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Índice

1. Introdução..................................................................................................................1

1.1. Objectivos...............................................................................................................2

1.2. Objectivo geral.......................................................................................................2

1.2.1. Objectivos específicos........................................................................................2

1.3. Metodologia de Estudo...........................................................................................2

2. REVISÃO DA LITERATURA..................................................................................3

2.1. Cálculo Diferencial e Integral................................................................................3

2.2. Poder do Cálculo Diferencial e Integral.................................................................3

2.3. História de cálculo diferencial................................................................................4

3. DERIVADAS.............................................................................................................5

3.1. Interpretação física.................................................................................................6

3.2. Interpretação Geométrica.......................................................................................7

3.3. Regras de Derivação...................................................................................................8

3.4. Aplicações de derivadas.............................................................................................8

3.5. DERIVADAS PARCIAIS...........................................................................................9

3.5.1. Derivação parcial com limites...............................................................................10

3.5.2. Derivada Parcial de Função de mais de duas Variáveis.........................................11

3.5.3. Derivadas Parciais de Ordem Superiores..............................................................12

4. Conclusão.................................................................................................................13

5. Referências Bibliográficas.......................................................................................14

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1. Introdução

O presente trabalho de pesquisa debruçar-se-á sobre Calculo Diferencial mas


especificamente da O Calculo Diferencial da Derivada. Contextualizando, podemos A
derivada é utilizada para o estudo de taxas nas quais variem as grandezas físicas. De
modo geral, ela nos permite aplicar os seus conhecimentos a qualquer quantidade ou
grandeza, desde que ela seja representada por uma função.

O Cálculo Diferencial e Integral (também conhecido resumidamente por Cálculo),


poderosa e indispensável ferramenta matemática para o estudo da Física, da Engenharia
e de outras ciências. Serão apresentadas aqui apenas algumas noções básicas, úteis para
a compreensão dos conceitos físicos que serão vistos em breve. Ainda neste trabalho,
abordaremos os aspectos relacionados com derivadas parciais.

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1.1. Objectivos

1.2. Objectivo geral


 Estudar o cálculo diferencial de derivadas e sua aplicação.

1.2.1. Objectivos específicos


E como objectivos específicos traçaram-se as etapas a serem seguidas:

 Descrever os conceitos de derivada;

 Identificar as variáveis formas de interpretação de derivadas;

 Decifrar as derivadas parciais e suas funções.

1.3. Metodologia de Estudo


Segundo Marconi e Lakatos (2007), a metodologia e directamente relacionada com o
problema a ser estudado; a escolha dependerá dos vários factores relacionados com a
pesquisa a natureza dos fenómenos, o objecto da pesquisa, os recursos financeiros, a
equipe humana e outros elementos que possam surgir no campo da investigação.

Para a realização deste trabalho, para além da revisão de literatura sobre o tema, vai ser
utilizado a metodologia explicativa sobre as derivadas.

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2. REVISÃO DA LITERATURA

2.1. Cálculo Diferencial e Integral

O Cálculo Diferencial e Integral está fundamentado em um conjunto de operações


envolvendo quatro operadores: limite, diferencial, derivada, e integral. A análise teórica
desses tópicos nos livros texto de Cálculo Diferencial e Integral [1-4] encontra-se bem
desenvolvida, principalmente do ponto de vista do rigor matemático. Talvez devido a
esse rigor matemático associado à abstração conceptual que o assunto exige, e a falta de
preparo dos alunos em absorver conceitos e ideias abstratas, parece que esses itens são
apresentados de forma isolada, como se a ligação entre eles fosse puramente
matemática.

Na realidade existe, além da relação matemática, uma ligação física muito forte entre
esses operadores que pode ajudar o aluno de graduação a compreender melhor o
significado e a aplicação dessa importante ferramenta matemática. Através do limite se
chega na diferencial e na derivada. A integral é uma operação sobre a diferencial; o
resultado mais simples de uma integral é uma diferença, cuja aplicação é fundamental
nas Ciências Exatas. A sequência de tópicos que constitui o Cálculo Diferencial
Derivada, e a ligação entre esses operadores pode ser esquematizada da seguinte
maneira:

Fig. 1- Esquema das Etapas que formam o Cálculo Diferencial e Integral

2.2. Poder do Cálculo Diferencial e Integral


Por meio dele, problemas complexos podem ser quebrados em partes menores, cuja
resolução e posterior reintegração resultarão na solução buscada para o problema
original. Dito de maneira simples, o Cálculo Diferencial quebra um problema complexo
em partes infinitamente pequenas, cuja resolução é quase sempre direta, e em seguida

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reconstrói o todo através do Cálculo Integral. Se o Cálculo Diferencial é um martelo que
quebra um problema em partes infinitamente pequenas, o Cálculo Integral é a cola que
une todas essas infinitas partes, reconstrói o todo e dá a solução do problema original.

