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IFPE – Campus Garanhuns

Coordenação do Curso Técnico em Eletroeletrônica

ALEXSANDRO MENDES ALVES

RELATÓRIO DE ESTÁGIO INTEGRADO NA GENERAL


ELECTRIC RENEWABLE ENERGY OF BRAZIL

Garanhuns, Pernambuco, Brasil.


Maio de 2018
ii

ALEXSANDRO MENDES ALVES

RELATÓRIO DE ESTÁGIO INTEGRADO NA GENERAL


ELECTRIC RENEWABLE ENERGY OF BRAZIL

Relatório do Estágio Integrado submetido à


Coordenação do Curso Técnico em
Eletroeletrônica do IFPE – Campus Garanhuns
como parte dos requisitos para obtenção do
grau de Técnico em Eletroeletrônica.

Área de Concentração: Eletrotécnica

Orientador:
Professor Gerônimo B. Alexandre, M. Sc.

Garanhuns, Pernambuco, Brasil.


Maio de 2018
iii

ALEXSANDRO MENDES ALVES

RELATÓRIO DE ESTÁGIO INTEGRADO NA GENERAL


ELECTRIC RENEWABLE ENERGY OF BRAZIL

Relatório do Estágio Integrado submetido à Coordenação


do Curso Técnico em Eletroeletrônica do IFPE – Campus
Garanhuns como parte dos requisitos para obtenção do
grau de Técnico em Eletroeletrônica.

Área de Concentração: Eletrotécnica.

Aprovado em 09 de Maio de 2018

Professor M. Sc. Gerônimo Barbosa Alexandre


Instituto Federal do Pernambuco
Avaliador, IFPE

Técnico de Campo Carlos Oliveira


General Electric / FieldCore Services International
Supervisor, GE Renewable Energy of Brazil
iv

Dedico este trabalho a toda minha família,


amigos e colegas de trabalho por estar presente
em minha vida em todos os momentos (fácies
e difíceis), me dando força e conselhos.
iv

AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus por estar presente constantemente na minha


vida principalmente nas horas de maior dificuldade.
A minha família, esposa, filho, mãe e irmãos pela ajuda, incentivo, apoio, e
motivação.
Ao meu orientador, M. Sc. Gerônimo Barbosa Alexandre por todo o apoio,
incentivo e compreensão no decorrer de toda a elaboração do relatório.
Quero agradecer ao nosso assistente de projetos Anderson Paiva e ao nosso
Service Manager Francisco Debienie por estar sempre à disposição para ajudar quando
precisamos tanto na parte de documentação quanto no incentivo.
v

“A diferença entre o sonho e a realidade é a quantidade certa de tempo e trabalho.”

Willian Douglas – Juiz Federal


vi

RESUMO

O presente trabalho apresenta uma descrição das atividades do estágio realizado


por Alexsandro Mendes Alves. Este estágio é integralizado como requisito para
obtenção do grau de Técnico em Eletroeletrônica, no Instituto Federal de Pernambuco –
IFPE Campus Garanhuns. Foi cumprido, no período de três meses, nas instalações da
empresa General Electric Wind Renewable Energy of Brazil (Parque Eólico), localizada
no estado do Pernambuco. As atividades foram desempenhadas na área de engenharia
de manutenção industrial. As atividades foram executadas durante o quinto ciclo de
manutenção preventiva, no parque eólico de Santa Brígida, localizado no município de
Paranatama – PE. Nesse período foram executadas atividades corretivas que implicaram
em substituição de componentes elétricos com defeito, substituição de sensores, troca de
módulo de comunicação de rede, troca de placa de conversão de tensão troca de placa
de comunicação e controle, troca de encoder incremental, troca de Power Convert
(Conversor DC/DC).

Palavras-chave: Parque eólico, manutenção preventiva, manutenção corretiva.


vii

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1. Configuração de sistema eólico para injeção na rede...................................................................17


Figura 2. Equivalente unifilar da ligação do parque eólico ao SIN.............................................................17
Figura 3. Conexão do aerogerador à rede elétrica Full Converter...............................................................18
Figura 4. Localização do sensor indutivo do Sistema ALC.........................................................................20
Figura 5 (a). Laser para fazer alinhamento do gerador (Acoplamento Flexivel).........................................21
Figura 5 (b). Medição da distância entre Laser............................................................................................22
Figura 6. Placa da Wepa (localizada na Axis Box).....................................................................................23
Figura 7. Encoder Incremental (localizado no motor do Pitch)...................................................................24
Figura 8. Módulo Axiliona (localizado no Tob Box)..................................................................................25
Figura 9. Power Converter...........................................................................................................................26
Figura 10. Freio Magnético..........................................................................................................................27
Figura 11. Contactor K1 substituido...........................................................................................................28
Figura 12 (a). Cabos torcidos devido falha dos sensores.............................................................................28
Figura 12 (b). Sensores de posicionamento do Yaw....................................................................................29
Figura 13. Acumulador (sistema de freio secundário).................................................................................30
Figura 14. Carregador de Bateria (localizado no Batery Box)....................................................................30
Figura 15. Diodo (localizado na Axis Box).................................................................................................31
Figura 17 (a). Yaw Punk..............................................................................................................................32
Figura 17 (b). Sistema de Freio do Yaw......................................................................................................32
viii

