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DURABILIDADE DAS

ESTRUTURAS

Doutoranda em Estrutura e Construção - UFPE


Mestra em Estruturas e Materiais – UFPE
Priscila Honorio Especialista em Engenharia Diagnóstica – INBEC
Engenheira Civil – UniFavip/DeVry
O QUE É A ENGENHARIA
DIAGNÓSTICA?
Classificação das anomalias
Norma é lei?
Gestão
Desempenho x manutenção
Manifestações Patológicas
Manifestações patológicas no
MCMV

Fonte: adaptado do Ministério das Cidades


Manifestações patológicas no
MCMV
NORMA DE DESEMPENHO
NBR 15.575/2013

Fonte: NBR 15575-1 (2013)


Desempenho x manutenção

Fonte: NBR 15575-1 (2013)


Lei de sitter ou lei dos cincos
Concreto Armado

Vídeo
Avaliação Quantitativa
• Fator de Intensidade (𝐹𝑖 )
Nível de
Descrição
Gravidade
1 lesões leves → bom estado
2 lesões toleráveis → estado razoável
3 lesões graves → más condições
4 péssimas condições → estado crítico
Avaliação Quantitativa
• Carbonatação pH < 9 → Carbonatada
pH > 12 → Não Carbonatada
É um dos mecanismos de deterioração do
concreto armado. Onde, o dióxido de carbono
presente no ar penetra nos poros do concreto e
reage com o hidróxido de cálcio formando
carbonato de cálcio e água. Este processo é
acompanhado pela redução da alcalinidade do
concreto.
Solução alcoólica de fenolftaleína:
 Incolor: carbonatado;
 Rosado: não carbonatado.
Avaliação Quantitativa
• Fator de Intensidade (𝐹𝑖 )
Tipo de dano Fator de intensidade do dano
Localizada, com algumas regiões com pH<9, sem
1
atingir a armadura
Localizada, atingindo a armadura, em ambiente
2
seco
Carbonatação
Localizada, atingindo a armadura, em ambiente
3
úmido
Generalizada, atingindo a armadura, em ambiente
4
úmido
Avaliação Quantitativa
• Cobrimento
O cobrimento é a principal forma de proteger as
armaduras. Desde que executado de forma correta, o
concreto deve ser de boa qualidade para minimizar
problemas de porosidade e permeabilidade, já que
são meios pelos quais os agentes agressivos do meio
externo chegam às armaduras.

A determinação do cobrimento segue:


1) Definir local de agressividade onde estará
locada a obra;
2) Definir a qualidade do concreto;
3) Definir o cobrimento.
Avaliação Quantitativa
• Cobrimento – Agressividade do Ambiente
Avaliação Quantitativa
• Cobrimento – Qualidade do Concreto
Avaliação Quantitativa
• Cobrimento
Avaliação Quantitativa
• Fator de Intensidade (𝐹𝑖 )
Tipo de dano Fator de intensidade do dano
Menores que os previstos em norma sem, no
1
entanto, permitir a localização da armadura
Menor que o previsto em norma, permitindo a
Cobrimento
2 localização visual da armadura ou armadura
Deficiente exposta em pequenas extensões
Deficiente com armaduras expostas em extensões
3
significativas
Avaliação Quantitativa
• Contaminação por Cloretos
Os íons cloretos podem ser encontrados na matriz
cimentícia de duas formas: livres (dissolvidos na água dos
poros) ou combinados com o C3A e C4AF hidratados. Os
cloretos realmente nocivos às armaduras são os livres.

Solução de Nitrato de Prata


Esbranquiçada – contaminado
Marrom – não contaminado

Orla Marinha → 30 a 40 x superior que meio rural.