Essas partes elementares matéria prima do Cálculo são chamadas de infinitésimos, daí o
termo Cálculo Infinitesimal, que também o designa. Abordaremos neste capítulo apenas
o Cálculo Diferencial, ficando o próximo capítulo responsável pelo Cálculo Integral.
Serão vistas algumas aplicações bem interessantes, algumas relacionadas à Física.

2.3. História de cálculo diferencial


As idéias básicas do Cálculo remontam à Grécia antiga. No quarto século antes de
Cristo, Eudóxio inventou o método da exaustão a fim de obter provas para certos
teoremas geométricos evitando argumentos complexos acerca do infinito. Mais ou
menos um século depois, Arquimedes usou o mesmo método para obter a área de um
círculo. O seu método consistia

Noções de Cálculo Diferencial e Integral em inscrever e circunscrever polígonos


idênticos, com n lados, ao círculo. Evidentemente, a sua área deveria ser maior que a do
polígono inscrito e menor que a do circunscrito. Quando o número de lados aumenta
muito, isto é, quando n → ∞, todas as áreas devem convergir para o mesmo valor,
fornecendo a área do círculo. Porém, assim como Eudóxio, Arquimedes também se
esquivava o máximo que podia do elusivo infinito.

Tal método persistiu por quase 2000 anos até que Kepler, ao estudar as leis que regem o
movimento dos planetas, percebeu que as áreas das elipses (as suas trajetórias) podiam
ser calculadas como a soma de um grande número de triângulos muito estreitos, com
um dos vértices colocado no Sol (foco da elipse). Trabalhos simultâneos de Fermat,
dentre outros, sobre as sequências infinitas culminariam na criação do Cálculo por Isaac
Newton, em meados do século XVII.

Na tentativa de compreender as causas dos movimentos dos planetas e a sua submissão


ao Sol, Newton percebeu que a matemática disponível na época não era suficiente para
atacar problemas dessa natureza, que interrelacionavam distâncias, direções e
velocidades em um fluxo temporal contínuo. Viu-se, portanto, obrigado a inventar um
novo tipo de cálculo que operasse tais variações, daí surgindo o conceito de derivada
por ele chamada de fluxion , baseando-se na noção dos infinitesimais. Por meio deste

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método original, foi possível determinar comprimentos de curvas e suas tangentes além
de resolver outros problemas que a geometria clássica sozinha não lograria êxito.
Newton também inventou métodos para a avaliação da integral indefinida, embora não
tenha explicitamente definido a integral naquela época.

Coube a Leibniz o conhecimento e a formulação da integral definida como uma soma de


infinitésimos, tal como conhecemos hoje, dentre outras contribuições importantes.

3. DERIVADAS
O conceito de derivada está intimamente relacionado à taxa de variação instantânea de
uma função, o qual está presente no cotidiano das pessoas, através, por exemplo, da
determinação da taxa de crescimento de uma certa população, da taxa de crescimento
econômico do país, da taxa de redução da mortalidade infantil, da taxa de variação de
temperaturas, da velocidade de corpos ou objetos em movimento, enfim, poderíamos
ilustrar inúmeros exemplos que apresentam uma função variando e que a medida desta
variação se faz necessária em um determinado momento. Para entendermos como isso
se dá, inicialmente vejamos a definição matemática da derivada de uma função em um
ponto:

Definição: Se uma função f é definida em um intervalo aberto contendo x0, então a


derivada de f em x0, denotada por f ’(x0), é dada por:

se este limite existir. Dx representa uma pequena variação em x, próximo de x0, ou seja,
tomando x = x0 + ∆x (∆x = x – x) , a derivada de f em x0 pode também se expressa por

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3.1. Interpretação física
A derivada de uma função f em um ponto x0 fornece taxa de variação instantânea de f
em x0. Vejamos como isso ocorre: Suponha que y seja uma função de x, ou seja, y =
f(x). Se x variar de um valor x0 até um valor x1, representaremos esta variação de x,
que também é chamada de incremento de x, por Dx = x1 - x0, e a variação de y é dada
por Dy = f(x1)- f (x0), o que é ilustrado na figura a seguir:

O quociente das diferenças, dado por é dito taxa de variação


média de y em relação a x, no intervalo [x0, x1 ]. O limite destas taxas médias de
variação, quando Dx Ø 0, é chamado de taxa de variação instantânea de y em relação a
x, em x = x0. Assim, temos:

Taxa de variação instantânea = Portanto, a taxa de variação


instantânea de uma função em um ponto é dada pela sua derivada neste ponto.