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

BT Baixa Tensão
BTB Back-to-Back
CA Corrente Alternada
CC Corrente Contínua
DPS Dispositivo de Proteção Contra Surtos
DTA Down Tower Assembly
EPC Equipamento de Proteção Coletiva
EPI Equipamento de Proteção Individual
FU11 Fusível nº 11 do DTA da base da torre
GE General Electric S.A.
IFPE Instituto Federal do Pernambuco
LC Filtro formado por um indutor em paralelo com um capacitor
LT Linha de Transmissão
PCC Point Commom Coupling
PE Estado do Pernambuco
PMSG Permanent Magnet Synchronous Generator
PT 100 Sensor de temperatura - Platina 100
PVC Polyvinyl Chloride
S.A Sociedade Anônima
SIN Sistema Interligado Nacional
Trafo Abreviação para Transformador de Potência
UPS Uninterruptible Power Supply
VSC Voltage Source Converter
ix

LISTA DE SÍMBOLOS

Percentagem
Multiplicação
Graus
Tensão entre fases (fase-fase – Tensão de linha)
Quilowatts
Giga Hertz
Período de atualização ou amostragem
Impedância de linha, dada em Ω.
Unidade de corrente elétrica, sendo usuais os seus submúltiplos, , e A.
Unidade de tensão elétrica, sendo usual os seus submúltiplos, e .
Watts, unidade de potência ativa, sendo usual os seus submúltiplos, e .
Resistor dado em Ω
Capacitor dado em F, sendo usual o
Indutor dado em H, sendo usual o
Potência Ativa dado em W.
Potência Reativa dado em VAR.
Volts-Amperes-Reativo.
Potência aparente dado em VA.
Trafo Transformador de Potência
Megawatts
Quilowatts.hora
Moeda Brasileira, Reais
Moeda Norte Americana, Dólar
Unidade de torque mecânico
x

SUMÁRIO
Agradecimentos ........................................................................................................................................ iv
Resumo.......................................................................................................................................................vi
Lista de Ilustrações .................................................................................................................................. vii
Lista de Abreviaturas e Siglas ................................................................................................................viii
Lista de Símbolos ..................................................................................................................................... ix
Sumário.......................................................................................................................................................x
1 Introdução ............................................................................................................................................. 11
1.1 Considerações Iniciais .............................................................................................................. 11
1.2 Objetivos ................................................................................................................................... 11
2 A Empresa Concedente do Estágio ....................................................................................................... 12
3 O Estágio Integrado .............................................................................................................................. 14
4 Fundamentação Teórica ........................................................................................................................ 15
4.1 Configuração do Parque Eólico Santa Brígida .......................................................................... 16
5 Atividades Realizadas ........................................................................................................................... 20
5.1 Substituições de Sensores (aerogerador 7-3) ............................................................................ 20
5.2 Alinhamento de Gerador (Aerogeradores 4-7).......................................................................... 21
5.3 Substituição da Wepa - Placa Controladora do Sistema de Pitch (Aerogerador 3-9)................ 21
5.4 Troca de Encoder Incremental (Aerogerador 6-4) .................................................................... 22
5.5 Substituição do Módulo Axiliona (Aerogerador 4-6) ............................................................... 23
5.6 Substituição do Power Converter (Aerogerador 5-15) .............................................................. 24
5.7 Substituição do Freio Magnético (Aerogerador 3-15) .............................................................. 25
5.8 Substituição de Contactor de Sincronização (Aerogerador nº 2-6) ........................................... 26
5.9 Ajuste dos Sensores do Yaw (Aerogerador 2-7) ....................................................................... 27
5.10 Troca do Acumulador de Pressão (Aerogerador 3-9) ............................................................... 28
5.11 Substituição do Carregador da Bateria 05 Axis (Aerogerador 4-3) .......................................... 29
5.12 Substituição de Diodo no Axis Box (Aerogerador 7-5) ............................................................. 30
5.13 Checagens do Torque dos Parafusos da Torre, Nacelle, Gerador, Rotor e Hub........................ 31
5.14 Torque do Sistema de Freio da Nacelle .................................................................................... 32
6 Considerações Finais ............................................................................................................................ 33
Referências Bibliográficas ....................................................................................................................... 34
11

1 INTRODUÇÃO

1.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

O programa de estágios na modalidade Estágio Integrado tem como um de seus


objetivos gerais, integrar o aluno com a problemática tecnológica, econômica, política e
humanística, existentes nos setores da indústria e de serviços, permitindo uma visão
realista do funcionamento das empresas. Em conformidade com o exposto, foi realizado
o Estágio Integrado, constante da grade curricular do Curso de Técnico em
Eletroeletrônica, do Instituto Federal do Pernambuco – IFPE Campus Garanhuns,
durante o período de 08 de janeiro de 2018 a 20 de abril de 2018, totalizando 480 horas
integralizadas. O referido estágio foi exercido em sua totalidade pelo aluno Alexsandro
Mendes Alves (doravante chamado Estagiário), regularmente matriculado no Curso de
Técnico Subsequente em Eletroeletrônica deste Instituto. Suas atividades foram
desenvolvidas na empresa General Electric Renewable Energy of Brazil – Parque
Eólico, localizados na cidade de Paranatama – PE. Ao longo deste relatório, será
apresentada a evolução das atividades propostas como complementares a formação
técnica e profissional do aluno, de forma que, o exposto venha a comprovar sua
integração com o ambiente organizacional e as práticas inerentes à sua formação.