Avaliação Quantitativa
• Fator de Intensidade (𝐹𝑖 )

Tipo de dano Fator de intensidade do dano


2 Em elemento no interior sem umidade
Contaminação
3 Em elemento no exterior sem umidade
por Cloretos
4 Em ambientes úmidos
Avaliação Quantitativa
• Corrosão de Armaduras
Avaliação Quantitativa
• Fator de Intensidade (𝐹𝑖 )

Tipo de dano Fator de intensidade do dano


2 Manifestações leves
Corrosão de 3 Grandes manchas e/ou fissuras de corrosão
Armaduras Corrosão acentuada na armadura principal,
4
c/perda relevante de seção
Avaliação Quantitativa
• Desagregação
Fenômeno característico de
ataque químico no concreto
com perda da capacidade
aglomerante da pasta,
causando a separação dos
agregados.
Avaliação Quantitativa
• Fator de Intensidade (𝐹𝑖 )

Tipo de dano Fator de intensidade do dano


2 Início de manifestação
3 Manifestações leves
Desagregação
Por perda acentuada de seção e esfarelamento do
4
concreto
Avaliação Quantitativa
• Eflorescência
Aparecimento de manchas brancas na
superfície, proveniente das águas que
penetram no concreto, carregando o
hidróxido de cálcio liberado na hidratação do
cimento que é extremamente solúvel em
água, principalmente as puras. Ocorre
frequentemente nas fissuras em lajes,
podendo, com o tempo formar estalactites.
Avaliação Quantitativa
• Fator de Intensidade (𝐹𝑖 )

Tipo de dano Fator de intensidade do dano


1 Início de manifestações
2 Manchas de pequenas dimensões
Eflorescência 3 Manchas acentuadas, em grandes extensões
Grandes formações de crostas de carbonato de
4
cálcio
Avaliação Quantitativa
• Esfoliação
Ocorrência de lascas que se
destacam do concreto por
vários motivos, como por
exemplo: proveniente de
choques, por corrosão da
armadura, por pressão ou
expansão no interior do
concreto, etc.
Avaliação Quantitativa
• Fator de Intensidade (𝐹𝑖 )

Tipo de dano Fator de intensidade do dano


2 Pequenas escamações do concreto
Lascamento de grandes proporções, com
3
Esfoliação exposição da armadura
Lascamento acentuado com perda relevante de
4
seção
Avaliação Quantitativa
• Fissuras
Mesmo as fissuras que são
pouco profundas podem ter
abertura suficiente para
possibilitar o acesso de agentes
agressivos à armadura,
provocando corrosão, ou serem
indícios de um concreto pouco
resistente e permeável
Avaliação Quantitativa
• Fissuras
Avaliação Quantitativa
• Fissuras
Avaliação Quantitativa
• Fissuras
Avaliação Quantitativa
• Fator de Intensidade (𝐹𝑖 )

Tipo de dano Fator de intensidade do dano


Abertura menores do que as máximas previstas
1
em norma
Estabilizadas, com abertura até 40% acima dos
Fissuras 2
limites de norma
3 Aberturas excessivas, estabilizadas
4 Aberturas excessivas, não estabilizadas
Avaliação Quantitativa
• Flechas
Os limites em flechas de vigas e lajes de concreto armado são estabelecidos
pela norma NBR 6.118:2014 - Projeto de Estruturas de Concreto -
Procedimento, na tabela 13.3. Flechas ligeiramente acima dos limites
indicados podem levar à
fissuração de alvenarias,
destacamento de pisos,
compressão de caixilhos e
outras patologias.
Avaliação Quantitativa
• Flechas
Avaliação Quantitativa
• Fator de Intensidade (𝐹𝑖 )

Tipo de dano Fator de intensidade do dano


1 Não perceptíveis a olho nu
Perceptíveis a olho nu, dentro dos limites
2
Flechas previstos na norma
3 Superior em até 40% às previstas na norma
4 Excessivas
Avaliação Quantitativa
• Impermeabilização Deficiente
A vida útil de uma construção é
diretamente influenciada pela
presença dos sistemas de impermea-
bilização, que protegem as
estruturas contra a ação nociva da
água
Avaliação Quantitativa
• Fator de Intensidade (𝐹𝑖 )

