leitor das experiências vividas por esses seres ficcionais por meio da identificação que
ocorre durante a leitura.

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"UM ÚTIL E DELEITOSO PASSATEMPO": LITERATURA PARA


JOVENS NO BRASIL OITOCENTISTA
Juliana De Souza Topan
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
Problematizando a proposição do advento da literatura juvenil na segunda metade do
século XX (postulada por Eric Hobsbawn e Roberta Trites), este artigo aborda a
existência de uma literatura voltada para jovens no Brasil, no século XIX, apontando a
presença de livros como As aventuras de Telêmaco, filho de Ulysses, de Fenelon e A
história de Simão de Nantua, de Jussieu, entre os títulos mais vendidos até 1850, bem
como no catálogo da Biblioteca Fluminense de 1866, além da existência de coleções
juvenis no catálogo da Livraria Garnier de 1857 e 1858. Pela análise das obras de
Fenelon e Jussieu, propõe-se uma relação entre a estrutura episódica e a inserção
escolar como uma das razões de seu sucesso de vendas, além de sua leitura como
entretenimento, em função de temáticas de viagens, de aventuras e da estrutura
baseada em peripécias. Conclui-se, a partir destas análises, que, embora não
houvesse uma produção de autores nacionais para jovens brasileiros, havia uma
literatura voltada para eles (composta, em sua maioria, de livros juvenis franceses e
suas respectivas traduções), tanto por preocupações pedagógicas e morais, tanto por
razões comerciais (a existência de um mercado promissor para a ascendente indústria
do livro francesa oitocentista).

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UMA ANÁLISE DA CATEGORIA CONTEÚDO E FORMA EM “EU, FERNANDO


PESSOA” - EM QUADRINHOS - PARA A FORMAÇÃO DE JOVENS LEITORES
Sandra Aparecida Pires Franco, Geuciane Felipe Guerim Fernandes, Letícia Vidigal,
Nathalia Martins
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
Este estudo analisa a obra Eu, Fernando Pessoa – em quadrinhos de Susana Ventura
e Guazzelli, editado em 2013. O objetivo da pesquisa foi o de perceber a relação da
categoria dialética conteúdo e forma presente na obra. Para o desenvolvimento do
trabalho utilizou-se a metodologia de pesquisa bibliográfica com abordagem crítico-
dialética. A análise permite afirmar que a relação conteúdo e forma são elementos
indissociáveis em uma obra literária e favorável para o desenvolvimento da formação
de jovens leitores. Palavras-Chave: Conteúdo e forma. Leitura literária. Jovens
leitores.

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VENCENDO O TÉDIO E A MESMICE (SOBRE ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS


EM CORDEL, DE JOÃO GOMES DE SÁ)
Eliane Aparecida Galvão Ribeiro Ferreira, Guilherme Magri Da Rocha
Eixo Temático 04: A literatura juvenil e jovens leitores - Comunicação Oral
Esta comunicação tem por objetivo apresentar uma análise da adaptação Alice no
País das Maravilhas em Cordel, escrita por Gomes de Sá e ilustrada por Marcos
Garuti (2010), por meio de uma análise contrastiva dessa obra com seu hipotexto:
Aventuras de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll (1865), de modo a
apontar de que maneira o clássico carrolliano é adaptado ao universo brasileiro,
nordestino. Para a consecução de nosso objetivo, elegemos como aporte teórico da
Estética da Recepção (Jauss, 1994; Iser, 1999 e 1996), de forma a observar se o
hipertexto elaborado por Gomes de Sá mantém a comunicabilidade com seu leitor
implícito, levando-o à reflexão crítica, por meio do rompimento de seus conceitos
prévios e da ampliação de seus horizontes de expectativas.

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A INTERPRETAÇÃO DAS IMAGENS NOS LIVROS INFANTIS PARA CRIANÇAS


PEQUENAS
Ludmila Magalhães Naves, Ellen Maira De Alcântara Laudares, Ilsa Do Carmo Vieira
Goulart
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Apresentação de
Pôster
Partindo do pressuposto de que as crianças se encontram em uma fase do
desenvolvimento em que as emoções e os sentidos são realçados, este trabalho teve
como finalidade a análise da importância da imagem ilustrativa presente nos livros
infantis indicados para crianças a partir de zero anos de idade. Foi escolhida a obra
Baby Faces da autora e ilustradora inglesa Kate Merritt, que oferece
predominantemente as ilustrações de rostos de crianças expressando emoções
diversas como narrativa. Para a investigação foi utilizada a metodologia de análise
documental que nos permitiu observar os meios e instrumentos empregados na
composição da obra. Observou-se que a escolha do tema ilustrado foi de grande
importância para a conexão e aproximação da criança com o livro. Percebe-se que a
autora considerou manter a familiaridade com o mundo infantil, ilustrando emoções
humanas que são parte do mundo da criança, e impressas em papel diferenciado de
forma a tornar o livro um brinquedo, algo divertido e possível de interação. Para
embasar a reflexão teórica, apoia-se nos estudos de Peter Hunt, Souza e Girotto
sobre leitura, literatura e infância, bem como outros autores que tratam da temática.
Conclui-se que o uso de imagens como um texto visual, permite às crianças uma
maior familiaridade e interesse pela leitura. Desta forma, a presença de imagens nos
livros infantis destinados aos pequenos leitores, possibilita a compreensão leitora ao
promover a proximidade entre a realidade da criança e seu imaginário estabelecendo
relações de sentido.

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FOTOGRAFIA COMO ESPAÇO DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS


Ludmila Magalhães Naves, Ellen Maira De Alcântara Laudares, Ilsa Do Carmo Vieira
Goulart
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Apresentação de
Pôster
Ao partir da concepção da linguagem como forma de expressão e interação social,
este trabalho, que contou com apoio da FAPEMIG, considera a fotografia como forma
de manifestação concreta da linguagem não-verbal e a leitura de imagens como o ato
intenso de produção de sentidos. Assim, compreendemos que narração de uma
história acompanhada de uma ilustração, atribui à essa imagem uma ampliação de
seus limites, torna-se um espaço discursivo, criando uma relação dialógica com o
leitor. Nesta perspectiva, o objetivo deste trabalho é identificar quais as
potencialidades do uso da fotografia como técnica de contação de história. Nessa
perspectiva, realizou-se a análise do livro Os sonhos do meu bebê, da autora Adele
Enersen. A autora e ilustradora vive nos Estados Unidos e criou a obra inspirada na
realidade dos momentos vivenciados na maternidade. A obra apresenta como
estrutura textual a narração representada por fotografias, em que o cenário ilustrado é
construído na tentativa dialógica com a produção dessa narrativa. Como resultado,
observou-se que o uso de fotografias como ilustração permitem uma aproximação
entre o sujeito leitor e o objeto real. Concluiu-se que a ilustração e o texto dialogam
entre si, permitindo uma interpretação mais livre da história narrada. O uso de
fotografias apresenta uma característica mais significativa para a geração atual, que
busca nos livros e no processo de aprendizagem algo que surpreenda, que os conecte
à sua realidade tecnológica disponível em sua rotina. A contação de história
combinada às ilustrações fotográficas contribui de forma significativa para a
compreensão leitora e aprendizagem da criança, o que mostra a fotografia como
técnica de ilustração ou recurso de expansão da imagem e como um texto visual.

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A EVOLUÇÃO DAS IMAGENS DE DONA BENTA EM ALGUNS ILUSTRADORES


DA OBRA INFANTIL DE MONTEIRO LOBATO
Patrícia Aparecida Beraldo Romano
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
Monteiro Lobato foi um escritor e editor bastante preocupado com a materialidade de
sua obra literária, tanto adulta quanto infantil. Em diversas cartas trocadas com vários
de seus interlocutores, Lobato fazia comentários sobre a qualidade do papel para
impressão bem como sobre as ilustrações que acompanhariam o texto escrito. Essa
preocupação parece que era muito presente, em especial, nos textos infantis. Por isso,
muitos foram os ilustradores que trabalharam com Lobato no ofício de produzir as
imagens impressas nos seus textos para crianças. Depois da morte do escritor, outros
profissionais desse ramo também se debruçaram sobre a produção de ilustrações
para os textos infantis. Esse trabalho procura mostrar como a personagem Dona
Benta, avó contadora e mediadora de histórias, aparece nas imagens de alguns
desses ilustradores e como, ao longo dos anos e dos traços deles, é possível
pensarmos numa ―evolução‖ da imagem da avó a fim de que pudesse satisfazer o
imaginário do jovem leitor. Palavras-chave: Dona Benta, imagens, ilustradores.

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A ILUSTRAÇÃO DE SALMO DANSA PARA OS CONTOS DE ANDERSEN


Simone Rodrigues Do Amaral
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
Este artigo tem por objetivo comentar a ilustração de Salmo Dansa para os contos de
Hans Christian Andersen publicados no livro Minimaginário de Andersen (Editora
Companhia das Letrinhas; adaptação de Katia Canton). O texto procura investigar,
através de uma leitura atenta, de depoimentos do artista e da análise de elementos
constituintes do texto imagético, o modo de construção dessas ilustrações, a
abordagem das narrativas feita pelo ilustrador e, sobretudo, as consequências, para o
ato de ler, do trabalho realizado pelo artista. Os principais resultados dessa análise
destacam, especialmente, que a relação da temática dos contos com a ilustração
ganha intenso imbricamento a partir da escolha feita pelo ilustrador para a realização
da obra: o artista seleciona materiais que possuem afinidade com cada narrativa,
conferindo ao livro, para além de um diálogo entre texto escrito e texto verbal, uma
possibilidade de intensificação e ressignificação do modo de ler essas narrativas. O
livro adquire uma unidade muito própria e rica, potencializadora de uma leitura
investigativa e particularmente sensível, a partir da proposta do ilustrador. Palavras-
chave: Ilustração. Salmo Dansa. Contos de Andersen.

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A IMAGINISTA: REIMAGINANDO VISUALMENTE A OBRA “EMMA” DE JANE


AUSTEN E CRIANDO NOVOS PERCURSOS DE LEITURA.
Giovanna Corrêa Lucci
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
Tomando-se como ponto de partida os conceitos de tradução intersemiótica e
transcriação, como as entende Julio Plaza em sua tese de 1987, pode-se dizer que o
foco principal desta pesquisa esteve em estudar como o conteúdo de um texto pode
ser recriado visualmente, ou seja, inserir as imagens no contexto das narrativas para
estudar como elas podem ser utilizadas para traduzir as principais ideias contidas no
texto. Em outras palavras, este estudo buscou compreender como as imagens e o seu
poder de síntese podem constituir uma nova forma de contar uma mesma história ao
apresentarem ao leitor novas possibilidades interpretativas. Dessa forma, tomou-se o
romance inglês "Emma‖, escrito por Jane Austen em 1815, como objeto de
estudo para investigar como imagens podem ser utilizadas para construir uma
narrativa e criar uma tradução visual de uma história que já foi muito recontada.
Assim, a principal proposta deste estudo foi a criação de um picturebook ou livro-
imagem que conseguisse traduzir o conteúdo de um texto para criar uma narrativa
com imagens. Os principais objetivos desta pesquisa foram compreender como uma
história pode ser narrada semente por meio de imagens e como os elementos
estruturais e as partes constitutivas da imagem podem traduzir o mundo criado por um
autor e, assim, ajudar a contar esta história. Para isso, além de realizar um estudo
acerca da narrativa para compreender a estrutura da história e seus significados
intrínsecos, houve a necessidade de estudar como as cores, linhas, formas, texturas,
padronagens, elementos gráficos e tipográficos e as próprias mídias podem contribuir
para a construção de uma narrativa visual, auxiliar na compreensão do todo e criar
novas camadas para alimentar a interpretação.

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A IMPORTÂNCIA DA RELAÇÃO ENTRE TEXTO E IMAGEM NA OBRA


CONFERÊNCIA NO CERRADO
Tania Maria Guimarães Dealmeida Ramos, Adriana Lins Precioso
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
Através das cores e formas evidenciadas pela ilustração do livro, o pequeno leitor
constrói e atribui sentidos que o permitirão fantasiar e dialogar com o texto escrito. Na
contemporaneidade, os variados recursos da ilustração são verdadeiras obras de arte
no que tange a relação dos textos e com as imagens. A obra infanto-juvenil
Conferência no Cerrado (2008) possui uma temática direcionada para as questões
ambientais e tem como protagonistas seres lendários da cultura matogrossense. Os
personagens: Currupira, Pé de Garrafa, Negrinho D‘Água, Mãe do Morro, Tibanaré e
Boitatá fazem parte do imaginário de culturas tradicionais da Baixada Cuiabana. Este
trabalho tem como objetivo analisar a ilustração e a sua simetria com o texto da obra
infanto-juvenil Conferência no Cerrado dos autores Durval de França e Cristina
Campos e ilustração de Ricardo Leite. O texto literário oferece possibilidades de
interação com as imagens e a sua estrutura traz a cada início de capítulo, uma
ilustração que antecipa os acontecimentos que serão desenvolvimentos no texto
verbal. Walty, Fonseca e Cury (2001) salientam que a leitura é um processo de
interação de textos verbais e pictóricos, no qual o leitor apreende as imagens e no ato
de ler vislumbra as malhas discursivas que os formam. A relação entre texto e
ilustração possibilita o conhecimento das produções culturais que criam a identidade
com o estado de Mato Grosso e auxilia na reflexão sobre o lugar social, a dimensão
espacial e temporal nos quais são produzidos. Este trabalho faz parte do projeto de
pesquisa intitulado: ―Transculturação e poéticas contemporâneas: traços identitários
da cultura de Mato Grosso – FASE 2 – Abordagem mitológica‖, desenvolvido da
UNEMAT – Universidade do Estado de Mato Grosso, Campus de Sinop.

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A INTERMIDIALIDADE NOS LIVROS DE ARTISTA DAS ARTES VISUAIS E NOS


LIVROS ILUSTRADOS DA LITERATURA INFANTIL.
Milene Brizeno Chalfum, Celia Abicalil Belmiro
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
As imagens dos livros ilustrados da literatura infantil contemporânea, assim como as
suas relações com o texto verbal, demonstram um crescente movimento de
desmaterialização e dissolução de fronteiras entre as suas diferentes linguagens e
mídias. Assim, a leitura de um texto visual não deve ser conduzida apenas pela
perspectiva semiótica, mas lida e vista dentro de sua própria estrutura material e
sensível. O conceito de intermidialidade permite uma visão abrangente desses livros,
como obras multimidiáticas, ao deslocar da literatura a referência dominante, e
possibilitar a integração natural, sem prevalências, entre as linguagens visual e verbal.
Além disso, refere-se à inclusão na obra das diversas mídias que a atravessam, tanto
do ponto de vista da produção, quanto da recepção. O repertório literário, cada vez
mais, vem incorporando elementos visuais intertextuais e intermidiáticos, compondo
novas obras em territórios híbridos e, dessa forma, requisitando a aplicação de novos
sistemas de avaliação. O objetivo deste texto é a análise da imagem nos livros
ilustrados pelo conceito de intermidialidade e de suas formas de manifestação no livro
de artista, categoria e obra das artes visuais. É um texto circunscrito a uma pesquisa
de mestrado que propõe ainda o compartilhamento de outras propriedades afins,
como: a presença do livro no livro pelas mais diversas conformações materiais e
conceituais; a não linearidade da narrativa marcada por novos sistemas espaço-
temporais; e a singularidade dos processos técnicos e estruturais. Fazem parte do
corpus da pesquisa, comparativamente, dois grandes grupos de acervo: a ―Coleção
especial de livros de artista da biblioteca da UFMG‖; e a bebeteca e o Gpell - Grupo de
Pesquisa do Letramento Literário, integrantes do CEALE/FaE/ UFMG.

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A LIBERDADE GRÁFICA-EDITORIAL NOS LIVROS ILUSTRADOS


Samara Mírian Coutinho
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
A literatura infantil notoriamente tem ganhado espaço no mercado editorial brasileiro e
grande parte dessa mudança mercadológica advém de um novo público consumidor:
adultos que apreciam artes gráficas. O livro infantil possui como uma de suas
características a presença de ilustrações, que somada à textos que estimulam a
imaginação, permitem uma maior ousadia na concepção do projeto do livro. Dessa
forma, os produtores de livros vêm aumentado o investimento nas publicações
ilustradas, explorando a liberdade do gênero, seja no design ou na materialidade do
objeto. As ilustrações têm recebido uma maior atenção, fazendo com que a interação
do texto e da imagem se tornem mais coesas e sofisticadas. Esse tratamento gráfico-
editorial diferenciado possibilita que textos clássicos da literatura infantil sejam
publicados em edições consideradas de luxo, com alto valor de mercado e com
grande capital simbólico. Nesse artigo, o objetivo é demonstrar a diversidade estética
presente em diferentes edições da obra Alice no país das maravilhas e Alice através
do espelho, do autor britânico Lewis Carroll. Para essa análise serão usados teóricos
como HUNT (2010), POWERS (2008), PAIVA (2010) e LINS (2002). Palavras-Chave:
Projeto gráfico-editorial. Livro ilustrado. Alice

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A RECORRÊNCIA DO TEMA COR E IDENTIDADE EM ZIRALDO: FLICTS E OS


MENINOS MORENOS
Mercia Roseli Pessôa E Silva
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
Sinalizaremos duas situações, que apresentam como denominador comum a questão
da representação da identidade, tendo como panorama a obra de Ziraldo. A primeira
condiz com Flicts, primeiro livro infantil publicado pelo escritor mineiro em 1969, que
conta de modo romântico, figurativo, simbólico e textual a história de uma cor singular,
diferente, que embora procure misturar-se com outras cores, não consegue encontrar
os seus pares e sair da sua condição de isolamento. Tanto, que a ―lua é Flicts‖, e
como tal, permanece a máxima: ―e mais uma vez deixaram o frágil e feio e aflito Flicts
na sua branca solidão‖. A segunda situação condiz com Os meninos Morenos, livro
publicado em 2004, que é uma espécie de gênero autobiográfico, comparativo e
também figurativo, onde encontramos a mesma recorrência do tema cor e identidade.
Mas são os versos de Humberto Ak‘abal, ali reproduzidos, que revelam a tônica da lua
triste na sua solidão, desejando desesperadamente estar na terra, ainda que refletida
numa poça de água qualquer. Para o narrador, esse conflito talvez se resolva a partir
da palavra do outro: ―De perto, de pertinho, a lua tem a mesma cor dos meninos
morenos‖. O objetivo proposto aqui é mostrar alguns embates, que encontramos, com
relação à questão da construção da identidade e de sua representação, considerando
os termos pardos e morenos. Para isso, estamos contrapondo e analisando esses dois
textos de Ziraldo, podendo já constatar que existe uma mudança de postura do
discurso do autor na construção da personagem principal e a afirmação de uma
identidade morena, que é ao mesmo tempo contraposta à afirmação do outro.

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A REPRESENTAÇÃO DA PERSONAGEM FEMININA NEGRA NA OBRA LA


MUÑECA NEGRA
Sandra De Oliveira Ferreira, Mariana Cortez
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
RESUMO: As obras de literatura infantil podem contribuir de maneira significativa para
a formação leitora, bem como para o reconhecimento da identidade negra quando a
criança se vê representada nestes contos infantis. A partir desta perspectiva, esta
comunicação tem por objetivo analisar, como a imagem da personagem feminina
negra é apresentada na obra La Muñeca Negra (2007) de Mary Grueso Romero,
ilustradora Vanessa Castillo e editora Apidama. A escolha da obra justifica-se por
possibilitar conhecimentos, acerca da cultura africana, já que em um contexto social
marcados por diferenças uma vez, que a personagem negra normalmente é
apresentada com marcas de inferioridade. Desta forma, os livros de literatura infantil
configuram-se como importante recurso para estimular o respeito e valorização da
diversidade. O foco principal é discutir por meio de elementos verbais e não verbais
como se constrói o discurso da narrativa e se esse discurso desconstrói estereótipos e
preconceitos raciais, ou reforçam mais ainda, aspectos negativos em torno da
identidade negra. Para tanto, irei me apoiar nos seguintes autores: 1) (JOVINO, 2006)
Literatura Infanto-Juvenil com personagens negros no Brasil por aprofundar questões
que norteiam aspectos identitários, sociais e históricos de pessoas negras 2)
CAMARGO (2008) A ilustração do livro infantil, por abordar o tema da ilustração no
livro infantil à luz do diálogo palavra e imagem. 3) COLOMER( 2005) El papel de la
mediación en la formación de lectores , por apresentar considerações importantes a
cerca da intervenção mediadora no processo de leitura, entre outros autores que
contribuirão de maneira significativa na produção deste trabalho. Palavras-chave:
Literatura infantil. Estereótipos. Personagem negra.

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A REPRESENTAÇÃO DO HERÓI NEGRO NA LITERATURA INFANTIL: ANÁLISE


DO LIVRO MANDELA, O AFRICANO DE TODAS AS CORES (2014), DE ALAIN
SERRES
Vivian Stefanne Soares Silva
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
A proposta deste trabalho é analisar a representação do herói negro no livro infantil
Mandela, o africano de todas as cores (2014), de Alain Serres com tradução de André
Telles. A obra faz parte do selo infantojuvenil da Editora Zahar, Pequena Zahar, que
aborda os mais variados temas e gêneros, apresentando-os ao universo infantil.
Nosso objetivo é trabalhar a representação do herói negro para o público
infantojuvenil. Para tanto, buscamos em Peter Hunt (2015) os conceitos de literatura
infantil, levando em consideração os apontamentos do autor sobre infância e leitura de
infância. No que diz respeito à representação, nossas bases teóricas concentram-se
em Stuart Hall (2016). A partir de sua leitura e discussão pretendemos contrapor as
noções de cultura, identidade e representação propostas pelo autor com a imagem do
herói político e africano trabalhado no livro. Nosso propósito é entender de que forma
a imagem do herói foi construída para o publico infantil, quais foram as estratégias
utilizadas nessa construção e quais são os impactos advindos desse processo de
representação.

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A REPRESENTAÇÃO DO NEGRO NAS ILUSTRAÇÕES DE MENINA BONITA DO


LAÇO DE FITA E NIÑA BONITA: FORMAS DE ESTAR
Mariana Cortez, Sandra Oliveira Ferreira
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
Este comunicação pretende analisar a relação entre o texto visual e o texto verbal em
projetos gráficos distintos: Menina Bonita do Laço de Fita (1996) editado no Brasil,
ilustrado por Claudius Sylvius Petrus Ceccon e publicado pela editora Ática e sua
tradução para o espanhol Niña Bonita (2004) editado na Venezuela, ilustrado por
Rosana Faria e publicado por Ediciones Ekaré. Ambos os projetos contam uma
história produzida por Ana Maria Machado, autora brasileira. Os objetivos de análise
são: 1) investigar, nas obras literárias especificadas, o lugar do negro em dois espaços
de enunciação (Brasil e Venezuela) e 2) discutir o texto visual como produtor de novos
sentidos na composição de um projeto gráfico em português e sua tradução para o
espanhol. A análise pautou-se em teóricos como, Benjamin (1984), Camargo (1995) e
Colomer (2002;) que abordam questões sobre a função do texto imagético na literatura
infantil e Evaristo (2010), Fanon (2008) e Pereira (2016) que tratam da representação
do negro na sociedade ou na literatura.

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AS RELAÇÕES ENTRE IMAGENS E TEXTOS VERBAIS EM LIVROS


INFORMATIVOS.
Marcus Vinicius Rodrigues Martins, Maria Zélia Versiani Machado
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
O presente trabalho faz parte de uma pesquisa de doutorado em andamento sobre
livros informativos. E visa analisar as relações entre texto verbal e imagem nessa
tipologia, de modo a compreender as articulações de complementação, contraposição
e simetria entre o iconotexto e o texto verbal, criados para informar o leitor sobre
determinado assunto. Para isso, são analisados três livros informativos com temática
histórica, para identificar os principais recursos visuais e verbais presentes nesse tipo
de produção editorial. Dão suporte ao trabalho, estudos teóricos de autores que
pesquisam os livros informativos como Michel Defourny (2003, 2009); Ana Garralon
(2013) e Monica Baró (2011). Ademais, colaboram também para a compreensão do
objeto autores consagrados que estudam as relações texto e imagem em livros
ilustrados como Sophie Van der Linden (2011); Maria Nilojavea e Carole Scott (2011)
e Bettina Kümmerling-Meibauer (2015). Metodologicamente, utilizou-se da pesquisa
bibliográfica em livros, artigos e revistas para o levantamento teórico. Os livros
informativos analisados são ―A Medieval Feast‖, de Aliki (1983), ―Anno‘s Journey‖, de
Mitsumasa Anno (1978) e o ―The Wall: growing up behind the iron curtain‖, de Peter
Sís (2007). Infere-se que alguns livros informativos também podem ser considerados
como livros ilustrados, pois apresentam características desses últimos como
contraposição, complementação e simetria entre o texto imagético e o texto verbal.

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CONEXÃO DE IMAGENS EM ALICE NO TELHADO


Márcia Tavares Silva, Renata Junqueira De Souza
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
Dentre algumas mudanças ocorridas com o livro de literatura infantil, uma das mais
significativas foi o lugar ocupado pela ilustração e, resultante disso, a relação entre
texto e imagem. Para o entendimento dessas relações, é necessário adotar a
perspectiva de que ao mesmo tempo em que lemos os textos também lemos as
ilustrações e entendemos que estas podem modificar, ampliar, subverter ou explicar
interferindo na apreensão do texto escrito. Nos livros ilustrados esse diálogo é
constituído pelo conjunto dos elementos do campo gráfico, assim índices de cores,
sugestões de metonímias e jogos de planos e formas e pelos elementos do texto
verbal, ambos são determinantes na construção dos sentidos das narrativas.
Discutiremos inicialmente o percurso de evolução das discussões sobre ilustração, as
definições sobre o livro infantil ilustrado e suas particularidades de construção,
posteriormente, como objeto de nossa investigação tomamos Alice no telhado (2011)
de Nelson Cruz, e as conexões constituídas com Alice no País das Maravilhas de
Lewis Carroll. No livro de Cruz, Alice é revisitada em uma criação narrativa
concentrada no diálogo entre texto e imagens, investigaremos assim as relações entre
os índices propostos pelas imagens e as relações estabelecidas com o texto fonte.
Para a leitura dessas relações nos apoiaremos em Van Der Linden (2013), Nikolajeva
e Scott (2011), Ramos (2013) e Oliveira (2008).

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ISBN: 978-85-69697-02-2
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(Trans)formação de leitores: travessias e travessuras

DE PONTE EM PONTE: APRENDENDO A LER IMAGENS


Isabela Parada
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
As ilustrações estão nos livros infantis desde a primeira publicação, em 1658, e foram
uma das primeiras referências que as crianças tiveram de imagens produzidas
especificamente para elas. De lá pra cá, o conceito de infância e a quantidade de
referências imagéticas mudaram. Tomando como foco o estudo de ilustrações de
livros infantis (ARIZPE, 2004; DURAN, 2002; AZEVEDO, 2015; MORAES, 2012) e a
observação das crianças em relação a essas imagens, questiona-se a maneira como
ocorre o aprendizado da leitura e interpretação de imagens. As teorias de
desenvolvimento e aprendizagem indicam que se utiliza de esquemas mentais que
fazem parte da estrutura cognitiva para se decodificar novas informações e se chegar
ao aprendizado. O contato com códigos visuais, que precisam ser conhecidos para
que se possa interpretá-la, é que leva uma criança a aprender a ler e interpretar
imagens. Desta maneira, é necessário que haja a ponte entre o repertório de imagens
do leitor e um novo código visual que lhe seja apresentado, com diversos estilos. A
partir dessa criação de repertório é possível começar a construir pontes para novos
estilos. Essas pontes levam as crianças a um novo lugar, ampliam o conhecimento e
contribuem para que alcancem diferentes estilos e linguagens de imagens. É um
processo gradual que deve considerar a importância de apresentar à criança também
estilos de fácil assimilação. E esse papel de apresentação de estilos e referenciais não
compete apenas aos livros infantis. É por meio de uma gama de referências mais
abrangente que podemos oferecer para crianças a possibilidade de escolha do que
gostam mais, do que lhes interessa mais, as quais variam de acordo com o momento,
pois pra tudo existe um tempo e um espaço, pelo qual vamos caminhando de ponte
em ponte.

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DIFERENTES VERSÕES DE UMA OBRA PRODUZEM DISTINTAS RELAÇÕES


ENTRE TEXTO VERBAL E TEXTO IMAGÉTICO? ANÁLISE DE UM POEMA E SUA
ILUSTRAÇÃO NAS VERSÕES DA OBRA “PÉ DE PILÃO” DE MÁRIO QUINTANA
Raquel Cristina Baêta Barbosa, Isabel Cristina Alves Da Silva Frade
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
O presente trabalho é um recorte do projeto de doutorado ―O processo de produção de
cânones: um estudo contrastivo do percurso editorial de obras da poesia infantil
brasileira nas décadas de 1960 a 1980‖ e tem como objetivo apresentar a análise da
relação entre o texto verbal e o texto imagético em obras de literatura, analisando
diferentes edições do mesmo texto. Leva-se em consideração as contribuições da
História Cultural que evidencia o fato de que uma obra literária não é apenas o texto,
mas o conjunto da materialidade, dos paratextos, do texto escrito e texto imagético.
Ou seja, a obra é a união dos diferentes atores responsáveis por sua edição,
produção, divulgação e circulação. Dessa forma, busca-se compreender se as
alterações na materialidade das obras, no texto escrito e no texto imagético produzem
diferentes possibilidades de relação entre leitor e a obra, em distintas versões de um
mesmo texto poético da poesia infantil brasileira. Um mesmo texto poético pode
desencadear diferentes obras? Pela via da comparação de algumas versões
publicadas por diferentes editoras da obra Pé de Pilão de Mário Quintana, será
focalizada, mais especificamente, em cada versão editorial da obra, como se
apresenta a relação entre texto escrito e texto imagético, sendo este último produzido
por distintos ilustradores. Busca-se, enfim, acrescentar algumas contribuições dos
estudos da literatura infantil brasileira, evidenciando tanto a presença como a
importância da ilustração nessas produções. Palavras-Chave: Literatura Infantil.
Edição. Texto e imagem.

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DUDU E A CAIXA: IMAGENS DA CRIANÇA BRINCANTE. O QUE APRENDEMOS


COM ELAS? (AS CRIANÇAS E AS IMAGENS)
Daiana Camargo
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
O presente estudo discute o impacto das imagens da literatura infantil na
rememoração de experiências lúdicas e brincantes em espaço de formação de
professores, a partir do livro ―Dudu e a caixa‖. Entendemos que para além da riqueza
do texto literário, os livros infanto-juvenis mobilizam sensações e colaboram na
formação de professores para a educação infantil por meio de suas imagens, atuando
como recurso fundamental na ampliação de experiências, da criatividade e
imaginação, nas possibilidades de um olhar plural à cultura tanto para a criança
quanto para o professor. As imagens dos textos literários propiciam contato com
diferentes possibilidades de representação e sensações, dentre traços, pinceladas e
cores. O livro infantil utilizado neste estudo apresenta imagens passíveis de discussão
sobre diferentes aspectos, mediante a representação de ações infantis com riqueza e
sensibilidade. Destacamos a especificidade do brincar da criança bem pequena,
representado na obra tanto em texto quanto em imagens, tornando-se rico elemento
formativo de professores de Educação Infantil. Este escrito pauta-se em estudos
teóricos sobre a literatura infantil (ZILBERMAN, 2008), a formação de professores
(MARCELO, 1998), o brincar (MOYLES, 2006; DORNELLES, 2000) e os dados
apresentados e discutidos são provenientes de experiências com acadêmicos na
disciplina de Ludicidade, Corporeidade e Arte no curso de Pedagogia. Analisamos as
narrativas quanto as vivencias com a literatura infantil e sua capacidade mobilizadora
de olhares diferenciados sobre a criança e seu brincar. Consideramos as imagens do
referido livro como forte elemento de discussão sobre as particularidades da criança
pequena e seu brincar, de grande valia no processo formativo de professores.

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EMMA/ JUREMMA: REIMAGINANDO A OBRA “EMMA” DE JANE AUSTEN PARA


O CONTEXTO BRASILEIRO EM UM LIVRO ILUSTRADO
Giovanna Corrêa Lucci
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
Esta pesquisa, teve o objetivo de produzir uma reimaginação do texto original ―Emma‖,
escrito por Jane Austen em 1815. Para isso, foi proposto um projeto experimental em
língua portuguesa, desenvolvido em cinco etapas (pesquisa bibliográfica; tradução e
reimaginação do texto; pesquisa cromática; elaboração das ilustrações e montagem
dos capítulos) que teve como produto final um ―livro ilustrado‖. Durante todo o
processo, foram consideradas características do imaginário brasileiro e da época atual
no desenvolvimento da narrativa com imagens, de forma a garantir que os resultados,
conseguissem refletir, em parte, a cultura brasileira. Em uma tentativa de aproximar
duas culturas e duas épocas muito distintas, este trabalho teve como principal
motivação o estudo da relação entre texto e imagem, do transporte de um texto para
outro contexto, e das traduções interlingual, intralingual e intersemiótica. Ao longo do
processo, foi possível não apenas compreender melhor o texto original por meio de
um estudo sobre a autora em si, o contexto em que se deu a criação da obra e a sua
repercussão até os dias de hoje, como também explorar as questões da transcriação e
as possibilidades criativas na elaboração de imagens para que estas possam se
relacionar a um texto criado e ao imaginário nele retratado. Assim, a pesquisa se
caracterizou tanto pela sobreposição do paradigma ao sintagma, como pela busca de
uma organicidade composicional, com o objetivo de criar laços entre unidades
significantes do texto e das imagens, explorando questões da narrativa. Para isso, foi
feito um estudo não apenas da dinâmica dos personagens e do fluxo narrativo, mas
também da tradução de paletas de cor, de estruturas formais, ritmos e compassos
entre som e imagem, cores e formas.

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E SE A MATERIALIDADE DO LIVRO SE TORNASSE PARTE DA HISTÓRIA? UMA


ANÁLISE DA TRILOGIA DA MARGEM, DE SUZY LEE
Jéssica Mariana Andrade Tolentino
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
É a partir da mediação de uma materialidade, o livro, que se realiza o encontro entre
leitor e texto. Por essa razão, refletir acerca das potencialidades significativas dos
seus componentes físicos e de sua relação com o conteúdo narrado é fundamental. É
esse exercício de reflexão que nos propomos a fazer neste trabalho, tendo como
ponto de partida a análise dos livros-imagem Espelho, Onda e Sombra, escritos por
Suzy Lee e publicados no Brasil pela editora Cosac Naify. Nos livros, mais tarde
chamados de Trilogia da Margem, a autora usa a dobra física central da encadernação
(margem interna) como mote para a construção de suas narrativas. Como na
montagem cinematográfica, as imagens separadas (neste caso, em folhas opostas)
combinam-se criando significados e conceitos novos e o que as liga, paradoxalmente,
é o recorte central da margem. Assim, a partir da análise dessas obras, procuramos
mostrar que, mais que um receptáculo de informações, o livro é parte da experiência
de leitura. Aqui, os modos de expressão do texto vão além das palavras: eles abarcam
o potencial narrativo das ilustrações, do formato do livro, da direção em que as
páginas são viradas e uma série de outros elementos. Como referencial teórico, são
utilizados os estudos de Nikolajeva e Scott (2011), Linden (2011), Ramos (2011) e Lee
(2012). Palavras-Chave: Materialidade. Ilustrações. Potencialidade narrativa.

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ILUSTRAÇÕES COLORIDAS EM LIVROS PARA CRIANÇAS NO BRASIL: FRANZ


RICHTER E A BIBLIOTECA INFANTIL MELHORAMENTOS
Maria Das Dores Soares Maziero
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
As ilustrações são presença consolidada nos livros para crianças, assumindo papel
bastante significativo nas obras destinadas a este público, uma vez que contribuem
para a construção de sentidos que completam ou ultrapassam aqueles do texto verbal,
funcionando ainda como estratégia para despertar o interesse dos jovens leitores. Em
1915, a então Weiszflog Irmãos inova no campo dos livros infantis, ao publicar O
patinho feio, ilustrado por Franz Richter, pintor e desenhista tcheco radicado no Brasil,
no que seria o primeiro caso do uso de quatro cores em ilustrações de obra impressa
produzida no país. O objetivo do presente trabalho é apresentar as ilustrações que
Franz Richter fez para os livros da primeira fase da Biblioteca Infantil Melhoramentos
(1915-1925), do ponto de vista da função dessas ilustrações no panorama geral da
coleção e do estudo de aspectos relativos ao estilo de seu autor, cuja atuação no
campo da literatura para crianças tem sido pouco estudada. Para tanto, serão
consultados 28 exemplares da coleção Biblioteca Infantil do período delimitado,
buscando identificar a presença de ilustrações e a função destas em relação ao texto,
bem como discutir o papel do ilustrador nesse período de nascimento da literatura
infantil no Brasil, quando não havia ainda o reconhecimento da importância do papel
deste profissional. O quadro que emerge dessa análise mostra um artista com domínio
total de sua arte, que cria aquarelas especialmente para uma coleção de livros
infantis, em um tempo no qual a prática usual era a utilização de cromos e gravuras
―padronizados‖ para ilustrar tais obras. O referencial teórico adotado contempla
contribuições de Roger Chartier, Marisa Lajolo, Regina Zilberman e Leonardo Arroyo,
entre outros.

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IMAGENS DE BRUXAS: (DES)CONSTRUINDO REPRESENTAÇÕES NA


LITERATURA INFANTIL CONTEMPORÂNEA
Alexsandra Alves De Brito, Daniela Ripoll
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
As personagens bruxas, tradicionalmente antagonistas nos contos de fadas, têm
desempenhado o papel de protagonistas em muitas histórias de publicação recente. A
linguagem visual articulada à linguagem verbal tem relevante função na construção
das representações de bruxa nos livros infantis contemporâneos. Este estudo,
derivado de uma Dissertação de Mestrado, discorre sobre a relevância da linguagem
visual e do papel por ela desempenhado na literatura infantil recente, bem como sobre
a constituição imagética das representações de bruxa que nelas se articulam. Em um
primeiro momento, são contextualizadas as principais transformações ocorridas nas
últimas décadas sobre a linguagem visual dos livros infantis, com base nos estudos de
Lemos (2009) e Ramos (2011). Em um segundo momento, são averiguadas quais
tendências têm se destacado em obras de literatura infantil contemporâneas, segundo
os critérios delimitados por Ramos (2011). Para tal, são utilizados cinco livros de
literatura infantil contemporâneos (2009-2015) que trazem as personagens bruxas
como protagonistas das histórias. No que concerne aos textos visuais, considerou-se
que a maior parte dos livros desta pesquisa se alia às particularidades destacadas por
Ramos (2011) em relação às obras destinadas a crianças na atualidade: a quebra com
a linearidade narrativa, as variações internas no design, a intertextualidade, os jogos
de imagens, a imposição de papéis ativos ao leitor, a multiplicidade de significados, os
desfechos polissêmicos e a quebra de fronteiras entre cultura popular e alta cultura. É
possível ainda observar que há, nos livros estudados, um predomínio da
interdependência e da complementaridade entre a linguagem verbal e a visual e o
alargamento do espaço ocupado pelas imagens nas histórias recentes.

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LEITURA LITERÁRIA E FRUIÇÃO ESTÉTICA


Eliette Aleixo
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
Pretende-se, neste trabalho, discutir a condição estética de livros contemporâneos de
literatura infantil, dirigindo a atenção para o texto verbal e visual, e ênfase na
ilustração. Esta abordagem se insere no campo da educação e arte, abrangendo
literatura e artes visuais. Para esta proposta, a leitura de um livro literário infantil inclui
a apreensão de vários aspectos formais como o design gráfico, o formato, as cores, a
diagramação, além, claro, da sua estrutura narrativa, construída por textos escritos e
ilustrações. Dada a complexidade de linguagens que a leitura de livros de literatura
apresenta, é fundamental que educadores busquem alternativas diferenciadas, na
condução do trabalho de apreciação com os alunos. Dessa forma, faz parte da
metodologia desta pesquisa selecionar, apresentar, ler e discutir alguns títulos
literários infantis para crianças de instituições escolares da educação básica, com o
objetivo de fruição estética. Este acervo inclui livros de histórias produzidos por alunos
e 6 a 8 anos nas aulas de Artes Visuais, ministrada pela pesquisadora. São em média
oito exemplares que são doados para as escolas visitadas, com o objetivo de
incentivarem as crianças a criarem também suas próprias histórias. Resulta de uma
análise parcial a possibilidade de se chegar a mediações adequadas para a
apreensão e a fruição de um texto literário na escola. Tal perspectiva possibilita uma
formação nos âmbitos cultural, social, e principalmente artístico, já que favorece uma
experimentação estética. Palavras-chave: Literatura Infantil. Texto Verbal e Texto
Visual. Mediação.

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LENDO IMAGENS: UMA ANÁLISE DO LIVRO “A BRUXA E O ESPANTALHO”


Gabriele Goes Da Silva, Renata Junqueira De Souza
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
Durante muito tempo as ilustrações em livros eram utilizadas apenas para atrair os
leitores, ou seja, para embelezar o texto escrito. Hoje nos deparamos com ilustrações
que contam as histórias, como podemos ver nos livros de imagens, nos quais a
narrativa não é apresentada pelo texto escrito, mas sim pelas imagens. Ressalto aqui
a pouca importância destinada às leituras das imagens por parte dos professores,
hoje, nas escolas. Autores como Rui de Oliveira dão grande destaque a iniciação das
crianças desde a mais tenra idade, a leitura de imagens, o que não acontece no
ambiente escolar. Pensando nesta carência apresentarei a análise de um dos livros de
imagens escolhido pelo Programa Nacional Biblioteca da Escola – PNBE, ―A Bruxa e o
Espantalho‖, do autor e ilustrador Gabriel Pacheco. O objetivo dessa apresentação é
mostrar as relações entre os paratextos, o texto verbal e o texto visual e como tal
relação pode facilitar a compreensão da leitura. Além disso, ao valorizar todos esses
aspectos do livro de imagem podemos colaborar com o trabalho a ser realizado em
sala de aula. Trata-se de uma pesquisa qualitativa feita a partir da análise do livro, à
luz de estudiosos como, Faria (2013), Linden (2011), Scott e Nikolajeva (2011), Hunt
(2010).

