Você está na página 1de 154

FORMAÇÃO DO SOLO

INTEMPERISMO
EROSÃO
PROCESSOS EXÓGENOS:

MODIFICAM A SUPERFÍCIE TERRESTRE,


BUSCANDO O APLAINAMENTO DO RELEVO,
ATRAVÉS DOS PROCESSOS DE INTEMPERISMO,
EROSÃO, TRANSPORTE E DEPOSIÇÃO.
 Temos três tipos de intemperismo: químico, mecânico ou
físico e o biológico.

 No intemperismo químico, também conhecido como


decomposição, os produtos resultantes envolvem mudanças
químicas e/ou mineralógicas (decomposição).

 O intemperismo físico ou mecânico, responsável pela


desintegração da rocha, envolve processos que conduzem à
desagregação, sem que haja necessariamente alteração
química dos minerais constituintes.

 O intemperismo biológico por sua vez refere-se a ações


comandadas por espécies animais e vegetais, que se
manifestam de forma mecânica.
SOLOS Alteração de rocha

Granito contendo quartzo, feldspato, Granito intemperizado mostrando


anfibólio, mica e magnetita minerais de argila e goetita. Íons
solúveis também são produzidos

Argilo - minerais: caolinita,


montmorilonita, ilita, vermiculita.
Feldspato potássico caolinita
Magnetita goetita
Figura: IPT/Ministério das Cidades
ALGUNS TIPOS INTEMPERISMO FÍSICO
1. Abrasão
2. Descompressão
3. Expansão e contração térmica
4. Congelamento-degelo
5. Cristalização de sais
ABRASÃO
 Refere-se à pulverização ou redução do tamanho de rochas e
minerais a partir do impacto e atrito de partículas em
movimento.

 Como exemplo, no transporte pelo vento, minerais cliváveis


como os feldspatos e micas ficam sujeitos à rápida
pulverização e podem ser facilmente separados dos minerais
mais resistentes e residuais, como o quartzo.

 O movimento pode ser lento, como o dos matacões envolvidos


em gelo glacial, ou rápido, como no caso das areias eólicas.
ABRASÃO: REDUÇÃO DO TAMANHO DE ROCHAS
DESCOMPRESSÃO
 Corresponde à desagregação por alívio de carga.

 Como exemplo, rochas que foram sujeitas a forças


compressivas, como aquelas submetidas a empilhamento de
sedimentos, derrames de lava ou gelo glacial, tendem a
quebrar por efeito tensional ao longo de uma série de fraturas,
à medida que o peso das rochas ou material sobrejacente é
retirado.

 A descompressão chega a quebrar rochas maciças em folhas


de 0,6 a 60 m de espessura, formando canais para a entrada
de agentes do intemperismo provenientes da superfície.
Exemplo: Batólito (corpo magmático intrusivo hipoabissal (maiores))
AFLORAMENTO DE GRANITO, CALIFORNIA – USA –
MOSTRANDO JUNTAS DE ALÍVIO
 Itararé – São
Vicente –
Rua Coaracy
Paranhos
ITARARÉ – SÃO VICENTE
EXPANSÃO E CONTRAÇÃO TÉRMICA
 Variação da temperatura - Os corpos sofrem variações no volume devido a
temperatura. Os coeficientes de dilatação são diferentes devido à variedade de
minerais que formam as rochas. Num mesmo mineral há geralmente mudanças
no coeficiente.

 A variação da temperatura produzida pela insolação durante o dia e


resfriamento a noite pode ser bastante grande.

 Na zona da Caatinga na Bahia foram observados os seguintes dados:

Natureza 17 horas (dia) º C 5 horas (manhã) º C


Temperatura da atmosfera 36 22
Temperatura do Norito
63 26
(rocha preta)
Temperatura do Gnaisse
55 23
(rocha clara)
Praça Marina Magalhães –
Valongo – Santos

Lascas no Migmatito
CONGELAMENTO-DEGELO
 São fenômenos comumente registrados nas altas latitudes
ou altitudes, onde a água gela e descongela
freqüentemente, causando desintegração das rochas até
mesmo em larga escala.

 O volume da água aumenta 9,05% quando transformada


em gelo, levando ao desenvolvimento de forças de
expansão em fissuras ou interstícios de rochas ou minerais
em tal situação.

