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Análise de Sistemas de Potência (ASP)

Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos

Formulação do problema básico


Equações básicas (para k = 1,2, L , NB )

Pk = Vk ∑V (Gm∈K
m km cosθ km + Bkm sen θ km ) (1) 2 × NB equações
Qk = V ∑ V (G
k m km sen θ km − Bkm cosθ km ) (2) 4 × NB variáveis
m∈K

• NB equações tipo (1)


• NB equações tipo (2)
• 4 × NB variáveis ( Vk , θ k , Pk e Qk ).

Tipos de barra no fluxo de carga convencional.


Tipo de barra Notação Dados Incógnitas
Barra de carga PQ Pk e Qk Vk e θ k
Tensão controlada PV Pk e Vk θ k e Qk
Referência Vθ Vk e θ k Pk e Qk

Resolvido o fluxo de carga → estado da rede (Vk , θ k ) para k = 1,2, L , NB é conhecido.


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Subsistemas 1 e 2 NPQ – número de barras PQ NPV – número de barras PV
• Subsistema 1 (dimensão 2 × NPQ + NPV )
Dados: Pi e Qi , i ∈ {barras PQ} : Pi = Pi esp Qi = Qiesp
Pj e V j , j ∈ {barras PV} : Pj = Pjesp V j = V jesp
Vk e θ k , k ∈ {barra Vθ} : Vk = Vkesp θ k = θ kesp
Incógnitas: Vi e θ i , i ∈ {barras PQ} θ j , j ∈ {barras PV}
Equações algébricas não-lineares (funções quadráticas e trigonométricas).
Parte das incógnitas aparece de forma implícita (θ km = θ k − θ m ) .
 Pkesp − Vk ∑ Vm (Gkm cos θ km + Bkm sen θ km ) = 0 k ∈ {barras PQ e PV}
(S1)  esp m∈K

Qk − Vk ∑ Vm (Gkm sen θ km − Bkm cos θ km ) = 0 k ∈ {barras PQ}


 m∈K

• Subsistema 2 (dimensão NPV + 2 ) – Resolvido após o Subsistema 1.


Dados: V k e θ k , k = 1,2,L, NB
Incógnitas: Pi e Qi , i ∈ {barra Vθ} Q j , j ∈ {barras PV}
Todas as incógnitas (Pk e Qk ) aparecem isoladas de forma explícita.
 Pk = Vk ∑ Vm (Gkm cos θ km + Bkm sen θ km ) k ∈ {barra Vθ}

(S2 )  m∈K

Qk = Vk ∑ Vm (Gkm sen θ km − Bkm cos θ km ) k ∈ {barras PV e Vθ}


 m∈K

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Características dos subsistemas que constituem o fluxo de carga.

Variáveis
Subsistema Dimensão
Especificadas Calculadas
Pi e Qi , i ∈ {barras PQ}
Vi e θ i , i ∈ {barras PQ}
S1 2 × NPQ + NPV Pj e V j , j ∈ {barras PV}
θ j , j ∈ {barras PV}
Vk e θ k , k ∈ {barra Vθ}
Pi e Qi , i ∈ {barra Vθ}
NPV + 2 V k e θ k , k = 1,2,L, NB
Q j , j ∈ {barras PV}
S2

Exemplo 1 – Considerando o sistema elétrico cujos dados encontram-se na figura a seguir,


formular as equações referentes ao Subsistema 1 do fluxo de carga.

V 1 = 1 0 pu V 2 = V2 θ 2

Z LT = (0,01 + j 0,1) pu
1 I 12 2

S1 S 2 = (0,8 + j 0,4 ) pu
Sistema elétrico de duas barras.
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Exemplo 2 – Empregando a notação na forma vetorial, determinar as variáveis e equações do
Subsistema 1 do problema definido no Exemplo 1.

1
dP2(theta2,V2) dP2=dQ2
0.5

dQ2(theta2,V2)
-0.5

-1
1

-0.06
0.95 -0.08
-0.1
-0.12
0.9 -0.14
V2 theta2
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Formulação matricial
θ  } NPQ + NPV
• Incógnitas Subsistema 1 agrupadas no vetor x : x = V  } NPQ
 
θ – vetor dos ângulos das tensões nodais das barras PQ e PV
V – vetor das magnitudes das tensões nodais das barras PQ.
∆Pk = Pkesp − Pk (V ,θ ) = 0 k ∈ {barras PQ e PV}
• (S1) 
∆Qk = Qk − Qk (V ,θ ) = 0 k ∈ {barras PQ}
Subsistema 1: esp

∆ P = P esp − P (V ,θ ) = 0
(S1) 
∆Q = Q − Q (V ,θ ) = 0
esp

P – vetor das injeções de potência ativa nas barras PQ e PV


Q – vetor das injeções de potência reativa nas barras PQ.
∆ P  } NPQ + NPV
(S1) g (x ) =  
∆Q  } NPQ

(S1) g (x ) = 0
• Sistema de equações não-lineares → resolvido por um número muito grande de métodos
(Gauss, Newton, Desacoplado Rápido).

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Exemplo 3 – Para a rede de quatro barras cujos dados estão a seguir, determinar as equações
do fluxo de carga.