Tipo de dano Fator de intensidade do dano


Danos na camada protetora e/ou perda de
2 elasticidade do material de
impermeabilização
Impermeabilização
Descontinuada, degradada em alguns pontos
Deficiente 3
(pontos de infiltração)
Degradação acentuada, com perda relevante
4
da estanqueidade
Avaliação Quantitativa
• Infiltração
Danos na impermeabilização,
deficiência no escoamento de águas
pluviais, vazamento em tubulações.
Avaliação Quantitativa
• Fator de Intensidade (𝐹𝑖 )

Tipo de dano Fator de intensidade do dano


1 Indícios de umidade;
2 Pequenas manchas
Infiltração
3 Grandes manchas
4 Generalizada
Avaliação Quantitativa
• Infiltração na base
Danos na impermeabilização,
deficiência no escoamento de águas
pluviais, vazamento em tubulações,
só que direcionada para fundação.
Avaliação Quantitativa
• Fator de Intensidade (𝐹𝑖 )

Tipo de dano Fator de intensidade do dano


indícios de nível de lençol freático acima do nível
3 das estruturas de fundação que podem
Infiltração na comprometer as fundações;
Base Vazamentos em tubulações enterradas causando
4
erosão aparente junto as fundações
Avaliação Quantitativa
• Manchas
Devido ao aparecimento de fungos,
mofos, etc., a exemplo de manchas
negras na fachada.
Avaliação Quantitativa
• Fator de Intensidade (𝐹𝑖 )

Tipo de dano Fator de intensidade do dano


Manchas escuras de pouca extensão, porém
2 significativas (<50% da área visível do elemento
estrutural)
Manchas 3 Manchas escuras de grande extensão (>50%)
Manchas escuras em todo o elemento estrutural
4
(100%)
Avaliação Quantitativa
• Obstrução de juntas de dilatação

os elementos estruturais que


compõem uma construção
estão expostos à variação de
temperatura tanto sazonais
como diárias, o que leva a uma
variação dimensional dos
mesmos (dilatação ou
contração)
Avaliação Quantitativa
• Fator de Intensidade (𝐹𝑖 )

Tipo de dano Fator de intensidade do dano


Perda de elasticidade do material da junta; início
2
de fissuras paralelas às juntas nas lajes adjacentes
Obstrução de Presença de material não compressível na junta;
juntas de 3 grande incidência de fissuras paralelas às juntas
dilatação nas lajes adjacentes;
Fissuras em lajes adjacentes às juntas, com
4
prolongamento em vigas e/o pilares de suporte
Avaliação Quantitativa
• Recalques
Recalque Diferencial ocorre quando
uma parte da obra rebaixa mais que
a outra gerando esforços estruturais
não previstos e podendo até levar a
obra à ruína.
Avaliação Quantitativa
• Recalques
Avaliação Quantitativa
• Recalques
Avaliação Quantitativa
• Recalques
Avaliação Quantitativa
• Fator de Intensidade (𝐹𝑖 )

Tipo de dano Fator de intensidade do dano


Indícios de recalque pelas características das
2
trincas na alvenaria;
Recalque estabilizado com fissuras em peças
Recalques 3
estruturais;
Recalque não estabilizado com fissuras em peças
4
estruturais.
Avaliação Quantitativa
• Segregação do Concreto

Deficiência de concretagem, exposição de


agregados, devido à dosagem inadequada,
diâmetro máximo característico do agregado
graúdo não condizente com as
dimensões da peça, espaçamento das
armaduras e/ou lançamento e
adensamento.
Avaliação Quantitativa
• Fator de Intensidade (𝐹𝑖 )