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LITERATURA E IMAGEM: EXERCÍCIOS E FAZERES EM DUAS OBRAS DE


MANOEL DE BARROS
Susylene Dias De Araujo, Evelin Freitas Salazar
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
Essa comunicação tem o objetivo de aproximar a ilustração e o texto poético nos livros
Exercícios de ser criança (1999) e O fazedor de amanhecer (2001), de autoria de
Manoel de Barros, buscando pontos que confirmem esta relação. Manoel de Barros,
poeta brasileiro, que nasceu em Cuiabá em 1916, ficou conhecido como um dos
maiores nomes da poesia nos últimos tempos, o que pode ser confirmado pela
publicação de mais de 20 livros. Registros da crítica mencionam Manoel de Barros
como autor de uma obra original, aprimorada a cada novo lançamento, inclusive com a
publicação de livros dirigidos ao público infantil e ilustrados. A utilização de ilustrações
em livros para crianças é o recurso que possibilita que as imagens se sobressaiam em
relação ao texto escrito, exatamente o que acontece nas obras ―manoelinas‖ aqui
mencionadas e escolhidas como objeto da pesquisa, o que pretendemos confirmar
através de nosso artigo a ser apresentado. Palavras-Chave: Manoel de Barros. Livro
ilustrado. Poesia para crianças.

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LITERATURA FANTÁSTICA E ARTES VISUAIS: O ESTÍMULO DA CRIATIVIDADE


DE CRIANÇAS ATRAVÉS DO ELEMENTO FANTÁSTICO E DAS ILUSTRAÇÕES
Marcos Aparecido Lopes, Giovanna Santos Pereira, Thalis Lowchinovscy
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
Este artigo apresenta os resultados de uma proposta pedagógica desenvolvida em
uma escola pública de ensino fundamental por alunos das Artes Visuais e da Letras
sob a orientação de um professor do departamento de Estudos da Linguagem. A
proposta ocorreu no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à
Docência (PIBID/CAPES), no subprojeto de Licenciatura em Letras. O PIBID Letras da
universidade em questão foi formulado com o objetivo geral de aprimorar a formação
inicial dos licenciandos em Letras e demais cursos de humanidades no que tange ao
ensino de língua portuguesa e suas respectivas literaturas. O projeto esteve ancorado
em três eixos temáticos: 1) registros de linguagem e diversidade cultural nas práticas
escolares; 2) formação literária do leitor e formação docente; 3) gêneros do discurso,
práticas escolares e formação docente. Este trabalho insere-se no segundo eixo
temático e teve como escopo a ampliação do repertório cultural e literário dos
bolsistas. Na proposta em questão, os bolsistas desenvolveram com os alunos do
Ensino Fundamental 2 um projeto de produção de pequenos livros ilustrados
individuais. O intuito era possibilitar ao aluno a capacidade de expressão artística e
incentiva-lo na realização de seu próprio livro ilustrado através das atividades que
inter-relacionavam a escrita e a ilustração. Com base nessa experiência visual e nos
seus efeitos de sentido, procurou-se estabelecer alguns vínculos entre as imagens
artísticas e o universo mágico das narrativas fantásticas, sendo que o gênero
―literatura fantástica‖ estava previsto para os conteúdos curriculares do ciclo de
formação. Palavras-Chave: Literatura Fantástica. Artes Visuais. Ensino Fundamental.

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LIVRO ILUSTRADO: QUEBRANDO O BRINQUEDO PARA VER COMO FUNCIONA


Claudia Mendes
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
No universo da literatura infantil, o livro ilustrado é um dos tipos que mais oferece
oportunidades para inovações narrativas, integrando três diferentes linguagens –
palavras, imagens e design. As duas últimas se destacam na sociedade
contemporânea, onde a visualidade vem sendo cada vez mais presente e influente.
Como entender melhor os elementos visuais e materiais que configuram as narrativas
nesses objetos tão fascinantes? Este artigo se propõe a ―quebrar o brinquedo para ver
como funciona‖, apresentando uma metodologia de análise orientada pela semiótica,
conforme Roland Barthes, e pelo design emocional, conforme Donald Norman, e
aplicando-a em estudos de caso de obras de Roger Mello, ganhador do prêmio Hans
Christian Andersen de ilustração em 2014. Ao contrário de estragar a brincadeira,
matando o prazer estético na recepção espontânea da obra, a análise pode oferecer a
crianças e adultos ferramentas críticas para ampliar sua apreciação dos livros
ilustrados, como explica Perry Nodelman, ―Quanto mais formos capazes de entender e
encontrar palavras para descrever nossas respostas a obras de arte, mais seremos
capazes de apreciá-las. Sobre livros ilustrados, crianças e adultos demais têm
palavras de menos a dizer – apenas generalizações relativamente cruas que limitam
sua apreciação do valor e do prazer oferecidos pelas obras.‖ Explorando criativamente
as características do suporte em formato de códice, autores como Roger Mello
colocam ao alcance dos leitores obras de arte em forma de livros ilustrados, que
demandam um olhar atento para que se possa apreciar plenamente sua riqueza e
complexidade narrativa. Palavras-Chave: livro ilustrado, design, materialidade.

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MANECO CANECO CHAPÉU DE FUNIL: A TRILOGIA EM FOCO.


Yngrid Karolline Mendonca, Ana Claudia Bazé De Lima
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
Este texto trará dados de uma pesquisa de mestrado, intitulada ―Um escritor-ilustrador,
Luís Camargo: estudo sobre a trilogia.‖, cujo objetivo é compreender o processo de
criação e editoração dos livros de Luís Camargo. Nosso interesse por este escritor-
ilustrador é que, antes de sê-lo formou-se na licenciatura em Pedagogia e sempre foi
estudioso da área da leitura até tornar-se editor da FTD, onde trabalha atualmente. O
percurso traçado por Luís Camargo nos envolve quando pensamos na importância do
outro para nos constituir (BAKHTIN, 2003) e do nosso papel de atuar na sociedade em
que vivemos, ampliando nossas vivências de acordo com as experiências. Desse
modo, o corpus será constituído por três obras do autor, dentre elas: Maneco Caneco
Chapéu de Funil; Panela de arroz; e Bule de café. A pesquisa se volta para as
singularidades dos modos de criação e produção, assim como propôs Dalcin (2012), a
partir das análises de concepções sobre criança, leitura, literatura, arte e constituição
do leitor mirim implícitas entre o jogo do pólo da criação e da produção em vista do
mercado editorial. Contribuições teóricas advindas dos estudos bakhtinianos e
vigotskinianos, serão oportunas para o estudo dos conceitos de criança, apropriação
da linguagem escrita e seu papel na constituição dos sujeitos, bem como do
aprendizado da capacidade de ler. Autores como Bajard (2007); Chartier (1998);
Certeau (2007); Hunt (2010); dentre outros, nos ajudarão a compreender a leitura,
literatura e suas representações em determinado tempo e espaço, assim como,
Zilberman, Lajolo (2007), nos trarão o processo histórico da leitura e literatura.

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MENINAS E JOVENS: IMAGENS E REPRESENTAÇÕES EM ALGUNS LIVROS DE


LITERATURA INFANTOJUVENIL
Priscila Kaufmann Corrêa
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
A reflexão sobre imagens e representações em livros de literatura infantojuvenil auxilia
em termos educacionais acerca das intenções de autores e seus editores para seu
público. Pensar em literatura infantojuvenil é trazer suas possibilidades, por seu estilo
e por querer trazer ao público leitor algumas maneiras de se portar e construir sua
trajetória de vida. Essa construção idealizada pelo escritor juntamente com seu editor
traz um material rico para ser analisado. Aqui se analisa os livros da Condessa de
Ségur (da França) composto por Les petites Filles modéles (1858), Les malheurs de
Sophie (1858) e Les vacances (1859). Os livros de Louisa May Alcott (EUA) são Little
women (1868) e Good wives ou Little women Part 2 (1869). Maria Clarice Marinho
Villac (Brasil), por sua vez, publicou Cinco travessos: amiguinhos de Jesus Hóstia
(1937) Clarita da pá virada (1939) e Clarita no Colégio (1945). Os livros tiveram um
grande alcance, principalmente os da Condessa de Ségur e Louisa May Alcott, que
tiveram versões adaptadas histórias em quadrinhos, musicais, animes e e-books. Os
livros de Maria Clarice Marinho Villac têm elementos comuns aos livros das outras
escritoras, como uma narrativa de cenários brasileiros e uma linguagem coloquial
envolvente e mais próxima do leitor infantil. Por esse motivo os livros da escritora
brasileira foram incluídos no estudo. No interior de todas as narrativas encontram-se
elementos acerca das expectativas com relação à infância e, especialmente de
meninas, de suas maneiras de se portar e de obedecer. Tais representações, trazem
imagens e símbolos do que é esperado da infância na sua relação com a família, com
a educação e a religiosidade que a orienta em sua trajetória de vida. Esse é o
percurso no qual caminha este trabalho.

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NARRATIVAS POR IMAGENS: O QUE DIZEM AS CRIANÇAS DA EDUCAÇÃO


INFANTIL?
Sayonara Fernandes Da Silva, Marly Amarilha
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
Este trabalho estuda a recepção das narrativas por imagens pelas crianças de uma
turma de nível IV da Educação Infantil na Cidade do Natal - RN. Acreditamos que a
leitura de imagens antecede a leitura de palavras, por isso, ainda que não
alfabetizados, os sujeitos desta pesquisa possuem bagagem cultural que ampara sua
competência leitora e a recepção estética das narrativas por imagens do livro Lá vem
o Homem do Saco da autora e ilustradora Regina Rennó (2013). O objetivo geral
deste artigo é refletir sobre a importância e o valor da leitura na vida da criança e de
que forma a mediação planejada pode contribuir para iniciar as crianças no processo
de alfabetização com o livro de imagens. A proposta metodológica desta investigação
é mais do que um experimento; é sim uma experiência de ensino e aprendizagem com
possibilidades de se organizar em perspectivas de ensino eficiente, colaborando com
a formação do sujeito leitor na Educação Infantil. Utilizamos a metodologia da
andaimagem, a qual consiste em duas etapas: planejamento e implementação, sendo
as duas etapas necessariamente importantes. Os resultados apontaram que aliada à
importância da leitura de imagens, como um meio imprescindível ao processo de
formação da criança leitora, o professor necessita compreender como as narrativas
por imagens podem figurar no contexto da rotina escolar ainda que a criança não
tenha consolidado o seu processo de alfabetização; planejar a aula de leitura com
uma mediação interventiva e ter domínio dos elementos básicos das ilustrações que
constituem a narrativa por imagem. Palavras-Chave: Leitura. Narrativas por Imagem.
Educação Infantil.

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(Trans)formação de leitores: travessias e travessuras

NARRATIVAS TÁTEIS: CONTAÇÃO DE HISTÓRIA PARA A CRIANÇA


DEFICIENTE VISUAL
Mariana De Oliveira Martins Domingues, Renata Vilanova Lima
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
Este trabalho tem como objetivo despertar o prazer na leitura na criança deficiente
visual por meio de narrativas táteis. Despertar o gosto pela leitura nos alunos está
diretamente ligado à forma como eles são conduzidos a ela. Há uma relação
intrínseca entre literatura infantil e imagem, pois a criança busca no desenho uma
forma de complementar sua narrativa, tornando-se autora do próprio texto. Com a
criança deficiente visual a construção da imagem deve ser por meio dos seus sentidos
remanescentes, oferecendo as ferramentas para que ela seja capaz de construir seu
imaginário. A leitura para a criança deficiente visual não se mostra muito atrativa
devido a serem feitas sob a perceptiva de quem tem o sentido da visão e
conhecimento de códigos imagéticos. Portanto, busca estratégias que representem o
lúdico do texto literário, a fim de que a criança construa uma percepção individual, e
sobretudo, subjetiva do texto, de maneira que alcance significado para si e para o seu
mundo. Foram realizados encontros com crianças deficientes visuais na faixa etária de
6 a 10 anos para contação de histórias com recursos táteis, olfativos e gustativos a fim
de que a construção de uma representação lúdica ocorresse por meio de sensações.
Partiu-se do universo particular da criança, de suas percepções e realidade, e não de
um código visual do sujeito que tem a visão. As experiências de narrativas táteis, que
são formas de envolver a criança deficiente visual na leitura por meio da somestesia,
estimularam nas crianças a liberdade de pensamento, imaginação, resgate da
memória. O que despertou o desejo de recontar as histórias sob suas perspectivas.
Palavras-Chave: Leitura. Literatura Infantil. Deficiência Visual.

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O DESIGN GRÁFICO-EDITORIAL NA LITERATURA INFANTIL: UMA ANÁLISE


SOCIOSSEMIÓTICA DO LIVRO PREMIADO “INÊS”
Raissa Pereira Baptista
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
O presente trabalho é parte da pesquisa de mestrado que tem como tema o design-
gráfico editorial dos livros de literatura infantil, sob a perspectiva da teoria
sociossemiótica, que está sendo desenvolvida na linha de pesquisa Edição do PPG
em Estudos de Linguagens do CEFET-MG. Neste artigo é feita a análise do projeto
gráfico-editorial do livro ―Inês‖, publicado pela Companhia das Letrinhas, ganhador do
―Prêmio FNLIJ – O Melhor para Criança‖ em 2016, na categoria ―Melhor Projeto
Editorial‖, onde Roger Mello assume a autoria do texto verbal e Mariana Massarani, do
texto visual. Os elementos de design – como ilustrações, tipografias, cores e layout –
são analisados com base na teoria da Semiótica Social, desenvolvida por Hodge e
Kress (1988), na Gramática do Design Visual, desenvolvida por Kress e van Leeuwen
(1996), nas referências de tipografia da autora Ellen Lupton (2006) e na Teoria da Cor
de Israel Pedrosa (1977). Busca-se compreender a produção de sentido na criação
editorial, através de uma investigação dos elementos que podem despertar interesse
na criança leitora e proporcionar diversas interpretações no processo da experiência
de leitura. Sustenta-se a importância do trabalho mutidisciplinar entre autor, ilustrador,
designer e editores, desde a reunião de briefing até a divulgação do livro. É necessário
que durante o processo de criação da obra, todos se atenham ao leitor implícito para
que não haja incoerência na produção de sentido, tanto no texto verbal quanto no
texto visual. Palavras-Chave: Design gráfico-editorial. Semiótica social. Literatura
infantil.

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O DIÁLOGO COLABORATIVO ENTRE TEXTO E IMAGEM EM O LAGARTO DE


JOSÉ SARAMAGO
Rogério Francisco Dos Santos, Susylene Dias De Araujo
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
Este trabalho apresenta uma leitura da obra O Lagarto (2016) de José Saramago com
o objetivo de evidenciar mais uma forte nuance do trabalho do escritor português. Em
nosso estudo, uma busca por pressupostos teóricos que sustentem a ilustração como
componente independente na leitura do livro para crianças será empreendida e,
associada aos dados da biografia do autor, servirá como auxílio para justificar suas
escolhas pelos registros linguísticos apresentados na composição discursiva verbal.
Faremos ainda, uma breve menção ao projeto estético de J. Borges, artista que, a
partir de xilografias, ilustra a obra em questão, publicada pela Companhia das
Letrinhas como resultado de um projeto se abre ao leitor e aprimora seu contato com a
leitura visual do texto literário. Palavras-Chave: José Saramago para crianças. Livro
ilustrado. Xilogravuras de J. Borges.

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O LIVRO INFANTIL PELO OLHAR DA CRIANÇA

Maria Elisa De Araújo Grossi, Maria Zélia Versiani Machado


Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
Este artigo é resultado de uma pesquisa de Doutorado que vem sendo desenvolvida
no Centro Pedagógico da UFMG. Nossa investigação tem como foco analisar
elementos destacados por crianças do 1º Ciclo, nos livros produzidos no ano de 2015,
e considerados Altamente Recomendáveis (AR) para crianças pela Fundação
Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Para o processo de coleta de dados,
desenvolvemos com as crianças uma conversação literária, tendo como referência a
dinâmica do Círculo de Leitura. Como metodologia de pesquisa, utilizamos o enfoque
Dime na interação com as crianças. Nosso objetivo era promover a interação com os
livros considerados AR pela FNLIJ e observar o que os leitores diziam sobre eles. A
concepção de leitura que orienta a pesquisa é aquela que a toma como um processo
de produção de sentidos em diálogo com outros textos e repertórios culturais.
Reunimos grupos formados por 4/5 crianças, visando à promoção de um profícuo
diálogo a partir da leitura das obras AR. Como instrumento de coleta de dados,
realizamos também entrevistas individuais semi-estruturadas, com o objetivo de ouvir
cada criança participante da investigação. As interações foram filmadas e gravadas
em áudio. Considerando esses registros, o foco deste texto é refletir sobre os critérios
que as crianças utilizam quando escolhem um livro para ler. Quanto a essas escolhas,
a investigação tem mostrado que elas são capazes de emitir avaliações sobre os livros
literários, destacando elementos que consideram essenciais no suporte e que nos
ajudam a compreender melhor a literatura infantil.

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O PAPEL DO ILUSTRADOR NA PRODUÇÃO EDITORIAL INFANTIL

Jéssica Mariana Andrade Tolentino, Samara Mírian Coutinho


Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
Na literatura infantil, as ilustrações estão presentes desde as origens de sua produção
editorial. O livro infantil ilustrado é notadamente reconhecido como um texto híbrido,
em que se combinam dois discursos: o verbal e o imagético. No entanto, mesmo com
o reconhecimento da ilustração como elemento narrativo, percebe-se que a autoria
ainda é associada, quase exclusivamente, à instância de produção do texto verbal.
Dessa forma, o lugar do ilustrador é secundarizado ou, do ponto de vista do mercado,
relegado à esfera da prestação de serviços. A partir dessas observações, procuramos,
neste trabalho, discutir a relação dialógica entre texto e ilustrações, refletindo assim
acerca do papel do ilustrador na produção editorial para crianças. Para tanto, partimos
de entrevista feita com os ilustradores mineiros Marilda Castanha e Nelson Cruz, que
discorrem sobre o exercício da profissão no Brasil. Além disso, usamos como aporte
teórico os estudos feitos por NIKOLAJEVA e SCOTT (2011), LINDEN (2011) e
RAMOS (2011). Palavras-Chave: Ilustrador. Livro ilustrado. Coautoria

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OS “NOVOS” CONTOS DE FADA: TRADIÇÃO E INOVAÇÃO EM A BELA E A


ADORMECIDA E JOÃO E MARIA
Sabrina Ramos Gomes, Filipe Alves De Freitas, Marta Passos Pinheiro
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
O presente trabalho busca analisar as releituras de contos de fadas A Bela e A
Adormecida e João e Maria, feitas pelo autor britânico Neil Gaiman e,
respectivamente, pelos ilustradores Chris Riddell e Lorenzo Mattotti. Pretendemos
investigar como é estabelecido o diálogo entre essas obras contemporâneas e os
contos de fadas tradicionais, considerando para a análise tanto o texto escrito quanto
as ilustrações. Como referencial teórico utilizamos a discussão de Peter Hunt sobre o
conceito de literatura infantil, as discussões de Sophie Van der Linden, Nikolajeva e
Scott sobre as ilustrações em livros infantis e as relacionadas a contos de fadas de
Karen Coats e Von-Fraz. Os livros analisados demonstram um interessante jogo entre
tradição e inovação, uma vez que as narrativas apresentam muitas referências a suas
matrizes textuais, trazendo, ao mesmo tempo, elementos, no texto escrito e nas
ilustrações, que quebram as expectativas dos leitores. Palavras- Chaves: contos de
fadas; Releituras; Literatura infantil contemporânea;

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O VERBAL E O NÃO-VERBAL EM FOI ASSIM... (2008), DE BARTOLOMEU


CAMPOS DE QUEIRÓS
Daniela Aparecida Francisco
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
Do oficio de escrever para as crianças e adolescentes, sobrevivem vários escritores
no cenário nacional, sendo muitos deles consagrados. Muitas das obras desses
escritores são premiadas por instituições artísticas e/ou literárias e outras chegam às
escolas por meio de projetos do governo de fomento à leitura e à literatura. Os livros
de Bartolomeu Campos de Queirós estão entre essas obras muito apreciadas e
valorizadas e que tem sido adquiridas pelo estado. O escritor possui um alto poder de
manusear a língua e com isso criou obras de elevado valor estético, principalmente
para o público juvenil. Também era um militante da causa da literatura infantil de
qualidade e justamente por isso seus livros normalmente apresentam um projeto
estético de qualidade elevada. Ao realizar a análise do enredo da obra Foi assim...
(2008), elencamos aspectos relativos à matéria literária e a seus fatores estruturantes,
de acordo com Nelly Novaes Coelho: narrador, foco narrativo, história, efabulação,
gênero narrativo, personagens, espaço, tempo, linguagem ou discurso narrativo, leitor
ou ouvinte. Também realizamos a análise da linguagem não verbal utilizada no texto,
que possui imagens criadas por Sandra Bianchi. O objetivo é analisar as relações
mantidas entre os elementos da narrativa e como estes se configuram no interior da
obra em questão, identificando aspectos estéticos ou utilitaristas presentes na
publicação desse autor, além de corroborar a importância do projeto estético de
Bartolomeu Campos de Queirós no cenário literário nacional, especificamente
relacionado ao público infantil e juvenil.

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PARA CONHECER (E LER) OS LIVROS DE IMAGEM DO PNBE PARA A


EDUCAÇÃO INFANTIL
Maria Laura Pozzobon Spengler
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
Esta comunicação tem como objetivo apresentar parte de pesquisa de doutorado na
qual foram estudados os livros de imagem que compõem os acervos do Programa
Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) para a Educação Infantil em quatro edições –
2008, 2010, 2012, 2014 –, para tanto, buscou-se conceituar o livro de imagem como
importante gênero literário, percebendo-o como objeto de encontro possível para
experiência estética de leitura. A pesquisa, de caráter qualitativo, salientou a
relevância do PNBE como política pública de leitura que alcançou, pela primeira vez
em 18 anos, a Educação Infantil, distribuindo acervos, que compuseram um total de
360 livros de literatura especificamente selecionados para esta etapa do ensino
básico. Tomadas as listas oficiais divulgadas pelo MEC como ponto de partida para a
construção do corpus de análise, constatou-se a presença de 77 livros de imagem
distribuídos nos quatro acervos do programa, tomando como premissa que a
característica primordial de um livro de imagem é apresentar uma narrativa composta
por uma sequência de imagens guiada por um fio narrativo, percebeu-se a
necessidade de reorganizar as listas, excluindo os livros compostos por pequenos
textos verbais, assim, foram analisados 59 livros de imagem, atentando para as
características de sua composição física como objeto através da análise dos
paratextos, destacando também a relevância dos temas das narrativas e suas
personagens. O trabalho visa apresentar ao professor de Educação Infantil, o material
que lhe é disponibilizado através do PNBE, em especial, os livros de imagem dos
acervos, já que o livro de imagem pode introduzir o leitor em um universo imagético, e
através da experiência estética, sua leitura contribui para que o leitor posa ampliar a
reflexão sobre a realidade.

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PERSONAGENS HUMANAS DA TURMA DA MÔNICA E A INCLUSÃO SOCIAL


Francisca Keila De Freitas Amoedo, Delma Pacheco Sicsu
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
As histórias em quadrinho são tão importantes quanto outros gêneros na formação do
leitor. Por se tratar de um texto híbrido, composto pela linguagem verbal e visual,
essas histórias chamam muito atenção das crianças, pois têm um ingrediente muito
importante que é a imagem. As crianças, em geral, sentem-se atraídas pelas HQs pela
forma como as histórias são contadas nesse gênero, num diálogo entre a palavra e a
ilustração. Assim, diferente da concepção de muitos acerca das HQs, quando se
pensa que elas estão apenas para o entretenimento, entendemos que essas histórias
vão além do deleite. A criança, ainda em processo de alfabetização, embora não
domine potencialmente o código escrito, atribui sentidos a esse tipo de texto, por meio
das imagens. Partindo dessa constatação, o presente trabalho toma como objeto de
estudo três personagens da Turma da Mônica para discutir acerca da inclusão com
crianças do Ensino Fundamental I de uma escola pública Parintins. As personagens
ora referidas figuram como crianças que têm uma limitação física, mas que interagem
normalmente com outras crianças da turma. Toma-se, então como foco a personagem
Clarinha que é cega, o Humberto que é surdo e o Lucas que é cadeirante para a partir
do enredo de algumas historinhas e da condição dessas personagens, provocar nas
crianças a reflexão acerca da importância de se respeitar o outro pelo que ele é e pela
sua condição. Como suporte teórico deste trabalho, toma-se os estudos de Coelho
(2001), Farias (2013), Kunc (1992), Yus (2002) e outros estudiosos que possam
contribuir para o enriquecimento da temática em questão.

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POEMAS DE BRINQUEDO, DE ÁLVARO ANDRADE GARCIA: O LIVRO


MULTIPLATAFORMA E A FORMAÇÃO DE LEITORES
Rogerio Barbosa Da Silva, Caio Saldanha
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
Poemas de brinquedo é um livro multiplataforma de Álvaro Andrade Garcia, concebido
como jogos poéticos disponibilizados no formato de aplicativo para smartphones,
tablets ou computadores, mas também no formato impresso - neste caso, em
pequenos cartões não costurados, inseridos numa pequena caixa em forma de
envelope. No formato digital, além das possibilidades semióticas do design, os
poemas são também entoados e performados pelo poeta Ricardo Aleixo, abrindo
possibilidades para a exploração sonora e lúdica dos textos. No formato impresso, os
cartões lembram o baralho, o que permite alterar sempre a ordem dos textos. Além
disso, o design dos textos aliado aos desenhos na frente e verso de cada carta
funcionam, por si só, como estímulos para uma leitura criativa por quem os lê e os
manuseiam. Trata-se, portanto, de uma proposta bastante instigante, pois permite o
diálogo entre linguagens diversas e, acreditamos, estimulam o campo criativo para os
jovens leitores, embora se possa afirmar que o livro foi concebido para todas as
idades. Nesta comunicação pretendemos discutir brevemente as possibilidades
emergentes desse cruzamento de mídias e linguagens, apontando os modos de
interação entre texto e leitor e as possibilidades semióticas dessas linguagens.
Esclarecemos ainda que o presente trabalho faz parte do projeto "POÉTICAS
DIGITAIS E ANALÓGICAS: PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS E TEXTUAIS NA
POESIA BRASILEIRA E PORTUGUESA CONTEMPORÂNEAS‖, realizado com apoio
da FAPEMIG.

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QUANDO O PARATEXTO VIRA TEXTO: LIVROS ILUSTRADOS QUE VÃO ALÉM


Marcela De Araujo Lira
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
O que faz de um texto um livro – ou obra literária – é, além de sua qualidade estética,
tudo aquilo que diz respeito a sua materialidade. Elementos como capa, guardas,
ilustrações, lombada, folha de rosto, entre outros, constituem e compõe o livro
enquanto objeto que se apresenta aos leitores e, assim como o texto, devem ser
percebidos e respeitados durante a leitura. No entanto, em determinados livros
ilustrados contemporâneos é possível perceber uma transposição da condição de
alguns elementos considerados paratextuais: estes passam a assumir a função de
texto propriamente dito. Este trabalho se propõe, portanto, a apresentar, através de
exemplos diversos, situações em que os paratextos saem da circunstância de
elemento limítrofe, paralelo e arrogam o status de componente principal das obras.
Para tanto, se fará necessário recorrer aos estudos de Chartier (1994), Genette (1997)
e Nikolajeva; Scott (2011). Palavras-chave: Livro ilustrado; Paratexto; Literatura
infantil.

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"PASSARINHANDO": A LEITURA BRINCANTE DO LIVRO DE


IMAGEM COM CRIANÇAS DE 1 A 3 ANOS
Simoni Conceição Rodrigues Claudino, Maria Laura Pozzobon Spengler
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
O presente trabalho tem por objetivo primordial a reflexão sobre a leitura do livro de
imagem na Educação Infantil, para tanto, apresentaremos aqui a leitura mediada do
livro de imagem Passarinhando, da autora brasileira Nathália Sá Cavalcante, que faz
parte do acervo do ano de 2008 do Programa Nacional Biblioteca da Escola para a
Educação Infantil. A experiência de leitura apresentada foi elaborada a quatro mãos
pelas autoras em momento de formação docente, e depois desenvolvida por ambas
em um grupo de crianças de 1,5 a 3 anos, da rede pública de ensino, no qual uma
delas era professora, na rede municipal de ensino da cidade de Florianópolis (SC). O
desenvolvimento da proposta foi adaptado para as crianças da Educação Infantil a
partir da sequência básica desenvolvida por Rildo Cosson para a contextualização do
letramento literário. Entendendo a importância da leitura e o acesso ao objeto livro,
desde a Educação Infantil, destacamos neste trabalho os diferentes processos de
leitura vivenciados pelas crianças, a exploração de elementos externos ao livro que
possibilitaram a interação com outros grupos de crianças da creche em questão, o
manuseio e o conhecimento de objetos relacionados ao enredo como possibilidade de
ampliação de repertórios, e a utilização de diferentes linguagens no cotidiano da
Educação Infantil. Leitura, música, desenhos, pinturas, danças, passeios,
dramatizações num contexto rico e estimulante onde a ampliação da imaginação e a
da criação são estimuladas em situações de planejamento docente desde a infância.

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TEXTO E IMAGEM EM LIVROS PARA CRIANÇAS SOBRE MODA: ASPECTOS


ESTÉTICOS, INFORMACIONAIS E PEDAGÓGICOS
Christine Ferreira Azzi, Hércules Tolêdo Corrêa
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
Este trabalho pretende refletir sobre aspectos estéticos, informacionais e pedagógicos
de livros sobre moda dirigidos ao público infantil e editados no Brasil nos últimos dez
anos. À luz do pensamento de teóricos como Merleau-Ponty, Lipovetsky e Benjamin,
como também das teorias da multimodalidade (Gunther Kress e van Leuween) e dos
multiletramentos (Cope e Kalantzis, Rojo), propõe-se o diálogo entre museus e público
infantil por meio do uso de livros de moda para crianças nas práticas educativas.
Como se configuram esses livros, em termos de usos da linguagem verbal
(literariedade, informatividade, funcionalidade)? Como se configuram em seu s
aspectos multimodais (projeto gráfico-editorial, ilustrações, outras linguagens)? Quais
são os indícios dos pactos de leitura a serem estabelecidos? Como apresentam o
papel da moda na relação entre crianças, cultura e sociedade? Escolhemos como
corpus para esta pesquisa as obras: Entre linhas, Angela Leite de Souza; A menina
que conversava com as roupas, Paula Acioli; Moda: uma história para crianças, Kátia
Canton; Vida que voa, Lena Martins; Diferente como Chanel, Elizabeth Matthews;
Vestidos para lembrar e uma história para contar, Laís Fontenelle Pereira; Keka tá na
moda, Helen Pomposelli; Lilás, uma menina diferente, Mary Whitcomb; Vestida para
espantar gente na rua, Miki W. e Morango Sardento, Juliane Moore. O conjunto de
livros selecionados permite-nos vislumbrar obras que investem mais ou menos em
cada um dos elementos acima destacados, bem como permite também uma leitura
multimodal dos objetos, com as características da produção contemporânea que
investem em aspectos gráficos que chamam atenção do leitor para outras técnicas e
linguagens.

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UM ESTUDO DAS IMAGENS DOS LIVROS DE LEITURA DA SÉRIE DIDÁTICA


CAMINHO SUAVE
Juliano Guerra Rocha, Silvia Aparecida Santos De Carvalho
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
Desde o começo do século XX, no engendramento do debate que se constituiu em
torno dos métodos de ensino de leitura e escrita, a presença da imagem em cartilhas
que difundiam o método analítico foi conferida destacada importância consolidando,
portanto, a imagem como recurso indispensável nos livros dedicados ao ensino da
leitura. Para além das cartilhas para ensinar a ler, os livros de leitura que se seguem a
elas, apresentam também o recurso da imagem em sua composição. Em 1948,
Branca Alves de Lima lança a Cartilha Caminho Suave, e posteriormente, a série
didática de livros de leitura (do 1º ao 4º livro). Compostos por histórias acompanhadas
de ilustrações e de atividades que propõem exercícios de linguagem, esses livros
foram amplamente utilizados nas salas de alfabetização do país. Reconhecendo a
importância do lugar que esses livros ocupam na história da educação no Brasil, bem
como a escassez de pesquisas que enfocam o uso da imagem como fonte para
historiografia do ensino da leitura, este trabalho tem por objetivo analisar a iconografia
da série de livros de leitura da Caminho Suave, a partir das seguintes
problematizações: Quais as principais características das imagens presentes nos
livros de leitura da série Caminho Suave? Elas antecipam os textos escritos ou
revelam elementos que não estão caracterizados nas histórias? Qual ideário social e
cultural que circula e embasa a composição iconográfica dessa série de livros? O que
as disposições das imagens revelam sobre os gestos de leitura pensados pela autora
do livro? A metodologia do trabalho foi embasada numa análise documental dos livros
de leitura da série Caminho Suave, apoiando-se nos estudos da história do livro, da
história da alfabetização e da leitura, e da iconografia numa perspectiva discursiva.

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VISITA À BALEIA: ILUSTRAÇÃO E PROJETO GRÁFICO


Marta Passos Pinheiro
Eixo Temático 05: Literatura infantil e as relações com a imagem - Comunicação Oral
Este trabalho faz parte de uma pesquisa de pós-doutorado, em desenvolvimento na
Faculdade de Educação da UFMG, sobre o papel do projeto gráfico na construção de
significação das narrativas ficcionais infantis premiadas. Para a investigação proposta,
estão sendo analisadas três instâncias: as obras, sua produção e sua recepção pelo
público infantil. Foram selecionados para análise livros que apresentam narrativas
ficcionais para o público infantil premiados nos últimos quatro anos (de 2013 a 2016)
por duas importantes instituições legitimadoras da produção para crianças e jovens: a
Câmara Brasileira do Livro (CBL), com o prêmio Jabuti, categoria ―Infantil‖, e a
Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), com o prêmio ―O melhor para
Criança‖, categoria ―Criança‖. Neste trabalho, apresentamos a parte da análise
referente ao livro Visita à baleia, escrito por Paulo Venturelli e ilustrado por Nelson
Cruz (editora Positivo), destacando o papel do elemento imagem, seu diálogo com o
texto escrito, a forma como compõe o projeto gráfico, assim como a investigação de
aspectos de sua produção, por meio de entrevista com o ilustrador.

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A HIPER LEITURA CONTEMPORÂNEA NO CASO DE É TARDE PARA SABER


Lissara Kaiuane Delphino Alves
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Apresentação
de Pôster
Este trabalho tem como objetivo investigar os efeitos produzidos pelas multimídias em
práticas leitoras, tendo como base o romance É tarde para saber, do autor Josué
Guimarães. As mudanças tecnológicas são cada vez mais crescentes em todos os
âmbitos sociais. Logo, a forma de ler e compreender a leitura também se modificou.
Nesse sentido, a partir de teorias na área de leitura e formação de leitor, juntamente
aos novos estudos voltados à expansão das múltiplas linguagens no processo de
ensino-aprendizagem da leitura, organizou-se uma pesquisa-ação visando
compreender como ocorre a recepção de um romance produzido em outro contexto
histórico para jovens leitores, frente ao desafiador cenário escolar brasileiro. A ação da
pesquisa se deu a partir da elaboração e aplicação de uma prática leitora numa turma
de segunda série do ensino médio, projetando possíveis resultados pelo viés da
produção dos alunos ao final do processo. Mediante tais resultados, foi possível refletir
sobre a importância da literatura na formação social e intelectual do indivíduo.
Palavras-Chave: Formação de leitor. Práticas leitoras multimidiais. Josué Guimarães.

V Congresso Internacional de Literatura Infantil e Juvenil


Presidente Prudente de 02 a 04 de agosto de 2017
ISBN: 978-85-69697-02-2
ANAIS DE RESUMOS V CONGRESSO
INTERNACIONAL DE LITERATURA INFANTIL E
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(Trans)formação de leitores: travessias e travessuras

A LINGUAGEM AUDIOVISUAL COMO PRÁTICA DE LEITURA


Iara Regina Demetrio Sydenstricker Cordeiro
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Apresentação
de Pôster
Há muito, pesquisadores refletem acerca da contemporaneidade e sua íntima
associação com a imagem, produzindo farto e já consolidado arsenal teórico no
campo do audiovisual. São cada vez mais comuns as produções independentes e
individuais, principalmente entre crianças e jovens. No entanto, ainda escasseiam as
reflexões não acadêmicas em torno de questões éticas e estéticas relacionadas à
produção audiovisual, tanto para o cinema, quanto para a televisão e demais telas que
vêm tomando espaços públicos e privativos. Tais questões assumem grande
importância na ―alfabetização‖ crítica audiovisual de crianças e jovens – como
criadores, produtores e/ou receptores – especialmente num mundo comandado por
grandes empresas de comunicação de cinema, TV e telefonia, quase todas afinadas
com interesses da economia neoliberal globalizada. Assim, este trabalho busca
fundamentar a importância do desenvolvimento do perfil crítico e reflexivo de crianças
e jovens acerca das imagens e sons que diariamente invadem sua vida cotidiana,
tendo por base os seguintes conhecimentos: a Teoria dos Gêneros (Épica, Lírica e
Dramática); a leitura e a escrita de roteiros (para ficção) e de guias de gravação (para
documentários); noções de fotografia (planos e enquadramentos, ângulos e
movimentos de câmera, iluminação); os chamados gêneros audiovisuais (com ênfase
na ficção e no documentário) e; técnicas básicas de animação e de edição. Acredita-
se que tais saberes possam contribuir para a formação de cidadãos e leitores mais
críticos e aptos a melhor eleger e reivindicar sua programação audiovisual, ao tempo
em que favorecem o exercício da leitura e da escrita de roteiros como prática
integrante do fazer literário, o que também significa incluir os roteiros nas referências
de leitura dos estudantes.

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(Trans)formação de leitores: travessias e travessuras

ESCRITORES BRASILEIROS NO PROGRAMA DO ENSINO BÁSICO EM


PORTUGAL: À DESCOBERTA DA LITERATURA DO OUTRO LADO DO
ATLÂNTICO
Angelo Roberto Gonçalves Ribeiro, Ana Margarida Ramos
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Apresentação
de Pôster
Pretende-se, neste pôster, identificar os autores brasileiros e os gêneros literários
representados nas metas curriculares (2012) e no programa (2015) de português do
ensino básico, em vigor em Portugal, com vista a refletir sobre os critérios de seleção
e objetivos de formação associados à sua leitura por alunos portugueses em contexto
educativo. As obras brasileiras selecionadas apresentam uma diversidade de gêneros
e registos literários, integrando a poesia, a fábula, o conto, a novela e o romance e
variando entre o século XIX (1882) e século XXI (2008). Incluídos no domínio da
educação literária, a sua leitura e estudo tem como objetivo formar leitores capazes de
interagir com os textos literários distintos. Pretende-se, igualmente, sensibilizar os
alunos para propostas literárias diversificadas, em resultado do respetivo contexto
sociocultural. É ainda objetivo deste pôster identificar os temas e motivos mais
relevantes dos textos selecionados, com vista a perceber a imagem da literatura
brasileira que é transmitida nas escolas portuguesas, estabelecendo ligações
comparativas com os textos em língua portuguesa oriundos de outros países, como
Angola e Moçambique também selecionados pelos documentos programáticos.
Partindo da ideia de que a formação de leitores literários tem impacto na formação de
cidadãos culturalmente interessados, é de toda a relevância a diversificação do
universo de leituras propostas no sistema de ensino, dando a conhecer outras
manifestações literárias em língua portuguesa oriunda de outros países e contextos.
Palavras-Chave: Educação Literária. Literatura Brasileira. Portugal.

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LETRAMENTOS EM PERSPECTIVA LITERÁRIA: AS MÚLTIPLAS LINGUAGENS E


A FORMAÇÃO DO LEITOR JUVENIL
Priscila Da Conceição Viégas, Elimar Barbosa De Barros
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Apresentação
de Pôster
Para os limites desta comunicação, relata-se os fundamentos do letramento literário
pautados na vivência de uma comunidade de jovens. Dessa forma, esta pesquisa
contribuiu para o letramento literário dessa comunidade formada por alunos do
primeiro ano do ensino médio. Destaca-se que os leitores participantes da
investigação foram alunos-voluntários de uma escola pública da rede estadual
maranhense. Importa, também, evidenciar a metodologia utilizada no desenvolvimento
da pesquisa – o sistema participativo Fandom – que em convergência com o
letramento digital possibilitou a avaliação da apropriação e da produção de sentido da
leitura literária do grupo investigado. Considera-se, por conseguinte, que o surgimento
das novas tecnologias digitais de informação e de comunicação (TDICs), em conjunto
com as múltiplas linguagens, tem modificado os comportamentos sociais na
contemporaneidade. E, por fim, nota-se que os resultados da pesquisa apontam para
a ampliação do tema estudado, assim como, para a solidificação do paradigma e das
práticas de leitura literária que interessam à nova geração de leitores juvenis.
Palavras-Chave: Letramento literário. Múltiplas linguagens. Leitores juvenis.

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LITERATURA, TECNOLOGIA E FORMAÇÃO DO LEITOR: ENTRELACES


Flávia Brito Dias, Deisily De Quadros
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Apresentação
de Pôster
Observa-se em meio ao crescente interesse pelas novas ferramentas tecnológicas e
recursos diversos, a preocupação com a formação de leitores competentes, críticos e
criativos frente aos recursos diversos. A pesquisa Retratos de Leitura no Brasil,
realizada no país em 2015 e lançada em 2016, traz o aumento do número de leitores
no Brasil. Os 50% de leitores em 2011 hoje são 56%. Isso indica que o brasileiro lê
4,96 livros por ano. E mostra que desses, 0,94 são indicados pela escola e 2,88 lidos
de livre escolha. Do total de livros lidos, 2,43 foram terminados e 2,53 lidos em partes.
A pesquisa destaca dados com relação ao uso da internet: entre os leitores, 81% são
usuários de Internet e 88% entre os que estão estudando. Frente aos dados, temos
dois importantes cenários: os leitores usam a internet; a escola continua com a árdua
tarefa de formar leitores. Diante da hipermodernidade, os diferentes suportes de
leituras que além dos livros, estão presentes na sociedade: celular, computador,
tablets. Esses dados mostram que é imprescindível buscar sentidos e reflexões a
respeito dos entrelaces entre a literatura e as influências dos novos recursos de leitura
que estão presentes no contexto atual. Ao refletir sobre o protagonismo da leitura
literária no cenário escolar, cabe sinalizar que a sua importância, bem como a sua
imprescindibilidade, esbarra na realidade dos cenários históricos brasileiros, nas
realidades dos contextos educacionais, na descontinuidade de projetos de leitura. É
sobre a importância da leitura literária, os entrelaces entre a leitura e as influências
dos novos recursos, seus desafios e perspectivas que discorremos no artigo,
entremeando o contexto, as teorias, as reflexões. Palavras-Chave: Literatura infantil e
juvenil; Tecnologia; Formação do leitor.