1 2 3 4

V1 Y 12 V2 S2 Y 23 V3 1 : a 34 V4

jb12sh jb12sh sh
jb23 sh
jb23 Y 34

S3

Y 13
S1 S4

jb13sh jb13sh jb3sh

1 : e jϕ14

Y 14

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Dados das barras do sistema de 4 barras.
V esp [pu] θ esp [rad] P esp [pu] Q [pu]
esp
Barra Tipo
1 Vθ 1,05 0,0 — —
2 PQ — — – 0,4 – 0,2
3 PV 0,95 — 0,2 —
4 PQ — — – 0,8 – 0,4
Dados dos ramos do sistema de 4 barras.
k m Y km [pu]
sh
bkm [pu] a km [pu] ϕ km [rad]
1 2 0,3 – j2,0 0,01 — —
1 3 0,3 – j2,0 0,01
1 4 – j2,0 — — 0,15
2 3 0,2 – j1,0 0,02 — —
3 4 – j1,0 — 0,95 —
Y 12 + Y 13 + Y 14 + jb12sh + jb13sh − Y 12 − Y 13 − e − jϕ14 Y 14 
 
− Y Y + Y + jb sh
+ jb sh
− Y 0
Y = 
12 12 23 12 23 23
 − Y 13 − Y 23 Y 13 + Y 23 + a34 Y 34 + jb13 + jb23 + jb3 − a34 Y 34 
2 sh sh sh
 jϕ14

 − e Y 14 0 − a Y
34 34 Y 14 + Y 34 
 0,6 − 0,3 − 0,3 0,2989  − 5,98 2 j2 1,9775
 − 0,3 0,5 − 0,2 0   2 − 2,97 1 0 
G=  B= 
 − 0,3 − 0,2 0,5 0  e  2 1 − 3,805 0,95 
   
− 0,2989 0 0 0  1,9775 0 0,95 −3 
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Equações do fluxo de carga:

[
P1 = V1esp V1esp (G11 cos θ11 + B11 sen θ11 ) + V2 (G12 cos θ12 + B12 sen θ12 ) + V3esp (G13 cos θ13 + B13 sen θ13 ) +
+ V4 (G14 cos θ14 + B14 sen θ14 )]

[
P2esp = V2 V1esp (G21 cos θ 21 + B21 sen θ 21 ) + V2 (G22 cos θ 22 + B22 sen θ 22 ) + V3esp (G23 cos θ 23 + B23 sen θ 23 ) ]
[
P3esp = V3esp V1esp (G31 cos θ 31 + B31 sen θ 31 ) + V2 (G32 cos θ 32 + B32 sen θ 32 ) + V3esp (G33 cos θ 33 + B33 sen θ 33 ) +
+ V4 (G34 cos θ 34 + B34 sen θ 34 )]

[
P4esp = V4 V1esp (G41 cos θ 41 + B41 sen θ 41 ) + V3esp (G43 cos θ 43 + B43 sen θ 43 ) + V4 (G44 cos θ 44 + B44 sen θ 44 ) ]
[V
Q1 = V1esp 1esp (G11 sen θ11 − B11 cos θ11 ) + V2 (G12 sen θ12 − B12 cos θ12 ) + V3esp (G13 sen θ13 − B13 cos θ13 ) +
+ V4 (G14 sen θ14 − B14 cos θ14 )]

[
Q2esp = V2 V1esp (G21 sen θ 21 − B21 cos θ 21 ) + V2 (G22 sen θ 22 − B22 cos θ 22 ) + V3esp (G23 sen θ 23 − B23 cos θ 23 ) ]
[V
Q3 = V3esp 1esp (G31 sen θ 31 − B31 cos θ 31 ) + V2 (G32 sen θ 32 − B32 cos θ 32 ) + V3esp (G33 sen θ 33 − B33 cos θ 33 ) +
+ V4 (G34 sen θ 34 − B34 cos θ 34 )]

[
Q4esp = V4 V1esp (G41 sen θ 41 − B41 cos θ 41 ) + V2 (G43 sen θ 43 − B43 cos θ 43 ) + V4 (G44 sen θ 44 − B44 cos θ 44 ) ]
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Subsistema 1

∆P2 = P2esp − P2 (x ) = 0 
θ 2   
∆P3 = P3esp − P3 (x ) = 0  ∆P = 0 {barras PQ e PV} = {2,3,4}
θ 
 3 ∆P = P4esp − P4 (x ) = 0 
x = θ 4  (S1) 
4 
  ∆Q = Q2esp − Q2 (x ) = 0 
V2   2  ∆Q = 0 {barras PQ} = {2,4}
V4  ∆Q4 = Q4 − Q4 (x ) = 0 
esp


Subsistema 2


 P1 = P1 ( x ) } {barras Vθ} = {1}

(S2 ) 
Q1 = Q1 (x )  {barras PV e Vθ} = {1,3}
Q3 = Q3 ( x ) 

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Resolução de sistemas algébricos não lineares pelo método de Newton-Raphson


Sistema unidimensional (determinar x tal que a função g (x ) seja nula): g (x ) = 0
0
Expansão em série de Taylor (em torno de x ) e aproximação linear
g (x ) = g x +
0
( )
1 ∂g x 0
x−x +
0 ( )(
1 ∂2 g x0 0 2
x − x +K ) ( )(
g (x ) ≈ g x +
0 ∂g x 0
x − x0 ) ( ) ( )( )
1! ∂x 2! ∂x 2
∂x
Equação da reta tangente por x0:

( )
g (x ) = g x +
∂g x 0 ( )( )
x − x0
( )(
0

g(x)
∂x
( ) ( )
gx =gx +
1 ∂g x 0 1
∂x
x − x0 = 0
0
)
g (x )
0  ∂g x 0 
x = x −
1 0
 gx
0 ( ) −1

( )
 ∂x 

( ) (
g x1 = g x 0 + ∆x 0 ) (
g x + ∆x = g x +
0
) ( ) ( )
∂g x 0
0
∂x
∆x 0 = 0 0

 ∂g (x )
−1

 g (x )
1 0 0
x x x
∆x 0 = − 0

 ∂x 
Ponto no qual a reta ∆x 0 = x1 − x 0
tangente por x0 é nula: x1
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Algoritmo do método de Newton-Raphson unidimensional g (x ) = 0


ν
i. Fazer ν = 0 e escolher uma aproximação inicial x = x .
0

ii. Calcular o valor da função g (x ) , no ponto x = x : g x


ν ν
( )
( ) ν
iii. Comparar o valor calculado g x com a tolerância especificada ε: se g x ≤ ε , então x = x
ν ν ( )
ν
será a solução procurada (dentro da faixa de tolerância ±ε); se g x > ε , prosseguir. ( )
( ( ))
iv. Linearizar a função g (x ) em torno do ponto x , g x . Isto se resume na determinação da
ν ν

seguinte derivada:
∂g xν ( )
∂x
ν
v. Calcular a correção ∆x que resolve o problema linearizado:
ν
∆x = − 
 ∂g xν  ( )
ν
−1

( )
 gx
 ∂x 
vi. Determinar a nova estimativa de x passa a ser:
xν +1 = xν + ∆xν
vii. Fazer ν = ν + 1 e voltar para o Passo (ii).

