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24/07 – aula 1 - Prof Ana Cláudia

MICROBIOLoGIA
Prática não vale nota e tem que usar luva.

PROVAS = P1 28/08 e P2 25/09 - P3 27/11

Segunda chamada – 29/11 (junto com a prova de imuno). EXAME – 04/12.

CLASSIFICAÇÃO GERAL DAS BACTÉRIAS


Morfologia e arranjo bacteriano – decorebinhas
Estruturas que pertencem a essas células bacterianas

QUAL A PRIMEIRA DIFERENÇA QUE VEM EM MENTE ENTRE AS CÉLULAS ANIMAL E A BACTERIANA? Núcleo e
parede celular. As células eucarióticas não tem parede celular, as procarióticas têm. Núcleo de uma célula animal tem
uma membrana nuclear. Além da parede celular, as células bacterianas possuem várias outras estruturas externas à
essa parede celular, que tem funções importantes para essa célula. Vamos estudar mais as estruturas que ficam acima
da parede celular. Abaixo da parede celular possuem outras estruturas internas. É diferente o núcleo, que fica no
citoplasma. Nas bactérias não tem um envoltório nuclear.
Grande parte dos antibióticos tem como alvo os ribossomos bacterianos – é diferente do ribossomo humano.

MORFOLOGIA e ARRANJO

(Como as bactérias se organizam após divisão celular, levando a diferentes arranjos bacterianos.)

CÉLULA PROCARIÓTICA

Características bem peculiares - núcleo e parede celular

Em termos de morfologia – (bacilos, cocos e vibrião)

COCOS BASTONETES ESPIRAL*


esféricos bacilos – alongados, cilíndricos e Vibrião (mais comum)
com extremidades arredondadas Espirilo
Espiroquetas

PORQUE SABER DESSAS CARACTERÍSTICAS É IMPORTANTE, EM TERMOS CLÍNICOS? Pelo tipo morfológico ou
pelo arranjo, facilita a identificação de uma infecção, por exemplo - morfologia influencia no tratamento
terapêutico (não diretamente)

EX: Quando um paciente chega, eu sei os sinais clínicos que o paciente apresente, vou fazer um histórico clínico
dele. Todos os sintomas que ele relatou remete à uma infecção por uma bactéria X, por E. coli, por exemplo. Sei
que a E. coli tem morfologia esférica, é uma cocos. Quando mando a amostra do paciente para um laboratório
para análise, aparece uma morfologia em bastonete. Então se confirma que não é E. coli.

Reações químicas - GRAM + e GRAM- = bactérias possuem diferenças na parede celular e por isso são coradas
de maneira diferente, auxilia na identificação de uma infecção, por exemplo.

Necessidades nutricionais – , algumas bactérias podem só sobreviver com uma grande fonte de carbono, outras
bactérias precisam de menos fonte. Tiro do paciente, coloco elas pra crescer, coloco in vitro. No meio que vou
colocar menos carbono, vão crescer as que têm pouca exigência de carbono.

Atividades bioquímicas - o oxigênio pode ser tóxico, diferente de outras que só sobrevivem na presença dele. De
acordo com essas diferenças, isso facilita no processo de identificação, nos estudos comparativos, a fim de
chegar a um microrganismo.
→Essas diferenças facilitam no processo de identificação de um determinado microorganismo.

*PORQUE ESSAS TRES SUBDIVISÕES? Morfologicamente são bem distintos entre si

EM TERMOS DE AGRUPAMENTO...

As bactérias sempre se dividem no eixo de menor diâmetro/no plano de menor secção.

O tipo COCOS é o que mais possui planos de secção.

Imaginando que seja bem esférico, em cada secção, o diâmetro será o mesmo. Em termos de gasto de energia,
se essa bactéria quiser se dividir em uma forma errônea, mas pra gente entender, na vertical e na horizontal, não
é a mesma coisa. Por ser esférica, possui mais de um plano de secção. Em qualquer distância que eu olhar essa
célula, o diâmetro é exatamente o mesmo, já que ela é esférica. O objetivo do plano de secção é gerar duas
células exatamente iguais.

Sendo assim, um bacilo pode se dividir na horizontal e vertical, mas se divide no de menor diâmetro, por ter
menor gasto energético.

Se olhar um exemplo dos espirais, o vibrião, ele só tem um plano de secção. Quando pensa em espiral, é um
grupo que não forma agrupamento.

A IMPORTANCIA DE SABER O AGRUPAMENTO BACTERIANO? no processo de identificação de um determinado


microorganismo.

Eu sou uma bactéria que naturalmente formo diplococos e posso ficar no corpo do paciente por 10 dias. Durante
10 dias, vou me dividir e só formar diplococos, porque é minha característica ser assim. Você uma bactéria que forma
estreptococos, forma a correntinha. Se você ficar 10 dias dentro do paciente, a cada vez que você se dividir, vai
formar o grupamento de estreptococos.
QUAL É A GRANDE IMPORTÂNCIA DA GENTE SABER O AGRUPAMENTO? Eu achava que meu paciente estava
infectado por uma bactéria de uma certa morfologia, de espiral, o vibrião. Achei que fosse Vibrio cholerae. Mas na
hora que olhei o esfregaço do paciente, apareceu uma outra morfologia, um agrupamento estreptococos. Já descartei
o vibrião e sei que é um estreptococos.
- Existem bactérias que tem o gênero estreptococos. Todas as bactérias estreptococos alguma coisa tem esse
formato. Olhei a amostra, tinha esse agrupamento, logo posso inferir que o paciente estava infectado com alguma
bactéria do gênero estreptococos.

GENERO – maiúsculo / espécie – minúsculo // escrevendo – grifar / digitando – itálico

Bacilo é uma morfologia, forma como a célula se apresenta e Bacillus é o gênero, como o Bacillus anthracis. Em
português a forma, morfologia. Em latim, o gênero bacteriano.

→TIPO = bacilo

AGRUPAMENTO = diplobacilo

--------------- as espirais não formam agrupamentos!!


Quando penso em cocos,
tenho todos esses agrupamentos.

Se a gente olhar para essas


micrografias, tenho um
grupamento diplococos. Essa
bactéria naturalmente tem essa
característica. Toda vez que ela se
divide, permanece com duas
células unidas, não vai formar o
grupamento estreptococos,
sempre vai se manter como
diplococos. Por exemplo o
Estreptococos pneumonae.
Um estrepto no início pode
ser diplo. Peguei uma amostra do
paciente onde a bactéria
começou o ciclo de multiplicação.
Depois de 4 horas virou
diplococos. Depois de 8 horas, já
está na forma estreptococos.
→→Diplococos pode virar
estreptococos, mas o contrário
não acontece.
Se a bactéria é diplococos,
vai ser sempre di.
Estreptococos já foram
diplococos, no início da divisão
celular, eu tive uma divisão, onde
se formaram duas grudadas.
Continuou o processo de divisão
celular, passo a ter 3 grudadas....
Bacilo só tem um plano de
secção.

O bacilo sozinho dividiu no


meio, no ponto de menor
diâmetro virou diplobacilo.
Se for ele uma bactéria de
característica diplobacilo, para
por aí. Mas se for uma bactéria
que forma estreptobacilos, vai ter
mais divisões.

QUEM GARANTE QUE É DE FATO


DIPLOBACILOS? As horas. Com o
passar do tempo vai ser possível
ver se vai virar estreptobacilos.

Existem algumas bactérias que


possuem morfologias
intermediárias. Não é nem
redondo, nem alongado e nem
cilíndricos, são os cocobacilos. É
uma terminologia intermediária.
(curiosidade)

→ Em comum, são alongadas,


possuem curvatura (em
diferentes níveis).
O vibrião é como um bacilo levemente
curvado nas extremidades, como um
bumerangue.
Olhando para o espirilo e as
espiroquetas, existe uma diferença entre
eles. O espirilo é menos curvado que a
espiroqueta. Isso é característica da parede
celular.
Uma bactéria na forma de espirilo tem uma
parede celular mais rígida, mais difícil de
dobrar. Uma espiroqueta é cheia de
curvaturas.

Independente se é vibrião, espirilo ou


espiroqueta, todos eles tem um tipo
morfológico em espiral.
ESTRUTURAS EXTERNAS À PAREDE CELULAR:

Glicocálice
Flagelos;
Filamentos axiais;
Fimbrias;
Pili.
ACIMA DA PAREDE CELULAR
→ CÁPSULA = fator de virulência (intensidade). Sua função é esconder as moléculas ligantes, aumentando a
virulência. Forma uma estrutura eletro densa. Fica bem organizada, bem compacta, revestindo toda a célula

O QUE É UM MICROOORGANISMO PATOGÊNICO? Aquele que tem capacidade de infectar, de causar doenças.
Dentro das bactérias patogênicas, aquelas que causam doenças, eu tenho as mais virulentas e as menos virulentas

-Célula muito virulenta – TEM CAPSULA– tem maior capacidade de causar a infecção, de causar a doença, é mais
malvadona.
-Célula pouco virulenta – não tem cápsula - causa infecção, mas em menor quantidade
EX= uma bactéria menos virulenta precisa entrar em contato com 10 células para causar infecção. Uma bem virulenta
precisaria entrar em contato com apenas uma célula para causar infecção.
Gêneros comum de formar cápsulas: Bacillus anthracis e Streptococcus pneumoniae.

POR QUE A CÁPSULA É UM FATOR DE VIRULENCIA?A cápsula dificulta o reconhecimento do sistema imunológico.

*** GLICOCÁLICE (Nas nossas células – reconhecimento, comunicação, inibição de contato – composto por
glicolipídeo, glicoproteínas e açúcar)
 Reveste as células bacterianas
 Camada composta por polissacarídeos como por polipeptídeos, açúcar e proteínas, é produzido no citoplasma e
depois se externaliza.
 É viscoso e gelatinoso
 FUNÇÃO 1 formação da CÁPSULA
o Os polissacarídeos e polipeptídeos são mandados para o meio externo, se essas macromoléculas se
organizarem muito bem e uma firme adesão com a parede celular vão formar a cápsula
o MAS nem todo glicocálice forma cápsula, apenas o glicocálice bem organizado e bem aderido à
parede celular.
POR QUE BACTÉRIA ENCAPSULADA É MAIS VIRULENTA? Porque ela esconde moléculas ligantes, moléculas que
seriam reconhecidas por células do meu sistema imunológico.
-Quando as bactérias entram no nosso corpo, apresentam moléculas que podem ser reconhecidas pelo meu sistema
imunológico. Essas moléculas ficam dispostas na parede celular. A bactéria com cápsula entra e não é visualizada. Ela
passa pelo fagócito e ele não vê. → É claro que existem mecanismos do meu sistema imune que vão destruir as bactérias
encapsuladas também.

 FUNÇÃO 2 relacionada à adesão, entre célula-célula e célula-substrato, célula-superfície.

O QUE CRESCE GERALMENTE EM SONDAS OU CATETERES? Biofilme, coisa séria pois posso usar álcool e altas
temperaturas que mesmo assim não consigo matar os microrganismos.

 FUNÇÃO 3 formação do BIOFILME


o Tenho uma célula bacteriana individual. A célula tem o glicocálice que tem função de adesão e se adere
a um certo substrato e começa a se dividir. Eu tinha 1 mas agora tenho 10 mil células. Todas têm
glicocálice e permite que isso vá formando uma estrutura coletiva.
o Um glicocálice vai se juntado com o outro e isso forma o BIOFILME.

ANALOGIA DA PROF= glicocálice forma a cápsula e o biofilme. Em dias de chuva eu coloco uma capa de chuva ou
uso uma sombrinha. →A capa de chuva tem proteção para chuva, assim com a sombrinha, as duas têm a mesma
funcionalidade. A capa de chuva é a cápsula, formada de glicocálice = é individual. A sombrinha também protege da
chuva, mas posso colocar alguém embaixo, esse é o biofilme = algo que mistura, é coletivo. Cada um produzindo
biofilme forma uma grande capa, um grande guarda-chuva. Vários ficam abrigados dentro desse polímero.

o Função do BIOFILME: Proteção contra a desidratação, sua viscosidade pode inibir o movimento dos
nutrientes para fora da célula (é difícil coisas entrarem e saírem) e pode servir como nutriente para o
crescimento bacteriano.
o O biofilme pode envolver qualquer tipo de bactéria, inclusive já foram relatados casos de fungos
presentes dentro de biofilme // ele cresce cresce e pode se destacar, soltando um pedaço.
o A dificuldade de atingir biofilmes no caso de coisas plásticas é que não pode submeter elas à grandes
temperaturas. Esterilização mesmo só se consegue na autoclave, que não pode ser feita em plásticos.

Exemplo de biofilme 1 - Streptococcus mutans: cárie →Se fixa no nosso dente – característica de adesão né – começa
a colonizar e aí vai.
Exemplo de biofilme 2 -Vibrio cholerae: formação de um biofilme no intestino delgado, permite que a bactéria se
desenvolva no ambiente hostil.
MICROBIOLOGIA AULA 02
DATA 31/07/17 TURMA 13
Prof Ana Claudia Stéfany Jubainski
MICROBIOLOGIA

Uma das estruturas que faz parte dos acessórios externos a capsula é o FLAGELO.
O sufixo “tríqueo” está associado à nomenclatura de flagelos.
Como função nas células procariotas os flagelos propulsionam a célula através de seu batimento. →É um longo filamento
externo à parede celular que se movimenta e consequentemente movimenta o liquido ao seu redor direcionando o
movimento a algum alvo/objetivo.

--- Bactérias que são aflageladas (desprovidas de flagelo) são chamadas de ATRÍQUEA.
---De acordo com o tipo flagelar existem diferentes nomenclaturas/classificações, as 4 mais comuns são:
➢ PERITRÍQUEO: Vários flagelos que se projetam de qualquer lugar da periferia da parede celular;
➢ MONOTRÍQUEO POLAR: Apresenta apenas 1 flagelo que se projeta de um polo;
➢ LOFOTRÍQUEO POLAR: vários flagelos que se projetam de uma única extremidade da célula;
➢ ANFITRÍQUEO POLAR: 1 flagelo em cada polo (estão em posições antagônicas);

Os FLAGELOS, de uma forma geral, são constituídos ao menos por 3 estruturas:


➢ DISCO/CORPOBASAL: estrutura mais arredondada que está ancorado na membrana plasmática;
➢ GANCHO: função de prender o filamento à parede celular, região de maior diâmetro;
➢ FILAMENTO: é uma estrutura alongada e será movimentado propiciando o deslocamento dessa célula;

→2 pares de disco basal correspondem à bactérias Gram –


→ 1 par de disco basal corresponde à bactérias Gram +.

ANCORAGEM (localização do corpo basal)= é importante porque quando há MOVIMENTO DE FLAGELO bacteriano ele é
rotacional (giro a estrutura flagelar no próprio eixo promovendo o giro do filamento e de tudo que está ligado nele), quem
proporciona esse movimento de rotação é o disco basal.
O movimento está dividido didaticamente em duas etapas:
➢ MOVIMENTO DE CORRIDA: a bactéria vai em direção a algo, esse movimento é proporcionado quando ocorre
rotação do flagelo no sentido anti-horário (todos os flagelos convergem para mesma orientação). Para movimento
de parada o flagelo rotaciona no sentido horário; →→sinal atraente
➢ MOVIMENTO DE DESVIO: rotação do flagelo no
sentido horário (os flagelos ficam desorganizados); →sinal
repelente
Esses movimento de corrida e desvio vão mesclar entre si
dependendo da necessidade para que a bactéria consiga
se direcionar a algo e se reorientar de acordo com o
estímulo do ambiente.

O ESTÍMULO para esses movimentos podem ser químicos


(quimiotaxia) ou luz (fototaxia). Para que ela perceba o
que ocorre no meio ela apresenta receptores que fazem
interação com a membrana plasmática, esses receptores
serão sensibilizados frente ao sinal que pode ser atraente
(movimentos de corrida) ou repelente (movimentos de
desvio).

→As espiroquetas possuem estrutura e mobilidade


exclusivas = os endoflagelos (filamentos axiais) que estão
colados (associados) na parede celular. É composto por
vários feixes de fibrila que estão organizados/agrupados em baixo da bainha
externa. Esse feixe de fibrilas se dispõe de uma das extremidades e vão se enrolando
formando como se fosse um espiral ao longo de toda a parede celular dessas
bactérias, quando eles executam o movimento rotacional promovem uma
propagação do movimento que gera um movimento espiral na bactéria.

FIMBRIAS E PILI
Se compararmos fimbrias e pili as duas são estruturas que se
projetam da parede celular e se diferem dos flagelos porque são estruturas menores,
retas e curtas .
➢ PILI: Transferência de DNA (também pode promover adesão, mas não
é sua prioridade); mais longo e apresenta número muito reduzido (1 ou
2 por célula)
➢ FIMBRIAS: são numerosas e finas podendo se projetar de qualquer parte da parede celular, promove a adesão/
fixação entre 2 células ou mais, com o substrato. → Importante para a formação do Biofilme.

O pili pode contribuir para um processo de mobilidade celular que se difere da mobilidade proporcionada pelo flagelo, ela
é pulsante: movimento curto, abrupto e intermitente (monto e desmonto).
A principal proteína que promove a formação é a “pilina” →então eu tenho um monômero e vou polimerizando até que ele
sofra adesão ao substrato → quando ocorre despolimerização o encurtamento promove a aproximação e
consequentemente movimento (esse movimento é importante para células atríqueas).

Pensando na TRANSFERÊNCIA DE MATERIAL GENÉTICO, observa-se que algumas células bacterianas são de unidades
opostas de acasalamento. Tem-se uma célula chamada F+ e uma F-:
➢ F+ é a célula doadora, (na literatura antiga seria o macho), essa característica doadora se da pela presença, em seu
citoplasma, do PLASMÍDEO F+ (plasmídeo da fertilidade);
➢ F- é a célula receptora, não tem capacidade de doar nada, somente de receber (na literatura antiga seria a fêmea);

O plasmídeo tem “TRANSGENE” que é o que possibilita esse processo de conjugação sexual, pois apresenta em sua expressão
gênica comandos que irão auxiliar na formação de uma estrutura de comunicação: o Pili (também encontramos como ponte
citoplasmática). → No final desse processo de troca a célula que recebeu (F-) passa a ser F+. →→Isso é um dos princípios
que favorecem a resistência aos antibióticos.

Ex: tenho uma infecção bacteriana e tinha no início uma população de 4 células resistentes ao antibiótico e 10 suscetíveis
ao antibiótico. Tem início a administração do antibiótico, porém não é utilizado na quantidade de dias necessário e assim
das 10 suscetíveis matei 8, a resistente pode passar o plasmídeo que promove essa resistência para as 2 suscetíveis que
sobraram e assim isso é propagado.
PAREDE CELULAR
-A membrana plasmática bacteriana não apresenta esteróis e por essa razão seria mais suscetível a stress osmótico se não
apresentasse parede celular.
A parede celular é uma estrutura semirrígida o que
propicia= as formas celulares (bastonetes, cocos, etc),
protege contra temperatura, pH e várias condições
adversas, porém a principal função é a proteção
contra stress osmótico (porém possui um limite).
Ex: bactéria halófila. Se a parede celular sofrer
alterações a bactéria morre, por isso a importância
clínica da mesma, por essa razão é um bom alvo para os
antibióticos (ex: Amoxicilina=inibe a síntese de parede
celular). Além disso a presença da parede celular
proporciona maior chance dessa bactéria causar algum
dano, já que está protegida do nosso sistema
imunológico.

A parede celular bacteriana pode apresentar


diferenças quanto a composição que torna possível
a divisão em Gram+ e Gram-. →Ambas apresentam
membrana plasmática e logo acima uma camada de
peptídeoglicano, que na Gram+ é grande e na Gram – é pequena/delgada.
Se é uma camada de peptidioglicano eu tenho açúcar e aminoácido (proteína), pensando em um esqueleto de açúcar que
chamamos de esqueleto de carbono eu tenho dois açúcares predominantes (n-acetil glicosamina e n-acetil ácido muramico)
que são os principais para a formação do peptídeoglicano.

→Com esses açúcares, faço um canudo e coloco um ao lado do outro formando vários cabos de açúcar, todos eles são
dispostos entre si e montam uma única estrutura de açúcar.
→Para que eu consiga juntar um cabo de açúcar com outro cabo de açúcar necessito dos resíduos de aminoácidos (ponte
cruzada peptídica) e assim monto uma camada.
→Para ligar as camadas preciso de outros aminoácidos que leva a formação de uma cadeia lateral tetrapeptídica (quatro
aminoácidos que se dispõe na vertical que irão ligar a camada de baixo com a camada de cima, e assim sucessivamente).
Isso acontece se eu falar de uma Gram+ ou Gram-, essa disposição e montagem do peptídeoglicano é exatamente igual. A
DIFERENÇA entre ambas está na quantidade dessas camadas →ou seja as Gram+ apresentam maior número de camadas
de peptídeoglicano do que as Gram-.

Se essas camadas fossem como placas de isopor e elas já estão fixadas entre si e vou colocá-las em uma superfície, para que
elas fiquem estáticas como uma peça inteira necessito conectar essa estrutura na membrana plasmática.
➢ Em uma Gram+ eu tenho 2 ácidos fazendo essa FIXAÇÃO entre peptídeoglicano e membrana plasmática (para
ter uma parede celular estável):
1) Ácido teicóico: sua função é fixar todas as camadas entre si (junta as camadas e estabiliza elas entre si);
2) Ácido lipoteicóico: ele passa por todas as camadas de peptídeoglicano e se insere/ancora na bicamada lipídica da
membrana plasmática;

→Isso é importante porque algumas células da IMUNIDADE INATA reconhecem o ácido teicóico e lipoteicóico, analisando
as estruturas da parede bacteriana, é bom termos células de defesa que reconhecem essa estruturas, uma vez que essas
estruturas estão mais externas e mais fáceis de serem reconhecidas pelo nosso sistema imunológico.

➢ A Gram- apresenta a camada mais delgada de peptídeoglicano e uma membrana externa, dessa forma ambos
formam a parede celular. O espaço entre membranas é chamado de “periplasma” (onde eu tenho as camadas de
peptídeoglicano), sendo revestido por um líquido viscoso que apresenta vários componentes, entre eles algumas
enzimas que se dispõe nesse espaço.

A membrana externa de uma forma geral apresenta a mesma constituição da membrana plasmática, apresenta um
bicamada lipídica, algumas proteínas integrais de membrana e proteínas periféricas. →A nomenclatura Gram- deriva
da maior negatividade da membrana externa em relação à membrana plasmática da Gram+.

→É importante saber que as Gram- são carregadas negativamente porque os nossos fagócitos são mais negativos
causando repulsão, assim ela é mais resistente aos medicamentos e ao nosso sistema imunológico (facilita a evasão),
além disso, as Gram- evadem do “SISTEMA COMPLEMENTO”, que são um monte de proteínas circulantes com função
de se ligar no patógeno e sinalizar a sua presença, melhorando a fagocitose e lise desse microorganismo.
Ainda essa negatividade funciona como uma barreira conta antibacterianos, porque no espaço periplasmático existem
enzimas que fazem a digestão/degradação de antibacterianos (antibióticos), assim concentrações efetivas do mesmo
não chegam ao seu local de ação.
→ Outra característica é que as bactérias Gram- devido a presença de membrana externa são resistentes a algumas
enzimas digestivas, como por exemplo, a lisosina (presente nos grânulos dos neutrófilos).

EX clássico é via administração de amoxilina (faz parte da classe das penicilinas, os B-lactâmicos), pois as bactérias Gram-
apresentam no periplasma a enzima B-lactamases, que degrada esse fármaco. Hoje em dia a amoxilina é administrada com
clavulanato de potássio, que é inibidor de B-lactamase.

Voltado para o MEIO INTERNO na camada externa, temos a bicamada lipídica, proteínas integrais de membrana e colinas
para fazer o transporte por essa membrana.
Voltado para o MEIO EXTERNO e na membrana externa tem-
se o LPS (lipopolissacarídeo) que é composto por 3 porções=
➢ lipídeo A (mais importante) tem como característica
ser lipofílico;
➢ acima tem uma estrutura chamada de cerne
polissacarídeo (açúcar)
➢ estrutura mais externa é chamada de polissacarídeo
antígeno O (antígeno O), sendo importe porque duas
bactéria de mesmo gênero e espécie mais de sorotipo
diferente (eu sou uma ecolli do sorotipo A e fulano uma ecolli
de sorotipo B, ou seja exatamente do mesmo gênero e da
mesma espécie, mas temos discretas diferenças em
decorrência do sorotipo que é a composição do antígeno O).

A importância DO LIPÍDEO A : ALGUÉM JÁ TEVE UMA


INFECÇÃO BACTERIANA E APÓS A ADMINISTRAÇÃO DO
ANTIBIÓTICO AINDA APRESENTOU QUADROS DE FEBRE?
Isso ocorre porque quando começa a utilizar o antibiótico e começa a matar as bactérias (uma Gram - em que o LPS está
grudado na parede celular), esse LPS começa a ser liberado, ele é chamado de Endotoxina porque é uma toxina que faz
parte da estrutura celular bacteriana e só é liberado quando a bactéria morre.
O LPS LIBERADO É UM PROBLEMA? Sim, existem células receptoras nas nossas células da imunidade inata que também
reconhece esse LPS, induzindo que essas células da imunidade inata liberem citocinas pró-inflamatórias (TNF-α), que começa
a circular pelo corpo e ao passar pelo hipotálamo altera a atividade da COX-2 e o organismo começa a produzir muita
prostaglandina que resulta em febre (aumento da temperatura corporal).

CHOQUE SÉPTICO: aumenta TNF-α circulante, aumenta a dilatação, cai pressão arterial = choque. É chamado de séptico
porque é desencadeado por bactérias.

ENTÃO = Essa endotoxina é importante para a bactéria e importante em termos de resposta do nosso sistema imunológico.
POR QUE A BACTÉRIA INTEIRA NÃO ATIVA O MEU SISTEMA IMUNOLÓGICO VIA LPS? Porque o lipídeo A, que é o ativador
está ancorado na membrana, dessa forma só é exposto quando a bactéria morre.

COLORAÇÃO de Gram

1. USAR Coloração cristal violeta: olho no microscópio e tudo está roxo, negativas e positivas;
2. USAR Lugol: tem como função ser um mordente/fixador, quando eu tenho o cristal violeta dentro da célula e
adiciono o lugol eles ficam fusionados e o cristal violeta fica impermeável à membrana plasmática, fica preso porque
pode até lavar com água que não sai;
3. USAR um solvente orgânico: tem função de dissolver a membrana externa da Gram – →liberando o corante;
4. USAR Contra coloração: corante vermelho e então teremos Gram – roxas e Gram + rosa.
Isso funciona porque eu tenho diferença na composição da parede celular.
QUAL ETAPA PODE SER INTERROMPIDA (PULAR NA COLORAÇÃO) E QUANDO EU OLHAR A LÂMINA EU SEI QUEM É + E
QUEM É -? A contra coloração, porque se olhar no microscópio terá células coradas (Gram +) e não coradas (Gram-).

ESTRUTURAS INTERNAS A PAREDE CELULAR


MEMBRANA PLASMÁTICA: na bactéria a membrana plasmática não apresenta esteróis - A principal função é a
permeabilidade seletiva tendo o transporte passivo exatamente igual ao das nossas células.

→A única exceção é o Mycoplasma, um gênero bacteriano que apresenta uma molécula com função análoga ao esterol:
chamada de HOPANÓIDE. Assim a membrana plasmática do Mycoplasma é resistente ao stress osmótico, em algumas
situações ele pode não apresentar parede celular, pois vive em um ambiente que não é tão inóspito para ele e essa resistência
via membrana plasmática é suficiente para o manter viável.
Está localizada abaixo da parede celular, reveste o citoplasma e é composta por fosfolipídios e proteínas.

PERMEABILDIADE SELETIVA =
Transporte Passivo: tem como características, não apresentar gasto de energia por ir a favor do gradiente de concentração.
➢ Difusão simples (pela bicamada lipídica), Osmose e Difusão facilitada (transportador ou uma permease);
➢ Tem como função igualar as concentrações no interior da célula e o meio externo (equilíbrio);

Transporte Ativo: Tem como característica o gasto de energia porque vai contra o gradiente de concentração.
➢ É exclusivo de bactérias um tipo de transporte ativo chamado de TRANSLOCAÇÃO DE GRUPO →Nesse movimento
(glicose, manose ou frutose) os elementos transportados são quimicamente alterados durante o transporte.
Ex: glicose com incorporação de 1 fosfato e formação de glicose-6-fosfato. Essa alteração química ocorrendo durante o
transporte através da membrana plasmática é importante para aprisionar essas moléculas em seu meio interno.

PARA A BACTÉRIA SERIA INTERESSANTE EXECUTAR ESSE MOVIMENTO DE TRANSLOCAÇÃO DE GRUPO QUANDO? Quando
o ambiente começa a se tornar desfavorável ou quando em muita abundância de nutrientes (carbono e nitrogênio) para
armazenar.
➢ Ao entrar essas moléculas, as bactérias condensam/juntam essas moléculas e forma estruturas chamadas de
iclusões (grânulos que vão compactando aquilo que ela está forçando a entrada, um reservatório energético).

SISTEMA DE TRANSPORTE ABC: As bactérias Gram - apresentam como exclusividade. Movimento que garante quase 100%
de todas as moléculas que adentrem a membrana externa vão chegar até o citoplasma, são proteínas periplasmáticas de
ligação que circulam no espaço periplasmático e apresentam elevada afinidade ao substrato para que possa capturar com
eficiência todos os substratos restantes e os encaminhar até a membrana plasmática.

Nas Gram+ tenho um mecanismo semelhante, no qual proteínas de ligação ao substrato, que estão do lado de fora da
bicamada lipídica, pegam o substrato e só facilita a entrega para as proteínas transportadoras. --------------------------------------
-------------------------------Esse transporte é muito mais significativo na Gram- devido a essa lacuna (periplasma) entre
membrana plasmática e a membrana externa.

CITOPLASMA: 80% composto por água, com presença de enzimas, lipídeos, carboidratos, íons orgânicos, mais ou
menos como funciona para as células eucarióticas. A diferença está no núcleo, no ribossomo e nas inclusões.

O DNA ocupa um espaço determinado, pode ser chamado de CROMOSSOMO BACTERIANO ou NUCLEÓIDE é composto por
uma única fita de DNA dupla, porém ela não é disposta em cromossomos como a nossa organização de material genético, é
uma fita dupla que é circular.
Para que esses metros de DNA fiquem dentro da célula eles ficam enovelados, mas não existe compactação por histonas,
somente uma organização para que essa grande molécula possa ocupar um espaço menor dentro desse citoplasma.

→Essa história de que o DNA fica solto não existe, existe 1 PONTO DE FIXAÇÃO é realizado, tanto envolvendo o material
genético da célula bactéria quanto proteínas que fazem parte da membrana plasmática. Nesse ponto de fixação, além dele
ancorar o material genético, apresenta outra função importante. Ali existem proteínas de replicação do DNA bacteriano,
que proporciona que a replicação seja bidirecional e assim mais rápida.
Algumas bactérias tem VÁRIAS forquilhas de replicação, são as que apresentam uma TAXA DE DIVISÃO muito rápida.
Quando pensamos em DNA lembramos de PLASMÍDEO (um pedaço/fragmento de material genético) uma molécula circular
pequena e independente do nucleóide (para pode ser repassado), ele é extracromossômico tendo replicação independente
se o nucleóide está replicando.

O plasmídeo não apresenta informações para sobreviver no meio favorável, só tenho informações que conferem
características adicionais, uma vantagem. Ele pode ser perdido (quando a célula encontra-se em uma condição favorável e
não está utilizando o plasmídeo em questão) ou adquirido sem causar danos.
→tem grande aplicação na indústria de biotecnologia, em decorrência de proteínas recombinantes / Heterógona (utilizo
o organismo hospedeiro para produzir algo que não é dele).
EX Antes a insulina era coletada de porcos e necessitava de grande quantidade além de relatos alérgicos, sendo muito mais difícil.
Atualmente, o humano é coletado material genético de uma célula beta-pancreática, isolo o gene para insulina e isolo um plasmídeo
bacteriano, junto os dois incorporando ao plasmídeo o gene da insulina e formando um plasmídeo recombinante que será colocado
dentro de uma bactéria e ela reconhece que deve produzir as informações desse plasmídeo, passando a produzir insulina.
OBS:Para se comunicar as bactérias devem ser de mesma espécie.
MICROBIOLOGIA AULA 03
DATA 07/08/17 TURMA 13
Prof Ana Paula Sté/Thaísa

RIBOSSOMOS
 Uma célula bacteriana não tem um RErugoso como a gente vê nas nossas células, por isso os ribossomos são
responsáveis pela síntese protéica e ficam todos dispersos pelo citoplasma nessa célula bacteriana

O QUE É IMPORTANE SABER DE RIBOSSOMO? A mesma função que a gente vê associada aos ribossomos das nossas células é
aquilo que a gente vê para uma bactéria – síntese protéica.

 Só que os ribossomos bacterianos por serem diferentes de uma célula eucariótica em relação ao conteúdo protéico e
RNAr, isso faz com que eles sejam bons alvos da antibioticoterapia.
o Eu tenho várias classes de antibióticos que mexem com crescimento bacteriano tem como alvo parar o funcionamento
desse ribossomo e assim parar a síntese protéica eu comprometo o crescimento bacteriano.
 Essa parada dos ribossomos bacterianos não afeta os nossos ribossomos, que continuam com as suas atividades da
mesma forma isso porque são distintos em relação a quantidade de proteína, ao tipo de proteína ribossômica, ao
RNAr. E com isso então eles são bons alvos para o que a gente chama de TOXICIDADE SELETIVA

O QUE É TOXICIDADE SELETIVA? Alguma coisa que interfere na atividade metabólica da bactéria e não interfere nas nossas
células eucarióticas.

ENDOSPORO
 Não é uma estrutura bacteriana, é uma das formas pela qual a bacteriana pode se apresentar.
 Então quando a gente fala de uma bactéria metabolicamente ativa, uma bactéria que tem todas as suas reações
enzimáticas funcionando, isso é o que a gente chama de CÉLULA VEGETATIVA , ela é metabolicamente funcional, ela é
metabolicamente ativa.
 Pode ser que essa célula encontre um ambiente inóspito para ela não morrer e simplesmente não deixar filhos ela
pode formar o que a gente conhece como ENDOSPORO – uma célula de repouso, uma célula que tem metabolismo
nulo, fica em latência no ambiente. De uma forma geral são altamente resistentes a condições adversas de
temperatura e de pH.

Então uma célula vegetativa entra em uma condição adversa. Para ela não morrer e simplismente parar por ali o crescimento
bacteriano ela pode formar esse endósporo. O QUE FUNCIONA COMO UM GATILHO PARA A FORMAÇÃO DE ENDOSPORO?
Ausência de nutrientes.
Se a gente pensar em uma célula eucariótica, o nutriente chave é o carbono, sendo que a célula é composta quase que totalmente pelo
macronutriente (mais de 50% do peso das nossas células eucarióticas) carbono – diversas proteínas, carboidratos, lipídeos que tem
carbono.

 Carbono e nitrogênio, são dois macronutrientes fundamentais para a manutenção do metabolismo bacteriano, se eles
são escassos, eles é que vão induzir a formação do endósporo.

Então uma bactéria que esta crescendo em um meio, e nesse meio falta carbono ou nitrogênio, isso é um gatilho, um estimulo
para que ela antes de morrer ela forme esse endósporo.

 Esse processo de formação é conhecida como ESPORULAÇÃO ou ESPOROGÊNESE.

EU POSSO DIZER QUE ESPORULAÇÃO EM BACTÉRIAS É UM PROCESSO DE REPRODUÇÃO ASSEXUADA? Não se divide, não
aumenta o numero da população. Uma celula vegetatica entrou num estado com falta de nutrientes, ela se enclausura, forma
o endosporo, só que esse endosporo quando voltar a ativa vai ser aquela mesma célula bacteriana. Não é um meio de
reprodução.

- Os fungos, por exemplo, produzem esporos para se reproduzir. Um fungo produz um monte de esporos e cada um que ele
produziu vira uma nova célula fungica. Isso é reprodução, multiplicação, aumenta-se o número dessas células.
Após o gatiho ... COMO ESSE ENDOSPORO É FORMADO? O QUE O ELE DEVE ABRIGAR PARA QUE QUANDO A CONDIÇÃO
VOLTAR A SER FAVORÁVEL ELE PODER DENOVO GERAR UMA CÉLULA VEGETATIVA? Material genético, primeiro ponto, já
que o endosporo vai formar de novo aquela mesma célula vegetativa. Replicação do cromossomo bacteriano e esse material
recém duplicado vai ser isolado numa porção dentro da célula vegetativa. A partir desse isolamento eu já tenho aquilo que
garante uma cópia fiel.