 Comportamento do fenômeno em várias rochas, com


diferentes graus de porosidade:
CONGELAMENTO/DEGELO

http://educacao.globo.com/geografia/assunto/geografia-fisica/intemperismo.html
ALGUNS TIPOS INTEMPERISMO QUÍMICO

 Dissolução;
 Carbonatação.

 Hidratação;

 Hidrólise;

 Oxidação;

 Redução;
DISSOLUÇÃO
 Determinados minerais ou rochas são mais facilmente
dissolvidos pela água do que outros.

 A halita, a calcita, a dolomita, o gipso e o calcário são


particularmente susceptíveis à dissolução.

 Os sais minerais, via de regra, são facilmente solúveis em


água.

 Outros minerais são mais resistentes ou mesmo insolúveis.


Em condições normais, o quartzo é praticamente insolúvel.
DISSOLUÇÃO
 No caso das rochas carbonatadas constata-se que a
água contendo CO2 (ácido carbônico), agindo sobre o
calcário, transforma o CaCO3 da calcita em
bicarbonato solúvel, que é lixiviado .

 A reação pode ser assim expressa:


Caverna de
Santana – Núcleo
Santana –
Iporanga - Vale do
Ribeira
Caverna de Santana – Núcleo Santana –
Iporanga - Vale do Ribeira

Carbonato
dissolvido
Caverna do Diabo – Eldorado Paulista – Vale do Ribeira
Caverna do Diabo – Eldorado Paulista – Vale do Ribeira
CABONATAÇÃO
 O gás carbônico dissolvido na água dá origem a uma solução
ácida, denominada de ácido carbônico (H2CO3), que em
reação com os minerais carbonatados, dá origem ao processo
denominado carbonatação.

 Utiliza-se como exemplo a formação do bicarbonato de cálcio,


que é bastante solúvel em água, a partir da calcita:

(reação do ácido carbônico com minerais carbonatados)


HIDRATAÇÃO
 Refere-se à adição de água em um mineral e sua adsorção dentro
de retículo cristalino.

 Trata-se portanto da adição de água em minerais para formar


hidratos.

 Certos minerais são passíveis de receber moléculas de água em


sua estrutura, transformando-se física e quimicamente, como a
mudança da anidrita em gipso:

 ou da transformação da hematita em “limonita”:


HIDRÓLISE
 Consiste na reação química entre o mineral e a água,
ou seja, entre íons H + (hidrogênio ou íon hidrônico
H3O + ) e OH - (íons hidroxilas).

 A reação de hidrólise pode ser demonstrada através


da decomposição dos silicatos (feldspatos, micas,
hornblenda, augita, dentre outros) pela água
dissolvida.
OXIDAÇÃO E REDUÇÃO
 Uma reação é considerada óxido-redução quando um ou mais
elementos sofrem variações nos seus números de oxidação.
 São reações onde ocorrem transferências de elétrons.

 Agente oxidante: é a substância que age causando a oxidação


de um elemento, pertencente a uma substância reagente. O
agente oxidante contém o elemento que ganha elétrons (sofre
redução).
 Agente redutor: é a substância que age causando a redução de
um elemento, pertencendo a uma substância reagente. O
agente redutor contém o elemento que perde elétrons (sofre
oxidação).
 Uma das principais reações que ocorrem durante o intemperismo químico é
a oxidação.

 Quando a água com oxigênio dissolvido penetra no subsolo, a oxidação


processa-se primeiramente nos primeiros metros superficiais, cessando
totalmente o lençol freático.

 No processo de oxidação, o oxigênio reage com os minerais, principalmente


com aqueles que contêm ferro, manganês e enxofre.

 A oxidação é favorecida pela presença de umidade.

 Na ausência de água, é pouco efetiva.


 O ferro “ferroso” (Fe++) encontrado em muitos minerais (tais como:
pirita, hornblenda, augita, biotita, olivina, entre outros) é
transformado em compostos férricos (Fe+++).

 Os compostos ferrosos possuem coloração cinza-esverdeada,


enquanto que os férricos têm cor amarelada, castanha, avermelhada
até preta.

 Uma oxidação ligeira produz hematita avermelhada.