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O CAMINHO DOS LIVROS: A INSERÇÃO DA LINGUAGEM DIGITAL NA


LITERATURA INFANTIL
Suria Scapin Vaz De Oliveira
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Apresentação
de Pôster
O livro infantil une diversas linguagens e cria uma estrutura narrativa com vários
elementos, cada um valendo-se de seu próprio meio para trazer informações que os
outros não podem trazer — as ilustrações dizem o que não está escrito, o formato do
livro traz novas informações e, juntas, estas linguagens se unem ao texto narrativo e
formam a história que está sendo contada. Essa é uma característica presente nos
livros infantis desde seu surgimento. O início da produção editorial voltada para
crianças tinha forte embasamento moral (característica que ainda encontramos em
diversos livros contemporâneos) e ilustrações que se limitavam a uma representação
visual do que estava escrito na história, algo cada vez mais refutado nos dias de hoje.
O que mais mudou desde então foi o papel social representado pelas crianças, o que
fez com que a literatura infantil ganhasse um posto mais destacado, fazendo com que
os livros produzidos para elas fossem ganhando mais espaço e, nesse processo de
superação, as crianças passassem a ter papel ativo na leitura por meio da
interpretação criativa. Ao se desvincular da necessidade de moralizar, ao poder ter
ilustrações mais livres e ao chegar a mais gente, o livro infantil saiu do campo
pedagógico e entrou para o das artes, ou seja, começou a se desvincular de uma
necessidade externa a ele mesmo e evoluiu até uma variedade de estilos e
linguagens. Esse caminho de inclusão de novas linguagens, nos dias de hoje,
necessariamente passa pelo digital – que vem a ser apenas mais uma linguagem a
ser inserida e não uma ameaça à tradição literária. É possível fazer essa inclusão de
diversas maneiras, priorizando os recursos tecnológicos ou mantendo o foco na
narrativa. Pretende-se apresentar estas maneiras e o caminho percorrido pelos livros
até hoje.

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O TEXTO DE TEATRO NOS LIVROS LITERÁRIOS E DIDÁTICOS.


Robson Guimaraes De Faria, Renata Junqueira De Souza
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Apresentação
de Pôster
O resumo descreve a pesquisa ―Obra teatral: Do livro didático a ação‖ realizada na
cidade de Presidente Prudente/SP. O objetivo geral era identificar e analisar os textos
teatrais presentes nos livros de literatura do gênero teatral, nos didáticos adotados
pela rede municipal e também naqueles selecionados no PNBE, em especial, o acervo
destinado aos anos iniciais. O objetivo especifico era analisar as obras inseridas no
acervo e suas características, além de verificar a quantidade de textos teatrais
introduzidos no livro didático do Ensino Fundamental. A dificuldade encontrada
durante a nossa pesquisa, foi localizar os exemplares nas bibliotecas, pois os volumes
foram distribuídos aos professores e encontravam-se nas salas de aulas para que as
obras fossem usadas em leituras deleite sem o devido acompanhamento. Esses livros
não despertarão o interesse dos educandos, se não forem bem trabalhados, pois a
estrutura deles apresentam narrativas, as falas das personagens e as rubricas; e se
não forem explorados devidamente o leitor não o compreenderá, por isso o professor
deve discuti-los antes de disponibilizá-los aos estudantes. A investigação apontou que
há uma quantidade ínfima de livros deste gênero nas escolas, e quando eles se
encontram na instituição, não estão acessíveis às crianças. Os textos encontrados são
do PNLD 2002 e 2006, distribuídos pelo Ministério da Educação, sendo um exemplar
de cada ano. Não localizamos dentre as dez escolas pesquisadas nenhum docente
que tenha visto ou trabalhado com esses volumes, principalmente nos anos iniciais.
Nós encontramos apenas cinco exemplares de obras teatrais em três escolas do
município, entretanto, os volumes foram doados pela comunidade. Palavras-Chave:
Literatura. Teatro. Livro didático.

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A EXPERIÊNCIA LITERÁRIA NA CONSTRUÇÃO DO PENSAMENTO


MATEMÁTICO: ALGUMAS REFLEXÕES
Ricardo Vicente Da Cunha Júnior, Andreia Cristina Teixeira Tocantins, Rosângela
Veiga Júlio Ferreira
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
Este texto discute sentidos atribuídos por estudantes do 5º ano de um Colégio de
Aplicação a práticas com múltiplas linguagens realizadas em aulas de Matemática. A
nosso ver, educar para a compreensão da matemática significa olhar para diferenças,
percursos, permanências e transformações, rompendo com um ensino pautado em
conteúdos fora do contexto de produção. Nas práticas pedagógicas utilizamos as
linguagens literária, gráfica, fílmica, fotográfica, entre outras que trazem informações
problematizadas no enredamento de conhecimentos matemáticos. Trabalhamos com
a hipótese de que a inserção de múltiplas linguagens no ensino da Matemática,
ancoradas em princípios da etnomatemática, pode auxiliar no processo de
compreensão de conceitos da área. As fontes de pesquisa foram produzidas a partir
de narrativas dos estudantes em momentos específicos de encontros literários. Os
livros escolhidos provocaram discussões sobre o lugar da Matemática ao longo do
tempo, sendo o cotidiano o eixo transversal. Nessas análises foi possível identificar
três categorias: a apropriação da ideia central do campo da Matemática, a apropriação
de conceitos matemáticos e a compreensão da relação sensível entre literatura e
matemática. Pela análise dos dados é possível constatar que os estudantes entendem
a Matemática como um componente cultural fundamental na construção e
desenvolvimento da inteligência humana. Os registros das impressões pessoais sobre
as experiências literárias apontam para dois aspectos: de um lado, um número
significativo de estudantes consegue estabelecer significados a conceitos matemáticos
abstratos; do outro, poucos conseguem romper com a ideia de que literatura não está
relacionada apenas à Língua Portuguesa. Literatura. Ensino de Matemática. Múltiplas
Linguagens.

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A NARRATIVA MÍTICA NA ATUALIDADE: UMA ANÁLISE DE ALGUNS RELATOS


E LEITURAS DA TRADIÇÃO LITERÁRIA EM HQS, RPGS E FILMES
Graciane Cristina Mangueira Celestino, Robson Coelho Tinoco
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
O objetivo deste trabalho é analisar as ressignificações e questões relacionadas à
apropriação de um texto, e como atualmente são apresentadas ao leitor jovem o texto
literário e suas múltiplas linguagens durante as leituras em sala de aula, como essas
estruturas podem indicar a noção de identidade leitora? Na atualidade surgiram
variadas narrativas que se constituem e foram influenciadas por textos consagrados
da tradição literária, aqui citaremos: Contos de Asgard de Stan Lee, História em
quadrinhos, Livro dos Seres Imaginários de Borges e Guerrero. Será realizado um
apanhado teórico acerca do ato de sugerir uma leitura textual, visual ou fílmica, indicar
como seria a experiência leitora com essas múltiplas linguagens. Em seguida será
discutido o fato de essa experiência não ser de todo negativa, pois adolescentes e
jovens são constantemente atraídos pelo mito e suas narrativas, para que possam
desenvolver uma experiência leitora subjetiva mais significativa em relação a
operações artísticas. Uma possibilidade seria apresentar ambas as narrativas, a
influenciadora e a influenciada. Neste sentido foi selecionado para trabalho em sala de
aula O Livro dos Seres Imaginários, e a HQ Thor Contos de Asgard, por conter em sua
organização seres e lendas que estão presentes nas narrativas da atualidade.

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APP BOOKS E LITERATURA INFANTIL: ANÁLISE DOS APLICATIVOS BOUM! E


FLICTS
Edgar Roberto Kirchof, Aline Lupak, Luís Otávio De Vargas Moraes
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
O objetivo deste artigo é apresentar uma análise dos app books (aplicativos literários)
Boum!, de, Mikaël Cixous, produzido por Les Inéditers; e Flicts, uma adaptação da
obra do renomado escritor brasileiro Ziraldo, desenvolvido pela Engenhoca. O primeiro
recebeu uma menção honrosa no Bologna Children’s Book Fair, em 2015, ao
passo que o segundo é vencedor do 3º lugar na categoria Livro Digital Infantil do
Prêmio Jabuti, também no ano de 2015. As análises visam investigar como são
construídos recursos estético-literários, em ambas as narrativas digitais, a partir de
elementos típicos da linguagem em ambiente digital, tais como a possibilidade de
inserir som, movimento e recursos de hipermídia nas histórias. A fundamentação
teórica baseia-se em estudiosos da literatura infantil digital, tais como Frank Serafini,
Junko Yokota, Neus Real, Cristina Correro, entre outros. No que se refere ao
aplicativo Boum!, as análises permitem concluir que sua elevada qualidade estética se
deve à forte presença da intertextualidade e à qualidade das imagens utilizadas. Já no
aplicativo Flicts, pode-se concluir que a versão adaptada aos meios digitais é muito
bem-sucedida porque os recursos de multimídia estão bem integrados à estrutura da
narrativa, apesar de não estarem diretamente ligados à progressão da história.
Palavras-Chave: Literatura digital infantil; App books; Letramento digital

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AS ESTRATÉGIAS LITERÁRIAS E IMAGÉTICAS PRESENTES NA NARRATIVA


INFANTIL E JUVENIL: TECELINA
Lucas Emanoel Vilarinho Miranda
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
O presente trabalho é resultado de anos de pesquisa na iniciação científica pelo CNPq
e ainda pela continuidade da pesquisa no mestrado pelo PPGEL. Entender as
narrativas literárias contemporâneas brasileiras infantis que envolvem o virtual tem
sido uma pesquisa constante. As mudanças que têm ocorrido na literatura infantil em
relação aos suportes é por demais expressiva. Compreender como essa relação tem
ocorrido é fundamental. Assim, esta pesquisa visa analisar e discutir as estratégias
literárias e imagéticas presentes na narrativa infantil virtual: Tecelina de Glaucia de
Souza, na versão virtual. Para isso é utilizada a obra virtual disponível online no site
da PUCRS em discussão com as teorias que estão em consonância com a temática.
Há de se destacar a narrativa na literatura infantil e juvenil contemporânea, que tem
mantido um diálogo veemente com as vivências juvenis hodiernas, bem como com um
importante papel na formação de uma nova geração de leitores. Esse diálogo
contemporâneo se refere à nova roupagem, estética, os suportes em que são
veiculados, o meio, enfim todo o conjunto que tem corroborado de forma eficaz para a
proximidade do leitor com o livro e ainda o crescimento da cibercultura e da literatura
eletrônica de uma forma geral, consoante os pressupostos de Levy (1996, 1999),
Bellei (2002, 2012), Xavier (2009), Vilarouca (2014), Assis (2014), Silva (2015),
Spalding (2012), Hayles (2009) entre outros que abordam as temáticas aqui
enfocadas. Observa-se assim no trabalho que as estratégias imagéticas são diversas
nos novos suportes e que em muito possibilitam a ampliação da propagação do
caráter interacional e participativo da literatura infantil por meio da Web 2.0.

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AS MÚLTIPLAS LINGUAGENS NO ENSINO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA:


DIMENSÕES DE LETRAMENTO
Camila Da Silva Pinho, Andreia Cristina Teixeira Tocantins, Rosângela Veiga Júlio
Ferreira
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
Este texto discute o papel de uma metodologia de ensino de Geografia e História nos
anos iniciais do Ensino Fundamental. Metodologia desenvolvida no módulo Educação
Geográfica e Histórica pelas imagens literárias: múltiplas linguagens, modelo de aula
com perspectiva transversal, realizado no Colégio de Aplicação João XXIII, da
Universidade Federal de Juiz de Fora. Tal módulo constitui-se em um espaço para
problematizar conceitos e estabelecer interações com o cotidiano, através do uso de
múltiplas linguagens, promovendo diálogo com experiências relacionadas a lugares e
tempos. Tais experiências são desenvolvidas por dois anos consecutivos – 2° e 3° ano
- e retomadas quando os estudantes se encontram no 5º ano. Busca-se, assim,
provocar situações em que as crianças expressem opiniões sobre relações que estão
estabelecendo com os conteúdos trabalhados. O ensino de Geografia é tratado a
partir da perspectiva da inter-relação sociedade-meio através da compreensão e
conscientização do papel do cidadão diante das multiplicidades de relações espaciais.
O currículo de História, por sua vez, baseia-se na perspectiva teórica de
desenvolvimento da consciência histórica a partir do trabalho com diferentes pontos de
vista. A análise das narrativas produzidas pelas crianças, ao se depararem com suas
produções, a despeito de limites do processo, nos permite afirmar que o módulo tem
contribuído para o desenvolvimento do letramento geográfico e histórico, uma vez que
tem possibilitado que se apropriem de conceitos específicos dessas áreas. Palavras-
Chave: Múltiplas linguagens. Ensino de Geografia. Ensino de História.

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BOJUNGA E ROZIK: A CONSTRUÇÃO DA SOLIDARIEDADE NO OCIDENTE E NO


ORIENTE
Dayse Oliveira Barbosa
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
Este trabalho pretende evidenciar como os recursos estéticos empregados na
construção do conto O bife e a pipoca, escrito por Lygia Bojunga, no final do século
XX, e o curta-metragem egípcio O outro par, dirigido por Sarah Rozik, no início do
século XXI, permitem interpretar essas obras como traduções intersemióticas da
relação de solidariedade entre dois garotos de diferentes classes sociais no ocidente e
no oriente, respectivamente. Sabe-se que a discrepância social é muito forte tanto no
Brasil quanto no Egito. O preconceito social é motivo de afastamento entre as
pessoas. Contudo, as crianças, personagens centrais do conto brasileiro O bife e a
pipoca e do filme egípcio O outro par subvertem o preconceito, tornando a
discrepância social o embasamento para a aproximação, por meio de vínculos
solidários, nos quais predomina o compartilhamento, a aprendizagem da afetividade e
da interação com as diferenças. Para a realização desse estudo foi considerada a
constituição dos cronotopos bakhtinianos em cada uma das mídias, levando-se em
consideração a especificidade dos gêneros abordados e a intraduzibilidade das
linguagens.

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CANTAR HISTÓRIAS, ENCANTAR E FORMAR LEITORES: REFLEXÕES SOBRE


MÚSICA E LITERATURA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Rejane Da Silva Souza
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
O presente artigo, ao abordar música, leitura e literatura, desencadeia reflexões a
partir destes três elementos e os relaciona à formação de leitores, numa importante
etapa de formação do indivíduo, a Educação Infantil. Num processo de ensino-
aprendizagem pautado na criatividade que permeia as histórias literárias musicadas,
tem-se o estímulo ao desenvolvimento integral da criança, despertando-lhe as
dimensões necessárias ao aprendizado das múltiplas áreas do conhecimento. Assim,
objetiva-se nesta pesquisa, refletir as contribuições da música e da literatura infantil no
desenvolvimento social, emocional e cognitivo da criança, que culminam na sua atua
atuação efetiva enquanto leitor. A metodologia utilizada neste trabalho se deu através
de pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa, fundamentada nos seguintes
autores: Abramovich (2006), Brito (2003), Solé (1998), Rosa (1990), Brasil (1998) -
Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, dentre outros estudiosos que
prezam por uma prática pedagógica criativa, dinâmica e que promova efetivamente a
formação de leitores. A partir destes estudos percebeu-se que a inserção de um
repertório literário infantil no processo ensino-aprendizagem na Educação Infantil atua
como elemento potencializador de práticas de leitura, propiciando o desenvolvimento
da competência leitora da criança, destacando-se ainda o caráter humanizador,
cultural, histórico e social da literatura. Refletir esta temática evidenciou, ainda, que a
promoção do diálogo entre literatura e a música, assim como outras artes, torna-se
necessário ao contexto escolar, e cabe às instituições de ensino traçar sempre
caminhos para o acesso à leitura, construindo meios que favoreçam a formação de
leitores críticos e participativos.

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CANTOS, CONTOS E LITERARIDADE: HISTÓRIAS CANTADAS NA CULTURA


INFANTIL
Isaac Luis De Souza Santos, Juliana Cardoso Daher
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
O presente trabalho visa apresentar reflexões a partir da prática de estruturação e
apresentação de repertório de histórias cantadas para bebês e crianças pequenas nos
espetáculos da Cia Pé de Moleque (BH-MG). A partir da análise de algumas
historietas cantadas serão destacados os aspectos de literaridade e musicalidade,que,
em um hibridismo de linguagens constituem uma concepção estética direcionada à
primeiríssima infância. Sob os referenciais teóricos de Yolanda Reyes ("Leitura
entre as orelhas" e"Livros sem Textos"), Gilka Girardello e Lucilene
Silva, será ressaltada a relevância antropológica-cultural, estética e afetiva desse tipo
de repertório para a primeira infância.

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CHAPEUZINHO VERMELHO: UM CONTO ADAPTADO PARA O FOLHETO


POPULAR
Irany André Lima De Souza, Daniela Maria Segabinazi
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
Nascidos de narrativas orais populares, os contos de fadas/maravilhosos mais
conhecidos chegaram até nós pela propagação de geração a geração promovida,
antes, pelos contadores(as) de histórias, e que há tempo vêm ganhando inúmeras
versões e adaptações desde sua primeira compilação em livro. Dentre as diferentes
releituras para as diferentes mídias, a que nos chamou atenção foi a da literatura de
folhetos, que mantém forte relação com as histórias infantis, por preservarem algumas
características em comum. Nesse sentido, a fim de perceber o que esses textos
mantém ou alteram do conto ―Chapeuzinho Vermelho‖, versões de Perrault e dos
irmãos Grimm, adotadas aqui como hipotextos principais, lançaremos mão de uma
pesquisa de cunho qualitativo e interpretativo dos folhetos ―Chapeuzinho Vermelho –
versão versejada‖, de Manoel Monteiro (2010) e ―O casamento da Chapeuzinho
Vermelho‖, de Cleusa Santo (2010). Desde os títulos é perceptível a indicação para
uma nova forma na qual o texto será apresentado, o que já pressupõe mudanças
significativas para o texto envolto nas especificidades do folheto. Há até certa
tendência ao moralismo em um dos textos, como um resgate de uma das
características presentes nos contos dos irmãos Grimm. Mais do que isso, há
alterações que precisam ser analisadas, a exemplo da nova configuração do texto
verbal em diálogo com as ilustrações que acarreta novos sentidos para a leitura do
conto tradicional Chapeuzinho Vermelho. Palavras-Chave: Chapeuzinho Vermelho.
Adaptação. Folhetos.

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CLÁSSICOS INFANTIS E LITERATURA DE CORDEL: DIÁLOGOS


Nadilza Maria De Farias Souza, Daniela Maria Segabinazi
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
Os clássicos infantis povoam a mente e a imaginação das crianças, desde a mais
tenra infância, fazendo-as criar, recriar, recontar, reinventar, partindo de suas
experiências e interpretações entre o real e o imaginário. Não obstante a essa
constatação, muitos escritores, nas últimas décadas, vem recorrendo a esses textos,
revisitando os clássicos, criando novas possibilidades de leitura e interpretação,
adaptando-os a novos suportes/gêneros textuais; entre os exemplos mais expoentes é
o do mercado editorial e do cinema com a explosão de títulos e filmes lançados
anualmente. A literatura de cordel não se isenta dessa prática e também traz em seus
folhetos os clássicos, adaptando o tipo e o gênero textual, porém conservando a
fantasia, a imaginação e as experiências emocionais que ganham força na pele de
personagens infantis e juvenis. A pesquisa em questão tem, portanto, como princípio
analisar o clássico da Literatura Infantil Pinóquio, de Mário Coloddi, e sua adaptação
na Literatura de Cordel do poeta paraibano Manoel Monteiro, verificando como a
mesma história ou mesmo tema, pode adquirir pontos de vista, valores, concepções e
procedimentos literários diferentes, ou seja, diferentes olhares aplicados ao mesmo
clássico, promovendo um diálogo entre textos/intertextos. É possível perceber que um
suporte/gênero/linguagem não sobrepõe o outro, o autor/cordelista procura eternizar a
essência dos contos de fada sem, no entanto, deixar de contemplar/firmar a linguagem
e características próprias do folheto de cordel, preocupando-se em aproximar a cultura
popular à literatura clássica, amplamente oferecida às crianças, conservando o
imaginário infantil e função social próprias dos dois gêneros em estudo.

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CONVERGÊNCIA E REPRESENTAÇÕES POÉTICAS DA INFÂNCIA NO GAME


"CHILD OF LIGHT".
Mario Lousada De Andrade
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
No panorama da contemporaneidade as possibilidades técnicas para construções de
universos ficcionais tornam-se cada vez mais amplas e dinâmicas. Conforme as
contribuições de Henry Jenkins (2009), a convergência entre as novas e velhas mídias
provocam no campo teórico e crítico reflexões concernentes tanto aos aspectos
poéticos quanto estéticos. Considerando a necessidade de se averiguar as múltiplas
linguagens pelas quais as narrativas se constroem atualmente, bem como suas
implicações sob o ponto de vista convergencial, o presente trabalho objetiva
evidenciar as convergências poéticas entre a literatura infanto-juvenil e o game Child
of Light (2014). O enredo de Child of Light se assemelha aos contos de fadas
tradicionais e apresenta uma narrativa que se passa no ano de 1895, focando no
dramático desenvolvimento de Aurora, filha de um duque austríaco que inicialmente
possui uma personalidade frágil e inocente. Após ser acometida por uma maldição do
sono, a menina cai em um sono profundo e vê-se em um mundo diferente e mágico
chamado Lemuria. Nesse novo mundo, Aurora deve superar a sua fragilidade e
combater as forças maléficas da Rainha Misteriosa da Noite para libertar os povos por
ela amaldiçoados e, dessa forma, restabelecer a ordem de Lemuria. Portanto, o
presente trabalho propõe-se a discutir as implicações convergenciais do game em
questão com a literatura infanto-juvenil, revelando que uma narrativa digital autônoma,
possui pontos de contato com narrativas tradicionais e, através de uma construção
multimodal, representa a temática da superação e do amaduremento.

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DOM QUIXOTE: UM ESTUDO INTERARTES


Alessandra Silva Ribeiro, Maira Angélica Pandolfi
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
No ano de 1956, Candido Portinari, a convite de José Olympio, realiza uma série com
21 desenhos a lápis de cor para ilustrar edição brasileira de Dom Quixote. O projeto
de utilização dos desenhos foi inviabilizado financeiramente. As imagens da série Dom
Quixote, de Candido Portinari permaneceram com o pintor até sua morte, em 1962.
Em 1972 Gastão de Holanda, da Fundação Castro Maya convida o poeta Carlos
Drummond de Andrade a criar poesias para cada desenho da série, publicadas no
livro ―D. Quixote - Cervantes, Portinari e Drummond‖, editado em 1973, em
homenagem aos 70 anos da morte do pintor. Nesse estudo podemos estabelecer
relações entre o texto de Andrade com seus hipotextos, os desenhos de Portinari e
mais importante, explorar sua fonte: o livro ―Dom Quixote‖, de Miguel de Cervantes.
Esse trabalho faz parte de um projeto que estuda o reconto da história Dom Quixote,
escrita por Ana Maria Machado, suas relações com as ilustrações de Cândido
Portinari. Cabe destacar que Ana Maria Machado, assim como Carlos Drummond de
Andrade produziu seu texto com base nas ilustrações da série Dom Quixote, de
Portinari. Trata-se da adaptação para crianças intitulada: ―O cavaleiro do sonho:
aventuras e desventuras de Dom Quixote de la Mancha‖ (2005). Tentamos aqui
desvendar a relação texto e imagens, a influência expressionista e cubista encontrada
na obra de Portinari em relação aos demais artistas. Buscamos encontrar na poesia
de Andrade, na pintura de Portinari e na obra de Cervantes, obras artísticas que
trabalham sobrepostas, traços do ideal utópico do cavaleiro andante. O estudo
bibliográfico comparado utiliza como fontes principais de pesquisa os teóricos:
Canavaggio, Vieira e Flores e já identificou em suas linguagens aspectos do ideal
utópico no cavaleiro andante.

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ERA UMA VEZ: 1, 2, 3...: REIMAGINANDO A TRADIÇÃO ORAL BRASILEIRA POR


MEIO DA IMAGEM E DA INTERAÇÃO.
Giovanna Corrêa Lucci
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
Em 1885, Sylvio Roméro publicou o livro ―Contos Populares do Brazil‖, com o objetivo
de mapear e coletar contos da tradição oral brasileira. Em uma análise detalhada da
obra foi possível observar a repetição de alguns temas e enredos dentro das
narrativas coletadas. Sabendo da necessidade de retomar parte da cultura oral
brasileira para as novas gerações, esta pesquisa aproveitou-se destas variações para
criar um projeto experimental. Para isso, tomou-se como estudo de caso três contos
do Sergipe, que possuíam alguns elementos próprios, mas que partiam da mesma
temática e apresentavam grande semelhança entre si, principalmente em relação ao
destino dos personagens. Além da realização de um estudo das narrativas orais no
Brasil, o objetivo final do projeto foi a produção de dois livros ilustrados, ou melhor,
duas reimaginações ilustradas destes contos. No que se refere à narrativa, a primeira
versão foi elaborada mesclando os elementos dos contos originais para criar uma
única história com começo, meio e fim, enquanto que a segunda aproveitou-se das
diferenças entre as três histórias para criar um livro interativo, onde o percurso
dependesse das escolhas do leitor e do vínculo estabelecido entre ele e o livro durante
a leitura. Já no que se refere às ilustrações, a principal intenção desta pesquisa era
explorar a relação entre imagem e texto e estudar como a estrutura textual se
relaciona com a forma para criar ilustrações que fossem além da simples
representação visual dos acontecimentos. O resultado disso, foi uma pesquisa que
incluiu uma análise detalhada da estrutura das narrativas, a reimaginação dos textos,
a escolha de técnicas e a criação de imagens que se relacionassem de forma
intrínseca com os novos formatos dos textos e seus objetivos.

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INTERTEXTUALIDADE ENTRE LITERATURA E CINEMA: POSSÍVEIS DIÁLOGOS


ENTRE A OBRA CRÔNICAS DE NATAL E HISTÓRIAS DA MINHA AVÓ E O FILME
POR CAUSA DO PAPAI NOEL
Carlete Maria Thomé
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
Crônicas de Natal e histórias da minha avó, obra de caráter regional da escritora Urda
A. Klueger, conta aventuras e lembranças de natal com referência à sua avó, acredita
que é a partir de enfeite, luzes e encontro com a família que se inicia o espírito
natalino. Repleto de intertextualidade o livro deu origem ao filme Por causa do Papai
Noel, de Mara Salla. O embasamento teórico do nosso trabalho se ancora em
pressupostos da semiótica e linguística textual dos autores como Lúcia Santaella,
Roman Jakobson, Júlia Kristeva e Randal Johnson. Investiga-se o processo de
adaptação do literário para o cinematográfico, observando as especificidades de cada
linguagem.

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JABUTI NA TELA: UMA PROPOSTA DE ESTUDO DO LIVRO INTERATIVO


DIGITAL PARA CRIANÇAS
Jaqueline Conte, Alice Atsuko Matsuda
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
A presente Comunicação objetiva apresentar pesquisa em desenvolvimento no âmbito
do Mestrado em Estudos de Linguagens, na área de concentração em Linguagem e
Tecnologia, da UTFPR. A investigação visa à realização de estudos sobre a literatura
digital destinada ao leitor criança no Brasil, a partir da análise das obras vencedoras
do Prêmio Jabuti, em 2015 e 2016, na recente categoria denominada Infantil Digital.
Trazendo à luz discussões e conceitos como os de literatura, literatura infantil,
cyberliteratura, estética, letramento literário digital e leitor midiático, a pesquisa
buscará mapear o estado da arte e a produção de literatura infantil digital interativa no
País, inclusive ouvindo os atores mais diretamente envolvidos com a produção desses
produtos; sistematizar os recursos e possibilidades que vêm sendo utilizados, tanto
técnicos quanto estéticos e analisar até que ponto essa tecnologia, que propõe uma
nova experiência de leitura, contribui para enriquecer o panorama literário nacional e
favorece o letramento literário. Para isso, serão identificados os formatos dessas obras
de literatura digital e detalhados os recursos utilizados nas seis obras até agora
vencedoras do Jabuti (som, música, narração, movimento, interação com o leitor,
entre outros); assim como apontados os temas, autores e produtores envolvidos.
Também será realizada entrevista semiestruturada com os responsáveis pelas obras,
a fim de levantar dados como: quais foram os objetivos da iniciativa, a faixa etária
visada e as preocupações técnicas e conceituais que se teve antes e durante o
desenvolvimento do projeto, bem como dados sobre a distribuição. Após esse
levantamento, serão utilizadas abordagens de cunho qualitativo e interpretativo. PC:
Lit. inf. dig. Livro interat. dig. Letram. literário

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LETRAMENTO LITERÁRIO E CINEMA: AS MÚLTIPLAS LINGUAGENS ENTRE


VER UM LIVRO E LER UM FILME.
Patrícia Rodrigues, Henrique Roriz Aarestrup Alves
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
Esta pesquisa tem como foco promover o letramento literário através da interação
entre uma obra literária juvenil e o cinema, suas múltiplas linguagens, diferentes
plataformas de mídia, suas contribuições e canais que possibilitam sua circulação.
Espera construir com os alunos do 9º ano da Escola Estadual Cândido Portinari
(Tapurah/MT) uma análise profunda do livro O Escaravelho do Diabo, de Lúcia
Machado de Almeida, e do filme homônimo do diretor Carlo Milani. Por serem dois
sistemas semióticos diferentes (literatura e cinema), buscar-se-á confluências,
particularidades entre o texto e as imagens e que influências teria a utilização de
imagens cinematográficas no processo de letramento literário. Espera-se proporcionar
aos alunos o conhecimento necessário de ambos os sistemas semióticos (literatura e
cinema) para que possam realizar uma análise crítica das diferentes manifestações
culturais. A produção de portifólios (atividades dos alunos), e-book (atividades para
professores) e book trailers (obras literárias) serão os produtos finais pretendidos. A
pesquisa terá contribuições teóricas sobre a humanização através da Literatura com
Antônio Cândido (1995) e o prazer do texto com Barthes (2002); Letramento Literário e
Sequência Expandida por Cosson (2009); Cinema com Bazin (1991), Cunha,
Eisenstein, Martin (2013) e Stam (2003); Semótica do cinema com Lotiman (1978) e a
adaptação com Hutcheon (2013). Este trabalho de pesquisa foi aprovado no Exame
de Qualificação do Mestrado Profissional em Letras/Profletras – Unemat/Sinop. O
desenvolvimento do projeto (aplicação das atividades práticas) com os alunos e coleta
de dados dar-se-á de março a julho de 2017.

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LITERATURA INFANTO JUVENIL: OS DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS DE


VIVENCIAR UMA LEITURA LITERÁRIA.
Patricia Aparecida Machado
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
Inspirado nos Estudos Culturais, em sua vertente pós-estruturalista, este artigo busca
promover reflexões acerca das vivências literárias e das práticas de leitura de jovens
leitores em formação. Diante de uma cultura de convergência das mídias que sugere
uma época de rápidas mudanças, de diversidade cultural e de interconectividade,
esses jovens buscam vivenciar experiências de autonomia e de liberdade em suas
práticas culturais, complexas, múltiplas e inter-relacionadas. Assim, ampliam-se as
práticas de leitura, mesmo que descomprometida com a leitura literária, através de
conexões simultâneas e instantâneas. Buscando compreender a formação literária
desses jovens trago dados de um estudo exploratório realizado em três Escolas
Estaduais, com estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental, na região de Porto
Alegre -RS, onde 188 estudantes responderam a um questionário relacionado às
práticas contemporâneas de leitura. Entre outros questionamentos, buscou-se saber
qual a relação entre as práticas de leitura e o mercado de consumo e entretenimento,
através de um estreito vínculo entre livros-filmes-séries-lazer, capazes de seduzir e
conquistar tais jovens. Os primeiros resultados apontam que as novas tecnologias são
entendidas pelos estudantes como ferramentas dinâmicas, atrativas e capazes de
favorecer a aprendizagem, contribuindo para o desenvolvimento do interesse pela
leitura, aproximando-os de uma indústria cultural, a eles endereçada. Os pressupostos
teóricos são fundamentados em autores que têm contribuído para compreensão e
conhecimento acerca dessas problemáticas, entre eles, destacam-se: Cândido (2012),
Petit (2008), Colomer (2003), Cosson (2014), Cademartori (2009), Kirchof (2014),
Jenkins (2009). Palavras-chave: leitura. Jovens Leitores. Convergência.

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LIVROS DIGITAIS INFANTIS: NOVAS FORMAS DE LEITURA PARA CRIANÇAS


Roberta Gerling Moro
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
Neste artigo, pretendo apresentar e discutir estratégias de leitura de textos literários
em suportes eletrônicos, com base nos estudos realizados pelo grupo GRETEL
(Grupo de Investigación de literatura infantil y juvenil y educación literaria de la
Universitat Autònoma de Barcelona). Esse grupo tem, entre seus objetivos, observar o
impacto da leitura, por parte de crianças e jovens, em dispositivos digitais, tanto na
escola quanto no ambiente familiar. Para atingir seus objetivos, o artigo será
organizado a partir de três partes: inicialmente, serão apresentadas as principais
discussões realizadas pelo grupo GRETEL sobre leitura em dispositivos digitais; em
seguida, serão apresentados os procedimentos adotados em uma pesquisa mais
ampla que estou desenvolvendo como dissertação de mestrado, na qual utilizo a
metodologia do grupo GRETEL como fundamento para realizar atividades de leitura
com cinco crianças entre 3 e 10 anos de idade, moradoras de um condomínio
fechado, na cidade de Osório/RS. As atividades consistiram na leitura de livros
impressos de imagem, de aplicativos literários e e-books, os quais foram
disponibilizados em dispositivos digitais (ipad e tablet). Por fim, serão apresentadas
algumas conclusões preliminares sobre a leitura de livros de imagem impressos e
eletrônicos, alcançadas a partir da análise dos dados fornecidos pelos pesquisadores
do grupo GRETEL bem como dos dados produzidos a partir da pesquisa que realizei
em Osório. Uma das principais conclusões alcançadas é que, quando realizam
atividades sem mediação, as crianças tendem a interpretar os recursos interativos dos
livros digitais como um ―jogo‖, o que aponta para a necessidade de elaborar
estratégias de leitura que permitam a fruição de elementos estético-literários para esse
tipo de obra.

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OBRAS LITERÁRIAS INFANTIS E JUVENIS DIGITAIS PUBLICADAS NO BRASIL:


UM LEVANTAMENTO PRELIMINAR
Daniel Germano De Abreu, Alice Atsuko Matsuda
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
O presente trabalho pretende apresentar os resultados preliminares de um
levantamento de obras literárias infantis e juvenis digitais publicadas no Brasil até o
primeiro semestre de 2017. A pesquisa faz parte do Projeto de Iniciação Científica da
Universidade Tecnológica Federal do Paraná - Câmpus Curitiba. Com o objetivo de
obter um retrato da produção literária digital destinada a crianças e jovens no Brasil,
procedemos à elaboração de uma ficha catalográfica e à coleta de dados sobre tais
obras. Os critérios para a seleção baseiam-se nas considerações de Hayles (2009) e
Yoo (2007, apud Kirchof, 2009) e as fontes iniciais são a lista de ganhadores do
Prêmio Jabuti na categoria Infantil Digital, os catálogos das principais editoras
brasileiras e trabalhos acadêmicos, como Carvalho (2010), que já tematizam
produções dessa natureza. Os resultados apontam para uma predominância numérica
de adaptações de obras previamente existentes em papel e do formato appbook para
smartphones e tablets.

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OFICINAS DE LITERATURA INDÍGENA EM ESCOLAS DE COMUNIDADE


INDIDESCENDENTE: (RE) DESCOBRINDO IDENTIDADES
Lívia Maria Rosa Soares
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
Este estudo tem como objetivo partilhar e refletir acerca das experiências didáticas
desenvolvidas nas oficinas de Literatura com temática indígena realizada como uma
das atividades da I Semana dos Povos indígenas promovida pelo Núcleo de estudos
afro-brasileiros e indiodescendentes (NEABI) do Instituto Federal de Educação,
ciência e tecnologia - Campus Araioses/MA. A abordagem desta temática se deu a
partir da constatação de que a cidade de Araioses apesar de possuir uma relação
histórica com a cultura indígena, não tem uma relação de identificação com amemória
e a história relacionadas a esses povos atualmente. Dessa forma, visando despertar
na comunidade, especialmente entre as crianças e jovens, o sentimento de
pertencimento e reconhecimento dessas influências, se realizaram oficinas temáticas
com a abordagem da literatura em duas escolas da Rede estadual do município com
alunos do 9º ao 3º ano do Ensino Médio. Assim, essa atividade objetivou democratizar
o conhecimento da diversidade cultural indiodescendente como riqueza cultural,
apresentando um caminho novo para o reconhecimento das heranças políticas,
religiosas, artísticas e linguísticas de matriz indígena, conforme prevê a Lei
11.645/2008. Também buscou-se ajudar na desconstrução do estigma de preconceito
e despertar o sentimento de pertencimento da comunidade de Araioses-MA, ao
permitir, através da literatura, a valorização da matriz indígena, rompendo com a
imagem esteriotipada que estas manifestações ainda sofrem. A partir dos resultados
alcançados, percebeu-se que ainda há vários (pré) conceitos que precisam ser
superados e um amplo campo de atuação para esse tipo de abordagem, visando o
estabelecimento de relações de identificação e pertencimento.

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O IMAGINÁRIO NO TEATRO DE ANIMAÇÃO: A MATERIALIZAÇÃO DO MUNDO


FANTÁSTICO
Renata De Sá Maia, Cleber Fabiano Da Silva, Patricia De Sá Maia
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
Este trabalho tem como ideia central a possibilidade de materialização do imaginário
através da animação de formas inertes como bonecos, máscaras e objetos – o
chamado Teatro de Formas Animadas. O imaginário sempre fascinou a humanidade e
torná-lo palpável, trazendo a imaginação para o mundo real/físico, é um verdadeiro ato
de ―magia‖ que o Teatro de Animação consegue realizar. Seu objetivo é trazer à tona
a discussão de como a materialidade do imaginário se dá no ato teatral e suas
relações com o público. A metodologia utilizada é a bibliográfica. Como resultado final
pode-se afirmar que a materialidade do imaginário, como acontece no Teatro de
Formas Animadas, pode contribuir para que o ouvinte, em especial, a criança e o
adolescente, encontre o mundo da literatura e se encontre nele.

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O PAVÃO MISTERIOSO: UMA ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE O FOLHETO E


ADAPTAÇÕES PARA A LITERATURA INFANTIL
Irany André Lima De Souza, Daniela Maria Segabinazi, Nadilza Maria De Farias
Souza
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
A literatura infantil tem como uma de suas origens as histórias propagadas oralmente
de geração a geração, constituindo os contos tradicionais – conhecidos como contos
de fadas/maravilhosos. Muitos desses textos vêm sendo adaptados para outras mídias
ou dentro do próprio sistema literário, como no caso das inúmeras adaptações de
contos tradicionais para os folhetos nordestinos. No entanto, também é possível
reconhecer o processo inverso, no qual folhetos são adaptados para obras destinadas
ao público infantil. Com base nisso, selecionamos O Romance do Pavão Misterioso,
de José Camelo Resende, como base de comparação numa perspectiva de análise
interpretativa, para traçarmos pontos de interseção e distanciamento entre esse texto
clássico da conhecida ―literatura de cordel‖ e as obras da literatura infantil: O Pavão
Misterioso, de Jô Oliveira e a obra homônima de Ronaldo Correia de Brito e Assis
Lima. As relações entre esses textos revelam que há uma circularidade entre folhetos
e literatura infantil, revelando a constante relação entre essas literaturas. Palavras-
Chave: O pavão misterioso. Literatura de folhetos. Literatura infantil.

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O PNBE E A FORMAÇÃO DE LEITORES: UM ESTUDO SOBRE A RELAÇÃO


ENTRE TEXTO E IMAGEM
Diógenes Buenos Aires De Carvalho
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
A produção literária para crianças e jovens caracteriza-se, em especial, na
contemporaneidade, não somente com a presença do elemento verbal para constituir
o seu valor estético, uma vez que a imagem compõe igualmente essa produção,
conforme Turchi (2002).A presença do não verbal na literatura infantojuvenil, a partir
dessas funções, tem o papel de promover a ampliação dos significados do verbal com
sua perspectiva artística (NIKOLAJEVA, 2011, OLIVEIRA, 2008, RAMOS, 2011,
SANTAELLA, 2012), contribuindo, assim, para a polissemia do texto, que é uma
característica importante para garantir a literariedade da obra. Outrossim, o diálogo
entre o verbal e o não verbal implica a condição do livro como suporte híbrido, como
propõe Mastroberti (2007), tendo em vista a possibilidade do livro, enquanto suporte,
proporcionar ao leitor o encontro com diversas linguagens, inclusive as oriundas da
cultura das mídias, conforme Mastroberti (2012). Nesse contexto, André Neves
propõe, através da narrativa verbovisual, discutir na sua obra Tom a problemática do
autismo. Em vista disso, objetiva-se analisar se o diálogo entre o verbal e o visual
proposto pelo autor/ilustrador possibilita a ampliação de horizontes de expectativas do
leitor pretendido no que tange ao tratamento dado na obra à questão do autismo

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O PRÍNCIPE SAPO NA AMAZÔNIA: O CONTO DE GRIMM CONTADO PELO


PROGRAMA TELEVISIVO CATALENDAS DA TV CULTURA DO PARÁ.
Danilo Jose Assunção Da Rocha
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
A televisão, um dos principais meios de comunicação de massa, proporciona aos
espectadores uma gama de opções de acesso à entretenimento, informação e
educação. O presente trabalho analisa o episódio intitulado A Princesa e o Sapo do
programa televisivo infantil Catalendas da TV Cultura, que é uma adaptação do conto
O Príncipe Sapo dos irmãos Grimm. O programa, produzido pela TV Cultura em
parceria com a Companhia paraense In Bust de teatro com bonecos, utiliza o criativo
universo do teatro de bonecos e trabalha o mágico mundo das narrativas populares.
Em todos os episódios do programa, uma personagem que ouve a história apresenta,
ainda nas primeiras cenas, uma situação problemática comum à maioria das crianças.
É nesse momento que a outra personagem, a que conta a história apresenta um conto
que, ao fim do episódio, oferece uma reflexão sobre a situação apresentada
inicialmente. Tal atitude reforça a ideia que, segundo Matos (2014, Apud Candido,
1995), a literatura pode contribuir com o seu poder humanizador para que o leitor seja
levado, ainda que de maneira inconsciente, a buscar, na leitura literária, a reflexão, a
sabedoria, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a
capacidade de penetrar nos problemas da vida, a compreensão da complexidade do
mundo e dos seres. Desta maneira, o objetivo central do trabalho é analisar como a
estrutura do conto é transposta para o episódio do programa através da adaptação
televisiva, que de acordo com Souza (2014, Apud Seger, 2007), adaptação é uma
maneira de contar uma mesma história em um meio diferente, tendo maior ou menor
aproveitamento da obra original.