Para tornar o nosso estudo mais simples, vamos imaginar uma máquina matemática que
tem o poder de transformar uma função real qualquer f(x), colocada à sua entrada, em
outra, representada por f′(x), que surgirá na sua saída (figura 1).

Figura 1.1: A máquina, ou operador, derivada

Essa máquina pode ser vista como uma caixa-preta que obedece a um conjunto
específico de regras e executa operações cuja finalidade é transformar uma função dada
em outra, dela derivada. Por essa razão, essa nossa máquina matemática será chamada

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de operador derivada, ou simplesmente derivada. A regra que define o seu
funcionamento é dada pela seguinte expressão:

Para entender melhor como funciona a regra acima, acompanhe os exemplos seguintes.
Ex.: Calcular a derivada da função f(x) = x0 = 1.

3.2. Interpretação Geométrica

A derivada de uma função f em um ponto a fornece o coeficiente angular (inclinação) da


reta tangente ao gráfico de f no ponto (a, f(a)). Vejamos: Dada uma curva plana que
representa o gráfico de f, se conhecermos um ponto P(a, f(a)), então a equação da reta
tangente r à curva em P é dada por y - f(a) = m (x - a), onde m é o coeficiente angular da
reta. Portanto, basta que conheçamos o coeficiente angular m da reta e um de seus
pontos, para conhecermos a sua equação. Mas como obter m para que r seja tangente à
curva em P? Consideremos um outro ponto arbitrário sobre a curva, Q, cujas
coordenadas são (a + ∆x, f(a+ ∆x)). A reta que passa por P e Q que é chamada reta
secante à curva.

Analisemos agora a variação do coeficiente angular da reta secante fazendo Q se


aproximar de P, ou seja, tomando ∆x cada vez menor. Tudo indica que quando P está
próximo de Q, o coeficiente angular msec da reta secante deve estar próximo do
coeficiente angular m da reta r, ou seja, o coeficiente angular msec tem um limite m
quando Q tende para P, que é o coeficiente angular da reta tangente r. Indicando-se a
abscissa do ponto Q por x = a + ∆x (∆x = x - a) e sabendo-se que a abscissa de P é
expressa por a, então, se Q → P temos que ∆x → 0, o que é equivalente a x→ a. Assim:

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( se este limite existe), é o coeficiente angular da reta tangente r. Porém,

Logo, m = f’(a), ou seja, a derivada de uma função em um ponto, de fato, fornece o


coeficiente angular da reta tangente ao gráfico desta função, neste ponto.

Observação: Uma conseqüência imediata da interpretação geométrica da derivada é que


uma função só é derivável (ou diferenciável) em um ponto de seu domínio se existir
uma reta tangente ao seu gráfico por este ponto, ou seja, o gráfico da função neste ponto
não apresenta comportamento pontiagudo. Estendendo este raciocínio a todos os pontos
do domínio da função, notamos que o gráfico de uma função diferenciável é uma curva
suave, sem nenhum pico “pontudo”. Assim, a função apresentada na da figura abaixo,
por exemplo, não é diferenciável em x0, ou seja, neste ponto não existe a sua derivada,
pois por (x0, f(x0) não passa uma única reta tangente.

3.3. Regras de Derivação


1. Se f é a função constante definida por f(x) = c, c∈ℜ , então f’(x) = 0.
2. Se f(x) = x, então f’(x) = 1. 3. Se f(x) = x n , onde * n ∈ R , então f ’(x) = n x n - 1 .
4. Se f é diferenciável em x e g(x) = c f(x), então g’(x) = c f ’(x).
5. Se f e g são diferenciáveis em x, então (f ± g)’(x) = f ’(x) ± g’(x).
6. f (x) = sen x ⇒ f (' x) = cos x .
7. f(x) = cos x => f’(x) = – sen x.
8. f (x) = a ⇒ f' (x) = ax ln a; f (x) = e ⇒ f (' x) = ex, e entre outras regras.

3.4. Aplicações de derivadas

As aplicações da derivada são variadas, onde ela está sempre relacionada a uma taxa de
variação. Entendemos a derivada como o coeficiente angular da reta tangente, porém ela
pode ser usada para indicar a taxa que o gráfico apresenta em uma curva que deve subir
ou descer. Entre as numerosas aplicações da derivada podemos citar problemas
relacionados à: tempo, temperatura, volume, custo, pressão, consumo de gasolina, ou

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seja, qualquer quantidade que possa ser representada por uma função. Esses problemas
podem ser reduzidos a determinar maior ou menor valor de uma função em algum
intervalo onde esse valor ocorre.