O QUE MAIS PRECISA SER RESERVADO NO ENDOSPORO? Ribossomo, que é importante para a síntese protéica, então é
importante também ele guardar RNAm. Todas essa moléculas para que ele consiga iniciar de novo esse metabolismo quando
deixar o estado de latência.

 A partir do isolamento do DNA, RNAm, ribossomo e algumas proteínas →→começa a acontecer um processo de
INVAGINAÇÃO da membrana plasmática → região de cima e de baixo vão se invaginando até que elas se encontram
em um ponto em comum dentro da célula – a mesma coisa acontece quando a gente pensa na parede celular, ela
também vai se multiplicar, vai se alterar, vai alterar as camadas de peptideoglicano para que eu tenha membrana
plasmática e parede celular.
o Isso é o que a gente chama de ESPORO – uma molécula/um pedaço de uma célula bacteriana que começa a se
isolar dentro de uma célula vegetativa para formar o ENDOSPORO.

-Parede de peptideoglicano faz essa estrutura ser um pouco mais resistente, a hora que ela cair no meio externo, ela vai ser
resitente a condições adversas.

SE O ENDOSPORO SAIR COM ESSA CARACTERÍSTICA (MEMBRANA E PAREDE CELULAR) E SER MANDADO PAR O MEIO
EXTERNO,ISSO É SUFICIENTE PARA SER ALTAMENTE RESISTENTE? Não, porque dessa forma a célula em si seria resistente. O
QUE PRECISA PARA DE FATO SER RESISTENTE? Uma capa protéica. Mais externamente a membrana plasmática e a parede
celular eu tenho uma capa que de fato vai dar resistência do endósporo.

 Quando a gente pensa em mecanismo de desinfecção, por exemplo, só consegue matar endósporo com alta
temperatura associado ao vapor.
O Alcool 70, que é uma coisa comum que a gente usa e fala que está esterilizado, está na realidade desinfetado, porque o
alcool 70 não mata endósporo, já que eu tenho essa capa protéica ao redor.

O QUE SERIA EFICIENTE PARA ESSE ENDOSPORO DE FATO SER ATINGIDO POR ALGUM AGENTE? (além da autoclave)
tratamento com protease, por exemplo – usar uma enzima que quebra a capa protéica justamente responsável pela proteção
do endosporo. JÁ OUVIRAM FALAR DE ALGUM TRATAENTO PARA FAZER ESTERILAÇÃO COM PROTEASE? Não existe porque é
muito caro. Autoclave é simples, barato, eficiente e garante a esterilização.

→PROFESSORA, PORQUE A BACTÉRIA NÃO FORMA ESSA CAPA PROTÉICA EM VOLTA DELA AO INVÉS DE FORMAR UM
ENDÓSPORO? Será que ela gastaria muita energia para conseguir recobrir todo uma estrutura como a célula, em um ambiente
em que já está faltando nutrientes ou seria viável ela montar essa estrutura dentro do seu interior... se ela tem um sinal de
que está faltando nutrientes, isso já é um sinal de alerta, o metabolismo dela já vai reduzindo. Então pra bactéria é mais
rápido/mais viável montar algo em seu interior, afinal ainda existe reserva energética e ela consegue fazer esse processo, do
que ela produzir todas essas moléculas, exportar para o meio externo e ter que cobrir um meio muito maior.

O QUE VOCÊS ACHAM QUE FUNCIONARIA COMO ESTIMULO PARA A CÉLULA ESTÍMULO
BACTERIANA LIBERAR O ENDOSPORO? Existem algumas enzimas que são ativadas Para formar = falta de nutrientes.
quando o endósporo fica pronto, principalmente DNAses que começam a Para liberar = morte da célula (a
fragmentar o DNA e isso obrigatoriamente induz a lise da célula vegetativa, a célula célula só morre quando o
lisada libera o endosporo e ele fica no ambiente – todo esse processo de endosporo está pronto.)
esporulação que demora cerca de 10hrs para acontecer, é relativamente rápido.

 Cerca de 10 anos atrás, teve um surto, vários países sendo contaminados com endósporos, vocês devem lembrar do
Bacillus anthracis .

QUE TIPO DE BACTÉRIA PRODUZ ENDÓSPORO? O gênero Bacillus de uma forma geral é um dos gêneros que mais forma
endósporo, esse vai ser altamente resistente, se dissemina, não vai se perder e não morre por conta de temperatura. Eu
entro em contato com ele e no corpo humano ele encontra condições favoráveis que favorecem o processo de
germinação aí eu tenho um célula que volta a ser vegetativa.
→PROFESSORA, ISSO SÓ OCORRE NO AMBIENTE EXTERNO OU QUANDO A BACTÉRIA ESTÁ COLONIZANDO? Só no ambiente
externo, é pouco provável que isso acontece no nosso corpo porque para desencadear o mecanismo de formação de esporo
tem que faltar carbono e nitrogênio, e no nosso corpo a gente tem muita fonte. Então não é que isso não vá acontecer, mas
que as condições que a gente propicia no organismo não são condições que induzem a esporulação.

 No ENDÓSPORO vai ter principalmente a eliminação de água (afinal ele não é metabolicamente funcional então
eliminação completa da água, essa eliminação, favorecendo seu mecanismo de resistência no meio externo) e eu fico
com DNA, RNA, ribossomos e algumas enzimas. Isso é tudo o necessário para conseguir ser novamente funcional.

Curiosidade, encontrada em alguns livros = endósporo terminal – formado bem na extremidade da célula bacteriana //
endosporo central – no meio // endosporo subterminal – intermediário, está na extremidade mas não tanto assim → são
todos endósporos iguais, o que muda é a posição com que são formadas dentro da célula vegetativa. São terminologias
diferentes para coisas que são iguais.

 ENDOSPORO pode ficar por milhões de anos no ambiente – reportagem no ano passado onde tinha uma geleira que
descongelou, tinha alguns restos de animais e neles foi encontrado endósporos.

GERMINAÇÃO envolve ao menos 3 etapas:


 Se eu tenho uma capa protéica eu preciso de alguma forma fragilizar essa capa, arrumar um jeito de permear. Isso é o
que a gente chama de ATIVAÇÃO – começa a ativar o endósporo. Um dos mecanismos, se eu pensar em meio externo
é a presença de temperatura relativamente elevada, que a gente chama de subletal.
o Descobriram isso na indústria alimentícia, alguns alimentos passam por processo de desinfecção, esse
processo é alta temperatura por um período relativamente curto para não estragar o alimento, depois desse
processo o alimento ainda estragava – estava acontecendo ativação de endósporo nesse processo, eu tinha
uma temperatura que fragilizava a capa protéica do endosporo facilitando o processo de germinação. Aí
quando eu mantenho o alimento a temperatura ambiente a bactéria proliferava.
 Outro tipo de bactéria que faz endósporo é o Clostridium botulinum, vocês já devem ter ouvido falar. É muito comum
em infecção alimentares.

 A partir da ativação acontece a GERMINAÇÃO propriamente dita, que seria a aquisição de nutrientes, principalmente
fontes de carbono, já que foi ele o responsável por induzir a esporulação, o carbono é responsável por induzir o
processo de germinação, seja ele em carboidrato ou proteína.

→ PROFESSORA EU NÃO ENTENDI GERMINAÇÃO... Você fragiliza, já possibilita movimento o movimento entre coisas do
meio externo e o endosporo. Esse movimento propicia a entrada de Carbono que vai permitir de fato a germinação. Uma
das coisas que vão ser transportadas são nutrientes, prinicpalmente o carbono.

 Germinou. O QUE PRECISA AGORA PARA ESSE ENDOSPORO SER METABOLICAMENTE FUNCIONAL? Água, sem água
não tem reação enzimática. Então acontece a EXTRUSÃO - captação de agua,a partir disso eu tenho a síntese de DNA,
proteínas, RNA... o endosporo tinha algumas enzimas que possibilitam a volta desse metabolismo intracelular. Ele
consegue ter material suficiente para iniciar as vias de biossíntese.

QUANDO É QUE O ENDOSPORO PODE GERMINAR? Condição voltar a ser favorável, quando eu tenho algum fator que fragiliza
a capa de proteção que o endosporo tem.

 Só pra enfatizar, ESPORULAÇÃO NÃO É UM PROCESSO DE REPRODUÇÃODE BACTÉRIAS.

CRESCIMENTO E METABOLISMO BACTERIANO

 Quando a gente fala crescimento, não é o aumento do tamanho de uma célula mas sim multiplicação, o aumento
populacional. Vamos associá-los ao metabolismo, lembram de todas as vias metabólicas lá da bioquímica, na micro não se
preocupem com nome de enzimas, vamos associar crescimento e metabolismo – quais condições serão importantes para uma
célula bacteriana conseguir se dividir e multiplicar e como elas vão influenciar diretamente no metabolismo, qual o tipo de
metabolismo, porque eu tenho bactérias aeróbicas, anaeróbicas, o que isso influencia no crescimento delas. Lembrando que toda
parte que envolve bioquímica não cai na prova (uhul).

 NUMA BACTÉRIA CRESCENDO NO NOSSO CORPO, QUAIS FATORES PODEM DIRETAMENTE INFLUENCIAR SE ELA VAI
CRESCER MAIS RÁPIDO OU MAIS LENTAMENTE DENTRO DO MEU CORPO? Disponibilidade de nutrientes - tanto de
macro e micronutrientes, o quanto eu tenho vai influenciar uma velocidade de crescimento rápida ou reduzida. O QUE
MAIS? (Alguém responde imunidade e ela diz que isso não é inerene ao microorganismo) a temperatura, que pode ser
adequada ou não e o pH.
 SE A GENTE PENSAR EM TEMPERATURA E PH, PORQUE ELES SÃO FATORES DETERMINANTES DE CRESCIMENTO? Por
conta da atividade enzimática, o meu microorganimos para ser metabolicamente ativo precisa que suas enzimas
trabalhem em temperatura e pH ótimos. Além disso, temos a pressão osmótica como fator limitante do crescimento –
no nosso corpo a presença dessa solução, a presença em nosso plasma, dos nossos fluidos de uma concentração
isotônica é favoravél para o crescimento bacteriano, em torno de 0,8% de NaCl, favorece que a bactéria cresça.
Quando eu tenho soluções mais concentradas, a parede celular é a estrutura que mantém a célula viável, mas isso até
uma determinada concentração.

 Esse FATORES FISICOS, com temperatura e pH influenciam diretamente na atividade metabólica (se a enzima precisa de
um pH X, é nesse pH que a bactéria vai ser metabolicamente ativa). Assim como os FATORES QUIMICOS, e a gente vai falar
um pouco tanto de carbono, nitrogênio, fósforo e enxofre – macronutrientes fundamentais para a manutenção e para
o crescimento microbiano.

Fator Físico: TEMPERATURA

 Nós temos ao menos 3 grupos denominados de acordo com a temperatura ótima de crescimento:
o Psicrófilos – baixas temperaturas, já vamos falar quais são elas.
o Mesofilos –
microorganismos
capazes de causarem
doenças nos seres
humanos são
classificados assim,
temperaturas
relativamente
moderadas.
o Termofilos –
crescem em altas
temperaturas – não
tem perigo nenhum
para humanos, pois
nunca vamos atingir
a temperatura ótima
deles.

-Levando em consideração o gráfico


em relação a temperatura ótima de crescimento (temos 5 grupos onde 3 são os mais importantes):

 QUAL A TEMPERATURA ÓTIMA DE CRESCIMENTO DO PSICRÓFICO? Mais ou menos 12°C, é a temperatura ótima.
QUAL A TEMPERATURA ÓTIMA DE UM MESÓFILO E DE UM TERMÓFILO? De 35 a 37°C e ligeiramente acima de 60°C,
respectivamente.
 Essa faixa de crescimento, se a gente olhar para qualquer uma desses grupos/gráficos, O QUE EXISTE EM COMUM EM
QUALQUER UMA DAS CURVAS? Vamos pegar como exemplo os mesófilos, no inicio um crescimento que é nulo, esse
crescimento vai aumentando a medida que vai aumentando a temperatura. Quando atinge o PONTO MÁXIMO cai
muito mais rápido do que ela sobe, isso acontece em termos de crescimento bacterianos por conta da desnaturação
das proteínas.

 Nessa fase inicial, vamos imaginar, aqui são 37°C →a membrana se encontra numa fase que a gente chama de
gelatinosa, como se fosse um gel, que dificulta o transporte entre nutrientes, sem esse transporte não existe atividade
funcional. A medida com que a temperatura vai aumentando, aumenta-se exponencialmente o crescimento, isso
porque aumenta a velocidade das reações enzimáticas, é um aumento crescente, continuo, até que atinge a
temperatura ótima de crescimento. Assim que atinge a temperatura ótima, com o aumento da temperatura as
enzimas desnaturam →E por isso essa queda é muito mais rápida.

Esse perfil acompanha todas as curvas: crescimento lento já que eu vou aumentar a atividade das reações metabólicas e
depois eu tenho uma rápida queda já que eu tenho uma desnaturação protéica.
Fator Físico: pH

 Dentro das bactérias classificadas dentro das faixas de pH eu tenho 3 grupos:


o Acidófilas – ph abaixo de 4, e aí pode ser de 1 a 4.
o Neutrófilas – de uma forma geral, as bactérias que mais causam doenças no corpo humano. São diferentes
em relação as outras porque a variação de pH que elas suportam é muito pequena, ph 6,5 a 7,5
o Alcalófilas – ph acima de 9.

 Eu tenho bactérias acidófilas que sobrevivem em pH 2, como as Helicobacter pylori, que cresce no nosso estomago.
Da mesma forma eu tenho outras bactérias que podem crescer em pH 4 e fazem parte do mesmo grupo. Agora
neutrófilas, se fugirem um pouco da variação já não conseguem crescer. SE A GENTE PENSAR EM RELAÇÃO AO
NOSSO CORPO, ISSO É BOM? É ótimo, porque se a bactéria sem querer se mudou para outro tecido do meu corpo, a
colonização até pode acontecer mas ela é muito mais dificultada, já que teve variação de pH e isso facilita a morte da
célula bacteriana.

Fator físico: PRESSÃO OSMÓTICA

 Se eu tenho um aumento da concentração dessa solução, se eu tenho uma solução hipertônica, isso vai desfavorecer
o crescimento microbiano.

Lembra que a gente até deu um exemplo de como os alimentos antigamente eram conservados, em altas concentrações
de soluto, isso porque quando eu tenho essa saída da água do citoplasma da célula bacteriana, isso favorece com que a
membrana plasmática se descole, se desprenda da parede bacteriana, isso é o que a gente chama de PLASMÓLISE. E isso
diminui o crescimento bacteriano

 Bactérias que se encontram nesse estado, onde a membrana já soltou, já descolou da parede celular, essas bactérias
não são metabolicamente funcionais. PORQUE VOCÊ ACHAM QUE A BACTÉRIA NÃO CONSEGUE CRESCER QUANDO
ELA ESTÁ EM ESTADO DE PLASMÓLISE? O transporte através da membrana está completamente prejudicado, além
disso, se muita água sai do meu citoplasma e eu preciso de água para as minhas enzimas serem funcionais, eu
comprometo então a velocidade da minha
atividade metabólica.

 Então em relação a ESTRESSE OSMÓTICO eu


também tenho subdivisões. No eixo X tenho
concentrações crescentes de Na e no eixo Y taxa
de crescimento.
 Se a gente olhar para um Halotolerante, ou seja,
ele não gosta de altas concentrações de soluto no
meio, mas ele suporta pequenas concentrações.
 Vamos olhar onde eu tenho concentração nula, o
crescimento dessas bactérias é alto, a medida que
esse soluto vai aumentando no meio externo, ou
seja, vai deslocando para a direita, a curva de
crescimento dessas bactérias vai diminuindo,
reduzindo.
 Quando eu tenho 5% de NaCl, houve uma redução
de 20% da população. POR QUE VOCÊ ACHAM
QUE REDUZIU NESSA CONCENTRAÇÃO? Essa saída
de água do citoplasma está comprometendo o
crescimento e essas células estão morrendo. Então a medida que essas células vão crescendo e vai aumentando a
concentração de soluto, vai aumentando os efeitos de plasmólise e isso vai facilitando a morte da célula bacteriana.

 Um outro grupo são as Halófilas, que aí elas gostam de concentrações relativamente altas de soluto no meio. Se eu
tiver uma concentração nula não tem crescimento das halófilas, ela começa a crescer a medida que eu vou
aumentando a concentração e eu chego em torno dos 5%, então o ponto máximo de atividade dessa célula é quando
eu tenho um ponto máximo de solução hipertônica. PORQUE VOCÊS ACHAM QUE ESSA BACTÉRIA NÃO MORRE
QUANDO A CONCENTRAÇÃO DO SOLUTO É MAIOR? A Parede celular é a estrutura responsável por essa proteção,
bactérias que obrigatoriamente convivem nessas condições tem diferenças em relação a parede celular e a
membrana plasmática, já que esse fluxo acontece, digamos que de uma forma lenta, e isso favorece com que a
bactéria se mantenha viável, mesmo em uma concentração alta de soluto, a sua membrana ainda fica em seu estado
normal.
 E por fim, um Halófilo Extremo, por exemplo uma bactéria que vive no mar, ela precisa se adaptar porque lá a
concentração de soluto é alta, de 20 a 30% de NaCl.

→Dependendo da exigência osmótica, eu tenho três grandes grupos que podem ser variáveis de acordo com a
concentração desse soluto.

Fator Químico: Macronutrientes – CARBONO e NITROGÊNIO.


 são macronutrientes fundamentais para que eu tenha uma taxa de crescimento adequado →mais importantes para
manter uma célula bacteriana ativa.
 Se a gente pensar em carbono é o que a gente chama de uma forma grosseira de esqueleto estrutural porque é
necessário para a síntese proteica, de carboidratos, de lipídeos.
 Como o carbono é um componente fundamental para que essa célula mantenha-se metabolicamente ativa, existe uma
classificação em relação em como a bactéria adquire esse carbono, levando em consideração o tipo de coposto do qual
a bateria extrai o carbono.
 Assim temos bactérias chamadas de: QUIMIOTRÓFICAS: (são as bactérias que podem causar doenças em nós seres
humanos) apresentam como fonte de energia um composto químico, dessa forma como fonte de carbono ela tem 2
opções:
o Composto químico orgânico: ela é classificada como quimio-heterotrófica ou quimiorganotrófico;
o Composto químico inorgânico: o gás carbônico é a principal forma de obtenção de Carbono. As bactérias são
classificadas com quimioautotróficas.

 O carbono representa, na célula bacteriana, mais de 50% do peso seco, (então se eu tirar toda a água do citoplasma de
uma célula bacteriana, 50% do que sobrar é carbono), 14% do peso seco é nitrogênio →→→então esses dois compostos
irão limitar o crescimento.

 COMO? Carbono é limitador de crescimento bacteriano, se não tiver nitrogênio ele limita a velocidade do crescimento
bacteriano. Ambos quando ausentes vão comprometer de alguma forma o desenvolvimento dessa célula, podendo ser
um comprometimento total (não há crescimento) ou um comprometimento que reduz a velocidade do metabolismo
celular. Além desses dois compostos o fósforo e enxofre.
 O QUE É DIFERENTE DE UM MACRONUTRIENTE PARA UM MICRONUTRIENTE? A quantidade que é necessária para
que se mantenha metabolicamente funcional. Os micronutrientes são os elemento traços, pequenas quantidades
desses nutrientes são suficientes para manter o metabolismo ativo, eles funcionam como cofatores enzimáticos.

Fator químico: OXIGÊNIO


 Se pensarmos no O2 como um fator químico e que influencia na classificação das bactérias eu tenho 2 grandes grupos
que crescem sem ou com oxigênio.
 AERÓBICOS: São aqueles que crescem na presença de oxigênio e se dividem em:
o AERÓBICO OBRIGATÓRIO: isso significa que na ausência de oxigênio a bactéria não sobrevive;
o ANAERÓBIOCO FACULTATIVO: Preferem a presença de oxigênio, contudo se faltar O2 ele ainda sobrevive um
certo tempo; podem sobreviver diante de algumas situações facultativamente na ausência de oxigênio;

 ANAERÓBICOS: São aqueles que crescem na ausência de oxigênio.


o ANAERÓBICO OBRIGATÓRIO: isso significa que qualquer quantidade de oxigênio presente no meio leva a morte
dessas bactérias, ou seja, sobrevivem somente na ausência de oxigênio;
o ANAERÓBICO AEROTOLERANTE: eles preferem a ausência de oxigênio, porem não morrem na presença do
mesmo, suportam a presença de oxigênio por um período.

 Em uma posição intermediária a esses dois grupos existem as MICROAERÓFILAS, que são considerados em alguns livros
como aeróbicos, mas a diferença é que a quantidade do oxigênio que uma microaerófila sobrevive é menor do que a
quantidade de oxigênio que uma aeróbica sobrevive. →→A gente fala que essas microaerófilas sobrevivem muito bem
em concentrações abaixo do oxigênio atmosférico, diferente de uma aeróbica que cresce na concentração do oxigênio
atmosférico.
→Eu tenho no tubo essa zona vermelha que é
uma zona ÓXICA, rica em oxigênio
→Essa parte do tubo em amarelo eu tenho uma
região ANÓXIA sem oxigênio.
 Cada um desses pontos pretos é uma
célula bacteriana, de acordo com a
disposição dessas bactérias no tubo em
relação a essas duas zonas com e sem
oxigênio a gente pode classificar o TIPO
da BACTÉRIA.
1. Tubo 1 = BACTÉRIAS AERÓBICAS
OBRIGATÓRIAS, todas elas ficam na
região onde eu tenho a presença do
oxigênio, ocupam a mesma porção.
2. Tubo 2 = BACTÉRIAS ANAERÓBICAS
OBRIGATÓRIAS nenhuma
delas fica aqui nessa região de
oxigênio todas elas ficam onde não há
oxigênio.
3. Tudo 3 = eu tenho células concentradas na região com oxigênio e células dispersas na região sem oxigênio, dessa
forma temos BACTÉRIAS ANAERÓBICAS FACULTATIVAS, porque a maior concentração está na zona onde eu
tenho oxigênio, mas ela pode também sobreviver na região sem oxigênio.
4. Tubo 4 = encontram-se MICROAERÓFILAS porque elas crescem em uma fase intermediária onde a concentração do
oxigênio é menor do que a concentração do oxigênio atmosférico, e isso se dá porque as células de acordo com o seu
metabolismo necessitam de mais ou de menos oxigênio.
5. Tubo 5 = eu tenho pontos difusos tanto na região com oxigênio quanto na região sem oxigênio, dessa forma eu tenho
ANAERÓBICOS AEROTOLERANTES, porque a maior concentração está na região sem oxigênio, mas eu também
tenho células dispersas em uma região com oxigênio.

O QUE ACONTECE NA RESPIRAÇÃO CELULAR QUANDO ESTOU USANDO OXIGÊNIO? No final da respiração celular quando
utilizamos o oxigênio em uma bactéria, um dos processos culmina na liberação de substâncias que de uma forma
geral nós chamamos espécies reativas de oxigênio (ROS) →ex: ânion superóxido,.
 Isso é natural, são formados em decorrência do metabolismo que utiliza oxigênio.
 Se isso for acumulado numa célula bacteriana, será tóxico ( quando falamos, inclusive de fagocitose uma das formas que o
fagócito tem de matar a bactéria é produzir esses radicais, já que eles são muito tóxicos e vão induzir a morte da
célula bacteriana).
 Então as células do nosso corpo e células procarióticas precisam de uma maquinaria, que a medida com
que eu forme espécies reativas de oxigênio, irá neutralizar essas substâncias para não serem deletérias a célula.

- Uma BACTÉRIA ANAERÓBICA OBRIGATÓRIA não consegue quebrar esse superóxido, não tem maquinaria para
neutralizar aquilo que foi formado de ruim a partir do oxigênio.

 Essa MAQUINARIA DE NEUTRALIZAÇÃO das espécies reativas de oxigênio é composta por 3 enzimas: SOD,
catalase e peroxidase.
o SOD (superóxido dismutase), é uma enzima que pega o ânion superóxido e o converte em um composto
intermediário, o qual ainda é tóxico. Se esse composto intermediário continuar acumulando na célula ele
também vai matar, por isso preciso de outras enzimas para neutralizar este composto
intermediário, essas enzimas são a catalase e peroxidase, em algumas bactérias eu tenho as duas o só um
exemplar, ambas as enzimas possuem a mesma função que é pegar esse composto intermediário e
formar água e oxigênio que não levam problemas para a célula bacteriana.

 Por essa razão uma BACTÉRIA ANAERÓBICA OBRIGATÓRIA morre na presença de


oxigênio →pois, produzirá compostos tóxicos intermediários produzidos a partir do oxigênio e não possui
maquinaria própria para elimina-los.
 AERÓBICO OBRIGATÓRIO: esse sistema da SOD é completo ou seja, 100% eficiente, ele funciona muito bem
(formou- neutralizou, se produzir 10 moléculas tóxicas irá neutralizar as 10 moléculas na mesma velocidade)
 ANAERÓBICO FACULTATIVO: esse sistema da SOD é completo, ou seja, 100% eficiente porque ele foi formado para
crescer na presença de oxigênio; ele faz anaerobiose eventualmente e quando isso ocorre não forma as
espécies reativas do oxigênio;
 ANAERÓBICO OBRIGATÓRIO: esse sistema da SOD 0%, ou seja, não possui esse sistema e caso entre em contato com
oxigênio não tem capacidade de metabolizar as espécies reativas do oxigênio, causando a morte da célula.
 ANAERÓBICO AEROTOLERANTE: esse sistema da SOD é 30% eficiente; A cada 10 moléculas ocorre a neutralização de
3 moléculas e sobrando 7 moléculas, entra mais 10 moléculas ocorre a neutralização de três moléculas E sobram 7
moléculas, dessa forma foram acumuladas 14 moléculas, assim sucessivamente e quando chegar ao limite ocorre a
morte da célula.
 MICROAERÓFILAS: esse sistema SOD é 70% eficiente na concentração de oxigênio atmosférico e 100%
eficiente abaixo da concentração de oxigênio atmosférico.

OBS: ONDE O ÂNION SUPERÓXIDO ATUA? Depende


→Se está sendo produzido dentro da célula bacteriana ele pode atuar no DNA por que ele faz radical hidroxila, o qual interage
com a molécula de DNA e desestabiliza o mesmo.
→Se a gente pensar que está tendo produção desse superóxido fora da célula, a bactéria está crescendo em um meio e esse
superóxido acaba entrando na bactéria e ela não tem esse sistema ativo para neutralizar, essa entrada pode fragilizar
membrana plasmática, parede celular e causar a morte da célula.

 As BACTÉRIAS AERÓBICAS OBRIGATÓRIAS e ANAERÓBICAS FACULTATIVAS só crescem 100% na presença de oxigênio.


 Quando BACTÉRIAS ANAERÓBICAS FACULTATIVAS estão na ausência de oxigênio sua velocidade de crescimento é
menor do que na presença de oxigênio.

→Esses organismos QUIMIORGANOTRÓFICOS, que são aqueles que podem causar doenças no nosso organismo, obtém
fonte de energia a partir de um composto químico e fonte de carbono a partir de um composto químico orgânico (ex: glicose).
 esses microrganismos podem ser metabolicamente ativos executando 2 rotas metabólicas: uma delas é através da
respiração celular ou por um processo de fermentação.
 Nos anaeróbicos facultativos a diferença no padrão de crescimento diante da presença ou ausência de
oxigênio ocorre por que a respiração celular na presença de oxigênio gera mais ATP do que na ausência de oxigênio.

 GLICÓLISE: é uma rota metabólica comum a respiração celular ou fermentação, apresenta saldo final do catabolismo
da glicose de 2 ATP (uma etapa preparatória com gasto de 2 ATP e uma etapa de recuperação com
produção de 4 ATP) e duas moléculas de piruvato;
 CICLO DE KREBS: nas bactérias ocorre no citoplasma da célula, sendo uma via anfibólica, pois os intermediários desse
ciclo podem continuar o catabolismo ou seguir uma via anabólica.
o Nos procariotos se eu tenho o ciclo de Krebs funcionando na presença de oxigênio, todas
aquelas enzimas estão 100% ativas, quando ele está funcionando na ausência de oxigênio não tem todas
as enzimas ativas.
o No caso de bactérias em um ambiente sem oxigênio, o seu menor crescimento é justificado pelo fato do
número de enzimas (intermediários do ciclo) deslocadas para a biossíntese ser menor e com isso diminui a
velocidade de formação de parede celular, membrana plasmática, proteínas e consequentemente diminuo a
quantidade de ATP formado nessa célula.
 CADEIA TRANSPORTADORA DE ELÉTRONS: ocorre da membrana plasmática da bactéria, na presença de oxigênio é
aceptor final de elétrons (potencial de redução é a capacidade/ tendência que tem as moléculas de doar e receber
elétrons, quanto maior a liberação de elétrons maior a formação de ATP).
 Potencial de redução do oxigênio tem valor de 0,90 milivolt. Quando em uma respiração celular na ausência de
oxigênio, uma anaerobiose facultativa o aceptor final de elétrons será nitrato, nitrito, sulfato, carbonato, ferro
ferroso que vários outros compostos inorgânicos. Logo, quando o aceptor final de elétrons não é o
oxigênio ocorrerá menor produção de ATP, isso reflete diretamente no crescimento microbiano.
Ex: o ferro ferroso quando presente na bactéria e sendo aceptor final de
elétrons, apresenta potencial de redução de 0,20 milivolt. Isso significa que o oxigênio é mais redutor promovendo maior
produção de ATP, influenciando na disponibilidade energética para a divisão celular (processo que demanda de grande
quantidade energética).
MICROBIOLOGIA AULA 4
DATA: 14/08/17 TURMA 13
PROF: ANA CLÁUDIA Marina, Giu e Isa

Para encerrar a parte de metabolismo, quando foi falado de respiração aeróbica e anaeróbica, LEMBRAM-SE DA DIFERENÇA
ENTRE AS DUAS? Pensando em ciclo de Krebs, quando o organismo não utilizava oxigênio, não tenha todas as enzimas
funcionais, fazendo ele ser um pouco mais lento. Gera aqueles intermediários, que seriam desviados. Isso colabora para
que o processo de divisão celular também seja mais lento. Além disso, quando a gente falou na cadeia transportadora de
elétrons, ela acontece na membrana plasmática da bactéria. O aceptor final de elétrons não é o oxigênio, ele tem menor
poder de redução, o que leva a uma menor produção de ATP.

FERMENTAÇÃO
 O saldo de ATP é 2 → Lá da glicólise é que tenho a produção de 1 moléculas de ATP.
 Quando a gente pensa em fermentação, ela é dividida em pelo menos 3 ESTÁGIOS=
o O primeiro e o segundo são estágios da GLICÓLISE = Primeiro estágio é até a etapa preparatória da glicólise,
onde eu tinha o consumo de 2 ATPs. O segundo estágio, de recuperação ou oxidação, é onde tenho a
produção de 4 ATPs, finalizando com um saldo positivo de 2 ATPs.
o Quando a gente pensa nessa etapa de recuperação, além do ATP o NADH é produzido. Para uma bactéria
que faz processo fermentativo é importante, porque o NADH vai ser responsável pelo terceiro estágio da
fermentação, que é chamado de estágio de redução.
 O NADH formado no segundo estágio auxilia na redução do piruvato, que vai ser reduzido a seus compostos
finais da FERMENTAÇÃO. →→→Independente do composto, essa via é obrigatória →→ NADH reduz piruvato em
etanol, CO2, lactato, sendo o produto final dependente de cada microrganismo.
A partir desse estágio de redução, onde esse NADH reduz o piruvato, O QUE É FORMADO NESSA REDUÇÃO? NAD+, que
vai para o estágio 2 da fermentação. Isso garante o equilíbrio interno da via metabólica. Isso forma um ciclo.

A BACTÉRIA USA OS SEUS PRODUTOS FINAIS COMO ETANOL E CO2? Pensando no etanol, para a bactéria ele é como um
metabólito final, que não serve para nada. O CO2 também não tem utilidade, assim como todos os outros produtos da
fermentação. Nós é que utilizamos esses produtos finais da fermentação para uso próprio. Pensando na bactéria, não tem
uso desse produto final. A IMPORTÂNCIA DA FERMENTAÇÃO é para a produção de ATP, para ela se manter
metabolicamente funcional.
 Pensando na bactéria que tem as duas vias metabólicas funcionais: respiração aeróbica ou fermentação.
 Uma fermentação que acontece na ausência de oxigênio, por exemplo a levedura usada para a produção de pão→
A sacaromices cerevisiae, tem respiração aeróbica e também faz fermentação.
 Para a panificação, é de praxe tirar a maior quantidade de ar, de oxigênio. Eu coloco pão, envolvendo bastante a
massa → Se faltar oxigênio, vai utilizar a fermentação →Nesse caso, eu quero como produto final o CO2 para o
pão crescer.
 Se eu não cobrir de uma forma efetiva e entrar oxigênio→ aquela levedura vai fazer respiração aeróbica → o pão
não cresce porque não tem produção de CO2.

O saldo de ATP na respiração é maior que na fermentação e a levedura se divide mais.


 PRODUTO FINAL= pensando na respiração vai ser muito mais células, com muito mais ATP e com maior divisão
celular. No caso da fermentação, o desejado é o produto final para o pão, o CO2, não a multiplicação das bactérias.
 Para encerrar e lembrando do SALDO DE ATP, na respiração aeróbica tenho de 38 a 36, sendo maior que nas nossas
células → Não precisa do transporte do piruvato que sai da glicólise no citoplasma e vai para a mitocôndria. Tudo
acontece no citoplasma, não tenho perda de energia nesse processo.
 Quando falo da transferência de elétrons, da cadeia transportadora, ela fica em cima, na membrana plasmática,
reduzindo o gasto de energia na célula bacteriana. Por isso que o saldo de ATP é maior que nas nossas células, que
possuem uma parte do processo no citoplasma e outra na mitocôndria.
 Falando de respiração aeróbica, de 2 a 38 ATPs. Tem essa variação porque 2 é maior que a fermentação e 38
porque o aceptor final de elétrons nunca tem potencial de redução igual ao oxigênio. →→Sempre vou ter menor
produção de ATP.
 Essa produção de ATP pode variar com o aceptor de elétrons, pois ocupam diferentes posições na torre REDOX.
Com isso, mais ou menos reações de oxidação acontecem, libera menos elétrons, produz menos ATP.
 Saldo final da fermentação é só 2 ATPs que vêm da glicólise.

Pensando no saldo de ATP, produção de energia, tem vários mecanismos da bactéria que usam ATP. Por exemplo, o
batimento flagelar é um movimento dependente de ATP. Transporte ativo contra o gradiente de concentração é dependente
de ATP. Da mesma forma, se pensar na divisão celular, usando o exemplo da levedura que usa o oxigênio para fazer
respiração aeróbica e na ausência faz fermentação, com o uso de oxigênio tem maior taxa de divisão celular.

DIVISÃO CELULAR / TEMPO DE GERAÇÃO


 Um dos processos que envolve uso de energia é a divisão celular → usa energia porque precisa usar tudo em dobro
na célula.
 Uma das primeiras coisas que precisam ser replicadas em uma célula que vai iniciar o processo de divisão celular é
o material genético. LEMBRA QUE TEM UM PONTO DE FIXAÇÃO/ANCORAGEM NA MEMBRANA PLASMÁTICA?
Nesse ponto existem proteínas importantes para fixar o material genético e iniciar a replicação.
 A partir desse momento que a célula tem o start para começar a replicação e a divisão celular →eu começo a
replicar o DNA →obrigatoriamente essa célula precisa se alongar (já que dentro de um citoplasma não consigo
abrigar dois cromossomos.)→ Sofre esse processo de alongamento
 A partir do momento que alonga e que as 2 fitas foram copiadas, eu tenho a segregação. As mesmas proteínas de
ancoragem direcionam o material genético para os polos, extremidades da célula que está alongada. →Separei o
DNA, tanto a membrana plasmática como a parede celular devem começar o processo de invaginação.
o Invaginação da extremidade superior e outra na inferior, até que os processos se encontram e formam a
parede intermediária.------------------- Junta, tanto o que cresceu em cima com o que cresceu embaixo.
 Separei o material genético, separei o citoplasma →→ as duas células-filhas podem se soltar, gerando duas
células morfologicamente e geneticamente IDÊNTICAS.
 Isso é característico de um processo de divisão celular conhecido como FISSÃO BINÁRIA→ gero Tem como
característica a formação de duas células morfologicamente e geneticamente iguais.