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O PROTAGONISMO DA INFÂNCIA EM O MENINO MALUQUINHO, DE ZIRALDO:


INTERFACES ENTRE LITERATURA, ESTÉTICA E SOCIOLOGIA DA INFÂNCIA.
Simone De Cássia Soares Da Silva, Gilvane Reinke
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
A obra O menino maluquinho, de Ziraldo, um clássico da Literatura Infanto-Juvenil
brasileira, com mais de 40 anos de sucesso entre os leitores, desde sua primeira
publicação, sugere, pela qualidade reconhecida, um campo de reflexões relativas à
literatura, estética, sociologia da infância, dentre outras interfaces, que se inscrevem
nos estudos sobre educação, apresentando rompimentos com a normatividade
disciplinadora, incentivando a criatividade, liberdade e autonomia da criança. A obra
de Ziraldo (1980) dialoga com seu leitor, no sentido de lhe conferir protagonismo
social, sobretudo ao construir uma personagem que espelha a grandeza das
meninices, traquinagens, invencionices, e em grande medida se aproxima do que
Corsaro (2011) denominou reprodução interpretativa. Ao se discutirem questões
literárias, tais como enredo, argumento, diegese, inerentes à produção analisada,
verificam-se os nexos que mantêm com conceitos estéticos tais como a mimesis
aristotélica, ou mesmo as linhas de força que atuam sobre o objeto artístico, na
concepção deleuzeana, e que, de modo instigante, coincidem com as proposições das
culturas da infância, nos termos da sociologia contemporânea, em especial as formas
de resistência ao governo adulto. O presente artigo busca sublinhar tais conexões
teóricas, eminentemente lúdicas e poéticas, de modo a contribuir para os estudos de
linguagem, sobretudo pelo que a personagem de Ziraldo representa para a leitura e o
deleite das crianças. Palavras-chave: Infância; Literatura infantil; Sociologia da
infância; Estética; Linguagem. Referências: ARISTÓTELES. Poética. Lisboa:
Fundação Calouste Gulbenkian, 2008. CORSARO, William A. Sociologia da infância.
Porto Alegre: Artmed, 2011./PINTO, Ziraldo Alves. O menino maluquinho. São Paulo:
Editora Melhoramentos

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O TRABALHO COM A MEMÓRIA NO ENSINO DE HISTÓRIA NOS ANOS INICIAIS


DO ENSINO FUNDAMENTAL: CONTRIBUIÇÕES DA LITERATURA PARA A
FORMAÇÃO DA CONSCIÊNCIA HISTÓRICA
Rosângela Veiga Júlio Ferreira, Andreia Cristina Teixeira Tocantins, Camila Da Silva
Pinho, Ricardo Vicente Da Cunha Júnior
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
Este texto analisa sentidos atribuídos por crianças dos anos iniciais do ensino
fundamental a leituras literárias articuladas ao ensino de História. O eixo da memória,
fundamental no processo de formação da consciência histórica, encontra nas múltiplas
linguagens formas de possibilitar a vivência de experiências que contribuem para a
compreensão da História. Entendemos o texto literário como instrumento que permite
que a criança se forme leitor e, ao mesmo tempo, consiga externalizar sentimentos,
emoções e saberes por meio de experiências com o mundo e com o outro. Trazemos
ao debate dados obtidos por meio de uma prática pedagógica desenvolvida no 3º ano
com livros de literatura que tratavam de brincadeiras do presente, com o foco em
programas de TV. Paralelo aos encontros literários, as crianças responderam a uma
enquete, elencando programas de TV que tinham como protagonistas super-heróis.
Tal ênfase foi tratada nos encontros posteriores possibilitando que as crianças
(re)criassem por meio de desenhos e narrativas orais e escritas. Essas diferentes
fases do trabalho foram registradas em um portifólio, considerado pela pesquisa como
elemento que possibilitou a análise dos sentidos atribuídos por essas crianças quando
estavam no 5º ano. As análises realizadas na perspectiva sócio-histórica permitiram
constatar que a atividade dos super-heróis, em especial, se constituiu em um trabalho
que teve a memória como fator importante na formação da consciência histórica. Isso
porque foi possível identificar elementos que marcaram a percepção temporal, assim
como permanências e mudanças na forma de ver o mundo. Palavras-Chave: Leitura
literária. Memória. Ensino de História.

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O TRABALHO DOCENTE FEMININO: REPRESENTAÇÕES NA LITERATURA


INFANTIL
Rosangela Aparecida Marquezi
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
A literatura infantil tem, há muito tempo, enfrentado o problema de ser considerada um
gênero menor, não merecendo a atenção devida por parte de escritores, críticos e
pesquisadores. Isso leva a certo descaso para com o gênero, o que oportuniza o
surgimento de obras descompromissadas, que se preocupam apenas com uma ética
formativa e não como o discurso estético. A partir dessa constatação, esta pesquisa
se propõe, a partir de um recorte de algumas obras, e do amparo da crítica literária,
especialmente de Coelho (1991; 2000), Zilberman e Lajolo (1985), Perrotti (1986),
dentre outros, a analisar como se se constrói ideologicamente a figura da ―professora‖
nas obras de literatura infantil e como essa representação pode ou não influenciar na
criação de estereótipos. Observa-se que muitos dos livros infantis retratam essa
personagem de uma forma estereotipada, que não corresponde a real figura que atua
nos espaços escolares.

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O UNIVERSO FICCIONAL DE THE WALKING DEAD E A NARRATIVA


TRANSMÍDIA.
Renata Andreolla, Adriane Ester Hoffmann
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
A centralidade da cibercultura na contemporaneidade revela-se não apenas no
potencial dos dispositivos tecnológicos no cotidiano, mas também em sua extensão
cultural, epistemológica e social como desenvolvimento discursivo. Com a chegada
das novas tecnologias, modificou-se a forma de produção, consumo e leitura. As
informações que até então eram disponibilizadas somente por uma mídia, nos últimos
anos passaram a ter seu conteúdo disseminado entre diversos produtos midiáticos. A
isso, denomina-se a cultura da convergência defendida por Henry Jenkins (2009) e
chamada de narrativa transmídia. Assim, este artigo tem como objetivo analisar a
transmidialidade do universo de The Walking Dead, que, a partir das Histórias em
Quadrinhos teve sua extensão em outros formatos midiáticos como: a série de TV e a
web série. A partir dos objetos estudados, os efeitos alcançados apresentam que a
franquia explorada se constitui em uma narrativa transmídia, no qual cada produto
midiático analisado contribui para a formação da narrativa em sua totalidade, além da
presença da ubiquidade, em que um leitor possui a capacidade de ler e transitar pelas
diferentes formas e mídias que o universo se apresenta, produzindo também o seu
próprio conhecimento. Os referenciais teóricos dessa pesquisa baseiam-se na análise
da cultura de convergência e nas narrativas transmídia de Jenkins (2009), Nuñez
(2013) e Santos (2011); cibercultura de Lévy (2003, 2010); no leitor ubíquo de
Santaella (2013); e no que concebe ao universo de The Walking Dead, os trabalhos de
Hattnher (2013), e Bona (2013). A pesquisa observou, registrou e analisou os dados e
buscou concluir a importância do multiletramento e da multimodalidade discursiva no
entendimento total de narrativas transmidiáticas.

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POESIA CONTEMPORÂNEA EM SALA DE AULA: DIÁLOGOS METAPOÉTICOS E


PICTOGRÁFICOS EM ZÔO IMAGINÁRIO
Amanda Ramalho De Freitas Brito, Maria Genecleide Dias De Souza
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
O presente artigo propõe construir uma reflexão sobre a leitura crítica da poesia
contemporânea como um processo que estimula o letramento literário em sala de
aula. Essa perspectiva é fomentada pelo caráter vanguardista das representações
poéticas na contemporaneidade, que através de recursos expressivos burilados pela
influência de outras linguagens (cinema, canção, artes plásticas) produzem um efeito
rítmico e visual, atraindo, principalmente, a atenção do leitor infanto-juvenil. Tais
enviesamentos são repercutidos, por exemplo, na poética de Paulo Leminski ao
reiterar a ilusão do movimento e do enquadramento cinematográfico em Travelling life.
A intersecção entre o verbal e o visual como criação estética fundamenta a poética
pictográfica em Zôo Imaginário. Nesse livro há um jogo metafórico com as imagens de
animais, que passa a representar outros objetos no mundo, reverberando outros
sentidos, amplificados por imagens pictográficas desenhadas pelo artista plástico
Flávio Tavares. No poema ―A garça‖, a imagem da garça encolhendo a perna é
assimilada a imagem do Saci, ideia apontada pelo discurso verbal em diálogo com a
imagem pictográfica do animal. Tendo em vista essas considerações, procuraremos
analisar os aspectos dialógicos e matapoéticos de poemas (―a zebra‖, ―a girafa v‖, ―a
garça‖) retirados do livro Zôo imaginário, de Sérgio de Castro Pinto, investigando
como a relação entre linguagem escrita e imagens pictográficas criam significações
estéticas e promovem a formação crítica do leitor. A base teórica e crítica de nossa
análise perpassam as reflexões tecidas por Halbwachs (1990), Bakhtin (2002),
Kristeva (2005), Pinheiro (2006), Cosson (2007), Stam (2008), entre outros. Palavras-
Chave: Poesia Contemporânea. Crítica. Letramento Literário.

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POESIA ELETRÔNICA: UMA POSSIBILIDADE DE FORMAÇÃO DE LEITORES


Margarete Maria Soares Bin
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
Este artigo apresenta uma prática literária atrativa a ser trabalhada com os estudantes
do Ensino Médio, tendo em vista a dificuldade nesta faixa etária de conquistar leitores
e manter os já existentes. A atividade aqui desenvolvida consiste numa estratégia de
leitura, tendo em vista que a maioria dos jovens utiliza da tecnologia em seu dia a dia,
assim é possível fazer uso desse instrumento para motivar esses leitores. Para isso, a
proposta consiste em navegar pela Organização de poemas denominada Eletronic
literature collection, a qual contém três volumes, constando em média 60 poemas em
cada volume. É importante salientar que há autores com textos em língua inglesa,
espanhola e portuguesa, mas neste artigo dar-se-á ênfase aos poemas em língua
portuguesa. Assim, destaca-se: Alckmar Luiz dos Santos, Chico Marinho, ambos
brasileiros e Rui Torres, Pedro Barbosa e Antônio Abernú, portugueses. De tais
poemas pertencentes a esse novo objeto estético, foram selecionados alguns e após
procedeu-se a análise por meio de prints da tela com o intuito de verificar o que pode
ser explorado, interpretado, como é construído, já que se apresenta uma
reconfiguração literária, com recursos do computador, de forma que é possível entrar
em contato com poemas criativos, recreativos e com vários temas. Dessa maneira, é
possível perceber por meio das teorias estudadas e da prática registrada, que por ser
uma nova forma de ler, ouvir e interpretar poemas, tal prática vai ao encontro das
expectativas dos estudantes e por isso torna-se uma forma interessante para formar
leitores. Palavras-Chave: Leitura, Literatura. Poemas.

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PRÁTICA LEITORA: NARRATIVAS EM MÚLTIPLAS LINGUAGENS


Grazielle Tavares
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
A pesquisa em questão se refere às influências que a prática leitora – Narrativas em
Múltiplas Linguagens – apresentada pela pesquisadora, suscita em alunos do terceiro
ano das séries iniciais do Ensino Fundamental de uma escola pública na periferia da
cidade de Curitiba. Objetiva-se verificar como estratégias leitoras desenvolvidas por
meio de suportes multimidiais, favorecem e contribuem à formação do leitor. O estudo
está embasado nos preceitos teóricos de Santaella (2004, 2010, 2013), Lévy (2010a,
2010b), Rojo (2012), entre outros. Sua natureza é qualitativa, desenvolvida,
primeiramente, como pesquisa bibliográfica assumindo as peculiaridades de uma
pesquisa-ação, propiciando à investigadora interferir na realidade pesquisada,
interagindo com os 24 alunos selecionados. Como procedimentos técnicos utilizaram-
se análise dos documentos que permeiam a prática educativa na escola, entrevistas
com o público alvo e intervenção da pesquisadora, por meio de experiências leitoras
aplicadas à turma que participou do estudo. Com a pesquisa descobriu-se que
narrativas em múltiplas linguagens instigam a criatividade por meio da construção de
história em suportes tradicionais e tecnológicos. Contudo, para trabalhar com a leitura
em sala de aula, será necessário oferecer ao professor materiais de leitura
diferenciados, bem como formação, para que saibam utilizá-los. Ademais, será
indispensável disponibilizar equipamentos tecnológicos que estejam em pleno
funcionamento, e que não haja empecilhos para usá-los. Palavras-chave: Práticas
leitoras. Leitura e tecnologia. Formação leitora.

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PRODUÇÃO NARRATIVA ORAL DE CRIANÇAS E O TEXTO LITERÁRIO


Karin Cozer De Campos
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
O trabalho trata sobre a relação produção narrativa oral de crianças e o texto literário.
O objetivo é discutir como o texto literário pode contribuir e potencializar a produção
narrativa oral das crianças no ambiente escolar. Toma-se como referência a pesquisa
de doutorado desenvolvida com um grupo de crianças com idade entre 09 e 10 anos
de uma escola pública. A investigação se insere numa abordagem de pesquisa
qualitativa e pode ser caracterizada como uma pesquisa narrativa, que se orientou
pelos princípios do fazer pesquisa com crianças. A principal estratégia metodológica
foram oficinas de criação de histórias para estimular a produção de narrativas orais a
partir das experiências vividas pelas crianças. As oficinas de criação de histórias foram
organizadas para estimular as crianças a narrarem suas experiências e a partir disso
algumas estratégias se criaram no desenvolver do trabalho com elas, como foi o caso
das oficinas que tiveram como recurso obras da Literatura Infantil. Assim, foi o
encontro com o texto literário que motivou as crianças a produzirem histórias que
envolveram lembranças importantes para elas. Alguns resultados da pesquisa
apontam que a narrativa não apenas expressa experiências, mas também as cria, e
ouvir e narrar histórias se tornou para as crianças, também, um processo de criação.
Neste contexto, um aspecto importante das produções narrativas orais das crianças é
o texto literário, que se tornou história potência para elas. Isto é, a possibilidade de
fazer da narrativa literária uma narrativa pessoal. As crianças tomaram o texto literário
como referência, reelaboraram-no e criaram as suas próprias histórias, contidas de
suas experiências, inspirando suas produções narrativas orais e seus processos
criativos e imaginários.

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SAGAS FANTÁSTICAS DISTÓPICAS NA LITERATURA JUVENIL


CONTEMPORÂNEA
Pedro Afonso Barth
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
Sagas fantásticas são narrativas que mobilizam um paracosmos - um universo
autoconsciente que mobiliza arquétipos e mitologias e os reconfigura com influências
da contemporaneidade. Grande parte delas possui um caráter distópico: são
narrativas que passam em mundos a um passo da destruição. Zumbis, Vampiros,
criaturas devoradoras de almas são alguns dos mitos mobilizados por essas sagas.
Nos últimos anos, escritores brasileiros estão escrevendo muitas sagas,
especialmente focadas no público juvenil. Este trabalho tem o objetivo de verificar
como sagas fantásticas brasileiras são constituídas, se são estruturadas por
elementos estrangeiros ou se apresentam marcas de brasilidade. Para tanto,
analisaremos três possíveis sagas distópicas contemporâneas. Elas são Sombras do
Medo de Camila Pelegrine, A noite Maldita de André Vianco e Vale dos Mortos de
Rodrigo de Oliveira e mobilizam em sua constituição respectivamente, demônios,
vampiros e zumbis. Após a análise, verificamos que cada uma das obras apresenta
diferentes enfoques: uma delas não apresenta nenhum tipo de marcador de espaço, é
uma obra que poderia acontecer em qualquer espaço, na construção do texto não há
nenhuma pista que é uma obra escrita por um autor brasileiro. Nas outras dúvidas,
acontece o oposto, as sagas realmente se passam no Brasil e tem elementos
genuinamente brasileiros. De qualquer maneira, tais distopias apresentam reflexos de
medos e pessimismos que refletem a atual realidade brasileira.

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ZOOM NA POESIA: PRÁTICAS MULTILETRADAS NA FORMAÇÃO DE LEITORES


Paulo Henrique Machado, Maria De Lourdes Rossi Remenche
Eixo Temático 06: Literatura infantil e juvenil e as múltiplas linguagens - Comunicação
Oral
O presente trabalho analisa o modo como as Tecnologias Digitais de Informação e
Comunicação (TDIC) exploram novas formas de produzir conhecimento e,
consequentemente, impactam os modos de produção e leitura do texto literário
direcionado ao público infantojuvenil. No ciberespaço, a leitura e a escrita recebem
configurações eletrônicas que possibilitam novas experimentações literárias e, dentre
os gêneros discursivos em ambiente digital, a ciberpoesia utiliza em sua composição a
hibridização de recursos multissemióticos, que não só congregam a linguagem escrita,
a imagem, o som e o movimento, mas também propiciam interatividade e participação
ativa do leitor-navegador. Considerando tais aspectos, este artigo tem como objetivo
analisar a multiplicidade de semioses que constitui esses objetos multimodais e as
possibilidades de produção de sentido envolvidas no uso da ciberpoesia como prática
de letramento literário disponibilizada pelo projeto "Zoom na Poesia", de
Ana Cláudia Gruszynski e Sérgio Capparelli, presentes no site capparelli.com.br.
Trata-se de pesquisa qualitativa, cujo arcabouço teórico-metodológico se apoia nos
estudos dos Multiletramentos (COPE; KALANTZIS, 2009; KLEIMAN, 2014),
Ciberliteratura (BARBOSA, 1996), tipos de leitores e usuários da contemporaneidade
(SANTAELLA, 2004), Letramento literário (COSSON, 2014), entre outros. Os
resultados obtidos evidenciam que os processos interativos explorados nas
ciberpoesias ampliam as possibilidades de produção de sentidos, uma vez que o
emprego de linguagem híbrida e hipermidiática se incorpora à gênese do texto e
potencializa os processos de produção de sentido pelo leitor-navegador que pode
atuar como cocriador do texto, interferindo em sua organização.

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O COMPLEXO EDIPIANO NOS CONTOS DE FADAS: UMA ANÁLISE


PSICANALÍTICA EM PELE DE ASNO
Francinilda De Brito Santos, Victor Medeiros Oliveira
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Apresentação de
Pôster
Os estudos psicanalíticos dos contos de fadas tem conquistado um considerável
espaço ao longo da história da literatura infantil. Com um olhar atento para questões
polêmicas que por muito tempo passaram despercebidas, os pesquisadores dessa
área esmiúçam os textos e revelam que problemáticas podem estar inseridas no
contexto das narrativas adaptadas para o público infantil. Como exemplo disso, temos
o conto ―Pele de Asno‖, de Charles Perrault, o qual apresenta uma relação incestuosa
entre pai e filha, em que desejo consciente do pai pela filha fica evidenciado. Pela
época em que o conto foi publicado (1694), compreendemos que nesse período as
discussões científicas sobre sexo e sexualidade não existiam e as relações
incestuosas eram rechaçadas. Partindo do viés psicanalítico, desenvolveremos um
estudo que visa abordar o complexo edipiano presente na narrativa, o qual pode ser
observado a partir da relação incestuosa e da ideia de abuso sexual entre pai e filha.
Nossa abordagem metodológica partirá de uma análise comparativa, entre o conto e a
questão parental na tragédia grega, evidenciando que nesta o incesto aparece como
um pecado e naquele, esse tipo de relação não era proibido. Para fundamentar as
nossas discussões, utilizaremos como suporte teórico os estudos desenvolvidos por
Freud (1996), Bettelheim (2006), Corso (2006) e Hirotsu (2011).

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ORA, DIREIS, (NÃO) OUVIR JUDEUS? MEMÓRIA E IDENTIDADE JUDAICAS EM


PÁGINAS DA LITERATURA INFANTIL E JUVENIL
Lucas Silvério Martins, Silvana Augusta Barbosa Carrijo
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Apresentação de
Pôster
O presente trabalho apresenta-se como um panorama de um projeto de iniciação
científica cujo objetivo é analisar cinco obras literárias infantis e juvenis, lançadas a
público a partir da segunda metade do século XX, que contemplam como tema central
a identidade e a memória judaicas, mais especificamente as associadas ao
Holocausto (Shoah), à diáspora e às tradições judaicas, sendo elas: O reencontro
(1971), de Fred Uhlman; Anjo da morte (1988), de Pedro Bandeira; O barbeiro e o
judeu da prestação contra o sargento da motocicleta (2007), de Joel Rufino dos
Santos; Escondendo Edith (2009), de Kathy Kacer; e Navio das cores (2009), de
Moacyr Scliar. A metodologia para o desenvolvimento do trabalho consiste em 1)
pesquisa bibliográfica de aportes teóricos que contemplam tanto os temas
supracitados quanto questões históricas e politicas relacionadas ao povo Judeu; 2)
análises literárias das obras selecionadas, à luz dos aportes teóricos e norteada por
eixos investigativos, tais como a busca do como ocorre a configuração da identidade e
memória, o leque de estratégias literárias empregadas pelos autores, entre outros.
Dos resultados parciais já encontrados, destacam-se pontos que pactuam com
aportes teóricos selecionados como base para o desenvolvimento do trabalho, no que
se refere à memória universal da Shoah, além de enredos que apresentam o tema de
modo singular, expressos por meio de estratégias literárias e visuais, como ilustrações
bastante peculiares e até mesmo obras de arte, e linguagem de acordo com a
esperada para obras potencialmente direcionadas ao público infantil e juvenil, além de
uma presença da voz de protagonistas crianças e adolescentes nas obras. Palavras-
Chave: Literatura infantil e juvenil. Memória. Judaísmo.

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PERSPECTIVAS SOCIAIS DA CRIANÇA EM "A BOLSA


AMARELA": O LEITOR SOB A ÓTICA DA ESTÉTICA DA RECEPÇÃO E DA
TEORIA DO EFEITO

Jéssika Vales Laranjeira


Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Apresentação de
Pôster
Este trabalho tem como objetivo conhecer as perspectivas sociais do universo infantil
a partir da obra ―A Bolsa Amarela‖, de Lygia Bojunga, além de relacionar a recepção
de leitores na infância à Estética da Recepção de Hans Robert Jauss, considerando
suas sete teses de compreensão das matrizes estéticas para o leitor, bem como à
Teoria do Efeito de Wolfgang Iser, diante da abordagem sobre estranhamento e
identificação, considerando a importância da discussão de problemáticas sociais como
machismo, tradicionalismo, proselitismo e marginalização da infância, temas presentes
na obra e de discussão necessária na formação do pensamento crítico do leitor desde
criança. A partir de pesquisas bibliográficas, foi traçado um sucinto histórico da
literatura infantil desde a antiguidade clássica até a atualidade brasileira, destacando a
produção de Lygia Bojunga, em especial ―A Bolsa Amarela‖. Deste modo, a
metodologia foi elaborada visando integrar a análise teórica à análise prática, sendo
esta desenvolvida por meio da observação sistemática participativa de um grupo de
crianças entre nove e dez anos, realizada na Escola Estadual de Ensino Fundamental
Cinderela, localizada no bairro Paar, em Ananindeua – PA. Os resultados obtidos são
apresentados de acordo com cada temática mais relevante da obra: primeiro a análise
dos aspectos sociais presentes no texto, além da relação histórica e, paralelamente, a
análise a partir da recepção da obra em seus aspectos sociais; em seguida, a relação
de êxito destes dados com as matrizes estéticas de Jauss e Iser.

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PRÁTICA DE LEITURA DOS ADOLESCENTES: PRECONCEITO E DESAFIOS DO


PROFESSOR
Jaqueline Fernanda Pereira, Erica Volpini Jerônimo
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Apresentação de
Pôster
Esta pesquisa buscou emergir a literatura suprimida em estudantes do Ensino
Fundamental II, promovendo uma análise a respeito de suas preferências de leitura,
suas limitações e conhecimentos acerca da literatura, bem como suas práticas de
leitura. Dessa forma, foi necessário explorar o papel e influência do professor de
literatura nesse processo de conhecimento, suas resistências, incentivo e motivação à
leitura, e ainda, de que forma isto é apresentado e abordado em sala de aula. O que
resultou em respostas que denotam o preconceito literário do professor a alguns tipos
de leitura, destarte, o impacto disso no estudante leitor e uma certa resistência de
leitura aos clássicos da literatura brasileira refletido pelo trabalho do professor em sala
de aula. Nesse contexto, este trabalho de caráter quanti-qualitativo, exploratório e
interpretativo estruturou-se em pesquisa bibliográfica e sondagem por coleta de dados
a partir de um questionário que consistiu-se em dez perguntas, cujo a amostra foram
de vinte e cinco alunos, entre 13 a 15 anos. Face a isso, elencamos possíveis formas
de superação do trabalho do professor nas abordagens de leitura a partir do meio
sociocultural onde o aluno está inserido. Palavras-Chave: Literatura infanto-juvenil.
Preconceito Literário. Desinteresse Literário.

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PRINCIPES E PRINCESAS - DA TORRE À RUA: SÍMBOLOS, PROJETO


AXIOLÓGICO E HOMOAFETIVIDADE
Samira Dos Santos Ramos
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Apresentação de
Pôster
Este trabalho está inserido na área de literatura infantil e sociedade e tem como
objetivo discutir a apropriação de personagens como o príncipe e a princesa e a
estrutura do conto popular – Forma literária legitimada como transmissora de valores –
por obras da literatura infantil que apresentam um projeto axiológico considerado
controverso por parte da sociedade. Para tanto, apresentamos como corpora as obras
Koning & Koning (2002), de Haan e Nyland, e A Princesa e a Costureira (2015), de
Leslão, em que as personagens realizam-se no amor através de uma relação
homoafetiva. Para discutir a relação dialógica entre os processos de validação do
projeto axiológico através da apropriação do símbolo e de atualização dos valores que
este símbolo representa, usou-se como aporte metodológico o comparativismo literário
e como aporte teórico as obras de Cândido (1980), Coelho (2000a; 2000b; 2008),
Darton (1996), Jolles (1976) e Luna (1996). Consideramos que a recepção das obras
foi limitada através de diversas estratégias de censura, configurando uma validação
parcial enquanto literatura infantil. A apropriação dá Forma conto, por sua vez, ocorre
de forma diversa em cada uma das obras. Em A princesa e a Costureira, o símbolo
não é atualizado, pois a homoafetividade é algo estranho à princesa, gerando conflitos
verossimilhantes aos que geralmente ocorrem em nossa sociedade. Em Koning &
Koning, podemos afirmar que a metáfora literária atualiza o símbolo ao usar recursos
literários do conto de fadas para estabelecer a lógica interna do conto. Palavras-
Chave: Literatura Infantil. Valores. Homoafetividade.

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A LITERATURA INDÍGENA NA ESCOLA: O POVO DO MEL


Clarice Karen De Jesus, Priscila Barboza Gomes De Souza
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
Este artigo visa relatar uma pesquisa desenvolvida em uma escola pública do interior
do Mato Grosso do Sul, na qual há uma aldeia indígena Ofaié e vários alunos dessa
aldeia frequentam a escola no ensino fundamental II. Por meio de um projeto
interdisciplinar, foi inserido em todas as disciplinas os conteúdos relacionados a
literatura indígena, com base no livro ―O povo do mel‖, cujos relatos foram escritos por
pesquisadores e antropólogos. Como resultado desta pesquisa a escola tornou – se
um ambiente mais inclusivo, que passou a enxergar com outros olhos a comunidade
indígena, com base nos trabalhos realizados nas diversas disciplinas do currículo.
Foram feitas várias observações das aulas, entrevistas semiestruturada com os
professores e uma análise da apresentação final do projeto. Para embasar este
trabalho os autores utilizados foram: Bergamashi (2013), Pimentel (2012), Munduruku
(2012), dentre outros. Essa tribo indígena faz parte da comunidade e ao desvendar
sua cultura, tradições e sua história foi possível esclarecer fatos sobre a fundação do
município. Palavras-Chave: Literatura. Inclusão. Interdisciplinaridade.

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A LITERATURA INFANTIL E O MEDO: REPRESENTAÇÕES EM O PEIXE PIXOTE,


DE SÔNIA JUNQUEIRA, E O GATO E O ESCURO, DE MIA COUTO.
Vera Regina Vargas Dupont
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
O presente trabalho tem o objetivo de analisar as representações do medo nas obras
O Peixe Pixote, da escritora brasileira Sonia Marta Junqueira, e O Gato e o Escuro, do
moçambicano Mia Couto. O peixe Pixote, que vivia triste e amedrontado por morar
num lago escuro e feio, um dia dá-se conta de que a escuridão só acontecia porque
ele sempre havia nadado de olhos fechados. Do mesmo modo, há uma ressignificação
do escuro na vivência do gato Pintalgato, após abrir os olhos e acordar de um sonho.
O medo do escuro, deste modo, é enfrentado pelas personagens, verificando-se,
deste modo, a importância da literatura infantil para possibilitar à criança o
enfrentamento de seus medos, através de uma linguagem metafórica, uma vez que é
seu papel desenvolver nas crianças um espírito analítico e crítico. Para a consecução
desta análise, o trabalho fundamenta-se nas considerações teóricas de Regina
Zilberman (1984), e Jean Delumeau (1989) e Zygmunt Bauman (2008). Literatura
Infantil. Medo. Enfrentamento.

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A MORTE COMO NEGAÇÃO E CONFIRMAÇÃO DA VIDA: UMA ANÁLISE


COMPARATIVA ENTRE A OBRA MEU AMIGO PINTOR DE LYGIA BOJUNGA
NUNES E DOIS PASSOS PÁSSAROS. E O VOO ARCANJO DE NILMA
GONÇALVES LACERDA.
Juliana Leopoldino De Souza Cruz
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
A morte em nossa sociedade é, muitas vezes, considerada um tabu, principalmente a
morte causada pelo suicídio, um assunto de adultos, demasiadamente mórbido e
pesado para as crianças e adolescentes. Porém, alguns autores contemporâneos de
literatura infanto-juvenil conseguem quebrar esta barreira e tratam desse tema com
maestria. Dentre eles, podemos destacar Lygia Bojunga e Nilma Gonçalves Lacerda,
com suas respectivas obras Meu Amigo Pintor e Dois passos pássaros. E o voo
arcanjo. O objetivo do presente artigo é tecer uma análise comparativa de como a face
da morte é apresentada por ambas as obras. Para embasar tal foco, traremos
Elisabeth Kubler Ross, com sua obra Sobre a Morte e o Morrer, algumas
considerações de Philippe Àries em O homem diante da morte e as ideias difundidas
por Ernest Becker em A Negação da Morte – Uma abordagem psicológica sobre a
finitude humana. Ross enfatiza, entre outras coisas, a reação da sociedade diante do
fenômeno morte e seu possível impacto para criança. Àries, evidencia a questão da
consciência da morte e da recepção angustiante, dolorosa e repugnante da mesma,
para a sociedade ao longo da história e Becker tece a união da perspectiva
psicológica e mítico-religiosa, usando como ponto de partida a problemática do
heroísmo na sociedade contemporânea. As obras literárias em questão trazem
consigo uma série de representações simbólicas, que serão lidas sob a ótica do
imaginário e do simbólico tratados por Edgar Morin em A integração cultural. Cultura
de massas no século XX. O espírito do tempo. Alguns trabalhos já apresentados sobre
uma das autoras também serão considerados neste estudo, como Álbum de todos os
matizes, de João Luis Ceccantini e A Morte : seu sentido e sua expressão em
narrativas Infanto-juvenis, de Lia Cupertino Duarte.

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A MORTE NOS CONTOS DE FADA: UM ESTUDO SOBRE “O ESTRANHO


PÁSSARO”, DE ROSANA RIOS
Jaine De Sousa Barbosa, Jhennefer Alves Macedo, Márcia Tavares Silva
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
O conto de fadas é um gênero textual presente, desde muito, na vida de crianças,
jovens e adultos, e possui temáticas variadas em seus enredos. Dentre inúmeras,
como o amor, conflitos familiares, perdas, etc, uma bastante recorrente nos atraiu a
atenção: a morte. Ela aparece frequentemente nos contos de fadas, seja como
coadjuvante, seja como protagonista. Há textos em que é retratada simbólica ou
metaforicamente, e outros em que aparece de modo cruel e descrito com detalhes,
como no conto O estranho pássaro, do livro Contos de fadas sangrentos, de Rosana
Rios (2013), corpus escolhido para o presente trabalho. Nossa proposta interpretativa
e bibliográfica busca analisar as marcas ficcionais da morte no texto acima
mencionado. Assim, observaremos como, através da voz narrativa, se constroem as
configurações dos modos de matar e analisaremos a construção da ambientação nos
espaços em que a morte acontece. Para tanto, realizamos a leitura do corpus
escolhido, destacando os trechos em que a morte aparece, recolhemos aportes
teóricos que pudessem fundamentar nossas observações e traçamos um percurso
histórico acerca do objeto de estudo, da literatura infantil até chegarmos aos contos de
fadas, para que, no momento de análise do conto, pudéssemos compreender como a
morte pode ser nele representada. Com a leitura empreendida, percebemos que a
narrativa analisada traz o evento representado enquanto vingança, punição e ato de
crueldade e rompe com a ideia de que, em se tratando do público infantil e juvenil, o
morrer deve aparecer somente como acessório ao texto, e não como parte central
dele.

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A PRINCESA SABICHONA: PERFORMAÇÕES DE GÊNERO NA LITERATURA


INFANTIL
Henrique Magalhães Dos Santos, Juan Messias Souza Santos, Mônica De Menezes
Santos
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
Este trabalho pretende discutir questões de gênero presentes no livro infantil A
princesa sabichona, da escritora e ilustradora Babette Cole, flagrando o lugar ocupado
pelos corpos performatizados na narrativa. Narrativa essa que, pela via da sátira,
desconstrói e denuncia estereótipos femininos e masculinos que encontram-se nos
contos clássicos e em suas diversas adaptações. Nesse mesmo movimento, pretende-
se surpreender também aqueles elementos estereotipantes que permanecem
presentes no objeto de análise (repetindo-se na diferença), bem como flagrar questões
de gênero, sexualidade, identidade, cultura, poder, representação, performance,
corpo, infância e discurso presentes na obra. Para tanto, será utilizado vasto aporte
teórico, recorrendo-se a noções presentes nos estudos literários e nos estudos
culturais, bem como nas discussões de gênero levantadas pelas teorias feministas —
com enfoque especial às proposições de Guacira Lopes Louro e às reflexões de
Chimamanda Ngozi Adichie. Além disso, serão ativadas discussões sobre: literatura
infantil e crítica literária, abordadas por Peter Hunt; especificidade do livro ilustrado, a
partir de Maria Nikolajeva e Carole Scottas; diferença e repetição, na perspectiva de
Gilles Deleuze; cultura, identidade e representação, de acordo com Stuart Hall. No que
concerne ao conceito de representação, buscar-se-á discuti-lo em contraponto à
noção de performance e literatura proposta por Regina Dalcastagnè. O propósito do
trabalho é, enfim, empreender uma leitura a contrapelo, tal como sugere Walter
Benjamin, da obra A princesa sabichona. Palavras-Chave: Literatura infantil, Questões
de gênero, Performance e literatura.

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AQUELE QUE ACREDITA EM RÓTULOS, NO MAIS DAS VEZES SE ENGANA: O


POLITICAMENTE CORRETO NA LITERATURA INFANTIL
Vita Ichilevici
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
Partindo do pressuposto de que o livro, em especial aquele destinado à criança, não
deve ser usado como instrumento de doutrinação, o objetivo da pesquisa é analisar as
implicações do fenômeno do politicamente correto na literatura infantil. Trata-se de
pesquisa teórica, que demanda, inicialmente, a discussão do sentido atribuído a
aspectos tais como: literatura infantil, ética e moral (termos comumente utilizados
como sinônimos), politicamente correto (conceito bastante disputado), concepção
social da infância e formação moral da criança. De forma clara ou velada, conceitos
éticos e morais estão, desde sempre, presentes, em livros dirigidos à criança. Livros
esses escritos por adultos que servem, ainda que de forma não intencional, como
mecanismos de controle e formadores de opinião. Sabe-se, no entanto, que, do ponto
de vista, tanto da teoria psicogenética quanto sociocultural, o aprendizado moral da
criança é significativo se ocorre tão-somente através de um processo de construção e
internalização, e não a partir de regras e interdições. Assim, assumindo como
verdadeira a hipótese de que a literatura contribui para a constituição da criança como
sujeito, devemos considerar como centrais a recepção e a apropriação nesse
processo, que se dá a partir de uma relação dialógica, tanto com a obra quanto com o,
sempre presente, adulto mediador. Com a firme crença no poder emancipatório da
literatura, que pode colaborar para que o leitor se liberte de suas limitações e
prejuízos, procura-se refletir a respeito da adequação e eficiência da modificação da
linguagem – e, por vezes, de enredos – de livros infantis para a diminuição de
preconceitos sociais.

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A QUESTÃO DA PEDOFILIA NA LITERATURA INFANTO-JUVENIL: UMA ANÁLISE


DA OBRA O GORDO CONTRA OS PEDÓFILOS, DE JOÃO CARLOS MARINHO
Ana Suellen Martins
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
João Carlos Marinho (1935-) é um dos grandes nomes da literatura infanto-juvenil
brasileira ainda em atividade. Ficou conhecido no cenário literário pela série A turma
do Gordo, que é composta por treze obras: O gênio do crime (1969), O caneco de
prata (1971), Sangue fresco (1982), O livro da Berenice (1984), Berenice detetive
(1987), Berenice contra o maníaco janeloso (1990), Cascata de cuspe (1992), O
conde Futreson (1994), O Disco (1996), A catástrofe do Planeta Ebulidor (1998), O
gordo contra os pedófilos (2001), Assassinato na literatura infantil (2005) e O fantasma
da Alameda Santos (2015). A linguagem e o estilo adotados por Marinho em suas
obras conferem originalidade aos seus livros ao se valer do exagero, do nonsense e
da perspectiva carnavalizada. O personagem principal é o Gordo ou Bolachão, que,
junto com seus amigos da escola, resolve os mais diversos e intrigantes crimes. Em O
gordo contra os pedófilos (2001), a turma irá desvendar o paradeiro de Berenice,
membro da turma e namorada do Gordo. João Carlos Marinho aborda a questão da
pedofilia e da pornografia infantil. A turma acompanha pelo noticiário que algumas
meninas desaparecem misteriosamente. A Berenice é sequestrada e obrigada, junto
com outras meninas, a fazerem cenas sensuais enquanto são filmadas. O Gordo e
seus amigos serão responsáveis pelo resgate de sua namorada. Este trabalho,
portanto, tem como objetivo, analisar o modo como é abordada a questão da pedofilia
pelo autor, pensando que a obra é voltada para o público infantil e juvenil. Palavras-
Chave: Pedofilia. João Carlos Marinho. Turma do Gordo.

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A REPRESENTAÇÃO DA DEFICIÊNCIA VISUAL NA OBRA “TODA LUZ QUE NÃO


PODEMOS VER” DE ANTHONY DOERR
Lívia Silva E Viana
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
O presente artigo tem como tema central a representação que é dada à deficiência
visual na obra ficcional ―Toda luz que não podemos ver‖ (All the Light We Cannot
See), do autor norte-americano Anthony Doeer, que foi publicado no ano de 2015 no
Brasil pela Editora Intrínseca. A pesquisa é de cunho qualitativo e propôs em seu
objetivo geral compreender como um personagem com deficiência visual é
representado no livro, sem considerar os aspectos metafóricos; E tem os seguintes
objetivos específicos: descrever como a representação da deficiência visual é
abordada na narrativa do livro; elaborar um perfil do personagem com deficiência
visual no livro; enunciar se existem inverossimilhanças ao representar o personagem
com deficiência visual na obra. A pesquisa tem como fundamentação teórica estudos
sobre representação literária. Para alcançar os resultados foi necessário utilizar da
Análise de Conteúdo, e esses revelaram que os temas vinculados à deficiência visual
são em torno de assuntos como: braille, bengala branca, desenvolvimento de
percepção tátil, olfativa e auditiva, orientação e mobilidade e a localização de
alimentos para cegos, além disso, ocorreram algumas inverossimilhanças ao se
retratar a mobilidade da pessoa com deficiência visual. Palavras-Chave: Literatura
juvenil. Deficiência visual. Representação.