∂g xν ∂g x 0 ( ) ( )
Variante (Von Mises): considerar derivada constante → no Passo (iv) ∂x = ∂x

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Exemplo 4 – Utilizando o método de Newton-Raphson, determinar a solução para a equação
x = 2 − sen x , considerando uma tolerância ε = 0,001 .

1 1

0 0

-1 -1
g(x) g(x)

-2 -2

-3 -3

-4 -4
-1 -0.5 0 0.5 1 1.5 2 -1 -0.5 0 0.5 1 1.5 2
x x
Processo de convergência para x = 0 e x = 2 .
0 0

Exemplo 5 – Utilizando o método de Newton-Raphson com derivada constante (Von Mises),


determinar a solução para a equação x = 2 − sen x , considerando uma tolerância ε = 0,001 .

Exercício 1 –Utilizando os métodos de Newton-Raphson e de Von Mises, determinar, com uma


tolerância ε = 0,001 , o valor de x tal que e = sen x − 3 x + 5 .
x 2

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Algoritmo do método de Newton-Raphson n-dimensional g (x ) = 0


ν
i. Fazer ν = 0 e escolher uma aproximação inicial x = x .
0

ii. Calcular g (x ) , no ponto x = x : g x


ν ν
( )
( )
iii. Testar convergência: se g i x ≤ ε para i ∈ [1, n ] , então o processo convergiu para a solução
ν

ν
x = x ; caso contrário, prosseguir.
iv. Linearizar a função vetorial g (x ) em torno do ponto x , g x . Isto se resume na
ν ν
( ( ))
determinação da seguinte matriz de derivadas, denominada matriz Jacobiana:


( )
 ∂g1 xν ∂g1 x( )L
ν
∂g1 x ( )
ν

 ∂x1 ∂x 2 ∂x n 
( ) ν ( )
 ∂g 2 xν ( )
∂g 2 x
ν
∂g 2 x
ν
( ) 
( )=
J x
ν ∂g x
∂x
=  ∂x
 1 ∂x 2
L
∂x n


 M M O M 

( )
 ∂g n xν ( )
∂g n x
ν
L
∂g n x
ν
( ) 

 ∂x1 ∂x 2 ∂x n 
ν
v. Calcular a correção ∆x que resolve o problema linearizado:
ν
∆x = − J x[ ( )] g (x )
ν −1 ν

ν +1 ν ν
vi. Determinar a nova estimativa de x passa a ser: x = x + ∆x
vii. Fazer ν = ν + 1 e voltar para o Passo (ii).

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Exemplo 6 – Utilizando o método de Newton-Raphson, determinar a solução considerando uma
2x + y = 4
tolerância ε x = ε y = 0,001 , para o seguinte sistema de equações: 2 x + y 2 = 6
Resultados parciais do processo iterativo – método de Newton-Raphson n-dimensional.
x1ν ( )
g1 x
ν

[ ( )] −1 ∆x1ν
ν
( )
ν
ν − J x
xν2 g2 x ∆xν2
0 –1 − 0,6 0,1 0,9
0
3 3 0,2 − 0,2 –0,8
0,9 0 − 0,647 0,147 0,094
1
2,2 0,64 0,294 − 0,294 –0,188
0,994 0 − 0,665 0,165 0,00586
2
2,012 0,0354 0,331 − 0,331 –0,0117
0,999977 0
3 — —
2,000046 0,000137

Exemplo 7 – Utilizando o método de Von Mises, determinar a solução do sistema de equações


do exemplo anterior.

Exercício 2 –Utilizando os métodos de Newton-Raphson e de Von Mises, determinar, com uma


x 2 + 3xy = 4
tolerância ε = 0,001 , a solução do seguinte sistema de equações: xy − 2 y 2 = −5
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Fluxo de carga pelo método de Newton-Raphson


Aplicado ao Subsistema 1 (S1)
∆ P = P esp − P(V ,θ ) = 0 ∆Pk = Pkesp − Pk (V , θ ) = 0 k ∈ {barras PQ e PV}
(S1) =  ⇒ 
∆Q = Q − Q(V ,θ ) = 0 ∆Qk = Qk − Qk (V , θ ) = 0 k ∈ {barras PQ}
esp esp

 ∆ Pυ 
( )
υ
g x =  υ
← PQ + PV
← PQ
∆Q 
υ θ υ  ← PQ + PV υ  ∆θ υ  ← PQ + PV
x = υ ∆x =  υ 
V  ← PQ ∆V  ← PQ

Matriz Jacobiana
υ
  ← PQ + PV
 ∂(∆ P ) ∂(∆ P )  ∂ P(V ,θ ) ∂ P(V ,θ )  ← PQ + PV
υ

(J x ) = ∂(x )

∂ g xυ  ∂θ ∂V 
υ  ∂θ
=
( )
∂V
( )

 ( )
υ
J x = −
∂ Q (V , θ ) ∂ Q (V , θ ) 
 ∂ ∆Q ∂ ∆Q   
 ∂θ  ← PQ →  ∂θ ∂V  ← PQ
 ∂V 

↑ ↑ ↑ ↑
PQ + PV PQ PQ + PV PQ
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Submatrizes do Jacobiano
∂ P(V ,θ ) ∂ P(V ,θ )
υ υ H= N=
∆ P   H N  ∆θ υ  ∂θ ∂V
 υ =  υ
∆Q   M L  ∆V  ∂Q(V ,θ ) ∂Q(V ,θ )
M = L=
∂θ ∂V
Pk = Vk ∑V (G m km cos θ km + Bkm sen θ km ) ou Pk = Vk2Gkk + Vk
m∈Ωk
∑ V (G
m km cos θ km + Bkm sen θ km )
m∈K