 Esse tempo da divisão celular é chamado de TEMPO DE GERAÇÃO→é diretamente ou inversamente proporcional
(a professora se enbananou nessa parte) à velocidade que a célula se divide.
 Se eu tenho um tempo de geração ALTO, por exemplo supondo que eu
preciso de 1 hora para dividir, se preciso de 1 hora para fazer divisão, a Quanto maior for o tempo de geração,
cada 1 hora tem uma célula que gera duas. Passou mais uma hora, essas menor vai ser a quantidade de
duas células geram 4 e assim sucessivamente. células no final.
 Se o meu tempo de geração BAIXO, como por exemplo, 10 segundos, a Quanto menor o tempo de geração,
cada 10 segundos uma célula gera duas, depois de 10 segundos, essas mais células vou ter no mesmo
período de tempo.
duas células geram 4 → tempo de geração menor tem uma taxa de
crescimento que vai corresponder à mais células naquelas que tem
tempo de geração de 10 segundos.

 Isso é interessante para um ambiente limitado - restrito de nutrientes, temperatura, pH.


o Uma célula que tem tempo de geração muito curto chega na sua exaustão muito mais rápido que uma
célula que tem tempo de geração mais longo. Ela consegue permanecer naquele meio por muito mais
tempo, já que ela vai demorar muito mais para metabolizar tudo aquilo que ela tem disponível no meio
externo.
 Pensando na questão de crescimento e tempo de geração, quando a gente faz uma CURVA para representar esse
crescimento bacteriano, independente do tempo de geração, todas elas seguem o mesmo padrão. Existe pelo
menos 4 fases pra definir esse crescimento bacteriano. Algumas levam mais tempo dentro de alguma ou outra fase,
mas todas compartilham das mesmas características.
Essa curva envolve 4 fases.
→ Fase 1 – LAG – adaptação.
Imaginando uma bactéria manipulada no
laboratório que estava congelada a -80º, com
todo o metabolismo paralisado → Eu tiro essa
bactéria para crescer a 37º →Ela precisa se
adaptar metabolicamente.
Nessa fase, não tenho aumento do DNA
porque não tem divisão celular. É uma
constante.
Por ser uma fase de adaptação, preciso
organizar meu metabolismo, o RNAm está
aumentado, assim como o número de
proteínas. Isso porque está se organizando a
maquinaria intracelular para iniciar o processo
de divisão, fissão binária. Na hora que tudo isso
está pronto, a célula entra na fase LOG.
→ Fase 2 – LOG – exponencial
Exponencial porque a cada tempo de
geração, eu tenho o dobro de células. O DNA
está aumentado. O número de células está
aumentando. O RNA e proteínas aumentando também. Aqui de fato eu tenho um crescimento bacteriano, que atinge uma
escala logarítmica.
Pensando em uma condição limitada, como no laboratório com variação de temperatura, ela se adaptou e iniciou o
crescimento exponencial. Esse crescimento em condição limitada não é definido. Entra em uma fase de platô, estacionária.

→ Fase 3 – PLATÔ ou estacionária


Número de células que nascem é igual ao número de células que morrem. Por isso a taxa de crescimento é nula.
Não tenho aumento, tenho uma constante. Um dos fatores que podem contribuir para isso é que as bactérias secretam
alguns metabólitos secundários. A partir do metabolismo, alguns produtos vão ser liberados para o meio externo. Eles
podem alterar o pH→ ela não está crescendo no ph ótimo, ela não consegue ter uma velocidade ótima de crescimento.
Esse é um dos fatores.
Se eu tenho uma condição limitada, lá no laboratório, onde uma hora os nutrientes se tornam escassos, altera o pH e
começa a ter morte celular. Se isso é sustentado por um período, o número constante cai, que é a 4ª fase de crescimento.

→ Fase 4 – MORTE ou declínio


O número de células que morrem é maior que o número de células que estão em crescimento. Se eu não renovar o
meio, isso vai chegar a zero.
Pensando no nosso corpo, é mais fácil a bactéria chegar no estado de morte no laboratório. Isso porque no nosso
corpo a gente tem pH, temperatura, condições de macro e micronutrientes suficientes para a bactéria ter o crescimento
exponencial. Isso não acontece de forma indefinida, já que temos o sistema imune e as drogas antibacterianas para
combater esse crescimento. No nosso corpo, todas as condições estão favoráveis para a fase logarítmica.

 SE EU PEGAR ESSA MESMA BACTÉRIA QUE ESTAVA EM UMA FASE DE MORTE, TRANSFIRO ELA DE MEIO RUIM
PARA ÓTIMO, O QUE ACONTECE? Tem a pulada direta para a fase Log, ela não precisa da adaptação, pois já está
metabolicamente funcional. Só estou tirando as condições que estão induzindo a morte, já que ela não precisa se
adaptar, pois está tudo metabolicamente funcional no organismo.

TEMPO DE GERAÇÃO É DIRETA OU INVERSAMENTE PROPORCIONAL? diretamente. Quanto maior é a velocidade, maior
é o tempo de geração. Se tem uma bactéria que reproduz muito rápido, tenho tempo de geração menor. É inversamente
proporcional em relação à massa. Quanto menor o tempo de divisão celular, mais massa eu tenho no final do experimento.
A massa da bactéria que dividiu a cada 1h é inversamente proporcional àquela que se dividiu em 10s.
GENÉTICA MICROBIANA
1. Regulação da expressão gênica bacteriana.
2. Mutação. Como algumas mutações podem acontecer no DNA dessas células bacterianas. Alguns agentes que
induzem mutação.
3. Transferência e recombinação.

REGULAÇÃO DA TRANSCRIÇÃO
 Pili sexual estava envolvido na doação e recepção→ Confere o mecanismo de transferência genética entre duas
células.
QUAL A IMPORTÂNCIA DE ALGUNS GENES POSSUÍREM CONTROLE DE EXPRESSÃO? Para não transcrever muito e gerar
uma célula com defeito ou mutação e levar ao desenvolvimento de um tumor. Alguns genes não precisam ser transcritos a
todo momento, sendo que não vou utilizar toda hora.
 A regulação da transcrição funciona como um mecanismo que economiza energia→ só vou transcrever em uma
situação em que preciso do produto gênico atuando nesse momento.
- Para as células bacterianas esse é o principal ponto. Eu tenho controle de transcrição para não ter gasto energético
desnecessário. Ainda mais pensando que a célula bacteriana é relativamente simples e esse gasto de energia não pode ser
muito grande.

 Dentro de todo aquele cromossomo = de 60 e 80% dos genes bacterianos são genes constitutivos → gene que está
funcional em todas as células em todos os momentos. A velocidade de transcrição dele é sempre a mesma. Isso
significa que eles precisam de uma célula bacteriana em grandes quantidades. Posso produzir eles sempre porque
sempre serão utilizados e eu preciso desse composto na célula.
 Os outros 20 a 40% estão sob controle de transcrição. Eu tenho maquinaria transcricional que controla →→Só
vou expressar esse gene quando de fato for fundamental para o metabolismo bacteriano.

MODELOS DE CONTROLE
→ OPERON
 Um mecanismo de controle da transcrição gênica. Pode ter duas vertentes = indutível e repressivo.
o Geralmente, um Operon INDUTÍVEL está relacionado com reações catabólicas.
o A outra vertente é o que chamamos de Operon REPRESSIVO, que envolve genes relacionados com
reações anabólicas, de biossíntese.
 Se eu pensar, catabolismo → quebra. Se eu imaginar um Operon de um carboidrato qualquer, eu preciso
catabolizar esse carboidrato para entrar na via glicolítica. O operon indutivo precisa de um estímulo para tornar
ele funcional.
 Imaginando Operon da LACTOSE, em que preciso catabolizar para ela entrar da via glicolítica. O operon indutivo
para uma reação catabólica vai ter a própria lactose como um estímulo para tornar ele funcional. OU SEJA, quem
vai induzir vai ser a própria molécula que vai ser passiva da atuação desse Operon.
 Um Operon repressivo, como os que controlam genes que estão relacionados com a biossíntese de aminoácidos,
por exemplo, o triptofano. →Se eu tenho um Operon repressivo relacionado com atividade anabólica, para síntese
de triptofano, esse Operon está na forma repressiva, funcionando. O excesso de triptofano pode a reprimir o
Operon muito funcional, como se fosse um feedback negativo, uma alça de retroalimentação.

 Mais ou menos dessa forma é que os Operons vão ser atuantes em uma célula bacteriana. →Alguns são chamados
de INDUTIVOS, que preciso induzir eles para se tornarem funcionais.
o Se eu preciso induzir ele a ser funcional, e aqui a gente deu o exemplo da lactose como indutora,
normalmente sem a lactose ele está desligado. A lactose é que vai liga-lo.
 Já um REPRESSIVO, em que um excesso de triptofano fez ele ser reprimido é um Operon que está ligado. O excesso
do produto final é que está desligando para não ter gasto energético.

 De um modo geral, eles têm uma estrutura em comum= uma REGIÃO CONTROLADORA COMUM.
 Dentro do Operon,
independente de se indutivo
ou repressivo, tem uma
região chamada de
PROMOTORA, depois a
região OPERADORA e
depois o que se chama de
forma genérica de genes
estruturais, ou seja, a
sequência de DNA que está
nesses genes estruturais
está sob controle desse
operador e desse promotor.
-A partir do momento que eu ligo isso, ligo a transcrição desse gene → quando desligo isso, desligo a transcrição de genes.
 Antecedendo o Operon, tem uma chamada REGIÃO I que é de GENE REGULADOR.
o Se esse gene regulador NÃO faz parte do Operon, a expressão desse gene é constitutiva → independente
da condição que essa célula bacteriana se encontra, ele está transcrevendo e o seu produto gênico está
sendo traduzido sempre na mesma velocidade.
o O gene regulador regula o Operon para dizer se o Operon é indutivo ou repressivo. Dependendo do
produto gênico desse gene regulador, eu tenho uma característica de Operon indutivo ou uma
característica de Operon repressivo
 A função de um PROMOTOR GÊNICO para nós é a ligação da RNA polimerase pra ela fazer transcrição de genes.
 A REGIÃO OPERADORA funciona como um semáforo: quando ela está LIVRE, ela tem sinal verde para a RNA
polimerase passar e transcrever esses genes estruturais; quando ela está OCUPADA por uma molécula (que já
vamos falar qual é), ela tem sinal vermelho e RNA polimerase não consegue atravessar, não havendo a transcrição
desses genes.

O GENE REGULADOR NÃO FAZ PARTE DO OPERON? Não, ele está sempre antes, é constitutivo.

 No caso do OPERON INDUTIVO, o mais comum é o da lactose que é chamado de Operon Lac, um Operon de
metabolismo de carboidrato muito comum.
De forma muito semelhante, todos os carboidratos que tem regulação de expressão funciona da maneira do Operon Lac.
 O produto do gene regulador que está anterior ao promotor é uma proteína repressora ativa →que vai reprimir a
funcionalidade do Operon. →Para isso, ela se liga no operador →consequentemente RNA polimerase não
consegue transcrever.
o O Operon que controla o metabolismo da lactose está sempre assim quando eu não tenho lactose.
 Quando a bactéria crescer e eu vou dar lactose para ela que é um estímulo indutor→ a lactose precisa ativa para
tornar esse Operon funcional. É isso que acontece quando entra a lactose.
 A lactose em uma célula bacteriana logo quando entra e alcança o citoplasma dessa célula, existe uma enzima que
pega a lactose e transforma em alolactose→é quem vai funcionar de fato como um estímulo indutor. É como se
a lactose fosse a indutora indireta, porque ela que gera essa molécula indutora.)
 Essa alolactose vai se ligar à proteína repressora ativa ligada ao operador→ alterando sua conformação e ela
perde o sitio de ligação com o operador. →Consequentemente, eu NÃO vou ter proteína repressora ativa ligada
ao operador.
O QUE VAI FAZER ESSE OPERON DESLIGAR DE SEM LACTOSE = proteína repressora produzida pela
NOVO? A lactose ligou e quando ela vai embora, região reguladora se liga no operador e não deixa RNAm
desliga. É ela que gera a molécula indutora, se eu passar →não transcreve.
não tenho indutora, as proteínas repressoras vai COM LACTOSE= enzima converte lactose em alactose,
estar ativadas. que vai se ligar a proteína repressora que estava lá na
região operadora e alterar sua conformação. Assim, ela
se desliga da região operadora e permite a passagem do
RNAm →transcreve.
 O gene regulador é constitutivo, está produzindo sempre na mesma velocidade. →→ Acabou a alolactose →
acabou a inativação eu continuo transcrevendo a proteína repressora que fica ativada e se liga no operador.
PROF, EXPLICA DE NOVO? Sim, vamos sem olhar, vamos pensar na funcionalidade. Se ele é um Operon indutivo, eu preciso
induzir ele para ele ser funcional, então ele está desligado. Se ele está normalmente desligado na célula bacteriana,
produto desse gene regulador tem sua proteína repressora transcrita sempre produzindo, mas está ativa. Se a proteína
repressora está ativa, ela se liga no sítio operador e a RNA polimerase que está no promotor não consegue passar para
transcrever os genes do lado →Isso é um Operon indutivo.
SE O EXEMPLO É DO OPERON DA LACTOSE, O QUE PODE FUNCIONAR COMO UM ESTÍMULO PARA PEGAR ESSE OPERON
QUE ESTAVA DESLIGADO E DEIXAR ELE ATIVO? A própria lactose, já que ela forma uma molécula indutora. Então, a lactose
vai ser responsável por inativar a proteína repressora que era ativa (sendo as proteínas repressoras: a que está ligada e a
que está sendo produzida a uma velocidade constante). Inativo todo mundo, vou produzir, vou inativar, vou produzir, vou
inativar... Operador livre, a RNA polimerase que está aqui no promotor transcreve os genes estruturais. É assim que
funciona um Operon indutivo. Está sempre desligado e a presença daquele indutor específico daquele Operon é que vai
ligar ele. Acabou o Operon e acabou a lactose, esse Operon fica de novo inativo, porque eu não tenho mais a lactose que
era a molécula que inativava a proteína repressora ativa.

PROF, ESSE GENE REPRESSOR FICA INATIVANDO/MANDANDO MOLÉCULA PRA DEIXAR ELE ATIVADO? Isso, ele produz
uma molécula ativa que tem afinidade pelo operador. TÁ, E QUANDO VAI ATIVAR, TEM A LACTOSE E INATIVA O GENE
REPRESSOR? Inativa a proteína repressora, porque o gene a nível de RNA fica exatamente igual.
PROF, MAS FICA GASTANDO ENERGIA CONTINUAR PRODUZINDO A PROTEÍNA E DEPOIS INATIVAR ELA?Mas eu preciso
produzir para catabolizar a lactose e gerar fonte de energia.

O INDUTOR PODE SER O CATABOLISMO EM SI? Na maior parte das vezes, o catabolismo é o nome do Operon. No Operon
da lactose, a lactose é o indutor. No Operon da maltose, a maltose é o indutor. Quando a gente fala de catabolismo, o
produto é o que vai ser o indutor.

ESSE GENE REGULADOR VAI SER SEMPRE CONSTITUTIVO? Sempre, por isso que para ligar e manter ligado, eu preciso do
indutor. ENTÃO, NA AUSÊNCIA DA LACTOSE O GENE REGULADOR VAI ESTÁ SEMPRE LIGADO? Sempre, isso é bom porque
poupa energia, só produzo de fato quando eu tenho a molécula no meio.

 Após ativada a transcrição e tal, O QUE ESSE OPERON ESTÁ PRODUZINDO? LACTASE!!!! Que o nome é beta-
galactosidase.
 Isso a gente tem que pensar, porque se eu tenho a lactose funcionando como estímulo para o Operon, o mínimo
que ele tem que produzir é uma enzima que quebra lactose para gerar glicose e galactose. →→Então, nesse
Operon tem pelo menos três genes, um deles é o da beta-galactosidase que é o gene da lactase que vai quebrar a
lactose para gerar glicose e galactose.
 Outro gene é o que codifica uma permease que fica na membrana da bactéria, porque é uma proteína
transportadora para a difusão facilitada. A PERMEASE VAI PERMEAR O MOVIMENTO DE QUE MOLÉCULA DO
CITOPLASMA? A lactose, porque ela é a molécula indutora e tem que estar dentro da célula.
o Então, essa permease melhora o influxo de lactose e a beta-galactosidase vai funcionar para quebrar
a lactose em monossacarídeo.
 Então, esse dois genes temos que saber que fazem parte desse Operon indutivo que tem como estímulo indutor
a própria lactose.
TEM QUE PRIMEIRO FAZER ESSE GENE DA PERMEASE PRA PODER ENTRAR OU NÃO? Não, a bactéria tem na membrana
proteínas transportadoras de transporte específico e não específico e ela usa o não específico. Digamos que o não
específico coloca 10 moléculas de lactose a cada 1 hora. Uma permase específica para lactose coloca 100 molécula a cada
1 hora. É só uma forma mais especializada.
E ESSAS TRANSACETILASES? Essa, por curiosidade, é uma enzima que está relacionada com o catabolismo de outros
açúcares. Ela melhora o catabolismo da lactose e se tiver outros açucares no meio, ela já vai fazendo essa transacetilação
para melhorar a utilização final da glicose.

SE A GENTE TEM GLICOSE E SE A GENTE TEM GALACTOSE, QUAL DAS DUAS FONTES DE CARBONO EU USO PRIMEIRO?
A glicose, porque está pronta e já pode entrar na via glicolitica!!!!
 Na bactéria um dos genes
constitutivos é a glicose. Então
se eu tenho os dois, a glicose e a
galactose, eu sempre vou usar
primeiro a glicose. Aquele
açúcar que está pronto para ser
utilizado pela célula.

 Então eu falei para vocês que


para o operon estar pronto, ele
precisava de lactose. O QUE
MAIS EU PRECISO PARA O
OPERON SER FUNCIONAL OU
QUE EU NÃO POSSO TER PARA
ELE SER FUNCIONAL? A
GLICOSE. Então eu preciso das
duas condições= presença de
lactose, porque é a lactose a
indutora do operon – faz a
proteína repressora ativa se
tornar inativa- e a ausência de
glicose, porque se eu tiver
glicose nada disso funciona mesmo eu tendo a lactose.
 QUANDO A BACTÉRIA TEM GLICOSE E LACTOSE NO MEIO, O QUE ACONTECE? Eu tenho uma grande concentração
de glicose, essa glicose não deixa o operon ser funcional por 2 motivos:
1° a glicose inibe uma enzima que é a responsável pela formação de AMPc - então se eu tenho muita glicose a
formação de AMPc está baixa ou nula já que ela vai estar inibindo a enzima formadora do AMc;
2° quando eu tenho glicose, ela estimula o efluxo do AMPc, então se eu ainda tinha um pouco de AMPc no citoplasma,
a glicose estimula a saída desse AMPc da célula (efluxo). ENTÃO COMO É QUE VAI FICAR AS CONCENTRAÇÕES DE
AMPC QUANDO EU TENHO GLICOSE? Nula ou muito, muito, muito baixa!

 Quando a glicose acaba no meio, a bactéria usou tudo o que tinha de glicose, agora só sobra a lactose.
 COMO É QUE VAI FICAR ESSA CONCENTRAÇÃO DE AMPC? Alta!!!! Porque eu não estou mais inibindo a enzima
que forma o AMPc e eu não estou ativando o efluxo, então acumula AMPc
COM GLICOSE: baixa quantidade de dentro da bactéria. Esse AMPc funciona como nas nossas células, como um
AMPc hormônio de alarme, um hormônio que dá sinal de estresse →estresse
SEM GLICOSE: alta quantidade de nutricional, estresse metabólico →→estresse que vai induzir nessa célula
AMPc→sinaliza que está faltando bacteriana a ativação de vias metabólicas para adquirir fonte de carbono
glicose e que é melhor começar a usar de outro lado.
lactose E ativa a CAP → atua na  Então vamos começar a usar a lactose.
RNApolimerase
 Esse aumento citoplasmático do AMPc, ele é responsável por
ativar a proteína CAP – uma proteína ativadora catabólica (ou CRP, proteína repressora de catabolismo).
→Naturalmente quando eu tenho glicose, a CAP vai estar inativa, não funcional. Quando acaba a glicose e sobe a
concentração de AMPc, essa proteína ativa. QUEM VAI ESTAR ATIVANDO A CAP? o próprio AMPc.
 A CAP ATIVA VAI OPERAR EM QUAL REGIÃO DO OPERON? No promotor→ Ela melhora a afinidade da RNA
polimerase. A CAP tem a função de esticar um pouquinho as curvas do DNA dupla fita para melhorar a passagem
da RNA polimerase – a CAP abre um pouquinho, afrouxa o DNA para a RNA polimerase passar e fazer a transcrição.

 Esse efeito vocês já devem ter ouvido falar, que é a REPRESSÃO CATABÓLICA, ou EFEITO GLICOSE= Quando eu
tenho glicose, eu vou reprimir catabolismo de outros açucares, por isso que também é chamado de efeito glicose
→→→A presença da glicose reprime a operabilidade dos operons que são voltados para o catabolismo de
carboidratos.

 Nós falamos das duas fontes de carbono, se tem glicose, prefere glicose, se acabou a glicose usa a lactose.
 Então se a gente pensar em uma curva de crescimento levando em consideração o tempo e o número de células.
Quando eu tenho a glicose e a lactose juntas, a bactéria usa primeiro a glicose, quando ela usa a glicose a
velocidade de crescimento dela é maior do que quando ela usa lactose.
PORQUE É MAIOR? Porque a glicose está prontinha, eu não tenho que fazer reação metabólica nenhuma, a lactose
eu tenho que clivar, demora para disponibilizar a glicose.
 Se acabar a glicose do meio, essa curva vai fazer um platô até começar o uso da lactose – não é bem um platô
estacionário é um platô daquela fase LAG, um platô de adaptação, para ativar o operon da lactose e conseguir
utilizar lactose.
 A curva de crescimento com lactose não vai ser tão íngreme quanto ela era com a utilização da glicose – não vai
ter uma velocidade de crescimento tão grande quanto quando eu tinha glicose. Isso é o que a gente chama de
CRESCIMENTO DIAUXICO= duas fontes de carbono, eu uso primeiro uma depois uso a outra.
o Nesse primeiro tempo eu tenho crescimento utilizando a glicose, um crescimento íngreme, acabou a
glicose, entrou em exaustão, vai ter uma fase de adaptação, comecei a utilizar a lactose, eu vou crescer
mais essa curva tem o crescimento mais atenuado – cresce porem numa velocidade mais reduzida.

 OPERON REPRESSIVO = O operon repressivo está ligado à célula bacteriana, por exemplo o operon do triptofano
está ligado, se ele está ligado o produto do gene regulador é uma proteína repressora inativa, porque ele está
sempre ligado.
 Praticamente todos os operons de aminoácido funcionam desse jeito, já que o aminoácido funciona como base
para síntese de um monte de coisas dentro da célula.
 Uma proteína repressora inativada → se ela é inativada ela não consegue se ligar no operador →Se o operador
está livre a RNA polimerase está funcionando →vai transcrever os genes relacionados com a biossíntese do
triptofano, nesse caso!!

 Em concentrações normais, não sobra triptofano tudo o que está sendo produzido está sendo utilizado pela
célula bacteriana →A bactéria entrou no sinal, PH não estava legal, temperatura também não, ta faltando
nutriente, a bactéria diminui o tempo de geração, vai começar a se dividir muito lentamente ou para a sua divisão.
ESSE TRIPTOFANO QUE ANTES ESTAVA SENDO UTILIZADO, AGORA NÃO ESTÁ MAIS, ENTÃO O QUE ACONTECE
COM ELE? Acumula!!!! Aumenta muito a concentração do triptofano.

 O triptofano vai lá na proteína repressora inativa e faz ela se tornar uma proteína repressora ativa. → Ela se liga
no operador → Barra a passagem da RNA polimerase→se não passa mais, não sintetiza triptofano.
SEM TRIPTOFANO= região reguladora produz
 A célula voltou a uma condição normal, uma condição
proteína repressora inativa →deixa o operador
que ela vai voltar a usar o triptofano →vai caindo a
livre→RNApolimerase passa e a transcrição
concentração do triptofano. O QUE VAI ACONTECER COM
para formar triptofano acontece.
ESSE OPERON? Ele volta a ligar!!!! Porque era o excesso de
triptofano que fazia a retroalimentação. →→ Parei de ativar,
COM TRIPTOFANO= ativa a proteína
libera o sitio operador, a RNA polimerase volta a transcrever
repressiva que se liga no operador →impede a
os genes. Dessa forma funciona a repressão via um operon!
passagem de RNApolimerase → síntese não
acontece

 gene regulador constitutivo não faz parte do operon →transcreve e traduz sempre a proteína repressora no seu
estado inativo → inativa ela é incapaz de se ligar ao operador →se não liga ao operador a RNA polimerase
transcreve os genes que vão ser importantes para sintetizar o triptofano → a célula parou de usar triptofano por
qualquer motivo, esse triptofano está acumulando→ ele vai funcionar como uma molécula repressora.
 Ele está sobrando, faz o feedback negativo → começa a interagir com a molécula repressora inativa, torna ela uma
molécula ativa → ela vai la se encaixa no operador → bloqueia a passagem da RNA polimerase.
 Não tem mais transcrição, não tem genes, não tem síntese do triptofano!!!!!

Lembrem sempre do estado: se ele é INDUTIVO ele está desligado = eu tenho que induzir ele a ser funcional
/ se ele é REPRESSIVO ele está ligado = eu preciso reprimir e aí é uma proteína repressora inativa.
DISCIPLINA: MICROBIOLOGIA AULA: 05
PROFESSOR: ANA CLÁUDIA DATA: 21/08/17
MUTAGENICOS QUIMICOS
ÁCIDO NITROSO
▪ Aqui a gente tem um exemplo de um DNA de dupla fita de uma célula parental normal, sem mutação alguma. →A partir
do momento em que essa célula entra em contato com o acido nitroso, ele tem afinidade pela adenina →Então
interage com a adenina e tem como função alterar o pareamento da base nitrogenada. →Normalmente A adenina
pareia com a timina, mas a partir do momento que esse DNA sofre ação do ácido nitroso, a adenina passa a parear com
a citosina.

▪ Então vamos imaginar essa célula como uma célula mãe →que sofre ação do ácido nitroso.
▪ A replicação das bactérias não é semiconservativa, igual nas nossas células. Então isso significa que quando as bactérias
passarem pela divisão celular, essas duas fitas de DNA tornam-se fitas simples e, em sequência, sintetizam as fitas
complementares. →Onde eu tinha a adenina, por interação com o ácido nitroso, passa a parear com citosina (de
maneira errônea) em uma das fitas. →Mas na outra fita o pareamento da adenina é correto, interagindo com a timina,
portanto, sem mutação.
▪ De novo essa célula passa por um processo de divisão celular e abrem-se as duas fitas. Quando essas fitas se abrem
para sintetizar as fitas complementares, na fita que estava errada, a adenina continua pareando com a citosina. Mas é
a guanina que pareia com a citosina. Nesse caso, é importante lembrar que não é a citosina que foi mutada pelo ácido
nitroso, mas sim, a adenina
▪ Dessa maneira, pode-se dizer que ocorreu uma SUBSTITUIÇÃO DE BASE quando a adenina pareia com a citosina e, na
fita complemento, a citosina pareia com guanina. ISSO É UM EXEMPLO DE MUTACAO DE TRANSICAO ENTRE DUAS BASES
PIRIMIDINAS, SENDO QUE O T FOI SUBSTITUIDO PELO C PARA FAZER A LIGACAO DE ADENINA. Isso, consequentemente,
será passado para todas as outras gerações, e essa transição pode acarretar em uma troca de aminoácido como produto
final.

ANÁLAGOS DE NUCLEOSÍDEOS
Um outro exemplo de mutagênico químico, e esse é bem comum quando se fala em drogas antimicrobianas, que são os
ANALAGOS DE NUCLEOSIDIO, que é uma molécula exógena muito semelhante ao nucleosideo normal da célula.O nucleosideo
é muito importante para a formação do nucleotídeo e, consequentemente, para a formação do DNA. Então quando esses
nucleosideosanálagos são incorporados no lugar de um nucleosideo normal, eles não tem a mesma propriedade de pareamento.
Sendo assim, entre uma base nitrogenada e outra eu posso ter bases pareadas de uma forma errônea. Por exemplo, aqui eu
tenho uma adenina normal e um análogo de adenina. Estruturalmente eles são semelhantes, podendo ser disfarçados em
nucleotídeos normais e serem incorporados na molécula de DNA. Só que a propriedade de pareamento que é mediado pela
base nitrogenada fica comprometida. Se eu tenho um pareamento comprometido (errôneo), a mutação está relacionada com
substituição de base.

AZT (HIV)
Um outro exemplo é o AZT, fármaco utilizado para portador de HIV. Esse AZT nada mais é que um análogo de timidina, é uma
azido-timidina. Esse análogo, portanto, é incorporado no lugar da timina normal e a hora que o vírus passa a se replicar no
citoplasma das nossas células, esse AZT é incorporado no lugar de uma base normal e, como ele está ali, a fita de DNA não é
capaz de crescer mais. A partir do momento que colocou um análogo de nucleosideo no lugar, a partir dele não consegue mais
construir a fita simples de um DNA, comprometendo na formação de uma estrutura integra no vírus.
PERGUNTA DA ISABELA FEIA:prof, ele é incorporado no lugar da timina ne?
PROF: o AZT sim!
(posso pedir de análogos na prova? Kkkkkk fica dica bebes)
MUTAGENICOS FISICOS
RADIAÇÃO IONIZANTE (RAIOS X E GAMA)
O mais comum é a radiação que pode ser ionizante ou não ionizante. Dentro daqueles que proporcionam ionização, temos os
raios X e os raios gama, e é por isso que temos que nos proteger quando ficamos expostos a raios X nos exames. Porque o raiox
é um agente mutagênico ou nas nossas células ou nas bactérias. Isso ocorre porque maior parte do volume das nossas células é
agua, e a partir do momentoque esses raios incidem na agua, eles levam a formação de radicais livres, principalmente de
RADICAL HIDROXILA,que interage com a molécula de DNA. É um radical que chamamos de intercalante porque ele se intercala
na dupla fita e acaba por comprometer na leitura desse material genético. Então esses radicais podem alterar os filamentos de
cadeia simples, aquela ligação covalente fosfodiesterentre os nucleotídeos ou eles podem alterar a fita dupla por essa
propriedade intercalante. Imaginando uma fita dupla de DNA com radicais hidroxila se intercalando no meio da dupla fita.
Será que quando esse material for passar por um processo de transcrição eu posso ter algum comprometimento na maquinaria
transcricional? Lembrando que eu tenho um radical que está interagindo fisicamente com o DNA? Isso pode comprometer a
transcrição e, consequentemente, o produto final desse gene. Então através da formação desses radicais livres que interagem
diretamente com o DNA, eu altero fases de leitura na bactéria e essa alteração pode comprometer no produto final do gene.
NAS BACTÉRIAS: Pensando na morfologia da célula bacteriana, por que esses radicais podem atuar de uma forma efetiva no
DNA? Porque o DNA da bactéria esta disperso no citoplasma, no mesmo lugar onde eu tenho a formação dos radicais livres,
sendo muito fácil alterar o DNA da bactéria e isso comprometer a funcionalidade da célula.

RADIACAO NÃO IONIZANTE (RADIAÇÃO UV)


Radiação UV, que assim como nas bactérias, também pode induzir mutações nas nossa células. Por isso que falam que não
podemos nos expor ao sol do meio dia, porque a radiação UV tem uma alta capacidade de alterar material genético. Como que
essa radiação UV, tanto nas bactérias quanto nas nossas células pode induzir uma mutação? Geralmente, essa radiação tem
preferência (afinidade) pela timina. Então onde eu tiver ao menos duas timinas lado a lado na fita simples de DNA, essas timinas,
em um pareamento correto, se ligam a adenina na fita complementar. A partir da incidência da radiação UV elas perdem essa
interação com a fita complementar e passam a parear entre si, formando um DIMERO DE TIMINA (duas timinas que perderam
a capacidade de se parear com a fita complementar e pareiam entre si). Se elas pareiam entre si, antes tinha um pareamento
com duas pontes de hidrogênio entre as duas fitas complementares. Com a UV, eles perdem esse pareamento e pareiam entre
si, enquanto as outras bases mantem o pareamento correto. Isso leva a formação de como se fosse uma ‘’bolha’’, onde várias
bases nitrogenadas estão pareadas e no meio não há pareamento, deixando, naquele local, as fitas de DNA soltas. Nessa
formação, na bolha, é possível remover o pedaço como se fosse um erro, uma mutação de deleção, que pode modificar toda a
leitura a partir dessa deleção, ou podemos inserir uma base nitrogenada (timina) para tentar suprir essa bolha, esse buraco no
meio do DNA. Consequentemente, se eu adicionar ou remover, a fase de leitura serácompletamente alterada. E isso pode alterar
a manutenção da célula bacteriana (a luz UV na aula de micro, deixa o ambiente externo ao induzir essas mutações, pois se
tivesse bactéria na amostra, a bactéria não conseguiria crescer, ou seja, ela morreria por essa alta incidência de radiação. Isso,
consequentemente inviabiliza a manutenção das células.) É claro que as bactérias também têm mecanismo de reparo que é
mediado pelas enzimas FOTOLIASE ou ENZIMAS DE REPARO NA PRESNEÇA DE LUZ. Ou seja, essa mesma incidência de luz que
causa mutações também pode ativar essas enzimas fotoliases, que tem como função atuar como uma endonuclease. Essa
endonuclease excisa o pedaço do DNA que foi mutado, ou seja, recorta ele, e é removido do DNA bacteriano. Logo depois vem
uma RNA polimerase que faz a construção do novo DNA, e a DNA integrasse liga essas duas moléculas, deixando o DNA normal.
Porém, se pensarmos na aula de micro, a incidência de luz UV por meia hora não é suficiente para ativar esse mecanismo de
reparo. Ele e muito eficiente, porem quando tem uma sobrecarga de agente mutagênico ele não trabalha na mesma velocidade
com que as mutações são formadas. No final, tem reparo, mas sobressai o número de mutações nesse DNA, que,
consequentemente inviabiliza a manutenção dessa célula.

RESUMO
• QUIMICOS:ácido nitroso e análogos de nucleosideos
• FISICOS: radiação ionizante (x e gama) e não ionizante (UV)
Todos eles induzem alterações nesse material genético que pode induzir uma mutação na bactéria, que leva,
consequentemente, a perda de função.
(Thaisa gata): Tem algum desses agentes que é mais rápido?
Prof: A radiação ionizante tem mais poder de penetração, e ela entra mais rápido que a não ionizante, o que poderia colaborar
na eficiência. Por isso que o aio x é um processo invasivo, porque ele tem alto poder de penetração.

TRANSFERÊNCIA GÊNICA
Vamos falar então da transferência genica. O que é isso? A mutação a gente até comentou, que ela pode ter efeitos benéficos
ou efeitos maléficos. Nesse caso todos que a gente comentou são efeitos ruins, coisas que vão inviabilizar a manutenção dessa
célula. Um outro tipo de aquisição de informações é a transferência genica, é quando eu posso doar para uma célula bacteriana
um material genético que para mim é muito bom, e então eu posso compartilhar com uma outra célula, e isso leva a aquisição
de um novo genótipo, de uma nova característica.
Existem dois tipos de
transferência. Um mecanismo é o mecanismo de transferência vertical. Quando é que verticalmente uma bactéria pode transferir
seu material genético? Quando ela passa pelo processo de fissão binária e leva a formação de descendentes. Uma célula mãe se
dividia em duas células e essas duas células eram geneticamente idênticas. Vamos pensar numa bactéria multirresistente, será
que essa multirresistência foi adquirida por um mecanismo de transferência vertical? Não teria lógica, se não todas bactérias
seriam exatamente iguais, não teria nada de novo, nada de compartilhado entre uma célula e outra. Isso só é possibilitado
quando se tem a transferência horizontal. É como se a transferência horizontal fosse entre células irmãs, entre células de uma
mesma geração, eu não preciso dividir para conseguir passar, eu passo entre duas células que foram geradas no mesmo
momento. Isso é transferência horizontal, sem divisão celular.
Então aqui só para ilustrar, um mecanismo vertical, uma célula mãe se divide em duas células filhas que são
geneticamente idênticas entre si, então eu passo essa informação genética para os descendentes. Numa transferência horizontal,
duas células de uma mesma geração, ninguém está passando por divisão celular, mas eu posso fazer a doação desse material
genético, e a outra célula é a célula receptora. A partir dessas transferências horizontais é que surgem os grandes casos de
multirresistência.