Por exemplo, se o tempo for a questão principal de um problema, pode-se estar


interessado em descobrir a maneira mais rápida de desempenhar uma tarefa (menor
valor da função), ou caso o custo seja a preocupação principal, pode-se também querer
saber o menor custo para desempenhar certa tarefa (maior valor da função).

Outra aplicação muito utilizada da derivada é com relação a taxas de variação ou taxas
relacionadas onde é possível relacionar variáveis como, por exemplo, é possível
relacionar a variação de uma variável em relação ao tempo e essa variável pode está
relacionada a um volume a uma distância a uma velocidade entre outros, possibilitando
assim a relação entre estas variáveis

3.5. DERIVADAS PARCIAIS

Derivadas parciais são calculadas utilizando o mesmo comando que foi utilizado para
calcular a derivada, isto é, "D" ou "Derivative". Seja f(x,y) uma função diferenciável
em relação às variáveis x e y. Utilizamos os seguintes comandos para os cálculos das
derivadas parciais.

Em matemática, uma derivada parcial de uma função de várias variáveis é a


sua derivada com respeito a uma daquelas variáveis, com as outras variáveis mantidas
constantes. Este conceito é útil no cálculo vectorial e geometria diferencial.

Assim sendo, lembramo-nos a definição de derivada, temos (y = f (x) ---> função de


uma variável):

y' = f '(x), representa a derivada da função ou mtg, representa a inclinação da reta


tangente.
"Ampliando" este conceito de derivada para funções de duas variáveis, obtemos:

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DEFINIÇÃO: Se z = f (x,y) e (x,y) é um ponto no domínio de f, então a derivada parcial
de z em relação a x é a derivada em relação a x que resulta, quando y é mantido fixo (é
constante), e x é permitido variar. Denotamos por fx (x,y) e definimos por:

Analogamente, se define a derivada parcial em relação a y:

Notação usada para representação de derivadas parciais: Se z = f (x,y), escrevemos:

Exemplo 1: Encontre fx (x,y) e fy (x,y) para f (x,y) = 2x³y² + 2y + 4x e use essas


derivadas parciais para calcular fx (1,3) e fy (1,3).
Resolução:
Calculo a derivada em relação ao x, fx (x,y): Mantendo y fixado (constante) e
derivando em relação ao x, obtemos (observe que no termo 2y, 2 e y são constantes, a
derivada da constante é igual a 0):

Calculo a derivada em relação à y, fy (x,y): Mantendo x fixado (constante) e derivando


em relação à y, obtemos:

Substituindo os pontos nas equações achadas:


fx (1,3) = 6xy² + 4 = 6 . 1 . 3² + 4 = 58 e fy (1,3) = 4yx³ + 2 = 4 . 3 . 1³ + 2 = 14.

3.5.1. Derivação parcial com limites


A derivada parcial de uma função de n argumentos pode ser representada através de
um limite como sendo a função f pode ser reinterpretada como uma família de funções
de uma variável indexada pelas outras variáveis:

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Em outras palavras, a cada valor de x define uma função, denotada fx, que é uma função
de uma variável . Isto é, uma vez que o valor de x é escolhido, em seguida, f ( x, y)
determina a função fa que envia y para a 2 + ay + y 2
Nesta expressão, a é uma constante, e não uma variável, então fa é uma função de uma
única variável real, sendo y. Consequentemente, a definição da derivada para uma
função de uma variável aplica-se:
O procedimento acima pode ser realizada por qualquer escolha de a. Organizando as
derivadas juntas em uma função dá uma função que descreve a variação de f na direção
de y: Este é o derivado parcial de f em relação a y. Aqui ∂ é um d arredondado,
chamado o símbolo derivado parcial. Para distingui-la da letra d, ∂ às vezes é
pronunciado "del" ou "parcial" em vez de "dê".
Em geral, a derivada parcial de uma função f(x1,...,xn) na direção no ponto xi (a1, ..., a)
é definida como sendo:
Na diferença quociente acima, todas as variáveis, exceto xi são mantidas fixas. Essa
escolha de valores fixos determina uma função de uma variável , e, por definição, em
outras palavras, as diferentes opções de a indica uma família de funções de uma
variável, assim como no exemplo acima. Esta expressão também mostra que o cálculo
das derivadas parciais se reduz ao cálculo de uma variável derivada.
Um exemplo importante de uma função de várias variáveis é o caso de um campo
escalar f(x1,...xn) em um domínio no espaço Euclidiano Rn (e.g., on R2 or R3). Neste
caso f tem uma derivada parcial ∂f/∂xj com relação a cada variável xj. No ponto a, estas
derivadas parciais definem o vector.
Este vector é denominado gradiente de f em a. Se f é diferenciável em todos os pontos
de algum domínio, então o gradiente é uma função vetorial de valor ∇f que leva o ponto
apara o vetor ∇f(a).