1.2 OBJETIVOS

Neste Relatório de Estágio tem-se como objetivo geral apresentar de maneira clara
as atividades realizadas pelo estagiário na General Electric Wind Renewable Energy of
Brazil S.A. no setor de manutenção de parques eólicos (unitária de 34 kV/230 kV e
subestação de 34 kV/230 kV).
Apresentar a tecnologia que está sendo utilizada em torres eólicas. Ao término do
estágio, o aluno estará capacitado a operação e manutenção de parques eólicos.
O objetivo geral do relatório é apresentar todas as etapas do primeiro Quinto Ciclo
de manutenção preventiva da GE Renewable Energy of Brazil e eventuais etapas da
manutenção corretiva e seus procedimentos nos parques eólicos administrados por esta
empresa.
12

2 A EMPRESA CONCEDENTE DO ESTÁGIO

A Empresa General Electric (GE) possui sede em Fairfield, Connecticut, Estados


Unidos. Fundada em 1878 por Thomas Alva Edison, com o objetivo de desenvolver um
sistema de iluminação comercialmente viável. Atualmente a General Electric tem cinco
grandes divisões: Tecnologia e infraestrutura, Energia, Capital, Solução doméstica e
Empresarial e NBCUniversal Media (conglomerado de mídia e entretenimento nos
Estados Unidos da América). A GE opera em mais de 100 Países, distribuindo diversos
produtos, que vai desde Televisores, Aparelhos de comunicação de automóveis,
aparelhos de ultrassonografia e ultrassom para hospitais, tecnologia em plataforma de
extração de petróleo, Motores, Turbinas de aviões e turbinas eólicas.
A GE foi uma das primeiras multinacionais a acreditar e investir no Brasil,
instalando sua primeira fábrica de lâmpadas no Rio de Janeiro em 1919, depois
migrando para diversões segmentos. A GE Renewable Energy do Brasil trabalha com
geração e armazenamento de energia em usinas hidrelétricas, aerogeradores em terra e
no mar, painéis solares, além de tecnologias inovadoras, como biomassa e maremotriz
que utiliza energia das ondas marítimas.
O Estado de Pernambuco é um dos lugares que passaram por uma grande
transformação graças à expansão da energia eólica. No agreste pernambucano, regiões
de ventos constantes, onde estão situados dois complexos eólicos operados pela Casa
dos Ventos (Subsidiaria da GE Renewable Energy do Brasil). Santa Brígida que abriga
o milésimo aerogerador da empresa em operação no país. Recém-inaugurado, o Parque
eólico São Clemente, o maior em funcionamento no Estado do Pernambuco. Todos os
dois parques em estudo pertencem ao Grupo subsidiado pela GE Renewable Energy do
Brasil.
GE no Brasil possui 10 unidades negócios, localizadas em diversas regiões do
País que faturam cerca de US$ 3,7 bilhões e empregam cerca de 8.600 pessoas. Em toda
a América Latina, a empresa conta com aproximadamente 9.700 funcionários. Seguindo
o espírito de liderança que vem moldando sua história desde o princípio, a GE foi uma
das primeiras empresas internacionais a investir no Brasil.
A GE Industrial Solutions possui produtos de baixa e média tensão direcionados
para controle e distribuição de energia, bem como produtos de supervisão e proteção
dos sistemas elétricos, relés de proteção, UPS, Chaves de transferência, motores,
13

geradores, serviços industriais, iluminação e automação industrial, tendo sempre uma


solução elétrica para melhor atender a vossa necessidade nas áreas residenciais,
comerciais e industriais. No Brasil, as operações estão localizadas nas seguintes regiões:
fábricas em Contagem e Campinas; Serviços Industriais em Campinas; Serviços de
Engenharia em São Paulo; Operação de Gerenciamento de Energia no Rio de Janeiro;
Joint-venture GEVISA em Campinas; Escritórios de vendas em São Paulo, Rio de
Janeiro e Belo Horizonte (General Electric Industrial, 2017).
14

3 O ESTÁGIO INTEGRADO

O estágio integrado teve duração de três meses, com início em Janeiro e término
em Abril de 2018, com duração de 40 horas semanais. As atividades realizadas durante
esse período pelo estagiário foram:
1. Manutenção preventiva e corretiva das torres eólicas no parque Santa Brígida;
2. Traçar diariamente o plano de ação (mapa de risco) antes de qualquer
operação antes e durante a energização das torres eólicas.
3. Treinamento dado pela empresa para manutenção de torres eólicas;
4. Execução de serviços elétricos na subestação de 34 kV/230kV;
15

4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

O planejamento energético é uma atividade estratégica para o cenário atual e


futuro do Brasil, para atender a demanda energética atual e futura do país, evitando
desligamentos e um eventual racionamento de energia elétrica, o que compromete a
atividade industrial nacional. Neste cenário as fontes alternativas de energia são
soluções viáveis para melhoria deste quadro, em especial aquelas que já estão mais
desenvolvidas e onerosas, a exemplo da energia solar e da energia eólica.
Os órgãos ligados ao Governo e ao capital privado estabelecem metas ambiciosas,
para geração de energia elétrica no país, não apenas em termos da geração hidráulica
como também em termos das fontes de energia denominadas de alternativas, tendo
como expectativa em médio prazo uma mudança na matriz energética brasileira. De
modo geral, um projeto de unidades de geração de energia elétrica baseada em fontes
renováveis envolve quatro etapas: pré-viabilidade econômica, viabilidade técnico-
econômica, engenharia & desenvolvimento e construção & comissionamento.
A inserção dos sistemas eólicos no sistema elétrico deve ser planejada, tanto do
ponto de vista da unidade geradora, quanto da rede elétrica. Avaliar tecnicamente os
equipamentos que compõem o arranjo fotovoltaico e os possíveis impactos da geração
fotovoltaica ao sistema elétrico é uma tarefa desafiadora, porém motivadora. Outra
questão importante neste cenário são os custos para implantação, operação e
manutenção, o que cabe uma reflexão da viabilidade econômica da penetração da
energia eólica.
A determinação da viabilidade técnico-econômica, considerando que o
amortecimento da dívida se dá com a amortização dos dividendos, deverá ser avaliada
em termos do fluxo de caixa que muda a cada ano, apreciando as diversas variáveis de
decisão que influenciam na energia gerada pelo arranjo eólico, tais como velocidade dos
ventos, período de vida dos equipamentos, manutenção dos equipamentos, taxa de juros,
flutuação do câmbio e incertezas do mercado econômico.
O aumento da complexidade do sistema elétrico, devido às restrições de
qualidade, segurança e ambientais e uma legislação mais rigorosa são razões
fundamentais para o desenvolvimento de soluções viáveis de gerenciamento da energia
injetada pelas novas fontes de energia descentralizada para uma operação estável e
confiável do sistema como um todo, minimizando qualquer risco operacional, vindo a
16