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A REPRESENTAÇÃO DO FEMININO EM VITÓRIA VALENTINA, DE ELVIRA VIGNA


Ana Paula Serafim Marques Da Silva, Cristina Rothier Duarte, Daniela Maria
Segabinazi, Valnikson Viana De Oliveira
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
Na Literatura infantil e juvenil, a imagem caracteriza-se por ser um recurso bastante
relevante para o desenvolvimento do jovem leitor. Podendo assumir a função de
complemento visual, aguçando a percepção e proporcionando o divertimento, muitas
vezes a ilustração ultrapassa esse papel, ganhando uma magnitude na obra literária
tão importante quanto o dito por meio da escrita. Nessa perspectiva, propomos
apresentar uma leitura da representação feminina em Vitória Valentina (2016), da
autora e ilustradora Elvira Vigna. Nessa obra, uma novela gráfica juvenil que trata de
vários temas polêmicos, a autora se utiliza de recursos ilustrativos próprios das
histórias em quadrinhos, como a quadrinização, os balões, as onomatopeias, contudo
não se limita a eles. Elvira Vigna recorre também a elementos da arquitetura e da
caricatura, ao mesmo tempo em que se utiliza de gêneros textuais de forma ilustrada,
tudo diretamente conectado com a história que pretende contar e envolver o leitor.
Diante de toda a diversidade visual que a obra traz, nosso objetivo é identificar,
caracterizar e analisar os recursos empregados pela artista para representar a
protagonista feminina. Para fundamentar o nosso trabalho, valemo-nos de estudos
analíticos das ilustrações para a Literatura, da teoria das histórias em quadrinhos e de
estudos sobre a representação da mulher na Literatura. A metodologia utilizada será a
pesquisa bibliográfica de cunho qualitativo-interpretativo. Como resultado parcial,
observamos que a figura feminina central é representada como uma personagem de
resistência, à medida que rompe com alguns paradigmas das representações
românticas da Literatura infantil e juvenil, o que é fortemente reforçado por meio das
ilustrações de Elvira Vigna.

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AS ESCOLHAS DE LEITURA DOS JOVENS: RECONHECENDO OUTRAS


PRÁTICAS DE LETRAMENTO
Mariana Cristine Gonçalles
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
Nesse artigo, o objetivo é discutir as razões de escolhas de leitura feitas pelos jovens
atualmente. Para tanto, considerando as diversas práticas sociais em que eles se
inserem, foi delimitado um corpus a partir de duas esferas sociais de leitura com as
quais acredita-se que esses leitores tenham maior contato: as narrativas infantojuvenis
brasileiras – aquelas que circulam, principalmente, nos ambientes escolares – e as
narrativas da indústria cultural – os best-sellers. Para a seleção das primeiras,
delimitou-se o corpus a partir das obras enviadas às escolas pelo Programa Nacional
Biblioteca da Escola (PNBE), dando preferência apenas às narrativas de parte do
Acervo 2013 destinada aos anos finais do Ensino Fundamental, e, para as últimas,
foram selecionados os best-sellers mais lidos conforme o site Skoob, a partir do qual
se buscou os maiores índices de leitura de ambas. A pesquisa se baseou, portanto, na
teoria do letramento e nos estudos sobre práticas de letramento para delimitar essas
duas esferas de leitura distintas e autores, como Brian Street, Angela Kleiman,
Roxane Rojo, compuseram a base teórica deste trabalho. A discussão partiu da
premissa de que os jovens preferem a leitura de narrativas de indústria cultural à
leitura de narrativas infantojuvenis brasileiras. Em termos de resultados, percebeu-se
a existência de algumas categorias narrativas semelhantes entre as duas esferas
sociais de leitura, o que demonstra certa aproximação entre elas, desconstruindo a
afirmação de que são duas produções literárias distintas. Entretanto, também,
encontraram-se dados que fazem acreditar que as narrativas da indústria cultural
auxiliam no processo de identificação e formação do leitor com mais efetividade,
justificando as escolhas de leitura do público.

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A TEMÁTICA DA MORTE E DO ASSASSINATO EM A MULHER QUE MATOU OS


PEIXES
Maria Alice Sabaini De Souza Milani
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
A escritora Clarice Lispector tem sido reconhecida pela crítica de sua produção
literária como uma escritora que prioriza as sensações, sentimentos e repercussões
dos fatos em suas personagens e vale-se desse intimismo para propor que não só a
personagem, como também o leitor se modifiquem e reflitam sobre suas posturas
diante dos impasses que tanto a vida real, como a ficcional nos apresentam. Sendo
assim, este trabalho, de cunho bibliográfico, tem como objetivo analisar os
procedimentos utilizados pela escritora para tratar da temática da morte e do
assassinato no livro A mulher que matou os peixes. Para tanto, é interessante
ressaltar, como resultado parcial, que a morte de um animal é uma temática que
também faz parte de seus livros para jovens e adultos. No entanto, ao se dirigir ao
leitor infantil, a escritora faz uso de uma maior interatividade com o leitor por meio de
questionamentos que a narradora formula para seus leitores. Além disso, também é
relevante a exemplificação, numa tentativa de criar um elo entre o dilema vivido pela
protagonista e o mundo do qual o leitor faz parte, havendo, dessa forma, uma
transposição do mundo ficcional para o mundo real. Entretanto, o procedimento mais
interessante na exposição e no tratamento dessa temática é o uso do flashback e da
inserção de diversos fragmentos de estórias na construção da narrativa principal,
numa tentativa de aliviar a tensão vivida pela narradora e adiar a revelação de que a
protagonista foi a assassina dos peixes. Para o embasamento teórico dessa
comunicação utilizarei Nunes (1989), Coelho (2000), Zilberman (2003), Faria (2004),
entre outros.

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CONSTRUÇÃO IDENTITÁRIA NA OBRA DE ANA MARIA MACHADO


Josenildo Gomes Do Sacramento, Roberto Belo
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
Este trabalho busca discutir, através de uma leitura crítica e numa perspectiva
multiculturalista, duas obras infantojuvenis de Ana Maria Machado, a saber, Bem do
seu tamanho (2003) e Menina bonita do laço de fita (2000). Essas duas obras trazem
como protagonista a figura feminina, sendo uma negra, outra branca; uma com
identidade firmada, outra em conflito. Machado (2000, 2003) faz um contraponto
positivo sobre como se constrói nossa identidade ao longo do tempo. Nesse sentido, o
multiculturalismo analisa justamente essas mudanças demográficas que têm, de certa
forma, ―conturbado‖ as sociedades contemporâneas no que se refere às diferenças
relativas à raça, etnia, gênero, sexualidade, cultura, religião, classe social, idade,
necessidades especiais e/ou outras dinâmicas sociais. Assim, buscamos em Candau
& Moreira (2010) o entendimento teórico para um diálogo crítico e construtivo referente
às obras analisadas, pois o Multiculturalismo trabalha contra a opressão e a
discriminação a que certos grupos minoritários têm sido, historicamente, submetidos
por grupos mais poderosos e privilegiados. Levamos em consideração a necessidade
de reflexões sobre a identidade nos dias de hoje, sobretudo diante desse mundo
globalizado, que nos deixa numa verdadeira crise de identidade. Sabendo que os
conteúdos curriculares são mais bem apresentados quando o texto é levado à reflexão
por todos, e, quando compartilhado, ultrapassa muitas vezes a sala de aula, propomos
dialogar também sobre a importância do professor enquanto mediador de leitura, pois
o docente hoje deve priorizar e se apropriar dos mais variados tipos de letramento
através dos diferentes gêneros textuais, priorizando a leitura, a produção de textos e a
oralidade. Palavras-Chave: Ana Maria Machado. Literatura.

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DEZ SACIZINHOS: UMA DAS TRILHAS PARA REFLETIR A MORTE NA


LITERATURA
Gisele Maria Costa Souza, Gabriella Santos Ramalho
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
Essa investigação é recorte de um projeto de pesquisa, ―Aquela estrela brilhante lá no
céu: um estudo sobre a morte na literatura‖, com reflexões sobre a importância de
discutir a morte com a criança e a literatura infantil como recurso. Na sociedade
contemporânea a morte é temida e o assunto é pouco polemizado (ELIAS, 2001).
Quando o público é infantil, geralmente o pensamento é proteger a criança de tal tema
e acredita-se que esta não possa compreender a situação. Contudo, a morte é
apresentada a todo momento em filmes, jogos, mídias e no convívio familiar, sem que
haja espaço para reflexão (KOVÁCS 1992; KOVÁCS, 2003). Nesse sentido, a
literatura é capaz de permitir um conhecimento sobre o tema, pois ainda que a morte
seja vista como tabu, é necessário poder manifestar a dificuldade de aceitação e
apresentar um campo favorável para trilhar esse discurso (LOTTERMANN, 2009). O
trabalho visa compreender os aspectos da obra ―Dez sacizinhos‖ (BELINKY, 2007) e
como a temática da morte é desenvolvida na história. Essa literatura foi escolhida a
partir da análise e seleção de livros que abordam a morte pertencentes a uma
biblioteca escolar na baixada fluminense no Rio de Janeiro. A referida obra faz parte
de um eixo da pesquisa na qual inclui literaturas que abordam as tentativas de
escapar da morte. Observou-se a proximidade dessa obra com pensamentos sociais
sobre o tema e foi possível indicá-la como instrumento para subsidiar um diálogo entre
escola, família e criança, afim de permitir o preparo diante de um fato natural da vida,
e ainda como objeto de intervenção (KOVÁCS, 2008).

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DISCUSSÃO DE TEMAS POLÊMICOS EM SALA DE AULA A PARTIR DA OBRA


SAPATO DE SALTO DE SALTO DE LYGIA BOJUNGA
Delma Pacheco Sicsu
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
Discutir, em sala de aula, questões como homossexualidade, prostituição infantil, entre
tantos outros temas polêmicos, não é tarefa fácil. O professor como mediador de
conhecimento e formador de opinião, precisa lançar mão de estratégia que possam
ajudá-lo a promover o debate e a reflexão sobre questões nem sempre discutidas em
sala de aula. A literatura, nesse caso, pode contribuir significativamente na
provocação de discussões de temas polêmicos inerentes à nossa condição humana. A
obra Sapato de salto de Lygia Bojunga é um exemplo de como a literatura, nas
entrelinhas do texto, traz à tona questões como a violência, o homossexualismo, a
prostituição infantil e outras problemáticas da nossa condição humana. O objetivo do
presente trabalho é mostrar como a literatura pode servir como instrumento de crítica
e reflexão em sala de aula. O resultado deste trabalho surge de uma experiência de
leitura com alunos do nono ano do Ensino Fundamental de uma escola pública do
município de Parintins/AM. A obra de Lygia Bojunga ora referenciada foi apresentada
aos alunos durante uma oficina de leitura desenvolvida de acordo com a proposta de
Isabel Solé a saber: o antes, o durante e o depois da leitura. Como suporte teórico
deste trabalho toma-se os estudos de Solé (1998), Farias (2013), Zilberman (2012)
entre outros que contribuíram para o trabalho em questão.

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Presidente Prudente de 02 a 04 de agosto de 2017
ISBN: 978-85-69697-02-2
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INTERNACIONAL DE LITERATURA INFANTIL E
JUVENIL

(Trans)formação de leitores: travessias e travessuras

ENTRELAÇANDO LITERATURA E BULLYING: A MEDIAÇÃO NESSE PROCESSO


Lívia Cristina Cortez Lula De Medeiros, Marly Amarilha
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
O artigo é recorte de uma pesquisa de doutorado e objetiva investigar como o trabalho
mediado em sala de aula pode propiciar a discussão com crianças sobre o bullying e
suas práticas a partir da leitura de textos literários. Sua relevância consiste em
favorecer o entendimento dos docentes a respeito da possibilidade de se abordar
assuntos pertinentes como o bullying na escola, a partir da ficcionalidade da literatura.
A mediação nesse processo é fundamental, uma vez que permite ao professor fazer
conexões entre as possibilidades do texto e os conhecimentos prévios dos alunos no
momento de pós-leitura, de modo a despertá-los à reflexão crítica sobre o fenômeno
bullying. Tomar a literatura como um meio para debater esse tipo de violência permite
ao leitor trabalhar os seus próprios conceitos e inquietações, em segurança, dentro do
mundo ficcional, oferecendo-lhe oportunidade para vislumbrar outras maneiras de ver
e entender as ações que ocorrem ao seu redor. Em termos metodológicos, este
trabalho se configura como uma pesquisa bibliográfica, fundamentada em estudos
sobre literatura, bullying e mediação. O estudo aponta que, quando elementos
presentes na literatura são pensados e apresentados de forma mediada às crianças,
potencializa-se o encontro dessas com o texto, permitindo que se construa uma
reflexão sobre os atos e efeitos que permeiam e influenciam o desenvolvimento do
indivíduo. Nesse sentido, a literatura se afirma como importante discurso para o
debate e a compreensão de aspectos da realidade do leitor, uma vez que desenvolve
nele a autonomia, o pensamento crítico e argumentativo através de uma experiência
rica, formativa e imaginativa. Palavras-Chave: Literatura. Bullying. Mediação.

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ESPERANÇA GARCIA: A ESCRITA NEGRA COMO RESISTÊNCIA


Dalva Martins De Almeida
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
Para a gestação deste texto, reflito a partir da narrativa ―Quando a escrava Esperança
Garcia escreveu uma carta‖, de Sõnia Rosa, por enterder que através desse texto
pode-se encontrar um campo fecundo de discussões em torno da construção das
identidades afro-brasileiras, por um lado. E por outro, discutir sobre o mito da
democracia racial, que ainda apresenta ramificações fortes no seio da sociedade
brasileira contemporânea. Um dos aspectos primordiais, gira em torno dos processos
de resistência da mulher negra, na sociedade escravocrata brasileira do século XVIII.
Essa temática pode provocar um debate profícuo sobre a construção das identidades
femininas negras, o processo de busca por espaço de voz, a conquista da consciência
histórica, como rompimento das situações de preconceito, invisibilização e
subalternização, estratégias usadas pela colonização, tendo em vista a destruição de
sua memória coletiva. A condução da reflexão deve seguir os campos da metaficção
historiográfica e da construção das identidades afro-brasileiras pelos estudos culturais
e pós-coloniais.

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LEITURAS PARA MENINAS: UMA BRINCADEIRA NO DIA INTERNACIONAL DA


MULHER...
Cristina Maria Rosa
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
Integrado ao dia internacional da mulher e tendo como foco a leitura literária, o
objetivo do trabalho é apresentar resultados do evento ―Leitura para Meninas‖,
desenvolvido pelo Grupo de Estudos em Leitura Literária (FaE/UFPel) e destinado às
meninas que frequentam o 7º, 8º e 9º ano na Escola Pública. As obras literárias lidas
às meninas foram escolhidas por terem, em seu universo ficcional, protagonistas
inspiradoras, que não esperam príncipes e se responsabilizam por si mesmas,
propõem saídas inusitadas para velhos problemas e são bem humoradas. Como
desdobramento metodológico, após a leitura ouve a discussão dos desfechos, com as
meninas que, provocadas, emitiram opiniões: sobre a obra, as protagonistas, o evento.
Entre os resultados parciais, a aceitação da escola e do público com relação à
proposta, a repercussão na cidade através da mídia online, jornal impresso, entrevista
à TV e vídeo no youtube e o acerto no grupo de obras escolhidas que iniciou com a
singeleza de A Bailarina, de Vinícius de Moraes e As meninas, de Cecília Meireles e
se espraiou com A ervilha que não era torta... mas deixou uma princesa assim, de
Maria Amália Camargo; A Zeropéia, de Herbert de Souza; Bisa Bia, Bisa Bel, de Ana
Maria Machado; Ceci tem pipi?, De Thierry Lenain; Chapeuzinho Amarelo, de Chico
Buarque; Ervilina e o Princês, de Sylvia Orthof; Felicidade Clandestina, de Clarice
Lispector; Maria vai com as outras, de Sylvia Orthof; Nós, de Eva Furnari; O Príncipe
que Bocejava, de Ana Maria Machado; Pandolfo Bereba, de Eva Furnari; Teresinha e
Gabriela, de Ruth Rocha; Uma chapeuzinho vermelho, de Marjolaine Leray e
Vermelho Amargo, de Bartolomeu Campos de Queirós. Além desses resultados, o
desejo de transformar o projeto em um programa de duração longa está sendo
considerado.

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LEITURA, TRANSCULTURALIDADE E EDUCAÇÃO INDÍGENA:


CONTRIBUIÇÕESDO PNBE TEMÁTICO PARA A CONSOLIDAÇÃO DO DIREITO À
EDUCAÇÃO DIFERENCIADA E DE QUALIDADE
Thiago Moessa Alves
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
A educação indígena tem se configurado como um dos pilares principais para a
reflexão a respeito dos conflitos gerados a partir do contato entre culturas. Nesse
sentido, é vasta a literatura produzida sobre a importância da escola indígena como
ressignificadora das identidades indígenas ―perdidas‖ a partir do período colonial
brasileiro. Desde a CF/1988, surgem legislações que primam pelo direito à educação
diferenciada tão amplamente requerida pelos povos indígenas. É possível citar como
exemplo a LDB nº 9394/1996, o PNE, Pareces e Resoluções do CNE. Em
consonância com a legislação vigente, começam a surgir políticas públicas que
promovem o acesso à leitura, assim surge em 1997 o PNBE que disponibiliza às
bibliotecas escolares obras que ampliem a compreensão sobre diversidade, inclusão e
cidadania e promovam o desenvolvimento de valores, práticas e interações sociais.
Considerando esta conjuntura, o presente artigo objetiva construir uma análise sobre a
presença de aspectos transculturais nas obras contempladas pelo PNBE indígena,
bem como sobre o ensino do texto literário nas escolas de aldeias. Trata-se de uma
pesquisa bibliográfica com abordagem qualitativa que apresenta um recorte da tese de
doutorado em educação vinculada à Universidade Estadual Paulista (FCT/Unesp). As
análises parciais revelam que há uma preocupação governamental em dotar as
escolas de materiais que facilitem o acesso à leitura literária sobretudo a respeito de
temas que atendam as especificidades de contextos socioculturalmente complexos
como o indígena. Apesar da vasta literatura produzida, ainda há necessidade de
compreensão sobre a difícil entrada do texto literário e da cultura letrada nas escolas
das aldeias, assim como do aprimoramento de abordagens pedagógicas para essa
tarefa.

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LIVRO-JOGO: VIOLENTO OU ATRAENTE?


Pedro Panhoca Da Silva
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
Livros-jogos são leituras não lineares mais complexas do que os chamados dramas
interativos. Tratam-se de hibridismos de leitura não linear com sistemas simplificados
de RPG e mostram-se interessantes ferramentas à leitura de jovens. Seus enredos
podem variar cosntantemente de temas, percorrendo gêneros como fantasia, ficção
científica, horror e até mesmo erótico. É devido a essa variedade que toca temas
considerados tabus para leitores tão jovens que os livros-jogos, assim como diversos
tipos de RPGs, podem ser mal interpretados e tachados erroneamente como uma
literatura de massa destinada a maiores de idade ou mesmo proibidos a jovens
leitores, os quais muitas vezes buscam, nos textos, uma maior interatividade e
dinâmica para seu gosto literário. Casos polêmicos são (ainda) encontrados e tal
condenação, existente desde a década de 80, deve ser repensada quando se conhece
os reais objetivos desses livros interativos que encantaram gerações a ponto de se
encontrarem numa época na qual há um novo público consumidor além do nostálgico
que segue acompanhando novos lançamentos do gênero. Seria o livro um local
impróprio para o leitor-jogador ser violento e matar seus monstros?

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NUM TRONCO DE IROKO VI A IÚNA CANTAR: HISTÓRIAS DE CAPOEIRA,


RELIGIÃO E IDENTIDADE
Jacqueline De Almeida
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
O objetivo dessa comunicação é analisar a obra Num tronco de Iroko vi a Iúna cantar,
da escritora Erika Balbino (2014), com ênfase no modo como essa obra constrói a
representação da capoeira. Partindo da perspectiva teórica do campo dos Estudos
Culturais em Educação e dos Estudos Étnico-Raciais, o presente artigo,
primeiramente, examina os processos de ressignificação da capoeira na sociedade
brasileira, desde a associação a condutas criminosas e à vadiagem da população
negra, nos séculos passados, até o reconhecimento de patrimônio cultural afro-
brasileiro. Num segundo momento, verifica-se de que modo a obra de Balbino propõe
uma representação que se contrapõe a essas significações estereotipadas da
capoeira. Fazendo alusão às brincadeiras infantis, em especial ao pique-esconde, já
no prefácio da obra, o jovem leitor é convidado a ―tirar a venda dos olhos‖ e descobrir
coisas perdidas e/ou esquecidas. Nesse jogo, a capoeira surge como uma arte-luta
cultivada na memória dos antepassados e ressignificada no presente. Para driblar os
adversários mais perversos (o preconceito e o racismo), as histórias de capoeira
trazem um universo repleto de figuras do folclore, caboclos e outras entidades
religiosas de matriz africana. Uma conclusão preliminar deste estudo aponta para o
fato de que a literatura infanto-juvenil contemporânea, em consonância com a Lei
10.639/03, vem oportunizando a reflexão sobre a importância das práticas culturais
negras, em particular a capoeira, no processo de formação da identidade nacional.

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O CORPO NEGRO EM O MENINO CORAÇÃO DE TAMBOR


Renan Fagundes De Souza
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
Este trabalho tem como propósito analisar o corpo negro, por intermédio da
representação de personagens femininos e masculinos, em uma obra de literatura
infantil e juvenil de matriz afro-brasileira. Para tanto, utilizou-se da obra O menino
coração de tambor, de autoria de Nilma Lino Gomes. Para tal análise nos pautaremos
tanto no enredo da narrativa, como também do ponto de vista imagético. A justificativa
parte-se da necessidade da identificação e representação positiva de negras e negros
nas veredas da literatura infantil e juvenil. Para fins de resultados esperamos contribuir
com as pesquisas voltadas à temática étnico-racial negra na literatura infantil e juvenil
para corroborar com uma prática de ensino antirracista, e fazendo-se valer também da
aplicabilidade da Lei 10.639/03, que passou a vigorar a obrigatoriedade do ensino de
história e cultura afro-brasileiras e africanas.

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O PROGRAMA NACIONAL BIBLIOTECA DA ESCOLA E A SELEÇÃO DE OBRAS


LITERÁRIAS
Célia Regina Delácio Fernandes
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
Esta pesquisa objetiva examinar os critérios de seleção para a constituição dos
acervos de livros literários enviados às escolas públicas brasileiras pelo PNBE –
Programa Nacional de Biblioteca da Escola - em suas edições de 2006 a 2014, que
teve o CEALE/UFMG como órgão responsável pela avaliação pedagógica dos livros
de literatura para crianças e jovens. Para tanto, propõe uma abordagem
fundamentada nas contribuições da história cultural e da teoria literária, cujo
desenvolvimento é realizado mediante procedimentos de localização, recuperação,
reunião, seleção, ordenação e análise de fontes documentais e de bibliografia
especializada. Com a finalidade de compreender alguns aspectos do sistema literário
por meio das instituições legitimadoras da literatura infantojuvenil, recorre às fontes
documentais, especialmente os editais produzidos pelo MEC para o período em
questão referente ao PNBE, iniciado em 1997 e suspenso em 2015. Garantir o acesso
à informação e à cultura, além do incentivo à formação do leitor na escola e na
comunidade, foi o que incentivou a criação deste programa que distribuiu livros por
quase duas décadas para as escolas públicas de todo o Brasil. Assim, este estudo se
justifica pelo fato de o PNBE se caracterizar como um dos mais importantes
programas de distribuição de obras literárias, buscando contribuir para o debate sobre
o que é considerado literatura de boa qualidade e para sua continuidade como politica
pública de leitura. De modo geral, os resultados apontam para uma ampliação no
conceito de literatura, mas também para a necessidade de especificações de alguns
aspectos da avaliação e para a valorização de temas sobre a diversidade étnica,
racial, econômica, sexual e social nos editais, fomentando uma produção literária mais
plural.

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OS DILEMAS DO ROMANCE POLICIAL CONTEMPORÂNEO ESPANHOL E A


PRESENÇA DA CRIANÇA NA TRAMA NARRATIVA DE “UN PERRO LLAMADO
ÚRSULA”, DE CLARA ASUNCIÓN GARCIA
Rosilene Aparecida Martins Dos Santos
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
Essa comunicação tem como objetivo analisar a narrativa ―Un pero llamado Úrsula‖,
da escritora espanhola Clara Asunción Garcia, que conta a história de um menino que
procurou a detetive privada Cate Maynes para descobrir quem poderia ter matado o
seu cachorro. Este, curiosamente, chamava-se Úrsula e esse foi o primeiro trabalho
da detetive que havia mudado recentemente para a cidade. Ela optou por não aceitar
o caso e alguns dias depois, quando foi buscar pão, deparou-se com a foto do menino
Otis em preto e branco e a declaração de seu desaparecimento, deixando Cate
desolada e com certo sentimento de culpa. De acordo com José F. Colmeiro (1994) o
romance policial, conhecido na Espanha como ―gênero negro‖ ou ―novela negra‖
apresenta a função catártica que visa libertar autor e leitor do fantasma da violência do
passado, da repressão política e da violência cotidiana do presente, da corrupção e da
perda de segurança. Para Marcia Abreu (2006) Talvez a ―moral da história‖ devesse
ser outra: a avaliação que se faz de uma obra depende de um conjunto de critérios e
não unicamente da percepção e da excelência do texto. Ler um livro não é apenas
decifrar letra após letra, palavra após palavra. Ler um livro é cortejá-lo com nossas
convicções sobre tendências literárias, sobre paradigmas estéticos e sobre valores
culturais.

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O SILÊNCIO QUE DIZ MUITO


Claudia Sabbag Ozawa Galindo
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
Segundo Orlandi (2007), o imaginário social ―destinou um lugar subalterno para o
silêncio‖, porém, contra essa preponderância incisiva da palavra, ele persiste
―mediando as relações entre linguagem, mundo e pensamento, resiste à pressão de
controle exercida pela urgência da linguagem e significa de outras e muitas maneiras‖
(2007, p. 37). A linguagem empurra o que ela não é para o ―nada‖. Mas o silêncio
significa esse ―nada‖ se multiplicando em sentidos: quanto mais falta, mais silêncio se
instala, mais possibilidades de sentidos se apresentam. Desta forma, o silêncio se
apresenta como uma possibilidade para o sujeito ―trabalhar sua contradição
constitutiva‖, como bem elucida Orlandi (2007, p. 24). Neste sentido, além do natural
espaço do silêncio na linguagem, enquanto o não-dito que existe nas palavras, há
também a política do silêncio, que pode se dar de modo que, para dizer algo, é preciso
não-dizer. (2007, p.24). E o objetivo desse trabalho é demonstrar como ―não dizendo‖
as crianças ―dizem muito‖ o que sentem e o que pensam, especialmente nas histórias
menina amarrotada, de Aline Abreu, e Pai Francisco, de Marina Miyazaki Araújo.

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OS SEGREDOS DE HARRY POTTER: DISCUSSÕES SOBRE LEITURA,


LITERATURA E MERCADO
Mônica De Menezes Santos
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
Recentemente, Ruth Rocha, em entrevista concedida por conta da comemoração dos
seus cinquenta anos como escritora, ao responder sobre o que ela achava dos best-
sellers contemporâneos voltados para o público jovem – os quais misturam fantasia,
com a presença de vampiros e de bruxas –, reportou-se especialmente à série Harry
Potter, de autoria da britânica J.K. Rowling, asseverando que a série ―[...] não é
literatura, [...] é uma bobagem. É moda, vai passar‖. A questão é que o que a escritora
chama de bobagem, de algo passageiro e de modismo tornou-se, nos últimos
dezenove anos e de modo crescente, um grande fenômeno literário em termos de
vendas e de popularidade, principalmente entre crianças e adolescentes, indivíduos
que constantemente são acusados de não se interessarem pela leitura, em especial
de obras tão volumosas, como é o caso dos livros (no total de sete) da saga escrita
por Rowling. Até maio do ano passado, por exemplo, já haviam sido vendidas 450
milhões de cópias de Harry Potter em todo o mundo, tornando-se a série o maior best-
seller da história, sendo traduzida para 73 idiomas. Os últimos quatro livros
consecutivamente alcançaram a marca de mais vendidos de todos os tempos, sendo
que o último volume vendeu cerca de 11 milhões de cópias nos Estados Unidos nas
primeiras 24 horas após o seu lançamento. O presente trabalho pretende colocar em
discussão o porquê do grande e continuo sucesso da série entre leitores jovens.
Buscar-se-á também debater conceitos polêmicos dos estudos literários, tais como:
valor literário, cânone literário, best-seller etc, com vistas a examinar discursos como o
de Ruth Rocha os quais concebem Harry Potter como uma literatura menor ou,
conforme as palavras da autora, como não literatura.

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QUESTÕES POLÊMICAS NAS ADAPTAÇÕES INFANTIS: EL LAZARILLO DE


TORMES
Maira Angélica Pandolfi
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
RESUMO O objetivo dessa comunicação consiste na apresentação da análise de uma
adaptação do clássico Lazarillo de Tormes ao público infantil de língua espanhola. O
mito do pícaro clássico espanhol, que nasce a partir da obra anônima Lazarillo de
Tormes (1554), consiste no relato autobiográfico de um personagem marginal que
narra sua vida desde a infância, uma criança entregue à própria sorte que, por força
das circunstâncias, busca sua integração à sociedade pelos mesmos mecanismos
desonrosos que delata. Essa trajetória do pícaro está marcada por uma traumática
aprendizagem que resulta em um momento de despertar da ingenuidade infantil para
a astúcia da fase adulta. A narrativa envolve temas ásperos como a violência, a fome,
o racismo, a prostituição, a humilhação, a corrupção, dentre outros. A análise da
adaptação de Lazarillo de Tormes feita por Teresa Rodríguez para o público infantil de
língua espanhola foi o objeto de investigação dessa análise. Para isso, foram
utilizadas obras e ensaios de Sotomayor Sáez, Garcia Padrino e Llorens García que
tratam sobre a história da adaptação de clássicos da literatura infantil na Espanha.
Num segundo momento, como suporte teórico principal para a análise do objeto de
pesquisa foi utilizada a tipologia de análise de narrativas infantis e juvenis proposta por
Gemma Lluch (2003). Em conclusão, foi possível ponderar sobre aspectos
importantes como a condensação do conteúdo; o expurgo da ideologia original; a
representação de valores morais; a linguagem utilizada; questões de foco narrativo;
tempo; espaço; ilustrações; dentre outros. Palavras-Chave: Lazarillo de Tormes.
Adaptação. Literatura infantil espanhola.

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"ATÉ ONDE SEI, NASCI E VIVI NO ESBARRO": CONTRAPONTOS


DO NARRADOR PROTAGONISTA DO ROMANCE JUVENIL PIVETIM, DE DÉLCIO
TEOBALDO
Mario Lousada De Andrade
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
O romance juvenil Pevetim (2009), do escritor brasileiro Délcio Teobaldo, incorpora em
sua estrutura narrativa temáticas como criminalidade, violência, abandono, trabalho
infantil, assassinato e segregação social. Através de um narrador protagonista, a obra
é construída a partir de contrapontos em que, através de uma linguagem urgente e
precisa, contrasta passagens de violência e opressão com representações oníricas e
poéticas. Partindo dessa constatação, o presente trabalho objetiva evidenciar a
técnica contrapontística empregada por Délcio Teobaldo que aborda no romance
juvenil assuntos polêmicos e delicados sob o viés da adolescência, ficcionalizando a
raiva, a opressão, a criminalidade e desejos repreendidos sem que ocorra uma
didatização dessas temáticas. Através de uma abordagem que focará na estrutura
narrativa de Pivetim (2009) o trabalho demonstrará que o narrador protagonista
adolescente da obra é revestido por um desejo de resistência e que a partir de
representações alternantes, constrói um relato de fúria, ódio, medo, desamparo e,
paradoxalmente, de sonhos e ternura. Palavras-Chave: Pivetim. Estrutura
Contrapontística. Romance Juvenil.

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RETRATOS DA GUERRA CIVIL ESPANHOLA NA LITERATURA JUVENIL


GALEGA
Karina De Oliveira
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
Os retratos de guerras e os conflitos sociais parecem ser matéria ficcional significava
na Galícia, uma das dezessete comunidades autônomas do Estado Espanhol. Como
explica Blanca-Ana Roig Rechou (2008, p. 71), durante a ditadura franquista, havia um
rígido controle no que se refere aos temas incluídos em obras dirigidas a crianças e
jovens, como, por exemplo, a Guerra Civil Espanhola, que não apareceu nessa
literatura até a década de 90, ou seja, foi apenas com a conquista da democracia que
esse tema veio à tona. Diante desse contexto, este trabalho tem o propósito de
apresentar um recorte da tese de Doutorado intitulada ―Produções literárias
contemporâneas para jovens leitores e as suas temáticas: as realidades brasileira e
galega‖ (2017), focalizando a presença de uma temática tabu na literatura juvenil
galega, qual seja, a Guerra Civil Espanhola, por meio da análise do livro Noite de
voraces sombras, de autoria de Agustín Fernández Paz. A leitura da narrativa é
realizada a partir de adaptações da grade de análise elaborada por João Luís
Ceccantini (2000) e o referencial teórico está embasado em estudos de Alice Áurea
Penteado Martha (2011), Blanca-Ana Roig Rechou (2008), Isabel Soto (2008), entre
outros investigadores. Finalmente, espera-se observar e comentar a forma pela qual a
temática em questão foi empregada na obra de Fernández Paz, demonstrando as
estratégias textuais do autor galego ao tratar de um tema complexo para jovens
leitores. Palavras-Chave: Guerra Civil Espanhola. Literatura Juvenil Galega. Temática
tabu.

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RETRATOS LITERÁRIOS: UM ESTUDO SOBRE AS REPRESENTAÇÕES DAS


LITERATURAS AFRICANAS, AFRO-BRASILEIRAS E INDÍGENAS NOS LIVROS
DIDÁTICOS DE PORTUGUÊS
Flávia Cristina Bandeca Biazetto
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
Diante da exigência legal do decreto 11645/08, que versa sobre a obrigatoriedade do
ensino da história e cultura afro-brasileira, africanas e indígenas e que ressalta a
importância da cultura negra e indígena na formação da sociedade brasileira,
buscamos analisar no material aprovado pelo Programa Nacional Livro Didático
(PNLD) 2012-2014 de Língua Portuguesa como as literaturas africanas, afro-brasileira
e indígenas são representadas e apresentadas aos alunos do Ensino Fundamental 2.
O objetivo desta comunicação é expor resultados parciais obtidos no que se refere
tanto ao trabalho proposto com tais textos, quanto seu reconhecimento na formação
de um cânone literário escolar. Para isso, alicerçamos as reflexões no conceito de
reconhecimento de Honneth (2003); no pensamento de Bunzen (2008) e Rojo (2005)
que definem o objeto, livro didático, como um exemplar do gênero do discurso e de
Moscovici (2007) sobre representação social. Dentro dos limites do corpus, seu
recorte temporal possibilita analisar um registro do estágio das mudanças
paradigmáticas propostas no ensino brasileiro na primeira década dos anos 2000.

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TEMAS POLÊMICOS NA LITERATURA – A NECESSÁRIA PRESENÇA NA


ESCOLA
Nilma Gonçalves Lacerda
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
A literatura para crianças e jovens tem se mostrado presença forte na sala de aula,
embora a maior parte das leituras indicadas acabe se voltando para a literatura de
entretenimento, importante para a formação do leitor, mas que simplifica conflitos e
reforça expectativas de senso comum. As obras que abordam questões polêmicas,
mas essenciais, como o mal, a morte, a violência, a sexualidade, as visões religiosas,
o homoerotismo são consideradas perigosas, e costumam passar ao largo das leituras
escolares. Desde a Ilíada, porém, os chamados temas polêmicos possibilitam ao leitor
reconhecer e discutir a complexidade do humano. Na convergência habitual de ética e
estética, esses temas podem ofertar a leitores de qualquer idade vias capazes de
gerar respostas aos enigmas da existência. Filósofos, críticos, pedagogos apontam
para a importância de abordar a experiência da negatividade na história, no
reconhecimento da coexistência de bem e mal em cada indivíduo e suas
manifestações segundo escolhas e circunstâncias. O fundamentalismo, em suas
percepções dicotômicas e excludentes, impede as interrogações da criança leitora e
do jovem leitor sobre o que constitui a natureza do humano. Este trabalho ocupa-se do
processo de concepção e organização de uma obra teórica, com vasto referencial
literário, cuja finalidade é a de fundamentar e auxiliar professores, bibliotecários, pais e
outros interessados, a fim de que a leitura dos temas chamados polêmicos ou
delicados não continue pouco presente nas salas de aula e nas bibliotecas escolares.
Em processo de edição, a obra construiu-se em estreita discussão entre editor,
autores, autoras e organizadora, resultando em leitura convidativa e consistente,
oportuno diálogo sobre limites e expansões dos fazeres críticos e pedagógicos.

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(Trans)formação de leitores: travessias e travessuras

UMA ESCOLA ASSIM, EU QUERO PRA MIM? DIÁLOGOS ENTRE LINGUAGEM E


CONSTRUÇÃO DE PODER
Terezinha Poliana Rodrigues Florentino
Eixo Temático 07: Literatura infantil e juvenil e temas polêmicos - Comunicação Oral
RESUMO: O presente paper é uma reflexão teórica sobre as relações entre leitura,
escrita e música como ferramenta de transformação social. Este texto busca
estabelecer um diálogo entre a obra literária de Elias José – Uma escola assim, eu
quero pra mim – e autores que tratam da linguagem e cultura como ferramenta de
dominação, entre eles: Marcuschi (2008), Gnerre (2009), Bourdieu (2002) Sanches
(1999), Florence (2012) e outros. Também se objetiva, dentro dos limites
característicos do ensaio, discutir sobre as relações entre o modo de falar e a
construção do sujeito. Para tanto, toma-se como objeto de análise o livro infantil já
citado, que narra a trajetória escolar de Rodrigo, um menino que veio da zona rural
para a cidade estudar. Seu modo de falar diferenciado e estigmatizado pelo contexto
urbano, somado a práticas pedagógicas diferenciadas de duas professoras
alfabetizadoras, constitui-se o ponto central da narrativa, motivo pelo qual foi
selecionado para pautar a discussão sobre linguagem, língua e, relações de poder,
desenvolvida neste ensaio. Portanto, este estudo procura evidenciar as discussões
sobre a língua, o poder exercido pelos falantes da norma culta que estão na condição
de dominantes, enquanto os falantes das variedades linguísticas vivem em situação
de dominação. Esse trabalho compõe a finalização da disciplina Teorias e abordagens
em linguagens e educação. Palavras-chave: Língua. Linguagem. Poder.
Discriminação. Música.

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A FORMAÇÃO LEITORA NO CURRÍCULO DE PEDAGOGIA EM PORTUGAL E NO


BRASIL
Veronica Maria De Araujo Pontes, Fernando José Fraga De Azevedo
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Apresentação de Pôster
O Estudamos as propostas curriculares do curso de Pedagogia e do curso de
Educação Básica no que diz respeito à formação do leitor literário em duas
universidades públicas do Brasil e de Portugal: Universidade do Estado do Rio Grande
do Norte e Universidade do Minho. Entendemos que a formação leitora literária é
necessária e urgente, principalmente para o Brasil, tendo em vista que os dados
avaliativos de programas como o PISA, SAEB, entre outros, têm mostrado uma
defasagem brasileira principalmente nos anos iniciais. Como os Cursos de Pedagogia
e de Educação Básica são responsáveis pela formação de professores desses anos
iniciais de escolaridade, nosso interesse está voltado para a análise de como esses
cursos tratam o tema e o propõem na formação de professores. Assim, baseamo-nos
em documentos oficiais como: Diretrizes Curriculares Nacionais, Projeto Pedagógico
de Curso, os Programas Gerais dos Componentes Curriculares ou Unidades dos
Cursos, tendo em vista a leitura literária e sua importância na formação do aluno. Em
nossa análise baseamo-nos em: Fernando Azevedo, Pontes, Umberto Eco, Regina
Zilberman, entre outros. Nessa perspectiva, verificamos a existência de uma
preocupação de ambas as instituições em torno da formação do docente como leitor e
capaz também de formar leitores no contexto da educação básica, com disciplinas que
mencionam de forma específica essa preocupação e outras que inserem algumas
práticas direcionadas a essa formação. No entanto, sabemos não ser ainda suficientes
e projetamos, em um futuro próximo, práticas reflexivas em torno da necessidade cada
vez maior de buscarmos alternativas para que possamos formar de fato leitores
críticos e prazerosos entendendo essa relação como necessária e urgente.

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A POÉTICA DO LUTO E DA MELANCOLIA NA LITERATURA INFANTIL


Elizabeth Da Penha Cardoso
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Apresentação de Pôster
É possível o aprendizado para a morte? Como entendê-la, interpretá-la, aceitá-la?
Essas são questões complexas que nos apanham inesperadamente e muitas vezes o
sujeito questionador é uma criança e as questões são endereçadas aos adultos que
sem respostas tentam recalcar o tema e esperam que o tempo, senhor de todos,
resolva. A literatura infantil, que desde sua renovação na década de 1980 decidiu
encarar os temas tabus e dúvidas existências como essas, tem ano após ano, livro
após livro abordado o tema da morte com mais frequência, profundidade, clareza e
poeticidade. Neste trabalho avaliaremos duas obras dessa linhagem Vovô virou uma
árvore (2009), das brasileiras Helena Alexandrino e Regina Chamlian, e O coração e a
garrafa (2012), do irlandês Oliver Jeffers. A primeira conta como uma família de
tartarugas enfrenta a morte de um ente querido. Na segunda, uma garotinha lida com
a perda de seu avô querido. Além da análise temática, interessa como os artistas
trataram literariamente o tema. O trabalho está dividido em três partes. A primeira fará
uma revisão do tema da morte na literatura infantil brasileira, a segunda refletirá, junto
com o texto de Freud, Luto e Melancolia, sobre a arquitetura da aceitação (ou não) da
perda e, por fim, as obras mencionadas serão analisadas. O objetivo é sugerir
caminhos de leituras para leitores e mediadores atentos aos chamados e
ensinamentos poéticos, éticos e estéticos.