 ∂Pk
 kk ∂θ = Vk
H = Vm (− Gkm sen θ km + Bkm cosθ km )

 k m∈Ω k
∂ P(V ,θ )  ∂Pk
H=  H kl = = Vk Vl (Gkl sen θ kl − Bkl cosθ kl ) l ∈ Ωk
∂θ  ∂θ l
 H kl = 0 l ∉ Ωk

 ∂Pk
 N = = 2Vk Gkk + Vm (Gkm cosθ km + Bkm sen θ km )

∂Vk
kk
 m∈Ω k
∂ P(V ,θ )  ∂Pk
N=  kl
N = = Vk (Gkl cosθ kl + Bkl sen θ kl ) l ∈ Ωk
∂V  ∂ Vl
 N kl = 0 l ∉ Ωk

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Submatrizes do Jacobiano (continuação)

Qk = Vk ∑ Vm (Gkm sen θ km − Bkm cos θ km ) ou Qk = − Vk2 Bkk + Vk ∑ V (G


m∈Ω k
m km sen θ km − Bkm cos θ km )
m∈K

 ∂Qk
 M = = Vk Vm (Gkm cosθ km + Bkm sen θ km )

∂θ k
kk
 m∈Ω k
∂ Q(V ,θ )  ∂Qk
M =  kl
M = = −Vk Vl (Gkl cosθ kl + Bkl sen θ kl ) l ∈ Ωk
∂θ  ∂θ l
M kl = 0 l ∉ Ωk

 ∂Qk
 kk ∂V = −2Vk Bkk +
L = Vm (Gkm sen θ km − Bkm cosθ km )

 k m∈Ω k
∂Q(V ,θ )  ∂Qk
L=  kl
L = = Vk (Gkl sen θ kl − Bkl cosθ kl ) l ∈ Ωk
∂V  ∂ Vl
 Lkl = 0 l ∉ Ωk

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Fluxo de carga pelo método de Newton-Raphson – Algoritmo

i. Fazer υ = 0 e escolher os valores iniciais dos ângulos das tensões das barras PQ e PV
( )
θ = θ υ = θ 0 e as magnitudes das tensões das barras PQ V = V υ = V 0 . ( )
ii. Calcular: Pk (V ,θ ) para as barras PQ e PV Qk (V ,θ ) para as barras PQ
υ υ
e determinar o vetor dos resíduos (“mismatches”) ∆ P e ∆Q .

iii. Testar a convergência: se max


k∈{PQ + PV }
{∆P }≤ ε
υ
k P e kmax
∈{PV}
{ }
∆Qkυ ≤ ε Q , o processo convergiu para a
υ υ
( )
solução V ,θ ; caso contrário, continuar.

(
J V ,θ
υ υ
) = −
(
 H V υ ,θ υ ) N (V υ υ
,θ  )
iv. Calcular a matriz Jacobiana: υ
 M V ,θ( υ
) L(V υ υ 
,θ  )
θ υ +1 = θ + ∆θ
υ υ

v. Determinar a nova solução V ( υ +1



υ +1
) , onde: V
υ +1
= V + ∆V
υ υ

υ υ
sendo ∆V e ∆θ obtidos com a solução do seguinte sistema linear:
 ∆ P υ   H V υ ,θ υ
 υ =
( ) ( υ
N V ,θ 
υ
) υ
 ∆θ υ 
υ
∆Q   M V ,θ
υ
( ) ( υ υ 
L V ,θ  )  υ
∆V 
vi. Fazer υ = υ + 1 e voltar para o Passo (ii).
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Solução do Subsistema 2 (S2): trivial, após a determinação do fasor tensão de todas as barras.

 Pk = Vk ∑V (G m km cosθ km + Bkm sen θ km ) k = {barra de referência}


(S2) =  m∈K

Qk

= Vk ∑V (G
m∈K
m km sen θ km − Bkm cosθ km ) k ∈ {barras PV e referência}

Exemplo 8 – Utilizando o método Newton, determinar a solução do problema do fluxo de carga


correspondente ao sistema elétrico de duas barras utilizado no Exemplo 1, considerando uma
tolerância ε P = ε Q = 0,001 .
Incógnitas e equações do Subsistema 1:
θ 
x =  2
V2 
∆P2 = − 0,8 − V2 (− 0,9901 cos θ 2 + 9,9010 sen θ 2 + 0,9901V2 ) = 0
(S1)

∆Q2 = − 0,4 − V2 (− 0,9901 sen θ 2 − 9,9010 cos θ 2 + 9,9010V2 ) = 0
O Subsistema 2:
 P = V [V (G cosθ12 + B12 sen θ12 ) + V1G11 ]
(S2)  1 1 2 12
Q1 = V1 [V2 (G12 sen θ12 − B12 cosθ12 ) − V1 B11 ]

Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 15/4/2008 Página 19 de 34
Análise de Sistemas de Potência (ASP)
Exemplo 9 – Utilizando o método de Newton, determinar a solução do fluxo de carga da rede
cujos dados se encontram a seguir. Utilizar uma tolerância ε P = ε Q = 0,001 .
1 2 3

V1 z 12 V2 S2 z 23 V3
S3

jb12sh jb12sh sh
jb23 sh
jb23
S1

jb1sh

Dados das barras do sistema de 3 barras.