prejudicar a concessionária ou o consumidor. Neste sentido estudar os impactos da


geração descentralizada e desenvolver sistemas de gerenciamento da energia gerada
resulta em ganhos econômicos consideráveis para o sistema de distribuição de energia
elétrica. Para tal estudo se faz necessário um estudo de viabilidade técnico-econômico
do kWh gerado por cada fonte de energia para construir a curva de operação
(programação) da geração.
Apontar as principais características destas novas unidades geradoras, vantagens e
desvantagens sob o ponto de vista da concessionária e do consumidor, investigando os
efeitos que a conexão em grande escala destas unidades pode vir a apresentar sobre a
rede de distribuição atual, com foco na baixa tensão, se faz necessário para o correto
projeto do sistema de gestão da energia gerada. O sistema de gestão envolve de maneira
geral a operação e controle da energia trafegada no sistema elétrico de distribuição, as
estratégias de controle e as possíveis mudanças que deverão ser necessárias nos sistemas
elétricos para que estes possam suportar a ascensão da geração descentralizada.

4.1 CONFIGURAÇÃO DO PARQUE EÓLICO SANTA BRÍGIDA

A conversão da energia dos ventos (velocidade dos ventos – energia cinética) em


energia elétrica é feita por meio do equipamento chamado de aerogerador (um cata-
vento sofisticado), o conjunto de diversos aerogeradores é chamado de Parque Eólico. O
Parque Eólico pode ser instalado em terra (onshore) ou no mar (offshore), onde
apresenta ventos estáveis.
Se tratando da tecnologia empregada nos aerogeradores, têm-se dois tipos de
rotores eólicos: rotor de eixo horizontal e o rotor de eixo vertical. No quesito de porte,
temos aerogeradores de pequeno porte (baixa tensão – 24V a 220 V – 1,5 kW) e
aerogeradores de grande porte (alta tensão – 650 V – 1,5 MW). Os aerogeradores de
baixa tensão se diferenciam dos aerogeradores de alta tensão principalmente por ter
tamanho e peso reduzidos. O peso médio de um aerogerador de baixa tensão é de 100
kg. Este tipo de equipamento pode ser definido como um aerogerador doméstico, pois a
quase totalidade dos equipamentos é instalada em habitações ou micro indústrias. São
usados isoladamente para alimentar localidades remotas e distantes da rede de
transmissão.
17

Os sistemas eólicos apresentam três configurações: sistemas isolados, sistemas


híbridos e sistemas de injeção na rede (caso do parque eólico Santa Brígida). Na Figura
1 é ilustrada a configuração de um sistema para injeção na rede elétrica.

Figura 1. Configuração de sistema eólico para injeção na rede.

Na Figura 2 é ilustrado o equivalente unifilar da conexão de vários parques


eólicos com as subestações elevadoras e o ponto de acoplamento comum (PCC) com o
sistema interligado nacional (SIN).

Figura 2. Equivalente unifilar da ligação do parque eólico ao SIN.


18

Observando a Figura 2 há a necessidade de um conversor CC-CA, para converter


a tensão continua gerada para 0,69 kV, o conversor é conectado ao um filtro LC, para
eliminar flutuações de tensão e melhorar os índices da qualidade da energia gerada
(harmônico de tensão e corrente), o transformador eleva a tensão de 0,69kV para 34kV.
A linha de transmissão (LT) leva a tensão gerada até a subestação de 34kV-230kV nesta
subestação a energia é distribuída no Sistema Interligado Nacional.
No caso do Parque Santa Brígida, são 107 aerogeradores, cada qual com sua unitária
(conversor CC-CA + Filtro + transformador), onde a tensão é elevada de 0,69 kV-34
kV. O parque possui 2 km de linhas que levam a tensão gerada pelas 100 torre eólicas
para a subestação 34-230 kV dentro do parque (pertencente a GE Renewable Energy),
desta subestação ao interligação com o sistema CHESF são 2 km de linha até a
subestação de São João.
Na Figura 3 é ilustrado o modelo do gerador Full Converter utilizado no Parque
Eólico Serra das Vacas.

Figura 3. Conexão do aerogerador à rede elétrica Full Converter.