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A PRODUÇÃO DE UM LIVRO SENSORIAL POR MEIO DA RELEITURA E


ADAPTAÇÃO DE OBRAS DA LITERATURA INFANTIL
Claudenir Varela Dos Santos, Alexandre Da Silva Faria, Bernadete Machado Serpe
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Apresentação de Pôster
Esse estudo resulta de uma atividade avaliativa desenvolvida para a disciplina de
Literatura e Educação, para qual o objetivo foi a produção de um livro sensorial com a
utilização de materiais recicláveis que retratasse a adaptação de uma obra literária. A
obra escolhida como base para a construção da releitura foi ―O Barquinho Amarelo‖ de
Ieda Dias da Silva. A história original continha texto, mas nesse trabalho optou-se por
suprimir o texto, priorizando as imagens, tendo como meta a confecção de um livro a
ser utilizado com a mediação do adulto na manipulação do material produzido. Além
disso, adota-se como personagem uma menina negra ao invés do menino branco. A
produção da releitura da obra ―O Barquinho Amarelo‖, foi pensada para a categoria do
pré-leitor, respeitando os princípios orientadores utilizados pela autora Nelly Novaes
Coelho (2000). Sendo o resultado final do trabalho um material destinado a primeira e
segunda infância (COELHO, 2000), na qual a atuação do adulto é essencial para a
interação entre a criança e o livro. Busca-se com elementos pop-up, por meio de
dobraduras, colagens, e usando materiais de fácil acesso, chamar a atenção no
trabalho de apresentar desde cedo às crianças a literatura infantil, respeitando as
especificidades da faixa etária com quem se pretende trabalhar. Palavras-Chave:
Literatura Infantil, releitura, pré-leitor.

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DE PROTEGIDO DE LÚCIA A CANIBAL: UMA ANÁLISE DA PERSONALIDADE DE


RABICÓ
Dener Gabriel Ferrari, Rosangela Aparecida Marquezi
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Apresentação de Pôster
A partir de análises das obras Reinações de Narizinho, A chave do tamanho e
Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, este trabalho objetiva realizar uma
caracterização da personalidade do Marquês de Rabicó, personagem que aparece
pela primeira vez em 1922, em uma obra própria, O Marquês de Rabicó, e que mais
tarde passa a integrar as Reinações de Narizinho, em 1931. A partir de leituras de
teóricos da literatura infantil, tais como Coelho (2002), Zilberman (1983; 2005),
Sandroni (1987), Ceccantini (2008), dentre outros, além da produção de cartas de
Monteiro Lobato, compiladas no livro A barca de Gleyre (1955), tomos I e II, se traçará
uma linha de estudo para verificar o desenvolvimento da personalidade da
personagem estudada, indicando desde sua origem até a sua função pedagógica.
Dessa forma, a análise se dará por meio da leitura das obras analisadas, bem como
com a pesquisa em autores que já trabalharam com a obra lobatiana e que contribuem
para o amplo conhecimento de suas personagens. A partir das análises efetuadas, se
poderá constatar que o Marquês de Rabicó é uma das únicas personagens do Sítio a
não apresentar nenhuma característica positiva, indicando que Lobato procura
representar nele modelos que não devem ser utilizados para o comportamento em
sociedade, além de fazer críticas à nobreza, ao utilizar-se de título nobiliárquico para
tal personagem. Palavras chave: Monteiro Lobato. Sítio do Picapau Amarelo. Marquês
de Rabicó.

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ENSINO-APRENDIZAGEM E LITERATURA INFANTIL EM CENA DE RUA


Nerynei Meira Carneiro Bellini, Patricia De Oliveira Duarte
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Apresentação de Pôster
Figuras estilizadas com traços singulares, pinceladas de cores vibrantes sobre fundos
pretos, saltam aos olhos do leitor em Cena de rua (1994), da artista plástica mineira
Ângela Lago. O livro imagético, cujas únicas palavras estão no título, convida o leitor a
focar atenção nos impactantes desenhos. Ademais, os espectadores crianças e
adolescentes poderão levantar questionamentos e estabelecer conexões com a
sociedade brasileira atual, na leitura de um texto de imagens que inova pela tessitura
estética e o estilo de Ângela Lago (1945). Devido à complexidade da obra, estratégias
e ações leitoras tornam-se importantes à construção de sentidos os quais, segundo
João Wanderley Geraldi (1995), vigoram na integração de práticas de análise
linguística e de leitura e produção textual. Com vistas a um ensino de literatura infantil
mais produtivo, propõem-se, neste trabalho, estratégias e ações baseadas nas
dimensões dos gêneros discursivos (BAKHTIN, 2003), ou seja, conteúdo temático,
construção composicional e estilo, vinculadas às intenções discursivas e ao contexto
extraverbal do livro. As atividades respaldam-se no Plano de Trabalho Docente de
João Luiz Gasparin (2009) e favorecem um processo de ensino-aprendizagem que
leva em conta os saberes do leitor, a fim de transformá-los em conhecimento
científico. Palavras-Chave: Cena de rua. Estratégias de leitura. Ensino de literatura
infantil.

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LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO DOCENTE: ESTUDOS E REFLEXÕES


Patricia Cardoso Soares, Deise Machado Da Silva, Heloísa Helena Vieira De Melo,
Roberta Caetano Da Silveira
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Apresentação de Pôster
Esta pesquisa, de caráter qualitativo, tem a intenção de verificar como se dá a
formação contínua em serviço do docente, com vistas à leitura literária e sua atuação
na formação do aluno enquanto leitor literário, em escolas municipais do Ensino
Fundamental I em Araçatuba/SP. A importância da literatura como direito e para a
formação humana terá tratamento especial, uma vez que se configura, segundo
Cândido (1989), como fator indispensável de humanização, atuando diretamente no
consciente e no inconsciente do sujeito. No ensino público, deste município, a
formação contínua em serviço se dá em 2 (duas) horas semanais de trabalho
pedagógico coletivo (HTPC) e em 2 (duas) horas semanais de trabalho no
desenvolvimento de projeto e pesquisa (HTPP). Foca leituras e estudos de interesse
pedagógico da comunidade escolar, momentos em que identificaremos por meio de
questionário, enviado aos coordenadores pedagógicos (CPs) das 28 escolas do
referido sistema de ensino, se essa formação aborda o tema em questão, se ocorrem
estudos e reflexões sobre a educação literária com ênfase na leitura de livros de
literatura infantil e juvenil. Assim posto, se o olhar e a ação educativa do CP, em
relação à formação dos docentes, favorecem ou não à reflexão sobre as práticas
pedagógicas voltadas para a leitura literária. Para isso, pautamo-nos em Feldmann
(2009) que trata sobre os processos de formação docente em consonância com a
escola na contemporaneidade. Colocamos em pauta a qualidade dessa formação
mediante a crise pela qual passa a escola, sendo necessárias políticas públicas que
garantam a participação ativa dos docentes desde as instâncias decisórias do
currículo quanto do trabalho pedagógico. Palavras-Chave: Leitura Literária. Formação
Docente. Políticas Públicas de Literatura.

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LENDO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: RELATO DE EXPERIENCIA DAS ATIVIDADES


DE LEITURA NA PRÉ-ESCOLA
Gislaine Rodrigues Dearo Guevara, Juliane Francischeti Martins Motoyama
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Apresentação de Pôster
Qual a idade adequada para formar o leitor? Leitor é quem decodifica? Na realidade,
desde que nascem, as crianças aprender a decodificar e ler o mundo ao seu redor que
é cercado de signos, imagens e outras particularidades. Neste sentido, a escola de
educação infantil, é mais uma etapa na qual o aluno entra para aprimorar a sua leitura
e não apenas para ―aprender a ler‖. Este estudo apresenta e analisa as diferentes
formas de práticas de ensino da leitura na educação infantil, assim como a variedade
de gêneros textuais com os quais as crianças tem contato. O enfoque se dá em uma
análise da quantidade e variedade de atividades de leitura e dos principais gêneros
textuais que foram trabalhados durante um período de seis meses, contemplados de
fevereiro a julho de 2017, nas salas de pré-escola II de uma escola municipal do
município de Presidente Prudente. O objetivo desta observação é levantar possíveis
interações que se constroem entre as crianças e os materiais de leitura desde seus
primeiros anos na escola e refletir sobre como isso influencia no processo de
letramento. Os resultados apontam que, muito embora ainda sejam pequenos e não
decodifiquem as letras, os alunos realizam uma leitura dos livros, pois a medida que
ouvem a história eles a recontam e quando entram em contato com um livro que ainda
não conhecem eles elaboram hipóteses e constroem uma narrativa respaldados,
principalmente, pelas imagens.

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LITERATURA INFANTIL NA PEDAGOGIA: AINDA UMA OPÇÃO


Leonardo Capra
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Apresentação de Pôster
A Literatura infantil como campo de saber e de ensino é quase consenso entre
estudiosos que promovem avaliações dos currículos dos cursos de Pedagogia no
Brasil. No entanto, em poucos ela figura como disciplina regular e não há notícias de
seleção de professores para atuarem nesta área nas Universidades. Ao perceber que
muitos estudantes chegam ao Ensino superior com acervo literário inexistente e
repertório restrito, a disciplina seria suficiente e capaz de capacitá-los a ensinar o
gosto pelo livro e pela leitura entre seus futuros alunos? Tendo como objetivo central
descrever e avaliar saberes adquiridos no campo da Literatura para crianças entre
estudantes de Pedagogia da FaE/UFPel, no artigo apresentamos a ementa, os temas
abordados, as tarefas agregadas e as metodologias propostas na disciplina Literatura
Infantil I. De caráter eventual e frequentada por opção, a disciplina é ofertada a um
grupo restrito de estudantes de diferenciados semestres, sem pré-requisito, tem alta
procura e não apresenta evasão. Para avaliar a recepção do programa e seus efeitos
na formação, ao final do semestre letivo ouvimos, através de entrevistas individuais
gravadas em áudio, impressões a partir de um grupo de questões. O intuito foi compor
uma criteriosa avaliação da estrutura proposta pela docente e avaliar a percepção dos
estudantes quanto à relevância na formação, escolhas teóricas, a organização
didática, as tarefas de pesquisas e os estudos complementares sugeridos além das
metodologias empregadas. Entre os resultados, efetivos ganhos no campo do
repertório na área, admiração metodologia (aprender com os livros a se portar com as
crianças e consonância a respeito da oferta da disciplina: deveria ser obrigatória.

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POR UMA CIDADE LIDA E DISCUTIDA PELAS CRIANÇAS


Iara Regina Demetrio Sydenstricker Cordeiro
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Apresentação de Pôster
No Brasil, ainda conhecemos pouco sobre cidades e questões a elas pertinentes, tais
como legislação, lazer, meio ambiente, serviços urbanos e políticas públicas (de
habitação, transporte coletivo, mobilidade, infraestrutura e planejamento), dentre
outros aspectos relacionados às condições da vida urbana. Também não possuímos
repertório urbanístico capaz de nos orientar quanto a reivindicações e/ou
posicionamentos diante de decisões dos agentes que interferem no destino de nossas
cidades. Por outro lado, cresce a militarização da cidade contemporânea através da
implantação de dispositivos tecnológicos de controle e de estratégias de ordenação
espacial sob a égide de economias neoliberais que impõem rupturas sociais e
incrementam a violência e a brutalidade policial. Nesse contexto, pergunta-se: quais
medidas temos adotado para que as cidades possam acolher nossas crianças? Até
quando nos contentaremos com as falsas promessas de proteção oferecidas por
shopping centers e condomínios fechados? Em que momento ensinaremos a cidade
para as crianças? Visando a escola como importante espaço para que as crianças
discutam e melhor compreendam a cidade, foi criada a ―Coleção Victor viaja‖, que
conta a história ficcional de um garoto que inicia seus primeiros passos em direção ao
mundo começando pela rua, passando pelo quarteirão, depois pelo bairro até alcançar
a cidade e seus múltiplos espaços e personagens. Ele espia a infraestrutura
subterrânea, investiga escalas métricas, a malha urbana e conhece pessoas de várias
classes sociais culturas. Ao se tornar um jovem cidadão, Victor decide construir sua
utopia urbana: uma cidade plural, justa, agradável, lúdica e simples. É o que basta, até
porque cidades boas para as crianças e jovens serão cidades boas para qualquer
pessoa.

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ALEGORIA E A REPRESENTATIVIDADE DA FIGURA DO REI E A SERVIDÃO NA


OBRA DE RUTH ROCHA
Ana Cláudia Dos Santos
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
Neste artigo analisamos, a saber, a figura do rei e a servidão exposta de maneira
alegórica na quadrilogia de Ruth Rocha. Escrever de forma alegórica foi um achado
eficiente para a exposição da escrita em uma época conturbada da Ditadura Militar,
onde tudo era censurado e policiado desde músicas, peças teatrais e até mesmo
obras literárias. Entretanto a autora disseminou suas obras sem qualquer censura.
Selecionou-se como corpus de estudo a quadrilogia; O Reizinho Mandão, O rei que
não sabia de nada, O que os olhos não veem e o Sapo vira rei vira sapo ou a Volta do
Reizinho Mandão, cujo objetivo é apresentar a alegoria e a representatividade da
figura do rei e a servidão impregnada nas obras. Os dados da pesquisa mostram as
incitações alegóricas ao período militarista e também, a figura do rei é tida como
dominante, poder designados apenas ao sexo masculino: Deus-governo-patrão-pai-
esposo, mas inverte-se quando o povo submetido à servidão se une criando voz.
Conclui-se então afirmando que o dominante perdeu o poder quando o povo se uniu
rompendo o autoritarismo. Palavras-Chave: Ruth Rocha. Arquétipos. Ditadura Militar.

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A LEITURA LITERÁRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: REFLEXÕES PARA A


FORMAÇÃO DO ALUNO-LEITOR COMPETENTE
Francisca Dos Santos Teixeira
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
O presente artigo tem por objetivo refletir sobre a leitura literária na educação infantil,
considerando as perspectivas e especificidades da criança na construção desse
processo. Nesse propósito, atenta-se para a interação leitor-texto e as estratégias
desenvolvidas pela escola concernentes ao ensino da literatura infantil. Assim,
considera-se a criança sujeito-leitor autônomo nas suas capacidades de se encantar
no encontro com os universos literários. Desse modo, faz-se uma análise crítica das
metodologias tradicionais trabalhadas pelo professor na apresentação do texto
literário, bem como de alternativas pedagógicas propositivas de valorização da voz da
criança, na enunciação interpretativa dos múltiplos sentidos dos enredos ficcionais.
Este estudo embasa-se, metodologicamente, na pesquisa bibliográfica, num diálogo
permanente com D‘Onófrio (1995), Miguez (2000), Lajolo (2008), Jauss (1979),
Cosson (2007), entre outros autores que enfocam o tema. Para este incurso
epistemológico, contribuíram também as experiências que temos vivenciado como
docente de língua portuguesa e literatura, de escolas das redes pública e privada de
ensino. Os resultados desta investigação singularizam a leitura literária como objeto
específico de recepção e apreciação leitora, centrado em experiências e métodos
próprios, que se afastam das infrutíferas atividades exploratórias de conteúdos
gramaticais, alheios às necessidades e desejos da criança. Ademais, denota-se a
escola como instituição importante para as aprendizagens literárias; e, como tal, deve
estabelecer-se como espaço de motivação para a formação do aluno-leitor
competente.

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A LITERATURA INFANTIL NA ALFABETIZAÇÃO E O PROCESSO DE


(TRANS)FORMAÇÃO DE LEITORES E ESCRITORES
Regiane Pradela Da Silva Bastos, Cancionila Janzkovski Cardoso, Claudia Leite
Brandão
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
A literatura infantil deve fazer parte da (trans)formação de leitores e escritores, pois as
histórias literárias são, comprovadamente, proveitosas para o processo de formação e
constituição humana, nos aspectos cognitivo, afetivo e social. Este artigo tem como
objetivo apresentar processos de ensino e aprendizagem de leitura e de escrita, a
partir de uma prática na qual foi utilizada a obra Menina bonita do laço de fita, de Ana
Maria Machado. As atividades foram realizadas com alunos do primeiro ano do Ensino
Fundamental, na sala em que uma das autoras era professora regente. Como
metodologia de pesquisa nos valemos de abordagem qualitativa, na perspectiva de
estudo de caso. A pesquisa fundamenta-se no direito da literatura infantil para as
crianças, materializado nos atos de ler, ouvir, contar ou escrever, pois se entende que
as vivências e experiências promovidas pelo contato com as histórias ampliam as
referências culturais das crianças, facilitando o desenvolvimento do processo de
aprendizagem da leitura e escrita. No desenvolvimento do trabalho, a narrativa foi
utilizada inicialmente para leitura deleite, com a participação oral das crianças por
meio de inferências, e, posteriormente, para discussão sobre as diferenças étnicas e
aprendizagem da leitura e escrita, com produção de textos (reconto). Os resultados
evidenciam que, ao desenvolver um trabalho de maneira contextualizada com a
literatura, as crianças se sentem mais motivadas e a aprendizagem se torna mais
significativa. Ao recontarem uma história, produzem textos coerentes, mesmo sem o
total domínio da escrita alfabética. Tais textos testemunham aspectos de
(trans)formação desses pequenos leitores e escritores. Palavras-Chave: Literatura
Infantil. Práticas de Leitura e Escrita. Alfabetização.

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A LITERATURA INFANTIL NO PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA


IDADE CERTA: PRÁTICAS LITERÁRIAS EM SALA DE AULA.
Alessandra Ferreira Braga Carrilho, Lucilene Soares Da Costa
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
Este trabalho resgata a relação histórica entre literatura infantil e escola, evidenciando
a finalidade da leitura de textos literários em ambientes escolares, e de que maneira o
Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – Pnaic tem contribuído para a
formação leitora dos alunos das classes de alfabetização. A pesquisa teve como
espaço de investigação três escolas municipais de Campo Grande - MS, analisando,
inicialmente, a presença dos acervos complementares do Pnaic enviados às escolas
de todo o país com o propósito de auxiliar a alfabetização das crianças até o 3º ano do
ensino fundamental. A fim de avaliar a qualidade literária das obras distribuídas e seu
alinhamento às proposições anunciadas pelo programa, empreendeu-se a análise do
acervo contido nas caixas de leitura e, posteriormente, do trabalho didático dos
professores em sala de aula com o referido material, por meio de pesquisa
documental, observação de regências e, por fim, aplicação de questionário específico
aos professores, que abrangia aspectos de sua formação como: a) Vivências literárias;
b) Conhecimento formal sobre literatura; e 3) Práticas literárias com o acervo nas
turmas pesquisadas. Buscou-se na conclusão alinhavar possibilidades para uma
melhor interlocução sobre o tema, tendo em vista o desejo de que a literatura infantil
encontre na escola e em sala de aula um lócus de práticas literárias efetivas e
duradoras. Palavras-Chave: Leitura literária; Ensino Fundamental; PNAIC.

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A LITERATURA MATO-GROSSENSE E AS TIC’S: POR UMA FORMAÇÃO


LEITORA
Eliana Aparecida Dos Santos
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
O presente trabalho apresenta o resultado de uma pesquisa-ação desenvolvida com
alunos do oitavo ano da escola Estadual André Antônio Maggi, localizada no município
de Feliz Natal – MT, objetivando desenvolver o letramento literário nos anos finais do
ensino fundamental com o apoio dos recursos tecnológicos. As discussões
demonstram que não há espaço para o estudo da literatura nas aulas de língua
portuguesa, logo, é evidente que a literatura regional nem faz parte dos planos de
ensino das escolas. Intentando reverter essa situação, propomos a aplicação de uma
sequência expandida, que trabalhou a literatura infantil e juvenil mato-grossense
aliada às tecnologias. Para fundamentar o trabalho, buscamos respaldo em Arroyo
(2011), Cademartori (2012), Candido (1995), Coelho (2000), Colomer (2007), Cosson
(2014), Frantz (2011), Jouve (2012) e Lajolo & Zilberman (2002). Os resultados
obtidos demonstram que a ausência da literatura na sala de aula continua sendo um
dos problemas do ensino. Há a necessidade de se conceber a leitura como atividade
escolar e não como exercício para preencher espaços vazios, além de uma mudança
de postura quanto à presença da literatura e dos recursos tecnológicos nos ambientes
escolares. Entretanto, não podemos resumir as aulas ao uso das tecnologias e
acreditar que a utilização dessas ferramentas seja a solução para a formação de
leitores. É necessário que os profissionais percebam a importância de se estimular o
prazer da leitura, além da percepção criteriosa para aliar os recursos tecnológicos em
prol de uma formação leitora proficiente. Palavras-Chave: Leitura. Literatura mato-
grossense. Recursos tecnológicos.

V Congresso Internacional de Literatura Infantil e Juvenil


Presidente Prudente de 02 a 04 de agosto de 2017
ISBN: 978-85-69697-02-2
ANAIS DE RESUMOS V CONGRESSO
INTERNACIONAL DE LITERATURA INFANTIL E
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(Trans)formação de leitores: travessias e travessuras

A LITERATURA NA FORMAÇÃO DE CRIANÇAS LEITORAS


Mariana Ferreira De Deus
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
Este estudo é fruto de reflexões geradas durante as atividades de pesquisa
desenvolvidas no mestrado, do Programa de Pós-Graduação em Educação da
Universidade Federal de Uberlândia. Estas reflexões abordam sobre como a literatura
infantil é utilizada em diferentes escolas e de que forma o uso de obras literárias
contribui para formar e desenvolver a criança leitora. Diferentes teóricos discutem o
uso da literatura infanto-juvenil enquanto mero artefato pedagógico e que o ensino - na
tentativa de adequar a literatura ao pensamento infantil - reduz a literatura a um único
meio para atingir um objetivo educativo. Em relação à leitura, a bibliografia aponta que
as escolas se baseiam num ensino simplista da língua, que ensinam as crianças a
decodificar a palavra impressa em sons, e muitas vezes o sentido lúdico da leitura é
desprezado. Este estudo, em andamento, pretende investigar: de que forma a escola
pode utilizar a literatura infantil, respeitando seu caráter emancipatório, na formação
de crianças leitoras. A metodologia a ser empregada será do tipo bibliográfica sobre
os fundamentos da literatura em Candido (2000), Coelho (2000) e Cademartori (2010)
e sobre a formação de crianças leitoras em Jolibert (1994). Os primeiros dados
apontam que não há um método específico que possa conduzir o progresso da
criança para o aprendizado da leitura, mas é possível especificar as condições para
que o aprendizado ocorra, tal como proporcionar oportunidades para os aprendizes
testarem suas hipóteses em um ambiente significativo e colaborador, e para isso é
preciso que constantemente leiam, antes mesmo que tenham aprendido a ler.
Palavras-Chave: Literatura Infantil. Leitura. Ensino-Aprendizagem.

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AS VÁRIAS CHAPEUZINHOS VERMELHOS: ANÁLISE DE UM CONTO, UM


RECONTO E UM CONTO SIMPLIFICADO
Ana Laura Garro Dos Santos
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
Este estudo apresenta os resultados da pesquisa As várias Chapeuzinhos Vermelhos:
contos e recontos a partir das preferências de um 4º ano do Ensino Fundamental,
desenvolvida no Mestrado em Educação da Faculdade de Ciências e Tecnologia -
UNESP. A pesquisa, está vinculada ao Centro de Estudos em Leitura e Literatura
Infantil e Juvenil (CELLIJ) e teve como principal objetivo analisar os contos de fadas
sugeridos pelas crianças de um 4º ano do Ensino. Assim, analisam-se três versões do
conto de fadas Chapeuzinho Vermelho: Chapeuzinho Vermelho, na versão de
Perrault, que chamamos de clássico, Chapeuzinho Vermelho – uma aventura
borbulhante, identificada como reconto e Chapeuzinho Vermelho em uma versão
resumida, a qual nomeamos de simplificado. Para tanto, a pesquisa foi desenvolvida
em uma escola municipal de Presidente Prudente. Os procedimentos metodológicos
ocorreram em dois momentos: no primeiro, utilizou-se como instrumento um
questionário para conhecer o perfil e o interesse leitor em relação aos contos de fadas.
O segundo foi realizado a partir de uma roda de conversa, que buscou saber a forma
de acesso dos discentes aos livros (em casa, na sala de leitura, na sala de aula, entre
outros), além da confirmação dos discentes sobre o conto de fadas preferido. Com
base nesses pontos as obras foram analisadas levando-se em consideração os
seguintes eixos temáticos: paratextos, texto não verbal, texto verbal e estratégias de
leitura. Os resultados levaram a crer que as versões do conto clássico e o reconto
oferecem maiores e melhores condições para que os alunos compreendam o texto e
se motivem para lê-lo. Por outro lado, a versão simplificada não tem qualidade estética
e depende de um planejamento do professor para que possa ser utilizada com
ressalvas.

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COLORINDO OS CHAPÉUS: UMA EXPERIÊNCIA DE FORMAÇÃO DE LEITORES-


CONTADORES MIRINS
Adriana Demite Stephani, Robson Coelho Tinoco, Sônia Maria De Sousa Fabrício
Neiva
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
O presente texto relata algumas reflexões e ações realizadas em etapas de dois
projetos de extensão, ―Rodas de leitura: um caminho para formar leitores‖ e ―Contar
histórias: um trabalho de sala de aula‖, em desenvolvimento na Universidade Federal
do Tocantins, Câmpus de Arraias, com apoio do PRODOCÊNCIA. Dentre as ações
desenvolvidas, apresentamos aqui um trabalho realizado com a obra de literatura
infantil ―Chapeuzinhos Coloridos‖, de José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta,
em duas instituições de ensino do município de Arraias – TO. O trabalho originou-se
dos desdobramentos das atividades extensionistas nas escolas quando do encanto de
alunos e professores no momento do compartilhamento ―em roda‖ da referida obra
ilustrando aos professores da escola, participantes do projeto, como e porque contar
histórias e montar rodas de leituras em sala. Essa experiência reforçou nossa
convicção anterior da importância de formações iniciais e continuadas, bem como, da
troca de experiências para a constituição da identidade docente.

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CONTORNOS DA CONTEMPORANEIDADE NO GÊNERO DRAMÁTICO INFANTIL


BRASILEIRO: UMA LEITURA DE A VIAGEM DE UM BARQUINHO, DE SYLVIA
ORTHOF
Luciana Petroni Antiqueira Chirzóstomo, Wagner Corsino Enedino
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
Na contemporaneidade, percebe-se que o teatro para crianças apresenta temática
voltada para a ecologia, para os problemas da vivência infantil, para o
desenvolvimento psicológico da criança, como o medo, a morte, a velhice, o sexo, os
preconceitos, o que revela um amadurecimento do teatro infantil brasileiro. Nesse
sentido, percebemos a pertinência de uma pesquisa que suscite uma reflexão acerca
do teatro infantil como promotor de conhecimento e diversão tanto para as crianças
quanto para os adultos. A partir dos pressupostos teóricos de Magaldi (2004, 1998),
Pallotini (1989), Pascolati (2009), Prado (2009), Ryngaert (1996) e Ubersfeld (2005),
que versam sobre a materialidade do discurso teatral, em consonância com as
considerações de Agamben (2009) acerca das (in)definições do conceito de
contemporaneidade, o presente trabalho tem por objetivo discutir questões relativas ao
gênero dramático na obra A viagem de um barquinho (1975), da dramaturga brasileira
Sylvia Orthof, preconizando aspectos formais e temáticos. Encontramos nesta autora,
personalidade de destaque no movimento literário e teatral ligado às crianças, uma
considerável fonte de pesquisa. Além de dramaturga, Orthof foi diretora, pesquisadora
e professora de teatro. Suas obras são permeadas de comicidade que encantam
crianças e adultos. Em A viagem de um barquinho (1975), a escritora aborda valores
muito caros ao ser humano, tais como: a perda, a separação, a busca do ente querido,
a transitoriedade da vida e a liberdade. No espaço diegético, os protagonistas
―Menino‖ e ―Lavadeira‖ saem em busca do barquinho de papel perdido, vivendo
diversas aventuras e conhecendo personagens até encontrar o que tanto anseiam; já
o barquinho de papel (metáfora da existência humana) viaja em busca de sua própria
identidade.

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DA ILUSTRAÇÃO À PALAVRA: O (RE)DESPERTAR POÉTICO EM SALA DE AULA


Eliana Aparecida Dos Santos, Rosicleia Brito Freitas
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
O presente trabalho é o relato de uma experiência realizada com alunos do ensino
fundamental, com o propósito de motivar e desenvolver a produção literária partindo
da obra Haicais Visuais, de Nelson Cruz, um livro de imagens voltado para os anos
finais do ensino fundamental I. Geralmente, os livros literários que priorizam a
ilustração não recebem, dentro do planejamento escolar, o mesmo espaço que os
livros pautados no código escrito. Entretanto, o pequeno leitor em formação é
estimulado em casa através das leituras imagéticas a fantasiar, criar narrativas,
vivenciar aventuras. Além disso, o trabalho literário com gêneros que saiam do campo
da narrativa não compreendem o planejamento escolar, aliás o texto literário ainda luta
por espaços nos currículos e aulas de Língua Portuguesa. Intentando recuperar o
espaço negado à leitura literária que ultrapasse as barreiras da narrativa, a
experiência relatada tem como foco de análise o papel da poesia e a ilustração no
desenvolvimento do letramento literário em sala de aula. Para fundamentar o trabalho,
buscamos respaldo em Arroyo (2011), Cademartori (2012), Candido (1995), Coelho
(2000), Colomer (2007), Cosson (2014), Faria (2007), Lajolo & Zilberman (2002),
Ramos & Panozzo (2004) e Sorrenti (2009). Os resultados demonstraram que o
trabalho com a ilustração e a poesia motiva os alunos a explorarem o seu vocabulário,
permite a descoberta da sensibilidade, além de evidenciar que o texto literário com ou
sem imagem ou palavra encanta o leitor em formação, o que ainda é necessário no
ambiente escolar é a mediação pedagógica de forma efetiva e sensível quanto ao
valor da poesia em sala de aula

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DIALÉTICA EPISTEMOLÓGICA DA LITERATURA INFANTIL


Roberto Belo
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
Este trabalho visa a discutir alguns dos principais elementos formadores da Teoria
Literária em relação à Literatura Infantojuvenil. Defendemos o texto literário enquanto
obra de arte; a criança, um sujeito político, ativo e lúdico; a literatura, como um
fenômeno de linguagem resultante de uma experiência existencial/social/cultural; e a
leitura como um diálogo entre leitor e texto. Desde seu aparecimento no século XVIII,
decorrente de mudanças marcantes na sociedade, a literatura infantil, fruto da
―ascensão da família burguesa, do novo status concedido à infância na sociedade e da
reorganização da escola‖, vem resistindo a críticas conservadoras e se firmando
enquanto arte. Acreditamos que a literatura deve aguçar as expectativas do leitor
crítico, aquele que, além de questionar o mundo a sua volta, se autoquestiona,
procurando emancipar-se enquanto pessoa. As crianças, assim como todo e qualquer
leitor, devem estar e se sentir livres para pensar por si mesmas. Infelizmente, hoje,
alguns ainda generalizam que toda obra literária destinada às crianças são puramente
didáticas, e nisso há um grave erro. Incomoda-nos saber que a literatura denominada
infantojuvenil tem servido muitas vezes de meio para a inculcação de vontades
alheias; ideologias dominantes que não refletem a realidade das nossas crianças e
dos nossos jovens; histórias medíocres, do ponto de vista estético, sem conteúdo
inteligente, sem desafios, sem provocações, sem significados; histórias que em nada
acrescentam à vida do leitor – se é que lemos para apreender alguma coisa útil. Ora,
conhecer o público a que se destina a literatura infantil é de fundamental importância
para se entender o texto enquanto obra de arte.

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DOCE DE FORMIGA: UM BANQUETE POÉTICO AO PÚBLICO INFANTIL

Sinara Dal Magro, Rosana Rodrigues Da Silva


Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
O presente trabalho visa analisar o imaginário simbólico nos poemas infantis da obra
Doce de Formiga, da escritora mato-grossense, Marta Cocco. Ao longo do percurso
nos aproximamos dos teóricos que defendem a literatura infantil e acreditam que a
poesia é uma das formas de respeitar o mundo da criança, possibilitando a criação de
novas linguagens e compreendendo a arte como um todo carregado de valor
simbólico, que permite dialogar sobre as necessidades humanas mais profundas. Com
Gilbert Durand, abordamos a estrutura do universo simbólico dos homens a partir de
seu posicionamento diante da angústia sobre o tempo e a morte. Os resultados
obtidos até o momento levam a concluir que a autora traz aos poemas uma
representação do inconsciente individual e coletivo ao abordar a imagética animal
como expressão do olhar infantil.

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EIXO PUER-ET-SENEX NA OBRA INFANTO-JUVENIL MATOGROSSENSE UMA


MANEIRA SIMPLES DE VOAR, DE IVENS SCAFF CUIABANO
Julia Raisa Ximenes Figueiredo, Rosana Rodrigues Da Silva
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
A proposta desta pesquisa é abarcar a literatura infanto-juvenil no estado de Mato
Grosso através da obra Uma maneira simples de voar (2006), do autor mato-
grossense Ivens Cuiabano Scaff, com o intuito de realizar uma análise ressaltando as
imagens presentes nela e seus significados para a interpretação da narrativa. Para o
trabalho também será levantada a questão da cultura regional, abrangendo a natureza
e lendas que permeiam no local; além disso também serão ressaltadas as
intertextualidades presentes no livro. O objetivo da análise da obra é ressaltar a
construção do eixo pueret-senex, arquétipos observados ao ver e analisar as
personagens da história, para confirmar esses arquétipos nos basearemos em como
os mesmos são fundamentados nos símbolos e imagens que os rodeiam: água,
árvores e vento.

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ENSINO DA LITERATURA INFANTIL EM INSTITUIÇÕES DE UMA


CIDADEMINEIRA
Amanda Valiengo, Elieuza Aparecida De Lima, Mariana Natal Prieto
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
Este trabalho resulta de pesquisa de Iniciação Científica, cujo objetivo foi analisar
práticas de ensino com a literatura infantil em escolas de Educação Infantil de um
município de Minas Gerais. A metodologia utilizada foi a qualitativa, com os seguintes
encaminhamentos: 1) geração de dados a partir de sessões de observação em
situações de estágio: nessa etapa, a professora universitária junto com 25 graduandos
do Curso de Pedagogia realizou um quadro de observação, fundamentado nas
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, com foco no ensino da
literatura infantil. Cada estudante observou e anotou no Diário de Bordo todas as
situações de ensino da temática durante cerca de 70 horas de estágio; 2)
sistematização dos dados foi efetivada em ações de Iniciação Científica, orientadas
pela mesma professora. Nesta ocasião, socializamos resultados reveladores: poucas
práticas de ensino com foco na literatura infantil, especialmente com as crianças
menores de três anos; os títulos são, em sua maioria, referentes a clássicos da
literatura infantil, embora muitas vezes de versões simplificadas; há iniciativa de cada
dia uma criança levar um livro para casa, ler com os familiares e depois contar na
escola; a professora lê alguns livros em voz alta, mostrando as imagens, mas com
pouca frequência e sem utilização de diferentes recursos (como os corporais, sonoros,
gestuais).

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ENSINO DE LITERATURA E FORMAÇÃO DE VALORES HUMANOS


Luzia Ferreira Pereira Enéas
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
Resumo: Os textos da literatura infantil propõem especialmente mundos possíveis à
luz dos quais partilham valores vários de natureza humanística com os seus leitores.
O artigo aborda questões subjetivas e existenciais da condição humana, tendo como
objetivo analisar a contribuição dos livros de educação infantil para a formação da
condição humana, bem como os problemas que podem surgir na prática educacional
quando é construída em torno de leis, discursos sem valorizar a diversidade da
realidade brasileira. Nossa metodologia centra-se na revisão bibliográfica,
especialmente na Lei 9.394/96, e nos PCNs. Fundamentamos nossas analises em
autores como Ítalo Calvino (1990); Bachelard (2012); Morin (2006); Delors (2012)
dentre outros que investem numa educação complexa, interdisciplinar e humanística.
Constatamos que, apesar dos esforços das leis para garantir uma prática da educação
pautada na representação dos valores humanos por meio da literatura, esbarra na
fragmentação dos conteúdos disciplinares como na ação dos professores que não
percebem a literatura como uma possibilidade de compreensão do universo empírico
histórico-factual das crianças. Palavras-chave: literatura. formação humana. valores
humanísticos.

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IDENTIDADE E MEMÓRIA EM OS MENINOS MORENOS DE ZIRALDO: UM


DIÁLOGO COM O FLICTS EM BUSCA DA IDENTIDADE CULTURAL DO JOVEM
LEITOR
Marciele Marchesan
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
Com caráter de pesquisa histórico-literária, o presente artigo tem como objetivo
analisar a obra Os Meninos Morenos (2005) realizando um diálogo com o Flicts
(2005), ambas escritas por Ziraldo, voltadas para o público infantil juvenil. Em Os
Meninos Morenos, o autor rememora suas experiências de infância, abordando a
complexidade da formação do povo latino americano. Em Flicts, Ziraldo narra à
história de uma cor que não encontrava seu lugar no mundo, entretanto, há
controvérsias, já que a cor Flicts pode ser vista como a busca do indivíduo pela sua
própria identidade.Nesse artigo além da análise e discussão sobre a identidade,
buscamos discutir a respeito da questão da narrativa memorialística. Por fim,
discutimos a respeito da formação do leitor e a importância da literatura infantil juvenil
para a formação da identidade cultural, para que essa criança ou jovem leitor possa se
reconhecer nela e saber interpretar a sua própria cultura.Para sustentação da análise
recorremos a alguns teóricos como Candido (1989, 1972 e 2011) tratando sobre a
questão do poder humanizador que a literatura exerce sobre o ser humano; Cosson
(2012) com relação ao letramento literário e a formação do leitor; Halbwach (2004)
fazendo uma abordagem sobre a perspectiva da memória individual e coletiva e Hall
(2002) com relação à identidade. Pode-se concluir que a obra de Ziraldo fornece uma
infinidade de informações históricas e culturais de uma forma leve e descontraída,
além de fornecer ao leitor que está em formação um pouco sobre a nossa história,
cultura e origem, a fim de revelar quem nós somos e poder sensibilizar e tornar as
crianças e jovens mais críticos e receptivos a diversas temáticas, além de fazer com
esses jovens entendam, apreciem e tenham orgulho das origens da qual fazem parte.

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LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÂO DOCENTE: ESTUDOS E REFLEXÕES


Heloísa Helena Vieira De Melo, Deise Machado Da Silva, Patricia Cardoso Soares,
Roberta Caetano Da Silveira
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
Esta pesquisa, de caráter qualitativo, tem a intenção de verificar como se dá a
formação contínua em serviço do docente, com vistas à leitura literária e sua atuação
na formação do aluno enquanto leitor literário, em escolas municipais do Ensino
Fundamental I em Araçatuba/SP. A importância da literatura como direito e para a
formação humana terá tratamento especial, uma vez que se configura, segundo
Cândido (1989), como fator indispensável de humanização, atuando diretamente no
consciente e no inconsciente do sujeito. No ensino público, deste município, a
formação contínua em serviço se dá em 2 (duas) horas semanais de trabalho
pedagógico coletivo (HTPC) e em 2 (duas) horas semanais de trabalho no
desenvolvimento de projeto e pesquisa (HTPP). Foca leituras e estudos de interesse
pedagógico da comunidade escolar, momentos em que identificaremos por meio de
questionário, enviado aos coordenadores pedagógicos (CPs) das 28 escolas do
referido sistema de ensino, se essa formação aborda o tema em questão, se ocorrem
estudos e reflexões sobre a educação literária com ênfase na leitura de livros de
literatura infantil e juvenil. Assim posto, se o olhar e a ação educativa do CP, em
relação à formação dos docentes, favorecem ou não à reflexão sobre as práticas
pedagógicas voltadas para a leitura literária. Para isso, pautamo-nos em Feldmann
(2009) que trata sobre os processos de formação docente em consonância com a
escola na contemporaneidade. Colocamos em pauta a qualidade dessa formação
mediante a crise pela qual passa a escola, sendo necessárias políticas públicas que
garantam a participação ativa dos docentes desde as instâncias decisórias do
currículo quanto do trabalho pedagógico. Palavras-Chave: Leitura Literária. Formação
Docente. Políticas Públicas de Literatura.

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LEITURA LITERÁRIA NA PRÁTICA DOCENTE: DA ELEVAÇÃO DO PENSAMENTO


AO PROTAGONISMO DA CRIANÇA
Patricia Cardoso Soares, Fabiana Barbom Mendes, Fernando José Fraga De
Azevedo, Rosana Benevides Ferreira
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
O presente estudo tem como objetivo analisar as práticas pedagógicas de incentivo à
formação do leitor literário em escolas municipais do Ensino Fundamental I da cidade
de Araçatuba/SP, refletindo sobre a relação estabelecida entre literatura e educação,
bem como, as formas como ocorre a leitura literária. De caráter qualitativo, utilizou-se
de questionário enviado aos coordenadores pedagógicos (CPs) de 28 escolas para
observar as práticas docentes relacionadas à formação do leitor literário desenvolvida
no sistema de ensino em questão. Amparado em Souza (2010), Arena (2010), Cosson
(2011), Coelho (2012), tratar-se-á sobre as práticas de leitura literária na sala de aula,
analisando como vêm cumprindo seu papel de aproximar leitor e livro de literatura. Em
Azevedo (2006) e Blanca-Ana (2013) abordaremos sobre a literatura na sala de aula
com vistas a promover a elevação do pensamento, o protagonismo da criança e sua
constituição como homem sujeito. Em Soares (2009), analisaremos as relações
existentes entre o processo de escolarização e a literatura infantil e juvenil.
Consideramos que não podemos negar a inevitável escolarização da literatura na
escola, pois, negar tal fato seria negar a própria escola, contudo, por meio de práticas
condizentes e adequadas é possível realizar um trabalho que possibilite, além do
conhecimento cognitivo, o reconhecimento do livro de literatura infantil e juvenil como
algo crucial para a formação humana através da leitura fruitiva. Palavras-Chave:
Leitura Literária. Prática Docente. Formação para o Protagonismo.