 Quando ocorre simultaneamente à hidratação, forma-se limonita de


coloração amarelada ou ocre.
 Os sulfetos oxidam-se para sulfatos.
 O manganês na forma Mn++ passa a Mn+++ e Mn++++ de
coloração rosa-avermelhada.
 Certos minerais, como a pirita (FeS2), são altamente susceptíveis à
oxidação em virtude do ferro possuir grande afinidade pelo oxigênio.
2FeS2 + 2H2O + 7O2 → 2FeSO4 + 2H2SO4

 A adição de mais água e oxigênio transforma o sulfato ferroso em


ácido sulfúrico e limonita.
 O ácido sulfúrico formado (mesmo em solução fraca) constitui um
reagente muito eficiente que age sobre outros compostos minerais.
 A oxidação da pirita se constitui para as reações subsequentes.
 Ao ar seco, o ferro metálico permanece praticamente inalterado por longo tempo.
 Quando exposto ao ar úmido, a superfície brilhante do aço “enferruja” devido à
formação de um mineral mole, de coloração amarelada ou castanha denominada
limonita (Fe2O3.H2O).
 A matéria orgânica também oxida-se na presença de oxigênio.
 Em águas paradas e estagnadas, o teor de oxigênio presente é consumido junto à
superfície.
 Nessas condições, as substâncias orgânicas não decompostas podem acumular-se
no fundo.

 Principalmente, nas regiões de clima úmido, os óxidos de ferro conferem ao manto


de intemperismo colorações avermelhadas, castanhas ou amareladas, as quais
dependem do grau de oxidação e da quantidade de água presentes no óxido de
ferro.
 Nas rochas sedimentares (arenito ou calcário), as cores vermelhas, castanhas ou
amareladas quase sempre indicam deposição em ambiente bem oxidado.
PIRITA LIMONITIZADA
EM AMBIENTE REDUTOR:
 Fe 3+ se hidroliza (retira OH do sistema)

Fe3 + 3OH ---► Fe (OH)3

Portanto, o valor do Eh vai cair.

 O Fe 2+ é reduzido pela atividade bacteriana


anaeróbica, onde o oxigênio é liberado na reação é
consumido, tornando a forma de Fe estável.
INTEMPERISMO BIOLÓGICO
 A pressão do crescimento das raízes vegetais pode provocar a
desagregação de uma rocha (fenômeno facilmente visível nas
calcadas arborizadas de nossas ruas), desde que esta possua
fendas por onde penetrem as raízes, e desde que a resistência
oferecida pela rocha seja muito grande.

 As atividades de vários animais, como minhocas, formigas,


cupins e roedores que constroem buracos, fazem com que o
solo seja afofado, sendo mais facilmente removido, facilitando
também a penetração de outros agentes na decomposição das
rochas.
AÇÃO DE ÁRVORES
Intemperismo Biológico –
Ação de cunha pelas raízes
de árvores – Morros de
Santos
Julho/2009

Fotos: Aluno CSTPG


– Unimonte -
Wagner (Tita)
INTEMPERISMO BIOLÓGICO (REAÇÕES QUÍMICAS)

 http://pt.mongabay.com/rainforests/0409.htm

Fezes de animais sobre rochas


http://www.correiodobrasil.com.br/os-albatrozes-de-
sobrancelha-ilhas-malvinas/
PROCESSOS
EROSIVOS
EROSÃO
(PROCESSOS DE TRANSPORTE DE
MASSA)
PROCESSOS EROSIVOS

 Erosão: destruição das saliências


ou reentrâncias do relevo, tendendo
a um nivelamento ou colmatação,
no caso de litorais, enseadas, baías
e depressões.
 Os processos erosivos se dão em três etapas:
A erosão (desgaste), o transporte e
a sedimentação (deposição).

 A erosão é o processo de desagregação e


remoção de partículas do solo ou de fragmentos
de partículas de rocha, pela ação combinada da
gravidade com a água, vento, gelo e/ou
organismos.
Leia mais: http://professoralexeinowatzki.webnode.com.br/geomorfologia/processos-erosivos/
EROSÃO E SUAS MANIFESTAÇÕES
 Tipos de erosão:
1. Fluvial (rio)
2. Laminar (solo – superficial)
3. Linear (sulcos, ravinas e voçorocas)
4. Eólica (abrasão – vento e partículas);
5. Marinha (abrasão – água e partículas);
6. Glacial (vales em U e terraços de materiais de
morainas);
7. Cárstica (regiões calcáreas);
8. Zoógena (provocada por animais).
EROSÃO FLUVIAL

 Este tipo de erosão acontece naturalmente


pelas águas dos rios.
 Estas provocam um certo desgaste nos
solos das margens dos rios podendo até
causar o desmoronamento dos barrancos.
 Este processo pode se intensificar quando
não há uma mata ciliar ao longo das
margens do rio.
 Uma erosão
fluvial na
margem do rio

 Fonte: http://cie
nciaseecologia.b
logspot.com/20
10/05/rio-
turvo.html

/
Erosão ao longo das margens do Rio Cubatão
EROSÃO LAMINAR E EM SULCO (LINEAR)

•É uma remoção e transporte dos horizontes superiores do solo


pela água.