Tipo de dano Fator de intensidade do dano


Superficial e pouco significativa em relação às
1
dimensões da peça;
Segregação do 2 Significante em relação às dimensões da peça;
Concreto 3
Profunda em relação às dimensões da peça, com
ampla exposição da armadura;
4 Perda relevante da seção da peça
Avaliação Quantitativa
• Sinais de Esmagamento do Concreto
Em flexão, quando o valor da tensão de compressão ultrapassa em módulo a
resistência, inicia-se o processo de dano irreversível (esmagamento).
Avaliação Quantitativa
• Fator de Intensidade (𝐹𝑖 )
Tipo de dano Fator de intensidade do dano
Desintegração do concreto na extremidade superior
3 do pilar, causada por sobrecarga ou movimentação
da estrutura, fissuras diagonais isoladas;
Sinais de Fissuras de cisalhamento bidiagonais, com intenso
Esmagamento lascamento e/ou esmagamento do concreto devido
do Concreto 4 ao cisalhamento e a compressão, com perda
substancial de materiais; deformação residual
aparente; exposição e início de flambagem de
barras da armadura.
Avaliação Quantitativa
• Vazamento em Reservatório

Pode ser proveniente a falha na


impermeabilização, na instalação
hidráulica, na manutenção, projetos
e no concreto especificado.
Avaliação Quantitativa
• Fator de Intensidade (𝐹𝑖 )

Tipo de dano Fator de intensidade do dano


Vazamento 2 Indícios de umidade nas paredes e fundo;
em 3 Umidade significativa nas paredes e fundo;
Reservatório 4 Ocorrência generalizada.
Avaliação Quantitativa
• Fator de Ponderação (𝐹𝑝 )
Avaliação Quantitativa
• Fator de Ponderação (𝐹𝑝 )
Avaliação Quantitativa
• Fator de Ponderação (𝐹𝑝 )
Avaliação Quantitativa
• Grau do dano (D)

Fp = 10
D = 4Fi para Fi ≤ 2,0
D = 60 Fi – 140 para Fi ≥ 3,0
Fp < 10
D = 0,4 Fi . Fp para Fi ≤ 2,0
D = (6 Fi -14) Fp para Fi ≥ 3,0
Avaliação Quantitativa
• Grau de deterioração de um elemento
(𝐺𝑑𝑒 )
Avaliação Quantitativa
• Nível de deterioração
Nível de (𝐺𝑑𝑒) Medidas a serem adotadas
deterioração
Baixo 0-15 Estado aceitável. Manutenção preventiva
Médio 15-50 Definir prazo/natureza para nova inspeção. Planejar
intervenção em médio prazo
Alto 50-80 Definir prazo/natureza para inspeção especializada
detalhada. Planejar intervenção em curto prazo.
Crítico >80 Inspeção especial emergencial. Planejar intervenção
imediata.
Avaliação Quantitativa
• Grau de deterioração de uma família de
elementos (𝐺𝑑𝑓 )
Avaliação Quantitativa
• Fator de relevância estrutural da família
de elementos (𝐹𝑟 )
(Fr) Descrição
1 Elementos não estruturais de concreto
2 Reservatório superior
3 Escada, rampas, reservatório inferior, cortinas, lajes secundárias
4 Lajes, fundações, vigas secundárias, pilares secundários
5 Vigas e pilares principais
Avaliação Quantitativa
• Grau de deterioração de uma família de
elementos (𝐺𝑑 )
Avaliação Quantitativa
• Grau de deterioração da estrutura (𝐺𝑑 )
Nível de
Gd Medidas a serem adotadas
deterioração
Baixo 0 - 14 Estado aceitável. Manutenção preventiva
Definir prazo/natureza para nova inspeção. Planejar
Médio 15 - 39
intervenção em médio prazo.
Definir prazo/natureza para inspeção especializada
Alto 40 – 60
detalhada. Planejar intervenção em curto prazo.

Crítico > 60 Intervenção imediata


DURABILIDADE DAS
ESTRUTURAS

Priscila Honorio Obrigada!


apolonio.priscila@gmail.com