Quando a gente pensa então nessa transferência horizontal, existem 3 mecanismos: transformação, conjugação e transdução.
Um deles é o mecanismo de conjugação. O pili sexual é a grande estrutura importante para a conjugação bacteriana.E existem
outros dois mecanismos além dessa conjugação:

TRANFORMAÇÃO
O primeiro é o mecanismo de
transformação. Quando a gente pensa nessa transformação como sendo algo para transferência gênica horizontal de uma forma
genérica, eu sempre tenho uma célula que é a célula doadora e do outro lado tenho uma célula receptora. Sempre tenho duas
células envolvidas nesse processo. Na transformação eu tenho como característica que a minha célula doadora é uma célula
bacteriana morta. Essa célula por qualquer motivo morreu, ela tem a degradação do seu material genético, ele é todo
fragmentado, e esses fragmentos do cromossomo bacteriano são liberados no meio externo, então a célula doadora é uma célula
morta, que doa o material genético, o cromossomo, o DNA dessa célula. Do outro lado eu tenho uma célula viva, uma célula
capaz de pegar esse material genético que está do outro lado, incorporar esse material genético junto ao seu nucleóide, e aí ela
pode adquirir uma informação a mais.
PERGUNTA: mas professora, mas se você for ver pela mutação, se for a mutação que causou a morte da bateria, talvez ela vai
incorporar essa mutação e vai morrer também.
RESPOSTA: será que ela vai morrer também? Vamos pensar, essas duas células são iguaizinhas, mesmo gênero, mesma espécie
e mesmo genótipo. Uma mutação alterou uma enzima da glicólise, e sem glicose, ela morre. Será que nessa célula onde a enzima
da glicose foi mutada eu não tenho uma cópia funcional nessa outra célula? Então mesmo que ela tenha pego o DNA exatamente
onde tem o pedaço que foi mutado da enzima da glicose ela incorpora, não necessariamente vai trazer uma vantagem para ela
pois é um pedaço que não trouxe nada de funcional. Mas no seu DNA ela tem aquele gene que codifica a enzima, então ela vai
ser funcional pelo seu próprio cromossomo, pelo seu próprio DNA. Aquilo que ela pega do meio externo na verdade não trouxe
nada de bom. Então muitas vezes esse DNA vai codificar uma coisa boa, mas muitas vezes vai trazer também duplicidade, um
gene que eu também já tenho e não traz nenhuma informação a mais. É uma tentativa de incorporar características novas e isso
é uma vantagem pra bactéria, mas eventualmente pode ser que a troca não traga nenhuma informação a mais, é tudo o que eu
já tenho no DNA.

PERGUNTA: Professora, mas vai ter algum mecanismo de controle, por exemplo pra saber que esse gene que ela pegou vai ser
realmente útil ou vai causar algo ruim pra ela?
RESPOSTA: Não, não tem controle. Algo ruim, nesse caso, a gente viu que não pois ela pega um gene sem função. Mas ela não
tem um controle pois só depois de transcrever e traduzir é que ela vai saber se aquilo trouxe vantagem ou não, antes disso é só
um pedaço de DNA de fita dupla, e a enzima que trouxe esse pedaço de DNA bacteriano não sabe fazer distinção, viu la fita de
DNA dupla, traz para o meio interno.

PERGUNTA: eu só fiquei com uma dúvida, esse DNA bacteriano não tem nada a ver com o plasmídeo?
RESPOSTA: isso. Cromossomo bacteriano, nucleóide bacteriano, essa é uma característica importante.

PERGUNTA: Você falou que ela pode incorporar de diferentes bactérias né, e se for incorporado a mesma característica de
bactérias diferentes?
RESPOSTA: Nada de vantagem, ela só está sendo redundante de implantar no seu DNA a mesma coisa que ela já tem. Não tem
nada de ruim pra ela.

Então aqui na pergunta da


Tuane/Stefany, é cromossomo ou é plasmídeo na transformação? Cromossomo, nucleóide que sofre fragmentação e desses
pecados fragmentados eu posso incorporar alguma coisa no DNA.
Nem todas as bactérias são
capazes de ser receptoras de DNA, ela tem que ter o que a gente chama de competência. Pode-se ter a competência de duas
formas: a primeira, uma bactéria pode ser intrinsecamente competente, está no DNA dela, isso significa que lá na membrana
plasmática dessa célula bacteriana competente ela vai ter proteínas que reconhecem DNA que vai estar do lado de fora e são
capazes de se ligar ao DNA e transpor ele pro meio interno.
Essa bactéria que é
competente vocês acham que é viável ela ser competente a vida toda ou apenas dentro de algumas fases do crescimento
bacteriano? Ela desenvolve essa competência na fase exponencial, naquela fase de log, de crescimento bacteriano, que é onde
ela está se desenvolvendo e aí ela pode captar alguma coisa que possa trazer uma informação adicional. Uma bactéria que não
é competente, como que ela pode se tornar competente? (Sendo essa competência invitro, no laboratório). Eu dei até o exemplo
pra vocês quando eu falei em plasmídeo, do gene da insulina (insulina recombinante). Eu pegava o gene que codificava insulina
na minha célula beta e colocava em um plasmídeo e esse plasmídeo eu colocava dentro da célula bacteriana. Eu faço isso através
de mecanismos de competência invitro: eu posso dar um choque térmico em uma bactéria, colocar ela em uma alta temperatura
e depois eu resfrio, ou eu posso dar um choque elétrico, alterando a polarização e isso vai desestabilizar a parede celular e a
membrana plasmática. É como se o choque térmico e o elétrico induzissem a formação de poros na membrana e na parede
celular, assim o DNA que está do lado de fora pode entrar e alcançar o citoplasma dessa célula. Então ou ela tem essa
competência intrínseca ou invitro.
A partir então do momento
que ela é competente, que ela conseguiu pegar esse material que estava do lado de fora, um segundo mecanismo acontece, que
é a proteção desse DNA. Como é um DNA de dupla fita, um DNA exógeno, a bactéria poderia entender que isso é um mecanismo
de invasão ou infecção e ir la e degradar esse DNA. O que que algumas células bacterianas fazem? Produzem proteínas que vão
revestir essa extremidade do DNA e isso evita com que esse DNA recém-chegado no citoplasma da bactéria seja degradado por
nucleases bacterianas. O terceiro ponto é o que a gente conhece como integração ou alinhamento. O que é isso? Eu preciso
pegar esse DNA que veio do lado de fora e integrar ele no nucleóide da célula bacteriana. Numa região de complementariedade
eu tenho uma enzima da bactéria que faz a integração, a incorporação desse fragmento de DNA e a partir desse momento aquele
DNA exógeno é incorporado ao nucleóide bacteriano, essa incorporação pode trazer alguma vantagem ou não dessa célula.

Então como é que eles descobriram isso? Eu acho bem interessante esse experimento. Esse experimento foi feito com essa
bactéria Streptococcuspneumoneae, ela tem duas cepas, duas estirpes. Uma que é encapsulada e outra que é não encapsulada.
Então se a gente comparar a virulência das duas, qual que é a mais virulenta? A encapsulada. O que eles fizeram? Pegaram um
animal e injetaram essa bactéria encapsulada. Esse animal morre, injetei uma quantidade de bactérias encapsuladas que induz
morte do animal. Por outro lado, eu pego a mesma quantidade da bactéria não encapsulada e injeto num segundo animal, e
esse animal não morre. Então eu tenho uma situação de virulência pra capsula que mata e uma situação de não virulência pra
aquele que não tem a capsula e não mata o animal. Aí eles pegaram essa bactéria encapsulada e submeteram ela a uma alta
temperatura, matando a bactéria. Todo esse pool de bactéria morta eles injetaram em um terceiro animal, e esse animal não
morreu. Num quarto animal, eles juntaram essas duas situações, a não encapsulada viva, que não matava e a encapsulada morta
pelo calor, que também não mata, e a hora que eles misturaram essas duas células o que aconteceu com o animal? Morreu. Pois
as que não são encapsuladas vivas pegaram o DNA da encapsulada morta, incorporou ao seu DNA e aquelas que foram capazes
de incorporar o gene que codificava a maquinaria pra capsula bacteriana conseguiram formar capsula. Outras não incorporam
esses genes, incorporam outros genes e nesse momento não faz a formação da capsula. A partir disso conclui-se que uma
bactéria morta libera seu DNA e a bactéria viva pode pegar esse DNA e consequentemente passar a transcrever esse gene.

PERGUNTA: mas isso é tão rápido assim?


RESPOSTA: sim, na natureza, sem nenhum fenômeno externo em 5 minutos um a célula é capaz de incorporar DNA. Quando a
gente induz com choque elétrico basta-se 2 segundos e o DNA já entra.

CONJUGAÇÃO
O outro mecanismo é a tal da
conjugação que a gente já falou e que é mediada pelo pili. Quando a gente pensa na conjugação eu preciso ter contato célula-
célula, que não existia na transformação. Eu preciso também, como se fosse uma regra, de células opostas de acasalamento.
Isso significa uma célula doadora que tem uma informação nova e que pode passar pra uma célula receptora, que não vai ter
aquele material genético. Teria função eu transferir aquele material genético para uma célula que já tem aquilo? Não, então isso
é o que obrigatoriamente precisa na conjugação, linhagens opostas, uma que é positiva, que doa, e uma que é negativa, que
recebe.

A título de curiosidade isso pode acontecer numa bactéria gram negativa pela formação do pili sexual. Nem todas as gram
positivas conseguem formar o pili, então isso fica um pouco mais restrito nas bactérias que são gram negativas, elas conseguem
formar essa estrutura que vai comunicar duas células. Numa gram positiva, o que é comum acontecer? Formação dessa ponte
de conjugação, ou dessa ponte citoplasmática, é a mesma coisa. Como é que essas positivas conseguem contato célula a célula?
Pela expressão de moléculas de adesão que vão se comunicar, fusionando parede celular, membrana plasmática e aí o citoplasma
das duas células ficam em contato. Isso é a título de curiosidade, o que interessa pra gente é que haja contato, seja a partir do
pili sexual ou dessas moléculas de adesão.

Então quando a gente falou de transferência mediado por conjugação, era transferência de cromossomo ou de plasmídeo? De
plasmídeo, principalmente. Agora a gente vai ver que a conjugação também pode doar material cromossômico, igual na
transformação.
Vamos olhar esse primeiro exemplo (foto acima): eu tenho desse lado uma célula que é F+ e ela é F+ porque ela tem o plasmídeo
F da fertilidade.
(Tenho conjugação entre 2 células vivas).
Ele tinha aquele plasmídeo F que é o plasmídeo da fertilidade. E por que ele é chamado de plasmídeo da fertilidade? O que ele
tem? Lembram daquelas regiões trans, que eram as regiões que codificavam as proteínas para formar o pili sexual? Por isso que
é F. Com a célula F+ consigo formar a unidade de conjugação.
Essa célula F+ vai doar o seu plasmídeo para uma célula que é F-. Ela vai replicar seu material genético, passa uma cópia e garante
uma cópia com ela. Então aqui eu tenho a replicação, passa-se uma cópia para a célula F- e aí no final eu tenho duas células F+,
2 células que agora podem ser células doadoras. A primeira, do início, permanece com uma cópia e a segunda adquire uma
cópia dessa célula. Só que quando pensamos nesse tipo de plasmídeo que é o plasmídeo F, ele tem uma região no seu plasmídeo
que possibilita a integração do plasmídeo F com o cromossomo bacteriano. Então algumas células bacterianas conseguem pegar
esse plasmídeo F e conseguem interagir, integrar esse plasmídeo ao nucleóide, ao cromossomo. E aí no final essa célula fica com
1 material genético. Antes elas tinham 2 materiais genéticos, 1 cromossomo e 1 plasmídeo. Agora ela tem e uma única molécula
cromossomo e plasmídeo. Essa célula que tem esse material genético integrado é chamada de HFR, uma célula com alta
frequência de recombinação, que agora é capaz de doar o plasmídeo F e o cromossomo bacteriano também. Então nessas
células com alta frequência de recombinação, o plasmídeo F tinha uma replicação independentemente do cromossomo, ele
replica sem a célula estar em divisão. Essa característica, o plasmídeo leva para a célula bacteriana, mesmo incorporado no
nucleóide. A partir do momento que ele tem sua origem de replicação e começa a replicar, ele começa a passar.. (deu uma
pausa) Vamos imaginar aqui: o início da replicação desse plasmídeo F é no começo dessa ponta rosa. Então ele pode replicar
todo o plasmídeo F ou parte do plasmídeo F, mas como consequência, tudo o que estiver depois dessa origem de replicação
também é replicado no cromossomo, no nucleóide bacteriano. E tudo o que for replicado passa para a célula receptora. Então
no final, essa célula receptora pega um pedaço do cromossomo da célula doadora e isso é alta frequência de recombinação. É
mais ou menos parecido com a transformação. Na transformação eu eliminava o material no meio externo e a outra célula
captava. Aqui quem está sendo responsável pela aquisição de novos genes cromossômicos, possibilitando a passagem de
cromossomo de uma célula para outra (lembrando que as duas estão vivas) é o próprio plasmídeo F, que integrado ao nucleóide,
dá sinal para replicar um pedaço do plasmídeo S para replicar pedaços do cromossomo bacteriano, e aí esse pedaço do
cromossomo pode passar para a célula receptora.
Se aqui eu tinha uma célula com alta frequência de recombinação, a característica genotípica dessa é alta frequência F-, ela tem
uma informação adicional, mas ela não pegou a capacidade de ser uma célula doadora, então continua como uma célula
receptora, F-. Algumas vezes, quando há essa transferência de material genético, pode passar também todo o plasmídeo F, a
integridade toda do plasmídeo, e aí há uma célula F+. Isso pode acontecer, geralmente a ideia da alta frequência de
recombinação é passar cromossomo, pedaços do material genético entre 2 células vivas. Pensando em característica genotípica,
o princípio análogo ao da transformação. Na transformação a célula morreu e a outra pegou. Na conjugação as duas células
estão vivas, mas o plasmídeo F possibilita que um pedaço desse cromossomo também possa ser incorporado nessa célula
receptora. Então 2 mecanismos de transferência que envolvem células em estados diferentes, mas que a ideia é passar material
genético cromossômico. Pensando ainda na conjugação, além do cromossomo eu posso passar o plasmídeo, que é outra forma
de passagem de material genético que não seja o cromossomo, que é o material genético do plasmídeo.
PERGUNTA: Se uma célula pegou o DNA adicional, por que ela não consegue passar?
RESPOSTA: Porque ela não pegou o plasmídeo que caracteriza a vantagem de ser uma F+. De uma forma didática pra gente
pensar: o plasmídeo é rosa. A informação que a célula pegou é cinza. Então não tem nenhum gene rosa que é o gene que codifica
a fertilidade, assim ela continua sem montar a estrutura de conjugação entre 2 células.

PERGUNTA: Mas de que serviu ela pegar o gene adicional nesse caso?
RESPOSTA: Uma nova informação. Pode ser que essa célula esteja crescendo em um meio com antibiótico, por exemplo, e essa
célula com alta frequência de recombinação sobrevive no antibiótico. Essa célula não sobreviveria, então ela transfere DNA. Se
nessa transferência de DNA estiver o de resistência ao antibiótico, a outra célula também sobrevive.
Há 3 formas de conjugação: o plasmídeo pode ser passado inteiro + DNA cromossômico; pedaços do plasmídeo + DNA
cromossômico; ou pedacinho do plasmídeo F (que não terá função nenhuma) + todo o cromossomo. A (alguma coisa não
entendível) dessa alta frequência não é nem pensando em plasmídeo F, é pesando no DNA. Se pensarmos em plasmídeo F, essa
junção não teria função, poderia ficar separado que aí obrigatoriamente passaria o plasmídeo F. Então a ideia é recombinar o
nucleóide e aí nessa recombinação, há chance de passar genes bacterianos para outra célula.

PERGUNTA: Prof, o plasmídeo também pode ter característica de resistência ao antibiótico?


RESPOSTA: Esse não, o plasmídeo F é só fertilidade. Quando falarmos de plasmídeo de novo a gente vai falar do plasmídeo R,
que é o de resistência. Então o F serve só para deixar a célula fértil.
É importante deixar a célula fértil para que ela possa passar outro plasmídeo. Vamos pensar, se o plasmídeo só serve para
montar essa ponte de conjugação, será que é importante para a célula doar material genético para outra? É. Se não formar essa
ponte de conjugação, alguma vez essa bactéria vai ter troca de material genético? Não. A hora que falarmos de plasmídeo de
resistência, se eu não tiver o plasmídeo F que faz a comunicação, como vou doar o plasmídeo de resistência? Não doaria. Então
a conjugação que é um mecanismo de transformação precisa desse plasmídeo F, pois sem ele não forma comunicação entre 2
células.

PERGUNTA que não deu pra entender


RESPOSTA: Nessa primeira situação eu tinha uma F+ e uma F-, ela doou, então tenho outra célula F+. Essa célula aqui pode
integrar e a partir disso ela doa seu cromossomo, então se tornou uma célula de integração.
PERGUNTA: O que caracteriza uma célula em F- ou F+ externamente?
RESPOSTA: Externamente nada. Externamente só vou ter a identificação na hora que monta o pili sexual, quando a pilina
polimeriza. Quem tem informação genética de polimerização só é identificada na hora da formação do pili sexual, que aí ela tem
informação para transcrever pilina. A outra não tem. Então visualmente, nenhuma característica as distingue. A partir do
momento que ela forma o pili sexual, aí se sabe qual é a célula F+. Se olharmos aqui nessa foto, não dá para saber qual é F+ e
qual é F-, pois as duas estão em contato. Não dá para ver quem começou a projetar, pois visualmente as duas estão conectadas.
Se pegássemos uma micrografia no meio da conexão aí daria para saber quem é que tá montando a estrutura e quem vai ter a
ligação dessa estrutura, tirando isso, não tem diferença.

PERGUNTA: Prof, é só F- que recebe?


RESPOSTA: Sim.
PERGUNTA: Se ela é uma F+, por que não pode interagir com outra F+?
RESPOSTA: Pois ela não precisa do plasmídeo F+, e o que poderia ser passado não é nada diferente do que a célula já tem. Se
for uma célula com alta frequência de recombinação com uma F+, aí pode ter essa interação, pois são unidades opostas de
acasalamento, não são 2 células iguais, são genotipicamente diferentes.
TRANSDUÇÃO
O último mecanismo é a transdução. E essa transdução, nesse caso, é uma transdução generalizada. (Mais para a frente vamos
falar de outro tipo de transdução). Aqui falamos que uma célula morta liberava material genético e uma viva incorporava, aqui
duas células vivas possibilitavam transferência de material genético via aquele plasmídeo F. Agora na transdução, há outro
veículo de comunicação. Esse outro veículo é um vírus chamado de bacteriófago ou fago, que é um vírus que infecta bactérias.
Então aqui há uma célula doadora, a primeira célula que vai ser infectada por esse fago. O que é característico de ciclo viral para
bacteriófago? A hora que ele injeta o seu material genético (que está aqui em vermelho), ele vai induzir a fragmentação do
nucleóide bacteriano. Qual a função dessa indução de fragmentação? O vírus não usa a célula bacteriana como célula
hospedeira? Então ele quer que toda a maquinaria da bactéria esteja voltada para transcrever e traduzir proteínas virais. A partir
do momento que esse DNA chega na célula doadora há então fragmentação do cromossomo bacteriano. Fragmentou. O vírus
vai se multiplicar dentro dessa célula hospedeira, e durante esse processo de multiplicação, há a maturação, em que todos os
pedaços de vírus se juntam para formar um vírus completo, uma partícula inteira. A hora que esse vírus for sofrer maturação,
ele pode pegar DNA viral (que são os em vermelho), ou ele pode pegar DNA bacteriano (aqui em marrom), ele incorpora. No
vírus só entra 1 material genético, então se entrar o da bactéria não entra o do vírus e vice-versa. Os vírus que saem com material
genético bacteriano, a hora que eles forem causar infecção em uma nova célula bacteriana, que agora é uma célula receptora,
eles vão injetar o DNA bacteriano. A injeção desse DNA bacteriano vai induzir a fragmentação do cromossomo? Não vai, digamos
que DNA bacteriano com DNA bacteriano se combina, não vai induzir fragmentação. Essa forma de captação de DNA não é igual
ao da transformação? Só que a diferença é que a célula não é competente, aqui ela tem uma partícula viral que injeta dentro
dela o DNA, pula essa etapa da competência, está injetando, inoculado diretamente o DNA bacteriano. Dentro dessa célula, as
enzimas bacterianas podem integrar no cromossomo. E aí faz parte desse novo nucleóide, em uma célula receptora que veio
transferido a partir de um bacteriófago. É como se ele só facilitasse o processo de captação do DNA, ele vai lá na célula doadora,
pega um pedaço desse DNA e sai. A hora que ele chega em uma segunda célula, ele injeta e essa célula é a célula receptora, a
que incorpora um novo material genético, que pode ou não trazer informação a mais para essa célula bacteriana. Então a
característica da célula doadora é ser viva em um primeiro momento, mas que pra ter doação do material genético ela é morta
por um bacteriófago. A receptora é viva.
Uma célula que antes era viva, foi infectada por um vírus, o vírus mata, pega esse DNA e vem incorporar numa nova célula
receptora, que é viva. Entao é so uma forma de facilitar a aquisição de uma novo DNA. Isso é chamado de transdução
generalizada porque o vírus não sabe o pedaço de DNA que ele está pegando, é qualquer coisa, qualquer fragmento de DNA
bacteriano ele pode incorporar, e por isso é chamado de generalizado. Existe outro tipo de transdução, que é especializado, e
aí tem genes específicos que são pegos por esse vírus.
Então aqui só um resuminho:
- uma célula doadora sobre a infecção por um bacteriófago
- o bacteriófago injeta seu material genético (aqui em rosa)
- essa injeção do material genético induz a clivagem do cromossomo bacteriano
- no processo de maturação o vírus pode pegar material genético viral ou material genético bacteriano
- a hora que o vírus sai com esse material genético bacteriano e causa uma infecção em uma segunda célula, ele injeta esse DNA
e esse DNA vai ser incorporado ao nucleóide da célula receptora
- a partir desse momento, por transmissão vertical, essa característica pode ser sempre levada aos descendentes da célula
parental.

MECANISMO PELO QUAL AS BACTÉRIAS ADQUIREM NOVOS GENÓTIPOS


Uma coisa pra gente sempre fixar, é que esses 3 mecanismos seriam formas de aquisição de novos genótipos. Eu posso ter uma
alteração no DNA, essa alteração veio por um mecanismo de transferência horizontal, seja conjugação, transdução ou
transformação.
MICROBIOLOGIA AULA: 6
DATA: 04/09/2017 TURMA: TXIII
PROFESSORA: ANA CLÁUDIA

FUNGOS
 A CÉLULA BACTERIANA é muito mais simples em termos de organelas. Quando nós pensamos em uma CÉLULA
FÚNGICA, essa célula também é uma célula eucariótica e por isso ela é muito mais complexa em termos estruturais,
de organela e existem diferenças entre uma célula bacteriana para uma célula eucariótica.

QUAL VAI SER A DIFERENÇA ENTRE UMA CÉLULA ANIMAL E UMA FÚNGICA? Parede celular e Membrana plasmática. A
importância disso é que há drogas específicas para a membrana fúngica que não vão afetar em nada as nossas células.
Parede celular bacteriana
 Gram positiva: camada espessa de peptideoglicano.
 Gram negativa: camada fina de peptideoglicano e membrana externa.

Parece celular fúngica


 Logo acima da membrana plasmática tem um polímero que é QUITINA→ tem função estrutural para a parede celular
rígida. Ele que vai servir como esqueleto para a montagem das outras estruturas da célula fungíca. Então, ela vai
conferir rigidez para a parede celular.
- A parede celular da bactéria era uma estrutura semi rígida. No fungo, ela vai ser rígida, rigidez conferida pela quitina.

 Acima desse polímero de quitina, existem ALFA e BETA GLICANAS, ACÚCARES, CARBOIDRATOS.
 Acima desses carboidratos, algumas GLICOPROTEÍNAS, proteínas que se associam a resíduos de carboidrato.

FUNGO NO NOSSO CORPO


 Nas nossas células da IMUNIDADE
INATA, nós temos receptores que podem
reconhecer beta glicana (dectina-1). Entao ao
entrar no nosso corpo os fungos diminuem
produção de beta glicana e aumenta a
produção de alfa glicana. Isso tudo para
evadir do sistema imunológico.
 Esse polissacarídeo que constitui essa
região de beta glicana pode ser variada
dependendo do fungo. Alguns fungos
produzem muita beta glicana, mas quando
entram no nosso corpo fazem uma transição,
diminui beta glicana e aumenta alfa glicana.
Sempre no intuito de esconder aquilo que
ativaria o nosso sistema imunológico.

 Alguns fungos podem apresentar DIFERENTES PIGMENTOS →EX melanina, que tem característica acastanhada e
está relacionada com virulência.
o Se nós pensarmos que o fungo é extracelular, a principal célula protetora do nosso corpo seria o macrófago,
que faz fagocitose. Quando esse macrófago fagocita, ele produz internamente para matar esse patógeno ROS,
NO e enzimas lisossomais.
o A melanina presente na parede celular neutraliza o efeito nocivo do ROS e do NO.
o Então, aquilo que seria tóxico para matar o patógeno acaba sendo neutralizado por um pigmento da parede
celular→ a medida que esse composto nocivo passa, o pigmento vai neutralizando e isso faz com que ele seja
mais virulento.
 Esterilização dos materiais = uma das formas é submeter esse material a uma radiação ionizante → forma-se radical
hidroxila, que reage com DNA, inicia uma mutação e o microrganismo morre. Quando o patógeno tem melanina na
parede celular, essa melanina neutraliza a radiação ionizante. Ela pega esse composto que seria nocivo ao patógeno
e converte em energia que será utilizada pelo patógeno para se manter vivo. Então a presença de melanina vai
dificultar muito mais a eliminação de um patógeno.
Membrana plasmática
 Esterol não está presente em uma célula bacteriana // Esterol em uma célula eucariótica: colesterol.
 Esterol na célula fúngica: ERGOSTEROL. →→a presença de esterol na membrana aumenta a resistência a lise
osmótica.
 Em uma situação que lisa a célula bacteriana, a célula fúngica ainda pode ser resistente, isso por DUAS
CARACTERÍSTICAS: membrana plasmática que agora tem esterol e a bactéria não tinha e pela característica da parede
celular, que na fúngica é rígida e na bacteriana é semi rígida.

TERAPIAS ANTIFÚNGICAS
 Atuam para INIBIR A SÍNTESE do ergosterol, as vias de sinalização que montam esse ergosterol
 OU se LIGAM DIRETAMENTE AO ERGOSTEROL da membrana plasmática, formando poros.
o Elas vão se ancorar nesse ergosterol e atravessar toda a membrana plasmática, fazendo poros e,
consequentemente, vai haver o extravasamento do conteúdo intracelular e essa célula pode ser lisada.
SE NÓS PENSARMOS QUE EU TENHO DUAS DROGAS: UMA QUE MEXE COM A SÍNTESE DO ERGOSTEROL E UMA QUE SE LIGA
AO ERGOSTEROL PRONTO NA MEMBRANA PLASMÁTICA, QUANDO É QUE EU USO UMA OU OUTRA? Uma célula fúngica que
não está mais passando pelo processo de divisão celular não será afetada pela administração da droga que inibe a síntese de
ergosterol, pois ele já vai estar pronto

 Droga que impede a síntese do ergosterol→→fungo em divisão


 Droga que se liga diretamente ao ergosterol na membrana plasmática →→ fungo pronto

MORFOLOGIA CARACTERÍSTICAS MICROSCÓPICAS, a levedura nesse primeiro quadro e aqui um fungo filamentoso.Se nós
olharmos uma micrografia de uma cocos e de uma levedura, eu consigo fazer essa
distinção pelo tamanho, a levedura é sempre maior.

LEVEDURAS
 Elas são unicelulares;
 Esféricas ou ovais;
Nas bactérias- DIVISÃO CELULAR = Fissão binária, que tinha como característica
originar células com morfologia e genética iguais à célula-mãe.
REPRODUÇÃO

 BROTAMENTO →origina célula-filha geneticamente idêntica à célula-mãe, porém morfologicamente diferente.


 A célula parental, quando inicia o processo de divisão, começa a formação de uma protuberância, denominada broto
→ Tanto a membrana plasmática quanto a parede celular começam a se estender.
 O broto vai aumentando → e a hora que ele chega no seu tamanho final, a célula parental faz a replicação do DNA →
uma cópia vem para a célula-filha (broto) e a outra cópia permanece na célula parental.
 Eu vou estrangular a região de divisão entre o broto e a célula-mãe. Entao, essa membrana e essa parede celular
formam uma invaginação, de cima para baixo, e sofrem outra invaginação de baixo para cima até que elas se
encontram →separando o broto da célula-mãe.
o Esse processo de SEPARAÇÃO gera duas células que apresentam o DNA exatamente igual, mas as
características morfológicas são diferentes entre si.

 Se nós olharmos para uma célula parental, geralmente cada levedura só pode formar 24 células-filha. Isso porque
onde havia formação de broto, passou a se denominar cicatriz de broto.
o Então, na região, onde tem esse estrangulamento para liberar o broto, forma uma cicatriz, na qual as proteínas
necessárias para formar a protuberância são inativas. Entao, essas proteínas não vao ser mais funcionais e a
célula não consegue mais formar um novo broto. Por isso que existe um certo limite no processo de
brotamento dessas leveduras.
 PSEUDO-HIFAS - Algumas vezes, algumas leveduras NÃO separam
 Diante do brotamento, na hora de estrangular, eliminar uma nova célula como uma célula única, esse broto
permanece grudado à célula-mãe. A partir dele pode haver um outro brotamento e esses brotos vão ficando todos
ligados entre si.
 A diferença é que ao invés de estrangular para liberar essa levedura unicelular, isso não acontece. Ela permanece
unida pela parede celular, mas não tem comunicação da célula parental com a adjacente.
 Isso quando a levedura sofre esse brotamento sem ruptura total, é chamado de Pseudo-Hifa.
QUAL É O FUNGO QUE FORMA HIFA VERDADEIRA? são os fungos filamentosos, por isso que é chamado de pseudo-hifas, é
como se fosse uma morfologia no meio, intermediária.

 Candida albicans é um tipo de levedura, quando ela está crescendo in vitro laboratório, tem característica de ser
unicelular. Quando ela está no nosso corpo e forma uma infecção ela está na forma de Pseudo-Hifa, que confere a ela
uma maior capacidade de infecção, maior invasão dos tecidos do nosso corpo.
PROF ISSO É TIPO UM AGRUPAMENTO? não, na Definição de agrupamento a gente tem que pensar que após a divisão celular
as células ainda ficam unidas. Isso é como se fosse uma forma que algumas leveduras encontraram para aumentar o seu
potencial de infecção.
É TIPO UMA VIRULÊNCIA? (não deu pra entender a pergunta, acho que foi algo assim) não, por que é só a capacidade de
invasão, não de causar doença. E a virulência é relacionada a maior quantidade do patógeno de causar doença. Invasão está
relacionada a por exemplo, quando ela tem uma estrutura grande, ela consegue entrar mais no tecido do que quando ela era
uma célula individua, isso é um fator de invasão, se ela vai desenvolver a doença ou não é a virulência.
PERGUNTA (não deu pra ouvir) geralmente, o básico é isso Brota e separa. Mas ela pode formar esses brotos e não
separar formando essas regiões alongadas. Mas o que geralmente acontece é isso aqui olha, uma célula-mãe faz um broto e
estrangula, faz outro broto e estrangula.

→Isso aqui é só curiosidade não precisa pra prova= tem um gênero de levedura que faz FISSÃO, a característica de suas
células filhas é serem morfologicamente e geneticamente idênticos só tem um gênero de leveduras que faz isso, todos os
outros fazem brotamento.

FUNGOS FILAMENTOSOS
 formam HIFAS
o HIFAS UNINUCLEADAS – são septadas
o Nesses septos, existem em alguns deles alguns poros, um poro que
permite a comunicação citoplasma mas não permite a passagem
de núcleo, não deixa um núcleo ir para a célula de baixo
▪ algumas moléculas, nutrientes podem passar pelo
celular como forma de comunicação entre células.
o HIFAS CENOCÍTICAS - não existe separação esse núcleo e organelas.
→A título de curiosidade uma vez que deram uma análise do genoma de um fungo e analisaram que esses filamentos, essa
hifas chegavam a 6 km. Então imagina toda essa hifa espalhada e toda essa massa citoplasmática em comum separação entre
isso é chamado de hifa cenocítica.
 uma outra divisão de HIFAS=
o hifas REPRODUTIVAS – produzem esporos
o hifas VEGETATIVAS – absorvem nutrientes
Independente se fungo tem hifa septada ou cenocítica,essa divisão acontece em
todos os fungos filamentosos.

 Lá no laboratório a gente pegou uma placa de Petri com um meio de


Cultura que tinha agar. Esse ágar é uma superfície dura , como se fosse essa
região mais eletrodensa.
 O que está para baixo a gente classifica como HIFA VEGETATIVA.
 FUNÇÃO = absorver os nutrientes do meio, seja ele qual for - pode ser um
processo in vitro ou nosso corpo.

 Aquilo que está voltado para o ar/para o meio externo é chamado de HIFA
REPRODUTIVA ou aérea, tem FUNÇÃO de produzir unidades que são formadoras de outras células fungicas
filamentosas.

 ESPORO era um meio de sobrevivência para as bactérias, na célula fúngica é um meio de reprodução.

PROFE, ENTÃO O FUNGO PODE TER HIFA VEGETATIVA E REPRODUTIVA? sim, ele vai ter. Ou ele é cenocítico ou ele é septado,
aí não tem diferença (áudio fica ruim de ouvir no final da resposta dela :/ )
UMA HIFA PRECISA QUE A OUTRA EXISTA PARA CONTINUAR EXISTINDO? TIPO, DA PRA TIRAR A HIFA VEGETATIVA E AINDA
TER REPRODUTIVA? Ela não absorve nutrientes, digamos que, como ela vai ter força para produzir esporo? não dá né. Então
vamos pensar assim, é como se a reprodutiva e a vegetativa fossem separadas de acordo com a função, mas elas formam um
corpo só. uma precisa da outra para ser funcional.

VEGETATIVA ESTÁ ENVOLVIDA NA REPRODUÇÃO? Calma que eu nem falei de reprodução ainda...

COMO QUE FUNCIONA, UM FUNGO TEM UMA VEGETATIVA E UMA REPRODUTIVA? Vamos pensar que é tudo um corpo só,
cada pedaço tem uma função diferente mas pertence ao mesmo conjunto.

 Quando a gente olha esse conjunto de hifas, consegue visualizar aquele bolor lá no pão, aquilo é chamado de
MICÉLIO. Nada mais é do que a união de várias hifas que são microscópicas e que aí formam uma estrutura
macroscópica. Digamos assim uma colônia de fungos é chamada de micélio, a união de várias hifas microscópicas.

REPRODUÇÃO sexuada e assexuada.


 IMPORTANTE = a unidade formadora de outro fungo,seja na reprodução sexuada ou assexuada é um ESPORO.

REPRODUÇÃO ASSEXUADA → esporo, germina, alonga, forma um fungo idêntico.

 O ESPORO tem uma característica de ser uma


partícula aerotransportada, é uma partícula muito leve,
que pode ser disseminada para qualquer lugar por ter
isso de ser muito fácil de ser levada pelo vento.

- HIFA AÉREA não precisa ter recombinação genética


para produzir seu esporo.

 Então ela produz esse esporo→ hora que


chegar em substrato que tem água e é rico em
macronutrientes, tem todas as condições necessárias
→ ele germina → começa a se alongar →→ Forma um
novo fungo que é geneticamente e morfologicamente
igual a esse que o produziu o esporo.

- Esse substrato pode ser dentro do meu corpo, onde a


temperatura vai ser ótima ou pode ser em outro lugar
qualquer.
 ANALOGIA BEM GROSSEIRA = a planta tem
uma semente e a semente é o esporo. Essa semente quando germina vai dar origem a uma planta que é
geneticamente Idêntica à aquela planta mãe.

 um fungo filamentoso, produz os seus esporos nas extremidades →os esporos são liberados no meio →quando ele
chega em um lugar que é favorável ele sofre um processo germinação → Por alongamento essa hifa vai crescendo, vai
formando esse conjunto de hifas → NO FINAL chega a um fungo exatamente igual ao original.