3.5.2. Derivada Parcial de Função de mais de duas Variáveis


Calculamos usando o mesmo método acima derivando a função em relação a cada
variável em que as outras variáveis serão constantes.
Exemplo 2: Determine fx,(x,y,z), fy (x,y,z) e fz (x,y,z) se f (x,y,z) = exy ln z.
Calculo a derivada em relação ao x: Mantendo y e z fixados (constantes) e derivando
em relação ao x, obtemos (observe que ln z é uma constante):

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Calculo a derivada em relação à y: Mantendo x e z fixados (constantes) e derivando em
relação à y, obtemos (observe que ln z é uma constante):

Calculo a derivada em relação ao z: Mantendo x e y fixados (constantes) e derivando


em relação ao z, obtemos (observe que exy é uma constante):

3.5.3. Derivadas Parciais de Ordem Superiores


Suponha que f seja uma função de duas variáveis x e y. Como as derivadas
parciais ∂f/∂x e ∂f/∂y também são funções de x e y, essas funções podem elas mesmas
ter derivadas parciais. Isso origina quatro possíveis derivadas parciais de segunda
ordem de f, que são definidas por:

Os símbolos fxx, fyy, fxy e fyx significam:


fxx: A ordem de início do calculo da derivada parcial é sempre da esquerda para direita.
Começamos derivando em relação ao x e, o resultado, derivo novamente em relação ao
x.
fyy: A ordem de início do cálculo da derivada parcial é sempre da esquerda para
direita. Começamos derivando em relação à y e, o resultado, derivo novamente em
relação à y.
fxy: A ordem de início do cálculo da derivada parcial é sempre da esquerda para direita.
Começamos derivando em relação ao x e, o resultado, derivo novamente em relação à y.
fyx: A ordem de início do cálculo da derivada parcial é sempre da esquerda para direita.
Começamos derivando em relação à y e, o resultado, derivo novamente em relação ao x.

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4. Conclusão

Após a elaboração deste trabalho, conclui-se que a derivada de uma função é o central
do cálculo diferencial, a derivada pode ser usada para determinar a taxa de variação de
alguma coisa devido a mudanças sofridas em uma outra ou se uma função entre os dois
objetos existe e toma valores contínuos em um dado intervalo. Por exemplo, a taxa de
variação da posição de um objeto com relação ao tempo, isto é, sua velocidade, é uma
derivada. Consideremos uma função f(x) . A função f é derivável em a, se: f(a) = lim
f(x) – lim f(a) A forma de abordagem dos limites segundo suas aplicações nas Ciências
Exatas deve levar o aluno a uma melhor compreensão quanto à utilização dessa
importante ferramenta matemática.

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5. Referências Bibliográficas
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Brasil Editora Ltda, S. P., 1987, a) pg. 36, b) pg. 94;
II. Munem, A. M. e Foulis, D. J., Cálculo, vol. 1, Guanabara Dois, R. J., 1982, a)
pg. 21, b) pg. 51;
III. Kaplan, W., Cálculo Avançado, vol. 1, Editora da Universidade de São Paulo, S.
P., 1972, a) pg. 14;
IV. Thomas Jr, G. B. e Finney, R. L., Cálculo Diferencial e Integral, vol. 1, Livros
Técnicos e Científicos Editora S. A., R. J., 1982, a) pg. 19, b) pg. 52;
V. Atkins, P. W., Físico - Química, vol. 1, sexta edição, Livros Técnicos e
Científicos Editora, R. J., 1999, a) pg. 15;
VI. Castellan, G., Fundamentos de Físico - Química, Livros Técnicos e Científicos
Editora, R. J., 1995, a) pg. 8, b) pg. 34;
VII. Fried, V., Hameka, H. F. e Blukis, U., Physical Chemistry, MacMillan
Publishing CO., Inc., N. Y., 1975, a) pg. 5, b) pg. 13;
VIII. Moore, W. J., Físico - Química, vol. 2, Editora da Universidade de São Paulo, S.
P., 1976, a) pg. 415, b) pg. 390;
IX. Tipler, P. A., Física Moderna, Guanabara Dois, R. J., 1981, pg. 88;

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