V esp [pu] θ esp [rad] P esp [pu] Q [pu]
esp
Barra Tipo bksh [pu]
1 PQ — — – 0,15 0,05 0,05
2 Vθ 1,00 0,0 — — —
3 PV 1,00 — 0,20 — —

Dados dos ramos do sistema de 3 barras.


sh
k m z km [pu] bkm [pu]
1 2 0,03 + j0,3 0,02
2 3 0,05 + j0,8 0,01
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Análise de Sistemas de Potência (ASP)

V 1 = 1,0307 − 2,71o V 2 = 1 0o V 3 = 1 9,20 o

1 2 3

S 12 = −0,15 + j 0,1031 S 21 = 0,1511 − j 0,1336 S 23 = −0,198 + j 0,0184 S 21 = 0,2 − j 0,0064

S 1 = −0,15 + j 0,05 S 2 = −0,0469 − j 0,1152 S 3 = 0,2 − j 0,0064


sh
S 1 = j 0,0531

jb1sh

Resultado do fluxo de carga do sistema exemplo de 3 barras (Exemplo 8).

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Análise de Sistemas de Potência (ASP)
Exercício 3 – No sistema de três barras do Exemplo 8, em função da barra de referência (Barra 2)
ocupar uma posição central e de não existir ligação direta entre as Barras 1 e 3, o sistema elétrico de
três barras pode ser dividido em dois sistemas de duas barras independentes, conforme mostrado a
seguir.
1 Sistema A 2 2 Sistema B 3
B
V1 z 12 V2 V2 S2 z 23 V3
A
S2 S3
sh sh
jb12sh jb12sh jb23 jb23
S1
A B
S2 = S2 + S2

jb1sh

Desta forma, as duas redes podem ser resolvidas separadamente, sendo a injeção de potência da
A B
Barra 2 dada pela soma das injeções calculadas para as duas redes, ou seja, S 2 = S 2 + S 2 . Resolver o
fluxo de carga das duas redes separadamente e comprar com os resultados do Exemplo 8 para
comprovar estas afirmações.

Exercício 4 – Para o mesmo sistema elétrico utilizado no Exemplo 8, determinar solução do fluxo de
carga considerando os dados da Tabela e utilizando uma tolerância ε P = ε Q = 0,001 .
Dados das barras do sistema de 3 barras.
V esp [pu] θ esp [rad] P esp [pu] Q [pu]
esp
Barra Tipo bksh [pu]
1 PQ — — – 0,15 0,05 – 0,05
2 PV 1,00 — – 0,0469 — —
3 Vθ 1,00 0,1605 — — —
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Análise de Sistemas de Potência (ASP)
Métodos desacoplados
Em redes de AT e EAT (≥ 230 kV):

• Fluxo Pkm muito menos sensível às mudanças em V que às mudanças nos ∠V (θ).

• Fluxo Qkm muito menos sensível às mudanças ∠V que às mudanças nas V .


∂Q ∂Q
Sensibilidades ∂P ∂θ e ∂V mais intensas que ∂P
∂V e ∂θ → desacoplamento Pθ
θ-QV.

Método de Newton desacoplado

( ) ( ) (
∆ Pν V ν ,θ ν = H V ν ,θ ν ⋅ ∆θ ν + N V ν ,θ ν ⋅ ∆V ν ) barras PQ e PV

1 Iteração
 ν ν ν
( ν
) (ν ν
)
∆Q V ,θ = M V ,θ ⋅ ∆θ + L V ,θ ⋅ ∆V
 ν +1
ν ν
( ν
) barras PQ
ν ν
Subsistema 1 (S1): θ = θ + ∆θ barras PQ e PV
V ν +1 = V ν + ∆V ν barras PQ

1 Iteração Pθ  ν +1
( ) ( )
∆ Pν V ν ,θ ν = H V ν ,θ ν ⋅ ∆θ ν barras PQ e PV
2 ν ν
θ = θ + ∆θ barras PQ e PV
Desprezando N e M: 1 Iteração QV  ν +1
( ) ( )
∆Qν V ν ,θ ν +1 = L V ν ,θ ν +1 ⋅ ∆V ν barras PQ
2 ν ν
V = V + ∆V barras PQ

Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 15/4/2008 Página 23 de 34
Análise de Sistemas de Potência (ASP)
Fluxo de carga pelo método de Newton desacoplado – Algoritmo
i. Fazer p = q = 0 , KP = KQ = 1 e escolher os valores iniciais dos ângulos das tensões das barras PQ e
( )
PV θ = θ = θ e as magnitudes das tensões das barras PQ V = V = V .
p 0 q 0
( )
q p
( )
ii. Calcular Pk V ,θ para as barras PQ e PV e determinar o vetor dos resíduos (“mismatches”) ∆ P .
p

iii. Testar a convergência:


p
k∈{PQ + PV}
{ }
a) Se max ∆Pk ≤ ε P , a ½ Iteração Pθ convergiu:
• Fazer KP = 0 . Se KQ = 0 , o processo convergiu para a solução V ,θ ( p q
);
• Caso contrário, vá para o Passo (vii) (Iteração QV).
iv. Calcular a submatriz H V ,θ .
q p
( )
v. Determinar o valor de θ
p +1
= θ + ∆θ sendo ∆θ obtido de ∆ P V , θ = H V , θ ⋅ ∆θ
p p p p q p q p
( p
) ( )
vi. Fazer p = p + 1 , KQ = 1 e prosseguir no Passo (vii).
q p
( )
vii. Calcular Qk V ,θ para as barras PQ e determinar o vetor dos resíduos (“mismatches”) ∆Q .
q

viii. Testar a convergência:


q
k∈{PQ}
{ }
a) Se max ∆Qk ≤ ε q , a ½ Iteração QV convergiu:

• Fazer KQ = 0 . Se KP = 0 , o processo convergiu para a solução V ,θ ( p q


);
• Caso contrário, vá para o Passo (ii) (Iteração Pθ).
υ υ
ix. Calcular a submatriz L V ,θ . ( )
x. Determinar o valor de V
q +1
= V + ∆V sendo ∆V obtido de ∆Q V ,θ = L V ,θ ⋅ ∆V
q q q q q p q p q
( ) ( )
xi. Fazer q = q + 1 , KP = 1 e voltar para o Passo (ii).
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Análise de Sistemas de Potência (ASP)
Exemplo 10 – Utilizando o método Newton desacoplado, determinar a solução do Subsistema 1
do problema do fluxo de carga correspondente ao sistema elétrico de três barras utilizado no
Exemplo 8 considerando uma tolerância ε P = ε Q = 0,001 (vide Exemplo 8).
 0,33 − 0,33 0  − 3,2303 3,3003 0 
G = − 0,33 0,4078 − 0,0778
 B =  3,3003 − 4,5154 1,2451 