•Inicia-se com o salpico de gotas de chuva diretamente sobre a


superfície desprotegida e continua com a formação de enxurradas que
formam Sulcos de diversas proporções.

•Estes sulcos podem evoluir (aumentar a profundidade) e passar a ser


chamado de Ravina.

•Quando estas atingem magnitudes maiores ainda, como chegar à


profundidade do lençol freático, passam a ser chamadas de Voçorocas
(ou Boçorocas).
 http://professoralexeinowatzki.webnode.com.br/geomorfologia/processos-erosivos/
 Fonte: Lepsch (2002)
EROSÃO LAMINAR
 Os processos erosivos iniciam-se pelo impacto da massa
aquosa com o terreno, desagregando suas partículas. Esta
primeira ação de impacto é complementada pela ação do
escoamento superficial, a partir do acúmulo de água em
volume suficiente para propiciar o arraste das partículas
liberadas.
 A erosão laminar acontece quando o escoamento da água,
encosta abaixo, “lava” a superfície do terreno como um todo,
transportando as partículas sem formar canais definidos.
 A erosão em sulcos ocorre por concentração do fluxo d’água
em caminhos preferenciais, arrastando as partículas e
aprofundando os sulcos, podendo formar ravinas com alguns
metros de profundidade.
 As erosões por boçorocas constituem-se no estágio mais
avançado da erosão, sendo caracterizadas pelo avanço em
profundidade das ravinas até estas atingirem o lençol freático
ou o nível d’água do terreno.
Erosão em sulco - Itariri
 Ravinas
 http://professoralexeinowatzki.webnode.com.br/geomorfologia/processos-erosivos/
Ravinamento (Sulcos), início do processo de voçorocamento
VOÇOROCA – SÃO
PEDRO - SP -
1989 - FOTO RITA
VOÇOROCA

 Fonte: http://www.proparnaiba.co
m/meioambiente/xviii-rbmcsa-
ciclos-de-debates-sobre-avan-o-da-
eros-o-no-brasil.html
 Voçoroca em área de pastagem com profundidade a partir de 5 metros, alcançando larguras maiores que
60 metros, atingindo a estrada BR 060, no vilarejo Pontinha do Coxo. Sub-bacia do rio Coxim, município de
Camapuã.

 Fonte: http://mtc-
m12.sid.inpe.br/col/sid.inpe.br/sergio/2004/06.14.16.12/doc/paginas/coxim/impactos/erosao/CR_2702
02_10.html

VOÇOROCA (OU BOÇOROCA)
VOÇOROCA (OU BOÇOROCA)
 Voçoroca em Bauru (SP)
 Fonte: http://www.geologiadobrasil.com.br/vossoroca.html
/
PORTAL DO INFERNO – FLORESTA BOREAL DA
SIBÉRIA - RÚSSIA

Localizada na floresta boreal da Sibéria, enorme cratera cresce, em média, 10 metros


por ano.
Fonte: https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/bbc/2017/03/02/porta-do-
inferno-a-gigantesca-cratera-que-continua-crescendo-e-revela-como-a-terra-era-ha-200-
mil-anos.htm
PORTAL DO INFERNO – FLORESTA BOREAL DA
SIBÉRIA - RÚSSIA
 Um buraco de 1 quilômetro de extensão e 85 metros de profundidade não para de
crescer em uma remota região da Rússia e é chamado de "porta para o inferno" por
pessoas que vivem na região, que preferem evitá-lo. C
 Cientistas asseguram que se trata de uma cratera única, um registro detalhado de
200 mil anos de história da Terra.
 Batagaika, a gigantesca cratera, emerge de forma dramática na floresta boreal da
Sibéria à medida que o permafrost - tipo de solo que está sempre congelado -
derrete como efeito do aquecimento global.... –
 A cratera tem crescido na média de 10 metros por ano. Mas em anos mais quentes,
esse aumento chegou a 30 metros, conforme indicou estudo do Instituto Alfred
Wegener em Potsdam, na Alemanha. A instituição vem monitorando o buraco há
uma década

 Fonte: https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/bbc/2017/03/02/porta-
do-inferno-a-gigantesca-cratera-que-continua-crescendo-e-revela-como-a-terra-era-
ha-200-mil-anos.htm?cmpid=copiaecola
 A cratera apareceu na década de 60, de acordo com Julian Murton,
professor da Universidade de Sussex, na Inglaterra.
 O rápido desmatamento na região deixou o terreno sem a proteção das
sombras das árvores nos meses de verão.
 Assim, os raios de sol aqueceram o solo e aceleraram o processo de
degelo, uma vez que era a vegetação que mantinha o solo resfriado.
EROSÃO EÓLICA

 Erosão Eólica: É provocada pelo vento.