Nesses tipos de conexões são necessários um conversor BTB, em alguns casos


filtros passivos e um transformador (Hansen, 2004). A utilização do gerador PMSG e
configuração Full Converter apresentam as seguintes vantagens: não possui escovas (o
que elimina o problema de centelhamento e manutenção), redução dos estresses
mecânicos causados pelas variações de velocidade do vento, maior precisão no
posicionamento do rotor, maior capacidade de aceleração, aumento da potência extraída
do vento dado pelo ajuste contínuo da velocidade rotacional da turbina, velocidade
constante durante as variações de carga, elevada densidade de potência, grande robustez
eletromecânica, a redução de ruídos acústicos e são capazes de gerar/absorver potência
19

reativa, além de dispor de grandes recursos de controle, o que garante um desempenho


adequado nas condições de defeitos da rede (Deng e Chen, 2009).
Esse tipo de gerador, do ponto de vista da rede, é um „gerador estático‟
constituído por conversores de eletrônica de potência, pois é fisicamente um conversor
do tipo VSC que realiza sua conexão com a rede elétrica. A máquina síncrona está
„isolada‟ da rede por meio do elo de corrente contínua. O que reduz sensivelmente o
impacto dos distúrbios provenientes da rede sobre o desempenho do aerogerador (Nasar,
Boldea e Unnewehr, 1993).
Dentre as máquinas utilizadas pra gerar energia elétrica, as síncronas apresentam
uma diversidade de tamanhos, configurações e geometria (Boldea, 2005). Basicamente
consistem em máquinas elétricas cuja rotação do enrolamento de campo que se encontra
no rotor é proporcional à frequência elétrica da rede à qual ela está ligada. Essa rotação
do enrolamento de campo cria um campo magnético que induz, no enrolamento de
armadura (estator), um fluxo concatenado variante no tempo.
Assim, a tensão gerada é síncrona em relação à velocidade mecânica, por isso,
recebe o nome de máquina síncrona. As turbinas eólicas operam em velocidades
relativamente baixas e por isso possuem polos salientes com número elevado de polos
(Silveira, 2012).
20

5 ATIVIDADES REALIZADAS

Antes de toda e qualquer atividade a primeira preocupação é com a segurança,


Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e Equipamentos de Proteção Coletiva
(EPC) são primordiais e de uso obrigatório no âmbito do trabalho tanto para
funcionários quanto para visitantes, os EPI‟s utilizados pelos colaboradores durante a
manutenção são os seguintes: Capacete, cinto de segurança tipo paraquedista com
talabarte dois pontos, trava–quedas, luva, óculos de proteção, botas de proteção e
protetor auricular. Os EPC‟s utilizados são cones de sinalização, placa de advertência e
correntes de isolação, também dispõe de equipamentos de socorro e resgate, como quite
de primeiros socorros e tractel (Dispositivo de descida e resgate em altura).

5.1 SUBSTITUIÇÕES DE SENSORES (AEROGERADOR 7-3)

Houve a necessidade da substituição de um dos sensores Indutivos localizados no


Rotor Sheft, devido falhas do monitoramento de vibração do Sistema ALC WTG, ao
serem realizados testes no sensor foi visto que o mesmo não estava funcionando como
deveria caracterizando-se um defeito no qual o mesmo não estava fazendo a leitura da
porca zero, essas falhas podem ser vistas pelo supervisório do sistema. Na Figura 4 é
ilustrado o sensor indutivo do sistema ALC localizado a 3150 substituído.

Figura 4. Sensor Indutivo do Sistema ALC.


21

Para a substituição do sensor foram utilizados os seguintes EPI‟s e ferramentas:


Luvas, capacete, óculos de proteção e botas, ferramentas, chave inglesa, chave
combinada nº 19, alicate bomba d‟água, chave estrela 04 mm, chave estrela 06 mm e
multímetro.

5.2 ALINHAMENTO DE GERADOR (AEROGERADORES 4-7)

Ao chegarmos à turbina a mesma encontrava-se parada, quando conectamos o


computador à máquina vimos pelo supervisório que a mesma apresentava um status de
erro devido a desalinhamento do gerador, ao realizar a leitura do sistema de alinhamento
constatou-se um desalinhamento de cerca de 0,880 acima da caixa multiplicadora. Sendo
necessário realizar o alinhamento do mesmo. Para esta atividade foram utilizadas
ferramentas tais como: macaco hidráulico, chave socket 45 mm, contrapesos, puxador,
laser. Dentre os EPI‟s, foram utilizados: Capacete, luvas, óculos, botas isoladas.

Figura 5 (a). Laser para fazer a leitura do alinhamento Figura 5 (b). Medição da distancia entre laser.

5.3 SUBSTITUIÇÃO DA WEPA - PLACA CONTROLADORA DO SISTEMA DE

PITCH (AEROGERADOR 3-9)

A WEPA é o módulo que controla todo o movimento da Axis, via software que
transforma o sinal elétrico em serial, este módulo possui entradas / saídas digitais e
analógicas, sendo capaz de monitorar e avaliar sinais dos sensores de temperatura de
carga de baterias e acionamentos de motor. Durante a produção a WTG apresentou falha
de angulação da Axis, ao analisarmos o circuito de acionamento, foi visto que havia um
22

relé avariado, vindo a manter o ângulo da Axis permanente em 90° sendo preciso à
substituição da placa. Para a troca do mesmo foi utilizado uma chave canhão isolada 10
mm e uma chave de fenda, sendo necessário também à utilização de luvas de corte e
óculos. Na Figura 6 são ilustrados os conectores de entradas de dados queimados
(provável causa do problema foi sobretensão no circuito interno devido a sobre
velocidade do rotor) em outra placa da Wepa Digital na torre nº 9 que fora substituída
pela equipe de manutenção.

Figura 6. Placa da Wepa localizada na Axis Box.