(Quando vocês forem estudar para a prova,lá no livro tem um monte de nome de esporo, mas não se assustem ok?!)

O QUE VOCÊS TEM QUE SABER É:


 O tipo de estrutura que dentro daquela hifa reprodutiva vai formar o esporo. Todos eles são de reprodução assexuada.
 Eu tenho um filamento, na haste (bem na porção apical dessa hifa filamentosa) eu tenho uma estrutura que é chamada
de CONIDIÓFEROS →ele produz todas essa bolinhas, cada uma dessas bolinhas é um esporo, então o esporo é
chamado de conídeo.
 Existem outros fungos que produzem esporos na reprodução assexuada que dependem de uma estrutura chamada
ESPORÂNGIO. O nome desse esporo daí é esporângio.

REPRODUÇÃO SEXUADA
 Eu posso produzir esporos a partir da recombinação genética entre dois fungos.
 Fusão de núcleos de duas linhagens opostas de cruzamento.
o Na CONJUGAÇÃO BACTERIANA a exigência que se tinha para acontecer a troca de material genético →Só
pode acontecer entre as duas linhagens opostas. Na bactéria,essas linhagens opostas → uma era +, que era
doadora e a outra era -, que era a receptora
 Obrigatoriamente eu preciso fazer essa recombinação dentro de uma mesma espécie.
o Isso é a mesma coisa que acontece entre nós seres humanos, a gente só pode gerar descendentes dentro de
uma mesma espécie.

São 3 ETAPAS para a produção de esporos sexuais =


 Se eu tenho linhagens de cruzamento, uma hifa de um fungo filamentoso vai ser + e doadora de material genético.
Vai ter uma hifa que vai ser – e receptora de material genético.

1° PASSO – PLASMOGAMINA
 Se eu tenho duas linhagens opostas de cruzamento, eu tenho que aproximar a doadora da receptora e fazer uma
fusão/unir o citoplasma.
 Essa fusão citoplasmática onde duas células se encontram é chamada de Plasmogamia.
2° PASSO - CARIOGAMIA
 Vai ter o núcleo da célula doadora no citoplasma da célula receptora → tenho dois núcleos que são haplóides →
fusão de um DNA haplóide com outro haplóide→ com isso formar um diplóide.
 A geração desse núcleo diplóide é chamada de Cariogamia.
3° PASSO – MEIOSE
 Gerei agora dentro do citoplasma dessa célula receptora um núcleo diplóide. Para eu gerar de novo células haplóides,
tem que acontecer meiose.
 Após o processo de meiose eu tenho então a FORMAÇÃO DE ESPOROS contendo núcleo haplóide.

 Muitos desses esporos gerados em uma REPRODUÇÃO SEXUAL vão ter características de recombinação genética,
carregam um pouco da célula doadora e um pouco da célula receptora e com isso eu gero um outro individuo que tem
característica das duas células parientais.
o EX é como se fosse seu pai e sua mãe que geraram você e que têm características herdadas do pai e da
mãe, mas você é diferente dos dois, tem semelhanças mas o seu fenótipo é diferente do fenótipo da sua mãe
e do fenótipo do seu pai, você tem uma mistura.

ESSE ESPORO SEXUAL, JÁ QUE FOI FORMADO A PARTIR DE UMA RECOMBINAÇÃO GENÉTICA, OBRIGATORIAMENTE TEM
QUE SEGUIR UMA REPRODUÇÃO SEXUAL? Não, ele pode entrar no ciclo de reprodução assexuada!!!!
 Esse esporo germina →alonga → forma um fungo filamentoso que produz esporos provenientes de uma reprodução
assexuada. Ele não teve contato com outras células fúngicas, ele mesmo está produzindo os seus esporos.

PERGUNTA (não deu para ouvir) uma célula parental fundiu (algo que não dá para entender), vamos imaginar duas
hifas uma ao lado da outra, onde a fusão dos núcleos pode acontecer só na extremidade e o restante dos núcleos continua
no mesmo lugar que estavam. pensando de novo em Dois seres humanos que fazem a reprodução geram um filho o pai e a
mãe continuam só passam a genética para o filho e aquilo que é descendente é diferente do pai e diferente da
mãe fenotipicamente mas tem uma junção de características genéticas das duas células.

 Em termos de RECOMBINAÇÃO GENÉTICA o esporo tem características dos dois núcleos que foram fusionados.
 Já em termos de REPRODUÇÃO ele pode ser positivo ou negativo
o isso quem vai definir é a produção de alguns hormônios proteicos que fazem a aproximação de duas células
fúngicas e essa capacidade de ser positivo ou negativo para estar presente só depois da formação da hifa.

 Praticamente todos os fungos fazem os DOIS TIPOS DE REPRODUÇÃO, porém não ao mesmo tempo, apenas em
condições diferentes eles vão fazer um tipo ou outro de reprodução.
o O fungo realiza REPRODUÇÃO ASSEXUADA visando aumentar o número populacional da espécie.
o O fungo realiza REPRODUÇÃO SEXUADA para aumentar a variabilidade genética, para promover o
aperfeiçoamento da espécie.

 Dependendo do ambiente e da necessidade o fungo fará reprodução sexuada ou assexuada. Se ele está bem naquele
ambiente ele vai realizar reprodução assexuada e aumentaram o número populacional, porém se o ambiente
muda ele realiza reprodução sexuada para aumentar a variabilidade genética aperfeiçoando a espécie e tornando-a
capaz de sobreviver nesse ambiente que mudou.

PERGUNTA foi algo sobre no desenho uma célula originar um monte de esporos sendo que na meiose uma célula origina
quatro. O desenho está mostrando que irá gerar muitos esporos por meiose (não é para se ligar na quantidade pois é só uma
representação de que esporos são liberados) A professora explica que pode ocorrer a fusão de um núcleo presente em uma
hifa com qualquer outro núcleo presente em outra hifa, dentro dessas células "esporos" formados, alguns podem ser
recombinantes e outras não.

 Essa MEIOSE que ocorre é para a produção de esporos


 Então vamos imaginar que houve a fusão dos núcleos e com isso a formação de um novo DNA. Esse novo DNA vai
ser passado nos esporos, ou seja, esse novo DNA só é formado após a formação do núcleo diploide, a hifa continua
inteira como se nada tivesse acontecido e os septos também.
 Olhando a HIFA COMO UM TODO os septos permanecem intactos, APENAS no local de aproximação das duas
hifas que vão realizar reprodução sexuada não há septo, porque ali vai ter a mistura do material genético a formação
do esporo e esse esporo vai ser liberado.
 A questão de ser F+ ou F- diz respeito as hifas adultas e não os esporos.

ESSES NOVOS ESPOROS GERADOS SÃO HIFAS POSITIVAS OU NEGATIVAS?Isso vai ser variável, eu posso ter um esporo que
depois de germinado origina uma hifa + ou -, isso vai depender do material genético, lembrando que tem relação com a
hifa não com os poros já uma vez que quem irá realizar a reprodução são as hifas os esporos são só os meios, as unidades
formadoras "o zigoto".

OBS: essa parte está extremamente confusa porque as pessoas continuam perguntando as mesmas coisas e ela dá a mesma resposta.

Na REPRODUÇÃO ASSEXUADA o indivíduo por si só produz esporos e esses irão originar um


indivíduo idêntico ao primeiro.
Na REPRODUÇÃO SEXUADA ocorre a fusão de dois núcleos (um núcleo proveniente de uma
hifa X e e o outro núcleo proveniente de uma hifa Y), formação de um núcleo diplóide que sofre
meiose e produz esporos que darão origem a indivíduos não idênticos aos parentais.

 NÃO PRECISA SABER: os nomes das estruturas que formam os esporos.


 Alguns meios de esterilização matam esporos fungicos.
FUNGO DIMÓRFICO
 Existem de 12 a 15 espécies que são dimórficas e todas elas são patogênicas,
 A forma viável de se encontrar no ambiente e que seja capaz de infectar seres humanos é na forma
de FILAMENTO, porque produz esporos que são de fácil transporte.

 Na temperatura ambiente 25ºC está na FORMA FILAMENTOSA que produz esporos e isso é caracterizado como a
forma infectante desse fungo.
 Eu inalei o esporo, ele chega até o pulmão, no pulmão a temperatura é de 37ºC, essa mudança de
temperatura desencadeia uma transição morfológica, por isso são chamados de termo-dimórficos, então ele passa
para FORMA DE LEVEDURA, que é a forma patogênica.

Temperatura ambiente, forma infectante e a partir do momento em que passa estar dentro do meu corpo ou em
uma temperatura de 37ºC ocorre a transição morfológica.

 A morfologia FILAMENTOSA é a que apresenta maior quantidades de Beta- glicana, e isso é uma estratégia pois
quando passa para forma de LEVEDURA essas quantidades diminuem a níveis quase zero e aumenta as quantidades
de Alfa- glicana, justamente para esconder esse microrganismo do meu sistema imunológico.

OBS: no Enade caiu sobre um fungo que causa uma micose sistêmica justamente por ser dimórfico
e uma levedura foi colocada em um ambiente a 25ºC ela pode retornar a forma filamentosa, porque é a temperatura que
desencadeia essa expressão gênica diferencial.

NUTRIÇÃO E METABOLISMO
 Quimioheterotrófico: fonte de energia ( aquisição de carbono) é obtida a partir de um composto químico orgânico.
 Saprofiticos: o composto orgânico é obtido a partir de uma matéria em decomposição, uma célula morta.
 Parasitários: vão absorver o carbono a partir de plantas ou animais vivos.

 IMPORTANTE FUNGOS - fazem DIGESTÃO EXTRACELULAR, eles produzem as enzimas no meio intracelular e
jogam elas para o meio externo onde elas quebram os polímeros em moléculas mais simples e então fazem absorção.
o Os fungos não conseguem colocar para dentro uma molécula muito grande porque a parede celular
de quitina é rígida, comprometendo o movimento de moléculas pela parede celular.
o Por essa razão os fungos obrigatoriamente precisam produzir enzimas que fazem Hidrólise extracelular para
então conseguir absorver partículas menores, menos complexas.

Isso é importante em termos de utilização das enzimas fúngicas


 Hoje em dia a biotecnologia usa um monte de enzimas fúngicas principalmente a Indústria Farmacêutica. Se eu quero
que um fungo produza celulase eu aumento a quantidade de celulose no meio, se eu quero que o fundo produza
muita amilase eu aumento quantidade de amido no meio.
 Dessa forma é possível induzir a produção de enzimas que eu tenho interesse em obter e com isso facilita o
uso dessas enzimas, é relativamente barata e as enzimas são super ativas e sua produção por fungos e altamente
estável (o fungo tem características de termoestabilidade, ele consegue resistir a variações de temperatura).

TERMOESTABILIDADE
 Alguns fungos conseguem crescer em pH 1,5 e esse mesmo fungo exposto um pH 11 ainda consegue sobreviver.
 A maior parte dos FUNGOS PATOGÊNICOS prefere um pH mais ácido, já as BACTÉRIAS PATOGÊNICAS são
neutrófilas.

 O fungo é muito mais resistente a pressão osmótica do que uma célula bacteriana. QUAIS ESTRUTURAS
AUMENTAM ESSA RESISTÊNCIA A PRESSÃO OSMÓTICA? Parede celular com quitina e membrana plasmática com
presença de ergosterol.
 A baixa disponibilidade de água que limita o crescimento bacteriano, mas não limita o crescimento fúngico porque é
muito mais difícil ele perder conteúdo intracelular devido à maior resistência a stress osmótico, embora sabemos
que fungo gosta de umidade elevada
 Então a célula fúngica por ser uma célula eucariótica é mais complexa e demanda de mais tempo para divisão.
Bactérias se reproduzem rápido já o fungo demora para crescer em média 5 dias →→então se eu colocasse no
LABORATÓRIO FUNGOS E BACTÉRIAS juntos,não respondo nutrientes e deixasse →essas bactérias proliferarem não
observaria crescimento fúngico por que a bactéria já teria utilizado todos os nutrientes do meio.
Matéria: Microbiologia
Data: 09/09/17 Aula: 7
Prof.: Ana Claudia Turma: XIII
VÍRUS (A aula de hoje cai quase toda na próxima prova).
 A bactéria é a célula hospedeira de um vírus bacteriófago. Então hoje falaremos das características gerais, que qualquer
vírus pode ter, e vamos entrar no mecanismo de multiplicação do bacteriófago.

CARACTERÍSTICAS GERAIS
 Quando falamos de bactéria: o nucleóide era de DNA. No núcleo de um fungo há DNA também. Tanto bactéria quanto
fungo têm como material genético o DNA. Só que essas células também podem ter RNAm, então isso é característica de
bactéria e fungo, além de ter o DNA como material genético, tem RNA, o RNAm que é pra codificar as proteínas.
 UM TIPO DE MATERIAL GENÉTICO - Quando falamos de VÍRUS →ou o vírus tem DNA ou ele tem RNA.
o É um DNA de fita dupla.
o Pode ser um RNA de fita dupla, pode ser um RNA de fita simples positiva, ou pode ser um vírus que tenha RNA de
fita simples negativa.
 BACTERIÓFAGO tem DNA de fita dupla como material genético.

 INVÓLUCRO PROTEICO QUE ENVOLE ÁCIDO NUCLEICO - esse material genético que codifica todas as informações
necessárias de um vírus precisa ser protegido, e essa proteção é feita por um envoltório proteico.
 Isso porque no corpo estamos cheios de nucleases, de enzimas que podem degradar tanto o DNA quanto o RNA. Então se
esse material genético viral não tiver essa proteção proteica, a hora que o vírus entrar no nosso corpo esse DNA ou esse
RNA pode ser todo degradado via enzimas que nós produzimos, enzimas que iriam degradar material genético viral.

 PARASITA CELULAR OBRIATÓRIO - fora da célula ele não consegue se multiplicar. Obrigatoriamente, para se ter formação
de novos vírus, ele tem que entrar em uma célula hospedeira e usar a maquinaria dessa célula hospedeira. A partir dessa
maquinaria, ele consegue produzir outros vírus no meio.

INFECÇÃO – CARACTERÍSTICA DO VÍRUS


EX no vírus da hepatite, esse vírus da hepatite entrou no meu corpo, qual é a célula que ele vai, de fato, infectar? O hepatócito.
Por que o vírus da hepatite não infecta, por exemplo, uma célula do trato superior respiratório? Porque ele só infecta o hepatócito?
Ou, por exemplo, o influenza, que é o vírus da gripe, por que só infecta células do trato respiratório superior, e não um hepatócito?
Por que tem essa distinção? Existe uma DIFERENÇA entre as células.
 Para um vírus conseguir causar infecção no nosso corpo, obrigatoriamente, ele tem que visualizar nessas células uma
molécula que funciona como RECEPTORA.
o Então em qualquer célula hospedeira eu preciso ter uma molécula na superfície celular que funciona como
receptor, enquanto que no vírus eu vou ter o ligante como molécula.

 ESPECTRO DE HOSPEDEIRO→ Cada hospedeiro oferece moléculas RECEPTORAS diferentes


o EX lembram da gripe suína ou da gripe aviária? Eram vírus que causavam infecção no porco e na ave, e também
causavam infecção em nós, seremos humanos. Por que havia esse cruzamento entre espécies, esse cruzamento de
barreira? Porque no porco ou na ave tinha uma molécula receptora, e essa molécula receptora é compartilhada
com as nossas células.
o Aqueles vírus que são EXCLUSIVOS de seres humanos é porque só nos seres humanos existe a expressão daquelas
moléculas receptoras.
 Pode ser RECEPTOR = carboidrato, proteína, lipídeo, lipoproteína, lipopeptídeos, todas essas moléculas que naturalmente
fazem parte da membrana plasmática de uma célula eucariótica ou do glicocalix dessas células. Então é alguma que
funciona pra manter a minha célula funcional → o vírus visualiza isso como uma molécula receptora, como alguma coisa
que ele consegue visualizar e entrar nessa célula.

 EXIGÊNCIA VIRAL→ Pro vírus causar INFECÇÃO em uma determinada célula, obrigatoriamente aquela célula precisa ter
a molécula receptora pra aquela partícula ligante que ele possui.
oO que um bacteriófago pode visualizar como molécula receptora!? Polissacarídeo do LPS pode funcionar como
uma molécula receptora.
 Então aquilo que uma célula tem, ela pode ser individual, só ela tem, ou ela pode compartilhar. E nesse compartilhamento
eu posso ter diferentes células que funcionam como alvo de uma infecção viral. Isso é exigência ou espectro de
hospedeiro.

INTERAÇÃO RECEPTOR/LIGANTE
 Pensando nessa interação, aqui eu tenho uma célula hospedeira e moléculas que funcionam como receptoras e aqui um
vírus, que apresentam moléculas ligantes. Esse tipo de
interação é sempre é uma INTERAÇÃO FRACA,
geralmente uma ponte de hidrogênio.
 Se é uma interação fraca, o único ponto de contato entre
o vírus e a célula hospedeira não seria suficiente pra
manter esse vírus ligado na superfície celular, então outras
interações precisam acontecer.

 A partir do momento que tem 1 ligante do vírus INTERAGINDO com a molécula receptora da célula→→ outros ligantes
na superfície viral, vão se dispor na mesma superfície de contato pra que ai várias interações entre o vírus e a célula
hospedeira aconteça, e isso leva a uma ligação ESTÁVEL na superfície celular.
o 1° tem um ligante interagindo com o receptor // 2° tem vários ligantes participando dessa ligação!!!!
o Isso favorece a estabilização da ligação do vírus com a célula hospedeira.
Essa INTERAÇÃO ESTÁVEL é dependente do
vírus, e não da célula hospedeira, pois eles
têm esses ligantes na superfície, então ele
mesmo produz.

ESTRUTURA VIRAL
 Material genético: ou DNA ou
RNA, e ai eles podem ser dispostos
em fita simples, fita dupla, positiva
ou negativa.
 Envoltório proteico que é aquilo
que vai dar proteção pro ácido
nucleico viral, e é chamado de
CAPSÍDEO. É ele que vai revestir o
material genético pra que não sofra
ação de nucleasses.

ANALOGIA = O endosporo é a estrutura


bacteriana que tem um envolto proteico que funciona pra proteção. Esse capsídeo tem a função de proteção do material genético
viral.
 Esse CAPSÍDEO é formado por vários monômeros então cada uma dessas unidades a gente chama de capsômero. Ao
pensarmos em termos de terminologia,
morfologia viral, esse capsídeo pode dar origem a
3 TIPOS VIRAIS DIFERENTES.

 CAPSÍDEOS ICOSAÉDRICOS ou POLIÉDRICOS,


são vários triângulos que se dispõem entre si e
monta esse poliedro como uma estrutura inteira.
 Nos vírus eles tem simetria, disponibilizada pela
montagem do capsídeo.

 CAPSÍDEO HELICOIDAL, tem a mesma


função do anterior, que é proteger o material
genético viral, porém, a morfologia dele é
diferente, é como se fosse uma hélice. No
meio eu tenho o DNA ou o RNA e esses
capsômeros vão se polimerizando, formando
uma hélice, e abraça esse material genético ao
redor. Na micrografia eletrônica tem essa
característica, como se fosse um cilindro.

 CAPSÍDEO COMPLEXO, têm uma cabeça que é poliédrica e uma região de


bainha ou cauda que é helicoidal. É a mistura das 2 morfologias, por isso são
chamados assim. Essa complexidade, essa terminologia, é referente ao tipo de
capsídeo que esses vírus apresentam, misturam as 2 morfologias, uma poliédrica
e uma helicoidal.

 Então se olharmos aqui, o DNA ou RNA envolto pelo capsídeo, essa junção, essas
2 estruturas formam o que é chamado de NÚCLEO-CAPSÍDEO. Núcleo porque é
onde tem o ácido nucleico desse vírus.

ENVELOPE VIRAL
 Alguns vírus (como o da AIDS) apresentam = material genético + capsídeo + ENVELOPE VIRAL.
o Desnudo - não tem envelope viral – geralmente bacteriófagos
o Envelopado – geralmente vírus animais
 O envelope viral é composto por lipídeo, proteína e carboidrato.
 Nas nossas células, temos essas 3 macromoléculas na membrana plasmática. Então os vírus envelopados saem da nossa
célula pós-infecção pelo processo de extrusão. E nesse processo de saída do vírus da célula ele carrega um pedaço da
membrana plasmática.
 A hora que ele carrega esse pedaço da membrana plasmática, ele forma o seu envelope viral. Por isso que a constituição
do envelope é a mesma da nossa membrana plasmática.

 Para os vírus estabelecerem INTERAÇÃO com uma célula hospedeira ele precisa de uma célula ligante.
 Se for um vírus desnudo essa molécula ligante está no capsídeo, e são chamadas de FIBRAS OU FEIXES PROTEICOS.
 Em um vírus envelopado, o nome dessa molécula ligante é ESPÍCULAS, que são do vírus, ele que produz, são elas que vão
revestir esse envelope viral .

 VÍRUS INFLUENZA - sofre muita mutação nas ESPÍCULAS e por isso a gente tem as vacinas todo ano (nosso sistema
imunológico não consegue mais reconhecer).
 Então o vírus troca o seu material genético - isso reflete em uma espícula diferente. Aquilo que nosso sistema imune
reconhecia mediado por anticorpos naquele primeiro ano, o vírus troca, ele produz novas espiculas.
 A função dessa ESPICULA é funcionar como ligante para ele interagir com uma célula hospedeira. A função do ANTICORPO
é reconhecer a espicula, se isso acontecer ele bloqueia a molécula ligante. Se o vírus não tem molécula ligante disponível,
ele não consegue causar infecção em uma célula. Fora da célula ele não se multiplica.
o Então a função da produção desses anticorpos é no intuito de bloquear essas espiculas, e aí ele perde a molécula
ligante. Se eu perco a molécula ligante, eu perco também a capacidade de infecção em uma célula.

 Então essas ESPICULAS do envelope viral é o que davam aquelas terminologias diferentes pro vírus: H1N1 = H é
hemaglutinina e N é neuraminidase. Aí eu tenho outro vírus, H2N3, ele trocou a hemaglutinina e a neuraminidase. Isso fez
ele driblar o nosso sistema imunológico. Aquele anticorpo que conseguia revestir e neutralizar o vírus não consegue mais,
e aí esse vírus consegue de novo causar infecção no nosso corpo.
→→→Então essas moléculas, sejam do ENVELOPE ou do CAPSÍDEO, são importantes para a penetração, adesão e infecção viral.
OS ENVELOPADOS SÃO MAIS VIRULENTOS?não. Não tem relação com o envelope. Se pensarmos no envelope, ele é uma estrutura
nossa, mas tem a espicula que é a estrutura do vírus, então possibilita ao nosso sistema imune ver aquele vírus como algo estranho.
A virulência não é associada a ter ou não envelope, é a característica do vírus de replicação. Então vamos olhar esse envelope:
aqui o capsídeo está em contato com o meu sistema imune. Estranho. Aqui meu envelope está escondido pois acima dele há as
espiculas, então ainda também visualiza como algo estranho do nosso corpo. A virulência é mais a capacidade de entrada e
replicação dentro da nossa célula.

PERGUNTA não deu pra entender. Dois motivos. Primeiro que eu vou falar pra vocês que é um complexo é um bacteriófago.
Bacteriófago não tem a membrana. E segundo porque pela estrutura morfológica do capsídeo, no bacteriófago, nesse vírus
complexo, onde estão as estruturas de ligação? Nessas pontas. Se eu colocar o envelope aqui ao redor ele vai perder a molécula
ligante dele, então estruturalmente ele não tem envelope viral pois esconderia a molécula ligante dele, então vírus complexo não
tem. E outra porque ele é um bacteriófago, e quando ele sai da célula bacteriana ele lisa essa célula.

PERGUNTA não deu pra entender. A hora que o vírus faz biossíntese, dentro de uma célula nossa, ele produz algumas proteínas
que fecham o canal da TAP (aquela porteira para os peptídeos citosolicos atravessarem o reticulo endoplasmático) e se a TAP ta
fechada, os peptídeos não entram. Então o vírus, durante a biossíntese, produz uma proteína que tampa a TAP. A TAP fica
bloqueada e inibe essa passagem. Então ele faz isso como um mecanismo de evasão, que é justamente pra não ativar uma TCD8
do nosso corpo.

MULTIPLICAÇÃO DOS BACTERIÓFAGOS


 Tem morfologia Complexa → região chamada de cabeça, aonde abriga o material genético viral e a região chamada de
cauda/bainha por onde vai passar o material genético viral.

 Um bacteriófago tem DNA de fita dupla.


 Além dessa cabeça e da cauda, ele tem, nessa região da base uma PLACA BASAL onde há uns ganchos/pinos onde há o
primeiro contato do vírus com a célula hospedeira →→→ sendo que Esse primeiro contato não é suficiente para manter
uma ligação estável. Preciso, então estabelecer ligações adicionais que as fibras da cauda fazem.
 Então as estruturas que estabelecem CONTATO com a célula bacteriana são: região da placa basal com os pinos e as
fibras da cauda que mantém um contato adicional.

 2 CICLOS DE MULTIPLICAÇÃO VIRAL = lítico ou lisogênico.


Lembra da TRANSDUÇÃO GENERALIZADA? Em que um vírus entrava em uma célula, degradava o cromossomo e a hora que ele
saia ele podia levar um pedaço do cromossomo para a célula receptora. Por isso que é GENERALIZADA, porque qualquer pedaço
do cromossomo podia ser retirado e incorporado na outra célula. Na LISOGENIA, a célula hospedeira não morre, mas ela é
geneticamente alterada, seu DNA é modificado, pois o vírus incorpora o material genético dele ao cromossomo da célula
bacteriana, tendo a própria informação da bactéria mais aquilo que o vírus trouxe com seu material genético e a célula não morre.

CICLO LITICO – termina com a lise e morte da célula hospedeira


1. ADSORÇÃO:
 A ligação do vírus a superfície da célula hospedeira, proporcionada por pinos da placa basal e fibras da cauda, mantendo
uma ligação estável.
2. PENETRAÇÃO:
 Como esse vírus já esta ligado, ele precisa entrar. Mas não é o vírus todo que entra, apenas de seu material genético (DNA
de fita dupla).
 PROBLEMINHA - a parede célula bacteriana é semi-rigida e isso é difícil de ser rompido
o GRAM+: camada espessa de peptídeoglicano
o GRAM-:peptideoglicano e membrana externa
 Então o vírus está preparado - produz e carrega lá no seu capsídeo uma enzima que se assemelha a uma LISOZIMA e é
lançada no ponto em que ocorre a adsorção→ causando a degradação da parede celular e membrana plasmática → para
que elas fiquem desorganizadas para que o vírus consiga injetar o DNA, apertando a região da bainha.
 Quando ele aperta, ele expõe uma região de pino que é um tubo oco capaz de atravessar a parede celular e a membrana
ate atingir o citoplasma da célula. Quando ele atravessa essas estruturas bacterianas, o DNA que estava la na cabeça do
vírus, passa pela cauda e chega no citoplasma da célula hospedeira.

3. BIOSSÍNTESE
 Depois que ele introduz seu material genético ele precisa começar a sintetizar novos vírus.
- Quando falamos de vírus, ele é diferente de uma bactéria, pois quando ela gera duas células, as duas estão completas. Já no vírus,
há a formação de um vírus completo depois de outro vírus completo.
 Na fase de biossíntese há a produção de varias cópias do DNA BACTERIANO, capsídeo poliédrico, capsídeo helicoidal, fibras
da cauda... então eu vou sintetizando todos os pedaços que compõem um vírus, tanto a parte de material genético como
de proteínas.
o Na biossíntese o vírus não esta pronto, só pedaços!!!!

4. MATURAÇÃO/MONTAGEM
 Processo em que todos os pedaços do vírus são unidos para gerar vírus inteiros (chamados de VIRONS, que é um vírus
estruturalmente completo que é capaz de sair dessa célula hospedeira e causar infecção).

5. LIBERAÇÃO
 Depois que houve a montagem, é preciso que ocorra a saída, o processo de liberação.
Quando esse vírus entra na célula, ele tinha algumas características e a hora que ele sai ele tem que ter as mesma características.
 O vírus carrega a LISOZIMA (produzida também na biossíntese) e começa a libera-la para degradar a parede celular e a
membrana plasmática e acontece a liberação do vírus.
 Nesse caso, o pino e as fibras não estão presentes, porque eles são importantes para fazer o primeiro contato e realizar a
entrada, mas para sair só precisa da LISOZIMA!!!

POR QUE NO INICIO A LISOZIMA NÃO MATOU A BACTÉRIA NA HORA DE ENTRAR? porque na entrada somente um vírus liberou
sua lisozima, e ainda em um local bem determinado, naquele ponto de contato. Na saída, vários vírus podem liberar a lisozima para
saírem da célula.

PERGUNTA: algo sobre a lisozima não destruir o capsídeo mas destruí a membrana da célula hospedeira.E la é proteína, mas os
resíduos que a lisozima atua são diferentes daqueles que o vírus tem. Proteína viral tem aa que podem ser compartilhados com a
proteína da bactéria. Mas o resíduo da atuação da lisozima, se não me engano, é um resíduo aromático, e no capsídeo não tem
esse resíduo, então ele nunca vai ser alvo da atuação da lisozima, se não ele se autodestruiria.
TRANSDUÇÃO GENERALIZADA x CICLO LITICO: morte celular/o vírus,
na saída pode pegar um pedaço do material bacteriano.
 Nesse gráfico, no Y tem o numero de virions. No início vamos
imaginar que eu tinha 10 virions, passou alguns dias eu la olhar quantos
tinham de novo, tanto para bacteriófago quanto para vírus que infectam
nossas células.
 Com 5 dias não tem nenhum virion. ISSO PODE REPRESENTAR O
QUE? Pode ser que o vírus ta adsorvido na célula e ai ele não ta livre
mais/pode ser que ele já penetrou/tem biossíntese, pode ser que ele
esteja fazendo seu ciclo de multiplicação ainda, ate 7 dias.
 Por isso que pede exames frequentes. Eu vou olhar com 10 dias e
tem uma alta carga viral, pois o vírus estava fazendo multiplicação e
quando ele maturou ele é liberado, causando uma infecção aguda.
 São feitos vários exames, no inicio, no meio e no final, para
acompanhar essa carga de vírus.
o Por isso que no inicio não pode falar que já esta curado.

CICLO LISOGENICO não vai lisar a célula no final, a célula se mantém


viva mas tem uma característica diferente.
 Um bacteriófago que faz ciclo lisogênico ele tem a capacidade de integrar o seu DNA ao DNA da célula bacteriana.
 Na lisogenia, quando o bacteriófago leva o seu DNA geralmente parte do material genético viral fica em LATÊNCIA, inativo.
QUE VÍRUS TEM O COMPORTAMENTO SEMELHANTE AO DO BACTERIÓFAGO EM TERMOS DE LATÊNCIA? O HIV, o indivíduo pode
ser portador do HIV, mas não tem a AIDS. Ele é portador porque tem o vírus que está lá integrado no seu DNA, mas esse vírus está
em latência, nem todo o seu genoma está sendo transcrito e traduzido.
 E essas células quando tem o bacteriófago integrado ao seu DNA é chamada de célula lisogenica.

1. ADSORÇÃO
 Acontece da mesma forma que um vírus de ciclo lítico, pois a adsorção seria só a ligação desse vírus.
2. PENETRAÇÃO
 Acontece exatamente igual também, o vírus joga lisozima, injeta o DNA e ele chega no citoplasma.

3. INCORPORAÇÃO
 Junção do DNA viral com o DNA bacteriano
 Nessa incorporação, o vírus pode ficar quase que 100% em latência →passa a ser chamado de PRÓFAGO, pois é um vírus
que está no estado inativo incorporado ao DNA da célula bacteriana. Isso é um prófago, é esse estado não funcional, não
ativo do vírus.

O QUE TANTO É INCORPORADO? FICA DENTRO DA CÉLULA BACTERIANA? Só fica o material do vírus, o resto fica todo do lado de
fora.
4. MULTIPLICAÇÃO
 Acontece por DIVISÃO CELULAR da célula bacteriana.
 →Uma bactéria só foi infectada por um bacteriófago → pode passar pela fissão binária e assim uma bactéria geram duas.
A primeira coisa que uma bactéria faz quando vai se dividir é replicar o seu material genético → se o DNA do vírus está
ali junto, replica junto
 →aí de uma célula infectada agora eu tenho duas, essas duas células se dividem de novo, eu tenho quatro e assim
sucessivamente o vírus vai sendo multiplicado pela própria célula que entra em divisão celular.

PERGUNTA (não deu pra escutar) Um vírus não consegue fazer a incorporação, vamos pensar, esse só faz ciclo lítico e esse só faz
ciclo lisogênico, que que esse vírus teria que ter, que esse tem e faz incorporação que esse não tem por isso que ele não incorpora?
Vamos pensar, tem enzimas que são importantes pra pegar um DNA viral e integrar a um DNA bacteriano, uma integrase. Então
vírus que são exclusivos de ciclo lítico não tem integrase, então não consegue juntar, ele obrigatoriamente injeta DNA e esse DNA
sempre fica sozinho no núcleo da célula. O vírus que consegue fazer lisogenia precisa ter essa integrase, então ele entra, ele já tem
sua própria integrase como a lisozima, a hora que ele injeta o DNA a própria enzima vai lá e junta DNA viral com DNA bacteriano.

PERGUNTA (não deu pra escutar) ele tem uma região de início de transcrição e tradução e as enzimas da célula hospedeira que
vão fazer isso com ele. Então toda informação genética, ele tem como se fosse uma região promotora, lembra aquela região TATA
box do nosso material genético? Ele tem como se fosse uma região assim, a RNA polimerase vem, reconhece e aí vai fazer
transcrição e tradução. Então no RNA do vírus de ciclo lítico não vai fazer isso sozinho, e ele vai invadir toda a maquinaria da célula
hospedeira, enzimas pra transcrever e enzimas pra traduzir. O vírus que faz lisogenia, ele carrega já essa integrase.

UM MESMO VÍRUS PODE TER TANTO CICLO LÍTICO COMO LISOGÊNICO? Pode!!! Pode fazer a mesma coisa, é isso que a Ana
perguntou, o que que define se ele vai fazer lisogenia ou se ele vai fazer ciclo lítico? Essa enzima, então tem vírus que
obrigatoriamente só fazem lisogenia e tem vírus que só conseguem fazer ciclo lítico, nunca conseguem incorporar, porque ele
não tem essa enzima integrase, que a hora que ele injetasse o material genético dele, injeta a enzima e aí já vai e junta com o DNA
bacteriano.
Essa é a principal, mas tem várias outras proteínas reguladoras, a título de curiosidade, esqueçam isso, tem um sistema no
bacteriófago que é chamado de C1, C2, C3 e C4, todos eles são controladores de lisogenia ou de lítico, e eles diretamente controlam
o gene como se fosse um fator de transcrição que é chamado de PRO. O nível desse PRO e o nível desse C1 eles são inversamente
proporcionais, quando um está maior só faz lisogenia, quando o outro é maior só faz ciclo lítico. Mas onde é que esses genes aqui
são regulados? Principalmente na integrase.

PROF, AS DOENÇAS VIRAIS QUE ATACAM O NOSSO CORPO FAZEM ESSE CICLO OU NÃO? Não, isso é só pra bactéria. Vamos falar
na próxima aula das doenças virais e a gente vê quais são os efeitos nela.

IMPORTANTE = um vírus que integrou ao DNA da bactéria, ele vai ficar a vida toda integrado?
 Vamos pensar no HIV, sem a medicação, ele passaria a vida toda integrado ao cromossomo da célula hospedeira? Não
necessariamente, pode ser que existam alguns ESTÍMULOS que induzam ele a deixar essa célula
o EX uma célula bacteriana se divide mas chega uma hora em que ela morre, se o vírus não sair dessa célula antes da
bactéria morrer ele morre junto com ela, pois ele vai degradar o DNA dele e o DNA fora da célula não funciona pra
nada.
 Então existem alguns estímulos que alteram a organização do DNA bacteriano, como a luz ultravioleta, ela podia induzir
aqueles dímeros de timina→ isso desestabiliza a organização do DNA →pode servir como estímulo pra bactéria morrer
→antes que essa bactéria morra o vírus tem que sair pra garantir a perpetuação da espécie.