 Alvéolos: cavidades arredondadas produzidas
pelo movimento circular (redemoinhos) de
partículas arenosas transportadas pelo vento.
 O lado preferencial indica que é deste lado que
vem o vento predominante.
Alvéolos
 Uma rocha exposta sob influência da erosão eólica
 Fonte: http://www.pentaxforums.com/forums/pt/weekly-photo-challenges/136719-weekly-challenge-161-
weathered.html

/
LANDSCAPE ARCH - UTAH, USA
THE WAVE - ARIZONA, USA
MUSHROOM ROCK - KANSAS, USA
BRIMHAM ROCK - ENGLAND, UK
 Erosão eólica na formação de dunas (deposição de sedimentos através do
vento como um agente geológico)
 Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Eros%C3%A3o_e%C3%B3lica
EROSÃO MARINHA

 Erosão Marinha: O embate das ondas é capaz


de desgastar as rochas, devido à energia
dissipada e às partículas de areia
transportadas em suspensão pela água. As
correntes marinhas litorâneas distribuem o
material erodido ao longo da costa. Variações
sazonais nos movimentos destas correntes
podem levar ao retrabalhamento de
sedimentos já depositado nas praias.
 Erosão marinha (costeira)

 Fonte: http://zedavidalmeida.blogspot.com/2011/04/erosao-costeira-tambem-no-algarve.html
PERCE ROCK - CANADA
TV TRIBUNA
27/04/2016:
ONDAS DERRUBAM
MURETAS E
AVANÇAM EM
AVENIDA DE SANTOS

 “A frente fria que chegou à Baixada Santista na madrugada desta quarta-feira (27) provoca chuva intensa, queda nas
temperaturas, ventos de 88 Km/h e ressaca no mar. O Porto de Santos precisou ser fechado e a travessia de balsas
interrompida. Na Ponta da Praia, as ondas, de até 4 metros, derrubaram muretas e tomaram a avenida, que foi
interditada.
 A mudança no tempo já era esperada, segundo previsão do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). As
temperaturas em toda região devem ficar entre 17ºC e 23ºC entre esta tarde e a quinta-feira (28), com o avanço da
frente fria que chega ao Litoral de São Paulo. Uma área de baixa pressão também favorece as condições climáticas
adversas. ”
 Segundo a Praticagem, por volta das 10 horas, houve a maior altura de onda do ano na região, com 3,15 metros
registrados pelos instrumentos instalados em boias no mar. Uma hora depois, os equipamentos registraram ondas de 4
metros de altura, quebrando novamente o recorde de 2016.

 http://www.atribuna.com.br/noticias/noticias-detalhe/cidades/ondas-derrubam-muretas-e-avancam-em-avenida-de-
santos-veja-videos/?cHash=0ed4838ff412194f9f6be0a8a7445c96
EROSÃO MARINHA – SANTOS – AGOSTO/2016
RESSACA – SANTOS (PONTA DA PRAIA) -
2004
RESSACA EM SANTOS – 08/09/2009
SÃO VICENTE – 25/02/2010
FLORIANÓPOLIS - MAIO 2010

 https://escandiuzzi.wordpress.com/2010/05
/
CONDOMÍNIO EM SÃO PEDRO DE MOEL – PORTUGAL - COM RISCO
ESTRUTURAL DEVIDO À MOVIMENTAÇÃO DA ENCOSTA POR PERDA DE
MATERIAL - EROSÃO
ENROCAMENTO – SÃO PEDRO DE MOEL -
PORTUGAL
G1:
“DUAS
PESSOAS
MORREM APÓS
DESABAMENTO
DE CICLOVIA
NO RIO”

 “Ciclovia Tim Maia foi inaugurada em 17 de janeiro e custou R$ 44 milhões.