 0 − 0,0778 0,0778   0 1,2451 − 1,2351
θ1  ∆P1 = P1esp − V1 [V1G11 + V2 (G12 cos θ12 + B12 sen θ12 )] = 0
x = θ 3  (S1) ∆P3 = P3esp − V3 [V2 (G32 cos θ 32 + B32 sen θ 32 ) + V3G33 ] = 0
V1  ∆Q = Q esp − V [− V B + V (G sen θ − B cos θ )] = 0
 1 1 1 1 11 2 12 12 12 12

 H11 H13 
H =  L = [L11 ]
 H 31 H 33 

Resultados parciais do processo iterativo – fluxo de carga Newton desacoplado.


θ 1p ( )
∆P1 x
p,q
[ ( )] [H (x )] −1 ∆θ 1p
( ) [ ( )] [L(x )] −1

( ) − H x ∆Q1 x − Lx ∆V1q
p,q p ,q q p ,q p ,q p ,q
p q V1
θ 3p ∆P3 x
p,q
∆θ 3p
0 –0,15 − 3,3003 0 0,3030 0 –0,0455
0 0 1 0,1016 –3,1787 0,3146 0,0320
0 0,20 0 − 1,2451 0 0,8031 0,1606
–0,0455 –0,0065 − 3,3868 0 0,2953 0 –0,0019
1 1 1,0320 –0,0043 –3,3861 0,2953 –0,0013
0,1606 –0,0001 0 − 1,2415 0 0,8055 –0,0001
–0,0474 2,44×10-4
2 — — — 2 1,0307 –5,10×10-6 — — —
0,1605 0

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Análise de Sistemas de Potência (ASP)
Normalização em relação à V
1 
V 0 L 0 
V1 0 L 0   1 
0 1
0 V2 L 0  L 0 
V = V −1 =  V2 
Utilizada para acelerar a convergência do FC: M M O M  ⇒ M M O M 
   1 
0 0 L VNB  0 0 L 
 VNB 

Equações normalizadas do fluxo de carga pelo método de Newton desacoplado:


1 Iteração Pθ
( )
V −1 ⋅ ∆ Pν V ν ,θ ν = V −1 ⋅ H V ν ,θ ν ⋅ ∆θ ν
 ν +1
( )
barras PQ e PV
2 ν ν
θ = θ + ∆θ barras PQ e PV

1 Iteração QV
( ) ( )
V −1 ⋅ ∆Qν V ν ,θ ν +1 = V −1 ⋅ L V ν ,θ ν +1 ⋅ ∆V ν
 ν +1
barras PQ
2 ν ν
V = V + ∆V barras PQ

Versão normalizada
1 Iteração Pθ
(
V −1 ⋅ ∆ Pν V ν , θ ν = H ′ V ν , θ ν ⋅ ∆θ ν
 ν +1
) ( ) barras PQ e PV
θ = θ ν + ∆θ ν
2
barras PQ e PV

1 Iteração QV  ν +1
( ) ( )
V −1 ⋅ ∆Qν V ν , θ ν +1 = L′ V ν , θ ν +1 ⋅ ∆V ν barras PQ
V = V ν + ∆V ν
2
barras PQ
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Análise de Sistemas de Potência (ASP)
 ∂Pk
 H = = Vk ∑ Vm (− Gkm sen θ km + Bkm cos θ km ) = −Qk − Vk2 Bkk
∂θ k
kk
 m∈Ω k
∂ P (V , θ )  ∂Pk
H=  H kl = = VkVl (Gkl sen θ kl − Bkl cos θ kl ) l ∈ Ωk
∂θ  ∂θ l
 H kl = 0 l ∉ Ωk


 ' ∂Pk − Qk
Vm (− Gkm sen θ km + Bkm cos θ km ) =
1
 H kk = V = ∑
∂θ k m∈Ωk Vk
− Vk Bkk
 k
 ' ∂Pk
= Vl (Gkl sen θ kl − Bkl cos θ kl )
1
H ′ = V −1 H  H kl = l ∈ Ωk
 Vk ∂θ l
 H kl = 0
'
l ∉ Ωk


 ∂Qk
∑ Vm (Gkm sen θ km − Bkm cos θ km ) = k − Vk Bkk
Q
 Lkk = ∂V = −2Vk Bkk + Vk
 k m∈Ω k
∂Q(V , θ )  ∂Qk
L=  Lkl = = Vk (Gkl sen θ kl − Bkl cos θ kl ) l ∈ Ωk
∂V  ∂ Vl
 Lkl = 0 l ∉ Ωk


 ' ∂Qk
Vm (Gkm sen θ km − Bkm cos θ km ) = k 2 − Bkk
1 1
 Lkk = V ∂Vk
= −2 Bkk + ∑
Vk m∈Ωk
Q
Vk
 k
 ' 1 ∂Qk
L′ = V −1 L  Lkl = = Gkl sen θ kl − Bkl cos θ kl l ∈ Ωk
 Vk ∂Vl
 L'kl = 0 l ∉ Ωk


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Análise de Sistemas de Potência (ASP)
Exemplo 11 – Utilizando o método Newton desacoplado normalizado, determinar a solução do
Subsistema 1 do problema do fluxo de carga correspondente ao sistema elétrico de duas barras
utilizado nos Exemplos 8 e 9 considerando uma tolerância ε P = ε Q = 0,001 (vide Exemplos 8 e 9).
′ H13
 H11 ′ 