5.4 TROCA DE ENCODER INCREMENTAL (AEROGERADOR 6-4)

Dentre as atividades executadas no período de estágio, foi preciso, substituir o


encoder incremental de um dos motores do sistema de freio do aerogerador. O encoder é
utilizado como instrumento de referência angular, capaz de informar o ângulo correto.
Existem dois tipos de encoder, o encoder absoluto que é capaz de memorizar o ângulo
em caso de queda de tensão e o encoder incremental cuja função é similar ao absoluto,
porém sendo preciso um pulso eletromagnético de outro componente para que o mesmo
reconheça tal angulação.
Foi necessária sua substituição, devido o disco de carvão que é o responsável por
criar o campo eletromagnético que é transformado em pulso, informando o ângulo de
referência, no caso encontrava-se gasto, vindo a ficar com folga suficientemente capaz
de não mais produzir o pulso eletromagnético. Para a execução desta atividade foi
23

necessário às devidas ferramentas, foi utilizado um saca polia para extração da


cremalheira, uma clave modelo (L) de 05 mm e outra modelo em polegada, uma chave
fenda não isolada para usar como apoio. Não esquecendo os EPI´s, sendo eles: luva de
corte, luva de couro para evitar contato com o carvão. A Figura 7 ilustra o dispositivo
de medição substituído durante a manutenção pela equipe de trabalho.

Figura 7. Encoder Incremental (localizado no motor do Pitch).

5.5 SUBSTITUIÇÃO DO MÓDULO AXILIONA (AEROGERADOR 4-6)

O módulo axiliona (módulos SmartLine incluem entradas/saídas digitais ou


analógicas e um escravo AS-i. Elas podem ser utilizadas de forma flexível em gabinetes
de controle ou caixas de divisores locais. A montagem robusta sobre trilhos garante
instalação segura. Todas as conexões são do tipo plugue para garantir uma rápida
substituição dos módulos) é um componente de automação utilizado especificamente
neste caso com a rede “Profibus”. O modo axiliona é desenvolvida para adquirir sinais
de sensores de temperatura por resistência, o mesmo é composto por 8 canais de
entradas analógicas para utilização de RTD´s, utilizando a tecnologia de sensores com 2
fios, com a possibilidade de modulação dos sensores com faixa de atuação de 0-10 V e
0-5 V. Foi necessário sua substituição devido o mesmo não está informando o valor
correto capturado pelo sensor. Para esta atividade foi necessário à utilização de uma
chave de fenda (chave de borne) par a extração dos plugs e a utilização dos EPI´s
adequados como luvas e óculos.
24

Após o desligamento do Link CC realizou-se o teste de continuidade nos switch


(chaves) limitante das escovas para verificar se todas as chaves estão funcionando
corretamente. Efetuado este procedimento realizou-se a substituição das escovas. A
Figura 8 ilustra o dispositivo de controle substituído durante a manutenção pela equipe
de trabalho.

Figura 8. Módulo Axiliona Localizado no Top Box.

5.6 SUBSTITUIÇÃO DO POWER CONVERTER (AEROGERADOR 5-15)

O Power Converter é o componente composto de uma placa com 02 pares de


IGBT´s (topologia de dois braços) utilizado para fornecer tensões ao motor com tensão
máxima chaveada de 90 Vcc. Para fazer a movimentação do motor são utilizado 01 par
de IGBT‟s conduzindo a tensão por um barramento de diodo. Para o acionamento
reverso é utilizado outro par de diodos e barramento CC. Foi necessária a substituição
do mesmo devido não está fornecendo alimentação ao motor, já que o mesmo depende
da tensão convertida do conversor CC/CC. Sendo necessária a utilização de uma chave
canhão 10 mm e uma chave canhão de 08 mm para os parafusos sextavados dos
barramentos e da carcaça de proteção do conversor. Uma chave 13 mm para retirar o
cabo de alimentação do motor e dos resistores, multímetro digital para checar tensão /
corrente, os EPI‟s utilizados foram: luvas, óculos de proteção, capacete e botas isoladas.
A Figura 9 ilustra o dispositivo de eletrônica de potência substituído durante a
manutenção pela equipe de trabalho.
25

Figura 9. Power Converter (Conversor DC/DC).

5.7 SUBSTITUIÇÃO DO FREIO MAGNÉTICO (AEROGERADOR 3-15)

O freio magnético é formado por uma placa de metal montada sobre o eixo do
motor sendo pressionada sobre outra chapa através de uma pressão de mola e uma
bobina, quando a bobina é energizada o placa para de ser pressionada e o eixo está
liberado para girar. Foi necessária a substituição do freio magnético devido o mesmo
estar com a corrente de trabalho acima do normal. Devido a esta anormalidade o freio
magnético ficou acionado continuamente vindo a travar o eixo e avariar um fusível de
proteção de 80 A. Ao verificar o freio magnético foi visto que a bobina encontrava-se
magnetizada constatando sua avariação. Foram necessárias para a substituição do freio
magnético as seguintes ferramentas: uma chave (L) 06 mm um alicate de corte para
substituir o cabo, um ferro de solda e estanho para soldar o cabo evitando que o atrito o
solte novamente, fita isolante de baixa tensão e fita isolante de alta tensão. Os EPI´s
utilizados para esta manobra foram: luva de corte para evitar cortes e queimaduras,
óculos e máscara para evitar a inalação da fumaça produzida pelo estanho, além de
capacete e botas isoladas. A Figura 10 ilustra o dispositivo eletromecânico substituído
durante a manutenção pela equipe de trabalho.
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Figura 10. Freio Magnético (localizado no motor do Pitch).

5.8 SUBSTITUIÇÃO DE CONTACTOR DE SINCRONIZAÇÃO (AEROGERADOR

Nº 2-6)

A contatora de Sincronização tem a função de conectar o estator do gerador ao


grid (rede elétrica), a mesma é controlada através da AEADK-K2 (placa de controle) e
do contactor MCC-K4. Ao chegar à turbina a mesma já estava sem operação, ao avaliar
a situação junto ao software supervisório foi verificada uma falha correspondente à
sincronização, ao avaliar o circuito do contactor K1 foi verificado que o contactor não
estava fechando os contatos corretamente devido a desgaste dos mesmos. Foi então
realizada a substituição do contactor. Para a substituição do contactor foram utilizadas
as seguintes ferramentas: chave Philips 08 polegadas, chave de fenda média e
multímetro digital. Os EPI‟S utilizados foram: capacete, óculos de proteção, luvas de
alta, roupa risco 02 e botas isoladas. A Figura 11 ilustra o dispositivo comando e
controle substituído durante a manutenção pela equipe de trabalho.
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Figura 11. Contactor K1 substituído.