Local teria sido atingido por uma forte onda”

 http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/04/parte-da-ciclovia-
desaba-em-sao-conrado-zona-sul-do-rio.html
 http://g1.globo.com/rio-
de-
janeiro/noticia/2016/04
/parte-da-ciclovia-
desaba-em-sao-conrado-
zona-sul-do-rio.html
 http://g1.globo.com/rio-de-
janeiro/noticia/2016/04/parte-da-
ciclovia-desaba-em-sao-conrado-zona-
sul-do-rio.html
É POSSÍVEL SE
CONSTRUIR EM
REGIÕES ONDE
HÁ O EMBATE
DE ONDAS?

 Essa é a estrada do Oceano Atlântico na Noruega, em pé


desde 1989, tem 8.3 km e custou 122 milhões de krones
noruegueses - na cotação de hoje daria cerca de 65 milhões
de reais; 25% desse valor foi pago com a cobrança de
pedágio e em 1999, após pagar todo o custo da obra, o
pedágio deixou de ser cobrado.
ATAFONA - RJ

 Em Atafona, o processo erosivo atual está


ligado provavelmente à influência do rio
Paraíba (déficit de sedimentos) em função de
barramentos que acabam retendo o material
antes lançado pelo mesmo.
 Nos últimos 40 anos tem-se o registro de 183
casas destruídas distribuídas em 14 quadras,
na zona continental.
Atafona - RJ
ATAFONA
PROCESSO DE EROSÃO MARINHA – AUSTRALIA
- 2016
EROSÃO GLACIAL
 Erosão Glacial: trabalho feito pelas geleiras de grande
importância nas regiões de clima frio e temperados. A
erosão glaciária cava vales profundos em U.
 Os terraços são constituídos pelo material das
morainas, isto é, blocos erráticos, estriados, argilas,
seixos, etc.
 Esses depósitos têm ainda a característica de terem
sido revolvidos in loco pela ação do gelo e degelo. As
formas resultantes são geralmente ásperas.
Rocha Moutonnée – Salto - SP
EROSÃO ZOÓGENA

 Erosão zoógena: provocada pelo pisoteio do


gado. Pode estar associada ao desmatamento
e queimadas.
LOCAL PISOTEADO PELO GADO
EROSÃO CÁRSTICA

 Dissolução do CaCO3 das rochas carbonatadas


por causa da água contendo CO2 (que forma o
ácido carbônico), agindo sobre o calcário,
transformando-o em bicarbonato solúvel, que é
lixiviado .
POÇO AZUL - CHAPADA DIAMANTINA
GRUTA AZUL – CHAPADA DIAMANTINA
GRUTA DA PRATINHA -
CHAPADA DIAMANTINA
LAGO AZUL – BONITO - MS
CAVERNA DE MORRO PRETO – VALE DO
RIBEIRA – 1988 - FOTO:RITA
SUBSIDÊNCIA E COLAPSO DE SOLOS EM ÁREAS
CÁRSTICAS
 Abatimentos bruscos ou lentos de terreno,
como reflexo da evolução de cavidades em
rocha ou solo em subsuperfície.
TIPOS DE PROCESSOS

 Carste Coberto: maciço  Carste


carbonático, com Exumado: maciço
dissolução e cobertura em superfície,
de material normalmente em
inconsolidado. clima semi-árido.
FORMAÇÃO DE UMA DOLINA
FEIÇÕES DE CAMPO INDICATIVAS
 Inclinação de prédios;
 Desnivelamento acentuado entre estruturas e os
terrenos adjacentes;
 Trincas no terreno, em pavimentos e edificações;
 Afundamentos e formação de cavidades;
 Sumidouros;
 Tremores, vibrações nos terrenos e construções;
 Formação de crateras e desabamentos (Cerri &
Amaral, 1998).
EXEMPLOS DE POSSÍVEIS DANOS

 Inutilização de construções devido a recalques


excessivos, podendo mesmo ocorrer o
desabamento das edificações;
 Rompimento de galerias, encanamentos e
tubos subterrâneos;
 Vazamentos (Cerri & Amaral, 1998).
CRATERA NA GUATEMALA
CRATERA NA GUATEMALA
CRATERA NA GUATEMALA
CRATERA NA GUATEMALA – REPORTAGEM G1

01/06/2010 18h16 - Atualizado em 01/06/2010 18h48


Cratera que engoliu prédio na Guatemala tem 60 m de profundidade

Autoridades temem que um homem tenha morrido no incidente.


Número de mortos por chuvas na América Central eleva-se a 175.