H =
′ 
′ H 33 L′ = [L11
′]
 H 31
∂P1
′ = V1−1
H11 = Vm (− G1m sen θ1m + B1m cosθ1m ) = V2 (− G12 sen θ12 + B12 cosθ12 )

∂θ1 m∈Ω1
∂P1 ∂P3
′ = V1−1
H13 =0 ′ = V3−1
H 31 =0
∂θ 3 ∂θ1
∂P3
′ = V3−1
H 33 = Vm (− G3m sen θ 3m + B3m cosθ 3m ) = V2 (− G32 sen θ 32 + B32 cosθ 32 )

∂θ 3 m∈Ω3
∂Q1
Vm (G1m sen θ1m − B1m cosθ1m ) = −2 B11 + 2 (G12 senθ12 − B12 cosθ12 )
1 V
′ = V1−1
L11
∂V1
= −2 B11 +
V1 m∈Ω1 ∑ V1
Resultados parciais do processo iterativo – fluxo de carga Newton desacoplado normalizado.
θ 1p ( )
∆P1 x p , q
[ ( )] [H ′(x )] −1 ∆θ 1p
( ) [ ( )] [L′(x )] −1

( ) − H′ x ∆Q1 x − L′ x ∆V1q
p ,q p ,q q p ,q p ,q p ,q
p q V1
θ 3p ∆P3 x p , q ∆θ 3p
0 –0,15 − 3,3003 0 0,3030 0 –0,0455
0 0 1 0,1016 –3,1787 0,3146 0,0320
0 0,20 0 − 1,2451 0 0,8031 0,1606
–0,0455 –0,0065 − 3,2819 0 0,3047 0 –0,0019
1 1 1,0320 –0,0043 − 3,2812 0,3048 –0,0013
0,1606 –0,0001 0 − 1,2415 0 0,8055 –0,0001
–0,0474 ×10-4
2,44×
2 — — — 2 1,0307 ×10-6
–5,10× — — —
0,1605 0

Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 15/4/2008 Página 28 de 34
Análise de Sistemas de Potência (ASP)

Desacoplado rápido
Simplificação do método Newton desacoplado (normalizado) com matrizes constantes.
Hipóteses:
a) cosθ km ≈ 1
b) Bkm >> Gkm sen θ km

c) Vk2 Bkk >> Qk

 ' 1 ∂Pk
 H kk =
Vk ∂θ k m∈Ωk
≈ ∑ Vm Bkm  Bkk' ≈ ∑ Bkm
  m∈Ω k
 1 ∂Pk  '
H ′  H kl' = ≈ −Vl Bkl l ∈ Ωk H ′ ≈ B′  Bkl ≈ − Bkl l ∈ Ωk
 V ∂θ B ' = 0
k l
l ∉ Ωk
 H kl = 0
'
l ∉ Ωk  kl
 
 V ≈ 1 pu ⇒
 ' 1 ∂Qk
 kk V ∂V ≈ − Bkk
L =
 k k  Bkk'' ≈ − Bkk
 1 ∂ Q  ''
L′  L'kl = k
= − Bkl l ∈ Ω k L′ ≈ B′′  Bkl = − Bkl l ∈ Ω k
 V ∂V  B '' = 0
k l
 kl l ∉ Ωk
 Lkl = 0
'
l ∉ Ωk

Matrizes denominadas B′ e B′′ pois são semelhantes a matriz de susceptâncias B .
Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 15/4/2008 Página 29 de 34
Análise de Sistemas de Potência (ASP)
Método desacoplado rápido é dado por:
1 Iteração Pθ
 ν +1
(
V −1 ⋅ ∆ Pν V ν , θ ν = B′ ⋅ ∆θ ν ) barras PQ e PV
θ = θ ν + ∆θ ν
2
barras PQ e PV

1 Iteração QV  ν +1
( )
V −1 ⋅ ∆Qν V ν , θ ν +1 = B′′ ⋅ ∆V ν barras PQ
2 ν ν
V = V + ∆V barras PQ
De modo heurístico → melhor desempenho quando se desprezava rkm ( bkm ≈ − x km−1 ) na matriz B′ :
 Bkk' = ∑ xkm −1

 m∈Ω k
 ' −1
B′  Bkl = − xkm l ∈ Ωk
B ' = 0 l ∉ Ωk
 kl

Quando existem shunts elevados → hipótese (c) pode não ser válida. Correção:
≈ − Bkm
≈1
} }≈1  6 ≈1 8
7   644 4 7444 8
∂Qk  
Lkk = = −2Vk Bkk + 
 ∑ 
Vm Gkm sen θ km − Bkm cos θ km ≈ −2 Bkk +
  G sen θ ∑
− B  ≈ −2 Bkk + ∑ (− Bkm )
∂Vk
km km km
m∈Ωk   m∈Ω k m∈Ω k
 
 sh   sh 
′′ = −2 Bkk −
Bkk ∑B km

= −2 Bk −



Bkm −
 m∈Ω ∑
Bkm = −2 Bk +
sh 

Bkm = − Bk −
 ∑ Bkm  − Bksh

m∈Ω k  m∈Ω k  k m∈Ω k  m∈Ω k 
′′ = − Bkk − Bksh
Bkk

Bksh = soma das susceptâncias que ligam o nó k à terra.


Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 15/4/2008 Página 30 de 34
Análise de Sistemas de Potência (ASP)
Fluxo de carga pelo método desacoplado rápido – Algoritmo
i. Fazer p = q = 0 , KP = KQ = 1 e escolher os valores iniciais dos ângulos das tensões das barras
( )
PQ e PV θ = θ = θ e as magnitudes das tensões das barras PQ V = V = V .
p 0 q 0
( )
ii. Determinar as matrizes B′ e B′′ .
q p
( )
iii. Calcular Pk V ,θ para barras PQ e PV e determinar o vetor dos resíduos (“mismatches”) ∆ P .
p

iv. Testar a convergência:


p
k∈{PQ + PV}
{ }
a) Se max ∆Pk ≤ ε P , a ½ Iteração Pθ convergiu:
• Fazer KP = 0 . Se KQ = 0 , o processo convergiu para a solução V ,θ ;
p q
( )
• Caso contrário, vá para o Passo (vii) (Iteração QV).
b) Caso contrário, prosseguir.
v. Determinar o valor de θ
p +1
= θ + ∆θ sendo ∆θ obtido de ∆ P V , θ = B′ ⋅ ∆θ
p p p p q p p
( )
vi. Fazer p = p + 1 , KQ = 1 e prosseguir no Passo (vii).
q p
( )
vii. Calcular Qk V ,θ para barras PQ e determinar o vetor dos resíduos (“mismatches”) ∆Q .
q

viii. Testar a convergência:


{ }
a) Se max ∆Qk ≤ ε q , a ½ Iteração QV convergiu:
q
k∈{PQ}

• Fazer KQ = 0 . Se KP = 0 , o processo convergiu para a solução V ,θ ;


p q
( )
• Caso contrário, vá para o Passo (iii) (Iteração Pθ).
b) Caso contrário, prosseguir.
ix. Determinar o valor de V
q +1
= V + ∆V sendo ∆V obtido de ∆Q V ,θ = B′′ ⋅ ∆V
q q q q q p q
( )
x. Fazer q = q + 1 , KP = 1 e voltar para o Passo (iii).
Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 15/4/2008 Página 31 de 34
Análise de Sistemas de Potência (ASP)
Exemplo 12 – Utilizando o método desacoplado rápido, determinar a solução do Subsistema 1
do problema do fluxo de carga correspondente ao sistema elétrico de duas barras utilizado nos
Exemplos 8, 9 e 10 considerando uma tolerância ε P = ε Q = 0,001 .
 B11 ′ B13
′ 

B =
′ 
′ B33 B ′′ = [B11
′′ ]
 B31
1 1 1 1
′ =
B11
m∈Ω1
∑x1−m1 =
x12
=
0,3
≈ 3,3333 ′ =0
B13 ′ =0
B31 ′ =
B33 ∑x
m∈Ω3
−1
3m = =
x23 0,8
= 1,25

′′ = − B11 − B1sh = −(− 3,2303) − (0,05 + 0,02) = 3,1603


B11
−1
3,3333 0  0,3 0 
[B′] −1
= = [B′′]−1 = [3,1603]−1 = [0,3164]
 0 1,25 
 0 0,8
Resultados parciais do processo iterativo – fluxo de carga desacoplado rápido.
( ) ∆P1 x
p ,q

∆P (x ) ( )
θ 1p ∆θ 1p
( )
p ,q
∆Q1 x
q p ,q
V
∆P (x ) ∆P (x )
∆Q1 x ∆V1q
1 1 q p ,q
p q V1
θ 3p 3
p ,q
3
p,q
∆θ 3p V1q
V3
0 –0,15 –0,15 –0,0450
0 0 1 0,1018 0,1018 0,0322
0 0,20 0,20 0,1600
–0,0450 –0,0081 –0,0078 –0,0023
1 1 1,0322 –0,0051 –0,0049 –0,0016
0,1600 0,0006 0,0006 0,0005
–0,0473 ×10-4
1,8×
2 — — 2 1,0307 ×10-4
1,9× — —
0,1605 ×10-6
4,3×

Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 15/4/2008 Página 32 de 34
Análise de Sistemas de Potência (ASP)
Exercício 5 – Utilizando os métodos de Newton, Newton desacoplado (normalizado) e desacoplado
rápido, determinar a solução do fluxo de carga da rede da Figura a seguir cujos dados se encontram
nas Tabelas. Utilizar uma tolerância ε P = ε Q = 0,001 .
1 2 3

V1 V2 S2 V3
z 12 z 23

jb12sh jb12sh sh
jb23 sh
jb23
S1 S3
z13

jb13sh jb13sh
jb1sh

Dados das barras do sistema de 3 barras.


Barra Tipo V esp [pu] θ esp [rad] P esp [pu] Q esp [pu] bksh [pu]
1 PQ — — – 0,30 0,05 – 0,05
2 Vθ 1,00 0,0 — — —
3 PV 1,00 — 0,20 — —
Dados dos ramos do sistema de 3 barras.
sh
k m z km [pu] bkm [pu]
1 2 0,03 + j0,3 0,02
1 3 0,08 + j1,1 0,03
2 3 0,05 + j0,8 0,01
Fluxo de carga não linear: algoritmos básicos – Sérgio Haffner Versão: 15/4/2008 Página 33 de 34
Análise de Sistemas de Potência (ASP)
Controles e limites
• Verificação importante → evita que solução obtida seja não realizável.
• Verificar: Equipamentos e instalações (dentro dos seus limites de operação)
Dispositivos de controle(influenciam as condições de operação)
• Exemplos de controles e limites existentes nos programas de fluxo de carga:
− Controle da magnitude da tensão nodal por ajuste de tap (transformadores em fase)
− Controle do fluxo de potência ativa (transformadores defasadores)
− Controle de intercâmbio
− Limite de injeção de potência reativa em barras PV
− Limite de tensão em barras PQ
− Limites de taps de transformadores
− Limites de fluxo em circuitos
• Formas de representação:
1. Classificação por tipo (PQ, PV, Vθ, etc.) e agrupamento das equações em Subsistemas 1 e 2.
2. Mecanismos de ajuste executados alternadamente com a solução iterativa do Subsistema 1.
3. Incorporação de equações e variáveis adicionais ao Subsistema 1 ou substituição de
equações e variáveis deste subsistema por novas equações e variáveis.
• Limite facilmente verificado: injeção Qk nas barras PV → Qk ≤ Qk ≤ Qk , k ∈ {barras PV}
min max

• Inclusão dos controles provoca alterações (para pior) no processo de convergência


(convergência lenta, oscilação, divergência ou soluções múltiplas).
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