5.9 AJUSTE DOS SENSORES DO YAW (AEROGERADOR 2-7)

Os dois sensores indutivos contam com os dentes da coroa externa do sistema do


Yaw, deste modo é determinado à correta posição da nacelle do aerogerador, as
informações de posicionamento enviadas pelo sensor é utilizado para a distorção dos
cabos que conectam a nacelle ao resto da torre. Ao chegar à turbina foi constatada uma
falha de „limit switch’ devido os cabos de força / comunicação estarem todos torcidos
(devido ao giro da nacelle), ao avaliar a situação foi constatado que a falha estava sendo
provocada devido aos sensores indutivos estarem muito distanciados dos dentes da
coroa, por isso foi necessário fazer o ajuste desta distância para 04 mm). Para o ajuste
dos sensores foram utilizadas as seguintes ferramentas: alicate bomba d‟água e chave
regulada. Dentre os EPI‟s foram utilizados: capacete, luvas, óculos e botas isoladas. A
Figura 12 ilustra os sensores reposicionados e os cabos de ligação organizados e
perfeito funcionamento.
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Figura 12 (a) Cabos torcidos devido à falha dos sensores. Figura 12 (b). Sensores do sistema de
posicionamento do Yaw.

5.10 TROCA DO ACUMULADOR DE PRESSÃO (AEROGERADOR 3-9)

O acumulador de pressão (acumulador hidráulico) é um absorvedor de choque


para a pressão de trabalho entre intervalos pré-determinados. Ele fornece pressão para
manter o freio eletromagnético fechado no evento de perda da rede elétrica, já o freio
secundário é responsável em parar a turbina em situação de emergência. Ao verificar o
acesso remoto de operação das torres eólica do parque Santa Brígida foi constatado que
a turbina BR 3-9 estava sem operar, ao verificar no supervisório o alarme de falha
apontava para problema no sistema de freio secundário, devido essa falha a mesma não
conseguia efetuar o travamento do rotor. Ao analisar a situação foi constatado que o
acumulador hidráulico apresentava pouca pressão interna sendo assim necessária sua
substituição.
Para a realização dessa atividade foram utilizadas ferramentas tais como: Alicate
bomba d‟água, e chave regulada. Dentre os EPI‟s utilizados estão: capacete, óculos,
luvas, botas isoladas, além disso, foi necessário a desenergização do circuito que
acionam as válvulas solenoide do motor. A Figura 13 ilustra o dispositivo hidráulico
substituído durante a manutenção pela equipe de trabalho. Todo o serviço foi realizado
conforme as normas de segurança adotadas pela empresa.
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Figura 13. Acumulador (sistema de freio secundário).

5.11 SUBSTITUIÇÃO DO CARREGADOR DA BATERIA 05 AXIS

(AEROGERADOR 4-3)

Os carregadores tem a função de manter as baterias em uma condição de plena


operação. Carregadas em aproximadamente 13,9VCC. Logo pela manhã a equipe foi
designada para fazer uma intervenção na turbina acima referida devido falha de Batery
Charge (falha de bateria), ao adentrar no Hub foi feito todo o procedimento de
checagem obrigatório para a realização deste tipo de intervenção. Ao analisar as baterias
foi constatado falha em um dos carregadores, o mesmo estava indicando falha por meio
de um led indicador, foi então feito o procedimento de substituição do componente.
Para esta atividade foram utilizadas chaves de fenda média isolada, chave catraca
com socket 10 mm, alicate isolado chave, multímetro digital. Dentre os EPI‟s utilizados
estão: capacete, óculos, luvas, botas isoladas. A Figura 14 ilustra o dispositivo
eletrônico substituído durante a manutenção pela equipe de trabalho. Todo o serviço foi
realizado conforme as normas de segurança adotadas pela empresa.
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Figura 14. Carregador de bateria (localizado no Batery Box).

5.12 SUBSTITUIÇÃO DE DIODO NO AXIS BOX (AEROGERADOR 7-5)

O banco de diodos localizados na Axis Box retificam 63 VCA trifásico para


produzir 90 VCC (conversor CA-CC em série com um conversor CC-CC elevador =
Fonte chaveada). Fornece energia para a Power Converter. Ao final da tarde a turbina
BR 7-5 tripou por erro de Pitch Tiristor, ao analisar o circuito da Axis Box foi
constatado que um dos diodos usados para controlar a excitação dos enrolamentos do
motor estava rompido, sendo necessária a substituição do mesmo. Para esta atividade
foram utilizadas as seguintes ferramentas: multímetro digital na escala de teste de diodo,
ferro de solda, estanho alicate de bico. Dentre os EPI‟s utilizados estão: capacete,
óculos, luvas, botas isoladas.

Figura 15. Diodo localizado no Axis Box.