Do G1, com agências internacionais

Imagens feitas nesta terça-feia (1º) mostram um buraco de 60 metros de profundidade por 20 metros de diâmetro
que se abriu no centro da Cidade da Guatemala depois das fortes chuvas causadas pela tempestade tropical
Agatha.
O buraco engoliu um prédio de três andares e toda uma esquina. Acredita-se que um segurança privado que
trabalhava no local possa ter morrido.
Um operário que trabalha próximo à região, José Aguilar, disse que ninguém podia prever o que aconteceu.
"Ninguém pode ser culpado e você sabe que, quando chove, estas coisas acontecem", disse.
Em 2007, três pessoas morreram em uma cratera semelhante no bairro de San Antonio, também na região central
da capital.
O número de mortos pelas chuvas causadas por Agatha atinge pelo menos 175 na América Central - 152 na própria
Guatemala, 9 em El Salvador e 14 em Honduras. Na Guatemala, pelo menos 100 pessoas estão
desaparecidas e há vários desabrigados.
CRATERA NO TEXAS - EUA

 Sinkhole no estado do Texas, Eua


CAJAMAR - SP
 Em 12 de agosto de 1986, o bairro Lavrinhas, em
Cajamar, município integrante da Região
Metropolitana de São Paulo, foi afetado por
fenômenos de colapso e subsidência de grandes
proporções, especialmente impactantes por
ocorrerem em plena área urbana.

 Na principal área atingida, três casas haviam sido


tragadas, enquanto que recalques e trincas
afetaram dezenas de outros imóveis, estendendo-
se ao bairro Vila Branca.
 Informações colhidas no local, já a partir do
primeiro dia do colapso, permitiram
estabelecer que há alguns meses vinham
sendo notados indícios precursores desse
fenômeno, abrangendo:

 ruídos semelhantes a trovoadas,


 deformações de pisos,
 trincas em edificações,
 aumento dos casos de ruptura da rede de
distribuição d’água e
 estancamento de fontes.
 Esta evolução culminou na madrugada de 12 de agosto
de 1986, quando ruídos semelhantes a trovoadas e
explosões foram ouvidos nas imediações do local do
colapso, que ocorreu por volta das 9:00 h,
configurando, no fim da tarde desse mesmo dia, uma
cratera com cerca de 10 m de diâmetro e 10 m de
profundidade, com forma de tronco de cone invertido,
passando a cilindro.
 Casas com trincas recentes, provavelmente síncronas
ao colapso, foram detectadas a mais de 400 m desse
local, em Vila Branca.
 Em meados de setembro a cratera havia atingido
25 m de diâmetro.

 No início de dezembro havia evoluído para 32 m,


conservando a profundidade de 13 m, após o que
parece ter-se estabilizado.

 A água subterrânea surgiu em seu fundo em


meados de novembro, ascendendo até 7 m em
fevereiro de l987.
GEOMORFOLOGIA DA REGIÃO
 Os bairros Lavrinhas e Vila Branca assentam-se
numa planície alveolar algo entalhada, cujas
partes mais baixas estão em torno de 720 m
de altitude, circundada por pequenas serras
alongadas, cujas maiores altitudes
ultrapassam os 920 m.
GEOLOGIA DA REGIÃO
 Os pontos mais elevados correspondem a
metarenitos, enquanto que filitos, xistos e rochas
carbonáticas sustentam relevos progressivamente
mais baixos; trata-se de rochas metamórficas
dobradas pertencentes ao Grupo São Roque, de
idade pré-cambriana superior.
 A própria origem do bairro Lavrinhas liga-se a esse
contexto geológico, tendo surgido no início do
século XX em decorrência da exploração de
pedreiras de calcário da região.
 A combinação das características evolutivas do
colapso e subsidência com as condições de
contorno, e seu cotejo com dados da literatura
especializada, levaram a propor, que se estava
diante de um carst coberto em fase ativa de
desenvolvimento.
 Esta hipótese deveria considerar duas
possibilidades principais:
 1) desabamento de teto de caverna; e
 2) migração de solos para o interior de
cavidades cársticas.
 A partir desse entendimento, equipes técnicas
do IPT foram mobilizadas para realizar
investigações em campos independentes da
pesquisa geológica e da engenharia,com o
objetivo de, a seu término, convergirem os
diferentes estudos num diagnóstico firme do
caso, que seria, então, utilizado tanto em
termos do significado espacial e temporal do
processo, como para as medidas de mitigação,
planejamento urbano e monitoramento.
 O conjunto de informações sugeria fortemente a adoção,
dentro da hipótese de carst coberto, da alternativa
fenomenológica de migração de solos para o interior de
cavidades cársticas:

 as cavidades e bolsões de solos moles, devido a seu


comportamento hidráulico e mecânico , seriam
instabilizados mediante variações de pressão hidrostática
causadas por oscilações da superfície piezométrica.
CAUSAS
 Em especial, considerou-se que a indução de tais oscilações
por operações de bombeamento d’água, por serem rápidas
e cíclicas, criariam diferenças de pressão entre o interior das
cavidades e bolsões e os solos circundantes de modo a
permitir o trânsito, para baixo, de partículas sólidas, com a
conseqüente migração dos bolsões fluidos para cima.

 Vibrações resultantes de explosões em pedreiras próximas


poderiam, também, catalisar esse processo, o qual,
entretanto, poderia desenvolver-se tão somente como
resultado da atuação da gravidade sobre materiais
adjacentes mecânica e hidraulicamente diferenciados.
 Levando em conta o caráter errático das
cavidades e bolsões de solo mole, dos
diferentes estágios de evolução em que
podiam-se encontrar, bem como a
imprevisibilidade temporal de seus reflexos em
superfície, as soluções propostas foram
essencialmente preventivas, divididas em
emergenciais e permanentes.
 As emergenciais consistiram basicamente na
evacuação da população dos bairros Lavrinhas e
Vila Branca e a interrupção temporária dos
bombeamentos da água subterrânea na área,
enquanto que as permanentes foram sintetizadas
numa proposição de zoneamento de risco, para o
qual se estabeleceram diretrizes de implantação.

 Adicionalmente, foi efetuado um estudo que


indicou áreas geotecnicamente mais seguras para
o reassentamento da população desalojada.
 A área atingida, urbanisticamente recuperada,
é hoje ocupada pela praça pública Alfredo
Sória, não se constatando mais evidências de
novas movimentações no terreno.
 A figura a seguir esquematiza o modelo
interpretativo dos fenômenos ocorridos em
Cajamar (modificada de Infanti Jr & Fornasari
Filho 1998; organizada por Fábio Reis).
DOLINAS EM CAJAMAR

 http://www.geologiadobrasil.com.br/geg_casoapl_7.html
 As fotos a seguir ilustram algumas conseqüências econômicas do
caso de Cajamar, onde dezenas de casas foram destruídas ou
condenadas (Proin/Capes & Unesp/IGCE, 1999).
BIBLIOGRAFIA
 Decifrando a Terra
 Para entender a Terra
 INTEMPERISMO E GÊNESE DE SOLOS. JOÃO OSVALDO RODRIGUES NUNES -
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO” - FACULDADE
DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA - CÂMPUS DE PRESIDENTE PRUDENTE. 2005.
 EROSÃO E SUAS MANIFESTAÇÕES. JOÃO OSVALDO RODRIGUES NUNES -
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO” - FACULDADE
DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA - CÂMPUS DE PRESIDENTE PRUDENTE. 2005.
• Imagens de apresentações do prof. João Oswaldo – Unesp
• http://www.geologia.ufpr.br/graduacao/estrutural2010/aula91dobras.pdf
• http://www.geologia.ufpr.br/graduacao/estrutural2012/aula5estrutural2012.p
df
• http://www.geologia.ufpr.br/graduacao/estrutural2010/aula10.pdf
• http://professoralexeinowatzki.webnode.com.br/geomorfologia/processos-
erosivos/
BIBLIOGRAFIA
 http://www.rc.unesp.br/igce/aplicada/ead/interacao/inter12.html,
acessado em 29-04-2016
 http://www.rc.unesp.br/igce/aplicada/ead/riscos/risco17.html
 http://www.unifenas.br/PESQUISA/download/ArtigosRev1_99/pag81-
92.pdf
 http://www.ambiente.sp.gov.br/institutogeologico/files/2012/03/Marcador
es_Desastres-Naturais.pdf
 “Geologia de Engenharia: Conceitos, Método e Prática”, Caso de
Aplicação nº 7, de autoria do geólogo Álvaro Rodrigues dos
Santos santosalvaro@uol.com.br http://www.geologiadobrasil.com.br/geg
_casoapl_7.html
 http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0236e.htm
 http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/05/predio-sul-coreano-
amanhece-cinco-vezes-mais-torto-que-torre-de-pisa.html