 A hora que esse vírus vai SAIR ele carrega um pouquinho do DNA bacteriano → ele pega as partes adjacentes, onde ele
foi incorporado dessa forma traz um pedaço do cromossoma bacteriano.
 Trouxe um pedaço de cromossoma bacteriano→ele se circulariza aqui pro lado de fora → isolou → foi excisado →
cromossoma bacteriano fecha e continua isolado.

5. LIBERAÇÃO
 Esse vírus vai fazer agora CICLO LÍTICO, ele tem que sair. Entrando nesse ciclo lítico, o vírus inicia a BIOSSÍNTESE →
MATURAÇÃO → LIBERAÇÃO.

→ CICLO LISOGÊNICO se tem uma desorganização no material genético da célula bacteriana antes que ela morra , ele pode sair
da lisogenia e entrar no ciclo lítico.
VIRUS que faz LISOGENIA – faz também ciclo LÍTICO.
VÍRUS que faz CICLO LÍTICO – não faz LISOGENIA
porque não tem enzimas para isso!!!
PERGUNTA (?) não é o ciclo lítico que permite ele sair da
bactéria? Então ele vai multiplicar pra ele sair com o vírus
exatamente igual ao que entrou na célula bacteriana. Por que
aqui dentro o que que tem do vírus? Só DNA, então esse DNA tem

que propagar e gerar novos vírus exatamente iguais ao inicial?

ELE SÓ VAI FAZER ISSO SE ELE TIVER INDUÇÃO? sim, se ele tiver indução espontânea, se não ele continua em lisogenia.
E O QUE FAZ COM QUE TENHA ESSA INDUÇÃO EXPONTÂNEA? Um exemplo que eu dei é alguma coisa que compromete a
organização do DNA e aí esse comprometimento sinaliza pro vírus que tem alguma coisa errada na bactéria. Pois uma das coisas
que induz a morte na bactéria não era a fragmentação de DNA? Lembram do endósporo? Então ele percebe que tá fazendo alguma
coisa errada e sai antes que essa célula morra e ele não consiga reproduzir.

CARACTERÍSTICAS IMPORTANTES LISOGENIA


 VARIABILIDADE GENÉTICA -
 Muitas bactérias in natura, ou seja no seu DNA não tem um gene que codifica a toxina, o Clostridium botulínico é um
exemplo disso, ele por si só não tem gene pra toxina botulínica, quem é que traz o gene pra codificar a toxina botulínica,
se a bactéria só vai produzir a toxina quando lisogenica? O vírus bacteriófago, porque ele é que tem no DNA dele um gene
lá que codifica aqui no exemplo a toxina botulínica, então ele traz isso pra bactéria hospedeira.
 CONVERSÃO= uma bactéria sem o vírus não produz a toxina, e uma bactéria em lisogenia consegue produzir a toxina,
porque o vírus que trouxe essa informação pra ela.

 TRANSDUÇÃO GENERALIZADA
o TRANSDUÇÃO ESPECIALIZADA = o vírus quando ele sai, ele carrega um pedaço do material genético bacteriano
adjacente. Esse pedaço pode ser incorporado numa nova bactéria quando ele fizer lisogenia.
 É diferente da transdução generalizada = Pois eu posso pegar qualquer pedaço do DNA, na especializada eu pego aquele
que é adjacente a entrada do DNA viral.

 CÉLULAS LISOGÊNICAS SÃO IMUNES À REINFECÇÃO POR UM MESMO FAGO


 Então quando o bacteriófago 1 entra na célula hospedeira outro bacteriófago 1 não consegue entrar, então ela fica imune
a reinfecção por aquele mesmo fago.
 FUNÇÃO = Mais variabilidade, entrou o bacteriófago 1 e entrou as informações dele, não precisa entrar outro pra trazer
o mesmo, pode entrar o bacteriófago 2, que traz outra informação genética, isso aumenta a variabilidade, aumenta as
características de conversão, eu posso ter vários genes que agora codificam na bactéria em decorrência de ter vários
bacteriófagos incorporados no nucleoide bacteriano.
MAS ISSO É VANTAJOSO PRA O VÍRUS? pra ele tanto faz, digamos assim, ele não usa a célula hospedeira pra se multiplicar? É
vantajoso pra célula bacteriana, que ela pega informações a mais e vai aumentando sua variabilidade. MESMO OCORRENDO O
RISCO DE O VÍRUS ENTRAR NO CICLO LÍTICO E ELA MORRER? isso.

MAS QUAL O TIPO DE MECANISMO QUE IMPEDE... O que que vocês acham que pode impedir a reinfecção pelo mesmo
bacteriófago? Pode mascarar o receptor que funcionaria para a ligação daquele.

QUANDO ELE SE REPRODUZ, ELE VAI SAIR OBRIGATORIAMENTE OU VAI FICAR SEM PRE ALI NO LISOGENICO? no lisogenico nunca
entra em lise. MAS EU DIGO, ELE REPRODUZIU, PRODUZIU NOVOS VÍRUS, ELES VAO FICAR ALI DENTRO DA BACTÉRIA, OU UMA
HORA VAI SAIR? vamos pensar, nessa situação aqui (ciclo lisogenico), onde tem vírus? Em lugar nenhum, só tem DNA viral, pra
produzir novos vírus onde é que tem que entrar? No ciclo lítico.

 Vamos fazer uma ANALOGIA COM O HIV. POR QUE QUE AS VEZES UMA PESSOA TEM O HIV E A HORA QUE ELE DA
AQUELE PICO A PESSOA TEM UMA IMUNOSSUPRESSÃO GIGANTE? O linfócito TCD4, vamos imaginar, ele não pode sofrer
proliferação quando reconhecer o antígeno? Aquele linfócito que tá com o DNA do vírus não vai multiplicar? A hora em
que todos os vírus resolverem sair da célula era 1, agora é em mil, a mesma coisa aqui eu tinha um célula infectada, divide
e eu tenho 2 no final, e ela vai propagando. Então ali não tenho lise, só tenho DNA integrada, pra ter vírus, aí entra no ciclo
lítico.
MICROBILOGIA AULA: 08
DATA: 18/09/17 TURMA TXIII
PROFESSORA: ANA CLAUDIA ALUNOS: JACQUE, AMANDA E THETE
VÍRUS PARTE 2
BACTERIÓFAGO
 CICLO LÍTICO
o o primeiro passo é a ADSORÇÃO, que era aquela ligação do vírus à superfície de uma célula hospedeira.
o Segundo passo PENETRAÇÃO, é a injeção do material genético (DNA de fita dupla) na célula bacteriana.
o Terceiro passo BIOSSÍNTESE, ou seja, cada pedaço de um bacteriófago, ele é sintetizado.
o MATURAÇÃO, que nada mais é do que a montagem de todos os pedaços daquele vírus e, a partir da
maturação, eu tinha vírions prontos para serem liberados dessa célula hospedeira.
o LIBERAÇÃO - induzia a lise da célula bacteriana
 CICLO LISOGÊNICO, ele conseguia se multiplicar por divisão celular→ A célula se dividia, carregava esse material
genético do vírus e quando o vírus ia sair da célula, ele induzia a lise da célula, da mesma forma que um bacteriófago
de ciclo lítico faz, induz a ruptura da célula pela liberação da lisozima e sai para o meio externo.

Hoje a gente vai falar de todos esses passos que representam o ciclo de multiplicação de um vírus animal, de um vírus que entra nas
nossas células hospedeiras.

 Quando a gente falou do BACTERIÓFAGO, as estruturas que faziam a ADSORÇÃO,


que funcionavam como moléculas ligantes, encontravam-se na região da placa
basal e tinham esses pinos que faziam o contato inicial do bacteriófago. Essa
adesão inicial não era de interação forte, então precisava de outros pontos de
contato, moléculas adicionais, essas moléculas adicionais no bacteriófago estão
nas fibras da calda
o Tanto o pino da placa basal, quanto essas fibras da calda fazem a
adsorção de um vírus de bacteriófago.

1. ADSORÇÃO
 Agora se formos pensar em um VÍRUS ANIMAL DESNUDO, um vírus que não tem
membrana, não tem envelope viral, as moléculas ligantes pra adsorção, ficam no
próprio CAPSÍDEO. O nome dessas moléculas que fazem papel de ligante em vírus
é fibras/ feixes protéicos = são eles que vão fazer o primeiro passo, fazer a
adsorção desse vírus a uma célula hospedeira.
 Um VÍRUS ANIMAL ENVELOPADO, tem as espículas, e são elas que fazem a
adsorção, que vão fazer a ligação do vírus com uma célula hospedeira.
O QUE É DIFERENTE EM UM VÍRUS DE CICLO LÍTICO OU UM VÍRUS DE CICLO LISOGÊNICO, AS MOLÉCULAS DE ADSORÇÃO
SÃO AS MESMAS EM UM BACTERIÓFAGO? Se ele vai adsorver, se ele vai se ligar nessa célula hospedeira, independente se
ele vai induzir a lise dessa célula no final ou não, as moléculas são as mesmas, o vírus tem a mesma característica estrutural,
ele é um bacteriófago, então ele vai adsorver da mesma forma. Num vírus animal, se tiver envelope viral, tem algumas
estruturas que são particulares de um vírus envelopado, que são essas espículas, se eu tiver um vírus sem envelope, são
outras estruturas, que são esses feixes, essas fibras protéicas que se projetam do capsídeo viral, é isso que vai induzir o
processo de ligação. Essa é a única diferença, onde é que essas moléculas ligantes se encontram em um vírus animal.
PINOCITOSE = vírus Envelopado e
2. PENETRAÇÃO
Desnudo.
 Entrada do vírus na célula eucariótica. Quando a gente falou de FUSÃO = Somente envelopado.
penetração para um BACTERIÓFAGO, somente o material genético
penetrava. Quando a gente falar de penetração de um VÍRUS ***entra na célula hospedeira →
ANIMAL, isso é um pouco diferente . Material genético e capsídeo.

2 TIPOS DE PENETRAÇÃO=
 Uma das formas que o vírus pode penetrar e alcançar o meio intracelular é por um evento de PINOCITOSE, que
nada mais é do que um acontecimento de qualquer célula do nosso corpo que promove invaginação da membrana
plasmática, que leva a formação de uma vesícula →→ o vírus esperto entra nessa vesícula e alcança o citoplasma
da célula hospedeira.

 Nesse evento de PINOCITOSE, não importa o tipo de vírus pode


entrar em uma célula do nosso corpo → com CAPSÍDEO e ou os que
tem ENVELOPE →se a ADSORÇÃO foi feita o vírus esta ligado na
superfície da célula e, ele ligado, por PINOCITE pode entrar na célula
do nosso corpo.

 Na micrografia eletrônica, o vírus é envelopado ou não? Ele tem


envelope, ele tem as espículas pra adsorção, se adere à membrana
plasmática.

 Na região onde tem a INVAGINAÇÃO, o vírus que estava adsorvido é


invaginado e dentro da vesícula ele é liberado pro meio intracelular. O QUE
PENETROU DESSE VÍRUS, COM OU SEM ENVELOPE, O QUE ALCANÇOU O
MEIO INTRACELULAR? Material genético.
 Vamos pensar de novo, ele estava ad sorvido, ligado a membrana, NESSA
ADSORÇÃO O VÍRUS FOI ENGLOBADO POR MEIO DE UMA INVAGINAÇÃO,
ENTROU TODO O VÍRUS? Sim, todo o vírus - penetrou nessa célula →Material
genético e capsídeo ou núcleo capsídeo, que nada mais é do que o envoltório
protéico mais o material genético viral.
o Isso tudo, agora, esta dentro da célula hospedeira e, qualquer vírus,
tenha envelope ou não, pode alcançar o meio intracelular por
pinocitose.

 O segundo mecanismo de penetração


nessas células é chamado de FUSÃO e, ela é
exclusiva de um vírus envelopado.
 A constituição do ENVELOPE VIRAL é a
mesma da membrana plasmática.
 A ESPÍCULA funciona como ligante para
interagir com uma molécula receptora na célula
hospedeira.
 A partir do momento que tem essa
interação entre vírus e hospedeiro→ o
ENVELOPE tem a mesma constituição da
membrana plasmática das nossas células →
então ele fusiona, ele se mistura à membrana plasmática dessa célula
 Nessa mistura ocorre a formação de tipo um poro, um mecanismo de entrada - fica então = membrana plasmática,
envelope viral e membrana plasmática. É como se esticasse o envelope viral, uma vez esticado, o vírus entra na
célula hospedeira →O material genético e o capsídeo.

 Então o mecanismo de fusão é EXCLUSIVO para vírus envelopado, porque é esse envelope viral que consegue se
fusionar com a membrana plasmática → nessa fusão, eu consigo jogar o capsídeo mais o material genético viral
para dentro da célula.

PERGUNTA (?). Pode fazer pinocitose, ele não estoura. Digamos assim, ele esta adsorvido na membrana da célula, se
naquele espaço ocorrer a formação e um processo de invaginação, ele não vai gastar energia. Se por um acaso estiver na
membrana plasmática e não ocorreu invaginação, ele mesmo, por si só, consegue fazer essa fusão de membranas. Então
isso acontece não de uma forma aleatória, mas pode acontecer pinocitose e pode acontecer fusão.

SE FOR O CASO DE UM VÍRUS ENVELOPADO FAZER PINOCITOSE, O ENVELOPE ENTRA OU NÃO? não, o envelope esta
adsorvido na membrana, formou a vesícula, dentro dela existem enzimas que vão degradar o vírus, então, o envelope até
entra na vesícula, mas ele não alcança a célula de uma maneira mais profunda porque, logo que forma a vesícula ocorre a
fusão com o lisossomo e tudo que foi endocitado é digerido, e nessa digestão o envelope desaparece. Ele alcança a vesícula,
mas fica só nela, mais profundamente vai ficar o material genético e o capsídeo.

ESSA PENETRAÇÃO DE UM VÍRUS ANIMAL É DIFERENTE DA PENETRAÇÃO DE UM BACTERIÓFAGO? Sim!!!! Em uma entra
somente o material genético (bacteriófago) e o outro o material genético e o capsídeo (animal).
O QUE TEM QUE ACONTECER PARA UM VÍRUS ANIMAL SE MULTIPLICAR?De alguma forma, é preciso degradar o
capsídeo, para que se tenha a exposição do material genético viral.

3. DESNUDAMENTO
 A retirada do capsídeo que envolve o material genético viral.
 É preciso quebrar esse capsídeo, e como ele é proteína →é feita uma DIGESTÃO PROTEOLÍTICA e, isso vai degradar
toda a estrutura protéica do vírus e ocorrer a liberação, apenas, do material genético viral →seja ele um vírus de
DNA ou um vírus de RNA.
 Para vírus animal tem um passo a mais em relação ao bacteriófago, que é o desnudamento, a retirada do capsídeo
para que ocorra, de fato, a exposição do material genético viral.

4. BIOSSÍNTESE
- Nesse momento, já ocorreu a separação de uma capa protéica que tinha a função de proteção e, agora, só tem o material
genético exposto no citoplasma da célula, então a biossíntese pode começar.

Se pensarmos em um VÍRUS ANIMAL, os tipos de material genético que esse vírus podia apresentar= DNA fita dupla e RNA
de fita simples positiva, de RNA de fita simples negativa ou RNA de fita dupla.

COMO É QUE ESSES VÍRUS PODEM SER DIFERENTES ENTRE SI EM RELAÇÃO A MULTIPLICAÇÃO? Se é um vírus de DNA, a
central de comando para a síntese de novos fica no NÚCLEO, e é lá que esta o DNA de fita dupla, logo, provavelmente é lá
que estão todas as enzimas necessárias para atuar em um DNA de fita dupla. Um vírus de RNA, a central de comando para
a síntese de vírus de esta no CITOPLASMA, onde se encontram enzimas passiveis de atuar no RNA.

 primeira diferença= se for pensar na BIOSSÍNTESE de um vírus de DNA acontece no núcleo da célula hospedeira,
se pensar em um vírus de RNA, fica no citoplasma.

 Segunda diferença = Pensando nos vírus de DNA, existe uma DIFERENÇA TEMPORAL
 Quando o vírus entra na nossa célula→o DNA de fita dupla vai pro núcleo → é preciso REPLICAR esse material
genético viral →→essa multiplicação é proporcionada por enzimas virais. É a enzima do vírus que vai replicar o
número de copias do DNA viral.
 Em outro momento, é preciso SINTETIZAR AS PROTEÍNAS DESSE VÍRUS→ essas proteínas estão no capsídeo do
vírus animal logo→ precisa sintetizar, traduzir as proteínas desse vírus para ter matéria prima e gerar novos
capsídeos→→ Essas síntese protéica acontece utilizando enzimas do hospedeiro.
o Material genético viral - enzimas virais
o Produção das proteínas virais - enzimas do hospedeiro.
 A copia do DNA viral esta no núcleo da célula hospedeira e no citoplasma dessa célula estão as proteínas virais.
O QUE DEVE ACONTECER PRO VÍRUS SER LIBERADO, DEPOIS DA BIOSSÍNTESE? Maturação, que para um vírus de DNA
ocorre no núcleo a montagem.
 Acontece no núcleo
 CAPSÍDEO – função de proteção do material genético →então, se esse DNA que esta no núcleo for para o
citoplasma, ele pode ser degradado estando sem capsídeo.
 As proteínas necessárias para a maturação que estão no citoplasma devem ser mandadas para o núcleo, porque
nele, não tem a maquinaria para degradar esse DNA de fita dupla
o então as proteínas que estão no citoplasma migram para o núcleo e a maturação acontece no núcleo na
célula hospedeira.

 Então, ocorre essa DIVISÃO=


o material genético replica no núcleo
o proteínas são sintetizadas no citoplasma →→ do citoplasma elas migram para o núcleo pra fazer a
MATURAÇÃO.

 Aqui tem um vírus que fez a ADSORÇÃO → ele PENETROU →Dentro da célula ocorreu o DESNUDAMENTO e a
exposição do DNA de fita dupla. → o material genético vai para o NÚCLEO da célula hospedeira.

TRANSCRIÇÃO PRECOCE
 La no núcleo, ele precisa REPLICAR as copias desse material genético→isso é feito pelas ENZIMAS DO VÍRUS
MAAAAAS o vírus não traz com ele essas enzimas, precisa de um evento que é chamado de TRANSCRIÇÃO
PRECOCE é quando utiliza a maquinaria da célula hospedeira para transcrever alguns genes do vírus → esses
genes são os das enzimas virais que são importantes para a replicação do material genético viral.
 Essas enzimas vão para o citoplasma, traduz e voltam para o núcleo, mas são enzimas do vírus que estão
iniciando a replicação do DNA de fita dupla.

ELE VAI ENTRAR, VAI PRO NÚCLEO, DEPOIS VAI VOLTAR PRO CITOPLASMA... no núcleo o DNA é transcrito em RNA
mensageiro → esse RNAm é traduzido no citoplasma então, nessa transcrição precoce é pego somente um pedaço do
material genético, ele é transcrito e forma as enzimas do vírus que vão replicar esse DNA.
Então esse RNA vai no citoplasma, tem tradução e volta pro núcleo, porque são enzimas para o vírus, é no núcleo que elas
precisam multiplicar esse RNA viral.
PEGA UM PEDAÇO DE DNA, TRANSCREVE EM RNA, VAI PRO CITOPLASMA, FAZ A ENZIMA E ESSA ENZIMA RETORNA
PRO NÚCLEO? Sim!!!! Isso é chamado de transcrição precoce.

 As essas enzimas que voltaram pro núcleo →são as que vão fazer a replicação do material genético viral.
 Nessa TRANSCRIÇÃO PRECOCE, o DNA do vírus é que manda informação pra sintetizar a enzima do vírus e, são
elas que fazem essa replicação do DNA.

TRADUÇÃO TARDIA
 O material genético foi replicado, agora = MONTAGEM DE CAPSÍDEO, para isso necessita de tradução de
proteínas, esse processo é chamado de TRADUÇÃO TARDIA → utiliza as ENZIMAS DO HOSPEDEIRO.
 No núcleo dessa célula infectada tem varias copias do material genético viral→ essas copias mandam RNAm pro
citoplasma→ tem tradução no citoplasma usando as enzimas da célula hospedeira

 Então agora tem = material genético e enzima viral no NÚCLEO e proteínas traduzidas lá no CITOPLASMA por
uma enzima do hospedeiro.

5. MATURAÇÃO
 Eu fiz a biossintese completa= material genético e capsídeo estão prontos.
 Agora tem que fazer a montagem do vírus→ Eu preciso juntar o DNA que está no núcleo com a proteína que
está no citoplasma.
o As proteínas irão para o núcleo da célula hospeira - o DNA não sai e vai ao citoplasma porque ele poderia
ser degradado.
 Se o capsídeo tem a função de proteção, então irei monta-lo dentro do núcleo dessa céula hospedeira.

 ENTÃO aqui no núcleo tenho o processo de maturação onde tenho um VIRION COMPLETO → tem material
genético, tem capsídeo
o Agora esse vírus será liberado da célula hospedeira.
o
6. LIBERAÇÃO
 Os mecanismos de liberação tem ao menos dois que serão discutidos no final, vamos só até a maturação, essa
junção do vírus.

→O VÍRUS DE DNA tem maturação no núcleo da célula hospedeira.

SOBRE TRANSCRIÇÃO PRECOCE ... O DNA VAI SAIR? Quem é que sai? O RNA igual em nossas células então tem a
transcrição no inicio da multiplicação por isso ela é precoce. Uma transcrição no início da multiplicação tem qual função?
Sintetizar enzimas do vírus, enzimas que vão copiar o material genético viral. Então na transcrição precoce só alguns gene
desse vírus é que serão transcrito. Todo transcrito terá tradução no citoplasma pois é lá que tem o retículo. Essas enzimas
virais que foram traduzidas voltam para o núcleo. Lá no núcleo, qual será a função delas? Replicar esse DNA viral, isso é
transcrição precoce. É pegar um pedaço genético do vírus, para que ele codifique enzimas para o vírus e enzimas que são
importantes para multiplicar o material genético viral, isso é uma transcrição precoce. Só alguns e logo no início para
gerar enzimas virais.

A TRANSCRIÇÃO OCORRE PELA MAQUINARIA DO HOSPEDEIRO? E DEPOIS A REPLICAÇÃO OCORRE PELA MAQUINARIA
DO VÍRUS? Isso !

PERGUNTA (?) PRECOCE porque é logo no início e não é todo genoma viral. TARDIA porque é posterior e tenho todo o
genoma viral sendo traduzido.

... VAI GERAR PROTEÍNAS VIRAIS MAS JÁ NÃO ACONTECEU LÁ NA BIOSSÍNTESE ?É na biossintese que tem a transcrição
tardia, faz parte da biossintese pois é onde vou traduzir as proteínas que montam o capsídeo viral.

PROF, ME PERDI NA PARTE DA TRASNDUÇÃO TARDIA... Transcrição precoce: preciso da maquinária do hospedeiro para
acontecer mas são as enzimas virais que replicam o DNA viral dentro da célula hospedeiro. É o que está aqui: replicação
do genoma no núcleo da célula hospedeira usando enzimas virais. Essas enzimas virais foram produzidas onde? Na
transcrição precoce!!!
 As proteínas do capsídeo e outras proteínas, síntese no citoplasma usando enzimas do hospedeiro. Transcrição
precoce ou tradução tardia? Os dois fazem parte da biossintese?SIM

 Agora vem a MATURAÇÃO, a montagem. As proteínas que estavam no citoplasma foram sintetizadas pela
maquinaria hospedeira, voltaram ao núcleo e lá reunem junto com o DNA e isso forma novos vírus.

PROF, NA TRADUÇÃO TARDIA TERÁ A PRODUÇÃO DO CAPSÍDEO, IRÁ TRANSCREVER TODO GENOMA VIRAL QUE IRÁ AO
CITOPLASMA? Onde é que unicamente posso ter tradução proteica na minha célula? No retículo endoplasmático. O
tradução proteica e RNA mensageiro quando saem não passam lá por fora e vão para o retículo? Então,obrigatoriamente,
tem que ao citoplasma para ter a tradução porque é o único local da nossa célula que faz tradução proteica. Então tem que
ir, alguns podem voltar que são as enzimas que farão multiplicação e outras ficam lá pois são as enzimas que irão montar
o capsídeo. Pensa em como funciona a nossa célula que fica mais fácil de entender.

→ VÍRUS DE RNA tem maturação no citoplasma da célula hospedeira

 Eu tenho RNA no citosplasma, então tudo é no citoplasma, monto ele lá e sai da minha célula.
 Se a falarmos de vírus de RNA, tem QUATROS CICLOS DE MULTIPLICAÇÃO que se diferem de acordo com a
organização do RNA
o fita simples positva
o fita simples negativa,
o fita dupla
o retrovírus.

VÍRUS DE RNA DE FITA POSITIVA

 Positiva - RNA mensageiro - dentro transcreve e faz toda a multiplicação.


 Ou RNA fita sensu = É um vírus de RNA de fita positiva que é o genoma desse vírus, significa dizer que esse RNA
positivo tem a mesma sequencia que um RNA mensageiro.
o Se eu ler um vírus de RNA positivo consigo fazer tradução proteica porque ele tem a mesma sequencia de
leitura que haveria em um RNA mensageiro.
o Então já tem informação pronta para ser traduzida.
 Nos vírus de RNA tem a enzima RNA replicase ou uma RNA polimerase dependente de RNA.
 Então a partir do momento em que o vírus de fita positiva é DESNUDO numa célula hospedeira→ele já pode
começar o processo de TRADUÇÃO nessa célula hospedeira já que a sequencia dele é a mesma de um RNA
mensageiro que já esta na fase para ser lido e traduzido.

 Então a primeira coisa que um virús de RNA positivo faz ao entrar nessa célula hospedeira é ser direcionado para
o retícula endoplasmático e lá começará a sintetizar essa RNA replicase como uma das primeiras coisas
→replicar material genético viral.

 Se tenho um VÍRUS DE FITA POSITIVA que é aquele vírus que tem informação pronta para ser traduzida. Ele entra
na célula e traduz entre outras proteínas a RNA replicase que vai começar a replicar RNA de fita positiva.

SE ESSA RNA REPLICASE VAI COMEÇAR A MULTIPLICAR ESSE RNA, QUE TIPO DE FITA ELA IRÁ MONTAR POR
COMPLEMENTARIEDADE A ELE? A FITA NEGATIVA.
 FUNÇÃO dessa FITA NEGATIVA - Se a RNA replicase só vai replicar fazendo uma fita complementar→ era positiva
a original e ela fez negativa. Essa negativa não há função, a não ser, servir de molde para uma nova fita positiva.

 Essa é a PRIMEIRA FUNÇÃO de uma RNA replicase = Pegar aquele material genético molde que era um
material genético positivo e a partir do positivo, desenhar um negativo.

PROF, A PRIMEIRA FITA POSITIVA É SÓ PARA FAZER UMA NEGATIVA PARA DEPOIS REPLICAR? A positiva é que veio com
ela, é o material genético original. A RNA replicase para fazer novas copias sempre fazer complementar. Então irá fazer a
partir da positiva, uma negativa, que não tem função nenhuma, há não ser servir de molde para sintetizar várias outras
positivas. Essa RNA replicase, a partir dessa uma negativa, fez um molde, esse molde pronto sai. Ela fará outra a partir desse
mesmo molde. Então isso irá aumento o número de cópias de fitas positivas dentro da célula hospedeira. É o positivo que
é o material genético original, é ele que precisa replicar porque é ele que faz parte do genoma daquele virus.
A RNA REPLICASE FARÁ UM NEGATIVO E VAI SERVIR COMO MOLDE E DEPOIS PARA FAZER OUTRO NEGATIVO PARA
SERVIR DE MOLDE DE NOVO OU NÃO? Do negativo ela fará outro positivo mas ao mesmo tempo, posso pegar a RNA
replicase para fazer outro negativo para ter mais um molde. Com isso, ao inves de sintetizar um por vez, sintetizará dois.

MAS UMA FITA NEGATIVA SINTETIZARÁ SÓ UMA POSITIVA OU PODE REPLICAR MAIS?Pode replicar mais. Uma está
pronta, desliga e replica outro e vai replicando.

PROF, ENTÃO A FITA DE RNA POSITIVA VAI ENTRAR E A PRIMEIRA COISA QUE FARÁ É PRODUZIR A RNA REPLICASE? Vai
produzir a RNA replicase porque ela já tem formação para ser produzida instantânea mas para ser produzida dentro da
célula hospedeira
 Então FITA positiva que serve de molde para negativa que serve de molde para mais uma positiva.
- vírus de DNA e depois que replicava várias copias do DNA o que começava a fazer? A síntese proteica.

 Quem que pode servir para a SÍNTESE PROTEICA de vírus de RNA é a FITA POSITIVA.
 Então essa fita positiva que está sendo replicada, é o material genético original e tem informação genética para ser
RNA mensageiro então pode ser para a tradução das proteínas virais. Traduzindo as proteínas virais → tem
material genético replicado, tem a tradução das proteínas.
 AgoRA – tenho que Juntar →MATURAÇÃO que ocorre no citoplasma.

PERGUNTA (?)Isso, não é uma replicação semiconservativa. É uma replicação conservativa,da forma que entrou, sai.
PERGUNTA (?) Porque a fita positiva é a fita que tem a mesma leitura do RNA mensageiro, então já pode ser traduzida
porque já tem informação na sequencia de um RNA mensageiro.

RESUMINHO = o RNA de fita positiva já tem informação pronta para tradução protéica → a RNA replicase será traduzida
logo de cara. → Essa RNA replicase começa a sintetizar cópias negativas que servem de MOLDE para sintese de mais
cópias positivas.
Tudo isso acontecendo lá dentro do citoplasma da célula hospedeira, monta o vírus que sairá da célula.

VÍRUS DE RNA DE FITA NEGATIVA


 O vírus tem a sequencia do RNA fita simples negativa.
 Esse RNA no citoplasma da célula NÃO pode ter TRADUÇÃO PROTÉICA = pode porque o RNA negativo é
complementar ao RNA positivo, então digamos que ele seria complementar ao RNA mensageiro logo não tenho
formação de RNA mensageiro.
O QUE O VÍRUS TEM QUE TRAZER COM ELE PARA COMEÇAR A REPLICAR DENTRO DESSA CÉLULA? Ele tras junto com ele
a RNA replicase.

 Então no DESNUDAMENTO eu tenho a exposição de um RNA fita simples negativa junto com ele o vírus trouxe a
RNA replicase →Essa RNA replicase vai fazer a replicação que é complementar →→então vai formar FITA
POSITIVA com FUNÇÃO de servir de molde para sintetizar novas negativas e para ter tradução das proteínas virais.
 Então é ela que está servindo de molde para que a RNA replicase venha e faça mais fitas negativas, já que é esse
o material genético original e é ele que tem que replicar dentro dessa célula e ainda tem a função de servir como
RNA mensageiro para tradução das proteínas virais.
 Faço a tradução das proteínas, tenho material genético replicado, tenho a maturação do citoplasma de uma célula
hospedeira.

A REPLICAÇÃO É CONSERVATIVA? Conservativa, isso mesmo. Como é uma fita simples não dá para dividir em
semiconservativa. Todas são conservativas. UMA O CONTRÁRIO DA OUTRA? Sim

QUAL SERIA A DIFERENÇA ENTÃO DA NEGATIVA E DÁ POSITIVA SE JÁ COMEÇAM A TRANSCREVER DIRETO? A positiva
transcreve direto ai a enzima é transcrita na célula hospedeira. A negativa, como não tem informação para ter tradução
direto, preciso trazer junto a enzima porque se não, não tem uma RNA replicase ou uma RNA polimerase dependente de
RNA, o vírus tem que trazer para começar a replicar → aí ou o vírus traz ou a célula hospedeira produz.

Pensando em POSITIVO o contrário para NEGATIVO


 EX o vírus de RNA negativo fita simples entrou na célula junto com a enzima RNA polimerase dependente de RNA
(RNA replicase). Essa enzima atua nesse negativo e faz uma fita positiva.
 Tem duas FUNÇÕES: servir de molde para síntese de novas fitas negativas que o material genético original e ela
serve para tradução das proteínas virais →proteínas do capsídeo e RNA replicase
o do jeito que vírus entrou tem que sair.
 Então se ele entrou com essa enzima, ele tem que sair com essa enzima.
 O vírus monta e ela sai da célula hospedeira. Tudo isso acontecendo no citoplasma dessa célula.

RNA DE FITA DUPLA

 Nós não temos RNA de fita dupla, então se o vírus injetar seu material genético de fita dupla, ele pode ser
reconhecido no meu citoplasma, já que é uma coisa completamete estranha para a minha célula!!!
 Então o DESNUDAMENTO do vírus de RNA de fita dupla é parcial → vírus fica envolto por uma estrutura que é
como se fosse um CAPSÍDEO FININHO chamado de CERNE - tem a mesma função do capsídeo que é proteger
esse RNA de fita dupla.

 FITA DE RNA DUPLA = Uma fita positiva e uma fita negativa, isso tudo envolto pelo cerne.

O QUE O VÍRUS PODE FAZER PARA QUE ELE CONSIGA SE REPLICAR NA CÉLULA HOSPEDEIRA? O QUE ELE UTILIZARIA A
PARTIR DESSE CERNE PARA CONSEGUIR REPLICAR E GERAR NOVOS VÍRUS? Mais fitas positivas,para gerar mais fitas
positivas, tem dentro desse cerne, A RNA replicase.

 Então é isso que um VÍRUS DE FITA DUPLA tem→uma fita positiva, uma fita negativa e a RNA replicase.

 FUNÇÃO dessa RNA replicase - Pegar o molde da negativa e sintetizar positiva.


 FUNÇÕES dessa fita positiva no citoplasma - A síntese proteíca já que ele tem informação genética pronta como
RNA mensageiro e produção de novas fitas
o Se eu produzir aqui no citoplasma terei uma negativa e haverá um RNA de fita dupla →ISSO NÃO PODE.

 Então, eu pego essas proteínas virais que tem função de montar o capsídeo viral. A RNA replicase, pronto, o vírus
pode sair da célula? O que falta? A fita negativa sob ação da RNA replicase. Agora tenho um vírion completo, sob o
processo de maturação. Agora isso aqui pode sair da célula

PERGUNTA não entendi, algo sobre RNA positiva e RNA replicase. Tem que ter RNA replicase para replicar as fitas
positivas e a positiva ir para o citoplasma. Essa RNA original do vírus que entrou, continua dentro desse cerne, não sai. Mas
ela tem que continuar ai, para começar a sintetizar fitas adicionais positivas, pois se eu não tiver isso aqui dentro da célula,
essas duas fitas continuam como RNA de fita dupla, continuam unidas. Não há sintese só da positiva, então
orbigatoriamente o vírus tem que trazer a enzima. Que vai sintetizar a positiva e as positivas sintetizadas, lançadas para o
citoplasma da célula.

MAS DAÍ NA RNA POSITIVA, ELA NÃO VAI TAMBÉM (INCOMPREENSÍVEL)? Não, a positiva que é só positiva, vai ter
tradução logo de cara e essa tradução replica, aqui eu consigo dissociar uma fita dupla e mandar só a positiva para o
citoplasma? Material genético é duplo, então não tem como a única forma é sintetizar só fita simples e aí fita simples vai lá
pro citoplasma. Essa fita simples faz igualzinho o positivo simples, síntese proteica, monta e aí dentro desse cerne manda
de novo.

PROFESSORA, É ELA QUE MANDA PRA DENTRO A POSITIVA TAMBÉM, QUEM QUE COLOCA DENTRO DO CERNE? Nossa
Senhora! Posso explicar mecanismo motor, é um mecanismo que envolve geração de energia. Eu tenho uma proteína que
é chamada de bombaprotomotriz e depende de ATP da célula hospedeira para colocar isso por pressão. Então assim tem
algumas proteínas comuns que orientam e então entra essa molécula, mas não pensa nisso porque é bem específico.

ENTÃO RNA+ DEPOIS QUE SAI NO CITOSOL VAI FAZER MAIS RNA-? No citoplasma não, só dentro do capsídeo. Vai mandar
a positiva para o citoplasma para ter tradução de proteínas.

 Traduzi as proteínas- montei capsídeo


 EU NÃO TINHA FITA SIMPLES POSITIVA DANDO BOBEIRA LÁ NO CITOPLASMA? Até que joga ali dentro (dentro do
capsídeo). AGORA TÁ PRONTO? Eu vou ter uma fita positiva e enzima RNAreplicase, essa enzima para montar um
vírus completo vai fazer a fita NEGATIVA.
 Ela vai fazer a negativa já dentro do capsídeo →tem que ser aqui dentro porque se não nós teríamos
reconhecimento, o vírus quer evitar esse reconhecimento, nós não temos RNA de fita dupla no nosso citoplasma,
é algo muito estranho então ele seria facilmente reconhecido, pra nós isso não é bom, porque é a forma como ele
passa desapercebido pelas nossas células.