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5.13 CHECAGENS DO TORQUE DOS PARAFUSOS DA TORRE, NACELLE ,

GERADOR, ROTOR E HUB

A checagem dos torques é realizada em 10% dos parafusos, que em seguida são
marcados para que no próximo ciclo de manutenção se possa identificar se houve
movimentação acima da tolerância que é de no máximo de 20° de angulação, se houver
tal movimentação será obrigatoriamente necessária à substituição do “prisioneiro”,
também são realizadas a checagem do nível de óleo da GEARBOX (Componente que
transfere velocidade baixa, com alto torque no eixo principal, para a entrada do gerador
com alta velocidade e baixo torque), substituição do filtro de óleo, substituição do filtro
secante. Nesta etapa são feitas as lubrificações do MAIN BEARING, YAW BEARING,
GENERATOR BEARING, PITCH BEARING, da engrenagem dos motores do sistema
de rotação YAW e das engrenagens dos motores do sistema de rotação PITCH
BEARING.
No torque da torre são checados 10% dos parafusos, no 1º flange são 144
parafusos com um torque de 2800 N.m, no 2º flange são 100 parafusos com torque de
2800 N.m, no sistema de rotação YAW BEDPLATE são 64 parafusos com torque de
2800 N.m cada e 68 parafusos no sistema de rotação YAW BEARING, esse torque
pode ser realizado com dois tipos de ferramentas que são a chave de torque E-Red
(chave elétrica) ou a bomba hidráulica HYTORC, uma bomba hidráulica com um range
de 200 a 10000 PSI‟s. No trabalho fora utilizada a bomba hidráulica TEXAS (Ver
Figura 16).

Figura 16. Bomba hidráulica TEXAS.

No geral em todas as torres verificadas o torque na nacelle, base do gerador e base


do transformador do TOPBOX foi de aproximadamente de 450 N.m em 100% dos
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parafusos, a ferramenta utilizada é um torquímetro com um range (faixa) de 200 N.m a


600 N.m com um soquete 30 mm.

5.14 TORQUE DO SISTEMA DE FREIO DA NACELLE

No torque do sistema de freio da nacelle (yaw puck) o procedimento é um pouco


diferente, temos que folgar todo o parafuso em seguida reapertamos e aplicamos um
torque de 150 N.m em 100% dos parafusos e em seguida aplicar um giro de 180° em
100% dos parafusos.
Nesta etapa foram utilizadas as seguintes ferramentas: chave combinada 60 mm, e
torquímetro e bomba hidráulica HYTORC com o link HYTORC STEALTH. Na Figura
17 é ilustrado o aperto dos parafusos na Nacelle usando a bomba hidráulica HYTORC.

Figura 17 (a). Yaw Punk. Figura 17 (b) Pistão de Freio do Yaw.


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6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

As atividades delegadas ao estagiário evoluíram no âmbito técnico, em acordo


com a formação do aluno, sendo respeitados o negócio, as políticas de gestão, as
perspectivas organizacionais e o mapa estratégico da empresa.
Este período proporcionou o enriquecimento profissional do estagiário, dando-lhe
oportunidades de vivenciar as práticas inerentes ao cotidiano de um profissional da sua
área de formação.
Acerca da manutenção preventiva e corretiva em parques eólicos foram
consolidados os conceitos relativos à sua avaliação e viabilidade, sendo consideradas
características construtivas, materiais e funcionais, proporcionando a aplicação de
critérios e normas técnicas de segurança.
Visando sempre a integração do estagiário com os trabalhos executados na
empresa, os profissionais que formam a General Electric Renewable Energy of Brazil
S.A / Fieldcore International Services. Se mostraram presentes e prestativos sempre que
era necessário e possível. A oportunidade de trabalhar diretamente com técnicos que
possuem conhecimento aliado a experiência é ímpar.
Acompanhar a manutenção dos aerogeradores do parque eólico Santa Brígida,
forneceu ao estagiário uma aprendizagem tanto teórica quanto prática. A partir do
momento que foi dada a oportunidade de participar das atividades rotineiras do parque
eólico, o estagiário sente que foi depositado confiança na sua capacidade de resolver
problemas e passa a assumir a responsabilidade de tarefas delegadas pelo supervisor e
outros técnicos. Isso é de grande importância na formação do futuro profissional.
Dentre as disciplinas estudadas durante o Curso Técnico as que mais me apoiaram
no estágio foram: Máquinas Elétricas; Eletrônica Analógica, Eletrônica Digital e
Controladores Lógicos Programáveis.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Boldea, I.: “Synchronous Generators”, Electric Power Engineering Series, CRC, 2005.

Deng, F., Chen, Z.: “Power Control of Permanent Magnet Generator Based Variable
Speed Wind Turbines”, Department of Energy Technology, Aalborg University,
Alalborg, Denmark, 2009.

General Electric Industrial. “Ramos da GE no Brasil”. Acesso em: 28/04/2018.


Disponível em: http://br.geindustrial.com/

Hansen, A. D. et al.: “Review of Contemporary Wind Turbine Concepts and Their


Market Penetration”, Wind Engineering, Vol. 28, Nº 3, 2004.

HYTORAC. “Ferramentas pneumáticas para torção”. Acesso em: 28/04/2018.


Disponível em: https://hytorc.com/stealth

Nasar, S. A., Boldea, I., Unnewehr, L. E.: “Permanent Magnet, Relutance, and Self-
Synchronous Motors”, CRC Press, 1993.

Notas de Aula, PUC-RS. “Sistemas eólicos para injeção na rede elétrica”. Acesso em:
28/04/2018. Disponível em: www.daviddarlin.info

RAD Sul América. “Ferramentas pneumáticas: Torque Pneumático”. Acesso em:


28/04/2018. Disponível em: http://www.radsuramerica.com/brasil/rad_gen-x_series.php

Silveira, K. C. P.: “Regiões de Segurança Estática Considerando as Curvas de


Capacidade de Geradores Síncronos”, Monografia (Graduação em Engenharia Elétrica),
Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2012.