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LER O LIVRO ILUSTRADO EM SALA DE AULA: O QUE UM GRUPO DE


PROFESSORAS DO ENSINO FUNDAMENTAL TEM A NOS DIZER?
Andrea Rodrigues Dalcin
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
Esta pesquisa objetiva conhecer as maneiras de ler o livro ilustrado em sala de aula.
Para tanto, escolhemos cinco professoras do 1º ao 5º anos de duas escolas públicas
com a intenção de mergulharmos no cotidiano de suas práticas junto às crianças na
busca pela singularidade em seus estilos de ação. A cultura escolar de leitura, o ler
para a criança e ler pela criança se constituíram como algumas das operações que, no
jogo entre texto, imagem e suporte promovidos pelo livro ilustrado, a invenção de
possibilidades a partir do que está disciplinado constituiu as maneiras de fazer e,
consequentemente, o ensino da literatura. Mas, que invenções são essas? Como
acontecem em sala de aula? Em nossa pesquisa de campo ancorada em operações
que envolveram entrevista, diálogo formativo e acompanhamento em sala de aula,
descobrimos que as professoras acreditam, na maioria das vezes, que aquilo que
fazem não tem importância porque ―todo mundo faz igual‖. Parece que as professoras
não percebem que as operações realizadas possuem sutilezas que as distinguem
umas das outras mesmo diante do que está prescrito para acontecer ao mesmo
tempo, da mesma forma, na mesma ordem, porém com pessoas que são de carne,
osso e datadas historicamente. A pesquisa visa contribuir para o campo dos estudos
sobre as práticas de leitura na escola, e também à formação de professores,
orientando-se por contribuições teóricas, principalmente, de Certeau (2007) no que se
refere às práticas cotidianas, Ginzburg (2003) que traz contribuições acerca do
paradigma indiciário e as singularidades e Chartier (2002) que nos ajudará a olhar
para a materialidade do objeto livro.

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LER, REMEMORAR E ESCREVER: UM DIÁLOGO ENTRE O ENSINO DE


LITERATURA E A PRODUÇÃO TEXTUAL
Gildene Lima De Souza Fernandes, Alessandra Cardozo De Freitas, Danielle
Medeiros De Souza
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
O presente artigo discorre sobre a contribuição da literatura para a produção textual de
crianças escolares, com enfoque na natureza autoral e memorialística da escrita.
Consiste em um relato de experiência, em desenvolvimento, analisado à luz de
referencial teórico, cujos sujeitos são crianças do 5º ano do Ensino Fundamental. Tal
experiência vem sendo motivada pelo desafio constante de construir intervenções
pedagógicas inovadoras que possam encaminhar a formação de escritores autônomos
e criativos, mediante o contato sistemático com obras memorialísticas de autores de
literatura. Sua relevância consiste na possibilidade de refletirmos sobre o papel do
mediador na relação entre a formação de leitores e a formação de escritores, no
reconhecimento da literatura como arte e no diálogo que o texto faz com a vida e com
a memória dos aprendizes. Para isso, desenvolvemos situações de apreciação de
memórias literárias e, concomitantemente, de escrita de memórias escolares por parte
de crianças que estão encerrando um ciclo da sua escolaridade e ao mesmo tempo se
preparando para mudança de escola. Utilizamos como referencial teórico Amarilha,
2013; Calkins, 1989; Freitas, 2002; Graves e Graves, 1995; Oliveira, 2004 e Vygotsky,
1997. Esperamos que as análises aqui tecidas venham elucidar proposições
pedagógicas para formação literária de crianças e fomentar o desenvolvimento de
práticas onde elas possam vivenciar o papel de escritoras que resgatam, por meio de
seus textos, suas memórias e experiências com a arte da palavra.

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(Trans)formação de leitores: travessias e travessuras

LITERATURA DE CORDEL: UMA ABORDAGEM SOCIODISCURSIVA


Clotildes De Souza Farias, Áureo José Barbosa, Cristiana De Jesus Xavier, Keila
Antônia Barbosa Souza
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
É na escola que a maioria das crianças têm os primeiros contatos com o mundo
literário, dessa forma, este ambiente de aprendizagem é de fundamental importância
para a formação do sujeito como leitor. Nesse sentido, esse trabalho de caráter
bibliográfico, tem por objetivo propor uma reflexão sobre a relevância do trabalho
pedagógico em sala de aula com o gênero do discurso literatura de cordel para o
estudo da linguagem nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Aportaremos nos
preceitos que abrangem a teoria discursiva bakhtiniana para compreensão do gênero
em questão, tomando-o como um produto de práticas sociais historicamente situadas,
e também nos direcionamentos propostos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais
(PCN) para o trabalho pedagógico com gêneros. Como resultado da análise, podemos
perceber que, ao tomar-se o gênero literatura de cordel como um evento
comunicativo, prenhe de marcas sociais historicamente situadas, o professor
proporciona aos seus alunos o contato com a literatura popular e, consequentemente,
ajuda na valorização de uma cultura historicamente marginalizada. Palavras-Chave:
Literatura de cordel. Ensino. Gêneros discursivos.

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LITERATURA INFANTIL E A PESQUISA CIENTÍFICA


Simone Strelciunas Goh
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
A educação superior abarca três finalidades: profissionalizar, iniciar a prática científica
e formar a consciência político-social do estudante. Tais conhecimentos devem ser
desenvolvidos por meio de experiências ativas e não assimilados de maneira passiva.
Cabe à universidade o envolvimento não apenas com o ensino, mas sobretudo com a
pesquisa, de maneira que possibilitará ao egresso uma atuação política e cidadã. O
objetivo deste trabalho é cotejar as três finalidades da educação apontadas, para tal
descreveremos as ações e práticas desenvolvidas na iniciação científica,
especificamente no curso de Pedagogia, tendo como corpus a literatura infantil. Tal
escolha se justifica por ser a literatura o espaço e o lugar onde os homens se
reconhecem a si mesmos, bem como ressignificam a multiplicidade e as
transformações da vida, suas histórias e estórias. A literatura foi a principal forma pela
qual recebemos a herança da tradição que nos cabe transformar mediante a óptica de
conhecimento da complexidade do mundo e da nova forma transdisciplinar de pensá-
lo. Ao futuro professor cabe a Universidade fomentar o desenvolvimento de suas
competências, com ênfase na administração de sua própria formação contínua, o que
o percurso de iniciação científica possibilita e o viés em literatura infantil ratifica.
Elencaremos trabalhos que foram desenvolvidos na modalidade de Iniciação Científica
e que permitiram que o futuro professor da educação básica pudesse construir uma
postura crítico-analítica sobre a literatura infantil, uma vez que essa é a melhor forma
de leitura do mundo e que se faz urgente na formação de crianças e jovens.

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LITERATURA INFANTIL E IDENTIDADE ÉTNICO-RACIAL: EXPERIÊNCIAS


FORMATIVAS NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO DO CURSO DE PEDAGOGIA
Ana Corina Machado Spada, Francisco Gonçalves Filho
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
Este texto relata as experiências vivenciadas a partir da orientação do estágio
supervisionado em educação infantil (creche e pré-escola), no curso de pedagogia. O
estágio foi orientado considerando o grupo de estudos e pesquisas que articula
discussões sobre infância e a questão étnico-racial. Tendo em vista o fato de que as
ações formativas dos discentes seriam realizadas no âmbito da educação infantil,
optamos por desenvolver um trabalho orientado por uma publicação direcionada às
crianças, que possibilitasse a reflexão em torno de elementos que envolvem a
identidade étnico-racial. Os objetivos que nortearam as etapas dessa atividade foram:
promover a reflexão sobre questões étnico-raciais na formação inicial de professores;
inserir no cotidiano escolar a discussão sobre identidade racial; contribuir para a
implementação da Lei 11.645/2008 que versa sobre o ensino da cultura afrobrasileira
na educação. A metodologia considerou o texto literário, intitulado O cabelo de Lelê,
que discorre acerca dos questionamentos feitos por uma criança negra acerca da
origem dos cachinhos de seus cabelos. Os cabelos são o fio condutor para um
conjunto de discussões a respeito da identidade racial da criança e traz elementos que
subsidiam reflexões relativas à diversidade de nossas origens, manifestada por
características físicas e também por costumes, tradições, histórias e demais aspectos
culturais. O desenvolvimento dessa atividade subsidiou não somente a realização do
estágio supervisionado em educação infantil, como também orientou a realização de
novas leituras e pesquisas que se propõem a pensar a formação docente, o espaço
escolar e a problematizar a identidade étnico-racial.

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LITERATURA SURDA INFANTIL E AS DIFICULDADES COMUNICATIVAS


ENFRENTADAS PELOS SURDOS
Maurício Loubet, Alcione Maria Dos Santos
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
A contação de histórias é primordial para incentivar a apropriação da leitura e da
escrita pelas crianças, compondo parte da educação infantil. As rodas de leituras e o
contato das crianças com ou sem deficiência com os livros infantis são relevantes por
ajudar no desenvolvimento cognitivo e emocional. Dessa forma, o presente estudo
objetiva descrever e analisar, por meio da pesquisa bibliográfica e exame de três
obras literárias, as dificuldades comunicativas vivenciadas pelos Surdos; as obras
analisadas são: A casa amarela (FERRARI, 2008); Um mistério a resolver: o mundo
das bocas mexedeiras (OLIVEIRA; CARVALHO; OLIVEIRA, 2008); Cinderela Surda
(KARNOPP; HESSEL; ROSA, 2003). Na investigação desses materiais, as ilustrações
e os textos elaborados destacam que os personagens Surdos estão evoluindo por
meio dos diálogos mediados em língua de sinais fortalecendo, assim, a identidade
Surda. Palavras-Chave: Literatura infantil. Cultura surda. Língua Brasileira de Sinais.

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LIVRO-IMAGEM: UMA ABORDAGEM ESTÉTICA DA NARRATIVA


Luis Carlos Barroso De Sousa Girão
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
Operar as distintas possibilidades de constituição narrativa provenientes de uma obra
de arte literária que não faz uso do texto verbal é desafio constante para os jovens
leitores que se encontram diante do livro-imagem, assim como para aqueles que
realizam a mediação de leitura desses textos visuais. Partindo dessa perspectiva
pautada na visualidade, propomos uma breve reflexão que lance luz ao viés estético
no trabalho com esse tipo de produção literária infantil e juvenil, composta em
narrativa pictórica. Fundamentamos nossa proposta de comunicação nos escritos de
Maria Nikolajeva, quando a pesquisadora russa aponta uma abordagem estética da
narrativa em seu livro Aesthetic approaches to children’s literature: an
introduction (2005), em diálogo com o pensamento de Georges Didi-Huberman,
quando o filósofo francês questiona o olhar e sua capacidade de revelar a narrativa
oculta numa obra de arte visual no ensaio Diante da imagem: questão colocada aos
fins de uma história da arte (2013). Para a realização de uma leitura que leve em
conta esse olhar crítico e desvelador, mobilizaremos as obras sem palavras A
pequena marionete (2007), de Gabrielle Vincent, e Espelho (2009), de Suzy Lee.

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LIVRO-JOGO: ATRATIVO PARA A LEITURA JOVEM


Pedro Panhoca Da Silva
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
Leituras não lineares que vão além do gênero ―drama interativo‖, os livros-jogos –
híbridos de leitura não linear com sistemas de RPG simples de serem jogados –
mostram-se ferramentas no estímulo à leitura jovem. Por conterem relevantes
referências intertextuais, as quais variam desde a literatura de fantasia ao horror e
ficção científica, podem levar o jovem leitor-jogador à literaturas ―maiores‖, ajudam-no
a assimilar conteúdos e aplicações práticas na vida real e/ou fantástica. Tal exercício
pode ser feito em sala de aula, mediado por professores das mais diversas disciplinas,
e tem mostrado uma boa eficácia nos casos testados. É por meio desse atrativo que o
leitor poderá aprender de forma não tradicional – caso essa seja ineficaz para consigo
– e lúdica algo a ele apresentado. Não necessariamente o mediador precisa de alto
poder aquisitivo para tais títulos nem aprender a fundo o conteúdo de cada um, mas
com uma boa noção para criar materiais exclusivos para a interação com os leitores
em potencial usando apenas sua imaginação resultados e produtos inesquecíveis
podem ser obtidos dessa experiência, muitas vezes criticada de forma negativa aos
que se recusam a inovar e manter o conservadorismo da forma tradicional de
estímulo.

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MÉTODO RECEPCIONAL: UM CAMINHO PARA O ENSINO DE LITERATURA NO


ENSINO FUNDAMENTAL I?
Daiana Lima Tarachuk, Elisa Maria Dalla-Bona
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
O Método Recepcional criado por Bordini e Aguiar (1993), vem sendo aplicado mais
frequentemente para turmas a partir do 6º ano do ensino fundamental. Em revisão de
literatura feita nos sites de busca de trabalhos acadêmicos foram encontradas apenas
quatro dissertações e uma tese abordando a sua aplicação nos anos iniciais. Este
trabalho apresenta uma proposição de aplicação do Método Recepcional para os
alunos pequenos e em fase de alfabetização, frequentando um 3º ano, numa escola
municipal de Curitiba. A partir das cinco etapas do Método Recepcional, será
construída uma sequência didática a ser aplicada, com o objetivo de formar o aluno
leitor e autor de literatura. A primeira etapa, determinação do horizonte de
expectativas, consiste num diálogo entre a pesquisadora e a professora da turma que
apontou o interesse deles pelos contos de fadas. No atendimento do horizonte de
expectativas, a turma é exposta à leitura de diversos contos de fadas sendo guiada
para perceber a arquitetura (personagens, espaço, tempo etc.) deste gênero. A
ruptura do horizonte de expectativas acontece por meio da leitura do conto A moça
tecelã (Marina Colasanti), porque diferentemente das protagonistas dos contos
clássicos, é uma mulher dona do seu destino. O questionamento do horizonte de
expectativas promove a discussão e comparação entre os textos lidos, aprimorando a
reflexão sobre a estrutura dos contos. A ampliação do horizonte de expectativa, ocorre
a partir da leitura da obra O fantástico mistério de feiurinha (Pedro Bandeira), quando
são introduzidos novos desafios com a construção de um roteiro para a elaboração de
um conto de fadas de autoria dos alunos. Ao final do processo espera-se que eles
alcancem níveis mais complexos de imersão no texto literário.

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OS APLICATIVOS DIGITAIS DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS E SUAS


IMPLICAÇÕES NA AÇÃO LEITORA
Ellen Maira De Alcântara Laudares, Ilsa Do Carmo Vieira Goulart
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
Este trabalho, que contou com apoio da FAPEMIG, é parte da pesquisa de mestrado,
intitulada A ação leitora nos aplicativos digitais de Contação de Histórias. Para esta
comunicação, pretende-se apresentar os primeiros resultados obtidos. A pesquisa visa
analisar de que modo as narrativas digitais reproduzidas em aplicativos de Contação
de histórias impactam ou modificam as formas do leitor de se relacionar com o texto. A
hipótese é que esses aplicativos proporcionam novas formas de relação do leitor com
o texto, criando outras possibilidades de ação leitora. Para isso, aplicativos de
Contação de histórias serão categorizados segundo as suas características de
movimento, imagem e som. Será analisada como se dá a ação leitora nestes Apps,
bem como serão propostas alternativas didático-pedagógicas, para a inserção dos
aplicativos de Contação de histórias, em atividades escolares da educação básica.
Como critério a ser observado, será dada a primazia aos aplicativos que podem ser
operados isocronamente em smartphones, tablets e computadores. A exequibilidade
desta investigação foi verificada através de uma pré-amostragem que constatou a
existência de mais de 200 aplicativos digitais de Contação de histórias distintos. Será
realizada a análise das informações técnicas, das características e funções dos apps
de Contação de histórias, bem como uma descrição minuciosa de como as histórias
podem ser exploradas ou desenvolvidas, buscando identificar com isso, quais as
possibilidades e formas de se contar e interagir com as histórias. Espera-se contribuir
para com a compreensão do indivíduo acerca da utilidade e funcionalidade dos
aplicativos digitais de Contação de histórias, bem como elucidar as questões relativas
à como se dá a ação leitora destes artefatos digitais.

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PESQUISAS SOBRE LITERATURA INFANTIL E JUVENIL EM MATO GROSSO DO


SUL : O ESTADO DO CONHECIMENTO ENTRE 2005-2016
Gisele Aparecida Ribeiro Sanches, Estela Natalina Mantovani Bertoletti, José Antonio
De Souza
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
De acordo com as considerações apresentadas na disciplina Literatura Infantil e
Juvenil e Formação do Gosto, a Literatura Infantil e Juvenil pode ser caracterizada
como uma área de estudo que está presente em áreas do conhecimento científico
como Letras, Educação, Psicologia, Biblioteconomia, dentre outras, cada qual
privilegiando uma abordagem a respeito do tema. Sendo assim, o objetivo deste
estudo é apresentar as temáticas de pesquisa referentes à Literatura Infantil e Juvenil
no estado de Mato Grosso do Sul de 2005-2016 por meio dos estudos vinculados a
programas de pós-graduação em Letras e Educação do estado. As instituições
selecionadas foram: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS),
Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Universidade Estadual de Mato
Grosso do Sul (UEMS) e Universidade Católica Dom Bosco (UCBD). Em razão de se
tratar de um estudo bibliográfico, foi feito um levantamento do estado do conhecimento
na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações-BDTD, mantida pelo Instituto Brasileiro
de informação Ciência e Tecnologia-IBICT. Por ser uma base de dados de
reconhecimento e confiabilidade, que reúne a produção científica nacional,
selecionamos as teses e dissertações encontradas a respeito de Literatura Infantil e
Juvenil. A busca foi feita a partir da eleição dos descritores Literatura Infantil, Literatura
Juvenil e Literatura Infantil e juvenil. Também foram feitas pesquisas nas bases de
dados das Instituições escolhidas, a fim de cobrir a maior possibilidade de
recuperação de registros. Não há a intenção de exaustividade no processo de
levantamento e sim apontar a produção científica entre 2005-2016 dos estudos que
têm como temática a Literatura Infantil e juvenil.

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PRÁTICAS DE LEITURA NA SALA DE AULA DE ALFABETIZAÇÃO: LITERATURA


INFANTIL E ENSINO
Mariana Bortolazzo
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
Este trabalho representa um recorte da tese de doutorado da autora e busca discutir
algumas práticas de leitura realizadas pela professora que participa da pesquisa, com
uma turma de alfabetização, 1º ano do Ensino Fundamental. Buscamos identificar: que
práticas são essas? Como os livros de Literatura Infantil são utilizados em sua
materialidade e em seu conteúdo? Quais os objetivos da leitura realizada diariamente?
Quais suas relações com as demais práticas de ensino? Entende-se a leitura como
uma prática cultural que envolve a materialidade do texto, sua produção, circulação,
recepção, entre outros. (CHARTIER, 1990). Identificamos os alunos como estando no
polo da recepção e a professora como mediadora dos textos literários, conforme
compreende Petit (2008). O objetivo do artigo, dessa forma, consiste em levantar e
analisar algumas práticas docentes relacionadas às práticas de leitura literária em uma
sala de alfabetização, buscando relacioná-las às demais práticas de ensino. Algumas
práticas consideradas de leitura diária (sugeridas pelo material didático utilizado)
sugerem, a partir das observações possíveis, um uso do texto literário ainda bastante
amarrado às práticas de ensino – interpretação de textos, respostas à questionários,
produção de reescrita, aproveitamento para discutir outros temas em questão, etc. A
metodologia utilizada foi a pesquisa de campo, na qual a pesquisadora recorreu a
anotações em caderno de campo e entrevistas semiestruturadas com a professora. O
corpus da pesquisa é analisado à luz da História Cultural, contando com Anne Marie
Chartier (2007), Roger Chartier (1990), Michel de Certeau (1985; 1998); além das
contribuições de Ginzburg (2001), com o paradigma indiciário, e de Bakhtin (2010),
relacionadas à análise do discurso.

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PRESCILIANA DUARTE DE ALMEIDA E A LITERATURA INFANTIL


Raissa Nunes Pinto
Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
Apresenta-se neste estudo, pesquisa em andamento sobre a autora Presciliana
Duarte de Almeida (1867-1944), mulher, escritora, da década de 1910, no Brasil, que
se dedicou a escrever Literatura Infantil voltada para o ensino de crianças em idade
escolar da época. A metodologia utilizada é a pesquisa bibliográfica e documental.
Busca-se por meio desta pesquisa, contribuir para estudos sobre autores que
produziram literatura infantil antes de Monteiro Lobato (1867-1944) principalmente
autoras, que foram esquecidas pelos pesquisadores da área de Literatura Infantil no
país, uma vez que, na história da Literatura Infantil brasileira existem lacunas que
precisam ser preenchidas por estudos da área. Já foi possível localizar alguns estudos
sobre a autora, e até o presente momento estão sendo analisados. Há uma larga
produção acadêmica sobre a vida e obra de Monteiro Lobato, no entanto, autores que
o antecederam e talvez até influenciaram sua produção foram, até o momento, pouco
visitados. Busca-se, pois, preencher pelo menos um pouco dessa lacuna, pesquisando
a vida e a obra de Presciliana Duarte de Almeida. Palavras-Chave: Literatura Infantil.
Mulher. Pesquisa.

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PROJETOS DE LITERATURA INFANTIL: RELATOS DO PIBID-INTERDISCIPLINAR


EM SINOP, MATO GROSSO

Adriana Lins Precioso


Eixo Temático 08: Literatura infantil e ensino - Comunicação Oral
O trabalho com o PIBID – ―Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência‖
oportuniza aos discentes a inserção na escola para vivenciarem esse universo e
também atuarem neste meio trazendo inovações em projetos de intervenção
desenvolvidos nas escolas. Já para os supervisores/professores, há a oportunidade de
participarem como coformadores dos futuros docentes, além de contribuírem com a
articulação tão desejada da teoria e da prática, tendo acesso a textos contemporâneos
sobre as questões de alfabetização, letramentos, meio ambiente, cultura, leitura e
escrita. O maior desafio da formação continuada neste formato é possibilitar ao
professor do ensino fundamental a habilidade para teorizar sua prática dando-lhe
autonomia e reforçando a necessidade de apresentação de suas atividades em
eventos para a comunidade ou no meio acadêmico. O sub-projeto ―Interdisciplinar –
formação para a diversidade: Educação Linguística, Educação para a Diversidade
Cultural e Educação Ambiental nas Licenciaturas (Letras e Pedagogia) no contexto da
Amazônia Mato-Grossense e entorno do Parque Xingu, na UNEMAT – Universidade
do Estado de Mato Grosso, Campus de Sinop, atende a cinco escolas do município de
Sinop, conta com quatro coordenadores, doze supervisores e sessenta e três bolsistas
dos cursos de Letras e Pedagogia. Para este trabalho, trazemos as experiências com
projetos de leitura de textos literários, sua aplicação nas escolas, alguns equívocos
relacionados ao uso da literatura em sala de aula e o processo de intervenção dos
coordenadores na formação paralela que dá subsídios para o desenvolvimento das
propostas nas escolas.

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ACERVO, ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DA BIBLIOTECA ESCOLAR:


DESAFIOS DA ESCOLA MUNICIPAL ALMIRANTE TAMANDARÉ, EM CORUMBÁ-
MS
Nilcilene Rodrigues
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Apresentação de Pôster
Este trabalho apresenta os resultados de investigação das condições da biblioteca da
Escola Municipal Almirante Tamandaré , em Corumbá-MS, no que se refere ao seu
acervo, sua organização e formas de funcionamento. Os resultados aqui expostos
resultam do desenvolvimento do Curso de Extensão ―Biblioteca Escolar e Práticas
Educativas‖, oferecido no segundo semestre de 2016, pela UFMS/Campus do
Pantanal. Durante o referido curso, do qual fui membro da equipe de execução, tive a
oportunidade de observar e discutir sobre os avanços e desafios da referida biblioteca
com os professores e gestores da escola. Concluimos que a biblioteca da Escola
Municipal Almirante Tamandaré apresenta uma infraestrutura favorável, com mobiliário
básico e um amplo espaço climatizado, que carece de organização adequada. Os
desafios a serem resolvidos para que esta biblioteca se torne um espaço favorável à
formação de leitores diz respeito à organização do espaço e acervo, à ampliação do
acervo, à disponibilização de funcionário em horário integral, e a implementação de
rotina de empréstimo de materiais e de programas de leitura que atendam 100% da
comunidade escolar. A fundamentação teórica apoia-se em Paiva (2004), Perrotti
(2008), Souza (2009), Arena (2009), Silva (2009), Di Giorgi;Rigoleto (2009),
Santos;Souza (2009), Lopes;Balça (2013), Luiz (2013), Feba;Vinhal (2013) e
Batista;Santos (2013), autores que tratam das condições de funcionamento, da
organização do espaço, da importância do acervo e de programas de leitura para que
a biblioteca possa ser protagonista no processo de formação de leitores no contexto
escolar.

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ACERVO, ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DA BIBLIOTECA ESCOLAR:


DESAFIOS DA ESCOLA MUNICIPAL CLIO PROENÇA, EM CORUMBÁ-MS
Cristiane Déa Pereira Galeano
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Apresentação de Pôster
Este trabalho apresenta os resultados de investigação das condições da biblioteca da
Escola Municipal Clio Proença, em Corumbá-MS, no que se refere ao seu acervo, sua
organização e formas de funcionamento. Os resultados aqui expostos resultam do
desenvolvimento do Curso de Extensão ―Biblioteca Escolar e Práticas Educativas‖,
oferecido no segundo semestre de 2016, pela UFMS/Campus do Pantanal. Durante o
referido curso, do qual fui membro da equipe de execução, tive a oportunidade de
observar e discutir sobre os avanços e desafios da referida biblioteca com os
professores e gestores da escola. Concluímos que a biblioteca da Escola Municipal
Clio Proença deveria ter um espaço maior e mais equipado, melhorar o acervo, e
aumentar o acervo literário, principalmente com obras da literatura juvenil.
Observamos também a necessidade de profissional em tempo integral no local. A
fundamentação teórica apoia-se em Paiva (2004), Perrotti (2008), Souza (2009),
Arena (2009), Silva (2009), Di Giorgi;Rigoleto (2009), Santos;Souza (2009),
Lopes;Balça (2013), Luiz (2013), Feba;Vinhal (2013) e Batista;Santos (2013), autores
que tratam das condições de funcionamento, da organização do espaço, da
importância do acervo e de programas de leitura para que a biblioteca possa ser
protagonista no processo de formação de leitores no contexto escolar.

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ACERVO, ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DA BIBLIOTECA ESCOLAR:


DESAFIOS DA ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO INTEGRAL TILMA FERNANDES
VEIGA & VALÓDIA SERRA, EM CORUMBÁ-MS.
Josy Laura Pereira Da Costa, Heloise Fernandes De Carvalho, Jonathan Gonçalves
Dos Santos, Ricardo Modesto De Pinho
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Apresentação de Pôster
O objetivo deste relato é apresentar o trabalho de adequação da biblioteca da Escola
Municipal de Ensino Integral Tilma Fernandes Veiga & Valódia Serra, em Corumbá-
MS, Para isso, exporemos as etapas e desafios resultantes desse processo que
ocorreu em dois momentos. Primeiro: reforma física, da qual resultou a ―parede das
ideias‖, a pintura e redistribuição de prateleiras e, por fim, a organização do ―espaço
formal‖, contendo a mesa do professor e quatro jogos de mesas e cadeiras escolares;
e do ―espaço informal‖ com tapetes, almofadas, cortinas coloridas e brinquedos
pedagógicos. Segundo: organização e melhor disposição do acervo, que agora conta
com dicionários, livros para pesquisas, atlas, livros paradidáticos, literatura infantil e
juvenil, além de livros e DVDs de apoio pedagógico. O desafio para que esta biblioteca
seja um espaço de formação de leitores consiste em organizar o seu funcionamento.
Para isso é essencial a contratação de um profissional que atenda em horário integral
para criação de rotina de frequência e implantação de programas de leitura que
alcancem toda a comunidade escolar. Este trabalho de adequação fez parte do projeto
de leitura ―Histórias transformando histórias‖, desenvolvido no segundo semestre de
2016, em que alunos e professores se envolveram com a leitura e a contação de
histórias. A fundamentação teórica está pautada em SOUZA (2009), SILVA (2009),
ARENA (2009), autores estudados durante o Curso de extensão ―Biblioteca escolar e
práticas educativas‖, promovido pela UFMS/Campus do Pantanal, durante o segundo
semestre de 2016. Palavras-Chave: Leitura. Formação do leitor. Biblioteca escolar.

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ACERVO, ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DA BIBLIOTECA ESCOLAR:


DESAFIOS DA ESCOLA MUNICIPAL DJALMA DE SAMPAIO BRASIL, EM
CORUMBÁ-MS
Patricia Ribeiro Bobadilha
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Apresentação de Pôster
Este trabalho apresenta os resultados de investigação das condições da biblioteca da
Escola Municipal Djalma de Sampaio Brasil, em Corumbá-MS, no que se refere ao seu
acervo, sua organização e formas de funcionamento. Os resultados aqui expostos
resultam do desenvolvimento do Curso de Extensão ―Biblioteca Escolar e Práticas
Educativas‖, oferecido no segundo semestre de 2016, pela UFMS/Campus do
Pantanal. Durante o referido curso, do qual fui membro da equipe de execução, tive a
oportunidade de observar e discutir sobre os avanços e desafios da referida biblioteca
com os professores e gestores da escola. Concluimos que a biblioteca da Escola
Municipal Djalma de Sampaio Brasil, em Corumbá-MS apresenta uma infraestrutura
favorável, com mobiliário básico, espaço climatizado e organização adequada. Os
desafios a serem resolvidos para que esta biblioteca se torne um espaço favorável à
formação de leitores diz respeito à ampliação do acervo, à disponibilização de
funcionário em horário integral e à implementação de rotina de empréstimo de
materiais e de programas de leitura que atendam a 100% da comunidade escolar. A
fundamentação teórica apoia-se em Paiva (2004), Perrotti (2008), Souza (2009),
Arena (2009), Silva (2009), Di Giorgi;Rigoleto (2009), Santos;Souza (2009),
Lopes;Balça (2013), Luiz (2013), Feba;Vinhal (2013) e Batista;Santos (2013), autores
que tratam das condições de funcionamento, da organização do espaço, da
importância do acervo e de programas de leitura na biblioteca escolar. Palavras-
chave: Leitura. Formação do Leitor. Biblioteca Escolar.

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(Trans)formação de leitores: travessias e travessuras

ACERVO, ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DA BIBLIOTECA ESCOLAR:


DESAFIOS DA ESCOLA MUNICIPAL LUIZ FEITOSA RODRIGUES, EM CORUMBÁ-
MS
Luzimare De Souza Pinho Cabral
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Apresentação de Pôster
ACERVO, ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DA BIBLIOTECA ESCOLAR:
DESAFIOS DA ESCOLA MUNICIPAL LUIZ FEITOSA RODRIGUES, EM CORUMBÁ-
MS Luzimare de Souza Pinho Cabral, UFMS/Campus do Pantanal RESUMO Este
trabalho apresenta os resultados de investigação das condições da biblioteca da
Escola Municipal Luiz Feitosa Rodrigues, em Corumbá-MS, no que se refere ao seu
acervo, sua organização e formas de funcionamento. Os resultados aqui expostos
resultam do desenvolvimento do Curso de Extensão ―Biblioteca Escolar e Práticas
Educativas‖, oferecido no segundo semestre de 2016, pela UFMS/Campus do
Pantanal. Durante o referido curso, do qual fui membro da equipe de execução, tive a
oportunidade de observar e discutir sobre os avanços e desafios da referida biblioteca
com os professores e gestores da escola. Concluímos que a biblioteca escolar da
Escola Municipal Luiz Feitosa Rodrigues tem um espaço original arquitetônico
favorável para desenvolver projetos de incentivo à leitura. Falta, no entanto, organizar
este espaço em zona formal e informal. O mobiliário é básico e oferece segurança. O
acervo é variado, mas precisa ser ampliado. Há projeto de leitura em andamento. Há
necessidade de profissional contratado em período integral. A fundamentação teórica
apoia-se em Paiva (2004), Perrotti (2008), Souza (2009), Arena (2009), Silva (2009),
Di Giorgi;Rigoleto (2009), Santos;Souza (2009), Lopes;Balça (2013), Luiz (2013),
Feba;Vinhal (2013) e Batista;Santos (2013), autores que tratam das condições de
funcionamento, da organização do espaço, da importância do acervo e de programas
de leitura para que a biblioteca possa ser protagonista no processo de formação de
leitores no contexto escolar. Palavras-chave: Leitura. Formação do Leitor. Biblioteca
Escolar.

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A IMPORTÂNCIA DA LEIRTURA DE POESIAS NA FORMAÇÃO DAS CRIANÇAS


EM ESPAÇOS COMO BEBETECAS
Elaine Gomes De Souza
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Apresentação de Pôster
Este trabalho tem por objetivo a leitura de poesias em espaços não escolares como as
bebetecas. Filipouski (2009, p. 23), afirma que, ―Formar leitores implica destinar tempo
e criar ambientes favoráveis à leitura, em atividades que tenham finalidade social‖. A
escritora Glória Kirinus (1998) afirma em seu livro Criança e Poesia na Pedagogia
Freinet que todos são poetas por natureza, pois desde o ventre materno, quando
escuta a canção de ninar cantada pela mãe, a criança já tem contato com a poesia.
Com isso vale uma pesquisa que leve em consideração a singularidade de cada
criança, ou seja, a preservação da essência do mito poético. Entretanto observa-se
que as crianças perdem cada vez mais cedo o contato com o mundo da
ficção/fabulação, vale ressaltar que este mundo é capaz de atuar no caráter e na
formação dos sujeitos como propõe Antonio Candido. Desse modo é necessário
desmitificar que apenas a escola é capaz de proporcionar o acesso das crianças a
texto literário assim como as especificidades do texto poético tendo em vista que
―longe da crença ingênua de que a leitura literária dispensa aprendizagem, é preciso
que se invista na analise da elaboração do texto, mesmo com leitores iniciantes ou se
ainda não dominem o código escrito‖ (MACIEL, 2010, p.59). Nesse sentido como
garantir os direitos básico da criança quanto pessoa e preservação da sua formação
assim como sugere Antonio Candido e quais medidas podem motivar e auxiliar a
construção desse sujeito a ter acesso a cultura desde pequenos.

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A LEITURA LITERÁRIA COMO FORMA DE AMPLIAÇÃO DO REPERTÓRIO


CULTURAL DA CRIANÇA
Hellen Samara Nascimento Sousa, Carolina Campos Ilorca, Karinne Karla De Lima
Rodrigues
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Apresentação de Pôster
Levando-se em consideração a ideia de que a literatura infantil amplia os horizontes
da criança com novas descobertas, dando-lhe a oportunidade de percorrer um
caminho para o desenvolvimento da imaginação, este trabalho tem como objetivo
principal apresentar a necessidade da prática da leitura e do aprofundamento teórico
de literatura infantojuvenil durante a formação docente, objetivando a formação de
leitores em espaços escolares e não escolares. Para fundamentar a pesquisa,
utilizaremos, dentre outros textos, as obras de Luzia de Maria, Michele Petit e Richard
Bamberger, que ressaltam a importância de se incentivar, nas crianças, o hábito e o
interesse pela leitura literária. Além disso, este trabalho pretende ressaltar a
contribuição da literatura infantojuvenil no desenvolvimento social, cognitivo e
emocional da criança, procurando mostrar como o hábito da leitura na infância ajuda a
despertar na criança o senso crítico, além de abrir caminhos para novas descobertas,
dando-lhe a oportunidade de se inserir socialmente. Será também apresentado o
resultado de um trabalho desenvolvido pelas pesquisadoras por meio da leitura e
dramatização de uma obra da literatura infantojuvenil com alunos do 4° ano do ensino
fundamental do Colégio Projeção, visando o desenvolvimento da diversidade cultural
por meio da literatura infanto-juvenil, bem como o incentivo à leitura de literatura de
maneira dinâmica. Palavras-Chave: Espaços de Leitura. Repertório cultural. Prática da
leitura literária.

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A SELEÇÃO DE TEXTOS LITERÁRIOS PARA O ENSINO: O PAPEL DO


PROFESSOR DE LÍNGUA ESTRANGEIRA
Érica Sousa Miguel Basso
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Apresentação de Pôster
Tendo em vista que a literatura pode constituir material didático para o ensino de
língua estrangeira (LE) e auxiliar no letramento literário do aluno em LE, este estudo
questiona como é feita a seleção de textos literários como material de ensino na
contemporaneidade. Pesquisas como a de Corchs (2006) mostram que a literatura é
geralmente utilizada nos livros didáticos como pretexto para o ensino de gramática,
uso que não respeita a singularidade do texto literário como expressão artística.
Segundo Almeida Filho (1998), fazer a seleção e/ou produção de material didático é
uma das atribuições do professor, e é neste aspecto que este trabalho pretende se
aprofundar. Por meio do levantamento e revisão de relatos de pesquisa de campo, o
objetivo desta pesquisa é esclarecer quais são as motivações dos professores na
seleção de material literário para crianças e jovens no âmbito do ensino de língua
estrangeira. Neste trabalho, dois fatores serão discutidos: a escolha por materiais
adaptados e a tradição do uso. Com relação ao primeiro fator, Lopes (2008) e Alonso
(2011) mostram como o uso de clássicos adaptados para o público infantojuvenil pode
ser um ―facilitador‖ na aprendizagem, contribuindo positivamente para a formação de
leitores. Além da questão do texto adaptado, a tradição do uso de determinados livros
no ensino, como uma espécie de ―cânone literário escolar‖, também pode ser um dos
fatores de decisão para a seleção. Assim, nossa hipótese inicial é que esses dois
fatores são fundantes para que o professor selecione um livro e não outro, o que
poderá ser verificado na revisão bibliográfica aqui proposta. Palavras-Chave: Leitura
literária. Ensino de língua estrangeira. Seleção de livro literário.

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BIBLIOTECA DO SESI INDÚSTRIA DO CONHECIMENTO: CONSIDERAÇÕES


SOBRE UMA PARCERIA
Maria Zilda De Souza Leite, Rita De Cássia Maciel De Oliveira, Sindy Ellen De Luca
Araujo
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Apresentação de Pôster
Este relato visa apresentar considerações sobre acervo, organização e funcionamento
da biblioteca do SESI. localizada na Escola Municipal Dr Cássio Leite de Barros,
Corumbá – MS. Fruto de uma parceria com a Prefeitura Municipal, esta biblioteca
escolar, localizada em área periférica, abrange 7 escolas, entre estaduais e
municipais. A estrutura física compreende um ambiente favorável, com espaço e
mobiliário adequado à clientela. As ações desenvolvidas nesta biblioteca e que
propomos esmiuçar nesta apresentação são projetos de iniciação tecnológica, projetos
em parceria com os professores, ações educativas diversas e atividades específicas
de incentivo à leitura, tais como: projeto ―Quinze minutos é uma viagem‖, ―Contar e
Recontar‖, ―Lá vem histórias‖ e ―Corrente da leitura‖. Como fundamentação teórica,
utilizamos Souza (2009), Arena (2009), Silva (2009), Di Giorgi;Rigoleto (2009),
Santos;Souza (2009), Perrotti (2009), Lopes;Balça (2013), Luiz (2013), Feba;Vinhal
(2013) e Batista;Santos (2013), autores estudados no âmbito do Curso de Extensão
―Biblioteca escolar e Práticas educativas‖, oferecido pela UFMS/Campus do Pantanal
durante o 2º semestre de 2016.

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BIBLIOTECA ESCOLAR: ESPAÇO URBANO DE FORMAÇÃO DO LEITOR


Ieda Maria Kurtz De Azevedo, Alex Nunes, Cristina Maria Rosa, Rafaela Canez
Camargo
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Apresentação de Pôster
No artigo elencamos resultados alcançados com projeto de restauro de uma biblioteca
escolar em 2016. Com o intuito de criar argumentos para defender o projeto
socialmente, cercamo-nos de pesquisas sobre a leitura, o livro e a literatura realizadas
por pesquisadores como Meireles (1951), Abramovich (1997), Campelo (2002),
Zilberman (2003) e Souza e Feba (2011) além do estudo de documentos legais que
normatizam a fundação, existência, manutenção e preservação de bibliotecas
escolares no Brasil. A metodologia – de abordagem multidisciplinar – foi gerida pela
integração entre o olhar da Educação como fim último – promover a leitura –, o da
Arquitetura como meio – projetar e intervir em um espaço – e o da Antropologia como
questão de pesquisa – responder para quê e para quem a universidade realiza
extensão. Esta ―abordagem multidisciplinar‖ resultou no registro de um modo peculiar
de ser e estar em grupo. Entre os procedimentos, a invenção de setores mais
compatíveis com a ideia de gostar de estar e de ler, inexistentes nas bibliotecas
tradicionais. Ao restaurar o espaço, projetamos ofertar aos usuários uma ética e uma
estética urbana, atual, através de ambientes que já existem na sociedade, mas que
ainda não são usuais na escola pública. No desempenho das funções, ousamos um
modo coletivo de gerir uma obra. Por fim, para garantir a pesquisa acadêmica,
escolhemos dois modos de registro: imagético e escrito. O material resultante –
arquivo imagético digital com aproximadamente duas mil imagens e memorial
descritivo do grupo – tem sido fonte de aprendizados e futuros projetos.