 Na síntese proteica, tem a síntese das proteínas do capsídeo e a síntese de tudo quanto é coisa que veio no vírus,
como ele entrou com uma cópia ele também sai com uma cópia.

ENTÃO A REPLICAÇÃO DO RNA, DO MATERIAL GENÉTICO VAI SER SÓ DENTRO DO CERNE MESMO? Só dentro do cerne,
não tem fora a única coisa que tem fora é exposição de uma fita positiva pra ter tradução proteica.
É A RNAREPLICASE QUE VAI MONTAR POSITIVA COM NEGATIVA? Isso mesmo, é ele que sintetiza e é ele que faz a
complementariedade das bases.

RETROVÍRUS
 Vamos pensar no HIV = o material genético de um retrovírus é RNA, ele vai ter duas cópias de RNA de fita simples
→embora é comum a gente encontrar que são fitas de RNA dupla (incorreto)
 Se são duas fitas simples seria viável ser fita POSITIVA → já tem a informação pronta pra codificar algumas enzimas
a hora que ele entra na célula hospedeira.

 Então material genético do retrovírus= duas fitas simples positivas.


 Ele traz ao menos três enzimas: TRANSCRIPTASE REVERSA, INTEGRASE, PROTEASE.
 Vírus DESNUDADO na nossa célula: material genético, duas fitas RNA positivas e essas três enzimas.

O QUE FAZ ELE SER CHAMADO DE RETROVÍRUS? O fato dele entrar como RNA, mas formar DNA.
 Ele se integra na nossa célula → um RNA de fita simples não conseguiria se integrar na nossa célula,então ele
precisa montar um DNA de fita dupla e quem fará isso é a TRANSCRIPTASE REVERSA.

TRANSCRIPTASE REVERSA - FUNÇÕES=


 1ª TRANSCRIÇÃO REVERSA: ela vai pegar um fita dessa positiva, e a partir dessa uma fita positiva de RNA ela
faz uma fita de DNA,
 Montar uma fita simples de DNA a partir de uma fita simples de RNA. Isso ainda não consegue se integrar no núcleo
da nossa célula.

 2ª RIBONUCLEASE: Destrói RNA, então ela vem aqui e destrói essa molécula de RNA do híbrido que foi formado
de um DNA com um RNA.
 Desse jeito o DNA ainda não pode ser integrado na nossa célula → ainda falta ele ser DNA de fita dupla.

 3ª DNApolimerase, onde ela faz a fita complementar do DNA.

RESUMINDO - Então as três funções, pega uma fita de RNA e a partir desse RNA ela tem um molde para sintetizar uma
fita de DNA. Formou um hídrido, RNA+DNA, desse jeito não entra na célula, ela vai lá e degrada a molécula de RNA, fita
simples de DNA também não integra então ela vai e faz a fita complementar desse DNA. Desse jeito, material genético
viral pode se integrar ao núcleo → quem vai fazer essa integração vai ser a INTEGRASE VIRAL.

INTEGRASE VIRAL
 Essa enzima do vírus que vai ser responsável pela incorporação de um DNA de fita dupla ao cromossomo da célula
hospedeira.
QUANDO A GENTE FALOU DE BACTERIÓFAGO DE CICLO LISOGÊNICO A HORA QUE ELE SE INCORPORAVA AO NUCLEOIDE
DA BACTÉRIA, QUAL ERA O NOME QUE ELE PASSAVA A TER? Era pró-fago que estava naquele estado de latência.
 Quando o RETROVÍRUS integra esse DNA ao nucleoide da célula ele é chamado PRÓ-VÍRUS que diferente do pró-
fago, quase que invariavelmente ele nunca mais sai do cromossomo dessa célula .
QUANDO É QUE UM PRÓ-VÍRUS PODE MORRER? Quando a célula morre, ele não sai dessa célula.

 Alguns vírus eles podem ficar como PRÓ-VÍRUS, em latência, anos sem nunca se manifestar.

MULTIPLICAÇÃO
EX vamos imaginar que em uma infecção viral eu tenho uma multiplicação do vírus. Esse vírus ta lá na forma de pró-vírus,
estar integrado ao cromossomo.
 O material genético original do vírus será RNA positivo de fita simples.
 Então a partir de um DNA que está integrado no cromossomo eu posso começar a produzir um RNA a partir de
transcrição, ele vai ter a mesma característica de RNAm.
 No citoplasma da célula hospedeira esse RNA de fita simples positiva vai ter a função de material genético original
e ele vai funcionar para a síntese proteica, para a tradução das proteínas virais.
o Além das proteínas do capsídeo estará tendo a produção daquelas três enzimas importantes, porque já
que ele entrou ele tem que sai com todas elas.

PROTEASES
 Nesse processo de TRADUÇÃO PROTEICA, de biossíntese proteica, o retrovírus vai ter a característica de ter vários
genes que se encontram sob o controle de um mesmo promotor, é aquilo que a gente chama de POLICISTRONICO
→liga um promotor e tudo aquilo que estiver depois dele vai ser traduzido junto.
 A característica dessa geração a partir de uma só região promotora vai ser a característica que a gente chama de
POLIPROTEÍNA - Eu vou ter vários genes, eles vão estar um ao lado do outro só que eles não vão ter promotores
separados.
o então após esse promotor se eu tiver dez genes após esses dez serão traduzidos juntos, e nesse tradução
eu emendo uma proteína com a outra. Isso gera uma POLIPROTEÍNA = vai ser formada por várias proteínas
menores e essas proteínas menores que são as funcionais, então enquanto essa proteína se encontra como
poliproteína ela não é funcional.

 Então para que eu obtenha PROTEÍNAS FUNCIONAIS a partir da POLIPROTEÍNA eu preciso lidar com PROTEASES.
Proteases que vão quebrando, vão fragmentando tudo isso (poliproteína) em pedaços menores→ agora sim são
funcionais.
 Então essa é a FUNÇÃO da PROTEASE é pegar uma poliproteína, já que elas estão sob o controle de um mesmo
promotor e são traduzidas todas juntas gerando uma proteína grande completamente sem função.
 Quebro ela em proteína menores, proteínas que agora tem função, e daí agora eu consigo fazer a montagem lá
do capsídeo viral.
 A partir dessas proteína eu tenho as enzimas que são funcionais para esse vírus.

Todas essas enzimas fazem parte do COQUETEL de um indivíduo que é aidético.


 SE EU BLOQUEAR A TRANSCRIÇÃO REVERSA EU TENHO A INTEGRAÇÃO DO VÍRUS, ELE MULTIPLICA? NÃO.
 SE EU BLOQUEAR A INTEGRASSE? NÃO MULTIPLICA.
 SE EU BLOQUEAR A PROTEASE ELE PODE SE MULTIPLICAR? Eu tenho a replicação do material genético, mas eu
não tenho a formação de novos vírons, porque eu preciso desses fragmentos para montar o vírus completo. Então
todas essas enzimas fazem parte daqueles coquetéis que hoje em dia aqueles pacientes com AIDS fazem uso.

 MATURAÇÃO e BIOSSÍNTESE desse retrovírus CITOPLASMA.


o Ele é um vírus originalmente de RNA e onde tem maturação e biossíntese de RNA é no citoplasma.

AGORA UM RESUMINHO

 VÍRUS DE DNA
TRANSCRIÇÃO PRECOCE no NÚCLEO, tem função de produzir enzimas virais que replicam material genético viral.
TRADUÇÃO TARDIA no CITOPLASMA, usa enzimas do hospedeiro.
MATURAÇÃO, vai pro NÚCLEO tem a montagem do vírus e então ele é liberado dessa célula.
 VÍRUS DE RNA POSITIVA, NEGATIVA, DUPLA OU RETROVÍRUS
Tudo acontece no CITOPLASMA - DESNUDAMENTO, a REPLICAÇÃO, a SÍNTESE PROTEICA, a MONTAGEM e então é
liberado dessa célula.
LIBERAÇÃO
 Um vírus que sai por EXTRUSÃO quando sair vai ter material genético, capsídeo e ENVELOPE. →Essa liberação vai
possibilitar que o vírus quando saia carregue um pedaço da membrana.

 Durante a síntese proteica na célula hospedeira, para a montagem do CAPSÍDEO, para a montagem das enzimas,
o vírus que tem envelope ele vai ter uma molécula ligante chamada de ESPÍCULA, essa espícula vai ser o vírus.
Então lá na síntese proteica o vírus que tem envelope também vai ter que sintetizar as espículas.
 E onde é que ele vai colocar essas espículas lá na membrana plasmática da célula hospedeira.
 Então essas ESPÍCULAS também vão ter a função de orientar essa vírus onde é que ele tem que brotar, onde é que
ele tem que sair por extrusão dessa célula.

 A partir do momento que esse vírus está pronto= tenho material genético, tenho o capsídeo →é como se ele fosse
empurrando a membrana → essa membrana vai formando esse broto

o A medida que esse vírus vai empurrando a membrana, vai formando esse broto, então esse broto
estrangula para a liberação dessa vesícula, desse vírus envelopado.
QUEM É QUE FAZIA UM PROCESSO MUITO SEMELHANTE A
ESSE DE BROTAMENTO PARA MULTIPLICAÇÃO? As leveduras,
a levedura também faz esse processo de brotamento.

 Então esse vírus vai empurrando, estrangula a região e ele


é liberado para o meio externo.

OLHANDO ESSE MECANISMO DE LIBERAÇÃO VOCÊS ACHAM


QUE A CÉLULA MORRE? Normalmente não morre.

 MAS Quando eu tiver muito vírus saindo dessa


célula, essa função de estrangular e regenerar não é 100%
funcional = então eu tiver uma carga viral muito grande, essa
célula não consegue se manter viva, porque vão ter falhas
nessa membrana e então por uma crise osmótica ela pode
morrer.

RUPTURA
 Quando o vírus não tem envelope ele não
pode sair por brotamento porque
inevitavelmente o brotamento carrega um
pedacinho da membrana plasmática.
 O vírus com o capsídeo ele não vai
empurrar a membrana, então o vírus vai produzir algumas moléculas que DESINTEGRAM/ALTERAM A
PERMEABILIDADE dessa membrana plasmática – esse vírus aí sai para o meio externo.
 SE A GENTE PENSAR NESSE MECANISMO DE RUPTURA ELE É ANÁLOGO A QUAL MECANISMO DO BACTERIÓFAGO?
Ciclo lítico. Nesse ciclo o vírus também produzia a alteração da permeabilidade pela enzima lisozima.
 Então na RUPTURA essa célula MORRE!!!
o Como eu tenho essa alteração da membrana, a formação desse buraco na membrana plasmática,
invariavelmente essa célula hospedeira morre.

 Então os dois mecanismos de liberação são dependentes do tipo de vírus.


o Se eu tiver envelope a maior parte deles fazem brotamento, se eles não tiverem envelope a maior parte
deles fazem ruptura.

CONSEQUÊNCIAS DA INFECÇÃO VIRAL


Agora pensando nesse MECANISMO DE LIBERAÇÃO= Um vírus que sai por ruptura, a célula Morre. Então quando a gente
pensa em infecção viral existem várias consequências, as quatro mais importantes são essas:

1. SAÍDA POR RUPTURA que leva a lise dessa célula infectada, porque o vírus vai romper vários pedaços dessa
membrana, ela não consegue se reorganizar e ela morre no final do ciclo de multiplicação viral, esse é o defeito,
quando essa célula morre a gente diz que essa infecção é VIRULENTA, já que o ciclo de multiplicação culmina com
a morte da célula hospedeira.
2. INFECÇÃO PERSISTENTE, quando nós temos uma LIBERAÇÃO POR EXTRUSÃO. Porque eu tenho uma liberação
lenta do vírus, porque a célula libera, hipoteticamente, dois vírus agora, dois vírus daqui 5 minutos. Então ela vai
se regenerando e isso não faz essa célula morrer, isso é característica de infecção persistente, eu estou liberando
gradativamente. Lentamente esse vírus no corpo.
3. INFECÇÃO LATENTE ex herpes = quando em latência é como se essa célula nem tivesse infectada // vírus
permanece silenciado e isso não altera nada no metabolismo da célula hospedeira, ela continua como se nada
tivesse acontecendo, isso vai ser característico de uma infecção latente.

-Característica de um câncer = Alta proliferação // Função da p53 = Parar o ciclo celular.


4. INDUÇÃO AO CÂNCER ex HPV= a infecção pelo papiloma vírus leva ao câncer→Porque de alguma forma ele
promove transformação nessa célula hospedeira. Essa transformação pode ser por vários motivos, um dos
principais motivos dessa transformação é que quando um vírus infecta uma célula ele desliga a sua maquinaria de
controle do ciclo celular. Em condições normais, uma célula que está alterada, com seu material genético alterado
não pode progredir no seu ciclo celular. O vírus Inibe a p53 = se eu não paro mais a célula no ciclo celular ela vai
multiplicando...
Alguns vírus podem Diminuir MHCI, para a diminuição do reconhecimento dessa célula pelo Linfócito Tcitotóxico,
que tem a função de apoptose.

Então eu vou estar desligando apoptose e aumentando proliferação, isso é característica de CÉLULA TUMORAL.

*O vírus da AIDS vai ser envelopado então ele vai sair por brotamento da célula hospedeira.
AULA 9 – MICROBIOLOGIA TURMA 13-02

AÇÃO DAS DROGAS ANTIMICROBIANAS


TOXICIDADE SELETIVA

→ Vamos fazer o uso de uma droga e ela tem que afetar o microrganinsmo e afetar minimamente as nossas células.

QUAL MICRORGANISMOS É MAIS FÁCIL TER TOXICIDADE SELETIVA? BACTÉRIA →afinal a célula é procariótica, tem parede
celular, ribossomos e metabolismo diferente dos nossos → e isso é importante para atacar alvos específicos.

→ Depois, é mais fácil mexer na TOXICIDADE SELETIVA dos FUNGOS, porque mesmo sendo uma célula eucarionte eles
apresentam parede celular e ergosterol, diferente das nossas células, que na membrana possui colesterol.
→ VÍRUS é um pouco mais difícil em termos de TOXICIDADE SELETIVA porque ele fica nas nossas células, né!!!

FÁRMACOS ANTIBACTERIANOS

→ AÇÃO DESSAS DROGAS = existem estruturas que são importantes para manter a célula viva e importantes para a
proteção dessa célula bacteriana. LOGO→ se eu mexo nessa estrutura, ela morre ou pelo menos para seu
crescimento.
→ ALVOS
o Parede celular (tem função de resistência osmótica)
o Ribossomos
o Metabolismo

1 CLASSE – INIBEM A SÍNTESE DE PAREDE CELULAR

→ PENICILINAS
→ CLASSE dos Beta lactamicos
o BENZILPENICILINA BENZATINA
→ Possui duas vertentes :
o NATURAL – penicilina produzida pelo Penicillium marneffei, um fungo filamentoso
o SEMISINTÉTICO – uma parte natural e outra sintetizada – na tentativa de driblar a resistência bacteriana.

MECANISMO DE RESISTÊNCIA BACTERIANA

→ PENICILINAS possuem um ANEL BETA LACTÂMICO que é importante para inibir a síntese de parede celular
→ Enzimas BETA-LACTAMASES ou PENICILINASES são produzidas pela bactéria e degradam o anel.

***associado às PENICILINAS – tem INIBIDOR DA ENZIMA BETA-LACTANASE , uma classe de fármacos suicidas que
atua em resposta a uma resistência desenvolvida, tornando-a não efetiva. Ex= CLAVULANATO.

PARADE CELULAR BACTERIANA

→ É sintetizada acima da membrana


o Apresenta uma camada espessa de peptídeoglicano na gram +
o Apresenta uma camada delgada e uma membrana externa na gram –

→ Enzima Transpeptidase ou proteína ligante de penicilina (BPP)– vai pegar a cadeia lateral tetrapeptídica e unir a
outra cadeia lateral tetrapeptídica, unindo as camadas subsequentes da parede celular. Então essa enzima é
fundamental para montar as camadas de peptídeoglicano.
o É onde o ANEL BETA LACTÂMICO se liga
o Faz com que a enzima não consiga realizar a sua função corretamente!!!!
▪ Atua no processo ”externo”
→ MECANISMO DE AÇÃO = se liga na BPP e a parede celular não consegue ser montada ou ela cresce de forma
desorganizada.

→ QUANDO USAR = Quando eu tenho uma célula bacteriana crescendo ativamente/em divisão.

→ ANTIBIÓTICOS POLIPEPTÍDICOS
→ atuam na síntese da parede celular, mas numa via anterior aos BETA-LACTÂMICOS, mais especificadamente no
transporte dos compostos da parede de dentro da célula para fora
o BACITRACINA (A, B e C)
→ Para acontecer esse transporte, existem transportadores - Bactoprenol, para que ele seja funcional – ação de uma
enzima chamada Pyrofosfatase.

→ Tudo que é sintetizado dentro precisa ir para fora para haver montagem da parede celular, quem faz o transporte
dos peptídeosglicanos é o Bactoprenol →a pirofosfatase tira um fosfato e libera um espaço para o substrato se
ligar e ser jogado do lado de fora.
→ No lado de fora, a Enzima Transpeptidase vai pegando os monômeros e montando a parede celular.
o TRANSPORTADOR PARA COLOCAR NO MEIO EXTERNO = Bactoprenol
o ENZ QUE LIBERA ESPAÇO TIRANDO P PARA CONSEGUIR FAZER TRANSPORTE = Pyrofosfatase
o ENZ QUE FAZ A MONTAGEM LÁ NO MEIO EXTERNO= Transpeptidase

→ MECANISMO DE AÇÃO = Quando eu tenho a BACITRACINA, ela inibe a enzima Pyrofosfatase, impedindo que ela
desligue o fosfato terminal, impedindo que um espaço seja formado para se ligar a algo do lado de dentro da
célula. Então, o transporte fica inibido e se eu não tenho a saída dos carboidratos eu não consigo montar a parede
do lado de fora.
▪ Atua no processo “interno”

→ GLICOPEPTÍDEOS
→ Apenas uso hospitalar
o VANCOMICINA
→ atuam na síntese da parede celular, mas numa via anterior aos POLIPECTÍDICOS
→ Na bactéria, é como se eu tivesse um sinal para saber que as moléculas estão prontas para ser mandado para fora
→ Esse sinal ele é dado por dois aa = D-alanil, D-alanina
→ VANCOMICINA se liga nessas queridas, dessa forma não tem sinalização e eu não consigo transportar por meio do
Bactoprenol.
→ MECANISMO DE AÇÃO = se liga a D-alanil, D-alanina e impede sinalização celular.
▪ Atua no processo “interno”

→ ANTIBIÓTICOS ANTIMICOBACTERIANOS
→ Não funciona para bactérias gram + e – // top para a bactéria que causa tuberculose → gênero Micobacterium.
→ Ácido micólico – está na parede celular das micobactérias - inibir a síntese de ácido micólico essa parede celular
fica frágil
o ISONIAZIDA – bloqueia a síntese de ácido micólico – vai atuar dentro da célula
o ETAMBUTOL – vai bloquear a montagem do ácido micólico.

ASSOCIAÇÕES →É importante associar fármacos que não atuem na mesma etapa da via.

2 CLASSE – DANO À MEMBRANA

→ POLIMIXINA
o POLIMIXINA B
→ Carregada positivamente – é um antibiótico cationico
→ Top para bactérias gram – que fica mais suscetível à ação dessa droga →afinal tem membrana externa com LPS
e essa droga vai se ligar e alterar a permeabilidade da membrana externa
→ Essa droga pode atravessar e se ligar a fosfolipideos presentes na membrana - Essa associação altera a
permeabilidade → como se acontecesse a formação de canais – e a bactéria pode morrer por PLASMÓLISE

→ MECANISMO DE AÇÃO = altera a permeabilidade sendo membrana externa via LPS, seja membrana plasmática via
fosfolipídeos.

→ CURIOSIDADE : Gram - quando morre libera LPS no nosso corpo, estimula a produção de TNF-alfa, IL-1, IL-6 e causa
VASODILATAÇÃO –que pode levar a um CHOQUE SÉPTICO proporcionado por uma bactéria!!!!!
→ tem uma máquina que para uma pessoa com propensão a ter choque séptico - você tira todo o plasma da pessoa e
passa em uma máquina com POLIMIXINA, ela vai “pegando” todos os LPS e assim salva a pessoa!!!

3 CLASSE - INIBIÇÃO DE SÍNTESE PROTEÍCA

→ Acontece por 4 VIAS DIFERENTES com a mesma função – ligar no ribossomo, e essa ligação vai comprometer a
função orgânica dele que é a tradução proteica

→ ANFENICÓIS
o CLORANFENICOL
→ MECANISMO DE AÇÃO = se liga a subunidade 50s do ribossomo bacteriano e compromete a formação da cadeia
polipeptídica, importante para conseguir montar a proteína inteira
→ Então atrapalha a ligação entre os aa – inibe a formação de proteínas

→ TETRACICLINAS
→ MECANISMO DE AÇÃO = se liga a subunidade 50s do ribossomo - compromete a chegada do RNAt ao RNAm
→ Se ele não consegue fazer essa leitura, esse acoplamento com o RNAt →ele não transfere o aminoácido→aí eu
paro a síntese protéica...
→ É Bacterióstático
o TETRACICLINA

→ AMINOGLICOSÍDEOS
→ MECANISMO DE AÇÃO - Vão atuar na subunidade 30s– altera a conformação o RNAm →Vai alterar a fase de
leitura e provavelmente vou deixa a proteína não funcional
→ bactericida
o GENTAMICINA
o NEOMICINA
o ESTREPTOMICINA

→ MACROLÍDEOS
→ MECANIMOS DE AÇÃO = Inibe translocação ribossomal
→ Por conta disso, o ribossomo não anda pela fita, não faz a leitura, não tem proteína.
o ERITROMICINA
o AZITROMICINA

Não precisa classificar em bactericida e bacteriostático.

Esses são os nomes que a gente tem que saber. Nas provas eu costumava fazer assim: se eu der a neomicina eu falo que ele
é um aminoglicosídeo; se eu der por exemplo a azitromicina, eu falo que ele é um macrolídio; porque esses são grandes
grupos, vocês não precisam saber exatamente os nomes, agora o Cloranfenicol só falei dele, a Tetra só falei dela.
AÇÃO DAS DROGAS ANTIMICROBIANAS

4 CLASSE - INIBIÇÃO DA SÍNTESE DE ÁCIDOS NUCLEICOS


o RIFAMPICINA
→ A enzima importante para fazer um RNA a partir do DNA→ RNA polimerase - faz a transcrição do RNA.
→ Tenho uma droga que interage com a subunidade beta da RNA polimerase da bactéria e não faz nada com a nossa
RNA polimerase.
o É altamente seletiva
→ Top para micobactéria - TB
o LEMBRANDO = Pode ser usado para TB ISONIAZIDA e o ETAMBUTOL - drogas que inibiam ou a síntese do
ácido micólico ou a montagem do ácido micólico.

Uma micobactéria fica no meio intracelular. Então o fagócito vai lá, fagocita essa bactéria que escapa do fagolisossomo e fica
se multiplicando no citoplasma dessa bactéria. No citoplasma, o fagócito não consegue matar essa bactéria (A enzima de
morte tá no fagolissomo) então ela começa a se proliferar e não é mais alvo do fagócito.

→ Essa droga é altamente lipossolúvel. Ela consegue atravessar a membrana plasmática do fagócito e atingir as
bactérias que sobrevivem no citoplasma dessa célula (micobactérias no caso da TB né?!)
→ MECANISMO DE AÇÃO - Inibo a RNA polimerase, consequentemente inibindo a transcrição.

→ QUINOLONAS e FLUOROQUINOLONAS
→ vai inibir a síntese de DNA →inibindo replicação bacteriana.
o Essa relação é direta - esses dois conceitos devem caminhar juntos →Antes de se dividir, o primeiro passo
é replicar o DNA, é a primeira coisa que a bactéria faz.
→ Para inibir esse DNA, existem várias enzimas que fazem parte do processo de replicação de DNA, uma delas que é
ALVO é a DNA girase = que tem a função de tirar a tensão da fita de DNA.
→ Se eu tenho uma droga que inibe a DNA girase, ela faz o DNA ficar sempre na forma helicoidal e eu não consigo
replicar essa molécula.

→ Seletividade está envolvida com a afinidade das QUINOLONAS para as DNA girases bacterianas. A minha célula está
passiva de sofrer ação de uma QUINOLONAS quando eu diminuo a quantidade de bactéria e aumento a quantidade
da droga → logo ALTAS DOSES são prejudiciais!!!!
→ A título de curiosidade, 7 comprimidos de quinolona custa mais de 100 reais, enquanto que uma caixa com 30
comprimidos de amoxicilina custa bem menos. Essa droga é muito cara porque essa alta afinidade não é fácil de se
conseguir.
→ MECANISMO DE AÇÃO = hiperespiraliza DNAgirase, inibindo a replicação bacteriana.

5 CLASSE = INIBIDORES COMPETITIVOS DA SÍNTESE DE METABÓLITOS ESSENCIAIS

→ ANTIMETABÓLITOS
o SULFONAMIDA
→ Droga se assemelha ao substrato normal da célula →acontece uma inibição competitiva – a droga vai bloquear a
síntese de algo que é fundamental para a bactéria continuar sobrevivendo, no caso o PABA.
→ Sem a droga, eu tenho o PABA que sofre a ação da enzima que a gente não precisa saber o nome e ela converte ele
em ácido fólico→ que vai ser precursor para síntese de nucleotídeos
→ Quando adiciono a droga antimetabólita, ela estruturalmente é muito semelhante ao PABA→ entra no lugar dele e
sofre a ação da enzima →só que ela NÃO FORMA ácido fólico,
→ Funciona de maneira bacteriostática, já que a bactéria não vai estar se dividindo.
→ MECANISMO DE AÇÃO = análogo do PABA, impedindo a produção de purinas.
AULA DIGITADA DE MICROBIOLOGIA AULA: 10 DATA: 16/10/17

ANTIFÚNGICOS
→ TOXIDADE SELETIVA – fungos possuem parede celular e ergosterol= alvo!!!
→ Falando em infecção fúngica sistêmica (não superficial), dentro do nosso corpo, geralmente ela acomete indivíduos que
são imunocomprometidos→ afeta quem foi transplantado, paciente com AIDS, paciente em processo de quimioterapia
provavelmente com neoplasia, supressão do sistema imune.
ATENÇÃO: Não adianta dar uma droga FUNGISTÁTICA para um paciente imunocomprometido, já que ele não conta com o
sistema imune e não consegue fagocitar para eliminar o fungo.

ALVO 1 - AGENTES QUE AFETAM OS ESTEROIS FÚNGICOS

→ 1°: drogas que se ligam ao ergosterol na MEMBRANA PLASMÁTICA - eu preciso ter o fungo parado, sem divisão celular
o POLIENOS
→ 2° drogas que fazem o BLOQUEIO DA SÍNTESE do ergosterol - o fungo deve estar em divisão celular
o AZOL E ALILAMINA
→ Eu estou comprometendo a mesma molécula da célula fúngica, o efeito vai ser o mesmo = essas drogas destroem e
desorganizam a membrana, alterando a PERMEABILIDADE SELETIVA.

CLASSE 1
→ POLIENOS
o ANFOTERICINA B
o NISTATINA tem mecanismo de atuação semelhante a essa anfotericina B
→ MECANISMO DE AÇÃO = interage com o ergosterol e nessa interação ela está fazendo um poro na membrana →
permitem extravasamento de potássio →a maquinaria intracelular fúngica fica comprometida.

CLASSE 2
→ AZÓIS
→ Preciso de uma célula fúngica em divisão porque eles vão inibir a síntese do ergosterol.
o IMIDAZOL e CETOCONAZOL
▪ Subclasse → TRIAZOIS, diferença é que são menos tóxicos e tem maior efeito antifúngico porque eles
são muito mais solúveis, o que aumenta o espectro de abrangência dessas drogas
o FLUCONAZOL, ITRACONAZOL e VARICONAZOL
→ MECANISMO DE AÇÃO: A síntese do ergosterol é diretamente dependente da enzima 14 alfa demetilase. →fundamental
para fazer uma conversão de lanosterol a ergosterol. Os fármacos inibem essa enzima, que para de ser funcional→ não
tenho a conversão→ falta ergosterol na membrana→vai alterar a permeabilidade seletiva.

→Na prova eu vou colocar assim, por exemplo, anfotericina B e nistatina, coloco entre parênteses que ela é um polieno. Pra
gente esses nomes não tem função, tem que saber o nome mas mais ainda que compromete o fungo.
→ Muitas bactérias alteram o sítio de atuação da droga para que a droga que entra e atinge o citoplasma não ache lugar
para atuar, assim a bactéria continua funcional mas a droga não consegue se ligar ao sítio alvo. Alguns fungos também
fazem isso → quando fungo desenvolve resistência a um AZOL, significa que ele alterou alguma coisa nessa enzima 14
alfa demetilase e essa alteração não comprometeu a função enzimática, só comprometeu a ação do fármaco.

→ ALILAMINAS
→ Geralmente surgem quando tem resistência aos antifúngicos AZÓIS.
→ Atuam em uma via anterior →Os AZÓIS atuam na enzima 14 alfa demetilase quando inibida compromete a conversão
do lanosterol ao ergosterol.
→ O alvo dessas ALILAMINAS é a enzima esqualeno-epoxidase e a função dela é pegar essa molécula esqualeno e
converter nesse que a gente não precisa saber o nome (epóxido de esqualeno) e chegar no lanosterol, então o
esqualeno não é convertido a esse composto intermediário. Se não tem esse composto, eu não tenho ergosterol para
ser sintetizado na célula fúngica.
→ MECANISMO DE AÇÃO = impede a conversão de escaleno à lanosterol –inibe a enzima esqualeno-epoxidase

→ Acúmulo de escaleno é TÓXICO!!!Então, se eu estou inibindo essa enzima esqualeno-epoxidase, o nível desse
escaleno no fungo é alto e isso faz com que eu tenha uma morte mais rápida da célula fúngica.
o Então, além que bloquear a síntese do ergosterol, produto final dessa via metabólica, ainda começa a acumular um
produto que é tóxico para essa célula fúngica (escaleno) e isso aumenta a possibilidade de morte celular.

PERGUNTA: Por que ele não é usado de primeira?


RESPOSTA: Por causa do efeito tóxico. Por exemplo, toda infecção bacteriana começa com a amoxilina porque ela é mais simples,
com menos efeito tóxico. No paciente que tem infecção fúngica, a gente pensa que o paciente não tem o sistema imune muito
bom, é uma paciente comprometido, tão debilitado que eu não posso dar uma droga muito tóxica para ele. Ele vai morrer da
toxicidade da droga e não da infecção fúngica. Por isso que essas drogas mais fortes não são usadas logo de cara.

ALVO 2 - AGENTES QUE AFETAM A PAREDE CELULAR DOS FUNGOS

→ É exclusivo da parede celular fúngica= QUITINA e o BETA-GLICANO.


Da quitina, eu não trouxe nenhum antifúngico porque tem vários que ainda estão em fase clínica, trouxe aquilo que já conhecido,
comercializado e se sabe da efetividade da droga.

→ Acima da membrana plasmática, o primeiro componente da parede celular é QUITINA que dá a sustentação para a
/montagem do resto, que dá a rigidez da parede celular. Acima da quitina, eu tenho um monte BETA-GLICANO e ALFA-
GLICANO em alguns fungos também.
→ É como se a parede celular só ficasse até a QUITINA (dá rigidez à parede), BETA-GLICANO é importante para a função
da PAREDE CELULAR que é proteção (afinal é mais que 80% dessa parede celular).

→ INIBINDO BETA-GLICANO = Eu obrigatoriamente também vou inibir a montagem dessas nanoproteínas (elas vem em
cima do beta-glicano). OU SEJA, não tenho síntese de beta-glucano, não tenho parede celular completa, tenho uma
célula muito fragilizada que vai morrer.

→ A enzima que pode ser inibida é essa beta-1,3-glucana sintetase →importante para a síntese de beta-glucanos. Então
existe um antifúngico que atua nessa enzima que quando inibida,

→ Essa enzima é um bom alvo para a TOXICIDADE SELETIVA porque a gente e bactéria não tem → O BETA-GLICANO é um
composto exclusivo de célula fúngica.

→ EQUINOCANDINA
→ MECANISMO DE AÇÃO: Inibe a enzima beta-1,3-glucano sintetase resultando em síntese da parede celular incompleta
- lise da célula.
o CASPOFUNGINA
→ algo direcionado para inibir uma molécula que é exclusiva de fungo: BETA-GLICANO

ALVO 3 INIBIÇÃO DA SÍNTESE DE ÁCIDOS NUCLEICOS

→ A maquinaria que sintetiza DNA e RNA em fungo é IGUAL à maquinaria que sintetiza DNA e RNA nas nossas células.
o FLUCITOSINA
→ SELETIVIDADE é através desse composto
→ MECANISMO DE AÇÃO = funciona como análogo da citosina →vai influenciar na síntese de RNA e obrigatoriamente na
síntese proteica.

→ O primeiro ponto da TOXICIDADE SELETIVA está na afinidade com alguma coisa da membrana do fungo e que não tem
na nossa membrana.
→ Na membrana do fungo e não nas nossas membranas existe uma permease/um transportador de membrana que é
transportador é uma citocinapermease que o fungo tem e nós não temos.
o eu administro essa droga e ela não consegue entrar na nossa célula, só entra na célula fúngica que tem uma
permease específica pra ela.

→ Vamos imaginar que sem querer essa droga também entrou na minha célula → a droga em si não é tóxica, ela vai ser
convertida a um composto que de fato vai ser tóxico para o fungo = a 5-fluoruracila.
o Essa FLUCITOSINA obrigatoriamente tem que ser convertida nesse composto.
→ O segundo ponto para a TOXICIDADE SELETIVA vai estar no fato de que nós não temos a enzima citosina desaminase
que é a enzima que faz a CONVERSÃO da flucitosina pra esse composto 5-fluoruracila.
→ Os dois pontos para a TOXICIDADE SELETIVA para essa droga´= Primeiro, a citosina permease e segundo a citosina
desaminase.

→ A hora que eu formo essa 5-fluoruracila é ela que é o composto tóxico, é ela que vai alterar a síntese de RNA nessa
célula fúngica →Ela altera formando esse composto intermediário que a gente não tem que saber o nome → vai inibir
essa enzima timidilatosintase, importante para a montagem de RNA.

→ Então, quando eu tenho essa síntese de uracila, ela indiretamente, já que ela forma esse composto que a gente
nãoprecisa saber o nome, inibe a ação da enzima timidilatosintase

E então não tem síntese de RNA nessas células. Desse jeito eu consigo inibir uma célula fungica sem alterar o metabolismo das
nossas células.

→ A 5-fluoruracila pode ser utilizada em alguns tratamentos anti-neoplasia.


→ A função para eu utilizar em um paciente que tem câncer = se eu não tenho RNA eu vou comprometer a proliferação
celular (que é característico de tumores).
→ Em uma quimioterapia eu posso administrar esse composto pronto (já tóxico) ele entra nas nossas células e inibe a
enzima dimetilatosintetase em todas as células.
o EFEITO COLATERAL= como não atinge só o tumor, atinge qualquer célula do nosso corpo.
→ Eu não poderia administrar nesse paciente o precursor, eu tenho que administrar a forma toxica da molécula, já que ele
consegue entrar nas nossas células.

ANTIVIRAIS
→ TOXICIDADE SELETIVA bem difícil porque o vírus está dentro de uma célula do nosso corpo. Se eu atingir uma célula
infectada por um vírus, eu também posso atingir uma célula não infectada por vírus. LEMBRANDO que vírus está se
replicando dentro das nossas células então eu tenho que parar a maquinaria da minha célula.
o Existem vários pontos que podem ser direcionados para os vírus e que tem efeitos mínimos nas nossas células.

→ Quando tomamos um antiviral, ninguém morre por isso, conseguimos sobreviver porque existem pontos específicos=
Eu posso alterar ciclo de multiplicação viral e não mexer ou mexer muito pouco nas enzimas das nossas células.

Eu dividi terapias virais em terapia convencional (para vírus de DNA, para vírus de RNA fita simples, positivo ou fita dupla) e
terapia antirretroviral (HIV) - que tem pontos específicos e formas de atuação diferentes de uma outra terapia antiviral.