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BIBLIOTECA ESCOLAR MONTEIRO LOBATO: CONTO, RECONTO E ENCANTO


Cristiane Campos Dos Santos Openkowski, Márcia Cristina Capistrano Da Rosa
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Apresentação de Pôster
Biblioteca Escolar Monteiro Lobato: Conto, reconto e encanto. Cristiane Campos dos
Santos Openkowski, Rede Municipal de Ensino/Corumbá - MS Márcia Cristina
Capistrano da Rosa, Rede Municipal de Ensino/Corumbá - MS RESUMO Este relato
visa apresentar as atividades desenvolvidas na biblioteca da Escola Municipal de
Educação Integral Luiz Feitosa Rodrigues, em Corumbá-MS, durante o segundo
semestre de 2016; ações que priorizaram o espaço da biblioteca como mediador de
leitura. As etapas que compuseram este processo envolveram planejar a forma de
funcionamento da biblioteca escolar e a implantação de um programa de leitura na
forma de um projeto. Primeiramente sistematizou-se um cronograma semanal de
frequência com uma especificidade: a participação esporádica dos pais, como forma
de envolver a família, fator essencial para a formação de leitores. Posteriormente,
elaborou-se projeto e executou-se a oficina ―Conto, Reconto e Encanto‖, realizada das
11h às 12h, direcionada à leitura e escrita literária. Como resultado, observamos o
crescimento do interesse dos alunos pela leitura e utilização da biblioteca, que ganhou
visibilidade na comunidade escolar. Como fundamentação teórica, utilizamos Souza
(2009), Arena (2009), Silva (2009), Di Giorgi;Rigoleto (2009), Santos;Souza (2009),
Perrotti (2009), Lopes;Balça (2013), Luiz (2013), Feba;Vinhal (2013) e Batista;Santos
(2013), autores estudados no âmbito do Curso de Extensão ―Biblioteca escolar e
Práticas educativas‖, oferecido pela UFMS/Campus do Pantanal durante o 2º
semestre de 2016. Palavras-Chave: Leitura. Formação do leitor. Biblioteca escolar

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BIBLIOTECA VIVA E A FORMAÇÃO DE LEITORES NO HOSPITAL PEQUENO


PRÍNCIPE
Claudio Cesar Pimentel Teixeira, Itamara Peters
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Apresentação de Pôster
Esta pesquisa apresenta um estudo de caso que tem por finalidade avaliar os
resultados obtidos com o programa Biblioteca Viva no Hospital Pequeno Príncipe. Em
2002 o programa foi implantado no Hospital, em parceria com o Ministério da Saúde e
a Fundação Abrinq. Por meio do programa, é disponibilizado um acervo de trezentos
livros infanto-juvenis e realiza-se a capacitação de funcionários para se tornarem
mediadores de leitura, dedicando parte de seu tempo de trabalho à leitura para as
crianças e adolescentes hospitalizados. Atualmente o Hospital tem um acervo de
aproximadamente cinco mil títulos e a prática de leitura foi assumida e incorporada as
ações do Setor de Educação e Cultura. O presente trabalho visa identificar o repertório
de leitura das crianças atendidas com o programa e traçar um perfil do processo de
evolução da leitura literária dessas crianças. A pesquisa tem como objetivo geral
analisar e compreender como a leitura do texto literário infanto – juvenil no ambiente
hospitalar por crianças, adolescentes, pais, professores e educadores do setor de
Educação e Cultura do Hospital Pequeno Príncipe, contribui para a formação de
leitores fluentes que tem afinidade com o texto literário. A literatura infantil deve ser
oferecida como instrumento para a sensibilização da consciência, para a expansão da
capacidade e interesse de analisar o mundo. Assim, mesmo antes da criança
aprender a ler, deve-se incita-la a ouvir histórias e manusear livros. A literatura infantil
é fruto do imaginário das crianças, sua importância se dá a partir do momento em que
elas tomam contato oralmente com as histórias, e não somente quando se tornam
leitores.

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BOOKTUBER E O INCENTIVO À LEITURA DE ADOLESCENTES


Amanda Sertori Dos Santos, Eliana De Souza Santos, Juliana Casarotti Ferreira
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Apresentação de Pôster
A prática da leitura permeia nosso cotidiano independente do contexto em que
estamos. Diante desse cenário, nos deparamos com a dificuldade em incentivar os
jovens a ler em uma época em que há tantos atrativos tecnológicos. Isso nos coloca
diante da necessidade de buscarmos novas formas em desenvolver o gosto pela
leitura. Muitas práticas obsoletas são usadas com essa finalidade, como as fichas e
provas escritas sobre os livros que podem não somente não atingir o objetivo que é
desenvolver o gosto pela leitura, como pode atrapalhar que isso aconteça. Pensando
nisso e na febre que os adolescentes vivem pelos YouTubers, apresentamos a eles os
booktubers, que são jovens que fazem vídeos sobre os livros que leram, com
indicações de leitura, resenhas e críticas literárias. Daí nasceu a proposta do
desenvolvimento desse trabalho, que teve como objetivos: motivar a leitura de livros
de diferentes estilos literários e gêneros textuais; e estimular o gosto pela prática da
leitura. O projeto foi realizado em parceria entre a bibliotecária da escola junto às
professoras de língua portuguesa e participaram alunos do 60 ao 9o ano do Ensino
Fundamental. Os alunos foram orientados a utilizar os livros da Biblioteca Escolar de
maneira que os demais pudessem conhecer os títulos existentes no espaço e mais
tarde pudessem realizar o empréstimo do material. Os vídeos produzidos pelos alunos
foram apresentados na biblioteca. Ao término do projeto os alunos fizeram uma
autoavaliação retratando sua experiência em realizar a atividade e os depoimentos
expressaram positivamente o desenvolvimento do projeto, as dificuldades na sua
execução e apontaram como sugestões de atividades de incentivo a leitura o próprio
Booktuber e a outras atividades práticas, como teatro, seminários, entre outras.

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CONTAR PARA ENCANTAR: NOTAS SOBRE A CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS E A


FORMAÇÃO DO LEITOR
Krisna Cristina Da Costa, Oara Saldanha Gonçalves
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Apresentação de Pôster
RESUMO Neste trabalho buscamos investigar as relações entre a contação de
histórias e a formação de leitores literários, propondo uma reflexão sobre a
aproximação e o distanciamento entre cultura oral e cultura escrita. Para essa
investigação, selecionamos práticas de contação que possuem como objetivo a
formação de leitores de literatura, buscando aproximar as crianças dos livros
impressos. Observamos sessões de contação de histórias realizadas na Biblioteca
Pública de Belo Horizonte e em uma biblioteca escolar, analisando a performance dos
contadores e a participação dos ouvintes, por meio de gestos, olhares e palavras.
Além disso, entrevistamos os contadores e algumas crianças que participaram da
atividade e investigamos a quantidade e títulos dos livros emprestados após a
contação, por meio do acesso à base de dados das bibliotecas. O suporte teórico
desse trabalho consiste fundamentalmente nos respectivos autores: Benjamin,
Bussato e Cosson. Diante de nossas análises, em andamento, acreditamos que a
oralidade, nas práticas observadas, contribui para a aproximação das crianças da
cultura escrita, despertando seu interesse pela leitura de livros de literatura. Palavras-
Chave: contação de histórias, oralidade, formação do leitor

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ERA UMA VEZ A DONA BARATINHA: UMA EXPERIÊNCIA LITERÁRIA NA


BIBLIOTECA ESCOLAR
Jusciane Ferreira Barros, Adrielle Martins De Lima, Isa Mara Colombo Scarlati
Domingues, Maria Da Glória Freitas Xavier
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Apresentação de Pôster
O trabalho apresenta uma experiência literária realizada na biblioteca de uma escola
pública municipal de Jataí-GO com alunos dos anos iniciais do ensino fundamental a
partir do conto clássico Dona Baratinha. A experiência com a literatura infantil na
biblioteca consiste de um trabalho realizado semanalmente pelos alunos bolsistas do
Programa de Bolsa de Iniciação a Docência (Pibid), subprojeto do Curso de
Pedagogia da Universidade Federal de Goiás. A versão da história da Dona Baratinha
utilizada inicialmente no trabalho foi a recontada pela escritora Ana Maria Machado
que, diferentemente do conto popular português, constrói a personagem em uma
perspectiva mais moderna. A escolha se deu pela qualidade literária da obra. A partir
da história recontada por Machado foi possível estabelecer um trabalho de leitura
dialógica com base nas estratégias de leitura como, inferências, síntese e conexões
texto-leitor, e texto-mundo. Essa experiência possibilitou às crianças refletirem
criticamente sobre o desfecho da história e também a exploração da escrita por meio
da elaboração de um convite. Essas vivências, mediadas pelas práticas de literatura,
sinalizam a biblioteca como um espaço pedagógico privilegiado da formação do leitor
crítico, que consiga ir além da compreensão literal, leitor capaz de levar seus
conhecimentos prévios até o texto para a criação de hipóteses, capaz de perceber a
beleza da palavra escrita, de emocionar-se com o impacto estético ou psicológico que
ela provoca.

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EU LIVRO, TU LIVRAS, NÓS LIVRAMOS: A TRANSFORMAÇÃO DO NÃO-LUGAR


EM LUGAR A PARTIR DA DISSEMINAÇÃO LITERÁRIA
Nicole De Medeiros Barcelos, Alcione Pauli, Berenice Rocha Zabbot Garcia, Cymara
Scremin Schwartz Sell
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Apresentação de Pôster
―Não pertenço a ninguém. Não sou dele, dela, ou teu. Mas posso te emprestar minhas
histórias, com uma condição: quando terminares a leitura, liberta-me‖. Essas são as
palavras escritas nos livros libertados nas caixas do projeto ―Liberte um livro‖. Visando,
pois, disseminar e incentivar a leitura entre a comunidade joinvilense, a partir do
ambiente universitário, o Programa Institucional de Literatura Infantil Juvenil da Univille
(PROLIJ) lançou o projeto em outubro de 2016, instalando nove caixas (pontos de
acesso) no campus universitário da Universidade da Região de Joinville (UNIVILLE), e
dando origem a uma espécie de ―biblioteca livre‖ em que alunos, professores,
funcionários e a comunidade circulantes possam deixar, coletar e trocar obras de
diversas naturezas. Com suas caixas estrategicamente posicionadas em espaços de
circulação e convivência, lugares de passagem, em sua maioria, ou não-lugares,
―Liberte um livro‖ pretende promover o acesso a livros diversos e assim deflagrar, na
universidade, um espaço de leituras outras que não aquelas obrigatórias e oportunizar
o acesso à literatura àqueles que talvez não o teriam em outros momentos,
ressignificando esses não-lugares em lugares de troca literária. Até o momento, foram
libertados cerca de 400 exemplares de títulos distintos, sendo que aproximadamente
20% desse valor surgiu de uma contrapartida da comunidade que depositou livros nas
caixas do projeto, sendo os outros 80% originários de doações arrecadadas em uma
campanha previamente realizada e que ainda continua a existir. No entanto, as nove
caixas do campus são monitoradas em períodos de 7 a 15 dias, o que dá margem
para que esse número seja ainda maior, significando que, paulatinamente, esses
espaços estão se transformando em lugares de troca de leituras.

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INFÂNCIA E LEITURA: A FAIXA ETÁRIA DAS PESSOAS QUE FREQUENTAM A


BIBLIOTECA DO CENTRO DE ARTES E ESPORTES UNIFICADO – CEU HELÔ
URT EM CORUMBÁ/MS
Jusley Monteiro De Sousa Maropo
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Apresentação de Pôster
O histórico das políticas públicas para leitura na educação infantil e juvenil nos permite
encaminhar uma boa discussão acerca do tema. E sobre incentivo à leitura e a
literatura infantil é possível rechear um pouco mais esta discussão. A política pública
de implantação dos CEUs compreende essa característica de incentivo à leitura, haja
vista que prevê a existência de uma biblioteca pública no espaço cultural e esportivo.
A constituição da mesma tem o auxílio do Sistema Nacional de Bibliotecas SNPB que
é subordinado à Fundação Biblioteca Nacional e que por sua vez é vinculada ao
Ministério da Cultura. Portanto, esta pesquisa pretende conhecer o público que
frequenta esse espaço e seus interesses literários à partir de questões como: número
de usuários, faixa etária predominante no acesso, volume de empréstimos, faixa etária
que mais realiza empréstimos e os livros mais lidos e utilizados. Está é uma pesquisa
Quanti-Qualitativa onde os dados foram obtidos por meio de relatórios da Biblioteca
CEU – Helô Urt e para alcançar mais informações sobre o perfil dos usuários também
foi utilizada a entrevista como instrumentos de coleta de dados. Este trabalho irá
contribuir com o aprofundamento da discussão na área, com a divulgação de
experiências de leitura, além de subsidiar a reflexão acerca do número de leitores nas
faixas etárias infantil e infanto-juvenil e de contribuir para o trabalho de todos os que
veem na leitura um poder emancipador.

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NARRATIVAS SOBRE A INFÂNCIA BRASILEIRA: COMO AS HISTÓRIAS


CONSTROEM NARRATIVAS SUBJETIVANTES?
Flávia Casarini Tomaz, Aletéia Eleutério Alves Chevbotar, Ana Archangelo, Soraya
Souza
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Apresentação de Pôster
O subprojeto PIBID-Pedagogia, dentro do contexto PIBID-Unicamp/CAPES, conta com
dez bolsistas dos cursos de Pedagogia e Letras, que desenvolvem atividades
semanais de contação de história e o brincar com turmas do ensino fundamental I de
uma escola pública da periferia de Campinas. A contação é organizada em três
momentos: a contação de história, a roda de conversa e a atividade, os quais
possibilitam a comunicação dos elementos toleráveis da experiência e, portanto,
passíveis de serem narrados (SAFRA, 2005). É nesse sentido que a escolha, a
postura e as ações dos bolsistas contadores de histórias são guiadas por uma
concepção aberta e disponível a acolher as manifestações das crianças. Pautadas
numa abordagem psicanalítica, nas contribuições de Bettelheim (1980), Bion (1991)
Klein (1991), Winnicot (1975), Ferro (1998), as práticas de contação de histórias
literárias infantis visam a comunicação emocional e a elaboração em sala de aula e
com Archangelo&Chevbotar (2015), uma oportunidade ímpar de experimentação do
viver e do vir a ser humano. Durante os encontros realizados observamos que as
histórias contribuem para que as crianças manifestem e elaborem suas emoções
utilizando dos personagens como inspiração para pensar sua própria existência e
encontrar soluções possíveis para seus temores. Nesse espaço, é possível que elas
tomem o lugar do narrador e criem suas próprias narrativas, mesmo que não saibam
exatamente que o fazem. Essas narrativas são subjetivas na medida em que trazem o
que de mais importante e significativo ficou para criança, projetando conteúdos
inconscientes. A criança está, portanto, situada num espaço-tempo intermediário,
onde é possível o aparecimento de diversas significações a partir de suas
experiências.

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(Trans)formação de leitores: travessias e travessuras

O ATO DE CONTAR HISTÓRIAS ENQUANTO AGENTE DE CONTRIBUIÇÃO DAS


COMPREENSÕES ESCRITORA E LEITORA
Ellen Maira De Alcântara Laudares, Ilsa Do Carmo Vieira Goulart, Ludmila Magalhães
Naves
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Apresentação de Pôster
O objetivo neste trabalho foi averiguar a relevância da utilização da contação de
histórias como forma de aperfeiçoamento das competências escritora e leitora.
Partindo dessa perspectiva, realizou-se a narração oral de O fazedor de amanhecer,
do autor Manoel de Barros, para crianças de sete anos de idade. Posteriormente foi
realizada a reprodução da história pelas crianças na seguinte sequência:
preliminarmente através de ilustração livre e individual, tendo como base as
ilustrações do Ziraldo; em seguida por intermédio do gênero textual carta, produzido
de forma autônoma e espontânea, estando cada criança incumbida a se exprimir com
os demais participantes, bem como com as personagens da história, difundindo as
peripécias ocorridas no desenrolar do enredo e; findando, através da publicação do
Jornal do Amanhecer, onde foram divulgadas as notícias e as ilustrações realizadas
acerca do livro, momento em que todos interagiram e narraram, também, novos
acontecimentos. Os gêneros textuais foram trabalhados com as crianças com o intuito
de sondar as suas apreensões. A prática foi concluída concomitantemente a um
piquenique literário, momento em que as crianças fizeram a encenação da história
para os convivas. Como resultado, constatou-se que a narrativa oral promoveu o
interesse das crianças pelo livro, bem como favoreceu o fascínio pela literatura, seja
através da reescrita textual dos gêneros carta, reportagem e notícia, ou por meio da
encenação, apresentando, pelas crianças, abundante descrição dos detalhes da
história. Ao longo do diálogo sobre os gêneros textuais, as crianças indicaram a carta
como meio predileto de comunicação. Concluiu-se que a contação de história auxilia,
de forma valorosa, para com a compreensão leitora e a apreciação de leitura literária.

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O ESTÍMULO À LEITURA LITERÁRIA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO


FUNDAMENTAL
Andréia Nunes Ventura De Oliveira
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Apresentação de Pôster
Partindo do pressuposto de que a leitura literária tem perdido espaço no âmbito
escolar, e mesmo fora dele, devido aos entretenimentos tecnológicos oferecidos às
crianças e que muitas vezes a escola impõe aos alunos um tipo de leitura apenas
como atividade didática e mecânica, o que faz com que as crianças percam o
interesse pelas obras literárias, este trabalho tem como objetivo analisar estratégias
que podem ser utilizadas pelos professores do Ensino Fundamental I como recursos
para estimular em seus alunos o hábito da leitura literária de maneira a contribuir para
a formação do leitor crítico e reflexivo, capaz de se reconhecer, compreender e de
transformar sua própria realidade. Além dos textos teóricos que embasam a relação
entre o ensino de leitura e os espaços de leitura literária, este trabalho conta com uma
pesquisa de campo realizada em uma escola da rede pública da cidade de Planaltina -
DF. Os dados coletados possibilitaram a compreensão de que a escola em questão
apresenta uma preocupação relevante em relação à leitura, demonstrada através dos
projetos dedicados à leitura literária. A análise dos dados também demonstrou a
preocupação de alguns professores na elaboração de estratégias para estimular nas
crianças o hábito da leitura literária de modo prazeroso e não somente como uma
atividade imposta pela escola e meramente didática.

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PROJETOS DE LEITURA COMO DINAMIZAÇÃO DA LITERATURA INFANTIL E


JUVENIL NO AMBIENTE ESCOLAR
Neide Luiz Tavares Pôrto
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Apresentação de Pôster
Levando-se em consideração que a formação de leitores necessita ser desenvolvida
de maneira dinâmica, como algo que venha a seduzir os leitores em formação para a
leitura literária, este trabalho se propõe a conceituar e discutir metodologias utilizadas
para dinamização da literatura infantil e juvenil no espaço escolar, bem como
apresentar os resultados de um projeto de leitura que vem sendo desenvolvido há
algum tempo na escola Instituto de Desenvolvimento Infantil (INDI), localizada em
Brasília-DF, por meio do qual são trabalhadas as obras de autores da literatura infantil
e juvenil de modo a desenvolver nos leitores o interesse pela leitura de literatura.
Dentre as atividades desenvolvidas no projeto, após a leitura e reconto das obras, são
reproduzidas, de maneiras diversas, cenas de obras literárias, culminando o projeto
com a presença do autor homenageado. Utilizando-se dessa metodologia de trabalho,
a escola possibilita que os alunos ampliem suas descobertas em relação à literatura
infantil através de leitura, da pesquisa e da confecção de livros criativos, influenciando
significativamente na formação dos pequenos leitores. Palavras-chave: Literatura
infantil e juvenil. Projetos de leitura. Espaços de leitura literária.

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QUEM CONTA UM CONTO AUMENTA UM PONTO: CONSTRUÇÃO E


RECONSTRUÇÃO DO EU POR MEIO DO CONTO
Soraya Souza, Maria Valéria Gonçalves Nabuco
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Apresentação de Pôster
O presente trabalho apresenta o projeto ―Sala de Leitura Interativa‖ de uma Escola
Municipal de São José dos Campos, São Paulo, e tem como objetivo, investigar como
a criança, por meio de contos, poderá construir e reconstruir a si mesma, reinventando
sentidos. O trabalho foi realizado com os 500 alunos dos dois períodos. O
procedimento foi a abordagem direta dos alunos. Para análise dos dados foi utilizado
uma abordagem psicanalítica. Os resultados obtidos no trabalho da educação para as
diferenças: No primeiro semestre de 2016 um evento ocorrido na Sala de Leitura
Interativa da escola referida foi disparador de uma sequência de histórias. A
professora decidiu utilizar o evento como disparador de uma sequência de histórias.
Pesquisou livros que tratam do preconceito contra os negros no Brasil. Dois tipos de
literatura seriam selecionadas, histórias africanas que contam com orgulho sobre a
cultura da África e histórias brasileiras que mostram que enxergarmo-nos como
somos, nós brasileiros descendentes de escravos africanos, faz com que
vislumbremos nossa beleza genuína dando-nos elementos para a construção de
nossa identidade. Palavras-chave: Literatura Infantil. Racismo. Identidade

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A AÇÃO CÊNICA NO ESPAÇO ESCOLAR COMO CONTRIBUIÇÃO À FORMAÇÃO


DE LEITORES
Fernanda Christina Alves Velozo, Alvaro De Oliveira Monteiro Neto, Antônio Cézar
Nascimento De Brito
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Comunicação Oral
A presente pesquisa visa reconhecer não somente a biblioteca, mas todo o ambiente
escolar como espaço de leitura literária. Dentre os pesquisadores que fundamentam
este trabalho há aqueles que defendem que todo o ambiente escolar deve ser
instigante para que o estudante sinta a necessidade de criar, investigar e se
expressar. Partindo desse pressuposto, infere-se que as bibliotecas escolares, como
ambientes que têm como objetivo principal cativar os leitores de literatura, devem ser
lugares lúdicos, que contem com a presença de contadores de histórias e cujas
paredes coloridas contenham desenhos de personagens leitores e estantes repletas
de livros no sentido de fazer com que o estudante sinta o interesse e a necessidade
de ler literatura. No entanto, sabe-se que, na maioria das vezes, não é isso o que
acontece, visto que o papel de formar leitores, especialmente nos primeiros anos
escolares, cabe exclusivamente ao professor. Nesse sentido, a presente pesquisa visa
romper com esse paradigma, reconhecendo a relação entre o teatro e a literatura
infantojuvenil, bem como a ação cênica como recurso para despertar o gosto pela
leitura. Utilizando referenciais teóricos que embasem essa relação e partindo da
afirmação de Candido (2002) de que a Literatura satisfaz a necessidade universal de
fantasia e contribui para a formação da personalidade, os pesquisadores defendem
que o teatro é uma atividade que estimula a espontaneidade, a curiosidade e a
criatividade, o que contribui decisivamente para a formação de leitores no espaço
escolar.

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A BIBLIOTECA ESCOLAR COMO ESPAÇO DE PROMOÇÃO DA LEITURA


LITERÁRIA
Maria Das Gracas Monteiro Castro, Laura Vilela Rodrigues Resende
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Comunicação Oral
Esse trabalho apresenta a ―Biblioteca Escolar Modelo‖ sediada no ―LIBRIS‖
(Laboratório do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca) com o objetivo de promover a
biblioteca escolar, como estrutura fundamental para a promoção do livro infantil, fora
do ambiente da sala de aula. Conta com um acervo mais de 6.000 títulos nas áreas de
literatura infantil e livros informativos para crianças e jovens e livros teóricos na área
de leitura e literatura infantil, oriundos da participação, como votante, do Prêmio para a
produção editorial brasileira para crianças e jovens, promovido pela FNLIJ- Fundação
Nacional do Livro Infantil e Juvenil. O LIBRIS abriga o Comitê do PROLER de Goiânia,
Programa Nacional de Incentivo à Leitura, da Fundação Biblioteca Nacional. Os
critérios que orientam essa biblioteca são a estruturação do espaço físico; as
definições técnica, tecnológica e organizacional considerando a especificidade do
acervo; o acervo qualificado e a promoção e mediação da biblioteca no contexto
escolar. Uma proposta educacional de qualidade deve proporcionar o acesso aos
bens culturais produzidos socialmente e garantir condições para a construção de
estruturas que capacitem os alunos a um processo de educação permanente. A
biblioteca escolar deve promover a construção do conhecimento e atuar como um
centro difusor e dinamizador da leitura a partir dos diferentes suportes produzidos pela
humanidade. A biblioteca deve ser uma oportunidade concreta de acesso ao
patrimônio científico e cultural, para a maioria das crianças quando ingressam na
escola, seja pública ou privada. Atualmente, a biblioteca atende os alunos do curso de
biblioteconomia e a Unidade de Educação Infantil, vinculada ao Centro de Ensino e
Pesquisa Aplicada à Educação- CEPAE da UFG.

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A LITERATURA INFANTIL EM ESPAÇOS EDUCATIVOS DE PRESIDENTE


EPITÁCIO / SP
Eliane Aparecida Bacocina, Amanda Gabriella Bonilha Da Silva, Sthephany Rodrigues
Pereira
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Comunicação Oral
Esta comunicação é parte de um projeto de extensão em andamento no IFSP /
Câmpus Presidente Epitácio, a partir de uma proposta que tem como objetivos
organizar um grupo de produção artística na comunidade de Presidente Epitácio,
numa parceria entre o IFSP e grupos de artistas e educadores que atuam nos
diferentes espaços formais e não-formais, integrando os diversos tipos de arte: artes
visuais, teatro, música e escrita. O eixo norteador do projeto é a literatura, que
perpassa todas as atividades propostas. São realizados encontros em cursos de
extensão e reuniões quinzenais, a partir dos quais são organizados eventos culturais -
saraus. A partir das ideias de Freire, Larrosa e Coelho, a proposta tem como objetivos
a expansão do pensamento e a liberdade de expressão, a fim de que os participantes
possam desenvolver seus processos criativos e construir juntos espaços nos quais
ocorram atividades culturais e que possam envolver a comunidade no entorno do
campus, carente de atividades culturais. Os bolsistas atuam como monitores do curso
e dos encontros e também como mantenedores das informações de um blog, no qual
constam registros de atividades dos participantes, momentos significativos das ações
desenvolvidas e divulgação dos saraus a serem realizados. Concomitante ao curso e
encontros, é desenvolvido um trabalho pedagógico em uma instituição escolar do
município, como o objetivo de envolver as crianças no espaço lúdico da linguagem e
da literatura. A metodologia principal é a contação de histórias, em diálogo com
atividades artísticas. As atividades desenvolvidas nas escolas são pensadas
coletivamente entre a professora coordenadora do projeto, as duas bolsistas do curso
de Licenciatura em Pedagogia e a equipe pedagógica da escola.

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A ORGANIZAÇÃO DE TEMPOS E ESPAÇOS PARA O LIVRO E PARA LEITURA


LITERÁRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ALGUNS INDICATIVOS
Fernanda Gonçalves, Thamirys Frigo Furtado
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Comunicação Oral
O presente texto é um recorte de duas pesquisas realizadas no grupo de Pesquisa
Literalise/UFSC, uma em nível de mestrado já concluída, outra, em nível de doutorado
em andamento. Ambas, preocupadas com o lugar que o livro e a leitura literária
ocupam dentro das instituições de educação infantil. O exercício que nos propusemos,
ao refletir acerca dos dois estudos desenvolvidos na Rede Municipal de Florianópolis
(SC), é o de compreender e analisar como são organizados os tempos e espaços de
leitura literária no contexto de educação infantil e suas possibilidades de mediação. As
experiências vivenciadas pelas crianças nos contextos da educação infantil partem
das propostas sistematizadas pelos professores e/ou por toda a unidade educativa,
por este motivo, nossa preocupação central é alargar a discussão acerca da
importância da organização de tempos e espaços destinados para o livro e para a
leitura literária, de forma intencional e qualificada.

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A ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO EM CANTOS E A BUSCA DO ENCANTAMENTO


DE LER NO CANTO DA LEITURA
Renata Pavesi Cocito, Fatima Aparecida Dias Gomes Marin
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Comunicação Oral
O artigo apresenta um recorte da dissertação de mestrado ―Do espaço ao lugar:
contribuições para a qualificação dos espaços para bebês e crianças pequenas‖ que
está vinculada ao PPGE – Programa de Pós-graduação em Educação da FCT/UNESP
de Presidente Prudente/SP. A organização do espaço em ―cantos‖ é considerada
como uma estratégia no âmbito da Educação Infantil. O objetivo é destacar o ―canto
da leitura‖ como um subespaço da sala capaz de aproximar a criança da leitura e
assim, desenvolver, desde a mais tenra idade, o gosto e o hábito pelo ato de ler. Para
atingir tal objetivo, nos pautamos em documentos oficiais brasileiros que regem a
Educação Infantil no Brasil, em autores e pesquisas que abordam a organização do
espaço em cantos e a leitura nesta etapa da educação básica. Atribuímos ao ―canto
da leitura‖ a possibilidade de constituir-se como um espaço de aconchego e
segurança para a criança na instituição, capaz de contribuir para o estabelecimento de
elos afetivos da criança com o espaço e, por conseguinte com o universo da leitura.
Sugerimos possibilidades de estruturação do ―canto da leitura‖ focando no mobiliário,
materiais e decoração que podem compor este espaço da sala. Destacamos o papel
do professor na organização, estruturação e manutenção deste espaço em parceria
com as crianças, por meio do olhar e da escuta. E por fim, evidenciamos que o
"canto da leitura" pode ser utilizado não apenas para ler, mas também para
constituir-se em um espaço de oportunidades para imaginar, fantasiar, interagir e criar.

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A POTÊNCIA DA VOZ: UMA EXPERIÊNCIA DE LEITURA EM MORTE E VIDA


SEVERINA
Ana Claudia Fidelis
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Comunicação Oral
O presente trabalho pretende analisar os impactos sobre a formação leitora em jovens
estudantes a partir de uma experiência de leitura realizada com alunos de 8º ano em
uma escola particular da cidade de Campinas. A despeito dos percalços e
desconfianças que cercam a leitura de um texto canônico com estudantes nos anos
finais do ensino fundamental, a escolha de Morte e vida Severina, de João Cabral de
Melo Neto se baseou considerando menos seu caráter de clássico da literatura
brasileira e mais as possibilidades formativas no que se refere à elaboração da
linguagem, à temática e aos elementos simbólicos que constituem o seu tecido textual.
Ademais, a escolha também considerou o apelo afetivo do poema para a
docente/pesquisadora. Assim, a experiência se conduz como uma leitura
compartilhada, em que a docente lê ao longo de vários encontros o poema, elucidando
passagens, refletindo a temática, destacando passagens e dialogando com os
estudantes sobre os modos de construção do texto. O ato performático da leitura
(ZUMTHOR, 2007), com os alunos acompanhando a voz da docente, numa análise
inicial, indica o encantamento do leitor pelo texto, baseado na experiência do ler a
partir do outro. Mais do que a análise do poema o que parece provocar o leitor é a
experiência emotiva da performance da docente e de seu modo de condução da
leitura. Nesse sentido, a experiência parece produzir ressignificações tanto nas
concepções sobre o campo do literário quanto no processo formativo dos leitores
(PETIT, 2008). Para esta análise inicial, serão utilizados depoimentos de estudantes
coletados ao longo dos últimos dois anos, de modo a compreender o impacto da
leitura sobre sua a memória literária e afetiva, recuperando os rastros dessa
experiência em suas trajetórias.

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BIBLIOTECA ESCOLAR E PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO: PLANEJAMENTO


INTEGRADO?
Maria Marismene Gonzaga, Renata Junqueira De Souza
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Comunicação Oral
Partindo do pressuposto de que a biblioteca escolar (BE) é parte integral do processo
educativo, sendo essencial a qualquer tipo de ação de longo prazo no tocante ao
desenvolvimento competente da leitura e da escrita, ao acesso à informação e ao
crescimento social, cultural e econômico de sujeitos em uma sociedade,
desenvolvemos uma pesquisa cujo objetivo principal foi analisar o enfoque dado à
biblioteca escolar no projeto político-pedagógico da escola (PPP) e sua contribuição
para o trabalho de formação de leitores, para o acesso a objetos informacionais e
bens culturais. Para tanto, realizamos uma pesquisa documental e estudo de caso
com abordagem qualitativa desenvolvida em uma escola pública da rede municipal de
educação básica de Presidente Prudente, SP. As análises e teorias que subsidiaram a
estrutura do estudo foram baseadas em teóricos que discutem a função da biblioteca
escolar, o projeto político-pedagógico, a leitura, a leitura da literatura, a história da
biblioteca e da biblioteca escolar, seu papel e o espaço como mediação. A coleta dos
dados deu-se por meio de análise documental e de entrevistas semiestruturadas,
realizadas com dez participantes, sendo oito profissionais da unidade de ensino (UE) e
dois representantes do Conselho de Escola. Foram utilizados dois instrumentos – um
roteiro para a análise documental e um roteiro com perguntas abertas – elaborados
exclusivamente para o estudo. Os resultados foram analisados utilizando a técnica de
análise do discurso. Observamos que a BE faz parte do PPP, no que diz respeito à
infraestrutura. Quanto à presença da BE como espaço de difusão cultural e
tecnológica, no documento não são indicadas atividades nesse sentido. Palavras-
Chave: Biblioteca escolar. Projeto político-pedagógico. Cultura letrada

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BIBLIOTECA ESCOLAR: ESPAÇO DE INTERCÂMBIO DE EXPERIÊNCIAS E DE


NARRATIVAS
Ana Maria Moraes Scheffer, Márcia Mariana Santos De Oliveira
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Comunicação Oral
Quando proporcionamos às crianças o contato com o texto literário, estamos
oferecendo a elas a linguagem, a oportunidade de alargar seu repertório de narrativas
e de viver experiências de leitura que poderão, num outro momento, serem
recobradas pela memória. A literatura provoca ainda emoções, estimula a capacidade
do ser humano de fantasiar e refinar a sua sensibilidade. A presença da biblioteca
escolar no interior das escolas amplia a possibilidade de irradiação da cultura literária,
de formação de leitores e de compartilhamento de experiências leitoras. Em função
disso, este trabalho objetiva refletir sobre a biblioteca escolar como espaço de
experiência de partilha de narrativas pelo viés da literatura e seu papel imprescindível
na formação de leitores, a partir da vivência de rodas de leitura desenvolvidas nesse
contexto com turmas do ensino fundamental de uma escola pública. Para tanto,
dialogamos com o pensamento do filósofo Walter Benjamim que aborda aspectos
acerca da experiência e da relação entre experiência e a arte de narrar. Entendemos
que a biblioteca escolar e as mediações de leitura literária que nela ocorrem,
representam um caminho possível para recuperar a faculdade de narrar, de afetar, de
ser afetado e de intercambiar experiências pela linguagem. A leitura compartilhada,
permeando o espaço da biblioteca escolar durante a realização de rodas de leitura,
potencializa a força humanizadora da literatura. Dialogar sobre o texto lido e
compartilhar os sentidos atribuídos pelos leitores em relação à obra literária
contribuem para que os sujeitos que fazem e participam da prática educativa possam,
ao puxarem os fios das histórias contidas nos livros e nas suas experiências,
expressar a vida. Palavras-Chave: Biblioteca escolar. Leitura literária. Literatura.

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BIBLIOTECA ESCOLAR: ESPAÇO DE MEDIAÇÃO DA LITERATURA


INFANTOJUVENIL
Rovilson José Da Silva, Andréa Haddad Barbosa, Greice Ferreira Da Silva, Sueli
Bortolin
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Comunicação Oral
Este trabalho é um recorte da pesquisa em andamento, intitulada Biblioteca no Ensino
Fundamental de Escolas Públicas de Londrina: mediação pedagógica da leitura e
informação tem como foco principal a mediação da literatura infantojuvenil, por meio
da Hora do Conto em uma escola de Ensino Fundamental I, Anos Iniciais, de Londrina
– Paraná, compreendendo alunos de 1º ao 5º ano. É importante esclarecer que a Hora
do Conto e a biblioteca da escola estão inseridas no projeto de formação de leitores
da SME/Londrina, chamado Palavras Andantes. Objetiva evidenciar a mediação
pedagógica da leitura literária na biblioteca, o uso deste espaço e a ocorrência do
empréstimo domiciliar. A pesquisa tem natureza qualitativa e o método utilizado é a
pesquisa-ação, sendo que com ele acredita-se ser possível estabelecer laços de
interação universidade-escola e se desenvolver o processo dialógico entre os
pesquisadores e a professora-mediadora de leitura. Como resultados parciais,
destaca-se que em 2016, iniciou-se o acompanhamento, por intermédio da
observação sistemática, das atividades semanais da Hora do Conto, visando,
identificar aspectos como: a dinâmica utilizada, o uso pedagógico da biblioteca e dos
recursos que propiciem o encontro do leitor com a leitura e as relações estabelecidas
entre a professora e os alunos, os alunos e os seus pares e os alunos e a leitura.
Palavras-Chave: Biblioteca escolar. Mediação da literatura infanto-juvenil. Anos iniciais
do ensino fundamental.

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BIBLIOTECA ESCOLAR : ESPAÇO REFLEXIVO NA FORMAÇÃO IDENTITÁRIA


CULTURAL DOS ALUNOS DOS 1º ANOS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Patrícia Gonçalves Machado Gomes
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Comunicação Oral
Ler é um hábito que deveria estar agregado à rotina familiar. Incutir a prática de leitura
desde cedo ajuda a formação do repertório imaginário e verbal das crianças e
oportuniza a criticidade e a noção da realidade que as rodeiam, além de aguçar a
criatividade ampliando o desenvolvimento da linguagem oral e escrita. Esta pesquisa
quer destacar a importância do espaço da biblioteca escolar para apropriação de
novos conhecimentos. Por meio de uma pesquisa qualitativa e entrevistas
semiestruturadas abordaremos as bibliotecárias de três escolas em diferentes níveis:
estadual, municipal e particular. Buscamos conhecer e discutir a formação desses
espaços e a interação deles com a comunidade escolar, procurando salientar as
concepções de leitura literária. O nosso referencial teórico destaca os estudos de
Roger Chartier sobre a leitura, o livro e a formação de leitores, na perspectiva da nova
história cultural. Palavras chaves: Biblioteca escolar. Práticas de leitura. Formação de
leitores. Objetivo Verificar quais são e como são trabalhadas as práticas de leitura com
os alunos de 1º ano do Ensino Fundamental. Conhecer como os professores são
estimulados a realizar projeto em parceria com a bibliotecária e promover aos alunos
leituras diversificadas neste espaço. Valorizar a leitura e o espaço da biblioteca
escolar. Metodologia Esta é uma pesquisa qualitativa na qual serão utilizadas
entrevistas semiestruturadas com a bibliotecária da escola e com a responsável pela
sala de leitura. As professoras das series iniciais também serão entrevistas. A análise
dos dados coletados será feita por categorias identificadas pela temática. Resultados
Pesquisa em andamento

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BIBLIOTECA ESCOLAR NA REME DE CORUMBÁ-MS: DECORRÊNCIAS DO


CURSO DE EXTENSÃO “BIBLIOTECA ESCOLAR E PRÁTICAS EDUCATIVAS”
Alcione Maria Dos Santos
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Comunicação Oral
Esta comunicação visa apresentar as decorrências do Curso de Extensão ―Biblioteca
Escolar e Práticas Educativas‖, promovido pela UFMS/Campus do Pantanal, de
setembro a dezembro de 2016, do qual participaram gestores, coordenadores e
professores da REME. Integraram a equipe de execução acadêmicos de graduação
em Letras, Pedagogia e as docentes coordenadora e vice-coordenadora. No decorrer,
foram realizados estudos teóricos, oficinas, discussões e visitas às 09 bibliotecas
escolares do Município, sendo 01 localizada em área central, 07 em área periférica e
01 em área rural. Além das aquisições teórico-conceituais no campo de biblioteca
escolar e programas de leitura por parte do grupo e já algumas transformações nos
espaços das bibliotecas, resultou dessas ações a elaboração de um panorama das
condições e desafios dessas bibliotecas escolares em situações tão heterogêneas.
Propomos detalhar essas condições e desafios – que se referem à organização
espacial, acervo e funcionamento – no decorrer desta comunicação oral. Como
fundamentação teórica, destacamos Souza (2009), Arena (2009), Silva (2009), Di
Giorgi;Rigoleto (2009), Santos;Souza (2009), Perrotti (2009), Lopes;Balça (2013), Luiz
(2013), Feba;Vinhal (2013) e Batista;Santos (2013), autores estudados durante o
referido Curso.

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BIBLIOTECA ESCOLAR OU SALA DE LEITURA?


Marluce Silva Valente
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Comunicação Oral
O objetivo deste trabalho é apresentar uma breve análise sobre o funcionamento de
bibliotecas escolares no contexto do Ensino Fundamental I, problematizando os
conceitos de biblioteca e sala de leitura. Essa problematização tem em vista os
desdobramentos institucionais – pedagógicos e organizacionais/administrativos –
quanto às práticas de leitura voltadas à formação de leitores infantis, bem como uma
avaliação, mesmo que incipiente, sobre os resultados alcançados com aquelas ações
direcionadas às crianças entre o primeiro e o quinto ano do EF I. Apesar da amplitude
dessa formação, o foco deste trabalho encontra-se na formação de leitores por meio
do texto literário. Para isso, somam-se a experiência profissional como gestora de uma
unidade escolar em município do interior paulista com estudos de Soares (2004),
Aguiar (2006) e Ceccantini (2009), entre outros.

V Congresso Internacional de Literatura Infantil e Juvenil


Presidente Prudente de 02 a 04 de agosto de 2017
ISBN: 978-85-69697-02-2
ANAIS DE RESUMOS V CONGRESSO
INTERNACIONAL DE LITERATURA INFANTIL E
JUVENIL

(Trans)formação de leitores: travessias e travessuras

BIBLIOTECAS ESCOLARES DE RIO VERDE – GO: ALÉM DOS MODELOS, EM


BUSCA DE PROJETOS DE TRANSFORMAÇÃO COLETIVA.
Leonardo Montes Lopes
Eixo Temático 09: Os espaços de leitura literária - Comunicação Oral
BIBLIOTECAS ESCOLARES DE RIO VERDE – GO: Além dos Modelos, em Busca de
Projetos de Transformação Coletiva. Eixo Temático 9: Os espaços de leitura literária
Autor: Leonardo Montes Lopes RESUMO Este trabalho é parte do resultado de
pesquisa (doutorado), onde são apresentadas as práticas e os projetos de leitura nas
bibliotecas escolares da rede municipal de Rio Verde. Portanto, trata-se de um
trabalho de caráter quanti-qualitativo, realizado por meio de estudos bibliográficos e
pesquisa de campo, que objetiva dinamizar o espaço da biblioteca escolar. Dessa
forma, foi possível detectar que uma nova biblioteca é possível através de debates
envolvendo toda a comunidade escolar (professores, alunos, pais, poder público);
todos focados na melhoria dos aspectos que constituem o espaço da biblioteca,
transformando ideias e concepções em movimentos de ações importantes e
fundamentais para constituição de bibliotecas dinâmicas e atuantes nas escolas.
Assim, cada ator desse processo contribuiu até determinado ponto para que se
construísse o coletivo, por isso foi preciso formação e conhecimento teórico. Os
resultados obtidos nesta pesquisa apontam que mesmo em meio a poucos
investimentos do poder público, as bibliotecas de Rio Verde vêm se configurando
através da coletividade como espaço de formação de leitores críticos e reflexivos, o
que está fazendo a diferença na vida de estudantes que encontraram nas bibliotecas
escolares um caminho para informação, cultura e prazer. Palavras-chave: biblioteca.
leitura. Coletividade REFERÊNCIAS CHARTIER, Roger. A aventura do livro: do leitor
ao navegador. São Paulo: UNESP, 1998. KUHLTHAU, Carol. Como usar a biblioteca
na escola: um programa de atividades para o ensino fundamental. Belo Horizonte: 3ª
Ed. Autêntica. 2009.

V Congresso Internacional de Literatura Infantil e Juvenil


Presidente Prudente de 02 a 04 de agosto de 2017
ISBN: 978-85-69697-02-2
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