AÇÃO NO MATERIAL GENÉTICO VIRAL

→ ANÁLOGOS DE NUCLEOSÍDEOS E NUCLEOTÍDEOS


→ Pensando então nas terapias antivirais para qualquer vírus menos para o retrovírus,
O QUE SIGNIFICA DIZER QUE UMA DROGA É UM ANÁLOGO DE NUCLEOSÍDEO? Ela é estruturalmente semelhante a um
nucleosídeo normal das nossas células, o que é diferente é a propriedade de pareamento, a junção entre esses nucleosídeos.
Eu trouxe um exemplo de análogo de nucleosídeo (mas o nucleotídeo funciona da mesma forma).

QUAL É A DIFERENÇA DE UM NUCLEOSÍDEO E DE UM NUCLEOTÍDEO? Um nucleosideo é a pentose e a base nitrogenada. Um


nucleotídeo é a pentose, a base nitrogenada e o fosfato.

o ACICLOVIR
→ Usado quando temos aquelas feridinhas de herpes na boca.
→ Sem droga = Eu tenho um nucleosídeo, ele incorpora um fosfato (P) e forma um nucleotídeo com configuração top para
formar aquela ligação fosfodiester, então ele vai chamando outros nucleotídeos para formar aquela fita linear do DNA
ou do RNA.
→ Com droga - análogo de nucleosídeo= a hora que ele pega um fosfato das nossas células para montar um nucleotídeo o
fosfato fica diferente. A porção importante para a ligação fosfodiester dele está escondida e eu não consigo mais
incorporar um nucleotídeo adjacente (não forma mais aquela ligação 3’ 5’). Consequentemente a fita de DNA para de
ser sintetizada.
o incorporou o análogo não tem mais a incorporação de outros nucleotídeos para a montagem do DNA.
→ ACICLOVIR = o vírus da herpes não consegue mais se replicar → o primeiro ponto quando ele entra (de qualquer vírus,
seja ele de DNA, RNA, fita dupla, positivo, negativo) é a replicação do material genético!!! Nesse ponto não replica, e
obrigatoriamente eu não vou ter proteína viral.
→ Então é IMPORTANTE esse bloqueio no início do ciclo de multiplicação, já que o primeiro ponto é a replicação do
material genético.

→ INTÉRFERONS
o INIQUIMODE
→ funciona como um imunomodulador →pensando em uma infecção viral, tenho que modular a produção de macrófagos
(já que eles são bons para a resposta viral), TCD8, NK, interferon alfa e beta.
→ Na célula dendritica tem TOLL 7, que é o receptor do iniquimode. Então eu administro o INIQUIMODE →se liga no TOLL
7 → via de sinalização intracelular que induz a produção de interferon alfa e beta (interferon do tipo 1).
o Esse é o EFEITO DO IMUNOMODULADOR, produzir interferons do tipo 1 e esses interferons vão proteger as
células do nosso corpo ainda não infectadas.
→ O outro EFEITO é ativar TCD8 →mesma célula dendrítica que colaborou para modular a imunidade inata, ela pode
migrar para o linfonodo →fazer apresentação de MHC de classe I e II → ativar TCD8 →é top para destruir as células do
nosso corpo infectadas pelo vírus.
o Então ele pode modular tanto a imunidade inata (via produção de interferon do tipo 1), quanto ele pode
modular a resposta adaptativa (via ativação de células TCD8).
o Ambos, colaboram com o efeito antiviral ou para destruir uma célula já infectada por esse vírus.

TRATAMENTO DO HIV/AIDS
Na micro, o que é importante a gente saber são os mecanismos normais de um vírus e depois ver pontos em que eu
posso desequilibrar esse mecanismo normal do vírus. Pensando no HIV (que é o mais comum retrovírus) tem como
característica duas fitas simples, positivas de RNA, então pensando em drogas, vocês vão criar drogas que vão inibir
o ciclo de multiplicação de um retrovírus.

→ PONTOS DE INIBIÇÃO no HIV


o ADSORÇÃO - existem inibidores que são chamados de inibidores de entrada →bloqueia o passo inicial,
já bloqueia a infecção. Bloqueia a ligação do vírus com a célula hospedeira.
▪ No HIV existem inibidores de entrada porque sabe-se muito bem qual é o ligante no HIV, e qual
é o receptor no Linfócito TCD4+ que um deles é o próprio CD4. Então se eu sei quais são as
moléculas eu consigo ter algo direcionado para inibir a entrada.
→ Não consegui inibir a entrada, vírus adsorve, ele vem dentro de uma vesícula, sofre desnudamento e aí aqui
eu tenho as duas fitas simples de RNA positivo →o vírus tem que fazer um DNA de fita dupla, e quem faz isso
é a Transcriptase reversa.
o BLOQUEAR A TRANSCRIPTASE REVERSA - que ela não consegue fazer DNA a partir de RNA.
→ Não consegui bloquear esse passo (que é um passo fundamental porque se o vírus ficar assim com o RNA, ele
não consegue se multiplicar de forma alguma) OU SEJA não bloqueei a transcriptase reversa - o próximo
passo do ciclo de multiplicação é a incorporação desse DNA ao cromossomo da célula hospedeira → quem
faz isso é a Integrase - ela integra o DNA viral ao cromossomo da célula hospedeira.
o BLOQUEAR A INTEGRASE - se ele não se integra o DNA viral eu não tenho síntese de vírus.
→ Não consegui inibir a integrasse, formou DNA dupla fita e a integrasse conseguiu integrar ela no cromossomo
da célula hospedeira →→→ Agora eu vou produzir vírus.

→ A partir desse DNA dupla fita integrado no cromossomo da célula hospedeira → o HIV começa a produzir RNA
fita positiva →que serve de molde para a tradução das proteínas.

→ Um ponto interessante do RETROVÍRUS que a gente viu, é aquela transcrição policistronica, então eu produzia
uma proteína enorme - que não era funcional, para que ela se tornasse funcional deveria ser quebrada em
vários pedaços, ela pequena ela é funcional. Quem quebra essa proteína enorme = Proteases. do vírus.
o BLOQUEIO DAS PROTEASES – proteína fica não funcional

→ Não consegui bloquear a protease, tenho tudo para montar o vírus (tenho o material genético aqui para a
síntese, tenho as proteínas pequenas para formar capsídeo) → só falta sair. Para sair os pedaços de proteínas
e o material genético devem se juntar e sofrer maturação.
o INIBIR A MATURAÇÃO, que é essa junção das proteínas virais com o material genético viral.
Então todos aqueles pontos de um ciclo de multiplicação de um retrovírus são alvos de uma terapia antirretroviral
que é o que está aqui nesse slide.

→ ANTIRRETROVIRAL
→ INIBIDORES DE ENTRADA
o MARAVIROC
→ MECANISMO DE AÇÃO = inibidor da entrada do HIV - inibe a adsorção do vírus na célula hospedeira.

→ INIBIDORES DE TRANSCRIPTASE REVERSA.


o AZT ou ZIDOVIDUNA
→ Análogo de timina
→ um análogo de nucleosídeo – pois a enzima vai precisar de nucleosídeo para formar um DNA a partir de um
RNA → ao incorporar um análogo para a síntese do DNA fita dupla.

→ INIBIDORES DE INTEGRASSE
→ que é a enzima que vai pegar o DNA que foi montado pela transcriptase reversa e vai colocar isso no
cromossomo da célula hospedeira.

→ INIBIDORES DE PROTEASE
→ não deixam aquela proteína grande não-funcional ser quebrada, ela continua grande.

→ INIBIDORES DA MATURAÇÃO
→ Ou inibidores de liberação que a mesma coisa, porque o vírus só é liberado quando ele sofre maturação.

Ultimo slide de medicamentos não tem que saber e lá não tem inibidores de maturação. Ela pede para revisar ciclo de
multiplicação. Na prova, se ela citar uma droga Ex: Zidovudine, ela vai disser que é um análogo de pirimidina.
AULA 11 – MICROBIOLOGIA RESISTÊNCIA AS DROGAS ANTIMICROBIANAS
QUAL MICROORGANISMO MAIS COMUM QUE DESENVOLVE RESISTÊNCIA? Bactérias

→ Resistência aos FUNGOS - Mecanismos de atuação dos AZOIS →O alvo é a enzima 14alfa demetilase
o Alguns fungos começaram a modificar essa enzima para ela não ser mais um bom alvo
→ Como alternativa – surgiu as ALILANINAS = vão inibir a sintese de ergosterol com alvo na enzima esqualeno
epoxidase (que é anterior à enzima 14alfa demetilase)

→ Resistência BACTERIANA
→ Dois tipos
o NATURAL: a bac nasce com essa resistência. OU SEJA, não adquiriu de ninguém. Se é uma coisa intrínseca,
está no nucleóide bacteriano
o Mecanismo de transferência para os herdeiros = FISSÃO BINÁRIA.

Algumas mutações podem surgir aleatoriamente no DNA e essa mutação pode inviabilizar a bactéria ou pode dar
característica vantajosa para ela, que é essa característica de resistência adquirida.

o ADQUIRIDA: a bac naturalmente não é resistente e que com o passar o tempo ela pode se tornar resistente
por meio de uma CONJUGAÇÃO (mecanismo de resistência): doação de plasmídeo.
▪ Caso mais comum – CONUGAÇÃO com doação do plasmídeo R (de resistência) →vai codificar uma
enzima que inativa a droga antibacteriana.
o Por meio de MUTAÇÕES ALEATÓRIAS NO NUCLEÓIDE – passa a ser resistente. Pode passar por FISSÃO
BINÁRIA para seus descendentes!!

SITUAÇÃO COMUM NO DIA A DIA

Infecção bacteriana = antibiótico terapia (10 dias) →3 dias pós inicio do tratamento os sintomas melhoram e as pessoas
param de tomar o medicamento →após alguns dias, a infecção volta e pior – o mesmo antibiótico não resolve mais

→ Isso acontece por conta de uma SELEÇÃO, afinal eu matei as sensíveis e deixei proliferar as que são resistentes!!
1° característica para EVITAR UMA RESISTÊNCIA = tomar o antibiótico corretamente.

SE VOCÊ CONTINUA COM O ANTIBIÓTICO, ELE MATARIA ESSAS DUAS QUE SOBRARAM, POR QUE ELE NÃO MATARIA
QUANDO ELA TÁ EM MAIOR NÚMERO? SÓ PELO MAIOR NÚMERO? só pelo menor número.

Analogia das “menininhas no frio”-Vamos pensar nesse frio de Cascavel, 2 pessoas saem de casaco, cachecol, luva,
completamente equipado e 5 meninas saem de vestidinho. As primeiras que vão correr para uma sala fechada são as que
estão de vestido. Se aquelas 2 de caso se elas continuarem naquele vento elas não vão ficar eternamente ali no frio, uma
hora elas vão ceder e entrar num lugar abrigado!!!

→Então pela pequena quantidade se eu mantiver aquele antibiótico, eu consigo desestimular e ele morre também. Agora
se eu tiver uma população imensa , o antibiótico vai tentar desestimular mas a força da população é muito maior. A
intensidade com que aquelas 1000 bacterias vão proliferar é muito maior do que o antibiótico vai conseguir eliminar.

MECANISMOS DE RESISTÊNCIA

1 – BLOQUEIO DA ENTRADA

→ A bac vai evitar que entre antibiótico ou que a quantidade que entrar seja muito pequena.
→ Entre as bactérias - a membrana plasmática é IGUAL, a parede celular é DIFERENTE de gram + e -
o Gram negativa: mais difícil de entrar = afinal tem uma membrana externa
▪ Permeabiliade seletiva
▪ Apresenta porinas – são canais que podem ser bloqueadas, assim não passa nada!!
o Gram positiva – tem uma camada grossa de proteolgicano que é mais fácil de penetrar...

2 – DESTRUIÇÃO OU INATIVAÇÃO ENZIMÁTICA DA DROGA Gram negativa mais TOP

→ EXEMPLO CLÁSSICO: ação das betalactanases no Betalactâmicos - poros


→ Enzimas que destroem fármacos
→ Mais fácil para a bac fazer isso em medicamentos totalmente naturais - espaçoperiplasmátic

o Alternativa 1 = criação de antibióticos semisintéticos


o Alternativa 2 = fármacos inibidorores de beta lactanase (CLAVULANATO)

Essa resistência vai surgindo à medida que a bactéria vai tendo tempo para se acomodar a um novo antibiótico!!

→ Gram positiva produz betalactamase e joga pra fora →é mais fácil de atravessar a camada de peptídeoglicano e
ficar externa a parede celular
→ Gram negativa produz betalactamase e joga pra fora →fica no espaço periplasmático – entre as membranas.
o Apresenta mecanismo de resistência mais eficiente em inativar um beta-lactâmico.

3 – ALTERAÇÕES NO SÍTIO-ALVO DA DROGA


→ o alvo está no citoplasma, sendo o mais comum – antibióticos que inibiam a síntese protéica
o AMINOLGICOSIDEOS
o TETRACICLINAS
o MACROLÍDEOS
→ Essa alteração realizada pela bac não pode comprometer a síntese protéica da bac, LOGO alteração apenas do sítio
alvo

→ EXEMPLO - Resistência desenvolvida por uma QUINOLONA é um fármaco que tem como alvo a enzima DNAgirase
→ EXEMPLO - Resistencia desenvolvida por uma RIFAMPICINA fármaco que tem como alvo a enzima RNA polimerase
o Bactéria troca a subunidade alvo e continua funcionando tudo naturalmente, mas o antibiótico não
consegue ter ação

IMPORTANTE – bactéria MRSA (estafilococos áureos resistentes a Meticiclina) = principalmente em infecção nosocomial.

→ Como METICILINA é um betalactâmico, sua função seria inibir a função da Enzima transpeptidase

→ Esse estafilococo áureo começa a produzir muita transpeptidade, essa proteína pode ser alvo do fármaco mas sua
atividade de produzir parede celular persiste
o A bactéria “naturalmente” produz 10 transpeptidase, esses estafilococos áureos produzem 1000, então tem
muito mais que pode ser alvo do beta-lactâmico e tem muito menos afinidade; o que faz essa enzima ainda
ser funcional na bactéria.
→ Consequentemente – a bactéria não sofre mais ação de um beta-lactâmico, pois ainda que ele se ligue a enzimas,
elas ainda continuam a funcionar!!

→ Tratamento mais recomendável hoje = VANCOMICINA


o Atua na síntese do peptideoglicano

4 – EFLUXO RÁPIDO DO ANTIBIÓTICO

→ Antibiótico entra e logo é expulso para o meio externo → Bomba de efluxo


→ É um mecanismo natural em gram positiva e gram negativa – as proteínas que fazem isso estão na membrana
plasmática

QUAL A FUNÇÃO DE RESPEITAR O TEMPO A SE TOMAR? Tempo de meia vida, eu preciso ter uma [ ] efetiva.
→ A chance de ter uma concentração com efeito para matar a bactérias é pequena.

CUSTO E PREVENÇÃO DA RESISTENCIA

→ 1 – USO CONTÍNUO DO ANTIBIÓTICO


→ Desestimular a continuidade da bactéria

→ 2 – EVITAR PRESCRIÇÕES DESNECESSÁRIAS


→ Não prescrever medicamentos atoa e garantir que a dosagem seja a apropriadas para a situação

→ 3 - ESCOLHAS ADEQUADA DE ACORDO COM O ESPECTRO


→ Não é bom escolher uma antibiótico de amplo espectro sempre, porque ele é potente, deve ser resguardado sem
falar que pode matar as bac do meu corpo

USO COMBINADO DE DROGAS

→ Uso sinérgico de drogas: é quando uma potencializa a outra


o PENICILINA + ESTREPTOMICINA
→ A Segunda inibe a síntese protéica e a primeira mexe com a parede celular (produz de forma errônea) e por conta
disso o outro entra muito mais fácil.
→ Ex = Se só a PENICILINA mata em 2hrs, com o uso combinado acontece em 1hr!!

ANTAGONISMO

o TETRACICLINA + PENICILINA
→ A primeira inibe síntese protéica e com isso a penicilina não tem ação nenhuma
→ Não deve se associar uma droga com efeito bactericida e outro ter efeito bacteriostático

CURIOSIDADE:
→ PEPTÍDEOS ANTIMICROBIANOS
→ Desenvolvimento da resistência seria mais retardado – por se originarem de seres superiores (como plantas e
animais) e não de seres “próximos” como os fungos
→ Alguns peptieos de inseto tem efeito antibacteriano muito potente
→ Atuação é muito mais direcionada para bac por meio de uma alteração na permeabilidade da membrana

→ AGENTES ANTISSENSO “Nubióticos”


o VITRAVENE = é uma sequência complementar de um RNAm viral
→ A hora que um vírus entra precisa replicar material genético viral
→ Se eu quero bloquear a proteína 1 do vírus, eu desenvolvo um agente antissenso complementar a proteínas 1 –
forma uma dupla fita com o RNA mensageiro – E dessa forma o RNAm não pode ser traduzido.
AULA 12 MECANISMOS MICROBIANOS DE PATOGENICIDADE
→ Para eu ter ou não o desenvolvimento da doença, depende:
o da carga microbiana
o de características da doença
o sistema imune do hospedeiro.
▪ as vezes nosso sistema imune está 100% funcional e as vezes ele está imunocomprometido
→ Patogênico = organismo que pode causar doença // Virulência = grau de patogenicidade
o mais virulento, mais patogênico
→ A porta de entrada de um determinado patógeno no meu corpo também pode servir como uma porta de saída
do meu corpo
o Pensar em uma DST, por exemplo.

CARACTERÍSTICAS DO MICRORGANISMOS

→ ADESÃO = Passo inicial, importante para o desenvolvimento da doença – afinal é assim que o patógeno (no caso
vírus, bac e fungo) consegue entrar.
→ INVASÃO = pode ser de uma célula ou de uma tecido.
→ COLONIZAÇÃO/INFECÇÃO = Proliferação o microorganismo no nosso corpo
o TOXICIDADE produzida pelas bactérias– vai levar ao DANO TECIDUAL
→ DOENÇA = Disfunção de alguma função orgânica do nosso corpo

PORTAS DE ENTRADA

→ Mucosas
o Respitatório - estamos sempre inalando um monte de partículas
o TGI – alimentação pode estar contaminada
o Genitourinário – pensando nas DST’s
→ Pele → quando íntegra fornece uma barreira
o existem microrganismos que entram pelo poro da glândula sudorípara e pelo folículo piloso
o alguns parasitos que ativamente perfuram a pele
→ Via parental →Inoculação direta do patógeno.
o esfolado, a agulha que perfura e rompe essa integridade, a mordida de um cachorro, cateteres, sonda

Então gente “Toda vez que eu estou respirando (é uma porta de entrada) eu fico doente? Não”

PRÉ-REQUISITO PARA DESENVOLVER DOENÇAS

→ Porta de entrada preferencial


o afinal alguns microrganismos podem estar preparados para resistir a um mecanismo de defesa de uma
porta de entrada e não de um outra.
o microrganismo que tem como porta de entrada preferencial o trato gastrointestinal, se ele for inoculado
na minha pele → não tem o desenvolvimento de doença.
→ Número de microrganismos
o DI50 (dose infectante 50 ) – quantidade de microorganismo que eu preciso para infectar metade de uma
determinada população.
▪ número que varia de acordo com características do hospedeiro, as portas de entrada e a
virulência →Quanto menos virulento, maior a DI50
→ DL50 = dose para matar // DI50= dose para infectar.

Ex: Bacillus anthracis = tem 3 portas de entrada no corpo e diferentes DI50 de acordo com a porta de entrada.

PELE = DI50 é de 10 a 50 endosporos// TRATO RESPIRATÓRIO= DI50 é 10.000- 50.000 endosporos.


A partir do momento que esse patógeno entrou por uma porta de entrada preferencial, ele precis fazer adesão.

***ADESÃO
→ Tenho moléculas nesses microrganismos que funcionam como ligantes para INTERAGIR com receptores da célula
hospedeira.
o No vírus – molécula para adesão = espículas.

→ GLICOCALIX - pode formar a cápsula e o biofilme (que funciona para adesão desses patógenos).

→ ADESINAS = molécula para adesão da bactéria que funcionam como ligante na membrana plasmática de nossas
células eu tenho moléculas que funcionam como receptor
o FIMBRIAS – adesão entre célula patógeno e célula do hospedeiro
o PILI SEXUAL - Movimento de translação bacteriana - encostava, aderia no substrato e puxava a bactéria
o FLAGELO - podem ter adesina e aí eles também podem colaborar para o processo de adesão nessas
bactérias
→ ADESÃO É O PONTO INICIAL Tem sido muito estudado para terapias – bloquear essas ADESINAS interromper ou
pelo menos comprometer a infecção por esse patógeno.
→ VACINA DA GRIPE: nosso sistema imune produz anticorpos para ligar nas espículas virais para obrigatoriamente
não deixar o vírus fazer a adsorção →SUPER IMPORTANTE.

***INVASÃO/INFECÇÃO
→ Para o microorganismo conseguir fazer isso, ele precisa se esconder de alguma forma do meu sistema
imunológico → porque se ele ficar exposto ele pode ser reconhecido!!!

Mecanismo de virulência

CÁPSULA
→ formada por glicocalix que é bem organizado e bem aderido a parede celular
→ consegue esconder PAMP →mecanismo de resistência a fagocitose

→ Para COMBATER uma bactéria encapsulada →OPSONIZAR principalmente com IgG


o Se o PAMP não dá pra ser reconhecido, a porção Fc das IgG pode ser reconhecida

PAREDE CELULAR
Mecanismo importante principalmente para Streptococcus pyogenes
→ Proteína M = presente na parede celular e nas fímbrias–– bloqueia a ligação de C3b na bactérias
o se liga na ligação tioéster, ela bloqueia o único resíduo que havia disponível para o C3 de interagir com a
bactéria
→ extremamente resistente ao calor e a acidez
o se eu tiver febre a bactéria continua virulenta
ENZIMAS
→ 1 - Enzima Coagulase
→ a expressão enzima é um fator direto de virulência.
→ FUNÇÃO: é formar coágulo em volta da bactéria impede que ela seja reconhecida pelo meu sistema imune
→ Bactéria fica protegida → aí ela começa a proliferar até chegar uma hora que o coágulo não consegue sustentar →
ela produz uma enzima estreptoquinase que ROMPE esse coágulo e LIBERA bactéria no meu corpo.

→ No nosso corpo – existe a produção de coagulases para isolar as bactérias circulantes → para não se disseminar.
AGORA se for uma bac que produz enzima estreptoquinase não vai ser muito útil!!
→ FURÚNCULO= infecção extremamente localizada na pele delimitada por várias do gênero streptococcus → todas
elas produzem coagulase por isso eu tenho aquela infecção bem delimitada na minha pele.
→ 2 - Enzima Hialuronidase
→ FUNÇÃO = degrada essas junções e romper a integridade do meu tecido.

→ 3 – Enzima Colagenase
→ FUNÇÃO= degrada esse colágeno, afrouxa esse tecido e a bactéria consegue ultrapassar

VARIAÇÃO ANTIGÊNICA

→ Funciona melhor para vírus - troca de espículas


→ Para bactérias – troca de antígenos
o a mesma bactéria, o mesmo gênero e mesma espécie, mas antígenos da superfície celular são
completamente diferentes porque ela faz essa troca e essa variação impede a atuação do sistema
imune.

PENETRAÇÃO NO CITOPLASMA

→ INVASINAS
→ Moléculas que vão mexer com o citoesqueleto da célula em que ela se aderiu →vai alterar a polimerização dos
filamentos de actina e aí aquela membrana retinha, começa a formar dobras = ENRUGAMENTO DA MEMBRANA.
→ EX Salmonella – libera INVASINA que altera o citoesqueleto e forma o enrugamento – a bactéria fica no meio
dessa dobra → a hora que a célula hospedeira volta ao normal, por um mecanismo de endocitose, a bactéria
entra nessa célula

***COLONIZAÇÃO/INFECÇÃO
Preciso de 10 bactérias para ter a infecção e desenvolvimento da doença, por isso se entrar 1 bactéria no meu corpo ela
tem que proliferar até alcançar um número mínimo de 10 para que a doença se estabeleça.

→ Tem um número menor que a DI50 = não causa infecção pois o sistema imune da conta de eliminar
→ Para atingir a DI50 adequada = Nutrientes, pH e temperatura→ mais importantes

POR QUE ÀS VEZES EU TENHO O PATÓGENO, MAS NÃO TENHO A DOENÇA? Pode ser que naquele tecido eu não tenha
todas as condições favoráveis para ele proliferar

***TOXICIADE
A partir do momento que tem essa colonização e atinge a dose infectante 50, os microorganismos de uma forma geral,
numa carga favorável começa a causar uma toxicidade naquele local.

COMO OS PATÓGENOS BACTERIANOS DANIFICAM AS CÉLULAS DO HOSPEDEIRO?

Para esses fatores de toxicidade, esses 4 são os mais importantes:


→ Utilizando os nutrientes do hospedeiro;
→ Dano direto à região da invasão;
→ Toxinas, que são transportadas pelo sangue e pela linfa;
→ Induzindo reações de hipersensibilidade.

SEQUESTRO DE NUTRIENTES DO HOSPEDEIRO


SEQUESTRO DE FERRO

→ Ferro é um nutriente muito importante para a bactéria MAS ele não está livremente disponível
→ Para a bactéria garantir o nível adequado de ferro para ela conseguir proliferar, ela produz essas moléculas aqui:
SIDERÓFOROS
→ Molécula de alfa afinidade pelo ferro – rouba Fe e leva para a bactéria que tem um receptor para essa
molécula
→ ALGUMAS BACTÉRIAS tem receptores para as nossas proteínas que circulam associadas ao ferro = TRANSFERRINA
e LACTOFERRINA.
→ SIDERÓFOROS não conseguiu pegar o ferro adequado OU se não conseguiu através das proteínas - ela começa a
liberar toxinas → vão lisar células do meu corpo e tudo que tiver de Fe dentro delas será liberado para a bac.
→ DANO DIRETO = Todo o ferro que a bactéria achar disponível ela vai sequestrar e isso vai comprometendo
funções no nosso corpo

DANO DIRETO: FAGOCITOSE REVERSA


→ própria célula alvo daquele microorganismo de adesão é que vai ser lisada = FAGOCITOSSE REVERSA
→ bactéria aderiu a uma célula do meu corpo →entrou e proliferou → ao invés da célula matar a bactéria, é a
bactéria que mata a célula por um mecanismo análogo aos bacteriófagos de ciclo lítico
o 1 bactéria que se aderiu a 1 célula do meu corpo - o efeito não é tão negativo já que é 1 célula só que vai
ser lisada
o a partir do momento que ela prolifera geram 1000 bactérias e 1000 bactérias saem, 1000 células podem
ser lisadas no meu corpo!!!

→ DOENÇA AGRESSIVA: característica de patogenicidade de um microorganismo, quanto mais patogênico mais


virulento ele é e obrigatoriamente mais ele dribla o meu sistema imune, e aí ela vai proliferando e vai causando os
estragos no tecido, por isso que a evolução da doença é muito mais rápida.
Aula 13 - MECANISMO MICROBIANOS DE PATOGENICIDADE

COMO OS PATÓGENOS BACTERIANOS DANIFICAM AS CÉLULAS DO HOSPEDEIRO?

Para esses fatores de toxicidade, esses 4 são os mais importantes:


→ Utilizando os nutrientes do hospedeiro;
→ Dano direto à região da invasão;
→ Toxinas, que são transportadas pelo sangue e pela linfa;
→ Induzindo reações de hipersensibilidade

TOXINAS →grande mecanismo efetor da toxicidade bacteriana


→ Muito solúvel – é transportada tanto pelo sangue quanto pela linfa, alcança locais distante do sítio de infecção
no meu corpo
→ TOXIGENICIDADE = capacidade do patógeno de produzir uma toxina
→ TOXICIDADE = quais os efeitos nocivos dessa toxina no meu corpo
o 1° matar a célula
o 2° inibição de uma atividade metabólica dessa célula
→ TOXICEMIA = toxina no sangue e com isso ela vai espalhar pelo nosso corpo todo

→ Bactérias produzem 2 tipos:


o EXOTOXINAS = bac produz no citoplasma e libera pro meio externo
o ENDOTOXINAS = exemplo o LPS – Toxina que faz parte da constituição da bactéria/faz parte da parede
celular bacteriana – bac morre e libera a toxina

EXOTOXINAS
→ Todas são proteína, sendo a maior parte enzimas
→ É reciclável →Uma molécula de LPS ativa uma molécula do sistema inume / uma enzima se liga em um substrato
e forma produto, ai ela pode se ligar a outro substrato e formar outro produto ... OU SEJA é reciclável.
o Pequenas quantidade tem grandes efeitos deletérios - IMPORTANTE PARA PROVA QUERIDOS
→ MECANISMO DE AÇÃO =
o destruição de alguma organela - destrói alguma membrana e isso compromete a viabilidade da célula
o inibição de uma função metabólica

→ VACINA do TÉTANO ou DIFTERIA → é injetada toxina = TOXÓIDE é toxina atenuada, única função é estimular o
sistema imune (é como se fosse um vírus atenuado)
o Bactéria dessas doenças por si própria não é ruim , o problema é a produção da toxina
→ SORO para picada de inimigas (vulgo cobras)→ é injetado um anticorpo já pronto para aquelas toxinas =
ANTITOXINAS - é imunização passiva (anticorpos)

TIPOS DE EXOTOXINAS

1. Toxinas AB
→ Formada por duas estruturas
o A – porção ativa
o B – porção de ligação - interage com receptores na superfície celular – esse contato prende as duas
porções!!
→ Toxina entra na célula - Divergência de autores
o clivagem no endossomo em A e de B → A fica dentro e B sai da célula.
o hidrósile em A e de B na interação com o receptor → A entra dentro da célula.

Não se sabe o que é o certo = mas é importante que a porção A fique dentro da célula.
→ TOXINA DIFTÉRICA (exemplo de toxina AB)
→ Corynebacterium diphtheriae – quem produz
→ É produzida por essa bactéria através da CONVERSÃO FÁGICA
o Quando em lisogenia o bacteriófago traz pra ela o gene que codifica essa toxina
→ EFEITO DELETÉRIO =
o a porção B tem que interagir com algum receptor na membrana plasmática
o porção A da toxina interage com o fator de alongamento 2 e bloqueia ele → se ele esta bloqueado,
para a tradução das proteínas.
→ Efeito não mata a célula em um primeiro momento.

→ TOXINA BOTULÍNICA (exemplo de toxina AB)


→ produzida pelo Clostridium botulinum
→ neurotoxina - atua inibindo a liberação de neurotransmissores → não libera aceticolina
→ realiza PARALISIA FLÁCIDA
o Tem atividade enzimática – rompe as proteínas da membrana pré-sináptica e rompe a proteína da
vesícula
o Aí não sofre contração - por isso é chamada de PARALISIA FLÁCIDA, porque a musculatura fica em
relaxamento

Se isso aqui aparecer em um músculo do sistema respiratório = o individuo para de respirar e morre por asfixia.

→ TOXINA TETÂNICA (exemplo de toxina AB)


→ Produzida pelo Clostridium tetani
→ neurotoxina - atua inibindo a liberação de neurotransmissores→ glicina
→ Atua no interneurônio inibitório – FECHA a liberação da glicina e a liberação de acetilclina fica CONTÍNUA →leva
a contração da musculatura e paralisia espatica.
o Não tem contração, só fica relxado

Se cair na musculatura do respiratório = morte por asfixia - não tem o relaxamento para inflar o pulmão

→ TOXINA COLÉRICA
→ Tem ação no intestino - tem como célula alvo receptores das células intestinais.
o Porção B interage com receptor
o Porção A entra e aumenta a atividade da enzima Adenilatociclase – aumenta a produção de AMPc
→ AMPc alterado - eu altero o equilíbrio iônico - íons de cloro e bicarbonato começam a ser secretados para o
lúmen do intestino
→ Leva a diarréia e em alguns casos vômito.

2. Toxinas CITOLÍTICAS ou DANIFICADORAS DE MEMBRANA


→ Dois mecanismos de atuação diferente que vão induzir a morte celular
o 1 mediado por TOXINAS LÍTICAS – que degrada fosfolipídios da membrana →MORTE DA CÉLULA
o 2 mediado por LEUCOCIDINAS E HEMOLISINAS –forma um poro na membrana →MORTE DA CÉLULA
▪ alvo LEUCOCIDINAS – leucócitos
▪ alvo HEMOLISINAS – hemácias
→ eu posso ter adquirido ela sozinha OU posso ter um patógeno que esta produzindo ela no meu organismo

3. SUPERANTÍGENO
→ Efeito é a reação de hipersensibilidade
→ Normalmente eu ativo a célula T quando eu reconheço o antígeno.
→ Com o SUPERANTÍGENO eu ativo a célula T SEMPRE- independente se teve o reconhecimento
→ É como se ele obrigasse a célula T a ser ativada, mesmo se ela não reconheceu o antígeno, pois ele esta
abraçando/ ligando essa interação → esta ativando a célula T, independente de ela ter ou não reconhecido o
antígeno
→ EFEITO = muita ativação, muita produção de citocinas!!!

ENDOTOXINA
→ LPS
→ Ancorado à membrana – lipídeo A
o Apenas ele tem a FUNÇÃO de ENDOTOXINA – apenas liberado quando a bac morre
→ O polissacarídeo, seja da região central ou do antígeno O - é importante para dar solubilidade para o LPS
→ Molécula altamente imunogênica
→ TOLL 4 é o receptor para LPS → ativo um monte de sinalizações →Culmina com liberação de muitas citocinas
pró inflamatória
o Efeito do TNF = Vasodilatação diminuindo a pressão arterial causando o CHOQUE
o Repsosta pirogênica - febre
→ CAI NA PROVA

PROPRIEDADES PATOGÊNICAS DOS VÍRUS


→ EFEITO CITOPÁTICO = é o efeito da entrada de vírus na nossa célula
o Posso ter morte celular – EFEITO CITOCIDA
o Posso ter Inibição de função metatólica – EFEITO NÃO CITOCIDAS

1. Inibição da nossa maquinaria celular = compromete a nossa síntese de macromoléculas


2. Liberação de conteúdo enzimático dos lisossomos = enzimas Elastase e catepsina G
3. Corpúsculo de inclusão = condensação de material genético viral para poder ter espaço.
a. Usado para diagnóstico – como o do vírus da raiva.
4. Sincício = vírus induz duas células infectadas se juntarem e assim vai formando uma massa citoplasmática
5. Mudança nas funções celulares sem alterações visíveis = menos IL12, o que prejudica os fagócitos
a. se a gente olhar pra essa célula a gente não sabe se ela tá infectada pelo vírus, mas o vírus la dentro
alterou toda a maquinaria celular
6. Induz a expressão de substancias estranhas na superfície celular = isso é reconhecido, forma anticorpo e assim
uma NK pode matar.
7. Indução de mudanças cromossômicas = EX HPV que e um vírus de DNA que pode se ligar no nosso DNA e ativar
oncogenes e desenvolver tumor
8. Inibição de contato = celular fica proliferando mesmo se tiver uma célula ligada a ela
9. Bloqueio de intérferons = os intérferons protegia uma célula não infectada

SÃO EFEITOS PROPORCIONADOS POR UM VÍRUS

PROPRIEDADES PATOGÊNICAS DOS FUNGOS


→ TRICOTECENOS – toxina que o fungo produz que inibe síntese protéica
→ AFLATOXINA – toxina de um fungo que cresce no amendoim - pode levar ao desenvolvimento de tumor
→ FALOIDINA E AMINITINA – chá aluciógeno, cogumelo é um fungo né – é uma neurotoxina
→ PROTEASES – vão na superfície da nossa célula e altera membrana plasmática para melhorar a adesão do fungo
no tecido.

→ RESISTENCIA ANTIFÚNGICA – resistência ao AZOL → diminuir receptores para drogas antifúngicas →diminuir
produção de argosterol para o fármaco não se ligar
→ CÁPSULA – esconder pamps que seriam reconhecidos pelo nosso corpo

→ DIMORFISMO –no ambiente filamentoso / no meu corpo levedura - forma patogênica

→ GRANULOMA – ( CAI NA PROVA DE IMUNO ) é formado em resposta a uma infecção fúngica resistente
→ é uma barreira física
o prende la no meio o fungo e eu encho de células do sistema imune em volta, pra ele não
escapar.Macrofago M1 é quem está lá no meio tentando matar o fungo
→ Linfócito T e B ficam ao redor formando um alo
→ T fica mandando citocinas para monócito diferenciar ao M1
→ Granuloma persistente ------ reposição por fibrose – comprometimento da função orgânica do paciente.